domingo, 09 de agosto de 2026
06/08/2026

Curso gratuito de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe está com inscrições abertas em Itapema


A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, segue com as inscrições abertas para mais uma capacitação gratuita do programa Itapema Qualifica, realizado em parceria com o SENAC/SC. Desta vez, a oportunidade é para o curso de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe, voltado para quem deseja aprimorar competências comportamentais cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.

A formação tem como objetivo desenvolver habilidades essenciais para o ambiente profissional, como comunicação eficiente, cooperação, resolução de conflitos, inteligência emocional e convivência em equipe. O conteúdo também aborda princípios de etiqueta social e profissional, comunicação assertiva e técnicas para fortalecer o relacionamento interpessoal, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo, respeitoso e colaborativo.

Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre os fundamentos do trabalho em equipe, compreendendo como a colaboração, a confiança e a união de diferentes habilidades podem potencializar resultados. O curso também apresenta estratégias para administrar conflitos de forma construtiva, além de explorar os principais elementos do processo de comunicação, identificando fatores que podem facilitar ou dificultar o entendimento entre as pessoas.

Outro destaque da capacitação é o desenvolvimento da comunicação assertiva, habilidade que permite expressar opiniões, necessidades e ideias com clareza, respeito e objetividade, fortalecendo as relações profissionais e pessoais.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, destacou a importância das capacitações para a formação profissional da população. " O Itapema Qualifica oferece oportunidades gratuitas para que a nossa população desenvolva essas competências e esteja cada vez mais preparada para conquistar uma vaga no mercado ou crescer na carreira", afirmou o secretário.

Inscrições e aulas
As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Casa da Cidadania, localizada na Rua 216, nº 155, em Meia Praia, das 8h às 17h, ou de forma online pelo site qualifica.itapema.sc.gov.br. As vagas são gratuitas e serão preenchidas por ordem de inscrição. As aulas acontecerão nos dias 18, 20, 25 e 27 de agosto, além de 1º de setembro, na EMEB Bento Elói Garcia, localizada na Rua 402 B, nº 100, no bairro Morretes.



Blog

Redução da taxa de juros ainda é insuficiente, avaliam entidades

O quarto corte consecutivo na Taxa Selic, definido nesta quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial.

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.

"O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)", disse a entidade.

Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses, e que Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.

"A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação".

Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical também classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a central sindical, juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e comprometem a geração de empregos.

"Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia", disse a entidade, em nota.

Copom 
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano.

Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.

Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período.

Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.

Curso gratuito de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe está com inscrições abertas em Itapema

A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, segue com as inscrições abertas para mais uma capacitação gratuita do programa Itapema Qualifica, realizado em parceria com o SENAC/SC. Desta vez, a oportunidade é para o curso de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe, voltado para quem deseja aprimorar competências comportamentais cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.

A formação tem como objetivo desenvolver habilidades essenciais para o ambiente profissional, como comunicação eficiente, cooperação, resolução de conflitos, inteligência emocional e convivência em equipe. O conteúdo também aborda princípios de etiqueta social e profissional, comunicação assertiva e técnicas para fortalecer o relacionamento interpessoal, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo, respeitoso e colaborativo.

Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre os fundamentos do trabalho em equipe, compreendendo como a colaboração, a confiança e a união de diferentes habilidades podem potencializar resultados. O curso também apresenta estratégias para administrar conflitos de forma construtiva, além de explorar os principais elementos do processo de comunicação, identificando fatores que podem facilitar ou dificultar o entendimento entre as pessoas.

Outro destaque da capacitação é o desenvolvimento da comunicação assertiva, habilidade que permite expressar opiniões, necessidades e ideias com clareza, respeito e objetividade, fortalecendo as relações profissionais e pessoais.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, destacou a importância das capacitações para a formação profissional da população. " O Itapema Qualifica oferece oportunidades gratuitas para que a nossa população desenvolva essas competências e esteja cada vez mais preparada para conquistar uma vaga no mercado ou crescer na carreira", afirmou o secretário.

Inscrições e aulas
As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Casa da Cidadania, localizada na Rua 216, nº 155, em Meia Praia, das 8h às 17h, ou de forma online pelo site qualifica.itapema.sc.gov.br. As vagas são gratuitas e serão preenchidas por ordem de inscrição. As aulas acontecerão nos dias 18, 20, 25 e 27 de agosto, além de 1º de setembro, na EMEB Bento Elói Garcia, localizada na Rua 402 B, nº 100, no bairro Morretes.

Juros altos agravam dificuldades da indústria, pondera CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera acertada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. No entanto, pondera que os juros altos agravam as dificuldades da indústria e seguirão asfixiando empresas e famílias. 

“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto. A decisão do Banco Central piora a perspectiva para a indústria, já tão prejudicada pelas incertezas no cenário externo. Além disso, o crédito caro compromete gravemente a renda das famílias, que já apresentam níveis recordes de endividamento e inadimplência”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI. 

Juros continuam desproporcionais à trajetória da inflação
As expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus vêm melhorando. Embora a projeção para o IPCA de 2026 seja de alta de 5,03%, as perspectivas para o índice em 2027 e 2028 continuam dentro do intervalo de tolerância da meta. Ao mesmo tempo, a inflação corrente vem perdendo força, o que deve continuar a ocorrer em julho. O IPCA-15, por exemplo, acumula alta de 4,52% em 12 meses até julho, resultado abaixo do observado no mês anterior (4,8%). Esses indicadores reforçam a leitura de acomodação das pressões de oferta e de demanda verificadas nos últimos meses. 

Além disso, a média dos núcleos de inflação de junho ficaram em 4,44% e apontam uma trajetória mais consistente com a meta de 3% da inflação, apesar da continuidade das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos.

Selic está 3,6 pontos percentuais acima do ideal
A CNI lembra que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses. A Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor — estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia. A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação. 

Real valorizado contribui para segurar a inflação 
Cabe destacar que, em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o país segue atraindo investidores internacionais interessados no elevado diferencial de juros entre o Brasil e as economias desenvolvidas. O país continua oferecendo retorno atrativo para investidores internacionais, situação que contribui para a apreciação do real, que nos últimos doze meses se valorizou 8,6% frente ao dólar, o que ajudou a arrefecer o ímpeto inflacionário. 

Juros altos elevam endividamento e espremem margens
Consulta realizada pela CNI mostra que os juros devem trazer forte pressão financeira sobre o setor nos próximos três meses. Mais da metade das empresas (53%) prevê aumento na necessidade de financiamento para contas a pagar; 47% esperam pressão sobre contas a receber e 42% sobre estoques — sinais claros de elevação da necessidade de capital de giro. 

Entre as empresas que demandam mais capital, mais de 55% projetam encarecimento do crédito, e cerca de 39% devem ampliar o endividamento bancário. Como efeito direto do aperto, 58% antecipam redução das margens líquidas, comprometendo rentabilidade e capacidade de investimento. Para conter perdas, 51% tentarão manter preços para não perder competitividade frente a importados, enquanto 37% já planejam repassar custos ao valor final, o que pressiona a inflação. Segundo os empresários, os juros atuais funcionam como um “imposto invisível” que inviabiliza investimentos, freia contratações e desvia recursos para aplicações financeiras em vez da produção.

Taxas de juros e endividamento das famílias
O elevado nível de juros no crédito livre também encarece o refinanciamento das dívidas familiares. O resultado é o endividamento em patamar crítico e o comprometimento da renda, reduzindo recursos para consumo essencial e ampliando o risco de superendividamento. O "Desenrola 2.0" trata, sobretudo, o sintoma, sem atacar causas estruturais, como a baixa educação financeira e o elevado nível das taxas de juros. 

Curso gratuito de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe está com inscrições abertas em Itapema

A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, segue com as inscrições abertas para mais uma capacitação gratuita do programa Itapema Qualifica, realizado em parceria com o SENAC/SC. Desta vez, a oportunidade é para o curso de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe, voltado para quem deseja aprimorar competências comportamentais cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.

A formação tem como objetivo desenvolver habilidades essenciais para o ambiente profissional, como comunicação eficiente, cooperação, resolução de conflitos, inteligência emocional e convivência em equipe. O conteúdo também aborda princípios de etiqueta social e profissional, comunicação assertiva e técnicas para fortalecer o relacionamento interpessoal, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo, respeitoso e colaborativo.

Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre os fundamentos do trabalho em equipe, compreendendo como a colaboração, a confiança e a união de diferentes habilidades podem potencializar resultados. O curso também apresenta estratégias para administrar conflitos de forma construtiva, além de explorar os principais elementos do processo de comunicação, identificando fatores que podem facilitar ou dificultar o entendimento entre as pessoas.

Outro destaque da capacitação é o desenvolvimento da comunicação assertiva, habilidade que permite expressar opiniões, necessidades e ideias com clareza, respeito e objetividade, fortalecendo as relações profissionais e pessoais.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, destacou a importância das capacitações para a formação profissional da população. " O Itapema Qualifica oferece oportunidades gratuitas para que a nossa população desenvolva essas competências e esteja cada vez mais preparada para conquistar uma vaga no mercado ou crescer na carreira", afirmou o secretário.

Inscrições e aulas
As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Casa da Cidadania, localizada na Rua 216, nº 155, em Meia Praia, das 8h às 17h, ou de forma online pelo site qualifica.itapema.sc.gov.br. As vagas são gratuitas e serão preenchidas por ordem de inscrição. As aulas acontecerão nos dias 18, 20, 25 e 27 de agosto, além de 1º de setembro, na EMEB Bento Elói Garcia, localizada na Rua 402 B, nº 100, no bairro Morretes.

Aumento de etanol na gasolina divide opiniões sobre impacto em carros

Aprovado recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) reacendeu o debate sobre os efeitos da medida tanto para o bolso dos consumidores como para o funcionamento dos veículos.
Contrário à mudança, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para suspender a decisão do CNPE até que estudos específicos comprovem a segurança da nova mistura para os motores da frota brasileira.

Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a ampliação da mistura fortalece a segurança energética do país, reduz a dependência de gasolina importada e ajuda a conter preços ao consumidor.

MPF
De acordo com o MPF, os estudos que embasaram a nova configuração da gasolina (com 32% de etanol) não demonstraram, de forma conclusiva, os impactos do E32 sobre durabilidade de componentes, emissões, autonomia e compatibilidade com diferentes tipos de veículos.

Na ação, o MPF aponta riscos de corrosão de peças, desgaste de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.

Os procuradores argumentam, ainda, que os estudos usados foram elaborados para o E30 e não para validar especificamente a adoção permanente do E32.

Por fim, o MPF argumenta que faltam estudos sobre impactos ambientais indiretos e pede perícia técnica independente.

Unica
Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento do percentual de etanol na gasolina é algo positivo porque favorece a segurança energética do país, além de reduzir a necessidade de importação de gasolina.

Além disso, acrescenta a Unica, não há evidências, nos resultados obtidos, de impactos sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo, emissões ou funcionamento dos veículos em decorrência da adoção do E32.

A entidade lembra que o E32 foi avaliado em estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes foram feitos em veículos leves e motocicletas movidos a gasolina, fabricados entre 1994 e 2024.

Mesmo os veículos mais antigos avaliados não apresentaram impactos em partida, marcha lenta, aceleração ou dirigibilidade com a utilização do E32, acrescentou ao destacar que não foram identificados impactos relevantes em desempenho, consumo, dirigibilidade, partidas a frio ou funcionamento dos motores.

Além dos aspectos técnicos, a entidade sustenta que o aumento da participação do etanol pode beneficiar os consumidores ao reduzir a dependência de gasolina importada.

A estimativa é que o país deixe de importar cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano. Segundo a Unica, sem a presença do etanol no mercado nacional, o custo dos combustíveis teria aumentado em R$ 8 bilhões apenas nos últimos três meses.

Mais de 40% das indústrias migraram para o mercado livre de energia em 2 anos, aponta CNI

Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 41% das indústrias brasileiras migraram para o mercado livre de energia desde 2024, quando entrou em vigor a norma do Ministério de Minas e Energia (MME) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente de livre contratação. De acordo com os dados, 73% dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre notaram redução dos custos com as tarifas de energia elétrica.

A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, divulgada nesta quinta-feira (30) pela CNI, revela que 30% das empresas consideram a migração para o mercado livre como a principal estratégia para reduzir o custo da conta de luz. Os dados apontam ainda que, em meio a um cenário de oscilações no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.

Apesar desse avanço, ainda há grande potencial para expansão desse mercado. Entre as empresas atendidas em baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre. Os dados reforçam que a abertura gradual do setor tende a ampliar a competitividade das indústrias.

A pesquisa revela que, entre as grandes indústrias atendidas em alta tensão, 63% já compram energia no mercado livre. Entre as pequenas empresas, 22% informam atuar nesse ambiente de contratação, enquanto 45% permanecem no mercado cativo.

Os dados indicam também que 79% das indústrias utilizam a energia elétrica como principal insumo energético em seus processos produtivos. O custo da energia é apontado pelos industriais como um dos principais desafios do setor.

Confira a pesquisa: https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/43/8d/438d1f97-f43e-435f-83e2-f0a4118f1646/sondagem_cni_industria_e_energia_2026.pdf

Sondagem CNI Indústria e Energia 2026.pdf(6,1 MB)
“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, destaca o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.

“Além disso, precisamos melhorar o sinal de preços com a adoção de tarifas dinâmicas, que possam variar de acordo com a geração, o horário e a demanda dos consumidores. Associado a isso é imprescindível revisarmos a grande quantidade de subsídios que encarecem a conta de energia”, acrescenta o gerente da CNI.

83% das empresas dizem que custo da energia é importante para a competitividade
Segundo a sondagem, 62% dos industriais indicaram que houve algum impacto da variação dos preços de energia elétrica nos últimos 12 meses. Para 83% deles, a conta de luz é um fator imprescindível para a competitividade. Outros 67% consideram que o aumento das tarifas impacta diretamente os custos de produção.

O aumento da conta de luz foi apontado por 3% das empresas como alto (acima de 30% de reajuste). Para 20%, o impacto foi considerado médio (acima de 10% de aumento), enquanto para 39%, o impacto foi considerado baixo (abaixo de 10% de aumento).

Quase duas em cada três empresas (64%) investiram em alguma forma de economizar energia ou na diminuição dos custos tarifários. A principal opção apontada foi a migração para o mercado livre, apontada por 30% das indústrias.

Investimentos em autogeração e eficiência energética
Já os investimentos em autogeração e ações de eficiência energética foram elencados como alternativas para 13% das empresas respondentes. Outros 28% não tomaram nenhuma medida para otimização energética de seus processos produtivos.

O setor de produtos de borracha foi o que mais investiu na opção de autogeração (25% das empresas) e na migração para o mercado livre (38% das empresas). O setor que mais migrou para o mercado livre foi o calçadista (47% das empresas). O setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, por sua vez, foi o que mais investiu em eficiência energética (25% das empresas).

A Sondagem Especial Indústria e Energia foi realizada em abril pela CNI, junto a 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, sendo 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes empresas.

Energia cara: quem vai pagar essa conta?

A energia elétrica é o principal insumo da indústria brasileira e um fator decisivo para a competitividade da economia. O Brasil reúne condições privilegiadas: tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 85% da geração proveniente de fontes renováveis, e vem ampliando rapidamente a participação da energia solar e eólica. Ainda assim, convivemos com um paradoxo difícil de justificar. Produzimos energia a baixo custo, mas pagamos uma das tarifas mais altas do mundo.

A principal explicação para essa distorção não está no custo de geração, transmissão ou distribuição, mas no crescimento contínuo dos encargos setoriais, subsídios e tributos embutidos na conta de luz. Hoje, cerca de 40% da tarifa corresponde a impostos e encargos setoriais, percentual que compromete a competitividade da indústria, reduz investimentos e encarece a produção nacional. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), principal mecanismo de financiamento de subsídios do setor, ilustra essa escalada: seu orçamento passou de R$ 14 bilhões em 2013 para mais de R$ 52 bilhões previstos para 2026.

O Brasil segue um caminho que vai na contramão da racionalidade e do razoável. Ao longo dos anos, diferentes políticas públicas foram incorporadas à tarifa de energia por meio de encargos criados, muitas vezes, com objetivos legítimos. O problema é que esses mecanismos se acumularam sem revisões periódicas, transformando-se em um conjunto de subsídios permanentes que pesa sobre consumidores e empresas. Criar encargos tornou-se politicamente mais fácil do que financiá-los pelo orçamento público, reduzindo a transparência e perpetuando distorções econômicas.

A facilidade política para criar encargos contrasta com a enorme dificuldade para sua revisão ou eliminação. Essa é a razão pela qual se prefere garantir subsídios via encargos, que não passam pelo escrutínio político na análise do orçamento público, em detrimento do uso de recursos orçamentários. Assim, os encargos setoriais acabam financiando políticas e subsídios que tendem a se perpetuar, mesmo quando perdem a eficiência econômica.

A redução desse peso sobre a conta de luz é uma das principais propostas da indústria brasileira para o próximo mandato presidencial. Este tópico está destacado como a prioridade no documento que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou aos pré-candidatos à Presidência da República, em evento realizado em junho.

No fim do século passado, nosso sistema elétrico era considerado um dos mais eficientes do mundo. Os grandes reservatórios hidrelétricos e um sistema interligado por uma ampla rede de transmissão garantiam a segurança e o baixo custo da eletricidade. Essa situação representava uma importante vantagem competitiva para a economia brasileira e para a indústria.

Infelizmente, esse tempo passou. A energia elétrica, agora, é cara. O recente histórico de intervenções no setor aliado às questões de gestão e de planejamento desestabilizaram o modelo, gerando complexidade, judicialização e enormes passivos financeiros. 

O PL 5017/2019 foi aprovado recentemente na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, determinando a criação de mais subsídios e contratações compulsórias de geração que novamente irão aumentar a tarifa de energia, sem que critérios técnicos ou econômicos sejam considerados. 

O novo texto aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura pegou o setor elétrico de surpresa. Estimativas da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia apontam que o custo acumulado com esses novos penduricalhos da conta de luz chegará a R$ 1,5 trilhão no acumulado na conta de luz até 2057, caso o Congresso Nacional aprove o projeto que prevê a contratação obrigatória de termelétricas a gás e pequenas hidrelétricas, entre outros dispositivos.

Trata-se de um caminho incompatível com a necessidade urgente de reduzir o Custo Brasil. A indústria é o setor da economia mais sensível ao preço dos insumos energéticos, devido à elevada participação da energia no custo total de produção. A racionalização dos encargos, a redução gradual de subsídios que já não se justificam, o aperfeiçoamento da formação de preços e a ampliação da concorrência devem integrar uma agenda consistente de reformas.

O Brasil não pode desperdiçar a vantagem de ter uma das matrizes elétricas mais renováveis e competitivas do planeta. A energia precisa voltar a ser um diferencial para impulsionar a indústria, atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico. Isso exige coragem para enfrentar privilégios, revisar subsídios e construir um setor elétrico mais transparente, eficiente e sustentável. Reduzir os penduricalhos da conta de luz não é apenas uma necessidade para os consumidores, mas uma condição indispensável para devolver competitividade à economia brasileira.

*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O artigo foi publicado na Folha de S. Paulo, no dia 30 de julho de 2026.

Assistência Social promove capacitação com 150 vagas sobre Inteligência Artificial

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania de Itajaí promoverá, no dia 13 de agosto, a capacitação "Inteligência Artificial na Prática", voltada a profissionais de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e organizações não governamentais (ONGs). A iniciativa tem como objetivo apresentar aplicações práticas da Inteligência Artificial.

A capacitação será realizada no dia 13 de agosto, das 13h às 18h, no Auditório da Secretaria Municipal de Educação de Itajaí, localizado na Avenida Vereador Abrahão João Francisco, nº 3855, bairro Ressacada. Ao todo, serão disponibilizadas 150 vagas, e as inscrições podem ser realizadas até o dia 7 de agosto (clicando aqui: https://cursos.sesisenai.org.br/cursos-profissionalizantes/inteligencia-artificial-na-pratica/ead/10200/125527). Os participantes deverão levar notebook e celular para acompanhar as atividades práticas da formação.

A capacitação será ministrada pelo docente do SENAI, Rabinson Grings, e apresentará os principais conceitos e ferramentas de Inteligência Artificial, com demonstrações práticas de aplicação no computador e no celular. Os participantes conhecerão recursos que poderão ser incorporados às rotinas das organizações, contribuindo para tornar o trabalho desenvolvido por elas mais ágil e eficiente.

Mais de 40% das indústrias migraram para o mercado livre de energia em 2 anos, aponta CNI

Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 41% das indústrias brasileiras migraram para o mercado livre de energia desde 2024, quando entrou em vigor a norma do Ministério de Minas e Energia (MME) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente de livre contratação. De acordo com os dados, 73% dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre notaram redução dos custos com as tarifas de energia elétrica.

A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, divulgada nesta quinta-feira (30) pela CNI, revela que 30% das empresas consideram a migração para o mercado livre como a principal estratégia para reduzir o custo da conta de luz. Os dados apontam ainda que, em meio a um cenário de oscilações no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.

Apesar desse avanço, ainda há grande potencial para expansão desse mercado. Entre as empresas atendidas em baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre. Os dados reforçam que a abertura gradual do setor tende a ampliar a competitividade das indústrias.

A pesquisa revela que, entre as grandes indústrias atendidas em alta tensão, 63% já compram energia no mercado livre. Entre as pequenas empresas, 22% informam atuar nesse ambiente de contratação, enquanto 45% permanecem no mercado cativo.

Os dados indicam também que 79% das indústrias utilizam a energia elétrica como principal insumo energético em seus processos produtivos. O custo da energia é apontado pelos industriais como um dos principais desafios do setor.

Confira a pesquisa:

Sondagem CNI Indústria e Energia 2026.pdf(6,1 MB): https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/43/8d/438d1f97-f43e-435f-83e2-f0a4118f1646/sondagem_cni_industria_e_energia_2026.pdf

“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, destaca o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.

“Além disso, precisamos melhorar o sinal de preços com a adoção de tarifas dinâmicas, que possam variar de acordo com a geração, o horário e a demanda dos consumidores. Associado a isso é imprescindível revisarmos a grande quantidade de subsídios que encarecem a conta de energia”, acrescenta o gerente da CNI.

83% das empresas dizem que custo da energia é importante para a competitividade
Segundo a sondagem, 62% dos industriais indicaram que houve algum impacto da variação dos preços de energia elétrica nos últimos 12 meses. Para 83% deles, a conta de luz é um fator imprescindível para a competitividade. Outros 67% consideram que o aumento das tarifas impacta diretamente os custos de produção.

O aumento da conta de luz foi apontado por 3% das empresas como alto (acima de 30% de reajuste). Para 20%, o impacto foi considerado médio (acima de 10% de aumento), enquanto para 39%, o impacto foi considerado baixo (abaixo de 10% de aumento).

Quase duas em cada três empresas (64%) investiram em alguma forma de economizar energia ou na diminuição dos custos tarifários. A principal opção apontada foi a migração para o mercado livre, apontada por 30% das indústrias.

Investimentos em autogeração e eficiência energética
Já os investimentos em autogeração e ações de eficiência energética foram elencados como alternativas para 13% das empresas respondentes. Outros 28% não tomaram nenhuma medida para otimização energética de seus processos produtivos.

O setor de produtos de borracha foi o que mais investiu na opção de autogeração (25% das empresas) e na migração para o mercado livre (38% das empresas). O setor que mais migrou para o mercado livre foi o calçadista (47% das empresas). O setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, por sua vez, foi o que mais investiu em eficiência energética (25% das empresas).

A Sondagem Especial Indústria e Energia foi realizada em abril pela CNI, junto a 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, sendo 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes empresas.

Pressão aumenta: Conselho das Entidades cobra leilão do canal portuário ainda em 2026

O Conselho das Entidades de Itajaí reforçou, nesta quarta-feira (29), seu posicionamento favorável à continuidade do processo de concessão do canal de acesso ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes. Em nota oficial, a entidade defendeu que o cronograma seja mantido para que o edital seja publicado e o leilão realizado ainda em 2026.

Presidido por Bento Ferrari, o Conselho informou que acompanha de perto as discussões sobre o tema e mantém diálogo permanente com empresários, operadores portuários e representantes do setor produtivo para contribuir com um processo conduzido com segurança jurídica, transparência e agilidade.

A manifestação ganha relevância por ocorrer em meio ao impasse envolvendo a gestão do canal de acesso. Recentemente, a administração do Porto de Itajaí solicitou a suspensão do processo de concessão, enquanto diversos segmentos ligados ao comércio exterior, à logística e ao setor portuário passaram a defender a continuidade do projeto.

Na avaliação do Conselho, o Porto de Itajaí é um dos principais pilares da economia regional e precisa de um ambiente de estabilidade institucional para atrair novos investimentos, ampliar sua competitividade e gerar mais empregos.

A entidade ressalta que a concessão do canal é considerada estratégica para garantir maior eficiência operacional, previsibilidade na manutenção da profundidade e melhores condições de navegação para embarcações cada vez maiores que operam no complexo portuário.

O Conselho das Entidades de Itajaí, formado por 25 organizações representativas dos setores produtivo, empresarial e social, reafirma que o avanço do processo é fundamental para fortalecer a economia da região e assegurar o futuro do maior complexo portuário de Santa Catarina.

BC Convention conquista prêmio nacional com Projeto MICE e tem case eleito o melhor do Brasil

O Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau conquistou um importante reconhecimento nacional na terça-feira (28), durante a programação do 10º UneCongresso, promovido pela União Nacional de Convention & Visitors Bureaux e Entidades de Destinos (Unedestinos), em Florianópolis. A entidade ficou em 1º lugar no 5º Prêmio Unedestinos, na categoria Relacionamento com Compradores de Eventos, com o case do Projeto MICE 2025, ao concorrer com iniciativas apresentadas pelos Convention & Visitors Bureaux de Natal e Rio de Janeiro.

O prêmio reconhece as melhores práticas desenvolvidas pelos destinos brasileiros na promoção e fortalecimento do turismo, valorizando projetos inovadores e de impacto para o setor. O case apresentado pelo BC Convention destacou a estratégia adotada pelo Projeto MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions/Events), iniciativa lançada em 2025 para ampliar a captação de eventos e consolidar o município e a região como um dos principais destinos brasileiros para o turismo de negócios.

O presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, Robinho Soares, aponta que receber o primeiro lugar no Prêmio Unedestinos com o Projeto MICE é motivo de enorme orgulho para o BC Convention e para toda a região. “Ter o nosso trabalho reconhecido durante o UneCongresso, ao lado dos maiores especialistas em gestão e promoção de destinos do país, reafirma o nosso compromisso permanente com a consolidação de Balneário Camboriú e Camboriú como destinos turísticos durante o ano inteiro. O turismo de eventos é um motor transformador: reduz a sazonalidade, gera empregos, atrai investimentos e fortalece toda a cadeia produtiva da cidade. Esse prêmio não representa apenas uma ideia bem executada, mas o esforço conjunto da nossa equipe, o apoio dos associados e a força da parceria entre a iniciativa privada e o poder público. É um reconhecimento que dividimos com todos os profissionais que constroem o BC Convention diariamente e que nos motiva a seguir trabalhando com inovação e dedicação para posicionar Balneário Camboriú e região entre os principais destinos de eventos do Brasil”, diz.

A diretora executiva do BC Convention, Ludiane Goulart, comemora a conquista e destaca que o reconhecimento é resultado do trabalho coletivo desenvolvido pela entidade em parceria com seus associados. "Receber esse prêmio nacional é motivo de muito orgulho para todos nós. Concorrer com destinos consolidados, como Natal e Rio de Janeiro, e ter o nosso projeto reconhecido como o melhor do Brasil mostra que Balneário Camboriú e região estão no caminho certo. Essa conquista pertence à nossa equipe, diretoria, associados e parceiros, que acreditam na força da união para desenvolver o turismo de eventos e fortalecer cada vez mais o nosso destino. O segmento MICE merece esse investimento e dedicação, por isso realizamos um trabalho que é feito com planejamento, relacionamento e inovação, e assim conseguimos gerar resultados concretos de fato”, explica.

O Projeto MICE foi lançado pelo BC Convention em abril de 2025, com a participação de empresas locais e regionais, integrando hotéis, espaços para eventos, atrativos turísticos, instituições de ensino e empresas de serviços. A proposta é fortalecer o relacionamento com o segmento MICE em si, para assim ampliar a presença de Balneário Camboriú e região em feiras e congressos especializados, promover visitas técnicas e realizar ações estratégicas voltadas à captação de eventos corporativos e associativos.

UneCongresso celebra 10 anos reunindo lideranças do turismo
A premiação ocorreu durante a 10ª edição do UneCongresso, realizada em Florianópolis. O evento reúne dirigentes de Convention & Visitors Bureaux, especialistas, gestores públicos e representantes da iniciativa privada de diversas regiões do Brasil, além de participantes de países como Paraguai, Peru, Panamá, Argentina e Colômbia.

 

Alargamento da praia pode valorizar imóveis em quase 40% em Balneário Piçarras

– A conclusão das obras de alargamento da praia de Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, deve desencadear um novo ciclo de valorização imobiliária na região. Um modelo matemático baseado em um estudo da Appraisal Institute — maior associação de avaliadores imobiliários dos Estados Unidos — projeta que os imóveis locais, especialmente os situados próximos a orla, podem registrar valorização de quase 40% decorrente da ampliação da faixa de areia.


O estudo norte-americano relaciona a largura da praia ao preço dos imóveis. De acordo com a pesquisa, cada incremento de 10% na faixa de areia está associado, em média, a um aumento aproximado de 2,6% no valor das propriedades frente-mar com impacto também na quadra-mar.

Com essa referência, o mercado imobiliário celebra o impacto da obra no município, que coincide com um momento de forte expansão de lançamentos e de demanda aquecida na região. Para Maicon Oliveira, sócio e diretor comercial e de operações da Vetter, quarta maior incorporadora do estado, o alargamento ultrapassa a questão geográfica.  "Também altera a percepção de valor sobre o destino. Ao ampliar o espaço de lazer e reforçar a infraestrutura turística, a obra melhora a experiência de moradores e visitantes. É esse ganho de qualidade de vida que impulsiona a demanda e acelera o retorno sobre o investimento”, diz.

Em Balneário Piçarras, a obra realizada ao longo de 2,43 quilômetros acrescentou, em média, cerca de 30 metros à praia. Em determinados pontos, a faixa de areia passou de 12,5 para 42,5 metros, uma expansão de 240%. Aplicada de forma teórica à metodologia do estudo, essa ampliação corresponderia a uma valorização estimada de aproximadamente 37%.

Essa mesma metodologia norte-americana foi usada como base para as projeções de valorização em Balneário Camboriú e Itapema, cidades que passaram por intervenções semelhantes na faixa de areia e registraram forte alta nos preços dos imóveis próximos ao mar.


"O conjunto de investimentos, aliado ao planejamento urbano e à qualidade dos empreendimentos, fortalece a cidade no longo prazo e amplia sua atratividade para moradores e investidores. Na Vetter, acreditamos nesse potencial e seguimos comprometidos em contribuir para seu sólido desenvolvimento", afirma


Sobre a Vetter Empreendimentos
Fundada em 2011, a Vetter é a quarta maior incorporadora de Santa Catarina e ocupa a 42ª posição no ranking nacional do INTEC. A empresa é referência em cidades como Penha e Balneário Piçarras, onde já lançou 1.770 unidades, entre entregues e em construção. Atualmente, a Vetter possui 11 obras em andamento nessas regiões e um landbank com 30 conjuntos de terrenos estratégicos.
https://vetter.com.br/

Crise de crédito e juros altos travam o setor de logística no Litoral Norte de SC

O setor de logística, transportes e serviços portuários — essencial para a movimentação de frotas e o fluxo de cargas na região de Itajaí e Navegantes — enfrenta um gargalo financeiro da porta para dentro: o estrangulamento do fluxo de caixa.

A combinação entre juros corporativos elevados, forte exigência de garantias por parte das instituições financeiras e os prazos dilatados para o recebimento dos fretes (que variam de 30 a 90 dias) tem pressionado a liquidez das empresas da cadeia de suprimentos.

O cenário é confirmado por indicadores macroeconômicos recentes. Dados das Estatísticas Monetárias do Banco Central apontam que as concessões de crédito livre para Pessoas Jurídicas seguem sob ritmo seletivo, influenciadas pelos elevados patamares do Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Para se proteger do risco de calote corporativo, os bancos de varejo aumentaram as exigências para liberação de capital de giro, travando o acesso de pequenas e médias empresas do setor produtivo.

De acordo com analistas da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), essa lentidão na transmissão da política monetária para o crédito real deriva do comportamento defensivo das instituições financeiras e das expectativas do mercado. Para o economista e professor da Univali, José Osvaldo Coninck, o mercado projeta juros de longo prazo pressionados por incertezas fiscais e inflacionárias. "O Banco Central controla a taxa de curto prazo, mas o crédito corporativo é balizado pelas taxas de longo prazo. Como há pressões no radar, o sistema bancário mantém a precificação do crédito em patamares elevados por precaução", explica Coninck.

EXIGÊNCIA DE GARANTIAS E MIGRAÇÃO PARA O MERCADO DE CAPITAIS

Além da taxa de juros, a restrição de recursos é ampliada pela baixa concorrência bancária e pelo endurecimento das normas de risco. É o que aponta o economista e professor do curso de Relações Internacionais da Univali, Daniel da Cunda Corrêa da Silva.

"O elevado volume de dívidas corporativas fez com que os bancos comerciais endurecessem os critérios de concessão, aumentando as exigências de garantias reais para proteger seus balanços", analisa Cunda. "A busca por fundos e estruturas de antecipação de recebíveis consolida-se como uma das poucas vias ágeis no momento diante da restrição do crédito bancário de balcão. Trata-se de uma estratégia de gestão para preservar a liquidez das empresas", completa.

A migração citada pelo especialista reflete-se nos boletins da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), que mostram a consolidação dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) como uma das principais ferramentas de captação de recursos no segmento B2B, superando a morosidade dos financiamentos tradicionais.

No dia a dia do setor logístico e portuário, onde despesas com combustível, manutenção de frotas, pedágios e folha de pagamento são pagas à vista, o descompasso de caixa exige soluções imediatas. Para Luís Carlos Schneider, diretor-presidente da SP Capital — FIDC sediado em Itapema —, essa movimentação do mercado reflete a busca dos empresários por eficiência financeira e sustentabilidade operacional.

"A operação logística do litoral norte roda contra o tempo e não pode esperar pela burocracia das esteiras bancárias tradicionais. O que vemos hoje no mercado B2B é que as empresas não procuram apenas crédito, mas sim parceiros que entendam a dinâmica do seu caixa. A antecipação de recebíveis permite transformar contratos e duplicatas em liquidez imediata, garantindo que o fluxo de transporte e armazenagem não pare por falta de capital de giro", destaca Luís.

A expectativa de especialistas é que, enquanto o sistema bancário mantiver a retenção de crédito e a alta exigência de garantias, as operações de crédito estruturado via FIDC continuem se consolidando como a principal engrenagem financeira para sustentar o ritmo do ecossistema logístico e portuário catarinense.

Foto: Superintendência Porto de Itajaí

Produção de petróleo e gás no Brasil cresce 14% no 2º trimestre

A Petrobras informou que a produção total de petróleo e gás (óleo, líquido de gás natural e gás natural) alcançou a marca recorde de 3,34 milhões (MM) barris de óleo equivalente por dia (boed) no 2º trimestre de 2026, valor 14,1% acima do mesmo trimestre do ano passado e 3,4% acima do 1º trimestre de 2026.
De acordo com a companhia, o desempenho resulta da melhoria na eficiência dos navios-plataforma Maria Quitéria, no campo de Jubarte; Alexandre de Gusmão; e no campo de Mero, P-78, no campo de Búzios, além do início de produção do FPSO P-79, no campo de Búzios.

A empresa informou que dez novos poços produtores entraram em operação no trimestre avaliado, sendo quatro na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.

Exportações 
Com o aumento da produção, as exportações cresceram para cerca de 1 MM bpd, ante redução das importações de óleo para 89 mbpd no segundo trimestre, considerado o menor volume desde a pandemia.

No mesmo período, o fator de utilização das refinarias chegou a 101,2%.

A empresa destaca que, diante do cenário de guerra no Oriente Médio e oscilação do valor do petróleo global, a maior utilização do parque de refino "tem sido fundamental para ampliar a oferta de derivados no mercado nacional".

Mercado interno
As vendas no mercado interno mantiveram-se em patamar semelhante ao do primeiro trimestre, já que o aumento da comercialização de diesel e GLP compensou a retração do consumo de demais produtos.

Receita classifica mais 17 empresas como devedoras contumazes

A relação completa pode ser consultada no painel dos devedores contumazes, página criada pela Receita em junho: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas-e-atividades/devedor-contumaz/lista-de-devedores-contumazes

Segundo o órgão, a lista pública reúne apenas contribuintes que concluíram todas as etapas do processo administrativo e tiveram o enquadramento confirmado de forma definitiva.

A listagem é dinâmica e será atualizada à medida que novos procedimentos forem encerrados.

O que é um devedor contumaz?
A classificação foi criada para combater empresas que utilizam o não pagamento reiterado e injustificado de tributos como estratégia de negócio. De acordo com a Receita Federal, a medida busca fortalecer a conformidade tributária, estimular a concorrência leal e dar mais transparência às ações de fiscalização.

O órgão ressalta que a iniciativa não tem como foco empresas que enfrentam dificuldades financeiras temporárias, mas casos em que a inadimplência é planejada para gerar vantagem competitiva.

Direito à ampla defesa
Antes de integrar a lista pública, o contribuinte passa por um processo administrativo que assegura o direito ao contraditório e à ampla defesa. Durante esse procedimento, a empresa pode:

quitar integralmente os débitos;
parcelar a dívida;
apresentar defesa administrativa;
comprovar patrimônio suficiente para afastar o enquadramento;
recorrer da decisão, caso a defesa seja negada.
Apenas após decisão definitiva desfavorável ou ausência de regularização é que a empresa passa a ser oficialmente considerada devedora contumaz.

Critérios
Pela Lei Complementar nº 225/2026, que criou a categoria de devedores contumazes, o enquadramento considera, entre outros requisitos:

dívida tributária superior a R$ 15 milhões;
passivo superior ao patrimônio declarado pela empresa;
inadimplência reiterada, por períodos consecutivos ou alternados, dentro de 12 meses.
O processo envolve diferentes áreas da Receita Federal e também a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável pelos débitos inscritos em dívida ativa.

Setores
As notificações concentram-se, até o momento, nos setores de cigarros e combustíveis. Segundo a Receita, apenas o segmento de combustíveis acumula débitos superiores a R$ 30,6 bilhões, considerando informações do órgão e da PGFN.

A expectativa é que a fiscalização seja ampliada para outros segmentos econômicos com histórico de elevada inadimplência tributária. Ainda não há cronograma para novas notificações.

Restrições
As empresas enquadradas como devedoras contumazes ficam sujeitas a diversas restrições previstas na legislação, entre elas:

impedimento de receber benefícios fiscais;
proibição de participar de licitações públicas;
impossibilidade de aderir a determinados programas de regularização;
restrições relacionadas à recuperação judicial;
declaração de inaptidão da inscrição no cadastro de contribuintes;
cancelamento de certificações obtidas em programas de conformidade.


Exceções
A legislação também estabelece situações em que a empresa não pode ser enquadrada como devedora contumaz. Entre elas estão:

débitos parcelados e pagos regularmente;
tributos com exigibilidade suspensa por decisão judicial;
valores ainda em discussão administrativa;
controvérsias jurídicas relevantes;
empresas afetadas por calamidades públicas ou crises comprovadas.
Além disso, juros, multas e encargos legais não entram no cálculo do valor principal da dívida usado para o enquadramento.

Acordo entre Mercosul e Singapura garante tarifa zero para exportações

Entra em vigor a partir do próximo sábado (1º) o Acordo Mercosul-Singapura, que deverá reduzir ou eliminar gradualmente as tarifas entre o país asiático e o bloco sul americano.
A parceria garante tarifa zero para 100% das exportações brasileiras destinadas ao país asiático. O texto também trará a definição de critérios comuns para as operações comerciais.

Além da redução de tarifas, o acordo amplia o acesso ao mercado de serviços, incentiva investimentos e inclui um capítulo específico sobre comércio eletrônico, o primeiro negociado pelo Mercosul com um parceiro extrarregional.

O acordo com Singapura já está valendo no Uruguai desde março e no Paraguai desde fevereiro.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura atingiu US$ 10,7 bilhões. As exportações brasileiras somaram US$ 7,4 bilhões, com superávit comercial de US$ 4,1 bilhões. Entre os principais produtos vendidos estão óleos combustíveis, máquinas e carnes bovina, suína e de aves.

O governo brasileiro disponibilizou manuais para serviços de orientação para exportadores, importadores e operadores de comércio exterior. As informações estão disponíveis no Portal Siscomex.

As informações disponibilizadas trazem informações sobre as regras para aplicação das preferências tarifárias, os critérios de origem das mercadorias e os procedimentos necessários para realizar operações de comércio exterior no âmbito do acordo.

O acordo foi assinado em 2022 e a expectativa do governo brasileiro à época era de incrementar o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos) em R$ 28,1 bilhões até 2041.

Negociado desde 2018, o acordo com Singapura deverá aumentar em US$ 500 milhões por ano as exportações do Mercosul para o país asiático.

CNI cobra avanço urgente contra o Custo Brasil

Agenda apresentada em Brasília reúne críticas, novas metas do governo e resultados de programas voltados à produtividade industrial
O combate ao Custo Brasil é uma das prioridades da Confederação Nacional da Indústria quando o tema é competitividade e fortalecimento da base produtiva do país. Segundo a entidade, o peso anual dessa pauta chega a R$ 1,7 trilhão, valor que corresponde a 20% do PIB brasileiro.

Para o presidente do Copin, Léo de Castro, a mitigação desses entraves precisa avançar com urgência para destravar o desenvolvimento industrial e impulsionar o crescimento econômico. Ele afirmou que, além de concluir projetos, é necessário garantir efeitos concretos para empresas e consumidores.

Na avaliação da CNI, alguns pontos seguem centrais na agenda de competitividade, como a regulamentação da Reforma Tributária e melhorias no ambiente regulatório do setor elétrico. Léo de Castro destacou que a Lei 15.269/2025 trouxe avanços, mas ainda há necessidade de reduzir encargos ligados à conta de desenvolvimento energético.

A entidade também reforçou que o combate ao Custo Brasil pode reduzir o preço dos produtos consumidos no país, com impacto direto no poder de compra e na qualidade de vida da população. Por isso, o tema foi tratado como estratégico para toda a economia, e não apenas para a indústria.

O secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, apresentou a nova agenda de mitigação do Custo Brasil, chamada Brasil mais Competitivo. Lançado em junho, o programa reduziu de 41 para 24 projetos e tem meta de gerar economia de R$ 341,6 bilhões.

Segundo o secretário, a nova fase incorporou sugestões da própria CNI, com foco nas demandas mais relevantes do setor produtivo. Entre os próximos passos estão o monitoramento dos resultados, a articulação entre órgãos e entidades e o diálogo contínuo com empresas e reguladores.

Na mesma reunião, o MDIC também apresentou o programa Brasil mais Simples, criado para reduzir burocracia, integrar sistemas públicos e cortar custos operacionais das empresas. A iniciativa busca facilitar a rotina do setor produtivo e melhorar o ambiente de negócios no país.

O encontro ainda trouxe dados do Brasil mais Produtivo, programa voltado a micro, pequenas e médias empresas. A iniciativa já registrou aumento médio de 29,6% na produtividade, redução média de 18,9% no consumo energético e mais de R$ 199 milhões em financiamentos para digitalização industrial.

Com meta de impactar 200 mil empresas, o programa integra a política Nova Indústria Brasil e aposta em soluções que vão da otimização de processos ao uso de tecnologias 4.0. Para a CNI e o governo, a combinação de desburocratização, inovação e coordenação institucional é chave para reduzir o peso do Custo Brasil.

Com R$ 2 bi investidos em atrativos turísticos, Balneário Camboriú inicia nova etapa de R$ 34,7 milhões na reurbanização da orla

Balneário Camboriú avança em uma nova fase de desenvolvimento, na qual a valorização imobiliária passa a ser acompanhada pela ampliação da infraestrutura urbana e turística. Em junho, o preço médio dos imóveis residenciais anunciados na cidade chegou a R$ 15.228 por metro quadrado, o segundo maior entre os 56 municípios monitorados pelo Índice FipeZap. Paralelamente, mais de R$ 2 bilhões foram aplicados nos últimos anos em atrações, parques temáticos e melhorias urbanas, segundo o secretário de Turismo de Balneário Camboriú, Evandro Neiva.
O movimento amplia a capacidade da cidade de receber visitantes para além da temporada de verão. Atualmente, Balneário Camboriú atrai entre 2 milhões e 2,5 milhões de turistas por temporada, segundo o secretário, e passou a reunir uma oferta diversificada de experiências, com roda-gigante panorâmica, aquário, parques temáticos, atrações para famílias e restaurantes interativos. A transformação também alcança a Praia Central. Em junho, teve início o trecho 3 da etapa Barra Sul da reurbanização da orla, entre o empreendimento Fischer Dreams e a Rua 4400. Toda a etapa sul compreende aproximadamente 1,5 quilômetro, entre a Rua 3920 e o molhe da Barra Sul, e soma cerca de R$ 34,7 milhões em investimentos, sendo R$ 31 milhões na execução da obra e R$ 3,7 milhões na instalação elétrica.

Para Cláudio Fischer, CEO do Fischer Group, o avanço da cidade exige que os novos empreendimentos privados também contribuam para a qualidade do ambiente urbano. “Balneário Camboriú está se consolidando como uma cidade que une turismo, serviços, espaços públicos qualificados e arquitetura. Nossa família acompanha essa evolução desde a década de 1950, quando o Hotel Fischer ajudou a projetar o município como destino nacional, e agora com o nosso residencial Auris Residenze, que representa a continuidade desse olhar para o futuro por meio de uma arquitetura que valoriza a natureza, a saúde e a qualidade de vida em uma cidade cada vez mais urbana e verticalizada”, afirma. Projetado pelo escritório italiano Archea Associati e assinado pelo arquiteto Marco Casamonti, o Auris Residenze foi concebido como o primeiro “edifício-árvore” do Brasil e marca a estreia do escritório em um residencial no país. 

Com 26 apartamentos, um por andar, a torre terá mais de 130 metros de altura e aproximadamente 11,5 mil metros quadrados de área construída. A estrutura externa em concreto aparente pigmentado funcionará como um exoesqueleto, enquanto os brises distribuídos pela fachada remetem aos galhos de uma árvore e protegem os ambientes da incidência solar. Jardineiras suspensas formarão uma camada verde entre os apartamentos e a paisagem urbana. O projeto segue parâmetros internacionais das certificações LEED e WELL e reúne sistemas de filtragem de água, renovação constante do ar, sensores de CO e CO₂ e reaproveitamento de águas pluviais e cinzas. As soluções previstas podem reduzir em até 42% o consumo de ar-condicionado, em 26% o uso de energia e em 52% o consumo de água, segundo os estudos técnicos do empreendimento. 

Sobre o Fischer Group
Focado em projetos ousados e visão empreendedora marcada por gerações, a história do Fischer Group tem relação direta com o desenvolvimento da cidade catarinense de Balneário Camboriú, e iniciou na década de 50 com a inauguração do primeiro hotel de luxo da cidade, o Hotel Fischer, um marco para hotelaria local e nacional na época e que recebeu grandes personalidades públicas e celebridades. A marca Fischer seguiu em renovação e, por meio de especializações e estudos intensos no Brasil e no exterior, trouxe na terceira e na quarta geração, a missão de propagar o “novo luxo” diretamente relacionado à qualidade de vida.  Por meio de parcerias com grandes marcas da construção civil, executou empreendimentos diferenciados e de alto padrão como o Terraço Boa Vista e o Fischer Dreams, que está sendo erguido no mesmo local do antigo hotel, além de estar desenvolvendo projetos como o Casa Cubo e o Casa Estaleiro. Auris Residenze entra no mercado como uma “obra-prima da arquitetura viva" e consolida ainda mais o Fischer Group no mercado de empreendimentos ao estilo “boutique”.
https://aurisresidenze.com/ | https://www.fischergroup.com.br/

 

Prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,06% em julho deste ano.

A taxa ficou abaixo das observadas no mês anterior (0,41%) e em julho de 2025 (0,33%). O dado foi divulgado nesta terça-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 3,51% neste ano e de 4,52% em 12 meses.

O principal responsável pela inflação na prévia de julho deste ano foi o grupo de despesas habitação, que apresentou alta de 0,97% no período. A taxa foi puxada pelos aumentos de 3,03% na energia elétrica residencial e de 0,26% na tarifa de água e esgoto.

Já o grupo de despesas alimentação apresentou uma deflação (queda de preços) de 0,66% e contribuiu para a queda do IPCA-15 de junho para julho deste ano.

Comprar alimentos para preparar comida dentro de casa, a chamada alimentação no domicílio, ficou 1,14% mais barato, de acordo com a prévia de julho deste ano, devido às quedas de preços de produtos como tomate (-19,95%), a batata-inglesa (-10,03%) e o café moído (-3,13%).  Por outro lado, comer fora de casa ficou 0,55% mais caro no período.

Entre os demais grupos de despesa analisados pelo IPCA-15, quatro tiveram inflação: artigos de residência (0,19%), transportes (0,11%), saúde e cuidados pessoais (0,28%) e despesas pessoais (0,08%). Três grupos tiveram deflação: vestuário (-0,33%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,02%).

Para calcular o IPCA-15 de julho deste ano, foram coletados preços no período de 17 de junho e 15 de julho.

China facilita exportação de polpas e frutas congeladas brasileiras

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) incluiu em seu sistema o modelo de certificado sanitário que será exigido nas exportações brasileiras de polpas e frutas congeladas.

Com isso, os estabelecimentos interessados já podem dar entrada no registro junto ao sistema China Import Food Enterprise Registration (Cifer), etapa obrigatória para acessar o mercado chinês, informou o ministério.

A autorização vale para produtos obtidos de espécies de frutas já reconhecidas como alimentos pelas autoridades chinesas. Entre elas estão açaí, manga, goiaba, abacaxi e maracujá, além de outras frutas permitidas para consumo humano no país.

De acordo com as regras chinesas, frutas que ainda não tenham sido reconhecidas como alimento permanecem sujeitas a procedimentos regulatórios específicos previstos na legislação local para novos alimentos.

Orientações
O registro no sistema Cifer deve ser feito diretamente pelo estabelecimento exportador, que é responsável pela apresentação da documentação exigida.

Após a análise e aprovação pela autoridade chinesa, a empresa recebe um número de registro, requisito indispensável para realizar embarques ao país.

As exportações também deverão ser acompanhadas pelo certificado sanitário oficial acordado entre Brasil e China.

Antes de iniciar o processo de habilitação, o Ministério da Agricultura orienta os exportadores a consultarem os requisitos e procedimentos estabelecidos pelas autoridades chinesas.

Após a aprovação do registro pela GACC e a emissão do certificado sanitário pela autoridade brasileira competente, as vendas poderão ser realizadas de acordo com as exigências sanitárias e aduaneiras em vigor.

Construtora de alto padrão de SC entrega 10 casas completas a famílias em situação de vulnerabilidade social
 O acesso à moradia adequada continua distante de milhões de brasileiros, mesmo com a redução recente do déficit habitacional no país. O Brasil registrava, em 2024, um déficit de 5, 77 milhões de domicílios, equivalente a 7,4% do total de moradias particulares ocupadas.
 
O indicador considera situações como habitações precárias, coabitação e famílias comprometendo parcela excessiva da renda com aluguel, problemas que mostram que a vulnerabilidade habitacional não se resume à ausência de uma casa própria. A qualidade da estrutura disponível também permanece como um desafio.
 
No último censo, feito em 2022, 62,5% da população brasileira vivia em domicílios conectados à rede de coleta de esgoto, deixando mais de 1 em cada 3 brasileiros fora desse atendimento. Na prática, falar em moradia digna envolve não apenas oferecer um teto, mas assegurar uma estrutura capaz de dar segurança, saneamento, estabilidade e condições mínimas para que uma família construa sua rotina.
 
Em municípios que atravessam processos acelerados de expansão urbana e valorização imobiliária, como os do litoral catarinense, o desafio também passa por aproximar o crescimento econômico das necessidades de famílias que permanecem em situação de vulnerabilidade.
       
       Em Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, uma iniciativa entre a Alumbra Empreendimentos Design e a Prefeitura de Porto Belo, levou esse debate para uma ação concreta que acontece no próximo dia 31 de julho, em que 10 famílias receberão as chaves de suas novas casas.
 
As unidades serão entregues completamente prontas para morar, com mobiliário, eletrodomésticos e estrutura necessária para que os beneficiários possam ocupar os imóveis imediatamente, sem a necessidade de novos investimentos para equipar as residências. As unidades fazem parte do Programa de Habitação de Interesse Social do município e foram construídas por meio de uma parceria com o Instituto Vislumbra e a Prefeitura de Porto Belo, com investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão.
 
As famílias beneficiadas são moradores de baixa renda em situação de risco e vulnerabilidade social. O recurso destinado à construção das moradias tem origem no modelo criado pela Alumbra para financiar projetos sociais a partir da própria atividade imobiliária: por meio do Instituto Vislumbra, 2% do valor comercializado nos empreendimentos da companhia é direcionado a iniciativas de impacto social, entre elas a construção de moradias. Desta vez, parte dos recursos obtidos com as vendas de um empreendimento foi transformada nas 10 unidades que serão entregues às famílias de Porto Belo.
 
“Desde o início, a ideia era criar um modelo em que o crescimento da empresa também pudesse produzir uma transformação concreta fora dos nossos empreendimentos. A parceria com a Prefeitura de Porto Belo permitiu unir recursos, conhecimento técnico e o trabalho social necessário para que essas casas chegassem às famílias que realmente precisavam.”, afirma Alex Sales, fundador da Alumbra Empreendimentos Design.
     
 
 A origem do projeto está diretamente ligada à trajetória de Alex Sales. Nascido na periferia de Vila Velha, no Espírito Santo, o empresário cresceu em uma realidade em que estabilidade financeira e moradia estruturada estavam longe de ser garantias. Ainda jovem, trabalhou em atividades informais, foi motorista da prefeitura e encontrou no mercado imobiliário uma oportunidade de mudar de trajetória, até construir carreira no setor e assumir posições de liderança.
 
Anos depois, ao investir no segmento de transportes, enfrentou uma ruptura financeira que o levou novamente a uma situação de extrema escassez. Em 2014, chegou a viver um período sem renda e sem estrutura básica, experiência que passou a influenciar a forma como enxergava a construção de patrimônio. Ao retornar ao mercado imobiliário e se estabelecer em Santa Catarina, transformou essa vivência em uma das bases da empresa que fundaria em 2021. Hoje à frente de uma construtora de alto padrão, Alex criou o Instituto Vislumbra com a proposta de fazer com que parte do crescimento dos empreendimentos financie oportunidades para famílias que ainda enfrentam a ausência de uma moradia adequada. A entrega das 10 casas em Porto Belo materializa essa proposta ao direcionar recursos de um mercado marcado por imóveis de alto valor para famílias que estavam do outro lado da realidade habitacional.
 
“Eu conheço de perto o que significa passar por um momento em que falta o básico e sei o quanto uma estrutura pode mudar a perspectiva de uma família. Criar o Instituto Vislumbra nasceu dessa história. No dia 31, quando essas famílias receberem as chaves, quero que elas encontrem ali não apenas uma casa, mas uma base mais segura para começarem uma nova etapa de suas próprias histórias.”, afirma Alex Sales, Fundador da Alumbra Empreendimentos Design.
 
Sobre a Alumbra
https://www.alumbraempreendimentos.com.br/ 
A Alumbra Empreendimentos Design é uma construtora e incorporadora brasileira especializada no desenvolvimento de empreendimentos residenciais de alto padrão, com atuação concentrada no Litoral Norte catarinense. A empresa nasceu com o propósito de transformar a construção civil por meio de projetos que combinam arquitetura autoral, design contemporâneo, governança sólida e impacto positivo nas comunidades onde atua.
 
 Com foco em inovação e excelência construtiva, a Alumbra coloca o design no centro da concepção de seus empreendimentos. A companhia desenvolve projetos que chama de “obras de arte verticais”, combinando arquitetura, estética e experiência de moradia para criar edifícios que se tornem referências urbanas nas cidades onde são implantados.
 
Entre os projetos da companhia está o Diamond Hill Residence, localizado no Balneário Perequê, em Porto Belo, Santa Catarina. A empresa também prepara novos empreendimentos em regiões estratégicas do litoral catarinense, incluindo Praia Brava, em Itajaí, Balneário Piçarras e Balneário Camboriú, áreas que apresentam forte valorização imobiliária e crescente demanda por imóveis de alto padrão.
 
A  Alumbra opera sob o regime de patrimônio de afetação, modelo que garante a segregação financeira de cada empreendimento e reforça a segurança jurídica e a transparência na gestão dos projetos. A companhia é liderada por seu fundador, Alex Sales, que atua no setor da construção civil desde 2008.

 

Economia & Negócios: Resolvendo conflitos sem judicializar

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Cidades áridas 
Antes tarde do que nunca. Um projeto de lei na Alesc cria a Política Estadual de Estímulo à Arborização Urbana, para diminuir as ilhas de calor ao mesmo tempo que servem para ampliar a contenção, escoamento e drenagem de águas de chuvas torrenciais. São incontáveis as cidades de SC cuja aridez urbana é espantosa. Entre elas Brusque. Em pesquisa do IBGE, de 2025, sobre a arborização das cidades brasileiras, de acordo com o Censo 2022, ela compareceu como cidade com menos árvores do país nas ruas de seu perímetro urbano. Só 22% dos seus habitantes moram em ruas com árvores. Depois vem Laguna e Tubarão, em 3º, e Florianópolis em 8º. No Brasil, 66% vivem em ruas arborizadas. 

Capital da banana
 A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou uma série de propostas que criam datas comemorativas e homenageiam cidades, eventos e figuras históricas. Dentre elas o projeto de lei 3119/24, que dá ao município de Corupá, em SC, o título de Capital Nacional da Banana. 

Miopia 
A miopia já afeta uma em cada três crianças e adolescentes no mundo e pode atingir mais de 740 milhões de jovens até 2050, segundo estudos recentes. Para o presidente da Sociedade Catarinense de Oftalmologia, o diagnóstico precoce é essencial para conter a progressão da doença e reduzir riscos futuros. O tema é destaque no II World Congress on Myopia Control, em julho, em Curitiba, reunindo especialistas internacionais e brasileiros para debater estratégias de prevenção e tratamento. 

Funcionários públicos 
Agora falta o governador catarinense transformar em lei projeto aprovado na Alesc que proíbe, em repartições públicas estaduais, a fixação daqueles arrogantes e petulantes cartazes de cunho intimidatório fazendo advertência ao público sobre os crimes cometidos contra eles, servidores, com base em três artigos do Código Penal, se forem desacatados. Até poderiam ficar, mas se também incluíssem artigos sobre seus deveres. 

Banalização do mal em SC 
A banalidade do mal é um conceito da filosofia alemã Hannah Arendt. Parte do conceito de que atrocidades não exigem monstros, mas sim pessoas comuns que deixam de pensar criticamente e passam a obedecer cegamente a regras. Forçando a barra para o nosso quintal, conclui-se que a sociedade está anestesiada e pusilânime diante do que lê, vê e ouve todos os dias no noticiário: vivemos uma epidemia de furtos e isso impacta desde o pequeno comerciante, morador e até o túnel da BR-101. E não acontece nada. Absolutamente nada. 

Tarifaço: maioria sofre impacto
Mais um estudo sobre impactos do Segundo Tarifaço na economia catarinense confirma perdas relevantes. O levantamento feito pela empresa de consultoria Bateleur. Ela apurou que o novo tarifaço de 25% pode afetar 72% das exportações catarinenses aos Estados Unidos. O setor madeireiro deverá ser o mais impactado. Mas na lista dos cinco setores mais atingidos estão também os de máquinas e equipamentos mecânicos, máquinas e material elétrico, móveis e iluminação e veículos. O Ceo da Bateleur afirma que a menor incidência de produtos contemplados pelas exceções previstas na medida contribui para que SC apresente uma exposição proporcionalmente superior à média nacional. 

Novos mercados 
Diante das novas disputas geopolíticas pelo mundo, com as grandes economias limitando espaços nos seus mercados, a Federação das Indústrias (Fiesc), por meio de iniciativas lideradas pelo presidente da entidade, com a participação da presidente do Conselho de Comércio Exterior, busca alternativas para novas vendas. Uma delas foi a missão à Argentina no final do ano passado. Outra, foi a visita oficial à Espanha e Norte da África este ano. Uma das iniciativas será um webinar sobre o acordo Mercosul-Singapura. Outro acordo em negociação é Mercosul e Canadá. Além disso, tem apoio a mais negócios com a União Europeia. 

Made in SC 
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu que entrou em vigor de forma provisória, segundo levantamento da ApexBrasil. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do Estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167. 

Brasil na final 
Quando o mundo viu Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho entrando com a cantora Madonna no show do intervalo da decisão da Copa do Mundo, entre Espanha e Argentina, muitos brasileiros pensaram que só assim mesmo para o Brasil estar na final. Pura verdade. 

Delírios ambientais 
Finalmente, com caçambas despejando pedras, começaram as tão esperadas obras da marina da Avenida Beira Mar Norte, em Florianópolis, com investimento de mais de R$ 300 milhões. Como não mais se questiona o fim de uma floresta urbana que havia ali, impossível de ser reconstituída, nada surpreenderá se o ambientalismo-caviar conseguir novamente (foram tantas vezes) parar o projeto por qualquer outro motivo. Quem sabe o próximo seja o comprometimento do habitat dos baiacus que sempre estiveram por ali? Tudo é possível. 

Briga médica 
Criada no ano passado com a promessa de emitir títulos de especialista por um caminho não reconhecido pela legislação, a Ordem Médica Brasileira (OMB) protagoniza uma briga judicial contra o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) pelo direito de emitir as certificações. No meio da polêmica está o presidente da OMB que chegou a ter o seu direito de exercer a Medicina suspenso por 30 dias em janeiro, após ser considerado culpado em um processo ético aberto pelo Conselho Regional de Medicina de SC. 

Número de taxistas
Com o crescimento dos aplicativos de transporte, o número de taxistas em Brusque diminuiu consideravelmente nos últimos anos. Atualmente, a cidade conta com 18 autorizações ativas, número 65% menor que o registrado em 2019, quando havia 52. Dados do cadastro municipal apontam que o serviço de táxi em Brusque reúne atualmente 72 registros. Desse total, 18 estão ativos, 43 aparecem como inativos, cinco pertencem a permissionários falecidos e seis foram excluídos do cadastro. A redução acompanha a popularização dos aplicativos de transporte, como Uber e 9% que passaram a fazer parte da rotina de moradores e mudam o cenário da modalidade urbana do município. Apesar disso, os dados também indicam que a diminuição no número de taxistas não está ligada a um único fator. Aposentadorias, falecimentos e desligamentos do cadastro também ajudam a explicar a transformação vivida pela categoria nos últimos anos. 

Emprego aquecido 
Santa Catarina registrou nos primeiros cinco meses de 2026 crescimento econômico de 1% frente aos mesmos meses do ano anterior. É isso que mostra o Índice de Atividade Econômica Regional (ICBR-SC), considerado uma prévia do PIB divulgado pelo Banco Central. O resultado ficou abaixo da média nacional, que alcançou alta de 1,2% no mesmo período. No mês de maio, o desempenho de SC foi um pouco melhor. A atividade cresceu 1,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior e foi melhor que a brasileira, que cresceu 0,8%, segundo o índice nacional. Esse indicador é acompanhado mensalmente pela Federação das Indústrias de SC (Fiesc). 

Voos cargueiros 
O Floripa Airport Cargo, braço direito de logística aérea do Aeroporto Internacional de Florianópolis, que tem como concessionária a Zurich Airport, acaba de alcançar a marca de mil voos internacionais. A viagem número 1000 foi realizada pela Avianca Cargo vinda de Miami (EUA). Os serviços incluem seis rotas exclusivas semanais. Quatro são Miami-Florianópolis e duas Florianópolis-Frankfurt. Os voos para os EUA são operados pela Avianca Cargo e Latam Cargo. E para Frankfurt, são feitos pela Latam Cargo. Um dos diferenciais do Floripa Airport é a agilidade: 80% são cargas liberadas em menos de 24 horas. 

JBS investe em SC 
A gigante global de alimentos JBS decidiu captar recursos no mercado para ampliar atividades em logística e biodiesel. Obteve, via debêntures, R$ 400 milhões. Desse total, R$ 216,7 milhões virão para Santa Catarina. A companhia informou que R$ 150,9 milhões serão destinados para sua controlada JBS Terminais, operadora do terminal de contêineres do Porto de Itajaí. Os recursos serão utilizados para ampliação e modernização da estrutura do terminal. Além disso, vai destinar R$ 65,8 milhões para ampliar a produção de biodiesel na unidade produtora sediada em Mafra. Esse projeto será executado em 2036. 

Olho do furacão 
O Pix brasileiro, que movimentou só ano passado R$ 35,4 trilhões, virou um dos alvos do governo do Estados Unidos, entre outros motivos, por desafiar o controle financeiro de Washington sobre a infraestrutura brasileira de pagamentos eletrônicos. A avaliação é de especialistas em economia e relações internacionais consultadas pela Agência Brasil. A razão do governo Trump para incluir o Pix entre as justificativas para o tarifaço de 25% seria, em primeiro lugar, geopolítica, e não estritamente econômica motivada pela concorrência com empresas dos EUA como Visa, MasterCard ou Whatsapp Pay. O ataque ao Pix tem relação direta com a perda de poder e controle dos EUA sobre o sistema financeiro brasileiro. 

Nova fase da Fakini
A moderna e importante loja recém-instalada em frente à fábrica é um dos símbolos de uma nova fase da Fakini, indústria têxtil de Pomerode que é uma das referências em moda infantil em SC. Inaugurada na última semana, a estrutura de 1,1 mil metros quadrados é cinco vezes maior que a anterior, tem playground para crianças, vai receber um café com produtos típicos da cidade mais alemã do Brasil e servirá de vitrine para as três marcas da companhia: Fakini, Angel e Aurus, as duas últimas voltadas, respectivamente, aos públicos feminino e masculino adulto. 

Megaobra em Balneário Piçarras
A megaobra de alargamento de praia realizada em Balneário Piçarras, que foi concluída em abril deste ano, pode valorizar os imóveis da região em quase 40%. É o que indica um estudo internacional da Appraisal Institute aplicado ao cenário da cidade do Litoral Norte catarinense e divulgado pela incorporadora Vetter. De acordo com o estudo da Appraisal Institute, maior associação de avaliadores imobiliários dos Estados Unidos, a projeção é de um ciclo forte de valorização imobiliária com a entrega da nova faixa de areia. A mesma metodologia já havia embasado as projeções de valorização em Balneário Camboriú e Itapema também em SC, que passaram por obras semelhantes. O modelo matemático baseado no estudo projeta que os imóveis locais, especialmente os situados próximos à orla, podem registrar valorização de quase 40% decorrente da ampliação da faixa de areia. O estudo norte-americano relaciona a largura da praia ao preço dos imóveis.

 Resolvendo conflitos sem judicializar
Sai de cena o advogado que só ajuíza, entra em cena o advogado capacitado e dotado de habilidades para gerir e resolver conflitos dos clientes. A Mediação é utilizada há décadas nos Estados Unidos e em diversos outros países com muito sucesso, onde se tem a cultura de resolver conflitos em tempo recorde. Já no Brasil, ainda prevalece a cultura da judicialização, mesmo com a Lei da Mediação em vigor e o CPC tendo a instituído como etapa obrigatória no processo judicial. Por aqui, os cursos de Direito não preparam o advogado para essa nova cultura. Por isso, a nossa proposta é justamente conferir novas habilidades ao advogado, capacitando-o para a obtenção de resultados para o cliente mediante a Mediação. É mais rápido e eficaz. 

Qualidade de vida x impactos econômicos
O debate sobre o fim da escala 6x1 mobiliza entidades de Brusque e região e reúne posições distintas entre representantes dos trabalhadores e do setor produtivo. Das 13 entidades, sete sindicatos manifestaram apoio à redução da jornada sem diminuição salarial. Outras cinco entidades empresariais apontaram preocupações com os impactos econômicos e operacionais da proposta, enquanto um sindicato defendeu a construção de soluções para adaptar a mudança à realidade dos setores produtivos. As manifestações abordam possíveis reflexos em áreas como indústria, comércio, construção civil e serviços. As avaliações apresentadas vão desde benefícios relacionados à saúde e à qualidade de vida dos trabalhadores até desafios ligados à organização das empresas, aos custos operacionais e à manutenção da competitividade. 

Tempo no trânsito 
Saiu um ranking das capitais brasileiras com mais tempo perdido no trânsito. A grande surpresa é que este título pertence a Curitiba, sempre vista como exemplo em mobilidade no país. O ranking Tom Tom Traffic Index de 2025, organizado pela empresa holandesa Tom Tom, aponta que o motorista curitibano perde 135 horas por ano em congestionamentos. Seguem São Paulo (132), Recife (130), Belo Horizonte (130) e Porto Alegre (125). Outra surpresa é a ausência de Florianópolis entre os 10 piores. Até 2020 era tida como a capital com pior mobilidade. 

Proteção às vítimas
Não há hoje, em SC, nenhum levantamento consolidado sobre quantos filhos ficaram órfãos após feminicídios no Estado. O MP-SC e a Polícia Científica estão se entendendo para que, juntos, se faça a devida identificação, em seguida, se viabilize o acesso deles à rede de proteção. O que se sabe é que 45,9% das mulheres vítimas de feminicídio em 2025 tinham filhos em comum com o agressor, mas sem detalhamento sobre quantos são ou em que situação se encontram. 

Memória 
Luciano Hang tem uma percepção que faltou e está faltando aos grandes empresários de SC: preservar a memória de suas organizações. Para comemorar os 40 anos da rede varejista, foi inaugurado o Museu Havan, em seu centro administrativo, em Brusque. Enquanto isso, algumas notáveis empresas, algumas mais que centenárias, jogam sua história para o limbo do esquecimento. Lamentável. 

Brusque poderá ter 250 mil habitantes até 2050
Um diagnóstico sobre Habitação para o Desenvolvimento Econômico de Brusque foi apresentado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico Local, a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) e a Prefeitura de Brusque. A proposta foi discutir como o planejamento urbano e as políticas habitacionais podem impactar diretamente o crescimento econômico do município. O estudo apresentou dados sobre o crescimento populacional, o déficit habitacional, a expansão da construção civil e a necessidade de integração entre a oferta de moradias e as demandas do setor produtivo. De acordo com o diagnóstico, Brusque poderá ultrapassar 250 mil habitantes até 2050. Atualmente, o município possui um déficit habitacional estimado de 4,6 mil moradias. Esse número poderá chegar até 7,8 mil domicílios em déficit nas próximas décadas. 

Água mineral de SC 
A história de uma das maiores empresas brasileiras do setor de água mineral, que tem marca inspirada em visita imperial, começou com uma mudança de carreira. Após encerrar sua trajetória como jogador de futebol, com passagem pelo Coritiba, Santos e Grêmio, o catarinense Oberdan Vilain identificou no início dos anos 1980, uma oportunidade em um mercado ainda pouco explorado: a distribuição de água mineral. Essa decisão resultou na empresa que cresceu e se tornou o Grupo JAN, dono das marcas Água Mineral Imperatriz, Da Guarda, Água Pura e JAN Distribuidora. A marca Imperatriz foi inspirada na visita da Imperatriz Teresa Cristina e do Imperador Dom Pedro II em 1845, que se hospedaram no Hotel Caldas da Imperatriz. Depois deu nome ao município e a água mineral. 

Projetos imobiliários 
Maior edifício residencial do mundo em construção com 157 andares e 550 metros de altura, o Senna Tower não deve ser o único empreendimento imobiliário a carregar o nome de Ayrton Senna. A Senna Brands, empresa que gerencia a marca do lendário ex-piloto, considera replicar o mesmo tipo de parceria feita com a FG Empreendimentos, responsável pelo prédio em Balneário Camboriú, em outros projetos, até mesmo no exterior. O Senna Tower não será o único, mas é o primeiro. Era fundamental começar pelo Brasil, pelo simbolismo. Ainda não há outros projetos na mira ou engatilhados por enquanto. Mas, Balneário Camboriú deve funcionar na prática como um cartão de visitas neste sentido. 

Menos vagas 
O projeto de revitalização do Centro de Florianópolis prevê a redução de 2,5% das vagas de estacionamento por ano. O documento, divulgado pela Prefeitura, fruto do projeto realizado pelo escritório do dinamarquês Jan Gehl, aponta que a resistência à retirada de vagas exige dados e estratégias que desincentivem trazer o carro para o centro e demonstrem benefícios. A aposta é caminhada, bicicleta e, principalmente, no transporte coletivo com o BRT em corredores exclusivos de ônibus. 

ARTIGO: Congresso Nacional: o circo dos horrores

Entre insultos e acusações, a política brasileira perde respeito e credibilidade. O episódio recente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, envolvendo os senadores Dra. Eudócia (PSDB-AL) e Renan Calheiros (MDB-AL), expõe de forma cristalina a degradação do ambiente político brasileiro. O embate, marcado por acusações diretas de corrupção e pela exigência de respeito, não apenas revela a tensão entre parlamentares, mas também escancara a falta de decoro que deveria ser a base mínima de qualquer casa legislativa.

Quando uma senadora afirma em plena sessão que seu colega é “o homem mais corrupto do Brasil” e solicita que tal declaração conste nas notas taquigráficas, o que se vê não é apenas um ataque pessoal, mas a institucionalização da baixaria. O Congresso, que deveria ser espaço de debate qualificado e de construção de soluções para os problemas nacionais, transforma-se em palco de acusações que mais lembram boletins policiais do que discussões parlamentares.

É legítimo questionar: se dentro do Congresso alguém gritasse “pega ladrão”, quantos se esconderiam? A provocação é dura, mas reflete o sentimento de grande parte da sociedade, que já não reconhece seus representantes como dignos de respeito. A credibilidade da instituição está corroída, e os episódios de insultos e acusações explícitas apenas reforçam essa percepção.

O problema não está apenas nas palavras trocadas, mas na ausência de mecanismos eficazes de responsabilização. Se houvesse presidentes de Senado e Câmara comprometidos com a ética e a moralidade, acusações dessa gravidade seriam imediatamente encaminhadas ao Conselho de Ética, com punições exemplares. A suspensão temporária de mandatos seria o mínimo esperado para resgatar a seriedade da instituição. No entanto, o que se vê é a complacência, o silêncio e a normalização da indecência.

A solução passa por algo que ainda não existe em nossa Constituição: o sistema de recall. Enquanto o povo não tiver o poder de cassar diretamente políticos indecorosos, a impunidade seguirá reinando. O Congresso continuará sendo um “circo dos horrores”, onde a ética é substituída pela conveniência e a moralidade pela barganha.

O episódio entre Eudócia e Renan não é apenas um caso isolado; é sintoma de um mal maior. A política brasileira precisa urgentemente de mecanismos de tolerância zero contra a corrupção e contra o desrespeito institucional. Sem isso, o abismo entre representantes e representados continuará a crescer, e a democracia seguirá fragilizada.

Júlio César Cardoso

Servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

 

Da estrada ao Congresso: reivindicações dos caminhoneiros viram ações em Brasília pelas mãos de quem viveu a profissão

Deputado federal Zé Trovão reúne mais de 80 iniciativas em defesa da categoria. Da relatoria da MP do Frete e da defesa da anistia das multas de 2022, a propostas sobre diesel, pedágio, segurança nas rodovias e valorização profissional.

Às vésperas do Dia do Motorista, celebrado em 25 de julho, data também dedicada a São Cristóvão, padroeiro dos caminhoneiros e viajantes, os principais desafios enfrentados pela categoria voltam ao centro das discussões nacionais. Frete, diesel, pedágio, segurança nas rodovias, falta de infraestrutura, pontos de descanso e excesso de burocracia continuam fazendo parte da rotina de quem mantém o Brasil abastecido. Em Brasília, porém, essas demandas deixaram de ser apenas problemas da estrada para ganhar espaço permanente pelas mãos do deputado federal Zé Trovão (PL-SC), caminhoneiro de profissão e principal voz da categoria no Congresso Nacional.

O momento coincide com uma das principais conquistas recentes desses profissionais. Após meses de debates, a Medida Provisória nº 1.343/2026 (MP do Frete) foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e aguarda a sanção presidencial para virar lei. Relator da proposta, Zé Trovão conduziu a construção do texto que consolidou avanços importantes para o transporte rodoviário, entre eles a anistia das multas aplicadas a caminhoneiros em decorrência das manifestações após as eleições de 2022, além do fortalecimento do piso mínimo do frete, do aperfeiçoamento da fiscalização e da modernização das regras do setor.

"A aprovação da MP do Frete representa uma conquista construída ao lado dos caminhoneiros. Ouvimos quem vive a estrada, levamos essas demandas para o Congresso e conseguimos aprovar um texto com avanços importantes para a categoria. Agora esperamos a sanção presidencial para que essas medidas comecem a produzir efeitos concretos na vida de quem trabalha diariamente nas rodovias. Nenhuma lei resolve todos os problemas do setor, mas cada avanço representa mais dignidade, segurança jurídica e respeito por quem movimenta a economia do Brasil", destaca.

A MP do Frete é apenas o capítulo mais recente dessa atuação. Ao longo do mandato, Zé Trovão já apresentou, relatou ou conduziu 84 iniciativas diretamente ligadas ao transporte rodoviário de cargas, entre projetos de lei, pareceres, requerimentos, audiências públicas, indicações ao Executivo, pedidos de informação, articulações institucionais e ação no Supremo Tribunal Federal. O conjunto evidencia um trabalho concentrado justamente nas principais demandas dos caminhoneiros, transformando problemas históricos da categoria em propostas debatidas no Congresso Nacional.

O deputado apresentou propostas voltadas ao fortalecimento do transportador autônomo, ampliação do acesso ao crédito, redução dos impactos do preço do diesel, modernização do vale-pedágio eletrônico, combate ao roubo de cargas, fortalecimento dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs), criação de áreas seguras em rodovias sem acostamento, redução da burocracia, valorização dos profissionais que vivem da estrada, entre outras.

Para Zé Trovão, representar os caminhoneiros significa levar para Brasília a realidade de quem conhece a profissão e seus desafios. "O caminhoneiro não quer privilégio. Quer condições justas para trabalhar, segurança para voltar para casa e respeito por uma profissão que mantém o País abastecido. Quem viveu essa realidade sabe que os problemas vão muito além do frete. Passam pelo diesel, pedágios, falta de estrutura, burocracia e segurança. Meu compromisso sempre foi levar essas pautas para Brasília e transformá-las em resultados concretos para a categoria", reforça.

Mais do que uma homenagem ao Dia do Motorista, a trajetória construída ao longo do mandato mostra que os principais desafios do transporte rodoviário passaram a receber atenção permanente na Câmara dos Deputados. Da estrada ao Parlamento, a experiência de quem viveu a profissão continua sendo transformada em propostas, articulações e resultados para uma das categorias mais importantes da economia nacional.

AS DORES DA ESTRADA QUE VIRARAM AÇÕES

Mais de 80 iniciativas em defesa do transporte rodoviário de cargas

MP do Frete – Relatoria da medida provisória, com inclusão da anistia das multas de 2022 e aperfeiçoamentos nas regras do transporte rodoviário.
Frete – Propostas para fortalecer o piso mínimo e ampliar a segurança jurídica da atividade.
Diesel – Projetos, requerimentos e articulações para reduzir os impactos do aumento dos combustíveis sobre o transporte.
Pedágio – Emenda à MP do Frete propõe a modernização do vale-pedágio eletrônico, integrado ao MDF-e e ao CIOT, reduzindo burocracia e custos operacionais.
Segurança nas rodovias – Projeto para federalizar o combate ao roubo de cargas e reforçar a atuação da Polícia Federal.
Descanso do motorista – Defesa da ampliação dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) e de regras compatíveis com a realidade das estradas.
Transportador autônomo – Criação de linhas de crédito, incentivo à renovação da frota e fortalecimento da atividade.
Valorização profissional – Iniciativas para simplificar exigências legais e melhorar as condições de trabalho da categoria.
 

Marcelo Roggia
Assessoria de Imprensa

Santa Catarina supera 1,1 milhão de serviços digitais de Registro de Imóveis e reforça protagonismo nacional

Santa Catarina segue entre os estados que mais utilizam os serviços digitais de Registro de Imóveis no Brasil. No primeiro semestre de 2026, foram registradas 1.117.490 solicitações por meio do RI Digital, plataforma nacional de serviços eletrônicos dos Registros de Imóveis -- 11,01% a mais do que no mesmo período de 2025, que registrou 1.006.681 pedidos. O desempenho coloca o estado entre os principais usuários da ferramenta no país e evidencia a consolidação do atendimento eletrônico entre cidadãos, empresas e profissionais do mercado imobiliário catarinense.
 
Entre os serviços que mais cresceram no período, o destaque foi a pesquisa prévia, que avançou 43,5%, passando de 58.624 para 84.125 solicitações. A ferramenta permite localizar matrículas vinculadas a um CPF ou CNPJ e vem ganhando espaço por oferecer mais agilidade e segurança na consulta de informações patrimoniais. 
 
Outro indicador de destaque foi o e-Protocolo, que registrou crescimento de 32,6%, passando de 64.974 para 86.159 solicitações, refletindo a ampliação do uso do envio eletrônico de títulos para registro. A e-Intimação também apresentou alta de 33,2%, alcançando 5.796 procedimentos, enquanto a certidão digital, principal serviço da plataforma, somou 618.008 emissões, crescimento de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025, demonstrando que os serviços eletrônicos seguem cada vez mais incorporados à rotina dos catarinenses.
 
Panorama nacional
O acesso aos serviços de Registro de Imóveis pela internet segue em ritmo acelerado no Brasil. Dados do primeiro semestre de 2026 mostram que a plataforma oficial de serviços digitais de Registros de Imóveis, o RI Digital, registrou 12.128.403 solicitações, crescimento de 15,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 10.474.772 pedidos. O avanço reflete o processo contínuo de modernização do sistema registral brasileiro, que tem ampliado a oferta de serviços digitais para tornar o atendimento cada vez mais ágil, seguro e acessível para cidadãos, empresas e profissionais do mercado imobiliário.
 
Entre os serviços que mais cresceram, o destaque é a pesquisa prévia, com alta de 48,9%, passando de 494,8 mil para 736,9 mil solicitações. Na sequência aparece o e-Protocolo, que avançou 45,43% (de 837,1 mil para 1,22 milhões de pedidos). Também apresentaram crescimento expressivo a e-Intimação (+31,4%), o monitor registral (+23%), a intimação SEIC (+19,9%) e a certidão digital, principal serviço solicitado no semestre, que ultrapassou 5,68 milhões de emissões, crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
 
O crescimento dos serviços digitais também evidencia a consolidação de um novo modelo de atendimento, baseado na modernização dos serviços, na integração tecnológica e na ampliação do acesso aos Registros de Imóveis em todo o país. Para o presidente do Registro de Imóveis do Brasil (RIB), Ari Pires, esse movimento tende a se intensificar nos próximos anos. "O crescimento demonstra que a transformação digital do Registro de Imóveis é uma realidade consolidada e que a população está cada vez mais confortável em utilizar os serviços eletrônicos. Nosso compromisso é continuar investindo em inovação, integração e segurança para que acessar os serviços registrais seja uma experiência cada vez mais simples, rápida e presente no dia a dia dos brasileiros", afirma. 
 
O avanço também se reflete na distribuição regional dos serviços. Entre os estados, o Rio Grande do Norte apresentou o maior crescimento proporcional no volume total de solicitações, com alta de 144,6%, passando de 21,9 mil para 53,6 mil atendimentos. Em seguida aparecem Ceará (+110,3%), que mais do que dobrou o volume de serviços digitais, Mato Grosso (+78,4%), Tocantins (+67,4%) e Maranhão (+59,1%). Os números demonstram que a digitalização tem alcançado diferentes regiões do país, ampliando o acesso aos serviços registrais para além dos grandes centros.
 
Os maiores volumes de solicitações digitais, porém, continuam concentrados nos estados com maior movimentação do mercado imobiliário brasileiro. No primeiro semestre de 2026, São Paulo liderou com folga, com 3,65 milhões de solicitações, seguido pelo Paraná, com 1,68 milhões, Minas Gerais, com 1,37 milhões, Santa Catarina, com 1,12 milhões, e Rio Grande do Sul, que ultrapassou 821 mil serviços eletrônicos. Também se destacam Goiás (525,8 mil), Mato Grosso (474,9 mil) e Rio de Janeiro (470,6 mil), demonstrando que, além do crescimento nacional, a digitalização dos serviços registrais já está consolidada nos principais mercados imobiliários do país.
 
Plataforma reúne todos os serviços de Registro de Imóveis do país
Entre os principais serviços disponíveis no RI digital estão a emissão de certidões digitais, a visualização de matrículas, as pesquisas prévia e qualificada para localização de bens e direitos imobiliários, o monitor registral, além do e-Protocolo, que possibilita o envio eletrônico de títulos para registro, e das ferramentas de e-Intimação e intimação SEIC. Os pedidos de certidões têm reunido o maior volume de solicitações, uma vez que são documentos com a mesma validade jurídica dos obtidos no balcão e necessários para garantir a segurança jurídica de qualquer tipo de transação imobiliária. No caso das pesquisas, a modalidade prévia identifica as matrículas vinculadas a um CPF ou CNPJ, enquanto a pesquisa qualificada informa vínculos atuais e anteriores com imóveis, contribuindo para ampliar a transparência, reduzir riscos e oferecer mais segurança jurídica às transações imobiliárias. 
 
O RI Digital permite que cidadãos, empresas, instituições financeiras e profissionais do setor imobiliário realizem solicitações de forma totalmente online, eliminando barreiras geográficas e reduzindo o tempo necessário para diversos procedimentos. O sistema é desenvolvido pelos próprios registradores e integra oficialmente todas as unidades de Registro de Imóveis dos 26 estados e do Distrito Federal, oferecendo uma experiência mais ágil, segura e acessível.
 
Sobre o RIB  
O Registro de Imóveis do Brasil (RIB) é a entidade nacional que representa os oficiais de Registro de Imóveis e reúne 24 associações estaduais, congregando mais de 3.600 registradores. A instituição atua no fortalecimento da segurança jurídica, na modernização do sistema registral imobiliário e na promoção de um ambiente de negócios mais transparente e eficiente, contribuindo para a proteção da propriedade e para o desenvolvimento econômico do país.

 

WEG abre mais de 250 vagas para programa nacional de estágio

A WEG abre mais de 250 vagas para o programa nacional de estágio nesta quarta-feira (22). São ofertadas vagas para a sede da empresa, em Jaraguá do Sul/SC, e para parques fabris em outros cinco estados do país. O estágio tem duração de cinco meses e possibilita aos estudantes a oportunidade de aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos em sua formação acadêmica. Para participar do programa, é necessário estar matriculado em curso técnico ou superior, ter 18 anos completos até julho de 2026 e disponibilidade para realizar o estágio presencialmente 
 
Os interessados têm até o dia 9 de agosto para a realizar a inscrição pelo endereço www.weg.net/estagio. No mesmo endereço estão disponíveis o formulário de inscrição, realizado por meio da plataforma Gupy, e a relação de vagas por cidade. Existem oportunidades para as áreas de humanas e comunicação, gestão e negócios, técnica, engenharia e tecnologia.
As oportunidades estão distribuídas em Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais. “O programa de estágio da WEG existe desde 1973 e é reconhecido por identificar e desenvolver talentos e proporcionar um ambiente para o crescimento pessoal e profissional. Somente em 2025, recebemos mais de 500 novos estagiários de todo Brasil, reforçando o interesse dos jovens profissionais em construir suas carreiras na empresa, indica o Vice-Presidente de Recursos Humanos da WEG, Juliano Vargas.
 
Entre as engenharias, há vagas para estudantes de Engenharia Elétrica, Mecânica, de Produção, Automação, Computação, Software, Química, Civil e Ambiental, entre outras. Na área de tecnologia, são ofertadas vagas para estudantes de Tecnologia da Informação e Ciência da Computação. Na área de gestão e negócios, há oportunidades para estudantes de Administração, Economia, Ciências Contábeis, Finanças e Comércio Exterior. Já nas áreas de humanas e comunicação, há vagas para Recursos Humanos, Psicologia, Direito, Marketing, Publicidade, Jornalismo e Design Gráfico. Alunos de cursos técnicos em Mecânica, Eletrotécnica, Eletrônica, Mecatrônica, Química e Segurança do Trabalho, entre outros correlatos, também podem se inscrever.
 
Atual colaborador na área de engenharia de processos, Felipe Ferrarin Bilha, também iniciou como estagiário quando estava prestes a concluir a graduação em engenharia mecânica. "Foi uma experiência marcante, que me permitiu vivenciar na prática conceitos aprendidos durante a graduação, além de participar de projetos e desenvolver soluções junto a profissionais altamente capacitados. Essa vivência contribuiu significativamente para minha formação e continua agregando valor ao meu desenvolvimento profissional", conta o engenheiro.
Cada estagiário recebe como benefícios: bolsa-auxílio mensal, alimentação subsidiada, auxílio-deslocamento, acesso à clube de vantagens e descontos exclusivos e à plataforma de educação corporativa WEG para o autodesenvolvimento.
 

 

Condições financeiras da indústria avançam no segundo trimestre, aponta CNI

As empresas industriais tornaram-se menos insatisfeitas com as próprias condições financeiras no segundo trimestre de 2026, aponta a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (21). No entanto, o peso dos impostos, os juros elevados e o alto custo de insumos e matérias-primas impediram um desempenho melhor do setor.

De acordo com o levantamento, o índice que mede a satisfação dos empresários subiu 0,7 ponto, chegando aos 47,9 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. Apesar da alta, o indicador segue abaixo da linha divisória de 50 pontos, revelando insatisfação dos industriais, ainda que em menor intensidade do que no primeiro trimestre.

Outros indicadores tiveram movimento semelhante. Os índices de satisfação com o lucro operacional e de facilidade de acesso ao crédito aumentaram 1 ponto e 0,9 ponto, para 42,9 pontos e 39,9 pontos, respectivamente. Contudo, ambos continuam abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando que os empresários da indústria seguem insatisfeitos com o lucro dos negócios e com as barreiras para o acesso a empréstimos e financiamentos.

Outra notícia positiva para o setor foi a queda do índice de evolução do preço médio das matérias-primas, que recuou 2 pontos, para 64,1 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. O resultado mostra que, para os empresários, o preço dos insumos caiu em relação ao primeiro trimestre, mas seguem elevados. 

“Os cortes na taxa de juros foram modestos e tiveram pouco impacto sobre a melhora das condições financeiras. O quadro geral mostra que os empresários continuam bastante insatisfeitos com a lucratividade e o acesso ao crédito”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Impostos, matéria-prima e juros travam o setor
A Sondagem Industrial mostra que o peso dos impostos continua travando a atividade industrial. Um em cada três empresários (33,3%) apontou a elevada carga tributária como o principal problema enfrentado pelo setor no segundo trimestre.

Em meio à guerra no Oriente Médio e ao cenário externo incerto, a falta ou o alto custo da matéria-prima permaneceu na segunda posição do ranking dos principais problemas. O entrave foi mencionado por 31,2% dos industriais. Mesmo com o início do ciclo de cortes dos juros pelo Banco Central, 27,9% dos empresários apontaram as taxas de juros elevadas como o terceiro maior obstáculo ao desempenho das empresas no período.

Indústria dá sinais mistos em junho
Em junho, o índice que mede a evolução da produção caiu para 48,4 pontos, refletindo uma queda de 0,5 ponto. O resultado aponta retração da atividade industrial em relação a maio deste ano e é o pior para o mês de junho desde 2022. Já o índice de evolução do número de empregados permaneceu estável após variação negativa de 0,2 ponto, para 48,2 pontos, o que indica uma redução dos postos de trabalho na comparação com maio.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI), por outro lado, avançou um ponto percentual, passando de 69% em maio para 70% em junho. Com a alta, o uso do parque fabril cresceu quatro pontos percentuais no primeiro semestre do ano. 

De acordo com o levantamento, o índice de evolução do nível de estoques caiu 0,2 ponto, para 49,3 pontos. O índice permanece abaixo da linha divisória de 50 pontos, sinalizando redução dos estoques de produtos da indústria. Ao mesmo tempo, o índice que compara o estoque efetivo com o planejado pelas empresas subiu 0,6 ponto e chegou a 50 pontos, exatamente sobre a marca divisória. Isso significa que o nível de estoques do setor industrial voltou ao patamar idealizado pelos empresários pela primeira vez em 2026.

Expectativas estão positivas, mas empresários continuam cautelosos
Após queda em junho, o índice de expectativa de quantidade exportada registrou a maior alta em junho, avançando 1,3 ponto, de 49,7 pontos para 51 pontos. Com isso, os empresários industriais voltaram a projetar crescimento das exportações nos próximos seis meses.

Confira o comportamento dos demais índices de expectativa no mês de julho:

Compra de insumos e matérias-primas: +0,7 ponto, para 52,4 pontos;
Demanda por produtos: +0,6 ponto, para 53,3 pontos;
Número de empregados: -0,4 ponto, para 50,1 pontos.
Os resultados mostram que os empresários devem comprar mais insumos e matérias-primas e o crescimento da procura por bens industriais nos próximos seis meses. Por outro lado, projetam manutenção dos postos de trabalho no período.

Já o índice que mede a intenção de investimento dos empresários caiu 0,3 ponto, para 53,2 pontos. Foi a segunda queda consecutiva do indicador, que permanece acima da média histórica, de 52,6 pontos.

Sobre a Sondagem Industrial
Para esta edição da Sondagem Industrial, a CNI consultou 1.351 empresas — 548 pequenas, 478 médias e 325 grandes — entre 1º e 10 de julho de 2026.

Atividade econômica de SC cresce 1% no acumulado do ano até maio

A atividade econômica de Santa Catarina registrou expansão de 1% no acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, segundo dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC). Considerado uma prévia do PIB, o índice ficou abaixo da média brasileira, que foi de 1,2% no mesmo período.

"O crescimento no ano mostra a resiliência da economia de Santa Catarina, impulsionada por um mercado de trabalho aquecido e pelo ganho de renda das famílias. Esse movimento equilibra os efeitos negativos dos juros elevados, que seguem afetando os setores dependentes de crédito”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.

Análise da entidade mostra que em maio, o indicador divulgado pelo Banco Central avançou 1,5% sobre o mesmo período do ano anterior, superando a alta de 0,8% do índice nacional (IBC-Br).

Setores da economia
Entre os grandes setores econômicos, o comércio liderou a alta, com avanço de 4,7% frente a maio de 2025, superando os desempenhos da indústria (+0,5%) e dos serviços (+0,1%). 

“Essa força do consumo sustenta a projeção de alta de 2,3% para o PIB estadual este ano, mesmo com o crédito restritivo decorrente dos juros altos", afirma o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt.

A Copa do Mundo está entre os fatores que levaram a um impulso no comércio, especialmente nas vendas de artigos de papelaria, que cresceram 52,4%, e eletrodomésticos, que subiram 11,1%. Também destacaram-se equipamentos de informática (+23,1%), supermercados (+5,9%) e artigos farmacêuticos (+4,6%). 

Na produção industrial, o crescimento de 0,5% em maio foi puxado por setores como o de vestuário, que apresentou alta de 12,6%, e produtos de borracha e plástico (+18,9%). De acordo com o economista-chefe, nesse segundo segmento, o avanço pode estar associado à antecipação da produção e formação preventiva de estoques diante das incertezas decorrentes do conflito entre Irã e Estados Unidos.

 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Novo projeto quer transformar Itajaí em referência da aviação executiva no Sul do Brasil
A Aruna Urbanismo inicia neste sábado (25) um projeto que promete ampliar a infraestrutura aeroportuária do Vale do Itajaí e fortalecer a região como um dos principais polos da aviação executiva do Sul do país. A solenidade marcará oficialmente o início das obras de expansão do Aeroporto Aruna Campo Comandantes, em Itajaí, reunindo autoridades, empresários e investidores.
 
A primeira etapa prevê a ampliação da pista de pouso e decolagem, que passará dos atuais 1.000 metros de comprimento por 18 metros de largura para 1.400 metros de comprimento e 30 metros de largura. Com a modernização, o aeroporto poderá receber aeronaves executivas de maior porte, ampliando sua capacidade operacional.
 
O projeto também contempla a implantação de balizamento noturno e a preparação da infraestrutura para futura operação por instrumentos (IFR), permitindo maior segurança e regularidade dos voos mesmo em condições de baixa visibilidade.
 
Segundo a Aruna Urbanismo, o objetivo é transformar o empreendimento em um hub estratégico para a aviação executiva, integrando mobilidade aérea, logística, segurança e serviços de alto padrão. A iniciativa marca a chegada da incorporadora paranaense ao mercado catarinense e reforça a aposta no potencial econômico do Vale do Itajaí.
 
Para o sócio do empreendimento, Eduardo Appel, a expansão representa um passo importante para consolidar o aeroporto como referência nacional no segmento da aviação executiva.
 
“Estamos criando um empreendimento conectado ao seu entorno, capaz de impulsionar novos negócios e gerar impactos positivos para a economia de Santa Catarina”, destacou.
 
Já o sócio da Aruna Urbanismo, Raphael Ferreira, afirma que a expectativa é concluir a ampliação da pista até o fim de 2026, permitindo que o aeroporto atenda todas as categorias da aviação executiva.
 
A expansão do Aeroporto Aruna Campo Comandantes reforça o crescimento da infraestrutura aeronáutica privada em Santa Catarina e pode representar um importante avanço para os setores de negócios, turismo e logística da região.
 
O que você acha desse investimento? A ampliação da infraestrutura aeroportuária pode impulsionar ainda mais o desenvolvimento econômico do Vale do Itajaí? Deixe sua opinião nos comentários.
Importações de Itajaí crescem mais de US$ 1 bilhão em 2026 e cidade mantém liderança nacional
Município catarinense supera metrópoles como São Paulo e Manaus, e registra US$ 9,1 bilhões em compras externas no primeiro semestre do ano; resultado é 12,6% superior ao mesmo período de 2025 e equivalente a 6,4% de todas as importações brasileiras. China lidera a origem dos produtos, seguida por Alemanha, Estados Unidos, Chile e Argentina.
 
Itajaí, no litoral de Santa Catarina, é líder entre os municípios que mais importam no Brasil: foram US$ 9,1 bilhões em compras internacionais registradas no primeiro semestre de 2026. O resultado representa crescimento de 12,6% e um acréscimo de mais de US$ 1 bilhão em relação ao mesmo período de 2025, quando o município somou US$ 8,08 bilhões em importações. Os dados são do Comex Stat, sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, as importações brasileiras totalizaram US$ 142,4 bilhões, o que significa que a movimentação do município catarinense responde sozinha por 6,4% de todas as compras externas feitas pelo Brasil. 
 
“O crescimento de 12,6%, com mais de US$ 1 bilhão acrescentado às importações em apenas seis meses, mostra a força e a regularidade das operações registradas em Itajaí. Ao superar capitais e polos industriais consolidados, o município demonstra capacidade para concentrar fluxos de diferentes setores e atender empresas de várias regiões do país, que estão aumentando a demanda por importações, com escala, conhecimento técnico e serviços especializados em comércio exterior”, explica Matheus Bernardes, CEO da Cronos Logistics, um dos 50 maiores agentes de cargas marítimas e aéreas do país, com filiais nos EUA, em Miami e Nova Iorque, matriz em Itajaí e escritórios distribuídos pelo Brasil, em outros cinco polos logísticos.
 
A China permaneceu como a principal origem das mercadorias importadas por empresas domiciliadas em Itajaí, com US$ 3,79 bilhões entre janeiro e junho, o equivalente a 41,6% do total. Na sequência aparecem Alemanha, com US$ 503,2 milhões; Estados Unidos, com US$ 501,5 milhões; Chile, com US$ 462,2 milhões; e Argentina, com US$ 445,1 milhões. Somados, os cinco países responderam por mais de 62% das importações registradas no município.
 
O crescimento das importações na cidade neste ano reforça a liderança já consolidada por três anos consecutivos. Em 2025, Itajaí contabilizou US$ 16,3 bilhões em importações.
 
“O resultado mostra que Itajaí se tornou  um centro de decisão do comércio exterior brasileiro. A cidade reúne porto, terminais, retroáreas, armazéns, e prestadores especializados. Também está próxima de outros portos estratégicos de Santa Catarina, do Aeroporto de Navegantes e de importantes eixos rodoviários, o que permite planejar operações com diferentes alternativas de entrada e distribuição. Essa combinação oferece agilidade e previsibilidade às empresas que coordenam suas importações a partir da região”, afirma Fábio Rengel, COO da Cronos Logistics.
 
Entre janeiro e junho de 2026, a Cronos coordenou mais de 5.800 embarques de importação, principalmente para empresas dos segmentos têxtil, automotivo, fármaco e náutico. Os produtos vieram de países como China, Itália, Alemanha e Estados Unidos. 
 
Conheça os 5 municípios que mais importaram no primeiro semestre de 2026:
 
Itajaí (SC): US$ 9.103.359.037
Manaus (AM): US$ 8.787.306.952
São Paulo (SP): US$ 6.479.646.588
Rio de Janeiro (RJ): US$ 5.816.927.516
Cariacica (ES): US$ 5.791.478.013
 
Fonte: Comex Stat/MDIC
 
Sobre a Cronos Logistics
 
Com mais de 20 anos de experiência no comércio internacional e sede em Itajaí (SC), um dos principais polos logísticos do país, a Cronos Logistics é um dos 50 maiores agentes de carga internacional do Brasil, especializada em operações de importação e exportação pelos modais marítimo e aéreo. A empresa oferece soluções para cargas consolidadas, projetos especiais, cargas vivas, seguro de transporte, courier, cabotagem e acompanhamento 24 horas. Além de Santa Catarina, a companhia está presente em Caxias do Sul (RS), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Fortaleza (CE), além de manter unidades próprias em Miami e Nova York, nos Estados Unidos. Entre suas certificações estão OEA, ISO 9001 e IATA.
 
Mais informações: https://www.cronoslogistics.com.br/
Itajaí será palco da 2ª Agro Academy Conference, encontro sobre o setor de drones agrícolas
A agricultura brasileira tem intensificado o uso de drones nos últimos anos, um reflexo de vantagens como a maior precisão na aplicação de produtos para proteção de cultivos, um melhor monitoramento da safra e redução de custos.
Entretanto, limitações técnicas e a falta de operadores especializados podem colocar em risco as lavouras e atrasar a adoção deste importante avanço tecnológico por mais produtores. Nesse contexto, e atenta em ajudar produtores e operadores a ampliarem seus conhecimentos técnicos sobre drones, o grupo ADS Drones realizará gratuitamente a 2ª Agro Academy Conference no munícipio de Itajaí (SC), no dia 25 de julho. O encontro ocorre a partir das 9h, no Parque do Agricultor Gilmar Graf, como parte da 40ª Festa do Colono.
 
“Esse é um evento construído por quem vive a operação no campo, reunindo produtores, operadores, especialistas, instituições de ensino e autoridades nacionais e internacionais para compartilhar experiências reais, tendências, inovação e os desafios que estão moldando o futuro da agricultura de precisão. É a chance de entender melhor esse setor e buscar mais conhecimento”, afirma Matias Lazarotto, fundador da AgroAcademy, uma das maiores escolas especializadas na formação de pilotos de drones agrícolas do país e parte do grupo ADS Drones.
Segundo Flávia Sehn, secretária de Agricultura de Itajaí, a ideia de realizar o Agro Academy Conference durante a Festa do Colono é aproveitar a aptidão rural do município para oferecer aos visitantes mais informações técnicas sobre uma tecnologia que tem muito a contribuir com o crescimento da região. 
 
“Além das exposições agropecuárias, feiras comerciais, desfiles e pratos típicos da culinária, queríamos atender uma antiga demanda de quem vive no campo e oferecer mais conhecimento. Temos áreas rurais que se beneficiariam bastante do uso de drones, seja pela praticidade, menor custo e para driblar dificuldades topográficas, que outras máquinas não conseguem”, afirma a secretária.
 
Para Lazarotto, essa é uma oportunidade para os operadores se atualizarem, mas também para atrair mais mão de obra para o setor, o que é necessário para atender o possível aumento da demanda na região catarinense. “Há muito espaço no mercado, temos milhares de drones registrados no país, mas a mão de obra é escassa. Todos os dias recebemos relatos de produtores que têm dificuldades de encontrar pilotos certificados. Ainda é a chance de ampliar o número de empregos mais bem remunerados nos municípios, uma vez que o salário inicial de operadores de drones agrícolas já é bom.”
 
Apesar de a utilização de drones pelos produtores rurais para aplicação de defensivos agrícolas e fertilizantes já estar ganhando espaço em diferentes tipos de lavouras em todo o Brasil recentemente, é preciso informação para operar o equipamento da forma adequada, além de operadores especializados e certificados conforme exigido pela legislação, e que acompanhem o avanço tecnológico dos equipamentos, suas crescentes funcionalidades e as mudanças regulatórias que vêm ocorrendo. É isso que garantirá custos cada vez menores, maior segurança e maior rentabilidade na produção.
 
A Associação Brasileira de Empresas de Drones (ABDrone) e a Schroder Consultoria Agro estimam que, desde a regulamentação em 2021, o número de drones agrícolas em operação no Brasil saltou de cerca de 3 mil para 35 mil este ano, número que deve continuar a crescer e reflete a confiança dos produtores na eficácia da tecnologia.
 
“Não adianta comprar um drone agrícola e achar que é só sair pulverizando. É preciso conhecê-lo e configurá-lo corretamente para evitar desperdícios e danos ao equipamento. Por isso, estamos oferecendo mais uma edição da Agro Academy Conference durante a Festa do Colono, mostrando o universo de possibilidades desse mercado e atraindo mais possíveis interessados”, finaliza ele.
 
Quem quiser participar do evento no dia 25 de julho, pode fazer sua inscrição através deste link, onde também é possível consultar mais detalhes da programação Vale reforçar que a conferência é gratuita e começa a partir das 9h, no Parque Municipal do Agricultor Gilmar Graf – Itajaí/SC.
 
Sobre a AgroAcademy
Fundada em 2021 pelo grupo ADS Drones, a AgroAcademy é uma das maiores escolas de pilotos de drones agrícolas e de disseminação de tecnologia agrícola do Brasil. Homologada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e com mais de 68 polos em todo o país, já formou 4 mil alunos no seu Curso de Aplicação Aeroagrícola Remota (CAAR). Com professores certificados internacionalmente, também ocupa o segundo lugar entre todas as academias oficiais da DJI no mundo, fabricante chinesa líder na produção de drones agrícolas. https://agroacademy.agr.br/ 
 
FOTO ILUSTRATIVA 
Por dentro dos portos: entenda as diferenças entre terminal arrendado e TUP

Quando se fala em leilão portuário, concessão ou novo terminal, é comum surgir a dúvida: o porto está sendo vendido? A resposta é não. O setor portuário brasileiro funciona a partir de diferentes modelos de exploração, previstos na Lei nº 12.815/2013, conhecida como Lei dos Portos. Cada modalidade possui regras próprias, formas específicas de autorização ou contrato e diferentes responsabilidades para o poder público e para a iniciativa privada.
Conhecer essas diferenças ajuda a população a entender como os portos funcionam, como os investimentos são realizados e quais responsabilidades cabem ao poder público e à iniciativa privada. Também permite acompanhar com mais clareza os leilões, os contratos e as novas operações, fortalecendo o controle social sobre a infraestrutura portuária.

De forma geral, o porto organizado é um bem público construído e aparelhado para atender à navegação, à movimentação e armazenagem de mercadorias ou à movimentação de passageiros. Ele possui uma área delimitada pelo Poder Executivo e suas operações ficam sob jurisdição de uma autoridade portuária, responsável pela administração do porto e pela coordenação das atividades realizadas dentro da área portuária.

Na prática, o porto organizado funciona como uma área pública estruturada para receber diferentes operações. Dentro dele podem existir cais, berços de atracação, armazéns, acessos terrestres, pátios, terminais arrendados e outras instalações utilizadas para movimentação de cargas e passageiros.

As instalações portuárias podem estar localizadas dentro ou fora da área do porto organizado. Entre os modelos mais conhecidos estão o terminal arrendado e o Terminal de Uso Privado (TUP), que têm formas diferentes de exploração e contratação.

Terminal arrendado

O terminal arrendado é uma instalação localizada dentro da área do porto organizado e explorada por uma empresa privada, por meio de contrato de arrendamento. Esse contrato é precedido de processo licitatório, geralmente realizado por leilão, e estabelece prazo, investimentos, obrigações de operação, metas de desempenho e regras de fiscalização.
Nesse modelo, a área continua sendo pública, mas a iniciativa privada assume a responsabilidade pela operação do terminal durante o período previsto no contrato. Ao fim do prazo, a infraestrutura permanece vinculada ao porto público. É o caso, por exemplo, de terminais leiloados dentro de portos organizados para movimentação de granéis, contêineres, combustíveis, fertilizantes, cargas gerais ou passageiros.

Em geral, os terminais arrendados são identificados por códigos técnicos que ajudam a reconhecer a área do projeto e o porto ao qual estão vinculados. No primeiro bloco de leilões portuários de 2026, realizado em fevereiro, por exemplo, foram ofertadas as áreas MCP01, no Porto de Santana (AP), POA26, no Porto de Porto Alegre (RS), e NAT01, no Porto de Natal (RN). Essas siglas são utilizadas em estudos, editais, leilões e documentos técnicos para diferenciar os projetos dentro da carteira de arrendamentos portuários.

Terminal de Uso Privado

O Terminal de Uso Privado, conhecido como TUP, é uma instalação portuária explorada mediante autorização e localizada fora da área do porto organizado. Diferentemente do terminal arrendado, o TUP não fica dentro da área do porto organizado e não é contratado por arrendamento.
Nesse caso, a instalação é autorizada pelo poder público e pode ser implantada e operada por empresa privada, observadas as regras regulatórias aplicáveis ao setor.

Por que essas diferenças importam?

As diferenças entre terminal arrendado e TUP ajudam a entender como os investimentos chegam ao setor portuário e como cada empreendimento é regulado.
Em todos os modelos, as atividades portuárias seguem normas legais, regulatórias, ambientais, trabalhistas e de segurança da navegação. Também há atuação de diferentes órgãos, como da autoridade portuária, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Marinha do Brasil, da Receita Federal e demais instituições competentes, conforme o tipo de operação.

Conheça outras modalidades de exploração acessando a Lei de Portos.

Por dentro dos portos: entenda as diferenças entre terminal arrendado e TUP

Quando se fala em leilão portuário, concessão ou novo terminal, é comum surgir a dúvida: o porto está sendo vendido? A resposta é não. O setor portuário brasileiro funciona a partir de diferentes modelos de exploração, previstos na Lei nº 12.815/2013, conhecida como Lei dos Portos. Cada modalidade possui regras próprias, formas específicas de autorização ou contrato e diferentes responsabilidades para o poder público e para a iniciativa privada.
 
Conhecer essas diferenças ajuda a população a entender como os portos funcionam, como os investimentos são realizados e quais responsabilidades cabem ao poder público e à iniciativa privada. Também permite acompanhar com mais clareza os leilões, os contratos e as novas operações, fortalecendo o controle social sobre a infraestrutura portuária.
 
De forma geral, o porto organizado é um bem público construído e aparelhado para atender à navegação, à movimentação e armazenagem de mercadorias ou à movimentação de passageiros. Ele possui uma área delimitada pelo Poder Executivo e suas operações ficam sob jurisdição de uma autoridade portuária, responsável pela administração do porto e pela coordenação das atividades realizadas dentro da área portuária.
 
Na prática, o porto organizado funciona como uma área pública estruturada para receber diferentes operações. Dentro dele podem existir cais, berços de atracação, armazéns, acessos terrestres, pátios, terminais arrendados e outras instalações utilizadas para movimentação de cargas e passageiros.
 
As instalações portuárias podem estar localizadas dentro ou fora da área do porto organizado. Entre os modelos mais conhecidos estão o terminal arrendado e o Terminal de Uso Privado (TUP), que têm formas diferentes de exploração e contratação.
 
Terminal arrendado
O terminal arrendado é uma instalação localizada dentro da área do porto organizado e explorada por uma empresa privada, por meio de contrato de arrendamento. Esse contrato é precedido de processo licitatório, geralmente realizado por leilão, e estabelece prazo, investimentos, obrigações de operação, metas de desempenho e regras de fiscalização.
 
Nesse modelo, a área continua sendo pública, mas a iniciativa privada assume a responsabilidade pela operação do terminal durante o período previsto no contrato. Ao fim do prazo, a infraestrutura permanece vinculada ao porto público. É o caso, por exemplo, de terminais leiloados dentro de portos organizados para movimentação de granéis, contêineres, combustíveis, fertilizantes, cargas gerais ou passageiros.
 
Em geral, os terminais arrendados são identificados por códigos técnicos que ajudam a reconhecer a área do projeto e o porto ao qual estão vinculados. No primeiro bloco de leilões portuários de 2026, realizado em fevereiro, por exemplo, foram ofertadas as áreas MCP01, no Porto de Santana (AP), POA26, no Porto de Porto Alegre (RS), e NAT01, no Porto de Natal (RN). Essas siglas são utilizadas em estudos, editais, leilões e documentos técnicos para diferenciar os projetos dentro da carteira de arrendamentos portuários.
 
Terminal de Uso Privado
O Terminal de Uso Privado, conhecido como TUP, é uma instalação portuária explorada mediante autorização e localizada fora da área do porto organizado. Diferentemente do terminal arrendado, o TUP não fica dentro da área do porto organizado e não é contratado por arrendamento.
 
Nesse caso, a instalação é autorizada pelo poder público e pode ser implantada e operada por empresa privada, observadas as regras regulatórias aplicáveis ao setor.
 
Por que essas diferenças importam?
As diferenças entre terminal arrendado e TUP ajudam a entender como os investimentos chegam ao setor portuário e como cada empreendimento é regulado.
 
Em todos os modelos, as atividades portuárias seguem normas legais, regulatórias, ambientais, trabalhistas e de segurança da navegação. Também há atuação de diferentes órgãos, como da autoridade portuária, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Marinha do Brasil, da Receita Federal e demais instituições competentes, conforme o tipo de operação.
 
Conheça outras modalidades de exploração acessando a Lei de Portos: acessando a Lei de Portos

 

Sala do Empreendedor de Itapema registra quase dois mil atendimentos no primeiro semestre de 2026

A Sala do Empreendedor de Itapema encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados que reforçam o fortalecimento do ambiente de negócios no município. Os números refletem o trabalho de orientação, apoio e incentivo aos empreendedores, contribuindo para o desenvolvimento econômico local e a geração de novas oportunidades.

Entre janeiro e junho, foram realizados 1.743 atendimentos, oferecendo suporte para abertura de empresas, regularização de negócios, orientações e serviços voltados aos empreendedores.

O balanço também destaca que Itapema conta com 24.944 empresas ativas, demonstrando o crescimento e a força da economia municipal. Outro dado de destaque é a agilidade no processo de formalização, com tempo médio de apenas duas horas para abertura de novas empresas, além de 11.604 Microempreendedores Individuais (MEIs) ativos até o fim de junho.

Recentemente, Itapema conquistou um importante reconhecimento estadual ao se tornar a segunda cidade mais rápida de Santa Catarina para abertura de empresas, conforme dados do Mapa de Empresas do Governo Federal. O município reduziu o tempo médio para abertura de novos negócios de sete dias, em 2024, para menos de um dia em 2026, resultado das ações de desburocratização, modernização dos processos e integração entre os órgãos responsáveis. 

Atualmente, a média para análise de viabilidade é de apenas duas horas, colocando Itapema entre os municípios mais ágeis do Estado e oferecendo mais rapidez e segurança para quem deseja empreender.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, os resultados demonstram o compromisso da administração municipal em criar um ambiente cada vez mais favorável aos negócios. "Esses números mostram que Itapema vive um momento de crescimento e desenvolvimento. A Sala do Empreendedor tem um papel fundamental nesse processo, oferecendo suporte para quem deseja investir, empreender e gerar novas oportunidades. Seguiremos trabalhando para tornar o ambiente de negócios cada vez mais moderno, ágil e acolhedor para todos os empreendedores."

Sobre a Sala do Empreendedor
A Sala do Empreendedor fica localizada na Rua 902, nº 155, anexo à Secretaria de Obras e Serviços Públicos, no bairro Alto São Bento. O espaço oferece orientação gratuita sobre abertura, alteração, regularização e baixa de empresas, além de atendimento aos microempreendedores individuais (MEIs). O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Mais informações pelo telefone e WhatsApp (47) 3267-1572.

Economia & Negócios: Tarifaço e as narrativas

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

PIB de SC 
SC ganhou destaque no estudo especial do Departamento Econômico do Banco Santander ao registrar as taxas mais elevadas de crescimento do PIB da Região Sul, com 2,2% em 2026 e 1,8% em 2027. Apesar da desaceleração, o Estado mantém sua relevância, superando inclusive a média nacional de 1,8% e 1%, respectivamente. Conforme o estudo, tal desempenho será impulsionado pela dinâmica do setor de serviços, que tem se mostrado resiliente e que atua como um diferencial de crescimento regional frente à média do país. Para 2026, a projeção de crescimento é de 2,8%, já para 2027 é de 2,2%, enquanto a média nacional é de 2% e 1%, respectivamente. Já o agronegócio, após a expressiva expansão de 2025, apresenta um arrefecimento em 2026 e 2027, acompanhando a maior volatilidade em toda a região Sul, em grande parte em função de impactos crescentes das crises climáticas. Na indústria, após um ano de expansão forte em 2024, o setor deve ter crescimento de 1,5% em 2026 e 1,4%, bem próximo da média nacional. 

Bandas e fanfarras 
Projeto que começou a tramitar na Alesc institui a Política Estadual de Bandas e Fanfarras Escolares. Busca criar condições para que o Estado possa apoiá-las estruturalmente, por meio de capacitação, aquisição de instrumentos, organização de festivais e estímulo às escolas interessadas em desenvolver projeto musicais. Velhos e bons tempos aqueles em que as fanfarras escolares eram verdadeiras atrações artísticas-culturais, depois inexplicavelmente desprezadas. Outro projeto estabelece que as escolas públicas e privadas de SC deverão oferecer, no mínimo, três aulas semanais de Educação Física para os estudantes de todas as etapas da educação básica. Um terceiro, também louvável, prevê uma carga mínima de 12 aulas anuais de noções práticas de educação financeira no ensino médio. E, por favor, parem de querer impor bobagens, como História da África. 

Futebol e inglês 
Mais de 1,4 mil jogadores brasileiros atuam hoje em 135 ligas estrangeiras, segundo levantamento oficial. O dado reforça como a formação de atletas passou a exigir preparo também fora de campo, especialmente em habilidades que podem abrir portas em estudos, viagens, entrevistas, testes em clubes do exterior e experiências internacionais. Em Itajaí, atletas de 11 a 15 anos das categorias de base do Clube Marcílio Dias, um dos times tradicionais de SC, passaram a ter aulas de inglês uma vez por semana, em uma iniciativa realizada em parceria com a KNN, uma das principais escolas de idiomas do país. 

Tarifaço e as narrativas
A decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros, anunciada a menos de três meses das eleições presidenciais no país, inaugura um novo um novo momento de tensão em uma relação bilateral historicamente marcada pela estabilidade institucional, mesmo em períodos de divergências comerciais e diplomáticas. O governo Trump, que costuma se pautar pelo nacionalismo econômico, volta a usar deste artifício contra o Brasil com justificativas de questões comerciais, regulatórias, ambientais e institucionais. Entre os argumentos apresentados estão críticas ao PIX, ao tratamento conferido a casos de corrupção, às decisões do STF envolvendo plataformas digitais, à política tarifária nacional, à proteção da propriedade intelectual, às tarifas aplicadas ao etanol e ao combate ao desmatamento. São temas completamente distintos, muitos sequer ter relação entre si, e que dizem mais respeito à soberania brasileira do que à própria relação diplomática. Economias de grande porte têm e sempre terão divergências. 

Transtornos mentais
Em 2025, Santa Catarina liderou no país com a maior taxa de afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais, considerando o tamanho da população. Ao longo do ano, a Previdência Social concedeu 40.280 benefícios por incapacidade relacionados a esses diagnósticos, o equivalente a aproximadamente um benefício para cada 203 habitantes do Estado. Além disso, só entre os anos de 2021 e 2025, foram concedidos 129.315 benefícios relacionados a transtornos mentais e comportamentais no estado catarinense. Em todo o Brasil, a Previdência Social concedeu 559.983 benefícios por incapacidade relacionados a transtornos mentais e comportamentais em 2025, o maior volume já registrado no país. 

Saúde judicializada
Um entendimento entre o Judiciário e Tribunal de Contas está qualificando as decisões judiciais em ações pedindo que o Estado forneça medicamentos ou tratamentos não previstos pelos sistemas públicos. O índice de convergência entre ambos tem sido tão alto que a redução das despesas relacionadas à judicialização da saúde alcançou aproximadamente R$ 300 milhões em 2025. E apenas no primeiro semestre desse ano a economia chegou a cerca de R$ 78 milhões.   

Linguiça Blumenau 
A famosa linguiça Blumenau vai ganhar uma nova valorização: há um projeto de lei em tramitação para que sua consagrada e única receita, que uns burocratas sem noção estão querendo mudar, seja incluída na legislação sobre Patrimônio Cultural do Estado de SC. 

Dívida do campeão
No plano de recuperação judicial do Metropolitano, atualmente na segunda divisão do futebol de SC, está uma dívida com o falecido técnico Valdir Espinosa, campeão mundial pelo Grêmio Portoalegrense em 1983, morto aos 72 anos em 2020, que  passou pelo clube em 2016 e demitido após sete jogos com apenas duas vitórias. A dívida era de R$ 162,6 mil, mas com o deságio de 88%, ficou em R$ 19,1 mil, que serão pagos à sua família. 

Apego à lei 
Se fossemos civilizados, seria dispensável um projeto em tramitação no legislativo estadual para que meios de transporte e estabelecimentos comerciais reconheçam e permitam o acesso de animais de suporte emocional, como cães de busca e resgate dos Corpos de Bombeiros e os animais utilizados em intervenções assistidas em locais públicos. Bom senso, gente! E menos leis inúteis! 

Fiesc incentiva diversificar mercado 
Enquanto as decisões são políticas, o setor produtivo precisa de resultados, independente de governo. Por isso, a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) vem incentivando a diversificação de mercado desde o primeiro tarifaço de Donald Trump adotado em agosto de 2025 e muitas empresas estão alcançando resultados, como mostrou a balança comercial do primeiro semestre, O presidente da entidade esteve liderando missão na Argentina e na Espanha com esse objetivo. Os resultados estão positivos, como mostraram os números da balança comercial catarinense do primeiro semestre. O Estado alcançou vendas externas superiores a US$ 6 bilhões, com alta de 4,3% e avanço maior no mercado da União Europeia, que acaba de firmar acordo comercial com o Mercosul. Outro mercado potencial é o do Oriente Médio, atualmente afetado pela guerra.  

Desafio do reitor
A UFSC, em cuja área de graduação mais de 50% dos seus alunos não concluem os cursos, conforme revelação da própria instituição, tem um novo reitor há uma semana. O engenheiro e professor Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior elegeu como uma de suas principais prioridades ter a Polícia Militar do Estado como sua aliada contra a criminalidade dentro do campus da Trindade, em Florianópolis. Não há um estudo que o diga, mas a espantosa degradação, depredação e vandalismo de instituições nos últimos tempos, devem ter sido um dos motivos para muitos alunos concluírem que ali não é o melhor lugar para estudar. Outro desafio é recuperar a nada boa imagem da UFSC diante da comunidade florianopolitana e catarinense. 

Política de Trump
O setor empresarial brasileiro critica a decisão do presidente Trump, dos Estados Unidos, de impor barreiras tarifárias com insistência e maior penalidades ao Brasil, que não é o único atingido. A presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesc, destaca que ele se elegeu com a promessa de aplicar tarifas para o mundo todo e reindustrializar os Estados Unidos. Então, o que ele está fazendo não é nada mais do que prometeu para se eleger. Está mais conseguindo impor tarifas do que impulsionar a indústria. O Brasil não é o único. Atualmente, o escritório comercial do governo americano está fazendo estudos de negócios com mais de 80 países, também visando a aplicação de tarifas. 

Importabando
A Polícia Federal deflagrou mais uma operação em SC, para desarticular um esquema milionário de contrabando e lavagem de dinheiro. O que chama atenção é quanto o paradeiro dos criminosos, parte deles encontrados na pacata São José do Cerrito, no Planalto Serrano, de 9.300 habitantes. 

Café e história 
O Complexo Têxtil Renaux ganhará um novo atrativo a partir do fim de agosto. O local será transformado na Vigolana Café e Gelato, empreendimento que promete unir gastronomia, arquitetura e memória em uma experiência inspirada nas tradicionais cafeterias e gelaterias europeias. A frente do projeto está o empresário Emilio Gabriel Bonecher Masera, proprietário da Vigolana de Nova Trento, que a convite de Luciano Hang, trará para Brusque sabores artesanais e a atmosfera de regiões alpinas do Tirol italiano e da cultura europeia. O espaço preservará elementos históricos do imóvel e terá um ambiente acolhedor, com cafés especiais, gelatos artesanais, doces e receitas exclusivas. Entre as novidades do cardápio está o Bolo do Cônsul, uma releitura da Floresta Negra criada em homenagem a Carlos Renaux e à história da cidade. A chegada da Vigolana ao Complexo Têxtil Renaux também representa um novo atrativo turístico para Brusque, valorizando um patrimônio que faz parte da memória da comunidade. 

Tentativas
O Procon de Brusque alerta a população para golpes que vêm sendo aplicados utilizando indevidamente o nome do órgão. Nos últimos dias, consumidores e empresários relataram o recebimento de mensagens e e-mails falsos com links fraudulentos e solicitações de pagamento. Entre as situações registradas, consumidores informaram ter recebido mensagens por WhatsApp enviadas por perfis falsos, nas quais os criminosos alegam que uma reclamação contra um fornecedor teve resultado favorável. Na sequência, solicitam um pagamento antecipado para supostamente liberar o valor ao consumidor. O Procon Brusque não solicita qualquer tipo de pagamento para dar andamento a processos, reclamações ou liberações de valores. Além disso possui apenas um número oficial de atendimento via WhatsApp (47) 99128-0676. 

Mais postos de combustíveis 
Um dos focos do crescimento é no segmento de postos de combustíveis com a Rede Mime. Atualmente, ela conta com 65 postos em 30 cidades catarinenses, com atendimento a mais de 17 milhões de clientes por ano. Neste ano, foram abertos novos postos em Florianópolis, Palhoça e Criciúma. Em 2025 a expansão foi mais em Blumenau, com a aquisição de sete postos. Esse é um negócio que segue crescendo em Santa Catarina. 

Roubalheira 
No Rio de Janeiro há atualmente inacreditáveis R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção. Só para efeitos de comparação, para o próximo ano, o governo de SC projeta um orçamento de R$ 64 bilhões. 

Emplacamentos 
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de SC, entidade que representa 562 concessionárias nos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, tratores, máquinas agrícolas, motocicletas e implementos rodoviários, divulgou o desempenho do setor automotivo no Estado referente a junho: 19,7 mil unidades foram emplacadas, frente a 19,1 mil em maio, um crescimento de 3,29% no comparativo mensal. No acumulado de janeiro a junho a soma chega a 113,5 mil veículos, avanço de 8,7% em relação ao mesmo período de 2025. 

Bioar avança 
A Agricopel acelera crescimento no Brasil com a Bioar, indústria de Arla 32, o lubrificante para motores a diesel no qual alcançou a liderança nacional. De acordo com o CEO, a empresa está investindo numa unidade de distribuição no Sul de Minas Gerais, onde está concentrada uma das maiores frotas de veículos pesados, por ser um polo logístico ligado à indústria e ao agro. Com fábrica em Jaraguá do Sul, a Bioar   tem distribuidoras em Gravataí (RS), Cascavel (PR) e Araguari (MG). 

Arranha-céu 
A mídia paulista está dando destaque à conclusão do edifício comercial Torre Alto das Nações, com 219 metros de altura, o sexto do país no quesito e o maior arranha-céu da capital paulista, com 39 pavimentos. Logicamente, sempre há comparações com Balneário Camboriú, que no ranking geral ocupa as cinco primeiras posições como principal polo de arranha-céus no Brasil. O recordista é a torre 2 do Yachthouse by Pininfarina, com 294,1 metros e 80 andares, inaugurados em 2023. 

Prédio do Neymar
O chamado “Prédio do Neymar”, o Edify One, que já está no roteiro de excursões de visitantes que passam por Itapema e que tem entre os sócios a NR Sports, empresa do pai do futebolista, já ultrapassou o 40º andar dos 45 previstos.  Unidades que chegam a R$ 52 milhões, o projeto reúne estacas de até 45 metros, ensaios em túnel de vento realizados na Europa e mais de 14 mil m3 de concreto aplicados. A entrega está prevista para dezembro de 2028. 

Novo marco 
O curso de Medicina do campus da UFSC em Araranguá faz história: formou os primeiros estudantes indígenas e quilombolas, oriundos das políticas de ações afirmativas da instituição. Quatro profissionais do povo kaingang e um do povo macuxi, além dos primeiros médicos quilombolas, da comunidade quilombola Invernada dos Negros, de Campos Novos, receberam o diploma no dia 3 deste mês. 

Cohab
O governo de SC deu início à etapa final para a extinção da Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab-SC). Projeto enviado à Alesc define que o Estado assumirá os direitos, as obrigações e o patrimônio. Para as pessoas vinculadas aos programas da companhia, as atribuições de regularização fundiária, atendimento e quitações passarão a ser geridas pela Secretaria da Assistência Social, Mulher e Família. A medida visa finalizar o processo de liquidação da Cohab autorizado em 2017 e concede prazo de até 120 dias, após a aprovação e a publicação da lei, para a realização da Assembleia Geral de Acionistas e a baixa do ato na Junta Comercial do Estado (Jucesc). Com a extinção, o acervo de bens móveis e imóveis integrarão o patrimônio do Estado, sob a gestão da Secretaria de Estado da Administração.

Fim do ICMS
Outro projeto encaminhado à Alesc regulamenta a distribuição, aos municípios, dos 25% da arrecadação do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), criado pela Reforma Tributária e que entra em vigor em 2027. O projeto institui o Índice de Participação dos Municípios, mecanismo que definirá quanto cada prefeitura receberá. Como as regras precisa ser aplicada e os cálculos realizados ainda em 2026, o Estado tem até setembro deste ano para enviar os índices validados ao Comitê Gestor do IBS. 

Super El Niño
Possibilidade de que o fenômeno atinja categoria mais grave e seja um dos piores da história chega a 81%, aponta projeção internacional. Santa Catarina teme impactos na agricultura e no aumento dos preços dos alimentos. 

Invasor entre nós 
Pinus foi introduzido para reflorestamento e produção de madeira nas décadas de 1950 e 1960, mas hoje invade áreas naturais, reduz a biodiversidade e ameaça ecossistema como restingas e campos de altitude. Quem vê um pinus crescendo no alto da serra de Santa Catarina ou espalhado pelas dunas do litoral catarinense dificilmente imagina que aquela árvore não pertence à paisagem. Introduzido no Estado há cerca de 70 anos para atender à produção florestal e recuperar áreas degradadas, o gênero Pinus se tornou uma das espécies exóticas invasoras mais problemáticas do Estado. 

Guabiruba do futuro
Novo Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico do município estabelece metas para fortalecer indústria, turismo e geração de empregos até 2036. O município quer consolidar polo têxtil e diversificar economia nos próximos 10 anos. 

Balonismo 
Após o acidente ocorrido em 21 de junho de 2025, em Praia Grande (SC), que resultou na morte de oito pessoas, a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados está discutindo a regulamentação do balonismo turístico no Brasil. 

Danos morais 
O governador de SC que se prepare. Ouvem-se articulações de organizações não-governamentais dispostas a levar até as últimas consequências seus xingamentos conta uma cacique indígena em José Boiteux, no Vale do Itajaí. ONGS que sonham engordar seus caixas por conta dos tais “danos morais coletivos”. 

Clube de Caça e Tiro: 160 anos 
Era um sábado, 14 de julho de 1866, data histórica que pode ser comprovada pela cópia original do Estatuto, em língua alemã, que se encontra guardada na sede da entidade. Seguindo os costumes e as tradições da terra natal que atravessaram o Atlântico sem pagar passagem nem ocupar espaço na escassa bagagem emigratória de poucas roupas, ferramentas e algumas tralhas, sete imigrantes reuniram-se na casa de um deles para fundar um clube de caça e tiro, o Schutzenverein. O clube de Caça e Tiro Araujo Brusque tem 160 anos, quase a mesma idade da cidade de Brusque (166 anos) que serão comemorados em 4 de agosto próximo. 

Dólares 
Pelo menos 20% das vendas de lotes do Rioparque, um bairro planejado em Tijucas, foram brasileiros que vivem nos Estados Unidos, diz a incorporadora do projeto, o Novo Ambiente Urbanismo. Com área equivalente a 56 campos de futebol e com obras já iniciadas, incluindo um acesso direto à BR-101, o projeto inclui um parque linear de 2 quilômetros ao longo dos rios Tijucas e Oliveira, shopping, marina e áreas esportivas. 

Corrupção desmedida
A corrupção parece infiltrada e sedimentada firmemente em muitas prefeituras de SC. Em tempos recentes foram presos 30 prefeitos e vices. Isso, aparentemente, pouco intimidou os que seguem nos seus mandatos. Em duas operações somente neste mês detectaram-se desvios milionários em 25 prefeituras. 

Forno e fogão 
Seguiu para sanção do governador projeto de lei aprovado na Alesc que reconhece a relevância social, cultural e econômica das atividades exercidas por profissionais de cozinha em SC. Este relevante reconhecimento envolve cozinheiras, cozinheiros, gastrônomas, gastrônomos, chefs, assistentes e auxiliares e demais profissionais da cozinha. 

Quarto lugar 
No mapa da carestia nacional, Florianópolis, que vinha ganhando seguidamente medalha de ouro, prata e bronze no custo da cesta básica, agora está na quarta posição entre 17 capitais, em junho. A mais cara foi São Paulo (R$ 965,47), seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). A mais baixa é a de Natal (R$ 686,07). 

Economia & Negócios: Tarifaço e as narrativas

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

PIB de SC

SC ganhou destaque no estudo especial do Departamento Econômico do Banco Santander ao registrar as taxas mais elevadas de crescimento do PIB da Região Sul, com 2,2% em 2026 e 1,8% em 2027. Apesar da desaceleração, o Estado mantém sua relevância, superando inclusive a média nacional de 1,8% e 1%, respectivamente. Conforme o estudo, tal desempenho será impulsionado pela dinâmica do setor de serviços, que tem se mostrado resiliente e que atua como um diferencial de crescimento regional frente à média do país. Para 2026, a projeção de crescimento é de 2,8%, já para 2027 é de 2,2%, enquanto a média nacional é de 2% e 1%, respectivamente. Já o agronegócio, após a expressiva expansão de 2025, apresenta um arrefecimento em 2026 e 2027, acompanhando a maior volatilidade em toda a região Sul, em grande parte em função de impactos crescentes das crises climáticas. Na indústria, após um ano de expansão forte em 2024, o setor deve ter crescimento de 1,5% em 2026 e 1,4%, bem próximo da média nacional.

Bandas e fanfarras

Projeto que começou a tramitar na Alesc institui a Política Estadual de Bandas e Fanfarras Escolares. Busca criar condições para que o Estado possa apoiá-las estruturalmente, por meio de capacitação, aquisição de instrumentos, organização de festivais e estímulo às escolas interessadas em desenvolver projeto musicais. Velhos e bons tempos aqueles em que as fanfarras escolares eram verdadeiras atrações artísticas-culturais, depois inexplicavelmente desprezadas. Outro projeto estabelece que as escolas públicas e privadas de SC deverão oferecer, no mínimo, três aulas semanais de Educação Física para os estudantes de todas as etapas da educação básica. Um terceiro, também louvável, prevê uma carga mínima de 12 aulas anuais de noções práticas de educação financeira no ensino médio. E, por favor, parem de querer impor bobagens, como História da África.

Futebol e inglês

Mais de 1,4 mil jogadores brasileiros atuam hoje em 135 ligas estrangeiras, segundo levantamento oficial. O dado reforça como a formação de atletas passou a exigir preparo também fora de campo, especialmente em habilidades que podem abrir portas em estudos, viagens, entrevistas, testes em clubes do exterior e experiências internacionais. Em Itajaí, atletas de 11 a 15 anos das categorias de base do Clube Marcílio Dias, um dos times tradicionais de SC, passaram a ter aulas de inglês uma vez por semana, em uma iniciativa realizada em parceria com a KNN, uma das principais escolas de idiomas do país.

Tarifaço e as narrativas

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros, anunciada a menos de três meses das eleições presidenciais no país, inaugura um novo um novo momento de tensão em uma relação bilateral historicamente marcada pela estabilidade institucional, mesmo em períodos de divergências comerciais e diplomáticas. O governo Trump, que costuma se pautar pelo nacionalismo econômico, volta a usar deste artifício contra o Brasil com justificativas de questões comerciais, regulatórias, ambientais e institucionais. Entre os argumentos apresentados estão críticas ao PIX, ao tratamento conferido a casos de corrupção, às decisões do STF envolvendo plataformas digitais, à política tarifária nacional, à proteção da propriedade intelectual, às tarifas aplicadas ao etanol e ao combate ao desmatamento. São temas completamente distintos, muitos sequer ter relação entre si, e que dizem mais respeito à soberania brasileira do que à própria relação diplomática. Economias de grande porte têm e sempre terão divergências.

Transtornos mentais

Em 2025, Santa Catarina liderou no país com a maior taxa de afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais, considerando o tamanho da população. Ao longo do ano, a Previdência Social concedeu 40.280 benefícios por incapacidade relacionados a esses diagnósticos, o equivalente a aproximadamente um benefício para cada 203 habitantes do Estado. Além disso, só entre os anos de 2021 e 2025, foram concedidos 129.315 benefícios relacionados a transtornos mentais e comportamentais no estado catarinense. Em todo o Brasil, a Previdência Social concedeu 559.983 benefícios por incapacidade relacionados a transtornos mentais e comportamentais em 2025, o maior volume já registrado no país.

Saúde judicializada

Um entendimento entre o Judiciário e Tribunal de Contas está qualificando as decisões judiciais em ações pedindo que o Estado forneça medicamentos ou tratamentos não previstos pelos sistemas públicos. O índice de convergência entre ambos tem sido tão alto que a redução das despesas relacionadas à judicialização da saúde alcançou aproximadamente R$ 300 milhões em 2025. E apenas no primeiro semestre desse ano a economia chegou a cerca de R$ 78 milhões.  

Linguiça Blumenau

A famosa linguiça Blumenau vai ganhar uma nova valorização: há um projeto de lei em tramitação para que sua consagrada e única receita, que uns burocratas sem noção estão querendo mudar, seja incluída na legislação sobre Patrimônio Cultural do Estado de SC.

Dívida do campeão

No plano de recuperação judicial do Metropolitano, atualmente na segunda divisão do futebol de SC, está uma dívida com o falecido técnico Valdir Espinosa, campeão mundial pelo Grêmio Portoalegrense em 1983, morto aos 72 anos em 2020, que  passou pelo clube em 2016 e demitido após sete jogos com apenas duas vitórias. A dívida era de R$ 162,6 mil, mas com o deságio de 88%, ficou em R$ 19,1 mil, que serão pagos à sua família.

Apego à lei

Se fossemos civilizados, seria dispensável um projeto em tramitação no legislativo estadual para que meios de transporte e estabelecimentos comerciais reconheçam e permitam o acesso de animais de suporte emocional, como cães de busca e resgate dos Corpos de Bombeiros e os animais utilizados em intervenções assistidas em locais públicos. Bom senso, gente! E menos leis inúteis!

Fiesc incentiva diversificar mercado

Enquanto as decisões são políticas, o setor produtivo precisa de resultados, independente de governo. Por isso, a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) vem incentivando a diversificação de mercado desde o primeiro tarifaço de Donald Trump adotado em agosto de 2025 e muitas empresas estão alcançando resultados, como mostrou a balança comercial do primeiro semestre, O presidente da entidade esteve liderando missão na Argentina e na Espanha com esse objetivo. Os resultados estão positivos, como mostraram os números da balança comercial catarinense do primeiro semestre. O Estado alcançou vendas externas superiores a US$ 6 bilhões, com alta de 4,3% e avanço maior no mercado da União Europeia, que acaba de firmar acordo comercial com o Mercosul. Outro mercado potencial é o do Oriente Médio, atualmente afetado pela guerra. 

Desafio do reitor

A UFSC, em cuja área de graduação mais de 50% dos seus alunos não concluem os cursos, conforme revelação da própria instituição, tem um novo reitor há uma semana. O engenheiro e professor Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior elegeu como uma de suas principais prioridades ter a Polícia Militar do Estado como sua aliada contra a criminalidade dentro do campus da Trindade, em Florianópolis. Não há um estudo que o diga, mas a espantosa degradação, depredação e vandalismo de instituições nos últimos tempos, devem ter sido um dos motivos para muitos alunos concluírem que ali não é o melhor lugar para estudar. Outro desafio é recuperar a nada boa imagem da UFSC diante da comunidade florianopolitana e catarinense.

Política de Trump

O setor empresarial brasileiro critica a decisão do presidente Trump, dos Estados Unidos, de impor barreiras tarifárias com insistência e maior penalidades ao Brasil, que não é o único atingido. A presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesc, destaca que ele se elegeu com a promessa de aplicar tarifas para o mundo todo e reindustrializar os Estados Unidos. Então, o que ele está fazendo não é nada mais do que prometeu para se eleger. Está mais conseguindo impor tarifas do que impulsionar a indústria. O Brasil não é o único. Atualmente, o escritório comercial do governo americano está fazendo estudos de negócios com mais de 80 países, também visando a aplicação de tarifas.

Importabando

A Polícia Federal deflagrou mais uma operação em SC, para desarticular um esquema milionário de contrabando e lavagem de dinheiro. O que chama atenção é quanto o paradeiro dos criminosos, parte deles encontrados na pacata São José do Cerrito, no Planalto Serrano, de 9.300 habitantes.

Café e história

O Complexo Têxtil Renaux ganhará um novo atrativo a partir do fim de agosto. O local será transformado na Vigolana Café e Gelato, empreendimento que promete unir gastronomia, arquitetura e memória em uma experiência inspirada nas tradicionais cafeterias e gelaterias europeias. A frente do projeto está o empresário Emilio Gabriel Bonecher Masera, proprietário da Vigolana de Nova Trento, que a convite de Luciano Hang, trará para Brusque sabores artesanais e a atmosfera de regiões alpinas do Tirol italiano e da cultura europeia. O espaço preservará elementos históricos do imóvel e terá um ambiente acolhedor, com cafés especiais, gelatos artesanais, doces e receitas exclusivas. Entre as novidades do cardápio está o Bolo do Cônsul, uma releitura da Floresta Negra criada em homenagem a Carlos Renaux e à história da cidade. A chegada da Vigolana ao Complexo Têxtil Renaux também representa um novo atrativo turístico para Brusque, valorizando um patrimônio que faz parte da memória da comunidade.

Tentativas

O Procon de Brusque alerta a população para golpes que vêm sendo aplicados utilizando indevidamente o nome do órgão. Nos últimos dias, consumidores e empresários relataram o recebimento de mensagens e e-mails falsos com links fraudulentos e solicitações de pagamento. Entre as situações registradas, consumidores informaram ter recebido mensagens por WhatsApp enviadas por perfis falsos, nas quais os criminosos alegam que uma reclamação contra um fornecedor teve resultado favorável. Na sequência, solicitam um pagamento antecipado para supostamente liberar o valor ao consumidor. O Procon Brusque não solicita qualquer tipo de pagamento para dar andamento a processos, reclamações ou liberações de valores. Além disso possui apenas um número oficial de atendimento via WhatsApp (47) 99128-0676.

Mais postos de combustíveis

Um dos focos do crescimento é no segmento de postos de combustíveis com a Rede Mime. Atualmente, ela conta com 65 postos em 30 cidades catarinenses, com atendimento a mais de 17 milhões de clientes por ano. Neste ano, foram abertos novos postos em Florianópolis, Palhoça e Criciúma. Em 2025 a expansão foi mais em Blumenau, com a aquisição de sete postos. Esse é um negócio que segue crescendo em Santa Catarina.

Roubalheira

No Rio de Janeiro há atualmente inacreditáveis R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção. Só para efeitos de comparação, para o próximo ano, o governo de SC projeta um orçamento de R$ 64 bilhões.

Emplacamentos

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de SC, entidade que representa 562 concessionárias nos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, tratores, máquinas agrícolas, motocicletas e implementos rodoviários, divulgou o desempenho do setor automotivo no Estado referente a junho: 19,7 mil unidades foram emplacadas, frente a 19,1 mil em maio, um crescimento de 3,29% no comparativo mensal. No acumulado de janeiro a junho a soma chega a 113,5 mil veículos, avanço de 8,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Bioar avança

A Agricopel acelera crescimento no Brasil com a Bioar, indústria de Arla 32, o lubrificante para motores a diesel no qual alcançou a liderança nacional. De acordo com o CEO, a empresa está investindo numa unidade de distribuição no Sul de Minas Gerais, onde está concentrada uma das maiores frotas de veículos pesados, por ser um polo logístico ligado à indústria e ao agro. Com fábrica em Jaraguá do Sul, a Bioar   tem distribuidoras em Gravataí (RS), Cascavel (PR) e Araguari (MG).

Arranha-céu

A mídia paulista está dando destaque à conclusão do edifício comercial Torre Alto das Nações, com 219 metros de altura, o sexto do país no quesito e o maior arranha-céu da capital paulista, com 39 pavimentos. Logicamente, sempre há comparações com Balneário Camboriú, que no ranking geral ocupa as cinco primeiras posições como principal polo de arranha-céus no Brasil. O recordista é a torre 2 do Yachthouse by Pininfarina, com 294,1 metros e 80 andares, inaugurados em 2023.

Prédio do Neymar

O chamado “Prédio do Neymar”, o Edify One, que já está no roteiro de excursões de visitantes que passam por Itapema e que tem entre os sócios a NR Sports, empresa do pai do futebolista, já ultrapassou o 40º andar dos 45 previstos.  Unidades que chegam a R$ 52 milhões, o projeto reúne estacas de até 45 metros, ensaios em túnel de vento realizados na Europa e mais de 14 mil m3 de concreto aplicados. A entrega está prevista para dezembro de 2028.

Novo marco

O curso de Medicina do campus da UFSC em Araranguá faz história: formou os primeiros estudantes indígenas e quilombolas, oriundos das políticas de ações afirmativas da instituição. Quatro profissionais do povo kaingang e um do povo macuxi, além dos primeiros médicos quilombolas, da comunidade quilombola Invernada dos Negros, de Campos Novos, receberam o diploma no dia 3 deste mês.

Cohab

O governo de SC deu início à etapa final para a extinção da Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab-SC). Projeto enviado à Alesc define que o Estado assumirá os direitos, as obrigações e o patrimônio. Para as pessoas vinculadas aos programas da companhia, as atribuições de regularização fundiária, atendimento e quitações passarão a ser geridas pela Secretaria da Assistência Social, Mulher e Família. A medida visa finalizar o processo de liquidação da Cohab autorizado em 2017 e concede prazo de até 120 dias, após a aprovação e a publicação da lei, para a realização da Assembleia Geral de Acionistas e a baixa do ato na Junta Comercial do Estado (Jucesc). Com a extinção, o acervo de bens móveis e imóveis integrarão o patrimônio do Estado, sob a gestão da Secretaria de Estado da Administração.

Fim do ICMS

Outro projeto encaminhado à Alesc regulamenta a distribuição, aos municípios, dos 25% da arrecadação do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), criado pela Reforma Tributária e que entra em vigor em 2027. O projeto institui o Índice de Participação dos Municípios, mecanismo que definirá quanto cada prefeitura receberá. Como as regras precisa ser aplicada e os cálculos realizados ainda em 2026, o Estado tem até setembro deste ano para enviar os índices validados ao Comitê Gestor do IBS.

Super El Niño

Possibilidade de que o fenômeno atinja categoria mais grave e seja um dos piores da história chega a 81%, aponta projeção internacional. Santa Catarina teme impactos na agricultura e no aumento dos preços dos alimentos.

Invasor entre nós

Pinus foi introduzido para reflorestamento e produção de madeira nas décadas de 1950 e 1960, mas hoje invade áreas naturais, reduz a biodiversidade e ameaça ecossistema como restingas e campos de altitude. Quem vê um pinus crescendo no alto da serra de Santa Catarina ou espalhado pelas dunas do litoral catarinense dificilmente imagina que aquela árvore não pertence à paisagem. Introduzido no Estado há cerca de 70 anos para atender à produção florestal e recuperar áreas degradadas, o gênero Pinus se tornou uma das espécies exóticas invasoras mais problemáticas do Estado.

Guabiruba do futuro

Novo Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico do município estabelece metas para fortalecer indústria, turismo e geração de empregos até 2036. O município quer consolidar polo têxtil e diversificar economia nos próximos 10 anos.

Balonismo

Após o acidente ocorrido em 21 de junho de 2025, em Praia Grande (SC), que resultou na morte de oito pessoas, a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados está discutindo a regulamentação do balonismo turístico no Brasil.

Danos morais

O governador de SC que se prepare. Ouvem-se articulações de organizações não-governamentais dispostas a levar até as últimas consequências seus xingamentos conta uma cacique indígena em José Boiteux, no Vale do Itajaí. ONGS que sonham engordar seus caixas por conta dos tais “danos morais coletivos”.

Clube de Caça e Tiro: 160 anos

Era um sábado, 14 de julho de 1866, data histórica que pode ser comprovada pela cópia original do Estatuto, em língua alemã, que se encontra guardada na sede da entidade. Seguindo os costumes e as tradições da terra natal que atravessaram o Atlântico sem pagar passagem nem ocupar espaço na escassa bagagem emigratória de poucas roupas, ferramentas e algumas tralhas, sete imigrantes reuniram-se na casa de um deles para fundar um clube de caça e tiro, o Schutzenverein. O clube de Caça e Tiro Araujo Brusque tem 160 anos, quase a mesma idade da cidade de Brusque (166 anos) que serão comemorados em 4 de agosto próximo.

Dólares

Pelo menos 20% das vendas de lotes do Rioparque, um bairro planejado em Tijucas, foram brasileiros que vivem nos Estados Unidos, diz a incorporadora do projeto, o Novo Ambiente Urbanismo. Com área equivalente a 56 campos de futebol e com obras já iniciadas, incluindo um acesso direto à BR-101, o projeto inclui um parque linear de 2 quilômetros ao longo dos rios Tijucas e Oliveira, shopping, marina e áreas esportivas.

Corrupção desmedida

A corrupção parece infiltrada e sedimentada firmemente em muitas prefeituras de SC. Em tempos recentes foram presos 30 prefeitos e vices. Isso, aparentemente, pouco intimidou os que seguem nos seus mandatos. Em duas operações somente neste mês detectaram-se desvios milionários em 25 prefeituras.

Forno e fogão

Seguiu para sanção do governador projeto de lei aprovado na Alesc que reconhece a relevância social, cultural e econômica das atividades exercidas por profissionais de cozinha em SC. Este relevante reconhecimento envolve cozinheiras, cozinheiros, gastrônomas, gastrônomos, chefs, assistentes e auxiliares e demais profissionais da cozinha.

Quarto lugar

No mapa da carestia nacional, Florianópolis, que vinha ganhando seguidamente medalha de ouro, prata e bronze no custo da cesta básica, agora está na quarta posição entre 17 capitais, em junho. A mais cara foi São Paulo (R$ 965,47), seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). A mais baixa é a de Natal (R$ 686,07).

Nova tarifa dos EUA mantém indústria sob pressão e exige avanço nas negociações

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifesta extrema preocupação com a adoção da tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre 4 mil produtos brasileiros. Na decisão final do governo norte-americano foram incluídas 429 novas exceções, como ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café instantâneo. Mesmo assim, a sobretaxa atinge US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, o equivalente a 26,2%, e compromete a competitividade da indústria nacional em um dos seus principais mercados. A medida começa a valer já no dia 22 de julho.

As novas exceções consideradas pelo governo norte-americano reduziram US$ 2,3 milhões de possíveis prejuízos para a indústria brasileira. O resultado reflete, entre outros fatores, as articulações dos setores produtivos dos dois países que participaram das consultas e audiências públicas promovidas pelo USTR.

"A ampliação da lista de produtos isentos representa um alívio para alguns setores da indústria brasileira e demonstra que o trabalho técnico e o diálogo conduzidos pelo setor produtivo produziram efeitos práticos. É um avanço importante, mas ainda distante do cenário ideal que buscamos. Agora, precisamos concentrar esforços nos demais segmentos que continuarão sujeitos à sobretaxa e enfrentarão perdas de competitividade no mercado norte-americano. Não podemos esquecer que ainda existe outra investigação americana que pode incluir uma nova tarifa nos produtos brasileiros. O momento exige que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja intensificado para que possamos construir soluções que preservem uma relação comercial estratégica”, reforça o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Entre as exportações atingidas, 60,3% correspondem a bens intermediários utilizados pela indústria dos Estados Unidos. Além disso, o Brasil é o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 10 dos 13 principais produtos atingidos pela medida.

Impactos setoriais
Setores industriais brasileiros vão ser ainda mais prejudicados com a nova tarifa imposta pelo governo norte-americano. No setor de Madeira, por exemplo, 83,1% das exportações aos Estados Unidos passam a ser atingidas pela nova tarifa, incluindo produtos como molduras de madeira padrão de pinho e estacas.

Já no setor de Minerais não metálicos, o percentual exposto à medida chega a 56,3%. Na sequência, destacam-se os setores de Químicos, com 51,8%, e de Alimentos, com 38,1%.

Quase 450 novos produtos foram incluídos na lista de exceção
A primeira proposta encaminhada pelo USTR ao governo norte-americano abrangia 1.698 produtos. Já a medida anunciada contempla 2.126 itens, o que representa a inclusão de 429 produtos e a exclusão de polpa química de madeira para dissolução.

CNI defende diálogo entre setores produtivos dos dois países
Desde o anúncio das propostas, a CNI atuou em defesa do diálogo e da negociação entre Brasil e Estados Unidos. Na última semana, em parceria com a Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce, a entidade encaminhou uma carta aos governos brasileiro e norte-americano propondo uma nova rodada de negociações para evitar a aplicação das tarifas e preservar a relação comercial bilateral.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, também enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo que haja mais canais de diálogo entre os setores produtivos dos dois países como caminho para superar as divergências.

A CNI seguirá monitorando os desdobramentos das medidas junto às autoridades e ao setor produtivo brasileiro e norte-americano para defender soluções que restabeleçam a previsibilidade, preservem o comércio bilateral e reduzam os impactos para a indústria de ambos os países.

Norte da África abre oportunidades de exportação para a indústria catarinense

A diversificação das economias do Norte da África, a redução de barreiras comerciais e a busca por novos parceiros industriais abrem oportunidades para a indústria catarinense ampliar sua presença internacional. Embora a corrente de comércio entre Brasil, Argélia, Egito e Marrocos já ultrapasse US$ 8 bilhões por ano, as relações ainda são concentradas em commodities e insumos, indicando espaço para ampliar as exportações de produtos industrializados, máquinas, equipamentos e tecnologias.

"O Norte da África reúne mercados que estão investindo em industrialização, infraestrutura e segurança alimentar, ao mesmo tempo em que buscam novos fornecedores e parceiros tecnológicos. É uma região que ainda pode ser muito mais explorada pela indústria catarinense. A FIESC atua como articuladora dessas oportunidades, aproximando empresas de governos, instituições e parceiros para fortalecer a internacionalização da nossa indústria", afirma a presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante.

A Argélia responde por uma das maiores correntes de comércio do Brasil no continente africano. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 2,3 bilhões, principalmente açúcar, milho, carne bovina, soja e minério de ferro, enquanto importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em petróleo, derivados, fertilizantes e produtos químicos. Com investimentos na industrialização e na produção local, o país cria oportunidades para fornecedores de máquinas, motores, equipamentos elétricos, automação e outras tecnologias industriais. A catarinense WEG já atua nesse movimento desde 2022, com uma parceria para fabricação de motores, e busca ampliar sua presença no mercado argelino.

Para o ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil na Argélia, Bruno Luiz dos Santos Cobuccio, a estratégia do governo é fortalecer a indústria nacional a partir de parcerias internacionais. "É um processo que está apenas começando. Empresas brasileiras já começam a olhar para esse mercado, e a experiência da WEG demonstra o potencial para ampliar a presença da indústria nacional", afirma.

No Egito, o potencial de crescimento é impulsionado pelo Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Egito, em vigor desde 2017. Desde então, a corrente comercial aumentou cerca de 25%, com crescimento de 32% nas exportações brasileiras e de 15% nas importações. O Brasil exporta carnes, açúcar, milho, minério de ferro e café, enquanto importa fertilizantes, produtos químicos, frutas e têxteis. Com a eliminação gradual das tarifas, a expectativa é ampliar a participação de produtos industrializados brasileiros no mercado egípcio.

O Marrocos também apresenta potencial para ampliar os negócios com o Brasil. A corrente comercial entre os países soma aproximadamente US$ 2,8 bilhões, com exportações brasileiras concentradas em açúcar, milho e bovinos vivos. Em contrapartida, o Brasil importa principalmente fertilizantes e derivados minerais. Santa Catarina ocupa a 11ª posição entre os estados que mais exportam para o Marrocos e a 8ª entre os que mais importam, indicando espaço para ampliar a presença da indústria catarinense com máquinas, equipamentos e soluções de maior valor agregado.

Porto de Las Palmas

Além das oportunidades comerciais, a logística pode ser um diferencial para a inserção das empresas brasileiras na região. O Porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias (Espanha), é apresentado como um hub estratégico para acesso ao Norte da África. A infraestrutura alia a segurança jurídica da União Europeia, além de uma localização privilegiada entre Europa e África, reduz o tempo de trânsito das cargas e amplia a competitividade das exportações brasileiras.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUA

Os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto do mais recente tarifaço anunciado pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil. Dos US$ 7,4 bilhões em vendas afetadas pelas tarifas de 25%, US$ 3 bilhões têm origem em São Paulo.

O estado economicamente mais forte do país concentra, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Isso representa 20% de exportações paulistas aos EUA. Considerando o total das exportações afetadas, Santa Catarina tem uma situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA afetadas.

Os dados são da ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI).

A agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para auxiliar essas empresas a diversificarem seus mercados.

O setor madeireiro do Paraná também deve ser muito afetado. Isso porque 30% das importações de madeira dos EUA vem do Brasil. Desse total, 66,7% tem origem no Paraná.

Isso é ruim para as empresas do Paraná que trabalham com esse setor. Isso é ruim para quem importa madeira nos (EUA). Isso é ruim para a construção civil de lá, para quem vai comprar casa. Ou seja, isso tem impacto na inflação americana, comentou o presidente o presidente da ApexBrasil Laudemir Müller.

Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% em parte dos produtos brasileiros alegando supostas práticas "desleais" no comércio por parte do Brasil.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho e deve afetar 19,2% do total exportado ao país norte-americano.  

Granito
Além da madeira, os EUA também é um grande importador de granito do Brasil, produto que entrou no tarifaço. Dados da ApexBrasil apontam que 36% do granito importado pelos EUA veem do Brasil. O material é usado na construção civil.

Não há como, de uma hora para outra, o americano, que tem 30% do seu suprimento de madeira do Brasil para construção, buscar em outro local. Não tem como buscar granito em outro local com essa dependência de 36%, comentou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Nobel da economia diz que impacto da IA no emprego é superestimado

O especialista em dinâmica do mercado de trabalho afirma que a IA tem atuado muito mais como uma ferramenta de assistência ao trabalhador do que como um vetor de substituição de mão de obra.

A análise foi feita durante a 25ª Conferência da Society for the Advancement of Economic Theory (SAET), no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Rio de Janeiro.

"Há alguns poucos exemplos de aumento de desemprego que ganham toda a publicidade, especialmente nas empresas de tecnologia, que envolvem realmente milhares de trabalhadores. Mas se você olhar para o quadro geral da macroeconomia, essas coisas são muito, muito pequenas", diz Pissarides.

"Em áreas tradicionais do mercado de trabalho, como a construção civil, por exemplo, há um aumento na demanda. Há também novos empregos surgindo para aumentar a segurança, manutenção, robótica, equipamentos, segurança, análise de dados de programas, e assim por diante", complementa.

Economista Aloísio Araújo. Foto: Alessandro Mendes  /IMPA
Economista Aloísio Araújo afirma que IA tem atuado muito mais como uma ferramenta de assistência ao trabalhador  Foto: Alessandro Mendes
O economista também refletiu sobre a velocidade com que as habilidades profissionais se tornam obsoletas em um mundo mais tecnológico. Uma pesquisa liderada por ele analisou a probabilidade de um trabalhador precisar de novos treinamentos após oito anos no mesmo cargo. A conclusão é de quem trabalha diretamente com tecnologia é mais impactado pela urgência de aprendizado contínuo.

Profissões ligadas à educação e ao cuidado humano (como professores e enfermeiros) não registraram nenhuma mudança drástica nas habilidades exigidas após quase uma década.

Desigualdades regional e salarial
Apesar do otimismo macroeconômico em relação ao volume de empregos, Pissarides demonstrou preocupação com a distribuição geográfica e financeira destes ganhos. A IA, segundo ele, tem funcionado como uma força centralizadora de riqueza.

Dados de sua pesquisa apontam que cerca de 60% dos investimentos em IA concentram-se em grandes metrópoles e polos de elite (como o eixo Londres-Oxford-Cambridge, no Reino Unido). Essa hiperconcentração cria uma divisão econômica regional severa, deixando o interior e áreas periféricas à margem do desenvolvimento.

Sobre os os empregos que são mais imunes à automação, como a hotelaria e a enfermagem, o principal problema apontado é a precarização salarial. Segundo Prissarides, como são setores que dependem do contato humano e não registram saltos de produtividade via algoritmos, eles correm o risco de ver seus salários estagnados se não houver intervenção do poder público.

"O maior desafio com esses setores é como garantir que eles sejam bem pagos, dado que eles não conseguem mostrar [ganho de produtividade]. Como um enfermeiro trabalhando em um hospital movimentado pode melhorar sua produtividade? Portanto, eles têm que depender de dinheiro do governo. E se o governo não tiver dinheiro, eles não serão pagos, o que é a coisa mais triste", avalia o Nobel de Economia.

O professor defendeu uma reforma nos sistemas de ensino, criticando a especialização precoce das escolas. Para sobreviver à era da IA, a melhor estratégia não é dominar um código técnico específico, mas sim "aprender a aprender", combinando ciências exatas com uma sólida base em ciências sociais e humanidades.

Teoria econômica
A 25ª Conferência da Society for the Advancement of Economic Theory (SAET) é um encontro internacional dedicado à teoria econômica.

Até sábado (18), outros nomes importantes da área participarão de palestras no IMPA. Além de Pissarides, estarão presentes James Heckman, da Universidade de Chicago, vencedor do Nobel de Economia em 2000 por trabalhos em econometria e avaliação de políticas públicas; e Lars Peter Hansen, professor na mesma instituição, vencedor do Nobel em 2013 pelas contribuições empíricas e teóricas na precificação de ativos financeiros.

Outros nomes de destaque citados na programação são José Scheinkman (Columbia University), Michael Woodford (Columbia University), Andreu Mas-Colell (Universidade Pompeu Fabra), Timothy J. Kehoe (Universidade de Minnesota), Felix Kübler (Universidade de Zurique), Piotr Dworczak (Northwestern University) e M. Ali Khan (Johns Hopkins University).

Na edição deste ano, há uma homenagem especial aos 80 anos do economista brasileiro Aloisio Araujo, pesquisador emérito do IMPA e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele desenvolveu pesquisas nas áreas de equilíbrio geral, macroeconomia, mercados financeiros e economia da informação.

"Eu fico muito feliz de chegar aos 80 anos ao lado de amigos, estudantes e ex-estudantes. O formato presencial do evento permite que pesquisadores se encontrem em diferentes momentos e compartilhem ideias sobre a produção científica. Isso possibilita a discussão direta de artigos que ainda não foram publicados, aproxima o Brasil da fronteira do conhecimento científico atual e diminui a distância geográfica e de acesso às discussões mais recentes", disse Aloisio Araujo.

O Futuro do Comércio e da Logística será debatido no Logistique Summit 2026
A economia global entrou em uma fase em que logística, tecnologia, energia, infraestrutura e geopolítica deixaram de ser temas isolados. Para empresas que produzem, importam, exportam, distribuem, investem ou dependem de cadeias eficientes, compreender esses movimentos já não é apenas uma vantagem competitiva. É uma condição para tomar melhores decisões.
Nesse cenário, entender sobre o futuro do comércio e da logística depende de se considerar que o mundo está redesenhando suas cadeias de suprimentos e criando novas rotas para o comércio internacional e de se questionar sobre qual será o papel do Brasil nesse novo cenário.
Para falar sobre o tema, a Logistique 2026 - Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, um dos maiores eventos de logística e comércio exterior do Brasil, vai promover o Logistique Summit 2026, com mais de 60 horas de conteúdos que abordarão temas voltados ao desenvolvimento desses setores importantes para a economia do País.
No evento, Fabio Siccherino, CEO e Membro do Conselho da DP World Brasil, realizará a palestra “O Futuro do Comércio e da Logística”, compartilhando a visão de uma das maiores operadoras globais de logística e infraestrutura sobre as transformações que estão moldando o comércio mundial, os investimentos estratégicos em portos e na logística, além das oportunidades para que o Brasil amplie sua competitividade e assuma uma posição de maior protagonismo na economia global.
"Estar presente na Logistique reforçará nossa proximidade com clientes e parceiros locais, além de ampliar as oportunidades para apresentar nossas soluções integradas e fortalecer nossa atuação como provedora de serviços logísticos de ponta a ponta", afirma Fabio Siccherino, CEO da DP World no Brasil.
A palestra de Fabio Siccherino será no dia 11 de agosto, às 13h30, no Logistique SUMMIT 2026, a ser realizado no Expocentro Balneário Camboriú. Conheça a programação completa: https://logistique.com.br/logistique-summit/
 
 
Sobre a Logistique 2026
Em sua 7ª. edição como um dos principais catalisadores dos debates e das inovações ligados ao comérecio exterior e à logística, a Logistique 2026 prevê reunir mais de 150 expositores - entre terminais portuários, transportadores de carga, gestores logístico, seguradoras e outros – e espera receber mais de 16 mil profissionais de toda a cadeia logística brasileiras e de comércio internacional, atuando como uma plataforma estratégica de negócios.
“A Logistique já é considerada um dos maiores eventos de logística e comércio exterior do Brasil, reunindo importantes players, inovações tecnológicas, informações atualizadas e debates estratégicos em um cenário de networking e negócios”, afirma Leonardo Rinaldi, diretor do evento.
 
Destaques da edição 2026
Realizada em uma das regiões mais dinâmicas do país, a Logistique 2026 potencializará negócios em todo o território nacional. Pela primeira vez, o evento contará com pavilhões e espaços temáticos, garantindo segmentação e foco para expositores e visitantes:
• Área de exposição: Logística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, Intralogística, Automação & Eficiência Operacional;
• Fórum de Intralogística: debates sobre tendências, estratégias e cases reais de sucesso;
• Logistique Innovation Hub: vitrine da Logística 5.0
• Logistique Summit 2026: mais de 60 horas de conteúdo especializado sobre geopolítica, macroeconomia, infraestrutura, estratégica, comércio, gestão e tecnologia (veja a programação completa em https://logistique.com.br/logistique-summit/ ) ;
• Rodadas de Negócios: Cerca de 800 rodadas comerciais com possibilidades de negócios acima de R$2,4 milhões serão realizadas durante o evento, em encontros corporativos que propõem uma dinâmica focada em negócios de médio e longo prazo, e investem na alta qualificação das pontas negociadoras para criar um ambiente planejado para o fomento dos acordos comerciais;
• Logistique Arena Talks: espaço aberto e gratuito que reunirá visitantes, marcas e especialistas em uma programação dinâmica, com palestras, painéis e apresentações conduzidas por executivos e lideranças do mercado.
 
“A Logistique projeta-se em nível nacional como uma Plataforma Estratégica de Soluções. O evento catalisa o protagonismo de uma das regiões de maior potencial industrial, logístico e portuário do Brasil, integrando um dos principais corredores de exportação e importação do Mercosul”, lembra Leonardo Rinaldi.
O executivo completa: “por todo o seu potencial, o evento concentra a presença de grande e médias empresas e de proprietários e tomadores de decisão, podendo, dessa forma, desempenhar papel importante na promoção da infraestrutura logística do Brasil, fortalecendo a integração entre os modais de transporte e impulsionando a competitividade das empresas participantes no mercado nacional e internacional”.
Indústrias catarinenses já podem se inscrever na 33ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia

As indústrias catarinenses já podem inscrever seus projetos na 33ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia, considerado a maior premiação ambiental do país voltada ao segmento empresarial. As inscrições estão abertas até 27 de novembro de 2026 e contemplam iniciativas desenvolvidas nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Criado em 1993 pela Editora Expressão, logo após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco 92), o prêmio tem como objetivo reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos que promovam a sustentabilidade, além de estimular a replicação de boas práticas ambientais entre empresas, organizações da sociedade civil, entidades e órgãos públicos.

Ao longo de mais de três décadas, o Prêmio Expressão de Ecologia consolidou-se como uma das principais referências nacionais em reconhecimento à gestão ambiental. Nesse período, já contabilizou 3.697 cases inscritos, reunindo iniciativas de empresas, ONGs, prefeituras e entidades dos estados participantes. A premiação possui reconhecimento do Ministério do Meio Ambiente e acompanha a evolução das práticas sustentáveis no setor produtivo brasileiro.

Na última edição, a indústria catarinense teve 16 projetos vencedores, reforçando o protagonismo do estado na adoção de soluções voltadas à inovação, à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.

Confira os vencedores catarinenses da última edição: https://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/industria-catarinense-tem-16-projetos-vencedores-no-32deg-premio-expressao-de-ecologia

O regulamento e o formulário de inscrição estão disponíveis no site da Editora Expressão. As empresas interessadas podem acessar todas as informações e cadastrar seus projetos até 27 de novembro. Também é possível conhecer os projetos catarinenses premiados na edição anterior em matéria publicada pela FIESC.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

Gerência de Comunicação

Ilusão da renda extra alimenta o avanço das bets, avalia professor da Univali
A crença de que as apostas esportivas podem complementar a renda é um dos fatores que ajudam a explicar a rápida expansão das bets no Brasil. Para o professor de Economia e Relações Internacionais da Univali, Daniel Corrêa da Silva, a combinação entre perda de poder de compra, frustração econômica e forte exposição à publicidade tem levado cada vez mais brasileiros a enxergar nos jogos uma alternativa de ascensão financeira, embora essa percepção não encontre respaldo na economia.
 
“O ponto de vista econômico não faz nenhum sentido, porque as bets não são um tipo de investimento seguro que você possa usar como complemento de renda. As bets representam objetivamente um jogo de azar”, afirma o professor.
Segundo ele, essa mudança de percepção está diretamente relacionada ao contexto vivido pelas famílias brasileiras na última década. O baixo crescimento da economia, aliado ao aumento do custo de vida e à necessidade de ampliar a jornada de trabalho para manter o orçamento doméstico, criou um ambiente favorável à busca por soluções imediatas para melhorar a condição financeira.
 
“Esse desalento, essa desesperança, acaba tornando as pessoas muito mais suscetíveis a alguma possibilidade mágica, algum atalho, alguma solução imediata para muitos dos seus problemas”, analisa.
Corrêa da Silva explica que a digitalização das apostas potencializou esse comportamento. Com aplicativos disponíveis a qualquer momento e campanhas publicitárias cada vez mais presentes no cotidiano, apostar tornou-se uma prática simples e constante.
 
“Ao alcance da mão, basta pegar o celular e abrir um aplicativo. Muita gente introjetou a ideia de que isso poderia ser um complemento de renda, poderia ser um investimento, algo que pode ser recuperado no longo prazo, o que economicamente não faz sentido”, diz.
Na avaliação do economista, essa lógica também ajuda a explicar o aumento do endividamento associado às apostas. Ele cita levantamentos do Ministério da Fazenda que identificaram, por meio do programa Desenrola Brasil, um número expressivo de brasileiros endividados em razão dos jogos digitais.
 
“Quando observamos os dados do próprio Ministério da Fazenda, vemos o quanto temos um hiperendividamento nas famílias brasileiras e o quanto uma parte muito expressiva dos brasileiros estava se endividando especificamente nos jogos digitais, como as bets”, destaca.
Além dos impactos sobre o orçamento das famílias, o professor chama atenção para o modelo de negócios das plataformas de apostas. Segundo ele, trata-se de uma atividade altamente rentável para as empresas, mas com reduzido impacto na geração de emprego e renda no país, o que reforça a diferença entre as bets e atividades produtivas da economia.
 
Para o professor, o crescimento das apostas online revela mais do que uma mudança de hábitos de consumo. É um reflexo das dificuldades econômicas enfrentadas por parcela significativa da população e da disseminação da ideia de que o jogo pode representar uma saída para problemas financeiros.
 
“As pessoas passaram a acreditar que, só dessa vez, vão conseguir. Hoje estou com sorte, hoje aconteceu alguma coisa boa, então vou apostar. Essa expectativa de retorno acaba sendo alimentada pela facilidade de acesso e pela publicidade, mas não encontra fundamento econômico”, conclui.
 
Santa Catarina reunirá especialistas para debate sobre os impactos da Inteligência Artificial na cadeia logística e na geopolítica
A Inteligência Artificial tem acelerado mudanças na economia mundial e a reorganização das cadeias globais de suprimentos, redefine estratégias de empresas e governos.
 
Nesse cenário, a Logistique 2026 - Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, um dos maiores eventos de logística e comércio exterior do Brasil, vai reunir – de 11 a 13 de agosto, no Expocentro Balneário Camboriú (SC) – especialistas e importantes players do mercado para debaterem sobre os impactos da IA na cadeia logística e na geopolítica.
Um dos destaques da programação do Logistique Summit 2026, que oferecerá aos visitantes mais de 60 horas de conteúdos, será a palestra "Reorganização Sistêmica: impactos da IA na geopolítica, comportamento e sociedade", ministrada por Philipe Moura, Diretor de Estratégia para Brasil e América Latina da Eurasia Group.
 
Segundo o especialista, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica para se tornar um elemento capaz de redefinir a dinâmica econômica e o equilíbrio de poder entre empresas e países. "A IA não é apenas uma ferramenta nova; ela representa uma reorganização de quem detém poder, renda e autonomia", afirma Philipe Moura.
 
Durante a apresentação, Moura explicará como a IA passa a atuar como um novo fator de produção, capaz de alterar a lógica tradicional baseada em terra, trabalho e capital. "Além de automatizar processos, a IA reprecifica esses fatores ao introduzir um quarto vetor: capacidade cognitiva escalável e de custo marginal quase zero", explica.
 
O executivo também abordará o processo de concentração de mercado impulsionado pela tecnologia, em que plataformas com maior volume de usuários acumulam mais dados, desenvolvem modelos mais eficientes e ampliam continuamente sua vantagem competitiva.
 
Outro destaque do Logistique Summit 2026 será a palestra A TOTVS, sob a liderança de Altamir Fernando de Borba (Product Growth Manager de Logística) e Evandro Segundo Soares Pereira (Product Manager de IA para Logística). Com o tema "AI aplicada à Logística na prática", abordando o tema revolucionário do "Ecossistema Logístico Agêntico", será apresentado o uso da Inteligência Artificial como ferramenta indispensável para elevar a produtividade das companhias, estruturando essa transformação sobre três pilares fundamentais: automação por agentes de IA, centralização de dados e gestão baseada em dados confiáveis.
A evolução tecnológica da logística passou pela automação básica, pela inteligência analítica de dashboards e pela IA preditiva. O ecossistema agêntico apresentado pela TOTVS marca a chegada da quarta fase da inteligência artificial, na qual a tecnologia deixa de apenas analisar informações para atuar de forma autônoma: os agentes inteligentes percebem o ambiente em tempo real, decidem o melhor caminho com base em regras e modelos preditivos, agem integrando-se via APIs e aprendem de forma contínua. " Estamos mudando o paradigma das empresas: o usuário deixa de focar no 'fazer' operacional e passa a focar no 'decidir' estratégico", destaca Altamir Fernando de Borba.
 
No evento, os executivos apresentarão os desafios reais de uma operação logística para armazenagem ou transportes, por exemplo, e do outro lado como as soluções agenticas endereçam esses desafios, sem hype, na vida real como ela é.
 
Atrações da Logistique 2026
O CEO da Logistique, Leonardo Rinaldi, explica que o Logistique Summit 2026 tem como proposta ir além da agenda setorial. "Estamos reunindo as pessoas certas para interpretar as transformações, antecipar tendências, confrontar ideias e preparar organizações para tomar melhores decisões."
A programação foi estruturada para discutir temas que afetam o presente e, principalmente, os próximos ciclos de decisão das empresas. Entre eles:
• A disputa entre China e Estados Unidos e seus impactos sobre comércio, investimentos e cadeias globais;
• Os efeitos da inteligência artificial (IA) sobre produtividade, negócios, geopolítica e comportamento humano;
• O futuro da infraestrutura, dos portos e das cadeias logísticas;
• A transição energética e seus reflexos sobre indústria, comércio e investimentos;
• Os caminhos para financiar projetos e ampliar a capacidade de investimento em infraestrutura;
• Santa Catarina 2035: as decisões que definirão a próxima década de crescimento - infraestrutura, inovação, capital humano e competitividade;
• Como logística, infraestrutura e comércio exterior podem devolver competitividade à indústria brasileira;
• Como projetos logísticos se tornam financiáveis: capital, estruturação e novas oportunidades para o setor privado;
• Entre outros.
 
Além dos conteúdos, a Logistique 2026 irá oferecer pela primeira vez, áreas temáticas que visam estimular parcerias, conhecimento e networking para agilizar e potencializar os contatos dos profissionais visitantes:
• Área de exposição: Logística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, Intralogística, Automação & Eficiência Operacional
• Fórum de Intralogística: debates sobre tendências, estratégias e cases reais de sucesso
• Logistique Innovation Hub: vitrine da Logística 5.0
• Logistique Arena Talks: espaço aberto e gratuito que reunirá visitantes, marcas e especialistas em uma programação dinâmica, com palestras, painéis e apresentações conduzidas por executivos e lideranças do mercado.
Em sua 7ª. edição, a Logistique 2026 contará com a participação de mais de 150 empresas e a expectativa é deque a edição 2026 receba cerca de 16 mil profissionais do setor.
 
Sobre a ZOOM Promoção de Feiras & Eventos: promotora de feiras e eventos que acumula experiência de mais de 18 anos em eventos em diversos segmentos B2B e B2C, organizados com grande sucesso.
Prefeitura de Brusque abre prazo para acordo que permite antecipar pagamento de precatórios
Pessoas e empresas que têm valores a receber da Prefeitura de Brusque por meio de precatórios poderão solicitar a antecipação do pagamento por meio de um acordo direto com o Município. Para esta edição do programa, estão disponíveis aproximadamente R$ 180 mil para a realização dos pagamentos.
 
O prazo para adesão vai de 15 a 31 de julho de 2026, até às 19h, e o pedido deve ser realizado exclusivamente pela internet, por meio do sistema disponibilizado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
 
Na prática, o acordo permite que o credor receba o valor antes do prazo normal de pagamento dos precatórios, mediante a concordância em receber uma quantia menor do que a originalmente prevista.
 
Os interessados poderão escolher percentuais de redução entre 10% e 40% sobre o valor atualizado do crédito. As propostas com maiores percentuais de desconto terão prioridade na utilização dos recursos disponíveis.
 
Podem participar pessoas físicas e jurídicas que possuam precatórios vinculados ao Município de Brusque e que atendam aos critérios estabelecidos no edital do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
 
O pedido deverá ser feito diretamente pelo credor, procurador ou advogado habilitado no processo, por meio do formulário eletrônico disponível no portal do TJSC e com acesso utilizando conta Gov.br.
 
Caso o valor disponível não seja suficiente para atender todos os interessados, a seleção seguirá critérios definidos pelo Tribunal, levando em consideração principalmente o percentual de desconto oferecido e a posição do precatório na fila de pagamento.
 
Além dos aproximadamente R$ 180 mil já disponíveis, novos recursos que forem destinados ao pagamento de precatórios durante a vigência do edital também poderão ser utilizados para contemplar os credores habilitados.
 
Mais informações podem ser obtidas junto à Assessoria de Precatórios do Tribunal de Justiça de Santa Catarina pelo telefone (48) 3287-2980 ou pelo e-mail precatorios@tjsc.jus.br.
ITAJAÍ: Refis 2026 reúne atendimento da Procuradoria-Geral na Praça do Cidadão
Os contribuintes que desejam regularizar débitos por meio do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) 2026, devem procurar atendimento na Praça do Cidadão, no prédio da Prefeitura Municipal de Itajaí, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
 
Assim que o contribuinte solicitar o atendimento, ele será direcionado para uma triagem para identificação da situação do débito. Em caso de dívida ajuizada, o atendimento será direcionado à equipe da Procuradoria Geral do Município (PGM), que prestará as orientações e realizará os procedimentos necessários para a regularização.
 
Com o atendimento do Refis todo concentrado na Praça do Cidadão, o contribuinte não precisa procurar previamente outros setores da administração municipal. Todo o direcionamento será realizado no próprio local, agilizando e facilitando o atendimento.
 
Refis 2026
 
O Programa de Recuperação Fiscal (Refis 2026) permite a regularização de débitos tributários e não tributários, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou não.
 
As condições para adesão são:
 
* Pagamento em parcela única até 30 de novembro de 2026: desconto de 100% sobre juros e multa moratória.
 
* Parcelamento com quitação até 30 de novembro de 2026: desconto de 80% sobre juros e multa moratória.
 
* Parcelamento em até 12 vezes: desconto de 60% sobre juros e multa moratória.
 
* Parcelamento em até 24 parcelas: desconto de 50% sobre juros e multa moratória;
 
* Parcelamento em até 60 parcelas: desconto de 30% sobre juros e multa moratória.
 
O Refis 2026 também prevê condições especiais para empresas em recuperação judicial ou que comprovem dificuldades financeiras. Nesses casos, será permitido parcelar os débitos em até 120 vezes, conforme critérios estabelecidos pela Secretaria Municipal da Fazenda.
 
Outra novidade do programa é uma modalidade voltada aos contribuintes que desejam regularizar espontaneamente débitos de ISSQN referentes aos exercícios entre 2021 e 2025. Nessa opção, será possível parcelar os valores em até 60 vezes, com desconto de 70% sobre juros e multa moratória, mediante entrada mínima de 10% e pagamento da primeira parcela até 30 de novembro de 2026.
 
As negociações poderão ser realizadas até 30 de novembro de 2026, na Praça do Cidadão, localizada no térreo da Prefeitura de Itajaí. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, sem fechar para o almoço. Também é possível obter informações e iniciar o atendimento pelo Whatsapp da Prefeitura, no número (47) 3341-6000.
ArcelorMittal conquista classificação máxima em certificação internacional da FIA sobre segurança viária
A ArcelorMittal recebeu uma certificação inédita para empresas no Brasil no FIA Road Safety Index, certificação internacional da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) que avalia a maturidade das organizações na gestão da segurança viária. O reconhecimento foi entregue durante cerimônia realizada no dia 10 de julho, em São Paulo (SP), e atesta a maturidade da gestão da segurança das operações logísticas da empresa e a torna a primeira empresa no Brasil a conquistar essa certificação.
 
Além de ser a primeira empresa no Brasil a conquistar a certificação com um projeto do Brasil, a ArcelorMittal alcançou a classificação máxima de três estrelas no FIA Road Safety Index. O reconhecimento foi obtido a partir da avaliação das operações da unidade Vega, em São Francisco do Sul (SC), onde foi conduzido o processo de certificação. O resultado evidencia a aderência das práticas adotadas pela empresa aos critérios internacionais estabelecidos pela FIA e reforça seu compromisso com a segurança das pessoas, a prevenção de riscos e a melhoria contínua das operações logísticas.
 
O FIA Road Safety Index é uma ferramenta internacional criada para medir e incentivar o desempenho das organizações na gestão da segurança viária. A avaliação considera tanto as operações próprias quanto a cadeia de fornecedores de transporte, analisando políticas, processos, mecanismos de controle e indicadores de desempenho relacionados à prevenção de acidentes nas atividades logísticas.
 
Na avaliação conduzida pela FIA, a unidade Vega se destacou pelo conjunto de práticas voltadas à gestão segura da logística rodoviária. Entre elas estão o monitoramento sistemático das operações de transporte, a definição de padrões de segurança para transportadores, os controles de acesso de caminhões à planta industrial e a gestão estruturada dos requisitos de segurança para motoristas.
 
Esses aspectos refletem a forma como a empresa gerencia a segurança de processos, pessoas e parceiros. "Uma operação desse porte exige processos robustos, monitoramento permanente e atuação integrada com nossos transportadores. A certificação reconhece justamente essa gestão estruturada da segurança viária ao longo de toda a cadeia logística, desde a definição dos requisitos para os parceiros até o acompanhamento das operações e a melhoria contínua dos processos", destaca Sérgio Hemersmeyer, gerente geral de Logística da ArcelorMittal.
 
O resultado demonstra a força da Política de Saúde e Segurança da ArcelorMittal, baseada na prevenção, na gestão de riscos e no desenvolvimento contínuo de empregados e parceiros. Mais do que reconhecer processos, a certificação reforça a cultura de segurança desenvolvida pela empresa ao longo dos anos. 
 
"Isso demonstra que nossa forma de gerenciar riscos e promover a prevenção está alinhada aos mais elevados padrões internacionais e reforça nosso compromisso permanente com a proteção das pessoas. Na ArcelorMittal, segurança é um valor inegociável e orienta todas as decisões e processos da empresa", afirma Márcia Spelta, gerente geral de Saúde e Segurança.
 
Exemplo de boas práticas
 
De acordo com Luanda Dantas Guerra, presidente da Associação Automobilística do Brasil (AAB), a ArcelorMittal contribui com o exemplo de uma boa prática.
 
"A certificação conquistada pela ArcelorMittal evidencia o compromisso da companhia com os mais elevados padrões de segurança e responsabilidade corporativa. Ao aderir a uma metodologia reconhecida globalmente, a empresa assume uma posição de protagonismo na agenda da segurança viária, contribuindo para a redução de riscos, a proteção das pessoas e a disseminação de boas práticas. Como primeira empresa do Brasil a conquistar essa certificação, a ArcelorMittal dá um exemplo importante ao mercado, abrindo caminho para que outras organizações brasileiras também incorporem a segurança viária de forma estruturada em suas estratégias de gestão e sustentabilidade."
 
O que é o FIA Road Safety Index
Criado pela Federação Internacional do Automobilismo (FIA), o FIA Road Safety Index é uma certificação internacional que permite às organizações medir e aperfeiçoar o impacto de suas operações sobre a segurança viária. O índice avalia dez dimensões relacionadas à gestão da segurança no transporte rodoviário, abrangendo políticas, processos, mecanismos de controle e indicadores de desempenho envolvendo empregados, fornecedores e terceiros. A classificação varia conforme o grau de maturidade das práticas adotadas pelas organizações, sendo três estrelas o nível mais elevado de reconhecimento.
Confiança da indústria cai ao menor nível desde a pandemia

A confiança dos empresários da indústria brasileira atingiu, em julho, o menor nível desde o auge da pandemia de covid-19. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 2,3 pontos em relação a junho, passando de 46,7 para 44,4 pontos, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (13) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Com o resultado, o indicador permanece há 19 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança. Trata-se da segunda maior sequência de pessimismo da série histórica, atrás apenas do período de recessão econômica entre 2015 e 2016.

Pessimismo prolongado
Para a CNI, a permanência do índice em nível negativo por um período prolongado pode impactar diretamente a atividade industrial.

Segundo o gerente de Análise Econômica da entidade, Marcelo Azevedo, a persistência do pessimismo tende a reduzir o ritmo da produção, frear investimentos e afetar o mercado de trabalho.

"Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos", afirmou Azevedo em nota.

Expectativas menores
Os dois componentes que formam o Icei registraram queda em julho.

O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos, indicando que os empresários avaliam que o ambiente de negócios e a economia estão piores do que há seis meses.

O Índice de Expectativas caiu 3,1 pontos, para 45,8 pontos, registrando o maior recuo desde novembro de 2022. Com isso, o otimismo em relação às próprias empresas perdeu força, enquanto a percepção sobre a economia brasileira tornou-se ainda mais negativa.

Cenário externo
De acordo com a CNI, a deterioração das expectativas está ligada ao aumento das incertezas no cenário internacional.

Entre os fatores apontados estão o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fatores que elevaram a percepção de risco entre os empresários.

"A piora das expectativas se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros", avaliou Marcelo Azevedo.

Como funciona
O Icei varia de zero a 100 pontos. Resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança dos empresários industriais, enquanto índices acima desse patamar sinalizam confiança.

Para a edição de julho, a CNI ouviu 1.118 empresas entre os dias 1º e 7 de julho, sendo 442 de pequeno porte, 411 de médio porte e 265 de grande porte.

Porto Belo promove novo Encontro do Empodera+ com foco em educação financeira
O Governo de Porto Belo, por meio da Secretaria de Assistência Social e da Diretoria da Mulher, realiza no dia 21 de julho, às 14h, mais uma edição do Empodera+, iniciativa voltada ao fortalecimento da autonomia, do conhecimento e do protagonismo das mulheres do município.
 
O encontro acontecerá na sede do SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos), localizada na Avenida José Neoli Cruz, nº 5260, no bairro Alto Perequê, e contará com a participação da especialista Bárbara Samanta de Oliveira, que conduzirá a roda de conversa “Din Din Pra Gente”.
 
Mestre em Inovação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), administradora pela FURB, especialista em Investimentos e Estratégia, Bárbara possui mais de 10 mil horas de experiência em consultorias voltadas às políticas públicas, desenvolvimento econômico e territorial, tendo atuado diretamente com mais de 100 municípios brasileiros no fortalecimento de ecossistemas locais por meio do empreendedorismo.
 
Durante a roda de conversa, os participantes terão acesso a uma metodologia prática, dinâmica e acessível de educação financeira, baseada em situações do cotidiano. O objetivo é estimular uma relação mais consciente com o dinheiro, promovendo o desenvolvimento da autonomia financeira, o consumo responsável, o planejamento financeiro e a tomada de decisões mais seguras.
 
Além de contribuir para a prevenção do superendividamento, a iniciativa busca ampliar as oportunidades de geração de renda, fortalecer a inclusão socioprodutiva e melhorar a qualidade de vida, especialmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.
 
O Encontro do Empodera+ é gratuito e aberto ao público. A Prefeitura de Porto Belo convida toda a comunidade a participar deste momento de aprendizado, troca de experiências e fortalecimento da autonomia financeira.
Navegantes está com 756 vagas de emprego abertas nesta semana
Navegantes inicia a semana com 756 oportunidades de emprego abertas para diferentes setores, níveis de escolaridade e experiências profissionais. As oportunidades são disponibilizadas através do portal Navega Mais Empregos e do Sistema Nacional de Emprego (Sine).
 
O Navega Mais Empregos conta com 658 vagas e as maiores oportunidades são para limpeza residencial e comercial (101), auxiliar de produção (97), consultor de vendas (54), operador de produção (35), auxiliar de logística (29), operador de empilhadeira (22), entre outras.
 
Já no Sine de Navegantes, estão disponíveis 98. Os cargos com maior demanda incluem coletor de lixo (32), preparador de pescado (12), pintor de parede (10), carregador (10), auxiliar de estoque (8), além de diversas outras funções.
 
As ofertas são para modalidades como empregos temporários, meio período, MEI (Microempreendedor Individual), home office e vagas de tempo integral, ampliando as possibilidades para trabalhadores e empresas da região.
 
Os interessados podem se inscrever de forma digital pelo portal Navega Mais Empregos ou comparecer presencialmente ao Sine de Navegantes, que funciona na Praça do Cidadão, localizada na Avenida Prefeito José Juvenal Mafra, nº 498, no Centro. O atendimento ao público ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sem interrupção no horário de almoço.
 
Confira algumas das oportunidades disponíveis:
 
Limpeza Residencial e Comercial
 
Auxiliar de Produção
 
Consultor de Vendas
 
Operador de Produção
 
Auxiliar de Logística
 
Operador Empilhadeira
 
Auxiliar Armazenagem
 
Auxiliar de Cozinha
 
Coletor de Lixo
 
Preparador de Pescado
 
Pintor de Paredes
 
Carregador
 
Auxiliar de Estoque
 
Auxiliar de Logística
 
Serviços Gerais
 
Encanador
FIESC traz oportunidades e alianças comerciais no Norte da África em seminário online

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) vai promover, no dia 16 de julho, às 9h, o webinar Ecossistema de Integração Comercial, que abordará oportunidades de negócios e estratégias de inserção internacional para empresas interessadas nos mercados do Norte da África.

O webinar apresentará um panorama das relações comerciais entre Brasil, Santa Catarina e os mercados da Argélia, Egito e Marrocos, destacando oportunidades para ampliação das exportações e do relacionamento empresarial. O encontro on-line contará com a participação do presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

A programação também inclui uma apresentação sobre a Zona Franca e o Porto de Las Palmas, em Gran Canária, Espanha, hub logístico estratégico para o acesso aos mercados do Norte da África e importante plataforma para operações comerciais na região.

Prazo de crédito antecipado para exportadores é ampliado

Os exportadores poderão ter acesso a crédito antecipado até pouco mais de dois anos antes do embarque da mercadoria. Em reunião extraordinária nesta sexta-feira (10), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma mudança nas regras do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) que amplia o prazo para liberação de recursos aos exportadores antes do embarque de produtos ou da prestação de serviços ao exterior.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida busca facilitar o acesso ao crédito, especialmente para micro, pequenas e médias empresas, e adequar o programa às novas regras do Seguro de Crédito à Exportação.

A resolução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União e, segundo o governo, não gera aumento de despesas para o Tesouro Nacional.

O que mudou
Antes da alteração, o Proex permitia que o exportador recebesse os recursos do financiamento com antecedência de até 180 dias em relação à exportação.

Com a nova regra, esse prazo passa a ser de:

Até 360 dias antes da exportação;
Prorrogável até 750 dias, mediante pedido do exportador.
Na prática, empresas que precisam de mais tempo para produzir bens ou preparar serviços destinados ao mercado internacional poderão acessar o crédito com maior antecedência.

O que é o Proex
Criado pela Lei 10.184, de 2001, o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) é um instrumento do governo federal para incentivar as exportações brasileiras.

O programa oferece financiamento em condições semelhantes às praticadas no mercado internacional, permitindo que empresas brasileiras tenham acesso a crédito mais competitivo para vender produtos e serviços ao exterior.

Desde 2024, o Proex também passou a oferecer financiamento na chamada fase pré-embarque.

Pré-embarque
O financiamento pré-embarque funciona como um crédito concedido antes da exportação ocorrer.

Esse recurso pode ser utilizado para cobrir despesas como:

Compra de matéria-prima
Produção dos bens
Pagamento de fornecedores
Custos operacionais
Preparação da mercadoria para exportação.
Depois que a exportação é concluída, o financiamento segue as regras previstas no contrato firmado com a instituição financeira.

Por que o prazo aumentou?
Segundo o Ministério da Fazenda, a mudança foi necessária para adequar o Proex às novas regras do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), garantido pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE).

Uma lei aprovada em 2026 ampliou a cobertura desse seguro para operações de pré-embarque.

Antes, o seguro cobria financiamentos de até 180 dias. Agora, a cobertura pode alcançar até 750 dias. Como grande parte das operações do Proex usa essa garantia, o governo decidiu harmonizar os dois programas.

Beneficiados
A mudança beneficia empresas exportadoras de diferentes portes, mas deve ter maior impacto para micro, pequenas e médias empresas.

Essas companhias costumam precisar de mais tempo para fabricar produtos, organizar a produção e cumprir contratos internacionais antes do embarque das mercadorias.

Mudança documental
A resolução também traz um ajuste operacional relacionado aos documentos exigidos nas exportações.

A Declaração Única de Exportação (DU-E), documento eletrônico que reúne informações aduaneiras, comerciais e financeiras da operação, deverá estar vinculada ao módulo de Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO).

Segundo o governo, a medida padroniza os procedimentos e dá mais segurança às operações.

Impacto fiscal
O Ministério da Fazenda informou que a alteração não aumenta os gastos públicos.

Isso porque o volume de financiamentos continuará limitado aos recursos já previstos no Orçamento da União para 2026 e dependerá das dotações aprovadas para os exercícios seguintes.

O que é o CMN?
Responsável por definir as diretrizes da política monetária, cambial e de crédito do país, o Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Completam o órgão o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

FMI eleva projeção para PIB do Brasil, mas prevê desaceleração em 2027

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou as projeções de crescimento da economia brasileira para 2026 e 2027, mas avalia que o ritmo de expansão perderá força no próximo ano. A atualização consta do relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta quarta-feira (8).
A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro passou de 1,9% para 2,4% em 2026. Para 2027, a previsão subiu de 2% para 2,2%.

Apesar da projeção maior para 2027, o crescimento permanece abaixo da expectativa para este ano, indicando desaceleração da atividade.

Com as novas projeções, as previsões do FMI tornam-se mais otimistas do que as do mercado financeiro, do Ministério da Fazenda e do Banco Central.

Principais números:
Crescimento do PIB do Brasil em 2026: 2,4% (contra 1,9% em abril);
Crescimento do PIB do Brasil em 2027: 2,2% (contra 2% em abril);
Projeção da Fazenda para o PIB em 2026: 2,3%;
Projeção do Banco Central: 2%;
Projeção do mercado (boletim Focus): 1,99%, em 2026, e 1,69%, em 2027.
O FMI também elevou a previsão para a América Latina e o Caribe, que deve crescer 2,4% em 2026 e 2,7% em 2027. Para as economias emergentes e em desenvolvimento, grupo do qual o Brasil faz parte, a expectativa é de crescimento de 3,8% neste ano e 4,5% no próximo.

Segundo o Fundo, as diferenças entre os países refletem fatores como dependência de commodities (bens primários com cotação internacional), integração às cadeias globais de tecnologia, condições financeiras e exposição ao turismo e ao comércio internacional.

Outros países
Entre as principais economias, o FMI manteve a projeção de crescimento dos Estados Unidos em 2,3%, para 2026, e elevou a estimativa para 2027 para 2,2%.

Na zona do euro, a previsão para 2026 caiu de 1,1% para 0,9%, enquanto a expectativa para 2027 permaneceu em 1,2%.

A China teve revisão positiva, com crescimento estimado em 4,6% em 2026 e 4,1% em 2027. Já a Índia teve leve redução na projeção deste ano, para 6,4%, mas alta na estimativa para 2027, para 6,7%.

Economia global
Para a economia mundial, o FMI reduziu a previsão de crescimento de 2026, de 3,1% para 3%. Em 2027, a expectativa passou para 3,4%, ainda abaixo da média registrada em 2024 e 2025.

O Fundo avalia que a economia global mostrou resiliência diante da guerra no Oriente Médio, mas alerta para riscos ligados à continuidade do conflito, à fragmentação do comércio internacional e às incertezas sobre o avanço da inteligência artificial.

Apesar da resistência da economia global, o relatório destaca que o conflito entre Irã e Estados Unidos terá impacto sobre a inflação global, cujas projeções para 2026 foram elevadas em 0,3 ponto percentual, para 4,7%. Em 2027, a inflação global deve recuar para 3,9%.

Segundo o FMI, os preços da energia permanecem cerca de 25% acima dos níveis observados antes do início da guerra, enquanto o comércio mundial deve desacelerar de 5% em 2025, para 3,5% em 2026, antes de voltar a crescer 4,3% no ano seguinte.

Poupança: saques superam depósitos em R$ 39,3 bilhões no semestre

Nos primeiros seis meses de 2026, as retiradas das cadernetas superaram em mais de R$ 39,3 bilhões os depósitos da poupança, aponta o relatório do Banco Central divulgado nesta quarta-feira (8). Apenas no mês de junho, a retirada líquida foi de R$ 237,5 milhões.
Ao longo dos seis primeiros meses, o mês de maio foi o único que apresentou saldo positivo, com entrada líquida de R$ 2,6 bilhões. Os meses de janeiro e março foram os que mais contribuíram para o balanço negativo do semestre, com retiradas liquidas de R$ 23,5 bilhões e  R$ 11,1 bilhões respectivamente.

O saldo atual da poupança é de R$ 1,020 trilhão, mantendo o patamar de junho de 2025, quando o saldo era de R$ 1,019 trilhão. Em maio, o volume de entradas chegou a elevar o saldo da poupança à R$ 1,028 trilhão, mas as sucessivas retiradas líquidas resultaram em um recuo de mais de R$ 8 bilhões.

Governo adia reunião que pode aumentar etanol na gasolina para 32%

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adiou a reunião que ocorreria nesta quarta-feira (8), quando poderia ser determinado o aumento do percentual obrigatório de etanol anidro na composição da gasolina de 30% para 32%.
O Ministério de Minas e Energia informou à Agência Brasil que ainda não há previsão de nova data para a reunião.

De acordo com o governo, a medida poderia tornar o Brasil autossuficiente em gasolina e, com isso, poderia reduzir os efeitos das oscilações de fornecimento e de preço do petróleo no mercado internacional impactados, sobretudo, pela guerra no Oriente Médio.

Mais estudos
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Associação Brasileira Das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veiculos Automotores (Abeifa) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) enviaram ao Ministério de Minas e Energia um pedido de novos testes sobre os impactos do aumento do etanol misturado à gasolina antes da implementação da medida, com o consequente adiamento da medida.

Técnicos da área apontam que automóveis mais antigos, fabricados há 20 ou 30 anos, e modelos importados desenvolvidos para operar com percentuais menores de etanol podem ser afetados pela mudança. Por isso, a defesa de realização de testes complementares como garantia para o consumidor final.

O DESPACHANTE ADUANEIRO: IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA NO COMÉRCIO EXTERIOR E OS DESAFIOS DA ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL NA ERA DIGITAL

Autor: Marcio Alexandre Victorino

RESUMO

      O despachante aduaneiro ocupa papel central no fluxo do comércio internacional, atuando como intermediário entre os operadores de comércio exterior e os órgãos governamentais responsáveis pelo controle aduaneiro. Este artigo analisa a importância histórica e contemporânea dessa profissão para a economia brasileira, destacando suas atribuições legais, competências técnicas e relevância operacional. Ao mesmo tempo, examina os impactos da transformação digital, em especial a automação de processos, a implementação do Portal Único de Comércio Exterior e o uso de inteligência artificial, sobre o mercado de trabalho do despachante aduaneiro. Conclui-se que, embora a profissão mantenha sua relevância, encontra-se em processo de reconfiguração, exigindo atualização contínua por parte dos profissionais sob pena de obsolescência.

     Palavras-chave: Despachante aduaneiro. Comércio exterior. Aduana. Transformação digital. Atualização profissional.

 

ABSTRACT

     The customs broker plays a central role in the flow of international trade, acting as an intermediary between foreign trade operators and government agencies responsible for customs control. This article analyzes the historical and contemporary importance of this profession to the Brazilian economy, highlighting its legal attributions, technical competencies, and operational relevance. At the same time, it examines the impacts of digital transformation, especially process automation, the implementation of the Single Foreign Trade Portal, and the use of artificial intelligence, on the customs broker's labor market. It is concluded that, although the profession retains its relevance, it is undergoing a reconfiguration process, requiring continuous updating by professionals under penalty of obsolescence.

     Keywords: Customs broker. Foreign trade. Customs. Digital transformation. Professional updating.

 

INTRODUÇÃO

      O comércio internacional é um dos pilares do desenvolvimento econômico moderno, responsável por bilhões de dólares em transações diárias ao redor do mundo. No Brasil, país reconhecido como uma das maiores economias emergentes do planeta, o setor de comércio exterior movimenta valores expressivos e demanda uma infraestrutura humana e tecnológica robusta para seu funcionamento adequado. Nesse contexto, o despachante aduaneiro surge como figura indispensável, atuando na interface entre as empresas importadoras e exportadoras, a Receita Federal do Brasil e os demais órgãos anuentes.

     Diante desse panorama, o presente artigo tem por objetivo analisar a importância estratégica do despachante aduaneiro para o comércio exterior brasileiro, ao mesmo tempo em que problematiza os desafios impostos pela transformação digital e a necessidade imperativa de atualização profissional.

     Nesse contexto, o problema de pesquisa que orienta este estudo consiste em verificar se, diante da digitalização dos processos aduaneiros, da automação de tarefas e da utilização crescente de ferramentas tecnológicas, o despachante aduaneiro estaria se tornando uma profissão obsoleta ou se estaria passando por um processo de reconfiguração de suas funções no comércio exterior.

     Parte-se da hipótese de que o despachante aduaneiro não perde sua relevância na era digital, mas tem sua atuação transformada. Assim, embora determinadas atividades operacionais e documentais possam ser automatizadas, permanecem indispensáveis o conhecimento técnico, jurídico, tributário e estratégico desse profissional, especialmente para garantir segurança, conformidade legal, eficiência operacional e competitividade às empresas importadoras e exportadoras.

     Para alcançar esse objetivo, utiliza-se como metodologia a revisão bibliográfica e a análise da legislação pertinente, com enfoque na origem e regulamentação da profissão, na importância econômica, jurídica e operacional do despachante aduaneiro e nos impactos da transformação digital sobre sua atuação profissional.

     A profissão de despachante aduaneiro possui raízes históricas profundas no Brasil, regulamentada por legislação específica e reconhecida pelo Estado como atividade de interesse público. Sua atuação abrange desde a classificação de mercadorias segundo a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) até a gestão de licenças de importação e o acompanhamento de despachos aduaneiros perante o Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX).

     Entretanto, nas últimas décadas, o avanço tecnológico tem redefinido profundamente o ambiente de trabalho do despachante aduaneiro. A digitalização dos processos, a criação do Portal Único de Comércio Exterior (PUCOMEX) e a crescente automatização de tarefas outrora manuais colocam em xeque a trajetória tradicional desse profissional. Surge, assim, um cenário paradoxal: ao mesmo tempo em que a profissão permanece essencial, os profissionais que não se adaptarem às novas exigências correm o risco de se tornarem obsoletos.

     Diante desse panorama, o presente artigo tem por objetivo analisar a importância do despachante aduaneiro para o comércio exterior brasileiro, ao mesmo tempo em que problematiza os desafios impostos pela transformação digital e a necessidade imperativa de atualização profissional. Para tanto, utiliza-se de revisão bibliográfica e análise de legislação pertinente.

 

 1 ORIGEM E REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO

     A figura do despachante aduaneiro no Brasil remonta ao período colonial, quando agentes intermediaram as transações comerciais entre a Coroa Portuguesa e os comerciantes locais nos portos brasileiros. Com o desenvolvimento do comércio e a institucionalização do aparato estatal, essa figura foi gradualmente formalizada e regulamentada1.

     Nesse contexto histórico, Loureiro (2012) observa que a intermediação nos portos coloniais não era mero facilitismo burocrático, mas exercia função estrutural no sistema mercantil português, uma vez que a complexidade das normas régias exigia agentes especializados capazes de transitar entre o interesse privado dos comerciantes e as exigências fiscais da Coroa. A evolução dessa prática, ao longo dos séculos, espelha o próprio amadurecimento do Estado brasileiro e de suas instituições aduaneiras.2

     A regulamentação moderna da profissão está consolidada no Decreto-Lei nº 2.472/1988 e na Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 650/2006, que estabelecem as condições para habilitação, os direitos, os deveres e as penalidades aplicáveis ao despachante aduaneiro. Para exercer a profissão, o profissional deve ser registrado junto à Receita Federal, comprovando idoneidade moral, ausência de antecedentes criminais relacionados a crimes aduaneiros e conhecimento técnico específico na área.

     Sobre o arcabouço normativo que disciplina a atividade, Meira e Claro (2015) ressaltam que a exigência de habilitação perante a Receita Federal não constitui mera formalidade administrativa, mas representa uma garantia ao Estado e aos particulares de que o profissional possui as condições técnicas e morais necessárias ao manejo de operações que envolvem interesses fiscais relevantes.

 

1  LOUREIRO, Cesar. Direito Aduaneiro Brasileiro. São Paulo: IOB, 2012, p. 47-52.

2  LOUREIRO, Cesar. Direito Aduaneiro Brasileiro. São Paulo: IOB, 2012, p. 47-52.

 

     Trata-se, segundo os autores, de um filtro seletivo que confere credibilidade ao sistema de controle aduaneiro como um todo3.

     Cabe ainda mencionar que o despachante aduaneiro atua como mandatário de seus clientes, estando habilitado a representá-los perante a Receita Federal do Brasil e demais órgãos da administração pública federal.4 Essa relação de mandato confere ao profissional responsabilidades civis e administrativas relevantes, tornando imprescindível o domínio do arcabouço legal e normativo que rege o comércio exterior brasileiro.5

     Quanto à natureza jurídica do vínculo entre o despachante e seu cliente, Trevisan aponta que a relação de mandato que permeia essa atividade implica a transferência de poderes de representação, sujeitando o profissional às regras do Código Civil relativo ao contrato de mandato em especial no que tange aos deveres de lealdade, prestação de contas e atuação nos estritos limites dos poderes outorgados. Descumpridas as obrigações, o despachante responde civil e administrativamente pelos danos causados ao mandante e eventualmente ao erário.6

     No mesmo sentido, Carlucci acrescenta que a responsabilidade do despachante não se esgota na esfera civil, podendo alcançar a dimensão administrativa quando houver participação, mesmo que culposa, em infrações aduaneiras praticadas no interesse do importador ou exportador.7

 

3 MEIRA, Liziane Angelotti; CLARO, Carlos Roberto. Tributos sobre o Comércio Exterior. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2015, p. 213-215.

4 BRASIL. Decreto-Lei nº 37, de 18 de novembro de 1966. Dispõe sobre o imposto de importação e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1966. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0037.htm. Acesso em: 06 jun. 2026.

5 BRASIL. Instrução Normativa RFB nº 2.090, de 30 de junho de 2022. Dispõe sobre o credenciamento de representantes de intervenientes nas operações de comércio exterior. Brasília, DF: Receita Federal do Brasil, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/receitafederal. Acesso em: 06 jun. 2026.

6 TREVISAN, Rosaldo. Temas Aprofundados de Direito Aduaneiro. 2. ed. Salvador: JusPodivm, 2016, p. 89-94.

7 CARLUCCI, José Lence. Uma Introdução ao Direito Aduaneiro. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2011, p. 134-138.

 

2 IMPORTÂNCIA DO DESPACHANTE ADUANEIRO PARA O COMÉRCIO EXTERIOR

     O despachante aduaneiro exerce papel essencial no comércio exterior, pois atua como intermediário especializado entre as empresas e a Administração Aduaneira. Sua função consiste em assegurar que as operações de importação e exportação sejam realizadas em conformidade com a legislação vigente, reduzindo riscos e proporcionando maior segurança jurídica aos operadores do comércio internacional. Segundo José Eduardo Soares de Melo, a complexidade das normas aduaneiras exige a atuação de profissionais qualificados para garantir a regularidade das operações.8

     A importância desse profissional vai além do cumprimento de formalidades burocráticas. O despachante aduaneiro orienta empresas sobre procedimentos legais, documentação necessária e exigências tributárias, contribuindo para a prevenção de erros que possam gerar multas, atrasos ou prejuízos financeiros. Para Paulo Henrique Cremoneze, a atuação técnica especializada é fundamental para assegurar eficiência e segurança nas operações de comércio exterior. 9

     Além disso, o despachante aduaneiro contribui diretamente para a competitividade das empresas. Ao auxiliar na redução de custos operacionais e na agilização dos processos aduaneiros, esse profissional favorece a inserção das organizações brasileiras no mercado internacional. Conforme destaca Vera Thorstensen, a eficiência dos procedimentos aduaneiros é um fator determinante para o fortalecimento do comércio exterior e para o desenvolvimento econômico dos países.10

     Dessa forma, a relevância do despachante aduaneiro pode ser analisada sob diferentes perspectivas, especialmente econômica, jurídica, operacional e estratégica. Cada uma dessas dimensões evidencia a contribuição desse profissional para a segurança, eficiência e competitividade das operações de importação e exportação. Segundo Fábio Pallaretti Calcini, a adequada gestão aduaneira tornou-se elemento indispensável para o sucesso das empresas que atuam no comércio internacional. 11

 

8 MELO, José Eduardo Soares de. Tributação no Comércio Exterior. São Paulo: Dialética, 2021.

9 CREMONEZE, Paulo Henrique. Direito Aduaneiro e Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2020.

10 THORSTENSEN, Vera. OMC e as Regras do Comércio Internacional. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2018.

 

2.1 Perspectiva Econômica

     Do ponto de vista econômico, o despachante aduaneiro contribui diretamente para a eficiência das operações de comércio exterior. Ao garantir que as mercadorias sejam desembaraçadas de forma ágil e em conformidade com as normas vigentes, esse profissional evita atrasos que poderiam gerar custos adicionais para as empresas, como armazenagem prolongada, multas por descumprimento de prazos e perda de competitividade no mercado.12

     Conforme leciona José Eduardo Soares de Melo, a dinâmica do comércio internacional exige a observância rigorosa das formalidades aduaneiras, pois a ineficiência nos procedimentos de controle repercute diretamente na elevação dos custos operacionais suportados pelos agentes econômicos. 13

     Para compreender a dimensão desse impacto, é necessário considerar que o comércio exterior envolve uma cadeia logística complexa, na qual cada etapa tem reflexo direto nos custos finais do produto. Um erro na classificação fiscal de uma mercadoria, por exemplo, pode resultar em tributos pagos a maior ou em autuações fiscais que comprometem o fluxo de caixa da empresa importadora ou exportadora. Da mesma forma, a apresentação incorreta de documentos pode reter cargas em zonas alfandegárias por dias ou semanas, gerando despesas com armazenagem que, em muitos casos, superam o valor dos próprios impostos devidos. Nesse sentido, Hugo de Brito Machado destaca que a correta interpretação e aplicação das normas tributárias aduaneiras constituem elemento essencial para a segurança jurídica das operações internacionais, evitando contingências fiscais e prejuízos econômicos aos operadores do comércio exterior.14

 

11 CALCINI, Fábio Pallaretti. Direito Aduaneiro Contemporâneo. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

12 MELO, José Eduardo Soares de. Tributos Federais, Estaduais e Municipais. São Paulo: Dialética, 2021.

13 CALCINI, Fábio Pallaretti. Direito Aduaneiro Contemporâneo. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

14 MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 43. ed. São Paulo: Malheiros, 2022.

 

     Segundo dados da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (SECEX), o Brasil movimentou mais de US$ 600 bilhões em corrente de comércio nos últimos anos, volume que exige precisão e expertise nos processos aduaneiros. Nesse contexto, o despachante aduaneiro funciona como um elo crítico na cadeia logística internacional, contribuindo para a redução do chamado "custo Brasil" no que tange à burocracia aduaneira. 15

     Vera Thorstensen observa que a competitividade internacional dos países depende não apenas da capacidade produtiva, mas também da eficiência dos mecanismos administrativos que regulam o fluxo de mercadorias entre fronteiras, sendo a simplificação aduaneira um dos principais fatores para a inserção competitiva no comércio global. 16

     Vale destacar que o conceito de "custo Brasil" engloba um conjunto de fatores estruturais que encarecem a produção e a comercialização de bens no país, como a elevada carga tributária, a infraestrutura deficiente e a complexidade burocrática. No campo aduaneiro, especificamente, esse custo se manifesta no tempo médio de liberação de cargas, que historicamente supera o de países concorrentes. 17

     A atuação qualificada do despachante aduaneiro é, portanto, uma das ferramentas disponíveis para mitigar esse problema, tornando os processos mais previsíveis e menos onerosos para o setor produtivo. Sobre o tema, Paulo Henrique Cremoneze sustenta que a eficiência logística e aduaneira representa fator decisivo para a competitividade das empresas brasileiras, uma vez que atrasos e entraves burocráticos podem comprometer contratos internacionais e elevar significativamente os custos da cadeia de suprimentos.18

 

15 THORSTENSEN, Vera. OMC - Organização Mundial do Comércio: As Regras do Comércio Internacional e a Nova Rodada de Negociações Multilaterais. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2018.

16 THORSTENSEN, Vera. OMC - Organização Mundial do Comércio: As Regras do Comércio Internacional e a Nova Rodada de Negociações Multilaterais. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2018.

17 CREMONEZE, Paulo Henrique. Direito Aduaneiro e Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2020.

18 CREMONEZE, Paulo Henrique. Direito Aduaneiro e Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2020.

 

     Além disso, a presença desse profissional tende a favorecer micro e pequenas empresas que desejam ingressar no mercado internacional, mas não dispõem de estrutura interna para lidar com a legislação aduaneira. Ao terceirizar essa função para um despachante habilitado, essas empresas ganham acesso a um conhecimento especializado que, de outra forma, exigiria investimentos significativos em treinamento e pessoal.19

     Isso democratiza, em certa medida, a participação no comércio exterior, ampliando o leque de agentes econômicos capazes de importar ou exportar com segurança jurídica e eficiência operacional. Segundo Luiz Roberto Peroba, a crescente complexidade regulatória do comércio internacional torna indispensável a atuação de profissionais especializados, especialmente para pequenas empresas que buscam expandir suas atividades além das fronteiras nacionais sem incorrer em riscos jurídicos desnecessários. 20

     Por fim, cabe ressaltar que a eficiência aduaneira tem impacto direto na competitividade das exportações brasileiras. Em um mercado global cada vez mais dinâmico, a capacidade de entregar produtos no prazo acordado e com custos previsíveis é um diferencial estratégico. O despachante aduaneiro, ao dominar os trâmites legais e operacionais do comércio internacional, contribui para que as empresas brasileiras possam cumprir seus compromissos externos com maior confiabilidade, fortalecendo a imagem do país como parceiro comercial. Nessa linha, Fábio Pallaretti Calcini afirma que a modernização dos procedimentos aduaneiros e a adequada assessoria especializada constituem instrumentos fundamentais para o fortalecimento da competitividade empresarial, favorecendo a integração do Brasil aos fluxos globais de comércio e investimentos.21

 

19 PEROBA, Luiz Roberto. Comércio Internacional e Tributação Aduaneira. São Paulo: Quartier Latin, 2019.

20 PEROBA, Luiz Roberto. Comércio Internacional e Tributação Aduaneira. São Paulo: Quartier Latin, 2019.

21 CALCINI, Fábio Pallaretti. Direito Aduaneiro Contemporâneo. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

 

2.2 Perspectiva jurídica e tributária

     Sob o aspecto jurídico e tributário, o despachante aduaneiro exerce função de suma importância ao orientar seus clientes quanto à correta classificação fiscal das mercadorias e ao cumprimento das obrigações tributárias incidentes sobre as operações de importação e exportação. A classificação incorreta de uma mercadoria pode resultar em autuações fiscais, pagamento de tributos em duplicidade ou, em situações mais graves, na configuração de ilícitos aduaneiros e tributários passíveis de responsabilização administrativa, civil e penal. 22

     Conforme leciona José Eduardo Soares de Melo, a classificação fiscal constitui elemento central da sistemática aduaneira, uma vez que dela decorrem a definição da carga tributária, a aplicação de restrições administrativas e a observância de normas específicas de controle estatal sobre o comércio exterior. Dessa forma, a atuação especializada do despachante aduaneiro contribui para assegurar a legalidade das operações e minimizar riscos fiscais para importadores e exportadores. 23

     A correta classificação das mercadorias na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) não se limita à identificação de um código tarifário, mas representa um mecanismo essencial para a aplicação adequada da legislação tributária e aduaneira. Segundo Hugo de Brito Machado, o princípio da legalidade tributária exige que a incidência dos tributos esteja estritamente vinculada aos critérios definidos em lei, razão pela qual qualquer erro na classificação fiscal pode comprometer a correta apuração dos tributos devidos e gerar relevantes consequências jurídicas para o contribuinte. Nesse contexto, o despachante aduaneiro atua como agente técnico responsável por garantir que a operação seja conduzida em conformidade com as exigências normativas vigentes. 24

     Além da correta classificação fiscal, o despachante aduaneiro desempenha papel fundamental na orientação acerca do cumprimento das obrigações acessórias exigidas pela legislação aduaneira brasileira. A elaboração adequada de documentos como faturas comerciais, conhecimentos de transporte, certificados de origem, licença de importação e exportação  e declarações aduaneiras reduz significativamente a ocorrência de exigências fiscais, retenções de mercadorias e aplicação de penalidades. 25

 

22 MELO, José Eduardo Soares de. Tributação no Comércio Exterior. São Paulo: Dialética, 2021.

23 MELO, José Eduardo Soares de. Tributação no Comércio Exterior. São Paulo: Dialética, 2021.

24 MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 43. ed. São Paulo: Malheiros, 2022.

25 CREMONEZE, Paulo Henrique. Direito Aduaneiro e Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2020.

 

     Para Paulo Henrique Cremoneze, a segurança jurídica das operações internacionais depende diretamente da observância rigorosa dos procedimentos documentais exigidos pela administração aduaneira, sendo indispensável a atuação de profissionais tecnicamente qualificados para assegurar a regularidade dos processos de importação e exportação. 26

     Nesse sentido, o profissional domina a aplicação da Tarifa Externa Comum (TEC), os regimes aduaneiros especiais, os acordos comerciais firmados pelo Brasil e os mecanismos de drawback, admissão temporária e exportação temporária, entre outros instrumentos que permitem às empresas otimizar seus custos e ampliar sua competitividade internacional. Conforme observa Vera Thorstensen, a utilização eficiente dos instrumentos de facilitação do comércio internacional constitui fator estratégico para a inserção competitiva das empresas nos mercados globais, especialmente em um cenário marcado pela crescente integração econômica entre os países e pela necessidade de redução dos custos transacionais relacionados ao comércio exterior. 27

     No âmbito dos regimes aduaneiros especiais, destaca-se a relevância do drawback, mecanismo que possibilita a suspensão, isenção ou restituição de tributos incidentes sobre insumos destinados à fabricação de produtos exportáveis. Tal instrumento representa importante política de incentivo às exportações brasileiras e exige conhecimento técnico aprofundado para sua correta utilização. 28

26 CREMONEZE, Paulo Henrique. Direito Aduaneiro e Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2020.

27 THORSTENSEN, Vera. OMC e as Regras do Comércio Internacional. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2018.

28 PEROBA, Luiz Roberto. Comércio Internacional e Tributação Aduaneira. São Paulo: Quartier Latin, 2019.

 

     De acordo com Luiz Roberto Peroba, os regimes especiais constituem instrumentos de política econômica voltados à promoção da competitividade internacional das empresas nacionais, sendo imprescindível que sua aplicação ocorra em estrita conformidade com os requisitos legais para evitar questionamentos por parte da fiscalização aduaneira. 29

 

29 PEROBA, Luiz Roberto. Comércio Internacional e Tributação Aduaneira. São Paulo: Quartier Latin, 2019.

30 CALCINI, Fábio Pallaretti. Direito Aduaneiro Contemporâneo. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

31 CALCINI, Fábio Pallaretti. Direito Aduaneiro Contemporâneo. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

32 MELO, José Eduardo Soares de. Tributação no Comércio Exterior. São Paulo: Dialética, 2021.

 

     Da mesma forma, os regimes de admissão temporária e exportação temporária permitem a circulação internacional de bens por prazo determinado, com suspensão total ou parcial dos tributos incidentes, desde que observadas as condições estabelecidas pela legislação. A adequada utilização desses regimes demanda conhecimento técnico especializado acerca dos procedimentos aduaneiros e dos compromissos assumidos perante a autoridade fiscal. 30

     Nesse aspecto, Fábio Pallaretti Calcini, destaca que a complexidade normativa que caracteriza o comércio exterior contemporâneo exige uma atuação preventiva voltada à conformidade regulatória, permitindo que as empresas usufruam dos benefícios legais disponíveis sem incorrer em riscos de autuações ou sanções administrativas.31

     Por fim, a atuação do despachante aduaneiro transcende a mera intermediação documental, assumindo papel estratégico na governança tributária e na conformidade das operações internacionais. Ao orientar empresas quanto ao correto enquadramento legal das operações e à utilização dos instrumentos previstos na legislação aduaneira, esse profissional contribui para a redução de contingências fiscais, o fortalecimento da segurança jurídica e a promoção da competitividade empresarial. 32

     Conforme enfatiza José Eduardo Soares de Melo, a crescente complexidade do sistema aduaneiro brasileiro torna indispensável a presença de profissionais especializados capazes de harmonizar os interesses econômicos dos operadores privados com as exigências legais impostas pelo Estado. 33

 

2.3 Perspectiva Operacional e Estratégica

     Sob a perspectiva operacional, o despachante aduaneiro exerce função indispensável na condução dos procedimentos relacionados ao despacho de mercadorias. Sua atuação compreende a elaboração, conferência e gerenciamento de documentos essenciais às operações de importação e exportação, assegurando o cumprimento das exigências estabelecidas pela legislação aduaneira. Para José Eduardo Soares de Melo, a complexidade normativa do comércio exterior exige profissionais especializados capazes de garantir a correta aplicação das normas que regulam a circulação internacional de mercadorias.34

     Além da gestão documental, o despachante aduaneiro atua como elo entre empresas, transportadores, terminais alfandegados e órgãos governamentais. Essa função permite maior integração entre os diversos agentes da cadeia logística internacional, contribuindo para a eficiência dos processos e para a redução de falhas operacionais. Segundo Paulo Henrique Cremoneze, a coordenação adequada das etapas logísticas é fator determinante para a segurança e fluidez das operações de comércio exterior. 35

     O acompanhamento do despacho aduaneiro junto à Receita Federal constitui outra atribuição de elevada relevância. A atuação preventiva do despachante possibilita o atendimento célere às exigências fiscais e administrativas, reduzindo atrasos e custos decorrentes da retenção de mercadorias. Nesse sentido, Fábio Pallaretti Calcini destaca que a conformidade aduaneira representa elemento essencial para a mitigação de riscos regulatórios e para a eficiência operacional das empresas. 36

 

33 MELO, José Eduardo Soares de. Tributação no Comércio Exterior. São Paulo: Dialética, 2021.

34 MELO, José Eduardo Soares de. Tributação no Comércio Exterior. São Paulo: Dialética, 2021.

35 CREMONEZE, Paulo Henrique. Direito Aduaneiro e Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2020.

 

     Sob o enfoque estratégico, o despachante aduaneiro deixou de desempenhar apenas funções burocráticas, assumindo papel relevante na tomada de decisões empresariais relacionadas ao comércio exterior. Seu conhecimento técnico permite identificar oportunidades de otimização tributária e operacional, contribuindo para o aumento da competitividade das organizações. Conforme observa Vera Thorstensen, a adequada utilização dos instrumentos regulatórios do comércio internacional constitui importante vantagem competitiva para as empresas inseridas no mercado global. 37

     Empresas que contam com despachantes aduaneiros experientes tendem a reduzir seus lead times de importação e exportação. A previsibilidade dos procedimentos aduaneiros e a diminuição dos entraves burocráticos favorecem a redução de custos logísticos e o cumprimento dos prazos contratuais. Para Luiz Roberto Peroba, a eficiência aduaneira é fator decisivo para a inserção competitiva das empresas nas cadeias globais de valor. 38

     A atuação desse profissional também fortalece os programas de compliance e governança corporativa. Ao assegurar o cumprimento das normas tributárias e aduaneiras, o despachante contribui para a prevenção de passivos administrativos e fiscais. Segundo Hugo de Brito Machado, a observância preventiva da legislação constitui importante mecanismo de segurança jurídica para as atividades empresariais .39

 

36 CALCINI, Fábio Pallaretti. Direito Aduaneiro Contemporâneo. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

37 THORSTENSEN, Vera. OMC e as Regras do Comércio Internacional. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2018.

38 PEROBA, Luiz Roberto. Comércio Internacional e Tributação Aduaneira. São Paulo: Quartier Latin, 2019.

39 MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 43. ed. São Paulo: Malheiros, 2022.

 

     Dessa forma, o despachante aduaneiro ocupa posição estratégica no comércio internacional contemporâneo. Sua atuação combina conhecimento técnico, gestão operacional e conformidade regulatória, elementos indispensáveis para a competitividade e sustentabilidade das operações de importação e exportação. Como ressalta José Eduardo Soares de Melo, a especialização profissional tornou-se requisito fundamental para enfrentar os desafios impostos pela crescente complexidade do sistema aduaneiro brasileiro. 40

 

3 A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO

     A transformação digital chegou ao comércio exterior brasileiro de forma estrutural e irreversível. Desde a implantação do SISCOMEX, em 1993, os processos aduaneiros migraram progressivamente da lógica documental física para plataformas eletrônicas integradas, culminando com a implementação do Portal Único de Comércio Exterior — também denominado Portal Único Pucomex. 41

      Trevisan (2016) destaca que o SISCOMEX representou um marco divisório na história aduaneira brasileira, não apenas por informatizar procedimentos antes manuais, mas por inaugurar uma nova lógica de controle estatal sobre o fluxo de mercadorias, baseada no cruzamento eletrônico de dados e na redução da discricionariedade individual dos agentes fiscais. Para o autor, a digitalização dos processos aduaneiros não é um fenômeno meramente tecnológico, mas uma profunda mudança na gramática das relações entre o Estado e os operadores do comércio exterior.42

 

40 MELO, José Eduardo Soares de. Tributação no Comércio Exterior. São Paulo: Dialética, 2021.

41 TREVISAN, Rosaldo. Temas Aprofundados de Direito Aduaneiro. 2. ed. Salvador: JusPodivm, 2016, p. 89-94.

42 TREVISAN, Rosaldo. Temas Aprofundados de Direito Aduaneiro. 2. ed. Salvador: JusPodivm, 2016, p. 89-94.

 

     O Portal Único, desenvolvido no âmbito do Programa Brasileiro de Facilitação do Comércio (Procomex)43, tem por objetivo eliminar redundâncias documentais, integrar os diferentes órgãos anuentes em uma única plataforma e reduzir o tempo médio de liberação de cargas. A iniciativa alinha o Brasil às melhores práticas internacionais, em consonância com as diretrizes do Acordo sobre Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC) 44, do qual o país é signatário.

     Nesse contexto, Meira e Claro  apontam que a facilitação do comércio, na acepção moderna consagrada pelos organismos internacionais, não se resume à simplificação de procedimentos, mas pressupõe a harmonização normativa entre os países e a construção de ambientes regulatórios previsíveis e transparentes 45.

     O Portal Único do Comércio Exterior representa, sob essa perspectiva, não apenas uma modernização administrativa interna, mas um instrumento de inserção do Brasil em uma ordem comercial global cada vez mais exigente em termos de eficiência logística. Sosa 46 complementa esse raciocínio ao afirmar que a integração dos órgãos anuentes em plataforma unificada é condição indispensável para que o Brasil reduza seu endêmico custo de conformidade aduaneira historicamente superior à média dos países membros da OCDE, tornando-se mais competitivo na atração de fluxos de comércio e investimento. 47

 

43 PROCOMEX. Instituto Aliança Pró Modernização Logística de Comércio Exterior. São Paulo: Procomex, 2004. Disponível em: http://www.procomex.org.br. Acesso em: 06 jun. 2026.

44 BRASIL. Decreto n.º 9.326, de 3 de abril de 2018. Promulga o Acordo sobre Facilitação do Comércio, aprovado na Nona Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio, em Bali, em 7 de dezembro de 2013. Brasília, DF: Presidência da República, 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/D9326.htm. Acesso em: 06 jun. 2026.

45 MEIRA, Liziane Angelotti; CLARO, Carlos Roberto. Tributos sobre o Comércio Exterior. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2015, p. 301-305.

46 SOSA, Roosevelt Baldomir. A Aduana e o Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2019, p. 178-183.

 

     Paralelamente à consolidação do Portal Único do Comércio exterior, tecnologias como inteligência artificial, machine learning, blockchain e análise de dados em tempo real passam a ser incorporadas aos processos aduaneiros, tanto pelos órgãos governamentais quanto pelas empresas privadas de assessoria em comércio exterior. Ferramentas de automação robótica de processos (RPA) já são utilizadas para triagem de documentos, classificação preliminar de mercadorias e monitoramento de canais de parametrização do despacho aduaneiro 48.

     Ribeiro e Ferreira acrescentam que o uso de blockchain nas cadeias logísticas internacionais confere maior rastreabilidade às operações e reduz a assimetria de informação entre operadores privados e autoridades aduaneiras, criando um ambiente de maior confiança e menor necessidade de intervenção fiscalizatória presencial. 49.

 

47 MEIRA, Liziane Angelotti; CLARO, Carlos Roberto. Tributos sobre o Comércio Exterior. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2015, p. 301-305.

48 PIMENTEL, Luiz Otávio (org.). Direito do Comércio Internacional: Aspectos Fundamentais. 3. ed. Florianópolis: Funjab, 2020, p. 215-219.

49WORLD ECONOMIC FORUM. The Future of Jobs Report 2020. Geneva: WEF, 2020. Disponível em: https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2020. Acesso em: 06 jun 2026 

 

     Sobre esse cenário de inovação tecnológica aplicada à aduana, Pimentel observa que a incorporação de algoritmos de inteligência artificial ao gerenciamento de risco aduaneiro tem potencial de elevar substancialmente a acurácia na seleção de cargas para fiscalização, permitindo que os órgãos de controle concentrem seus recursos humanos e materiais nos casos de maior probabilidade de irregularidade, sem prejuízo à fluidez do comércio legítimo.50

 

3.1 A defasagem do despachante aduaneiro: um alerta

     Diante desse cenário, emerge uma questão de crescente relevância no debate sobre o futuro das profissões: o despachante aduaneiro está se tornando obsoleto? A resposta não é simples, mas os indícios apontam para uma transformação profunda da natureza dessa atividade, exigindo postura proativa dos profissionais que desejam permanecer relevantes no mercado. 51.

     É inegável que diversas tarefas antes exclusivas do despachante passaram a ser executadas automaticamente por sistemas informatizados. A geração de Declarações de Importação, a parametrização eletrônica de canais aduaneiros e a consulta a bancos de dados de classificação fiscal, atividades que, em décadas anteriores, demandam horas de trabalho especializado são hoje executadas por softwares de gestão de comércio exterior em questão de minutos. 52.

     Esse fenômeno não é exclusivo da área aduaneira. O Fórum Econômico Mundial projeta que cerca de 85 milhões de postos de trabalho foram deslocados pela automação até 2025 em diversas indústrias. Contudo, o mesmo relatório estima a criação de 97 milhões de novos empregos voltados a funções que integram a interação entre humanos e tecnologia o que evidencia que a automação, mais do que eliminar profissões, reconfigura seu conteúdo e exige novas competências. 53

 

50 PIMENTEL, Luiz Otávio (org.). Direito do Comércio Internacional: Aspectos Fundamentais. 3. ed. Florianópolis: Funjab, 2020, p. 215-219.

52 SCHWAB, Klaus. A Quarta Revolução Industrial. São Paulo: Edipro, 2016.

53 TREVISAN, Rosaldo. Temas Aprofundados de Direito Aduaneiro. 2. ed. Salvador: JusPodivm, 2016.

54 WORLD ECONOMIC FORUM. The Future of Jobs Report 2020. Geneva: WEF, 2020. Disponível em: https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2020. Acesso em: 06 jun 2026

 

     No caso específico do despachante aduaneiro brasileiro, a defasagem profissional manifesta-se em três níveis distintos. O primeiro é o gap tecnológico: muitos profissionais, especialmente os de longa experiência, resistem à adoção de ferramentas digitais e continuam operando em modelos analógicos ou semi digitais, com perda progressiva de eficiência e competitividade. O segundo é o gap regulatório: as normas do comércio exterior brasileiro são notoriamente dinâmicas, com portarias, instruções normativas e acordos comerciais sendo publicados em ritmo acelerado, exigindo atualização constante. 54

     O terceiro é o gap estratégico: o mercado demanda profissionais capazes de oferecer, além do despacho em si, consultoria em logística internacional, gestão de riscos e planejamento tributário

      A convergência desses três gaps configura um cenário de risco real. Empresas de médio e grande porte já demonstram preferência por despachantes com domínio do Portal Único Comércio Exterior, experiência em análise de dados e capacidade de integração com sistemas ERP corporativos. 55

     Os profissionais que não correspondem a essas expectativas tendem a ser progressivamente excluídos dos contratos mais relevantes e rentáveis do mercado. Sosa já alertava que o perfil exigido do operador aduaneiro contemporâneo transcende o domínio técnico das normas, demandando uma combinação de letramento digital, capacidade analítica e visão estratégica que historicamente não integrava a formação tradicional desses profissionais.

 

54 SOSA, Roosevelt Baldomir. A Aduana e o Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2019.

55 CARLUCCI, José Lence. Uma Introdução ao Direito Aduaneiro. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2011.

 

3.2 Caminhos para o reposicionamento profissional

     Reconhecer a necessidade de atualização é o primeiro passo, mas não é suficiente. Faz-se necessário identificar caminhos concretos pelos quais o despachante aduaneiro pode reposicionar-se no mercado e agregar valor diferenciado às suas entregas. Três eixos estruturam esse processo 56.

     O primeiro eixo é a formação continuada. Cursos de pós-graduação em comércio exterior, certificações internacionais como o Certified Customs Specialist (CCS), oferecido pelo NCBFAA Educational Institute (EUA), e programas de especialização em logística internacional ampliam o capital intelectual do profissional e sinalizam comprometimento com a excelência técnica. No âmbito nacional, a Feaduaneiros (Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros) e o Conselho Federal de Administração disponibilizam programas de desenvolvimento profissional específicos para a área. Pimentel ressalta que a velocidade das mudanças normativas e tecnológicas no setor torna insuficiente a formação inicial, exigindo um compromisso permanente com a atualização de conhecimentos. 57 

 

56 CARLUCCI, José Lence. Uma Introdução ao Direito Aduaneiro. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2011.

57 PIMENTEL, Luiz Otávio (org.). Direito do Comércio Internacional: Aspectos Fundamentais. 3. ed. Florianópolis: Funjab, 2020, p. 215-219.

 

     O segundo eixo é a capacitação tecnológica. O domínio de plataformas de gestão de comércio exterior como Tradeware, Logcomex e WinTrade, somado ao entendimento de análise de dados e automação de processos, habilita o profissional a oferecer serviços mais ágeis e precisos. A familiaridade com o Portal Único Comércio Exterior e suas atualizações contínuas é, nesse contexto, condição básica de empregabilidade. Ribeiro e Ferreira reforçam que o domínio dessas plataformas deixou de ser diferencial para se tornar requisito de inserção competitiva no mercado. 58

     O terceiro eixo é o desenvolvimento de competências consultivas. O despachante que se posiciona como consultor capaz de analisar a estrutura de custos de uma operação de importação, recomendar regimes aduaneiros especiais e orientar sobre acordos de livre comércio agrega valor que ultrapassa em muito a execução burocrática do despacho. Essa abordagem consultiva é dificilmente replicável por sistemas automatizados, pois demanda julgamento contextual e capacidade analítica tipicamente humanos. Loureiro já sustentava que a assessoria estratégica em comércio exterior exige uma visão sistêmica que integra conhecimento jurídico, logístico e tributário, combinação que nenhum algoritmo, até o momento, foi capaz de replicar com efetividade 59.

 

58 O Portal Único de Comércio Exterior foi instituído normativamente pelo Decreto nº 8.229, de 22 de abril de 2014, que alterou o Decreto nº 660/1992 e dispôs sobre os requisitos essenciais da plataforma, BRASIL. Decreto nº 660, de 25 de setembro de 1992. Institui o Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX. Brasília, DF: Presidência da República, 1992. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d660.htm. Acesso em: 06 jun.

59 MEIRA, Liziane Angelotti; CLARO, Carlos Roberto. Tributos sobre o Comércio Exterior. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.

 

 CONSIDERAÇÕES FINAIS

     O despachante aduaneiro é uma peça-chave no funcionamento do comércio exterior brasileiro, uma profissão que atravessou décadas de evolução normativa e tecnológica mantendo sua relevância estratégica. Sua contribuição econômica, jurídica e operacional é inquestionável, e a complexidade do ambiente regulatório brasileiro, marcado pela multiplicidade de órgãos anuentes e pela frequência das alterações normativas, sustenta a demanda por profissionais qualificados nessa área.

     Entretanto, seria ingênuo ignorar os ventos de mudança que varrem a profissão. A automação de processos, a digitalização da aduana e a crescente sofisticação dos sistemas de gestão de comércio exterior estão redefinindo as fronteiras da atuação do despachante aduaneiro. Funções que antes justificavam o custo de profissionais especializados estão sendo progressivamente absorvidas por algoritmos e plataformas digitais.

     Nesse cenário, a profissão não está condenada ao desaparecimento mas está, sim, em processo acelerado de transformação. O despachante aduaneiro do futuro não será apenas um executor de despachos, mas um profissional analítico, tecnologicamente competente e estrategicamente posicionado como consultor de comércio exterior. Aqueles que reconhecerem essa realidade e investirem em formação continuada, capacitação tecnológica e desenvolvimento de competências consultivas estarão não apenas sobrevivendo à disrupção digital, mas prosperando com ela.

     O presente artigo tem por objetivo analisar a importância estratégica do despachante aduaneiro no comércio exterior brasileiro, especialmente diante dos desafios impostos pela transformação digital, pela automação dos processos aduaneiros e pela necessidade de atualização profissional.

     O problema central da pesquisa consistiu em verificar se, diante da digitalização do comércio exterior, o despachante aduaneiro estaria se tornando uma profissão obsoleta ou se estaria passando por um processo de reconfiguração de suas funções.

     A hipótese desenvolvida foi a de que o despachante aduaneiro continua sendo essencial para o comércio exterior, desde que acompanhe as transformações tecnológicas, domine os sistemas digitais e amplie sua atuação para além das tarefas meramente burocráticas.

     Dessa forma, conclui-se que a transformação digital não elimina a importância do despachante aduaneiro, mas modifica profundamente sua forma de atuação. As atividades repetitivas e documentais tendem a ser cada vez mais automatizadas, porém a interpretação da legislação, a classificação fiscal, a gestão de riscos, a orientação técnica e a atuação estratégica continuam exigindo conhecimento especializado.

     Assim, a solução para os desafios enfrentados pela profissão está na atualização contínua, na capacitação tecnológica e na adaptação às novas exigências do comércio exterior. O despachante aduaneiro que permanecer preso apenas aos métodos tradicionais poderá perder espaço; contudo, aquele que incorporar tecnologia, conhecimento jurídico, tributário e visão estratégica continuará sendo indispensável para a segurança, eficiência e competitividade das operações internacionais.

     Portanto, a hipótese confirma-se: o despachante aduaneiro não desaparece na era digital, mas se transforma. Sua permanência no mercado depende da capacidade de se adaptar às novas ferramentas, aos novos sistemas e às novas demandas das empresas que atuam no comércio exterior.

     A mensagem central deste artigo é, portanto, clara: a defasagem profissional do despachante aduaneiro não é inevitável, mas será o destino daqueles que escolherem a estagnação. Atualizar-se não é uma opção, é uma obrigação profissional e uma condição de relevância no mercado globalizado do século XXI.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Decreto-Lei nº 2.472, de 1º de setembro de 1988. Dispõe sobre a profissão de Despachante Aduaneiro. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1988.

BRASIL. Receita Federal do Brasil. Instrução Normativa RFB nº 650, de 12 de maio de 2006. Regulamenta as condições de habilitação do Despachante Aduaneiro. Brasília: RFB, 2006.

BRASIL. Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais. Balança Comercial Brasileira: dados consolidados. Brasília: SECEX, 2023.

CALCINI, Fábio Pallaretti. Direito Aduaneiro Contemporâneo. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

CARLUCCI, José Lence. Uma Introdução ao Direito Aduaneiro. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2011.

CREMONEZE, Paulo Henrique. Direito Aduaneiro e Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2020.

Economia & Negócios: Hang no Paraguai

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Infraestrutura rodoviária

A Confederação Nacional do Transporte iniciou a etapa de campo da Pesquisa CNT de Rodovias 2026, o mais amplo e tradicional levantamento sobre as condições da infraestrutura rodoviária brasileira. Florianópolis está entre as 13 cidades-base escolhidas para a saída simultânea das equipes responsáveis pela coleta de dados em todo o país. Ao longo dos próximos 30 dias, pesquisadores percorrerão mais de 117 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, avaliando aspectos como pavimento, sinalização e geometria das vias.

Transporte por moto

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou proposta que inclui os motociclistas entre os que podem ser autorizados a oferecer transporte remunerado individual de passageiros. A proposta, que interessa milhões, possibilita que condutores de moto atuem no transporte de pessoas por aplicativos em todo o país.

Boa ideia

Projeto propõe a disponibilização de QR Code informativo acerca de medicamentos gratuitos nas farmácias e drogarias em SC. O nobre intuito é ampliar o acesso da população às informações relacionadas aos remédios que são disponibilizados pelo SUS e pelo Programa Farmácia Popular.

Prende e solta

A Polícia Militar de SC informa que a operação Busca e Captura, realizada de 1º a 28 de junho, resultou no cumprimento de 91 mandados de prisão. Os maiores foram relacionados ao tráfico de drogas (209), furto (130), roubo e latrocínio (131), arma de fogo (22) e crime de receptação (19), dentre outros. O que espanta é que do total 180 possuíam condenações definitivas com penas acima de 10 anos e 24 acima de 30 anos. Estavam na rua, praticando todo tipo de crime. Algo está errado.

Bom senso

Analistas políticos estão alertando, desde o desastrado discurso racista do presidente da República, para a volta do bom senso e, principalmente, da civilidade da política entre os agentes diretamente envolvidos. Chamam a atenção para o perigo de recrudescer ainda mais a polarização por aqui, que pode descambar em diferentes tipos de violência e, como resultado disso, que só interessa aos políticos, obras e investimentos serem simplesmente ficarem no limbo, sem avançar.

Bolão fatiado

Quem lembra do sorteio da Mega Sena de 31 de maio de 2022, que pagou R$ 117,5 milhões ao ganhador do prêmio principal, em um bolão com 42 cotas envolvendo amigos e familiares, realizado em Blumenau? A divisão do prêmio foi judicializado. Na última semana, o Tribunal de Justiça de SC considerou que o conjunto probatório, formado por mensagens de aplicativo, boletim de ocorrência, ata notarial de áudio e prova testemunhal, converge no sentido de que as partes mantinham relacionamento e realizavam apostas em conjunto, com ajuste verbal para a divisão de eventual prêmio. Decidiu-se que o prêmio será dividido em 42 partes de R$ 1.294.491,32.

Problema galináceo

A prefeitura de Florianópolis está buscando uma saída para um problema inusitado: judicialmente, foi atribuída a ela a responsabilidade pelo acolhimento de 87 galos apreendidos em julho de 2025 de uma rinha num bairro da capital. Até agora os galos tinham como depositário fiel justamente a pessoa que explorava os animais, submetendo-os a maus tratos.

Privacidade

Menor adensamento, presença de verde e regras voltadas à preservação da paisagem, as praias de Laranjeiras, Taquarinhas, Taqueara, Pinho, Estaleiro e Estaleirinho, que se espalham ao longo da rodovia Interpraias, passaram a ser endereço escolhido por executivos e grandes empresários que buscam mais privacidade em comparação com os arranha-céus da orla central de Balneário Camboriú.

Defesa delas

Depois de SC e Rio de Janeiro, que já tem leis com a mesma finalidade, foi aprovado no Senado, em regime de urgência, projeto de lei que permite a comercialização, aquisição e posse de aerossol de extratos vegetais para defesa pessoal de mulheres. Agora o texto segue para sanção do presidente. Por ele, a autorização é concedida automaticamente às mulheres acima de 18 anos ou com autorização expressa dos responsáveis, a partir de 16 anos.

Bazar das fábricas

O Núcleo Têxtil da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região realizou mais uma edição do Bazar das Fábricas dias 25 e 28 de junho, no pavilhão de Eventos. A ação reuniu 18 fabricantes de moda feminina, masculina, infantil e fitness, que comercializaram peças a preços de custo. Além disso contou com a participação do Núcleo de Mulheres Empreendedoras da entidade, que ofereceu ao público uma variedade de produtos artesanais.

Feijoada

Bares e restaurantes de diferentes cidades de SC, ganham notoriedade no inverno por oferecer feijoada. Mas onde está a melhor feijoada de SC? A lei estadual 19.932, sancionada pelo governador, responde: é Bom Jesus, com 28,7 mil habitantes, que fica na região de Xanxerê, no Oeste do Estado. Pela nova lei, é a Capital Catarinense da Feijoada.

Mel na merenda

Está em vigor, a mais nova lei estadual, a 19.926: inclui, de forma obrigatória, o maravilhoso mel produzido em SC na merenda escolar servida aos alunos da rede pública estadual de educação.

Miudezas

Por isso que se contam em milhões em ações tramitando atualmente no Judiciário estadual. Muitas poderiam ser resolvidas por um juiz de paz. Ainda na última semana, o TJ-SC se viu diante de uma ação onde negou o pedido de uma tutora de dois cachorros que pretendia receber do ex-companheiro o pagamento de despesas relativas à manutenção dos animais de estimação.

Preferência

Diego Ribas, ex-jogador do Flamengo e da Seleção Brasileira, está trocando Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, por Itapema, em SC, onde decidiu fixar residência com a família. Consolidou sua decisão com a compra de um super apartamento dentre os 94 do edifício High Tower, de 165 metros de altura e 52 pavimentos, todos com quatro suítes e vista para o mar. As unidades variam de 175 m2 a 375 m2, com apenas dois por andar. Com a compra ele se torna uma espécie de garoto-propaganda de Itapema, que cada vez mais vem atraindo celebridades, empresários e investidores no mercado imobiliário.

Acordo Mercosul-Canadá

As negociações de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Canadá avançam e podem ser concluídas neste ano. Hoje, o Canadá está na 21ª posição entre os maiores destinos de exportações de Santa Catarina e responde por 1,2% da receita total. Mas o potencial de ampliação é grande, tanto no agro quanto em produtos de tecnologia, segundo estudo da Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc). Em 2025, as exportações catarinenses para o Canadá somaram 143,7 milhões de dólares. O agronegócio respondeu por 56% do total e os produtos mais exportados foram carne suína, carne de aves, móveis e madeiras. Os produtos tecnológicos se destacaram, respondendo por 47% do total, com itens como motores elétricos, transformadores, bombas e componentes industriais.

Direito de propriedade

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 2548/25, que garante o direito de propriedade para moradores que já ocupavam locais antes de serem transformados em áreas de proteção ambiental (APAs). A proposta assegura a posse da terra para quem ocupava esses locais de boa-fé antes da mudança no regime jurídico da área. O projeto tem como relator o deputado Rafael Pezenti que recomendou sua aprovação.

Esperando El Niño

As principais barragens do sistema de mitigação de inundações na região do Vale do Itajaí, historicamente o mais atingido em cheias consequentes de período de chuvas no estado, estarão totalmente operacionais num prazo de 60 dias, garante o secretário estadual de Proteção e Defesa Civil. A de Ituporanga está 100% operacional e funcional de forma remota; a de Taió também está 100% operacional, com controle local; e a de José Boiteux passa por manutenção que vai deixá-la funcional até o final de julho.

Exclusão

Reportagem da Folha de São Paulo expõe a enorme desigualdade em Balneário Camboriú. Conforme a prefeita, os milhares de trabalhadores na construção civil local que tem uma renda entre R$ 5 mil e R$ 15 mil não tem condições de pagar aluguel ou comprar um imóvel na cidade.

AVA (IECLB)

Ambiente Virtual de Aprendizagem da Igreja Evangélica de Confissão Luterana vive um momento de destaque internacional e nacional. Lançado em 2025, o projeto foi indicado ao Prêmio DIGIT, iniciativa que reconhece experiências inovadoras em aprendizagem digital, e-learning e formação híbrida. O AVA IECLB concorre na categoria “Projeto Emergente com Maior Potencial”. Os Prêmios DIGIT acontecem dentro do eLearning Experience 2026, congresso internacional sobre inovação educacional que reúne universidades, administrações públicas, grandes corporações e empresas de tecnologia. O evento aconteceu em Valência, na Espanha. A indicação reforça a relevância, que já oferece quatro cursos ativos e prepara outros dez, todos gratuitos e voltados à formação de lideranças na Igreja.

Colégio Bom Jesus de Joinville: 100 anos

Dia 1º de março, a comunidade escolar do Colégio Bom Jesus reuniu-se em culto para celebrar o centenário da instituição. O culto em ação de graças aconteceu na Comunidade da Paz, em Joinville, com o tema central “em tudo, dai graças”, a celebração destacou a importância de olhar para o passado com gratidão e e para o futuro com esperança. Fundado pela professora Anna Harger, jovem católica que  chegou a Joinville com o sonho de educar, o colégio traz em seu DNA a marca do ecumenismo, característica que se mantém até hoje.

Meses de chuva

Os dias chuvosos previstos para esta semana em SC podem ser vistos como  uma amostra dos próximos meses, explicaram meteorologistas de diferentes instituições do Estado. Todos os modelos climáticos analisados indicam o mesmo: julho a setembro com precipitação acima da média, com acumulados que devem aumentar gradativamente ao longo do trimestre. As informações foram divulgadas pelo Fórum Climático, grupo de meteorologistas que se reúnem mensalmente para a previsão trimestral. Conforme as condições previstas para a atmosfera e o oceano nas próximas semanas, julho deve ser um mês com passagens mais significativas de frentes frias e outros sistemas que fecham o tempo.

Troca em empresa centenária

A Clamed Farmácias, de Joinville (SC) maior empresa farmacêutica do estado e sétima maior do Brasil, donas das redes Drogaria Catarinense e Preço Popular, tem novo presidente executivo. O empresário e médico cardiologista Alberto Bornschein, após liderar por 34 anos a companhia, passa o cargo para o filho, da quarta geração da família fundadora. A Clamed, que tem 107 anos de história, acelerou o crescimento nas últimas duas décadas, sob a gestão do Dr. Bornschein. Atua com as redes Drogaria Catarinense, Drogaria Catarinense Manipulação, Preço Popular e Proformula. O número de empregos diretos está próximo de 7,8 mil. Atualmente, a Clamed tem 645 farmácias baseadas em 163 cidades brasileiras, nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Grupo Pereira

Apesar de este ser um ano mais difícil para as famílias brasileiras em função dos juros altos, o Grupo Pereira, sétima maior empresa supermercadista do Brasil, projeta crescer de 10% a 12% este ano, devendo alcançar faturamento de R$ 19,6 bilhões. As próximas lojas que serão inauguradas serão da rede Fort Atacadista nas cidades de Videira, Oeste de SC e em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A loja de Porto Alegre vai abrir neste mês e a de Videira, até agosto. Além disso, o grupo programa mais três lojas até outubro. Além disso, o grupo iniciará a construção de mais seis lojas este ano.

Via Mar tem licitação de RS 2,8 bilhões

O edital do primeiro trecho da Via Mar, ligando a região de Luiz Alves e Navegantes a Itajaí em traçado paralelo à BR-101, mantém o plano do governo do Estado de instalar a nova estrada litorânea em faixa de 100 metros de largura. O projeto deu um importante passo com o lançamento da licitação da primeira etapa da obra, o lote 4, com contratação de R$ 2,2 bilhões. A extensão, de quase 25 quilômetros, inclui as seis faixas de tráfego, acostamentos externos e internos, canteiro central e faixa de domínio. Os demais quatro lotes deverão ser construídos por meio de PPP, ainda em definição da modelagem. A Via Mar tem traçado previsto de 1v45 km entre Joinville e o Contorno Viário da Grande Florianópolis e poderá reduzir em quase 2h o tempo de viagem entre Joinville e Florianópolis.

Hang no Paraguai

O empresário Luciano Hang visitou as operações das empresas Dass Tex e Texcin, no Paraguai. A agenda reuniu lideranças da Havn para conhecer de perto a estrutura industrial, logística e o ambiente de negócios do país. Durante a visita, a comitiva conheceu todo o processo produtivo das empresas, além da operação logística, dos benefícios oferecidos aos colaboradores e do modelo tributário paraguaio, considerado um dos diferenciais para a competitividade da indústria local. Conhecer diferentes modelos de gestão e acompanhar de perto operações bem-sucedidas faz parte da busca constante por aprendizado e novas perspectivas para os negócios.

 

 

 

Contratação por competências: conheça o modelo que ganha espaço nas empresas

O currículo e a experiência profissional continuam importantes, mas cada vez mais as empresas têm apostado na contratação por competências.

Trata-se de modelo de seleção que avalia o candidato pelas habilidades que ele demonstra ter, e não apenas pelo cargo que ocupou, pela empresa onde trabalhou ou pelo tempo de experiência.

"Este modelo é mais usado em empresas de tecnologia e startups, mas há uma tendência forte de expansão, uma vez que cada vez mais as empresas precisam de pessoas adaptáveis, flexíveis, que buscam o aprendizado contínuo e atualizações constantes em tecnologia e inteligência artificial."
Milena Bizzarri, diretora de RH da Forvis Mazars, à Época.

1-  Por que as empresas estão adotando este modelo?
Porque muitas vezes o profissional ideal não possui o histórico esperado, mas reúne as competências necessárias para desempenhar a função e crescer na organização.

Contratantes têm avaliado pontos como adaptabilidade e capacidade de trabalhar em equipe
2-  Quais competências costumam ser mais valorizadas?
• Capacidade de aprender
• Comunicação
• Trabalho em equipe
• Adaptabilidade
• Resolução de problemas
• Proatividade
• Organização
• Inteligência emocional

3 - A experiência profissional deixou de ser importante?
Não. Ela continua sendo considerada, especialmente em funções mais técnicas. A diferença é que passou a dividir espaço com outros critérios relacionados ao comportamento e ao potencial do profissional.

4- Como o candidato pode se destacar?
Demonstrando resultados, projetos realizados, capacidade de aprendizado e exemplos concretos de situações em que utilizou suas habilidades para resolver problemas ou alcançar objetivos.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

Gerência de Comunicação

Passo a passo para evitar fraudes e pagar o IPVA com segurança em Santa Catarina

Foto: Roberto Zacarias / SecomGOVSC

O calendário de pagamento do IPVA em Santa Catarina se estende entre os meses de janeiro e dezembro, com datas definidas conforme o final da placa do veículo. 

As alíquotas são de 2% para carros e utilitários nacionais ou estrangeiros e 1% para motocicletas e similares, veículos utilizados no transporte de carga/passageiros e os destinados à locação. 

A base de cálculo do IPVA é o valor de mercado do veículo e leva em conta a tabela Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. 

Formas de pagamento
O contribuinte tem três alternativas para o pagamento do IPVA em SC:

Cota única: o imposto deve ser quitado até o final de cada mês, de acordo com o final de cada placa – placa com final 9, por exemplo, vai até 30 de setembro.

Parcelamento em três vezes sem juros: o pagamento da 1ª cota deve ocorrer até o dia 10 de cada mês, de acordo com o final de cada placa – placa com final 0, por exemplo, têm até o dia 10 de outubro para pagar a primeira parcela.

Parcelamento em até 12 vezes pelo cartão de crédito: pagamento por meio de uma empresa credenciada. Esta opção se dá por operação financeira semelhante a um empréstimo e tem incidência de custos de financiamento, incluindo juros e demais encargos acrescidos às parcelas.

Pagamento via PIX – Atenção aos golpes
Os catarinenses também podem pagar o IPVA utilizando o PIX. Para gerar seu QR Code PIX, o cidadão deverá utilizar apenas o Detran Digital, sistema oficial de pagamento do Detran/SC. 

Acesse o Detran Digital

O acesso ao Detran Digital só é permitido com o login VIA GOV.BR, uma exigência que ajuda a diferenciar o sistema oficial de sites falsos criados para golpes.

A SEF/SC e o Detran/SC não enviarão QR Code PIX por qualquer canal – não será enviado e-mail nem SMS com o código do PIX. Caberá sempre ao cidadão emitir seu próprio QR Code por meio do Detran Digital. 

Pagamento destinado à Secretaria de Estado da Fazenda
Após a leitura do QR Code com o aplicativo de banco ou instituição de pagamento, aparecerá a informação de que o pagamento é destinado à Secretaria de Estado da Fazenda, em conta do Banco do Brasil S.A., no CNPJ nº 82.951.310/0001-56. 

Se aparecer outro destinatário, interrompa o pagamento! 

Cursos gratuitos na Carreta de Qualificação Profissional começam nesta terça-feira (07) em Itajaí
As primeiras turmas dos cursos gratuitos oferecidos na Carreta de Qualificação Profissional começam na próxima terça-feira (07), em Itajaí. A iniciativa é realizada pela Prefeitura de Itajaí, por meio do Programa Qualifica+ Itajaí, em parceria com o Senac, e disponibilizará quatro formações rápidas voltadas à área de gastronomia.
 
A carreta ficará instalada em frente à Biblioteca Pública Municipal Norberto Cândido Silveira Júnior, na Rua Heitor Liberato, nº 1.100, no bairro São João. Os cursos são voltados para trabalhadores, empreendedores e pessoas interessadas em se qualificar para atuar ou melhorar seus serviços na área de alimentos e bebidas.
 
A proposta é ampliar o acesso à educação profissional e contribuir para novas oportunidades de trabalho, geração de renda e aperfeiçoamento no atendimento ao público. Além das aulas práticas de preparo de alimentos, a programação também inclui formações sobre qualidade no atendimento e uso das mídias sociais para serviços gastronômicos.
 
Serão ofertados os seguintes cursos:
 
Período vespertino
 
Qualidade no Atendimento
De 7 a 21 de julho, às terças e quintas-feiras, das 13h30 às 16h50.
 
Mídias Sociais para Serviços de Alimentos e Bebidas
De 11 a 25 de agosto, às terças e quintas-feiras, das 13h30 às 16h50.
 
Período noturno
 
Preparo de Pizzas
De 7 a 21 de julho, às terças e quintas-feiras, das 19h às 22h.
 
Preparo de Massas Frescas e Recheadas
De 23 de julho a 6 de agosto, às terças e quintas-feiras, das 19h às 22h.
 
Para participar, os interessados devem observar os requisitos específicos de cada curso. De forma geral, é necessário ter idade mínima entre 15 e 16 anos, conforme a formação escolhida, apresentar CPF e documento de identidade, além de atender ao nível de escolaridade exigido. Menores de 18 anos devem estar acompanhados por um responsável legal no momento da matrícula.
 
As vagas são gratuitas e limitadas. Os requisitos completos e as informações sobre inscrições podem ser consultados nos canais oficiais do Programa Qualifica+ Itajaí, pelo site cursos.itajai.sc.gov.br, e da Prefeitura de Itajaí.
 
A ação integra a parceria entre a Prefeitura de Itajaí e o Senac para fortalecer a qualificação profissional no município, incentivar novas oportunidades de trabalho e apoiar quem busca empreender ou se aprimorar na área da gastronomia.
Espaço do Empreendedor terá horário especial de atendimento nos dias 7 e 10 de julho
O Espaço do Empreendedor informa que terá horário especial de atendimento ao público nos dias 7 e 10 de julho, em razão da realização de uma capacitação da equipe. A iniciativa tem como objetivo qualificar os atendimentos e ampliar a oferta de serviços à população empreendedora, especialmente aos Microempreendedores Individuais (MEIs).
 
Na segunda-feira (7), o atendimento ocorrerá das 13h às 17h30. Já na quinta-feira (10), o expediente será das 13h às 16h.
 
A capacitação integra as ações de aprimoramento contínuo do Espaço do Empreendedor e reforça o compromisso com a excelência no atendimento e com o fortalecimento dos serviços destinados aos empreendedores do município.
O Espaço do Empreendedor agradece a compreensão da população e orienta os usuários a programarem o atendimento conforme os horários informados.
BC: Sala do Empreendedor divulga agenda de atividades gratuitas para julho e agosto

A Sala do Empreendedor de Balneário Camboriú divulgou a agenda de atividades gratuitas para julho e agosto, com oficinas de capacitação e atendimento itinerante. A programação integra o Programa Cidade Empreendedora 2026.

As oficinas são realizadas em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae-SC) e voltadas a empreendedores que buscam desenvolver e aprimorar a gestão de seus negócios.

Programação

Oficina: Comunicação assertiva para os negócios
O encontro aborda como os líderes podem impactar o dia a dia das empresas comunicando-se de forma clara e eficaz. Entre os temas estão a superação de barreiras no diálogo e o fortalecimento da relação entre líderes e liderados, com foco no aumento do engajamento e da confiança.
15 de julho (quarta-feira), às 19h — Casa dos Conselhos (Rua 1822, nº 1510)

Oficina: Compras Públicas
O conteúdo trata da identificação de oportunidades no setor público, do processo de licitação, da documentação e habilitação e do cálculo de preços competitivos. A oficina também apresenta a nova lei de licitações (Lei nº 14.133/2021) e as ferramentas digitais que facilitam a participação em certames.
30 de julho (quinta-feira), às 19h — Casa dos Conselhos (Rua 1822, nº 1510)

Oficina: Transforme sua reunião em algo que valha a pena
O encontro reúne dinâmicas que conciliam conceito e prática para ajudar o líder a conduzir reuniões produtivas. A proposta é identificar comportamentos que agregam ou desagregam a equipe e envolver os participantes na tomada de decisões conjuntas.
12 de agosto (quarta-feira), às 17h — Centro de Treinamento Comunitário (CTC), na Rua Itália, nº 1059

Oficina: Faça seu fluxo de caixa e controle seu capital de giro
O encontro é voltado para quem tem dificuldade de pagar fornecedores no prazo ou precisa de capital de giro para honrar compromissos. Também é estudado o fluxo de caixa — o que é, para que serve e como montá-lo de forma eficiente.
25 de agosto (terça-feira), às 17h — Casa dos Conselhos (Rua 1822, nº 1510)

Inscrições

As vagas para as oficinas são gratuitas e limitadas. A confirmação de presença pode ser feita pelo WhatsApp da Coordenadoria de Empreendedorismo e Cooperativismo, no número (47) 99105-2900.

Atendimento itinerante

Nos dias 22 e 29 de julho, o módulo itinerante da Praça do Empreendedor leva atendimento a dois pontos da cidade, também como parte do Programa Cidade Empreendedora 2026. A proposta é aproximar a Praça do Empreendedor dos bairros da cidade.

22 de julho (quarta-feira), no Centro Comunitário da Vila Real (Rua Dom Daniel, esquina com a Rua Dom Ricardo)
29 de julho (quarta-feira), no pátio da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro dos Municípios (Rua Alfredo Wagner, s/n)

Nas duas datas, o atendimento ocorre das 9h às 12h e das 13h às 17h, com apoio de um consultor do Sebrae, que atende demandas sobre regularizações, parcelamentos e emissão de guias e notas fiscais.

O programa

O Cidade Empreendedora é uma iniciativa do Sebrae em parceria com a Prefeitura de Balneário Camboriú. Lançado no município em junho de 2025, o programa tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento socioeconômico local por meio de consultorias e capacitações.

O conteúdo do programa inclui oficinas, palestras e consultorias individuais gratuitas. A programação de 2026 segue até novembro, com agenda confirmada a cada dois meses.

Governo do Estado autoriza concurso público da Secretaria da Agricultura e Pecuária

Foto: Divulgação /Sape

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) publicou o edital 001/2026 do concurso público para preencher 20 vagas e formar cadastro reserva para o cargo de Analista Técnico Administrativo II. O edital foi publicado nesta quinta-feira, 2, no Diário Oficial do Estado.

As inscrições estarão abertas de 10 de julho a 28 de agosto de 2026 e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), responsável pela organização do concurso.

“A realização deste concurso público representa um marco importante e uma conquista para a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. O governador Jorginho Mello atendeu uma demanda importante para o Estado e o setor. Com a contratação de novos analistas técnicos administrativos, buscamos fortalecer a capacidade de atendimento e dar mais suporte às atividades desenvolvidas pela Secretaria em benefício da sociedade catarinense”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Edi Dalla Cort.

Para participar, é necessário ter curso superior completo. O cargo tem jornada de 40 horas semanais e os aprovados serão lotados em Florianópolis.

A seleção será feita por meio de prova objetiva, prevista para o dia 20 de setembro de 2026. As provas serão aplicadas em Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages.

O edital completo, o cronograma e todas as informações sobre o concurso estarão disponíveis no site da Fepese, a partir das 16h do dia 10 de julho de 2026.

Santa Catarina conquista Ouro na maior competição de queijos artesanais das Américas
Santa Catarina voltou a figurar entre os premiados da ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards ao conquistar um troféu Ouro na maior competição de queijos artesanais das Américas. O reconhecimento reforça a qualidade da produção catarinense e evidencia a força dos queijos especiais produzidos no estado em um dos concursos mais respeitados do setor.
 
O resultado foi alcançado em uma edição histórica da ExpoQueijo Brasil, realizada em Araxá (MG), que reuniu aproximadamente mil amostras de 19 países, mais de 200 jurados nacionais e internacionais e milhares de visitantes ao longo de quatro dias dedicados aos negócios, à gastronomia, ao turismo e à valorização da produção artesanal.
 
A participação catarinense confirma a diversidade da produção brasileira e demonstra que estados de diferentes regiões do país seguem conquistando espaço em uma competição marcada pelo elevado rigor técnico das avaliações.
 
Santa Catarina comemora reconhecimento dos queijos especiais
O troféu catarinense foi conquistado por Rita Bastos, da Casa Bianchi, com o queijo Cambembe, vencedor do troféu Ouro na categoria Queijo de Leite de Ovelha de Coagulação Lática ou Ácida com Tratamento.
 
Para a produtora, o reconhecimento vai além da conquista individual e representa a valorização de todo o trabalho desenvolvido no campo.
"Chegar em casa com um prêmio como este e saber que você está levando algo bom para a mesa do consumidor. Isso é muito grande, é muito verdadeiro. E vem do campo, vem de algo pelo qual a pessoa batalha para conquistar o prêmio", disse.
 
Segundo Rita, a premiação também impulsiona o crescimento da produção especializada e fortalece mercados ainda em expansão no Brasil. "Isso transforma a vida do produtor, do queijo e alavanca as vendas e o crescimento da categoria, tanto do mofo branco quanto do queijo de ovelha", afirmou.
 
Super Ouro ficou novamente com o Brasil
O principal prêmio da competição permaneceu em território brasileiro. O Queijo Maranata Ouro, da Rancho Maranata, de Virgínia (MG), conquistou o Super Ouro ao superar concorrentes de alguns dos mais tradicionais países produtores do mundo.
 
Produzido por Henrique Lamim, o queijo venceu na categoria de leite cru, casca lisa e/ou lavada, com mais de 180 dias de maturação.
Para o produtor, o reconhecimento é resultado de uma trajetória de aperfeiçoamento construída ao longo de seis participações na ExpoQueijo.
 
"É o sexto ano que a gente participa. Para mim, é um concurso muito disputado e com muita credibilidade. A gente conquistou bronze em 2023, prata em 2024, em 2025 ficamos em quarto lugar e viemos trabalhando para melhorar a qualidade. Este ano fomos agraciados com o Super Ouro", disse.
Henrique também destacou o simbolismo da conquista. "Concorremos com os reis do parmesão, os italianos, o Parmigiano Reggiano e o Grana Padano. Com a graça de Deus, meu queijo, com nove meses de maturação, conquistou o Ouro e o Super Ouro", afirmou.
 
Desde a criação da ExpoQueijo Brasil, apenas três países conquistaram o principal prêmio da competição. A Itália venceu as duas primeiras edições, a Argentina foi campeã em 2023 e 2024, enquanto o Brasil chegou ao topo em 2025 e repetiu o feito em 2026.
 
ExpoQueijo Brasil
Principal evento do segmento nas Américas, a ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards reuniu entre os dias 25 e 28 de junho representantes dos principais países produtores de queijo, atraindo especialistas, compradores, produtores e imprensa de diferentes regiões.
 
O evento foi realizado pela Lei Rouanet; Lei Estadual e Incentivo à Cultura com patrocínio da Cemig; da CBMM; da McCain; da Algar; do Sebrae e do Sistema Ocemg. A iniciativa teve apoio da AmiQueijo; da Prefeitura de Araxá; do Rota Araxá; da Condor Eventos; do Sistema Faemg Senar; do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA); da Epamig; da Emater Minas Gerais; do Governo de Minas Gerais; e do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Ministério do Turismo, do Governo Federal. São mantenedores o Instituto de Laticínios Cândido Tostes, a Epamig e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais. Uma realização da Bonare Eventos, Secretaria Estadual de Cultura, Governo de Minas Gerais e Ministério da Cultura, Governo do Brasil, ao lado do povo brasileiro.
Estrada Boa: na reta final de obras, Serra do Faxinal já tem previsão para reabrir ao tráfego

 Foto: SecomGOVSC

O trânsito na Serra do Faxinal, em Praia Grande, no Extremo Sul catarinense, já tem previsão de reabertura. Com o avanço das obras de implantação da rodovia SC-290, que estão na reta final por meio do Programa Estrada Boa, do Governo de Santa Catarina, o trânsito deve ser retomado durante o mês de julho em sistema meia pista e com horários pré-definidos.

Neste momento, as obras concentram-se na construção de um viaduto no Morro dos Cabritos, na parte alta da Serra. A estrutura conta com pilares em concreto e contenções especiais, cumprindo um acordo com órgãos ambientais para preservação da natureza local e manutenção de espécies nativas. 

Para o governador Jorginho Mello, a obra representa uma grande vitória para o Extremo Sul catarinense. “A obra na Serra do Faxinal era esperada há décadas. Tiramos do papel uma rodovia fundamental para a região, porque cria uma nova ligação com o Rio Grande do Sul, sendo tanto um corredor logístico quanto um equipamento essencial para o turismo”, destaca. 

Serra do Faxinal recebe investimento de R$ 70 milhões
A obra de implantação e pavimentação da SC-290, a Serra do Faxinal, contempla um trecho de 15,6 km e investimento superior a R$ 70 milhões. O segmento conta com pavimento misto. Ou seja, asfalto em retas e áreas planas e concreto em curvas e no alto da Serra. Além disso, a implantação garantiu alargamento da pista, novos equipamentos de drenagem e contenção de encostas.

“Nós estamos avançando bem na Serra do Faxinal. Nossa última etapa é a execução de um viaduto para contemplar aquilo que foi uma determinação dos órgãos ambientais. E a nossa estratégia é que a gente possa, até o mês de julho, ter uma condição de trânsito regular, com siga e pare. E que nós possamos inaugurar a obra ainda este ano”, destaca o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando. 

A Serra do Faxinal é uma rota de ligação entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. A rodovia conecta os municípios de Praia Grande, no estado catarinense, e Cambará do Sul, no estado gaúcho. O segmento serve tanto para transporte de mercadorias bem como de pessoas quanto para destinos turísticos. A atração de visitantes faz parte de uma das vocações da região, marcada sobretudo por cânions, natureza e aventura. 

Programa Estrada Boa
A obra na SC-290 integra o Estrada Boa, maior programa de investimento em infraestrutura rodoviária da história de Santa Catarina. Assim, em menos de três anos o Governo de Santa Catarina subiu de 26% para 95% o volume de estradas consideradas ótimas ou boas. Ao todo, são mais de 100 frentes de trabalho, contemplando, portanto, mais de 3,5 mil quilômetros de rodovias.

Somando obras estruturantes, revitalizações, serviços de conservação, bem como manutenção, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), está investindo mais de R$ 5 bilhões no Programa Estrada Boa.

Acordo Mercosul e União Europeia abre novos negócios e qualificação para os setores de transporte e logística brasileiros
Com a estimativa da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que prevê que o Brasil pode ampliar em até US$ 1 bilhão as exportações para a UE (União Europeia) nos próximos 12 meses, com o início do acordo entre Mercosul e o bloco europeu, a redução gradual das barreiras tarifárias deve impulsionar diversos setores, como o agronegócio, automotivo e de bens de consumo, assim como impactos diretos para o de transporte.
 
Dentre as vantagens para o setor, destacam-se a redução de custos operacionais com a eliminação de tarifas sobre peças e veículos pesados europeus, que estimulam a renovação de frotas com tecnologia de ponta, o aumento no fluxo de cargas com o crescimento no volume de mercadorias transitando entre portos e as malhas rodoviárias do Mercosul, e a padronização de normas técnicas, que simplifica e agiliza os processos de conferência e liberação de cargas nas fronteiras.
 
A nova rota internacional também deve estimular benefícios indiretos, como acesso facilitado a tecnologias europeias, líderes em normas de emissão e segurança veicular, e redução de tarifas para componentes e máquinas que possibilitam as transportadoras brasileiras acelerar a modernização de suas operações.
Santa Catarina, com seu posicionamento e crescimento estratégico como referência no ecossistema de transporte e logística brasileiro, foi o primeiro estado a sediar um debate sobre o tratado e também o primeiro a emitir licenças de exportação no âmbito do acordo, segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Com esse cenário pioneiro e busca por novas oportunidades na relação Brasil-Europa, o estado também irá sediar um dos principais ambientes de negócios dos setores de transporte, logística e comércio exterior, no próximo mês de agosto, a Logistique 2026 - Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional.
Em sua 7ª. edição, o evento que se consolida como um dos principais catalisadores de inovações, com áreas de exposição de produtos, serviços e soluções, debates, atualização técnica e rodadas de negócios, engloba fornecedores dos setores de transporte multimodal, tecnologia, intralogística, armazenagem, supply chain, comércio exterior e serviços especializados.
A proposta, segundo Leonardo Rinaldi, diretor da Logistique 2026, é “oferecer uma oportunidade de negócios dinâmica e prospectiva, aproximando as principais demandas do mercado para promover eficiência e competitividade com fornecedores que são referência em seus segmentos de atuação”, esclarece Rinaldi.
“Ao oferecer, em um único espaço, maior agilidade e assertividade de negócios para o setor, a Logistique 2026 torna-se um evento obrigatório para os profissionais que buscam atualização tecnológica, networking e parcerias estratégicas para crescer e ganhar  novos mercados no competitivo segmento de transporte, logística e comércio internacional”, completa o executivo.             
 
Atrações da Logistique 2026
Uma das mais relevantes feiras de negócios dos segmentos de logística e transporte do país, a Logistique 2026 acontece no período de 11 a 13 de agosto, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
 
A feira contará com a participação de mais de 150 empresas e 16 mil profissionais do setor. Frente às diferentes necessidades dos respectivos modais brasileiros, irá oferecer pela primeira vez, em sua 7ª edição, áreas temáticas que visam estimular parcerias, conhecimento e networking para agilizar e potencializar os contatos dos profissionais visitantes:
 
• Área de exposição: Logística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, Intralogística, Automação & Eficiência Operacional
• Fórum de Intralogística: debates sobre tendências, estratégias e cases reais de sucesso
• Logistique Innovation Hub: vitrine da Logística 5.0
• Logistique Summit 2026: mais de 60 horas de conteúdo especializado sobre geopolítica, macroeconomia, infraestrutura, estratégica, comércio, gestão e tecnologia
• Logistique Arena Talks: espaço aberto e gratuito que reunirá visitantes, marcas e especialistas em uma programação dinâmica, com palestras, painéis e apresentações conduzidas por executivos e lideranças do mercado.
 
ARTIGO: UM PAÍS EM FUGA

Por: Paulo Bornhausen

Há momentos em que os movimentos migratórios revelam mais sobre um país do que qualquer indicador econômico. O Brasil vive um desses momentos. Depois de quase 20 anos marcados por sucessivos desgovernos petistas, que desaguaram em escândalos sucessivos de corrupção, crises institucionais recorrentes, avanço da violência, deterioração da confiança nas instituições públicas e crescente insegurança jurídica, milhões de brasileiros passaram a fazer uma escolha silenciosa: deixar seus estados de origem para recomeçar em lugares onde ainda seja possível viver com segurança, trabalhar, empreender e criar seus filhos com tranquilidade.

Muitos optaram em ir para o exterior. Mas o movimento migratório interno é, talvez, o mais contundente diagnóstico sobre a realidade nacional. Quando cidadãos decidem abandonar suas cidades e reconstruir suas vidas em outro estado, não estão apenas mudando de endereço. Estão votando com os próprios pés. E, entre os destinos escolhidos, nenhum estado simboliza melhor essa busca por ordem, segurança e oportunidades do que Santa Catarina. Enquanto grande parte do país enfrentava dificuldades crescentes, Santa Catarina seguiu um caminho próprio. Ao longo dos anos, independentemente das alternâncias políticas nacionais, preservou valores fundamentais: responsabilidade fiscal, respeito às instituições, segurança pública eficiente, valorização do trabalho, liberdade para empreender e compromisso com a educação.

Os resultados não são percepções. São fatos. Santa Catarina possui uma das menores taxas de analfabetismo do Brasil, uma das menores proporções de famílias beneficiárias do Bolsa Família em relação à sua população, figura entre os estados com menor taxa de desemprego e mantém alguns dos melhores indicadores de segurança pública do país. Não por acaso, tornou-se um dos principais destinos da migração interna brasileira. As projeções do IBGE indicam que esse movimento deverá continuar nos próximos quarenta anos!

Esses indicadores não surgem por acaso.

As pessoas não deixam suas cidades apenas em busca de salários maiores. Elas procuram segurança para criar seus filhos, escolas de qualidade, instituições que funcionem, ruas onde possam caminhar tranquilamente e uma economia capaz de oferecer oportunidades. Onde o empreendedorismo é cultura dominante e a mola propulsora da prosperidade.

Santa Catarina tornou-se um porto seguro para milhares de brasileiros.

É justamente por isso que causaram profunda estranheza e indignação as declarações do Presidente da República durante sua recente visita ao estado. Ao associar Santa Catarina a práticas discriminatórias e recorrer a referências que evocaram o nazismo, produziu uma comparação que não encontra respaldo na realidade catarinense e ofendeu uma sociedade construída justamente pela convivência entre diferentes povos e culturas. Soma-se a isso ataques diretos ao Governador Jorginho Mello, democraticamente eleito e que vem desempenhando a altura o compromisso de bem governar.

A revolta dos catarinenses é plenamente compreensível. Se Santa Catarina fosse um estado que discrimina brasileiros de outras regiões, simplesmente não receberia, ano após ano, dezenas de milhares de novos moradores vindos de praticamente todas as unidades da Federação. Ninguém muda sua família para um lugar onde acredita que será rejeitado.

O movimento ocorre exatamente na direção oposta.

Os brasileiros escolhem Santa Catarina porque encontram aquilo que se tornou raro em boa parte do país: segurança, oportunidades, organização, respeito às leis e qualidade de vida. Nossa história confirma isso. Santa Catarina foi construída por sucessivas ondas migratórias. Povos indígenas, imigrantes europeus, descendentes de africanos, migrantes de todos os estados brasileiros e, mais recentemente, cidadãos de dezenas de países ajudaram a formar uma sociedade plural, empreendedora e acolhedora. O catarinense nunca perguntou de onde alguém veio. Pergunta-se apenas se veio para trabalhar, estudar, empreender, produzir e construir uma vida digna ao lado de sua família.

É exatamente essa cultura que explica a força econômica do estado.

Segurança pública eficiente protege quem aqui nasceu e quem aqui escolheu viver.

Segurança jurídica gera investimentos.

Investimentos criam empregos.

Educação amplia oportunidades.

Responsabilidade fiscal permite investimentos permanentes.

Esse círculo virtuoso explica por que Santa Catarina reúne alguns dos melhores indicadores sociais e econômicos do país e continua atraindo brasileiros em busca de uma vida melhor.

Talvez a maior prova de que Santa Catarina acolhe seja justamente o fluxo contínuo de pessoas que aqui chegam. Famílias inteiras deixam para trás seus estados de origem porque enxergam em Santa Catarina aquilo que esperam encontrar em qualquer sociedade organizada: paz, oportunidades, respeito às leis e perspectivas para seus filhos.

Por isso, é injusto e inaceitável que justamente um estado que se tornou exemplo nacional de integração, desenvolvimento e acolhimento seja alvo de acusações que distorcem sua realidade e desrespeitam sua história. Santa Catarina não fecha portas, ao contrário. Abre oportunidades para quem deseja construir sua vida com trabalho, responsabilidade e respeito às regras de convivência. A verdadeira pergunta que o Brasil precisa responder não é por que tantos brasileiros escolhem Santa Catarina. A pergunta é muito mais incômoda.

Por que tantos brasileiros sentem que precisam fugir de seus próprios estados para encontrar, dentro do mesmo país, aquilo que deveria ser garantido a todos: segurança, educação, emprego, instituições confiáveis e esperança no futuro?

Enquanto essa resposta não vier, Santa Catarina continuará sendo muito mais do que um destino de migração. Continuará sendo a demonstração de que o Brasil funciona melhor quando prevalecem a boa gestão, a segurança, o respeito às instituições e a valorização do trabalho.

Paulo Bornhausen é o Secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina

Comer em casa ficou mais caro; veja os alimentos que mais subiram e caíram de preço

Depois da alimentação, o grupo Habitação foi o que mais impactou a inflação, com alta de 1,22% (contribuição de 0,18 ponto percentual). O principal vilão foi a conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% – o item de maior contribuição individual para o IPCA de maio.

Já o grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,90%, com impacto de 0,12 ponto percentual. Juntos, alimentação, habitação e saúde concentraram a maior parte da alta dos preços no mês.

O que diz o IBGE
Segundo José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, os aumentos nos alimentos foram influenciados por menor oferta e também pelo valor do frete, impactado pela alta dos combustíveis.

Em contrapartida, alguns itens ficaram mais baratos, como o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%). Comer fora de casa também desacelerou: os preços subiram 0,49% em maio, menos do que em abril.

Contas do Brasil com o exterior fecham maio com rombo de US$ 3,2 bilhões, diz Banco Central

O Brasil registrou um saldo negativo de US$ 3,2 bilhões em suas transações correntes em maio de 2026. Essas transações funcionam como uma “conta-corrente” do país e medem todas as compras e vendas de mercadorias e serviços, além de transferências de dinheiro entre o Brasil e o resto do mundo.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central. O resultado mostra uma leve melhoria em relação ao mesmo mês de 2025, quando esse rombo havia sido de US$ 3,3 bilhões.

Para entender como essa conta fechou, o Banco Central divide o resultado em três grandes pilares:

1. Balança Comercial (Venda e compra de produtos)
Foi o principal ponto positivo do mês. O Brasil vendeu mais produtos para fora do que comprou, gerando um superávit (saldo positivo) de US$ 7 bilhões em maio — acima dos US$ 6,4 bilhões do ano passado.

Exportações (Vendas): US$ 32 bilhões (alta de 6,4%).

Importações (Compras): US$ 25,1 bilhões (alta de 5,9%).

2. Serviços (Turismo, transportes e seguros)
A conta de serviços — que inclui o que os brasileiros gastam com viagens internacionais, fretes e seguros no exterior — registrou um saldo negativo de US$ 4,1 bilhões, um aumento em relação ao deficit de US$ 3,8 bilhões de maio de 2025.

3. Renda Primária (Remessa de lucros e juros)
Esta conta mede o dinheiro que sai do país na forma de lucros que as empresas multinacionais mandam para suas matrizes no exterior e o pagamento de juros de dívidas. Ela registrou um rombo de US$ 5,5 bilhões em maio, exatamente o mesmo valor de um ano atrás.

Envio de lucros e dividendos: Subiu 6,8%, totalizando US$ 4,2 bilhões.

Pagamento de juros: Caiu 18,1%, recuando de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,4 bilhão.

Investimentos estrangeiros dão salto e dobram em maio
A grande notícia positiva do relatório foi o forte ingresso de Investimentos Diretos no País (IDP), que são os recursos que os estrangeiros trazem para investir em empresas, fábricas ou negócios reais no Brasil (e não apenas em especulação na Bolsa).

O país recebeu US$ 8 bilhões em investimentos desse tipo em maio, mais que o dobro dos US$ 3,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil atraiu US$ 83,3 bilhões em investimentos produtivos, o que equivale a 3,38% de toda a riqueza produzida no país (PIB) no período. Esse indicador é muito acompanhado por economistas, pois mostra a confiança do investidor estrangeiro a longo prazo na economia brasileira.

“Colchão de segurança” do país aumenta
O Banco Central informou ainda que as reservas internacionais do Brasil — que funcionam como uma espécie de “poupança em dólares” ou colchão de segurança contra crises externas — fecharam o mês de maio em US$ 371,1 bilhões. O valor representa um aumento de US$ 4,2 bilhões na comparação com o mês de abril.

1 a cada 20 passagens aéreas no Brasil já custa mais que o salário mínimo

O preço das passagens aéreas domésticas no Brasil disparou nos últimos 12 meses. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tarifa média dos voos dentro do país atingiu R$ 632,53 em maio de 2026, o que representa uma alta de 7,3% em termos reais na comparação com o mesmo mês do ano anterior (quando a média era de R$ 589,34).

Os valores consideram apenas o preço do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos, e já estão atualizados pela inflação.

Combustível de aviação dispara 68,5%
O principal fator por trás da alta recente é o aumento expressivo do preço do querosene de aviação (QAV). Em maio de 2026, o valor médio do combustível registrou uma alta de 68,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 44,4% na comparação com maio de 2024.

O mercado de petróleo tem sido impactado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além da instabilidade no Estreito de Ormuz — uma das principais rotas marítimas do planeta, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial. Qualquer interrupção na região eleva imediatamente os preços internacionais da commodity.

Maioria das passagens ainda custa menos de R$ 500
Apesar da alta, a maioria dos bilhetes vendidos no Brasil ainda tem preços mais baixos. Em maio, 49,1% das passagens domésticas foram comercializadas por menos de R$ 500. Desse total, 20,7% custaram até R$ 300, enquanto 28,4% ficaram na faixa entre R$ 300 e R$ 500.

Por outro lado, 5,4% das passagens vendidas ao público geral ultrapassaram R$ 1.500 — ou seja, aproximadamente 1 a cada 20 bilhetes custou mais do que o valor que se aproxima do salário mínimo de 2026, fixado em R$ 1.621.

Mercado aéreo cresce 2,5%
O relatório de demanda e oferta da Anac mostra que o número de passageiros em maio deste ano chegou a 8,3 milhões. No total, o mercado aéreo cresceu 2,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O avanço, no entanto, ficou concentrado em duas grandes companhias: Latam e Gol aumentaram seu volume e, juntas, dominam 72% do setor. A Azul, por sua vez, perdeu força e viu sua participação no mercado recuar.

Fapesc e Udesc lançam edital para fomentar com R$ 10 milhões a pesquisa na área de mobilidade elétrica em Santa Catarina

Foto: Arquivo/Fapesc

As pesquisas para colaborar com o desenvolvimento do setor de mobilidade elétrica em Santa Catarina ganharão um fomento de R$ 10 milhões do Governo do Estado. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), lançaram um edital voltado para fortalecer as pesquisas científicas e tecnológicas voltadas ao setor, o que irá colaborar na consolidação do Núcleo Catarinense de Mobilidade Elétrica.

A chamada pública 39/2026 é voltado para pesquisadores da Udesc, que realizará uma seleção interna de projetos, por meio de edital próprio. As propostas aprovadas pelo edital interno da universidade poderão ser enviadas para a Fapesc entre 6 e 20 de agosto.

A iniciativa pretende contribuir com o fortalecimento da estrutura do Núcleo Catarinense de Mobilidade Elétrica, aquisição de equipamentos, desenvolvimento de pesquisas aplicadas, realização de testes, validações e atividades de experimentação voltadas à mobilidade elétrica, promover parcerias público-privadas, nacionais e internacionais e incentivar a formação e capacitação de profissionais na área.

Os projetos aprovados receberão até R$ 2 milhões cada para serem executados. Parte do fomento poderá ser utilizado para o pagamento de bolsas com valores mensais que variam de R$ 1.025,00 a R$ 5.250,00, conforme o perfil exigido pelo edital.

Acesse o edital: https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-n-o-39-2026-nucleo-catarinense-de-mobilidade-eletrica-ncme/

Governo de SC lança edital para inscrições do Ensino Técnico Gratuito no segundo semestre de 2026

Foto: Marco Favero / Arquivo / SecomGOVSC

O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SED), publicou nesta segunda-feira, 29, o edital do processo seletivo para os cursos do programa Ensino Técnico Gratuito referentes ao segundo semestre de 2026. As inscrições estarão abertas entre os dias 1º e 12 de julho, através do site matriculaonline.sed.sc.gov.br, permitindo que estudantes de diferentes regiões do estado concorram às vagas ofertadas pelas escolas da rede estadual.

“O Ensino Técnico Gratuito é uma oportunidade para os estudantes ampliarem as possibilidades de futuro, se preparando melhor para o mercado de trabalho assim que terminarem o ensino médio. A gente tem feito a ponte entre educação profissional dos nossos jovens e demandas econômicas de cada região do estado”, destaca o governador Jorginho Mello.

Ao todo, serão 3.235 vagas ofertadas em 21 Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) e no Instituto Estadual de Educação. Estudantes matriculados nas escolas estaduais das Regionais de Araranguá, Blumenau, Braço do Norte, Campos Novos, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Curitibanos, Florianópolis, Ibirama, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Laguna, Mafra, São Bento do Sul, São Joaquim, Timbó, Tubarão e Xanxerê, além do Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis, poderão participar do processo.

Os cursos abrangem diferentes áreas de formação profissional, como Administração, Logística, Marketing, Recursos Humanos, Enfermagem, Informática, Desenvolvimento de Sistemas, Segurança do Trabalho, Eletrotécnica, Mecânica, Contabilidade, Farmácia, Gastronomia e Magistério, ampliando as oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho para os estudantes catarinenses. 

“O lançamento deste edital representa mais um passo na ampliação das oportunidades educacionais oferecidas pelo Governo do Estado, sob a liderança do governador Jorginho Mello. Os cursos técnicos gratuitos contribuem para a formação de profissionais qualificados, fortalecem a empregabilidade dos estudantes e atendem às necessidades de desenvolvimento das diferentes regiões catarinenses”, afirma a secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta.

Após o período de inscrições, a SED publicará, no dia 13 de julho, a relação dos inscritos por instituição de ensino e curso. Ainda no mesmo dia, será realizado o sorteio eletrônico e divulgada a lista dos candidatos classificados, conforme a ordem de sorteio de cada instituição e curso. Esses processos também serão publicados no site matriculaonline.sed.sc.gov.br.

Os candidatos sorteados deverão realizar a confirmação de matrícula e entregar a documentação exigida, conforme o edital , diretamente na escola entre os dias 14 e 17 de julho. Já as vagas remanescentes serão preenchidas entre 20 e 24 de julho, contemplando estudantes da lista de espera e também aqueles que procurarem as unidades escolares por demanda espontânea. As aulas terão início em 3 de agosto, marcando o começo de uma nova etapa de formação profissional para os estudantes selecionados.

O Ensino Técnico Gratuito integra as ações da Secretaria de Estado da Educação voltadas à ampliação do acesso à educação profissional, oferecendo formação alinhada às demandas do setor produtivo e contribuindo para a geração de oportunidades para os estudantes catarinenses. Atualmente, mais de 55 mil estudantes estão matriculados em cursos técnicos de nível médio nas escolas estaduais ou em instituições parceiras. 

Cronograma resumido
Publicação do edital: 29/06
Inscrições: 01 a 12/07
Relação dos inscritos: 13/07
Sorteio e divulgação dos classificados: 13/07
Confirmação de matrícula e entrega de documentos: 14 a 17/07
Matrícula para vagas remanescentes: 20 a 24/07
Início das aulas: 03/08

Economia & Negócios: Turismo pet friendly

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Nosso hino 
Se a Seleção Brasileira ainda deixa a desejar, comparativamente ao que foi no passado glorioso, nosso Hino Nacional recebeu um reconhecimento internacional de peso. Em um ranking publicado pelo jornal The New York Times, que avaliou os hinos das 48 seleções participantes da Copa do Mundo, o do Brasil ficou em primeiro lugar e foi apontado como o mais bonito da competição. Segundo a análise, a composição brasileira se destaca por exaltar uma nação “amada, forte e bela”, sem recorrer a referências de guerras, batalhas ou conflitos, algo comum em diversos hinos nacionais ao redor do mundo. O jornal destacou o tom otimista e inspirador da letra como um dos principais diferenciais da obra. 


Melhores do Enem 
O Ministério disponibilizou os resultados individuais do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2025. Dessa forma é possível conhecer a nota de cada escola brasileira. O jornal O Globo organizou uma lista dos 15 colégios com os melhores resultados por Estado e no Distrito Federal. Das 50 escolas do Brasil com maiores notas no Enem 2025 não consta nenhuma de SC. 
Vitrine
Construtoras têm ampliado os diferenciais dos residenciais de luxo para além das áreas de lazer tradicionais. No recém-lançado Charles II Yacht Royal Home by Okean, em Itapema, o projeto inclui uma galeria para carros de colecionadores no hall, com modelos que se destacam pelo design, história ou tecnologia. O empreendimento é inspirado em um iate premiado internacionalmente e também contará com atracadouro para grandes embarcações, estrutura para 114 jets, heliponto no top do edifício, de 255 metros de altura, 70 pavimentos e 114 unidades, com plantas de até 439 m2. 


Saga Fischer 
Está chegando uma nova edição do livro “Quem sou eu: a saga da família Fischer”, escrito por Klaus Fischer, que resgata bastidores do antigo Hotel Fischer, primeiro ícone de alto padrão de Balneário Camboriú, que entre outros nomes ilustres hospedou os então presidentes da República João Goulart e Juscelino Kubitschek. Entre as histórias está a chegada de Jango, com rasantes de avião sobre a orla antes de pousar no bairro Vila Real. 


Memória 
Notável empresa brusquense, mais que centenária, que fechou há alguns anos e deixou esquecidos em um velho depósito, milhares de documentos históricos. O novo comprador, sem saber disso, havia decidido que era para incinerar o que não tinha serventia. Até que um velho funcionário avisou um historiador local, que os resgatou na última hora. Não fosse isso só teria restado cinzas. 

Soja e luxo 
O mercado imobiliário do circuito Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Porto Belo está de olho comprido na safra de soja deste ano, estimada em assombrosas 174 milhões de toneladas, segundo o IBGE. Como vem acontecendo nos últimos anos, o grão amplia a geração de capital, no campo e direciona novos investimentos. Resultado: mais de 30% dos compradores de imóveis naquelas cidades são procedentes do agro, anota o especialista em imóveis de luxo, Bruno Cassola. 


Entre os melhores 
O Hotel Sesc Cacupé, que fica em frente à praia do mesmo nome, na Ilha de SC, conquistou o selo Travellers Choise, reconhecimento internacional concedido pelo Tripadvisor a acomodações, atrações e restaurantes que se destacam compartilhadas pelos próprios visitantes, pela excelência na experiência oferecida ao público. A premiação coloca o empreendimento entre os 10% mais bem avaliados do mundo na plataforma, com base nas considerações e opiniões compartilhadas pelos próprios viajantes. 


Destinos preferidos 
Pesquisa da Decolar mostra alta de 40% nas buscas por hospedagem nas férias de julho e elenca as 10 cidades mais procuradas no Brasil. Estão lá, pela ordem de demanda, Gramado, São Paulo, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Natal, Fortaleza, Maceió, Porto Seguro, Campos do Jordão e Caldas Novas. Nenhuma de SC. Pesquisa que dá um recado: SC tem que criar ou divulgar mais os atrativos que tem para o inverno. 


SC um lugar que dá certo 
Os indicadores econômicos positivos de Santa Catarina, frequentemente superiores à média brasileira, fazem com que o Estado seja um dos que mais cresce no Brasil. Com uma economia diversificada, forte presença industrial, baixos índices de desemprego e capacidade de resposta às mudanças, SC construiu um modelo de desenvolvimento que alia crescimento econômico, geração de oportunidades e competitividade.  De acordo com o economista-chefe da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), a força da economia catarinense está na capacidade de distribuir riscos entre diferentes setores e reagir rapidamente aos desafios impostos pelo cenário internacional. Ao contrário de Estados cuja atividade econômica está concentrada em poucos segmentos, SC desenvolveu uma matriz produtiva ampla, capaz de sustentar crescimento mesmo em momentos de instabilidade. 


Capital humano 
Se a diversificação econômica ajuda a explicar a estabilidade, o fator humano é a principal engrenagem do desenvolvimento catarinense. Para o presidente da Federação das Indústrias, a competitividade do Estado está diretamente ligada à cultura do trabalho, ao empreendedorismo e à capacidade de liderança presente em diferentes setores produtivos. O grande diferencial que faz SC dar certo é o nosso capital humano, a cultura do trabalho e a capacidade de liderança do catarinense. É o trabalhador e o empreendedor, juntos, que movem a nossa competitividade. 

Pequenos negócios 
Apenas no primeiro trimestre deste ano, SC totalizou a abertura de 94,3 mil pequenos negócios. O número é 14,8% maior do que o registrado no mesmo período em 2025 e ainda superou a média nacional, de 12,6%. A pesquisa que elencou esses dados é do Observatório de Negócios do Sebrae-SC, que atua na produção de informações estratégicas para orientar empreendedores e o mercado. O desempenho do Estado mostra a força de Santa Catarina para o desenvolvimento econômico a partir do empreendedorismo. Ao todo, são 1,3 milhão de empresas catarinenses, o equivalente a 4,3% do total do país. Além disso, esse público, segundo o Observatório de Negócios, tem maior formalização, renda acima da média nacional e forte presença no setor de serviços. 

Analfabetismo 
SC ainda detém o mais baixo índice de analfabetismo do Brasil (1,5%) entre as pessoas de 15 anos ou mais, conforme divulgou o IBGE, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) referente à educação no ano de 2025. O índice nacional é de 4,9%. Depois de SC vem o Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,9%). 

Hospital Imigrantes amplia 
O Hospital Imigrantes irá ocupar parte da estrutura do antigo All Shopping, em Brusque, para implantação de uma nova unidade de apoio voltada à expansão dos serviços prestados pela instituição no Vale do Itajaí. O projeto prevê a criação de uma unidade modelo com atendimento ambulatorial, serviços de imagem, centro cirúrgico, unidades de internação e outras estruturas de apoio à assistência em saúde. Será um projeto que irá trazer melhorias à população e principalmente ao Instituto Maria Schmitt (IMAS), que irá expandir sua atuação no Vale do Itajaí, destaca o diretor do hospital. 


Conquista da Embrast 
A Betthavale, uma das marcas da brusquense Embrast conquistou o terceiro lugar entre empresas de grande porte, na categoria Melhor Visual Merchandising, no Prêmio Expositor ExpoSuper by Popai. A premiação é uma iniciativa da Associação Catarinense de Supermercados (Acats) em parceria com a Shop Brasil Association (Associação Brasileira de Marketing no Varejo). O prêmio tem como objetivo reconhecer projetos, experiências e soluções apresentadas pelos expositores durante a ExpoSuper, valorizando investimentos em design, comunicação visual, merchandising, inovação e relacionamento com o público. O evento foi realizado em Balneário Camboriú e reuniu mais de 300 expositores e diversos profissionais do setor. 

Novo centro de eventos 
Os empresários Paulo Bruns e Maicon e Marlon Tafner começaram a tirar do papel um plano ambicioso: integrar o Spitz Pomer, parque de lazer em Pomerode do qual já são sócios, a dois novos empreendimentos no coração da cidade mais alemã do Brasil. O projeto inclui um centro de eventos com capacidade para pelo menos mil pessoas e um mercado gastronômico inicialmente com 15 operações, entre restaurantes, cervejaria e comércio. Os mesmos investidores ainda estudam, para o futuro, a construção de um novo hotel, também integrado ao complexo formado por parque, mercado gastronômico e centro de eventos. Eles ainda estudam o modelo, mas imaginam uma operação com 40 ou 50 leitos. Há espaço para isso. A propriedade dos sócios tem 33 mil m2. O Spitz Pomer ocupa cerca da metade da área. Tirando os dois novos empreendimentos, restariam pelo menos 13 mil m2 disponíveis para investimentos. Opções de hospedagem e um espaço para eventos corporativos são hoje as principais dores do turismo de Pomerode. Empresas da cidade muitas vezes precisam recorrer a espaços em municípios vizinhos, como Blumenau e Indaial. 

Parceria imobiliária 
Com mais de 30 anos de mercado, a incorporadora blumenauense Andraus fechou parceria com o Vivapark e vai desenvolver um novo edifício no bairro parque em Porto Belo. O residencial será apresentado ao mercado ainda em 2026 e será parte da terceira fase de expansão do empreendimento, que prevê um parque com galeria a céu aberto, palco musical flutuante e diferentes espaços públicos integrados à natureza. 

Feirão de Empregos 
Quem está em busca de uma oportunidade de trabalho, deseja regularizar seu negócio como MEI ou precisa de orientação para documentação migratória terá acesso facilitado a diversos serviços da Prefeitura de Brusque nos próximos dias. Nos dias 10 a 24 de julho, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico promove um “esquenta” para o 2º Feirão de Empregos 2026, levando equipes do Sine, da Sala do Empreendedor e do atendimento ao migrante para o terminal urbano da cidade. A iniciativa tem como objetivo aproximar os serviços públicos da população, ampliar o acesso às oportunidades de emprego e preparar candidatos para o Feirão de Empregos que será realizado dia 29 de julho, no Pavilhão de Eventos. 

Turismo pet friendly
O Ministério do Turismo, em parceria com a Unesco e consultoria especializada, está realizando o Mapeamento e Diagnóstico da Oferta Turística Especializada em Turismo Pet Friendly no Brasil. A iniciativa busca compreender como destinos, serviços e empreendimentos turísticos brasileiros estão preparados para receber visitantes acompanhados de seus animais de estimação. O levantamento vai reunir informações de diferentes públicos, incluindo tutores de pets, empreendedores do setor turístico e gestores públicos municipais e estaduais. Os dados coletados servirão de base para a construção de um panorama nacional do segmento, além de identificar oportunidades, desafios e necessidades para o fortalecimento do turismo pet friendly no país. 

Cirurgia robótica oncológica 
Em parceria com o governo do Estado, o Hospital de Azambuja realizou a primeira cirurgia robótica oncológica pelo SUS em Santa Catarina. O procedimento foi uma lobectomia pulmonar, cirurgia para retirada de parte do pulmão, em um paciente com câncer. O hospital integra a rede pública de saúde e oncológica no Estado. Com a orientação do governador, estamos reorganizando e ampliando a rede hospitalar em SC. Seguimos apoiando a unidade com a incorporação de novas tecnologias, como a cirurgia robótica, que representa um salto importante em qualidade, segurança e resolutividade na assistência oncológica do SUS, destaca o secretário de Estado da Saúde. 

Mérito sindical 
O Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento (Sindivest) foi homenageado durante a solenidade da Ordem do Mérito Industrial e Sindical 2026, promovida pela Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc), em Florianópolis. O mérito é um reconhecimento aos 40 anos de filiação à Fiesc, marco que evidencia sua trajetória de atuação em defesa da indústria do vestuário e do fortalecimento do setor produtivo da região. 


Buscando consenso
O relator do projeto que amplia o teto de faturamento do microempreendedor individual (MEI) só vai apresentar seu parecer na primeira quinzena de julho, antes do recesso parlamentar, e que busca um texto de consenso com o governo para que a proposta seja aprovada na Câmara dos Deputados. Uma das possibilidades é escalonar o aumento no teto de faturamento do MEI, hoje de R$ 81 mil, como defende a equipe econômica, para até R$ 137 mil a partir de 2028. 


Nazismo 
Em manifestação pública, a Aviva18, consultoria jurídica dedicada ao enfrentamento do antissemitismo, à defesa dos direitos humanos e à aprovação do debate jurídico qualificado sobre liberdade de expressão, discriminação e justiça, crítica recente decisão do Tribunal de Justiça de SC que manteve a absolvição de dois homens flagrados usando broches com suástica durante a Schuetzenfest, tradicional festa de cultura alemã realizada em Jaraguá do Sul. Diz a banalização de símbolos extremistas sob alegação de brincadeira, fantasia ou provocação, pode funcionar como mecanismo de normalização da violência simbólica, fenômeno que alguns autores descrevem como “nazismo recreativo”, em paralelo ao conceito de racismo recreativo. 

 

 

 

 


 

 

Itajaí recebe maior evento náutico do Sul do país a partir de quinta-feira (2)
Itajaí será palco, entre os dias 2 e 5 de julho, da quarta edição do Marina Itajaí Boat Show, considerado o maior evento náutico da região Sul do Brasil. Realizado na Marina Itajaí, o evento conta com a parceria da iniciativa privada e da Prefeitura de Itajaí, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, e deve reunir visitantes de diversas regiões do país para conhecer as principais novidades do setor.
 
Durante os quatro dias de programação, o público poderá visitar embarcações, participar de test drives, realizar passeios gratuitos de veleiro e barco solar, acompanhar palestras sobre o mercado náutico e aproveitar espaços voltados à gastronomia, tecnologia, decoração e serviços às margens da Baía Afonso Wippel.
 
GARANTA SEU INGRESSO: https://itajaiboatshow.com.br/
 
Já tradicional no evento, o desfile de moda será um dos destaques da programação no sábado (4), a partir das 17h. Nesta edição, o público vai conferir o Desfile FIT, um formato que une moda e movimento em uma apresentação dinâmica, com troca de looks e performances em bikes de spinning. A atração é aberta aos visitantes.
 
Gastronomia à beira-rio: O Marina Itajaí Boat Show contará com área gastronômica ampliada, pensada para quem deseja aproveitar o passeio com conforto, com diversas opções de comidas, de lanches à culinária variada e bebidas, além dos dois restaurantes consagrados dentro do complexo náutico. E quem não quiser perder as partidas da Copa do Mundo poderá acompanhar os jogos] em um espaço dedicado dentro do Boat Show. 
 
Ao todo, mais de 60 embarcações estarão em exposição, entre jets, lanchas e iates de diferentes portes. Os visitantes também poderão conhecer embarcações com tecnologias sustentáveis, como o JAQ H1, barco movido a hidrogênio verde apresentado durante a COP30 e que estará aberto à visitação durante o evento.
 
Entre as atrações gratuitas estão os passeios de veleiro, promovidos pelo Itajaí Sailing Team, e os passeios em barco solar desenvolvidos pela equipe Vento Sul, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As atividades ocorrerão diariamente, conforme disponibilidade.
 
O tradicional shopping náutico flutuante também retorna nesta edição em uma estrutura ampliada, reunindo expositores de acessórios, equipamentos, decoração, tecnologia e produtos ligados ao universo náutico. Já quem deseja conhecer de perto as embarcações poderá participar de visitas e agendar test drives diretamente nos estandes dos fabricantes e representantes.
 
A programação ainda contará com o Náutica Talks, ciclo de palestras sobre o setor náutico, desfile de moda, área gastronômica ampliada e um espaço com telão para transmissão dos jogos da Copa do Mundo, oferecendo opções de lazer para toda a família, além de Iates de celebridades e lanchas tecnológicas: Entre os destaques do Marina Itajaí Boat Show estão modelos iguais aos escolhidos por celebridades como Cristiano Ronaldo, Gisele Bündchen, Bell Marques, Diogo Nogueira, Dorival Júnior e Hélio Castroneves. As embarcações expostas vão de megaiates de luxo a lanchas esportivas e familiares, reunindo design, conforto e desempenho.
 
O espaço reforça o caráter de lazer do evento e permite que famílias e grupos permaneçam por mais tempo na marina. Usufruindo de todas as atividades que movem o mercado náutico do sul do país.
 
Os ingressos já estão disponíveis no site oficial do evento.
Fapesc realiza webinar para empresas catarinenses interessadas em desenvolver tecnologias, serviços e processos inovadores para o setor de defesa nacional
 (Foto: Arquivo Secom)
 
As empresas catarinenses interessadas em receber apoio de até 500 mil para o desenvolvimento de projetos de tecnologias, serviços e processos inovadores voltadas para o setor de defesa nacional, vão receber orientações por meio de um webinar no dia 2 de julho. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), que executa o edital 32/2026, do Programa de Estímulo a Tecnologias de Interesse para a Defesa Nacional, vai dialogar com os empreendedores catarinenses de diversas áreas para tirar dúvidas sobre o edital.
 
O webinar ocorrerá no canal do YouTube da Fapesc (acesse pelo link https://www.youtube.com/fapescgovsc) e no Instagram da Fundação (@fapesc.sc) às 19 horas. O envio de propostas para a seleção do edital deve ser feito até 18h do dia 23 de julho.
 
A coordenadora de projetos Técnico Científico e responsável pelo edital 32/2026, Mariana Menezes, explica que o objetivo do webinar é apresentar o edital aos empreendedores, tirar dúvidas e apontar quais são os principais erros na hora de enviar a proposta para a Fapesc. “Durante o webinar, o edital será apresentado, com a explicação das regras de participação, além de um espaço dedicado ao esclarecimento de dúvidas dos interessados. O chat permanecerá aberto durante toda a transmissão e, ao final da apresentação, as perguntas enviadas serão respondidas ao vivo pela equipe. Considerando o sucesso da primeira edição, temos expectativas bastante positivas para a edição de 2026”, afirma.
 
Investimento de R$ 6 milhões em projetos inovadores
 
O edital 32/2026 prevê fomento de R$ 6 milhões para incentivar projetos inovadores desenvolvidos por empresas catarinenses que colaborem com o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID).
 
As propostas selecionadas receberão até R$ 500 mil cada para serem desenvolvidas dentro de uma ou mais linhas temáticas estabelecidas pelo edital. Ao todo, a chamada pública oferece 28 possibilidades de linhas temáticas, que vão de Análise Avançada de Dados, Armazenamento de Energia, Biotecnologia, Comunicações, Defesa Biológica, Nuclear, Química e Radiológica, Georreferenciamento, Fontes Renováveis de Energia, Materiais Avançados, Nanotecnologia, Radares de Alta Sensibilidade, Sensores, até Supercondutividade.
 
Acesse o edital
https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-n-o-032-2026-programa-de-estimulo-a-tecnologias-de-interesse-para-a-soberania-e-defesa-nacionais-2a-edicao/
Dívida Pública sobe 2,66% em maio e supera R$ 9 trilhões

A emissão forte de títulos vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia), fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em maio e superar a barreira dos R$ 9 trilhões. Segundo números divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,798 trilhões em abril para R$ 9,033 trilhões no mês passado, alta de 2,66%.
Em agosto do ano passado, o indicador havia superado a barreira de R$ 8 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está dentro do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 2,72%, passando de R$ 8,462 trilhões em abril para R$ 8,692 trilhões em maio. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 135,61 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis ligados à Selic. A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 94,17 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,25% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 166,23 bilhões em títulos da DPMFi, volume recorde para todos os meses desde o início da série histórica. O principal fator foi a substituição de títulos vinculados à Selic que venceram em março, mais o lançamento que atende à demanda dos investidores em maio.

Os resgates em maio somaram R$ 30,62 bilhões, baixo para os padrões do Tesouro Nacional. Isso porque tradicionalmente o segundo mês de cada trimestre concentra pouco vencimento de títulos.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,28%, passando de R$ 335,88 bilhões em abril para R$ 340,49 bilhões em maio. O principal fator foi a alta de 1,37% do dólar no mês passado.

Colchão
Após quedas nos últimos meses, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 1,091 trilhão em abril para R$ 1,211 trilhão em maio, o maior nível desde novembro de 2025. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foram as emissões superiores aos resgates no mês passado.

Atualmente, o colchão cobre 9,14 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,804 trilhão em títulos federais.

Composição
Com a forte emissão de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de abril para maio:

Títulos vinculados a Selic: 48,59% para 48,99%;
Títulos corrigidos pela inflação: 26,76% para 26,26%;
Títulos prefixados: 20,85% para 21%;
Títulos vinculados ao câmbio: 3,8% para 3,75%.
O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos
Títulos vinculados a Selic: 46% a 50%;
Títulos corrigidos pela inflação: 23% a 27%;
Títulos prefixados: 21% a 25%;
Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.
Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo
O prazo médio da DPF caiu de 4,12 para 4,07 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

Detentores
A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

Instituições financeiras: 31,54% do estoque;
Fundos de pensão: 22,92%;
Fundos de investimentos: 21,74%;
Não-residentes (estrangeiros): 10,14%
Demais grupos: 13,67%.


Com a maior tensão no mercado financeiro em maio, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a abril, quando estava em 10,38%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

BC: Prefeitura orienta profissionais autônomos e empresários a manter dados atualizados
A Prefeitura de Balneário Camboriú orienta os contribuintes a manterem seus dados cadastrais sempre atualizados — em especial telefone, e-mail e endereço — junto à Secretaria Municipal da Fazenda.
 
Toda comunicação sobre débitos, tributos e taxas é encaminhada aos contatos informados no cadastro. Quando essas informações estão desatualizadas, o prestador de serviços ou comerciante pode deixar de receber avisos importantes, perder prazos e, com isso, ficar sujeito a multas, juros e até restrições no nome.  
 
Cadastro atualizado
 
Manter o cadastro em dia não é apenas uma recomendação, é uma obrigação prevista no Código Tributário Municipal (Lei Complementar nº 116/2025). A legislação determina que qualquer alteração nos dados cadastrais, suspensão temporária ou encerramento das atividades, seja comunicada à Secretaria Municipal da Fazenda no prazo de até 30 dias. O descumprimento sujeita o contribuinte à aplicação de multa.
 
Na prática, o cadastro atualizado assegura que o cidadão receba em tempo os avisos de lançamento e vencimento de tributos (IPTU, taxas municipais e ISS), as notificações sobre débitos em aberto e as informações sobre parcelamentos e descontos, além dos demais comunicados oficiais.
 
Encerramento da atividade
 
O profissional autônomo que deixou de exercer suas atividades precisa dar baixa formal em seus registros, não basta simplesmente "parar de trabalhar".
 
O profissional autônomo registrado na Prefeitura de Balneário Camboriú fica sujeito ao lançamento anual automático da Taxa de Licença e Funcionamento (TLF) e do Imposto Sobre Serviços (ISS Fixo). Se o trabalhador cessa a atividade e não solicita a baixa formal,  as parcelas dos tributos municipais continuam correndo e acumulando juros e encargos.
 
O pedido de baixa da inscrição municipal deve ser requerido junto à Secretaria da Fazenda, pelo protocolo eletrônico (1Doc). É importante ter em mente, porém, que a interrupção das atividades não extingue os débitos municipais anteriores que estejam em aberto, que precisam ser quitados ou parcelados.
Santa Catarina conquista a 12ª Indicação Geográfica com o alho roxo do Planalto Catarinense
Foto: Divulgação / Epagri
 
Santa Catarina chegou à marca de 12 Indicações Geográficas (IGs) reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O mais novo registro foi concedido ao alho roxo produzido no Planalto Catarinense, que recebeu a Denominação de Origem (DO), certificação destinada a produtos em que as características e qualidades estão diretamente relacionadas ao território onde são produzidos. A concessão foi publicada na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2894, de 23 de junho de 2026.
 
O reconhecimento abrange os municípios de Caçador, Lebon Régis, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério. Com a nova certificação, o alho roxo do Planalto Catarinense passa a integrar o grupo de produtos catarinenses que possuem reconhecimento oficial por sua identidade, qualidade e vínculo com a região de origem.
 
A conquista é resultado de um trabalho coletivo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), Epagri, em parceria com Cidasc, Sebrae, UFSC e Cooperativa Regional Agropecuária do Meio-Oeste Catarinense (Copar).  A Sape é responsável por emitir o documento oficial de delimitação da área geográfica,  que é submetido ao INPI. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, o reconhecimento do alho roxo do Planalto Catarinense como Indicação Geográfica é uma conquista para os produtores e para todo o agronegócio catarinense. “Essa certificação valoriza um produto que carrega a identidade da região, reconhece o trabalho desenvolvido pelas famílias produtoras ao longo das gerações e fortalece a competitividade dos produtos catarinenses”, destaca o secretário. 
 
A Denominação de Origem reconhece que as qualidades do alho roxo da região resultam da combinação de fatores naturais e humanos presentes no território. Estudos apresentados ao INPI demonstram que o produto desenvolve características próprias relacionadas às condições geográficas do Planalto Catarinense,  se diferenciando de alhos cultivados em outras regiões brasileiras.
 
Entre os fatores que contribuem para essas características estão o clima subtropical frio de altitude, a elevada amplitude térmica, a ocorrência frequente de geadas, o fotoperíodo das latitudes meridionais e os solos derivados de basalto. Essas condições favorecem um desenvolvimento mais lento das plantas e estimulam o acúmulo de compostos responsáveis pela coloração, aroma, pungência e propriedades funcionais do alho.
 
As pesquisas também apontam que os bulbos produzidos no Planalto Catarinense apresentam coloração roxa mais intensa e maior concentração de compostos voláteis em comparação com amostras cultivadas em outras áreas produtoras do país.
 
Além das condições naturais, o reconhecimento valoriza o conhecimento acumulado pelos produtores locais ao longo das gerações. Técnicas próprias de seleção clonal, escolha das áreas de cultivo, manejo agrícola, cura e armazenamento contribuem para a identidade do produto. O método tradicional de cura utilizado na região, por exemplo, está associado ao aumento do aroma característico do alho roxo.
 
De acordo com os estudos que fundamentaram o pedido, materiais genéticos equivalentes cultivados fora da área delimitada não reproduzem plenamente as mesmas características de coloração, intensidade aromática, pungência e composição fitoquímica observadas no Planalto Catarinense, reforçando a ligação entre o produto e seu território de origem.
 
Com informações INPI* 
 
Estudos para a conquista
Desde 2021, pesquisadores e extensionistas da Epagri coordenaram estudos, realizaram a caracterização ambiental da área, produziram informações técnicas e mobilizaram produtores e instituições parceiras. O trabalho envolveu profissionais de diferentes unidades da Epagri e contou com a participação de agricultores, cooperativas, universidades e órgãos públicos.
 
“O processo da Indicação Geográfica demonstra como a pesquisa e a extensão rural podem gerar desenvolvimento territorial. A Epagri atuou como articuladora e forneceu a base científica necessária para comprovar a relação entre o território e a qualidade do produto”, destaca o pesquisador Hamilton Justino Vieira, pesquisador do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram/Epagri) e especialista em Indicações Geográficas.
 
Segundo o pesquisador, além de agregar valor ao produto, a Indicação Geográfica fortalece a identidade regional, amplia oportunidades de mercado e contribui para aumentar a renda dos agricultores. “O selo também ajuda a preservar práticas tradicionais de cultivo e incentiva a permanência das famílias no campo”, diz ele.
 
Indicações Geográficas de Santa Catarina
Com o novo reconhecimento, o Brasil passa a contar com 176 Indicações Geográficas registradas pelo INPI, sendo 44 Denominações de Origem e 132 Indicações de Procedência.
 
As 12 Indicações Geográficas (IG) de Santa Catarina são:  Uva Goethe; Banana de Corupá; Queijo Artesanal Serrano; Vinhos de Altitude; Mel de Melato da Bracatinga; Maçã Fuji de São Joaquim; Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense; Linguiça Blumenau; Cachaça e Aguardente de Luiz Alves; Banana de Luiz Alves, Frescal de São Joaquim e agora  o Alho Roxo do Planalto Catarinense.
 
Santa Catarina também conta com o Fórum Catarinense de Indicações Geográficas, criado para integrar, promover e fortalecer as IGs e marcas coletivas do Estado. O fórum reúne a Sape, o Sebrae, o INPI, universidades e associações de produtores, atuando de forma colaborativa na capacitação técnica, troca de experiências e valorização das Indicações Geográficas catarinenses.
Governo do Estado anuncia pagamento de metade do 13º salário dos servidores públicos para o dia 17 de julho
Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC
 
Os servidores públicos de Santa Catarina receberão a metade do 13º salário no dia 17 de julho. Somando a parcela e os salários pagos entre o final de junho e o final de julho, o Governo do Estado colocará R$ 3,6 bilhões na economia catarinense em um intervalo de 31 dias – serão R$ 837 milhões extras somente com a antecipação de 50% do 13º.
 
“Com planejamento, gestão e cuidado para investir bem cada centavo dos catarinenses, estamos com as contas em dia e assim temos condições de cumprir esse compromisso com todos os servidores estaduais, um reconhecimento ao trabalho de mais de 185 mil pessoas. São famílias catarinenses que vão movimentar o comércio e toda a nossa economia”, disse o governador Jorginho Mello.
 
O pagamento antecipado de metade do 13º salário contempla 185.407 servidores públicos ativos e inativos vinculados ao Poder Executivo. A lista inclui as fundações e autarquias estaduais e os pensionistas pagos pelo Iprev. Não entram na conta as folhas salariais das estatais Casan, Celesc e do Badesc.
 
Os cálculos da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) mostram que, com a antecipação de 50% do 13º salário, serão R$ 3,6 bilhões circulando na economia de Santa Catarina em um intervalo de 31 dias. Nesta conta estão os R$ 837 milhões do 13º e os salários pagos em 30 de junho (R$ 1,4 bilhão) e 31 de julho (R$ 1,4 bilhão).
 
Para o secretário Cleverson Siewert, a antecipação do 13º para os servidores públicos demonstra, mais uma vez, a saúde financeira do Governo do Estado. “Com planejamento e controle sobre o que se arrecada e gasta, o governador Jorginho Mello pode antecipar a metade do 13º para o funcionalismo estadual e injetar R$ 3,6 bilhões na nossa economia em pouco mais de 30 dias. Este é um dinheiro que movimenta toda a cadeia produtiva  catarinense e reflete indiretamente no caixa estadual”, disse o secretário.
 
A segunda metade do 13º salário do funcionalismo público será paga em dezembro – a data ainda deve ser anunciada pelo Governo do Estado. 
 
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA
 
Informações para contribuintes:
0800 048 1515 (segunda a sexta, das 13h às 18h)
NAVEGANTES: Mais de R$ 3 milhões já foram negociados durante Refis 2026; pagamentos até 30 de junho têm 100% de desconto
Desde o seu início, R$ 4.724.867,30 milhões em dívidas já foram acordados no Refis 2026. Através do programa Recupera Navega, 608 contribuintes passaram pela Praça do Cidadão e mais de 870 dívidas entraram em negociação. Deste montante, R$ 1.683.755,37 de descontos foram aplicados, totalizando R$ 3.041.111,93 efetivamente negociados. 
 
“Já foram devidamente pagos, integrando o caixa municipal, mais de R$ 600 mil”, detalha o secretário de Desenvolvimento Econômico e Receita, Thiago Piccoli. 
 
Dentro do programa, o município oferece três opções de pagamento: em cota única para quem quitar os débitos à vista até o dia 30 de junho, com 100% de desconto das penalidades moratórias. Já para os pagamentos efetuados em julho, o abatimento cai para 95%, além de opções de parcelamento em até 100 vezes, com descontos regressivos que variam de 90% a 20%, conforme o prazo escolhido. 
 
O Recupera Navega segue até o dia 1º de dezembro. Interessados em participar podem entrar em contato com através do WhatsApp (47) 99187-9941. Além disso, há a opção de buscar atendimento presencial na Praça do Cidadão (Av. Prefeito José Juvenal Mafra, 498, Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
 
Texto: Marília Cordeiro
Foto: Rodrigo Ramos
“Crescimento econômico não garante qualidade de vida”, aponta professor da Univali sobre ranking nacional
Um município pode apresentar economia aquecida, geração de empregos e aumento da arrecadação. Só que, na prática, isso não significa que a população viva melhor. A avaliação é do vice coordenador do Programa de Pós-Graduação Profissional em Gestão de Políticas Públicas (PPGPP) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), professor Marcos Vinícius Viana da Silva. Ele analisou os resultados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026.
 
O levantamento avaliou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, organizados em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. O resultado mostra que crescimento econômico, sozinho, não garante desenvolvimento social nem qualidade de vida.
 
O índice busca medir os impactos concretos do desenvolvimento na vida da população, considerando fatores como acesso à saúde, educação, saneamento, segurança, moradia, inclusão social, direitos individuais e qualidade ambiental.
 
Santa Catarina aparece entre os estados mais bem colocados do país, ocupando a terceira posição nacional. Para o pesquisador da Univali, mais importante do que a classificação é a reflexão que o estudo propõe sobre o papel das políticas públicas na promoção do bem-estar.
 
PIB não mede qualidade de vida
Segundo Marcos Vinícius, um dos principais equívocos é tratar crescimento econômico e desenvolvimento social como conceitos equivalentes.
 
"O PIB mensura o volume de produção e movimentação econômica de um território, e cumpre bem essa função. O problema é quando ele passa a ser tratado como sinônimo de qualidade de vida, porque não é. Uma cidade pode crescer economicamente de forma consistente e, ao mesmo tempo, ter parcelas significativas da população vivendo sem saneamento básico, sem acesso a serviços de saúde de qualidade ou sem segurança no espaço público. O crescimento econômico é condição necessária, mas insuficiente para o desenvolvimento social", ressalta.
 
O professor explica ainda que a proposta do IPS é justamente observar aquilo que os indicadores econômicos tradicionais não conseguem medir.
 
"O que o IPS propõe é uma mudança de pergunta: em vez de 'quanto esse território produz?', ele questiona 'o que essa produção gera de bem-estar concreto para as pessoas?'. Para quem trabalha com gestão de políticas públicas, essa é uma virada de perspectiva essencial. Políticas eficazes não são necessariamente as que aumentam o produto interno, mas sim as que conseguem transformar produto em qualidade de vida distribuída de forma equitativa", defende o professor.
Políticas públicas transformam crescimento em bem-estar
Na avaliação do pesquisador, o estudo também demonstra que só a riqueza não garante bons indicadores sociais. Municípios que conseguem transformar desenvolvimento econômico em qualidade de vida costumam reunir características como gestão pública profissionalizada, planejamento de longo prazo, monitoramento de resultados e continuidade das políticas públicas.
 
"Municípios que conseguem transformar renda em bem-estar geralmente dispõem de uma gestão pública mais profissionalizada, com planejamento de médio e longo prazo, sistemas de monitoramento de resultados e menor ruptura a cada transição de governo. Não basta ter recurso; é preciso saber onde aplicar, para quem e com base em que critérios", diz.
Marcos Vinícius destaca que o próprio IPS 2026 evidencia essa realidade ao mostrar que municípios com economias menos robustas também conseguem alcançar elevados níveis de qualidade de vida quando contam com políticas públicas eficientes.
 
Santa Catarina tem bom desempenho, mas desafios persistem
Apesar de Santa Catarina figurar entre os estados com melhor desempenho nacional, o levantamento também evidencia que boas médias podem esconder desigualdades importantes entre regiões e municípios. Além disso, os componentes que medem inclusão social e direitos individuais aparecem entre os piores indicadores do país, revelando desafios que vão além da infraestrutura e do crescimento econômico.
 
Para o professor da Univali, esses resultados mostram que o Brasil ainda enfrenta obstáculos estruturais para garantir cidadania plena e reduzir desigualdades de forma consistente.
 
"Esses dois componentes revelam um problema que transcende infraestrutura e renda: trata-se de um déficit de cidadania. As normas de proteção existem, mas nem sempre se efetivam na prática cotidiana. Avanços consistentes exigem ação coordenada entre diferentes níveis de governo, metas mensuráveis, indicadores de acompanhamento e participação ativa dos grupos afetados na construção das próprias políticas", destaca Marcos.
No caso catarinense, ele ressalta que a boa posição no ranking deve ser encarada como um incentivo para aperfeiçoar as políticas públicas e enfrentar as desigualdades que ainda persistem dentro do estado.
Conheça seis barcos iguais aos de celebridades que estarão no maior evento náutico do Sul do país
Modelos de lanchas iguais aos escolhidos por personalidades do esporte, da música e da moda, como Cristiano Ronaldo, Gisele Bündchen, Bell Marques, Diogo Nogueira, Dorival Júnior e Hélio Castroneves, estarão em exposição no Marina Itajaí Boat Show, que ocorre de 2 a 5 de julho, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina. Ao todo, serão cerca de 60 embarcações em exibição, além de atrações para toda família.
 
Quem visitar o Marina Itajaí Boat Show 2026 poderá ver de perto modelos que ajudam a explicar por que o universo náutico também conquistou celebridades do esporte, da música e da moda. De 2 a 5 de julho, o maior evento náutico do Sul do Brasil vai exibir em Itajaí (SC) cerca de 60 embarcações, incluindo modelos iguais aos de famosos como Cristiano Ronaldo, Gisele Bündchen, Diogo Nogueira e Bell Marques. A 4ª edição do evento ainda contará com shopping náutico flutuante, praça gastronômica, palestras com especialistas do setor, test drives, passeios de veleiro e visitação ao barco brasileiro JAQ H1 movido a hidrogênio verde. Os ingressos para visitação já estão disponíveis no site oficial: https://itajaiboatshow.com.br/.
 
“O Marina Itajaí Boat Show é um evento pensado para atender diferentes públicos, desde o navegador mais experiente, que quer trocar de barco, conhecer lançamentos, comparar tecnologias, acompanhar palestras e fazer negócios, até quem está começando agora, tem curiosidade pelo setor ou quer viver uma experiência mais próxima do universo náutico. Por isso, reunir todas essas atrações é uma forma de mostrar que a náutica tem várias portas de entrada, seja para comprar, navegar, conhecer ou simplesmente se encantar”, afirma Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica / Boat Show Eventos.
 
Confira seis modelos iguais aos de celebridades que estarão no evento:
 
Azimut Grande 27 Metri – Cristiano Ronaldo
Modelo igual ao escolhido pelo jogador de futebol português, a Azimut Grande 27 Metri é um megaiate de 27 metros, com preço a partir de R$ 60 milhões. Possui superestrutura em fibra de carbono 100% pura e é uma verdadeira mansão, com cinco suítes, flybridge, beach area, jacuzzi e garagem para moto aquática.
 
Schaefer V44 – Gisele Bündchen
Essa lancha de 44 pés, semelhante a escolhida pela top model, tem proposta esportiva, confortável e funcional. O destaque está nas portas laterais que se abrem e formam varandas, ampliando a área de convivência. A embarcação ainda conta com espaço gourmet e acomodações para até quatro pessoas em pernoite.
 
Schaefer 660 – Bell Marques
Essa embarcação tem 20,08 metros de comprimento e se destaca pelas varandas laterais automatizadas, que ampliam o contato com o mar. Com quatro cabines, incluindo suíte máster, flybridge, área gourmet e plataforma de popa, acomoda até 20 pessoas durante o dia e oito para pernoite.
 
NX44 design by Pininfarina – Diogo Nogueira
Escolhida pelo cantor Diogo Nogueira, a NX44 une design italiano, esportividade e integração com o mar. Com 44 pés, grandes janelas, cockpit espaçoso e acabamento de alto padrão, a lancha tem capacidade para até 20 passageiros em passeios diurnos e pernoite para até quatro pessoas.
 
Sessa C40 – Dorival Júnior
Essa lancha combina elegância italiana e desempenho esportivo. Com 12,30 metros de comprimento, duas cabines, banheiro com ducha separada, cozinha completa e motorização 2 x Volvo D4 de 300 HP, a embarcação alcança até 36 nós, cerca de 67 km/h.
 
Mestra 212 – Hélio Castroneves
Modelo igual ao do tetracampeão das 500 Milhas de Indianápolis, a Mestra 212 é uma lancha compacta voltada ao lazer em família. Com 6,39 metros de comprimento e capacidade para até nove passageiros, reúne solário de popa, ducha, pia, geleiras, escada telescópica e motorização de 100 HP a 150 HP.
 
Confira o calendário dos Boat Shows no Brasil em 2026:
São Paulo Boat Show: 24/09 a 29/09
Salvador Boat Show: 05/11 a 08/11
Salão de Usados Náutica: 19/11 a 22/11
 
Sobre o Grupo Náutica
Com mais de 40 anos de atuação, o Grupo Náutica é referência em inovação, infraestrutura, sustentabilidade, eventos e comunicação no setor náutico brasileiro. O ecossistema do grupo reúne a Revista Náutica (www.nautica.com.br), pioneira e líder absoluta em conteúdo especializado; o Boat Show, maior organizadora de salão náutico da América Latina, com edições em São Paulo, Itajaí, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Angra dos Reis; a Metalu, maior fabricante mundial de píeres e passarelas em alumínio; a SF Marina, líder global em docas flutuantes de concreto e quebra-mares para marinas e portos; e a JAQ Apoio Marítimo, dedicada a projetos inovadores, pesquisas e sustentabilidade. O Grupo Náutica também desenvolve iniciativas de impacto socioambiental que integram educação, cidadania e preservação, como “Só Jogue na Água o que Peixe Pode Comer”, criada por Ziraldo, e “Por Uma Cidade Navegável”, que promove a revalorização das vias aquáticas urbanas. Além disso, é responsável pelos principais Guias de Turismo Náutico do país, referência para navegadores, turistas e gestores públicos.
Mais informações: https://gruponautica.com.br/
Por que o mercado de imóveis de luxo segue crescendo acima da média no Brasil

O mercado imobiliário de alto padrão e ultra luxo vive um momento de forte expansão no Brasil. Mesmo diante de oscilações econômicas e juros elevados, empreendimentos exclusivos seguem registrando alta demanda, impulsionados por um público que busca mais do que metragem ampla ou acabamentos sofisticados. Privacidade, localização estratégica, serviços personalizados, segurança e experiências diferenciadas passaram a ser fatores decisivos na escolha de um imóvel.

De acordo com especialistas do setor, o perfil do comprador também evoluiu. Hoje, investidores, empresários e famílias de alta renda procuram imóveis que combinem qualidade construtiva, potencial de valorização e uma experiência de moradia alinhada ao seu estilo de vida.

Segundo Henry Fuckner, diretor da Zireh, o conceito de luxo no mercado imobiliário deixou de estar associado apenas à ostentação e passou a refletir aspectos mais subjetivos e personalizados. “O cliente de alto padrão está cada vez mais criterioso. Ele busca exclusividade, conforto, localização privilegiada e, principalmente, empreendimentos que proporcionem qualidade de vida. O luxo contemporâneo está relacionado à experiência de morar bem, com serviços, conveniência e soluções que atendam às necessidades da rotina”, afirma.

Entre as características mais valorizadas estão projetos arquitetônicos assinados, áreas de lazer completas, plantas inteligentes, automação residencial, eficiência energética, serviços de hospitalidade e vistas privilegiadas. Nos empreendimentos classificados como ultra luxo, a escassez também desempenha papel fundamental na valorização.

“Os imóveis de ultra luxo possuem um componente importante de exclusividade. São produtos únicos, muitas vezes localizados em regiões consolidadas e com oferta limitada de terrenos. Isso contribui para a preservação de valor e para o interesse constante de compradores que procuram diferenciação”, destaca Fuckner.

Crescimento sustentado pela busca por patrimônio seguro
Além do desejo por uma moradia de excelência, o segmento tem atraído investidores em busca de proteção patrimonial. Imóveis de alto padrão costumam apresentar maior resiliência diante das oscilações econômicas, especialmente quando estão inseridos em mercados consolidados e regiões com restrição de oferta.

Outro fator que impulsiona o setor é a mudança de comportamento observada após a pandemia. O lar passou a assumir papel central na vida das pessoas, aumentando a procura por espaços mais amplos, ambientes integrados, áreas de convivência e soluções voltadas ao bem-estar.

“Percebemos que os compradores passaram a valorizar ainda mais aspectos ligados à qualidade de vida. Ambientes confortáveis para trabalho remoto, áreas verdes, espaços de lazer e serviços agregados ganharam protagonismo no processo de decisão”, explica o diretor.

Apesar do potencial de valorização e da atratividade do segmento, especialistas alertam que a aquisição de um imóvel de alto padrão exige uma análise criteriosa.
Entre os principais cuidados estão a avaliação da reputação da incorporadora, a qualidade do projeto arquitetônico, o padrão construtivo, a infraestrutura da região, o histórico de valorização do endereço e o modelo de gestão do empreendimento.

Também é importante analisar os custos de manutenção, as taxas condominiais e os diferenciais que efetivamente agregam valor ao imóvel no longo prazo. “É fundamental que o comprador vá além da estética. Um imóvel de alto padrão deve reunir atributos que garantam conforto, funcionalidade, segurança e potencial de valorização. A escolha precisa considerar não apenas o momento da compra, mas a sustentabilidade do investimento ao longo dos anos”, orienta Henry Fuckner.

A expectativa do mercado é de que o segmento de alto padrão e ultra luxo continue crescendo nos próximos anos, especialmente em cidades com forte desenvolvimento econômico e oferta limitada de terrenos nobres.

Com consumidores cada vez mais exigentes e atentos à qualidade da experiência de morar, o setor segue ampliando investimentos em inovação, hospitalidade, sustentabilidade e personalização, consolidando um novo conceito de luxo: menos baseado na ostentação e mais focado em exclusividade, bem-estar e legado patrimonial.

 

Projeto social oferece aulas de panificação e empreendedorismo em Navegantes

Com foco na geração de renda e incentivo ao empreendedorismo, o Instituto Portonave acaba de viabilizar o projeto Padaria Artesanal em Navegantes. A iniciativa, voltada especialmente para a população em vulnerabilidade social de baixa renda, oferece capacitação prática em panificação, com técnicas simples para a produção de 10 receitas de pães nutritivos, além de noções sobre formalização de negócios.

As aulas ocorrem aos sábados na Paróquia Santa Luzia, no bairro Machados. Elas são ministradas por voluntárias da própria paróquia e supervisionadas por instrutoras capacitadas pelo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Itajaí. O grupo de mulheres participou de um treinamento específico em Joinville, que as tornou “multiplicadoras” para auxiliar no desenvolvimento e na sustentação da iniciativa no município. O Instituto Portonave patrocinou todos os equipamentos e utensílios necessários para a produção dos pães, bem como os insumos e as adequações necessárias no local. O total investido foi cerca de R$40 mil.

A previsão é de que o projeto, lançado no último sábado (20), siga em execução até o mês de dezembro. O evento de lançamento contou com a presença de lideranças das instituições envolvidas, entre elas o prefeito de Navegantes, Ricardo Ventura; a presidente do Instituto Brasileiro Infraestrutura (IBI) Social, Eliane Samarco; o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas; a diretora presidente do Instituto Portonave, Mariana de Souza Viel; o representante da Paróquia Santa Luzia, diácono Mário Laurenço; a coordenadora de Educação Profissional do Senai da Foz do Rio Itajaí, Fabiana Cerato; e a secretária de Inclusão e Desenvolvimento Social de Navegantes, Luciane Bittencourt.

As turmas, todas preenchidas, são formadas por 15 alunos. A capacitação tem carga horária de 8 horas, realizada em um único dia, sempre no último sábado de cada mês. Ao longo do treinamento, os participantes aprendem técnicas de produção e também conceitos básicos de empreendedorismo, como forma de incentivar a criação do próprio negócio.

Sobre o projeto Padaria Artesanal

O programa foi idealizado em 2000 por Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, Lu Alckmin, esposa do vice-presidente do Brasil, com extensa atuação em projetos sociais e educacionais. A iniciativa se sustenta por meio de parcerias voluntárias e solidárias da Arquidiocese de Brasília, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Sistema S e demais apoiadores da sociedade civil. No setor portuário, o projeto é desenvolvido pelo IBI Social, braço social do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI).

Sobre o Instituto Portonave

Há 11 anos o Instituto Portonave impulsiona o desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais a empresa está inserida e apoia a transformação positiva dos territórios com foco na redução das desigualdades sociais (ODS 10). Em 2025, foram 71 projetos apoiados em Navegantes e região, que impactaram 242.725 pessoas em todas as áreas, com investimento direto de R$ 1,6 milhão.

Dalpet anuncia Zé Roberto e Apollo como embaixadores 2026

A Dalpet, indústria brasileira especializada em nutrição animal, dá mais um passo em sua trajetória de crescimento e posicionamento ao anunciar uma parceria com o ex-jogador Zé Roberto e seu cão Apollo. A iniciativa reforça o propósito da marca de promover saúde, vitalidade e bem-estar por meio de uma alimentação de alta qualidade.

Reconhecido por sua disciplina, longevidade no esporte e dedicação a um estilo de vida saudável, Zé Roberto construiu uma carreira marcada pela consistência e pela busca constante por performance. Esses mesmos valores estão no DNA da Dalpet, que investe continuamente em pesquisa, tecnologia e ingredientes de alto valor biológico para desenvolver soluções nutricionais completas para pets.

A conexão entre o atleta e a marca acontece de forma natural: assim como o cuidado com o corpo foi essencial para o desempenho de Zé Roberto ao longo dos anos, a alimentação equilibrada é um dos pilares fundamentais para garantir saúde e qualidade de vida aos animais de estimação. Esse olhar se conecta diretamente ao conceito da marca “Amor se prova todo dia”, que traduz o compromisso diário com escolhas que impactam positivamente a vida dos pets.

A parceria nasce com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância da nutrição de qualidade na rotina dos pets, além de aproximar ainda mais a marca de tutores que valorizam escolhas responsáveis e informadas. “Acreditamos que saúde é resultado de consistência, cuidado e boas escolhas.

Ter ao nosso lado alguém que representa isso de forma tão genuína fortalece ainda mais a nossa missão”, destaca Guilherme Dalçoquio, Analista Comercial da Dalpet. Com essa iniciativa, a empresa reforça seu posicionamento como uma marca que vai além da alimentação, atuando como parceira dos tutores na construção de uma vida mais saudável e equilibrada para seus pets. A campanha foi desenvolvida em parceria com a agência NOMADS360. Sobre a Dalpet Fundada em 2003, a Dalpet é uma indústria brasileira especializada em nutrição animal, com sede em Três Barras e em Itajaí (SC). A empresa desenvolve alimentos com proteínas de alto valor biológico, priorizando saúde, energia e bem-estar dos pets.

Com rigoroso controle de qualidade, investimento contínuo em tecnologia e pesquisa, e presença internacional em mais de nove países, a Dalpet se destaca por oferecer soluções nutricionais que aliam ciência, cuidado e respeito ao meio ambiente. 

Prefeitura de Navegantes antecipa primeira parcela do 13º salário aos servidores públicos
A Prefeitura de Navegantes anuncia a antecipação da primeira parcela do 13º aos servidores públicos municipais. O pagamento será realizado na próxima terça-feira (23) e serão injetados R$ 9.155.837,84 na economia local.  
 
Nesta primeira parcela, o servidor receberá 41,67% do valor total. “Esses valores, com certeza, contribuirão para que cada servidor e sua respectiva família possam dar andamento a seus planos, projetos e ações. E boa parte dele, com certeza, estará movimentando as atividades econômicas do nosso município e da região, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da nossa cidade“, explica Ditmar Zimath, secretário de Planejamento, Administração e Finanças.
 
“Agora, no dia 23 de junho, nós estaremos pagando a primeira parcela do 13º salário do ano de 2026. Serão mais de R$ 9 milhões injetados na nossa economia, na nossa Navegantes, reforçando o nosso compromisso com o servidor da nossa cidade”, destaca o prefeito Ricardo Ventura. 
 
Texto: Marília Cordeiro
Foto: Marcos Porto
BR-282: Setor produtivo rejeita proposta da ANTT e cobra duplicação integral da rodovia no Oeste

A proposta da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para conceder trechos das BRs 153, 282, 470 e 480 em Santa Catarina à iniciativa privada abriu uma nova frente de pressão entre entidades empresariais do Oeste. Em audiência pública realizada em Chapecó, a CDL Chapecó e as entidades coirmãs (CEC, SICOM e ACIC) criticaram o reduzido alcance das obras previstas e defenderam a duplicação integral da BR-282, principal eixo de ligação da região com o litoral e com os corredores de exportação.

Os projetos em debate tratam dos lotes 1 e 3 das rodovias federais catarinenses. O Lote 1 abrange cerca de 515,6 quilômetros das BRs 153, 282 e 470. O Lote 3 inclui aproximadamente 166 quilômetros das BRs 153, 282 e 480. Juntos, somam mais de 680 quilômetros em concessão, com prazo previsto de 30 anos. A ANTT informa que o modelo está em fase de audiência pública, com contribuições da sociedade para subsidiar a versão final dos estudos, edital e contrato.

Para o presidente da CDL Chapecó, Roni Tasca, o projeto apresentado frustrou a expectativa das entidades. Segundo ele, o ponto central da divergência está na diferença entre o custo que será imposto aos usuários e o volume de duplicações previsto no projeto.

“A audiência pública nos causou espanto e indignação. Primeiro, porque deixou claro que o governo não vai colocar dinheiro público na duplicação. Segundo, do total proposto para ser concessionado, percebemos que menos de 30% terá duplicação e o restante receberá apenas terceiras faixas, trevos e passarelas. O nosso maior problema hoje é a duplicação. Terceiras faixas ajudam, mas não resolvem o problema da BR-282”, afirmou Tasca.


PEDÁGIOS
A tarifa estimada pela ANTT varia conforme o lote. No Lote 1, o projeto prevê tarifa de R$ 0,14992 por quilômetro em pista simples e R$ 0,19489 por quilômetro em pista dupla, com data-base de julho de 2024. No Lote 3, os valores indicados são de R$ 0,16280 por quilômetro em pista simples e R$ 0,21164 por quilômetro em pista dupla.

Na avaliação da CDL, a cobrança cria um novo custo para empresas, transportadores e consumidores sem entregar a solução esperada para a logística regional. Tasca estima que o deslocamento de Chapecó ao litoral poderia custar cerca de R$ 70 em pedágios para um automóvel, enquanto caminhões pagariam valores superiores, de acordo com o número de eixos.
“O setor produtivo não é contra pagar pedágio se essa é a única forma de tirarmos a obra do papel e, principalmente, se houver uma estrada compatível com a necessidade de Santa Catarina. O problema é pagar por 30 anos e receber uma rodovia praticamente igual, com trechos pontuais duplicados e muitas terceiras faixas”, disse.

Um dos exemplos citados pelo presidente da CDL é o trecho da BR 282 entre Chapecó e o trevo de Irani. Segundo Tasca, dos cerca de 98 quilômetros desse corredor, apenas 29 quilômetros teriam duplicação prevista na proposta atual. Para ele, esse recorte mostra que a concessão não enfrenta o gargalo mais sensível para o Oeste.
A BR-282 é tratada pelas entidades empresariais como uma infraestrutura estratégica para o escoamento da produção agroindustrial, para o transporte de mercadorias e para a integração regional. A rodovia também concentra preocupações ligadas à segurança viária, já que o trecho é considerado um dos mais violentos do Estado. Para os empresários, porém, ganhos de segurança dependem de obras mais amplas na rodovia catarinense.

O projeto da ANTT indica o uso de pórticos de cobrança no sistema free flow. São 13 pontos previstos no Lote 1 e outros cinco no Lote 3, além da previsão de desconto de 50% no valor do pedágio no primeiro ano de concessão e início de cobrança no quarto mês de contrato. A CDL avalia que o desconto inicial não compensa uma obra considerada insuficiente.
“Cobrar metade no primeiro ano não resolve. O contrato é de 30 anos. O essencial é saber que tipo de estrada Santa Catarina terá até o fim desse período”, destacou Tasca.

CRONOGRAMA
Outro ponto de crítica é o cronograma. Segundo o presidente da CDL, se o processo avançar nos termos atuais, a concessão começaria em 2028, mas as obras de maior porte só ganhariam ritmo a partir de 2030. A previsão de conclusão, segundo ele, poderia chegar a 2037, com cobrança ativa durante todo o período contratual.

A posição das entidades não se limita à BR-282 entre Chapecó e Irani. O setor produtivo também cobra a inclusão efetiva do trecho entre São Miguel do Oeste e Chapecó e a revisão de pontos de pedágio próximos a áreas urbanas. Para Tasca, o projeto deveria olhar para a demanda das próximas décadas, e não apenas para intervenções pontuais.

O tema, segundo o dirigente, atravessa gerações no Oeste catarinense. Ele afirma que a duplicação da BR-282 é uma reivindicação antiga, repetida há mais de três décadas, sem resposta concreta do poder público.

“São mais de 30 anos pedindo isso. Meu pai hoje tem 82 anos, e eu já ouvia ele falar da duplicação da BR-282. Hoje eu tenho 45 anos e estou com o mesmo problema. Tenho duas filhas e não quero passar isso para elas. Da forma como está, se nós aceitarmos, infelizmente minhas filhas também vão estar numa estrada igual”, disse.
Para o presidente da CDL Chapecó, a proposta apresentada pela ANTT não corresponde ao peso econômico de Santa Catarina nem à contribuição do Estado para a arrecadação federal. Ele defende que a infraestrutura rodoviária deveria acompanhar a relevância produtiva catarinense.

“Santa Catarina é a sexta maior economia do país, entre 27 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal. Também somos o quinto maior arrecadador. O Estado nunca deixou de mandar menos de R$ 100 bilhões por ano para o governo federal, mas não recebe nem R$ 20 bilhões de volta. Não estamos pedindo privilégio. Estamos pedindo infraestrutura compatível com o que Santa Catarina produz e representa para o Brasil”, salientou.

ARTICULAÇÃO
As entidades empresariais já estão em contato com representantes políticos de Santa Catarina para pressionar por mudanças antes da consolidação do edital.
“Não tem como aceitar uma proposta como essa. Defendemos que a duplicação de 100% da BR-282 entre Chapecó e Irani seja tratada como condição mínima para a concessão, além da inclusão das principais obras já no edital e no contrato”, sublinhou.

Para o presidente da CDL, o debate envolve competitividade, segurança, logística e capacidade de crescimento do Oeste. “Todos precisam da BR-282: o comércio, a indústria, o transporte, o turismo e a população. Não podemos pagar um preço alto por um baixo desenvolvimento nos próximos 30 anos”, declarou.
 
PONTOS CONTESTADOS PELAS ENTIDADES
 
Duplicação limitada
Projeto prevê duplicação em menos de 30% dos trechos concedidos
 
Pedágio sem obra integral
Cobrança por 30 anos sem garantia de duplicação completa
 
Pontos de pedágio
Locais precisam ser revistos para evitar impacto em áreas urbanas
 
Chapecó-Irani
Apenas 29 dos cerca de 98 quilômetros teriam duplicação prevista
 
Cronograma longo
Obras só avançariam a partir de 2030, com conclusão estimada para 2037, sem duplicação integral
 
Trechos estratégicos
Não está prevista a inclusão do trecho São Miguel do Oeste-Chapecó

 

FIESC leva educação, inovação e saúde ocupacional à Expomar 2026 em Itajaí

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) estará presente na Expomar 2026, evento que reúne as cadeias produtivas e de negócios que atendem à pesca, à maricultura e à logística da região. A feira, de 24 a 26 de junho, no Centreventos, em Itajaí (SC), será uma oportunidade de fortalecer o papel institucional da FIESC, divulgar serviços e se aproximar das demandas da região.
 
Entre as atividades que serão divulgadas no evento, destaca-se o curso técnico em Construção Naval, realizado pelo SENAI em Itajaí, que forma profissionais para controlar e inspecionar o processo de construção naval, supervisionar instalações e montagem de estruturas, além de desenvolver projetos. A formação é presencial, e o início da próxima turma está previsto para agosto. 
 
As equipes também estarão disponíveis para tirar dúvidas sobre a Escola SESI de Referência, localizada em Itajaí, que oferece aos estudantes uma jornada completa de educação básica - do infantil ao ensino médio. A escola apresenta uma proposta pedagógica alinhada às diretrizes do Novo Ensino Médio, baseada no movimento STEAM – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.
 
“Eventos como a Expomar precisam ser incentivados. São uma grande oportunidade de fortalecer o setor e de estarmos cada vez mais perto das demandas da comunidade”, afirma a gerente do SESI, SENAI e IEL na região, Silvana Meneghini.
 
IA e Segurança do Trabalhador

Quem visitar a FIESC na Expomar também poderá ter acesso a mais informações sobre o SCTEC, um programa do Governo de Santa Catarina, em parceria com o SENAI/SC. A iniciativa visa impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico no estado e capacita o participante para o uso da Inteligência Artificial, preparando-o para construir ou aprimorar sua carreira em tecnologia.
 
Também será possível conhecer mais detalhes dos serviços de Saúde e Segurança do Trabalho. Por meio deles, o SESI Saúde apoia as empresas no cuidado com os trabalhadores, na promoção de ambientes de trabalho mais seguros e produtivos, no fortalecimento da cultura de segurança e no atendimento às Normas Regulamentadoras. Entre as soluções oferecidas, estão Gestão de Laudos e Programas, Gestão de Absenteísmo, Assessorias e Consultorias, Medicina do Trabalho, Ergonomia, Audiometria Ocupacional e Cursos de NRs.
 
Fórum Empresarial
 
No dia 26/06, acontece o Fórum Empresarial FIESC x Expomar, um encontro que debaterá temas importantes para o setor, como reforma tributária, expansão das áreas marinhas protegidas, gestão sustentável e saúde mental em alto-mar. O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, participará da abertura do evento. Dentro da programação, também acontecerá a reunião do Conselho da Indústria de Alimentos e Bebidas da FIESC. Será o primeiro encontro presidido por Rosemeri Francener, que também é CEO da DR Aromas & Ingredientes.

Promessa de dinheiro fácil e Pix são meios mais usados por golpistas

Promessas de dinheiro fácil vindas de marcas conhecidas com pagamentos instantâneos via Pix se tornaram a combinação mais frequente usada pelos golpistas online do Brasil. É o que aponta a segunda edição do relatório A Jornada dos Golpes, divulgado nesta quarta-feira (17).
O estudo do Observatório Lupa, núcleo de pesquisa da Agência Lupa, tomou por base 115 conteúdos fraudulentos virais que circularam pelo país entre maio de 2024 e abril de 2026. Foi constatado que cerca de um terço dos golpes exigia pagamentos exclusivamente via Pix. Outros 71% dos golpes prometiam algum tipo de vantagem financeira e 74% exploravam a credibilidade de empresas ou personalidades conhecidas para dar às fraudes uma aparência de legitimidade.

A pesquisa identificou que boa parte dos golpes utiliza estratégias repetitivas que são, por essa razão, previsíveis. Entre as estratégias que reaparecem ao longo do ano com pequenas adaptações se incluem promoções falsas, indenizações inexistentes, vagas de emprego fraudulentas, benefícios sociais fictícios e brindes supostamente gratuitos. E sempre acompanhando datas sazonais e temas em evidência no noticiário.

A pesquisadora responsável pelo estudo, Beatriz Farrugia, indicou que os criminosos não precisam criar golpes completamente novos para continuar fazendo vítimas.

Eles reutilizam estruturas que já funcionaram, adaptam a narrativa ao contexto do momento e se aproveitam da confiança que as pessoas depositam em marcas conhecidas, instituições e figuras públicas.

Como isso torna as fraudes cada vez mais previsíveis, Beatriz afirmou que acaba abrindo espaço para ações preventivas mais eficazes.

Distorção

Para aumentar a taxa de sucesso das fraudes, os criminosos exploram especialmente contextos de vulnerabilidade econômica e a expectativa de obtenção de dinheiro fácil ou descontos significativos.

Os pesquisadores identificaram que uma das principais estratégias é a distorção de fatos reais. Em 66% dos golpes analisados, criminosos partiram de informações verdadeiras para construir narrativas enganosas.

Isso inclui manipulação de reportagens jornalísticas, comunicados oficiais, campanhas legítimas, decisões judiciais, programas governamentais e páginas institucionais, visando criar conteúdos que parecem autênticos à primeira vista. No período anterior, esse índice era de 55%.

Segundo Beatriz, o uso de elementos reais torna os golpes mais difíceis de serem identificados.

Muitas vezes, a fraude não nasce de uma informação totalmente inventada, mas da adulteração de fatos verdadeiros, marcas reconhecidas ou notícias que já circulam na imprensa.

De acordo com o relatório, mais de 15 empresas de varejo, bancos, marketplaces e plataformas digitais tiveram suas marcas utilizadas indevidamente por criminosos para conferir legitimidade às fraudes.

Entre as marcas mais exploradas, destaque para Mercado Livre e Nubank, com quatro ocorrências cada. Shopee, Serasa e Rede Globo aparecem também entre os nomes mais utilizados pelos golpistas.

Além de empresas, personalidades públicas, jornalistas, médicos e influenciadores foram frequentemente usados para dar veracidade às mensagens fraudulentas.

Redes sociais
A pesquisa evidencia que a maior parte das fraudes é iniciada em redes sociais abertas, como Facebook, Instagram e TikTok, migrando depois para ambientes mais privados, especialmente formulários online, onde ocorre a coleta de dados pessoais, e aplicativos de mensagens.

O WhatsApp apareceu em quase 65% dos golpes analisados entre maio de 2025 e abril de 2026, consolidando-se como o principal canal de circulação desse tipo de conteúdo no país.

Nesse ambiente, os pagamentos instantâneos tornaram-se uma ferramenta importante para os criminosos. As transferências por Pix costumam ser apresentadas como forma única de arcar com taxas supostamente necessárias para liberar benefícios, promoções, brindes ou indenizações inexistentes.

Responsabilidade
O relatório chama a atenção para o papel das plataformas digitais na monetização e circulação de conteúdos fraudulentos. Em novembro de 2025, documentos internos da Meta revelados pela imprensa indicaram que a empresa teria arrecadado em 2024 cerca de US$ 16 bilhões com anúncios relacionados a golpes e produtos proibidos. Esse valor equivale a cerca de 10% da receita anual da empresa.

O Observatório Lupa informou que o caso ampliou o debate internacional sobre os mecanismos de fiscalização de anúncios e a responsabilidade das plataformas na prevenção de fraudes.

Beatriz Farrugia sinalizou para a necessidade de uma atuação coordenada entre empresas de tecnologia, instituições financeiras, órgãos públicos, veículos de imprensa e usuários para que ocorra o enfrentamento dos golpes online.

A pesquisadora destacou que o relatório mostra que os golpes digitais não são aleatórios. Reforçou que eles seguem padrões relativamente estáveis de narrativa, distribuição e monetização. Quanto melhor entendermos esses padrões, maiores serão as chances de antecipar ameaças, reduzir vulnerabilidades e proteger os usuários, concluiu.

Entidades consideram insuficiente redução da taxa Selic

A redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Para as representações da indústria e dos trabalhadores, o corte nos juros é incapaz de reverter o quadro de estagnação dos investimentos e não atende às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro.

A decisão de reduzir a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano foi anunciada nesta quarta-feira (17) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Para a CNI, a redução não contribui para a reversão da asfixia financeira das empresas e das famílias.

Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito vai seguir inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria. Da mesma forma, a medida se mostra ineficaz em aliviar o orçamento das famílias, das empresas e do próprio governo, que seguirão estrangulados pelo serviço da dívida, adiando a retomada do consumo e do investimento e a superação do fantasma da inadimplência, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A CNI avalia que, diante do acordo entre Estados Unidos e Irã para o fim da guerra, haveria espaço para o Banco Central intensificar o ciclo de cortes da Selic na próxima reunião.

O provável fim do conflito já impacta na queda do preço do petróleo elemento que vinha pressionando os custos das cadeias produtivas globais. Ao retirar o principal componente de pressão sobre a expectativa de preços e juros, há um ambiente mais favorável para uma flexibilização monetária, completou Alban.

Redução tímida
Para a CUT, principal central sindical do país, a redução é tímida e não atende às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro. Segundo a entidade, a política monetária do BC ignora os sinais positivos da economia brasileira e de alívio no cenário internacional, como a recente queda no preço do petróleo.

Manter os juros nesse patamar absurdo continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente a classe trabalhadora, que segue pagando a conta da lógica do rentismo, diz comunicado da central.

A CUT disse ainda que a redução de apenas 0,25% pontos na taxa de juros expõe os limites e os perigos do atual modelo de autonomia do Banco Central, que mantém o país refém da especulação financeira .

Taxas de juros reais tão elevadas drenam recursos públicos que deveriam financiar a saúde, a educação e a infraestrutura, destinando-os para o pagamento da dívida com os grandes detentores de capital. O desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade exigem um corte contundente da taxa de juros, e não mais uma concessão ao mercado, disse a CUT.

Continuidade 
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considera positiva a redução da taxa Selic, mas diz que é necessário que o movimento tenha continuidade.

Segundo a entidade, o nível dos juros ainda impõe desafios relevantes à atividade econômica e à retomada dos investimentos.

A continuidade do processo de flexibilização monetária é uma sinalização positiva para a economia. No entanto, a Selic ainda permanece em um patamar restritivo, o que encarece o crédito, adia decisões de investimento e dificulta um crescimento econômico mais consistente, afirmou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos.

Governador participa da abertura da Estação Inverno 2026 e reforça investimentos em turismo, segurança e infraestrutura

Fotos: Leo Munhoz/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello participou nesta terça-feira, 17, em Bom Jardim da Serra, da abertura oficial da Estação Inverno 2026. Ao lado da secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif, o governador apresentou as ações do Governo de Santa Catarina para fortalecer o turismo, impulsionar a economia e ampliar os investimentos em segurança, mobilidade e infraestrutura durante a temporada mais fria do ano.

A quarta edição da Estação Inverno integra a estratégia do Governo do Estado de promover Santa Catarina ao longo de todo o ano, valorizando os atrativos das diferentes regiões e consolidando o Estado como um dos principais destinos turísticos do Brasil em todas as estações.

“Santa Catarina vive as quatro estações e tem potencial turístico o ano inteiro. Estamos fortalecendo essa vocação e ampliando a promoção do Estado para atrair visitantes do Brasil e do exterior. A Serra se destaca com gastronomia, vinhos de altitude e turismo de experiência. Isso movimenta a economia e gera emprego e renda nos municípios. Também seguimos investindo em infraestrutura e mobilidade, como as obras na Serra do Corvo Branco, além do reforço na segurança para garantir que o turista seja bem recebido e tenha tranquilidade durante sua estadia”, afirmou o governador Jorginho Mello.


Turismo impulsiona desenvolvimento regional

Com paisagens naturais, cultura, gastronomia, vinhos de altitude, turismo rural e experiências ligadas à natureza, Santa Catarina oferece opções para visitantes durante todo o ano. No inverno, a Serra Catarinense ganha protagonismo e se consolida como um dos destinos mais procurados do país.

A Estação Inverno reúne ações de promoção turística, divulgação dos destinos catarinenses e fortalecimento da cadeia produtiva do setor, contribuindo para a geração de emprego e renda nos municípios.

Os resultados já refletem o fortalecimento do turismo na região. Dados da Fecomércio-SC apontam que a Serra Catarinense registrou, em 2025, o maior gasto médio por grupo de visitantes da série histórica iniciada em 2017, passando de R$ 2.824 para R$ 3.550.

Entre a edição de 2025 e a temporada de 2026, o Governo do Estado investiu R$ 25,5 milhões em ações voltadas ao turismo na Serra Catarinense, contemplando infraestrutura turística, sinalização viária, qualificação de destinos e apoio a eventos regionais. Os investimentos públicos contribuíram para impulsionar mais de R$ 500 milhões em investimentos privados na região.

A promoção dos destinos catarinenses também foi ampliada por meio da participação em feiras e eventos nacionais e internacionais do setor, fortalecendo a presença de Santa Catarina em mercados estratégicos.

Além disso, o Estado tem investido em inteligência de mercado para qualificar a promoção turística e consolidar uma marca mais competitiva ao longo de todo o ano.

“A Estação Inverno já se consolidou como uma das principais ações de promoção do turismo de Santa Catarina porque integra regiões, estrutura o setor e fortalece toda a cadeia produtiva. O Estado tem trabalhado para posicionar Santa Catarina como um destino de experiências durante todo o ano, valorizando a Serra. Quando o turismo cresce, toda a economia cresce junto. A hotelaria, a gastronomia, o comércio e os serviços são diretamente impactados, gerando emprego, renda e desenvolvimento regional”, destacou a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif.


Segurança integrada para a temporada

O Governo do Estado também apresentou as ações das forças de segurança para o período. O secretário-adjunto da Segurança Pública, coronel Sinval Santos da Silveira Júnior, ressaltou a integração entre turismo e segurança e o reforço das operações para a temporada.

“Turismo e segurança caminham juntos. Santa Catarina é o estado mais seguro do Brasil. Nossas forças estão preparadas com capacitação, redistribuição de efetivo e reforço tecnológico para atender moradores e visitantes durante a temporada”, afirmou.

A Polícia Militar já está atuando com a Operação Inverno 2026, intensificando o policiamento ostensivo em áreas turísticas, rodovias e locais de grande circulação, com foco em prevenção e presença ativa.

A Polícia Civil ampliará o atendimento e as operações especiais em municípios com maior fluxo de turistas, reforçando investigações, plantões e a atuação em ocorrências de maior complexidade, garantindo resposta mais ágil durante a temporada.

A Polícia Científica reforça sua atuação com suporte técnico-científico às forças de segurança, ampliando o atendimento pericial, a identificação humana e os serviços de medicina legal nas regiões de maior demanda, assegurando apoio rápido e qualificado às ocorrências.

Já o Corpo de Bombeiros Militar mantém reforço operacional com 18 quartéis na Serra Catarinense, ampliando ações preventivas da campanha Alerta Vermelho, monitoramento de áreas de risco e atuação no combate a incêndios florestais, além do atendimento a ocorrências típicas do período de inverno.


Infraestrutura fortalece o turismo catarinense

Os investimentos em infraestrutura e mobilidade também fazem parte da estratégia do Governo do Estado para fortalecer o turismo e melhorar a experiência de moradores e visitantes.

Por meio do Programa Estrada Boa, Santa Catarina vem promovendo melhorias na malha rodoviária estadual, ampliando a segurança viária e fortalecendo a conexão entre as regiões turísticas.

Obras em importantes acessos da Serra Catarinense, como as serras do Corvo Branco e do Faxinal, contribuem para melhorar o deslocamento de turistas e moradores. Atualmente, 95% das rodovias estaduais da região estão classificadas em condição boa ou ótima.

A conectividade aérea também avançou, com crescimento de 30% na movimentação de passageiros no Aeroporto Regional da Serra Catarinense, fortalecendo o turismo e a economia regional.


Revitalização da SC-110

Durante o evento, o Governo do Estado destacou a revitalização da SC-110, no trecho entre a BR-282 e o município de Urubici. A obra contemplou 24 quilômetros de extensão e recebeu investimento de R$ 5,7 milhões.

O ato marcou a entrega oficial da obra e reforçou o compromisso do Governo do Estado com a melhoria da infraestrutura e da mobilidade na Serra Catarinense.

Governador Jorginho Mello participa da cerimônia de abertura da ExpoSuper 2026 em Balneário Camboriú

Foto: Leo Munhoz / SecomGOVSC

O governador Jorginho Mello participou, nesta terça-feira, 16, da cerimônia de abertura da 37ª edição da ExpoSuper, em Balneário Camboriú. Promovido pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats), o evento é considerado um dos principais do setor supermercadista do Brasil e tem expectativa de receber cerca de 25 mil profissionais do varejo nesta edição.

O governador destacou a importância do segmento para a economia catarinense. O setor reúne mais de 2,5 mil contribuintes e é responsável pela geração de aproximadamente 230 mil empregos. “Eu sempre que posso venho prestigiar quem trabalha, quem paga boleto em Santa Catarina. Esse é um evento que serve para esse setor, em que nossas empresas catarinenses são referências nacionais, continuar se modernizando, inovando e se aperfeiçoando. O mercado exige que ele se aperfeiçoe e eles fazem isso com muita propriedade. Então é por isso que esse setor vai muito bem em Santa Catarina e a gente vem aqui para reconhecer esse protagonismo”, afirmou Jorginho Mello, que também participou das edições anteriores da convenção.

Com mais de 300 expositores de diferentes segmentos, a ExpoSuper ocorre entre os dias 16 e 18 de junho, reunindo indústrias, distribuidores, fornecedores de tecnologia, equipamentos, serviços e soluções voltadas ao setor supermercadista e ao varejo alimentar. Durante o evento, os participantes poderão acompanhar palestras, workshops e painéis sobre gestão, inovação, liderança, inteligência artificial, comportamento do consumidor e reforma tributária.

Agricultura familiar também está representada
A agricultura familiar de Santa Catarina também estará representada no evento. Com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em parceria com a Epagri, Cidasc e Ceasa-SC, o Espaço Agricultura Familiar vai reunir produtores, agroindústrias, cooperativas e instituições do setor em uma ampla vitrine para promoção dos alimentos catarinenses e ampliação de oportunidades de mercado.

Neste ano, o Espaço Agricultura Familiar contará com 40 estandes coordenados pela Sape, Epagri, Cidasc e Ceasa-SC. O tema da participação será “Saúde Única, Alimentos Seguros”, reforçando a importância da integração entre saúde humana, animal e ambiental para a produção de alimentos de qualidade, com sanidade e e segurança para os consumidores.

A ExpoSuper
Na edição de 2025, a ExpoSuper movimentou mais de R$ 1 bilhão em negócios. O presidente da Acats, Alexandre Simioni, destacou a importância do evento diante do atual cenário do setor. “Estamos vivendo mudanças importantes que exigem preparação, atualização e capacidade de adaptação. A ExpoSuper foi planejada para reunir conhecimento, negócios e soluções que possam contribuir para enfrentar os desafios vividos diariamente pelos supermercadistas e varejistas”, pontuou.

A programação completa está disponível no site oficial da ExpoSuper: www.exposuper.com.br.

 

Tecmar anuncia Clóvis Severino como novo diretor executivo em momento de aproximação com clientes e novos mercados

A Tecmar Transporte & Logística, empresa do Grupo Log-In, anuncia a chegada de Clóvis Severino como novo diretor executivo da companhia. Com 26 anos de experiência no setor de logística e transporte, o executivo assume o cargo com uma agenda voltada à ampliação da carteira de clientes e ao fortalecimento da atuação da Tecmar no mercado.


Severino é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e MBA em Gestão de Negócios pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência profissional em posições de gerência e diretoria nas áreas operacional e comercial de empresas do segmento logístico.


A mudança ocorre num contexto de ampliação da integração entre o transporte rodoviário e a cabotagem, bem como de avanço estratégico dos negócios e do relacionamento com clientes, englobando a otimização da malha logística e a eficiência operacional. Atualmente, a Tecmar, que registrou receita liquida de R$ 550,9 milhões em 2025, conta com 23 unidades no Brasil, além de 52 filiais e 750 rotas, permitindo coletas e entregas em todas as regiões. 


Desde 2022, a companhia tem expandido sua infraestrutura por meio de aquisições e novos investimentos. Entre as iniciativas, destacam-se a incorporação da transportadora Oliva Pinto (atual Tecmar Norte), especializada em transporte, armazenagem e movimentação de contêineres na região Norte do país, aos ativos estratégicos da Tecmar, assim como a aquisição de um imóvel com 30 mil m² em Manaus (AM), aumentando a capacidade da companhia na região, e a consolidação do modelo de negócios que integra o rodoviário com a cabotagem (rodo-cabotagem). Em 2025, o volume de rodo-cabotagem da Tecmar registrou recorde histórico anual, com 5,2 mil TEUs, um avanço de 39% em comparação ao ano anterior.


Segundo o executivo, essa sinergia é fundamental para que o setor logístico se torne cada vez mais eficiente. “A integração entre cabotagem e transporte rodoviário transforma a operação em uma solução porta a porta, o que vem se provando mais aderente às necessidades reais dos clientes e do mercado como um todo. Essa combinação fortalece a cadeia logística ao unir a capilaridade das estradas à eficiência do transporte marítimo, criando operações mais inteligentes e otimizadas”, esclarece.


O novo diretor avalia que o setor logístico enfrenta um cenário pulverizado e aponta as diferenças de margens relevantes quando se separa o armazenamento do transporte. “O mercado de transporte é transacional, enquanto o de armazenagem é mais consultivo e conta com contratos de longo prazo. Nesse sentido, o segmento tem sido desafiado a buscar investimentos, adequações e melhorias nos processos de atendimento às áreas que já contempla e expandir a participação para outros mercados”, pontua Severino.


Prioridades da gestão
Com o objetivo de alcançar novos patamares para a empresa durante sua gestão, Severino indica que os pilares para este propósito serão o aprimoramento da atuação comercial e o fortalecimento do relacionamento com clientes de diferentes mercados. “Atualmente, a organização atende clientes de diversas áreas de atuação, e enxergamos um grande potencial para aprimorar ainda mais a segmentação dessas carteiras, considerando a estrutura que a Tecmar já possui, tornando nossa atuação mais estratégica e alinhada às demandas de cada mercado”, detalha.
O executivo também afirma que priorizará questões relacionadas à eficiência operacional e ao crescimento sustentável, além de fortalecer as áreas de inteligência de negócio e de mercado. “Neste período em que buscamos integrar cada vez mais os modais rodoviário e de cabotagem, otimizar a eficiência operacional utilizando a inteligência de mercado como ferramenta será uma ação fundamental para aumentar a competitividade, identificar oportunidades e sustentar o crescimento da companhia no longo prazo”, salienta.


Neste contexto, tecnologia e inovação seguirão como importantes aliadas para a Tecmar, de acordo com o diretor. “A inovação é um dos principais propulsores para elevar a eficiência operacional no transporte rodoviário. A integração de tecnologia e recursos digitais é essencial para garantir operações mais seguras, ágeis, sustentáveis e alinhadas às novas demandas do mercado”, conclui.


Sobre a Tecmar Transportes & Logística, parte do Grupo Log-In Logística Integrada
A Log-In Logística Integrada oferece soluções logísticas customizadas, movimentação portuária e navegação costeira integrada a outros modais e serviços, conectando, por terra e mar, o Brasil e o Mercosul. Atualmente, a empresa possui uma frota de nove navios porta-contêineres, com capacidade total de 24.366 TEUs e que oferecem serviços de navegação com rotas regulares integrando os principais portos do país à Argentina, Paraguai e Uruguai.


Compondo a torre de negócios do Transporte Rodoviário de Cargas, a Tecmar é uma empresa do Grupo Log-In especializada no transporte rodoviário: Less than Truckload (LTL), Full Truckload (FTL), Gestão de Armazenagem e Transporte de Contêineres, que complementa, também, o transporte marítimo de Cabotagem, de Importação e Exportação. Com uma rede de mais de 50 armazéns estrategicamente distribuídos, uma frota robusta com mais de 1.300 veículos próprios, a Tecmar oferece soluções logísticas de Norte a Sul do Brasil. 


Essa estrutura completa possibilita a união de uma ampla malha rodoviária de distribuição de cargas fracionadas à malha de Navegação Costeira da Log-In, criando assim um serviço logístico único no mercado nacional, a Rodo-Cabotagem, produto focado no transporte de cargas fracionadas e que soma as melhores características do modal rodoviário e da navegação.


A Log-In também administra e opera o Terminal de Vila Velha (TVV), localizado no estado do Espírito Santo, além de um terminal intermodal em Itajaí (SC) com operações dedicadas. 
Conheça mais os nossos serviços em: www.loginlogistica.com.br.

 

Reajuste na tarifa de energia pode chegar a 11,7%. Celesc esclarece que apenas 17% da conta de luz ficam com a companhia

Durante encontro com jornalistas realizado nesta segunda-feira (15), no Centro de Operações Integradas da Celesc, a Companhia apresentou um panorama de suas atividades, investimentos e desafios, além de esclarecer o processo de Revisão Tarifária Periódica de 2026 conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Na ocasião, também foram apresentados os resultados do maior ciclo de investimentos da história recente da empresa. Entre 2023 e 2026, a Celesc aplicou mais de R$ 5 bilhões na expansão e modernização do sistema elétrico catarinense, com obras em todas as regiões do Estado, ampliação de subestações, reforço de redes, implantação do Programa Trifásico e modernização tecnológica.

A proposta preliminar da ANEEL indica um efeito médio estimado de 11,77% para a revisão tarifária da Celesc. O percentual, porém, ainda poderá sofrer alterações durante a consulta pública e a análise das contribuições recebidas pela agência. A definição final está prevista para agosto.

A Companhia reforça que a revisão tarifária é um processo técnico conduzido pela ANEEL, com metodologia aplicada a todas as distribuidoras de energia do país.

Apenas 17% da conta permanecem com a Celesc

Um dos principais pontos apresentados foi a composição da tarifa de energia. Atualmente, apenas cerca de 17% do valor pago pelos consumidores permanece com a Celesc Distribuição.

Os demais recursos são destinados à geração e transmissão de energia, tributos, encargos setoriais e políticas públicas do setor elétrico.

A composição média da tarifa é a seguinte:

29% – Geração de energia;
22% – Encargos setoriais e políticas públicas;
22% – Tributos;
10% – Transmissão de energia;
17% – Celesc Distribuição.

Na prática, de cada R$ 100 pagos na conta de luz, aproximadamente R$ 17 permanecem com a distribuidora para operar, manter, modernizar e expandir o sistema elétrico catarinense.

Encargos já superam a parcela da distribuição

Entre os itens que mais impactam a tarifa estão os encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), utilizada para financiar políticas públicas e subsídios do setor elétrico.

Entre as iniciativas custeadas por esses recursos estão a Tarifa Social de Energia Elétrica, incentivos a determinadas fontes de geração, subsídios previstos em legislação federal e outros programas definidos nacionalmente.

Atualmente, a parcela destinada aos encargos e subsídios já supera a fatia da tarifa destinada à atividade de distribuição.

Transparência para a sociedade

Para o presidente da Celesc, Edson Moritz, é fundamental que os consumidores compreendam como a tarifa é formada.

“É importante que a sociedade catarinense compreenda como a conta de energia é composta. Muitas vezes o consumidor acredita que todo o valor pago fica com a Celesc, quando a realidade é exatamente o contrário. De cada R$ 100 pagos na conta de energia, aproximadamente R$ 16 permanecem com a distribuidora para operar o sistema elétrico, realizar manutenção da rede, investir em novas obras, ampliar a infraestrutura e atender mais de 3,6 milhões de unidades consumidoras. Os outros R$ 84 são destinados à geração, transmissão, tributos e encargos setoriais definidos nacionalmente.”

Moritz destaca ainda a importância da transparência no debate sobre o setor elétrico.

“Nosso compromisso é com a transparência. O consumidor tem o direito de saber como a tarifa é formada, quem recebe cada parcela dos recursos arrecadados e como esses recursos retornam para a sociedade na forma de investimentos, qualidade do serviço e desenvolvimento para Santa Catarina. Ao mesmo tempo, seguimos trabalhando para oferecer um serviço cada vez melhor, mais confiável e mais próximo das necessidades dos nossos clientes.”

Processo técnico conduzido pela ANEEL

A diretora de Regulação da Celesc, Pilar Sabino, reforçou que a revisão tarifária segue critérios técnicos definidos pela regulação federal.

“A Revisão Tarifária Periódica é um processo técnico conduzido pela ANEEL, com metodologia aplicada a todas as distribuidoras brasileiras. A proposta apresentada até o momento é preliminar e ainda será debatida em consulta pública. Também é importante destacar que apenas uma pequena parcela da tarifa corresponde à atividade de distribuição. A maior parte dos valores cobrados na conta de energia está relacionada à compra de energia, transmissão, tributos, encargos setoriais e políticas públicas definidas nacionalmente.”

Investimentos recordes

Durante o encontro, a Celesc também destacou os investimentos realizados para acompanhar o crescimento de Santa Catarina. Entre 2023 e 2026, foram mais de R$ 5 bilhões aplicados na ampliação de subestações, expansão da rede trifásica rural, implantação de tecnologias inteligentes, reforço da rede de distribuição e modernização dos sistemas da Companhia.

A Celesc reafirma seu compromisso com a transparência, a qualidade dos serviços prestados e a continuidade dos investimentos para atender às demandas de um setor elétrico em constante transformação.

Agricultura familiar catarinense estará representada na ExpoSuper2026 com espaço voltado à promoção de alimentos seguros

Foto: Arquivo / Sape

A agricultura familiar catarinense será um dos destaques da ExpoSuper 2026, um dos maiores eventos de geração de negócios do varejo de Santa Catarina, que acontece de 16 a 18 de junho, no Expocentro, em Balneário Camboriú. Com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em parceria com a Epagri, Cidasc e Ceasa-SC, o Espaço Agricultura Familiar vai reunir produtores, agroindústrias, cooperativas e instituições do setor em uma ampla vitrine para promoção dos alimentos catarinenses e ampliação de oportunidades de mercado.

Promovida pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats), a ExpoSuper reúne empresários, gestores, compradores e fornecedores de diversas regiões do país, consolidando-se como um dos principais ambientes para geração de negócios e fortalecimento das cadeias produtivas.

Neste ano, o Espaço Agricultura Familiar contará com 40 estandes coordenados pela Sape, Epagri, Cidasc e Ceasa-SC. O tema da participação será “Saúde Única, Alimentos Seguros”, reforçando a importância da integração entre saúde humana, animal e ambiental para a produção de alimentos de qualidade, com sanidade e e segurança para os consumidores.

“A ExpoSuper é uma importante vitrine para a agricultura familiar catarinense. O espaço permite que produtores e agroindústrias apresentem seus produtos diretamente aos compradores, ampliem mercados e fortaleçam seus negócios, valorizando a qualidade e a diversidade dos alimentos produzidos em Santa Catarina”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort

Além da exposição e negociação  de produtos, o espaço será utilizado para divulgar ações e programas desenvolvidos pela Sape, Epagri, Cidasc e Ceasa-SC.

Epagri impulsiona inovação e agregação de valor no campo 

Os alimentos apresentados pela agricultura familiar mostram a diversidade produtiva presente em todas as regiões de Santa Catarina. Os empreendimentos são de 21 municípios: Balneário Gaivota, Benedito Novo, Campo Alegre, Canoinhas, Corupá, Criciúma, Gaspar, Guaraciaba, Iraceminha, Jaraguá do Sul, Massaranduba, Nova Veneza, Orleans, Petrolândia, Pinheiro Preto, Pouso Redondo, Rodeio, Seara, São Joaquim, Timbó e Treze Tílias. 

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, destaca que a empresa acompanha muitos desses empreendimentos desde os primeiros passos. São famílias que receberam apoio para estruturar suas agroindústrias, adequar processos, conquistar certificações, desenvolver novos produtos e acessar mercados. 

“A ExpoSuper representa a consolidação desse trabalho. É uma oportunidade para mostrar ao setor supermercadista a qualidade, a diversidade e o potencial da agricultura familiar catarinense. Quando ajudamos um produtor a transformar sua matéria-prima em um produto de valor agregado e competitivo, estamos gerando renda no campo, fortalecendo a economia regional e criando perspectivas para as novas gerações permanecerem no meio rural”, afirma Dirceu.

Cidasc: segurança e qualidade dos alimentos

Hortifruti, laticínios, embutidos, pescados processados, doces, bebidas, méis e conservas serão alguns dos produtos apresentados, mostrando a diversidade e excelência da produção familiar catarinense. A segurança e a qualidade dos alimentos ofertados — muitos deles premiados em concursos nacionais e internacionais — também são diferenciais do Espaço da Agricultura Familiar. 

Em Santa Catarina, a Cidasc é responsável pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE), que assegura a qualidade sanitária dos produtos de origem animal, como linguiças, salames, queijos e méis, em todas as etapas da cadeia produtiva, da criação dos animais à industrialização dos alimentos. Na área de produtos de origem vegetal, o Selo de Conformidade Cidasc oferece suporte às agroindústrias que atuam na produção, processamento e comercialização de alimentos. A Companhia também é responsável pela concessão do Selo ARTE, instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para valorizar produtos artesanais elaborados com métodos tradicionais, sem abrir mão dos requisitos de segurança sanitária.

Todos os produtos expostos no Espaço da Agricultura Familiar possuem algum tipo de certificação ou registro oficial, como o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), o Serviço de Inspeção Estadual (SIE), o Serviço de Inspeção Federal (SIF), o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), o Selo de Conformidade Cidasc ou registro junto ao Ministério da Agricultura. Além disso, pelo menos 14 empreendimentos participantes trazem produtos certificados com o Selo ARTE, reunindo tradição, identidade regional e qualidade sanitária reconhecida.

“A inspeção e certificação conferida pela Cidasc aos estabelecimentos permite ampliar a oferta desses produtos em todo o Brasil. A Exposuper é a vitrine que a agroindústria familiar precisa e ainda oferece ao consumidor, alternativas de alimento afetivamente rico, culturalmente surpreendente e, sobretudo, seguro para o consumidor”, afirma a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos. 

Ceasa SC: fortalecimento e ampliação de mercados

A participação da Ceasa/SC na ExpoSuper 2026 reforça o compromisso da instituição com o fortalecimento da agricultura familiar catarinense e com a ampliação das oportunidades de comercialização para os produtores rurais do estado.

Como principal central de abastecimento de Santa Catarina, a Ceasa/SC atua na aproximação entre produtores e mercados, contribuindo para a valorização da produção local, a geração de renda no campo e o abastecimento da população com alimentos de qualidade. “A presença no Espaço Agricultura Familiar evidencia a importância da integração entre os diversos atores da cadeia produtiva, promovendo o acesso a novos mercados e fortalecendo a competitividade dos empreendimentos rurais”, afirma o presidente da Ceasa/SC, Sandro Vidal.

Barco operado a hidrogênio e telão para assistir aos jogos da Copa: veja as novidades do Marina Itajaí Boat Show
– Quem nunca navegou, não tem barco ou ainda vê o universo náutico como algo distante também terá motivos para visitar o Marina Itajaí Boat Show 2026. A 4ª edição do maior evento náutico do Sul do Brasil será realizada de 2 a 5 de julho, na Marina Itajaí, em Santa Catarina, com uma programação voltada a diferentes perfis de público. Além das embarcações em exposição, o evento traz novidades para este ano, como um shopping náutico flutuante ampliado, praça gastronômica maior, circuito de palestras com especialistas no Náutica Talks e a apresentação do JAQ H1, barco que opera com hidrogênio verde e reduz em até 80% as emissões de CO₂. Novos expositores, desde estaleiros, até produtos, serviços e empresas do setor imobiliário estão confirmados para a edição.
 
“O Marina Itajaí Boat Show é um convite para viver um fim de semana diferente em Itajaí. Mesmo quem nunca navegou pode visitar o evento, almoçar na marina, conhecer barcos de perto, levar a família, acompanhar experiências, ver novidades em tecnologia e descobrir um novo jeito de aproveitar o litoral. A náutica faz parte da identidade de Santa Catarina e queremos mostrar que esse universo também pode ser roteiro de lazer, turismo e convivência para diferentes públicos”, afirma Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos.
 
Sete novidades do Marina Itajaí Boat Show 2026
1. Shopping náutico flutuante ainda maior
Um dos principais diferenciais do evento, o shopping náutico flutuante será ampliado nesta edição. Instalado sobre a água, o espaço funciona como uma vitrine do lifestyle náutico, com marcas de barcos, motores, acessórios, serviços, tecnologia, decoração, moda, imóveis e soluções voltadas a quem já navega ou deseja conhecer melhor esse mercado. Para quem não acompanha o setor, a experiência ajuda a traduzir a náutica para além da compra de barcos, com foco em turismo, lazer, design, inovação e convivência à beira-mar.
 
2. Barco brasileiro JAQ H1 coloca a sustentabilidade no centro da navegação
A tecnologia também terá espaço de destaque no evento com o JAQ H1, barco brasileiro de 36 metros de comprimento, que opera com hidrogênio verde e reduz em até 80% as emissões de CO₂. O projeto, desenvolvido pelo Grupo Náutica e GWM Hydrogen, apresenta uma alternativa para a transição energética no setor marítimo e aproxima o público de uma discussão cada vez mais presente no setor náutico: como navegar com menor impacto ambiental. A presença do JAQ H1 amplia o caráter educativo do evento e permite que visitantes conheçam, de perto, uma solução brasileira ligada ao futuro da mobilidade sobre as águas. 
 
3. Náutica Talks aproxima público de tendências 
Outra novidade será o Náutica Talks, espaço voltado a conversas, painéis e conteúdos sobre os principais temas que movimentam o setor. A programação vai reunir especialistas, empresários e representantes da cadeia náutica para tratar de tecnologia, economia do mar, turismo, sustentabilidade, comportamento de consumo e novas oportunidades de mercado.
 
4. Praça gastronômica maior e telão para os jogos do Brasil
A praça gastronômica será ampliada e terá novo posicionamento dentro da estrutura do evento. Antes localizada logo na entrada, a área passará a ocupar o molhe, próximo aos píeres, o que aproxima o público das embarcações e integra melhor a experiência gastronômica ao ambiente náutico. Além disso, como o Marina Itajaí Boat Show acontece durante o período da Copa do Mundo, a estrutura contará com telão para a transmissão dos jogos. A proposta é unir esporte, gastronomia, lazer e náutica em um mesmo roteiro.
5. Programação para famílias
 
Além das embarcações, o Marina Itajaí Boat Show terá atrações em terra para tornar a visita mais ampla e atrativa para famílias e turistas. Mesmo quem não pretende comprar um barco poderá circular pela marina, conhecer novidades, acompanhar experiências e aproveitar uma programação pensada para diferentes idades.
 
6. Passeios de vela com o Itajaí Sailing Team
O público também poderá viver uma experiência náutica na prática durante o evento. De 2 a 5 de julho, o Itajaí Sailing Team realizará passeios de vela todos os dias, das 13h às 17h, com saída do Píer de Atrações Náuticas. A participação será por ordem de chegada no píer, o que torna a atividade uma das portas de entrada mais acessíveis para quem deseja ter o primeiro contato com a navegação.
 
7. Ativação da Copa
O evento também terá uma ativação especial ligada ao clima da Copa do Mundo. Na praça de alimentação, os visitantes poderão participar da ação “Seleção Náutica”, criada para integrar o público à programação de forma interativa. A experiência inclui um totem para fotos e a criação de uma figurinha digital personalizada em tempo real. Depois, o visitante poderá compartilhar a imagem nas redes sociais.
Em três meses, ANP fez 21 autuações por preço abusivo de combustível

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reguladora do setor no país, realizou 2.111 fiscalizações em postos de combustíveis, transportadoras e distribuidoras nos últimos três meses. As ações terminaram com 21 autos de infração por indícios de elevação abusiva de preços. Isso representa uma em cada 100 vistorias.
De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pela ANP, de 9 de março e 3 de junho, os autos por preço abusivo foram emitidos contra 16 distribuidoras de combustíveis localizadas em São Paulo, no Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro; e cinco contra revendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha no Ceará e no Pará.

Desde o estouro do conflito no Oriente Médio no fim de fevereiro, que causou aumento no preço de derivados de petróleo em praticamente todo o mundo, a ANP recebeu a incumbência de fiscalizar os preços praticados nos postos brasileiros.

O receio do governo era de que revendedores se utilizassem do cenário global conturbado para aumentar os preços de forma abusiva. A atribuição de responsabilidade à ANP consta na Medida Provisória 1.340/2026.

Olho nas notas fiscais
Nas ações de fiscalização, presenciais e remotas, os agentes coletam informações sobre os preços praticados, e notas fiscais de aquisição de combustíveis referentes a períodos específicos.

A agência compara os custos de compra dos produtos com os preços efetivamente praticados nas vendas para perceber se há indício de aumento abusivo.

Em caso positivo, os estabelecimentos são notificados a apresentar documentação complementar para aprofundamento da análise. Segundo a ANP, é assegurada ampla defesa.

Aumento de fiscalização
Também nesta sexta-feira, a diretoria da ANP aprovou intensificação nas ações de fiscalização com foco no combate à abusividade de preços no mercado de combustíveis.

No período de julho a setembro, a agência reguladora projeta realizar 3 mil vistorias, o que representa 40% a mais que no trimestre anterior.

O plano aprovado prevê ações ostensivas, educativas e coercitivas para coibir práticas oportunistas no mercado.

Subsídios
A ampliação da atividade de fiscalização da ANP faz parte de um pacote do governo para impedir um choque de preços de derivados no país.

Entre outras medidas, o governo adotou a política de subvenção, uma espécie de reembolso para que produtores e importadores de derivados como diesel, gasolina e gás natural não repassem o aumento de custos ao consumidor final.

No caso da gasolina, por exemplo, a subvenção atualmente é de R$ 0,44 por litro. Para o diesel, R$ 1,12.

As medidas não são permanentes, têm prazos determinados e são reavaliadas à medida que o conflito no Oriente Médio se redesenha.

Com investimento de R$ 3,5 milhões SCGÁS expande rede de gás natural em Lages

 A SCGÁS está executando, em 2026, um conjunto de obras de ampliação da rede de gás natural em Lages. As intervenções fazem parte do plano de expansão da Companhia no município, somando investimento superior a R$ 3,5 milhões na construção da nova infraestrutura de distribuição voltada especialmente para o setor industrial.

Ao longo do ano, serão implantados mais de 10.7 km de rede, permitindo a conexão de indústrias e estabelecimentos comerciais, ampliando o acesso do setor produtivo a uma fonte de energia segura, eficiente e com menor impacto ambiental.

As obras estão distribuídas em três fases: a Fase 1 está praticamente concluída; na Fase 2 restam cerca de 600 metros para finalizar o assentamento da rede; e a Fase 3 possui aproximadamente 3,5 km de tubulações ainda em execução. A previsão é de que todas as frentes de trabalho sejam finalizadas até setembro de 2026.

Todas as obras estão licenciadas. As frentes de trabalho ocupam apenas parte das vias, sem obstruir totalmente ruas, garagens ou acessos, e seguem rigorosamente os padrões de sinalização e segurança exigidos para este tipo de serviço.

Para minimizar transtornos, são utilizadas técnicas de construção de baixo impacto, reduzindo a necessidade de abertura de valas e acelerando a implantação da rede, especialmente em trechos críticos. Entre os métodos empregados está o Método Não Destrutivo (MND), que permite a perfuração guiada por sondas, limitando a abertura de valas aos pontos de início e fim de cada segmento e ampliando a distância entre perfurações sempre que o solo permite, promovendo avanço mais rápido e eficiente.

A expansão da rede permitirá levar o gás natural a novas áreas industriais da cidade, oferecendo praticidade, economia, segurança e menor impacto ambiental em comparação a outros combustíveis, contribuindo diretamente para o fortalecimento da economia local.

Para entrar em contato ou registrar qualquer solicitação ou reclamação relacionada às obras, a comunidade pode utilizar a área “Fale Conosco” no site da SCGÁS, ligar para o 0800 048 5050 ou enviar mensagem via WhatsApp para (48) 3229-1100.

Em São Lourenço do Oeste, governador inaugura restauração da SC-305, autoriza nova obra do Estrada Boa Rural e anuncia quase R$ 18 milhões para escolas da região

Fotos: Leo Munhoz/Secom GovSC

O Governo de Santa Catarina realizou neste domingo, 14, uma série de entregas e anúncios para infraestrutura e educação no Oeste catarinense. Em São Lourenço do Oeste, o governador Jorginho Mello inaugurou a restauração com aumento de capacidade da SC-305, trecho até Campo Erê, entregou a pavimentação do Contorno Leste do município, autorizou a licitação de uma nova obra do programa Estrada Boa Rural e anunciou um pacote de investimentos de quase R$ 18 milhões para escolas da região.

A principal entrega do dia foi a restauração com aumento de capacidade da SC-305, uma das mais importantes ligações rodoviárias do Oeste catarinense. A obra fortalece a mobilidade regional, amplia a segurança dos usuários e melhora as condições para o transporte de cargas e o escoamento da produção. Também foi inaugurado o Contorno Leste de São Lourenço do Oeste, que retira o tráfego pesado do perímetro urbano e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.

Durante o evento, o governador também autorizou a licitação da pavimentação da Estrada Municipal Rural São Caetano, ligando as comunidades de Santa Clara, São João e São Caetano. A obra integra o programa Estrada Boa Rural e contempla mais de cinco quilômetros de extensão, fortalecendo a infraestrutura e a mobilidade no interior do município.

“O catarinense não quer promessa, quer resultado. É por isso que a gente está entregando obras que melhoram a vida das pessoas. Essa rodovia dá mais segurança para quem trabalha, para quem transporta a produção e para quem pega a estrada todos os dias. Nosso governo é municipalista de verdade. Não importa se o município é grande ou pequeno, nós estamos presentes com investimentos que atendem aquilo que a população precisa”, afirmou o governador Jorginho Mello.


O secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, destacou que os investimentos fazem parte de um amplo planejamento para modernizar a malha viária catarinense.

“Estamos entregando obras estruturantes e planejando as próximas etapas. A SC-305 é uma intervenção que melhora a segurança, a capacidade e a durabilidade da rodovia. Ao mesmo tempo, avançamos com o Estrada Boa Rural para levar infraestrutura de qualidade ao interior. O nosso compromisso é garantir projetos bem executados, com acompanhamento técnico e obras que tenham começo, meio e fim”, ressaltou Grando.


Educação recebe pacote histórico de investimentos
Além das entregas na infraestrutura, o Governo do Estado anunciou um conjunto de ações para fortalecer a educação pública na região de São Lourenço do Oeste. Foram inauguradas as obras de modernização das redes elétricas de nove escolas estaduais pertencentes à Coordenadoria Regional de Educação, etapa fundamental para a instalação de aparelhos de ar-condicionado em todas as unidades da rede estadual.

O governador também autorizou a abertura do processo licitatório para reforma e ampliação da EEB Raul Pompéia, em Campo Erê, e da EEB Sóror Angélica, em São Lourenço do Oeste, além de assinar a ordem de serviço para revitalização e pintura de outras quatro unidades escolares da região. Somadas, as ações representam quase R$ 18 milhões em investimentos.

“Quando investimos em educação, estamos investindo no futuro. Escola boa é escola confortável, segura e preparada para ensinar. Estamos modernizando a estrutura das nossas unidades, entregando notebooks para os professores, uniformes para os estudantes e ampliando oportunidades de qualificação profissional. É assim que construímos um Estado mais forte, começando pela sala de aula”, afirmou o governador.

A secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, destacou que os investimentos refletem uma transformação que está chegando a todas as regiões de Santa Catarina.

“Estamos promovendo melhorias estruturais que impactam diretamente o aprendizado e as condições de trabalho dos profissionais da educação. A modernização das redes elétricas, as reformas, os novos equipamentos, os uniformes e a ampliação da educação profissional fazem parte de um grande esforço para oferecer mais qualidade, conforto e oportunidades aos nossos estudantes”, disse.


Também foram entregues notebooks aos novos professores efetivos da rede estadual e novos uniformes de inverno para estudantes. Além disso, o Governo do Estado anunciou a abertura de novas turmas de cursos técnicos gratuitos em parceria com o Senai nas áreas de Eletromecânica e Desenvolvimento de Sistemas, ampliando as oportunidades de qualificação profissional para os jovens da região.

Para o prefeito de São Lourenço do Oeste, Agustinho Assis Menegatti, os investimentos representam uma transformação concreta para o município e para toda a região.

“São obras e ações que a nossa população aguardava e que vão trazer resultados por muitos anos. A infraestrutura melhora a mobilidade, fortalece a economia e gera mais segurança. Somos gratos pela parceria do Governo do Estado, que tem olhado para os municípios e ajudado a transformar projetos em realidade”, afirmou o prefeito.

Bancos terão expediente especial em dia de jogos do Brasil na Copa

Agências bancárias terão horário especial de atendimento ao público nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. O horário de abertura será o habitual de cada agência, já fechamento dos locais será duas horas antes do horário de início do jogo.
Caso a partida se inicie às 14h, o encerramento do atendimento ao público será as 12h. No dia de jogo do Brasil às 16h, o fechamento será 14h. E caso a seleção entre em campo às 17h, as agências fecharão às 15h.

Já os horários de expediente dos postos de atendimento e das agências que funcionam em locais especiais, como shoppings e aeroportos, serão informados diretamente pelo estabelecimento, caso a caso.

Os canais digitais e remotos dos bancos, como internet e aplicativos, assim como as salas de autoatendimento, funcionarão normalmente nos dias de jogos da seleção brasileira, seguindo os horários estabelecidos por cada instituição.

O Pix, que funciona 24 horas todos os dias e feriados, poderá ser feito normalmente.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) explicou que a medida também busca conciliar o atendimento à população com a segurança operacional das agências e dos serviços de transporte de valores.

 

ARTIGO: A simplificação que complica

Participei do XXXIX Congresso Brasileiro de Direito Tributário, promovido pelo Instituto Geraldo Ataliba (IGA) e pelo Instituto Internacional de Direito Público e Empresarial (Idepe), na mesa “Reforma Tributária — Perspectivas Constitucionais”, ao lado de grandes juristas como Misabel Derzi, Roque Carrazza, Robson Maia Lins e Humberto Ávila. Na minha exposição, abordei o tema “Reforma tributária: avanços e retrocessos”.

É interessante notar que as críticas de todos aqueles que analisam a Reforma Tributária do Consumo aprovada têm crescido. O governo federal alegou que fizera uma Reforma Tributária para gerar simplificação.

Na minha palestra, entretanto, mostrei que houve alteração em parte de quatro artigos da Constituição — o 153, sobre o IPI; o 155, sobre o ICMS; o 156, sobre o ISS; e o 195, sobre as contribuições. O poder legislativo não alterou o conteúdo integral dos artigos, apenas regulou uma parte de cada um deles. Para regular esses dispositivos sob o pretexto de simplificar, os parlamentares triplicaram as regras da Constituição sobre os tributos. Ou seja, havia um terço dos artigos colocados na Carta Magna e, para simplificar apenas uma parcela de quatro deles, aumentaram essa proporção. É certo que isso não simplifica; complica.

O Código Tributário Nacional tem 218 artigos para todos os tributos do sistema. Apenas para quatro tributos, já promulgados via lei complementar, são mais de 700 artigos. E ainda se espera um projeto de lei sobre como os estados e municípios de médio e grande porte, que sofrerão perdas, receberão compensação.

Então, todos os tributaristas que estavam na mesa do Congresso fizeram críticas. Roque Carrazza evidenciou que a federação foi amesquinhada. Misabel Derzi apontou problemas concretos da aplicação da lei. Humberto Ávila demonstrou que a vida do contribuinte ficará extremamente complicada. Por fim, eu sustentei que enfrentamos um projeto de poder para tirar força da federação, pois os Estados e os Municípios, em termos de autonomia financeira, ficarão dependentes de um Comitê Gestor, em Brasília.

A consequência é a seguinte: amesquinhamento da federação, aumento da carga tributária e complexidade, em vez de simplificação da legislação.

Eu tenho a impressão de que essa discussão se faz urgente, porque já em 1º de janeiro de 2027 a reforma entrará em vigor e, em 1º de janeiro de 2029, os tributos estaduais e municipais passarão a ser um só.

A centralização de recursos na União sufoca a gestão local e transforma prefeitos e governadores em meros espectadores do orçamento federal. Essa perda de autonomia financeira quebra o pacto federativo clássico e transfere decisões regionais críticas para a burocracia técnica de um órgão centralizador.

O ambiente de negócios também sofrerá com o custo de conformidade para as empresas, que precisarão operar sistemas contábeis duplicados durante o longo período de transição. O que se desenha no horizonte não é a prometida eficiência de mercado, mas um contencioso administrativo sem precedentes na história jurídica do país.

Nós estamos, como tenho divulgado, preparando um livro que deve sair no mês de agosto, “Equívocos e fragilidades da reforma tributária”, para mostrar que passamos a viver realmente aquilo que vai ser uma espécie de curra tributária, e não um projeto de simplificação do processo tributário.

Por isso, temos que pensar seriamente em uma reforma dessa reforma, que ainda não entrou em vigor no sentido de ter eficácia, mas que já desperta profunda preocupação em todos que entendem de direito tributário devido à sua complexidade. Trata-se de um verdadeiro retrocesso institucional que sacrifica a autonomia dos Estados sob o manto de uma falsa modernidade, além de configurar uma engrenagem burocrática que sufoca a livre-iniciativa e pune o contribuinte antes mesmo de sua implementação definitiva.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

 

Fotos: Andreia Tarelow
 

Região Sudeste lidera ocorrências de acidentes no transporte de cargas em 2025, com destaque para o estado de São Paulo

Em 2025, a região Sudeste ampliou sua liderança em registros de acidentes no transporte de cargas, aumentando em 12% as ocorrências e consolidando-se como o principal epicentro de risco no país. Três dos quatro estados da região - São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro - lideram o ranking. O mapa mostra que o risco se manteve concentrado, mas com tendência de expansão para regiões emergentes, como o Centro-Oeste, que teve um aumento relevante de 14%.
Além disso, apesar de uma queda, quando comparado com dados de 2024, o período da manhã se manteve como o mais crítico, seguido pela tarde, que apresentou um aumento de 14%. Além disso, os riscos se mantiveram concentrados entre quinta (+7%) e sexta-feira (+14,7%). 
Os dados são do “Mapa de Acidentes no Transporte de Cargas 2025”, realizado pela nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e uma das 5 maiores SaaS do Brasil. O estudo é baseado nas informações apuradas pelas gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech, que integram o ecossistema da companhia.
“Em um país onde o transporte rodoviário é predominante – movimentando cerca de 65% de toda a carga do Brasil, de acordo com dados da CNT – a segurança nas estradas deixa de ser apenas uma preocupação operacional e se consolida como um elemento estratégico de eficiência, competitividade e gestão de riscos no setor. E é pensando nisso que, anualmente, com o gancho do mês da segurança, comemorado em maio, construímos esse relatório”, afirma Thiago Azevedo, Diretor de Produto da nstech.
Ainda de acordo com o mapa de acidentes, colisões seguem como o principal tipo de ocorrência, com uma trajetória de alta de mais de 5%. Em segundo lugar, os tombamentos cresceram 9,5%, seguidos pelos choques que, apesar da redução de 7,25% com relação a 2024, ainda estão em terceiro lugar no ranking. Saídas de pista, incêndio e capotagem também cresceram, mas em menor volume. 
As cargas fracionadas seguem liderando as ocorrências, mas com leve queda com relação ao ano anterior. Seguida pelos setor alimentício, com alta de 4%, os segmentos são, disparadamente, os mais suscetíveis. As cargas siderúrgicas e de medicamentos também aparecem no topo do ranking.
A maior incidência dos acidentes esteve concentrada em motoristas entre 40 e 50 anos, seguidos por profissionais com mais de 50, destacando que o risco está em operações com trabalhadores, em tese, mais experientes. Além disso, os profissionais com vínculo agregado lideram o ranking, o que pode estar associado a menor padronização operacional e maior variabilidade de condução.
Em 2025, de acordo com os dados de monitoramento das gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech, foi registrado um aumento de aproximadamente 4,7% de acidentes envolvendo transporte de cargas, em relação a 2024. No entanto, o número de viagens monitoradas pelo ecossistema da nstech cresceu acima desse percentual, com 34,8% quando comparado com o ano anterior, um avanço de 19,7% no valor das cargas monitoradas.
“Os dados mostram que as tecnologias de gerenciamento de riscos e os programas de capacitação de motoristas e prevenção de acidentes têm resultados diretos no aumento da segurança no transporte de cargas, já que, mesmo disparando o número de corridas monitoradas, o número de acidentes não acompanhou esse desenvolvimento”, completa o especialista.
Ainda de acordo com o relatório, a precariedade das rodovias, junto com condições meteorológicas adversas e fatores humanos de conduta e comportamento são as principais causas dos acidentes. Segundo dados da Onisys, produto de prevenção de acidentes da nstech, os principais desvios críticos encontrados são: excesso de velocidade, RPM excedido, aceleração brusca em curva ou arrancada brusca, freada brusca, fadiga (sinais de cansaço, bocejo e sonolência), distração, não uso de cinto de segurança, mão fora do volante, objetos soltos na cabine, uso de celular e interação com objetos.
“Com apoio da tecnologia, é possível mapear quais são e com que frequência esses atos inseguros acontecem ao longo das viagens e, assim, as transportadoras podem atuar de forma mais assertiva, orientando e corrigindo condutas antes que evoluam para situações críticas. Nesse meio, a segurança passa, cada vez mais, pela capacidade de converter dados em decisões operacionais. Mais do que tecnologia, trata-se de uma mudança de mentalidade, em que a segurança deixa de ser reativa e passa a ser contínua, orientada por dados e determinante para a competitividade do negócio”, finaliza Thiago Azevedo.

 

Plenária da ACII reúne empresários para debate sobre o futuro do Brasil com o jornalista Paulo Alceu

O futuro do Brasil, os desafios para o desenvolvimento do país e o papel da sociedade na construção de uma nação mais forte estiveram no centro das discussões da plenária da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), realizada na noite de segunda-feira (08). O encontro reuniu empresários, lideranças e associados e contou com a palestra do jornalista Paulo Alceu, que abordou o tema “O futuro que nós queremos para o Brasil”. Após a apresentação, os participantes tiveram a oportunidade de interagir diretamente com o palestrante, esclarecendo dúvidas e compartilhando questionamentos sobre os temas abordados.

Ao longo de sua apresentação, Paulo Alceu compartilhou análises e reflexões sobre os desafios enfrentados pelo Brasil, destacando a importância da participação ativa da sociedade na construção de um futuro mais sólido, ético e sustentável. A palestra trouxe uma visão abrangente sobre o cenário nacional, abordando temas relacionados à cidadania, responsabilidade, educação, valores familiares e ao protagonismo da sociedade na transformação do país.

O palestrante ressaltou que as mudanças mais significativas começam nas atitudes individuais e coletivas, defendendo a valorização de princípios como integridade, respeito, compromisso e responsabilidade. Para ele, o fortalecimento desses valores é fundamental para a construção de uma sociedade mais preparada para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades.

Ao abordar o contexto atual, Paulo Alceu também destacou exemplos positivos de desenvolvimento e superação encontrados em diferentes regiões do país, especialmente em Santa Catarina, reconhecida por seu espírito empreendedor, capacidade de inovação e força econômica.

A importância da educação, da formação das novas gerações e do fortalecimento das instituições também esteve entre os temas centrais da palestra. Segundo o jornalista, o futuro do Brasil depende da capacidade de unir esforços em torno de objetivos comuns, fortalecendo uma cultura baseada na cooperação, no respeito e no compromisso com o desenvolvimento coletivo.

Para a presidente da ACII, Thaisa Nascimento Corrêa, a palestra proporcionou um momento de grande reflexão para os empresários presentes. Segundo ela, a atenção demonstrada pelo público ao longo de toda a apresentação e a participação ativa durante o espaço de perguntas evidenciaram a relevância dos temas abordados.

“A atenção dos participantes, refletida no silêncio e na concentração durante toda a palestra, demonstrou a relevância do tema abordado. Falar sobre o futuro do Brasil é sempre importante, especialmente em um momento tão desafiador para quem empreende, gera empregos e contribui diariamente para o desenvolvimento do país. A experiência e a vivência do Paulo Alceu trouxeram clareza sobre o cenário que estamos vivendo e ajudaram a ampliar a compreensão dos desafios e das oportunidades que estão à nossa frente. Além disso, os empresários aproveitaram a oportunidade para fazer questionamentos e aprofundar temas que impactam diretamente o ambiente de negócios. Tenho certeza de que todos sairam deste encontro com novos insights e uma visão mais ampla sobre o momento que o Brasil atravessa”, destacou.

Fábio Machado assume a presidência da Portos RS

A Portos RS passa a contar com uma nova liderança à frente de sua gestão. Fábio Machado assume a presidência da empresa trazendo uma trajetória consolidada no serviço público, marcada pela atuação em áreas estratégicas da administração pública, governança, gestão e assessoramento jurídico. 


Formado em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Machado possui mais de 20 anos de experiência no setor público. Sua trajetória teve início em 2009, quando ingressou na gestão pública como chefe do Departamento de Materiais do Serviço Autônomo de Saneamento em Pelotas (Sanep). Entre 2012 e 2015, atuou como consultor jurídico da autarquia. 


Em 2016, assumiu a Procuradoria-Geral do Município de Pelotas durante a gestão do então prefeito Eduardo Leite. Na sequência, entre 2017 e 2020, exerceu a função de assessor especial da prefeita Paula Mascarenhas. Já em seu segundo mandato, foi nomeado secretário de Governo e Ações Estratégicas, participando diretamente da formulação e coordenação de políticas públicas e projetos estruturantes para o município. 


Fábio Machado ocupava o cargo de coordenador da Assessoria Jurídica da Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária e, desde 2025, também integrava o Conselho de Administração da Portos RS, posição que lhe proporcionou um acompanhamento próximo dos desafios e oportunidades do sistema portuário gaúcho. 


Ao assumir a presidência da Portos RS, Machado chega com a missão de dar continuidade ao fortalecimento da gestão portuária, contribuindo para o desenvolvimento da infraestrutura logística do Rio Grande do Sul, a ampliação da competitividade dos portos públicos e o avanço de projetos estratégicos voltados à modernização e à eficiência operacional. 


A instituição também registra e reconhece a contribuição de Cristiano Klinger, que presidiu a Portos RS entre 2022 e 2026 e esteve à frente de importantes avanços operacionais, logísticos e institucionais, especialmente durante o processo de transição para empresa pública, marco que fortaleceu a autonomia e governança da organização. 


Com a nova gestão de Fábio Machado, a Portos RS segue voltada ao desenvolvimento dos portos públicos gaúchos e ao fortalecimento de seu papel estratégico para a economia do Rio Grande do Sul.

 

Febraban dá dicas para compras seguras no Dia dos Namorados

O Brasil celebra o Dia dos Namorados na próxima sexta-feira, 12 de junho, muitos consumidores sairão às compras em busca do presente ideal e o comércio intensifica a divulgação de promoções e ofertas. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) alerta que os consumidores devem redobrar a atenção nas compras e também intensificar os cuidados com o fornecimento de informações pessoais.
 
Em datas comemorativas, quadrilhas aproveitam o momento para aplicar golpes que causam grande prejuízo, especialmente usando “engenharia social”, que consiste na manipulação do usuário para que ele lhe forneça informações confidenciais para o roubo de dados pessoais.
 
A aglomeração de pessoas e a distração na hora de pagar compras em comércios de rua criam o ambiente ideal para que golpistas descubram a senha e troquem o cartão. Nesta época do ano também são comuns abordagens de criminosos com páginas falsas que simulam e-commerce; promoções inexistentes enviadas por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp e a criação de perfis falsos que investem em mídia para aparecerem em páginas de buscas e stories de redes sociais. 
 
Criminosos também clonam sites de varejistas famosos para induzir os consumidores ao erro, colocando uma letra a mais no endereço do site, que muitas vezes fica imperceptível para o cliente ou ainda trocando, por exemplo, uma letra “o” pelo número “0”. Por isso, a recomendação é que o cliente faça sua pesquisa de preços, e quando escolher a loja, digite diretamente o endereço do site na barra do navegador. 
 
“O cliente também deve desconfiar de abordagens em que alguém diga que há uma grande oportunidade de compra, pedindo que o pagamento seja feito naquele momento para que não perca o produto. Ainda duvide das promoções cujos preços sejam muito menores que o valor real do produto. Pesquise a média de preços em vários sites conhecidos”, alerta Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.
 
Golpe do brinde ou presente
Em datas comemorativas, o cliente também deve tomar cuidado com o golpe do brinde ou presente. Após descobrirem dados pessoais, quadrilhas de criminosos entram em contato com a vítima e dizem que têm um brinde ou presente para entregar e insistem para que a pessoa receba o presente pessoalmente. 
 
Os criminosos chegam a dar algo para a vítima, geralmente flores, bolos ou cosméticos. Alegam que são prestadores de serviços e que não sabem informações de quem realmente pediu para fazer a entrega e pedem um pagamento de uma taxa.
 
O entregador pode entregar uma maquininha com o visor danificado ou de uma forma que impossibilite a visualização do preço cobrado na tela, sendo um valor acima do real cobrado. 
 
O golpista também usa algum truque e desvia a atenção da pessoa para que a vítima digite a senha no campo destinado ao valor da compra. Isso permite que bandido descubra o código secreto. É importante ressaltar que o campo de senha deve mostrar apenas asteriscos. Em posse da senha do cliente, o bandido pode, posteriormente, trocar o cartão.
 
Confira abaixo orientações para fazer compras com segurança 
 
Para compras online:
- Sempre desconfie de links encaminhados via WhatsApp ou SMS
- Fique atento às ofertas, duvide de valores muito abaixo do mercado
- Acompanhe as compras realizadas pelo aplicativo do cartão, e caso desconheça alguma transação, bloqueie-a e entre em contato com a administradora
- Nunca clique nos links de promoções vantajosas demais. Para ver a oferta, acesse o site oficial da loja digitando o endereço dela diretamente na barra do navegador
- Ao pagar com boleto, Pix ou transferências sempre confira se o nome do beneficiário é de quem realmente deve receber o valor
- Não selecione a opção “salvar dados do cartão” para utilizar em compras futuras
- Dê preferência para o uso do cartão virtual para as compras online
- Sempre pesquise a reputação de lojas e de vendedores e confira comentários feitos em vendas de outros compradores 
- O cadeado HTTPS atesta que determinado site é seguro. O ícone indica que as comunicações entre a página e o dispositivo do usuário estão protegidas por criptografia, o que garante segurança na troca de dados
- Caso receba uma ligação pedindo dados pessoais, desligue e procure o gerente de sua conta imediatamente, de preferência, em outro aparelho de telefone. Lembre-se de que o banco nunca pede seus dados por telefone.

Em lojas físicas: 
- Passe você mesmo o cartão na maquininha em vez de entregá-lo para outra pessoa, sempre confira o valor antes de digitar a senha e proteja o código de segurança
- Sempre peça o comprovante impresso 
- Se o cartão não passar de primeira, redobre a atenção: não deixe que o levem para longe de você para passar em outra máquina e acompanhe de perto a 2ª tentativa 
- Ao terminar de realizar uma compra na maquininha, verifique o nome no cartão para ter certeza de que realmente é o seu. Bandidos podem se aproveitar de distrações para trocar o seu cartão
- Ao utilizar o QR Code para pagamento, confira se o destinatário da transação é o beneficiário correto.

China anuncia realização de mais de 100 eventos para impulsionar importações

O Ministério do Comércio chinês anunciou a realização de mais de 100 eventos internacionais em 2026 com o objetivo de conectar fornecedores globais ao mercado chinês. As primeiras ações ocorrerão em Belarus e na Alemanha, abrindo novas oportunidades para empresas interessadas em expandir seus negócios com a segunda maior economia do planeta.
Mais do que feiras e rodadas de negócios, essa iniciativa demonstra uma estratégia consistente da China para diversificar fornecedores, ampliar o acesso a produtos de qualidade e fortalecer sua integração comercial com diferentes regiões do mundo.

Para exportadores brasileiros, o movimento merece atenção. Setores como alimentos, bebidas, frutas, proteína animal, produtos industrializados e commodities podem encontrar novas oportunidades em um mercado que continua buscando parceiros internacionais confiáveis.

Enquanto muitos países discutem barreiras comerciais, a China segue investindo em mecanismos para aproximar compradores e fornecedores globais.
Quem acompanha o comércio exterior sabe: grandes oportunidades costumam surgir antes de virarem tendência.

O mercado chinês continua se movimentando. A pergunta é: sua empresa está preparada para aproveitar esse movimento?

Por: André Queiróz 

Aeroporto da Serra Catarinense registra crescimento de passageiros no primeiro semestre de operação da GOL
Foto: Jonatã Rocha/Secom GOVSC
 
O movimento de passageiros no Aeroporto da Serra Catarinense – Correia Pinto cresceu 29,4% no primeiro semestre de operação da GOL Linhas Aéreas. Desde o início dos voos para o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em novembro de 2025, já foram registrados 13,1 mil passageiros. No mesmo período, a oferta de assentos cresceu 32,8% em comparação com os últimos seis meses de operação da Azul. Os dados foram apurados pela Gerência de Aeroportos da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).
 
“A gente passou cada setor do Governo de Santa Catarina a limpo, e isso aconteceu com os aeroportos administrados pelo Estado também. Fizemos um esforço muito grande pra garantir essa movimentação toda. O Aeroporto da Serra Catarinense é um equipamento muito importante pro desenvolvimento regional, tanto pros empresários poderem ir fechar negócios em São Paulo, como pros turistas virem aproveitar a Estação Outono, a Estação Inverno, com as melhores cidades do Brasil pra passar um friozinho com a família”, afirma o governador Jorginho Mello.
 
“Os números mostram que o voo entre a Serra Catarinense e o Aeroporto de Congonhas tornou-se atrativo para os usuários da região. Com uma frequência de três voos semanais e uma aeronave de grande porte, a demanda região tem sido atendida de forma muito significativa”, avalia o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Ivan Amaral.
 
Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, meses com a operação completa da GOL, o mês de abril registrou o maior movimento com 2.465 passageiros, entre embarques e desembarques, num total de 13 voos.
 
“Esse crescimento expressivo no movimento do Aeroporto consolida a Serra Catarinense como um destino cada vez mais acessível e competitivo. O voo abre as portas de Santa Catarina para milhares de novos visitantes de São Paulo e de outras regiões, conectados diretamente com Congonhas, o principal hub corporativo e turístico do país. Mais do que números de transporte, esse aumento de quase 30% no fluxo de passageiros representa hotéis mais cheios, restaurantes movimentados, o fortalecimento do nosso enoturismo e a valorização da cultura serrana. Estamos estruturando o nosso turismo para que o visitante chegue com conforto e viva experiências inesquecíveis na nossa Serra”, acrescenta a secretária de Turismo, Catiane Seif.
 
Revitalização
 
Entre março e novembro de 2025, o Aeroporto de Correia Pinto ficou fechado para as obras de reforma do Terminal de Passageiros. As obras modernizaram a estrutura do local, melhorando o atendimento e o conforto aos usuários, além de aprimorar a segurança operacional. O investimento foi de R$ 3,3 milhões, sendo R$ 3 milhões por intermédio de Emenda Parlamentar do deputado estadual Lucas Neves. 
 
A reabertura foi marcada pelo voo inaugural da GOL, após negociação intermediada pela SPAF. Desde então a operação vem registrando crescimento. Os voos entre Lages/Correia Pinto e São Paulo/Congonhas são operados com as aeronaves Boeing 737, com capacidade para 186 passageiros. 
Aeroporto da Serra Catarinense registra crescimento de passageiros no primeiro semestre de operação da GOL
Foto: Jonatã Rocha/Secom GOVSC
 
O movimento de passageiros no Aeroporto da Serra Catarinense – Correia Pinto cresceu 29,4% no primeiro semestre de operação da GOL Linhas Aéreas. Desde o início dos voos para o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em novembro de 2025, já foram registrados 13,1 mil passageiros. No mesmo período, a oferta de assentos cresceu 32,8% em comparação com os últimos seis meses de operação da Azul. Os dados foram apurados pela Gerência de Aeroportos da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).
 
“A gente passou cada setor do Governo de Santa Catarina a limpo, e isso aconteceu com os aeroportos administrados pelo Estado também. Fizemos um esforço muito grande pra garantir essa movimentação toda. O Aeroporto da Serra Catarinense é um equipamento muito importante pro desenvolvimento regional, tanto pros empresários poderem ir fechar negócios em São Paulo, como pros turistas virem aproveitar a Estação Outono, a Estação Inverno, com as melhores cidades do Brasil pra passar um friozinho com a família”, afirma o governador Jorginho Mello.
 
“Os números mostram que o voo entre a Serra Catarinense e o Aeroporto de Congonhas tornou-se atrativo para os usuários da região. Com uma frequência de três voos semanais e uma aeronave de grande porte, a demanda região tem sido atendida de forma muito significativa”, avalia o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Ivan Amaral.
 
Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, meses com a operação completa da GOL, o mês de abril registrou o maior movimento com 2.465 passageiros, entre embarques e desembarques, num total de 13 voos.
 
“Esse crescimento expressivo no movimento do Aeroporto consolida a Serra Catarinense como um destino cada vez mais acessível e competitivo. O voo abre as portas de Santa Catarina para milhares de novos visitantes de São Paulo e de outras regiões, conectados diretamente com Congonhas, o principal hub corporativo e turístico do país. Mais do que números de transporte, esse aumento de quase 30% no fluxo de passageiros representa hotéis mais cheios, restaurantes movimentados, o fortalecimento do nosso enoturismo e a valorização da cultura serrana. Estamos estruturando o nosso turismo para que o visitante chegue com conforto e viva experiências inesquecíveis na nossa Serra”, acrescenta a secretária de Turismo, Catiane Seif.
 
Revitalização
 
Entre março e novembro de 2025, o Aeroporto de Correia Pinto ficou fechado para as obras de reforma do Terminal de Passageiros. As obras modernizaram a estrutura do local, melhorando o atendimento e o conforto aos usuários, além de aprimorar a segurança operacional. O investimento foi de R$ 3,3 milhões, sendo R$ 3 milhões por intermédio de Emenda Parlamentar do deputado estadual Lucas Neves. 
 
A reabertura foi marcada pelo voo inaugural da GOL, após negociação intermediada pela SPAF. Desde então a operação vem registrando crescimento. Os voos entre Lages/Correia Pinto e São Paulo/Congonhas são operados com as aeronaves Boeing 737, com capacidade para 186 passageiros. 
ITAJAÍ: Limoeiro ganha sala do programa Qualifica+ Comunidade
A comunidade do Limoeiro passou a contar com uma sala do programa Qualifica+ Comunidade. O espaço foi inaugurado nesta segunda-feira (9), em cerimônia que reuniu moradores, lideranças comunitárias e representantes do poder público, marcando mais um avanço na oferta de qualificação profissional descentralizada no município.
 
A unidade terá como foco principal cursos de informática e tecnologia, áreas consideradas estratégicas para a inserção e permanência no mercado de trabalho. Além da capacitação técnica, o programa também oferecerá cursos voltados ao desenvolvimento pessoal e profissional, como comunicação, oratória e inglês.  “O Qualifica+ iniciou o ano passado e, este ano, se estende criando vários programas. Esta é a primeira iniciativa do Qualifica+ Comunidade, que está dentro do projeto. Para o Limoeiro, foi montada uma sala de tecnologia, reativando uma demanda da comunidade”, ressalta o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.
 
A implantação do programa atende a uma demanda apresentada pela própria comunidade e amplia as oportunidades de formação para moradores de diferentes faixas etárias.
 
A sala de informática possui capacidade para atender simultaneamente 16 alunos por turma. As inscrições já estão abertas e novas turmas serão criadas conforme a procura da população. O atendimento seguirá a lógica da demanda, permitindo que mais vagas sejam disponibilizadas à medida que os cursos forem sendo preenchidos.
 
O programa atenderá crianças, adolescentes, adultos e também pessoas da terceira idade, público formado por pessoas com mais idade que buscam atualização profissional, inclusão digital e novas oportunidades de desenvolvimento. "Esse é um grande ganho para o bairro. Ainda estamos lutando por outras melhorias, mas a chegada deste programa é fundamental para nós. Ficamos felizes em ver a prefeitura presente e acreditando no potencial da nossa comunidade", ressalta o presidente da Associação de Moradores, Josemir Perin.
 
A implantação do espaço é resultado de uma ação integrada entre a Secretaria de Tecnologia, a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, por meio do programa Qualifica+ Itajaí Comunidades. A expectativa é atender toda a demanda apresentada pela comunidade, oferecendo cursos que contribuam tanto para o desenvolvimento de habilidades comportamentais quanto para a formação técnica dos participantes. 
“Trazer o Qualifica+ para o interior de Itajaí foi um compromisso com a juventude. Sabemos que criar oportunidades para os jovens é importante para que entrem no mercado de trabalho qualificados, porque o mercado está competitivo”, enfatiza o vice-prefeito, Rubens Angioletti.
 
“Quando fizemos o Prefeitura nos Bairros no ano passado, no Limoeiro, uma série de reivindicações foi feita. Uma das solicitações era preparar mais os jovens para o futuro. E agora estamos entregando um projeto importante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico”, finaliza o prefeito Robison Coelho.
 

Além da implantação da sala do Qualifica+ Comunidade, os moradores puderam participar de uma confraternização, cantando os parabéns pelos 166 anos de Itajaí e recebendo fatias de bolo distribuídas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania.

Pix é a principal forma de pagamento adotada pelos pequenos negócios

Por André Gomes
Os Estados Unidos citaram o Pix – principal forma de recebimentos dos pequenos negócios brasileiros – em uma investigação comercial sobre “práticas desleais”. De acordo com o documento, o sistema de pagamentos representaria uma forma de concorrência estatal aos cartões de crédito privados. A partir disso, o país norte-americano está analisando uma taxação dos produtos brasileiros em 25%, decisão que pode sair até 15 de julho. De acordo com o Sebrae, a ferramenta facilita os pagamentos e reduz custos para os empreendedores.

Segundo a pesquisa “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae e Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), quase seis em cada 10 donos de pequenos negócios têm o Pix como principal meio de recebimento das vendas. Outros 53% preferem esse instrumento para pagar seus parceiros comerciais.

No caso em particular dos microempreendedores individuais (MEI) a adesão ao Pix foi ainda maior. A pesquisa do Sebrae, revelou que 97% deles usam a plataforma como alternativa de pagamento. Para 28% desses empreendimentos, a modalidade responde por mais de 75% de todo o faturamento e para outros 20%, a forma de pagamento é responsável por cerca de 51% dos recebimentos.

“É uma avaliação injusta e infundada por parte do governo dos Estados Unidos porque o sistema de pagamento não interfere no comércio e nas relações das empresas do setor de cartões de crédito. Mais do que isso, é uma forma de pagamento que não tem mais volta e se tornou a queridinha dos pequenos negócios pelo rápido recebimento e para a manutenção do fluxo de caixa dessas empresas. No fundo, é uma das formas que o setor utiliza para criar mais oportunidades de crescimento e aumentar a geração de empregos”, avalia Rodrigo Soares, presidente do Sebrae.

De acordo com dados do Banco Central, o PIX tem cerca de 170 milhões de usuários Pessoas Físicas (80% da população) e mais de 24 milhões de usuários Pessoas Jurídicas. Anualmente, movimenta mais de R$30 trilhões, o que equivale a quase 3 vezes o PIB brasileiro e quase 20% do PIB norte-americano.

“Este é o tamanho do mercado que seria disputado pelas Big Techs (Apple Pay, Google Pay, Amazon Pay, Meta Pay e Microsoft), se o Banco Central não oferecesse esse serviço de forma gratuita e referência de eficiência mundial” afirma Rodrigo Soares, que ainda arremata “Não se trata de prática desleal de comércio, alegado por Trump para impor aumento de tarifas sobre nossas exportações. Mas sim, disputa de mercado”.

Consolidado

Lançado em 2020, o Pix alcançou um estágio de universalização em menos de quatro anos. De acordo com dados do Banco Central, ele já é o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros. Em 2025, o Pix bateu seu recorde histórico anual ao movimentar um total de R$ 35,4 trilhões, registrando quase 80 bilhões de transações. O que representa um crescimento de 33,6% no volume de valores transferidos na comparação com o ano anterior.

Governador participa das comemorações do 62º aniversário de Aurora e reforça parceria com os municípios em agenda no Alto Vale e Serra

Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC

​O governador Jorginho Mello cumpriu uma extensa agenda de compromissos neste sábado, 6, reforçando a proximidade do Governo do Estado com as prefeituras e a valorização das tradições catarinenses. O roteiro incluiu a Festa Municipal de Emancipação de Aurora, que celebra o 62º aniversário, no Alto Vale do Itajaí e a participação na Festa do Pinhão em Lages.

​A festividade em Aurora, com programação gratuita que termina neste domingo 7 de junho, movimentou a Praça Nossa Senhora das Dores, no Centro da cidade. O evento reuniu atrações como desfile cívico, shows, feira de artesanato e atividades tradicionais. Na manhã de sábado, ocorreu a Alvorada festiva, que contou com um grande café comunitário e o tradicional Tratoraço, reunindo dezenas de produtores rurais e moradores.

​Em sua fala durante o evento, no período da tarde, Jorginho Mello destacou a importância de estar presente nos municípios e reafirmou o compromisso do Estado com o desenvolvimento local. ​”É um aniversário que tem que se comemorar. Quando a cidade prospera, a gente fica muito feliz. Eu sou um governador municipalista, é por isso que eu gosto de vir nos municípios. É onde tudo acontece. Se o município vai bem, o Estado vai bem. Nós somos parceiros das prefeituras e estamos aqui para apoiar no que for preciso.”

A festividade também foi palco de importantes entregas para a população local, com a assinatura de ordens de serviço para os novos convênios celebrados com a cidade. Em ato durante o evento, o governador e o prefeito de Aurora, Vanderlei Zandonai, assinaram o documento que atua como marco inicial e autoriza o começo da execução de obras e serviços estruturantes para a cidade.  

​Os investimentos autorizados garantem melhorias tanto na infraestrutura urbana quanto no apoio ao interior. Entre os projetos contemplados destacam-se o montante de R$ 4,6 milhões para o programa Estrada Boa Rural e cerca R$ 1,2 milhão para a aquisição de britador. A qualidade de vida e o lazer dos moradores também receberam atenção especial, com R$ 1,15 milhão garantido para a revitalização da Praça Central, além de R$ 452 mil para a obra de uma nova e R$ 396 mil para a pavimentação da rua Francisco Klaumann. 

​Investimentos históricos em prevenção

O governador ainda relembrou os recursos históricos garantidos pelo Estado na área de Proteção e Defesa Civil. Recentemente, foi anunciado investimento de R$ 12 milhões destinados a obras de prevenção a enchentes no Alto Vale do Itajaí. Os recursos contemplam diretamente as cidades de Aurora, Ituporanga e Trombudo Central, obras fundamentais para dragagem e desassoreamento de rios, que garantem mais segurança e resiliência climática para a população e o setor produtivo local.

​Celebração da indústria em Rio do Sul

​Antes de sua chegada a Aurora, o governador iniciou a manhã de sábado em Rio do Sul, onde participou da cerimônia de comemoração dos 80 anos da empresa Bremer. A companhia é um orgulho para a indústria catarinense, operando nos mercados nacional e internacional com excelência na fabricação de caldeiras e aquecedores industriais. A presença do Executivo Estadual reforça o apoio ao empreendedorismo que gera emprego e renda em Santa Catarina.

​36ª Festa Nacional do Pinhão

​Para encerrar a agenda de sábado, Jorginho Mello participou da 36ª Festa Nacional do Pinhão, um dos maiores e mais importantes atrativos turísticos da Estação Outono em Santa Catarina.

​Esta edição da festa, que ocorre entre os dias 22 de maio e 7 de junho, traz marcos importantes para o turismo do Estado. A programação deste ano foi diversificada para atender a todos os públicos, contando com praça de alimentação com diversos restaurantes, pista de patinação no gelo e uma moderna arena de shows.

O  retorno da festa ao Parque Conta Dinheiro representa um momento especial. Pela primeira vez na história, o espaço foi totalmente decorado de forma temática, proporcionando uma experiência imersiva e inesquecível aos visitantes.

O tamanho do impacto financeiro que a decisão da UE trará para o agro brasileiro

O Brasil pode deixar de exportar cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas para a União Europeia após o bloco confirmar a suspensão das compras de determinados produtos de origem animal do país a partir de 3 de setembro de 2026.

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A decisão, oficializada pela Comissão Europeia nesta sexta-feira (5), atinge bovinos, equídeos (cavalos), aves, produtos da aquicultura, mel e tripas. Segundo o documento, publicado no Jornal Oficial da União Europeia, o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar o cumprimento das exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

“A Comissão não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos estabelecidos no artigo 3.º do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 relativamente a estas categorias” , afirma o texto.

Diante disso, a UE determinou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar essas categorias de produtos ao bloco. Em maio, os europeus já haviam anunciado a medida e solicitado garantias adicionais do governo brasileiro sobre o cumprimento das regras que restringem o uso de determinados antimicrobianos, como antibióticos, na pecuária.

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Negociações em andamento
No fim de maio, o governo brasileiro apresentou informações complementares sobre as questões sanitárias envolvendo a exportação desses produtos. Uma reunião virtual foi realizada entre a equipe técnica do Ministério da Agricultura e representantes da Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia.

Segundo interlocutores que acompanham as negociações, o Brasil apresentou parte das informações exigidas pelo bloco europeu e preparava o envio de novos documentos, mas não havia prazo definido para a conclusão do processo.

O que a UE exige
As garantias solicitadas pela UE precisavam demonstrar que o governo brasileiro é capaz de assegurar que os produtos enviados ao mercado europeu cumprem as normas sobre antimicrobianos adotadas pelo bloco desde 2023.

As exigências envolvem mecanismos de segregação da produção e a comprovação de que produtores e indústrias não utilizam substâncias proibidas pela regulamentação europeia. Também cabe ao governo brasileiro demonstrar que possui instrumentos de fiscalização capazes de verificar o cumprimento dessas regras pelo setor privado.

Governo do Estado inaugura revitalização da SC-486 e autoriza aumento de velocidade em trecho da rodovia durante abertura da Fenajeep em Brusque

 Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC

A abertura oficial da 32ª Fenajeep, na noite desta quarta-feira, 3, em Brusque, foi marcada por anúncios do Governo de Santa Catarina para a mobilidade e a segurança viária do Vale do Itajaí. Durante a solenidade, o governador Jorginho Mello inaugurou as obras de revitalização da SC-486 (Rodovia Antônio Heil), entre Itajaí e Brusque, e autorizou o aumento do limite de velocidade de 80 km/h para 100 km/h em um trecho da rodovia, após a conclusão de estudos técnicos realizados pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE).

As obras de revitalização contemplaram os 47,7 quilômetros da rodovia duplicada, com investimento de R$ 12,4 milhões. Os trabalhos incluíram recuperação estrutural do pavimento, fresagem e recomposição de trechos danificados, aplicação de nova capa asfáltica, melhorias na drenagem, limpeza da plataforma da rodovia e implantação de nova sinalização vertical e horizontal.

O governador ainda autorizou o aumento do limite de velocidade no trecho compreendido entre os quilômetros 13,753 e 20 da SC-486, em Brusque. A medida foi embasada por estudos técnicos e busca adequar a velocidade às condições atuais da via, garantindo mais fluidez ao tráfego com segurança.

“Estamos entregando uma rodovia mais segura, mais moderna e preparada para atender quem trabalha, produz e precisa se deslocar todos os dias. Investimos na recuperação do pavimento, melhoramos a sinalização e agora autorizamos a ampliação da velocidade em um trecho que recebeu avaliação técnica criteriosa. Era um pedido da comunidade que a gente tá conseguindo atender pra melhorar a vida das pessoas e impulsionar o desenvolvimento da região”, destacou o governador Jorginho Mello.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, esclarece que os usuários já poderão utilizar o trecho com os novos parâmetros em vigor. “A partir desta quinta-feira, os motoristas já podem transitar pelo trecho no novo limite de velocidade e nas próximas semanas a SIE fará a troca da sinalização vertical. Vale ressaltar que o restante do trajeto permanece com os limites de velocidade inalterados, para garantir a segurança nos pontos de intenso movimento urbano”, alerta.

O prefeito de Brusque, André Vechi, ressaltou a importância da parceria entre o Governo do Estado e os municípios para viabilizar investimentos estruturantes. “A revitalização da Antônio Heil era uma demanda importante para toda a região. Essa parceria com o Governo do Estado permite que obras aguardadas pela população saiam do papel e tragam mais segurança, mobilidade e desenvolvimento para Brusque e cidades vizinhas”, afirmou.

Fenajeep movimenta turismo, economia e tradição off-road

Os anúncios do Governo do Estado ocorreram durante a cerimônia de abertura da 32ª Festa Nacional do Jeep (Fenajeep), considerada o maior evento off-road da América Latina. Realizada pelo Brusque Jeep Clube, a programação segue até domingo, 7 de junho, reunindo competidores, expositores e milhares de visitantes de diversas regiões do Brasil e de países vizinhos.

Ao longo dos próximos dias, Brusque se transforma na Capital Nacional do Jeep, sediando provas de velocidade, desafios off-road e atrações voltadas ao universo 4×4. Além do espetáculo esportivo, a Fenajeep tem forte impacto econômico, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e diversos segmentos de serviços.

“O sucesso da Fenajeep mostra a força de Brusque e de Santa Catarina. É um evento que projeta o município e o nosso estado para todo o país, atrai turistas, gera emprego, movimenta a economia e fortalece um setor que tem tradição no nosso estado. Tenho orgulho de ver Santa Catarina sediando um evento dessa dimensão”, finalizou o governador.

Alcolumbre barra urgência e impõe tramitação lenta para PEC da Escala 6x1 no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), descartou qualquer possibilidade de votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6x1 direto no plenário. Ele garantiu que a matéria passará por todas as comissões da Casa antes de qualquer análise definitiva.Em pronunciamento, Alcolumbre reforçou que o Senado fará uma avaliação própria do texto vindo da Câmara, rejeitando pressões para acelerar o processo. "Não podemos ser uma Casa carimbadora", pontuou.Os próximos passos no Senado:

Debate na CCJ: Uma reunião com o senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, avaliará os rumos do projeto.Comissões especiais: Há pedidos de senadores para a criação de colegiados específicos para debater a proposta.Diálogo com os setores: O presidente defendeu que o Senado ouça trabalhadores e empregadores antes de bater o martelo.Sem pressa: Alcolumbre criticou os ataques e cobranças que vem sofrendo para agilizar a pauta, afirmando que decidirá o cronograma no seu próprio tempo.

A reação da oposição:Enquanto o projeto principal aguarda o despacho da Presidência do Senado, a oposição já recolheu as 41 assinaturas necessárias para tramitar um texto alternativo. Essa contraproposta mantém a jornada atual de até 6 dias e 44 horas semanais, prevendo que novos modelos sejam negociados diretamente entre patrão e empregado, sem a necessidade de sindicatos.Ao finalizar, Alcolumbre defendeu um "tempo razoável" para que os senadores possam aperfeiçoar o texto original de forma equilibrada.

Parceria irá fortalecer Contrata+Brasil, plataforma que já reúne 11 mil pequenos negócios

Por Camila Vidal
A ampliação da participação dos microempreendedores individuais (MEI) no Contrata+Brasil esteve entre os principais temas discutidos nesta terça-feira (2), em Brasília, durante reunião entre o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Henrique Pereira.

A plataforma, criada para conectar órgãos públicos a prestadores de serviços de pequeno porte, já reúne cerca de 11 mil negócios cadastrados, mais de 6 mil oportunidades publicadas e vem ampliando o número de categorias atendidas, consolidando-se como uma das principais portas de acesso dos pequenos empreendedores ao mercado de compras governamentais.

Sebrae e MEMP discutiram uma estratégia nacional para ampliar o cadastramento de MEIs no Contrata+Brasil, com ações regionalizadas de mobilização e divulgação para expandir o alcance da ferramenta em todo o país.

Para Rodrigo Soares, a parceria entre Sebrae e MEMP será decisiva para ampliar as oportunidades para quem empreende. “Além da educação empreendedora, vamos trabalhar ainda mais fortemente na expansão do Contrata+Brasil. Também discutimos a aplicação da construção de soluções que gerem mais oportunidades, com menor custo, mais renda e mais cidadania para o país”, destacou o presidente do Sebrae.

O ministro Paulo Henrique Rodrigues Pereira ressaltou a importância da atuação do Sebrae no fortalecimento do empreendedorismo brasileiro e reforçou a parceria entre as instituições.

Outro tema discutido no encontro foi o projeto-piloto Pé no Futuro, que visa a formação de jovens empreendedores por meio de mentoria, capacitação e acesso a investimentos. A proposta tem potencial para alcançar até 500 mil pessoas em todo o país.

Pelo Sebrae Nacional, participaram da reunião representantes do Conselho Deliberativo Nacional, do Gabinete da Presidência, da Diretoria Técnica e das Unidades de Políticas Públicas e de Competitividade. A comitiva do MEMP contou com a presença do secretário nacional de Ambiente de Negócios, Maurício Juvenal, além de assessores técnicos da pasta.

Mais sobre o Contrata+Brasil

Lançado em 2025, a plataforma Contrata+Brasil conecta órgãos públicos a prestadores de serviços de pequeno porte em 107 categorias, incluindo atividades incorporadas recentemente, como costura, borracharia, mecânica e restauração de instrumentos musicais. Entre os serviços mais demandados estão pintura, reformas, assentamento de pisos, manutenção de telhados e sistemas de ar-condicionado.

Contribuintes buscam atendimentos para negociações de dívidas em Navegantes

A Praça do Cidadão recebeu mais de 70 pessoas presencialmente em busca de atendimento para negociar suas dívidas com a Prefeitura de Navegantes no primeiro dia do programa Recupera Navega. Descontos de até 100% em juros e multas estão atraindo os contribuintes que querem quitar seus débitos com o município.

Moisés Lauro Alves, que mora no Centro, aproveitou o primeiro dia para negociar sua dívida. “Eu vim aproveitar a oportunidade para acertar o que devo com a Prefeitura. Uma chance que temos de correr dos juros e pagar a conta em dia”, disse. 

A aposentada Denise Argenton também viu uma oportunidade de colocar os débitos em dia. 

“Eu deixei de pagar os anos que ficaram para trás devido eu ser pensionista e não ter condições e agora, com esse juro reduzido, será muito melhor e poderei quitar minha dívida”.

O Recupera Navega segue até o dia 1º de dezembro. O município oferece três oportunidades de pagamento, entre eles cota única: quem quitar os débitos à vista entre 1º e 30 de junho terá anistia total (100%) das penalidades moratórias. Já para os pagamentos efetuados até 31 de julho, o abatimento cai para 95%, além de opções de parcelamento em até 100 vezes, com descontos regressivos que variam de 90% a 20%, conforme o prazo escolhido.

O valor mínimo das parcelas é de R$ 300, mas para que os contribuintes possam aproveitar, será reduzido para R$100 no caso de pessoas físicas e microempresas. 

“O Refis de Navegantes de 2026, o Recupera Navega, de fato, é um sucesso e é o Refis mais importante da história do município. O que nós conseguimos arrecadar agora, principalmente do ISS, irá impactar a arrecadação municipal pelos próximos 50 anos por causa da reforma tributária”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico e Receita, Thiago Piccoli.

Interessados em participar do Refis podem entrar em contato com a Procuradoria-Geral do Município pelo WhastApp (47) 99187-9941. Além disso, há a opção de buscar atendimento presencial na Praça do Cidadão (Av. Prefeito José Juvenal Mafra, 498, Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Texto: Marília Cordeiro
Foto: Giliardi Marcos

Junho terá bandeira amarela na conta de luz; entenda o impacto no bolso

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária para o mês de junho de 2026 será amarela. A decisão, que mantém a mesma cor aplicada em maio, foi divulgada pela agência reguladora.

O valor do acréscimo
Com a bandeira amarela, haverá um custo adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O sistema de bandeiras reflete os custos variáveis da geração de energia e é acionado quando as condições de produção se tornam menos favoráveis.

O motivo da decisão
A permanência da bandeira amarela se deve à combinação de fatores como a redução da geração hidrelétrica, o avanço do período seco e o consequente acionamento de usinas termelétricas, que produzem energia mais cara. Apesar dos bons volumes de chuva em algumas regiões, as projeções para os próximos meses indicam condições ainda desfavoráveis para a geração de energia limpa.

Contexto e dicas

A bandeira verde, que não tem custo extra, vigorou em janeiro, fevereiro, março e abril deste ano, refletindo as boas condições de geração no início do ano. Em maio, a bandeira já havia passado para amarela. Com a confirmação para junho, a tendência é que a conta de luz continue mais cara. Para economizar, a Aneel recomenda o uso consciente de energia, com dicas como substituir lâmpadas por modelos de LED, evitar banhos demorados e desconectar aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso.

Indústria de laticínios cresceu 59% em Santa Catarina desde 2020
Santa Catarina alcançou um marco histórico na indústria de laticínios. Em seis anos, de 2020 a maio de 2026, o número de fabricantes no estado cresceu 59%, saltando de 744 para 1.186 empresas – acréscimo de 442 empresas no período. Os dados, contabilizados pela Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), evidenciam a pujança do setor e o ambiente favorável aos negócios no território catarinense.
 
O segmento abrange desde a fabricação de creme de leite, manteiga, iogurte e queijos até a produção de leite em pó, bebidas lácteas, doces de leite e subprodutos como caseína, lactose e soro de leite. A evolução anual mostra um ritmo consistente de expansão: em 2021 eram 804 empresas; em 2022, 874; em 2023, 943; em 2024, 1.025; em 2025, 1.129; e agora, em maio de 2026, o número chega a 1.186.
 
Para o governador Jorginho Mello, o resultado é fruto de um ambiente de negócios que estimula a formalidade e a inovação. “O empreendedor catarinense tem se destacado pela coragem e pela organização. Esse crescimento é consequência de um Governo do Estado que valoriza quem produz, que trabalha para facilitar a abertura de empresas e que garante segurança jurídica a quem decide empreender. Estamos colhendo os frutos de um estado produtivo e sobretudo competitivo”, afirmou o governador.
 
Produção de excelência
Uma dessas empresas é a Queijaria Boca da Serra, próxima a Rancho Queimado, na Grande Florianópolis, liderada pela Daiani Borges. Em 2018 e 2019 ela visitou eventos de produção de queijos em Minas Gerais e São Paulo, quando surgiu a ideia de iniciar a própria produção. “Eu comecei a produzir queijo na cozinha da minha casa. Chegou um momento em que eu e meu marido decidimos transformar esse hobby em um empreendimento. A gente encontrou esse sítio e decidiu construir a queijaria”, relata. A empresa consolidou-se oficialmente em 2023.
 
A rotina do casal inclui desde a compra do leite no produtor local até a entrega do queijo embalado para clientes. O objetivo é manter a produção em formato artesanal com foco em qualidade, variedade e identificação regional. Tudo isso sem deixar de lado o uso de tecnologia e alto padrão sanitário.
 
“O nosso projeto era trabalhar com uma queijaria artesanal, mas com um espaço adequado para que a gente pudesse começar pequeno e crescer sem ter que ficar quebrando parede”, destaca. E a empresa cresceu. Hoje, a Queijaria Boca da Serra é premiada internacionalmente no World Cheese Awards 2025 com medalha de prata pelo queijo Serramar, além de acumular reconhecimentos nacionais.
 
“Quando eu comecei a produzir era com 50 litros de leite. Então eu passei para 100 e depois para 200 litros de leite, até 250. E hoje a gente chegou num ponto em que eu estou deixando de vender porque não consigo aumentar a minha produção. Isso é uma coisa legal, mas um pouco assustadora também (risos)”, complementa Daiani. 
 
Empreendedorismo em alta
Com a expansão do número de fabricantes, Santa Catarina se consolida como um dos principais polos lácteos do país, gerando emprego, renda e fortalecendo a economia regional. A expectativa do governo estadual é de que o ritmo de crescimento se mantenha nos próximos anos, impulsionado por programas de incentivo à industrialização, à regularização de pequenos produtores e à inovação no setor de alimentos.
 
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski, reforça o papel da formalização como pilar desse avanço. “Nosso compromisso é incentivar que pequenos e médios produtores saiam da informalidade e passem a operar dentro das normas sanitárias e tributárias. Isso amplia mercados, gera empregos de qualidade e aumenta a confiança do consumidor nos produtos catarinenses. O dado de 1.186 empresas registradas no setor de laticínios mostra que Santa Catarina está no caminho certo: mais empreendedorismo, mais formalidade e mais desenvolvimento para o estado”, destacou o secretário.
 
A maior parte das empresas fabricantes de laticínios são microempresas (ME) ou Empresas de Pequeno Porte (EPP), refletindo o empreendedorismo pulverizado. Entre as cidades, a liderança é de Florianópolis, com 71 empresas. Em seguida estão Joinville (56), Blumenau (31), Itajaí (31), São José (28), Chapecó (25) e Jaraguá do Sul (21).
 
Destaque nacional
Santa Catarina é o 4º maior produtor de leite do Brasil, responsável, assim, por mais de 9% da produção nacional ou 3,3 bilhões de litros/ano. O estado vem se consolidando na contramão de outras regiões: entre 2014 e 2023, a produção cresceu, portanto, 7,5%. Conforme a Cidasc, a produção leiteira de SC movimenta mais de 20 mil produtores em todas as regiões, impulsionando o mercado de laticínios. 
 
Em relação à sanidade animal, o estado é o único do país com classificação A para risco de brucelose, bem como um dos quatro de menor risco de tuberculose bovina, duas zoonoses que podem ser transmitidas pelo leite de animais contaminados.
 
Além disso, o Governo de Santa Catarina estruturou um conjunto de políticas públicas para fortalecer a cadeia do leite. A principal frente de atuação é o Programa Leite Bom SC, que desde 2024 prevê investimentos de R$ 300 milhões até 2027 sobretudo para apoiar produtores e indústrias. Em outra frente, o Programa Terra Boa incentiva, por exemplo, a melhoria e recuperação de pastagens.
Estado fortalece agro catarinense com programa Olho Bom, investimentos em infraestrutura e modernização da gestão pública
Fotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC
 
Investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica e modernização da gestão pública voltada ao agro catarinense. Estas foram as entregas feitas pelo governador Jorginho Mello, na tarde desta sexta-feira, 29, em Florianópolis, durante o lançamento do Programa Olho Bom — da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) —, e inauguração da reforma da sede da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape). No mesmo ato, a Sape apresentou o novo portal da Secretaria.
 
“Santa Catarina é gigante no agro porque tem gente séria trabalhando e um Governo que entende a força do campo para a nossa economia. Também seguimos fortalecendo a defesa agropecuária, protegendo a qualidade da produção catarinense e apoiando quem produz no nosso Estado”, disse o governador Jorginho Mello.
 
 
Programa Olho Bom
 
Durante o evento, o Governo do Estado também lançou o Programa Olho Bom, iniciativa da Cidasc voltada à modernização da defesa agropecuária catarinense. Com investimento de R$ 44 milhões, o projeto busca aprimorar o controle do trânsito agropecuário por meio do uso de tecnologia, inteligência de dados e reorganização da fiscalização, mantendo um modelo híbrido de vigilância fixa e móvel.
 
Como parte das ações, foram adquiridas 40 caminhonetes, 80 tablets e kits de sinalização para fiscalizações volantes. Os recursos também serão destinados à reestruturação dos postos fixos de fiscalização, melhorando as condições de trabalho e o atendimento ao cidadão.
 
 
O projeto amplia a vigilância sobre cargas de interesse agropecuário com o uso de imagens de câmeras de monitoramento e fiscalização móvel sistemática. A iniciativa conta com acordos de cooperação técnica firmados entre a Cidasc, as secretarias estaduais da Fazenda e da Segurança Pública e o Detran, permitindo o compartilhamento de informações e o uso conjunto de sistemas de análise em tempo real da circulação nas rodovias.
 
“A Cidasc dá a garantia de produto saudável e de primeira qualidade ao consumidor nacional e para mais de 150 países do mundo. Isso acontece porque evoluímos no modelo de defesa agropecuária e melhoramos as condições de trabalho na companhia. O produtor rural tem direito a essa segurança”, afirmou a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.
 
 
Reforma da sede da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária
 
A revitalização da sede da Sape marca a primeira grande reforma estrutural do prédio desde sua construção, em 1964, no bairro Itacorubi, em Florianópolis. O espaço faz parte da trajetória do desenvolvimento agropecuário catarinense desde a década de 1960, quando abrigava o Centro de Treinamento da antiga Acaresc, atual Epagri. A Secretaria da Agricultura e Pecuária passou a ocupar o prédio principal em 1981.
 
“Depois de mais de 60 anos, essa estrutura recebe uma grande reforma, valorizando os servidores e melhorando o atendimento à população. Todo servidor precisa ter as melhores condições de trabalho, e essa revitalização representa mais conforto, mais estrutura e mais capacidade de atender bem quem trabalha e quem produz no agro catarinense”, destacou o governador Jorginho Mello.
 
 
A obra contemplou uma área de 6.475,26 metros quadrados, com recuperação predial, modernização dos ambientes administrativos, adequações de acessibilidade, melhorias nos sistemas elétrico e hidráulico, recuperação de coberturas, revitalização de espaços internos e externos, além da implantação de novas estruturas de apoio e segurança. A revitalização, sob fiscalização da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), recebeu investimento total de R$ 16 milhões.
 
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, ressaltou que a revitalização fortalece a estrutura administrativa voltada ao atendimento do agro catarinense.
 
“Estamos entregando uma estrutura mais moderna, segura e adequada para os servidores e para toda a população que busca os serviços da Secretaria. É um investimento importante na valorização do patrimônio público e no fortalecimento das políticas voltadas ao agro de Santa Catarina”, afirmou o secretário.
 
 
Novo portal
 
Também foi lançado o novo portal da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, desenvolvido em parceria entre a Sape e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), por meio da Gerência de Governo Digital, com suporte técnico do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc).
 
A plataforma integra o processo de padronização dos sites institucionais do Governo do Estado e busca ampliar a transparência, a acessibilidade e o acesso da população a informações, serviços e conteúdos relacionados ao setor agropecuário catarinense.
 
“Temos um novo portal que mostra tudo isso, trazendo um atendimento melhor e mais transparência para a comunidade e para os catarinenses. O portal vem justamente para ampliar o acesso à informação, mostrar o trabalho da Secretaria, as políticas públicas e tudo o que pode chegar ao pequeno produtor. O produtor rural catarinense poderá acessar informações da agricultura e pecuária de Santa Catarina para tomar as melhores decisões e facilitar o trabalho no campo”, complementou o secretário da Agricultura e Pecuária.
Estado fortalece agro catarinense com programa Olho Bom, investimentos em infraestrutura e modernização da gestão pública
Foto: Maurício Vieira / Arquivo / Secom GOVSC
 
Santa Catarina criou 63.006 novas vagas de empregos formais nos primeiros quatro meses de 2026. Os dados do Novo Cadastro de Empregados e Desempregados (Novo Caged) referentes ao mês de abril foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira, 28 de maio, e analisados pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan).
 
O resultado acumulado nesses quatro primeiros meses do ano manteve Santa Catarina entre os estados com os melhores saldos de novas vagas de trabalho formal no país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. O saldo resulta da diferença entre admissões e desligamentos registrados no período.
 
No mês isolado de abril, Santa Catarina criou 3.510 novos postos de trabalho formal, o que representa um crescimento do emprego de 0,13%, resultado superior à média da região Sul, de 0,05%.
 
“A geração de empregos impacta a vida das pessoas. É o emprego que dá previsibilidade para a família, mantém o jovem no seu território e amplia as possibilidades de futuro. Quando Santa Catarina gera vagas no ritmo que tem gerado, o resultado aparece também em outros indicadores: além da menor taxa de desemprego, temos a menor desigualdade de renda do país, figuramos entre os estados com a maior longevidade, somos o segundo estado mais competitivo do Brasil. Esses dados mostram que desenvolvimento, aqui, não fica no discurso. Ele chega ao cotidiano das pessoas”, afirmou o Secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino.
 
Desempenho dos setores
 
Os setores de Serviços e da Indústria impulsionaram as ofertas de novas vagas, tanto no acumulado do ano de 2026 quanto no mês isolado de abril. De janeiro a abril, o setor de Serviços apresentou saldo acumulado de 25 mil novas vagas, enquanto a Indústria registrou 24 mil. Já no mês isolado de abril, os saldos ficaram em 2.136 e 1.612, respectivamente.
 
Na Indústria, o desempenho do mercado de trabalho foi impulsionado pela Indústria de transformação. Nesse segmento, destacaram-se as novas contratações do subsetor de Fabricação de produtos alimentícios, com a criação de 4.597 novos postos formais de trabalho. Nos Serviços, evidenciou-se o segmento de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com saldo registrado de 13.594 novos empregos formais.
Turismo fortalece promoção no setor na BNT Mercosul 2026
O Município de Itajaí marcou presença na BNT Mercosul 2026, um dos principais eventos de turismo e negócios do país, realizado na última sexta (22) e sábado (23), em Balneário Camboriú. Itajaí participou da feira em parceria com a região turística Costa Verde & Mar, integrando o estande regional para fortalecer a divulgação dos atrativos locais e ampliar as conexões com o setor.
 
O objetivo foi apresentar o município a agentes de viagens, operadoras de turismo, imprensa especializada e profissionais do segmento de diferentes regiões do Brasil e de países do Mercosul. Durante o evento, Itajaí destacou seu potencial no turismo náutico, gastronômico, cultural, de eventos, de negócios e de experiências, reforçando o posicionamento da cidade como um destino estratégico em Santa Catarina.
 
O estande em parceria com a Costa Verde & Mar fortaleceu a integração regional e a promoção dos municípios que compõem a região turística. A iniciativa evidencia a diversidade de experiências oferecidas aos visitantes e amplia a visibilidade dos destinos catarinenses em um ambiente voltado ao relacionamento, à capacitação e à geração de negócios.
 
“A BNT é sempre uma oportunidade para Itajaí. Estar junto da Costa Verde & Mar fortalece não só o município, mas toda a região como destino turístico. Estamos mostrando cada vez mais que Itajaí vai muito além do turismo de negócios. Temos gastronomia, turismo náutico, cultura, eventos, praias, experiências e uma cidade que está em constante crescimento”, destacou a secretária de Turismo e Eventos, Gabriela Kelm.
 
A secretária também reforçou que a feira contribui para a criação de novas conexões e para o fortalecimento do relacionamento com o trade turístico.
 
“A feira é um momento muito rico para criar conexões, apresentar nossos projetos e fortalecer o relacionamento com operadores, agentes e profissionais do turismo de todo o Brasil e Mercosul. Essa parceria com a BNT é muito importante. Seguimos somando forças para atrair mais turistas e investimentos para Itajaí”, completou a secretária.
 
A BNT Mercosul reúne anualmente profissionais do setor turístico e promove networking, capacitações e oportunidades de negócios entre destinos, empresas e entidades ligadas ao turismo.
Acelera Startup SC: edital prevê R$ 1,6 milhão em recursos do Estado para apoiar empreendedores

Foto: Arquivo Fapesc

Santa Catarina segue fortalecendo a inovação e o empreendedorismo. Nesta quarta-feira, 20, o Governo do Estado anunciou fomento de R$ 1,6 milhão para apoiar projetos de empreendedores catarinenses. Por meio do edital do Programa Acelera Startup SC, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC), os participantes do Programa Startup SC, realizado pelo Sebrae, poderão receber recursos de até 80 mil cada para acelerar o empreendedorismo inovador e transformar a ideia em um negócio sustentável.  

O edital é voltado para empresas participantes da 16ª turma do Programa, que tenham faturamento bruto no último exercício de até R$ 1,2 milhão, estejam sediadas em Santa Catarina, com registro ativo na Junta Comercial do Estado e CNPJ ativo há, no mínimo, um ano. As startups poderão enviar suas propostas de projetos de inovação à Fapesc até o dia 22 de junho.

Serão selecionadas até 20 propostas de novos produtos, serviços e processos inovadores de empresas dos polos do Programa Acelera Startup, nos municípios de Florianópolis, Blumenau, Joinville, Lages, Itajaí, Rio do Sul, Chapecó, São Miguel do Oeste, Criciúma, Araranguá e Tubarão.

Acesse o edital: https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-n-o-31-2026-programa-acelera-startup-sc-6a-edicao/

Pagamento parcelado de impostos no cartão de crédito já está disponível em Itajaí

O Município de Itajaí já disponibiliza uma nova opção para o pagamento de taxas e impostos municipais. Os contribuintes podem quitar débitos utilizando cartão de crédito, com possibilidade de parcelamento em até 12 vezes, conforme condições e juros aplicados pela  operadora do cartão. A medida amplia as formas de pagamento e oferece mais flexibilidade para quem precisa regularizar pendências tributárias.

O atendimento está sendo realizado na Praça do Cidadão, na sede da Prefeitura, onde foram instalados equipamentos específicos para a operação do novo sistema. A iniciativa é resultado de uma parceria com o Banco do Brasil, responsável pela disponibilização das máquinas e pela operação financeira das transações, sem custos para o município.

Com a novidade, o Município busca facilitar o acesso dos contribuintes à regularização de débitos municipais, oferecendo uma alternativa que permite melhor organização financeira e mais praticidade no momento do pagamento. O parcelamento está sujeito às condições e encargos definidos pela operadora do cartão de crédito utilizado na transação.
 

Cooperativismo, eleições e participação

VANIR ZANATTA
Presidente do Sistema OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina)
 
As eleições de 2026 já se anunciam como um dos momentos mais decisivos da vida pública brasileira nas últimas décadas. Em meio a um ambiente de instabilidade institucional, desafios econômicos persistentes e crescente complexidade social, torna-se indispensável ampliar o debate sobre a responsabilidade cidadã, a qualificação da representação política e o fortalecimento das instituições democráticas. Nesse contexto, o cooperativismo brasileiro reafirma sua vocação histórica de contribuir para a construção de um País mais equilibrado, produtivo e socialmente justo.
O sistema cooperativista nacional, capitaneado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), por meio do Programa de Educação Política do Cooperativismo inicia um amplo movimento de mobilização em torno do processo eleitoral de 2026. A iniciativa contempla o lançamento da plataforma eleicoes2026.coop.br, concebida como espaço de referência para cooperativas, lideranças e cooperados, reunindo conteúdos, orientações, documentos e materiais estratégicos para promover participação consciente e ética, alinhada aos princípios da neutralidade política.
Entre os instrumentos apresentados destacam-se o documento “Propostas para um Brasil Mais Cooperativo”, a cartilha “Cooperativismo e as Eleições 2026” e o “Guia de Aspectos Jurídicos Eleitorais”. Os materiais oferecem segurança jurídica, orientação institucional e estímulo ao voto consciente, reforçando que o cooperativismo pode — e deve — participar do debate público de forma responsável, transparente e apartidária. Trata-se de uma contribuição legítima de um setor que representa milhões de brasileiros e exerce papel decisivo na geração de renda, inclusão produtiva e desenvolvimento regional.
O atual cenário eleitoral preocupa pela superficialidade de parte dos debates e pela ausência de propostas consistentes para enfrentar os verdadeiros entraves nacionais. Reformas estruturais, como a administrativa, a política e a previdenciária, permanecem frequentemente relegadas a segundo plano, enquanto o País convive com um Estado oneroso, baixa eficiência pública e crescente pressão fiscal. O Brasil necessita de coragem política para racionalizar a máquina pública, controlar gastos, simplificar o sistema tributário e criar condições favoráveis ao investimento, à competitividade e à geração de empregos.
Nesse ambiente, o cooperativismo emerge como modelo econômico e social capaz de oferecer estabilidade, participação democrática e distribuição equilibrada de oportunidades. Fundamentado na cooperação, na gestão coletiva e na valorização das pessoas, o setor fortalece cadeias produtivas, impulsiona o desenvolvimento sustentável e contribui para a permanência das famílias no campo e nas comunidades urbanas.
O setor agropecuário, em especial, depende de políticas públicas permanentes e investimentos em infraestrutura logística para alcançar maior competitividade. As deficiências estruturais fora da porteira continuam limitando o pleno potencial produtivo brasileiro. Por isso, é fundamental que os candidatos assumam compromissos claros com o fortalecimento do setor produtivo, da agricultura e das cooperativas.
Mais do que participar de eleições, o cooperativismo brasileiro participa da construção da democracia. Ao incentivar o diálogo qualificado, o respeito às instituições e a participação cidadã consciente, reafirma seu compromisso com um Brasil mais eficiente, equilibrado e sustentável. Em 2026, pensar no cooperativismo será, acima de tudo, pensar no futuro do País.
 
  Vanir Zanatta, Presidente do Sistema OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina).  

 

Fórum de Lideranças debate inovação e desenvolvimento regional em Itajaí

Itajaí sediou, nesta segunda-feira (18), o Fórum de Lideranças do Ecossistema de Inovação, realizado no Elume Centro Regional de Inovação. O encontro reuniu representantes do poder público, empresários, instituições e lideranças do setor para discutir estratégias voltadas ao desenvolvimento econômico e à inovação no município.

Com o tema “Ações Estratégicas para o Desenvolvimento da Inovação em Itajaí”, o evento promoveu debates sobre qualificação, programas de incentivo, empreendedorismo, tecnologia e integração entre os diferentes atores que compõem o ecossistema de inovação da cidade.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Bonfanti, destacou que o encontro marca o início de uma série de ações que serão realizadas ao longo do ano.
“Estamos reunidos hoje para um fórum de lideranças do ecossistema de inovação, uma iniciativa que reúne governo, academia, empresários e representantes das entidades para discutirmos pautas sobre o futuro da inovação. Esse é um pontapé inicial de um programa que vai durar durante todo o ano, com escuta ativa de todos os atores do ecossistema de inovação”, afirmou.

O gerente regional da Foz do Sebrae/SC, Aloisio Salomon, também ressaltou a importância da união entre as instituições e lideranças regionais.
“O objetivo deste fórum é fortalecer cada vez mais a governança da região, focada principalmente na inovação. Queremos criar uma visão única para que todas as entidades trabalhem com o mesmo foco e possamos pensar não apenas na Itajaí de hoje, mas também na cidade que queremos construir para o futuro”, destacou.

Promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, em parceria com o Sebrae e o Ecossistema de Inovação de Itajaí, o fórum também abriu espaço para networking, troca de experiências e construção de projetos colaborativos voltados ao crescimento sustentável e à competitividade do município.

Itapema Qualifica segue com inscrições abertas para cursos gratuitos de capacitação profissional
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação de Itapema, em parceria com o SENAC/SC, segue com as inscrições abertas para o Itapema Qualifica. Dentro os cursos estão Qualidade no atendimento, Técnicas de Recepção e Secretariado, Ferramentas de Marketing Digital, Relacionamento Interpessoal e trabalho em equipe, Técnicas de liderança. Os interessados devem ter idade minima de 16 anos. 
 
A inscrição pode ser feita presencialmente na Casa da Cidadania (Rua 216, nº 155 – Meia Praia), das 8h às 17h ou diretamente no site https://qualifica.itapema.sc.gov.br . Já as vagas são gratuitas e preenchidas por ordem de classificação.
 
“Estamos trabalhando para ampliar o acesso à qualificação profissional e preparar a população para as oportunidades do mercado de trabalho. Esses cursos representam uma chance de crescimento pessoal e profissional, além de fortalecer a economia de Itapema com mão de obra cada vez mais preparada”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação de Itapema, Nicko Silva.
Associação de lojistas é criada para fortalecer o Píer Oporto em Itapema
Na segunda-feira (18), foi oficialmente criada a Associação dos Lojistas do Píer Oporto, em Itapema (SC). A reunião de fundação ocorreu na Câmara de Vereadores e reuniu lojistas, integrantes da diretoria do empreendimento e colaboradores.
 
Durante o encontro, foi discutido e aprovado o Estatuto da associação, além da definição da diretoria executiva e do conselho fiscal, que terão mandato inicial de um ano.
 
A presidência da entidade ficará a cargo de Lucas Breyer de Carvalho, da Jet Pier. A vice-presidência será ocupada por Victor Lorenz, do Restaurante Pantai. Também compõem a diretoria Leonardo Martins Machado, da Cremelie Café, como diretor administrativo, e Altair Shindler, da Bella Gula Cafeteria, como diretor financeiro.
 
O conselho fiscal será formado por Altemir Marini, do Hard Rock Café; Cristiane Martins, da Pantanal Negócios Imobiliários; Everton Luiz de Freitas Ribeiro, do Los Mariachis; Paulo Siqueira da Cunha, do Restaurante Las Leñas; e Wagner Mathias Zimmer, do Truck da Nona.
 
A criação da associação tem como principal objetivo fortalecer a integração entre os lojistas e a administração do Píer Oporto, além de contribuir com sugestões de melhorias, ações de divulgação e novos atrativos para moradores e turistas.
 
Segundo o presidente da entidade, Lucas Breyer de Carvalho, a iniciativa busca alinhar ações conjuntas e impulsionar o crescimento do empreendimento.
 
“Nosso objetivo é crescer juntos, fortalecer o Píer para que ele seja uma referência turística em Santa Catarina e um espaço cada vez mais procurado pelas pessoas para lazer, gastronomia e experiências”, destacou.
 
——
 
Texto: Camila Godoi - Jornalista
Governador Jorginho Mello recebe lideranças empresariais e associações comerciais em Florianópolis

Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

O governador Jorginho Mello recebeu, na manhã desta segunda-feira, 18, presidentes de associações comerciais e lideranças empresariais de Santa Catarina e de outros estados na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. O encontro reforçou o diálogo entre o Governo do Estado e representantes do setor produtivo, com foco no fortalecimento da economia, da inovação e da geração de oportunidades em Santa Catarina.

“Esse encontro foi muito importante porque é essa liderança que fala com os nossos empresários lá na ponta. Foi uma conversa bem produtiva e foi possível apresentar os avanços de Santa Catarina nesses três anos de governo. O nosso estado tem todas as seguranças jurídicas para as empresas. Temos gigantes da indústria, além dos médios e pequenos empresários que fazem girar a nossa economia. O Governo do Estado sempre tem canal aberto para os nossos empresários e lideranças”, disse o governador Jorginho Mello.

Participaram do encontro o vice-ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Javier Viveros; o prefeito de Florianópolis e presidente da Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (Fecam), Topazio Neto; o vice-presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Édio Kunhasky Júnior; e o presidente da Associação Empresarial de Florianópolis (Acif), Célio Bernardi. Além de secretários de Estado.

O vice-ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Javier Viveros, destacou a organização do estado para receber os visitantes. “Temos muita coisa em comum e no Paraguai recebemos muitos turistas aqui de Santa Catarina. Estou bastante feliz e agradecido por toda a hospitalidade desde a minha chegada”, destacou Javier.

O encontro debateu a promoção do desenvolvimento econômico, a atração de investimentos, o incentivo à inovação e a geração de emprego e renda.

“Foi uma manhã de muita conversa, troca de experiência e debates importantes. Junto com a nossa Acif, a Facisc e toda essa liderança empresarial a gente tem esse propositivo de diálogo aberto com o poder público”, acrescentou o prefeito de Florianópolis e presidente da Fecam, Topázio Neto.

Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de Santos

A Wilson Sons, operador de logística portuária e marítima com mais de 188 anos no mercado, realizou nesta quarta-feira (13/05), no estaleiro da companhia, no Guarujá (SP), a cerimônia de lançamento do rebocador WS Capella, o segundo da nova série de três embarcações com grande potência.  Assim como o WS Halcyon, batizado em janeiro deste ano, o WS Capella foi construído no estaleiro da empresa e é da mesma classe ASD 2312 (23 metros de comprimento e 12 metros de boca). Com propulsão azimutal, tração estática (bollard pull) de 70 toneladas e capacidade para apoiar os maiores navios, em operação no Brasil, em manobras de atracação e desatracação, a nova embarcação vai operar no Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina.

Seu design moderno possibilita uma redução no consumo de combustíveis,  contribuindo diretamente para a diminuição de emissões. Versátil, o WS Capella possui ainda sistema de combate a incêndio com capacidade de 2.400.000 litros / hora de água (FiFi 1). A madrinha da embarcação será Flávia Carvalho, diretora-executiva da Agência Marítima da Wilson Sons. Os novos rebocadores fazem parte da estratégia de renovação e ampliação da frota da Wilson Sons, que passa a contar com 83 embarcações, que atuam ao longo da costa brasileira, e reforçam o compromisso da empresa com a segurança, a eficiência e a sustentabilidade das operações.

Márcio Castro, diretor-executivo da divisão Rebocadores da Wilson Sons, ressalta que as novas embarcações fortalecem a cadeia logística nacional. “Com sua potência, o WS Capella atenderá plenamente os requisitos necessários para o atendimento com segurança de navios cada vez maiores, gerando renda, fortalecendo a infraestrutura portuária, o que contribui diretamente para a economia brasileira”, afirma Castro. Para Adalberto Souza, diretor-executivo do Estaleiro da Wilson Sons,  “a companhia investe em tecnologia de ponta na construção das embarcações que levamos ao mercado e, para isso, conta com a alta qualificação dos nossos profissionais, sempre buscando a excelência operacional”. Outro rebocador da classe ASD 2312 está sendo construído no estaleiro do Guarujá, com entrega prevista para o terceiro trimestre deste ano.

Com a nova série, a Wilson Sons alcançará a marca de 156 embarcações construídas em seu estaleiro, que possui mais de 80 anos de trajetória. Sobre a Wilson Sons Com mais de 188 anos no mercado e abrangência nacional, a Wilson Sons é operador de logística portuária e marítima. Referência no segmento, oferece soluções completas para mais de 5 mil clientes, incluindo armadores, importadores e exportadores, indústria de energia offshore, projetos de energia renovável, setor do agronegócio, além de diversos outros setores da economia. Saiba mais em: wilsonsons.com.br 

Itajaí avança em projetos estratégicos para fortalecer turismo e desenvolvimento da cidade

Projetos estruturantes voltados ao turismo, à infraestrutura e ao desenvolvimento urbano de Itajaí pautaram a plenária promovida pela Associação Empresarial de Itajaí (ACII),  com a participação da secretária municipal de Turismo, Gabriela Kelm. O encontro reuniu empresários, diretores e conselheiros da entidade em um diálogo sobre ações consideradas estratégicas para o futuro da cidade.

Entre os principais temas apresentados estiveram o projeto do novo terminal de cruzeiros, os preparativos para a The Ocean Race 2027, os investimentos em infraestrutura turística e as ações de revitalização de espaços públicos e áreas de convivência.

Durante a apresentação, Gabriela destacou que Itajaí vive um momento de retomada de investimentos no setor turístico, com projetos que buscam integrar desenvolvimento econômico, qualidade urbana e uso dos espaços pela própria comunidade. A proposta, segundo ela, é pensar os equipamentos turísticos para além do visitante, fortalecendo também a vivência da população local e a ocupação qualificada da cidade.

“O turismo precisa estar conectado com a cidade e com as pessoas que vivem nela. Quando planejamos espaços de convivência, infraestrutura e eventos, estamos pensando no desenvolvimento de Itajaí como um todo”, afirmou a secretária.

Outro destaque da plenária foi a preparação da cidade para receber novamente a The Ocean Race, entre março e abril de 2027. A expectativa é transformar o evento em uma plataforma de experiências, negócios e movimentação econômica, ampliando o posicionamento de Itajaí no cenário nacional e internacional.

Gabriela também apresentou projetos de revitalização do quiosque e mirante do Morro da Cruz, iniciativas de requalificação da Beira-Rio e da Praia Brava, além da programação especial de verão, com atividades esportivas, culturais e atrações nas praias da cidade.

A programação do aniversário de Itajaí e os preparativos para a Marejada 2025 também foram debatidos durante o encontro. Empresários e representantes da ACII reforçaram a importância de valorizar ainda mais os elementos culturais e tradicionais ligados à identidade da cidade.

A presidente da ACII, Thaísa Nascimento Corrêa, destacou que a entidade seguirá acompanhando de perto os projetos apresentados e reforçou o papel da associação na construção das pautas estratégicas do município.

“Foi uma reunião muito importante, com ampla participação dos nossos diretores e conselheiros, debatendo ações que impactam diretamente o desenvolvimento de Itajaí. A ACII continuará acompanhando essas pautas, contribuindo com o diálogo e reforçando bandeiras importantes para a cidade, especialmente no planejamento integrado, na valorização dos espaços urbanos e no fortalecimento do turismo conectado à comunidade”, afirmou.

Segundo entendimento da diretoria da ACII, os projetos turísticos e de revitalização urbana também precisam priorizar a qualidade de vida dos moradores, com iniciativas voltadas à mobilidade, à ocupação qualificada dos espaços públicos e à valorização da identidade cultural de Itajaí. Entre os pontos debatidos durante a plenária esteve a importância de fortalecer a Beira-Rio como um espaço de convivência e referência arquitetônica da cidade, inclusive com incentivos a construções inspiradas na arquitetura portuguesa, seguindo exemplos adotados por cidades que preservam e valorizam a influência de seus colonizadores. A entidade ressaltou ainda a forte herança açoriana presente na cultura e na formação histórica de Itajaí.

Thaísa também ressaltou a importância de consolidar projetos que efetivamente saiam do planejamento e gerem resultados concretos para Itajaí. “Existe um sentimento positivo em relação ao momento que a cidade vive, mas também um entendimento de que é preciso acompanhar a execução dessas ações e garantir que elas avancem de forma estruturada e sustentável”, completou.

Fórum de Lideranças debate inovação e desenvolvimento regional em Itajaí

O Fórum de Lideranças de Itajaí é um encontro voltado ao futuro do desenvolvimento econômico e da inovação regional. No próximo dia 18 de maio, às 15h30, lideranças empresariais, institucionais, representantes do poder público e integrantes do ecossistema de inovação vão se reunir para um debate de estratégias para impulsionar o crescimento sustentável do município.

O encontro acontecerá no Elume Centro Regional de Inovação, no bairro Itaipava, e terá como tema central “Ações Estratégicas para o Desenvolvimento da Inovação em Itajaí”.  O diálogo entre diferentes setores da sociedade, deve promovera integração, troca de experiências e alinhamento de ações voltadas à modernização econômica e à competitividade da cidade.

A proposta do fórum é criar um ambiente de conexão entre lideranças que atuam diretamente no desenvolvimento local, incentivando debates sobre inovação, empreendedorismo, tecnologia, sustentabilidade, qualificação e novas oportunidades para o município. A expectativa é reunir participantes comprometidos em pensar soluções conjuntas e fortalecer iniciativas capazes de gerar impacto positivo para Itajaí e região.

Na pauta do evento também está a discussão sobre o papel estratégico do município dentro do cenário catarinense, especialmente diante do crescimento dos setores ligados à tecnologia, logística indústria, serviços e economia criativa. Nos últimos anos, Itajaí tem ampliado investimentos e iniciativas voltadas à inovação, consolidando-se como um dos polos de desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

Promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, em parceria com o SEBRAE e o Ecossistema Inovação de Itajaí, o fórum pretende estimular uma atuação mais integrada entre instituições públicas e privadas, fortalecendo o ecossistema local e criando oportunidades de colaboração entre empresas, lideranças e organizações.

Além das discussões estratégicas, o encontro será uma oportunidade para networking, aproximação institucional e construção de projetos voltados ao futuro da cidade, com foco em inovação aplicada ao desenvolvimento urbano, econômico e social.

A organização destaca que a participação das lideranças locais é fundamental para ampliar o debate e consolidar ações que contribuam para uma cidade mais inovadora, colaborativa e preparada para os desafios dos próximos anos.
 
As confirmações de presença devem ser realizadas até o dia 15 de maio, por meio do formulário oficial: Clique aqui: https://tally.so/r/LZE1Zv

Sala do Empreendedor de Itapema orienta MEI a fazer declaração anual

O atendimento da Sala do Empreendedor, em Itapema, está focado na orientação sobre a declaração anual do imposto de renda ao microempreendedor individual (MEI). O prazo de entrega para a receita federal termina no dia 31 de maio. A Sala do Empreendedor fica na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, localizada na rua 902, nº 155 (anexo a Secretaria de Obras e Serviços Públicos) – Bairro Alto São Bento. O atendimento é gratuitos de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.Mais informações pelo telefone / whatsApp (47) 3267-1572.

“Os MEI’s precisam realizar essa declaração anual à Receita Federal. Quem não entregar a declaração até 31 de maio ficará inadimplente com o Simples Nacional e não poderá obter certidão negativa de débito junto à Receita Federal, documento necessário para contratar uma linha de crédito, por exemplo”, destacou o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva.

Documentos e informações necessárias:
- CNPJ
- Documentos pessoais do titular do MEI.
- Receita Bruta recebida no ano anterior.
- Informar se houve funcionário registrado durante o período.
- A receita referente à venda de produtos e/ou serviço, também no ano anterior.

Outros atendimentos gratuitos
A Sala do Empreendedor reúne serviços gratuitos para empresários e futuros empreendedores, como orientações para abertura e regularização de empresas, acesso a capacitações e apoio à gestão dos negócios.

Wesley Batista é homenageado em Nova York por papel na integração econômica entre Brasil e Estados Unidos
Wesley Batista, um dos acionistas controladores da JBS, foi homenageado nesta segunda-feira (11), durante a primeira edição dos Prêmios da Indústria Brasil-Estados Unidos 2026, em Nova York. A premiação integra a programação do Brasil–U.S. Industry Day, iniciativa promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela U.S. Chamber of Commerce, no contexto da Brazil Week.
 
O reconhecimento valoriza líderes e instituições que contribuem para fortalecer a parceria industrial entre Brasil e Estados Unidos, com foco em integração econômica, inovação e cooperação bilateral. A cerimônia reuniu cerca de 500 lideranças empresariais, investidores e autoridades governamentais com o objetivo de debater uma agenda prioritária para a indústria dos dois países, incluindo temas como financiamento, minerais críticos, energia, saúde e tecnologias digitais.
 
Para Wesley Batista, o prêmio reconhece uma trajetória construída a partir da integração produtiva entre os dois países. “É um orgulho e uma honra muito grande poder receber essa homenagem. Muito obrigado à CNI. A JBS é uma empresa brasileira que nasceu no interior do país. Meu pai iniciou a empresa em 1953, do nada, e nós temos uma longa trajetória de trabalho no Brasil.”
 
Fundada em Anápolis, Goiás, por José Batista Sobrinho, a JBS se tornou uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Mesmo com a expansão internacional, a Companhia trouxe do Brasil sua cultura empresarial e manteve no país uma parte fundamental de sua plataforma produtiva.
 
A presença nos Estados Unidos começou em 2007, com a aquisição da Swift & Company. A operação marcou a primeira grande expansão da Companhia no mercado norte-americano. Dois anos depois, a JBS adquiriu participação majoritária na Pilgrim’s Pride Corporation, uma das maiores processadoras de frango dos EUA.
 
“Quando nós fizemos nosso primeiro investimento aqui nos Estados Unidos, eu me mudei para cá com a minha família, para o Colorado, e passei quatro anos morando aqui. Foi uma oportunidade que eu descrevo como a mais incrível da minha vida, pessoal e profissional. Esse país oferece oportunidades que são o sonho das pessoas”, afirmou Batista.
 
Desde então, a JBS deixou de ser uma empresa exportadora com origem brasileira para se tornar uma companhia local nos Estados Unidos, com presença industrial, geração de empregos, relacionamento com produtores rurais e atuação relevante em comunidades locais. Atualmente, o país responde por mais da metade da receita global da companhia. A JBS tem operações em 31 estados norte-americanos, mais de 78 mil colaboradores, mais de 90 unidades produtivas e uma rede com mais de 10 mil produtores rurais parceiros.
 
Ao longo dessa trajetória, a Companhia investiu mais de US$ 14 bilhões nos Estados Unidos, pagou mais de US$ 6 bilhões em tributos e destina pagamentos anuais superiores a US$ 22 bilhões a produtores rurais parceiros.
 
Complementaridade
 
“Eu já rodei o mundo inteiro e não encontro nenhum país que tenha maior similaridade entre os Estados Unidos e o Brasil. Do ponto de vista de extensão territorial, populacional e cultural, que vem de gente simples, que vem lá da raiz, gente trabalhadora. A relação Brasil e Estados Unidos, por natureza, tem um 'fit' total”, afirma o empresário.
 
A diversificação por geografias, proteínas e canais permite à Companhia equilibrar ciclos de mercado, mitigar riscos operacionais e comerciais e capturar oportunidades. A JBS vende seus produtos a mais de 320 mil clientes, em aproximadamente 180 países.
 
A história da Companhia ganhou um novo capítulo em junho de 2025, quando a JBS estreou na bolsa de Nova York e consolidou sua dupla listagem, com ações negociadas na NYSE e BDRs na B3. A operação ampliou o acesso da companhia ao mercado global de capitais e reforçou sua presença junto a investidores internacionais. Após a listagem, a base de investidores estrangeiros passou de 65% para 83%.
 
Para Batista, a expansão internacional da JBS mostra a capacidade de uma empresa brasileira competir, investir e criar valor em mercados desenvolvidos: “Nossa experiência mostra que essa complementaridade funciona. Se conseguimos construir uma plataforma global, foi justamente por integrar geografias, operações e competências.”.
 
Em um cenário global marcado pela reorganização de cadeias produtivas, demanda crescente por segurança alimentar e necessidade de maior cooperação econômica, a relação entre Brasil e Estados Unidos ganha relevância estratégica. Os dois países combinam escala produtiva, tecnologia, recursos naturais, capacidade industrial e mercados consumidores robustos.
 
Para Batista, “em um cenário global mais complexo, com mudanças nas cadeias produtivas e novas demandas por segurança alimentar, Brasil e Estados Unidos têm uma oportunidade de avançar juntos, combinando escala, tecnologia, recursos e capacidade de execução”.
 
Segundo o empresário, o reconhecimento também aponta para o futuro da relação entre os dois países: “Este prêmio reconhece essa trajetória, mas também aponta para o futuro. Um futuro em que continuamos aprofundando essa parceria, ampliando investimentos e contribuindo para uma indústria mais integrada, mais inovadora e mais preparada para os desafios globais.”
 
Sobre a JBS
A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 282 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. Saiba mais em jbsglobal.com.
JBS registra lucro de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026
A JBS reportou uma receita líquida de US$ 21,6 bilhões no 1T26, um aumento de 11% em comparação ao 1T25. O lucro líquido totalizou US$ 221 milhões de janeiro a março deste ano. Os principais motores por trás desse desempenho foram as operações da JBS Brasil, apoiadas por uma forte demanda global, e o desempenho consistente da Seara nos mercados interno e externo.
 
Os resultados demonstram a resiliência da estratégia global multiproteína e multigeográfica da Companhia. O desempenho das operações no Brasil e a força de outras unidades de negócio ajudaram a compensar os desafios enfrentados devido ao ciclo do gado na América do Norte. Durante o primeiro trimestre de 2026, a JBS reportou um EBITDA ajustado de US$ 1,13 bilhão, com uma margem de 5,2%. No mesmo período, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 22,1%.
 
“No primeiro trimestre de 2026, permanecemos firmemente focados na excelência operacional. Entendemos o ambiente em que operamos e os ciclos naturais de cada proteína, e gerimos o negócio com disciplina e responsabilidade. Por isso, adotamos uma abordagem de austeridade para reforçar a geração de caixa e garantir que extraiamos o valor máximo de nossos ativos e investimentos”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Ele também destacou que o trimestre foi particularmente pressionado pela operação de carne bovina da Companhia nos Estados Unidos.
 
O consumo de fluxo de caixa durante o trimestre reflete a sazonalidade típica do período, marcada pela concentração de pagamentos a fornecedores. Outro fator que afetou o fluxo de caixa foi o aumento de 20% no Capex em comparação a 2025, totalizando US$ 2,4 bilhões este ano.
 
A alavancagem em dólar encerrou o trimestre em um patamar equilibrado de 2,77x, dentro do intervalo da meta de longo prazo da JBS. De acordo com Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, a sólida posição financeira da Companhia oferece proteção contra a volatilidade.
 
“Executamos nossa estratégia de Liability Management, estendendo o prazo médio de nossa dívida para 15,6 anos, com um custo médio atrativo de 5,7% ao ano e sem vencimentos significativos previstos até 2031”, afirmou Cavalcanti.
 
Segundo o CFO, essa estratégia disciplinada de alocação de capital proporciona segurança e liquidez para navegar pela volatilidade dos ciclos operacionais, enquanto a JBS continua investindo em expansão.
 
Unidades de negócio
 
JBS Beef North America
A operação de carne bovina nos EUA registrou receita de US$ 7,167 bilhões no 1T26. O EBITDA foi negativo em US$ 267 milhões, com uma margem de -3,7%. O negócio enfrentou uma "tempestade perfeita": a menor disponibilidade de gado em meio a uma das fases mais agudas do ciclo pecuário impactou as operações e aumentou ainda mais os custos de aquisição de gado para processamento.
 
Durante o período, a Companhia avançou em ajustes organizacionais e operacionais em sua plataforma de carne bovina nos EUA, com foco na simplificação da estrutura e na melhoria da eficiência em resposta ao ambiente mais adverso. A iniciativa também reflete um foco mais amplo na captura de sinergias entre os negócios, aumentando as eficiências e fortalecendo ainda mais a plataforma para o desempenho de longo prazo.
 
Pilgrim’s Pride
Com uma margem EBITDA de 9,9% no 1T26, a Pilgrim’s Pride também foi impactada por eventos climáticos extremos de inverno. Mesmo assim, a Companhia reportou receita líquida de US$ 4,529 bilhões durante o período. Além disso, a Companhia aproveitou a sazonalidade para realizar paradas de manutenção planejadas e modernizar as instalações de produção, melhorando seu mix de produtos para apoiar o crescimento e clientes estratégicos nos próximos meses.
 
Na Europa, a operação manteve resultados estáveis em comparação ao ano passado, apoiada por seu portfólio equilibrado entre proteínas e ocasiões de consumo. No México, a operação expandiu seu portfólio de marcas em alimentos frescos e preparados.
 
JBS USA Pork
O negócio de suínos nos EUA registrou uma margem EBITDA de 13,5% e uma receita líquida recorde para um primeiro trimestre de US$ 2,032 bilhões. Os resultados consistentes refletem a excelência na execução, a forte demanda do consumidor doméstico por proteínas acessíveis e os esforços contínuos para expandir o portfólio de produtos de marca e de valor agregado.
 
JBS Brasil
Com receita líquida recorde para um primeiro trimestre de US$ 3,78 bilhões e uma margem EBITDA de 4,4%, a JBS Brasil foi um dos destaques do período. Os resultados foram impulsionados por volumes fortes, apoiados pela demanda global e pela diversificação geográfica dos destinos de exportação. No mercado interno, a Friboi continua aprofundando as parcerias com clientes-chave e focando na oferta de produtos de valor agregado.
 
De acordo com o Cepea-Esalq, o preço médio do boi gordo durante o trimestre foi de R$ 338 por arroba, um aumento de 6% em relação ao 1T25. Como resultado, apesar da maior receita líquida, a rentabilidade foi pressionada pelos elevados custos do gado, refletindo a forte demanda internacional.
 
Seara
A Seara registrou uma margem EBITDA de 15,5% no 1T26. O crescimento sustentado das vendas nas exportações e no mercado interno, que gerou US$ 2,379 bilhões em receita líquida, reflete a disciplina operacional e a excelência comercial.
 
Mesmo em meio a um ambiente operacional mais desafiador em mercados-chave resultante do conflito no Irã, a Companhia manteve seu ritmo de crescimento. A Seara continua investindo pesadamente nos fundamentos de sua marca, com foco na expansão de seu portfólio de valor agregado e na inovação.
 
JBS Austrália
A operação australiana manteve uma forte execução, reportando uma receita líquida de US$ 2,145 bilhões, sustentada por maiores volumes nos mercados interno e externo, o que compensou os aumentos nos custos do gado de quase 30% nos últimos 12 meses.
 
A margem EBITDA para o primeiro trimestre de 2026 foi de 6,2%, impulsionada pela execução operacional e maior produtividade, especialmente nos segmentos de salmão e suínos. A desvalorização do dólar australiano frente ao dólar norte-americano impactou a conversão dos resultados para dólares.
 
Os números aqui reportados são apresentados de acordo com International Financial Reporting Standards (IFRS).
 
Sobre a JBS
A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 282 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. Saiba mais em jbsglobal.com.
9ª Feira de Queijos reúne 18 produtores artesanais em Florianópolis

A região Sul da Ilha de Santa Catarina volta a receber a tradicional Feira de Queijos Artesanais. Organizada por Tiago Pascoal, uma das maiores autoridades no Brasil sobre queijos artesanais e curador da Aoqueijo, a mostra vai reunir na nona edição 18 produtores artesanais de diversas regiões do país entre os dias 15 e 17 de maio, no hall de entrada do MULTI Open Shopping, no Rio Tavares, em Florianópolis.
 
Durante os três dias os visitantes poderão degustar e levar para casa queijos produzidos com leite de vaca, ovelha e búfala, além de embutidos, doces e frutas secas. O objetivo, segundo Pascoal, é aproximar o consumidor das origens dos alimentos, promovendo experiências gastronômicas e valorizando a cultura local.
 
“Além de degustar os sabores únicos de cada região, os visitantes terão a oportunidade de conversar com os produtores, descobrir as histórias por trás de cada receita e valorizar o trabalho de quem transforma ingredientes locais em produtos de excelência”, destaca o especialista.
 
Segundo Pascoal, conhecer o processo de produção e as características de cada queijo transforma o ato de comer em uma experiência única, reforçando laços entre o campo e a cidade. “Quando o consumidor entende quem está por trás do produto, ele passa a valorizar mais. O queijo deixa de ser apenas um alimento e se torna uma experiência”, acrescenta.
 
Marcas participantes
Dentre os expositores confirmados estão os estreantes Meliponiario Domareski (SC), que produz mel e própolis de abelhas sem ferrão, Queijaria Grunes Tal (SC), com queijos coloniais premiados feitos em São Martinho, e Queijaria Pelegrini (SC), uma queijaria recém-certificada e com excelentes queijos.
 
Completam a lista Cogumelos Alto do Vale (SC), que oferece cogumelos frescos e conservas gourmet, Gastronomia Dani Couto (SC), com antepastos e geleias artesanais, Tore Chocolates (SC), com chocolates bean-to-bar de origem selecionada, Cachaça Giuseppe (SC), com cachaças artesanais de Urussanga, Formaggio Capannone (SC), com queijos coloniais premiados de produção familiar, Imuá Padaria (SC), com pães de fermentação natural, La Fattoria (SC), com doces de leite gourmet, Sítio Santo Antônio (SC), com o tradicional queijo artesanal Serrano, Queijo Vô IPA (SC), com queijos artesanais da região Diamante, Rouwstik (SC), com queijos de ovelha maturados incluindo variações de mofo azul, Salumeria Montenegro (SC), Blumemfeld (SC) com bolachas caseiras decoradas, com embutidos artesanais como salames, copa e lombinho, Empório Mundo (SC), com uma seleção de vinhos finos, e La Popote (SC), com sua excelente charcutaria francesa.
 
A visitação na 9ª Feira de Queijos Artesanais poderá ser feita na sexta, 5 de maio, das 16h às 21h, no sábado, 16, das 12h às 21h, e no domingo, dia 17 de maio, das 12h às 20h, no hall do MULTI Open Shopping, localizado na Rodovia Dr. Antônio Luiz Moura Gonzaga, 3339, no bairro Rio Tavares, em Florianópolis.
 
Sobre o Aoqueijo
O Aoqueijo é uma plataforma dedicada a valorizar queijos artesanais brasileiros, conectando produtores rurais e consumidores entusiastas. Além de organizar eventos e feiras como esta, o Aoqueijo opera um empório delivery de queijos nacionais, um clube de assinaturas e promove cursos presenciais e online para lojistas e produtores. Com curadoria especializada e conteúdo educativo, o Aoqueijo ressalta a cultura local e a qualidade dos produtos artesanais, incentivando uma alimentação consciente e saborosa.

 

Programa SC Rural 2 é lançado pelo Governo de Santa Catarina com meta de aumentar renda de 48 mil famílias que vivem no campo

Foto: Roberto Zacarias / SecomGOVSC

Mais renda, competitividade e desenvolvimento sustentável para os espaços rural e pesqueiro catarinense. O Governo do Estado lançou nesta terça-feira, 12, em Canoinhas, o SC Rural 2 – Programa de Desenvolvimento Sustentável do Espaço Rural e Pesqueiro de Santa Catarina. O programa contará com investimento de US$ 150 milhões, sendo US$ 120 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida do Governo do Estado, um investimento que, em valores atuais, representa cerca de R$ 750 milhões, com execução prevista para seis anos a partir de 2026.

O SC Rural 2 tem como foco impulsionar o desenvolvimento sustentável no campo e nas comunidades pesqueiras, combinando geração de renda, inovação, inclusão social e enfrentamento às mudanças climáticas. O programa está estruturado em quatro eixos: ações ambientais voltadas à conservação do solo, biodiversidade e gestão da água; fortalecimento econômico com incentivo à tecnologia, empreendedorismo e modernização produtiva; investimentos em infraestrutura, com ampliação do acesso à internet e melhoria da energia elétrica; além do aperfeiçoamento dos serviços públicos de pesquisa, assistência técnica, governança e inspeção.

O programa tem como meta beneficiar cerca de 145 mil pessoas, atendendo diretamente aproximadamente 48 mil famílias rurais. O público-alvo inclui agricultores familiares, mulheres agricultoras e pescadoras, jovens rurais e do mar, comunidades indígenas e quilombolas, além de pescadores artesanais. O programa prevê apoio financeiro não reembolsável para mais de 20 mil projetos, estimulando a produção sustentável, a inovação tecnológica e a segurança alimentar. A expectativa é ampliar em 20% o valor bruto de vendas de empreendimentos e organizações rurais apoiadas.

“Mais de 50% dos recursos do SC Rural 2 serão destinados diretamente aos produtores, permitindo investimentos nas propriedades sem necessidade de reembolso. É um programa pensado para fortalecer a produção, gerar oportunidades e preparar o campo catarinense para os desafios climáticos e econômicos do futuro”, destacou o governador Jorginho Mello.

Além do apoio financeiro, o programa prevê a capacitação de aproximadamente 45 mil pessoas em boas práticas produtivas e ações para promover a gestão sustentável de 42 mil hectares de terras e águas. Cerca de 25% dos projetos apoiados deverão ser liderados por mulheres.

“O SC Rural 2 vai ampliar as oportunidades para que os agricultores possam empreender em suas propriedades e modernizar as estruturas de produção. Representa um novo marco para o desenvolvimento rural em Santa Catarina, pois foi construído para atender às reais necessidades do campo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

O programa dá continuidade às políticas públicas desenvolvidas pelos programas Microbacias 1, Microbacias 2 e SC Rural 1, iniciativas que deixaram importantes resultados para Santa Catarina, como aumento da produção e da renda, melhorias na qualidade da água, do solo, das moradias e dos serviços públicos voltados ao espaço rural e pesqueiro. Agora, o SC Rural 2 amplia esse legado com foco na sustentabilidade ambiental, na adaptação climática e na redução das desigualdades regionais. O evento de lançamento do programa também contou com a Mostra da Agricultura Familiar.

Operacionalização
O programa funciona em um modelo integrado de parceria institucional. A coordenação geral e a implementação do SC Rural 2 são responsabilidade  da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), por meio da Diretoria Executiva do SC Rural (DESC), que atua como Unidade de Gestão do Programa.

Para a execução das ações, o programa conta com as seguintes instituições coexecutoras: Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) ;Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc); Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ). 

O diretor executivo do SC Rural 2, André Emiliano Uba, ressalta o empenho das equipes envolvidas na construção do programa. “O SC Rural 2 é resultado de um trabalho técnico integrado, construído com muito comprometimento das equipes e das instituições parceiras. Nosso objetivo é garantir que os recursos cheguem de forma eficiente aos produtores rurais e pescadores, fortalecendo o desenvolvimento sustentável e criando oportunidades para as famílias permanecerem no campo e no mar com mais qualidade de vida”, afirma Uba. 

Para acessar os recursos, os agricultores deverão procurar o escritório da Epagri . Os técnicos irão elaborar os projetos, que serão analisados, de acordo com os critérios de enquadramento.

Resultados do SC Rural 1
O SC Rural 1 atuou com o foco principal de aumentar a competitividade dos empreendimentos das organizações de agricultores familiares  e também de unidades individuais. Estudos demonstraram um incremento de 34% na renda líquida em empreendimentos de organizações de agricultores familiares que implantaram melhorias nos planos de negócio com o apoio do programa.

O produtor André Faccin, que integra a cooperativa de embutidos no município de Ouro, destaca que o investimento de cerca de R$ 600 mil a fundo perdido, viabilizado pelo SC Rural 1, beneficiou a cooperativa. Os recursos auxiliaram na  construção da fábrica e na aquisição de maquinários voltados à produção de embutidos e derivados da carne suína, como salame, linguicinha, torresmo e outros produtos de origem suína. A elaboração do projeto contou com  a orientação técnica da Epagri.

Os recursos, aplicados entre 2016 e 2017, fortaleceram a cooperativa e trouxeram mais estabilidade para as famílias que vivem da agricultura familiar. “Os investimentos do SC Rural 1 foram essenciais para levantar a fábrica e comprar os maquinários para a industrialização da carne suína e seus derivados. Isso melhorou a nossa vida. Hoje, como produtor, trabalho na terminação dos animais e também na industrialização, o que garante renda nas duas pontas do processo”, destaca André Faccin.

Ao longo da  execução do SC Rural 1, foram estruturadas 90 redes de cooperação, apoiados 260 projetos de adequação e formalização de empreendimentos da agricultura familiar e 66 projetos de atividades não agrícolas, além da criação de 75 novos empreendimentos da agricultura familiar. O programa também possibilitou a legalização de 200 agroindústrias junto ao Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Os resultados práticos incluíram a ampliação significativa da capacidade produtiva de agroindústrias alimentícias e o aumento expressivo da produção leiteira em propriedades beneficiadas pelo apoio estrutural do programa.

Além dos impactos econômicos, o SC Rural 1 promoveu avanços ambientais, sanitários, sociais e de infraestrutura. Foram recuperados 1.200 hectares de mata ciliar e mobilizados mais de 50 mil usuários de água para cadastro em bacias hidrográficas. Na área sanitária, 194 propriedades rurais foram certificadas como livres de Brucelose e Tuberculose, após exames em mais de 25 mil vacas. 

Em infraestrutura, o programa recuperou 211 quilômetros de estradas rurais. O impacto social também foi relevante, com a formação de 2.183 jovens como Protetores Ambientais e 1.800 jovens rurais capacitados em gestão e empreendedorismo, dos quais 902 receberam apoio  para investir em seus projetos. O programa ainda prestou assistência técnica a 1.999 famílias indígenas, incluindo investimentos voltados ao fortalecimento da produção leiteira em comunidades indígenas do Estado.

União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu.
A medida passa a valer em 3 de setembro e foi tomada porque, segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

Na prática, isso significa que produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data-limite.

A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia e ainda precisa ser formalizada no diário oficial da União Europeia para produzir efeitos legais definitivos.

A União Europeia mantém uma lista de países considerados aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco. Para integrar essa relação, cada país precisa comprovar que segue as normas sanitárias europeias.

O Brasil estava autorizado até agora, mas acabou retirado da lista após a revisão das regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal.

Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente para o bloco europeu.

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Entenda substâncias
Antimicrobianos são medicamentos usados para combater microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Na pecuária, essas substâncias podem servir tanto para tratar doenças quanto para estimular o crescimento dos animais e aumentar a produtividade.

A União Europeia proíbe especialmente o uso de antimicrobianos que também são importantes para tratamentos médicos em humanos. O objetivo é evitar a chamada resistência antimicrobiana, situação em que bactérias passam a resistir aos medicamentos.

Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

O bloco europeu considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que essas substâncias deixaram de ser usadas ao longo de toda a cadeia produtiva animal destinada à exportação.

Como afeta o Brasil
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Além da carne bovina, a medida pode afetar exportações de aves, ovos, mel, peixes, equinos e produtos derivados de origem animal.

O problema não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.

Caminhos possíveis
Em abril, o governo brasileiro publicou uma portaria proibindo parte dos antimicrobianos utilizados como melhoradores de desempenho animal. Mesmo assim, a União Europeia avalia que ainda faltam garantias adicionais.

O Brasil tem dois caminhos para reverter a situação: ampliar as restrições legais aos medicamentos restantes ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam essas substâncias.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Setor reage
Entidades do agronegócio brasileiro afirmaram que trabalham em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o Brasil continua habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu até setembro e disse que o setor tem sistemas robustos de controle sanitário e rastreabilidade.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) declarou que o país cumpre as normas internacionais e prestará esclarecimentos técnicos às autoridades europeias.

Representantes do setor de mel também criticaram a decisão. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, o Brasil é um dos maiores produtores de mel orgânico do mundo e não haveria justificativa técnica para restrições ao produto.

Pressão europeia
A decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Na segunda-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou que o Brasil tinha começado a exportar carnes bovina e de aves ao mercado europeu com alíquota zero, por causa do regime de cotas do acordo.

Apesar disso, a medida sanitária não faz parte diretamente do acordo comercial. As regras sobre antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo.

O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou nesta terça que os produtores europeus seguem regras sanitárias rigorosas e que os produtos importados precisam obedecer aos mesmos padrões.

* com informações da Agência Lusa

Santa Catarina leva tradição e diversidade cultural ao 22º Salão do Artesanato de São Paulo
Foto: Divulgação/Sicos
 
Entre os dias 13 e 17 de maio, Santa Catarina participa do 22º Salão do Artesanato de São Paulo, um dos maiores eventos do segmento no país. O evento será no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Com entrada franca, a programação reúne exposição e comercialização de peças artesanais, oficinas, apresentações culturais e shows, valorizando a riqueza do artesanato brasileiro.
 
A participação catarinense no evento foi viabilizada pelo Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e da Coordenação Estadual do Artesanato de Santa Catarina, valorizando a cultura popular, a economia criativa e a geração de renda para os artesãos catarinenses.
 
O estado estará representado por sete artesãos individuais e três associações. Assim, contemplando diretamente a produção de 23 artesãos e beneficiando, de forma indireta, mais de 40 profissionais do setor. A participação evidencia a força e a diversidade do artesanato de Santa Catarina. O setor é reconhecido pela variedade de técnicas, matérias-primas e referências culturais presentes em cada peça.
 
 
Produção artesanal
Entre os destaques da delegação catarinense estão sobretudo os trabalhos com fibras naturais, especialmente os trançados em palha de milho. Além disso, tem de peças em cerâmica, madeira, renda de bilro, patchwork, macramê e flores desidratadas. As tradicionais ovelhas de Campo Alegre também integram a exposição, ao lado de peças torneadas em madeira e objetos utilitários e decorativos em cerâmica.
 
Para o Diretor de Emprego e Renda da Sicos e Coordenador Estadual do Artesanato, Carlos Alberto Arns Filho, a presença fortalece o reconhecimento no cenário nacional. “Santa Catarina se apresenta mais uma vez com o que há de mais representativo no nosso artesanato. É uma demonstração da resistência, da criatividade e da importância cultural dessa atividade, pois preserva tradições e movimenta a economia de diversas famílias catarinenses. O apoio do Governo do Estado é, portanto, fundamental para ampliar oportunidades e garantir visibilidade aos nossos artesãos”, afirmou.
 
Participam desta edição Artculle, Associação de Artesãos da Palhoça, Instituto Rendas de Bombinhas, Suely Lee Moy, Victoria Vélez, Walney Barbi, Vania Lucia Boaventura da Silva, Margareth Cavalheiro Scheidt, Doralice Horn, bem como Silvia Monica Stutzer.
 
 
Florianópolis sedia o maior evento brasileiro de apicultura e meliponicultura, de 13 a 16 de maio
Foto: Divulgação/Epagri
 
Entre os dias 13 e 16 de maio de 2026, a capital catarinense vai receber cerca de 2500 pessoas do setor de criação de abelhas no XXV Congresso Brasileiro de Apicultura e o XI Congresso Brasileiro de Meliponicultura (Conbrapi 2026). Realizado no Centro de Eventos de Florianópolis, o encontro celebra o retorno do congresso à cidade onde teve sua primeira edição, em 1970.
 
Rodrigo Cunha, chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, explica que o evento tem como objetivo promover o desenvolvimento da apicultura e meliponicultura no Brasil. “A iniciativa valoriza a importância ecológica, econômica e social das abelhas e de seus produtos, com ênfase no papel essencial da polinização para a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável”, diz ele.
 
O Conbrapi 2026 foi projetado para reunir um público diverso de todos os estados brasileiros. Entre eles estão apicultores e meliponicultores; pesquisadores e estudantes; empresários e lideranças do setor; técnicos e profissionais interessados em inovação e políticas públicas.
 
O evento é promovido pela Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e realizado pela Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (FAASC), Epagri e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).  Contando ainda com o apoio do Sebrae, Faesc/Senar, Prefeitura Municipal de Florianópolis e Governo do Estado de Santa Catarina.
 
Programação e inscrições
Com mais de 100 palestrantes e 80 atividades técnicas, o congresso vai abordar temas como sustentabilidade, polinização, mudanças climáticas e novos mercados. As palestras iniciam às 14h do dia 13/05 e o cerimonial de abertura do evento será nesse mesmo dia, às 19h.
 
A programação inclui atividades de capacitação como minicursos e palestras; espaço para exposição e premiação de trabalhos científicos recentes; expofeira com mais de 70 expositores de equipamentos, insumos e tecnologias; espaço com apresentação de todas as etapas da cadeia produtiva do mel e ações de educação ambiental voltadas para escolas e comunidades locais.
 
As inscrições antecipadas se encerraram, mas ainda será possível garantir a participação nos dias e local do evento. O investimento é de R$125,00 para estudante, R$175,00 para produtores com carteira de apicultor e R$250,00 para o público em geral. O acesso à expofeira é livre, sem necessidade de inscrição.
 
Veja a programação completa no site do evento: conbrapi.com.br.
 
Produção de mel Santa Catarina
A escolha de Florianópolis reforça o protagonismo de Santa Catarina na produção nacional. Os dados mais recentes do Observatório Agro Catarinense mostram que o estado produziu 4.293.705 Kg de mel em 2024. Naquele ano, a atividade envolveu 14.424 produtores de abelha com ferrão e 5.687 meliponicultores. 
 
Em 2024, SC se destacou como o terceiro maior exportador de mel do Brasil (Foto: Aires Mariga / Epagri)
Também em 2024, Santa Catarina se tornou o terceiro maior exportador nacional de mel, com 5.476,8 toneladas comercializadas para o mercado internacional. Os números de exportação são maiores do que o de produção porque empresas catarinenses beneficiam e comercializam mel proveniente de outros estados brasileiros. 
Porto Itapoá está com oportunidades de emprego na quarta cidade que mais cresce no país

Atenção profissionais com experiência no setor portuário. O Porto Itapoá está com vagas abertas em diversos níveis, presenciais, em Itapoá, uma das cidades que mais cresce no país. O movimento de contratações faz parte dos planos de expansão do terminal, que já registrou um crescimento de 25% entre 2024 e 2025, com novos equipamentos e novas áreas.
São vagas para as seguintes posições em aberto, e também para o banco de talentos:

•             Banco – Operador de Equipamentos Sr – PT 
•             Banco – Operador de Equipamentos Pl – RTG, RS e EV
•             Banco – Operador de Equipamentos Jr – TT (Terminal Tractor)
•             Analista de Planejamento 
•             Técnico de Manutenção Mecânica
•             Técnico de Manutenção Elétrica

Os benefícios oferecidos são: Plano de Saúde, Plano Odontológico, Vale Transporte, Previdência Privada, Seguro de Vida, Vale Alimentação e PPR (Plano de Participação nos Resultados).

Para se candidatar a uma das vagas, acesse o site do cadastro no Portal “Trabalhe Conosco” no Portal do Candidato (https://l1nq.com/20az54j) e realize o procedimento de cadastro do currículo. Em sequência acompanhe todas as vagas disponíveis e realize a sua candidatura na vaga desejada.

Lembrando que essas oportunidades são para Itapoá, a cidade catarinense que mais cresceu em termos populacionais, sendo a quarta colocada neste ranking no País, e que comemora números expressivos de desenvolvimento econômico e social. Impulsionada pelo Porto Itapoá, que completa 15 anos de operação em 2026, a cidade viu sua população aumentar em cerca de 136%, seu PIB crescer em termos reais mais de 240%, sua receita multiplicar por 10 e os valores do m² quase quadruplicarem desde a inauguração do terminal.

“O Porto Itapoá orgulha-se de contribuir continuamente para o desenvolvimento da região. O terminal mantém uma relação harmoniosa com a cidade, com diversas ações sociais, culturais e também na área da infraestrutura. Entendemos que para além dos dados econômicos, há todo um entorno que precisa crescer junto, numa relação simbiótica”, ressalta Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá. E essa relação com a cidade, inclui investimentos contínuos

“Em sua quarta expansão, o Porto Itapoá está investindo R$ 500 milhões, e ao todo, desde a sua fundação, já investiu R$ 3 bilhões”, enfatiza Arten. Isso sem falar nos ganhos para a região com obras de infraestrutura como a dragagem da Baía da Babitonga, que vai fazer de Itapoá o primeiro terminal no Brasil a receber navios gigantes com carga máxima.

Economia & Negócios:

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Novos empregos 
Santa Catarina registrou no primeiro trimestre de 2026 saldo positivo de 59,3 mil empregos com carteira assinada, apurou o Caged, do Ministério do Trabalho. Este foi o terceiro melhor resultado do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Apesar de positivo, o resultado de SC teve recuo de 8,4% frente aos mesmos meses de 2025, apurou o Observatório da Fiesc. A indústria liderou a criação de vagas no trimestre com 32,4 mil, dos quais 22,8 mil foram na indústria de transformação e 9,6 mil na construção civil. O setor de serviços teve saldo positivo de 23,0 mil vagas, a agropecuária 3,1 mil e o comércio com apenas 150 vagas. Em março, o estado gerou 16,8 mil novas vagas, 59,4% mais do que no mesmo mês do ano anterior, quando teve saldo de 10,6 mil. 

De ricos para pobres 
A indústria náutica de lazer do Brasil, que inclui produção de iates, navios de passeio e motos aquáticas, está apreensiva com a reforma tributária que incluiu o setor entre os que terão que pagar o Imposto Seletivo (Imposto do Pecado) e o IPVA, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores. Debatedores no painel do III Simpósio Internacional Economia Azul, em Florianópolis, na programação do evento semanal Blue Nautical Hub Brasil, presidentes de três grandes estaleiros no país defenderam tributação justa porque o setor é altamente gerador de emprego e renda. O diretor do estaleiro Schaefer Yachts afirmou que governos e legisladores olham para o setor náutico como se fosse rico. Na verdade, o setor é gerador de riqueza, tira dinheiro dos ricos e gera empregos, dá dinheiro para pobres. 

Parabéns 
A diretora de Gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública, que esteve em Florianópolis para assinar um protocolo de intenções com o governo estadual voltado à modernização da gestão de recursos federais em SC, não escondeu sua admiração pelo que testemunhou. Em manifestação, no ato, deu parabéns às autoridades estaduais por “se ver nas ruas o sucesso do trabalho desenvolvido em SC na área da segurança pública” e que “é bom estar ao ar livre, segurar o celular sem medo, poder caminhar”, isso não tem preço. 

Ir e vir 
Com a chegada do outono, o comportamento do viajante sulista registrou uma inversão de rota: Porto Alegre assumiu a liderança das buscas por passagens de ônibus, desbancando Florianópolis no topo do ranking, comparando com 2025. Levantamento da plataforma ClikBus revela que o “turismo de frio” está antecipado e mais digitalizado em 2026, com cidades serranas como Caxias do Sul e Vacaria ganhando protagonismo frente ao recuo de destinos litorâneos como Balneário Camboriú e Itajaí. 

Ferrari dos ares 
Já está sendo chamado “Ferrari dos ares” o novo helicóptero do empresário brusquense Luciano Hang. Avaliado em mais de R$ 50 milhões, tido como um dos mais avançados da aviação executiva em operação no Brasil, o AW169 é fabricado pela italiana Leonardo S.p.A. Com dois motores tem capacidade para até oito passageiros. 

Breu na praia 
Por ter potencial de causar “danos ambientais potencialmente irreversíveis à fauna marinha, especialmente às baleias-francas durante o período de reprodução e cuidado parental”, estão suspensas, judicialmente, para furor da maioria da população, que acha que uma coisa nada tem a ver com outra, as obras de instalação do sistema de iluminação pública na faixa de areia da Praia Central de Garopaba. 

Precisa-se 
Em diferentes setores da economia de Palhoça, na região metropolitana de Florianópolis, há em oferta, no momento, mais de mil vagas de empregos para diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação. Por isso que mais de 20 empresas, algumas com produção comprometida por falta de pessoal, participaram do Feirão de Empregos, na última semana. A necessidade é tanta que entrevistas foram realizadas no próprio local e com possibilidade de contratação durante o feirão. 

Mercosul-UE e Porto 
Em vigor provisório desde o dia 1º deste mês, o acordo Mercosul e União Europeia, que cria a maior zona de livre comércio do mundo, está movimentando os mais diversos segmentos do comércio exterior de SC. Quase tudo isso passa por portos, que estão atentos a novas oportunidades. O CEO do Porto Itapoá acredita que será possível ter uma melhor leitura desses impactos dentro de seis meses. Mas, alguns números atuais já demonstram a importância da movimentação de cargas entre o terminal e o bloco da União Europeia. As importações da União Europeia correspondem a cerca de 19% do total movimentado em 2025 pelo porto, que foi de 1,5 milhão de TEUs. Dessas movimentações, 76% foram de alimentos e bebidas. 

Destino seguro 
Para além de suas belezas naturais e senso de comunidade, SC acaba de ter mais uma característica reconhecida nacionalmente: em um novo estudo, que ouviu brasileiros de todas as regiões, foi considerado o Estado mais seguro para quem deseja montar sozinho em 2026, ao lado do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os dados são da Verisure, empresa de alarmes monitorados que, nas últimas semanas buscou entender os desafios, motivações e hábitos relacionados à vida independente no país. 

Salas climatizadas 
Se SC vem perdendo campo na qualidade de ensino, porque outros Estados estão fazendo muito mais, principalmente os nordestinos, Piauí inclusive, noutros se destaca. Acaba de alcançar um marco inédito na educação pública brasileira: é o único a ter 100% das salas de aula climatizadas na rede estadual, composta por 1.040 escolas. Espera-se que o conforto impacte diretamente o aprendizado, na concentração dos alunos e nas condições de trabalho dos professores. 

Fischer: 60 anos 
Há 60 anos, a Fischer nascia de um sonho simples, guiado por coragem, união e determinação. Com poucos recursos, os irmãos duram início a uma trajetória construída com trabalho, valores sólidos e dedicação. Ao longo do tempo, esse sonho se transformou em uma das maiores indústrias de Santa Catarina, sem nunca perder sua essência familiar. A todos que fazem parte dessa história, trabalhadores, fornecedores, clientes e consumidores, nossa sincera gratidão. Vocês são a razão de seguirmos em frente. Celebramos o passado com orgulho e seguimos confiantes, sempre inovando o futuro. 

Comércio irregular 
O Sindicato do Comércio Varejista de Brusque se manifestou sobre o comércio ambulante irregular no município. Segundo a entidade, a ação envolve riscos à população, como a venda de produtos sem procedência, itens falsificados e alimentos sem condições inadequadas de consumo. Além disso, a entidade afirma, em nota assinada pelo seu presidente, que não possui competência para fiscalizar a atividade nas ruas, tampouco apreender mercadorias ou adotar medidas para reprimir a ação. Tais atribuições são próprias do poder público municipal, por meio de seus órgãos de fiscalização, com o necessário apoio das forças de segurança quando a situação assim exigir. Outro malefício destacado pela entidade é a concorrência desleal com os comerciantes regulares. O Sindilojas orienta a população a priorizar o comércio legalmente estabelecido, evitando a compra de produtos de origem duvidosa. 

Altura mínima 
Entre vários projetos que começam a ser analisados na Assembleia Legislativa (Alesc) está um que altera lei de 2013 para adequar os requisitos de altura mínima para ingresso na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar de SC, em conformidade com os parâmetros de razoabilidade já fixados pelo STF. Assim, a altura mínima para as mulheres cairia de 1,60 metro para 1,55 metro, e para os homens de 1,65 metro para 1,60 metro. Outro projeto dispõe sobre a proibição de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, com sentença transitada em julgado, nos estabelecimentos penitenciários de SC. 

Negócios com o México 
Segunda maior economia da América Latina, só atrás do Brasil, o México está sofrendo menos com o tarifaço dos Estados Unidos, suas empresas estão investindo mais no Brasil e acaba autorizar visto eletrônico a turistas brasileiros o que fez saltar os pedidos em 460% nos últimos dois meses. O embaixador do México no Brasil em visita oficial a SC afirmou ver potencial de muito mais intercâmbio econômico. O embaixador foi recebido pelo governador e fez visita à Tupy, de Joinville, uma das indústrias icônicas de SC que tem fábrica no México. O governador falou do interesse de SC e ampliar relações econômicas, culturais e científicas com o México, o que o embaixador afirmou ser de interesse também do seu país. 

Craft Beer Festival 
Itajaí se prepara para receber, dias 23 e 24 de maio a sexta edição do Craft Beer Festival na cidade, considerado o maior festival de cervejas artesanais do Sul do Brasil. Realizado no Centreventos Itajaí, o evento reúne música ao vivo, gastronomia variada e uma seleção variada de chopes, consolidando-se como uma das principais opções de lazer e entretenimento da região. Um dos destaques do festival é a presença de 22 cervejarias artesanais, que juntas oferecem mais de 200 tipos de chope e opção até para quem não curte cerveja, pois o evento também contará com um bar de drinks variados. Há também cervejas e drinks sem álcool, além de cervejas sem gluten. 

Velocidade 
Talvez Freud explique o que faz com que quem trafega pela BR-101 de Florianópolis para o norte do Estado tenha limite de velocidade até 100 km/h enquanto no sentido oposto, da Capital para o Sul, até o limite com o Rio Grande do Sul, 110 km/h. 

Lido, alhures 
Será que Públio Cornélio Tácito, historiador romano, já previa a existência do Brasil ao afirmar que “quanto mais corrupto é o Estado, mais numerosas são as suas leis”?

Morar 
O fenômeno do downsizing: a troca de residências amplas por imóveis compactos e equipados tem ganhado força em SC. As negociações de estúdios (até 45 m2) em Itajaí, por exemplo, cresceram 179% no primeiro semestre de 2025 conforme dados da plataforma “mobiliária DWV. 

Medalha de prata 
Dados atualizados da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos informam que Itajaí alcançou como porto brasileiro que mais movimenta passageiros de cruzeiros, superando Rio de Janeiro e caminhando célere para competir com o primeiro, Santos. Na temporada 2025/2026, encerrada em abril, o terminal catarinense recebeu 37 escalas de transatlânticos e mais de 169 mil passageiros. Esse desempenho ocorre em momento de expansão, com investimentos superiores a R$ 400 milhões na sua capacidade operacional, incluindo um novo terminal de cruzeiros, com cerca de 20 mil m2 de área construída, três pavimentos e capacidade para receber os maiores navios do mundo. O empreendimento é orçado em aproximadamente R$ 300 milhões. Outro destaque é o Boulevard Marina Itajaí, considerado o maior shopping náutico do Brasil, com investimento inicial de R$ 100 milhões. 

SUS
O Ministério da Saúde anunciou que o Estado de SC será contemplado com 118 veículos, dos quais 25 ambulâncias, 48 micro-ônibus e 45 vans, destinados a deslocamentos superiores a 50 km até os serviços de saúde do SUS. É a primeira vez que o Ministério da Saúde compra e oferta transporte sanitário diretamente a estados e municípios, enfrentando um dos principais obstáculos no acesso à saúde especializada: a distância entre o local de residência do paciente e os serviços de média e alta complexidade. 

Coração badense do Brasil 
Guabiruba carrega, em seus sobrenomes, bairros e vínculos ainda vivos com a Alemanha, uma herança singular no Brasil. Sua história está ligada ao grande movimento migratório europeu do século XiX e, de modo decisivo, à imigração vinda do antigo Grão-Ducado de Baden. A base desta reflexão está em Lothar Wieser, no livro Esta terra é um paraíso: a imigração badense ao Brasil no século XIX no qual afirma que a Colônia Itajay-Brusque constituiu a maior comunidade badense do Brasil. Expressiva parte desses imigrantes recebeu lotes e se fixou no território que hoje forma Guabiruba. Com a fundação de Brusque em 1860, iniciou-se a ocupação planejada de áreas do Vale do Itajaí-Mirim. Já na segunda leva, chegada em 1860, famílias badenses foram encaminhadas para terras da atual Guabiruba. A composição original da pesquisa indica que cerca de 75% das famílias nominadas eram originárias de Baden. A Prússia representava 6%, enquanto outros lugares somavam 19%. Dentro do próprio grupo badense, que representava 75% das famílias de Guabiruba, Karlsdorf e Neuthard juntas somavam quase 40%, revelando a força dessa origem na formação local. 

Floripa pode ser como Mônaco 
Florianópolis, uma cidade situada em ilha com baías de águas calmas e natureza exuberante, tem potencial para ser como o principado de Mônaco na economia do mar, também conhecida como economia azul. Essa é a visão do economista e consultor internacional Miguel Marques, de Portugal, considerado o maior nome global em planejamento para economia do mar. Ele fez palestra no Simpósio Internacional de Economia Azul, em Florianópolis, colocando mais uma comparação internacional para a cidade que também é chamada de Ilha do Silício por ter forte tecnologia. Por sua vez, Mônaco é a cidade onde a economia azul tem maior impacto na geração de riqueza, com valorização de imóveis e de uma série de serviços. 

Acidentes de trabalho 
Apenas em 2025, 170 pessoas perderam a vida enquanto trabalhavam em território catarinense. Áreas de saúde e alimentos e bebidas são as líderes em ocorrências do tipo desde 2020, segundo levantamento do Observatório Fiesc. Cerca de 39 mil pessoas sofreram acidentes de trabalho em SC no ano de 2025. A falta de conscientização sobre segurança no trabalho é um dos principais motivos para a manutenção do alto número de acidentes de trabalho no Estado. Joinville, Blumenau e Florianópolis são os municípios catarinenses que mais registraram acidentes de trabalho em 2025.

SEMASA: Rua Heitor Liberato recebe obras de implantação do esgoto
As obras de implantação da rede coletora de esgoto de Itajaí entram em uma fase estratégica neste mês de maio, ao serem executadas em uma das ruas mais movimentadas do município, a Heitor Liberato. Os serviços começam na altura da intersecção com a José Pereira Liberato, na divisão entre os bairros São Judas e São João.
 
No total, a Heitor Liberato receberá 2,4 km de novas redes, com a obra se estendendo até o bairro Vila Operária. Além da rede principal profunda, com escavações de até quatro metros, serão construídas estruturas auxiliares e cerca de 120 ligações para os imóveis. A expectativa é de que os trabalhos na via sejam finalizados em agosto.
 
A obra está sendo programada com divisão em três trechos, para auxiliar nas adaptações viárias necessárias. Nos primeiros vinte dias, as equipes estarão concentradas no trecho entre a José Pereira Liberato e a Luciano Pereira da Silva, com desvio do trânsito pela Domingos Laureano. Em seguida, os serviços avançam até a rua Indaial, com alternativa de tráfego pela Vicente Meirinho. Na fase final, o fluxo será direcionado para a rua Maria da Glória.
 
A Coordenadoria de Trânsito - Codetran estará dando apoio integral à operação, atuando com agentes de trânsito, reforço na sinalização viária, orientação aos motoristas e suporte na comunicação dos desvios e alterações temporárias no tráfego durante o período das obras.
 
Essa etapa faz parte de um amplo contrato, com investimento de R$ 12 milhões, rumo à universalização do saneamento básico em Itajaí.
Univali recebe Feira Internacional de Negócios
Nos dias 12 e 13 de maio, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) recebe a FIN Brasil – Feira Internacional de Negócios. A Instituição é uma das apoiadoras da iniciativa, promovida pela Câmara de Comércio Brasil-Portugal de Santa Catarina. O evento será realizado no Campus Professor Edison Villela (Itajaí) e tem como propósito conectar empresários, investidores e lideranças, fomentando negócios e o compartilhamento de conhecimento e oportunidades no Brasil e no exterior.
 
Ao longo dos dois dias de programação, a Fin Brasil 2026 deve reunir empresários, investidores, empreendedores, startups, executivos, representantes de empresas nacionais e internacionais, além de autoridades, gestores públicos e profissionais interessados em inovação, negócios e expansão de mercado.
 
Atrações
 
Temas como comércio exterior, internacionalização, benefícios estratégicos e expansão global estarão em destaque em painéis e palestras conduzidos por representantes de entidades internacionais, embaixadas e autoridades governamentais do Brasil e de outros países.
 
Outro destaque da programação são as rodadas de negócios, que contarão com a participação de empresas B2B de pelo menos 20 países. A atividade será realizada em formato de mesas-redondas e, segundo a organização, deve reunir cerca de 800 participantes.
 
“Essa modalidade de interação facilita o networking estratégico, a geração de alianças comerciais e a identificação de oportunidades de investimento, pois promove uma troca direta entre empreendedores, investidores e representantes institucionais”, destaca o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal SC, Jatyr Ranzolin.
A programação inclui ainda ambientes para exposição de produtos e serviços e atividades voltadas à cultura brasileira e internacional. Área premium de exposição, onde empresas poderão apresentar diretamente seus produtos e serviços a compradores e investidores estrangeiros, será mais um atrativo da Fin Brasil 2026.
 
Descentralização
 
O Campus Balneário Camboriú já recebeu a Fin Brasil no ano passado. A realização do evento na Univali é resultado de uma articulação promovida pela então Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, na ocasião, liderada pelo professor Fábio Zabot Holthausen (in memoriam).
 
Segundo Ranzolin, a iniciativa está alinhada ao projeto da Câmara de Comércio Brasil-Portugal SC de descentralizar ações tradicionalmente concentradas na Capital, fortalecendo a conexão internacional em diferentes cidades catarinenses.
 
“A proposta é receber embaixadores e empresários interessados em estabelecer parcerias e, a partir dessas interações, gerar benefícios tanto para o cenário internacional quanto para a região de Itajaí. Nesse contexto, a Câmara atua como uma grande parceira da Univali, reconhecendo sua relevância e capacidade de promover conexões estratégicas, tanto no âmbito da internacionalização quanto no desenvolvimento de projetos. A recepção dessas delegações estrangeiras, em um ambiente seguro, acolhedor e altamente organizado, favorece a concretização de relações internacionais efetivas”, conclui Ranzolin.
Contribuições da Univali
 
De acordo com a coordenadora de Eventos da Univali, professora Emiliana da Silva Campos Souza, nesta edição a Universidade oferece suporte à organização geral da Fin Brasil. Assim como em edições anteriores, a Instituição contará com estande próprio e também contribuirá com serviços de tradução.
 
Outro destaque será a Feira de Empreendedorismo Univali, que ocorrerá ao longo dos dois dias do evento, valorizando iniciativas e negócios da região.
 
Para a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Inovação da Univali, professora Fátima de Campos Buzzi, a realização da FIN Brasil dentro da Universidade valida o seu compromisso com a inovação, o empreendedorismo e a internacionalização.
 
“Receber um evento dessa dimensão, pela segunda vez, demonstra a relevância do ecossistema de inovação da nossa região e a capacidade da Instituição de Ensino de promover conexões estratégicas com o setor produtivo e representantes de diferentes países. Mais do que sediar um encontro de negócios, a Univali contribui para criar oportunidades, estimular a troca de conhecimento e fortalecer o desenvolvimento econômico e social por meio da cooperação internacional e da inovação.”, destacou.
Localização
 
A abertura da Fin Brasil 2026 será na terça (12), às 9h30. A atividade acontece no Auditório Nestor César e Carvalho, localizado no Bloco D1, assim como as palestras e painéis previstos ao longo do evento. A área de exposição de empresas e serviços, assim como as rodadas de negócios, ocorrerão no Teatro Adelaide Konder. Já a Feira de Empreendedorismo Univali acontecerá no Bloco C2, das 9h às 21h.
 
Inscrições
 
Para participar das rodadas de negócios é necessária inscrição prévia. A atividade será realizada nos dois dias, das 14h às 16h, com investimento de R$ 300 para o público em geral e R$ 150 para associados da Câmara de Comércio Brasil-Portugal de Santa Catarina.
 
As inscrições para a Fin Brasil 2026 podem ser realizadas diretamente pelo WhatsApp (48) 98809-4477 ou através do e-mail contato@brasilportugalsc.org.br. Outras informações sobre o evento estão disponíveis no site oficial: Fin Brasil
Emissão de Nota Fiscal Avulsa será substituída por novo modelo em julho

A emissão de Nota Fiscal Avulsa só será válida até dia 30 de junho, e essa mudança impactará diretamente quem trabalha de forma autônoma. A partir de 1° de julho de 2026, pessoas físicas, como prestadores de serviço eventuais, produtores rurais e transportadores autônomos, precisarão se inscrever no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para continuar emitindo documentos fiscais ou se tornar MEI.

A medida exige atenção, mas não significa que o cidadão precisará abrir uma empresa. A inscrição no CNPJ será utilizada apenas como um registro para identificação e controle dos tributos, sem alterar a condição de pessoa física.

Na prática, a mudança atinge quem hoje usa a Nota Fiscal Avulsa para formalizar serviços ou atividades pontuais. Esses profissionais passarão a emitir documentos fiscais eletrônicos vinculados ao CNPJ, seguindo o novo modelo adotado em todo o país.

A alteração faz parte de uma atualização no sistema tributário nacional, que busca unificar cadastros e tornar mais simples o acompanhamento das atividades econômicas. A previsão também inclui, de forma gradual, a substituição de outros registros fiscais, como a Inscrição Estadual, até o ano de 2032.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Itajaí orienta que os profissionais que utilizam a Nota Fiscal Avulsa fiquem atentos às mudanças e busquem informações com antecedência junto aos seus contadores.

Governo de Santa Catarina atrai gigante alemã com investimento de mais de R$ 200 milhões e geração de novas vagas de emprego

Fotos: Richard Casas/GVG

O governador Jorginho Mello assinou nesta quarta–feira, 6, um termo de cooperação que oficializa a chegada da multinacional alemã Schomäcker a Santa Catarina. A empresa, com sede em Melle, na Alemanha, instalará sua nova planta no Perini Business Park, em Joinville, com um investimento inicial de R$ 205 milhões e a geração de 105 empregos diretos. Essa será a primeira fábrica da empresa no Brasil e a ideia é produzir para o mercado nacional e para exportação.

“Santa Catarina é um Estado diferente, a gente prestigia quem empreende. Temos feito muitos investimentos na parte da infraestrutura rodoviária, infraestrutura elétrica, entre outros, para que cada vez mais empresas do mundo também decidam abrir sua primeira fábrica no nosso País aqui nas cidades catarinenses”, afirmou o governador Jorginho Mello.

O documento assinado entre o governador de Santa Catarina e o sócio-administrador da Schomäcker, Joachim Henrich Wilhelm Sommer, estabelece o apoio estratégico do Governo do Estado em frentes essenciais para o sucesso do projeto, incluindo a facilitação logística e a identificação de fornecedores locais por meio da Invest SC, empresa pública de atração de investimentos para o território catarinense.

“Nós estamos trazendo uma tecnologia inovadora e que reduziu um processo de fabricação que levava 3 horas para apenas 3 minutos por peça. Nós fabricamos as nossas próprias máquinas usadas nesse processo inovador”, explica Joachim.


A assinatura gera segurança institucional ao investidor estrangeiro, sinalizando de forma clara que Santa Catarina atua como uma verdadeira parceira da iniciativa privada, executando políticas públicas focadas na industrialização de alto valor agregado. A atração do investimento contou com o apoio do deputado estadual Matheus Cadorin, que também participou da reunião de trabalho.

Acompanharam a audiência e a assinatura do termo de cooperação os secretários da Fazenda, Cleverson Siewert, de Indústria Comércio e Serviços, Edgard Usuy, o presidente da Invest SC, Gil Prayon, por parte do Governo do Estado, e Joachim Luiz Bustamante Sommer, CSO da Schomäcker na Alemanha, e Rodrigo Bernardi, CEO da Schomäcker do Brasil.

Indústria 4.0 e engenharia de excelência

A chegada da Schomäcker agrega um peso imensurável ao já robusto ecossistema industrial catarinense. Trata-se de uma autêntica operação de Indústria 4.0. Com equipamentos exclusivos e engenharia de excelência, a empresa produzirá itens únicos no mercado. O nível de inovação tecnológica da planta é tão elevado que o processo de produção de suas peças inovadoras foi reduzido drasticamente: o que antes levava 3 horas, agora é concluído em apenas 3 minutos.

Impacto econômico e expansão

Os números do projeto reforçam a confiança da companhia no mercado catarinense e brasileiro. A operação se inicia com um aporte direto e projeções ousadas. A expectativa da nova fábrica no Brasil é gerar R$ 339 milhões em receitas.

O plano estratégico prevê uma expansão já no curto prazo. Nos próximos 5 anos, a empresa prevê injetar mais R$ 317 milhões na operação local. A planta fabril inicia com mais de cem funcionários e projeta um aumento de quase 100% no seu quadro de colaboradores até 2031.

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Governo do Estado entrega licença para alargamento da faixa de areia na Praia de Meia Praia em Itapema

Foto: Leo Munhoz / SecomGOVSC

O governador Jorginho Mello entregou nesta quarta-feira, 6, a Licença Ambiental de Instalação (LAI) para a obra de alimentação artificial da Praia de Meia Praia, em Itapema. O documento foi concedido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e prevê quatro meses de obras que devem trazer proteção costeira e a qualificação urbana do Litoral catarinense. Estiveram presentes na cerimônia o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, o prefeito de Itapema, Alexandre Xepa, além de parlamentares e outras autoridades locais.

A intervenção prevê o alargamento da faixa de areia ao longo de aproximadamente 4.750 metros de extensão, com a utilização de cerca de 416 mil metros cúbicos de sedimentos. A obra resultará em um acréscimo médio de 20 metros na largura da praia, ampliando a área disponível para uso público e reforçando a proteção da orla.

Para o governador Jorginho Mello, a obra representa o cuidado com o povo do Litoral catarinense: “Estamos investindo em uma solução que protege a nossa orla, valoriza as cidades e garante mais segurança para moradores e turistas. É um projeto que une desenvolvimento e cuidado com o meio ambiente”, destacou.

A alimentação artificial da praia é considerada uma medida fundamental para enfrentar o avanço do mar e os processos erosivos que historicamente afetam a região. A iniciativa amplia a proteção costeira, aumenta a resiliência da orla frente a eventos climáticos e contribui para equilibrar a pressão urbana sobre o ecossistema litorâneo.

“Essa licença é resultado de um trabalho técnico que analisa os impactos e define como a obra deve ser feita para proteger o meio ambiente. O licenciamento serve justamente para isso: estudar o projeto, prever os impactos e estabelecer regras para que a obra aconteça com responsabilidade ambiental. O IMA tem experiência consolidada nesse tipo de análise, o que garante mais segurança e qualidade nas decisões”, afirmou o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior. 

Localizada no município de Itapema, a Meia Praia é uma das áreas mais urbanizadas do Litoral catarinense, e a obra deve trazer mais segurança para moradores, turistas e infraestrutura urbana, além de qualificar o uso público do espaço.

O projeto prevê o lançamento de 416 mil a 498 mil m³ de areia ao longo de 4,75 km de orla, entre os molhes dos rios Perequê e Taboleiro das Oliveiras. A faixa de areia deve ganhar entre 20 e 60 metros de largura, conforme o trecho. O material será dragado de jazida a cerca de 19 km da costa, com características compatíveis à areia nativa. A intervenção será executada em etapas, com liberação gradual dos trechos. O investimento total é de aproximadamente R$ 60 milhões.

O prefeito Alexandre Xepa destacou o impacto da obra. “A nossa praia precisa dessa ampliação. A cidade cresce, o turismo aumenta e a estrutura precisa acompanhar. É uma obra que protege a orla, amplia o uso e projeta Itapema para um novo patamar. Depois do alargamento, não tenho dúvida nenhuma que vai ser o metro quadrado mais valorizado do Brasil.”

ARTIGO: 5 coisas que (provavelmente) nunca te contaram sobre o Imposto de Renda

A reta final da declaração do Imposto de Renda já começou e o prazo está mais apertado do que muitos imaginam. A entrega se encerra no próximo dia 29 de maio e milhões de brasileiros ainda não enviaram seus dados à Receita Federal. 

Até o momento, mais de 19 milhões de declarações já foram entregues em todo o país, mas o número ainda está abaixo do esperado para o período. Especialistas alertam que deixar para a última hora pode aumentar o risco de erros, além de dificuldades técnicas causadas pelo alto volume de acessos próximos ao fim do prazo. 

Com o encerramento se aproximando, a recomendação é clara: não há mais tanto tempo quanto parece. A reta final exige atenção redobrada dos contribuintes, tanto para evitar inconsistências quanto para garantir o envio dentro do prazo. 

A declaração de Imposto de Renda é uma certeza na vida de milhões de brasileiros, mas há detalhes nesse processo que podem passar despercebidos até mesmo pelos mais atentos. André Charone, contador, tributarista e mestre em negócios internacionais, professor universitário e autor do livro "Declaração de Imposto de Renda: Dicas e Truques que o Leão Não Quer Que Você Saiba", esclarece alguns desses pontos menos óbvios. Veja abaixo cinco aspectos do imposto de renda que raramente são discutidos: 

1. Erros podem ser corrigidos sem pânico: 

André Charone ressalta que um dos maiores medos dos contribuintes é cometer erros na declaração. No entanto, ele tranquiliza: "Se você cometeu um erro, pode enviar uma declaração retificadora sem necessidade de pagar multas, desde que faça isso antes de ser notificado para uma auditoria." Isso mostra a flexibilidade do sistema em permitir correções. No entanto, o contador ressalta que o contribuinte deve ficar atento para corrigir as inconsistências antes de receber a notificação da Receita Federal. “Caso contrário, não será possível mais realizar a retificação”, destaca Charone. 

2. Pode ser bom declarar mesmo que você não esteja obrigado: 

O contador destaca um aspecto muitas vezes ignorado sobre a declaração do imposto de renda: os benefícios de declarar mesmo quando não se é obrigado. Muitos contribuintes assumem que, se não atingem o limite de renda que torna a declaração obrigatória, não há vantagens em preenchê-la. No entanto, existem situações em que declarar pode ser extremamente benéfico. 

"Por exemplo, pessoas que tiveram imposto retido na fonte e não são obrigadas a declarar podem receber uma restituição se optarem por enviar a declaração", explica Charone. Além disso, realizar a declaração voluntariamente pode facilitar a obtenção de vistos para viagens internacionais ou a aprovação de financiamentos e empréstimos, já que muitas instituições financeiras e consulados pedem o comprovante de declaração de renda como prova de rendimentos. 

3. Declarações em conjunto podem ser benéficas (ou não): 

Casais têm a opção de fazer a declaração conjuntamente ou separadamente, e a escolha entre uma e outra pode impactar significativamente o valor a pagar ou a restituir. André destaca que "em muitos casos, a declaração conjunta pode ser mais benéfica, dependendo das rendas e das deduções envolvidas". Ele recomenda analisar cuidadosamente as finanças do casal antes de decidir. 

O especialista explica que, em algumas situações, a soma das deduções e dos limites fiscais pode favorecer a declaração conjunta, especialmente quando um dos cônjuges não tem rendimentos. “No entanto, quando ambos possuem rendimentos altos tende a ser mais vantajoso declarar em separado”, alerta o contador. 

4. A restituição não passa de um “empréstimo grátis” ao governo: 

Embora aquele dinheirinho extra da restituição possa ajudar bastante no orçamento familiar, André Charone comenta que não existe muito motivo para ficar agradecido ao Fisco. “A restituição não é um benefício concedido pelo governo. Muito pelo contrário, na verdade é o reembolso dos valores que foram retidos a mais em relação ao que você devia”. Segundo o contador, a declaração de imposto de renda faz um ajuste entre o valor que foi retido ao longo do ano anterior e o que o contribuinte de fato devia, após o lançamento de todas as deduções. 

“Se foi retido mais do que era devido, o governo vai lhe restituir essa diferença. Na prática, é como se você tivesse emprestado, sem juros e sem escolha, seu dinheiro para o Fisco e agora o recebesse de volta”, explana Charone. 

5. A fiscalização está mais tecnológica do que nunca: 

Com o avanço tecnológico, a Receita Federal tem melhorado seu sistema de cruzamento de dados. "A chance de ser convocado para ajustar sua declaração ou mesmo enfrentar uma auditoria aumenta se houver inconsistências", alerta o autor. A tecnologia tem tornado a fiscalização mais eficaz, exigindo maior precisão nas declarações. Charone destaca que o uso de softwares sofisticados pela Receita permite que ela identifique rapidamente discrepâncias ou omissões, o que torna ainda mais crucial a precisão no preenchimento das informações. 

Sobre o autor

André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).  

É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.  

Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.  


Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/  

 e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1  

Instagram: @andrecharone  

Imagem André: Divulgação / Consultório da Fama

Bares e restaurantes sofrem com endividamento e com as bets, alvos do Desenrola 2.0 lançado pelo governo

Com o lançamento do Desenrola Brasil 2.0, o governo federal mira nos efeitos econômicos e sociais da expansão das apostas online no país. A nova versão do programa foi anunciada com foco na renegociação de dívidas de famílias e pequenos negócios e traz, entre suas medidas, o bloqueio de apostas online por um ano para quem aderir à iniciativa.
 
O movimento ocorre em meio a novos levantamentos que apontam o peso crescente das bets sobre o orçamento das famílias: de janeiro de 2023 a março de 2026, a inadimplência associada às apostas retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista, segundo a CNC. Enquanto o gasto dos brasileiros com essas plataformas superou R$ 30 bilhões por mês.
 
Para o setor de alimentação fora do lar, esse impacto está bem mapeado. Pesquisa da Abrasel realizada em 2024 mostrou que 43,5% dos empresários ouvidos percebem influência das bets na gestão ou no resultado do estabelecimento. Entre os que identificam esse efeito, os principais reflexos aparecem no comportamento dos funcionários, na frequência de consumidores e no desempenho das vendas.
 
Quando uma fatia crescente do orçamento doméstico passa a ser drenada pelas apostas, a alimentação fora do lar tende a perder espaço. Entre os empresários que perceberam impacto das bets na frequência dos clientes, 62,1% relataram queda. No gasto individual, 62,2% também apontaram redução.
 
Os dados apontam uma relação entre o avanço das apostas e a retração do consumo no setor. Entre os empresários do setor, 86,2% disseram enxergar relação direta entre os hábitos de aposta dos consumidores e a perda de movimento nos estabelecimentos.
 
Pressão também chega ao ambiente de trabalho
 
O impacto das bets, porém, também alcança o cotidiano das equipes. Entre os empresários que identificaram mudanças no comportamento dos funcionários que apostam online, 75,5% citaram aumento do endividamento pessoal e 55,1% registraram aumento dos pedidos de adiantamento salarial.
 
É nesse ponto que o Desenrola 2.0 ganha relevância adicional para o setor. Ao prever renegociação de dívidas com descontos de 30% a 90%, prazos mais longos para pagamento e bloqueio temporário das apostas para aderentes, o programa pode funcionar como uma tentativa de reorganização financeira para trabalhadores que já dão sinais de renda comprometida.
 
O novo programa também amplia condições para micro e pequenas empresas, com carência maior para início do pagamento, aumento do prazo máximo de quitação e expansão do limite de crédito. Eixo de atuação fundamental para bares e restaurantes, visto que 39% das empresas do setor possuem pagamentos em atraso, segundo outra pesquisa recente da Abrasel, feita em abril.
 
Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, a questão merece atenção justamente porque reúne duas pressões relevantes sobre o setor. De um lado, o dinheiro comprometido com apostas reduz a frequência e o tíquete médio do consumidor. De outro, a alta da inadimplência se traduz em efeitos concretos sobre os trabalhadores, como maior endividamento e mais pedidos de adiantamento.
 
“Os novos levantamentos reforçam que esse é um problema que merece muita atenção. O setor sente isso dos dois lados do balcão: o consumidor sai menos e gasta menos, enquanto cresce a pressão financeira sobre os trabalhadores, com aumento do endividamento e dos pedidos de adiantamento. As ações do governo ganham importância justamente por tentar reorganizar esse cenário, num momento em que as bets já impactam consumo, vendas e rotina de trabalho”, comenta.

 

ARTIGO: A reforma tributária avança; a incerteza cresce

Sob a promessa de modernização, o Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor, recentemente, detalharam as diretrizes da CBS e do IBS. No entanto, por trás das regras unificadas, o que se vê é a arquitetura de um novo sistema de tributação sobre o consumo tão complexo quanto perigoso. O governo aposta todas as suas fichas no polêmico split payment — um mecanismo de recolhimento automático que, na prática, transfere a "mordida" do fisco para o exato instante da transação. 
 
Embora o discurso oficial venda a ideia de "simplificação", a reforma se limita a trocar quatro tributos conhecidos por um sistema dual: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal). A proposta de separar o imposto no ato da compra visa garantir o caixa do Estado de forma imediata, retirando das empresas a gestão do fluxo de caixa e centralizando ainda mais o controle financeiro nas mãos do governo.
 
Hoje, o vendedor ainda detém o valor antes do repasse; amanhã, o Estado se servirá primeiro. No papel, a eficiência é garantida; na realidade do contribuinte, o cenário é de um experimento fiscal sem precedentes. Tudo parece simples... mas o tempo (e o bolso do brasileiro) dirá o verdadeiro preço dessa "facilitação".
 
Ao abrir mais uma reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, que debateu o tema "Soberania fiscal em xeque? Tensões e novos paradigmas tributários", compartilhei algumas reflexões sobre o assunto que agora trago aos amigos leitores.
 
Estamos vivendo um momento extremamente complicado no Brasil, em que os Poderes se confundem. Trata-se de um momento de máxima insegurança jurídica, em que escândalos vêm à tona e os Poderes envolvidos se autoprotegem, numa tentativa de ocultar tanto aquilo que se busca conhecer quanto aquilo que está errado.
 
Tudo isso acompanhado de um novo sistema tributário que já teve sua implementação iniciada com a CBS e, em 2029, terá com o IBS. Trata-se de uma tributação de consumo que amplia o número de artigos referentes ao tema constantes no Código Tributário Nacional (CTN). Na legislação aprovada, estamos com dez vezes mais artigos sobre a tributação do consumo do que aqueles que constam no CTN, além de três vezes mais artigos para a tributação do consumo do que todo o sistema tributário que conseguimos aprovar na Constituição de 1988.
 
Essa inflação normativa não é apenas um detalhe estatístico; ela representa um aumento real no custo de conformidade para o contribuinte. Durante o longo período de transição, as empresas serão obrigadas a conviver com dois sistemas tributários distintos e paralelos, gerando uma sobrecarga administrativa sem precedentes. Em vez de eliminarmos a burocracia, corremos o risco de institucionalizar um "monstro de duas cabeças" que exigirá investimentos massivos em tecnologia e assessoria jurídica apenas para que o setor produtivo consiga cumprir suas obrigações básicas.
 
Os idealizadores da pretendida reforma afirmam que essa decuplicação de artigos sobre consumo e a triplicação de artigos constitucionais têm o objetivo de simplificar o sistema tributário. Confesso que minha inteligência é limitada demais para compreender uma simplificação tão complexa quanto a que vem sendo implementada.
 
É fundamental, porém, que continuemos a fazer o que sempre fizemos no Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP desde sua fundação: debater, refletir e sugerir.
 
Atualmente, contamos com um grupo de estudiosos integrado por renomados colegas, como os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro, além de Felipe Silva, diretor da Faculdade Brasileira de Tributação — a única instituição de ensino superior dedicada exclusivamente ao Direito Tributário no Brasil. Sob nossa coordenação, estamos elaborando um livro a respeito da reforma da tributação do consumo, no qual analisaremos as dificuldades que já se manifestam neste início de implementação.
 
Essas análises, que estamos consolidando em nossa obra, não se limitam a meras críticas teóricas; configuram-se como alertas práticos sobre os gargalos que o texto atual ignora e que demandarão, inevitavelmente, uma correção de rumo legislativa. O rigor técnico de renomados especialistas serve aqui como subsídio fundamental para que as falhas de implementação sejam mitigadas antes que se tornem entraves permanentes ao desenvolvimento econômico.
 
Em todas as nossas ações, devemos observar que, a partir de 2027, teremos um novo Legislativo capaz de promover mudanças significativas no cenário atual, haja vista a renovação de dois terços do Senado Federal. É evidente a percepção de que haverá uma maioria conservadora no Congresso, o que deve favorecer uma reflexão profunda sobre o modo adequado de simplificação do nosso sistema tributário.
 
Quanto mais nos aprofundamos no estudo da Reforma Tributária — como ocorreu durante a elaboração do livro que lancei em parceria com o advogado e professor Daniel Moretti —, mais as incertezas se multiplicam. Ao dialogar com tributaristas de alto nível e docentes das principais universidades do País, percebo que as dúvidas são inúmeras.
 
Essa atmosfera de hesitação não é apenas um debate entre acadêmicos; ela se traduz em um impacto severo sobre o investimento produtivo. A incerteza tributária atua como um freio invisível, gerando um ambiente de "esperar para ver" que afasta o capital e adia projetos estratégicos. Sem regras do jogo claras e previsíveis a médio prazo, o investidor retrai-se, o que compromete o crescimento econômico imediato do País e a própria geração de empregos.
 
Por essa razão, tenho encerrado minhas palestras sobre o novo sistema com uma postura de cautela: quando questionado sobre minha opinião, não respondo "sim" nem "não"; eu respondo "talvez".
 
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

 Fotos: Andreia Tarelow 

Entra21 promete conectar talentos e empresas em evento estratégico no Elume

O futuro da tecnologia na Foz do Rio Itajaí já tem data e local definidos: 7 de maio de 2026, às 18h30, no Elume Centro Regional de Inovação. O evento “Hiring the Future” vai reunir empresários, lideranças e alunos do Entra21, criando uma ponte direta entre quem precisa contratar e quem está se preparando para o mercado. A iniciativa marca um momento estratégico para Itajaí e Balneário Camboriú.

Com 20 anos de história e mais de 9 mil profissionais formados desde sua criação, em Blumenau, o Entra21 chega à edição de 2026 ampliando sua atuação no litoral norte catarinense. As turmas já estão em andamento, com 25 alunos em cada cidade, focadas na linguagem Java — uma das mais demandadas pelo setor de tecnologia.

Em Balneário Camboriú, as aulas acontecem no campus da UDESC. Já em Itajaí, a formação é realizada no Elume Centro Regional de Inovação, colocando os alunos em contato direto com o ecossistema de inovação desde o primeiro dia.

Para José Geraldo Gastaldi, coordenador do Núcleo de Empresas de Tecnologia e Inovação da ACII e diretor do Polo Regional da ACATE, a chegada do programa representa a concretização de um esforço antigo. “Trazer o Entra21 para Itajaí era uma prioridade. O programa tem duas décadas de experiência na formação de profissionais e atua diretamente em uma das maiores demandas do setor: a falta de mão de obra qualificada”, destaca.

O diferencial está na formação completa. São 480 horas de imersão que vão além do ensino técnico, incluindo inglês e o desenvolvimento de soft skills — habilidades essenciais para o dia a dia nas empresas. O inglês, inclusive, é considerado uma competência fundamental para o desenvolvimento de software.

A iniciativa é resultado da atuação conjunta de importantes instituições. A Blusoft-ACATE lidera a execução do programa, conectando alunos ao mercado. O NuTI-ACATE atua na articulação com o setor produtivo, enquanto a UDESC garante a qualidade acadêmica e coordena as atividades nas duas cidades. Além disso, a formação de talentos na região fortalece as empresas locais e cria novas oportunidades para jovens que buscam espaço em uma das áreas mais promissoras da atualidade.

 

Modelo de gestão e medidas de incentivo aos negócios pautam encontro entre a Fazenda e lideranças empresariais de Blumenau
Fotos: Divulgação SEF/SC
 
Um olhar para o futuro de Santa Catarina, as perspectivas econômicas e as oportunidades do Estado pautaram o encontro do secretário Cleverson Siewert (Fazenda) com lideranças empresariais de Blumenau na noite da última segunda-feira, 4, no Vale do Itajaí. 
 
Convidado a participar de reunião com conselheiros e diretores da Associação Empresarial de Blumenau (ACIB), o secretário demonstrou que o modelo de gestão do governador Jorginho Mello garantiu o equilíbrio das contas públicas e investimentos recordes em programas estruturantes como o Estrada Boa, o Estrada Boa Rural e o Universidade Gratuita.
 
“Santa Catarina tem demonstrado, na prática, que é possível crescer sem aumentar impostos, mantendo a competitividade e criando oportunidades para quem investe e produz. Com planejamento, responsabilidade fiscal e diálogo com o setor produtivo, o Governo do Estado transforma solidez financeira em políticas públicas que chegam à ponta, elevam a qualidade de vida dos catarinenses e nos colocam num novo ciclo de desenvolvimento”, disse.
 
Somente no ano passado, o Governo do Estado investiu R$ 5,9 bilhões em obras e projetos estruturantes, o que significa R$ 1,5 bilhão a mais do que o total investido em 2024. Somando os investimentos realizados em três anos de gestão, o total alcança R$ 13,2 bilhões.
 
O secretário explicou aos empresários que, em valores atualizados para os dias de hoje e considerando mais de dois séculos de história de Santa Catarina, o governador Jorginho Mello investiu praticamente o dobro do valor aplicado pelos governos anteriores quando comparados os três primeiros anos de cada gestão.
 
SC é um Estado que pula o Brasil
Ao apresentar um panorama das principais ações dos últimos três anos, Cleverson Siewert ressaltou que Santa Catarina reúne condições únicas no País ao combinar responsabilidade fiscal, investimentos e incentivos ao crescimento econômico e social.
 
Dados mostram que o Estado cresceu acima da média nacional entre 2023 e 2025, consolidando-se como uma das economias mais dinâmicas do Brasil.
 
O comércio catarinense, por exemplo, registrou crescimento de 5,9% em 2025, mais que o triplo da média nacional (1,6%). O setor de serviços registrou alta de 3,2%, superando o índice de 2,8% do Brasil – SC obteve o melhor desempenho do Sul do País. Já na indústria, o Estado apresentou crescimento de 3,2%, resultado cinco vezes superior ao nacional, que foi de 0,6%.
 
Região de Blumenau tem 28 mil contribuintes do ICMS
A força do setor produtivo local também esteve em pauta. Cleverson Siewert evidenciou que somente os negócios situados em Blumenau faturaram R$ 58 bilhões em 2025, gerando 95 mil empregos. Considerando também os outros dez municípios abrangidos pela Gerência Regional da Fazenda em Blumenau, os 28 mil contribuintes de ICMS faturaram R$ 112 bilhões no último ano (7% do total apurado em SC), com 182 mil empregos registrados (6% do total).
 
“Vocês se arriscam todos os dias, colocando o seu capital a bem da produção, a bem da geração de emprego e renda, e por isso merecem sempre nosso respeito e consideração. Enquanto associados, defendem causas importantes e constroem soluções em conjunto, reunindo os interesses da classe empresarial, da gestão pública e da comunidade como um todo”, reconheceu o secretário.
 
Apoio ao setor produtivo
A gestão qualificada dos recursos tem garantido ao Governo do Estado incentivar nos novos negócios e criar oportunidades de emprego e renda para os catarinenses. O secretário Cleverson Siewert reafirmou o compromisso da atual gestão de dialogar com o setor produtivo, estabelecendo parcerias e construindo um ambiente de negócios cada vez mais favorável.
 
Números comprovam o papel estratégico das políticas de incentivo ao setor produtivo para a economia de Santa Catarina. Entre 2023 e março de 2026, programas como Prodec, Pró-Emprego e TTD 489 viabilizaram 480 projetos, totalizando R$ 32,3 bilhões em investimentos privados e a criação de 118,3 mil empregos diretos e indiretos.
 
“O governador Jorginho Mello vê o Estado como um estadista e planeja Santa Catarina para os próximos 20 anos. É prioridade desta gestão garantir a sustentabilidade fiscal e investir em projetos estruturantes para ampliar nossas matrizes econômicas, impulsionar o desenvolvimento e criar condições para que os empreendedores catarinenses sejam ainda mais competitivos”, destacou o secretário.
 
Desafios e oportunidades para SC
Cleverson Siewert também abordou os desafios da Reforma Tributária e seus impactos na competitividade dos Estados, ressaltando a necessidade de adaptação ao novo modelo, que mudará a lógica dos incentivos fiscais, alterando a arrecadação e a dinâmica econômica no País.
 
“Santa Catarina tem uma base econômica diversificada e sólida. Nosso desafio é continuar criando as condições necessárias para manter a competitividade do setor produtivo e aproveitar as novas oportunidades que surgem com as mudanças no sistema tributário”, destacou.
 
O secretário ressaltou ainda a necessidade de desenvolver novas matrizes econômicas no Estado, que hoje tem como pilares o agronegócio, o comércio internacional e a tecnologia.
 
Além dessas bases consolidadas, novas oportunidades vêm ganhando espaço, como a indústria da saúde, a indústria da cultura/turismo e a própria logística, que tendem a ampliar ainda mais o potencial de crescimento nos próximos anos, especialmente diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária.
 
Ao final, Cleverson Siewert reforçou o compromisso do Governo do Estado com uma gestão orientada por dados, eficiência e resultados, destacando que o uso estratégico de informações tem sido fundamental para a tomada de decisões e o aprimoramento das políticas públicas.
 
O presidente da InvestSC, Gil Prayon, também participou da agenda com os empresários da ACIB.
Podcast Descubra SC mostra por que o outono pode ser sua próxima estação preferida para explorar o estado
 Foto: Eco Parque Cachoeira Papuã
 
O outono em Santa Catarina deixou de ser apenas uma transição entre estações. Com temperaturas amenas, clima estável e paisagens nítidas, o período abre espaço para experiências ao ar livre e uma conexão mais direta com a natureza. Esse é o ponto de partida do segundo episódio do podcast “Descubra SC”, que estreia nesta terça-feira, 5. 
 
A edição acompanha o lançamento inédito da “Estação Outono” pelo Governo do Estado, que integra a estratégia de organizar o turismo catarinense ao longo do ano e valorizar os atrativos de cada época. “Santa Catarina tem potencial nas quatro estações. Isso ajuda o turista a entender o que fazer em cada período. É uma iniciativa louvável”, resume Marinho Motta.
 
O bate-papo com o assessor de Turismo da Associação dos Municípios da Serra Catarinense (Amures) é conduzido pela jornalista da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), Maria Clara Flores, e avança para um dos principais recortes da estação. “O outono abre a temporada de montanha. É quando você consegue subir com mais tranquilidade, com melhor visibilidade e menos interferência do clima”, explica Marinho.
 
Essa constância climática se traduz em horizontes abertos e maior conforto térmico para atividades externas. Com o ar mais seco e o menor volume de água, experiências como a famosa Trilha do Boi, em Praia Grande, tornam-se mais acessíveis, permitindo que os 14 quilômetros de caminhada pela fenda do cânion sejam feitos com mais segurança.
 
O cenário limpo também favorece o balonismo na cidade do Extremo-Sul, que ganha o visual de formações como o Itaimbezinho, Fortaleza e Malacara, de pano de fundo. “É a nossa versão brasileira da Capadócia, mas com identidade única, principalmente pela presença dos cânions”, argumenta o convidado. 
 
 
Berço do ecoturismo e referência em segurança
 
No Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis, o turismo de aventura assume contornos históricos, sustentado por um ecossistema que profissionalizou a adrenalina muito antes de o segmento virar tendência nacional. 
 
Santa Catarina foi o primeiro estado a ter uma regional da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA) e já nos anos 2000, a Grande Florianópolis abrigava uma das empresas pioneiras do selo “Aventura Segura”. “A qualificação no atendimento ao turista aqui vai muito além do ‘boa tarde’ ou do ‘boa noite’. A preocupação com a segurança é gigantesca”, enfatiza Marinho.
 
É em Ibirama, Apiúna e Presidente Getúlio que o turismo de aventura catarinense tem suas origens. Ibirama, inclusive, carrega o título de Capital Catarinense do Turismo de Aventura, com opções que vão do rafting noturno no Rio Itajaí-Açú a uma das maiores tirolesas urbanas do Brasil. “O berço do ecoturismo em Santa Catarina está ali”, diz Marinho.
 
Da mesma região saiu outro marco: o primeiro roteiro oficial de cicloturismo do Brasil. O Circuito Vale Europeu percorre 300 quilômetros em sete dias por nove municípios, entre eles Timbó, Pomerode, Indaial e Blumenau, com casarios enxaimel e paisagens de colonização europeia como cenário. A rota pode ser feita de bicicleta ou a pé, o que amplia o acesso para diferentes perfis de visitante. 
 
Serra Catarinense, natureza como protagonista
 
 
Se em outras partes do país o potencial turístico precisa ser fabricado, Marinho afirma que, na Serra Catarinense, ele sempre esteve lá. “Ela é naturalmente turística. Diferente de outros destinos que precisaram construir atrativos, aqui a matéria-prima já está pronta”, diz o convidado.
 
Em Bom Jardim da Serra, essa matéria-prima aparece nos paredões de cânions como o do Funil, que chegam a 1.590 metros e revelam uma das paisagens mais dramáticas do estado. A Serra do Rio do Rastro, com suas 284 curvas, é o cartão-postal que apresenta esse universo a quem chega pelo litoral. 
 
Na Coxilha Rica, o tempo parece ter dado uma pausa. O planalto a mais de 1.000 metros de altitude guarda taipas centenárias erguidas pedra por pedra, araucárias e fazendas que contam a história dos tropeiros que passavam por ali levando gado do Rio Grande do Sul a São Paulo.
 
Em Urubici, o Morro da Igreja, a 1.822 metros, é um dos pontos mais altos acessíveis de carro no Sul do Brasil – e um dos mais impressionantes. Para quem quer ir além da contemplação, não faltam opções.  A Cascata do Avencal serve de palco para rapel, enquanto a Sky Bike, tirolesa de bicicleta suspensa a 150 metros de altura, a mais alta do Brasil, desafia até os mais corajosos. 
 
Para quem quer uma imersão completa na região, o Circuito de Cicloturismo da Serra Catarinense oferece essa chance. São mais de 600 quilômetros com altimetria superior a 1.500 metros, percorridos em até 11 dias. O Circuito Altos da Serra, de 4 dias, é o mais exigente, reservado para quem tem pernas e fôlego de sobra.
 
Termalismo e festas tradicionais
 
Nem só de aventura vive o outono catarinense. O estado também é referência em estâncias hidrominerais, com destaque para Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas, na Grande Florianópolis, e Piratuba, no Oeste.
 
O outono também marca o início de uma agenda cultural relevante. A Festa Nacional da Maçã, entre 7 e 10 de maio, e a Festa Nacional do Pinhão, de 22 de maio a 7 de junho, funcionam como marcos simbólicos da transição para o inverno e mobilizam cadeias inteiras da economia serrana.
 
A maçã de São Joaquim possui Indicação Geográfica e divide protagonismo com os Vinhos Finos de Altitude, outro selo de origem catarinense. A combinação entre clima, solo e altitude cria um ambiente propício para experiências gastronômicas mais sofisticadas, que incluem queijos artesanais, embutidos e produção local.
 
Santa Catarina contabiliza mais de 700 festas cadastradas, o que reforça a capacidade de manter o turismo ativo ao longo de todo o ano, movimentando mais de 50 atividades econômicas ligadas direta ou indiretamente ao setor.
 
Programe-se e aproveite o outono em SC
 
Entre as orientações destacadas no episódio, estão o uso de roupas em camadas, adequadas à variação térmica típica da estação; a reserva antecipada de hospedagens em períodos de maior demanda e a contratação de guias credenciados. 
 
Outro ponto apresentado pelo convidado é a redução de riscos típicos do verão, como a presença de animais peçonhentos, o que contribui para uma experiência mais segura em trilhas e áreas abertas. No fim, a dica que fica é: “curta Santa Catarina nas quatro estações”, recomenda Marinho. 
 
O segundo episódio do podcast “Descubra SC” teve coprodução da social media da Secom, Camile Ariadny, e está disponível no canal oficial do Governo de Santa Catarina no YouTube e nas principais plataformas de streaming de áudio.
Santa Catarina busca reter para projetos sociais mais de R$ 500 milhões do IR que ainda vão para fora do estado

Fotos: Divulgação/Secom GOVSC

Quem ainda não entregou a declaração de Imposto de Renda tem até o próximo dia 29 de maio* para destinar para os fundos Estaduais da Infância e Adolescência e do Idoso uma parte dos tributos devidos ao governo federal. Em Santa Catarina, o potencial de destinação ultrapassa R$ 500 milhões que ainda saem do estado todos os anos. Por isso, o governo catarinense vem, por meio da campanha IR com Propósito, incentivando a população a fazer um ato simples que garantirá o bem-estar e o futuro de muita gente.

“A gente quer que os catarinenses conheçam e saibam que é possível manter parte desse dinheiro aqui, ajudando quem mais precisa. O governo federal devolve muito pouco do que Santa Catarina arrecada, é uma falta de reciprocidade histórica, mas agora, na hora de entregar a declaração do imposto de renda, você tem o direito de dizer para a receita federal: essa parte aqui eu quero destinar para projetos da minha cidade”, disse o governador Jorginho Mello.

A estratégia vem sendo implementada pela campanha IR com Propósito, coordenada pela vice-governadora Marilisa Boehm. “É uma atitude simples, rápida e que muda o destino de todos os catarinenses. A pessoa só precisa falar com o contador que prepara a declaração e orientar para destinar o valor que for possível para os fundos. Para se ter uma ideia do potencial desta atitude, em 2025, mais de meio bilhão de reais poderiam ter sido investidos em Santa Catarina, mas foram automaticamente para o governo federal”, explica Marilisa.

*o prazo final para destinação de parte do IR para fundos estaduais é até o dia 29 de maio, quando também se encerra o período de declaração do imposto de renda, diferente do colocado anteriormente como dia 20

Apoio fundamental

Um exemplo do poder da permanência destes recursos no Estado vem de São José, município da Grande Florianópolis. O projeto de agroecologia para crianças e adolescentes Pés no Chão e Mãos na Terra beneficia 350 crianças e adolescentes do Educandário Santa Catarina. Por meio de recursos do Fundo da Infância e Adolescência, a escola vem despertando a conscientização ambiental.

Com R$ 240 mil recebidos pelo fundo, a instituição ensina desde o plantio até a colheita de hortaliças, verduras, legumes e o cultivo de árvores.

De acordo com o engenheiro agrônomo e responsável pelas oficinas do projeto, Luan Morgan, os recursos são um apoio fundamental para a execução do projeto. “Percebemos, diariamente, nas oficinas o impacto positivo nas crianças e adolescentes que participam. Aqui elas podem plantar e consumir um alimento de qualidade”, afirmou.

Todas as turmas, com crianças de 4 a 5 anos e de 6 a 14 anos, participam da iniciativa por uma hora e 20 minutos, uma vez por semana. “O que eu mais gosto é plantar as hortaliças, verduras e legumes. Antes eu tinha uma percepção diferente e agora eu sei, por exemplo, que em uma semana a alface já está grande e pronta para colher”, disse Isadora de Souza, de 13 anos.

Tamile de Rosa Oliveira, também de 13 anos, destacou que está levando pra casa e ensinando a sua mãe o aprendizado das oficinas. “Imaginem quantos outros projetos como esse poderemos atender em Santa Catarina se elevarmos a quantidade dos nossos impostos aqui”, concluiu a vice-governadora.

Ação simples na declaração

A campanha IR Com Propósito foi lançada em dezembro de 2025 pelo Governo do Estado para incentivar a manutenção de parte dos tributos enviados obrigatoriamente a Brasília. A vice-governadora destaca a facilidade para a ação ser implementada: os cidadãos precisam apenas informar ao contador responsável por fazer a declaração. Este profissional vai emitir o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) e calcular quanto pode ser direcionado. “O documento será anexado à sua declaração e abatido do total que você já pagaria”, cita Marilisa.

Dados da Receita Federal mostram que Santa Catarina possuía, em 2025, um potencial de destinação de aproximadamente R$ 548,39 milhões, considerando cerca de 804.808 contribuintes aptos a realizar o procedimento. Mas apenas cerca de R$ 26,22 milhões foram destinados na declaração, sendo que o valor efetivamente pago chegou a R$ 24,81 milhões.

Durante o mês de maio, campanha da Cidasc destaca os cuidados essenciais antes do alimento chegar à mesa do consumidor

Arte: Ascom/Cidasc

Antes de você pensar na próxima refeição, um trabalho silencioso já aconteceu. Invisível aos olhos da maioria das pessoas, ele é essencial para proteger a produção e a saúde em Santa Catarina. É o que a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) reforça ao longo do mês de maio, período dedicado às ações de promoção da sanidade animal e vegetal no Estado.

Em 2026, na quarta edição da campanha instituída pela Lei Estadual n.º 18.484/2022, o foco está no conceito de Saúde Única – a conexão direta entre o solo, as plantas, os animais, o meio ambiente e as pessoas.

Na prática, isso significa que o alimento que chega à mesa começa a ser protegido muito antes da colheita ou da carne à sua mesa. Profissionais da Cidasc monitoram lavouras, acompanham a saúde dos rebanhos, fiscalizam agroindústrias, orientam produtores e atuam na prevenção de pragas e doenças que podem impactar toda a cadeia produtiva – e, consequentemente, a saúde da população.

Para a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, a campanha é uma oportunidade de aproximar a sociedade de um trabalho que acontece diariamente, mas nem sempre é percebido. “A defesa agropecuária está diretamente ligada à saúde das pessoas. Quando protegemos lavouras, rebanhos e o ambiente, estamos garantindo alimentos seguros e qualidade de vida para toda a população. O mês de maio é um convite para que todos conheçam esse trabalho e entendam a importância da sanidade agropecuária no nosso dia a dia”, destaca.

“Promover a sanidade agropecuária é proteger a produção, a saúde da população e fortalecer políticas públicas que sustentam o desenvolvimento do Estado. Esse trabalho também amplia a presença de Santa Catarina no mercado internacional, hoje cerca de 65% das exportações catarinenses vêm do agro, reforçando nossa credibilidade e competitividade com alimentos seguros e de qualidade”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

O que você não vê, mas faz diferença no seu dia a dia
Muito antes de um alimento chegar ao mercado, há uma série de ações que garantem sua qualidade: os profissionais da Cidasc monitoram lavouras para impedir a disseminação de pragas como o caruru-gigante e doenças como o cancro europeu; fiscalizam a saúde dos animais para manter Santa Catarina como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação e de Peste Suína Clássica (PSC); inspecionam produtos de origem animal para assegurar que sejam seguros para o consumo; e orientam produtores e profissionais sobre boas práticas e prevenção.

Além disso, a Educação Sanitária aproxima esse trabalho da sociedade, por meio de iniciativas como o projeto Sanitarista Junior e o programa Vet Consciente, que levam informação a estudantes e comunidades, formando multiplicadores de conhecimento sobre saúde animal, vegetal e segurança dos alimentos.

Esse trabalho contínuo é o que sustenta um dos maiores diferenciais de Santa Catarina: a confiança na produção agropecuária.

Cinco coisas que você talvez não saiba sobre a sanidade agropecuária
A prevenção começa no campo – identificar uma praga no início pode evitar prejuízos econômicos e riscos à saúde;
A atualização cadastral dos animais é essencial para agir rapidamente em casos de emergência sanitária; e
A inspeção sanitária não é apenas controle: ela é parte fundamental da segurança alimentar de quem vive na cidade.
Santa Catarina é referência nacional e internacional em sanidade animal, resultado de um trabalho contínuo de vigilância e controle; e
A Educação Sanitária forma cidadãos mais conscientes – ações em escolas e comunidades ajudam a prevenir doenças e fortalecer toda a cadeia produtiva.
Programação ao longo do mês
Durante todo o mês de maio, a Cidasc, juntamente com seus Departamentos Regionais, promove uma agenda diversificada, com atividades gratuitas e abertas ao público, como palestras técnicas, entrevistas em meios de comunicação e webinars.

A programação está organizada por temas semanais, com webinars realizados sempre às sextas-feiras: 08, 15, 22 e 29 de maio, às 14h:

1ª semana – Defesa Sanitária Vegetal: controle de pragas e doenças, como o caruru-gigante (Amaranthus palmeri) e o cancro europeu.
Webinar (08/05), às 14h: Controle de resíduos de agrotóxicos
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=a8O5y9lYHu8

No dia 5 de maio, a Cidasc participa de reunião da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Na ocasião, o engenheiro-agrônomo e gestor do Departamento Estadual de Defesa Vegetal (Dedev), Alexandre Mees, abordará o tema do caruru-gigante, planta invasora já identificada no Estado, reforçando a importância da vigilância e do controle fitossanitário. A participação contará também com a presença da presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, fortalecendo o diálogo institucional sobre os desafios e estratégias da defesa agropecuária.

2ª semana – Defesa Sanitária Animal: sanidade apícola, simulado de emergência zoossanitária e debate sobre Febre Aftosa no cenário atual.
Webinar (15/05), às 14h: Febre Aftosa – panorama e desafios no cenário mundial
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=4MV7Q3cvKvM 

3ª semana – Inspeção: combate à fraude em pescado, bem-estar animal e inspeção de produtos de origem animal sob a ótica da Saúde Única.
Webinar (22/05), às 14h: Inspeção de Produtos de Origem Animal (POA) na Saúde Única
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=Uz1xziDVAJM 

4ª semana – Educação Sanitária: projetos como o Vet Consciente e o Sanitarista Junior, além de ações voltadas à formação e conscientização.
Webinar (29/05), às 14h: O papel da educação na sanidade animal e vegetal
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=jTQ2R0TAQaE 

Uma história construída com cuidado
Realizada pela primeira vez em 2023, a campanha ganhou força e inspirou iniciativas em nível nacional. Desde então, maio integra o calendário oficial de Santa Catarina como um período estratégico para ampliar o diálogo com a sociedade sobre a importância da defesa agropecuária.

Mais do que destacar ações técnicas, o mês busca aproximar o tema do cotidiano das pessoas, mostrando que o cuidado com a produção no campo impacta diretamente a qualidade de vida nas cidades.

Porque, no fim das contas, cuidar da saúde das plantas, dos animais e do ambiente é também cuidar da saúde de todos nós.

Visita histórica de embaixadores posiciona Itajaí no catálogo internacional da indústria de defesa

O Município de Itajaí sediou nesta quarta-feira (29), com sucesso, uma visita diplomática que consolida o município como um centro estratégico para a Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil. A data marca de forma simbólica a inclusão da cidade no catálogo internacional de produtos de Defesa do Ministério da Defesa (MD). Ao todo, 22 embaixadores e 17 autoridades de nível federal participaram das atividades ao longo do dia, bem como deputados, representantes do Governo do Estado de Santa Catarina e do Município de Itajaí.

A comitiva internacional desembarcou no Aeroporto de Navegantes por volta das 9h30 e seguiu diretamente para uma visita ao thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul (TKMS). O estaleiro de alta complexidade tecnológica faz de Itajaí o lar das Fragatas Classe Tamandaré, um projeto do Ministério da Defesa por meio da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) com investimento aproximado de R$ 13 bilhões. 

Em seguida, as autoridades participaram de um almoço protocolar na Marina Itajaí. Na oportunidade, o secretário da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod) do Ministério da Defesa, Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues realizou a entrega do catálogo de produtos de defesa do MD ao prefeito Robison Coelho. A inclusão de Itajaí no catálogo posiciona a cidade no mercado internacional da indústria de defesa e viabiliza a atração de novos investimentos, projetos e iniciativas. 

Ao avaliar este cenário de oportunidades econômicas e de expansão tecnológica, o prefeito Robison Coelho destaca o objetivo da gestão municipal: “Itajaí já é referência, mas queremos um protagonismo muito maior e é por isso que estamos fomentando as empresas locais para que possam fornecer às Forças Armadas".

Já o Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues reforçou que o MD reconhece em Santa Catarina e em Itajaí um grande polo da indústria de defesa. “O projeto das Fragatas Tamandaré é uma iniciativa extremamente vitoriosa e de extrema importância para o país, visto que a Marinha do Brasil utiliza destes meios para fazer a proteção do litoral brasileiro”, enfatizou o Tenente-Brigadeiro durante a cerimônia.

Ainda durante o evento, a Emgepron homenageou as alunas vencedoras do concurso de redação promovido pelo Município, Thaynara de Freitas Rosa (EB Aníbal César) e Ana Clara Smanioto (EB Padre Pedro Baron). Elas foram presenteadas pela Emgepron com maquetes da Fragata F200 e receberam também, do prefeito Robison Coelho e vice-prefeito Rubens Angioletti, medalhas exclusivas de Itajaí - Lar das Fragatas Classe Tamandaré. 

Para a administração municipal, a aproximação diplomática marca uma nova era de atuação política e estratégica da cidade. "Os embaixadores vieram a Itajaí, mas não a Itajaí como um ‘CEP’, e sim como um ator, um parceiro da nação brasileira para construção de um ideal de Defesa, um ideal de Tamandaré", relembrou o Dr. Jeancarlo Gorges, procurador do Município, fazendo referência ao herói da Marinha do Brasil que dá nome às fragatas produzidas na cidade.

Os impactos positivos da base industrial não se limitam à proteção territorial, refletem diretamente na prosperidade local e no aumento de renda da população. Ao avaliar os resultados do setor, o vice-prefeito Rubens Angioletti ressalta que “projetos como esse geram emprego, impulsionam a economia itajaiense e por isso devem ser incentivados. Não apenas quem fabrica as fragatas, mas também os fornecedores. Todos juntos para posicionar Itajaí onde ela verdadeiramente merece estar”.

Representando a comitiva internacional, o embaixador de Cabo Verde, José Pedro Máximo Chantre D’ Oliveira, pontuou a importância do projeto a nível global. “Chamamos estas embarcações de navios de guerra. Mas no contexto da América do Sul, estes navios são navios que levam a paz”, mencionou o embaixador. 

A bem-sucedida missão diplomática e comercial focada na Base Industrial de Defesa (BID) reuniu embaixadores e representantes oficiais de 22 países de diversos continentes. A lista de nações envolvidas na visita à cidade de Itajaí foi composta por:
Cabo Verde
Equador
Peru
Canadá
Turquia
Eslovênia
Vietnã
Eslováquia
Botsuana
Argentina
Argélia
Coreia do Sul
Guiana
Panamá
El Salvador
Tailândia
Uruguai
Bélgica
Malásia
México
Guatemala
Indonésia

Wilson Sons revoluciona logística offshore com entrega por drones na Baía de Guanabara

A Wilson Sons, operador de logística portuária e marítima com mais de 188 anos no mercado, realizará, de forma inédita, operações com drones para entrega e coleta de documentos a navios de apoio a plataformas de petróleo e gás (PSVs) e outros serviços, na Baía de Guanabara. A iniciativa, que começou no ano passado, no Porto de Salvador (BA), será novamente conduzida por meio de sua Agência Marítima. Desta vez, os testes estão sendo realizados com o apoio de sua Base de Apoio Offshore Rio  (RJ), desde o último dia 6 de abril. 

Os veículos aéreos e sistemas não tripulados são da empresa Speedbird Aero, especializada na operação de drones, que já contabiliza mais de mil voos no setor offshore em Singapura. Para realizar a operação, no Brasil, foram emitidas todas as autorizações e licenças necessárias pelas autoridades, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). O período de testes é para a chamada Prova de Conceito (Proof of Concept, em inglês) e a verificação de viabilidade técnica.

Rodrigo Lopes, gerente de Operações da agência marítima da Wilson Sons, a maior e mais experiente agência de navegação do Brasil, explica que “o uso de drones para entregas pela Wilson Sons é um marco no setor portuário e de logística, pois torna as operações ainda mais seguras e eficientes, contribuindo, por meio da inovação e da adoção de novas tecnologias, com a descarbonização da indústria de energia offshore e o desenvolvimento sustentável do Brasil”. 

Os drones proporcionam agilidade à operação, sempre com segurança, um valor inegociável da companhia, transportando, por exemplo, documentos leves (objetos com até cinco quilos). O tempo médio entre a Base Rio e as embarcações é calculado em até 9 minutos, em um trajeto de aproximadamente  oito quilômetros de voo. 

Para Edwardo Valverde, gerente-geral de Operações das Bases de Apoio Offshore da Wilson Sons, o início dos testes com drones na Base Rio aponta para uma tendência do segmento de energia no Brasil: “Essa tecnologia eleva a eficiência das operações offshore e contribui diretamente para metas de sustentabilidade, fortalecendo nossa atuação no apoio à redução de emissões de gases de efeito estufa de nossos parceiros”.

Sobre a Wilson Sons
Com mais de 188 anos no mercado e abrangência nacional, a Wilson Sons é operador de logística portuária e marítima. Referência no segmento, oferece soluções completas para mais de 5 mil clientes, incluindo armadores, importadores e exportadores, indústria de energia offshore, projetos de energia renovável, setor do agronegócio, além de diversos outros setores da economia. Saiba mais em: wilsonsons.com.br

Portonave é o primeiro terminal portuário de Santa Catarina a atingir a marca de 15 milhões de TEUs movimentados

A Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, celebra a marca de 15 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados desde o início de suas operações, em 2007, sendo o primeiro e único porto de SC a registrar esse marco. A conquista ocorreu durante a operação do navio Santa Catarina Express, do armador Hapag-Lloyd, com 3,5 mil movimentos realizados – 1.555 embarques e 2.031 desembarques – via linha Ipanema (Ásia). 

No último ano, foram movimentados 1,1 milhão de TEUs, com média de 114 movimentos por hora (MPH) – a maior entre os portos do Brasil – segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). No primeiro trimestre deste ano, foram movimentados 321 mil TEUs – um crescimento de 14% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Ao todo, durante 19 anos de operação até o fechamento deste primeiro trimestre, foram recebidas 10.158 escalas de navios.

Os números impressionam pois o Terminal Portuário executa obras de adequação em seu cais e opera com 450 metros de berço – enquanto a outra metade do cais segue em obras – com conclusão prevista para o segundo semestre deste ano. Além disso, neste ano, a empresa receberá novos equipamentos para a movimentação de contêineres. Os investimentos na obra e em equipamentos totalizam que R$ 2 bilhões. Esses aportes permitirão a operação de navios de até 400 metros de comprimento, com calado de até 17 metros, e ampliarão a capacidade anual para 2 milhões de TEUs.

Aliada à eficiência e aos novos investimentos, a Companhia mantém a segurança como prioridade estratégica em todas as suas operações. Esse compromisso se traduz em ações preventivas que fortalecem a gestão de riscos e consolidam uma cultura madura, na qual a prevenção e o cuidado com as pessoas estão integrados às decisões e à rotina operacional. Diariamente, os profissionais realizam os Diálogos Diários de Segurança (DDS). Entre janeiro de 2025 e março de 2026, foram realizados 14.017 diálogos. Os técnicos de segurança e as lideranças também fazem caminhadas de segurança pelas áreas, com o objetivo de reforçar boas práticas.

Líder nacional em satisfação e experiência do cliente
Segurança, eficiência e excelência orientam cada entrega dos serviços portuários da Companhia, compromisso reconhecido pelos clientes. Segundo o Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave ocupa a primeira colocação nos índices de Satisfação Espontânea (SSI) – com 94 pontos – e de Jornada do Cliente (CJI) – com 90 pontos – entre os terminais portuários do país. O estudo avaliou 13 terminais de contêineres do país, com ano-base 2025. A percepção dos clientes, como exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes, foi analisada a partir da experiência nos principais pontos de contato.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. A Portonave é um dos maiores terminais portuários do país na movimentação de contêineres cheios de longo curso e é líder nacional em produtividade de navios, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), com média de 114 movimentos por hora (MPH) em 2025. Atualmente, gera cerca de 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Economia & Negócios: Festa nacional da maçã

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Escolas cívico-militares

As seis escolas com modelo cívico-militar seguem em funcionamento em Brusque por meio de programa da rede municipal de ensino. A iniciativa é aplicada em unidades selecionadas e reúne organização disciplinar, atividades cívicas e ações pedagógicas. Atualmente, as seis escolas somam mais de 3 mil alunos atendidos pelo programa. Segundo a prefeitura, a proposta busca elevar indicadores educacionais e reforçar valores como disciplina, respeito, responsabilidade e trabalho em equipe. Entre as ações previstas estão a execução semanal do Hino Nacional e do Hino à Bandeira, atividades de cooperação e autocontrole, além do Projeto Valores, integrado ao projeto pedagógico das escolas.

 Grande sensação

A mídia esportiva nacional está abrindo os olhos para o que alguns já dizem ser a grande sensação do futebol brasileiro no momento, o Barra, de Balneário Camboriú. Fundado em 2013. Na pandemia, o time foi assumido pelo grupo alemão Hobra, propriedade do bilionário Dietmar Hopp, acionista e investidor do Hoffenheim , que joga a Fundesliga. Do negócio também participou a empresa alemã Rogon, que gere a carreira dos brasileiros Roberto Firmino e Joelinton, dentre outros, transformando o Barra em um clube empresa. Em 2021 foi campeão da Série B catarinense, subindo para a elite. Dois anos depois conquistou vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. Em 2025 levantou o título de campeão catarinense. Desde a chegada dos alemães o grande foco do Barra passou a ser a formação de atletas, com certificado do clube formador concedido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com consequência no time que enfrentou o Corinthinas, por exemplo, com 30% dos seus jogadores revelados nas categorias de base.

Carros voadores

A possibilidade de transportar órgãos para transplante em poucos minutos dentro de metrópoles, ajudou a acelerar um debate que pode derivar na integração entre os espaços das cidades e os carros voadores, literalmente, como são chamados os veículos elétricos de pouso e decolagem vertical (evtols), na sigla em inglês. No campo legislativo, o Senado discute a criação de um marco regulatório para a chamada mobilidade aérea avançada e já tem até um projeto, aprovado em setembro na Comissão de Assuntos Econômicos, que propõe inserir o uso de evtols na legislação e permitir a criação de corredores aéreos específicos para estas aeronaves.

Pix feito, golpe completo

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem reforçado alertas por todo o país sobre o golpe do Falso Advogado. A ação consiste em golpistas que se passam por advogados por meio de mensagens, geralmente via WhatsApp. Eles entram em contato com pessoas alegando que um processo em nome delas foi finalizado e que, para receber o valor devido, é necessário realizar um pagamento via Pix para liberação. Esses pagamentos vão diretamente aos criminosos. Os golpistas acessam sistemas públicos de gerenciamento de processos judiciais, e conseguem saber informações reais das ações judiciais, usando-as para dar mais credibilidade aos relatos falsos apresentados às vítimas. Além disso, chegam a se apropriar da imagem de advogados e juízes através das redes sociais, ponto que utilizam para trazer ainda mais credibilidade. Uma noção de que quem mais é vítima dos golpes são os idosos, mas isso não é verdade. Não existe um perfil adequado para o golpe, sejam pessoas instruídas, jovens, de altas classes. Pessoas de diferentes perfis acabam sendo enganadas porque, no momento do contato, podem estar distraídas e acabam caindo por falta de atenção. 

Educação relaxada

Muitas prefeituras de SC gabam-se de investimentos em educação, mas apenas na construção de escolas, quadras, no seu conforto (ar-condicionado, por exemplo) e segurança, dentre outros, mas pouco na qualificação dos professores. O Tribubal de Contas do Estado está de olho nisso e alertando várias delas, como a de Capivari de Baixo, onde seu quadro de pessoal do magistério municipal é composto por apenas 30% de efetivos e o resto por temporários, que deveria ser uma exceção no ordenamento jurídico e admitida para atender a necessidade de excepcional interesse público, devidamente justificada. Virou regra, lamentavelmente.

Modelo catarinense

O Conselho Nacional de Justiça está enviando para SC uma comitiva em visita técnica para conhecer como funcionam os grupos reflexivos destinados a homens autores de violência doméstica, tidos como um modelo que pode subsidiar a elaboração de diretrizes nacionais. Nesses grupos, com participantes encaminhados pelo Juizado de Violência Doméstica, eles são estimulados a repensar comportamentos e atitudes em encontros conduzidos por profissionais capacitados.

Motociclistas mortos

A Vigilância Epidemiológica do Estado está fazendo uma pesquisa junto aos motociclistas de SC para tentar compreender os hábitos de condução, dificuldades enfrentadas no trânsito, a percepção de risco e os fatores associados à ocorrências de acidentes envolvendo-os. Com os resultados se pretende planejar ações de prevenção. Em 2024, mais de 530 condutores de motocicletas morreram em ruas e rodovias catarinenses. Entre 2020 e 2024, a taxa de mortalidade desses condutores aumentou 23,6%. Além disso, no mesmo ano, foram registradas 4.351 internações de conduores e passageiros de motos. O número elevado dessas ocorrências resulta em custos significativos em diversas áreas, especialmente na saúde, infraestrutura, economia e esfera jurídica.

Contra SC

O conhecido jornalista, palestrante e apresentador Raimundo Martins se junta e se solidariza com a indignação no que parece ser uma campanha contra SC. Diz que apesar de a Folha de São Paulo ter removido uma infame manifestação preconceituosa de um leitor, dizendo claramente que todos nós temos DNA fascista e nazista, após denúncia, o estrago já está feito, já que lida por milhares de pessoas e que, evidentemente, contribuiu para o estigma. Para contrapor essas manifestações preconceituosas, incluiu nelas um tópico sobre as características socioeconômicas de SC, mostrando uma realidade que contraria esse preconceito: somos o estado mais cooperativista do Brasil, temos uma estrutura fundiária baseada na pequena propriedade e a soma das micro, pequenas e médias empresas alcançam 99% dos CNPJs. Diz mais: o povo catarinense é o que menos depende da ajuda do governo e que se ele não atrapalhar, já é uma grande ajuda.

Aposta no tênis

Mentor e técnico de Guga Kuerten, o treinador Larry Passos deu entrevista dizendo que o jovem tenista brasileiro João Fonseca já está, tecnicamente, no nível do italiano Sinner e do espanhol Alcaraz. Aos 68 anos e vivendo com a família nos Estados Unidos, Larry faz lá o que fazia aqui em SC com extrema paixão, treina jovens aspirantes que sonham um dia chegar à elite do esporte, como fez com Guga.

Má-fé e ousadia

O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC) aplicou multa por litigância de má fé à autora de um processo após identificar que o recurso apresentado por sua defesa citava decisões inexistentes, inclusive do Tribunal Superior do Trabalho, alterava o conteúdo da CLT e incluía pedido que não constava na ação original.

Vicaricídio

Um julgamento na comarca de Ponte Serrada foi o primeiro em SC sob a égide da lei federal 5.384 de 9 de abril passado, que estabelece como crime a prática de violência vicária, passando a se chamar vicaricídio. A legislação determina que está sujeito a pena de reclusão de 20 a 40 anos quem “matar descendentes, ascendentes, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar-lhe sofrimento, punição ou controle, no contexto de violência doméstica e familiar”.

Futuro do Centrosul

Maior centro de eventos de Florianópolis e em melhor localização, no Centro da cidade, o Centrosul passa por um período de incerteza porque não renovou a concessão e não definiu esse aspecto legal ainda. O alerta foi feito pelo diretor do centro de eventos que também representa a atual concessionária. O consórcio Magno Martins Engenharia e Etecol Construção. A atual concessão vai até este ano e, em função disso, falta uma solução jurídica clara para garantir a agenda de eventos de 2027. Ainda em 2025 a concessionária cobrou do poder público municipal uma definição, mas não houve decisão.

Contagem regressiva

Empresas e consumidores estão em contagem regressiva para a entrada em vigor do acordo Mercosul e União Europeia, que começa dia 1º sexta-feira. Em Santa Catarina, tanto exportadores quanto importadores se mobilizam para ampliar negócios com o mercado europeu, que cresceu 10,7% nas vendas externas estaduais de 2025 e ficou em segundo lugar em faturamento no ano. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de SC (Fiesc) destaca que é preciso atenção sobre as oportunidades, novas taxas e regras a serem seguidas.

Missão à Espanha

Um grupo de empresários catarinenses, liderados pelo presidente da Fiesc, participa de missão empresarial Espanha visando ampliar negócios, já aproveitando o novo contexto do acordo Mercosul e União Europeia. O primeiro vice-presidente da Fiesc também participa da viagem que inclui uma série de encontros com lideranças do país europeu. A Espanha é importante porque ela tem porta de acesso para a Europa e para a África. A perspectiva para o setor é bastante positiva, com interesse em investimentos em setores chave como manufatura, agroindústria, energia e tecnologia. O Encontro de Negócios Espanha x SC – Aliança Estratégica reúne instituições e empresas multissetoriais com foco no setor de máquinas e equipamentos e em atividades realizadas em Madri e em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, informa o presidente da Fiesc.

Bons motoristas

Motoristas que não cometeram infrações de trânsito nos últimos anos podem garantir um desconto significativo no IPVA de 2026. Como a gestão do tributo é de responsabilidade de cada Estado, as regras percentuais de desconto e os critérios para elegibilidade variam. No Rio Grande do Sul, pioneiro no programa, é progressivo e vai de 5% para quem não teve infrações desde 1º de novembro de 2024 a 15% para quem não cometeu infrações desde 1º de novembro de 2022. Em SC há um projeto para desconto do “bom motorista”. Sugere 5% para aqueles que não cometeram infrações de trânsito nos últimos 12 meses. O benefício pode ser acumulado, como o de pagamento antecipado. Se passar, só entra em vigor em 2027.

Inclusão via IR

Projeto de lei propõe isenção no Imposto de Renda, sobre gastos, não são reduzidos, com crianças e adolescentes com deficiência. O governo já sinalizou sua contrariedade por gerar despesa fiscal sem indicar de onde tirar a compensação.

CPMI do INSS

Inconformado com o fim da CPMI do INSS, o senador Amin está buscando apoio de seus pares para o projeto de sua autoria que permite aos investigados ou parlamentares invocarem a exceção da verdade em casos que envolvam crimes contra a honra ou imputação de conduta ilícita, desde que relacionada ao objeto da investigação. Cada incidente de exceção da verdade seria incluído em anexo ao relatório final da comissão, independentemente de deliberação do colegiado. O projeto tramita atualmente na Comissão de Constituição e Justiça, com parecer favorável do senador Sérgio Moro.

Colheita arriscada

Para obter o pinhão extrativistas na Serra Catarinense correm riscos subindo em árvores, com mais de 20 metros de altura. Ocorrências com ferimentos e até mortes são frequentes durante a safra no Estado, que este ano deve ser até 30% menor que a de 2025.

Festa nacional da maçã

A cidade de São Joaquim, na Serra Catarinense, se prepara para receber visitantes de todo o país na 25ª Festa Nacional da Maçã 2026, que ocorre entre os dias 7 e 10 de maio, no Parque Nacional da Maçã e do Vinho. O evento promete movimentar o município com uma programação diversificada que combina música boa, cultura, gastronomia, turismo e entretenimento. Reconhecida como um dos principais polos de produção de maçã do país e destaque nos vinhos de altitude, São Joaquim ganha ainda mais vida durante a festa. Ao longo de quatro dias, moradores e turistas podem aproveitar shows nacionais, apresentações culturais e uma ampla oferta gastronômica. Além de celebrar a época da colheita da maça, que é o principal símbolo econômico do município, o evento reforça a identidade da região e impulsiona o turismo na Serra Catarinense.

Na berlinda

O balneário Jurerê Internacional, no Norte da Ilha de SC, que teve um dos verões mais calmos dos últimos tempos, sem mais excentricidades de milionários ou daqueles que pensam ser, em suas casas noturnas, volta à berlinda. Recentemente foi desmontado um laboratório de produção de cocaína “made em SC”, comandado por um russo. Recentemente o alvo foi um grupo especializado em fraudes imobiliários de alto padrão. Com documentos falsificados, vendeu cinco terrenos de luxo no local, com prejuízo de R$ 12 milhões aos compradores enganados.

Desatenção

O Ministério do Turismo informa, um tanto desolado, que às vésperas do prazo final de adoção da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital, por meios de hospedagem de todo o Brasil, obrigatório desde dia 20 deste mês de abril, mais de 80% dos empreendimentos formais de SC (mais de 1.180) ainda precisam se adaptar ao sistema.

Pimenta neles

Pela mais nova lei estadual, a 19.804, sancionada dia 14, o governo estadual está autorizado a fornecer gratuitamente spray de extratos vegetais, popularmente conhecido como spray de pimenta, destinado à proteção pessoal de mulheres vítimas de violência ou de tentativa de feminicídio. O fornecimento será realizado após o registro de ocorrência policial e a comprovação da medida protetiva deferida pelo juízo competente, cabendo à vítima apresentar documento oficial que comprove o deferimento da medida judicial em seu favor.

 

Copa do Mundo de 2026 acelera contratações temporárias e reforça polos logísticos no país

A Copa do Mundo de 2026 já produz efeitos concretos sobre o mercado de trabalho brasileiro, mesmo sendo realizada fora do país. Em meio a um cenário de crescimento moderado, o evento tem impulsionado a abertura de vagas temporárias, sobretudo nos setores de logística e varejo.

O mercado de trabalho temporário no Brasil iniciou 2026 com forte tração e, segundo a ASSERTTEM, a previsão é de mais de 600 mil vagas temporárias no primeiro semestre, sendo entre 150 mil e 200 mil diretamente associadas ao chamado “efeito Copa”, especialmente em cadeias como eletroeletrônicos, bebidas e eventos.

Levantamento da Mendes Talent aponta que, desde o início de 2026, foram 1.485 vagas trabalhadas na área de logística, com foco em operações ligadas à Copa. Apenas na semana atual, já foram abertas 404 novas posições, e a projeção é de mais 2.800 a 4.000 vagas adicionais até o início do torneio, concentradas principalmente em atividades operacionais.

Diferentemente de edições anteriores, o pico de contratações ocorreu entre março e abril deste ano, em um movimento de antecipação para viabilizar o treinamento de equipes em tecnologias de atendimento e automação.

 Centros de distribuição 
A maior parte das oportunidades está em regiões com forte presença de centros de distribuição. O polo de Extrema (MG), Cajamar e Jundiaí (SP), além de cidades do entorno, como Vargem, Itapeva, Piracaia, Atibaia e Bragança Paulista, têm se destacado como eixos de expansão das contratações temporárias, refletindo o avanço da logística no Sudeste. No varejo, por sua vez, as admissões se concentram principalmente nas grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo Renato Mendes, CEO da empresa, a demanda é puxada pela necessidade de reforçar estoques e garantir eficiência operacional. “Há um aumento consistente na busca por profissionais temporários, principalmente em logística, que hoje é um dos pilares para sustentar o consumo durante a Copa”, afirma.

O movimento também evidencia a descentralização das oportunidades, com avanço para cidades de médio porte, ainda que Sudeste e Sul concentrem mais de 60% das vagas abertas no início do ano, consolidando sua posição como principais eixos de geração de trabalho temporário.

Consumo impulsiona contratações e reforça papel do temporário
Pesquisa da Data-Makers, realizada com mil brasileiros, indica que 95% dos fãs de esporte pretendem assistir à Copa, e oito em cada dez devem acompanhar o torneio com intensidade igual ou superior à edição anterior.
O estudo também mostra que 71% dos consumidores afirmam consumir mais produtos e serviços durante a Copa, com destaque para alimentos, bebidas e vestuário. Esse comportamento pressiona a cadeia produtiva e amplia a necessidade de reforço operacional em áreas como estoque, transporte e atendimento.

Para Renato Mendes, o ciclo de 2026 reforça uma mudança estrutural no mercado de trabalho. “O temporário deixou de ser apenas uma solução emergencial e passou a integrar a estratégia das empresas, com mais planejamento e uso de dados”, diz. O cenário também expõe desafios na contratação. Há dificuldade de preenchimento de vagas operacionais, especialmente em logística, diante da maior complexidade das operações e da disputa por profissionais. Soma-se a isso o desafio de retenção nesses projetos.
Embora o Brasil não seja sede do torneio, o impacto indireto da Copa sobre o consumo interno e a atividade econômica tem se mostrado relevante.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo indicam que o setor de comércio e serviços responde por mais de 40% do PIB nacional, ampliando o efeito multiplicador de eventos de grande apelo popular. Além disso, parte das vagas abertas neste ciclo reflete a antecipação de demandas típicas do fim do ano, puxadas para o primeiro semestre pelo calendário da Copa.

Nesse contexto, a Copa de 2026 se consolida como vetor de dinamização do emprego, especialmente temporário, ao mesmo tempo em que acelera tendências como a interiorização das vagas e a profissionalização da gestão de mão de obra.

 Sobre a Mendes Talent 
Com mais de duas décadas de atuação no mercado brasileiro de recrutamento e seleção, a Mendes Talent se posiciona como parceira estratégica de empresas com operações de alta demanda e criticidade.

A consultoria atua estruturando processos completos de atração, seleção e gestão de profissionais, com foco em agilidade, escala e segurança jurídica — especialmente em segmentos como logística, indústria e varejo, onde a continuidade operacional é um fator essencial para o negócio.

Com matriz em São Paulo (região da Berrini) e unidades em Extrema/MG,  Jundiaí/SP e Rio de Janeiro/RJ, a Mendes Talent possui atuação nacional, apoiando empresas em diferentes regiões do país com operações estruturadas e equipes dedicadas.

Por meio de uma abordagem personalizada e orientada a resultados, a empresa contribui para a redução do tempo de contratação, aumento da assertividade e otimização de custos, conectando talentos às necessidades reais das organizações e apoiando o crescimento sustentável de seus clientes.

REFIS de Itapema segue com adesão aberta até 31 de julho

O Programa de Recuperação Fiscal de Itapema (REFIS) está com adesão aberta até 31 de julho, com possibilidade de até 100% de desconto em juros e multas. Instituído pela Lei nº 4.845/2025, o programa permite a negociação de débitos tributários e não tributários vencidos até 31 de dezembro de 2025, incluindo aqueles já ajuizados, protestados ou parcelados.

A adesão pode ser feita presencialmente no Paço Municipal, na Secretaria de Finanças, ou, em casos de débitos ajuizados, na Procuradoria-Geral do Município. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, na Avenida Nereu Ramos, nº 134. O pagamento da parcela única ou da primeira parcela deve ser realizado em até 10 dias após a formalização da adesão.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Finanças, em conjunto com a Procuradoria-Geral do Município e a FAACI.

Benefícios:
- 100% de desconto em juros e multas para pagamento à vista
- 70% de desconto para parcelamento em até 12 vezes
- 50% de desconto para parcelamento em até 24 vezes

Para débitos de maior valor, pessoas jurídicas com dívidas a partir de R$ 50 mil e pessoas físicas com débitos a partir de R$ 15 mil podem obter 100% de desconto em juros e multas, com parcelamento em até seis vezes.

Microempresas, MEIs e Empresas de Pequeno Porte também têm condições diferenciadas, com desconto de até 100% em até seis parcelas, além de opções com 70% e 50% de abatimento em prazos maiores.

O valor mínimo das parcelas é de 20 UFRMs (R$ 106,40) para pessoa física e 50 UFRMs (R$ 266,60) para pessoa jurídica.

Não podem aderir ao programa débitos relacionados à Outorga Onerosa e Regularização de Obras da construção civil. Em casos com discussão administrativa ou judicial, é necessário desistir previamente das ações.

IR 2026: como deduzir gastos com educação, saúde e previdência privada

Na declaração do Imposto de Renda, dois campos merecem atenção: são os de gastos com educação e o de gastos com saúde. Lançar todos os comprovantes pode reduzir consideravelmente o valor do imposto a pagar, mas as regras são bem diferentes para essas despesas.
Educação
Na educação, por exemplo, o benefício vale para você, seus dependentes e também para alimentandos, no caso de quem paga pensão judicial. No entanto, não é qualquer curso que entra na lista.

>> Quais despesas têm dedução:

Educação infantil
Ensino fundamental e médio
Educação superior (graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado)
Educação profissional (cursos técnicos e tecnólogos)

>> O que não tem dedução:

Cursos extracurriculares (idiomas, música, dança, esporte, cursinho preparatório)
Material escola
Aulas de reforço
O contribuinte precisa também respeitar o teto anual, que é de R$ 3.561,50 por pessoa.

Saúde

Diferentemente da educação, os gastos com saúde não possuem limite de dedução.

Despesas médicas ou de hospital

Gastos com consultas e tratamentos particulares com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais
Despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos, próteses ortopédicas e dentárias.
Pagamentos de plano de saúde ou com administradora de benefícios (que cobrem despesas ou assegurem o direito ao atendimento) 
No entanto, gastos com farmácia, acompanhantes em hospitais ou procedimentos estéticos não dão direito ao desconto.

Para não ter problemas com a fiscalização e evitar a malha fina guarde todos os recibos e notas fiscais por, pelo menos, 5 anos e certifique-se de que o CPF ou CNPJ de quem prestou o serviço está correto. 

Isenção para quem ganha R$ 5 mil vale para a declaração do IR 2026?

Para quem não sabe, desde o início do ano, pessoas que recebem menos de R$ 5 mil mensais não estão mais sujeitas a pagar o Imposto de Renda. Além disso, há um desconto progressivo para quem recebe um salário de até R$ 7.350.

O efeito prático causou uma dúvida: e para a declaração do Imposto de Renda? O desconto vale? A resposta é: ainda não. 

Apesar de o benefício já estar valendo na folha de pagamento, quem declara o Imposto de Renda agora precisa ter atenção: a isenção não vale para a declaração deste ano.

E o motivo é simples: contribuintes obrigados a prestar contas com o Fisco estão tratando do exercício do ano calendário de 2025. 

A declaração que você entrega no ano de 2026 não reflete o presente. Ela é uma prestação de contas do passado, tudo o que você recebeu ao longo do ano de 2025. A nova isenção de R$ 5 mil existe, sim. Mas ela só passou a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026", explica o professor de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Linhares. 

"Isso decorre de um princípio básico do direito tributário chamado de anterioridade, em que uma lei que cria ou amplia benefício fiscal não pode retroagir para alcançar fatos já ocorridos. A boa notícia é que esse olhar para trás será diferente no ano de 2027. Na declaração do próximo ano, referente a tudo que você recebeu ao longo de 2026, a nova faixa estará plenamente incorporada. É lá que a reforma do IR aparece completa para a maioria dos contribuintes, diz.

Vale apontar que é possível que mesmo quem ganhe menos de R$ 5 mil tenha que declarar no ano que vem, segunda a professora de Ciências Contábeis da Unime, Ahiram Cardoso. 

Há uma confusão referente a esse recebimento de até R$ 5 mil em 2026. Ele está dispensado a pagar o Imposto de Renda, mas não necessariamente dispensado a declarar em 2027, porque tem que estar observando o limite de obrigatoriedade do recebimento de rendimentos tributáveis no ano. Então, a gente vai ter que observar esse limite da obrigatoriedade, aponta. 

Neste ano, está isento de declarar o Imposto de Renda quem recebeu em média até R$ 2.428,80 no ano passado e não se encaixa em outros critérios que obrigue a declarar. 

É bom lembrar que há, ainda, um desconto simplificado mensal de R$ 607,20. Isso faz com que na prática, quem receba até R$ 3.036 esteja isento de pagar o Imposto de Renda.

Plataforma cruza dados para rastrear cadeias de commodities

Começa a funcionar nesta segunda-feira (27) a plataforma digital do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que reúne e cruza dados socioambientais de diversas fontes, com recorte municipal e estadual, permitindo identificar impactos locais associados à produção de commodities.
A Plataforma Socioambiental é uma iniciativa que busca viabilizar a rastreabilidade das cadeias de commodities, especialmente em relação ao que prevê o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Esse regulamento proíbe a importação, no bloco europeu, de produtos oriundos de áreas desmatadas. A expectativa é de que o EUDR passe a ter maior impacto nos próximos anos, diante da aproximação comercial entre Mercosul e a União Europeia.

As cadeias de produtos acompanhados pela plataforma são as de soja, café, cacau, palma, borracha e produtos de origem bovina.

Segundo o instituto, a ferramenta ajudará, por exemplo, empresas voltadas às demandas por consumo consciente, nas quais os consumidores dão preferência a produtos que não prejudiquem comunidades locais ou o meio ambiente.

A plataforma, explica o ISPN, pode ser usada por empresas estrangeiras, governos locais, empresários e pelo poder público, contribuindo para a transparência no campo, o estímulo ao consumo consciente e a formulação de políticas públicas mais eficientes.

Disponível no site do instituto, a ferramenta é baseada em bancos de dados de 15 entidades nacionais e estrangeiras das áreas de direitos humanos, meio ambiente e sociedade civil.

As informações abrangem o período a partir de 2002 e poderão ser atualizadas anualmente, segundo o ISPN. Há também a expectativa de incorporação gradual de novas bases de dados.

Cruzamento de dados
Os cruzamentos permitem análises específicas sobre disputas por água e terra, bem como sobre ocorrências de trabalho escravo, violência, contaminação ambiental e uso de recursos hídricos.

A base de conflitos sociais é fornecida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Segundo o instituto, análises preliminares mostram que poucos municípios brasileiros não registram conflitos, e que violações de direitos humanos ocorrem em praticamente todo o país.

Os cruzamentos de dados indicam, ainda, que desmatamento e produção de commodities frequentemente caminham juntos, associados a conflitos por terra, água e diferentes formas de violência.

Mostra também que, em áreas com mineração, é comum a ocorrência de conflitos por água.

A ferramenta possibilita também identificar alguns tipos de irregularidades fundiárias, como a chamada grilagem verde, quando áreas conservadas ocupadas por comunidades tradicionais são declaradas como reserva legal de grandes propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é declaratório.

A ferramenta será apresentada no dia 28 de abril a representantes das embaixadas de França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca, em encontro presencial. Outros países participarão de forma remota.

Dia do Jovem Trabalhador: programas Ensino Técnico Gratuito e Universidade Gratuita contribuem na formação e empregabilidade de jovens em SC
Foto: Marco Favero / Arquivo / SecomGOVSC
 
Neste Dia Internacional do Jovem Trabalhador, 24 de abril, o Governo de Santa Catarina reforça seu compromisso com a formação e a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Por meio dos programas Ensino Técnico Gratuito, Universidade Gratuita e Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense (Fumdesc), a Secretaria de Estado da Educação (SED) promove políticas públicas que ampliam o acesso à educação e incentivam a qualificação profissional de jovens em todo o estado.
 
“Estamos investindo no presente e no futuro de Santa Catarina. Ao garantir que nossos jovens tenham acesso à educação de qualidade e oportunidades reais de qualificação, fortalecemos a economia do nosso estado e promovemos transformação social em todas as regiões catarinenses”, destaca o governador Jorginho Mello.
 
Um dos destaques é o programa Ensino Técnico Gratuito, que tem ampliado significativamente o acesso à formação profissional ainda durante o ensino médio. Hoje, são mais de 37 mil matrículas em cursos técnicos em todo o estado, considerando a rede estadual e as parcerias firmadas pela SED.
 
Os cursos são ofertados nas modalidades integrada, concomitante e subsequente, em Centros de Educação Profissional (CEDUPs) e escolas da rede estadual. A proposta é alinhar a formação dos estudantes às demandas do mercado de trabalho, aumentando as oportunidades de empregabilidade e continuidade dos estudos.
 
Ao todo, serão abertas 50 mil novas vagas em cursos técnicos gratuitos até o fim de 2026, sendo 35 mil por meio de parcerias e 15 mil diretamente na rede estadual. A expansão reforça o compromisso do Governo do Estado com a inclusão, a qualificação e a geração de oportunidades para a juventude catarinense.
 
“O que vemos é uma geração que está se preparando, se qualificando e aproveitando as oportunidades que o Estado está oferecendo. Esses programas, idealizados pelo governador Jorginho Mello, garantem não apenas acesso à educação, mas também condições reais de permanência e desenvolvimento profissional”, ressalta a secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta.
 
Universidade Gratuita
Outro eixo fundamental é o programa Universidade Gratuita, que garante acesso e permanência no ensino superior para estudantes que não teriam condições de arcar com a graduação. Para isso, o Governo de Santa Catarina arca com 100% da mensalidade, possibilitando que estudantes carentes façam o curso que sempre sonharam.
 
Para estudantes de universidades privadas, o Estado disponibiliza o Fumdesc, em que o aluno beneficiado recebe um valor percentual, que varia de acordo com a condição de carência do aluno, para auxiliar no pagamento das mensalidades até o final da graduação.
 
São mais de 67 mil alunos de instituições comunitárias beneficiados. A relevância das duas iniciativas do Governo de Santa Catarina pode ser ainda mais destacada pelos números: do total de beneficiados, 82% cursaram o ensino médio em escolas públicas estaduais e 85% conciliam estudo e trabalho, evidenciando o esforço e a dedicação dos jovens na construção de um futuro melhor.
 
Em contrapartida ao investimento público, os profissionais formados prestam serviços à sociedade, atuando em suas áreas de formação e contribuindo diretamente para o desenvolvimento regional do estado. Atualmente, quase 4 mil profissionais formados estão aptos a prestar suas contrapartidas pelo programa Transforma SC, inserido no movimento Educação Levada a Sério. A iniciativa amplia o alcance das políticas públicas e gera impactos positivos nas comunidades atendidas.
 
“Os programas do Governo de Santa Catarina são hoje uma referência no país quando falamos em acesso, permanência e qualidade na educação. Estamos criando um ciclo virtuoso, em que o jovem se qualifica, ingressa no mercado de trabalho e contribui diretamente para o desenvolvimento do nosso estado. É assim que seguiremos transformando vidas e fortalecendo Santa Catarina”, completa a secretária.
Obras de ampliação da rede de gás natural avançam em Itajaí

A segunda etapa da ampliação da rede de gás natural em Itajaí avança com a implantação de novas frentes de trabalho em diferentes regiões da cidade. A iniciativa integra um projeto estrutural que prevê a instalação de 28 quilômetros na rede de gás, com investimento total de R$12 milhões. O investimento da empresa estatal reforça o potencial econômico e produtivo de Itajaí na instalação e oferta de nova matriz energética.

Nesta fase, cerca de 11 quilômetros de tubulação estão sendo instalados em importantes vias, como as ruas Brusque, José Gall, Indaial, Heitor Liberato, Gaspar, Carolina Vailatti, Duque de Caxias e Tijucas. Os serviços utilizam métodos construtivos que priorizam agilidade e menor impacto no cotidiano da população, com ocupações parciais da pista de rolamento.

A próxima etapa do projeto já está prevista e deve ampliar ainda mais a cobertura da rede até 2027. Motoristas que trafegam pelas regiões em obras devem manter atenção redobrada à sinalização e às equipes em atuação. As obras seguem planejamento conjunto entre a concessionária responsável e o Município, com acompanhamento da Coordenadoria de Trânsito (Codetran).

A ampliação da rede de gás natural fortalece a infraestrutura urbana de Itajaí, ampliando o acesso ao serviço para residências e estabelecimentos comerciais, além de contribuir para a eficiência energética e o desenvolvimento sustentável do município.

Praça Arno Bauer recebe Feira de Economia Criativa nesta sexta (24) e sábado (25)

Oficinas gratuitas, palestras e produtos artesanais únicos são algumas das atrações da Feira de Economia Criativa e Solidária de Itajaí, marcada para esta sexta-feira (24) e sábado (25) na Praça Arno Bauer e na Casa da Cultura Dide Brandão, no Centro. A programação ocorre das 9h às 19h em ambas as datas e reúne expositores de diferentes segmentos, além de atividades gratuitas abertas ao público.

O evento integra a programação da primeira Semana da Economia Criativa e Solidária no município, promovida pela Associação de Micro e Pequenas Empresas de Itajaí (AMPE) com apoio do Município de Itajaí por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Fundação Cultural. O evento é realizado também em parceria com entidades como o Sebrae e a Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais de SC (Fampesc).

“Teremos mais de 50 atividades gratuitas, com oficinas, palestras, produtos locais, além de food trucks e apresentações ao vivo. É um espaço para apoiar a economia criativa e solidária de Itajaí”, destaca a vice-presidente da AMPE, Julya Fernandes Kronbauer. Julya ressalta que a feira terá uma programação diversificada para todos os públicos.

Já a presidente da AMPE, Renata Garcia, reforça que esta é a primeira edição do evento em Itajaí. “Estamos organizando a primeira feira de economia criativa e solidária da cidade, que já começa com cerca de 35 a 40 expositores. É importante lembrar que teremos roda de capoeira e apresentações culturais imperdíveis”, afirma.

A feira também prevê espaços de exposição e comercialização de produtos autorais, além de atividades voltadas à qualificação e à troca de conhecimento entre os participantes. O evento é aberto ao público e tem o objetivo de promover a economia criativa e construir uma comunidade de líderes criativos, educadores, empreendedores, investidores, criadores de conteúdo, pesquisadores e outros agentes.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Bonfanti, explica que a feira é realizada no âmbito do Dia Mundial da Criatividade e Inovação, celebrado em 21 de abril. “A economia criativa tem se consolidado como um vetor de desenvolvimento, com geração de renda e oportunidades, especialmente para pequenos negócios e empreendedores locais.”, detalha o secretário.

Mercado imobiliário de Itapema prevê valorização em torno de 10% e Porto Belo segue entre os primeiros da país em vendas

Itapema mantém-se na segunda posição no ranking nacional de preço por metro quadrado, segundo o índice FipeZap de março de 2026. Com valor médio de R$ 15.073, o município aparece logo atrás de Balneário Camboriú, que registra R$ 15.146 por m². A diferença mínima entre as duas cidades alimenta a expectativa do mercado imobiliário de uma inversão no curto prazo, impulsionada por uma nova onda de valorização.

Entre os fatores que sustentam essa projeção está a construção da roda-gigante It!Wheel, prevista para ser inaugurada no segundo semestre deste ano, no bairro Meia Praia. Com investimento de R$ 50 milhões, o equipamento turístico deve ir além do impacto no fluxo de visitantes, refletindo diretamente na valorização imobiliária de uma região que já acumula forte crescimento.
“Trata-se de um projeto que direciona o posicionamento urbano da cidade. Empreendimentos como a It!Wheel tendem a ampliar a demanda e pressionar os preços para cima”, avalia o diretor comercial da CRI Itapema, Jesiel Bento.

A estimativa do mercado é de uma valorização adicional em torno de 10% nos próximos meses. Caso esse movimento se confirme, o valor do metro quadrado pode ultrapassar R$ 16,5 mil, colocando Itapema à frente de Balneário Camboriú no ranking nacional.

O cenário regional reforça essa dinâmica. Porto Belo, município vizinho com cerca de 30 mil habitantes, registrou no último ano a comercialização de imóveis que somaram um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 3,8 bilhões, superando os R$ 2,4 bilhões de Balneário Camboriú no mesmo período, segundo levantamento da plataforma DWV.

O estudo aponta ainda que a concentração de vendas em 2025 ficou restrita a cinco municípios brasileiros, responsáveis, juntos, por R$ 14,6 bilhões em negócios. Itapema lidera o ranking com R$ 4,1 bilhões, seguida por Porto Belo (R$ 3,8 bilhões), Balneário Camboriú (R$ 2,4 bilhões), Itajaí (R$ 2,2 bilhões) e Curitiba (PR), com R$ 2 bilhões.

Para Jesiel Bento, o desempenho de Porto Belo reflete um conjunto de fatores estruturais. “O município vem recebendo investimentos públicos e privados relevantes, aliados a bons indicadores sociais, o que sustenta esse ritmo de crescimento e atratividade”, pontua.

É nesse ambiente de aquecimento que o Grupo CRI Soluções Imobiliárias realiza a primeira edição do CRI Day, ação comercial voltada à venda de imóveis prontos em Itapema e Porto Belo. A expectativa é movimentar cerca de R$ 25 milhões em VGV, com a negociação de aproximadamente 30 unidades.

O portfólio reúne apartamentos prontos para uso, incluindo opções frente mar, quadra mar e em localizações estratégicas, com valores entre R$ 950 mil e R$ 5 milhões. O foco está em compradores com objetivo de uso, seja para moradia ou segunda residência, especialmente de olho na temporada de verão, com destaque para clientes da região e dos estados do Sul do país.
O formato do CRI Day, ainda pouco explorado no setor, nasceu a partir da percepção de que muitos negócios deixam de se concretizar por entraves pontuais. “A proposta é justamente destravar essas decisões, ajustando condições e criando oportunidades para que o fechamento ocorra no momento certo”, explica o executivo.

O evento será realizado nos dias 1º e 2 de maio, na unidade da CRI em Itapema, localizada na Rua 302, nº 103, bairro Castelo Branco. Além do atendimento presencial, haverá suporte via WhatsApp e disponibilização dos imóveis no site da imobiliária, ampliando o alcance da iniciativa.

Com 15 anos de atuação e uma carteira que supera R$ 4 bilhões em VGV na região da Foz do Rio Itajaí-Açu, a CRI Soluções Imobiliárias consolida sua presença no segmento de médio e alto padrão. Inserido em um ecossistema mais amplo, o grupo reúne operações de compra, venda e locação de imóveis, com atuação integrada no litoral norte catarinense e foco na geração de valor para clientes e investidores.
 Crédito das imagens: Prefeitura de Itapema/Divulgação

BC Digital: cidadão agora pode acompanhar ônibus tarifa zero na palma da mão

O BC Digital, primeiro aplicativo de serviços municipais da história de Balneário Camboriú, conta com nova funcionalidade: o módulo “Ônibus” reúne informações e acompanhamento em tempo real do transporte público tarifa zero do município, o BC Bus. A novidade foi desenvolvida pela equipe da fábrica de software da Secretaria de Governo, Inovação e Orçamento (Segov), em parceria com a Autarquia Municipal de Trânsito (BC Trânsito).

Quem acessar o módulo, presente logo na tela inicial do aplicativo, poderá visualizar onde estão localizados todos os pontos de ônibus da cidade, o trajeto feito por cada uma das oito linhas do transporte, além de acompanhar ao vivo onde os veículos estão no momento. A funcionalidade também permite ao cidadão o planejamento de uma viagem, indicando horários, tempo estimado para o destino final e caminhada até o ponto mais próximo.

“A solução tem foco na modernização da mobilidade urbana por meio da integração de dados e serviços de transporte público. Trata-se de uma ferramenta estratégica dentro do ecossistema de cidade inteligente, ampliando a transparência, acessibilidade e qualidade dos serviços públicos de mobilidade urbana”, diz a prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan.

Mais sobre o módulo “Ônibus”:

A plataforma utiliza dados de geolocalização em tempo real (GPS) para permitir o monitoramento contínuo da frota. A partir dessas informações, os usuários conseguem acompanhar a posição dos ônibus em tempo real, com atualização dinâmica em mapas interativos, reduzindo incertezas e otimizando o tempo de espera.

O sistema também disponibiliza a visualização dos pontos de parada, permitindo que o usuário identifique com precisão os locais de embarque e desembarque, além de compreender a relação entre os pontos e as linhas que os atendem.

Além disso, o novo módulo consolida e estrutura a malha de linhas e itinerários, possibilitando a consulta detalhada de rotas, pontos atendidos e variações operacionais de cada linha.

Outro componente central é o planejamento de trajetos, que processa origem e destino informados para sugerir rotas viáveis. Esse mecanismo considera a rede de transporte disponível, indicando linhas recomendadas, pontos de embarque e desembarque, e possíveis integrações, com o objetivo de oferecer a melhor alternativa de deslocamento.

Sobre o BC Digital

Lançado em 16 de dezembro de 2025, o BC Digital é o primeiro aplicativo oficial da Prefeitura de Balneário Camboriú e foi criado para aproximar o cidadão dos serviços públicos e facilitar o acesso às demandas do dia a dia. A plataforma reúne em um só lugar serviços nas áreas de saúde, transporte, turismo, zeladoria, educação, tributos, transparência, ouvidoria e desenvolvimento social.

Desde o seu lançamento, o aplicativo já recebeu mais de 15 mil downloads. Só o módulo “Empregos”, onde vagas do Sistema Municipal de Empregos (Sime) são dispostas, registrou 57 mil acessos em quatro meses. Atualizações são feitas periodicamente para melhorar a experiência do usuário e ampliar o alcance dos atendimentos municipais. O app está disponível para download em aparelhos com sistema Android e iOS, de forma totalmente gratuita, pelo link: https://digital.bc.sc.gov.br/.

Navegantes oferece 891 vagas de emprego em diferentes áreas

Navegantes inicia a semana com 891 vagas de emprego, contemplando diferentes níveis de escolaridade e perfis profissionais, ampliando as oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

No âmbito do Navega Mais Emprego, são ofertadas 685 vagas. Entre as principais funções disponíveis estão operador de produção (102 vagas), consultor de vendas (63), auxiliar de produção (14), conferente (15) e armador (10). Também há oportunidades para operador paleteira (15), montador de móveis (15), além de outros perfis profissionais que somam 425 vagas.

Já pelo Sine, são disponibilizadas 206 vagas, com destaque para auxiliar de linha de produção (100 vagas). Também há oportunidade para coletor de lixo (33), motorista de caminhão (16), preparação de pescados (12), auxiliar de estoque (8), operador de caixa (7), pedreiro (5) e outras funções, que totalizam 15 vagas.
Além das vagas efetivas, há oportunidades nas modalidades de estágio (2), temporário (10), meio período (37), homeoffice (6) e também vagas destinadas a pessoas com deficiência (1).

Os interessados podem obter mais informações sobre as oportunidades no portal Navega Mais Empregos.

Como se candidatar:

• Online: pelo portal Navega Mais Empregos, onde o candidato pode consultar os requisitos e se candidatar diretamente à vaga desejada.

• Presencial: no Sine, localizado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita (avenida Prefeito José Juvenal Mafra, nº 498, Centro). O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sem pausa para o almoço.

Empresa de nanotecnologia investe R$ 11,3 milhões para nova fábrica em Florianópolis

Foto: Divulgação/Nanovetores

A Nanovetores Tecnologia, empresa referência nacional em nanotecnologia aplicada à indústria cosmética, anunciou um investimento de R$ 11,3 milhões para construção de sua nova sede produtiva em Florianópolis. O investimento busca ampliar a produção e o portfólio de produtos, além de aumentar o faturamento anual dos atuais R$ 33 milhões para R$ 85 milhões até a conclusão do projeto – alta de 157%. A companhia é referência no desenvolvimento e produção de ativos nanoencapsulados, ou seja, envase de produtos em escala nanométrica.

Com a nova sede, a expectativa é ampliar o número de funcionários diretos dos atuais 85 para 150. Somando colaboradores diretos e indiretos, a geração de empregos chegará a 350, conforme a empresa. O plano de expansão também prevê o aumento da participação no mercado internacional. Atualmente a Nanovetores tem clientes em 53 países, incluindo Brasil, Suíça, Argentina e México.

“Esse projeto é um marco na trajetória da empresa, possibilitando a ampliação do portfólio de produtos e o avanço contínuo em tecnologias de nanoencapsulação, agregando valor aos clientes e consumidores no Brasil e no exterior”, descreveu a empresa. Conforme a Nanovetores, o investimento vai garantir “o aprimoramento da qualidade dos produtos e a integração dos processos de pesquisa, desenvolvimento e produção, assegurando altos padrões de qualidade e performance”.

O investimento de R$ 11,3 milhões contempla as obras físicas e aparelhagem da nova fábrica. O valor inclui terraplenagem, construção civil e acabamentos, mas também equipamentos específicos para os laboratórios de nanotecnologia. A nova sede será de última geração e terá estrutura sustentável, com captação de água da chuva bem como de energia solar. O projeto, junto ao Sapiens Parque, no Norte da Ilha, deve ser concluído em 2027.

Investimento conta com apoio do Governo de Santa Catarina
O investimento de R$ 11,3 milhões foi contemplado no Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec), uma iniciativa do Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e Secretaria da Fazenda (SEF), para incentivar o investimento produtivo. Com a adesão ao Prodec, a Nanovetores investe e gera novos empregos e, como contrapartida, ganha benefício fiscal no recolhimento de ICMS.

“O Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec) é um marco no apoio ao setor produtivo de Santa Catarina. Com incentivos fiscais e estímulo à inovação, ele fortalece sobretudo a competitividade das nossas indústrias, gera empregos de qualidade e impulsiona a economia. Quando poder público e iniciativa privada se unem Santa Catarina só tem a ganhar”, destacou o diretor de Indústria da Sicos, Anderson Anthony Linzmeyer.

 

Recupera Mais: contribuinte tem até 30 de abril para garantir 94% de desconto na multa e juros no pagamento de ICMS atrasado

Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo Secom

O contribuinte tem até 30 de abril para aderir ao Recupera Mais – Programa de Recuperação Fiscal de Santa Catarina e garantir o desconto de 94% sobre juros e multas no pagamento à vista de débitos de ICMS. Há outras opções de desconto para quitar dívidas de IPVA (85%) e ITCMD (75%). Dependendo do imposto negociado, é possível parcelar em até 60 vezes (confira os detalhes na tabela abaixo). 

A partir de 1º de maio, o Recupera Mais entra na terceira e última fase para quem tem dívidas de ICMS e ITCMD, com opções de desconto e parcelamento que mudam de acordo com a escolha do contribuinte. O calendário para a quitação do IPVA será estendido até o fim de setembro.

A lógica do Recupera Mais 2 é a mesma do programa anterior: quanto mais cedo o contribuinte realizar a adesão, maiores são os descontos sobre multa/juros e condições de parcelamento disponíveis. 
A negociação envolve débitos de ICMS gerados até 31 de março de 2025. O desconto sobre as multas e os juros se aplicam ao IPVA vencido até 31 de dezembro de 2025. Já para o ITCMD, o programa garante descontos e parcelamentos para débitos constituídos até 31 de dezembro de 2024.

É importante destacar que o atraso no pagamento de três parcelas, sucessivas ou não, resultará no cancelamento do acordo e na reconstituição do saldo devedor, incluindo os juros e multa. O desconto, neste caso, será apenas do valor já pago.

Acesse a página do Recupera Mais para aderir ao programa

Balanço
Lançado em 16 de março pela Secretaria de Estado da Fazenda, o Programa de Recuperação Fiscal de Santa Catarina arrecadou R$ 450,1 milhões até 16 de abril. Desse total, R$ 386,9 milhões foram pagos à vista. Outros R$ 63,1 milhões referem-se a parcelamentos (pagamento da primeira parcela). 

Em praticamente 30 dias de programa, pouco mais de 34,9 mil contribuintes catarinenses renegociaram dívidas de ICMS, IPVA e ITCMD com o Fisco. 

Somente com o pagamento de ICMS atrasado, o Estado recuperou R$ 387 milhões de 6.618 contribuintes que tinham débitos. Já com o ITCMD, o Fisco recuperou R$ 35,9 milhões de 797 contribuintes. 

Mas a grande procura ocorreu com o IPVA: 27.489 proprietários de veículos renegociaram o imposto nestes primeiros 30 dias, o que resultou na recuperação de R$ 27,1 milhões de imposto atrasado.

A meta da Secretaria de Estado da Fazenda é renegociar R$ 1 bilhão em impostos devidos pelos contribuintes somente com o ICMS — o cálculo levou em consideração os resultados obtidos em programas anteriores.

Acesse a página do Recupera Mais para aderir ao programa: https://www.sef.sc.gov.br/saiba-mais/recuperamais

Portonave eleva excelência operacional com investimentos em infraestrutura e pessoas

Líder nacional em satisfação e experiência do cliente pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, executa um plano de investimentos que passa dos R$ 2 bilhões para fortalecer sua competitividade no segmento. O pacote contempla a adequação do cais, a aquisição de novos equipamentos e a inauguração do centro de desenvolvimento operacional mais tecnológico da América do Sul. Com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, a Companhia adota visão de longo prazo alinhada à descarbonização e à sustentabilidade.
A Obra de Adequação do Cais prepara a estrutura para operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros. A segunda etapa segue em andamento, com 1,4 mil profissionais dedicados às atividades no cais e canteiro de obras. De acordo com dados de final de março – último levantamento realizado – 72% da obra total está concluída. Mais do que o ganho operacional, o cais terá infraestrutura para futura instalação do sistema de shore power, que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados – tecnologia inédita no setor brasileiro.  
Além disso, o Terminal Portuário receberá novos equipamentos portuários: dois guindastes Ship-to-Shore (STS) de maior capacidade, 14 Rubber Tyred Gantry (RTG) eletrificados – previstos para serem recebidos no segundo semestre deste ano. Em 2025, entraram em operação uma Reach Stacker (RS) elétrica e dois Scanners para vistoria de contêineres. Aliado aos investimentos em infraestrutura, a Portonave também investe continuamente na capacitação dos profissionais.
Somados, os aportes privados da empresa vão expandir a capacidade operacional anual de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Esse crescimento impulsiona o desenvolvimento socioeconômico, com impacto positivo direto na cadeia nacional e local. Nesse contexto, as práticas alinhadas aos princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança, em português), com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, tornam-se essenciais ao nortear as ações da Companhia de forma responsável, equilibrada e sustentável, alinhadas à visão de longo prazo

Foco em pessoas
Com foco no desenvolvimento contínuo e na capacitação de seus profissionais, o Centro de Desenvolvimento de Excelência Operacional está em fase de implementação final, com o objetivo de elevar a eficiência e a cultura de segurança da Companhia. Integrado ao Terminal Portuário, o hub conta com quatro simuladores da CM Labs, empresa canadense reconhecida mundialmente pela tecnologia e precisão de seus equipamentos, e tem capacidade para treinar cerca de 300 profissionais por ano, com uma equipe dedicada de instrutores. As capacitações no espaço estão previstas para serem iniciadas em maio. 
Dois dos simuladores são do modelo Master Cab, o mais moderno disponível no mercado para capacitação no segmento e inédito na América do Sul. O equipamento é capaz de reproduzir, com alto grau de realismo, as operações dos guindastes STS e RTG, além das empilhadeiras de grande porte RS e Empty Container Handler (ECH) utilizadas na movimentação de contêineres. O Master Cab conta com 10 telas de LED, assento com sistema de motion, que reproduz as vibrações dos equipamentos reais, e controles idênticos aos das máquinas operacionais. Além disso, permite a troca de componentes, como joysticks e pedais, possibilitando a simulação dos quatro tipos de equipamentos em um único simulador.
O centro conta ainda com dois simuladores do modelo Trainer para a simulação dos Terminal Tractors (TT) no pátio de operações. Em ambos os modelos, é possível recriar condições adversas, como chuva, vento, neblina e baixa visibilidade, além de cenários de risco, como o afastamento do navio do cais ou a queda de contêineres.
Com a estrutura, os profissionais passam a contar com uma formação composta por 16 horas de aulas teóricas, 40 horas em simuladores e 184 horas de prática em campo. A iniciativa não substitui a experiência real, mas prepara os operadores para o desenvolvimento da memória motora e do domínio técnico em um ambiente seguro, além de permitir a análise das aptidões de cada profissional. Também será utilizado para a reciclagem de conhecimentos dos profissionais com maior tempo de experiência.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil, controlada pelo grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL). No ranking  nacional na movimentação contêineres cheios de longo curso, a empresa é a 4ª colocada, com 9% de participação, de acordo com o Datamar, em 2025. Também é destaque em eficiência, com a maior produtividade do Brasil, com média de 114 Movimentos por Hora (MPH) realizados por navio em 2025, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).  Como diferencial, possui uma câmara frigorífica totalmente automatizada que proporciona sinergia para as operações de produtos de temperatura controlada.  Atualmente, gera cerca de 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. 

Saiba mais em: www.portonave.com.br

Prefeitura de Itajaí percorre o interior e atualiza cadastro de produtores rurais

O Município de Itajaí, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Expansão Urbana, percorre o interior e atualiza cadastro de produtores rurais. O trabalho iniciado em janeiro alcançou 43% das propriedades previstas. Mais da metade dos produtores rurais visitados em Itajaí já não está mais ativa.

O dado não vem de estimativa, vem de porta em porta. Desde janeiro de 2026, equipes da Secretaria de Agricultura e Expansão Urbana estão percorrendo as comunidades do interior para atualizar o cadastro dos agricultores e entender o que de fato está acontecendo no campo.

Até a última sexta-feira (10), 159 dos 364 produtores previstos já foram visitados, o equivalente a 43,68%. Desses, 125 tiveram o cadastro atualizado.

Entre os produtores atendidos, 70 foram classificados como inativos, enquanto apenas 55 seguem com cadastro ativo. Um recorte que revela uma transformação silenciosa na atividade rural do município.

Além disso, em 34 casos, os produtores não foram encontrados no momento da visita, o que indica que ainda há uma parte significativa fora do alcance do levantamento.

O trabalho busca entender o que está sendo produzido, como essas propriedades estão estruturadas e quais dificuldades os agricultores enfrentam. Essas informações são o que direcionam decisões práticas, como a compra de tratores, maquinários e outros implementos, garantindo que o recurso público chegue onde realmente precisa.

Durante as visitas, um problema recorrente apareceu: cadastros desatualizados. Endereços incorretos e ausência de telefone têm dificultado o contato com os produtores.

As próximas localidades a receberem as equipes são Baía, Rio do Meio, Rio Novo, Salseiros, Volta de Cima e São Roque. A orientação é que os moradores fiquem atentos às equipes, que estão devidamente identificadas e utilizam veículos oficiais.

Esse é o primeiro levantamento próprio realizado pelo município na zona rural, abrangendo produtores ativos e inativos, suas culturas e capacidade produtiva. O último cadastro disponível era de 2013, feito pela Epagri.
 

Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020, mostra pesquisa da CNI

A piora do ambiente internacional e o aumento de custos têm intensificado o pesimismo em 2026, explica em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da entidade.
 

A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu, em abril, o menor nível desde junho de 2020. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 1,4 ponto, chegando a 45,2 pontos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, há 16 meses seguidos. Segundo a CNI, isso evidencia um cenário persistente de pessimismo entre os industriais desde o início de 2025.

De acordo com a entidade, a queda recente está associada a fatores como juros elevados, desaceleração da demanda por bens industriais e agravamento do cenário externo. A alta nos preços do petróleo também tem pressionado os custos das empresas.

A piora do ambiente internacional e o aumento de custos têm intensificado o pessimismo em 2026, explica em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da entidade.

Os dois principais componentes do Icei apresentaram queda em abril. O índice de condições atuais recuou 1,6 ponto, para 40,5 pontos, indicando avaliação mais negativa sobre a situação das empresas e da economia. O índice de expectativas caiu 1,2 ponto, para 47,6 pontos, sinalizando projeções desfavoráveis para os próximos seis meses.

A pesquisa ouviu 1.070 empresas entre os dias 1º e 8 de abril, incluindo indústrias de pequeno, médio e grande porte.

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.

Golpe do falso empréstimo: como identificar e não cair nas fraudes mais comuns

Enquanto a inadimplência segue batendo recordes, com 81,7 milhões de brasileiros com o nome negativado em fevereiro, segundo o Serasa, os criminosos se reinventaram, transformando a promessa de dinheiro rápido em uma indústria bilionária de fraudes. Dados do relatório global da BioCatch revelaram um aumento de 65% nos golpes relatados em todo o mundo entre 2024 e 2025, e destacando o Brasil como o país mais afetado da América Latina.


Mas o dado que acendeu um alerta no sistema financeiro veio das estatísticas do Pix: até novembro de 2025, os golpes realizados por meio desse sistema de pagamento superaram a marca de R$7,2 bilhões. O número expõe a sofisticação de uma nova geração de criminosos que convencem as vítimas a apertarem o botão de transferência por conta própria.
O “golpe do empréstimo” e a arte da engenharia social


Dentre as variações de golpes, a que mais se destaca pela crueldade é o “falso empréstimo”, mecânica que apela para o desespero ou a urgência financeira da vítima. Criminosos se passam por instituições legítimas ou fintechs, oferecendo crédito com condições irreais como juros baixíssimos e sem consulta ao SPC/Serasa.


Se antes os criminosos pediam depósitos em contas de terceiros, hoje a estratégia é mais rápida e difícil de rastrear. O golpe da taxa antecipada é o mais comum: “após convencer a vítima de que o empréstimo foi aprovado, o falso consultor solicita um pagamento via Pix para “liberar o crédito” ou “pagar o IOF”. Assim que o valor é transferido, o criminoso desaparece. A velocidade do Pix permite que o dinheiro seja pulverizado em contas laranjas em segundos, dificultando qualquer bloqueio”, alerta Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online.


A dimensão do problema levou o governo federal a lançar, em dezembro de 2025, um plano de ação da Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais, reunindo 23 medidas entre prevenção e repressão. Além disso, novas regras do Banco Central entraram em vigor em fevereiro deste ano, prevendo o bloqueio automático de contas assim que um golpe for denunciado diretamente no aplicativo bancário, criando um mecanismo de rastreio para recuperar os valores antes que desapareçam no ecossistema digital. 


Como não cair na armadilha
Apesar dos avanços regulatórios, a prevenção ainda depende do comportamento do usuário. A pesquisa da BioCatch também mostrou que golpes via SMS aumentaram 14 vezes e o uso de deepfakes cresceu 830% no país, provando que os criminosos estão investindo em tecnologia para enganar até os mais atentos.


Por isso, antes de qualquer negociação, o consumidor deve buscar o canal oficial da instituição, seja pelo aplicativo, site ou telefone registrado no Banco Central, e confirmar se a oferta realmente existe. Segundo Thaíne “Golpistas são mestres na criação de sites e perfis falsos que imitam perfeitamente a identidade visual de bancos conhecidos, e o simples ato de digitar o endereço do portal oficial no navegador, em vez de clicar em links recebidos por mensagem, pode ser a diferença entre a segurança e o prejuízo”.


O segundo ponto é a proteção dos dados pessoais. Nenhum banco legítimo solicita senhas, códigos de verificação, selfies com documentos ou informações cadastrais completas por telefone, WhatsApp ou mensagem de texto. Quando um suposto atendente pressiona a vítima para compartilhar esses dados sob a justificativa de “agilizar a aprovação” ou “desbloquear o valor”, trata-se de um sinal inequívoco de golpe. Resistir a essa pressão e dar-se ao direito de pausar, pesquisar e consultar alguém de confiança é um dos mecanismos de defesa mais eficazes.


Por fim, a especialista reforça que a educação financeira é o antídoto estrutural contra esse tipo de crime. “Conhecer os próprios limites de crédito, entender como as instituições financeiras realmente operam e manter um canal direto com o banco ou fintech de confiança são hábitos que reduzem drasticamente a vulnerabilidade. Com a promessa de crédito fácil sendo a principal porta de entrada para os golpistas, a desconfiança saudável e o hábito da verificação se tornam as ferramentas mais eficazes de defesa”, recomenda.


Sobre a Simplic
Lançada em 2014 no Brasil, a Simplic é a primeira plataforma de crédito pessoal 100% online do País. Inovadora, a ferramenta utiliza inteligência artificial, machine learning e big data para analisar dados dos usuários advindos de mais de 200 variáveis e é capaz de gerar uma resposta em menos de 3 segundos. Oferece empréstimos entre R$500 e R$3.500, que podem ser pagos em 3, 6, 9 ou 12 vezes, tudo de forma prática, rápida, segura e digital. Hoje, analisa mais de 10 mil propostas por dia e já originou mais de dois bilhões de reais desde o início das operações

 

ARTIGO: Novas leis trabalhistas ampliam licença-paternidade e criam folgas obrigatórias para exames preventivos

Duas novas legislações trabalhistas, sancionadas entre o final de março e o início de abril, trazem mudanças significativas para as obrigações das empresas e a rotina dos departamentos de Recursos Humanos no Brasil. As medidas alteram a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para ampliar a licença-paternidade de forma gradual e estabelecer novas regras rigorosas sobre a promoção da saúde preventiva dos colaboradores.


A primeira mudança decorre da Lei nº 15.371/2026, que institui a ampliação progressiva da licença-paternidade e cria o salário-paternidade, agora um benefício previdenciário pago pelo INSS. O período de afastamento, que atualmente é de 5 dias, passará para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e chegará a 20 dias a partir de 2029.


Para Karolen Gualda Beber, advogada especialista em Direito do Trabalho, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho e coordenadora da área trabalhista do escritório Natal & Manssur Advogados, a novidade é um avanço social, mas exige cautela dos empregadores.


"A lei traz regras claras que não podem passar despercebidas pelo RH. A contagem dos dias começa logo na data do parto, adoção ou guarda judicial. Além disso, há uma vedação expressa para que o trabalhador não exerça atividades remuneradas durante a licença e a garantia de estabilidade equivalente à da maternidade em casos de ausência da mãe. É um cenário que demanda uma atualização imediata nas políticas internas das companhias", explica a advogada.


O segundo impacto vem com a Lei nº 15.377/2026, que altera o artigo 157 da CLT e foca na saúde ocupacional. A norma obriga as empresas a informarem seus funcionários sobre campanhas oficiais de vacinação e prevenção de doenças, além de garantir até três dias de folga remunerada por ano para a realização de exames preventivos, sem qualquer desconto no salário.


A especialista do Natal & Manssur Advogados alerta que a nova legislação transforma o que antes era apenas uma boa prática corporativa em uma obrigação legal passível de fiscalização.
"O grande ponto de atenção para as empresas é a comprovação legal do cumprimento da lei. Não basta apenas conceder a folga mediante atestado; a lei é específica ao dispor que a empresa detém a obrigação de informar o empregado sobre esse direito. É fundamental implementar e documentar essa comunicação periódica, seja via intranet, murais ou e-mails, e alinhar essas práticas com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Falhas nesse processo de comunicação e registro podem gerar multas em fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou até mesmo ações por danos morais coletivos. Ambas as leis já estão em vigor, demandando ações proativas de compliance trabalhista por parte do setor empresarial", finaliza Karolen.
Fonte: Karolen Gualda Beber, advogada especialista do Direito do Trabalho, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho, coordenadora da área trabalhista do escritório Natal & Manssur Advogados.

 

Plenária na ACII aponta caminhos para empresários acessarem o mercado de defesa

O que antes era visto como um nicho restrito a grandes complexos industriais ou à tecnologia de ponta revelou-se um mercado acessível e diversificado para o empresariado itajaiense. Em reunião plenária realizada pela Associação Empresarial de Itajaí na noite de segunda-feira (13), o General de Divisão Robson Santana de Carvalho, do Sistema Defesa, Indústria e Academia (SisDIA), e Marina Mussi, coordenadora do Centro das Indústrias de Santa Catarina (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), apresentaram o setor de Defesa como um horizonte estratégico para empresas de todos os portes.

Para a presidente da ACII, Thaísa Nascimento Corrêa, a iniciativa reforça o papel da entidade em aproximar o empresariado de novas oportunidades. Segundo ela, a Associação Empresarial de Itajaí tem como missão conectar conhecimento e desenvolvimento econômico regional, e a realização da plenária contribui diretamente para inserir as empresas locais em um mercado institucional, previsível e de longo prazo.

Um dos pontos centrais do encontro foi a quebra de mitos em torno do setor. Marina Mussi destacou que a área de defesa é, antes de tudo, feita de pessoas, o que amplia significativamente o leque de oportunidades. A demanda do Exército Brasileiro abrange itens essenciais do cotidiano, como alimentação e vestuário, mobiliário e higiene, além de serviços de logística, energia e manutenção. Segundo ela, empresas que já possuem capacidade instalada para atender mercados tradicionais podem, com ajustes estratégicos, tornar-se fornecedoras de uma cadeia robusta e contínua.

O General Robson Santana enfatizou que o Brasil vive um momento de transição, buscando maior autonomia e descentralização da indústria de defesa. Com o aumento global dos investimentos no setor, impulsionado por tensões geopolíticas, a orientação ao empresariado catarinense é clara: este é o momento de se posicionar. O SisDIA atua como elo entre indústria, governo e academia, garantindo que a capacidade produtiva nacional se converta em soluções concretas. Segundo ele, há espaço para todos os perfis de empresa, desde alta tecnologia até o fornecimento de itens básicos.

Para facilitar a entrada de novas empresas no setor, iniciativas como o Condefesa e o Portal da Defesa, da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, trabalham para reduzir a burocracia e ampliar a transparência nos editais. Outro destaque foi a ExpoDefesa, consolidada como um ambiente de conexão direta e geração de negócios entre fornecedores e as Forças Armadas.

A plenária também contou com a participação de Juliana Bernardi, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, que reforçou que o mercado de defesa não é exclusividade de grandes empresas. Por meio do projeto Economia Azul e Defesa, micro e pequenas empresas da região já começam a acessar mercados internacionais.

Durante o evento, foi anunciado um edital específico para empresas de Itajaí, que irá selecionar negócios para uma jornada de preparação subsidiada. A iniciativa inclui acesso à pré-ExpoDefesa e posiciona o município como um polo emergente no setor de defesa.

Edgard Usuy assume a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/ Arquivo/SecomGOVSC

A Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) tem um novo secretário. Edgard Usuy foi nomeado nesta segunda-feira, 13, para comandar a pasta que lidera as políticas do Governo de Santa Catarina voltadas ao desenvolvimento econômico, como o Prodec, Pronampe SC e Juro Zero, assim como os programas Energia Boa e Peacesc, de fomento ao setor energético.

Edgard Usuy tem vasta experiência no ramo empresarial e de gestão pública. Foi secretário de Estado do Planejamento (2023-2025) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (2025-2026). Atuou como consultor da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC), além de analista de assuntos legislativos e tributários da Federação das Indústrias de SC (Fiesc).

“Santa Catarina é um estado diferenciado. Temos a menor taxa de desemprego do país, a menor desigualdade social e o segundo lugar em competitividade. Nossa missão é seguir incentivando o empreendedorismo, a geração de empregos e a atração de investimentos privados para que Santa Catarina continue acima da média nacional”, destacou o secretário.

Legado no Governo de Santa Catarina
À frente das secretarias de Planejamento (Seplan) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), Edgard Usuy acumula legado de grandes realizações no Governo do Estado. Na Seplan, liderou o acompanhamento dos projetos previstos no plano de governo, chegando a 70% de execução em pouco mais de dois anos. 

Já na SCTI liderou entregas como o SC Cidades do Futuro, um programa em parceria com as prefeituras para fomentar cidades inteligentes e conectadas. Além disso, comandou o lançamento do SC Fácil, aplicativo que reúne mais de 500 serviços do Governo de Santa Catarina de forma rápida e integrada. 

Sob sua gestão, a secretaria também lançou o SCTEC, voltado à qualificação tecnológica bem como de inteligência artificial. Conforme a SCTI, a iniciativa soma investimento de R$ 22,9 milhões e mais de 50 mil inscritos. 

Atualmente, Usuy é membro do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, do Conselho Superior da Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de SC) e do Conselho Consultivo dos Institutos Senai de Inovação e Tecnologia.

O secretário tem graduação em Gestão Pública com pós em Direito do Estado e Ciência Política. Tem MBA em Relações Institucionais e XBA – uma especialização voltada sobretudo para inovação – em negócios exponenciais. 

 

Vice-governadora detalha à embaixadora da Austrália no Brasil como Santa Catarina cria oportunidades para garantir desenvolvimento a todo o Estado

Fotos: Richard Casas

A vice-governadora Marilisa Boehm informou à embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies, a maneira como o Governo do Estado atua para evitar a litoralização da população catarinense. Durante audiência na manhã desta terça-feira, 14, em Florianópolis, a diplomata se disse surpresa com a estratégia de manter os moradores em suas respectivas regiões para assegurar o desenvolvimento de Santa Catarina.

Marilisa citou os investimentos em Segurança Pública, que tornaram Santa Catarina o estado mais seguro do Brasil; a criação dos programas Universidade Gratuita e Catec na área de educação; o fortalecimento na infraestrutura de rodovias, portos e aeroportos; o incentivo ao turismo nas quatro estações do ano e a internacionalização do estado para atrair investimentos estrangeiros. “Ao criarmos oportunidades para os catarinenses permanecerem em suas regiões nós garantimos o desenvolvimento de todo o Estado. Outro exemplo disso é o fortalecimento de ações voltadas para nossas áreas rurais, como os programas Coopera Agro SC, Terra Boa e SC Rural 2, entre outros, que auxiliam fortemente nossos agricultores”, explicou.

A embaixadora do país da Oceania disse que “é muito importante entender e visitar os estados brasileiros”. “Achei muito curioso e interessante poder entender como o Estado tem desenvolvido programas e formas da população viver nas regiões. Na Austrália, temos o costume de sair das regiões para viver nas cidades grandes e isso traz dificuldades para desenvolver o interior. A vice-governadora me contou que Santa Catarina está enfrentando isso de uma forma muito interessante”, citou.

Para o secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Emerson Pereira, a visita da embaixadora é muito importante para Santa Catarina. “A Austrália tem muito a nos ensinar, como a questão da economia Azul, que é uma economia do mar sustentável. Eles são rodeados pelo mar, então têm muito a nos trazer. Acho que esse intercâmbio a gente precisa buscar. A Austrália está no outro lado do mundo, mas está no Hemisfério Sul, então guarda muita similaridade com a nossa região, com o nosso clima, com as nossas paisagens. Então a gente se enxerga lá e eles se enxergam aqui”, avaliou.


Educação e pesquisa

Para a agenda, a delegação australiana incluiu, além do conhecimento das pautas e prioridades do Estado de Santa Catarina, a questão educacional. O conselheiro de Educação e Pesquisa, Peter Nolan, afirmou que é necessário explorar possibilidades de colaboração mútua nas áreas de ensino e pesquisa.

“Podemos criar conexões entre instituições australianas e catarinenses. A Austrália tem muito sucesso no ensino de estrangeiros e no ano passado pelo menos 20 mil foram brasileiros”, informou.
A vice-governadora convidou a embaixadora e o conselheiro a voltarem ao Estado para conhecer instituições de ensino superior catarinenses. Para ela, o tipo de aproximação estabelecida com os australianos começa de forma diplomática e tem tudo para fomentar programas de mobilidade internacional de educação. “Para que, cada vez mais, estudantes de Santa Catarina busquem a Austrália como destino. Mas, também, que venham de lá os talentos australianos para que vivam aqui e contribuam com nossos projetos e programas em Santa Catarina”, concluiu.

Assembleia Legislativa celebra os 70 anos da Grande Loja de Santa Catarina
Foto: Ana Quinto / Agência Alesc
 
Os 70 anos de história da Grande Loja de Santa Catarina foram reconhecidos em sessão especial na noite desta segunda-feira (13) pelo Parlamento catarinense no Palácio Barriga Verde, na Capital.    
 
Destacando a trajetória da instituição e sua contribuição social, política e econômica para o estado, a solenidade reuniu, no Plenário Deputado Osni Régis, autoridades, lideranças maçônicas, representantes de instituições parceiras, familiares e convidados.
 
Proposição reuniu autoridades e lideranças
A sessão foi proposta pelos deputados Napoleão Bernardes (PSD) e Berlanda (PSD) e aprovada por unanimidade pelos parlamentares.
 
A cerimônia foi conduzida por Napoleão Bernardes e contou com a presença de autoridades como:
 
- secretário de Segurança Pública, coronel Flávio Rogério Pereira Graff
- representante do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo José Eslan
- presidente do Tribunal Eleitoral de Santa Catarina, desembargador Carlos Roberto Silva
- grão-mestre da Grande Loja de Santa Catarina, Paulo Augusto Meira de Albuquerque
- grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Rio Grande do Sul, João Batista de Carvalho Silveira
- grão mestre Ilson Manoel de Souza
Coautor da homenagem, o deputado Nilson Berlanda estava presente ao evento. 
 
Instituição consolida atuação ao longo de sete décadas
Ao longo de sete décadas, a Grande Loja consolidou-se como uma das principais referências da maçonaria no estado, coordenando diversas lojas e promovendo valores como liberdade, igualdade e fraternidade, além de atuar em ações sociais e comunitárias.
 
Papel social e formador da maçonaria
Autor da homenagem, o deputado Napoleão Bernardes ressaltou a relevância histórica da instituição:
 
“Ao longo desses 70 anos, a Grande Loja tem um papel importante no desenvolvimento de Santa Catarina, especialmente nas ações humanitárias, comunitárias e filantrópicas. Muitas vezes, onde há solidariedade, há também a atuação da maçonaria.”, pontuou.  Deputado Napoleão Bernardes
 
O parlamentar também destacou a influência da instituição nos debates estratégicos do estado: “As grandes reflexões e propostas para impulsionar o desenvolvimento de Santa Catarina passam, direta ou indiretamente, pelas discussões da maçonaria.”
 
O grão-mestre da Grande Loja de Santa Catarina, Paulo Augusto Meira de Albuquerque, enfatizou o caráter formador da instituição:
 
“O grande trabalho da maçonaria é lapidar o ser humano. Transformar pessoas em cidadãos melhores, capazes de levar esse conhecimento em forma de ações para a sociedade.”
 
Ele também destacou a atuação social da entidade. “Temos um trabalho social muito forte, com apoio das famílias, especialmente em ações de assistência a crianças e a movimentos sociais.”
 
Para o ex-grão-mestre João Eduardo Noal Berbigier, a essência da maçonaria está na transformação individual com impacto coletivo:
 
“O objetivo é melhorar o homem para que ele contribua de forma efetiva com a sociedade. Trabalhamos valores como ética, moral e comportamento, refletindo no ambiente social como um todo.”
 
Já o secretário de Segurança Pública, coronel Flávio Rogério Pereira Graff, também ex-grão-mestre, ressaltou os valores difundidos pela instituição:
 
“A Grande Loja representa valores como justiça, verdade e virtude. Esses princípios são levados pelos maçons para a sociedade, contribuindo para um mundo mais justo e seguro.”
 
Homenagens reconhecem lideranças e instituições
Durante a solenidade, foram homenageadas 16 personalidades e instituições que marcaram a história da Grande Loja de Santa Catarina.
 
Entre os destaques, a própria instituição foi homenageada, representada pelo grão-mestre Paulo Augusto Meira de Albuquerque.
 
Ex-grão-mestres homenageados
Também foram reconhecidos ex-grão-mestres que contribuíram para a consolidação da entidade:
 
- Wilson Filomeno (gestões entre 1975 e 2002)
- Airton Edmundo Alves (2002 a 2008)
- João Eduardo Noal Berbigier (2012 a 2017)
- Flávio Rogério Pereira Graff (2017 a 2023)
 
Instituições ligadas à maçonaria também receberam homenagem:
 
- Grande Loja do Estado do Rio Grande do Sul, representada por João Batista de Carvalho Silveira
- Arcotema, presidida por Adairso Laerte Nienkoetter
- Amasol, presidida por Suenon Mafra Pinto
- Amasde, presidida por Rafael Trevisol
- Lojas simbólicas históricas reconhecidas
 
Lojas simbólicas históricas também foram reconhecidas:
 
- Acácia Itajaiense nº 1, representada por Roberval Rodrigues de Almeida
- Presidente Roosevelt nº 2, por Cleber José Baldoni Gomes
- 14 de Julho nº 3, por João Eduardo Noal Berbigier
- Amizade ao Cruzeiro do Sul nº 5, por Giancarlos Buche
- Cruzeiro do Sul nº 5, por Luís Fernando Righi
- Fraternidade Blumenauense nº 6, por Vilson Antonio Vieira Junior
 
Reconhecimento institucional
A homenagem reforça o reconhecimento do Poder Legislativo à importância histórica da Grande Loja de Santa Catarina, destacando sua atuação na promoção de valores e no desenvolvimento de ações voltadas ao bem-estar da sociedade.
Produção industrial catarinense acumula perda de 6,2% no ano, até fevereiro

A produção industrial catarinense registrou recuo de 6,2% no acumulado do ano até fevereiro, na comparação com igual período do ano anterior. O desempenho refletiu o declínio significativo na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,4%) e na fabricação de móveis (-22,6%). Também impactou negativamente o resultado a queda de 16,5% na fabricação de máquinas e equipamentos.

Dos 14 segmentos pesquisados pelo IBGE, apenas dois apresentaram crescimento no primeiro bimestre: fabricação de produtos alimentícios (+1,4%) e fabricação de produtos de borracha e de material plástico (+0,4%).

“O cenário externo ainda incerto, aliado a uma base de comparação anterior ao tarifaço, e também os efeitos da contração do crédito estão entre os fatores que impactaram a produção industrial no primeiro bimestre”, avalia o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.

Variação mensal
Os dados compilados pelo Observatório FIESC mostraram ainda que a produção industrial de Santa Catarina avançou 1% em fevereiro na comparação com janeiro. Na análise comparativa com o mês anterior, oito dos 14 segmentos pesquisados tiveram crescimento. A fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos subiu 8,6%, a fabricação de máquinas e equipamentos teve avanço de 5% e a confecção de artigos do vestuário e acessórios cresceu 3,8% em fevereiro frente ao primeiro mês do ano.

Do lado das quedas destacaram-se a fabricação de produtos de borracha e de material plástico, com recuo de 4,4%, a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, que caiu 3,5% e a fabricação de celulose, papel e produtos de papel, que perdeu 3% em fevereiro.

Santa Catarina tem um dos maiores salários mínimos regionais do país

Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

Santa Catarina é o estado com o segundo maior salário mínimo do país. Com a sanção da nova lei pelo governador Jorginho Mello que atualiza o piso regional, os trabalhadores catarinenses passam a ter remuneração mínima entre R$ 1.842 e R$ 2.106, valores que ficam de 13,6% a 29,9% acima do salário mínimo nacional.

Mesmo na faixa inicial, o salário mínimo regional catarinense já é 13,6% superior ao salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621. Isso significa R$ 221 a mais no bolso do trabalhador catarinense. Na faixa mais alta essa diferença chega a R$ 485, o que representa 29,9% acima do piso nacional, reforçando o posicionamento de Santa Catarina entre os estados com as melhores remunerações mínimas do país.

“O reajuste de 6,49% aprovado para o salário mínimo regional garante ganho real para os trabalhadores catarinenses, valoriza quem produz e movimenta a nossa economia, o que significa mais dinheiro no bolso de quem trabalha”, disse o governador Jorginho Mello sobre o percentual que ficou 2,23% acima da inflação de 2025.

O piso regional é aplicado a categorias que não possuem salário mínimo definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, funcionando como uma garantia de remuneração mínima para diversos setores da economia.

Com a nova lei, os pisos catarinenses ficam distribuídos em quatro faixas, conforme as atividades econômicas:

  • Primeira faixa: passa de R$ 1.730 para R$ 1.842, abrangendo trabalhadores da agricultura, pecuária, indústrias extrativas, pesca e aquicultura, empregados domésticos, construção civil, entre outros.
  • Segunda faixa: passa de R$ 1.792 para R$ 1.908, incluindo trabalhadores das indústrias do vestuário, calçados, papel e papelão, comunicações e telemarketing, entre outros.
  • Terceira faixa: passa de R$ 1.898 para R$ 2.022, abrangendo trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas, alimentação e comércio em geral.
  • Quarta faixa: passa de R$ 1.978 para R$ 2.106, destinada a setores como indústrias metalúrgicas, mecânicas, gráficas, processamento de dados, motoristas e trabalhadores de serviços de saúde.

Os novos valores passam a valer retroativamente a 1º de janeiro de 2026, conforme estabelece a legislação sancionada pelo governador.

Segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgadas no fim de 2025, cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm seus rendimentos referenciados no salário mínimo nacional. Desse total, 29,3 milhões são aposentados e pensionistas do INSS, 17,7 milhões são empregados, 10,7 milhões trabalhadores autônomos, 3,9 milhões empregados domésticos e 383 mil empregadores.

Santa Catarina abre mais de 45 mil novas empresas no primeiro trimestre

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/SecomGOVSC

Santa Catarina iniciou 2026 com aquecimento no empreendedorismo. Dados divulgados pela Junta Comercial do Estado (Jucesc) apontam que o saldo entre empresas abertas e fechadas no primeiro trimestre atingiu 45.350 novas empresas. O número representa, portanto, um crescimento de 6,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando o saldo havia sido de 42.584.

No total, foram constituídas 96.397 empresas nos três primeiros meses do ano, contra 51.047 extinções, conforme a Jucesc. O resultado confirma a pujança do ambiente de negócios catarinense e a força do pequeno empreendedor no estado.

“O catarinense não tem medo de arriscar e de empreender. Esses números históricos mostram que o Governo do Estado acertou ao simplificar a abertura de empresas, sendo parceiro de quem gera emprego e renda. Vamos continuar trabalhando para que Santa Catarina seja cada vez mais referência nacional em liberdade econômica”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Mulheres representam 58% do quadro societário
Santa Catarina registrou grande participação feminina na abertura de novas empresas. Do total de 96.397 CNPJs abertos no primeiro trimestre, os registros somam 124.656 sócios cadastrados, dos quais 72.626 são mulheres. Ou seja, 58,2% de participação no quadro societário. 

Nesse sentido, destaca-se também a participação de jovens. Os empreendedores entre 21 e 31 anos, por exemplo, somaram 37.648 no período, ou 30,2% do total de sócios cadastrados.  

Transporte, serviços e comércio lideram
Entre os setores que mais impulsionaram a criação de novos negócios, destaque para Transporte e Armazenagem, com saldo de 6.636 empresas. Na sequência, aparecem Atividades Administrativas e Serviços Complementares (5.803), Comércio e Reparação de Veículos (5.041), Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas (4.647), Construção Civil (4.529), bem como Indústria da Transformação (4.212).

O presidente da Jucesc, Fernando Baldissera, celebrou os números e destacou o papel da digitalização dos processos. “A Jucesc vem investindo fortemente na desburocratização assim como na agilidade dos registros empresariais. O saldo de 45 mil novas empresas em apenas três meses é fruto sobretudo de um ambiente de negócios cada vez mais ágil e transparente. O empreendedor catarinense respondeu com confiança e os números comprovam que estamos no caminho certo”, disse Baldissera.


MEIs puxam a criação de novos negócios
Do ponto de vista do porte, o protagonismo fica por conta dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Conforme a Jucesc, foram 38.097 novos MEIs no primeiro trimestre. As sociedades limitadas (LTDA) somaram 12.950 novas empresas. O dado também aponta uma redução* de 5.796 no número de Empresários Individuais (EI), enquanto 60 sociedades anônimas (SA) foram constituídas no período.

Joinville e Florianópolis lideram entre os municípios
No ranking das cidades com maior saldo de novas empresas, Joinville aparece em primeiro lugar, com 4.305 novos negócios, seguida de perto por Florianópolis (4.204). Confira o top 10 municípios catarinenses:

1 – Joinville: 4.305

2 – Florianópolis: 4.204

3 – Itajaí: 2.627

4 – Blumenau: 2.410

5 – São José: 2.099

6 – Chapecó: 1.716

7 – Palhoça: 1.565

8 – Criciúma: 1.532

9 – Balneário Camboriú: 1.373

10 – Jaraguá do Sul: 1.349


*A figura jurídica Empresário Individual foi extinta em 2021. Portanto, consta entre as empresas extintas, mas não ocorre mais nas empresas constituídas.

Portonave conquista liderança nacional em indicadores de satisfação e experiência do cliente

Comprometida com serviços portuários de excelência, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, é líder nacional em dois indicadores na Pesquisa de Satisfação de Clientes de Terminais Portuários 2025, realizada pelo Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC): o índice de Satisfação Espontânea (SSI) e o indicador de Jornada do Cliente (CJI). O estudo avaliou 13 terminais de contêineres do país, com ano-base 2025. A percepção dos clientes – como exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes – foi analisada a partir da experiência nos principais pontos de contato com a empresa.

No indicador de Satisfação Espontânea (SSI), a Companhia alcançou 94 pontos – resultado que representa a percepção espontânea do cliente, ou seja, como a empresa é vista sem indução. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 85 no SSI. Na Jornada do Cliente (CJI), obteve 90 pontos – índice que reflete a qualidade da entrega ao longo de todas as etapas da experiência do cliente. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 87 no CJI. Esses resultados reforçam o compromisso da Companhia em oferecer excelência no atendimento e consolidam sua posição de destaque no setor.

O Terminal Portuário investe de modo contínuo em iniciativas com foco do cliente, como novas tecnologias, ferramentas digitais, treinamentos da equipe de atendimento e a participação em feiras e eventos do setor. Essas ações contribuem para processos mais eficientes e para o fortalecimento da relação e comunicação com os clientes.

Para aprimorar os serviços prestados e aumentar a capacidade operacional, a Portonave executa um plano de modernização de R$ 2 bilhões, que inclui a obra de adequação do cais para receber operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros, assim como a aquisição de novos equipamentos operacionais e de maior porte – dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes e 14 Rubber Tyred Gantry (RTGs), previstos para chegarem no segundo semestre de 2026. No total, passará a contar com oito STS e 32 RTGs. Os investimentos elevarão a capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

A eficiência operacional está entre os principais diferenciais competitivos da Portonave. O Terminal Portuário possui a maior produtividade de navio do país, com média de 110 Movimentos por Hora (MPH) de contêineres na operação dos navios, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), de janeiro de 2026.

Nos processos de recebimento e retirada de contêineres, a Portonave mantém padrões elevados de eficiência. O tempo médio de permanência dos motoristas no Terminal é de apenas 25 minutos, com cerca de 2 mil atendimentos realizados diariamente. A operação conta com quatro Scanners de inspeção de cargas, cada um com capacidade de examinar aproximadamente 120 caminhões por hora, com tempo médio de análise de 30 segundos por veículo. Dois desses equipamentos entraram em operação em outubro de 2025, reforçando ainda mais a segurança e a agilidade das operações.

Ao investir continuamente em inovação e assegurar padrões de atendimento com excelência e eficiência, a Companhia fortalece a percepção positiva e a satisfação de seus clientes.

Sobre o IBRC
O Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) é uma instituição especializada em estudos, pesquisas e análises sobre a experiência e o relacionamento entre empresas e seus clientes. Avalia indicadores de satisfação, jornada do cliente e qualidade do atendimento em diferentes setores, com base na percepção de clientes que utilizam os serviços analisados. As pesquisas conduzidas pelo IBRC têm como objetivo apoiar a tomada de decisão e o aprimoramento das práticas de relacionamento com o mercado.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. A Companhia é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 10% de participação, de acordo com o Datamar, em janeiro de 2026. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Daniela Reinehr leva Ministério a Chapecó e impulsiona debate sobre ampliação do aeroporto regional

A deputada federal Daniela Reinehr (PL) dá mais um passo concreto na articulação pela modernização do Aeroporto Regional de Chapecó e promove, no próximo dia 13, no auditório da Acamosc, às 17 horas, uma mesa redonda no município para debater o projeto de reforma e ampliação do terminal. A iniciativa é fruto direto de uma atuação construída ao longo dos últimos anos pela parlamentar, com trabalho técnico, articulações institucionais e diálogo permanente com o setor produtivo.

O encontro contará com a presença de representantes dos governos Federal e Estadual, incluindo coordenador geral de projetos aeroportuários do Ministério de Portos e Aeroportos, Márcio Maffili, além do secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, e de representantes do LabTrans (Laboratório de Transporte e Logística), responsável pelos estudos de viabilidade técnica. Também participarão prefeitos, vereadores, lideranças regionais, representantes do setor produtivo e associações empresariais, consolidando um momento decisivo para o avanço do projeto.

A mobilização liderada por Daniela já garantiu resultados importantes. O aeroporto de Chapecó passou a ser reconhecido como estratégico para o desenvolvimento regional, incluído no Plano Nacional de Aviação Civil e também na carteira de investimentos do Governo Federal. Como consequência direta, o projeto entrou na fase de estudos técnicos, etapa essencial para viabilizar as obras.

Esse avanço ocorre em um momento de crescimento consistente da demanda. Em 2025, o Aeroporto de Chapecó registrou a maior movimentação da sua história, com quase 648 mil passageiros, superando em 4,7% o volume do ano anterior e consolidando o terminal como um dos mais relevantes do interior da região Sul.

A deputada destaca que a realização da mesa redonda em Chapecó amplia esse movimento, ao trazer o debate para perto de quem vive a realidade da região e depende da infraestrutura aeroportuária para produzir, investir e crescer. O objetivo é permitir que as lideranças e representantes do Oeste catarinense apresentem diretamente ao Ministério a necessidade concreta da ampliação do aeroporto, alinhando as demandas locais com o planejamento técnico do Governo Federal.

A expectativa é que o encontro contribua para acelerar os estudos e aproximar a execução das obras que a região aguarda há anos. “Estamos falando de desenvolvimento, de competitividade e de oportunidades para uma região que produz, exporta e sustenta uma parte importante da economia do país”, reforça Daniela.

O Aeroporto Serafim Enoss Bertaso é um dos principais terminais do interior do Sul do Brasil e atende não apenas Santa Catarina, mas também regiões do Rio Grande do Sul e do Paraná. A ampliação da sua estrutura é considerada estratégica para reduzir custos logísticos, melhorar a conectividade e impulsionar o crescimento do complexo agroindustrial da região.

Confiança do empresário varejista tem pior resultado para março em nove anos no estado

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de Santa Catarina registrou 94,6 pontos em março, o pior resultado para o mês nos últimos nove anos, segundo levantamento do Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC. O indicador recuou 4,7% em relação a fevereiro e 10,3% na comparação com março de 2025, permanecendo abaixo do nível de otimismo (100 pontos).

O resultado reforça o cenário de pessimismo entre os empresários do varejo catarinense, influenciado pela deterioração das condições atuais e pela piora das expectativas. Na comparação com o período pré-pandemia, em fevereiro de 2020, a queda acumulada chega a 30,5%. Além disso, o indicador está significativamente abaixo da média nacional, que atingiu 107 pontos em março.

O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, afirma que o empresário varejista catarinense vem adotando uma postura cautelosa desde meados do ano passado. Segundo ele, os juros seguem em patamares elevados, o que limita o consumo e os investimentos. Além disso, o início da guerra no Oriente Médio trouxe preocupações quanto a uma possível retomada da inflação.

“Estávamos em um cenário de queda da inflação, o que é benéfico para a economia como um todo. Agora, com a perspectiva de alta inflacionária por conta da guerra, os empresários veem menos espaço para uma redução significativa dos juros. Com juros elevados, há retração do consumo, pois na economia tudo está interligado. Todo esse contexto pode ter contribuído para a queda da confiança”, diz Dagnoni.

A retração de março do ICEC foi disseminada entre os três componentes do índice. O indicador de Condições Atuais atingiu 63,3 pontos, com queda de 4,4% no mês e recuo de 24% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo-se em patamar significativamente abaixo da neutralidade. A avaliação da economia brasileira foi o principal fator de pressão negativa, seguida pelas percepções sobre o comércio e sobre as próprias empresas.

Apesar de permanecer acima de 100 pontos, o Índice de Expectativas também apresentou recuo relevante, de 4,9% frente a fevereiro, alcançando 120,8 pontos. A queda foi generalizada entre os subcomponentes, indicando perda de confiança em relação ao desempenho futuro da economia, do setor e das empresas.

No componente de Investimentos, o índice caiu 4,5% no mês, chegando a 99,6 pontos e passando a operar ligeiramente abaixo do nível de neutralidade. A intenção de contratação de funcionários registrou a queda mais expressiva, de 9,5%, sinalizando redução no ritmo do mercado de trabalho do varejo. Também houve recuo na recomposição de estoques, enquanto os investimentos nas empresas se mantiveram praticamente estáveis.

O desempenho de março evidencia um ambiente de maior cautela entre os empresários catarinenses e reforça o desafio de recuperação da confiança no setor, que atinge seu nível mais baixo para o período desde 2017.

Exportações de SC alcançam US$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre

As exportações de Santa Catarina registraram recuo de 2,6% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com igual período do ano anterior e somaram US$ 2,7 bilhões. O desempenho reflete, em parte, os efeitos das tarifas norte-americanas anunciadas a partir de abril de 2025, uma vez que os Estados Unidos estão entre os principais destinos das vendas externas catarinenses. No acumulado do ano até março, as exportações para os Estados Unidos recuaram 44,6% frente a 2025, período pré-tarifas.

Pauta exportadora
As vendas externas de carnes de aves seguem liderando a pauta de exportações catarinense e tiveram alta de 9,1% no primeiro trimestre, para US$ 633,3 milhões. A carne suína é o segundo item mais exportado pelo estado, somando US$ 425 milhões, um incremento de 6,9% no período. De janeiro a março, as vendas de motores elétricos atingiram US$ 128,2 milhões, um aumento de 1,9%. O aumento de 57,1% nas vendas ao exterior de outras máquinas agrícolas foi um dos destaques de alta, juntamente com o incremento de 31,1% de transformadores elétricos.

As vendas de madeira serrada - um dos setores mais afetados pelas tarifas - cederam 6,7% nos três primeiros meses do ano, para US$ 89,4 milhões, enquanto as exportações de partes de motor caíram 22,8%, para US$ 77,4 milhões. Do lado das quedas também destacaram-se outros móveis (-39,7%) e obras de carpintaria para construções (-42,7%), duramente afetados pelo recuo das vendas aos EUA.

Destinos
A China foi o principal destino das exportações de SC no primeiro trimestre, com US$ 246,2 milhões. O resultado, no entanto, foi 4,1% menor do que o realizado no mesmo período de 2025. Entre os fatores estão o crescimento mais lento da economia chinesa e políticas de priorização de produtos chineses no mercado doméstico.

As vendas para o Japão, no entanto, apresentaram incremento de 35,4% no período (US$ 223,1 milhões), muito em decorrência das exportações de carne suína catarinense. O México também comprou mais de SC (+20%), alcançando US$ 150,3 milhões.
Os Estados Unidos compraram 44,6% a menos do estado no acumulado do ano até março e os argentinos importaram 18,1% a menos.

Importações
As importações catarinenses cresceram 0,9%, para US$ 8,8 bilhões. O produto mais comprado pelo estado é o cobre refinado (US$ 457,3 milhões), com crescimento de 26% frente a igual período de 2025. As importações de pneus de borracha aumentaram 83,1%, para US$ 253,4 milhões, e as de partes e acessórios para veículos subiram 15,7%, para US$ 246,3 milhões. Já as compras internacionais de polímeros de etileno recuaram 4%. O quinto principal item da pauta importadora, revestimento de ferros laminados planos, cresceu 21,6%, para US$ 165 milhões.

A China foi a principal origem das compras externas (US$ 3,9 bilhões), com avanço de 0,4% em relação ao acumulado do ano passado. O Chile vem em segundo no ranking das importações, com alta de 7,5%, somando US$ 581,9 milhões. As importações dos Estados Unidos recuaram 20,7%, para US$ 420 milhões, as da Alemanha cederam 3,4% (US$ 384,2 milhões) e das da Argentina caíram 3,1%, para US$ 352,6 milhões.

FIESC apoia manifesto contra possível eliminação da "taxa das blusinhas"

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) é uma das signatárias do manifesto articulado por entidades empresariais e federações do setor produtivo e de trabalhadores contra uma possível revisão do imposto sobre remessas internacionais até US$ 50, a chamada “taxa da Blusinha”.

A entidade lembra que a implementação, em agosto de 2024, de mecanismos de tributação sobre essas encomendas buscou corrigir uma distorção histórica. Durante anos, produtos importados ingressaram no País com carga tributária significativamente inferior à aplicada à produção nacional, criando uma disparidade na cobrança de impostos, o que fere os princípios de isonomia e concorrência leal.

Desde agosto de 2023, sites estrangeiros de vendas passaram a recolher tributos no Brasil, iniciando com o ICMS, instituído pelos governos estaduais na ocasião da criação do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal e, um ano depois, com o estabelecimento do Imposto de Importação.

Benefícios para a economia
Entre agosto de 2024 e junho de 2025, o varejo de vestuário e calçados cresceu 5,5%, em comparação com a queda de 0,6% registrada no mesmo período entre 2023 e 2024.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, o comércio criou, desde 2023 - quando foi lançado o programa Remessa Conforme -, até dezembro de 2025, 860 mil novos empregos diretos e outros 1,5 milhão de novas vagas na cadeia produtiva. Já na indústria, no mesmo período, foram criados 578 mil novos empregos diretos. Indústria e varejo contribuíram para que o Brasil atingisse o menor desemprego da sua história: 5,1%, ao final de 2025, destaca o manifesto.

Santa Catarina tem mais de 9 mil vagas abertas de emprego pelo Sine

Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC

O Sistema Nacional de Emprego de Santa Catarina (Sine/SC) iniciou a semana com 9.058 vagas de emprego abertas em todas as regiões do estado, consolidando um cenário positivo para quem busca inserção ou recolocação no mercado de trabalho. Do total, centenas de oportunidades são destinadas exclusivamente a pessoas com deficiência (PCD).

De acordo com o diretor de Emprego e Renda da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), Carlos Alberto Arns Filho, o volume de vagas reforça a importância da intermediação realizada pelo Sine. “Santa Catarina mantém um ritmo consistente na geração de oportunidades. O Sine tem um papel fundamental ao aproximar trabalhadores e empregadores, facilitando o acesso às vagas e contribuindo para o desenvolvimento econômico do estado”, destaca.

Os interessados podem acessar as vagas pelo portal Emprega Brasil ou procurar uma unidade do Sine mais próxima para atendimento presencial. As oportunidades são atualizadas diariamente e estão sujeitas a alterações conforme o preenchimento pelas empresas.

Confira a distribuição das vagas por região: 
Grande Florianópolis – 1.580 vagas
Biguaçu: 96
Florianópolis: 608 pcd 12
Palhoça:03
São João Batista: 45 pcd 24
São José: 562 pcd 03
Tijucas: 266
Vale do Itajaí – 2.889 vagas
Balneário Camboriú: 347
Blumenau:577 pcd 03
Brusque: 411 pcd 15
Camboriú: 145
Gaspar:  45
Ibirama: 34
Indaial:610
Itajaí: 88 pcd 13
Itapema: 178 pcd 10
Navegantes: 151
Penha: 113
Pomerode: 143
Rio do Sul: 27
Timbó: 20
Oeste – 1.318 vagas
Abelardo Luz: 59
Chapecó: 314 pcd 01
Concórdia: 256 pcd 41
São Miguel do Oeste: 366 pcd 02
Seara: 308 pcd 100
Xanxerê: 15
Sul – 1.225 vagas 
Araranguá: 89 pcd 02
Braço do Norte: 50
Capivari de Baixo: 04
Cocal do Sul: 24
Criciúma:243
Forquilhinha: 90
Garopaba:  205 pcd 02
Gravatal: 03
Içara: 12 pcd 01
Imbituba: 23
Laguna: 53
Morro da Fumaça: 211
Praia Grande: 13
Tubarão: 202
Turvo: 03
Norte –  1.360 vagas
Araquari: 117 
Garuva: 69                   
Itaiópolis: 177
Joinville: 354 pcd 03
Mafra: 388
Papanduva:05
Porto União: 01
Rio Negrinho:  41
São Bento do Sul: 197   pcd 01
São Francisco do Sul: 11
Meio-Oeste – 505 vagas
Caçador:47
Campos Novos: 95
Capinzal:231
Joaçaba: 66 pcd 02
Videira: 66
Serra Catarinense – 81 vagas
Lages: 16 pcd 01
São Joaquim: 65

Avenida brasileira vira ‘corredor’ imobiliário de alto luxo com imóveis que dobram de valor

Principal ligação entre Itajaí e Balneário Camboriú, no litoral catarinense, duas das cidades mais valorizadas do país, a avenida Osvaldo Reis receberá investimentos urbanísticos que ultrapassam os R$200 milhões. Empreendimentos residenciais já valorizam em torno de 20% ao ano, como é o caso do primeiro prédio do Brasil assinado pela Artefacto e executado pela Construtora CK, que acumula mais de 105% de rentabilidade em menos de 5 anos.

A avenida Osvaldo Reis, principal eixo de ligação entre Itajaí e Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, virou novo ‘corredor’ imobiliário de luxo em Santa Catarina. O trecho recebe investimentos urbanísticos superiores a R$ 200 milhões em obras de mobilidade, como novos binários e duplicações, que atraem e refletem na valorização de projetos residenciais de alto padrão no entorno da Praia Brava. De acordo com dados da Construtora CK, empreendimentos na via já registram valorização de 20% ao ano, superando os índices nacionais de inflação imobiliária.

O Índice FipeZap aponta que Balneário Camboriú e Itajaí figuram entre os 5 metros quadrados mais caros do país. Com a escassez de terrenos frente-mar na região, o mercado migrou para o eixo da Osvaldo Reis. O Artefacto Towers by CK, primeiro projeto no Brasil com assinatura da grife de mobiliário, atingiu 105,8% de valorização desde seu lançamento em 2021, ou seja, o dobro do valor. O edifício possui Valor Geral de Vendas (VGV) de R$300 milhões e ticket médio de R$3,2 milhões por unidade.

A expansão do ‘corredor’ atrai investidores focados em rentabilidade e ativos reais. O empreendimento Habitah Praia Brava, com VGV de R$267 milhões, acumulou alta de 72,82% em cinco anos. "Quando decidimos investir na Osvaldo Reis já identificamos um potencial imobiliário diferenciado. A localização estratégica e o avanço das obras de infraestrutura intensificaram o interesse pelo endereço, que hoje projeta ganhos consistentes acima da média de mercado, em torno de 20% ao ano", afirma Charles Kan, diretor da Construtora CK.
 
Ambos os empreendimentos têm mais de 90% das unidades comercializadas e ficam localizados no eixo central da avenida Osvaldo Reis, a poucos minutos da orla da Praia Brava e do centro de Itajaí e de Balneário Camboriú. A empresa ainda prepara para a região o lançamento do Levels Praia Brava, projeto de studios com VGV estimado em R$ 422 milhões, previsto para o segundo semestre de 2026.

Sobre a Construtora CK
Sob direção de Charles Kan, a Construtora CK se destaca no mercado catarinense desde 2010. A empresa se consolidou como uma referência no setor devido ao seu sólido landbank e à sua atuação estratégica em três cidades do litoral norte catarinense: Navegantes, Itajaí e Balneário Camboriú. Com 15 anos de experiência, entregou até o momento 15 empreendimentos, totalizando 957 unidades habitacionais e 170 mil metros quadrados construídos. Atualmente, possui 3 obras em andamento, ambas em Itajaí: Artefacto Towers by CK, Urbe Residence e Habitah Praia Brava.

Mais informações: https://www.construtorack.com.br/.

Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre documentos da liquidação do Banco Master

O Banco Central do Brasil (BC) determinou o sigilo de oito anos para os documentos referentes à liquidação extrajudicial do Banco Master. A restrição, que impede a consulta pública aos registros do processo até novembro de 2033, foi confirmada em resposta a um pedido de acesso à informação feito pela CNN Brasil.

A classificação foi formalizada em novembro de 2025, por determinação do presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. Segundo o BC, a liberação imediata das informações poderia comprometer o interesse público, afetando a estabilidade financeira, econômica e monetária do país. O BC também alegou que parte do material envolve procedimentos de fiscalização em curso e atividades de inteligência, cuja exposição poderia prejudicar ações de combate a infrações no sistema financeiro.

A decisão de manter o processo confidencial por quase uma década gerou reação no Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Jhonatan de Jesus, relator das apurações sobre a conduta do Banco Central no caso, abriu um procedimento para questionar a necessidade de um sigilo tão extenso.

Em um despacho datado de 24 de março, o magistrado solicitou ao BC esclarecimentos formais sobre o caso. O ministro quer que a autarquia detalhe quais trechos específicos da documentação justificam a restrição de acesso e se existe a viabilidade de uma liberação parcial ou integral dos arquivos, abrindo caminho para uma possível revisão da medida de confidencialidade.

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Na ocasião, o regulador justificou a intervenção extrema citando a identificação de “problemas estruturais” na instituição. Em comunicado oficial, o BC destacou a existência de uma “grave crise de liquidez” e o registro de “violações relevantes” às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional.

Intenção de consumo das famílias catarinenses recua 2,8% em março, aponta Fecomércio

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Santa Catarina registrou queda de 2,8% em março de 2026, interrompendo a sequência de altas observadas nos dois primeiros meses do ano. O índice atingiu 109,7 pontos, mantendo-se, ainda assim, acima da linha de satisfação (100 pontos) e da média nacional, que ficou em 104,6 pontos.

Na comparação com março de 2025, o indicador também apresentou retração de 2,7%, sinalizando perda de dinamismo no consumo ao longo do último ano. O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, destaca que é preciso analisar o cenário com cautela.

“Vínhamos de duas altas nos primeiros meses do ano, então precisamos ver como será o comportamento do indicador nos próximos meses. Em geral, nossas pesquisas têm apontando um consumidor mais otimista do que os empresários, fenômeno que ocorre desde meados do ano passado”, diz Dagnoni.

A queda em março foi disseminada entre os principais componentes do índice, com destaque para o recuo nas condições de consumo e nas expectativas das famílias. O nível de consumo atual foi o principal fator de pressão negativa, com queda de 5,8%, seguido pela perspectiva profissional (-5,1%) e pela perspectiva de consumo (-3,2%).

Outro ponto de destaque foi a retração de 3,0% na avaliação para compra de bens duráveis, indicando maior cautela dos consumidores. No bloco que mede a percepção do momento atual, a satisfação com a renda caiu 2,2%, enquanto a avaliação sobre o emprego recuou 0,7%.

O único indicador que apresentou resultado positivo foi o acesso ao crédito, com leve alta de 0,2% no mês e avanço de 3,6% na comparação anual, embora insuficiente para compensar as demais quedas.

No campo das expectativas, o cenário também foi de piora generalizada. A perspectiva profissional recuou 5,1% no mês, enquanto a perspectiva de consumo apresentou queda de 3,2% e retração de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025.
Apesar do recuo, o índice permanece em patamar considerado positivo, indicando que, embora mais cautelosas, as famílias catarinenses ainda mantêm nível de consumo acima da zona de insatisfação.

Sobre a ICF

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador calculado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisado em Santa Catarina pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC. O índice avalia a percepção das famílias em relação às condições atuais e às expectativas de consumo.

Banco do Brasil prorroga até 30 de abril renegociação de dívidas

O Banco do Brasil (BB) decidiu prorrogar até 30 de abril o prazo das condições especiais para renegociação de dívidas, após o bom desempenho das negociações realizadas ao longo de março. No mês passado, a instituição renegociou R$ 1,7 bilhão, resultado de mais de 180 mil acordos firmados com clientes em todo o país.
A extensão da iniciativa ocorre após a adesão ao mutirão nacional do setor bancário e, segundo o BB, reforça o compromisso da instituição com a recuperação da saúde financeira dos clientes e com o estímulo ao uso consciente do crédito. As condições especiais seguem disponíveis para pessoas físicas com pendências financeiras junto ao banco.

As renegociações podem ser feitas por todos os canais de atendimento, sem necessidade de envio de documentos. O cliente pode acessar o serviço pelo aplicativo BB, pelo WhatsApp (61) 40040001, nos terminais de autoatendimento, no site do banco, pela Central de Relacionamento ou diretamente nas agências.

A iniciativa também integra o conjunto de ações do Banco do Brasil voltadas à educação financeira. Entre elas está a ferramenta Minhas Finanças, disponível no aplicativo do banco e utilizada mensalmente por mais de 7 milhões de clientes, que permite acompanhar gastos, planejar o orçamento e organizar compromissos financeiros. Segundo o BB, o objetivo é contribuir para a redução da inadimplência e estimular hábitos financeiros mais saudáveis.

Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7%  aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. 

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

Redução da jornada deve gerar alta de 6,2% nos preços, revela estudo

Os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média caso o limite semanal de horas de trabalho seja reduzido de 44 para 40 horas semanais, impactando no aumento dos preços de compras em supermercado e de roupas, por exemplo. É o que mostra levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quarta-feira (1º).

Os dados indicam pressão generalizada sobre os preços em diferentes segmentos da economia. As compras em supermercados podem ficar 5,7% mais caras, com os preços de produtos agropecuários subindo em torno de 4% e os de produtos industrializados podendo registrar alta de 6% em média - no caso de roupas e calçados, por exemplo, a alta de preços pode alcançar 6,6%. No setor de serviços, o reajuste pode alcançar 6,5%, afetando, por exemplo, preços de manicure, cabelereiro e pintura residencial. A conta de internet pode apresentar elevação ainda mais expressiva, de até 7,2%.

A CNI fez uma simulação dos impactos na economia em um cenário em que a redução das horas trabalhadas com o limite semanal seria compensada pela contratação de novos empregados. A projeção estima que as horas trabalhadas não serão integralmente recompostas, ao mesmo tempo em que o custo da hora trabalhada aumentará, gerando elevação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva.

Os números mostram, ainda, que a indústria será o segmento mais atingido em termos de diminuição de horas trabalhadas caso o Congresso Nacional aprove a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com queda de 4,34% das horas trabalhadas. Na sequência, aparecem o comércio, com redução de 4,03%; serviços (-2,44%); construção (-2,04%); e agropecuária (-1,70%).

“A consequência da elevação do custo do trabalho será o aumento generalizado dos preços da Economia e afetará a vida de todos os brasileiros. As empresas não enfrentarão apenas o aumento do custo direto com mão de obra, mas os insumos também deverão ter seus preços reajustados, considerando que a redução do limite das horas trabalhadas afeta toda a cadeia produtiva”, alerta o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Debate precisa ser mais aprofundado
A CNI acompanha os projetos no Legislativo que tratam da redução da jornada de trabalho. Segundo Alban, o debate sobre o tema com a sociedade e com os setores da economia precisa ser feito de forma mais aprofundada e transparente, depois das eleições para que não haja interferência do momento político nessa importante discussão.

“A discussão da escala é 6x1 é legítima e necessária, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos. A produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de reduzir a escala”, destaca o presidente da CNI.

Para o presidente da CNI, além da impertinência de uma discussão tão importante em ano eleitoral, ela se mostra inoportuna no momento em que a economia global enfrenta o aumento da inflação ocasionado pela alta nos preços do petróleo e derivados, decorrente dos conflitos no Oriente Médio. Alban observa que, mesmo se a guerra do Irã terminasse hoje, seria impossível administrar uma volta aos custos anteriores no curto e médio prazo. Por isso, aponta como incoerência que o governo trabalhe pela redução da jornada de trabalho, que impactará em inflação, enquanto busca recursos para a subvenção do custo dos combustíveis a fim de evitar alta de preços em toda a cadeia produtiva.

Dados mostram aumentos dos gastos públicos
Levantamento divulgado no começo de março pela CNI já havia mostrado que os gastos com trabalhadores do setor público poderiam aumentar em até R$ 4 bilhões por ano, dependendo da estratégia adotada para recomposição das horas trabalhadas. Segundo a análise da CNI, o aumento decorreria da necessidade de pagamento de horas extras ou contratação adicional para manutenção da carga horária.

Confira a íntegra da nota técnica: Impacto da redução da escala de trabalho nos preços ao consumidor: https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/04/f0/04f04592-0f48-4da1-bd33-7343e8e04706/impacto_da_reducao_da_escala_de_trabalho_nos_precos_ao_consumidor.pdf

Fonte: CNI

Indústria de SC gera 24 mil novos empregos no primeiro bimestre

A indústria de Santa Catarina (FIESC) criou 24 mil vagas no primeiro bimestre do ano. No mesmo período, o estado gerou 41,5 mil novos postos de trabalho, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

“A indústria de SC vem se mostrando resiliente mesmo com um cenário adverso, marcado por incertezas no mercado externo, alta taxa de juros e endividamento crescente das famílias”, analisou o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme. 

A despeito do saldo positivo no bimestre, a indústria catarinense mostra arrefecimento nas contratações, que ficaram abaixo no mesmo período do ano anterior, explicou Seleme.  

O que explica o desempenho?
O resultado foi puxado pela construção civil, que liderou a criação de empregos no acumulado do ano até fevereiro, com 6,7 mil vagas. A construção civil segue contratando, mesmo em um ambiente de taxa de juros elevada, impulsionada pela atratividade do litoral catarinense. Apesar do resultado positivo, na comparação com o mesmo período do ano passado, a geração de postos de trabalho recuou 18,9%, na análise do Observatório FIESC.

Confira o boletim com a análise 

O segundo setor com maior saldo positivo de vagas foi o têxtil, de confecções, couro e calçados, que registrou 4,6 mil novas oportunidades criadas no acumulado do ano. O desempenho, no entanto, ficou 34,8% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Para o Observatório FIESC, a queda de 6% nas vendas do comércio varejista de tecidos, confecções e calçados no estado ajuda a explicar a perda de ritmo das contratações do segmento.

No caso do ramo de alimentos e bebidas, o incremento de exportações de aves e suínos e também o aquecimento do mercado interno justificam o crescimento de 12,6% nas vagas criadas na comparação com 2025. Foram 2,6 mil novas oportunidades de trabalho no período. Análise do Observatório FIESC mostra que o recuo dos preços ao produtor e o crescimento de vendas nos supermercados e hipermercados contribuíram para o desempenho do emprego no setor.

Outros setores
No primeiro bimestre, o setor de serviços criou 15,5 mil vagas e a agropecuária gerou 4 mil empregos. Já o comércio teve saldo negativo de 1,9 mil postos de trabalho em janeiro e fevereiro.

Desempenho em Fevereiro
Considerando apenas o mês de fevereiro, o estado gerou 21,7 mil empregos, dos quais 11 mil vieram do setor de serviços. Os empregos industriais somaram 8,2 mil, enquanto a agropecuária gerou 2,5 mil postos. O comércio registrou 41 vagas. 
Entre os empregos criados pela indústria, a construção civil liderou com 2,5 mil vagas, seguida pelo segmento têxtil, de confecções, couro e calçados, com 1.060 postos, e alimentos e bebidas, com 1.056.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

CapacITAPEMA inicia nova turma do curso de manutenção e instalação de ar-condicionado

A Secretaria de Assistência Social de Itapema deu início, nesta quarta-feira (01/04),  uma nova turma do curso de manutenção e instalação de ar-condicionado, dentro da programação do Capacita Itapema. A capacitação conta com carga horária de 40 horas e está sendo realizada no CALAS, localizado na Rua 428, no bairro Morretes.

As aulas seguem ao longo do mês de abril, nos dias 1, 2, 6, 7, 8, 9, 10, 13, 14, 15, 16, 17 e 20. O curso retorna após o sucesso da edição anterior, ampliando as oportunidades de qualificação profissional e geração de renda para os moradores do município.

A secretária de Assistência Social, Íris Bispo, destacou a importância da iniciativa. “O CapacITAPEMA é uma oportunidade de transformação na vida das pessoas. Nosso objetivo é oferecer qualificação, abrir portas para o mercado de trabalho e dar mais autonomia para as famílias do nosso município”, afirmou.

Para participar, os interessados podem procurar o CRAS I, CRAS II ou o CREAS. Também é possível obter mais informações e fazer contato pelo WhatsApp (47) 9919-6466.

Além do curso de ar-condicionado, o programa CapacITAPEMA prevê outras capacitações ao longo do ano, como extensão de cílios, marketing para jovens, manutenção e conserto de celulares e unhas em gel, reforçando o compromisso com a qualificação gratuita e acessível à população.

BC: Contribuintes têm até segunda-feira para aderir ao Regulariza Emasa

Com prazo se encerrando na segunda-feira (6), o Programa de Recuperação Fiscal Regulariza Emasa 2026 entra na reta final. A iniciativa da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) de Balneário Camboriú oferece condições especiais para regularização de dívidas vencidas até 31 de dezembro de 2025, com descontos de até 100% em juros e multas.

O diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, destaca que esta é a última oportunidade para que os consumidores regularizem sua situação em condições facilitadas. “O programa foi pensado justamente para permitir que o contribuinte quite seus débitos com vantagens reais. Após o prazo, essas condições deixam de existir e a Emasa dará continuidade às medidas de cobrança previstas em lei”, afirma.

Encerrado o período de adesão, os débitos em aberto poderão sofrer penalidades mais rigorosas. Entre elas, a negativação do nome junto ao SPC Brasil e o protesto em cartório, medidas que já vêm sendo aplicadas desde setembro de 2025 para contas com mais de 65 dias de atraso.

O diretor administrativo e financeiro, Sérgio Luis de Souza, reforça que o parcelamento facilitado também deixa de estar disponível após o término do programa. “Hoje o contribuinte pode parcelar em até 48 vezes, com descontos significativos nos encargos. Após o dia 4, as cobranças seguem os critérios normais, sem esses benefícios”, explica.

Durante o período do Regulariza, os descontos variam conforme a forma de pagamento, sendo de 100% em juros e multas para pagamento à vista, e condições escalonadas para parcelamentos de até 48 vezes, com parcelas mínimas de R$ 42,29 para pessoas físicas e R$ 125,40 para pessoas jurídicas.

A adesão deve ser feita presencialmente na sede da Emasa - localizada na Quarta Avenida, nº 250, no Centro -, mediante apresentação de documentos pessoais ou empresariais e comprovação de vínculo com o imóvel.

Espaço do Empreendedor de Navegantes conquista Selo Sebrae Ouro

O Espaço do Empreendedor de Navegantes recebeu o Selo Sebrae na categoria Ouro, concedido a municípios que adotam práticas de gestão e estratégias voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios. A entrega ocorreu na manhã do último dia 30, no Paço Municipal.

A premiação reconhece iniciativas que estimulam o desenvolvimento econômico local, com foco no apoio a micro e pequenos empreendedores. Em Navegantes, o Espaço do Empreendedor integra o programa Cidade Empreendedora e atua oferecendo orientações, serviços e soluções voltadas aos negócios locais, como emissão de alvarás, capacitações e apoio técnico.

O espaço é destinado tanto a quem deseja iniciar uma atividade quanto a empresários que buscam expandir seus negócios, considerando as características e o potencial econômico do município.

O reconhecimento na categoria Ouro marca um avanço em relação a 2024, quando Navegantes havia conquistado o selo na modalidade Prata. À época, o município estabeleceu como meta o aprimoramento dos serviços prestados, com foco na qualificação do atendimento e na ampliação das soluções oferecidas.

De acordo com a gerente de Empreendedorismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita, Laura Telles, a certificação reflete o fortalecimento do ambiente empreendedor na cidade. “O desafio, a partir de agora, é manter a qualidade do atendimento com ações inovadoras, gestão estratégica e atenção aos empreendedores, que são parte fundamental do desenvolvimento econômico local”, afirma.

Oficina sobre inovação orienta empreendedores em Itajaí

O Espaço do Empreendedor de Itajaí promove a oficina gratuita “Faça a inovação acontecer em sua empresa”, voltada para microempreendedores individuais (MEI) e microempresas (ME) que buscam aplicar inovação de forma prática no dia a dia dos negócios.A capacitação será realizada no dia 16 de abril, das 18h às 22h, no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Itajaí.

A capacitação terá carga horária de quatro horas e condução do instrutor Ivan Cancelier. As inscrições estão disponíveis pelo Instagram do Espaço do Empreendedor.A oficina apresentará conceitos de inovação aplicados à realidade das pequenas empresas, com conteúdos sobre o que é inovação, mitos, motivos para inovar, o que evitar no processo e exemplos de empresas inovadoras do Brasil e do mundo. A proposta é oferecer ferramentas para que empreendedores identifiquem oportunidades e desenvolvam melhorias em seus próprios negócios.

Cancelierpossui mais de 27 anos de experiência na área comercial, gestão financeira e eficiência operacional, com atuação em estruturação de processos, análise financeira, formação de preços e organização de fluxos de trabalho, além de consultoria empresarial. A capacitação busca levar orientação prática e acessível para empresários que desejam melhorar resultados e ampliar a competitividade.

Itajaí oficializa plano de revitalização da Praia Brava com foco em mobilidade e sustentabilidade

O Município de Itajaí, em conjunto com a Associação dos Proprietários da Praia Brava Norte (Aprobrava), estabeleceu o Masterplan para a reestruturação completa da região da Praia Brava e Cabeçudas. As ações seguem as diretrizes de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal em dezembro de 2025, garantindo o cumprimento de acordos socioambientais históricos. A apresentação do pacote de investimentos na ordem de R$120 milhões que envolve a iniciativa público-privada foi feita nesta segunda-feira (30) na sala de reuniões do gabinete do prefeito.

Os principais eixos do projeto contemplam a revitalização das orlas da Praia Brava Norte e Sul, além da implantação do Parque Natural Municipal do Canto do Morcego. Na área de mobilidade, destaca-se a criação do novo acesso viário "Eco Park", ligando a Rodovia Osvaldo Reis à Avenida José Medeiros Vieira, e a requalificação da Rua Vereador Hermínio Gervásio para melhorar a conexão entre Cabeçudas e a Praia Brava.

O investimento total previsto é de R$ 120.230.000,00, divididos entre aportes da prefeitura (R$ 62,6 milhões) e da iniciativa privada (R$ 57,6 milhões). Somente em 2025, foram executados R$ 6,9 milhões em obras de macrodrenagem, saneamento e ampliação de equipamentos turísticos na Brava Norte.

O cronograma estabelece que o ano de 2026 será dedicado à elaboração de projetos executivos e licenciamentos ambientais. A execução das obras de maior impacto, como a orla sul e a infraestrutura do parque natural, está planejada para ocorrer entre 2027 e 2032.

O plano prioriza ainda a preservação ecológica, com foco na recuperação e manutenção permanente da restinga e estudos sobre o impacto da iluminação artificial na fauna e flora local. A gestão conjunta entre o poder público e o setor privado busca consolidar um modelo de uso sustentável e lazer contemplativo para moradores e turistas.

Recupera Mais: últimos dias para aproveitar descontos de até 95% sobre juros e multas e colocar as contas em dia

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM

O contribuinte catarinense tem até 31 de março para garantir a adesão ao Recupera Mais e obter descontos de até 95% sobre juros e multa no pagamento do ICMS, IPVA e ITCMD atrasados — os percentuais de desconto serão menores após essa data. Lançado pelo Governo do Estado para dar uma nova oportunidade àqueles que tiveram dificuldades para manter as contas em dia, o programa de renegociação de dívidas também oferece opções de parcelamento em até 72 vezes para quem realizar a adesão ainda neste mês. 

Os descontos e opções de parcelamento mudam de acordo com a alternativa escolhida pelo contribuinte (pagamento à vista ou parcelamento). A lógica é a mesma do programa anterior: quanto mais cedo é realizada a adesão ao Recupera Mais, maiores são os descontos e condições de parcelamento disponíveis. 

Calendário
O Recupera Mais segue até o final de maio para os pagamentos de ICMS e ITCMD atrasados. Já o calendário para a quitação do IPVA segue até setembro. No caso do ICMS, os descontos podem chegar a 95% sobre juros e multas para pagamento à vista realizado até 31 de março, além da possibilidade de desconto menor e parcelamento em até 72 vezes. 

Para o ITCMD, os descontos variam entre 45% e 90%, com possibilidade de parcelamento em até 24 vezes. Já o IPVA terá redução entre 75% e 90% sobre multas e juros, mas as condições são exclusivas para pagamento à vista.

A negociação envolve débitos de ICMS gerados até 31 de março de 2025 (confira a tabela abaixo para verificar as opções para o IPVA e ITCMD). A expectativa do Governo do Estado é recuperar até R$ 1 bilhão somente com débitos de ICMS.

A primeira edição do Recupera Mais foi considerada um sucesso pelo volume arrecadado e alto índice de adimplência. Cerca de R$ 3 bilhões foram renegociados, sendo aproximadamente R$ 800 milhões pagos à vista e mais de R$ 1,2 bilhão já recuperados em parcelas — o restante dos parcelamentos será recebido até 2030. Aproximadamente 90% dos contribuintes que aderiram continuam com o pagamento em dia, abrindo caminho para que o modelo seja repetido com o mesmo êxito. 

Os programas de recuperação realizados desde 2017 no Estado tiveram arrecadação máxima de R$ 500 milhões e um percentual médio de adimplência em torno de 60%.

É importante destacar que o atraso no pagamento de três parcelas, sucessivas ou não, resultará no cancelamento do acordo e na reconstituição do saldo devedor, incluindo os juros e multa, com desconto apenas do valor já pago.

Acesse a página do Recupera Mais para aderir ao programa: https://sef.sc.gov.br/saiba-mais/recuperamais

Programa catarinense pioneiro em identificação individual de bovinos e bubalinos completa 18 anos

Foto: Ascom/Cidasc

Em 31 de março, Santa Catarina celebra 18 anos de implantação do Programa de Identificação de Bovinos e Bubalinos (PIB), iniciativa pioneira no Brasil e referência em rastreabilidade animal. A medida é fundamental para o controle sanitário do rebanho e para a manutenção do status sanitário diferenciado que o estado construiu e que é reconhecido internacionalmente.

Coordenado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o sistema permite acompanhar todo o ciclo de vida de bovinos e bubalinos, desde o nascimento até o abate. A identificação individual garante informações precisas sobre origem e movimentação dos rebanhos em todo o território catarinense.

Implantado em 2008, o programa tornou obrigatória a identificação dos animais por meio de brincos oficiais, aplicados ainda nos primeiros meses de vida. A iniciativa contribuiu para a organização dos dados agropecuários e fortaleceu as ações de defesa sanitária animal no estado, além de abrir portas em mercados internacionais exigentes para a carne catarinense.

“Nossos controles são frequentemente requeridos para estudos acadêmicos, pesquisas científicas, entre outros. Recebemos vários estados do país aqui para ver como o Programa de Identificação de Bovinos e Bubalinos funciona, como está estruturado, como são os controles informatizados. Atualmente o MAPA está requerendo o mesmo controle de identificação e rastreabilidade em todos os estados, isso porque há mercados definindo prazos para determinar a compra ou não de carne bovina brasileira, a depender desse quesito. Mais uma vez, Santa Catarina já está preparada e atende!” diz a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Ela destaca que o sistema catarinense foi apresentado a autoridades japonesas durante a missão do Governo do Estado àquele país, em meados de 2025. “Mostramos o trabalho da Cidasc, os controles e garantias de saúde do rebanho catarinense que temos a oferecer, ponto bastante apreciado por aqueles que acompanharam nossa apresentação. Este diferencial deve resultar, em breve, na autorização do governo japonês para importação da carne bovina produzida em Santa Catarina. A Cidasc leva o agro catarinense para o mundo”, comemora a presidente. 

A rastreabilidade é um elemento estratégico para a cadeia produtiva da carne, essencial para estados exportadores, como Santa Catarina, manterem-se competitivos. Nos negócios com a União Europeia, por exemplo, há pagamento maior para cortes de animais jovens que tenham a origem rastreada (a chamada Cota Hilton). 

Tecnologia foi aprimorada e tornou mais ágil a análise de dados e tomada de decisões para proteger a atividade econômica e a saúde de animais e pessoas. Foto: Jaqueline Vanolli/Ascom Cidasc
Para atender a crescente demanda dos importadores quanto a comprovações sanitárias, está em curso o Plano Nacional de Identificação de Bovinos, cuja meta é identificar individualmente todo o rebanho brasileiro. Neste sentido, a experiência catarinense tem muito a contribuir. 

A implantação do PIB em Santa Catarina, em 2008, exigiu planejamento e trabalho intenso por parte dos profissionais da Cidasc e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa). Nos primeiros municípios escolhidos, foram necessárias de duas a três semanas para concluir a identificação de todos os bovinos e bubalinos, visitando cada propriedade rural. 

Na época, a numeração dos brincos era registrada em planilhas de Excel. A criação do Sigen+ (Sistema de Gestão da Defesa Agropecuária) foi um avanço importante e os investimentos em tecnologia tiveram sequência, buscando dar maior agilidade e precisão no registro e análise de dados. 

Resultado do trabalho conjunto entre o poder público, instituições parceiras e produtores rurais, o sistema segue como uma das principais ferramentas de proteção do patrimônio sanitário catarinense e de fortalecimento do agronegócio.

Levantamento do Procon verifica aumento do valor da cesta básica em Navegantes

O Procon de Navegantes acaba de divulgar nova pesquisa sobre o valor da cesta básica no município. Passando a custar, em média, R$ 285,17, com alta de aproximadamente 1,64% em relação ao mês de fevereiro deste ano, a cesta fica cerca de R$ 4,61 mais cara em março.

Dentre os produtos que se destacam pela elevação do preço, estão a cebola, a cenoura e a batata lavada. Os valores mais altos encontrados para esses itens foi de R$ 4,49, R$ 7,49 e R$ 4,79, respectivamente. Nessa ordem o aumento médio de cada um deles para o período foi de 79,91%, 50,94% e 37,80%.

Na contramão da elevação verificada no valor médio da cesta básica, os itens papel higiênico, maçã nacional e ave inteira registraram, respectivamente, variações negativas aproximadas de 22,22%, 21,89% e 18,19%. No que concerne aos menores preços observados para cada um dos itens, identificou-se o papel higiênico por R$ 1,20, a maçã nacional ao custo de R$ 9,48 por quilo e a ave inteira custando R$ 6,59 por quilo.

Consideradas as variações de preço dos setores pesquisados – açougue; frios e laticínios; mercearia; hortifrúti e limpeza e higiene – o Procon indica que o menor valor da cesta é R$ 261,70, e o maior, R$ 322,74.

Caso a população identifique condutas abusivas por parte de estabelecimentos comerciais, é possível registrar uma denúncia no Procon pelo e-mail procon@navegantes.sc.gov.br, pelo telefone (47) 3342-9500 ou via WhatsApp, no número (47) 99290-1398.

O atendimento ao público também ocorre presencialmente na sede do órgão, localizada na Avenida Prefeito José Juvenal Mafra, n.º 498, Centro, em frente à Praça dos Emancipadores.

Acesse a íntegra da pesquisa aqui. : http://noticias.navegantes.sc.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/3.-Marco-de-2026-Tabela.pdf

Desemprego volta a subir no Brasil e atinge 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro

O desemprego no Brasil chegou a 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, de acordo com a PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice representa alta em relação ao trimestre entre setembro e novembro de 2025, quando estava em 5,2%, mas ainda é a menor taxa registrada para um período encerrado em fevereiro desde o início da série histórica, em 2012.

Em comparação com fevereiro de 2024, a taxa caiu um ponto percentual, mostrando que, apesar da alta trimestral, o cenário do desemprego segue em patamares historicamente baixos.

População ocupada e rendimento

Segundo o IBGE, o número de pessoas ocupadas no país atingiu 102,1 milhões, com queda de 0,8% (menos 874 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, mas alta de 1,5% frente ao mesmo período do ano passado.

Dentro desse total:

39,2 milhões trabalhavam no setor privado com carteira assinada, mantendo estabilidade em relação ao trimestre encerrado em novembro de 2025.
26,1 milhões eram trabalhadores por conta própria, também estáveis.
13,3 milhões trabalhavam no setor privado sem carteira assinada, com redução de 342 mil pessoas.
12,6 milhões estavam no setor público, com queda de 3,7%, especialmente nos segmentos de educação, saúde, administração pública e serviços sociais, influenciados por contratos temporários que encerram no início do ano.
A construção civil também registrou queda, com 245 mil vagas a menos, reflexo da menor demanda por obras e reparos no início do ano.

Apesar disso, o rendimento real médio habitual chegou a R$ 3.679, um crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior e 5,2% no ano, atingindo o maior valor da série histórica ajustado pela inflação. Segundo o IBGE, este aumento reflete uma melhora quantitativa e qualitativa do mercado de trabalho.

Subutilização e informalidade
O IBGE também destacou a subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas desocupadas, trabalhando menos do que gostariam ou que têm disponibilidade para trabalhar mas não procuram emprego. Essa taxa subiu de 13,5% para 14,1%, atingindo cerca de 16,1 milhões de pessoas, um aumento de 675 mil em relação ao trimestre encerrado em novembro de 2025.

Já a informalidade apresentou leve queda, passando de 37,7% (38,8 milhões de trabalhadores) para 37,5% (38,3 milhões). Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a redução da informalidade foi influenciada principalmente pela queda na construção civil e em segmentos menos formalizados da indústria e da agricultura.

Contexto e sazonalidade
O IBGE explicou que o aumento da desocupação é influenciado por fatores sazonais, como a perda de vagas nos setores de saúde, educação e construção, comuns no início do ano. Mesmo assim, o instituto ressalta que os patamares atuais são melhores que os de 2025, preservando os ganhos quantitativos do mercado de trabalho.

No trimestre até fevereiro, 6,2 milhões de pessoas com 14 anos ou mais estavam em busca de emprego, 600 mil a mais que no trimestre encerrado em janeiro. Para efeito de comparação, o maior contingente de desocupados na série da PNAD foi registrado no trimestre até março de 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando o número chegou a quase 15 milhões.

Avaliação do IBGE
“A gente tem uma expressão de um comportamento sazonal que, contudo, preserva ganhos quantitativos do mercado de trabalho. A despeito do efeito sazonal de algumas atividades econômicas, os patamares alcançados agora são melhores do que os de 2025”, afirmou Adriana Beringuy.

Ela também destacou que o aumento do rendimento médio é um ponto positivo: “A boa notícia para o mercado de trabalho é o rendimento real habitual de todos os trabalhos, que atingiu o maior valor da série histórica”.

Gasolina e diesel sobem pela 4ª semana seguida; gás de cozinha dispara neste estado do Nordeste

Os preços dos combustíveis seguem em alta nos postos brasileiros e já acumulam quatro semanas consecutivas de aumento, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgado nesta sexta-feira (27).

O diesel S10 atingiu média nacional de R$ 6,78 por litro entre os dias 22 e 28 de março, com alta de 2,9% na semana e avanço de 24,3% em relação ao período anterior ao início do conflito no Oriente Médio. Em casos extremos, o combustível chegou a R$ 9,99 em Ourinhos, no interior de São Paulo.

Já a gasolina também registrou elevação, ainda que mais moderada. O preço médio subiu para R$ 6,78 por litro, avanço de 1,9% na semana e de 7,9% no acumulado de março. O maior valor foi identificado no Guarujá (SP), onde o litro chegou a R$ 9,39.

O gás de cozinha também começou a refletir a pressão nos preços. Após semanas de estabilidade, o botijão de 13 quilos teve alta de 1,9%, passando a custar, em média, R$ 110,80. Em Ilhéus, o produto chegou a R$ 150.

Impacto do cenário internacional
A escalada nos preços ocorre em meio à intensificação das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que impactam diretamente o mercado global de petróleo. Desde o fim de fevereiro, a gasolina já acumula alta de cerca de 8%, enquanto o diesel subiu mais de 20% nas bombas.


O barril de petróleo ultrapassou US$ 115 no mercado internacional, pressionado também por riscos logísticos na região. Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global da commodity e que chegou a ser fechado pelo governo iraniano.

Medidas e fiscalização
Diante do cenário, a ANP informou que intensificou o monitoramento do mercado para garantir o abastecimento e coibir práticas abusivas. Desde 9 de março, foram fiscalizados mais de 3 mil postos e centenas de distribuidoras em todo o país.

O governo federal afirma que há estoque suficiente para atender à demanda de abril, apesar da volatilidade nos preços. Além disso, a agência regulamentou a metodologia do Preço de Referência (PR), prevista na Medida Provisória 1.340/2026, que trata da subvenção ao diesel — combustível mais impactado pelo cenário internacional.

Empresária catarinense é finalista do Prêmio Mulher Engenheira 2026 na Alemanha

 A empresária catarinense Luciane Fornari está entre as quatro finalistas do Engineer Woman Award 2026, prêmio que será entregue no dia 23 de abril durante o congresso FEMWORX, na Feira de Hannover, na Alemanha.

Fundadora da Fornari Indústria, de Concórdia, e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, Luciane atua há mais de duas décadas no desenvolvimento de tecnologias para biosseguridade no agronegócio e energias renováveis.

"Estar no Top 4 do Engineer Woman Award é, para mim, o equivalente a ser indicada ao Oscar do nosso setor. Essa não é uma conquista solitária. É o reconhecimento do talento de cada um dos nossos colaboradores, da confiança dos nossos parceiros na projeção da inovação brasileira no cenário global. Juntos, provamos que o Brasil produz tecnologia de ponta para o mundo", afirma Luciane.

A origem da Fornari
A Fornari Indústria nasceu em 2006, quando Luciane desenvolveu um sistema de desinfecção para caminhões em resposta ao surto global de gripe aviária. A empresa exporta equipamentos para avicultura de postura para diversos países e mantém parceria com a dinamarquesa SANOVO Technology Group. Já a PlanET Biogás Brasil é o braço nacional da empresa alemã referência em usinas de biogás e biocombustíveis.

A parceria com o SENAI é parte estrutural da trajetória de inovação da Fornari. A versão inteligente da máquina de desinfecção de ovos férteis tem protótipo desenvolvido nos laboratórios do SENAI de Joinville — equipamento presente em mais de 300 propriedades no Brasil e no exterior. Mais recentemente, a empresa concluiu um projeto de Indústria 4.0 via SENAI, com investimento de aproximadamente R$ 2 milhões em centros de usinagem e integração dos processos produtivos. A iniciativa foi viabilizada por meio do programa Brasil Mais Produtivo. 

O SENAI também é parceiro na formação de profissionais para a Fornari, com programas de qualificação profissional e segurança do trabalho. Os próximos passos incluem o desenvolvimento de hackathons com o SENAI de Concórdia, explorando as áreas de robótica e mecatrônica.

Além de comandar as duas empresas, Luciane integra o conselho da Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN) e atua como vice-presidente do Conselho de Curadores da Enterprise Europe Network Brasil para o período 2025-2029.

Com informações da assessoria de imprensa da Fornari.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Governador Jorginho Mello assina ordem de serviço para construção de nova ponte sobre o Rio Araranguá

Foto: Jonatã Rocha/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello assinou nesta terça-feira, 24, a ordem de serviço para a construção da quarta ponte sobre o rio Araranguá. A chamada Ponte de Ilhas será feita de concreto com 250 metros de extensão e onze metros de largura. No ato também foi assinada a ordem de serviço da ciclovia da SC- 447, no trecho entre Balneário Arroio do Silva e Araranguá.

“É uma obra que todo mundo espera há mais de 30 anos. Eu não tenho dúvida de que nós vamos fazer com que a comunidade faça a integração, tenha mais agilidade e segurança para passar. A empresa que venceu a licitação tá aqui, o dinheiro tá reservado para pagar, e nós vamos entregar essa obra de uma vez por todas”, disse o governador.

A obra vai ligar o Balneário Morro dos Conventos e o perímetro urbano de Araranguá, na margem direita do rio, à comunidade de Hercílio Luz e ao Balneário Rincão, na margem esquerda. A benfeitoria vai encurtar distâncias, dando mais agilidade às pessoas e fortalecendo a economia local. Hoje a travessia é feita por balsa, o que limita o deslocamento principalmente nos períodos de maior movimento, como o verão.


O Governo do Estado vai investir R$ 25 milhões no projeto, com uma contrapartida da prefeitura no valor de R$ 72 mil. A estrutura contempla duas pistas de rolamento, passeio para pedestres e sistema de iluminação pública de led. O prazo estabelecido para a conclusão da obra é de 18 meses.

“Muito importante para o Sul de Santa Catarina, para Criciúma, para Içara, para o Rincão, para Araranguá. Está dentro do nosso território, mas absorve tudo isso. Isso aqui vai se tornar uma rota turística, toda essa região do Morro dos Conventos é lindíssima. Só que hoje você não tem esse acesso. Com essa obra que o governador acaba de anunciar, isso aqui vai explodir em termos de produção agrícola, mas principalmente na questão turística”, comemora o prefeito de Araranguá, César Cesa.

Ciclovia

Na oportunidade também foi assinada a ordem de serviço para a construção da ciclovia da SC-447, no trecho Balneário Arroio do Silva a Araranguá. A iniciativa é uma resposta a um pedido da comunidade, prevê a implantação de uma pista exclusiva para bicicletas, com serviço de terraplanagem, drenagem, pavimentação, calçamento e sinalização ao longo de aproximadamente oito quilômetros de extensão. A obra vai custar quase R$ 10 milhões, com prazo de execução de oito meses.

Serra Catarinense concentra 80% das novas ligações industriais da SCGÁS no início de 2026

Foto: Roberto Zacarias/SECOM

A Serra Catarinense vive um momento de aceleração no mercado de gás natural. Nos dois primeiros meses de 2026, quatro das cinco novas ligações industriais da SCGÁS foram realizadas na região, nos municípios de Lages e Palmeira. O movimento reforça a presença do energético na região serrana e reforça o papel do gás natural como vetor de desenvolvimento industrial no interior do estado.

A viabilidade dessas conexões está diretamente associada à ampliação da infraestrutura de distribuição. Concluído em 2024, o Projeto Serra Catarinense foi o alicerce desse avanço. Com mais de 220 km de gasodutos implantados, a obra transformou a lógica de abastecimento da região, que passou a contar com fornecimento contínuo via rede canalizada, garantindo segurança de abastecimento e criando as condições de escala e previsibilidade que atraem consumidores industriais.

Para o Gerente Comercial Industrial e Veicular da SCGÁS, Rafael Nicolazzi, o cenário é resultado de uma atuação planejada. “Esse resultado reflete o trabalho estruturado de inteligência de mercado da Companhia, que permite direcionar a atuação dos consultores com mais eficiência e avançar na interiorização do gás natural”, afirma.

O crescimento não se limita à Serra Catarinense. Os dados dos dois primeiros meses do ano mostram expansão consistente em todos os segmentos pelo estado de Santa Catarina: em janeiro, entraram 10 novos clientes para a rede, representando 160 unidades consumidoras gaseificadas. Em fevereiro, esse ritmo mais que dobrou, com 14 novos clientes, equivalentes a 363 unidades conectadas. As 27 interligações realizadas no período, distribuídas pelos setores industrial, comercial e residencial, indicam o adensamento da rede no estado.

Esse desempenho reforça a estratégia da SCGÁS de ampliar a capilaridade da rede de distribuição e de promover a interiorização do gás natural como instrumento de desenvolvimento econômico. A companhia segue investindo na expansão da infraestrutura e na ligação de novos clientes, com foco em regiões com potencial produtivo que demandam fontes energéticas mais eficientes.

Semana da Mulher Empreendedora inicia com palestra sobre protagonismo feminino nos negócios

Iniciou na manhã desta segunda-feira (23) a 2ª Semana da Mulher Empreendedora, evento promovido pela Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio das secretarias da Fazenda e de Assistência Social, Mulher e Família. A programação ocorre até sexta-feira (27), no Centro de Treinamento Comunitário (CTC), no Bairro das Nações.

A abertura do evento contou com a presença do vice-prefeito, Nilson Probst, da secretária da Fazenda, Magda Bez e do secretário de Assistência Social, Mulher e Família, Dão Koeddermann, além da presença das vereadoras Jade Martins e Ciça Muller.

Ao longo desta semana, serão realizadas palestras, painéis e workshops voltados ao desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais para mulheres que desejam iniciar ou fortalecer seus negócios.

Para a coordenadora de empreendedorismo e cooperativismo, Patrícia Rocha, promover a Semana da Mulher Empreendedora auxilia as mulheres a criarem sua liberdade econômica e ter protagonismo no mundo dos negócios.

“O empreendedorismo, eu digo que ele liberta, inclusive as mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, para que elas possam entender que podem sim se reerguer e serem senhoras da sua vida através do empreendedorismo. Além do conhecimento, também traremos a qualidade de vida e falaremos de saúde emocional e saúde mental, que é muito importante”, disse.

Patrícia ainda ressaltou que o maior objetivo do evento é mostrar para as mulheres que elas não estão sozinhas, e que o município de Balneário Camboriú tem as ferramentas para ajudá-las a crescer em suas atividades.

Esta é a segunda vez que a babysitter Simone Mandel Martignago participa do evento, algo que vê como uma oportunidade de conhecer novas pessoas e aumentar o network. “Eu voltei porque não tem como deixar de participar, porque você vai conhecer novas pessoas, ter palestras bem engrandecedoras, além de dividir o nosso trabalho, expandir o que a gente faz e conhecer o das outras pessoas também”, comentou.

A confeiteira Patricia Beinotti está, pela primeira vez, participando da Semana da Mulher Empreendedora. A palestra Elas no Comando, a Dona do Negócio, chamou atenção da profissional, que elogiou a organização e realização do evento.

“Eu acho isso aqui muito importante porque informação nunca é demais, a gente tem que estar sempre procurando evoluir, e ir conhecendo novas pessoas, novas ideias. Além de poder também divulgar o trabalho da gente”, disse.

Programação

As atividades estão sendo realizadas no CTC (localizado na Rua Itália, nº 1059, Bairro das Nações) das 8h30 às 11h. As inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp (47) 9105-2900. Para quem não puder estar presente, há a opção de participar de jornadas on-line com cursos e formações oferecidas pelo Sebrae.

24/03 (terça-feira)

* Workshop: Planejando seu Sucesso (Palestrante: Laiz Menegazzo)

25/03 (quarta-feira)

* Painel: Saúde Mental (Palestrante: Bernadette Sabbi)

26/03 (quinta-feira)

* Workshop: Domine suas Finanças e Fortaleça sua Gestão (Palestrante: Karla Fracari)

27/03 (sexta-feira)

* Painel: Case de Sucesso — Reflexão sobre o mercado empreendedor para mulheres 40 e 50+ (Palestrante: Janete Back Gorges)
* Painel: Qualidade de vida e saúde íntima da mulher empreendedora 40+ (Palestrante: Patrícia Kun).

Produção de arroz impulsiona economia agrícola em Navegantes

A produção de arroz consolida-se como uma das atividades mais representativas do setor agrícola de Navegantes. A cultura tem impacto direto na economia do município, sendo fundamental para a geração de empregos nas áreas rurais, para a valorização das famílias no campo e para o segurança alimentar da região.

Para auxiliar na manutenção das lavouras e no aumento da produtividade, a Secretaria de Agricultura, Pesca e Pecuária (Seap) mantém um cronograma de suporte estrutural voltado aos rizicultores e demais produtores do município. O atendimento institucional busca viabilizar o trabalho diário nas propriedades e reduzir os custos de produção.

O suporte oferecido pela secretaria inclui serviços essenciais para o desenvolvimento agrícola, como:

Assistência técnica e orientação profissional;
Disponibilização de máquinas e equipamentos agrícolas;
Fornecimento de calcário para correção do solo.

Na prática, esse auxílio reflete diretamente na rotina de quem tira o sustento da terra. “Agradeço à Prefeitura e, principalmente, à Secretaria de Agricultura, porque disponibilizam as máquinas pra gente e também o calcário. Isso ajuda muito no nosso dia a dia”, relata o rizicultor Lucas Corrêa, de 23 anos.

“A continuidade dessas ações visa garantir o desenvolvimento econômico e social das nossas áreas rurais. O nosso objetivo é aliar a preservação da tradição agrícola do município à produtividade necessária para o crescimento contínuo do setor”, destaca o secretário de Agricultura, Pesca e Pecuária, Lorival Kempner.

Texto: Melissa Peixeira
Fotos: Marcos Porto

Imposto de renda: Receita já recebeu mais de 450 mil declarações

A Receita Federal recebeu, até as 12h desta segunda-feira (23), 450.026 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). O prazo para envio começou às 8h e segue até as 29h59min59s do dia 29 de maio. Este ano, o Fisco espera receber cerca de 44 milhões de declarações.
Do total de declarações recebidas até o momento, 42,7% foram pré-preenchidas, 57,3% foram simplificadas e 1,3% foram retificadoras. Dados da Receita Federal mostram também que 34,6% foram enviadas por contribuintes do sexo feminino e que a média de idade é 47 anos.

Ainda de acordo com a Receita Federal, 83,9% das declarações enviadas apresentam valor a restituir, enquanto 7,9% têm imposto a pagar e 8,2% constam como sem imposto.

Como declarar

O Programa Gerador da Declaração pode ser baixado desde as 18h da última quinta-feira (19). A partir desta segunda, o contribuinte também pode usar o site Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online da declaração.

Neste ano, o prazo de entrega será mais curto que nos anos anteriores. Tradicionalmente, o envio das declarações começa em 15 de março ou no primeiro dia útil seguinte. Em 2026, no entanto, o Fisco adiou o início em uma semana.

Calendário da restituição
Com um lote a menos neste ano, a restituição será paga nas seguintes datas:

- 1º lote: 29 de maio de 2026;

- 2º lote: 30 de junho de 2026;

- 3º lote: 31 de julho de 2026;

- 4º lote: 28 de agosto de 2026.

A ordem de pagamento segue a data de entrega da declaração, respeitando prioridades legais.

Prioridades
A ordem de prioridade definida pela legislação é:

- idosos acima de 80 anos;

- idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;

- contribuintes cuja principal renda seja magistério;

- quem usar declaração pré-preenchida e Pix simultaneamente;

- quem usar apenas um desses recursos (pré-preenchida ou Pix);

- demais contribuintes.

Projeto Moradia para Jovens e Mulheres está em operação e incentiva a permanência no campo

Foto: Aires Mariga/Epagri

Jovens e mulheres do meio rural catarinense já podem acessar uma nova linha de apoio para investir na construção ou reforma de suas casas. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) colocou em operação o Projeto Moradia para Jovens e Mulheres, iniciativa que integra o Pronampe Agro SC e amplia o acesso à habitação no campo com condições mais acessíveis de financiamento.

O Programa Moradia para Jovens e Mulheres é operacionalizado em parceria com a Epagri. O público beneficiado inclui jovens agricultores e pescadores familiares, egressos dos Centros de Educação Profissional Agrotécnicos (Cedups) e das Casas Familiares Rurais, com idade entre 18 e 29 anos, além de mulheres egressas do curso Flor-e-Ser, ministrados pela Epagri, e que tenham ativo o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

O financiamento prevê limite de enquadramento de até R$ 100 mil por família, com subvenção de juros de até 5% ao ano e prazo de repasse de até 8 anos, tornando o acesso ao crédito mais facilitado e adequado à realidade dessas famílias.

“Com mais esse projeto reforçamos o compromisso do Governo do Estado em promover inclusão, sucessão familiar e desenvolvimento sustentável no campo, ao apoiar diretamente projetos estratégicos para o futuro do meio rural. É uma ação para fortalecer a permanência de jovens e mulheres nas atividades agrícolas e para impulsionar novas oportunidades no campo”, avalia o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Incentivos às mulheres e jovens
Além da nova linha de moradia, as mulheres e jovens podem acessar programas e projetos específicos, que proporcionam maior autonomia, estimulando a sucessão e o gerenciamento das propriedades. Em 2025, esses projetos atenderam mais de 600 mulheres e jovens, com investimento de R$ 10,4 milhões. Para 2026, estão previstos R$ 12,5 milhões.

O Programa Jovens e Mulheres em Ação promove capacitação e acesso a crédito para estimular a autonomia e o protagonismo no meio rural. Esse programa é constituído pelos Projetos Ação Jovem Rural e do Mar, Ação Mulher Rural e do Mar, Realiza, Conecta Jovem e Conecta Flor-e-Ser.

A iniciativa inclui processos formativos baseados na Pedagogia da Alternância, voltados tanto para jovens quanto para mulheres, com foco na permanência no campo, na geração de renda e no desenvolvimento de novos projetos nas propriedades rurais e da pesca.

Como desdobramento dessas formações, os participantes podem acessar diferentes linhas de apoio financeiro. Entre elas está o Projeto Realiza, que oferece financiamento sem juros para execução de projetos produtivos, com limite de até R$ 50 mil por beneficiário ou até R$ 120 mil para projetos coletivos, prazo de pagamento de cinco anos e desconto de 50% para quem mantém as parcelas em dia.

Também fazem parte das ações o Conecta Jovem e o Conecta Flor-e-Ser, iniciativas voltadas à inclusão digital no meio rural, que apoiam a aquisição de equipamentos de informática e a instalação de acesso à internet. Ambas as linhas disponibilizam até R$ 5 mil em financiamento, sem juros, com prazos de até três anos e incentivo ao pagamento em dia.

O acesso aos programas ocorre por meio dos escritórios da Epagri, que também são responsáveis pela orientação técnica, capacitação e acompanhamento dos beneficiários.

Lançada consulta pública sobre Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura

Por André Gomes
Pequenos negócios familiares do setor da aquicultura são responsáveis por cerca de 80% da produção brasileira de pescados. Em reconhecimento a essa importância, o Sebrae integra uma parceria, com o Ministério da Pesca e Aquicultura, CNA (Juntos pelo Agro) e apoio da Embrapa, sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura. As instituições lançaram, nesta quinta-feira (19), em Brasília, consulta pública sobre o plano. O objetivo é ser um instrumento para orientar o crescimento ordenado, competitivo e ambientalmente responsável da aquicultura.

“Temos uma parceria importante com o sistema CNA-Senar, que é o Juntos Pelo Agro, e estamos atuando nessa cadeia produtiva. A construção desse Plano Nacional é estratégica”, defendeu a coordenadora nacional de Agronegócios do Sebrae, Cláudia Stehling.

“Para o Sebrae, apoiar o desenvolvimento da aquicultura é investir diretamente no seu público, que é o pequeno produtor, garantir a geração de renda, trabalhar para o fortalecimento da inclusão produtiva e do desenvolvimento regional sustentável” Cláudia Stehling, coordenadora nacional de Agronegócios do Sebrae 

A representante do Sebrae contou que, ao longo dessa construção conjunta do Plano, que segue para a consulta pública, o Sebrae contribuiu com a sua experiência no atendimento aos pequenos produtores, na promoção da competitividade, da inovação e na sustentabilidade dos negócios. “Acreditamos que políticas públicas bem estruturadas, como é o caso desse plano, alinhados ao trabalho, ao apoio técnico e a capacitações que também estão no rol da atuação do Sebrae, geram impactos concretos na vida dos empreendedores e das economias locais, que são o nosso objetivo e a nossa missão”, ressaltou Cláudia.

Durante o lançamento da consulta pública, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destacou que a iniciativa é um marco para a mudança de vida de milhares de famílias que vivem da pesca no país. “Teremos a possibilidade de ver o envolvimento de todos que fazem essa cadeia produtiva. Que possa ser um marco na nossa atividade, um momento ainda mais promissor e fazer aquilo que toda gestão pública precisa fazer: trabalhar em cima de um planejamento em busca de um resultado”, enfatizou.

Juntos pelo Agro

Durante o evento, Warley Henrique, analista técnico do Sebrae, aprofundou a participação da instituição no projeto Juntos pelo Agro, que disponibiliza soluções de preparação, assistência técnica, inovação e acesso a mercado para os pequenos negócios rurais. O especialista ressaltou que, após a finalização do processo de recebimento das contribuições da sociedade civil sobre o Plano Nacional, o Sebrae continuará a atuar juntamente com o Ministério da Pesca e Aquicultura nos próximos passos.

Segundo ele, o objetivo é fazer uma integração com o Juntos pelo Agro e com a estratégia do Sebrae de Economia Azul, que visa o desenvolvimento sustentável de atividades ligadas ao mar e rios, promovendo inovação, empreendedorismo e preservação ambiental. “É isso que vai fazer a diferença para o pequeno produtor, gerando mais renda e dignidade”, disse Warley.

A consulta pública estará disponível por 30 dias a partir desta sexta-feira (20) – quando se comemora o Dia da Aquicultura -, na Plataforma Participa + Brasil.

Sala do Empreendedor de Itapema recebe Selo Ouro do Sebrae

A Sala do Empreendedor de Itapema foi reconhecida com o Selo Ouro do Sebrae de Referência em Atendimento, uma das principais certificações nacionais voltadas à qualidade dos serviços prestados aos empreendedores. A entrega ocorreu nesta quinta-feira (19), com a presença do prefeito Alexandre Xepa, do secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, e dos representantes do Sebrae, Aloisio Salomon, gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, e Valdirena Riva Argenta, gestora do Programa Cidade Empreendedora na mesma regional. O encontro também reuniu as equipes da Sala do Empreendedor e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, homenageadas pelo trabalho desenvolvido no atendimento aos empreendedores do município.

O prefeito Alexandre Xepa destacou que o momento tem um significado especial que vai além da conquista institucional. "Em 1997, fiz um curso do Sebrae de atendimento para poder vender picolé na praia. Hoje, tê-los como parceiros e ver esse apoio aos nossos empreendedores é motivo de muito orgulho", afirmou.

Concedido anualmente pelo Sebrae, o selo avalia o desempenho das Salas do Empreendedor em todo o país a partir de critérios como qualidade do atendimento, uso de redes sociais, divulgação de cursos e consultorias, orientação para participação em compras públicas e capacitação dos atendentes. A nota final é composta em partes iguais: metade referente às ações e processos da Sala, e metade à avaliação do cliente oculto, realizada por um profissional que busca atendimento e atribui nota conforme os critérios do edital.

Aloisio Salomon, gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, destacou o significado da certificação para o município. "O Selo Ouro reflete o trabalho consistente e o comprometimento de toda a equipe, que atuou de forma estratégica ao longo do ano, acompanhando de perto as necessidades dos empreendedores e oferecendo orientação qualificada e soluções práticas para os pequenos negócios", afirmou.

Com o Selo Ouro, Itapema passa a integrar o grupo de municípios com melhor desempenho no atendimento ao empreendedor e segue na disputa pelo Selo Diamante, a mais alta certificação da categoria.

Atendimento gratuito e suporte ao empreendedor
A Sala do Empreendedor reúne serviços gratuitos para empresários e futuros empreendedores, como orientações para abertura e regularização de empresas, acesso a capacitações e apoio à gestão dos negócios. Segundo levantamento de dezembro de 2025, cerca de 50% dos CNPJs ativos em Itapema são de microempreendedores individuais (MEIs), o que reforça a importância do atendimento qualificado e do suporte contínuo ao pequeno negócio no desenvolvimento da economia local.

O secretário Nicko Silva ressaltou que a conquista reflete o esforço contínuo da equipe. "Temos avançado na desburocratização e na qualificação do atendimento, garantindo mais agilidade e suporte para os empresários. Esse selo é resultado de um trabalho técnico e constante, 

Tecnologia e conhecimento do consumidor são o novo caminho para agregar valor à indústria da carne

Entender o consumidor vale mais do que produzir mais. Essa foi uma das principais conclusões do 14º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, realizado pelo SENAI/SC nesta quarta-feira (18) em Chapecó, no Hotel Kindermann, em programação paralela à Mercoagro 2026.

O diretor-regional do SENAI, Fabrízio Pereira, abordou a pujança do setor de alimentos na região oeste de Santa Catarina e os serviços que a FIESC oferece para fortalecer a indústria. “Para se ter uma ideia, cerca de 33% de tudo o que é produzido no estado acontece nesse eixo que vai de Joaçaba até a fronteira. É algo realmente expressivo. Mesmo diante dos desafios logísticos que a região enfrenta há anos, a força, a competência e a qualidade das pessoas fazem toda a diferença”, frisou.

O encontro reuniu pesquisadores internacionais, lideranças do setor e representantes da indústria para debater os vetores que definirão a competitividade da cadeia de proteínas em um mercado global cada vez mais exigente.

A programação contou com pesquisadores de três países:

O Dr. Mustafa Farouk, da AgResearch Ltd (Nova Zelândia), defendeu que o valor na indústria da carne não está mais em produzir mais, mas em entender melhor o consumidor — incluindo o aproveitamento de cortes pouco explorados em novos formatos de produto.
O Dr. Márcio Duarte, da University of Guelph (Canadá), mostrou que a qualidade da carne começa muito antes do abate, ainda nas fases iniciais do desenvolvimento do animal.
Já o Dr. João Dorea, da University of Wisconsin (EUA), apresentou aplicações de inteligência artificial para previsão de qualidade e padronização de cortes — inclusive a partir de imagens feitas com câmera de celular.
Os impactos da geopolítica também entraram em pauta. O diretor executivo do Sindicarne, Jorge Luiz de Lima, apresentou dados que mostram a exposição do setor a conflitos internacionais: Santa Catarina exporta para mais de 150 destinos e responde por parcela expressiva da produção nacional de frango e suínos, o que torna o estado altamente sensível a variações em mercados como Ucrânia, Oriente Médio e Ásia.

O seminário foi encerrado com painel sobre tendências e perspectivas para o setor, com participação do presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, e representantes do Sindicarne e da MBRF.

Com informações da assessoria de imprensa regional.

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Assembleia Legislativa de SC aprova atualização do piso mínimo regional

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, nesta quarta-feira (18), o Projeto de Lei Complementar 2/2026 que referenda acordo entre entidades empresariais e de trabalhadores para atualização do piso mínimo regional. Representantes de empregadores e de trabalhadores de Santa Catarina chegaram a um consenso no último dia 26 de fevereiro sobre os valores para as quatro faixas em 2026. A atualização média acordada foi de 6,49%. Os valores passam para R$ 1.842,00 na primeira faixa, R$ 1.908,00 na segunda, R$ 2.022,00 na terceira e R$ 2.106,00 na quarta faixa. O projeto segue para sanção do governador.

Para a presidente da Câmara de Relações Trabalhistas da Federação das Indústrias (FIESC), Rita Cássia Conti, a negociação do piso regional de Santa Catarina é mais uma demonstração do protagonismo catarinense. “Somos o único estado em que os percentuais são definidos por consenso entre empregados e empregadores, em uma negociação transparente e fruto de uma relação harmoniosa entre os representantes dos trabalhadores e do setor produtivo”, afirmou.

Rita destacou ainda que a negociação direta entre os afetados em um tema tão relevante e que impacta diretamente empregadores e trabalhadores oferece uma maior legitimidade ao processo. “A aprovação pela Assembleia da proposta negociada reflete uma manifestação efetiva das vontades dos principais atores no processo, e mostra sensibilidade do legislativo em relação ao tema”, explica.

O piso regional de SC
O mínimo regional de Santa Catarina foi instituído pela Lei Complementar 459, de 30 de setembro de 2009, com validade para o ano de 2010. Em todos os anos subsequentes, os valores foram negociados e acordados entre entidades representativas dos empregadores e dos trabalhadores.

Com quatro faixas salariais, o mínimo regional se aplica exclusivamente aos empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. Os valores negociados entre as duas partes são a base para projeto de lei complementar encaminhado pelo governo à Assembleia Legislativa. Confira os detalhes das faixas.

Trabalhadores que integram as quatro faixas do mínimo regional catarinense:
Primeira faixa - passa de R$ 1.730,00 para R$ 1.842,00:
a) na agricultura e na pecuária;
b) nas indústrias extrativas e beneficiamento;
c) em empresas de pesca e aquicultura;
d) empregados domésticos;
e) em turismo e hospitalidade; (Redação da alínea revogada pela LPC 551/11).
f) nas indústrias da construção civil;
g) nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos;
h) em estabelecimentos hípicos; e
i) empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.


Segunda faixa - Passa de R$ 1.792,00 para R$ 1.908,00:
a) nas indústrias do vestuário e calçado;
b) nas indústrias de fiação e tecelagem;
c) nas indústrias de artefatos de couro;
d) nas indústrias do papel, papelão e cortiça;
e) em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas;
f) empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas;
g) empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e
h) nas indústrias do mobiliário.

Terceira faixa - Passa de R$ 1.898,00 para R$ 2.022,00:
a) nas indústrias químicas e farmacêuticas;
b) nas indústrias cinematográficas;
c) nas indústrias da alimentação;
d) empregados no comércio em geral; e
e) empregados de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa - Passa de R$ 1.978,00 para R$ 2.106,00:
a) nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico;
b) nas indústrias gráficas;
c) nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana;
d) nas indústrias de artefatos de borracha;
e) em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito;
f) em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade;
g) nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas;
h) auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino);
i) empregados em estabelecimento de cultura;
j) empregados em processamento de dados; e
k) empregados motoristas do transporte em geral
I) empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.


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Governo do Estado anuncia R$ 9,3 milhões em recursos para apoiar projetos liderados por empreendedoras e pesquisadoras

 (Fotos: Richard Casas)

O apoio do Governo de Santa Catarina para ampliar a participação feminina nas áreas do empreendedorismo e da pesquisa foi reafirmado nesta quarta-feira, 18, com o anúncio de R$ 9,3 milhões em recursos para fomentar projetos liderados por mulheres. Durante ato solene, a vice-governadora Marilisa Boehm e a diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Valeska Tratsk, assinaram os editais dos Programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa, que já estão disponíveis para consulta no site da Fapesc.

O edital 14/2026, do Programa Mulheres+Tec, vai destinar até R$ 4,8 milhões para o desenvolvimento de projetos. Já o edital 13/2026, do Programa Mulheres+Pesquisa, irá fomentar com até R$ 4,5 milhões os projetos selecionados.

A vice-governadora enfatiza a importância do apoio do Estado na participação feminina em projetos que envolvam ciência e inovação. “O governador Jorginho Mello e eu temos a convicção de que é preciso incentivar o empreendedorismo feminino. Por isso, novamente estamos lançando pela Fapesc os editais Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa, que são programas voltados a empresas e a pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação lideradas por mulheres”, afirma Marilisa.


A diretora de CTI da Fapesc explica que os editais fazem parte das iniciativas do Programa Mulheres de Impacto: da ciência à inovação, realizado pela Fapesc, e que entre 2023 e 2026, os dois editais chegarão a aproximadamente R$ 30 milhões em recursos voltados para projetos liderados por mulheres. “Queremos agradecer ao nosso governador Jorginho Mello e à nossa vice-governadora, Marilisa Boehm por todo o apoio ao desenvolvimento destes Programas. Estamos dando oportunidades para que mulheres catarinenses empreendam, sejam elas o CNPJ ou sejam elas a pessoa física voltada à academia”, reforça Valeska.

As interessadas em enviar propostas para os editais podem realizar a submissão de 19 de março até às 18 horas do dia 29 de abril. As propostas devem ser submetidas via SIGFapesc, pelo link: https://sig.fapesc.sc.gov.br/. A proponente e as (os) integrantes da equipe deverão estar previamente cadastrados no SIGFapesc.

Mulheres+Tec

Confira o edital:
https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-n-o-14-2026-programa-mulherestec-5a-edicao/

Em 2026, o Programa Mulheres+Tec chega a sua quinta edição com o lançamento do edital 14/2026 nesta quarta-feira. Com o objetivo de aumentar a representatividade feminina no empreendedorismo, o edital é voltado para apoiar empresas com quadro societário constituído exclusivamente por mulheres.

Nesta edição, o Programa irá destinar até R$ 4,8 milhões para fomentar projetos de produtos, serviços ou processos inovadores de base tecnológica. Podem participar do Programa, empresas que tiveram faturamento de até R$1,2 milhão ao longo de 2025.

Cada projeto selecionado poderá receber até R$ 120 mil e a empresa deverá dar uma contrapartida financeira de, no mínimo, 5% do valor de fomento recebido.

Mulheres+Pesquisa

Confira o edital:
https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-n-o-13-2026-mulherespesquisa-3a-edicao/

Para incentivar a participação das mulheres cientistas nos projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, a Fapesc lançou em 2024 o Programa Mulheres+Pesquisa. Desde então, o edital segue fomentando projetos coordenados exclusivamente por pesquisadoras vinculadas a Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação catarinenses, públicas ou privadas sem fins lucrativos.

Em 2026, o Programa Mulheres+Pesquisa chega a sua terceira edição com o lançamento do edital 13/2026 nesta quarta-feira. Nesta edição, serão destinados até R$ 4,5 milhões para fomentar projetos de pesquisa liderados por mulheres.

Cada projeto selecionado poderá receber até R$ 200 mil e as propostas selecionadas poderão ainda utilizar até 40% do valor recebido para o pagamento de bolsas nas modalidades Iniciação Científica ou Mestrado para mulheres comporem a equipe.

Radar Tech debate modernização da indústria e impacto da robotização em evento na FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realiza no dia 16 de abril, em sua sede, em Florianópolis, o Radar Tech, encontro que reunirá especialistas, líderes empresariais e profissionais da indústria para discutir as transformações tecnológicas que estão redesenhando o setor produtivo. A edição deste ano propõe uma reflexão estratégica sobre como a indústria catarinense pode acelerar sua modernização diante da expansão da robotização e do avanço de tecnologias emergentes.

“Robôs industriais cada vez mais acessíveis, colaborativos e inteligentes ampliam a produtividade, reduzem desperdícios e aumentam a precisão dos processos produtivos”, destaca o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

Ele destaca, contudo, que esse movimento traz novos desafios para as empresas, como adaptação da força de trabalho, novas demandas de qualificação profissional e decisões sobre investimentos em tecnologia.

Inscreva-se 

O Radar Tech busca apoiar executivos e gestores industriais nesse desafio, promovendo um espaço de análise, troca de experiências e reflexão estratégica sobre o futuro da indústria. Em um ambiente de negócios marcado por mudanças rápidas, novas tecnologias, transformação dos modelos de negócio e reconfiguração das cadeias produtivas, a capacidade de antecipar tendências e transformar informação em estratégia tornou-se decisiva para a competitividade das empresas.

A programação reúne palestras e painéis com executivos como Gil Giardelli, co-fundador da 5ERA, que fala sobre robótica e a disrupção nas indústrias. A robotização na Ásia também é tema de painel, em que especialistas e lideranças empresariais debatem os riscos e oportunidades para Santa Catarina. O executivo da Amazon Web Services (AWS) Paulo Cunha fala sobre como acelerar a difusão tecnológica com baixo investimento. Rafael Dall’Anese, executivo da DR Aromas e Ingredientes, e Tiago Filipi Longhi, da WEG, trazem suas experiências e casos práticos da adoção de novas tecnologias nas indústrias.

Promovido pela Academia FIESC de Negócios, o Radar Tech integra a agenda de iniciativas da Federação voltadas a apoiar a indústria catarinense na interpretação de tendências e na construção de estratégias para um ambiente econômico cada vez mais tecnológico e competitivo.

Confira a programação:

13h - Credenciamento
13h30 - Abertura
    Com Gilberto Seleme (Presidente da FIESC)

13h45 - Robótica e a disrupção nas indústrias
Com Gil Giardelli (Co-founder 5ERA)

14h15 - A robotização na Ásia: ameaça e oportunidade!
Com In Hsieh* (IEST Group) e Willian Tang* (Alibaba) (*painelistas a confirmar). Moderador: Gil Giardelli (Co-founder 5ERA)

15h30 - Como SC pode ser referência
    Com Fabrízio Pereira (Diretor Geral do SENAI/SC)

16h - Intervalo - Coffee Break

16h15 - Acelerar difusão tecnológica com baixo investimento
Com Paulo Cunha (Head de Política Pública na AWS)

16h45 - Casos práticos de aplicação de novas tecnologias
Com Clerinsom Sant'Ana (Head de Arquitetura de Soluções Automotivo e Manufatura na AWS), Rafael Dall'Anese (DR Aromas e Ingredientes) e Tiago Filipi Longhi (WEG). Moderador: Paulo Violada (Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados)

18h - Encerramento
Com José Eduardo Fiates (Diretor de Inovação & Competitividade da FIESC e Superintendente do IEL)

Inscreva-se: https://app.higestor.com.br/inscricao/17509/radar-tech

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Conheça as catarinenses que são finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação

Catarinenses estão entre os finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), conduzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Sebrae e outras instituições do Sistema Indústria. O anúncio dos vencedores será no dia 26 de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC em São Paulo.

Confira:
Recursos renováveis – pequenas empresas
• NanoScoping - Florianópolis

Digitalização de negócios
• Kemia Efluentes (médias empresas) - Chapecó 
• Zagonel (grandes empresas) - Pinhalzinho

IA para produtividade
• Strokmatic (pequenas empresas) - Joinville
• Tupy (grandes empresas) - Joinville

Lei do Bem – grandes empresas
• Casan - Florianópolis

Ecossistemas de inovação – grande porte
• Florianópolis

Na categoria pesquisador empreendedor duas catarinenses se destacam: Maria Beatriz da Rocha Veleirinho, da NanoScoping, e Betina Giehl Zanetti Ramos, da NanoVetores.

Saiba mais sobre a trajetória da cientista que virou empreendedora: https://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/cientista-que-virou-empreendedora

A presença catarinense entre os finalistas reflete um ecossistema de inovação em constante fortalecimento no estado. O SENAI/SC atua como parceiro estratégico de empresas como as que integram essa lista, oferecendo suporte em duas frentes complementares: inovação, por meio de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e prototipagem conduzidos pelos seus Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia; e educação, com cursos e programas de qualificação profissional voltados às demandas da indústria. 

O Prêmio Nacional de Inovação tem como objetivo reconhecer iniciativas que contribuem para a produtividade, a competitividade e o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira. Desde sua criação, já registrou mais de 16 mil inscrições e 113 vencedores em todo o país.

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Intenção de investimento cai entre as indústrias brasileiras em 2026

Mais de metade (56%) dos empresários industriais planejam investir em 2026. É o que mostra a pesquisa Investimentos na Indústria 2025-2026, publicada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (17). Segundo o levantamento, 62% desses aportes vão dar sequência a projetos em andamento, enquanto 31% representam novas frentes de investimento.

Por outro lado, quase um quarto dos industriais (23%) não pretende investir este ano. A pesquisa detalha que 38% desses empresários adiaram ou cancelaram aportes que estavam em andamento.

“O percentual de empresas que não pretende investir é elevado e reflete o cenário adverso que a indústria herdou do ano passado, principalmente por conta dos juros altos. É um resultado que preocupa, uma vez que os investimentos são a base de um crescimento sustentável e a fonte do tão necessário aumento da produtividade da economia brasileira”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Principais objetivos dos aportes
Melhoria do processo produtivo (48%);
Ampliação da capacidade produtiva (34%);
Lançamento de novos produtos (8%);
Adoção de novos processos produtivos (5%). 
Capital próprio segue como a principal fonte de financiamento do setor


Quanto às fontes de financiamento dos investimentos, 62% das empresas planejam recorrer apenas ou majoritariamente a recursos próprios, ao passo em que 28% delas pretendem captar recursos de terceiros, como bancos e demais instituições financeiras. Outros 11% não souberam informar.

“O capital próprio é a principal fonte de financiamento dos investimentos da indústria há alguns anos e ganhou importância em meio às dificuldades das empresas para obterem crédito junto ao sistema financeiro, seja pelo alto custo desses recursos, seja por outros entraves, como a exigência de garantias”, explica Azevedo.

Consumidor brasileiro continua sendo o principal alvo
A maior parte dos investimentos será voltada para atender a demanda nacional. Ao todo, 67% das empresas farão aportes tendo o mercado interno como único ou principal foco. Outros 24% declararam que os mercados interno e externo são o foco dos investimentos. Apenas 4% das empresas apontam o mercado externo como principal ou único foco dos investimentos.

Raio X do investimento em 2025
No ano passado, 72% das empresas da indústria de transformação investiram. No entanto, parte das empresas teve seus planos frustrados. O levantamento destaca que:

36% das empresas investiram conforme o planejamento inicial;
29% das empresas investiram parcialmente de acordo com o planejado;
4% adiaram os aportes para o ano seguinte;
3% adiaram os aportes sem previsão de retorno;
2% postergaram os investimentos para o ano subsequente;
2% cancelaram os investimentos.

Incertezas econômicas travaram investimento em 2025
Quando questionados sobre os principais obstáculos para a execução dos investimentos no ano passado, 63% dos empresários com planos de investimentos apontaram as incertezas econômicas. Também apareceram entre os maiores entraves a queda das receitas (51%), as incertezas setoriais (47%), a expectativa de baixa demanda (46%) e entraves tributários (45%). “A taxa de juros e a nova política comercial americana foram responsáveis por boa parte dessas dificuldades”, pontua Marcelo Azevedo.

Já entre as empresas que adiaram ou cancelaram planos de investimento de 2025, 80% apontam a queda das receitas como o principal motivo. As incertezas econômicas (79%) e a expectativa de demanda insuficiente (73%) fecham a lista dos três entraves mais citados por esses empresários.

Indústria investiu mais para qualificar mão de obra
Segundo o levantamento da CNI, a principal motivação para o investimento feito em 2025 foi o desenvolvimento de capital humano, com foco em qualificação, ganhos de produtividade ou redução de riscos associados ao trabalho. Quase 80% das empresas que investiram total ou parcialmente como planejado apontaram essa motivação como importante ou muito importante.

“O alto percentual de empresas que investiram em capital humano se deve, entre outras coisas, à escassez de mão de obra qualificada e às transformações tecnológicas do mercado de trabalho”, diz Azevedo.

Em seguida, aparecem inovação tecnológica (76%), impacto ambiental (65%) e eficiência energética (64%). Vale lembrar que os empresários podiam citar mais de uma motivação para o investimento.

Em relação ao tipo ou natureza dos investimentos:
73% das empresas compraram máquinas ou equipamentos;
50% atualizaram ou modernizaram plantas, fábricas ou armazéns;
38% efetuaram retrofit de máquinas ou equipamentos;
35% ampliaram, adquiriram ou construíram terrenos ou instalações.
Os empresários também mencionaram: investimentos em aquisição de ativos intangíveis e produtos de propriedade intelectual, como software e banco de dados; compra de equipamentos de informação e comunicação; e aquisição de máquinas ou equipamentos usados.

O caixa das empresas continua sendo a principal fonte de financiamento. Em 2025, 62% das empresas usaram recursos próprias para fazer aportes. As demais fontes tiveram participação significativamente menor, com destaque para bancos comerciais privados (9%) e bancos de desenvolvimento (5%).

Fonte: CNI.

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Mutirão da Febraban para negociar dívidas com bancos vai até 31/03

Os consumidores endividados com bancos e instituições financeiras têm até o dia 31 de março para renegociar os débitos com condições especiais oferecidas durante o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
As vantagens disponíveis incluem alongamento de prazos, redução de taxas, alteração nas condições de pagamento ou migração para outras modalidades de crédito mais baratas.

O mutirão permite a negociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades de empréstimos em atraso com bancos ou financeiras.

As regras e condições são definidas pelas instituições de acordo com suas políticas de crédito. Não podem ser incluídas no mutirão as dívidas que tenham bens dados em garantia (como veículos, motocicletas e imóveis), assim como dívidas prescritas.

Como negociar

A negociação pode ser feita diretamente nos canais oficiais da instituição credora ou pelo portal Consumidor.Gov, que o consumidor acessa por meio de sua conta Gov.br prata ou ouro.

Para entender como participar da campanha, basta acessar a página disponibilizada pela Febraban, que conta com um vídeo de passo a passo para negociar e como acessar o portal Gov.BR, encontrar a instituição credora e abrir o pedido de negociação.

Na negociação com a instituição credora, o consumidor interessado deve informar a dívida que pretende quitar e perguntar quais são as condições oferecidas para a sua quitação.

Se concordar com o que foi proposto, um acordo de negociação será assinado. Caso não concorde, pode fazer contrapropostas para chegar a um acordo que caiba no seu bolso.

Como saber se tenho dívidas?
Na mesma página, o consumidor também encontra conteúdo exclusivo sobre orientação financeira e acesso a outros canais, como o Registrato, sistema do Banco Central que permite acessar o Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR). O relatório contém a lista de dívidas em nome do consumidor com instituições financeiras.

O mutirão de negociação de dívidas auxilia o consumidor, contribui para a diminuição da inadimplência no país e fortalece a economia ao permitir que mais pessoas retornem ao mercado de consumo de forma sustentável. Essa iniciativa também estimula a cultura do diálogo e da transparência entre instituições financeiras e clientes, criando um ambiente mais saudável para negociações e prevenindo o superendividamento, explicou o diretor executivo de Cidadania Financeira da Febraban, Amaury Oliva.

Livro gratuito do Sebrae reúne 26 ensaios de especialistas com estratégias para fortalecer os pequenos negócios

Por Redação
Uma publicação do Sebrae Nacional reúne análises de especialistas da instituição sobre temas essenciais para o empreendedorismo e para a economia do país, como desigualdades regionais, bioeconomia e financiamento. O livro “Pequenos Negócios, Grande Brasil: Ensaios Sobre Desenvolvimento, Território e Vida Econômica” conta com 26 ensaios sobre o papel central dos pequenos negócios para o desenvolvimento econômico e social.

Faça o download gratuito da publicação: https://datasebrae.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Livro-Coletanea-Sebrae-Pequenos-Negocios-Grande-Brasil-vFINAL-02MAR2026.pdf

Organizado pelo coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae Nacional, Giovanni Beviláqua, e com prefácio do gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, Valdir Oliveira, o livro observa que não existe política uniforme para um país desigual e propõe entender mais o Brasil para construir melhores políticas públicas e programas de governo, especialmente aqueles que lidam com desenvolvimento territorial, inclusão produtiva, inovação e sustentabilidade.

“O diferencial está na combinação entre densidade analítica e chão de realidade: os autores escrevem a partir do lugar de quem acompanha a agenda dos pequenos negócios não como hipótese, mas como prática”, afirma Valdir Oliveira. “O resultado é uma obra que pode interessar não apenas a empreendedores e especialistas, mas também a gestores públicos, formuladores de políticas, imprensa econômica, universidades e lideranças locais”, complementa.

Temas do livro:

Desigualdade regional como sintoma estrutural
Bioeconomia, território e autonomia
A Amazônia como sujeito econômico
Economias da invenção e do cuidado
Encadeamentos produtivos e a força das conexões
A economia do cuidado como infraestrutura invisível dos pequenos negócios no Brasil
Financiamento e orientação financeira como estrutura de cuidado
Tecnologia e pequenos negócios
A sustentabilidade que já existe
Territórios inteligentes
A economia da cultura
Cooperativismo e redes de solidariedade
Educação empreendedora
Crédito, finanças e inclusão
Saúde mental e subjetividade dos empreendedores
Burocracia, políticas públicas e a vida real dos pequenos negócios
Segurança jurídica e ambiente regulatório
Pequenos negócios e inserção internacional
Logística, infraestrutura e circulação da produção local
Digitalização, tecnologia e inteligência artificial
Economia circular e pequenos negócios
Governos locais e empreendedorismo
Investimento, inovação e território
Trabalho, tempo e vida
Confiança, comunidade e capital social
Ativos de propriedade industrial como fator de desenvolvimento dos pequenos negócios.

Udesc Alto Vale oferece orientação gratuita sobre Imposto de Renda para a comunidade

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo/ Secom GOVSC

Moradores de Ibirama e região podem contar com apoio para esclarecer dúvidas sobre a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF). O Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) do curso de Ciências Contábeis do Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí (Ceavi), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), está oferecendo atendimento gratuito de orientação sobre a declaração deste ano.

O prazo para envio da declaração abre na próxima segunda-feira, 23, e segue até 29 de maio. O serviço é voltado à comunidade e tem como objetivo auxiliar contribuintes que possuem dúvidas sobre o preenchimento e envio das informações.

Os interessados podem entrar em contato com o professor Rodrigo Rengel, coordenador do projeto, pelo e-mail rodrigo.rengel@udesc.br ou pelo WhatsApp (47) 99995-0252. Após o contato, as demandas são encaminhadas a estudantes do curso de Ciências Contábeis da Udesc, que realizam o atendimento de forma online, sempre com orientação dos professores.

De acordo com Rengel, a iniciativa beneficia tanto a comunidade quanto a formação acadêmica dos alunos.

“É uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que ajudamos a comunidade com orientações sobre o Imposto de Renda, nossos estudantes têm a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos na universidade”, destaca.

A ação integra o Programa de Gestão Intersetorial nos Serviços Públicos, registrado pelo Departamento de Contabilidade da Udesc, e é desenvolvida em parceria com a Receita Federal do Brasil.

Economia & Negócios: Efeito dominó

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Efeito dominó

A guerra no Oriente Médio faz disparar o preço do barril de petróleo e impõe cascata de consequências que devem trazer impactos à economia de Santa Catarina. Já sentido pelo consumidor, o aumento do diesel encarece insumos agrícolas, pressiona o agro e eleva os custos, da produção ao frete.

Robótica em Botuverá

O município de Botuverá aderiu as aulas de robótica na rede municipal de ensino. Todos os alunos do primeiro ao quinto ano, além, do ensino integral, terão aulas de robótica, onde devem aprender conceitos de matemática, ciências e tecnologia através de estruturas de blocos e componentes robóticos básicos. Com a implementação, cerca de 390 estudantes da rede serão beneficiados com as aulas.

Penduricalhos

Ao publicar extensa reportagem dizendo que supersalários pagos a juízes não garantem produtividade em tribunais, a Folha de São Paulo expôs dados do Conselho Nacional de Justiça e do Relatório Justiça em Números, ambos relativos a 2025. Revelam que nos 27 tribunais estaduais o ganho médio mensal dos juízes variou R$ 44,3 mil a R$ 122,7 mil. O teto constitucional é de R$ 44 mil. A média paga pelo TJ-SC foi de R$ 104.068,72, a segunda maior entre todos. Só superada pelo TJ do Mato Grosso, de R$ 122,7 mil. Os juízes matogrossenses, apesar de liderarem o ranking dos maiores salários, ocupam a décima posição do Índice de produtividade dos Magistrados, calculado pelo número de processos baixados, ou encerrados, por cada um. Os de SC estão na quinta colocação.

Defesa da mulher

Em SC, operações do Governo Federal, em parceria com o estadual, prenderam 862 suspeitos de crimes contra mulheres. As detenções ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, entre 19 de fevereiro e 5 de março.

Sem água

A atuação do Ministério Público de SC no projeto “Sede de aprender” garantiu um avanço histórico na infraestrutura escolar: SC zerou o número de escolas públicas sem abastecimento de água, conforme dados do Censo Escolar 2025. A partir do trabalho realizado ao longo de 2024 e 2025, duas escolas que não tinham abastecimento de água passaram a tê-lo, enquanto as escolas que não forneciam água potável passaram de 69 para 12. Os alunos afetados pela falta de água potável passaram de 13.906 para 1.483.

Celular na empresa

O acordo nacional obtido quanto ao uso do celular nas salas de aula do ensino médio e fundamental está longe de acontecer no ambiente de trabalho. Até agora não há uma regra específica na CLT, mas contratos, regulamentos internos e normas de segurança podem estabelecer limites. Especialmente em atividades que envolvem riscos à integridade física, proteção de dados ou sigilo profissional. Alguns especialistas aconselham: os limites precisam ser postos com o cuidado de não invadir privacidade, a intimidade e a dignidade do trabalhador. Medidas como restrição durante a operação de veículos ou máquinas e políticas claras de segurança podem evitar acidentes e conflitos disciplinares. Decisões sobre o tema exigem equilíbrio entre segurança, produtividade e respeito às garantias do trabalhador.

Escalada vertical

Sob o controle da família Habitzreuter, a Maroma Express saltou 225% e atingiu R$ 26 milhões de faturamento com 50 unidades em 2025. A meta para este ano é crescer pelo menos até 100 unidades e elevar as cifras para R$ 60 milhões no faturamento até dezembro. “Nossa produção também cresceu mais de 27% de 2024 para 2025 devido a esse novo canal de vendas”, revela o sócio da 4MR Franchising, detentora da marca Maroma Express.

Rodas de celebração

Rodas-gigante que se espalham Brasil afora (oito fixas, pelo menos) estão viralizando na internet por um motivo especial: nelas estão se celebrando chás revelação, pedidos de casamento e outras comemorações. A campeã em procura é a Roda FG, em Balneário Camboriú, inaugurada em 2020, com 82 metros de altura. Os chás revelação custam R$ 2,5 mil e pedidos de casamento R$ 1,8 mil, com direito a um passeio especial com espumante.

Arapuca

O Ministério Público Federal instaurou procedimento preparatório e expediu ofícios ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para verificar a necessidade e a regularidade da instalação de 80 novos radares nas rodovias federais em SC. Desconfia-se da ausência de critérios técnicos de segurança e que não haja a devida aferição pelos órgãos competentes antes do início das autuações.

Relações livres

Catarinenses, gaúchos e paranaenses estão entre os mais ativos do Brasil no universo das relações livres, abertas e do estilo de vida liberal, conforme o Ysos, aplicativo de encontros casuais. No ranking estadual da plataforma, o Paraná ocupa a 4ª posição nacional, seguido pelo Rio Grande do Sul em 5º lugar e por SC na 6ª colocação. Juntos, representam 20,9% dos perfis de todo país. A distribuição regional também revela uma presença marcante em cidades de médio e grande porte. Entre as localidades com maior número de usuários aparecem Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Joinville e Londrina. Os casais são os protagonistas da comunidade liberal no Sul, representando 46,81% dos perfis cadastrados. Em seguida aparecem os homens, com 34,42%, enquanto as mulheres representam 17,52%.

Fios

Até quando vamos naturalizar a epidemia de furto de fios em SC, acimentada por craqueiros? Enquanto teses utópicas nascem em gabinetes com ar-condicionado e café expresso, quem empreende é saqueado todo dia. A sensação é de impotência.

Prejuízo bilionário

Sem a execução das novas obras, a Fiesc estima um prejuízo acumulado de R$ 14,6 bilhões até 2048. Já a Fetrancesc projeta uma perda de competitividade de R$ 1,2 bilhão por ano para o setor de transporte e para a economia catarinense.

 Solução puxadinho

Uma Ação Civil Pública movida pela prefeitura de Penha, em 2022, pode apontar um caminho alternativo para destravar obras de ampliação no já colapso trecho Norte da BR-101, em Santa Catarina. À época, o município ingressou com pedido para a implantação de terceiras faixas ao longo de 47 quilômetros, entre Penha e Itapema. Segundo a Fiesc, por meio do presidente da Câmara de Transporte e Logística já existe projeto executivo pronto para a obra. Caso a Justiça determine sua execução, o projeto precisará ser submetido à ANTT e, uma vez aprovado, implantado. Evidentemente, o custo acabará incorporado a tarifa de pedágio. É consenso que a melhor saída seria um acordo. No entanto, o Tribunal de Contas da União não conseguiu construir um entendimento entre Arteris, governo federal e ANTT. O resultado prático é um retorno à estaca zero, após anos de discussões sobre obras prioritárias que seriam incluídas na chamada otimização do contrato, a prorrogação do prazo da concessão de 2033 para 2048 e a promessa de mais de 100 intervenções. Por ora, fracassou a tentativa de repactuação defendida pelo ministro dos Transportes.

Gatos se tornam terapeutas

O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de gatinhos como parte da equipe Porto Belo agora conta com três gatinhos como parte da equipe, como uma forma de fortalecer os cuidados com a saúde mental. Os felinos, nomeados carinhosamente de Foguinho, Murano e Vandinha, vivem e participam ativamente da rotina da unidade de saúde. Eles podem ser vistos circulando pelo loca, brincando entre si ou tomando banho de sol, isso quando não estão trabalhando com o atendimento aos pacientes. A Secretária  da Saúde de Porto Belo diz que a iniciativa já apresenta resultados positivos da participação de gatos nos processos terapêuticos da unidade. Além da companhia, os felinos contribuem diretamente para o fortalecimento de vínculos, humanização do atendimento e até para o avanço no tratamento dos pacientes.

Fortuna

O empresário brusquense Luciano Hang, fundador da Havan, aparece na 1.834ª posição da lista Bilionários do Mundo 2026, divulgada pela Forbes. Segundo a publicação, a fortuna do empresário é estimada em US$ 2,3 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 12,6 bilhões. O valor é superior ao registrado em 2025, quando o patrimônio foi estimado em US$ 2 bilhões. Em 2024, a fortuna também aparecia avaliada em US$ 2,3 bilhões. Nos anos anteriores, os números foram maiores. Em 2023, a estimativa era de US$ 3,2 bilhões: em 2022, de US$ 4,8 bilhões e em 2021, de US$ 2,7 bilhões.

Documentos de migrantes

A Prefeitura de Brusque promove entre os dias 6 e 17 de abril, um mutirão voltado à atualização de documentos de imigrantes que vivem na cidade. A ação será realizada na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e busca facilitar o acesso dessa população a serviços públicos e regularizar cadastros importantes. Brusque tem recebido um número crescente de migrantes nos últimos anos, atraídos principalmente pelas oportunidades de trabalho no setor têxtil e em outras áreas da economia local. No entanto, muitos acabam não atualizando seus documentos após a mudança de cidade, o que pode gerar dificuldades no acesso a diversos serviços. Um dos exemplos é o Cartão do SUS. Sem a atualização do cadastro, o município acaba atendendo mais pessoas do que o número oficialmente registrado, o que impacta diretamente nos repasses de recursos destinados à saúde pública.

Convention e Visitors Bureau

O lançamento e a retomada das atividades do Vale dos Teares Convention e Visitors Bureau Brusque reuniram lideranças empresariais e políticas. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o turismo regional por meio da integração entre empresas, entidades e poder público. O evento aconteceu nas dependências do Sesc. Criado como uma organização independente, apartidária e sem fins lucrativos, o Conventions e Visitors Bureau atua na promoção de eventos, congressos, feiras e iniciativas que ampliem a visibilidade de Brusque e região. A proposta é estimular o turismo de negócios e divulgar os atrativos locais, movimentando a economia a fortalecendo o setor turístico.

Enfrentamento

Foi para mostrar que a polícia não tem medo, após confronto que terminou com quatro criminosos neutralizados no norte da Ilha de SC, que o atual governador nomeou um novo comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, o major Adriano de Faria. Detalhe: foi comandante do Bope, a tropa de elite do mesmo batalhão.

Mercado de capitais

A Arrazanlty Fitness, de Brusque, é finalista do Rota Fácil, o primeiro reality show voltado a viabilizar o acesso de pequenas e médias empresas ao mercado de capitais. O programa gravado nos estúdios da BM&C News estreou na última semana, e as vencedoras serão anunciadas em 22 de abril. A empresa dos Tolotti foi selecionada após um processo eliminatório conduzido pela BEE4 e auditorias independentes, e agora disputa um dos dez prêmios de aproximadamente R$ 500 mil em subsídios para realizar sua listagem sob o novo Regime Fácil da CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, uma autarquia vinculada aos Ministério da Fazenda, que tem o objetivo de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores.

Condição das rodovias em SC

A iniciativa do TCE-SC de colocar equipes nas estradas para verificar, na prática, as condições de sinalização das rodovias estaduais merece aplausos. A medida foca diretamente na segurança de milhares de catarinenses que dependem diariamente dessas vias. Ao percorrer cerca de 4,5 mil quilômetros, os auditores demonstram que a fiscalização precisa ir além dos papéis e planilhas. A realidade das rodovias só pode ser compreendida quando se está no asfalto, observando placas, pinturas e a capacidade de a sinalização orientar os motoristas em condições reais de tráfego.

Rota do Chocolate

A Prefeitura de Guabiruba promoveu mais uma edição da Rota do Chocolate, uma experiência turística e gastronômica que convidou moradores e visitantes a explorarem os sabores do chocolate no município. O passeio teve saída da Fundação Cultural e foi realizado em um trenzinho turístico, proporcionando um trajeto especial com paradas e experiências ligadas ao universo do chocolate. A atividade busca valorizar o turismo local e proporcionar um momento de lazer para toda a família. A iniciativa integra as ações de valorização do turismo e da cultura local, oferecendo ao público uma experiência que combina passeio, tradição e sabores especiais. Moradores e visitantes foram convidados a garantir e aproveitar a Rota do Chocolate, uma atividade pensada para adoçar o dia em Guabiruba.

Pittol anuncia retorno

A rede Pittol está na fase final das obras de reconstrução de sua unidade em Brusque e se prepara para retomar as atividades na cidade com uma loja totalmente renovada. O novo espaço contará com cerca de 1,5 mil metros quadrados de área de vendas, aproximadamente 70 mil pares de calçados disponíveis. A reinauguração marca um novo capítulo da empresa no município e também simboliza um momento de superação após o incêndio registrado na loja, em novembro de 2024. Desde então, a rede trabalha na reconstrução do espaço e no desenvolvimento de um projeto mais moderno e tecnológico para atender o público da região. A reconstrução da unidade representa um investimento de aproximadamente R$ 5,5 milhões e traz mudanças importantes no posicionamento da marca na cidade. Diferente do modelo anterior, que também incluía vestuário, a nova loja será dedicada exclusivamente à venda de calçados, ampliando o mix de produtos e as opções disponíveis para os consumidores.

Imigração vira conversa

Uma cidade não se conta só por prédios e números. Ela se conta pelos lugares em que as pessoas param para ficar. No Lageado Alto, a Praça do Imigrante Italiano cumpre essa função com uma simplicidade que surpreende. Foi inaugurada em 2025 para marcar 150 anos da imigração de língua italiana em Guabiruba e, ao mesmo tempo, para oferecer algo que o turismo contemporâneo procura cada vez mais: sentido. O espaço reúne elementos de convivência, mas nenhum deles está ali por acaso. O pergolado com parreiras fala de trabalho e de festa; os canteiros lembram e a fonte devolvem calma. As bandeiras lembram que identidade pode ser celebrada sem saudosismo. Não é um parque temático, é uma praça de comunidade.

 

 

 

 

 

 

Missão empresarial na Alemanha reforça caminhos para fortalecer o associativismo catarinense
A experiência de acompanhar de perto como funciona o associativismo no país que ajudou a moldar esse modelo no mundo trouxe reflexões importantes para o futuro das entidades empresariais catarinenses. O aprendizado foi compartilhado por um grupo de lideranças do estado que participou de uma missão empresarial realizada na Alemanha na primeira semana de março.
 
Entre os participantes esteve a presidente da Associação Empresarial de Itajaí, Thaísa Nascimento Corrêa. Segundo ela, a participação na Missão Empresarial Alemanha 2026 confirmou avanços já conquistados em Santa Catarina e, ao mesmo tempo, revelou caminhos para fortalecer ainda mais a atuação das associações no apoio aos empresários.
 
A agenda foi realizada em Munique, na região da Baviera, e foi promovida pela Fundação Empreender em parceria com a FACISC. A missão reuniu lideranças empresariais catarinenses em uma imersão no ambiente onde nasceu um dos sistemas associativistas mais estruturados do mundo. Segundo Thaísa, um dos principais resultados da missão foi a percepção de que o modelo de associativismo desenvolvido em Santa Catarina vem amadurecendo de forma consistente.
 
Durante o encontro com representantes da Handwerkskammer München und Oberbayern, entidade equivalente às câmaras de comércio alemãs, a comitiva apresentou a estrutura do associativismo catarinense, com destaque para o modelo de núcleos empresariais. A evolução do sistema chamou a atenção dos anfitriões. A presidente destaca que o crescimento no número de núcleos, a ampliação da participação de empresários e o volume de entregas realizadas pelas associações demonstram a maturidade do modelo que vem sendo construído no estado.
 
Ao mesmo tempo, a missão permitiu observar diferenças importantes entre os sistemas. Na Alemanha, as “Câmaras de Comércio” possuem uma relação institucional mais direta com o Estado e exercem papel decisivo na formação profissional e na certificação de ofícios. Profissões técnicas são reconhecidas e certificadas pelas próprias entidades, reforçando a cultura de qualificação e valorização do trabalho especializado.
 
A programação também incluiu visitas ao Bildungszentrum München, centro de formação profissional ligado ao sistema das câmaras, além de agendas técnicas em empresas locais, como a tradicional Conditorei Kreutzkamm. Outro momento marcante foi a participação na Internationale Handwerksmesse, uma das maiores feiras multissetoriais da Alemanha. Com seis grandes pavilhões, o evento reúne empresas, profissionais, instituições de ensino e a comunidade em torno de inovação, negócios e demonstrações práticas de diferentes ofícios.
 
A feira evidenciou como iniciativas desse porte fortalecem o ambiente empresarial. O espaço reúne desde jovens em formação até profissionais experientes e famílias inteiras que circulam pelo evento, gerando negócios, networking e valorização das profissões técnicas.
 
Além da imersão no modelo alemão, a missão também gerou resultados importantes dentro do próprio ecossistema empresarial catarinense. Cerca de 20 lideranças de associações participaram da agenda, ampliando a troca de experiências entre diferentes regiões do estado. Para Thaísa, essa aproximação fortalece as entidades e cria novas possibilidades de cooperação. Projetos desenvolvidos por associações de cidades como Joinville e Brusque, por exemplo, passaram a ser discutidos com mais profundidade, abrindo espaço para parcerias e iniciativas conjuntas.
Itajaí recebe etapa do programa FINEP pelo Brasil com apresentação de R$ 3,3 bilhões para inovação

A cidade de Itajaí recebe, no dia 17 de março, mais uma etapa do programa FINEP pelo Brasil, iniciativa que percorre diferentes regiões do país para apresentar oportunidades de financiamento voltadas à inovação. O encontro será realizado das 16h às 18h no Elume Centro Regional de Inovação.

 
Promovido pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o evento tem como objetivo aproximar empresas, cooperativas, startups e instituições de ciência e tecnologia das novas linhas de apoio financeiro lançadas pelo governo federal.
 
Durante o encontro, serão apresentados editais recém-lançados que disponibilizam mais de R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis destinados a projetos de inovação em empresas de diferentes portes. Além disso, os participantes também poderão conhecer linhas de crédito com condições facilitadas, com taxas a partir de TR + 3% ao ano, além de opções de investimento e apoio a Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs).
 
A programação inclui ainda a possibilidade de atendimento direto com representantes da FINEP e agentes financeiros, permitindo que empresários, empreendedores e pesquisadores esclareçam dúvidas sobre os editais e recebam orientações sobre como acessar os recursos disponíveis.
 
Parte dos investimentos será destinada ao ProInfra, programa voltado ao fortalecimento e à expansão da infraestrutura de pesquisa no país. A iniciativa busca criar condições mais favoráveis para o desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos capazes de ampliar a competitividade brasileira em diferentes áreas do conhecimento.
 
A etapa de Itajaí da FINEP pelo Brasil é realizada em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL-SC), a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o NuTI e o Elume Centro Regional de Inovação.
 
O evento é aberto ao público interessado em inovação e desenvolvimento tecnológico. A proposta do programa é descentralizar o acesso às informações sobre financiamento à inovação, conectando empresas e instituições às oportunidades de apoio disponíveis no país.
ECONOMIA & NEGÓCIOS: Concorrência desleal

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Concorrência desleal

As dezenas de empresas de SC que produzem toalhas, que são de extrema qualidade, deve-se reconhecer, com marcas de fama nacional e até internacional, querem que a Secretaria da Fazenda faça uma avaliação técnica sobre a carga tributária incidente no setor, que sofre concorrência das importações não só da China, Índia e Paquistão, como do Paraguai. Ironia: no vizinho país são fabricadas por vários empresários catarinenses que mandam o produto para cá sem o imposto de importação. SC responde por 80% da produção nacional. O governo estadual prometeu fazer um estudo detalhado do impacto.

Hotelaria premiada

O Hotel Brava Mundo, empreendimento da Mendes Empreendimentos com operação da Livá Hotéis, recebeu pelo segundo ano consecutivo o reconhecimento internacional Excellence in Service, concedido pela RCI – Resort Condominiuns Internacional. A premiação é baseada nas avaliações obtidas no período de 12 meses de acordo com a avaliação dos próprios usuários do hotel. “Para nós, essa conquista confirma algo em que acreditamos desde o início: a qualidade de um empreendimento não termina na entrega das chaves. Mesmo dois anos após a conclusão do hotel, seguimos acompanhando a operação, contribuindo com sugestões e apoiando a liderança da Livá, porque entendemos que a experiência do cliente é o que sustenta o valor do produto no longo prazo”, explica a diretora da Mendes Empreendimentos.

Impacto

Depois da Fiesc, Facisc e Fecomércio, agora foi a vez da Organização das Cooperativas do estado de SC (Ocesc) divulgar qual seria, aqui, o impacto da redução da carga horária semanal de trabalho, de 44 para 40 ou 36 horas, matéria que será apreciada neste semestre pelo Congresso Nacional: R$ 10,8 bilhões/ano. Com a eventual redução de 44 para 40 horas semanais, serão necessárias 12,3 mil novas contratações a um custo mensal estimado de R$ 74 milhões. No caso de 36 horas seriam necessárias mais 26,6 mil novas contratações a um custo mensal estimado em R$ 159,9 milhões.

Pequenas no topo de vagas

Em janeiro, quando Santa Catarina liderou a criação de empregos formais no Brasil, as micro e pequenas empresas responderam por 61% das oportunidades abertas no estado. Dos 19 mil empregos criados, as MPEs responderam por 11,5 mil vagas. Foi isso que apurou estudo do Sebrae, realizado a partir de dados do Caged. No Brasil, as MPEs tiveram uma participação ainda maior, com a criação de 64% das vagas.

Vitrine

SC vive um dos ciclos mais expressivos da sua história recente na construção civil. Nos últimos cinco anos, o setor cresceu 94%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, impulsionando emprego, renda e desenvolvimento regional. Os números colocam o Estado como protagonista no cenário nacional. Dados da consultoria Brain apontam que SC concentrou 65% de todo o volume de vendas imobiliárias da região, somando R$ 55,5 bilhões, desempenho superior ao do Paraná e Rio Grande do Sul juntos. Nesse contexto, Florianópolis se destaca como principal vitrine do mercado estadual. Entre 2024 e 2025, a Capital liderou as vendas de novos empreendimentos entre 12 capitais brasileiras e registrou crescimento de aproximadamente 170% no Valor Geral de Vendas (VGV). Hoje, está entre as cinco cidades com maior valor de metro quadrado do país, alcançando média de R$ 12.420 no segmento de alto padrão. Detalhe: o aquecimento do mercado catarinense já ultrapassa as fronteiras nacionais. Empreendimentos de alto padrão em Florianópolis vêm registrando forte presença de compradores internacionais, essencialmente da Argentina, Alemanha, Estados Unidos e Portugal. O Puerto Madero, da CBA Empreendimentos, em Jurerê, no Norte da Ilha, inicia com 60% das unidades comercializadas, das quais 40% adquiridas por estrangeiros.

Alto padrão

O Swiss Group confirmou o início da construção, a partir do segundo semestre deste ano, do Swiss Private Members Club (Swiss Club Balneário Camboriú), complexo de alto padrão que combina clube exclusivo, resort internacional, centro esportivo e parque de neve indoor em um mesmo sistema. O projeto, de R$ 800 milhões, já conta com reservas e propõe modelo exclusivo de associação. Será construído no bairro Nova Esperança, às margens da BR-101, em um terreno de 168 mil m2 e cerca de 180 mil m2 de área construída.

Incertezas ao comércio exterior

A guerra que começou com ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã dia 28 de fevereiro, há pouco mais de uma semana, e se espalha para outros países, eleva incertezas para o comércio internacional e para os preços do barril de petróleo, que podem chegar a 100 dólares. Os alertas são do presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de SC (Fiesc). O petróleo mais caro afeta a economia mundial em todas as variáveis. Impacta os preços, as importações, aumenta a inflação e os juros ficam mais altos. É uma situação complicada, afeta as decisões que os bancos centrais têm que tomar. O conflito é preocupante porque não tem uma data para terminar. A guerra também impacta o trabalho da Fiesc no esforço de abrir novos mercados do Oriente Médio para os produtos catarinenses.

Varejo

Guabiruba vive um momento de expansão econômica e o setor de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumaria (HPC) acaba de marcar um novo avanço. O Grupo Boticário inaugurou sua primeira loja física no município. A decisão, baseada em uma análise robusta dos indicadores locais, como o aumento do poder de compra e o crescimento da população jovem, marca a transição da “venda invisível” para uma loja física, imersiva e estratégica. “Os dados da venda direta foram um verdadeiro farol. Eles nos forneceram um mapa detalhado do consumo local, mostrando a alta fidelidade das clientes”, explica a franqueada local, Isabele Cristine.

Nossa história

Os governos de SC e da Espanha começaram os entendimentos para comemorarem juntos, em setembro próximo, os 500 anos da chegada da frota espanhola à Ilha de SC, sob o comando do italiano Sebastião Caboto. Está planejada uma exposição no Masc para reunir documentos e informações sobre a expedição.

Omelete

O bilionário catarinense Ricardo Faria fez mais um negócio bilionário. A Global Eggs, dona da Granja Faria, conseguiu US$ 1 bilhão em investimento de fundo americano Warburg Pincus e agora passa a ter US$ 8 bilhões de valor de mercado. A Global Eggs tem mais de 45 milhões de aves em suas operações nos Estados Unidos, América do Sul e Europa.

Trajetória de trabalho

A história do Vale do Itajaí está profundamente ligada à coragem, ao espírito empreendedor e à capacidade de adaptação de seu povo. Desde a sua fundação, marcada principalmente pela imigração europeia, em especial alemães e italianos, a região construiu uma identidade baseada no trabalho, na organização comunitária e na busca constante pelo progresso. Os primeiros colonizadores encontraram inúmeras dificuldades. A mata fechada, as cheias frequentes do rio Itajaí-Açu, a distância dos grandes centros e a escassez de infraestrutura exigiram esforço coletivo a resiliência. Ainda assim, essas adversidades não impediram o desenvolvimento. Pelo contrário, fortaleceram a união entre as comunidades e deram origem a um modelo econômico sólido, diversificado e inovador. Inicialmente, a economia regional se estruturou na agricultura de subsistência e no artesanato. Com o passar do tempo, sugiram as primeiras atividades industriais, especialmente no setor têxtil, que se tornou um dos grandes pilares do Vale. Pequenas oficinas familiares evoluíram para indústrias reconhecidas nacional e internacionalmente, impulsionando a geração de empregos, renda e conhecimento técnico. Mais recentemente, setores como metalmecânico, tecnologia, logística, construção civil e agronegócio passaram a desempenhar papel estratégico, consolidando o Vale do Itajaí como uma das regiões mais dinâmicas de Santa Catarina e do Brasil. Instituições como o Sistema Fiesc, o Senai , o Sesi e as associações empresariais tiveram papel fundamental nesse processo, conectando indústria, conhecimento e desenvolvimento social.  

Rodovias

Equipes do Tribunal de Contas do Estado percorrerão, até o fim deste mês, cerca de 4,5 mil quilômetros para verificar as condições de sinalização de 34 rodovias estaduais. Vão conferir placas e pinturas no asfalto com retrorrefletômetros, aparelhos que verificam a qualidade das sinalizações horizontais e verticais das obras de pavimentação, que fazem parte do laboratório de obras rodoviárias da instituição. Ao final se decidirá se o estado precisa ou não de um plano de manutenção melhor.

Desafio

Em mais uma iniciativa para avançar na melhoria dos humilhantes indicadores de saneamento em SC, só 36% da população é atendida com coleta e tratamento de esgoto, o Tribunal de Contas do Estado reuniu-se com as agências reguladoras na área que atuam no Estado. O desafio é atender a meta estipulada pelo Novo Marco Legal do Saneamento, que quer garantir tal atendimento a 90% da população até 2033. Diante de tal índice de cobertura, constrangedor e alarmante, como qualifica o próprio TCE, entre as questões a serem trabalhadas estão as chamadas soluções alternativas, que são adotadas no âmbito das cidades, mas que acabam não sendo validadas para efeitos de atendimento. O caminho é avançar na regulamentação desses serviços.

Porta de entrada

A Embratur divulgou mais uma informação muito positiva para SC: foi o terceiro Estado que mais recebeu turistas estrangeiros por via aérea em janeiro deste ano, 137 mil. A principal porta de entrada foi o Rio de Janeiro, com 274 mil, depois São Paulo, com 230 mil.

Melhor cerveja

A melhor cerveja do país é a Patanegra Cacau Wood, de Pinhais (PR). A eleição foi no tradicional Concurso Brasileiro de Cervejas, em Blumenau. Em segundo lugar ficou a Pina Colada, com abacaxi e coco, da Faroeste Beer, de Itajaí. Detalhe: a grande maioria dos juízes foi formada por estrangeiros, alguns deles detentores os melhores currículos do mundo. Concorreram mais de 2.700 amostras.

Reconhecimento

Fatos que não podem ficar sem registro público: pelo segundo ano consecutivo, o Senai-SC recebeu reconhecimento do Departamento Nacional da Instituição pela excelência em educação, inovação e tecnologia. Na área educacional, destacou-se por critérios como número de concluintes, qualidade do ensino e índice de empregabilidade dos estudantes, superior a 90%. Referência em educação profissional há mais de 70 anos, o Senai-SC oferece cursos técnicos, de qualificação profissional e de aprendizagem industrial, combinando aulas na instituição com atividades em empresas. No ano passado registrou 188,5 mil matrículas, número superior à população de 287 dos 295 municípios catarinenses.

Epidemia em SC

Santa Catarina vive uma epidemia de furtos. Apesar de os indicadores apontarem para uma queda nas ocorrências criminais, o volume dessa prática ainda ultrapassa os impressionantes 100 mil casos por ano. As vítimas são donos de pequenos negócios, cafés, lojas, restaurantes e também moradores. Contribuintes e empreendedores convivem com um sentimento de impotência diante do caos. Há cafés que não conseguem abrir as portas porque marginais levaram o relógio de energia da Celesc. Equipamentos de ar condicionado são furtados, fios de cobre desaparecem e mercadorias são surrupiadas.

Acordo Mercosul-UE é aprovado

O Senado Federal aprovou o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, em negociação há 26 anos, que prevê a criação do maior mercado comum do mundo, somando Produto Interno Bruto de 22,4 trilhões de dólares com 718 milhões de pessoas. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos senadores. Tanto a Federação das Indústrias de SC quanto o Sebrae-SC estimam potencial para mais negócios com a Europa em função do acordo.

Sabor Catharina

Há 10 anos, cervejeiros de Santa Catarina protagonizaram o ingresso do Brasil no mapa cervejeiro mundial. Surgia, em 2016, a Catharina Sour: primeiro estilo brasileiro de cervejas que além de se tornar um símbolo do mercado brasileiro, também exportou o conhecimento e a criatividade do mercado nacional para o mundo. A grande marca sensorial da Catharina Sour é a combinação de frutas e especiarias com o sabor ácido da bebida. Exatamente pela diversidade possível graças a esses ingredientes, o estilo se tornou símbolo nacional: há opções no mercado que levam frutas representativas de diferentes territórios, como graviola, jabuticaba, uva goethe, pitaya e seriguela.

Reflorestamento

Se for levada à sério como realmente deveria, seria uma maravilha se virasse lei estadual o projeto de lei que institui o programa estadual de reflorestamento, proporcional ao número de domicílios nos municípios catarinenses. Pelo projeto, os municípios executariam ações de reflorestamento em número equivalente aos domicílios do estado e a produção das mudas necessárias à consecução do programa seria feita pelas inúmeras escolas agrícolas estaduais.

Viajar em março

O Estadão listou os maiores lugares do Brasil para viajar neste mês. Merecidamente, está lá a catarinense Pomerode, que realiza sua 18ª Osterfest, até 5 de abril. Marcam a festa alemã um ovo artístico gigante e a Osterbaum, árvore de casquinhas de ovos pintadas.

Tombo acionário

A informação de que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República autorizou o ministro da Defesa, José Mucio, a ocupar um assento no conselho de administração da catarinense Fundição Tupy, que tem o BNDESPar e a Previ como principais acionistas, com 30,7% e 27% das ações respectivamente, sobrevém outra preocupante: a interferência do governo federal na indicação de membros para tal conselho fez suas ações despencarem 50%.

Secretário Paulo Bornhausen apresenta na ACII estratégia de internacionalização de Santa Catarina

O redesenho das relações econômicas internacionais já começou, e Santa Catarina quer ocupar um lugar de protagonismo nesse novo mapa. O tema foi o centro da reunião plenária da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), que recebeu o secretário de Estado de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, para apresentar aos empresários as estratégias do governo catarinense de aproximação com mercados globais e atração de investimentos.

A mensagem levada ao setor produtivo foi direta: o mundo está mudando rapidamente, e regiões que se posicionarem agora poderão capturar oportunidades históricas de crescimento. Durante a apresentação, Bornhausen detalhou as principais ações da secretaria para fortalecer a presença internacional do estado. Entre elas estão missões institucionais lideradas pelo governador Jorginho Mello, articulação com embaixadas no Brasil, formação de uma rede de embaixadores honorários de Santa Catarina em diferentes regiões do mundo e o apoio à geração de negócios internacionais.

A estratégia também inclui eventos de promoção internacional, como os chamados SC Day, realizados em centros globais de negócios como Tóquio, Nova York e Berna, além da manutenção de escritórios internacionais nos Estados Unidos e na China. Essas iniciativas fazem parte de um movimento maior de inserção global do estado, voltado a ampliar exportações, atrair investimentos e conectar empresas catarinenses a novas cadeias produtivas internacionais.

Nova lógica global

Segundo o secretário, o cenário econômico internacional vive uma profunda reorganização. Cadeias globais de produção estão sendo redesenhadas, blocos econômicos passam por realinhamentos estratégicos e novos critérios começam a orientar as relações comerciais entre países. Nesse contexto, a confiança passou a ser um fator decisivo.

Bornhausen destacou que o conceito tradicional de ESG ( ambiental, social e governança) vem sendo reinterpretado em escala global. A nova leitura incorpora também dimensões econômicas, de segurança e geopolítica, tornando a confiabilidade institucional e produtiva um dos principais filtros para parcerias e investimentos.

Esse movimento abre uma janela de oportunidade para economias consideradas estáveis, produtivas e previsíveis. É nesse ponto que Santa Catarina aparece com vantagem competitiva. Entre os diferenciais apresentados estão a logística eficiente, uma indústria diversificada, forte vocação empreendedora, mão de obra qualificada, produção agroindustrial de alto valor agregado e um ambiente de negócios considerado confiável por parceiros internacionais.

Internacionalização como estratégia de desenvolvimento

A atuação da Secretaria de Articulação Internacional busca conectar esses ativos econômicos a oportunidades externas. O trabalho inclui a aproximação entre investidores internacionais e empresas catarinenses, além da captação de financiamentos para projetos estruturantes.

Um dos exemplos citados durante o encontro foi o financiamento superior a 90 milhões de dólares do Banco Mundial para projetos de mobilidade urbana na região de Itajaí. Entre as iniciativas está a construção de um túnel que pode chegar a investimentos entre 220 e 240 milhões de dólares, considerado um dos projetos de infraestrutura mais relevantes para a mobilidade e logística regional.

Bornhausen também destacou o impacto econômico e de visibilidade internacional gerado pela passagem da The Ocean Race por Itajaí. A competição, que reúne equipes e embarcações de vários países, projeta a cidade globalmente e movimenta setores como turismo, hotelaria e serviços. “Quem veio à primeira edição e retorna anos depois percebe a evolução da cidade”, afirmou o secretário ao comentar o papel do evento como vitrine internacional para a região.

Itajaí como plataforma internacional

Para Bornhausen, Itajaí já possui características naturais de uma cidade global. A forte presença logística, o grande volume de comércio exterior e a diversidade de capital estrangeiro presente na região colocam o município em posição estratégica para ampliar conexões internacionais.  Empresas com investimentos alemães, portugueses, espanhóis e italianos operam na cidade, criando um ambiente empresarial fortemente conectado com a economia global.

A proposta apresentada aos empresários foi clara: construir uma agenda internacional própria para Itajaí. Segundo o secretário, o governo estadual pode apoiar missões empresariais, abrir portas diplomáticas e facilitar conexões comerciais — desde que o setor produtivo organize suas prioridades e mercados estratégicos. “É importante que Itajaí tenha uma agenda com o mundo”, afirmou. “A partir disso, podemos ajudar a construir essas conexões.”

Para a presidente da Associação Empresarial de Itajaí, Thaísa Nascimento Corrêa, a plenária trouxe aos empresários uma visão mais clara sobre o posicionamento internacional do estado e sobre as oportunidades que podem surgir para o município. Segundo ela, o detalhamento das ações da secretaria permite que o setor produtivo compreenda melhor como se inserir nas estratégias de internacionalização.

“Quando entendemos o nível de articulação que o estado está construindo globalmente, isso amplia a nossa visão sobre o que também podemos entregar enquanto cidade e enquanto empresas”, afirmou. A dirigente destacou ainda que o encontro provocou reflexões importantes entre os empresários sobre como alinhar o desenvolvimento local às novas oportunidades internacionais. O desafio agora, segundo ela, é transformar esse entendimento em ação concreta.

Alta temporada de verão e Carnaval: LATAM revela os aeroportos mais movimentados no Sul do Brasil
A LATAM transportou mais de 974 mil passageiros nos aeroportos do Sul do Brasil durante a alta temporada de verão e Carnaval, entre 19 de dezembro de 2025 e 18 de fevereiro de 2026. O resultado reflete o aumento da demanda turística no período e o fortalecimento da conectividade aérea promovido pela companhia na região.
 
O Aeroporto Internacional de Porto Alegre (RS) liderou a movimentação, com 277.908 passageiros, crescimento de 37,7% em relação à temporada anterior. Na sequência aparecem Curitiba (PR), com 205.867 passageiros, e Florianópolis (SC), com 195.048.
 
Confira o ranking completo da movimentação na alta temporada 2025/2026:
1. Porto Alegre (RS) – 505.956 passageiros; 
2. Curitiba (PR) – 385.693;
3. Florianópolis (SC) – 293.835; 
4. Foz do Iguaçu (PR) – 202.386; 
5. Navegantes (SC) – 148.878;
6. Maringá (PR) – 64.333;
7. Londrina (PR) – 57.495;
8. Chapecó (SC) – 45.755;
9. Joinville (SC) – 40.357;
10. Cascavel (PR) – 24.688
O desempenho reforça o papel estratégico da região Sul na malha aérea da LATAM e sua relevância para o turismo, os negócios e o desenvolvimento regional.
 
“A movimentação registrada no Sul é resultado de um planejamento que começa meses antes do pico de demanda. Reforçamos equipes, ajustamos a malha e atuamos em coordenação com aeroportos e parceiros para garantir eficiência operacional e regularidade. Esse trabalho é fundamental para sustentar o crescimento observado em aeroportos como Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis e oferecer uma experiência confiável aos nossos clientes”, afirma Derick Barboza, diretor de Aeroportos da LATAM Brasil.
 
LATAM IMPULSIONA NOVO CICLO DA AVIAÇÃO NO BRASIL E NO SUL
 
A alta temporada ocorre em um contexto de expansão consistente da LATAM no País. Segundo dados oficiais da ANAC, a companhia respondeu por 42,5% do crescimento de passageiros que levou a aviação brasileira ao recorde histórico de demanda em 2025, reforçando seu compromisso com eficiência, competitividade e ampliação da conectividade.
 
No Sul, esse avanço é acompanhado por investimentos e ampliação de oferta. Em Porto Alegre, após os impactos das enchentes de 2024, a LATAM acelerou a retomada operacional e mais que dobrou sua oferta doméstica no aeroporto em 2025, totalizando 17,7 mil voos e 3,27 milhões de assentos ao longo do ano. O reforço incluiu ampliação de frequências, novas ligações domésticas e incremento da operação internacional, fortalecendo o papel do aeroporto como elo estratégico de integração regional.
 
Em Curitiba, mercado relevante para os segmentos corporativo e de lazer, a companhia encerrou 2025 com 14,3 mil voos e 2,64 milhões de assentos, crescimento de 12% no número de voos e 14% na oferta em relação a 2024. O avanço consolidou as conexões com os principais hubs da LATAM em Guarulhos, Brasília e Porto Alegre, ampliando as possibilidades de integração nacional e internacional.
 
Ao fortalecer sua malha no Sul, a LATAM contribui para o desenvolvimento econômico regional, o estímulo ao turismo e a geração de oportunidades, reafirmando seu compromisso com uma aviação mais eficiente, sustentável e conectada ao Brasil.
 
Sobre o Grupo LATAM
 
A LATAM Airlines S.A. e suas afiliadas são o principal grupo aéreo da América Latina, com presença em cinco mercados domésticos da região: Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru, além de operações internacionais dentro da América Latina e para Europa, Oceania, África, Estados Unidos e o Caribe.
 
O grupo LATAM possui uma frota de aeronaves Boeing 767, 777 e 787 e Airbus A321, A321neo, A320, A320neo e A319.
 
LATAM Cargo Chile, LATAM Cargo Colômbia e LATAM Cargo Brasil são as afiliadas de carga do grupo LATAM, possuindo uma frota combinada de 21 aeronaves de carga. Essas afiliadas de carga contam com acesso as aeronaves de passageiros do grupo e operam na rede do grupo LATAM, bem como em rotas internacionais exclusivas para transporte de cargas. Além disso, oferecem uma infraestrutura moderna e uma ampla variedade de serviços e opções de atendimento para atender às necessidades de seus clientes.
 
www.latam.com
Governo de SC apresenta estratégias de inovação e destaca cooperação entre estados no primeiro dia do BrasilGov Summit

Foto: Divulgação / BrasilGovSummit

“Quando os estados se unem para trocar soluções, quem ganha é o cidadão”. A afirmação do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, Edgard Usuy, marcou a participação do Governo de Santa Catarina no primeiro dia do BrasilGov Summit 2026, realizado nesta terça-feira (10), em Florianópolis. O secretário integrou um dos principais painéis da programação, que reuniu representantes da região Sul para discutir a inovação pública como estratégia para o desenvolvimento do país. Até quinta-feira (12), demais profissionais da secretaria participam do evento e apresentam boas práticas da administração catarinense.  

“Compartilhar nossas ações e conhecer as iniciativas dos estados vizinhos enriquece o nosso trabalho como agente público e, consequentemente, traz inovação e melhores soluções para a população. O nosso maior objetivo, junto com o governador Jorginho Mello, é melhorar a qualidade de vida de todos os catarinenses”, afirma o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Esse intercâmbio de ideias que estamos desenvolvendo entre os estados é um exemplo de solução para o desenvolvimento do país.  fortalece a região como protagonista na construção de soluções para os desafios nacionais.”, completa.

Um dos momentos centrais da programação foi o painel “Inovação Pública como Estratégia Nacional de Desenvolvimento”, que reuniu lideranças das áreas de ciência, tecnologia e inovação da região Sul. Além de Usuy, participaram do debate o secretário de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, Alex Canziani, o diretor de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Ivan Carlos Vicentin, e o chefe da Divisão Financeira e de Orçamento da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Marcelo Lopes Flores.

Na participação, o secretário Edgard Usuy apresentou as ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) e destacou o caráter transversal da pasta dentro da gestão estadual. Outro ponto abordado foi a capilaridade das iniciativas catarinenses, que buscam levar oportunidades em tecnologia e inovação para diferentes públicos e regiões do estado. Edgard citou alguns dos programas realizados pelo Governo de Santa Catarina nos últimos anos, como o SCTEC, a Rede Catarinense de Centros de Inovação, o SC Fácil e o SC Games. 

Demais representantes do Governo de Santa Catarina integraram a programação do BrasilGov Summit ainda nesta terça-feira. O diretor de Governança Digital, Tecnologia e Dados da SCTI, André Brito Salustiano, participou do painel “Ambientes de Inovação para TechGov”, que debateu como os ecossistemas de inovação podem impulsionar a transformação digital no setor público. Na oportunidade, o diretor destacou as iniciativas e investimentos realizados pelo Estado. 

A agenda catarinense no evento também inclui debates com participação do assessor de tecnologia da SCTI, Ramices Silva, que abordará temas como resiliência cibernética no setor público e regulamentação da inteligência artificial no governo estadual, ao lado da diretora de Ciência da SCTI, Cristiane Iata. A participação da pasta finaliza na quarta-feira, com a presença do secretário adjunto, Nícola Martins. 

Sobre o evento
O BrasilGov Summit 2026 é considerado um dos maiores eventos de tecnologia e inovação voltado à gestão pública. Realizado de 10 a 12 de março, no CentroSul, em Florianópolis, o encontro reúne lideranças públicas, especialistas e empresas de tecnologia para debater soluções que contribuam para a modernização dos estados, a transformação digital do setor público e a melhoria dos serviços prestados à população.

Sine oferece 8,7 mil vagas de emprego em Santa Catarina

O Sistema Nacional de Emprego de Santa Catarina (Sine SC) iniciou a semana com 8.764 vagas de trabalho abertas, sendo 275 destinadas exclusivamente a pessoas com deficiência (PCD). As oportunidades estão distribuídas por todas as regiões do estado e contemplam diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação.

De acordo com o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o número de vagas demonstra a força do mercado de trabalho catarinense. “Santa Catarina mantém um mercado de trabalho aquecido, com oportunidades em todas as regiões. O Sine tem um papel fundamental neste processo, aproximando quem busca uma vaga e as empresas que precisam contratar. Nosso objetivo é facilitar esse acesso e ampliar cada vez mais as oportunidades para os catarinenses”, destaca o secretário.

Os interessados podem conferir as vagas e realizar o encaminhamento presencialmente nas unidades do Sine em todo o estado, por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou Portal Emprega Brasil. As vagas são atualizadas frequentemente e podem sofrer alterações conforme o preenchimento das oportunidades.

Confira a distribuição das vagas por região:
Grande Florianópolis – 1.472 vagas 
Biguaçu: 75
Florianópolis: 425 pcd 19
Palhoça: 18
São João Batista: 63 pcd 28
São José: 524 pcd 62
Tijucas: 367
Vale do Itajaí – 2.732 vagas 
Balneário Camboriú:428
Blumenau: 503 pcd 03
Brusque: 267 pcd 15
Camboriú: 152
Gaspar: 71
Ibirama: 10
Indaial:520
Itajaí: 144 pcd 30
Itapema: 80
Navegantes: 173
Penha: 98
Pomerode: 179 pcd 01
Rio do Sul: 41
Timbó: 66
Oeste – 1.064  vagas 
Campo Erê: 01
Chapecó: 338 pcd 50
Concórdia: 232 pcd 02
São Miguel do Oeste: 360
Seara: 133 pcd 10
Sul – 1.387 vagas 
Araranguá: 112 pcd 01
Braço do Norte: 50
Capivari de Baixo: 30
Criciúma: 313 pcd 27
Forquilhinha: 57
Garopaba: 180 pcd 01
Gravatal: 03
Içara: 10
Imbituba: 121 pcd 03
Laguna: 108
Morro da Fumaça:296
Orleans: 05
Praia Grande: 21
Siderópolis: 01
Tubarão: 80
Norte – 1.233 vagas
Araquari: 82
Canoinhas: 13
Garuva: 80
Guaramirim: 03                             
Itaiópolis: 183
Joinville: 152 pcd 04
Mafra: 347
Porto União: 15
Rio Negrinho:  59
São Bento do Sul: 263 pd 12
São Francisco do Sul: 36
Meio-Oeste – 654 vagas
Caçador: 09
Campos Novos: 99
Capinzal: 295
Curitibanos:36
Fraiburgo:10
Joaçaba:  70 pcd 04
Videira: 135 pcd 01
Serra Catarinense – 222 vagas 
Lages: 70 pcd 01
São Joaquim: 152 pcd 01
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CNI: 41% das empresas têm dificuldade para entender normas e reprovam ambiente regulatório

Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a percepção do empresário brasileiro sobre o atual ambiente regulatório é de forte insatisfação e desafios relacionados à burocracia. De acordo com a Sondagem Especial nº 100: Percepção das empresas industriais sobre regulação, em uma escala de 1 a 10, os empresários deram uma nota média de 4,25 para o ambiente regulatório.

O levantamento aponta que a burocracia afeta diretamente a rotina das empresas: 34% do setor produtivo julga ser difícil encontrar as regras que precisam cumprir; 41% indicam ter dificuldade para compreender essas normas.

De acordo com a pesquisa, apenas 15% dos empresários acreditam que a regulação no Brasil é adequada para proteger o cidadão, o meio ambiente e as empresas. A percepção se divide entre os que consideram a legislação insuficiente (30%) e os que a julgam excessiva (29%).

Segundo o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, os números refletem a urgência de aprimorar a comunicação e a elaboração dos regulamentos por parte do poder público.

“A Sondagem Especial deixa claro que a complexidade do nosso ambiente de negócios é um entrave diário. Quando mais de 40% das empresas têm dificuldade para compreender as regras que devem seguir, fica evidente que precisamos de regulamentos mais claros, previsíveis e acessíveis. Um plano nacional para a simplificação e melhoria da qualidade do nosso arcabouço regulatório é fundamental para garantir a segurança jurídica e a competitividade da indústria nacional”, avalia Silveira.

Melhoria é demanda do setor produtivo
O papel do poder público para melhoria do ambiente regulatório brasileiro é uma demanda do setor produtivo. A pesquisa mostra que, para 71% dos empresários, o trabalho do Governo Federal é importante para melhorar a qualidade das regras. No entanto, entre os que afirmam conhecer as ações governamentais nessa área, a percepção é majoritariamente negativa: 57% classificam o nível de sucesso dos esforços do governo como baixo ou muito baixo.

Outro alerta trazido pelo estudo é o distanciamento do setor produtivo na formulação das regras: quase metade das empresas nunca participou do processo regulatório (o número chega a 53% entre as de pequeno porte e 55% entre as de médio porte). Entre a parcela que já participou desses processos de alguma forma, 47% afirmam que a participação é difícil.

Estrada Boa: Governo do Estado autoriza investimento para manutenção e conservação em rodovias de 10 municípios

Fotos: Divulgação/SIE

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (SIE), autorizou nesta segunda-feira, 9, investimentos para a manutenção e conservação em rodovias de dez municípios, das regiões do Alto Vale do Itajaí e da Serra. O valor de referência do edital era de R$ 92,5 milhões e após os trâmites licitatórios, a empresa vencedora apresentou proposta com cerca de 17% de desconto, gerando um contrato de R$ 76,2 milhões para beneficiar as dez cidades.

Um dos destaques do contrato é a revitalização de 73 quilômetros da SC-350, importante corredor viário do Alto Vale do Itajaí. O ato, no gabinete da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, foi conduzido pelo secretário da pasta, Jerry Comper, confirmando oficialmente que agora já é possível se iniciarem os trabalhos.

A obra integra o conjunto de investimentos do Programa Estrada Boa, considerado o maior programa de recuperação e modernização da malha rodoviária da história catarinense, com mais de R$ 5,1 bilhões em investimentos e mais de 120 obras em todo o Estado.

O projeto prevê investimento total de R$ 76,2 milhões para revitalização de toda a região pertencente ao lote 3 da Coordenadoria Regional do Planalto, abrangendo os seguintes municípios:

Ituporanga
Alfredo Wagner
Aurora
Imbuia
Vidal Ramos
Leoberto Leal
Chapadão do Lajeado
Petrolândia
Bom Retiro
Otacílio Costa
SC-350 será totalmente revitalizada

O contrato prevê um investimento direto de R$ 52 milhões apenas para a revitalização da rodovia SC-350, entre Alfredo Wagner e o posto da Polícia Militar Rodoviária em Aurora. Além disso, todos serviços de manutenção e conservação das demais rodovias estão cobertas pelo contrato, pavimentadas e não pavimentadas.

A intervenção contempla um trecho estratégico para a economia regional, atendendo municípios do Alto Vale do Itajaí, incluindo áreas conhecidas pela forte produção agrícola, especialmente a chamada “região da cebola,” fazendo, ainda, a conexão com a região serrana.

O contrato prevê revitalização completa do pavimento, incluindo:

Remoção do asfalto existente em pontos críticos;
Execução de remendos profundos;
Recuperação estrutural da pista;
Sistema de drenagem;
Sinalização horizontal e vertical; além de serviços complementares.
Também estão previstos trevos alemães e faixas elevadas, dispositivos que contribuem para melhorar a organização do tráfego e aumentar a segurança viária. Nesse contexto destaque para as ligações entre: Petrolândia e a BR‑282; e Vidal Ramos e Botuverá. O modelo de manutenção adotado prevê acompanhamento técnico mais rigoroso, com fiscalização permanente da execução dos serviços.

Desenvolvimento regional

Para o secretário Jerry Comper, a revitalização representa um avanço importante para a infraestrutura da região.

“A SC-350 é uma rodovia fundamental para o Alto Vale do Itajaí. Com essa revitalização, vamos melhorar as condições de trafegabilidade, aumentar a segurança dos motoristas e fortalecer a logística de uma região que tem forte produção agrícola e grande importância econômica para Santa Catarina.”

A expectativa do governo estadual é que os trabalhos iniciem imediatamente após a assinatura da ordem de serviço, atendendo uma demanda histórica de moradores e produtores da região.

Chamada pública exploratória da SCGÁS busca mapear condições comerciais no mercado de gás natural

Está disponível o Edital de Chamada Pública nº 013/26 da SCGÁS para recebimento de propostas de suprimento de gás natural. A iniciativa segue boas práticas de governança regulatória e transparência da Companhia e tem como objetivo mapear as condições comerciais disponíveis no mercado.

A Chamada Pública nº 013/26 (CP13) tem caráter exploratório e não vinculante. O objetivo é permitir que a SCGÁS conheça, compare e avalie diferentes alternativas comerciais disponíveis, apoiando análises internas relacionadas à gestão do portfólio de suprimento. A eventual contratação poderá ocorrer de forma total, parcial ou até não acontecer, dependendo de critérios técnicos, regulatórios e comerciais, além da disponibilidade física e contratual do portfólio da Companhia.

Produtores e comercializadores interessados deverão comprovar a disponibilidade de gás e atender aos requisitos estabelecidos no Edital. As propostas devem ser enviadas até 17 de abril de 2026, exclusivamente pelo e-mail chamadapublicagn@scgas.com.br. Cada proponente poderá apresentar mais de uma proposta, com diferentes condições comerciais, desde que atendidas as exigências do edital. As propostas deverão ter validade mínima de 250 dias e ser assinadas digitalmente pelos representantes legais.

O envio de proposta não gera direito à contratação nem qualquer obrigação por parte da SCGÁS. A chamada pública segue boas práticas regulatórias e de mercado, reforçando o compromisso da Companhia com a transparência, a eficiência e a gestão responsável de seu portfólio de suprimentos.

Governo de SC investe R$ 330 milhões para descompactação salarial e consolida pacote importante de valorização dos professores

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM

Dando continuidade ao compromisso firmado com os professores catarinenses, o Governo do Estado apresentou na manhã desta terça-feira, 10, uma nova proposta de descompactação da tabela salarial dos professores. O projeto, que será enviado para a Assembleia Legislativa (Alesc) nos próximos dias, garante um investimento de cerca de R$ 330 milhões na valorização dos profissionais da Educação.

A proposta marca a segunda fase do processo iniciado em novembro de 2024. Se na primeira etapa o Governo garantiu a  descompactação sobretudo dos níveis 4 e 5 (mestres e doutores), este novo avanço traz uma evolução adicional na tabela, com foco nos professores que buscam especializações, e que configuram hoje o maior contingente de professores na rede estadual.

“Nós assumimos o Governo com uma tabela achatada desde 2008 e prometemos que iríamos resolver. Começamos no final de 2024 e agora damos mais um passo firme. É fundamental reconhecermos o professor catarinense que senta na cadeira para estudar, que faz uma especialização, para levar um ensino ainda melhor para as nossas crianças nas salas de aula. Santa Catarina valoriza quem se qualifica”, destacou o governador Jorginho Mello.

Carreira valorizada em um esforço estadual
A nova medida é mais um passo para corrigir essa distorção histórica na rede pública estadual de ensino. Com o investimento, pela primeira vez em mais de uma década, um professor com doutorado, ao chegar no final da sua carreira, receberá mais do que o dobro do piso inicial da categoria.

Um dos grandes diferenciais desta nova etapa é a origem da verba: o investimento de cerca de R$ 330 milhões será custeado apenas com recursos próprios do Governo do Estado. Isso significa que o esforço financeiro vai além do compromisso já cumprido de aplicar 100% dos recursos do Fundeb exclusivamente na remuneração dos professores.

Pacote global de avanços na Educação
A descompactação da tabela integra um amplo e inédito pacote de valorização dos servidores, o programa Educação Levada a Sério. A medida posiciona Santa Catarina entre os estados que buscam, de modo progressivo, promover a valorização da carreira docente no Brasil, beneficiando cerca de 90 mil servidores, entre ativos e inativos.

“Trata-se de um programa que inclui ações para a valorização dos professores, cuidadosamente estudadas para serem colocadas em prática. Estamos contentes, junto com todo o time da Educação e com o apoio do nosso governador Jorginho Mello, por 

termos a possibilidade de anunciar uma iniciativa que fará a diferença para todos os profissionais da rede estadual”, ressaltou a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta.

Entre as principais frentes de atuação já em andamento destacam-se:

● Estímulo financeiro por presencialidade e formação: ainda no ano de 2025, o governo iniciou o pagamento de uma gratificação anual de R$ 3 mil para docentes ativos que atingirem metas de qualificação, dedicação em sala de aula e resultados no desempenho dos alunos.

● Incentivo à formação acadêmica docente: o Governo retirou o limite de 20 anos de carreira para dispensa para fazer Mestrado e Doutorado, além de triplicar a oferta de vagas. Haverá concessão de dispensa parcial de carga horária para professores efetivos matriculados em programas reconhecidos pela CAPES/MEC, com garantia de remuneração integral e critérios transparentes em edital. Entre 2025 e 2026 já foram ofertadas 200 vagas para essa qualificação. 

● Escola de Formação de Professores de SC: um programa próprio para apoiar a formação pedagógica em serviço. Em janeiro de 2026, iniciou-se a formação para toda a rede, utilizando metodologias inovadoras e tecnologias educacionais.

● Segurança profissional para os professores temporários (ACTs): maior segurança no planejamento, com a manutenção da vaga por mais um ano letivo já desde o início de 2026, além do empenho para ampliação da carga horária na mesma escola.

● Novo Concurso Público: além de ter realizado em 2024 o maior concurso da história da Secretaria de Estado da Educação, com mais de 10 mil vagas, será  realizado um novo concurso para o magistério, em abril, com mais 10 mil vagas incluindo também o quadro civil.

● Edital para remoção: novo edital para remoção de professores efetivos a fim de que possam estar mais próximos dos seus domicílios.

● Ampliação do quadro de assessores de direção: atendendo a uma reivindicação dos diretores de escolas, a medida melhora a atenção pedagógica e administrativa das escolas.

Ainda sob efeito das tarifas dos EUA, exportações de SC caem 4,1% no bimestre

Santa Catarina fechou o primeiro bimestre de 2026 com US$ 1,697 bilhão em embarques para o mercado externo, valor 4,1% menor que o US$ 1,770 bilhão registrado no mesmo período do ano passado. O principal fator influenciador foi a queda de 38,1% nas vendas para os Estados Unidos, que ficaram em US$ 148 milhões e fizeram o país recuar para a segunda posição entre os principais destinos dos produtos catarinenses. A China, mesmo também registrando queda (-8,3%), fechou o bimestre com US$ 151 milhões e assumiu a liderança.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, lembra que a queda nas vendas para os Estados Unidos pode ser justificada pelo tarifaço, que foi anunciado pelo governo Trump em abril do ano passado. Ele ressalta, no entanto, que no último dia 20 essas tarifas foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA, abrindo a possibilidade de recuperação nas vendas para o país.

O ranking dos seis principais destinos dos produtos catarinenses teve ainda outras duas inversões de posições nos dois primeiros meses do ano. A Argentina caiu do terceiro para o quarto lugar, ao comprar 24,3% a menos (US$ 108 milhões) e ser ultrapassada pelo Japão, que cresceu 22,9%, para US$ 131 milhões. O Chile, que ocupava a quinta posição, caiu 3,7% e foi ultrapassado pelo México, que comprou 24% a mais e subiu uma posição.

Desempenho por produtos
Dos cinco principais produtos da pauta de exportação catarinense, apenas a carne de aves teve desempenho positivo, crescendo 13% e mantendo a liderança com US$ 426,6 milhões. Já a carne suína, com recuo de 1,6%, os motores elétricos, com -3,9%, a madeira serrada (-2,4%) e as partes de motor (-22,1%) contribuíram para a redução nos embarques totais. 
O recuo no embarques foi suavizado por aumentos registrados nos produtos que ocupam da sexta à nona posição. Tiveram desempenho positivo o tabaco não manufaturado (4,8%), o papel Kraft não revestido (21,7%), os transformadores elétricos (44,6%) e as outras preparações e conservas de carnes e miudezas (30,7%).

Importações
As importações registraram recuo no primeiro bimestre, caindo 5,2% na comparação com o mesmo período de 2025, para US$ 5,7 bilhões. Dos 10 principais produtos, as principais variações percentuais foram registradas nos semicondutores, que caíram 47,1%, e no alumínio em formas brutas, que subiu 62,9%. As importações de veículos cresceram 117,5% no primeiro bimestre, na 11ª colocação.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação 

Epagri atua para ampliar gestão feminina no meio rural

Foto: Arquivo Pessoal/Elisiane Soster

A rotina da produtora rural Elisiane Soster começa cedo em Belmonte, cidade do Extremo Oeste de Santa Catarina onde ela e a mãe, Salete Pasini Soster, tocam a produção de soja, milho e leite. Trabalho é o que não falta. A propriedade tem, em média, 45 vacas em lactação, além de 70 hectares de lavoura. E ainda há os afazeres com a cria e recria de bezerras para manter o plantel de vacas da fazenda.  

Elisiane e a mãe fazem parte de um grupo bastante restrito no Brasil e no mundo: mulheres agricultoras responsáveis pela gestão do negócio. O último censo agropecuário, feito pelo IBGE em 2017, contabilizou quase um milhão de mulheres que exercem o papel de líder de propriedade rural. É pouco, apenas 18,7% do total, mas no censo anterior, feito em 2006, a representatividade era ainda menor, 12,7%. 

Os números do IBGE refletem um cenário de invisibilidade das mulheres do campo. Historicamente, elas têm uma presença marcante na produção rural, especialmente na agricultura familiar. No Brasil, as mulheres representam 45% da força de trabalho da agropecuária brasileira. Outro papel tradicionalmente reconhecido às mulheres é o de guardiãs e multiplicadoras de sementes crioulas.

Mas quando o assunto é o comando dos negócios agrícolas, a representatividade feminina ainda é ínfima. Para incentivar a promoção de políticas públicas que ampliem o protagonismo feminino no campo, a Organização das Nações Unidas instituiu 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora. Em Santa Catarina, a Epagri investe na capacitação de mulheres para ampliar a liderança feminina no campo. 

Empoderamento feminino
De 2019 a 2025, mais de 1.300 mulheres em todo o estado passaram pelo curso Flor-E-Ser, programa criado pela empresa para desenvolver nas mulheres do campo e da pesca habilidades em gestão, empreendedorismo e liderança. Nos últimos dois anos, o número de mulheres capacitadas dobrou.  

“Nós temos listas de espera enormes e nem precisamos mais divulgar as capacitações porque as mulheres que participaram incentivam as demais a fazer”, afirma Cianarita Caron Figueiró, coordenadora do Programa Capital Humano e Social das Epagri. Ela conta que nos depoimentos recebidos pela empresa, muitas mulheres dizem que o curso foi um divisor de águas em suas vidas, tanto profissional quanto pessoal. 

“Muitas mulheres relatam que, após o curso, sentem-se verdadeiramente integradas ao planejamento da propriedade, assumindo funções estratégicas na gestão e posições de liderança na comunidade”, destaca Ciana. Para ela, o maior mérito das capacitações é o resgate da autoestima, o combustível essencial para que as mulheres tomem iniciativas que impulsionam o crescimento do negócio rural.

Outra capacitação da Epagri que abrange o universo feminino é o Ação Jovem Rural e do Mar. O programa foi criado com o objetivo de preparar os filhos dos produtores rurais para a sucessão familiar. Entre 2021 e 2025, mais de 320 mulheres passaram por ele. O número de homens ainda é substancialmente maior, em torno de 75%, mas a expectativa é que o interesse cresça a partir das ações que a Epagri está desenvolvendo na área de ensino técnico agrícola. 

No ano passado, a empresa assumiu a gestão compartilhada dos cinco Cedups Agrotécnicos com a Secretaria de Estado da Educação. Com isso, passou a integrar as áreas de pesquisa agropecuária, extensão rural e ensino, aproximando ainda mais escola, campo e tecnologia. Uma das metas da Epagri é promover ações que estimulem a matrícula de mulheres. Hoje, elas representam 30% dos alunos dos Cedups. 

Para a diretora de Ensino Agrotécnico, Andréia Meira, o fato das unidades disponibilizarem alojamento apenas para homens explica a menor representatividade feminina. Por isso, uma das ações previstas a médio prazo é a construção de espaços para as mulheres. Os cinco Cedups recebem jovens de 137 municípios, por isso, muitos alunos precisam de espaço para ficar durante a semana. 

Andréia também acredita que a marca da Epagri à frente dos Cedups é um estímulo para que as famílias incentivem as filhas mulheres a optarem pelo ensino técnico agrícola. “Os agricultores já conhecem a Epagri e confiam na empresa, presente em todos os municípios. A sensibilização por parte dos extensionistas é muito importante nesse sentido”, afirma a diretora. 

Outra iniciativa que pode colaborar para trazer mais mulheres aos Cedups é a parceria da Epagri com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e a Cooperativa Aurora. Neste ano, os alunos poderão atuar como jovens aprendizes com bolsas de R$ 750,00. “As mulheres têm um papel muito importante na sucessão familiar no campo, por isso, a Epagri tem todo o interesse em estimular a profissionalização”, afirma Andréia.

Sucessão rural
A capacitação técnica fez toda a diferença quando Elisiane Soster teve que assumir junto com a mãe a propriedade rural da família após o falecimento de seu pai, há quatro anos. “Os cursos me ajudaram a enxergar a sucessão não como algo automático, mas como um processo que precisa de diálogo, planejamento e visão de longo prazo”, conta a produtora rural.

Os pais sempre apoiaram e incentivaram Elisiane nas atividades do campo. Ela se formou como técnica em Agropecuária e, em 2016, aos 21 anos, participou do curso Ação Jovem Rural da Epagri, em São Miguel do Oeste. Hoje, estuda Tecnologia em Gestão Financeira, presta consultoria para famílias rurais em processos sucessórios e faz palestras sobre o assunto em empresas, cooperativas e outras instituições. 

Elisiane também é coautora do livro “Rainhas Internacionais do Agro”, que reúne artigos de mulheres agricultoras de vários países. No capítulo que escreveu, ela destaca o momento em que a mulher deixa de ser coadjuvante na propriedade e assume o papel de gestora. “Percebo que as mulheres estão buscando mais espaço e assumindo decisões estratégicas. Muitas fazem tudo, mas ainda não se reconhecem como gestoras. Acredito que estamos vivendo uma transição: a mulher sempre esteve no campo, mas agora ela está se posicionando como líder”, afirma. 

Elisiane conta que ela e a mãe enfrentaram preconceito e desconfiança, mas nunca baixaram a cabeça. “Logo após o falecimento do meu pai, quando eu e minha mãe assumimos integralmente a propriedade, algumas pessoas duvidaram se daríamos conta. Mas transformamos isso em combustível. Hoje mostramos, na prática, que gestão não tem gênero. Tem competência e responsabilidade”, conclui.

Por: Cléia Schmitz, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc

Santa Catarina amplia Sistema Antigranizo e reforça proteção à produção agrícola

Foto: Divulgação/Secom

A preocupação com os prejuízos causados pelo granizo em Santa Catarina tem diminuído nos últimos anos. O motivo é o investimento contínuo do Governo do Estado na ampliação do Sistema Antigranizo, que atua de forma preventiva para reduzir os impactos das tempestades, especialmente nas regiões produtoras.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em convênio com as prefeituras. Atualmente, o sistema está em funcionamento em 13 municípios, por meio desses convênios, e para esse ano está prevista a ampliação com instalação e operacionalização em outras 13 cidades. A tecnologia ajuda a minimizar os danos nas lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de gelo de granizo, que podem se desintegrar antes de atingir o solo.

“Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Por meio do convênio entre o Governo do Estado e prefeituras, atualmente o Sistema Antigranizo está implantado nos municípios de Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.

Para 2026, está prevista a implantação e operacionalização do sistema em outros 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento estimado para essa expansão é de aproximadamente R$ 12 milhões, além da atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.

Em 2025 foram  repassados, no total, R$ 2,2 milhões em convênios aos municípios atendidos, para operacionalização desse sistema. No ano passado esse convênio foi ampliado para os municípios de Ibiam e Arroio Trinta.

O sistema

O sistema antigranizo iniciou operação em 1989, utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto nas nuvens carregadas. O objetivo é modificar a formação das pedras de gelo, transformando grandes blocos de granizo em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair como água supergelada, dependendo da intensidade da tempestade.

“O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa que opera o sistema.

O método começou  voltado à cultura da maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva desse setor. Com a comprovação dos resultados para os agricultores, houve expansão para outras culturas e municípios inicialmente para o tomate em Caçador. Hoje, são 170 geradores em operação. Segundo Rolim, o sistema é eficiente na diminuição tanto da área atingida quanto do tamanho das pedras de granizo — fator essencial em regiões produtoras de frutas, onde os prejuízos podem ser significativos.

Preços do petróleo já subiram mais de 17% após ataques ao Irã, alcançando US$ 85 por barril

Nesta quinta-feira (5), a cotação do petróleo bruto no mercado norte-americano rompeu o patamar de US$ 80 por barril. O movimento de alta é impulsionado pelos confrontos militares com o Irã e os EUA, situação que gera gargalos na distribuição internacional de energia.

O contrato do West Texas Intermediate (WTI) registrou valorização de 7,58%, equivalente a um acréscimo de US$ 5,66, sendo negociado a US$ 80,32. Simultaneamente, o Brent, padrão utilizado globalmente, teve elevação de 4,8% (US$ 3,91), atingindo a marca de US$ 85,31. No acumulado da semana, a commodity já registra um salto superior a 17%.

O cenário de insegurança ganhou novos contornos após veículos estatais iranianos noticiarem que um míssil teria atingido um navio petroleiro. Previamente, a Guarda Revolucionária do país determinou o bloqueio do Estreito de Ormuz, acompanhado de avisos de que embarcações que trafegassem pela região poderiam sofrer ataques, conforme informações da imprensa oficial local.

Em paralelo, a Marinha do Reino Unido reportou a ocorrência de uma forte detonação em um navio-tanque que estava parado em águas do Iraque nesta quinta-feira. Relatos do comandante da embarcação indicam a fuga de um barco de pequeno porte logo após o incidente. Apesar do susto, os tripulantes não sofreram ferimentos e não foram detectados focos de incêndio a bordo.

Atualmente, a circulação de navios de carga pelo Estreito de Ormuz encontra-se interrompida em decorrência do confronto entre EUA-Israel e o Irã. O receio dos proprietários de frotas com a volatilidade na segurança regional paralisou o tráfego em um ponto geográfico vital, por onde passam aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no planeta.

Bancos vão antecipar R$ 32,5 bilhões para socorrer o “seguro dos correntistas” após queda do Grupo Master

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou nesta quinta-feira (5) que os bancos associados vão antecipar cinco anos de contribuições, totalizando R$ 32,5 bilhões, para reforçar o caixa do fundo. O recolhimento será feito no próximo dia 25 de março.

Segundo o FGC, a medida tem o objetivo de garantir a solidez do fundo e assegurar que ele possa cumprir suas obrigações, especialmente diante das recentes liquidações extrajudiciais de bancos decretadas pelo Banco Central (BC) desde o ano passado.

O fundo informou que apenas as liquidações do Banco Master, Will Bank e Pleno devem gerar um rombo de R$ 51,8 bilhões, segundo estimativas do próprio FGC. Até agora, foram pagos R$ 38,4 bilhões a cerca de 675 mil credores do conglomerado Master, incluindo Banco Master, Master de Investimento e Letsbank.

“O processo de pagamento aos credores segue pelo aplicativo do FGC. É importante manter as notificações ativas para não perder avisos sobre a evolução do processo”, orientou o fundo em nota.

Para os demais bancos, as estimativas de pagamento são:

Will Bank: R$ 6,3 bilhões

Banco Pleno: R$ 4,9 bilhões

O FGC é financiado pelas contribuições mensais dos próprios bancos associados. Antes do caso Master, o fundo tinha mais de R$ 140 bilhões em caixa para emergências. Atualmente, os bancos pagam 0,01% sobre os depósitos cobertos pelo fundo, como CDBs, poupança, LCI e LCA. Para instituições mais expostas a riscos, a taxa foi elevada para 0,02%, e os bancos precisam manter uma parcela maior de recursos aplicada em títulos públicos.

Secretário de Estado de Articulação Internacional é o convidado da reunião plenária da ACII

O Secretário de Estado de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, é o convidado da próxima Reunião Plenária promovida pela ACII - Associação Empresarial de Itajaí, que acontece no dia 9 de março.

O encontro, aberto ao público, tem como foco a apresentação das principais ações e projetos da Secretaria de Articulação Internacional, destacando iniciativas que conectam Santa Catarina a mercados internacionais e promovem oportunidades de cooperação e investimento.

Segundo a ACII, a reunião busca fortalecer a interação entre empresários e governo, oferecendo espaço para o diálogo estratégico sobre desenvolvimento regional e internacionalização de negócios.

Secretaria do Planejamento prepara estudo técnico sobre os empregos na Economia do Mar em SC

Foto: Eduardo Valente / GOVSC

Dados preliminares indicam que, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, a Economia do Mar concentrou cerca de 13% das novas vagas de emprego em Santa Catarina, com mais de 7 mil novos postos. Trata-se da primeira vez que essa segmentação é apresentada com base nos microdados do emprego no estado. Em breve, a Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) lançará uma edição especial sobre o tema, no Informativo Mensal de Emprego.

Conforme o Relatório Final do Grupo de Trabalho PIB do Mar, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Coordenação de Contas Nacionais (CCN), “a Economia do Mar é compreendida como a medida da contribuição para a economia nacional, em termos monetários, das atividades que produzem bens e serviços relacionados ao mar”. De acordo com a Diretoria Nacional de Navegação, a Economia do Mar ainda não tem uma definição consolidada, sabendo-se que contempla “o total de bens e serviços, em valores monetários, destinados ao consumo final e produzidos nos setores econômicos associados ao mar”.

A Economia do Mar engloba uma ampla gama de setores. Tomando como referência a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), alguns dos potenciais participantes da economia do mar são a pesca, a aquicultura, a preservação e a fabricação de produtos do pescado, a construção de embarcações, a fabricação de artefatos para pesca e esporte, o transporte marítimo, os hotéis e similares, entre outros.

Em Santa Catarina, nos últimos 12 meses, os setores que mais contribuíram para os empregos na economia do mar foram Depósitos de mercadorias para terceiros, (exceto armazéns gerais e guarda-móveis), Serviços de engenharia e Hotéis. Juntos, esses segmentos representaram mais de 35% do saldo total de empregos da Economia do Mar no estado.

Micheline Krause – Especialista em comunicação Fapesc/Seplan

Governador Jorginho Mello recebe acordo sobre o piso salarial para o trabalhador catarinense e encaminha projeto para Alesc

Foto: Leo Munhoz / SECOM

O governador Jorginho Mello recebeu nesta quarta-feira, 4, o acordo firmado entre empregadores e trabalhadores de Santa Catarina sobre o piso regional para 2026. A atualização média foi de 6,49% nas quatro faixas existentes. O projeto de lei para a efetivação do reajuste vai ser encaminhado à Assembléia Legislativa de Santa Catarina, por determinação do governador.

“Eu recebi todas as lideranças da indústria e dos trabalhadores de Santa Catarina. E já determinei o encaminhamento para a Assembleia para aprovar o mais rápido possível. Porque  o salário mínimo regional é uma construção feita a quatro mãos. Santa Catarina sempre tem dado bons exemplos sobre isso para o Brasil, conversando com todas as classes, construindo junto. É exemplo de maturidade, de interesse, e isso ajuda, melhora o ganho dos trabalhadores, a motivação para o trabalho e Santa Catarina ganha também”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Os valores passam para R$ 1.842,00 na primeira faixa, R$ 1.908,00 na segunda faixa, R$ 2.022,00 na terceira e R$ 2.106,00 na quarta faixa.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, lembra que há 16 anos o acordo entre as partes é feito com base no diálogo e entendimento mútuo.

“Cada um puxa pro seu lado, cada um quer o melhor e o setor produtivo já tem uma carga tributária muito grande, ele tem um custo muito grande, e a gente no mínimo que faz é passar a inflação. E esse ano então foi passada a inflação mais quase 70% da inflação de novo. Então isso aí vai dar um ganho real para o trabalhador. Eles ficaram satisfeitos e nós também, porque  isso gera a economia de Santa Catarina”, explicou o executivo.

O coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC), Ivo Castanheira, destacou a importância desse processo de negociação.

“Essa negociação iniciou ainda em novembro do ano passado. É um processo que a gente tem feito desde 2010. Essa negociação não é muito fácil porque tem os interesses diversos, tanto dos empresários como dos trabalhadores, mas a gente sempre tem chegado a um bom senso. Foi um reajuste bom dentro da atual conjuntura das negociações coletivas”, disse.

Portaria estadual regulamenta, em caráter emergencial, captura de lula com arrasto simples de fundo em Santa Catarina

Foto: Divulgação /SAQ

A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina (SAQ) publicou nesta quarta-feira, 4, a Portaria nº 002/2026, que estabelece regras excepcionais e temporárias para a pesca da lula no litoral catarinense durante o mês de março. A medida tem caráter emergencial e busca garantir segurança jurídica e alternativa de renda aos pescadores artesanais afetados pelo período de defeso do camarão.

A normativa regulamenta, até 31 de março de 2026, a captura de lula com o uso de arrasto simples de fundo por embarcações artesanais com arqueação bruta (AB) de até 20, enquadradas nas modalidades 3.8 e 3.9. Ao mesmo tempo, a portaria proíbe expressamente o uso de arrasto de fundo duplo para essa finalidade no período.

A decisão leva em conta a legislação federal vigente, especialmente a Lei nº 11.959/2009, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, e a Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 14, que regulamenta a pesca das espécies Loligo plei, Loligo sanpaulensis, Loligo sp. e Lolliguncula brevis no litoral de Santa Catarina.

De acordo com a SAQ, a medida foi necessária diante de divergências interpretativas sobre a aplicação da portaria interministerial durante o defeso do camarão, o que vinha gerando insegurança jurídica aos pescadores e dificuldades operacionais na fiscalização. A situação se agravou com a ausência de pagamento do benefício federal do defeso, comprometendo a subsistência de diversas famílias que dependem da atividade.

A nova portaria estadual reforça que a autorização é complementar e interpretativa, não afastando as restrições previstas na legislação federal relacionada ao defeso do camarão. Também estabelece limites geográficos para a atividade: a captura com arrasto simples de fundo não poderá ocorrer em baías, lagoas costeiras, canais, desembocaduras de rios (estuários) e na faixa de até três milhas náuticas da costa entre Florianópolis e Passo de Torres.

Segundo o secretário Executivo da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Bolan Frigo, a iniciativa considera as peculiaridades da pesca artesanal catarinense.

“A pesca da lula, nesse contexto, é apontada como alternativa econômica relevante para assegurar o sustento e a continuidade das atividades nas comunidades pesqueiras do Estado”, destacou o secretário Tiago Bolan Frigo.

Santa Catarina apresenta o maior saldo de empregos formais do país em janeiro deste ano
O mercado de trabalho em Santa Catarina se destaca no cenário nacional, com o maior saldo de novas vagas de empregos formais em janeiro de 2026. Com o saldo de 19.000 novos postos, o estado foi seguido por Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421), Paraná (18.306) e São Paulo (16.451), estados com alto quantitativo populacional.
 
Os resultados de janeiro de 2026 foram divulgados nesta terça-feira, 3 de março, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que enfatizou o desempenho de Santa Catarina. Os dados integram o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
 
“Manter a economia aquecida e gerar oportunidades pra quem mora aqui é nosso compromisso. Somos parceiros do setor produtivo, do empreendedor, investimos em infraestrutura e logística, para que os setores cresçam ainda mais. E assim vamos mantendo esse ciclo positivo de emprego e carteira assinada”, destacou o governador Jorginho Mello.
 
“Santa Catarina inicia o ano com um mercado de trabalho formal expressivo, com estoque de 2,6 milhões de trabalhadores. O segundo maior crescimento do país, de 0,72%, atrás apenas de Mato Grosso (+1,92%), que teve estoque de 994.293. O crescimento de SC foi três vezes superior à média brasileira, de 0,23%. O resultado catarinense é fruto de um trabalho conjunto, que fortalece um ambiente de negócios dinâmico e competitivo”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira.
 
Indústria de transformação em destaque
 
Em janeiro de 2026, a Indústria apresentou o maior saldo entre os grandes grupamentos de Santa Catarina, com 11.623 novas colocações no mercado de trabalho formal. No total, 21,14% dos novos empregos da Indústria nacional foram em solo catarinense.
 
A Indústria de transformação alavancou a geração de empregos, com saldo de 11.492, a quase totalidade no grupamento. Cabe destacar que a cada cinco novos empregos na Indústria de transformação no Brasil, um foi em território catarinense. Os três maiores saldos na Indústria de transformação foram dos subsetores de Confecção de artigos do vestuário e acessórios (+1.927), Fabricação de produtos alimentícios (+1.449) e Fabricação de produtos têxteis (+1.355).
 
Integram a indústria de transformação atividades que transformam matérias-primas e insumos em novos bens, como é o caso da transformação de matérias primas do tecido em confecção de roupas, extração de minérios transformados na fabricação de máquinas, de produtos agrícolas em alimentos e bebidas, entre outros.
 
O segundo grande grupamento com o melhor desempenho em janeiro foi da Construção, com saldo de 4.247 novos postos de trabalho formal. O terceiro melhor resultado foi do setor de Serviços, com 3.476 novas colocações. A Agropecuária, por sua vez, ocupou a quarta melhor colocação.
 
Os municípios com os maiores saldos no mercado de trabalho formal em janeiro de 2026 foram Joinville (+1.632), Blumenau (+1.085) e Fraiburgo (+829). Com saldo acima de 400, destacaram-se, ainda, Brusque, Itapema, Chapecó, Itajaí, Palhoça, Lages, Caçador, Navegantes, Videira e Florianópolis.
 
Micheline Krause – Especialista em comunicação Fapesc/Seplan
Prazo para adesão ao Programa de Regularização do Badesc termina em 18 de março
Foto: AdobeStock
 
A Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc) reforça que o prazo final para adesão ao Programa Catarinense de Regularização de Débitos de Difícil Recuperação termina em 18 de março. Instituído pela Lei 19.671/25, o Programa foi criado para que empresas com dívidas antigas e lançadas em prejuízo tenham a oportunidade de regularizar pendências com regras definidas em lei.
 
Para quem aderir agora, no período final do Programa, os descontos para pagamento à vista podem chegar a até 80% do valor da dívida, dependendo da situação de cada operação. Nos casos em que exista algum patrimônio ou bem penhorável, os abatimentos Vão até 50%, conforme previsto na Lei. Além disso, todos os acordos têm desconto de 100% dos encargos de mora e ao recálculo do saldo pela taxa SELIC, o que reduz sensivelmente o valor total devido.
 
“Houve uma procura intensa logo no início, especialmente de empresas que aguardavam uma oportunidade para resolver passivos históricos. Este Programa oferece previsibilidade, segurança jurídica e condições reais de retomada”, destaca Ari Rabaiolli, presidente do Badesc. Ele comenta que o Governo tem trabalhado para apoiar quem produz, seja com programas subsidiados para novos investimentos, seja agora com descontos significativos para quem deseja reorganizar a vida financeira.
 
Para quem é
O Programa é voltado a empresas com operações de crédito lançadas em prejuízo no Badesc, estejam ou não em cobrança judicial, e que buscam retomar acesso ao crédito, restabelecer capacidade de investimento e reorganizar sua vida financeira.
 
Como aderir
As adesões devem ser realizadas até 18 de março de 2026, exclusivamente pelo e-mail: refinsc@badesc.gov.br, informando o CNPJ da empresa.
 
 
Havan lança nova plataforma para cadastro nas vagas de emprego

A Havan lançou neste mês uma nova plataforma de vagas de emprego que vai facilitar a vida de quem busca oportunidades em uma das maiores redes de varejo do país. O novo site vagas.havan.com.br oferece interface intuitiva, filtros de busca avançados e processo de candidatura 100% digital, tornando a procura por emprego mais rápida e eficiente.

Para se inscrever em uma vaga, é necessário criar uma conta na plataforma, com os dados pessoais. As pessoas podem se inscrever em vagas específicas ou no banco de talentos da empresa, além de acompanhar o status de suas candidaturas.

Rafaela Tatiane Dupilar Sedrez, product owner do Havan Labs e uma das responsáveis pelo projeto, explica que a nova ferramenta foi desenvolvida internamente pelos setores de recursos humanos e tecnologia. "Criamos uma plataforma com a nossa identidade, um layout repaginado e funcionalidades que permitem aos candidatos acompanharem todo o processo seletivo de forma transparente", afirma.

Havan em todo o Brasil

A Havan completa 40 anos em 2026 e uma das ações de comemoração das quatro décadas de história, é ampliar o número de lojas por todo o Brasil. De acordo com o dono da varejista, Luciano Hang, a empresa terá até o fim do ano mais de 200 lojas em todo o Brasil e chegará a todos os estados brasileiros.

"Somos uma empresa de oportunidades. Temos 23 mil colaboradores de todas as idades e perfis, e estamos sempre em busca de novos talentos para as novas vagas que surgem aqui dentro. Por isso, investir em uma plataforma moderna é investir nas pessoas que querem fazer parte da nossa história e crescer junto com a gente", explica.

A varejista oferece diversos benefícios aos colaboradores: vale-transporte, vale-alimentação ou refeição e participação nos resultados (PPR), além de prêmio assiduidade para quem trabalha nas lojas. A Havan também é empresa cidadã, com licença-maternidade estendida de 180 dias e licença-paternidade de 20 dias.

NUME/ACII promove Talk Especial com Gabriela Kelm em celebração à força do empreendedorismo feminino

O Núcleo da Mulher Empresária da Associação Empresarial de Itajaí (NUME/ACII) promove, no dia 03 de março, às 19h, no Auditório da ACII, o Talk Especial Semana da Mulher. O encontro é alusivo ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e integra o projeto NUME Open, iniciativa voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino na região de Itajaí.


Com o tema “Uma noite de inspiração, conexão e protagonismo nos negócios”, o evento contará com a participação da secretária de Desenvolvimento Econômico do Município de Itajaí, Gabriela Kelm, convidada para compartilhar sua trajetória, experiências e visão sobre liderança e desenvolvimento econômico.


Gabriela Kelm também tem uma forte atuação no movimento associativista. Ela integra a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) e já esteve à frente da entidade como presidente, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento empresarial e institucional do município.


De acordo com Fernanda Aquino Peres, coordenadora do Núcleo da Mulher Empresária  (NUME/ACII), o encontro tem como propósito evidenciar a força do empreendedorismo feminino e reconhecer os desafios enfrentados pelas mulheres no dia a dia. Segundo ela, as múltiplas funções assumidas pelas mulheres não impedem o crescimento profissional, mas reforçam a capacidade de liderança, resiliência e inovação.
 A escolha de Gabriela Kelm como convidada reforça essa representatividade, ao destacar uma mulher que ocupa posição estratégica na gestão pública e que também construiu uma trajetória relevante no associativismo e no desenvolvimento do município. A iniciativa é do NUME, núcleo vinculado à Associação Empresarial de Itajaí, com apoio do Programa Empreender e do SEBRAE.

 

Economia & Negócios: Turismo em SC

Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Turismo em SC

A Embratur divulgou que SC começou 2026 “encantando viajantes de todo o mundo”. No primeiro mês do ano, o Estado registrou a chegada de 205,1 mil turistas internacionais. O volume representa um crescimento de 3,1% em comparação com o mesmo período de 2025, quando 198,7 mil visitantes estrangeiros desembarcaram por aqui. Em janeiro, a Argentina permaneceu como o maior emissor de turistas para SC, com 150 mil visitantes. O Chile totalizou 40,6 mil chegadas. Na sequência, aparecem Uruguai (3,2 mil) e Paraguai (3,0 mil). Os Estados Unidos registraram 1,2 mil chegadas.

Alerta da Fiesc

Através de detalhado estudo, a Federação das Indústrias de SC está convencendo quase toda a bancada catarinense no Congresso quanto aos impactos da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, conforme proposta em debate no momento. Alguns dados realmente preocupam:  seriam extintos 41,4 mil empregos nos próximos dois anos, dos quais 19,1 mil somente na indústria, que teria um incremento de 9,7% nos custos do trabalho. O impacto negativo no PIB catarinense seria de 0,6%.

Arruaceiros, atenção

Agora há uma lei estadual (19.721, sancionada dia 21 de janeiro), mas se funcionar são outros quinhentos. Ela dispõe sobre a aplicação de sanções administrativas a pessoas envolvidas em brigas generalizadas relacionadas a eventos esportivos, realizadas dentro ou no entorno de estádios, ginásios, arenas e demais locais destinados à prática ou ao acompanhamento de atividades esportivas em SC. A participação sujeitará o infrator a multa administrativa de R$ 1 mil a R$ 50 mil, a ser fixada de acordo com a gravidade da infração e a reincidência, além da proibição de acesso a eventos esportivos no território estadual por prazo de até 24 meses; a participação obrigatória em programas ou atividades educativas relacionadas à cultura de paz, ao respeito às regras esportivas e ao combate à violência em ambientes esportivos.

Floripa Airport

Pela primeira vez, o Aeroporto Internacional de Florianópolis movimentou mais de 25 mil passageiros em um dia. Foi em 2 de fevereiro, quando o terminal registrou 152 voos entre pousos e decolagens em 24 horas, impulsionado pela temporada turística, com 12 destinos internacionais e nove nacionais. A concessionária Zurich Airport Brasil informou que 48% dos passageiros desse dia viajaram em rotas internacionais, consolidando o terminal como o terceiro do Brasil com maior movimento de passageiros internacionais, só atrás de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). Nesse dia, foram 68 voos internacionais, com maior número para Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile). Nesse dia de recorde teve 84 pousos e decolagens do Brasil. De acordo com a concessionária Zurich Airport, o resultado desse dia histórico mostra a relevância estratégica do tráfego internacional para o crescimento do aeroporto.

SC na China

A Rede Globo anunciou que está realocando de Nova Iorque o brilhante repórter catarinense Felipe Santana como novo correspondente do principal canal de TV brasileira na China. Florianopolitano, 40 anos, Felipe começou a namorar as câmaras em 2005, no curso de Cinema na Universidade do Sul de SC, transferindo-se depois para o curso de Jornalismo da UFSC e, em seguida, por diversos veículos de comunicação da Grande Florianópolis. Em 2010 integrou projeto do Sport TV e dali em diante foi admitido como contratado pela Globo Rio.

Ampliação histórica

A OAB-SC está celebrando uma conquista histórica: o início da instalação de novas varas federais em SC, pleito que mobilizou a seccional nos últimos três anos e resultou na aprovação de oito unidades. Cinco foram implantadas recentemente na sede da Justiça Federal: a 10ª Vara Federal de Florianópolis e a 7ª Vara Federal de Joinville, ambas de execução fiscal. E três das novas varas viabilizaram a criação da 4ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal, em Florianópolis (matéria previdenciária). As demais unidades ainda não têm localização definida. A mobilização da OAB-SC demonstrou que SC tinha menos unidades e 14,51% mais processos federais que o Rio Grande do Sul e 15,31% superior ao Paraná, e que mais de 46 mil processos daqui tramitavam em varas de outros estados.

Café sombreado

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de SC inicia em março um programa de financiamento ao desenvolvimento rural, pesqueiro e agrícola do Estado com ênfase no fortalecimento e expansão do cultivo de café arábica em sistema sombreado, realizado em consórcio com bananeiras, palmeiras e espécies arbóreas nativas, especialmente nas regiões do Litoral e do Vale do Itajaí. Muito antes de conquistar apreciadores exigentes no mercado de cafés especiais, tal forma de cultivo de café já fazia parte da identidade catarinense, a ponto de estampar a bandeira do Estado, criada em 1895. Agora, essa tradição ganha um novo impulso com o projeto. Nesse sistema o fruto do café tem a sua maturação mais lenta gerando uniformidade dos grãos. Esse conjunto de fatores, somado à latitude, maritimidade, clima e solo das regiões, resulta em cafés com perfil sensorial diferenciado, voltados ao mercado de cafés especiais brasileiro, segmento que segue em franca expansão.

Transição energética

A WEG anuncia a construção de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, em Itajaí. A unidade será a mais moderna do país nesse segmento e representa um avanço estratégico da companhia em soluções para a transição energética. Para viabilizar o projeto, a WEG contou com financiamento de R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, aprovado no âmbito da chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Finep.

Penduricalhos

Chegou a estratosféricos R$ 93,2 bilhões o valor dos odiosos “penduricalhos”, extrapolando o teto constitucional de R$ 44 mil mensais, pagos somente em 2024 por Tribunal de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias, aponta estudo inédito publicado pelo estadão. Em SC foi R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 2,9% de todo o orçamento geral do Estado naquele ano.

Pitaia

Nota lamentando que um pequeno produtor de pitaia no sul de SC estava jogando fora sua produção devido ao baixo preço pago (R$ 3, em média por quilo) enquanto em alguns supermercados de Florianópolis estava por R$ 19, tem que ser atualizada, sendo que num deles, na zona central da Capital, estava cobrando abusivos R$ 39,90.

Desemprego

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 registrando a menor taxa de desemprego do país nos quatro trimestres consecutivos. No quarto trimestre, o estado registrou taxa de desocupação de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE. No quarto trimestre de 2025, Santa Catarina manteve a menor taxas de desocupação, seguido pelo Espirito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com a média de 2,4%. No cálculo anual, SC registrou a taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isto porque, neste cálculo, o IBGE usa os indicadores anuais estimativas que têm como base o dia 1º de julho.

Avaliação

Santa Catarina tem um povo dedicado, trabalhador e que produz muito. E o Governo do Estado tem feito bem o dever de casa, apoiando o empreendedor, que gera emprego e renda. Santa Catarina está voando, programas que estão passando a limpo todas as áreas, trazendo mais oportunidades e qualidade de vida para nossa gente. E a gente quer que as obras estruturantes de agora sirvam de base para o futuro com desempenho ainda melhores, destaca o governador do Estado.

Menor inadimplência

Um índice alto (39,44%) da população ativa catarinense, estava com contas a pagar em dezembro do ano passado, informa o Serasa. É o menor índice do país e significativamente abaixo da média nacional, que é de 49,77%. Esse percentual equivale a 81,2 milhões de pessoas com dificuldades para manter as contas em dia. O valor médio das dívidas por pessoas é de R$ 6.382, enquanto cada débito possui valor médio de R$ 1.593,27. O volume total alcança R$ 518 bilhões.

Climatização

O governo estadual não foi tentar saber mas, até sem querer, está dando a seus estudantes da rede pública um conforto que está longe em muitos recantes do país: o ano de 2026 iniciou para 522 mil estudantes com sistemas de climatização em todas as salas de aula das suas 1.038 escolas. Em boa parte delas estão também sendo instaladas câmeras de videomonitoramento. A meta é atingir 100% em poucas semanas.

Queda do tarifaço dos EUA

Quase sete meses depois da entrada em vigor do tarifaço de 50% dos Estados Unidos contra o Brasil, que começou em 6 de agosto de 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegal as taxações do presidente Trump e derrubou a medida. O governo americano revidou com nova taxa de 10% e estuda adotar 15%. De qualquer forma, essas alternativas menores animam exportadores de SC que perderam mercado ou fizeram esforço pagando parte da taxa para manter contratos com clientes americanos. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) considerou positiva a derrubada das tarifas pela Suprema Corte, mas a entidade divulgou nota alertando que a reação com nova taxa evidencia a determinação da administração Trump de manter a cobrança. São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos, afirmou o presidente da Fiesc. 

Cor do carro

A ferramenta de busca Webmotors divulgou as cores de carro mais buscadas em SC em 2025. No mercado de usados, os da cor branca foram os que mais receberam visitas, com 25,22% do total de acessos entre as 10 cores mais requisitadas. Na sequência, estão preta (20,54%), prata (17,49%), cinza (17,14%), azul (7,25%), vermelha (7,18%), verde (2,29%), marrom (1,04%), bege (0,97%) e amarela (0,89%). No lado dos carros zero quilômetro, a preta foi a mais procurada, com 25,45% dos acessos, seguida pela cinza (23,48%), branca (22,92%), azul (9,56%), prata (8,57%), vermelha (5.32%), verde (2,84%), laranja (0,81%), amarela (0,62%) e bege (0,42%).

Desemprego

O IBGE divulgou que o Mato Grosso foi o Estado com menor desemprego do Brasil em 2025, com taxa de 2,2% e SC em segundo, com 2,3%. Índices de Primeiro Mundo. Na outra ponta ficou Piauí, com 9,3% de desocupados.

NB Fios: 20 anos

Em 1º de fevereiro de 2006, nascia em Botuverá, a NB Fios, cuja trajetória, duas décadas depois, se confunde com o próprio desenvolvimento industrial do Vale do Itajaí. A decisão de fundar a empresa nasceu de uma conversa em família, movida por estratégia e visão de futuro. Até então, o empresário Nilo Barni tinha sua atuação concentrada no setor de mineração, com a empresa Calcário Botuverá. O cenário indicava estabilidade, mas também apontava para a necessidade de diversificar. Buscávamos uma alternativa para não ficar tudo numa atividade só, que era no calcário. A escolha pelo setor têxtil não foi à toa. Santa Catarina tem tradição nacional na indústria de fios e malhas. O primeiro passo foi a aquisição de uma pequena fiação em Botuverá. No início, a empresa recebeu o nome de NB Têxtil. Mais tarde, consolidou-se no mercado como NB Fios.

Transtornos do aprendizado

Logo após o começo do ano escolar é cada vez mais frequente alguns pais sejam chamados na escola porque seu filho não está acompanhando seus colegas no aprendizado escolar. Essa notícia provoca muita apreensão e os pais que devem iniciar uma maratona de avaliação visando descobrir a causa dessa dificuldade para o aprendizado. Uma pesquisa de 2024, realizada pela Equidade.info, mostra que ao redor de 12,8% dos alunos da educação básica brasileira apresentam dificuldades no aprendizado. Em números absolutos isso representa mais de 6 milhões de estudantes. A grande maioria pode ser portadora de algum transtorno específico do aprendizado como dislexia, a discalculia ou transtorno do processamento auditivo ou visual.

Fora da escola

O Ministério Público de SC se opõe severamente ao abandono dos estudos e tem até uma frente específica para isso, que é o Programa de Combate à Evasão Escolar. De 2001 até agora levou 333 mil alunos de volta para as salas de aula, salvando muitos futuros. Um êxito eloquente, resultado de ótima articulação com o Conselho Tutelar, as próprias escolas e a sociedade como um todo.

Reforço

A Justiça Federal em SC passa a contar com duas novas varas federais e uma nova Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais. As unidades funcionarão em Florianópolis, que recebeu a 10 ª.Vara Federal e a 4 ª Turma e Joinville com a 7 ª. Vara Federal. As varas (primeira instância) terão competência para julgamento de execuções fiscais, que são processos para cobranças de dívidas com a União e outros órgãos federais. A Turma (segunda instância) funcionará em Florianópolis, com especialização em matéria previdenciária.

Democracia na UFSC

A Universidade Federal de SC publicou a resolução que estabelece as normas da consulta informal à comunidade universitária para escolha de candidatos a reitor e vice-reitor. O primeiro turno será dia 1º de abril e o segundo, se houver, para 14 do mesmo mês. Tal consulta, informal e paritária, é realizada desde 1983 e precede a eleição da lista tríplice para reitor pelo Conselho Universitário. Os três candidatos mais votados comporão uma lista a ser encaminhada para o Ministério da Educação, para que o presidente da República nomeie o novo reitor ou reitora.

Lei do retorno

Nos corredores do Tribunal de Justiça de SC fala-se na “lei do retorno”, a propósito de um ex-integrante da corte, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, afastado por importunação sexual. A chamada “lei do retorno” é um conceito amplamente difundido em diferentes culturas e crenças. Refere-se a ideia de que tudo o que fazemos seja bom ou ruim volta de alguma maneira. Seja pelo karma, pelo destino ou por forças universais. Sim, nossas atitudes geram consequências proporcionais no futuro.

Qualificação

O Conselho Regional de Administração de SC iniciou agenda institucional junto aos vereadores de Florianópolis para apresentar uma sugestão de proposta de lei, que pode ser levada a todo Estado, que visa instituir critérios técnicos para o cargo de secretário municipal de Administração. Entre os requisitos principais estão formação superior na área, registro profissional ativo e experiência comprovada em gestão. Missão difícil, mas que deve ser levada adiante.

Confissão plena

Apesar da extrema discrição na sua atuação, quem tem culpa no cartório treme nas bases ao saber que está no encalço Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Em um acordo de não persecução penal firmado recentemente, que resultou de cara, no recolhimento de R$ 16 milhões de um total de R$ 36 milhões aos cofres públicos por conta de fraudes fiscais e crimes tributários na região de Itajaí, os diretamente investigados, acompanhados por sua defesa, apresentaram confissão plena, formal e circunstancial de todos os fatos.

Imigração polonesa em Brusque

A folhinha marcava o dia 11 de junho de 1869. Os poloneses embarcaram para o trajeto de dois meses navegando a bordo da embarcação Victória, desde o porto de Hamburgo, na Alemanha, até o porto de Rio de Janeiro, no Brasil. Tanto tempo deve ter sido difícil para a travessia, enfrentando dificuldades como: ausência de água potável e fresca; comida racionada; falta de espaço para todos de uma mesma família nas cabines. Os homens foram acomodados em compartimentos diferentes dos das mulheres e crianças. Mas todos no porão. Estadia de sessenta dias de confinamento, só com água salgada para todos os lados.

Peninha

Mais de 70 entidades nacionais protocolaram carta aberta à presidente do Tribunal Superior Eleitoral, aos demais ministros da Corte e à sociedade brasileira, reagindo às declarações do comunicador gaúcho Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, nas quais defendeu que os evangélicos não deveriam votar no Brasil, Peninha, a exemplo do ator Tuca Andrade, é outro que merecia o título anti-honorífico de “persona non grata” a SC. Em mais de uma vez destilou ódio contra os catarinenses, comemorando suas tragédias e ainda se orgulhando disso. Essa gente deveria ser formalmente informada a evitar que ponham seus pés por aqui. Caso contrário, que assumam as consequências.

Presença de agrotóxicos

Dados levantados pelo Ministério Público de SC em relatório foram enviados ao Ministério da Saúde, apontando concentração dentro dos parâmetros legais, mas revelando o uso de substâncias proibidas no Brasil.

IA deve transformar 22% das ocupações até 2030; veja as profissões em alta

O mercado de trabalho global está prestes a vivenciar uma das maiores transformações da história recente. De acordo com o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, a integração da Inteligência Artificial (IA) e das tecnologias de automação devem transformar 22% das ocupações em todo mundo nos próximos cinco anos.

Apesar do receio comum sobre a substituição de humanos por máquinas, os dados trazem um cenário de otimismo. O estudo projeta a criação de 170 milhões de novos postos de trabalho, impulsionados pela economia digital, enquanto 92 milhões de funções tradicionais devem desaparecer. O resultado é um saldo positivo de 78 milhões de novos empregos.

Para Marcelo Cordeiro, coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), essas tendências devem se refletir na formação e no mercado brasileiro já em 2026, especialmente nessas duas áreas. “O profissional que esse cenário demanda precisa unir conhecimentos técnicos e digitais, com forte capacidade analítica e comportamento adaptável”, afirma.

A ascensão do “trabalhador aumentado”

O Relatório destaca que a IA não será apenas uma ferramenta de automação, mas um motor de produtividade. Cerca de 43% das tarefas empresariais devem ser automatizadas até 2027. Nesse contexto, surge a figura do “profissional aumentado”: aquele que utiliza a tecnologia para expandir sua capacidade analítica e criativa.

“Os futuros profissionais terão que dominar ferramentas como Business Intelligence (BI) e saber analisar dados de forma crítica. A demanda não é mais por executores de tarefas, mas por colaboradores capazes de trabalhar em conjunto com as tecnologias para otimizar processos e gerar melhores resultados”, explica Cordeiro.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, as habilidades mais valorizadas e remuneradas pelas empresas até 2030 serão:

• Pensamento Analítico e Criativo: A capacidade de resolver problemas complexos que a máquina ainda não alcança.
• Alfabetização em IA e Big Data: Não apenas operar, mas entender e direcionar a inteligência de dados.
• Liderança e Influência Social: Competências humanas essenciais para gerir equipes híbridas (humanos e algoritmos).

Quem paga mais
De acordo com o Relatório, as áreas que lideram a criação de vagas com melhores remunerações incluem especialistas em IA, analista de dados, analista de sustentabilidade, engenheiros de energias renováveis, criatividade e profissionais de cibersegurança. Por outro lado, funções administrativas de escritório, caixas de bancos e comércios registram o declínio salarial mais acentuado.

Já em relação às competências comportamentais, o ritmo acelerado das transformações pede versatilidade. “Em um mercado dinâmico, ganharão destaque profissionais com alta adaptabilidade, criatividade, capacidade de liderança e comunicação clara. Saber trabalhar em equipes multidisciplinares já é igualmente essencial”, reforça o coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado, Marcelo Cordeiro.

Profissões com alta demanda (em expansão)
Confira as profissões em ascensão e as que têm o risco de extinção, segundo o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025:
Surpreendentemente, as atividades ligadas à construção civil e ao setor primário lideram o crescimento, embora com menor remuneração, seguidas de perto pela tecnologia e saúde, que pagam melhores salários.

• Construção e Infraestrutura: Carpinteiros, azulejistas e operários especializados.
• Agronegócio e Alimentos: Trabalhadores agrícolas, braçais e profissionais de processamento de alimentos.
• Logística e Transporte: Motoristas de caminhoneta, serviços de entrega, vans e motocicletas.
• Tecnologia e Gestão: Desenvolvedores de software, gestores de projetos e gerentes de operações.
• Educação e Cuidado Humano: Professores de ensino médio e superior, profissionais de enfermagem, assistência social e cuidadores pessoais.
• Varejo e Hospitalidade: Vendedores de loja e atendentes de alimentação (garçons e atendentes).

Integrado lança curso de Inteligência Artificial
“A principal dica é nunca parar de estudar. É importante escolher cursos que já utilizam tecnologias em seu cotidiano e que desenvolvam não apenas conhecimento técnico, mas também pensamento crítico e capacidade de resolver problemas”, complementa Marcelo Cordeiro.

Atento a essa realidade, o Centro Universitário Integrado inicia no primeiro semestre de 2026 o curso de Inteligência Artificial. A graduação será ofertada nas modalidades presencial, semipresencial e Ensino a Distância (EAD), terá duração de apenas 2 anos e será a primeira na região da Comunidade dos 25 Municípios da Região de Campo Mourão (COMCAM).

Sobre o Centro Universitário Integrado
Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro.

Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional.

Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação.

Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

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Com alta de 5,9%, comércio liderou expansão da economia em SC, em 2025

A atividade econômica de Santa Catarina medida pelo IBCR-SC avançou 3,5% no ano passado. O indicador do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, mostra que SC cresceu 40% a mais do que a média do país, que foi de 2,5%. “A diversificação produtiva do estado permitiu que alguns setores pudessem aproveitar conjunturas positivas específicas e equilibrar efeitos negativos, como o tarifaço e a elevada taxa de juros”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.

O setor do comércio puxou o resultado, com crescimento de 5,9% em 2025, na comparação com o ano anterior. O desempenho reflete a sustentação do consumo das famílias graças ao crescimento real da renda, à desinflação de alimentos e a um mercado de trabalho altamente aquecido, segundo o economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt.

O segmento de supermercados e hipermercados avançou 7,4% no período, e o de equipamentos para escritório, informática e comunicações teve alta de 9,9%, movimento associado ao avanço da transformação digital e demanda por soluções de inteligência artificial.

O setor de serviços registrou aumento de 3,2%, e também registrou impactos da demanda por soluções tecnológicas. O ramo de serviços de informação e comunicação cresceu 5,1% no estado. Os serviços prestados às famílias - que incluem restaurantes, academias e escolas - avançaram 2,9% em 2025. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares, que avançaram 5,8%, foram beneficiados pelo ciclo da construção civil.

Esse mesmo ciclo da construção, e seu encadeamento produtivo, contribuíram positivamente para o desempenho da indústria, que cresceu 3,2% no ano passado, em relação a 2024. Na análise de Bittencourt, o crescimento da produção industrial, mesmo em um cenário mais adverso, foi sustentado também pela diversidade da indústria do estado e pela presença de segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico.

O economista destaca, no entanto, que a despeito do resultado, o ambiente macroeconômico foi desafiador para Santa Catarina e mostra sinais de desaceleração. “A restrição ao crédito, motivada pela Selic a 15% ano ano, e as incertezas no comércio global impuseram limites ao crescimento, tanto de SC como do Brasil”, explicou.

Bittencourt salienta ainda que as exportações cresceram 4,4% em 2025 apesar do tarifaço dos Estados Unidos e de políticas chinesas que privilegiam o produto nacional e que resultaram em queda nas vendas para esses mercados. “A diversificação de mercados e o fortalecimento de destinos alternativos, aliada à expansão da economia da Argentina, colaboraram para um cenário de comércio exterior resiliente”, afirmou.

Governador destaca força do agro catarinense na abertura da ExpoFemi 2026 em Xanxerê

Fotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello participou da abertura da 21ª edição da ExpoFemi, em Xanxerê, na noite deste sábado, 28. Além da entrega de um cheque simbólico no valor de R$ 250 mil em apoio para a realização da feira, o governador destacou a força do agronegócio na região Oeste e disse que o evento é uma demonstração do esforço e do trabalho dos catarinenses nos mais diversos setores econômicos representados na exposição. A solenidade de abertura reuniu autoridades, lideranças políticas e empresariais, além de visitantes de toda a região.

“Xanxerê e todo o Oeste catarinense são exemplos da força e do trabalho da nossa gente, então eu desejo todo o sucesso para a ExpoFemi, para quem produz, para quem vai movimentar os negócios e para quem vem garantir momentos felizes com a família. Santa Catarina é feita disso, de gente que trabalha muito e que sabe receber bem quem vem conhecer o que a gente tem de melhor”, disse Jorginho Mello.

O prefeito Oscar Martarello agradeceu a presença do governador e o apoio do Estado para a ExpoFemi 2026, reforçando que o evento é uma mostra da pujança da região, a cada ano melhor, maior e mais inovador. Na edição deste ano a Comissão Central Organizadora (CCO) espera receber um público de mais de 250 mil pessoas. Com 360 expositores, a expectativa é movimentar mais de meio bilhão em negócios nos nove dias de feira.

“Chegamos a este dia com esse espetáculo maravilhoso, mostrando a grandeza da nossa cidade. Deixo um convite para que, nestes nove dias de feira, tenhamos aqui o metro quadrado com o maior número de grandes negócios. Que este seja um espaço de reencontros em um ambiente que preparamos com carinho”, afirmou o prefeito.


Após a solenidade de abertura oficial, o governador percorreu o parque de exposições, visitou estandes de expositores e pavilhões da feira.

A ExpoFemi 2026 acontece no Parque Rovilho Bortoluzzi, reúne exposições, setor agropecuário, indústria, comércio, gastronomia, shows nacionais e atrações para toda a família. Ao longo dos próximos dias, até 8 de março, o evento segue com uma agenda diversificada, consolidando-se como uma das maiores feiras multissetoriais da região, movimentando a economia e o turismo de Xanxerê.

Cooperativas de energia investem R$ 280 milhões com apoio do Governo de Santa Catarina

Foto: SecomGOVSC

Cooperativas de energia e empresas de distribuição estão investindo um pacote de R$ 280 milhões para ampliação e modernização da rede elétrica em Santa Catarina. São novos postes, religadores, subestações, transformadores e equipamentos que vão garantir mais segurança energética e qualidade de fornecimento, sobretudo em áreas rurais. Os investimentos recebem apoio do Governo do Estado por meio da Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica de SC (Peacesc).

A Peacesc já aprovou 37 projetos de investimentos na rede elétrica catarinense de mais de 20 cooperativas e empresas de distribuição, beneficiando, assim, dezenas de municípios. O apoio do Governo do Estado ocorre através de incentivo fiscal. Ou seja, a distribuidora de energia elétrica realiza investimentos e, como contrapartida, recebe crédito de ICMS correspondente ao valor aplicado no limite de 20% do recolhimento anual do imposto. Até fevereiro foram mais de R$ 50 milhões em crédito concedido.

O governador Jorginho Mello afirma que a medida é fundamental para destravar investimentos. “Santa Catarina está crescendo forte, acima da média nacional, e precisa de energia de qualidade na área rural também. O apoio para as cooperativas é certeiro porque beneficia pequenos municípios, pequenos produtores de leite, e de outros produtos agrícolas, que agora contam uma energia mais robusta, trifásica e que não cai tanto, sem risco de perder tudo que produziu”, afirma.

Incentivo acelerou a ampliação da infraestrutura de energia
A concessão do benefício é operacionalizada em parceria pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e Secretaria de Estado da Fazenda (SEF). “A Peacesc é uma iniciativa fundamental sobretudo para destravar investimentos no setor energético. Essa política, ao lado de investimentos recordes por meio da Celesc e Programa Energia Boa, está garantindo o futuro de Santa Catarina no fornecimento e geração de energia”, destaca o secretário da Sicos, Silvio Dreveck.

Conforme o presidente da Federação das Cooperativas de Energia de SC (Fecoerusc), Edson Flores da Cunha, o incentivo fiscal foi decisivo para a realização dos investimentos. “Algumas obras estão prontas, outras ficarão prontas no decorrer do ano, entre subestações, linhas de transmissão e linhas trifásicas. Esse programa está ajudando a chegar no homem do campo uma energia com mais qualidade. Sem esses recursos, muitas cooperativas não teriam iniciado essas obras”, destaca.

Investimentos em energia garantem impactos positivos na ponta
Um dos projetos aprovados é, por exemplo, a aquisição de um transformador para a nova subestação da Coorsel. A cooperativa atende consumidores em Treze de Maio, Orleans, Pedras Grandes e Tubarão, no Sul do Estado. O incentivo fiscal via Peacesc deu sobretudo capacidade financeira para que a cooperativa continue modernizando e ampliando a infraestrutura energética na região. O investimento vai beneficiar as mais de 7,6 mil unidades consumidoras atendidas pela cooperativa.

“O investimento vai ajudar os associados a ter uma energia de qualidade, com confiabilidade e estabilidade no sistema. Vamos cadastrar outros projetos que com certeza vão nos ajudar bastante na parte de operação e distribuição de energia”, celebra o engenheiro da Coorsel, Helton Weber Stang.

Outro projeto aprovado pela Peacesc é a construção da nova linha de transmissão da Cegero e Cerbranorte. As cooperativas atendem São Ludgero e Braço do Norte, respectivamente, além de municípios vizinhos. Com a nova linha, as cooperativas reduziram o custo de transporte da energia, o que trará, portanto, impactos positivos na tarifa para os consumidores.

“Esse investimento vai impactar diretamente nos consumidores locais, dando mais qualidade, eficiência, bem como economia no fornecimento de energia”, destaca o presidente da Cerbranorte, Alex Wiggers. “É um investimento histórico, uma parceria inovadora e saudável que deu muito certo”, disse o presidente da Cegero, Tito Hobold.

Pressionada por juros altos, indústria da construção tem pior janeiro em 9 anos

Pressionada pelos juros altos, a indústria da construção inicia 2026 em baixa. Em janeiro, o índice que mede o nível de atividade do setor registrou 43,1 pontos, pior resultado do indicador para o mês desde 2017, de acordo com a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta quinta-feira (26). 

Outros indicadores evidenciam a perda de ritmo da indústria da construção. O índice de evolução do número de empregados, por exemplo, recuou de 45,7 pontos em dezembro de 2025 para 45,3 pontos em janeiro de 2026. Trata-se da terceira queda consecutiva do índice. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) caiu 3 pontos percentuais, de 67% para 64%, menor patamar para o período em cinco anos. 

“Os juros altos encareceram o crédito, dificultando o acesso pelas empresas e, consequentemente, os investimentos do setor. Além disso, prejudicaram a demanda, impactando o desempenho da construção”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. 

Confiança segue abalada
Em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção permaneceu em 48,6 pontos. O indicador completou 14 meses abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando quadro persistente de falta de confiança dos empresários do setor. O patamar negativo se deve, principalmente, à avaliação negativa dos industriais quanto às condições atuais das empresas e da economia. 

Expectativas caem
Após subirem nos últimos dois meses, todos os índices relacionados às expectativas dos empresários da construção para os próximos seis meses caíram em fevereiro. 

Compra de insumos e matérias primas: -2 pontos, para 50,5 pontos;
Novos empreendimentos e serviços: -1,7 ponto, para 51,2 pontos;
Número de empregados: -1 ponto, para 51,8 pontos;
Nível de atividade: -0,7 ponto, para 52,1 pontos. 
Apesar dos resultados negativos em fevereiro, os quatro indicadores permaneceram acima da linha de 50 pontos, revelando perspectivas positivas dos empresários. 

Cautela cresce
A pesquisa mostra também que o índice que mede a intenção de investimentos da indústria da construção caiu 1,7 ponto, de 44,6 pontos para 42,9 pontos. O recuo ocorre após quatro altas consecutivas. Ainda assim, o índice está acima dos 42 pontos registrados no mesmo mês do ano passado. 

Sobre a Sondagem Indústria da Construção
A edição de janeiro do Sondagem Indústria da Construção ouviu 312 empresas — 122 pequenas, 125 médias e 65 grandes — entre 2 e 12 de fevereiro de 2026.

Trabalhadores e empregadores chegam a acordo sobre atualização do piso regional

Representantes de empregadores e de trabalhadores de Santa Catarina chegaram a um consenso sobre o piso regional para 2026. A atualização média acordada foi de 6,49% nas quatro faixas existentes. Os valores passam para R$ 1.842,00 na primeira, R$ 1.908,00 na segunda faixa, R$ 2.022,00 na terceira e R$ 2.106,00 na quarta. O próximo passo é o envio da proposta negociada ao governo de SC, que prepara um projeto de lei e o encaminha à Assembleia Legislativa (ALESC). 

"Pelo 16º ano consecutivo os trabalhadores e empregadores chegam a um consenso sobre a atualização do piso. A negociação direta entre as partes, mais uma vez foi pautada pelo respeito mútuo, mostra a importância do diálogo franco e aberto e da união em favor do desenvolvimento de SC”, afirma o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. “Os trabalhadores catarinenses são resilientes e comprometidos. Essa visão comunitária contribui para que SC seja um estado de referência em diversas áreas”, declarou em nome das Federações de empregadores.  

O coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC), Ivo Castanheira, destacou a importância desse processo de negociação.

 “Esse acordo é muito importante para os trabalhadores. Ele significa distribuição de renda. Santa Catarina é o único estado em que o piso existe que tem negociação direta entre as partes, e com resultados consensuais desde sua criação”, afirmou.

O piso regional de SC
O piso salarial de Santa Catarina foi instituído pela Lei Complementar 459, de 30 de setembro de 2009, com validade para o ano de 2010. Em todos os anos subsequentes, os valores foram negociados e acordados entre entidades representativas dos empregadores e dos trabalhadores.

Com quatro faixas salariais, o mínimo regional se aplica exclusivamente aos empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. Os valores negociados entre as duas partes são a base para projeto de lei complementar encaminhado pelo governo à Assembleia Legislativa. 

Confira os detalhes das faixas:

Primeira faixa - passa de R$ 1.730,00 para R$ 1.842,00:
a) na agricultura e na pecuária;
b) nas indústrias extrativas e beneficiamento;
c) em empresas de pesca e aquicultura;
d) empregados domésticos;
e) em turismo e hospitalidade; (Redação da alínea revogada pela LPC 551/11).
f) nas indústrias da construção civil;
g) nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos;
h) em estabelecimentos hípicos; e
i) empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

Segunda faixa - Passa de R$ 1.792,00 para R$ 1.908,00:
a) nas indústrias do vestuário e calçado;
b) nas indústrias de fiação e tecelagem;
c) nas indústrias de artefatos de couro;
d) nas indústrias do papel, papelão e cortiça;
e) em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas;
f) empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas;
g) empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e
h) nas indústrias do mobiliário.

Terceira faixa - Passa de R$ 1.898,00 para R$ 2.022,00:
a) nas indústrias químicas e farmacêuticas;
b) nas indústrias cinematográficas;
c) nas indústrias da alimentação;
d) empregados no comércio em geral; e
e) empregados de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa - Passa de R$ 1.978,00 para R$ 2.106,00:
a) nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico;
b) nas indústrias gráficas;
c) nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana;
d) nas indústrias de artefatos de borracha;
e) em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito;
f) em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade;
g) nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas;
h) auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino);
i) empregados em estabelecimento de cultura;
j) empregados em processamento de dados; e
k) empregados motoristas do transporte em geral
I) empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

 

 

De olho na competitividade, Porto de Itapoá já discute nova fase de expansão

O Porto de Itapoá avança em novas etapas de expansão para sustentar o crescimento da movimentação de contêineres e reforçar a competitividade logística de Santa Catarina. Com R$ 3 bilhões investidos desde o início das operações, o terminal liderou o ranking estadual ao movimentar 1,45 milhão de TEUs em 2025 e consolidou-se como o terceiro maior do país no segmento. 

Segundo Felipe Kaufmann, diretor comercial e de experiência do Porto de Itapoá, o crescimento é resultado de uma estratégia clara de antecipação de capacidade. “Desde o início das nossas operações já investimos R$ 3 bilhões. Somente na fase 4 de expansão, em andamento, são R$ 500 milhões aplicados em novos equipamentos, ampliação de pátio e melhorias de acessibilidade. E já estamos discutindo as próximas fases”, afirmou durante sua apresentação à Câmara de Transporte e Logística da FIESC, em Florianópolis.

A fase 4 contempla a ampliação da área operacional e a conclusão das obras de dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, atualmente com 37,4% executados. Com a finalização, o terminal estará apto a operar navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para até 14 mil TEUs, ampliando significativamente a escala das operações.

Infraestrutura integrada

Para que esse ciclo de expansão alcance seu potencial máximo, o avanço da infraestrutura rodoviária é considerado estratégico. No início de fevereiro, o governador Jorginho Mello autorizou a publicação do edital para a duplicação da rodovia SC-416, com investimento estimado em R$ 222 milhões.

Com cerca de 25 quilômetros de extensão, a SC-416 conecta a SC-417 à estrada municipal José Alves, passando por Garuva e integrando, junto a outras rodovias, a ligação entre a BR-101 e a área portuária de Itapoá. A duplicação deve melhorar o fluxo logístico, beneficiar exportadores e importadores e fortalecer a competitividade da Baía da Babitonga como polo portuário.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação 

 

Em SC, redução da jornada aumentaria custo do trabalho em 10%

 A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) estima que 41,4 mil vagas de trabalho seriam perdidas nos próximos 2 anos com a redução da jornada de trabalho de 44h para 40 horas semanais sem redução salarial no estado. Destes, 19,1 mil postos de trabalho seriam extintos somente na indústria, reflexo de um incremento de 9,7% nos custos do trabalho. O estudo foi entregue pela Federação à bancada catarinense na noite desta terça-feira (24).

“A perda de competitividade da indústria de SC nos mercados internacionais e a redução no nível de atividade econômica vão impactar especialmente os setores intensivos em mão de obra e que são mais sensíveis a preços tanto no exterior como no Brasil”, explica o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. “Por isso, esse encontro do setor produtivo com os parlamentares é tão importante. A discussão sobre a redução da jornada de trabalho não pode ser feita de maneira apressada, pois as consequências são de grande relevância”, acrescenta.

Os setores de alimentos e madeira são exemplos de indústrias que seriam fortemente impactadas. “São grandes empregadoras e exportam boa parte de sua produção, enfrentando concorrência pesada no exterior. Por isso, são sensíveis a preços e contam com pouco espaço para absorver aumentos de custos como os que seriam provocados pela redução da jornada sem redução de salários”, diz Seleme.

O estudo mostra o efeito negativo para diversas cadeias produtivas importantes para a pauta de exportações de SC e projeta uma queda de 1,07% nas exportações do estado, com destaque para carne de aves (-3,3%) e carne suína (-3,1%), além de recuo de 2,6% nas vendas externas de madeira bruta e de 2,4% nas de produtos de madeira.

O coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado Ismael dos Santos, avalia que é preciso avançar no debate de flexibilizar a jornada de trabalho, mas não da forma como está sendo conduzido o debate sobre  o fim da jornada 6x1 por lei.

"Vai quebrar esse país. Tenho conversado com a indústria, o comércio e terceiro setor. É impossível a implementação e neste momento é uma proposta eleitoreira", afirmou o deputado.

Competitividade ameaçada
O documento também aponta que o PIB do estado teria um recuo de 0,6% nos próximos dois anos. A projeção aponta que o PIB da indústria cairia 1,15% no período, com a região Oeste liderando as perdas (-1,39%). Esse resultado reflete não só o recuo nas vendas do estado ao exterior, mas também a perda de competitividade no mercado doméstico, com potencial aumento de importações.

“A participação de importados no mercado brasileiro passou de 13,4% em 2003 para 25% em 2023. Grande parte desses produtos vem de países com jornadas semanais superiores às do Brasil. Reduzir a jornada aqui sem ampliar a produtividade tende a resultar em menor produção e preços mais altos, ampliando ainda mais a perda de competitividade do produto brasileiro”, analisa o economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt, que coordenou a produção do estudo.

Embora esse aumento de custos possa refletir em salários maiores - aumentando o consumo -, esse incremento não seria suficiente para compensar a perda de competitividade. Isso porque a FIESC estima um aumento médio de preços em SC de 2,64%, com setores mais intensivos em mão de obra, como a construção civil, apresentando aumento de 4,26%. Outros destaques são alimentos (+3,6%) e vestuário (+3,57%), com impacto direto no consumo das famílias. De acordo com Seleme, outro efeito colateral, com reflexos sobre o emprego, poderia ser a substituição dos postos de trabalho por sistemas automatizados, sobretudo na indústria.

 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Programa Olho Bom moderniza o controle de trânsito de animais e fortalece a defesa agropecuária com tecnologia e inovação em SC

Montagem de fotos/Arquivo/Secom GOVSC

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) avança na modernização do controle do trânsito agropecuário com a implementação do Programa Olho Bom. Com investimentos aportados na ordem de R$ 44 milhões, a iniciativa prevê a aquisição de veículos, câmeras de monitoramento, sistemas digitais e a modernização dos postos de fiscalização em operação. A ideia é trazer excelência no uso de novas tecnologias para o controle de sanidade animal que já é referência dentro do país e reconhecido internacionalmente.

“A produção catarinense é conhecida no Brasil e no mundo. Nosso dever é defender a qualidade de tudo que é feito por aqui, vigiando, incentivando e protegendo quem anda dentro das leis. A sanidade animal é uma grande prioridade porque nos deu esse reconhecimento que nos garantiu acesso aos mercados mais exigentes do mundo, como o asiático. O Japão, por exemplo, passou a tratar Santa Catarina como se fosse um país para comprar as carnes produzidas aqui”, comentou o governador Jorginho Mello sobre o programa.

A iniciativa, que terá lançamento oficial com o detalhamento de todas as estruturas envolvidas, ampliará a eficiência da vigilância agropecuária, potencializará a capacidade de resposta a emergências sanitárias e consolidará a proteção da produção agropecuária catarinense, garantindo mais segurança produtiva à população e à cadeia produtiva. O objetivo é ampliar a cobertura da fiscalização, otimizar recursos e tornar o controle de trânsito mais eficiente e responsivo, migrando de um sistema passivo para uma presença ativa, próximo das propriedades e da logística agropecuária.

Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, o novo programa representa um marco estrutural e tecnológico para a defesa agropecuária do Estado. “O Olho Bom representa um salto de qualidade na defesa agropecuária de Santa Catarina. Estamos investindo em tecnologia, inteligência de dados e modernização das estruturas para tornar a fiscalização mais eficiente, ágil e integrada, sempre com foco na proteção da produção agropecuária, na segurança dos alimentos que chegam à mesa da população e na valorização dos profissionais que executam esse trabalho no dia a dia”, destaca Celles.

O esforço de agregar tecnologia a esse trabalho de acompanhamento está alinhado às diretrizes do Governo do Estado para que sejam adotadas as tecnologias mais inovadoras disponíveis nos processos públicos. É também uma medida que prepara Santa Catarina, por meio do trabalho da Cidasc, para os desafios atuais e futuros da produção de alimentos para o Brasil e para o mundo.

Modernização de plataformas digitais
Um dos eixos do Programa é o desenvolvimento de uma plataforma digital para análise autônoma e monitoramento em tempo real do trânsito agropecuário, com compartilhamento de dados entre a Cidasc, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), o Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC) e a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).

A iniciativa irá garantir monitoramento contínuo, mais eficaz e em tempo real, especialmente nas divisas e fronteiras do Estado, reprimindo a circulação de mercadorias de origem animal e vegetal em desacordo com as normas sanitárias, assegurando que a população receba produtos de qualidade e o estado mantenha sua produtividade e qualidade conhecidas e valorizadas no Brasil e internacionalmente.

Fiscalização móvel
O Programa Olho Bom também contempla o fortalecimento da fiscalização volante, com a aquisição de 40 veículos 4×4, equipamentos de informática, serviço de internet móvel, além de materiais de sinalização e segurança.

O reforço da fiscalização móvel permitirá maior mobilidade e agilidade das equipes, ampliando a presença do Estado em pontos estratégicos e fortalecendo o controle do trânsito agropecuário em Santa Catarina.

Modernização dos postos de fiscalização
Outro eixo do programa é a modernização e otimização das estruturas de 15 Postos Fixos de Fiscalização (PFF) da Cidasc. As melhorias visam adequar as instalações às novas tecnologias, otimizar processos e garantir maior eficiência no controle do transporte de produtos de origem animal e vegetal no estado.

Defesa agropecuária mais moderna e integrada
Com o Programa Olho Bom, Santa Catarina avança rumo a uma defesa agropecuária ainda mais moderna, integrada e eficiente, combinando tecnologia, inteligência de dados e reorganização do trabalho. A iniciativa fortalece a segurança sanitária, protege a produção agropecuária catarinense e reafirma o compromisso do Governo do Estado e da Cidasc com a inovação, a transparência e o interesse público.

Organização do trabalho e segurança jurídica
A reorganização das atividades dos agentes operacionais ocorre num modelo integrado de atuação, que contempla Postos Fixos de Fiscalização (PFF), fiscalizações volantes e monitoramento remoto, considerando as especificidades de cada função e as necessidades do serviço público. Para isso, será feita uma reorganização da jornada de trabalho dos agentes operacionais, com ações de valorização dos profissionais e fortalecimento da defesa agropecuária.

Dia do Agronegócio: setor é uma das forças da economia catarinense alcançando recordes de produção e exportação

Foto: Divulgação/Cidasc

O agronegócio catarinense supera os limites geográficos. Com pouco mais de 1% do território nacional, o Estado de Santa Catarina está entre os estados de destaque na produção de alimentos e é o segundo no país em exportação de proteína animal. Este é um dos motivos para celebrar este 25 de fevereiro, Dia do Agronegócio.

O valor da produção agropecuária catarinense supera os R$ 60 bilhões por ano. A produção animal tem crescido mais que a produção agrícola e representou 60% do valor da produção agropecuária em 2024 (período mais recente cujos dados foram consolidados).

A listagem das atividades agropecuárias que mais geram receita em Santa Catarina é liderada pela produção de suínos para abate, seguida pela produção de aves para abate e de leite. A soja e o tabaco ocupam a quarta e a quinta posição, respectivamente. 

Os bons números estão diretamente relacionados ao status sanitário catarinense. Desde 1979, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) atua no monitoramento e controle de diversas doenças que afetam animais de produção e de pragas que possam prejudicar a plantação agrícola. Isto traz mais competitividade para quem produz, beneficia a oferta de alimentos de qualidade e a saúde pública. 

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, destaca ainda as políticas públicas do Governo de Santa Catarina para fortalecimento do setor. Programas desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, como o Leite Bom, Terra Boa, Pronampe Rural, a revitalização dos portos, o estímulo ao turismo rural, tudo isso dá suporte para o agronegócio crescer no estado”, afirma a presidente.  

Em relação às carnes, Santa Catarina é o estado que mais produz e exporta cortes suínos e o segundo na exportação de carne de aves. No ano passado, foram negociados US$ 2,44 bilhões em carne de aves e outros US$ 1,85 bilhões em carne suína. 

Mais de 150 países aceitam a carne catarinense, por reconhecerem a excelência quanto à sanidade animal. A erradicação da febre aftosa, pela qual a Cidasc trabalhou continuamente junto ao setor produtivo, beneficiou os negócios na bovinocultura e suinocultura. Outro exemplo do trabalho contínuo da Cidasc em sanidade animal é o controle da brucelose e tuberculose, cujos indicadores colocam Santa Catarina no topo do ranking nacional. 

O agronegócio catarinense também colhe os frutos dos programas executados pela Cidasc em defesa sanitária vegetal. Na cultura da soja, um dos cinco produtos que mais gera receita no campo catarinense, a companhia implementa as ações do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática. 

A fruticultura é outra atividade em ascensão no estado e que conta com programas sanitários específicos, que controlam pragas provocadas por fungos, insetos e outros microorganismos que afetam a produtividade dos pomares. A produção de maçãs, de bananas e do maracujá movimenta a economia de diferentes regiões do estado, com produtos reconhecidos no Brasil e no exterior pela qualidade dos frutos. É mais um resultado do trabalho conjunto da defesa agropecuária, com políticas embasadas no conhecimento técnico, e do produtor, fazendo um bom manejo no campo. 

Políticas públicas apoiam o crescimento do agronegócio
Os agricultores também podem contar com políticas públicas executadas pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com empresas vinculadas: Cidasc e Epagri. São programas de apoio direto ao produtor,  voltados à qualidade e defesa agropecuária, fomento à produção, sucessão rural, acesso à terra e regularização fundiária. 

Cada programa foi pensado para apoiar a qualificação da atividade rural e apoiar o produtor em diversas circunstâncias. Entre eles, podemos destacar:

Terra Boa: este é um programa que visa o aumento da produtividade, auxiliando o produtor com insumos como calcáreo para correção do solo e sementes de milho de alto potencial, assim como sistemas para produção de leite e carne a pasto, de grãos para produzir ração animal. A previsão para 2026 é oferecer mais de R$ 137,8 milhões aos produtores.

Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa): concede indenização pelo abate sanitário de animais suspeitos ou atingidos por doenças infectocontagiosas contempladas em programas de controle sanitário do Estado. 

Leite Bom SC:  disponibiliza financiamentos e subvenção de juros por meio dos Projetos Financia Leite SC e Pronampe Leite SC, via Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com objetivo de qualificar a produção leiteira. 

Safra garantida:  visa garantir renda ao pequeno produtor diante de intercorrências climáticas, através de proteção da safra com subvenção da taxa de adesão ao Proagro Mais.

Financia Agro SC: oferece financiamento para inovação e qualificação de diferentes cadeias produtivas, com valores que podem chegar a um milhão de reais para projetos de caráter coletivo, para arranjos produtivos locais. 

Programas emergenciais: ofertados para atender demandas urgentes e apoiar os produtores diante de situações excepcionais, como eventos climáticos extremos, garantindo a permanência no campo e retomada da produção.

Representação Brasileira do Parlasul aprova acordo Mercosul-UE

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou nesta terça-feira (24) por unanimidade o Acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O debate sobre o texto começou no dia 10 de fevereiro, quando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) leu seu relatório sobre o acordo, mas um pedido de vista adiou a análise.
Com a aprovação, o acordo segue para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente.

O texto ainda tem que ser ratificado pelos Congressos da Argentina, Paraguai e Uruguai, bem como pelo Parlamento Europeu. A entrada em vigor se dará apenas após conclusão de todos os trâmites.

Assinado no dia 17 de janeiro, no Paraguai, o acordo foi enviado para análise da representação brasileira no Parlasul pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 2 de fevereiro 

O acordo cria uma área de livre comércio entre os dois blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias.

O texto contém 23 capítulos que tratam, entre outros pontos, da redução de impostos de importação e da criação de regras para diversos setores. O Mercosul deverá zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.

>> Confira os principais pontos do acordo:
1. Eliminação de tarifas alfandegárias

Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;

Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;

União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

2. Ganhos imediatos para a indústria

Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

>> Setores beneficiados:

Máquinas e equipamentos;

Automóveis e autopeças;

Produtos químicos;

Aeronaves e equipamentos de transporte.

3. Acesso ampliado ao mercado europeu

Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;

UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;

Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;

Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;

Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;

Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;

Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;

No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

5. Salvaguardas agrícolas

>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

Importações crescerem acima de limites definidos;

Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;

Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

6. Compromissos ambientais obrigatórios

Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;

Cláusulas ambientais são vinculantes;

Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

7. Regras sanitárias continuam rigorosas

UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.

Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

8. Comércio de serviços e investimentos

>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

>>Avanços em setores como:

Serviços financeiros;

Telecomunicações;

Transporte;

Serviços empresariais.

9. Compras públicas

Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;

Regras mais transparentes e previsíveis.

10. Proteção à propriedade intelectual

Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;

Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

Capítulo específico para PMEs;

Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;

Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

12. Impacto para o Brasil

Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;

Maior integração a cadeias globais de valor;

Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.

13. Próximos passos

Aprovação pelo Parlamento Europeu;

Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;

Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;

Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.

IR 2026: informe de rendimentos deve ser entregue até 27 de fevereiro

O calendário do Imposto de Renda 2026 começa oficialmente nas empresas. Até o dia 27 de fevereiro, todas as fontes pagadoras - empresas privadas, órgãos públicos, bancos e instituições financeiras - devem disponibilizar o informe de rendimentos referente a 2025. O documento é a base da declaração da pessoa física e qualquer falha nessa etapa pode criar inconsistências com a Receita Federal.

Neste ano, o cuidado é ainda maior. A nova tabela do Imposto de Renda passou a isentar totalmente quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de aplicar redução gradual para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. A mudança impacta diretamente a retenção na fonte ao longo do ano e exige que as empresas revisem os cálculos consolidados na folha.

“O informe de rendimentos precisa refletir exatamente tudo o que foi pago em 2025: salários, 13º, férias, participação nos lucros, pró-labore e os valores efetivamente retidos de imposto”, explica João Victor, economista e analista de Mercado da Orsitec. “Se houver divergência entre o que a empresa informa e o que a Receita já tem nos sistemas, o contribuinte pode acabar na malha fina”, alerta o especialista.

Responsabilidade compartilhada
A obrigação de entregar o informe dentro do prazo é da fonte pagadora. Já ao contribuinte cabe conferir cada informação antes de enviar a declaração. Com o avanço do cruzamento eletrônico de dados — especialmente via eSocial e sistemas financeiros — a Receita compara automaticamente as informações.

Para empresas, isso significa revisar retenções, benefícios, descontos previdenciários e eventuais pagamentos variáveis antes de consolidar os informes. Para profissionais liberais e sócios que recebem pró-labore ou distribuição de rendimentos, a atenção deve ser redobrada.

“Hoje o risco não está na regra, está no detalhe. Um número digitado errado ou um rendimento omitido já é suficiente para travar restituição ou gerar notificação”, alerta João Victor.

Quem precisa declarar em 2026
Devem apresentar a declaração do IRPF 2026 os contribuintes que, em 2025:

Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00;

Obtiveram rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;

Tiveram receita bruta anual da atividade rural superior a R$ 169.440,00;

Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;

Realizaram operações na Bolsa de Valores, entre outras situações previstas pela Receita.

Mesmo quem esteja na faixa de isenção mensal até R$ 5 mil pode precisar declarar, caso se enquadre em critérios patrimoniais ou de rendimentos.

O que mudou neste ano
A ampliação da faixa de isenção é a principal novidade. Trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil deixam de ter imposto retido na fonte. Já quem recebe até R$ 7.350 passa a ter um desconto progressivo no cálculo mensal.

A mudança representa alívio para parte dos contribuintes, mas também exige ajustes operacionais das empresas e atenção na conferência dos dados consolidados.

Planejamento evita prejuízo
O primeiro passo para evitar problemas começa agora: empresas devem cumprir o prazo de 27 de fevereiro. Em seguida, o contribuinte precisa reunir comprovantes, revisar despesas dedutíveis e conferir cada informação do informe recebido.

No Imposto de Renda, a Receita já sabe quase tudo. O que define se haverá dor de cabeça ou restituição tranquila é a conferência.

 

Santa Catarina acelera a integração produtiva com a América do Sul no mês de janeiro FACISC

O comércio exterior de Santa Catarina iniciou o ano com a marca de US$ 500 milhões em importações da América do Sul no mês de janeiro, o maior valor da série histórica para um mês de janeiro para o continente. A alta ocorre em um cenário no qual o Brasil reduziu o volume total de importações globais, com retração principalmente nas compras da China e dos Estados Unidos. Os dados constam no levantamento mensal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e foram analisados pela Facisc.

O diretor de Relações Internacionais da Facisc, Evaldo Nieheus Jr. explica que apesar da queda no montante total importado pelo estado, Santa Catarina registrou crescimento de 30% nas compras provenientes de países sul-americanos, o maior avanço entre os principais importadores do país.

Desde o período pós-pandemia, o estado lidera nacionalmente as compras oriundas do continente. A expansão das importações está relacionada ao desempenho de setores estratégicos da economia catarinense, como metalmecânica e maquinário. Esses segmentos apresentam crescimento acima da média nacional e demandam insumos essenciais para manter a produção. O setor de produtos de metal em Santa Catarina, por exemplo, alcançou o maior crescimento do país em 2025.

A dinâmica interna também contribui para esse cenário. O setor da construção civil mantém ritmo aquecido, impulsionado pela valorização imobiliária e pelo crescimento demográfico em várias regiões do estado. Ao mesmo tempo, a produção de máquinas industriais e agrícolas avança, apoiada pelo bom desempenho do agronegócio.

Chile é o principal país que Santa Catarina comprou de SC

Entre os parceiros comerciais, o principal destaque é o Chile, responsável por US$ 268,3 milhões em vendas para Santa Catarina em janeiro, alta de 61% na comparação anual. O estado ampliou as compras de cobre refinado, minério de molibdênio, chumbo e fios de cobre. O país é o maior produtor e exportador mundial de cobre e consolida posição estratégica na cadeia produtiva catarinense.

Outro parceiro relevante é o Peru, que apresentou o maior crescimento entre os países do continente: US$ 59,1 milhões em exportações para Santa Catarina, mais que o dobro do valor registrado no mesmo mês do ano anterior. As importações de cobre refinado cresceram 97%, as de zinco em forma bruta avançaram 4.700% e as de fios de cobre aumentaram 946%. O país também figura entre os principais fornecedores mundiais de minérios, o que fortalece a base industrial catarinense.

Insumos elétricos dobram vendas

Além da demanda interna, o avanço das exportações de bens de capital reforça a necessidade de insumos importados. As vendas internacionais de transformadores elétricos mais que dobraram em janeiro, com valor recorde para o mês: US$ 20,1 milhões. Destaque para embarques destinados à África do Sul, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos. As exportações de máquinas agrícolas e equipamentos para fabricação de alimentos também apresentaram desempenho relevante, sobretudo para mercados da América Latina.

Para o diretor de Relações Internacionais da Facisc, Evaldo Nieheus Jr., o movimento reforça a estratégia de integração regional. “O relacionamento com países vizinhos ao Brasil cria um ciclo virtuoso. Eles fornecem insumos essenciais para a indústria e para a construção civil catarinense, e nós manufaturamos esses produtos e os vendemos de volta, inclusive com alto conteúdo tecnológico. Mesmo em um cenário de retração das importações brasileiras, Santa Catarina amplia sua base produtiva ao fortalecer a integração com a América do Sul. O crescimento das compras de insumos estratégicos revela uma indústria em expansão, conectada a cadeias próximas geograficamente que facilitam a logística de fornecimento”, afirma.

O empresário Gustavo Schlickman, do setor metalmecânico da cidade Braço do Norte, da empresa Inmes Industrial, explica que o crescimento das importações causa impacto direto na produção. “A proximidade com fornecedores da América do Sul garante mais previsibilidade e competitividade. O cobre e outros metais são fundamentais para nossa linha de transformadores e equipamentos industriais. Essa integração regional reduz riscos logísticos e fortalece a indústria catarinense.”

SCGÁS apresenta projetos de biometano e corredores azuis no Show Tecnológico Copercampos 2026

 A SCGÁS participa, de 24 a 27 de fevereiro, do Show Tecnológico em Campos Novos, reforçando sua atuação na transição energética e no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor produtivo. O evento, promovido pela Copercampos, celebra 30 anos de atuação da empresa voltada à inovação e ao desenvolvimento tecnológico no agronegócio. A feira se consolida como um dos principais encontros do setor, apresentando soluções, tendências e demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à agricultura e à pecuária.

Nesta edição, a SCGÁS divide o espaço expositivo em parceria com a H2A, usina de biometano instalada na cidade, que contará com estande próprio. A colaboração inclui a exposição de materiais institucionais destacando iniciativas estratégicas da SCGÁS, como projetos de biometano e o desenvolvimento dos corredores azuis, voltados à ampliação do uso de combustíveis mais sustentáveis no transporte.

No espaço conjunto, a Companhia destaca projetos estratégicos que vêm sendo desenvolvidos ao longo de 2025 e início de 2026 para expandir o uso do gás natural fora do eixo litorâneo, através do biometano. A iniciativa inclui agendas com gestores públicos, lideranças regionais e setores produtivos para mapear demandas, avaliar viabilidade de redes locais e estruturar modelos de fornecimento que combinem gás natural, biometano e gás natural comprimido (GNC).

Outro destaque apresentado é a estratégia dos corredores logísticos abastecidos com gás natural e biometano, voltados principalmente ao transporte pesado. Santa Catarina já possui 62 postos em rodovias, sendo 20 estruturados para abastecimento de caminhões com GNV em rotas estratégicas e 4 com alta vazão, reduzindo o tempo de abastecimento de cerca de 40 para 20 minutos.

Com expectativa de público superior a 20 mil visitantes e mais de 210 expositores, o evento celebra 30 anos da Copercampos promovendo tecnologia e conhecimento para o campo. Nesse cenário, a presença conjunta das empresas reforça a mensagem central da feira: inovação acontece quando cooperação e visão de futuro ocupam o mesmo estande.

Texneo abre inscrições para Programa de Trainee 2026 voltado à formação de novos talentos da indústria têxtil

Uma das principais indústrias têxteis da América Latina, com mais de 30 anos de história no desenvolvimento de malhas de alta tecnologia, a Texneo anuncia a abertura das inscrições para o Programa de Trainee Texneo 2026. A iniciativa da empresa, sediada em Indaial (SC), é voltada a jovens profissionais formados entre 2023 e 2025 que desejam iniciar a carreira em um ambiente humano, inovador e orientado ao aprendizado prático.


Com presença consolidada nos segmentos Sportswear, Beachwear, Underwear e Lifewear, a Texneo é reconhecida pelo uso de tecnologias próprias e pela qualidade de suas malhas. A companhia combina tradição e modernidade na criação de produtos voltados ao desempenho e ao conforto, acompanhando as principais tendências do mercado têxtil nacional e internacional.


“O Programa de Trainee Texneo foi pensado para pessoas que queiram aprender com responsabilidade, ter acesso direto às lideranças e desenvolver uma visão estratégica do negócio. Não buscamos apenas colocar profissionais no mercado; buscamos formar talentos que cresçam com a Texneo”, afirma o CEO Edmur Polli, executivo com mais de 40 anos de carreira no setor têxtil.


Formação prática e visão de negócio
Com suporte de uma consultoria especializada de São Paulo, Programa de Trainee Texneo inclui rotação por áreas estratégicas, mentoria com líderes e diretores da companhia, participação em projetos reais de impacto e vivência em uma cultura organizacional pautada pela inovação, sustentabilidade e desenvolvimento humano. 


O programa é voltado a formados a partir de 2023, com perfil analítico e interesse em operação industrial, nas áreas de Engenharia Química, Engenharia Têxtil, Engenharia de Produção, Engenharia de Qualidade, Moda (com foco em pesquisa, mercado e desenvolvimento de produto com viés industrial), Marketing ou áreas correlatas. 


Entre os pré-requisitos estão inglês em nível intermediário ou avançado, habilidade com raciocínio lógico, análise de dados e disponibilidade para atuação presencial na planta industrial de Indaial (SC). As inscrições para o Programa de Trainee 2026 da Texneo já estão abertas e podem ser realizadas por meio do site oficial da empresa.


“A Texneo cresceu muito nos últimos anos, ampliando sua presença global e sua capacidade de inovar — e isso se reflete na nossa maneira de pensar o desenvolvimento de pessoas e a sustentabilidade do negócio. O trainee já chegará aqui para integrar um projeto de futuro”, complementa o executivo.


A Texneo
Com três décadas de atuação, a Texneo possui certificações que reforçam práticas seguras e sustentáveis em toda a cadeia produtiva, como I-REC e RCS, ABVTEX, OEKO-TEX, Green Fiber e ZDHC, além de figurar por cinco anos consecutivos entre as empresas certificadas pelo Great Place to Work. Inovação, vanguarda e transparência fazem parte do DNA da companhia, que traduz em seus produtos as principais tendências globais do mercado têxtil.


A atuação da Texneo é fortemente conectada ao esporte, à tecnologia e ao design funcional. Parcerias recentes com marcas globais reforçam a prioridade do mercado por matérias-primas que aliem inovação, durabilidade e adaptabilidade ao corpo, atendendo tanto às demandas de alta performance quanto ao uso cotidiano.

 

Setor de pescados projeta retomada em 2026 após alívio nas tarifas dos EUA

O setor brasileiro de pescados inicia 2026 com expectativa de recuperação gradual após um dos períodos mais desafiadores de sua história recente.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, as tarifas de até 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos em 2025 provocaram forte impacto sobre a competitividade das exportações brasileiras, resultando na perda de contratos internacionais, redução da produção, retração da atividade na piscicultura e diminuição de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva.

De acordo com Lobo, o cenário começou a mudar após a decisão da Corte americana que suspendeu as tarifas aplicadas ao setor. Mesmo diante da possibilidade de manutenção de uma taxação em torno de 15%, o dirigente avalia que o Brasil volta a reunir condições para competir no mercado norte-americano. “Continuaremos fortes e competitivos. Estamos otimistas, embora cautelosos com eventuais novas medidas tarifárias”, afirmou.

A expectativa da entidade é que a normalização parcial das condições comerciais permita a retomada do crescimento já ao longo de 2026, com a recuperação estimada de mais de 5 mil postos de trabalho e recomposição da capacidade produtiva do setor. A projeção é que as exportações brasileiras de pescados alcancem cerca de US$ 600 milhões no mercado global, com destaque para produtos como a tilápia, principal item embarcado para os Estados Unidos.

Para a Abipesca, o novo ambiente comercial inaugura um ciclo mais positivo para a indústria nacional, ainda que o momento exija prudência diante das incertezas do comércio internacional. “É um ano que começa de forma promissora para o setor, mas sempre com responsabilidade, cautela e perspectiva e objetivo de taxa zero ”, afirmou Eduardo Lobo. O presidente da entidade também ressaltou "o esforço que o ministérios da Agricultura e da Pesca fizeram na abertura de novos mercados; sem esse esforço e a abertura de novos mercados, o prejuízo teria sido ainda maior".

Feirão Limpa Nome começa nesta segunda com descontos de até 99% e parcelas de R$ 9,90

O Feirão Limpa Nome da Serasa tem início nesta segunda-feira (23) e oferece aos consumidores a oportunidade de renegociar dívidas com descontos de até 99%. Esta é a 35ª edição do maior mutirão de negociação de débitos do Brasil, que vai até 1º de abril de 2026.

Segundo a Serasa, as negociações podem ser realizadas online — pelo site, aplicativo e WhatsApp oficial —, por telefone e presencialmente em mais de 7 mil agências dos Correios em todo o país. As condições e ofertas são iguais em todos os canais.

Condições especiais para quitar dívidas
Durante o Feirão, os consumidores têm acesso às melhores condições do ano, incluindo:

Descontos de até 99%;

Parcelamento facilitado, com parcelas a partir de R$ 9,90;

Pagamento por boleto, PIX ou cartão;

Possibilidade de limpar o nome na hora ao quitar a dívida via PIX.

A plataforma permite negociar débitos de diferentes setores, como bancos, comércio, telefonia, universidades e serviços essenciais, como contas de luz, água e gás — desde que a empresa seja parceira da Serasa na região do consumidor.

Segundo a Serasa, o Brasil encerrou 2025 com 81,2 milhões de inadimplentes, quase metade da população adulta (49,7%). Nesta edição, mais de 2.200 empresas parceiras oferecem condições especiais para a quitação de débitos, incluindo dívidas antigas com mais de cinco anos. (Acesse aqui).

Após o pagamento, a empresa credora tem até cinco dias úteis para comunicar a baixa da dívida aos cadastros de inadimplência.

Onde negociar dívidas
As negociações são gratuitas e podem ser feitas pelos seguintes canais:

Site e aplicativo (Android e iOS);

WhatsApp oficial: (11) 99575-2096, com atendimento automatizado;

Telefone 3003-6300: segunda a sexta-feira, das 8h às 20h (capitais e regiões metropolitanas);

Atendimento em Libras: por videochamada, segunda a sexta-feira, das 9h às 18h;

Telefone Alô, Serasa: 0800 591 5161, de 25 de março a 1º de abril, das 8h às 20h;

Presencialmente em mais de 7 mil agências dos Correios durante o período do Feirão.

Dívidas que não podem ser negociadas
Não é possível renegociar débitos protestados em cartório, impostos ativos com o governo, cheques sem fundo e casos de falência pelo Feirão. Nesses casos, o consumidor deve procurar diretamente o cartório, a empresa credora ou a Receita Federal.

Antes de fechar qualquer acordo, é recomendado que o consumidor consulte gratuitamente se há dívidas em seu nome pelo Extrato Serasa, disponível no site e no aplicativo. O documento reúne informações sobre negativações, protestos, cheques sem fundo, ações judiciais ou falências vinculadas ao CPF.

Missão da indústria à Índia foca em inovação, comércio e investimentos

A missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) cumpriu nesta quinta-feira (19), em Nova Délhi, agenda voltada à inovação e à cooperação tecnológica durante a visita oficial do governo brasileiro à Índia. A iniciativa reúne representantes do setor produtivo com para ampliar o comércio bilateral, atrair investimentos e estruturar novas frentes de integração industrial entre os dois países.

A programação da missão, iniciada na quarta-feira (18) e prevista até sábado (21), inclui encontros com autoridades autoridades governamentais e instituições do ecossistema de inovação indiano. A delegação é liderada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), André Rocha, que representa o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Cooperação tecnológica
O principal compromisso desta quinta foi reunião com a Startup India, programa vinculado ao Ministério do Comércio e Indústria da Índia. O encontro abordou políticas públicas de estímulo à inovação, financiamento e mecanismos de internacionalização de empresas.

Durante a reunião, a CNI apresentou a estrutura do Sistema Indústria, com destaque para o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), seus 28 Institutos SENAI de Inovação e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Segundo a entidade, a rede reúne infraestrutura tecnológica, pesquisa aplicada e qualificação profissional capazes de apoiar parceirias bilaterais em áreas de maior intensidade tecnológica.

Também foram discutidos mecanismos de soft landing para startups indianas interessadas em atuar no Brasil, com apoio regulatório, conexão com centros de pesquisa e aproximação com o setor industrial.

Para André Rocha, o diálogo permite mapear oportunidades de integração em segmentos como deeptech e transformação industrial. Segundo ele, a política nacional de inovação da Índia, com instrumentos de apoio às empresas, cria condições favoráveis para cooperação estruturada entre os países.

Inauguração e Fórum Empresarial
Na sexta-feira (20), a programação prevê a inauguração do escritório da ApexBrasil em Nova Délhi e a participação no Fórum Empresarial Brasil–Índia 2026, promovido pela CNI em parceria com a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (Ficci).

Rocha cumpre agenda ao lado de Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), e de Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

A agenda inclui reuniões técnicas, fóruns empresariais e articulações institucionais com foco no fortalecimento da presença da indústria brasileira na Ásia, na ampliação das exportações e na consolidação de parcerias em inovação, energia e agronegócio.

FIESC acompanha com atenção cenário das tarifas dos EUA

 A Federação das Indústrias de SC (FIESC) acompanha com atenção os desdobramentos da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas globais de 10% à importados com base na seção 122. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (20) foi considerada uma retaliação à suspensão das tarifas recíprocas determinada pela Suprema Corte dos EUA na manhã do mesmo dia.

A seção 122 autoriza a imposição de tarifas de até 15%, por um período máximo de 150 dias, para enfrentar preocupações relacionadas ao “equilíbrio do balanço de pagamentos”.

Embora a decisão anterior da Suprema Corte dos EUA, de considerar ilegal a imposição de tarifas com base na lei de emergência, seja avaliada como positiva pela Federação industrial, a reação evidencia a determinação da administração Trump em manter a cobrança. “São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos”, resume o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

Ainda é necessário aguardar a publicação do Customs Border Protection - CBP (aduana americana) sobre a efetivação da decisão da corte norte-americana.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Não caia nessa! Golpe oferece regularização do CNPJ e descontos irreais a pequenos negócios

Por André Gomes
Nas últimas semanas, o Sebrae, por meio de sua Ouvidoria, registrou relatos de empreendedores que receberam mensagens de golpe via WhatsApp alertando sobre a suspensão do CNPJ caso um suposto débito com a Receita Federal não fosse quitado. A fraude trazia também o logotipo do Simples Nacional e um link para que o pagamento fosse efetuado no mesmo dia. Nesse tipo de situação, o Sebrae orienta a procurar imediatamente informações em canais oficiais.

“Os donos de pequenos negócios devem ficar atentos às mensagens enviadas pelo Whatsapp, e-mail, correspondência e SMS”, orienta a Ouvidora do Sebrae, Carla Rech.

“Sempre desconfiar de promessas muito diferenciadas, como descontos, e verificar de onde veio a mensagem. Na dúvida, a recomendação é buscar informações nos canais oficiais do Sebrae, como a Ouvidoria, e do governo federal”. Carla Rech, Ouvidora do Sebrae

Ela ressalta que os golpes se tornam mais comuns no início do ano devido à importância da regularização do MEI, como o enquadramento no Simples Nacional e a entrega da Declaração Anual (DASN). “Os empresários devem certificar-se de que estão em contato com o órgão oficial e nunca passar dados pessoais ou da empresa para um destinatário duvidoso. Também devem desconfiar de propostas de empréstimo ou de comunicações que dizem ser obrigatório que a empresa seja filiada a alguma entidade ou associação”, ressalta a ouvidora.

Principais golpes

1) DAS-MEI (Contribuição mensal) falsa

A orientação é evitar entrar em sites a partir de mensagens ou e-mails enviados antes de confirmar o remetente. Sempre confira os sites do governo federal ou os canais oficiais do Sebrae, como o portal ou o aplicativo, e siga as orientações desses canais de informação segura. Nesse caso, indica-se a emissão do boleto no portal do Sebrae.

2) Contato via WhatsApp

Já circularam mensagens relatando a necessidade de ser filiado a alguma entidade para atuar como MEI. Isso é mentira. Recomenda-se atenção a estes tipos de contato e não clicar em nenhum link enviado por estes golpistas. Se a mensagem chegar por e-mail, deve-se observar a origem do remetente e comparar com o e-mail institucional que consta nos sites oficiais do governo federal ou do Sebrae, por exemplo.

3) Empréstimos

Os empresários usualmente precisam de crédito para alavancar seus negócios ou ter um capital de giro neste início de ano. Com frequência, os pequenos negócios são bombardeados por mensagens ofertando recursos. O ideal é que os financiamentos sejam feitos por instituições bancárias reconhecidas e, de preferência, presencialmente.

4) Formalização

Há relatos de páginas falsas, simulando a identidade visual dos portais oficiais do governo, que cobram pela formalização do MEI. O Sebrae recorda que a formalização do microempreendedor individual é sempre feita pelo portal Gov.br, de forma gratuita. O CNPJ é criado instantaneamente e não há necessidade alguma de pagamento de taxa. Na dúvida, procure um ponto de atendimento do Sebrae ou a Sala do Empreendedor na prefeitura da sua cidade. Além disso, o Sebrae disponibiliza os canais oficiais, como o 0800 570 0800, o aplicativo e o portal da instituição para tirar dúvidas.

O erro que faz muitos perderem dinheiro ao comprar imóvel no Brasil, segundo especialista

Durante décadas, a compra de um imóvel no Brasil foi associada a um marco emocional de conquista pessoal. No entanto, especialistas alertam que esse modelo, baseado mais no sonho do que na estratégia, começa a cobrar um preço alto diante de crédito restrito, juros elevados e mudança no comportamento das famílias.

Segundo levantamento da Ipsos-Ipec, encomendado pelo Grupo QuintoAndar, 41% dos brasileiros que desejam comprar um imóvel afirmam não ter recursos para a entrada ou financiamento, enquanto 30% apontam os preços elevados e 21% citam os juros altos como principais entraves. O dado revela uma combinação perigosa entre desejo e incapacidade financeira, resultado direto de decisões pouco planejadas.

Para Paolla Alves, analista de investimentos imobiliários, o problema não está apenas no valor do imóvel, mas na forma como a compra é pensada:

“O brasileiro aprendeu a escolher imóvel pela emoção. Hoje, sem método, leitura de ciclo e estratégia de saída, um bom imóvel pode se transformar em um mau investimento.”

Na prática, muitos compradores analisam apenas o preço de venda e ignoram custos estruturais que impactam diretamente o retorno financeiro ou a sustentabilidade da compra. Despesas como ITBI, escritura e registro podem representar entre 6% e 9% do valor do imóvel, além de gastos recorrentes com IPTU, condomínio, manutenção e eventuais reformas.

“O erro não está necessariamente em pagar caro, mas em comprar o produto errado para o objetivo errado. Imóvel não é ativo líquido. Quando essa característica é ignorada, o comprador fica vulnerável a cenários de aperto financeiro”, comenta Alves.

Com a taxa Selic em patamares elevados nos últimos anos, o custo efetivo dos financiamentos imobiliários aumentou significativamente, reduzindo a capacidade de compra, alongando prazos e comprometendo o orçamento das famílias no longo prazo.

Em São Paulo, o valor médio do metro quadrado residencial gira em torno de R$ 11,9 mil, o que coloca o preço típico de um apartamento na casa de R$ 700 mil ou mais, enquanto o rendimento domiciliar per capita é de R$ 2.662, segundo o IBGE, evidenciando que a renda cresce em ritmo bem mais lento que o valor dos imóveis.

Para a especialista, o imóvel continua sendo um instrumento legítimo de proteção patrimonial, mas apenas quando inserido em uma estratégia clara:

“Comprar sem calcular custos totais, horizonte de permanência e liquidez é assumir um risco que muitos só percebem anos depois.”

Ela destaca que decisões bem-sucedidas passam por perguntas básicas, muitas vezes ignoradas: quanto do orçamento pode ser comprometido com segurança, qual o tempo de permanência no imóvel e qual será a estratégia de saída caso o cenário mude.

“O mercado imobiliário segue relevante, mas exige racionalidade. O ciclo mudou. Quem não se adapta, paga a conta”, conclui Paolla Alves.

Itajaí Rural: colheita do arroz tem expectativa de 8,5 mil quilos por hectare

O arroz é a principal cultura da zona rural de Itajaí, com uma colheita em 1.700 hectares de área plantada nesta safra. O trabalho no campo começou entre agosto e setembro, com a semeadura do grão. Agora é tempo de colher, em um trabalho que começou em fevereiro e vai até maio. A expectativa no campo para a safra é boa. A projeção é que o município alcance cerca de 8.500 quilos por hectare, o que significa 289 mil sacas de 50 quilos cada.

A safra de arroz representa uma atividade tradicional e estratégica para Itajaí, movimentando a economia local e fortalecendo o setor produtivo rural. O grão é plantado de setembro a novembro em solo irrigado, e a paisagem verde que embeleza os campos vai dando lugar a um tom amarelado, sinal de que o cereal já está pronto para a colheita.

Plantando arroz há duas décadas, o agricultor Evandro Bertoldi mantém viva uma tradição que atravessa gerações em Itajaí. A família atua na rizicultura há cerca de 50 anos, e hoje ele segue à frente da produção com otimismo na safra atual.

E as colheitadeiras não param no campo. Só na propriedade dos Bertoldi são 190 hectares cultivados na região do Arraial dos Cunhas. O ciclo do arroz leva, em média, 140 dias entre o plantio e o início da colheita, que tradicionalmente ocorre no mês de fevereiro. O agricultor acompanha de perto o ponto ideal de colheita, observando quando os grãos atingem a coloração amarelada e apresentam a umidade adequada para garantir qualidade e rendimento.

“Mesmo após um ano anterior marcado por condições climáticas adversas, especialmente o frio intenso, que prejudicou a adubação e dificultou o controle de ervas daninhas, a produção está surpreendendo. Até agora só colhi 20% da lavoura. Mas vamos esperar para ver o que vem pela frente. A produtividade está entre 8.000 e 8.500 quilos por hectare”, aponta o agricultor.

O arroz irrigado é hoje o cultivo mais importante da cidade, consolidando-se como base da produção agrícola local.

“Com as condições climáticas favoráveis registradas neste ano, a expectativa de colheita é bastante positiva. A cultura permanece forte nas áreas historicamente dedicadas ao arroz, e a missão é garantir que os agricultores continuem produzindo e ocupando essas áreas devido à atração de outros setores frente às terras”, completa a secretária de Agricultura e Expansão Urbana, Flávia Sehn.

A Secretaria destaca o futuro dessa cultura e tem a missão de garantir que os produtores continuem produzindo e ocupando essas áreas devido à ocupação de outros setores. A Secretaria também está fazendo o recadastramento de agricultores para conhecer melhor as áreas de produção e suas necessidades na expansão da cultura agrícola de Itajaí.

Ajuda da pesquisa

A ciência é uma grande aliada do produtor rural e tem papel fundamental no fortalecimento da rizicultura em Itajaí. Todo o trabalho de melhoramento do grão que chega ao campo começa muito antes da colheita, ainda no laboratório da Estação Experimental da Epagri, bem próximo aos arrozais.

O processo inicia logo cedo, com a seleção criteriosa das plantas que servirão como base para o cruzamento. Os pesquisadores escolhem uma planta “mãe”, que receberá o pólen de outra variedade. Como o arroz é uma planta autógama, ou seja, se autopoliniza, é necessário realizar a chamada emasculação, que consiste na retirada da parte masculina da flor. Esse procedimento impede a autofecundação e permite que a planta receba o pólen de outra linhagem previamente selecionada.

Antes disso, é feita uma espécie de ‘toalete’ na planta, retirando grãos ainda imaturos ou já fecundados, garantindo que apenas as estruturas viáveis participem do cruzamento. Em seguida, corta-se cerca de um terço do grão para possibilitar, com o auxílio de instrumentos específicos, a remoção da parte masculina, preservando apenas a parte feminina apta a receber o novo pólen.

“Esse trabalho minucioso, que exige técnica, conhecimento e precisão, é o que possibilita o desenvolvimento de plantas mais produtivas, mais resistentes a pragas e doenças e mais adaptadas às condições climáticas da região. É a ciência atuando diretamente para aumentar a qualidade do arroz, fortalecer a produção e garantir mais segurança e renda ao agricultor”, explica a pesquisadora Cândida Manfio.

Feirão de Empregos da Navship com mais de 500 vagas em Navegantes

Com o objetivo de impulsionar a empregabilidade e fortalecer a economia local, a Prefeitura de Navegantes apoia a realização do Feirão de Empregos da Navship. O evento acontece neste sábado, dia 21 de fevereiro, na Praça de Lazer do bairro São Paulo, das 9h às 15h, e oferecerá mais de 500 vagas de trabalho imediatas para candidatos com 18 anos ou mais.

As oportunidades abrangem diversas funções no setor naval, com destaque para as vagas de Ajudante de Produção, Montador e Soldador, além de diversas outras frentes de atuação dentro da empresa. Esta é uma oportunidade estratégica para quem deseja ingressar em uma das maiores empresas da região ou dar um novo passo na carreira profissional.

Os interessados devem comparecer ao local com documento com foto, CPF, Carteira de Trabalho e, preferencialmente, com o currículo atualizado em mãos para facilitar o atendimento.Data: 21 de fevereiro de 2026 (Sábado)
Horário: Das 09h às 15h
Local: Praça de Lazer do Bairro São Paulo
Endereço: Rua João Manoel Gualberto, 398 – Bairro São Paulo
Requisitos: Ter 18 anos ou mais, documento com foto, CPF, Carteira de Trabalho

Texto: Melissa Peixeira

Negocia ISS BC/2026 oferece descontos de até 100% sobre juros e multas

Os contribuintes de Balneário Camboriú têm até 31 de março para aproveitar as condições especiais do Programa de Recuperação Fiscal Negocia ISS BC/2026. A iniciativa permite a regularização de débitos do Imposto sobre Serviços (ISS) contraídos até 31 de dezembro de 2025, com remissões que chegam a 100% sobre juros moratórios e multas.

O programa abrange dívidas constituídas, inscritas em dívida ativa, ajuizadas ou com exigibilidade suspensa. O benefício de 100% de desconto é aplicado para pagamentos em cota única. Para quem optar pelo parcelamento, a redução é de 80% para pagamentos de duas a cinco vezes e de 60% para acordos entre seis e dez parcelas mensais.

Sobre cada cota incidem atualização monetária e juros de 1% ao mês. O valor mínimo por parcela corresponde a 50% da Unidade Fiscal Municipal (UFM) para pessoas físicas e 100% da UFM para pessoas jurídicas. O número máximo de parcelas é dez, desde que o vencimento da última não ultrapasse dezembro de 2026.

A secretária da Fazenda, Magda Bez, destaca que o objetivo é facilitar a regularização. “O Negocia ISS BC/2026 é uma nova oportunidade que a Prefeitura oferece aos contribuintes, proporcionando descontos atrativos para a regularização fiscal”, afirmou.

As adesões podem ser feitas pelo site www.bc.sc.gov.br ou presencialmente no Paço Municipal, das 12h às 17h. Para débitos em fase judicial, é necessário procurar o Executivo Fiscal para liquidar custas processuais e honorários.

Joinville ganha reforço estratégico no comércio exterior: a BMQ Group chega para simplificar a importação dos pequenos empresários

Joinville sempre foi sinônimo de indústria forte e empreendedorismo consistente. Mas existe um ponto que ainda trava muitos pequenos e médios empresários da região: a importação direta.
A burocracia assusta. O câmbio oscila. O desembaraço intimida. E a logística internacional parece território exclusivo de grandes empresas.


É nesse cenário que surge a BMQ Group, com uma proposta clara: tornar a importação acessível, segura e estratégica para o pequeno empresário.


À frente da empresa está André Queiróz, CEO com mais de 25 anos de experiência em comércio exterior. Profissional com trajetória consolidada em negociação internacional, logística, gestão de risco e estruturação de operações porta a porta — da origem no exterior até a entrega final.


A estrutura conta também com Bruna Ferreira, especialista em planejamento estratégico, responsável por organizar processos e garantir que cada operação seja conduzida com visão empresarial e eficiência. 
Operação completa, do exterior ao estoque
         
A BMQ Group atua no modelo full service:
• Prospecção e validação de fornecedores
• Negociação internacional
• Logística
• Desembaraço aduaneiro
• Nacionalização
• Entrega no endereço do cliente


Do primeiro contato com o fornecedor até o produto dentro da empresa, pronto para comercialização.
Comércio exterior como estratégia


Importar deixou de ser diferencial. Virou ferramenta de competitividade.


Com parcerias em todo o território nacional, a BMQ Group estrutura operações com segurança, previsibilidade e inteligência operacional.
Joinville ganha uma ponte direta com o mercado internacional — e empresários atentos sabem que quem compra melhor, cresce melhor.

 

Veja como ficam os salários na Câmara, Senado e TCU após reajuste

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nessa terça-feira (17/2), três projetos de lei que concedem reajuste salarial para servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU). As propostas foram sancionadas com vetos, inclusive aos penduricalhos que elevariam remunerações acima do teto constitucional, de R$ 46,3 mil mensais.

Os reajustes sancionados pelo presidente variam entre 8% e 9%, e valem para este ano de 2026. O aumento escalonado para 2027, 2028 e 2029 foi rejeitado. A justificativa do Planalto é de que a mudança descumpriria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Lula também chancelou o reconhecimento das três carreiras como típicas de Estado. O TCU terá a ampliação do número de cargos, a elevação dos níveis de funções de confiança e a exigência de nível superior para vagas.

O presidente também sancionou a substituição de gratificações de desempenho pela Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que é de natureza remuneratória e sujeita ao teto constitucional. O benefício corresponde ao percentual de 40% (mínimo) e 100% (máximo) sobre o vencimento básico do cargo ocupado pelo servidor.

Vetos
O presidente também vetou a chamada licença compensatória, que autorizaria a concessão de uma folga a cada três dias trabalhados. Esses períodos de descanso poderiam ser convertidos em pagamento em dinheiro, sem incidência de Imposto de Renda, o que abriria espaço para remunerações acima do teto constitucional do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 46.366,19.

A regra é semelhante ao que já existe no Judiciário e no TCU.

No Senado, o benefício seria destinado a servidores que exerçam “função relevante singular” ou que tenham “acúmulo de atividades extraordinárias”. De acordo com a proposta vetada, a medida alcançaria ocupantes de funções comissionadas ou cargos de assessoramento superior.

A licença no Senado colocaria em prática:

no mínimo, um dia de folga a cada 10 dias trabalhados;
no máximo, um dia de folga a cada três dias trabalhados;
Em vez da concessão do descanso, o Senado poderá optar pelo pagamento indenizatório da folga.
Na Câmara, a licença seria aplicada a servidores ocupantes de cargo efetivo que exerçam função comissionada de nível FC-4 ou superior. Segundo o texto, o objetivo seria compensar o exercício de função relevante singular e o acúmulo de atividades.

A proposta estabelecia, também, o direito a até um dia de folga a cada três dias trabalhados, limitado a 10 dias de descanso por mês. Assim como no Senado, as regras de concessão ainda serão regulamentadas por ato do presidente da Casa.

 

Quem tem direito ao seguro-desemprego? Veja como funciona e como o valor é calculado

Trabalhadores com carteira assinada que são demitidos sem justa causa têm direito a receber o seguro-desemprego. O benefício prevê o pagamento de três a cinco parcelas, dependendo do período trabalhado.

Tem direito ao seguro-desemprego:

o trabalhador (incluindo o doméstico) que atuou em regime CLT e foi dispensado sem justa causa, inclusive em dispensa indireta – quando há falta grave do empregador sobre o empregado, configurando motivo para o rompimento do vínculo por parte do trabalhador;
quem teve o contrato suspenso em virtude de participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador;
o pescador profissional durante o período defeso;
o trabalhador resgatado da condição semelhante à de escravo.
Não é permitido receber qualquer outro benefício trabalhista em paralelo ao seguro nem possuir participação societária em empresas.

Se o trabalhador consegue um emprego com carteira assinada logo após a demissão ou durante o recebimento do seguro-desemprego, ele perde direito ao benefício.

Como funciona e quanto tempo dura?
O trabalhador recebe entre 3 e 5 parcelas, dependendo do tempo trabalhado.

São 3 parcelas do seguro-desemprego se comprovar no mínimo 6 meses trabalhados; 4 parcelas se comprovar no mínimo 12 meses; e 5 parcelas a partir de 24 meses trabalhados.

Para solicitar o seguro-desemprego pela primeira vez, o profissional precisa ter atuado por pelo menos 12 meses com carteira assinada em regime CLT. Para solicitar pela segunda vez, precisa ter trabalhado por 9 meses. Já na terceira e demais, no mínimo 6 meses de trabalho. O prazo entre um pedido e outro deve ser de, pelo menos, 16 meses.

Como é calculado o valor do seguro-desemprego?
O valor do seguro-desemprego varia atualmente de R$ 1.212 a R$ 2.106,08. O benefício máximo é pago aos trabalhadores com salário médio acima de R$ 3.097,26.

Os valores valem para os benefícios que ainda serão requeridos e também para os que já foram liberados – nesse caso, serão corrigidas as parcelas que faltam e que forem emitidas a partir da entrada em vigor do reajuste.

O valor recebido é calculado a partir da média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão. No entanto, o valor da parcela não pode ser inferior ao salário mínimo vigente (R$ 1.212). 

Como solicitar o seguro-desemprego?
O seguro-desemprego pode ser solicitado diretamente pelos seguintes meios:

Pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital - disponível para download na versão Android ou versão iOS;
Pelo portal www.gov.br;
Pelo telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita de telefone fixo de todo o país.
Documentação necessária:

Documento do Requerimento do Seguro-Desemprego (recebido pelo empregador no momento da dispensa sem justa causa); e
Número do CPF.

 

 

Havan, de Luciano Hang, cresce 16% e fatura R$18,5 bilhões em 2025

Balanço de 2025 com números significativos aponta que o grupo Havan, liderado pelo empresário Luciano Hang, teve o melhor desempenho de sua história, registrando crescimento em todos os indicadores, com recordes de faturamento, fluxo de clientes e lucro,.

Durante o ano0 de 2025, a Havan inaugurou sete megalojas e ampliou a presença no varejo nacional com seu faturamento chegando a R$18,5 bilhões, um crescimento de mais de 16% em relação a 2024 e a maior marca já registrada pela empresa. O resultado reflete o aumento do número de clientes e o desempenho das vendas ao longo do ano.

O grande destaque do ano foi o lucro líquido, que atingiu R$ 3,5 bilhões. Para Luciano Hang, os números confirmam a força da cultura da empresa e o empenho das pessoas que fazem parte do negócio.


“Foi um ano com muitos obstáculos, mas conseguimos com muito trabalho e resiliência superar os desafios. Na Havan, sempre acreditamos que lucro e alegria caminham juntos. Não buscamos o lucro a qualquer custo. Mas, quando colocamos esses dois valores lado a lado, os resultados aparecem. E 2025 foi um ano para comemorar”, afirmou.

Segundo Hang, o desempenho recorde é fruto do trabalho conjunto de colaboradores, fornecedores e clientes. “Batemos recordes de faturamento, de fluxo de clientes e tivemos o maior lucro da nossa história. Isso é fruto do empenho da nossa equipe, da parceria com fornecedores e da confiança dos clientes. Foi um ano extraordinário”, avalia Hang.

Com os resultados de 2025, a empresa já projeta metas ainda mais ousadas para 2026, quando completa 40 anos de história. A expectativa é chegar a 200 megalojas, estar presente em todos os estados brasileiros, alcançar 25 mil colaboradores e atingir faturamento de R$22 bilhões.

“Em 2026, a Havan completa 40 anos, e queremos celebrar essa trajetória com ainda mais crescimento. As metas são ambiciosas, como sempre foram, mas temos um time preparado. Nosso objetivo é continuar levando alegria, gerando emprego e desenvolvimento por todo o Brasil”, conclui Luciano Hang.

Abono salarial começou a ser pago na segunda

Os trabalhadores nascidos em janeiro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta segunda-feira (16) o abono salarial . Neste primeiro lote, serão liberados R$ 2,5 bilhões para cerca de 2 milhões de beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024. O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote
Do total de contemplados em fevereiro:

     1,8 milhão são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 2,29 bilhões;

     217,2 mil são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, no total de R$ 301,9 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial
Tem direito ao benefício o trabalhador que:

     está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

     trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

     recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

     teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito
Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

     a Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

     crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

     depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

      com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

      nas agências, com documento oficial com foto;

      sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

      crédito em conta bancária;

      transferência via TED ou Pix;

      saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar
Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

      aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

      portal Gov.br;

      telefone 158 (Ministério do Trabalho);

      aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

      atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.

Lula já pagou este ano R$630 milhões em emendas parlamentares

A plataforma de transparência do Tesouro Nacional revela que o governo Lula (PT) já distribuiu R$630 milhões em 2026 para bancar emendas parlamentares. Desde o início do ano, que mal começou em Brasília, foram pagos mais de R$438 milhões em emendas parlamentares individuais e outros R$191 milhões bancaram as emendas de bancada. Deputados e senadores estavam em recesso até o início de fevereiro. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Emendas são recurso público que deputados e senadores destinam a municípios Brasil afora. Parlamentares indicam e o governo federal paga.

Há dez anos, sob o então presidente da Câmara Rodrigo Maia, o Congresso aprovou tornar o pagamento de emendas “impositivo”.

O governo é obrigado a pagar emendas “impositivas”, sem interferência política. Faz apenas avaliação técnica da ordem do parlamentar e paga.

Fim da escala 6×1 ameaça transporte, alerta CNT

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirmou nesta sexta-feira (13) que acompanha com atenção o debate sobre a possível mudança da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Em nota, a entidade declarou que o setor produtivo está aberto ao diálogo, mas defendeu que qualquer alteração seja conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o país.

Segundo a CNT, o transporte é uma atividade essencial e estratégica para a economia brasileira, responsável por assegurar o direito constitucional de locomoção e por viabilizar o deslocamento de bens e serviços em todo o território nacional. O setor opera de forma contínua, 24 horas por dia, garantindo a circulação de alimentos, medicamentos, insumos industriais e serviços públicos, além de sustentar áreas como saúde e educação.

A entidade alertou que a redução da jornada sem considerar as especificidades do transporte pode gerar impactos relevantes para toda a sociedade. De acordo com pesquisas do Sistema Transporte, há dificuldades significativas na reposição de mão de obra qualificada.

No Transporte Rodoviário de Cargas, levantamento da CNT de 2021 aponta que 65,1% das empresas relatam falta de motoristas profissionais, 19,2% enfrentam escassez de mecânicos e profissionais de manutenção, 15,1% têm dificuldade para contratar gerentes operacionais e 14,4% apontam carência de profissionais administrativos.

Já no Transporte Urbano de Passageiros, pesquisa de 2023 mostra que 53,4% das empresas enfrentam escassez de motoristas e 63,2% relatam falta de mecânicos e profissionais de manutenção. O estudo também indica problemas relacionados à qualificação (41,4%), baixa experiência (40,8%) e pouca atratividade da profissão (33,3%).

Para a confederação, reduzir a jornada em um cenário de déficit de trabalhadores pode ampliar a falta de profissionais, elevar custos operacionais e comprometer a regularidade dos serviços prestados à população.

Outro ponto destacado pela entidade é o impacto fiscal. A CNT argumenta que uma eventual mudança na jornada afetaria não apenas o setor privado, mas também a administração pública, podendo exigir novas contratações e aumentar despesas com pessoal em um contexto de restrição orçamentária.

A confederação defende que o tema seja tratado prioritariamente por meio de negociação coletiva, instrumento que permite ajustes conforme as necessidades específicas de cada setor, região e empresa, garantindo segurança jurídica e equilíbrio nas relações de trabalho. A entidade ressalta ainda que, nos segmentos onde a jornada 5×2 é viável, ela já é adotada.

Por fim, a CNT afirmou que está à disposição para contribuir tecnicamente com o Congresso Nacional e com o governo federal, defendendo que o debate seja conduzido com base em critérios técnicos e na proteção da sociedade, evitando decisões precipitadas que possam gerar impactos negativos ao país.

Escala 6x1: quem pagará a conta da jornada reduzida?

A indústria catarinense mantém o compromisso histórico de buscar a melhoria das condições de trabalho e o bem-estar de quem produz. No entanto, é preciso coragem para dizer o que muitos evitam: o debate sobre o fim da jornada 6x1 está sendo perigosamente contaminado por interesses eleitorais. Não se pode misturar uma mudança de tamanha magnitude estrutural com o oportunismo de quem busca popularidade digital ou dividendos nas urnas. O real interesse do Brasil — que é o crescimento sustentável — é muito diferente da pressa daqueles que visam apenas a próxima eleição.

Como já manifestado publicamente pelo setor produtivo em diversas oportunidades, redução da jornada sem redução de salários só é viável sob duas premissas fundamentais: o aumento real da produtividade e a livre negociação. A Reforma Trabalhista de 2017 já oferece os instrumentos para que empregadores e empregados ajustem suas realidades. Onde há tecnologia e escala, a redução já acontece de forma negociada. Contudo, em Santa Catarina, 86% dos trabalhadores industriais (806 mil pessoas) ainda operam em regime de 44 horas semanais. Isso não é uma "escolha" arbitrária dos empresários, mas o reflexo das duras condições competitivas a que estamos expostos.

O cenário internacional é de guerra comercial e protecionismo, simbolizado pelo "tarifaço" nos EUA e pela agressividade produtiva de gigantes asiáticos e vizinhos como o México, que mantêm jornadas de 48 horas ou mais. Alemanha, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Argentina e Uruguai permitem jornadas de 48 horas. A Suíça, de 50. Ignorar isso é condenar a indústria nacional. A CNI projeta um impacto de R$ 179 bilhões ao setor produtivo e de R$ 150 bilhões ao setor público, elevando o custo do emprego em 25%. O resultado? Alta nos preços ao consumidor, informalidade e, no fim das contas, o desemprego.

Por isso, pedimos a compreensão da sociedade para a complexidade deste tema, que não cabe em frases de efeito. Pedimos lucidez aos parlamentares: a gravidade do assunto exige responsabilidade técnica, não populismo. E convocamos os empresários para que nos apoiem no esclarecimento aos trabalhadores, políticos e opinião pública.

Não pode haver açodamento na aprovação de uma medida que ameaça a sustentabilidade dos negócios. Um debate com este impacto não pode ser embalado por conveniências eleitorais, sob o risco de hipotecarmos o futuro dos empregos formais no Brasil em troca de promessas que a conta da realidade jamais permitirá pagar.

Por Gilberto Seleme, presidente da FIESC. (foto: Filipe Scotti)

Lucro do Banco do Brasil cai quase pela metade em 2025 e fecha em R$ 20,7 bilhões

O Banco do Brasil divulgou nesta quarta-feira (11) um lucro líquido ajustado de R$ 20,69 bilhões em 2025, apresentando queda de 45,41% em relação aos R$ 37,90 bilhões registrados no ano anterior.

No 4º trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado foi de R$ 5,74 bilhões, uma redução de 40,08% comparado aos R$ 9,58 bilhões obtidos no mesmo período de 2024. Apesar da queda anual e trimestral, houve alta de 51% em relação ao 3º trimestre de 2025, quando o lucro somou R$ 3,79 bilhões.

O banco também registrou margem financeira bruta total de R$ 103,1 bilhões em 2025, sendo R$ 27,8 bilhões apenas no quarto trimestre.

Segundo a instituição, o desempenho foi impulsionado pela alta das receitas financeiras, especialmente nas operações de crédito com pessoas físicas, alinhadas à estratégia de diversificação do portfólio e ao aumento da representatividade do Crédito do Trabalhador. No total, foram desembolsados R$ 13 bilhões nesse segmento, reforçando a expectativa do banco de crescimento em linhas de crédito com melhor retorno ajustado ao risco, conforme destacou a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.

Para 2026, a projeção é de um lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, em meio à expectativa de manutenção do crescimento em crédito e receitas financeiras.

Pior janeiro da história: Inadimplência atinge 73,3 milhões de brasileiros em 2026

O início de 2026 registrou um cenário preocupante para o crédito no Brasil. Levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil mostra que 73,3 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado em janeiro, representando 43,9% da população adulta do país. O número marca uma alta de 9,4% em relação aos 68,8 milhões registrados no mesmo mês de 2025 e configura o pior janeiro da história do país.

Segundo o levantamento, cada consumidor inadimplente possuía, em média, dívidas de R$ 4.898,02 e mantinha débitos com aproximadamente 2,26 empresas credoras. A análise do perfil das dívidas mostra que quase 3 em cada 10 consumidores (30,65%) tinham valores de até R$ 500, percentual que sobe para 43,42% quando se consideram dívidas de até R$ 1.000.

A inadimplência apresenta maior concentração entre adultos jovens e no setor financeiro. A faixa etária de 30 a 39 anos concentra o maior número de negativados, com 17,87 milhões de pessoas, o que representa 52,71% da população dessa idade. A distribuição por gênero é equilibrada, com leve predominância feminina: 51,27% das devedoras são mulheres e 48,73% homens.

O levantamento também aponta diferenças regionais significativas. O Sul do país registrou o maior aumento no número de inadimplentes, com alta de 9,33% em relação a janeiro de 2025. Em seguida vêm as regiões Sudeste (8,89%), Norte (8,70%), Centro-Oeste (7,42%) e Nordeste (7,06%).

Especialistas apontam que o aumento da inadimplência reflete, entre outros fatores, o aumento do custo de vida, juros mais altos e o acúmulo de dívidas de final de ano. “O cenário indica que muitos brasileiros estão recorrendo ao crédito para despesas essenciais, mas o endividamento acumulado compromete a saúde financeira das famílias”, alerta um consultor financeiro.

O estudo reforça a necessidade de planejamento financeiro e atenção ao controle de gastos, especialmente para aqueles em faixas etárias mais afetadas. Para reduzir a inadimplência, analistas recomendam a renegociação de dívidas e o acompanhamento constante do orçamento doméstico, evitando o acúmulo de débitos com múltiplos credores.

Pagamentos de fatura da CASAN por Pix chegam a 38%

Foto: Acervo/Casan

A modalidade Pix passou a ser uma opção para pagamento de faturas da CASAN (Companhia Catarinense de Água e Saneamento) em junho de 2024 e, desde então, a adesão pelos consumidores vem crescendo. Em janeiro desse ano, o percentual de faturas pagas por Pix chegou a 38,23%. Esse crescimento se mostra compatível com a diminuição do pagamento em lotéricas.

Segundo a gerente Financeira da Companhia, Micheli Amaral Soares, o aumento reflete o compromisso da Companhia em oferecer mais praticidade e segurança aos consumidores. “O Pix trouxe agilidade ao processo de pagamento. É uma forma moderna, segura e instantânea de manter a conta em dia, com toda a credibilidade da CASAN garantida pelo sistema bancário oficial”, destaca Micheli.

Os pagamentos podem ser feitos escaneando o QR Code na fatura pelo aplicativo da instituição bancária de preferência. Após a leitura, o recebedor deve ser identificado como Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – CASAN, com o respectivo CNPJ e conta vinculada ao Banco do Brasil. Caso não apareçam essas informações, o consumidor deve interromper a transação e registrar o caso como fraude na Ouvidoria da CASAN, disponível no site www.casan.com.br.

O consumidor também pode quitar sua fatura utilizando o Portal de Pagamento da CASAN. O sistema oferece as opções de Pix, cartão de crédito (em até 24 vezes) e cartão de débito.

Contribuintes tem até domingo (15) para pagar IPTU com 20% de desconto

Encerra neste domingo (15) o prazo para o pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) com 20% de desconto à vista. Os carnês do IPTU 2026 estão disponíveis no site da Prefeitura de Itajaí. Os boletos também estão disponíveis para pagamento com 10% de desconto até 15 de março o pagamento a vista terá 10% de desconto e parcelas em 10 vezes, com o primeiro vencimento para 15 de março.
 
Para os cidadãos que pagaram o IPTU 2025 em dia, o Município de Itajaí ainda garante um desconto de 10% no valor do imposto. A fatura é gerada automaticamente e já é entregue aos contribuintes com o abono.
 
“Itajaí é uma das únicas cidades que premia o cidadão que pagou seu imposto em dia com um desconto de 10%. Além disso, temos os descontos para o pagamento em cota única antecipado”, destaca o secretário de Fazenda, Rodrigo Silveira.
 
Em 2026, a correção do valor do IPTU é baseada no IPCA acumulado entre novembro de 2024 e outubro de 2025, no valor de 4,68%. Além disso, alguns imóveis continuam com o aumento previsto na Planta Genérica de Valores de 2018, com reajustes limitados a 15% ou 20%, já considerando a correção do IPCA.
 
Os contribuintes podem acessar o site da Prefeitura ou comparecer à Praça do Cidadão para mais informações e esclarecimentos.
 

Operação Aulas Seguras: Imetro-SC fiscaliza mais de 13 mil itens em Santa Catarina

Fotos: Divulgação/Imetro-SC

Com o retorno às aulas, a atenção de pais e alunos se volta para o material escolar. Com o objetivo de evitar o risco da circulação de produtos fora dos padrões estabelecidos, fiscais do Instituto de Metrologia de Santa Catarina (Imetro-SC) realizaram, em janeiro, a operação Aulas Seguras que intensificou a fiscalização de itens que têm uma maior procura, nessa época do ano. 

Em Santa Catarina fiscais verificaram 13.230 itens, como lápis, caneta, caderno, borracha, cola, tinta, régua, tesoura e até cadeira e mesa de uso escolar.

Desse montante, quatro lotes de produtos foram reprovados, após exames finais em laboratório. A maioria das inconformidades detectadas refere-se a erros quantitativos (conteúdo inferior ao descrito no rótulo) ou dimensões fora do especificado. Foram encontrados problemas pontuais em pastas, colas líquidas e cadernos universitários.

O presidente do Imetro-SC, Alexandre Soratto, destaca os resultados positivos de Santa Catarina. “Como vem ocorrendo nos últimos anos, encontramos um alto índice de conformidade nos artigos escolares em nosso estado. Isso demonstra que o Imetro está no caminho certo, promovendo segurança para os estudantes, seguindo determinação do governador Jorginho Mello”, avalia o presidente, que reforça: “É importante que os pais busquem o Selo de Conformidade na embalagem no momento da compra, pois produtos fora do padrão podem oferecer riscos às crianças”.

Foco na prevenção de acidentes de consumo


Os produtos são analisados quanto ao atendimento às normas técnicas e aos requisitos mínimos de segurança. O Processo de Certificação de Produtos verifica aspectos como resistência, composição química, rotulagem e adequação ao uso infantil. O objetivo é prevenir riscos como cortes, perfurações, intoxicações, alergias e engasgamentos.

A presença do Selo de Conformidade do Inmetro na embalagem indica que o material escolar passou por avaliações técnicas antes de chegar ao consumidor, atendendo aos requisitos de segurança previstos nos regulamentos vigentes. Por isso, o selo é um importante aliado de pais e responsáveis na escolha de produtos mais seguros para o uso infantil.


O diretor de Fiscalização da Qualidade do Imetro-SC, Vinícius Moreira, lembra a importância da presença do Selo, tanto em produtos unitários ou em caixas com a quantidade maior de itens, como também, no comércio virtual. “Sites que comercializam artigos escolares devem exibir as informações acerca da certificação de forma clara e visível para a conferência do consumidor e dos órgãos de controle”, pontua.

Itens que devem conter o Selo do Inmetro:

De acordo com o regulamento vigente, 25 artigos escolares devem exibir o selo obrigatoriamente:

•          Apontadores e borrachas;

•          Canetas (esferográficas, rollers e hidrográficas);

•          Colas (líquidas ou sólidas) e corretores;

•          Giz de cera (exceto para quadro-negro);

•          Lápis (preto, grafite ou de cor) e lapiseiras;

•          Marcadores de texto;

•          Merendeiras, lancheiras e acessórios;

•          Pastas com aba elástica;

•          Réguas e tesouras de ponta arredondada;

•          Tintas escolares (guache, nanquim, aquarela, etc.);

•          Mobiliário (mesas e cadeiras escolares individuais).

Canais de Atendimento

Caso suspeite de irregularidades, o consumidor pode registrar denúncia na Ouvidoria do Imetro-SC pelo e-mail ouvidoria@imetro.sc.gov.br, pelo site oficial ou pelo telefone (48) 3664-4554. Em caso de acidentes de consumo, o relato deve ser feito ao Sinmac (Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo) no Portal de Serviços do Inmetro.

Porto de Itajaí conquista 1º lugar em desempenho ambiental no Prêmio ANTAQ 2025

O Porto de Itajaí conquistou o 1º lugar em desempenho ambiental na 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, na noite desta terça-feira (10), consolidando-se como referência nacional em gestão ambiental entre os portos públicos brasileiros.

A cerimônia foi realizada em Brasília e reconheceu o Porto de Itajaí na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental — Porto Público até 5 milhões de toneladas movimentadas”, entre as instalações do país.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, foi representado na solenidade pelo coordenador de Meio Ambiente da autoridade portuária, José Luís, que recebeu a premiação em nome da instituição.

O evento contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; do secretário nacional de Portos, Alex Ávila; do diretor-presidente da CODEBA, Antonio; e do diretor de Administração e Finanças, Luiz Humberto Lisboa, além de outras autoridades do setor.

Em nota, o superintendente destacou o significado da conquista:

“Esse prêmio confirma que é possível alinhar eficiência operacional e responsabilidade ambiental. O Porto de Itajaí tem atuado com planejamento, rigor técnico e compromisso permanente com a sustentabilidade. Esse resultado é fruto do trabalho coletivo da nossa equipe e reforça nosso papel no desenvolvimento sustentável da economia catarinense.”

O desempenho reconhecido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários é resultado de investimentos contínuos em monitoramento ambiental, gestão de resíduos, controle de emissões, cumprimento de condicionantes e adoção de boas práticas na operação portuária.

A atuação responsável do Porto também dialoga diretamente com o território. A Praia do Atalaia, em Itajaí, certificada com o selo internacional Bandeira Azul, simboliza a convivência possível entre atividade portuária, qualidade ambiental e uso sustentável da orla.

A conquista reforça o posicionamento do Porto de Itajaí como ativo estratégico para Santa Catarina, combinando competitividade logística com responsabilidade socioambiental.

Destaque do Porto de Itajaí no Prêmio ANTAQ 2025

Na 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, o Porto de Itajaí conquistou o 1º lugar na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental — Porto Público até 5 milhões de toneladas movimentadas”.

O reconhecimento é resultado do Índice de Desempenho Ambiental (IDA), que avalia critérios como gestão ambiental, controle de impactos, monitoramento, cumprimento de exigências legais e adoção de práticas sustentáveis nas administrações portuárias brasileiras.

SECOM 
PORTO DE ITAJAÍ

ARTIGO: A verdade é aliada do agronegócio

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

 
A circulação acelerada de informações, potencializada pelo ambiente digital, impôs à sociedade contemporânea um desafio que extrapola o campo da tecnologia e alcança a esfera ética, econômica e institucional: o combate sistemático à desinformação. No caso do agronegócio brasileiro, setor estratégico para a segurança alimentar, para a geração de empregos e para o equilíbrio da balança comercial, as notícias falsas produzem efeitos particularmente nocivos, pois distorcem percepções, fragilizam reputações e comprometem decisões públicas e privadas baseadas em dados equivocados.


As entidades de representação e defesa do setor primário da economia (como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e todas as Federações estaduais) vêm alertando sobre a transmissão intencional de mentiras na forma de narrativas simplificadoras e frequentemente ideologizadas, disseminadas com o objetivo de desqualificar a produção agropecuária nacional. 


Atribui-se ao campo, de forma leviana, a responsabilidade exclusiva por problemas complexos, como mudanças climáticas, insegurança alimentar ou crises ambientais, ignorando-se deliberadamente o arcabouço legal, científico e tecnológico que orienta a atividade rural no Brasil. Afirmações como a suposta inexistência de controle sobre o uso da água na irrigação, a ideia de que a produção de grãos avança indiscriminadamente sobre áreas protegidas ou a falsa noção de que a pecuária brasileira opera à margem de qualquer critério de bem-estar animal são exemplos de construções retóricas que não resistem à uma análise minimamente fundamentada.


A desinformação, ao se propagar, compromete o diálogo social e mina a confiança entre o campo e a cidade. O produtor rural passa a ser visto como antagonista do interesse coletivo, quando, na realidade, é protagonista de avanços relevantes em produtividade sustentável, rastreabilidade, inovação genética, agricultura de precisão e adoção de práticas conservacionistas. Esse descompasso entre percepção e realidade gera prejuízos concretos, desde restrições comerciais baseadas em argumentos infundados até a formulação de políticas públicas dissociadas da realidade produtiva.


Combater as notícias falsas não significa negar a necessidade de aperfeiçoamentos contínuos ou de fiscalização rigorosa. Ao contrário, pressupõe transparência, acesso à informação qualificada e valorização do conhecimento técnico-científico. Exige, sobretudo, o fortalecimento do pensamento crítico, da educação midiática e da responsabilidade na produção e no compartilhamento de conteúdos. Instituições representativas, imprensa profissional, comunidade acadêmica e sociedade civil têm papel complementar nesse processo.


A FAESC utiliza todos os seus canais de comunicação para levar cotidianamente à sociedade informações verdadeiras, verificáveis e confiáveis sobre tudo o que envolve o universo rural, mas o enfrentamento da desinformação sobre o agronegócio é uma tarefa permanente, que demanda compromisso com os fatos, respeito à ciência e disposição para o diálogo. Defender a verdade sobre o campo brasileiro é defender o desenvolvimento sustentável, a soberania alimentar e o futuro de milhões de famílias que produzem com responsabilidade, sob uma das legislações ambientais mais exigentes do mundo. Trata-se de um dever institucional e cívico que não pode ser relativizado. 


José Zeferino Pedrozo - Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
 

 

Emprego: Quantum Engenharia abre vagas em 5 cidades de Santa Catarina

A Quantum Engenharia, empresa catarinense com mais de 35 anos de atuação no setor elétrico – incluindo Iluminação Pública, Energia Solar, Subestações, Telecomunicações e projetos de infraestrutura – está com novas vagas abertas em Santa Catarina. As oportunidades contemplam diferentes áreas e operações da empresa nos municípios de Florianópolis, Joinville, Itajaí, Navegantes e Palhoça (confira a lista abaixo). 
Com presença em todo o Brasil e referência em soluções de engenharia, a Quantum segue em expansão, reforçando equipes que atuam em projetos de iluminação pública, obras e logística. A empresa também integra importantes Parcerias Público-Privadas (PPPs) de iluminação, sendo reconhecida por eficiência, inovação e compromisso com práticas ESG. Confira as vagas abertas:

Confira as vagas abertas:
QLuz Palhoça (SC):
• Eletricista de Iluminação Pública

IP Florianópolis (SC):
• Eletricista de Iluminação Pública
• Auxiliar de Almoxarifado

QLuz Itajaí (SC):
• Eletrotécnico

QLuz Joinville (SC):
• Auxiliar de Almoxarifado

IP Navegantes (SC):
• Eletricista de Iluminação Pública


IMPORTANTE:
Os interessados devem enviar o currículo pelo WhatsApp (48) 99616-0488, informando o nome da vaga e a cidade no início da mensagem (exemplo: Vaga: Eletricista – Florianópolis).

 

Aeroporto Internacional de Navegantes deve receber mais de 38 mil passageiros no Carnaval

O Aeroporto Internacional de Navegantes (NVT) projeta movimentação de mais de 38 mil passageiros durante o feriado de Carnaval. A estimativa considera o período entre os dias 13 e 18 de fevereiro, quando o terminal deve registrar um crescimento de aproximadamente 12% no fluxo de viajantes em comparação ao Carnaval de 2025.
No ano passado, cerca de 34 mil passageiros passaram pelo aeroporto. Para 2026, além do aumento no número de pessoas circulando pelo terminal, a expectativa é de uma operação ainda mais intensa, com 255 pousos e decolagens programados, 6% a mais que mesmo período do ano anterior, ao longo dos seis dias de feriado prolongado.
Administrado pela Motiva, o Aeroporto de Navegantes é o principal acesso aéreo ao Litoral Norte de Santa Catarina, atendendo cidades como Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema, Brusque, Blumenau e Penha, destinos que tradicionalmente registram grande procura durante o Carnaval.
Segundo o gerente do aeroporto, Wilson Rocha, o crescimento acompanha tanto a força turística da região quanto a evolução constante do terminal.
“O aumento na movimentação durante o Carnaval reflete a atratividade do Litoral Norte catarinense e o trabalho contínuo de aprimoramento do aeroporto. O terminal está em constante evolução, com melhorias focadas na experiência do passageiro, na eficiência operacional e na capacidade de atender com qualidade períodos de alta demanda, como os feriados prolongados”, afirma Wilson Rocha.
 
Recomendações aos passageiros
Para garantir uma viagem mais tranquila durante o feriado, a administração do Aeroporto de Navegantes orienta os passageiros a:
Realizar o check-in antecipadamente, preferencialmente de forma online; Chegar ao aeroporto com pelo menos 1h30 de antecedência para voos domésticos; Conferir previamente as regras de bagagem de mão e despacho junto à companhia aérea; Ficar atento aos horários de embarque e aos painéis de informação do terminal.
 
Sobre o Aeroporto de Navegantes: Fundado em 1970, é o principal acesso aéreo para o litoral norte de Santa Catarina, onde estão localizados a cidade de Balneário Camboriú e o parque Beto Carrero World, por exemplo. Possui grande relevância para o turismo e os negócios da região Sul do Brasil. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.
 
Sobre a Motiva: Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3. Mais informações à imprensa: imprensa.nvt@motiva.com.br

 

Entre plumas e paetês: Carnaval movimenta pequenos negócios criativos e fortalece economia local

Por Camila Vidal


Muito além da folia, o Carnaval brasileiro impulsiona uma ampla cadeia de pequenos negócios criativos apoiados pelo Sebrae, que atuam na produção de fantasias, adereços, moda autoral e na customização de abadás. Considerada um dos principais motores da economia criativa do país, a festa gera renda, empregos temporários e oportunidades de empreendedorismo em diferentes territórios, além de aquecer setores como turismo, comércio e serviços.

De acordo com levantamento do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR), vinculado ao Ministério da Cultura, a economia criativa responde por 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega cerca de 7,5 milhões de pessoas em mais de 130 mil empresas formalizadas. Segmentos como artes visuais, moda autoral, design, audiovisual, música,  e artes cênicas integram esse ecossistema que ganha ainda mais força durante o período carnavalesco.

Além do impacto econômico direto, o Carnaval também tem estimulado práticas mais sustentáveis entre empreendedores criativos. A reutilização de materiais, a customização de peças antigas e o uso de insumos recicláveis em fantasias e adereços vêm ganhando espaço, fortalecendo modelos de negócio alinhados à economia circular. Glitter biodegradável, tecidos reaproveitados e acessórios feitos a partir de resíduos têxteis já fazem parte da rotina de muitos pequenos produtores.

Economia criativa transforma a folia em oportunidade

Para o Sebrae, investir na profissionalização desses empreendedores é essencial para garantir que a festa continue sendo não apenas um espetáculo cultural, mas também uma poderosa engrenagem de desenvolvimento econômico e social.

O Carnaval é uma engrenagem estratégica da economia criativa brasileira. “O evento é de extrema importância para a economia criativa e, consequentemente, para os empreendedores do setor, porque envolve diretamente toda a cadeia produtiva. Estamos falando das fantasias, da dança, do enredo, da criatividade, da criação dos desfiles, sem contar o impacto positivo no turismo, nas hospedagens, bares, restaurantes e nos serviços em geral”, afirma Denise Marques, analista de Economia Criativa do Sebrae Nacional.

Segundo ela, a instituição oferece diversas soluções para apoiar os empreendedores criativos, como programas de capacitação, conteúdos digitais, ferramentas de gestão e aplicativos voltados para o microempreendedor individual.

"O Sebrae atua para fortalecer esses pequenos negócios, ajudando na gestão, na formalização e na ampliação de mercado." Denise Marques, analista de Economia Criativa do Sebrae

Um estudo da plataforma de comércio eletrônico Nuvemshop aponta que micro e pequenas empresas que vendem produtos para o Carnaval online faturaram R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2025, um crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024. Foram vendidos mais de 81 mil itens, volume 10% maior que do ano anterior.

Os acessórios lideraram as buscas, com destaque para brincos, bandanas e tiaras. Já a categoria “fantasia” superou R$ 700 mil em vendas, alta de 29%. Os abadás chamaram atenção pelo crescimento expressivo: o número de unidades comercializadas aumentou 3.000%.

Exemplos de sucesso diretamente de Brasília, do Rio de Janeiro e de Salvador mostram como o Carnaval é capaz de impulsionar pequenos negócios criativos em diferentes regiões do país, fortalecendo a economia local, promovendo sustentabilidade e valorizando a cultura brasileira.

Moda sustentável ganha espaço na folia

Em Brasília (DF), a empreendedora Giovana Dachi comanda a Gia Dachi Carnaval, marca que nasceu em 2017 — inicialmente com o nome Parangolés — com a proposta de criar roupas autorais que pudessem ser usadas para além dos dias de festa. Pioneira no uso de práticas sustentáveis no Carnaval, a marca aposta no upcycling e no reaproveitamento de tecidos descartados por grandes produções e pequenas confecções locais.

“O foco sempre foi trabalhar com retalhos selecionados, com bom acabamento e durabilidade. Começamos priorizando a compra de sobras têxteis e, com o tempo, toda a produção passou a ser feita a partir de descarte de tecido”, explica Giovana, formada em moda.

Ela destaca o crescimento do Carnaval da capital federal e o aumento da procura por peças autorais com viés sustentável. “É perceptível como a identidade carnavalesca de Brasília vem se consolidando, com consumidores buscando cada vez mais produtos criativos e conscientes. Estamos construindo essa cultura e sou entusiasta desse movimento”, afirma.

Ao longo da trajetória, a empreendedora contou com orientações do Sebrae para estruturar melhor a gestão do negócio, conciliando a criação artística com práticas empresariais.

Adereços autorais valorizam cultura popular

No Rio de Janeiro (RJ), o artesão Antenor Júnior, do ateliê Santuário Relicário, atua há 17 anos na produção de adereços voltados principalmente para os blocos de rua. Natural de Pernambuco, ele se inspira na cultura popular brasileira, com referências ao maracatu, frevo, Bumba Meu Boi e às tradições nordestinas.

“Criei a marca com o objetivo de valorizar e divulgar a cultura popular brasileira em todos os sentidos. No Carnaval, senti a dificuldade das pessoas encontrarem peças originais, que fugissem do industrializado, e resolvi oferecer esse diferencial”, conta.

Assistido pelo Sebrae Rio, Antenor afirma que as mentorias ajudaram no posicionamento da marca, na precificação e na gestão do negócio. Além disso, o artesão incorporou práticas sustentáveis ao reaproveitar materiais de fantasias antigas e peças doadas por clientes, transformando o que seria descartado em novos produtos criativos.

“O Carnaval é uma grande vitrine. É nesse período que muita gente conhece minha marca e continua comprando ao longo do ano, seja para festas juninas, peças religiosas ou coleções temáticas”, explica.

Customização de abadás gera renda e pertencimento cultural

Em Salvador (BA), a empreendedora Najara dos Santos Souza é fundadora da N Black – Moda Afrobrasileira, criada em 2005 após ela sofrer racismo em uma entrevista de emprego e decidir empreender por conta própria. Inicialmente voltada para bijuterias, a marca evoluiu para a moda autoral com foco em identidade, representatividade e criatividade.

Durante o Carnaval, Najara também se destaca com o serviço de customização de abadás, transformando as peças em criações exclusivas. “Muitas vezes, em dez dias de Carnaval conseguimos faturar o que levaríamos dois ou três meses para alcançar. Além disso, geramos emprego e renda para costureiras, artesãs e pequenos ateliês da comunidade”, afirma. A empreendedora destaca que a customização vai além do aspecto econômico.

É uma forma de pertencimento cultural. As pessoas querem sair bonitas, com a cara da folia, com uma peça única. Isso faz parte da identidade visual do Carnaval de Salvador.

Najara dos Santos Souza, empreendedora

Com práticas sustentáveis incorporadas à produção, Najara reaproveita retalhos e materiais, destinando sobras para artesãs que produzem acessórios e outros itens. Parceira do Sebrae desde 2012, ela afirma que os cursos e orientações em gestão, precificação e planejamento foram fundamentais para o fortalecimento do negócio.

Brasileiros retiram R$ 23,5 bilhões da poupança em janeiro, o pior resultado em 12 anos

A Caderneta de Poupança registrou retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Banco Central. Apesar do resultado negativo, o volume de saques foi 10,3% menor do que o registrado no mesmo mês de 2025, quando a saída líquida de recursos somou R$ 26,2 bilhões.

No mês passado, os depósitos totalizaram R$ 331,23 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 354,74 bilhões, o que resultou no saldo negativo. De acordo com o Banco Central, janeiro não apresenta entrada líquida de recursos na poupança desde 2014.

Com o desempenho de janeiro, o estoque total aplicado na caderneta recuou. O volume de recursos depositados caiu de R$ 1,022 trilhão em dezembro para R$ 1,005 trilhão no fim de janeiro. Ainda assim, os rendimentos creditados aos poupadores no período somaram R$ 6,4 bilhões.

A rentabilidade da poupança varia conforme o patamar da taxa básica de juros, a Selic. Quando a taxa está acima de 8,5% ao ano, o rendimento é de 0,5% ao mês, acrescido da Taxa Referencial (TR). Já quando a Selic fica igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração passa a ser de 70% da Selic, também mais a TR.

Esse modelo de cálculo foi implementado em 2012 com o objetivo de evitar que a poupança se tornasse mais atrativa do que outros investimentos em períodos de juros baixos, o que poderia interferir na condução da política monetária.

Senac Santa Catarina lança nova unidade móvel de Tecnologia

O Senac Santa Catarina apresenta sua mais nova unidade móvel de Tecnologia da Informação e Gestão, um espaço educacional sobre rodas criado para levar conhecimento, inovação e tecnologia para diferentes regiões catarinenses, especialmente as mais afastadas das faculdades de Tecnologia e centros educacionais do Senac.

Com 15 metros de comprimento, 4,20 metros de altura com capacidade de extensão lateral automatizado para cerca de 62 metros quadrados, a carreta oferece a infraestrutura de um laboratório tecnológico completo, equipado para atender cerca de 20 pessoas sentadas, em cursos, feiras, ações comunitárias, eventos educacionais e programas em parceria com municípios e instituições locais.

“Entregamos à população mais uma unidade móvel, com estrutura preparada para oferecer diversas capacitações e demonstrar toda a competência do Senac na educação profissional. Além dessa, possuímos mais duas unidades: uma de Gastronomia, recém-adquirida e outra de Açougue e Panificação, recentemente reformada, que estão circulando por toda Santa Catarina”, comemora o Diretor Regional do Senac, Fabiano Battisti Archer.

Ambiente inovador com tecnologia de ponta

Pensada como um laboratório móvel, a nova unidade reúne recursos que permitem vivências práticas em áreas como programação, computação gráfica, criação digital, segurança de dados, impressão 3D, realidade virtual, inteligência artificial, drones, design, audiovisual e diversas outras frentes estratégicas da tecnologia contemporânea.

“É mais uma conquista para o Senac. A unidade móvel é mais do que um veículo, é um hub de conectividade itinerante que concretiza a nossa missão de fazer a tecnologia circular e oferecer soluções para os problemas onde eles realmente acontecem. Demonstra todo o nosso compromisso com a sociedade em ampliar as possibilidades na área de TI”, diz Juliano Vieira, coordenador do Eixo de Tecnologia da Informação do Senac. 

A carreta possui infraestrutura completa para acolhimento dos estudantes, com climatização de alta capacidade, elevador para Pessoa com Deficiência (PCD), iluminação em LED e persianas para controlar a luminosidade, permitindo a criação de cenários diversos, bancadas de trabalho, mesas modulares em diferentes formatos e armários para organização dos equipamentos. 

Entre os equipamentos embarcados estão:

  • 21 notebooks de alto desempenho
  • 10 mesas digitalizadoras para ilustração e design
  • 10 óculos de realidade virtual com controladores
  • 02 drones com câmera 4K para captação aérea, mapeamento e produção digital
  • 02 impressoras 3D e cortadora a laser
  • 01 impressora colorida multifuncional
  • 02 câmeras profissionais e tripés
  • lousa digital interativa de 65” e duas Smart TVs de 75”
  • Wi-Fi via satélite, garantindo conexão mesmo em regiões remotas
  • sistema de som e espaços de demonstração
  • fones de ouvido e demais periféricos.

“Com projeto elaborado pelo Departamento Nacional, cada detalhe foi planejado para garantir segurança, conforto e funcionalidade, acompanhando os rigorosos padrões técnicos do Senac”, garante Diego Casasanta Mostaço, Analista de Patrimônio do Senac, responsável técnico pelo recebimento, conferência e montagem da unidade móvel.

Governo do Estado avança na duplicação da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba

Fotos: Divulgação/SIE

Obra integra o Programa Estrada Boa e já alcança 25% de execução em um dos trechos mais aguardados do Norte catarinense

A duplicação da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba, uma das obras rodoviárias mais esperadas pela população do Norte de Santa Catarina nas últimas décadas, segue em ritmo contínuo dentro do Programa Estrada Boa, o maior conjunto de investimentos rodoviários da história do Estado.

O trecho em obras compreende 15,15 quilômetros de extensão, iniciando no km 32+400 e se estendendo até o km 47+550. O investimento contratado é de R$ 238.467.067,04, consolidando a importância estratégica da rodovia para a mobilidade regional, o escoamento da produção industrial e agrícola e a segurança dos usuários.

Atualmente, a obra registra aproximadamente 25% de execução global, com frentes de trabalho distribuídas ao longo do traçado. Os principais avanços por etapa são:

Terraplenagem: 65% concluída
Pavimentação: 15% executada
Drenagem: 17% realizada
Obras de Arte Correntes (bueiros, galerias e dispositivos estruturais): 40% concluídas
Os serviços de terraplenagem, que representam uma das fases mais complexas da duplicação, estão em estágio avançado, permitindo a preparação das plataformas que receberão as novas pistas. Paralelamente, as equipes atuam na implantação dos sistemas de drenagem, fundamentais para a durabilidade do pavimento e a segurança viária, além da execução de dispositivos estruturais ao longo do trecho.

Para o secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, a obra simboliza uma virada de padrão nos investimentos rodoviários do Estado.

“A duplicação da SC-108 é uma resposta concreta a uma demanda histórica da região. Estamos falando de um corredor estratégico para a indústria, para o agronegócio e para milhares de trabalhadores que utilizam essa rodovia todos os dias. O Programa Estrada Boa veio justamente para tirar do papel obras estruturantes como esta, com planejamento, responsabilidade técnica e foco em segurança viária e desenvolvimento regional”, destaca o secretário.


A duplicação da SC-108 representa um marco para o Norte catarinense, atendendo a uma reivindicação que se arrasta há mais de 25 anos. A rodovia é eixo fundamental de ligação entre municípios industriais e polos logísticos, além de integrar rotas que conectam o Vale do Itapocu ao Médio Vale do Itajaí.

Com o Programa Estrada Boa, o Governo de Santa Catarina promove uma transformação sem precedentes na malha rodoviária estadual, priorizando obras estruturantes, ampliação de capacidade, restaurações profundas e elevação dos padrões de segurança. A duplicação da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba é um dos exemplos mais emblemáticos desse novo ciclo de investimentos.

 

Nos últimos dois anos, abertura de pequenos negócios do mercado pet cresceu 22% no país

Por Camila Vidal


O mercado pet continua aquecido no país. Entre os anos de 2023 e 2025, houve um aumento de 22% no número de pequenos negócios criados para atender diversos tipos de tutores de animais. Apenas nesse período foram abertos mais de 41,6 mil pequenos negócios desse segmento, de acordo com levantamento do Sebrae feito com base nos dados da Receita Federal. Em 2023, foram 12,7 mil aberturas. Já em 2024, 13,3 mil e, em 2025, 15,5 mil. Desse total, cerca de 91% são microempreendedores individuais (MEI).

Uma das justificativas para esse aumento é o crescimento anual de 2,5% de donos de gatos, que cuidam de uma população de aproximadamente 30 milhões de felinos e já se consolidam como o segmento pet que mais cresce no país.

De acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), o mercado pet brasileiro movimenta cerca de R$ 77 bilhões, com forte avanço nas categorias premium e especializadas, e o número de gatos no Brasil já representa 19% da população pet nacional, com crescimento superior ao de cães nos últimos anos. O dia 17 de fevereiro é comemorado como o Dia Internacional do Gato.

O cenário abre oportunidades estratégicas para micro e pequenos negócios especializados em produtos premium, serviços cat friendly, bem-estar animal e soluções criativas voltadas ao público “gateiro”. Para o Sebrae, esse contexto reforça o protagonismo dos pequenos empreendedores no setor.

" O pequeno pet shop de bairro não é coadjuvante, ele é protagonista, pois consegue conquistar mercado e pulverizar oportunidades, com inclusão e novas oportunidades." Décio Lima, presidente do Sebrae

Diferenciais competitivos

O Sebrae atua como parceiro estratégico do setor pet desde 2015, com foco crescente no segmento felino. “O Sebrae está presente em todo país para dar apoio na gestão eficiente, padronização de processos, capital humano e estímulo às oportunidades”, afirma o presidente do Sebrae.

Entre as frentes de apoio estão as trilhas de capacitação em finanças, precificação, controle de estoque, marketing digital e gestão estratégica, além de orientações específicas para negócios cat friendly. O Sebrae explica que o tutor de gatos tem hábitos de consumo muito distintos. Ele busca ambientes tranquilos, atendimento especializado e um mix de produtos pensado para o bem-estar do animal.

A chamada “ascensão felina” está associada à verticalização das cidades e à mudança no estilo de vida das famílias. Estudos acompanhados pelo Sebrae, em parceria com instituições como o Instituto Pet Brasil (IPB) e a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), indicam crescimento contínuo nas categorias de alimentação funcional, saúde preventiva, enriquecimento ambiental e produtos premium para gatos.

Empreendedorismo na prática

Em Brasília, a empresária Mariana Eduarda Brod, proprietária do Betina Cat Café, acompanha de perto essa transformação. Referência na capital federal, o empreendimento aposta em um modelo de negócio totalmente voltado ao público gateiro, oferecendo uma experiência imersiva de convivência com gatos e campanhas de adoção.

"O mercado cresce ano após ano. As pessoas estão adotando mais gatos, e aquele antigo preconceito de que o gato não é companheiro está ficando para trás." Mariana Eduarda Brod, empresária

Segundo ela, o foco exclusivo em felinos se tornou diferencial competitivo. “O gateiro se sente representado. Aqui é um espaço pensado só para quem ama gatos. Isso cria identidade, pertencimento e fidelização”, diz.

Além do conceito, o negócio também integra práticas sustentáveis, como uso de granulado sanitário biodegradável, redução de plástico, embalagens de papel e apoio a projetos de reciclagem e castração de animais de rua. “A causa animal, a sustentabilidade e o empreendedorismo caminham juntos”, destaca.

Especialização como estratégia

Já em São Paulo, o empresário Décimo Baccarini Neto, fundador da Raça & Ração, atua há 21 anos no mercado pet e vê o segmento felino como uma das maiores oportunidades atuais. “O tutor de gatos está mais informado, mais exigente e disposto a investir em qualidade. Por isso, a especialização virou estratégia de crescimento”, afirma.

O negócio investe em orientação técnica, curadoria de produtos voltados ao bem-estar animal e práticas sustentáveis, como o uso de energia solar e a reciclagem de embalagens, acompanhando a crescente demanda do mercado felino por qualidade, responsabilidade ambiental e atendimento personalizado. Para a empresa, a profissionalização da gestão e o apoio institucional são decisivos para transformar a paixão por animais em um negócio sustentável e preparado para crescer.

O uso de energia solar, reciclagem de embalagens e fornecedores alinhados a boas práticas ambientais também fazem parte do cotidiano da empresa. “No atendimento ao público felino, esse cuidado é ainda mais valorizado. Sustentabilidade deixou de ser discurso e virou diferencial competitivo”, observa Neto.

Sebrae dá orientação para MEI que quer vender para órgãos públicos

Por Rafael Baldo


Atenção, microempreendedores individuais (MEIs) interessados em prestar serviços para órgãos públicos. O Sebrae oferece conteúdos exclusivos para ampliar as chances de conseguir contratos pela plataforma Contrata+Brasil, que permite que MEIs ofereçam seus serviços diretamente a órgãos públicos sem licitação formal.

Lançado em fevereiro de 2025, o Contrata+Brasil é o comércio eletrônico público do Brasil, uma iniciativa do governo federal que contribui para o fortalecimento da economia local. Diferente dos processos de licitação tradicionais, que podem ser longos e complexos, esta plataforma permite que órgãos públicos encontrem fornecedores de maneira simples e rápida.

A plataforma conecta órgãos públicos a MEIs para a execução de serviços de manutenção e pequenos reparos. São 47 serviços, incluindo pintura, alvenaria, carpintaria, entre outros, com processos mais ágeis e menos burocracia. Segundo o coordenador nacional de compras públicas e acesso a crédito do Cidade Empreendedora, Hudson Costa, as possibilidades da plataforma se expandiram no fim de 2025.

Em novembro do ano passado foi disponibilizada a possibilidade de aquisição de alimentos com recursos do PAA (Programa de Aquisições de Alimentos), incluindo produtos da agricultura familiar. Nesse segmento, podem participar cooperativas, associações, agricultores familiares, supermercados e empresas que vendem alimentos. Isso amplia a possibilidade de participação das MPEs.

Hudson Costa, coordenador nacional de compras públicas do Sebrae

Para se preparar, o microempreendedor pode aprender a prestar serviços ao governo com o curso Contrata Mais Brasil na prática: guia para o MEI, do Portal Sebrae. Além de aprender o que é a plataforma Contrata+Brasil, o curso ensina o que é necessário para acessá-la e como cadastrar propostas nas oportunidades divulgadas.

O curso possui certificado em formato digital, com verificação de autenticidade, além de ser gratuito. O Portal Sebrae oferece duas cartilhas complementares: um guia resumido com um passo a passo e um material sobre precificação dentro da plataforma.

Nova fase

Com a entrada do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o Contrata+Brasil avança ao apoiar escolas públicas na contratação de serviços de manutenção e pequenos reparos de forma simples. Para 2026, está prevista a integração do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o que permitirá que sejam realizadas também compras para a merenda escolar através da plataforma.

O Contrata+Brasil reúne cerca de 1,2 mil órgãos públicos, mais de 7,8 mil profissionais cadastrados e já viabilizou o pagamento de mais de R$ 13 milhões para fornecedores, movimentando economias das cidades brasileiras.

Acesse o Contrata+Brasil: http://www.gov.br/contratamaisbrasil

Desaceleração da produção industrial é sintoma de economia fragilizada, alerta CNI

A forte desaceleração da produção industrial, que cresceu 0,6% em 2025 ante alta de 3,1% em 2024, é sintoma de uma economia fragilizada. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), nesta terça-feira (3), refletem um ambiente marcado por juros altos, crédito restrito e gastos públicos em excesso, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI).   

"O país precisa reajustar a rota macroeconômica se quiser retomar um crescimento de forma sustentável, com criação de empregos e estabilidade fiscal. Caso contrário, o desempenho da indústria e dos demais motores da economia continuará oscilando, com anos muito positivos, tal como 2024, e outros bem abaixo do potencial", afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban. 

O presidente da CNI ressalta que o crescimento da produção industrial no ano passado foi determinado pela indústria extrativa, uma vez que a indústria de transformação voltou a cair, após um ano bom em 2024.

Vale lembrar que, depois de crescer 10,7% em 2024, as concessões de crédito desaceleraram drasticamente em 2025, subindo apenas 3,8%. Sensível ao custo do capital, a indústria segurou investimentos e fechou 84,2 mil empregos somente no segundo semestre do ano passado.  

“Os juros estratosféricos têm cobrado caro e, se isso não for revertido rapidamente, o quadro vai piorar em 2026", alerta Alban. Segundo estimativas da CNI, as concessões de crédito crescerão apenas 3,2%, - desempenho ainda pior do que o observado no ano passado.  

Do lado fiscal, os números também frustraram as expectativas. O déficit primário de R$ 61,7 bilhões e o crescimento real de 3,4% das despesas federais superaram as projeções da CNI, que previa déficit de R$ 54,2 bilhões e alta de 3,3% dos gastos, reforçando a trajetória de deterioração das contas públicas. 

Para Alban, os dados reforçam a necessidade de priorizar o corte de gastos para ajustar as contas públicas, em vez da estratégia equivocada de sufocar o setor produtivo com o aumento de carga tributária. As expectativas para 2026, no entanto, vão na contramão. De acordo com as projeções da CNI, o déficit primário deve chegar a R$ 75,2 bilhões e as despesas federais podem subir 4,6%, elevando a dívida bruta em relação ao PIB de 78,9% para 82,4%.

Americanas abre 60 vagas temporárias para a Páscoa em Santa Catarina

A Americanas, uma das principais empregadoras do País, abre mais de 5 mil postos de trabalho temporários para reforçar sua operação de Páscoa — considerada uma das maiores do Brasil e um dos principais eventos da companhia no ano. As inscrições podem ser feitas pela internet neste link até o dia 19/2 e a previsão das contratações é para o início de março. 
Em Santa Catarina, estão disponíveis 60 oportunidades para atuação nas cidades de Florianópolis, Balneário Camboriú, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Guaramirim, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça, São Bento do Sul, São José e Tubarão.
 
A companhia está em busca de pessoas com idade a partir de 18 anos, ensino médio completo e perfil dinâmico, ágil e resiliente para atuar nas mais de 1.400 lojas físicas da varejista. As oportunidades não exigem experiência prévia e os interessados devem ter disponibilidade para trabalhar até meados de abril, com possibilidade de efetivação. A Americanas incentiva a participação de candidatos de diferentes faixas etárias, incluindo profissionais 50+, reforçando seu compromisso com a diversidade e a inclusão. 
 
Entre as atividades estão o atendimento ao cliente, operação de caixa, organização de itens nas gôndolas e parreiras de ovos de Páscoa, além do suporte à operação dos pedidos feitos pelo site e app da Americanas com retirada em loja. Após a contratação, todos os temporários passarão por treinamentos, integração e ambientação nas unidades de trabalho lideradas por um time experiente que conduz diariamente essa grande operação do varejo. 
 
O processo seletivo acontece de forma online e presencial, com teste online e entrevista com a liderança. Além de salário compatível com o mercado, os contratados receberão benefícios como vale-refeição, seguro de vida e acesso aos cursos do Americanas Educa, plataforma de treinamentos da rede varejista. 


"A Americanas é referência nacional no evento de Páscoa, tanto para quem quer comprar os ovos e chocolates, quanto para quem procura uma recolocação profissional ou quem deseja ingressar no mercado de trabalho”, afirma Ana Paula Martins, Gerente de Gente & Gestão da Americanas. “Esse reforço na nossa operação é necessário para garantir a melhor experiência de compra para os nossos mais de 45 milhões de clientes, além de fortalecer nossa responsabilidade social como uma das grandes marcas empregadoras do Brasil”, completa. 
 
Sobre a Americanas - A Americanas é uma das maiores varejistas do Brasil, com quase 100 anos de história. A marca, amada pelos clientes, tem o propósito de resolver a vida das famílias brasileiras de maneira simples e descomplicada. A integração das cerca de 1.400 lojas, presentes em todos os estados do país, e a um e-commerce que complementa a experiência no físico, permite a realização de uma estratégia de vendas multicanal e eficiente, com foco na geração de caixa e rentabilidade. Essa geração de valor se reflete também no seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, além do impacto social com foco na redução das desigualdades.

UniFECAF promove Mutirão de Oportunidades em Navegantes (SC) com 2 mil vagas de emprego

Com o objetivo de aproximar jovens e adultos do mercado de trabalho e ampliar o acesso às oportunidades de empregabilidade na região, a UniFECAF, um dos centros universitários que mais crescem no país, realiza nos dias  , 5 e 6 de fevereiro (quinta e sexta-feira), o Mutirão de Oportunidades UniFECAF – Polo Navegantes, em Santa Catarina. 


A ação acontece das 13h às 21h, na quinta-feira e das 11hr às 20h30 na sexta-feira na Meia Praia, em Navegantes (SC), em uma área externa próxima ao Aeroporto Internacional da cidade, local que também recebe os jogos de vôlei responsáveis por movimentar o município.


Realizado em parceria com a Prefeitura de Navegantes, o evento conta ainda com o apoio da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e reúne, em um mesmo espaço, ações voltadas à empregabilidade, educação e bem-estar. Ao todo, serão disponibilizadas cerca de 2 mil vagas, entre oportunidades de emprego, estágio e programas de aprendizagem, oferecidas por empresas parceiras.


Segundo Marcel Gama, CEO da UniFECAF, a iniciativa integra um movimento nacional da instituição para fortalecer a empregabilidade nas regiões onde atua. “Quando criamos ações que conectam candidatos, empresas e educação, estimulamos um ciclo positivo de desenvolvimento regional. A cada edição do Mutirão, vemos jovens conquistando o primeiro emprego, profissionais em busca de recolocação e pessoas descobrindo novas possibilidades de futuro por meio da qualificação.”


Aberto ao público de todas as idades, o Mutirão tem como proposta aproximar a UniFECAF da comunidade local, incentivar a empregabilidade na cidade e oferecer ativações voltadas à saúde e à orientação profissional. Durante o evento, as empresas participantes contarão com estandes para divulgação das vagas e contato direto com os candidatos.


Além das oportunidades de trabalho, o público poderá participar de testes vocacionais, receber orientações sobre carreira e efetuar matrículas em cursos de graduação, reforçando o papel da educação como um caminho estratégico para o desenvolvimento profissional. 


Atenção ao acesso: o mutirão será realizado na área onde acontecem os jogos. Para entrar no espaço, é obrigatória a retirada gratuita do voucher no link abaixo:  https://www.sympla.com.br/evento/1-etapa-circuito-brasileiro-de-volei-de-praia-navegantes-sc/3269657?referrer=v . 

Link para inscrição: https://conteudo.unifecaf.com.br/mutirao-de-oportunidades-navegantes 

Sobre a UniFECAF
Um Centro Universitário com nota máxima (5) no MEC, reconhecida pela proposta inovadora de formação prática e conectada com o mercado de trabalho. Fundada em Taboão da Serra (SP), a instituição expandiu sua atuação para todo o Brasil por meio de cursos presenciais, EAD e semipresenciais, com infraestrutura moderna e uma metodologia centrada no aluno. Com mais de 10 anos de história, a UniFECAF já impactou milhares de estudantes em busca de crescimento pessoal e profissional. Seu ecossistema educacional inclui microcertificações digitais (badges), desenvolvimento de portfólios desde o início da graduação, trilhas de empregabilidade e parcerias com mais de 3 mil empresas. O índice de empregabilidade dos alunos chega a 90% ainda durante o curso. A missão da UniFECAF é transformar sonhos em realidade por meio da melhor experiência educacional, promovendo inclusão, inovação e formação com propósito.

Azimut Yachts exporta 15% da produção e transforma a América Latina em eixo estratégico de crescimento

Em um ano de maior cautela no comércio internacional, marcado por ajustes regulatórios e incertezas nas relações com a América do Norte, a Azimut Yachts, maior fabricante de iates de luxo do mundo e que mantém no Brasil o único parque fabril fora da Itália, teve a exportação como um pilar de sua estratégia em 2025. A unidade de Itajaí (SC) destinou ao exterior cerca de 15% da produção anual, percentual estável nos últimos três anos, tendo a América Latina como o principal vetor de crescimento internacional da filial brasileira.

A maior demanda por embarcações de luxo na América Latina, especialmente na Argentina, está associada à redução de custos e à simplificação do processo de compra no exterior. Medidas recentes adotadas pelo governo argentino diminuíram entraves à importação, reduziram etapas burocráticas e ampliaram a previsibilidade cambial, fatores decisivos para transações de alto valor. Para bens como iates, em que etapas como contrato, pagamento e prazo são extremamente relevantes, a combinação de menor incerteza regulatória, acesso mais funcional ao câmbio e custo financeiro tornou as operações mais viáveis. Nos demais mercados latino-americanos, as exportações avançam porque a combinação de regras comerciais previsíveis e rotas logísticas mais curtas a partir do Sul do Brasil reduz custo e encurta prazos de entrega.

“Exportar iates produzidos no Brasil significa operar uma indústria sofisticada, intensiva em engenharia, capital e mão de obra altamente qualificada. A fábrica de Itajaí atingiu um nível de maturidade que permite competir globalmente, com eficiência logística e previsibilidade. A América Latina se tornou estratégica porque reúne demanda consistente, proximidade geográfica e um ambiente de negócios que evoluiu de forma pragmática para viabilizar esse tipo de transação”, afirma Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts no Brasil.

A estratégia se materializa nos embarques recentes. Uma Azimut Fly 62, com quase 19 metros de comprimento, foi enviada para a capital argentina, enquanto uma Azimut Fly 58 seguiu para Punta del Este, no Uruguai, um dos principais pólos náuticos de alto padrão da região. O mesmo modelo já tem outra unidade em fase final de fabricação em Itajaí, com entrega programada para Cartagena, na Colômbia, em abril deste ano.

“Esses mercados tratam o iate não apenas como um bem de lazer, mas também como um ativo patrimonial. Para esse perfil de cliente, fatores como previsibilidade cambial, segurança jurídica, prazo de entrega e estrutura de pós-venda pesam tanto quanto design e performance. Hoje, a sede da Azimut Yachts no Brasil opera como uma plataforma regional de exportação, preparada para atender a América Latina com padrão global”, conclui Sisto.

Sobre a Azimut Yachts

Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut|Benetti, líder mundial na fabricação de iates de luxo, com matriz na Itália. Com suas coleções Atlantis, Verve, Magellano, Flybridge, S e Grande, oferece a maior variedade de iates de 40 a 120 pés. Presente em 80 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência, conta com uma fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações de 51 a 100 pés.

https://www.azimutyachts.com.br/ 

Desempenho e finanças da pequena indústria pioram em 2025, alerta CNI

O desempenho e as finanças das indústrias de pequeno porte — que representam 94,2% das empresas industriais — caíram em 2025 em relação a 2024. É o que mostra o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (2). 

Segundo a pesquisa, o índice de desempenho das indústrias de pequeno porte registrou média de 45,5 pontos no 4º trimestre do ano passado, contra média de 46,8 pontos no mesmo recorte do ano anterior. O resultado mostra que a atividade industrial desse segmento fechou o ano pior do que em 2024. 

Embora o índice que mede a situação financeira das pequenas indústrias tenha subido 0,5 ponto na passagem do 3º para o 4º trimestre de 2025, o indicador fechou o ano abaixo do patamar registrado no fim de 2024, apontando piora das finanças dessas empresas. 

“No ano passado, a indústria experimentou um cenário muito mais negativo e preocupante do que em 2024, quando houve um forte aumento da demanda por bens industriais e o setor mostrou um forte crescimento.”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

Para calcular o índice de desempenho, a CNI considera três variáveis: produção, utilização do parque industrial e número de empregados. Já o índice de situação financeira leva em conta a avaliação dos empresários sobre margem de lucro operacional, condições financeiras e facilidade de acesso ao crédito. Ambos vão de 0 a 100 pontos e, quanto maior o resultado, melhor o desempenho ou a situação financeira no período.

Alta carga tributária pressiona competitividade da pequena indústria
A elevada carga tributária foi apontada pelos empresários das pequenas indústrias como o principal problema enfrentado pelo setor no 4º trimestre do ano passado. O problema foi assinalado por 42,7% dos empresários da indústria de transformação e por 44,7% dos industriais da construção. 

“A elevada carga tributária tira competitividade das empresas, tanto na hora de exportar quanto na hora de competir com importados. Soma-se a isso a complexidade do nosso sistema tributário, que amplia esse problema”, explica Marcelo Azevedo. 

Em segundo lugar do ranking de principais problemas da pequena indústria de transformação aparece a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, com 29,2%; no caso da pequena indústria da construção, é a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada que ocupa a segunda posição do ranking, com 30,9%. 

As taxas de juros elevadas aparecem em terceiro lugar na lista das preocupações para ambos os segmentos, com 27,6% e 30,9% das assinalações. 

Falta de confiança persiste
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da pequena indústria permaneceu em 47,9 pontos na passagem de dezembro de 2025 a janeiro de 2026. Com isso, o indicador chegou a 14 meses abaixo da linha de 50 pontos, refletindo um quadro de pessimismo persistente entre os empresários desse segmento. 

Os empresários também estão cautelosos quanto ao futuro. O índice de perspectivas, que pondera a expectativa de demanda/atividade, número de empregados e intenção de investimento nos próximos seis meses, registrou 47,4 pontos em janeiro de 2026, abaixo dos 48,2 pontos observados no mesmo mês do ano passado. 

Sobre o PPI
O Panorama da Pequena Indústria (PPI) é uma publicação trimestral feita a partir dos resultados da Sondagem Industrial, Sondagem Indústria da Construção e Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). 

Juros punitivos, baixa demanda e alta das importações seguraram crescimento da indústria em 2025

A perda de ritmo da atividade industrial em 2025 teve como principais responsáveis os juros altos, a demanda interna insuficiente e o aumento das importações, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3), a produção industrial cresceu apenas 0,6% no ano passado - uma forte desaceleração frente à alta de 3,1% em 2024.

O resultado só não foi pior por causa do desempenho da indústria extrativa — segmento que compreende atividades como mineração e extração de petróleo e gás natural —, cuja produção cresceu 4,9% em 2025. A alta ajudou a compensar a queda de 0,2% da indústria de transformação, segmento responsável por transformar matérias-primas em produtos, e que abrange a fabricação de alimentos, vestuário, veículos, eletrônicos, entre outros. Vale lembrar que a indústria de transformação vinha de crescimento de 3,7% em 2024.

Desaceleração acompanha aperto dos juros
A desaceleração industrial se deu a partir do segundo semestre de 2024, período em que o Banco Central iniciou o ciclo de aumento da taxa Selic. Depois de crescer 2,3% no primeiro semestre daquele ano, a indústria de transformação subiu 1,8% no semestre seguinte. A continuidade do aperto nos juros, que chegou a 15% na metade do ano passado, resultou em queda de 0,4% na produção do segmento no primeiro semestre de 2025 e em recuo de 0,8% no segundo semestre do mesmo ano.

“O patamar punitivo da taxa Selic encareceu o crédito ao setor produtivo, que segurou investimentos, e reduziu o apetite dos consumidores por produtos industriais. O prejuízo causado pelos juros altos é enorme: em 2024, com a Selic menor, a demanda doméstica por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais do que a demanda registrada até novembro de 2025”, pontua Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI.  

O enfraquecimento da demanda encontra respaldo nos dados da Sondagem Industrial da CNI. Segundo os empresários industriais, os estoques ficaram acima do planejado durante o segundo semestre do ano passado.

Além dos impactos negativos dos juros, a indústria teve que lidar com o aumento das importações. As compras de bens de consumo, bens de capital e bens intermediários saltaram 15,6%, 7,8% e 5,6% em 2025, capturando parcela relevante do mercado interno.

O cenário adverso impactou o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da CNI, que teve o pior janeiro em 10 anos. Com isso, o indicador completou 13 meses abaixo da linha de 50 pontos, caracterizando quadro persistente de falta de confiança.

A falta de confiança, vale lembrar, faz com que os empresários deixem de investir, produzir e contratar, prejudicando o crescimento da indústria em 2026 e, consequentemente, da economia brasileira.

Vendas de veículos novos caem 0,38% em janeiro, diz Fenabrave

As vendas de veículos novos no Brasil caíram 0,38% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa as concessionárias, em janeiro foram comercializadas 170,5 mil unidades de veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em relação a dezembro, a queda foi de 38,96%.
Considerando-se o emplacamento de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos), o mercado de veículos começou o ano em trajetória positiva, com crescimento de 7,42% na comparação com o mesmo mês do ano passado, mesmo contando com um dia útil a menos. No total foram emplacados 366.713 veículos.

Na comparação com dezembro de 2025 houve retração de 25,54%, considerada típica do primeiro mês do ano por causa do período de férias e do menor ritmo da atividade econômica.

Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho do setor em janeiro demonstra a resiliência da demanda brasileira por veículos novos, embora o ambiente de crédito ainda permaneça enfrentando dificuldades em função das taxas de juros elevadas.

O resultado confirma que o setor inicia 2026 com bases consistentes. Mesmo com menos dias úteis na comparação anual, observamos crescimento real do mercado, o que demonstra manutenção da demanda, disse, em nota.

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Motocicletas
O melhor desempenho entre os veículos continua sendo observado no segmento de motocicletas, que apresentou crescimento de 17,49% em janeiro na comparação a janeiro do ano passado e queda de 7,57% em relação a dezembro. O crescimento na comparação anual, informou a Fenabrave, se deve principalmente ao fato de que as motocicletas estão sendo procuradas para serviços de entrega e também como alternativa de mobilidade individual.

Outro fator que contribui para o aumento de vendas das motocicletas é a ampliação do uso do consórcio como modalidade de aquisição. O segmento de motocicletas mantém trajetória consistente de expansão. Trata-se de um movimento ligado a mudanças no perfil de mobilidade e no comportamento do consumidor, disse Arcelio Junior.

Caminhões
Já o mercado de caminhões iniciou o ano em retração de 34,67% (em relação a janeiro), ainda sem refletir o impacto do Programa Move Brasil, que oferece crédito para a compra de caminhões. Segundo a Fenabrave, o resultado desse programa só deverá começar a ser observado nos próximos meses.

O desempenho do segmento está diretamente ligado ao nível de atividade econômica, ao comportamento do agronegócio e ao custo do crédito para aquisição de veículos pesados e, com o Move Brasil, esperamos uma retomada nos emplacamentos, principalmente, entre os caminhões pesados, que representam 45% do mercado, disse Arcelio Junior.

Estabilidade
Em relação aos automóveis e veículos leves o desempenho foi considerado estável, com aumento de 1,64% em relação a janeiro de 2025 e queda de 39,17% em relação a dezembro.

Os veículos leves iniciam 2026 mantendo o nível de atividade. O mercado segue sensível às condições de financiamento, mas demonstra capacidade de sustentação do volume, disse o presidente da entidade.

Governo de Santa Catarina confirma novo voo da TAP e amplia ligação direta entre Florianópolis e Portugal
Foto: Roberto Zacarias / SECOM
 
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se reuniu na tarde desta terça-feira, 2, com representantes da TAP Air Portugal e da  Zurich Airport Brasil, para tratar da ampliação da conectividade aérea internacional do estado. Também estiveram presentes o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins e a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif.
 
Durante a audiência, foi confirmada a inclusão de uma quarta frequência semanal da TAP Air Portugal na rota Florianópolis–Lisboa, reforçando a ligação direta entre Santa Catarina e a Europa. A nova frequência será operada aos domingos, a partir de 5 de julho, durante o verão europeu, período de maior demanda internacional.
 
“O fortalecimento dessa rota internacional é estratégico para Santa Catarina. Estamos falando de mais turismo, mais negócios, mais oportunidades e de um estado cada vez mais conectado com o mundo. O Governo de Santa Catarina trabalha de forma permanente para ampliar a malha aérea e impulsionar a nossa economia”, destacou o governador.
 
A ampliação da operação é resultado de uma articulação direta do Governo do Estado com a TAP, iniciada durante a missão oficial a Portugal. A negociação teve como foco garantir a viabilidade do voo e ampliar a conectividade internacional de Santa Catarina.
 
“Não tenho dúvida do acerto que fizemos quando fomos ao encontro da TAP, em Portugal, e garantimos a viabilidade do voo. Agora, isso se confirma com a quarta frequência semanal, o que é extraordinário. Santa Catarina passa a ocupar um espaço desejado há muitos anos. A TAP acreditou no projeto e, diante do sucesso da operação, ampliou ainda mais as frequências. É uma conquista maiúscula para o nosso estado”, complementou.
 
A rota entre Florianópolis e Lisboa começou em 3 de setembro de 2024, quando o primeiro voo da TAP Air Portugal, vindo da capital portuguesa, pousou no Aeroporto Internacional Hercílio Luz às 17h16, marcando o início das operações da companhia aérea portuguesa em Santa Catarina.
 
Segundo o diretor de Operações da TAP Air Portugal, Mário Chaves, a ampliação da oferta é resultado do desempenho positivo da rota e ressaltou a parceria com o Governo do Estado. “Sempre acreditamos que esta conexão seria um sucesso, e assim foi. Hoje, temos a satisfação de anunciar o reforço da operação com o lançamento de uma nova frequência. Agradecemos o apoio do Governo na promoção do destino e reforçamos, mais uma vez, o nosso investimento no Sul do Brasil”, destacou o diretor de operações.
 
A ampliação das frequências representa um importante impulso para o turismo e para a economia catarinense, contribuindo para a atração de visitantes internacionais, o fortalecimento do fluxo turístico e a geração de novos negócios no estado.
 
“De acordo com as diretrizes do governador Jorginho Mello, a Secretaria de Estado do Turismo tem trabalhado de forma incansável na promoção de um setor fundamental para Santa Catarina. As ações adotadas têm gerado resultados concretos, e Santa Catarina vem se consolidando como um destino de excelência não apenas no Brasil, mas também na Europa. É um mercado no qual estamos apostando fortemente”, destacou a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif.
 
O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, destacou que Santa Catarina hoje vive um momento de consolidação. “O governador Jorginho primeiro deu protagonismo para o setor. Santa Catarina não tinha uma secretaria para cuidar desse tema. E ele tomou a decisão de ir a Portugal, pessoalmente, falar com o presidente da TAP. Ele construiu uma condição que o que começou com três frequências semanais agora virou quatro. O Governo do Estado assumiu um compromisso, de fazer uma forte promoção turística de Santa Catarina na Europa. Isso é protagonismo, isso é prioridade e isso é a visão empreendedora de um governador”, disse Beto Martins.
 
100 mil passageiros transportados
Com o reforço da operação em Florianópolis, a TAP Air Portugal reafirma seu compromisso com o mercado brasileiro e com o fortalecimento da conectividade aérea entre o Brasil e a Europa, especialmente durante a alta temporada do verão europeu. “É o resultado de um projeto de sucesso. Nós registramos em um ano e cinco meses da rota cerca de 100 mil passageiros transportados. Isso vem consolidar o que tinha sido uma promessa logo no início da operação, de nós adicionarmos mais uma frequência . Trata-se de agregar 2.300 assentos de avião por mês com essa operação adicional. Então, estamos felizes por ver a solidificação desse investimento lá atrás que tem resultado em sucesso”, ressaltou Carlos Antunes, diretor da TAP para as Américas.
 
“A ampliação da operação da TAP em Florianópolis reforça a consolidação internacional do Floripa Airport. Mais voos significam mais oportunidades para o turismo, para os negócios e para o desenvolvimento do Estado”, afirma Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.
 
Sobre a TAP Air Portugal
A TAP Air Portugal é líder nas ligações aéreas entre o Brasil e a Europa e integra a Star Alliance desde 2005. Fundada em 1945, a companhia tem seu hub em Lisboa, um dos principais pontos de conexão entre Europa, África e as Américas.
 
Atualmente, a TAP liga Portugal a 13 cidades brasileiras, incluindo Florianópolis, com voos partindo de Lisboa e do Porto. No total, são 15 rotas entre os dois países. A companhia opera mais de 1.250 voos semanais para 85 cidades em todo o mundo.
 
A TAP possui uma das frotas mais jovens do mundo, composta por aeronaves Airbus de nova geração (A320neo, A321neo, A321LR e A330neo), além de aviões Embraer utilizados pela TAP Express. Em 2025, a companhia foi classificada pela Airlines Ratings como a companhia aérea mais segura da Europa e a 11ª mais segura do mundo.
ARTIGO: Banco Master, Will Bank e o custo social da desinformação financeira
Por Matheus Martins, sócio do Barcelos Martins Advogados e especialista em Direito Empresarial*
 
A liquidação do Banco Master e do Will Bank pelo Banco Central, no rastro da Operação Compliance Zero, não foi apenas mais um episódio de instabilidade financeira. Para além das investigações de fraudes apuradas pela Polícia Federal e dos bilhões mobilizados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o caso expôs uma fragilidade pouco discutida no Brasil: a baixa capacidade da população de compreender riscos financeiros e, consequentemente, de confiar de forma informada no próprio sistema.
 
Embora o Banco Master já estivesse no radar de autoridades e analistas, o impacto social mais visível ocorreu com o Will Bank, seu braço digital. Um grande contingente de correntistas foram diretamente afetados por uma crise que, para muitos, parecia distante da sua realidade cotidiana. Trata-se de um público digitalizado, mas não necessariamente financeiramente educado, o que amplia a sensação de insegurança quando crises desse tipo ocorrem.
Crises financeiras sempre abalam a confiança. Em países com maior letramento financeiro, esse abalo tende a ser mais racional e temporário. No Brasil, frequentemente se transforma em medo difuso, desinformação e descrédito generalizado.
 
Levantamentos da Febraban indicam que mais da metade dos brasileiros declara entender pouco ou nada sobre educação financeira, embora reconheça sua importância. O Banco Central, que mede o letramento financeiro da população em uma escala de 0 a 100, aponta uma média nacional em torno de 60 pontos. O problema vai além da falta de conhecimento técnico, pois envolve a dificuldade de interpretar produtos financeiros, avaliar riscos e compreender limites de proteção institucional.
 
O episódio envolvendo o Banco Master e o Will Bank tornou isso evidente. Muitos clientes só passaram a entender, durante a crise, como funcionam o teto de cobertura do FGC, os prazos de ressarcimento, quais produtos são efetivamente garantidos e quais riscos não estão cobertos. Em paralelo, proliferaram informações falsas, golpes oportunistas e pânico digital, sintomas típicos de um ambiente marcado por forte assimetria de informação.
O próprio FGC foi colocado à prova. Estimativas de mercado indicam que os episódios de liquidação em 2025 levaram o Fundo Garantidor de Créditos a enfrentar um dos maiores volumes de ressarcimento de sua história, na casa de dezenas de bilhões de reais. Embora o mecanismo tenha funcionado, o volume e a visibilidade do caso testaram a confiança do público na principal rede de proteção do sistema financeiro.
 
É importante destacar que educação financeira não substitui fiscalização, governança ou atuação rigorosa das autoridades. Casos como o do Banco Master decorrem de falhas graves que precisam ser apuradas e responsabilizadas. Mas educação financeira atua como um amortecedor social, ajudando a reduzir reações emocionais e o descrédito generalizado em momentos de crise.
 
Sem esse amortecedor, cada episódio específico tende a se transformar em crise sistêmica de confiança. O impacto se espalha: retração do investimento, aumento da aversão ao risco, concentração excessiva em poucos produtos considerados “seguros” e afastamento do cidadão comum do sistema financeiro formal. As consequências também atingem empresas, especialmente pequenas e médias, em um ambiente em que o crédito encarece e decisões são adiadas.
 
O debate que o caso Banco Master, e o impacto sobre o Will Bank, deveria provocar vai além da responsabilização jurídica, que é necessária, e da reparação financeira, que é obrigatória. Ele precisa abrir espaço para uma discussão mais profunda sobre educação financeira como política estrutural, não como resposta emergencial após cada crise. Educação financeira não impede falhas institucionais, mas reduz seus danos sociais. Em um país onde a confiança já é um ativo escasso, isso talvez seja o mínimo indispensável para evitar que cada novo episódio se transforme em trauma coletivo.
 
*Matheus Martins é sócio do Barcelos Martins Advogados, especializado em assessoria jurídica para startups e empresas de pequeno e médio porte. Com forte atuação em direito empresarial e contratos estratégicos, é defensor de modelos inovadores de prestação de serviços jurídicos que aliam eficiência, previsibilidade e entrega de valor constante aos clientes.
Costa Cruzeiros celebra Itajaí como hub estratégico para embarques na temporada 2025/2026
A temporada 2025/2026 da Costa Cruzeiros na América do Sul consolida a cidade de Itajaí, em Santa Catarina, como hub estratégico para as atividades da companhia na região. Até abril de 2026, o porto de Itajaí recebe 27 operações de embarque e desembarque de passageiros do navio Costa Diadema em minicruzeiros pelo litoral brasileiro e roteiros pela região do Rio da Prata (Buenos Aires e Montevidéu). 
 
Para celebrar essa parceria que visa, sobretudo, o fortalecimento do segmento de cruzeiros marítimos no Sul do País, a Costa reuniu autoridades locais, lideranças e representantes do setor turístico para um encontro a bordo do Costa Diadema no último sábado, 31 de janeiro. 
 
O comandante do navio, Alessandro Arienti; Dario Rustico, presidente Executivo da Costa Cruzeiros para as Américas e Renê Hermann, presidente Institucional da companhia marítima receberam a bordo o Vice-Prefeito, Rubens Angioletti; o Secretário de Turismo e Eventos de Itajaí, Ronaldo Jansson Jr.; o Presidente da Câmara de Vereadores de Itajaí, Fernando Pegorini; o Superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, além de representantes da Capitania dos Portos, Praticagem, Polícia Federal, Receita Federal e Antaq. Marco Ferraz, presidente Executivo da CLIA Brasil, e o trade de turismo regional também estiveram presentes.
 
Ao longo desta temporada 2025/2026, a cidade de Itajaí vem atuando como porto de embarque para os cruzeiros de sete noites do Costa Diadema, visitando as capitais argentina e uruguaia, e para os minicruzeiros de 3 e 4 noites, com paradas em Santos e Ilhabela. Os roteiros do Costa Diadema permitem aos hóspedes que residem no Sul do Brasil ter a Costa como escolha preferencial para suas férias a bordo. 
 
“Este é um momento para agradecermos e reforçarmos nosso compromisso com a cidade de Itajaí, destino que vem sendo fundamental para o crescimento dos cruzeiros marítimos na América do Sul. Inclusive para a próxima temporada, 2026/2027, a Costa segue com uma atividade robusta a partir do porto de Itajaí. São 25 cruzeiros com embarques de Itajaí entre novembro de 2026 e abril de 2027. Esse número se reverte em valorização do turismo marítimo e impacto positivo para a economia local”, ressalta Dario Rustico, Presidente Executivo da Costa Cruzeiros para as Américas.
 
Saiba mais sobre o Costa Diadema 
O Costa Diadema conta com 1862 cabines, sendo 756 cabines com varandas. Com 11 restaurantes, navio oferece uma variedade de opções para todos os paladares, desde a autêntica pizza napolitana na Pizzeria Pummid'Oro; as melhores carnes no La Fiorentina Steak House e no The Salty Beach Street Food, até os sabores da culinária internacional no Teppanyaki e no Sushino. O Costa Diadema oferece ainda 12 bares, entre eles: Aperol Spritz Bar, Carlsberg Country Bar,Sunset Bar e a Gelateria Amarillo, com os melhores sorvetes e doces artesanais. 
 
Nos quesitos lazer e entretenimento a bordo, os hóspedes podem aproveitar as 11 piscinas e jacuzzis, a pista de corrida panorâmica; o campo poliesportivo para a prática de futebol, basquete e vôlei; os espetáculos no teatro, o cassino ou ainda fazer compras dos mais diversos itens no shopping de 660 metros quadrados. Para as crianças e os adolescentes, o Costa Diadema oferece espaços dedicados por faixa etária no Squok Baby Area, no Squok Club e Teen Zone. Se a intenção é ter momentos de relaxamento e bem-estar, o Costa Diadema reúne academia equipada e o Solemio Spa. Com 6.200 metros quadrados, o spa tem área termal, piscina de talassoterapia e salas para tratamentos de beleza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sobre a Costa Crociere
A Costa Cruzeiros é uma empresa italiana com sede em Gênova, que faz parte da Carnival Corporation & plc, o maior grupo de cruzeiros do mundo. Há mais de 75 anos, os navios da Costa percorrem os mares do mundo, levando hóspedes a cerca de 200 destinos diferentes, a serem descobertos por meio de experiências únicas, tanto a bordo quanto em terra. Atualmente, a frota da Costa consiste em 9 navios, todos com bandeira italiana, navegando pelo Mediterrâneo, Norte da Europa, Caribe, América Central, América do Sul e Emirados Árabes Unidos, além de oferecer cruzeiros "Volta ao Mundo" e "Grandes Cruzeiros", para visitar diferentes continentes em uma única viagem.
 
 
 
Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco

Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, notícias e rumores sobre a saúde de bancos passaram a circular com mais frequência, nem sempre com informações corretas. Para o consumidor e o investidor, saber diferenciar alertas reais de fake news é essencial para proteger seu dinheiro e tomar decisões seguras.
Existem ferramentas oficiais, indicadores públicos e sinais objetivos que permitem avaliar a situação financeira de um banco em funcionamento no Brasil. Nem toda notícia alarmista sobre instituições financeiras é verdadeira. 

Antes de agir por medo, o consumidor deve consultar fontes oficiais, analisar indicadores e desconfiar de promessas exageradas. A informação de qualidade continua sendo a melhor defesa contra boatos e prejuízos.

Confira o passo a passo para conferir se uma notícia negativa procede ou se é apenas desinformação.

1. Consulte se o banco é autorizado pelo Banco Central
O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil.
Isso pode ser feito no site do BC, no caminho: Meu BC Serviços Encontre uma instituição.
Bancos não autorizados não podem operar no sistema financeiro nacional.
2. Use bases oficiais de dados
Três tipos de plataforma concentram informações confiáveis:

Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN), do Banco Central: na mesma página do serviço Encontre uma Instituição, com o seguinte caminho: digitar o nome da instituição  clicar no resultado clicar em Central de Demonstrações Financeiras;
Site Banco Data:  organiza dados financeiros de forma acessível, com esquemas visuais e cores (verde, laranja e vermelho) para indicar o risco de cada indicador;
Site de Relações com Investidores (RI) de cada instituição: cada instituição autorizada pelo BC é obrigada a manter uma página de relação com investidores, com todas as informações financeiras e com resumos de fácil leitura. Caminho: digitar em qualquer site de busca o nome da instituição + RI.
Esses sistemas permitem analisar balanços, resultados e indicadores de risco.

3. Avalie os principais indicadores de solidez
Índice de Basileia: mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos.

       >> Mínimo exigido no Brasil: 11% para instituições em geral, 13% para bancos cooperativos;

       >> Índice confortável: acima de 15%;

       >> Um índice de Basileia 11% significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição tem 11% de recursos próprios (dos sócios e dos acionistas);

       >> Quanto maior, mais capacidade o banco tem de absorver perdas.

Lucro líquido recorrente: lucros consistentes ao longo do tempo indicam boa gestão.
Inadimplência da carteira de crédito: percentual de empréstimos vencidos há mais de 90 dias. Índices elevados são sinal de risco.
Índice de imobilização: mostra quanto do capital está preso em ativos fixos (como imóveis que não podem ser vendidos em momentos de crise); valores altos reduzem a liquidez.
Rating de crédito: notas atribuídas por agências como Moodys, S&P e Fitch. Rebaixamentos sucessivos acendem o alerta. No caso do Banco Master, no entanto, várias agências atribuíam nota alta e risco baixo à instituição.
4. Verifique a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos
Para quem investe, é fundamental confirmar se o banco é coberto pelo FGC, que garante até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com teto global de R$ 1 milhão pago a cada quatro anos.

O FGC cobre os seguintes recursos e investimentos:

Contas correntes e poupança;
CDB e RDB;
Letras financeiras dos seguintes tipos: LCI, LCA, LC, LH, LCD;
Depósitos a prazo;
Operações compromissadas com títulos elegíveis.
Em caso de liquidação, o FGC é o caminho para recuperar os valores dentro do limite.
Recursos e investimentos não cobertos pelo FGC:

CRI e CRA;
Debêntures;
Letras financeiras dos seguintes tipos: LF, LI, LIG; 
Títulos públicos, porque esses papéis são cobertos pelo Tesouro Nacional;
Títulos de capitalização;
Fundos de renda fixa: em caso de quebra, têm CNPJ separado da instituição e podem ir para outro gestor;
Depósitos no exterior;
Depósitos judiciais.
O correntista deve estar ciente de que perderá esses valores em caso de quebra da instituição.

5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão
Bancos pequenos oferecem taxas maiores que bancos grandes e de baixo risco;
Bancos em dificuldade podem oferecer taxas muito acima da média do mercado para captar recursos rapidamente;
Retornos extraordinários quase sempre vêm acompanhados de maior risco;
No caso de CDBs, a taxa máxima recomendada está em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O Banco Master oferecia taxas de 140% do CDI.
6. Fique atento aos sinais de alerta
Não é possível prever com exatidão se um banco será liquidado, mas alguns indícios ajudam:

Queda contínua do Índice de Basileia;
Prejuízos recorrentes nos balanços;
Rebaixamento de rating;
Notícias sobre investigações ou intervenção;
Ofertas agressivas de captação;
Entrada em regimes especiais do Banco Central, como o Regime de Administração Especial Temporária (RAET).
No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024. O Índice de Imobilização estava negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com lucro líquido de R$ 55,5 bilhões.

7. Compare com investimentos mais seguros
Para reduzir riscos, especialistas destacam:

Tesouro Direto: risco de crédito considerado o menor do país;
CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos, com alta solidez e proteção do FGC.

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

Quanto vale o mínimo em 2026
    Mensal: R$ 1.621;

    Diário: R$ 54,04;

    Hora: R$ 7,37.

Como foi calculado
    Inflação pelo INPC: 4,18%;

    Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;

    Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;

    Reajuste total: 6,79%.

Impactos
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:

INSS
    Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621

    Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)

    Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (CLT)

    Até R$ 1.621: 7,5%

    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

    Plano normal (20%): R$ 324,20

    Plano simplificado (11%): R$ 178,31

    Baixa renda (5%): R$ 81,05

    MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

    Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro

    Parcela mínima: R$ 1.621

    Parcela máxima: R$ 2.518,65

    Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.

Salário-família

    Salário-família: R$ 67,54 por dependente

    Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais

IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale a partir deste mês

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.
As alterações começaram a valem para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro.

De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.

Um deles é o pedreiro do Distrito Federal, Genival Gil, de 49 anos, que ficou sabendo da medida pelo telejornal. Há três meses, ele está fichado (com a carteira de trabalho assinada) com salário de pouco mais de R$ 2,7 mil.

O pedreiro Genival Gil fala sobre a isenção no Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Agora, Genival aguarda o contracheque para conferir o valor - que antes ia para os cofres da União e que agora vai ficar na conta. A sobra terá destino certo.

Vai ajudar a pagar umas contas a mais da casa, programa o pedreiro que mora de aluguel no Paranoá, a 20 quilômetros do centro de Brasília.

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:

- trabalhadores com carteira assinada;

- servidores públicos;

- aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.

A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.

Os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%).

O jardineiro de um shopping de Brasília, Arnaldo Manuel Nunes, de 55 anos, também sabe que a partir deste mês uma fatia considerável do seu trabalho que ficava retida na fonte, agora não vai ser mais descontada de sua remuneração. Ganhando o salário do piso da categoria, R$ 2.574, Arnaldo considera a medida boa para o orçamento doméstico. Mal dá para o cara se manter. Mas vou gastar com [as contas de] água e luz, que estão um absurdo.

Para o jardineiro Arnaldo Manoel Nunes,  a isenção do IR é medida boa para o orçamento doméstico - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Desconhecimento
Nas ruas, a reportagem da Agência Brasil também entrevistou vários trabalhadores formais que desconhecem a nova tabela do imposto de renda e as principais alterações de isenção e redução da cobrança do tributo.

 É o caso da atendente de caixa de uma rede nacional de farmácias, Renata Correa, que se surpreendeu com a notícia de que não terá que pagar mais imposto de renda com o atual salário de R$ 1.620. Os planos dela são de economizar o valor inesperado. Vou fazer uma rendinha extra e deixá-la guardadinha para poder chegar ao fim do ano ou usar em datas especiais. Até mesmo usar em uma emergência.

A atendente de farmácia Renata Correa recebeu com surpresa a notícia da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ao chegar ao local de trabalho, Renata prometeu avisar os colegas sobre a boa nova para que fiquem atentos. Agora, vou vigiar o contracheque e correr atrás para não ter problemas e saber se está tudo certinho mesmo. Renata mora em casa própria em Santo Antônio do Descoberto (GO) com as três filhas.

O integrante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) Adriano Marrocos tranquiliza os trabalhadores com carteira assinada, pois a isenção para quem recebe até R$ 5 mil e os descontos graduais, para quem tem renda de R$ 5.001 a R$ 7.350, serão automáticos.

Quem tem emprego, não precisa se preocupar, pois os cálculos são automáticos nos programas que geram as folhas de pagamento. O que a pessoa deve observar é que há o cálculo combinado com o redutor adicional e o desconto simplificado.

Comunicação mais eficaz
 A notícia encheu os olhos da cozinheira Elisabete Silva Ribeiro dos Santos, de 48 anos. Há um ano e meio, ela trabalha em um restaurante localizado em área popular, no centro de Brasília, e ganha cerca de R$ 1,7 mil por mês. Se sobrar dinheiro, quero juntar para comprar um carro porque venho de ônibus todos os dias do Recanto das Emas.

 A cozinheira Elisabete dos Santos sente falta de maior comunicação do empregador com os empregados -Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
No entanto, Elisabete sentiu a falta de uma comunicação do empregador aos funcionários. Nem ela, nem o churrasqueiro sabiam da isenção do imposto de renda. Por isso, ainda demorou a confiar na veracidade da notícia.

Eu acho excelente, mas vamos ver se vai valer mesmo!

Para acabar com as dúvidas, o contador Adriano Marrocos sugere a melhoria da comunicação com os trabalhadores.

Em relação aos empregados, a sugestão é o envio de um texto explicando as mudanças e que não se trata de aumento de salário, mas de redução de imposto.

Na sexta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em suas redes sociais a notícia de que a isenção do IR começa a ser percebida no salário recebido neste mês.

Está valendo: quem ganha até R$ 5 mil agora tem Imposto de Renda ZERO. E quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 está pagando menos imposto. É mais dinheiro para cuidar da família, organizar a vida e viver melhor. Isso é justiça tributária, e ela está chegando para milhões de brasileiros e brasileiras, disse o presidente Lula.

De onde vem o dinheiro?
A conta da renúncia fiscal estimada em R$ 25,4 bilhões  será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM).

Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.

A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:

- renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;

- renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.

Com o do novo imposto voltado à alta renda, o contador Adriano Marrocos acredita que o impacto na arrecadação federal de tributos deve ser mínimo.

Já havia benefício de isenção para quem recebia até dois salários-mínimos (R$ 3.036). Então, a renúncia só tem a margem de R$ 3.036,01 a R$ 5 mil. De outro lado, o governo federal sancionou a cobrança de imposto de renda de parcelas que eram isentas, como a distribuição de lucros.

Para o gerente de loja de roupas Pedro Henrique Mendonça Marques, de 23 anos, a medida federal faz justiça tributária do Brasil.

O gerente de loja Pedro Henrique Mendonça Marques diz que isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil faz justiça tributária - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
É legal porque, nesses casos, vai taxar os que recebem mais. Eles pagam mais, E quem recebe menos, paga menos. Essa é a lógica.

Ele recebe cerca de R$2,3 mil por mês e pretende contribuir mais nas despesas da casa que divide com a mãe, na cidade de São Sebastião. Nesta matemática financeira, ele até pensa no futuro. Eu acho que vou sair da casa da minha mãe, por exemplo.

Na hora de declarar o IR
De acordo com o Ministério da Fazenda, a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026.

O conselheiro Adriano Marrocos explica que para a Declaração do Imposto Renda Pessoa Física anual, a ser entregue em maio deste ano, nada muda. Esses trabalhadores ainda terão que entregá-la normalmente. O benefício teve início apenas em janeiro de 2026, ou seja, qualquer reflexo da redução do IR deverá ser percebido somente em maio de 2027.

O Ministério da Fazenda explica que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração:

- dependentes: R$ 189,59 por mês;

- desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;

- despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;

- declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.

Marrocos esclarece ainda que a dispensa da entrega da declaração para quem ganha menos de R$ 5 mil em 2026 não toma por base apenas o rendimento tributável, mas os rendimentos isentos e não tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte, além dos bens.

Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.

Para os contribuintes que temem errar o preenchimento da declaração do imposto de renda em 2026 e 2027, a dica é observar o que está detalhado no informe disponibilizado pelas empresas obrigatoriamente no primeiro trimestre de cada ano.

Os dados gerados pelas empresas são enviados para a Receita Federal, por meio de declarações eletrônicas mensais e trimestrais. Assim, a ocorrência de erro é baixa.

Além da necessidade de o contribuinte declarar da mesma forma que está descrito no Informe de Rendimentos, é importante conferir os dados na declaração pré-preenchida pela Receita Federal antes de confirmar o envio, lembra o contador.

Confira aqui a nova tabela do IRPF divulgada pela Receita Federal com as mudanças após isenção para quem ganha até R$ 5 mil e que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano.

Com mais de 47 mil embalagens analisadas, Compra Segura SC reduz irregularidades em produtos adquiridos pelo Estado

Foto: Divulgação / SECOM

O Programa Compra Segura SC encerrou seu segundo ano de atuação com indicadores que comprovam uma mudança nas compras do Governo do Estado. Ao longo de 2025, fiscais do Instituto de Metrologia do Governo de Santa Catarina (Imetro-SC) analisaram mais de 47 mil embalagens, entre as quais 120 lotes foram submetidos a ensaios em laboratório. O índice de reprovação registrado foi de 12,1% — uma redução significativa quando comparado a 2024, quando as irregularidades superavam os 50%. A queda é resultado da ampla fiscalização e da adequação dos fornecedores às exigências de qualidade. 

O Compra Segura SC atua no combate às fraudes nos produtos, por exemplo, quando são entregues com quantidade inferior à declarada no rótulo.

Para o presidente do Imetro-SC, Alexandre Soratto, os resultados demonstram que a presença do Imetro inibe a concorrência desleal e aumenta a eficiência no uso dos recursos dos catarinenses.  “O aumento da conformidade dos itens recebidos é a evidência do sucesso do Programa. Estamos estancando as perdas decorrentes de erros na quantidade e de baixa qualidade”, avalia Soratto.

A iniciativa do Governo de Santa Catarina integra o Compras SC da Secretaria de Estado da Administração (SEA), coordenado pela Diretoria de Gestão de Licitações e Contratos (DGLC) e é executado pelo Imetro-SC. 

Expansão para o interior
Em 2025, o Imetro-SC realizou mais de 100 ações fiscais e ampliou o alcance do programa em 90%, expandindo a atuação para o interior do estado. A iniciativa agora abrange almoxarifados centrais, escolas agrícolas, colégios militares e unidades prisionais.

Durante a inspeção no almoxarifado da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), ainda em 2025, foram fiscalizados 12 lotes de produtos de higiene e limpeza, totalizando 156 amostras analisadas. Dentre as reprovações está a água sanitária, que teve um lote reprovado por estar com volume inferior ao tolerado. 

Outro produto reprovado foi o colchão. Três lotes apresentaram densidade e dimensões inferiores às declaradas pelos fabricantes. As empresas responsáveis foram autuadas e respondem a processos administrativos, com garantia de ampla defesa.

Negociação do piso regional não alcança consenso em reunião de 29/1 na FIESC

A reunião entre representantes de empregadores e trabalhadores para estabelecer a atualização do piso mínimo regional de SC encerrou sem consenso nesta quinta-feira (29). As propostas apresentadas pelos dois lados estão longe de encontrar convergência, motivo pelo qual foi agendada nova rodada para fevereiro. A reunião manteve a cordialidade e o respeito mútuos, característica da negociação promovida em Santa Catarina.

Para a presidente da Câmara de Relações Trabalhistas da Federação das Indústrias (FIESC), Rita Cássia Conti, apesar da distância entre as propostas de ambos os lados, a percepção é de que a negociação teve um avanço efetivo. “Estamos confiantes de que estamos no caminho do consenso, com resultados satisfatórios para a indústria e para os trabalhadores”, afirmou.

O vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte, Arnaldo Huebl, afirmou que “temos uma tradição de diálogo e de uma negociação bem sucedida, que busca o entendimento mútuo entre trabalhadores e empregadores. Essa tradição será mantida”.

Para o superintendente do Ministério do Trabalho em Santa Catarina, que participou da reunião como observador, o encaminhamento da negociação sobre o piso mínimo regional em Santa Catarina é um exemplo, por ser a única do país em que o resultado vem do diálogo aberto entre as duas partes e por ter alcançado o consenso em todos os anos desde o estabelecimento do mínimo regional.

Ivo Castanheira, coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC), destacou a legitimidade da negociação, dada a elevada representação no processo. Todas as centrais sindicais e federações de trabalhadores estiveram presentes, com mais de 40 representantes.

A rodada de negociação teve a participação significativa também dos empregadores. Pela FIESC participaram os Vice-presidentes regionais Arnaldo Huebl, Álvaro Luís de Mendonça, Astor Kist, Maurício Cesar Pereira e Ulrich Kuhn, o diretor Evair Oenning e a presidente da Câmara de Relações Trabalhistas, Rita Cássia Conti além de representantes das demais federações de empregadores. A equipe técnica da FIESC na reunião foi composta pelo diretor Institucional e Jurídico, Carlos José Kurtz, pela gerente executiva de Relações do Trabalho, Maria Antonia Amboni, pelo economista-chefe Pablo Bittencourt e pelos colaboradores Jomara Cado Bessa, Leonardo Santana, Francielle dos Santos e Luiz Hames.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Caged: Brasil cria 1,28 milhão de vagas em 2025, o pior resultado desde a pandemia

O mercado de trabalho formal no Brasil encerrou 2025 com saldo positivo, mas em ritmo visivelmente desacelerado. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o país abriu 1,28 milhão de vagas com carteira assinada ao longo do último ano.

Apesar do saldo azul, o número representa uma queda de 23% em comparação a 2024, quando foram gerados 1,67 milhão de postos. O resultado de 2025 é o mais baixo desde 2020, ano em que o impacto da pandemia levou ao fechamento de 189 mil vagas. Ao todo, o país registrou 26,6 milhões de contratações contra 25,3 milhões de demissões.

Setor de Serviços lidera; Dezembro tem retração sazonal
O desempenho anual foi sustentado majoritariamente pelo setor de Serviços, responsável por 758.355 novas vagas (alta de 3,29%). As atividades de tecnologia, comunicação e o setor financeiro foram os principais motores.

Outros setores também fecharam o ano no positivo:

Comércio: 247.097 novos postos;

Indústria: 144.319 vagas (puxada pelo setor alimentício e manutenção de máquinas).

Como já é tradicional, o mês de dezembro registrou saldo negativo, com o fechamento de 618,16 mil postos. O movimento é sazonal e reflete o fim dos contratos temporários de fim de ano no comércio e serviços.

Marinho culpa juros altos pela desaceleração
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, criticou duramente a política monetária do Banco Central, atribuindo a perda de fôlego do emprego à taxa Selic, que o Copom manteve em 15% nesta quarta-feira (28) — o patamar mais alto desde 2006.

Marinho afirmou que a cautela dos empresários em investir é um reflexo direto dos juros elevados.

“Procurei dialogar com o Banco Central desde o final do primeiro semestre, mostrando que o que tinha conseguido interpretar do que eles falam nas atas e entrevistas […] poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo”, afirmou o ministro.

Apesar de o Banco Central sinalizar um possível ciclo de queda nos juros a partir de março, Marinho demonstrou preocupação com o tempo que essa redução leva para surtir efeito na economia real. “Nós podemos estar comprometendo um grande pedaço do ano por responsabilidade exclusiva do monitoramento que o Banco Central faz”, avaliou.

Portos RS articula papel estratégico dos portos na cadeia da energia eólica offshore

A Portos RS realizou, na última terça-feira (27), uma reunião no Escritório de Representação do Rio Grande do Sul em Brasília com representantes dos ministérios de Portos e Aeroportos, de Minas e Energia e da Secretaria Nacional de Portos, além de entidades do setor energético. O encontro teve como objetivo apresentar a relevância dos portos do estado na estruturação da cadeia produtiva da energia eólica offshore, considerada uma das frentes prioritárias da transição energética nacional.
Coordenado pelo gerente de Planejamento e Desenvolvimento da Portos RS, Fernando Estima, o encontro contou com a participação de integrantes da diretoria da estatal, como o diretor de Meio Ambiente, Henrique Ilha, a presidente do Conselho de Administração, Jacqueline Wendpap, e o gerente de Relações Internacionais e Parcerias Estratégicas, Flávio Ferreira, além do Presidente do CAP, Carlos Tiego. O secretário-executivo da Representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Henrique Pires, foi o anfitrião da reunião. A reunião também contou com a presença da presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, que integra as articulações entre o setor empresarial e o governo estadual e federal. A Portos RS tem atuado em conjunto com o sindicato para mapear oportunidades e construir soluções integradas de infraestrutura logística e industrial que atendam aos projetos de geração eólica em alto-mar.
Durante o encontro, os representantes do governo federal apresentaram os próximos passos para a consolidação do setor de eólica offshore, incluindo os processos de regulamentação e licenciamento ambiental, bem como os critérios técnicos para definição das áreas marítimas a serem destinadas aos empreendimentos. A presença das equipes técnicas do Ministério de Portos e Aeroportos, do Ministério de Minas e Energia e da Secretaria Nacional de Portos garantiu um diálogo direto com os responsáveis pela formulação das políticas públicas do setor.
De acordo com Fernando Estima, a reunião foi estratégica para alinhar as capacidades dos portos gaúchos com as demandas logísticas da nova cadeia de energia. "Estamos estruturando os portos para receber uma indústria de grande porte, que exige movimentação de torres, aerogeradores, bases eólicas e equipamentos com alta complexidade técnica. A infraestrutura portuária precisa estar preparada para atender desde a recepção de cargas até a possível instalação de bases industriais", afirmou.
Estima também destacou que o litoral do Rio Grande do Sul possui condições favoráveis à geração de energia a partir do vento, o que coloca o estado em posição estratégica na matriz energética renovável. "Essa é uma cadeia produtiva que envolve tecnologias fixas e flutuantes, com exigências operacionais específicas para profundidades de até 50 metros. A conexão entre esse potencial energético e a infraestrutura portuária é essencial para viabilizar os projetos em escala", completou.

 

Movimentações via PIX: 5 cuidados práticos para não cair na malha fina da Receita

O PIX consolidou-se como o principal meio de pagamento no Brasil e passou a concentrar grande parte das transações realizadas por pessoas físicas e empresas. A agilidade do sistema ampliou a circulação de recursos nas contas bancárias e reforçou a atenção da Receita Federal sobre a compatibilidade entre a renda declarada e o volume movimentado ao longo do tempo.

Ao contrário do que muitos contribuintes imaginam, o PIX não é tributado. O sistema funciona apenas como meio de pagamento. O que está no radar do Fisco é a origem dos recursos e a coerência entre os rendimentos informados no Imposto de Renda e as movimentações financeiras realizadas.

O que a Receita Federal efetivamente monitora

A Receita Federal não acompanha transferências individualmente nem realiza fiscalização em tempo real. O controle é sistêmico e automatizado, voltado à análise do comportamento financeiro consolidado de cada CPF ou CNPJ.

Segundo a Orsitec, o foco da fiscalização está no volume global movimentado e na consistência desses valores com os rendimentos declarados. “O sistema da Receita hoje é altamente eficiente. O contribuinte não cai na malha fina necessariamente porque o fiscal 'olhou' sua conta, mas porque o algoritmo detectou uma discrepância matemática entre o que entrou no banco e o que foi declarado”, explica o economista e analista de Mercado da empresa, João Victor da Silva.

e-Financeira reúne os dados enviados ao Fisco

O principal instrumento desse acompanhamento é a e-Financeira, declaração obrigatória encaminhada periodicamente à Receita Federal por bancos tradicionais, bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento.

Nesse documento, são informados os valores globais movimentados mensalmente quando ultrapassam R$ 5 mil no caso de pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas. A declaração não detalha cada transação, mas fornece ao Fisco uma visão consolidada da movimentação financeira, posteriormente cruzada com os dados do Imposto de Renda.

Padrões que costumam exigir atenção

Não existe um valor único que, isoladamente, determine o início de uma fiscalização. O que chama a atenção da Receita Federal são padrões recorrentes, como:

Movimentar valores superiores à renda declarada de forma contínua;

Receber pagamentos frequentes — ainda que em pequenos valores;

Ter entradas regulares de diferentes CPFs;

Utilizar conta pessoal para atividades que caracterizam geração de renda.

Esses comportamentos podem ser interpretados como indícios de atividade econômica não declarada, como prestação de serviços ou venda de produtos.

Desorganização financeira é o principal fator de risco

De acordo com a Orsitec, a maioria dos questionamentos fiscais não decorre de fraude deliberada, mas de desorganização financeira. Entre os erros mais comuns estão deixar de declarar rendimentos recebidos por PIX, não formalizar doações ou empréstimos e misturar contas pessoais e empresariais.

Quando inconsistências são confirmadas, o contribuinte pode ser chamado a prestar esclarecimentos, ter o imposto recalculado com incidência de juros pela taxa Selic e sofrer multas que podem chegar a 150% do valor devido.

Cinco cuidados essenciais para evitar riscos fiscais

Manter organização e transparência é a principal estratégia para reduzir riscos. Em um ambiente cada vez mais orientado por dados, a coerência entre renda declarada e movimentação financeira tornou-se condição essencial para garantir previsibilidade e segurança na relação com a Receita Federal.

Declare a origem, não o meio: Todo rendimento deve ser declarado, independentemente de ser PIX ou espécie.

Separe o profissional do pessoal: Mantenha contas distintas para evitar confusão patrimonial.

Formalize operações: Documente doações e empréstimos por meio de contratos.

Emita notas fiscais: Indispensável para autônomos e empresas registrarem suas receitas.

Busque apoio especializado: O acompanhamento contábil periódico corrige distorções antes que virem problemas.

PIX e fiscalização

PIX paga imposto? Não. O imposto incide sobre a renda, não sobre a ferramenta.

Existe valor máximo "livre"? Não. O que importa é a compatibilidade com sua renda declarada.

Receber muitos PIX pequenos é um risco? Sim, se houver frequência que caracterize renda não declarada.

Salários em IA chegam a R$ 10 mil e refletem disputa por profissionais qualificados

A consolidação da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro também se reflete nos salários. Um levantamento do Infojobs, site de empregos mais usado no país, com base em dados de 2025, indica que cargos com foco em IA apresentam médias salariais superiores às de funções tradicionais.
 
Os dados apontam que posições ligadas à inteligência artificial vêm registrando remunerações mais elevadas, evidenciando uma forte demanda por profissionais qualificados e sinalizando um cenário de disputa por talentos que tende a se intensificar ao longo de 2026.
 
Entre os níveis hierárquicos analisados, os cargos de especialista se destacam, com média salarial em torno de R$ 10 mil. Essas posições estão geralmente associadas a áreas como ciência de dados, engenharia de dados, automação, inteligência artificial aplicada e análise avançada de informações.
 
“A valorização salarial está diretamente ligada à escassez de profissionais já preparados e à capacidade de transformar dados e tecnologia em decisões estratégicas para o negócio”, afirma Patricia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil, grupo detentor do Infojobs.
 
Os cargos de analista concentram o maior volume de vagas com foco em IA e apresentam média salarial de aproximadamente R$ 5.100. Essas funções atuam na interface entre tecnologia e estratégia, aplicando soluções inteligentes para otimizar processos e apoiar a tomada de decisão.
 
Funções de nível operacional, que já incorporam o uso de ferramentas baseadas em IA no dia a dia, também apresentam remuneração competitiva, com média salarial em torno de R$ 3.800, refletindo o impacto da tecnologia na produtividade dessas posições.
 
Cargos de assistente e encarregado aparecem com médias salariais próximas de R$ 4 mil, enquanto posições de trainee alcançam cerca de R$ 5 mil. Já estágios ligados a tecnologia, marketing e dados registram média salarial em torno de R$ 2 mil.
 
Para Patricia Suzuki, a diversidade de faixas salariais demonstra que a inteligência artificial cria oportunidades para profissionais em diferentes estágios da carreira. “A IA não está restrita a cargos sêniores. Profissionais em início de trajetória também podem e devem se beneficiar, desde que invistam nessa qualificação”, destaca.
 
Uma pesquisa da PwC aponta que profissionais com habilidades em inteligência artificial e análise de dados podem receber salários até 25% superiores aos de colegas em funções semelhantes sem essas competências.
Já um levantamento da consultoria Mercer indica que empresas que avançam na transformação digital tendem a revisar suas estruturas de remuneração para atrair e reter talentos com competências estratégicas em tecnologia e dados.
 
“O mercado passa a valorizar cada vez mais profissionais que unem conhecimento técnico, visão de negócio e capacidade analítica. Essa combinação se tornou um diferencial competitivo, e com a consolidação da inteligência artificial como ferramenta facilitadora do dia a dia e das ações, fica evidente a necessidade de ter pessoas que estejam aplicando essa tecnologia de forma consciente em suas atividades”, reforça a executiva do Infojobs.
 
Patricia complementa que com base nos dados de 2025, o cenário projetado para 2026 indica que a qualificação em inteligência artificial terá impacto direto na remuneração e na empregabilidade. Para os profissionais, investir em aprendizado contínuo deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade.

 

Beto Carrero World anuncia plano de expansão de R$ 2 bilhões com três novas áreas temáticas e complexo hoteleiro
O Beto Carrero World anuncia um plano de expansão de R$ 2 bilhões, que inclui três novas áreas e a construção de um complexo hoteleiro anexo ao parque, em Penha (SC). O projeto fortalece a magnitude do Beto Carrero World. Este novo ciclo de investimentos reafirma o parque como um dos empreendimentos de entretenimento mais relevantes e inovadores da América Latina, consolidando-o como o principal destino para famílias no Brasil.
 
Novas áreas temáticas
A grande novidade vem direto do fundo do mar: uma área temática do Bob Esponja, desenvolvida em parceria com a Paramount, que será a maior do mundo dedicada ao personagem. Com previsão para 2028, o projeto terá duas grandes atrações, incluindo a montanha-russa mais cara e tecnológica já comprada no Hemisfério Sul. Essa obra de arte da engenharia contará com múltiplos lançamentos (de frente e de costas) e um efeito de imersão inédito no mundo.  
Outra grande estrela, brasileira, amada e consagrada como a primeira ídola de toda criança também está chegando! A Galinha Pintadinha será o tema de uma área temática totalmente imersiva incluindo brinquedos, fotos com os personagens e shows exclusivos. Prevista para este ano, a novidade foi anunciada como parte das comemorações pelos 34 anos do parque e marca o início de uma parceria histórica, que chega para ampliar ainda mais as atrações dedicadas às famílias e, especialmente, às crianças pequenas.
 
“Além da área temática do Bob Esponja e da Galinha Pintadinha, já tem outra área temática de um (ou uma) personagem internacional amado (a) no mundo inteiro que devemos anunciar em breve, e que promete encantar as famílias. Nossos lançamentos são resultado de um planejamento de longo prazo, que exige anos de muita dedicação. Estamos pensando no futuro do parque para os próximos 5, 10 anos e além! A magia aqui nunca para!”, afirma Alex Murad, CEO do Beto Carrero World.
 
Expansão inclui complexo hoteleiro
E se o parque vai crescer em emoção e experiências, o conforto dos visitantes também vai subir de nível. A expansão prevê a construção de três hotéis com 200 apartamentos em cada, em um complexo anexo ao parque. Além disso, outras redes hoteleiras serão convidadas a integrar o projeto. O objetivo é formar um verdadeiro polo hoteleiro em Penha (SC), transformando a cidade em um destino completo de entretenimento, hospedagem e lazer.
 
“O conforto dos nossos visitantes é muito importante. Por isso, investir na área hoteleira sempre esteve no nosso radar para proporcionar uma experiência ainda mais completa por aqui. Estamos em um momento excelente no Beto Carrero World, com grandes parcerias internacionais e muito aprendizado. Vamos seguir investindo forte para trazer o que há de melhor e mais inovador para o nosso público", afirma Murad.
 
Um parque que não para de se reinventar
Nos últimos anos, o Beto Carrero World acelerou o ritmo das novidades. Em 2025, o parque inaugurou o Hot Wheels Turbo Drive, atração que permite crianças e adultos a pilotar um carro em tamanho real por uma pista com curvas e cenários inspirados no universo do brinquedo. Também abriu as portas da maior unidade da Pizza Hut do Brasil, a única tematizada e dentro de um parque temático, com ambientação cowboy e um sabor exclusivo em homenagem ao fundador, Beto Carrero.
 
Essas novidades se somam a outras grandes atrações recentes, como o espetáculo “No Ritmo de Trolls” (2024), desenvolvido com a DreamWorks Animation e Universal Studios, a área temática NERF Mania (2023), em parceria com a Hasbro, e a área Cowboyland com a atração radical Rebuliço (2022).
Para tornar a visita das famílias ainda mais fácil, o parque firmou uma parceria estratégica com a CVC Viagens. Agora, é possível encontrar pacotes completos, incluindo aéreo, hospedagem e passaporte, disponíveis diretamente no site do Beto Carrero World, facilitando todo o planejamento da viagem.
 
Reconhecido como o segundo melhor parque temático do mundo pelo Travellers’ Choice Awards 2025 (Tripadvisor) e o maior da América Latina, o Beto Carrero World segue firme na missão de proporcionar novas experiências, mantendo a essência de encantar toda a família.
Epagri apresenta vinhos finos produzidos com uvas resistentes a doenças
Fotos: Pablo Gomes/Epagri
 
O que já era excelente, pode ficar ainda melhor. Reconhecida em todo o Brasil pela alta qualidade dos vinhos, a região de Videira, no Meio-Oeste, começa a aderir a uma alternativa que deve consolidá-la ainda mais como referência na viticultura nacional. As uvas Piwi – termo derivado da palavra alemã “pilzwiderstandsfähigen” que, em português, significa “resistente a doenças fúngicas” – já são realidade e conquistam cada vez mais adeptos.
 
Recentemente, a Epagri e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com instituições da Alemanha, da Hungria e da Itália, lançaram as variedades Felicia e Calardis Blanc. E para disseminar as características e vantagens destas frutas, foi realizado um Dia de Campo na Estação Experimental de Videira.
 
O evento ocorreu em 21 de janeiro e reuniu mais de 100 pessoas entre produtores de uva e vinho, pesquisadores, técnicos e profissionais que atuam no setor de viticultura. Os visitantes conheceram sobre o manejo das plantas, tratamento fitossanitário e degustaram vinhos elaborados com uvas Piwi pelos pesquisadores da Estação Experimental de Videira.
 
“Além de mais resistentes a doenças, estas variedades têm menor custo de produção e resultam em vinhos finos de alta qualidade, mais limpos e trabalhados em vinhedos que recebem menos intervenções”, explica o engenheiro agrônomo André Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Estação.
 
O pesquisador ressalta ainda que Santa Catarina tem um território muito diverso, com altitudes e climas diferentes, e as uvas Piwi têm a aptidão de se adaptar facilmente a estas condições. “Elas podem ser produzidas tanto em regiões altas e frias, como São Joaquim, quanto em lugares mais baixos e quentes, como o Vale do Itajaí e o Sul do Estado”.
 
Quem prova, gosta
Apesar de novidade, os vinhos de uvas Piwi já têm boa aceitação. A produção na Estação Experimental de Videira é pequena, mas os pesquisadores têm promovido degustações itinerantes em diferentes regiões. “Quem prova, gosta muito. São vinhos excelentes, leves, descomplicados, agradáveis, que harmonizam com vários pratos e são propícios para dias quentes, no barzinho com os amigos ou à beira da praia. Todo o Vale do Rio do Peixe já tem o ‘saber fazer local’ de anos, uma história linda na elaboração de vinhos, e com as uvas Piwi será da mesma forma”, diz o químico industrial Vinícius Caliari, pesquisador na Estação Experimental de Videira.
 
A expectativa entre os produtores de vinhos é bastante positiva. Para Marceli Buss, de Videira, momentos como o Dia de Campo são muito importantes para que os produtores tenham acesso às tecnologias desenvolvidas pela Epagri e possam levar para as suas propriedades. “As uvas Piwi serão uma boa alternativa para o setor em Santa Catarina, pois é possível atingir uma boa produção utilizando menos recursos”.
 
Pesquisa transformadora
Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Epagri, Reney Dorow, as pesquisas com uvas Piwi em Videira trazem uma perspectiva de vanguarda para a cultura de vinho no Estado. “Em 2025, a Epagri comemorou 50 anos de pesquisa agropecuária. Neste histórico, nós temos o DNA do desenvolvimento rural de Santa Catarina. Quando as tecnologias geradas são adotadas pelos produtores, transformam o meio rural. A Epagri está determinada a prover esta transformação permanente do meio rural. Pesquisa é antecipar o futuro. Nós não esperamos o futuro acontecer, trazemos as soluções de amanhã para hoje”.
 
Por Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
Engenharia avançada antecipa valorização do Senna Tower

O Senna Tower, fruto de uma parceria da FG Emprendimentos com a marca Senna, vem reposicionando o Brasil no mapa global do mercado imobiliário de alto padrão a partir de uma base consistente de investimento em engenharia e inovação. Com investimento total estimado em R$ 3 bilhões, o prédio residencial mais alto do mundo é resultado de um processo contínuo de pesquisa, testes e validações técnicas que já mobilizou mais de R$ 40 milhões em ensaios e soluções específicas aplicadas diretamente ao desenvolvimento do projeto.

Esse montante se soma a outros R$ 110 milhões investidos pelo Grupo FG, ao longo dos últimos anos, em projetos de pesquisa, parcerias com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), análises avançadas e na atuação de especialistas internacionais. A bagagem técnica acumulada viabiliza o empreendimento e converte inovação em valor econômico, reputacional e de marca antes mesmo da conclusão da obra.

A torre reúne soluções estruturais e digitais raras mesmo entre super arranha-céus globais, como sistemas de controle de vibração, sensores integrados, automação preditiva e elevadores de alta velocidade. Grande parte dessas tecnologias não será visível ao público, mas é justamente esse conjunto de soluções “invisíveis” que sustenta a valorização de cada metro quadrado do empreendimento antes de sua entrega.

“Há um novo componente de valor no mercado imobiliário: a engenharia inteligente. Em vez de vender apenas localização e acabamento, estamos oferecendo segurança, eficiência e inovação operacional”, afirma Stéphane Domeneghini, diretora executiva da Talls Solutions, empresa do Grupo FG e responsável técnica pelo projeto. Segundo a engenheira, a inovação faz parte do método de trabalho da companhia. “Cada investimento em pesquisa, ensaio e validação técnica integra uma estratégia contínua de atuação na vanguarda da engenharia mundial. O Senna Tower é fruto desse processo profundo de investigação e colaboração internacional, que segue em andamento. A FG tem um planejamento estruturado para investir mais R$ 70 milhões exclusivamente em pesquisa nos próximos dois anos”, reforça.

Tecnologia que se traduz em valor

Entre as soluções técnicas que sustentam o posicionamento premium do empreendimento estão o Tuned Mass Damper (TMD), instalado no topo da torre e presente em menos de 20 edifícios no mundo, responsável por reduzir oscilações causadas pelo vento; os ensaios aeroelásticos em túnel de vento, realizados com maquetes flexíveis impressas em 3D para simular deformações em condições extremas; e a fundação com estacas híbridas monitoradas em tempo real, desenvolvida em parceria com os engenheiros Harry Poulos, referência no Burj Khalifa, e Ricardo Born, elevando os padrões de segurança e reduzindo impactos ambientais.

O projeto também incorpora concreto de altíssima resistência, resultado de três anos de pesquisa com a PWD Engenharia; sensores integrados e sistemas de automação preditiva para monitoramento estrutural contínuo; soluções inéditas de mobilidade vertical, com elevadores de até 10 m/s e um elevador exclusivo para veículos; além de sistemas de segurança estrutural e hídrica, com reservatórios intermediários e áreas de refúgio que funcionam como camadas adicionais de proteção.

Aprendizado global aplicado ao mercado brasileiro

Para garantir desempenho e mitigar riscos, a equipe técnica realizou visitas técnicas a edifícios como o 432 Park Avenue, em Nova York – hoje alvo de disputas judiciais por falhas estruturais e acústicas. “Estamos absorvendo aprendizados internacionais e, ao mesmo tempo, desenvolvendo metodologias inéditas no Brasil. O Senna Tower funciona como um laboratório em escala real, e isso já gera valor antes mesmo do início da verticalização”, afirma Domeneghini.

Impacto no mercado de alto padrão

A torre já é considerada referência em inovação e engenharia na América Latina. A tecnologia embarcada passou a ser apresentada a compradores e investidores como uma vantagem competitiva permanente, enquanto a FG contribui para reposicionar Balneário Camboriú como um polo global de verticalização e construção de supertalls. O projeto reforça ainda a valorização de ativos baseados em performance, segurança e confiabilidade técnica, além de atributos tradicionais como luxo e vista.

Com previsão de conclusão em 2033, o Senna Tower, que também conta com investimentos da Havan, insere o Brasil no mapa global dos supertalls – edifícios com mais de 300 metros de altura – ao integrar engenharia estrutural, automação, sustentabilidade, arte e a filosofia de superação associada à trajetória de Ayrton Senna.

“O Senna Tower materializa uma visão de longo prazo: usar a tecnologia como ferramenta de transformação para elevar o patamar da engenharia brasileira no cenário global. Cada solução desenvolvida e cada parceria internacional firmada refletem nosso compromisso com inovação, segurança e excelência. Mais do que um marco arquitetônico, o projeto deixa um legado de conhecimento que impulsiona o setor”, conclui Jean Graciola, cofundador e presidente do Grupo FG.

Sobre a FG Empreendimentos

A FG Empreendimentos, empresa catarinense liderada pelos empresários Francisco Graciola, cofundador e presidente do conselho consultivo, e Jean Graciola, cofundador e presidente da FG, tem como marca a superação dos limites da construção civil. Atualmente, assina os maiores empreendimentos do Brasil, com as principais tecnologias construtivas, presentes nos mais importantes arranha-céus no mundo.

Com mais de 40 anos de atuação no mercado da construção civil, a FG já entregou 63 mega empreendimentos, com aproximadamente 5,5 mil unidades e tem o maior landbank da região, com quatro milhões e quinhentos mil metros quadrados de empreendimentos futuros, o que projeta mais de R$ 120 bilhões de VGV. Conta com 15 mega obras em andamento, em 2024 registrou um desempenho histórico, consolidando-se entre as gigantes do mercado imobiliário mundial. Com oito dos dez maiores prédios do Brasil em seu portfólio, a empresa registrou um VGV de R$ 2 bilhões, mantendo uma margem de lucro líquido expressiva de 37%. A empresa trabalha com mais de 90% das transações com financiamento direto com a FG. A construtora assina oito dos 10 maiores prédios do país, vem atuando no desenvolvimento do destino Balneário Camboriú e é auditada pela Ernst & Young.

A FG Empreendimentos integra o Grupo FG Brazil Holding, uma empresa de capital fechado, que administra os negócios da Família Graciola e tem hoje com mais de 60 empresas nos setores da construção civil e incorporação, hotelaria, arquitetura, comunicação, serviços e entretenimento. Emprega, direta e indiretamente, sete mil colaboradores.

Remessa de lucros ao exterior bate recorde histórico em dezembro

As empresas que operam no Brasil realizaram um volume inédito de envios de capital para fora do país no encerramento de 2024. A movimentação financeira foi influenciada por mudanças na legislação tributária e pelos resultados operacionais das companhias.
Dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26) revelam que a remessa de lucros ao exterior somou US$ 18 bilhões em dezembro. O montante é o maior valor mensal registrado na série histórica da autarquia, iniciada em 1995. O índice representa mais que o dobro dos US$ 8,8 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Impacto da nova taxação
De acordo com informações divulgadas pelo portal InfoMoney, o movimento coincide com a entrada em vigor, em janeiro deste ano, de uma retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte sobre essas operações. A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, em um pacote que também incluiu a isenção de IR para trabalhadores com renda de até R$ 5.000 mensais.

Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, avalia que o aumento expressivo pode indicar uma antecipação estratégica das empresas devido à questão tributária. Além disso, o cenário reflete a resiliência da atividade econômica brasileira, que gerou resultados positivos para as corporações ao longo do ano.

Reflexos no investimento direto
A expressiva saída de capital afetou diretamente o saldo de investimentos diretos no país (IDP). Em dezembro, o resultado ficou negativo em US$ 5,248 bilhões, uma queda acentuada em comparação à entrada líquida de US$ 160 milhões observada em dezembro de 2024. Este foi o menor valor para o mês na história dos registros do BC.

Outro dado relevante aponta que as saídas líquidas de lucros reinvestidos totalizaram US$ 11,4 bilhões no último mês do ano. Segundo o Banco Central, esse valor negativo demonstra que a distribuição de recursos aos acionistas estrangeiros superou os lucros auferidos no período.

SCGÁS projeta investimentos de meio bilhão para os próximos cinco anos

Plano Plurianual de Negócios da Companhia prevê R$ 568,2 milhões em aportes com foco em mercado urbano, expansão de rede e frotas pesadas – Foto: Roberto Zacarias

A SCGÁS definiu as diretrizes do Plano Plurianual de Negócios (PPN) para o período de 2026 a 2030, que estabelece os investimentos, as metas de expansão e as prioridades estratégicas da Companhia para os próximos anos. O plano define R$ 568,2 milhões em investimentos, com a implantação de 496,8 km de rede e a expansão de clientes no mercado urbano.

Para 2026, o planejamento prevê R$ 104,8 milhões em investimentos e a construção de 105,2 quilômetros de rede. A SCGÁS inicia a retomada do volume distribuído, ao mesmo tempo em que amplia sua presença no estado. Estão previstas a atuação em 73 municípios, a ligação de 19 novas indústrias e dois projetos voltados a frotas pesadas para impulsionar a descarbonização no estado. O plano também inclui a conexão de 8.040 novas residências — cerca 30% a mais do que em 2025 — com foco em novos empreendimentos imobiliários, além da entrada de 74 novos comércios.

Até 2030, a expectativa é de crescimento mais significativo. A SCGÁS pretende aumentar o volume distribuído em 22,8%, chegando a 1.973 mil m³ por dia, impulsionada pela expansão da base de clientes e a previsão pelo início das operações na região do Planalto Norte. A Companhia deve alcançar 76 municípios, com a ligação de 128 indústrias, 10 projetos para frotas pesadas, 378 comércios e 45.998 novas residências, totalizando cerca de 81 mil unidades residenciais atendidas.

O plano também define prioridades para os próximos anos, como fortalecer o atendimento ao setor industrial, ampliar a entrada de pequenos clientes, incentivar o uso de gás natural em veículos pesados e ampliar a participação do gás em novos empreendimentos residenciais. Outro ponto é a consolidação da regulamentação do biometano para inclusão nos projetos de expansão, alinhando crescimento e sustentabilidade. A interiorização do gás natural em diferentes regiões como São Lourenço do Oeste, Chapecó, Caçador e Campos Novos também é uma prioridade para a SCGÁS.

Além da expansão da rede, o PPN estabelece ainda ações voltadas à eficiência operacional e à gestão de suprimentos, redução de custos com o objetivo de crescimento da Companhia e ampliar o atendimento de forma equilibrada, ampliando a competitividade dos diferentes segmentos atendidos.

Economia & Negócios: Túnel Master

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Túnel Master

Mais cedo ou mais tarde o escândalo do Banco Master e a CPI que vai ser criada para apurar suas bilionárias fraudes, chegará a SC por conta de ações quase sem valor nenhum que ficaram fora da encampação do então Banco do Estado de SC (Besc) pelo Banco do Brasil, em 2008. Ações que pouco valiam na época mas que, num passe de mágica, passaram a valer bilhões. Uma única pergunta que não quer calar: quem fez a venda delas?

Contradição italiana

A imensa comunidade italiana em SC (pelo menos 5 milhões dos 8 milhões de habitantes, dos quais cerca de 100 mil com dupla cidadania) acaba de ganhar uma representação diplomática (Sportello Consolare) em Florianópolis, aberta recentemente. É bom lembrar que nos anos oitenta SC teve um consulado, que foi sequestrado e levado para Curitiba. Ironicamente, isso acontece num momento de apreensão. No ano passado, justamente quando se festejavam os 150 anos da grande imigração italiana no Brasil, o Parlamento da Itália aprovou uma polêmica lei que impôs severas restrições à concessão da dupla cidadania, tanto para brasileiros como de outras nacionalidades, inclusive por laços sanguíneos. A Suprema Corte de lá decide se as medidas são constitucionais ou não no dia 11 de março. A expectativa é enorme, em todo o mundo.

Investimento bilionário

O ministro de Portos e Aeroportos anunciou durante visita a Navegantes, a aprovação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo destinado às operações offshore de petróleo e gás, em Santa Catarina. As seis embarcações serão construídas no estaleiro Navship, em Navegantes, e serão do tipo Platform Supply Vessel voltadas ao suprimento de plataformas de petróleo. O investimento deve fortalecer a indústria naval do Estado e gerar mais de 1,2 mil empregos diretos. Do valor total aprovado, R$ 134 milhões já foram desembolsados para o início do projeto.

Balanço positivo

Após quatro dias de intensa movimentação, negociações e networking, a 73ª Pronegócio chegou ao fim sexta-feira 16, consolidando-se como um dos principais encontros de negócios do setor confeccionista do país. Promovida pela Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), com patrocínio do Sebrae-SC a rodada transformou o Pavilhão da Fenarreco em um grande ambiente de conexões comerciais. O evento reuniu mais de 750 lojistas de todo o Brasil, que adquiriram peças da coleção Inverno 2026. Nesta rodada, grandes compradores iniciaram negociações mais aprofundadas com os fabricantes e, por se tratar de uma coleção de inverno, esse processo continua após o evento. Nos próximos 15 dias, os resultados irão superar em 10% a 12% os números da edição de janeiro do ano passado. Outro fator positivo foi que esta rodada contou com um número expressivo de novos lojistas participantes, que tiveram uma experiência positiva no evento. Esse movimento positivo reflete fatores como um inverno mais longo e os investimentos estratégicos da entidade. Nesta edição, pelo menos 10% a 15% dos lojistas participaram pela primeira vez, a maioria saiu satisfeita com a logística, a organização e o modelo da Pronegócio, e muitos já sinalizaram presença na Rodada de Maio próximo.

Maré juvenil 1

A Polícia Militar de SC em Imbituba informa que em menos de 24 horas entre segunda e terça-feira, atendeu 30 ocorrências por perturbação do sossego na Praia do Rosa. Nenhuma das situações foi considerada grave e não houve prisões nem encaminhamento à delegacia. O elevado número de acionamentos envolveu, em sua maioria, jovens argentinos que, como se sabe aqui, agora formam uma maré que deixou de frequentar Balneário de Camboriú.

Maré juvenil 2

A notícia mais lida no portal do jornal O Globo no início desta semana foi sobre jovens argentinos que em grupo de 19 a 22 anos por anos preferiam Balneário Camboriú para passar o verão. Agora fazem seu paradeiro na Praia do Rosa, em Imbituba, não sem reclamações pelo barulho que fazem.

Reformas no STF

Comissões temáticas na OAB-SC começaram a debater e propor reformas estruturais no desacreditado STF. Formarão um estudo técnico, e entre as diretrizes estabelecidas está o fim da vitaliciedade dos ministros, a mudança na composição com participação de representantes da advocacia, da magistratura e do Ministério Público, de forma a se promover mais equilíbrio nas decisões, evitando a excessivo peso político no processo de escolha. Outra proposta envolve o fortalecimento do modelo de decisões colegiadas, como forma de assegurar mais estabilidade jurisprudencial, transparência  e previsibilidade, reduzindo a concentração de poder em decisões individuais. Ótimo.

Canetas emagrecedoras

A EMS, maior indústria farmacêutica do Brasil, encerrou 2025 com receita de R$ 106 milhões em vendas das duas principais canetas nacionais à base de liraglutida: a OLIRE para tratamento de Obesidade e a LIRUX, para controle do diabetes tipo 2. Com preços mais acessíveis que as importadas, a demanda acelerou. Para este ano, a companhia projeta vendas 150% maiores nesse segmento de produtos para terapias metabólicas, com receita estimada em R$ 250 milhões. O desempenho positivo vem da combinação de investimentos industriais, previsibilidade regulatória e expansão consistente do mercado desses produtos no Brasil, explica a EMS.

Universidades comunitárias

O presidente Lula assinou na última semana decreto que regulamenta a Lei das Universidades Comunitárias de Educação Superior. Em SC esse modelo é representado há mais de cinco décadas pelo Sistema Acafe, responsável pela interiorização do ensino superior, pela formação de milhares de profissionais e pelo fortalecimento das comunidades onde atua. A lei assegura prerrogativas fundamentais, como o acesso a editais públicos, a celebração de parcerias com entes governamentais e o recebimento de recursos públicos para o desenvolvimento de atividades de interesse coletivo, sempre sob critérios rigorosos de qualificação, monitoramento e transparência. A medida tem impacto especial para a Associação Catarinense das Fundações Educacionais, reconhecida como patrimônio educacional de SC, ao garantir segurança jurídica e reconhecimento formal ao modelo comunitário, que se destaca pela forte vinculação com os territórios onde está inserido e pelo compromisso permanente com a inclusão social e o desenvolvimento regional.

Sem cobrança

O Núcleo de Prática Jurídica da Unifebe não cobra pelos serviços que presta à comunidade. A assistência Judiciária oferecida à comunidade é realizada por acadêmicos a partir da sétima fase, sob orientação dos professores do curso de Direito. Em atividade há 30 anos, o núcleo é um dos principais pontos de apoio para cidadãos que não conseguem contratar serviços particulares. Só em 2025, foram realizados mais de 9 mil atendimentos, incluindo contatos iniciais e retornos, tanto nas cabines por agendamento quanto nos pedidos de informação jurídica. Considerando as tentativas de golpes comuns no meio jurídico, o Núcleo de Prática Jurídica reforça que os serviços são gratuitos. Não há cobranças de custas ou qualquer outro tipo de valor nas ações patrocinadas pelo NPJ, seja pela assistência judiciária ou pelo Juizado Especial Cível. A exceção é em caso de eventual condenação. Advogados e colaboradores do NPJ entram em contato com o cliente apenas pelo telefone (47) 00644-2969 e (47) 99241-5604. Nenhum deles solicita pagamentos. Para informações complementares e em casos de dúvidas, os clientes do NPJ podem entrar em contato por meio dos números citados acima ou pelo telefone fixo institucional: (47) 3211-7255.

Modelo de incubadoras

O modelo de incubadoras para empresas de tecnologia que faz sucesso em SC desde a criação dos primeiros polos tecnológicos de Florianópolis, da antiga rede MIDITEC hoje denominada Mi-DIHUB, começa a ser exportado pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e o Sebrae Startups. A primeira unidade chegou em Goiás neste mês de janeiro é o HUB Cerrado, em Goiânia. Em SC essa rede abriga 12 incubadoras conectadas com mais de 350 empresas apoiadas. Esse modelo já recebeu quatro vezes o prêmio de Melhor Incubadora do Brasil pela Aprotec e ficou três vezes entre os cinco melhores do mundo.

Inflação imobiliária

O índice FipeZap divulgou que em todo o ano passado o preço dos imóveis subiu 6,52%, encarecendo a casa própria. Como já é rotina, o litoral de SC continua sendo o mais valorizado, com o valor médio do metro quadrado em R$ 14.906 em Balneário Camboriú e R$ 14.843 na vizinha Itapema. Depois seguem Itajaí e Florianópolis na lista dos cinco municípios com os imóveis mais caros do Brasil.

Vítimas

O pior não é saber, pelo noticiário, que um ministro do STF viajou para Lima em jatinho de empresário para ver um jogo da Libertadores ao lado de pessoas ligadas ao caso Master; ou que outro ministro do STF tem familiares atuando na defesa do Banco Master por meio de um contrato milionário e nebuloso. Pior é ficar sabendo que ministros ali acham que o STF está “apanhando de graça”.

Vendas bilionárias

O acordo Mercosul – União Europeia, que pode demorar um pouco mais em função da análise jurídica solicitada pelo parlamento europeu, abre oportunidades para negócios bilionários a pequenos negócios catarinenses dispostos a avançar nas vendas externas. É isso que mostra estudo do Observatório de Negócios do Sebrae-SC. A análise destaca que o bloco europeu faz importações bilionárias de diversos setores em que pequenas empresas de SC poderiam participar mais. São empresas de setores como agronegócio, metalmecânico e automotivo. Mas para ocupar esses espaços, as pequenas empresas precisam estar preparadas, alerta o diretor do Sebrae-SC.

Devolução de dinheiro

Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos do INSS tem até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto. De acordo com ele, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do instituto, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.

União Europeia – Mercosul

A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) avalia que a assinatura do acordo comercial Mercosul-União Europeia é um passo significativo para a inserção internacional do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo, com potencial de fortalecimento da indústria catarinense: o estado é um hub logístico, produtivo, turístico, de serviços e de integração física graças a sua posição geográfica e infraestrutura portuária, destaca seu presidente.  

Cigo bello

O governador de SC recebeu o embaixador da Itália no Brasil. O encontro ocorreu na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. A pauta principal foi o fortalecimento das relações bilaterais entre o estado e o país europeu. Durante a reunião, as autoridades se comprometeram a iniciar tratativas para estabelecer um voo entre Florianópolis e a Itália. O objetivo é seguir o modelo de conexão internacional já existente com Portugal.

Times Square

Balneário Camboriú, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo estão disputando quem ganha primeiro o direito de criar a primeira Times Square brasileira, cópia do célebre cruzamento da região da Broadway, em Nova York. O pedido de Balneário Camboriú está sob análise do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O empreendimento privado integra o York Food Lounge, em desenvolvimento na esquina das Avenidas Alvin Bauer e Brasil, no centro da cidade, conhecida pelos arranha-céus de sua orla. A veiculação de conteúdo luminoso deve começar ainda neste verão, em grande telão.

Levando embora

Só nos últimos cinco meses, sete cidades de SC decretaram situação de emergência, depois que suas praias foram tragadas pela erosão marinha causada pelas ressacas. São: Balneário Barra do Sul, Florianópolis, Itapema, Itapoá, Barra Velha, São Francisco do Sul e Garopaba. Os decretos permitem obras emergenciais, como construir muros de pedra e colocar areia para alargar a faixa de areia. Coincidentemente, SC foi o Estado que mais investiu em obras de alargamento de praias na tentativa de frear o avanço do mar.

Novos nomes

Com o acordo Mercosul-União Europeia, vários produtos vão mudar de nome no Brasil. Presunto Parma, mortadela Bolonha e queijo Feta, por exemplo, estão entre as denominações europeias que não poderão ser usadas por fabricantes brasileiros. Mas há algumas divergências a resolver de agora em diante. Uma delas envolve o “steinhaeger”, um destilado produzido na Alemanha, no século 15 e que chegou ao Brasil em 1958, através do engenheiro alemão Wenzel Rulf, que montou uma destilaria, a Doble W, em Porto União, no Planalto Norte de SC.

Destinos de Carnaval

Faltando poucas semanas para o Carnaval, a Booking.com, empresa de reservas de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo, analisou os destinos brasileiros mais buscados para o Carnaval deste ano. Entre os turistas estrangeiros a boa notícia para SC é que depois do Rio de Janeiro o segundo e o quarto destinos mais procurados são Florianópolis e Bombinhas.

Nudismo

Após habeas corpus da Federação Brasileira de Naturismo, o Tribunal de Justiça de SC concedeu um salvo-conduto coletivo para impedir prisões de praticantes de naturismo na faixa de areia e mar da praia de Pinho, em Balneário Camboriú. Um decreto municipal proibiu o nudismo no local desde 19 de dezembro. O salvo-conduto vale até que o mérito do habeas corpus seja analisado pelo colegiado do tribunal.

Recorde histórico

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com alta de 4,4% no faturamento com exportações, conforme dados do governo federal. O percentual representa um salto de US$ 11,67 bilhões registrados em 2024 para US$ 12,19 bilhões em 2025. Ou seja, um acréscimo de cerca de US$ 516 milhões. Com o aumento, SC alcançou o maior faturamento da história com exportações, mesmo com cenário adverso a nível internacional. Entre as exportações, o destaque é o setor do agronegócio. A carne de frango lidera com US$ 2,44 bilhões exportados entre janeiro e dezembro. Na sequência aparece a carne suína com US$ 1,85 bilhão faturado. Em seguida estão a soja, com US$ 659 milhões; motores e geradores elétricos com US$ 620 milhões e parte e peças de motores de pistão, com US$ 382 milhões.

Mais uma CPI

O Senado atingiu o número de assinaturas necessárias para instalar uma CPI para apurar crimes e fraudes cometidos pelos operadores do liquidado Banco Master. Dentre as 42 assinaturas estão as dos catarinenses Esperidião Amin e Jorge Seif.

Em queda

A 36ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou queda de 2,8% nas vendas de SC em dezembro, na comparação anual. Foi o oitavo mês consecutivo de resultados negativos no Estado, o que vem causando impactos diversos, como o fechamento de negócios. Para especialistas o índice reflete a combinação entre renda pressionada e crédito mais restrito.

Em alta

SC concentra cerca de 1,3 milhão de empreendedores, o equivalente a 4,3% do total do país, com um perfil marcado por maior formalização, renda elevada e forte presença no setor de serviços. Os dados constam no levantamento Perfil do Empreendedor Catarinense, elaborado pelo Sebrae-SC. O estudo mostra que 4 em cada 10 empreendedores catarinenses atuam no setor de serviços, segmento concentra 42,1% das atividades, seguido pelo comércio (17,6%) e pela agropecuária (14,7%). O rendimento médio mensal é 38% superior à média nacional, alcançando R$ 4.194 entre os empreendedores que atuam por conta própria e R$ 9.672 entre os empregadores. A jornada média semanal é de 41,5 horas, cerca de três horas a mais do que a média brasileira.

Bolsa Família

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que neste mês 203,7 mil famílias em todos os 295 municípios de SC estão sendo contemplados com o Bolsa Família. O investimento é de R$ 144,6 milhões e o valor médio do benefício é de R$ 710,11.

Feminicídios

Dói publicar a informação que o Brasil bateu recorde de feminicídios em 2025: 1.470 mulheres foram mortas, ante 1.459 em 2024. É a maior quantidade registrada em 10 anos. Em SC foram 51.

Agora vai?

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados tem atualmente 70 matérias prontas para votação neste ano. Entre elas a proposta de emenda constitucional da maioridade penal, aprovada em 2015 após intenso debate sobre o projeto de lei 3722/2012. Propunha reduzí-la dos atuais 18 anos para 16 ou até menos. Sem hipocrisias, por favor: com 16 anos o menor pode dirigir e votar, por que não assumir responsabilidades por seus atos?

Avanço estratégico

A assinatura do Acordo Interino de Comércio Mercosul-União Europeia, é avaliada pela Fiesc como um avanço estratégico para SC e para o Brasil. Para o presidente da entidade, o momento é especialmente oportuno diante das tensões geopolíticas que vêm reconfigurando as cadeias produtivas globais e exigem novas rotas comerciais mais estáveis e previsíveis. Destaca o presidente da entidade que acordos como esse são fundamentais para diversificar destinos de exportação e reduzir a dependência de mercados sujeitos a mudanças abruptas, como ficou evidente no recente tarifaço norte-americano. Nesse contexto, a UE surge como um parceiro confiável e de alto valor agregado, com o qual SC já mantém relação comercial sólida. Também ressalta a posição estratégica do estado no Mercosul. Com infraestrutura portuária robusta e localização privilegiada, Santa Catarina se consolida como hub logístico, produtivo e de integração regional.

Fila de espera

O governo de SC está esticando o olho sobre o sucesso das escolas cívico-militares no Paraná, que tem fila de espera de 11 mil alunos. Um dos principais motivos para tanta demanda no vizinho Estado, que já tem 300 escolas no modelo e que provavelmente se replica por aqui (faltam estudos para avaliação mais confiável) é que os pais procuram alguém que faça a disciplina dos filhos.

Gerando empregos

O Sebrae-SC divulgou um levantamento mostrando que as microempresas foram as responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no Estado de janeiro a novembro de 2025, com 60,5% do total. Depois vem as médias e grandes, com 28,2%. O governo (5,9%) e as empresas de pequeno porte, organizações sem fins lucrativos e outros (5,4%), seguem representando uma porcentagem menos significativa. Resumindo: as microempresas têm um papel essencial na economia catarinense.

Cidades caras

Saiu o Índice FipeZAP, calculado pela Fipe, que acompanha o preço médio de aluguel de imóveis em 36 cidades brasileiras, incluindo capitais. Subiu 9,44% em 2025, quase o dobro da inflação de 4,26%. Com os dados foi possível montar o ranking nacional onde o aluguel mais subiu no ano passado. A liderança é de Teresina, 21,81%. A surpresa é Florianópolis, em 17º entre as capitais, com 9,35%. Manaus ficou na outra ponta, com 1,06%. O mesmo índice apurou onde o aluguel mais subiu, liderado por Campinas (SP) com 19,22%. De SC está Joinville, em 8º. E onde menos subiu, com presença de São José (-3,10%), na região metropolitana de Florianópolis.

SC na pauta

Está na pauta dos primeiros julgamentos do Ano Judiciário 2026 no STF se o processamento e julgamento de crimes contra espécies da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção compete à Justiça Federal. A decisão terá repercussão geral para todo o país. O STF determinou a suspensão de todos os processos penais sobre o tema até o julgamento final. A controvérsia, levada pelo Ministério Público de SC, questiona se a mera inclusão em lista nacional justifica o interesse da União no caso.

SC-Itália

Dois dias após o acordo, o governador de SC recebeu o embaixador da Itália no Brasil, que anunciou a abertura do escritório consular em Florianópolis. Conforme a Fiesc, em 2025, SC exportou para a Itália US$ 169,7 milhões, sobretudo motores elétricos e madeira. De lá vieram US$ 683,6 milhões em veículos e produtos farmacêuticos.

Abrigos para aves

A partir do reaproveitamento de madeira descartada, o artesão Saulo Deucher, morador do bairro Águas Claras, em Brusque, passou a produzir abrigos destinados à proteção de aves urbanas. A iniciativa alia sustentabilidade, cuidado ambiental e geração de renda. As estruturas são feitas de forma artesanal, utilizando resíduos que teriam como destino o descarte. Os abrigos são projetados para oferecer proteção e conforto aos pássaros, com intenção aos detalhes construtivos e à funcionalidade. A atividade teve início em 2020, após Saulo perder o emprego de motorista de ônibus em razão da pandemia da Covid-19. Diante da instabilidade econômica, o artesanato surgiu como alternativa para complementar a renda familiar. Com o tempo, a divulgação das casinhas nas redes sociais ampliou a procura e consolidou a produção como fonte de sustento. Mais de 700 unidades já foram produzidas desde o início do projeto.

Formação tecnológica

O Entra21, programa gratuito de capacitação profissional em tecnologia, abriu novas turmas em SC. O projeto, que iniciou há 20 anos, em Blumenau, e desde 2022 expandiu para todo o Estado catarinense, já formou mais de 9 mil pessoas. Na edição de 2026 são quase 500 vagas abertas para aulas com foco em diversas linguagens de programação, além do desenvolvimento de habilidades profissionais, as chamadas soft skilis. Todo o projeto é gratuito e as inscrições estão abertas no site: www.entra21.com.br. Serão 20 turmas para concorrer a uma vaga basta ter mais de 16 anos, sem idade máxima de idade, estar cursando ou ter concluído o ensino médio e interesse em tecnologia e realizar a inscrição dentro do prazo, que vai até 17 de fevereiro.

Estudo aponta cargos que mais crescem no país; confira lista dos 20 principais

Levantamento anual divulgado pelo LinkedIn, rede social profissional, mostra os cargos que mais crescem no Brasil, com alto potencial de empregabilidade.

🔎 O que os dados mostram este ano?
• Demanda por funções técnicas especializadas, como engenheiros de IA;
• Aumento de cargos estratégicos, como gerentes de planejamento;
• Cargos da área de saúde seguem em alta;

🧠 Como foi feita a pesquisa?
Os pesquisadores analisaram milhões de vagas ocupadas por usuários do LinkedIn entre 2023 e 2025 para identificar os cargos que mais cresceram. Para entrar na lista, as funções precisaram mostrar crescimento contínuo, ter número relevante de vagas anunciadas no último ano e registrar avanço significativo até 2025.

👇 Confira a lista

1. Engenheiro(a) de IA
O que faz: projeta e constrói sistemas de inteligência artificial para analisar dados, reconhecer padrões e fazer previsões.

2. Técnico(a) de enfermagem
O que faz: presta cuidados básicos aos pacientes, administra medicamentos, registra sinais vitais e apoia procedimentos médicos.

3. Planejador(a) financeiro(a)
O que faz: ajuda pessoas a organizar finanças, definir estratégias de poupança, investimento e planejamento de longo prazo.

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4. Consultor(a) de assuntos regulatórios

O que faz: orienta empresas sobre exigências legais e de conformidade para produtos e operações.

5. Geofísico(a)
O que faz: estuda propriedades físicas da Terra para entender fenômenos naturais e localizar recursos.

6. Engenheiro(a) de segurança de processo
O que faz: analisa riscos industriais e implementa medidas para prevenir acidentes e danos ambientais.

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7. Especialista em gestão de contas
O que faz: gerencia relacionamento com clientes, resolve demandas e coordena serviços comerciais.

8. Cientista agrário
O que faz: pesquisa técnicas agrícolas para melhorar a produção de alimentos e o uso de recursos naturais.

9. Consultor(a) de investimentos
O que faz: orienta decisões de investimento avaliando riscos e oportunidades no mercado financeiro.

10. Engenheiro(a) de confiabilidade
O que faz: analisa falhas e riscos em plantas industriais e define estratégias de manutenção.

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11. Assistente de dados

O que faz: coleta, organiza e prepara bases de dados para análises e relatórios.

12. Técnico(a) em microbiologia
O que faz: realiza testes laboratoriais para identificar microrganismos em alimentos, medicamentos ou amostras ambientais.

13. Assistente de pesquisa clínica
O que faz: apoia a condução de estudos clínicos, coleta dados e acompanha participantes.

14. Gerente de relações corporativas
O que faz: mantém relacionamento institucional com parceiros, investidores e comunidades.

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15. Gerente de novos negócios
O que faz: identifica oportunidades comerciais e coordena estratégias de expansão.

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16. Especialista em manufatura

O que faz: supervisiona processos produtivos para garantir eficiência, qualidade e segurança.

17. Analista de auditoria
O que faz: revisa processos e registros financeiros para garantir conformidade e precisão.

18. Chefe de gestão da cadeia de suprimentos
O que faz: coordena compras, produção, armazenagem e distribuição de mercadorias.

19. Gerente de seleção
O que faz: conduz processos de recrutamento e planejamento de equipes.

20. Gerente de instalações
O que faz: administra manutenção, segurança e serviços de escritórios e instalações.

Senac inicia 2026 com inscrições abertas em mais de 450 cursos no estado

Para quem iniciou o ano querendo investir na vida profissional, o Senac está com 474 cursos com inscrições abertas em Santa Catarina. Os cursos atendem diferentes objetivos, de formação, atualização ou aperfeiçoamento profissional. Ao todo, são 93 opções presenciais, distribuídas em 26 municípios, e 381 na modalidade a distância.  

Todos os cursos presenciais do Senac SC têm desconto de 20% para comerciários (empregadores e empregados do setor de comércio e serviços). No EaD, o desconto é válido para os cursos livres, exceto os de informática e os transmitidos por webTV. 

Para quem está buscando uma vaga no Ensino Médio, há seis habilitações técnicas integradas nas turmas ainda disponíveis. As aulas começam no início de fevereiro e as matrículas variam conforme a unidade. Mais informações em www.sc.senac.br/ensinomedio. As unidades e opções dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio são: 

Palhoça: Desenvolvimento de Sistemas e Multimídia; 

Blumenau: Programação de Jogos Digitais;  

Jaraguá do Sul: Administração; 

Joinville: Gastronomia e 

Criciúma: Desenvolvimento de Sistemas, Estilismo e Coordenação de Moda, Multimídia e Programação de Jogos Digitais.  

 

As aulas da Graduação também iniciam no começo de fevereiro. Quem quiser concorrer à bolsa de até 100% do Fumdesc deve fazer a inscrição pelo vestibular da instituição até o próximo domingo, dia 25 de janeiro. Caso contrário, as inscrições podem ser feitas pelo vestibular até o dia 6 de fevereiro, pelo Enem, por diploma de outra graduação ou por transferência. Mais informações e inscrições pelo site https://vestibular.sc.senac.br/ ou diretamente com a unidade. Presencialmente, as opções dos cursos Tecnólogos do Senac disponíveis são:  

Gastronomia, em Concórdia;  

Design de Moda, em Criciúma;  

Banco de Dados, em Joinville; 

Segurança da Informação, em Joinville; 

Processos Gerenciais, em Chapecó, Concórdia, Criciúma e Joinville e 

Análise e Desenvolvimento de Sistemas, em Blumenau, Concórdia, Florianópolis, Criciúma e Joinville. 

 

Na Pós-graduação, o Senac possui seis turmas previstas para o primeiro semestre, com duração de oito meses a um ano e meio:  

Finanças Corporativas, em Caçador; 

Gestão Empresarial, em Lages e São Miguel do Oeste; 

Esp. Em Gestão Estratégica de Pessoas, em Chapecó, Caçador e        

São Miguel do Oeste. 

 

Com duração de quatro meses a três anos, os cursos Técnicos do Senac visam rápida inserção no mercado de trabalho, com garantia de aprendizado prático e qualificado. Dentre as 17 opções disponíveis, destacam-se: Segurança do Trabalho; Administração e Recursos Humanos. Confira abaixo a lista completa dos cursos disponíveis em 19 unidades do estado. Os interessados devem verificar com a unidade mais próxima as disponibilidades e prazos de fechamento de turma. 

Cursos Técnicos

1.      Administração

9. Internet das Coisas (Iot)

2. Contabilidade

10. Massoterapia

3. Desenvolvimento de Sistemas

11. Modelagem do Vestuário

4. Design de Interiores

12. Publicidade

5. Enfermagem

13. Qualidade

6. Estética

14. Radiologia

7 Farmácia

15. Recursos Humanos

8 Informática para Internet

16. Segurança do Trabalho

17. Especialização Técnica em Instrumentação Cirúrgica

 

Com certificação reconhecida pelo mercado, os Cursos Livres do Senac, de curta duração (um a seis meses), são práticos e voltados para quem deseja atualizar-se rapidamente, aperfeiçoar-se ou aprender algo novo. Presencialmente, o Senac oferece 22 cursos de Qualificação Profissional (160h ou mais), 20 de Aperfeiçoamento (até 84h) e 12 opções de Workshops. Além dos cursos profissionalizantes, destacam-se: Marketing Turístico; Informática Básica e Mídias Sociais; Excel Básico com IA e Oratória. Confira abaixo a lista completa. Os interessados devem entrar em contato com a unidade mais próxima para verificar a disponibilidade na sua região.  

Cursos Livres Senac SC (presencial)

Qualificação Profissional

Aperfeiçoamento

Workshops

1.      Assistente Administrativo

23. Consultoria em Imagem e Estilo

43. Agentes Ativos: O Papel Fundamental no Desenvolvimento Infantil

2.      Assistente de Contabilidade

24. Desenvolvimento Back-end com IA

44. Boas Práticas de Governança

3.      Assistente de Logística

25. Desenvolvimento de Lideranças

45. Boas Práticas na Manipulação e Preparação dos Alimentos

4.      Assistente de Marketing e Vendas

26. Desenvolvimento Gerencial

46. Brincar Criativo: Oficina de Criação de Brinquedos com Mat. Sustentáveis

5.      Assistente de Pessoal

27. Imobilização ortopédica

47. Comunicação Estratégica

6.      Assistente de Recursos Humanos

28. Marketing Turistico

48. Estratégias de Marketing Digital em Plataformas Sociais

7.      Assistente Financeiro

29. Microsoft Power BI - Básico

49. Gestão Escolar Democrática

8.      Atendente de Farmácia

30. Moda e Estilo: Auxiliando na Criação e Div. de uma Coleção

50. Gestão Financeira e Programas do FNDE

9.      Cabeleireiro

31. Modelagem Computadorizada em Sistema Audaces

51. NR1: Riscos Psicossociais e a Influência no Trabalho

10.   Costureiro

32. Panificação: técnicas e bases

52. PNL aplicada a Vendas

11.   Cuidador de Idoso

33. Preparo de Pizzas

53. Primeiros Socorros para Professores

12.   Editor de Projeto Visual Gráfico

34. Produção de Imagens para Meios Digitais

54. Saúde Mental, Automotivação e Equilíbrio para o Ano Inteiro

13.   Florista

35. Qualidade no atendimento

 

14.   Manicure e Pedicure

36. Realizar Planejamento, Programação e Controle de Produção

 

15.   Maquiador

37. Recrutamento e Seleção

 

16.   Massagista

38. Técnicas de confeitaria

 

17.   Modelista

39. Técnicas de Liderança

 

18.   Pizzaiolo

40. Técnicas de recepção e secretariado

 

19.   Programador de Sistemas

41. Técnicas de Vendas

 

20.   Recepcionista em Serviços de Saúde

42. Transformação Digital com Inteligência Artificial

 

21.   Salgadeiro

 

 

22.   Shiatsuterapeuta

 

 

 

Programas (presenciais)

Instrumentais

Socioculturais (16h a 30h)

Socioprofissionais (16h a 30h)

1.      Espanhol Para Profissionais do Turismo (32h)

8. Automaquiagem

13. Culinária Japonesa: Sushi e Sashimi

2.      Excel Avançado com IA (20h)

9. Automaquiagem para adolescentes

14. Massas e Molhos

3.      Excel Básico com IA (20h)

10. Oratória avançada

 

4.      Excel Intermediário com IA (20h)

11. Oratória: falar em público

 

5.      Informática Básica (72h)

12. Programação Neurolinguística

 

6.      Informática Básica e Mídias Sociais (160h)

 

 

7.      Talentos em Ação: Empreendedorismo e Comércio (168h)

 

 

 

A distância, Senac oferece diversas opções para cursar de qualquer lugar

Além dos cursos presenciais, o Senac oferece hoje um portfólio com 381 cursos em diferentes níveis de formação na modalidade a distância, que o aluno pode fazer de onde estiver.  

Dentre os cursos de curta duração, os 206 títulos disponíveis distribuem-se nas áreas de Fotografia, Beleza, Comunicação, Comércio, Design, Educação, Gastronomia, Gestão, Hospitalidade, Idiomas, Informática, Meio Ambiente, Moda, Saúde, Segurança do Trabalho e Turismo, com destaque para Técnicas de liderança, Escrita Fiscal e Informática.  

Para os cursos de aperfeiçoamento (até 84h), basta que o aluno se inscreva para receber os dados de acesso por e-mail e já pode iniciar seus estudos. Já nos cursos de Qualificação profissional (160h ou mais), a data de início é informada no ato da matrícula.  

Para inscrições e mais informações, acesse a lista completa dos cursos em https://www.ead.senac.br/cursos-livres/

No nível Técnico, o EaD dispõe de 13 títulos nas áreas de: Comércio, Design, Gestão, Meio Ambiente, Segurança do Trabalho, TI e Turismo. As aulas iniciam dia 2 de fevereiro e as inscrições ficarão disponíveis até 16 de fevereiro em https://www.ead.senac.br/cursos-tecnicos/.  

Na Graduação, são 23 cursos Tecnólogos nas áreas de Arquitetura, Comércio, Design, Gastronomia, Gestão, Moda e Tecnologia da Informação. As aulas terão início a partir de 2 de fevereiro, e as matrículas serão aceitas até o dia 8 de fevereiro por meio do site. As avaliações da Graduação na modalidade EaD são feitas na unidade do Senac mais próxima. Confira aqui a lista completa dos cursos e aqui o edital completo da graduação online.  

Para quem procura renovar e desenvolver sua carreira, atualizar-se e qualificar-se, o Senac EaD está com 51 cursos de Pós-graduação à distância nas áreas de Arquitetura, Artes, Comunicação, Design, Educação, Gastronomia, Gestão, Hospitalidade, Meio Ambiente, Nutrição, Saúde, Segurança do Trabalho e Tecnologia da Informação. Os cursos são disponibilizados pelo Centro Universitário Senac, nota 5 no recredenciamento do MEC. As inscrições vão até 25 de janeiro, com início das aulas previsto para 2 de fevereiro. Confira aqui os cursos de Pós disponíveis em EaD.  

Complementando os conhecimentos adquiridos na graduação e pós, há ainda 88 cursos de Extensão Universitária nas áreas de Arquitetura, Artes, Comunicação, Design, Educação, Gastronomia, Gestão, Hospitalidade, Meio Ambiente, Moda, Nutrição, Saúde e Tecnologia da Informação. Com duração menor que a pós-graduação, eles oferecem oportunidade de aperfeiçoamento e atualização em novas áreas de formação. 

Intercâmbio nos EUA segue em alta: entenda por que as restrições de vistos não interferem nas autorizações de estudo

O intercâmbio nos Estados Unidos continua a ser um dos destinos mais desejados pelos brasileiros em 2026, mesmo em um cenário internacional de intensas mudanças nas políticas de vistos. Segundo a Pesquisa Selo Belta 2025, realizada pela Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio (Belta), os Estados Unidos mantêm posição de destaque entre as preferências dos intercambistas brasileiros, respondendo por cerca de 22,8% das intenções de viagem. A escolha se sustenta em fatores como a qualidade do ensino, a diversidade de programas educacionais e as oportunidades de crescimento pessoal e profissional que a experiência proporciona.
 
Nas últimas semanas, notícias sobre alterações nas regras de vistos americanos ganharam grande espaço na mídia e nas redes sociais, com relatos sobre suspensão de emissão para alguns países e endurecimento crescente das políticas migratórias. No entanto, ao olhar com rigor jornalístico e técnico sobre esses acontecimentos, fica claro que muitos desses ajustes não atingem diretamente os estudantes que buscam intercâmbio nos Estados Unidos.
 
Uma das medidas mais discutidas foi o anúncio, no início de 2026, de que os Estados Unidos iriam pausar temporariamente o processamento de vistos de imigração para cidadãos de determinados países, incluindo o Brasil. Essas autorizações de imigração são aquelas que permitem residência permanente e são distintas das categorias de vistos não-imigrantes. Autoridades americanas reforçam que essa suspensão não afeta vistos de não-imigrantes, como os destinados a turismo, negócios, estudo ou intercâmbio, que seguem sendo emitidos normalmente mediante o cumprimento dos requisitos consulares habituais.
 
É importante entender que o sistema de vistos americano classifica as autorizações conforme o propósito da estadia. Entre os vistos não-imigrantes, aqueles temporários e vinculados a atividades específicas, estão categorias como o F-1 e o M-1, voltados para estudantes acadêmicos ou vocacionais e seus dependentes, e o J-1, utilizado em programas de intercâmbio, inclusive au pair, Work & Travel e experiências culturais. Essas categorias são concebidas justamente para permitir que estudantes e participantes de programas culturais ou educacionais entrem, e permaneçam no país pelo período necessário à formação.
 
Apesar da comunicação frequente sobre mudanças ou “novas regras”, o processo para intercambistas brasileiros não foi interrompido nem de fato dificultado por demandas extraordinárias. O que existe é um reforço nos procedimentos de análise e, em alguns casos, implantação de controles adicionais, como revisão de perfis digitais para fins de segurança, mas sem impactar diretamente a emissão de vistos estudantis ou de intercâmbio para quem cumpre os requisitos legais.
 
Para Alexandre Argenta, presidente da Belta, a percepção de dificuldade muitas vezes decorre de uma combinação entre comunicação sensacionalista e desinformação: “Muitos brasileiros associam todas as notícias sobre vistos a uma barreira intransponível, mas, para quem tem objetivos educacionais legítimos e apresenta a documentação adequada, o visto de estudante ou intercâmbio nos Estados Unidos já não enfrenta esse tipo de problema,” afirma Argenta. Ele reforça que o processo segue claro, estruturado e previsível, desde a matrícula na instituição ou programa de intercâmbio até a entrevista consular.
 
Argenta também lembra que os vistos estudantis exigem comprovação de matrícula, capacidade financeira para custear a estadia, vínculos com o país de origem e intenção de retorno, critérios que são analisados com mais rigor em qualquer país com grande fluxo migratório. “Quando o candidato se prepara adequadamente e cumpre as etapas previstas, as chances de aprovação são altas e não há nenhum entrave novo exclusivo para intercambistas brasileiros”, complementa.
 
Nesse contexto, a importância do planejamento antecipado ganha ainda mais peso. Organização financeira, definição clara do tipo de visto requerido, seja F-1 para cursos acadêmicos, M-1 para cursos técnicos ou J-1 para programas culturais de intercâmbio, e acompanhamento profissional durante todo o processo consular são fatores que minimizam riscos e garantem uma experiência tranquila. A pesquisa Selo Belta 2025 mostra que muitos brasileiros já adotam esse comportamento, planejando com antecedência e contando com orientação especializada para cada etapa.
 
Além disso, os benefícios educacionais e profissionais de um intercâmbio nos Estados Unidos, como a imersão linguística, a vivência multicultural e o fortalecimento de competências valorizadas globalmente, continuam sendo diferenciais impulsionadores da escolha pelo país. Esses fatores, somados à manutenção das categorias específicas de vistos estudantis e de intercâmbio, reafirmam que, apesar das mudanças comunicadas ou implementadas em outras áreas migratórias, o ciclo do intercâmbio educacional segue ativo e acessível para brasileiros em 2026.
 
Assim, a combinação entre informações claras sobre tipos de visto, orientação profissional e planejamento estratégico reafirma que a percepção de dificuldade para obtenção de visto americano não se aplica ao universo dos intercambistas. Para estudantes brasileiros com objetivos educacionais legítimos, o processo permanece sólido, confiável e em pleno funcionamento, um convite para transformar sonhos em conquistas reais no cenário internacional.

 

Pequenos negócios têm até dia 30 para renegociar dívidas com a União

Microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte têm até 30 de janeiro para aderir às condições especiais de renegociação de débitos inscritos na dívida ativa da União. No ano passado, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou o Edital nº 11/2025, que trata da transação tributária e cujo prazo de adesão acabaria em 30 de setembro.
A iniciativa permite regularizar pendências fiscais com descontos que podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais, além de prazos ampliados para parcelamento. As condições variam conforme a situação da dívida e a capacidade de pagamento do contribuinte.

Quem pode aderir
Microempreendedores individuais (MEI);
Microempresas;
Empresas de pequeno porte.
Modalidades disponíveis
O edital prevê diferentes formas de transação, entre elas:

Transação conforme a capacidade de pagamento do contribuinte;
Débitos considerados irrecuperáveis;
Transação de pequeno valor, para dívidas de até 60 salários mínimos, com regras específicas para MEI.
Débitos garantidos por seguro garantia ou carta fiança.

Como aderir
A consulta às pendências e a formalização da adesão devem ser feitas pelos canais oficiais da PGFN. A prorrogação do prazo amplia o alcance da medida e busca estimular a regularização fiscal como forma de apoiar a recuperação dos pequenos negócios.

A PGFN reforça que a renegociação de dívidas não se confunde com o pedido de reenquadramento no Simples Nacional, que ocorre no início de cada ano. Cada procedimento tem regras próprias e deve ser feito separadamente.

Atenção aos prazos
30 de janeiro: prazo exclusivo para aderir às modalidades de renegociação da dívida ativa da União;
31 de janeiro: prazo distinto para pedir retorno ao Simples Nacional por MEIs desenquadrados do regime.

Vem aí o 11º Congresso de Inovação da Indústria

As inscrições para a 11ª edição do Congresso de Inovação da Indústria já estão abertas. Marcado para os dias 25 e 26 de março no WTC, em São Paulo, um dos principais eventos de inovação industrial da América Latina é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), correalizado pelo Sistema Indústria - que reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) - e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

Garanta sua inscrição no site do Congresso de Inovação : https://congressodeinovacao.com.br/

O Congresso tem como principal objetivo fortalecer o ecossistema nacional de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), promover o diálogo entre os setores público e privado e difundir soluções inovadoras da indústria brasileira. Com o tema Transição Ecológica e Digital, a 11ª edição vai debater a integração entre práticas sustentáveis e tecnologias digitais e reconhecer empresas, ecossistemas e pesquisadores por meio do Prêmio Nacional de Inovação. 

O evento é gratuito e voltado para lideranças empresariais, especialistas e pesquisadores do ecossistema de inovação público e privado, incluindo empresas, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e startups. 

“A grande novidade deste ano é que o Congresso acontece depois de uma experiência inédita, a Jornada Nacional de Inovação da Indústria. Ao fim de nove meses, teremos percorrido junto com o Sebrae as cinco regiões do Brasil para ouvir dos empresários quais são os principais desafios e as oportunidades para as empresas inovarem. Também estamos mapeando soluções inovadoras e deep techs brasileiras”, destaca o diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes.

“A Jornada Nacional de Inovação nos permite ouvir quem está na ponta e transformar desafios em uma agenda prática: ampliar o acesso a tecnologias, acelerar a digitalização, elevar a eficiência produtiva e incorporar a sustentabilidade como fator de competitividade. Nesse contexto, as deep techs e a bioeconomia ganham protagonismo ao conectar ciência, inovação e mercado, gerando soluções de alto impacto que fortalecem cadeias produtivas, valorizam ativos naturais e ampliam a competitividade das micro e pequenas empresas brasileiras”, aponta o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick.

Congresso vai apresentar as principais conclusões da Jornada de Inovação 
A Jornada Nacional de Inovação da Indústria, que começou em julho, é uma caravana que percorre o Brasil por região. Já foram realizados 36 encontros em cidades do Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Atualmente, a Jornada está no Sudeste, encerrando na região Norte em março. Os resultados dos 48 encontros serão apresentados no 11º Congresso de Inovação da Indústria. 

Por meio de escuta ativa e diálogos qualificados entre representantes de deep techs, indústrias, pesquisadores, entidades governamentais e ICTs, a CNI e o Sebrae terão um mapa das principais soluções e desafios para o cenário de inovação tecnológica no Brasil. 

Além de apresentar o retrato da inovação no país e o posicionamento empresarial das políticas públicas de fomento à transição ecológica e digital, o Congresso terá debates com especialistas e empresários nacionais e internacionais. Acompanhe as novidades da programação nas redes sociais e nas agências de notícias da CNI e do Sebrae. 

Realizado pela CNI e pelo Sebrae em correalização com SESI, SENAI e IEL, o 11º Congresso de Inovação da Indústria tem patrocínio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), do Grupo Boticário e da Bosch. 

Passaporte para o mercado de trabalho: IEL tem mais de 1,7 mil vagas de estágio abertas

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com 1.793 vagas de estágio abertas em diversos estados do Brasil, uma oportunidade para quem quer carimbar o passaporte rumo ao mercado de trabalho.

As vagas são destinadas a estudantes que desejam iniciar essa jornada profissional, com oportunidades em áreas como administração, arquivologia e biblioteconomia, ciências da natureza, comunicação, design gráfico, economia, gestão pública, pedagogia, serviço social e muitas outras, incluindo cursos técnicos e ensino médio.

Todas as oportunidades são remuneradas, com bolsas que variam de R$ 400 a R$ 2,5 mil, além de auxílio-transporte, apoiando cada etapa desse caminho.

O IEL acredita que atitudes positivas abrem portas e que o estágio é um dos primeiros carimbos no passaporte que transforma talento em oportunidade. Referência na conexão entre estudantes e empresas, o IEL convida você a dar o primeiro passo rumo ao futuro profissional.

*O conteúdo de vagas é dinâmico e pode passar por atualizações constantes.

Desenvolvimento Econômico articula parceria para qualificação profissional no setor têxtil

A qualificação profissional é um fator indispensável para ampliar a permanência dos profissionais no mundo do trabalho e criar oportunidades de emprego, renda, inclusão social e redução da pobreza. Com esse objetivo, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Itajaí (SDE) firmou nesta quinta-feira (22) uma parceria estratégica para a capacitação de trabalhadores do setor têxtil. 

Por meio do diálogo com uma grande indústria têxtil instalada no município, a SDE está desenvolvendo trilhas formativas por meio do programa Qualifica+ Itajaí. A formação será ofertada gratuitamente aos trabalhadores e itajaienses interessados, com possibilidade de evolução até o nível técnico e alinhada às demandas reais do mercado de trabalho local.

Entre as principais propostas a serem agregadas nesta iniciativa estão formações in company, ou seja, utilizando a própria empresa como campo de práticas. Ainda, o projeto contará com a parceria de instituições de ensino para disponibilização de cursos e módulos a serem abertos a toda a população.

Outro ponto central da discussão foi a criação de mecanismos de estímulo à adesão dos profissionais. Isso inclui estratégias de vinculação entre formação e empregabilidade, com a perspectiva de garantir a inserção no mercado de trabalho para os participantes que concluírem com êxito os percursos formativos.

Além de promover a integração entre o poder público, a iniciativa privada e instituições de ensino, a medida amplia a geração de oportunidades e proporciona o aumento da produtividade ao fortalecer as cadeias produtivas locais. 

Conforme o diretor de Comércio, Indústria e Serviços, Marcos Pessatti, a Secretaria atua para aproximar a qualificação profissional das reais necessidades do mercado de trabalho em Itajaí. “Essas trilhas vão começar com a capacitação básica, avançam para qualificação e podem chegar até o nível técnico, inclusive com parte da formação acontecendo dentro do próprio ambiente produtivo”, explica Pessatti. 

O projeto de capacitação será implementado oficialmente ao longo do primeiro semestre de 2026. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico atua para transformar esta iniciativa em um modelo a ser replicado com outros setores da base industrial itajaiense. 

Podcast Conectados: o gás do futuro retorna com episódio sobre os próximos investimentos da SCGÁS

Foto: Divulgação / SCGÁS

A temporada 2026 de Conectados: o gás do futuro já começou com conteúdo inédito. O episódio de estreia traz informações exclusivas sobre os investimentos da SCGÁS para os próximos cinco anos, com números e decisões estratégicas do Plano Plurianual de Negócios. O programa apresenta a visão da Companhia e os principais aportes previstos de 2026 até 2030.

Na conversa, Samuel Schmitz, gerente de Planejamento da SCGÁS, detalha os projetos em andamento, os focos de expansão e as prioridades que vão orientar o crescimento da Companhia em Santa Catarina. O episódio também apresenta os investimentos e a construção de rede planejados especificamente para 2026.

“O Plano Plurianual tem como maior objetivo traduzir aquilo que a empresa entende como os focos em projetos e ações que vão ser executados nos próximos anos. Isso a gente faz envolvendo não só o planejamento, a GPLAN, mas todas as áreas da companhia”, destaca Samuel.

Com uma proposta direta e linguagem acessível, o programa transforma números, metas e estratégias em informação clara para o público. É o ponto de partida de uma nova temporada que segue debatendo inovação, transição energética e os caminhos do setor.

Em março de 2026, o Conectados completa um ano no ar. A data marca a consolidação do podcast e reforça o compromisso da SCGÁS em transformar temas técnicos em conteúdo relevante com informação de qualidade.

Os episódios estão disponíveis no Spotify e Youtube.

Ferrovias de Santa Catarina transportaram mais de 6 milhões de toneladas de cargas em 2025

Foto: Divulgação / FTC

O volume de cargas transportadas nas ferrovias situadas em território catarinense durante todo o ano de 2025 chegou a 6.172.708 toneladas. Os dados foram apurados pela Diretoria de Modais de Transporte e Gerência de Ferrovias da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), conforme informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Pela Ferrovia Tereza Cristina (FCT) foram 3,08 milhões de toneladas, entre carvão mineral para a termelétrica Jorge Lacerda e contêineres para o Porto de Imbituba, e pela Rumo Logística outras 3,08 milhões de toneladas, especialmente granéis sólidos agrícolas, como soja e milho, para o do Porto de São Francisco do Sul.

“Nós percebemos ano a ano que o potencial das ferrovias vem sendo subutilizado. Motivados pelo governador Jorginho Mello, estamos liderando um movimento dos estados do Codesul para que tenhamos espaço na discussão nacional sobre o tema, sobre a renovação da atual concessão e sobre os futuros investimentos. O setor produtivo aguarda por uma solução para que este modal seja uma alternativa ao desenvolvimento logístico”, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.

Dois produtos são responsáveis por mais de 76% de toda a carga transportada em 2025: carvão mineral, com 2,5 milhões de toneladas e soja, com 2,1 milhões de toneladas. O transporte de milho também chega a 853 mil toneladas e cargas conteinerizadas foram mais 566,6 mil toneladas. Outros produtos compreendem adubo orgânico e a granel, bobinas de aço, combustíveis como gasolina e óleo diesel, cloreto de potássio e uréia.

Outro destaque fica por conta da FTC, que movimentou mais de 560 mil toneladas de contêineres para o Porto de Imbituba, que correspondem a cerca de 43% de toda a movimentação de contêineres do Porto. Este índice faz com que o Porto de Imbituba seja a instalação portuária do Brasil que, proporcionalmente, mais movimenta (recebe ou expede) contêineres pela via ferroviária.

O estado tem 1.373 km de malha ferroviária instalada (1.210 km concedidos à Rumo e 163 km concedidos à FTC), mas apenas 373 km em operação (26,4%), o que representa 1,69% da malha ferroviária brasileira operacional, que é de aproximadamente 21.510 km e com movimento de 541.694.070 milhões de toneladas.

Atualmente Santa Catarina tem dois projetos em desenvolvimento. Um deles, de 319 quilômetros entre as cidades de Chapecó e Correia Pinto, e outro, de 62 quilômetros, entre Navegantes e Araquari, que serão concluídos em 2026. Em 2025 também foi aprovada a Lei que criou o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE-SC). A proposta regulamenta a exploração do transporte ferroviário de cargas e passageiros, tanto por meio de concessões públicas quanto por autorizações privadas, como Estado podendo ser o poder concedente.

Porto de Rio Grande (RS) terá R$ 24 bilhões em investimentos em celulose e logística de exportação

O ministro de Portos e Aeroportos participou, nesta terça-feira (20), ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de cerimônia no Porto de Rio Grande (RS), que marcou o anúncio do contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP), vinculado ao Projeto Natureza, da CMPC, além da assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, voltados à renovação da frota de apoio marítimo.
 
O empreendimento portuário e logístico prevê investimentos de aproximadamente R$ 24 bilhões, destinados à implantação de uma nova unidade industrial de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e à estruturação da logística de exportação. Já os contratos do Programa Mar Aberto somam R$ 2,8 bilhões em investimentos para a construção de embarcações, com impacto direto na indústria naval e na logística marítima do país.
 
Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo está trabalhando para recolocar o Porto de Rio Grande no centro do desenvolvimento do país. “A gente quer criar todas as condições para que esse porto volte a funcionar com toda a força possível. Porto forte significa emprego, renda, indústria funcionando e comida chegando mais barata na mesa do povo. Quando o Estado investe, a economia cresce, o Brasil exporta mais e quem trabalha sente a diferença na vida real”, declarou.
 
Para o ministro Silvio Costa Filho, o projeto consolida o Porto de Rio Grande como um ativo estratégico para o crescimento econômico do país. “Estamos promovendo um salto de eficiência logística, que reduz custos, amplia a capacidade de escoamento da produção e fortalece a competitividade das exportações brasileiras. Ao integrar hidrovias e porto, criamos um ambiente mais atrativo para investimentos, geramos emprego e renda e ampliamos a participação do Brasil nos mercados internacionais”, afirmou.
 
O Projeto Natureza deve impactar mais de 75 municípios no Rio Grande do Sul e gerar cerca de 12 mil postos de trabalho durante as obras e aproximadamente 1,5 mil após sua conclusão. Com a ampliação da produção, a expectativa é de um escoamento superior a 4,3 milhões de toneladas de celulose por ano, o que motivou a implantação de dois novos Terminais de Uso Privado no estado, em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão.
 
O TUP do Porto de Rio Grande terá capacidade de movimentar até 9 milhões de toneladas por ano, a partir do 11º ano de operação, com infraestrutura para armazenagem de cerca de 194 mil toneladas e operação simultânea de dois navios. A operação do terminal deve gerar mais de 400 empregos diretos e cerca de 2.100 indiretos, além de aproximadamente 1.500 postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão foi assinado em 7 de janeiro de 2026.
 
Durante o evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a relevância do empreendimento para a economia estadual. “Estamos diante do maior investimento privado já realizado no estado. Esta área, que esteve parada desde 2014, passa agora a cumprir uma função estratégica no transporte de celulose, com reflexos diretos na economia gaúcha”, afirmou.
 
Programa Mar Aberto
A cerimônia também incluiu a assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação da frota de apoio marítimo. Ao todo, os contratos somam R$ 2,8 bilhões para a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, com potencial de geração de mais de 9 mil postos de trabalho diretos e indiretos. As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros do Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina.
 
“Esse movimento está alinhado à estratégia do governo federal de reconstrução da indústria naval e offshore brasileira. A Petrobras cumpre seu papel como empresa indutora do desenvolvimento, ampliando investimentos, fortalecendo a logística e contribuindo para o crescimento sustentável do país”, afirmou Magda Chambriard, presidente da Petrobras.
 
Ainda em Rio Grande, a programação incluiu a entrega de 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades, reforçando a integração entre investimentos em infraestrutura logística, desenvolvimento regional e políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.
 
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos 

 

SC está com economia aquecida e ambiente de negócios favorável, mas expansão também aumenta risco de conflitos empresariais
O bom momento da economia de Santa Catarina, que cresce acima da média nacional e amplia investimentos em setores como indústria, logística, tecnologia, construção civil e infraestrutura portuária, tem trazido não apenas oportunidades, mas também novos desafios para o ambiente de negócios. À medida que os contratos se tornam mais complexos e os valores envolvidos aumentam, cresce também o risco de entraves empresariais capazes de comprometer cronogramas, relações comerciais e, sobretudo, o fluxo de caixa das empresas. Nesse contexto, métodos alternativos de resolução de conflitos como a arbitragem e a mediação, cada vez mais requisitados pelos diversos setores da economia brasileira, passam a ocupar um papel estratégico na engrenagem econômica do Estado.
 
De acordo com a última edição da Pesquisa Arbitragem em Números, publicada neste início de 2026, no total, no Brasil, os procedimentos arbitrais movimentaram R$ 76 bilhões em 2024, aumento de R$ 47 bilhões em relação à 2023, que registrou R$ 29 bilhões. Um crescimento aproximado de 162% em apenas um ano, indicando que os litígios submetidos à arbitragem estão cada vez mais complexos e economicamente relevantes. A duração média dos procedimentos arbitrais no Brasil varia conforme a câmara e o tipo de caso, mas fica entre 19 e 27 meses desde o início até a sentença arbitral. Em contraste, um processo cível comum na Justiça brasileira tradicional pode levar em média 20 meses apenas em primeira instância, sem contar recursos, o que frequentemente estende o litígio muito além disso. Já a mediação é cerca de 50% mais rápida que processos judiciais complexos. 
 
A pesquisa também indica ampla participação do setor privado, destacando disputas em áreas como construção, energia e contratos societários, além da presença de casos com partes estrangeiras e arbitragem envolvendo entidades estatais, o que reforça a amplitude de aplicação da arbitragem no Brasil. Somente a CAMARB - Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial, que possui atuação local por meio de seu escritório em Itajaí, concentrou em 2023 cerca de 13% das 318 arbitragens entrantes registradas pelas oito câmaras analisadas, com destaque para a área de Direito Societário. 
 
Já segundo a pesquisa Mediação em Números – 2022 a 2024, entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024 foram registrados 111 requerimentos de mediação, dos quais 55 se converteram efetivamente em procedimentos iniciados, mediante assinatura do Termo de Mediação. Quando se observam os valores envolvidos, os números revelam a relevância econômica da mediação empresarial: em 2022, o montante total em disputa somou cerca de R$ 1,15 bilhão. Em 2023, esse valor saltou para aproximadamente R$ 6,34 bilhões, um crescimento de 448% em relação ao ano anterior.
 
Presença de câmaras especializadas fomentam métodos na região 
 
Rafael Branco Xavier, vice-presidente da CAMARB Sul, explica que, historicamente, a judicialização sempre foi o caminho mais comum para a resolução de disputas. No entanto, em um cenário de crescimento acelerado, recorrer a um Judiciário sobrecarregado, com processos que se arrastam por anos, representa um custo elevado e muitas vezes invisível para empresas que precisam de previsibilidade para continuar investindo. "Em Santa Catarina, onde a competitividade é um ativo central e a velocidade dos negócios é determinante, métodos alternativos de resolução de conflitos surgem como instrumentos capazes de preservar contratos, reduzir incertezas e manter relações comerciais ativas mesmo diante de divergências", aponta.
 
A arbitragem, especialmente em disputas de maior complexidade técnica ou alto valor econômico, oferece decisões mais rápidas e especializadas, alinhadas à dinâmica de setores como o portuário, o industrial e o de infraestrutura. Já a mediação ganha espaço como ferramenta preventiva, permitindo que conflitos sejam tratados antes de se transformarem em litígios, algo particularmente relevante em cadeias produtivas integradas, comuns na economia catarinense. Em ambos os casos, o foco deixa de ser apenas “ganhar a causa” e passa a ser a continuidade do negócio.
 
"Esse movimento acompanha uma mudança cultural no empresariado local, que começa a enxergar a resolução de conflitos como parte da governança corporativa e da gestão de riscos. Em um Estado que atrai investimentos e busca consolidar sua imagem como ambiente seguro para negócios, reduzir a insegurança jurídica é tão importante quanto oferecer infraestrutura e mão de obra qualificada. Arbitragem e mediação, nesse sentido, funcionam como amortecedores econômicos, evitando que disputas travem projetos, atrasem obras ou inviabilizem parcerias estratégicas", explica Rafael. 
 
Porto de Itajaí consolida retomada econômica
 
Após a transferência da gestão do Porto de Itajaí do município para o governo federal, o terminal passou por uma retomada econômica sustentada por números expressivos, saindo de um cenário de paralisação e endividamento superior a R$ 100 milhões para alcançar faturamento estimado em cerca de R$ 180 milhões, com dívidas quitadas e recuperação da credibilidade operacional. Em termos de atividade, o porto voltou a movimentar cargas, com aproximadamente 1 milhão de toneladas em 2024, crescimento de quase 200% em relação ao ano anterior, além do retorno consistente da operação de contêineres nas áreas arrendadas. A mudança no modelo de gestão também trouxe impacto direto às finanças locais, com mais de R$ 4,5 milhões arrecadados em ISS para o município, enquanto a administração federal projeta investimentos de centenas de milhões de reais em infraestrutura, dragagem e modernização, reposicionando o Porto de Itajaí como um ativo estratégico para a economia regional e para o comércio exterior brasileiro.
 
Nesse contexto de retomada econômica e reorganização institucional, a arbitragem e a mediação ganham papel estratégico ao oferecer mecanismos mais ágeis, técnicos e previsíveis para a resolução de conflitos envolvendo contratos, concessões, arrendamentos e investimentos. "Em um ambiente que volta a atrair capital privado, investimento estrangeiro e grandes operadores, esses métodos contribuem para reduzir insegurança jurídica, evitar a judicialização prolongada e preservar relações comerciais, fatores decisivos para a continuidade das operações e para a confiança dos agentes econômicos. Ao permitir soluções especializadas e negociadas, a arbitragem e a mediação funcionam como instrumentos de estabilidade, essenciais para sustentar o crescimento e a governança em um ativo logístico de relevância nacional", reforça o vice-presidente da CAMARB Sul.
 
foto: Rafael Branco Xavier, vice-presidente da CAMARB Sul
ARTIGO: Imposto e o PIX
O avanço do uso do PIX no Brasil voltou ao centro do debate econômico com discussões recorrentes sobre a possibilidade de tributação das transações, tema que preocupa consumidores e pequenos negócios, especialmente nas grandes cidades como São Paulo, onde o meio de pagamento já se tornou predominante no dia a dia financeiro.
 
Desde que foi lançado pelo Banco Central, o PIX alcançou adesão massiva. Dados do próprio BC indicam que mais de 150 milhões de brasileiros já utilizam o sistema, com bilhões de transações mensais registradas todos os meses. Em São Paulo, estado com maior volume financeiro do país, o PIX já supera cartões e boletos em diversas operações de consumo e serviços.
 
A discussão sobre imposto sobre o PIX não significa, necessariamente, a criação imediata de uma nova taxa, mas levanta um alerta importante sobre rastreabilidade, organização financeira e impacto tributário indireto. Embora o PIX em si não seja tributado, as movimentações financeiras realizadas por meio dele podem gerar incidência de impostos já existentes, como o Imposto de Renda, quando caracterizam renda, faturamento ou prestação de serviços.
 
“Não existe hoje um imposto específico sobre o PIX, mas isso não isenta o contribuinte de prestar contas. Toda movimentação que represente ganho de renda ou faturamento pode ser tributada, independentemente do meio de pagamento utilizado”, afirma Robson Profeta, planejador financeiro.
 
Segundo o especialista, um dos maiores riscos está na informalidade. Muitos profissionais autônomos, pequenos empreendedores e prestadores de serviço passaram a usar o PIX como principal forma de recebimento, sem o devido controle ou declaração. “A Receita Federal cruza dados bancários, e o PIX facilita esse rastreamento. Quem não se organiza pode cair na malha fina achando, erroneamente, que o PIX é invisível ao Fisco”, explica Robson Profeta, planejador financeiro.
 
O crescimento das fiscalizações e o uso de tecnologia para análise de dados financeiros tornam o tema ainda mais relevante em 2026. Apenas em São Paulo, milhões de microempreendedores individuais movimentam valores mensais via PIX, o que exige atenção redobrada para enquadramento correto, declaração de rendimentos e separação entre pessoa física e jurídica.
 
Para o futuro, a tendência é de maior controle e não necessariamente de um novo imposto direto. “O caminho mais seguro é o planejamento financeiro. Organizar receitas, declarar corretamente e entender suas obrigações fiscais é o que protege o contribuinte, independentemente de qualquer mudança na legislação”, orienta Robson Profeta.
Acordo Mercosul-UE beneficiará agricultura familiar, diz ministro

Nas palavras de Paulo Teixeira, a agricultura familiar vai bombar com o acordo firmado entre os dois blocos. 

O ministro participou nesta terça-feira (20) do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A agricultura familiar vai ganhar muito com esse acordo, ressaltou o ministro ao lembrar que a produção de café no país é predominantemente de agricultores familiares. Eles, agora, poderão vender o café que tiver já processado sem taxas, disse o ministro.

Paulo Teixeira disse que a abertura de novos mercados acabou sendo estimulada pela imposição de tarifas pelos Estados Unidos. Isso abriu o mercado consumidor europeu, que é um mercado rico. Os europeus são ricos e poderão comprar vários produtos da agricultura familiar.

Além do café, tem as frutas. O açaí, por exemplo, está bombando no mundo inteiro. Temos também manga, uva, melão. Os agricultores familiares poderão vender os seus produtos na Europa sem taxas. A agricultura familiar vai bombar, acrescentou o ministro.

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Outro produto com grande potencial para conquistar o mercado europeu são os lácteos brasileiros, segundo Paulo Teixeira. Precisaremos produzir mais lácteos para exportar. Temos um grande mercado de queijo. Inclusive de queijos mineiros, que são muito famosos no mercado interno e que poderão também ser vendidos para o mercado externo.

Vamos ter de comprar queijo francês, mas poderemos exportar queijo mineiro para a França. Temos de pensar grande nesse novo tempo de acordo entre Mercosul e União Europeia, disse.

Ele lembrou que a região mineira da Serra da Canastra tem queijos que são vendidos como especiarias no Brasil, com grande potencial para ser consumido também pelos europeus.

O ministro ressaltou que os investimentos do governo federal na agricultura familiar, via Plano Safra, têm batido recordes, o que tem resultado, também, no aumento das vendas de máquinas de pequeno porte para os agricultores.

Tenho a honra de dizer que o que puxa hoje a indústria de máquinas no Brasil são as máquinas pequenas dos agricultores familiares. O agricultor familiar está vendendo mais produtos porque melhorou a renda na sociedade brasileira. Com essa melhoria de renda, o primeiro investimento que a família faz é em alimentação, argumentou Paulo Teixeira.

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O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar antecipou que, em breve, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará políticas públicas voltadas à transferência de saberes e conhecimentos da Embrapa para a agricultura familiar, em especial para os jovens que se mantiverem no campo para produzir alimentos para o Brasil e o mundo.

Queremos estimular os jovens que já estão na agricultura a buscarem instituições científicas, como universidades e Embrapa, que cada dia mais disponibilizam seus conhecimentos para a agricultura familiar, acrescentou o ministro.

Outra informação antecipada pelo ministro durante o programa é o pacote de desapropriações de terras, previsto para ser anunciado nesta sexta-feira (23) pelo presidente Lula durante encontro com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador.

Teremos uma grande entrega agora na sexta-feira, durante esse encontro. Ali, Lula deve anunciar um grande pacote de desapropriações para a reforma agrária no Brasil. O que nós estamos procurando é a paz no campo, e a reforma agrária é a maneira de se conseguir paz no campo, adiantou.

Segundo Teixeira, esse pacote inclui, além de terras, crédito, assistência técnica, orientações e a possibilidade de organização por cooperativas. Terá também acesso aos programas de compras públicas.

Empreendedores catarinenses têm renda 38% maior que a média nacional, aponta Observatório de Negócios do Sebrae/SC

Santa Catarina concentra cerca de 1,3 milhão de empreendedores, o equivalente a 4,3% do total do país, com um perfil marcado por maior formalização, renda elevada e forte presença no setor de serviços. Os dados constam no levantamento Perfil do Empreendedor Catarinense, elaborado pelo Observatório de Negócios do Sebrae/SC, com base na PNAD Contínua do IBGE (3º trimestre de 2025), que demonstra um ambiente empreendedor mais estruturado e dinâmico no estado.

O estudo mostra que 4 em cada 10 empreendedores catarinenses atuam no setor de serviços, segmento que concentra 42,1% das atividades, seguido pelo comércio (17,6%) e pela agropecuária (14,7%). O rendimento médio mensal é 38% superior à média nacional, alcançando R$4.194,00 entre os empreendedores que atuam por conta própria e R$9.672,00 entre os empregadores. A jornada média semanal é de 41,5 horas, cerca de três horas a mais do que a média brasileira, apontando o alto nível de dedicação à atividade empreendedora no estado.

Em termos demográficos, os empreendedores catarinenses são majoritariamente homens (63,4%), enquanto as mulheres representam 36,6%, participação ainda assim superior à média nacional, registrando 2,3 pontos percentuais a mais. Em relação à cor da pele, 83,8% se declaram brancos, 13% pardos e apenas 2,5% pretos, um dado que apresenta a baixa participação de pessoas negras no empreendedorismo catarinense e aponta para a necessidade de ampliar políticas, programas e ações de incentivo à inclusão e à diversidade no ambiente de negócios.

A faixa etária predominante está entre 40 e 59 anos (44,9%), com ensino médio (39,7%) e ensino superior (32,9%), e a maioria ocupa a posição de responsável pelo domicílio, reforçando o papel do empreendedor como agente central na sustentação econômica das famílias. Outro destaque é o nível de formalização: Santa Catarina apresenta uma taxa de informalidade 15 pontos percentuais menor que a média brasileira, além de registrar 6,4 pontos percentuais a mais de empreendedores com ensino superior em relação ao país. Ainda assim, o estado apresenta um nível de informalidade elevado, atingindo 50,4% dos empreendedores.

De forma geral, o empreendedor catarinense é caracterizado como homem branco, entre 40 e 59 anos, com escolaridade média ou superior, atuante no setor de serviços, responsável pelo domicílio, trabalhador por conta própria e com rendimento médio mensal de R$4.194,00.

Para o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae/SC, Roberto Füllgraf, os dados reforçam tanto os avanços quanto os desafios do empreendedorismo no estado. “Os dados confirmam que Santa Catarina possui um ambiente favorável aos negócios, com empreendedores mais qualificados, formalizados e com maior capacidade de geração de renda. O Sebrae atua para fortalecer esse ecossistema de forma cada vez mais inclusiva, promovendo políticas e ações contínuas de apoio ao pequeno negócio para todos”, destaca Roberto.

SOBRE O SEBRAE

O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoia milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.

Governo federal amplia prazo para rastreamento de embarcações de arrasto
A Prefeitura de Navegantes informa os pescadores do município sobre a atualização dos prazos e das regras para o uso do sistema de rastreamento por satélite em embarcações pesqueiras, especialmente pesca de camarão.
 
Com a nova norma, as embarcações de arrasto motorizado com Arqueação Bruta (AB) igual ou superior a 10, terão até 28 de janeiro de 2027 para instalar e manter em funcionamento o equipamento de rastreamento, com envio regular de sinal.
 
As mudanças sobre a utilização do Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS) constam na Portaria nº 47, publicada no dia 14 de janeiro pelos Ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
 
O novo prazo impacta as embarcações utilizadas na pesca de camarão-rosa, sete-barbas, camarão-branco, santana ou vermelho e barba-ruça.
 
“A obrigatoriedade do PREPS para determinadas embarcações foi prorrogada para janeiro do próximo ano após pedidos do setor, trazendo mais tempo para que os pescadores se organizem e se adequem às exigências legais”, explica o assessor especial de Política Pesqueira, Fabiano Veloso.
 
Por outro lado, embarcações de maior porte, com AB igual ou superior a 50 ou comprimento igual ou superior a 15 metros, que operam no Mar Territorial e na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) das regiões Sul e Sudeste, não estão incluídas na prorrogação. Essas embarcações continuam obrigadas a utilizar o sistema de rastreamento conforme as normas vigentes desde 2006.
 

 

Já para as embarcações de arrasto com AB inferior a 10, permanecem válidas as regras previstas na legislação federal, também sem mudanças trazidas pela nova portaria.
Nova diretoria do Sinduscon Costa Esmeralda inicia gestão para o triênio 2026/2028
O empresário Francisco de Assis Hasckel, acompanhado da nova diretoria, assumiu neste mês de janeiro a presidência do Sinduscon Costa Esmeralda para o triênio 2026–2028. Ele sucede Rodrigo Passos Silva, que encerrou um ciclo de seis anos à frente do sindicato, marcado por avanços institucionais, fortalecimento da representatividade e crescimento expressivo do setor da construção civil na região. A base territorial do Sinduscon Costa Esmeralda é composta pelas cidades de Itapema, Porto Belo e Bombinhas.
 
À frente da entidade, Hasckel destaca que a gestão será pautada pelo diálogo, pela construção de parcerias estratégicas e pela busca de soluções conjuntas para os desafios que fazem parte da realidade dos municípios da Costa Esmeralda. Entre os eixos prioritários estão temas como mobilidade urbana, habitação popular, fortalecimento do turismo de negócios, qualidade de vida, engordamento da faixa de areia e reurbanização da beira-mar.
 
O tema da mobilidade é apresentado como um dos pontos mais urgentes, especialmente considerando o impacto da BR-101 e dos acessos urbanos no deslocamento de trabalhadores, moradores e turistas. Hasckel defende soluções que ultrapassem limites geográficos e a ampliação do diálogo com órgãos públicos, entidades regionais e iniciativas de Parcerias Público-Privadas.
 
Hasckel ainda defende a criação de um grande centro de eventos para impulsionar o turismo de negócios e atrair novos públicos, reforçando o potencial de Itapema como cidade moderna, inovadora e aberta à economia. "Assumir a presidência do Sinduscon Costa Esmeralda é uma honra e uma responsabilidade. Vivemos em uma região dinâmica, onde a construção civil impulsiona empregos, renda e desenvolvimento. O trabalho feito até aqui pela gestão anterior foi fantástico, e daremos sequência às ações, sempre baseando nossa atuação na união do setor e na busca por soluções para os desafios da construção e das cidades que compõem nossa base territorial. Acreditamos na força das nossas empresas e na vitalidade da Costa Esmeralda", finaliza Hasckel.
Elume abre inscrições para Ciclo de Incubação de Negócios
Estão abertas as inscrições para o Ciclun – Ciclo de Incubação de Negócios, programa voltado a empreendedores que desejam estruturar, validar e acelerar seus modelos de negócio. A iniciativa é realizada pela Univali, em parceria com o Centro de Inovação Elume, e oferece suporte estratégico para transformar ideias em empreendimentos viáveis e sustentáveis em Itajaí. Os insteressados em criar ou consolidar seu negócio, podem se inscrever até o dia 15 de fevereiro.
 
O Ciclun disponibiliza mentorias especializadas, oportunidades de networking e acesso a um ambiente de inovação, ao conectar os participantes a profissionais e agentes do ecossistema empreendedor. O edital completo pode ser consultado no link: https://elumepark.com.br/seja-elume/, e as inscrições devem ser feitas neste link do Google Forms: https://forms.gle/TNcpYDHYfC9Ms2tx7. O programa é uma oportunidade para quem busca dar os próximos passos na criação ou consolidação de um negócio.
 
Sobre o Elume
 
O Elume é o Centro Regional de Inovação de Itajaí, que oferece espaço físico, infraestrutura tecnológica e uma rede de serviços compartilhados voltados ao apoio de empreendedores. O ambiente foi criado para qualificar, facilitar e acelerar o desenvolvimento de negócios inovadores, a fim de promover conexões entre organizações, startups e profissionais. Com foco no fomento à cultura de inovação. O Elume atua na formação de um ecossistema dinâmico, capaz de gerar impacto real na sociedade por meio do empreendedorismo e da inovação.
Gestão de suprimentos responde por 80% da redução no custo do gás e do transporte em 2025
Foto: Divulgação / SCGÁS
 
A Gerência de Suprimento de Gás (GEGAS) foi responsável por 80% da redução no custo do gás e do transporte em 2025. Esse resultado é fruto de um conjunto de ações estratégicas voltadas à gestão de contratos, negociação com fornecedores, otimização do portfólio de compras e excelência operacional. Essas medidas permitiram diminuir custos e ampliar a competitividade do gás natural em Santa Catarina.
 
Todas as medidas adotadas ao longo do período resultaram em uma queda de 46% no custo do gás e do transporte desde 2022, quando os preços atingiram seu pico devido à alta do petróleo no mercado internacional. É o menor custo desde o segundo semestre de 2021. “Esse é o resultado de um trabalho realizado com dedicação para encontrar soluções frente à queda no mercado e impulsionar o gás natural no estado”, afirma o gerente de Suprimento de Gás, Marcos Tottene.
 
A redução foi viabilizada principalmente pela eficiência da equipe de suprimento somada à variação favorável nas cotações do dólar e do petróleo Brent no mercado internacional. Essa combinação de fatores foi fundamental para repassar aos consumidores do mercado cativo catarinense uma redução de -12% na tarifa média em janeiro deste ano. No acumulado entre janeiro de 2023 e o mesmo mês de 2026, a redução da tarifa chega a 38%.
 
Entre as principais ações conduzidas pela GEGAS está a gestão de contratos de transporte. Após a alta do petróleo em 2022, causada pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o consumo de gás natural no Brasil caiu. Como consequência, a SCGÁS continuou pagando por uma capacidade de transporte maior do que a utilizada, o que gerou encargos associados aos compromissos contratuais de retirada de gás. Em 2025, a Companhia conseguiu renegociar esses contratos com a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), após obter aprovação da proposta junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ajustando as condições à nova realidade do mercado.
 
Além disso, a SCGÁS negociou e firmou acordos de cessão de capacidade com comercializadoras, cedendo parte da capacidade contratada com a TBG que, em função da retração do mercado, não estava sendo utilizada. Essa operação reduziu a cobrança de compromissos contratuais e o custo de suprimento.
 
Na gestão dos contratos de suprimento, a SCGÁS negociou com a Petrobras e com a Galp a revisão das condições de compra de molécula de gás natural com foco na redução desses valores. Em 2025, a Companhia também realizou sua primeira operação de venda de gás no mercado de suprimento, permitindo a comercialização de saldos contratuais de molécula e reduzindo custos adicionais associados aos compromissos contratuais de retirada de molécula. A área também avançou na administração ativa do portfólio de suprimentos, com a renegociação de contratos, o balanceamento entre diferentes supridores e a tomada de decisões estratégicas de compra.
 
Outro destaque foi a atuação da equipe na operação e programação do gás natural. A SCGÁS registrou um Índice de Penalidades por Desvio de Programação de apenas 0,026%. A alta assertividade na previsão de consumo permite ajustar diariamente os volumes contratados e garantir maior eficiência no custo de suprimento. Esse monitoramento é realizado de forma contínua, 365 dias por ano, com o apoio de sistemas internos de predição de demanda e controle de volumes.
 
Os resultados refletem a alta qualificação técnica e o comprometimento das equipes da SCGÁS, como a GEGAS. A atuação eficiente dessa equipe, aliada ao planejamento e à negociação estratégica, tem sido fundamental para buscar a maior competitividade possível, garantindo equilíbrio operacional e contribuindo para entregar benefícios concretos aos consumidores catarinenses.
Faturamento da indústria sobe, mas emprego cai pelo terceiro mês

O faturamento real da indústria de transformação voltou a crescer em novembro de 2025, mas o mercado de trabalho do setor segue em desaceleração. Dados dos Indicadores Industriais, divulgados nesta segunda-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o emprego industrial caiu pelo terceiro mês consecutivo, mesmo com a recuperação pontual da atividade.
Segundo a CNI, a perda de ritmo do emprego se intensificou a partir de setembro, refletindo os efeitos do aperto monetário e do enfraquecimento gradual da atividade industrial ao longo do segundo semestre.

Principais números da indústria em novembro:

Faturamento real: alta de 1,2% em relação a outubro;
Emprego industrial: queda de 0,2%, terceira retração consecutiva;
Emprego desde setembro: recuo acumulado de 0,6%;
Emprego no ano: alta de 1,7% entre janeiro e novembro de 2025.
De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o emprego reagiu à melhora da atividade iniciada em 2023 e que teve seu auge em 2024, mas começou a perder força com o aumento da taxa Selic, iniciado ainda no ano passado.

Somente após meses de resultados mais fracos da atividade industrial, o emprego passou a ser afetado, explica Azevedo, ressaltando que demissões e recontratações são custosas para a indústria, que depende de mão de obra qualificada.

Mercado de trabalho: alívio pontual, ano negativo
Outros indicadores ligados ao mercado de trabalho tiveram melhora em novembro, após uma sequência de resultados negativos, mas seguem acumulando perdas no ano.

Massa salarial real:

Alta de 1,5% em novembro, após quatro quedas seguidas;
Queda de 2,3% no acumulado do ano.
Rendimento médio real:

Aumento de 1,6% no mês;
Recuo de 4% de janeiro a novembro.
Perda de fôlego
Apesar do crescimento do faturamento em novembro, a atividade industrial segue mostrando sinais de desaceleração no acumulado do ano.

Faturamento acumulado em 2025:

Alta de apenas 0,3%
Horas trabalhadas na produção:

Queda de 0,7% em novembro;
Alta de 0,9% no acumulado do ano.
Utilização da Capacidade Instalada (UCI):

Recuo de 0,6 ponto percentual em novembro, para 77,5%;
2,4 pontos percentuais abaixo do nível de novembro de 2024.
Segundo a CNI, a redução gradual do crescimento do faturamento ao longo de 2025 reforça a expectativa de perda de ritmo da indústria, especialmente na segunda metade do ano, em um ambiente marcado por juros elevados e menor dinamismo da demanda.

Brasil atrai investidores em telecomunicações: Crescimento em 2025 e perspectivas para 2026

O relatório da Anatel de jan/2026 mostra Telecom brasileiro forte em 2025: +6,83 mi acessos móveis, 52,9 mi em banda larga fixa (63% por PMEs), fibra em 83% do território e streaming em 90%. Investidores confiam na expansão de 5G e infraestrutura.
O setor de telecomunicações brasileiro terminou 2025 em alta, com números que mostram estabilidade e crescimento em áreas chave. Você já parou para pensar como isso impacta o dia a dia, desde o streaming que você assiste até o sinal de internet na sua casa? O Relatório de Monitoramento da Competição da Anatel, divulgado nesta segunda-feira (19/1/2026), traz dados frescos que explicam por que o Brasil continua atraindo olhares de investidores globais. Vamos destrinchar os principais pontos para você entender o que está por trás dessa confiança.

Crescimento moderado na telefonia móvel
A telefonia móvel deu sinais de recuperação após um 2024 mais fraco. No quarto trimestre, o número de acessos subiu 0,01%, e no acumulado do ano, o crescimento chegou a 0,03%. Isso representa 1,69 milhão de novas linhas só no último trimestre e 6,83 milhões ao longo de 2025.

O que impulsiona isso? Principalmente o aumento no consumo de dados e a migração para planos pós-pagos, que oferecem mais flexibilidade. O mercado ainda é dominado por três grandes grupos econômicos, que controlam 94% da base ativa. Mas a competição esquenta na qualidade de rede, serviços digitais e monetização de dados, especialmente com a expansão do 5G para o interior do país. Na prática, isso significa redes mais rápidas para mais gente, inclusive em regiões distantes.

Banda larga fixa: O setor mais competitivo
Aqui está o destaque: a banda larga fixa é o ecossistema mais disputado do setor. O Brasil fechou 2025 com 52,9 milhões de acessos, com queda de 0,7% no trimestre, mas ganho de cerca de 750 mil usuários no ano todo.

Pequenas e médias empresas brilham nesse cenário, detendo mais de 63% das conexões e atuando em todas as regiões. Mesmo com fusões acontecendo, esses provedores regionais expandem cobertura onde as gigantes não chegam. Imagine morar em uma cidade pequena e ter internet de fibra óptica rápida – isso é realidade em mais lugares graças a eles. O relatório da Anatel reforça que essa dinâmica mantém preços acessíveis e inovação constante.

Mudanças no consumo e desafios com dispositivos
Os hábitos dos brasileiros mudaram bastante. A TV por assinatura tradicional cai, enquanto o streaming domina 90% das assinaturas audiovisuais. Voz sobre apps como WhatsApp e Telegram também reduzem o uso de linhas tradicionais, priorizando pacotes de dados pesados.

Outro ponto preocupante: dispositivos irregulares. Segundo a Abinee, um em cada quatro smartphones no Brasil não é homologado, totalizando quase 11 milhões de aparelhos. Isso afeta segurança e qualidade de sinal. Por outro lado, o mercado de dispositivos cresce rápido, virando base para novos negócios.

Infraestrutura em Expansão e Atratividade para Investidores
A fibra óptica cobre 4.645 municípios, ou 83% do território nacional – um feito que acelera o 5G e atrai capital. Grandes operadoras anunciaram investimentos, debêntures e expansões em 2025, confiando no ambiente regulatório e políticas de conectividade.

Por que o Brasil chama atenção? Estabilidade competitiva, foco em infraestrutura e demanda por dados digitais criam um ciclo virtuoso. Empresas regionais e globais veem oportunidades em um mercado de 200 milhões de habitantes conectados. E para 2026, o relatório sugere continuidade, com mais foco em qualidade e inclusão digital.

Em resumo, o setor de telecomunicações prova que o Brasil é um destino sólido para investimentos. Com dados precisos da Anatel e tendências claras, fica evidente: a conectividade não para de evoluir. Fique de olho nas próximas atualizações – elas podem mudar como você se conecta.

Exportação de café do Brasil: Recorde de US$ 15,6 Bi em 2025 apesar de queda no volume

Brasil exportou café por US$ 15,6 bi em 2025, recorde apesar de 21% menos volume (40 mi sacas). Dezembro caiu 18,4%, com arábica -10% e robusta -61%. Preços altos compensaram; setor alerta para clima e safras futuras. Dados do Cecafé.

O Brasil, maior produtor mundial de café, alcançou um marco histórico em 2025: exportações no valor de US$ 15,6 bilhões. Esse recorde veio mesmo com uma redução de quase 21% no volume total embarcado, que chegou a 40 milhões de sacas de 60 kg. Por que isso aconteceu? Preços mais altos compensaram a menor quantidade, beneficiando produtores em um ano desafiador.?

Motivos por trás do recorde de receita

Os preços internacionais do café dispararam em 2025, impulsionados por secas em regiões produtoras e alta demanda global. Assim, cada saca exportada rendeu mais, elevando a receita total apesar da queda no volume. O relatório do Cecafé, grupo de exportadores, destaca que essa dinâmica mostra a resiliência do setor brasileiro.?

Na prática, isso significa que produtores priorizaram qualidade sobre quantidade, vendendo grãos premium a valores elevados. Mas será que essa tendência se mantém? Fatores climáticos e estoques mundiais podem alterar o cenário em 2026.

Desempenho em dezembro

Em dezembro, as exportações de café verde caíram 18,4% em relação a 2024, totalizando 2,86 milhões de sacas. O café arábica, carro-chefe brasileiro, registrou redução de 10%, com 2,63 milhões de sacas embarqueadas. Já o robusta despencou mais de 61%, para 222.147 sacas, afetado por menor produção e concorrência de outros países.?

Esses números refletem o fim de ano com estoques mais baixos e logística apertada. Para o leitor do setor, vale notar: o arábica ainda domina 92% das exportações, mas o robusta precisa de recuperação para equilibrar riscos.

Impactos para produtores e economia

Esse recorde injeta divisas cruciais na balança comercial brasileira, apoiando milhares de famílias no campo. Regiões como Minas Gerais e Espírito Santo, principais polos cafeeiros, sentem o efeito positivo em empregos e investimentos. No entanto, a queda no volume levanta alertas sobre sustentabilidade: mudanças climáticas ameaçam safras futuras.?

Comparado a anos anteriores, 2025 supera 2024 em valor, mas exige estratégias como irrigação e diversificação. O que isso significa para o consumidor? Preços no varejo podem subir, mas a qualidade do café brasileiro segue imbatível.

Comparação de exportações: Arábica vs. Robusta

Tipo de Café Volume Dez/2025 (sacas) Variação vs. Dez/2024 Participação Total
Arábica 2,63 milhões -10% 92%
Robusta 222.147 -61% 8%
Verde Total 2,86 milhões -18,4% 100%
 

Perspectivas para 2026

Com safra 2025/2026 em curso, especialistas preveem volumes maiores se o clima ajudar. O Cecafé recomenda monitoramento de pragas e mercados. Para quem investe no agronegócio, o momento é de planejar: alta de preços pode não durar para sempre. Esse recorde reforça o Brasil como líder global, mas exige adaptação constante.

Banco Mundial projeta desaceleração da economia brasileira em 2026

A economia brasileira deve registrar uma expansão mais tímida em 2026. Segundo o relatório semestral divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (13), a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi fixada em 2%, uma queda em relação aos 2,3% registrados no ano anterior.

A desaceleração brasileira acompanha uma tendência observada em outros mercados emergentes e economias em desenvolvimento, cujo ritmo deve cair de 4,2% (2025) para 4% este ano. O cenário é influenciado, em grande parte, pela perda de vigor da economia chinesa, que deve recuar de 4,9% para 4,4%.

Resiliência Americana vs. Estagnação Global
Enquanto os emergentes perdem fôlego, os Estados Unidos mostram uma resiliência acima do esperado. O Banco Mundial revisou para cima a projeção do PIB americano para 2,2% em 2026. O desempenho é sustentado por incentivos fiscais, que devem compensar os impactos negativos das tarifas comerciais sobre o consumo e o investimento.

Contudo, o otimismo com as nações avançadas não se traduz em bem-estar global. O economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, fez um alerta severo: se as tendências atuais persistirem, a década de 2020 será a mais fraca em termos de crescimento global desde os anos 1960.

“A cada ano que passa, a economia global tem se tornado menos capaz de gerar cresecocimento e aparentemente mais resiliente à incerteza das políticas”, afirmou Gill.

Desafios Estruturais
Apesar de o PIB mundial ter se mostrado mais resistente do que o previsto — com crescimento global estimado em 2,6% para este ano —, o Banco Mundial destaca dois problemas críticos:

Concentração de Renda: O crescimento permanece concentrado em países ricos.

Pobreza Extrema: O ritmo atual é insuficiente para reduzir a miséria e evitar a estagnação do emprego em países em desenvolvimento.

Para o Brasil e seus pares, o desafio será manter o dinamismo econômico sem fraturar as finanças públicas e os mercados de crédito em um ambiente de incertezas externas e juros ainda pressionados.

Lançado o portal da Reforma Tributária que permite simular impostos sem cobrança imediata: saiba tudo sobre CBS e IBS

O governo federal lançou nesta terça-feira (13) a plataforma digital da Reforma Tributária, que permitirá a contribuintes, profissionais e desenvolvedores se familiarizarem gradualmente com as novas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O lançamento ocorreu na sede do Serpro, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também sancionou o Projeto de Lei Complementar nº 108/2024, criando o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

O portal, acessível pelo endereço consumo.tributos.gov.br, oferece funcionalidades como calculadora de tributos, apuração assistida e monitoramento em tempo real de valores a pagar e créditos a receber pelas empresas. A plataforma foi desenvolvida pela Receita Federal em parceria com o Serpro e permitirá a realização de testes e simulações sem gerar obrigações tributárias.

A reforma tributária unifica e moderniza diversos tributos, criando dois novos impostos: a CBS, de âmbito federal, e o IBS, de competência de estados e municípios, formando o chamado IVA (Imposto sobre Valor Agregado). O objetivo é aumentar a transparência na arrecadação e simplificar o sistema tributário brasileiro.

Ano de testes e adaptação

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O ano de 2026 será considerado de testes, período em que as empresas poderão ajustar sistemas e documentos fiscais sem risco de penalidades. Após este período, empresas de maior porte deverão informar nas notas fiscais os valores correspondentes às alíquotas-teste de CBS (0,9%) e IBS (0,1%), apenas de forma informativa, sem qualquer recolhimento.

Para os consumidores, não haverá impacto nos preços. Microempreendedores individuais (MEIs) e empresas optantes pelo Simples Nacional estão dispensados da obrigação neste primeiro momento. O processo tem caráter educativo e colaborativo, e notas emitidas sem os novos campos não serão rejeitadas.

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Esclarecimento de fake news

O governo reforçou que algumas informações falsas têm circulado sobre a reforma:

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Pedreiros, jardineiros, pintores e outros prestadores de serviços não precisarão se formalizar ou recolher CBS ou IBS. A reforma cria ainda a figura do nanoempreendedor, que não precisará se registrar como empresa nem recolher impostos.

Motoristas de aplicativos não terão aumento de tributação e poderão ser considerados nanoempreendedores caso faturem até o dobro do limite do MEI.

Locatários não precisam emitir notas fiscais, apenas os locadores contribuintes devem emitir documentos fiscais conforme regras definidas pelo Comitê Gestor do IBS e Receita Federal.

Segundo o governo, a população deve sempre buscar informações nos canais oficiais disponíveis no site da Receita Federal, garantindo segurança e clareza sobre as mudanças tributárias.

O lançamento da plataforma marca uma etapa importante da regulamentação da Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional, permitindo que empresas e cidadãos se adaptem com transparência e segurança às novas regras do sistema tributário brasileiro.

Mercado eleva projeção de deficit para 2026 e vê dificuldade em cumprir meta fiscal

O Ministério da Fazenda divulgou, nesta quinta-feira (15), o relatório Prisma Fiscal, que revela um aumento no pessimismo dos agentes financeiros em relação às contas públicas de 2026. A mediana das projeções para o deficit primário subiu de R$ 72,1 bilhões (estimados em dezembro) para R$ 72,4 bilhões.

Os números do mercado contrastam fortemente com as diretrizes do governo. A meta fiscal para 2026 estabelece um superavit primário de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB), enquanto o Orçamento aprovado prevê um saldo positivo ligeiramente maior, de R$ 34,5 bilhões.

O Desafio da Meta
A regra fiscal permite uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual. Isso significa que o resultado mínimo aceitável para o governo é de 0% do PIB (equilíbrio fiscal). No entanto, com a projeção de um rombo superior a R$ 72 bilhões, o mercado indica que o governo poderá ter dificuldades para atingir até mesmo o limite inferior da meta.

Deficit Nominal e Juros
Quando são incluídos os gastos com o pagamento de juros da dívida pública, os números são ainda mais expressivos, embora tenham apresentado uma leve melhora nas estimativas:

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Deficit Nominal 2026: A projeção caiu de R$ 1,09 trilhão para R$ 1,04 trilhão.

Deficit Primário 2027: Economistas reduziram a previsão de R$ 54,9 bilhões para R$ 52,0 bilhões.

Dívida Pública em Ascensão
A trajetória do endividamento brasileiro segue como ponto de atenção para os investidores. Os analistas mantiveram a projeção da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em 83,70% do PIB para este ano. Para efeito de comparação, o último dado oficial disponível (novembro) apontava o endividamento em 79%. Para 2027, a expectativa é que a dívida alcance 87% do PIB.

Receita Federal volta a negar taxação do Pix e alerta para golpes

A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.

Em nota oficial emitida nesta quarta-feira (14), o órgão afirma que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.

Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre taxa do Pix ou imposto sobre transferências são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.

Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.

De acordo com o Fisco, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.

As informações falsas voltaram a ganhar força nas redes sociais nas últimas horas, após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltar a publicar vídeos em que afirma que o governo voltará a monitorar o Pix. Há duas semanas, o Fisco tinha emitido outro alerta de notícias falsas sobre taxação de transações financeiras.

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O que diz a instrução normativa
A Receita esclarece que a instrução normativa de agosto não trata de taxação nem de monitoramento de transações financeiras. O órgão reitera que a norma apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015.

As informações repassadas ao Fisco não detalham transações individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos dos usuários.

Segundo a Receita, a medida é fundamental para evitar que fintechs sejam usadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, como identificado em operações policiais recentes.

Reforma do IR
No mesmo comunicado, a Receita destacou informações verdadeiras que vêm sendo distorcidas nas redes. Desde janeiro, quem recebe até R$ 5 mil mensais está totalmente isento do Imposto de Renda. Para rendas de até R$ 7.350, há desconto no valor devido.

Essas mudanças, segundo o Fisco, não têm qualquer relação com Pix, monitoramento de transações ou criação de novos tributos.

Como se proteger de golpes
A Receita Federal alerta que a propagação de boatos sobre impostos e Pix cria um ambiente favorável para a aplicação de golpes. Criminosos se aproveitam da desinformação para enviar mensagens falsas por redes sociais, telefone e aplicativos como o WhatsApp, tentando coagir vítimas, solicitar pagamentos indevidos ou obter dados pessoais.

Para o órgão, esse tipo de prática é perigosa porque amplia o alcance do crime e coloca a população em risco.

A orientação da Receita Federal é desconfiar de mensagens alarmistas, evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações em canais oficiais do governo ou em veículos de imprensa profissional.

Mensagens que pedem pagamentos, dados pessoais ou regularizações relacionadas ao Pix e a impostos devem ser tratadas como tentativas de golpe.

Senna Tower incorpora elevador exclusivo para veículos e acompanha tendência global de garagens integradas à arquitetura

O Senna Tower já é um ícone da engenharia mundial. O ambicioso projeto da FG Empreendimentos, desenvolvido em parceria com a marca Senna e investimento da Havan, trará ao Brasil um dos recursos mais desejados por apaixonados por carros de luxo: um elevador automotivo. A solução, que transporta o veículo da garagem diretamente até as unidades, garante privacidade, reforça segurança e conveniência incomparáveis.
 
A torre carrega a trajetória de Ayrton Senna e a paixão por carros e velocidade ganha destaque. A narrativa de superação e conquistas do piloto está eternizada na engenharia e no conceito que orientam cada decisão criativa. Essa visão conecta inovação, ousadia e desempenho. E inspira o padrão técnico e estético adotado no edifício.

O elevador de carro estará presente nas 18 mansões suspensas, que variam de 420 m² a 563 m², o que reforça a exclusividade e luxo aos moradores. O acesso é direto da garagem por meio do elevador interno de veículos para o imóvel, permitindo que os carros de luxo cheguem diretamente ao pavimento da residência, sem a necessidade de transitar por áreas comuns. 
 
“O elevador de veículos do Senna Tower integra um conjunto de soluções em desenvolvimento, fruto de estudos aprofundados e testes técnicos que buscam estabelecer novos referenciais em engenharia aplicada a edifícios de grande altura”, explica Stéphane Domeneghini, diretora da Talls Solutions, empresa do Grupo FG, engenheira que assina o projeto do empreendimento.
 
O Senna Tower acompanha uma tendência global de edificações que integram mobilidade premium. Também combina engenharia avançada e exclusividade. Exemplos internacionais reforçam essa direção. O Porsche Design Tower e o Bentley Residences, em Miami, adotam sistemas de sky garages. O Neue Grand, em Melbourne, segue o mesmo conceito. Nessas torres, elevadores automotivos levam o carro até garagens internas dentro do apartamento. Essas referências confirmam a viabilidade técnica. Também mostram que cresce a busca por soluções que unem conveniência, privacidade e experiência automotiva.
 
Ao introduzir essa tecnologia no Brasil em um projeto residencial de mais de 550 metros de altura, o Senna Tower se posiciona como marco global de engenharia. O edifício integra o que há de mais avançado em tecnologia construtiva. Também oferece um estilo de vida sofisticado e orientado à performance.
 
Com investimento estimado em R$ 3 bilhões, o edifício está sendo construído em Balneário Camboriú (SC), cidade com maior valorização imobiliária no país, segundo o índice FIPE/ZAP e que concentra nove dos 10 mais altos empreendimentos no Brasil.
 
Sobre a FG Empreendimentos
Em 2025, a FG Empreendimentos consolidou-se de forma definitiva entre as gigantes do mercado imobiliário brasileiro – e já figura como uma referência também no cenário internacional. A companhia encerra o ano com um desempenho histórico, que reafirma sua liderança, solidez operacional e visão estratégica de longo prazo.
 
Com um portfólio que reúne oito dos dez mais altos empreendimentos residenciais do país, a FG já entregou 66 megaempreendimentos e soma 5,6 mil unidades de alto padrão concluídas ao longo de sua trajetória. A performance se traduz em resultados: em 2025, a empresa alcançou um VGV recorde de R$ 2,1 bilhões e manteve a maior margem líquida do setor, de 35%. O indicador reflete um modelo de negócios altamente eficiente, sustentado pela excelência construtiva, governança rigorosa e planejamento financeiro robusto – fatores que explicam os mais de 90% das transações realizadas por meio de financiamento direto com a própria FG.
 
Detentora de um dos maiores landbanks privados do Brasil, a companhia acumula hoje 4,5 milhões de m² destinados a futuros lançamentos, com um VGV potencial estimado em R$ 130 bilhões. Trata-se de um pipeline que reposiciona Balneário Camboriú e todo o mercado nacional em um novo patamar de inovação, qualidade arquitetônica e avanço da verticalização urbana.
 
Sobre a marca Senna
A marca Senna incorpora a essência de Ayrton Senna, inspirando pessoas de todas as gerações ao redor do mundo a encontrarem sua verdadeira vocação e se tornarem a melhor versão de si mesmas. Por meio de parcerias com marcas reconhecidas, a marca Senna identifica produtos premium que carregam os valores essenciais de Ayrton, como paixão por alto desempenho, determinação, ousadia e superação de limites. Atualmente, a marca é gerenciada pela Senna Brands, que integra o grupo criado pela família Senna e se dedica a perpetuar a trajetória do piloto. Parte da renda gerada pela marca Senna é revertida para o Instituto Ayrton Senna, que trabalha pela transformação de vidas por meio da educação pública de qualidade. Em 30 anos de história, o Instituto já realizou mais de 36 milhões de atendimentos a crianças e jovens em 3 mil municípios brasileiros.
 
Sobre Lalalli Senna
Artista multiplataforma, Lalalli Senna aborda linguagens de diversos campos da arte, como a escultura e a música, a partir de um fascínio pelo inconsciente e por formas geométricas puras sempre embasado pela antropologia, sua formação acadêmica. Para isso, ela recorre a tecnologias do presente, colocando a modernidade a serviço da atemporalidade.
 
Sobre Grupo Havan
O Grupo Havan nasceu em Brusque (SC), com a abertura de uma pequena loja de tecidos pelo empresário Luciano Hang. Ao longo de 39 anos, a marca se consolidou como uma gigante do varejo, com 187 megalojas em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal, além de contar com mais de 23 mil colaboradores diretos. 
 
Com uma trajetória de crescimento acelerado, a Havan se destaca pela expansão e pelo impacto positivo nas cidades onde está presente, gerando empregos, renda e promovendo iniciativas sociais. 
 
O grupo também abrange empresas em outros setores, como de energia e de Fundos Imobiliários, tendo participação em importantes projetos, como o One Tower, primeira construção em parceria com a FG Empreendimentos.

Parceria entre Sebrae/SC e Cooperoeste qualifica produtores de leite

O programa Conexões Corporativas, voltado ao aumento da competitividade, qualificação da gestão rural e à melhoria da qualidade de vida das famílias produtoras, inicia em janeiro, em São Miguel do Oeste. A iniciativa desenvolvida pelo Sebrae/SC em parceria com a Cooperoeste terá ações direcionadas à 1.800 famílias de produtores.

“Iniciaremos com a implementação da solução De Olho na Qualidade, metodologia consolidada que atua diretamente na organização, limpeza e boas práticas de higiene nas propriedades rurais. A proposta é promover melhorias no ambiente produtivo, aliando eficiência operacional, sustentabilidade e qualidade nos processos desenvolvidos pelas famílias atendidas”, explica o gerente regional do Sebrae/SC no extremo oeste, Udo Martin Trennepohl. A Cooperoeste possui uma estrutura robusta, reúne cerca de 600 colaboradores e processa diariamente 600 mil litros de leite. “O projeto nasce com o propósito de atender essas famílias de forma estruturada, com ações que gerem resultados práticos e duradouros”, salienta Trennepohl.

Suporte técnico e de gestão

O presidente da Cooperoeste, Ademir Wiezorek, reforça a relevância do início do projeto e a expectativa em torno das ações. “A proposta chega para apoiar os produtores de leite da região de São Miguel do Oeste, trazendo suporte técnico e de gestão. Já estudamos a possibilidade de ampliar o trabalho no próximo ano para outras localidades, como a região de Abelardo Luz”, afirma.

As ações previstas serão executadas de forma escalonada, a partir da identificação das principais demandas e potencialidades dos produtores atendidos. Após a etapa inicial com a solução De Olho na Qualidade, o programa prevê a ampliação das atividades, conforme o diagnóstico das propriedades e o avanço das turmas participantes.

Para Trennepohl, o início do projeto representa mais um avanço na missão do Sebrae/SC de fomentar o empreendedorismo rural e promover o desenvolvimento territorial por meio de parcerias institucionais sólidas. “Nosso objetivo é aprofundar o entendimento sobre os desafios e oportunidades da cadeia produtiva do leite, construindo um plano de trabalho conjunto que reflita as reais necessidades dos produtores e gere benefícios concretos para as famílias envolvidas”, disse.

SOBRE O SEBRAE

O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoia milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.

Anfavea projeta crescimento de 3,7% na produção de veículos para 2026

A produção de veículos no Brasil - que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões - deve crescer 3,7% em 2026, de acordo com a estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O movimento deve ser impulsionado principalmente pela produção de veículos leves, como automóveis e comerciais leves, que devem apresentar alta de 3,8% neste ano.

Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano, informou a Anfavea.

Continuamos com um ano de dificuldades, disse nesta quinta-feira (15) o presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante coletiva de imprensa, em São Paulo. Eu tenho dito que nós temos um otimismo contido para o setor automotivo. Isso porque os números vão continuar crescendo, mas os fatores de imprevisibilidade continuam. Nós temos fatores geopolíticos agora muito importantes que podem afetar a cadeia de fornecimento e nós temos um ano que antecede a entrada em vigor da reforma tributária. Teremos um ano em que nós precisamos ficar alertas e essa é razão pela qual nós estamos propondo revisar nossas projeções trimestralmente para ir acompanhando passo a passo os acontecimentos, pontuou..

No ano passado, a produção de veículos cresceu 3,5% em relação a 2024, somando 2,6 milhões de unidades fabricadas, mantendo o Brasil na oitava posição no ranking mundial de produção.

Já as vendas totalizaram 2,69 milhões de unidades em 2025, o que representou aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e que manteve o Brasil na sexta posição no ranking mundial de mercado.

Segundo Calvet, esses resultados foram piores que o esperado para 2025, já que a Anfavea projetava crescimento de 7,8% para produção e de 5% para licenciamento. Ainda assim, destacou ele, 2025 encerrou como um ano positivo para o setor.

Nós tivemos um ano em que o mercado cresceu 2% e a produção cresceu 3%. Foi um ano de muita instabilidade, um ano em que nós tivemos questões geoeconômicas que influenciaram o setor.", detalhou o presidente da Anfavea.

Calvet ressaltou que também foi um ano em que de discussões importantes como, por exemplo, sobre o Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF. "Então isso tudo impacta muito o setor, sem contar a taxa de juros. Quando fizemos a projeção, lá em 2024, tínhamos uma taxa de juros de 12%. Agora nós estamos com uma taxa de juros de 15%. O mercado automotivo é muito sensível a essas imprevisibilidades e isso tudo fez com que os números fossem menores, mas ainda sim foram números positivos para o setor, completou..

Sao Paulo (SP), 15/01/2026 . Coletiva do presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores)  Igor Calvet, apresentando os resultados de 2025 é projeções para 2026. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
 Igor Calvet apresenta os resultados de 2025 do setor automotivo brasileiro- Paulo Pinto/Agência Brasil
Comércio externo
Além das vendas e da produção, o setor automotivo também teve um ano positivo em exportações, com crescimento de 32,1% e quase 529 mil unidades comercializadas no período.

As exportações surpreenderam em 2025. Só para a Argentina o crescimento foi de 85% em relação a 2024. Nossos embarques ao exterior superaram as importações, que também foram em nível alto. Tivemos quase meio milhão de veículos importados no país no ano de 2025, disse o presidente da entidade.

Para 2026, a expectativa de crescimento das exportações gira em torno de 1,3%.

Já as importações cresceram 6,6% no período, puxado principalmente pela entrada de autoveículos fabricados em países sem acordo de livre comércio com o Brasil, como a China. O país asiático representou 37,6% dos 498 mil importados que foram emplacados no Brasil no ano passado.

Neste ano a gente até acredita que as importações vão diminuir, porque há novos entrantes no mercado e esses novos entrantes projetam o início das suas produções agora no ano de 2026. Logo, o que antes era importado, passará a ser produzido no país, o que é um excelente movimento. Mas nós vamos ter um ano ainda bastante desafiador na esfera do comércio exterior com a nossa possibilidade de avançar em acordos importantes e fortalecer a nossa relação com a Argentina e também com a Colômbia, que é um parceiro com quem tivemos problemas de acordo comercial no último ano.

Programa Move Brasil
Na entrevista coletiva de hoje, na capital paulista, o presidente da Anfavea afirmou que uma das grandes preocupações do setor automotivo para este ano é a reforma tributária, já que ainda não foi definida a alíquota que vai incidir sobre o setor automotivo.

Igor Calvet destacou que a dificuldade de fazer planejamento preocupa muito o setor. "Nós não sabemos ainda qual a alíquota que vai incidir sobre cada um dos nossos produtos, sobre o portfólio de produtos. Isso há menos de um ano da entrada em vigor da reforma tributária. E neste ano também temos um grande desafio que é o desafio de acessar novos mercados. Nós temos tradicionalmente parceiros importantes na região da América do Sul e que têm sido tomados por outros concorrentes internacionais. Esse é um grande desafio para que a nossa capacidade instalada consiga ser ampliada, sobretudo, produzindo para esses países.

Outro aspecto que anda trazendo preocupações para o setor é o segmento de caminhões, cuja produção caiu 46,4% no ano passado e apresentou queda de 9,2% em emplacamentos. Caminhões têm uma correlação muito forte com o PIB [Produto Interno Bruto]. Se o PIB cresce, em princípio o mercado de caminhões teria que crescer já que grande parte de nossa produção é escoado pelo modal rodoviário e o modal rodoviário são caminhões. Então, o setor de caminhões deveria crescer, mas o que constrange o setor de caminhões hoje no Brasil são as altas taxas de juros, defendeu.

Por isso, ressaltou, o programa Move Brasil, anunciado neste ano pelo governo federal, e que oferece crédito para a compra de caminhões, vai acabar sendo muito importante para o setor. Recentemente nós tivemos o anúncio de uma importante medida provisória que é o Move Brasil e que dá uma linha de crédito com condições em termos de taxas muito boas. Nós entendemos que essa é uma medida desfibrilatória para a economia brasileira e que envolve o setor de caminhões. Então acreditamos que essa é uma medida que vai fazer com que as quedas expressivas do setor parem nesse começo de ano.

Celesc suspende cortes de energia e facilita parcelamento para atingidos pelas chuvas em Santa Catarina

A iniciativa garante estabilidade energética para 114 mil unidades impactadas. Além da moratória de 60 dias, o parcelamento em 24 meses sem juros foca na recuperação econômica regional, exigindo validação presencial nas agências com documentos oficiais em áreas mapeadas pela Defesa Civil.
O Governo de Santa Catarina lançou nesta segunda-feira um pacote de 18 medidas para apoiar famílias e empreendedores afetados pelas fortes chuvas de outubro. Entre as principais ações, a Celesc confirmou a suspensão do corte de energia e condições especiais para o pagamento de faturas atrasadas.

Suspensão de cortes e prazos
A Celesc não realizará a suspensão do fornecimento de energia elétrica em unidades localizadas em bairros atingidos pelas enchentes pelos próximos 60 dias. O benefício é voltado a moradores de localidades validadas pelas prefeituras e Defesa Civil, prevenindo o corte por atraso nos pagamentos durante este período crítico.

Parcelamento facilitado e isenção de multas
Para quem possui débitos pendentes de outubro ou meses anteriores, a companhia disponibilizou um programa de parcelamento diferenciado. As condições incluem:

Parcelamento em até 24 prestações;
Isenção total de entrada;
Isenção de multas e juros de mora acumulados;
Válido para municípios em estado de calamidade ou emergência.

Como solicitar o benefício
Para acessar as condições de parcelamento, o titular da conta deve comparecer a uma das lojas de atendimento presencial da Celesc. É obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto (RG, CPF ou CNH). A companhia verificará se o imóvel está em área atingida junto aos relatórios da Defesa Civil.

Impacto das chuvas no sistema elétrico
Segundo dados da companhia, o pico de interrupções ocorreu em 17 de outubro, atingindo 114 mil unidades consumidoras. Mais de 1.500 eletricistas e 350 equipes atuaram simultaneamente para restabelecer o serviço, enfrentando dificuldades de acesso em regiões como Rio do Sul, Blumenau e Mafra devido a deslizamentos e bloqueios em rodovias.

BRDE fortalece o desenvolvimento regional com operações em 95% dos municípios da Região Sul

A atuação descentralizada do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou, ao fim de 2025, uma capilaridade rara no sistema de fomento do país: a instituição mantinha operações em 95% dos municípios do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul — área que concentra o núcleo de sua missão histórica de impulsionar investimento produtivo e políticas públicas de desenvolvimento.

Somados, os três estados registraram 1.136 municípios com operações do banco, número que evidencia a presença do BRDE em cidades de todos os portes, inclusive as pequenas, onde o crédito de longo prazo costuma ser mais restrito e onde iniciativas locais — de expansão industrial e inovação a projetos de infraestrutura, energia e agroindústria — dependem de financiamento estruturado e acompanhamento técnico. Além da região Sul, o BRDE também encerrou o ano com contratos de crédito ativos em 70 dos 79 municípios do Mato Grosso do Sul, estado do Centro-Oeste onde também tem atuação.

A cobertura mais ampla foi registrada em Santa Catarina, com atendimento em 293 dos 295 municípios (mais de 99% do total) em dezembro de 2025. No Paraná, o banco mantinha operações em 383 de 399 municípios (96%). Já no Rio Grande do Sul, eram 460 de 497 municípios (92,5%). O desenho da atuação permite adaptar instrumentos de crédito e apoio a diferentes realidades econômicas — do campo à cidade, de cadeias tradicionais a novos setores, de necessidades empresariais a demandas do setor público.

“Capilaridade é uma forma de espelhar a capacidade de levar financiamento onde ele se faz necessário. Ao operar em praticamente todo o território dos estados onde atua, o BRDE converte diretrizes de fomento em investimento produtivo e infraestrutura”, afirma o Diretor-Presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior

Atuação – O BRDE estrutura sua atuação a partir de políticas públicas de fomento voltadas ao desenvolvimento regional de longo prazo, com foco em inclusão produtiva, sustentabilidade e fortalecimento das economias locais. Na área rural, o banco opera programas que ampliam o acesso ao crédito para produtores e cooperativas, apoiando a modernização do campo, a segurança hídrica, a irrigação, a agroindustrialização e a transição para fontes de energia limpa.

No ambiente urbano e empresarial, o BRDE atua no financiamento de pequenas, médias e grandes empresas, com políticas voltadas à inovação, à competitividade industrial, ao turismo e à economia criativa. Essas ações buscam estimular investimentos que gerem emprego, diversifiquem a base produtiva e fortaleçam cadeias estratégicas dos estados do Sul.

A sustentabilidade está presente no apoio a projetos de energias renováveis, saneamento básico, gestão ambiental e adaptação às mudanças climáticas. O BRDE também incorpora critérios sociais e ambientais na análise dos financiamentos, alinhando desenvolvimento econômico à responsabilidade territorial.

Além do crédito, o banco também atua na formulação e na implementação de políticas públicas regionais em parceria com governos estaduais, prefeituras e outras instituições de fomento, especialmente na estruturação de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Nesse campo, o BRDE apoia o poder público desde a fase de modelagem, ajudando a organizar estudos, matriz de riscos, garantias e a atratividade econômica dos projetos, até a etapa de contratação e viabilização financeira dos investimentos.

Programas de planejamento estratégico, como a Visão Regional 2040, e o apoio a projetos sociais via leis de incentivo fiscal reforçam o compromisso do BRDE com um desenvolvimento equilibrado, integrado e orientado para o futuro.

Números do BRDE:

Paraná: 383 municípios (96% do total)

Santa Catarina: 293 (99% do total)

Rio Grande do Sul: (92,5% do total)

Mato Grosso do Sul: 70 (88% do total)

Carnês do IPTU 2026 já estão disponíveis em Balneário Piçarras
A Prefeitura de Balneário Piçarras informa que a emissão dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026 já está disponível. A Secretaria de Fazenda antecipou a emissão – antes programada para a próxima semana, no dia 21. O reajuste com relação ao ano de 2025 é de 4,17%, e a emissão pode ser realizada presencialmente e online.
 
Pagamentos realizados à vista com vencimento em 20 de fevereiro terão 10% de desconto. O desconto será de 5% para pagamentos à vista com vencimento em 28 de fevereiro. Os pagamentos parcelados terão vencimento da primeira parcela também no dia 20 de fevereiro.  
 
Para retirada dos boletos físicos, o atendimento acontece na sede da Prefeitura de Balneário Piçarras (Avenida Emanoel Pinto, nº 1655, Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.
 
A emissão de boletos online ocorre no portal do município: https://balneariopicarras.atende.net/cidadao > barra de pesquisa: IPTU > Serviços > Emissão de Guias. A prefeitura pede a atenção dos contribuintes, no caso de emissão online, para escolher atentamente entre as opções à vista ou parcelado, evitando que as guias sejam emitidas com duplicação.
 
A Secretaria Municipal de Fazenda disponibiliza o contato de WhatsApp (47) 3347-4707 para sanar dúvidas (o número não recebe ligações). O contato por telefone deve ser feito pelo número (47) 3347-4747.
 
 
 
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
 
Texto, Lyandra Machado, jornalista responsável
 
Foto: José Santos
ITAJAÍ: Fazenda libera renovação de alvarás de funcionamento e localização para empresários
Os empresários de Itajaí têm até o dia 28 de fevereiro para realizar o pagamento do alvará de funcionamento e localização para 2026. A Secretaria Municipal da Fazenda abriu o período de renovação na quarta-feira (14). 
 
Para emitir o alvará de 2026, basta acessar o portal digital clicando aqui ( https://cidadaoweb.itajai.sc.gov.br/jsp/alvara/emissao.jsp) e pagar as devidas taxas. Os métodos de pagamento aceitos são PIX e cartão de crédito. Atualmente, mais de 58 mil empresas e profissionais autônomos estão ativos em Itajaí.  
 
Por determinação legal (Lei Federal nº 13.874/2019, Resolução CGSIM nº 59/2020 e Lei Complementar Municipal nº 469/2024) as empresas enquadradas como Microempreendedores Individuais (MEIs) estão dispensadas de alvará de licença e localização.
 
O alvará de funcionamento ficará disponível imediatamente após o término do pagamento. A documentação de 2025 permanece válida até o dia 28 de fevereiro de 2026. Em caso de dúvidas, entre em contato com a Secretaria da Fazenda pelo e-mail alvara@itajai.sc.gov.br.
Itajaí se destaca no Brasil como primeira cidade visitada por estrangeiros em transatlânticos vindos do Pacífico
O navio Marina, vindo de Montevidéu, atracou em Itajaí nesta quinta-feira (15), trazendo quase 1.200 passageiros e 800 tripulantes.  Desde o início da temporada de cruzeiros, no dia 30 de novembro, mais de 15.000 turistas desembarcaram em Itajaí por meio dos navios de cruzeiros. Oriundos de diferentes continentes, quando a rota marítima parte do Oceano Pacífico, os turistas têm em Itajaí o primeiro contato com o Brasil, tornando a cidade litorânea uma porta de entrada para o país. 
Após a atracação no porto, os passageiros fazem o traslado até o Centreventos Governador Luiz Henrique da Silveira, para embarque e desembarque.  A ação de divulgação do destino feita no local pela Secretaria de Turismo e eventos promove os pontos turísticos e belezas naturais de Itajaí para turistas do Brasil e do mundo. 
 
A boa impressão deixada logo no primeiro contato com o Brasil é relatada por turistas que desembarcaram em Itajaí nesta temporada. Entre eles está o norte-americano Mike Loughlin, morador de Rohnert Park, no condado de Sonoma, na Califórnia, que visitou o país pela primeira vez tendo Itajaí como ponto inicial da viagem.
 
“Itajaí é a primeira cidade que visito no Brasil. O clima é muito agradável — especialmente para mim, que venho de um lugar onde está bastante frio nesta época. Estou gostando muito do que vi até agora. A viagem tem sido divertida e a cidade causou uma ótima primeira impressão.”
 
A experiência positiva também é compartilhada pelo casal Mike Mulcrone e Lisa Mulcrone, de Fort Myers Beach, na Flórida, que tiveram em Itajaí a primeira parada em território brasileiro.
 
“Esta é a nossa primeira parada no Brasil e estamos gostando muito do que vimos até agora. Itajaí nos parece uma cidade limpa, bonita e muito agradável.”
 
Das 36 embarcações que possuem Itajaí na sua rota até o final da temporada, 15 já atracaram trazendo pessoas de diversos lugares do mundo. Nesta quinta-feira (15), o navio Marina trouxe, pela primeira vez na temporada 25/26, turistas europeus e asiáticos, além dos norte-americanos , que correspondiam a 90% dos passageiros. A embarcação saiu dos Estados Unidos, fez escala em Montevidéu e desembarcou no Porto de Itajaí. 
Os passageiros foram levados de ônibus até o Centreventos, onde foram recebidos por parte da equipe da Secretaria de Turismo de Itajaí, pela Rainha e 1ª Princesa da Marejada e pelo Marejão e Marejoa.
 
“É uma operação muito importante para o Município de Itajaí e que nos deixa muito felizes. Esses turistas vêm prestigiar nossas praias, comércio local e restaurantes”, contou Gustavo Dauer, diretor da Secretaria de Turismo.
 
Entre os destinos mais procurados estão a Praia Brava e a Praia de Cabeçudas, mas a equipe de recepção também  apresenta lugares como a Igreja Matriz, Beira Rio e o Mercado do Peixe, disponibilizando mapas gratuitos e os auxiliando nas dúvidas sobre alimentação e transporte.
A temporada de cruzeiros se estende até o dia 18 de abril, quando o último navio atraca em Itajaí. Até lá, 21 embarcações passarão pela cidade, trazendo em média 20.000 novos turistas.
Procon de Itajaí registra mais de 5,6 mil atendimentos em 2025

O Procon de Itajaí teve resultados expressivos longo de 2025 na defesa dos direitos do consumidor, com ações preventivas, orientações e fiscalização do cumprimento da legislação. O órgão atuou na mediação de conflitos entre consumidores e fornecedores, e na aplicação de medidas administrativas em casos de irregularidades, com aplicações de multas revertidas em recursos para os cofres públicos do município.
 

Ao longo do ano, o setor de atendimento registrou 5.687 reclamações, entre atendimentos presenciais e online. Foram instaurados 1.021 processos administrativos e realizadas 1.017 audiências conciliatórias, presenciais e virtuais. Na fiscalização, o Procon lavrou 200 autos de infração, nove autos de apreensão, 146 notificações e 21 autos de constatação. Como forma de orientação, também foram realizadas 28 pesquisas de preços com alimentos, combustíveis, material escolar, produtos da Páscoa, pescados e itens da ceia de Natal. Além dos serviços diretos para os consumidores, também foram realizadas palestras em escolas e para fornecedores.
 

Em 2025, o Procon aplicou multas em 207 processos administrativos, que somam R$ 3,4 milhões e mantém oito ações civis públicas em andamento. Ao Conselho Municipal de Defesa do Consumidor (CMDC) foram encaminhados 90 recursos, com 93 julgamentos realizados, ao totalizar R$ 2,6 milhões em multas. O órgão também promoveu a 5ª edição do Mutirão Limpa Nome, em parceria com a CDL e empresas participantes, com atendimentos para a população renegociar e quitar dívidas.
 

Sobre o Procon

Em Itajaí, o Procon fica localizado na Avenida Joca Brandão, nº 655, Centro, no Fórum Universitário. O atendimento é realizado de forma presencial e online, mediante agendamento, pelo site procon.itajai.sc.gov.br. O cidadão que deseja tirar dúvidas por telefone, pode entrar em contato pelo número 151 ou (47) 3349-4247.

Sine oferece mais de 6,3 mil vagas de emprego em Santa Catarina

Oportunidades estão distribuídas por todas as regiões do estado, contemplando diferentes perfis profissionais e níveis de escolaridade – Foto: Mauricio Vieira/Arquivo/Secom

O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Santa Catarina está com 6.352 vagas de trabalho abertas, sendo 245 destinadas a pessoas com deficiência (PCD). As oportunidades estão distribuídas por todas as regiões do estado, contemplando diferentes perfis profissionais e níveis de escolaridade.

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, destaca o aquecimento do mercado de trabalho. “Santa Catarina está crescendo acima da média nacional, com desempenho positivo na economia. Isso garante a criação de oportunidade e novas vagas de emprego. Foi assim que chegamos à menor taxa de desemprego do país”, afirma o secretário.

Os trabalhadores interessados podem consultar e se candidatar às vagas de forma online, por meio do Portal Emprega Brasil, ou presencialmente, comparecendo à unidade do Sine mais próxima, munidos de documento oficial com foto.

O Sine Santa Catarina reforça que as vagas são atualizadas diariamente e podem sofrer alterações conforme o preenchimento das oportunidades.

Confira as vagas por região
Grande Florianópolis – 1.282 vagas
Biguaçu: 23
Florianópolis: 455 pcd 01
Palhoça: 01
São João Batista: 41 pcd 28
São José: 577 pcd 56
Tijucas: 185
Vale do Itajaí – 1.577 vagas
Ascurra: 08
Balneário Camboriú:498
Blumenau: 193 pcd: 22
Brusque:147 pcd 01
Camboriú: 75
Gaspar: 43 pcd 03
Indaial: 01
Itajaí: 82 pcd: 32
Itapema: 121
Navegantes: 58 pcd 02
Penha: 133
Pomerode:06
Rio do Sul:37
Timbó:  175
Oeste – 951 vagas
Chapecó:225 pcd 03
Concórdia: 144 pcd 01
São Miguel do Oeste: 366 pcd 04
Seara: 211 pcd: 50
Xanxerê: 05
Sul – 1.422 vagas
Araranguá:131 pcd 01
Cocal do Sul: 20
Criciúma:250 pcd 25
Forquilhinha: 45
Garopaba: 212 pcd 01
Gravatal: 55
Içara: 24
Imbituba:52
Laguna: 38
Morro da Fumaça:313
Orleans: 100
Praia Grande:36
Siderópolis: 56
Tubarão: 90 pcd 05
Norte – 951 vagas
Araquari: 47
Canoinhas: 15
Garuva: 12
Itaiópolis: 28
Jaraguá do Sul: 03
Joinville: 185 pcd 05
Mafra: 116
Papanduva: 12
Rio Negrinho: 08
São Bento do Sul:82 pcd 01
São Francisco do Sul:42 pcd 03
Meio-Oeste – 486 vagas
Caçador: 58
Campos Novos: 57
Capinzal: 246
Curitibanos: 08
Joaçaba: 44 pcd 01
Videira: 73
Serra Catarinense– 84 vagas
Lages:  68
São Joaquim:16

Retrospectiva 2025: mercado urbano da SCGÁS registra recordes de crescimento

Foto: Divulgação / SCGÁS

O ano de 2025 marca um capítulo histórico para a SCGÁS no atendimento ao mercado urbano. A Companhia superou recordes nas contratações de clientes dos segmentos residencial e comercial em todo o estado catarinense. Ao todo, foram 253 novos contratos assinados, sendo 192 contratos no segmento residencial, que representam 16.564 Unidades Residenciais contratadas, além de 61 contratos no segmento comercial.

Outro resultado de destaque em 2025 foi o número de clientes efetivamente ligados à rede de gás natural. Ao longo do ano, 6.406 novos consumidores passaram a utilizar o serviço. A diferença entre clientes contratados e ligados se deve aos empreendimentos que ainda estão em construção. Nesses casos, a conexão à nossa rede de gás natural será efetivada assim que a obra for finalizada e estiver apta para a ligação. Em comparação, durante 2024 foram feitas 11.346 contratações de unidades residenciais, 52 comércios e 4.157 ligações no mercado urbano.

Paralelamente ao crescimento da rede, o mercado urbano se mostra cada vez mais consciente dos benefícios do gás natural. Economia, segurança, praticidade e comodidade são essenciais para quem busca eficiência energética aliada à confiabilidade no dia a dia. Essas conquistas demonstram a ampliação da infraestrutura de distribuição e a consolidação do gás natural como uma escolha estratégica para residências e estabelecimentos comerciais.

“Os números de 2025 confirmam que o mercado urbano da SCGÁS vive um novo patamar de expansão, impulsionado pela confiança dos clientes e pela entrega de uma solução energética segura, eficiente e alinhada às demandas das cidades”, explica Gustavo Caldas, gerente comercial do mercado urbano.

Atualmente, a SCGÁS atende 35.100 unidades residenciais e 953 comércios em 72 municípios catarinenses. Itapema, Porto Belo, Itajaí e Balneário Camboriú são destaques nesse processo de crescimentos dos número de consumidores no período. Grandes empreendimentos também foram contratados na região, como o Píer Oporto, em Itapema, e o 3300 Botanique, em Balneário Camboriú. A SCGÁS se destaca também como a terceira maior distribuidora de gás canalizado do Brasil em extensão de rede com 1.711 km construídos.

FIESC participa de elaboração de norma para regulamentar estações de recarga

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) fez parte do grupo de trabalho criado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina para definir as diretrizes de segurança contra incêndio em edificações novas e já existentes que tenham estações de recarga de veículos elétricos.

O debate resultou na Instrução Normativa nº 23 (IN 23), que fica em consulta pública até o dia 6 de fevereiro. A participação da FIESC no grupo de trabalho se deu por meio de representantes da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção (CDIC) e contou ainda com a participação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de SC (Crea-SC) e da Celesc.

Acesse a consulta pública 

A engenheira civil Daniela Milanez Zarbato, representante da FIESC no GT, destaca que a IN 23 adota uma abordagem baseada em critérios objetivos de segurança, combinando requisitos gerais obrigatórios com a possibilidade de utilização de Projeto Baseado em Desempenho (PBD) em situações específicas.

Após a publicação oficial, a Instrução Normativa entrará em vigor após 90 dias. Para edificações que já possuam PPCI aprovado e pontos de recarga instalados, está previsto o prazo de até um ano para adequação às novas exigências.

A Federação das Indústrias também foi protagonista, junto com a Celesc, de uma cartilha lançada em 2024 com objetivo de compilar normas, esclarecer a questão legal para condomínios e também ajudar as construtoras a incorporarem as estações de recargas para veículos elétricos nos seus lançamentos.

Com informações da assessoria de imprensa do CREA-SC

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Porto de Itajaí anuncia novo assessor executivo
Advogado e gestor público, Thiago Morastoni possui trajetória na administração pública, com atuação nas áreas de desenvolvimento econômico, relações institucionais, políticas públicas e gestão governamental. É mestre em Gestão Ambiental pela Universidade de Alicante (Espanha) e em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), além de doutorando em Direito e Ciências Jurídicas.
 
O assessor executivo atua no apoio direto à Superintendência, contribuindo na articulação institucional, no acompanhamento de projetos estratégicos, processos jurídicos e na organização de agendas.
 
A nomeação integra o processo de fortalecimento da estrutura administrativa do Porto de Itajaí, em alinhamento com as demandas institucionais e estratégicas da Superintendência. Crédito: SECOM/Porto de Itajaí
Ministério de Portos e Aeroportos encaminha leilão do Tecon Santos 10 para a Antaq

Ministério de Portos e Aeroportos encaminha leilão do Tecon Santos 10 para a Antaq
Com investimento de R$ 6,4 bilhões e outorga mínima de R$ 500 milhões, maior projeto da história do setor vai elevar o Brasil da 45ª para a 15ª posição no ranking mundial de movimentação de contêineres
 
 
Maior projeto da história do setor vai reposicionar o Brasil no ranking mundial - Foto: Vosmar Rosa/MPor


O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) concluiu nesta segunda-feira (12) mais uma etapa decisiva para tirar do papel o maior empreendimento portuário da história do país. Cumprindo rigorosamente o cronograma anunciado ao mercado, a Secretaria Nacional de Portos assinou o despacho decisório que aprova a modelagem final e encaminha à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) os documentos para a publicação do edital do Tecon Santos 10 (STS10).
 
O envio ocorre antes mesmo do prazo estipulado internamente (15 de janeiro), reafirmando o compromisso de destravar um projeto que é debatido desde 2012, mas que somente nesta gestão avança para sua etapa final. A expectativa do governo federal é que o leilão seja realizado na segunda quinzena de março.
Para garantir a segurança jurídica e a viabilidade competitiva do certame, o MPor acolheu integralmente as recomendações e determinações do Tribunal de Contas da União (TCU). Isso inclui as diretrizes para evitar concentração de mercado na primeira fase da disputa e o estabelecimento de um valor de outorga mínima de R$ 500 milhões.

"Entendemos que a governança é o pilar de um leilão desse porte. Cumprimos o que prometemos. Além de estabelecermos uma outorga mínima considerável para que o valor seja reinvestido em obras estruturantes, garantimos que o vencedor invista em um novo terminal de passageiros, que receberá mais de R$ 800 milhões em melhorias", destaca o ministro Silvio Costa Filho.

Já o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destaca a condução do processo. "Conduzimos os ajustes com a máxima celeridade, sem abrir mão do rigor técnico que um projeto dessa magnitude exige. Ao encaminhar a modelagem final para a Antaq antes do prazo estipulado, sinalizamos ao mercado que o cronograma é prioridade. Estamos entregando um projeto robusto, validado pelo TCU e pronto para atrair grandes investimentos", disse.
 
Salto de qualidade e roadshow

O STS10 não é apenas uma obra de infraestrutura, é um reposicionamento geopolítico do Brasil no comércio exterior. Com a entrada em operação do novo terminal, projeta-se que o país salte da atual 45ª para a 15ª posição no ranking mundial de movimentação de contêineres. O empreendimento consolidará Santos como o maior hub do Hemisfério Sul, vital para o escoamento da produção nacional.
 
Com a aprovação do processo, o próximo passo é a apresentação do projeto a investidores nacionais e estrangeiros. O MPor solicitou à Antaq a realização imediata de um roadshow, que deverá ter suas datas divulgadas ainda nesta semana, garantindo transparência e atraindo os maiores players globais para a disputa.

Estrutura do projeto

O novo terminal terá área de 621 mil metros quadrados e será destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. O Tecon Santos 10 vai impulsionar ainda mais o Porto de Santos, que já é o maior complexo portuário da América Latina e o principal porto brasileiro em volume de carga movimentada, respondendo por 29% do comércio exterior brasileiro.
 
Com o Tecon, a capacidade anual de movimentação do Porto vai chegar a 9 milhões de contêineres. Pelo projeto, serão construídos quatro berços de atracação de navios para embarque e desembarque. Pelos critérios definidos, vencerá o leilão quem apresentar o maior valor de outorga, partindo do piso de R$ 500 milhões, e a concessão será pelo prazo de 25 anos.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Aos 90 anos, produtor rural é o primeiro a participar do recadastramento agrícola de Itajaí

Céu azul, contato diário com os animais, alimentação natural e o ar puro do campo fazem parte da rotina de Seu Joaquim Luiz Cugik — e ajudam a explicar porque, aos 90 anos de idade, ele mantém não apenas a saúde física e mental, mas também a disposição e a alegria de seguir ativo no meio rural.Seu Joaquim foi o primeiro agricultor a responder ao questionário do recadastramento dos produtores rurais de Itajaí, nesta segunda-feira (12).

A Secretaria de Agricultura e Expansão Urbana deu início ao trabalho com o objetivo de identificar a capacidade produtiva do município, mapear as principais dificuldades enfrentadas pelos produtores e compreender o dia a dia de quem vive da agricultura, permitindo que o poder público desenvolva soluções integradas para pequenos, médios e grandes produtores rurais.

Natural de Nova Trento, Seu Joaquim chegou à localidade do Limoeiro em 1960, onde vive até hoje. Trabalhou como vacinador de animais e também como produtor rural, chegando a cultivar mais de 120 mil pés de abacaxi. Atualmente, mantém uma produção familiar de hortaliças variadas e a criação de alguns animais, voltada exclusivamente ao consumo próprio. Uma tradição que ele faz questão de preservar. E agora espera poder contar com apoio da gestão pública para manter viva essa parte tão importante da história de Itajaí.

“Quando cheguei, tinha 15 produtores rurais aqui onde eu moro. Hoje, sobrou só eu, tudo virou loteamento, casas, empresas. A vida no campo é difícil. Tudo custa caro para a gente produzir. Fica difícil ter lucro. Vamos ver se conseguimos algum apoio para seguir trabalhando no campo”, relatou Seu Joaquim.

Esta é a primeira vez que uma gestão municipal promove um levantamento próprio na zona rural, contemplando produtores ativos e inativos, suas culturas, capacidade produtiva e os desafios enfrentados no campo. O último cadastramento existente no município foi realizado em 2013, pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Epagri.

“Estamos iniciando o recadastramento das famílias agricultoras do interior de Itajaí para levantar informações fundamentais sobre a produção agrícola do município: o que é cultivado, o que é produzido, de que forma, qual o tamanho das propriedades. A partir desse diagnóstico, teremos condições de planejar melhor a aquisição de tratores, maquinários e outros implementos, garantindo que esses recursos cheguem de forma mais eficiente ao agricultor”, destacou o assessor executivo da Secretaria de Agricultura e Expansão Urbana, Jorge Andriani.

Com o recadastramento, o município busca fortalecer e modernizar a agricultura local, ampliando o conhecimento sobre o setor e criando bases sólidas para o desenvolvimento sustentável da produção agrícola em Itajaí.

Carne suína perde força no início de 2026: consumo menor e preços em leve queda marcam o setor

Após o período de festas, o mercado de carne suína inicia 2026 com menor dinamismo. Segundo análise da Safras & Mercado, os preços da proteína registraram estabilidade na primeira semana do ano, tanto no quilo vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado.

O analista Fernando Iglesias explica que a demanda naturalmente perde força no primeiro trimestre, um movimento oposto ao da carne de frango, que tende a ganhar espaço no consumo doméstico.

“A carne suína sofre com a descapitalização da população e com as altas temperaturas, que desestimulam o consumo da proteína in natura”, afirma Iglesias.

Mudança no perfil de consumo
Com a retração da demanda por cortes frescos, a tendência é que o consumo se concentre em embutidos, como presunto, mortadela, linguiça e salsicha, produtos que mantêm estabilidade mesmo em períodos de menor procura por carne fresca.

De acordo com o analista, esse padrão deve se manter ao longo do primeiro trimestre de 2026, refletindo o comportamento sazonal do mercado brasileiro.

Preços recuam levemente em várias regiões
O levantamento da Safras & Mercado mostra que o preço médio nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 8,00 para R$ 7,92 na semana. No atacado, o pernil ficou em R$ 13,14 e a carcaça suína teve média de R$ 12,37.

Entre os estados, o comportamento dos preços foi de leve retração ou estabilidade:

São Paulo: arroba caiu de R$ 170,00 para R$ 167,00;
Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 6,75 e queda no interior de R$ 8,59 para R$ 8,50;
Santa Catarina: integração em R$ 6,70 e interior em queda para R$ 8,40;
Paraná: leve baixa para R$ 8,35 no mercado livre;
Mato Grosso do Sul: estabilidade em R$ 8,00 (Campo Grande) e R$ 6,70 (integração);
Goiás e Minas Gerais: sem alterações, com preços entre R$ 8,20 e R$ 8,70;
Mato Grosso: quilo vivo em Rondonópolis mantido em R$ 8,00.
Esses resultados refletem um período de ajuste pós-festas, com oferta e demanda buscando novo equilíbrio.

Exportações seguem em alta e sustentam o setor
Apesar do cenário doméstico de menor consumo, o mercado externo continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira.

Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 118,6 mil toneladas de carne suína “in natura”, movimentando US$ 300,7 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

As médias diárias registraram aumento de 25,6% em volume e 25,9% em valor em comparação a dezembro de 2024, com preço médio de US$ 2.535,20 por tonelada.

Esses números confirmam o fortalecimento das vendas externas, especialmente para mercados asiáticos, que seguem como os principais destinos da proteína brasileira.

Perspectiva para o primeiro trimestre de 2026
A expectativa é de que o setor atravesse um período de menor rentabilidade nos primeiros meses de 2026, antes de uma possível recuperação gradual a partir do segundo trimestre, com o retorno de temperaturas mais amenas e recomposição da demanda interna.

Enquanto isso, o desempenho nas exportações deve continuar sendo o principal motor de estabilidade para os produtores brasileiros.

Novo Código de Defesa do Contribuinte é sancionado: CNC destaca avanços e alerta para desafios

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) considera a sanção da Lei Complementar nº 225/2026, publicada no Diário Oficial da União, em 9 de janeiro, um marco para a modernização da relação entre contribuintes e administrações tributárias. A norma institui o Código de Defesa do Contribuinte, define critérios para caracterização do devedor contumaz e cria programas de conformidade fiscal voltados à cooperação e à transparência.

Para a CNC, a medida fortalece a concorrência leal e contribui para reduzir a litigiosidade fiscal, ao diferenciar empresas que cumprem suas obrigações tributárias daquelas que utilizam a inadimplência como modelo de negócio. “Esse avanço é essencial para proteger quem gera empregos e contribui para o desenvolvimento econômico do País”, destaca o consultor tributário da Confederação, Gilberto Alvarenga.

Principais pontos da Lei Complementar

O novo Código estabelece direitos e deveres para contribuintes e cria instrumentos para incentivar a conformidade fiscal. Entre os direitos assegurados estão:

– Comunicação clara e acessível por parte das administrações tributárias;

– Presunção de boa-fé nas esferas judicial e administrativa;

– Direito à autorregularização antes da lavratura de auto de infração;

– Defesa garantida com pelo menos um recurso contra decisões contrárias;

– Acesso facilitado a informações e possibilidade de correção de dados.

Por outro lado, os contribuintes devem agir com diligência, boa-fé e cooperação, cumprir obrigações tempestivamente e manter documentação fiscal pelo prazo legal.

Programas de conformidade

A lei cria dois programas principais:

– Confia (Conformidade Cooperativa Fiscal): voltado a empresas com estrutura de governança tributária, oferece canal personalizado com a Receita, redução de multas e imunidade à caracterização como devedor contumaz.

– Sintonia (Estímulo à Conformidade Tributária): direcionado a empresas regulares, concede prioridade em análises, atendimento preferencial e possibilidade de autorregularização com parcelamento.

Empresas bem classificadas nesses programas poderão obter selos de conformidade, que garantem benefícios como:

– Desconto de 1% a 3% na CSLL para pagamento à vista;

– Preferência em licitações;

– Vedação ao arrolamento de bens, salvo medidas cautelares;

– Atendimento prioritário e notificações preventivas.

Conceito de devedor contumaz

A lei define como devedor contumaz o contribuinte com inadimplência substancial, reiterada e injustificada. Critérios incluem:

– Dívidas federais iguais ou superiores a R$ 15 milhões e que representem mais de 100% do patrimônio conhecido;

– Manutenção de débitos irregulares em pelo menos quatro períodos consecutivos ou seis alternados em 12 meses.

As consequências são severas: impedimento de participar de licitações, vedação a benefícios fiscais, impossibilidade de usar prejuízos fiscais para quitar tributos, cancelamento do CNPJ em casos extremos e perda da extinção de punibilidade em crimes tributários. Há processo administrativo prévio com direito à defesa.

Vetos ao programa Sintonia

Apesar dos avanços, alguns dispositivos foram vetados pelo Executivo, como:

– Descontos de multas e juros;

– Abatimento com prejuízo fiscal/base negativa de CSLL;

– Parcelamento ampliado para 120 meses;

– Autorização ampla para a Receita criar benefícios por ato normativo; e

-Substituições de garantias, buscando menor onerosidade para os contribuintes.

Segundo o governo, os vetos foram necessários para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e evitar aumento do gasto tributário.

Relação com a LC nº 224/2025

A CNC alerta para a insegurança jurídica decorrente da Lei Complementar nº 224/2025, que instituiu redução de 10% sobre benefícios e incentivos tributários federais. Embora o art. 4º, §8º preveja exceções para regimes como Simples Nacional e Zona Franca de Manaus, as federações não foram expressamente incluídas, o que pode levar à interpretação de que estão sujeitas ao redutor.

Posicionamento da CNC

Durante a tramitação do PLP nº 125/2022, que originou a LC nº 225/2026, a CNC apresentou propostas para aperfeiçoar o conceito de devedor contumaz, defendendo que a caracterização esteja associada a práticas ilícitas comprovadas, como circulação de mercadorias roubadas ou adulteradas. A entidade considera a sanção um passo importante para a defesa do contribuinte responsável e continuará atuando para que regulamentações futuras incorporem aperfeiçoamentos defendidos pelo setor.

A lei entra em vigor imediatamente para a maioria das disposições e, em 90 dias, ou seja, em abril desse ano, para os programas Confia, Sintonia e selos de conformidade. Estados, Distrito Federal e Municípios terão um ano para adaptar suas legislações.

Entenda em 13 pontos o acordo MercosulUE

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.
Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.

Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.

Confira os principais pontos do acordo:

1. Eliminação de tarifas alfandegárias

Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
2. Ganhos imediatos para a indústria

Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.
>>Setores beneficiados:

Máquinas e equipamentos;
Automóveis e autopeças;
Produtos químicos;
Aeronaves e equipamentos de transporte.
3. Acesso ampliado ao mercado europeu

Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.
4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.
5. Salvaguardas agrícolas

>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

Importações crescerem acima de limites definidos;
Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.
6. Compromissos ambientais obrigatórios

Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
Cláusulas ambientais são vinculantes;
Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.
7. Regras sanitárias continuam rigorosas

UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.
8. Comércio de serviços e investimentos

>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

>>Avanços em setores como:

Serviços financeiros;
Telecomunicações;
Transporte;
Serviços empresariais.
9. Compras públicas

Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
Regras mais transparentes e previsíveis.
10. Proteção à propriedade intelectual

Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.
11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

Capítulo específico para PMEs;
Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.
12. Impacto para o Brasil

Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
Maior integração a cadeias globais de valor;
Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.
13. Próximos passos

Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
Aprovação pelo Parlamento Europeu;
Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.

Apex estima que acordo Mercosul-UE pode elevar exportações do Brasil

Aprovado nesta sexta-feira (9), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode gerar um aumento de cerca de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras, segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O pacto, negociado por mais de 25 anos, é considerado o maior acordo econômico já firmado pelos dois blocos.
De acordo com a Apex, a indústria brasileira deve sentir efeitos imediatos da redução tarifária prevista no acordo. Entre os principais setores beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, beneficiados com redução imediata de tarifa. Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.

A Apex também avalia que o acordo pode ampliar a diversificação da pauta exportadora brasileira. Atualmente, mais de um terço das vendas do Brasil para a União Europeia é composto por produtos da indústria de transformação, o que tende a ganhar ainda mais espaço com a redução das barreiras comerciais.

Para as commodities, avalia a ApexBrasil, o impacto será gradual. O acordo prevê a redução progressiva das tarifas de produtos como carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em um prazo de até 10 anos, respeitando cotas e mecanismos de salvaguarda. Essas cláusulas permitem o monitoramento das importações e buscam proteger, principalmente, produtores rurais europeus.

Multilateralismo
Em nota, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que o acordo representa uma vitória do multilateralismo em um cenário global marcado por disputas comerciais e enfraquecimento de instituições internacionais.

Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo, ressaltou.

Segundo Viana, o mercado formado por Mercosul e União Europeia reúne mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões, destacou.

Santa Catarina terá plano de ação intersetorial sobre o acordo UE–Mercosul

Imagem: Pixabay

O Governo de Santa Catarina acompanha a fase final de formalização do acordo de parceria entre a União Europeia e o Mercosul e já estrutura um plano de ação para posicionar o Estado de forma competitiva quando o tratado entrar em vigor. Sob a liderança do governador Jorginho Mello, a articulação passou a ser tratada como instrumento estratégico de desenvolvimento, com um plano intersetorial que envolve diversas pastas do governo estadual e vem sendo estruturado no âmbito da Secretaria de Articulação Internacional (SAI).

O acordo UE–Mercosul, negociado ao longo de mais de 25 anos, recebeu aval político da União Europeia nesta semana, para ser a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.

Após revisão jurídica e reforço dos compromissos ambientais, os estados membros da União Europeia autorizaram a Comissão Europeia a avançar para a assinatura formal, prevista para ocorrer nos próximos dias, durante a presidência rotativa do Mercosul exercida pelo Paraguai. O avanço do acordo representa uma oportunidade concreta para fortalecer a economia catarinense.

Acesso a um mercado de alta renda e inovação
Para Santa Catarina, o acordo representa oportunidades concretas de acesso a um mercado de alta renda, agregação de valor baseada em reputação sanitária e qualidade, modernização do parque industrial, integração às cadeias de valor europeias e ampliação de parcerias em infraestrutura, inovação e transição verde. Os efeitos do acordo, no entanto, dependem da capacidade dos territórios de se organizarem para capturar essas oportunidades.

O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, explicou que o processo já foi iniciado em Santa Catarina. “Esse acordo cria a maior área de livre comércio do mundo, mas os territórios que se organizam é que capturam as oportunidades. Santa Catarina sai na frente porque o governador Jorginho Mello já havia determinado que começássemos esse trabalho. Agora é estruturar a base produtiva, conectando indústria, academia e tecnologia e fortalecendo a articulação internacional para transformar o acordo em desenvolvimento real para o estado”, afirmou o secretário.

Santa Catarina como território estratégico de integração
Diante desse cenário, o Governo do Estado trabalha na construção de um plano de ação coordenado pela SAI, que prevê a criação de uma força-tarefa estadual para elaborar um plano de prontidão setorial, a instalação de observatório permanente para orientar empresas e políticas públicas, a definição de metas e indicadores de médio e longo prazo, o alinhamento com políticas nacionais e instrumentos de financiamento e uma atuação internacional ativa junto à União Europeia, seus estados membros e fóruns relacionados à implementação do acordo.

Com base produtiva diversificada, agroindústria avançada, ecossistema de inovação em expansão e indicadores socioeconômicos acima da média nacional, Santa Catarina busca se posicionar não apenas como exportadora, mas como território estratégico de integração produtiva e tecnológica entre o Mercosul e a União Europeia, transformando o acordo em vetor de desenvolvimento de longo prazo.

Carnês do IPTU 2026 já estão disponíveis no site da Prefeitura de Penha

 Prefeitura de Penha disponibilizou, em seu site oficial, a emissão dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referente ao exercício de 2026. Os contribuintes contam com três opções de pagamento: cota única com 10% de desconto (quitação até 23 de fevereiro), cota única com 5% de desconto (quitação até 23 de março) e parcelado em até 12 vezes (com vencimento da primeira parcela em 23 de fevereiro).

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR OS BOLETOS: https://penha.atende.net/autoatendimento/servicos/guias-de-iptu/detalhar/1

Além da emissão online, o carnê pode ser solicitado pelo WhatsApp (47) 3170-3840 ou presencialmente na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita (Rua Nilo Anastácio Vieira, nº 180, Centro), com atendimento das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Assim como nos anos anteriores, não haverá envio dos carnês pelos Correios.

“O pagamento do IPTU é fundamental para o desenvolvimento do município. Os recursos arrecadados retornam à população por meio de investimentos em saúde, educação, infraestrutura e serviços públicos, fortalecendo a cidade e promovendo mais qualidade de vida para todos”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico e Receita, Adriano da Cunha.

Para 2026, foram lançados 28.969 carnês, com uma previsão de arrecadação aproximada de R$ 37 milhões. Conforme o Decreto nº 4.520/2025, publicado em 29 de setembro, o IPTU deste exercício teve um reajuste de 5,13%, acompanhado da atualização da Unidade Fiscal Municipal (UFM), fixada em R$ 221,62.

ATUALIZAÇÃO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO MODERNIZA CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO IMOBILIÁRIA
Em dezembro, a Câmara de Vereadores aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 027/2025, que promoveu pequenas ajustes no Código Tributário Municipal (Lei Complementar nº 013/2009). A nova legislação entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e tem como objetivo modernizar procedimentos administrativos, ampliar a segurança jurídica e adequar critérios técnicos.

A proposta não altera alíquotas do IPTU nem cria novos tributos, mas corrige distorções históricas na avaliação de imóveis, especialmente os verticais, garantindo maior equidade entre diferentes tipologias construtivas e assegurando que imóveis com padrões distintos sejam tributados de forma proporcional.

Carnês do IPTU 2026 estarão disponíveis no dia 21 de janeiro em Balneário Piçarras

A Prefeitura de Balneário Piçarras informa que a emissão dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026 estará disponível a partir do dia 21 de janeiro. O reajuste com relação ao ano de 2025 é de 4,17%, e a emissão pode ser realizada presencialmente e online.

Pagamentos realizados à vista com vencimento em 20 de fevereiro terão 10% de desconto. O desconto será de 5% para pagamentos à vista com vencimento em 28 de fevereiro. Os pagamentos parcelados terão vencimento da primeira parcela também no dia 20 de fevereiro. Para retirada dos boletos físicos, o atendimento acontece na sede da Prefeitura de Balneário Piçarras (Avenida Emanoel Pinto, nº 1655, Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.

A emissão de boletos online ocorre no portal do município: https://balneariopicarras.atende.net/cidadao > barra de pesquisa: IPTU > Serviços > Emissão de Guias. A prefeitura pede a atenção dos contribuintes, no caso de emissão online, para escolher atentamente entre as opções à vista ou parcelado, evitando que as guias sejam emitidas com duplicação.

A Secretaria Municipal de Fazenda disponibiliza o contato de WhatsApp (47) 3347-4707 para sanar dúvidas (o número não recebe ligações). O contato por telefone deve ser feito pelo número (47) 3347-4747.

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Texto, Lyandra Machado, jornalista responsável

Foto: José Santos

IPTU 2026: Saiba como garantir o desconto máximo no pagamento à vista em Bombinhas

A Prefeitura de Bombinhas anunciou os detalhes para o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2026, com a disponibilização de descontos progressivos para pagamento em cota única, diferentes formas de pagamento e facilidades no acesso às guias, reforçando o compromisso com a modernização dos serviços públicos e a sustentabilidade.

Aproveite os descontos para pagamento em cota única

Os contribuintes que optarem pelo pagamento integral do IPTU 2026, em cota única e de forma antecipada, poderão usufruir dos seguintes descontos:

• Até 10 de fevereiro de 2026 – 30% de desconto;
 • Até 12 de março de 2026 – 20% de desconto;
 • Até 13 de abril de 2026 – 10% de desconto.

Pagamento parcelado

O IPTU 2026 também poderá ser pago de forma parcelada, em até 10 parcelas, conforme o calendário de vencimentos estabelecido pelo Município, iniciando em 10 de fevereiro de 2026.

Já a Taxa de Coleta de Lixo, conforme Lei Municipal, não possui desconto, e poderá ser paga em cota Única até a data de vencimento.

O pagamento pode ser realizado de maneira rápida e segura, por meio de Pix ou cartão de crédito, diretamente pelo site oficial.

Para maior comodidade, as guias de pagamento estarão disponíveis:

No portal da Prefeitura: https://bombinhas.atende.net/autoatendimento/servicos/guias-de-iptu

Presencialmente, nos guichês da Secretaria de Finanças;
Por WhatsApp e e-mail, para os contribuintes que preferirem essas opções.

A Secretaria de Finanças reforça a importância de que os contribuintes fiquem atentos aos prazos estabelecidos, a fim de aproveitar os descontos oferecidos e manter seus tributos em dia.

E-mail: iptu@bombinhas.sc.gov.br

WhatsApp: (47) 3393-9500
Opção 01 – Finanças | Opção 01 – IPTU

IPCA vai a 0,33% em dezembro e fecha 2025 em 4,26%

A chamada inflação oficial teve alta de 0,33% em dezembro, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular alta de 4,26% em 2025.

Com o resultado, o IPCA termina o ano dentro da meta do governo, de até 4,5% no acumulado de 12 meses.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, com exceção do grupo Habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.

A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos Transportes, seguido, em termos de impacto, por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.

O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1% registrado em novembro.

No grupo dos Transportes (0,74%), o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%), afirma o IBGE.

Ainda segundo o instituto, em Artigos de residência, a alta de 0,64% reflete as variações de TV, som e informática (1,97%) e dos Aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, havia caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do Plano de saúde (0,49%) e dos Artigos de higiene pessoal (0,52%).

O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%); da batata-inglesa (7,65%); das carnes (1,48%), com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%), aponta o IBGE.

A Alimentação fora do domicílio (0,60%) acelerou em relação ao mês anterior (0,46%), com a alta de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição.

Único grupo com variação negativa em dezembro, Habitação saiu da alta de 0,52% em novembro para -0,33% em dezembro, sob influência da queda de 2,41% da energia elétrica residencial , subitem de maior impacto negativo no índice (-0,10 p.p.). Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo. Houve reajuste de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (3,90%) vigente desde 22 de novembro e de 10,48% em Rio Branco (3,80%), a partir de 13 de dezembro, acrescenta o instituto.

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas - Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre - além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

INPC
A alta acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 foi de 3,90%, 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações foram, respectivamente, 7,60% e 3,88%.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. 

Brasileiros impulsionam vendas do setor de bares e restaurantes no início da temporada de verão

O turista brasileiro foi o principal motor do setor de alimentação fora do lar durante as festas de final de ano no estado. É o que revela pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Santa Catarina (Abrasel SC) feita na primeira semana de janeiro com estabelecimentos localizados no litoral catarinense. O levantamento, realizado pela consultoria IA Pesquisas, buscou avaliar a movimentação turística durante as festas de final de ano e as projeções para os próximos meses.

Entre os empresários entrevistados, 77,6% afirmaram que houve aumento na presença de turistas brasileiros nos estabelecimentos nas últimas semanas de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já a alta no número de argentinos foi percebida por 26% dos entrevistados. No levantamento feito no ano passado, quase metade dos entrevistados (45%) havia percebido aumento no fluxo de turistas vindos da Argentina.

“A grande surpresa, infelizmente negativa, é a chegada mais tardia dos turistas argentinos, que tradicionalmente têm forte impacto na temporada de verão em Santa Catarina. Ainda assim, seguimos confiantes de que esse fluxo se intensifique nas próximas semanas. O empresariado mantém um olhar cautelosamente otimista: mais de 93% dos estabelecimentos registraram presença de turistas durante as festas, porém chama a atenção o fato de que 48,5% relataram um movimento igual ou inferior ao da temporada passada, o que acende um sinal de alerta para o setor ao longo dos próximos meses”, afirma Juliana Débastiani, presidente da Abrasel SC.

A avaliação sobre a movimentação turística entre o Natal e o Réveillon foi positiva para boa parte dos empresários. Cerca de 51,5% classificou o desempenho como “melhor” ou “muito melhor” em relação ao mesmo período do ano passado. Para 26%, o movimento se manteve estável, enquanto 22,43% apontaram queda. E o otimismo predomina para toda a temporada: 68,5% dos entrevistados projetam um movimento igual ou superior ao atual para o verão, tendo em vista que a temporada 2024/2025 foi considerada histórica na presença de turistas no estado.

A pesquisa da Abrasel SC também mostra que houve pouco espaço para reajustes de preços. A maioria dos estabelecimentos não repassou integralmente a alta da inflação aos consumidores. No total, 55,8% dos empresários afirmaram não ter reajustado ou ter aplicado aumento de até 5%, enquanto outros 21,8% reajustaram os preços em até 10%.

Por outro lado, a mão de obra continua sendo o principal desafio do setor. A dificuldade de contratação e o aumento dos custos fixos concentram mais de 65% das queixas dos empresários. De acordo com o levantamento, 32% dos estabelecimentos não conseguiram completar suas equipes para a temporada. Entre os que conseguiram, um terço relatou dificuldades significativas no processo de contratação, principalmente pela falta de candidatos, desinteresse pelas vagas e ausência de qualificação profissional.

Governador participa da abertura da Vindima Goethe no Sul de Santa Catarina

Foto: Roberto Zacarias / SECOM

O governador Jorginho Mello participou, na tarde desta quinta-feira, 8, da abertura oficial da XVIII Vindima Goethe, em Urussanga, no Sul de Santa Catarina. O evento celebra a colheita simbólica da Uva Goethe, variedade que se tornou símbolo da região e da herança deixada pelos imigrantes italianos.

Realizada entre os dias 8 e 26 de janeiro, a Vindima Goethe reúne uma programação voltada à valorização da cultura, da tradição e da produção vitivinícola local. A edição de 2026 é histórica: marca a primeira safra de vinhos Goethe com a Denominação de Origem Vales da Uva Goethe, selo que atesta procedência, tipicidade e qualidade do produto catarinense.

“Somos um estado rico em diversidade cultural, das festas e das tradições em todas as regiões. Aqui no Sul a colheita da uva e a produção de vinhos de excelência chamam visitantes para conhecer e provar do nosso vinho. Hoje aqui na vindima a gente consegue ver o quanto é importante essa atividade para movimentar a economia das nossas cidades. Eu sou um apoiador desses produtores e por isso fiz questão de estar aqui”, disse o governador.

Durante 19 dias, moradores e visitantes podem participar de atividades como pisa da uva, degustações, visitas às vinícolas, além de atrações culturais, religiosas e gastronômicas, fortalecendo o enoturismo e movimentando a economia do Sul do estado.

A cerimônia de abertura contou com apresentações culturais, homenagens e pronunciamentos de autoridades. O governador Jorginho Mello foi homenageado pela organização do evento. Na ocasião, o Governo do Estado anunciou o apoio à Associação dos Produtores da Uva e do Vinho Goethe, que completa 20 anos de atuação, com a destinação de R$ 50 mil, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur).

A Vindima Goethe é considerada um dos principais eventos do calendário turístico e cultural do Sul catarinense, reforçando a identidade regional e o potencial de Santa Catarina na produção de vinhos de qualidade.

Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025

 

O Brasil registrou em 2025 a segunda maior saída líquida de dólares da série histórica, iniciada em 1982, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central (BC). O fluxo cambial total ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, volume inferior apenas ao registrado em 2019, quando a saída somou US$ 44,768 bilhões.
Apesar do resultado expressivo, o real se valorizou ao longo do ano, sustentado por juros elevados no país e pela queda do dólar no mercado internacional.

O desempenho negativo foi provocado principalmente pelo canal financeiro, que acumulou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2024. Esse canal inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações financeiras.

Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, insuficiente para compensar a forte evasão financeira. O saldo positivo ficou abaixo do pico registrado em 2007 e também menor que o observado em 2024.

Importações
Segundo o BC, o principal fator para a menor entrada de dólares pela via comercial foi o avanço das importações. O volume de câmbio contratado para compras externas alcançou US$ 238 bilhões, o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2022.

As exportações somaram US$ 287,5 bilhões no ano. Diferentemente da balança comercial, que inclui apenas exportações e importações já realizadas, o fluxo cambial inclui operações como pagamentos antecipados e adiantamentos de contrato de câmbio.

Apreciação do real
Mesmo com a saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real apreciou-se em 2025. Os juros elevados no Brasil e o enfraquecimento global do dólar estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos (ativos que derivam de outros ativos), compensando o fluxo cambial negativo.

O Banco Central, por sua vez, teve atuação limitada no mercado à vista, realizando apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão cada, por meio do mecanismo conhecido como casadão. Nessas operações, o BC vende dólares das reservas internacionais, combinando com swaps cambiais reversos, compra de dólares no mercado futuro, na mesma quantia. O casadão permite que a autoridade monetária alivie a taxa de juros em dólar, sem mexer no câmbio.

Saída em dezembro
Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, valor inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões. O resultado refletiu uma saída de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.

Tradicionalmente, dezembro concentra remessas ao exterior para pagamento de dividendos. Em 2025, os envios foram intensificados por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributada a partir de janeiro de 2026.

Prévia
As relações monetárias e financeiras entre residentes e não residentes são medidas pelo balanço de pagamentos, divulgado no fim de cada mês pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia dos números, ao contabilizar adiantamentos de contratos de câmbio e pagamentos antecipados.

O fluxo cambial é composto de duas partes: o fluxo comercial, que mede o fechamento de câmbio para exportações e importações, e o fluxo financeiro, que mede investimentos em empresas, empréstimos e transações no mercado financeiro. Os dados do Banco Central mostram que, no ano passado, a fuga de dólares ocorreu no canal financeiro.

Indústria apresenta estabilidade em novembro de 2025

A produção industrial registrou, em novembro de 2025, variação nula (0,0%) na comparação com o mês anterior, quando tinha apresentado alta de 0,1%. Com isso, a indústria continua 2,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).

No entanto, ainda está 14,8% abaixo do nível recorde verificado em maio de 2011. Se comparado a novembro de 2024, os dados indicam que a indústria voltou a apresentar queda na produção com recuo de 1,2%.

No acumulado do ano, houve crescimento de 0,6%, e, nos últimos 12 meses, de 0,7%. Embora mostre perda de ritmo em relação aos resultados dos meses anteriores, permaneceu no campo positivo. Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, a produção em novembro de duas das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram queda, na comparação com o mês imediatamente anterior.

A principal influência negativa foi registrada por indústrias extrativas, que recuou 2,6% em novembro, informou o IBGE, em nota.

Conforme o gerente da pesquisa, André Macedo, a queda notada neste mês sofreu influência da menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro.

Vale destacar que a retração eliminou parte do avanço de 3,5% verificado em outubro, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção. Neste mês observa-se um número maior de atividades no campo negativo.

Setores
A pesquisa mostrou ainda resultados negativos nos setoresde veículos automotores, reboques e carrocerias(-1,6%), de produtos químicos (-1,2%),de produtos alimentícios (-0,5%)e de bebidas (-2,1%).

O setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos foi o que provocou o principal impacto namédiada indústria, com alta de 9,8%. Houve influências positivas significativas também em impressão e reprodução de gravações (18,3%), produtos de minerais não metálicos (3,0%), produtos de metal (2,7%), máquinas e equipamentos (2,0%) e metalurgia (1,8%).

Nas grandes categorias econômicas com o recuo de 2,5% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, os bens de consumo duráveis registraram taxa negativa mais elevada em novembro de 2025, o que eliminou parte do avanço de 2,8% obtido em outubro.

Ao apresentar queda de 0,6%, o setor produtor de bens intermediários teve o terceiro mês consecutivo de recuo na produção e no período acumulou perda de 1,8%.

Em posição contrária, os segmentos de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) tiveram desempenho melhor em novembro de 2025. Conforme a pesquisa, o de bens de capital cresceu 2,1% em três meses seguidos e o de bens de consumo semi e não duráveis acumulou avanço de 1,5% no período outubro/novembro de 2025.

Comparação anual
A queda de 1,2% na produção industrial em relação a novembro de 2024, refletiu os resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 51 dos 80 grupos e 54,4% dos 789 produtos pesquisados.

As principais influências negativas foram as atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,2%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,0%), além dos setores de produtos de metal (-6,8%), de produtos químicos (-1,8%), de produtos de madeira (-12,4%), de bebidas (-4,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,3%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-7,5%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-5,7%) e de móveis (-5,8%).

Em comportamento oposto, também em relação ao mesmo mês em 2024, registraram alta a produção de indústrias extrativas (4,6%) e produtos alimentícios (4,0%).

Segundo o IBGE, essas foram as maiores influências na formação da média da indústria. Também tiveram desempenhos positivos importantes os ramos de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,8%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (5,4%), de celulose, papel e produtos de papel (3,0%) e de metalurgia (1,7%).

Pesquisa
De acordo com o IBGE, desde a década de 1970, a PIM Brasil produz indicadores de curto prazo, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação.

Cesta básica fica mais cara em 17 capitais em dezembro

Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda.
A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.

Batata tem alta
A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.

Santa Catarina tem salto de 50% de aumento nas chegadas de turistas estrangeiros em 2025

No radar da estratégia da Embratur de diversificar o turismo internacional, Santa Catarina teve um impacto positivo e registrou um salto de crescimento de 50% no total de chegadas em 2025. O estado da região Sul do país recebeu 741.401 visitantes do exterior. Em 2024, o número havia sido pouco mais de 495 mil chegadas.
 
O mês de dezembro de 2025 também foi de avanços em Santa Catarina. No período, 89.421 pessoas usaram o estado como portão de entrada para o país, o que representa um crescimento de 12,32% na comparação com o último mês de 2024, quando haviam chegado 79.607 turistas estrangeiros. Os dados consolidados foram divulgados nessa terça-feira (6) pela Embratur, pelo Ministério do Turismo e pela Polícia Federal (PF).
 
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, explica que Santa Catarina foi um dos estados selecionados para o Novas Rotas pelo seu potencial turístico diverso. “Santa Catarina possui um litoral de 500 km com praias paradisíacas, cidades históricas e uma infraestrutura turística de alto nível. Também se destaca pelo turismo de aventura, com trilhas, montanhismo e esportes náuticos. Por isso, foi uma das primeiras a serem incluídas na iniciativa, que capacita o trade local, aprimora experiências turísticas e faz articulação institucional para fortalecer a presença da região no exterior. Acredito que os resultados já são fruto desse trabalho e queremos expandir ainda mais em 2026”, explicou. 
 
Principais emissores
A Argentina manteve a liderança entre os países emissores de turistas para o estado catarinense, com 464.690 visitantes em 2025; seguida pelo Chile, que enviou 211 mil turistas ao estado; pelo Uruguai, com 9.969 viajantes; e pelos 9.768 paraguaios que chegaram ao país por lá.
 
Brasil
O estado catarinense seguiu a tendência de recordes do Brasil, que encerrou o ano com 9.287.196 turistas internacionais. O resultado representa um crescimento de 37,1% em relação a 2024 e confirma a consolidação do país como um destino cada vez mais competitivo no cenário global. 
 
Entre os mercados emissores do país, a Argentina segue na liderança com 3.386.823 turistas, reafirmando a força do turismo regional e a integração sul-americana. Na sequência, vieram os chilenos, com 801.921 visitantes, e os americanos, que somaram 759.637 chegadas ao Brasil em 2025. Já viajantes vindos de países da Europa, como França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha, juntos, somaram 1.274.567 visitantes chegando ao Brasil. 
 
O desempenho recorde confirma o protagonismo do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, além de sinalizar um cenário promissor para os próximos anos, em linha com as diretrizes do Plano Nacional de Turismo.

 

Havan é a marca do varejo com maior engajamento no Instagram em 2025

A Havan conquistou o 1º lugar em engajamento no Instagram entre as marcas do varejo nacional em 2025. O reconhecimento vem de um estudo da Zeeng BR, que analisou o desempenho das empresas com mais interações de usuários na plataforma ao longo do ano.

O resultado é fruto de uma estratégia de comunicação construída com criatividade, consistência e proximidade com o público. A marca aposta em uma linguagem simples, direta e humana, que conversa com as pessoas e transforma seguidores em participantes ativos do dia a dia da empresa.

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, afirma que a conquista é reflexo de uma escolha clara: estar onde o cliente está e falar do jeito que ele entende.

“A Havan faz questão de conversar com as pessoas, de ouvir, responder, brincar, motivar e também assumir posições. A gente fala a mesma linguagem do nosso público e está presente em todos os canais, porque é assim que se cria conexão de verdade”, diz.

No Instagram, a Havan soma mais de 10 milhões de seguidores. Já Luciano Hang reúne cerca de 8 milhões em seu perfil pessoal e é o empresário mais seguido do LinkedIn no Brasil, com mais de 1 milhão de seguidores.

Para Luciano, o engajamento vai além de números e métricas. “Quando alguém comenta, compartilha ou se identifica com um conteúdo, é porque se sente parte da marca. Esse sempre foi o nosso objetivo: aproximar, incluir, fazer com que as pessoas sintam que a Havan também é delas”, comenta.

A atuação digital da varejista é marcada por conteúdos leves, autênticos e alinhados à cultura da empresa, com liberdade criativa e responsabilidade.

“A gente tem um time que trabalha com verdade, com corpo, alma e coração. Existe liberdade para criar, mas sempre com respeito aos nossos valores, aos seguidores e à nossa história”, destaca Luciano Hang.

Com milhões de pessoas alcançadas diariamente, a presença da Havan nas redes sociais acompanha o relacionamento construído ao longo dos 40 anos de história, nas mais de 180 megalojas físicas espalhadas pelo Brasil, mantendo a marca cada vez mais próxima dos clientes.

Portos modernos e digitalização reposicionam o Brasil no comércio exterior

Em um país de dimensões continentais e desafios estruturais complexos como o Brasil, a construção de uma cadeia logística eficiente é um objetivo estratégico para a competitividade industrial. Nesse cenário, o know-how logístico alemão tem sido uma referência crescente para empresas brasileiras que buscam integrar suas operações ao comércio internacional com mais confiabilidade, visibilidade e controle.
Segundo Milane Brixi, consultora internacional da Forvm Comércio Exterior, empresa de Joinville (SC) especializada em soluções estratégicas de logística e comércio exterior, os desafios enfrentados pelas empresas no Brasil vão muito além dos custos. “São estruturais, operacionais e estratégicos. A forte dependência do transporte rodoviário, a baixa previsibilidade e os gargalos portuários são apenas parte do problema. Soma-se a isso a burocracia, sistemas pouco integrados e uma digitalização desigual”, afirma.


Para Milane, superar essas barreiras exige planejamento logístico integrado, visão estratégica e adoção de soluções tecnológicas, muitos deles já aplicados com sucesso por empresas com DNA alemão. “Nosso trabalho na FORVM é justamente o de apoiar a tomada de decisão com base em simulações logísticas, planejamentos integrados e análise de impactos regulatórios. O foco vai além do custo, está na construção de vantagem competitiva ao longo de toda a cadeia logística”, complementa.


Entre as boas práticas já adotadas com bons resultados no Brasil, inspiradas no modelo logístico alemão, estão a formação de consórcios logísticos, o compartilhamento de centros de distribuição, a integração entre modais e o foco em padronização de processos com confiabilidade operacional.
Modernização portuária e novas tendências


Os portos brasileiros também têm passado por um processo consistente de modernização, com a aquisição de equipamentos de alta performance, muitos deles de origem alemã. “Há incentivos governamentais, linhas de financiamento e programas de cooperação Brasil-Alemanha que fortalecem a transferência de tecnologia e a adoção de melhores práticas internacionais”, explica Milane.
Para o futuro, a consultora aponta transformações importantes no horizonte, como a integração real entre modais (rodoviário, ferroviário, portuário e cabotagem), a digitalização completa dos processos documentais, o uso de inteligência artificial aplicada à logística e o avanço da chamada logística verde, com frota eletrificada, biocombustíveis e rastreamento de emissões como diferencial competitivo para mercados internacionais.
Nesse cenário de transformação, a parceria entre empresas brasileiras e alemãs assume papel central. “Essas parcerias impulsionam a adoção de modelos avançados de planejamento e aumentam a confiabilidade operacional”, destaca Milane.


A própria Forvm é exemplo desse movimento. A empresa mantém uma parceria estratégica com a AHK Paraná, o que amplia seu acesso ao ecossistema logístico-industrial alemão. “Essa conexão nos permite antecipar tendências, participar de rodadas de negócios e construir pontes comerciais sólidas com a Alemanha. É uma via de mão dupla que envolve troca de conhecimento, desenvolvimento de projetos conjuntos e reforço da credibilidade institucional no cenário internacional”, conclui.


Sobre a AHK Paraná - Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Essa é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida por Lourdes Manzanares, a primeira diretora mulher da AHK Paraná.     

 

Banco Central recorre ao TCU contra inspeção no caso Master e questiona decisão monocrática do ministro Jhonatan de Jesus

O Banco Central (BC) apresentou recurso contra a decisão monocrática do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que autorizou a realização de uma inspeção em documentos relacionados ao caso Master nas dependências da autoridade monetária.

No pedido, o BC solicita que o tema seja apreciado pela Primeira Câmara do TCU, e não apenas de forma individual pelo relator. A avaliação interna do órgão é de que a decisão de Jhonatan de Jesus não conta com o respaldo da maioria dos ministros que compõem o colegiado.

No despacho, o Banco Central argumenta que não há menção, na decisão do ministro, a uma deliberação formal da Primeira Câmara determinando a inspeção. Segundo o órgão, essa omissão precisa ser esclarecida para garantir a regularidade do procedimento.

“Tendo em vista que não há, na decisão monocrática proferida por Vossa Excelência, indicação de deliberação da Primeira Câmara do TCU determinando a realização de inspeção no BCB, serve-se esta Autarquia dos presentes embargos de declaração para solicitar que tal omissão seja sanada”, afirma o BC no documento.

A Primeira Câmara do TCU é formada pelos ministros Benjamin Zymler, Bruno Dantas, Jhonatan de Jesus, Augusto Sherman Cavalcanti, Weder de Oliveira e Walton Alencar Rodrigues, que preside o colegiado.

Internamente, o Banco Central interpreta a atuação do TCU como parte de uma pressão política para tentar reverter a liquidação do Master. Paralelamente, o caso também é alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal (STF), sob condução do ministro Dias Toffoli, o que amplia o embate institucional em torno do tema.

Adiamento da assinatura do Acordo Mercosul-UE frustra indústria, avalia CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) demonstra preocupação com o recuo na assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia, após mais de 25 anos de negociações, mas acredita que ainda há espaço para diálogo e espera que as condições políticas necessárias para a assinatura sejam construídas até o início do próximo ano. A expectativa era de que o tratado fosse formalizado neste sábado (20), durante a 67ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, mas a ausência de consenso entre os países europeus adiou a conclusão de um acordo considerado estratégico para a economia dos países envolvidos. 

Com benefícios a ambos os blocos, o texto negociado reflete um equilíbrio relevante entre interesses econômicos, sociais e ambientais e permanece como uma base sólida para a conclusão do processo. Para a indústria brasileira, a entrada em vigor do acordo representa uma oportunidade de ampliar a inserção internacional do país, atrair investimentos, estimular ganhos de produtividade e fortalecer a competitividade. Só em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a UE foram criados 21,8 mil empregos, movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e outros R$ 3,2 bilhões em produção. 

“Adiar a assinatura do acordo neste momento é motivo de frustração, especialmente diante do longo histórico de negociações, mas esperamos que o empenho em firmar essa parceria seja mantido para que o processo seja concluído o quanto antes, em benefício de uma integração econômica do Mercosul com a União Europeia”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.  

A CNI atua de forma contínua e estratégica em defesa do acordo, especialmente por meio da Coalizão Empresarial Brasileira (CEB), que reúne entidades representativas de diversos setores da economia e tem contribuído para a construção de consensos e propostas equilibradas. 

É preciso manter agenda ativa de inserção internacional 
Diante do adiamento, a CNI destaca a importância de o Brasil seguir avançando na agenda de inserção internacional, tanto com a UE quanto com outros parceiros estratégicos. A celebração de acordos comerciais continua sendo um instrumento fundamental para ampliar exportações, reduzir barreiras, aumentar a previsibilidade regulatória e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras. 

Nesse cenário, ganham ainda mais relevância as negociações em andamento com países como Canadá e México e o lançamento de negociações com parceiros da América Central e o Reino Unido, além do aprimoramento de acordos já existentes. Para a indústria, é essencial que o Brasil adote uma estratégia pragmática e consistente de diversificação de mercados, ampliando sua participação no comércio internacional e reduzindo vulnerabilidades externas.

Acordo é importante para previsibilidade e investimentos 
Além dos benefícios comerciais, o acordo Mercosul-UE estabelece regras modernas em áreas como desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual, facilitação de comércio e normas sanitárias, contribuindo para um ambiente de negócios mais previsível e alinhado às melhores práticas internacionais. O documento prevê, ainda, oferta de cooperação científica e tecnológica da UE para os países do Mercosul que pode se traduzir em projetos conjuntos de P&D em áreas de fronteira, como tecnologias de captura de carbono, uso industrial de C02, reciclagem e reuso de baterias e minerais críticos. 

A União Europeia é o principal investidor estrangeiro no Brasil, respondendo por 31,6% do estoque de investimento produtivo externo em 2023, o equivalente a US$ 321,4 bilhões. Já o Brasil é o maior investidor latino-americano no bloco. Esse vínculo reforça a importância de concluir o acordo e aprofundar uma relação econômica sólida e madura. 

Parceria Brasil-União Europeia permanece estratégica 
Em 2024, o bloco da União Europeia respondeu por 14,3% das exportações brasileiras (US$ 48,2 bilhões) e por 17,9% das importações (US$ 47,2 bilhões), se consolidando como o segundo principal parceiro comercial do país. 

A indústria é um pilar central dessa relação. Em 2024, 98,4% das importações brasileiras vindas da UE foram de produtos da indústria de transformação, essenciais para o acesso a insumos, tecnologias e bens de maior valor agregado. Nas exportações brasileiras ao bloco, 46,3% foram bens industriais. Apesar de ser uma participação relevante, a indústria de transformação vem perdendo espaço nas exportações brasileiras para o bloco europeu, cenário que pode ser revertido com o acordo. 

FIESC observa com atenção o desenrolar da situação na Venezuela

A Federação das Indústrias (FIESC) acompanha com atenção o desenrolar da situação na Venezuela e avalia que é prematuro apontar potenciais impactos na indústria de Santa Catarina. O comércio bilateral entre SC e a Venezuela é pouco significativo: respondeu por apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações do estado em 2025.

O principal produto catarinense destinado à Venezuela foi um tipo de máquina agrícola, com vendas de US$15 milhões. Em relação às importações, os principais produtos de origem venezuelana são os adubos e fertilizantes, que representaram 3% das importações catarinenses desse setor, totalizando US$ 126 milhões. O segundo item foi um tipo de alumínio bruto, com US$ 93 milhões, o que levou a Venezuela a figurar como o terceiro maior fornecedor para Santa Catarina deste produto.

O presidente da Federação, Gilberto Seleme, afirma que a expectativa da FIESC é que o posicionamento brasileiro não afete as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos na questão do Tarifaço e que as conversas nesse sentido se mantenham baseadas em critérios técnicos.

Imigração
A situação migratória de venezuelanos é outro ponto de atenção, segundo a FIESC. Relatório da Operação Acolhida mostra que 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024. “Hoje, a indústria de SC conta com a força de trabalho de venezuelanos para preencher vagas e atender a demanda crescente por mão de obra. Dependendo do que veremos para frente, existe a possibilidade de o país se tornar novamente atrativo para esses imigrantes ”, avalia o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.  

Federação das Indústrias de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Santa Catarina lidera geração de empregos em hotéis no Brasil, impulsionada pela temporada de Verão FACISC

Santa Catarina assumiu, em novembro, a liderança nacional na geração de empregos formais no setor de serviços de alojamento. Foram criadas 571 novas vagas formais no mês, o que representa 17% do total nacional e um crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. Com esse desempenho, Santa Catarina ultrapassou São Paulo e garantiu a primeira colocação no ranking.

Os dados são do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e analisados pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC). A diretora Financeira da Federação, Silvia Fernandes, que é empresária do ramo de hotelaria em São Francisco do Sul, avalia que o resultado é reflexo da visibilidade crescente do estado como destino turístico, da qualificação da mão de obra local e dos investimentos estruturais realizados nos últimos anos.

A temporada de Verão de 2025 já havia batido recordes de visitação, e a expectativa é de que a de 2026 atinja novo valor recorde, atraindo 3,5 milhões de turistas.

“Tínhamos expectativas positivas para a temporada de Verão, graças ao crescimento do turismo no estado, e isso impulsiona as contratações”, explica a diretora.

Os novos postos de trabalho se concentraram, principalmente, em hotéis de pequeno e médio porte no litoral, com destaque para cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Bombinhas e Imbituba. As vagas envolvem funções como camareiro, recepcionista, cozinheiro, garçom e recreador.

A empresária afirma que as contratações nestas funções também refletem uma preocupação dos hotéis e pousadas em melhorar a experiência dos clientes, oferecendo mais serviços que contribuam para o conforto durante a estadia. Por exemplo, oferecendo um atendimento mais personalizado e especializado na recepção e no restaurante, recreação para crianças (para famílias que viajam com os filhos), arrumação e limpeza.

“Essa é uma demonstração clara de como o setor produtivo se prepara e se adapta às demandas de mercado, contribuindo para o desenvolvimento regional e para a movimentação da economia local”, destaca Silvia Fernandes.

Saque-aniversário do FGTS 2026 começa a ser liberado

Os trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já podem se organizar para os pagamentos de 2026. Quem nasceu em janeiro e optou pela modalidade está com o valor liberado desde o dia 2 de janeiro, primeiro dia útil do mês.

 

O saque-aniversário fica disponível por até 90 dias e pode ser feito de forma digital, pelo aplicativo do FGTS, ou presencialmente nas unidades da Caixa.

A seguir, confira quem tem direito, como sacar, o calendário completo de 2026 e quanto é possível receber.

Quem pode sacar o FGTS em 2026?

  • Podem receber o saque-aniversário os trabalhadores que:
  • Possuem saldo em contas ativas ou inativas do FGTS;
  • Aderiram previamente à modalidade saque-aniversário.
  • Quem não fez a opção continua automaticamente no saque-rescisão, modelo tradicional do FGTS.

Calendário do saque-aniversário do FGTS 2026:

O valor fica disponível a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário e pode ser retirado por até três meses.

Confira o calendário oficial:

  • Janeiro: 2 de janeiro a 31 de março de 2026;
  • Fevereiro: 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026;
  • Março: 2 de março a 29 de maio de 2026;
  • Abril: 1º de abril a 30 de junho de 2026;
  • Maio: 4 de maio a 31 de julho de 2026;
  • Junho: 1º de junho a 31 de agosto de 2026;
  • Julho: 1º de julho a 30 de setembro de 2026;
  • Agosto: 3 de agosto a 30 de outubro de 2026;
  • Setembro: 1º de setembro a 30 de novembro de 2026;
  • Outubro: 1º de outubro a 30 de dezembro de 2026;
  • Novembro: 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027;
  • Dezembro: 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027.

Atenção: se o valor não for sacado dentro do prazo, o dinheiro retorna automaticamente para a conta do FGTS e só poderá ser retirado no ano seguinte.

Como sacar o FGTS pelo saque-aniversário?

O resgate pode ser feito online, em poucos minutos. Veja o passo a passo:

  • Acesse o aplicativo FGTS e faça login com sua conta Gov.br;
  • No menu inicial, toque em Saque-aniversário;
  • Selecione Indicar conta para crédito;
  • Cadastre uma conta corrente ou poupança;
  • Confirme os dados e aguarde o depósito.

Também é possível sacar o valor presencialmente nas agências da Caixa, casas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui.

O que é o saque-aniversário do FGTS?

Criado em 2020, o saque-aniversário permite ao trabalhador retirar uma parte do saldo do FGTS todos os anos, no mês de aniversário.

A adesão é opcional e pode ser feita:

  • Pelo aplicativo FGTS;
  • Agências da Caixa Econômica Federal.

Diferença entre saque-aniversário e saque-rescisão

  • Saque-rescisão: modelo padrão. Em caso de demissão sem justa causa, o trabalhador pode sacar todo o saldo do FGTS, além da multa rescisória.
  • Saque-aniversário: permite saques anuais, mas, se houver demissão sem justa causa, o trabalhador só recebe a multa de 40%, ficando impedido de sacar o saldo total da conta.

Quanto posso receber no saque-aniversário?

O valor depende do saldo total nas contas do FGTS e segue uma tabela progressiva. A alíquota varia de 5% a 50%, com uma parcela adicional fixa.

Tabela do saque-aniversário do FGTS

Faixa de saldo no FGTS

Alíquota Parcela adicional
Até R$ 500 50%                       -

De R$ 500,01 a R$ 1.000

40% R$ 50

De R$ 1.000,01 a R$ 5.000

30% R$ 150

De R$ 5.000,01 a R$ 10.000

20% R$ 650

De R$ 10.000,01 a R$ 15.000

15% R$ 1.150

De R$ 15.000,01 a R$ 20.000

10% R$ 1.900
Acima de R$ 20.000 5% R$ 2.900


Exemplo: quem tem R$ 1 mil no FGTS pode sacar R$ 450, sendo R$ 400 da alíquota, mais R$ 50 da parcela adicional.

Fui demitido. Como fica o FGTS?

  • Quem está no saque-aniversário: pode sacar apenas a multa rescisória. O saldo restante fica para os próximos saques anuais.
  • Quem está no saque-rescisão: pode sacar o valor integral do FGTS, se a demissão for sem justa causa.

Mesmo que o trabalhador peça a volta ao saque-rescisão, a mudança só passa a valer após dois anos de carência. Caso a demissão ocorra na vigência do saque-aniversário, será aplicada a regra dessa modalidade, com a retirada apenas da multa rescisória.

Uma medida provisória editada no fim do ano passado autorizou uma rodada especial de saque-aniversário para os trabalhadores demitidos sem justa causa de 1º de janeiro de 2020 a 23 de dezembro de 2025. O saldo remanescente desses empregados será pago apenas uma vez em duas rodadas. A primeira em 29 de dezembro e a segunda entre 2 e 12 de fevereiro.

Veja faixas e alíquotas das novas tabelas do Imposto de Renda 2026

A principal novidade é a isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês e a redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350.

A tabela tradicional do Imposto de Renda não foi alterada, continuando os valores em vigor em 2025. A diferença está nos redutores adicionais instituídos pela reforma do IR.

Para garantir o benefício a quem ganha até R$ 7.350, a Receita Federal criou novas tabelas de dedução a serem aplicadas simultaneamente com a tabela tradicional.

As alterações valem para os salários pagos a partir de janeiro, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro. As mudanças se refletirão na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que considera os rendimentos de 2026.

A seguir, veja quem tem direito à isenção, como ficam as faixas mensais, as alíquotas e a tabela anual do IR.

Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026?

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IR:

  • trabalhadores com carteira assinada;
  • servidores públicos;
  • aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios;
  • desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil.

Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.

Quem ganha até R$ 7.350 também paga menos imposto

Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, há uma redução parcial e decrescente do imposto:

  • quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5.000, maior o desconto;
  • quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício;
  • acima desse valor, não há redução.

A regra também se aplica ao 13º salário.

Tabela de isenção e redução do IR mensal: 2026

Rendimentos tributáveis mensais Redução do imposto
Até R$ 5 mil Até R$ 312,89, zerando o imposto
De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 R$ 978,62 (0,133145 × renda mensal), até zerar para quem ganha R$ 7.350
A partir de R$ 7.350,01 Sem redução
Fonte: Receita Federal

Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026
Para rendas acima de R$ 7.350

Base de cálculo mensal Alíquota Dedução
Até R$ 2.428,80 Isento  
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 7,5% R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 15% R$ 394,16
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 22,5% R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,68 27,5% R$ 908,73
Fonte: Receita Federal

O que muda na apuração anual do Imposto de Renda?

Além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto:

  • isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026;
  • redução gradual do imposto para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil;
  • acima desse valor, não há desconto adicional.

O redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra.

Tabela anual de isenção e redução do IR
(Declaração de 2027: ano-calendário 2026)

Rendimentos tributáveis anuais Redução do imposto
Até R$ 60 mil Até R$ 2.694,15, zerando o imposto
De R$ 60.000,01 a R$ 88.200 R$ 8.429,73 (0,095575 × renda anual), até zerar para quem ganha R$ 88.200
A partir de R$ 88.200,01 Sem redução
Fonte: Receita Federal

Tabela anual do Imposto de Renda em 2026

Base de cálculo anual Alíquota Dedução
Até R$ 28.467,20 Isento  
De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80 7,5% R$ 2.135,04
De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60 15% R$ 4.679,03
De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16 22,5% R$ 8.054,97
Acima de R$ 55.976,16 27,5% R$ 10.853,78
Fonte: Receita Federal

Imposto mínimo para alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda:

Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês): entra na regra
Alíquota progressiva de até 10%
Renda acima de R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10%

Estimativa do governo: cerca de 141 mil contribuintes serão afetados.

O que entra no cálculo do IRPFM?

  • salários;
  • lucros e dividendos;
  • rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.

Em relação aos salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de renda gera desconto no IRPFM a pagar, mesmo incluída na base de cálculo. Isso porque o Imposto de Renda já foi descontado na fonte, com alíquota de 27,5%.

Ficam fora:

  • poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), fundos imobiliários, Fiagro e outros investimentos incentivados;
  • heranças e doações;
  • indenizações por doença grave;
  • ganhos de capital na venda de imóveis, exceto fora da bolsa;
  • aluguéis atrasados
  • valores recebidos acumuladamente, por meio de ações judiciais;

O imposto mínimo será apurado apenas a partir da declaração de 2027.

Tributação de dividendos

Outra novidade relevante é a tributação de dividendos na fonte:

  • 10% de imposto retido sobre dividendos;
  • apenas quando superarem R$ 50 mil por mês;
  • valor pago por uma única empresa à pessoa física.

A maioria dos investidores não será afetada. A medida mira sócios e empresários que recebiam altos valores em dividendos, até então isentos.

O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.

Pontos de atenção e possíveis disputas

Dividendos relativos a lucros apurados até 2025 só permanecem isentos se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro de 2025.

Especialistas alertam para possíveis questionamentos judiciais, por possível efeito retroativo da regra.

Quais deduções continuam valendo?

Nada muda nas principais deduções:

  • dependentes: R$ 189,59 por mês;
  • desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;
  • educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;
  • declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640

Quantas pessoas serão beneficiadas?

Segundo o governo federal:

  • 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados;
  • O custo estimado da medida é de R$ 31,2 bilhões, compensado pelas novas formas de tributação sobre alta renda: IRFPM e imposto sobre dividendos acima de R$ 50 mil mensais.

 

Articulação Internacional reposiciona SC no radar de investidores, grandes mercados e bancos externos

Missão no Japão, em junho. Foto: Divulgação/Secom GOVSC

A internacionalização evoluiu de agenda eventual do governo de Santa Catarina para integrar o núcleo da estratégia de desenvolvimento econômico em 2025. Com a liderança do governador Jorginho Mello, o Estado deu início à estruturação de sua política de articulação internacional orientada à atração de investimentos, ampliação de mercados e viabilização de projetos estratégicos. Os resultados reposicionaram Santa Catarina no radar de governos, bancos multilaterais e grandes grupos empresariais.

O movimento ganhou escala com a atuação da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI), comandada pelo secretário Paulo Bornhausen e responsável por organizar a presença internacional do governo. Em 2025, a SAI SC conectou agendas externas a prioridades internas como infraestrutura, mobilidade, competitividade industrial e sustentabilidade fiscal. 

Ao longo do ano, a atuação internacional foi marcada por quatro missões oficiais com agendas técnicas no exterior, visitas de autoridades internacionais de 19 países ao Estado, dois eventos de negócios fora do país (SC Day Tóquio e NY) e sete eventos de articulação internacional apoiados pelo governo em Santa Catarina. As ações tiveram foco econômico e institucional.

Crédito de longo prazo com o Banco Mundial
Do ponto de vista econômico, o principal marco do ano foi a consolidação da relação com organismos multilaterais de crédito. Durante missão oficial aos Estados Unidos, em maio, o governador Jorginho Mello cumpriu agenda em Washington com o Banco Mundial, apresentando projetos estruturantes nas áreas de mobilidade, infraestrutura urbana, resiliência climática e desenvolvimento regional. A iniciativa abriu caminho para uma nova geração de financiamentos de longo prazo para Santa Catarina, somando-se mais de US$ 500 milhões, reforçando a credibilidade fiscal e institucional do Estado junto a organismos internacionais.

Reunião com o Banco Mundial em Washington, no mês de maio
Na avaliação de Paulo Bornhausen, essa articulação internacional responde a uma lacuna histórica do país. “Os Estados brasileiros ficaram muito tempo à margem das grandes decisões internacionais. Santa Catarina decidiu ocupar esse espaço com seriedade, projetos bem estruturados e alinhamento político”, afirma o secretário.

Aproximação com mercados populosos da Ásia
O segundo eixo de maior relevância na articulação internacional em 2025 foi a intensificação das relações com a Ásia. Em junho, o governador liderou missão oficial ao Japão e à China, com agendas de governo e empresariais voltadas à ampliação das exportações catarinenses e à prospecção de investimentos em logística, energia, tecnologia e infraestrutura. A missão consolidou Santa Catarina como interlocutor direto junto a grandes conglomerados asiáticos e autoridades nacionais.

Japão e China
Como desdobramento dessa agenda, o Estado recebeu, ao longo do segundo semestre, visitas institucionais de grupos internacionais, entre eles representantes da Power China, interessados em projetos de aviação regional, ferrovias, energia e infraestrutura. A atuação reafirmou o caráter pragmático da política externa catarinense, voltada à geração de oportunidades econômicas concretas.

Singapura
Ainda no contexto asiático, Santa Catarina avançou na aproximação com países do Sudeste Asiático. Em setembro, o governo estadual recebeu visita institucional de representantes de Singapura, em Florianópolis, abrindo diálogo direto com um dos principais hubs logísticos, financeiros e tecnológicos do mundo. A agenda posicionou Singapura como porta de entrada para a ASEAN — um bloco econômico com mais de 600 milhões de consumidores — ampliando o horizonte de mercado para o setor produtivo catarinense.

Malásia
Em visita ao governo do estado em novembro, cônsul comercial da Malásia, Amirul Azman Ahmad, destacou o momento oportuno para ampliar os laços com a Malásia, que é a atual presidente da ASEAN.

“Vemos neste estado um polo industrial e tecnológico que dialoga diretamente com nossas prioridades. Buscamos joint ventures, transferência de tecnologia e maior acesso ao mercado Halal, aproveitando a força catarinense em proteína e alimentos processados”, declarou Ahmad.

Para o secretário Paulo Bornhausen, esse movimento é estratégico e objetivo: “A Ásia concentra crescimento, consumo e capacidade de investimento. Estar presente nesse diálogo é uma decisão econômica. Santa Catarina precisa ser vista como parceira confiável nesses mercados”.

Grupo espanhol investirá U$S 800 milhões para se instalar
A política de articulação internacional também produziu efeitos concretos na atração de investimentos europeus. Em junho, durante missão da vice-governadora Marilisa Boehm à Espanha, foi anunciado o investimento de R$ 800 milhões do grupo espanhol Vall Companys, no setor agroindustrial, com expansão da operação no Estado. O anúncio foi resultado de uma construção institucional de médio prazo, com diálogo direto conduzido pelo governador Jorginho Mello através da InvestSC, reforçando a presença de Santa Catarina nas cadeias globais de alimentos e proteína animal. 

Para sustentar essa presença internacional de forma permanente, o governo estadual avançou em 2025 na consolidação do programa de Embaixadores Honorários, incluindo representações estratégicas para China (Bruno Maria Machado), Portugal (Miguel Relvas) e Itália (Salmi Paladini Neto). A iniciativa garante canais contínuos de interlocução econômica e institucional, funcionando como extensão da diplomacia estadual em mercados prioritários.

“O programa fortalece a presença internacional do Estado de forma inteligente, sem estruturas onerosas, e ajuda a manter Santa Catarina conectada aos centros de decisão econômica”, explicou Bornhausen.

Escritórios permanentes
Após as missões do primeiro semestre, o governador Jorginho Mello anunciou que vai abrir em 2026 dois escritórios internacionais, como parte da estratégia para dar suporte a empresários catarinenses. A iniciativa está vinculada à InvestSC e visa estreitar laços comerciais, facilitar exportações e atrair investimentos externos. 

Governador falou para investidores em Nova York, em maio
Os escritórios funcionarão como pontos de apoio institucional permanente. A aposta do governo é que essa estrutura permita tornar os canais de relacionamento com mercados externos contínuos e eficientes, ampliando oportunidades de negócios para o Estado.

Fortalecimento institucional com a Argentina
Na América do Sul, a agenda internacional do governo incluiu missão oficial à Argentina, em novembro, com foco no fortalecimento do comércio bilateral, na conectividade aérea e no turismo. A presença do governador em agendas institucionais de alto nível reforçou o papel da Argentina como terceiro maior parceiro comercial de Santa Catarina e ampliou o diálogo sobre integração regional.

Jorginho Mello participou de encontrou com o presidente Milei na Argentina, em novembro
A missão oficial do Governo de Santa Catarina à Argentina encerrou-se com um importante gesto político e diplomático, no dia 11 de novembro. O governador Jorginho Mello foi um dos poucos convidados para a cerimônia de posse do novo ministro do Interior da Argentina, Diego Santilli, realizada no tradicional Salão Branco da Casa Rosada, sede do Poder Executivo argentino. Durante o evento, o governador catarinense encontrou-se com o presidente Javier Milei, reafirmando os laços entre o estado e a nação vizinha.

Efeito das missões
Ao longo do segundo semestre, os efeitos da articulação internacional começaram a se materializar no território catarinense. Em setembro, equipes técnicas do Banco Mundial realizaram visitas institucionais a regiões como AMUNESC e Vale Europeu, iniciando a estruturação de projetos regionais de mobilidade integrada — um exemplo claro de como a presença internacional se converte em políticas públicas concretas.

Em 2025 a articulação internacional de Santa Catarina tornou-se um instrumento direto de política econômica. Com o protagonismo político do governador Jorginho Mello e a organização técnica da SAI, o Estado deixou de reagir ao cenário global e passou a se posicionar estrategicamente nele — por meio de missões oficiais bem definidas, visitas institucionais qualificadas e projetos com alto potencial de impacto econômico.

Santa Catarina construiu, em 2025, uma política consistente de inserção internacional que conecta diplomacia, financiamento estruturado e competitividade produtiva, com método, liderança política e resultados concretos.

23 países com representantes recebidos pelo Governo de Santa Catarina em 2025:
Alemanha
Argentina
Bahrein
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Coréia do Sul
França
Emirados Árabes Unidos
Estados Unidos
Espanha
Grécia
Itália
Japão
Macedônia do Norte
Malásia
Marrocos
Paraguai
Portugal
Singapura
Suíça
Kwait

Epagri assume gestão de Cedups e revoluciona educação técnica em Santa Catarina
Modelo integra o conhecimento da pesquisa agropecuária e a prática da extensão rural da Epagri ao ensino técnico (Foto: Aires mariga/Epagri)
 
Em fevereiro de 2025 a Epagri assumiu a gestão compartilhada dos cinco Cedups Agrotécnicos com a Secretaria de Estado da Educação. A iniciativa marcou uma nova fase da educação técnica em Santa Catarina ao integrar o conhecimento da pesquisa agropecuária e a prática da extensão rural ao ensino, aproximando ainda mais escola, campo e tecnologia.
 
Os Cedups estão localizados nos municípios de São Miguel do Oeste, Campo Erê, Canoinhas, Água Doce e São José do Cerrito. Em dez meses de gestão, a Epagri destinou em torno de R$12 milhões para melhorias em infraestrutura e formação de professores dessas unidades, que atendem cerca de 1,5 mil estudantes. “Esses investimentos foram feitos para qualificar os ambientes de ensino e garantir melhores condições de trabalho para professores, equipes técnicas e administrativas”, ressalta a diretora de ensino agrotécnico da Epagri, Andréia Meira.
 
A diretora destaca ainda que a qualificação dos profissionais também foi uma das prioridades da Epagri. Cerca de 120 professores participaram de cursos, oficinas e encontros voltados a metodologias inovadoras, uso de tecnologias no ensino agrícola, segurança alimentar, sustentabilidade e práticas de extensão.
 
Diferenciais do novo modelo
 
Um dos principais diferenciais do modelo implantado em 2025 foi a conexão direta dos Cedups com as Estações Experimentais, Centros de Treinamento e Gerências Regionais da Epagri. Essa aproximação permitiu a realização de dias de campo, visitas técnicas, aulas práticas com base em tecnologias desenvolvidas pela pesquisa e a implantação de Unidades de Referência Educativa.
 
 
Meta da Epagri é ampliar a participação de jovens oriundos da agricultura familiar no ensino agrotécnico (Foto: Aires Mariga/Epagri)
Essa integração também se refletiu no acompanhamento das famílias dos estudantes nas propriedades. “Ações de assistência técnica e extensão rural fortaleceram a relação entre as escolas e as comunidades rurais, ampliando o alcance social, produtivo e formativo dos Cedups”, explica Andréia.
 
Segundo o presidente da Epagri, Dirceu Leite, outro avanço de 2025 foi o aumento da participação de jovens oriundos da agricultura familiar no ensino agrotécnico. Hoje, mais da metade dos estudantes dos Cedups é formada por filhos de agricultores, e a meta, de acordo com ele, é ampliar ainda mais esse percentual, aliada ao fortalecimento da presença feminina. “Esse é o caminho para renovar a agricultura catarinense com conhecimento, inovação e pertencimento”, afirma.
 
Com o primeiro ano concluído, a Epagri inicia 2026 com metas de ampliar o número de Unidades de Referência Educativa, reforçar os laboratórios didáticos, expandir estágios e vivências supervisionadas no campo e aprofundar a formação continuada dos docentes. A empresa também avança na articulação para assumir a gestão das 11 Casas Familiares Rurais do estado, ampliando a oferta de educação técnica e reforçando, na prática, o investimento no futuro da agricultura catarinense.
 
Continuidade da produção e renovação geracional
 
A gestão dos Cedups ampliou um trabalho que a Epagri realiza há anos com os jovens rurais visando à continuidade da produção, à renovação geracional e ao fortalecimento da agricultura familiar e da pesca em Santa Catarina. Em 2025, a empresa garantiu mais de R$3,26 milhões na formação de jovens e mulheres, incentivando também o protagonismo feminino no campo e no mar.
 
 
Os cursos da Ação Jovem Rural e do Mar da Epagri capacitaram 303 jovens em 2025 (Foto: Divulgação/Epagri)
Em 2025, os cursos da Ação Jovem Rural e do Mar capacitaram 303 jovens, e o programa Flor-E-Ser atendeu 368 mulheres com formação em gestão, empreendedorismo, cooperativismo e práticas produtivas. Após a formação, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) oferece apoio financeiro para desenvolvimento de novas atividades ou melhoria das existentes. Em 2025 foram mais de R$ 6 milhões de investimentos nos projetos de jovens e mulheres que passaram pelos cursos da Epagri.
 
Protagonismo feminino
 
O último Censo Agropecuário, de 2017, indicou uma grande concentração masculina na gestão das propriedades rurais. Entre mais de cinco milhões de estabelecimentos rurais existentes no Brasil, cerca de um milhão eram geridos por mulheres (20%). Em Santa Catarina, o percentual era ainda menor: 10% das propriedades rurais eram administradas por mulheres, segundo o IBGE. 
 
 
O programa Flor-E-Ser atendeu 368 mulheres com formação em gestão, empreendedorismo, cooperativismo e práticas produtivas (Foto: Pablo Gomes / Epagri/Fapesc)
A boa notícia é que houve crescimento e com políticas de empoderamento das mulheres no campo, a expectativa é que essa realidade esteja em transformação. Desde 2019, o programa Flor-E-Ser capacitou mais de 700 mulheres em habilidades em gestão, empreendedorismo e liderança, criando oportunidades para que elas assumam papéis de destaque nas atividades rurais e pesqueiras.
 
Os cursos são realizados nos 13 centros de treinamento da Epagri espalhados pelo estado. As participantes passam dois dias por mês nas unidades, frequentando aulas teóricas, práticas e trocando experiências com outras mulheres. A agricultora Denise Melânia Vital, de Araquari, transformou um hobby em negócio depois de participar do Flor-E-Ser. Hoje, ela é dona de uma pequena agroindústria de massas e panificados. “Eu costumo dizer que o curso foi um divisor de águas. O que eu tinha de paixão, mas que estava adormecido, foi despertado. No Flor-E-Ser, encontramos incentivo e apoio”, conta Denise.
 
Sucessão familiar
 
Dados do IBGE também mostram o desafio de manter os jovens no campo para dar continuidade às atividades agrícolas. Segundo o instituto, 30% das empresas familiares agrícolas são herdadas pelos filhos e apenas 5% pelos netos. Para fazer frente a este desafio, a Epagri já capacitou mais de 3,2 mil jovens de 18 a 29 anos desde 2012 por meio do programa Ação Jovem Rural e do Mar.
 
 
Após o curso, o casal Jenifer e Alexsandro está aperfeiçoando a gestão das atividades na propriedade da família (Foto: Divulgação / Epagri)
O curso tem duração de um ano e, ao final, o jovem elabora seu projeto de vida, com proposta de melhorias no negócio da família. Os projetos recebem apoio financeiro da Sape para serem implementados. Além de estimular o protagonismo dos jovens nas propriedades rurais e pesqueiras, o programa desenvolve habilidades em liderança para atuar em instituições comunitárias como sindicatos e associações.
 
O casal Jenifer Dettenborn e Alexsandro Vendruscolo, de Dionísio Cerqueira, é um exemplo do potencial transformador do programa Jovem Rural e do Mar. Egressos do curso em 2023, eles têm aperfeiçoado a gestão das atividades na propriedade dos pais de Alexsandro, que se dedicavam à produção de leite. Hoje, eles também produzem feijão, mandioca, batata-doce e carne. O foco é gerar mais renda e baixar os custos. 
 
Com apoio dos extensionistas Fábio Biela e Jonas Marcelo Ramon, o casal já apresenta excelentes resultados na propriedade. A produção leiteira passou de nove litros de leite para 15 litros. Jenifer, que nasceu em São José do Cedro, mas viveu por 10 anos em São Paulo, não pensa em nenhum momento abandonar o campo. 
 
Investimentos e modernização fortalecem capacidade de entrega da Epagri
 
Em 2025, a Epagri avançou na modernização e no fortalecimento de sua infraestrutura, com investimentos que ampliaram a capacidade de atendimento, inovação e competitividade da empresa. Os resultados abrangem infraestrutura, tecnologia, pesquisa, extensão rural, educação e pessoal.
 
 
Os Cedups foram contemplados com tratores, colheitadeiras, semeadoras e implementos agrícolas (Foto: Leo Munhoz /SECOM)
Ao longo do ano, a empresa investiu R$7 milhões na renovação de sua frota, com a aquisição de 68 novos veículos, garantindo agilidade, segurança e maior presença das equipes técnicas nos municípios.  Outros R$5,4 milhões foram aplicados na compra de tratores, colheitadeiras, semeadoras e implementos que fortaleceram diretamente as atividades de pesquisa e os Cedups Agrotécnicos.
 
A modernização tecnológica também foi prioridade. A Epagri destinou R$ 16,6 milhões para atualização de seu parque tecnológico, incluindo sistemas de armazenamento, servidores, firewall, notebooks e desktops. Uma das iniciativas estratégicas foi a parceria firmada com a Defesa Civil para o compartilhamento de datacenter, ampliando a segurança operacional e reduzindo custos. “Este ano foi decisivo para qualificar nossa estrutura interna. Modernizamos processos, fortalecemos a governança digital e asseguramos uma base tecnológica mais segura e eficiente para toda a empresa”, destaca a diretora de Administração e Finanças, Fabrícia Hoffmann Maria.
 
 
Ao longo do ano, a empresa investiu R$7 milhões na renovação da frota, com a aquisição de 68 novos veículos (Foto: Leo Munhoz /SECOM)
Outra frente importante foi a melhoria das condições de trabalho, com R$1,9 milhão aplicados na renovação de mobiliários em diversas unidades. As unidades de pesquisa também receberam atenção especial, com ampliações na área de piscicultura, reformas estruturais, aquisição de novos equipamentos laboratoriais, construção de estufas agrícolas, barracões e outras melhorias que fortalecem a inovação científica e a capacidade operacional.
 
No campo do desenvolvimento rural, a Epagri celebrou o convênio estadual Cederural, em parceria com o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e a Secretaria de Agricultura e Pecuária (Sape), que garantiu R$ 3,2 milhões em 2025 para ações de capacitação de jovens e mulheres do campo e do mar. No âmbito federal, os convênios PAC/Embrapa, Finep, MDA e MPA somaram cerca de R$6,3 milhões destinados à aquisição de veículos e equipamentos agrícolas. Já o setor de meteorologia foi contemplado com R$2,5 milhões via Defesa Civil e Fundo Hídrico.
 
Para impulsionar ainda mais a pesquisa e o desenvolvimento, foram homologados, em parceria com a Fapesc, editais que totalizam R$ 8 milhões em financiamento de projetos e concessão de bolsas, criando oportunidades e estimulando novas soluções para o agro catarinense.
 
No conjunto de recursos disponíveis diretamente às áreas fim, a empresa destinou R$ 51,7 milhões para a pesquisa agropecuária, R$ 25,6 milhões para a extensão rural e R$11,6 milhões para a educação, somando mais de R$ 88,9 milhões distribuídos às unidades em todo o Estado. Esses valores garantiram o bom funcionamento das equipes, a continuidade de programas estratégicos e a ampliação de serviços para agricultores, pescadores, jovens e comunidades rurais.
 
Outro marco de 2025 foi o reforço no quadro de pessoal. A empresa registrou a maior contratação de sua história com a entrada de 417 novos concursados, recompondo equipes e garantindo melhores condições de atendimento em pesquisa, extensão e educação.
 
Empresa chega a todos os municípios e fortalece assistência técnica no campo
 
Em 2025, a Epagri registrou um avanço histórico ao estabelecer escritórios em 100% dos municípios catarinenses, garantindo sua presença territorial plena e fortalecendo o atendimento direto aos agricultores e pescadores. Ao longo do ano, mais de 132 mil produtores foram atendidos por meio de 268 mil ações técnicas, entre cursos, capacitações, dias de campo, visitas técnicas e seminários.
 
 
Em 2025 a Epagri garantiu presença territorial plena em SC, fortalecendo o atendimento direto aos agricultores e pescadores (Foto: Aires Mariga/Epagri)
A atuação ampliada refletiu também na elaboração de 12 mil propostas de crédito rural, que viabilizaram cerca de R$ 715 milhões em investimentos, beneficiando 10,5 mil agricultores com modernização, insumos e melhorias na estrutura. Para o diretor de Extensão Rural e Pesqueira da Epagri, Gustavo Claudino, ao estar presente em todo o território catarinense, a empresa garante que cada produtor tenha acesso ao conhecimento, ao crédito e às condições necessárias para prosperar. “É assim que construímos um campo mais forte, mais sustentável e com mais oportunidades”, destaca.
 
Garantia de US$ 150 milhões para o meio rural e pesqueiro
 
Gustavo pontua, ainda, outro trabalho da equipe técnica da extensão rural em conjunto com a pesquisa da Epagri: a elaboração do manual técnico e operacional do Programa SC Rural 2, que prevê US$ 150 milhões em investimentos no meio rural e pesqueiro catarinense nos próximos seis anos. Desse valor, US$ 120 milhões serão financiados pelo Banco Mundial e US$30 milhões serão contrapartida do Governo de Santa Catarina.
 
O documento, produzido com rigor científico pela equipe técnica da empresa, garante diretrizes alinhadas às necessidades reais do campo. O aporte será injetado diretamente no meio rural para melhorar a infraestrutura, impulsionar a inovação agrícola e fortalecer a sustentabilidade ambiental.
 
O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforça que o SC Rural 2 é um dos maiores investimentos no setor rural catarinense e um marco para o futuro da agricultura de Santa Catarina, colocando o estado na vanguarda na produção agropecuária do Brasil.
 
Regularização ambiental avança com atuação da Epagri no Cadastro Ambiental Rural
 
Em 2025, a Epagri assumiu a gestão compartilhada do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde (SEMAE). A empresa realizou uma força-tarefa de busca ativa que resultou na efetivação de 12.397 novos cadastros e de 9.918 retificações, além da identificação de 11.647 vazios (propriedades sem cadastro) no Sistema CAR.
 
 
Em 2025 a Epagri assumiu a gestão compartilhada do Cadastro Ambiental Rural com a SEMAE (Foto: Jonatan Jumes/Epagri)
O CAR é um registro eletrônico que reúne informações ambientais das propriedades rurais, como Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e áreas de uso restrito. A Lei nº 12.651/2012 determina a inscrição de todos os imóveis rurais do País no Sistema CAR até 31 de dezembro de 2025.
 
Esse registro garante segurança jurídica da propriedade e valoriza a produção rural associada à preservação. O produtor que não fizer seu registro no CAR e a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) no prazo estabelecido terá restrição ao acesso a benefícios e créditos rurais, poderá perder a área consolidada e não conseguirá regularizar sua propriedade ambientalmente.
 
O presidente Dirceu Leite ressalta que, com essas entregas, a Epagri reforça o compromisso com a governança territorial, a preservação ambiental e o desenvolvimento rural sustentável. “Nossa meta é garantir que mais produtores alcancem a regularização necessária para acessar programas de crédito, incentivos e instrumentos de apoio fundamentais para o fortalecimento da agricultura catarinense”, diz ele.
 
Tecnologias sustentáveis da Epagri lideram mitigação climática no campo
 
Em 2025, a Epagri consolida os avanços alcançados no ciclo 2023–2025 na mitigação de emissões de carbono em Santa Catarina. As tecnologias sustentáveis implementadas pela empresa foram responsáveis por mais da metade da mitigação registrada no estado no período, totalizando 8,8 milhões de toneladas de carbono equivalente. Essas soluções chegaram a cerca de 19 mil empreendedores rurais, abrangendo 91 mil hectares.
 
 
As tecnologias sustentáveis implementadas pela Epagri foram responsáveis pela mitigação de 8,8 milhões de toneladas de carbono equivalente (Foto: Divulgação/Epagri)
Os dados são do relatório do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono ABC+SC 2020-2030. Lançado em 2023, o ABC+SC tem participação da Epagri e de outros órgãos do Governo, além de organizações privadas do setor agropecuário. A meta é mitigar 86 milhões de toneladas de carbono até o ano de 2030. 
 
“Os resultados da Epagri mostram o compromisso institucional da empresa com adaptação climática e produção de alimentos com menor impacto ambiental, posicionando Santa Catarina como referência nacional em práticas sustentáveis”, afirma o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
 
Resiliência climática
 
Além da sustentabilidade, as tecnologias da Epagri que fazem parte das ações previstas pelo Plano ABC+SC trazem maior resiliência às mudanças climáticas e menores custos de produção. O objetivo é reduzir perdas com eventos extremos, manter a competitividade, garantir a segurança alimentar e diminuir impactos ambientais. 
 
Uma das tecnologias que mais contribuiu para o cumprimento das metas do Plano ABC+SC foi o Sistema Plantio Direto de Grãos (SPDG). A ampliação da área plantada foi de 57 mil hectares. O SPDG protege o solo com plantas de cobertura, dispensando o revolvimento da terra fora da linha de semeadura, contribuindo para a fixação do carbono no solo e reduzindo as emissões.
 
Na pecuária, a Epagri está difundindo o Manejo e a Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD) como meta do ABC+SC. O avanço nos últimos três anos foi de mais de 28 mil hectares. O sistema à base de pastagens melhora a infiltração de água, reduz a erosão e aumenta a capacidade adaptativa da pecuária em secas prolongadas.
 
Investimentos recordes impulsionam pesquisa e entrega de novas tecnologias
 
Os recursos destinados à pesquisa agropecuária da Epagri vêm registrando recordes consecutivos nos últimos três anos e, em 2025, alcançaram um novo patamar ao ultrapassar os R$51 milhões. No ano, a empresa executou 391 projetos e entregou 20 novas tecnologias para os produtores rurais.
 
 
Em 2025 a Epagri executou 391 projetos e entregou 20 novas tecnologias para os produtores rurais (Foto: Aires Mariga/Epagri)
Entre as tecnologias estão novas variedades de hortaliças e frutas, adaptadas às condições de Santa Catarina. O destaque são as variedades de alho e banana, que apresentam desempenho agronômico superior, com maior produtividade, qualidade e resistência a pragas e doenças.
 
“Nós comemoramos em 2025 meio século de existência da pesquisa agropecuária pública em Santa Catarina. Nada melhor do que ampliar os investimentos para reconhecer o valor de uma área que contribui de forma significativa para a competitividade da economia rural catarinense”, afirma o presidente Dirceu Leite. 
 
 
Uma das tecnologias da Epagri que mais se destacou em 2025 foi a variedade de arroz SCSBRS126 Dueto (Foto: Aires Mariga/Epagri)
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Reney Dorow, explica que os investimentos em pesquisa têm efeito de médio e longo prazo. Segundo ele, a Epagri tem focado em inovações que ajudam os produtores rurais a enfrentar mudanças climáticas e reduzir os custos de produção. “Estes são os maiores desafios da agropecuária e a pesquisa deve estar conectada com as demandas do mercado”, reforça. 
 
Uma das tecnologias da Epagri que mais se destacou em 2025 foi a variedade de arroz SCSBRS126 Dueto, desenvolvida em parceria com a Embrapa e com o apoio do Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc. Lançada há apenas dois anos, a 126 Dueto já representa mais da metade da área plantada de arroz irrigado em Santa Catarina. 
 
O sucesso se deve à resistência da variedade tanto a baixas quanto a altas temperaturas na fase reprodutiva e à excelente produtividade. Os extremos de temperatura são efeitos comuns das mudanças climáticas, causando prejuízos às lavouras. Além disso, a SCSBRS126 Dueto tem se mostrado tolerante à doenças como a brusone de folha, que teve bastante incidência neste início de safra 2025/2026.
 
Epagri assume protagonismo no fortalecimento da aquicultura e da pesca
 
A Epagri vai coordenar o Programa de Fortalecimento Aquícola e Pesqueiro de Santa Catarina, lançado no final de 2025 pelo Governo do Estado. O programa vai destinar R$ 4,7 milhões para qualificação, inovação e atendimento ao setor. Entre os impactos previstos estão a ampliação do percentual de produtores tecnificados e o consequente aumento da produção catarinense de peixes e de frutos do mar.
 
 
Programa lançado pelo Governo do Estado vai destinar R$ 4,7 milhões para qualificação, inovação e atendimento ao setor aquícola e pesqueiro (Foto: Divulgação/Epagri)
Uma das ações será a contratação, já em 2026, de 33 novos profissionais, entre extensionistas, pesquisadores e assistentes de pesquisa. Esse reforço fortalece o atendimento direto aos pescadores artesanais e aquicultores e garante que o conhecimento gerado pela pesquisa chegue mais rapidamente às comunidades produtivas.
 
O programa também prevê a modernização da infraestrutura necessária para ampliar a presença da Epagri nos municípios. Os investimentos contemplam a estruturação de escritórios contêineres municipais, aquisição de novos veículos e compra de equipamentos eletrônicos e embarcações que darão suporte às ações de extensão e monitoramento na maricultura. O programa destina ainda recursos para modernizar as unidades de pesquisa da empresa em Florianópolis e em Itajaí.
 
Para o presidente da Epagri, Dirceu Leite, o programa inaugura um novo ciclo para a aquicultura e pesca de Santa Catarina. “Vamos levar conhecimento e tecnologia para ajudar o pescador artesanal e o aquicultor a ampliar a renda da família, mas também mostrar que o estado é um grande produtor. Santa Catarina tem potencial para dobrar sua produção aquícola e ampliar de forma expressiva a maricultura, e esses investimentos são o primeiros passo para transformar esse potencial em realidade”, afirma.
 
Prêmios reconhecem resultados da Epagri em 2025
 
A Epagri subiu ao palco várias vezes em 2025 para receber premiações por iniciativas realizadas em diferentes áreas da empresa: gestão administrativa, pesquisa agropecuária, ensino e extensão rural. Os prêmios incluem reconhecimento nacional e internacional a boas práticas de governança e a pesquisas que trazem benefícios significativos aos produtores rurais.
 
“As premiações reforçam nossa missão de construir uma empresa mais moderna, organizada e orientada a resultados, com capacidade crescente de planejar, executar e monitorar ações estratégicas para o desenvolvimento rural de Santa Catarina”, afirma o presidente Dirceu Leite. 
 
Reconhecimento Internacional
 
Na área de pesquisa, o destaque foi o reconhecimento internacional à variedade de arroz SCSBRS126 Dueto. A 126 Dueto foi finalista do “Prêmio da Aliança Global de Bioeconomia para Impacto e Liderança em Bioeconomia 2025”, promovido pela Novo Nordisk Foundation, sediada na Dinamarca. O prêmio foi recebido por Rubens Marschalek, pesquisador em Melhoramento Genético de Arroz Irrigado. A premiação destacou a contribuição da tecnologia para a segurança alimentar e adaptação às mudanças climáticas.
 
 
A 126 Dueto também venceu a edição 2025 do Prêmio de Inovação Catarinense Professor Caspar Erich Stemmer, na categoria Produto. A premiação foi entregue no dia 15 de dezembro, pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc). Além de placa e certificado, os vencedores terão acesso a um edital de fomento exclusivo, com recursos de até R$100 mil por projeto, para fortalecer as iniciativas premiadas.
 
Outro destaque internacional neste ano foi a pesquisa “Modelagem de crescimento de árvores nativas em sistemas silvipastoris tradicionais com ênfase no sequestro de carbono”. O projeto recebeu o Prêmio para o Progresso dos Pastos 2025, entregue durante evento em Portugal à Ana Lúcia Hanisch, pesquisadora da Estação Experimental da Epagri em Canoinhas. 
 
A pesquisadora coletou dados em caívas, sistemas agroflorestais que associam simultaneamente a criação de bovinos, a extração da erva-mate e a manutenção das árvores nativas. “As caívas têm pastagem e árvores, e ambas sequestram muito carbono. Se soubermos quanto, podemos gerar informações para que os agricultores possam vender créditos de carbono”, explica.
 
Sustentabilidade ambiental
 
Em 2025, a Epagri também foi premiada por várias ações na área de sustentabilidade. O projeto Estratégias para Proteção e Recuperação de Nascentes e Cursos d’Água em Propriedades Rurais, em parceria com o Consórcio Iberê, recebeu o Prêmio Expressão de Ecologia. Foi a 26º vez que a Epagri recebeu o troféu Onda Verde, o que faz dela a maior vencedora da história da premiação.  
 
O projeto premiado foi desenvolvido nos municípios de Cordilheira Alta e Chapecó. Produtores rurais receberam suporte técnico e recursos materiais para proteger Áreas de Preservação Permanente (APP), evitando judicialização e penalidades.  Foram recuperadas e protegidas 132 nascentes e 117 trechos de cursos d’água, distribuídos por 91 propriedades. 
 
 
Projeto da Epagri/Cedup alia educação ambiental, ciência e ação comunitária na recuperação e preservação de nascentes (Foto: Epagri/Divulgação)
Na área de Ensino, a Epagri/Cedup Vidal Ramos, em Canoinhas, conquistou o Prêmio Fritz Müller 2025, o mais importante reconhecimento ambiental de Santa Catarina. A instituição foi vencedora na categoria “Conservação de Recursos Naturais e da Vida Silvestre”, com o projeto “Raízes da Água”, criado para restaurar e proteger as nascentes localizadas dentro do território da escola. 
 
Segurança Alimentar
 
A Epagri/Cedup Campo Erê garantiu o primeiro lugar na etapa regional da Feira Estadual de Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (Fecitec/SC), na categoria ensino profissionalizante. O projeto, dos alunos Mariane Fuzinatto Zimmermann e Tiago Zanon Bortoli, aborda o uso de alimentos funcionais na alimentação de frangos de corte. 
 
Nos experimentos feitos pelos estudantes, eles comprovaram a eficácia do uso de alimentos como alho em pó, pimenta preta moída e orégano desidratado aliados à ração. A ideia surgiu ao perceberem a demanda por alimentos produzidos de forma segura e sustentável. 
 
Boas práticas de governança
 
Na área de gestão, o destaque foi para o gerenciamento de projetos. A Epagri ficou como um dos cinco melhores cases do setor público brasileiro na Premiação Agilidade Brasil 2025, ao lado de Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo. A iniciativa reconhece práticas inovadoras de gestão ágil.
 
O case da Epagri destaca a criação da cadeia de valor da empresa por meio de uma plataforma ágil. A ferramenta permite aos públicos interessados visualizar os fluxos de trabalho, a padronização de processos e a integração das áreas de pesquisa, extensão rural e ensino. 
 
 
Prêmio PMI-SC valoriza iniciativas que se destacam pela gestão eficiente, inovação, impacto e contribuição para o desenvolvimento do estado (Foto: Aires Mariga/Epagri)
Na esfera estadual, a Epagri se destacou no Prêmio PMI-SC Melhores do Ano 2005 entre as três melhores instituições na categoria Escritório de Gerenciamento de Projetos (PMO). O diferencial da Epagri está na convergência entre inovação tecnológica, transparência pública e governança estratégica. A metodologia implementada já permitiu a redução de 30% do tempo médio de consolidação e atualização das informações em programas estratégicos.
 
Para o presidente Dirceu Leite, os avanços registrados ao longo de 2025 representam um período de fortalecimento da Epagri. “Encerramos o ano com uma empresa mais moderna, estruturada e preparada para os desafios do desenvolvimento rural catarinense. Os resultados refletem o trabalho comprometido de nossas equipes e a confiança da sociedade nas nossas ações. Temos  certeza de que entregamos uma Epagri mais forte, mais eficiente e mais próxima das pessoas. Em 2026, nossa caminhada continua para consolidar uma gestão comprometida com resultados e inovação, sempre focada no atendimento às famílias rurais e no desenvolvimento do agro catarinense”, conclui o presidente.
 
Com a colaboração de Cléia Schmitz, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
SAQ fortalece pesca e aquicultura catarinense com investimentos históricos, regramentos e defesa do setor
Foto: Leo Munhoz/Secom GOVSC
 
O ano de 2025 foi marcado por avanços estruturantes para a pesca e a aquicultura em Santa Catarina. Sob a coordenação da Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ), o Governo do Estado consolidou políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção, à valorização da pesca artesanal, ao estímulo e aos investimentos no setor industrial, à segurança jurídica, à sanidade aquícola e à sustentabilidade das atividades no litoral catarinense.
 
Um dos principais destaques do ano foi o lançamento do Programa Pescados SC, pelo governador Jorginho Mello, considerado o maior pacote de incentivos já realizado pelo Estado para a pesca e a aquicultura, com investimento total de R$ 100 milhões. A iniciativa reúne ações de fomento, crédito, infraestrutura, inovação e apoio direto aos produtores, incluindo a entrega, já em 2025, de kits de despesca destinados à piscicultura e de tratores destinados à pesca artesanal, reafirmando o compromisso do governo com um setor estratégico para a economia catarinense.
 
No eixo do financiamento, o Governo do Estado avançou com a implementação do Pronampe Aquicultura e Pesca, com linha de crédito a juro zero, ampliando o acesso ao financiamento para pescadores e aquicultores catarinenses. A medida contribuiu para a capitalização da atividade, o apoio ao custeio e à modernização da produção, reduzindo o custo financeiro e fortalecendo a sustentabilidade econômica do setor.
 
Ainda no campo dos incentivos econômicos, o Governo do Estado garantiu óleo diesel com redução de ICMS para quase 500 embarcações pesqueiras, reduzindo custos operacionais, fortalecendo a competitividade do setor e contribuindo para a manutenção de milhares de empregos diretos ligados à pesca.
 
Ainda no campo dos incentivos econômicos e do fortalecimento da maricultura, o Governo do Estado instituiu a isenção de ICMS para a alga Kappaphycus alvarezii, medida voltada à diversificação produtiva, à inovação e ao estímulo a cadeias aquícolas emergentes. A iniciativa está alinhada aos princípios da Economia Azul, ao promover o uso sustentável dos recursos marinhos, a geração de renda, a agregação de valor e o desenvolvimento de novas atividades associadas à bioeconomia marinha em Santa Catarina.
 
Para fortalecer a segurança da atividade pesqueira, foi lançado o projeto Pesca Bem Segura, no âmbito do Programa Pescados SC, com a aquisição de geolocalizadores de segurança para pescadores profissionais com embarcações licenciadas de até 15 AB. A iniciativa prevê a entrega inicial de 2,5 mil dispositivos, integrados ao sistema AIS, com acompanhamento direto do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, ampliando a capacidade de resposta a situações de emergência no mar.
 
Como parte desse reforço à segurança da vida humana no mar, em evento promovido pela SAQ, foi realizada a assinatura do contrato para a aquisição de uma moderna embarcação de busca, salvamento e resgate, firmado entre o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e a empresa fornecedora. A embarcação ficará sob a responsabilidade operacional da Marinha do Brasil. O investimento do Governo do Estado, no valor de R$ 14 milhões, reforça o compromisso com a segurança no mar, ampliando a proteção às comunidades pesqueiras e fortalecendo a capacidade de resposta em situações de emergência, com foco na salvaguarda de vidas e patrimônios.
 
Em 2025, Santa Catarina também celebrou resultados expressivos na produção. A safra da tainha ultrapassou 2,5 mil toneladas, reforçando a força da pesca artesanal e industrial catarinense. O Estado conquistou, junto ao Governo Federal, a ampliação da cota de pesca de arrasto de praia em 150 toneladas, resultado de audiência de conciliação realizada no âmbito de ação judicial ajuizada pelo Estado de Santa Catarina na Justiça Federal, garantindo que não ocorresse, pela primeira vez na história, o fechamento dessa tradicional pescaria.
 
Na área regulatória, a SAQ avançou na organização da atividade pesqueira com medidas construídas a partir do diálogo com o setor produtivo. O Governo do Estado regulamentou o uso da rede feiticeira, por meio da Portaria SAQ nº 005/2025, garantindo segurança jurídica e preservando práticas tradicionais da pesca artesanal. Também foram estabelecidas regras claras para a pesca artesanal de camarões branco e rosa nas baías da Ilha de Santa Catarina, por meio da Portaria SAQ nº 003/2025, assegurando a sustentabilidade da atividade, a proteção das áreas aquícolas e a segurança da navegação.
 
Outro marco importante foi a publicação da Portaria SAQ nº 009/2025, que definiu o tamanho mínimo de captura do burriquete (miraguaia) em Santa Catarina, com base em pareceres técnicos, dados do Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira (PMAP-SC) e alinhamento com investimentos em pesquisa e maricultura.
 
Ainda no campo regulatório, o Governo do Estado instituiu, por meio da Portaria SAQ nº 011/2025, Grupo de Trabalho específico para a regulamentação da pesca do peixe-espada e do bagre, reunindo governo, setor produtivo e apoio técnico-científico para a construção de regras claras, sustentáveis e juridicamente seguras.
 
No âmbito da sanidade e da defesa da produção estadual, a SAQ teve atuação firme na condução da decisão que restringiu a entrada e a comercialização de tilápia do Vietnã em Santa Catarina, medida preventiva fundamentada em pareceres técnicos e no princípio da precaução, voltada à proteção da cadeia produtiva catarinense e à preservação do status sanitário do Estado.
 
Na área da sanidade aquícola e da segurança alimentar, a SAQ atuou em parceria com a CIDASC na ampliação da frequência das análises de moluscos e no lançamento do serviço SMS Molubis, ferramenta que permite o envio direto de alertas aos maricultores sobre os resultados do monitoramento microbiológico e de ficotoxinas em áreas de cultivo de moluscos bivalves, fortalecendo a proteção ao consumidor e a maricultura catarinense.
 
No campo do fortalecimento institucional e do acesso a direitos, a SAQ articulou com o Instituto Geral de Perícias (IGP) a realização de mutirões para a confecção da nova Carteira de Identidade, com o apoio da Federação dos Pescadores, das colônias de pescadores e dos municípios, ampliando o atendimento aos pescadores artesanais e garantindo identificação civil atualizada, condição essencial para o acesso a políticas públicas e programas governamentais.
 
A SAQ deu início à execução dos projetos selecionados no Edital nº 58/2024 – FAPESC/SAQ/Peixes Marinhos, com o início do projeto “Novos Horizontes na Maricultura: a criação de peixes nativos marinhos em Santa Catarina”, voltado ao fortalecimento da aquicultura marinha no Estado. A iniciativa conta com investimento de R$ 1,8 milhão em pesquisas aplicadas, consolidando a integração entre ciência, inovação e desenvolvimento produtivo do setor.
 
Em dezembro de 2025, o Governo do Estado, em parceria com a Epagri, lançou o Programa de Fortalecimento Aquícola e Pesqueiro, com investimentos superiores a R$ 4,7 milhões destinados à ampliação da assistência técnica e extensão pesqueira e aquícola, ao fortalecimento das pesquisas aplicadas e à modernização da infraestrutura científica.
 
A Secretaria também ampliou sua presença em espaços estratégicos de debate. O secretário executivo da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo, participou como palestrante de fórum internacional sobre recursos marinhos e aquicultura, realizado em Florianópolis, com apoio da FAPESC, SAQ e Epagri. Além disso, o Governo do Estado promoveu a 2ª Semana Catarinense do Pescado, com ações de incentivo ao consumo, investimentos e valorização da produção local.
 
Ao longo de 2025, as ações da SAQ consolidaram Santa Catarina como referência nacional em pesca e aquicultura, combinando crescimento produtivo, sustentabilidade, segurança jurídica e valorização de quem vive do mar. O conjunto de medidas reforça a estratégia do Governo do Estado de promover o desenvolvimento econômico sustentável, alinhado aos princípios da Economia Azul, com foco no fortalecimento das comunidades pesqueiras, da maricultura e da soberania produtiva catarinense.
Após 40 anos de espera, obra prioritária do Voz Única é entregue em Maravilha

Dia de celebrar a conquista de um pleito do Voz Única (programa da FACISC que envolve associações empresariais locais de todo o estado) no Extremo Oeste de Santa Catarina. 

O presidente da FACISC, Elson Otto, participou, nesta quinta-feira, do evento de inauguração do Elevado de Maravilha, que conecta as BRs 282 e 158. A construção deste elevado era aguardada há mais de 40 anos pela população.

“Essa obra mostra o quanto a união entre o setor produtivo e o poder público pode gerar resultados concretos para a sociedade. É mais mobilidade, mais segurança e mais desenvolvimento para o nosso estado”, destaca o presidente da FACISC, Elson Otto.

O governador do estado de Santa Catarina, Jorginho Mello, secretários de estado, deputados, empresários e lideranças associativistas da região também estiveram no evento, reforçando a importância da representatividade do setor produtivo.

“É uma conquista histórica que projeta Maravilha para o futuro, um marco para quem trabalha e empreende aqui, que trará segurança e oportunidades de desenvolvimento”, destaca a presidente da ACIM Maravilha, Caroline Maldaner.

O elevado de Maravilha faz parte do contorno viário da cidade e é considerado uma importante ferramenta de mobilidade urbana, pois melhorará a segurança viária e o escoamento da produção da região. A estrutura promete reduzir gargalos históricos e proporcionar melhores condições para quem vive, trabalha e empreende na região.

“É uma melhoria que impacta diretamente o transporte de cargas e a logística das indústrias e do agronegócio do Extremo Oeste e do Oeste de Santa Catarina”, avalia Otto. 

O projeto da obra foi viabilizado pelo DNIT (Governo Federal), o elevado foi construído com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina e da Prefeitura Municipal de Maravilha. Foram investidos R$ 38,4 milhões em recursos do Estado e R$ 3 milhões de contrapartida do município.

É uma obra executada dentro dos padrões do DNIT, muito bem planejada, e que vai transformar a mobilidade e a segurança na região”, explica o secretário adjunto de Estado da Infraestrutura, Ricardo Grando.

Fonte: ACIM Maravilha e SECOM SC

Atividade industrial recua em novembro, revela CNI

A atividade industrial recuou no último mês, mostra a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (16). O índice de evolução da produção caiu 7,1 pontos, atingindo 44,4 pontos. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) seguiu o movimento negativo e caiu 1 ponto percentual, estacionando em 70%. A UCI está no menor patamar para o mês desde 2019.

O índice de evolução do número de empregados caiu 1,2 ponto, chegando aos 47,6 pontos. O resultado demonstra queda na quantidade de trabalhadores industriais entre outubro e novembro. Embora seja comum que a atividade industrial desacelere em novembro, a perda de ritmo em 2025 foi mais expressiva, revela a pesquisa.

“Alguns elementos ajudam a explicar esse processo de desaceleração da indústria: o principal deles é o patamar elevado das taxas de juros e seus desdobramentos, que acabam puxando o freio da economia e prejudicando a demanda por bens industriais por meio do encarecimento do crédito e das perspectivas de um ritmo mais fraco para a atividade econômica”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

Outra notícia negativa vem do índice de estoque efetivo em relação ao usual. O indicador aumentou para 50,7 pontos em novembro. Ao ultrapassar a linha divisória de 50 pontos, o índice mostra que o nível de estoques está acima do nível planejado pelas empresas, resultado que reforça a percepção de queda na demanda por produtos industriais.

Expectativas para os próximos seis meses pioram
As perspectivas para a atividade industrial não são positivas. O índice de expectativa de demanda recuou 1,1 ponto, passando de 51,3 para 50,2 pontos. Próximo à linha divisória, o indicador revela que a perspectiva de crescimento da demanda para os próximos meses é moderada. O índice passou ao menor nível desde junho de 2020, no início da pandemia de Covid-19. 

O índice de expectativa do número de empregados teve ligeiro recuo de 0,1 ponto, de 49,1 pontos para 49 pontos. Trata-se do quinto mês consecutivo em que o indicador fica abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando uma percepção de redução da quantidade de trabalhadores na indústria nos próximos seis meses. 

Já o índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas encolheu 0,8 ponto, para 49,2 pontos. O indicador, que anteriormente apontava expectativa de manutenção do ritmo de compras de insumos, passou a indicar perspectiva de queda dessas aquisições.

Ao contrário dos demais indicadores, o índice de expectativa de quantidade exportada subiu; alta de 0,4 ponto, atingindo 48,4 pontos em novembro. Apesar disso, o indicador continua abaixo de 50 pontos, revelando que os empresários projetam queda das exportações no curto prazo. 

Intenção de investimento aumenta, mas encerra o ano bem abaixo de 2024
O índice de intenção de investimento da indústria cresceu 0,7 ponto em dezembro, saltando de 55,2 pontos para 55,9 pontos. Foi a terceira alta consecutiva do indicador que, ainda assim, encerra o ano três pontos abaixo do registrado em dezembro de 2024, quando marcou 58,9 pontos. 

“Isso mostra que o cenário não tem mudado drasticamente e que há não elementos para acreditar que o quadro deve melhorar significativamente nos próximos meses”, avalia Larissa Nocko. 

Sobre a Sondagem Industrial
Para esta edição da Sondagem Industrial, a CNI consultou 1.402 empresas: 587 de pequeno porte; 485 de médio porte; e 330 de grande porte, entre 1º e 10 de dezembro de 2025. Confira o documento na íntegra:

Sondagem Industrial - Novembro 2025.pdf(1,2 MB): https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/90/29/902913c0-555b-4cc8-9b58-48d3fca4e132/sondagem_industrial_-_novembro_2025.pdf

ARTIGO: Reduzir jornada de trabalho por lei é um salto no escuro

Por: Gilberto Seleme, presidente da FIESC

A indústria catarinense reconhece a importância fundamental de buscar melhores condições de trabalho e qualidade de vida para o trabalhador. No entanto, o debate sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de 44 para 36 horas sem redução salarial ignora as leis básicas da economia. Reduzir jornada só é sustentável sob duas pré-condições: o aumento real da produtividade e a livre negociação entre as partes, respeitando a realidade de cada setor e empresa.

Impor essa mudança por lei é um golpe contra a competitividade. Vivemos um cenário internacional de concorrência acirrada e protecionismo crescente, com tensões entre EUA, China e Europa. O "tarifaço" americano é um alerta: ou somos competitivos, ou seremos engolidos.

Um olhar para a realidade externa é elucidativo sobre o quanto este debate é inapropriado neste momento: países como Alemanha, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Argentina e Uruguai permitem jornadas de 48 horas. A Suíça de 50. Atualmente, o Brasil se encontra na 100ª posição no ranking global da produtividade por empregado. Além disso, enfrentamos o apagão de mão de obra qualificada, situação que seria agravada pela redução da jornada, gerando um vácuo operacional impossível de preencher no curto prazo.

A ideia de que menos horas no contrato significam mais descanso é ilusória. Exemplos da área da saúde mostram que o tempo livre costuma ser ocupado por trabalhos informais, os “bicos”, para complementar a renda. Ou seja, perde-se em produtividade industrial sem garantir o bem-estar real.

Na prática, a jornada de trabalho média já começa a ser reduzida, em setores onde é possível. Mas os dados do Ministério do Trabalho (2024), organizados pelo Observatório FIESC, mostram que 86% dos trabalhadores formais da indústria catarinense — 806 mil pessoas — ainda possuem contratos de 44 horas. O dado evidencia o impacto que a medida teria neste momento em setores altamente expostos à competição internacional, como a maioria dos segmentos industriais de SC. No Brasil, implantar uma jornada de 36 horas por lei custaria R$ 179 bilhões à indústria, elevando o custo do emprego formal em 25%, segundo a CNI. No setor público, o impacto seria de outros R$ 150 bilhões.

Por isso, a FIESC mantém posição firme: estamos intensificando o contato com a bancada federal catarinense para apresentar esses dados técnicos. Não podemos permitir que o populismo legislativo comprometa a sustentabilidade dos negócios e, por consequência, o próprio emprego do trabalhador.

Economista aponta 5 dicas para se preparar financeiramente para janeiro

Janeiro figura historicamente entre os meses de maior pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. O início do ano reúne impostos obrigatórios, reajustes contratuais e despesas concentradas, criando um acúmulo que compromete a renda de grande parte da população. 

IPVA, material escolar, mensalidades reajustadas e gastos residuais das festas de fim de ano formam um conjunto de obrigações que, para muitas famílias, chega antes que haja tempo de reorganizar o caixa. Soma-se a isso o resquício do consumo de fim de ano, período em que há maior uso de crédito e parcelamentos, reduzindo a liquidez disponível.

A estrutura econômica do mês ajuda a explicar esse cenário. Estados e municípios concentram a cobrança de IPVA e IPTU no início do calendário fiscal. Setores como educação, transporte e serviços costumam aplicar seus reajustes anuais nessa época,  o que pressiona o índice de inflação do período, tendência registrada nas séries históricas do IPCA, do IBGE. Paralelamente, o Brasil mantém uma carga tributária que gira em torno de 33% do PIB, segundo a Receita Federal, o que amplia o peso relativo dos compromissos obrigatórios.

Para o economista e educador financeiro Leonardo Baldez Augusto, especialista em planejamento financeiro, fundador da empresa ISF Crédito Orientado, o impacto é previsível e recorrente. “Para famílias que não encerram o ano com reserva, essa concentração se transforma em estresse financeiro e, muitas vezes, em inadimplência”, afirma.

Os números recentes da Serasa reforçam o peso desse período. O Mapa da Inadimplência aponta 71,9 milhões de brasileiros com contas em atraso, o equivalente a 43% da população adulta. A média das dívidas é de R$4.318 por pessoa, com predominância de débitos bancários, cartões e contas básicas. 

Segundo Baldez, a correlação entre inadimplência elevada e o acúmulo de despesas de janeiro é direta. “Quando o consumidor encerra o ano endividado, ele chega ao mês mais caro com margem reduzida para lidar com tributos e reajustes. Isso cria um efeito dominó que prolonga dificuldades ao longo do primeiro trimestre”, diz.

E essa combinação gera um funil financeiro que se repete todos os anos. “O desequilíbrio não está no imposto em si, mas na falta de planejamento prévio para lidar com algo que é totalmente previsível”, explica.

Como o consórcio se encaixa no planejamento

O consórcio tem ganhado espaço como ferramenta de organização financeira em um cenário de juros elevados e menor capacidade de poupança. Com mais de 10 milhões de participantes ativos, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios ABAC, o sistema funciona como uma poupança disciplinada, estabelecida por meio de parcelas regulares e previsíveis.

Para o especialista, esse mecanismo favorece famílias que precisam criar uma organização financeira gradual. “O consórcio obriga o consumidor a reservar parte da renda todos os meses. Ele antecipa o planejamento e reduz a dependência de crédito caro para cumprir metas futuras. Do ponto de vista financeiro, é uma estratégia de blindagem contra períodos críticos como janeiro”, afirma. 

Além de evitar juros compostos de financiamentos, o consórcio funciona como forma de programar a aquisição de bens e criar uma reserva estruturada ao longo do ano.

Olhando para 2026

As projeções do Boletim Focus indicam inflação moderada e expectativa de alívio gradual na taxa de juros ao longo de 2026. Para especialistas, consumidores que fecham 2025 com o orçamento organizado poderão enfrentar o início do próximo ano com mais tranquilidade. “O peso de janeiro é anual, mas a preparação é contínua. Organização transforma previsibilidade em segurança financeira”, conclui Baldez.

O especialista aponta 5 dicas práticas para tomar ainda em 2025

  1. Revisar contratos e despesas recorrentes
    Renegociar serviços e cortar gastos desnecessários ajuda a abrir espaço no orçamento antes da virada.
  2. Aproveitar mutirões de renegociação
    O Feirão Serasa Limpa Nome segue até 30 de novembro e tem mobilizado consumidores interessados em limpar o CPF. “Começar 2026 regularizado amplia a previsibilidade financeira e melhora condições de crédito”, diz Baldez.
  3. Planejar compras escolares com antecedência
    Comparar preços, dividir compras e antecipar itens básicos reduz o pico financeiro de janeiro.
  4. Criar uma reserva emergencial mínima
    Mesmo valores pequenos ajudam a amortecer o impacto dos tributos sazonais.
  5. Usar o consórcio como ferramenta de organização
    Ideal para quem precisa desenvolver disciplina financeira e planejar compras sem juros criando reserva de forma estruturada.

 

Sobre Leonardo Baldez

Leonardo Baldez Augusto é economista, educador financeiro e consultor empresarial. Formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e pós-graduado em Finanças e Estratégias Empresariais pela Faculdade de Gestão e Negócios (FAGEN) da UFU. Com uma trajetória marcada pelo perfil empreendedor, atua transformando estratégias financeiras em resultados através de consultoria empresarial especializada e educação financeira Coordenou o programa de assessoria de crédito da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) até 2009, sendo durante todos os anos consecutivos o maior resultado de aprovação e liberação do Estado de Minas Gerais. 

Foi responsável pelo posto avançado do BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal), criador do programa de crédito orientado em parceria com o Banco do Brasil (Sala Ouro) e da Caixa Econômica Federal (Sala Azul). Com vinte e cinco anos de experiência na assessoria de crédito orientando a milhares de empreendedores, fundou em 2009 o ISF Crédito Orientado (Instituto de Solução Financeira), uma entidade nacional de orientação de crédito a micro, pequenas e médias empresas.

Para mais informações, acesse instagram.com

Receita amplia para 173 total de benefícios fiscais a serem declarados

Com a nova regra, 85 benefícios fiscais passam a integrar a declaração, somando-se aos 88 exigidos anteriormente. A maior parte dos novos itens incluídos está relacionada ao Programa de Integração Social (PIS), ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além de incentivos vinculados ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ).

Mais transparência
Segundo a Receita Federal, a ampliação da Dirbi tem como objetivo fortalecer o controle, a transparência e a gestão dos benefícios fiscais e dos regimes especiais de tributação. Em nota, o órgão afirmou que as informações declaradas são essenciais para o aperfeiçoamento das políticas públicas e o acompanhamento do gasto tributário.

No caso dos tributos sobre o faturamento, como PIS e Cofins, a inclusão dos novos benefícios também busca facilitar a apuração dos valores informados pelos contribuintes, a partir do cruzamento de dados com a Escrituração Fiscal Digital (EFD-Contribuições).

A norma publicada também promove ajustes para adequação à Lei 14.973/2024, que definiu regras de transição para a reoneração da folha de pagamento. A lei manteve a desoneração da folha para empresas de 17 setores até o fim de 2024, com retomada gradual da tributação entre 2025 e 2027.

De acordo com a Receita Federal, foram entregues até 14 de dezembro mais de 2,1 milhões de declarações da Dirbi, com valores superiores a R$ 600 bilhões informados pelas empresas.

Criada no ano passado, a Dirbi deve ser enviada até o dia 20 do segundo mês seguinte ao período de apuração. Dessa forma, os incentivos referentes a outubro devem ser informados até 20 de dezembro.

A ampliação da declaração faz parte do esforço do Fisco para ampliar a governança sobre os benefícios tributários, considerados uma das principais fontes de renúncia fiscal no país.

Itamaraty alerta: salvaguardas da UE no acordo Mercosul podem limitar exportações

O Itamaraty considera preocupante a votação de salvaguardas da UE no acordo Mercosul?UE, que pode limitar exportações agrícolas brasileiras. A embaixadora Gisela Padovan alerta que o mecanismo, ainda não incluído no texto, pode reduzir ganhos de produtores e abrir investigações comerciais. A votação ocorre na Comissão e no Conselho Europeu, com assinatura prevista em Foz do Iguaçu.
Contexto do acordo MercosulUE
O tratado comercial entre o Mercosul – composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – e a União Europeia tem como objetivo reduzir tarifas e facilitar o comércio bilateral. A assinatura está marcada para o sábado (20) durante a 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O que são salvaguardas e por que a UE as propôs
Na última semana, o Parlamento Europeu avançou na criação de um mecanismo de salvaguardas. O dispositivo pode reduzir ganhos de produtores agrícolas brasileiros no âmbito do acordo.

Suspensão de descontos – Se produtos agrícolas do Mercosul prejudicarem produtores europeus, a UE pode suspender os descontos aplicados nas tarifas de importação.
Investigações comerciais – Caso as vendas de carne bovina ou aves aumentem 5?% ao longo de três anos, a UE pode abrir investigações comerciais contra o Mercosul.
Essas medidas surgiram em resposta à resistência de países europeus com fortes lobbies agrícolas, como França e Polônia, que temem a abertura do mercado europeu para produtos sulamericanos.

Reação do Itamaraty
Em conversa com jornalistas, a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe, disse:

“Eu acho que é motivo de preocupação, mas o acordo assinado até então não inclui esse tipo de medidas”.
Padovan, que não é a negociadora oficial, afirmou conhecer o tema das salvaguardas e considerálo “merecedor de preocupação”.
Votação na Comissão e no Conselho Europeu
A votação sobre as salvaguardas será realizada na terça-feira (16) pela Comissão Europeia e na quinta-feira (18) pelo Conselho Europeu. O resultado determinará se o mecanismo será incluído no texto final do acordo.

Impacto nas exportações brasileiras
O mecanismo pode limitar o crescimento das exportações do bloco sulamericano, especialmente no setor agrícola. Se as salvaguardas forem aprovadas, os produtores brasileiros poderão enfrentar:

Redução de tarifas – A suspensão de descontos pode tornar os produtos mais caros para os consumidores europeus.
Investigações de mercado – A possibilidade de investigações comerciais pode gerar custos adicionais e incertezas para os exportadores.
Perspectiva política na União Europeia
O governo francês tem tentado adiar a votação da UE para aprovar o acordo, citando preocupações dos agricultores europeus. Eles temem que a venda de produtos estrangeiros prejudique a indústria local, especialmente diante de normas ambientais mais brandas nos países do Mercosul.

Expectativas do Brasil
Padovan declarou que o Brasil permanece “otimista” com a assinatura do acordo. Ela acrescentou que a sinalização que o Itamaraty tem no momento indica que o documento será assinado.

“As barganhas foram feitas ao longo da negociação. O Brasil conseguiu incluir elementos importantes em relação ao que tinha assinado. O acordo está feito e agora precisa desses trâmites europeus”.

O que esperar após a assinatura
Com a assinatura prevista em Foz do Iguaçu, o Mercosul e a UE avançarão na implementação de:

Redução de tarifas – A eliminação ou redução de tarifas sobre uma ampla gama de produtos.
Acesso a mercados – Maior facilidade de entrada em mercados europeus para produtos sulamericanos.
Cooperação econômica – Estímulo a parcerias e investimentos bilaterais.

Cinco dicas para o empresário encerrar o ano mais tranquilo e quites com a Receita

Com o fim do ano se aproximando, especialistas reforçam a necessidade de atenção redobrada ao fechamento fiscal e contábil. O professor Geraldo Luís Silva, coordenador dos cursos de Gestão EAD da Estácio, alerta que cumprir as rotinas mensais não é suficiente: o encerramento do exercício exige uma revisão completa para garantir conformidade e evitar penalidades.
A seguir, veja dicas essenciais para empresas de todos os portes concluírem o ano fiscal com segurança.

1. Revise demonstrações contábeis obrigatórias
O ano fiscal brasileiro vai de 1º de janeiro a 31 de dezembro, e, nesse intervalo, as empresas precisam consolidar documentos fundamentais:
- Balanço Patrimonial
- Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
- Fluxo de Caixa
Esses documentos devem representar com precisão a realidade financeira. “São a base para decisões estratégicas e garantem transparência das informações”, explica Silva.

2. Verifique o recolhimento de tributos
Um ponto crítico é a regularidade fiscal. Entre os tributos que devem estar em dia estão:
- ICMS
- ISS
- PIS e COFINS
- INSS e FGTS
- IRPJ e CSLL
Além disso, é necessário revisar declarações acessórias como DCTF, DIRF, ECF e ECD. Atrasos podem resultar em multas, bloqueio do CNPJ e restrições de crédito.

3. MEIs também precisam ficar atentos
Embora o processo seja mais simples para o MEI, as obrigações não podem ser ignoradas:
- Quitar todas as guias do DAS até 31 de dezembro
- Preparar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI), entregue até o último dia de maio
Segundo o professor, manter a regularidade garante benefícios previdenciários e assegura a emissão de notas fiscais.

4. Lucro Real e Presumido: revise entregas trimestrais e anuais
Empresas desses regimes devem redobrar a atenção para:
- Cálculo e entrega de IRPJ e CSLL
- Obrigações específicas de cada regime tributário
- Conferência de documentações trimestrais e anuais

5. Use o fechamento como oportunidade
Para além da burocracia, o fechamento do ano fiscal é um momento estratégico. “É a chance de avaliar desempenho, identificar falhas e planejar o próximo ciclo. A regularidade contábil e fiscal fortalece a credibilidade e a sustentabilidade do negócio”, afirma Silva

Santa Catarina tem 103 municípios habilitados ao novo edital do Programa de Aquisição de Alimentos

Foto: Helena Marquardt/ Ascom SAS

A Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família (SAS), por meio da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional, divulgou nesta sexta-feira, 12, que 103 municípios catarinenses se habilitaram ao novo edital do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que vai distribuir R$ 3 milhões.

“A Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional está muito feliz com o número de municípios que solicitaram a habilitação. Santa Catarina já tem o melhor índice de segurança alimentar do país e esse número fortalece ainda mais a política de Segurança Alimentar. A nossa previsão é que as compras iniciem em janeiro beneficiando centenas de unidades recebedora”, disse a coordenadora estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, Juliana Rocha Pires.

Ela lembrou ainda que o cadastro dos agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao PAA continua aberto. Cada agricultor pode vender até R$ 15 mil para as cidades habilitadas no programa. “Se a cidade onde ele mora não se habilitou ele pode vender para as cidades próximas, o que garante mais uma fonte de renda”, completa.

Santa Catarina tornou-se referência na execução do PAA no país. Em 2025, a Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional executou os R$ 10 milhões disponibilizados em 2024 em apenas cinco meses, bem antes dos 12 meses previstos inicialmente. Também está em andamento a execução do PAA Indígena, que conta com recursos de R$ 3 milhões.

Sobre o PAA

Em Santa Catarina, o PAA é vinculado à Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional da SAS. O programa realiza a compra direta de alimentos de agricultores familiares, sem necessidade de licitação, destinando-os a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, à rede socioassistencial, a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e às redes pública e filantrópica de ensino.

O PAA tem como objetivos fortalecer a agricultura familiar, gerar emprego e renda, impulsionar a economia local, promover o acesso a alimentos e contribuir para a redução da insegurança alimentar e nutricional no estado.

ARTIGO: Hora de flexibilizar o Mercosul

A cada nova decisão tomada de forma isolada por integrantes do Mercosul, torna-se mais evidente que o bloco precisa ser atualizado. O recente ingresso do Uruguai na Parceria Transpacífica e o acordo firmado entre Argentina e Estados Unidos, ambos à revelia do Mercosul, revelam um modelo engessado que já não responde à realidade do comércio internacional.

O caso argentino é ilustrativo: 350 produtos foram incluídos em um programa de isenção tarifária com os EUA, sem que os demais países do bloco fossem contemplados. O Uruguai, por sua vez, passou a integrar uma aliança comercial dinâmica, com acesso facilitado a economias asiáticas. São iniciativas unilaterais que, na prática, já rompem com a lógica original do bloco.

Não se trata de negar a importância do Mercosul. Criado em 1991, com o Tratado de Assunção, o bloco nasceu com o objetivo de promover a integração econômica e política entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Desde então, ampliou o comércio regional, reduziu tarifas e estimulou o adensamento das cadeias produtivas. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 20 bilhões aos parceiros do Mercosul. Santa Catarina, por sua vez, embarcou US$ 1,4 bilhão — com destaque para alimentos, máquinas, têxteis, metais e produtos químicos. Esses dados mostram que a integração trouxe benefícios reais.

No entanto, o modelo de decisões por consenso — a chamada rigidez da Tarifa Externa Comum (TEC) — se transformou num entrave. O emblemático acordo Mercosul–União Europeia, há mais de 20 anos em negociação, é prova disso. Diante da  expectativa de que a assinatura finalmente vai ocorrer, com potencial para ampliar o acesso a mercados europeus, torna-se ainda mais urgente modernizar o bloco.

Flexibilizar o Mercosul não significa enfraquecê-lo, e sim modernizá-lo. Permitir que os países firmem acordos bilaterais, válidos apenas para seus signatários, manteria o espírito da integração e, ao mesmo tempo, destravaria oportunidades urgentes.

O mundo avança com blocos mais flexíveis, abertos ao dinamismo dos fluxos globais. Santa Catarina e o Brasil não podem continuar presos a um modelo que, ao invés de impulsionar, freia o desenvolvimento e é incompatível com a velocidade e a competitividade exigidas no comércio internacional.
 

Gilberto Seleme, presidente da FIESC

Copom mantém Selic em 15%, juros atingem nível máximo em quase 20 anos

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva. O índice segue no maior patamar em quase duas décadas — nível semelhante apenas ao registrado em julho de 2006. A decisão ocorre em meio a críticas crescentes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pressiona por um ciclo de cortes para estimular a atividade econômica.

No comunicado divulgado após a reunião, o Banco Central fez mudanças pontuais no texto e evitou indicar qualquer previsão de redução dos juros. Segundo o colegiado, o momento exige prudência.

“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária”, afirmou o Copom. “A estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”

Quatro decisões seguidas sem cortes
A última alteração na taxa básica ocorreu em 18 de junho, quando o BC elevou a Selic em 0,25 ponto percentual. Desde então, o comitê manteve o índice inalterado nas quatro reuniões seguintes, sinalizando uma postura mais rígida e focada no controle da inflação.

O Banco Central reiterou que não descarta voltar a subir os juros caso considere necessário: “Não hesitaremos em retomar o ciclo de ajuste, caso julgue apropriado”.

Pressões sobre a política monetária
A decisão do Copom ocorre em meio ao debate sobre se o atual nível de juros — o mais alto desde 2006 — será suficiente para manter a inflação sob controle. Apesar de críticas do governo federal, a autoridade monetária reforça que a estratégia atual é adequada diante do ambiente econômico incerto.

Entre os fatores que pesaram pela manutenção da taxa estão:

Expectativas de inflação ainda elevadas, principalmente para horizontes mais longos.

Mercado de trabalho resiliente, com desemprego em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, uma das mínimas históricas.

Oscilação recente do dólar, pressionado também após o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Expectativas de inflação seguem distantes da meta

Apesar de terem recuado desde novembro, as projeções de inflação continuam acima do objetivo oficial de 3%. Para 2025, a estimativa passou de 4,55% para 4,40%, ficando abaixo do limite de tolerância de 4,50%.

Para 2026, a projeção diminuiu de 4,20% para 4,16%. Já para prazos mais longos, as expectativas permanecem praticamente estáveis:

3,80% para 2027

3,50% para 2028

Segundo o BC, a persistência de expectativas elevadas em horizontes maiores é uma preocupação relevante para a condução da política monetária.

Inflação dentro da meta e sinais de desaceleração econômica
Por outro lado, o Banco Central aponta resultados mais claros do impacto da política de juros. O IPCA de novembro fechou em 4,46%, dentro do intervalo de tolerância da meta — algo que não acontecia desde setembro de 2024.

Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre registrou alta marginal de 0,1%. Embora modesto, o desempenho reforça, segundo o BC, a leitura de desaceleração da atividade econômica necessária para reduzir pressões inflacionárias.

No cenário externo, o ambiente também se mostra mais favorável, impulsionado especialmente pela redução dos juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed).

Manutenção da Selic em 15% ignora sinais da economia, critica CNI

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa de juros em 15% ignora uma série de sinais da economia que tornavam possível a redução da Selic de forma imediata, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a desaceleração econômica, a queda da inflação e a perda de ritmo do mercado de trabalho já seriam motivos suficientes para o início do ciclo de corte de juros na reunião desta quarta-feira (10).

“A manutenção dos juros nesse patamar tão elevado é excessiva e prejudicial, uma vez que intensifica a perda de ritmo da atividade econômica, encarece muito o crédito, inibe o investimento e penaliza a competitividade da indústria”, afirma Alban.

Segundo ele, o próprio Copom reconhece que os efeitos dos juros elevados ainda não se materializaram por completo, “havendo espaço para uma mudança gradual na política monetária sem comprometer a convergência da inflação para a meta”.

Juros reais continuam entre os maiores do mundo
A taxa de juros real, calculada a partir das expectativas de inflação, deve fechar 2025 em torno de 10,5% a.a., aproximadamente 5,5 pontos percentuais acima da taxa neutra estimada pelo Banco Central. Com isso, o Brasil segue entre os países com as maiores taxas de juros reais do mundo, atrás apenas da Turquia.

Estimativas da CNI mostram que a taxa básica de juros de equilíbrio — compatível com o controle da inflação e o pleno emprego — deveria situar-se em torno de 10,5% a.a. Isso indica que a Selic atual está 4,5 p.p. acima do nível necessário, traduzindo uma postura monetária conservadora do Banco Central.

Inflação volta ao intervalo de tolerância
Há sinais consistentes de que as pressões de preços começam a ceder. O IPCA de novembro, por exemplo, subiu 0,18%, trazendo a inflação acumulada em 12 meses para 4,46%, dentro do intervalo de tolerância da meta. A queda dos preços dos alimentos reforça o enfraquecimento da inflação: o grupo passou de uma alta de 8,2% em 2024 para 2,5% no acumulado em 12 meses até novembro de 2025.

Além disso, as expectativas de inflação seguem em trajetória de baixa. De acordo com o Boletim Focus, a projeção para o IPCA de 2025 recuou para 4,4% e as expectativas para 2026, 2027 e 2028 caíram para 4,16%, 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Juros altos desaceleraram economia
Os efeitos da atual política monetária se refletem na desaceleração da economia. No 3º trimestre, o PIB cresceu apenas 0,1%, perda de ritmo expressiva em relação ao 2º trimestre, quando a economia avançou 0,3%, e ao 1º trimestre, cuja alta foi de 1,5%.

No caso da indústria, os efeitos dos juros são ainda maiores. De janeiro a outubro, a produção industrial cresceu apenas 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE.

Mercado de trabalho e concessões de crédito justificam redução dos juros
No trimestre encerrado em outubro, o número de pessoas ocupadas cresceu apenas 0,1% na comparação com o trimestre móvel anterior encerrado em julho, de acordo com dados mais recentes divulgados pelo IBGE.

Além disso, em meio ao aumento das taxas médias de juros das operações e à alta da inadimplência, as concessões de crédito passaram de um crescimento de 10,7% no acumulado em 12 meses até dezembro de 2024 para apenas 4,5% até outubro de 2025.

É importante ressaltar que o impacto dos juros elevados se estende ao setor público, aumentando o custo da dívida e o déficit nominal. Segundo o Banco Central, com base nos dados de novembro de 2025, uma elevação de 1 p.p. na Selic eleva a dívida bruta do governo geral em R$ 55,6 bilhões, no horizonte de 12 meses.

Banco Central deveria usar outras ferramentas para conter a inflação
Nesse contexto, a CNI entende que o Banco Central precisa iniciar já na próxima reunião o tão necessário ciclo de cortes na Selic. Além disso, o Banco Central deve acelerar o ritmo de corte da taxa de juros com a utilização de outros instrumentos de política monetária, como os depósitos compulsórios, que têm menor custo fiscal e exercem papel semelhante ao da Selic ao restringir a disponibilidade de crédito no sistema financeiro.

Foto: Gabriel Pinheiro / CNI

Diversidade da indústria de SC garantiu crescimento em 2025, diz FIESC

O impacto negativo da taxa básica de juros, que está em 15% ao ano, e do tarifaço na economia de Santa Catarina resultaram em uma desaceleração do crescimento industrial em 2025. Na avaliação da Federação das Indústrias (FIESC), o movimento de redução de ritmo só não foi maior porque a diversificação industrial catarinense diluiu o peso desses fatores, já que segmentos relevantes para a economia do estado foram impulsionados pelo elevado nível de consumo das famílias e também pelo ciclo da construção civil.

A produção industrial de Santa Catarina avançou 2,8% no ano até outubro, na comparação com o mesmo período de 2024. Na mesma comparação, a atividade da indústria brasileira cresceu apenas 0,8%. A fabricação de produtos de metal foi um dos segmentos que puxaram o resultado em SC, com alta de 14,8% frente ao mesmo período do ano anterior, explicada, em parte, pelo dinamismo da construção civil no estado, e também do setor automobilístico nacional focado em veículos de maior eficiência energética.

“A produção de alimentos, um dos motores da indústria de SC, foi beneficiada pelo aumento da renda. Também contribuiu para o desempenho a retomada da atividade econômica na Argentina, que voltou a comprar produtos catarinenses de diferentes setores”, explica o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. 

De janeiro a novembro, as vendas para o país vizinho cresceram 19,2%. Segundo Seleme, a Argentina teve um papel importante para o crescimento das exportações catarinenses - que avançaram 3,5% no acumulado do ano até novembro - e ajudou a minimizar a redução das vendas externas para os dois principais destinos de nossas exportações, os Estados Unidos e a China. As vendas aos EUA foram prejudicadas pelo tarifaço (declínio de 14,1% no ano até novembro), enquanto a queda das exportações para a China (9,1%) refletem uma desaceleração da atividade econômica no país asiático.

Confira a apresentação

Na avaliação da FIESC, as medidas para conter a inflação trouxeram o efeito esperado, de desaceleração da economia, embora o ciclo de alta dos juros esteja longo, devido à expansão do gasto público. 

"A expectativa é de que a partir do segundo trimestre de 2026 possamos observar uma retomada mais consistente do crescimento da economia, caso a redução da Selic se concretize”, explica.

Ainda para 2026, a expectativa é de que o aumento da renda, decorrente das mudanças na faixa de isenção do Imposto de Renda, e a manutenção do mercado de trabalho aquecido sigam impulsionando a economia.

No cenário externo, a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode levar a um incremento das exportações para o bloco.

“Se ampliadas, as vendas para a União Europeia tendem a minimizar os impactos de uma eventual manutenção do tarifaço e as exportações catarinenses poderão ter novamente um ano positivo. Soma-se a isso a perspectiva de continuidade da retomada do crescimento na Argentina”, afirma. 

Seleme destaca ainda que em 2025 os produtos catarinenses chegaram a mais destinos, e vendas externas para mercados menos tradicionais foram ampliadas, compensando parte da queda nos embarques aos Estados Unidos.

Emprego
Apesar do fechamento de 2,9 mil vagas de trabalho em outubro, no acumulado do ano a indústria registrou saldo positivo de 39,5 mil novos postos de trabalho.

 “SC deve continuar crescendo e, por isso, vai precisar contratar. A falta de trabalhadores qualificados seguirá sendo um desafio para a indústria”, acrescenta.

PRINCIPAIS DADOS DA INDÚSTRIA DE SC
Produção Industrial +2,8% (jan-out/25)
Emprego industrial +39.5 mil vagas (jan-out/25)
Exportações +3,5%  - US$ 11,1 bilhões (jan-nov/25)

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

Gerência de Comunicação

Estatais federais em dificuldade poderão pedir aportes da União

Em meio à crise nos Correios, o governo federal criou um mecanismo para que empresas estatais federais não dependentes (com receitas próprias) em dificuldades possam reorganizar as contas sem serem automaticamente classificadas como dependentes do Tesouro Nacional. Um decreto publicado nesta terça-feira (9) em edição extraordinária do Diário Oficial da União altera normas sobre o processo de transição entre empresas estatais dependentes e não dependentes. 

A proposta foi elaborada pelos ministros que compõem a Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR).

O que muda
O texto introduz o artigo 18-A, que permite que empresas estatais não dependentes, mas com problemas operacionais, apresentem um plano de reequilíbrio econômico-financeiro. Esse plano poderá prever inclusive aportes futuros da União, desde que pontuais, para auxiliar na retomada do equilíbrio das contas.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a ideia é criar uma rota estruturada para que essas empresas lidem com crises conjunturais sem que isso resulte, de imediato, em sua reclassificação como dependentes, situação que exigiria repasses recorrentes do Tesouro.

Regras mais rígidas e etapas de aprovação
Para que o plano de reequilíbrio seja aceito, a estatal terá de apresentar medidas concretas de ajuste nas receitas e despesas que garantam a melhora das condições financeiras e preservem sua condição de não dependência.

O processo de aprovação é composto por várias etapas:

. análise pelos órgãos de governança da própria empresa (Conselho de Administração e, conforme o caso, Conselho Fiscal);

. avaliação técnica e aprovação pelo ministério ao qual a estatal está vinculada;

. encaminhamento ao órgão central do sistema de governança das estatais e decisão final da CGPAR, com base em pareceres técnicos das equipes que integram a comissão.

Após a aprovação, a execução do plano será acompanhada semestralmente pelos órgãos competentes, que vão monitorar o cumprimento das metas e do cronograma.

Como era antes
Pelas regras anteriores, apenas estatais não dependentes que tivessem recebido aportes pontuais para custeio poderiam apresentar plano de reequilíbrio. A nova redação amplia essa possibilidade: agora, empresas que estejam em dificuldades operacionais poderão propor planos com a previsão de aportes futuros, desde que não se transformem em subsídio permanente.

Segundo o governo, a atualização busca fortalecer a responsabilidade fiscal, aprimorar a gestão de riscos e oferecer mais previsibilidade à administração das estatais.

Coopera Agro SC é aprovado na Alesc e marca fortalecimento das cooperativas, agroindústrias e mais competitividade no setor

Foto arquivo: Aires Mariga/Epagri

O Programa Coopera Agro SC, considerado uma das mais robustas iniciativas de estímulo ao agronegócio catarinense, foi aprovado nesta terça-feira, 9, pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Enviado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), o programa representa um marco para ampliar o acesso ao crédito, fortalecer cooperativas e agroindústrias e impulsionar a competitividade do campo em todas as regiões.

A iniciativa prevê a criação de até 10 linhas de crédito, somando R$ 1 bilhão em financiamentos voltados a agricultores vinculados a cooperativas e integradoras. As condições são diferenciadas, os financiamentos terão taxa de juros reduzida, próxima a 9% ao ano, com prazo total de 10 anos, incluindo dois anos de carência.

A operacionalização financeira será conduzida em parceria entre o Governo do Estado e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por meio da aquisição de Letras Financeiras com prazo de 10 anos. O programa prevê R$ 200 milhões aportados pelo Estado e R$ 800 milhões pelo setor privado. Como incentivo adicional, o Governo poderá liberar créditos acumulados de ICMS, limitados a até 50% do valor investido.

Com potencial estimado de R$ 26 bilhões em impacto econômico, 40 mil empregos diretos e indiretos e benefícios para mais de 120 mil produtores rurais, o Coopera Agro SC é apontado como um programa de transformação estrutural para o setor. “A aprovação do Coopera Agro SC pela Assembleia Legislativa é um avanço para a nossa agricultura. Significa mais renda e oportunidades para impulsionar ainda mais a força do nosso campo e de toda cadeia produtiva”, afirma o governador Jorginho Mello.

O programa também responde a desafios estruturais do setor, como o custo elevado do crédito rural e a necessidade de ampliar investimentos que sustentem a competitividade. “O Coopera Agro SC marca um novo patamar de apoio ao agronegócio catarinense. Estamos criando um ambiente mais favorável para que agricultores, cooperativas e agroindústrias possam investir com segurança e crescer. É um programa que moderniza o acesso ao crédito, fortalece quem produz e garante mais renda e oportunidades no campo. Santa Catarina passará a contar com um programa inovador, que certamente será referência para o país”, destaca o secretário da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

A coordenação do programa é da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), com apoio da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan).

SENAI lança livro para apoiar a indústria a digitalizar processos e reduzir desperdícios

 Instituto SENAI de Tecnologia em Excelência Operacional lança a obra Eficiência Operacional e Transformação Digital: Princípios, Cultura e Tecnologia para Resultados Sustentáveis, primeiro volume da coleção “Simplificando a Eficiência Operacional”. A publicação reúne dez autores do SENAI, empresas e federações de indústrias e apresenta uma abordagem integrada entre pessoas, processos e tecnologia para apoiar empresas na jornada de produtividade e inovação.

Quer adquirir o livro? Clique aqui?: https://loja.editoracrv.com.br/produtos/eficiencia-operacional-e-transformacao-digital-principios-cultura-e-tecnologia-para-resultados-sustentaveis-vol-02/

A obra organiza conceitos essenciais, discute tendências e detalha metodologias que vêm sendo aplicadas em projetos conduzidos pelo SENAI. Além disso, apresenta cases de empresas como WEG e Tupy, que ilustram como a transformação digital pode evoluir de forma estruturada, conectando eficiência produtiva à estratégia de negócios.

De acordo com o diretor regional do SENAI, Fabrízio Pereira, a iniciativa reforça o papel da entidade em disseminar conhecimento aplicado. “A eficiência operacional é um passo decisivo para a indústria brasileira se manter competitiva. As experiências práticas, os métodos e os cases que o SENAI compartilha nesta publicação ajudam empresas de todos os portes a estruturar melhorias e a conectar inovação ao chão de fábrica”, destaca.

São abordados temas como:
Cultura e liderança para eficiência operacional
Processos enxutos (Lean) e melhoria contínua
Modelos internacionais de maturidade digital
Tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, como IA, IoT, automação, BI e RPA
Estratégias de integração entre dados, pessoas e tecnologia
Como medir resultados e sustentar ganhos ao longo do tempo

O livro traduz a experiência prática do SENAI e oferece um conjunto estruturado de ferramentas e conhecimentos que ajudam as empresas a:
reduzir desperdícios
acelerar processos
melhorar indicadores de desempenho
dar os primeiros passos na digitalização
e sustentar resultados ao longo do tempo

 Destaques da obra:
capítulos estruturados com “o que você vai aprender” para orientar o leitor
ferramentas e frameworks aplicáveis ao dia a dia industrial
glossário e conceitos simplificados para quem está iniciando na temática
reflexões e questões para discussão que ampliam a aprendizagem
exemplos de empresas que adotaram práticas de excelência operacional

A publicação traz o olhar de profissionais que atuam diariamente dentro das fábricas brasileiras. É destinada a profissionais da indústria, gestores de operação, especialistas em processos, engenheiros, consultores, docentes e estudantes interessados em saber mais sobre eficiência operacional e transformação digital.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Empresário Augusto München assume presidência da gestão 2026-2029 do Sindilojas BC

O empresário Augusto München (Sol Motos) assumiu na noite de sexta-feira, dia 5, a presidência do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Balneário Camboriú e Camboriú (Sindilojas). A cerimônia marcou a posse da nova diretoria para a gestão 2026-2029, sucedendo a empresária Rosemari Tomazoni (Léo Cama Mesa e Banho), que encerrou seu ciclo de quatro anos à frente da entidade.

Em sua fala de despedida, Rosemari destacou o trabalho coletivo realizado ao longo de sua gestão, o compromisso com o fortalecimento do setor e a importância de manter o Sindilojas próximo dos empresários, sempre atento às demandas do comércio local. Ela desejou sucesso ao novo presidente e à equipe que assume a condução da entidade, da qual ela também faz parte.

Ao assumir, Augusto München agradeceu a confiança dos associados e apresentou as principais diretrizes de sua gestão: modernização das ações do sindicato, fortalecimento das câmaras empresariais, ampliação dos serviços e foco intenso na qualificação profissional de empresários e colaboradores. 

Ele ressaltou que a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada permanece como um dos maiores desafios enfrentados pelo comércio de Balneário Camboriú e reforçou que o Sindilojas atuará para expandir o acesso à formação e ao desenvolvimento de equipes. “É fundamental também expandir a base de associados, fortalecer o suporte jurídico às empresas e incentivar projetos que promovam a integração e o dinamismo do ambiente empresarial, como a criação da Câmara Jovem Empresarial”, citou.

A cerimônia reuniu autoridades políticas, empresários e representantes do Sistema Fecomércio SC. Em seu pronunciamento, o presidente da Fecomércio, Hélio Dagnoni, enfatizou o papel decisivo do associativismo no fortalecimento do setor produtivo. Ele lembrou que sindicatos patronais são a principal voz dos empresários nas negociações coletivas, na defesa de pautas legislativas e nas discussões que impactam diretamente a atividade econômica.

Dagnoni destacou ainda que a união empresarial amplia a força das entidades para enfrentar desafios contemporâneos, como a concorrência do comércio online, práticas de pirataria e a crescente necessidade de qualificação profissional. Ele também reiterou o compromisso permanente do Sistema S — por meio de Sesc e Senac — em formar trabalhadores, apoiar o desenvolvimento social e fortalecer a competitividade do comércio catarinense.

Diretoria executiva Sindilojas - Gestão 2026/2029

Presidente: Augusto München (Sol Motos)
Vice-Presidente: Sieghard Muller (Muller Sistemas)  
Diretor Secretário: Hélio Dagnoni (Parafina Surf Shop)
Diretor Financeiro (Tesoureiro): Paulo Afonso Beling (Instaladora Palestina)
Diretor de Produtos e Serviços: Rafael Fenner (Dmarket Supemercados)
Diretora de Eventos: Rosemari Tomazoni (Leo Cama Mesa e Banho)
Diretora das Câmaras Empresariais: Maristela Pavan da Silva (Stop Kar Autopeças)

Conselho Fiscal Sindilojas – Gestão 2026/2029

Titulares
Nelson Pereira (Comercial Pereira)
Marcelo Gorges (De Angelina Supermercados)
Daniel Salles (Cacau Show)

Suplentes
Tayse Michelli Bolda (Santa Classe)
Adriano Pereira (Kiko Autopeças)
Marcos Aurélio Silva (Espaço do Óleo)

Governo apresenta programa Avança SC ao setor produtivo catarinense

Em reunião do COFEM nesta segunda-feira (8), secretário de planejamento detalhou ferramenta de acompanhamento de indicadores e metas que vão nortear desenvolvimento do estado; secretário adjunto de infraestrutura apresentou desempenho e perspectiva do programas Estrada Boa e Estrada Boa Rural

Em reunião nesta segunda-feira (8), o Conselho das Federações Empresariais (COFEM), recebeu o secretário de estado de planejamento, Fabrício Oliveira, que apresentou o Programa Avança SC 2025-2030. A iniciativa desenha uma estratégia de desenvolvimento para o estado, em parceria com o governo estadual, municípios e o setor privado. “Esse programa cria sinergia para poder medir o impacto dos investimentos em uma determinada região. Ele será um instrumento orientador do desenvolvimento, oferecendo diretrizes integradas”, explicou Oliveira.

A plataforma gratuita, disponível para toda a sociedade catarinense, vai trazer indicadores sociais e econômicos, e fazer uma relação entre eles e as principais ações estruturantes de uma região. 

“É uma ferramenta para que os governos municipais e a iniciativa privada possam consultar para planejar suas iniciativas e medir impactos de suas ações em prol de objetivos conjuntos”.

Para o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Gilberto Seleme, o estado precisa de planejamento de longo prazo, para que os investidores em SC tenham um norte. 

“O setor produtivo avalia que a iniciativa é importante para alinhar expectativas para que governos e empresários possam caminhar juntos”, afirmou.

O secretário de planejamento destacou que em janeiro, o governo do estado deve enviar para a Assembleia Legislativa o projeto Sinal Bom, com o objetivo de oferecer sinal de internet de qualidade em todas as regiões de SC. Os dirigentes de entidades presentes na reunião do COFEM destacaram que essa é uma demanda antiga do setor produtivo.

O diretor de desenvolvimento industrial e inovação da Federação das Indústrias (FIESC), José Eduardo Fiates, destacou que os empresários de SC podem ser parceiros relevantes no projeto, já que possuem uma cultura de vínculo com o território, de inovação e internacionalização. 

“Essas características contribuem para a formação de arranjos produtivos mais complexos, que propiciam um desenvolvimento equilibrado em cada região de Santa Catarina, valorizando as singularidades de cada região.”

Infraestrutura
Ainda durante a reunião, o secretário adjunto de infraestrutura, Ricardo Grando, apresentou o andamento e as perspectivas do programa Estrada Boa. Segundo Grando, desde o lançamento, já foram executadas obras em 100 frentes de trabalho em 66 rodovias, contemplando R$ 4,16 bilhões. Com as obras em andamento e as que devem ser iniciadas em 2026, o investimento deve alcançar R$ 5 bilhões.

O programa Estrada Boa Rural vai investir mais R$ 2,5 bilhões na conservação e melhorias de 2,5 mil km de estradas. Em 90 dias, 64 municípios já protocolaram seus projetos. 

“Temos convicção de que este programa vai revolucionar SC, para reconhecer o que o agronegócio representa para o nosso estado. A projeção é de tenhamos o dobro da malha viária pavimentada de SC em 10 anos”, avalia Grando. 

O COFEM é composto pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.
 
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Governador lança programa SCTEC para qualificação gratuita de mão de obra em tecnologia e capacitação em inteligência artificial

Inscrições já estão abertas para cursos 100% on-line – Foto: Roberto Zacarias / SECOM

O governador Jorginho Mello lançou nesta segunda-feira, 8, o SCTEC, o maior programa estadual de qualificação tecnológica e capacitação em inteligência artificial já desenvolvido em Santa Catarina. A iniciativa, totalmente gratuita, reúne trilhas de aprendizagem e ações de empregabilidade voltadas a preparar os catarinenses para as novas exigências do mercado de trabalho e ainda ensina a população em geral a utilizar a inteligência artificial (IA). Com investimento de R$ 22,9 milhões, o programa deve impactar mais de 155 mil pessoas ao longo de seu ciclo, incluindo cursos, palestras, jornadas formativas e atividades de conexão com o setor produtivo. A cerimônia de lançamento contou com a presença das demais autoridades parceiras da iniciativa.

Ao anunciar o programa, o governador Jorginho Mello destacou que Santa Catarina quer garantir oportunidades reais aos cidadãos. “Todo mundo se assusta com a Inteligência Artificial, mas temos que assimilar a inovação, o desafio, o que é novo e isso é a cara de Santa Catarina. Com o SCTEC, o nosso estado dá um passo decisivo ao futuro. Essa parceria com o Senai tem credibilidade e vai garantir que o cidadão conheça melhor a IA e acompanhe essa tecnologia. Vai garantir que cada cidadão tenha acesso às oportunidades que a tecnologia traz. Investir em formação e inovação é apostar no potencial catarinense e no fortalecimento da economia. Nosso compromisso é construir um estado onde o talento gera desenvolvimento para todos”, explicou o governador.

Durante a cerimônia, as autoridades reforçaram que o programa atende a um momento decisivo do setor tecnológico catarinense, que cresce acima da média nacional e enfrenta deficit de profissionais qualificados. O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgard Usuy, destacou essa necessidade. “Santa Catarina vive um período de expansão muito forte no setor de tecnologia, mas ainda carece de profissionais preparados. O SCTEC é uma resposta direta a esse cenário: democratiza o acesso, amplia oportunidades e fortalece competências essenciais para o presente e o futuro do trabalho”, afirma.

Nesta primeira fase, o SCTEC disponibiliza jornadas de aprendizagem que vão do zero ao avançado e visam impactar mais de 155 mil pessoas em todo o estado. A maior jornada do programa é a “Carreira Tech”, para quem busca seguir um caminho na tecnologia, passando por quatro etapas: despertar, primeiros passos, profissionalizar e aperfeiçoar. Esta jornada visa formar 2.100 profissionais que também receberão mentoria de carreira, inglês para DEVs e ainda participarão das feiras de empregabilidade que aproximam esses talentos das empresas.

Para quem já trabalha como Desenvolvedor e quer aprender a programar com IA ainda tem “IA para DEVs”, mais um curso de aperfeiçoamento do “Carreira Tech” com 700 vagas. Para o público em geral, que busca aprender a utilizar ferramentas de IA em seu dia a dia tanto na vida pessoal quanto profissional, serão oferecidas 100 mil vagas na trilha rápida: “IA na Prática”. Todas as trilhas de aprendizagem serão on-line e 100% gratuitas, com aulas ao vivo ou gravadas e certificação do Senai, responsável pela execução do programa.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, diz que a iniciativa amplia as oportunidades de formação em áreas que influenciam diretamente a competitividade do estado. “Estamos abrindo caminhos para que mais catarinenses se qualifiquem em setores decisivos para o futuro da economia. A indústria depende de profissionais preparados para trabalhar com tecnologia e inovação.” O diretor regional do Senai/SC, Fabrizio Pereira, afirma que o programa fortalece a conexão entre demandas do setor produtivo e oferta educacional. “Estamos falando de cursos voltados às necessidades reais das empresas. O SCTEC contribui para formar talentos e acelerar a transformação digital em Santa Catarina.”

O presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Diego Brites Ramos, reforçou a importância da iniciativa para o avanço do setor. “O lançamento do SCTEC marca um momento estratégico para a tecnologia em Santa Catarina. Essa é uma resposta concreta aos desafios que enfrentamos para continuar crescendo com competitividade e inclusão”, afirmou o presidente. O vice-presidente de Talentos da Acate, Moacir Antônio Marafon, complementou: “A formação de talentos é hoje uma prioridade absoluta para o segmento. O SCTEC reforça essa agenda com um modelo acessível e conectado às necessidades reais das empresas. É desse tipo de iniciativa que precisamos para reduzir o déficit de mão de obra e acelerar o desenvolvimento do nosso ecossistema”, concluiu Marafon.

Inscrições
As inscrições seguem abertas até início de 2026 e devem ser feitas pelo site sctec.scti.sc.gov.br. Podem participar residentes de Santa Catarina a partir de 14 anos, incluindo iniciantes, trabalhadores em transição de carreira e profissionais que buscam aperfeiçoamento. As primeiras turmas começam em fevereiro.

O programa é realizado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, executado pelo Senai, e conta com apoio da Secretaria Executiva de Articulações Internacionais, Secretaria da Educação, Secretaria do Planejamento, Fapesc e Aacate.

Instituto criará centro especializado em energia renovável no oceano

Um projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) prevê a criação do Centro Temático de Energia Renovável no Oceano Energia Azul. Por meio dele, serão desenvolvidas quatro tecnologias para produção de energia renovável offshore (em alto-mar): conversão de energia das ondas, correntes de maré, gradiente térmico do oceano (OTEC) e produção de hidrogênio verde.
Para colocar o projeto em prática, o instituto venceu, recentemente, um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de cerca de R$ 15 milhões.

Redução de emissões
Segundo o INPO, as soluções têm aplicação industrial e podem reduzir emissões em setores de difícil abatimento, o que inclui plataformas de óleo e gás, fertilizantes, siderurgia, transporte e cimento. As unidades flutuantes que hoje utilizam turbinas movidas a gás natural, por exemplo, poderão substituir parte da geração por fontes limpas produzidas no oceano.

O diretor-geral do INPO, Segen Estefen, reforça o potencial estratégico da iniciativa.

A disponibilidade de recursos renováveis no oceano e a experiência brasileira em atividades offshore são diferenciais importantes. Podemos transformar o oceano em um aliado estratégico na transição energética, produzindo eletricidade, hidrogênio e água dessalinizada de forma sustentável, diz ele.

Bolsas para estudantes
Do total investido, R$ 4,3 milhões serão destinados a bolsas de pesquisa para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado em parceria com quatro universidades: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). A medida busca fortalecer a formação de especialistas e expandir a produção de conhecimento em energias oceânicas no país.

Outra frente do projeto simula fisicamente a produção de hidrogênio a partir de energia eólica offshore, utilizando água do mar dessalinizada para eletrólise (conversão de energia elétrica em energia química).

A tecnologia, segundo o INPO, busca resolver o problema da intermitência da geração eólica, permite armazenar energia sob a forma de hidrogênio e garante estabilidade ao sistema elétrico.

Hoje, cerca de 250 gigawatts em projetos de eólica offshore estão em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Se apenas 20% forem implantados, a matriz elétrica brasileira pode ganhar 50 gigawatts adicionais - quase um quarto da capacidade nacional atual.

A turbina para aproveitamento de correntes de maré será capaz de operar tanto no oceano quanto em rios de fluxo contínuo.

Mesmo turbinas de pequeno porte podem alcançar alta capacidade instalada. Isso permite levar energia limpa e contínua a comunidades isoladas, solucionando um problema histórico de acesso à eletricidade, afirma Estefen.

Conversor de águas
O projeto prevê ainda o desenvolvimento de quatro equipamentos: um conversor de ondas, um sistema Otec baseado em ciclo de Rankine com amônia, um módulo de produção de hidrogênio offshore e uma turbina de correntes de maré.

Cada tecnologia será projetada, construída e testada em ambiente laboratorial e operacional, resultando em projetos-piloto prontos para instalação no mar.

Estefen disse, ainda, que o Centro de Energia Azul será decisivo para elevar o nível de maturidade tecnológica das soluções.

As energias renováveis offshore encontram-se atualmente em fase pré-comercial, o que exige avanços nos níveis de maturidade tecnológica (TRL). O Centro de Energia atuará justamente nesse estágio intermediário, viabilizando a prova de conceito e o detalhamento de projetos para aplicação em escala real. Ao final do projeto, para cada tecnologia está contemplada a entrega de respectivo projeto-piloto para instalação no mar, etapa que prepara o caminho para aplicações comerciais em larga escala, finaliza o diretor-geral.

Reduzir Custo Brasil é chave para transformar potencial em riquezas, empregos e bem-estar, diz diretor da CNI

O diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Jefferson Gomes, afirmou que o Custo Brasil é um obstáculo que precisa ser enfrentado com rapidez para que o país supere deficiências estruturais e se torne competitivo. 

“Não é apenas uma questão contábil para as empresas, mas a chave para transformar o imenso potencial do país em riquezas, empregos de melhor qualidade e bem-estar da população”, disse Jefferson Gomes, na abertura do Seminário Custo Brasil, realizado pela Folha de S. Paulo, com apoio da CNI, no auditório do jornal na capital paulista.  

O Custo Brasil é um conjunto de deficiências estruturais, burocráticas e econômicas que atrapalham o dia a dia dos negócios, encarecem a produção e desestimulam os investimentos, comprometendo o bom desempenho da economia nacional. Esse custo é estimado em R$ 1,7 trilhão por ano para as empresas brasileiras, o equivalente a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.  

Oferta de energia e redução de juros devem ser prioridade 
Jefferson Gomes destacou ainda que, por mais que a o país invista em educação e inovação, o Custo Brasil tem corroído o desenvolvimento, desestimulando a criação de empregos e elevando os preços para o consumidor. Ele observou que dois pontos são essenciais para que o país comece a reverter esse quadro: a oferta de energia renovável a preços competitivos e redução dos juros abusivos atualmente praticados no Brasil.  

“A redução da taxa Selic, que está em 15% ao ano, é indispensável para destravar os investimentos produtivos e o consumo, que são essenciais para estimular o emprego e a renda no país. Precisamos também de uma energia com alta qualidade, potência e preço equilibrado. Isso requer a redução de encargos e subsídios, que, atualmente, representam 26% da conta de luz”, enfatizou o diretor da CNI.  

Além disso, Jefferson Gomes alertou que é preciso ampliar investimentos em infraestrutura e adequar regulações para que o país avance na área de logística.  “O diagnóstico está claro e as soluções são conhecidas. Não podemos mais perder tempo repetindo análises e estudos. É hora de partir para a ação. Nossa expectativa é que o poder público continue sendo um parceiro do setor produtivo nessa agenda tão relevante para o desenvolvimento das nossas empresas e do país”, pontuou. 

Também participaram do seminário Luciana Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES; Paulo Henrique Dantas, advogado especialista em Infraestrutura e direito público; Jorge Lima, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico de São Paulo; Paulo Furquim de Azevedo, professor do Insper; e Hadassa Santana, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Conheça a Campanha Custo Brasil 
Neste ano, a CNI estreou nova campanha sobre o Custo Brasil, em que apresenta os principais entraves como vilões do desenvolvimento e da competitividade do país.  

Seis personagens representam os principais fatores para a conta de R$ 1,7 trilhão por ano desperdiçados no Brasil, de acordo com dados do Observatório Custo Brasil (OCB). Jurássio, o monstro que representa a alta taxa de juros; a Infradonha, com o custo das obras paradas e as consequências da ausência de ampliação e diversificação da matriz logística; o Burocratus, com a morosidade da burocracia; Custo Circuito, que representa o valor da energia para lares e empresas; o Tributácio, mostrando que os tributos estão por todos os lados; e o Baiacusto, que reúne o peso de todos eles, representando as perdas do Custo Brasil.

CNI aponta fragilidades na metodologia de cálculo do tabelamento do frete

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou propostas de melhora na metodologia do tabelamento do frete rodoviário, em audiência pública na última semana na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde foram debatidas propostas de aperfeiçoamento da metodologia de cálculo do piso mínimo do frete de cargas.

A audiência foi convocada para a realização de revisão ordinária da Resolução nº 5.867/2020 – norma que estabelece as regras gerais, metodologia e coeficientes relativos à Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Na ocasião, a CNI destacou os principais parâmetros que precisam ser revisitados  na metodologia e que foram identificados a partir de uma ampla consulta à base industrial sobre o tema. Desde a instituição da política, em 2018, a CNI se manifestou no sentido de inconstitucionalidade do tabelamento e apresentou formalmente esse posicionamento junto ao Supremo Tribunal Federal, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5.964.

Como os custos de transporte estão na base de todas as cadeias produtivas, o resultado da implementação da política é uma elevação dos preços aos consumidores finais e, por isso, a CNI entende que é de suma importância que o tema seja apreciado pelo Supremo.

Além da própria inconstitucionalidade da medida, a CNI entende que é muito complexo estabelecer uma metodologia que seja capaz de contemplar todas as especificidades do transporte rodoviário de cargas. “Cada indústria possui suas particularidades, operações de transporte e variedades de cargas que precisam de tratamentos diferenciados. Por isso, é difícil estabelecer uma metodologia que seja capaz de contemplar todos esses pontos”, pontua a analista de infraestrutura da CNI Paula Bogossian.

Debate público na ANTT
O ciclo de revisão ordinária da ANTT tem o propósito de atualizar a tabela do piso mínimo de frete rodoviário, com base em estudos técnicos, dados de mercado e participação social, a fim de aproximar o custo do transporte rodoviário à realidade de funcionamento desse setor.

“Se o modelo fixa um valor mínimo obrigatório por quilômetro rodado utilizando como base uma metodologia em que os parâmetros não condizem com a realidade de mercado, isso acaba resultando em um aumento artificial de preços aos consumidores finais”, completa Paula.

A CNI também aproveitou audiência para pleitear, junto à ANTT, a suspensão temporária da medida que amplia a fiscalização eletrônica dos valores praticados de frete. A advogada da CNI Christina Aires argumentou que “tal medida se fundamenta não apenas na necessidade de aguardar o julgamento do mérito da ADI 5.964 no STF, como também na importância de promover o aperfeiçoamento da metodologia e dos conceitos aplicados ao tabelamento, assegurando que as peculiaridades dos setores sejam devidamente consideradas.”

Próximos passos
A CNI pretende formalizar suas contribuições voltadas ao aprimoramento da metodologia de piso mínimo nesse ciclo de revisão ordinária da Resolução nº 5.867/2020. As contribuições escritas podem ser enviadas até às 18h, do dia 11 de dezembro de 2025, pelo site do Sistema ParticipANTT. Informações adicionais sobre o processo participativo também estão disponíveis, na íntegra, no site do Sistema ParticipANTT.

Após adiamentos, Banco Central desiste de regular Pix Parcelado

Após sucessivos adiamentos, a diretoria do Banco Central (BC) decidiu abandonar a criação de regras específicas para o Pix Parcelado. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (4), em Brasília, durante a reunião do Fórum Pix, comitê que reúne cerca de 300 participantes do sistema financeiro e da sociedade civil.

Além de desistir da regulação, o BC proibiu as instituições financeiras de utilizarem o nome Pix Parcelado. No entanto, termos similares - como Pix no crédito ou Parcele no Pix - continuam permitidos.

Inicialmente previstas para setembro, a obrigatoriedade do Pix Parcelado e a padronização das normas foram adiadas para o fim de outubro e posteriormente para novembro. 

A modalidade, que funciona como uma linha de crédito com juros oferecida pelos bancos, já está disponível no mercado e seria regulamentada para aumentar a transparência aos usuários.
Falta de padronização
O Pix parcelado permite que o consumidor parcele um pagamento instantâneo, recebendo o valor integral no ato, enquanto o cliente arca com juros. Cada banco define livremente taxas, prazos, forma de cobrança e apresentação do produto. A ausência de uniformização, segundo especialistas, aumenta o risco de endividamento.

Apesar de nomes que sugerem semelhança com o parcelamento tradicional do cartão de crédito, a modalidade é um empréstimo que cobra juros desde o primeiro dia.

As taxas têm girado em torno de 5% ao mês, enquanto o Custo Efetivo Total (CET) chega a aproximadamente 8% mensais. A contratação costuma mostrar os custos apenas na etapa final. As regras sobre atrasos nem sempre são claras. Em muitos casos, o pagamento das parcelas aparece na fatura do cartão, embora o produto não seja um parcelamento tradicional.

Críticas
Em nota, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), que acompanhou a reunião do Fórum Pix, classificou como inaceitável a decisão do BC de não estabelecer padrões para operações de crédito associadas ao Pix. A entidade afirma que a ausência de regras cria um ambiente de desordem regulatória, favorece abusos e amplia o risco de superendividamento.

Segundo o Idec, mesmo com a proibição do nome Pix Parcelado, a mudança é meramente cosmética. O consumidor continuará exposto a produtos de crédito heterogêneos, sem transparência mínima, sem salvaguardas obrigatórias e sem previsibilidade sobre juros ou procedimentos de cobrança, afirma o texto.

O Idec avalia que o Banco Central optou por não enfrentar um problema que já está em curso, delegando ao mercado a responsabilidade pela autorregulação. Segundo o Idec, a falta de regulação tende a deixar famílias ainda mais vulneráveis.

O Idec destaca que, por estar associado à marca mais confiável do sistema financeiro brasileiro, o Pix parcelado tende a induzir decisões impulsivas. A entidade lembra que o Brasil já vive um cenário preocupante de superendividamento e que a modalidade pode agravar esse quadro ao misturar pagamento e crédito sem deixar claros os riscos.

O Pix nasceu para democratizar pagamentos. Transformá-lo em porta de entrada para crédito desregulado coloca essa conquista em risco, alerta a instituição, que promete continuar pressionando por regras que garantam padronização, segurança e transparência ao consumidor.

Fiscalização incerta
Embora o BC tenha vetado o uso das marcas Pix Parcelado e Pix Crédito, não há clareza sobre como o regulador fiscalizará a aplicação dessas diretrizes. Durante o Fórum Pix, representantes da autarquia informaram que acompanharão o desenvolvimento das soluções oferecidas pelos bancos, mas sem impor padrões específicos.

Para entidades de proteção ao consumidor, essa postura abre espaço para que produtos semelhantes funcionem de formas completamente distintas entre instituições, dificultando a comparação e aumentando a probabilidade de contratações inadequadas.

Ajustes
Nos últimos meses, a expectativa era de que o Banco Central publicasse regras para harmonizar a oferta da modalidade, determinando informações obrigatórias - como juros, IOF e critérios de cobrança - e estabelecendo padrões mínimos de transparência. Os adiamentos na regulação refletiam um impasse entre o BC e os bancos, que defendiam mudanças na proposta original da área técnica.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) declarou ser favorável à existência de regras, mas negou ter pressionado o BC pela suspensão da regulamentação. A federação, entretanto, reconheceu ter pedido ajustes no texto em discussão e alegou que não havia urgência.

Secretaria da Agricultura e Pecuária discute estratégias para fortalecer o setor leiteiro e ampliar a competitividade

Foto: Thais Venâncio/Sape

Para avaliar o atual panorama socioeconômico e os desafios do setor leiteiro, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) promoveu, na quinta-feira, 4, uma reunião com lideranças do segmento, parlamentares e empresas vinculadas: Epagri e Cidasc. O encontro teve como foco a busca por soluções para aumentar a competitividade da cadeia produtiva e apresentar os programas do Governo do Estado, que neste ano somam mais de R$ 216,3 milhões em apoio direto aos produtores de leite.

Santa Catarina é o 4º maior produtor de leite do país, são mais de 24,5 mil produtores. Em 2024, o estado alcançou 3,3 bilhões de litros produzidos, o equivalente a 9% da produção nacional. Durante a reunião, foram debatidos temas como custo de produção, rentabilidade, produtividade, impactos das importações no preço pago ao produtor e estratégias para ampliar o consumo de leite.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destacou que os esforços estão concentrados em agregar valor à cadeia produtiva. “Estamos em um trabalho intenso com o setor produtivo e lideranças na busca de soluções para conquistarmos um melhor momento para esse mercado. O Governo do Estado está fazendo a sua parte com políticas públicas e ouvindo a cadeia leiteira. Elencamos diversas sugestões, que serão sistematizadas e avaliadas quanto à sua viabilidade”, afirmou. O Grupo de Trabalho formado seguirá dialogando para alinhar ações. Nesta semana, o secretário também participou de uma reunião sobre o tema no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília.

Dados do IBGE apontam que, no primeiro semestre de 2025, a captação de leite no Brasil atingiu 13 bilhões de litros — o maior volume da última década e 7% superior ao mesmo período de 2024. As economistas do CEPA/Epagri também ressaltaram dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), que mostra consumo médio de apenas 5 litros de leite por família (entre leite fluido e derivados).

Apoio à cadeia leiteira catarinense
Com o objetivo de assegurar a competitividade do setor leiteiro em Santa Catarina, os produtores de leite contam com programas do Governo do Estado, que nesse ano já somam mais de R$ 216,3 milhões para esse setor, com mais de 49 mil produtores beneficiados.

O Programa Leite Bom SC compreende os programas Pronampe Leite SC e Financia Leite SC via Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), para esses programas estão previstos R$ 150 milhões, para os anos de 2024, 2025 e 2026, para subsidiar juros de empréstimos bancários e conceder financiamentos sem juros.

O Leite Bom também contempla outros R$ 150 milhões, que devem ser revertidos em incentivos tributários à indústria leiteira catarinense de maneira escalonada: R$ 75 milhões no primeiro ano, R$ 50 milhões no segundo e outros R$ 25 milhões no terceiro ano. Nesse sentido, também estão em execução medidas como a suspensão de benefícios para a importação de leite e derivados.

A suspensão dos incentivos voltados à importação de leite e derivados teve reflexos positivos para a indústria catarinense. Indicadores monitorados pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) mostram que o volume de importações de leite e derivados caiu quase 75% no primeiro semestre deste ano comparado ao mesmo período do ano passado: baixou de R$ 512,5 milhões para R$ 135,2 milhões.

A cadeia leiteira também conta com o Programa Terra Boa, para melhoria das pastagens e aumentar a produtividade. Além disso, o leite produzido em Santa Catarina também segue rigorosos controles de qualidade, inspeção e rastreabilidade.

Santa Catarina é reconhecida com o nível máximo em transparência pública, durante Congresso Internacional dos Tribunais de Contas

Foto: Guilherme Bento / SECOM

O Governo de Santa Catarina foi reconhecido nesta quinta-feira, 4, com o nível Diamante, a classificação máxima do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), em anúncio oficial realizado durante o IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas, evento que reuniu autoridades, especialistas e órgãos de controle de todo o país. O resultado coloca o Estado entre os mais transparentes do Brasil.

“Uma gestão pública de qualidade precisa ser eficiente, mas também transparente em tudo o que realiza com o dinheiro público. Esse selo vem confirmar exatamente isso: estamos construindo uma gestão séria, responsável e verdadeiramente comprometida com a sociedade”, destacou o governador Jorginho Mello.

O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert foi quem recebeu o troféu, representando o governador, que está no Rio de Janeiro para o encontro do Cosud. “Este avanço reflete o compromisso diário do governador Jorginho Mello, que nos orienta a trabalhar com dedicação, lealdade e total responsabilidade com o dinheiro público. O Selo Diamante coloca Santa Catarina em destaque no cenário nacional e renova o compromisso de todo o Governo com a boa gestão e a transparência”, afirmou o secretário da Fazenda.

“Santa Catarina trabalha com seriedade e responsabilidade. Receber o nível Diamante mostra que tratamos a transparência como um valor permanente da gestão Jorginho Mello. Este reconhecimento, anunciado em um congresso internacional, reforça que estamos no caminho certo ao fortalecer a confiança da sociedade na gestão pública”, conclui o controlador-geral do Estado, Freibergue Rubem do Nascimento.

O  Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), coordenado pela Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil), avalia o cumprimento de critérios rigorosos relacionados à transparência ativa, passiva, dados públicos e conformidade com a Lei de Acesso à Informação (LAI).

A avaliação deste ciclo aponta um crescimento de +5,74 pontos percentuais em relação ao ano anterior. No total, foram analisados 91 critérios do PNTP e 15 recursos apresentados pelo Governo do Estado, sendo oito deles aceitos integralmente.

CGE lidera estratégia que levou SC ao topo da transparência

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) foi responsável por coordenar as ações que garantiram o avanço. A pasta orientou todos os órgãos estaduais, realizou diagnósticos internos, revisou itens pendentes e supervisionou a adequação das informações disponibilizadas nos portais oficiais.

Mesmo com a nota máxima, o Governo do Estado, por meio da CGE, já estruturou um plano de ação para aperfeiçoar os poucos pontos pendentes, com medidas envolvendo órgãos e entidades como SEA, SEF, SCTI e a própria CGE.

Com o resultado divulgado no Congresso, Santa Catarina reforçou sua posição entre os estados mais transparentes do Brasil. “A CGE continuará monitorando e qualificando as informações públicas para manter o desempenho e ampliar o acesso dos catarinenses a dados claros, confiáveis e atualizados”, finalizou o controlador-geral do Estado, Freibergue Rubem do Nascimento.

Dívidas renegociadas na Rebentona Casan já ultrapassam R$ 1 milhão

Foto: Divulgação / Casan

O Programa Rebentona, iniciado pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) na segunda-feira, 1 ° de dezembro, já superou a marca de R$ 1 milhão em dívidas renegociadas em todo o estado. A marca mostra o sucesso do programa, que permite a regularização de débitos vencidos até 31 de julho deste ano em condições especiais. Entre as novidades anunciadas está o pagamento em até 60 vezes com isenção total de multa e juros sobre o valor em atraso. Outra facilidade é que não há exigência de entrada mínima e as parcelas são a partir de R$50,00, para Pessoa Física, e R$100,00, para Pessoa Jurídica.

“Em três dias, atingimos rapidamente a marca de R$ 1 milhão. Isso evidencia a força do programa e a atratividade das condições especiais oferecidas, reforçando o compromisso da Casan em fortalecer a relação com nossos usuários”, explica a Gerente Financeira, Micheli Soares.

A adesão ao Programa Rebentona pode ser feita presencialmente, nas Agências da Casan, ou ainda on-line, também uma novidade desta edição. Basta acessar o Atendimento Online disponível no site oficial da Companhia: www.casan.com.br ou então o portal eCASAN, que está acessível para contas Gov.BR ouro ou prata. No portal, o usuário pode clicar no botão Rebentona – Parcelamento C, escolher o número de parcelas e os valores, e confirmar o termo de parcelamento.

Secretaria da Agricultura e Pecuária e Cidasc regulamentam autorizações excepcionais para plantio de soja em Santa Catarina

Foto: Divulgação / Sape

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) publicou a Portaria Sape nº 66/2025 de 27 de novembro de 2025, que estabelece regras para a concessão de autorizações excepcionais de plantio de soja no Estado. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), será responsável pela análise das solicitações e autorizações com base nos critérios técnicos definidos na Portaria. A iniciativa reforça o compromisso de Santa Catarina com a segurança fitossanitária, a inovação e a adaptação do setor produtivo diante dos impactos das mudanças climáticas.

A nova portaria entrou em vigor em 1º de dezembro de 2025 e define que os plantios excepcionais compreendem os casos destinados à pesquisa, ensino, produção de sementes, unidades demonstrativas em eventos agropecuários e, em circunstâncias excepcionais, na produção de grãos influenciadas por condições climáticas atípicas. Para atividades de pesquisa e ensino conduzidas em ambiente protegido, a autorização será automática. Já na produção de sementes e de grãos, deverão ser respeitados o vazio sanitário e as regras do Ministério da Agricultura e Pecuária, incluindo a regularidade dos produtores de sementes no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destaca que a portaria reforça o equilíbrio entre segurança sanitária e desenvolvimento da cadeia produtiva.“Santa Catarina precisa estar preparada para responder aos desafios climáticos e, ao mesmo tempo, manter a competitividade da nossa soja. Esta portaria garante regras claras e seguras, permitindo que pesquisa, inovação e produção avancem sem comprometer o controle da ferrugem asiática e a sustentabilidade do setor”, destaca.

“A possibilidade de cultivos excepcionais é prevista no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática (PNCFA) e significa não apenas um grande um ganho para os produtores, mas é também um compromisso extra. A condição de exceção implica em maior responsabilidade do produtor em relação ao monitoramento e controle da ferrugem asiática. Uma vez permitido o plantio excepcional, o compromisso com a sanidade da lavoura está firmado”, afirma a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

A norma reitera a vedação do cultivo de soja em sucessão à soja dentro do mesmo ano agrícola e mesma área, assim como determina que qualquer autorização só será concedida quando não houver risco à eficácia das medidas de controle da ferrugem asiática. As solicitações deverão ser feitas pela plataforma Conecta Cidasc, acessada através da página do Programa Estadual de Sanidade das Grandes Culturas, acompanhadas de justificativa técnica e de um plano de manejo fitossanitário. O pedido deve ser protocolado com até 30 dias de antecedência, exceto em situações emergenciais motivadas por condições climáticas adversas.

A portaria reforça a importância do Cadastro de Produtores de Soja em Santa Catarina, o qual deve ser realizado em até 10 dias após o término da semeadura. Para o atendimento à nova portaria, Sape e Cidasc orientam buscar apoio junto à assistência técnica, às cooperativas ou nos escritórios dos Departamentos Regionais da Cidasc.

Atenção ao Requisito de Acesso: Para utilizar o Conecta Cidasc e preencher a solicitação para o cultivo excepcional de soja, é requisito obrigatório que o usuário solicitante já possua cadastro ativo no Sigen+ (Sistema de Gestão da Defesa Agropecuária Catarinense), com um dos seguintes perfis:

Responsável Técnico; ou
Produtor e-Origem.

Caso não tenha usuário no Sigen+, basta solicitar na área de “Processos” da página de acesso ao sistema em https://sigen.cidasc.sc.gov.br/. Com seu usuário e senha em mãos, retorne ao site do Programa Estadual de Sanidade das Grandes Culturas e inicie seu processo.

Alinhado à demanda industrial, UniSENAI lança pós-graduações em robótica e food tech

O Conselho Universitário do UniSENAI/SC aprovou nesta terça (2) duas novas pós-graduações estratégicas para ampliar a formação tecnológica e atender às demandas da indústria: Aplicações Robóticas Industriais, criada em parceria com as empresas Kuka e Schunk, e o MBI em Food Tech: Segurança e Processos de Proteínas Alternativas, desenvolvida com a Netzsch. 

De acordo com o diretor regional do SENAI, Fabrízio Pereira, as formações reforçam o movimento da instituição de expandir seu portfólio em áreas de alto impacto tecnológico e fortalecer a conexão entre educação, inovação e indústria. “Ter parceiros que são referência global em robótica e food tech eleva a qualidade da formação e garante que nossos acadêmicos cheguem à indústria preparados para os desafios do setor”, frisa.

Ofertas para 2026
A nova pós-graduação em Aplicações Robóticas Industriais, ofertada pelo campus Joinville, terá 90 vagas, carga horária de 390 horas e contará com imersões presenciais para prática em ambiente tecnológico avançado.

Já o MBI em Food Tech: Segurança e Processos de Proteínas Alternativas será ofertado pelo campus Chapecó, também com 90 vagas, na modalidade 100% EAD, alinhado à expertise do Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas, além das demandas crescentes da indústria por soluções inovadoras em proteínas alternativas.

Nova graduação 
Entre outras deliberações, o Conselho aprovou a criação do curso superior de Tecnologia em Mecatrônica Industrial, estruturado em alinhamento com demandas do Departamento Nacional do SENAI e integrado ao UniSENAI.digital. A oferta se inicia em 2026 e atenderá o programa Universitários da Indústria, do SESI Departamento Nacional, com bolsas integrais para estudantes egressos dos cursos técnicos de Automação Industrial e Mecatrônica.

Segundo Felipe Morgado, superintendente de educação profissional e superior do SENAI Nacional, a nova legislação da educação a distância representa uma oportunidade estratégica para o SENAI, já que exige maior presença física e infraestrutura robusta, pontos em que a instituição se destaca. “Essa estratégia nacional está orientada para atrair egressos do SESI ao ensino superior do SENAI, fortalecendo a trajetória formativa dos estudantes e ampliando o ingresso qualificado na indústria”, ressalta.

O gerente executivo de inovação e tecnologia do SENAI, Mauricio Pauletti, complementa afirmando que a robótica é um tema central para os Institutos SENAI de Inovação. “Estamos desenvolvendo um centro completo de robótica em Joinville que, além de atender projetos da Petrobras, terá impacto direto no avanço tecnológico de setores como automotivo, aeroespacial, energia, naval, mineração, transporte e demais segmentos industriais que demandam automação avançada”, afirma.

O UniSENAI apresentou ainda um panorama dos principais resultados de 2025, destacando o avanço em pilares estratégicos como hands on, conexão tech e empreendedorismo, que orientam a formação prática e alinhada às demandas da indústria. A reunião também avançou na construção do Plano de Desenvolvimento Institucional (2026–2030), com apresentação da linha do tempo, consolidação da Matriz de Alinhamento Estratégico (MAPA) e integração das contribuições colhidas nas pró-reitorias.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Brasil deve acelerar ampliação de acordo de livre comércio com o México, avalia CNI

O Brasil precisa avançar na construção de acordo de livre comércio mais robusto com o México, mercado prioritário da agenda internacional da indústria nacional, defende a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A medida é considerada fundamental para proteger e ampliar a relação comercial bilateral, sobretudo se o governo mexicano conseguir aprovar nova medida prevê aumento substancial de tarifas de importação no México.  

O Congresso do México vai avaliar o projeto do executivo que institui o Programa de Protección para las Indústrias Estratégicas, que propõe elevar tarifas de importação de 983 produtos de 19 setores. A tarifa média de importação subiria de 16,1% para 33,8%, conforme a proposta, podendo chegar a 50% em alguns produtos. Uma análise da CNI mostra que a China seria o país mais afetado (US$ 34,2 bi em exportações sujeitas a novas tarifas), seguida por Coreia do Sul, Índia e Tailândia. Com exceção dos países asiáticos, o Brasil seria o país mais prejudicado.  

Em 2024, o México importou US$ 11,7 bilhões do Brasil, dos quais US$ 1,7 bilhão (14,7%) podem estar sujeitos às novas tarifas. No caso do Brasil, a medida atinge 232 produtos e 16 setores da indústria de transformação. Veículos automotores respondem por 53,8%, seguidos por borracha e plásticos (14,3%), máquinas e equipamentos (7,9%), químicos (7%) e metalurgia (6,3%). 

“O México é mercado prioritário para a indústria brasileira, mas o que temos de comércio coberto pelos acordos vigentes está muito aquém do potencial. Mais de 70% do que comercializamos com o México estão fora do escopo dos acordos. Avançar na ampliação do acordo comercial é fundamental para a diversificação de mercados para a indústria brasileira e para abrir oportunidades melhores para a indústria brasileira”, avalia Ricardo Alban, presidente da CNI.  

Acordos vigentes têm cobertura insuficiente 
Atualmente, Brasil e México mantêm 3 acordos de comércio. O Acordo de Complementação Econômica (ACE) 55 concede livre comércio apenas ao setor automotivo e mitigaria parte relevante dos impactos, com 100% de preferência para 59,8% do valor afetado (cerca de US$ 1 bi). Beneficiam-se sobretudo veículos automotores (67,4%), borracha e plásticos (17,5%) e máquinas e equipamentos (10,7%). Já o ACE 53 oferece preferências 100% para apenas três produtos da medida mexicana (sabões e pasta de dente), que representaram US$ 10,5 milhões em exportações ao México em 2024.  

Pelos cálculos da CNI, se a medida proposta pelo governo mexicano avançar, US$ 688,9 milhões em exportações brasileiras não têm cobertura ou contam apenas com margens parciais do ACE 55 e do Acordo Regional de Preferência Tarifária Regional 4 (APTR 04), em geral, de 20%, reduzindo a competitividade brasileira. Entre os setores mais expostos estão veículos automotores (30,5%), químicos (15,9%), metalurgia (15,6%), borracha e plásticos (11,9%) e outros oito setores da indústria de transformação. 

Tecnologia catarinense digitaliza operação de aterros e pode reduzir custos em até 70%

Uma solução tecnológica desenvolvida ao longo de dois anos, com investimento total de R$ 1,5 milhão e apoio técnico do SENAI, pode transformar a operação de aterros de resíduos sólidos. A iniciativa foi vencedora do Prêmio Melhores do Ano de Santa Catarina, promovido pelo Project Management Institute (PMI-SC) e anunciado na última sexta (28), na categoria melhor projeto.

Concebido para substituir sistemas importados e de alto custo, o projeto passou por testes em 29 aterros nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e entregou uma solução com economia estimada de 70% em relação às alternativas disponíveis no mercado. 

De acordo com Wilian Zanatta, CEO da Wihex, com a digitalização, gestores conseguem visualizar dados instantâneos sobre vida útil dos aterros, comportamento do solo, eficiência do maquinário e necessidade de intervenção. “Isso foi um salto de maturidade para um setor que movimenta milhões de toneladas de resíduos anualmente”, avalia Zanatta.

O avanço foi possível graças à combinação de agricultura de precisão, automação de equipamentos e sistemas embarcados capazes de monitorar a movimentação, compactação, volume e produtividade dos aterros sanitários. A parceria entregou uma solução nacional, de alta complexidade, que melhora desempenho, amplia segurança e reduz custos, frisa o diretor regional do SENAI, Fabrízio Pereira. “Estamos falando de tecnologia aplicada diretamente ao aumento da eficiência operacional”, reforça.

Os aterros sanitários são fundamentais para manter as cidades funcionando, mas a gestão deles é muito complexa, lembra Brenda Macário, gestora de projetos do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados. “É preciso medir o volume de resíduos que chegam, acompanhar a compactação, monitorar a estabilidade do terreno e prevenir riscos ambientais. Grande parte desse trabalho ainda exige muito esforço, tempo e recursos. E, quando esses processos não são precisos, a vida útil do aterro reduz e a segurança de quem trabalha ali pode ser comprometida”, alerta.

Programa impulsiona soluções digitais
O salto tecnológico foi viabilizado pela chamada Smart Factory, categoria da Plataforma Inovação para a Indústria do SENAI, desenvolvida em parceria com o BNDES e a ABDI no âmbito do programa Brasil Mais Produtivo. Selecionada no edital, a Wihex recebeu aporte de R$ 800 mil para acelerar o desenvolvimento da tecnologia. 

“Quando o Smart Factory foi lançado, encaixou para nós como uma luva, do ponto de vista do apoio ao recurso, das aquisições de equipamentos de alto custo e também do acesso à equipe técnica que o SENAI tem em laboratórios e ensaios”, lembra o CEO da Wihex. A solução elevou significativamente o nível de maturidade tecnológica (TRL) de um sistema voltado ao monitoramento inteligente de aterros sanitários, consolidando um avanço importante para o setor de resíduos sólidos no país. 
 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Leilões Caixa: mais de 520 imóveis com até 76% de desconto

Quem está à procura de imóveis para comprar ainda este ano já pode se programar para participar dos leilões da Caixa, que acontecerão nos dias 03 e 09 de dezembro, a partir das 10h00, respectivamente. No total são 524 propriedades ofertadas por meio da plataforma Leilão VIP, com descontos que podem chegar a 76% do valor de avaliação inicial.

Entre os tipos de propriedades ofertadas estão apartamentos (340 unidades), casas (150), terrenos (30) e imóveis comerciais ou industriais (4), que podem ser arrematadas a partir de R$ 35.400,00. A distribuição por região e estado é a seguinte:

- Norte (10 imóveis): Acre – 1; Amazonas – 1; Pará – 5; Roraima – 1; Tocantins – 2.

- Nordeste (124 imóveis): Alagoas – 13; Bahia – 21; Ceará – 22; Maranhão – 4; Paraíba – 11; Pernambuco – 29; Piauí – 10; Rio Grande do Norte – 5; Sergipe – 9.
- Sul (55 imóveis): Paraná – 26; Rio Grande do Sul – 18; Santa Catarina – 11.

- Sudeste (261 imóveis): Espírito Santo – 5; Minas Gerais – 44; Rio de Janeiro – 77; São Paulo – 135.
- Centro-Oeste (74 imóveis): Goiás – 60; Mato Grosso do Sul – 6; Mato Grosso – 8.

 Entre os destaques do leilão, estão:

O imóvel de menor valor localiza-se na cidade de Lapão (BA). Trata-se de uma casa com 68 m² de área construída, 68 m² de área privativa e 122,18 m² de terreno, composta por três quartos, uma área de serviço, um banheiro, uma sala e uma cozinha. No primeiro leilão, o imóvel está avaliado em R$ 59.000,00, e no segundo leilão o valor cai para R$ 35.400,00.

A propriedade de maior valor fica em São Paulo (SP), no bairro Vila Nova Conceição. É um apartamento no Condomínio Upscale – Edifício Window, Bloco 01, com 198,49 m² de área privativa e três vagas de garagem. No primeiro leilão, o lance inicial é de R$ 5.360.000,00, enquanto no segundo leilão o valor sobe para R$ 12.802.401,48.

Já o imóvel com maior desconto é um terreno em Araçoiaba da Serra (SP), com 403,37 m² de área total e 1.047,47 m² de área do terreno. Ele apresenta uma redução de 76% em relação ao valor de avaliação. No primeiro leilão, está avaliado em R$ 1.240.904,27, e no segundo leilão o preço cai para R$ 299.561,78.

 Como participar

Para participar dos leilões da Caixa, os interessados devem acessar o site da Leilão VIP (www.leilaovip.com.br), realizar o cadastro e habilitar-se. Todas as informações detalhadas sobre os imóveis, condições de pagamento e regras de participação estão disponíveis na plataforma.

  SOBRE A LEILÃO VIP:

A Leilão VIP, integrante do Grupo VIP Leilões, é referência no mercado de leilões há mais de 25 anos, especializada na organização de leilões judiciais e extrajudiciais. Oferece oportunidades diversificadas de aquisição de imóveis, veículos e outros bens com descontos atrativos e condições facilitadas, como financiamentos e lances online. Com foco em transparência e inovação, permite que participantes de todo o Brasil e do mundo acessem seus eventos de forma segura e eficiente.

Itajaí entra no radar dos "yield hunters": boom demográfico, pouca oferta de aluguel e retornos acima da média

Com crescimento populacional de cerca de 44% em dez anos e uma economia diversificada com porto e comércio exterior, indústria e turismo náutico, Itajaí vive escassez de imóveis para locação e passa a atrair os "yield hunters", caçadores de renda que miram ativos com alto retorno. Na FipeZAP, a cidade soma alta de 9,78% nos últimos 12 meses (R$ 12.712/m²) e um mercado de aluguel com rentabilidade média nacional próxima de 6% a.a., combinação que sustenta demanda, reduz vacância e abre prêmio de retorno para o investidor.

 

Itajaí, no Litoral Norte catarinense, virou alvo do investidor “yield hunter”, o caçador de renda que mira ativos com alto retorno, por um combo raro: forte crescimento populacional, economia diversificada (porto, comércio exterior, indústria e turismo náutico) e um mercado de locação ainda apertado. Em dez anos, a cidade saiu da casa de 180 mil/200 mil habitantes para 264.054 no Censo 2022, avanço de cerca de 44%, um dos maiores do Sul, segundo o IBGE, o que pressiona a demanda por moradia e sustenta preços e aluguéis em alta. No recorte mais recente de venda residencial da FipeZap, Itajaí acumula alta de 9,78% em 12 meses, com preço médio de R$ 12.712/m², acima do índice nacional, de 6,83%. 

“Para o investidor de renda, o yield hunter, Itajaí é um caso atípico no Brasil: porto ativo com efeito multiplicador, indústria e serviços diversificados, turismo náutico em alta, parceria entre público e privado para acelerar novos projetos de infraestrutura e migração consistente que mantém a demanda por moradia pressionada. Esse conjunto gera vacância baixa e prêmio de rentabilidade, e tende a sustentar valorização no longo prazo, porque a economia local é sustentável e segue ascendente. Empreendimentos de alto padrão pensados em conforto para o usuário e em investidores que querem gerar renda com locação, com localização central, plantas eficientes e serviços que reduzem fricção, performam melhor nesse ambiente ao atender a demanda reprimida com produto adequado”, afirma Erivelto Saes, CEO da Saes empreendimentos, empresa que integra o Grupo Saes, com mais de 50 anos de atuação na cidade e que tem em seu portfólio mais de 1 milhão de m² construídos.

O apetite se explica também por um retrato macro do aluguel no país: a rentabilidade média anualizada do mercado residencial está perto de 6% ao ano, com algumas cidades acima disso,  um parâmetro que muitos investidores usam como base para novas compras. Em setembro, a Fipe apurou rental yield de 5,94% a.a. na média das cidades monitoradas, com várias praças acima de 6% a.a.

Em Itajaí, corretores e gestores relatam “fila de espera” por unidades bem localizadas, prontos para alugar ou em fase final de obra. A percepção é corroborada pelos números de preço: além da alta de 9,78% em 12 meses, Itajaí soma 7,65% em 2025 (acumulado no ano até outubro), ambos acima da inflação do período. Para o investidor de renda, o quadro combina: valorização do principal + aluguel recorrente + vacância baixa.

Na vitrine dos projetos que miram esse público, o Arbo 1755, da Saes Empreendimentos, está sendo erguido na Rua Heitor Liberato, eixo central com transporte público e ciclovia. O prédio oferece tipologias de 62 a 76 m² (1 suíte + 1 dormitório ou 2 suítes), áreas comuns com coworking, academia, espaços gourmets e rooftop, além de reuso de águas pluviais e LED nas áreas comuns. O enfoque, segundo a empresa, é o morador que busca “upgrade” e o investidor que mira liquidez de locação no centro administrativo e de serviços.

“Para quem persegue renda, a leitura é direta: demografia em alta desde 2010/2015, base econômica diversificada, estoque de locação curto nos bairros centrais e preços de venda ainda com upside, frente a praças catarinenses mais visíveis. No jargão dos fundos, Itajaí ‘fecha a conta’: yield competitivo hoje, com ótimo potencial de ganho de capital no médio prazo. É a equação favorita do yield hunter”, conclui Erivelto. 

Sobre o Grupo Saes

Com mais de 50 anos de atuação e mais de 1 milhão de m² construídos, o Grupo Saes é uma empresa catarinense de referência na construção civil, reconhecida pela solidez, inovação e qualidade técnica. O portfólio reúne empreendimentos residenciais em Itajaí, Camboriú, Itapema e Gaspar, por meio da Saes Empreendimentos, e o complexo logístico Ciway 470, pela empresa Ciway, em Navegantes. Em 2025, o grupo avança na expansão regional com projetos no Rio Grande do Sul (Gramado), alinhando arquitetura autoral, sustentabilidade e valorização urbana.
Site: https://www.saesempreendimentos.com.br/

Porto Belo lidera ranking das cidades que mais venderam imóveis no país nos últimos 90 dias

Levantamento da plataforma DWV, que monitora lançamentos e transações em tempo real, aponta uma redistribuição da demanda imobiliária no país, em que o litoral catarinense, ao lado de novas praças como João Pessoa e Curitiba, assume peso crescente nas decisões de compra e investimento. Nesse ambiente de concorrência acirrada por atenção e liquidez, a JH Marketing, liderada por Jordan Hang, tem apoiado construtoras e incorporadoras ao integrar dados, narrativa de marca e gestão comercial com inúmeros casos comprovados de vendas aceleradas e posições de destaque em mercados emergentes.

 

Nos últimos 90 dias, seis cidades brasileiras se destacaram pela velocidade de vendas de imóveis residenciais, segundo dados da DWV, plataforma nacional de inteligência que monitora lançamentos e transações imobiliárias em tempo real. O topo do ranking ficou com Porto Belo (SC), que registrou 1.058 unidades comercializadas no período, à frente de Itapema (728), Itajaí (628), Curitiba (587), Balneário Camboriú (192) e João Pessoa (156).

Embora tenha menos habitantes e área reduzida em comparação a outros polos imobiliários, Porto Belo tem consolidado uma trajetória que une turismo, segunda moradia e uma nova geração de empreendimentos próximos ao mar voltados ao alto padrão. O volume de 1.058 unidades vendidas em apenas três meses indica um mercado com forte liquidez e apetite do comprador, especialmente em projetos situados perto da orla e em eixos que se conectam às principais praias e serviços da região.

Para o especialista em marketing e gestão imobiliária Jordan Hang, CEO da JH Marketing, os números de Porto Belo funcionam como um termômetro das mudanças em curso no mapa dos investimentos.

“Porto Belo é um exemplo de como a combinação entre planejamento urbano, bons produtos e leitura precisa de demanda pode reposicionar uma cidade no radar nacional. Há poucos anos, ela era vista quase exclusivamente como extensão de outros destinos do litoral norte catarinense. Hoje, passa a ser protagonista em volume de vendas, com ticket médio crescente e projetos que competem em padrão com mercados já consolidados”, afirma Hang.

Segundo ele, que presta consultoria para empreendimentos de peso de construtoras em todo o Sul do país e que acumula uma série de casos de sucesso de alavancagem de vendas em tempo recorde, o desempenho recente de Porto Belo também expõe uma ruptura no modo como construtoras e incorporadoras estruturam lançamentos.

“O jogo deixou de ser apenas ‘lançar bem localizado’ e virou ‘lançar com estratégia de marca, narrativa consistente e operação comercial altamente técnica’. Em mercados muito competitivos, como o litoral catarinense, quem não integra dados, comunicação e força de vendas tende a perder velocidade e margem. Cidades como Porto Belo e Itajaí mostram que, quando o produto certo encontra a mensagem certa e o preço certo, a absorção acontece em janelas de tempo cada vez menores”, avalia Hang, que neste e no próximo ano deve acumular R$ 2 bi em VGV sob a sua gestão.

A JH Marketing, fundada há quatro anos em Santa Catarina, tem atuado nos bastidores dessa transformação. A empresa trabalha com um modelo baseado em alta performance: só é remunerada quando o cliente vende. Nos últimos anos, a consultoria participou de lançamentos que tiveram todas as unidades comercializadas em poucos dias e registraram aumentos relevantes no Valor Geral de Vendas (VGV) após reposicionamento de marca e ajustes de estratégia comercial.

Hang afirma que o papel de empresas especializadas em gestão de marketing e vendas ganhou peso em um cenário em que o volume de lançamentos cresce, mas a atenção do comprador não acompanha na mesma proporção.

“O Brasil vive um momento em que várias cidades disputam o mesmo investidor, o mesmo comprador de segunda moradia e o mesmo fundo. Em vez de competir apenas em preço, as empresas que estão na frente — em Porto Belo, Itapema, Curitiba, João Pessoa — aprenderam a construir percepção de valor. Isso passa por desenhar o produto certo para aquele território, precificar com base em dados e criar uma história que faça sentido para o público. Quando isso acontece, a velocidade de vendas deixa de ser acaso e passa a ser método”, diz.

No litoral de Santa Catarina, a liderança de Porto Belo não ocorre de forma isolada. Conforme o estudo da plataforma e que também serve como um dos inúmeros indicadores para as análises de Hang,  Itapema, com 728 imóveis vendidos no período, mantém uma forte presença de lançamentos sofisticados que atraem investidores de todo o país, enquanto Itajaí, com 628 unidades, combina um mercado sólido, ancorado na economia portuária, a bairros emergentes que passam por um ciclo intenso de verticalização e valorização. Balneário Camboriú, apesar do número absoluto menor (192 unidades), segue com o metro quadrado mais valorizado do Brasil e confirma sua força no segmento de altíssimo padrão.

Fora do eixo catarinense, Curitiba aparece com 587 unidades vendidas, o que reflete um mercado mais maduro e diversificado, com produtos que vão de studios compactos a empreendimentos familiares em bairros consolidados. Já João Pessoa, com 156 unidades, simboliza a curva de crescimento constante do Nordeste, impulsionada por projetos modernos, voltados tanto a moradores locais quanto a compradores de outras regiões em busca de valorização e qualidade de vida em cidades litorâneas ainda com espaço para expansão.

Para o mercado imobiliário, o recado é duplo: por um lado, confirma a força do litoral catarinense em valorização; por outro, mostra que capitais consolidadas e novas fronteiras de expansão, como João Pessoa, também podem disputar espaço desde que combinem projeto, planejamento e inteligência comercial. Porto Belo, a “pequena gigante” do ranking, é símbolo desse novo ciclo.

Sobre a JH Marketing

A JH Marketing é uma empresa brasileira especializada em gestão estratégica de lançamentos imobiliários, com foco em atender construtoras e incorporadoras para aumentar a performance e a valorização da marca. Fundada por Jordan Hang, referência nacional em marketing e vendas, a empresa desenvolve planos personalizados que integram planejamento de alta complexidade, com soluções que envolvem a tecnologia e o humano.  Atuam  desde a concepção do produto até o posicionamento no mercado. Reconhecida por sua metodologia e sistemas exclusivos, a JH Marketing transforma empreendimentos em marcas desejadas e rentáveis.

Governo Federal Reduz Projeção do Salário Mínimo para 2026; saiba qual é o novo valor

O governo federal revisou para baixo a projeção do salário mínimo de 2026. A nova estimativa, enviada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) ao Congresso, indica que o piso deve ficar em R$ 1.627, quatro reais abaixo da previsão anterior, de R$ 1.631.

A atualização consta dos documentos que subsidiam a análise do projeto de Orçamento do próximo ano e reflete a nova expectativa para a inflação — um dos principais componentes da fórmula de reajuste anual do piso nacional. Com a recente desaceleração dos preços, o índice deve encerrar 2025 abaixo do previsto, levando à redução da projeção.

Em nota, o MPO explicou que a estimativa “reflete variação nos parâmetros, e o valor definitivo só será conhecido no início do ano”, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 10 de dezembro. O INPC é a base usada para calcular o reajuste do salário mínimo.

O salário mínimo serve de referência para uma série de despesas federais, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e abono salarial. Uma projeção mais baixa tende a aliviar esses gastos, mas o impacto final depende do número de beneficiários e da dinâmica de entrada e saída nos programas.

O Ministério do Planejamento reforçou ainda que caberá ao Congresso avaliar possíveis ajustes durante a tramitação do Orçamento. As estimativas poderão ser revisadas novamente ao longo de 2026, conforme as avaliações bimestrais previstas na legislação fiscal.

Apesar da redução, o valor final não deve se distanciar muito da nova projeção. A fórmula de correção considera a inflação acumulada em 12 meses até novembro e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas o reajuste possui um limite: até 2,5% acima da inflação, conforme determina o arcabouço fiscal.

Com a divulgação do INPC nos próximos dias, o novo salário mínimo deve ser confirmado e incorporado à versão final do Orçamento aprovado pelo Congresso.

STF não retira proteção do passageiro; direitos continuam válidos, alerta advogada
A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicada na última quarta-feira (26), provoca dúvidas entre passageiros e consumidores quanto aos seus direitos nos casos de disputas judiciais contra companhias aéreas. Toffoli determinou a suspensão de processos que discutem atrasos ou cancelamentos de voo relacionados exclusivamente a caso fortuito externo, ou seja, situações imprevisíveis e inevitáveis, como condições climáticas severas, falhas de infraestrutura aeroportuária ou determinações de autoridades públicas. Porém, a suspensão não se aplica à totalidade das ações contra companhias aéreas em tramitação no país.
 
De acordo com a advogada Aline Heiderich, especialista em Direito do Passageiro Aéreo e representante do autor do processo que originou o recurso analisado pelo Supremo, continuam tramitando normalmente as ações relacionadas a overbooking, falhas internas, problemas mecânicos, falta de tripulação e cancelamentos injustificados.
 
Também seguem amparadas pelo Código de Defesa do Consumidor e pela Resolução 400 da ANAC as ações que tratam de alterações unilaterais de voo, desorganização operacional, negativa de assistência e outras situações decorrentes da operação regular das companhias aéreas.
“Os direitos do passageiro permanecem absolutamente íntegros nos casos em que a falha decorre da própria empresa. A suspensão atinge apenas os processos que discutem eventos totalmente alheios à operação da companhia”, afirma Heiderich.
 
O que originou o processo?
 
O caso específico que chegou ao STF envolve a Azul Linhas Aéreas, que alegou que uma queimada na região da Floresta Amazônica teria impedido o prosseguimento de um voo que seria realizado no mês de agosto de 2025, do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, ao aeroporto de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. 
 
A justificativa, de acordo com a Dra. Aline Heiderich, não se comprovou. Segundo a advogada, o juiz do Rio de Janeiro entendeu que a empresa não demonstrou tecnicamente que o suposto incêndio inviabilizou a operação e, por isso, manteve a responsabilidade da companhia. Antes do processo chegar ao STF, a Azul tinha sido condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a indenizar o passageiro em R$ 8 mil por danos morais, além de reembolsar despesas com alimentação. 
 
No processo consta ainda que, ao optar por transportar os passageiros por via terrestre, a empresa deveria ter garantido condições adequadas e seguras, o que, de acordo com o autor da ação, não ocorreu, pois o ônibus fornecido estaria em situação precária, ponto que reforçaria a responsabilidade da companhia mesmo diante de alegações de força maior.
 
Entenda a discussão
 
A advogada explica que o ponto central da discussão jurídica é a distinção entre fortuito externo e fortuito interno. O fortuito externo envolve situações totalmente alheias à atividade da companhia, como tempestades severas, queimadas ou falhas estruturais do aeroporto, e é justamente esse grupo de casos que está temporariamente suspenso, até que o STF defina qual legislação deve prevalecer, se o Código Brasileiro de Aeronáutica, que limita a indenização em algumas hipóteses excepcionais, ou o Código de Defesa do Consumidor, que garante reparação integral.
 
Já o fortuito interno refere-se a problemas que decorrem da própria operação da companhia aérea, como manutenção, troca de aeronave, atrasos por logística interna, ausência de equipe e demais falhas previsíveis ou controláveis. Em todas essas hipóteses, a responsabilidade permanece integral e não há qualquer suspensão determinada pelo STF, segundo a advogada.
 
O que muda com a decisão do STF
 
Aline Heiderich reforça que os passageiros continuam protegidos. Quem enfrentar hoje um cancelamento injustificado, atraso por falha operacional, overbooking ou extravio de bagagem segue plenamente amparado pela legislação. A assistência material também continua obrigatória, mesmo nos casos de fortuito externo, e inclui comunicação, alimentação, hospedagem e reacomodação sempre que necessário. “Nada mudou para o passageiro no dia a dia. Se houve falha da companhia, os direitos seguem exatamente os mesmos. A suspensão não retira nenhuma garantia e não paralisa a maioria das ações que já tramitam”, enfatiza.
 
Processos suspensos, mesmo com admissão das falhas
 
Apesar de a decisão do STF não suspender todos os casos, o efeito imediato já começa a gerar confusão. A advogada Aline Heiderich relata que, apenas na última sexta-feira, 28/11, processos nos estados do Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em que as companhias aéreas admitiram as falhas ocorridas na prestação de serviços ao passageiro, foram suspensos de maneira equivocada, e cita genericamente o entendimento do STF sem distinguir entre fortuito externo e problemas operacionais internos.
 
Momento atual
 
Agora, o STF analisará qual regime jurídico deve prevalecer especificamente nos casos excepcionais de fortuito externo. Até lá, todas as demais ações continuam em curso normal. Para a advogada Aline Heiderich, o mais importante é que o consumidor não deixe de exercer seus direitos por receio ou por interpretações equivocadas da decisão. “É essencial que a população compreenda que somente uma pequena parcela dos processos foi suspensa. Todo o restante continua tramitando, e o passageiro permanece totalmente protegido contra abusos e falhas operacionais das companhias aéreas”, finaliza.
  
 
Aline Heiderich Bastos é advogada, empresária, mentora e influenciadora digital. Fundadora do maior escritório de defesa do passageiro aéreo do Brasil, já conquistou vitórias judiciais para mais de 15 mil viajantes. Com mais de 400 mil seguidores no Instagram @dra.consumidor, é reconhecida pela linguagem direta e acessível, que traduz o direito do consumidor de forma simples e sem juridiquês. Seu lema é: “ensinar trem difícil de forma fácil”.
 
Pós-graduada pela PUC-Rio e com 15 anos de experiência na área, Aline também comanda o escritório Meu Dano Moral, especializado em casos de problemas de consumo, como compras não entregues, cobranças indevidas e interrupções de serviço. Seu time é formado por mais de 50 advogadas, compondo uma equipe 100% feminina. Além da atuação jurídica, Aline é mentora de advogadas que desejam trilhar o mesmo caminho de crescimento e autoridade no direito do consumidor. Já participou de diversos podcasts e programas de televisão, como o Jornal da Record e o Sem Censura (TV Brasil).
 
 
 
Dívida do Governo Federal Sobe e Chega a R$ 8,25 Trilhões

A dívida pública federal do Brasil subiu 1,62% em outubro em relação a setembro, atingindo R$ 8,254 trilhões, segundo informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (27).

Do total, R$ 7,948 trilhões correspondem à dívida interna, enquanto a dívida externa chegou a R$ 305 bilhões.

Em relação à composição da dívida, o Tesouro detalhou que:

21,44% são títulos prefixados (com juros definidos no momento da emissão);

26,68% são títulos corrigidos por índices de preços;

48,19% são papéis com taxas flutuantes;

3,68% são papéis cambiais, ligados à variação do dólar.

Segundo o órgão, a alta da dívida em outubro ocorreu devido à emissão líquida de R$ 41,38 bilhões e à apropriação positiva de juros de R$ 90,12 bilhões.

O Tesouro também informou que a reserva de liquidez da dívida pública, uma espécie de “colchão” para garantir o pagamento dos compromissos, subiu 1,5% em termos nominais, chegando a R$ 1,048 trilhão. Na comparação anual, a reserva cresceu 27,38% em relação a outubro de 2024.

Cresce número de setores industriais confiantes, mas quadro geral ainda é de pessimismo

Empresários de nove dos 29 setores da indústria encerram novembro confiantes, mostram os Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (28). Embora a maioria dos segmentos industriais continue pessimista, o resultado revela ligeira melhora no quadro geral, já que apenas cinco setores haviam fechado o mês de outubro otimistas.

“A alta da confiança está atrelada, principalmente, à melhora das expectativas dos empresários em relação às próprias empresas e à economia, mas a avaliação da conjuntura atual continua bastante negativa, sobretudo por causa dos juros elevados. Isso ainda segura a retomada do otimismo de forma mais ampla”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O ICEI do setor de perfumaria, limpeza e higiene pessoal subiu 6 pontos entre outubro e novembro. Com isso, o segmento se tornou o mais confiante da indústria, com 56,9 pontos. Por outro lado, o índice desabou 5,9 pontos no setor de biocombustíveis, para 40,6 pontos, fazendo desse segmento o mais pessimista. Vale lembrar que o ICEI vai de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam empresários com falta de confiança e, acima, com confiança. 

Indicador sobe em todos os portes, mas não reverte quadro pessimista
O indicador subiu entre todos os portes de empresas pelo segundo mês consecutivo. Entre as pequenas indústrias, cresceu 1,6 ponto, para 48,3 pontos, o maior patamar para o segmento desde janeiro. Nas médias empresas, o ICEI teve alta de 0,8 ponto, para 48,7 pontos, enquanto nas grandes aumentou 0,3 ponto, de 48,6 pontos para 48,9 pontos. 

As indústrias de todos os portes continuam sem confiança, mas os resultados positivos recentes sinalizam que essa percepção negativa tem perdido força. 

Centro-Oeste volta a patamar de confiança
No Centro-Oeste, o índice avançou 3,5 pontos, de 49,6 pontos para 53,1 pontos, apontando que os empresários da região passaram a um estado de confiança. Esses industriais se juntaram aos empresários do Nordeste, cujo índice não mudou entre outubro e novembro. 

Embora o ICEI tenha subido no Norte, no Sul e no Sudeste, os industriais dessas três regiões seguem sem confiança. No Norte, o indicador subiu 1,8 ponto, para 48,5 pontos; no Sul, 1,2 ponto, para 46,3 pontos; e no Sudeste, 0,5 ponto, para 47,3 pontos.

Sobre o ICEI Setorial
Para esta edição do ICEI Setorial, a CNI consultou 1.747 empresas: 718 de pequeno porte; 617 de médio porte; e 412 de grande porte, entre 3 e 12 de novembro de 2025.

Produção nacional em defesa criaria 200 mil empregos e R$ 9 bilhões em tributos, aponta CNI

Um novo simulador de impacto elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que se o Brasil produzisse cerca de um terço dos produtos de defesa e segurança que hoje importa, o país poderia criar 226 mil empregos diretos e indiretos e arrecadar R$ 9,9 bilhões em tributos indiretos e contribuições sociais. O estudo mostra ainda que o impacto total no valor da produção seria de R$ 60,9 bilhões. 

Os dados foram apresentados nesta quinta (27), durante a 26ª reunião do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (Condefesa), que aconteceu na sede da CNI, em Brasília, e reuniu empresários, especialistas e representantes das forças armadas brasileira. 

O simulador mede os efeitos socioeconômicos de substituir importações por produção interna, considerando os impactos em emprego, renda e arrecadação fiscal. Atualmente, o Brasil importa, em média, R$ 70,8 bilhões por ano em produtos de defesa e segurança, com itens que vão desde coletes balísticos e trajes antibombas até mísseis e peças e componentes para aeronaves militares. 

O presidente do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa e da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mário Aguiar, explica que o Brasil já conta com base industrial de defesa capaz de produzir armamentos, radares, mísseis e aeronaves militares, mas ainda depende fortemente da importação de insumos críticos e produtos acabados.

“Compras públicas de defesa são um instrumento estratégico para estimular a produção nacional, adensar cadeias industriais e impulsionar pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) com efeitos multiplicadores em toda a economia”, reforça.  

Investimento em defesa e segurança: mais soberania e tecnologia 
Atualmente, mais de 90% das importações no setor são de uso dual, com aplicação tanto militar quanto civil. Essa característica amplia o potencial de desenvolvimento tecnológico e produtivo, com transbordamentos para setores como telecomunicações, aeroespacial, automotivo, cibernético e energético. A nacionalização, mesmo parcial, pode reduzir a vulnerabilidade externa em setores sensíveis, estimular a inovação e fortalecer a soberania tecnológica do país. 

Danilo Severian, especialista em políticas e indústria da CNI, explica que o fortalecimento da base industrial de defesa tem efeitos estruturantes sobre cadeias produtivas de alta complexidade e atua como vetor de inovação transversal. “É um setor capaz de elevar o patamar tecnológico do país e criar oportunidades tanto para grandes empresas quanto para startups e centros de pesquisa”, explica. 

Oportunidade para atrair mão de obra qualificada 
Caso o Brasil produza 30% do que hoje importa em produtos de defesa, os empregos criados para atender a essa nova demanda seriam, em grande parte, de alta qualificação técnica. Isso porque o setor envolve atividades intensivas em tecnologia, engenharia e inovação. 

A simulação do Observatório Nacional da Indústria projeta a geração de 123 mil vagas formais caso o Brasil fizesse essa produção, das quais 6.900 seriam ocupações inovativas, 2.426 em áreas técnico-científicas ligadas à pesquisa e desenvolvimento (P&D), 5.393 para técnicos e tecnólogos e 1.241 para engenheiros. 

Severian explica que esse perfil reforça o potencial do setor de defesa como um polo de atração e retenção de profissionais altamente qualificados, com impacto positivo na formação de competências estratégicas e na disseminação de conhecimento técnico e científico em toda a economia.

“Além de gerar emprego e renda, o fortalecimento da base industrial de defesa cria oportunidades de carreira em áreas de ponta e pode contribuir para reduzir a evasão de talentos brasileiros para o exterior”. 

Sinduscon Foz do Rio Itajaí encerra 2025 com reconhecimento a empresas e reforça protagonismo da construção civil na economia regional
O Sinduscon Foz do Rio Itajaí realizou, nesta terça-feira (25), sua confraternização anual marcada por homenagens, balanço institucional e reforço do papel estratégico da construção civil no desenvolvimento das cidades da região. O evento, realizado no Clube Atiradores, reuniu empresários, lideranças municipais, representantes de entidades e parceiros que contribuíram para consolidar 2025 como um dos anos mais expressivos para o setor em Santa Catarina.
 
O desempenho da construção civil na base territorial do Sinduscon confirma o crescimento consistente da região: Itajaí (8º), Navegantes (17º), Penha (35º) e Balneário Piçarras (26º) figuram entre os 35 municípios que mais empregaram no setor no Estado. Os números reforçam a força da cadeia produtiva e seu impacto direto no desenvolvimento urbano e econômico.
 
Reconhecimento às empresas e parceiros
 
A cerimônia iniciou com homenagens às empresas patrocinadoras do Sinduscon em 2025 — Caixa Econômica Federal, Eliane Revestimentos Cerâmicos e SSBOX — reconhecidas pelo suporte contínuo e pela parceria essencial para a execução das agendas institucionais da entidade.
 
Na sequência, o Sinduscon destacou empresas que completaram 15, 20, 25, 35 e 40 anos de fundação, além de organizações que atingiram 10, 15 e 20 anos de associação ao sindicato. As homenagens reconhecem trajetórias fundamentais na consolidação da construção civil como um dos setores mais relevantes da economia da Foz do Rio Itajaí.
 
O presidente Eduardo Agostini ressaltou o papel transformador do segmento:
“Essas homenagens reforçam a importância da construção civil para a economia regional. São décadas de geração de emprego, fortalecimento da cadeia produtiva e contribuição direta para o desenvolvimento das nossas cidades.”
 
Os prefeitos das quatro cidades da base territorial também participaram do evento, reforçando a relevância do Sinduscon como agente técnico nas discussões urbanas e econômicas da região.
 
Lançamento do Selo Ambiental Sinduscon
 
Um dos pontos altos da noite foi o lançamento do Selo Ambiental Sinduscon, apresentado pelo vice-presidente Gustavo Bernardi. A iniciativa reconhece projetos e obras que adotam soluções sustentáveis desde a concepção até a execução.
 
Segundo Bernardi, o selo foi estruturado em dois modelos:
• um focado nas soluções sustentáveis presentes no projeto,
• outro dedicado às práticas aplicadas no canteiro de obras.
 
“O objetivo é incentivar iniciativas responsáveis e reforçar o compromisso da construção civil com o meio ambiente”, destacou.
 
Empresas homenageadas
 
15 anos de fundação
ACT Construtora, Copas Empreendimentos, Terrassa Construtora, Dinâmica Construções, D6 Empreendimentos, Readequa Industrial, Clarus Construtora, CK Construções.
 
20 anos de fundação
Ohmni Arquitetura + Engenharia, Lotisa Empreendimentos, NWO Arquitetura Imobiliária.
 
25, 35 e 40 anos de fundação
Forrotec Sistemas Construtivos, Le Soluções, Conjel Contabilidade, Raymundi Incorporação e Construção.
 
10 anos de associação
Dinâmica Construções e Incorporações, Clarus Construtora e Incorporadora, Concrebrás, Construttore Empreendimentos, Gesso Blanco, MMC Administradora e Incorporadora, Realsec Empreendimentos.
 
15 anos de associação
Edificart Construtora e Incorporadora, Êxito Incorporações, Inbrasul Construtora.
 
20 anos de associação
CAS Empreendimentos.
Itajaí arma megaesquema de segurança para receber transatlânticos e reforça posição de destaque no turismo nacional

Itajaí inicia neste domingo (30) mais uma temporada de transatlânticos com um dos maiores esquemas de segurança e organização turística do Sul do Brasil. Com 37 escalas confirmadas, a cidade consolida sua posição como referência nacional no embarque e desembarque de passageiros, devendo receber milhares de turistas ao longo dos próximos meses.

Fora da área portuária, o policiamento será realizado de forma integrada pela Polícia Militar, Guarda Municipal e Codetran, com foco na fluidez do trânsito, monitoramento das vias de acesso e proteção tanto de visitantes quanto de moradores. O reforço na segurança acompanha o aumento da demanda turística e o crescimento do fluxo de passageiros na cidade.

A relevância de Itajaí no circuito de cruzeiros motivou o Comando-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina a enviar equipes especializadas para apoio operacional. Efetivos do Batalhão de Choque e da Cavalaria atuarão na Marejada, no trajeto até o porto e em pontos turísticos estratégicos. O objetivo é ampliar a presença ostensiva e garantir uma recepção organizada, eficiente e acolhedora aos passageiros.

Além dos turistas que passam por Itajaí em trânsito, o terminal deve registrar um grande movimento de embarque e desembarque. Estão programados 977 embarques e 970 desembarques somente no dia de abertura da temporada. Com isso, o terminal deverá operar com praticamente mil passageiros em cada fluxo, exigindo uma estrutura robusta de logística, segurança e atendimento.

O volume de pessoas pode ser ainda maior a bordo dos navios. Cada embarcação tem capacidade para transportar até 4.500 passageiros, e a estimativa é de que cerca de 3.000 turistas desembarquem em média por escala.

No balanço da temporada 2024/2025, Itajaí registrou 154.646 passageiros movimentados, sendo 106.886 em trânsito e 45.260 embarques realizados na cidade. A projeção para 2025/2026 mantém a tendência de crescimento, impulsionada pelo aumento das escalas e pela maior procura pelo destino.

Com a perspectiva de uma temporada aquecida, o município já planeja um receptivo especial para marcar a experiência dos turistas. A Secretaria de Turismo desenvolve uma série de atrações culturais e ações de boas-vindas para reforçar a identidade local e fortalecer a imagem de Itajaí como um dos principais destinos de cruzeiros do Brasil.

Black friday deve movimentar o comércio de Itajaí e antecipar as compras de natal

A Black Friday deixou de ser apenas um evento promocional para se tornar o ponto de partida do Natal no varejo brasileiro e em Itajaí não será diferente. O que antes era uma data isolada no calendário agora se consolida como um período estratégico, capaz de antecipar compras e aquecer o movimento das lojas antes da tradicional corrida de dezembro.

De acordo com a pesquisa Intenção de Compras para o Natal 2025, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 70% dos consumidores brasileiros afirmam que vão aproveitar a Black Friday para comprar os presentes de Natal. Destes, 24% sempre antecipam parte ou todas as compras, enquanto 45% pretendem aproveitar apenas algumas promoções.

O presidente da CDL Itajaí, Laerson Batista da Costa, destaca que o comércio local está preparado para receber consumidores que buscam ofertas reais, condições especiais e uma experiência de compra mais planejada. 

Descontos que influenciam decisões

O comportamento do consumidor também vem mudando. A pesquisa revela que 31% gastam menos no Natal porque antecipam compras na Black Friday, enquanto 21% acabam gastando mais por conta das ofertas atrativas.

A racionalidade tem ditado o ritmo das escolhas: entre aqueles que compram presentes na Black Friday, 46% definem o local de compra pelo preço, 35% pelas promoções, 24% pelo valor do frete e 23% pelo prazo de entrega. Já 82% pretendem comparar preços antes de fechar a compra, principalmente pela internet.

Unifique busca novas empresas parceiras para expansão de operações em Santa Catarina

A Unifique, uma das principais operadoras de telecomunicações do Sul do Brasil, está ampliando sua rede de parceiros e convida empresas especializadas em instalação e manutenção de redes de fibra óptica a se juntarem ao seu ecossistema de crescimento. 

A companhia busca empresas estruturadas, com mínimo de cinco equipes ativas, experiência comprovada em redes FTTH e corporativas e comprometimento com qualidade e prazos. As oportunidades são para atuação regional em Santa Catarina, com destaque para os municípios de Blumenau, Itajaí, São José e Joinville. 

Entre os diferenciais oferecidos pela Unifique estão contratos contínuos, parcerias sólidas e de longo prazo, além do suporte de uma empresa consolidada, reconhecida há seis anos consecutivos pela Anatel como a melhor operadora de banda larga fixa do Sul do Brasil. 

O objetivo é fortalecer a infraestrutura de conectividade e ampliar a capacidade de atendimento em toda a região, garantindo mais agilidade e eficiência na expansão da rede de fibra óptica. 

Empresas interessadas em participar da seleção podem enviar seu portfólio ou CNPJ para análise diretamente nos canais oficiais da Unifique. 

Construtora de SC mobiliza colaboradores, parceiros e comunidade para beneficiar mais de 200 crianças em Natal do Bem

Terceira edição da ação solidária promovida pela Lotisa incentiva população, corretores, clientes e fornecedores a adotar uma cartinha e distribuir presentes natalinos. Neste ano, a iniciativa vai beneficiar crianças em situação de vulnerabilidade atendidas por dois projetos de Itajaí: Ação Social São Francisco de Assis e ABCidade. Os interessados podem retirar uma carta e entregar os presentes até 8 de dezembro.

Uma construtora catarinense está mobilizando colaboradores, corretores de imóveis, fornecedores, clientes e a comunidade em uma ação solidária que vai beneficiar mais de 200 crianças de Itajaí. A terceira edição do Natal do Bem, da Lotisa Empreendimentos, incentiva a adotar uma cartinha natalina escrita por crianças em situação de vulnerabilidade atendidas pelos projetos Ação Social São Francisco de Assis e ABCidade, ambos localizados na cidade-sede da empresa. A iniciativa segue até 08 de dezembro e é aberta à população que desejar participar.

Com o tema “Navegando juntos para um Natal de esperança”, a ação solidária da construtora quer reforçar a mensagem de que as crianças são um “porto à espera de esperança”. Os padrinhos e madrinhas podem retirar a cartinha diretamente na sede da Lotisa (avenida Ministro Victor Konder, 360, bairro Centro) ou fazer o cadastro on-line neste link para receber a carta via Whatsapp. Os presentes deverão ser entregues até dia 8 de dezembro para garantir a entrega aos pequenos.

“O Natal do Bem é um dos momentos mais especiais do nosso calendário e reforça o compromisso que temos com a responsabilidade social e o desenvolvimento humano. É quando unimos esforços com a comunidade, com os nossos parceiros e clientes para levar alegria e esperança a quem mais precisa. Acreditamos que pequenos gestos podem transformar o Natal de muitas famílias”, destaca Bárbara Inthurn, da Lotisa Empreendimentos.

O Natal do Bem da Lotisa já atendeu mais de 320 crianças em Itajaí nas últimas duas edições.

Sobre a Lotisa Empreendimentos

Sob a liderança de seu fundador, Fábio Inthurn, a Lotisa Empreendimentos consolidou-se como uma das principais incorporadoras de Itajaí e da Praia Brava, no litoral norte catarinense. Em duas décadas de atuação, a empresa já entregou mais de 25 empreendimentos e 1.600 imóveis, com cerca de 1.000 unidades em construção atualmente. Com uma trajetória de excelência e reconhecimento no mercado local, a Lotisa agora se prepara para sua entrada estratégica em Balneário Camboriú, reforçando seu compromisso com a inovação, a qualidade construtiva e a valorização de seus projetos.

Mais informações: http://www.lotisa.com.br

 

Axis Empreendimentos inova com flats de alto padrão em Bombinhas

Com mais de uma década de atuação e raízes na Serra Gaúcha, o Grupo Borghetti Von Brock (BVB) vive um momento emblemático em Bombinhas. A chegada da Axis Empreendimentos S.A., braço imobiliário do Grupo BVB, ao litoral centro-norte de Santa Catarina — que teve seu ápice no sábado (22) com a entrega do Liv Exclusive Flat — representa, para os sócios-proprietários Daniel Borghetti e Iuri Von Brock, um claro sentimento de dever cumprido. Trata-se do resultado de um ciclo de esforço, redirecionamento e expansão cuidadosamente planejado.


A mudança do eixo de atuação para Bombinhas, destino frequentado pelas duas famílias há décadas, marca não apenas a migração do modelo de negócio da Serra Gaúcha para o litoral catarinense, mas também a transferência da cultura empresarial e dos valores que moldaram a trajetória da marca. Esses princípios, fortemente associados ao trabalho, à originalidade e ao propósito de impactar positivamente novos territórios, agora ganham expressão na cidade.


A escolha por Bombinhas foi natural. Além da paisagem singular e de um ambiente que, segundo Iuri, “fala por si só”, há um vínculo afetivo antigo com a região. “A gente vem para cá há muitos anos. Vivemos essa energia, essa vibe diferente que Bombinhas tem. Então, se era para se desafiar, tinha que ser aqui, na cidade que a gente gosta tanto”, reforça o executivo.


A percepção é compartilhada por Daniel. Para o presidente da Axis, o modelo flat — adotado com padrão elevado e serviços pay per use — representa uma quebra de paradigmas no mercado local, reunindo praticidade, conforto e forte potencial de valorização. “Da fase de lançamento até a entrega, a valorização já ultrapassa 100%”, acrescenta Iuri, destacando o interesse crescente do público investidor.


Segundo o vice-presidente, a decisão foi estratégica. “Bombinhas tem um potencial turístico enorme, e isso naturalmente atrai investidores. Muitos já entendem que podem buscar aqui um aluguel via plataformas como Airbnb. O flat faz muito sentido nesse contexto, porque democratiza a beleza da região. Ele permite que mais pessoas desfrutem do lugar e que investidores tenham um modelo viável e qualificado”, explica.
Com 4 mil metros quadrados de área edificada, o Liv Exclusive Flat reúne 39 unidades, entre 40 m² e 47 m², além de coberturas entre 65 m² e 88 m². O projeto distribui-se em pavimentos residenciais e garagens com vagas para moradores e visitantes, incluindo carregador para carro elétrico, bicicletário e ampla estrutura de lazer.


O andar de lazer, com 600 metros quadrados, integra piscina aquecida com bar molhado e prainha, spa, salão de festas e espaço gourmet, pub, brinquedoteca, sala de jogos, micromarket, pet place e lavanderia coletiva. A infraestrutura geral inclui porte-cochère, recepção mobiliada e decorada, elevador padrão A, monitoramento por sensores e câmeras, além de cisternas para captação de água pluvial.
 
Rentabilidade garantida
O investidor italiano Fábio Frisa é um dos proprietários que identificou, durante férias na região, o alto potencial de valorização e rentabilidade dos flats do Liv Exclusive. Com imóveis nos Estados Unidos, Europa e Argentina, o empreendimento em Bombinhas é seu primeiro investimento em solo brasileiro — e não deve ser o único. Fábio já mira os dois novos lançamentos da Axis: Liv Green Flat e Liv Soul Flat, programados para as próximas semanas, com obras previstas para 2026.


O movimento se repete com o argentino Maurício Tarello. Encantado pela região, o investidor afirma estar impressionado com o crescimento de Bombinhas, com o padrão construtivo dos empreendimentos e com o potencial imobiliário local. “Todas essas vantagens despertam o interesse dos argentinos, separados de Buenos Aires por apenas uma hora e meia de voo”, observa. Assim como Maurício, diversos proprietários do Liv Exclusive Flat são argentinos — e muitos já planejam ampliar seus investimentos na cidade.
 
Novos lançamentos mantêm o DNA da marca
A expansão da Axis segue em ritmo acelerado. Ainda neste ano a construtora lança os empreendimentos Liv Green Flat e Liv Soul Flat, ambos alinhados ao conceito original do primeiro projeto da marca em Bombinhas.


As nomenclaturas reforçam a identidade da Axis e indicam a intenção de ampliar o repertório da empresa, mantendo a essência que definiu o Liv Exclusive e, ao mesmo tempo, abrindo novos caminhos. “Estamos potencializando esse desejo de crescimento. Esses dois lançamentos são só o começo do que ainda queremos construir aqui e em outras regiões conectadas a Bombinhas”, afirma Daniel.


Com a nova fase, a Axis reforça sua intenção de permanecer por muito tempo na região e de desenvolver projetos com forte conexão aos valores que orientaram sua trajetória. Em Bombinhas, a empresa encontra não apenas um mercado promissor, mas um território que dialoga com sua essência — uma combinação de experiência, vínculo afetivo e visão de futuro.

 

TCP amplia calado operacional e poderá embarcar até 400 TEUs adicionais por navio

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, passa a operar com calado de até 13,30 metros, ampliação que permite transportar cerca de 400 TEUs adicionais de contêineres cheios por embarcação. A atualização — formalizada pela Portos do Paraná por meio da Portaria nº 224/2025 e aprovada pela Marinha do Brasil e pela Praticagem — é apoiada pelos estudos de simulação contratados pela TCP, conduzidos em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a partir da conclusão da última campanha de derrocagem promovida pela portos do paraná.
 
Os novos limites de calado foram definidos conforme o porte das embarcações e divididos em duas condições operacionais: maré zero e maré positiva. Para navios de até 300 metros de comprimento (LOA), o calado a maré zero passa de 12,80 para 13,00 metros, podendo chegar a 13,30 metros com 30 centímetros de maré positiva.
 
Já os navios de 336 a 366 metros mantêm o limite de 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 centímetros de maré positiva e com o calado máximo de 13,30 metros quando a maré alcançar 50 centímetros — níveis superiores aos praticados por terminais catarinenses, que operam com calados entre 11,00 m e 12,20 m, dependendo do porte das embarcações.
 
“Na prática, quanto maior o calado autorizado, mais carga o navio consegue transportar por viagem, gerando ganho direto de eficiência para armadores, importadores e exportadores, sem acréscimo de custos operacionais”, explica Rafael Stein, superintendente institucional e jurídico da TCP. “Por isso, esta ampliação representa mais do que uma conquista operacional: trata-se da validação de um trabalho meticuloso de engenharia náutica, que permite à TCP expandir sua capacidade de transporte com total segurança”.
 
A TCP já opera navios de 366 metros desde janeiro de 2024, quando recebeu o MSC Natasha XIII, primeiro porta-contêineres desse porte a atracar em um terminal brasileiro. Embarcações da mesma dimensão passaram a escalar Paranaguá desde então, mas ainda não utilizavam sua capacidade plena devido às restrições de profundidade. Com o novo calado autorizado pela Portos do Paraná, esses navios devem escalar o terminal com regularidade e passarão a deixar o terminal mais carregados, com melhor aproveitamento de lastro, carga e janela de maré.
 
A aprovação desses novos parâmetros está sustentada pelos estudos técnicos conduzidos no Centro de Simulação e Treinamento em Manobras Marítimas da Escola Politécnica da USP, que utilizou modelagem matemática avançada e simuladores de alta precisão para testar cenários de atracação e desatracação em diversas condições de vento, corrente e maré, incluindo embarcações de até 368 metros de LOA e 51 metros de boca. As simulações contaram com a participação de equipes técnicas da TCP, Portos do Paraná, Marinha do Brasil e Sindicato dos Práticos, assegurando rigor técnico e segurança na definição dos novos limites operacionais.

Como parte das melhorias implementadas, os estudos também indicaram a necessidade da instalação de um sensor adicional nos marégrafos utilizados para monitoramento das condições de maré, investimento que foi realizado em parceria entre a TCP e a Paranaguá Pilots, beneficiando todo o segmento portuário. Essa medida reforça a confiabilidade das informações fornecidas aos práticos, garantindo maior precisão na definição das janelas de atracação e aumentando a segurança da navegação. Para Julio Verner, Presidente do Sindicato dos Práticos, “O estudo e os investimentos recentes foram fundamentais para ampliar o calado operacional com segurança. Essa evolução assegura condições ideais para operações com embarcações de grande porte, reduz riscos em manobras complexas e consolida Paranaguá como um porto preparado para atender às exigências da nova geração de navios. É um avanço que alia tecnologia, planejamento e segurança.”
 
Investimentos estruturais garantiram os avanços
 
Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso passou de 12,10 para 12,80 metros a maré zero após a remoção de aproximadamente 20 mil metros cúbicos de rochas nas Pedras Palanganas. O material, fragmentado, foi doado a municípios do litoral para obras públicas. Todo o processo foi executado com medidas preventivas, mitigatórias e monitoramentos periódicos da fauna, flora e qualidade da água.

Gabriel Perdonsini Vieira, Diretor de Operações da Portos do Paraná, reforça o impacto estratégico dos investimentos: "Um dos grandes diferenciais que nós tivemos esse ano foi o aumento do nosso calado operacional. Passamos a ter 13,3m para exportação e importação de granéis sólidos e agora o aumento para 13,3m no segmento de contêineres. Este é um grande diferencial do nosso porto, pois traz mais competitividade e com certeza influencia nos excelentes resultados de movimentação. Estamos aumentando o calado operacional para embarcar e receber mais cargas e atracar navios maiores, tornando assim o nosso complexo cada vez mais atrativo e mais competitivo".
 
O aumento do calado também ocorre em um momento de transformação estrutural do canal de acesso. Em outubro, foi realizado o leilão de concessão do canal, que prevê ampliar a profundidade para 15,5 metros nos cinco primeiros anos de contrato, além de modernizar a sinalização náutica, executar novas dragagens, promover ações ambientais e aprimorar a infraestrutura aquaviária. O investimento estimado do Porto de Paranaguá é de R$ 1,23 bilhão, acompanhado de uma redução de 12,63% na taxa Inframar paga pelas embarcações, benefício que depende do cumprimento das metas previstas no contrato.
 
“Com a futura ampliação do canal para 15,5 metros, Paranaguá se posicionará entre os principais portos de águas profundas da América do Sul. A autorização atual já gera ganhos imediatos e é um passo decisivo para receber a nova geração de porta-contêineres que deve dominar as rotas globais nos próximos anos”, completa Stein.
 
A TCP encerrou o primeiro semestre de 2025 com 744.650 TEUs movimentados, permanecendo como o maior terminal de contêineres do Sul do Brasil e o terceiro maior do país, segundo o Estatístico Aquaviário da ANTAQ. A ampliação do calado reforça sua posição como hub estratégico do comércio exterior e consolida sua preparação para operar embarcações de grande porte com ainda mais eficiência.

Economia & Negócios: Terra do emprego

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Aeroportos vendidos

A Motiva (ex-CCR) está anunciando a venda de todos os 20 aeroportos da empresa para a Aeropuerto de Cancún, subsidiária da mexicana ASUR (Grupo Aeroportuário del Sureste), por R$ 11,5 bilhões. Em SC a Motiva controla os aeroportos de Navegantes e Joinville.

Operação aprovada

Pesquisa Genial/Quaest questionou sobre a operação policial de 28 de outubro que resultou na morte de 121 pessoas no Rio de Janeiro: foi aprovada por 67% da população brasileira e desaprovada por 25%. No recorte para a região Sul (SC, Paraná e Rio Grande do Sul) a aprovação foi de 74%. Parece estar valendo entre os brasileiros do Sul aquela máxima popular de que bandido bom é bandido morto.

Dia do Caçador

Para horror dos ambientalistas, foi aprovado na Assembleia Legislativa projeto de lei que institui em SC o Dia do Caçador de Javali, a ser comemorado em 3 de novembro. Esses caçadores regulamentados estão ajudando a neutralizar os imensos estragos que a espécie invasora provoca nas propriedades.

Instalação da Comarca

Foi definida para o dia 18 de dezembro a data oficial de instalação da Comarca de Guabiruba. A definição se deu em reunião no Tribunal de Justiça, presidida pelo desembargador Francisco Oliveira Neto e o Presidente do TER-SC, desembargador Carlos Civinski. Uma comitiva de Guabiruba participou do encontro, entre eles o prefeito Valmir Zirke, o vice-prefeito Cledson Kormann e o presidente da Câmara, Xande Pereira e o procurador-geral de Guabiruba, André de Oliveira Luiz.  

Luxo silencioso

Uma nova linguagem do luxo ganha forma entre os espigões de Balneário Camboriú. O empreendimento Auris Residenze se apresenta como o primeiro no Brasil engajado no movimento internacional chamado “luxo descalço” (Barefoot Luxury), que rompe com a ostentação e redefine o que significa viver bem. O primeiro edifício-árvore do Brasil, com 26 unidades e assinado pelo arquiteto Marco Casamonti, do premiado estúdio Archea Associati, traduz a elegância silenciosa de uma era em que o conforto, a saúde e a autenticidade se tornam os verdadeiros símbolos de exclusividade. O empreendimento utiliza sistemas avançados de filtragem e purificação, garantindo água potável e de alta qualidade em todos os pontos do edifício, inclusive chuveiros e torneiras. Quanto à saúde respiratória dos moradores, incorpora filtros de ar de alta eficiência e sensores e detectores de CO2 instalados em ambientes fechados e até nas garagens. Seu conceito envolve um paisagismo que inclui espécies nativas para integrar a natureza à fachada, seguindo a tendência da biofilia.

Litigiosidade

O relatório Justiça em Números 2025, disponibilizado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com dados de 2024, diz que o TJ-SC registrou 1,28 milhão de casos novos consolidando-se entre os tribunais estaduais de maior litigiosidade do país – o quarto entre os de porte médio e o sétimo considerando todos os portes. A carga de trabalho liquida por magistrado atingiu 8.011 processos.

Vício disfarçado

As cenas se repetem em bares, praças, em terminais de ônibus e até nas portas de escolas em SC: adolescentes e jovens adultos usam abertamente dispositivos eletrônicos para fumar. Chamam de vape, pod, pen. São coloridos, cheiram a bala e parecem inofensivos. Mas são terrivelmente perigosos. Desde 2009 a Anvisa proíbe a comercialização desses produtos no Brasil justamente porque, ao contrário do cigarro tradicional (que também é extremamente prejudicial à saúde), ninguém sabe ao certo o que há dentro de cada cápsula. Estudos preliminares da UFSC já encontraram octodrina (parece química da anfetamina) em amostras apreendidas. Outras substâncias cancerígenas e metais pesados aparecem com frequência nessas pesquisas. Como ainda não há regulação, não há rótulo honesto. O consumidor compra no escuro. A desinformação e o risco imperam.

INSS

Em setembro de 2022, o então candidato Lula prometeu zerar a fila do INSS. A realidade, em novembro de 2025: fila do INSS atinge patamar mais alto já registrado, com quase 3 milhões de pedidos em análise. Além do fato de que, no governo atual, ampliou-se a roubalheira dos descontos indevidos dos aposentados, a promessa de zerar a fila era pastel de vento e virou pó.

2033

A reforma tributária estabelece que a guerra fiscal se encerra em 2033. SC, que soube surfar a onda da redução de tributos – impulsionando o desenvolvimento em ritmo chinês no eixo norte da BR-101 – precisará encontrar novos atrativos para manter operações em solo barriga-verde. Nosso grande gargalo é a infraestrutura. Enquanto o Paraná já garantiu bilhões em investimentos com concessões de rodovias estaduais e federais, nossas SCs seguem em recuperação e não há novas concessões previstas. Tudo indica que o vizinho terá uma malha viária mais fluída, com menor custo logístico.

Turistas internacionais

Em um resultado que consolida SC como destino diverso e turístico, 617 mil viajantes de outros países visitaram o Estado entre janeiro e outubro de 2025, de acordo com dados da Embratur, em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e a Polícia Federal. O número representa um aumento de 60,27% em relação ao mesmo período  de 2024. À época, 384,9 mil visitaram as diferentes cidades. Os dados mostram, que em apenas oito meses, entre janeiro e agosto deste ano, SC já havia superado o total de visitas de todo o ano de 2024. Em agosto, por exemplo, 16,8 mil turistas internacionais estiveram em Santa Catarina, o que representa um aumento de 44,9% em comparação ao mesmo mês de 2024.

Violência de gênero

As Universidades do Vale do Itajaí (Univali), do Sul de SC (Unisul), do Extremo-Sul Catarinense (Unesc), da Região de Joinville (Univillle) e da Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb), foram as primeiras a aderir ao programa do Ministério Público de SC focado no enfrentamento da violência de gênero no ambiente universitário. Entre outras ações, disponibilizarão um ponto de acesso seguro à internet para facilitar a realização de denúncias ou pedidos de orientação.

Tem que pagar

Leigos em tais assuntos imaginam que vigaristas que são condenados à prisão ficam livres de pagar, em dinheiro, o que saquearam do bolso de outros, direta ou indiretamente. Ledo engano. O Ministério Público de SC acaba de recorrer de sentença que condenou casal de empresários a penas individuais de 38 anos de prisão por sonegação milionária de ICMS, dentre outros crimes. O objetivo é que além disso devolvam tudo aos cofres públicos. A conta: R$ 63 milhões.

Terra do emprego

Santa Catarina apresenta, há quase 14 anos, as menores taxas de desemprego do Brasil e, por isso, liderou a atração de migrantes desde 2010, segundo o censo de 2022. Na última semana, o IBGE divulgou dados da pesquisa Pnad Contínua de 2024 que mostram onde e como as pessoas trabalham em SC, conhecida como “Terra do emprego”. O estado se destaca em vagas na indústria, em formalização de empresas e em home office, entre outros indicadores. Em 2024, 4,6 milhões de pessoas trabalhavam em SC, 69% do total com potencial para atuar no mercado de trabalho. O estado ficou em segundo lugar, junto com Goiás, em percentual de ocupação, só atrás do Mato Grosso. Considerando os setores econômicos, SC teve o maior percentual do Brasil de trabalhadores na indústria, 22,4%, o que corresponde a 993 mil pessoas, um pouco menos de 2023, quando teve cerca de 1 milhão no setor (23,5% do total). O comércio emprega 19,5% do total de trabalhadores, depois vem a administração pública e educação com 14,2%; serviços de informação, comunicação e atividades financeiras com 2,3%; construção 7,4% e agropecuária 5,9%. Outro destaque de SC é o trabalho noturno que cresceu de 7,2% em 2023 para 9,5% em 2024, acima da média do país, que ficou em 8,1%. O estado teve acréscimo de 114 mil pessoas mais em trabalho noturno e o total supera 475 mil. Essas pessoas trabalham principalmente em indústrias e na saúde.

Empresárias em SC

Santa Catarina tem 1,6 milhão de empresas ativas que, juntas, têm 3,28 milhões de sócios. Desse total de sócios, 1,25 milhão são mulheres empreendedoras, o que corresponde a 38,2%. Neste ano de 2025, foram abertas 256 mil novas empresas no estado com 340 mil sócios, dos quais 139 mil são mulheres, o que corresponde a 40,8% do total. Os dados são da Junta Comercial do Estado de SC (Jucesc) e foram divulgados no Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro.

Desinteresse dos jovens

Apenas 10% dos jovens catarinenses entre 15 e 17 anos estão alistados para votar, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de SC e do Censo do IBGE de 2022. Ao todo, o Estado tem cerca de 280 mil adolescentes nessa faixa etária e apenas 29 mil já possuem título eleitoral. Campanhas constantes tentam motivá-los, mas não está fácil. Pudera. Os três poderes da República, alvos diários de desmandos de toda ordem, em nada ajudam os jovens a entender que o voto é sua maior arma para mudar o lamentável estado de desmoralização política, administrativa e judicial em que vivemos.

Violência

Numa audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa para discutir o enfrentamento dos casos de violência contra professores na rede pública estadual, divulgou-se um dado alarmante. Conforme números apresentados pelo sindicato da categoria (Sinte) somente neste ano foi registrado a espantosa média de 44 casos de violência por dia letivo nas escolas estaduais.

Árvore de cristal

Junto com Rodeio, que já montou a maior árvore de Natal em crochê do país, a vizinha Pomerode não dá folga em criatividade para atrair visitantes à cidade. Está anunciando uma árvore de Natal toda feita em cristal. A Kristall Tannenbaum, com três metros de altura, terá cerca de 70 peças do famoso cristal italiano da ilha de Murano, dispostas em uma estrutura metálica fixa no chão, bem na entrada do Centro Cultural.

Atacadão

O presidente desmoralizou a Ordem Nacional do Mérito Educativo, em Brasília. Um dos destaques, conforme a própria divulgação palaciana, seria uma homenagem, com a concessão de medalha póstuma, ao falecido ex-reitor da UFSC. O que ocorreu foi uma longa e tediosa solenidade onde as honrarias foram distribuídas como se fosse um atacadão, com o agraciamento de 262 pessoas, incluindo Janja, Alexandre de Moraes, Gil do Vigor, Felipe Neto, entre outros.

Fábrica de RR$ 1 bilhão

O anúncio da nova unidade da multinacional WEG foi feito na última semana, com promessa de mil empregos diretos e até três mil indiretos. A cidade de Guaramirim, fundada em 1943 com hoje 51 mil habitantes. O território de 267,5 mil quilômetros quadrados no Norte de SC se chamava Bananal no início dos anos 1900. Tornou-se a cidade de Guaramirim, como até hoje é chamada, a partir de um decreto estadual em 1943. Ao longo das décadas, o município foi se fortalecendo econômica e culturalmente, ao ponto de, em 2025, receber investimento de quase R$ 1 bilhão de uma das maiores empresas do mundo na sua área de atuação, a WEG. Guaramirim foi, incialmente, um distrito de Joinville (Colônia Dona Francisca). A história da cidade se funde com a de municípios próximos. Em entrevista em 2024, o historiador do Arquivo Histórico Pastor Wilhelm Lange, explicou que o povoamento da região ocorreu em contexto semelhante ao de colônias como Joinville, Blumenau e Jaraguá do Sul.

Fatores estratégicos

A multinacional catarinense WEG revelou que Guaramirim será sede de novo parque fabril de grandes máquinas, um investimento de R$ 900 milhões. A nova fábrica terá 35 mil metros quadrados e vai gerar mil empregos diretos, além de dois a três mil indiretos. A planta fabril será baseada no bairro Poço Grande, a 3,5 quilômetros da WEG Tintas, próximo da BR-280 e da futura Rodovia Via Mar. A nova unidade será focada na produção de compensadores, turbogeradores e motores de indução de alta rotação. Além disso, a estrutura permitirá a fabricação de novos produtos essenciais, como motores, geradores e turbinas hidráulicas. A previsão é que as operações comecem em 2028. O investimento representa um novo momento para a cidade e para a WEG. Neste parque, serão fabricados produtos tecnológicos de grande porte que serão enviados para o mundo inteiro.

Balneário Camboriú e Camboriú

Balneário Camboriú e Camboriú são dois dos principais polos de desenvolvimento econômico e turístico do Litoral Norte de Santa Catarina. Enquanto Balneário se prepara para o maior Natal da história, com investimento que pode ultrapassar R$ 10 milhões, Camboriú reforça o equilíbrio entre o urbano e o rural, com expansão econômica e avanços sociais. Em conjunto, as duas cidades formam um eixo estratégico na região da Foz do Rio Itajaí-Açu, impulsionado pela cooperação regional promovida pela Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (AMFRI). A entidade, com mais de cinco décadas de atuação, tem papel central na integração de políticas públicas e no fortalecimento do turismo e da infraestrutura local. 

Novo trevo

O viaduto oeste do novo trevo da rodovia Antônio Heil (SC-486), em Itajaí, foi inaugurado recentemente. A obra chega à reta final e promete desafogar de vez o trânsito intenso no principal acesso de Brusque a Itajaí e à BR-101. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos até o final do ano. O corte da faixa foi feito pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade do estado. Ele destacou a importância da obra para melhoria do fluxo do trânsito na BR-101 e na Antônio Heil. Quatro alças já foram liberadas e este é o primeiro de dois viadutos. Chegamos no final do ano e podemos trazer mais mobilidade para o estado de SC. Sabemos do trânsito intenso que há na região, destaca o secretário. A abertura do viaduto oeste deve melhorar o fluxo para quem sai de Itajaí e acessa a BR-101. Além disso, deve facilitar o tráfego para quem sai da BR-101 e deseja acessar Itajaí.

Urbanização descuidada

Revelação feita no 9º Congresso Catarinense de Direito Administrativo, em Florianópolis, quando se discutiu os impactos da urbanização, os desafios enfrentados pelos municípios e o papel das instituições de controle na indução de políticas públicas: auditoria operacional feita pelo Tribunal de Contas do Estado nos planos diretores municipais, em setembro do ano passado, constatou que dos 295 municípios do Estado em 163 deles havia irregularidades e em 123 ele estava desatualizado. Outra auditoria, agora, constatou que o número de cidades sem plano diretor já tinha caído para 22, e aquelas com planos desatualizados eram 86. Por isso que algumas cidades de SC, mesmo as mais pequenas, já tem enormes problemas de urbanismo e mobilidade, dentre outros.

Civismo

Como se sabe, por votação recente na Assembleia Legislativa, foi para as calendas o polêmico projeto que propunha mudar, ou “atualizar” como queriam alguns, o Hino de SC. Se for levado em conta o que se viu e ouviu recentemente no estádio Heriberto Hulse, quando o Criciúma carimbou seu passaporte para a elite do futebol brasileiro em 2026, com todos os torcedores cantando de forma entusiasmada os versos de Horário Nunes Pires (Quebram-se férreas cadeias ...) em louvor à sua terra, a decisão se confirma como mais que acertada.

Acordo com credores

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) publicou os editais de convocação para o acordo de precatórios devidos pelo município de Brusque. O valor total destinado aos acordos passa de R$ 3 milhões. Os interessados devem apresentar a proposta de acordo direto com deságio de pagamento mediante preenchimento de requerimento específico via sistema, até 27 de novembro de 2025. Para as negociações em Brusque, estão disponíveis inicialmente R$ 3.018.907,50 com deságio de 10% a 40%. As propostas habilitadas permanecerão válidas até um ano após a publicação do edital ou até a contemplação de todos os habilitados, o que ocorrer primeiro.

COP 30

O senador Jorge Seif (SC) foi a tribuna criticar a condução da conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima (COP30). Disse que o evento se transformou em palco de discursos distantes da realidade do Brasil e que o país “se ajoelha a uma agenda ideológica imposta por potências estrangeiras”.

Gramado sintético

A possibilidade de a Chapecoense (através da Arena Condá) e o Atlético (Arena da Baixada, em Curitiba), integrarem a Séria A do futebol brasileiro em 2026, aumenta o número de estádios com gramado sintético. Os que já usam são o Allianz Parque, do Palmeiras; Nilton Santos, do Botafogo e Arena MRV, do Atlético-MG. O Flamengo lidera um grupo de clubes que é contrário à tecnologia e quer seu fim. Diz que compromete o desempenho dos atletas e as finanças do clube.

Bruxas

Projeto de lei na Assembleia Legislativa, proíbe festas de Halloween nas escolas de SC. Alega que nessas ocasiões são frequentes alunos com imitações de armas brancas, e que essas manifestações não contribuem com o ambiente escolar.

Alerta de golpe

A Polícia Civil de Brusque alerta a população sobre um novo tipo de golpe e furto de valores de contas bancárias, praticado por criminosos que utilizam aplicativos de mensagens. O crime é chamado de golpe do falso advogado. Eles se passam por advogados das vítimas, enviando fotos, documentos falsificados e até números de processos aparentemente legítimos. Os golpistas ligam para a vítima dizendo que o processo dela foi encerrado a seu favor e que, para receber o valor, basta participar de uma reunião virtual (vídeo-chamada) com um suposto diretor ou chefe do fórum para orientações e para conferir algumas informações. Nesse novo golpe, durante o contato, os criminosos não pedem transferência direta de dinheiro. Em vez disso, induzem a vítima a seguir um falso “procedimento de proteção de dados” durante a vídeochamada. Com o procedimento, o reconhecimento facial da vítima é capturado e usado pelos criminosos para acessar a conta bancária e realizar saques de valores expressivos.

Escolas cívico-militares

A Prefeitura de Brusque enviou à Câmara de Vereadores projeto que aumenta de dez agentes cívicos para até 40 assessores dedicados ao programa de escolas cívico-militares. O texto propõe alterações na lei que regulamenta o programa, com o propósito de adequar suas disposições aos parâmetros de constitucionalidade e viabilizar a ampliação do Programa Municipal de Escolas Cívico-Militares na cidade. A prefeitura argumenta que a ampliação é medida necessária para garantir o pleno funcionamento do programa em todas as unidades educacionais contempladas, assegurando suporte adequado às ações pedagógicas, formativas e de acompanhamento aos estudantes. Atualmente, o programa funciona em quatro unidades. A proposta extingue o cargo de agente cívico, que é objeto de discussão de Ação Direta de Inconstitucionalidade, já que a contratação por tempo determinado somente é autorizada para atender situações não ordinárias da atividade administrativa. Em 2026, o programa será ampliado para duas novas unidades e em 2027, para mais duas, totalizando oito escolas.

Testagem de medula óssea

Desde 2022, o número de pessoas que precisam de um transplante de medula óssea cresceu 25,8% no Brasil. De acordo com o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea – Redome, naquele ano eram 1.637 pacientes na fila, aguardando um doador compatível, enquanto em 2024, o número passava de 2 mil. Esses dados revelam a relevância do procedimento, essencial para o tratamento de doenças graves do sangue e do sistema imunológico, como leucemias, linfomas, aplasia de medula, síndrome de imunodeficiência e mielomas múltiplos. No transplante, a medula óssea doente ou deficitária é substituída por uma saudável, o que pode, de fato, salvar a vida do paciente.

 

 

 

Pesquisa de novembro da Abrasel aponta recuperação no setor após crise de confiança com os casos de bebidas adulteradas com metanol

O setor de alimentação fora do lar apresentou desempenho mais positivo em outubro, segundo a Pesquisa de Conjuntura Econômica da Abrasel de novembro. Após setembro registrar 27% de empresas operando no prejuízo (pior resultado desde fevereiro deste ano, quando o número foi de 30%), o cenário mostrou recuperação: em outubro, esse percentual caiu para 20%. Outros 40% dos estabelecimentos tiveram lucro, sete pontos percentuais acima do mês anterior (33%).
 
Os dados também reforçam o movimento observado pelo Índice Abrasel-Stone, que registrou aumento de 1,6% nas vendas do setor em outubro na comparação com setembro.
 
Para o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, a melhora na situação financeira das empresas do setor está diretamente ligada à recomposição da confiança no consumo após a crise das bebidas adulteradas com metanol. “Outubro confirmou um ambiente mais positivo, com queda no percentual de prejuízo e mais empresas operando no azul. Essa melhora é reflexo do avanço na superação da crise de confiança desencadeada pela contaminação por metanol, que havia retraído o consumo no mês anterior”, afirma.
 
Outro fator que contribuiu para a melhora do cenário financeiro das empresas é o repasse da inflação para os cardápios. Segundo os dados mais recentes do IPCA, o setor de alimentação fora do lar registrou alta de 0,46% — acima do índice geral, que subiu 0,09% no mesmo período. Isso indica que o setor conseguiu repassar uma parte da inflação, o que ajudou a recompor margens de lucro, ainda que de maneira limitada.
 
Entretanto, a pesquisa indicou que 39% das empresas não conseguiram realizar reajustes nos cardápios nos últimos 12 meses; 35% apenas acompanharam a inflação; 18% ficaram abaixo do índice; e 8% aplicaram aumentos superiores. Ou seja, mesmo com um cenário mais favorável, muitos estabelecimentos seguem operando com margens apertadas por receio de perder consumidores.
 
Quanto ao endividamento, 35% das empresas possuem pagamentos em atraso (uma queda de seis pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, quando o número era de 41%). Dentre os tipos de débitos estão: impostos federais (72%), tributos estaduais (49%), empréstimos bancários (38%) e encargos trabalhistas e previdenciários (30%).

 

Imposto de Renda: Receita abre consulta ao lote da malha fina de fevereiro

A Receita Federal abriu nesta sexta-feira (21) a consulta ao lote de malha fina referente a fevereiro, que também contempla restituições residuais de anos anteriores. Segundo o órgão, cerca de 249 mil contribuintes resolveram pendências com o Fisco e terão valores liberados.

De acordo com a Receita, 214.310 contribuintes receberão um total de R$ 494,09 milhões em restituições. Desse montante, R$ 296,95 milhões serão destinados ao grupo prioritário.

Entre os prioritários estão 138.164 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram pelo recebimento via Pix. Também têm prioridade idosos entre 60 e 79 anos, pessoas cuja principal fonte de renda seja o magistério e contribuintes com deficiência física ou mental grave. Além disso, 30.867 contribuintes sem prioridade receberão os valores após regularizarem suas pendências e deixarem a malha fina.

A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, na área Meu Imposto de Renda, na opção Consultar a Restituição. O procedimento também está disponível pelo aplicativo da Receita para tablets e smartphones.

O pagamento está programado para 28 de novembro, diretamente na conta bancária ou na chave Pix (CPF) indicada na declaração. Caso o crédito não seja efetivado — por exemplo, devido a conta desativada — o valor ficará disponível para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Produtos brasileiros ganham alívio nos EUA; entenda quais foram liberados e quais seguirão enfrentando tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (20) uma ordem executiva que revoga a tarifa adicional de 40% aplicada recentemente a diversos produtos brasileiros. A decisão ocorre após avanços nas negociações entre Washington e Brasília e foi celebrada pelo governo brasileiro e por setores exportadores diretamente afetados.

A medida remove a sobretaxa sobre itens importantes da pauta de exportações do Brasil, como carne bovina, café, açaí e frutas tropicais, e representa um alívio significativo para produtores e empresas que já vinham enfrentando custos maiores para acessar o mercado norte-americano.

Entenda o histórico das taxas impostas pelos EUA
As tarifas adicionais faziam parte de uma promessa de campanha de Trump, que vinha defendendo medidas protecionistas como forma de pressionar concorrentes globais — especialmente a China.

Fevereiro: início dos anúncios de tarifas focadas em produtos chineses.
Abril: Trump estende a medida a “dezenas de países”, criando a chamada taxa de reciprocidade, fixada em 10% para o Brasil.
Julho: o governo norte-americano intensifica a pressão e aplica a sobretaxa de 40%, elevando a tarifa total a 50% para vários produtos brasileiros, embora com uma lista de exceções.

Com o início do diálogo técnico entre os dois países, os EUA deram os primeiros sinais de recuo em 14 de novembro, ao suspender a tarifa de reciprocidade de 10% para cerca de 200 mercadorias. Agora, com a revogação do adicional de 40%, o comércio bilateral ganha novo fôlego.

Quando a revogação vale?
A retirada da tarifa extra de 40% vale para produtos brasileiros que entraram nos Estados Unidos a partir de 13 de novembro. Segundo Trump, a decisão é resultado direto dos “avanços sólidos” nas negociações comerciais com o Brasil.

Lula celebra decisão, mas negociações continuam
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a derrubada da tarifa e afirmou que seguirá dialogando com Washington para tentar eliminar a taxa adicional ainda vigente em outras categorias de produtos.

“É um passo importante, mas seguimos trabalhando para garantir que todas as exportações brasileiras tenham tratamento justo”, declarou Lula.

Como ficam as tarifas após a nova decisão
Mesmo com a retirada do tarifaço de 40%, ainda há produtos sujeitos a diferentes níveis de taxação nos EUA. As mercadorias brasileiras passam agora a se dividir em três faixas:

Produtos com tarifas zeradas
Carne bovina
Café
Açaí
Cacau
Frutas tropicais
Fertilizantes
Raízes e tubérculos
Especiarias
Sucos e polpas de frutas

Produtos com tarifa de 10%
Castanhas
Manteiga
Tapioca
Desinfetantes
Livros, jornais e revistas impressos
Insulina
Hormônios esteroides
Minérios

Produtos com tarifa total de 50%
Pescados
Mel
Motores
Calçados

Governador Jorginho Mello participa da inauguração da expansão de cervejaria em Lages
Foto: Jonatã Rocha / SECOM
 
O governador Jorginho Mello participou, na manhã deste sábado, 22, da cerimônia de inauguração da nova linha de produção de cervejas Corona na unidade da Cervejaria da Serra, da Ambev, em Lages. Com a expansão, a Ambev estima a criação de 50 novos empregos diretos e cerca de 1.700 postos indiretos, o que deverá impulsionar a economia regional e beneficiar cadeias locais de fornecedores e logística. 
 
“Para a cidade de Lages e para a nossa Serra catarinense é muito importante ter a Ambev expandido suas operações. Isso nos enche de orgulho. Por isso fiz questão de vir hoje a Lages, no aniversário da cidade, participar deste momento especial. Estamos investindo na rede trifásica para melhorar a qualidade da energia elétrica nas cidades do interior. Com energia segura, o empresário consegue melhorar o seu negócio e todo mundo ganha com isso. Estamos transformando Santa Catarina em todas as áreas”, disse o governador no seu discurso.
 
A solenidade ocorreu nas instalações da fábrica local. Autoridades estaduais e líderes da Ambev celebraram o investimento, que fortalece a presença da empresa no estado e amplia sua capacidade produtiva.
 
Para a Ambev, a nova linha de cervejas Corona reforça o portfólio da fábrica de Lages, ao mesmo tempo que otimiza sua capacidade de entrega para mercados nas regiões Sul e Sudeste.
Mercado de trabalho: Santa Catarina é destaque em escolaridade e participação da indústria

Dados do IBGE mostram que indústria catarinense lidera participação no mercado de trabalho no Brasil – Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC

Santa Catarina é líder nacional em participação da indústria no mercado de trabalho. No estado, o setor industrial representa 22,4% do total de empregos, o maior percentual do país e bem à frente da média nacional de 12,9%. O desempenho reflete à grande industrialização da economia catarinense, que se destaca pela produção de diversos produtos nos ramos alimentício, maquinário, madeira, energia, bem como equipamentos elétricos, entre outros.

A participação de 22,4% da indústria no mercado de trabalho coloca Santa Catarina como líder isolado no ranking nacional. Em seguida estão os vizinhos Paraná e Rio Grande do Sul (ambos com 16,2%). Na sequência aparecem São Paulo (15,6%) e Minas Gerais (14,3%). Os dados fazem parte da PNAD Contínua do IBGE – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2024, publicados nesta quarta-feira, 19.


“A indústria é um pilar fundamental da economia catarinense porque gera exportação, incentiva o desenvolvimento de tecnologias e movimenta as cadeias do comércio e serviços. Ter uma indústria forte garante solidez para o crescimento econômico de Santa Catarina e é um dos motivos que faz o estado ser diferenciado. Além disso, o setor industrial gera empregos qualificados e com renda acima da média, o que beneficia toda a sociedade”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Além da indústria (22,4%), a distribuição do mercado de trabalho catarinense também conta com forte participação do comércio (19,5%) e administração pública (14,2%). Em seguida estão serviços de informação, comunicação e atividades financeiras e profissionais (12,3%), construção civil (7,4%), agricultura (5,9%) e transporte (5,8%), entre outros setores.

Santa Catarina destaque em escolaridade dos trabalhadores
A pesquisa do IBGE sobre mercado de trabalho também indicou o nível de formação dos trabalhadores brasileiros. O resultado mostrou que os trabalhadores catarinenses possuem escolaridade acima da média nacional, sendo que 25% do total têm ensino superior completo. O percentual brasileiro é um pouco menor, de 23,4%.

O ranking nacional de trabalhadores com ensino superior é liderado pelo Distrito Federal (40%). Na sequência aparecem Rio de Janeiro (29,9%) e São Paulo (28,7%). Santa Catarina (25%) é o quarto colocado, à frente dos vizinhos Paraná (24,7%) e Rio Grande do Sul (22,6%).


“Santa Catarina tem investido muito sobretudo na educação superior e profissionalizante. O governador Jorginho Mello criou o Universidade Gratuita e o Programa CaTec, que estão acelerando a formação e qualificação dos catarinenses. Isso é um diferencial para o mercado como um todo, porque a mão de obra qualificada atrai investimentos, estimula a produtividade e garante mais oportunidade em todo o estado”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.

Enquanto 25% dos trabalhadores catarinenses têm ensino superior, 42,8% têm ensino médio completo e superior incompleto; 16,3% têm fundamental completo e médio incompleto; e 15,9% têm fundamental incompleto.

Governador Jorginho Mello apresenta avanços da economia catarinense durante prêmio Acats 2025

Foto: Jonatã Rocha/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello participou nesta quarta-feira, 19, do Prêmio Acats 2025, na cidade de Camboriú. O evento, promovido pela Associação Catarinense de Supermercados, reconhece empresas e profissionais que se destacam em questões como inovação, qualidade e boas práticas no varejo. Este ano, 33 categorias receberam a premiação.

“É sempre necessário prestigiar quem produz e gera empregos em Santa Catarina. Nosso governo busca ajudar e tirar da frente dos empresários qualquer obstáculo ao desenvolvimento. A Acats e todos os premiados estão de parabéns e merecem o reconhecimento da sociedade catarinense e eu estou aqui nesta noite para aplaudi-los”, disse o governador Jorginho Mello, que na solenidade apresentou os principais indicadores da economia de Santa Catarina, com destaque para o crescimento da economia catarinense em 2024, com percentual acima de parâmetros de países que estão entre os mais desenvolvidos do mundo.

O Prêmio ACATS 2025 é um dos principais eventos do setor supermercadista em Santa Catarina e agrega fornecedores renomados no mercado. Os finalistas são indicados pelos próprios supermercadistas, usando critérios como logística, inovação, atendimento e políticas comerciais. As categorias são distribuídas em Produtos para Revenda, Operações e Infraestrutura, Serviços e Categorias Especiais.

Durante seu discurso, o presidente da Acats, Alexandre Simioni, lembrou da atenção especial que o governo dá ao setor.

“Governador Jorginho Mello, que honra tê-lo aqui conosco nessa noite. Sua presença é uma demonstração de respeito ao nosso setor. Ao longo da sua gestão temos percebido a importância que o estado dá ao nosso segmento, que é um dos mais importantes geradores de empregos da economia catarinense, além de um dos principais contribuintes de ICMS. O relacionamento próximo e construtivo que temos com a secretaria da Fazenda e outras secretarias têm sido um diferencial. Sempre fomos muito bem recebidos e esperamos que o senhor e sua equipe estejam se sentindo muito acolhidos aqui”, disse o presidente da Acats, presidente Executivo ACATS, Alexandre Simioni, durante seu discurso.

Brasin entrega o Mário Lago e celebra brasilidade

A Brasin Empreendimentos ressignifica a arquitetura e exalta a brasilidade com a entrega de seu terceiro empreendimento: o Mário Lago Residencial, em Porto Belo, nesta sexta-feira (21). Fiel ao tripé arquitetura, arte e engenharia, o projeto traz uma releitura contemporânea do modernismo brasileiro. O uso de colunas cilíndricas, cobogós, painéis de ladrilhos e paisagismo integrado confere nova roupagem ao movimento que marcou a estética do país e celebra as múltiplas facetas de um dos nomes mais icônicos da nossa cultura.

No empreendimento, o multifacetado Mário Lago — advogado, poeta, radialista, compositor, escritor, ator e autor de sambas eternizados na música brasileira — é homenageado pela composição de texturas e volumes assimétricos, que geram impacto visual e rompem com a monotonia das fachadas convencionais. São 20 pavimentos que somam mais de 10 mil m² de área construída, com 39 apartamentos de duas e três suítes, além de três coberturas com pé direito estendido, distribuídos entre o oitavo e o vigésimo andar.

São três unidades por pavimento: um apartamento de três suítes, com 112 m², e dois de duas suítes, de 92 m². Todos contam com livings integrados, churrasqueira a carvão em amplas sacadas tipo balcão — conectando o ambiente interno à natureza —, ausência de corredores na área íntima, floreiras, duas vagas de garagem e hobby box, além de infraestrutura completa para aquecimento de água e ar-condicionado.. O Mário Lago Residencial é o primeiro empreendimento entregue na nova Avenida Santino Ludovino Voltolini, em meio à outros grandes empreendimentos ícones, a natureza preservada de Balneário Perequê e a poucos metros do mar.

A área de lazer, com 550 m², ocupa o sétimo pavimento e reúne amplo deck externo com piscinas, espaço grill, salão de festas, área gourmet, espaço criança, ambiente fitness, e brinquedoteca.

“A brasilidade está no DNA da construtora e incorporadora, que ingressou no mercado regional com os residenciais Jobim, em 2017, e Águas de Março, em 2019, fortalecendo essa marca a cada empreendimento entregue”, destaca o diretor comercial da Brasin, Fernando Vargas.

A sócia-proprietária e diretora criativa, Larissa Silveira, reforça que os projetos da Brasin são desenvolvidos para traduzir  os melhores aspectos da cultura brasileira. “Somos movidos pela arquitetura, pela poesia e por inspirações artísticas. Esses diferenciais consolidam a Brasin no mercado imobiliário do litoral centro-norte de Santa Catarina”, afirma.

Nova Meca da construção civil

Porto Belo vive atualmente um dos períodos mais dinâmicos de sua história. O crescimento populacional acelerado, a valorização imobiliária e a transformação urbana consolidam o município como o novo epicentro da Costa Esmeralda. Com localização estratégica, natureza preservada e infraestrutura em expansão, o destino atrai moradores em busca de qualidade de vida e investidores atentos ao potencial do litoral.

Nos últimos 12 anos, a população local cresceu mais de 70%, passando de 16 mil para 27 mil habitantes. O avanço reflete a força do mercado, que já ultrapassa R$ 10 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) na região.

Balneário Perequê, coração do desenvolvimento urbano de Porto Belo, concentra os principais lançamentos e abriga um ambicioso Masterplan que redesenha o futuro da cidade com foco em mobilidade, turismo e sustentabilidade. Projetos como a urbanização da orla, o engordamento da faixa de areia e a construção dos molhes do Rio Perequê reforçam um crescimento planejado, integrado e sustentável.

Programa Estrada Boa Rural ganha ritmo e já conta com 42 solicitações de municípios catarinenses

Foto: Roberto Zacarias / Secom GOVSC

Quatro cidades têm pedidos aprovados e iniciam etapa de licitação; iniciativa deve investir R$ 2,5 bilhões na melhoria das estradas rurais

O Programa Estrada Boa Rural, lançado em julho deste ano pelo governador Jorginho Mello, e regulamentado pelo Decreto 1.160, de 9 de setembro de 2025, começa a ganhar tração em todo o território catarinense e já se consolida como uma das mais robustas iniciativas voltadas ao desenvolvimento rural.

Coordenado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), o programa soma, com pouco mais de dois meses da publicação do decreto, 42 solicitações formais de municípios, que buscam aderir ao modelo inovador de parceria Estado e municípios para qualificação das vias rurais.

Desses pedidos, quatro municípios já tiveram suas solicitações aprovadas pela SIE. A primeira portaria publicada foi a de Cocal do Sul, que agora está oficialmente apto a dar início ao processo de licitação das obras. No último sábado, 15 de novembro, o governador foi até Cocal do Sul para o ato de assinatura do convênio com a prefeitura do município.

Também já foi publicada uma nova portaria habilitando Iraceminha, Águas Frias e Urussanga, ampliando o grupo de cidades autorizadas a avançar para a fase de contratação.

Investimento robusto

Ao longo dos próximos anos, o Estrada Boa Rural deve movimentar R$ 2,5 bilhões em investimentos, numa parceria entre o Governo estadual e os municípios. Nesse modelo, os valores são repassados pelo Estado, enquanto a contrapartida municipal pode ser financiada com juros subsidiados pelo Estado. A estrutura do programa foi concebida para aliviar a carga financeira das prefeituras, acelerar a execução das obras e garantir, de forma sustentável, a modernização das estradas rurais catarinenses.

O secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, destaca que o programa está em plena aceleração.

“O Estrada Boa Rural começou a engrenar e já está movimentando o Estado. Essa é uma iniciativa que nasce da sensibilidade do governador Jorginho Mello com o interior, com quem produz. Com os juros subsidiados e a parceria com os municípios, estamos criando condições reais para transformar a infraestrutura rural de Santa Catarina. Isso significa mais agilidade, mais conforto, mais segurança e mais competitividade para o nosso produtor rural”, afirma.

As obras previstas no âmbito do programa visam melhorar a infraestrutura viária, incluindo a pavimentação, drenagem, sinalização e eventuais alargamentos e reforços estruturais de estradas vicinais essenciais para o escoamento da produção agrícola — um dos pilares da economia catarinense. Melhores vias rurais também impactam diretamente o transporte escolar, o acesso a serviços essenciais e a qualidade de vida das comunidades do interior.

 Com novas solicitações chegando diariamente, o Estrada Boa Rural segue ampliando seu alcance e começa a transformar em realidade uma demanda histórica dos municípios: a infraestrutura necessária para que Santa Catarina continue sendo referência em produtividade, eficiência logística e desenvolvimento no campo.

Em reunião com representantes da apicultura catarinense, governador encaminha demandas para valorização da cadeia produtiva do mel

Foto: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello recebeu, na tarde desta terça-feira, 18, representantes da Federação das Associações dos Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (FAASC), para uma reunião no gabinete do Centro Administrativo, em Florianópolis. O encontro tratou de pautas estratégicas para o fortalecimento da cadeia produtiva do mel no estado.

Santa Catarina é referência nacional na produção de mel, com destaque para a região Sul, que concentra o maior número de apicultores. Apesar da qualidade reconhecida e da vocação exportadora, o setor enfrenta desafios significativos. Produtores catarinenses vêm sendo impactados pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, principal destino das exportações brasileiras. Além disso, questões climáticas recentes provocaram quebra de safra em diversas regiões do estado, afetando diretamente a renda das famílias produtoras.

Diante desse cenário, os representantes da FAASC solicitaram ao governador a criação de uma linha de crédito específica para apicultores, como forma de garantir capital de giro e apoio na recuperação produtiva. A entidade também propôs a ampliação da compra pública de mel para inclusão na merenda escolar da rede estadual de ensino, medida que contribuiria para fortalecer o mercado interno e valorizar os pequenos produtores catarinenses.

O governador Jorginho Mello afirmou que vai encaminhar as duas demandas. Segundo ele, apoiar a apicultura é estratégico tanto para a economia do estado quanto para a manutenção da atividade em pequenas propriedades rurais. “Santa Catarina tem um dos méis mais saborosos e premiados do país. Vamos trabalhar para proteger e incentivar quem produz, garantindo renda aos agricultores e alimentação saudável aos nossos estudantes”, destacou o governador.

o Presidente da FAASC destacou que a reunião com o governador foi extremamente positiva. “Apresentamos demandas prioritárias da apicultura e meliponicultura catarinense. O governador prontamente encaminhou ações, articulando com a Secretaria da Educação para ampliar a compra de mel, acionando a Badesc para criar uma linha de crédito aos criadores de abelhas. Saímos muito satisfeitos e confiantes nos resultados que estão por vir e somos gratos ao governador pela atenção conosco”, reforçou o Presidente da FAASC, Agenor Sartori Castagna.

Governo de SC envia para Alesc programa para impulsionar investimentos em até R$ 26 bilhões e gerar 40 mil vagas de emprego no campo

Foto: Aires Mariga

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), enviou para Assembleia Legislativa (Alesc) o Programa Coopera Agro SC, uma iniciativa  destinada a impulsionar o desenvolvimento do agronegócio catarinense por meio da ampliação do acesso ao crédito e do fortalecimento das cooperativas e agroindústrias do Estado. O programa prevê a criação de até 10 linhas de crédito, totalizando R$ 1 bilhão.

O Coopera Agro SC oferecerá linhas de crédito com condições diferenciadas, voltadas aos agricultores vinculados a cooperativas e integradoras. Os financiamentos terão taxa de juros reduzida, próxima a 9% ao ano, com prazo total de 10 anos, incluindo dois anos de carência. 

A operação financeira será viabilizada em parceria entre o Governo do Estado e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por meio da aquisição de Letras Financeiras com prazo de 10 anos. O programa prevê a criação de até 10 linhas de crédito, totalizando R$ 1 bilhão, sendo R$ 200 milhões aportados pelo Estado e R$ 800 milhões pelo setor privado. Como estímulo adicional à participação das cooperativas e agroindústrias, o Governo poderá liberar créditos acumulados de ICMS, limitados a até 50% do valor investido.

Ao todo, o Coopera Agro SC tem potencial para gerar R$ 26 bilhões em impacto econômico, 40 mil empregos diretos e indiretos e alcançar mais de 120 mil produtores rurais em todas as regiões do Estado. “Santa Catarina sempre se destacou pela força do campo, e o Coopera Agro SC reforça esse compromisso. Isso significa mais renda, mais empregos e mais oportunidades para os produtores rurais que fazem a agricultura catarinense ser uma potência no país”, afirma o governador Jorginho Mello.

A iniciativa responde a desafios estruturais do setor, como o elevado custo do crédito rural, a demanda crescente por investimentos produtivos e a necessidade de ampliar a competitividade catarinense frente a outros estados que já utilizam modelos financeiros semelhantes. “O Coopera Agro SC cria condições reais para que os agricultores, cooperativas e agroindústrias ampliem o acesso a financiamentos e possam investir com segurança. O impacto econômico estimado em R$ 26 bilhões mostra que estamos diante de um programa transformador para todas as regiões do Estado”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

O programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), com apoio da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan).

Elabora Social, programa da FIESC, aprova R$ 9 milhões em projetos sociais

O Elabora Social, programa de responsabilidade social da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), encerrou as temporadas de 2024 e 2025 com R$ 9 milhões em projetos sociais aprovados.

A iniciativa passou por 10 cidades de todas as regiões do estado, conectando 57 indústrias e 119 organizações sociais, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (18).

O Elabora Social ajuda organizações sociais a estruturar projetos e conecta-as a empresas interessadas em destinar parte do Imposto de Renda às iniciativas.

🤖 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Entre as principais inovações da temporada 2025 está o uso de inteligência artificial. Um agente de projetos foi treinado para apoiar as organizações na escrita dos projetos, com base em políticas públicas municipais, editais de leis de incentivo e diretrizes de inovação social.

Para as organizações, a ferramenta trouxe mais agilidade, apoio técnico e alinhamento estratégico na elaboração dos projetos.

Para as empresas, garantiu acesso a propostas mais maduras, inovadoras e alinhadas às suas diretrizes de investimento social.

ℹ️ INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS

Outra novidade foi o fornecimento de informações estratégicas às indústrias, como perfil das organizações, maturidade dos projetos sociais, cidades com maior potencial de conexão e leis de incentivo mais aderentes.

🎯 BANDEIRA

A FIESC defende o aporte em projetos relacionados à cultura, esporte, infância, idosos, oncologia, pessoas com deficiência e reciclagem por entender que o recurso gera impacto social e movimenta a economia local.

💡SAIBA MAIS

As empresas podem direcionar até 10% do IRPJ sem impactar o valor devido nem aumentar o risco de fiscalização. O aporte é legal, seguro e representa uma oportunidade concreta de apoiar o desenvolvimento das cidades onde atuam.

Em Santa Catarina, se todas as empresas que pagam imposto por lucro real fizessem a destinação, R$ 900 milhões poderiam ser investidos em projetos sociais. Mas só 10% deste montante costumam ser direcionados.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional

Com R$ 2 bilhões em investimentos, iniciativa privada acelera modernização de Porto Belo até 2032

Com obras estruturantes em andamento e previsão de novos equipamentos turísticos, o Masterplan Perequê consolida Porto Belo, em Santa Catarina, como uma das cidades mais promissoras do setor imobiliário no litoral brasileiro. O plano, dividido em cinco eixos de transformação urbana, prevê desde o alargamento da faixa de areia e criação de marinas até a implantação de empreendimentos com certificações internacionais, que devem posicionar o município catarinense entre os destinos de maior potencial de valorização e qualidade de vida do país nos próximos anos.

A cidade de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, que já detém empreendimentos com valorização superior a 20% ao ano, deve avançar no setor imobiliário  com a modernização urbana prevista no Masterplan Perequê (2022–2032). A proposta engloba R$ 2 bilhões em investimentos confirmados com foco em turismo, mobilidade, sustentabilidade e qualidade de vida. O plano foi estruturado em cinco eixos de transformação: Ocupação e Conexões; Design e Edificações; Arquitetura Urbana; Economia e Experiências; e Posicionamento e Identidade, que já definem o desenvolvimento da cidade e ao longo dos próximos 7 anos. O projeto é de iniciativa da Associação dos Construtores e Incorporadoras de Porto Belo (ACIP), fundada pela Phacz Empreendimentos em parceria com outras construtoras locais.

“O Masterplan é a base de um novo ciclo econômico para Porto Belo que transformará a cidade em um destino de primeiro mundo. É uma estratégia organizada, com diretrizes que respeitam o meio ambiente e garantem mais previsibilidade para o setor imobiliário”, afirma Ari Cesar Zanon, presidente da ACIP e fundador da Phacz.

O primeiro eixo, ‘Ocupação e Conexões’ inclui a reurbanização da orla do Perequê, o alargamento da faixa de areia, em estudos, e a criação dos molhes dos rios Perequê e Perequezinho, estes dois últimos com a 1ª fase entregue no ano passado, além de avenidas-jardim, ciclovias e novas ligações viárias, no bairro de maior valorização local. Outro destaque é o Riverfront do Rio Perequê, que prevê marinas, canais navegáveis e uma nova ponte, que vão transformar o local em referência para o turismo náutico.

O segundo eixo, Design e Edificações, propõe a criação de uma identidade arquitetônica sofisticada, com edificações sustentáveis, fachadas 360º e integração visual com a cidade. Exemplo é o Namar Phacz Home, projeto de empreendimento frente ao mar assinado pela Architects Office, do arquiteto Greg Bousquet, que recebeu dupla pré-certificação LEED e WELL, unindo eficiência energética, conforto e qualidade do ar. 

“Com a implementação dessas obras, Porto Belo viverá uma fase de escassez natural de terrenos e de imóveis de alto padrão, o que tende a valorizar de forma significativa os empreendimentos existentes e futuros. O mercado imobiliário local passa a operar sob uma lógica de exclusividade, com produtos assinados por arquitetos de renome e padrões internacionais de sustentabilidade”, explica Esdras Constantino, diretor comercial e de marketing da Phacz Empreendimentos.

O terceiro eixo, ‘Arquitetura Urbana’, inclui projetos de arte pública, eventos culturais e intervenções que conectam o visitante com a identidade local.

Já o quarto eixo, ‘Economia e Experiências’, busca tornar Porto Belo um destino para se aproveitar durante os 365 dias do ano, com oferta permanente de lazer em terra e mar, eventos gastronômicos e turismo de negócios. O plano prevê ainda a criação de uma comunidade com princípios de “Zonas Azuis”, regiões do mundo conhecidas por promoverem longevidade e bem-estar e inclui ruas arborizadas, comércio ativo, calçadas amplas e praças integradas, estimulando o convívio entre gerações.

Os empreendimentos também seguirão essa filosofia, com diversas tipologias de plantas e áreas compartilhadas que favorecem famílias em diferentes fases da vida em um mesmo ambiente urbano saudável e acolhedor. O empreendimento Hera Phacz Home, em construção, teve o projeto premiado internacionalmente no A’Design Award, uma das mais prestigiadas premiações de arquitetura do mundo. O edifício ‘quebra-cabeça’ é o primeiro do país com o conceito “puzzle living”, que alterna seis plantas diferentes ao longo da torre para ampliar luz natural, ventilação cruzada e privacidade entre unidades.

“A PHACZ tem o privilégio e a responsabilidade de contribuir com essa transformação ao lado de grandes parceiros, atuando de forma integrada para desenvolver uma cidade mais vibrante, sustentável e admirada, e cada empreendimento representa um avanço coletivo rumo à Porto Belo 2030”, destaca Ana Clara Zanon, diretora da PHACZ Empreendimentos.

Por fim, o quinto eixo, ‘Posicionamento e Identidade’, estabelece a criação da marca Porto Belo, com campanhas nacionais e internacionais para promover o destino e atrair investimentos. A cidade passará a ter um sistema de mensuração de resultados e pesquisas periódicas de percepção turística.

Sobre a PHACZ

Fundada em 2007, a PHACZ Empreendimentos é uma construtora familiar catarinense que alia inovação, solidez e compromisso com a sustentabilidade em cada projeto. O nome PHACZ representa as iniciais dos filhos do fundador: Paulo Henrique (PH), Ana Clara (AC) e o sobrenome Zanon (Z), família que carrega décadas de experiência no setor da construção civil. Com atuação marcada por responsabilidade ambiental, a empresa foi a primeira construtora a conquistar a pré-certificação LEED residencial em Santa Catarina, chancela internacional que reconhece construções sustentáveis. A PHACZ é também precursora da ACIP (Associação de Construtoras e Incorporadoras de Porto Belo), com o objetivo de promover obras de grande relevância e impacto positivo, sem comprometer a identidade cultural local.

https://www.phacz.com.br/  

Secretário da Aquicultura e Pesca será um dos palestrantes do fórum internacional sobre recursos marinhos e aquicultura em Florianópolis

Foto: Divulgação/Epagri

A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina (SAQ) estará presente na XIII edição do Fórum Ibero-Americano de Recursos Marinhos e Aquicultura (FIRMA), que será realizado de 17 a 21 de novembro, em Florianópolis. O encontro, um dos mais importantes da área no âmbito ibero-americano, reunirá pesquisadores, técnicos, autoridades e representantes do setor produtivo.

Pela primeira vez, o FIRMA ocorrerá em formato híbrido, permitindo a participação presencial e virtual. As atividades presenciais serão realizadas no Hotel Intercity, na SC-401. A abertura oficial está marcada para segunda-feira, às 9h.

O secretário executivo da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Bolan Frigo, será o palestrante de destaque na abertura do evento. A conferência magistral está prevista para o dia 17 de novembro, às 14h, com o tema “Aquicultura e Pesca: pilares da economia azul de Santa Catarina”. A apresentação irá abordar a importância estratégica do setor para o desenvolvimento e para a geração de emprego e renda no estado.

Durante todo o fórum, a SAQ contará com um estande próprio, onde será apresentado o trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da secretaria, em áreas como inovação produtiva, sustentabilidade, apoio ao setor pesqueiro e expansão da aquicultura catarinense.

O FIRMA é reconhecido por promover o intercâmbio de conhecimento entre países ibero-americanos, fortalecendo redes de pesquisa e impulsionando estratégias para o crescimento do setor. A presença da SAQ reforça o protagonismo de Santa Catarina como referência nacional na produção aquícola e pesqueira. O fórum tem o apoio do Governo do Estado.

Aeroporto Internacional de Navegantes recebe mais um F-39 Gripen

O Aeroporto Internacional de Navegantes voltou a ser o ponto de chegada do mais avançado caça da Força Aérea Brasileira. Nesta sexta-feira (14/11), o F-39 Gripen de matrícula FAB 4111 desembarcou no Brasil após uma jornada de mais de dez mil quilômetros entre a Suécia e Santa Catarina, consolidando o terminal como local decisivo para o recebimento dessas aeronaves.


O jato é fabricado em Linköping, no sul da Suécia, e chega ao país por via marítima, embarcado em Norrköping e transportado durante aproximadamente 20 dias até o litoral catarinense. Em Navegantes, ocorre a operação mais delicada do processo: o transbordo do caça do navio para o solo brasileiro.


Após o desembarque, o caça percorreu cerca de três quilômetros pelas vias do município até o aeroporto, em um deslocamento que exigiu planejamento cuidadoso para garantir segurança e fluidez na operação. Durante o trajeto, moradores puderam ver de perto o novo equipamento da defesa aérea brasileira.


Para Wilson Rocha, gerente do Aeroporto Internacional de Navegantes, a participação do terminal reafirma sua relevância operacional: “Mais uma vez participamos com nossas equipes numa ação colaborativa no apoio da missão de transbordo da aeronave Gripen conduzida pela FAB, reafirmando nossa posição logística e estratégica na região”.


Nos próximos dias, técnicos da SAAB realizarão no aeroporto as etapas finais antes do primeiro voo em solo brasileiro, incluindo instalação de sistemas de segurança, abastecimento e preparação de acionamento. Concluída essa fase, o FAB 4111 seguirá para a Base Aérea de Anápolis (GO), onde integrará o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) o Esquadrão Jaguar.


Com mais esta chegada, Navegantes se confirma como um ponto essencial para operações de grande complexidade, oferecendo infraestrutura e equipes preparadas para apoiar etapas decisivas de projetos estratégicos do Brasil.
 
Acesse e baixe imagens da Operação Navegantes em: https://we.tl/t-t2j0Odjuzu
  
Sobre o Aeroporto de Navegantes: Fundado em 1970, é o principal acesso aéreo para o litoral norte de Santa Catarina, onde estão localizados a cidade de Balneário Camboriú e o parque Beto Carrero World, por exemplo. Possui grande relevância para o turismo e os negócios da região Sul do Brasil. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.
Sobre a Motiva: Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3. 

Foto: Tenente Kelly/CECOMSAER
 

 

Redução de tarifas recíprocas expõe urgência de avançar na negociação, avalia CNI

A decisão dos Estados Unidos de retirar tarifas recíprocas (10%) para produtos agrícolas expõe a urgência de o Brasil avançar na negociação para remover a taxa extra de 40% aplicada aos produtos brasileiros. “Países que não enfrentam essa sobretaxa terão mais vantagens que o Brasil para vender aos americanos. É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores no principal destino das exportações industriais brasileiras”, afirma Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A medida do governo americano de retirar as tarifas recíprocas de 10% para 238 produtos agrícolas se aplica a 80 itens exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, mostra análise preliminar da CNI. Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA desses produtos totalizaram US$ 4,6 bilhões, cerca de 11% do total. 

No entanto, apenas 4 produtos – três tipos de suco de laranja e castanha do pará – ficam isentos de taxas. Os outros 76, que incluem carne bovina e café não torrado, setores em que o Brasil se destacava como fornecedor, tiveram a taxação total reduzida, mas ainda enfrentarão 40% de tarifa para entrar no mercado americano.

Confira detalhes da análise da CNI sobre a medida do governo Trump
•  A lista de produtos isentos da tarifa adicional de 10% inclui 238 produtos como carne, café, hortaliças, cera de carnaúba, frutas cítricas, castanha-do-Pará, suco de laranja, fertilizantes e produtos químicos agrícolas. Desses, o Brasil exportou 80 produtos no último ano.

•  Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA desses 80 produtos totalizaram US$ 4,6 bilhões, cerca de 11% do total. Destacam-se café não torrado, suco de laranja, carne bovina e frutas.

•  Quatro produtos passam a ser isentos de tarifas adicionais, três tipos de suco de laranja e castanha-do-Pará. Os outros 76, antes taxados em 50%, permanecem com os 40% específicos ao Brasil, com destaque para café não torrado, cortes de carne bovina e cera de carnaúba.

•   A nova medida americana não faz referência à Ordem Executiva 14.323, que institui os 40% adicionais ao Brasil. 

•  O documento também atualiza o anexo Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners, de 5 de setembro, que define a estrutura para futuros acordos recíprocos, com códigos elegíveis a isenção da tarifa adicional.

Confiança da indústria melhora, mas empresários seguem pessimistas há quase 1 ano

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu 1,1 ponto em novembro, chegando aos 48,3 pontos, revela levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (13). Trata-se da terceira alta consecutiva do indicador, ajudando a recuperar parte das perdas registradas ao longo do ano. Confira a pesquisa na íntegra:

ICEI - Novembro 2025.pdf(500,5 KB): https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/e6/12/e6121920-255b-47a7-820a-59a129684971/icei_-_novembro_2025.pdf


Segundo Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, ainda é cedo para projetar a retomada da confiança empresarial. “Isso passa pela resolução ou diminuição de vários problemas relatados pelos empresários, como a alta carga tributária, os juros elevados, a demanda interna insuficiente e a falta de mão de obra qualificada”, avalia. 

Apesar do recorte recente positivo, o ICEI completou 11 meses consecutivos abaixo dos 50 pontos, sinalizando que os empresários estão pessimistas desde janeiro.


Todos os componentes do ICEI aumentaram em novembro
A falta de confiança perdeu força em novembro devido à avaliação menos negativa dos empresários sobre as condições correntes e à mudança de humor quanto às expectativas para os próximos meses. 

O índice de condições atuais subiu 1,1 ponto, passando de 43,2 pontos em outubro para 44,3 pontos em novembro. Como está abaixo dos 50 pontos, indica que, para os empresários, o momento da economia e das empresas é pior do que há seis meses. Contudo, a percepção negativa diminuiu. 

Perspectivas voltam a mostrar otimismo após 4 meses
Já o índice de expectativas cresceu 1,3 ponto, de 49,1 pontos para 50,4 pontos. O indicador estava abaixo dos 50 pontos desde julho. Ao cruzar a linha, o indicador aponta que os industriais passaram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança em relação às perspectivas para os próximos seis meses. Enquanto as expectativas para as empresas se tornaram menos negativas, as projeções para os próprios negócios ficaram mais positivas. 

Sobre o ICEI
O ICEI é uma pesquisa mensal da CNI que mede a confiança dos empresários da indústria. Para esta edição, foram consultadas 1.151 empresas: 459 de pequeno porte; 415 de médio porte; e 277 de grande porte, entre os dias 3 e 7 de novembro de 2025.

De Roupas a Eletrônicos: Comércio Varejista Freia Crescimento

As vendas do comércio varejista registraram recuo de 0,3% em setembro em comparação a agosto, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o setor havia apresentado alta de 0,1%.

No terceiro trimestre, o comércio varejista apresentou queda de 0,1% frente ao trimestre anterior. Apesar disso, o volume de vendas cresceu 0,8% em relação a setembro de 2024, marcando a sexta taxa positiva consecutiva no comparativo anual. No acumulado do ano, o setor registrou alta de 1,5%, enquanto em 12 meses o crescimento foi de 2,1%.

Seis dos oito segmentos do varejo registraram queda em setembro: livros, jornais, revistas e papelaria (-1,6%); tecidos, vestuário e calçados (-1,2%); combustíveis e lubrificantes (-0,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,9%); móveis e eletrodomésticos (-0,5%); e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). Os dois segmentos que tiveram alta foram outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,3%).

O comércio varejista ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo — teve alta de 0,2% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal. No terceiro trimestre, o varejo ampliado cresceu 1,0% em relação ao trimestre anterior. Em comparação com setembro de 2024, o setor subiu 1,1%, enquanto no acumulado do ano registrou queda de 0,3%. Em 12 meses, o crescimento foi de 0,7%.

Segundo o IBGE, os dados indicam que, embora haja sinais de recuperação em algumas áreas, o comércio ainda enfrenta dificuldades em diversos segmentos, especialmente aqueles ligados a produtos de consumo durável e vestuário.

Inflação desacelera em outubro, diz IBGE

A inflação no Brasil avançou 0,09% em outubro, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,73%, enquanto nos últimos doze meses a inflação chega a 4,68%.

Entre os setores que registraram maiores variações positivas, destacam-se Vestuário (0,51%) e Alimentos e Bebidas (0,01%). Por outro lado, os segmentos com maior deflação foram Artigos de Residência (-0,34%), Habitação (-0,30%) e Comunicação (-0,16%).

No setor de Habitação, o destaque ficou para a queda nos preços da energia elétrica residencial, que registrou variação negativa de 2,39%. A redução foi influenciada pela mudança da bandeira tarifária de setembro, da vermelha patamar 2 para vermelha patamar 1 em outubro.

Ainda nesta terça-feira, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que reforçou que mantém convicção de que a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano por período prolongado será suficiente para levar a inflação à meta de 3%.

Economistas avaliam que a estabilidade dos preços e o controle da Selic são fundamentais para conter pressões inflacionárias e proporcionar previsibilidade para consumidores e investidores.

Produção industrial de SC cresce 3,1% no ano até setembro

 A produção industrial de Santa Catarina avançou 3,1% no ano até setembro. No mesmo período, a produção industrial brasileira cresceu 1%. Dados compilados pelo Observatório FIESC apontam que o resultado catarinense foi puxado pelo incremento de 16,7% na fabricação de produtos de metal, de 6,4% na fabricação de máquinas e equipamentos e o aumento de 5,3% na fabricação de produtos alimentícios.

Por outro lado, a fabricação de produtos de madeira recuou 2,4% no mesmo período, e a de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 1,1%.

Já na comparação com setembro do ano anterior, a produção industrial catarinense registrou aumento de 3,6%, acima do resultado brasileiro, que foi de incremento de 2%. Nesse período, destacam-se positivamente a fabricação de produtos alimentícios, com alta de 15,7%; de produtos químicos, com aumento de 9,2%; e de papel e celulose, com crescimento de 7,6%.

Do lado das quedas, a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias recuou 15%, enquanto a de móveis recuou 12% e a de produtos de madeira caiu 8,5% no nono mês do ano frente a setembro de 2024.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Programa “Mulheres do Nosso Bairro” está com inscrições abertas

A Portonave é uma das empresas apoiadoras do programa Parcerias do Bem — da ENGIE Brasil – que acaba de lançar a 6ª edição do programa Mulheres do Nosso Bairro. Com o tema “Investindo em quem faz a economia girar”, a iniciativa busca fortalecer o empreendedorismo feminino em Navegantes. Nesta edição, dois projetos locais serão selecionados e receberão, cada um, um aporte de R$ 10 mil.

Todas as mulheres, cisgêneros e transgêneros, que empreendem pequenos negócios em Navegantes — seja como pessoa física ou jurídica — podem participar. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 14 de novembro, às 18h, pelo site www.engie.com.br/mulheres-do-nosso-bairro. O resultado será divulgado no dia 11 de dezembro na mesma página. Caso as datas do programa sejam prorrogadas, as atualizações também serão publicadas no site.

Além do apoio financeiro, os vencedores participarão de uma formação online em gestão de negócios, conduzida por especialistas do Consulado da Mulher. Na edição de 2024, os empreendimentos contemplados em Navegantes foram Curso de Danças de Salão e Gaúchas, de Aline Maria Hey; Mulheres que Renascem, de Gleice Oliveira; Bendiz, de Letícia Pecharka; e Força Mulher, de Munique Neuwirth Ramos.

Este é o terceiro ano consecutivo que a Portonave apoia o Programa Mulheres do Nosso Bairro. Até hoje, oito empreendedoras receberam o apoio e foram capacitadas para desenvolverem seus próprios negócios pela iniciativa. Ainda pelo Parcerias do Bem, além deste programa, o Terminal Portuário também é parceiro do Edital Educação, que premia projetos da comunidade escolar de Navegantes.

Critérios de seleção “Mulheres do Nosso Bairro” 🔍

A avaliação dos empreendimentos inscritos será feita com base nos seguintes tópicos:

🫱🏿‍🫲🏽 Geração de renda: o projeto contribui para o aumento da renda das pessoas envolvidas? Há novas oportunidades de trabalho associadas ao negócio?

💵 Viabilidade econômica: o empreendimento apresenta potencial de continuidade após o investimento? Existe demanda atual ou futura pelos produtos ou serviços oferecidos?

🌱 Sustentabilidade e impacto ambiental: a proposta promove melhorias ambientais ou está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)?

🫂 Contribuição à comunidade: o negócio gera benefícios adicionais à comunidade onde atua, além da geração de renda?

👩🏽 Perfil de liderança: o projeto é liderado por mulheres cisgênero ou transgênero?

📌 Localização: o empreendimento está estabelecido ou atua nos municípios listados no Anexo do edital?

Mais detalhes sobre o processo seletivo estão disponíveis no regulamento completo. 

Sobre o programa 
Instituído em outubro de 2020, o Mulheres do Nosso Bairro atua em âmbito nacional. Desde o lançamento, cerca de R$ 5 milhões foram investidos, beneficiando mais de 50 mil mulheres e apoiando diretamente 360 empreendimentos liderados por mulheres em diversas regiões do Brasil.

Além do edital, o programa oferece cursos gratuitos de capacitação, informações sobre redes de apoio, ações de conscientização sobre violência doméstica e iniciativas voltadas à saúde física e mental.

Como parte de sua estratégia de responsabilidade social, a ENGIE conduz o Mulheres do Nosso Bairro com foco na transformação de vidas. “São mulheres que transformam desafios em oportunidades e, com o apoio do programa, conseguem redefinir suas trajetórias e as de suas famílias. É mais do que investimento: é transformação social com rosto, nome e propósito”, afirma Thais Soares, Diretora de Sustentabilidade da ENGIE Brasil.

Neste ano, o programa conta com o apoio da Portonave e de outras organizações, como: Aliança Energia, CESTE, Consulado da Mulher, Goedert, Grupo Habitasul, Jirau, Koerich, Instituto Malwee, Nauterra, Oiapoque Energia, Porto Itapoá, Portobello, Renault, TAG, Técnica Geração, Vibra, Voltalia e WEG.

Sobre a Portonave🚢
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Instituto Amazônia+21 anuncia aporte de R$ 2 milhões do Sebrae na Facility de Investimentos

O Instituto Amazônia+21 anunciou, nesta segunda-feira (10), o aporte de R$ 2 milhões realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na Facility de Investimentos -- iniciativa foi criada para atrair capital e fomentar negócios sustentáveis na região amazônica. O anúncio ocorreu no estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Blue Zone da COP30, em Belém (PA).

Criado pelo Instituto Amazônia+21, o mecanismo conecta empreendedores amazônicos a investidores nacionais e internacionais interessados em negócios de impacto socioambiental. A Facility busca mobilizar capital privado para iniciativas sustentáveis, ampliando o acesso a crédito e fortalecendo a bioeconomia, a inovação e a industrialização regional.

A parceria reforça a integração entre o Sebrae, a CNI e as federações estaduais da indústria na promoção de um modelo de desenvolvimento que una conservação ambiental e geração de renda. Para o presidente do Instituto Amazônia+21 e da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, o apoio do Sebrae amplia uma colaboração que vem se consolidando desde 2022.

“Em 2022, começamos essa jornada com o Sebrae, e agora o Sebrae Nacional amplia o escopo dessa atuação. Por meio da Facility de Investimentos, será possível apoiar pequenos negócios na Amazônia, fortalecendo a industrialização de produtos locais”, afirmou.

Ao anunciar o aporte, o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, destacou que o investimento está alinhado à estratégia da instituição de ampliar o apoio aos pequenos negócios industriais e às startups inovadoras.

“O Sebrae está convencido de que precisamos estar cada vez mais próximos do ecossistema industrial, junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), ao Serviço Social da Indústria (SESI) e ao Instituto Euvaldo Lodi (IEL), para apoiar a pequena indústria brasileira. Na Amazônia, onde mais de 90% da floresta é considerada improdutiva, é essencial encontrar caminhos para criar valor local. E isso se faz pela industrialização. A parceria com o Instituto Amazônia+21 vai permitir também que startups da região tenham acesso a investimento e capacitação para transformar boas ideias em negócios sustentáveis”, explicou.

Presente no anúncio, o presidente da CNI, Ricardo Alban, reforçou o papel da Facility como instrumento de governança e transparência capaz de transformar potencial em desenvolvimento real.

“Não se faz nada apenas com ideias, mas também com ações que geram resultados. A Facility representa uma estrutura transparente, de governança sólida, que permitirá transformar potencial em desenvolvimento real”, disse.

Patrocinadores
A participação da CNI na COP30 conta com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI). Institucionalmente, a iniciativa é apoiada pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), First Abu Dhabi Bank (FAB), Sistema FIEPA, Instituto Amazônia+21, U.S. Chamber of Commerce e International Organisation of Employers (OIE). A realização das atividades da indústria na COP30 recebe o patrocínio de Schneider Electric, JBS, Anfavea, Carbon Measures, CPFL Energia, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Latam Airlines, MBRF, Pepsico, Suzano, Syngenta, Acelen Renováveis, Aegea, Albras Alumínio Brasileiro S.A., Ambev, Braskem, Hydro, Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Itaúsa e Vale.

SENAI/SC oferecerá mais de 25 cursos técnicos em 43 cidades em 2026

O SENAI/SC anunciou nesta segunda (10) que oferecerá mais de 25 cursos técnicos em 43 cidades em 2026. As formações são voltadas a quem deseja começar, crescer ou se reinventar na carreira.

Entre as opções estarão Automação Industrial, Eletromecânica, Eletrotécnica, Desenvolvimento de Sistemas, Mecânica, Química, Design de Moda, Plásticos, Vestuário, Refrigeração e Climatização, entre outras áreas alinhadas às demandas da indústria catarinense.

🌐 Acesse a página do SENAI/SC e saiba mais sobre cursos técnicos: https://cursos.sesisenai.org.br/cursos-tecnicos

Os cursos atendem jovens, profissionais da indústria, adultos em requalificação e o público 40+, que buscam dar o próximo passo por meio da educação técnica.

As formações têm duração de até dois anos e se destacam pelo alto índice de empregabilidade.

SOBRE

O SENAI/SC está presente em todas as regiões do estado. Além de cursos técnicos, oferece cursos profissionais e de aprendizagem industrial, que combinam aulas no SENAI e prática profissional nas empresas. Somente no ano passado, foram 258,6 mil matrículas em todo o estado.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional 

Na semana da COP 30, SENAI lança jornada para acelerar descarbonização na indústria

 

Na mesma semana em que líderes mundiais se reúnem na COP 30 para debater metas de neutralidade de carbono, o SENAI lança em Santa Catarina a Jornada de Descarbonização da Indústria. A metodologia, desenvolvida integralmente pela rede Instituto SENAI, combina consultoria técnica, inovação e tecnologia, com foco em reduzir emissões de gases de efeito estufa e ampliar a eficiência energética.

O modelo atua em quatro frentes — diagnóstico, estratégia, mitigação e compensação — e reúne a expertise de três institutos de tecnologia do SENAI: ambiental, cerâmica e mobilidade elétrica. “Essa abordagem permite mensurar resultados, planejar investimentos sustentáveis e posicionar as empresas catarinenses, de todos os portes, na vanguarda da competitividade verde”, explica o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira.

Para o líder do Hub de Descarbonização da FIESC, Charles Leber, é possível crescer e, ao mesmo tempo, reduzir impactos. “A COP 30 reforça a urgência desse movimento e Santa Catarina já vem mostrando que a indústria é parte essencial da solução. O SENAI está ajudando as empresas a transformar esse desafio em oportunidade”, frisa. Indústrias interessadas em se integrar à jornada de descarbonização, devem procurar os Institutos SENAI.   

Seminário debate descarbonização e eficiência energética
Nesta quarta-feira, dia 12, um seminário promovido pela FIESC em parceria com o SENAI reúne em Blumenau pesquisadores, empresários e lideranças internacionais para discutir soluções de descarbonização, eficiência energética e competitividade industrial. A programação completa e as inscrições podem ser feitas aqui.   

Entre os destaques da programação estão palestras da pesquisadora portuguesa Maria João Rodrigues, do Instituto Superior Técnico de Lisboa, e do engenheiro suíço Pirmin Aregger, cofundador da empresa Recoal, especializada em tecnologias de captura e reaproveitamento de carbono.

O encontro terá ainda painéis conduzidos pelos Institutos SENAI de Tecnologia Ambiental, Cerâmica e Mobilidade Elétrica, com exemplos de como o uso de energias renováveis, consultorias técnicas e planejamento integrado destas ações, vem gerando resultados positivos para o parque industrial catarinense.

O seminário é uma realização do SENAI e da FIESC, por meio do Hub de Descarbonização. Durante o encontro, empresas catarinenses apresentarão seus cases de redução de emissões como a NIDEC e a SCGÁS apresentando suas perspectivas em relação ao uso de combustíveis renováveis em SC, resultando em práticas sustentáveis em suas operações e cadeias produtivas.

Indústria é protagonista deste processo
Em Brusque, a ZEN, indústria de autopeças, incorporou a agenda climática ao seu planejamento estratégico e vem avançando com resultados expressivos em eficiência energética e redução de emissões. Desde 2021, a empresa realiza o inventário de gases de efeito estufa e já reduziu em 42% a intensidade de emissões (kgCO₂e/h trabalhadas), passando de 2,282 para 1,328 entre 2021 e 2024. 

“O plano de mitigação reflete o esforço coletivo do nosso time em integrar  performance, excelência e sustentabilidade. Estamos preparando a ZEN para o  futuro. Um futuro no qual a competitividade também se mede pela capacidade  de gerar valor com menor impacto ambiental”, destaca o CEO da ZEN, Wilson Bricio.

O resultado reflete um ciclo de investimentos de R$ 150 milhões em modernização industrial e tecnologias mais limpas, incluindo um centro de transformação mecânica preparado para o uso de hidrogênio verde. 

A IPEL, de Indaial, implantou uma tecnologia inédita de aeração por ar difuso — também conhecida como bolha fina — em sua Estação de Tratamento Biológico (ETB). A inovação, pioneira no setor papeleiro brasileiro, substitui sistemas tradicionais de aeração por difusores instalados no fundo do tanque, que liberam bolhas ultrafinas e garantem maior eficiência na transferência de oxigênio para os microrganismos que tratam os efluentes. O novo sistema elevou a taxa de transferência para cerca de 4,7 kgO₂/kWh, frente aos 3,5 kgO₂/kWh dos métodos convencionais, resultando em ganhos energéticos entre 20% e 40%, conforme as condições operacionais.

Além da eficiência energética, a tecnologia traz estabilidade ao processo, menor emissão de ruídos e aerossóis e uma operação mais limpa e segura para os colaboradores. “Essa tecnologia coloca a IPEL em um novo patamar de inovação no tratamento biológico, alinhando eficiência operacional com responsabilidade ambiental”, destaca Xalise Canani, gerente industrial da empresa.

A unidade da Nidec em Joinville, onde são fabricados os produtos Embraco, foi a primeira da empresa no mundo a alcançar neutralidade de carbono, operando 100% com energia renovável e zero envio de resíduos a aterros. A planta é responsável pela produção de soluções de refrigeração da marca Embraco, reconhecidas globalmente por sua alta eficiência energética e contribuição direta para a redução de emissões de carbono.

Sobre a COP 30
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 30) será realizada no Brasil, em Belém do Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro. Delegações de 140 países se reúnem no maior evento global das Nações Unidas para discussão e negociações sobre mudança climática. Participam líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais, representantes da sociedade civil, de governos, do setor privado, e de organizações internacionais.

Entre as indústria que marcam presença no evento está a JJG Carbon, uma holding familiar fundada e liderada pelo empresário Waldemar Schmitz, de Pinhalzinho, dedicada exclusivamente a projetos de crédito de carbono. Uma das iniciativas é a Fazenda Santana, dedicada à preservação de 3,6 mil hectares de floresta amazônica e à promoção do desenvolvimento sustentável por meio do mercado voluntário de créditos de carbono. 

Com base na metodologia LCS003 e certificação independente da LUXCS, o projeto adota um sistema rigoroso de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV), apoiado por dados do INPE (PRODES), garantindo transparência e credibilidade. Cada crédito é registrado na blockchain Polygon, assegurando rastreabilidade e autenticidade, e comercializado na B4.capital, a primeira bolsa de ação climática do país. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 13 e 15) da ONU, o projeto reforça o papel do Brasil na proteção da Amazônia e no combate às mudanças climáticas globais.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Com vacância abaixo de 3%, galpões físicos em SC entregam mais de 24% ao ano e superam FIIs
Em razão da forte demanda por infraestrutura de distribuição, a alocação de capital no segmento logístico se tornou concorrida entre investidores. Na hora de escolher entre ativo físico vs. Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) – o especialista em investimentos logísticos Douglas Curi, da Sort Investimentos, analisa com base em fatores como localização, modelo do galpão e tipo de aquisição. Apesar de reforçar a importância da diversificação, a tese do executivo aponta que o investimento direto em ativos Triple A, especialmente no dinâmico litoral norte catarinense, pode entregar um retorno anual superior a 24%, acima do mercado financeiro.
 
Escassez e demanda no eixo Itajaí-Garuva
A valorização no segmento de galpões tem surpreendido em Santa Catarina, importante polo portuário nacional, especialmente entre as cidades de Itajaí/Navegantes, Araquari, Garuva e Itapoá, na divisa com o Paraná. Ela está diretamente ligada ao crescimento do e-commerce e à necessidade de grandes players de logística e varejo de otimizar a distribuição, já que rapidez e entrega no prazo estão entre os principais diferenciais competitivos. 
 
Essa área se desenvolveu muito como um dos grandes eixos logísticos do Brasil, impulsionada pelos portos. A demanda é tão intensa que a taxa de vacância média já supera São Paulo que está em torno de 6/7%.  "Nessa região de Santa Catarina está abaixo de 3%," explica o executivo.
 
"A baixíssima vacância de SC garante a estabilidade do aluguel, mas projeta uma aceleração de preços sem precedentes. Estimamos que o mercado do Litoral Catarinense tem potencial para superar 100% de valorização nos próximos 5 anos," afirma Curi, que enfatiza a força do ativo físico em um mercado de oferta restrita.
 
O fator liquidez
Embora os FIIs ofereçam liquidez diária, a fluidez na revenda do galpão físico de alta qualidade é aprimorada por modelos de negócio que mitigam o risco.
 
"A liquidez de um ativo físico é dada pela sua qualidade e pelo risco de vacância. É por isso que focamos no modelo chave na mão (turnkey): entregamos galpões Triple A, já alugados para grandes locatários, com contratos de longo prazo. Isso transforma o galpão em um ativo premium com liquidez aprimorada, muito atraente para fundos de pensão e investidores institucionais no momento da revenda," detalha Curi.
 
Retorno total: estabilidade descolada do mercado
A superioridade do investimento direto reside na captura integral do retorno total: a soma da rentabilidade do aluguel com a valorização do imóvel.
 
Curi reforça que a volatilidade da cota do FII pode ser um risco a considerar e que o proprietário do ativo físico não absorve. No ativo físico, além de segurança patrimonial o ganho de capital é direto e sustentado pela escassez regional.
 
O cálculo do especialista  é baseado na valorização acelerada, e ele considera os números registrados no litoral de SC:
Valorização anual (15% a 20% a.a.): Em um cenário conservador de 15%, o executivo aponta representação de 1,25% ao mês de ganho de capital.
Soma ao aluguel (0,8% a 1%a.m.): O retorno total se potencializa para cerca de 2% ao mês ou mais, e atinge  24% ao ano.
 
"O ativo físico permite que o investidor se beneficie diretamente da pressão do e-commerce por espaço, sem a interferência da volatilidade diária do mercado financeiro. No Litoral Catarinense, a escassez do ativo, os longos contratos e a demanda reprimida garantem a segurança da posse e a apreciação exponencial do capital," conclui.
 
Sobre o Grupo Sort
O Grupo Sort é comandado por Renato Monteiro e reúne empresas dos segmentos imobiliário, tecnologia, indústria e varejo, entre elas a Fast Sale, a PipeImob Tecnologia, a Sort Empreendimentos e a Sort Investimentos. Com mais de R$ 8 bilhões em ativos sob assessoria, o grupo se destaca pela seleção e gestão de imóveis voltados a investidores de diferentes perfis, com forte atuação no mercado de galpões logísticos. Atualmente, administra mais de R$ 3 bilhões em ativos nesse segmento, com taxa de vacância inferior a 3% e crescimento expressivo em negociações de terrenos e empreendimentos logísticos em todo o país.
 
https://sortinvestimentos.com.br/
https://fastsaleimoveis.com.br/home
Mais de 361 mil catarinenses podem negociar dívidas por até R$ 100 no Feirão Serasa Limpa Nome

Em meio ao alto cenário de inadimplência e endividamento no Brasil, 12 milhões de consumidores podem negociar suas dívidas no principal mutirão de negociação de dívidas do país por até R$100. Apenas em Santa Catarina, 361 mil pessoas contam com essa oportunidade. Com condições especiais até 30 de novembro, o Feirão Serasa Limpa Nome reúne mais de 56 milhões de ofertas, resultando em uma média de 4 ofertas por pessoa por até esse valor. 

“Grande parte dos consumidores evita consultar suas dívidas por receio do que vai encontrar, mas, na prática, muitos se surpreendem ao descobrir que podem quitá-las por valores baixos — em alguns casos, por menos de R$ 100, com possibilidade de parcelamento. O desconto médio dessas dívidas é de 70% e as ofertas nesse Feirão podem chegar até 99%”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa.

Desde o dia 03 de novembro, em que se iniciou a 34ª edição do Feirão Limpa Nome da Serasa, até o dia 07, mais de 1,2 milhões de dívidas já foram negociadas no país, sendo 514 mil até R$100. Para conferir as ofertas especiais de até R$100 e as demais oportunidades com as mais de 1,6 empresas parceiras, o consumidor pode consultar pelo site (serasa.com.br), aplicativo ou agências dos Correios de todo o Brasil.

Como aproveitar o Feirão e sair das dívidas?

Para ajudar quem quer aproveitar o Feirão e começar 2026 com as contas em dia, o embaixador da Serasa e PhD em Economia, Gil do Vigor, preparou três orientações práticas para quem deseja se planejar financeiramente e negociar com segurança:

  1. Analise seu orçamento: faça uma lista de todas as dívidas que possui e anote o credor, tipo da dívida, valor da parcela mensal, valor total devido e a taxa de juros anual. Além disso, registre todas as receitas mensais líquidas, os seus gastos fixos e variáveis. Após isso, subtraia o valor total das despesas fixas e variáveis da receita mensal para saber o saldo disponível para quitar as dívidas.
  2. Entenda como funciona o pós pagamento: Depois de pagar um acordo de negociação de dívidas pelo Serasa Limpa Nome, a empresa responsável pela dívida tem até cinco dias úteis para solicitar a retirada do CPF do consumidor do cadastro de inadimplentes da Serasa. Vale lembrar que se ainda houver outra dívida não quitada no nome do devedor, ele continuará negativado.
  3. Organize-se financeiramente para não voltar a negativação: sair das dívidas é uma grande vitória, mas manter-se livre delas exige mudança de hábitos, disciplina e visão de longo prazo. Neste ponto, a educação financeira será é a maior aliada, pois o que importa não é apenas a sua renda, mas especialmente como você administra o dinheiro. As boas práticas para evitar novas dívidas incluem criar uma reserva para emergências, estabelecer metas financeiras e usar o crédito de forma segura.

“Falar sobre endividamento ainda pode causar calafrios em muitos brasileiros e, por isso, precisamos incentivar a educação financeira dentro e fora de casa”, comenta Gil. “Com um bom planejamento, é possível tirar o nome do vermelho e voltar a fazer planos a longo prazo. O primeiro passo para realizar sonhos é a negociação de dívidas e este é o melhor momento para recomeçar”.

Para conferir outras dicas, acesse o Guia de Renegociação de Dívidas, assinado por Gil do Vigor: https://www.serasa.com.br/guias/guia-de-renegociacao-de-dividas/

Sobre a Serasa  

Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais.   

 Mais informações em www.serasa.com.br e pelas redes sociais no @serasa.  

Juros em 15% travam setores estratégicos do país e freiam investimentos no Brasil

A taxa Selic mantida em níveis elevados — chegando a 15%, o maior patamar em duas décadas — está afetando diretamente áreas essenciais da economia brasileira, especialmente construção civil, comércio e indústria. Com crédito mais caro, o consumo desacelera, empresas freiam investimentos e o peso financeiro das dívidas se torna ainda maior.

Quando o custo do dinheiro sobe, bancos passam a liberar crédito com mais cautela, dificultando o acesso ao financiamento — principalmente para negócios com alta alavancagem e compromissos financeiros de curto prazo. O efeito em cascata se espalha para o consumo, a produção e a geração de empregos.

Impacto direto no sonho da casa própria

Dados da Abrainc mostram que, nos últimos cinco anos, o avanço das taxas de juros tirou aproximadamente 800 mil famílias do mercado imobiliário, reduzindo pela metade o público que consegue financiar imóveis de até R$ 500 mil. Cada ponto percentual nas taxas elimina, em média, 160 mil famílias do acesso ao financiamento habitacional.

A CBIC também alerta que a alta dos juros derrubou a captação de poupança — principal fonte para crédito imobiliário — e isso contribuiu para a retração de financiamentos. Até setembro deste ano, o volume de imóveis financiados pelo SBPE caiu mais de 20% frente ao período anterior.

Indústria travada

Na indústria, o cenário não é diferente. Empresas estão encontrando mais barreiras para financiar capital de giro e apostar em expansão. Um levantamento da CNI mostra que 80% das indústrias apontam os juros como principal obstáculo para crédito de curto prazo.

Segundo economistas do setor, isso atinge especialmente segmentos que dependem do consumo direto das famílias, como automotivo, eletroeletrônicos e construção.

Haddad nega que fiscal vá “explodir” em 2027

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista ao portal UOL que o desempenho fiscal do país não irá “explodir” em 2027 e garantiu que o Orçamento do próximo ano, a ser encaminhado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional, prevê superávit nas contas públicas.

“O fiscal não vai explodir em 2027, como não explodiu, por exemplo, quando fizemos a PEC da Transição”, disse Haddad.

O ministro comparou a condução da política fiscal a uma corrida, destacando cautela e planejamento:
“É como se as pessoas dissessem: ‘Olha, se continuar fazendo essa trajetória vai bater no muro’. Mas não é assim. Tem um piloto ali. Estamos numa pista de Fórmula 1, vamos fazendo as curvas, tangenciando”, acrescentou.

Haddad explicou ainda que a equipe econômica está finalizando o Orçamento de 2026, que seguirá a meta de superávit prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Faturamento da indústria cai 1,3% em setembro, aponta CNI

A situação do faturamento da indústria se agravou em setembro, com queda de 1,3%. Em agosto, o indicador já havia encolhido 5,2%. É o que mostram os Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (7). Confira a pesquisa na íntegra:

Indicadores Industriais - Setembro - 2025.pdf(521,8 KB): https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/79/1a/791a9fd6-1e2a-4147-89f7-e4c55efef050/indicadores_industriais_-_setembro_-_2025.pdf


Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, diz que a indústria de transformação vem perdendo dinamismo em 2025, movimento acentuado nos primeiros meses do segundo semestre, com reflexos no faturamento do setor. 

“A demanda doméstica por bens industriais cresceu ao longo de 2024, mas perdeu força este ano. Isso se deve tanto aos efeitos dos juros sobre o crédito, que ficou mais caro e de mais difícil acesso aos consumidores, como também à penetração de produtos importados, que têm capturado parte relevante do mercado da indústria nacional”, analisa. 

Apesar da sequência negativa, o faturamento do setor nos nove primeiros meses de 2025 acumula alta de 2,1% em relação ao mesmo recorte do ano passado.


Emprego, massa salarial e UCI também diminuem
O emprego recuou 0,2% em setembro, interrompendo uma sequência de estabilidade entre maio e agosto. Até abril deste ano, o indicador acumulava 18 meses consecutivos sem queda. Ainda assim, o emprego cresceu 2% nos nove primeiros meses de 2025, frente ao mesmo período de 2024. “O emprego acompanha a queda de desempenho da indústria de transformação”, comenta Nocko. 

Já a massa salarial caiu 0,5% entre agosto e setembro. O resultado acumulado do ano (janeiro a setembro) representa um recuo de 2,4% em relação ao mesmo período de 2024. O mês também foi negativo quanto à Utilização da Capacidade Instalada (UCI) do setor, que recuou de 78,3%, em agosto, para 77,9% em setembro. O patamar atual da UCI está 2,1 pontos percentuais abaixo do registrado em setembro do ano passado. 

Horas trabalhadas na produção e rendimento médio não mudam
O número de horas trabalhadas permaneceu estável, após ligeira alta de 0,1% entre agosto e setembro. Entre janeiro e setembro de 2025, o indicador acumula alta de 1,3%. O rendimento médio real dos trabalhadores também não mudou. No entanto, o índice caiu 4,4% nos nove primeiros meses do ano, frente ao mesmo recorte de 2024.

Itajaí dá início ao Foz Tech Summit 2025 com foco em inovação e desenvolvimento regional
O Foz Tech Summit 2025 em Itajaí reuniu, nesta quarta-feira (5), representantes do setor produtivo, poder público e academia para discutir o futuro da inovação e da tecnologia na região da Foz do Rio Itajaí-Açu. O evento acontece no Elume Centro Regional de Inovação e segue até quinta-feira (6), com palestras, painéis, competições e atividades de networking voltadas à transformação digital e ao empreendedorismo.
 
Com o tema “Cidades Inteligentes e Empreendedoras”, o encontro busca fortalecer o ecossistema de inovação e aproximar empresas, startups e investidores. A programação inclui trilhas temáticas, batalhas de negócios e momentos de integração entre profissionais de diferentes áreas. Na batalha entre as startups, a ARQUIMED ganhou na categoria Pré Encubação e a Dynamis na categoria Consolidadas.
 
“É o momento de conexão de todos os atores do ecossistema de inovação e de tecnologia de Itajaí e de toda a região. Mas não é só da gente, é de todo mundo. Toda a comunidade está convidada para estar aqui conosco”, destacou o Diretor Presidente da Invest Itajaí, Nikolas Reis.
 
O Foz Tech Summit é uma realização do Núcleo de Tecnologia e Inovação da Associação Empresarial de Itajaí (NUTI) e da ACATE – Polo Foz do Itajaí, com correalização do Elume. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e de entidades que integram o ambiente de inovação local.
 
“Esse evento é importante para a nossa região, onde a gente leva tecnologia e inovação para os nossos associados e também para a comunidade. É um grande momento para discutir como a tecnologia e a inovação podem mudar as cidades”, ressaltou o coordenador do Polo ACATE, Eder Souza.
 
Taísa Corrêa, presidente da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), reforçou a importância da atualização e da integração entre os setores: “A gente tem que estar sempre atualizado do que acontece para realmente poder impulsionar as empresas, gerar negócios e desenvolver Itajaí. E é isso que acontece hoje: essa condensação tão grande entre todos esses players e empresas para transformar a Foz do Rio Itajaí nesse polo de inovação tão importante para a nossa região”.
 
Com entrada gratuita, o Foz Tech Summit 2025 reafirma o papel de Itajaí como referência em inovação no litoral catarinense e promove conexões que impulsionam o desenvolvimento tecnológico e econômico regional.
Juros altos travam o Brasil ao frear investimentos e encarecer o consumo

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados mostra o impacto direto dos juros elevados sobre a economia brasileira. Caso a taxa básica de juros caísse de forma mais expressiva, 77% das empresas industriais do país aumentariam seus investimentos nos próximos dois anos.

O índice é idêntico entre pequenas, médias e grandes empresas, indicando que a redução dos juros impulsionaria o investimento e, consequentemente, o crescimento econômico em todos os segmentos. O levantamento ouviu 1.000 executivos industriais, com margem de erro de 3 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.

“A decisão do Copom de manter a Selic em 15% ao ano é mais um duro golpe na economia e na competitividade da indústria brasileira”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.

Segundo ele, não há justificativa técnica para manter a Selic em um patamar tão elevado. Com expectativas de inflação nos próximos 12 meses (IPCA/IBGE) em 4,06%, o juro real chega a 10,5% ao ano, nível que inibe o investimento produtivo, afeta o consumo das famílias e penaliza especialmente as camadas de menor renda.

O estudo da CNI também revela a preocupação dos empresários com o Custo Brasil, conjunto de fatores que limitam a competitividade da economia frente a outros países. A taxa básica de juros é um dos principais componentes desse custo. Para 60% dos executivos industriais, reduzir o Custo Brasil deveria ser a principal prioridade do país — outros 18% colocam como segunda prioridade.

Ainda segundo a pesquisa, 81% dos industriais afirmam que o Custo Brasil eleva os preços finais ao consumidor. Desses, 55% acreditam que o aumento é muito significativo; 22%, razoável; e apenas 4% veem impacto pequeno.

“É esse o preço que toda a sociedade paga por uma política de juros equivocada”, reforça Alban. “Com os preços controlados e o investimento em queda, manter a Selic em 15% ao ano impede o Brasil de crescer. Não se trata apenas de prejudicar as empresas, mas de afetar milhões de brasileiros — sobretudo os de menor renda — que ficam sem acesso ao crédito e, portanto, sem capacidade de consumo.”

Campanha Custo Brasil
A CNI traz a Campanha Custo Brasil para mostrar como os vilões desse impacto financeiro atuam para encarecer tudo, travar a competitividade industrial e frear o desenvolvimento econômico e sustentável do país.

Anualmente, o Custo Brasil desperdiça R$ 1,7 trilhão no país, que representa 20% do PIB. O termo descreve o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, econômicas e de infraestrutura que encarecem e dificultam a produção, os negócios e a competitividade no país, tanto para o mercado interno quanto para o internacional.

A campanha é estrelada por seis personagens:

Jurássio: ele é alta taxa de juros;
Infradonha: ela é custo das obras paradas e as consequências da ausência de ampliação e diversificação da matriz logística;
Burocratus: ele é morosidade da burocracia;
Custo Circuito: ele é valor da energia para lares e empresas;
Tributácio: ele reúne todos os tributos pagos;
Baiacusto: ele é todos os monstros em um, representando as perdas do Custo Brasil.

Economia & Negócios: Esperança: fim do tarifaço

Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Montanha russa

Acabou de sair um levantamento dos parques temáticos que mais atraíram multidões no planeta. Em primeiro está o Magic Kingdom Park, no Walt Disney World Resort, em Orlando (Flórida), com impressionantes 17,83 milhões de visitantes em 2024. Considerando apenas a Amárica Latina e o Caribe, está lá, orgulhosamente, na liderança, o catarinense Beto Carrero World, com 2,5 milhões.

Para o mundo

Em Concórdia, onde nasceu em 1944, a Sadia é uma multinacional em expansão contínua. A MBRF, resultante da recente união dos frigoríficos Marfrig e BRF, anunciou a criação da Sadia Halal, negócio que envolve as operações, como centros de distribuição a unidade de abate, na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Omã. Estão incluídas também as exportações diretas para os clientes do norte da África. O negócio envolve US$ 2,07 bilhões.

Nepotismo normalizado

Mais uma espantosa decisão “suprema”: formou maioria para manter o entendimento que autoriza a nomeação de parentes para cargos políticos na administração pública. Essa maioria diz que “não há nepotismo quando o parente indicado possui qualificação técnica para exercer o cargo”. Parece cômico, mas é trágico.

Privação de liberdade

O Congresso Nacional está prestes a votar projeto que endurece a privação de liberdade de líderes de organizações criminosas armadas e de adolescentes infratores. Pelo texto, líderes de facções criminosas ou milícias cumprirão pena em presídio de segurança máxima, sem chance de se beneficiar com o regime aberto ou semiaberto. Parece muito bom, não é? Sim, desde que deputados e senadores se entendam com alguns ministros do “alto” Judiciário: só em 2024, o STJ (aquele que está sendo acusado de vender sentenças) concedeu 9.166 habeas corpus a traficantes. No STF foram 577 e o tráfico de drogas foi o crime mais beneficiado. O levantamento vem causando muita repercussão.

Esperança

A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) tem subsidiado o Ministério e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) com informações estudos sobre os setores afetados pelo tarifaço e participado como uma ativa interlocutora, junto com a CNI, com o setor privado norte-americano e também o Departamento do Comércio. Além disso esteve na missão à Washington organizada pela CNI e tem participado de reuniões com o MDIC em diversas ocasiões. As tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre exportações de produtos brasileiros já afetam significativamente as vendas de SC para o mercado ianque. Dados da balança comercial compilados pelo Observatório Fiesc mostram que em setembro as exportações para lá caíram 55%, em relação a igual período do ano anterior.

Geração Empreendedora

Visando despertar, estimular e orientar o desenvolvimento do espírito empreendedor e da cultura associativista, o projeto Geração Empreendedora, da Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc), formou mais uma turma de jovens em Brusque. Realizada através da Associação Empresarial local, a iniciativa contemplou alunos da 2ª série do Ensino Médio, do Instituto Federal Catarinense Campus Brusque. O projeto é realizado há mais de 10 anos pela Facisc e na região está sendo aplicado, através do Núcleo de Jovens Empreendedores, Mulheres Empresárias e Núcleo de Tecnologia e Inovação da Associação Empresarial.

Na Bolsa

Os catarinenses tinham em outubro, R$ 22,3 bilhões investidos na B3, quantia que representa 3,7% de todo capital aplicado no país. Eram 293,3 mil contas vinculadas ao Estado na bolsa brasileira, o sexto maior resultado em números absolutos entre as unidades da federação. Segundo a empresa de consultoria Garoa Wealth Management, observa que o número de investidores cresceu 89,8% em relação a 2021 quando eram 154,5 mil. O valor total investido aumento 32,5% nesse período.

Bala na agulha

A Lua Luá anunciou um aporte de R$ 80 milhões para a expansão do parque fabril. O investimento tem meta de dobrar a capacidade produtiva e gerar 270 novas vagas até o fim de 2026. Esse movimento é uma necessidade natural diante da crescente demanda do mercado e do consequente aumento na produção, destaca a sócia-proprietária da marca.

Epidemia incontrolável

A proibição dos jogos de azar no Brasil não conteve a onda das bets e não é nenhum exagero dizer que os cassinos estão, sim, liberados no país. No momento em que qualquer pessoa com um celular e acesso à internet pode perder dinheiro em jogos virtuais, o veto à jogatina presencial, no caso, se torna um mero detalhe, uma formalidade obsoleta que não resiste ao clique. A legalização das apostas on-line, embalada por promessas de arrecadação e modernidade, escancarou um vício que se disfarça de entretenimento, infiltrando-se nas rotinas familiares. O Brasil precisa equilibrar a atividade das bets, reconhecendo que o jogo on-line, por estar disponível a qualquer hora no celular, apresenta riscos.

Arroz Combina

O arroz é um alimento considerado essencial no Brasil e faz dupla bicolor com o também essencial: o feijão. Apesar de serem alimentos saudáveis, estão sendo substituídos até por itens ultrapassados e enfrentando preços em queda. Dados do IPCA, inflação oficial do país, mostram que de janeiro a setembro deste ano o arroz ficou 20,85% mais barato e o feijão, 31,26%. Para incentivar o consumo, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) lançou a campanha nacional “Arroz Combina”. O foco é mostrar que é um produto que combina com dezenas de pratos e é saudável. O presidente da Abiarroz observa que a campanha tem como objetivo fortalecer a conexão cultural e afetiva da população com o arroz. SC é o segundo produtor nacional do arroz, atrás do RS.

Rombo fiscal

Um novo estudo divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que a situação fiscal das prefeituras atingiu o pior cenário da história. Dados parciais referente ao encerramento de exercício mostram que 54% delas estão no vermelho, com um déficit que chega a R$ 33 bilhões. Em SC, das 266 que fizeram parte da amostra, 42% tem déficit. O recorde está no Amapá, todas 100% não se sustentam. Entre os fatores que contribuíram para esse quadro estão a crescente necessidade de pessoal para a prestação de serviços. Também contam para o déficit as contratações de prestadores de serviços, despesas de custeio e com funcionalismo, locação de mão de obra e investimentos em obras e instalações.

Decreto imposto

As 200 Apaes existentes em SC que, com serviços reconhecidamente extraordinários, tem sido um modelo para o país ao longo dos anos, estão sendo atingidas por um terremoto. É um decreto federal, recente, sem ouvir as bases, estabelece a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. Por ela, o atual atendimento educacional especializado, propiciado pelas Apaes, deverá ser feito no contraturno das escolas de ensino regular. A Assembleia Legislativa deverá aprovar uma moção de repúdio, para quem a medida representa retrocessos e desrespeito às entidades que atuam, há décadas, com a política de educação especial.

Ameaça às Apaes

Há uma forte reação política no Congresso Nacional para suspender os efeitos do arrogante decreto 12.686, do governo federal, que de uma hora para outra e imposto de cima, desmonta o modelo educacional que garante atendimento individualizado a estudantes com deficiência intelectual e múltipla, com o explícito risco quase de propósito intencional, de eliminar, na prática, o apoio técnico e financeiro às escolas especiais, como as Apaes, que 200 em SC.

Negócios com a China

Empresários de Brusque e outras cidades, como Gaspar, Ilhota e Rio dos Cedros, participaram de um encontro com representantes de grupos empresariais chineses, voltado à apresentação de ideias e potenciais parcerias comerciais entre os dois países. O evento foi realizado no Hotel Monthez e contou com um almoço para os convidados. A maioria dos empresários locais presentes atua no setor têxtil, tradicional na região e de grande interesse para o mercado chinês. Entre os dias 26 de novembro e 2 de dezembro, Florianópolis receberá uma comitiva de empresários chineses de diversos setores, incluindo alguns dos maiores compradores de carne bovina e de frango da China. A expectativa é que, em 2026, entre quatro e cinco grupos empresariais chineses visitem diferentes cidades catarinenses, incluindo Brusque.

Via Mar

É uma miragem, ainda, mas a rodovia paralela à BR-101 no trecho norte de SC, que o governo estadual quer bancar a partir do próximo ano, já tem um belo nome escolhido: Via Mar. No pré-projeto a nova rodovia é apresentada com pistas triplas nos dois sentidos, desde o Distrito Industrial de Joinville até a ligação com o Contorno Viário recentemente inaugurado na Grande Florianópolis. Ninguém mais discute a necessidade dessa obra. Nos 245 quilômetros do trecho da 101, que representa apenas 6% de toda a extensão da BR-101 no país, ocorrem 25% do total de acidentes, com 23% dos feridos em toda a estrada e 16% do total de óbitos. Em audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, debateu-se a situação crítica da BR-101 entre Itajaí e Navegantes, onde se estima em R$ 1,2 bilhão por ano as perdas causadas pela lentidão no tráfego e pelo aumento no consumo de combustíveis. Uma estatística oficial recente aponta que de janeiro a junho deste ano 20 pessoas morreram em acidentes em apenas 40 quilômetros da rodovia.

No mundo dos negócios

É crescente a participação de mulheres no empreendedorismo empresarial e no trabalho em Santa Catarina. Mas ter êxito à frente de empresa própria ou chegar ao topo da direção de uma grande empresa como executivas são postos que requerem muito trabalho, formação técnica e coragem para enfrentar desafios. Com o propósito de impulsionar esses movimentos, o Sebrae/SC realizou o Delas Summit, no Centrosul, em Florianópolis. A coordenadora do encontro destacou o público de 7,5 mil participantes, 67% mais que na edição de 2024, o que coloca o evento como o maior do Brasil no segmento. Foram 250 palestras e uma feira com 300 empresas de todo o país lideradas por mulheres. Com economia em pleno emprego, SC se destaca no empreendedorismo feminino.

Referência em estamparia

A sustentabilidade que move a Ynovacor Estamparia Digital, de Brusque, ultrapassou os limites do parque fabril e chegou à passarela mais prestigiada da moda brasileira. A empresa foi convidada pela marca Normando para produzir as estampas da nova coleção apresentada no São Paulo Fashion Week, o maior evento do setor da América Latina, realizado recentemente. Reconhecida nacionalmente por unir tecnologia, qualidade e responsabilidade ambiental, a Ynovacor chamou a atenção da marca justamente pelo compromisso com processos sustentáveis.

Bam-bam-bam

Juliano Custódio, CEO da EQI Investimentos e o time de marketing e eventos da corretora catarinense foram homenageados na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú pela 11ª Money Weeks, que ocorreu em agosto. Pelo menos 4,5 mil pessoas passaram pelo evento, promovendo a cidade como centro de inovação financeira.

Contra pichadores

A Polícia Civil de Brusque realizou uma operação contra pichadores de espaços públicos. A Divisão de Investigação Criminal (DIC) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão. A ação contou com apoio da Prefeitura de Brusque e demais unidades da Polícia Civil de Brusque, Botuverá e Guabiruba. Os mandados foram cumpridos nos bairros Rio Branco, São Pedro, Aymoré e Dom Joaquim. Durante a operação foram apreendidas diversas latas de spray, anotações e cadernos contendo os mesmos traços vistos nas pichações dos espaços públicos, maconha, balança e materiais para a separação e preparo de entorpecentes para venda.

Etnias indígenas

O Brasil tem 391 etnias declaradas como indígenas, apontam dados de Censo Demográfico 2022 divulgado pelo IBGE. O estado de São Paulo apresenta a maior diversidade étnica do país, com a presença de 271 das etnias, à frente de Amazonas (259) e Bahia (233). Surpreendentemente, SC tem 147, ante 127 do Rio Grande do Sul e 161 do Paraná.

Embaixador

O High Tower, projeto da Aliança Empreendimentos com valor geral de vendas estimado em R$ 300 milhões, em Itapema, tem um embaixador. É Diego Ribas, ex capitão do Flamengo, comprador de uma das 48 unidades do espigão, que custam em média R$ 4 milhões. Com 165 metros de altura e 52 pavimentos, o edifício ficará entre os quatro mais altos da cidade.

Rede europeia de inovação

Brusque tornou-se a primeira administração municipal do Brasil a integrar a European Network of Research and Innovation Centres and Hubs (ENRICH), rede que conecta centros de inovação da Europa, América Latina e Caribe. A adesão, articulada pelo Conselho Municipal de Inovação, garante ao município e seus parceiros acesso a programas internacionais de capacitação, mentorias, eventos e investimentos. A iniciativa visa aproximar empresas, universidades e startups de Brusque de oportunidades de cooperação tecnológica e sustentável com instituições europeias, fortalecendo o ecossistema local de inovação e ampliando as possibilidades de captação de recursos e parcerias internacionais.

Palestra

O Secretário de defesa Civil de Blumenau, Carlos Menestrina, deu palestra no Smart Cities Park, que aconteceu em Nova Petrópolis (RS). Falou sobre o uso de dados e de inteligência que ajudam o poder público a tomar decisões mais assertivas em situações climáticas adversas. Com histórico de enchentes e enxurradas, Blumenau acabou se tornando referência nacional na área.

 

Nível baixo

Santa Catarina tem uma das melhores estruturas escolares do país, mas ainda enfrenta desafios quando o assunto é aprendizado. Segundo um levantamento da ONG Todos Pela Educação, a maioria dos estudantes catarinenses não alcança níveis adequados de conhecimento em Português e Matemática. O estudo mostra que, a cada 100 alunos, 93 concluem os anos iniciais do ensino fundamental até os 12 anos, mas apenas 52,3% atingem a aprendizagem considerada adequada nas duas disciplinas. Nos anos finais, o número cai para 22,9% e, no ensino médio, apenas 9,2% dos jovens chegam ao nível esperado.

Tecnologia, Prática e Humanização

Em seis anos de funcionamento, o curso de Medicina do Centro Universitário de Brusque (Unifebe) se consolidou entre as graduações mais estruturadas de SC. Com duas turmas formadas, totalizando 79 médicos, e mais 674 estudantes, o curso se destaca pela combinação entre infraestrutura metodologia voltada à prática e foco na formação humanizada. A reitora da Unifebe afirma que o objetivo da instituição é oferecer à comunidade uma formação médica de qualidade, apoiada em investimentos na estrutura e na capacitação dos profissionais que atuam no ensino. Um dos diferenciais do curso é o uso das metodologias ativas que colocam o aluno como protagonista do próprio aprendizado. Logo no início do curso, o acadêmico é inserido em ambientes de prática profissional. Ele vivencia o sistema de saúde brasileiro desde o início da sua formação, o que o prepara para atuar de forma ética, crítica e humanizada. A prática escalonada é essencial para o aprendizado.

Koerich: 70 anos

Em 2025, o Koerich completa 70 anos de história, consolidando-se como uma das marcas mais reconhecidas de SC. Fundada em 1955 por Eugênio Raulino Koerich, na cidade de São José, a empresa nasceu como um armazém de secos e molhados e evoluiu para se tornar referência no varejo de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis. Com mais de 130 lojas espalhadas por 67 cidades catarinenses e um time de 1.800 colaboradores, o Koerich mantém sua essência familiar, agora com gestão multigeracional e profissionalizada. Atualmente, três gerações da família Koerich atuam juntas, garantindo continuidade e visão de futuro.

Esperança: fim do tarifaço

A reunião entre os presidentes do Brasil e EUA foi amigável e abriu espaço para negociações de equipes técnicas dos dois governos para encaminharem o fim do tarifaço de 50% dos EUA a produtos brasileiros. As conversas já iniciaram e trouxe novas esperanças para o setor industrial catarinense, que tem nos Estados Unidos o maior mercado de exportações. A Federação das Indústrias de SC avaliou que a reunião mostrou disposição efetiva dos dois países para chegar a um acordo. O avanço das negociações reforça o compromisso de ambos os governos com a construção de soluções equilibradas para o comércio entre Brasil e EUA. A expectativa da indústria é de negociações com base em argumentos econômicos, setoriais e técnicos.

Artigo - Cobrança indevida de ITBI: decisão do STJ pode garantir economia e ressarcimento para quem comprou imóvel

O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) historicamente gerou controvérsias quanto à sua base de cálculo. Muitos Municípios fixavam valores de referência próprios, usualmente superiores ao efetivamente praticado no mercado, impondo ao contribuinte uma cobrança incompatível com a realidade da operação.

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Tema 1.113, consolidou o entendimento de que a base de cálculo do ITBI corresponde ao valor da transação, afastando a possibilidade de imposição arbitrária por parte da Fazenda Municipal.

O precedente tem aplicação direta e imediata: contribuintes que adquiriram imóveis nos últimos cinco anos e que suportaram a cobrança sobre valores superiores ao real podem pleitear a restituição do indébito tributário, devidamente corrigido.

A situação é ainda mais clara nos casos de arrematação em leilão, nos quais a base de cálculo deve obrigatoriamente refletir o valor efetivo da arrematação, e não estimativas unilaterais do Município. Essa interpretação reforça a segurança jurídica e a atratividade dos leilões como forma legítima e vantajosa de aquisição imobiliária.

Trata-se, portanto, de um marco importante tanto para investidores quanto para adquirentes em geral. Mais do que garantir justiça fiscal em futuras transações, a decisão do STJ abre a oportunidade de reaver valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos, desde que respeitado o prazo prescricional.

O momento exige atenção redobrada: a busca de orientação jurídica especializada é fundamental para identificar eventuais distorções e acionar os meios adequados para resguardar direitos frente ao Fisco Municipal.

 

Carlos Campi, advogado especializado em leilões e regularização de imóveis

Endividamento do Brasil Sobe 0,6 p.p. em Setembro e Chega a 78,1% do PIB, Diz BC

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 78,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, registrando alta de 0,6 ponto percentual em relação a agosto, de acordo com o relatório “Estatísticas Fiscais” divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31).

O endividamento inclui governo federal, INSS e governos estaduais e municipais e, em valores absolutos, soma R$ 9,7 trilhões. Desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando a relação dívida-PIB era de 71,7%, houve um aumento acumulado de 6,4 pontos percentuais.

Motivos da alta da dívida
O crescimento da dívida em setembro foi influenciado principalmente por:

Juros nominais apropriados: +0,8 ponto percentual

Emissões líquidas de dívida: +0,3 ponto percentual

Efeito da valorização cambial: -0,1 ponto percentual

Variação do PIB nominal: -0,4 ponto percentual

No acumulado de 2025, a dívida bruta subiu 1,6 ponto percentual, puxada por: juros nominais (+6,6 p.p.), emissões líquidas de dívida (+0,1 p.p.), reconhecimento de dívidas (+0,2 p.p.), enquanto o crescimento do PIB nominal (-4,5 p.p.) e a valorização cambial (-0,6 p.p.) exerceram efeito contracionista.

Resultado fiscal do setor público
O relatório também revelou que o setor público consolidado — formado por União, estados, municípios e estatais — registrou déficit primário de R$ 17,5 bilhões em setembro. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 33,2 bilhões.

Ao considerar os gastos com juros da dívida, o déficit nominal de setembro foi de R$ 102,2 bilhões, totalizando R$ 1,018 trilhão em 12 meses até setembro.

Novas regras do saque-aniversário do FGTS já estão em vigor

Desde sábado (1º), passaram a valer as novas regras para o saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que agora terá limite de operações, prazos e valores de antecipação. As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS no início de outubro e têm como objetivo garantir a sustentabilidade da modalidade e reduzir riscos ao trabalhador.

Segundo o Conselho, as alterações visam evitar que os trabalhadores comprometam todo o saldo do fundo, já que, ao optar pelo saque-aniversário, não é possível sacar o valor total em caso de demissão, apenas a multa rescisória de 40%.

O que muda a partir de agora
As novas regras impõem três principais restrições:

Prazo para primeira operação: quem aderir ao saque-aniversário deverá aguardar 90 dias para realizar a primeira antecipação. Antes, não havia prazo mínimo.

Limite de operações simultâneas: será permitida apenas uma operação por ano, com um máximo de cinco antecipações em um período de 12 meses. Após esse prazo, será possível realizar até três novas operações a cada três anos.

Valor de antecipação: o limite agora passa a ser de R$ 100,00 a R$ 500,00 por saque-aniversário, permitindo que o trabalhador antecipe até cinco parcelas, totalizando R$ 2.500,00.

Antes da mudança, os valores e prazos eram definidos pelos bancos, e havia contratos com antecipações previstas até 2056. A média era de oito antecipações por contrato.

O que é o saque-aniversário
O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, todos os anos, uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão é opcional, mas implica a perda do direito de sacar o valor integral em caso de demissão sem justa causa.

Quem optar pela modalidade ainda pode financiar imóveis com recursos do FGTS, já que a quantia reservada ao saque-aniversário fica separada da conta destinada ao crédito habitacional.

Saldo retido e liberação excepcional
Neste ano, o governo federal liberou temporariamente o saldo retido do FGTS para quem aderiu ao saque-aniversário e foi demitido entre janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2025. A medida, aprovada por Medida Provisória, beneficiou 12,2 milhões de trabalhadores, totalizando R$ 12 bilhões liberados.

É possível desistir da modalidade?
O trabalhador pode desistir do saque-aniversário, desde que não tenha feito nenhuma antecipação. Nesse caso, será necessário aguardar dois anos para voltar a ter acesso ao saque integral em caso de demissão sem justa causa.

Correção do saldo
Quem optar por deixar o dinheiro no fundo continuará recebendo rendimento de 3% ao ano, acrescido da Taxa Referencial (TR) e da distribuição de lucros do FGTS.

Fim de ano chegando: confira estratégias para evitar sobrecarga mental no trabalho

O final do ano costuma ser um período de pressão no trabalho: prazos de projetos, metas a cumprir, balanço de resultados e compromissos se acumulam, podendo elevar a ansiedade e a sobrecarga mental.

A sensação de estar constantemente “correndo atrás” pode afetar o bem-estar físico e emocional e a produtividade.

Rogério Babler, especialista em neuroliderança, afirma que pequenas ações de empatia e organização podem transformar o ambiente de trabalho nesta reta final do ano. De acordo com ele, líderes têm papel essencial neste processo.

“Líderes não têm um botão para fazer alguém se sentir bem ou mal, mas podem influenciar o ambiente. Na confiança, as pessoas se vinculam e colaboram.”

Abaixo, estratégias usadas por executivos, em diferentes contextos, que podem ajudar a atravessar o fim do ano com mais leveza e eficiência:

1. Priorize o que é mais fácil (Princípio de Pareto)
A ideia, formulada pelo economista Vilfredo Pareto, é concentrar energia nas tarefas que geram 80% dos resultados com 20% do esforço. Resolver o que é rápido e visível logo no início cria sensação de avanço e reduz a sobrecarga mental.

2. Divida tarefas em blocos curtos de concentração (Técnica Pomodoro)
Criada por Francesco Cirillo, esta técnica propõe períodos de 25 a 50 minutos de foco total, com pausas curtas entre eles. O método ajuda a evitar fadiga, melhora o foco e mantém o ritmo até o final das tarefas.

3. Agrupe tarefas semelhantes (Agrupamento de tarefas)
Reunir atividades do mesmo tipo, como responder e-mails ou revisar relatórios, diminui a dispersão e economiza tempo. Esta prática é indicada por especialistas em produtividade como Cal Newport e Tim Ferriss.

4.  Reserve horários fixos às tarefas mais relevantes (Blocos de tempo)
Criar espaços definidos na agenda para o que exige mais concentração protege o tempo de distrações e permite entregas com mais qualidade. O método é usado por executivos como Bill Gates e Elon Musk.

5.  Faça pequenas revisões diárias
Ao final do expediente, reserve alguns minutos para revisar pendências e definir prioridades para o dia seguinte. Esta rotina, inspirada no método de David Allen, reduz a ansiedade e evita esquecimentos.

6. Estabeleça micro-metas
Transformar grandes objetivos em pequenos passos mensuráveis ajuda a visualizar o progresso e mantém a motivação até a conclusão das metas.

7. Elimine tarefas de baixo impacto
Revise a lista de afazeres e retire o que consome tempo sem gerar resultado significativo. Direcionar foco e energia ao que realmente importa é essencial para fechar o ciclo com equilíbrio.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional

Indústria de SC tem saldo positivo de 809 novos empregos em setembro

Santa Catarina registrou incremento de 11,4 mil vagas de trabalho em setembro. O desempenho foi puxado pelo segmento de serviços, que contabilizou a criação de cerca de 7,6 mil postos, seguido pelo comércio, que gerou 2,3 mil empregos. A agropecuária teve saldo positivo de 639 postos. Já a indústria foi responsável por 809 novas oportunidades de trabalho em setembro. 

“O desempenho do emprego industrial reflete os efeitos da desaceleração econômica, motivada pela elevada taxa de juros, e também o impacto do tarifaço dos Estados Unidos”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.

Refletindo o tarifaço dos Estados Unidos sobre as importações brasileiras, o setor de madeira e móveis registrou a perda de quase 1 mil postos de trabalho em setembro. Dados do Caged compilados pelo Observatório FIESC mostram que o segmento da madeira teve saldo negativo de 734 vagas e o de móveis, de 248 postos de trabalho. O setor metalmecânico e de metalurgia contabilizou a perda de 217 empregos com carteira assinada no período. 

“O saldo negativo nesse segmento é reflexo também da desaceleração da produção industrial decorrente de uma política de crédito restritiva, com altas taxas de juros, que acaba inibindo ou postergando investimentos”, explica Camila Morais, economista no Observatório FIESC.

Na direção oposta, o setor de alimentos e bebidas foi o que trouxe os melhores resultados, com a geração de 705 vagas, seguido pelo têxtil, confecções, couro e calçados, com 624 empregos. Esses ramos estão sendo impactados positivamente pelo nível de consumo das famílias. A construção civil criou 449 novas oportunidades de trabalho.

Acumulado do ano
De janeiro a setembro, o estado gerou 95 mil vagas, das quais 42,5 mil vieram da indústria. O setor de serviços criou 43,8 mil postos de trabalho,    o comércio contabilizou 8,4 mil e a agropecuária gerou saldo positivo de 336 oportunidades no ano até setembro.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a indústria gerou 16 mil vagas a menos entre janeiro e setembro. Considerando todos os setores, SC criou 35,8 mil postos de trabalho a menos.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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FIESC apoia indústrias na revisão do IRDR 10 sobre crédito de ICMS em produtos intermediários

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) está colaborando com as indústrias de Santa Catarina e oferecendo subsídios no processo de revisão do IRDR 10 pelo Tribunal de Justiça de SC. Durante reunião da Câmara de Assuntos Tributários da FIESC realizada nesta quinta-feira (30), a Federação destacou a iniciativa positiva do TJSC, que pretende rever a questão. Os desembargadores devem revisitar o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas que trata do crédito de ICMS sobre produtos intermediários, com impactos sobre os custos das indústrias catarinenses.

“A FIESC defende a jurisprudência do STJ e que todos os tribunais devem ter o mesmo entendimento nesta questão, em prol do pacto federativo e da isonomia tributária”, esclareceu o presidente da Câmara, Thiago Fretta.

Entenda o caso:
O STJ entende que, para haver direito ao crédito de ICMS sobre produtos intermediários, basta que sejam necessários ao processo produtivo. A posição da FIESC é que todo insumo que seja aplicado e consumido na atividade fim é passível de crédito, não sendo obrigatória a incorporação desse produto intermediário ao produto final, num alinhamento com a Lei Kandir, de 1996.

Para que todos os contribuintes tenham tratamento tributário igualitário, a Federação defende que se pacifique o debate, garantindo que casos semelhantes tenham tratamento tributário semelhante.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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Costa inicia campanha Esquenta Blue Week com até 60% off na tarifa marítima para cruzeiros na América do Sul e internacionais

A Costa Cruzeiros dá início nesta quarta-feira, dia 29 de outubro, ao Esquenta Blue Week, campanha que antecede a tradicional semana de promoções do final de novembro. A campanha oferece até 60% de desconto na tarifa marítima em cruzeiros selecionados, com embarques na América do Sul, incluindo as travessias transatlânticas Brasil-Europa, no Caribe e no Mediterrâneo, entre novembro de 2025 e junho de 2026. 

O desconto de até 60% é aplicado na tarifa marítima do 1º, 2º, 3º e 4º hóspedes reservados em cabines internas, externas e com varanda na tarifa Economy. O Esquenta Blue Week é válido para reservas feitas até o dia 23 de novembro ou limitada a 50 cabines por saída, o que ocorrer primeiro. A campanha não contempla grupos. 

A primeira semana do Esquenta Blue Week oferece um ótimo custo-benefício para os minicruzeiros durante a temporada brasileira 2025/2026. A bordo dos navios Costa Diadema e Costa Favolosa, o hóspede pode embarcar em Santos para cruzeiros de 3 e 4 noites. No Costa Diadema, há opções de roteiros de 3 noites, saindo no dia 5 de dezembro de 2025 e visitando a cidade de Itajaí, ou ainda minicruzeiros de 4 noites, partindo nos dias 01 e 14 de dezembro de 2025, com paradas em Ilhabela e Itajaí. 

Já a bordo do Costa Favolosa, o viajante pode aproveitar até 60% off na tarifa marítima nas viagens de 4 noites, com embarque em Santos, nos dias 23 e 30 de novembro de 2025, e que passam por Ilhabela e Balneário Camboriú. O cruzeiro com embarque no dia 23 de novembro fica a partir de 12X de R$ 135,50 por pessoa em cabine interna dupla com as taxas incluídas. Outra opção do Esquenta Blue Week no Costa Favolosa é o minicruzeiro de 3 noites, que sai do porto santista em 07 de dezembro de 2025, visitando Balneário Camboriú e Porto Belo. 

"O Esquenta Blue Week é uma oportunidade única para quem ainda não planejou suas férias a bordo durante o verão brasileiro ou pretende fazer uma viagem internacional com um custo-benefício atrativo, incluindo toda a família”, destaca Ruy Ribeiro, Diretor Comercial da Costa Cruzeiros no Brasil. 

Todos os cruzeiros selecionados do Esquenta Blue Week da Costa podem ser adquiridos em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito pelo site Costa Cruzeiros e portal Costa Extra, exclusivo para as agências de viagens.

Sobre a Costa Crociere
A Costa Cruzeiros é uma empresa italiana com sede em Gênova, que faz parte da Carnival Corporation & plc, o maior grupo de cruzeiros do mundo. Há mais de 75 anos, os navios da Costa percorrem os mares do mundo, levando hóspedes a cerca de 200 destinos diferentes, a serem descobertos por meio de experiências únicas, tanto a bordo quanto em terra. Atualmente, a frota da Costa consiste em 9 navios, todos com bandeira italiana, navegando pelo Mediterrâneo, Norte da Europa, Caribe, América Central, América do Sul e Emirados Árabes Unidos, além de oferecer cruzeiros "Volta ao Mundo" e "Grandes Cruzeiros", para visitar diferentes continentes em uma única viagem.

Portos da região Nordeste têm maior volume de movimentação de cargas desde 2021

De janeiro a agosto de 2025, os portos da região Nordeste movimentaram um total 213,9 milhões de toneladas de cargas. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), esse valor representa um aumento de 1,14% em comparação com o mesmo período do ano passado, sendo este o maior volume desde 2021.

Destaques dos portos do Nordeste
Além disso, houve um crescimento significativo na movimentação de contêineres, que aumentou em 10,68%, totalizando 14 milhões de toneladas no mesmo período. Houve também um aumento de 2% na movimentação de carga geral em relação ao ano anterior.
 
"Estamos vivendo um dos melhores momentos da história no setor de infraestrutura. O desempenho do Nordeste, com um crescimento superior à média nacional, mostra que os investimentos estão gerando resultados concretos. Este resultado é fruto direto dos investimentos realizados na gestão do presidente Lula, um compromisso que se traduz em mais emprego e renda de qualidade para a nossa população”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Os terminais do Maranhão se destacaram no crescimento da movimentação. O porto do Itaqui (MA), movimentou 24,8 milhões de toneladas, principalmente com operações de combustíveis e grãos, apresentando o maior aumento da região, com um crescimento de 8,45% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Já o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA), líder em movimentação na região, registrou 110,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1,55% em relação ao ano anterior. Este terminal é a principal porta de saída de minério de ferro.

A soja puxou o aumento da movimentação do acumulado dos portos do Nordeste com um crescimento de quase 17% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 16,1 milhões de toneladas. Destaque para o Porto do Itaqui (MA), que foi responsável por 12,5 milhões, seguido pelo Terminal Portuário Cotegipe (BA), com 6,63 milhões de toneladas, um crescimento de 75% em relação ao período anterior.

Expocentro reúne autoridades para a cerimônia de ligação da maior Usina Solar em telhado do estado de Santa Catarina

O Expocentro Balneário Camboriú deu um importante passo rumo à sustentabilidade nesta quarta-feira (29), ao realizar a cerimônia de ligação da maior usina solar em telhado do estado de Santa Catarina. O evento, que reuniu autoridades, convidados e imprensa, integrou a programação da ALESC Itinerante.

Com investimento total de R$ 5 milhões, o projeto consolida o Expocentro como referência em energia limpa no Estado. Nesta primeira etapa, foram instalados 1.120 módulos fotovoltaicos, com capacidade de geração de 0,75 megawatts (MW), volume suficiente para suprir toda a demanda atual do centro de eventos. O retorno do investimento é estimado em até cinco anos.

Além de reduzir custos operacionais, o sistema contribui significativamente para o meio ambiente. Com a geração solar, o Expocentro evitará a emissão de 440 toneladas de CO₂ por ano — o equivalente à preservação de 2.409 árvores anualmente.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a energia solar já é a segunda maior fonte de energia do Brasil, representando 17,4% da matriz elétrica nacional, e coloca o país na sexta posição mundial em produção solar, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Índia.
Para o gestor do Expocentro, Djalma Berger, o momento simboliza um avanço não apenas tecnológico, mas também de consciência ambiental.

“Este é um passo histórico para o Expocentro e para Santa Catarina. A usina solar representa o nosso compromisso com a sustentabilidade, com a inovação e com o futuro. Queremos ser exemplo de como é possível unir desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental em um mesmo projeto”, destaca Berger.

A iniciativa reforça o compromisso do Expocentro em obter o selo verde, certificação concedida a empreendimentos com práticas sustentáveis. Desde sua concepção, o projeto arquitetônico do espaço foi desenvolvido com foco em eficiência energética e respeito ao meio ambiente. A fachada leste e oeste, com 220 metros de extensão, foi construída com panos de vidro e brises fixos de controle solar, garantindo iluminação natural aos ambientes internos.

O sistema de climatização aproveita o fluxo natural de ar, e toda a estrutura utiliza iluminação em LED, captação e reuso de águas pluviais e dispositivos que reduzem o consumo de água e energia. A gestão ambiental também contempla a destinação correta de resíduos sólidos.

Com a entrada em operação da usina solar, o Expocentro Balneário Camboriú reforça sua posição como um dos principais espaços de eventos do país alinhados à agenda da sustentabilidade, unindo tecnologia, inovação e responsabilidade ambiental em um mesmo propósito: ser um exemplo de energia limpa e eficiente em Santa Catarina.

Sobre Expocentro

Considerado o maior e mais moderno complexo multiuso do sul do país, o Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco foi planejado para receber eventos de todos os portes como: shows, convenções, feiras, exposições, congressos, seminários, entre outros.

O Expocentro surpreende com sua estrutura moderna e funcional, são 33.534,71 mil metros quadrados de área construída em uma área total de 67.977,53 mil metros quadrados. A nave principal é composta por módulos internos, sendo dois laterais e um central, que permitem uma organização da planta e a separação dos dois pavilhões, que comportam entradas individuais. O módulo central, tem duas torres espelhadas, que comportam 24 salas modulares, que podem ser usadas individualmente ou em conjunto, com capacidade de até 1.300 pessoas.  Neste módulo central tem ainda espaço para lojas, praça de alimentação e é o único centro de eventos que tem um zoológico em anexo.

São dois grandes pavilhões, o primeiro com 8.696 metros quadrados e o segundo com 4.655 metros quadrados, que podem ser usados simultaneamente, ambos com 14 metros de pé direito e livre de colunas. E um estacionamento com mil vagas.

Redução do preço do gás natural: CNI pede padronização de regras para indústria competitiva

O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Roberto Muniz, afirmou que a redução do preço do gás natural é uma condição fundamental para que a indústria brasileira se torne mais competitiva e tenha condições de competir com mais força no mercado internacional.

Ele participou do Workshop Gás natural nos estados: articulação para o desenvolvimento do setor, promovido pela CNI na tarde desta terça-feira (28). “Estamos discutindo não só a competitividade da indústria nacional, mas a sua sobrevivência, que tem o desafio intransponível do preço do gás”, enfatizou Muniz.

Ele pontuou que, mesmo após a aprovação do marco legal do gás natural em 2021, o preço do produto no Brasil continua um dos mais elevados do mundo. Em 2024, custou em média US$ 18,96 por MMBtu para o consumidor industrial brasileiro, valor cinco vezes superior ao dos Estados Unidos (US$ 3,75 por MMBtu). A indústria é hoje responsável pelo consumo de 60% do total de gás natural do Brasil. No entanto, essa demanda está estagnada há mais de uma década.

“O nosso desafio hoje é para além dessa questão do custo – precisamos nos ater um pouco à questão dos conflitos de competência e de insegurança jurídica. Há zonas de sombreamento onde as legislações federal e estadual competem e criam insegurança para os usuários do gás”, alertou.

Harmonização regulatória: integração de normas torna o gás mais competitivo
Roberto Muniz destacou como imprescindível que haja continuidade no processo de modernização do setor de gás natural. Segundo ele, a harmonização regulatória é peça-chave para consolidar um mercado nacional eficiente, competitivo e seguro. Ele considera que o alinhamento de normas federais e estaduais propiciará a criação de um ambiente de negócios mais estável e propício ao investimento, fortalecendo a segurança energética, a competitividade industrial e o desenvolvimento econômico sustentável do país.

De acordo com o diretor da CNI, o atual cenário amplifica a necessidade de o setor produtivo e o poder público discutirem a competitividade na oferta de gás e identificar oportunidades para transformar esse energético em uma vantagem competitiva para a indústria brasileira. “O gás mais competitivo vai impulsionar importantes setores da indústria como química, cerâmica, vidros, alumínio, siderurgia e pelotização, papel e celulose, além do uso automotivo em transportes pesados", disse.

Participaram dos debates representantes de entidades do setor empresarial, como a Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), e do Ministério de Minas e Energia (MME).

Programa social de SC formará mais de 700 jovens em cursos profissionalizantes

Mais de 700 jovens que vivem em serviços de acolhimento de Santa Catarina participarão, a partir desta quarta (29), de formaturas em 16 cidades do estado para receber certificados de cursos profissionalizantes.

Para eles, a formação representa uma oportunidade concreta de autonomia, já que, ao completar 18 anos, precisam deixar os lares provisórios e seguir a vida sozinhos.

Os formandos fazem parte do Programa Novos Caminhos, criado em 2013 para levar saúde, educação e qualificação profissional a crianças, adolescentes e jovens em situação de acolhimento.

A iniciativa é uma parceria entre a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e a Associação Catarinense de Magistrados (AMC).

➡️ LAGES

A primeira cerimônia será nesta quarta (29), em Lages, no Auditório do SENAI, às 17h. O próximo evento será em Luzerna, na quinta (30), também às 17h, no SENAI do município.

As formaturas incluem homenagens a empresas parceiras e cidadãs que apoiam os jovens com doações ou oportunidades de trabalho, além de pessoas que contribuem de forma voluntária, oferecendo oficinas e atividades de capacitação.

➡️ NÚMEROS

O Novos Caminhos já atendeu 9,2 mil crianças, adolescentes e jovens desde sua criação. Foram realizadas 16,5 mil matrículas em educação básica e cursos profissionais, e 2 mil encaminhamentos ao mercado de trabalho, incluindo empregos formais, estágios e programas de aprendizagem industrial.

➡️ CRONOGRAMA

Lages: 29/10
Luzerna: 30/10
Blumenau: 05/11
Rio do Sul: 10/11
São Bento do Sul: 11/11
Itajaí: 12/11
Braço do Norte: 17/11
Criciúma: 18/11
Chapecó: 25/11
São Miguel do Oeste: 26/11
Concórdia: 27/11
Caçador: 02/12
Jaraguá do Sul: 03/12
Brusque: 04/12
Joinville: 15/12
Florianópolis: 17/12

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

SENAI/SC e sindicato de gráficas lançam curso gratuito e remunerado em Blumenau

O SENAI/SC, em parceria com o Sindicato das Indústrias Gráficas de Blumenau (Sindigraf), lança nesta quinta (30) o curso gratuito e remunerado de Assistente de Produção Gráfica, voltado a jovens de 18 a 23 anos.

A formação vai de 20 de janeiro a 18 de dezembro de 2026 e combina 860 horas teóricas e 860 horas práticas. As aulas serão no SENAI de Blumenau, no turno da manhã, e as atividades práticas nas indústrias participantes, à tarde.

O lançamento será às 13h, na unidade do SENAI (Rua São Paulo, 1147, Victor Konder), com um Feirão de Oportunidades. No evento, os jovens poderão se candidatar às vagas das gráficas parceiras e ingressar no programa de trainee que começa em 20 de janeiro.

O curso é destinado a quem concluiu ou está cursando o ensino médio, regular ou EJA. Durante a formação, os participantes vão atuar em processos de pré-impressão, impressão e pós-impressão, com foco em qualidade, segurança e sustentabilidade.

Mais informações sobre o lançamento e as inscrições estão nas redes sociais do Sindigraf Blumenau e do SENAI Blumenau.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Juros sufocam a construção e mantêm setor em alerta há 1 ano, mesmo com melhora no trimestre

As taxas de juros elevadas completaram um ano como o principal problema enfrentado pela Indústria da Construção. Essa barreira é apontada por 35% dos empresários ouvidos na Sondagem Indústria da Construção do 3º trimestre de 2025, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em conjunto com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta segunda-feira (27).

A alta carga tributária aparece em segundo lugar como maior entrave, com 32,2% das menções, avanço de 1,7 pontos percentuais no trimestre. Nos últimos três trimestres, este indicador cresceu 5,6 pontos percentuais. Em seguida, os maiores problemas para os empresários da construção envolvem a dificuldade de contratar mão de obra. Com 25,8% das citações, em terceiro lugar, está a falta ou alto custo de mão de obra qualificada, enquanto em seguida, com 24,5% dos problemas, está a falta ou alto custo da mão de obra sem qualificação.

O conjunto de entraves forma um cenário que, embora menos pessimista que o observado meses atrás, ainda é amplamente desfavorável, é o que explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

“Ainda assim, os índices permanecem baixos em comparação com o ritmo ideal de atividade, embora representem um resultado mais positivo do que o registrado em agosto. É ainda cedo para afirmar se essa melhora será sustentada. No entanto, nesse período, os empresários demonstraram uma reversão parcial das expectativas ", pontua Marcelo Azevedo.

Índices de atividade e de emprego sobem em setembro
O índice de evolução do nível de atividade ficou em 48,4 pontos em setembro e superou a média histórica do mês, mas encontra-se abaixo do registrado em setembro de 2024. Já o índice de emprego chegou a 47,1 pontos — o menor para setembro nos últimos sete anos, apesar da alta mensal. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) voltou a alcançar 68%, após subir 2 pontos percentuais frente a agosto.

As condições financeiras, no entanto, seguem no vermelho, apesar de melhora significativa no trimestre (3,7 pontos) no índice de satisfação com a situação financeira das empresas, que alcançou 48,7 pontos. O índice de satisfação com o lucro operacional acompanhou o movimento, atingindo 45,4 pontos, o que indica uma insatisfação menos disseminada, mas ainda presente.

No crédito, o alívio foi mínimo. O índice de facilidade de acesso subiu para 38,6 pontos, permanecendo em território de forte restrição. Para os empresários, a falta de recursos acessíveis segue sendo um entrave central à expansão da atividade e ao investimento em novos projetos.

Outro fator de pressão é o avanço dos custos. O índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas aumentou para 61,6 pontos no trimestre, o que sinaliza a aceleração no ritmo de alta. O encarecimento dos materiais continua reduzindo margens de lucro e comprometendo a competitividade das empresas.

Confiança do setor dá sinais de melhora
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Indústria da Construção subiu 1,4 ponto, para 48,4 pontos. A alta é a segunda consecutiva; em setembro, o índice já havia subido 1,2 ponto. Ainda assim, o índice segue abaixo de 50 pontos, denotando falta de confiança, ainda que menos disseminada e intensa.

A melhora do índice deve-se principalmente pela melhora das expectativas. O índice de expectativas aumentou 1,8 ponto: passou de 48,9 pontos em setembro para 50,7 pontos em outubro. Ao ultrapassar a linha divisória de 50 pontos, o índice deixa de retratar uma expectativa pessimista e passa a mostrar otimismo.

Os empresários demonstraram maior otimismo em relação ao desempenho de suas próprias empresas nos próximos seis meses. Além disso, no que diz respeito à economia brasileira, houve uma melhora significativa do índice, que aumentou 3 pontos. Ainda assim, o índice passou para 42,4 pontos, ou seja, apesar da melhora na percepção, ainda prevalece uma avaliação negativa.

Já o índice de condições atuais ficou em 43,8 pontos em outubro após alta de 0,6 ponto frente a setembro. A alta se deve à avaliação das condições atuais da empresa menos negativa.

Expectativas avançam em outubro
Na passagem de setembro para outubro de 2025, a maioria dos índices de expectativa aumentou. A exceção foi o índice de expectativa de número de empregados, que recuou de 50,2 pontos para 49,8 pontos.

Já o índice de expectativa de nível de atividade mostrou a maior alta na passagem de setembro para outubro de 2025, de 1,7 ponto, para 52,4 pontos. Ao se afastar da linha divisória, o índice mostra uma expectativa mais disseminada e intensa de alta do nível de atividade nos próximos seis meses.

O índice de expectativa de compras de matérias-primas também cruzou a linha divisória, passando de 49,4 em setembro para 50,9 pontos em outubro, relevando expectativa de alta das compras de insumos e matérias primas nos próximos meses.

Por fim, o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços aumentou de 49,2 pontos, em setembro, para 50,3 pontos, em outubro, revertendo a expectativa pessimista observada em setembro. 

O índice de intenção de investimentos cresceu 2,5 pontos em outubro de 2025, para 43,6 pontos. A alta é a segunda consecutiva, após sequência de três quedas que havia levado o índice aos 40 pontos, o menor valor em 28 meses.

Por que precisamos falar de poder feminino nos negócios, e não apenas de empoderamento?

Marina Barbieri
Coordenadora do Sebrae Delas em Santa Catarina

Nos últimos anos, o termo “empoderamento feminino” ganhou espaço nas conversas sobre igualdade e protagonismo. Mas, quando falamos de empreendedorismo, é preciso ir além do acesso a ferramentas e autoconfiança, e olhar também para o poder de transformar a própria trajetória. O poder das mulheres nos negócios está justamente na capacidade de decidir, criar e sustentar um empreendimento, conciliando desafios pessoais, familiares e profissionais.

Em Santa Catarina, os dados do Sebrae Nacional mostram o avanço desse movimento. O Estado tem a maior taxa de empreendedorismo feminino do Brasil, com 13,6% das mulheres em idade ativa donas de negócio. Elas têm alto nível de escolaridade, 72,4% concluíram pelo menos o ensino médio e, muitas vezes, são chefes de família. Ainda assim, enfrentam barreiras, como a diferença de renda e a dificuldade de crescer e formalizar seus empreendimentos. Apenas 12,5% delas empregam outras pessoas. Ou seja, ainda há um caminho importante para que esse poder se consolide.Empoderar mulheres para que empreendam significa dar condições para que elas sejam donas de seus caminhos. É oferecer acesso a capacitação, crédito, redes de apoio e ambientes favoráveis à gestão de um negócio. Quando uma mulher empreende, ela movimenta a economia, gera empregos, fortalece comunidades e inspira outras mulheres a fazerem o mesmo. 

Eventos como o Delas Summit 2025 contribuem justamente para essa virada. O encontro promove conexões, aprendizado e novas oportunidades, fortalecendo o papel das mulheres que decidem empreender e mostrando que o poder não está apenas nas grandes corporações, mas também nas micro e pequenas empresas que sustentam a economia do país.

Falar de poder das mulheres nos negócios é reconhecer a força transformadora do empreendedorismo feminino. É valorizar cada mulher que, ao abrir um CNPJ, está mudando a própria vida e o entorno. É nesse espaço que o futuro mais equilibrado dos negócios se constrói.

No Delas Summit, FIESC media painéis sobre protagonismo e conexões na indústria

 A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) media no evento Delas Summit 2025, promovido pelo Sebrae, dois painéis que reforçam o protagonismo e a liderança feminina no empreendedorismo, na indústria e em setores de alta complexidade tecnológica. 

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) media no evento Delas Summit 2025, promovido pelo Sebrae, dois painéis que reforçam o protagonismo e a liderança feminina no empreendedorismo, na indústria e em setores de alta complexidade tecnológica. 

🔗 Confira a programação completa e adquira o seu ingresso: https://cloud.divulga.sebraesc.com.br/delas-summit

 Painel 1 – Mulheres inspiradoras no setor de Defesa
30 de outubro | 13h00
Mediação: Luciane Camilotti, executiva do Condefesa, da FIESC

O primeiro painel reunirá mulheres que atuam em áreas-chave da defesa e da inovação tecnológica no país. A conversa abordará os desafios e conquistas das profissionais que ocupam cargos estratégicos em um setor historicamente masculino, mas cada vez mais plural e inovador.

Participam Ana Maria Bettoni (Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico, SIATT), Juliana Ribeiro Larenas (Ministério da Defesa) e Priscilla Barros-Delben (Polar Sapiens), três trajetórias que combinam ciência, gestão e tecnologia com propósito e liderança.

O debate reforça o papel da indústria catarinense na base tecnológica da defesa nacional, campo no qual Santa Catarina tem se destacado com projetos em robótica, simulação, óptica e novos materiais, áreas nas quais as mulheres vêm conquistando espaço de liderança e reconhecimento.

 Painel 2 – A arte da conexão: o poder das relações que impulsionam
 31 de outubro | 15h00
Mediação: Simone Geneves, especialista da Academia FIESC de Negócios

O segundo painel será um convite à reflexão sobre como as conexões genuínas e estratégicas podem impulsionar carreiras, negócios e transformações sociais.

Participam Micheli Poli Silva, CEO da Café Jurerê, presidente do SINDCAFE/SC e vice-presidente regional da FIESC, e Márcia Feijó, gerente de Endomarketing e gestora de Diversidade na Orsegups.

Durante a conversa, as participantes vão compartilhar experiências pessoais e profissionais que mostram o poder das redes de relacionamento construídas com confiança, reciprocidade e propósito.

Ainda no evento, a Federação das Indústrias apresenta em seu espaço soluções oferecidas pela Academia FIESC de Negócios, como formações executivas exclusivas para mulheres com foco em liderança e mentoria.

O Delas Summit 2025 será realizado no Centrosul, em Florianópolis, de 30 a 31 de outubro. O objetivo é reunir líderes empresariais, empreendedoras e executivas de diferentes segmentos para debater temas como inovação, sustentabilidade, equidade e empreendedorismo feminino.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Parceria entre Sejuri e empresa têxtil fortalece política de reintegração social em Santa Catarina

Foto: Divulgação/Sejuri

A parceria entre a Secretaria de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) e a Teixeira Têxtil tem se consolidado como um exemplo de cooperação bem-sucedida entre o poder público e a iniciativa privada na promoção do trabalho prisional em Santa Catarina. A iniciativa reforça a política estadual de reintegração social, ao oferecer oportunidades de capacitação e ocupação produtiva a pessoas privadas de liberdade.

Instalada dentro do Complexo Penitenciário de Tubarão, a unidade da empresa representa mais do que um espaço de produção: é um ambiente de aprendizado, responsabilidade e transformação. A Teixeira Têxtil é a primeira empresa a firmar convênio com a Penitenciária Masculina de Tubarão e hoje oferta vagas de trabalho para cerca de 20% dos presos em regime fechado que cumprem pena na unidade.

Com 346 metros quadrados de área, a unidade terá como principal atividade a produção de Big Bags utilizados na armazenagem e transporte de produtos. Os detentos poderão atuar em diferentes etapas da produção, como costura de acessórios, colagem, fixação do topo, revisão, amarração, dobra e prensagem. Entre as funções estão: ajudante de produção, costureiro, operador de prensa, operador de máquina e revisor.

Além da ocupação produtiva, está prevista a oferta de 4.800 horas de capacitação profissional para os apenados vinculados ao projeto. Outro impacto positivo será a contribuição financeira ao Estado. A arrecadação prevista com a taxa de 25% destinada ao Fundo Rotativo da Regional Sul (FUNPES) deve alcançar cerca de R$ 75 mil por mês, totalizando mais de R$ 924 mil ao ano.

Para a secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, o trabalho prisional é um dos pilares da reintegração social.

“Estamos criando oportunidades reais de transformação. O trabalho prisional é uma ferramenta essencial para garantir dignidade e preparar os internos para a vida em liberdade”, destacou.

A cooperação entre a Sejuri e a Teixeira Têxtil demonstra que o investimento em reintegração social gera resultados que vão além dos muros das unidades prisionais — contribuindo para o desenvolvimento humano, econômico e social de todo o Estado.

Contas do Brasil com o Exterior Pioram em Setembro com Déficit de US$ 9,8 Bilhões

Brasil gastou mais do que recebeu em suas contas com outros países no mês de setembro. Essa diferença, chamada de “contas externas” ou “transações correntes”, ficou negativa em US$ 9,8 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões), segundo dados divulgados hoje (24) pelo Banco Central (BC).

Esse resultado é pior do que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando o déficit foi de US$ 7,4 bilhões.

As contas externas reúnem tudo o que o Brasil movimenta com o resto do mundo, incluindo:

A diferença entre o que o país vende (exporta) e compra (importa).
Gastos com viagens internacionais e fretes.
Envio de lucros de empresas estrangeiras que atuam aqui para seus países de origem.
 

O Que Pesa no Bolso do País?
O aumento do déficit foi causado por alguns fatores importantes:

Importação Recorde: O Brasil fez uma compra muito grande de fora: uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,4 bilhões. Isso fez com que o valor total das importações crescesse 17,4%, um recorde histórico. Mesmo vendendo mais (exportações subiram 7%), a balança comercial ficou com um superávit pequeno (US$ 2,3 bilhões).
Envio de Lucros: O valor que empresas estrangeiras enviaram para fora (lucros e dividendos) aumentou, contribuindo para que a conta de renda primária ficasse mais negativa em US$ 7,6 bilhões.
 

O Lado Bom: Mais Investimento Estrangeiro
Apesar do aumento da dívida do mês, o Brasil continua sendo um destino atraente para investidores de fora.

Recorde de Investimento: O Investimento Direto no País (IDP), que é o dinheiro que as empresas estrangeiras trazem para montar ou expandir negócios aqui, atingiu US$ 10,7 bilhões em setembro. Este é o maior valor para um mês de setembro na história do país.
Esse volume de investimento foi suficiente para cobrir todo o déficit das contas externas do mês.

Visão Geral
Olhando para os últimos 12 meses, o rombo nas contas externas do Brasil atingiu US$ 78,9 bilhões, o que equivale a 3,61% do Produto Interno Bruto (PIB).

As reservas internacionais, que são o dinheiro guardado pelo país para emergências, fecharam setembro com US$ 356,6 bilhões, um aumento de US$ 5,8 bilhões em relação ao mês anterior.

 

Haddad: “Prefiro a Pecha de Gastador do que de Caloteiro”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudia o “calote” dado nos precatórios pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro. Em seminário sobre precatórios do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp), Haddad destacou que prefere ser visto como alguém que gastou demais do que como “caloteiro”.

Segundo o ministro, o Executivo federal decidiu ficar de fora de uma emenda constitucional que permite Estados e municípios restringirem o pagamento de precatórios. “Essa emenda recém-promulgada, quero dizer que a única participação da Fazenda foi pedir para não mexer nos precatórios federais. Nós repudiamos o calote que foi dado no governo anterior e não queremos seguir esse caminho”, disse Haddad.

A emenda determina que os precatórios da União serão gradualmente incluídos no cálculo da meta fiscal a partir de 2027, começando com pelo menos 10% do valor estimado, com todos os títulos contabilizados em até dez anos. Haddad classificou a medida como “ilegal, inconstitucional e irracional”, que está sendo questionada em Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela OAB no Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro explicou que, no governo Bolsonaro, uma PEC aprovada em 2021 limitava o pagamento de precatórios da União até 2026, acumulando passivos. No fim de 2023, o governo Lula editou medida provisória para abrir crédito extraordinário e quitar os títulos atrasados, sem impactar as regras fiscais.

“Resolver o problema fiscal desse jeito, qualquer um resolve. Tem que resolver de maneira sustentável, e é isso que estamos procurando fazer”, afirmou Haddad. O ministro ressaltou ainda: “As pessoas não tiram da minha conta o que eu paguei da gestão anterior, colocam na minha conta. Eu prefiro ficar com a pecha de quem está gastando demais do que com a pecha de caloteiro.”

Haddad também criticou a atuação de advogados que praticam litigância de má-fé, tentando dar acesso a programas e benefícios sociais a pessoas que não têm direito. “Precisamos zelar pela coisa pública pelos dois lados, não adianta só culpar o Estado”, disse.

 GAZETA BRASIL 

O agronegócio sob fogo cruzado

Por: Eduardo Berbigier

O atual governo é muito bom em eleger inimigos e fazer demagogia, jogando o povo contra determinados alvos, como, por exemplo, pobres contra ricos e empregados contra patrões. Nesse rol de adversários, elegeu também o agronegócio como um de seus inimigos.

A razão dessa hostilidade reside no fato de que os produtores do agro não compactuam com as suas narrativas político-ideológicas, suas _fake news_ e seus programas sociais eleitoreiros que apenas mascaram o desemprego. O setor também se opõe à má administração do dinheiro público, ao gigante déficit estatal e à pregação da ideologia comunista que divide os brasileiros.

O governo elegeu o agro como vilão, independentemente de sua capacidade de colocar comida na mesa do brasileiro e de sua importância na segurança alimentar global, que é crucial. Essa oposição ignora todos os dados positivos e a relevância estratégica do setor, um dos pilares da economia brasileira.

Mas a resistência persiste, porque o nosso agronegócio é corajoso, muito bom e eficiente, contando com excelentes produtores que investem maciçamente em suas terras e em tecnologia. Apesar das dificuldades impostas pelo governo, o segmento luta e prossegue.

É uma força produtiva que “apanha, cai e sempre se levanta”.

Obviamente, não existe um setor que seja eternamente incólume a tantos desmandos e pressões políticas e econômicas. Uma hora, o agronegócio sentirá os efeitos de forma mais acentuada. Aliás, já está sentindo, e o pior pode estar por vir com a reforma tributária que se aproxima, trazendo mais incerteza e insegurança.

Já passou da hora de o país ter um governo que esteja alinhado com o agronegócio.

Por ter alta tecnologia e manter a produtividade elevada, o agronegócio ainda consegue absorver a maioria dos impactos adversos. Até quando isso será possível, não sabemos. Existe o risco real de que, em algum momento, o setor do agronegócio entre em colapso.

Vimos nos últimos anos que os resultados para o agro não foram bons, registrando-se um aumento alarmante da inadimplência. Observamos, também, um aumento em percentuais nunca vistos nas recuperações judiciais do agronegócio, com várias empresas tradicionais do setor entrando em dificuldade.

Isso é uma demonstração e um indicativo claro de que o setor não está passando incólume a todos esses desmandos do governo.

A insistência em confrontos com um setor fundamental para a economia e para a imagem do país no cenário internacional demonstra uma grave falha de articulação e de senso de prioridade estratégica.

Em virtude da grande simpatia do atual governo e de integrantes do Judiciário brasileiro por ideologias de matriz comunista, é crucial trazer aqui um pouco da história mundial recente.

A expropriação de terras em Cuba, liderada por Fidel Castro após a Revolução de 1959, foi realizada principalmente por meio de leis e atos diretos do governo. A Revolução Cubana estabeleceu um Estado socialista onde o Poder Executivo (liderado por Fidel Castro e o Conselho de Estado/Ministros) e o Poder Legislativo (Assembleia

Nacional) detinham o poder principal.

A primeira Lei da Reforma Agrária em Cuba foi assinada em maio de 1959, apenas cinco meses após a queda de Fulgêncio Batista. Essa lei radical limitou o tamanho das propriedades rurais e nacionalizou grandes latifúndios (inclusive de estrangeiros), visando redistribuir terras e criar fazendas estatais. A expropriação foi possível porque o novo governo revolucionário detinha o controle político e a força total para impor a medida.

No Brasil, o cenário ainda é outro; apesar das várias tentativas de ONGs, do próprio governo e de uma parcela do Judiciário de prejudicar os produtores, há alguma resistência nesse sentido.

A desapropriação só é constitucionalmente permitida em casos

estritos: 1) Reforma Agrária (Desapropriação-Sanção), para imóveis rurais que comprovadamente não cumpram a função social (Art. 184 da CF); 2) Utilidade Pública ou Interesse Social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro (Art. 5º, XXIV da CF); 3) Expropriação sem Indenização (Confisco), unicamente para terras com cultivo ilegal de plantas psicotrópicas ou exploração de trabalho escravo (Art. 243 da CF).

O agronegócio é o setor responsável por garantir que o “milagre da multiplicação dos pães” continue acontecendo entre nós, por meio de muito trabalho, alta produtividade e tecnologia, alimentando o Brasil e o mundo. Nesse contexto, a defesa da propriedade privada e da livre iniciativa é essencial; portanto, Deus nos livre dos comunistas e do comunismo!

Eduardo Berbigier é advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Juridico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados.

Importações em alta ameaçam indústria têxtil e de confecções

  Fernando Valente Pimentel*

De julho de 2024 a julho de 2025, as importações de produtos de vestuário cresceram 17,7%, ou seja, 3,6 vezes mais rapidamente do que a produção doméstica. A indústria têxtil e de confecção brasileira vive um momento de paradoxos. De um lado, registra crescimento, iniciando uma recuperação de perdas recentes. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o varejo de vestuário avançou 5,5% em termos reais, enquanto a produção nacional cresceu 4,9%. São números que confirmam a resiliência de uma cadeia produtiva que emprega, apenas na indústria, mais de 1,3 milhão de pessoas e desempenha papel estratégico na economia.

Por outro lado, as importações de produtos de vestuário cresceram 17,7% no mesmo período, 3,6 vezes mais rapidamente do que a produção doméstica. Tal descompasso decorre, em grande parte, do aumento de barreiras e tarifas em países compradores tradicionais, gerando um excedente de produção na Ásia, cujas empresas buscam alternativas para escoar o grande volume de peças fabricadas. Para elas, o Brasil é um alvo perfeito, pois tem um grande mercado e, de quebra, desvantagens competitivas acentuadas em relação a nações nas quais há custos mais baixos de capital, subsídios e incentivos robustos, em contraste com a nossa realidade.

Cabe lembrar que parcela importante dos ingressos de vestuário tem ocorrido por meio das plataformas internacionais de e-commerce. Estas, além de contarem com todos os benefícios acima indicados em seus países de origem, aproveitam vantagens tributárias que ainda persistem no Brasil, mesmo após avanços recentes, como a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre encomendas de até 50 dólares. Embora a medida represente um passo importante na direção da igualdade competitiva, ainda é insuficiente para equilibrar o campo de jogo.

Essa desigualdade tributária soma-se às agruras do “Custo Brasil”, que, há tempos, sobrecarrega empresas com uma combinação de fatores que encarecem operações e reduzem a competitividade: ônus trabalhistas elevados, excesso de burocracia, complexidade tributária, infraestrutura deficitária, energia cara, crédito limitado e uma das mais elevadas taxas de juros reais do mundo. Cada um desses elementos, isoladamente, já seria um desafio. Juntos, tornam o ambiente empresarial hostil e criam distorções que não refletem competência ou eficiência das empresas, mas sim barreiras estruturais, que se agravam no contexto da conjuntura mundial.

No cenário geopolítico global, marcado pelo acirramento das disputas comerciais, as soluções tornam-se ainda mais urgentes. Países desenvolvidos não têm hesitado em formalizar pedidos de defesa comercial e adotar tarifas elevadas e incentivos agressivos para proteger e fortalecer suas indústrias, buscando internalizar a produção. O Brasil, se não agir rapidamente para reduzir os ônus da atividade produtiva e defender legitimamente suas empresas, corre o risco de perder cada vez mais espaço no mercado interno e no mundial.

A resposta passa por uma combinação inteligente de políticas:

revisão estrutural do “Custo Brasil, estímulo à produtividade e adoção de mecanismos responsáveis de defesa comercial, que podem incluir inclusive a imposição de cotas quantitativas temporárias enquanto perdurarem as turbulências geopolíticas e geoeconômicas.

Tais providências são cruciais para garantir a soberania produtiva, preservar empregos e manter o vigor da nossa economia e da indústria.

Políticas públicas como as que vêm sendo adotadas, como a Nova Indústria Brasil (NIB), Depreciação Acelerada e as linhas de crédito para impulsionar a Indústria 4.0, recém-anunciadas, contribuem para revigorar a produção. Também são pertinentes as medidas compensatórias adotadas para atenuar o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Entretanto, para além dessas iniciativas, não podemos nos resignar ao aumento expressivo das importações como algo passageiro, que se solucionará de modo natural quando arrefecer o atual ímpeto tarifário e protecionista internacional.

Nesse contexto, necessitamos de medidas amplas e eficazes de defesa comercial, sem as quais poderemos arcar com um custo altíssimo no futuro, em forma de dependência externa, fragilidade produtiva e perda de força inovadora. Precisamos reagir com agilidade para transformar o presente cenário geopolítico em oportunidades, em vez de sermos reféns passivos de um mundo mais hostil e permeado por bombas tarifárias nas relações comerciais.

*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

 

Risco Chinês: Estratégia chinesa amplia riscos para o comércio mundial

Márcio Coimbra*

O Quarto Plenário do 20º Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCCh), que teve início a portas fechadas no Hotel Jingxi, em Pequim, não é apenas um evento rotineiro do ciclo político nacional. É um momento de engenharia estratégica de alto risco que visa redefinir o caminho do país num cenário global crescentemente hostil. Reunindo mais de 350 dirigentes, o foco central não é a governança partidária, mas a sobrevivência econômica e segurança nacional, materializada nas propostas para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

O teor central do Plenário, realizado em um momento de acentuada desaceleração econômica (com PIB abaixo das expectativas) e de colapso no investimento estrangeiro, foi a mudança brusca de

prioridade: do crescimento a todo custo para segurança e autossuficiência. Sob a liderança de Xi Jinping, o Partido Comunista busca construir uma China menos vulnerável às pressões externas.

O objetivo passa por investimentos massivos em inteligência artificial, tecnologia quântica, semicondutores e energia limpa, enquanto a modernização de indústrias tradicionais busca competitividade global.

Contudo, a alocação seletiva de recursos para setores estratégicos, em detrimento de uma recuperação econômica ampla, repete os erros de planos passados, que frequentemente sacrificaram resiliência em favor de prioridades políticas. A crise da dívida local e o colapso do setor imobiliário, problemas herdados do 14º Plano, continuam a desafiar a estabilidade chinesa, e a insistência do regime em soluções centralizadas revela uma incapacidade real de promover reformas estruturais profundas, sufocando a inovação genuína.

Ao fim e ao cabo, vemos que longe da retórica de “modernização socialista”, a estratégia adotada esconde riscos sistêmicos e geopolíticos de longo prazo que merecem uma análise crítica no Brasil e no mundo. O redirecionamento massivo de crédito dos setores tradicionais (como a construção civil, em crise) para a manufatura avançada, sem um consumo interno que absorva essa produção, pode simplesmente transferir e agravar a sobrecapacidade industrial, desestabilizando os mercados globais.

Além disso, ao forçar a autossuficiência em tecnologias sensíveis, a China acelera a fragmentação dos padrões tecnológicos globais. Isso não apenas dificulta o comércio, mas também pode forçar empresas estrangeiras a escolherem entre o mercado chinês e o resto do mundo, dividindo as cadeias de valor e aumentando os custos logísticos e de produção para todos os países, incluindo o Brasil.

O comunicado final consolida diretrizes inquestionáveis, mas a visão do PCCh, ancorada em controle rígido, levanta sérias dúvidas sobre sua sustentabilidade. A centralização excessiva, que reprime vozes dissidentes e inovações não sancionadas, contrasta com a promessa de prosperidade e expõe a fragilidade de um sistema que teme a abertura.

Comparado aos planos quinquenais do passado, que, apesar de falhas, beneficiaram-se de um ambiente global mais favorável, o 15º Plano enfrenta um mundo mais hostil, onde a desconfiança gerada pelo autoritarismo do PCCh mina a cooperação internacional. O custo dessa abordagem — isolamento econômico, tensões geopolíticas e erosão da coesão social interna — pode superar as ambições do regime, revelando um modelo que, sob a fachada de força, camufla profundas vulnerabilidades, aquilo que se transformou no verdadeiro risco chinês.

*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

Economia & Negócios: Bonde urbano

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Bonde urbano

O pioneirismo do Paraná na implantação do primeiro Bonde Urbano Digital (BUD) da América do Sul despertou o interesse de autoridades de outros Estados. Uma comitiva formada por prefeitos de SC e representantes do governo de Mato Grosso esteve na capital paranaense para conhecer o projeto e acompanhar o andamento da montagem do sistema, que vai operar no transporte coletivo na Região Metropolitana de Curitiba. Os visitantes foram recebidos no Palácio Iguaçu pelo governador Ratinho Júnior.

Conta do crime

“Quem atira na polícia não volta para casa com medalha de vítima; volta com o peso da própria escolha”. A frase é do governador de SC diante de uma estatística pouco difundida pela mídia catarinense: em Florianópolis, de janeiro até agora, 25 criminosos armados foram mortos em confrontos, número que reflete a pronta resposta da polícia diante da crescente ameaça das facções. Nenhum policial perdeu a vida.

Aumento de público

O mês de setembro foi marcado por grande movimentação no Museu Casa de Brusque, que recebeu 634 visitantes ao longo de diversas atividades voltadas à educação, à cultura e à valorização do patrimônio histórico. Os números refletem um aumento significativo de público. O resultado é motivo de orgulho e comprova a importância do trabalho realizado. Ver o museu cada vez mais presente na vida das escolas, das famílias e da comunidade em geral é extremamente gratificante. O objetivo é justamente fazer do museu um espaço vivo, de aprendizado, convivência e encantamento com a história da cidade e sua gente, destacou a coordenadora do Museu.

Advocacia criativa

Numa ação de julho deste ano que pedia o pagamento de verbas trabalhistas supostamente devidas após a rescisão do contrato, incluindo horas extras e outros direitos, de uma empregada de hotel de Piratuba, sua advogada, na maior cara de pau, apresentou a petição recheada de decisões, citações doutrinárias e até nome de magistrados, como fosse verdade. Fez uso de inteligência artificial, desmascarada após checagem a Vara do Trabalho de Concórdia. O processo foi extinto e a defensora multada em R$ 3,7 mil, além de ter que se explicar na subseção da OAB-SC.

Jogo sujo

Na Operação Jogo Justo, que a Secretaria de Estado da Fazenda fez, por estes dias, de forma simultânea, em 34 cidades, sobre o uso de máquinas de cartão, foram identificadas 660 irregularidades nos 1.268 estabelecimentos comerciais fiscalizados (quase 50%), totalizando 850 infrações. Com tantas tentativas de sonegação, a operação deveria se chamar Jogo Sujo.

Certificação

A Marina Itajaí, pela quinta vez consecutiva, conquista a certificação internacional Bandeira Azul, um dos reconhecimentos mais prestigiados de sustentabilidade no mundo. O complexo teve início de operações em 2016.

Falência da Yeesco

O juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul, decretou dia 14, a falência da empresa Yeesco, de Brusque, que estava em recuperação judicial e atua no ramo de confecções. A empresa vinha passando por grave crise financeira, e tinha dívidas estimadas em R$ 73 milhões. Além disso, é campeã de reclamações no Procon de Brusque, sempre pelo mesmo motivo: vender produtos on-line e não cumprir os prazos de entrega. Em breve, a Justiça publicará a relação dos credores da empresa, tanto os funcionários e ex-funcionários com verbas trabalhistas a receber, quanto os fornecedores da empresa com dívidas em aberto. Após a publicação da lista de credores, que terá um prazo para contestação e poderá sofrer ajustes, é iniciada a nova fase do processo, em que são levantados os bens e o patrimônio da empresa, que possam ser vendidos para quitar as dívidas. Pela legislação, os créditos trabalhistas são os primeiros a receber, assim que houver dinheiro em caixa. Posteriormente são pagos os fornecedores, impostos, bancos, etc.

Praias poluídas

Socorro! Cientistas, em nove expedições, percorreram 7.500 quilômetros de norte a sul do Brasil e coletaram amostras de areia em 1.024 praias. Constataram que a maioria está poluída por microplásticos e que o risco ecológico causado pela contaminação é mais acentuado em alguns locais. Dentre eles o único em SC é a Praia do Siriu, em Garopaba. A que tem maior concentração de microplásticos no país é Barrancos, em Pontal do Paraná (Pr)

Duas rodas

Que o sucesso da Volta Ciclística de SC, encerrada em Florianópolis, inspire pelo menos as prefeituras que fizeram parte das cinco etapas a estimular o uso da bicicleta não apenas como lazer e sim, principalmente, como opção de transporte da população. O fato é que, contrariamente a uma tendência mundial, aqui pouco ou quase nada se faz.

No ar

A Gol anunciou um incremento de voos para o aeroporto de Florianópolis, entre dezembro deste ano a fevereiro de 2026, de 3.240 para 3.689 pousos e decolagens (458 a mais). O número de assentos passará de 594 mil para 681 mil.

Juros altos e tarifaço

As pesquisas do IBGE que mostram o ritmo da economia catarinense estamparam no mês de agosto mais impactos dos juros altos da taxa Selic para conter a inflação e estragos do tarifaço dos Estados Unidos. A indústria sentiu mais, mas os efeitos podem ser notados também no comércio e serviços. A produção industrial de SC teve queda de -2,2% no mês de agosto frente ao mesmo período do ano passado e recuou 1,8% na comparação com o mês anterior, julho. Com essa retração, o crescimento da indústria catarinense no acumulado do ano ficou em 3,3% em 12 meses, teve alta de 5%. As maiores quedas frente a agosto do ano passado em função do tarifaço foram os setores de madeira -22,8% e móveis -13%. Os minerais não metálicos recuaram -6,8%, com efeitos dos juros no mercado interno e do tarifaço nos Estados Unidos. Outros setores tiveram desempenho negativo devido aos juros altos como fabricação de veículos, reboques e carrocerias -16,9%; confecções, vestuário e acessórios -8,2% e produtos químicos -6,3%.

Maior renda de SC

Uma pequena cidade de SC que já foi notícia por uma tentativa frustrada de extração de petróleo chamou atenção por ter uma das maiores médias de renda em todo o país. Os números de rendimento em municípios brasileiros foram divulgados no começo deste mês, com base em dados do Censo 2022 do IBGE. Petrolândia, cidade de 6,7 mil habitantes no Vale do Itajaí, teve rendimento médio de R$ 5.989, o maior valor de SC e o quarto maior de todo o país. A renda média dos moradores da cidade ficou atrás apenas de Nova Lima (MG) com R$ 6.929, São Caetano do Sul (SP) com R$ 6.167 e Santana do Parnaíba (SP), com R$ 6.081.

Fusão e aquisição

A Raffcom segue com um plano de expansão focado no crescimento sustentável. Segundo o empresário Fernando Barni revelou que o planejamento da agência inclui a compra de outra concorrente em 2026. O estudo para a próxima aquisição já começou, mas a conversa com o alvo, que não está sediado em Brusque, ainda não. Os planos são de expandir o mercado com a compra de agências, que busca prioritariamente agências de full servisse e que sejam concorrentes ou especialistas em áreas complementares, como IA.

Tributos

O Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) responsável por arrecadar, compensar débitos e créditos, distribuir receitas e interpretar de forma unificada a legislação tributária nacional vai utilizar como base tecnológica o Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (SIGEF), desenvolvido pela Secretaria da Fazenda de SC. O SIGEF teve seu código-fonte cedido a pedido do presidente do Comitê Gestor do IBS. A escolha do sistema catarinense reforça o protagonismo dos Auditores Estaduais de Finanças Públicas, que gerenciam e acompanham o desenvolvimento do SIGEF, garantindo sua evolução, estabilidade e aderência às melhores práticas de governança fiscal. O uso da ferramenta pelo Comitê Gestor do IBS confirma SC como referência nacional em gestão fiscal, fruto do trabalho técnico dos Auditores de Finanças, cuja atuação assegura eficiência, transparência e credibilidade às contas públicas do Estado e agora, também, à nova estrutura da Reforma Tributária.

Mercado imobiliário

Líder da Priime Tech, com atuação no mercado global, inicia expansão de seu braço construtor dos Estados Unidos em Brusque com um VGV (Volume Geral de Vendas) em R$ 600 milhões. O mercado imobiliário de Brusque vem, chamando atenção de grandes playes e investidores. E agora chega a hora de elevar a cidade a um novo patamar. Petersen Poia, um empresário reconhecido por liderar a transformação de operações logísticas de alta complexidade em todo o globo e recentemente destaque na Forbes, principal revista de negócios do mundo, anuncia a expansão de seu grupo no Brasil. A cidade de Brusque foi escolhida como ponto de partida para um plano de expansão ambicioso, injetando mais de R$ 600 milhões no mercado nos próximos meses.

Corte proibido

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o corte de árvores de erva-mate identificadas como produtoras de sementes. Também cria uma política para incentivar pesquisas, seleção e melhoramento genético, além de apoiar produtores. No Brasil estima-se que o cultivo ocorra em cerca de 700 mil hectares em 180 mil propriedades, principalmente em SC e no Paraná.

Nascar em SC

Dominante no cenário do automobilismo norte-americano, a Nascar, associada aos circuitos ovais, ainda engatinha no Brasil, mas planeja passos maiores para se estabelecer em um país no qual a Fórmula 1 e a Stock Car carregam um caminho de décadas. A temporada de 2026 contará com 24 carros e será disputada em 21 corridas, incluindo a expansão para cidades como Chapecó, que já está divulgando seu novo autódromo internacional, e também Cuiabá.

Ocupação

Cinquenta municípios apresentaram nível de ocupação igual ou maior que 70%, ou seja, a cada 10 pessoas acima de 14 anos, 7 estavam trabalhando, atesta módulo do Censo 2022 sobre Trabalho e Rendimento, divulgado pelo IBGE. Dos 15 municípios com maiores níveis de ocupação no Brasil, cinco são catarinenses: Irati (76,6%), São Martinho (75,2%), São Ludgero (74%), Pinhalzinho (73,7%) e Laurentino (73,5%). Em 1º está Fernando de Noronha (83,4%).

Ataque racista

A Folha de São Paulo fez alusão ao caso ao informar da realização em Brasília, do 2º Encontro da Rede Nacional de Parlamentares Negros, para discutir a criação de um fundo de reparação de R$ 20 bilhões, com aporte de R$ 1 bilhão anual, atualmente em debate no Congresso Nacional. Os recursos ao financiamento de políticas públicas voltadas para a população negra.

Setor cervejeiro

Para o presidente da Associação Cervejeira Vale dos Teares a festa é fundamental para o fortalecimento do setor. Participar da Fenarreco é valorizar a cultura e a produção local. As cervejarias têm a oportunidade de mostrar seu trabalho para milhares de pessoas, fortalecendo a identidade regional e contribuindo para a economia. Ressalta que o evento gera emprego, movimenta fornecedores e reforça o nome de Brusque como polo cervejeiro. O principal desafio é garantir o abastecimento com qualidade e segurança, mas também mostrar que o setor está em constante evolução, unindo tradição e inovação.

Odete Roitmann

De envergonhar o catarinense de bom senso a notícia nacional envolvendo o padre Cleber Pagliochi, da Paróquia São Daniel, de Seara, no oeste do Estado, que deu uma “bronca” em fiéis por ele receber vários pedidos de oração, que negou, evidentemente, para a vilã da novela Vale Tudo, Odete Roitmann. Perguntar não ofende: qual é a capacidade intelectual de uma pessoa que se diz cristã pedir oração para um personagem?

Anti-Israel

Chama a atenção projeto que começou a tramitar na Assembleia Legislativa: proíbe a aquisição de armamentos, artefatos, veículos, dispositivos, equipamentos, sistema e serviços de segurança pública, defesa ou inteligência provenientes do Estado de Israel pelos órgãos e instituições do Estado de SC.

Migrantes

A lei que instituiu a Política Estadual para a População Migrante em SC completou cinco anos sem ter saído do papel. A denúncia é do autor da lei. Para ele, a legislação foi um marco para a garantia de direitos e a inclusão da população migrante, mas não avançou por falta de iniciativa do governo catarinense.

Dinheiro de SC

A análise do veto presidencial ao artigo 16 do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) representa mais que uma pauta técnica: trata-se de uma questão de justiça federativa. Santa Catarina aguarda o ressarcimento de R$ 385 milhões repassados ao governo federal em 2021, para execução de obras em rodovias federais, recursos que saíram do caixa estadual para suprir responsabilidade da União. O veto presidencial impede que o estado seja reembolsado, ainda que o dinheiro tenha sido aplicado em benefício da própria malha rodoviária federal. A derrubada do veto permitiria que o valor fosse abatido da dívida catarinense com a União, corrigindo uma distorção que penaliza quem age com responsabilidade fiscal. A mobilização pela bancada federal precisa se transformar em resultado concreto.

Epidemia urbana

Para a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica o furto de fios é considerado uma “epidemia urbana” que causa graves impactos para distribuidoras e consumidores em todo o país. Somente em 2024, o órgão registrou mais de 28 mil casos de furtos de cabos em todo o Brasil, com prejuízo superior a R$ 45 milhões para as companhias. Em Santa Catarina foram 5.016, segundo a SSP-SC. Neste ano 3.064 casos foram registrados no Estado. Estes números estão relacionados com a complexidade e o fator cíclico do crime, isto porque, os casos envolvem não apenas quem furta e vende o material, mas toda a sociedade.

Ranking da CNH

A Secretaria Nacional de Trânsito fez um ranking de quanto custa tirar a primeira carteira de habilitação, no formato atual, com autoescola, nos 26 Estados e no DF. Essa indústria que se criou é liderada pelo Rio Grande do Sul, com R$ 4.951. Em SC está o quinto valor mais alto: R$ 3.906. O mais baixo está na Paraíba: R$ 1.950. O alto custo é o principal motivo que leva muitos brasileiros a dirigir sem documento. São 20 milhões de pessoas nas ruas acelerando sem permissão.

Rio Vivo e IFC Brusque

A Rio Vivo, em parceria com o Instituto Federal Catarinense – Campus de Brusque, está lançando a 1ª edição do concurso de fotografia “Olhares sobre o rio Itajaí-Mirim”, destinado aos estudantes do Ensino Médio das escolas públicas do município. A iniciativa tem como objetivo despertar a conscientização ambiental, estimular a criatividade e valorizar a relação histórica, cultural e ambiental da comunidade brusquense com o rio Itajaí-Mirim. As inscrições podem ser feitas até 27 deste mês de outubro, de forma gratuita. Cada participante poderá inscrever uma fotografia original e inédita com o rio Itajaí-Mirim como tema central. Serão aceitas apenas as 100 primeiras inscrições.

Comércio

O varejo catarinense voltou a crescer em agosto, registrando alta de 0,3% em relação a julho. Com esse resultado, o setor acumula crescimento de 6% nos oito primeiros meses de 2025, o segundo melhor desempenho do país, atrás apenas do Amapá, com 7,1%. Considerando apenas o período de janeiro a agosto, SC alcançou neste ano o melhor resultado desde 2019, anterior à pandemia de Covid-19.

Fiesc

A Fiesc é finalista da primeira edição do Prêmio de melhores Práticas em Compliance e Integridade, organizado pelo Sistema Indústria. A iniciativa classificada é “Conflito de Interesse: Excelência em Governança e Controle Interno”, sobre como evitar conflito de interesse na entidade. Os outros finalistas são programas das federações de CE, PR, PE e RJ.

 

 

 

 

Mês das Micro e Pequenas Empresas: 5 tendências que vão guiar os negócios em 2026

Outubro marca o Mês das Micro e Pequenas Empresas (MPEs), que representam mais de 90% dos negócios formais no Brasil (Mapa de Empesas, Governo Federal) e têm papel fundamental na geração de empregos e movimentação econômica. À medida que o ano se aproxima do fim, o olhar do empreendedor se volta para os desafios e oportunidades de 2026 — um período que promete ser marcado pela consolidação da transformação digital e pela busca por mais eficiência e competitividade.

“O empreendedor brasileiro é resiliente por natureza, mas 2026 exigirá mais: visão estratégica e capacidade de adaptação tecnológica. As micro e pequenas empresas precisam se organizar agora, enquanto ainda há tempo para se preparar e competir”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, empresa de tecnologia voltada à gestão de pequenos e médios negócios.

A seguir, Reginaldo lista cinco tendências que devem orientar o crescimento das MPEs no próximo ano.

  1. A primeira dessas tendências é a digitalização completa da gestão, que deixa de ser um diferencial e passa a ser requisito básico para a sobrevivência das empresas. Sistemas integrados que reúnem finanças, vendas, estoque e emissão de notas fiscais serão cada vez mais indispensáveis.
  2. Na sequência, vem o uso de dados para tomada de decisão, com relatórios e indicadores se tornando aliados estratégicos para entender o desempenho do negócio e o comportamento do cliente.
  3. Outro ponto importante é a atenção às novas obrigações fiscais e à conformidade digital. Com o avanço dos sistemas governamentais, a atualização e o cumprimento das exigências tributárias devem demandar mais atenção e ferramentas adequadas.
  4. A integração com meios de pagamento também deve ganhar força, simplificando a rotina financeira e reduzindo custos operacionais.
  5. Por fim, a adoção de ferramentas de inteligência artificial e automação tende a transformar o dia a dia das pequenas empresas, otimizando desde o atendimento até a precificação.“As MPEs estão no centro da economia brasileira. Apoiar sua digitalização e torná-las mais competitivas é essencial não apenas para o empreendedor, mas para todo o ecossistema de negócios”, reforça Stocco.

Sobre a vhsys

A vhsys é uma empresa de tecnologia especializada em soluções de gestão empresarial online, direcionadas para micro e pequenos negócios. No mercado desde 2011, a vhsys já ajudou a simplificar a gestão de milhares de empresas, com mais de 22 milhões de notas fiscais emitidas e R$60 bilhões movimentados, tudo por meio do sistema.


 

Reunião do Condefesa discute inovação e oportunidades para a Base Industrial de Defesa em Itajaí neste dia 22

A cidade de Itajaí sedia nesta quarta-feira, 22 de outubro, a reunião do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (CONDEFESA) da FIESC. O encontro será realizado a partir das 9h, no Elume Centro Regional de Inovação, no bairro Itaipava, com participação presencial e online. O objetivo é promover o diálogo entre o setor produtivo, as Forças Armadas e instituições de ensino e pesquisa, com foco em temas práticos para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) catarinense, como mobilização nacional e inclusão de produtos no Sistema OTAN de Catalogação (SOC).

O evento será aberto por Mauricio Cesar Pereira, vice-presidente regional da FIESC para a Foz do Rio Itajaí, e contará com a presença de representantes do Sebrae, Fapesc, Connectree e FIESC, além de autoridades militares e empresariais. A programação inicia às 8h30, com um welcome coffee. A abertura oficial ocorre às 9h, com a presença também de Cesar Augusto Olsen (presidente do Condefesa da FIESC), Juliana Bernardi (gerente regional do Sebrae/SC) e Ana Paula Cardozo (diretora de projetos da Invest. Itajaí e gestora do Elume).

Entre os destaques da agenda, às 9h20, o contra-almirante André Gustavo Silveira Guimarães, do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, abordará o tema: “A Mobilização Nacional e Militar e as Oportunidades para as Empresas da Base Industrial de Defesa”. Já o contra-almirante (IM) Marcello Nogueira Canuto, do CASLODE, apresenta a palestra sobre a inclusão de produtos da BID no Sistema OTAN de Catalogação (SOC).

Já Elaine Rodrigues, CEO da Connectree, demonstra como a plataforma pode conectar empresas, universidades e Forças Armadas em projetos de inovação. Logo após, o empresário Cleber Batista Archer, da Desmoldas Equipamentos, compartilha um case real de uma Empresa Estratégica de Defesa (EED). O encerramento do evento está previsto para às 12h.

AFRMM avança como política pública estratégica para o futuro da logística, da economia brasileira e da indústria naval brasileira

Por Pascoal Gomes

Em tempos de escassez fiscal, desigualdade regional e urgência climática, poucos instrumentos de política pública oferecem resultados tão concretos, mensuráveis e anticíclicos, para a logística, a economia e a indústria naval brasileira, quanto o AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante).

De um modo geral, o AFRMM é uma contribuição incidente sobre o frete marítimo na entrada de mercadorias nos portos brasileiros. Criado para impulsionar o transporte aquaviário no Brasil e financiar o desenvolvimento de sua indústria naval, o adicional vai além de sua função arrecadatória, tornando-se uma alavanca estratégica de crescimento econômico com impacto direto em pelo menos 10 setores produtivos, do aço à energia, da construção naval ao varejo, da logística à formação profissional.

Empregos e estrutura produtiva
Segundo o estudo “A importância do AFRMM para o Brasil – Sumário Executivo”, elaborado pelo Instituto ILOS, entre 2009 e 2023, foram viabilizados R$ 42 bilhões em investimentos por meio do AFRMM, resultando na construção ou modernização de quase 2 mil embarcações, o que gerou cerca de 81 mil empregos anuais diretos e indiretos. 
Além da indústria naval, esses recursos movimentaram estaleiros, fornecedores de aço, fabricantes de motores e guindastes, serviços de engenharia naval e logística portuária, muitos deles localizados em regiões historicamente desfavorecidas. Quase metade desses investimentos foi direcionada às regiões Norte e Nordeste do País, contribuindo para um maior equilíbrio na industrialização do território nacional, possibilitando um maior desenvolvimento regional.

Outro efeito estrutural está na formação de mão de obra especializada. O AFRMM estimula centros de capacitação técnica que preparam engenheiros, operadores e técnicos especializados para atuar em uma cadeia produtiva complexa, que o país não pode se dar ao luxo de perder.

Logística mais eficiente e menos poluente
O fortalecimento do transporte aquaviário também tem implicações diretas na eficiência e na sustentabilidade da logística brasileira. Embora o modal rodoviário continue sendo essencial na distribuição capilar de cargas, sobretudo no transporte de curta distância, sua predominância isolada acarreta custos elevados e impactos ambientais significativos. 

A navegação interior e de cabotagem, além de mais econômicas, principalmente nas médias e longas distâncias, emitem até 80% menos CO₂ por tonelada transportada, o que contribui com as metas brasileiras para redução de emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa) em uma política de descarbonização e sustentabilidade. 

Expandir esses modais deve ser uma decisão estratégica, uma vez que, além de mais limpos e previsíveis, são eles que viabilizam o abastecimento de regiões remotas e populações ribeirinhas, sobretudo na Amazônia, onde a hidrovia não é uma opção, mas o único caminho possível. 

Diante disto, o AFRMM é o instrumento que torna isso viável, pois garante a manutenção, ampliação e modernização da frota de embarcações brasileiras, dedicadas ao atendimento desses mercados, assegurando regularidade no abastecimento e evitando o aumento do custo de vida em comunidades mais isoladas.

Muitas dessas rotas simplesmente não se sustentariam economicamente sem o benefício do AFRMM como um mecanismo de apoio. A perda desse incentivo também prejudicaria a capacidade do Brasil de ter uma política nacional de transporte que integre o território, reduza desigualdades e ajude a cumprir metas ambientais. 

A ausência desse recurso geraria, em pouco tempo, desestruturação de rotas, perda de regularidade no abastecimento e encarecimento do frete para as cidades da Região Norte, principalmente para pequenas comunidades, com impacto direto no custo de vida e na oferta de produtos essenciais.

Perspectivas e riscos para a indústria naval
A indústria naval brasileira já viveu ciclos de crescimento, mas também enfrentou retrações, escassez de crédito e instabilidade institucional e política. Mesmo assim, mantém um potencial relevante. Mesmo que o AFRMM não resolva todos os seus desafios, ele cria uma base mínima de viabilidade que permite que a capacidade produtiva não seja desativada por completo, visto que esse benefício é utilizado pelas Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs), principalmente, nos serviços de docagem, manutenção e reparo, que ocorrem nesses estaleiros nacionais.

E esse é um dos pilares, pois, mais do que garantir a continuidade da indústria naval, esse recurso assegura sua capacidade de continuar existindo com alguma previsibilidade. Sem esse suporte, os estaleiros fecham, a mão de obra se dispersa e a cadeia de fornecedores se desmonta. Levando isso em consideração, mais do que uma fonte de investimento, o AFRMM tem se mostrado uma ferramenta estratégica de política industrial, ambiental e regional. Enfraquecê-lo seria minar a capacidade do Brasil de manter uma indústria naval minimamente ativa, competitiva e preparada para a transição energética.

Para se ter uma ideia, um estudo recente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), demonstrou que o AFRMM é uma das poucas fontes de recursos públicos com efeito multiplicador direto sobre o PIB, a indústria e o emprego, com impactos particularmente relevantes no fortalecimento da indústria de base e na integração da economia brasileira. A partir do estudo, constatou-se que cada R$ 1,00 investido via AFRMM gera R$ 2,60 em impacto econômico total.

A partir de uma perspectiva geral, o Brasil precisa de políticas públicas que entreguem resultados e tenham visão de futuro, e o AFRMM, com grande potencial de integrar regiões, gerar empregos, reduzir emissões e impulsionar as mais diversas indústrias, pode ser a chave para esses resultados. Enfraquecê-lo agora seria um retrocesso, e custaria muito mais no futuro. 

Ainda assim, o AFRMM tem sido alvo de questionamentos, cortes e tentativas de extinção, quase sempre com o argumento simplista de que se trata de um “custo” para o setor produtivo. Sim, é possível, e necessário, reforçar sua governança, melhorar os critérios de aplicação, buscar maior articulação com outras iniciativas federais como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Nova Indústria Brasil e a política nacional de transporte sustentável, além de fomentar sinergias com programas de transição energética e desenvolvimento regional. Entretanto, o AFRMM já provou seu valor e é a principal fonte de financiamento para manutenção, ampliação e modernização do modal aquaviário no Brasil, que integra regiões, gera empregos, reduz emissões e impulsiona a indústria. É hora de aprimorá-lo, não de enfraquecê-lo.

Desta forma, legislar a favor do AFRMM é legislar a favor de empregos, da competitividade logística, da soberania industrial e da redução das desigualdades regionais. O que está em jogo é a capacidade do Brasil de investir em seu próprio desenvolvimento e de sua população de maneira inteligente, planejada e contínua.
  
Pascoal Gomes é Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Log-In Logística Integrada, grupo de soluções logísticas, movimentação portuária, navegação de Cabotagem e Mercosul, além de atuação na ponta rodoviária

 

Finep anuncia vencedores do Prêmio Finep de Inovação 2025 na etapa Sul

O Prêmio Finep de Inovação, a mais tradicional premiação nacional voltada ao reconhecimento de iniciativas que transformam setores estratégicos da economia brasileira, está de volta após uma década. A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, realiza na próxima quinta-feira (23), em Florianópolis, a quarta etapa da premiação, desta vez para anunciar os vencedores da região Sul.

As áreas contempladas na premiação vão da agroindústria sustentável à bioeconomia, saúde, transformação digital, infraestrutura, deep tech, ecossistemas de inovação e infraestrutura de P&D em ICTs. 

Entre 2023 e 2025, 37,4% do total dos recursos contratados pela Finep foram destinados à região Sul, o que representa um salto expressivo em relação ao período anterior. Entre 2019 e 2022, foram aplicados cerca de R$ 4,2 bilhões na região. Já de 2023 a 2025, esse volume saltou para R$ 15,4 bilhões, em 1.979 projetos contratados.

Já foram realizadas as etapas Sudeste, Norte e Centro-Oeste do Prêmio. A etapa Nordeste será a última regional e acontece em Recife, no dia 17 de novembro. Todos os vencedores regionais concorrerão ao prêmio nacional de cada categoria, a ser realizado no Palácio do Planalto, na capital federal, em dezembro.

Ao todo, 115 projetos nacionais concorrem, após uma seleção entre cerca de 3 mil propostas apoiadas pela Finep entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, nas modalidades reembolsáveis e não-reembolsáveis. A iniciativa pretende dar visibilidade a experiências inovadoras em todas as regiões do Brasil, reforçando o compromisso do Governo Federal em estimular o desenvolvimento científico e tecnológico em iniciativas que conectam a pesquisa com benefícios para o setor produtivo. Os vencedores receberão o Selo Prêmio Finep de Inovação 2025. Também haverá destaque a iniciativas lideradas por mulheres ou com participação feminina majoritária, reforçando o compromisso com diversidade e inclusão.

A cerimônia será transmitida ao vivo pelo YouTube da Finep. 

Com informações da FINEP.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

SENAI e BNDES investem R$ 45,3 milhões em 91 projetos de digitalização da indústria

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgaram, nesta segunda-feira (13), o resultado da chamada B+P Smart Factory BNDES/2025: 91 projetos receberão R$ 45,3 milhões em recursos não reembolsáveis para desenvolvimento de tecnologias voltadas à indústria 4.0. 

- Confira o resultado completo da chamada B+P Smart Factory BNDES/2025 na Plataforma Inovação para a indústria  

O estado do Ceará teve o maior número de projetos aprovados no país (46), seguido por Rio de Janeiro (8), Goiás (7), São Paulo (7) e Distrito Federal (6). As tecnologias desenvolvidas pelos vencedores serão aplicadas em 2.652 micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs). 

As chamadas para impulsionar as fábricas inteligentes (Smart Factory) oferecem apoio técnico e financiam até 70% do valor de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) relacionados a tecnologias digitais que melhorem a produtividade das MPMEs.  

São soluções envolvendo sensores, aplicações móveis, robôs, simuladores, inteligência artificial, entre outras. Os projetos recebem apoio e são submetidos junto aos Institutos de Inovação e Tecnologia do SENAI, por meio da Plataforma Inovação para a Indústria. 

“Essa chamada teve o maior número de projetos submetidos e aprovados na história do programa. Isso demonstra que o SENAI e os parceiros BNDES e Finep estão cada vez mais conectados aos ecossistemas de inovação, prospectando e articulando parcerias para projetos com maior assertividade”, comemora o diretor geral do SENAI, Gustavo Leal. Ele destaca que, com esse resultado, o Smart Factory ultrapassa a marca de R$ 110 milhões para desenvolver e validar soluções de transformação digital. 

Para o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, “a iniciativa traz um grande alinhamento com a política industrial por meio da Nova indústria Brasil, do governo do presidente Lula, ampliando a transformação digital e a produtividade das empresas. Além disso, alia o potencial do SENAI com a sua rede de institutos tecnológicos e o apoio não reembolsável do BNDES, numa atuação que possibilita a alavancagem de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e testes das soluções em um ecossistema de empresas de pequeno porte”. 

Tecnologia testada em ambiente real de produção 
O diferencial da chamada Smart Factory é que as empresas provedoras de tecnologia com os projetos e recursos aprovados devem validar a solução em ambiente real de produção. Isso garante que as tecnologias não fiquem restritas a laboratórios, mas sejam testadas em fábricas, com evidências na produtividade.  

A ação faz parte do programa federal Brasil Mais Produtivo, dentro da modalidade de transformação digital. Até 2027, a estimativa é desenvolver mais de 360 projetos de inovação, impactando positivamente a produtividade de 8,4 mil MPMEs. 

O Brasil Mais Produtivo é uma iniciativa do governo federal voltada ao aumento da produtividade e competitividade das micro, pequenas e médias empresas brasileiras, por meio de soluções práticas, como consultorias, formação profissional e acesso a tecnologias.

Com coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa é executado em parceria com SENAI, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e BNDES.

Foto: Gabriel Pinheiro/CNI

 
CNI: 74% dos industriais consideram infraestrutura regular, ruim ou péssima na Região Norte

Foto: Iano Andrade/CNI

O estudo Panorama da Infraestrutura - Região Norte revela que 74% dos empresários industriais consideram as condições de infraestrutura da região como regular, ruim ou péssima, enquanto a média nacional é de 45%. O trabalho, lançado nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reúne informações sobre as áreas de transporte, energia, saneamento básico e telecomunicações, bem como as propostas para melhorias da infraestrutura nos sete estados do Norte do país.

Este é o quarto de uma série de cinco estudos produzidos pela CNI com um retrato das condições de infraestrutura nas regiões brasileiras, identificando necessidades de investimento e pleitos do setor industrial.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressalta que a Região Norte desempenha papel estratégico no desenvolvimento sustentável do Brasil, sobretudo por conta de suas riquezas em biodiversidade e recursos naturais. No entanto, o déficit de infraestrutura tem restringido esse protagonismo.

“As deficiências em rodovias, a baixa integração energética, os entraves no transporte hidroviário e as limitações no acesso a serviços essenciais impactam negativamente a qualidade de vida da população e elevam os custos logísticos, desestimulando os investimentos”, destaca Alban. “Fortalecer a infraestruturada Região Norte, com respeito aos marcos legais e ambientais, é condição indispensável para a atração de investimentos e o crescimento do setor industrial”, acrescenta.

Déficit de infraestrutura limita o crescimento da região
A Região Norte ocupa uma posição estratégica no contexto do desenvolvimento sustentável brasileiro, devido à sua vasta extensão territorial, elevada diversidade biológica e abundância de recursos naturais. Apesar desse conjunto de atributos, o persistente déficit de infraestrutura tem limitado significativamente a capacidade da região de exercer plenamente seu papel como vetor de crescimento econômico e inclusão social.

Apesar de seu expressivo potencial, o Norte enfrenta entraves logísticos e estruturais que comprometem a articulação entre seus polos produtivos. A malha rodoviária apresenta trechos precários ou incompletos, a infraestrutura ferroviária é praticamente inexistente em grandes áreas, e as hidrovias, embora promissoras, carecem de investimentos em dragagem, sinalização e interligações modais.

Obras prioritárias para o desenvolvimento
Um passo importante foi dado no dia 10 de setembro, com o processo de conexão de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Além deste empreendimento, o trabalho da CNI lista outras obras prioritárias para destravar a infraestrutura do Norte. Entra elas estão a ampliação da navegabilidade da Hidrovia Araguaia-Tocantins, por meio do derrocamento do Pedral do Lourenço, e a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial – nas bacias da Foz do Amazonas e do Pará-Maranhão.

Outras prioridades destacadas pela CNI são a conclusão da ponte sobre o Rio Xingu, na Transamazônica; a pavimentação do trecho central da BR-319, entre Porto Velho e Manaus; e a implantação da Ferrogrão (EF-170). “Se bem conduzidos, esses projetos podem integrar o interior da região aos mercados nacionais e internacionais, promover a criação de emprego e renda, e garantir segurança energética para o país”, enfatiza o presidente da CNI.


Contribuições para o crescimento sustentável do Norte
O estudo busca contribuir para subsidiar o planejamento e a formulação de políticas públicas voltadas ao crescimento sustentável da região, fator fundamental para o fortalecimento da indústria e da economia. De acordo com o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, a região historicamente sofre com problemas significativos no fornecimento de energia elétrica.

Outro desafio crítico está no saneamento básico. Apenas 61% da população do Norte é atendida por rede de abastecimento de água, o menor índice entre todas as regiões brasileiras. A situação é ainda mais preocupante quando se observa a cobertura de esgotamento sanitário: somente 23% da população total da região conta com acesso à rede coletora de esgoto.

Esses indicadores evidenciam um déficit estrutural que impacta diretamente a qualidade de vida da população, além de dificultar a atração de investimentos e a instalação de novos empreendimentos industriais.

“Diante desse cenário, é urgente que políticas públicas e investimentos priorizem não apenas os corredores logísticos e os projetos de exploração e integração energética, mas também a ampliação de serviços básicos de saneamento. A superação desses obstáculos é condição fundamental para garantir um ambiente de negócios mais favorável, capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável e inclusivo da Região Norte”, pontua Roberto Muniz.

“Para que haja justiça social e o cumprimento do papel de preservação do meio ambiente, é importante que a infraestrutura do Norte seja pensada de forma ampla, inteligente, ambientalmente adequada e resiliente”, completa o diretor de Relações Institucionais da CNI.

A dotação autorizada para investimentos do Ministério dos Transportes e do Ministério de Portos e Aeroportos foi equivalente a R$ 13,7 bilhões em 2024. Deste montante, estava previsto R$ 3,6 bilhões para a Região Norte, sendo que R$ 3,8 bilhões efetivamente pagos (incluindo restos a pagar pagos).

Pré-COP30
O estudo foi lançado nesta quarta, em Brasília, no evento da CNI sobre a Pré-COP30. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Alex Dias Carvalho, alertou que a logística será imprescindível para a região prosperar. “O que precede a sustentabilidade ambiental é o desenvolvimento econômico, mas o que prospera na Amazônia são as ilicitudes. Os inimigos da Amazônia são a pobreza e a falta de oportunidade”, criticou.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) e do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcelo Thomé, apostar no avanço da infraestrutura é imprescindível para a região Norte. 

“Não haverá futuro para pensamos em desenvolvimento sustentável se não investirmos em infraestrutura. Os vazios gerados pela infraestrutura precária é que criam espaço para as atividades ilícitas”, afirmou.

Quais os principais gargalos de transporte na Região Norte?

Infraestrutura das rodovias
Acesso aos portos/Infraestrutura dos portos
Pouca malha ferroviária
Atendimento de Esgoto

As redes de esgoto atendem a 60% da população total do Brasil. A Região Norte tem o menor índice de atendimento do país com cerca de 23% da população atendida com esgotamento sanitário. O indicador de esgotamento sanitário é referente aos serviços que utilizam rede pública. O Estado de Roraima é o que apresenta a maior cobertura, com índice de 66%.

Atendimento de Água

Com base nos dados mais recentes divulgados pelo Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), em 2024, referentes a 2023, 61% da população da Região Norte é atendida com rede de abastecimento de água. Dos estados que compõem a região, Tocantins é o que tem o maior índice de atendimento de sua população (85%).

Perdas na Distribuição de Água

Os dados referentes a perdas na distribuição de água apontam para um índice de 50% na Região Norte, em 2023. Com exceção dos estados do Tocantins e de Rondônia, que possuem índice de perdas de 31% e 37%, respectivamente, os demais estados encontram-se acima da média nacional (40%). Esse percentual representa a parcela do volume de água disponibilizado que não foi utilizado pelos consumidores, seja por vazamentos, falhas nos sistemas de medição ou ligações clandestinas.

Obras paradas

De acordo com auditoria mais recente realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre contratos de obras públicas custeadas com recursos federais, foram analisados 3.790 contratos nos estados que compõem a Região Norte, dentre os quais foram identificadas 2.207 obras paralisadas (58%). Dos vários setores da infraestrutura, o saneamento básico e os transportes estão entre os que possuem elevado número de registros de paralisações na região.

Novo PAC

O Novo PAC, anunciado em agosto de 2023, prevê investimentos de R$ 1,7 trilhão em todos os estados do Brasil, sendo R$ 294 bilhões em obras, serviços e empreendimentos na Região Norte.

Frota de veículos

De acordo com dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), referentes a dezembro de 2024, a frota total de veículos em operação na Região Norte era de 7 milhões, segmentados em 30,6% de automóveis, 38,5% de motocicletas, 6,1% de veículos de carga e 24,8% de outras modalidades de veículos.

Aeroportos mais movimentados em relação a transporte de passageiros no Norte

1 - Aeroporto de Belém - 4.000.641
2 - Aeroporto de Manaus - 2.853.903
3 - Aeroporto de Palmas - 718.096
4 - Aeroporto de Macapá - 593.044
5 - Aeroporto de Santarém - 511.320
6 - Aeroporto de Porto Velho - 466.973
7 - Aeroporto de Boa Vista - 447.552
8 - Aeroporto de Marabá - 371.479
9 - Aeroporto de Rio Branco - 340.244
10 - Aeroporto de Parauapebas - 192.875

Avaliação dos empresários industriais
 74% dos empresários industriais consideram as condições de infraestrutura como regular, ruim ou péssima na Região Norte. No Brasil, esse patamar é de 45%.

 54% dos empresários industriais apontam a infraestrutura rodoviária como regular, ruim ou péssima. Na Região Norte, a situação relatada é pior (90%).

 49% dos empresários industriais consideram a infraestrutura ferroviária como regular, ruim ou péssima na Região Norte. No Brasil, essa participação equivale a 52%.

 41% dos empresários industriais dizem que a infraestrutura aeroportuária é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, esse percentual atinge 31% dos entrevistados.

 44% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura portuária é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, equivale a 34%.

61% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura de energia é regular, ruim ou péssima. No Brasil, o índice é de 34%.

 83% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura de saneamento é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, equivale a 50%.

 66% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura de telecomunicações é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, o percentual equivale a 38%.

Como avançar?
Confira as principais propostas da CNI e das federações estaduais das indústrias da Região Norte:

Rodovias
Ferrovias
Hidrovias
Portos e aeroportos
Energia
Petróleo e Gás Natural
Saneamento básico
Telecomunicações


Custo Brasil
As condições de infraestrutura estão diretamente ligadas ao Custo Brasil. Expressão que nasceu na CNI e se refere ao peso, muitas vezes, invisível, das dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que prejudicam o ambiente de negócios do Brasil.

A CNI trabalha para mudar esse cenário e uma das formas foi criar uma campanha para dar "cara" e jogar luz nos "vilões" do Custo Brasil. E um deles, a Infradonha", vive para emperrar a infraestrutura.

Estradas em más condições e portos ineficientes, por exemplo, aumentam os prazos de entrega, os gastos com manutenção de veículos e máquinas, tornando os produtos brasileiros mais caros e menos competitivos no mercado global. A melhoria da infraestrutura é, portanto, um fator-chave para reduzir o Custo Brasil e impulsionar o desenvolvimento industrial.

Operação Criança Segura: Imetro-SC fiscaliza mais de 42 mil brinquedos

Mais de 42 mil brinquedos e artigos infantis foram fiscalizados em Santa Catarina pelo Instituto de Metrologia (Imetro-SC). A operação Criança Segura teve o objetivo de verificar se os produtos comercializados atendem aos requisitos técnicos e legais de segurança, e se exibem o Selo do Inmetro, obrigatório por lei.

A operação ocorreu em 40 cidades catarinenses. Ao todo foram fiscalizados 42.357 itens, dos quais 6.268 apresentaram irregularidades – um índice de cerca de 15%. O principal problema encontrado foi a ausência do Selo de Conformidade do Inmetro na embalagem ou no rótulo dos produtos.

O presidente do Imetro-SC, o eng. Alexandre Soratto, reforça a importância do Selo do Inmetro, especialmente em itens destinados ao público infantil. “O Selo do Inmetro atesta que aquele produto passou por rigorosos testes de segurança e qualidade. Este trabalho segue a diretriz do governador Jorginho Mello de zelar pela segurança das famílias catarinenses”.


A Operação Criança Segura integra o calendário anual de fiscalizações coordenadas pelo Inmetro e pela Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQ-I). Estas ações são voltadas à proteção do consumidor e ao fortalecimento da confiança nas relações de consumo, sendo intensificadas no período que antecede o Dia das Crianças.

Orientações ao Consumidor
O Imetro-SC orienta os consumidores a verificarem a presença do Selo de Conformidade do Inmetro na hora de comprar brinquedos.

Denúncias
Em casos de brinquedos sem selo ou com suspeitas de falsificação, entrar em contato com a Ouvidoria do Imetro-SC pelo e-mail: ouvidoria@imetro.sc.gov.br ou pelo telefone (48) 3664-4554, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.

Também é possível relatar acidentes de consumo ou incidente no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), que recebe relatos de incidentes relacionados a produtos e serviços. As informações reportadas auxiliam a aprimorar regulamentos e a orientar novas ações de fiscalização.

Comércio catarinense cresce 6% entre janeiro e agosto, segundo melhor resultado do país

Percentual ficou bem acima da média nacional de 1,6%. Comércio catarinense é puxado pelo consumo das famílias – Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC

O volume de vendas do comércio catarinense cresceu 6% entre janeiro e agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira, 15. O desempenho positivo é puxado principalmente pelo aumento do consumo das famílias em estabelecimentos como supermercados, lojas e farmácias.

Com a alta de 6% em 2025, o comércio catarinense é o segundo que mais cresce no país, atrás apenas do Amapá (7,1%). O resultado, portanto, ficou bem acima da média nacional, que registrou elevação de 1,6% no mesmo período. O percentual de Santa Catarina ficou à frente dos vizinhos Rio Grande do Sul (3,1%) e Paraná (2,6%), bem como de estados como Minas Gerais (1,5%), São Paulo (0,8%) e Rio de Janeiro (-2%). 

“O aquecimento do comércio retrata a forte geração de emprego e renda em Santa Catarina. Com mais dinheiro no bolso, o catarinense tem condições de fazer compras, adquirir bens e movimentar a economia. Nesse sentido, o Governo do Estado tem feito o dever de casa: estamos desburocratizando o ambiente de negócios, atraindo empresas e incentivando o investimento privado”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Comércio catarinense alavancado pelo consumo das famílias
O crescimento de 6% nas vendas do comércio catarinense reflete o aumento do consumo das famílias. Entre os segmentos do comércio avaliados pelo IBGE destacam-se os artigos de uso pessoal e doméstico (12,4%), supermercados e hipermercados (7,5%), bem como artigos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (4,7%). As vendas de tecidos, vestuário e calçados (4,5%) e combustíveis e lubrificantes (4%) também tiveram elevação.

Outros segmentos, no entanto, registram retração no acumulado de 2025. É o caso da venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5,7%), eletrodomésticos (-2,2%) e móveis (-1%). 

“A economia brasileira está mostrando sinais de desaquecimento, principalmente pelos juros altos e cenário internacional desfavorável. Isso se reflete em Santa Catarina, porém o estado segue crescendo em patamar elevado, acima da média nacional. Ou seja, fruto de uma economia forte, diversificada e de um povo que é trabalhador e empreendedor”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.

Preço do gás preocupa indústria de SC

Preocupadas com o elevado preço do gás em Santa Catarina, representantes de indústrias consumidoras que integram a Infragás reuniram-se no dia 14 para debater alternativas com a Federação das Indústrias de SC (FIESC). O presidente da entidade, Gilberto Seleme, explica que o gás é um insumo relevante na composição de custos das empresas com uso intensivo, como é o caso do setor cerâmico, por exemplo. “As indústrias fizeram investimentos significativos para adequar sua produção ao uso do gás, na expectativa de que os custos fossem atrativos. Ter um dos preços mais altos do país afeta a competitividade dessas empresas”, explica. 

Segundo o Ministério de Minas e Energia, em junho deste ano, o preço do gás natural distribuído pela SCGás para o segmento industrial em SC era de US$ 19,5/MMbtu, o 5º maior entre as distribuidoras brasileiras. Comparativamente ao preço do gás boliviano na fronteira com o Brasil o gás catarinense custava 3 vezes mais em junho de 2025. Nos Estados Unidos, o preço era de US$ 3,02/MMbtu, no Reino Unido de US$ 10,79/MMbtu e na Alemanha de US$ 12,59/MMbtu. 

A FIESC vai estudar a questão para propor soluções para sensibilizar o governo do estado e demais agentes do mercado de gás, no sentido de atender a demanda da indústria. 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação 

Quanto custa morar em um apartamento de luxo na cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil?

Apesar das altas cifras para adquirir um imóvel de alto padrão na cidade catarinense de Balneário Camboriú, o custo de manutenção é competitivo e acessível se comparado a grandes capitais. Bruno Cassola, especialista em mercado imobiliário de luxo na região, afirma que os compradores podem se surpreender e que valores de condomínio, IPTU e taxa de lixo podem ficar abaixo dos R$ 3 mil por mês em unidades com amplas áreas de lazer e infraestrutura, inclusive em bairros nobres do município.

Conhecida por ostentar o metro quadrado mais valorizado do Brasil, conforme a FipeZap, e pelos arranha-céus gigantes em sua orla, Balneário Camboriú (SC) segue como uma das cidades mais desejadas para viver e investir em imóveis de luxo. Em alguns bairros, como a Barra Sul, o metro quadrado pode ultrapassar R$ 100 mil e supera até a média de localidades nobres de São Paulo. Mas manter um imóvel milionário no município é tão caro quanto o seu custo de aquisição? O corretor de imóveis e especialista em mercado imobiliário, Bruno Cassola, que tem quase 20 anos de atuação no litoral norte catarinense, destaca que o custo mensal de manutenção pode surpreender. “Em muitos casos, é possível manter um apartamento em uma das áreas mais valorizadas da cidade com despesas inferiores a R$ 3 mil mensais. Isso porque, mesmo em edifícios com ampla área de lazer, a divisão entre os condôminos e a eficiência das novas construções tornam o valor bastante competitivo frente ao padrão de moradia oferecido”, explica.


Um levantamento feito pela Imobiliária Bruno Cassola, com base em imóveis à venda na Barra Sul, apontou que o valor médio dos condomínios parte de R$ 1,4 mil por mês e pode chegar a R$ 8 mil, dependendo das comodidades de lazer do edifício e do ano de construção. Já o IPTU varia de R$ 241 a R$ 875 mensais, e a taxa de lixo fica em torno de R$ 700 por ano para imóveis localizados no bairro nobre.


“Muitos clientes se surpreendem positivamente ao descobrir que, em comparação ao valor de aquisição do imóvel, o custo de condomínio pode ser considerado acessível. Ainda mais quando pensamos na infraestrutura de lazer e segurança que esses empreendimentos oferecem”, explica Bruno Cassola.


No maior prédio frente-mar do Brasil, o One Tower, com endereço na Barra Sul de Balneário Camboriú, um apartamento com vista para o oceano é comercializado por aproximadamente R$ 12 milhões. A unidade conta com 196 m² privativos, quatro suítes (sendo uma master com hidromassagem), quatro vagas de garagem, living integrado, espaço grill e acabamentos de alto padrão. Na área de lazer, a lista impressiona: sauna, cinema, spa, piscinas (interna, externa e infantil), quadra esportiva, salão de festas, mini mercado, espaço fitness e até box de praia. O custo mensal do condomínio fica em torno de R$ 2,6 mil, já o IPTU custa R$ 10,1 mil anuais – uma média mensal de menos de R$ 3 mil, incluindo todas as taxas do imóvel.
Outro ícone da cidade é o Yachthouse by Pininfarina, o prédio mais alto da América Latina e lar de celebridades como Neymar e Luan Santana. Apesar da imponência, o valor do condomínio no edifício é considerado competitivo: R$ 1,98 mil mensais, enquanto o IPTU é de R$ 10,2 mil por ano.


“Esses exemplos mostram que é possível viver em um dos endereços mais desejados do Brasil pagando um valor de condomínio similar ao de prédios em capitais, mas com uma estrutura muito mais completa e exclusiva, além de alta rentabilidade, liquidez, segurança e qualidade de vida, aspectos que os grandes centros urbanos não oferecem”, reforça o especialista.


Sobre o Bruno Cassola
Eleito campeão em vendas, premiado 10 vezes pelas renomadas construtoras FG e Embraed em Balneário Camboriú, é considerado uma autoridade em vendas de apartamentos de alto padrão na cidade. É empresário, administrador de empresas e corretor de imóveis especializado em ativos de alta rentabilidade. Atua há 18 anos no ramo imobiliário, especializado em imóveis de alto padrão em Balneário Camboriú, considerado o metro quadrado mais valorizado do Brasil. Possui registro no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI), Conselho Regional de Administração (CRA) e no Cadastro Nacional de Avaliadores de Imóveis (CNAI).
Mais informações: https://www.brunocassola.com.br/

Tudo fica obsoleto, inclusive você

Por Eduardo Zugaib

Há apenas três certezas na vida: a morte, os boletos e a mudança. Tudo muda e, pelo bem ou pelo mal, isso inclui você. O que funcionava ontem pode não funcionar amanhã e a estabilidade é uma ilusão passageira. O mundo avança, tecnologias se reinventam, comportamentos se transformam e, quando menos percebemos, nos tornamos obsoletos não pela idade, mas por inércia.

Pense em um atleta no auge da carreira. Ele é veloz, imbatível, dono de reflexos apurados e disciplina invejável. Mas o tempo passa e um novo competidor, mais jovem e adaptado, surge para ocupar o mesmo espaço. A decadência, aqui, não é um acidente. É uma consequência natural de quem acredita que o auge é um lugar onde se pode morar. O mesmo vale para nós, profissionais, líderes, educadores e empreendedores. A pergunta não é se a mudança vai chegar, mas quando. E ela sempre chega, mesmo que você não queira.

A história japonesa dos samurais ilustra bem esse ponto. Por séculos, eles dominaram o Japão com disciplina, honra e maestria no uso da espada. Até que a pólvora chegou. De repente, toda a técnica milenar perdeu espaço diante da força impessoal das armas de fogo. Muitos resistiram, lavaram a honra e morreram lutando contra o inevitável, outros compreenderam que não adiantava enfrentar a realidade com espadas afiadas e se reinventaram como estrategistas, conselheiros, empresários. A realidade não se preocupa com o passado glorioso, apenas com a capacidade de adaptação ao que vem pela frente.

Aprender continuamente, portanto, não é um luxo intelectual, mas necessidade de sobrevivência. Sócrates já dizia: “Só sei que nada sei.” Essa frase não expressa ignorância, e sim humildade, o reconhecimento de que o mundo é maior que o nosso repertório. E tal como a água, quando o conhecimento não se renova, quando não se transforma em sabedoria e posteriormente em atitude, ele simplesmente apodrece.

A todo instante a realidade nos joga na cara exemplos de quem não entendeu isso. Durante décadas, os datilógrafos dominaram o ambiente de trabalho. Até que os computadores chegaram e quem não se adaptou ficou para trás. O mesmo acontece hoje com profissionais que ignoram o impacto da inteligência artificial, da transformação digital ou das novas habilidades comportamentais exigidas pelas empresas, diante de realidades cada vez mais voláteis. Ontem ou hoje, o problema não é a tecnologia substituir pessoas, mas pessoas se recusarem a aprender novas formas de trabalhar.

A obsolescência não acontece de repente; é um processo lento e silencioso, que começa quando alguém acredita que já fez o suficiente. A reinvenção, ao contrário, é um ato de coragem, que podemos também chamar de “a nova competência essencial”. É aceitar que o desconforto faz parte da evolução e que não há crescimento possível sem curiosidade. Manter-se atualizado, observar tendências, experimentar novas habilidades, ouvir o diferente, questionar o próprio modo de pensar... tudo isso é parte da luta diária contra o esquecimento.

Tudo fica obsoleto. As máquinas, as ideias, os métodos e nós também. Mas a boa notícia é que a obsolescência não é o fim da linha, e sim um aviso para quem se recusa a aprender e, por isso, acaba envelhecendo antes do tempo. No fim, o que garante nossa relevância não é o que sabemos, mas o quanto ainda estamos abertos a aprender.

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Eduardo Zugaib é educador executivo, professor, escritor best-seller e autor do livro “Filosofia Bruta” (DVS Editora)

Conselho empresarial entre Brasil e Índia deve ampliar comércio, investimentos e inovação bilaterais

Para fortalecer a cooperação bilateral entre os setores privados do Brasil e da Índia — que registraram expansão expressiva no intercâmbio comercial nos últimos cinco anos —, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federation of Indian Chambers of Commerce and Industry (FICCI) vão lançar o Fórum Empresarial de Líderes Brasil-Índia, mecanismo de cooperação empresarial voltado a promover o comércio, os investimentos e a inovação entre os dois países.

A iniciativa será oficializada durante o Diálogo Empresarial Brasil–Índia, nos dias 16 e 17 de outubro, em Nova Délhi, por ocasião da visita oficial do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. 

Por meio do mecanismo, serão elaboradas recomendações conjuntas aos governos dos dois países, com o intuito de fortalecer o comércio bilateral, estimular o fluxo de investimentos e impulsionar parcerias em tecnologia, inovação e capacitação.

O Fórum segue o formato de conselhos empresariais mantidos pela CNI com parceiros estratégicos como Estados Unidos, Japão e México, que têm se mostrado fundamentais na aproximação entre empresas e governos. 

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a criação do grupo consolida uma agenda de cooperação de longo prazo entre as duas maiores economias do Hemisfério Sul.

“Brasil e Índia compartilham objetivos e desafios semelhantes, e o setor privado tem um papel essencial para transformar essa relação estratégica em resultados concretos. O novo mecanismo empresarial será um canal permanente de diálogo e cooperação, capaz de gerar propostas pragmáticas, identificar oportunidades de investimento e ampliar a inserção das nossas indústrias em cadeias globais de valor”, afirma Alban. 

A expectativa é que o novo mecanismo contribua para ampliar projetos em áreas como biocombustíveis, hidrogênio verde, energias renováveis e inovação tecnológica, além de modernizar acordos já existentes, como o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos e o Acordo para Evitar a Dupla Tributação.  

Relação bilateral ganha importância e comércio ultrapassou US$ 11 bilhões 
Atualmente, o comércio bilateral entre Brasil e Índia soma US$ 11,7 bilhões, e os investimentos indianos no Brasil alcançaram US$ 2,9 bilhões em 2023. Em relação à balança comercial, dados de 2024 indicam que a Índia foi o 13º destino das exportações brasileiras, com US$ 5,3 bilhões, o que representa crescimento de 12,5% em relação a 2023. No mesmo período, o Brasil importou US$ 6,8 bilhões em produtos indianos, registrando leve queda de 0,3%. 

Nos últimos cinco anos (2019–2024), houve uma expansão expressiva do intercâmbio comercial: as exportações brasileiras para a Índia cresceram de US$ 2,78 bilhões para US$ 5,3 bilhões, atingindo um pico de US$ 6,34 bilhões em 2022.

As importações seguiram trajetória semelhante, subindo de US$ 4,7 bilhões em 2019 para US$ 6,8 bilhões em 2024, com máximo de US$ 9,6 bilhões também em 2022.

Esse movimento de aceleração até 2022, seguido de ajuste em 2023 e estabilização em 2024, reflete a normalização dos preços internacionais e a manutenção da demanda por insumos e manufaturados indianos, ao mesmo tempo em que se recompõe a demanda da Índia por exportações brasileiras. 

Programação inclui prospecção de negócios e visitas técnicas 
O Diálogo Empresarial Brasil–Índia, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a CNI e a FICCI, reunirá autoridades governamentais e líderes empresariais para debater setores estratégicos e novas oportunidades de integração econômica.

A programação inclui seminários, reuniões bilaterais e visitas técnicas, que oferecerão às empresas brasileiras oportunidades de networking, prospecção de negócios e parcerias tecnológicas. No evento, a CNI será representada pelo superintendente de Relações Internacionais, Frederico Lamego. 

Segundo Alban, o fortalecimento das relações com a Índia é parte da estratégia da CNI de diversificar mercados e ampliar a presença da indústria brasileira na Ásia, especialmente em um momento de reordenação das cadeias globais de valor. 

“Nosso foco é garantir que o Brasil esteja entre os protagonistas da nova geografia econômica mundial. A cooperação com a Índia é estratégica para impulsionar inovação, sustentabilidade e competitividade — três pilares essenciais para o futuro da indústria brasileira”, reforça o presidente da CNI. 

Produção Industrial de SC cai 1,8% em agosto em relação ao mês anterior

 A produção industrial catarinense já reflete os impactos do tarifaço norte-americano sobre as exportações brasileiras. No mês de agosto, o indicador medido pelo IBGE mostrou recuo de 1,8% em relação a julho. “Os números da produção industrial comprovam o que o industrial já vinha sentindo: uma redução no números e pedidos, reflexo principalmente das altas tarifas para os Estados Unidos, mas também uma desaceleração da demanda interna em alguns segmentos”, explica o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme.

Dados compilados pelo Observatório FIESC mostram que a fabricação de produtos de madeira foi o setor com maior queda em agosto frente ao mês anterior, de 8,4%. O economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt, explica que o resultado reflete uma antecipação de pedidos dos clientes dos EUA - o que elevou estoques - e também a redução da demanda motivada pelo impacto da tarifa nos preços. Santa Catarina é o estado que mais exporta produtos de madeira para os Estados Unidos. Em 2024, foi responsável por 36,7% das exportações brasileiras de produtos de madeira para o mundo, das quais 41% tiveram como destino os EUA.

O setor de metalurgia teve recuo de 7%, também reflexo da política tarifária norte-americana sobre as exportações catarinenses. Já a queda de 7,5% na fabricação de veículos automotores, reboques e carroceria, tem em fatores domésticos sua principal causa. Bittencourt destaca que a alta taxa de juros prejudica o setor de duas formas: encarece o crédito e adia investimentos em bens como caminhões, que representam uma parcela significativa da produção metalúrgica de Santa Catarina. O alto nível de endividamento das famílias também impacta o desempenho, com redução de vendas de veículos leves, exceto os veículos “verdes” incentivados pelo programa Mover.

“O desempenho levemente positivo do setor de móveis, com alta de 0,6%, mascara um processo contínuo de desaceleração que vem ocorrendo desde o final de 2024. Essa tendência reflete a fraqueza da demanda interna, afetada pelo elevado nível de juros”, explica o economista. O setor depende mais do mercado brasileiro do que o de produtos de madeira. Ainda assim, a forte queda nas exportações — especialmente em setembro (-55% para os EUA) — deve continuar impactando a produção nos meses de setembro e outubro. A indústria catarinense de móveis foi responsável por 27,6% das exportações brasileiras do setor, sendo o segundo estado mais relevante. Contudo, na exportação destinada aos EUA, Santa Catarina respondeu por quase metade (46,5%) dos embarques de produtos de móveis.

Também chama a atenção o recuo na fabricação de bens intermediários, como produtos químicos (-1,6%), borracha e plásticos (-1,9%). Esse desempenho sinaliza desaceleração de pedidos de produtos como embalagens, dando uma indicação de que a produção industrial pode manter essa trajetória negativa para os próximos meses.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação 

Empresa aérea anuncia aumento de voos e 86 mil assentos a mais em SC para a temporada de verão

Foto: Divulgação

A GOL Linhas Aéreas anunciou um incremento de voos para o aeroporto de Florianópolis (FLN) na alta temporada, período entre dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. O número de pousos e decolagens aumentou de 3.240 para 3.698, resultando em um aumento de 458 voos, o que representa um crescimento de 14%. Da mesma forma, o número de assentos subiu de 594 mil para 681 mil, um aumento de aproximadamente 86 mil assentos (15%).

As rotas que ganharam maior oferta são as que ligam a capital de Santa Catarina a Brasília, Rio de Janeiro/RIOGaleão, São Paulo/Guarulhos e Buenos Aires/Aeroparque, além das novas operações anunciadas para as cidades de Córdoba e Rosário, ambas também na Argentina, com um incremento de 554 voos no total na comparação com o mesmo período do ano passado.

“A ampliação da atuação da GOL em Santa Catarina é resultado de uma política pública do governo catarinense, que alia o interesse dos usuários, das empresas e das concessionárias dos aeroportos. Esta união de esforços entre poder público e iniciativa privada, determinada pelo governador Jorginho Mello, se reflete em anúncios como esse, com mais voos, mais ofertas de assentos, mais destinos e mais opções para os passageiros”, comenta o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins.

Mais de 16 mil voos e 3 milhões de assentos foram planejados para o Sul do Brasil – aumento de 17%, na comparação com o ano anterior. Como destaques, o novo destino da GOL em Santa Catarina, Lages/Serra Catarinense (EEA), as novas rotas Chapecó (XAP)-Florianópolis (FLN). Grandes receptores e emissores de passageiros, incluídos o aeroporto de Navegantes (NVT) e Florianópolis terão mais frequências e horários para as capitais fluminense e paulista.

Ao todo, só no mercado doméstico, serão 60 mil voos e 11 milhões de assentos distribuídos de Norte a Sul – todas as regiões brasileiras terão incremento de operações. Frente ao verão 2024/2025, a expansão é de 13%. A Companhia atingirá, na próxima estação, a maior capacidade de sua história, chegando a 14 bilhões de assentos-quilômetro (ASK), indicador de tamanho na indústria aérea.

“Nossa malha aérea de alta temporada de verão, a maior da história, reflete o compromisso da Companhia em atender à crescente demanda por viagens. Estamos expandindo nossas conexões, não apenas entre os principais destinos do Brasil, mas também em novos mercados internacionais, evidenciando nossa dedicação em contribuir para o fortalecimento do turismo. Essa estratégia também potencializa o acesso a atrações turísticas, impulsionando a economia e promovendo o desenvolvimento regional”, afirma Mateus Pongeluppi, vice-presidente Comercial da GOL.

FIESC é finalista de prêmio que reconhece práticas de compliance e integridade

 A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) é finalista da primeira edição do Prêmio de Melhores Práticas em Compliance e Integridade, organizado pelo Sistema Indústria.

A iniciativa classificada se chama Conflito de Interesse: Excelência em Governança e Controle Interno. Ela busca evitar situações de conflito de interesse na entidade, como relações de parentesco e vínculos com fornecedores.

Os outros quatro finalistas são programas das federações das indústrias do Ceará, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro.

VENCEDORES

Os três vencedores serão anunciados durante o Encontro Nacional de Compliance do Sistema Indústria, promovido pela Superintendência de Compliance e Integridade das entidades nacionais do Sistema Indústria. A solenidade está prevista para os dias 28 e 29 de outubro.

Participaram federações de todo o país. Os projetos foram avaliados com base em cinco critérios: originalidade, impacto, alinhamento estratégico e conformidade normativa, replicabilidade e sustentabilidade.

OBJETIVO

A premiação reconhece e estimula as melhores práticas de compliance e integridade no âmbito das entidades do Sistema Indústria, fortalecendo a governança e o alinhamento às boas práticas de mercado.

 Acesse a página especial do compliance da FIESC: https://fiesc.com.br/pt-br/compliance

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

 

Cooperativas de energia elétrica inauguram nova linha de transmissão com apoio do Governo do Estado e investimento de R$ 62 milhões
Linha de transmissão foi contemplada na Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica (Peacesc) – Fotos: SecomGOVSC
 
As cooperativas de energia elétrica Cerbranorte e Cegero, de Braço do Norte e São Ludgero, inauguraram neste sábado, 11, uma nova linha de transmissão que vai ampliar e qualificar a distribuição de energia elétrica nos municípios. A obra, realizada em parceria entre as duas cooperativas, recebeu investimento privado de mais de R$ 62 milhões para 30 km de rede, com novos cabos, postes e torres. A implantação da nova linha de transmissão foi beneficiada pela Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica (Peacesc), do Governo de Santa Catarina. Assim, as cooperativas receberão incentivo fiscal como contrapartida ao investimento.
 
A nova linha de transmissão traz energia do sistema interligado nacional para as subestações da Cerbranorte e Cegero. Além disso, a obra quadruplicou a capacidade de oferta de energia. Ou seja, garante abastecimento para indústrias, comércios e residências e projeta atender o crescimento da demanda ao longo dos próximos anos. O ato de inauguração contou com comitiva da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), que coordena a Peacesc, bem como autoridades municipais, regionais e estaduais. 
 
“Ampliar e qualificar a infraestrutura de energia em Santa Catarina é uma das principais metas do Governo do Estado e uma determinação do governador Jorginho Mello. Foi por isso que ele tirou a Peacesc do papel, criou o Programa Energia Boa, bem como realiza o maior investimento da história da Celesc. Santa Catarina cresce acima da média nacional e precisa de energia para seguir no rumo certo”, destaca o secretário da Sicos, Silvio Dreveck. 
 
Nova linha de transmissão beneficia mais de 25 mil unidades consumidoras
A conclusão das obras da nova linha de transmissão ocorreu em julho, quando já entrou em operação. Ao longo de 30,4 km, são 56 torres metálicas e 63 postes de metal ou concreto. A linha funciona na tensão de 138 kV, de alta voltagem, e na subestação a energia se transforma em média e baixa tensão para distribuição na ponta. A obra beneficia mais de 25 mil unidades consumidoras nos municípios de Braço do Norte e São Ludgero com mais segurança e eficiência.
 
“Essa obra é uma parceria entre a Cegero e a Cerbranorte. Duas cooperativas juntas, num ato inédito no país, construindo uma linha de transmissão de tamanha grandeza. E que vai impactar diretamente os consumidores locais, dando mais qualidade, eficiência e economia no fornecimento de energia”, destaca o presidente da Cerbranorte, Alex Wiggers. 
 
“É uma obra executada com qualidade, transparência e seriedade, em todas as etapas conjuntamente com a Cerbranorte, e que teve o objetivo desde o início de otimizar ao máximo os recursos a serem investidos. É um investimento histórico, uma parceria inovadora e saudável que deu muito certo”, diz o presidente da Cegero, Tito Hobold.
 
Redução de custos operacionais abre espaço para queda na tarifa
Ao inaugurar a nova linha de transmissão, as cooperativas de energia elétrica estimam uma economia de R$ 9 milhões por ano. O valor corresponde à melhoria operacional do sistema bem como à adesão a uma linha de transmissão própria. Essa economia deve permitir, portanto, que as cooperativas abram caminho para redução de tarifas a partir de 2026.
 
Como funciona o incentivo fiscal da Peacesc
A Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica (Peacesc) concede incentivo fiscal como contrapartida a investimentos realizados pelas cooperativas. O benefício funciona assim: as cooperativas apresentam projetos ao Governo do Estado e, se contempladas, recebem crédito de ICMS no valor do investimento e com limite de até 20% do recolhimento anual. A Sicos e a Secretaria da Fazenda são responsáveis pelo acompanhamento bem como fiscalização da Peacesc. 
 
Com o crédito de ICMS, as cooperativas se capitalizam, ganham capital de giro e, portanto, condições para investir e ampliar. Santa Catarina possui 22 cooperativas de energia elétrica que atendem mais de 1 milhão de catarinenses, sobretudo com forte presença rural e comunitária. A expectativa é que a Peacesc garanta investimentos de até R$ 435 milhões no sistema elétrico até 2029, incluindo, por exemplo, novas subestações, linhas de transmissão e de distribuição. 
Inflação dispara e registra maior alta para setembro em 4 anos com contas de luz pressionando o bolso das famílias
A inflação oficial voltou a subir em setembro, chegando a 0,48%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior variação para o mês em quatro anos e representa uma alta de 0,59 ponto percentual em relação a agosto, quando o índice havia registrado queda de 0,11%.
 
No acumulado do ano, a inflação já soma 3,64%, enquanto nos últimos 12 meses o índice chega a 5,17%, acima da meta de 3% estabelecida pelo governo e do limite máximo permitido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. Este é o 12º mês consecutivo em que o IPCA permanece acima do teto da meta.
 
Segundo o Banco Central (BC), a expectativa é de que a inflação retorne ao intervalo da meta no primeiro trimestre de 2026, caindo para 4,0% em março. Para conter a alta de preços, a autoridade monetária manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, pelo segundo mês seguido. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, indicou que a Selic deve permanecer nesse patamar por um período prolongado.
 
O principal vilão da inflação em setembro foi o aumento das contas de luz. As tarifas residenciais subiram 10,3%, revertendo parte da queda de 4,21% registrada em agosto. O aumento ocorreu devido à manutenção da bandeira tarifária vermelha Patamar 2, que eleva o valor da conta em R$ 7,87 a cada 100 kW/h consumidos, e ao fim do “bônus de Itaipu”, que havia trazido alívio temporário no mês anterior.
 
O “bônus de Itaipu” foi aplicado apenas para consumidores residenciais ou rurais com consumo inferior a 350 kWh em pelo menos um mês de 2024, gerando um abatimento médio de R$ 11,59.
 
Mesmo com a aceleração da inflação em setembro, analistas do mercado financeiro estimam que o IPCA fechará 2025 em 4,8%, acima do intervalo permitido pela meta. O cenário reforça a estratégia do Banco Central de manter os juros elevados para tentar equilibrar o poder de compra das famílias nos próximos meses.
Endividamento das famílias brasileiras bate recorde histórico

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EconomiaEndividamento das famílias brasileiras bate recorde histórico
Publicado21 segundos atrás
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O endividamento das famílias brasileiras atingiu níveis históricos em setembro. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 30,5% das famílias têm contas em atraso, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2010.

Além disso, 13% das famílias admitem que não conseguirão pagar suas dívidas em atraso, indicando um aumento significativo da inadimplência no país. O levantamento aponta um cenário de crescente fragilidade financeira, que afeta todos os perfis de renda.

“Mesmo com o endividamento funcionando como um aquecedor das vendas no comércio, a crescente inadimplência evidencia que há uma frenagem desta dinâmica”, avaliou o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes.

O especialista destaca que o aumento da inadimplência está relacionado à combinação de taxa de juros elevada e orçamento comprometido das famílias. “Isso não ocorria desde a recessão de 2015 e 2016, a pior da história econômica recente do Brasil. Apesar do crescimento do mercado de trabalho e da renda, a taxa de juros está em um patamar tão elevado que nem mesmo esse cenário positivo consegue absorver as prestações e financiamentos cada vez mais pesados”, explicou Bentes.

A pesquisa revela que o endividamento não escolhe gênero nem renda. Entre as famílias de renda mais baixa, com até três salários mínimos, o índice de endividados subiu de 81,1% em agosto para 82% em setembro. Entre os mais ricos, que recebem mais de dez salários mínimos por mês, a fatia de endividados passou de 68,7% para 69,5%.

Enquanto os homens lideram em número de endividados, as mulheres são maioria entre os que atrasam pagamentos. Quase metade das famílias endividadas possui contas em atraso há mais de 90 dias.

De acordo com a CNC, 79,2% das famílias possuem contas a vencer, o maior índice desde 2010. As dívidas incluem cartão de crédito, cheque especial, carnês, crédito consignado, empréstimos pessoais e prestações de veículos e imóveis.

A entidade projeta que até o fim de 2025 o endividamento aumente 3,3 pontos porcentuais, enquanto a inadimplência deve subir 1,7 ponto porcentual.

Bentes alerta que a perspectiva de melhora é limitada: “Por conta dos juros muito elevados para combater a inflação, um afrouxamento da política monetária só deve ocorrer no final do primeiro semestre do ano que vem”.

Novo Eixo Autoritário: China e Rússia desafiam equilíbrio global com aliança estratégica sem precedentes

Márcio Coimbra*

A intensificação da cooperação militar entre Rússia e China revela mais que uma aproximação circunstancial: representa uma transformação estrutural na geopolítica contemporânea. Um dossiê de 800 páginas, analisado pelo Royal United Services Institute (RUSI), em Londres, descreve como Moscou tem auxiliado Pequim em preparativos para um possível conflito em torno de Taiwan. Os contratos envolvem fornecimento de veículos anfíbios, sistemas antitanque e transporte de tropas, além de programas de treinamento e transferência tecnológica que permitem à China produzir internamente equipamentos avançados.
 
Historicamente, o Kremlin evitava compartilhar segredos militares com a China, receoso de espionagem industrial e perda de autonomia estratégica. O isolamento decorrente da guerra na Ucrânia, porém, alterou esse cálculo. Moscou passou a ver na ascensão chinesa uma oportunidade de reequilibrar o sistema internacional, reduzindo a dependência do Ocidente e enfraquecendo a hegemonia euro-americana.
 
Essa convergência vai além da cooperação militar: traduz a consolidação de um eixo autoritário global. Rússia e China compartilham uma visão revisionista da ordem liberal internacional, contestando normas multilaterais e relativizando os princípios democráticos. Sob Xi Jinping, Pequim combina poder econômico, controle ideológico e expansão militar, como se observa na militarização do Mar do Sul da China e na pressão constante sobre Taiwan. Já Moscou utiliza a parceria para mitigar sanções e ampliar sua influência no Sul Global.
 
Trata-se de uma aliança baseada em pragmatismo e afinidade política. Ambas rejeitam o modelo de governança liberal, valorizam a centralização do poder e instrumentalizam a informação como ferramenta de controle social. Essa lógica autoritária propõe uma nova arquitetura internacional, na qual a soberania nacional se sobrepõe ao direito internacional e a força substitui a previsibilidade das regras.
 
Nesse contexto, Taiwan tornou-se o epicentro simbólico da disputa entre dois modelos de ordem mundial. Democrática, inovadora e essencial para a economia global, a ilha representa um contraponto direto ao autoritarismo chinês. Sua defesa ultrapassa a dimensão regional: tornou-se um teste para a credibilidade das democracias e para a resiliência da ordem baseada em regras.
 
A resposta ocidental ainda é cautelosa. Alianças como o QUAD e o AUKUS buscam conter a influência de Pequim, mas a interdependência econômica com a China impõe limites à ação coletiva. O desafio das democracias é mais amplo que o militar: envolve restaurar a confiança no multilateralismo e reafirmar que liberdade e pluralismo continuam sendo pilares de estabilidade.
 
O fortalecimento da parceria sino-russa indica que a disputa pela ordem global não é apenas estratégica, mas civilizacional. De um lado, a visão liberal fundada em regras e instituições; de outro, a lógica autoritária que privilegia poder e soberania. O futuro do equilíbrio internacional dependerá da capacidade das democracias de agir com coesão, propósito e visão — antes que a força imponha, mais uma vez, o silêncio das regras.
 

*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

Câmara acerta ao deixar MP alternativa ao IOF perder validade, avalia CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera acertada a decisão da Câmara dos Deputados de derrubar a Medida Provisória 1.303/2025, que apresentava alternativas para o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Com a perda da validade, o aumento de alíquotas deixa de vigorar e não haverá elevações tributárias previstas na MP. Para a CNI, a decisão é correta, uma vez que esse aumento de carga tributária elevaria os preços dos produtos e serviços para toda a sociedade.

“A Câmara dos Deputados evitou mais um aumento de carga tributária, deixando o setor produtivo menos sobrecarregado para contribuir para o crescimento do país. Entendemos que os parlamentares agiram com responsabilidade, pois as compensações ao IOF afetariam toda a sociedade e atingiria diretamente o consumidor brasileiro”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Alban destaca que a atividade produtiva é sufocada, constantemente, por incrementos da carga tributária e da taxa de juros. Recentemente, todo e qualquer ajuste fiscal é só sobre aumento de carga, independentemente de a receita estar subindo pelo crescimento da economia.

“Este seria mais um duro golpe no setor produtivo, enquanto as bets, por outro lado, seriam poupadas”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Havan está entre as dez maiores varejistas do Brasil, segundo ranking da revista Exame

A Havan conquistou o oitavo lugar entre melhores varejistas brasileiras, segundo o ranking “Melhores e Maiores”, elaborado pela revista Exame. A rede de lojas aparece também na 125ª posição entre as mil maiores empresas do país e a segunda entre as marcas de Santa Catarina.

Esse é um dos prêmios mais importantes do ramo de negócios e economia do país. A metodologia utilizada na análise das empresas une informações sobre dados financeiros, sua capacidade de crescimento e o alinhamento com práticas de responsabilidade social e ambiental.

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, diz que é um orgulho receber esse reconhecimento. "Essa é uma conquista que representa o trabalho de todos os colaboradores que estão empenhados no crescimento da empresa. Em 39 anos de história enfrentamos muitos desafios, mas nunca perdemos o foco e a vontade de ter os melhores resultados. Esse prêmio é muito importante para todos nós", afirma.

Fundada em 1986, em Brusque (SC), a varejista conta com 184 megalojas localizadas em 23 estados brasileiros mais o Distrito Federal. Neste mês, dia 25 de outubro, a varejista inaugura ainda a filial de número 185, em Taubaté (SP).

 

 

24 anos de histórias: a trajetória da Incofios no setor têxtil brasileiro

*Por Edson Augusto Schlogl, diretor da Incofios


O Brasil é um dos maiores exportadores de algodão do mundo e, a indústria têxtil de Santa Catarina, é conhecida por sua história e legado na construção de um dos polos mais importantes do setor no país. Foi nesse cenário que nasceu a Incofios, em Indaial (SC), há 24 anos. O que começou como uma produção voltada a atender parte do consumo interno do Grupo Rovitex se transformou em uma trajetória de expansão que nos consolidou como referência nacional em fios 100% algodão.


Hoje, operamos com cinco plantas produtivas, localizadas em Indaial, Luís Alves (SC) e Campo Verde (MT). Em 2024, superamos a marca de 27 mil toneladas de fios produzidos em um único ano, resultado de uma cadeia que envolve mais de 685 colaboradores e 470 clientes ativos em diferentes segmentos: confecção, cama, mesa e banho, linha hospitalar, EPIs, entre outros.
Nossa trajetória é feita de conquistas que unem tecnologia, sustentabilidade e impacto social. A adesão à Better Cotton Initiative, o Selo Verde de Indaial, a doação de 20 mil mudas de árvores, a participação no programa SouABR e a criação da Incofibras em Mato Grosso são exemplos que reforçam um ponto essencial: crescer não significa apenas aumentar produção, mas gerar valor para as pessoas e para o planeta.


Também aprendemos que inovação não pode estar dissociada da gestão industrial. Por isso, investimos em embaladoras automáticas, no conceito de Almoxarifado Digital com impressoras 3D, em um aplicativo exclusivo para clientes e em programas internos de melhoria contínua, que canalizam ideias vindas dos nossos próprios colaboradores. Cada projeto nasce do desafio de ser mais eficiente, mais ágil e mais preparado para o futuro.


Sustentabilidade, para nós, não é discurso. Em 2024, conseguimos reaproveitar ou reciclar 98,43% de todos os resíduos gerados no processo de fiação. Ao mesmo tempo, seguimos investindo em saúde, segurança e capacitação de pessoas, porque acreditamos que são elas a essência da Incofios e a base de tudo o que construímos.


Neste ano de aniversário da Incofios, olhar para esses 24 anos é, acima de tudo, refletir sobre o papel da empresa em um setor tão estratégico para o Brasil. O futuro da indústria têxtil passa, inevitavelmente, pela combinação entre inovação, impacto social e responsabilidade ambiental. É nesse tripé que depositamos nossa confiança para continuar crescendo.


Também vale dizer que temos metas ousadas: queremos superar a marca de 5 mil toneladas mensais até 2030 e seguir fortalecendo parcerias que nos conectam de Indaial para todo o Brasil. Mas, mais do que números, o que nos move é a certeza de que cada rolo de fio que sai das nossas fábricas carrega histórias, compromissos e valores.
É isso que celebramos neste aniversário: um fio que conecta pessoas, empresas e gerações, tecendo não apenas produtos, mas histórias que se vestem de futuro.

*Edson Augusto Schlogl é diretor da Incofios desde 2023. Com mais de 20 anos de experiência no setor têxtil, atuou em diversos setores, desde o administrativo, como gestão de pessoas e comercial, até o industrial.  

 

Golpes com boletos falsos avançam no Brasil e exigem mais atenção dos consumidores
– Casos de estelionato envolvendo boletos adulterados têm crescido no Brasil e atingido milhares de consumidores em diferentes regiões. Santa Catarina é um dos estados mais afetados. Entre os fatores apontados por especialistas estão o alto grau de digitalização, acesso facilitado à internet, forte bancarização e a maior formalização das denúncias, que reduz a subnotificação. 
 
Na prática, cerca de 70% dos crimes já acontecem no ambiente virtual, incluindo clonagem de WhatsApp, boletos falsos e links maliciosos. Em cidades catarinenses como Jaraguá do Sul, empresas foram investigadas por emitir cobranças fraudulentas via DDA, e operações da Polícia Civil, como a “Linha Fraudulenta”, identificaram golpes envolvendo boletos de financiamento que chegaram a valores de quase R$ 100 mil.
 
Contas de serviços essenciais, como fornecimento de luz, abastecimento de água e telefonia, estão entre as preferidas dos golpistas, justamente por apresentarem valores recorrentes, característica que dificulta a percepção da falsificação à primeira vista.
 
“O boleto segue como um dos métodos de pagamento mais utilizados no país. Porém, também é um dos mais suscetíveis à fraudes, principalmente quando o consumidor não mantém uma rotina segura de conferência e quitação”, afirma Marco Gallo, fundador da Conta Comigo Digital, solução que reúne diferentes faturas em um ambiente único e monitorado. “Esse tipo de golpe mostra como é urgente adotar práticas mais cautelosas no dia a dia.”
 
A seguir, Gallo destaca cinco orientações fundamentais para não ser enganado:
 
1. Verifique sempre os dados do recebedor
Antes de realizar qualquer quitação, confira com atenção o nome da empresa que aparece como beneficiária. Os fraudadores podem copiar logotipos e o visual de documentos originais, mas não conseguem reproduzir CNPJ ou razão social corretos.
 
2. Desconfie de alterações no canal de envio
Companhias de água, energia, gás e telefonia costumam utilizar meios oficiais, como correspondência ou e-mail. Documentos recebidos por WhatsApp, SMS ou redes sociais devem ser tratados com cuidado, sobretudo quando enviados por números desconhecidos.
 
3. Prefira aplicativos ou plataformas confiáveis
Evite pagar por links ou imagens recebidas fora dos canais institucionais. Dê prioridade ao uso de apps bancários, carteiras digitais ou ferramentas como a Conta Comigo Digital, que validam as faturas e acompanham os pagamentos de forma automática.
 
4. Atenção ao valor cobrado
Muitos golpes utilizam exatamente a mesma quantia da conta real para não levantar suspeitas. Por isso, o valor não deve ser o único critério para confiar no documento.
 
5. Ative avisos e lembretes nos serviços essenciais
Cadastrar e-mail e telefone nos canais das concessionárias e habilitar notificações de vencimento pode ajudar a identificar cobranças legítimas e reconhecer tentativas de fraude com mais rapidez.
 
“Com a expansão da digitalização, os golpes também evoluíram. A melhor defesa é informação e prevenção. A boa notícia é que já existem ferramentas acessíveis para manter o controle das despesas de forma centralizada, prática e segura”, conclui Gallo.
 
Sobre a Conta Comigo Digital
A Conta Comigo Digital é uma empresa de infraestrutura que conecta Utilities (empresas de energia, telefonia, saneamento, gás, etc) e Setor Público aos Bancos ou Instituições de Pagamento para a entrega do boleto de consumo e impostos ao consumidor final. Nosso objetivo é entregar os boletos de água, luz, gás, telefonia e impostos, organizados e centralizados de forma segura dentro da conta bancária do consumidor, facilitando o pagamento.
Caixa realiza leilão com 14 imóveis em Santa Catarina com até 42% de desconto

Casas, apartamentos e terrenos em nove cidades catarinenses terão lances iniciais a partir de R$ 46 mil
A Caixa Econômica Federal, em parceria com a Fidalgo Leilões, promove nesta quinta-feira (2) um leilão de 487 imóveis em todo o país, sendo 14 deles em Santa Catarina. Os descontos variam de 36% a 42%, e em alguns casos é possível utilizar financiamento e FGTS no pagamento.

Imóveis em Santa Catarina
No estado, os imóveis estão distribuídos entre nove cidades:

Joinville (3)

Araquari (2)

Barra Velha (2)

Itaiópolis (2)

Araranguá (1)

Biguaçu (1)

Curitibanos (1)

São João Batista (1)

São José (1)

São sete apartamentos, quatro casas e três terrenos, com valores que variam entre R$ 46.472,85 e R$ 240.904,81.

Entre as opções, está um apartamento em Joinville, no bairro Bucarein, com 54,67 m² de área privativa, dois quartos, área de serviço, duas cozinhas e vaga de garagem, com lance inicial de R$ 240.904,81.

Já a opção mais barata em Santa Catarina é um terreno em Araranguá, no Loteamento Bella Vista, com 300 m² e lance inicial de R$ 46.472,85.

Oferta nacional
Segundo a Caixa, dos 1.088 imóveis anunciados entre agosto e setembro em todo o país, 487 seguem disponíveis para o leilão desta quinta-feira. Os maiores volumes de ofertas estão no Sudeste (226 imóveis), seguido do Sul (93), Nordeste (87), Centro-Oeste (77) e Norte (4).

O estado de São Paulo lidera as opções com 103 imóveis, seguido pelo Rio de Janeiro (97) e Goiás (57).

Como participar
O leilão acontece nesta quinta-feira (2), a partir das 10h, no site da Fidalgo Leilões.

Epagri projeta safra de maçã 28% maior em Santa Catarina

A produção de maçãs em SC para a safra 2025/26 deve alcançar 615 mil toneladas (Foto: Aires Mariga/Epagri)

A produção de maçãs em Santa Catarina para a próxima safra deve alcançar 615 mil toneladas, representando um crescimento de 28% em relação ao ano anterior. Apesar de uma leve redução de 0,3% na área cultivada, a produtividade média deve aumentar 28,4%, chegando a 35,7 mil kg/ha. Essas informações foram divulgadas pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) nesta segunda-feira, 29, com as primeiras estimativas para a safra de verão 2025/26 no Estado.

A variedade Fuji lidera a produção, com 53,8% da área e 51,2% da estimativa total, seguida pela Gala, com 44,3% da área e 47,2% da produção, enquanto as maçãs precoces representam 1,9% da área e 1,6% da produção. A região dos Campos de Lages concentra a maior parte da produção, com 83,1% do total, seguida por Joaçaba (11,2%) e Curitibanos (5,6%). Com previsão de maior volume produzido da fruta, a expectativa é de melhor margem para os produtores e preços mais competitivos no mercado nacional.

As estimativas  envolvem ainda o arroz, a soja, o milho grão, o milho silagem, o feijão, a banana e o tabaco. A expectativa é de crescimento na produtividade de várias culturas, porém os analistas de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural alertam para uma possível retração nos preços, especialmente nos grãos, o que exige cautela dos produtores.

Glaucia Padrão, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, alerta que a queda nos preços dos grãos, impulsionada pelo aumento da oferta interna na safra anterior, exige que os agricultores catarinenses iniciem o novo ciclo agrícola revisando estratégias e ajustando as áreas de plantio para equilibrar custos e retornos. “A expectativa é que a análise de mercado e as decisões regionais orientem as escolhas de cultivo e permitam um planejamento mais seguro para a nova safra”, afirma Glaucia.

A seguir, confira as estimativas de safra das principais culturas de verão de Santa Catarina.

Safra de milho deve aumentar área cultivada 
Após sucessivos anos de retração, a projeção inicial para a safra 2025/26 em Santa Catarina aponta crescimento de 0,83% na área cultivada em comparação ao ciclo anterior, resultado atribuído ao bom desempenho registrado na última temporada. A produtividade média estimada é de 8.735 kg/ha, o que poderá consolidar a segunda melhor marca da série histórica. A previsão é de 2,25 milhões de toneladas colhidas, volume inferior ao ciclo anterior, mas considerado positivo.

No mercado doméstico, os preços seguem estáveis, com leve viés de alta sustentado pela demanda para rações e etanol, além do ritmo das exportações. Em Santa Catarina, cerca de 34% da área prevista já foi semeada, beneficiada pelas chuvas regulares que favorecem a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras.

Área de milho para silagem se amplia no Estado
O milho destinado à produção de silagem deve registrar aumento de 1,03% na área de cultivo em Santa Catarina nesta safra. Até o momento, aproximadamente 31% da área estimada já foi plantada. Embora o zoneamento agroclimático permitisse a semeadura desde o início de agosto no Extremo-Oeste e no Sul do Estado, o avanço das lavouras acabou sendo retardado pelas baixas temperaturas registradas no mês passado.

Produção de feijão deve crescer, apesar da redução da área plantada
Em Santa Catarina, o cultivo de feijão primeira safra segue perdendo espaço para milho e soja, refletindo uma migração de produtores para outras culturas na primeira janela de plantio. Para a safra 2025/26, a área plantada deve cair cerca de 5,67%, passando de 34.499 para 32.544 hectares, com produtividade média estimada em 2.061 kg/ha. Apesar da redução da área, a produção total da primeira safra deve crescer aproximadamente 5,36%, alcançando 67,3 mil toneladas. Até o momento, menos de 1% da área prevista para o Estado já foi semeada.

Produção de bananas em SC se expande em 2025/26
A produção de bananas em Santa Catarina para a safra 2025/26 está estimada em 770 mil toneladas, representando um leve crescimento de 0,3% em relação ao ano anterior. A área cultivada deve crescer 3,2%, enquanto a produtividade média reduz 1,9%, atingindo 26.490 kg/ha. A banana-caturra domina a produção, com 72,6% da área e 82,4% da produção estimada, seguida pela banana-prata, com 27,4% da área e 17,6% da produção.

As regiões do Norte e do Vale do Itajaí concentram 84,7% da produção, enquanto o Sul responde por 15,3% do volume colhido, mesmo com 24,4% da área em produção. A perspectiva de condições climáticas mais amenas ao longo da safra pode refletir na melhoria no desenvolvimento dos cachos nos bananais com maior qualidade e valorização da fruta no mercado, no comparativo com o ano anterior.

Tabaco em SC cresce em área e produção
A fumicultura catarinense projeta crescimento para a safra 2025/26, impulsionada principalmente pela expansão da área plantada, que deve subir 3,94%, alcançando 97.126 hectares. A produção total está estimada em 233.782 toneladas, aumento de 3,49% em relação ao ciclo anterior, enquanto a produtividade média estadual se mantém estável em 2.406 kg/ha. O crescimento se dá de forma horizontal, com foco na ampliação da área, refletindo os preços atrativos do tabaco.

O cenário regional é heterogêneo: Criciúma projeta salto acima de 40% na área e na produção, enquanto Araranguá e Tubarão também apresentam forte expansão, com crescimento de 20% na área e aumento de 13% a 15% na produção, evidenciando otimismo dos produtores frente à rentabilidade da cultura.

Próxima safra de arroz deve ser menor após recorde do último ciclo
A safra de arroz 2025/26 em Santa Catarina começa com retração: a área cultivada deve cair 1,29% e a produtividade recuar 4,91%, retornando a níveis considerados normais após o desempenho recorde do último ciclo. Com isso, a produção total é estimada em 1,22 milhão de toneladas, resultado ainda positivo, mas menos expressivo que o de 2024/25. O excesso de oferta e as dificuldades de escoamento mantêm os preços internos em baixa, o que desestimula o plantio e já se reflete nas lavouras, com 46% da área prevista semeada até o momento.

Áreda de cultivo de soja deve encolher no Estado
Após mais de dez anos de expansão contínua, a área destinada ao cultivo de soja em Santa Catarina deve encolher 1,75% na safra 2025/26, o equivalente a mais de 13 mil hectares. O recuo ocorre em meio à pressão dos preços da oleaginosa em 2025, ao aumento da produção de milho-grão e silagem e à retomada da cultura do tabaco no Sul do Estado, enquanto o plantio da nova temporada ainda não começou no Estado. 

A queda nos preços desde 2024 e início de 2025 explica o movimento, embora o grão siga com peso no comércio exterior: até agosto deste ano, Santa Catarina exportou aproximadamente 1 milhão de toneladas de soja, gerando mais de US$ 400 milhões.

Como são feitas as estimativas
A estimativa das safras é elaborada por agentes de mercado que coletam dados junto a informantes das principais regiões produtoras do estado. Entre esses colaboradores estão extensionistas da Epagri, cooperativas, prefeituras, sindicatos, bancos e outras instituições ligadas ao meio rural, garantindo um levantamento abrangente e detalhado.

Após a coleta, os dados passam por análise estatística, permitindo avaliar variações na área plantada, produção e produtividade, além de comparar as estimativas iniciais e finais com os números da safra anterior. Reuniões técnicas complementam o processo, reunindo pesquisadores que acompanham de perto os mercados de cada produto, fortalecendo a precisão das projeções.

Confira no link a apresentação completa da safra de verão 2025/2026 em Santa Catarina. O material traz as projeções de produção, área plantada e produtividade das principais culturas, oferecendo um panorama detalhado do cenário agrícola estadual para o próximo ciclo.

CNI abre 4 escritórios no exterior para fortalecer presença internacional da indústria brasileira

Como estratégia para fortalecer a competitividade da indústria brasileira no cenário global, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) anuncia a abertura de quatro escritórios de representação em regiões estratégicas para a promoção dos interesses da indústria brasileira no exterior. As novas unidades funcionarão em Nova York (EUA), Xangai (China), Munique (Alemanha) e Dubai (Emirados Árabes Unidos). O anúncio será feito pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, durante reunião de diretoria da entidade, na próxima terça-feira (30).

O objetivo da iniciativa é ampliar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, conectando a indústria nacional a oportunidades de negócios, investimentos e inovação. Além disso, os escritórios vão apoiar empresas brasileiras no acesso a mercados externos e vão promover investimentos estrangeiros no Brasil.

De acordo com Alban, o movimento é parte essencial da agenda de reindustrialização do país, visando superar o desafio da pauta exportadora brasileira, ainda concentrada em produtos de baixo valor agregado. 

“Se queremos uma indústria competitiva e inovadora, precisamos ocupar espaço no mundo, ainda mais diante de um cenário internacional desafiador, marcado por novas barreiras comerciais e pelo aumento de tarifas. Os escritórios vão aproximar nossas empresas de mercados-chave, possibilitar parcerias estratégicas e ampliar a visibilidade internacional do Brasil. Nossa missão é clara: defender os interesses da indústria brasileira, reduzir vulnerabilidades e transformar esses desafios em oportunidades para levar a indústria brasileira ao mundo e trazer o mundo para a nossa indústria”, diz Ricardo Alban. O presidente da CNI destaca ainda que o Brasil é o 24º no ranking de exportadores globais e responde por apenas 1,2% do comércio mundial, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Dados da CNI mostram que a China é o principal parceiro comercial do Brasil, destino de 28% das exportações brasileiras em 2024. Embora a pauta seja concentrada em commodities agrícolas e minerais, cresce o espaço para diversificação em bens manufaturados, tecnologias verdes e soluções industriais. Os Estados Unidos aparecem como o segundo maior parceiro do Brasil e são o principal destino dos investimentos greenfield brasileiros no exterior (aqueles que começam um empreendimento internacional do zero), com crescimento de 52,3% na última década.

A Europa, por sua vez, responde por 16,7% das exportações brasileiras e mantém investimentos consistentes no país há mais de duas décadas, reforçando a importância para a indústria nacional. Já Dubai consolidou-se como o principal hub logístico e comercial do Oriente Médio e Norte da África, atuando como plataforma de reexportação para dezenas de mercados da região. Entre 2023 e 2024, as exportações brasileiras para os Emirados Árabes Unidos cresceram 44% em valor.

“A presença de pontos focais da indústria brasileira nesses mercados estratégicos permite apoiar nossas empresas em cadeias de valor sofisticadas, fomentar parcerias tecnológicas e industriais de alto valor agregado, cultivar relacionamentos institucionais essenciais e posicionar o Brasil como destino atrativo para investimentos”, destaca Alban.

Realizada em parceria com a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (InvestSP), a iniciativa reforça a cooperação institucional para ampliar resultados. O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, explica que a InvestSP já dispõe de infraestrutura física e equipes locais, otimizando custos e garantindo maior agilidade na operação. 

“A parceria entre a agência e a CNI reforça a atuação conjunta para promover competitividade e o desenvolvimento industrial, contribuindo para a criação de mais emprego e renda para a população”, destacou Lima.

Além desses quatro escritórios, a CNI está em tratativas com a própria InvestSP e outras instituições, como a Apex Brasil, em busca de parceria para criar outras unidades, ampliando ainda mais a presença da indústria brasileira no exterior. 

A estratégia prevê funções específicas para cada escritório:

Nova York: defesa dos interesses da indústria brasileira nos EUA, fortalecimento da imagem setorial e suporte em agendas institucionais de alto nível.
Xangai: mobilização de investimentos e parcerias em inovação e P&D, além de apoio a delegações brasileiras em feiras, missões e eventos estratégicos.
Munique: coordenação regional na Europa, com foco em financiamento, inovação, sustentabilidade e manufatura avançada.
Dubai: articulação para ampliar a presença brasileira nos mercados do Oriente Médio e da Índia, com foco na atração de investimentos produtivos e na ampliação das oportunidades para a indústria nacional.
Os escritórios internacionais da CNI também vão apoiar as federações estaduais de indústria e os conselhos empresariais bilaterais, que funcionam como espaços de negócios e diálogo de alto nível entre empresas brasileiras e estrangeiras. A iniciativa prevê a realização de rodadas de investimento e a aproximação entre companhias nacionais e internacionais em mercados prioritários, como Emirados Árabes, Índia e China.

Cada escritório terá sua própria agenda de atividades para os próximos 12 meses, atualmente em fase de definição. Entre as ações já previstas está a Semana da Indústria em Nova York, programada para 2026, e um seminário de investimentos na China.

Bunge permanece como a maior empresa de Santa Catarina

 Santa Catarina se destaca no cenário nacional por apresentar indicadores que demonstram a qualidade de vida de seus habitantes, como o baixo nível de desemprego, por exemplo. Ao jogar luz sobre o desempenho das empresas, não é diferente. As companhias sediadas em Santa Catarina exibiam em junho 2025 um dos menores índice de inadimplência do Brasil, com apenas 25,9% das empresas negativadas, de acordo com estudo mensal da Serasa Experian. O indicador contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação de inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago. A fama de boas pagadoras pode ser conferida no recorte das cem maiores por estado no ranking das 500, onde Santa Catarina apresenta o menor índice de endividamento (52,5%) quando comparadas com suas concorrentes do Paraná (58%) e do Rio Grande do Sul (56%). O índice se mantém nesse nível pelo menos desde 2022.

As cem maiores também conseguiram aumentar o patrimônio (de uma soma total de R$ 132,6 bilhões para R$ 165,8 bilhões), a receita (de R$ 342,1 bilhões para R$ 379,3 bilhões) e o lucro (de R$ 25 bilhões para R$ 32,3 bilhões), enquanto a soma dos prejuízos ficou praticamente estável (R$ 1,2 bilhão) e a rentabilidade média diminuiu um pouco (de 10,7% para 9,8%).

As cinco primeiras colocações se mantiveram, com a Bunge sendo a maior empresa de Santa Catarina, seguida por BRF, WEG, Cooperativa Central Aurora Alimentos e Engie. O Grupo Havan subiu do décimo para o sexto lugar, sendo seguido de perto pelo Sicoob Central SC/RS que estreia no ranking ao apresentar um balanço que congrega várias unidades da cooperativa de crédito. Enquanto a Whirlpool se manteve em oitavo lugar, a Celesc caiu para o nono e a Tupy é a décima, um decréscimo de quatro colocações (veja todos os detalhes nas tabelas a seguir, que também revelam as 50 maiores receitas líquidas, os 50 maiores patrimônios líquidos e os destaques em outros indicadores de desempenho, como os maiores capitais de giro, por exemplo).

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). O ranking é baseado em balanços do exercício de 2024 publicados ao longo do primeiro semestre de 2025.

No evento, os executivos Bruno Machado Teixeira, gerente executivo de relação com investidores da Intelbras, Lucas Döhler, diretor industrial da Döhler, e Alexandra Oliveira, diretora da planta de Joinville da Whirlpool, participaram do painel "O futuro e o legado das empresas que impulsionam a região Sul".  

Com informações do Grupo Amanhã.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Sapiens Parque amplia conexões internacionais em conferência mundial na China

Foto: Divulgação / Sapiens Parque

Os diretores Eduardo Vieira, Julia Kurtz e Fernando Bez representaram o Sapiens Parque na 42ª Conferência Mundial da Associação Internacional de Parques Científicos e Tecnológicos (IASP), realizada entre 15 e 19 de setembro em Pequim, na China. O evento reuniu líderes e especialistas de mais de 70 países para debater tendências e o futuro do ecossistema global de ciência, tecnologia e inovação.

Com programação sediada no Centro Nacional de Convenções da China e no Parque Científico Zhongguancun Changping – um dos polos mais importantes de pesquisa e empreendedorismo do mundo –, a conferência trouxe discussões sobre temas como desenvolvimento da força de trabalho, acessibilidade e equidade social nos espaços de inovação, além de apresentar estratégias que estão moldando os ecossistemas tecnológicos em diferentes continentes.

Durante a missão, a comitiva do Sapiens realizou uma visita técnica ao TusPark, em Pequim, considerado o maior parque científico universitário do mundo. Conectado à Universidade Tsinghua, o espaço abriga mais de 1.500 empresas e instituições, incluindo multinacionais, gigantes da tecnologia chinesa e startups de ponta. Em mais de três décadas de atuação, o TusPark já incubou mais de 10 mil empresas, consolidando-se como referência global em inovação e empreendedorismo.

Outro destaque da participação catarinense foi a entrada oficial do Sapiens Parque como membro da IASP. Em cerimônia realizada durante a conferência, o diretor-presidente Eduardo Vieira recebeu a certificação que marca a nova etapa de internacionalização do parque.

“Essa conquista fortalece a visibilidade do Sapiens no cenário global, amplia nossas conexões estratégicas e abre novas oportunidades de colaboração com ecossistemas de inovação em diferentes partes do mundo. Ampliar essa internacionalização é um pedido do governador Jorginho Mello que tem feito investimentos importantes no parque nesses últimos dois anos. Acabamos de finalizar mais uma obra de infraestrutura e isso vai atrair mais empresas interessadas em se instalar no Sapiens Parque”, destacou Vieira.

Abertas as inscrições para o 9º Prêmio Nacional de Inovação

Estão abertas as inscrições para a 9ª edição do Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Podem participar empresas de diferentes portes do setor industrial, pequenos negócios de todos os setores, empresas incentivadas pela Lei do Bem e ecossistemas de inovação do país, além de pesquisadores com projetos de inovação realizados com indústrias ou pequenas empresas.

Para as empresas e pesquisadores, as inscrições já podem ser feitas no site do PNI. Já, para os ecossistemas, o sistema abre na próxima sexta-feira (26). Em ambos os casos, o prazo termina em 21 de novembro.

Acesse o site do Prêmio Nacional de Inovação e confira o regulamento de cada categoria: https://www.premiodeinovacao.com.br/

A iniciativa é da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e do Juntos pela Indústria. A premiação é realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em correalização com o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).
 
O PNI tem como propósito reconhecer soluções inovadoras de instituições e de pesquisadores que atuam no país e reforçar a mensagem do papel fundamental da inovação não só na produtividade e competitividade dos negócios, como também na sociedade e no desenvolvimento do Brasil. A edição 2025 acontece de forma integrada à Jornada Nacional da Inovação da Indústria - caravana que está percorrendo as 27 Unidades da Federação - e ao 11º Congresso de Inovação da Indústria, que acontece em março do ano que vem.


Prêmio terá votação popular
A metodologia de avaliação do prêmio mudou nesta edição. Os projetos de inovação serão avaliados pela efetividade no mercado, com base em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade.

Na primeira etapa, os candidatos passarão por análise de um comitê de especialistas, responsável pela seleção de finalistas do prêmio. A fase final será decidida por voto popular dos participantes credenciados durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, que ocorrerá em São Paulo, entre 25 e 26 de março de 2026.

“O Prêmio Nacional de Inovação já tem tradição no nosso ecossistema. Neste ano, quisemos valorizar as soluções ligadas à transformação digital dos negócios e ao desenvolvimento sustentável. Vamos mostrar o impacto real das soluções e abrir voto popular para definir os vencedores”, destaca o diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes.

O diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, destaca que ciência é o melhor investimento. "Quem tem uma ideia inovadora ou disposição de empreender com inovação tem o nosso apoio, por meio de ações como o Prêmio Nacional de Inovação. O Brasil tem esse ativo muito importante que é o conhecimento. A premiação é uma excelente oportunidade de canalizar esse conhecimento para acelerar o desenvolvimento de empresas e de todo o país”, destacou Bruno Quick.

Conheça os eixos temáticos para o reconhecimento das empresas no PNI
A segunda novidade são os eixos temáticos, no reconhecimento à transição energética as empresas serão agraciadas nas categorias descarbonização e recursos renováveis. E no eixo da transformação digital as categorias são inteligência artificial para produtividade e digitalização de negócios.

O PNI também terá uma nova categoria, de soluções inovadoras alavancadas por recursos originados do incentivo federal da Lei do Bem.

Conheça as modalidades
Empresas: pequenos negócios, médias e grandes empresas 


Pesquisadores: de pequenos negócios, média empresa e grande empresa 


Ecossistemas: de pequeno porte, médio porte ou grande porte 


Lei do Bem: pequenas, médias e grandes empresas beneficiadas pela lei


Prêmio já teve mais de 16 mil inscritos em oito edições


Em oito edições, o PNI teve 16,5 mil inscritos e 113 vencedores, das cinco regiões do país. A inscrição é gratuita e todos os inscritos recebem um relatório de feedback da avaliação. Além de certificados e do troféu da premiação, os finalistas vão receber ampla divulgação em mídia e participar do 11º Congresso de Inovação da Indústria, que vai acontecer em março de 2026, em São Paulo. Os ganhadores também participarão de uma imersão em ecossistemas de inovação internacional a ser personalizada para o grupo.

27 setores industriais estão pessimistas, segundo pesquisa da CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) Setorial caiu em 12 dos 29 setores industriais em setembro, mostra levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (25). Com isso, o total de segmentos pessimistas aumentou de 25, em agosto, para 27, em setembro. Apenas as empresas farmoquímicas e farmacêuticas e as fabricantes de produtos diversos seguem otimistas. 

“A indústria vem perdendo ritmo desde o início do ano, sobretudo, por causa das taxas de juros elevadas. Os juros altos reduziram a demanda por produtos cujas compras costumam ser parceladas pelos consumidores. Como a indústria é bastante encadeada e uma empresa depende da outra, esse efeito se espalhou entre os setores”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O ICEI vai de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança dos empresários; acima, confiança. 

Empresários do Centro-Oeste voltam a demonstrar confiança
O Centro-Oeste foi a região onde se registrou o maior aumento do ICEI em setembro: alta de 3,1 pontos, passando de 47,7 pontos para 50,8 pontos. Com isso, a região migrou de um estado de falta de confiança para um estado de confiança. No Nordeste, o indicador aumentou 0,7 ponto, alcançando os 51,5 pontos.

Em setembro, o ICEI subiu 0,8 ponto no Sudeste e 0,2 ponto no Sul. Apesar disso, os empresários dessas regiões continuam pessimistas, uma vez que o índice permanece abaixo da linha divisória. 

•    Sul – 43,5 pontos.
•    Sudeste – 45,3 pontos;

O ICEI do Norte não mudou entre agosto e setembro. O índice permanece em 47,9 pontos, sinalizando pessimismo entre os empresários da região.

Pessimismo continua entre todos os portes de empresas
O ICEI subiu 0,9 ponto, de 46 para 46,9 pontos, entre as médias indústrias; aumentou 0,6 ponto, de 46,6 para 47,2 pontos, entre as grandes; mas caiu 0,6 ponto, de 46,3 para 45,7 pontos entre as pequenas. 

O índice permanece abaixo de 50 pontos em todos os portes analisados, sinalizando que a falta de confiança entre os empresários que comandam pequenas, médias e grandes indústrias continua. 

Sobre o ICEI Setorial
Para esta edição do ICEI Setorial, a CNI consultou 1.768 empresas: 720 de pequeno porte; 626 de médio porte; e 442 de grande porte, entre 1º e 10 de setembro de 2025.

Safra de Café no Sudeste Chega ao Fim e Exportações Ganham Fôlego pelo Porto de Itaguaí

A colheita da safra 2024/25 de café na região Sudeste do Brasil foi oficialmente encerrada em julho, marcando o início de uma nova etapa para o setor: a exportação dos grãos colhidos. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país manteve sua posição como maior produtor e exportador mundial de café, registrando o terceiro maior volume da história.

São Paulo e Minas Gerais, principais estados produtores do café arábica, registraram queda na produtividade, reflexo da bienalidade negativa e das condições climáticas adversas. Ainda assim, a safra nacional alcançou 55,7 milhões de sacas, com destaque para a variedade conilon, que teve um desempenho recorde graças à estabilidade climática no Espírito Santo.

Esse resultado é estratégico para o Brasil manter sua liderança global, especialmente diante do crescimento contínuo da demanda mundial pela bebida. Estimativas da Organização Internacional do Café (USDA) apontam que, diariamente, são consumidas cerca de 485 mil sacas de 60 kg em todo o planeta. Atualmente, a Europa lidera o consumo, com 53,7 milhões de sacas adquiridas na última safra, o que representa 30,35% da demanda global. No entanto, a China vem se destacando como um novo polo consumidor: o consumo chinês cresceu 150% nos últimos dez anos, com previsão de 6,3 milhões de sacas negociadas na próxima safra, número bem superior à sua produção nacional, segundo o USDA.

Apesar da alta demanda e do bom desempenho da colheita, o Cecafé divulgou um dado preocupante: em julho de 2025, o Brasil deixou de exportar 508.732 sacas de café, o equivalente a 1.542 contêineres, resultando em uma perda de R$ 1,084 bilhão em receita cambial. Um dos principais motivos foram os atrasos e alterações nas escalas dos navios. O Boletim Detention Zero (DTZ), desenvolvido pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, revelou que 51% dos navios registraram problemas em julho, 167 embarcações de um total de 327 nos portos brasileiros, incluindo os terminais de contêineres de Santos e os da cidade do Rio de Janeiro.

Diante desse cenário, o Sepetiba Tecon, terminal de contêiner localizado no Porto de Itaguaí, tem ganhado relevância e se consolidado como uma opção estratégica para o escoamento das exportações, oferecendo escalas semanais para a China e Europa, principais destinos do café brasileiro. “Além da regularidade das escalas, para escoar todo o volume exportado sem gargalos logísticos, são necessários acessos rodoviários e ferroviários, sem a interferência dos centros urbanos, e gates abertos com antecedência. Nós reunimos todos esses requisitos, o que justifica a escolha dos produtores de café que operam conosco”, afirma Guilherme Vidal, gerente-geral do Sepetiba Tecon.

Para Ronald Pires de Moraes, Gerente Administrativo de Exportação da Cooxupé - Cooperativa de Cafeicultores de Guaxupé, é essencial criar novos corredores logísticos para ampliar as possibilidades e garantir alternativas de escoamento: “A pulverização do embarque do café é necessária para evitar prejuízos em toda a cadeia produtiva. O Porto de Itaguaí é uma das opções que temos para que a carga não sofra com os atrasos recorrentes de embarque”, diz Moraes.

A expectativa do Sepetiba Tecon para os próximos meses é de crescimento dos embarques, para consolidar ainda mais a posição estratégica do Porto de Itaguaí na logística cafeeira brasileira.

Portonave é reconhecida internacionalmente por redução nas emissões de gases poluentes

No ano em que celebra 18 anos de operações, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, foi destaque na cerimônia do Prêmio Marítimo das Américas 2025, realizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Peru. Vencedora na categoria Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável, com o projeto “Transição Energética na Atividade Portuária e seu Impacto na Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)”, a Companhia foi reconhecida pelas boas práticas no segmento portuário nas Américas.

O transporte marítimo representa aproximadamente 3% das emissões globais, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO). Com o objetivo de contribuir para um setor mais limpo, a Companhia está alinhada à visão de desenvolvimento sustentável de sua acionista, a Terminal Investment Limited (TiL), e adota ações estratégicas para isso. A Portonave é certificada no Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001) e, desde 2010, faz o monitoramento das emissões de GEE, com base no Greenhouse Gas (GHG) Protocol, referência mundial na verificação e qualificação de organizações.

Entre 2015 e 2024, houve uma redução de 63% nas emissões de gases poluentes nas operações do terminal – o equivalente a aproximadamente 79 mil toneladas de carbono. Um passo importante foi, em 2016, a eletrificação dos 18 guindastes para movimentação de contêineres, os Rubber Tyred Gantries (RTGs), que passaram a operar com energia elétrica – uma redução de 96,5% nas emissões de GEE. Outros investimentos em equipamentos ecológicos – como empilhadeiras – e em fontes de energia renovável – placas solares – também são permanentes. 

Recentemente, a Companhia anunciou a compra de equipamentos 100% elétricos, que totalizam R$ 439 milhões: dois novos guindastes para movimentação de cargas nos navios, os Ship-to-Shore (STS) Cranes, mais 14 guindastes eletrificados para as operações no pátio de contêineres, os Rubber Tyred Gantry (RTGs), uma empilhadeira elétrica e dois novos Scanners para inspeção de cargas. 

Por serem elétricos, os novos equipamentos contribuem para a redução do uso de combustíveis fósseis e das emissões de GEE. A empilhadeira e os Scanners já iniciaram as operações, enquanto os demais equipamentos têm previsão de chegada para o próximo ano.

Atualmente, a Portonave realiza a Obra de Adequação do Cais para receber navios maiores, de até 400 metros de comprimento, ter mais eficiência operacional e preparar a estrutura para a instalação do sistema shore power. Esse sistema possibilitará que os navios atracados recebam energia elétrica, o que contribuirá consideravelmente para operações mais limpas – uma tecnologia inédita entre os portos brasileiros. Com isso, o Terminal Portuário unirá operações eficientes e de excelência ao crescimento sustentável do setor.  

Zero emissões indiretas até 2027 🚫

Outra prática, alinhada à pauta climática, é a aquisição de energia renovável. De 2022 a 2024, foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que, somados, correspondem a 199.744 MWh (unidade de energia). Para os próximos anos, a Companhia já fechou contratos de compra de energia renovável certificada, garantido zero emissões no Escopo 2 até 2027.

Parcerias pelo futuro sustentável 🌏

Como membro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos, iniciativa que surgiu de uma parceria entre o Porto de Itaqui e o Valencia Ports, a Portonave busca soluções integradas por meio da colaboração de diversos atores nacionais e internacionais, como outros portos e empresas. Também, realiza um levantamento sobre os riscos das mudanças climáticas na infraestrutura portuária, que inclui a elaboração de um plano de ação, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) – com publicação prevista para este segundo semestre.

Desempenho por TEU movimentado 🚢

O Terminal Portuário possui um indicador próprio para avaliar seu desempenho em relação às emissões, o Indicador de Pegada de Carbono, que considera as toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) por TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentado. No ano passado, alcançou seu menor índice (0,003 tCO₂e/TEU), uma redução de 80% em relação a 2015 (0,016 tCO₂e/TEU).

Sobre o prêmio 🏆

Criado em 2014, o Prêmio Marítimo das Américas, organizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece iniciativas de destaque no segmento portuário em sustentabilidade e inovação. Neste ano, o reconhecimento das melhores práticas foi destinado a três categorias: Gestão de Riscos de Desastres, Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável e Relação Porto-cidade. 

Sobre a Portonave ✅

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Governo de SC fortalece o ensino técnico para gerar emprego, inovação e crescimento com CaTec+

Foto: Marco Favero/Arquivo/Secom GOVSC

O CaTec+, programa do Governo de Santa Catarina que faz parte do movimento Educação Levada a Sério, busca a melhoria do planejamento da oferta de cursos técnicos alinhada às demandas do setor produtivo, a ampliação da oferta de vagas em parceria e o fortalecimento da oferta na rede estadual, ampliando portfólio de cursos integrados ao ensino médio. O objetivo é intensificar o desenvolvimento do ensino técnico para estimular a geração de emprego, a inovação e o crescimento do estado.

“O ensino técnico possibilita uma experiência diferente e enriquecedora para os nossos alunos. Eles podem sair da escola com mais um diploma, o que aumenta as chances deles conseguirem um emprego mais rapidamente. O CaTec+ marca uma grande transformação no ensino técnico e tenho certeza que será um diferencial em Santa Catarina. E depois do ensino médio e técnico, o estudante pode cursar a graduação que sempre sonhou com o programa Universidade Gratuita”, ressalta o governador Jorginho Mello.

Ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica de qualidade é um dos grandes pilares desta gestão. Somente entre 2023 e 2024, houve aumento das matrículas em 150%, saltando de 12 mil para 30 mil. Com o CaTec +, haverá o lançamento de 35 mil novas vagas por meio de parcerias com empresas privadas e 15 mil através da rede estadual de ensino. A oferta de cursos ocorrerá em todas as regiões do estado, com cursos vocacionados de acordo com os arranjos produtivos locais.

“Nós construímos nesses últimos três meses um amplo mapeamento das necessidades e das demandas dos arranjos produtivos regionais. Estamos ofertando essas vagas em cursos regionalizados, vocacionados por região, a fim de que essa força de trabalho atenda a necessidade dos arranjos produtivos e melhore a empregabilidade desse egresso”, destaca a secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta.

Cabe ressaltar ainda que Secretaria de Estado da Educação (SED) encerrou em agosto a elaboração da Política de Educação Profissional e Tecnológica para o Território Catarinense. A política organizará a oferta de ensino técnico com o objetivo de promover a formação técnica da juventude catarinense alinhada com as demandas do setor produtivo catarinense e desenvolver economicamente todas as regiões do estado.

Educação Levada a Sério
O Governo de Santa Catarina, por meio da SED, lançou o programa Educação Levada a Sério, o maior pacote de investimentos do Governo do Estado na história da educação catarinense. O valor total investido é de R$ 4,1 bilhões para atender os quatro eixos que compõem a iniciativa: Escola Boa, Qualifica SC, Transforma SC e CaTec+.

As frentes reúnem medidas estratégicas para fortalecer a educação em Santa Catarina. Entre as ações estão a qualificação da aprendizagem dos estudantes, a valorização e a formação continuada de professores, a melhoria da infraestrutura escolar e a ampliação do ensino técnico e profissional alinhado aos arranjos produtivos de cada região. Também fazem parte a contrapartida dos estudantes beneficiados pelos programas de acesso e permanência no ensino superior, Universidade Gratuita e o Fumdesc, iniciativas que devem gerar impactos significativos no desenvolvimento socioeconômico do Estado.

Programa Energia Boa é premiado por impulsionar setor energético de Santa Catarina

Entrega da homenagem para o Programa Energia Boa ocorreu durante o Congresso Brasileiro de Minas e Energia – Foto: Divulgação/Sicos

O Programa Energia Boa, do Governo de Santa Catarina, foi premiado durante o Congresso Brasileiro de Minas e Energia por impulsionar o setor energético do estado, destravando investimentos e garantindo mais rede de distribuição. A entrega do troféu ocorreu em cerimônia em Brasília (DF) na noite desta segunda-feira, 22. 

O prêmio reconhece o Programa Energia Boa como boa prática e modelo para outros estados. A homenagem foi recebida pelo secretário adjunto de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), Jonianderson Menezes, junto à comitiva de Santa Catarina que participa do Congresso.

“O Programa Energia Boa virou referência nacional pelo sucesso no fomento do setor energético catarinense. Com o programa, dezenas de pequenas hidrelétricas estão saindo do papel e garantindo mais geração de energia. Estamos avançando com o Energia Boa, conforme determinação do governador Jorginho Mello, para destravar mais investimentos e gerar empregos”, afirma Jonianderson Menezes. 

O Energia Boa
O Programa Energia Boa nasceu em 2024 para incentivar a construção de novas hidrelétricas, sobretudo Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs). Com o programa, o Governo do Estado investe R$ 572 milhões na construção de seis subestações e mais de 200 km de linhas de transmissão a fim de garantir a viabilidade para as novas usinas. O aumento da infraestrutura vai atrair o investimento de R$ 3 bilhões da iniciativa privada, com criação de 19 mil empregos.

Em pouco mais de um ano em atividade, o Programa Energia Boa já garantiu resultados muito positivos para Santa Catarina. O estado foi líder nacional em projetos aprovados no leilão de energia da Aneel, com 27 usinas aprovadas entre as 65 selecionadas em todo o país. Ou seja, Santa Catarina representa mais de 40% das usinas que vão vender energia a partir de 2030. Além disso, o Energia Boa contempla energia limpa e renovável.

Economia & Negócios

Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Sem receita

Pelo menos 1.282 municípios brasileiros não conseguiram gerar receitas suficientes para custear as despesas administrativas da prefeitura e da câmara de vereadores em 2024, conforme o Índice Firjan de Gestão Fiscal, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Daqueles todos, que dependem de transferências do governo federal, felizmente não há nenhum catarinense.

Ações e reações ao tarifaço

Empresas de Santa Catarina, de vários portes, começam a sentir aos efeitos tarifários impostos pelos Estados Unidos com antecipação de férias e até mesmo demissões em massa. O setor moveleiro é mais atingido, mas outras atividades também sofrem os efeitos da redução nas exportações. Empresários refazem as contas e começam a buscar outros mercados, manobra nem tão simples assim e muito menos rápida. A expectativa é de que ações dos governos federal e estadual ajudem a aliviar os impactos, como por exemplo, redução de taxas. Por outro lado, bancos de fomento apresentam linhas de crédito como forma de minimizar o drama. Como foi o caso do BNDES, em parceria com a Fiesc, que liberou R$ 40 bilhões no âmbito do Plano Brasil Soberano, dos quais R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações.

Conta própria

Divulgou-se interessante estudo sobre o percentual de trabalhadores brasileiros por conta própria no segundo trimestre deste ano. O maior de autônomos fica em Rondônia (283 mil), ou 35% da população ocupada com algum tipo de atividade formal ou informal. Na outra ponta está SC, com 2,2% e com milhares de empregos sobrando, por falta de qualificação.

Rio desprezado

Acerca de informação de que o Aeroporto Internacional de Navegantes terá 1.531 voos de chegada e partida movimentando 252 mil passageiros somente de 1º a 31 de outubro, o jornalista Juca Deschamps se diz estar sempre inconformado de olhar o Rio Itajaí e não constatar nenhum aproveitamento turístico nele. Verdade. Se fosse a Europa ...

Amicus curiae

A Fiesc foi aceita pelo STF como terceiro interessado (amicus curiae) na ação que lá tramita, movida pela Procuradoria Geral da República, que questiona a validade do Código Ambiental de SC. Aquela lunática, que quer proibir atividades agrossilvipastoris em áreas entre 400 e 1.500 metros de altitude. Esse espaço corresponde entre 76% a 80% do território catarinense. No que depender do histérico ambientalismo-caviar, pouco importa os 244 mil empregos que poderiam ser extintos e a redução do PIB estadual em R$ 17 bilhões.

Lavagem de dinheiro

Importante autoridade do meio policial catarinense confirma um fato cada vez mais concreto no Estado, principalmente no litoral, desde Garopaba, ao sul, até Balneário Piçarras, ao norte: salões de beleza e barbearias lideram a lista de “investimentos” do crime organizado para lavagem de dinheiro resultante do tráfico de drogas e de armas. E, em seguida, literalmente, lavanderias.

Argumento

A Ordem dos Economistas de SC, que está fazendo um lobby pela aprovação de projeto que institui a Semana Estadual da Educação Financeira, tem um argumento forte quando divulgou que 43% dos adultos brasileiros, o equivalente a impressionantes 72 milhões de pessoas, estão inadimplentes. Salvo exceções, são brasileiros que não tem a cultura do planejamento financeiro.

Efeitos do tarifaço em SC

O bullying oficial e internacional praticado pelos Estados Unidos contra o Brasil trouxe impactos práticos para SC. As demissões anunciadas pela indústria moveleira são a ponta de um iceberg iniciado em julho, depois que Trump anunciou a taxação de 50% sobre as exportações do país. Pouco mais de um mês após o tarifaço entrar em vigor, efeitos desse terremoto econômico já são sentidos no estado, e provocaram entidades de classe e governos a tomarem medidas de curto prazo para tentar salvar negócios e, acima de tudo, evitar o desemprego.

Indústrias se reinventam

O ano de 2025 entrou para a história como o que impôs o pior e mais inimaginável desafio aos exportadores de SC e do Brasil: enfrentar um tarifaço de 50% para vender aos Estados Unidos, o maior mercado externo catarinense e o segundo brasileiro, por um motivo de polarização política. Os negócios começaram a derreter com o anúncio da taxação para o Brasil, feito no dia 9 de julho, e seguiram com a entrada em vigor da mesma em 6 de agosto. Apesar de o governo americano ter anunciado uma lista de isenções de aproximadamente 700 produtos, quase nenhum deles é exportado por SC ao país. A economia do estado está tendo que enfrentar o problema em cheio. A lista de setores afetados inclui madeira, móveis, veículos, autopeças, máquinas e equipamentos, além de alimento, produtos químicos, materiais de construção, papel e equipamentos de transporte, entre outros.

Exibicionismo

Em Balneário Camboriú e Itapema, o dinheiro de alguns nem sempre compra civilidade, bons modos e boa convivência. É o que se pode dizer de um grupo de donos de Porsches que se unem para desfilar pela Avenida Atlântica, preferencialmente nos sábados à tarde e noite e nos domingos, evidentemente fazendo questão de parar o trânsito e disparar o maior barulho possível com suas aceleradas, com direito a estouros, como se fossem tiros.

Cesta básica de Brusque

A cesta básica de Brusque registrou queda de 2,43% em agosto de 2025 frente a julho, passando a custar R$ 675,13. Apesar da retração, no acumulado de 2025 o valor ainda apresenta alta de 2,60% em comparação com agosto de 2024, a elevação chega a 7,20%. Em comparação com as capitais pesquisadas, Brusque ocupa a 17ª posição no ranking das cestas mais caras do país. Na análise do mês, a carne teve o maior custo da cesta básica. Mesmo sem registrar a maior variação em agosto, o produto continua sendo o que mais pesa no bolso do trabalhador: sozinho, ele representa 40,8% de todo o gasto mensal com alimentação, custando R$ 275,52 para a quantidade prevista na cesta.

Avanço na Justiça

Com DNA catarinense, a recomendação para a gravação de todos os atos processuais no Brasil virou regra. O Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução que torna a gravação integral obrigatória em todos os tribunais e no Ministério Público. A mudança foi defendida na tribuna do CNJ pelo coordenador nacional das Comissões da OAB nacional, o catarinense Rafael Horn, e se aplica a audiência, depoimentos, sessões de julgamento e plenários do júri. A norma é resultado da atuação da OAB-SC, que há cinco anos requereu a gravação.

Processos digitalizados

Brusque será reconhecida, em breve, como a primeira cidade do Brasil a realizar a digitalização integral dos processos administrativos na administração pública. A prefeitura formalizou adesão ao Programa de Fortalecimento das Atividades de Corregedoria (Procor), iniciativa da Controladoria Geral da União (CGU) que busca modernizar e ampliar a eficiência das atividades de correição em todo o país.

Carros elétricos

Uma discussão que logo chegará em todo lugar: a Justiça de Florianópolis suspendeu o uso e a instalação de carregadores de carros elétricos em um condomínio residencial após laudos técnicos apontarem risco de sobrecarga elétrica e incêndio em garagem subterrânea sem ventilação.

Água gratuitamente

Chegou ao STF, que acaba de decidir sobre ação de 2019, originária de SC: um parque temático do litoral norte agora é obrigado a disponibilizar bebedouros em número suficiente para atender à demanda diária de visitantes. Cabe recurso.

Russos chegando

Interessante reportagem da Folha de São Paulo mostra que SC, que tem registrado o maior saldo migratório do Brasil nos últimos anos, tem atraído famílias russas, que para cá vem se mudando para ter filhos e garantir o passaporte nacional e, assim, conseguir maior liberdade de circulação internacional. Florianópolis é a cidade com mais registros de residência de imigrantes russos no Brasil, conforme o Observatório das Migrações Internacionais, ligado ao Ministério da Justiça. Desde 2021, foram emitidos 1.050 vistos na capital de SC. Migrantes ouvidos dizem, em sua maioria, ter escolhido Florianópolis por oferecer segurança semelhante à de seu país de origem. A opção natural seria o Rio de Janeiro, que tem sido descartada por ser uma cidade perigosa. Dizem ainda que boa parte trabalha remotamente para empresas russas ou vive de investimentos.

Escolas militares

O STF formou maioria para autorizar, de forma provisória, a implementação do modelo de escolas cívico-militares no Estado de São Paulo. Ainda não analisou o mérito da ação e deverá decidir futuramente sobre a constitucionalidade do formato educacional. O curioso é que uma lei estadual que instituiu o modelo também em SC não é motivo de questionamento.

Rádios

O Ministério das Comunicações deve lançar um edital para contemplar 1.266 municípios de todo o país com rádios comunitárias. Em SC serão 91.

De volta

A Fenachopp, que foi uma tradicional festa de Joinville, está de volta. Será celebrada entre 25 deste mês a 5 de outubro, nas dependências da Sociedade Rio da Prata. Além de bandas típicas e culinária oferecida por restaurantes, estarão presentes 30 cervejarias artesanais.

Tatuagem

Que sirva de alerta o julgamento, pelo TJ-SC, de um tatuador do Vale do Itajaí, condenado por lesão corporal gravíssima depois de tatuar um adolescente de 16 anos sem o consentimento dos pais. O juiz responsável pelo caso considerou que a tatuagem feita no pescoço configurou deformidade permanente.

Bolacha decorada

A Câmara dos Deputados deu os primeiros encaminhamentos a projeto de lei para reconhecer o município sulino catarinense de São Martinho como Capital Nacional da Bolacha Decorada Artesanalmente. O município produz anualmente cerca de 200 toneladas do produto e gera 400 empregos diretos.

Inadimplência recorde

Pelo sétimo mês consecutivo, a inadimplência das empresas bateu o recorde da série histórica e chegou, em julho, aos impressionante 8 milhões de CNPJs nesta situação, um aumento de mais de 200 mil negócios desde junho e de 1,1 milhão na comparação com julho de 2024, segundo dados do Indicador de Inadimplência das Empresas, elaborado pela Serasa Experian. Em SC estavam naquela preocupante situação 352,2 mil CNPJs.

Suco de verdade

Uma das medidas analisadas pelo governo para absorver internamente frutas que eventualmente deixarão de ser exportadas devido ao tarifaço dos Estados Unidos, é estipular um percentual obrigatório mínimo de adição de sucos nas bebidas no mercado interno, e não só “néctar” açucarado com essências aromáticas. Foi constatado em um supermercado dois sucos, de manga e uva, produzidos com marca afamada do Rio Grande do Sul, informando em letras miúdas, ter apenas 3% do produto original.

Arbitragem tributária

O Brasil trilha um caminho rumo à junção da arbitragem privada com o contencioso tributário, com a tramitação do Projeto de Lei 4257/2019. Se criado, o instituo será uma ferramenta inovadora para a solução rápida dos inúmeros litígios entre Fisco e contribuintes, seguramente útil para acelerar a arrecadação tributária da União, Estados e municípios e, ao mesmo tempo, para encerrar pendências fiscais dos contribuintes que travam o crédito e os investimentos (Fonte: Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque).

Fazendo diferença

O projeto SC+Eficiente, da Celesc, entregou desde o final de junho deste ano, em Joinville, mais de 800 geladeiras novas e eficientes, em substituição a equipamentos antigos e de alto consumo. O programa também contabiliza a troca de 4.439 lâmpadas incandescentes e fluorescentes por LED e a substituição de 2.271 chuveiros por modelos modernos e econômicos, com trocadores de calor.

Simplificação

A Secretaria da Fazenda de Brusque realizou uma reunião com o Sebrae para discutir ações do programa Cidades Empreendedoras, com foco na desburocratização da abertura de empresas no município. O encontro contou com a participação da Secretaria de Planejamento e da Vigilância Sanitária, resultando na criação de um grupo de trabalho e na apresentação de um diagnóstico do cenário atual. Entre os próximos passos estão a revisão de leis municipais e a automação de processos, visando melhorar ainda mais o ambiente de negócios, já considerado ágil em comparação ao restante de Santa Catarina.

Imposto sobre veículos e cães

Enquanto foi uma Colônia criada pelo governo imperial, os brusquenses, quase todos imigrantes alemães e italianos, não pagavam impostos. O próprio governo financiava as despesas da administração, pagava-lhes subsídios e mais salários pelo trabalho nas obras públicas. Mas depois da emancipação da Colônia e criação do município em 1881, que ainda não se chamaria Brusque e sim São Luiz Gonzaga, foi preciso instituir impostos para fazer face às despesas. No começo do século passado, carroças, canoas, bicicletas e até cachorros pagavam imposto. Só caro de boi escapava das garras do fisco. Afinal, além de outros encargos, a Superintendência municipal precisava construir escolas, estradas, pontes, prestar assistência à saúde dos mais pobres e, claro, também pagar os salários dos seus funcionários. Dessa forma, a Gazeta Brusquense de 8 de janeiro de 1916 noticiou que a Superintendência municipal estava advertindo que os moradores da sede da vila deveriam cadastrar a posse de veículos de qualquer natureza e cães atados ou soltos, para regularização do pagamento dos impostos, sob pena de multa de cinco a 20 mil reis.

Atividade em menor ritmo

Pesquisas do IBGE mostraram que as principais atividades econômicas de Santa Catarina fecharam com crescimento ou estabilidade no mês de julho. A indústria e os serviços cresceram frente ao mês anterior, na série com ajustes sazonais e o comércio ampliado ficou estável. Mas os dados mostram uma redução da atividade econômica no estado em função da taxa básica de juros Selic em 15%, definida pelo Banco Central com o objetivo de diminuir atividades para reduzir a inflação. Além disso, já surgem impactos do tarifaço dos Estados Unidos, que afeta diversas e a produção industrial catarinense, segundo o IBGE, cresceu 1,1% em julho na comparação com o mês anterior, na série de ajustes sazonais. O setor de serviços encerrou julho com crescimento de 0,9% frente ao mês anterior e o varejo ampliado fechou julho com estabilidade frente a junho.

Entre as mil maiores

Santa Catarina tem 53 empresas na lista das mil maiores do Brasil, mostra a edição 2025 do Anuário Valor 1000, publicado pelo jornal Valor Econômico. O ranking divulgado usa como principal critério de classificação a receita líquida das empresas em 2024, apurada a partir de demonstrações contábeis. A liderança geral do ranking brasileiro é da Petrobrás (receita líquida de R$ 490,8 bilhões em 2024), seguida por JBS (R$ 416,9 bilhões). A catarinense mais bem colocada é a Bunge, na 15ª posição. Na comparação com a edição anterior, houve um crescimento no número de representantes catarinenses no ranking de 44 para 53. O levantamento feito pela coluna considera o estado sede das empresas informado pelo anuário, com duas exceções: entraram nesse recorte o Grupo Pereira, dono dos supermercados Fort Atacadista e Comper e a Whirlpool. Embora tenham matriz administrativa em São Paulo, são companhias que mantêm em SC maior parte de suas operações. Grandes nomes da indústria do Estado, como Hering, Hemmer e Cremer, entre outras, que foram compradas no passado e hoje integram grupos econômicos sediados em outros estados.

Universidade Gratuita

A Polícia Civil de SC indiciou 43 candidatos do programa Universidade Gratuita por não cumprirem requisitos do processo. Inicialmente eram investigados 335 candidatos, chegando a 119 suspeitos e restando, ao final da investigação, os alunos indiciados. Os suspeitos não cumpriram os critérios de naturalidade ou residência mínima no estado. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de SC (MP-SC) e ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.

Boletim Focus: Mercado se mantém cético com inflação mesmo após decisão do Copom

O relatório Focus desta segunda-feira (22) mostra que o mercado financeiro ainda não se convenceu de que a inflação brasileira irá convergir para o centro da meta de 3%, apesar da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. A decisão foi anunciada na última quarta-feira (17) e descrita por analistas como um comunicado “duro”.

Segundo o Focus, a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 permanece em 4,83%, acima do teto da meta de 4,5% e ligeiramente superior à estimativa do Copom, de 4,8%. Para 2026, o mercado prevê inflação de 4,29%, praticamente estável em relação à semana passada e ainda distante do centro da meta. Analistas destacam que os efeitos da reunião da última semana só devem ser sentidos a partir de março de 2026, já que cada decisão de juros demora cerca de seis meses para impactar a economia.

Para os anos seguintes, as expectativas também se mantêm elevadas. O IPCA projetado para 2027 e 2028 segue em 3,70%, acima do cenário base do Copom, que aponta 3,4% e 3,6%, respectivamente.

Em relação à Selic, o mercado espera que a taxa permaneça em 15% até o final de 2025. Para 2026, há uma leve redução, de 12,38% para 12,25%. As projeções para 2027 e 2028 permanecem em 10,5% e 10%, respectivamente.

No câmbio, as estimativas também não sofreram alterações: 5,50 reais por dólar em 2025; 5,60 em 2026 e 2027; e 5,54 em 2028.

O cenário do Focus mostra, portanto, que o mercado mantém certo pessimismo quanto à inflação, mesmo diante da Selic elevada, atualmente a segunda maior taxa real de juros do mundo, refletindo dúvidas sobre a convergência para o centro da meta definida pelo BC.

Mais investimentos no campo: equipamentos agrícolas, Recupera Maçã SC e ampliação do sistema antigranizo são anunciados em São Joaquim

Fotos: Will Nieckarz/ Sape

Para fortalecer o trabalho no campo e ampliar a capacidade produtiva da agricultura familiar, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) entregou neste sábado, 20, mais 22 equipamentos agrícolas para nove municípios da região da Serra. Também foram lançados o Projeto Emergencial Recupera Maçã SC – do Programa Reconstrói SC e a autorização de recursos para implantação do Sistema Antigranizo em São Joaquim.

O evento foi realizado na Gerência Regional da Epagri de São Joaquim, com a presença do secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, autoridades, representantes dos municípios beneficiados e lideranças do setor agrícola. Os equipamentos foram adquiridos com recursos de emendas parlamentares federais com contrapartida do Estado de Santa Catarina, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de emendas estaduais.

As entregas estão ocorrendo diretamente nas regionais, para agilizar a chegada dos implementos às comunidades rurais. “Mais do que entregar equipamentos, estamos garantindo mais condições para que os municípios apoiem seus agricultores. Esses investimentos são resultado de parcerias importantes para o fortalecimento da agricultura catarinense”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

A Sape conduziu o processo licitatório e a aquisição dos equipamentos. Do total, 17 implementos foram adquiridos por meio dos convênios federais celebrados com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com indicações dos então parlamentares Carmen Zanotto, Carlos Chiodini e Jorginho Mello. Entre os equipamentos estão: carreta basculante, distribuidor de adubo seco, ensiladeira 1 linha, grades aradora e niveladora, plantadeira 5 linhas, pulverizador de fertilizantes, roçadeira articulada e subsolador. Municípios beneficiados: Bom Jardim da Serra, Braço do Norte, Grão Pará, Lages, Palmeira, Passo de Torres, São Joaquim, São Ludgero e Urubici.

Outros cinco equipamentos foram destinados ao município de Lages, com recursos de emenda estadual indicada pelo deputado Estadual Padre Pedro Baldissera. São eles: distribuidor de adubo seco, enxada rotativa e semeadora adubadora.


Recupera Maçã SC

Santa Catarina é o maior produtor de maçã do Brasil, respondendo por 49% do total da produção desta cultura. Os impactos provocados pelo granizo – ocorrido no dia 19 de abril de 2025, resultaram em prejuízos significativos para aproximadamente 83 produtores de maçã do município de São Joaquim, com perdas estimadas em mais de R$ 17, 5 milhões.

Para apoiar a recuperação da produção, o projeto Recupera Maçã SC foi lançado com foco na reposição de mudas e na reconstrução de estruturas de proteção dos pomares, como as telas antigranizo. Serão beneficiados agricultores enquadrados no Pronaf (exceto os que possuem mais de quatro módulos fiscais) e no Pronamp. Cada unidade familiar poderá acessar até R$ 100 mil, com pagamento em cinco parcelas anuais, iguais, sem juros ou correção, e com desconto de 30% para quem quitar dentro do prazo.

Sistema Antigranizo

Foi autorizado o repasse de até R$ 4,1 milhões do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR) para ampliar o Sistema de Combate ao Granizo no município de São Joaquim. O valor será destinado à instalação de 43 geradores de solo automáticos e para manutenção e operação do sistema antigranizo.
“A fruticultura é uma das principais atividades da agricultura catarinense, e proteger esse setor é uma prioridade do Governo do Estado. O Recupera Maçã SC garante apoio direto aos produtores atingidos pelo granizo, viabilizando a recuperação dos pomares, enquanto a ampliação do Sistema Antigranizo fortalece a prevenção, evitando que eventos extremos gerem perdas tão severas no futuro. São ações complementares que demonstram o compromisso do Estado com a sustentabilidade da produção e com a renda das famílias rurais”, destaca o secretário, Carlos Chiodini.

Artesãos de SC movimentam mais de R$ 89 mil em feira nacional

Participação de artesãos de Santa Catarina na Fenacce foi organizada pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) – Fotos: Divulgação/Sicos

Os artesãos de Santa Catarina alcançaram um expressivo resultado na 7ª edição da Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce) 2025, realizada em Fortaleza (CE). Ao longo dos seis dias de evento, os artesãos registraram R$ 89.092,00 em vendas diretas, além de encomendas e contatos que fortalecem a presença do artesanato catarinense no cenário nacional.

A participação de Santa Catarina na Fenacce tem organização pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos). A Sicos garantiu espaço para divulgar a diversidade, a identidade cultural e a qualidade do trabalho artesanal produzido no estado. Com técnicas que vão do tradicional ao contemporâneo, os artesãos catarinenses chamaram a atenção dos visitantes e compradores sobretudo pela originalidade e inovação.

Para o diretor de Emprego e Renda da Sicos e coordenador estadual do Artesanato, Carlos Alberto Arns Filho, a presença do estado em feiras nacionais é estratégica. “Eventos como a Fenacce são verdadeiras vitrines do artesanato catarinense. É uma oportunidade, portanto, para mostrar a riqueza da nossa cultura, ampliar a rede de contatos dos artesãos e abrir novos mercados. Além do impacto econômico direto, com as vendas realizadas, há um reflexo importante na valorização bem como no reconhecimento do trabalho dos nossos artesãos”, afirmou.

Considerada uma das maiores feiras de artesanato do Brasil, a Fenacce reúne expositores de todas as regiões. São milhares de visitantes em busca de produtos autênticos. A participação catarinense reforça o compromisso do Governo do Estado em apoiar o setor, que desempenha papel relevante sobretudo na movimentação da economia. Além disso, também contribui na preservação das tradições e na projeção da cultura de Santa Catarina para todo o país.

CNI defende investimentos em inovação no setor portuário brasileiro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressaltou a importância de investimentos no sistema portuário brasileiro para que o setor industrial do país conquiste mais competitividade frente aos concorrentes internacionais. Representantes da CNI participaram nesta quinta-feira (18) da 4ª edição da Caravana da Inovação Portuária, em Fortaleza (CE), promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Hub de Inovação Brasil Export, com os apoios da CNI e da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Depois de passar por Pernambuco, Bahia e Maranhão, a caravana chegou à Casa da Indústria – sede da FIEC, em Fortaleza. O grupo visitou também o Porto do Mucuripe e o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no Ceará.

O especialista em Infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, destacou que o encontro representa uma oportunidade para debater e elencar soluções para modernização do setor. “Precisamos promover mudanças substantivas no sistema portuário brasileiro, com gestão mais eficiente, obras de infraestrutura, tecnologias avançadas de operação e incentivo a projetos de descarbonização que preparem os nossos portos para a nova economia global”, afirmou Cunha.

Na mesma linha, o diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos,​ Tetsu Koike, ressaltou a necessidade de atenção aos portos do Brasil. “Nunca tivemos uma política de inovação para o setor portuário brasileiro. Queremos por meio do Caravanas da Inovação Portuária disseminar a cultura de inovação e promover o diálogo”, pontuou Koike, durante abertura do evento na FIEC.

A Caravana de Inovação Portuária articula redes locais e nacionais de inovação a partir de práticas concretas e experiências compartilhadas. Os temas abordados são diretamente relacionados aos pilares ESG e aos desafios da transformação logística no Brasil.

Tecnologias para a operação portuária
Ao longo dos três dias de programação, os participantes debateram tecnologias aplicadas à operação portuária, modernização da governança, desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, além da apresentação de programas estratégicos do MPor, como o Navegue Simples e a política de sustentabilidade

O objetivo da caravana é levar aos participantes uma visão concreta dos desafios e oportunidades presentes nos ambientes portuários e industriais, fomentando o intercâmbio de ideias e soluções com base na realidade local.

Além do encontro desta quinta (18), a programação inclui visitas técnicas ao Porto de Fortaleza, que ocorreu na quarta-feira (17), e ao Porto do Pecém, que será nesta sexta (19).

Manutenção de taxa de juros estratosférica é injustificada e agrava sufoco da indústria, alerta CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera injustificada a decisão do Banco Central de manter a Selic em 15% ao ano. A atitude da autoridade monetária demonstra postura excessivamente conservadora, mesmo diante dos sinais favoráveis do quadro inflacionário e do desaquecimento intenso da atividade econômica.

“Não existe crescimento sustentável com juros estratosféricos. Não existe inovação, reindustrialização, crédito acessível. O que existe é a paralisia nos investimentos produtivos com sequelas para toda a sociedade. Já passou do momento de uma política monetária mais favorável. Afinal, por que correr o risco de fazer investimento produtivo se é possível obter, sem esforço, um rendimento real de 10% ao ano aplicando no mercado financeiro?”, questiona o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Segundo Alban, é essencial que o Banco Central inicie o necessário ciclo de cortes na Selic já a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em novembro, a penúltima de 2025. "Em paralelo à redução da Selic a ser feita pelo Copom, é fundamental que se construa um pacto de toda a sociedade em torno da agenda do ajuste das contas públicas, baseado na redução das despesas, de forma a melhorar a sintonia entre as políticas fiscal e monetária e, com isso, assegurar a redução expressiva e sustentada dos juros", afirma o dirigente.

Além dos problemas causados pela Selic elevada, o setor produtivo enfrenta um cenário adverso e de severa perda de competividade devido aos aumentos das alíquotas do IOF sobre as operações de crédito e câmbio e a elevação das tarifas dos EUA sobre as exportações do Brasil.

Não à toa, os empresários industriais demonstram falta de confiança há 9 meses, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da CNI, o que compromete a disposição do setor em investir e contratar mão de obra. Esse cenário de dificuldades exige postura mais atenta do Banco Central, para que inicie, já na próxima reunião, o tão necessário ciclo de cortes na Selic.

Política monetária cada vez mais restritiva e atividade econômica em desaceleração
Outro ponto de alerta é que a taxa de juros real está hoje em 10,1% ao ano – 5,1 pontos acima da taxa de juros neutra estimada pelo próprio Banco Central em 5% ao ano. Nota-se, assim, que a Selic em 15% ao ano implica política monetária fortemente contracionista, e coloca o Brasil na segunda posição entre as maiores taxas de juros real do mundo, atrás apenas da Turquia.

Para ilustrar o quão excessivo está o patamar da Selic, a CNI estima que a taxa básica de juros de equilíbrio (segundo a Regra de Taylor) deveria estar em 10,3% ao ano, considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses. Isso significa que a Selic vigente está 4,7 pontos percentuais. acima do nível necessário para controlar a inflação e evitar prejuízos ao crescimento econômico.

Entre setembro de 2024, quando se iniciou o atual ciclo de altas na Selic, e julho de 2025, a taxa de juros média do crédito, com recursos livres, contratado pelas empresas passou de 20,58% ao ano para 25,02% ao ano. No caso dos consumidores, a taxa de juros média subiu de 52,26% ao ano para 57,65% ao ano. A alta no custo do crédito tem prejudicado o investimento (Formação Bruta de Capital Fixo), que recuou 2,2% no segundo trimestre frente ao primeiro, e no consumo de bens industriais, que caiu 0,4% no mesmo período.

“Não existe crescimento sustentável com juros estratosféricos. Não existe inovação, reindustrialização, crédito acessível. O que existe é a paralisia nos investimentos produtivos com sequelas para toda a sociedade."

Com o crédito cada vez mais caro e, consequentemente, menos acessível, a atividade econômica mostra clara desaceleração. O crescimento do PIB no segundo trimestre de 2025 foi bem menor que no primeiro: 0,4% contra 1,3%. Além disso, é importante ressaltar que, no segundo trimestre de 2025, todos os segmentos da indústria registraram queda no PIB, exceto a indústria extrativa. E vale destacar que a indústria de transformação e a de construção tiveram dois trimestres seguidos de retração.

Para piorar, os números do começo do terceiro trimestre não são animadores e indicam continuidade da trajetória de desaquecimento da atividade. Em julho, o IBC-Br, indicador do Banco Central que serve como prévia do PIB, caiu 0,5%, com retração em todos os setores: agropecuária (-0,8%), indústria (-1,1%) e serviços (-0,2%).

Inflação com sinais favoráveis
Nesse contexto de Selic elevada e atividade econômica em desaceleração, as altas mensais do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vem perdendo força mês a mês: 1,31% em fevereiro; 0,56% em março; 0,43% em abril; 0,26% em maio e julho, culminando em variação negativa de 0,11% em agosto.

Destaca-se como fatores favoráveis ao arrefecimento da inflação os preços de alimentos, em desaceleração por conta da apreciação do real frente ao dólar, e os preços de bens industriais, em desaceleração por conta da safra recorde.

Além disso, é importante ressalta que as expectativas de inflação para o final de 2025 têm sido revistas para baixo há 14 semanas seguidas, segundo o Relatório Focus, caindo de 5,50%, no fim de maio, para 4,83%, na segunda semana de setembro.

Diante desse cenário, a CNI defende que o Banco Central inicie imediatamente o ciclo de cortes da Selic. A entidade também ressalta a necessidade de um pacto pela consolidação fiscal baseado na redução de despesas, de modo a alinhar as políticas monetária e fiscal e permitir queda sustentada e expressiva dos juros.

ARTIGO: A escassez de mão de obra em Santa Catarina
Por: Sirlene Sikorski - administradora de empresas
 
Santa Catarina é um estado que atrai milhares de pessoas de outros estados em busca de melhores condições de vida e oportunidades de emprego. No entanto, mesmo com essa forte imigração, a realidade mostra que a demanda por mão de obra continua sem ser atendida.
 
 O problema não é a quantidade de pessoas, já que muitos preferem trabalhos flexíveis, como aplicativos de transporte ou atividades autônomas, e os filhos dos trabalhadores dificilmente seguem as profissões dos pais.  
 
Diante desse cenário, compartilho da mesma visão do nosso governador Jorginho Mello: soluções inovadoras são necessárias para suprir a lacuna de mão de obra. Uma das medidas em destaque é a abertura de editais para que empresas instalem canteiros de obras dentro de presídios catarinenses. Segundo informações divulgadas pela imprensa regional (JBTV), já existem 30 espaços disponíveis em presídios, com capacidade para empregar até 2 mil detentos.
 
Esse modelo traz benefícios mútuos: os presos recebem salário, ajudam suas famílias e contribuem para sua ressocialização; os empresários contam com uma mão de obra constante; e o estado reduz custos e amplia a função social do sistema prisional.
 
Mesmo considerando os 179 mil imigrantes residentes em SC em 2025, a escassez de mão de obra primária persiste. Logo, a mão de obra carcerária pode ser estratégica para suprir a demanda do estado.
 
A grande questão agora é: as empresas vão saber aproveitar essa mão de obra  — ou vão deixar passar?
 
@projetomaosque_constroem

O futuro do trabalho na indústria brasileira já tem data marcada: entre 2026 e 2035, 16 novas profissões vão ganhar destaque e 34 tendências tecnológicas e organizacionais vão transformar radicalmente o mercado. O alerta vem do Observatório Nacional da Indústria (ONI), ligado à Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A lista impressiona: técnico em cibersegurança industrial, técnico em manufatura aditiva (impressão 3D) e até gerente de inovação aberta e colaborativa estão entre as ocupações mais requisitadas nos próximos cinco anos. Para se ter ideia, só o cargo de técnico em cibersegurança deve ser demandado por 25% das empresas industriais brasileiras.

Segundo o superintendente do ONI, Márcio Guerra, funções repetitivas e operacionais vão desaparecer rapidamente, cedendo espaço a atividades analíticas, criativas e interdisciplinares. “O profissional do futuro precisará dominar fluência digital, análise de dados e resolução de problemas complexos”, destacou.

A pesquisa também aponta que tecnologias como inteligência artificial, IIoT, gêmeos digitais, blockchain, impressão 3D e realidade aumentada serão as grandes responsáveis por ditar esse novo ritmo. Mas não para por aí: práticas como economia circular, governança algorítmica e gestão por dados também entram na lista do que deve revolucionar as empresas.

Isso significa que as habilidades exigidas vão muito além da técnica. Comunicação, pensamento crítico, julgamento, capacidade de adaptação e até clareza de expressão aparecem entre os diferenciais para quem não quer ficar para trás nesse novo mercado.

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Juro Zero: Santa Catarina prova que empreender pode ser sem custo!

Santa Catarina está mostrando que empreender pode ser mais fácil — e até sem custo. Só no primeiro semestre de 2025, o Programa Juro Zero beneficiou 8.604 Microempreendedores Individuais (MEIs), liberando R$ 41,6 milhões em crédito com juros totalmente pagos pelo Governo do Estado.

O modelo oferece operações de até R$ 5 mil, com carência de 30 dias e pagamento em oito parcelas. E tem mais: se as sete primeiras forem pagas em dia, a oitava é quitada pelo governo, garantindo crédito sem juros. Após finalizar a primeira operação, o MEI ainda pode contratar uma segunda.

“O Brasil tem o maior juro do mundo e o MEI não consegue competir com esse custo. Por isso, estamos priorizando o crédito subsidiado, seja com o Juro Zero ou com o Pronampe SC”, destacou o governador Jorginho Mello.

Histórias como a de Lucirene Figueiredo, de São José, reforçam a transformação gerada pelo programa. Ela usou o recurso para ampliar sua loja de maquiagens, diversificou o estoque e conquistou mais clientes. “Eu não acreditava que existia juro zero. Peguei o crédito sem pagar nada a mais e isso foi fundamental para o meu negócio”, contou.

No período, o governo investiu R$ 6,5 milhões para custear os juros, em parceria com instituições de microcrédito e a Badesc. Hoje, Santa Catarina reúne 837 mil MEIs, especialmente em Florianópolis, Joinville, Blumenau, São José e Itajaí.

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Itajaí corta burocracia e facilita vida de quem empreende

Uma mudança que promete acelerar o ambiente de negócios em Itajaí já está em vigor: a partir desta segunda-feira (15), não é mais preciso passar pelo credenciamento para emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e). Agora, qualquer contribuinte com cadastro econômico ativo pode emitir notas diretamente, usando certificado digital ou conta Gov.br.

A medida representa um passo decisivo rumo à desburocratização, beneficiando principalmente os micro e pequenos empreendedores, que ganham mais tempo para focar no que realmente importa: fazer seus negócios crescerem.

Segundo o secretário da Fazenda, Rodrigo Silveira, a mudança reduz custos e simplifica processos que antes eram entraves. “Essa medida moderniza a gestão tributária, fortalece o ambiente empresarial e torna a cidade ainda mais atrativa para novos investimentos”, destacou.

A iniciativa integra um pacote mais amplo da Secretaria da Fazenda que será lançado nas próximas semanas, voltado a estimular o empreendedorismo e atrair novos negócios.

Com menos barreiras, mais agilidade e incentivo à formalização, Itajaí se consolida como um dos principais polos catarinenses de apoio ao empreendedorismo.

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Comércio brasileiro encolhe pelo 4º mês seguido em julho, mostra IBGE

O comércio brasileiro voltou a registrar queda em julho: as vendas no varejo recuaram 0,3% em relação a junho, marcando o quarto mês consecutivo de retração, segundo dados do IBGE.

Apesar da perda de fôlego no curto prazo, o setor ainda mostra resiliência: em relação a julho de 2024, houve crescimento de 1%, e no acumulado de 2025 o varejo já soma alta de 1,7%.

No varejo ampliado – que inclui veículos, motos, materiais de construção e atacado de alimentos e bebidas – o resultado foi misto: avanço de 1,3% em julho frente ao mês anterior, mas queda de 2,5% na comparação anual.

Entre os segmentos, os destaques negativos foram equipamentos de informática e comunicação (-3,1%) e vestuário (-2,9%). Já os destaques positivos ficaram com móveis e eletrodomésticos (1,5%) e livros, jornais e papelaria (1,0%).

Segundo o IBGE, a desaceleração da economia e a volatilidade cambial têm pressionado o setor, especialmente os produtos eletrônicos e de tecnologia. Ao mesmo tempo, setores como veículos e motos mostraram fôlego, com alta de 1,8% no mês.

👉 Para você, o comércio brasileiro está apenas em um período de ajuste ou os sinais de fraqueza vão se prolongar? Comente, salve e compartilhe sua opinião!

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Indústria completa 9 meses sem confiança: empresários seguem pessimistas, aponta CNI

A indústria brasileira emite sinal de alerta: o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) chegou a 46,2 pontos em setembro, marcando o nono mês consecutivo abaixo de 50 pontos, o que indica pessimismo. O resultado mostra que a confiança ainda não dá sinais de retomada.

Os dados revelam um quadro de sinais mistos. A avaliação das condições atuais recuou para 41,9 pontos, refletindo piora tanto no ambiente econômico quanto nas próprias empresas. Já o Índice de Expectativas avançou levemente para 48,3 pontos, mas segue abaixo do limite da confiança.

Segundo o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a leve melhora nas expectativas não muda o cenário: “O diagnóstico segue negativo, com perspectivas mais moderadas para as empresas e desconfiança em relação à economia brasileira”.

Entre os fatores que pressionam a confiança estão os juros elevados, apontados pelo setor como um dos principais obstáculos ao crescimento e à retomada de investimentos.

O levantamento ouviu 1.150 empresas em todo o país – 460 de pequeno porte, 418 de médio e 272 de grande porte – entre os dias 1º e 5 de setembro.

👉 E você, acredita que a indústria brasileira vai conseguir retomar a confiança ainda em 2025 ou os próximos meses tendem a repetir esse cenário? Comente, compartilhe e salve este post!

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Brasileiros apontam geração de empregos e redução de impostos como prioridades, revela CNI

Criar empregos e reduzir impostos: essas são as duas maiores demandas da população brasileira para os próximos anos, segundo a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada pela CNI. O levantamento mostra que 30% querem mais postos de trabalho e 28% defendem alívio tributário como foco central da economia.

O estudo revela nuances interessantes: para famílias com renda acima de cinco salários-mínimos, a redução dos impostos é prioridade máxima. Já para quem está fora do mercado de trabalho, o grande anseio é a geração de oportunidades de emprego.

Além da pauta econômica, a pesquisa mostra que saúde (43%), educação (28%) e emprego (16%) permanecem como as três áreas prioritárias para o Brasil. Esses temas vêm se repetindo em edições anteriores, confirmando sua relevância constante no dia a dia da população.

No setor da saúde, o combate à corrupção e ao desvio de verbas foi apontado como a principal necessidade, seguido pela contratação de médicos e enfermeiros, além da redução das filas de atendimento. Já na educação, o destaque ficou para o combate ao uso de drogas nas escolas e a melhoria da segurança escolar.

Outro dado importante: na área de segurança pública, o enfrentamento ao tráfico de drogas é visto como prioridade por 25% dos entrevistados, à frente de outras demandas como o aumento do efetivo policial e o combate à corrupção na corporação.

👉 E você, acredita que o Brasil deve priorizar primeiro o emprego, os impostos ou a saúde e educação? Salve este post, compartilhe e deixe seu comentário!

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Confaz aumenta ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha; alta entra em vigor em 2026
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) oficializou nesta segunda-feira (8) o reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre gasolina, etanol, diesel e gás de cozinha. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, passa a valer a partir de 1º de janeiro.
 
De acordo com a normativa, a gasolina e o etanol anidro terão aumento de 6,8%, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro. O diesel terá alta de 4,4%, saindo de R$ 1,12 para R$ 1,17. O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, terá reajuste de 5,7%, passando de R$ 1,39 para R$ 1,47.
 
O Confaz reúne os secretários estaduais de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal, sendo responsável por definir o ICMS. Portanto, a decisão é de competência dos governos estaduais e não do governo federal.
 
Confira os aumentos anunciados:
 
Gasolina e etanol: de R$ 1,47 para R$ 1,57 (+R$ 0,10)
 
Diesel: de R$ 1,12 para R$ 1,17 (+R$ 0,05)
 
Gás de cozinha: de R$ 1,39 para R$ 1,47 (+R$ 0,08)
Portos & Costas Brasil destaca marinas e cruzeiros na edição 2025
A 3ª edição do evento Portos & Costas Brasil, um dos mais importantes congressos técnicos sobre infraestrutura portuária e costeira do país, vai abordar a temática Marinas e Cruzeiros, que encerra a programação do segundo dia. O encontro reunirá especialistas de renome nacional para debater temas estratégicos ligados à infraestrutura costeira e portuária nos dias 22 e 23 de setembro, no Riviera Convention Center, na Praia Brava, em Itajaí. 
 
O painel será moderado pelo diretor da Marina Itajaí, Carlos Gayoso de Oliveira, e contará com a participação dos especialistas Juliana Menegucci, da MTCN – Soluções Sustentáveis em Dragagens, Portos e Costas; Gabriela Lobato, da BR Marinas; Marco Ferraz, presidente da Clia América do Sul; e o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. 
Juliana apresentará o projeto de implantação do novo Píer de Cruzeiros de Paranaguá; e Topázio vai falar sobre as oportunidades da Marina Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Marco Ferraz destacará o papel estratégico da indústria de cruzeiros para a economia das cidades costeiras, enquanto Gabriela Lobato abordará a importância das marinas públicas no fortalecimento do turismo. 
 
“Essa temática vem ganhando cada vez mais relevância na economia dos municípios costeiros, seja pela exploração do turismo de cruzeiros, seja pelo crescimento da indústria voltada à náutica de lazer”, pontua Mauricio Torronteguy, sócio-diretor da MTCN e idealizador do Portos & Costas Brasil. 
 
Os números do setor reforçam essa visão. A temporada de cruzeiros 2023/2024 registrou o maior impacto econômico no Brasil dos últimos dez anos: mais de R$ 5,2 bilhões, o maior valor da série histórica, representando aumento de 126% em relação a 2013, quando foram arrecadados R$ 2,3 bilhões. O resultado decorre dos 844.462 cruzeiristas que embarcaram em navios para conhecer destinos nacionais.
 
No período, nove embarcações operaram em 19 cidades brasileiras e também em destinos da América do Sul. Foram gerados 80.311 postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos, com crescimento de 0,9% em relação à temporada anterior. Segundo o Estudo de Perfil e Impactos Econômicos de Cruzeiros Marítimos no Brasil, realizado pela CLIA Brasil em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), cada R$ 1 investido no setor gerou retorno de R$ 4,22.
 
No caso das marinas, dados da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar) apontam mais de 1 milhão de embarcações registradas no país. Cada instalação náutica com capacidade para 300 embarcações pode gerar impacto anual de R$ 141 milhões na economia local, além de criar cerca de 780 empregos diretos, indiretos e induzidos.
 
“Quando falamos em marinas e cruzeiros, não estamos apenas tratando de estruturas físicas, mas de uma verdadeira engrenagem da economia azul. As marinas são polos multiplicadores que conectam lazer, turismo, serviços e inovação, enquanto os cruzeiros consolidam o Brasil no mapa internacional do turismo marítimo. É um setor que demanda visão estratégica e políticas públicas integradas, porque cada vaga de embarcação ou cada atracação de navio gera um efeito cascata em hotéis, restaurantes, comércio e no próprio sentimento de pertencimento da comunidade com o mar”, destaca o Carlos Gayoso, da Marina Itajaí.
 
Ele evidencia que o desafio do setor é olhar para além da infraestrutura, pensar em sustentabilidade, capacitação e integração com a cidade, para que se possa transformar o potencial natural que o Brasil tem em uma vantagem competitiva de longo prazo. “Esse é o papel que buscamos desempenhar em Itajaí e que o Portos & Costas Brasil coloca em evidência”, arremata Carlos.
 
Já o presidente da Acobar, Eduardo Colunna, reforça que as estruturas de apoio náutico são essenciais para ampliar oportunidades de trabalho e promover desenvolvimento regional.
 
O congresso Portos & Costas Brasil 2025 conta com o patrocínio da TiL Group, SK Ambiental, HidroMares, Jan de Nul, Van Oord, Carioca Engenharia, Royal IHC, Graf Consulting e Wosniak Engenharia. A iniciativa ainda recebe apoio institucional do Ministério de Portos e Aeroportos, Antaq, PIANC, ATP, ABEPH, Abtra, Acatmar, CREA-SC, AOCEANO, FIESC, Governo de Santa Catarina, Secretaria de Turismo e Eventos de Itajaí, entre outras entidades, reforçando sua abrangência e relevância.
 
As inscrições são limitadas a 280 participantes e estão abertas no site portosecostas.com.br/inscrições. A programação completa pode ser conferida no portal oficial: portosecostas.com.br.
Quer ser vizinho do Neymar? Cobertura mais alta da América Latina está à venda por R$ 125 milhões em Balneário Camboriú

A cobertura mais alta da América Latina, vizinha ao imóvel adquirido pelo jogador Neymar, foi colocada à venda por R$ 125 milhões. Localizado na Barra Sul, área mais nobre de Balneário Camboriú (SC), cidade com o metro quadrado mais valorizado do Brasil, o quadriplex de seis suítes tem 1.060 m² de área privativa e vista panorâmica para o mar. As imagens internas não são divulgadas e os interessados em adquirir o imóvel precisam passar por uma validação antes de fazer uma visita ao local. “Esse certamente é um dos imóveis prontos mais caros e exclusivos do Brasil, é uma cobertura rara”, detalha Bruno Cassola, corretor e especialista em imóveis de alto padrão no Sul do país.

A propriedade fica nas proximidades do 80º andar da Torre II do edifício Yachthouse by Pininfarina, considerado atualmente o empreendimento mais alto da América Latina com 294,1 metros de altura. Além da exclusividade e vista 360° da cidade e o mar, a cobertura possui comodidades de luxo: pé direito duplo, piscina particular, academia totalmente equipada e avaliada em mais de R$ 1 milhão, seis amplas suítes, sendo duas delas com hidromassagem, living integrado à varanda externa com mais de 80 m² e acabamento premium em todo imóvel, como pedras finas, pisos e portas Trada com isolamento acústico. A infraestrutura ainda conta com aspiração central, automação e aquecimento nos pisos dos banheiros.

“O comprador desse imóvel poderá ter acesso a ele por ar, através de heliponto homologado pela ANAC, por água, já que o prédio está ao lado de uma marina, e também por terra com 10 vagas de garagem. Ao todo, são 22 elevadores na torre de ultravelocidade, que permitem que os moradores cheguem ao topo do edifício em menos de 50 segundos e garantem mais comodidade”, conta Cassola.

O Yachthouse by Pininfarina é conhecido por ser o maior conjunto de torres gêmeas da América Latina. Com um design exclusivo assinado pela renomada grife de design italiana Pininfarina, o empreendimento oferece um luxuoso home club de 10 mil m², que inclui piscinas ao ar livre aquecidas, além de um restaurante exclusivo para os moradores. As torres ficaram conhecidas como o "prédio do Neymar" pelo investimento do jogador de futebol, que adquiriu uma cobertura ainda na planta. O sertanejo Luan Santana também é um dos investidores do empreendimento.

“Esse é um imóvel muito exclusivo e raro de se encontrar pronto. É um símbolo do luxo e uma excelente oportunidade de investir com segurança e rentabilidade”, completa o especialista Bruno Cassola.

Sobre o Bruno Cassola

Eleito campeão em vendas, premiado 10 vezes pelas renomadas construtoras FG e Embraed em Balneário Camboriú, é considerado uma autoridade em vendas de apartamentos de alto padrão na cidade. É empresário, administrador de empresas e corretor de imóveis especializado em ativos de alta rentabilidade. Atua há 18 anos no ramo imobiliário, especializado em imóveis de alto padrão em Balneário Camboriú, considerado o metro quadrado mais valorizado do Brasil. Possui registro no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI), Conselho Regional de Administração (CRA) e no Cadastro Nacional de Avaliadores de Imóveis (CNAI).

Mais informações: https://www.brunocassola.com.br/

Banco Central limita Pix e TED em nova regra para combater o crime organizado, confira os detalhes

O Banco Central (BC) divulgou um pacote de medidas com o objetivo de reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional, em resposta ao envolvimento do crime organizado em ataques recentes a instituições financeiras e de pagamentos.

Entre as principais mudanças está a limitação de transferências via Pix e TED em até R$ 15 mil para instituições de pagamento não autorizadas ou conectadas ao sistema por meio de prestadores de serviços de tecnologia da informação (PSTI) vinculados ao BC. As restrições passam a valer de forma imediata, mas poderão ser flexibilizadas caso os participantes comprovem a adoção de novos controles de segurança, com validade máxima de 90 dias.

O BC também antecipou o prazo para que instituições de pagamento sem autorização solicitem regularização. Antes previsto para dezembro de 2029, o limite agora será maio de 2026. Quem não obtiver a autorização terá de encerrar suas atividades em até 30 dias após eventual indeferimento do pedido.

As regras para os PSTI foram endurecidas, exigindo capital mínimo de R$ 15 milhões, maior rigor em governança e gestão de riscos, além da possibilidade de aplicação de medidas cautelares ou até descredenciamento em caso de descumprimento. As empresas em atividade terão quatro meses para se adequar.

Por fim, os contratos vigentes no âmbito do Pix precisarão ser ajustados em até 180 dias, permitindo que apenas instituições dos segmentos S1 a S4 — exceto cooperativas — possam atuar como responsáveis pelo sistema em nome de instituições de pagamento não autorizadas.

Brasileiros sacam R$ 7,6 bilhões da poupança em agosto, a maior retirada do mês em dois anos

A caderneta de poupança registrou uma saída líquida de R$ 7,6 bilhões em agosto, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Banco Central (BC). O saldo é resultado de R$ 354,4 bilhões em saques e R$ 346,8 bilhões em depósitos feitos ao longo do mês.

O resultado representa um aumento expressivo de 1.799% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os resgates líquidos somaram apenas R$ 398 milhões. Trata-se da maior saída líquida para meses de agosto desde 2023, quando a poupança registrou retirada de R$ 10 bilhões.

Acumulado do ano preocupa
De janeiro a agosto de 2025, os brasileiros já retiraram R$ 63,5 bilhões líquidos da poupança, um valor 1.448% maior do que o observado no mesmo período de 2024, quando o saldo negativo foi de R$ 4,1 bilhões.

No ano passado, a saída líquida acumulada chegou a R$ 15,5 bilhões, com depósitos de R$ 4,17 trilhões e saques de R$ 4,21 trilhões. O volume de retiradas, portanto, já supera em mais de quatro vezes o total registrado em 2024.

Segmentos da poupança
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), usado principalmente para o crédito imobiliário, teve saída líquida de R$ 4,67 bilhões em agosto.

A poupança rural também registrou saldo negativo, com resgates de R$ 2,88 bilhões.

Histórico
Nos últimos anos, a poupança tem apresentado resultados voláteis. Em 2020, houve captação positiva de mais de R$ 166 bilhões, mas em 2021 o saldo voltou a ser negativo, em R$ 35,4 bilhões. Já em 2023, o resultado foi ainda mais expressivo, com saída líquida de R$ 87,8 bilhões — a segunda maior desde o início da série histórica, em 1995.

Estoque atual
Apesar das retiradas, a poupança ainda concentra R$ 1,019 trilhão em recursos. Esse montante é R$ 1,1 bilhão menor que o registrado em julho e R$ 2,4 bilhões abaixo do nível de agosto de 2024. A rentabilidade ajudou a atenuar o impacto dos saques, acrescentando R$ 6,5 bilhões ao estoque em agosto e R$ 50,2 bilhões no acumulado do ano.

China: exportações caem para o menor nível em seis meses por causa da guerra comercial com os EUA

As exportações da China registraram o crescimento mais lento em seis meses, diminuindo em agosto após o breve impulso de uma trégua comercial com os Estados Unidos. No entanto, a demanda em outros mercados ofereceu algum alívio para as autoridades, que buscam fortalecer uma economia que enfrenta baixa demanda interna e riscos externos.

Líderes econômicos contam com a diversificação de mercados por parte dos fabricantes para compensar a política comercial volátil do presidente dos EUA, Donald Trump. Essa estratégia lhes permite adiar a implementação de apoio fiscal adicional no último trimestre do ano.

Crescimento lento e diversificação de mercados
As exportações chinesas subiram 4,4% em agosto, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados alfandegários divulgados nesta segunda-feira. O número ficou abaixo da previsão de 5% de uma pesquisa da agência Reuters e marca o crescimento mais lento em seis meses. O resultado também contrasta com o aumento de 7,2% em julho.

As importações cresceram 1,3%, uma queda em relação aos 4,1% do mês anterior e abaixo da previsão de 3%.

Apesar da desaceleração, o economista da Economist Intelligence Unit, Xu Tianchen, considerou os dados positivos. “Eu diria que o número ainda é decente e a resiliência das exportações durou mais do que esperávamos”, afirmou.

As ameaças de tarifas de Trump são um grande desafio para a economia chinesa, mas analistas apontam que as autoridades estão relutantes em implementar reformas econômicas mais duras sob pressão externa.

Queda nos EUA e aumento na Ásia
 

As duas maiores economias do mundo concordaram em 11 de agosto em estender sua trégua tarifária por mais 90 dias, mas parecem ter dificuldades para traçar um caminho além da pausa atual. Economistas alertam que, se as tarifas de Trump superarem 35%, se tornarão proibitivamente altas para os exportadores chineses.

Dados alfandegários mostram que as exportações da China para os Estados Unidos caíram 33,12% em agosto, enquanto os envios para países do sudeste asiático aumentaram 22,5% no mesmo período.

“Até agora, as exportações estão resistindo bem”, disse Dan Wang, diretora para a China do Eurasia Group. “Os envios para os Estados Unidos caíram, mas outras rotas estão até melhores do que no ano passado. Muitas exportações também estão ligadas a fábricas chinesas que se mudam para o exterior e importam matérias-primas e outros insumos da China”, acrescentou.

Os produtores chineses tentam exportar mais para mercados na Ásia, África e América Latina, mas nenhum desses países se aproxima do poder de consumo dos Estados Unidos, que já absorveu mais de US$ 400 bilhões anuais em produtos chineses.

O superávit comercial da China em agosto foi de US$ 102,3 bilhões, um aumento em relação aos US$ 98,24 bilhões de julho, mas ainda bem abaixo dos US$ 114,7 bilhões de junho. Analistas aguardam para ver se as autoridades chinesas aplicarão medidas fiscais adicionais no último trimestre do ano para estimular a demanda interna.

(Com informações da Reuters)

Comerciários de Balneário Camboriú e Camboriú já têm novo piso salarial e bônus por trabalho em feriados

Os trabalhadores do comércio de Balneário Camboriú e Camboriú já contam com um novo piso salarial e valores atualizados para o pagamento de bônus por trabalho em feriados. As mudanças estão previstas na nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026, assinada entre o Sindilojas e o sindicato laboral da categoria. A nova convenção já está em vigor e deve ser seguida por todas as empresas e trabalhadores do comércio varejista e atacadista nas duas cidades.
 
O piso de admissão foi reajustado para R$ 2.050,00, com aumento de 7,44%. Já o piso principal passou para R$ 2.270,00, representando um reajuste de 7,10%. Para os demais salários do comércio, o reajuste definido foi de 6%. O valor da quebra de caixa, pago a profissionais que lidam com dinheiro, foi atualizado para R$ 230,00.
 
A convenção também manteve o modelo de compensação para o trabalho em feriados. Os empregados que atuarem nessas datas terão direito a uma folga compensatória e ao recebimento de um bônus em dinheiro ou vale-compras, conforme o tipo de estabelecimento em que trabalham.
 
Nos supermercados, minimercados e mercearias, o bônus é de R$ 95,00 em dinheiro ou R$ 105 em vale compras oferecido pelo próprio empregador. Funcionários de lojas de materiais de construção, ferragens, grandes redes, lojas de móveis, eletrodomésticos e shoppings recebem R$ 101. Já nas lojas de rua e demais comércios, o bônus é de R$ 78.
 
Esses valores são pagos por cada feriado trabalhado. Por exemplo, no próximo 7 de setembro, que cairá em um domingo e é feriado nacional, quem for escalado para trabalhar receberá o bônus correspondente ao seu segmento e uma folga em outro dia.
 
Outro ponto importante mantido na convenção foi a regra conhecida como 2x1 para o trabalho feminino aos domingos. Essa norma permite que mulheres possam trabalhar em dois domingos consecutivos, desde que folguem no terceiro. A medida é especialmente importante para o setor supermercadista, já que a obrigatoriedade de folgas mais frequentes geraria impacto direto nas escalas. 
 
Segundo a presidente do Sindilojas Balneário Camboriú, Rosemari Tomanzoni, a convenção garante avanços importantes para os trabalhadores, ao mesmo tempo em que leva em conta a realidade das empresas. “Buscamos o equilíbrio para valorizar os profissionais do comércio sem prejudicar a sustentabilidade dos negócios locais”, afirma.
 

 

Construtora catarinense celebra Dia do Corretor com sorteio de BMW e viagem a Dubai

Referência em empreendimentos de luxo e com 36 anos de mercado, o Grupo J.A. Russi reuniu cerca de mil profissionais para celebrar o Dia do Corretor de Imóveis, oficialmente comemorado em 27 de agosto, em alto estilo. Com o tema “Estrelas do Mercado”, a homenagem foi marcada por uma série de atrações, entre elas, música ao vivo, food trucks, homenagens e sorteios de grandes prêmios como um automóvel BMW 320 GP e uma viagem para Dubai. A iniciativa teve a participação do comentarista e ex-futebolista Diego Ribas, apresentado como novo embaixador do High Tower, mais recente lançamento do grupo em Itapema (SC) que já atingiu 50% das unidades comercializadas. 

“Os corretores de imóveis são as verdadeiras estrelas do mercado. Não adianta a gente produzir e lançar empreendimentos inovadores sem ter quem brilhe junto conosco. São eles que fazem a conexão entre nossos produtos e os clientes. Desde a fundação, a J.A. Russi tem no seu DNA essa aproximação e foi pioneira em promover eventos dedicados especialmente a esses profissionais. Hoje, reforçamos esse compromisso ao proporcionar um momento em que eles se sintam valorizados e reconhecidos”, destacou Suzana de Fátima Russi Chiamenti, presidente do Grupo J.A. Russi.

Ganhador do automóvel BMW, o corretor Pedro Nackle Meira contou que vendeu o High Tower para um investidor canadense. “Foram 50 dias entre a visita para conhecer o empreendimento e a assinatura do contrato para a efetivação da venda. Agradeço à parceria da construtora que nos presta o suporte e produtos de alta qualidade para que possamos realizar ótimos negócios”, comemorou o profissional Balneário Camboriú.

Um casal de Porto Alegre (RS) e futuro morador do High Tower foi o ganhador da viagem para Dubai. Antes mesmo de ver a planta, eles decidiram pela aquisição da cobertura do empreendimento, motivados pelo desejo de viver em um imóvel com vista para o mar e voltado à qualidade de vida. Na ocasião, também foram sorteados livros, camisetas autografadas e outros brindes para os corretores.

High Tower: 50% vendido e conceito de resort

Com VGV de quase R$ 300 milhões e ticket médio de R$ 4 milhões, o High Tower, localizado na quadra do mar, será um dos quatro edifícios mais altos de Itapema, com 52 pavimentos e 48 unidades residenciais, sendo duas por andar. Todas as plantas oferecem quatro suítes e vista para o mar, além de duas coberturas duplex. A área de lazer de 2.575 m², inspirada em resorts internacionais, terá quase 20 ambientes entregues equipados e decorados, incluindo piscinas, spa, wine bar, espaço gourmet, academia, surf lounge e bike station. A torre é construída pela Aliança Empreendimentos, empresa do Grupo J. A. Russi.

O novo embaixador do High Tower, o ex-jogador de futebol Diego Ribas, que também adquiriu imóvel no empreendimento, destacou: “Eu já era investidor antes mesmo de me tornar embaixador pela credibilidade e solidez da construtora, o que é fundamental. O High Tower é um projeto esteticamente maravilhoso, tanto para morar quanto para investir. Por isso estou envolvido e recomendo, porque acredito muito nesse produto”, afirmou.

Sobre o Grupo J.A. Russi Ltda.

Fundado em 1989, o Grupo J. A. Russi é composto por renomadas empresas de Santa Catarina, a J.A. Russi, Aliança Empreendimentos - fundada em 2005 e pioneira em imóveis inovadores de alto padrão -, Calçadão Praia Shopping, Garden Open Mall, Harmony of the Seas entre outras, além de ser sócia no Brava Beach Group, todas empresas especializadas em empreendimentos de alto padrão e centros comerciais. Com uma trajetória de 36 anos, o Grupo já entregou 34 projetos, com mais de 1.500 apartamentos, ultrapassando 500 mil m² construídos. Com forte presença em Itapema, Balneário Camboriú e Itajaí (Praia Brava), o grupo se destaca pela excelência em construção e pela criação de projetos inovadores que transformam o cenário imobiliário das regiões em que atua. Atualmente, O Grupo  J.A. Russi tem em andamento quatro grandes projetos: Saint John, High Tower e Sunny Coast em Itapema e o Harmony Ocean Front, em Balneário Camboriú.

https://jarussi.com.br

 

foto: GUMA MIRANDA

Gomes da Costa lança nova Sardinha com Molho de Tomate com sabor caseiro para impulsionar suas vendas

A Gomes da Costa, líder no segmento de pescados enlatados no Brasil, anuncia o lançamento da nova receita da Sardinha com Molho de Tomate, um dos principais produtos do seu portfólio. A reformulação traz um molho mais consistente, bem temperado e com um sabor caseiro, elevando o padrão da categoria. A novidade visa fortalecer a presença da marca nas gôndolas e impulsionar o giro dos produtos.

Com grande presença nos lares brasileiros, a sardinha é um alimento popular em todas as regiões do país. A preferência é ainda mais expressiva no Nordeste e no interior de São Paulo, que concentram grande parte do consumo. O sabor tomate é o segundo mais consumido dentro do universo de sardinhas, reforçando a relevância estratégica da nova receita para o mercado.

O novo molho de tomate foi desenvolvido para ser encorpado, bem temperado e com sabor caseiro, sob medida para combinar com a sardinha. Juntos, eles realçam o melhor de cada ingrediente e proporcionam uma experiência equilibrada e cheia de sabor. 

A nova receita já foi incorporada a toda a linha de produtos que utilizam molho de tomate, incluindo os SKUs: Sardinhas com Molho de Tomate (tamanho tradicional 125g e embalagem econômica 250g), Sardinhas com Molho de Tomate Picante, Sardinha Ralada em Molho de Tomate e Filés de Sardinha em Molho de Tomate. Os produtos já estão disponíveis nos principais pontos de venda do Brasil.

Para comunicar essa importante novidade aos consumidores e apoiar o varejo, a Gomes da Costa investiu em uma campanha publicitária nacional abrangente e desenvolveu um conjunto de materiais especiais de merchandising para aumentar a visibilidade nos pontos de vendas, como cartazes, wobblers, cubos e faixas de gôndola, que facilitarão a identificação e a decisão de compra do consumidor.

Gomes da Costa 
A Gomes da Costa é uma marca parceira que descomplica o dia a dia das pessoas com sabor e praticidade. Líder no setor de pescados enlatados e a preferida pelos brasileiros*, a Gomes da Costa pertence à Nauterra, empresa global de alimentação, e está presente no Brasil há 70 anos com um portfólio completo composto por: atum, sardinha, patês de atum, saladas com atum prontas para consumo, filés de atum, filés de sardinha, azeite e produtos para Food Service. Confira mais informações no site, Instagram e Facebook da marca. 

Portonave destaca investimentos e excelência no Portos & Costas Brasil

Posicionada como referência nacional em eficiência e investimentos para manter sua competitividade no mercado portuário, a Portonave S/A – Terminais Portuários de Navegantes terá papel de destaque na 3ª edição do congresso técnico Portos & Costas Brasil. O evento, consolidado como um dos mais importantes encontros técnicos sobre infraestrutura portuária e costeira do país, acontecerá nos dias 22 e 23 de setembro, no Riviera Convention Center, na Praia Brava, em Itajaí.

O superintendente do terminal de uso privado (TUP), Osmari de Castilho Ribas, apresentará o case “Portonave: desafiar limites pela excelência na operação portuária”, evidenciando a bem-sucedida trajetória da companhia em apenas 18 anos de atuação. Integrante do TiL Group, um dos maiores operadores portuários do mundo, presente em 70 terminais distribuídos por 31 países nos cinco continentes, a Portonave ocupa hoje a segunda posição no ranking brasileiro de movimentação de contêineres, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Os constantes investimentos em infraestrutura são determinantes nesse resultado. Atualmente, 43% dos navios que atracam no terminal têm mais de 306 metros de comprimento. “É essencial que o mercado acompanhe a nova geração de embarcações – principalmente no que se refere à infraestrutura dos acessos. Hoje, a companhia destina R$ 1,5 bilhão à obra de adequação do cais e à aquisição de novos equipamentos para receber navios de até 400 metros de comprimento”, destaca Castilho. De acordo com a Antaq, o terminal também lidera em produtividade no cenário nacional.

O gestor observa que o desempenho da Portonave se torna ainda mais expressivo diante da realidade da infraestrutura portuária brasileira, que não avança no ritmo exigido pelo mercado. “Apesar de termos uma indústria robusta e uma demanda crescente no comércio exterior, gargalos estruturais persistem e comprometem a competitividade do setor”, afirma. Entre os desafios, ele cita a forte dependência do transporte rodoviário, a lentidão nas duplicações de rodovias e a falta de investimentos em ferrovias e canais de acesso aquaviário, que limitam o potencial dos portos. “O Brasil tem capacidade para receber navios maiores, mas precisa acelerar melhorias nos acessos para transformar esse potencial em resultados efetivos.”

Mauricio Torronteguy, sócio-diretor da MTCN e idealizador do congresso, ressalta o protagonismo da Portonave no mercado nacional e internacional, além da relevância de trazer seu case para a programação desta edição. Para Castilho, encontros como o Portos & Costas Brasil cumprem papel estratégico ao reunir autoridades e especialistas em um espaço de diálogo. “É nesse ambiente que alinhamos expectativas e discutimos soluções para os gargalos. O encontro vai além do debate: contribui para a construção de caminhos para o futuro da logística brasileira. Para nós, é também a oportunidade de reafirmar o compromisso da Portonave com a excelência, apresentando novos investimentos e perspectivas da companhia.”

Em 2025, o congresso conta com o patrocínio da TiL Group, SK Ambiental, HidroMares, Jan de Nul, Van Oord, Carioca Engenharia, Royal IHC, Graf Consulting e Wosniak Engenharia. A iniciativa recebe ainda suporte institucional do Ministério de Portos e Aeroportos, Antaq, PIANC, ATP, ABEPH, Abtra, Acatmar, CREA-SC, AOCEANO, FIESC, Governo do Estado de SC, Secretaria de Turismo e Eventos de Itajaí, entre outras entidades, reforçando sua abrangência e relevância.

As inscrições são limitadas a 280 participantes e estão abertas pelo site: portosecostas.com.br/inscricoes.  A programação completa está disponível no portal oficial: portosecostas.com.br. 
 
Texto: Joca Baggio
Fotos: Portonave SA/Divulgação

Produção industrial brasileira registra queda em julho

A produção industrial brasileira apresentou uma variação negativa de 0,2% na passagem de junho para julho de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da queda mensal, o setor mantém crescimento no acumulado do ano, com alta de 1,1%, e de 1,9% nos últimos 12 meses. A média móvel trimestral, encerrada em maio, registrou 0,3%.

Entre as quatro grandes categorias econômicas, duas apresentaram queda em julho: bens de consumo duráveis (-0,5%) e bens de capital (-0,2%). Já os setores de bens intermediários (0,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) tiveram resultados positivos.

No total, 13 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda. Entre os destaques negativos estão:

Metalurgia: -2,3%, interrompendo dois meses consecutivos de avanço;

Outros equipamentos de transporte: -5,3%;

Impressão e reprodução de gravações: -11,3%;

Bebidas: -2,2%;

Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos: -3,7%;

Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: -2%;

Produtos diversos: -3,5%;

Produtos de borracha e material plástico: -1%.

Entre as atividades que avançaram, os principais impactos positivos vieram de:

Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: 7,9%;

Produtos alimentícios: 1,1%;

Indústrias extrativas: 0,8%;

Produtos químicos: 1,8%;

Coque, derivados do petróleo e biocombustíveis: 0,6%;

Máquinas e equipamentos: 1,2%;

Celulose, papel e produtos de papel: 0,7%.

Na comparação com julho do ano passado, a indústria registrou crescimento de 0,2%, com resultados positivos em 12 dos 25 ramos. As maiores contribuições vieram de:

Indústrias extrativas: 6,3%, impulsionada pelo aumento na produção de óleos brutos de petróleo e gás natural;

Produtos alimentícios: 2,2%;

Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: 12%;

Máquinas e equipamentos: 5,2%;

Produtos químicos: 1,9%;

Produtos têxteis: 9,9%;

Celulose, papel e produtos de papel: 3,8%;

Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos: 8,7%.

Segundo o IBGE, julho de 2025 teve 23 dias úteis, o mesmo número de dias úteis que o mesmo mês do ano anterior, o que não impactou a comparação anual.

Empresários brasileiros recebem “balde de água fria” em reunião com secretário adjunto dos EUA

Na tarde desta quarta-feira (3), o Secretário de Estado Adjunto dos Estados Unidos, Christopher Landau, se reuniu com representantes da indústria brasileira. Participaram do encontro o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC) e consultor da CNI, Roberto Azevêdo, além do presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

Segundo relatos, Landau afirmou que os empresários devem “atuar mais em Brasília do que em Washington” para enfrentar os desafios comerciais entre os dois países. Ele destacou que há espaço para diálogo, mas que a solução para as tarifas de 50% impostas ao Brasil é “política”.

Christopher Landau ocupa a segunda posição na hierarquia da diplomacia americana, abaixo apenas do Secretário de Estado, Marco Rubio. Nos últimos meses, o diplomata tem se manifestado publicamente sobre a situação política brasileira. Em setembro, em uma postagem no X (antigo Twitter), escreveu:

“A separação de poderes entre os diferentes níveis do governo é a maior garantia de liberdade já criada pela mente humana. Mas uma separação formal de poderes não significa nada se um poder tem meios de intimidar os outros a abrir mão de suas prerrogativas constitucionais (…) O que está acontecendo agora no Brasil sublinha este ponto: um único juiz da Suprema Corte usurpou seu poder ditatorial ao ameaçar líderes de outros setores e seus familiares com prisões e outras penas”.

No mesmo texto, Landau afirmou ainda que os Estados Unidos desejam “retornar à amizade histórica com o Brasil”, mas que a relação enfrenta dificuldades. “Estamos em um beco sem saída, já que outros setores do Brasil afirmam que não têm poder para agir e que não é possível negociar com um juiz”, declarou.

A reunião com o representante americano fez parte de uma agenda multilateral da comitiva brasileira, que também esteve no Capitólio.

Além disso, uma fonte americana revelou que bancos brasileiros receberam recentemente um comunicado do governo dos EUA questionando a possível aplicação da Lei Magnitsky em relação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Questionado sobre o tema, um porta-voz do Departamento do Tesouro afirmou:

“Geralmente o Tesouro tem contato com instituições financeiras para clarificar expectativas de cumprimento [de normas]. A menos que a Ofac [Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros] tenha autorizado, regulações proíbem todas as transações feitas por pessoas ou instituições americanas que envolvam pessoas bloqueadas”.

CDL de Itajaí cria a primeira Câmara Empresarial do Vestuário e Moda de Santa Catarina

Itajaí se tornou referência estadual ao lançar a primeira Câmara Empresarial do Vestuário e Moda no sistema da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC). A iniciativa pioneira faz parte do Programa Realiza, em parceria com o Sebrae, e tem como missão fortalecer e dar voz a um dos setores mais representativos do varejo catarinense, reunindo empreendedores em torno de estratégias conjuntas de desenvolvimento.
 
O novo grupo terá a gestão de Cirlei Fátima Civa da Cunha (coordenadora), Maria Fernanda Sedrez Lana (secretária) e Samara Elisabete Hartof (financeiro). A criação da Câmara atende a uma demanda identificada em pesquisa realizada com os associados no início deste ano, que apontaram a necessidade de iniciativas mais segmentadas e direcionadas.
 
“A CDL Itajaí tem a missão de apoiar os lojistas de forma prática. Com a nova Câmara, vamos organizar um calendário de eventos alinhado ao varejo, com bazares, campanhas de liquidação, desfiles colaborativos e ações em datas comemorativas. A ideia é movimentar o setor de moda, criar visibilidade e gerar resultados concretos para os empreendedores”, afirma Laerson Batista da Costa, presidente da CDL Itajaí.
 
As reuniões da Câmara Empresarial do Vestuário e Moda serão mensais, com pautas específicas para os desafios e oportunidades do setor. O grupo gestor foi oficialmente apresentado durante a reunião de diretoria da CDL de Itajaí, realizada nesta terça-feira (02).

ARTIGO: Revisão da NR-1 tem impacto direto para profissionais e empresas do setor logístico

Por Andréa Simões

De acordo com dados do Ministério da Previdência Social (MPS), em 2024 foram registradas mais de 472 mil licenças médicas concedidas para afastamentos de trabalho por ansiedade e depressão, registrando um crescimento de 68% em relação ao ano anterior e destacando-se como o maior número desde 2014. Esse cenário impacta diretamente o setor logístico, que depende de equipes operacionais e administrativas em constante ritmo de produtividade e coordenação. A saúde mental, portanto, vem deixando de ser uma pauta apenas de recursos humanos para se tornar um fator determinante de eficiência, segurança e continuidade dos serviços.

Com a recente revisão da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), cuidar da saúde mental dos colaboradores deixou de ser uma opção para as empresas e tornou-se obrigação legal. A principal alteração da norma está em exigir que os riscos psicossociais passem a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), promovendo uma mudança significativa ao incluí-los entre as responsabilidades obrigatórias das companhias. O descumprimento pode gerar multas, fiscalizações, interdições e até responsabilizações trabalhistas, civis e criminais, colocando em risco a continuidade das operações.

No entanto, diante destas mudanças, setores de alta pressão, estão diante de um marco regulatório que além de impor desafios, revela oportunidades para transformar a gestão de pessoas em uma vantagem competitiva. Essa exigência abre espaço para uma mudança cultural onde organizações que investem em prevenção, em protocolos de acolhimento e na capacitação de líderes, colherão resultados não apenas em conformidade legal, mas também em eficiência operacional.

Para isso, saúde mental e produtividade não podem ser vistas como dimensões separadas, colaboradores emocionalmente equilibrados são mais engajados, resilientes e colaborativos, qualidades fundamentais para lidar com a complexidade operacional em setores que exigem precisão e agilidade, como é o caso do setor logístico.

Saúde mental e logística de alto desempenho

Na navegação, as equipes em terra e a bordo devem ser treinadas para identificar sinais de esgotamento mental e atuar de maneira humanizada. Nesse contexto, canais de escuta ativa e sigilosos cumprem um papel essencial ao permitir que colaboradores relatem dificuldades sem receio ou estigma.

Diante disto, a revisão da NR-1 pode ser um divisor de águas para o setor. Ao incorporar o cuidado com a saúde mental às práticas de gestão, as empresas deixam de tratar o tema como despesa e passam a reconhecê-lo como investimento estratégico, capaz de gerar eficiência, segurança, além de outros diferenciais competitivos em um mercado cada vez mais exigente.

O desafio cultura, entretanto, permanece, já que o setor logístico, tradicionalmente, valoriza a resiliência e a resistência emocional, o que ainda dificulta a abertura de espaço para a vulnerabilidade e para o diálogo sobre saúde mental. A revisão da NR-1 exige justamente o oposto, líderes preparados para escutar, acolher e intervir preventivamente. No entanto, romper esse estigma requer tempo, consistência e investimentos estratégicos para prevenir crises, reduzir acidentes e manter colaboradores saudáveis, protegendo a competitividade das operações.

Mudanças e efeitos

As alterações não devem ser encaradas apenas como um desafio regulatório, mas como uma oportunidade de repensar a maneira como as empresas cuidam das suas equipes. Afinal, tratar a saúde mental como um pilar estratégico, e não apenas como cumprimento de lei, é reconhecer que produtividade e bem-estar estão intrinsecamente conectados. Diante disto, a revisão da NR-1 torna-se um convite para repensar a cultura organizacional, integrar a prevenção de riscos psicossociais à gestão estratégica e reconhecer que cuidar das pessoas é também cuidar da operação.

A implementação de programas contínuos de suporte à saúde mental, que tragam acolhimento e encaminhamento individualizado, e campanhas de conscientização com workshops, são opções que promovem a cultura do autocuidado e desmistificam tabus relacionados à saúde mental. Além disso, com a evolução digital, a coleta e a análise de dados, são considerados pontos fundamentais para monitorar o impacto das ações, permitindo ajustes estratégicos e demonstração dos benefícios para a empresa e os colaboradores.

A adequação, também requer o avanço de programas com a finalidade de contemplar riscos físicos e psicossociais de forma integrada, reforçando a prevenção e a capacitação. Por isso, para que empresas se adaptem a revisão da norma, é importante visar a estruturação deste modelo de programa como uma oportunidade para consolidar iniciativas voltadas especificamente ao cuidado mental, estimulando a saúde física, emocional e social.

Da prevenção ao resultado concreto

Essas iniciativas, quando integradas, trazem impactos positivos e resultados perceptíveis, isto porque indicadores como absenteísmo e clima organizacional, por exemplo, tendem a apresentar melhora. Quando priorizado um trabalho baseado em dados, acompanhamento contínuo e ajustes estratégicos, esse ciclo não só atende às exigências regulatórias, como também fortalece a cultura da empresa e a confiança dos colaboradores.

Para organizações que ainda não sabem por onde começar, é viável entender que não é preciso iniciar com grandes estruturas, desde que exista espaços de diálogo e escuta. A criação de canais acessíveis é um primeiro passo importante para valorização do bem-estar das equipes. Com consistência, apoio especializado, treinamentos e integração, essas ações evoluem e se consolidam como programas robustos e iniciativas estruturadas.

Empresas que investem em programas internos de desenvolvimento, capacitando lideranças e incorporando métricas de bem-estar em sua gestão, atendem à lei, e conquistam equipes mais engajadas e colaborativas, com resultados sustentáveis, e isso inclui também o aspecto financeiro. Afinal, cuidar da saúde mental daqueles que fazem parte do setor logístico é investir na força humana que move toda a cadeia de todos as indústrias.

Andréa Simões é Diretora de Gente, Cultura e Transformação Digital da Informação na Log-In Logística Integrada, grupo de soluções logísticas, movimentação portuária, navegação de Cabotagem e Mercosul, além de atuação na ponta rodoviária.

Economia & Negócios: Corretor de imóveis

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Corretor de imóveis

Celebrou-se recentemente o Dia do Corretor de Imóveis, profissionais cada vez mais requisitados em SC, onde estão alguns dos destinos mais valorizados do país para investimentos. Conforme seu Concelho Regional (Creci-SC), são 48 mil como pessoas físicas e 10.544 como pessoas jurídicas. Balneário Camboriú, tem 5.200 ativos, posicionando-se como um polo estratégico para a atividade imobiliária no Brasil.

Competitividade

Mais um ranking para deixar o governo de SC mais que prosa. Foi o de Competitividade dos estados, divulgado em sua 14 edição. Santa Catarina agora em segundo lugar, liderado por São Paulo. Paraná e Rio Grande do Sul estão em terceiro e quarto, respectivamente. SC é líder nos pilares de segurança pública e capital humano.

Estrangeiros em SC

Mesmo sendo este um período de baixa temporada, Florianópolis atrai muitos estrangeiros. Buscas para setembro, por exemplo, registraram aumento de 46% na comparação anual, conforme levantamento da plataforma Booking.com, que lida com reserva de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo. Desempenho maior de buscas tiveram a cidade de São Paulo (208%), Porto de Galinhas (108%) e Rio de Janeiro (50%).

Duas rodas

O Brasil, puxado pelo Polo Industrial de Manaus é o maior produtor de duas rodas fora do eixo asiático. O faturamento anual é de R$ 40 milhões. São 150 mil empregos na cadeia econômica. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a produção em 2025 será de 1,9 milhão de unidades. Temos sinais cada vez mais positivos no mercado. A moto está cada vez mais presente na sociedade, no público feminino, crescendo em delivery e como oportunidade de inclusão social e principalmente emprego. Estamos contribuindo ocada vez na mobilidade, eficiência logística e na economia. O Brasil precisa investir mais na formação desses motociclistas e apertar a fiscalização.

Repúdio

A Assembleia Legislativa aprovou uma moção de repúdio contra decisão do governo federal de importar bananas do Equador, o que poderá impactar 30 mil famílias produtoras de SC, principalmente nos municípios de Corupá, Massaranduba, Jaraguá do Sul e Luiz Alves.

Tarifaço

Os primeiros efeitos do tarifaço do presidente dos EUA começam a ser sentidos. Conforme dados do Caged, compilados pelo Observatório Fiesc, o setor de madeira e móveis registrou o fechamento de 580 vagas de trabalho em julho. Esta é a primeira estatística oficial que mostra o impacto real sobre um dos setores mais atingidos em Santa Catarina.

Inverno mais frio

A Epagri/Ciram afirma, por meio de um estudo preliminar, que o inverno de SC em 2025 foi o mais frio desde 2016. A análise dos dados de temperatura no estado tem com base em anomalias de temperatura máxima e mínima de algumas estações com séries históricas mais longas no estado, para os anos entre 2010 e 2025, no trimestre junho-julho e agosto. Em 2025, foram usados dados de agosto até o dia 25.

Roupas falsificadas

Uma operação de combate à pirataria realizada dia 26, em Brusque, apreendeu R$ 2,2 milhões em roupas falsificadas. No primeiro estabelecimento alvo da operação, foram recolhidas aproximadamente 35,6 mil peças com etiquetas indicando CNPJ inexistente ou falso. Outras 4,4 mil peças eram comercializadas com indicação de marcas sem autorização dos titulares, sendo consideradas piratas. Já no segundo estabelecimento, foram apreendidas 4,9 mil peças e 160 pares de tênis de marcas piratas. Ao todo, contando os dois comércios, foram quase 45 mil itens apreendidos. A operação atende a uma decisão judicial.

Alta nos preços

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada em Brusque por meio de parceria entre o Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região (Fórum Sindical), o Dieese e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem, apontou que o preço da cesta básica no município fechou julho de 2025 em R$ 691,95. O valor representa queda de 0,46% em relação a junho, mas ainda mantém a cidade na 16ª posição entre as cestas mais caras do país. Na comparação com julho de 2024, o custo em Brusque subiu 6,89%. Já na variação acumulada de 2025, a alta é de 5,15%.

Time Zen

 Somos uma indústria automotiva em constante desenvolvimento e estamos buscando novos talentos para crescer com a gente!

Expansão para Guabiruba

O Grupo Boticário acaba de confirmar a chegada ao município de Guabiruba (SC), com a inauguração de uma nova franquia no primeiro semestre de 2026. A cidade, que já era atendida por meio do canal de venda direta desde 2011, agora passa a fazer parte do plano de expansão física da marca, com uma loja nos mesmos padrões de qualidade, experiência e atendimento da unidade de Brusque. “Hoje atuamos focando em expansão de mercado. Nossas estratégias comerciais visam garantir cada vez mais participação no setor de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumaria (HPC) em Brusque e região. Atualmente, a cada cinco itens vendidos nessa categoria, um passa pelos nossos canais de venda ou multimarcas de grupo. Queremos alcançar 26% desse mercado até 2030”, explica Isabele Cristine, franqueadora local”.

Revisionismo

A Folha de São Paulo (FSP) não sugeriu explicitamente, mas inferiu que cidades brasileiras que tem nome que homenageiam ex-presidentes (1964-1985), deveriam fazer uma espécie de revisionismo, substituindo-os. É o caso de Presidente Castelo Branco (que exerceu mandato de 1964 a 1967), em SC. O município, criado em 1963, de apenas 1.724 habitantes, vizinho a Concórdia, não tem nenhuma iniciativa que busque mudar seu nome. Agora, quem sabe. Que contrate a UFSC, PHD nisso, quando o personagem é de direita.

Corretor de luxo

Quem não lembra do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei, o grandão Evandro Guerra? Depois de 26 anos de carreira e muitos títulos, inclusive mundiais, agora é um bem sucedido corretor de imóveis de luxo em Itajaí, mais precisamente na Praia Brava, que é um dos endereços com o metro quadrado mais valorizado do Brasil. É funcionário da Construtora CK.

Palco da moda

Celebrando 10 anos, o evento O Negócio da Moda promete reunir milhares de profissionais do setor, marcas e conteúdos de alto nível. Após passar por Caruaru (PE) e Goiânia (GO), o ONDM mantém seu foco em impulsionar negócios, conexões e inovação na moda e confecção. Na edição de 2024, o ONDM atingiu recorde de público, com palestras de nomes como Mônica Salgado, Carlos Ferreirinha e Carla Assumpção. Os expositores já estão confirmados e a programação oficial será divulgada em breve.

Preço da tilápia

Registre-se uma série de esforços do trade oficial da agricultura em favor do crescimento do setor produtivo da tilápia em SC. Agora, falta um trabalho mais efetivo para remunerar melhor os produtores e fazer o produto chegar à mesa do catarinense com preço mais convidativo. Assumindo todos os riscos e custos de produção, fazendo a parte da criação até o abate, o produtor recebe hoje R$ 7,39 pelo quilo. Lá na gôndola de supermercados ou de peixarias o preço do quilo no formato filé ultrapassa R$ 60. Equilibrar preços dessas duas pontas eliminando intermediários é o grande desafio.

Incentivos fiscais

Seis empresas de Brusque receberam isenções fiscais por parte da prefeitura no ano de 2025 até agora. A informação foi divulgada pelo Executivo através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação em resposta a pedido de informação da Câmara de Vereadores. Os valores, somados, passam de R$ 325 mil. A maioria recebeu isenção total ou parcial do IPTU. Também foram concedidos descontos no ISS e na Taxa de Licença para Localização e Funcionamento. A concessão de isenções pela Lei de Incentivos Econômicos/Fiscais é feita em parceria pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação e a Secretaria da Fazenda. Os critérios estão definidos em lei e são analisados por uma comissão com integrantes da sociedade civil e do poder público.

Tarifaço afeta emprego

Antes de entrar em vigor, em 1º de agosto, o tarifaço de 50% dos Estados Unidos, já impactava negativamente o emprego em SC. Um dos primeiros efeitos em julho foi a redução de 580 vagas no setor de móveis e madeira, mostrou o Caged do Ministério do Trabalho. De acordo com o presidente da Fiesc, o fechamento de postos de trabalho no ramo é reflexo do contexto da imposição das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e mostra o impacto da medida sobre as indústrias do setor, grandes exportadoras para o mercado norte-americano. No mesmo mês do ano anterior, o setor havia registrado saldo positivo de 127 empregos com carteira assinada. Apesar desse resultado setorial, a indústria de SC teve saldo de mil vagas em julho.

Exportação de serviços

Quem exporta software não está sofrendo o tarifaço dos EUA. O Brasil é reconhecido como um país de economia fechada para o mercado mundial, mas quando se olha o setor de serviços, que responde por 70% do PIB, a situação é mais crítica do que os setores da indústria e do agronegócio. Atualmente, das 25 milhões de empresas do setor de serviços no Brasil, somente 0,07% tem receita pelo menos um dólar vindo do exterior. Se forem considerados somente médias e pequenas empresas, será de 0,6%. A informação é do diretor da Associação Catarinense de Tecnologia.

Ameaça americana

Trump afirmou que seu governo está conduzindo uma “grande investigação tarifária sobre móveis que entram no país”, no que pode resultar em mais tarifas para o setor. No ano passado o Brasil faturou US$ 249,6 milhões em exportações para lá, a maior parte saída do polo moveleiro de São bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho, região que tem 7 mil trabalhadores atuando em 398 indústrias, 20 delas exportadoras. Como impacto do tarifaço, cerca de 600 deles, funcionários de quatro empresas, estão em férias coletivas.

Prestígio

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) veio prestigiar a posse do novo presidente da Fiesc. Em seu discurso, deu uma indireta ao governo federal, afirmando que a negociação, o diálogo e a diplomacia sensata, desconectada de interesses eleitorais, mais do que nunca, são caminho para superar o grave momento em que vivemos e que o partido da Fiesc é a indústria.

África

Para atender à necessidade de enfrentar desafios históricos envolvendo as comunidades tradicionais afro-brasileiras em SC, incluindo o racismo religioso, combate à intolerância religiosa e com a intenção de preservar territórios sagrados e fortalecer as tradições culturais ancestrais, será instalada na Assembleia Legislativa a Frente Parlamentar em Defesa do Povo Tradicional de Matriz Africana. Conforme o Censo do IBGE, os pretos representam 4,1% da população de SC, menor percentual do país.

Manutenção 4.0

Gargalos da infraestrutura brasileira pesam no bolso e na vida da população. O impacto é tão grande que especialistas estimam que as perdas do chamado “Custo Brasil” em que setores como rodovias, saneamento e energia se destacam, chagando a 20% do PIB do país. Potencializar a implantação de tecnologia no setor da infraestrutura é crucial, destacou Pedro Fornari, da Kartado, durante o LabGov Summit em Florianópolis. Defendeu a Manutenção 4.0 como um caminho decisivo para virar esse jogo hoje, dados permitem gerar informações para dar mais previsibilidade sobre quando, onde e como ocorrerá um problema. A Kartado, de SC, já aplica o conceito em cinco regiões brasileiras.

Setor de tecnologia de SC

Estudo nacional do Observatório Acate 2025, realizado pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) em parceria com a empresa Neoway e divulgado durante o Startup Summit em Florianópolis, mostra que o setor faturou R$ 42,5 bilhões em 2024. Com esse resultado, ultrapassou o Rio Grande do Sul e chegou ao 5º lugar no país. Outro destaque são os 100,4 mil postos de trabalho no ano, com avanço da 4ª posição para a 3ª na oferta total de emprego em tecnologia no país. Com salário médio de R$ 5.768, valor quase duas vezes maior do que o salário médio de setores como comércio e construção civil.

Setor da tilápia em SC

O comércio da tilápia movimentou R$ 400 milhões em Santa Catarina no último ano. Para 2025, no entanto, o momento é de apreensão frente ao anúncio do tarifaço americano. O peixe cultivado no Brasil também é alvo da tarifa de importação fixada em 50% pelo governo dos Estados Unidos. No Brasil, o setor da tilapicultura depende muito das vendas para o mercado americano. Apesar disso, o impacto não deve ser sentido de forma direta. Os reflexos da queda da exportação para os EUA são mais significativos em relação à mudança no mercado de oferta, que passa de internacional para interna. Com a produção redirecionada para o mercado interno, isso tende a ampliar a oferta e pressionar os preços para baixo. No entanto, com a desvalorização do produto aos piscicultores, a tilápia pode encarecer a longo prazo para os consumidores, com o possível fretamento do cultivo nacional. Essa projeção é reforçada pelo fato de o setor já atravessar um período de retração nas vendas no Brasil, consequência da menor procura depois da Semana Santa e da chegada do inverno. Em SC foram produzidas aproximadamente 44,4 mil toneladas de tilápia em 2024. Os dados são do Observatório Agro Epagri/Cepa. A cidade com a maior produção de tilápias em Santa Catarina fica no Sul do Estado, em Armazém.

Grupo Koch promove grande mutirão de contratação em 12 cidades de SC

O Grupo Koch, maior rede supermercadista em Santa Catarina, promove no próximo sábado (6), um grande mutirão de vagas de emprego em diversas unidades do Komprão Koch Atacadista e do varejo SuperKoch espalhadas pelo Estado. Ao todo, serão disponibilizadas mais de 400 oportunidades em diferentes funções e setores além de posições exclusivas para atuação aos finais de semana..

A ação acontecerá simultaneamente nas lojas localizadas em São João Batista (L10 - Komprão), Brusque (L30 e L36 - Komprão), Blumenau (L32, L40 - Komprão e L89 - SuperKoch), Gaspar (L33 - Komprão), Pomerode (L35 - Komprão), Joinville (L45 - Komprão), Itajaí (L46 e L74 - Komprão), Indaial (L49 - Komprão), Tijucas (L53 - Komprão), Tubarão (L70 e L86 - Komprão), Rio Negrinho (L71 - Komprão) e Canelinha (L73 - Komprão).

Entre as vagas ofertadas há diversas oportunidades nos setores de hortifrúti, açougue e frente de caixa, como operador de loja, atendente de carne, repositor e conferente. Os candidatos interessados devem comparecer diretamente às unidades participantes, das 9h às 13h, levando documento de identificação e currículo atualizado.

Benefícios

A rede conta com o Programa de Participação nos Resultados (PPR) – iniciativa que reconhece e valoriza o desempenho dos mais de 12,5 mil colaboradores do Grupo Koch. O benefício é concedido a todos os profissionais, de diferentes áreas e cargos, como forma de recompensa pelo desempenho individual e pelos resultados alcançados pela empresa, fortalecendo o engajamento e o sentimento de pertencimento à equipe.

O Grupo Koch oferece benefícios como plano de saúde Unimed, plano odontológico Uniodonto, telemedicina, acompanhamento psicológico, benefícios de viagem, refeitório com café, uniforme, bolsa faculdade, prêmio comportamental, quinquênio, progressão profissional, kit baby, auxílio-creche, convênio de compras, convênio com o Sesc, treinamentos e vale-transporte.

Sobre o Grupo Koch

Maior rede supermercadista em Santa Catarina e a 10a do país, de acordo com o ranking 2025 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Koch está presente em 35 cidades do estado. São 87 lojas no segmento alimentício, nos formatos varejo (com a marca SuperKoch) e atacarejo (com a marca Komprão Atacadista), além de vendas pelo e-commerce. 

 

JBS tem mais de 500 oportunidades de emprego em Santa Catarina

JBS tem mais de 500 oportunidades de emprego em Santa Catarina
Vagas contemplam unidades da Seara em todas as regiões do Estado, em diferentes áreas e níveis de escolaridade; maioria não exige experiência

A JBS, uma das maiores empregadoras de Santa Catarina e uma das maiores empresas de alimentos do mundo, está com 526 vagas de emprego abertas em suas unidades da Seara no Estado. As oportunidades abrangem todas as macrorregiões e incluem funções em setores industriais (operação, qualidade e desenvolvimento de produtos), administrativo e agropecuário.

As oportunidades são para início imediato e a maioria não exige experiência prévia. Os interessados podem encontrar detalhes das vagas e cadastrar currículo no site: www.jbs.com.br/carreiras.

A empresa oferece aos seus colaboradores refeições nas unidades, ônibus fretados para deslocamento dos colaboradores, além de benefícios, como Programa de Participação nos Resultados (PPR) e acesso a programas internos de desenvolvimento profissional.

Veja a distribuição das vagas no Estado:

Oeste: 329 vagas – Seara (suínos), Ipumirim (aves), São Miguel do Oeste (suínos) e Itapiranga (aves e suínos)

Planalto Norte: 55 vagas – Itaiópolis (aves)

Vale do Itajaí: 79 vagas – Itajaí (administrativo e agropecuária, Centro de Distribuição, hub logístico e terminal Braskarne) e Gaspar (Seara Margarinas)

Grande Florianópolis: 03 vagas – São José (aves)

Sul: 42 vagas – Forquilhinha (aves) e Nova Veneza (aves)

Meio-Oeste: 03 vagas – Salto Veloso (alimentos preparados)

Serra: 15 vagas – Lages (alimentos preparados)

Profissionais interessados em fazer parte do banco de talentos da JBS, em todo o Brasil, também podem se cadastrar pelo site: www.jbs.com.br/carreiras.

Sobre a JBS
A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável. Saiba mais em jbsglobal.com/.

Imersão do Empretec transforma rotina de empresário catarinense na gestão do negócio
“Agora, eu enxergo claramente um futuro muito próspero, baseado em tudo o que aprendi durante a imersão”. É com essa sensação de clareza e motivação, que o empresário Inácio Biank concluiu sua participação no Empretec - programa criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), com metodologia exclusiva aplicada no Brasil pelo Sebrae/SC.
 
Proprietário da Biank Imóveis, em Navegantes, e atuando no mercado imobiliário do litoral catarinense desde 2018, Biank buscava aprimorar sua gestão empresarial. Foi com esse objetivo que decidiu se inscrever no Empretec. Segundo ele, a experiência foi libertadora e transformadora. “Uma revolução consigo mesmo: na gestão do seu eu, da sua empresa e das suas práticas”, afirmou.
 
Durante os dias de imersão, Biank teve a oportunidade de avaliar sua trajetória profissional, identificar pontos fortes e o que ainda precisa melhorar, além de fortalecer sua rede de contatos. Além de desenvolver habilidades empreendedoras, ele descobriu uma nova forma de olhar para si e para o futuro. “Agora, o desafio é colocar em prática tudo o que aprendi. O que vou fazer com toda a sabedoria adquirida no Empretec? Esse é o meu próximo passo”, concluiu o empresário.
 
Inscrições abertas para o Empretec 2025
O Sebrae/SC abriu as inscrições para novas turmas do Empretec em 2025. O programa, que já impactou empreendedores em 40 países, contará com edições em dez cidades catarinenses. Em Balneário Camboriú, a imersão acontece entre os dias 6 e 11 de outubro. Para mais informações sobre as inscrições e detalhes sobre o programa, acesse: https://cloud.divulga.sebraesc.com.br/empretec
 
Com metodologia dinâmica, o Empretec combina atividades digitais prévias com uma imersão presencial de uma semana, totalizando 60 horas de capacitação intensiva. O foco está no desenvolvimento de características comportamentais empreendedoras, aumento da segurança na tomada de decisões, otimização da gestão empresarial e ampliação da rede de contatos.
 
Os resultados são comprovados: “Nas edições anteriores do Empretec em Santa Catarina, 61% das empresas participantes relataram aumento nos lucros e 60% registraram crescimento nas vendas. Isso demonstra o impacto direto da metodologia aplicada pelos nossos especialistas”, afirma Daniela Fernandes, analista do Sebrae/SC.
 
Sobre o Sebrae/SC
O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoiando milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.
ARTIGO: Pauta exportadora refém do governo
A intervenção direta do governo no mercado, com a proposta de comprar produtos barrados pelas tarifas protecionistas de Donald Trump, não é apenas um sinal de miopia econômica, mas também a prova de uma submissão perigosa a medidas de curto prazo. 
 
Em vez de enfrentar a raiz do problema — a vulnerabilidade de nossa pauta exportadora  — a gestão federal prefere uma manobra que beira o populismo, disfarçada de estratégia de longo prazo. A decisão de despejar dinheiro público para absorver excedentes de café, frutas, pescados e mel, em um contexto de incertezas e déficits fiscais crescentes,  é uma medida que trai os princípios de uma economia de mercado saudável e competitiva e um ataque direto aos setores exportadores.
 
O que está em jogo não é apenas a compra de alguns produtos, mas a consolidação de uma mentalidade de que o Estado é o grande salvador, o comprador de última instância, pronto a socorrer qualquer setor que se veja em dificuldade. Essa lógica é insustentável. Ao invés de ser um facilitador do comércio, o governo se transforma em um agente central de distorção do mercado.  Essa intervenção direta é um sinal de fraqueza , uma admissão tácita de que a economia brasileira não tem a capacidade de se adaptar e buscar novos mercados por conta própria.
 
Essa política pode gerar uma dependência crônica. O Brasil se torna refém de planos de contingência que, além de onerosos, não resolvem a causa-raiz do problema. A cada novo choque externo, o governo precisará, de novo, abrir os cofres públicos. Isso sobrecarrega a máquina estatal, aumenta o risco fiscal e mina a confiança dos investidores. É como um vício: em vez de se livrar da dependência, o governo oferece uma nova dose. Essa "muleta estatal" desincentiva a inovação e a busca por eficiência. Por que um produtor se esforçaria para reduzir custos ou melhorar a qualidade se sabe que, em caso de crise, o governo estará lá para c omprar sua produção, não importa o preço?
 
A ausência de clareza nos detalhes do plano é outro ponto extremamente preocupante. A falta de critérios bem definidos e de transparência sobre os volumes a serem comprados abre um espaço enorme para a corrupção e o favorecimento político. O risco de que essas compras se transformem em um balcão de negócios para grupos de interesse é real e não pode ser subestimado. O dinheiro do contribuinte pode ser mal utilizado em produtos que, por não encontrarem um destino viável no mercado, podem se deteriorar, gerando um desperdício colossal.
 
A solução para os desafios do comércio global não está em atitudes reativas e ingênuas, como a de comprar o que os outros não querem. O protecionismo de Trump deve ser um alerta, não uma oportunidade de gastar dinheiro público. A resposta do Brasil deveria ser fortalecer a sua economia de forma estrutural, com uma política externa que promova a diversificação de parceiros comerciais e a abertura de novos mercados. O foco deve ser em políticas de longo prazo que incentivem a inovação, a competitividade e a eficiência, para que a nossa indústria e o nosso agronegócio não dependam de muletas estatais.
 
O plano de "socorro" do governo, na verdade, é uma armadilha que compromete o futuro da economia brasileira em nome de uma solução imediata e superficial, que apenas esconde o problema por debaixo do tapete. A verdadeira estratégia de desenvolvimento passa por menos intervencionismo e mais liberdade e competitividade para o mercado.
 
 
Não é aceitável que, em pleno século XXI, a gestão econômica do país ainda se prenda a soluções de inspiração estatizante e populista, que há muito se provaram falhas e danosas. O governo demonstra, com essa ação, uma desconexão preocupante com a realidade global e uma preferência por soluções cosméticas eleitoreiras em detrimento de reformas estruturais. O Brasil clama por liderança que inspire confiança e promova a modernização, não por uma gestão que perpetua a dependência e a vulnerabilidade, empurrando para o futuro a conta de suas próprias decisões errôneas e omissas. 
 
Eduardo Berbigier é advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Juridico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados.
CNI Afirma que “Não é o Momento” de Aplicar Lei de Reciprocidade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu prudência nesta sexta-feira (29) diante do início do processo para aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/2025) contra os Estados Unidos, autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a indústria brasileira “continuará buscando os caminhos do diálogo” e que “não é o momento” de acionar de fato a lei. A entidade destacou que ainda há espaço para negociação, visando tentar reverter as tarifas de 50% impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

“Precisamos de todas as formas buscar manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, declarou Alban. Segundo ele, o objetivo é encontrar um caminho que leve à reversão das tarifas ou à ampliação das exceções para produtos brasileiros.

Para avançar nas negociações, a CNI organizará uma comitiva com mais de 100 líderes empresariais e representantes de associações do setor, que desembarcará em Washington na próxima semana. A agenda inclui encontros com autoridades e empresários norte-americanos, além de preparativos para a audiência pública marcada para 3 de setembro sobre a investigação aberta em julho nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

O governo brasileiro enviou sua resposta aos Estados Unidos no último dia 18. Apesar de ter autorizado a abertura do processo pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), o presidente Lula afirmou nesta sexta-feira que não tem pressa em aplicar a lei contra o país norte-americano.

Abaixo a íntegra da nota da CNI sobre a Lei da Reciprocidade:
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a persistência no uso de instrumentos de negociação como forma de reverter os efeitos nocivos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras.

O setor industrial continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência, e avalia que não é o momento para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento exige cautela e discussões técnicas. Neste sentido, uma comitiva liderada pela CNI com mais de 100 líderes de associações e empresários industriais desembarcará no começo da semana que vem em Washington, para uma série de compromissos com empresários e representantes do poder público dos EUA.

“Precisamos de todas as formas buscar manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, afirma Alban. “Nosso propósito é abrir caminhos para contribuir com uma negociação que possa levar à reversão da taxa de 50% e/ou buscar obter mais rapidamente o aumento de exceções ao tarifaço sobre produtos brasileiros”, acrescenta o presidente da CNI.

Alban alerta que é importante observar que as economias brasileira e americana são complementares. Na corrente de comércio, os bens intermediários (insumos produtivos) representaram 58% do que foi comercializado entre os dois países na última década.

A agenda em Washington contempla encontros bilaterais entre instituições empresariais brasileiras e suas contrapartes e parceiros nos EUA, e reunião plenária para discutir os impactos comerciais e estratégias para aprofundar a parceria econômica entre os dois países.

A CNI também vai promover encontros estratégicos preparatórios para a defesa do setor industrial na audiência pública, marcada para o dia 3 de setembro, sobre a investigação aberta em julho pelo governo norte-americano nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Como representante do setor industrial brasileiro, a CNI formalizou uma manifestação em defesa do Brasil, argumentando que o país não adota práticas injustificáveis, discriminatórias ou restritivas ao comércio bilateral.

 

BNDES apresenta novas linhas de fomento à indústria na FIESC

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) recebe, no próximo dia 17 de setembro, às 14h, o Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon. O executivo apresenta o papel estratégico do BNDES na Nova Indústria Brasil e as novas oportunidades de financiamento para o setor industrial, em três programas:

Brasil Soberano: R$ 40 bilhões para apoiar exportadores impactados pelas tarifas norte-americanas. Com taxas diferenciadas de até 0,58% ao mês, oferece suporte essencial para empresas que tiveram perdas superiores a 5% do faturamento.
Crédito Indústria 4.0: Nova linha de R$ 10 bilhões do BNDES + R$ 2 bilhões da Finep para modernização do parque industrial brasileiro, com foco na difusão de equipamentos que aumentam a produtividade e reduzem o impacto ambiental.
Nova Indústria Brasil (NIB): R$ 300 bilhões com foco em quatro eixos estratégicos: inovação e digitalização, exportação, sustentabilidade e produtividade.
As inscrições podem ser feitas no link. O evento será híbrido, na sede da FIESC em Florianópolis e com transmissão pelo YouTube.
 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Caminho alternativo para negociar o tarifaço

Nas conversas que tenho mantido com empresários e, principalmente, com professores universitários de Direito e Economia, há um consenso de que o presidente Lula perdeu as condições de negociar o "tarifaço" com o presidente Trump, como fizeram outros países.

A essa altura, parece que o melhor caminho é a sociedade brasileira encontrar uma solução, pois o presidente Lula acredita estar crescendo politicamente por “defender a soberania brasileira”. Ora, no caso do Brasil, soluções para reduzir os efeitos negativos do "tarifaço" devem ser negociadas, segmento por segmento, com empresários americanos que têm acesso à Casa Branca.

Essa ação se faz necessária, já que a política do governo de “dobrar a aposta” de forma permanente está trazendo sérios problemas para todos.

Em outras palavras, o povo, a sociedade, empresas, economistas e professores universitários precisam abrir um caminho fora da esfera do poder público para conseguir mitigar os efeitos negativos sobre a economia brasileira. É preciso defender o bem-estar do povo, os empregos, combater a inflação e permitir o desenvolvimento.

A impressão que tenho é de que, desse modo, algo será conquistado. Há setores que estão melhorando. Percebe-se que a indústria de carne e café são capazes de conseguir redução das tarifas. Outras empresas e setores já conseguiram o mesmo, o que serve de precedente. Além disso, a redução de tarifas também afeta a economia americana, o que pode facilitar um acordo.

É certo que a estratégia do presidente Trump de criar uma tarifa para depois acordar sua diminuição pode ter provocado negociações com todos os países. A ideia não era punir as outras nações, mas sim obrigá-las a reduzir suas tarifas.

No nosso caso, porém, a intenção pareceu ser a de punir. Temos uma das mais altas tarifas alfandegárias do mundo, superando inclusive a Índia. Em última análise, o Brasil é uma nação que impõe muitos tributos, mas não quer que os mesmos lhe sejam impostos.

A solução deve, portanto, vir do setor privado, do povo e da sociedade. Isso porque o governo perdeu as condições de diálogo com a sua política de "dobrar a aposta".

Estou convencido de que, apesar do momento complicado que enfrentamos, teremos que manter os juros em um patamar elevadíssimo; em 10% ao ano, em termos reais. E temos esse juro real elevado porque não se confia que o Brasil, com o endividamento que segue crescendo no governo do presidente Lula, terá condições de pagar a dívida. Juro real é o ganho que, de fato, se obtém sobre a aplicação do dinheiro.

Embora a dívida brasileira ainda seja inferior a dos Estados Unidos, a economia deles é a mais forte do mundo. No entanto, a dívida do Brasil é, talvez, a maior entre os países em desenvolvimento.

Ora, se eu tenho dinheiro e não confio em um país, só vou arriscar meu capital se houver juros elevados. Ao dar juros altos, o país amplia a atração de investimentos. Por isso, os juros reais de 10% no nível do sistema financeiro são elevadíssimos, até porque o Brasil, em vez de ser um país de investimento, é um país de especulação.

Os países são divididos em investidores e especulativos. Nós, por exemplo, estamos em terceiro grau em nível especulativo. As pessoas percebem que a má administração da política econômica prejudica o povo, a nação, o desenvolvimento e o crescimento.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, está realizando uma política econômica de certo modo adequada. Ele é o verdadeiro responsável por segurar a inflação, enquanto o presidente Lula aumenta a pressão sobre ela.

Por isso, me parece fundamental que os setores privados, com acesso a empresários estadunidenses, que tenham trânsito na Casa Branca, trabalhem intensamente, setor por setor, conforme a necessidade de cada um, para conseguir a redução de tarifas, o que algumas empresas já obtiveram e que outras estão em vias de conseguir. Isso seria bom para o Brasil e aliviaria um pouco a situação.

Não tenho esperança de que o governo Lula mude de atitude, pois parece que ele ganhou alguma aprovação ao “defender a soberania nacional” contra os Estados Unidos, além da divulgação da narrativa dos "pobres contra os ricos" e de que os ricos devem ser punidos pelos pobres.

Fato é que todos os países que negociaram, conseguiram baixar as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. O Brasil é o único que não consegue negociar, pois o discurso político está influenciando diretamente o discurso econômico.
 
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Acade mia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).
 

Fotos: Andreia Tarelow

SuperKoch celebra 31 anos com campanha de aniversário que vai oferecer diversas vantagens aos clientes

O SuperKoch, marca do Grupo Koch, completa 31 anos em setembro e lança a campanha especial de aniversário “Aniversário Turbinado”, para envolver os clientes em uma grande celebração. A ação estará ativa em todas as lojas da rede ao longo do mês, com sorteios de vales-compras e promoções.


Fundado em 1994, em Tijucas, o SuperKoch chega aos 31 anos e segue em expansão. A marca de varejo do Grupo Koch, que é a maior rede supermercadista de Santa Catarina e a 10ª maior do Brasil, segundo ranking 2025 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Qualidade e economia seguem como pilares do SuperKoch, que trabalha com produtos sempre frescos e selecionados, prezando por um atendimento acolhedor e por um ambiente de compras organizado e conveniente. O mix é variado e atende desde a compra do dia a dia até as ocasiões especiais em família, com preços competitivos que garantem economia sem abrir mão da qualidade.


Para o CEO do Grupo Koch, José Koch, o aniversário é mais do que uma data comemorativa. “Chegar aos 31 anos é motivo de alegria para todos nós. Essa trajetória foi construída com muito trabalho, dedicação e, principalmente, com a confiança dos clientes. Com essa campanha, queremos retribuir com prêmios e também com ações que impactem positivamente as comunidades em que estamos presentes, por isso iremos oferecer ainda mais economia e ofertas especiais de aniversário”, diz.


Assim como nos últimos anos, a campanha de aniversário reforça o conceito de que a comemoração não é apenas individual, mas coletiva. A dinâmica terá promoções semanais, sorteios instantâneos nos caixas e descontos ao longo do mês. Além disso, clientes cadastrados no Clube K, o app de vantagens do Grupo Koch, que comprarem a partir de R$ 100 mais um produto de marcas parceiras (Ambev, Monster, 3 Corações, Óreo, Nestlé e Girando Sol) poderão ter a chance de ganhar R$ 700 em vale-compras direto no caixa.

 

Nova diretoria do Sindicato das Indústrias de Bebidas do Estado de Santa Catarina toma posse

O Sindicato das Indústrias de Bebidas de Santa Catarina (Sindibebidas) tem uma nova diretoria para o triênio 2025-2028. A entidade que representa o setor em pautas como trabalhista e tributária tem mais de 50 anos de fundação e, desde 2021, fortaleceu sua atuação a partir da estadualização da atuação. O presidente do Sindibebidas para os próximos três anos é Fernando José de Oliveira, diretor da Zehn Bier, de Brusque (SC). 

O executivo conta que os resultados da associação são muito importantes, mesmo com uma recente movimentação mais intensa. “São apenas 30 associados, que mantêm uma instituição que faz muita diferença na competitividade das empresas do setor. Nosso principal desafio é ampliar essa base para trazer resultados ainda mais efetivos para além das negociações trabalhistas, que já são fundamentais”, diz. 

Além da presidência de Fernando, a nova gestão conta ainda com a vice-presidência de Larissa Schmitt (Das Bier, de Gaspar/SC) e integram a diretoria Valmir Zanetti (Cerveja Blumenau, de Blumenau/SC), Michele Borck (Borck Cervejaria, de Timbó/SC) e André Grützmacher (Balbúrdia Cervejaria, de Blumenau/SC). 

O conselho fiscal é formado por Mauro Perosa (Wunder Bier, de Blumenau/SC), Frederico Jaeger Neto (Handwerk Cervejaria, de Ibirama/SC), Cassiano Moser (Schornstein, de Pomerode/SC), Érico Augusto (Alfero Cervejaria, de Nova Trento/SC) e Marcelo Dalazen (Big Jack Cervejaria, de Orleans/SC). 

A história do sindicato começou em 1973 em conjunto com outros segmentos. Em 2010, o foco foi ajustado para o atendimento exclusivo ao segmento de bebidas. Já em 2021, ampliou a atuação para outros municípios e assumiu as atribuições da Associação Catarinense das Cervejarias Artesanais (Acasc) com a extinção da associação. 

Ações em andamento 

Entre as recentes vitórias do Sindibebidas está um alinhamento sobre a atuação do Conselho Regional de Química (CRQ) na indústria de bebidas. As empresas associadas ao sindicato já possuem um entendimento embasado pelo judiciário de que há necessidade de um profissional químico atuando nos negócios, mas que o CNPJ não tem a obrigatoriedade de estar associado à entidade.   

Já entre os diversos projetos que atualmente estão na pauta do Sindibebidas, há dois em destaque. O primeiro, em tramitação desde 2023 em consonância com o deputado estadual Napoleão Bernardes, é a exclusão da substituição tributária do setor de cervejarias no estado. O projeto já passou pelas comissões da casa e está apto a votação.

Há também um alinhamento sendo realizado pelo Sindibebidas com os órgãos de fiscalização a partir da instalação do Serviço de Inspeção Estadual de Produtos de Origem Vegetal (Siepov) que está em curso. 

O Sindibebidas representa as empresas de aguardentes e destilados, cervejas, águas envasadas, sucos, energéticos e outras bebidas em mais de 250 municípios de Santa Catarina. O trabalho realizado pela entidade reverbera em mais de 300 negócios no estado. Mais informações estão em www.sindibebidas.com.br. 

Cassiano Mota, Frederico Jaeger Neto, Fernando José de Oliveira, Larissa Schmitt e Michele Borck integram o novo momento do Sindibebidas

Foto: Divulgação

 

Porto Belo entra no Top 10 nacional em demanda por imóveis de médio e alto padrão e registra valorização de até 35% em empreendimentos residenciais

Porto Belo (SC) acaba de entrar no seleto grupo das dez cidades brasileiras com maior demanda por imóveis residenciais de médio e alto padrão, segundo o mais recente Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), divulgado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Entre as 77 cidades avaliadas no país, o município ocupa a 8ª posição no segmento médio padrão (imóveis entre R$ 575 mil e R$ 811 mil) e a 7ª colocação no alto padrão (imóveis acima de R$ 811 mil).

O desempenho reforça a ascensão de Porto Belo como novo polo de investimentos imobiliários no Brasil e acompanha a valorização expressiva de empreendimentos locais, como o Hera Phacz Home, que já acumula alta de 35% desde o lançamento em 2022. Outro destaque da Phacz, o Blue Forest, também apresenta valorização anual superior a 30%.

A crescente procura por imóveis na cidade se reflete diretamente no valor do metro quadrado. Em Balneário Perequê, bairro nobre de Porto Belo, os imóveis já são comercializados por valores em torno de R$35 mil/m², ainda assim, são menores do que os praticados em Balneário Camboriú, onde lançamentos recentes ultrapassaram os R$ 100 mil/m².

 

“Porto Belo é, hoje, um dos mercados mais promissores para quem busca segurança e retorno. Temos uma demanda crescente, especialmente por imóveis de médio e alto padrão, e um volume ainda limitado de produtos. Essa equação impacta diretamente na valorização imobiliária, como comprovado por estudos recentes. Por isso, esse é o momento ideal para investir: quem entrar agora ainda encontra preços acessíveis em relação a outras cidades que já tiveram um boom”, afirma Esdras Constantino, diretor comercial e de marketing da Phacz Empreendimentos. “A projeção é que a cidade registre até 30% de valorização nos próximos dois anos, à medida que as obras estruturantes avançarem e novos empreendimentos forem entregues”.

 

O cenário promissor é impulsionado por fatores como natureza preservada, localização estratégica e projetos residenciais que fogem do padrão convencional. Localizado a poucos metros da Praia de Perequê, o Hera se tornou o primeiro edifício com o conceito “puzzle living” do país, com seis plantas diferentes que se alternam ao longo da torre e uma fachada dinâmica.

 

Para Ana Clara Zanon, sócia-proprietária da Phacz, o sucesso dos projetos da incorporadora é resultado da aposta na diferenciação. “Não repetimos fórmulas. A cada novo empreendimento, buscamos uma solução exclusiva, que realmente entregue qualidade de vida e valor percebido para quem compra. Esse cuidado é o que garante não apenas boa liquidez, mas valorização consistente ao longo do tempo”, afirma.

 

Com 14 empreendimentos entregues, em obras e em fase de lançamento, a Phacz projeta mais de R$ 3 bilhões em valor geral de vendas em Porto Belo nos próximos cinco anos. Todos os lançamentos seguem padrões de sustentabilidade reconhecidos internacionalmente, como os selos LEED e WELL, e estão concentrados em Balneário Perequê, uma das regiões com maior potencial de valorização do litoral catarinense.

 

Sobre a PHACZ

Fundada em 2007, a PHACZ Empreendimentos é uma construtora familiar catarinense que alia inovação, solidez e compromisso com a sustentabilidade em cada projeto. O nome PHACZ representa as iniciais de seus fundadores: Paulo Henrique (PH), Ana Clara (AC) e o sobrenome Zanon (Z), família que carrega décadas de experiência no setor da construção civil. Com atuação marcada por responsabilidade ambiental, a empresa foi a primeira construtora a conquistar o selo LEED residencial em Santa Catarina, chancela internacional que reconhece construções sustentáveis. A PHACZ é também precursora da ACIP (Associação de Construtoras e Incorporadoras de Porto Belo), com o objetivo de promover obras de grande relevância e impacto positivo, sem comprometer a identidade cultural local.

https://www.phacz.com.br/

Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe: CNI discute oportunidades de comércio

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) promovem na quinta-feira (28/8), em Brasília, o evento “Construindo Pontes para o Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe: Diálogo Brasil-Panamá”.

O encontro marca o início da construção da agenda do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, que ocorrerá no Panamá em janeiro de 2026, com foco em integração regional, conectividade logística, comércio sustentável, desenvolvimento agroindustrial e atração de investimentos estratégicos, considerando o papel do Panamá como hub logístico e plataforma de reexportação.

Entre as autoridades previstas estão o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, o ministro para Assuntos do Canal, José Ramón Icaza, o presidente do CAF, Sergio Díaz-Granados, o vice-presidente da CNI, Paulo Afonso, além de representantes de empresas brasileiras exportadoras.

Confira a programação completa

https://www.portaldaindustria.com.br/eventos/pt/edicoes/construindo-pontes-para-o-forum-economico-internac?v=f&c=CNI&p=&t=publica-base-fluida.html​

Para Ricardo Alban, a região vive um momento decisivo. “Somos uma região com imenso potencial, temos abundância de recursos naturais, uma população jovem e empreendedora e uma matriz energética diferenciada. Mas também carregamos desafios históricos que precisam ser enfrentados com urgência: baixa produtividade, desigualdade social persistente, vulnerabilidade frente às mudanças climáticas e a necessidade de maior integração, tanto logística quanto comercial. Precisamos transformar esse potencial em desenvolvimento concreto para a nossa região”, destaca.

A programação inclui painéis técnicos e debates estratégicos sobre comércio e logística, além de oportunidades para networking.

Durante o encontro, será assinado um Memorando de Entendimento (MoU) que formaliza a parceria institucional entre CNI e CAF pelos próximos três anos, com foco na integração regional e no desenvolvimento sustentável. O evento conta com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Exportações brasileiras para o Panamá

Entre 2022 e 2024, os principais produtos exportados do Brasil para o Panamá foram: coque e produtos petrolíferos (51,8%), máquinas e equipamentos (6,7%), petróleo bruto e gás natural (6,3%), veículos automotores, reboques e semirreboques (5,5%) e produção vegetal, animal e caça (5,2%).

Em termos de produtos, destacaram-se óleos combustíveis de petróleo (51,8%), óleos brutos de petróleo (6,3%) e milho não moído (4,1%).

Obras nas rodovias SC-283 e SC-305 já resultam em melhorias para usuários, diz FIESC

 A Federação das Indústrias de SC (FIESC) divulgou nesta terça-feira o resultado da análise expedita realizada pelo consultor Ricardo Saporiti nas obras das rodovias SC-305 e SC-283 no Oeste catarinense. Segundo o estudo, a execução das obras foi avaliada como boa e a restauração e ampliação de trechos de ambas são melhorias significativas em relação ao estado precário em que se encontravam nas análises anteriores realizadas pela entidade.

Para a FIESC, as duas rodovias têm importância estratégica para o estado, já que seu entorno abriga 49,3 mil empresas, cerca de 419 mil empregos e um PIB de cerca de R$ 71,6 bilhões.

O engenheiro Ricardo Saporiti disse, contudo, que considera difícil a conclusão das obras da SC-283 dentro do prazo previsto pelo contrato. “No trecho entre Mondaí e Palmitos as obras estão paralisadas e no trecho entre Chapecó e o acesso a Arvoredo faltam cerca de 16% das obras para conclusão, com o contrato vigente até o próximo dia 30 de setembro”, informou.

A FIESC destacou a utilização de pavimento rígido nos segmentos da SC-305, já que concreto oferece maior durabilidade, menor custo de manutenção a longo prazo, maior segurança devido à melhor visibilidade e menor distância de frenagem.

O presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, destacou a necessidade de continuidade dos investimentos e fiscalização das obras para o cumprimento das metas.

Confira a íntegra do estudo.

Rodovias analisadas: 
SC-305 (São Lourenço do Oeste - Campo Erê) - Extensão de 28 km.

·        Obras com pavimento rígido sobre base flexível
·        Contrato de R$ 146 milhões, 42% executado.
·        Execução considerada muito boa, porém, há risco de não ser concluída no prazo previsto - novembro/2025.

SC-283 (Vários segmentos, total superior a 100 km)
·        Projetos e obras em diferentes estágios, alguns em andamento e outros paralisados.
·        Trecho Itapiranga-Mondaí com 40% do projeto executivo concluído.
·        Trecho Mondaí-Palmitos paralisado, comprometendo restauração.
·        Avanço significativo no trecho Chapecó/acesso à Arvoredo (84%).
·        Segmento Arvoredo-Seara com menos de 9% concluído.
·        Contratos variam entre R$ 2 milhões a R$ 135 milhões.

Estrada Boa

O secretário de infraestrutura Jerry Comper apresentou o andamento das obras do programa Estrada Boa em todas as regiões catarinenses. Ele destacou que o investimento de R$ 3,5 bilhões é o maior da história em rodovias estaduais e salientou a entrega de obras importantes e esperadas há muito tempo pelos catarinenses. O programa deve recuperar 1.500 km de rodovias em 231 municípios, com previsão de conclusão entre 2025 e 2026.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Silêncio em Pequim: Incerteza na China transforma instabilidade interna em ameaça global

Márcio Coimbra*

Entre os muros da Cidade Proibida, símbolo de um passado marcado pela discrição, ressoa hoje um eco que se projeta sobre Zhongnanhai, o atual centro nervoso do poder chinês. Ali, atrás de portões fechados e corredores vigiados, definem-se em silêncio os destinos da política externa de uma das grandes potências do planeta. Naquele mundo, a regra é simples: decisões cruciais não são explicadas, apenas sentidas pelo mundo.

Foi nesse cenário que a diplomata Sun Haiyan, ex-embaixadora em Singapura e vice-chefe do Departamento Internacional do Partido Comunista, desapareceu da cena política. Seu superior, Liu Jianchao — nome tratado como sucessor natural de Wang Yi, atual Ministro das Relações Exteriores — teve destino similar: interrogatórios, rumores e silêncio. Ambos seguem nos registros oficiais como se ainda estivessem em seus cargos. A burocracia se encarrega de manter a ilusão; a realidade, porém, já os apagou.

 

Estes não são casos isolados. Em 2023, Qin Gang, então Chanceler, foi igualmente removido sem explicação. Esses desaparecimentos sucessivos revelam algo mais profundo: até mesmo a diplomacia chinesa, que deveria sinalizar estabilidade e continuidade, na verdade é vulnerável à lógica interna e regras do Partido Comunista, que privilegia disciplina e lealdade acima da previsibilidade e estabilidade política.
 

O problema é que essa opacidade não se limita às paredes de Zhongnanhai. Ela vaza para além de suas fronteiras, tornando-se risco exportado. Parceiros comerciais, governos e investidores precisam lidar com uma China em que os interlocutores podem sumir de um dia para o outro. A pergunta que fica é: Como negociar compromissos estratégicos em condições tão incertas? O comércio e a geopolítica exigem confiança, mas Pequim oferece em seu cardápio apenas mistério e incerteza.
 

Sob Xi Jinping, a diplomacia passou a refletir o estilo do próprio regime: centralizada, rígida, pouco transparente — e, por isso mesmo, imprevisível. O resultado é um mundo forçado a interpretar ausências, decifrar sinais, ler entrelinhas. A instabilidade interna do Partido, em vez de assunto doméstico, tornou-se elemento de insegurança global.
 

A lição que se impõe é dura: nos corredores de Zhongnanhai, o silêncio não é vazio, mas instrumento de poder. Quanto menos se explica, mais espaço há para a disciplina interna, mas também para a incerteza. É nesse contraste entre opacidade e influência global que reside o paradoxo da China contemporânea: uma potência que aspira confiança, mas cultiva o segredo como método.
 

O Brasil, maior parceiro comercial da China na América Latina, deveria observar esses movimentos com atenção redobrada. Não basta comemorar os números do agronegócio ou a expansão do comércio bilateral. É preciso compreender que, ao atravessar Xinhuamen (Portão da Nova China), e adentrar em Zhongnanhai, onde o poder realmente se move, não há espaço para ingenuidade. Ali, a política externa não se conduz à luz do dia, mas entre sombras — as mesmas que têm provocado reiterados episódios de instabilidade em sua diplomacia.
 

*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal

Governo Federal lança linha de crédito de R$ 12 bilhões para a indústria 4.0

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (25) a abertura de uma linha de crédito de R$ 12 bilhões destinada a financiar a chamada “indústria 4.0”, conceito que reúne tecnologias digitais como Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e automação em processos industriais.

Do total disponibilizado, R$ 10 bilhões serão repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros R$ 2 bilhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos são voltados para a aquisição de bens de capital, como máquinas e equipamentos.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, as taxas de juros variam entre 7,5% e 8% mais o spread. “São juros bem mais em conta para a modernização do parque industrial, melhora de eficiência energética e redução de custos”, afirmou durante a apresentação do programa, no Palácio do Planalto.

A nova linha de crédito foi anunciada em um contexto de dificuldades para a indústria nacional, que enfrenta impactos externos, incluindo medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. De acordo com o governo, os financiamentos já estão disponíveis para contratação.

Santa Catarina inicia a semana com 9.973 vagas abertas pelo Sine

Candidatos devem procurar uma das 140 unidades do Sine em Santa Catarina ou acessar o Portal Emprega Brasil – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Arquivo/Secom

O Sistema Nacional de Emprego de Santa Catarina (Sine/SC) começa a semana ofertando 9.973 vagas de trabalho em todo o estado, sendo 472 destinadas exclusivamente a pessoas com deficiência (PcD). As oportunidades abrangem diferentes níveis de escolaridade e perfis profissionais, desde funções operacionais até cargos técnicos e de nível superior, reforçando a diversidade do mercado catarinense.

De acordo com o secretário de Estado Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), Silvio Dreveck, o volume de vagas demonstra a força da economia catarinense e a importância do Sine na aproximação entre trabalhadores e empresas. “Santa Catarina segue como destaque nacional na geração de empregos e o Sine tem um papel fundamental nesse processo, garantindo que as oportunidades cheguem à população em todas as regiões do estado. Nosso trabalho é facilitar o acesso ao mercado e apoiar tanto quem busca um emprego quanto quem precisa contratar”, afirmou.

Os interessados podem acessar a lista completa de vagas pelo portal Emprega Brasil ou buscar atendimento presencial nas unidades do Sine mais próximas.

Confira as vagas por região:
Grande Florianópolis – 2.966 vagas
● Biguaçu: 140

● Canelinha:10

● Florianópolis: 397 pcd 106

● Palhoça:17

● São João Batista: 59

● São José: 1.478 pcd 121

● Tijucas: 865 pcd 03

Vale do Itajaí – 2.322 vagas
● Ascurra: 66

● Balneário Camboriú: 308 

● Blumenau: 395 pcd 38

● Brusque: 397 pcd 04

● Camboriú: 04

● Gaspar: 103

● Ibirama: 32

● Indaial: 205

● Itajaí: 188 pcd 36

● Itapema: 131 pcd 01

● Navegantes: 113 pcd 31

● Penha: 120 pcd 01

● Pomerode: 134

● Rio do Sul: 32

● Rodeio: 01

● Timbó: 93

Oeste – 1.462 vagas
● Abelardo Luz: 57

● Chapecó: 486 pcd 05

● Concórdia: 301 pcd 04

● Mondaí: 08

● São Carlos: 04

● São Lourenço D’Oeste: 10

● São Miguel do Oeste: 409 pcd 02

● Seara: 130 pcd 50

● Xanxerê: 56 pcd 02

● Xaxim: 01

Sul – 1.197 vagas
● Araranguá: 140 pcd 14

● Capivari de Baixo: 06

● Cocal do Sul: 11

● Criciúma: 128 pcd 05

● Forquilhinha: 165

● Garopaba: 138 pcd 01

● Gravatal: 23

● Içara: 30

● Imbituba: 169 pcd 02

● Laguna: 63

● Morro da Fumaça: 146 pcd 01

● Nova Veneza: 06

● Praia Grande: 10

● Tubarão: 156

● Turvo: 04

Norte – 662 vagas
● Araquari: 117 pcd 01

● Canoinhas: 33

● Garuva: 71

● Guaramirim: 15

● Itaiópolis: 37

● Jaraguá do Sul: 06

● Joinville: 182 pcd 38

● Mafra: 33

● Porto União: 13

● Rio Negrinho: 33

● São Bento do Sul: 90

● São Francisco do Sul: 32 pcd 03

Meio-Oeste – 825 vagas
● Caçador: 152

● Campos Novos: 85

● Capinzal: 423

● Curitibanos: 76

● Joaçaba: 205 pcd 01

● Videira: 265

Serra Catarinense – 539 vagas
● Correia Pinto: 64

● Lages: 398 pcd 02

● São Joaquim: 77

Embratur e Federação Brasileira de Hostels se unem para fortalecer a promoção do Brasil no mercado internacional

Em um movimento para ampliar o alcance do turismo brasileiro, a Embratur e a Federação Brasileira de Albergues de Juventude (FBAJ) firmaram, nesta quinta-feira (21), um Protocolo de Intenções. A assinatura, realizada no estande da Embratur durante o Salão Nacional do Turismo em São Paulo, sela o compromisso de desenvolver uma estratégia conjunta para a promoção internacional dos hostels do Brasil.
 
De acordo com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a parceria contribui para a diversificação da imagem do Brasil no exterior. "Este protocolo é um passo fundamental para mostrarmos ao mundo um Brasil plural, moderno e acessível. Os hostels são um celeiro de diversidade cultural e representam a hospitalidade calorosa do nosso povo. Ao fortalecer este segmento, estamos dialogando diretamente com a juventude global, os nômades digitais e todos que buscam uma imersão verdadeira em nossos destinos", afirmou.
 
Para o presidente da FBAJ, Alex Vieira de Deus, esta parceria é o reconhecimento da força e do potencial dos hostels brasileiros. “A assinatura deste Protocolo de Intenções nos permitirá fortalecer a presença dos hostels do Brasil no mercado internacional. Esta parceria é um reconhecimento da importância da hostelaria brasileira, como indutores do turismo de experiência e turismo criativo. Nosso objetivo é apresentar os hostels como a melhor opção de hospedagem para os viajantes internacionais que buscam experiências autênticas e de alta qualidade”, disse.
 
Atribuições
 
Com vigência de 12 meses, o acordo estabelece uma cooperação mútua para posicionar o Brasil como um destino competitivo e atraente para viajantes que buscam experiências autênticas, sustentáveis e com grande poder de conexão cultural.
 
Entre as obrigações da Federação Brasileira dos Albergues de Juventude, está a realização de um diagnóstico completo da rede de hostels. O objetivo é identificar os empreendimentos que já possuem estrutura para receber o turista internacional e aqueles com potencial para adequação. A FBAJ também será responsável por mobilizar os empresários do setor, compartilhar materiais de divulgação e ajudar a construir uma rede de contatos para potencializar as iniciativas.
 
“Em nome do Presidente Marcelo Freixo, queremos agradecer toda a equipe técnica da Embratur, pelo carinho e cuidado que a hostelaria vem recebendo e que resultou nesse importante plano de trabalho desenvolvido a quatro mãos, focado em ações estratégicas. Faremos um diagnóstico para identificar os hostels que já estão preparados para o público internacional, bem como orientá-los para atender a essa demanda. Este é o início de uma nova fase para os hostels do Brasil, e estamos confiantes de que, com essa união de esforços, alcançaremos resultados notáveis na promoção dos hostels do nosso país”, pontuou Alex Vieira de Deus.
 
À Embratur, caberá usar sua expertise em promoção internacional para apoiar a participação dos hostels brasileiros em feiras, eventos e campanhas nos mercados estratégicos. A Agência também auxiliará na orientação técnica para a formatação de produtos turísticos competitivos e na ampla divulgação da Marca Brasil, incentivando seu uso para consolidar a imagem do país.
 
“A Marca Brasil é nosso cartão de visitas. Ao integrá-la, os hostels se associam a uma imagem de sustentabilidade e diversidade. Vamos contar as histórias que nascem nesses espaços para os viajantes que buscam mais que uma simples viagem”, complementou Freixo.
 
Diferencial
 
Um dos pilares do protocolo é o compromisso com a sustentabilidade e a inovação. As duas entidades se comprometem a orientar o setor sobre boas práticas, compartilhar dados e estudos sobre turismo responsável e garantir que esses valores sejam o alicerce do Plano de Trabalho.
 
Com a assinatura do documento, Embratur e FBAJ formalizam uma aliança que busca aumentar o fluxo de turistas internacionais, fortalecendo a economia local e consolidando o Brasil como um destino de vanguarda para as novas gerações de viajantes.

 

Jacky Song assume como novo CEO da TCP

Nomeado em agosto de 2025 como o novo CEO da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, Jacky Song traz consigo mais de 20 anos de experiência no setor portuário. Nascido em 1980, Song é formado em Contabilidade Internacional pela Universidade de Línguas Estrangeiras de Tianjin e iniciou sua carreira em 2003 no principal terminal da China Merchants Port Holdings (CMPort), o Shekou Container Terminal (SCT), em Shenzhen, na China.


Para ampliar sua experiência internacional, em 2014, assumiu o cargo de diretor de operações (COO) na Port of Djibouti S.A. (PSDA), onde liderou projetos importantes, como a execução do projeto do terminal, a aquisição de equipamentos e a condução de obras no terminal multipropósito. Em 2018, foi para o Tincan Island Container Terminal (TICT), na Nigéria, como vice-diretor executivo, estando à frente do projeto de negociação de expansão e concessão do terminal.


Em 2022, retornou à CMPort como vice-gerente geral do departamento comercial, atuando também como diretor do conselho do TICT e da Kumport. Em Shenzhen, liderou projetos como a implementação do sistema operacional de terminal CTOS (Container Terminal Operation System) e do projeto ERTG no SCT.
Em junho de 2024, Song foi nomeado para o cargo de diretor comercial da TCP (CCO), no mesmo ano em que a empresa alcançou um crescimento de 24% e um volume total recorde de 1,558 milhão de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados. De acordo com Song, esse resultado destaca a sólida posição competitiva da TCP e sua forte capacidade de resposta ao mercado portuário brasileiro. 


“Aproveitando nossa extensa rede de transporte marítimo e recursos de transporte intermodal, estabeleceremos um corredor logístico altamente eficiente que chegará ao interior do Brasil e a toda a América do Sul, oferecendo serviços de cadeia de suprimentos globais de alta qualidade para clientes finais locais e companhias marítimas. Nosso objetivo é tornar a TCP o parceiro mais confiável do Brasil”, ressalta o CEO.


Atualmente, a TCP conta com o maior parque de máquinas entre os terminais portuários da costa brasileira, com 69 Terminal Tractors (TT) e 40 guindastes pórticos sobre pneus (RTG). O Terminal também possui o maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, e é o maior concentrador de linhas marítimas do país, com 23 serviços marítimos.


Para o seu futuro à frente da TCP, Song destaca o pioneirismo global da CMPort no desenvolvimento de portos verdes, com projetos neutros em carbono, e na implementação de tecnologias essenciais, como o armazenamento de energia solar, equipamentos automatizados e alternativas de energia de baixo carbono.


Sendo a TCP um ativo estratégico importante para a CMPort na América do Sul, Song explica que o Terminal busca um crescimento robusto no desempenho operacional, mas também valoriza a coexistência harmoniosa com o meio ambiente, o desenvolvimento participativo com os colaboradores e as relações de confiança baseadas na cooperação benéfica com seus clientes globais.
“Vamos enfrentar conjuntamente os desafios climáticos globais com o governo brasileiro e as empresas locais para alcançar o desenvolvimento sustentável. Por meio de bases operacionais sólidas e modelos de cooperação inovadores, a empresa aspira a se tornar um parceiro estável e de longo prazo no mercado brasileiro, apoiando o crescimento econômico sustentável da região”, afirma Song.

 

Instituto Portonave oferece curso de português gratuito para migrantes

Na missão de reduzir as desigualdades sociais e ampliar as oportunidades pela educação de qualidade, o Instituto Portonave oferece curso gratuito de Português como Língua de Acolhimento a migrantes e refugiados que vivem em Navegantes e região. Em parceria com o Sinergia Sistema de Ensino, o Instituto abre 45 vagas para 60 horas de aulas em níveis básico, intermediário e avançado. As aulas serão oferecidas uma vez por semana no colégio Sinergia, das 18h30 às 22h. Para os alunos de nível básico, os estudos serão às terças-feiras; nível intermediário, às quartas-feiras; e avançado, às quintas. 

A iniciativa é destinada a migrantes de todas as idades e nacionalidades que possuem interesse em aperfeiçoar o idioma. A inscrição pode ser feita pelo link disponibilizado pelo Instituto Portonave: https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=fcEKuFoRNUiLKsLUoqQz3d2CovTACnxMpcbsPFOG7IZUM0hWWlRNRTZEQVFLVFY3UVNKN0dLSjVSNS4u&origin=lprLink&route=shorturl. Serão 12 semanas de curso, com quatro horas semanais presenciais e 12 horas de atividades complementares. 

O domínio da língua portuguesa é uma ferramenta essencial para garantir autonomia, cidadania e acesso a novas oportunidades. Por meio do curso, o Instituto Portonave busca a inclusão de migrantes e refugiados que querem recomeçar suas trajetórias, especialmente na cidade de Navegantes. Ao final, os alunos receberão um certificado que poderá ser utilizado para o processo migratório junto à Polícia Federal.

As aulas terão início no dia 3 de setembro, data em que os participantes de todos os níveis serão recebidos para as orientações iniciais e a realização do teste de nivelamento. Essa etapa é fundamental para garantir o melhor aproveitamento do conteúdo ao longo do curso. A metodologia abrange abordagem comunicativa e intercultural, aulas presenciais ou híbridas com materiais, como jornais, vídeos, formulários e entrevistas, e avaliações. Durante o intervalo, a instituição de ensino oferecerá lanche aos alunos.

- Nível básico: atende pessoas que não se comunicam em português e tem como objetivo desenvolver habilidades comunicativas básicas, compreensão oral e escrita simples, entre outros. Será realizada uma prova escrita e oral com nota mínima de 6,0. 

- Nível intermediário: destinado a aqueles que já conseguem se comunicar em português, mas com dificuldades, o foco é a compreensão de textos mais longos, produção de texto simples, argumentação básica, vocabulário de trabalho, entre outros. A prova é escrita, com redação e entrevista oral, e a nota mínima exigida é 6,0. 

- Nível avançado: para pessoas que se comunicam em português e os objetivos são fluência oral e escrita, leitura crítica de textos, produção de textos, entre outros. Para esse nível, a prova será escrita com produção textual avançada e apresentação oral. O aluno precisa alcançar 7,0 como nota mínima.

Sobre o Instituto Portonave
Há quase 11 anos, o Instituto Portonave impulsiona o desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais a empresa está inserida, e apoia a transformação positiva dos territórios com foco na redução das desigualdades sociais (ODS 10). Em 2024, a Companhia realizou e apoiou 50 iniciativas. Foram R$ 10,5 milhões investidos de modo direto e via as leis de incentivo fiscal. 

Sobre o Sinergia Sistema de Ensino
Fundado em 2001 na cidade de Navegantes, a instituição oferece educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, ensino superior, pós-graduação e cursos de capacitação e extensão, além de contar com um programa bilíngue com aulas de inglês.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. 

Acima de índices de São Paulo e Rio, polo imobiliário catarinense bate recorde de valorização

O relatório de julho/2025 de venda residencial da FipeZAP aponta um avanço significativo no metro quadrado médio da cidade catarinense de Itajaí: alta de 10,74% nos últimos 12 meses. Isso significa que o município, o maior PIB de Santa Catarina, se mantém à frente de grandes centros nacionais como São Paulo (+5,29%) e Rio de Janeiro (+4,86%), e se consolida como um dos principais mercados imobiliários do país. O preço médio do metro quadrado em Itajaí alcançou R$ 12.615 e supera o de ambas as capitais. No entanto, especialistas locais destacam que bairros nobres do município do litoral norte, como a Praia Brava e o bairro Fazenda, já ultrapassam R$ 35 mil/m².

O segredo desse sucesso é impulsionado pela união de políticas públicas e privadas em prol do desenvolvimento, além de estratégias inovadoras de construtoras. A Lotisa Empreendimentos, a maior da cidade, trouxe uma visão de mercado que abrange múltiplos nichos, indo além do segmento de alto padrão.

A empresa prepara o lançamento, ainda este ano, de um novo empreendimento no bairro São João, próximo ao centro de Itajaí e com alto potencial de valorização. Com o reconhecido DNA de qualidade da empresa, o projeto será o maior da cidade e visa atender à alta demanda por imóveis de médio padrão, especialmente de primeira casa. Além da qualidade construtiva, a novidade tem como destaque as negociações facilitadas, com entrada de 5% e parcelas que, em muitos casos, se mostram mais atrativas do que os valores de aluguel, que têm crescido significativamente em Itajaí.

Paralelamente, a Lotisa demonstra expertise no nicho de "smart living" com o projeto Downtown. Focado em compactos ideais para investidores e pessoas multi-geracionais que buscam um estilo de vida mais prático, o empreendimento opera com o modelo "sob demanda" em parceria com a Housi. A estratégia tem se mostrado um sucesso expressivo: apenas neste ano, a construtora comercializou mais de 50 unidades e observou saltos nas vendas, validando a alta demanda por formatos de moradia mais modernos e flexíveis.

A expansão estratégica da Lotisa para diversos nichos é sustentada por uma sólida base financeira. Em sua estreia no mercado de capitais, a incorporadora captou R$ 50 milhões por meio de um CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), uma operação que ganhou destaque por ser realizada pelo Itaú BBA – que usualmente lida com grandes operações de atacado – e ter tido alocação integral pela Itaú Asset, a maior gestora privada de recursos da América Latina. Essa foi uma operação inédita no mercado imobiliário de Santa Catarina.

Com essa solidez financeira e uma projeção de R$ 2 bilhões em lançamentos até 2026, a Lotisa também reafirma sua presença no mercado de luxo. Recentemente também lançou um novo empreendimento no bairro nobre Fazenda, o Veredas, focado em bem-estar e lazer e, além disso, anuncia sua expansão para a vizinha Balneário Camboriú, líder em metro quadrado do país, após adquirir um dos terrenos mais desejados da região central.

“A estratégia da Lotisa é multifacetada: atender e surpreender o mercado de luxo, inovar no segmento "smart living" e democratizar o acesso à casa própria, o que reforça a nossa missão como um motor de desenvolvimento e valorização em Santa Catarina”, destaca o CEO da Lotisa, Fábio Inthurn.

“A história da Lotisa e o sucesso de Itajaí mostram que o mercado imobiliário se sustenta na capacidade de inovar, captar investimentos de peso e projetar um futuro de expansão em um dos segmentos mais dinâmicos da economia brasileira”, complementa Inthurn. 

Sobre a Lotisa Empreendimentos

Sob a liderança do empresário Fábio Inthurn, a Lotisa Empreendimentos, se destaca como uma das principais incorporadoras do litoral norte de Santa Catarina. Com uma trajetória de duas décadas a empresa já entregou 25 empreendimentos e possui atualmente sete obras em andamento. Ao todo, são mais de 1.600 imóveis entregues e quase 1.000 unidades em construção. A Lotisa tem uma forte presença em Itajaí e Balneário Camboriú, e está sempre atenta à valorização imobiliária dessas regiões, buscando oferecer lançamentos que combinam inovação, conforto, localização privilegiada e alta qualidade na construção.

Mais informações: http://www.lotisa.com.br 

Lançamento do Programa de Inovação Aberta do Complexo Portuário acontece na próxima terça-feira (26)
Na próxima terça-feira (26), será lançado o Programa Rotas para Inovação, uma iniciativa do Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, em parceria com o Porto de Itajaí e o Elume – Centro Regional de Inovação.
O objetivo é apoiar empresas ligadas ao complexo portuário da Foz do Rio Itajaí no desenvolvimento de soluções inovadoras, em cooperação com instituições de ensino e centros de pesquisa. A proposta é conectar negócios inovadores a potenciais clientes e parceiros, facilitando a comercialização de produtos e serviços e impulsionando o desenvolvimento econômico e social da região.
 
Com vagas limitadas a 50 participantes, o evento é destinado a representantes do poder público, de empresas e entidades do setor portuário da Foz do Rio Itajaí, além de instituições de ensino, ciência e tecnologia, e empreendedores com soluções inovadoras.
 
“A iniciativa visa impulsionar a inovação e o desenvolvimento de pequenos negócios ligados ao complexo portuário, incentivando a melhoria de processos internos e a adoção de tecnologias que aumentem a eficiência e a competitividade”, destaca Juliana Bernardi Dall’antonia, gerente da Regional Foz do Sebrae/SC.
 
Na avaliação do superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, o programa tem como missão fortalecer a cadeia logística e produtiva a partir do conceito de portos inteligentes, conectando startups, universidades, centros de pesquisa e pequenas empresas.
 
“Com o Programa Rotas para Inovação, estamos construindo um ecossistema de inovação que aproxima startups, universidades, centros de pesquisa e empresas do setor portuário. Essa integração vai impulsionar soluções tecnológicas capazes de gerar emprego, renda e transformar a realidade econômica e social da nossa região. O Porto de Itajaí reafirma seu compromisso em se tornar um porto inteligente, moderno e competitivo, recolocando-se no patamar de um porto cinco estrelas, referência nacional e internacional”, destacou o superintendente.
 
O Programa Rotas para Inovação é uma realização do Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí e Santos e do Elume Centro Regional de Inovação. Conta ainda com a parceria do Instituto Federal de Santa Catarina (Campus Itajaí), Udesc (Balneário Camboriú), UFSC (Joinville), Diretoria de Empreendedorismo e Inovação da Univali, Marinatech Rede Midhub, Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACII, Polo Regional ACATE Foz do Itajaí e SC Mais Inovação.
 
Programação:
• 8h30 – Café de boas-vindas
• 9h – Abertura com autoridades
• 9h30 – Lançamento do Programa Rotas para Inovação
• 10h – Atendimento à imprensa
 
Local: Sede da Superintendência do Porto de Itajaí – SPI/ R. Blumenau, 5 - Centro, Itajaí - SC
Brasileiros já pagaram R$ 2,5 trilhões em impostos em 2025
Até as 10h da manhã desta quarta-feira (20), o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou que os brasileiros já desembolsaram R$ 2,5 trilhões em tributos desde o início de 2025. O valor corresponde a impostos, taxas e contribuições pagos aos governos federal, estaduais e municipais, incluindo multas, juros e correção monetária.
 
A marca foi alcançada quase um mês antes em comparação a 2024, quando esse montante só havia sido atingido 23 dias depois. Para especialistas, esse resultado reflete tanto o aquecimento da atividade econômica quanto a pressão da inflação sobre os preços de bens e serviços, que impactam diretamente a arrecadação tributária.
 
Por que a arrecadação cresceu em 2025?
Segundo o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, diversos fatores contribuíram para esse aumento. Entre os principais pontos estão:
 
Tributação sobre fundos exclusivos e offshores;
Mudanças nas regras de incentivos fiscais concedidos por estados;
Retomada da tributação sobre combustíveis;
Tributação de apostas online (bets);
Impostos sobre encomendas internacionais, como a taxa das chamadas “blusinhas”;
Reoneração gradual da folha de pagamentos;
Fim de benefícios fiscais para o setor de eventos (PERSE);
Aumento das alíquotas do ICMS em alguns estados;
Elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Essas medidas, somadas ao consumo aquecido, ajudaram a acelerar a chegada à marca dos R$ 2,5 trilhões.
 
Decisão do STF e impacto no IOF
Além da alta carga tributária, uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal também chamou atenção. O ministro Alexandre de Moraes restabeleceu o Decreto 12.499/2025, que alterou alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
 
Com a medida, permanecem em vigor mudanças que afetam operações de crédito, câmbio, seguros e investimentos em fundos. Apenas as alterações ligadas a operações de “risco sacado” foram revogadas.
 
Na prática, a decisão atinge cooperativas de crédito, seguradoras, empresas do comércio exterior e investidores, já que os efeitos do decreto passaram a valer desde a data de sua publicação, em 11 de junho.
 
Perguntas e respostas sobre a arrecadação
Quanto os brasileiros já pagaram em tributos em 2025?
Até a manhã de 20 de março, o valor chegou a R$ 2,5 trilhões, segundo a ACSP.
 
Esse número é maior que em 2024?
Sim. O mesmo valor só foi registrado 23 dias mais tarde no ano passado.
 
Quais os principais motivos da alta arrecadação?
Inflação, crescimento do consumo, mudanças em regras tributárias e novas cobranças, como sobre apostas e encomendas internacionais.
 
O que mudou no IOF?
 
O STF validou a alteração de alíquotas para operações financeiras, impactando diferentes setores da economia.
 
O crescimento da arrecadação mostra como a carga tributária brasileira segue elevada e cada vez mais antecipada no calendário, pressionando consumidores e empresas. Enquanto isso, decisões judiciais, como a que alterou o IOF, reforçam o peso dos impostos no dia a dia da economia nacional.
Dólar em queda abre oportunidade para viajantes planejarem férias de 2025
Apesar das tensões diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o dólar segue em um patamar mais baixo do que o registrado no fim de 2024, quando a moeda americana superou os R$ 6,00. Atualmente, a cotação está em torno de R$ 5,48, cenário que anima quem já pensa em viajar ao exterior nas férias do fim de 2025.
 
Comprar dólar aos poucos é a melhor estratégia
Especialistas em finanças pessoais destacam que a compra da moeda deve ser feita de maneira gradual, diluindo o custo ao longo dos meses. A recomendação é adquirir entre 30% e 50% do valor estimado para a viagem agora e continuar comprando mensalmente até a data da viagem.
 
Segundo Rafael Gonçalves, consultor financeiro da W1 Consultoria, a prática ajuda no planejamento do fluxo de caixa e evita que o viajante fique refém de grandes variações cambiais em um único momento.
 
Leia também: Dólar cai para R$ 5,47 um dia após estresse com Lei Magnitsky
 
Expectativa sobre decisão do Federal Reserve
Outro ponto de atenção é a reunião do Federal Reserve, marcada para 16 e 17 de setembro. Caso o banco central americano reduza os juros, há chances de o dólar permanecer em um patamar mais baixo por mais tempo. Por isso, a recomendação é começar a comprar parte da moeda agora, mas não todo o valor necessário de uma vez.
 
Formas seguras de levar dinheiro na viagem
Na hora de escolher como gastar no exterior, os cartões internacionais têm se mostrado a opção mais eficiente. Plataformas como Wise, Nomad e corretoras como XP e Avenue oferecem cartões pré-pagos e digitais que travam a cotação no momento da carga, dando mais previsibilidade ao orçamento.
 
Além disso, cartões de débito e crédito internacionais oferecem proteção contra perdas, bloqueio remoto e ampla aceitação em redes como Visa e Mastercard.
 
Já o uso do cartão de crédito tradicional, especialmente o mesmo utilizado no Brasil, não é recomendado, devido às taxas de IOF mais altas e ao spread bancário.
 
Dinheiro em espécie: apenas para emergências
Levar grandes quantias em espécie não é mais considerado seguro ou vantajoso. Os especialistas alertam para riscos de roubo e extravio, além de taxas elevadas em casas de câmbio que podem chegar a 10%.
 
Ainda assim, vale carregar uma quantia reduzida, entre US$ 500 e US$ 1.000, destinada apenas a emergências ou situações em que o cartão não seja aceito.
Porto de Santos terá dois novos berços para granéis líquidos

Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, dará um passo estratégico para expandir sua capacidade de movimentação de granéis líquidos. Nesta quinta-feira (21), foi assinado termo de compromisso para a construção de dois novos berços públicos de atracação na região do bairro da Alemoa, que concentra a movimentação desse tipo de carga na margem direita do porto.
 
O compromisso foi celebrado entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) e as empresas Ultracargo, Granel Química, Stolthaven e Vopak. Participaram da solenidade o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, o presidente da APS, Anderson Pomini, além de deputados federais, estaduais e prefeitos da Baixada Santista.
 
O investimento, estimado em R$ 400 milhões, deve ser executado em até três anos, respeitando as exigências ambientais, e vai acrescentar cerca de 3 milhões de toneladas/ano de capacidade ao complexo.
 
“O novo investimento vai reforçar o cluster de líquidos em Santos, reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade do porto, que já é o maior da América Latina”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
 
Leilão do túnel
Outro destaque da agenda foi a confirmação do leilão do túnel Santos--Guarujá para o próximo dia 5 de setembro, às 15h, na sede da B3, em São Paulo. Considerada a maior obra de infraestrutura do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a ligação terá 1,5 km de extensão (870 metros imersos) e investimento de R$ 6,8 bilhões.
 
“Será um momento histórico para a Baixada Santista. A população espera essa obra há mais de 100 anos e, em parceria com o governo do Estado, vamos finalmente bater o martelo para que o túnel saia do papel”, disse o ministro.
 
O projeto vai beneficiar diariamente cerca de 78 mil pessoas e contará com faixa exclusiva para o VLT, além de acessos para ciclistas e pedestres. O início da instalação do canteiro de obras está previsto para novembro.
 
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, relator do processo do túnel Santos--Guarujá, destacou a importância da obra para a população da Baixada Santista e para a logística do Porto. Ele lembrou que o projeto foi viabilizado a partir de um acordo de delegação de competência, que permitiu ao Estado de São Paulo conduzir a iniciativa como obra de mobilidade urbana, em parceria com o Governo Federal.
 
“Trata-se de um projeto inovador, que contará com a participação de uma empresa privada responsável pela construção e operação da concessão, além de aportes do Estado e da União. Há grande expectativa em relação ao leilão de 5 de setembro, que deve atrair concorrência acirrada de empresas especializadas em túneis”, afirmou.
 
Já o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ressaltou o caráter inédito da obra do túnel Santos--Guarujá. Segundo ele, o projeto será executado com tecnologia diferenciada, utilizando módulos pré-moldados submersos no canal.
 
“É uma solução de engenharia inédita no Brasil, que vai permitir a conclusão da obra em prazo reduzido, inferior a um ano, uma vez finalizada a estrutura dos módulos. Trata-se de um avanço histórico para a mobilidade da Baixada Santista e para a logística do Porto de Santos”, disse.
 
Pacote de concessões e poligonal
O ministro também destacou que o governo federal conduz a maior carteira de concessões da história no setor portuário. Até 2026, serão realizados 60 leilões, totalizando aproximadamente R$ 30 bilhões em investimentos.
“Entre 2015 e 2022 foram 43 leilões, que resultaram em apenas R$ 6 bilhões. Agora estamos falando em 60 concessões e um volume cinco vezes maior de recursos, mostrando a prioridade que o presidente Lula dá ao setor”, ressaltou.
 
Ainda neste ano, está previsto o leilão do Tecon Santos 10, programado para dezembro, que deve dobrar a capacidade de operação de contêineres. Também avançam os estudos para a expansão da poligonal do Porto de Santos, com a expectativa de publicação da primeira etapa até outubro.
 
Obras na DP World
Na margem esquerda do porto, o ministro participou da cerimônia que marcou o início das obras de ampliação do cais da DP World. O projeto prevê a adição de 190 metros lineares ao cais, totalizando 1.290 metros de extensão.
 
Com a expansão e a aquisição de novos equipamentos, o terminal elevará sua capacidade para 1,7 milhão de TEUs ao ano até 2026. Em 2024, a companhia movimentou mais de 1,25 milhão de TEUs, crescimento de 14% em relação a 2023.
 
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

 

Construção civil celebra mais seis obras certificadas com o selo “Obra Mais Segura” entre Itapema e Porto Belo

Itapema e Porto Belo seguem fortalecendo seu compromisso com a segurança no setor da construção civil. As duas cidades acabam de registrar mais seis empreendimentos certificados com o selo Obra Mais Segura, concedido pelo SESI em parceria com a FIESC e o Sinduscon. A certificação reconhece os canteiros que adotam práticas exemplares de saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores — elementos essenciais em um setor historicamente marcado por altos índices de acidentes.
 
As novas certificações refletem uma transformação cada vez mais visível nos canteiros de obras da região, onde a segurança deixou de ser apenas uma obrigação legal e passou a fazer parte da cultura das empresas. As construtoras reconhecidas nesta etapa foram a Dallo Construtora, Neoprime Empreendimentos, Profor, Gessele Empreendimentos, Coned e VPR.M7.
 
A Dallo teve dois empreendimentos certificados, reforçando seu compromisso com a prevenção de riscos e o cuidado com a equipe de trabalho. A Neoprime Empreendimentos, presidida por Rodrigo Passos — também presidente do Sindicato da Construção de Itapema —, já soma quatro obras certificadas, entre elas, o Vancouver, o Lumina e o L’Aqua View, que se destacam por processos técnicos padronizados, uso correto de EPIs e treinamentos contínuos.
 
Para Rodrigo, a certificação é a consolidação de uma cultura já existente na empresa. “Temos uma preocupação rigorosa com a segurança dos trabalhadores, com sua integridade física e emocional. O programa Obra Mais Segura vem de encontro com essa necessidade e aprimora ainda mais nossos processos”, explica.
 
A Profor, representada pelo empresário João Formento, também conquistou o selo com o empreendimento The Porto Plaza. João foi um dos responsáveis por levar o programa à cidade, motivado pela necessidade urgente de reduzir os acidentes no setor. “Mais do que uma certificação, é uma mudança de mentalidade. O objetivo é garantir que todos voltem para casa em segurança”, disse.
 
A Gessele Empreendimentos (Elizabeth II) e a VPR.M7 (El Chai) também foram reconhecidas pela implementação de uma cultura sólida de segurança. Completando o grupo está a Coned, com o empreendimento Yangzhow, reforçando que o avanço da segurança nos canteiros de Itapema é um movimento coletivo e em expansão.
 
Para Clovis Júnior, CEO da VPR.M7, toda empresa do ramo da construção civil deveria se conscientizar sobre a importância desse selo. Para o executivo, a adesão ao programa representa muito mais do que proteger o trabalhador — o que já é de suma importância —, mas também redução de custos, menos acidentes e doenças ocupacionais, e, principalmente, o cumprimento das normas regulamentadoras e da legislação brasileira. 
 
“Para nós, é um orgulho participar. Sabemos que é um desafio tornar uma obra apta a ser credenciada, mas isso nos incentiva a estender essa cultura para todas as nossas obras. Essa é a primeira com o selo, mas certamente será a primeira de muitas”, completou.
 
Durante a entrega da certificação, Cindy Zanetin, engenheira especialista técnica do Programa Obra Mais Segura em SC, destacou a relevância da participação dos trabalhadores nesse processo. “O setor da construção civil é o segundo com maior número de acidentes fatais. Em Santa Catarina, estamos entre os estados com mais registros. O Obra Mais Segura nasceu para mudar esse cenário, prevenindo acidentes dentro do canteiro. Mas isso só funciona quando colaboradores participam. Os trabalhadores são a parte mais interessada nesse processo”.
 
O programa
 
Criado em 2018 e ampliado em 2022, o programa Obra Mais Segura atua por meio de agentes SOMAS (Supervisores Obra Mais Segura), que realizam inspeções técnicas, treinamentos práticos e diagnósticos personalizados nos canteiros. O objetivo é claro: reduzir drasticamente os acidentes de trabalho na construção civil, um dos setores com maior índice de afastamentos no Brasil.
 
Com essas novas certificações, Itapema se consolida como uma referência regional em segurança na construção civil. E o avanço do programa de certificação com o selo Obra Mais Segura na região continua. Duas novas obras já estão em avaliação e têm data definida para receber o selo até o fim do mês — uma em Penha e outra em Navegantes.

 

Isolamento Brasileiro: Protecionismo seletivo de Lula gera prejuízos bilionários e reduz competitividade

Márcio Coimbra*


A retórica de "soberania" e "multilateralismo" que permeia o discurso diplomático brasileiro contrasta radicalmente com um padrão documentado de incoerência estratégica. Dados concretos revelam uma desconexão perigosa entre aspirações e ações, minando sistematicamente a posição do país no tabuleiro global. O colapso das negociações Mercosul-União Europeia (UE) e as recentes críticas de Donald Trump são sintomas de uma patologia mais profunda: a incapacidade crônica de construir confiança comercial.

A política tarifária ilustra esse descompasso com clareza matemática. Enquanto o Brasil impõe 20% de tarifa sobre o etanol norte-americano, os Estados Unidos reciprocam com meros 2,5% sobre o mesmo produto brasileiro – assimetria que sacrifica R$ 3 bilhões anuais em fluxos comerciais potenciais. Essa proteção seletiva não se limita aos EUA: contra a média global de tarifas industriais de 3.8% (Banco Mundial, 2024), o Brasil mantém barreiras de 11.3% para bens manufaturados europeus.

Essa esquizofrenia regulatória gera consequências tangíveis. Quando autoridades brasileiras rebatem críticas alegando que "produtos americanos-chave já têm acesso facilitado", ignoram um princípio elementar de comércio internacional: parcerias duradouras exigem reciprocidade previsível. O resultado é a erosão acelerada da credibilidade, evidenciada pelo desinteresse estratégico de atores centrais. A indiferença de Trump diante da aproximação Brasil-China – "podem fazer o que quiserem" – reflete essa percepção de irrelevância negociadora.

A crise com a União Europeia segue a mesma lógica desalinhada. Enquanto o Brasil rejeitava cláusulas ambientais do acordo Mercosul-UE invocando soberania, aumentava em 1.200% as importações de diesel russo – commodity financiadora de um regime sob sanções internacionais. Essa dupla moral não passou despercebida: 72% dos legisladores europeus citaram "incoerência geopolítica" como obstáculo à ratificação, segundo relatório do European Council on Foreign Relations.

Longe de serem episódios isolados, tais contradições expõem uma falha metodológica estrutural. Governos sucessivos – independentemente de orientação ideológica – confundem protecionismo com soberania e gestos unilaterais com autonomia. A consequência é um isolamento progressivo, manifestado em três dimensões críticas: perda de influência regional, como evidenciado por acordos bilaterais secretos com a China que minam o Mercosul, cujo comércio intrazona estagnou em 15% do total (contra 60% na UE); custos econômicos mensuráveis, com o Brasil representando apenas 1.2% do comércio global (OMC, 2025), abaixo do potencial de sua economia; e desconfiança sistêmica, expressa na 68ª posição do país no Índice de Credibilidade Comercial (Heritage Foundation, 2024).

A reconquista da relevância internacional exige mais que retórica. Requer harmonização tarifária transparente, reduzindo a média de proteção industrial para menos de 7%; alinhamento geopolítico verificável, abandonando parcerias que contradigam posições multilaterais; e reformulação do Mercosul como plataforma negociadora integrada, não escudo para unilateralismos. Na economia global pós-pandêmica – onde cadeias de valor se reorganizam sob critérios de confiabilidade – o Brasil não pode pagar o preço da incoerência. Como alerta o ex-Secretário-Geral da OCDE, Ángel Gurría: "Na nova geografia comercial, credibilidade é a moeda mais forte". Resta saber se o Brasil aprenderá a emití-la.
 

*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal

FIESC integra missão brasileira que buscará ampliar diálogo com os EUA

O primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), André Odebrecht, integrará a missão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos Estados Unidos. Nos dias 3 e 4 de setembro, o grupo promoverá encontros com representantes do governo e do setor privado norte-americanos. O objetivo é ampliar o diálogo a respeito da taxação de 50% sobre exportações brasileiras, prevista na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Liderada por Ricardo Alban, presidente da CNI, a missão contará com representantes de associações setoriais, outras federações estaduais e grandes empresas exportadoras. A agenda da viagem foi apresentada por Alban ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (20).

A programação inclui encontros com escritórios de advocacia e lobby, reuniões na Embaixada do Brasil em Washington, diálogos com lideranças da US Chamber of Commerce e com autoridades do governo americano. Está prevista ainda uma plenária com empresários dos dois países e participação em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação da Seção 301.

Alban destacou a importância de uma atuação convergente entre governo e indústria para enfrentar os desafios impostos pela taxação de 50% sobre exportações brasileiras. Segundo ele, a estratégia é buscar novas exceções à regra, ampliando o rol de produtos com tarifas reduzidas. Para tanto, a CNI propõe estratégia que contemple resposta e acompanhamento da investigação 301; e engajamento nos EUA com públicos de interesse, com intuito de criar canais de diálogo entre os dois governos.

A comitiva será composta por dirigentes de associações de diversos setores — brinquedos (Abrinq), máquinas e equipamentos (Abimaq), têxtil (Abit), alumínio (Abal), carnes (Abiec), madeira (Abimci), café (Cecafé), ferramentas (ABFA), cerâmica (Anfacer), rochas (CentroRochas), couros (CICB), entre outros —, além das federações estaduais da Indústria de Goiás (Fieg) e de Santa Catarina (FIESC). Empresas como Tupy, Embraer, Stefanini, Novelis e Siemens Energy também já confirmaram presença.

Com informações da CNI.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Lideranças das entidades da FIESC alinham estratégias da nova gestão

Antes da solenidade de posse, marcada para esta sexta-feira (22), o novo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, reuniu as lideranças de SESI, SENAI, IEL e CIESC, de todo o estado, no encontro “Navegar”, simbolizando a importância de união e direção comum para enfrentar os desafios da indústria catarinense.

No encontro, realizado nesta quarta-feira (20) em Florianópolis, Seleme enfatizou a força do associativismo e destacou sua trajetória empresarial. “Vivi de perto a realidade das pequenas e médias empresas e sei o quanto os sindicatos precisam ser ouvidos. Mais do que a experiência, trago a convicção de que sempre há espaço para aprender com nossos técnicos, equipe e lideranças para juntos fortalecermos ainda mais a FIESC”, afirmou. 

O presidente ressaltou os desafios que redesenham o mapa da competitividade, como os avanços tecnológicos, as mudanças nos padrões de consumo e o tarifaço, que ergueu barreiras às exportações para os Estados Unidos.

Segundo Seleme, a FIESC seguirá atuando como porta-voz da indústria catarinense, defendendo pautas vitais ao setor, como educação, infraestrutura, tributação, legislação trabalhista e ambiental. “O futuro da nossa indústria depende de pessoas preparadas para inovar. A FIESC será cada vez mais forte na defesa do setor e no apoio ao empresário industrial”, concluiu.

No evento, também foi anunciado o novo superintendente do SESI e diretor de Gestão de Pessoas e Desempenho, Daniel Tenconi, que atuava como gerente-executivo do SESI, SENAI e IEl na região de Caçador. Ele se integra à diretoria executiva da FIESC, composta também pelo diretor de Desenvolvimento Corporativo e Negócios, Alfredo Piotrovski; diretor-regional do SENAI e diretor de Gestão de Mercado, Fabrizio Pereira; diretor de Relações Institucionais e Jurídicas, Carlos Kurtz; e superintendente do IEL e diretor de Desenvolvimento Industrial e Inovação, José Eduardo Fiates.

Liderança e protagonismo
O evento contou ainda com as participações do velejador Robert Scheidt, bicampeão olímpico, medalhista em cinco olimpíadas, múltiplas vezes campeão mundial; e do especialista em liderança, cultura organizacional e transformação de equipes, Rogério Chér.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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Tijucas entra no Mapa do Turismo Brasileiro com investimentos que reforçam a cultura de urbanização sustentável e planejada

Com localização estratégica e foco em projetos planejados e sustentáveis e perto de consagrados destinos brasileiros que estão no topo do ranking de valorização imobiliária, a pequena cidade do litoral catarinense, próxima a Florianópolis, caminha para se tornar uma “gigante do turismo”. Tijucas fortalece a sua cultura e o seu potencial econômico, atraindo investimentos que unem qualidade de vida, urbanização planejada e integração entre moradores e visitantes, como é o caso do maior bairro-cidade do Sul, em fase de obras. Diferentemente de regiões próximas que se destacam pelos arranha-céus, a cidade destaca a valorização do local, áreas planejadas com casas, cercadas de lazer com parques e serviços e contato com a natureza.

No cenário que reúne alguns dos destinos turísticos de peso e com maior valorização imobiliária do Brasil, Tijucas, no litoral catarinense, localizada entre cidades como Florianópolis, Itapema e Balneário Camboriú, acaba de ser integrada ao Mapa do Turismo Brasileiro, reconhecimento concedido pelo Ministério do Turismo e válido até 2026. Mais do que uma chancela, a inclusão garante acesso facilitado a recursos, capacitações e ações de promoção nacional que contribuem para reforçar o potencial da cidade para atrair investimentos. Ao contrário da verticalização de arranha-céus que marca outras regiões próximas, Tijucas tem chamado a atenção de turistas e moradores, muitos desses que, inclusive, desejam migrar do agito de centros urbanos para “respirar” bem-estar, comunidade integrada e natureza. O município tem apostado em empreendimentos planejados e sustentáveis, e que impulsionam a economia local. A cidade também está localizada perto de polos industriais, náuticos e portuários, e a aeroportos e rodovias, que favorecem a atração e o crescimento  do turismo.

Entre os projetos que reforçam essa vocação em Tijucas está o Flores de Sal, maior bairro-cidade do Sul do Brasil, em construção às margens da SC-410, e que vem se tornando um case de sucesso pela alta valorização gerada em menos de um ano (mais do que o dobro da média nacional) e iniciativas de lazer que valorizam talentos e produtores locais e integram a comunidade, além de gerar uma atração de turistas, tudo isso, na ampla área que cerca a central de vendas e mesmo antes da conclusão da primeira fase.

Com 4,6 milhões de m² de área urbanizada e 7 mil lotes, o empreendimento terá atrativos que se somam à oferta turística local, como o Parque das Flores, com 70 mil m² de áreas verdes, praça central, três quadras de beach tennis, pista de caminhada de 1,5 km e um grandioso lago com mais de 20 mil m², pensado para lazer ao ar livre, passeios e piqueniques e convivência comunitária.

A movimentação do mercado confirma a tendência. Segundo um levantamento da Brain Inteligência Estratégica feito para uma empresa especializada no setor, a GRI Club Real State, nos primeiros seis meses de 2024 foram lançados 48.644 lotes no país, mas as vendas superaram esse volume, somando 62.996 unidades e um VGV de R$ 15 bilhões. A alta velocidade de absorção, reforça a atratividade de projetos que unem qualidade de vida, segurança e integração com a natureza, fatores presentes no conceito do Flores de Sal.

“Queremos deixar um legado para Tijucas, e criar um espaço que valorize o bem-estar, a integração e o contato com a natureza. Por exemplo, além de completa infraestrutura, já investimos em uma renomada empresa para planejar e criar a Associação de Moradores, mesmo antes do lançamento, que já promove atividades que movimentam o lazer, fortalecem a integração das pessoas e destacam a cultura local. Ao pensarmos no Flores de Sal, consideramos tanto a qualidade de vida dos futuros moradores quanto à contribuição para o turismo e a economia local, oferecendo áreas que poderão ser aproveitadas por toda a cidade e seus visitantes”, destaca Luciana Pereira, diretora da Urbani Cidades, empresa responsável pelo empreendimento.

Além das áreas de lazer, o Flores de Sal contará com comércio, serviços, roteiros gastronômicos e a associação de moradores estruturada desde a primeira fase, promovendo gestão comunitária e preservação dos espaços. O projeto será implantado em etapas, com a primeira, já em obras, que abrange 500 mil m², 623 lotes e 100 mil m² dedicados ao lazer, com entrega prevista para três anos.

Sobre a Urbani Cidades

Urbani Cidades é uma empresa do Grupo Petrasalis, que também inclui a Petrasalis Empreendimentos, construtora de Itajaí/SC, com obras na Praia Brava e região, e a Morton Capital, esta que atua no setor de condomínios de armazéns logísticos no litoral catarinense. O Grupo detém fábricas em outros setores como a Incotex, líder na produção de malhas em rolo e tinturaria do país, e a Refisa, uma das maiores refinadoras de sal do Brasil. Aliás, a história das empresas com gestão e fortes valores familiares teve início com o negócio de representação e fabricação de sal há mais de 35 anos, idealizado pelo casal Luiz e Rose Pereira que, na época, começaram a empreender em Itajaí. Com a posterior estruturação da fábrica de sal na cidade de Imbituba (por conta do porto) e do crescimento do negócio, a família começou a investir em terras, incluindo a Fazenda Santa Helena em Tijucas, onde está sendo construído o Flores de Sal. Ao longo do processo, membros da família se especializaram em negócios voltados à construção, condomínios logísticos e urbanização.

https://www.floresdesal.com.br/ 

 

Economia & Negócios: Show em Haddad

Augusto César Diegoli @ gmail.com

Show em Haddad

O discreto e dedicado secretário estadual da Fazenda de SC, está em altíssima cotação no meio empresarial catarinense. Ele foi o principal artífice do plano estadual de socorro às empresas atingidas pelo tarifaço de Donald Trump, lançado na sede da Fiesc. O pacote envolve ações emergenciais, todas definidas claramente, como postergação do pagamento do ICMS por dois meses e disponibilização de créditos e o financiamento do BRDE. Recebeu elogios para sua agilidade e firmeza. Alguns até ousaram dizer a ele que desse “uns conselhos” ao atrapalhado ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Roubo do INSS

O governo federal manda dizer que 40,7 mil aposentados e pensionistas de SC que foram vítimas de descontos indevidos em benefícios do INSS já receberam o ressarcimento, que supera R$ 24,3 milhões os valores são pagos de forma integral, com correção pela inflação diretamente na conta onde o segurado recebe o benefício. Nada informa sobre a investigação da fraude que, estima-se, supera a fábula de R$ 6 bilhões.

Desconfiança

A confiança do empresário industrial no futuro dos seus negócios voltou a cair em agosto, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrou 46,1 pontos, recuo de 1,2 ponto em relação a julho, e permanece abaixo da linha de 50 pontos pelo oitavo mês seguido. O índice é apurado mensalmente pelo CNI e nesta edição ouviu 1.177 empresas, sendo 474 de pequeno porte, 425 de médio e 280 de grande porte, entre 1º e 7 deste mês.

Devolução de valores

Cerca de 1,6 milhão de aposentados e pensionistas que tiveram descontos ilegais em seus benefícios já receberam R$ 1,08 bilhão em ressarcimento do INSS, de acordo com informações divulgadas pelo instituto. Os débitos indevidos foram executados por associações entre março de 2020 e março de 2025. O dinheiro para reembolso vem da medida provisória assinada em julho que libera R$ 3,3 bilhões para o cumprimento dos acordos judiciais. Os ressarcimentos começaram em 24 de julho, em parcela única, com correção dos valores pelo IPCA. Cada aposentado ou pensionista recebe diretamente na conta onde o benefício cai mensalmente. Os pagamentos se dão por ordem de adesão ao acordo com o INSS. Quem aderir primeiro, vai receber primeiro. A contestação pode ser feita até 14 de novembro deste ano e a adesão continuará mesmo após essa data. A adesão não exige envio de documentos e o aposentado ou pensionista confirma o acordo que permite o ressarcimento por via administrativa, sem precisar entrar na Justiça. Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestarem os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis. A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber. A adesão é feita exclusivamente pelo aplicativo ou site Meu INSS ou agências dos Correios.

Importadora chinesa

Uma parceria entre a Prefeitura de Brusque e a importadora chinesa Ativa tem contribuído para fortalecer o setor têxtil do município e ampliar o fluxo de comércio na região. A empresa promoveu um showroom para apresentar a nova coleção de tecidos a empresários da indústria local. Instalada em SC desde 2019, a Ativa transferiu sua base do Espirito Santo para Brusque com o objetivo de se aproximar do polo têxtil e melhorar a logística de distribuição. O CEO da empresa explica que o mercado catarinense oferece mais oportunidades. O processo de nacionalização pelos portos de Itajaí e Navegantes são mais ágeis. Além disso, o transporte até São Paulo é mais próximo.

Fraude frustrada

SC, Paraná e Rio Grande do Sul lideraram no país, a frequência de tentativas de fraudes evitadas em abril. O Serasa Experian identificou uma tentativa a cada 48 segundos. Ao todo, foram 177,3 mil ataques identificados. O Paraná liderou em volume dentro da região, com 70,6 mil tentativas, seguido por Rio Grande do Sul (61,9 mil) e SC (44.6 mil).

Desigualdade

Divulgou-se que políticos e juízes federais no Brasil podem chegar a vencimentos 22 maiores que o salário médio dos brasileiros: R$ 44 mil contra R$ 2.069. Em SC, a diferença entre o salário do deputado federal é maior do que o da população do Estado em 16,9 vezes. No Maranhão 40,9 e no Distrito Federal 12,8.

Curso de Medicina

Diante de muita pressão, principalmente política, a Universidade do Estado (Udesc) veio a público pedir calma quanto aos prazos para implantação do curso de Medicina em Laguna, com 40 vagas e duração de seis anos a um custo de R$ 30 milhões até o dia da aula inaugural, que, se tudo andar nos conformes, chegará nos próximos 18 meses.

Triângulo do tarifaço

Jaraguá do Sul, Joinville e São Bento do Sul estão entre as cidades mais afetadas de SC pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Não formam o Triângulo das Bermudas, mas nos prejuízos que estão tendo estão numa espécie de “Triângulo de Donald Trump”.

Justiça rápida: o que é Arbitragem?

É um método de solução de conflitos fora do Poder Judiciário em que um ou mais árbitros emitem decisões com força de sentença judicial. Caracterizada pela informalidade, a arbitragem é um método alternativo ao Poder Judiciário que oferece decisões ágeis e técnicas para a solução de controvérsias. Só pode ser usada por acordo espontâneo das pessoas envolvidas no conflito, que automaticamente abrem mão de discutir o assunto na Justiça. A escolha da arbitragem pode ser prevista em contrato (ou seja, antes de ocorrer o litígio ou realizada por acordo posterior ao surgimento da discussão. Como se trata de um método privado, são as partes envolvidas nos conflitos que elegem um ou mais árbitros, geralmente um ou três, imparciais e com experiência na área da disputa para analisar o caso. Os árbitros normalmente tentam ajudar as partes a entrar em acordo. Se não houver acordo, eles emitem a decisão, chamada laudo ou sentença arbitral, que tem força de sentença judicial. O prazo para a tomada de decisão é definido pelos próprios participantes do procedimento. Mas, caso isso não seja estabelecido de antemão, o prazo máximo será de seis meses conforme determina a Lei de Arbitragem (Lei nº 9.607/96). Ao contrário do processo judicial, o procedimento arbitral é sigiloso. Os custos dependem do tipo de conflito e da câmara de arbitragem escolhida. (Fonte: Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque).

Vergonha global

Que vergonha para todos nós, brasileiros. O presidente da Áustria anunciou que não virá ao Brasil para participação na Conferência Mundial do Clima (COP30), em Belém, em novembro, por restrições orçamentárias. Leia-se: preços escorchantes dos aluguéis na capital paraense.

Ambiente

Iniciativa da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc, a 1ª edição da Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas em SC aconteceu em Lages. As próximas serão em Joinville (20/8), Criciúma (3/9), Florianópolis (25/9) e Chapecó (3/10).

Competitividade de SC

Santa Catarina continua mobilizada em busca da mitigação dos efeitos do tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, sobre exportações de produtos brasileiros. O setor madeireiro, um dos mais atingidos, exige atenção especial, sobretudo no Planalto Norte, onde estão ao menos 398 empresas. Em Canoinhas e Três Barras, mais de 40% do que se embarca têm como destino o mercado americano. São quase 100% das vendas externas dessas cidades e a sobretaxa vai comprometer empregos, investimentos e competitividade.

Privilégio

Certamente incapaz de distinguir um parafuso de um prego, a ministra da Igualdade Racial, deixou o conselho de administração da Fundição Tupy, de Joinville, cujo mandato não foi renovado. Mas já tem outra colocação: vai integrar o conselho de administração da Alelo, da qual o governo tem participação, e embolsa uns R$ 10 mil a mais além de seus R$ 46 mil como ministra.

Brasil dominado

Um levantamento do jornal O Globo mostra que o Brasil tem 64 facções criminosas em atuação no país. Em SC são cinco: Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), Primeiro Grupo Catarinense (PGC), Bala na Cara (BNC) e os Manos. A Bahia é o Estado que mais abriga facções criminais (17), seguido de Pernambuco (12) e Mato Grosso do Sul (10).

Empregos

Dados do Caged apontam que Brusque encerrou o primeiro semestre de 2025 com saldo de 1.984 postos de trabalho. Trata-se da segunda pior marca dos últimos cinco anos. O levantamento é do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre janeiro e junho, foram 19,5 mil admissões e 17,5 mil desligamentos. Os dados levam em conta vários setores: agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços. O primeiro semestre de 2025 fica à frente somente do saldo de 2023, o pior dos últimos cinco anos. Foram 644 admissões a mais, em relação aos desligamentos, naquele ano. Além disso, o primeiro semestre deste ano também possui o segundo maior número de desligamentos. Foram encerrados 17,5 mil contratos de trabalho, atrás apenas dos 17,9 mil desligamentos de 2022. O Caged aponta ainda que no primeiro semestre de 2025, a indústria foi o setor da economia que mais contratou em Brusque. Foram 9,2 mil admissões, ante 8,1 mil desligamentos. O saldo é de 1,0 mil. Na sequência vem o comércio com 4,6 mil admissões e 4,3 mil desligamentos e saldo de 470.

Alerta de golpe

A Havan emitiu um alerta aos clientes sobre golpes que estão sendo praticados com o uso indevido do nome da empresa. Segundo o comunicado, criminosos estão enviando mensagens em nome da varejista, informando que o destinatário teria sido contemplado com prêmios em dinheiro por meio de promoções falsas, como a chamada “Roleta da Sorte”. Os golpistas utilizam dados como nome e até o CPF das vítimas para dar aparência de veracidade à comunicação. Em seguida, solicitam que a pessoa clique em um link e preencha um formulário com informações pessoais. Ao fazer isso, o consumidor corre o risco de ter seus dados roubados.

Made in Brazil

Apesar do tarifaço de Trump. SC registrou em julho alta de 3,06% na exportação de produtos, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 1.083 bilhão. Este movimento foi puxado por itens como tabaco não manufaturado, que subiu 279% e atingiu o quarto lugar na pauta e refrigeradores, que tiveram alta de 151% e fecharam o mês na 16ª posição. Já entre os produtos mais vendidos por SC para o exterior, o mês foi de recuo, com os embarques de carne de aves caindo 4,3%, de carnes suína 6,7% e motores elétricos 19,2%.

Cerveja

Dados do Anuário da Cerveja 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária, divulgado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, mostram que foi em SC que a indústria cervejeira mais cresceu no Brasil em 2024, com o surgimento de 25 novas empresas. Em todo o Brasil há cerca de 1.949, em 790 municípios.

Ninharia

No alvo de ataques de toda ordem e com sua imagem pública lá no chão, eis que o STF está para decidir se a imposição do corte de barba e cabelo viola o direito à liberdade de crença e religião dos presos.

SC fora

A Azul informou que encerrou as operações em 14 cidades em todas as regiões do país, dentre elas as que envolviam os aeroportos de Correia Pinto e Jaguaruna, em SC, para reavaliação, de forma a ajustar oferta e demanda.

Prêmio MEC

Foram divulgados os ganhadores do Prêmio MEC da Educação Brasileira, que valoriza as melhores práticas de inclusão e diversidade, qualidade da educação pública, desempenho no Ideb e acesso e permanência em tempo integral, dentre outros indicadores. Cinco prefeituras de SC receberam premiações: Bombinhas e Rio do Sul (tempo integral), Iporã do Oeste (anos finais), Peritiba (educação infantil) e Serra Alta (alfabetização).

A crise

O Brasil foi desorganizado e precisou do uma gota de Magnitsky pingada do Norte para acordar alguns que dormiam em berço esplêndido, como a OAB e parlamentares e até alguns do STF, para perceber que desandávamos por uma rampa escorregadia em direção a profundezas muito perigosas. Uma palestra de um brilhante constitucionalista fez nos lembrar de Luís XVI, reagindo ao que pensava ser apenas revoltas. Mas quando percebeu a realidade, era a Revolução, a cortar cabeças, inclusive do rei. A gota do norte talvez nos tenha agitado a tempo, evitando algo bem pior que tempos de tirania ainda nas preliminares. Fácil perceber que na base de tudo está o desrespeito à Constituição, dentro da qual há ordem, devido processo legal, democracia, respeito uns aos outros, separação de poderes, violação à censura, livre expressão, juiz natural, ampla defesa, inviolabilidade de mandados e, sobretudo, limites para o estado, para que a nação possa ser livre e progredir. Fora dela, selvageria e tirania.

Motivos religiosos

Depois de anos de tramitação, projeto de lei foi aprovado na Câmara dos Deputados. Permite a realização de provas vestibulares e de concursos públicos em horário especial por motivos religiosos. O texto será enviado ao Senado. O regramento contempla principalmente religiosos adventistas e judeus, que não atendem a compromissos desde a noite de sexta-feira até a noite de sábado. Conforme o texto, as provas poderão ser realizadas tanto por instituições públicas ou privadas, entre o domingo e a sexta-feira, das 8h às 18h.

Sebrae/SC apresenta medidas de apoio às micro e pequenas empresas atingidas pelo tarifaço imposto pelo governo do Estados Unidos
O pacote tarifário imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos importados do Brasil, em vigor desde o dia 6 de agosto, impacta direta e indiretamente centenas de micro e pequenas empresas catarinenses. De acordo com dados do Observatório de Negócios do Sebrae/SC, 23% das micro e pequenas empresas que exportam para o país norte-americano irão sentir diretamente os impactos das medidas, além dos pequenos negócios que fornecem insumos ou prestam serviços para médias e grandes empresas exportadoras. Atualmente, os EUA são o maior parceiro comercial de Santa Catarina, responsáveis pela compra de 15% de toda a mercadoria catarinense exportada.
 
Os dados do Observatório de Negócios do Sebrae/SC mostram que em volume financeiro, as empresas dos segmentos de construção civil, como portas e janelas, e madeira devem ser as mais afetadas, seguidas por empresas de motores e geradores elétricos, móveis e mobiliários, e alimentos.
 
O gerente de competitividade do Sebrae/SC, Roberto Tavares, comenta que diante de um cenário tão incerto, é fundamental promover a diversificação de mercado e a inserção desses negócios em cadeias mais resilientes. “Nesse caso, o Sebrae/SC preparou uma série de medidas que buscam garantir apoio técnico aos empresários, que vão desde orientação para acesso ao crédito e novos mercados, até o estímulo à inovação, com o objetivo de que essas empresas sobrevivam às consequências dessa taxação e fortaleçam sua participação em políticas de desenvolvimento econômico de longo prazo”, afirma.
Entre as ações oferecidas pelo Sebrae/SC, destaque para programas como o PEIEX, em parceria com a ApexBrasil, que oferece consultorias que ajudam empresas a adaptar seus produtos e estratégias de exportação para mercados alternativos. “Buscar novos mercados além dos Estados Unidos, especialmente para a América Latina, Europa e Ásia, é uma estratégia assertiva para manter a sobrevivência do negócio. O Sebrae ajuda o empresário a se estruturar para isso”, comenta Tavares.  
 
Outro ponto fundamental, segundo Roberto, é investir na inovação de produtos e materiais para reduzir dependência de itens mais penalizados pelas tarifas. Nesse caso, por meio de ações do programa Sebraetec, o Sebrae subsidia serviços de tecnologia e inovação, como melhoria de design, desenvolvimento de novos produtos e adequações técnicas para atender a novos padrões de mercados-alvo.
 
O gerente do Sebrae/SC destaca, ainda, que o acesso ao crédito é um desafio diário enfrentado pelo empresário de micro e pequena empresa e num cenário como esse é ainda mais desafiador. “O Sebrae/SC apoia os empresários a buscar linhas de crédito específicas para mitigar os efeitos da retração das exportações, especialmente para fluxo de caixa, estoque ou readequação produtiva. Além disso, atuamos com as instituições financeiras para facilitar o acesso a crédito com garantias reduzidas via o programa FAMPE (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas), que pode ser crucial para negócios com dificuldade de garantias reais”, diz Roberto.
 
As pequenas empresas que estão sendo de alguma maneira impactas pelas tarifas impostas pelo governo dos EUA também devem realizar um diagnóstico estratégico para simular cenários de perda de mercados e recalcular custos e margens. “O Sebrae/SC garante consultorias de planejamento estratégico e modelagem de negócios resilientes para apoiar esses empresários”, afirma.
O empresário de micro e pequena empresa que, de alguma maneira foi afetado pelo tarifaço dos EUA, pode procurar o Sebrae/SC por meio do aceleraglobal@sc.sebrae.com.br. SOBRE O SEBRAE O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoia milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.
Linguiça Blumenau do amor: marca que produz o embutido há mais de 90 anos aproveita febre para mostrar versatilidade do produto

Quem tem alguma relação com a internet em 2025 certamente sabe do que se trata o morango ao amor. A febre culinária que mistura o tradicional bombom de morango com a casquinha crocante da maçã do amor tomou conta das redes sociais nas últimas semanas e também abriu espaço para a criatividade. A Olho Embutidos, marca que produz a linguiça Blumenau há 90 anos, aproveitou o momento para mostrar as possibilidades do embutido que é patrimônio imaterial de Santa Catarina: convidou a confeiteira Mônica Ferreira, de Pomerode (SC), para criar a Linguiça Blumenau do Amor. 

Para a receita, Mônica cortou a linguiça Blumenau em rodelas, selou na frigideira e passou, em seguida, por uma cobertura composta de açúcar, água e corante. Para trazer um novo sabor à criação, ela adicionou pimenta calabresa na calda. “O resultado é um doce muito equilibrado, que certamente faz jus à curiosidade de quem decidir provar”, diz.

Luiz Bergamo, diretor executivo da marca, conta que, embora seja muito consumida pura, a linguiça Blumenau é um ingrediente que pode compor vários pratos - inclusive doces. “A cuca, uma espécie de bolo fofinho e doce, com o sabor do embutido já é bastante comum e recentemente o chef Edu Bacon criou um sorvete de pão torrado com linguiça Blumenau que também ficou muito interessante. Quando vimos o morango do amor, pensamos: por que não?”, conta. A receita deu tão certo que, a partir da divulgação nas redes sociais da marca, a confeiteira passou a receber pedidos da Linguiça Blumenau do Amor. 

A linguiça Blumenau é um embutido de cortes especiais de carne suína temperada e lentamente defumada, que é produzido pelos imigrantes alemães que colonizaram Pomerode (SC) há cerca de um século - região que no passado fazia parte do município de Blumenau (SC). Desde 2024, o produto tem Indicação de Origem Geográfica e só pode ser produzido em 16 municípios catarinenses. Também desde 2024, é patrimônio imaterial de Santa Catarina.

A Olho Embutidos e Defumados está em Pomerode (SC), cidade mais alemã do Brasil, e reproduz uma receita criada em 1934 por imigrantes que colonizaram a região. Além de linguiça Blumenau, a marca conta com uma linha de embutidos que inclui salsichas, calabresas, linguiças e, mais recentemente, salames. Mais informações estão disponíveis em www.embutidosolho.com.br e no Instagram @olhoembutidos

 

Entre o fisco e o câmbio: o preço da imprevisibilidade brasileira

Por Raissa Florence*

O recente impasse entre o Executivo e o Congresso em torno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) expôs mais uma vez os limites da articulação política e o custo da instabilidade fiscal no Brasil. Após derrubarem os decretos do governo federal que majoravam o tributo, Câmara e Senado restabeleceram, no fim de junho, a alíquota anterior de 0,38%. A decisão foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu parcialmente os efeitos do recuo legislativo, gerando incerteza jurídica sobre a cobrança retroativa do imposto.

Em meio ao esforço do governo para cumprir as metas do novo arcabouço fiscal e compensar um déficit de R$ 31 bilhões, a elevação do IOF se converteu em uma tentativa pontual de aumentar a arrecadação, com impacto direto em seguros, crédito, operações cambiais e remessas internacionais. A expectativa é arrecadar R$ 11,5 bilhões com a nova alíquota em 2025. Contudo, a medida reforça a percepção de que o país carece de previsibilidade e coordenação institucional, fatores críticos para a atração de investimentos e a estabilidade macroeconômica.

A fragilidade da articulação política não ocorre em um vácuo. Em paralelo, o governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros a partir de agosto, acentuando o cenário de incerteza externa. A resposta imediata dos mercados foi uma valorização do dólar e queda da B3. Diante de um ambiente global já volátil, medidas unilaterais desse tipo afetam diretamente os custos de produção, o crédito e até o preço de itens essenciais para o consumidor brasileiro.

As empresas que operam com câmbio ou dependem do comércio internacional vivem uma tensão adicional. Sem um horizonte fiscal claro, a volatilidade da moeda exige ferramentas mais robustas de gestão de risco. É nesse contexto que plataformas digitais e soluções automatizadas ganham espaço, ao oferecerem maior controle sobre cotações, prazos e contratos. Essa transformação é essencial para mitigar o impacto cambial sobre as operações.

O país precisa ir além de medidas emergenciais. Em vez de oscilar entre decretos e vetos, o Brasil necessita de um pacto duradouro por estabilidade fiscal e segurança jurídica. A previsibilidade institucional deixou de ser um diferencial e tornou-se uma condição mínima para que empresas e cidadãos possam planejar o futuro com confiança. Num cenário de crescente complexidade global, fortalecer essa base é uma urgência, não apenas para o câmbio, mas para a competitividade do país como um todo.

* Raissa Florence é economista e sócia da Oz Câmbio, corretora licenciada pelo Banco Central com mais de 25 anos de mercado que lidera a transformação tecnológica do setor.

Sobre a Oz Câmbio - Corretora licenciada pelo Banco Central, a Oz Câmbio atua há 25 anos no mercado e transaciona mais de US$ 2,4 bilhões por ano em operações para pessoas físicas e jurídicas. Em 2023, lançou o principal FXaaS (Foreign Exchange as a Service) do Brasil, uma solução integrada via API e white label para operações internacionais. Em 2025, apresenta ao mercado a PartnerHub, plataforma que une gestão de clientes e câmbio em um só ambiente. Mais informações: www.ozcambio.com.br.

Como as empresas devem se preparar para o CNPJ com letras

Novas pessoas jurídicas irão adotar o CNPJ composto de números e letras a partir de julho de 2026. A mudança, anunciada pela Receita Federal, procura evitar o esgotamento do formato atual – exclusivamente numérico. Apesar de alteração ser necessária somente para novos inscritos e estar prevista de forma gradual, as organizações precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras, aponta Luiz Carlos Roque, executivo de vendas da TQI, companhia de tecnologia e inovação.

“É comum pensar nessas inscrições das pessoas jurídicas apenas como um número de identificação, mas ele está presente em múltiplas camadas operacionais e tecnológicas. Empresas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário, por exemplo, precisarão certamente adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas”, explica Roque. 

Para mostrar o que muda e como se preparar, o executivo esclarece o impacto da mudança nas organizações e como atualizar os sistemas para reconhecerem o novo formato. Confira:

O que é o CNPJ alfanumérico

Ao invés de utilizar apenas números, o novo modelo de identificação combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no formato atual do CNPJ está próximo do limite. Com o aumento quantitativo de empresas de todos os perfis, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo. A inclusão de letras amplia significativamente a quantidade de combinações possíveis.

Onde o CNPJ é usado dentro das empresas

As inscrições de pessoas jurídicas são largamente utilizadas em múltiplas áreas. Eles estão presentes em processos como: cadastro de clientes e fornecedores, emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e), sistemas contábeis e fiscais, contratos automatizados, integrações com bancos e gateways de pagamento, plataformas de e-commerce e sistemas internos. 

“Uma pequena alteração no formato pode interromper processos críticos, se os sistemas não estiverem preparados para aceitar letras no campo do CNPJ. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. Por conta disso, a recomendação é que as companhias se preparem com antecedência”, aconselha o executivo da TQI. 

Preparação dos sistemas

Para se adaptar ao CNPJ alfanumérico é necessário revisar os sistemas que armazenam, validam ou integram CNPJs. Entre os principais pontos de atenção, está a validação de campo.

O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 – um tipo de verificação matemática –, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48.

“Além da modificação no DV, é importante atualizar banco de dados, adaptar APIs e integrações com terceiros, remodelar interfaces e formulários de cadastro e fazer testes de emissão de notas com o novo formato”, diz Roque.

Governança de dados com os CNPJ alfanumérico

A mudança anunciada pela Receita Federal revela um desafio ainda maior: a maturidade dos dados corporativos. Muitas empresas ainda operam com sistemas legados, cadastros sem padronização e ausência de governança de dados.

“Essa atualização é uma oportunidade para as companhias já padronizarem dados cadastrais, corrigirem inconsistências históricas, automatizarem processos e fortalecerem a segurança da informação”, avalia o executivo. Segundo ele, o momento pode ser oportuno para as organizações avaliarem os seus dados de forma mais estratégica para a tomada de decisões inteligentes e escaláveis. 

Próximos passos

O novo CNPJ alfanumérico é uma realidade em andamento e as empresas que se antecipam a ela não apenas evitam problemas, como ganham uma vantagem competitiva importante. “Nesse contexto, as organizações já podem começar a mapear onde as inscrições de pessoas jurídicas estão presentes em suas operações, avaliar os seus sistemas e buscar apoio técnico para a transição”, diz Roque.

O executivo lembra que a mudança exige um olhar especializado para toda a arquitetura tecnológica das companhias. “Nesse ponto que entra a importância de contar com um parceiro de tecnologia experiente, que compreenda a complexidade dos seus processos e ajude a transformar esse desafio em uma oportunidade de evolução”, completa. 

Sobre a TQI

Especializada em projetos estratégicos de alto impacto, a TQI potencializa a inteligência humana através da tecnologia, incluindo inteligência artificial (IA), para viabilizar a transformação tecnológica dos nossos clientes. Com mais de 30 anos de experiência, a empresa entrega eficiência e excelência, impulsionando inovação e resultados sustentáveis. Listada entre as 20 melhores empresas de tecnologia do Brasil, a TQI é certificada pela ISG Provider Lens. 

Dragagem ganha destaque no Congresso Portos & Costas Brasil 2025

A dragagem será um dos principais temas em debate no congresso técnico Portos & Costas Brasil 2025, que acontece nos dias 22 e 23 de setembro no Riviera Convention Center, na Praia Brava, em Itajaí (SC). Reunindo gestores públicos, especialistas e representantes da iniciativa privada, o evento é considerado um dos mais relevantes fóruns técnicos voltados à infraestrutura portuária e costeira do país.
 
O oceanólogo Maurício Torronteguy, idealizador do evento e diretor da consultoria MTCN, destaca que além dos painéis e debates de alto nível técnico, essa terceira edição também proporcionará aos participantes, em dois dias de imersão, uma oportunidade única de troca de conhecimentos, networking e geração de negócios
 
Um dos destaques da programação é a participação de representantes do setor de dragagem da Autoridade Portuária de Santos (APS).  O oceanógrafo Mauricio Bernardo Gaspar Filho, mestre em Oceanografia Geológica e Assessor da Presidência da APS, enfatiza que a dragagem é um eixo estratégico para garantir a competitividade dos portos brasileiros. "O crescimento dos navios em porte e calado impõe a necessidade de investimentos voltados para a ampliação da infraestrutura aquaviária, com o objetivo de elevar a capacidade operacional dos complexos portuários e assegurar sua competitividade no cenário do comércio marítimo internacional”, afirma.
 
Segundo o especialista, além das obras de ampliação, é fundamental assegurar a conservação efetiva das profundidades nos canais de acesso. “A dragagem de manutenção é uma atividade imprescindível para a preservação dos calados operacionais e para garantir a segurança da navegação”, ressalta.
 
Gaspar destaca que os empreendimentos voltados à expansão e manutenção da infraestrutura aquaviária têm sido tratados como prioridade na atual gestão da APS, liderada pelo Presidente Anderson Pomini. 
 
No Porto de Santos, a APS concluiu em 2024 a dragagem de aprofundamento entre os Armazéns 12A e 20/21, permitindo a operação de navios maiores em uma das áreas com maior movimentação de granéis sólidos do país. Agora, a autoridade portuária atua para viabilizar a dragagem do canal de navegação de 15 para 16 metros, além da derrocagem de formações rochosas em pontos críticos. A licitação da dragagem já foi publicada, com previsão de abertura das propostas em setembro.
 
Além de permitir a entrada de navios de maior porte, a nova profundidade possibilitará que embarcações que demandam o calado máximo do canal naveguem também em maré baixa, reduzindo a dependência das janelas de preamar. “Com isso, ganhamos flexibilidade operacional e otimizamos a ocupação das janelas de maré, beneficiando a logística como um todo”, explica.
 
Gaspar também chama atenção para os entraves que envolvem a dragagem no Brasil, como a alta complexidade técnica, os elevados custos e as restrições ambientais. “A realidade é que tanto portos públicos quanto privados enfrentam desafios semelhantes. A escassez de equipamentos no mercado internacional e as exigências dos órgãos licenciadores impõem condições operacionais que demandam capacidade técnica de gestão e planejamento estratégico”, observa.
 
Nesse contexto, ele ressalta o papel do conhecimento técnico-científico. “Muitos gargalos que ainda enfrentamos aqui já foram superados na Europa por meio de pesquisa aplicada. É esse caminho que estamos buscando”, destaca.
 
Um exemplo desse compromisso com o desenvolvimento técnico é o Programa de Pesquisa e Inovação em Engenharia de Dragagem (PRIDE), lançado pela APS em abril deste ano durante evento que contou com a participação de especialistas da Delft University of Technology (Holanda) e da Autoridade Portuária de Hamburgo (Alemanha). O programa busca entender com mais precisão a dinâmica sedimentar no Porto de Santos e desenvolver soluções para tornar as operações de dragagem mais eficientes e sustentáveis. Uma parte dos resultados gerados até o momento já foi apresentada em fóruns internacionais, incluindo análises sobre os efeitos erosivos causados pelas hélices dos navios — os chamados scouring effects — nas profundidades do canal.
 
“O programa PRIDE busca contribuir para a superação da lacuna existente, em âmbito nacional, no desenvolvimento de pesquisas aplicadas à engenharia de dragagem”, explica Gaspar.
 
Além do Porto de Santos, a APS também assumiu em 2025 a gestão do Porto de Itajaí. Desde então, regularizou o contrato de dragagem de manutenção e mantém monitoramento constante por meio de levantamentos batimétricos. “A atuação combinada de dragas Hopper e de injeção de água tem sido fundamental para manter os calados operacionais”, informa Matheus Trocoli Novaes, Gerente de Dragagem da APS.
 
A curto prazo, a expectativa é viabilizar parcerias com centros de pesquisa nacionais e internacionais, especialmente para efetuar estudos dedicados à investigação das características e padrões de ocorrência de lama fluida, bem como para a análise de metodologias alternativas de dragagem, como as técnicas classificadas como Non-Sediment Collecting Dredging (NSCD), que promovem o retrabalhamento dos sedimentos no próprio local de intervenção, sem envolver sua efetiva remoção e descarte oceânico. Segundo Novaes, portos como Hamburgo e Roterdã já desenvolvem estudos avançados sobre esses temas.
 
“Obras de dragagem demandam um planejamento de longo prazo que integre inovação, sustentabilidade e segurança jurídica”, afirma. Para ele, a dragagem deve ser encarada como um pilar fundamental para assegurar a continuidade operacional e a competitividade no ambiente portuário.
 
Para saber mais acesse: https://portosecostas.com.br/ 

 

Tarifaço de Trump desafia pequenos exportadores brasileiros e acende alerta para MEIs

O chamado “tarifaço”, carta enviada por Donald Trump ao presidente Lula, anunciando taxação de 50% sobre produtos brasileiros, entrou em vigor no dia 6 de agosto de 2025, após ser formalizado por meio de decreto assinado em 30 de julho. A medida atinge cerca de 35,9% das mercadorias exportadas ao mercado norte-americano, o que representa aproximadamente 4% do total das exportações brasileiras.
 
Ainda que, no geral, o impacto não atinja a totalidade das exportações, ele recai de forma dolorosa sobre os microempreendedores individuais (MEIs) que dependem de nichos específicos e de curto prazo, como os setores de bens perecíveis — peixe, frutas, açaí, mel, entre outros. O cenário é especialmente preocupante considerando que, segundo dados do Sebrae, em 2024 os empreendimentos de micro e pequeno porte exportaram aproximadamente 130% a mais para o mercado estrangeiro em comparação a uma década atrás, o que evidencia a crescente inserção desse segmento no comércio internacional e o potencial prejuízo causado por barreiras repentinas como o tarifaço.
 
O ministro Márcio França alertou que, apesar de o volume afetado representar apenas uma pequena fração do total exportado — cerca de 0,8% em valor financeiro e envolvendo aproximadamente 20 mil empresas — o impacto nas cadeias mais delicadas é significativo. Produtos perecíveis sofrem com inviabilidade de estocagem ou redirecionamento para outros mercados.
 
No caso do açaí, que tem grande parte da produção direcionada aos Estados Unidos, especialmente no Pará, o aumento da tarifa já provocou cancelamentos de pedidos e perda de demanda externa. Isso afeta diretamente milhares de extrativistas que dependem da renda gerada pela cadeia do fruto.
 
Outro setor sensível é o do café. Com compradores americanos adiando importações, os exportadores brasileiros enfrentam perdas financeiras, especialmente em contratos de câmbio antecipados. A queda nas exportações já chegou a 28,1% em julho, com arábica caindo 20,6% e robusta quase 50%.
 
Para Mateus Vicente, CEO da MaisMei, “o tarifaço expõe uma fragilidade estrutural dos MEIs: muitos ainda dependem de um único mercado e não têm caixa nem recursos para reagir rapidamente. Isso desanima o MEI a vender para outros países.”
 
Apesar de o governo federal responder com ações, o impacto real na ponta dos empreendedores ainda causa incerteza. “Os pequenos ficam sem fôlego para enfrentar quedas de demanda e não têm acesso à Justiça internacional. Precisamos de uma ajuda do governo que realmente funcione e chegue logo”, complementa Vicente.
 
Uma medida emergencial em curso é o anúncio, em 12 de agosto, de pacote de apoio de R$ 30 bilhões, com linhas de crédito e compras governamentais para socorrer exportadores afetados pela nova tarifa. A iniciativa será detalhada em Brasília nos próximos dias.
 
Mesmo com o pacote, o desafio vai além do curto prazo. A dependência de exportações concentradas exige estratégias estruturais — digitalização, acesso a novos mercados, capacitação logística.
 
Mateus Vicente reforça que "quando o microempreendedor tem acesso às ferramentas corretas, ele reage melhor a choques como este." A MaisMei, por exemplo, oferece conteúdos e ferramentas que ajudam o empreendedor a entender a importância de diversificar mercados, se planejar e usar a tecnologia para vender. 
O Brasil ainda tem muito a avançar no número de pequenos exportadores. Enquanto países como Itália e China têm mais de 65% da base produtiva atuando no comércio exterior, o Brasil está atrás e precisa de políticas como o programa Acredita Exportação para mudar essa realidade.
 
O “tarifaço” também reacende a urgência de políticas complementares, como programas de incentivo à contratação e de renegociação de dívidas, que ajudam a fortalecer o negócio do MEI, ampliando sua força para superar as dificuldades.
 
Apesar da adversidade, há lições a extrair. A crise pode ser catalisadora para acelerar a infraestrutura digital do microempreendedor, com apoio público e privado, MEIs podem ganhar mais autonomia e capacidade de adaptação.
 
Para Mateus, o tarifaço de Trump coloca à prova a capacidade de resposta dos MEIs exportadores brasileiros. A combinação de apoio governamental e fortalecimento institucional será determinante para que esses empreendedores superem o choque e avancem com mais segurança nos mercados globais.
“Não controlamos decisões externas, mas podemos fortalecer nossa base, explorar canais novos e estar prontos para reagir”, conclui Mateus Vicente.

 
Sobre a MaisMei
O SuperApp da MaisMei apoia Microempreendedores Individuais (MEIs) na formalização, gestão e crescimento de seus negócios. Disponível para Android, iOS e web, reúne serviços essenciais como abertura de CNPJ, emissão de notas fiscais, pagamento de impostos e acesso a benefícios do INSS. Com mais de 3 milhões de usuários, a plataforma também conecta MEIs a parcerias estratégicas, suporte especializado e conteúdos educativos, contribuindo para a regularização e o desenvolvimento sustentável do empreendedorismo no Brasil.

Bom comportamento é decisivo para se manter no emprego e progredir no mercado

Dar pouca importância ao comportamento e valorizar apenas competências técnicas coloca profissionais em risco no mercado de trabalho.

Além de prejudicar a própria carreira, aqueles com dificuldade para se relacionar com colegas e líderes podem gerar desconforto no setor e afetar o desempenho da equipe.

Luciana Mariano, do Observatório de Carreiras e Mercado da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, diz que ser cordial e respeitoso tem impacto direto na manutenção do emprego e na produtividade:

“Um único indivíduo com atitudes negativas pode comprometer toda a equipe: conflitos surgem, a produtividade cai e talentos são perdidos.”  

Pesquisa recente coordenada por ela revela que, entre os respondentes, 50% perderam o trabalho por questões comportamentais, 25% por automação de tarefas e 25% por cortes de despesas.

“Mais do que dominar ferramentas ou processos, é preciso desenvolver inteligência emocional, empatia, respeito e responsabilidade nas relações, além de se questionar sobre sua postura nas relações do dia a dia e a sua forma de lidar com as emoções e com os outros.”

Dar pouca importância ao comportamento e valorizar apenas competências técnicas coloca profissionais em risco no mercado de trabalho.

Além de prejudicar a própria carreira, aqueles com dificuldade para se relacionar com colegas e líderes podem gerar desconforto no setor e afetar o desempenho da equipe.

Luciana Mariano, do Observatório de Carreiras e Mercado da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, diz que ser cordial e respeitoso tem impacto direto na manutenção do emprego e na produtividade:

“Um único indivíduo com atitudes negativas pode comprometer toda a equipe: conflitos surgem, a produtividade cai e talentos são perdidos.”  

Pesquisa recente coordenada por ela revela que, entre os respondentes, 50% perderam o trabalho por questões comportamentais, 25% por automação de tarefas e 25% por cortes de despesas.

“Mais do que dominar ferramentas ou processos, é preciso desenvolver inteligência emocional, empatia, respeito e responsabilidade nas relações, além de se questionar sobre sua postura nas relações do dia a dia e a sua forma de lidar com as emoções e com os outros.”

Confira dicas para ter bom comportamento no trabalho:

1. Seja respeitoso com colegas e líderes – Tratar todos com educação evita conflitos e fortalece relações no ambiente de trabalho.

2. Controle suas emoções – Evitar explosões de raiva, fofocas ou comentários negativos mantém o clima saudável e protege sua reputação.

3. Demonstre colaboração – Participar de tarefas em grupo, ajudar colegas quando necessário e reconhecer o trabalho dos outros reforça a confiança mútua.

4. Seja ético e confiável – Cumprir promessas, seguir regras e não se envolver em comportamentos questionáveis preserva sua credibilidade e a harmonia da equipe.

5. Evite reclamações excessivas – Apontar problemas sem apresentar soluções ou reclamar com frequência desgasta a imagem e prejudica a motivação da equipe.

6. Cuide da postura profissional – Respeitar prazos, manter organização e evitar conversas paralelas durante reuniões transmite comprometimento.

7. Valorize a diversidade – Respeitar diferenças culturais, de opinião e de estilo de trabalho fortalece a inclusão e previne conflitos.

8. Mantenha atitude positiva – Demonstrar entusiasmo e disposição para contribuir ajuda a inspirar colegas e melhora o clima organizacional.

9. Mantenha boa comunicação – Ouvir atentamente e falar de forma clara ajuda a evitar mal-entendidos e ressentimentos.

10. Aceite feedback com maturidade – Ouvir críticas construtivas demonstra profissionalismo e abertura para aprender.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Movimentação de contêineres cai em junho, mas portos de SC fecham semestre com alta de 12,5%

No primeiro semestre de 2025, a movimentação de contêineres pelos portos de Santa Catarina cresceu 12,5% em comparação com igual período do ano passado. Foram movimentados 1,38 milhão de TEUs (unidades equivalentes a um contêiner de 20 pés) de janeiro a junho nos terminais catarinenses, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O montante equivale a 18,9% do total da movimentação de cargas conteinerizadas no país.

Considerando apenas as operações de junho, no entanto, a movimentação de contêineres recuou 6,5% frente a junho de 2024, e atingiu 216,7 mil TEUs. “Os números sinalizam a antecipação de embarques por compradores dos Estados Unidos, que nos meses anteriores ampliaram seus estoques diante da incerteza sobre as tarifas”, avalia o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt.

Dados da Antaq reforçam essa percepção. Produtos relevantes na pauta exportadora de SC mostram queda no mês de junho. Madeira serrada de espessura superior a 6mm registrou declínio de 36% no volume, enquanto madeira contraplacada ou compensada caiu 8%. O volume de carnes e miudezas comestíveis caiu 28,3%.

Bittencourt explica que as exportações do setor de madeira e derivados são impulsionadas pelo mercado de construção de residências nos Estados Unidos, que está em desaceleração ao menos desde maio. “A redução em junho também reflete, em parte, a antecipação de estoques”, avalia.

Portos
No acumulado do ano até junho, Itapoá teve incremento de 30,6% no número de contêineres movimentados, para 741,35 mil TEUs, ocupando a 3ª posição na movimentação. Portonave apresentou recuo de 20,7% (484,3 mil TEUs), enquanto o porto de Itajaí segue ampliando a operação e atingiu 103,9 mil contêineres movimentados no primeiro semestre. Esse desempenho levou o complexo portuário de Itajaí, que contempla os dados dos portos de Itajaí, Navegantes e Barra do Rio, à 4ª posição no país, com 588,3 mil TEUs. A movimentação de cargas conteinerizadas pelo Porto de Imbituba avançou 4,6%, para 52,24 mil TEUs.

Santa Catarina terá ações de emprego em quatro cidades nesta semana

Iniciativas buscam preencher vagas de emprego em diversos setores econômicos. Estado tem mais de 9 mil vagas em aberto – Foto: Mauricio Vieira/Arquivo/Secom

O Sistema Nacional de Emprego de Santa Catarina (Sine/SC), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), participará de quatro ações de emprego esta  semana. As atividades serão realizadas em Joinville, São José, Porto Belo e Laguna, com parceria de prefeituras locais e instituições de apoio à geração de emprego e renda. Atualmente Santa Catarina tem mais de 9 mil vagas de emprego abertas pelo Sine.

“O Sine é a porta de entrada do trabalhador catarinense. Temos realizado e participado de muitas ações, sobretudo feirões de emprego, para aproximar cada vez mais empregadores e empregados. Santa Catarina vive um momento muito positivo do mercado de trabalho, fruto de um povo que trabalha e produz e de um Governo do Estado que apoia a economia e, portanto, o empreendedorismo”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Os eventos serão realizados a fim de atender o público em geral e oferecer diversos serviços para a população. No entanto, quem não conseguir estar presente nas ações pode comparecer a uma das 140 unidades do Sine SC espalhadas por Santa Catarina ou conferir uma vaga mais próxima por meio do Portal Emprega Brasil. 

Ações de emprego em Joinville e São José
Na segunda e terça-feira, 18 e 19 de agosto, o Sine Móvel estará em Joinville, nos bairros Aventureiro e Paranaguamirim. No CRAS Aventureiro (rua Theonesto Westrupp, s/nº, esquina com Rua Jequié, ao lado do Corpo de Bombeiros) e no CRAS Paranaguamirim (rua João Luiz Miranda Coutinho, 845), haverá oferta de serviços de intermediação de vagas e orientações para quem busca colocação no mercado de trabalho.

Na quarta-feira, dia 20, o Sine de São José realiza entrevista presencial para 520 vagas, sendo 400 gerais e 120 exclusivas para PCDs. As oportunidades oferecem transporte fretado, pacote de benefícios completo, não exigem experiência e pedem disponibilidade para trabalhar em finais de semana, feriados, escalas e turnos. O atendimento ocorre a partir das 13h30, na Av. Presidente Nereu Ramos, s/n, bairro Campinas.

Ações de emprego em Porto Belo e Laguna
Na quinta-feira, dia 21, o Sine SC participa da 5ª edição do Emprega Mais Porto Belo, na Praça da Bandeira, das 9h às 16h. O evento reunirá diversas empresas parceiras e contará com a Unidade Móvel do Sine, do Sebrae, bem como de outros órgãos. Também haverá cursos gratuitos, vagas de jovem aprendiz e estágios ofertados pelo Sesi/Senai, além de orientações para empreendedores. Ou seja, a ação é gratuita e aberta a toda a comunidade.

Encerrando a agenda, na sexta-feira, dia 22, o Sine estará presente no Mercado Público de Laguna, das 14h às 17h. A ação integra a campanha Agosto Lilás, de prevenção à violência contra a mulher. A iniciativa contará, portanto, com estandes de serviços e promoção da cidadania, incluindo CRAS, CREAS, CadÚnico/PBF, Rede Catarina, OAB e outros parceiros. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, fortalecer as redes de proteção, bem como contribuir para o acolhimento das vítimas.

 

COP30: da oportunidade histórica ao risco de vexame internacional

Por Fernando Beltrame, CEO da Eccaplan e especialista em Net Zero 

A menos de 100 dias para a COP30, a primeira Conferência do Clima a ser realizada na Amazônia, o Brasil deveria estar na posição de protagonista global da agenda ambiental. No entanto, a realidade que começa a se desenhar é de um evento que corre o risco de ser lembrado mais pelos obstáculos logísticos e pela especulação imobiliária do que pelos avanços climáticos.

Belém, entretanto, é muito mais do que esta notícia recente sobre a escalada dos preços de hospedagens. Trata-se de uma cidade rica em cultura, história e hospitalidade, bem como, porta de entrada para a Amazônia e ponto de encontro de diferentes povos e saberes. Seu patrimônio gastronômico é reconhecido internacionalmente, suas manifestações culturais vibram em cada esquina e sua relação profunda com os rios e com a floresta a tornam um símbolo vivo da diversidade brasileira. Receber a COP30 é também uma oportunidade histórica para dar a Belém a visibilidade que merece dentro do próprio país, evidenciando sua relevância estratégica, seu potencial turístico e sua contribuição para o debate climático global. É este cenário único que torna a cidade um palco com enorme potencial para sediar um evento de tamanha importância, porém precisamos que a questão de hospedagens seja resolvida para voltarmos a falar sobre Belém como a cidade merece.

 

Por outro lado, o problema mais urgente é a escalada abusiva nos preços de hospedagens. Hotéis e plataformas apresentam tarifas até dez vezes superiores ao valor normal, com diárias que saltaram de R$ 200 para R$ 2.000. Essa disparada inviabiliza a participação de delegações de países em desenvolvimento, povos indígenas, organizações não governamentais e universidades: vozes essenciais para equilibrar as negociações climáticas. Na prática, a conferência tende a se tornar um palco restrito a grandes corporações e países ricos, em contradição direta com o espírito de equidade e justiça climática defendido pela ONU.
 

O cenário não é inédito. Na COP28, em Dubai, o mesmo fenômeno reduziu drasticamente a diversidade de participantes, esvaziando debates fundamentais. Agora, o risco é repetir o erro em pleno coração da floresta amazônica, com consequências ainda mais graves para a credibilidade do Brasil como anfitrião. Além da crise hoteleira, Belém enfrenta gargalos estruturais: obras críticas, como a reforma do Centro de Convenções Hangar, seguem sem garantia de conclusão; o sistema de transporte prometido (BRT) está incompleto; o saneamento básico é insuficiente e 30% da cidade sofre com inundações recorrentes. Tudo isso coloca em xeque a capacidade de receber as 40 a 50 mil pessoas esperadas.
 

A ironia é dura: um encontro global que busca limitar o capitalismo predatório pode ser comprometido justamente pela ganância imobiliária e pela falta de planejamento. Enquanto cientistas alertam para o aumento recorde das temperaturas e países vulneráveis pressionam por fundos de perdas e danos, a imagem que o Brasil projeta é a de um anfitrião despreparado e permissivo com abusos comerciais.
 

A situação já gerou repercussão internacional. Um abaixo-assinado, endossado por 25 países, entre eles nações africanas e ilhas ameaçadas pela elevação do nível do mar, cobra a mudança da sede da COP30, seja para outra cidade brasileira ou até para outro país. Em junho, na pré-COP de Bonn, o governo brasileiro prometeu conter custos e garantir acessibilidade, mas um mês e meio depois, nenhuma medida concreta foi anunciada.

Ainda em agosto, o Comitê de Logística da ONU se reunirá com representantes do Brasil para exigir planos claros: subsídios à hospedagem, transparência nas obras e alternativas como alojamentos em universidades e espaços públicos. Se não houver avanços, a COP30 corre o risco de virar um evento esvaziado ou até ser transferida, um prejuízo diplomático e de imagem incalculável.

 

O Brasil abriga 60% da maior floresta tropical do planeta e poderia transformar a COP30 em um marco de liderança climática. Mas sem ação imediata e firme, o que deveria ser símbolo de esperança pode se tornar exemplo de improvisação e desigualdade. O tempo para corrigir o rumo é agora.


Fernando Beltrame é mestre pela USP, engenheiro pela Unicamp e CEO da Eccaplan. Com mais de 20 anos de experiência em projetos de consultoria, sustentabilidade e estratégia Net Zero, já atuou em diferentes eventos e iniciativas como a COP18, Rio+20 e fóruns mundiais. 

Economia criativa gera 180 mil empregos em SC e registra crescimento de 30% desde 2020

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM

A Economia Criativa empregou mais de 180 mil trabalhadores formais em Santa Catarina em maio de 2025. O setor registrou crescimento de 30,27% na série histórica, entre dezembro de 2020 e maio de 2025. Esse desempenho demonstra que o setor vive um momento de expansão no estado.

A Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) lançou nesta quinta-feira, 14, uma nova publicação do Informativo Mensal do Emprego. A edição de nº6 tem como destaque os indicadores do trabalho formal na Economia Criativa. As análises foram feitas pela equipe de economistas, com base nos dados e microdados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

A Economia Criativa é formada por um conjunto de atividades que têm a criatividade, o conhecimento e a inovação como principais recursos. Entre elas estão as ocupações relacionadas à cultura, gastronomia, tecnologias da informação e comunicação, audiovisuais, design, moda, publicidade, pesquisa e desenvolvimento.

Na série histórica, o segmento que apresentou o maior crescimento no quantitativo de trabalhadores formais em Santa Catarina foi a Publicidade, que dobrou de tamanho (+107%). O segundo maior crescimento foi do segmento de  Teatro – Artes cênicas – (+70,9%). Festas e celebrações foi o segmento com o terceiro maior aumento (+71,4%).

Gastronomia e Tecnologias da Informação
No mês de maio, entre os 180 mil trabalhadores formais da Economia Criativa em Santa Catarina, 49,7% atuavam no segmento da Gastronomia. Na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), a participação foi de 26,8%. Dessa forma, os dados reforçam o perfil de SC como destino atrativo e polo de inovação.

Adicionalmente, a Publicidade concentrou 6,5% dos trabalhadores formais da Economia Criativa em SC, enquanto o Artesanato reuniu 5,5%, ambos no mês isolado de maio. Já no acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as atividades do setor que mais geraram empregos foram a Publicidade (32,8%), a Gastronomia (29,5%) e a Tecnologia da Informação e Comunicação (25,0%).

O secretário de Estado do Planejamento, Fabrício Oliveira, reforça o papel estratégico da gastronomia e das tecnologias da informação. “Juntos, esses dois segmentos da Economia Criativa geraram mais de 76% dos empregos formais no mês de maio. Isso traduz o espírito inovador da população de Santa Catarina, aliado à valorização das identidades regionais e ao forte investimento em tecnologia”, afirmou o secretário.

Criatividade, conhecimento e inovação
Fabrício Oliveira enfatiza que o tripé da criatividade, do conhecimento e da inovação reúne os recursos fundamentais para o desenvolvimento sustentável e a competitividade econômica do estado. “As políticas públicas implementadas pelo governador Jorginho Mello fortalecem o ambiente de negócios, incentivam setores estratégicos, geram empregos de qualidade e fortalecem nossa identidade. As evidências mostram que nossos pilares de desenvolvimento combinam tradição e inovação”, declarou o secretário do Planejamento.

Ademais, cabe informar que o estado ocupou a primeira posição no Índice de Desenvolvimento Potencial da Economia Criativa (IDPEC) de 2023. Santa Catarina registrou um IDPEC de 0,78, empatando com o Estado de São Paulo. O indicador foi elaborado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), com a finalidade de medir o potencial de desenvolvimento do setor nas Unidades Federativas do Brasil.

Acesse esses e outros dados no Informativo Mensal de Emprego

https://www.seplan.sc.gov.br/download/informativo-mensal-de-emprego-caged-maio-de-2025/?wpdmdl=82098&refresh=689d0cf48ada11755122932

FG Empreendimentos conquista o Top Of Mind pela 13ª vez consecutiva

Figurando como uma das principais incorporadoras e construtoras do país, destaque por seu investimento em destino, pessoas, inovação e desenvolvimento do segmento da construção civil, a FG Empreendimentos, recebeu pela 13ª vez consecutiva o Prêmio Top Of Mind, promovido pela NSC. A companhia, que tem à frente o empresário Jean Graciola, como presidente e cofundador, foi agraciada em duas categorias: Top População Regional Vale na categoria 'Construtora de Imóveis' e Top Executivo na categoria 'Construtora/Incorporadora de Imóveis'.

Com sede em Balneário Camboriú, a FG é hoje referência nacional pela sua atuação estratégica em múltiplas frentes: inovação em engenharia, fortalecimento do destino turístico, excelência em governança e valorização de pessoas. “Essa conquista é resultado de um trabalho contínuo, que une tecnologia, entendimento de mercado e compromisso com o desenvolvimento urbano. Buscamos entregar empreendimentos cada vez mais inovadores, com um olhar atento às necessidades da cidade e dos nossos clientes”, destaca Jean Graciola.

A construtora assina oito dos dez maiores edifícios do país e é responsável pelo lançamento do Senna Tower, o maior residencial do mundo. A empresa é auditada pela Ernst & Young, segue os princípios da governança corporativa e atua como agente transformador do desenvolvimento de Balneário Camboriú e de toda Santa Catarina. “Somos movidos por propósito. Investimos em inovação, conexão com a comunidade e valorização de toda a cadeia produtiva da construção civil”, complementa o presidente.

Mais do que um reconhecimento de marca, o Top Of Mind representa o vínculo afetivo da FG com a sociedade catarinense. “Esse prêmio só é possível porque somos uma empresa feita por pessoas e para pessoas. Investimos em talentos, fomentamos o crescimento coletivo e buscamos impactar positivamente a vida das pessoas e o entorno de cada projeto. Quando a comunidade cresce com a gente, nosso propósito se cumpre”, reforça Graciola.

A FG Empreendimentos agradece a todos que fazem parte dessa trajetória e que contribuem diariamente para que a marca siga à frente do seu tempo. “Essa conquista é de todos. De quem acredita, sonha e constrói conosco todos os dias”, finaliza.

Receberam os prêmios pela FG o diretor comercial e de marketing, Alex Brito, e a diretora administrativa, Dayana Feitosa.

Crédito: Agência J.Somensi

 

Acordo é selado em nova Convenção Coletiva para o setor de eventos em SC

Empresários e trabalhadores de Santa Catarina firmaram consenso na nova Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026. O documento, fruto de diálogo entre o Sindicato das Empresas de Promoção e Organização de Feiras, Congressos e Eventos de SC (Sindeventos - SC) e o Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Promoções e Eventos (Sindepresc), tem vigência entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026.


Entre os principais pontos acordados está um reajuste de 6% no piso salarial. Questões como antecipação do 13º salário, adicional de hora extra, estabilidade pré-aposentadoria e garantias à gestante também foram contempladas.


“Este acordo reforça a importância estratégica do turismo de eventos em Santa Catarina, setor que movimenta a economia regional e gera milhares de empregos diretos e indiretos”, diz Develon da Rocha, presidente do Sindeventos - SC. Para Gabriela Naschenweng, presidente do Sindepresc, “é sempre bom acordar com o Sindeventos –SC. Eles se preocupam com os postos de trabalho e com a saúde financeira do setor. Sempre conseguimos avanços”.


Com cidades preparadas para receber feiras, congressos e encontros corporativos, o estado consolida-se como polo nacional do setor, especialmente com iniciativas que valorizam o trabalho formal e o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva de eventos.

 

Economia & Negócios: Extorsão

Augusto César Diegoli @ gmail.com

Extorsão

Não será surpresa se o comando da Conferência Mundial do Clima (COP-30), estressado com os valores dos aluguéis da cidade que sediará, Belém, em novembro (há casos de R$ 1 milhão por uma casa normal), por 11 dias, transferir alguns eventos para outras cidades, como Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, dentre outras. A ganância está expondo ao mundo que, vergonhosamente, o Brasil é um lugar sem lei.

Escolas Sesi

A Federação das Indústrias (Fiesc) inaugurou a Escola Sesi de Referência em Lages, a quarta entregue nos últimos dois anos. Foram investidos R$ 48,6 milhões. O modelo tem foco na integração entre ensino e formação profissional, com suporte de laboratórios de alta tecnologia, espaços de inovação e afins.

Proteção patrimonial

Muitos brasileiros estão retomando o hábito de comprar terrenos como forma de proteção patrimonial e rentabilidade. Dados da última pesquisa de intenção de compra da Brain Inteligência Estratégica mostram que 63% dos compradores preferem casas em ruas, modelo que, na maioria das vezes, começa com a compra do terreno. Prova desse movimento é o sucesso do maior bairro-cidade do Sul do Brasil, o Flores de Sal, localizado em Tijucas. O empreendimento registrou 100% de adesão nas propostas da sua primeira fase com 623 lotes e já teve valorização de 68% em um ano, com projeção de atingir 150% em dois anos.

Sobram vagas

Com o rápido envelhecimento da população, a demanda por vagas em escolas municipais já não é um problema em muitas cidades. Estudo de âmbito nacional da Fundação Getúlio Vargas apontou que em mais de 60% delas o tamanho da turma nas escolas municipais já está abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, 21 por sala. Num recorte com cidades de mais de 200 mil habitantes, Blumenau se destaca. Em 100% da sua rede municipal, as turmas tem menos de 15 alunos, em média. Tem atualmente 27,4 mil vagas no ensino fundamental, com 22,8 mil estudantes matriculados. Assim, sobram 4.500 vagas.

Mercado esgotado

Há um absoluto desajuste no mercado da advocacia. A cada seis meses, estão sendo jogados no já esgotado mercado, milhares de novos advogados e estes, de forma absolutamente legítima, na expectativa de mantença e até mesmo da dignidade pessoal, é mais apenas resultados de um desajuste vai em busca do ajuizamento de mais processos. Dessa forma, o litígio hoje já não é mais apenas resultado de um desajuste nas relações sociais, a sim algo provocado, buscado, fomentado. O processo passa a ser um produto de mercado. O Judiciário não pode ser a primeira, única a mais rentável forma de solução de conflitos. Sua utilização deve ser por exceção e não por regra, desde que comprovadas a necessidade e a razoabilidade do emprego da custosa máquina judiciária. Magistrados e advogados não podem ignorar essa realidade, de que tudo deva virar processo, sem que ao menos haja uma tentativa da composição prévia com o outro litigante contra o princípio da razoabilidade. (Fonte: Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque).

Pessimismo

Saiu uma pesquisa Datafolha sobre o que os brasileiros estão achando da situação econômica do momento e futura e 45% responderam que vai piorar. Eram 33% na pesquisa de junho; 28% avaliam que irá melhorar. Eram 32% em junho. O percentual dos que acham que vai ficar como está caiu de 31% para 22%. No recorte para catarinenses, gaúchos e paranaenses, o pessimismo está alto: 64% avaliam que houve piora na situação recente no país, contra 54% na média nacional.

Viagem da maçã

A notícia do governo estadual de que depois de muita negociação foi viabilizado o serviço de despacho aduaneiro autorizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para que, a partir da safra 2024/2025 de maçãs frescas destinadas à exportação sejam inspecionadas e certificadas na origem, nos polos produtivos de São Joaquim r Fraiburgo, permitiu se saber de um capricho dos mais ordinários da nossa burocracia até agora, para obter o processo de certificação  era necessário enviar as cargas para o Rio Grande do Sul, gerando custos logísticos e riscos da perda de qualidade da fruta, pela redução da sua vida útil. Isso sem contar com a boa vontade de alguns servidores federais.

Tarifaço e SC

O tarifaço de Trump atinge 905 municípios do Brasil, conforme levantamento do Estadão, que levou em conta os 30 produtos mais exportados para os EUA em 2024 e os segmentos que foram alvo da sobretaxa adicional de 40% decretadas dia 30 (uma taxa de 10% já havia sido anunciada sobre o Brasil, totalizando 50%, frente os mais afetados em SC, estão Jaraguá do Sul e Joinville. No primeiro, envolve máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens de som em televisão e suas partes e acessórios, totalizando US$ 245 milhões. No segundo, reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes, totalizando vendas de US$ 229 milhões.

Insanidade

SC corre o risco de perder 244 mil empregos e ter seu PIB reduzido em R$ 17 bilhões, caso dispositivos do Código Ambiental do Estado, instituído em 2009, sejam considerados inconstitucionais, conforme levantamento da Fiesc. No STF, a Procuradoria Geral da República, a pedido do Ibama, quer que sejam alterados artigos de forma que se imponham restrições (e a eliminação de que já está consolidada, e que revela a inacreditável estultice da ação) de atividades econômicas agrícolas, industriais e de serviços em toda a área territorial abrangida pelos chamados campos de altitude, mas não mais como é agora, acima de 1.500 metros, mas sim de 400. O documento da Fiesc vai integrar a ação na tentativa de garantir a validade da legislação estadual.

Canabidiol

A estranha regulamentação da lei estadual sobre acesso ao canabidiol medicinal via SUS, obriga aqueles que precisam a pagar muito caro. E são 5 mil pessoas no Estado. O produto importado custa cerca de R$ 2 mil enquanto o produzido aqui, pela Associação Santa Canabis, fica por R$ 430. Mas a entidade, que poderia triplicar a produção, sofre restrição de todo tipo. Estranho, muito estranho.

Casarão Gleich

Aconteceu sábado, dia 9, a entrega do Casarão Gleich, em pleno Centro de Brusque, devidamente restaurado. Uma obra prima, conduzida pelo arquiteto Rubens Aviz. A proprietária Sueli Gleich recebeu os convidados para entregar o casarão datado de 1940, devidamente restaurado. Muitas pessoas amigas declarando ter conhecido o casarão em épocas passadas. Dois ex-presidentes também conheceram: Juscgelino Kubitchek de Oliveira e Jânio Quadros. Era um espaço muito especial que recebia convidados para um chope, um churrasco, um bom sorvete na parte dos fundos, onde um jardim com muitas árvores fazia do local um ponto de encontro, principalmente nos finais de semana.

Praia engordada

Pela quarta vez em 30 anos, a Prefeitura do Balneário Piçarras, no litoral norte, vai novamente engordar a faixa de areia de dois dos sete quilômetros de extensão da sua bela praia central, ao custo de R$ 38,2 milhões. Foi aberta licitação no município é que, a olhos vistos, se percebe os efeitos das mudanças climáticas. O primeiro engordamento foi em 1998, refeito em 2008 e 2012. Depois, como dizem velhos sábios descendentes de açorianos, o mar veio buscar o que é seu. E virá quantas vezes for necessário.

Força da indústria familiar

A economia brasileira é formada por características únicas: 96% das empresas, por exemplo, são familiares, um cenário muito comum, também, no nosso Vale do Itajaí Mirim. Conforme dados do IBGE, as empresas familiares empregam aproximadamente 75% dos trabalhadores brasileiros e são as grandes responsáveis pelo PIB nacional. A nova geração de empresários assume a responsabilidade de manter e expandir esse legado, enfrentando desafios e aproveitando oportunidades em um cenário econômico dinâmico. As micro e pequenas empresas lideram a abertura de novos negócios em SC. Em 2023, das 123,4 mil empresas abertas no estado, 96% eram micros e pequenas, evidenciando a vitalidade do setor. Contudo, apenas 24% destas empresas se preparam para a sucessão. No Vale do Itajaí Mirim, sede de empresas familiares que se destacam nos setores têxtil, metalmecânico e móveis, essas indústrias são fundamentais para a economia local, gerando empregos e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Nova escola Sesi

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) inaugurou a Escola Sesi de Referência em Brusque. Localizada na Avenida Primeiro de Maio, a unidade recebeu investimento de R$ 39,6 milhões e terá capacidade para atender até mil alunos, a maioria filhos de trabalhadores da indústria. A inauguração ocorreu na semana em que Brusque completa 165 anos. Essa é a quinta escola do tipo inaugurada pela Fiesc em dois anos. As unidades anteriores foram entregues em Itajaí, Joinville, Videira e Lages.

Reforma tributária

Um dos advogados tributaristas mais consultados para falar sobre a reforma tributária no país, Paulo Duarte Filho, estará em Brusque no próximo dia 27. Com tema: reforma tributária, Impactos Práticos e Perspectivas. Duarte é convidado da Sarturi Advogados, que completa três anos de atuação na cidade. Reconhecido por publicações internacionais como Chambers Global e Legal 500, o advogado é doutor em Direito Econômico pela Universidade de Ciências Econômicas de Viena e mestre em Direito Tributário Internacional pela Universidade de Munique. O evento acontecerá no Auditório da Acibr e as inscrições, limitadas, podem acontecer no site Sympla ou no telefone 3304-3484.

Novos mercados

O impacto do aumento das tarifas de importação nos EUA ainda começa a se desenhar e causa incerteza para trabalhadores e empresários que atuam com os mais de 3 mil itens  que serão sobretaxados. Enquanto estratégias imediatas como gestão de estoques, embarques em tempo acelerado ou diminuição de produção desenham as primeiras reações, um caminho em vista é pensar novos destinos para a produção. A busca por mercados exportadores, porém, não tem resultados imediatos e exige preparações específicas.

Crise com os Estados Unidos

A estreia do tarifaço dos EUA para a maioria dos produtos catarinenses e brasileiros exportados aos Estados Unidos, sem a expectativa de um acordo geral favorável devido as tímidas negociações, acelera a crise econômica. Na prática, para boa parte das empresas exportadoras de SC, a crise chegou antes com a suspensão de compras por iniciativa dos importadores dos EUA logo que a tarifa nova foi anunciada. Um dos mais atingidos do país é o polo fabricante de móveis de madeira integrado pelos municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho, no Planalto Norte de SC. Outro setor que está com produção parcialmente parada desde o anúncio é o pesqueiro, da região de Itajaí. Cada um desses setores tem mais de 10 empresas impactadas.

Carros elétricos

Santa Catarina conta com mais de 1.200 hotéis e pousadas, mas só 85 têm estrutura de carregadores para veículos elétricos ou híbridos. O setor já concluiu que está perdendo hóspedes e investe em projetos para ampliar esse número. Essa carência foi apurada pela Vektor, empresa de Joinville do setor de energia. Ela fez parceria com a Automa durante a Expogestão pata disponibilizar programa pa-pafa instalação de carregadores  à rede hoteleira. A Vektor estima que, até 2027 será possível triplicar o número de hotéis com esse serviço. O tema foi abordado pelas empresas na feira Equipotel.

Para não levar calote

Na hora de fechar negócios, muitos brasileiros ficam em dúvida se a outra parte realmente vai cumprir o prometido ou correm riscos de levar um calote. Mas acaba de chegar ao mercado uma solução para isso. O Conselho Nacional de Justiça regulamentou a Conta Notarial feita por meio de cartórios de forma digital, que permite o depósito do valor em custódia com liberação somente depois que um tabelião verificar o cumprimento do contrato de compra e venda por ambas as partes. A operação funciona de forma simples. O valor fica temporariamente custodiado em instituição financeira com  o Colégio Notarial do Brasil – entidade que reúne os Cartórios de Notas do país – e o tabelião só autoriza a liberação após verificar que a cláusula prevista foi cumprida.

Desenvolvimento catarinense

Entre 2018 e 2025, durante a gestão liderada pelo presidente Mário Cezar de Aguiar, foram investidos mais de R$ 1,5 bilhão na educação, inovação, saúde e segurança do trabalhador. Os recursos foram distribuídos em todas as regiões de SC. Novas escolas de referência, adoção de metodologias de ensino inovadoras e qualificação das equipes estão entre os destaques do projeto de modernização da educação do sistema Fiesc. Somados aos investimentos em laboratórios didáticos e de pesquisas e desenvolvimento e em novas estruturas para qualificação profissional, além de saúde e segurança do trabalhador. Nas áreas de saúde e segurança do trabalhador foram criadas ferramentas digitais para acompanhamento e prevenção e novas estruturas, como clínicas de saúde e academias.

Cereais de inverno

Referência na produção de proteína animal, Santa Catarina enfrenta há anos o déficit de milho, um dos principais itens da ração de suínos, aves e gado leiteiro. O cultivo de cereal no Estado não é suficiente para atender a demanda e boa parte dos grãos usados na alimentação dos rebanhos precisa vir de fora. Isso gera uma pressão constante nos frigoríficos e já houve ameaças de transferência da produção para outras regiões. A construção da ferrovia para agilizar a logística do insumo, também debatida há muito tempo, ajuda, mas por si só não resolve o problema. Defende-se uma outra alternativa: o cultivo de cereais de inverno, como o trigo, que podem complementar a alimentação dos animais. SC ociosos em torno de 600 mil hectares que são plantados no verão, mas não são plantadas no inverno. Está se buscando utilizar essas terras para garantir valor para o produtor e toda e toda a sociedade e resolver o problema da cadeia de aves, suínos e gado de leite. A propriedade continuaria trabalhando.

Investimentos

Um levantamento da OCESC aponta que as cooperativas de Santa Catarina projetam investimentos de R$ 6 bilhões para 2025. Mas o setor tem encontrado dificuldade para encontrar crédito acessível, que viabiliza a expansão. Uma das principais alternativas, o Crédito Rural do governo federal, o dinheiro está mais escasso. As cooperativas estão buscando alternativas no mercado de capitais para poder viabilizar as suas indústrias e investimentos. É um contrassenso um país com ima vocação agrícola muito grande não ter uma política definida de crescimento.

Itajaí recebe a 1ª edição do Startup Weekend com foco em soluções para a saúde

Entre os dias 12 e 14 de setembro, Itajaí será palco da 1ª edição do Startup Weekend Health. O evento é perfeito para quem deseja inovar, empreender e explorar o potencial das tecnologias. Serão 54 horas de mentorias especializadas, workshops e networking com profissionais de diversas áreas, além de atividades em equipe para transformar ideias em projetos reais. As vagas são limitadas. Os interessados podem garantir sua inscrição por meio do link: https://eventos.meuingresso.com.br/techstars--startup-weekend-health-itajai-2025__16193/.

O Techstars Startup Weekend Itajaí 2025 - organizado de forma voluntária pela comunidade empreendedora local, e sem fins lucrativos, é focado em soluções inovadoras para o setor da saúde. A jornada, que conta com o apoio do Sebrae/SC, por meio do projeto Sebrae Startups, é dividida em três categorias: área criativa, área técnica e área de negócios. as vagas são limitadas. A expectativa é reunir cerca de 80 participantes.

O evento é dividido em três categorias:


Área Criativa: Se você respira criatividade e quer contribuir com inovação visual e experiência do usuário, essa é sua categoria. Ideal para designers, publicitários, jornalistas, ilustradores, UX/UI designers e comunicadores.


Área Técnica: Para os apaixonados por tecnologia que dominam a parte técnica do desenvolvimento de soluções inovadoras. Ideal para desenvolvedores, engenheiros de software, técnicos de TI e especialistas em tecnologia.


Área de Negócios: Se você tem visão estratégica e quer ajudar a estruturar modelos de negócio para startups, esta é sua categoria. Ideal para empreendedores(as), administradores, economistas e profissionais interessados em inovação.
Se você não se encaixa exatamente em uma dessas áreas, mas tem interesse em empreendedorismo, tecnologia e inovação, pode escolher a categoria que mais se aproxima do seu perfil e aproveitar ao máximo essa experiência.

Um movimento global
O Techstars Startup Weekend já aconteceu em mais de 150 países e reuniu mais de 193.000 participantes em 2.900 edições. Durante o evento, os participantes formarão equipes para criar startups, desenvolver protótipos e validar suas ideias de mercado com mentorias e feedbacks especializados. O final de semana termina com uma apresentação diante de um painel de jurados experientes, proporcionando uma experiência única e repleta de aprendizado.

Sobre o Sebrae/SC 
O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoiando milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.

Porto de Santos valida solução pioneira de detecção de resíduos desenvolvida por startup Data Overseas

A Autoridade Portuária de Santos (APS) formalizou nesta terça-feira (12) a validação da solução Vanguard, sistema inteligente de monitoramento de resíduos sólidos desenvolvido pela startup Data Overseas.  
 
A cerimônia de assinatura do documento, realizada na sede da APS, marca a conclusão bem-sucedida de um projeto originado no ESG Challenge 2024 — primeiro hackathon da instituição — e viabilizado por uma bolsa de inovação de R$ 36 mil administrada pela Fundação Centro de Excelência Portuária de Santos (Cenep). 
 
A tecnologia foi demonstrada ao vivo durante o evento, com a condução do diretor da startup, professor Renato Marcio. A solução combina câmeras de alta precisão com algoritmos de inteligência artificial e comprovou eficácia na identificação automática de resíduos diversos em áreas operacionais do Porto em testes controlados. 
 
Para Anderson Pomini, presidente da APS, a inovação é um marco na agenda de sustentabilidade do maior complexo portuário do hemisfério sul: "Esta tecnologia não apenas atende às exigências contratuais da bolsa, mas tem potencial de redefinir nossos padrões de monitoramento ambiental". 
 
Funcionalidades e Impacto 
 
A solução Vanguard utiliza sensores ópticos integrados a um sistema de visão computacional para detectar, classificar e georreferenciar resíduos em tempo real. Durante a prova de conceito realizada em 27 de junho de 2025, a tecnologia analisou fluxos operacionais simulados com dados fictícios, identificando materiais como plásticos, metais e resíduos orgânicos com precisão.  
 
O sistema gera alertas automáticos para equipes de gestão ambiental, permitindo resposta imediata e mapeamento de pontos críticos de acúmulo de detritos 
 
Com a validação técnica, a Vanguard entrará em fase piloto. O objetivo é integrar a solução ao Sistema de Gestão Ambiental da APS, com potencial replicação em outros portos brasileiros. Claudio Bastos, Superintendente de Governança da APS, enfatizou o caráter colaborativo da iniciativa: "Esta conquista é fruto de um ecossistema que une startups, poder público e fomento à pesquisa. O modelo servirá de referência para futuras parcerias em inovação". 
 
Contexto e Trajetória 
 
A solução nasceu do ESG Challenge, realizado em junho de 2024 no Parque Tecnológico de Santos, quando a Data Over Seas foi uma das oito equipes finalistas. O evento desafiou participantes a criar tecnologias alinhadas a práticas ambientais, sociais e de governança, com foco em problemas críticos como gestão de resíduos, crise climática e inclusão portuária. 
 
Como vencedora, a startup garantiu não apenas a bolsa de R$ 36 mil, mas também 12 meses de incubação no Parque Tecnológico e mentoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) — recursos estratégicos para refinar a plataforma Vanguard. 
 
O desenvolvimento do projeto foi intermediado pela Fundação Cenep, entidade responsável por operacionalizar o programa de bolsas da APS e fomentar parcerias entre academia, setor público e empreendedores.

 

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, diz que programas sociais dificultam redução da inflação no Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (11) que os programas sociais podem ser um dos motivos para a taxa Selic, mesmo alta, não conseguir fazer a inflação convergir para a meta desejada. A declaração foi feita durante palestra na Associação Comercial de São Paulo.

Galípolo citou que essas políticas, “que foram desenhadas como uma reação à covid e que permaneceram”, têm um “caráter mais progressivo, que tende a colocar mais dinheiro na mão da camada da população que tem uma propensão marginal a consumir mais elevada”. Ele não mencionou nenhum programa social específico.

O presidente do BC discutiu o tema ao tentar explicar por que, mesmo com juros elevados, a economia brasileira mantém um certo dinamismo. Segundo ele, esse fenômeno traz um efeito colateral: “há maior dificuldade para reduzir a inflação do que em outros países”. Ele ressaltou que “a gente não enxerga ainda as expectativas de médio e longo prazo produzirem uma convergência à meta como é desejado do ponto de vista do mandato do Banco Central”.

Os programas sociais no Brasil custam, atualmente, pelo menos R$ 387 bilhões por ano. A expectativa dos analistas do mercado financeiro para a inflação em 2025 é de 5,05%, conforme o Boletim Focus divulgado pelo BC nesta segunda-feira. Apesar das quedas seguidas nas estimativas por 11 semanas, a inflação permanece acima da meta oficial, que é de 3%, com teto em 4,5%.

Galípolo também comentou que as novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos aumentam a incerteza na economia global, sendo mais um fator para a manutenção dos juros em patamar elevado. Contudo, destacou que o Brasil “vai se machucar menos” em comparação ao México e outros países mais expostos à economia americana.

Ao falar sobre a pressão da sociedade em seu cargo, Galípolo fez uma analogia: “É como jogar na Bombonera com juiz duvidoso”, referindo-se ao estádio do Boca Juniors, na Argentina.

O presidente do BC ressaltou a importância do Pix ser administrado pela autoridade monetária. Segundo ele, se o sistema fosse gerido por entidades privadas, “sempre ficaria uma suspeita do ponto de vista de conflitos de interesse”. Galípolo observou que o uso de outros meios de pagamento cresceu significativamente desde o início da operação do Pix, em novembro de 2020, atribuindo esse crescimento à inclusão financeira proporcionada pelo sistema.

Reajuste da energia para 2025 sobe quase o dobro, chegando a 6,3%, informa Aneel

A conta de luz dos brasileiros deve ficar mais cara em 2025. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta segunda-feira (11) que elevou a projeção de reajuste médio das tarifas de energia de 3,5% para 6,3% para o próximo ano. O índice revisado está acima das expectativas de inflação divulgadas pelo Banco Central, que projeta alta de 5,05% para 2025, segundo o Boletim Focus.

O principal motivo para o aumento no reajuste é a expansão do orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo setorial que financia políticas públicas no setor elétrico, como subsídios para irrigação, incentivo à geração de energia renovável e programas de universalização do serviço. Para 2025, a Aneel aprovou um orçamento de R$ 49,2 bilhões para a CDE, valor R$ 8,6 bilhões maior do que o previsto inicialmente pela área técnica.

Deste montante, R$ 46,8 bilhões deverão ser repassados diretamente aos consumidores por meio das tarifas, o que pesa no bolso dos usuários. Parte do aumento no orçamento da CDE está relacionada a uma devolução menor do que o esperado de créditos tributários do PIS/Cofins, que foram cobrados indevidamente pelas distribuidoras de energia no passado.

Além dos encargos setoriais, o cenário hidrológico desfavorável também contribui para o aumento no custo da energia. A Aneel estima que as chamadas bandeiras tarifárias — que indicam custo extra na conta de luz de acordo com a disponibilidade hídrica — devem permanecer acionadas até o fim do período seco, previsto para novembro. Atualmente, vigora a bandeira vermelha no patamar 2, a mais cara, que acrescenta R$ 9,79 a cada 100 kWh consumidos.

A expectativa é que as tarifas só voltem ao patamar da bandeira verde em dezembro, com a chegada do período úmido e a recuperação dos reservatórios.

Produção industrial de SC cresce 4,4% no semestre

A produção industrial de Santa Catarina cresceu 4,4% no primeiro semestre de 2025. Entre os setores que puxaram o desempenho na comparação com o igual período no ano passado estão: fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (19,7%), fabricação de móveis (8,7%), fabricação de produtos minerais-não metálicos (8,6%) e fabricação de máquinas e equipamentos (7,9%). O crescimento da produção catarinense no período foi superior à média brasileira (1,2%), mostram os dados do IBGE, compilados pelo Observatório FIESC.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, ressalta que, apesar do crescimento registrado no acumulado do ano, a análise de junho em relação a maio revela queda na produção de segmentos relevantes da indústria. “Há sinais de desaceleração na economia do estado, influenciada pelos juros elevados. Mas cabe destacar que este cenário não incorpora ainda os graves efeitos das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, que foram anunciadas em julho e entraram em vigor em agosto”, afirma.

Desaceleração em curso

Em junho, a produção industrial recuou 0,8% na comparação com maio. Entre as atividades que registraram queda no período (livre dos efeitos sazonais) estão: fabricação de móveis (-8,7%), fabricação de produtos de borracha e de material plástico (-5,9%), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,9%), fabricação de produtos têxteis (-3,6%), fabricação de produtos de madeira (-2%) e fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-2,2%).

FIESC articula com Fórum Parlamentar apoio a exportadoras de SC

O presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, e o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, Pedro Uczai, discutiram na manhã desta segunda-feira (11) os impactos da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos.

Diante de um novo documento oficial da aduana norte-americana, que informa que o setor de madeira e derivados será atingido pelo aumento tarifário, a Federação salientou ao deputado catarinense os efeitos sobre toda a cadeia de base florestal, em especial sobre a manutenção de empregos. A redução de pedidos já está provocando férias coletivas e o risco de demissões é elevado.

“Sem medidas de apoio às empresas exportadoras do segmento de madeira e derivados, móveis e molduras, os empregos catarinenses vão migrar para a Ásia. Países como o Vietnã, que já competem pelos mesmos mercados com os produtos de SC, estão mais competitivos por causa da tarifa de 50% imposta ao Brasil e tendem a ganhar participação no mercado norte-americano”, destaca Seleme.

O coordenador do Fórum solicitou informações técnicas sobre os efeitos nocivos do tarifaço sobre a economia catarinense e dos principais segmentos afetados no estado, para subsidiar uma reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.

Santa Catarina é o estado com o maior número de polos internacionais do setor de madeira e derivados, com cinco regiões exportadoras. O Paraná conta com quatro polos, e o Rio Grande do Sul com um. “Algumas cidades catarinenses têm sua movimentação econômica muito atrelada a indústrias com elevada exposição ao mercado norte-americano e as consequências econômicas e sociais seriam severas”, explica Seleme.

A FIESC está mobilizando a bancada catarinense pela necessidade de apoio a políticas públicas que minimizem os efeitos no curto prazo. “Mesmo que nossas indústrias estejam buscando abrir novos mercados, conforme a pesquisa da Federação mostrou, esse é um processo longo. Soma-se a isso o fato de que empresas de todo o mundo estão buscando destinos alternativos para os produtos que seriam destinados aos EUA, o que aumenta a competição internacional”, informa.

 

Dados das exportações

Em 2024, o estado de SC exportou US$ 1,744 bilhão para os EUA.
Os EUA são o principal destino das exportações de Santa Catarina, com participação de 14,9% no total exportado de 2024.
O setor de madeira e móveis catarinense foi responsável por US$ 768,3 milhões em vendas aos EUA em 2024.
Os cinco principais setores exportadores de SC para os Estados Unidos são: 
Produtos de madeira US$ 650,7 milhões - 37,3% do total vendido aos EUA
Veículos auto e peças 258,6 milhões  - 14,8% do total vendido aos EUA
Equipamentos elétricos 232,3 milhões - 13,3% do total vendido aos EUA
Máquinas e equipamentos 119,2 milhões - 6,8% do total vendido aos EUA
Móveis 117,6 milhões  - 6,7% do total vendido aos EUA

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Tarifaço dos EUA requer atenção com os contratos de exportação e planejamento para minimizar riscos

A decisão do governo dos Estados Unidos de sobretaxar em 50% uma ampla gama de produtos exportados pelo Brasil, a partir do dia 6 de agosto, está gerando uma forte movimentação das empresas impactadas para analisar quais ações devem tomar frente ao tarifaço. A avaliação dos contratos em andamento é o primeiro passo recomendado, segundo o Martinelli Advogados, um dos principais escritórios de advocacia do País, que alerta as empresas a não tomarem medidas precipitadas ou que tragam riscos futuros.
 
“O primeiro ponto de atenção devem ser os contratos, seja para avaliar as cláusulas de cancelamento, não cumprimento dos prazos de entrega ou a responsabilidade pelo pagamento da sobretaxa”, destaca Thiago Felippe de Oliveira Santos, especialista em Negócios Internacionais e Tributação Internacional e sócio do Martinelli. Ele observa que muitas empresas exportadoras não têm contratos ou desconhecem que eles têm cláusula padrão daquele país indicando que a responsabilidade pelo desembaraço das mercadorias – incluindo o pagamento de tarifas e do imposto incidente sobre a operação – é das empresas que exportam para o mercado americano. 
 
Por isso, antes de optar por suspender o contrato ou avaliar um reposicionamento na cadeia de distribuição do produto, é preciso realizar um planejamento cuidadoso, considerando os vários pontos de atenção. “Se a empresa desejar suspender os contratos, terá que avaliar quais serão as consequências, tanto em termos das multas previstas no contrato quanto em termos comerciais”, observa Thiago Santos. 
 
Como há a possibilidade de que ainda ocorram surpresas no cenário das relações comerciais entre EUA e Brasil – o que inclui a perspectiva de que outros produtos ainda sejam isentos da sobretaxa, ou, na mão contrária, que haja algum entendimento dos norte-americanos de que as tarifas setoriais de produtos se somem a essa sobretaxa –, a recomendação é avaliar os possíveis cenários e aguardar até que haja maior clareza quanto aos possíveis desdobramentos da situação.
 
“Um risco é as empresas buscarem soluções para driblar as tarifas sem um planejamento adequado e sem avaliar os possíveis riscos, como fazer triangulações para montagem do produto final em país da região cuja tarifa junto aos EUA seja menor, para exportação posterior ao mercado americano”, exemplifica o advogado. 
 
Até mesmo a opção de abrir uma operação diretamente nos EUA requer uma análise cuidadosa. “Além do tempo necessário para o início da manufatura local, o custo de produzir no mercado americano é muito mais elevado do que no Brasil, e se a empresa faz isso e depois há uma nova mudança nas políticas tarifárias, a estratégia pode não alcançar os resultados esperados”, observa Thiago Santos.
 
Por outro lado, buscar a via da judicialização no mercado americano é uma das ações ainda não recomendadas, devido aos altos custos envolvidos e à reduzida chance de sucesso, que pode acabar onerando duplamente as empresas. 
 
Sobre o Martinelli Advogados
O Martinelli Advogados é um escritório que oferece soluções completas voltado à advocacia empresarial, que também atua com forte viés em Consultoria Jurídica, Tributária, Fiscal e em Finanças Corporativas. Fundado em 1997 em Joinville, Santa Catarina, o escritório evoluiu rapidamente de uma pequena sala para a lista dos 10 escritórios mais admirados do Brasil. Hoje conta com mais de 900 profissionais atuando com unidades próprias em algumas das principais cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas (SP); Rio de Janeiro (RJ); Brasília (DF); Belo Horizonte (MG); Curitiba, Maringá e Cascavel (PR); Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo (RS); Joinville, Florianópolis, Criciúma e Chapecó (SC); e Sinop (MT).

 

Governo de SC libera Porto de Imbituba para exportações de maçã com despacho aduaneiro em São Joaquim

Em um anúncio considerado histórico para o agronegócio da Serra Catarinense, o governador Jorginho Mello confirmou a liberação do Porto de Imbituba para exportações diretas de maçã, com os procedimentos aduaneiros realizados em São Joaquim. A medida representa um avanço significativo para a cadeia produtiva da fruta, que é uma das principais forças econômicas da região.

Com a nova regulamentação, os produtores não precisarão mais realizar o desembaraço aduaneiro em portos distantes, como Itajaí ou Navegantes, o que tradicionalmente gerava custos adicionais e atrasos logísticos. A partir de agora, todo o processo poderá ser iniciado e validado diretamente em São Joaquim, otimizando tempo, reduzindo despesas com transporte e aumentando a competitividade da fruta catarinense no mercado internacional.

A iniciativa é resultado de articulação entre o Governo do Estado, Receita Federal, Ministério da Agricultura e representantes do setor produtivo. A expectativa é que a mudança fortaleça ainda mais a presença da maçã brasileira em mercados estratégicos como Europa, Ásia e América Latina, especialmente no período de colheita, entre fevereiro e maio.

Segundo dados da Epagri, Santa Catarina é o maior produtor nacional de maçã, e São Joaquim responde por cerca de 40% da produção estadual. A liberação do Porto de Imbituba com despacho local é vista por agricultores, cooperativas e exportadores como um divisor de águas para o futuro do setor.

TEXTO: WAGNER URBANO – Jornalista com informações da SECOM SC

Porto de São Francisco do Sul participa da maior feira de logística do Sul do Brasil

Balneário Camboriú sedia, na próxima semana, a Feira de Logística e Transporte Multimodal de Cargas (Logistique), o mais importante evento de logística da Região Sul do Brasil. A exposição começa na terça-feira, 12, às 13h, no Expocentro e se estende até dia 14.

O Porto de São Francisco do Sul é um dos 100 expositores da Feira, com um estande que mostrará o funcionamento e as potencialidades do maior terminal portuário de Santa Catarina em movimentação de carga.

Na quinta-feira, 14, um dos destaques do evento será o painel “Desenvolvimento da Logística dos Grãos no Sul do Brasil”, que terá a participação da diretoria do porto francisquense. 

O debate contará também com a presença do secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, e do presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes de Oliveira. 

De acordo com o diretor da Logistique, Leonardo Rinaldi, o evento contempla todas as interfaces da cadeia logística e através dos principais players do mercado, oferece uma ampla e variada oferta de produtos, serviços e soluções, compostas pelas mais recentes novidades e tecnologias que contribuem para as atualizações e melhorias do setor.

“Nossa feira é uma importante vitrine da logística e transporte multimodal de cargas e a participação desses portos é crucial para que os visitantes prospectem bons negócios”, disse ele, calculando que cerca de 12 mil pessoas visitem a Feira.

Confira a programação da Logistique:


https://logistique.com.br/logistique-summit/

 

Faturamento da indústria cresce 6,5% no primeiro semestre, mas resultados recentes sinalizam desaceleração, alerta CNI

O faturamento da indústria fechou o primeiro semestre de 2025 com alta de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado, revelam os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (8). Apesar do bom resultado, a indústria dá sinais de desaceleração. Em junho, o faturamento industrial caiu 1,9%, acumulando recuo de 2,6% no segundo trimestre.

A perda de ritmo da indústria também se observa no número de horas trabalhadas na produção. Entre janeiro e junho, o indicador subiu 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o índice recuou 0,7% em junho, totalizando queda de 1% no segundo trimestre.

A desaceleração também ocorre no mercado de trabalho, ainda que de forma mais lenta. Em abril, o emprego industrial caiu pela primeira vez depois de 18 meses. Em maio e junho, os postos de trabalho do setor continuaram estáveis. Com isso, o emprego encerrou o segundo trimestre com ligeira queda de 0,1%. Já no acumulado dos seis primeiros meses do ano, aumentou 2,4% frente ao mesmo período do ano passado.

“O segundo semestre será desafiador para a indústria de transformação. Há bastante incerteza no mercado internacional, ao mesmo tempo em que problemas internos de longa data, como carga tributária e juros elevados, demanda interna insuficiente e falta de mão de obra especializada, seguem sendo entraves para o setor”, avalia Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

UCI continua no mesmo patamar
Entre maio e junho, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) da indústria variou 0,1 ponto percentual, chegando aos 78,8%. No segundo trimestre, a UCI caiu 0,1 ponto percentual frente ao primeiro trimestre. Entre janeiro e junho de 2025, ante o mesmo período de 2024, a queda foi maior: 0,8 ponto percentual.

Em junho, a massa salarial subiu 1,3%, fechando o segundo trimestre com alta de 1,2%. Já o rendimento médio real dos trabalhadores cresceu 1,2% em junho, acumulando alta de 1,7% no segundo trimestre.

Warren promove conteúdo estratégico na Logistique 2025

Com presença institucional de destaque, a Warren participa da Logistique 2025 ao lado da OZ Corretora com uma proposta que vai além dos negócios financeiros. Juntas, as empresas lançarão o Lounge Warren + OZ, um espaço exclusivo ao lado do Lounge VIP da feira, voltado ao relacionamento com empresários, investidores e líderes do setor logístico e industrial.
 
A feira Logistique acontece de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC) e, em paralelo, será realizado o congresso técnico Logistique Summit. Consolidado no cenário regional e nacional, o evento é considerado estratégico para os setores de logística, comércio exterior e relações internacionais.
 
O lounge funcionará como ponto de encontro para troca de experiências e conteúdo estratégico, e terá uma programação paralela de talks sobre temas como câmbio, logística internacional, inovação no comércio exterior e plataformas integradas. O local ainda receberá uma sessão especial de Q&A com um dos nomes mais aguardados do evento: o economista Felipe Salto.
 
Felipe Sato na Logistique Summit
 
Economista-chefe da Warren, Salto sobe ao palco do Summit Logistique no dia 13 de agosto, das 15h30 às 16h20, para ministrar a palestra “Os Desafios Fiscais no Brasil: como enfrentar o maior gargalo do desenvolvimento”. Com abordagem clara e técnica, o economista abordará pontos centrais para o futuro econômico do país, como o equilíbrio das contas públicas, a trajetória da dívida, os impactos das decisões fiscais sobre o crescimento e a importância da responsabilidade fiscal como pilar para o desenvolvimento sustentável.
 
Logo após a palestra, Salto se reúne com convidados e clientes no Lounge Warren + OZ para um momento informal de aprofundamento dos temas debatidos.
 
Ainda na programação oficial do Summit, a estrategista-chefe da Warren, Andréa Angelo, será moderadora de um dos principais painéis da feira: “Visões Estratégicas: Grandes Empresários debatem o Brasil”, também no dia 13. O debate reunirá lideranças de empresas como Whirlpool, Klabin, SIMPAR e FIESC/CNI para discutir perspectivas econômicas e os rumos do setor produtivo diante do atual contexto geopolítico e fiscal.
 
Para o CEO da Logistique, Leonardo Rinaldi, a presença da Warren na Logistique reflete sua atuação estratégica no mercado brasileiro. A empresa opera em duas frentes: a Warren Rena, uma das principais corretoras institucionais no Brasil e com a maior participação no sistema de Dealerança do Banco Central e do Tesouro Nacional, com destaque na atuação das operações de compra e venda de Títulos Públicos Federais. Além de atuar com relevância no mercado de derivativos, renda variável, agronegócio e crédito privado.
 
A atuação de Felipe Salto na Logistique é respaldada por uma carreira técnica respeitada. Mestre em Administração Pública pela FGV-SP, ele foi o primeiro diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, e também secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, onde liderou a agenda de equilíbrio fiscal. Reconhecido pela análise objetiva e comunicação clara, é presença frequente em veículos como Valor Econômico, CNN, GloboNews e Estadão.
 
Já Andréa Angelo, estrategista-chefe da Warren, é referência nacional em projeções econômicas. Economista com sólida trajetória no mercado financeiro, ela figura entre os primeiros colocados nos rankings da Bloomberg para projeções de inflação e macroeconomia. Na Warren, lidera análises que embasam decisões de portfólio e participa de debates estratégicos com investidores e formadores de opinião.
 
“Com essa participação robusta, a Warren reforça seu compromisso com o debate qualificado e a construção de soluções sustentáveis para os desafios econômicos e logísticos do país”, pontua Leonardo.
 
 

 

Log-In Logística Integrada atinge Receita de R$ 739,2 milhões no segundo trimestre de 2025

A Log-In Logística Integrada, grupo de soluções logísticas, movimentação portuária, operações rodoviárias e navegação de Cabotagem, Mercosul e Feeder, divulgou nesta quarta-feira (06) os resultados financeiros e operacionais referentes ao segundo trimestre de 2025. 
 
O período foi marcado pela maior Receita Operacional Líquida (ROL) já registrada para um segundo trimestre, de R$ 739,2 milhões, representando crescimento de 8,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado consolidado foi de R$ 181,3 milhões, avanço de 21,2% na comparação anual e novo recorde histórico da companhia. Já o lucro líquido totalizou R$ 25,1 milhões no trimestre, 237,4% maior frente ao mesmo período do ano anterior.
 
O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela torre da Navegação Costeira, que registrou receita recorde, e pelo crescimento das margens operacionais, resultado da melhoria na rentabilidade do Feeder. Houve também redução nas despesas operacionais e ganhos de eficiência em outras unidades de negócio.
 
De acordo com o Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Log-In, Pascoal Gomes, os resultados reforçam a resiliência do modelo de negócio da Companhia e a consistência da execução estratégica. “Tivemos um trimestre marcado por avanços relevantes na geração de receita e EBITDA, com controle de custos e bom desempenho das operações. Seguimos disciplinados na execução do nosso plano de longo prazo, com foco em eficiência e prestação de serviço cada vez mais adequados à realidade de cada cliente”, afirma Gomes.
 
Navegação Costeira
 
A torre de negócios da Navegação Costeira apresentou ROL de R$ 487,6 milhões no trimestre, alta de 16,6% frente ao 2T24, com destaque para o Feeder, que atingiu receita de R$ 211,9 milhões, o maior valor para um segundo trimestre, com crescimento de 63,7% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho refletiu o aumento da demanda Feeder em rotas com melhor ROL unitária, apesar da queda de volume decorrente do encerramento do Serviço Shuttle Navegantes em abril/2025.
 
No Mercosul, houve crescimento tanto de receita quanto de volume de importações. Na Cabotagem, a Companhia alcançou um volume recorde de 57,1 mil TEUs, resultado da recuperação operacional após um período marcado por restrições logísticas em 2024 e pelo aumento da frota alocada no Serviço Expresso Amazonas (SEA). O EBITDA ajustado da Navegação foi de R$ 131 milhões, com margem de 26,9%, crescimento de 2,1 p.p. frente ao mesmo período de 2024.
 
Segundo o Vice-Presidente de Navegação da Log-In, Marcus Voloch, a performance do trimestre consolida uma virada importante após os desafios logísticos enfrentados no ano anterior. “O avanço da Navegação é um reflexo do grande aumento da confiabilidade em nossas rotas e malha logística, além de um detalhado trabalho de revisão do portfólio comercial. A expansão do SEA tem ampliado nossa presença em Manaus e consolidado o modelo porta-a-porta com mais previsibilidade e competitividade”, reforça.
 
Já a torre de Soluções Integradas se manteve estável no período, com ROL de R$ 16,4 milhões e EBITDA de R$ 8 milhões. A unidade encerrou o trimestre com 100% de retenção da carteira de clientes e NPS (Net Promoter Score) na Zona de Qualidade. Além da manutenção da base de clientes, a unidade de negócios também iniciou novos projetos customizados em regiões estratégicas, ampliando sua presença integrada na operação da companhia.
 
Terminal Portuário de Vila Velha (TVV)
 
O Terminal Portuário de Vila Velha encerrou o trimestre com ROL de R$ 99,1 milhões, retração de 3,5% em relação ao 2T24. Apesar da queda, o terminal alcançou dois recordes operacionais relevantes: maior volume de granéis para um segundo trimestre, com 129,9 mil toneladas, e a maior movimentação de contêineres em um único mês, com 25,4 mil boxes registrados em junho.
 
A movimentação de carga geral cresceu 11% no período, com destaque para o granel e para os veículos, cuja movimentação aumentou 39,6%. O EBITDA ajustado foi de R$ 41,1 milhões, queda de 8,1% em comparação ao segundo trimestre de 2024. A redução da receita refletiu a menor participação de cargas com maior valor agregado no mix, além da entressafra do café e do aumento da proporção de contêineres vazios.
 
Segundo o Diretor de Terminais da Log-In, Gustavo Paixão, o TVV inicia uma nova fase de retomada após os investimentos realizados em modernização. “Concluímos um ciclo importante com o retrofit e estamos em plena retomada, com recuperação e ganhos operacionais mensuráveis. Além disso, a nova área no Porto de Vitória, que tem previsão de operação para o final do terceiro trimestre de 2025, ampliará nossas possibilidades de atendimento e reforçará nossa posição como terminal estratégico e multipropósito na região Sudeste”, afirma Paixão.
 
Transporte Rodoviário de Cargas
 
O segmento rodoviário, operado pelas marcas Tecmar Transporte & Logística e Tecmar Norte, segue em processo de reestruturação, com foco em ampliar a produtividade e a eficiência. A ROL foi de R$ 136,1 milhões, queda de 7,3% frente ao 2T24, refletindo a redução de volume dos negócios de carga fracionada (Less than Truckload – LTL) e lotação (Full Truckload - FTL). Em contrapartida, houve evolução em indicadores operacionais e comerciais. O nível de serviço subiu 7% frente ao 2T24 e a base de clientes cresceu 9,2% em relação a 2024. 
 
Segundo o Diretor Executivo da Tecmar, Maurício Alvarenga, os avanços demonstram a efetividade do plano de transformação em curso. “A estratégia de turnaround tem avançado com consistência. A melhora no nível de serviço e a expansão da base de clientes demonstram que estamos reconstruindo a atuação rodoviária com foco e eficiência”, finaliza o executivo.
 
ESG
 
Com relação à agenda ESG, a Log-In foi recertificada pela Great Place to Work (GPTW) Brasil como um excelente lugar para se trabalhar e conquistou, pela primeira vez, o selo de “segurança psicológica”. Outro marco do trimestre foi a adesão ao Pacto pela Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, iniciativa voltada a empresas comprometidas com a adoção de práticas ambientais, sociais e de governança. Além disso, o programa Comunidade a Bordo, uma das principais iniciativas sociais da Companhia, completou três anos de atuação, consolidando seu papel junto às comunidades portuárias.
 
Sobre a Log-In Logística Integrada
A Log-In Logística Integrada oferece soluções logísticas customizadas, movimentação portuária e navegação costeira integrada a outros modais e serviços, conectando, por terra e mar, o Brasil e o Mercosul. Atualmente, a empresa possui uma frota de nove navios porta-contêineres, com capacidade total de 24.366 TEUs e que oferecem serviços de navegação com rotas regulares integrando os principais portos do país à Argentina, Paraguai e Uruguai.
A Log-In também administra e opera o Terminal de Vila Velha (TVV), localizado no estado do Espírito Santo, além de um terminal intermodal em Itajaí (SC). 
Compondo a torre de negócios do Transporte Rodoviário de Cargas, a Tecmar é uma empresa do Grupo Log-In especializada no transporte rodoviário: Less than Truckload (LTL), Full Truckload (FTL), Gestão de Armazenagem e Transporte de Contêineres, que, junto com a Oliva Pinto, complementa, também, o transporte marítimo de Cabotagem, de Importação e Exportação. Com uma rede de mais de 50 armazéns estrategicamente distribuídos e uma frota robusta com mais de 1.300 veículos próprios, a Tecmar oferece soluções logísticas de Norte a Sul do Brasil. 
Essa estrutura completa possibilita a união de uma ampla malha rodoviária de distribuição de cargas fracionadas à malha de Navegação Costeira da Log-In, criando assim um serviço logístico único no mercado nacional, a Rodo-Cabotagem, produto focado no transporte de cargas fracionadas e que soma as melhores características do modal rodoviário e da navegação.
Conheça mais os nossos serviços em: www.loginlogistica.com.br.

 

Embratur dá início ao projeto Novas Rotas em Santa Catarina com capacitação do trade turístico do estado

 A Embratur convida gestores públicos e empreendedores locais do turismo para a capacitação no Programa Novas Rotas - Costa Verde Mar, que acontece nesta terça-feira (12) em Balneário Camboriú. A iniciativa busca descentralizar o turismo internacional e direcionar o fluxo de visitantes estrangeiros para regiões com potencial turístico que ainda não são os principais destinos do país.
 
As capacitações presenciais, ministradas por equipes da Embratur, abordarão o comportamento do turista estrangeiro, práticas sustentáveis e análise de mercado. A abertura será às 9h e contará com a presença do presidente da Embratur, Marcelo Freixo, do presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, do presidente da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri), Tiago Baltt, e diversos prefeitos da região da Costa Verde & Mar. Logo em seguida à abertura, os técnicos da Embratur começam as aulas da capacitação, com uma pequena pausa para almoço e retorno com previsão de término às 15h30.
 
As atividades são realizadas em parceria com secretarias de turismo, operadores regionais, observatórios turísticos e parceiros estratégicos. A capacitação em Santa Catarina representa a primeira etapa do trabalho do programa no estado. A ação visa preparar o mercado local para o perfil do turista internacional e aumentar a competitividade dos destinos da região, posicionando-os de forma estratégica no cenário global do turismo.

 

Fórum de Real Estate Logístico traz protagonismo para o setor durante a Logistique 2025

Falar sobre logística de transporte, atualmente, exige uma abordagem muito mais ampla do que apenas a operação de frete. O setor passou a integrar uma cadeia de atividades conectadas, que interagem com praticamente todas as áreas da empresa e influenciam diretamente os resultados comerciais e a experiência do consumidor.
 
A logística moderna deixou de ser apenas um elo operacional e passou a ser parte essencial da estratégia empresarial. Desde o controle de estoques até o atendimento ao cliente, nem tudo depende da eficiência no transporte. A forma como uma empresa organiza sua logística pode definir não apenas os prazos de entrega, mas também a percepção de qualidade do produto.
 
Neste cenário em constante evolução, Ricardo Hirata traz sua expertise como curador do Fórum de Real Estate Logístico, que integra a programação da edição deste ano da feira Logistique e Logistique Summit 2025, que acontece de 12 a 14 de agosto, no Expocentro BC, em Balneário Camboriú (SC). Hirata iniciou sua carreira na JLL em 2012 e hoje é diretor na área de locação de imóveis industriais, logísticos e data centers. Ao ingressar na empresa, liderou a equipe de Pesquisa e Estratégia. Também atuou na BRF – Brasil Foods, como gestor de produtos e marketing, acumulando experiência em análise de mercado e indicadores de desempenho, além de ter passagens por áreas como supply chain, logística, gestão da demanda e comercialização de produtos.
 
Com sólida presença no Brasil, a JLL oferece um amplo portfólio de soluções para todo o ciclo imobiliário, que inclui serviços de locação e venda, consultoria e avaliação, gerenciamento de facilities, gestão de projetos e obras, além da administração de condomínios. A empresa atua nos segmentos corporativo, industrial, logístico, hoteleiro, de data centers e varejo, apoiando ocupantes e investidores na tomada de decisões estratégicas.
 
“O fórum abordará temas relacionados à demanda e à oferta de galpões e centros logísticos, analisando como, nos cenários atual e futuro, proprietários e investidores lidam com os custos para desenvolver novos empreendimentos e atender à crescente demanda de operadores logísticos e empresas de diversos setores que enfrentam atualmente uma baixa taxa de vacância”, pontua Hirata.
 
Mercado da logística cresce em torno dos centros urbanos
 
Nesse contexto, o especialista destaca a importância de investimentos em infraestrutura logística, sobretudo nas regiões próximas aos grandes centros urbanos, onde há escassez de galpões prontos para ocupação – reflexo da alta histórica de ocupação do estoque existente. “Além disso, os custos para novas construções aumentaram, assim como a taxa de juros, levando as empresas a buscarem soluções como os projetos Built to Suit (BTS)”, explica.
 
Hirata ressalta ainda o papel de destaque do Sul do Brasil, que tem atraído novos empreendimentos voltados ao e-commerce e a cadeias ligadas à importação e exportação, graças à proximidade com a infraestrutura portuária. Segundo ele, o país tem se destacado nos últimos anos pelo crescimento no desenvolvimento de galpões e condomínios logísticos, atraindo capital estrangeiro e investidores institucionais, impulsionados pela pujança do mercado brasileiro e pelas mudanças nos hábitos de consumo.
 
“A dinâmica do setor mudou especialmente durante e após a pandemia, o que elevou o patamar de entregas e taxas de ocupação, provocando uma disputa por mais espaços e exigindo mais eficiência no uso das áreas disponíveis. Isso abriu caminho para o uso de novas tecnologias e a evolução do setor”, acrescenta.
Para Hirata, a Logistique vem se consolidando como referência ao reunir empresas e corporações em busca de crescimento no mercado logístico, promovendo visibilidade e ambiente favorável a novos negócios.
 
Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique, reforça que o Fórum de Real Estate Logístico nasce com o objetivo de reunir os principais players do mercado para debater transformações, tendências e oportunidades no desenvolvimento de galpões, condomínios logísticos e infraestrutura industrial. “Queremos promover conexões estratégicas entre investidores, desenvolvedores, operadores e tomadores de decisão da cadeia logística nacional. As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas”, afirma.
 
Ricardo Hirata conclui destacando que a JLL é uma empresa global com um portfólio diversificado de clientes multinacionais e um histórico consolidado de conquistas no Brasil. “Apostar em novas conexões também está em nosso DNA. Isso nos impulsiona a explorar novos mercados, e o fórum contribui de forma significativa para essas conquistas.”
 

 

Empresas do setor de aço adaptam estratégias diante de nova tarifa dos EUA

A imposição de tarifas de até 50% sobre aço brasileiro pelos Estados Unidos, anunciada pelo presidente Trump e com vigência a partir de 6 de agosto de 2025, representa um abalo significativo à competitividade das exportações do país. Os EUA são o segundo maior destino das exportações brasileiras de aço e ferro, com vendas em torno de US$ 4,7 bilhões em 2024, correspondendo a cerca de 48% das exportações do setor. Para empresas atuantes na cadeia interna, como a Pinheiro Ferragens, a turbulência internacional exige um reposicionamento estratégico urgente.

Segundo Janine Brito, presidente do Lide Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens, incentivar as empresas a se consolidarem no mercado interno é essencial. “Com as tarifas americanas dificultando as exportações aos EUA, a melhor alternativa para as exportadoras de ferro e aço passou a ser consolidar o mercado interno e ampliar relações de comércio com outros mercados. No caso da Pinheiro, há algum tempo que estamos investindo na consolidação da marca dentro do mercado nacional e queremos ampliar nosso âmbito de atuação no estado. Queremos garantir que os clientes encontrem aço de qualidade, entregas mais rápidas e preços muito competitivos, independentemente das tensões externas”, afirma.

Visão estratégica da empresa 

Diante do cenário internacional instável e das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o aço brasileiro, a Pinheiro Ferragens vem adotando medidas estratégicas para fortalecer sua atuação no mercado interno e reduzir os impactos da crise global. A empresa aposta no estreitamento de parcerias com construtoras e fornecedores locais. O objetivo é manter um suprimento contínuo e previsível, independentemente das flutuações externas.

Além disso, a Pinheiro tem investido fortemente na ampliação de sua infraestrutura logística e na formação de estoques estratégicos. “Essas ações visam garantir níveis seguros de abastecimento, mesmo em momentos de instabilidade internacional. O departamento responsável pela logística também está sendo modernizado, com foco na eficiência operacional e no cumprimento rigoroso de prazos”, explica Janine.

Outro pilar da estratégia empresarial da companhia é a diversificação de fornecedores. Ao priorizar parceiros que atuam com prazos e volumes ajustados às necessidades do mercado nacional, a Pinheiro Ferragens reduz sua dependência de insumos importados e conquista maior agilidade para reagir às mudanças do mercado. A flexibilidade conquistada com essa diversificação permite que a empresa se mantenha competitiva e preparada para lidar com cenários econômicos adversos.

Nesse contexto, a Pinheiro Ferragens busca maximizar sua competitividade dentro do país, fortalecendo o ciclo econômico local e reduzindo a dependência de mercados instáveis. A crise do aço no comércio mundial exige que empresas como a Pinheiro Ferragens adotem uma postura resiliente e centrada no mercado interno. Com foco em logística eficiente, diversificação de fornecedores e reforço do atendimento local, a empresa se posiciona como peça-chave para garantir estabilidade e qualidade à cadeia de construção brasileira em meio à volatilidade das relações exteriores.

Sobre a Pinheiro Ferragens – Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados. 

ARTIGO: A engrenagem tarifária entrou em movimento
Bom dia, pessoal
 
O dia já começa com os mercados globais sob o peso da agenda corporativa carregada. Nos Estados Unidos, por exemplo, os holofotes se voltam para a divulgação dos balanços de gigantes como Walt Disney e McDonald’s — seria o suficiente para influenciar o humor dos mercados. Além disso, aguardamos discursos de três membros do Federal Reserve, que podem oferecer pistas adicionais sobre a trajetória dos juros. Para apimentar ainda mais o ambiente, Donald Trump promete anunciar ainda nesta semana o nome que substituirá Adriana Kugler no Fed, com forte expectativa de que a escolha reforce a ala mais dovish do comitê, favorecendo cortes na taxa de juros.
Enquanto isso, as bolsas asiáticas encerraram a sessão majoritariamente no azul, em clara dissociação do recuo observado em Nova York ontem — queda essa provocada por sinais de enfraquecimento no setor de serviços americano. Na Europa, os índices avançam com investidores voltando às compras após o recuo recente, mesmo diante de resultados corporativos mistos e da ameaça renovada de tarifas por parte dos EUA. 
Já o petróleo retoma fôlego após bater mínimas de cinco semanas, impulsionado por estoques americanos menores do que o esperado e pelo recrudescimento das tensões geopolíticas. No Brasil, entra oficialmente em vigor a tarifação imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Uma nova rodada do jogo comercial que, embora esperada, obriga o investidor a ajustar seu radar — o protecionismo americano pode ter implicações mais amplas do que os primeiros movimentos deixam transparecer.
 
00:51 — As tarifas saem do papel
 
Por aqui, o Ibovespa encerrou o pregão de ontem em leve alta, mesmo sob o pano de fundo tenso da decisão de colocar o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. A reação do mercado foi morna — o que, por si só, já é revelador. Como já pontuei, não há um efeito direto e imediato entre a prisão de Bolsonaro e o desempenho dos ativos locais, mas isso não significa que a situação seja irrelevante. Pelo contrário: o desconforto institucional gerado, somado ao potencial de represálias externas e de reconfiguração das forças políticas rumo a 2026, pode reintroduzir volatilidade ao radar.
A decisão, vale destacar, provocou incômodo dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. Ministros demonstraram desconforto com a condução do processo por Alexandre de Moraes, que teria, ao isolar-se politicamente, colocado em risco a credibilidade do próprio colegiado. A possibilidade de recuo da medida, nesse caso, não seria apenas uma derrota pessoal, mas um abalo à autoridade da corte como um todo — ainda que, para observadores jurídicos, a prisão seja juridicamente frágil, politicamente desnecessária e operacionalmente insustentável. Há até quem sugira que o ex-presidente teria deliberadamente forçado sua detenção, como estratégia para capitalizar politicamente o desgaste do judiciário, reforçando o clima de tensão.
A situação complica-se ainda mais com a sombra da Lei Magnitsky, que segue pairando sobre os tribunais brasileiros. O temor de sanções internacionais pode constranger votos futuros no plenário do STF. E, como se não bastasse, chegamos ao aguardado 6 de agosto: data em que as tarifas comerciais dos EUA contra o Brasil finalmente entram em vigor. O impacto, como já alertei, deve ser bem menor do que os alarmismos iniciais sugeriam — mas não irrelevante. O governo, por ora, aposta suas fichas na via diplomática, buscando ampliar a lista de isenções e suavizar as alíquotas punitivas. Fernando Haddad, inclusive, se encontrará na próxima quarta-feira com Scott Bessent, um dos principais interlocutores do time de Trump para os temas comerciais.
Outras frentes estão em análise, mas nenhuma delas é simples ou gratuita: abertura de novos mercados (processo lento e custoso), estímulos ao consumo doméstico, crédito subsidiado, compras públicas e programas de renúncia fiscal emergencial. Parte disso pressiona, claro, o já apertado espaço fiscal — e exige escolhas que o governo vinha tentando adiar. Na agenda, o destaque doméstico é a fala de Gabriel Galípolo, que pode reforçar o tom hawkish da última ata do Copom de ontem. Também digerimos o resultado do Itaú, que veio em linha com as expectativas, mas animou os investidores com as ações em Nova York. Vale lembrar que, lá fora, os ativos de países emergentes seguem se beneficiando da crescente expectativa de cortes de juros nos EUA ainda neste ano. Em suma, o Brasil dança conforme a música global — mesmo que o palco doméstico esteja, no momento, especialmente instável por questões políticas.
 
01:49 — Uma atividade realmente mais fraca
 
Os dados mais recentes da economia americana continuam entregando um retrato ambíguo, mas com tonalidades sombrias — especialmente no setor de serviços, epicentro do dinamismo doméstico. O PMI até tentou animar, mas bastou olhar para o ISM, tradicionalmente mais robusto, para o otimismo esfriar: o índice recuou para 50,1, perigosamente perto da linha divisória que separa crescimento de contração. Ainda mais preocupantes são os subíndices — como novos pedidos, emprego e atividade empresarial — flertando com as mínimas do ciclo. O mercado de trabalho, por sua vez, reforça o mau presságio: pelo segundo mês consecutivo, o índice de emprego do ISM de serviços caiu, depois dos dados de payroll decepcionaram com a criação de apenas 73 mil vagas na última sexta-feira, muito concentradas em saúde. Setores como indústria, lazer e hospitalidade seguem estagnados, alimentando o temor de que os EUA estejam escorregando para um terreno pantanoso: crescimento fraco com inflação persistente — o velho fantasma da estagflação rondando outra vez.
A reação dos mercados foi fiel ao diagnóstico: queda generalizada nos principais índices americanos, à medida que se acumula o desconforto com a piora dos fundamentos e a escalada do barulho geopolítico. Donald Trump, em sua conhecida coreografia de imprevisibilidade, voltou a pressionar o tabuleiro comercial, ameaçando novas tarifas contra a Índia e mirando setores sensíveis como farmacêutico e semicondutores. As conversas com a China continuam em banho-maria, e o prazo de 12 de agosto para a ampliação das tarifas segue no radar — com chances reais de um impasse explosivo (há chance de postergação). A indefinição sobre a política comercial, somada à fragilidade do mercado de trabalho, compõe um ambiente ruidoso, instável e de visibilidade reduzida. Enquanto isso, a temporada de balanços corporativos avança, com nomes de peso como Walt Disney, McDonald’s e Uber tentando resgatar o humor dos investidores nesta quarta-feira — tarefa ingrata num cenário onde a volatilidade parece ter vindo para ficar.
 
02:35 — E por falar em tensão comercial… 
 
As tensões comerciais seguem em escalada, alimentadas por novas ameaças do presidente Donald Trump — que agora volta sua mira para países que ainda importam petróleo da Rússia. A proposta em discussão prevê tarifas adicionais sobre produtos oriundos dessas nações, elevando o grau de incerteza política e regulatória para qualquer empresa que dependa do mercado americano. Nesse cenário de imprevisibilidade institucional, as múltiplas camadas de tarifação tornam o sistema comercial não apenas mais opaco, mas também mais caro e disfuncional, minando a previsibilidade necessária para decisões de investimento e operação de longo prazo.
Como se não bastasse, Trump resolveu reacender seu projeto de reindustrialização pela força bruta, mirando agora o setor farmacêutico. Em entrevista à CNBC, prometeu anunciar em breve tarifas escalonadas sobre medicamentos importados: começariam “pequenas”, mas subiriam para 150% em até 18 meses e poderiam alcançar até 250% — em uma tentativa declarada de forçar a produção de medicamentos em solo americano. A indústria, naturalmente, soou o alarme: medidas dessa magnitude teriam efeito direto sobre os preços ao consumidor e poderiam comprometer seriamente a capacidade de financiar inovação e pesquisa. E a lista de alvos não para por aí. Os semicondutores, cuja cadeia global depende fortemente de Taiwan, também entraram no radar tarifário — acrescentando combustível a uma política comercial errática.
 
03:26 — A sucessão no Fed
 
Donald Trump afastou oficialmente a possibilidade de nomear Scott Bessent — atual secretário do Tesouro — para a presidência do Federal Reserve. A justificativa, segundo o próprio presidente, foi simples: Bessent “prefere continuar onde está”. O gesto, embora apresentado com aparente leveza, elimina do páreo um nome com significativa influência política e econômica, sugerindo que a sucessão de Jerome Powell, cujo mandato se encerra em maio do próximo ano, está longe de ser trivial. Permanecem na disputa figuras ideologicamente mais alinhadas à cartilha de Trump, como o atual governador do Fed, Christopher Waller; o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett; o ex-diretor da instituição Kevin Warsh; e o economista Kevin Harsh. Nomes diferentes, mesma afinidade: todos vistos como possíveis agentes de uma inflexão institucional profunda. A questão de fundo, portanto, não é apenas “quem será”, mas “quão independente será”. Acredito que Kevin Warsh seja o favorito.
Porque, para além da troca de comando, o que se delineia é um projeto de reengenharia do próprio Fed. A proposta vai muito além da redução de juros — foco das críticas persistentes de Trump a Powell. O plano inclui cortes de pessoal, a reorganização dos bancos regionais e, sobretudo, uma redefinição da missão da autoridade monetária: o Fed passaria a operar sob nova lógica, mais atrelada aos interesses da Casa Branca do que ao manual ortodoxo de política econômica. Kevin Warsh chamou isso, sem rodeios, de uma “mudança de regime”. O efeito colateral seria imediato: o rompimento da coesão institucional do comitê e a politização de uma instituição historicamente guiada pela tecnocracia. O FOMC se aproximaria, assim, do modelo da Suprema Corte americana — polarizado, instável e sujeito a guerras de nomeações. Com apenas duas cadeiras disponíveis para nomeação no próximo mandato, a sucessão de Powell pode transformar-se em peça-chave não apenas da política monetária, mas da própria batalha eleitoral e da estabilidade dos mercados.
 
04:17 — Vento favorável?
 
O aumento das tarifas comerciais por funcionar, sim, como um paliativo fiscal para os Estados Unidos. Ao inflar a arrecadação, ajuda a mascarar temporariamente a fragilidade das contas públicas, oferecendo um alívio momentâneo em meio ao agravamento estrutural do quadro fiscal. Mas a anestesia tem prazo de validade. As projeções do CBO (Escritório de Orçamento do Congresso) seguem alarmantes, com a dívida pública podendo ultrapassar 160% do PIB até 2054 — uma trajetória difícil de ignorar, mesmo para os otimistas de plantão. Nesse cenário, a gestora Apollo ensaia uma provocação mais esperançosa: e se a inteligência artificial (IA), devidamente implementada, for capaz de impulsionar a produtividade a ponto de estabilizar a dívida em torno de 120% do PIB, sem a necessidade de apertos fiscais draconianos?
 
O argumento se ancora num mecanismo bem conhecido dos ciclos de transformação tecnológica: ganhos de produtividade reduzem o custo unitário do trabalho, arrefecem pressões inflacionárias e abrem espaço para juros mais baixos — o que, por sua vez, estimula o crescimento econômico e amplia a base arrecadatória. Esse encadeamento virtuoso pode fazer a relação dívida/PIB cair naturalmente, sem cortes agressivos de despesas nem aumentos de impostos. Os dados da Apollo ilustram bem essa tese: com produtividade crescendo entre 0,9% e 2,0% ao ano, a dívida poderia recuar de 117% para algo entre 99% e 77% do PIB. E há precedente: nos anos 1990, o próprio CBO superestimou o endividamento justamente por subestimar a força da produtividade. Em outras palavras, se a IA cumprir parte do que promete, talvez os EUA consigam escapar da armadilha fiscal com uma solução elegante — e menos indigesta que os tradicionais pacotes de austeridade. Mas o futuro ainda está aberto…
 
05:02 — Os gigantes
 
Nos últimos dias, os resultados estrondosos das gigantes de tecnologia não apenas fizeram suas ações decolarem — eles reacenderam o entusiasmo em torno de todo o complexo de inteligência artificial. De forma consistente, essas empresas têm superado as expectativas do mercado, impulsionadas sobretudo por suas capacidades em IA. E o raciocínio, embora simples, é implacável: se a IA está trazendo retorno, nada mais natural do que reinvestir ainda mais nela — especialmente agora, com ajustes fiscais recentes tornando esse movimento mais fácil de financiar. Quando o dinheiro está fluindo, a ambição cresce. E, no caso da IA, a árvore de investimentos está estendendo seus galhos cada vez mais alto, quase tocando o sol.
Vale notar que as últimas diretrizes operacionais anunciadas por duas empresas de hiperescala — as chamadas “hyperscalers” — nem sequer foram totalmente precificadas nas estimativas de mercado. Mas o recado já foi dado...
 
Cooperativismo catarinense é recebido no Ministério das Relações Exteriores de Portugal

Na segunda-feira (04), o Cooperativismo Catarinense foi recebido no Ministério das Relações Exteriores de Portugal. A agenda integra a missão do Sistema OCESC para ampliar a internacionalização das cooperativas de Santa Catarina. A comitiva cooperativista foi recebida pelo conselheiro e diplomata da Embaixada do Brasil, Luiz Felipe Rosa dos Santos.
“O povo de Santa Catarina é trabalhador, ordeiro, disciplinado e isso reflete no modo de fazer negócios e de empreender aqui em Portugal.  A palestra desta manhã chama a atenção para a receptividade de Portugal com os brasileiros que querem empreender de forma séria, a partir das sinergias, da proximidade linguística, dos laços culturais e histórico que unem nossos dois países”, destaca Rosa dos Santos.


No encontro foram apresentadas as oportunidades para ampliar a presença internacional das cooperativas catarinenses e reforçar as relações institucionais e comerciais entre Santa Catarina e Portugal. “Portugal está aberto a mais investimentos e conexões com o Brasil e é por isso que as cooperativas catarinenses precisam internacionalizar nossos produtos e serviços. Nós temos um cooperativismo de excelência e precisamos ir para outros lados do mundo, a Europa é um dos caminhos. Escolhemos Portugal como nossa porta de entrada justamente pela facilidade criada pelos laços culturais. Futuramente queremos expandir para países que também têm laços e raízes com nossos descendentes, como Itália e Alemanha”, ressalta o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.


Zanatta, apresentou o cooperativismo catarinense e seu alto impacto e importância socioeconômica para o Estado. Em 2024 as cooperativas de SC geraram 102,2 mil empregos, somaram 4,7 milhões de cooperados e obtiveram um faturamento de R$ 91 bilhões.


No período da tarde, a missão cumprirá uma série de agendas voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional no setor produtivo. A primeira visita será à Associação de Produtores de Suínos (Grupo Ali). Criada em 1994 e reconhecida pelo Ministério da Agricultura português, a instituição nasceu da necessidade de enfrentar os desafios da suinocultura diante da concorrência europeia e hoje é referência em organização e produtividade no setor.


Na sequência, a comitiva será recebida pela Adega Cooperativa de Palmela, fundada em 1955 e considerada uma das principais produtoras de vinho da Península de Setúbal. Com cerca de 300 associados e 1.000 hectares de vinha, a cooperativa produz mais de 8 milhões de litros de vinho por ano.


Para encerrar as agendas do dia, os líderes cooperativistas catarinenses se reunirão com a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI). Os representantes serão recebidos pela secretária-geral adjunta, Aldina Fernandes, que realizará uma apresentação especial sobre o Ano Internacional das Cooperativas. Aldina ressaltará o papel das cooperativas no desenvolvimento sustentável, na inclusão social e no fortalecimento da economia, reforçando a importância da integração entre cooperativas brasileiras e portuguesas.
FOTO: Cooperativismo Catarinense é recebido no Ministério das Relações Exteriores de Portugal. (Foto: Assessoria Kactus.)

 

Ferrovias, finalmente, na pauta de prioridades

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Santa Catarina, por sua vocação agroindustrial e exportadora, não pode mais adiar uma decisão estratégica que impactará decisivamente seu futuro: o investimento urgente e consistente em infraestrutura ferroviária. Com uma malha rodoviária sobrecarregada, deficiente e em muitos pontos obsoleta, o Estado carece de alternativas logísticas compatíveis com sua pujança produtiva e com a complexidade das cadeias de suprimentos que sustentam sua economia. A recente criação do Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE), com o respaldo jurídico e institucional da Lei nº 0474/2025, representa um divisor de águas nesse cenário. De parabéns, portanto, o governador Jorginho Mello pela iniciativa e a Assembleia Legislativa pela aprovação da lei.

Ao conferir ao Estado a prerrogativa de conceder, planejar e desenvolver trechos ferroviários, essa nova legislação rompe com a dependência exclusiva da União e inaugura uma era de protagonismo regional. Santa Catarina deixa de ser apenas espectadora do traçado nacional das ferrovias para assumir o timão do próprio destino logístico. Trata-se de uma conquista histórica e, ao mesmo tempo, de uma convocação à ação imediata.

O Estado detém apenas 4,4% da malha ferroviária nacional e responde por irrisórios 1,45% da carga transportada por esse modal. Essa desproporção é inaceitável frente ao peso da economia barriga-verde. Nesse contexto é urgente a necessidade de integrar o Oeste ao Litoral, criando um corredor ferroviário eficiente e contínuo entre as regiões produtoras do interior e os portos marítimos catarinenses. A expansão da Malha Sul, conectando Chapecó a Correia Pinto, constitui um passo necessário, mas insuficiente. O horizonte precisa ser mais ambicioso. A interligação entre os portos de Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá por ferrovia reforçaria a sinergia entre modais e expandiria a capacidade de escoamento das exportações, promovendo ganhos econômicos, ambientais e operacionais de grande magnitude.

O Estado já conta com exemplos consolidados de uso ferroviário, como a Malha Sul e a Ferrovia Tereza Cristina, ambas sob tutela federal. Com o SFE, abre-se a possibilidade de internalizar a gestão, modernizar os trechos existentes e, sobretudo, viabilizar novos empreendimentos sob regime de concessão ou autorização privada. A nova legislação permite outorgas de até 99 anos, proporcionando segurança jurídica e atratividade para investidores de longo prazo. Trata-se de um modelo inovador, sintonizado com o Novo Marco Legal das Ferrovias, que visa fomentar o surgimento de “shortlines”, linhas curtas voltadas a demandas locais, integradas à malha nacional.

Além dos projetos em curso — como a ligação entre os portos de Navegantes e Araquari, já com 70% de execução — o governo estadual vislumbra novas rotas estratégicas: a conexão entre a Ferrovia Tereza Cristina e o município de Aurora e a ferrovia litorânea que uniria os principais portos. São propostas que, se materializadas, impulsionarão a competitividade de Santa Catarina, mitigarão gargalos históricos e oferecerão à indústria, ao agronegócio e à sociedade instrumentos logísticos compatíveis com o século XXI.

Paralelamente, outra questão desafia a agroindústria catarinense, especialmente a cadeia de aves e suínos, altamente dependente da importação de grãos — milho e soja — oriundos do Centro-Oeste brasileiro. A inexistência de uma ferrovia ligando o Oeste de Santa Catarina ao Centro-Oeste agrava custos logísticos, onera a produção, limita a competitividade internacional e compromete a sustentabilidade do setor. É inconcebível que esse elo logístico continue ausente.

O esgotamento das rodovias, a saturação do modal rodoviário e os custos crescentes do transporte por caminhões exigem mudança. Em qualquer país desenvolvido, foi pelas ferrovias que se encontrou a solução para a eficiência logística, a desconcentração das cargas nas estradas e a ampliação da integração territorial. Não há alternativa. Ou Santa Catarina investe com seriedade na construção de uma malha ferroviária moderna, integrada e funcional, ou estará condenada à estagnação logística e à perda progressiva de competitividade.

Preço do Populismo: Tarifaço vira justificatica para farra fiscal

Márcio Coimbra*

A resposta do governo Lula diante das tarifas de Trump revela uma perigosa cartilha populista que tem guiado o Palácio do Planalto. Em vez de buscar soluções estruturais, negociações robustas ou ajustes para aumentar a competitividade, a administração petista aposta na reedição irresponsável de mecanismos emergenciais e na expansão do crédito estatal – um caminho pavimentado com demagogia que desestabiliza as contas públicas e hipoteca o futuro do Brasil em nome da reeleição em 2026.
O plano de contingência imaginado pelo governo espelha-se no Benefício Emergencial (BEm), criado para o cenário da pandemia. Aplicar esse remédio de guerra a um desafio comercial é um absurdo econômico. Ressuscitar um programa que reduz jornada e transfere para os cofres públicos o pagamento de parte dos salários representa uma intervenção massiva e distorciva no mercado de trabalho. Não resolve o problema de competitividade gerado pelas tarifas e apenas mascara seus efeitos imediatos com dinheiro público, criando uma dependência insustentável.

Além disso, o governo planeja lançar uma enxurrada de novos programas sociais e ampliar outros usando o tarifaço como justificativa. Medidas que, na verdade, têm por objetivo único inflar a popularidade presidencial para a próxima disputa eleitoral. Ao todo, Lula planeja ao menos seis novos programas. Estamos falando da ampliação do Minha Casa, Minha Vida para aqueles que ganham até R$ 12 mil, juros subsidiados na liberação de crédito para reformas residenciais, vale-gás para 16 milhões de famílias, crédito para motos elétricas mediante linhas facilitadas aos entregadores de aplicativos e medidas de auxílio aos caminhoneiros. Uma farra fiscal pré-eleitoral.

O setor produtivo também entrou em campo para colher benesses e deseja flexibilizar as leis trabalhistas durante a vigência do tarifaço. Ao mesmo tempo pleiteia uma linha de crédito que permita às companhias exportadoras honrar seus ACCs (adiantamentos de contrato de câmbio), aliado a medidas de facilitação de crédito, algo que por mais que soe como uma medida paliativa razoável, significa alarmante expansão descontrolada do crédito estatal.

Os pedidos se acumulam. O governo foi demandado para ampliar o Acredita Exportação, programa que ajuda micro e pequenas empresas brasileiras com a restituição de 3% das receitas de vendas ao exterior. O pleito agora é que o benefício seja estendido a companhias de todos os portes. A prioridade aparente não é fortalecer a economia brasileira para enfrentar desafios globais, mas sim comprar paz social e apoio político no curto prazo, custe o que custar ao Erário.

Lula escolheu o atalho populista. Em vez de liderar o país em um necessário esforço de modernização e eficiência para enfrentar as tarifas e os desafios globais, opta por queimar o futuro fiscal do Brasil como combustível para fazer funcionar sua máquina eleitoral. É uma estratégia miope, egoísta e profundamente danosa. A conta desse festival de irresponsabilidades recairá inevitavelmente sobre a população. Seja através de impostos mais altos, serviços públicos ainda mais precários ou um novo ciclo recessivo forçado por um ajuste inevitável. O Brasil não pode se dar ao luxo de mais um ciclo de ilusão populista seguido de amargo despertar. O preço será catastrófico.

*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

Banco Central diz que manteve juros por cautela com tarifa dos EUA

O Banco Central (BC) justificou, nesta terça-feira (5), que a decisão de manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, tomada na semana passada, foi motivada por cautela diante das incertezas no cenário internacional, especialmente após o anúncio do chamado “tarifaço” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã, destaca que a elevação das tarifas comerciais norte-americanas traz impactos setoriais relevantes e pode gerar consequências mais amplas para a economia brasileira, dependendo do desenrolar das negociações. “O Comitê acompanha com atenção os possíveis impactos sobre a economia real e sobre os ativos financeiros”, diz o documento.

Na semana passada, o governo de Donald Trump formalizou a imposição de uma tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros, alegando, entre outros fatores, que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria sendo perseguido pelo Judiciário brasileiro.

Segundo o BC, o cenário externo se tornou mais incerto, e a autoridade monetária optou por adotar uma postura de prudência. “O Copom deve preservar uma postura de cautela”, afirmaram os diretores da instituição.

Além dos fatores internacionais, o Banco Central apontou que os vetores inflacionários internos seguem adversos. Há pressão no mercado de trabalho, expectativas de inflação desancoradas e projeções de preços elevadas. Mesmo com sinais de moderação no ritmo de crescimento, a atividade econômica permanece resiliente.

O Copom enfatizou que é necessário manter uma política monetária significativamente contracionista por um período prolongado para reequilibrar a relação entre oferta e demanda e garantir a convergência da inflação à meta. “O arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial desse processo”, diz o documento.

A ata também ressalta a importância da política fiscal no enfrentamento dos desafios econômicos. Para o BC, ações fiscais que ajudem a reduzir o prêmio de risco podem contribuir para o controle da inflação. “A política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que afeta a percepção sobre a sustentabilidade da dívida”, avaliou.

O Banco Central ainda seguirá monitorando o repasse do câmbio para os preços, após um período recente de forte volatilidade, além de manter atenção às expectativas de mercado para a inflação — ponto que, segundo o órgão, gera desconforto entre os diretores. (confira aqui a íntegra da justificativa do Banco Central)

https://www.bcb.gov.br/content/copom/atascopom/Copom272-not20250730272.pdf

SCPAR Porto de Imbituba apoia o 1º Feirão de Empregos do município

A SCPAR Porto de Imbituba é apoiadora do “1º Feirão de Empregos” de Imbituba, uma ação promovida pelo Sine de Santa Catarina, em parceria com a Prefeitura de Imbituba por meio da Secretaria de Gestão e Desburocratização e com o Imbituba +Fácil. O evento acontece no dia 7 de agosto, das 8h às 16h30, na sede da ACIM (Associação Empresarial de Imbituba), e tem como objetivo principal conectar a população às oportunidades de trabalho, profissionalização e qualificação.

As oportunidades de trabalho no Porto e em empresas portuárias serão apresentadas durante o evento, demonstrando que é possível construir uma carreira dentro do setor portuário.

Ao longo do Feirão, os participantes poderão realizar entrevistas com empresas que estarão contratando no local, além de contar com uma série de serviços gratuitos voltados à empregabilidade, como: Cadastro e atualização no SINE; Palestras e orientações rápidas com especialistas em recursos humanos; Apoio na confecção de currículos; Suporte com carteira de trabalho digital e plataforma Gov.br; Informações sobre cursos profissionalizantes oferecidos por instituições como IFSC, SENAI, Uniasselvi e CIEE; Atendimento da Sala do Empreendedor com orientações sobre MEI; Atendimento especializado para jovens aprendizes e pessoas com mais de 50 anos.

Para o prefeito Michell Nunes, a iniciativa inédita da Prefeitura Municipal e apoiadores é importante para fomentar o desenvolvimento econômico. “Isso mesmo, oferecer oportunidade de emprego e desenvolvimento profissional das pessoas, reflete na economia, no crescimento e na qualidade de vida de todos. É um importante momento para nosso município”, disse. 

O evento é uma grande oportunidade para quem está em busca de recolocação no mercado de trabalho ou deseja iniciar um processo de qualificação profissional, mas não possui acesso à área portuária, destaca o diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

CRONOGRAMA

8h às 9h –  Abertura oficial com autoridades e parceiros

9h às 9h30 –  Bate-papo: Como se destacar e se portar em uma entrevista de emprego (DUAL)

9h30 às 12h –  Atendimento ao público (cadastro e entrevistas)

13h –  Retomada do atendimento ao público

14h às 15h – Roda de conversa com RHs: LinkedIn, redes sociais e tendências do mercado (DUAL)

16h30 – Encerramento

Endereço da Associação Empresarial de Imbituba (ACIM) – Rua Quintino Bocaiúva, 180 – Sala 4 – Edifício Gran Villaggio.

A SCPAR Porto de Imbituba reforça seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico da região e destaca a importância de ações que promovam a inclusão e o fortalecimento do mercado de trabalho local. 

Comunicação Social SCPAR Porto de Imbituba

Dia dos Pais: conheça os golpes mais aplicados nesse período

O Dia dos Pais é uma das datas de maior movimentação no comércio brasileiro. Mas, junto com o aumento das transações, crescem também as tentativas de golpe. Por isso, a ABBC – Associação Brasileira de Bancos – reforça a importância de adotar cuidados redobrados neste período. 
 
Idealizadora da campanha Tem Cara de Golpe, a ABBC alerta para a necessidade de práticas simples, mas essenciais, como ativar mecanismos de segurança em celulares e computadores — incluindo autenticação em duas etapas e bloqueio remoto —, nunca compartilhar senhas ou dados pessoais por telefone ou mensagens suspeitas e jamais emprestar sua conta ou dados bancários a terceiros, o que pode caracterizar participação em fraudes, ainda que sem intenção. 
 
Caso seja vítima de golpe, é fundamental comunicar imediatamente o banco e a operadora do cartão, além de registrar boletim de ocorrência. Em situações de roubo ou perda do celular, a operadora de telefonia deve ser informada e o aparelho, bloqueado o quanto antes. 
 
“Em datas como o Dia dos Pais, o volume de transações cresce exponencialmente — e os riscos também. Por isso, consumidores e empresas precisam manter uma postura preventiva. Segurança digital não depende apenas de tecnologia, mas, principalmente, de comportamento. Usar autenticação em duas etapas, manter dispositivos atualizados, verificar a legitimidade de ofertas, nunca ceder a pedidos para emprestar sua conta bancária e não compartilhar senhas são atitudes que fazem toda a diferença. O sistema financeiro tem avançado em soluções antifraude e resposta rápida, mas a conscientização do consumidor continua sendo a primeira linha de defesa”, alerta Leandro Vilain, CEO da ABBC. 
 
Conheça alguns dos golpes mais comuns nesta data 
• Sites falsos 
Criminosos criam páginas falsas de lojas conhecidas, oferecendo produtos com descontos muito atrativos. Após o pagamento, o item não é entregue e os dados do comprador podem ser utilizados em outras fraudes. Prefira digitar o endereço oficial da loja no navegador e sempre verifique os dados antes de pagar um boleto. 
 
• Falsa central de atendimento 
Golpistas se passam por funcionários de bancos ou operadoras de cartão e alegam compras suspeitas para obter dados confidenciais. Nenhuma instituição solicita senhas ou códigos por telefone. Em caso de dúvida, contate diretamente o canal oficial. 
 
• Mensagens falsas (SMS ou aplicativos de mensagem) 
Mensagens urgentes com links suspeitos podem direcionar a vítima para sites falsos. Nessas páginas, dados pessoais e bancários são solicitados, possibilitando fraudes. Desconfie sempre de mensagens de números desconhecidos. 
 
• Entrega com maquininha adulterada 
Criminosos se apresentam como entregadores de brindes ou prêmios e solicitam pagamento de uma taxa por meio de maquininhas com visor danificado. Com isso, valores muito superiores ao informado são cobrados. Em outra versão do golpe, pedem uma selfie da vítima, que pode ser usada indevidamente para acessar contas ou abrir cadastros fraudulentos. 
 
• Uso indevido da conta bancária 
Golpistas também aliciam pessoas para emprestar ou ceder sua conta bancária, chaves Pix ou cartões, muitas vezes em troca de vantagens financeiras. Mesmo sem participação direta no crime, quem cede sua conta pode estar envolvido em fraudes ou lavagem de dinheiro — e responder legalmente por isso. Jamais empreste sua conta ou dados. 
 
Como se prevenir de golpes no Dia dos Pais 
• Desconfie de promoções com preços muito abaixo do mercado. Golpes costumam usar ofertas chamativas como isca. 
• Digite o endereço da loja diretamente no navegador. Evite acessar links enviados por mensagens ou redes sociais. 
• Antes de pagar um boleto, confira os dados do beneficiário. Qualquer divergência pode indicar fraude. 
• Ative a autenticação em duas etapas nos aplicativos bancários e de compras online. 
• Não compartilhe senhas, códigos ou dados pessoais por telefone, SMS ou mensagens em aplicativos. 
• Nunca empreste ou ceda sua conta bancária ou chaves Pix para terceiros. Contas laranja são usadas em golpes e podem envolver você em crimes. 
• Evite fazer pagamentos em maquininhas com visor danificado ou pouco visível. 
• Fique atento a mensagens urgentes com links suspeitos. Na dúvida, fale com sua instituição financeira por canais oficiais. 
• Instale antivírus e mantenha seu celular e computador atualizados. 
Para mais dicas, acesse: www.temcaradegolpe.com.br 
 
Sobre a ABBC
A ABBC - Associação Brasileira de Bancos é uma entidade sem fins lucrativos, instituída em 1983, com o objetivo de colaborar com o aperfeiçoamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. Atualmente, a ABBC tem mais de 120 instituições associadas (entre bancos, cooperativas de crédito, instituições de pagamento e financeiras) e está entre as maiores entidades representativas do SFN. Entre os pilares estratégicos da instituição estão representatividade; prevenção a fraudes e cibersegurança; e competitividade no mercado financeiro. 

 

Nidec Global Appliance abre 25 vagas para jovens aprendizes em Joinville

A Nidec Global Appliance, detentora da marca Embraco, está com 25 vagas abertas para o Programa Jovem Aprendiz, na unidade de compressores em Joinville.

O programa combina aulas no curso técnico em Fabricação Mecânica, no SENAI/SC, três vezes por semana, com atividades práticas na empresa, cinco vezes por semana.

As inscrições vão até esta quarta-feira (6), neste link. Os selecionados iniciam as atividades em 18 de agosto.

Além do salário mensal, os aprendizes têm acesso a benefícios como planos de saúde e odontológico, assistência farmacêutica, seguro de vida em grupo, restaurante interno e transporte especial.

REQUISITOS

• Ter entre 18 e 22 anos
• Para candidatos do sexo masculino, dispensa do serviço militar
• Ensino fundamental completo (9º ano concluído)
• Caso não tenha concluído o ensino médio, estar cursando
• Se estiver em fase de escolarização (ensino médio, técnico ou superior), é necessário estar devidamente matriculado no período noturno
• Disponibilidade para frequentar o SENAI três vezes por semana (manhã ou tarde) e trabalhar na Nidec cinco vezes por semana (contraturno das aulas).

SOBRE

Com mais de 13 mil funcionários e 17 unidades em nove países, a Nidec Global Appliance fabrica e comercializa produtos comerciais e residenciais. Seu portfólio inclui soluções Embraco para a indústria de refrigeração, motores Nidec para eletrodomésticos, motores e bombas FIR para o setor de alimentação, além das marcas U.S. MOTORS® e Rescue, voltadas às indústrias de aquecimento, ventilação e ar-condicionado.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Vendas nos shoppings devem crescer 2,2% no Dia dos Pais de 2025, aponta ABRASCE
Pesquisa de Expectativas para o Dia dos Pais, realizada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), aponta projeções positivas para o setor: as vendas devem crescer 2,2% em relação ao mesmo período de 2024, alcançando cerca de R$ 4,3 bilhões em movimentação. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 29 de julho com objetivo de entender as expectativas de fluxo de visitantes, vendas, ticket médio e ações promocionais para o período de 1º a 10 de agosto.
 
De acordo com o estudo, 78% dos shoppings ouvidos esperam aumento nas vendas. O fluxo de visitantes também deve crescer: 58% dos respondentes projetam maior circulação de público, com incremento médio estimado em 1,0% sobre o ano passado. Já o ticket médio deve chegar a R$ 210,26, alta de 5,1% na comparação com 2024 (R$ 200,03).
 
Os segmentos mais procurados para a data devem ser vestuário (82%), artigos esportivos (77%) e calçados (76%). Para impulsionar as vendas, os empreendimentos apostam em campanhas tradicionais como Compre e Ganhe (24%), Ganhe e Concorra (22%) e Sorteio (21%), além de ações de experiência como festivais gastronômicos, shows de humor, música ao vivo e espaços temáticos que reforçam o apelo familiar da data.
 
“O Dia dos Pais é uma ocasião importante para os shopping centers brasileiros. Mesmo em um cenário macroeconômico desafiador, vemos uma expectativa de crescimento que demonstra a força do setor e sua capacidade de se reinventar. Os shoppings seguem investindo em experiências, mix de produtos e ações promocionais que estimulam o consumo e tornam o passeio ainda mais atrativo para as famílias”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce. “Além de serem locais de compras, os shoppings se consolidam cada vez mais como espaços de convivência e lazer, o que contribui diretamente para esse resultado positivo.” 
Como explicar por que você saiu do último trabalho nas entrevistas de emprego?
Saber responder por que você saiu do último trabalho pode fazer a diferença entre seguir ou não no processo seletivo. A pergunta é comum nas entrevistas, por isso muitos candidatos decoram respostas prontas, o que é péssima escolha, segundo especialistas.
 
“A forma como você responde vale mais que o motivo em si. Recrutadores estão menos preocupados com a saída e mais atentos ao seu tom, postura, maturidade e segurança ao contar a história”, diz a psicóloga Kelly Nayara Thiemann.
 
A dica de ouro, segundo Kelly, é transformar a pergunta “por que você saiu?” em uma resposta sobre para onde você quer ir.
 
Confira abaixo maneiras de abordar o assunto.
 
 Se foi por decisão sua (pedido de demissão)
• “Busquei novos desafios mais alinhados com meu propósito, valores e interesse pela área de....”
• “Sentia que já havia contribuído tudo o que podia naquela função e decidi iniciar uma nova etapa da minha carreira.”
 
Se foi desligamento (corte, reestruturação, performance)
• “Fui desligado em uma reestruturação que afetou vários setores. Aproveitei este momento para investir no meu desenvolvimento e refletir sobre meus próximos passos.”
• “O desligamento foi difícil, mas me levou a identificar pontos que precisava desenvolver. Desde então, venho trabalhando estas habilidades e estou mais preparado hoje.”
 
 Se foi um ciclo natural que se encerrou (contrato, projeto, estágio)
• “A empresa tinha um modelo de contrato por projeto e o ciclo foi concluído. Saí com boas entregas e mantendo portas abertas.”
• “O contrato previa um período determinado e, ao final, concluí as entregas com reconhecimento da equipe. Agora estou em busca de novos desafios de longo prazo.”
 
O que evitar ao falar sobre o motivo da saída
• Falar mal da empresa ou liderança
• Exagerar na justificativa
• Assumir tom de culpa ou mágoa
• Responder com raiva ou ironia
• Mentir
 
E se houve um intervalo entre um emprego e outro?
A psicóloga orienta ser transparente e mostrar como você aproveitou este tempo: estudando, cuidando da saúde ou repensando a carreira, por exemplo.
 
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas
Apesar de exceções, 25% das exportações de minérios serão taxadas

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) informou que 75% dos minérios exportados para os Estados Unidos entraram na lista de exceções, mas o setor ainda sofrerá impacto. 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) Ordem Executiva que confirma a aplicação de taxa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. O documento traz também uma lista com cerca de 700 produtos que ficarão de fora do tarifaço, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.

Uma análise preliminar do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com base no documento divulgado nesta quarta-feira (30) pelo governo dos Estados Unidos, indica que, dos 1,53 bilhões de dólares valor que representa 4% das exportações minerais brasileiras destinadas ao mercado norte-americano cerca de 75% estão incluídos nas exceções previstas pelo decreto. Com isso, 25% das exportações serão impactadas, aponta a nota divulgada pela entidade.

De acordo com o Ibram, os minerais liberados da taxação imposta por Trump são: caulim, cobre, manganês, vanádio, bauxita e algumas pedras e rochas ornamentais.

O Ibram continua analisando os detalhes do decreto para compreender plenamente seus impactos e reafirma seu compromisso de atuar para que todos os minerais brasileiros sejam excluídos da nova sobretaxa", destaca o setor.

As taxas entram em vigor em sete dias, ou seja, no dia 6 de agosto. 

Entenda o tarifaço
Na Ordem Executiva, que elevou a tarifa para os produtos brasileiros em 50%, Trump argumenta que o Brasil é uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.

O documento afirma que o Brasil estaria perseguindo, intimidando e censurando "o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores que são graves violações dos direitos humanos que minaram o Estado de Direito no Brasil. 

Além do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, medidas do governo brasileiro em relação a plataformas digitais e decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foram citadas como justificativas para as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil. 

A perseguição política, por meio de processos forjados, ameaça o desenvolvimento ordenado das instituições políticas, administrativas e econômicas do Brasil, inclusive minando a capacidade do Brasil de realizar uma eleição presidencial livre e justa em 2026. O tratamento dado pelo governo do Brasil ao ex-presidente Bolsonaro também contribui para o colapso deliberado do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação politicamente motivada naquele país e para abusos de direitos humanos, diz o texto.

No documento do governo norte-americano, o ministro Alexandre de Moraes é acusado de abusar de sua autoridade judicial para atingir oponentes políticos, proteger aliados corruptos e suprimir dissidências, muitas vezes em coordenação com outras autoridades brasileiras. Trump acusa o ministro de confiscar passaportes, prender pessoas sem julgamento e impor multas a empresas que não cumpriram suas exigências ilegais de censura.  

Entidades do setor produtivo criticam manutenção dos juros em 15%

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A manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Para entidades da indústria, do comércio e centrais sindicais, a alta prejudicará a produção e o investimento.
Em nota, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, classificou de insuficiente e equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo ele, os juros altos vão sufocar a economia. Segundo ele, medidas como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) equivalem, na prática, a um aumento de juros, e o tarifaço dos Estados Unidos pode resultar em menos inflação no Brasil.

Já tivemos o aumento do IOF sobre as operações de crédito e câmbio e a elevação das tarifas dos EUA sobre as nossas exportações. A alta do IOF sobre o crédito vai aumentar em R$ 4,9 bilhões o custo para as indústrias, enquanto as tarifas dos EUA podem causar queda na produção industrial e a perda de milhares de empregos no país. O momento pede uma política monetária mais favorável. Precisamos de menos juros e mais crescimento, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Para a Associação Paulista de Supermercados (Apas), as tensões internacionais tornam a política monetária mais desafiadora. Mesmo assim, a entidade considera alto o nível dos juros atuais.

Diante dessa conjuntura, a nossa preocupação é a manutenção da taxa de juros nesse patamar. O Brasil tem uma das maiores taxas reais de juros do mundo. A manutenção da taxa Selic em 15% nessa conjuntura irá prejudicar os investimentos, o consumo das famílias; aumentará o custo do crédito e afetará diretamente o nível de atividade econômica do país, ressaltou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, em comunicado.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) informou que a decisão do Banco Central veio em linha com as expectativas de mercado. Apesar de reconhecer que os juros estão altos, a entidade avalia que a inflação continua acima da meta de 4,5% em 12 meses.

Apesar da desaceleração gradual da atividade econômica interna e da valorização do real, que tendem a diminuir a pressão sobre os preços, a inflação acumulada se mantém muito acima da meta anual, num contexto de expansão fiscal, expectativas inflacionárias ainda desancoradas e maiores incertezas externas, derivadas da política comercial norte-americana, justificando uma política monetária mais cautelosa, explicou o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da ACSP.

Centrais sindicais
A decisão do BC também foi mal recebida pelas centrais sindicais. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o BC dificulta a vida das famílias com a nova elevação da Selic e mantém o esquema que transfere recursos dos consumidores, das empresas e do Estado para o setor financeiro.

O Banco Central diz que tem que manter a taxa de juros alta para controlar a inflação. Mas a Selic não é o único instrumento de controle de preços e nem funciona para os tipos de inflação que o Brasil enfrenta. O que a Selic elevada faz é manter o Brasil na liderança do ranking com os maiores juros do mundo, penalizando a população, destacou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.

Em nota, a Força Sindical, destacou que os juros altos favorecem apenas os especuladores e prejudicam o trabalhador. Lamentamos e consideramos absurdo manter a taxa em patamar tão elevado. Entendemos que o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade de aproveitar-se do encolhimento da demanda mundial para fazer uma drástica redução na taxa de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país, criticou o presidente da entidade, Miguel Torres.

Setor cafeeiro pode ser forçado a redirecionar produção, diz Cepea/USP

A partir de 6 de agosto, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%. Enquanto permanece batalhando para ficar de fora da lista de produtos brasileiros que vão ser taxados pelo governo norte-americano, o setor cafeeiro nacional segue marcado por incertezas, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo pesquisadores do Cepea, por causa dessa alta taxa, os produtores brasileiros poderão ser forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados, o que deverá exigir agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de café do Brasil. Em 2024, eles importaram cerca de 23% de café brasileiro, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.

A Colômbia representou cerca de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%.

Para o Cepea, como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo.

O Cepea avalia que a eventual entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros como base sensorial e de equilíbrio, diz comunicado do Cepea.

Tratativas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, ontem (30), a proposta de taxação de produtos brasileiros comercializados com os EUA. Mas a Ordem Executiva trouxe cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.

O café não entrou nessa lista de exceções. Com isso, logo após o anúncio de Trump, o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) disse que vai seguir em tratativas para que o café seja incluído na lista de produtos brasileiros que vão ficar de fora da taxação.

Superintendente do Porto de Itajaí participa da inauguração do Complexo Viário Badenfurt, em Blumenau

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, participou nesta quinta-feira (31) da inauguração do Complexo Viário Badenfurt, no km 57 da BR-470, em Blumenau. A obra, executada por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, representa um importante avanço logístico para o escoamento de cargas vindas do Oeste catarinense com destino ao Porto de Itajaí.
“A BR 470 é o principal corredor logístico de Santa Catarina, a BR-470 conecta o Oeste e Meio-Oeste ao litoral norte, onde está localizado o Porto de Itajaí. Esse é um instrumento importante para que o Porto continue crescendo e gere renda e emprego para nosso povo”, destacou o superintendente durante a cerimônia.

A solenidade contou com a presença do Ministro dos Transportes, Renan Filho, da deputada federal Ana Paula Lima e de autoridades locais.

O ministro ressaltou a importância estratégica do Porto de Itajaí para o desenvolvimento do estado. “Itajaí é um dos motores do desenvolvimento econômico de Santa Catarina. Quando o Porto cresce, todo o estado avança”, afirmou.

A deputada federal Ana Paula Lima também reforçou o impacto da nova via para a economia catarinense. “Essa obra é fundamental para facilitar o escoamento de cargas rumo aos portos e aeroportos da região”, disse.

A rodovia é essencial para o transporte de produtos de exportação e importação, como grãos, carnes, madeira, móveis e matérias-primas, e exerce papel estratégico no fortalecimento da economia catarinense.

BR 470
A duplicação da BR-470/SC é uma das principais obras de infraestrutura em andamento em Santa Catarina, com 84% de execução. Até o momento, 62 quilômetros já foram duplicados e liberados ao tráfego. Dos 27 viadutos previstos no projeto, 19 já foram entregues.
A obra contempla 73 quilômetros entre Navegantes e Indaial, divididos em quatro lotes. O investimento total é de R$ 1,58 bilhão, com previsão de conclusão em 2026.

Confira o andamento por lote:

* Lote 1: 94% concluído

* Lote 2: 98% concluído

* Lote 3: 66% concluído

* Lote 4: 71% concluído

Crédito: SECOM/Porto de Itajaí

WEG mantém consistência nos resultados e amplia presença internacional com margens sólidas

A WEG, orgulho industrial de Jaraguá do Sul, encerrou o segundo trimestre de 2025 reforçando sua posição de destaque no cenário global. A Receita Operacional Líquida atingiu R$ 10,2 bilhões, com avanço de 10,1% em relação ao mesmo período de 2024. Para os investidores, a empresa se mantém como referência em gestão, entregando resultados consistentes e mantendo o compromisso com o desenvolvimento contínuo. Com forte presença internacional e estratégia bem definida, a companhia avança demonstrando solidez nos seus principais indicadores operacionais.

Segundo análise do time de gestão e análise da Warren Investimentos, o resultado reforça a disciplina da WEG na condução dos negócios, enquanto a diversificação de mercados continua a ser uma das suas principais forças. “O trimestre reforça a capacidade da WEG em entregar resultados sólidos, com margens bem posicionadas e um olhar atento à eficiência operacional”, avalia o analista de investimentos da Warren, Lucas Vargas.

A atuação global, inclusive, segue sustentando um ritmo consistente de crescimento. O desempenho no exterior cresceu 17,3% no período, com destaque para as regiões da Ásia e África, além da sólida presença na América do Norte, responsável por quase metade da receita internacional. “A empresa tem mostrado um equilíbrio importante entre inovação, aquisições estratégicas e disciplina na gestão dos custos”, complementa Vargas.

Entre os segmentos, o destaque foi para Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais, com performance muito positiva no mercado externo, especialmente em motores de baixa tensão e automação. As demais divisões também tiveram desempenho saudável, com destaque para o crescimento no segmento de Tintas e Vernizes, puxado pelo mercado interno e pela operação no México.

A margem EBITDA atingiu 22,1%, levemente acima do trimestre anterior, resultado atribuído à melhoria no mix de produtos, redução de custos com insumos e maior integração das operações adquiridas. “A WEG segue eficiente, mesmo em um ambiente desafiador. O que vemos é uma empresa com capacidade de adaptação e visão de longo prazo”, destaca o especialista.

Outro ponto que merece atenção é o ROIC, o retorno sobre o capital investido, que segue elevado, em 32,9%. O indicador reforça a capacidade da empresa de transformar investimentos em valor de forma consistente, mesmo com um cenário macroeconômico mais exigente. “O nível de retorno segue entre os mais altos do mercado e evidencia o acerto nas decisões estratégicas da companhia”, reafirma Vargas.

“O tarifaço dos EUA não é uma tragédia para o Brasil, é um despertar”, diz presidente do Sebrae

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar, nesta quarta-feira (30), um decreto que eleva para 50% a tarifa sobre alguns produtos brasileiros, o presidente do Sebrae, Décio Lima, apontou que a medida é uma grande oportunidade para fortalecer a economia brasileira com o acesso a novos mercados, além de ressaltar a soberania do país.
“O tarifaço dos EUA não é uma tragédia para o Brasil — é um despertar. O Brasil é gigante, tem riqueza, povo empreendedor e vocação global. Chegou a hora de agir com patriotismo e coragem. Vamos crescer com essa situação, não tenha a menor dúvida, incluindo as nossas cadeias produtivas. Tenho certeza de que vamos ainda ter a abertura de novos mercados nesta economia globalizada e vamos entrar em outros territórios nos quais nunca pisamos”, apontou Décio. “O Brasil e a nossa economia são muito maiores do que isso. Essa é uma narrativa de taxação contra o Brasil e não podemos entrar numa onda perversa de pessimismo”, destacou o presidente do Sebrae.

Em sua análise, Décio Lima avaliou que os mais impactados com a medida serão os próprios americanos. Do outro lado, no Brasil, a taxação vai fortalecer o sentimento de patriotismo na população. “Toda essa situação vai mostrar para nós aquilo que historicamente a gente não conseguia enxergar, que é a grandeza do nosso país”, afirmou. “Não precisamos ser submissos e vamos mostrar para o mundo o tamanho que nós temos. Não somos mais um território de subserviência, de gente pequena, um país de terceiro mundo”, completou.

O bom momento da economia brasileira que possibilita esta avaliação tem sido perceptível, segundo Décio Lima, no processo de inclusão realizado no país, com a geração de empregos pelos pequenos negócios – que representam mais de 60% das vagas geradas – e com a abertura de novas empresas: já são mais de 2,6 milhões CNPJs abertos neste ano nesse segmento.

“Eu não posso imaginar que essas taxações, fronteiras econômicas, podem levar qualquer um de nós a voltar ao campo da subserviência, da humilhação e da resignação, de baixar a cabeça. O Brasil é dos brasileiros. Não será uma porcentagem de taxa que querem impor ao modelo econômico brasileiro que irá nos limitar”, analisou.

O presidente do Sebrae ainda exaltou a criatividade do povo brasileiro e os biomas do país como diferenciais da economia brasileira para superar a medida do governo dos Estados Unidos. “Lá, eles [americanos] não têm a criatividade que tem no Brasil. Por isso, estou muito convencido que isso tudo aí é para nos despertar. O que está faltando é acreditarmos em nós, acreditar inclusive, nessa produção extraordinária da pulverização econômica e nesse espírito empreendedor do povo brasileiro”, concluiu Décio Lima.

Avaliação

Atualmente, 68% das exportações dos pequenos negócios são feitas para as Américas (28% América do Sul, 24% América do Norte e 7% América Central e Caribe). O presidente Décio Lima lembra que, nos últimos anos, houve um crescimento significativo no acesso dos pequenos negócios ao mercado internacional.

O número de empreendedores que estão vendendo produtos e serviços para outros países cresceu 120% nos últimos 10 anos, enquanto as médias e grandes empresas cresceram 29% no mesmo período. Os pequenos negócios representam 41% do total de empresas exportadoras, apesar de movimentarem apenas cerca de 0,9% do montante de recursos.

De acordo com levantamento do Sebrae, em 10 anos foi registrado um crescimento de 152% nos valores comercializados por pequenos negócios. Em 2023, esse segmento foi responsável por movimentar US$ 2,8 bilhões, o melhor resultado registrado em todos os anos anteriores a 2020, sendo menor apenas que as exportações feitas em 2021 e 2022.

 

Porto do Rio de Janeiro dá mais um passo rumo à modernização com novos investimentos em infraestrutura

O Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o diretor-presidente da PortosRio, Flavio Vieira, participaram nesta terça-feira (29) da cerimônia de inauguração do novo Centro de Controle Operacional (CCO) do Porto do Rio de Janeiro e da assinatura da ordem de serviço para o início das obras de dragagem do Canal de Acesso ao Cais da Gamboa.

O evento, realizado no Pier Space (Armazém 1 do porto), reuniu autoridades, empresários e representantes de toda a comunidade portuária, marcando dois importantes investimentos em tecnologia e infraestrutura portuária. As ações reforçam o compromisso da Autoridade Portuária com a modernização das operações e a ampliação da capacidade logística do porto.

A implantação do novo Centro de Controle Operacional representa um marco para a gestão portuária do Rio de Janeiro. Com investimento de quase R$ 2 milhões, o projeto executado pela empresa Metaverso Telecom Ltda-ME corresponde à primeira fase do sistema VTMIS (Vessel Traffic Management Information System), ferramenta essencial para o monitoramento e controle do tráfego aquaviário em tempo real. O novo CCO trará melhorias significativas na segurança da navegação, na fiscalização e no rastreamento de embarcações, além de garantir melhores condições ergonômicas de trabalho para os operadores do sistema.

Outro destaque do evento foi a assinatura da ordem de serviço que autoriza o início das obras de dragagem de readequação e ampliação do Canal de Acesso ao Cais da Gamboa. Com investimento de R$ 117 milhões, a obra será executada pela DTA Engenharia e tem prazo de conclusão de seis meses. A intervenção integra o Novo PAC, com recursos da União e da própria PortosRio, e tem como objetivo otimizar o acesso aquaviário, permitir a atracação de embarcações de maior porte, reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade do Porto do Rio de Janeiro.

Durante o evento, o ministro Silvio Costa Filho destacou: “É uma grande satisfação estar aqui ao lado do presidente Flavio Vieira neste novo ciclo à frente da PortosRio. Tenho certeza de que, com trabalho conjunto e colaborativo, vamos avançar nas políticas públicas que o Porto do Rio precisa. Hoje celebramos um importante passo com a assinatura da ordem de serviço para a dragagem da Gamboa, um projeto fundamental que saiu do papel e vai alavancar novos investimentos. A missão agora é grande e desafiadora, mas com dedicação e compromisso, vamos fazer as entregas que o Porto do Rio merece.”

Já o presidente da PortosRio, Flavio Vieira, ressaltou: “É uma honra receber todos aqui nesta tarde para anunciar dois investimentos estratégicos para o Porto do Rio de Janeiro. A entrega do novo Centro de Controle Operacional reforça nossa capacidade de monitoramento e segurança, oferecendo mais controle às operações e mais confiança aos nossos parceiros comerciais. Já a dragagem do Canal da Gamboa amplia nossa eficiência operacional e atratividade, fortalecendo a lucratividade da companhia e contribuindo diretamente para o desenvolvimento do Estado do Rio e do país.”

Ao final da cerimônia, o técnico portuário Jesuíno Guilhermino Alves, da Gerência de Acesso Aquaviário do Porto do Rio de Janeiro, foi homenageado com uma placa entregue pelas mãos do ministro. A honraria destacou seu legado, pioneirismo e dedicação ao longo de mais de 40 anos de trajetória no setor portuário.

Jesuíno foi reconhecido como o precursor do sistema de programação e monitoramento do tráfego do complexo portuário da Baía de Guanabara, sendo lembrado por inspirar gerações de profissionais com sua postura, conhecimento e liderança. Emocionado com a homenagem, Jesuíno agradeceu pela confiança e relembrou sua trajetória, destacando a importância da implantação do novo centro de controle operacional para o futuro das operações, com mais segurança e eficiência.

As duas iniciativas, a entrega do novo CCO e o início da dragagem do Cais da Gamboa, representam avanços concretos na consolidação do Porto do Rio de Janeiro como um hub logístico moderno, eficiente e alinhado às exigências do comércio exterior. Os investimentos reforçam o papel estratégico da PortosRio no desenvolvimento econômico do estado e do país, promovendo mais segurança, eficiência operacional e geração de emprego e renda.

Dia dos Pais: conheça os golpes mais aplicados nesse período

O Dia dos Pais é uma das datas de maior movimentação no comércio brasileiro. Mas, junto com o aumento das transações, crescem também as tentativas de golpe. Por isso, a ABBC – Associação Brasileira de Bancos – reforça a importância de adotar cuidados redobrados neste período. 
 
Idealizadora da campanha Tem Cara de Golpe, a ABBC alerta para a necessidade de práticas simples, mas essenciais, como ativar mecanismos de segurança em celulares e computadores — incluindo autenticação em duas etapas e bloqueio remoto —, nunca compartilhar senhas ou dados pessoais por telefone ou mensagens suspeitas e jamais emprestar sua conta ou dados bancários a terceiros, o que pode caracterizar participação em fraudes, ainda que sem intenção. 
 
Caso seja vítima de golpe, é fundamental comunicar imediatamente o banco e a operadora do cartão, além de registrar boletim de ocorrência. Em situações de roubo ou perda do celular, a operadora de telefonia deve ser informada e o aparelho, bloqueado o quanto antes. 
 
“Em datas como o Dia dos Pais, o volume de transações cresce exponencialmente — e os riscos também. Por isso, consumidores e empresas precisam manter uma postura preventiva. Segurança digital não depende apenas de tecnologia, mas, principalmente, de comportamento. Usar autenticação em duas etapas, manter dispositivos atualizados, verificar a legitimidade de ofertas, nunca ceder a pedidos para emprestar sua conta bancária e não compartilhar senhas são atitudes que fazem toda a diferença. O sistema financeiro tem avançado em soluções antifraude e resposta rápida, mas a conscientização do consumidor continua sendo a primeira linha de defesa”, alerta Leandro Vilain, CEO da ABBC. 
 
Conheça alguns dos golpes mais comuns nesta data 
• Sites falsos 
Criminosos criam páginas falsas de lojas conhecidas, oferecendo produtos com descontos muito atrativos. Após o pagamento, o item não é entregue e os dados do comprador podem ser utilizados em outras fraudes. Prefira digitar o endereço oficial da loja no navegador e sempre verifique os dados antes de pagar um boleto. 
 
• Falsa central de atendimento 
Golpistas se passam por funcionários de bancos ou operadoras de cartão e alegam compras suspeitas para obter dados confidenciais. Nenhuma instituição solicita senhas ou códigos por telefone. Em caso de dúvida, contate diretamente o canal oficial. 
 
• Mensagens falsas (SMS ou aplicativos de mensagem) 
Mensagens urgentes com links suspeitos podem direcionar a vítima para sites falsos. Nessas páginas, dados pessoais e bancários são solicitados, possibilitando fraudes. Desconfie sempre de mensagens de números desconhecidos. 
 
• Entrega com maquininha adulterada 
Criminosos se apresentam como entregadores de brindes ou prêmios e solicitam pagamento de uma taxa por meio de maquininhas com visor danificado. Com isso, valores muito superiores ao informado são cobrados. Em outra versão do golpe, pedem uma selfie da vítima, que pode ser usada indevidamente para acessar contas ou abrir cadastros fraudulentos. 
 
• Uso indevido da conta bancária 
Golpistas também aliciam pessoas para emprestar ou ceder sua conta bancária, chaves Pix ou cartões, muitas vezes em troca de vantagens financeiras. Mesmo sem participação direta no crime, quem cede sua conta pode estar envolvido em fraudes ou lavagem de dinheiro — e responder legalmente por isso. Jamais empreste sua conta ou dados. 
 
Como se prevenir de golpes no Dia dos Pais 
• Desconfie de promoções com preços muito abaixo do mercado. Golpes costumam usar ofertas chamativas como isca. 
• Digite o endereço da loja diretamente no navegador. Evite acessar links enviados por mensagens ou redes sociais. 
• Antes de pagar um boleto, confira os dados do beneficiário. Qualquer divergência pode indicar fraude. 
• Ative a autenticação em duas etapas nos aplicativos bancários e de compras online. 
• Não compartilhe senhas, códigos ou dados pessoais por telefone, SMS ou mensagens em aplicativos. 
• Nunca empreste ou ceda sua conta bancária ou chaves Pix para terceiros. Contas laranja são usadas em golpes e podem envolver você em crimes. 
• Evite fazer pagamentos em maquininhas com visor danificado ou pouco visível. 
• Fique atento a mensagens urgentes com links suspeitos. Na dúvida, fale com sua instituição financeira por canais oficiais. 
• Instale antivírus e mantenha seu celular e computador atualizados. 
Para mais dicas, acesse: www.temcaradegolpe.com.br 
 
Sobre a ABBC
A ABBC - Associação Brasileira de Bancos é uma entidade sem fins lucrativos, instituída em 1983, com o objetivo de colaborar com o aperfeiçoamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. Atualmente, a ABBC tem mais de 120 instituições associadas (entre bancos, cooperativas de crédito, instituições de pagamento e financeiras) e está entre as maiores entidades representativas do SFN. Entre os pilares estratégicos da instituição estão representatividade; prevenção a fraudes e cibersegurança; e competitividade no mercado financeiro. 

 

A Anfacer, associação representativa do setor de cerâmica, conduz esforços para mitigar impactos da tarifa americana

A indústria brasileira de revestimentos cerâmicos está em alerta diante da decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, a partir de 1º de agosto. A relação entre Brasil e Estados Unidos foi construída ao longo de mais de 20 anos por meio de iniciativas de internacionalização da indústria brasileira, através do projeto setorial Ceramics of Brazil, desenvolvido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). 
 
Desde o anúncio das tarifas, em 9 de julho, a Anfacer tem se mobilizado nas esferas federal e estadual para que haja uma articulação que resulte em uma solução negociada capaz de preservar os avanços construídos na relação comercial sólida com o mercado americano. A medida traz sérias preocupações para o setor, com previsão de queda de 40% nas vendas para o mercado norte-americano já em 2025.
 
Os esforços têm sido realizados junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), através do comitê liderado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com governos estaduais, além da interlocução com instituições brasileiras, entre elas a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e tratativas com instituições americanas como o Tile Council of North America (TCNA) e o National Tile Contractors Association (NTCA), já que a medida também preocupa empresas e fornecedores norte-americanos.
 
Atualmente, os Estados Unidos são o principal destino dos produtos brasileiros do setor, respondendo por cerca de US$ 95 milhões em 2024, o que representa aproximadamente 25% das exportações anuais. 
A imposição das tarifas traz impactos imediatos e relevantes para o setor, podendo inclusive comprometer os 50 mil empregos diretos e mais de 200 mil indiretos na indústria. 
 
A perspectiva da Anfacer é que todos os esforços diplomáticos sejam realizados para reverter essa medida e que seja possível restabelecer um ambiente comercial justo e equilibrado entre os países.
 
O setor tem buscado cenários alternativos, que só se concretizariam no médio e longo prazo. A estratégia é avaliar oportunidades de diversificação de mercados e novas rotas de exportação. Para a entidade, é essencial fortalecer a presença brasileira em outras regiões e continuar trabalhando pela competitividade internacional da indústria brasileira.
 
O setor em números
O Brasil é um dos maiores protagonistas no mercado mundial de revestimento cerâmicos, ocupando a terceira posição em produção e consumo, além de ser o sexto maior exportador. Em 2024, as exportações do setor alcançaram valor de US$ 365,3 milhões, sendo US$ 95 milhões embarcados para os Estados Unidos, maior mercado internacional desde 2015. 
 
Sobre a ApexBrasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.
 
A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país."

 

Economia & Negócios: Fraudes no INSS

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Fraudes no INSS

Até o dia 15, as agências dos Correios em Brusque, realizaram 589 atendimentos a aposentados e pensionistas do INSS que buscavam esclarecimentos sobre eventuais descontos não autorizados em seus benefícios. Em todo o Brasil, esse número já ultrapassa 2 milhões de atendimentos. A fase de adesão ao acordo de ressarcimento proposto pelo governo federal começou dia 11. A adesão é necessária para que os beneficiários recebam a devolução dos valores diretamente em suas contas bancárias, sem a necessidade de recorrer à Justiça. O plano de ressarcimento está disponível para beneficiários que contestaram os descontos e não obtiveram resposta das entidades envolvidas. A adesão é gratuita e não exige o envio de documentos adicionais.

Bairros caros

Saiu um ranking dos bairros brasileiros com as maiores altas no preço médio do aluguel, segundo estudo da plataforma Loft. Canasvieiras, bairro localizado no norte da Ilha de SC, vizinho ao badalado Jurerê, registrou o alto mais superlativo: 73,5%, apenas no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses deste ano.  Surpresa mesmo é a presença de Balneário, na parte continental de Florianópolis, bairro do distrito do Estreito, em terceiro lugar nacional, com avanço de 65% no trimestre. O ranking foi montado a partir de dados de 202 mil anúncios de aluguel residencial publicado entre abril e junho nas maiores plataformas digitais do país.

Educação financeira

Impressionantes 54% dos catarinenses, gaúchos e paranaenses sabe pouco ou quase nada de educação financeira, revela pesquisa da Febraban. Porém, 95% reconhecem que o tema é muito importante e 82% acreditam que o planejamento financeiro influencia na realização de sonhos e problemas pessoais. Mais: 38% afirmam estar endividados. Um assunto que há anos se tenta introduzir no currículo das escolas, em vão. Uma minoria estridente acha muito mais importante impor a história africana.

Cartéis

Em entrevista ao canal CNN Money, o novo presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, disse que uma das suas prioridades é combater a formação e atuação de cartéis no mercado de combustíveis. Chamou a atenção ao dizer que SC terá atenção especial. O consumidor daqui é quem mais nota isso. Eles existem, às dezenas, de todos os tamanhos, no âmbito estadual, regional e municipal., combinando valores iguais pelo combustível.

Tarifaço tem impacto em 130 municípios

Em menor ou em maior proporção, o tarifaço sobre exportações brasileiras aos EUA anunciado há duas semanas pelo presidente Trump, tem impacto direto em quase metade dos municípios de SC. No primeiro semestre deste ano, 130 das 295 cidades catarinenses registraram envio de produtos ao mercado americano, maior parceiro do Estado no comércio exterior. Em 70 dessas cidades, as exportações entre janeiro e junho não superaram 1 milhão de dólares. Isso indica, em alguns casos, vendas mais pontuais aos Estados Unidos. Por outro lado, muitos desses municípios são de pequeno ou médio porte e o aumento das tarifas respinga na economia local e em alguns setores específicos. Alguns exemplos: com uma população de cerca de 75 mil habitantes, Araranguá, no Sul, exportou 15,6 milhões de dólares aos Estados Unidos no primeiro semestre deste ano. Dois terços desse valor, (10,6 milhões de dólares) foram representados pelo produto de mel. A Pequena Três Barras, no Planalto Norte, tem 20 mil moradores. De lá saíram, entre janeiro e junho, 15,7 milhões de dólares rumo ao mercado americano. A madeira respondeu por praticamente 100% desse montante.

Cidades que mais exportaram para os EUA

1) Joinville – US$ 123,3 milhões (parte de motor, bombas de ar e peças para veículos); 2) Jaraguá do Sul – US$ 112,9 milhões (motores e transformadores elétricos); 3) Caçador – US$ 101,7 milhões ( carpintaria para construção, madeira em forma e MDF); 4) Itajaí – US$ 57,2 milhões (carne suína e bovina, madeira e peixes congelados); 5) Lages – US$ 50,0 milhões (recipientes de papel e madeira); 6) Blumenau – US$ 45,9 milhões (transformadores elétricos, peças para veículos e caldeira a vapor; 7) São Francisco do Sul – US$ 41,3 milhões (madeira serrada); 8) Rio Negrinho – 31,6 milhões (móveis e madeiras); 9) São Bento do Sul – US$ 28,0 milhões (móveis e tubos de ferro e aço); 10) Salete – US$ 24,3 milhões (carpintaria para construções). Estes valores referem-se ao primeiro semestre deste ano.

Cobrança à Argentina

O empresário brusquense Luciano Hang, dono da Havan, publicou um vídeo nas redes sociais em que critica a lentidão no processo de entrada na Argentina pela aduana de Puerto Iguassu, fronteira com Foz do Iguaçu (PR). Segundo ele, a espera para cruzar de um país ao outro ultrapassou de duas a três horas, mesmo em um dia útil e com pouco movimento. Além disso, destacou o contraste com a agilidade do controle brasileiro, em que para atravessar da Argentina para o Brasil é muito mais rápido. A repercussão foi imediata. O próprio presidente Javier Milei curtiu o vídeo publicado por Luciano no Instagram e respondeu ao empresário por mensagem privada com um curto e direto: “Lo transmito”. A expressão foi utilizada como forma de dizer que Milei está ciente da reclamação. O vídeo gerou ampla repercussão nas redes sociais com milhares de interações e compartilhamento.

Conflitos sem judicializar

Sai de cena o advogado que só ajuíza causas, entre em cena o advogado capacitado e dotado de habilidades para gerar e resolver conflitos dos clientes. A Mediação é utilizada há décadas nos EUA e em diversos outros países com muito sucesso, onde se tem uma cultura de resolver conflitos em tempo recorde. Já no Brasil, ainda prevalece a cultura da judicialização, mesmo com a Lei de Mediação e o CPC (Código de Processo Civil) tendo-a instituído como etapa obrigatória no processo judicial. Por aqui, os cursos de Direito não preparam o advogado para essa nova cultura. Por isso, a proposta é justamente conferir novas habilidades ao advogado, capacitando-o para obtenção de resultados para o cliente, mediante a Mediação. É mais rápido e eficaz. (Fonte: Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque).

Milionários

O Tribunal de Contas do Estado identificou 19 alunos com renda superior a R$ 200 milhões no programa Universidade Gratuita, de bolsas no ensino superior catarinense. O mais rico dos universitários é de um grupo familiar cuja fortuna ultrapassa os R$ 855 milhões, conforme foi publicado no Diário Oficial do Estado. Nada os impediu de cursar gratuitamente a universidade usando o benefício. Se terão que devolver ao final da investigação da Polícia Civil, são outros quinhentos.

Dupla prata

Brusque conquista no maior Concurso de Destilados do Brasil (New Spirits – Expocachaça). A excelência da produção artesanal e o cuidado em cada detalhe foram reconhecidos nacionalmente. A Destilaria Getulians, orgulho da região, acaba de conquistar duas medalhas de prata no New Spirits, Concurso Nacional de Destilados, o mais respeitado e criterioso evento do setor no Brasil, além de ser a maior vitrine mundial da cachaça. Entre centenas de rótulos avaliados por especialistas de todo o país, os premiados foram Cachaça Extra Premium 5 anos - Envelhecida em barris de carvalho francês virgem, possui cor dourada com reflexos âmbar e exala aromas de baunilha, frutas secas e especiarias. No paladar, destaca-se pelo equilíbrio entre caramelo, mel e chocolate, apresentando textura suave e final prolongado. Gin Premium Getulians – elaborado com 12 botânicos naturais e álcool de cereais, revela uma presença marcante de zimbro e notas inconfundíveis. Essa conquista reafirma o compromisso da Getulians com a qualidade, tradição e inovação. Cada garrafa carrega o orgulho de uma destilaria que valoriza a terroir brasileiro e transforma ingredientes selecionados em experiências sensoriais de excelência. Brusque é o nosso lar e o mundo é o nosso brinde.

Luxo 100%

Quem paga dezenas de milhões para viver nos arranha-céus de grife que se multiplicam no Brasil, tem que subir e descer em um veículo à altura das cifras, literalmente. Em cidades como Balneário Camboriú, empresas de elevadores estão produzindo modelos exclusivos para o segmento, feitos de forma quase artesanal, como um produto de prateleira. Além de vidros inteligentes e acabamentos especiais de inoxidável dourado, incluem conectividade Bluetooth.

Prévia do PIB de SC

Com o alto impacto dos juros básicos altos e a instalação no mercado internacional, a expansão da economia de Santa Catarina está perdendo ritmo. Teve alta acumulada de 6,1% de janeiro a maio frente aos mesmos meses de 2024, mas em abril e maio já teve resultado negativo frente a meses anteriores. E é isso que mostra o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), apurado pelo Banco Central e considerado uma prévia do PIB.

Construção em Itajaí

Uma das maiores construtoras da Região Sul do Brasil, a Rôgga Empreendimentos, de Joinville, estreia em Itajaí, município com o maior PIB de SC e um dos que mais oferecem novos empregos. O primeiro empreendimento da empresa, lançado dia 24 é o Itajaí Urban Club, um residencial com duas torres e 192 apartamentos, no Cordeiros. A Rôgga Empreendimentos destaca diversas características positivas de Itajaí para investir no setor imobiliário local. Nos últimos três anos, o valor do metro quadrado residencial da cidade teve crescimento acumulado de 49,1%. De acordo com o diretor da Rôgga, Itajaí é uma cidade estratégica, com forte potencial de valorização e qualidade de vida.

Sistema prisional

O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) irá acompanhar, durante os anos de 2025 e 2026, a execução financeira e orçamentária da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social voltada à ampliação do número de vagas no sistema prisional catarinense. O motivo é a constatação de fragilidades na gestão dos recursos do Fundo Penitenciário de SC (Fupesc) e de superlotação de estabelecimentos prisionais. O tribunal apontou uma população carcerária de 30 mil detentos e um déficit de 6,9 mil vagas, em junho deste ano, conforme dados disponibilizados pelo Conselho Nacional de Justiça na plataforma Geopresídios. A medida busca promover o controle externo concomitante das ações promovidas pela administração pública, em busca de soluções duradouras e eficazes para o problema apontado.

Investimento milionário

O empresário Luciano Hang esteve em Barra Velha na semana passada para anunciar um investimento de R$ 250 milhões no Centro de Distribuição da Havan. Ao lado do prefeito, Luciano visitou o terreno adquirido recentemente pela empresa e será incorporado à estrutura atual. Com isso, a área total passará de 200 mil m2 para 250 mil m2. O investimento inclui a aquisição de um moderno transelevador, no valor de R$ 150 milhões, além de mais R$ 100 milhões destinados à ampliação do complexo logístico. Além do impacto econômico para a cidade, o investimento deve gerar novas oportunidades de emprego e renda., tanto durante a execução das obras quanto na ocupação da área ampliada. Atualmente, a Havan tem mais de 2,5 mil colaboradores diretos no Centro de Distribuição e vamos precisar  ainda de mais pessoas com essa nova fase do projeto, destacou Luciano Hang,

Espigão

Itapema vai entrar no ranking das cidades com os edifícios residenciais mais altos do Brasil. A construtora Gessele, em parceria com o estaleiro Okean Yachts, está anunciando o projeto do Charles II Yacht Royal Home, com 252 metros de altura e 70 pavimentos. Entre as novidades está uma garagem náutica para mais de 100 jets e atracadouro para embarcações de grande porte, recurso ainda pouco explorado entre os arranha-céus brasileiros. O lançamento oficial está previsto para o primeiro semestre de 2026. As obras devem começar em outubro de 2026, com entrega estimada para 2033.

Contra

Já se afirmou, aqui, que há interessados para que nunca se resolva o problema da população de rua em SC porque, se resolvesse mesmo, acabaria com bandeiras de políticos e partidos. Na semana passada foi aprovado na Assembleia Legislativa projeto de lei que cria o Cadastro Estadual de Pessoas em Situação de Rua. A finalidade é subsidiar a formulação, a execução e o monitoramento de políticas públicas voltadas a esse público, além de apoiar ações de atendimento, acolhimento, encaminhamento e reinserção social. O único voto contrário foi do representante do Psol.

Diminuição

Finalmente a corrupção está diminuindo. Saem as cuecas, com espaço maior, e entram os sapatos, com espaço menor. Já é um começo.

Sonegação

Criado no ano passado para prevenir, identificar e reprimir ilícitos contra a ordem tributária praticados mediante fraudes estruturados de alta complexidade e elevado potencial lesivo aos cofres públicos de SC, o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Recuperação de Ativos, definiu estratégias de atuação. São reservadas, por enquanto.

Escolas militares

Na fila de municípios catarinenses onde seus prefeitos pediram ao governo do Estado, via Secretaria de Educação, encaminhamento para que sejam contemplados com escolas cívico-militares os que estão mais próximos de conseguir são Bom Retiro, Correia Pinto e Lages.

Índice de transparência

O município de Brusque registrou avanço na avaliação preliminar do Programa Nacional de Transparência, iniciativa conjunta da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e dos Tribunais de Contas do País. O município saltou de 77,07% com certificado Prata, para 98,28% no índice, alcançando a certificação Diamante, registrando um crescimento de 21,21% em relação ao último ciclo de avaliação. O índice nacional é o mais respeitado do país no tema da transparência  pública e avalia critérios como a disponibilidade de dados nos portais oficiais, atualização das informações, facilidade de navegação e cumprimento da Lei de Acesso à Informações, entre outros.

Alternativa para litígios jurídicos

Quando um cidadão ou empresa precisa resolver uma pendência na Justiça, lá se vai muito tempo de espera. Sabe-se que o Judiciário é lento e que um processo não é julgado em menos de quatro anos. Não raro, o litígio pode levar 10 ou 20 anos para ser concluído, já que sempre cabem recursos e as brechas na lei muitas vezes dão margem a interpretações diferentes. Além da morosidade, o Judiciário está abarrotado de processos e seus profissionais não são suficientes para dar andamento a todos os casos. Na tentativa de minimizar alguns desses problemas, foi criada a Lei Federal 9.307 de 23 de setembro de 1996, instituindo a Arbitragem no Brasil, através de Tribunais ou Câmaras de Mediação e Arbitragem. (Fonte: Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque).

Gestão de pessoas

A Unimed de Brusque marcou presença no CONCART 2025 – Congresso Catarinense de recursos Humanos, realizado de 9 a 11 de julho em Florianópolis. O evento promovido pela ABRH-SC reuniu os principais nomes da gestão de pessoas no Brasil em uma programação voltada à inovação, liderança e cultura organizacional. “Estar no CONCARH é estar em sintonia com o que há de mais atual em gestão de pessoas. Quem participa desse evento compartilha da mesma visão que temos: reconhecer, cuidar e investir no potencial dos colaboradores”.

Clube Filatélico de Brusque: 90 anos

Para marcar os 90 anos de fundação, o Clube Filatélico Brusquense realizou uma cerimônia comemorativa na Sociedade Esportiva Bandeirante onde foi feito o lançamento oficial de um selo personalizado e de um carimbo comemorativo, ambos emitidos pelos Correios do Brasil. A programação foi conduzida pelo presidente do clube, Jorge Paulo Krieger Filho e reuniu filatelistas, autoridades locais e convidados. O superintendente estadual dos Correios marcou presença.

População de SC

Em uma página, a Folha de São Paulo (FSP) publicou reportagem dizendo que o Estado de SC, impulsionado pela migração, deve chegar ao ano 2070 com 2,3 milhões a mais de habitantes. Conforme projeção do IBGE, SC pode ser o sexto mais populoso do país. Uma reclamação comum entre os novos catarinenses ouvidos pelo jornal, está o custo de vida, cada vez mais alto, especialmente em Florianópolis.

Diferença

Para esclarecer o modelo de escola cívico-militar adotada pelo governo estadual é diferente de colégio policial militar. Estes, com estrutura e recursos, tem gestão e funcionamento ligados diretamente à Polícia Militar de SC e historicamente mantém rendimento maior do que as demais escolas públicas. Para ingresso há um processo seletivo com critérios estabelecidos em edital. Normalmente, 50% das vagas são destinadas a filhos ou dependentes de militares.

Reconhecimento facial

O governo estadual aproveitou a festa de 61 anos de emancipação política de Balneário Camboriú, para fazer os primeiros testes com três drones interligados à inteligência artificial no processo de reconhecimento facial. Os equipamentos foram utilizados durante o show nacional da banda Jota Quest, na Praia Central.

Rota turística

O Diário Oficial da União publicou norma sancionada pelo presidente da república, que cria a Rota Turística Imperial Caminhada dos Príncipes, em SC. Abrange os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Campo Alegre, Corupá, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Joinville, Rio negrinho, São Bento do Sul e São Francisco do Sul. Outra rota turística oficialmente criada é a Costa Azul, integrada pelos municípios de Barra Velha, Balneário Piçarras, Penha e Navegantes. O ato foi publicado também no Diário Oficial da União.

Preconceito

 Ao publicar um vídeo em rede social, ao lado do marido, ditando normas de comportamento e tecendo críticas às pessoas que decidem vir morar em SC sem que tenham o perfil que considera adequado, a influenciadora Jenifer Stainzack, de Pomerode, atiçou ainda mais um preconceito que muitos brasileiros, de forma crescente, tem com relação aos catarinenses. Em um trecho o casal diz que quem vir para cá “com agenda woke e ideologia de gênero, fique onde está”. Nos comentários de leitores da Folha de SP, que repercutiu a postagem, o preconceito contra SC se exteriorizou. O leitor Daniel Bradão escreveu: “Por um lado SC de fato tem condutas nazistas: por exemplo, foi o único estado do Brasil em que integrantes do MP, do Judiciário e da Polícia se uniram para obrigar pais a injetarem em seu filho aquela substância experimental contra a covid (que nenhum país do mundo obriga em relação a crianças e outros até desaconselham).

Capacitação para migrantes

Um programa de capacitação para migrantes será realizado em Brusque. A ação é promovida pelo Sebrae, por meio do TraPOW e está com as inscrições abertas. As atividades serão realizadas de forma presencial, em datas e horários definidos com a organização. O programa é voltado especialmente para migrantes e imigrantes. Ele oferece trilhas práticas com especialistas, conteúdos acessíveis e uma rede de apoio para quem está começando uma nova vida na cidade. As vagas são limitadas e os cadastros podem ser feitos clicando aqui. Mais informações podem ser obtidas com o Sebrae Brusque, pelo telefone (47) 3351-3701.

Gigante anão

Uma senhora libanesa de 95 anos que emigrou para o Brasil, já com filhos há 70 anos, deixou profundamente impressionado: “só quem imigrou para o Brasil sabe avaliar a maravilha que é este país, o melhor do mundo. Mas agora, que pena, não tem democracia no Brasil. Conhecedora do mundo e lúcida, ela sacudiu com o tamanho da gravidade do que estamos vivendo. A corte constitucional encarregada pela Lei Maior, de guardar a Constituição não está guardando, ao desrespeitar o juiz natural, o amplo direito de defesa, o devido processo legal, a inviolabilidade dos parlamentares, por quaisquer palavras, a vedação à censura, a liberdade de expressão, entre outros.

Corretores ganham protagonismo em projeto inédito lançado por construtora de Santa Catarina

Com mais de 200 corretores reunidos em Porto Belo (SC), a Phacz Empreendimentos deu início a um novo capítulo em sua relação com o mercado imobiliário ao apresentar o Sōmmar, projeto estruturado para fortalecer o corretor como protagonista do setor imobiliário e lançar oficialmente a Uniphacz, sua plataforma gratuita de ensino digital. A proposta, apresentada na manhã de quinta-feira (24), no Blue Sea Hotel, em Itapema, une educação continuada, desenvolvimento humano e reconhecimento profissional para transformar a atuação dos corretores no litoral catarinense e em todo o Brasil.

Idealizado para “somar pessoas e dividir experiências”, o Sōmmar será responsável por ações pontuais como eventos, mentorias, premiações e encontros com o mercado. O projeto é sustentado por três pilares: personal branding, que incentiva o corretor a gerenciar sua marca pessoal; wellness, voltado à promoção de uma vida mais equilibrada e produtiva; e desenvolvimento técnico, com foco em vendas, financiamento, experiência do cliente e domínio de produto. Um dos pilares, neste último quesito, é a Uniphacz, vertente educacional que já nasce com uma estrutura robusta de cursos práticos, além de uma plataforma exclusiva com rede social interna e sistema de gamificação. Gratuita, a ferramenta está disponível para Android e iOS, com interface inspirada em serviços de streaming.

“Tudo começou com um desafio proposto pelo César Zanon, fundador da Phacz: como criar uma conexão mais genuína e diferenciada com o mercado? Escutamos centenas de corretores, coletamos dados por formulários e conversas pessoais. A partir dessas dores e desejos, estruturamos um programa completo de reconhecimento, capacitação e pertencimento. A Uniphacz nasce como o coração do Sōmmar, um movimento que, mais do que capacitar, reconhece e valoriza os profissionais que fazem o mercado acontecer”, afirma Esdras Constantino, diretor comercial e de marketing da Phacz. Com trilhas de aprendizado, os corretores poderão acumular pontos em ‘zcoins’ ao completar cursos, participar de eventos ou indicar clientes, trocando-os por benefícios e subindo nas certificações Silver, Gold, Platinum e Phacz Fellow.

Segundo Ana Clara Zanon, sócia-proprietária da Phacz Empreendimentos, a criação do projeto nasceu da escuta ativa com os próprios corretores. “Quando nos propusemos a ouvir de verdade, percebemos que a principal dor não era sobre premiação ou comissão. O que mais ouvimos foi: ‘me sinto distante da construtora’, ‘não recebo atenção’, ‘não me sinto notado’. Eles não buscavam apenas algo tangível, mas pertencimento. Queriam fazer parte de algo maior, se sentirem valorizados e acolhidos. Foram 18 anos focando no cliente final. Mas entendemos que o nosso verdadeiro cliente são os corretores, são eles que levam nossos produtos até as famílias. E para a Phacz crescer, precisa crescer junto com quem constrói essa ponte todos os dias. O mercado é competitivo e quem não se desenvolve fica para trás. Criar um ambiente de aprendizado, acolhimento e valorização é bom para eles, para nós e para todo o setor imobiliário. A Uniphacz e o Sōmmar são reflexos dessa mudança”, comentou.

Para o corretor Gugu Monteiro, de Curitiba, a Uniphacz representa uma transformação real na forma de atuar. “A corretagem mudou a minha vida, mas mudou porque fui atrás de conhecimento, me posicionei e busquei ser diferente. A Phacz está nos dando uma oportunidade rara de crescer como profissionais e como pessoas, e o melhor, de graça. É o tipo de iniciativa que eleva o padrão do mercado”, declarou.

Para o corretor Mateus Albanaes, o maior desafio do corretor ainda é reconhecer o valor e a nobreza da sua própria profissão. “Sempre digo para minha equipe: nós somos agentes de transformação. O primeiro passo é tomar consciência desse papel. A partir disso, buscar conhecimento se torna uma obrigação para quem quer crescer. E agora a gente tem uma ferramenta fantástica: a Uniphacz. Ela democratiza o acesso à informação, à capacitação e ao desenvolvimento pessoal e profissional. É uma plataforma que vai fazer diferença na carreira de quem levar a sério essa oportunidade. O mercado está cada vez mais exigente, e quem quer ser relevante precisa evoluir”, disse.

O evento marcou ainda o pré-lançamento do próximo empreendimento da Phacz, que será anunciado oficialmente em setembro deste ano. Com foco em sustentabilidade e com pré-certificações internacionais, o projeto será erguido no Balneário Perequê, em Porto Belo (SC).

Sobre a PHACZ

Fundada em 2007, a PHACZ Empreendimentos é uma construtora familiar catarinense que alia inovação, solidez e compromisso com a sustentabilidade em cada projeto. O nome PHACZ representa as iniciais de seus fundadores: Paulo Henrique (PH), Ana Clara (AC) e o sobrenome Zanon (Z), família que carrega décadas de experiência no setor da construção civil. Com atuação marcada por responsabilidade ambiental, a empresa foi a primeira construtora a conquistar o selo LEED residencial em Santa Catarina, chancela internacional que reconhece construções sustentáveis. A PHACZ é também precursora da ACIP (Associação de Construtoras e Incorporadoras de Porto Belo), com o objetivo de promover obras de grande relevância e impacto positivo, sem comprometer a identidade cultural local.

https://www.phacz.com.br/ 

Drones reforçam defesa contra pragas e ajudam Santa Catarina a liderar exportações de banana

Fotos: Divulgação/Secom GOVSC

Santa Catarina é o quarto estado brasileiro em produção de bananas e o primeiro em exportações da fruta. A produção está concentrada principalmente nas regiões Norte e do Vale do Itajaí, com destaque para municípios como Corupá, Luiz Alves, Massaranduba e Jaraguá do Sul.

Uma das razões para este excelente desempenho é a sanidade vegetal, com ações de prevenção e controle de diversas pragas que prejudicam a bananicultura, como o Moko da Bananeira, o Mal-do-Panamá, a Traça da Bananeira e a Sigatoka Negra. Este trabalho é desenvolvido pela Cidasc, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, órgão oficial de defesa agropecuária do estado.

Para evitar a introdução de pragas, a Cidasc fiscaliza o ingresso de cargas de interesse agropecuário e orienta os produtores sobre medidas preventivas, como boas práticas culturais e plantio de mudas certificadas. Além disso, é realizada a fiscalização do processo de certificação fitossanitária, até a emissão da Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV), de acordo com as normas técnicas e demais atos normativos relacionados à bananicultura.

Nesta etapa, a tecnologia tornou-se uma aliada dos engenheiros agrônomos da Cidasc. A observação aérea das áreas de cultivo com drones permite identificar, com agilidade e precisão, plantas com sintomas visuais das principais doenças da cultura, como folhas murchas ou com coloração características de algumas doenças. Com base nas imagens e na geolocalização, os profissionais podem localizar com mais rapidez uma planta doente.

Os equipamentos têm se mostrado importantes sobretudo na prevenção do Mal-do-Panamá, raça 4 tropical (Fusarium oxysporum f. sp. cubense TR4) – uma praga quarentenária ainda ausente no Brasil, mas de elevado risco para a bananicultura nacional.


Segundo o engenheiro-agrônomo da Cidasc Julio Vilperte, a Cidasc já iniciou trabalhos com drones multiespectrais, que possibilitam a geração de mapas de índices de vegetação, aplicados ao monitoramento fitossanitário das lavouras.

“Diversos trabalhos ao redor do mundo já demonstraram o potencial do uso de drones multiespectrais no monitoramento de lavouras de banana, especialmente no diagnóstico precoce de doenças como o Mal-do-Panamá, o Moko da Bananeira e a Sigatoka Negra. Em países da Ásia e da África, por exemplo, o uso de sensores com bandas no infravermelho permitiu identificar plantas com sintomas iniciais por meio de índices de vegetação, com taxas de acurácia superiores a 90%. Esses estudos mostram que, além de aumentar a eficiência das inspeções a campo, a tecnologia pode ser uma aliada importante na tomada de decisão e no direcionamento de ações de defesa sanitária, com grande potencial de aplicação também aqui em Santa Catarina”, destaca Vilperte.

A partir das imagens obtidas com uso dos equipamentos, os profissionais da defesa vegetal obtém dados sobre plantas saudáveis e com possível estresse fitossanitário ou nutricional, condição que as deixaria mais vulneráveis ao ataque de pragas.

O monitoramento por drones é apenas uma das ações desenvolvidas no programa sanitário voltado à bananicultura, implementado pela Cidasc. Entre as conquistas do trabalho de defesa vegetal, podemos destacar a erradicação do moko da bananeira e o controle da Sigatoka Negra, com ganhos para o produtor rural. As pragas vegetais não afetam a saúde humana, mas atingem severamente a produtividade: se há redução na quantidade de alimento produzido, toda a população é afetada.

Há décadas a produção de bananas possui certificação fitossanitária em Santa Catarina. As equipes da Cidasc realizam a fiscalização e auditoria das inscrições, habilitações, e controles do processo de certificação fitossanitária. Deste modo, os bananicultores catarinenses conseguem comercializar sua produção para outros estados e até para outros países.

Portos públicos da região Sul movimentam 9,9 milhões de toneladas em maio

Os portos públicos da região Sul movimentaram 9,9 milhões de toneladas de cargas em maio de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O volume representa um crescimento de 8,27% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 9,1 milhões de toneladas. O desempenho confirma a relevância logística do Sul do Brasil e o dinamismo dos terminais localizados nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
 
Entre os portos da região, Paranaguá (PR) liderou a movimentação, com 4,7 milhões de toneladas no mês. O Porto de Rio Grande (RS) aparece em seguida, com 2,5 milhões de toneladas, enquanto São Francisco do Sul (SC) respondeu por 1,6 milhão de toneladas. Outros destaques foram Imbituba (SC), com 629 mil toneladas, e Itajaí (SC), com 216 mil toneladas.
 
A movimentação de contêineres alcançou 2,4 milhões de toneladas, superando em 20% o registrado em maio de 2024. A exportação de soja se manteve forte, somando 2,1 milhões de toneladas. O segmento de fertilizantes também apresentou avanço significativo, com 1,8 milhão de toneladas, frente a 1,2 milhão no ano anterior.
 
Outro produto de peso foram os resíduos da extração do óleo de soja, conhecidos como bagaço, com 628 mil toneladas; insumo valorizado na produção de ração animal, biodiesel e outros setores. Já o açúcar fechou o mês com 618 mil toneladas movimentadas.
 
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem os investimentos do atual governo no setor. “A movimentação nos portos do Sul ocorre em um cenário de grandes investimentos para modernização e aumento da competitividade nos terminais brasileiros, acompanhando tendências nacionais de crescimento e diversificação dos produtos transportados”, disse.
 
Crescimento da cabotagem
A movimentação de cargas por cabotagem (transporte marítimo entre portos nacionais) registrou 571 mil toneladas em maio, alta de 21,3% em relação a 2024. O avanço reflete a ampliação do uso desse modal no escoamento de cargas; neste caso específico, em rotas que conectam o Sul a outros portos do país.
 
O crescimento ocorre em um momento estratégico para o setor: em evento realizado neste mês com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que regulamenta o programa BR do Mar, iniciativa federal voltada a estimular a cabotagem. A expectativa é que o novo marco regulatório amplie ainda mais a participação desse modal na matriz logística nacional, impulsionando a integração entre portos e reduzindo custos no transporte de cargas.

 

Porto de Imbituba realiza Simulado de Mesa do Plano de Emergência Individual

No último dia 16 de julho, a SCPAR Porto de Imbituba realizou, no auditório do complexo portuário, o Simulado de Mesa do Plano de Emergência Individual (PEI). A atividade foi promovida pelo setor de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) e realizada pela empresa EnviroPact, do grupo OceanPact, responsável pela Base de Prontidão Ambiental do Porto de Imbituba.

Dando sequência ao simulado, no dia 17, durante o período da manhã, foi realizado um workshop de introdução ao Sistema de Comando de Incidentes (ICS), com a participação de operadores portuários e brigadistas do Porto de Imbituba. Já no período da tarde, a Diretoria do Porto participou de uma capacitação voltada à atuação da alta gestão em situações de emergência, com base nos princípios do ICS.

Durante os dois dias, os participantes foram expostos a simulações de situações de emergência, com foco principal em um cenário fictício de derramamento de óleo. A capacitação foi teórica e proporcionou um ambiente de aprendizado dinâmico e realista, trazendo cenários de emergências aplicados à situações reais do Porto de Imbituba. 

A atividade contou com a participação de membros da diretoria, gestores e profissionais estratégicos para atuação em situações de emergência envolvendo cenários de vazamento de hidrocarbonetos, com o objetivo de fortalecer a capacidade de resposta a incidentes ambientais dessa natureza.

“A participação em simulados é fundamental, pois esse é o momento ideal para identificar falhas, esclarecer dúvidas e aprimorar os processos”, destacou o diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

O gerente de Segurança, Saúde e Meio Ambiente do Porto de Imbituba, Paulo Márcio de Souza, também ressaltou a importância da ação: “É essencial que os profissionais participem ativamente desses treinamentos. O simulado é o momento certo para testar, errar e aprender, garantindo uma resposta mais eficiente em situações reais”, destaca Souza.

“A realização do simulado representa uma oportunidade valiosa para alinhar protocolos de resposta e promover a integração entre as áreas envolvidas. Ao exercitarmos cenários realistas, conseguimos não apenas avaliar nossa prontidão, mas também reforçar a cultura de prevenção e proteção ambiental dentro do porto”, avalia Camila Amorim, Oceanógrafa da SCPAR Porto de Imbituba.

Os simulados e treinamentos com a comunidade portuária reforça o compromisso do Porto de Imbituba com a prevenção e a preparação para emergências ambientais. A integração entre equipes da administração portuária e operadores portuários, o alinhamento de procedimentos e a troca de conhecimentos contribuíram para elevar o nível de prontidão da comunidade portuária diante de possíveis incidentes. Com iniciativas como essa, o Porto de Imbituba segue fortalecendo sua atuação sustentável e responsável, alinhada às melhores práticas de gestão ambiental e segurança operacional.

Comunicação Social SCPAR Porto de Imbituba

Investimentos brasileiros nos EUA cresceram 52,3% em uma década

Ao menos 70 empresas brasileiras mantêm investimentos produtivos em 23 dos 50 estados americanos, segundo mapeamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os investimentos brasileiros em solo norte-americano alcançaram um estoque de US$ 22,1 bilhões em 2024, uma alta de 52,3% em relação a 2014. Só entre 2020 e 2024, empresas brasileiras anunciaram mais de US$ 3,3 bilhões em novas operações no território americano.

Os dados corroboram análise da Apex-Brasil e da Amcham que posicionam os Estados Unidos como o principal destino de investimentos greenfield brasileiro no exterior. Entre 2013 e 2023, foram 142 projetos de implantação produtiva nos EUA.  

“Essa é a prova de que o setor produtivo brasileiro vê na integração com os Estados Unidos muito mais que comércio: vê parceria. O avanço dos investimentos de ambos os lados, ao longo dos anos, reforça o caráter complementar e os benefícios mútuos dessa relação”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.

O mapeamento da CNI mostra os estados americanos com maior número de empresas brasileiras com plantas produtivas: Flórida (12), Georgia (7), Michigan (6), Minnesota (6), Missouri (6), Nova York (6), Tennessee (5) e Texas (5).

Os setores visados pelos investidores brasileiros nos EUA foram alimentos e bebidas (22,8%), plásticos (12,4%), produtos de consumo (9,8%), software e serviços de TI (9,6%) e metais (9,3%).

O estudo revela que nos últimos cinco anos (2020-2025), 70 empresas brasileiras anunciaram projetos nos EUA, com destaques para JBS (US$ 807 milhões), Omega Energia (US$ 420 milhões), Companhia Siderúrgica Nacional (US$ 350 milhões), Bauducco Foods (US$ 200 milhões) e Embraer (US$ 192 milhões).

No sentido inverso, 186 empresas norte-americanas anunciaram novos negócios no Brasil. Entre as principais companhia, estão Bravo Motor Company (US$ 4,3 bilhões), Microsoft (US$ 3 bilhões), CloudHQ (US$ 3 bilhões), Amazon.com (US$ 2,8 bilhões) e New Fortress Energy (US$ 1,6 bilhão).

No total, 2.962 empresas brasileiras têm investimentos diversos nos EUA, reforçando a forte integração econômica entre as duas economias.

EUA também ampliaram investimentos no Brasil
Em contrapartida, os americanos acumularam US$ 357,8 bilhões em investimentos no Brasil no ano passado, um aumento de 228,7% em relação a 2014. Atualmente, há 3.662 companhias americanas operando no Brasil.  

No que se refere a investimentos anunciados, de 2015 a 2025, os setores mais atrativos para os investidores dos EUA em território brasileiro foram: comunicações (31,0%), montadoras de automóveis (13,5%), carvão, petróleo e gás (11,4%), serviços financeiros (10,9%) e energias renováveis (7,1%).

Empresas brasileiras anunciaram milhões em investimentos nos EUA em 2025
O documento traz também informações sobre investimentos anunciados por nove empresas brasileiras, nos primeiros cinco meses de 2025. Entre eles, dois se destacaram com projetos superiores a US$ 100 milhões.

Na direção oposta, também no mesmo período, 16 empresas americanas anunciaram investimentos no Brasil. Três dessas empresas se destacaram com projetos entre R$ 255,5 milhões e R$ 142,9 milhões. Essas informações foram elaboradas com base em dados do fDi markets, coletados a partir de declarações corporativas, órgãos setoriais, agências de promoção e veículos de mídia especializada.

O movimento de internacionalização também é respaldado por números do programa SelectUSA, iniciativa oficial do governo dos EUA para atração de investimentos estrangeiros diretos. De acordo com o programa, empresas brasileiras executaram 65 projetos no território norte-americano, com investimentos que superam US$ 1 bilhão e a criação de mais de 2,5 mil empregos diretos nos EUA.

Entre os casos de destaque estão a Embraer, com a implantação de um centro de manutenção no Texas (US$ 70 milhões, 250 empregos); a JBS, que anunciou uma nova planta em Iowa (US$ 135 milhões, 500 empregos); e a Sustainea, com um investimento previsto de US$ 400 milhões no estado de Indiana.

Outras empresas brasileiras participantes do SelectUSA incluem Wyda,  Precicast, Braip, GreyLogix, MedYes e Plooral, atuando em setores estratégicos como alimentos e bebidas, software, biotecnologia, aeroespacial, logística e equipamentos industriais.

FIESC faz reunião do comitê de crise do Tarifaço Trump nesta segunda, 28

No próximo dia 28 de julho, às 13h30, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza a primeira reunião aberta do Comitê de Crise sobre o Tarifaço dos EUA. O evento ocorre exclusivamente online pela plataforma Zoom, com participação aberta a todas as indústrias exportadoras de Santa Catarina. Inscrições aqui. 

“A mobilização dos industriais exportadores e a participação na reunião e na pesquisa são essenciais para que todas as perspectivas sejam consideradas, e dados robustos e confiáveis possam embasar as demandas para mitigar os impactos na economia de SC”, avalia o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar.

Durante a reunião, a FIESC vai lançar uma pesquisa para medir os impactos da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre o setor industrial. A entidade vai ouvir os empresários e a pesquisa vai subsidiar propostas e encaminhamentos para a crise sob a perspectiva da indústria.  

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Coquetel da SCGÁS na CASACOR reúne lideranças da construção civil em Itapema

Na última quarta-feira (23), a SCGÁS promoveu um coquetel no ambiente da CASACOR Santa Catarina, em Itapema, reunindo representantes do setor da construção civil, instaladoras de gás, escritórios de arquitetura, além de lideranças institucionais como o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA/SC), Carlos Alberto Kita Xavier.
 
O encontro foi marcado pela presença da diretoria executiva completa da SCGÁS, incluindo o Diretor Presidente, Otmar Müller, o Diretor Técnico Comercial, Silvio Renato Del Boni, e o Diretor Administrativo Financeiro, Fábio Augusto Norcio, além de gerentes e colaboradores da companhia.
 
Para o Diretor Presidente, a participação no evento reforça o compromisso da companhia com a inovação e o desenvolvimento sustentável. “Essa parceria nos permite dialogar diretamente com os profissionais que pensam o futuro das cidades. Queremos estar presentes desde a concepção dos projetos, oferecendo o gás natural como uma solução energética moderna, segura e eficiente”, destaca Müller.
 
A CASACOR SC é uma das principais vitrines de arquitetura, design e paisagismo do estado, e há mais de uma década, conta com o apoio da SCGÁS. A parceria visa aproximar a companhia de profissionais estratégicos do segmento e fomentar soluções energéticas alinhadas às tendências do mercado.

 

Metro quadrado sobe 49,1% em três anos e imóveis valorizam 16,39% ao ano em Itajaí

A Rôgga Empreendimentos, uma das maiores construtoras da região Sul do Brasil, está iniciando uma história de parceria com Itajaí, cidade que alcançou no ano passado a posição de maior PIB de Santa Catarina e tem registrado indicadores de destaque no mercado imobiliário.
Os números falam por si: o valor do metro quadrado em Itajaí aumentou impressionantes 49,1% nos últimos três anos, refletindo uma forte valorização do mercado, que atrai tanto compradores para utilização própria quanto para investimento. 
Além disso, a projeção de valorização dos imóveis é de 16,39% ao ano, de acordo com o setor de inteligência de mercado da Rôgga, o que representa uma oportunidade única para quem busca rentabilidade e segurança em seus investimentos.
Com uma população de 264.054 habitantes e um crescimento populacional de 44% nos últimos anos, Itajaí se apresenta como um polo de oportunidades, atraindo novos investimentos e consolidando-se como um lugar ideal para viver e investir. A cidade tem se destacado pela sua infraestrutura em constante desenvolvimento, que inclui acesso facilitado às principais vias, comércio diversificado e serviços de qualidade.
“Itajaí é uma cidade estratégica, com forte potencial de valorização e qualidade de vida. Temos muito orgulho em começar nossa história na cidade com o Itajaí Urban Club, um empreendimento completo para quem quer morar ou investir”, afirma Thales Silva, diretor comercial da Rôgga.
O mercado imobiliário de Itajaí é impulsionado por uma série de fatores favoráveis. A cidade é a segunda em Santa Catarina que mais criou postos de trabalho formais, reforçando a sua posição como uma das regiões mais dinâmicas do Estado. Além disso, a localização estratégica, no Litoral e próxima a outros grandes centros urbanos, torna a cidade ainda mais atrativa.
Os novos investimentos em infraestrutura são motores que impulsionam o crescimento da cidade. O binário Itajaí-Balneário Camboriú, que recebeu um aporte de mais de R$ 70 milhões, e o novo parque náutico, com R$ 22,5 milhões, são exemplos claros de como a cidade está comprometida com o desenvolvimento e a valorização do mercado imobiliário. 
“Esses projetos não apenas melhoram a qualidade de vida dos moradores, mas também atraem novos investidores”, destaca Thales Silva.
SOBRE A RÔGGA
Construtora que traz uma proposta inovadora e de alto valor agregado, a Rôgga Empreendimentos construiu em apenas 18 anos uma sólida marca no mercado. A empresa destaca-se pela alta capacidade construtiva e pela entrega de projetos competitivos de excelência. 
O portfólio da construtora inclui o atendimento de mais de 15 mil famílias em Joinville, Jaraguá do Sul, Penha, Balneário Piçarras, Barra Velha e Itapoá. A empresa tem como missão não apenas construir, mas melhorar o habitat humano e transformar vidas, priorizando sempre o desenvolvimento local e o bem-estar dos moradores.
A Rôgga se compromete com a inovação, saúde financeira e um planejamento a longo prazo, garantindo a confiança de clientes e parceiros. Além disso, a empresa está sempre atenta às tendências de mercado, buscando soluções que atendam às necessidades e expectativas dos seus clientes, o que a coloca à frente da concorrência.
SOBRE O ITAJAÍ URBAN CLUB
O primeiro lançamento da Rôgga Empreendimentos na sua sétima cidade de atuação é o Itajaí Urban Club, na Rua Jaime Fernandes Vieira, nº 419, no Bairro Cordeiros. 
Com lançamento realizado agora em julho e início das obras em abril de 2026, o empreendimento contará com 192 apartamentos distribuídos em duas torres, com diversas opções de plantas que se adequam às necessidades dos futuros moradores.
Os investidores poderão se beneficiar de uma localização estratégica, que garante fácil acesso a serviços essenciais, como escolas, supermercados e hospitais, além de estar próximo a áreas de lazer e entretenimento. 
As áreas comuns foram projetadas para promover qualidade de vida, contando com um mercado autônomo, deck de piscinas, espaço zen, brinquedoteca, horta comunitária e playground. Esses equipamentos não só agregam valor ao imóvel, mas também criam um ambiente propício para o convívio e bem-estar dos moradores.
A Rôgga também se compromete com a sustentabilidade, implementando soluções ecológicas que valorizam o empreendimento e atraem um público consciente e preocupado com o meio ambiente. As unidades são projetadas para oferecer eficiência energética, e a empresa busca materiais sustentáveis em sua construção, refletindo uma responsabilidade ambiental que é cada vez mais valorizada pelos consumidores.
Além disso, os investidores contarão com condições especiais de financiamento, como a isenção de taxas de escritura para vendas efetivadas no mês de lançamento, aumentando ainda mais a acessibilidade das unidades. 
Com essa nova empreitada em Itajaí, a Rôgga Empreendimentos reafirma seu compromisso com a excelência e a inovação no setor imobiliário, trazendo para a cidade um produto que promete não apenas atender, mas superar as expectativas dos futuros moradores e investidores.

5 erros de imagem que podem prejudicar sua carreira

A aparência, por muito tempo associada apenas à vaidade, passou a ser reconhecida no meio corporativo como um elemento estratégico de comunicação. Longe de representar uma busca superficial por estética, a forma como um profissional se apresenta — visual e corporalmente — tem influência direta sobre sua autoridade, poder de influência e trajetória dentro das organizações.
 
De acordo com a psicóloga Amy Cuddy, pesquisadora da Universidade de Harvard e referência internacional em linguagem não verbal, impressões sobre confiança e competência são formadas nos primeiros sete segundos de interação com alguém. Em muitos casos, esse julgamento acontece ainda mais rápido. Diversos estudos ao longo da última década reforçam a predominância da comunicação visual nesse processo. Um deles, publicado pela Association for Psychological Science em 2017, mostra que 55% da percepção inicial está relacionada à aparência e à linguagem corporal, enquanto apenas 7% diz respeito ao conteúdo verbal.
 
No contexto corporativo, esse efeito ganha dimensões ainda mais estratégicas. A maneira como um profissional se apresenta visualmente pode interferir diretamente em sua trajetória, no nível de confiança que inspira e até na reputação das empresas que representa. Um estudo publicado pelo Journal of Experimental Social Psychology, também em 2017, demonstrou que pessoas bem-vestidas são percebidas como mais confiáveis, inteligentes e bem-sucedidas, mesmo quando suas competências técnicas não são evidenciadas. Em outras palavras, a imagem pessoal impacta não apenas o indivíduo, mas a leitura que o mercado e o ambiente interno fazem de toda a organização.
 
Empresas como Google, Apple, McKinsey e Salesforce já incorporaram políticas de imagem e postura ao seu modelo de gestão. Em alguns casos, por meio de “dress codes” flexíveis acompanhados de orientação; em outros, com programas específicos de consultoria de imagem. O objetivo é claro: garantir que colaboradores traduzam os valores corporativos — como inovação, confiança ou sofisticação — também por meio da presença visual.
 
A consultora de imagem e estilo Sandra Melo, que atua na orientação de profissionais e equipes executivas, reforça que a imagem deixou de ser “acessório” e passou a ser parte central da comunicação no ambiente de trabalho. “A imagem não se resume à aparência. Ela é a soma de tudo o que comunicamos e como nos comportamos sem dizer uma palavra. Um desalinhamento nesse conjunto pode custar credibilidade, oportunidades e até a permanência no cargo”, destaca Sandra.
 
Com base nessa análise, a consultora reuniu cinco erros recorrentes de imagem que ainda passam despercebidos no ambiente corporativo, e que podem comprometer tanto a credibilidade individual quanto a percepção institucional:
 
1. Vestir-se de forma desalinhada ao ambiente: Fugir do código de vestimenta da empresa, seja por excesso de informalidade ou rigidez extrema, pode indicar falta de leitura de contexto e de adequação à cultura organizacional.
 
2. Linguagem corporal que transmite insegurança: Postura curvada, falta de contato visual e gestos contidos impactam negativamente na percepção de autoconfiança, ainda que o conteúdo verbal seja relevante e preciso.
 
3. Incoerência entre discurso e comportamento: A imagem perde força quando há dissonância entre o que se diz e o que se pratica. Líderes que falam sobre escuta ativa, mas interrompem constantemente, ou que defendem organização, mas entregam com atraso, minam sua credibilidade.
 
4. Descuido com a imagem digital: Em um mundo cada vez mais conectado, a presença digital exige atenção. Planos de fundo descuidados, iluminação inadequada e fotos desatualizadas em redes profissionais comprometem a percepção de profissionalismo. Além disso, interações virtuais continuam impactando negativamente a carreira de profissionais tecnicamente preparados, muitas vezes sem que percebam a desconexão entre sua imagem e o posicionamento que desejam transmitir.
 
5. Estilo estagnado: Manter o mesmo visual por anos, sem atualizações que reflitam o momento atual, pode gerar uma desconexão entre a imagem e o posicionamento profissional. Seu estilo precisa acompanhar sua trajetória, transmitindo credibilidade e refletindo quem você é hoje. Em muitos casos, o profissional é excelente, mas sua aparência não comunica a mesma força — o que pode impactar a forma como ele é percebido no mercado.
 
“Em um cenário onde a comunicação é cada vez mais integrada e visual, a imagem pessoal deixou de ser um aspecto periférico para ocupar posição estratégica nas dinâmicas profissionais. No ambiente corporativo, ela não apenas influencia percepções imediatas, como também contribui para a construção de autoridade, clareza de posicionamento e alinhamento com os valores da organização”, comenta Sandra.
 
Para a profissional, mais do que estética, trata-se de consistência — entre discurso, comportamento e presença. “Quando bem gerida, a imagem profissional se torna uma aliada poderosa para quem busca ser reconhecido e crescer com autenticidade, solidez e influência no mercado de trabalho”, completa a consultora de imagem.

 

Soberba Tarifada: Diplomacia ideológica isola o Brasil das potências

*Márcio Coimbra


A situação comercial internacional do Brasil entrou em uma fase crítica. A imposição de tarifas pelos EUA representa golpe duro à já fragilizada economia brasileira. Entretanto, mais alarmante que a ação externa é a postura interna: a diplomacia brasileira, sob a liderança de Lula, tem falhado em oferecer uma resposta madura e estratégica. Ao contrário do que fizeram outros países, que buscaram canais para mitigar impactos, o Brasil opta pelo enfrentamento ideológico e pelo isolamento retórico. E isso custa caro.

Enquanto líderes mundiais tentam se articular em um cenário de transição geopolítica, Lula optou por uma postura temerária, marcada por decisões baseadas em convicções pessoais e crenças ultrapassadas que passam ao largo do interesse nacional e da realidade geopolítica atual. Donald Trump, mesmo com seu estilo imprevisível, já conversou com 34 líderes desde que reassumiu a Casa Branca, realizando 21 reuniões presenciais. Lula não está na lista. Mais do que ausência, há desinteresse. O próprio presidente brasileiro declarou que não teria “assunto” com Trump, ironizando que teria que “ficar contando piadas”. O que parece irreverência é, na prática, um grave sinal de uma diplomacia negligente.

Estudo recente da Confederação Nacional da Indústria oferece uma medida concreta do impacto da nova onda tarifária. Segundo a entidade, o chamado “tarifaço” pode reduzir o PIB brasileiro em R$ 19,2 bilhões, ou seja, 0,16%. A estimativa é de que cerca de 110 mil postos de trabalho sejam perdidos. Um dano considerável, especialmente em uma economia que já sofre com baixo crescimento, juros elevados e déficit fiscal estrutural.

Os riscos não param por aí. O governo brasileiro acena, ainda que timidamente, com a possibilidade de restringir a remessa de dividendos ao exterior — uma medida que teria efeitos desastrosos sobre o investimento estrangeiro direto (FDI). Em um país que precisa desesperadamente de capital externo para financiar seu déficit em conta corrente, assustar multinacionais com ameaças à liberdade de repatriação de lucros é um erro grosseiro. As reservas internacionais do Brasil, embora robustas, não são infinitas. Sem o fluxo constante de FDI, elas não suportam uma pressão prolongada.

Lula parece ignorar que a geopolítica comercial não é guiada por discursos inflamados ou simbolismos ideológicos, mas por interesses pragmáticos. A retórica antiamericana, o desdém por abrir canais discretos de negociação e a insistência em alianças com regimes autoritários empurram o Brasil para uma posição marginal. Enquanto isso, países como México, Vietnã e Indonésia colhem os frutos de políticas externas mais sofisticadas, atraindo empresas que buscam alternativas à China, ao mesmo tempo que mantém bom relacionamento com Washington.

O Brasil, portanto, caminha perigosamente rumo ao isolamento das democracias ocidentais, comprometendo sua reputação, seus acordos comerciais e sua capacidade de atrair investimentos. O Brasil, ao abraçar a retórica antiamericana e regimes tóxicos, assina sua exclusão das cadeias globais de valor. Se o governo não recalibrar sua postura e adotar uma diplomacia menos ideológica e mais técnica, os custos econômicos serão ainda mais profundos e duradouros. A soberba tem preço, já evidenciada pelas tarifas — e a economia brasileira acabará mais uma vez pagando a conta.
 

*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal 

Regulamentação da cabotagem traz mais competitividade ao modal, diz FIESC

O decreto que regulamenta as operações de cabotagem entre portos brasileiros, assinado no último dia 16, traz mais segurança jurídica e flexibilidade para as operações, na avaliação da Federação das Indústrias de SC (FIESC).

Entre os pontos positivos da regulamentação da chamada BR do Mar está a flexibilização de aluguel de embarcações, que tem potencial para elevar a concorrência e a oferta de linhas de navegação, permitindo diminuir a utilização de caminhões para grandes distâncias.

Para o presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, a regulamentação estimula a cabotagem, sendo uma alternativa de curto prazo para contribuir para a diversificação da matriz de transporte no Brasil, que é predominantemente rodoviária.

A entidade defende que a nova regulamentação poderá trazer mais competitividade para a cabotagem. Hoje, o modal é competitivo para distâncias acima de 1.220 km entre a origem e o destino. Entre os benefícios do modal, a Federação destaca a diminuição dos acidentes nas rodovias, o consumo até oito vezes menor combustível que o caminhão, a menor emissão de CO2 - apenas 2,4% na comparação com um caminhão transportando a mesma quantidade de carga - e a redução da necessidade de investimentos na conservação e manutenção das rodovias. Além disto representa índices próximos de zero em ocorrências de roubo de cargas, menor risco de avarias e redução de custo na contratação de seguro. 

Desafios

A despeito do potencial da cabotagem no Brasil, a FIESC explica que ainda restam desafios a serem superados. Em sua Agenda da Infraestrutura, a Federação destaca a necessidade de um planejamento adequado e integrado das cadeias logísticas de suprimento e distribuição da produção catarinense, com a criação de centros integrados de logística que permitam ganhos de escala e eficiência nos transbordos de operações intermodais. “Por ser um transporte intermodal, a cabotagem precisa ser pensada num contexto maior, de planejamento de corredores logísticos integrados. O Plano Estadual de Logística (PELT) terá um papel fundamental para a adoção do modal”, explica Martorano.

Na avaliação da FIESC, para que a cabotagem cumpra seu papel para reduzir custos de frete e auxiliar na redução de emissões de gases do efeito estufa, os terminais portuários terão de estar melhor preparados para a eficiência e fluidez destas operações.

Para a indústria, a cabotagem também representa uma alternativa para reduzir custos e emissões. Com a possibilidade de receber insumos a custos menores, também é um fator relevante para a indústria de transformação, assim como entregar produtos de maior valor agregado aos maiores mercados consumidores brasileiros. 

Até o momento, as soluções logísticas porta a porta têm sido a opção mais viável para a indústria, com os operadores logísticos intermodais ampliando a oferta de serviços, conforme apurado pela Revista Indústria e Competitividade (leia aqui).

A expectativa do governo federal é de que o programa BR do Mar (Lei 14.301/2022), reduza o custo do frete em cerca de 15% e represente uma economia de até R$ 19 bilhões anuais nos custos logísticos. Estimativas da Infra S.A. apontam que um eventual aumento de 60% no transporte por cabotagem de carga conteinerizada pode representar 530 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano a menos na atmosfera, quando comparado com o modo de transporte rodoviário.

Atualmente, a cabotagem representa 11% da carga total transportada por navios e o Plano Nacional de Logística (PNL) projeta um crescimento de 15% nos próximos 10 anos, devido à tendência de redução de custos. O valor médio do frete de uma tonelada transportada por cabotagem é 60% menor que o transporte rodoviário e 40% menor que o ferroviário.

O modal em SC

Em 2024, Santa Catarina ocupou a segunda posição na movimentação de contêineres (TEUs) via cabotagem no país, com 14,2% do total operado no Brasil. Entre os principais produtos movimentados estão plásticos e suas obras, carnes e miudezas de frango, polímeros de etileno, papel e cartão kraft e madeira serrada. Dados da Antaq apontam que a Portonave lidera a movimentação de contêineres via cabotagem com 54,4% do total em SC. O Porto Itapoá está na segunda posição, com 35,5% do total, seguido por Imbituba (8,9%) e Itajaí (1,1%).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressalta que dispositivos importantes relacionados à plena execução do novo Marco Legal da Cabotagem ainda deverão ser regulamentados neste ano e defende a participação do setor industrial nas Consultas Públicas. A CNI argumenta que a presença no debate é importante para garantir que o texto proposto nas portarias esteja alinhado não apenas às necessidades do setor transportador, como da indústria naval brasileira e dos usuários do transporte por cabotagem.

Com informações do Governo Federal e da CNI


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

 

Santa Catarina lidera exportações e prevê safra recorde de banana em 2025

Mesmo com queda nos preços em junho, estado avança em produção e responde por metade das exportações brasileiras no primeiro semestre (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Santa Catarina prevê safra recorde de banana em 2025. Em nível nacional, as variedades nanica e prata devem apresentar valorização, impulsionadas pela menor oferta provocada pelas baixas temperaturas que afetam o desenvolvimento dos cachos.

Para a safra 2024/25, a estimativa é de aumento de 17,5% na produção estadual, que pode chegar a 768 mil toneladas, impulsionada pela ampliação da área cultivada, que passou para 28,4 mil hectares. A produção de banana-caturra deve crescer 18%, enquanto a da banana-prata tem alta estimada de 15,2% em relação à safra anterior.

Conforme explica o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Júnior, o setor da bananicultura catarinense tem enfrentado um cenário desafiador também devido as condições climáticas também foram determinantes nesse período. “Tivemos chuvas frequentes e uma geada em junho que comprometeram a qualidade dos cachos. Muitos produtores precisaram colher antes do ponto ideal de maturação, o que impactou ainda mais o mercado”, observa.

O mercado da banana em Santa Catarina enfrentou um período de desvalorização nos meses de maio e junho de 2025. A banana-caturra teve queda de 25,3% nos preços pagos ao produtor, reflexo do aumento na oferta. A banana-prata também registrou recuo de 16,4%, influenciada pela concorrência com outras frutas da estação e pela redução na demanda.

Para julho, a expectativa é de recuperação nas cotações da caturra, com a redução na oferta decorrente do menor desenvolvimento das frutas. No caso da banana-prata, a tendência é de estabilidade, ainda sob influência da presença de outras frutas no mercado.

“A expectativa é de valorização nos preços devido à redução da oferta, causada pelas baixas temperaturas e pelo menor desenvolvimento dos cachos nos bananais. A banana-caturra deve ter recuperação nos preços, enquanto a banana-prata tende a se manter estável, favorecida por uma demanda mais equilibrada no período”, projeta Goulart.

Painel temático de Comércio Exterior
De acordo com o painel temático de Comércio Exterior do Observatório Agro Catarinense, Santa Catarina se mantém como o maior exportador de bananas do Brasil em 2025. Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 43,8 mil toneladas de banana, com receita de US$ 15,7 milhões. Santa Catarina foi responsável por praticamente 50% do volume exportado, com 21,8 mil toneladas, o que representa um crescimento de 103% em relação ao mesmo período de 2024. O estado gerou US$ 7,2 milhões, equivalente a 45,9% da receita nacional com exportações de banana no primeiro semestre de 2025.

Os dados dos painéis temáticos do Observatório Agro Catarinense são atualizados mensalmente, com isso, além de permitirem o monitoramento da variação da balança comercial catarinense, é possível comparar o desempenho de Santa Catarina com o restante do país. 

Os principais compradores da banana catarinense são Argentina, responsável por 62% das exportações com um faturamento de US$ 4,5 milhões, e em segundo lugar é o Uruguai, com 37,8% gerando uma receita de US$ 2,7 milhões. Conforme o analista da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Júnior, as perspectivas do setor para o mercado internacional são positivas. “Santa Catarina teve um crescimento expressivo no primeiro semestre de 2025 nas exportações brasileiras de banana. Para o segundo semestre, a expectativa é de uma queda sazonal na oferta, mas com perspectiva de melhores valores nas exportações, em comparação com anos anteriores”, conclui o analista.

Por: Cristiele Deckert, jornalista bolsista Fapesc Epagri/Cepa

Esse é o valor que o Brasil pode perder com tarifa de Trump, segundo estudo

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode encolher até R$ 175 bilhões no longo prazo em razão da nova tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre exportações brasileiras. O alerta é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que divulgou um estudo com os possíveis impactos econômicos da medida, prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto.

Segundo a Fiemg, além de uma retração de 1,49% no PIB nacional, o país pode perder cerca de 1,3 milhão de postos de trabalho. O cenário se agrava ainda mais caso o Brasil opte por uma retaliação com tarifas recíprocas.

Nesse caso, o prejuízo estimado no PIB chega a R$ 259 bilhões (2,21%), com eliminação de quase 2 milhões de empregos, queda de R$ 36,1 bilhões na massa salarial e uma redução de R$ 7,2 bilhões na arrecadação de impostos, segundo as projeções.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2024, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 40,4 bilhões (R$ 225,1 bilhões), o equivalente a 1,8% do PIB nacional. Os principais produtos exportados são aço, aeronaves, café, combustíveis minerais, equipamentos mecânicos, ferro e máquinas.

Minas Gerais deve perder até R$ 63 bilhões em cenário de retaliação
Minas Gerais, terceiro maior exportador brasileiro para os EUA, com US$ 4,62 bilhões (R$ 25,7 bilhões) em vendas em 2023, também deve sofrer impactos severos. O estudo da Fiemg estima que o PIB mineiro pode cair até R$ 21,5 bilhões (2%) em um primeiro cenário, com perda de R$ 3,1 bilhões na massa salarial e eliminação de até 187 mil empregos.

O setor de ferro-gusa e ferroligas, importante para o estado, pode registrar queda de até 11,9%.

Caso haja retaliação mútua e fuga de investimentos, o impacto pode ser ainda mais profundo, com R$ 63,8 bilhões a menos no PIB estadual e mais de 443 mil empregos comprometidos, alerta o levantamento.

A Fiemg pediu ao governo federal que adote uma postura firme, porém diplomática, para tentar evitar a implementação da tarifa. “É preciso proteger os empregos e preservar a competitividade das empresas brasileiras”, declarou a entidade.

Abipesca pede crédito emergencial para reduzir impacto do tarifaço

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) protocolou nesta segunda-feira (21) um pedido formal ao governo federal para a criação de uma linha emergencial de crédito voltada às indústrias exportadoras do setor. O objetivo é reduzir os impactos imediatos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. 
De acordo com a associação, o mercado norte-americano é o destino de cerca de 70% do pescado exportado pelo Brasil. Com a nova taxação, o setor estima que cerca de R$ 300 milhões em produtos estejam parados entre pátios portuários, embarcações e unidades industriais. 

O pedido foi protocolado no Palácio do Planalto e se dirige ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta da Abipesca prevê crédito emergencial de R$ 900 milhões, com seis meses de carência e prazo de 24 meses para pagamento. 

De acordo com a Abipesca, a taxação levou o setor a enfrentar uma grave crise de capital de giro, uma vez que não há como redirecionar essa produção ao mercado interno que já se encontra abastecido e não absorve os cortes específicos voltados à exportação.  

Caso não haja uma resposta rápida, 35 indústrias e aproximadamente 20 mil trabalhadores, incluindo pescadores artesanais, podem ser impactados com cortes e paralisações, afirmou a associação. 

No documento protocolado, a associação também solicita que o governo brasileiro intensifique as negociações para reabertura do mercado europeu, fechado às exportações brasileiras de pescado desde 2017. 

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Negociação 
No último dia 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Lula, em que anuncia a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano. Segundo Trump, as tarifas passam a valer no dia 1º de agosto. Trump justifica a medida tarifária citando supostos "ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos". 

Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à Rádio CBN, que o Brasil não vai sair da mesa de negociação com os Estados Unidos. Haddad disse, porém, que o governo vem trabalhando em planos de contingência para ajudar os setores mais prejudicados com o plano de Donald Trump.  

Setores industriais apresentam falta de confiança pelo sétimo mês consecutivo, diz CNI

A indústria brasileira iniciou o segundo semestre de 2025 ainda sem recuperar a confiança. Segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) - Resultados Setoriais, divulgado nesta terça-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 21 dos 29 setores industriais analisados registraram queda na confiança em julho.

Os dados ainda não consideram os efeitos do tarifaço. “Foi um grande recuo generalizado, mas ainda não reflete completamente a opinião dos empresários industriais sobre o anúncio de aumento das tarifas de importação do governo americano, pois a pesquisa foi realizada nos primeiros dias de julho”, explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. Para o especialista, a redução na confiança está diretamente ligada ao último aumento da taxa Selic.


A queda foi mais acentuada na região Norte, onde o índice passou de 53 pontos, em junho, para 50 pontos em julho, indicando uma transição da confiança para a neutralidade. Agora, apenas as indústrias do Nordeste permanecem confiantes. Empresários do Sudeste, Sul e Centro-Oeste seguem com falta de confiança.

Três segmentos migraram da confiança para a falta de confiança: perfumaria, limpeza e higiene pessoal; produtos diversos; e produtos de borracha. Apenas o setor de manutenção e reparação passou da falta de confiança para a confiança. No total, 23 setores industriais estão sem confiança, enquanto apenas seis permanecem confiantes.

O índice também caiu entre empresas de todos os portes. A maior queda foi registrada nas médias empresas (-1,3 ponto), seguidas pelas grandes (-1,1 ponto) e pequenas (-0,7 ponto). O ICEI varia de 0 a 100 pontos e valores abaixo de 50 indicam falta de confiança.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 10 de julho com 1.788 empresas industriais, sendo 724 pequenas, 652 médias e 412 grandes.

Comércio de peças vê impacto maior de tarifaço para montadoras nos EUA

O setor do comércio de peças e acessórios para veículos automotores nacional avalia que o impacto do tarifaço estadunidense contra o Brasil deverá causar maior dano às montadoras instaladas nos Estados Unidos.
Segundo o presidente do Sindicato Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos (Sincopeças Brasil), Ranieri Leitão, o processo de montagem de carros no Brasil deverá sofrer poucas alterações.

Em nosso entender, o impacto talvez seja maior para as montadoras de veículos instaladas no mercado norte-americano e que se valem de fornecedores brasileiros. Dentro do Brasil, não enxergamos qualquer alteração no processo de montagem dos veículos, disse em entrevista à imprensa.

Segundo Leitão, o setor do comércio de autopeças nacional atua basicamente no mercado interno e não deverá sofrer impacto direto do tarifaço. Mas nossa posição é que qualquer movimento de taxação excessiva é desastroso para os negócios em geral, ressaltou.

O Sindipeças, que representa os fabricantes de autopeças, disse, em nota, que ainda é necessário aguardar a publicação da legislação estadunidense para confirmar qual será o alcance da sobretaxa no setor. As fabricantes nacionais produzem peças específicas para veículos dos Estados Unidos o que torna inviável redirecioná-las para outro mercado.

A balança comercial de autopeças do Brasil com os Estados Unidos é deficitária ao Brasil desde 2009. Em 2024, o Brasil exportou para os Estados Unidos US$ 2,2 bilhões e importou US$ 1,3 bilhão em peças.

Tarifaço pode impactar vendas de suco de laranja, café, carne e frutas

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estabelecer uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos pode comprometer receitas do agronegócio brasileiro, provocar desequilíbrios de mercado e pressionar os valores pagos ao produtor. O alerta é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o Cepea, os itens mais expostos ao tarifaço de Trump são o mercado de suco de laranja, o setor cafeeiro, a pecuária de corte e o de frutas frescas.

Dentre esses itens, o suco de laranja é o produto mais sensível a essa política tarifária, dizem os pesquisadores do Cepea. Isso porque já incide atualmente uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada sobre o produto, e a aplicação de uma sobretaxa de até 50% elevaria significativamente o custo de entrada nos Estados Unidos, comprometendo sua competitividade no segundo maior destino dos embarques brasileiros, dizem os pesquisadores, em nota.

Segundo o Cepea, os Estados Unidos importam atualmente cerca de 90% do suco que consomem, sendo que o Brasil é responsável por aproximadamente 80% desse total. Essa instabilidade ocorre justamente em um momento de boa safra no estado de São Paulo e Triângulo Mineiro: 314,6 milhões de caixas projetadas para 2025/26, crescimento de 36,2% frente ao ciclo anterior. Com o canal norte-americano sob risco, o acúmulo de estoques e a pressão sobre as cotações internas tornam-se prováveis, avaliou a professora da Esalq/USP Margarete Boteon, pesquisadora da área de citros do Cepea.

Quanto ao café, os Estados Unidos são o maior consumidor global do produto e importam cerca de 25% do Brasil, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação. Como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo.

A exclusão do café do pacote tarifário é não apenas desejável, mas estratégica, tanto para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira quanto para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana, destaca o pesquisador de café do Cepea Renato Ribeiro.

Com a queda nas cotações do produto e a instabilidade externa provocada principalmente pelo tarifaço, os produtores têm vendido volumes mínimos para manter o fluxo de caixa, adiando as grandes negociações para esperar por definições sobre o cenário tarifário.

Carne bovina
Os Estados Unidos são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, atrás apenas da China, que concentra 49% do total embarcado pelo Brasil. As empresas estadunidenses são responsáveis por 12% das exportações do produto brasileiro e, entre março e abril, elas adquiriram volumes recordes de carne bovina, acima de 40 mil toneladas por mês, o que pode indicar uma possível movimentação de formação de estoque diante do receio de que Trump viesse a aumentar as tarifas para o comércio exterior. São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul são os estados brasileiros, respectivamente, que mais têm escoado carne aos EUA.

Nos últimos meses, no entanto, houve redução no volume exportado para os Estados Unidos, enquanto os embarques para a China vêm crescendo. Em junho, especificamente, vários outros parceiros comerciais também aumentaram suas compras na comparação com maio. Segundo o Cepea, isso sinaliza que os frigoríficos brasileiros têm possibilidade de ampliar suas vendas para outros mercados.

Frutas frescas
No caso do mercado de frutas frescas, o maior impacto imediato recai sobre a manga, dizem os pesquisadores da USP. Isso acontece porque a janela crítica de exportação desse produto aos Estados Unidos começa em agosto. De acordo com o Cepea, já há relatos de postergação de embarques frente à indefinição tarifária. A uva brasileira, cuja safra tem calendário relevante para os EUA a partir da segunda quinzena de setembro, também passa a integrar o grupo de culturas em alerta.

Antes do tarifaço, no entanto, a expectativa era de crescimento de exportações de frutas frescas, sustentada pela valorização cambial e pela recomposição produtiva de diversas culturas. A projeção otimista foi substituída por dúvidas. Além da retração esperada nas vendas aos EUA, há o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda nos principais destinos, pressionando as cotações ao produtor, disse Lucas de Mora Bezerra, do Cepea.

O que pode ocorrer, dizem os pesquisadores, é que as frutas que seriam destinadas aos Estados Unidos sejam direcionadas a outros mercados, como a União Europeia, ou até mesmo absorvidas pelo mercado interno, o que pode pressionar o preço ao produtor.

Diante desse contexto geral relacionado ao café, à carne bovina, ao suco de laranja e às frutas frescas, o Cepea informa que é urgente uma articulação diplomática coordenada, com vistas à revisão ou exclusão das tarifas sobre produtos agroalimentares brasileiros.

Tal medida é estratégica não apenas para o Brasil, mas também para os próprios Estados Unidos, cuja segurança alimentar e competitividade da agroindústria dependem de forma substancial do fornecimento brasileiro, diz a nota.

Economia & Negócios: 71ª Pronegócio

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

71ª Pronegócio

De 12 a 15 de agosto, a Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr) com patrocínio do Sebrae, realiza a 71ª edição da Pronegócio, a maior rodada de confecção do Brasil. O evento deve reunir no Pavilhão da Fenarreco, em Brusque, cerca de 150 fabricantes de SC e mais de 600 lojistas de todas as regiões do país, para conferir as novidades da coleção Alto Verão 2025/2026. A direção da AmpeBR afirma que a expectativa para esta edição da Pronegócio é bastante positiva. Um fator importante é o frio intenso deste inverno, que impulsionou as vendas da estação.

Agricultura sustentável

SC tem um contexto que dificulta o cultivo de monoculturas em larga escala, como vemos no Centro Oeste , por exemplo, com hectares infindáveis de soja, de milho. Esse cenário de clima e relevo  peculiares força os agricultores a buscar soluções para suprir a uma demanda por produtos do campo, que existe e sempre existirá. Apesar de que o Estado é, sim, protagoniza na produção de itens como cebola e maçã em nível nacional, a diversificação como modelo de negócio na agricultura familiar ganha cada vez mais espaço, alavancado por siglas como ESG (Ambiental , Social e Governança) e ODS  (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável). E é justamente aí que entram a tais agroflorestas.

Saneamento

Saiu mais um ranking do saneamento básico, envolvendo os 100 municípios mais populosos do país, com listas dos 20 com os melhores e piores resultados no tratamento de água e esgoto. De SC não há nenhuma, nas duas categorias.

Exuberância

A consultoria JLL está divulgando que SC vai ganhar mais 500 mil m2, o equivalente a mais de 60 campos de futebol, em novos condomínios logísticos de alto padrão até o fim do ano, desempenho que permitirá ao Estado ultrapassar Pernambuco em área total e se tornar o quarto maior mercado de galpões do país, atrás apenas de São Paulo, Minas e Rio. Em um ano, a área total de galpões no Estado avançou cerca de 200 mil m2, para mais de 1,7 milhão de m2. Mais: a taxa de vacância (espaço vazio) nos galpões de SC está em 4,5%, contra 7,7% da média nacional.

Berço

É em situações do tipo que o jaraguaense Felipe Luís, técnico do Flamengo, mostra a educação de berço que recebeu. Está movendo mundos e fundos para tirar sua foto, não autorizada, de um site de apostas esportivas por quem não nutre simpatia nenhuma.

Arrecadação de SC

O Estado de SC encerrou o primeiro semestre com receita tributária de R$ 28,7 bilhões. Esse montante consiste num crescimento nominal de 8,2%, frente aos mesmos meses de 2024 e, descontada a inflação (IPCA de 5,4% no período), corresponde a crescimento real de 2,8%, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-SC). Em junho, a receita alcançou R$ 4,8 bilhões, com alta real de 5,1% frente ao mesmo mês do ano passado. Desse total, R$ 3,6 bilhões tiveram origem no ICMS. A Fazenda destacou que o resultado do semestre ficou alinhado com as projeções da pasta para o período.

Censura

A Folha de São Paulo exteriorizou em editorial “a velha censura da nova direita”. Cita como um dos dois exemplos o caso da vereadora Jéssica Lemonie, de Itapoá, no litoral norte catarinense, que pediu a retirada do livro “Capitães de Areia”, de Jorge Amado, das escolas da rede municipal por “romantizar o estupro” e representar “infiltração da esquerda” na educação.

Cesta básica

O valor da cesta básica em Brusque foi de 695,14 em junho, com alta de 1,93% em relação ao mês anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em parceria com o Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região (Fórum Sindical) e o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Brusque, e região (Sintrafite). Brusque é a única cidade do Brasil fora das capitais, incluída na pesquisa mensal do Dieese, o que permite acompanhar de forma contínua o custo de vida no município, com dados coletados diretamente no comércio local.

Ferrovias

Foi aprovado, no pacote de projetos apreciados na Assembleia Legislativa de SC, o PL 474/2025, sobre o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE-SC). A proposta regulamenta a exploração do transporte ferroviário de cargas e passageiros, tanto por meio de concessão pública quanto por autorizações privadas. A meta é reduzir custos e tornar a matriz mais eficiente e segura.

Em Balneário Camboriú

Uma vitória da prefeita de Balneário Camboriú foi o aceite na Assembleia Legislativa do PL 484/2025, que autoriza o governo do estado a receber, por doação, o Hospital Municipal Ruth Cardoso. Projetado para atender entre 130 e 140 mil habitantes, a estrutura hoje chega a receber quase 1 milhão de pessoas. A estadualização é vista como sobrevivência da instituição.

Resposta

Para quem se opõe às escolas militares, dentre eles a maioria dos integrantes do Conselho Estadual de Educação, o governo tem agora uma resposta contundente: seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ficou na dianteira, em SC, entre as públicas, em 2024. A melhor classificação foi o Colégio Militar Feliciano Nunes Pires/Unidade Pedro II, de Blumenau.

Bandeira Azul

Com 31 quilômetros de orla, Penha, 33 mil habitantes, no litoral norte de SC, lidera as indicações nacionais ao selo no Brasil para receber a Bandeira Azul na temporada 2025/2026: tem quatro pré-aprovações. A certificação reconhece destinos costeiros que atendem a critérios de qualidade da água, segurança, infraestrutura e gestão ambiental. As praias são Bacia da Vivó, da Saudade, Grande e Vermelho. A confirmação oficial sai em setembro.

Fomento ao empreendedorismo

O Grupo Boticário inaugurou o novo centro logístico da empresa que atenderá mais de dois mil revendedores da região, em Brusque. O espaço com 1.160 m2, abriga loja, setor administrativo, centro de capacitação e área logística. A nova estrutura também marca o início de um plano de expansão da marca no estado., com a chancela de marcas como Out, Quem Disse Berenice?, Eudora e O Boticário. A história do O Boticário em Brusque começou em 1983, com a abertura da primeira loja da marca na cidade e desde então tem desempenhado papel fundamental no fortalecimento do comércio regional. Este foi o primeiro negócio no modelo de franquia estabelecido na cidade. Agora, o plano de crescimento da marca na região inclui ainda a abertura de uma nova franquia em Guabiruba, prevista para o primeiro semestre de 2026.

Negócio de Moda

Na última semana, a feira ONDM – O Negócio da Moda realizou a sua primeira edição em Caruaru (Pernambuco). O evento que já passou por Santa Cruz do Capibaribe em 2023, consolidou sua presença no Agreste Pernambucano reunindo mais de 3 mil pessoas. Com uma programação focando nas tendências do mercado de confecção, o ONDM Agreste atraiu empreendedores, confeccionistas, lojistas e profissionais de toda a cadeia têxtil da região. Além da feira de negócios, ofereceu conteúdo de alto nível com palestras e painéis sobre vendas online, marketing, tecnologia e gestão de negócios.  

Novos colonos

Um documento de 31.8.1869 (Museu Cada de Brusque) solicitando orçamento a fazer com 94 colonos novos, de nação polacos. Essa foi a segunda menção à presença de imigrantes poloneses na Colônia Itajahy. Na primeira, o registro de batizado de Estevão Sienovki. Por que? Estevão nasceu em o mar, a borda do navio Victório, em 3.7.1869. Foi batizado pelo Padre Gattone, a 25.8.1869. Então, tomou-se essa data como referência para as comemorações do Dia da Imigração Polonesa. Ou Dia Estadual da Imigração Polonesa em Santa Catarina.

Muito aquém

Sim, SC está perdendo sua fama de outros como de altos níveis, quase sempre os primeiros do país, em sua educação. Na lista das 150 escolas brasileiras, e privadas, com melhor públicas e privadas, com melhor pontuação no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), há apenas uma catarinense.: o Colégio Energia, de Chapecó, na 147ª posição.

Problemão

Além dos moradores de rua, outro problema vem mobilizando o Parlamento estadual, pressionado pela opinião pública, o abandono de cães da raça pitbul em muitas cidades. Em Itapema, por exemplo, onde a Alesc promoveu uma audiência pública semana passada, o Grupo de Operações e Resgate da Costa Esmeralda abriga no momento 40 daqueles animais em seu canil, sem interessados na adoção, pela idade e porte. Já foram realizadas seis audiências sobre o tema. Em Joaçaba, Alfredo Wagner, São Joaquim, Rio do Sul e em Concórdia. A próxima será em Timbó, dia 25 de agosto. Os encaminhamentos e sugestões apresentados serão debatidos no Fórum Estadual de Ativistas e Protetores de Animais de SC, dia 22 de outubro.

Ação popular

Foi ajuizada na subseção judiciária de Florianópolis da Justiça Federal ação civil pública que vai dar o que falar: o advogado Christian Martins questiona atos da direção da OAB-SC na gestão 2010-2012, então presidida pelo atual desembargador Paulo Roberto de Borba. O objetivo da demanda: anular e apurar irregularidades apontadas na prestação de contas da seccional de 2012, na qual auditoria externa realizada em 2013 constatou prejuízo de R$ 7 milhões.

Fuzis

De causar arrepios o número de apreensões de fuzis no Brasil entre 2015 e 2024: foram 10.248, dos quais 4.714 no Rio de Janeiro e 570 em São Paulo. Em SC foram 113, contra 748 no Rio Grande do Sul e 375 no Paraná.

Fim de uma novela

Após quase quatro décadas de impasse, um gesto político institucional maduro finalmente dá fim à longa disputa entre Santa Catarina e Paraná sobre os royalties do petróleo. A divergência teve início com um erro técnico do IBGE, que atribuiu no território paranaense compos petrolíferos que por direito, pertencem aos catarinenses. O STF reconheceu essa injustiça em 2020, mas só agora, com o avanço da negociação entre os dois estados, se desenha uma reparação concreta. Santa Catarina não verá o dinheiro diretamente, mas ganhará infraestrutura cerca de R$ 300 milhões em obras no Norte do estado, com a duplicação da SC-416, em Garuva. Um acordo que transforma conflito em progresso. A solução, articulada no âmbito do Cosud no final de 2024, mostra que a cooperação federativa e o diálogo político ainda são caminhos possíveis e desejáveis para resolver velhos embates. Mais que uma vitória jurídica, trata-se de um marco civilizatório: a força da negociação prevaleceu sobre o litígio eterno.

Ferrovias

Hoje lideranças empresariais e políticas choram a ausência de mais ferrovias em SC diante dos notáveis gargalos logísticos ocasionados pela concentração no modelo rodoviário. Então vale lembrar que até o início da década de 70 existia a Estrada de Ferro Santa Catarina, que unia Rio do Sul a Itajaí, um importante corredor de desenvolvimento, e que permaneceu ativa por 62 anos. Construída com terminologia alemã, a única no Brasil nesse modelo, a estrutura chegou a ter 180 quilômetros de extensão e operou até 1971, quando as estradas enterraram a linha férrea. Tivesse sido preservada em seu roteiro original hoje teríamos outra realidade nos transportes.

Conquista

Ameaçados por resolução do Conselho Nacional de Justiça, o direito das partes de solicitarem julgamento presencial e de o advogado falar em tempo real durante as sessões de julgamento virtuais, foram assegurados pela OAB-SC no Tribunal de Justiça de SC, que regulamentou a matéria. É uma das conquistas mais relevantes para a cidadania, pois garante o contraditório, a ampla defesa e a participação democrática no processo judicial, destaca o presidente da seccional catarinense, Juliano Mandelli.

Uma dentro

Nas rodas que mais se ouve nas últimas horas é a frase “deu uma dentro”, referindo-se à decisão do presidente vetar o aumento do número de deputados federais. Uma nova pesquisa nacional mostrou que apenas 10% são favoráveis a que se aumente a representação parlamentar federal.

Aviação regional

Conectar cidades de SC através de aeroportos com aeronaves modernas e preços competitivos. A partir deste objetivo, o governo do Estado estuda dois projetos, feitos por duas empresas do ramo para o desenvolvimento da aviação regional no território catarinense. Em ambas as ideias que são analisadas é usar aeronaves menores, de oito a 18 lugares, um modelo feito na China foi visto em uma viagem feita por uma comitiva catarinense ao país asiático no final de junho. A ideia é, até o final do ano, apresentar o plano à população, acredita o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de SC. Com a aviação regional o Estado quer reduzir o tempo de viagem, já que o território catarinense é formado por muitos planaltos, que formam a jornada nas rodovias mais longas. O secretário deu o exemplo de uma viagem de Caçador, no Oeste até Florianópolis. As duas cidades ficam distantes cerca de 350 quilômetros uma da outra. Leva seis horas de viagem de carro e isso poderá ser feito em 45 minutos de avião, argumenta o secretário.

Devo, não nego

A inadimplência das empresas voltou a bater recorde em maio, pelo quinto mês consecutivo. Ao todo, 7,7 milhões encerraram o período com contas em atraso, representando 32,8% do total de ativas no Brasil e superando os 7,5 milhões registrados em abril. As informações são da Serasa Experian. De SC são 335,1 mil ante 2,6 milhões do Estado de São Paulo.

 

 

Frotas de caminhões a gás Impulsionam a descarbonização do transporte em SC: SCGÁS lidera transição energética

A SCGÁS, agente indutor da transição energética em Santa Catarina, está focada em impulsionar o uso de gás natural em frotas pesadas, como caminhões e ônibus, com o objetivo de reduzir emissões de gases de efeito estufa e promover um transporte mais sustentável.

Desenvolvimento

A SCGÁS, empenhada em concretizar uma matriz energética mais limpa e competitiva em Santa Catarina, está liderando a transição para o uso de gás natural em frotas pesadas. A iniciativa visa a descarbonização do transporte, um setor com grande potencial de redução de emissões de gases poluentes. "Acreditamos que o segmento de frotas pesadas a gás é um pilar fundamental para viabilizar uma matriz energética mais limpa e competitiva em nosso estado”, afirma Rafael Nicolazzi, gerente comercial industrial e veicular da SCGÁS.

A empresa atua como agente indutor, promovendo o gás natural como alternativa aos combustíveis fósseis tradicionais. Veículos movidos a gás natural oferecem benefícios significativos, como economia de combustível (superior a 20% em comparação ao diesel), maior estabilidade de preço, menor volatilidade cambial e previsibilidade tributária.

Benefícios Ambientais do GNV

Os caminhões movidos a GNV reduzem em até 85% a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) e materiais particulados (MP), principais poluentes em áreas urbanas. Além disso, o GNV diminui em até 25% as emissões de CO2, e esse percentual pode chegar a 85% com o uso de biometano.

Corredores Azuis

A infraestrutura de abastecimento está em expansão, com destaque para os "Corredores Azuis". Estes corredores, localizados nas principais rodovias das regiões Sul e Sudeste, oferecem postos de abastecimento de gás natural, garantindo previsibilidade e segurança operacional para as transportadoras. "Esse avanço garante previsibilidade e segurança operacional para transportadoras que adotam essa tecnologia, além de fortalecer a reputação sustentável das empresas junto a políticas ESG", destaca Nicolazzi.

Resultados em Santa Catarina

Diversas empresas e transportadoras em Santa Catarina já adotaram veículos a gás, obtendo resultados positivos em economia e desempenho. Grandes indústrias também veem na adoção de caminhões a gás uma forma de avançar em suas metas de sustentabilidade.

Ações da SCGÁS

A SCGÁS lançou um segmento tarifário para frotas, permitindo que transportadoras instalem seus próprios postos de abastecimento, otimizando operações e reduzindo custos. A companhia investe na expansão da infraestrutura, com foco nos corredores rodoviários estratégicos, como as BRs 101, 116, 280, 282 e 470. "A meta da companhia é garantir infraestrutura eficiente ao longo das principais vias de escoamento da produção estadual e do intenso fluxo de transporte de cargas interestadual com o foco da região sudeste do país (SP)", afirma Ronaldo Macedo Lopes, engenheiro da Gerência Comercial Industrial e Veicular da SCGÁS.

Planos

A SCGÁS planeja expandir as operações com postos de alta vazão, garantindo um abastecimento eficiente e contínuo. Atualmente, 56 caminhões a GNV estão registrados em Santa Catarina e 1.463 no Brasil, com expectativa de crescimento à medida que mais transportadoras adotem soluções sustentáveis.

"Acreditamos que o segmento de frotas pesadas a gás é um pilar fundamental para viabilizar uma matriz energética mais limpa e competitiva em Santa Catarina, alinhada às melhores práticas ESG e à sustentabilidade que o mercado exige”, reforça Rafael Nicolazzi.

"Dentre os objetivos da SCGÁS está a expansão de operações com a oferta de postos de alta vazão em locais estratégicos, garantindo um abastecimento eficiente e contínuo de GNV nos corredores que conectam o intenso fluxo de veículos pesados. Com a instalação de novos postos de abastecimento em alta vazão, buscamos atender de forma ainda mais eficaz as demandas das frotas pesadas, proporcionando maior agilidade e eficiência no abastecimento", destaca o engenheiro Ronaldo Macedo Lopes.

SENAI oferece mais de 135 mil vagas em cursos gratuitos e pagos

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está com 135.306 vagas abertas em cursos gratuitos e pagos em várias unidades da federação e no Futuro.Digital, marketplace do SENAI.

São 53.212 oportunidades presenciais e online, distribuídas pelas escolas do SENAI em diversos estados. As vagas incluem cursos técnicos, de qualificação e aperfeiçoamento, aprendizagem industrial e outras modalidades de formação profissional.

Além das vagas nos estados, a Agência também traz o levantamento dos cursos abertos no Futuro.Digital. E olha só, por lá tem nada menos que 82.390 vagas em cursos de diversas modalidades, como técnicos, curta e média duração, extensão, graduação, pós-graduação, MBA, micro e minicursos. São 1.044 turmas presenciais, 689 semipresenciais e 1.591 turmas EAD, garantindo flexibilidade para estudar de onde e quando quiser.

Para conferir informações sobre preços, grade curricular, certificação e carga horária, acesse o Futuro.Digital.

O SENAI oferece formação em diversas áreas de conhecimento, como comunicação, construção de obras, infraestrutura de informação, metalmecânica, segurança do trabalho e muito mais.

*O conteúdo de vagas é dinâmico e pode passar por atualizações constantes.

Confira os detalhes das vagas em cada estado:
Paraíba
O SENAI-PB tem 601 vagas abertas para cursos como almoxarife, armazenagem e confeitaria, assentador de revestimento cerâmico, assistente de recursos humanos, carpinteiro de obras, gestão de estoque, informática básica, injeção eletrônica de automóveis, mecânico de refrigeração e climatização, pedreiro, programador de sistemas automatizados (clp), redes de distribuição elétrica, técnicas de aplicação de gesso, técnico em automação e técnico em eletromecânica.

São 576 vagas para cursos presenciais (turnos matutino e vespertino) e 25 vagas na modalidade EaD (educação a distância). Para mais informações e inscrições, acesse o site do SENAI-PB.

Paraná
O SENAI-PR está com 2 mil vagas abertas para áreas administração, desenvolvimento de sistemas, eletromecânica, logística, química e muitos outros.

As oportunidades possuem opções de cursos presenciais nos períodos vespertino e noturno, além de turmas na modalidade EaD com momentos presenciais obrigatórios. Para mais informações, acesse o site do SENAI-PR.

Rio Grande do Norte
O SENAI-RN tem 1.866 vagas disponíveis para cursos nas áreas de alimentos, elétrica, energia eólica, mecânica automotiva, metalurgia, petróleo, refrigeração, segurança do trabalho, transporte de cargas e veículos elétricos.

São 55 cursos presenciais e 09 na modalidade EAD (educação à distância), entre pagos e gratuitos. Para mais informações, acesse o site do SENAI-RN.

São Paulo
O SENAI-SP tem 47.227 vagas disponíveis para cursos como automação de iluminação com dispositivos inteligentes, cibersegurança em servidores linux, entre outros, inclusive pós-graduação em gestão de processos de descarbonização.

Sendo 26.428 vagas em 356 cursos presenciais nos períodos vespertino e noturno e 440 vagas para quatro cursos na modalidade EAD (educação a distância) e outros 100 cursos autoinstrucionais. Para mais informações, acesse o site do SENAI-SP.

Sergipe
O SENAI-SE disponibiliza 363 vagas para cursos nas áreas de eletricista, fabricação de doces e bolos para festas infantis, gesseiro imobiliário, gestão da produção, gestão de transporte e distribuição, informática básica, manutenção de bombas centrífugas, montagem de sistemas pneumáticos e eletropneumáticos, nr-10 segurança no sistema elétrico de potência (sep), técnica de usinagem com torno convencional, word e excel.

As vagas são para 14 cursos gratuitos presenciais e semipresenciais, nos períodos matutino, vespertino e noturno. Para mais informações, acesse o Instagram @senaisergipe ou visite a unidade mais próxima.

Tocantins
O SENAI-TO tem 1.155 vagas disponíveis para cursos como, aperfeiçoamento em desenho técnico aplicado a metalmecânica, controlador e programador de produção, marketing digital, soldador de eletrodo revestido, vendas e redes sociais e tantos outros.

As vagas são destinadas a 51 cursos presenciais, oferecidos nos períodos matutino, vespertino e noturno. Para mais informações, acesse o site do SENAI-TO.

SENAI é referência em educação profissional na América Latina
O SENAI é o principal parceiro da indústria na formação de trabalhadores e na inovação. Maior rede privada de educação profissional do país e uma das maiores do mundo, está presente nos 26 estados e no DF, com cerca de 2,8 milhões de matrículas/ano.

Em 83 anos de história, formou mais de 91 milhões de pessoas em cursos técnicos, de qualificação, nível superior, aperfeiçoamento e especialização, sempre alinhados às demandas do setor produtivo.

Sobre o levantamento quinzenal de vagas
A Agência de Notícias da Indústria faz um levantamento quinzenal de vagas abertas pelo SENAI em todo o Brasil junto às federações das indústrias. O levantamento tem caráter jornalístico. Para tirar dúvidas ou obter mais detalhes, entre em contato com o SENAI do seu estado.

Condições financeiras da indústria pioram no segundo trimestre, revela CNI

As condições financeiras da indústria pioraram no segundo trimestre deste ano, mostra a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (18). O índice de satisfação dos empresários com as finanças dos negócios caiu 0,4 ponto, de 48,8 pontos para 48,4 pontos. Mais distante da linha de 50 pontos, o indicador aponta maior insatisfação dos industriais em relação ao primeiro trimestre. 

“A piora das condições financeiras das empresas reflete a desaceleração da economia e os juros altos. Essa combinação prejudica o faturamento e aumenta alguns custos para a indústria, o que faz com que os empresários sintam um aperto financeiro cada vez maior”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. 

O índice de satisfação com o lucro operacional também caiu no segundo trimestre: recuou 1 ponto, de 43,8 para 42,8 ponto, indicando aprofundamento da insatisfação dos empresários. Situação semelhante se observa no índice de facilidade de acesso ao crédito, que caiu 0,5 ponto, para 39,9 pontos. O resultado sugere maior dificuldade de a indústria obter financiamento. 

Por outro lado, o índice de evolução do preço médio das matérias-primas caiu 5,4 pontos, para 57 pontos. Por continuar acima da linha divisória de 50 pontos, o indicador revela alta, embora menor, nos preços dos insumos e matérias-primas em relação ao primeiro trimestre. 

Carga tributária, juros e demanda foram os principais problemas
No segundo trimestre de 2025, os três principais problemas enfrentados pela indústria foram a alta carga tributária, apontado por 36,7% dos empresários; as taxas de juros elevadas, assinalado por 29,5%; e a demanda interna insuficiente, lembrado por 28,3%. 

No primeiro trimestre, a demanda interna insuficiente estava à frente das taxas de juros elevadas como segundo principal problema. Agora, as colocações se inverteram. 

A taxa de câmbio perdeu importância entre os principais problemas, saindo da 6ª para a 12ª posição na lista. O fator foi selecionado por 9,4% dos entrevistados, queda de sete pontos percentuais em relação ao trimestre passado. 

Atividade industrial tem desempenho negativo
Em junho, a atividade industrial teve desempenho negativo. 

O índice de evolução da produção foi de 47,2 pontos, indicando queda da produção em relação a maio, mês em que o indicador registrou 52 pontos. 
O índice de evolução do número de empregados foi de 49,1 pontos, também uma retração frente ao mês anterior, quando chegou a 49,6 pontos. 
Além disso, o índice de estoque efetivo em relação ao planejado recuou de 50,5 pontos para 49,7 pontos. Com a queda, o índice passou ficou abaixo da linha de 50 pontos, mostrando que o nível de estoques é inferior ao planejado pelos empresários industriais. 

Já a Utilização da Capacidade Instalada segue avançando. Subiu de 70%, em maio, para 71%, em junho. O valor supera em um ponto percentual a UCI registrada no mesmo mês em 2024 e em dois pontos percentuais a registrada no mesmo mês em 2023. 

Expectativas pioram, mas continuam positivas
Em julho, todos os índices de expectativa da indústria caíram. O de exportação, 0,8 ponto; o de demanda e o de compras de insumos e matérias-primas, 0,2 ponto; e o de empregados, 0,1 ponto. Os indicadores continuam em patamar positivo, sugerindo que os empresários ainda acreditam em alta nas exportações, demanda, compra de matérias-primas e insumos e número de empregados nos próximos seis meses. 

O índice de intenção de investimento apresentou relativa estabilidade na passagem de junho para julho, ao variar de 56,1 pontos para 56,2 pontos. Entre dezembro de 2024 e junho de 2025, o indicador acumula queda de 2,6 pontos. 

Amostra
Para esta edição da Sondagem Industrial, a CNI consultou 1.486 empresas: 607 de pequeno porte; 529 de médio porte; e 350 de grande porte, entre 1º e 10 de julho de 2025.

Agronegócio X Governo: CNA Acusa Lula de “Radicalismo Ideológico” em Crise com EUA

No dia em que foi realizada a primeira reunião do comitê criado pelo governo federal para enfrentar a crise provocada pela ameaça de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) divulgou uma nota com críticas contundentes à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Enquanto representantes industriais emitiram uma nota oficial mais conciliadora, a CNA reafirmou sua oposição ao governo petista, ressaltando “preocupação com o cenário atual” e apontando um suposto paradoxo entre a realidade econômica do país e a agenda política nacional.

“O Brasil real tenta recuperar sua economia, atrair investimentos, abrir mercados e gerar empregos”, diz o comunicado da CNA, “enquanto a política nacional insiste em girar em torno de uma pauta estéril, paralisante, marcada por radicalismos ideológicos e antinacionais”.

Apesar da importância do tema, a entidade do agronegócio não participou da reunião realizada nesta terça-feira (15) com o vice-presidente Geraldo Alckmin e membros do primeiro escalão do governo Lula. Apenas representantes setoriais estiveram presentes.

A nota da CNA também critica o que classifica como “posição ideológica do governo de Lula como norte das relações comerciais e internacionais”. “O Brasil, que deveria estar consolidando sua posição como fornecedor estratégico de alimentos, energia limpa e minerais críticos, volta às manchetes internacionais não por suas oportunidades, mas por suas ‘crises políticas pessoais’ internas”, afirma.

O governo americano anunciou a intenção de aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, o que impactará diretamente setores importantes do agronegócio, como exportação de laranja, café, carne e couro.

Até o momento, não há sinais de retomada das negociações entre os dois governos. A última comunicação formal do Brasil com as autoridades dos EUA data de 16 de maio, anterior ao anúncio do presidente Donald Trump.

Enquanto isso, outros segmentos do setor produtivo, principalmente industriais, defendem que o governo brasileiro busque pelo menos um adiamento de 90 dias para a implementação da tarifa, evitando medidas de retaliação imediatas.

Abaixo a íntegra da nota da CNA
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) manifesta sua preocupação com o cenário atual em que, enquanto o Brasil real tenta recuperar sua economia, atrair investimentos, abrir mercados e gerar empregos, a política nacional insiste em girar em torno de uma pauta estéril, paralisante, marcada por radicalismos ideológicos e antinacionais.

A verdade é que o Brasil tem sido governado, direta ou indiretamente, por uma obsessão com o passado. O Congresso Nacional, pressionado por suas bases políticas, perde tempo em disputas e manobras que têm pouco a ver com os interesses econômicos do país. O Judiciário, por seu turno, também tem sido envolvido em um protagonismo institucional que, embora muitas vezes necessário, alimenta uma instabilidade constante.

E o governo atual é muito culpado também. Em vez de assumir a liderança de uma agenda pragmática e pacificadora, optou por reabrir feridas políticas, reforçando antagonismos e muitas vezes tratando adversários como inimigos. Essa escolha tem custo. A confiança empresarial, a previsibilidade regulatória e a estabilidade institucional, pilares de qualquer economia saudável, são minadas quando o próprio governo entra no jogo da revanche.

O setor econômico assiste a tudo com preocupação. O Brasil precisa de foco.

Precisamos de reformas estruturais que destravem o crescimento, de segurança jurídica, de um ambiente político que permita pensar no médio e longo prazo. Nenhum investidor aposta num país preso em disputas do passado.

É preciso que alguém diga o óbvio: a economia não pode continuar sendo refém de narrativas políticas que alimentam extremos e paralisam decisões. O Brasil precisa voltar a olhar para frente. E isso exige maturidade, de todos os lados.

A política precisa corrigir essa grave crise.

SC tem potencial para liderar suinocultura sustentável no mundo

Responsável por 8% das exportações mundiais de carne suína, e por 33% do rebanho do país, Santa Catarina tem potencial para liderar a produção sustentável de suínos no globo. A importância da sustentabilidade no ramo ganha cada vez mais relevância, na medida em que mais países adotam políticas de descarbonização que impactam potenciais fornecedores.

O tema foi debatido nesta quarta-feira, dia 16, em reunião da Câmara de Desenvolvimento do setor, da Federação das Indústrias de SC (FIESC), com empresários do segmento e a Embrapa. A instituição está à frente do Projeto Suinocultura Sustentável do Brasil, que pretende estabelecer um protocolo de sustentabilidade para a produção de suínos, com métricas e indicadores adaptados à realidade do país.

Para o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, a sustentabilidade será essencial para a manutenção e a conquista de novos mercados consumidores, diante de um número maior de países adotando regulamentações para a redução de emissões de gases do efeito estufa. “Quem provar que é sustentável venderá mais e por preço maior. Exercer a sustentabilidade, como melhoria de processo, será um diferencial de sobrevivência competitiva”, avalia.

O Brasil é o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, e SC tem liderado processos de transformação na suinocultura nacional nas últimas sete décadas, segundo a Embrapa. A presidente da Câmara da Agroindústria, Irani Pamplona, colocou a indústria à disposição para colaborar com a iniciativa da Embrapa, que vai demandar também parceria com os produtores, cooperativas e outros órgãos do setor público.


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Em encontro com Alckmin, FIESC defende negociações com EUA, sem retaliação

O presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, liderou na tarde desta quarta-feira (16) comitiva de industriais do setor metalmecânico em reunião com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e com a secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres.

No encontro, Aguiar defendeu o diálogo para tentar reverter os impactos do chamado tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump. “Retaliar seria o pior encaminhamento, pois ampliaria os prejuízos para a indústria brasileira. Além de tentar reduzir as tarifas, precisamos buscar alternativas como a prorrogação do prazo de início da aplicação, para que as empresas tenham fôlego para se reorganizar e buscar novos mercados”, disse Aguiar.

“As palavras de ordem agora são negociar, negociar e negociar. Mesmo que as tarifas não voltem aos patamares anteriores, precisamos chegar a um nível que permita manter a relevância daquele mercado como destino das exportações catarinenses e brasileiras”, resumiu o presidente da FIESC.

As indústrias catarinenses pretendem atuar em sintonia com seus clientes norte-americanos, que podem pressionar o governo dos Estados Unidos, demonstrando os impactos das tarifas que serão pagas pelos consumidores de lá. “O ministro conhece os números e tem total clareza sobre a importância do tema. Reforçamos a diversidade industrial catarinense, onde as tarifas terão graves consequências, já que os Estados Unidos são o principal destino de nossas exportações”, afirmou Aguiar.

No encontro, a Federação catarinense também destacou a necessidade de o governo federal incluir produtos semiacabados de aço e alumínio nas estratégias de defesa dos interesses brasileiros no comércio internacional, buscando isonomia tributária. “Hoje existe uma invasão de produtos chineses, porque o parafuso vindo da China chega ao preço dos insumos pagos pelos fabricantes brasileiros”, disse Aguiar, lembrando que há importantes empresas do setor no estado, gerando elevado número de empregos.

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Empresários esperam acordo antes de possível retaliação aos EUA

As principais lideranças da indústria brasileira participaram na manhã desta segunda-feira (15) de reunião com representantes do governo federal. O encontro, liderado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, tratou da decisão dos Estados Unidos de taxar em 50% os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Em coletiva de imprensa após a reunião, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse que o governo e o setor empresarial estão "uníssonos e convergentes" em busca de uma solução, de preferência antes da data prevista para a taxação. Os empresários brasileiros também se comprometeram a intensificar o diálogo com o setor privado norte-americano. 

"Não podermos ficar na imprevisibilidade. Temos produtos perecíveis envolvidos nessa questão", ressaltou Alban, que defende a via da negociação com os EUA. "O que entendemos é que o Brasil não se precipitará em medidas de retaliação."

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes (foto), afirmou que o setor tem "confiança absoluta" na capacidade de negociação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do MDIC.

"Vamos dar todo suporte e apoio para que o Brasil chegue a um entendimento em benefício das empresas brasileiras e americanas", disse Gomes.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também participou da coletiva. Ele agradeceu a contribuição dos empresários e destacou que a intenção do governo é resolver o problema, em diálogo com o setor privado.

Alckmin não descartou a possibilidade de buscar o adiamento da taxação caso até o dia 1º de agosto Brasil e EUA não cheguem a um acordo.

A lei de reciprocidade econômica, aprovada pelo Congresso neste ano, deve ser usada para balizar a atuação do governo brasileiro. A regulamentação da lei foi publicada nesta terça-feira. (Foto: Agência Brasil)

Produtores brasileiros começam a sentir efeitos da taxação dos EUA

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), pelo menos 58 contêineres com 1.160 toneladas de pescados que seriam destinadas aos Estados Unidos perderam os compradores e terão que retornar aos produtores.
 

Produtores brasileiros aguardam reuniões e medidas do governo brasileiro para reverter ou mesmo minimizar a taxação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano a partir do dia 1º de agosto. Para alguns setores, o momento é de apreensão e espera, para outros, os impactos já começaram a ser sentidos.

O setor de pescados é um dos que foram imediatamente impactados. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), pelo menos 58 contêineres com 1.160 toneladas de pescados que seriam destinadas aos Estados Unidos perderam os compradores e terão que retornar aos produtores.

Os embarques que seriam feitos agora chegam em agosto. Pelo timing aí do translado dos contêineres eles já chegariam sob essa nova tarifa. Então, os compradores de lá suspenderam as compras, suspenderam os embarques, disse o diretor executivo da Abipesca, Jairo Gund.

Segundo Gund, os EUA respondem por 70% do mercado externo brasileiros de pescado. Somente de tilápia, o país é o destino de 90% do produto. Os contêiners que tiveram as compras canceladas eram de congelados. O mercado de produtos frescos, feito por avião, segue normalmente.

Os mais impactados são os produtores mais vulneráveis, afirmou Gund.

O principal item de exportação é a lagosta. A lagosta é vista como um produto de gente rica, mas quem produz é gente pobre. É peça artesanal. Então, o impacto nesse público é direto. Quem vai sofrer não é que quem vai comer lagosta, vai sofrer quem produz. Quem produz são pessoas de baixa condição social, geralmente de comunidades tradicionais, ressaltou.

A Abipesca está entre as entidades que se reunirão nesta terça-feira (15) com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.

A principal demanda será pelo menos adiar a taxação para o setor em 90 dias, para que a produção já contratada possa ser escoada. Além disso, os produtores pedirão que se discuta a exclusão dos pescados das tarifas, uma vez que o Brasil representa menos de 1% da importação americana dos itens, acrescentou a Abipesca.

A gente está no meio da safra das principais espécies. E com contratos andando, informou a associação. Que a gente consiga, sensibilizar o governo americano de tirar o pescado, pelo menos. Porque a gente representa menos de 1% de todo o abastecimento americano, de tudo o que eles importam. É pouco para eles, mas muito para nós.

Aguardando decisões
Citricultores dizem que é preciso ter cautela - Divulgação/Embrapa
Os produtores de cítricos também aguardam os próximos passos.

Temos que ter cautela. Essa tarifa é para o dia 1º de agosto. Temos que deixar o governo fazer as ações, fazer a defesa e negociar. Acho que uma boa conversa é muito melhor do que uma má discussão, ressaltou o presidente da Câmara Setorial da Citricultura do Estado de São Paulo e vice-presidente da Associação Brasileira de Citros de Mesa, Antonio Carlos Simonetti.

O Brasil é o maior fornecedor de suco de laranja para os EUA, que compram mais de 40% das exportações brasileiras.

A produção de Simonetti segue com normalidade. Ainda está tudo normal, sem nada de alertar, tudo correndo normal por enquanto. Não tivemos ainda nenhuma estratégia anunciada.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participa de uma série de reuniões com os governos federal e estaduais, entidades de classe e parlamentares que foram marcadas desde esta segunda-feira (14). As reuniões prosseguem até quarta-feira (16), quando, além de falar sobre o que foi discutido, o Cecafé deverá apresentar o desempenho das exportações do grão no fechamento do ano safra 2024/25.

O café está entre os dez produtos que representam 57% das exportações brasileiras. Apenas o café torrado representa 4,7%. 

Indústria
Em posicionamento divulgado nesta segunda, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), alertou que o momento exige ações enérgicas, contundentes, para reverter o quadro, tanto interna quanto externamente.

Nas relações exteriores, precisamos de moderação e equilíbrio para contornar a política tarifária dos EUA. Devemos negociar a revogação da taxação na condição de país parceiro e de nação soberana. Cabe ao governo brasileiro defender os interesses da sociedade brasileira, evitando, sobretudo, as armadilhas da polarização política que o episódio coloca no caminho, diz a confederação.

Além disso, a CNI enfatiza que a taxação coloca em risco os planos de investimento e os negócios em andamento. 

A taxação põe fim à previsibilidade que sustenta milhares de contratos de longo prazo, afetando fábricas brasileiras e plantas nos Estados Unidos que dependem de componentes e insumos produzidos no Brasil para manter linhas produtivas e empregos. Aumenta, portanto, o risco de retrocesso de forma substancial, ameaçando a competitividade de ambos os lados e lançando mais incerteza sobre planos de investimento e negócios em andamento, diz a nota.

Governo
Nesta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, para adoção de medidas de proteção da economia brasileira. O grupo será criado por meio do decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25) e terá o objetivo de ouvir os setores empresariais para detectar as implicações do anúncio feito Trump de impor tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto.

A primeira reunião do comitê será realizada nesta terça-feira (15), às 10h, com setores da indústria. Também amanhã, o comitê fará sua segunda reunião com representantes do agronegócio.

Até esta terça, deverá ser publicado o decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade Econômica. Sancionada em abril, a lei estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual, em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira. (Foto: Agência Brasil)

Câmaras de comércio nos EUA e no Brasil pedem suspensão de taxas

A U.S. Chamber of Commerce e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgaram nota conjunta na qual pedem para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão das tarifas de 50% imposta aos produtos brasileiros.
A taxação às exportações brasileiras está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto.  A nota das entidades destaca que a medida unilateral do governante dos Estados Unidos vai afetar produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos.

As duas câmaras de comércio defenderam que Estados Unidos e Brasil se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%. Além disso, as entidades alertam que as taxações podem estabelecer um precedente preocupante nas relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos.

As entidades apontam que mais de 6,5 mil pequenas empresas dos Estados Unidos dependem das importações brasileiras e outros 3,9 mil empreendimentos norte-americanos contam com investimentos no Brasil.

O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos, destaca o comunicado.

A seguir, a íntegra da nota das U.S. Chamber of Commerce e a AmCham:

A U.S. Chamber e a Amcham Brasil solicitam aos governos dos Estados Unidos e do Brasil que se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%. A imposição dessa medida como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante.

A tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos.

Mais de 6.500 pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas norte-americanas têm investimentos naquele país. O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos.

Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias das Américas beneficia consumidores, sustenta empregos e promove prosperidade em ambos os países. A U.S. Chamber e a Amcham Brasil seguem à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada, pragmática e construtiva que evite a escalada da atual situação e garanta a continuidade de um comércio bilateral mutuamente vantajoso.

(Foto: Agência Brasil)

FIESC: O que já se sabe sobre as novas tarifas de 50% dos EUA

 A Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de SC (FIESC) realizou nesta segunda-feira (14) uma reunião emergencial com industriais exportadores de Santa Catarina para esclarecer o que já se sabe sobre os impactos da tarifa anunciada de 50% pelo governo norte-americano. 
A presidente da Câmara, Maria Teresa Bustamante, explicou que embora se tenha conhecimento sobre a intenção de Trump de taxar produtos brasileiros em 50%, ainda não foram publicadas informações oficiais pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. 

O que já se sabe:

Ainda não existem detalhes oficiais sobre como as novas tarifas serão aplicadas, se haverá isenções ou reduções setoriais.
O Departamento de Comércio dos EUA deve publicar, nos próximos dias, informações esclarecendo esses pontos.
A aduana norte-americana também deverá publicar normas oficiais detalhando quando e como as tarifas passam a ser cobradas. Uma das principais dúvidas dos exportadores é qual data a aduana norte-americana vai considerar para início da cobrança da nova taxa (a partir de 1 de agosto), se será a data de embarque no Brasil ou a data de entrada nos Estados Unidos.
Os setores que estão sob investigação pela seção 232, como madeira e derivados, minerais críticos e aeronaves, motores e autopeças, terão o atual nível de tarifas mantido, até que a investigação seja concluída. 
Para o aço e alumínio, setores que já estão tendo sobretaxa após a investigação da 232, não haverá cumulatividade. Neste caso, apenas a taxa já em vigor de 50%.
Automóveis e peças de automóveis seguem taxados em 25%.
Produtos farmacêuticos serão taxados em 200%.
Filmes serão taxados em 100%.
Semicondutores serão taxados em 25% ou mais.
Cobre sofrerá taxação de 50%.
Principais setores afetados:

Madeira e produtos de madeira - em 2024, 37,3% das exportações de SC para os Estados Unidos foram desse segmento. O setor está atualmente sob investigação para medir o impacto das importações de madeira e seus derivados sobre a segurança dos EUA - a chamada seção 232. Até o fim da investigação, as tarifas estão mantidas nos atuais patamares.
Veículos automotores e autopeças - as exportações do ramo têm participação de 14,8% no total das vendas externas catarinenses para os EUA. Hoje, estão submetidos a tarifa de 25%.
Equipamentos elétricos - responsáveis por 13,3% das exportações do estado para os Estados Unidos. Serão submetidos a tarifa de 50%.
Máquinas e equipamentos - responsáveis por 6,8% das vendas externas de SC para os EUA. Serão submetidos a tarifa de 50%.
Móveis - responsáveis por 6,7% das exportações catarinenses para os EUA. O setor também está submetido à investigação da seção 232.
A reunião trouxe ainda informações sobre os próximos passos da FIESC na defesa dos interesses dos exportadores do estado. O presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, tem reunião marcada para esta quarta-feira (16) com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e com a Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, para tratar de tarifas.  Além disso, reúne-se com a CNI em Brasília para alinhar a participação da entidade no grupo de trabalho a ser criado pelo governo brasileiro para debater o tema. 
A presidente da Câmara também atualizou os industriais do setor de madeira e derivados sobre o andamento da defesa brasileira na investigação da seção 232.


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WEG lança estação de recarga mais rápida e potente do Brasil

A WEG apresenta ao mercado a WEMOB® STATION HIGH POWER CHARGING (HPC), uma solução inovadora que atende à crescente demanda por recarga ultrarrápida de alta potência para veículos elétricos leves e pesados. Esta tecnologia é capaz de oferecer potência de até 640 kW e de recarregar até quatro veículos simultaneamente. “A WEMOB® STATION HPC, produto global desenvolvido e fabricado no Brasil, reforça a posição de liderança da WEG na transição energética. Esta solução inovadora eleva os padrões de conveniência aos usuários e a eficiência aos operadores, acelerando a adoção de veículos elétricos”, explica Carlos José Bastos Grillo, Diretor Superintendente de Digital e Sistemas na WEG.
 
Constituída por dois totens e uma cabine de potência modular, a WEMOB® STATION HPC incorpora as mais recentes tecnologias globais para recarga de veículos elétricos. Com flexibilidade superior na distribuição de energia, a solução permite ajustar a potência por ponto de recarga de forma dinâmica, atingindo até 400 kW em incrementos de 30 kW, 40 kW, 60 kW ou 80 kW. Seu design inteligente gerencia a potência de forma dinâmica, direcionando a energia de maneira eficiente para os veículos conectados. Diferente das estações tradicionais, que geralmente integram os módulos de potência diretamente ao totem, a WEMOB® STATION HPC agrupa esses módulos em blocos, em uma cabine centralizada. Essa abordagem otimiza a entrega de energia, disponibilizando apenas a potência necessária para a recarga de cada veículo. Além disso, eleva a segurança e a confiabilidade, pois a estação identifica e isola falhas de forma autônoma, garantindo a continuidade da operação com alta disponibilidade
 
A inovação da estação vai muito além do design físico. A WEMOB® STATION HPC integra a tecnologia WEMOB® DynamicShare AI (Adaptive Intelligence), um algoritmo avançado que otimiza a distribuição de potência em tempo real para cada veículo. Essa inteligência adaptativa especializada permite que a estação ajuste dinamicamente a carga conforme a demanda, maximizando a capacidade de recarga disponível e elevando significativamente a eficiência energética. Na prática, isso significa que, mesmo com múltiplos veículos em processo de recarga, a potência pode ser realocada inteligentemente para atender novos veículos sem comprometer o tempo de recarga dos que já estão conectados.
 
A WEMOB® STATION HPC destaca-se pela sua versatilidade e interface intuitiva. O totem é configurável para os quatro principais padrões de recarga globais (CCS-1, CCS-2, NACS e CHAdeMO) e incorpora o sistema inteligente de gerenciamento de cabos WEMOB® Cable Manager, que otimiza a organização e o manuseio dos cabos.
 
Para proporcionar uma experiência visual superior, o equipamento oferece duas opções de tela de alto brilho (32" e 15,6"), ambas com 3000 nits, garantindo excelente legibilidade mesmo sob luz solar direta. A tela WEMOB® AdVision permite a exibição de vídeos, imagens e logotipos, com atualização remota simplificada pelo administrador da estação. Complementando a interface, a sinalização de status é realizada por LEDs coloridos e sinais sonoros, com possibilidade de personalização das cores para alinhar-se à identidade visual do cliente.
Para maximizar a conveniência do usuário, a estação integra a funcionalidade WEMOB® Autocharge. Esta tecnologia permite o reconhecimento automático de veículos previamente cadastrados, eliminando a necessidade de cartões RFID ou aplicativos móveis e simplificando significativamente o processo de recarga.
 
A conectividade da WEMOB® STATION HPC é altamente flexível, com opções via cabo Ethernet, Wi-Fi ou rede móvel LTE (Dual SIM), e suporte completo ao protocolo OCPP. Para garantir máxima confiabilidade, a estação incorpora redundância nas conexões, assegurando alta disponibilidade e continuidade ininterrupta do serviço. Além disso, o gerenciamento remoto completo — que abrange controle de acesso, diagnósticos e atualizações de software via OTA (Over-the-Air) — otimiza significativamente a eficiência operacional.
Para aprimorar a conveniência do usuário final e expandir as oportunidades de negócio para os operadores de estações, a WEMOB® STATION HPC oferece integração com sistemas de pagamento por cartão, tanto por contato quanto por aproximação. Isso inclui compatibilidade com carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay, permitindo a cobrança direta no local, de forma rápida e segura, sem a necessidade de cadastros ou identificação prévia. Essa funcionalidade atende às demandas de diversos perfis de clientes, simplificando significativamente a experiência de recarga para todos os usuários de veículos elétricos.
 
Equipada com o WEMOB® Silent Mode, a WEMOB® STATION HPC é ideal para instalações em locais com restrições de ruído, como áreas residenciais ou durante a noite, garantindo um processo de recarga com mínimo impacto sonoro no ambiente.
Com todas essas inovações, a WEG reafirma seu compromisso com o futuro da mobilidade elétrica, oferecendo uma solução de recarga ultrarrápida, inteligente e segura para os veículos elétricos desta e das próximas gerações.

 

Sobre a WEG  
Fundada em 1961, a WEG é uma empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, que atua no setor de bens de capital com foco em motores, redutores e acionamentos elétricos, geradores e transformadores de energia, produtos e sistemas para eletrificação, automação e digitalização. 
A WEG se destaca em inovação pelo desenvolvimento constante de soluções para atender as grandes tendências voltadas a eficiência energética, energias renováveis e mobilidade elétrica. 
Com operações industriais em 17 países e presença comercial em mais de 135 países, a companhia possui mais de 45 mil colaboradores distribuídos pelo mundo. Em 2023, a WEG atingiu faturamento líquido de R$32,5 bilhões, destes 52,9% proveniente das vendas realizadas fora do Brasil.
 

 

Economia& Negócios: Efeito Trump

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Efeito Trump

Os efeitos do anúncio do presidente Trump em taxar os produtos brasileiros exportados para os EUA devem ser devastadores para a economia catarinense, com risco de rompimento de contratos, redução na produção e consequente desemprego. Conforme dados do Observatório Fiesc, SC tem nos EUA o maior mercado de exportações, com US$ 1,7 bilhão em 2024 e US$ 847 milhões neste primeiro semestre Produtos que vão de madeira, motores elétricos e auto-peças, compressores de ar, transformadores elétricos, revestimentos cerâmicos, iates, bombas de líquidos, carne suína, couro bovino, gelatina, suco de frutas, etc. Entidades representativas do setor produtivo local, como a Fiesc e Fecomércio, destacam que o momento exige maturidade política e necessidade de negociação via diplomática. O problema é que o viés ideológico impera e fica quase impossível imaginar recuos. Ao fim, enquanto apaixonados políticos medem forças, quem paga é o empresário e o trabalhador. Perdemos todos.

Presença chinesa

A propósito da possibilidade de uma montadora  chinesa vir para SC, quem não lembra da Sinotruck, de caminhões, que estava quase certa para ser instalada em Lages? O então governador Raimundo Colombo se esforçou tanto que, sem esperar, o fim das negociações, se antecipou no entusiasmo e até comprou um belo terreno na entrada da cidade serrana, que ainda está lá, sob constante ameaça de invasão.

Logística

O mercado de galpões logísticos está aquecido em todo o Brasil, mas em SC bem mais apurou a Colliers, multinacional de serviços corporativos imobiliários. No primeiro trimestre deste ano as novas locações passaram de 1 milhão de m2 e a valorização da área construída chega a 34% nos últimos três anos. Apesar da maior concentração de espaços estão Rio-SP, quem desponta como uma região promissora para o setor é SC, com 53 mil m2 disponíveis para locação. Vive o melhor momento dos últimos cinco anos e tem se consolidado como um dos destinos mais estratégicos do Brasil para operações de importados, armazenagem e distribuição.

Contra o crime

Está causando imensa repercussão, e totalmente positiva, na grande mídia impressa, a iniciativa inédita do Tribunal de Justiça de SC em criar uma vara especializada para julgar casos envolvendo organizações criminosas nos quais os juízes se manterão anônimos ao longo de toda o processo, e até nas decisões publicadas. O anonimato total de juízes está sendo experimentado pela primeira vez no país. Os que atuarem na vara terão seguranças e carros blindados.

Colômbia

A Fiesc realizou o SC Day Colômbia, em Bogotá. Entre as empresas participantes: Potenza, Provolt, AGPRS, Aeroville, Portilhiotti, Ampco Metal Brasil, Triunfo Indústria Metalúrgica, Selgron, Hércules Motores, Ciser e Farbem; A comitiva visitou a AgroExpo, feira do setor agropecuário com 600 expositores e cerca de 200 mil visitantes.

Turismo itinerante

A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1036/25 que estabelece um marco legal para o turismo itinerante. Essa modalidade de turismo é caracterizada pelo movimento frequente de viajantes entre diferentes locais, utilizando veículos de recreação (motorhomes, trailers, campevans) para a finalidade de lazer, negócios, turismo ecológico cultural ou esportivo. A proposta garante a liberdade desses veículos e facilita a criação de “pontos de apoio” com serviços essenciais.

Saber vender

Entre as estratégias da FG Empreendimentos para atrair gente endinheirada e potencialmente interessada na compra de seus apartamentos, alguns de até R$ 300 milhões, em Balneário Camboriú estão dois jatos, dois helicópteros, carros de luxo e um iate de 60 pés. A tentação começa com uma viagem de jato para aeroportos de SC, onde o pouso, o potencial comprador embarca num helicóptero para sobrevoar a região. Também é possível um passeio pelo mar da cidade. Depois é levado para conhecer o estande exclusivo de vendas, onde está a maquete de 16 metros do Senna Tower., futuro prédio residencial mais alto do mundo e fruto de um investimento de R$ 3 bilhões. Depois vem jantares com chefs renomados, festas e hospedagens em hotéis estrelados, entre outros mimos. Esse atendimento premium impulsionou um crescimento de 30% em 2024. A construtora tem atualmente R$ 8 bilhões em ativos sob sua gestão.

Desafios no setor têxtil

Concorrência internacional, carga tributária elevada, dificuldades na infraestrutura frente a este cenário e falta de mão de obra  estão entre os principais desafios que o setor têxtil enfrenta atualmente. Frente a esse cenário, o Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharia e Tinturaria de Brusque, Guabiruba e Botuverá  tem promovido ações para reforçar a união das indústrias locais para gerar condições mais equilibradas.

Brasil instável

Só quem não acompanha o noticiário deve estar tranquilo ao futuro do país. Além da disputa entre poderes, agora temos a pregação da luta de classes. E na divisão do mundo, o presidente do Brasil apoiando o Irã e o Hamas, ao lado da China; e Trump se manifestando expressamente solidário a Bolsonaro perseguido pelo Supremo. Para um país que ainda tem um certo equilíbrio nas contas graças as exportações do agro, a questão externa afeta. Junte-se a política e a economia, o interno e o externo, e o resultado é instabilidade, insegurança. E o crime cada vez mais poderoso.

Referência do têxtil

A Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) lançou o projeto Embaixador ABIT, com o objetivo de fortalecer sua visibilidade e atuação no Brasil. Neste primeiro momento, dez empresários do país foram nomeados embaixadores, sendo Brusque, Guabiruba e Botuverá estão sendo representados pelo industrial Edson Ruben Mueller. Há muitos anos envolvido com o associativismo, ocupando cargos de destaque no Núcleo de Fabricantes de Toalhas junto à Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá. Dirige a Porto Franco empresa ligada à família Ogliari, que detém outras marcas, como a Toalhas Atlântica, Fratelli , Ogliari Tinturaria e Casa Porto Franco.

 Vagas disponíveis

O Sine de Brusque está divulgando 335 vagas disponíveis para admissão imediata. Há vagas para todos os níveis de escolaridade, com pré-requisito desde o nível fundamental ao superior. E pessoas com deficiência. Para concorrer os candidatos devem procurar o Sine de Brusque, localizado na Praça da Cidadania, no Centro. Para realizar o cadastro é necessário apresentar documentos pessoais como RG, CPF e carteira de trabalho. 

 Destaque

De janeiro a maior de 2025, o movimento dos aeroportos da Região Sul do país registrou crescimento de 10,8% em comparação no mesmo período de 2024, que foi de 5%, segundo o Relatório de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O Aeroporto Internacional de Florianópolis (Hercílio Luz), lidera a expansão da aviação sulista com alta 20,29%, totalizando 2,1 milhões de passageiros. O resultado é puxado pelo turismo local, além do aumento de voos regionais e nacionais, que também contribuem para o crescimento. Em SC outro destaque foi para o aeroporto regional de Joinville, com alta de 13,15%.

Destinos de férias

A agência de viagens on-line Decolar listou 20 locais mais buscados pelos brasileiros nas férias deste mês. E SC tem que fazer muito para ser verdadeiramente um atrativo nos tempos frios. Em ordem crescente vem Gramado em primeiro lugar. Rio de Janeiro, Maceió, Porto Seguro, Porto de Galinhas, Natal, Fortaleza, João Pessoa, Salvador, São Paulo, Foz do Iguaçu, Maragogi, Recife, Campos do Jordão, Caldas Novas e Aracaju para finalmente, chegar a Florianópolis em 17º lugar, Balneário Camboriú em 19º e Penha, onde fica o parque Beto Carrero em 20º.

Reconhecimento

A Havan foi reconhecida como a empresa que oferece a melhor experiência ao cliente no varejo de eletro, segundo a 10ª edição do ranking “Estadão Melhores Serviços”. A pesquisa foi realizada em parceria entre o jornal O Estado de S.Paulo e a consultoria Blend New Integrante da holding HSB. O estudo avaliou a performance de empresas em 35 categorias distintas, para isso, ouviu mais de 64 mil consumidores e avaliou mais de 1 milhão de avaliações ao longo de 2024. O resultado é construído a partir de um questionário on-line que considera tanto critérios objetivos como cumprimento de prazos de atendimentos, quanto percepções subjetivas dos consumidores, como confiança e empata no relacionamento.

Responsabilidade Parental

Dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), referentes a 2024, apontam que aproximadamente 172,2 mil crianças foram registradas no Brasil sem o nome do pai na certidão de nascimento. E dados de SC referentes a 2022 apontam que 4.695 não contam com um dos pais no registro.  

Novas empresas

Dados da Junta Comercial do Estado de SC (Jucesc) mostram que 75,5 mil novas empresas foram abertas em 2025, crescimento de 21,4% em relação ao mesmo período de 2024. O setor de transporte e armazenamento lideram com acréscimo de 11 mil CNPJs, 36% a mais que em 2024. O comércio e reparos de veículos, com 9,6 mil novos CNPJs, vem atrás.

Linguiça celebrada

Um dos 136 produtos brasileiros que tem indicação Geográfica (IG) atestada pelo INPI  o que significa, na prática, que apenas produtores localizados em municípios catarinenses podem assim chamá-la, de linguiça Blumenau a seus embutidos de carne suína, que existe há 90 anos, pela primeira vez serão celebrados na Oktoberfest deste ano. A Olho Embutidos e Defumados, de Pomerode, é quem vai fornecer o produto em pratos inovadores, conectados à cultura germânica e em receitas do experiente consultor gastronômico Richard Ricelle.

Desconto na luz

Entrou em vigor recentemente uma mudança significativa na conta de luz de moradores de Brusque e milhares de catarinenses. A Celesc informa que, conforme nova informação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores atendidos pela Tarifa Social de Energia Elétrica poderão ter desconto de até 100% na fatura mensal, conforme o volume de consumo. A principal novidade é que, nos primeiros 80 KWh de consumo, as famílias inscritas no Cadastro Único e que se enquadrarem nos termos da TSEE ou as que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) passarão a ter isenção total (100%) nesta faixa de consumo. O excedente será cobrado normalmente, com base na tarifa vigente. Não entram na isenção a cobrança da taxa de iluminação pública e convênio ou doação cuja cobrança o consumidor tenha inserido na fatura.

Novo perfil do trabalhador

Estamos vivendo um momento decisivo para o futuro das relações de trabalho. No coração industrial e comercial do Vale do Itajaí Mirim, os empresários já sentem a transformação silenciosa e ao mesmo tempo, acelerada, que está ocorrendo nas empresas, escritórios e lojas. A digitalização, a automação e, mais recentemente, inteligência artificial estão redefinindo o modo como produzimos, consumimos nos relacionamentos no ambiente corporativo. Neste novo cenário é inevitável a pergunta: os empregos estão ameaçados? A resposta não é simples, mas é possível afirmar com segurança que estamos, sim, diante de uma mudança profunda e de uma grande oportunidade. Mais do que perder postos de trabalho, estamos vivenciando uma configuração de funções, exigindo uma nova postura tanto nas empresas quanto nos funcionários. O perfil do administrador mudou. Hoje ele valoriza não somente a estabilidade financeira, mas também o ambiente de trabalho, a possibilidade de crescimento, o propósito da organização e a flexibilidade. 

Fim

Com sede em Abelardo Luz e em processo de falência, a Kade Engenharia e Construções terá seus imóveis leiloados. A empresa, que por décadas teve presença forte em obras públicas e em logística agroindustrial, tem uma dívida superior a R$ 90 milhões e imóveis avaliados em R$ 120 milhões, distribuídos em vários Estados.

Parcerias

Brusque avança em parcerias internacionais com Polônia e Itália, fortalecendo a educação bilingue, o intercâmbio cultural e projetos para o desenvolvimento local. Com a Polônia, está em articulação um acordo para 2026 que prevê ensino do idioma, intercâmbio de estudantes e investimentos na Praça Imigrantes da Polônia. Já com a Itália, as iniciativas incluem um projeto-piloto de língua italiana em escola municipal, cursos para a comunidade. Cooperação na área de Defesa Civil e a participação italiana na futura Semana da Moda de Brusque, buscando consolidar o município como referência no setor têxtil.

Escolas cívicas

Apesar da total contrariedade do atual governo federal, o governador de SC está dando total apoio ao Programa Estadual das Escolas Cívico-Militares. Criado em 2022, tem no momento 10,2 mil estudantes matriculados nas 15 unidades escolares que atuam no modelo. A meta é chegar a 21 até o final de 2025. Ao falar sobre o assunto, há dias, o governador disse que no Japão, que acabou de visitar recentemente, as crianças aprendem até a lavar louça, cozinhar e limpar a própria escola.

Mais uma

Conforme os arquivos, a montadora chinesa GWM é a sétima nos últimos anos, a buscar autoridades catarinenses visando possíveis parcerias. Nenhuma levou as propostas adiante. A GWM é a quarta maior fabricante mundial de picapes médias, segmento que ela lidera na China há 24 anos, onde tem uma participação acima de 50% do mercado. Está presente em mais de 60 países, tem 70 mil funcionários.

 

Governo do Estado destina mais de R$ 7 milhões para o desenvolvimento de pesquisas agropecuárias

Edital vai fomentar projetos nas linhas de pesquisa das cadeias produtivas da uva Piwi, da maçã, do setor agropecuário e de estratégias para competividade do setor – Foto: André Kulkamp de Souza/Arquivo Epagri

O desenvolvimento do agro catarinense receberá um incentivo de mais de R$ 7 milhões do Governo do Estado. O edital 44/2025, lançado na última sexta-feira, 11, pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), vai apoiar financeiramente projetos de pesquisa para o desenvolvimento de cadeias produtivas do setor agropecuário, visando à sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor.

O edital está aberto para o envio de propostas até o dia 25 de agosto. Podem participar pesquisadores vinculados à Epagri que tiverem as propostas aprovadas em uma pré-seleção interna que será realizada pela Epagri. A chamada pública tem um valor global de R$ 7,08 milhões, sendo R$ 3,5 milhões do orçamento da Fapesc, R$ 2,4 milhões do orçamento da Epagri e R$ 1,1 milhão do orçamento da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR).

Nesta edição, o edital do Programa de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica para a Epagri, irá selecionar propostas em quatro linhas de fomento:

Linha 1 – Cadeia produtiva da uva Piwi: desenvolver a cadeia produtiva da uva Piwi, visando otimizar a produção, a qualidade e a sustentabilidade dessa variedade por meio do melhoramento genético, adaptação, práticas de cultivo sustentáveis, aspectos enológicos e de mercado;

Nesta linha, o projeto selecionado receberá até R$ 1 milhão.

Linha 2 – Cadeia produtiva da maçã: aprimorar o manejo fitossanitário, garantir a qualidade da produção e promover a sustentabilidade no cultivo das variedades de maçãs produzidas em Santa Catarina;

Nesta linha, o projeto selecionado receberá até R$ 1,08 milhão

Linha 3 – Desenvolvimento de cadeias produtivas do setor agropecuário: visando sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valores para aumentar a resiliência de arranjos produtivos;  

O valor global desta linha é de R$ 3 milhões, sendo que cada projeto selecionado receberá até R$ 100 mil.

Linha 4 – Desenvolvimento de projetos estratégicos para competitividade das cadeias produtivas do setor agropecuário catarinense.

Para esta linha de pesquisa o edital destinará R$ 2 milhões, e os projetos deverão ser de até R$ 1,4 milhão.

O edital 44/2025 permite também a contratação de bolsistas. Há a possibilidade da contratação de doutor, mestre, profissional de nível superior, profissional de nível médio e/ou estudante de nível superior, e o valor das bolsas variam de R$ 6,5 mil a R$ 1,04 mil, de acordo com o perfil do bolsista.

Plataforma reúne 303 oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência

O Portal de Inclusão, criado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), está com 303 vagas de trabalho em Santa Catarina para pessoas com deficiência ou reabilitadas.

A plataforma é gratuita, reúne oportunidades em diferentes regiões do estado e conta com sistema de busca por cidade, área de interesse e setor da economia, como indústria, comércio e serviços.

Para facilitar a leitura, o site tem navegação acessível, com recursos como ampliação de fontes, inversão de cores, lupa, cursor ampliado e leitura em foco, que cria uma área visível a partir do cursor.

EMPRESAS

A plataforma também está à disposição das empresas: aquelas com vagas para pessoas com deficiência podem anunciá-las gratuitamente no portal. Basta se cadastrar e fornecer informações da oportunidade, como atividades e horário de trabalho.

As empresas também podem encontrar profissionais, com diferentes habilidades e trajetórias profissionais, no banco de currículos. O serviço é gratuito.

SOBRE

O Portal de Inclusão é mantido pela FIESC no âmbito das ações de responsabilidade social, com o objetivo de criar oportunidades de desenvolvimento em Santa Catarina.

Além de vagas, a plataforma disponibiliza documento com orientações práticas de convivência com pessoas com deficiência e conteúdo legal, como a Lei Brasileira de Inclusão.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

SC acolhe e transforma: qualificar a migração é garantir o futuro
Paulo Bornhausen
Secretário executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina
📧 ascom@sai.sc.gov.br
 
Santa Catarina é hoje o Estado com maior saldo migratório do Brasil. Segundo o Censo Demográfico do IBGE, recebemos 354.350 novos moradores entre 2017 e 2022 — 4,66% de nossa população. Vieram de todos os cantos do país, sobretudo do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Esse movimento não é apenas estatístico: é um fenômeno social, econômico e estratégico.
 
Sob a liderança do governador Jorginho Mello, o governo do Estado assumiu a missão de transformar essa chegada em oportunidade. Não basta acolher. É preciso qualificar, integrar e gerar renda. É exatamente isso que a Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos tem feito: apoiar o governador Jorginho Mello em um projeto de Estado, o de desenhar um futuro que aproveite esse bônus demográfico e o converta em vantagem competitiva para todas as regiões do Estado.
 
Nosso foco está em três grandes frentes. A primeira é a qualificação da população. Isso significa oferecer formação técnica e profissional de preparação para uma nova economia marcada pela Inteligência Artificial, que deve impactar 40% dos empregos nos próximos anos. Santa Catarina já promove iniciativas para ser uma região de capital humano e tecnológico, em um cenário onde a IA não é apenas uma revolução digital, é uma mudança civilizatória.
 
A segunda frente é a geração de renda e empreendedorismo, com foco nas pequenas empresas. O futuro de Santa Catarina depende da produtividade de cada cidadão. Até 2033, cada catarinense precisará valer por dois. Por isso, fomentamos negócios locais, cadeias produtivas regionais e investimentos voltados ao interior, sempre respeitando a vocação de cada território.
 
A terceira é a integração regional, feita de forma participativa. As regiões não serão receptoras de decisões, mas protagonistas. O papel do Estado é apoiar, viabilizar, conectar e, como dizem, de baixo para cima, e não de cima para baixo.
 
O crescimento de Santa Catarina não é circunstancial. É um projeto. E é nossa responsabilidade garantir que ele seja sustentável, inclusivo e inovador. O desafio está posto: transformar o maior fluxo migratório do país em desenvolvimento e qualidade de vida. É isso que estamos fazendo, com trabalho, planejamento e visão de futuro.
 
Santa Catarina acolhe e transforma. Porque quando chega gente enxergando mais que um lugar para viver: encontra um Estado que sabe aonde quer chegar.
NÃO HÁ FUTURO SEM FERROVIAS

NEIVOR CANTON
Presidente da AURORA COOP
 

Só um alienado não percebe o risco que paira sobre o grande oeste catarinense. A cada ano, as agroindústrias locais – verdadeiros motores do desenvolvimento regional – são obrigadas a buscar 6 milhões de toneladas de milho no Brasil central para manter suas gigantescas cadeias produtivas de aves e suínos. Essa operação logística, quase toda rodoviária, representa mais de 150 mil viagens de caminhões em um percurso de 2.200 quilômetros, com custos que superam bilhões de reais anuais. Um fardo que ameaça a competitividade, a sustentabilidade e até a permanência dessas indústrias em solo barriga-verde.


Enquanto o Brasil insiste em ser refém do rodoviarismo, o mundo desenvolvido mostra o caminho: a multimodalidade. Lá, o transporte rodoviário é utilizado para trajetos de até 500 quilômetros; para distâncias maiores, prevalece o ferroviário. A diferença de custos entre os dois modais chega a 50%. Em Santa Catarina, o quadro atual é ainda mais dramático. Rodovias sobrecarregadas agravam o custo logístico e, na ponta, reduzem margens, desestimulam investimentos e ameaçam empregos.


É preciso coragem para romper esse ciclo vicioso. Por isso, a decisão do governador Jorginho Mello de articular lideranças dos quatro Estados – Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – em favor da Ferrovia Norte-Sul (Ferrosul) merece aplausos. A iniciativa é estratégica e visionária. Trata-se de um projeto capaz de ligar polos de produção e consumo, assegurando o abastecimento do imenso parque agroindustrial do oeste catarinense com milho e soja, ao mesmo tempo em que escoa alimentos industrializados para grandes centros urbanos e portos.
Não se trata de um capricho regional, mas de uma necessidade nacional. O agronegócio brasileiro, responsável por cerca de 25% do PIB, não pode ficar à mercê de uma matriz logística arcaica. A ausência de ferrovias não só eleva os custos em 40% como também retira a competitividade das empresas do oeste catarinense, forçando algumas a migrarem para o centro-oeste.


A Ferrovia Norte-Sul é a resposta. Com ela, o transporte de milho, soja, farelo, fertilizantes e calcário será mais barato, mais ágil e mais sustentável. A agroindústria catarinense deixará de temer o avanço da fronteira agrícola para o centro-oeste, preservando a pujança de suas cooperativas e empresas. Além disso, a ferrovia representará uma revolução ambiental, com redução significativa de emissões de CO₂ e menor desgaste das rodovias.


O Brasil precisa, urgentemente, repensar sua matriz de transporte. Países com grandes extensões territoriais, como Estados Unidos e China, já fizeram isso há décadas, priorizando as ferrovias e hidrovias. Aqui, seguimos presos a um modelo rodoviário que, além de caro, é insustentável a longo prazo.


Por outro lado, a “Ferrovia do Frango”, como foi apelidada a ligação do oeste catarinense aos portos, é outra frente essencial. Aqui também tem a mão do Governo do Estado que contratou o projeto do trecho Lages-Chapecó. Custos elevados de transporte até o litoral significam redução de ganhos ou até perda de mercados no exterior. Com a ferrovia, os alimentos produzidos no oeste chegariam aos portos a custos até 5% menores, aumentando a competitividade e abrindo novas oportunidades de negócios.


Transporte ágil e barato é fator de atração de investimentos. É fator de desenvolvimento regional. É garantia de que o oeste catarinense continuará a ser referência em produção de alimentos para o Brasil e o mundo.


O governador Jorginho Mello acerta ao levantar essa bandeira. Cabe agora às lideranças políticas, empresariais e cooperativistas dos quatro Estados transformar essa visão em realidade. A Ferrovia Norte-Sul não é apenas possível. É necessária. É estratégica. É uma questão de sobrevivência para a agroindústria catarinense e para a segurança alimentar do País.
O futuro nos cobra ação. E ele começa com trilhos.

 

FIESC alerta para impacto devastador das tarifas de Trump sobre as exportações catarinenses
A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros acendeu um alerta vermelho na economia catarinense. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) divulgou nota nesta quinta-feira (10) avaliando que a medida pode comprometer severamente a competitividade das exportações do estado, especialmente para o mercado norte-americano — principal destino dos produtos manufaturados de SC.
 
Segundo o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, é urgente que o Brasil atue com diplomacia ativa para evitar a escalada da crise. “A implementação da tarifa anunciada compromete diretamente os embarques catarinenses. Países concorrentes podem ser taxados com valores bem menores, o que coloca Santa Catarina em desvantagem competitiva injustificável”, afirmou.
 
Em 2024, Santa Catarina exportou mais de US$ 1,74 bilhão aos EUA, principalmente em produtos de alto valor agregado, como madeira processada, motores elétricos, peças industriais e cerâmica. O impacto da tarifa pode desencadear cancelamentos de contratos, perda de mercados e até suspensão de investimentos no Brasil.
 
Aguiar ressaltou ainda que a medida precisa ser analisada sob três aspectos:
1. Econômico – Os EUA têm superávit com o Brasil há décadas, o que, segundo ele, inviabiliza a justificativa de protecionismo;
2. Político – O Brasil é um país soberano e suas decisões internas devem ser respeitadas por outras nações;
3. Diplomático – O posicionamento brasileiro em fóruns internacionais tem se mostrado desalinhado com os interesses norte-americanos, o que pode ter contribuído para a retaliação.
 
“Precisamos manter os canais de diálogo abertos com os Estados Unidos. O momento exige serenidade e foco na defesa dos interesses do Brasil”, defendeu Aguiar.
 
A indústria catarinense agora acompanha com preocupação os próximos desdobramentos, temendo que a medida seja o início de uma nova onda de barreiras comerciais contra o Brasil. A diplomacia brasileira ainda não detalhou as ações previstas para tentar reverter a decisão anunciada pela gestão do presidente Donald Trump.
Custo Brasil está entre as principais barreiras da competitividade industrial, revela pesquisa da CNI

A lista ainda traz inovação e tecnologia, 14%; reputação e imagem do Brasil, 13%; custos de energia, 13%; exigências da legislação ambiental internacional, 11%; falta de crédito para a exportação, 10%; e cumprimento de exigências ambientais de clientes, 8%.

O impacto do Custo Brasil
“O Custo Brasil é esse conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que prejudica o ambiente de negócios do país, pois encarece os custos das empresas, atrapalha investimentos e compromete a competitividade. Todos os fatores apresentados na pesquisa estão ligados ao valor do Custo Brasil, estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, o que equivale a 20% do PIB brasileiro”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Visão regional
Quando comparado regionalmente, 55% dos empresários do Nordeste afirmam que a bitributação e a complexidade tributária são os fatores que mais influenciam a competitividade industrial, seguidos dos industriais do Sudeste, com 45%; do Sul, 43%; e do Norte/Centro-Oeste, com 33%.

Quando o assunto é o cumprimento de exigências ambientais de clientes, apenas 7% dos empresários da região Sul acreditam que esse fator pode impactar a competitividade industrial; enquanto 8% dos industriais do Sudeste acham o mesmo; 9% do Norte/Centro-Oeste; e 11% do Nordeste.

Fortalecimento da imagem da indústria e aumento da exportação
Outra pergunta destaque da pesquisa é se o fortalecimento da imagem da indústria brasileira pode contribuir para o aumento da exportação do setor. Os empresários são otimistas e 77% acreditam que sim. 29% informaram que o fortalecimento pode “aumentar muito” a exportação, enquanto 48% disseram “aumentar um pouco”. Já 19% responderam que o fato não interfere.

A pesquisa Sustentabilidade e Indústria foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Nexus e ouviu representantes de mil empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, em todo o país. As entrevistas foram realizadas entre 15 de maio a 17 de junho de 2025.

Governo de SC propõe isenção de ICMS para alga com potencial estratégico na bioeconomia marinha

Fotos: Divulgação /Epagri

O Governo de Santa Catarina encaminhou à Assembleia Legislativa (Alesc) uma proposta que concede isenção do ICMS nas operações com a macroalga Kappaphycus alvarezii, conhecida por seu uso na indústria de alimentos, cosméticos e bioinsumos. A medida, que também inclui a alga na lista de produtos primários em estado natural, tem como objetivo fomentar a cadeia produtiva da bioeconomia marinha no estado, gerando emprego e renda no Litoral catarinense.

Segundo o anteprojeto de lei, a isenção valerá para operações internas e interestaduais com a alga nas formas in natura, seca, em gel, extrato ou em pó. A proposta também adapta a legislação estadual ao Convênio ICMS nº 58, de 11 de abril de 2025, celebrado entre os estados para uniformizar o tratamento tributário sobre produtos de origem marinha.

A Secretaria de Estado da Fazenda estima que a renúncia fiscal será de R$ 100 mil em 2025, R$ 216,3 mil em 2026 e R$ 232,8 mil em 2027. Os valores, segundo o governo, foram projetados conforme as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal e não comprometem as metas fiscais estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A alga Kappaphycus alvarezii tem se destacado como uma alternativa sustentável de cultivo em áreas costeiras e representa uma nova fronteira para o desenvolvimento da economia do mar no estado, com forte potencial de inserção em mercados nacionais e internacionais. Hoje, Santa Catarina é o maior produtor desta alga no Brasil.


“Santa Catarina está liderando uma nova etapa na aquicultura e na pesca brasileira, com foco em inovação, sustentabilidade e agregação de valor. A isenção do ICMS para a macroalga Kappaphycus alvarezii é mais uma ação estratégica do governador Jorginho Mello para consolidar a bioeconomia marinha como vetor de desenvolvimento regional e posicionar o estado como referência nacional nesse segmento”, destacou o secretário de Estado da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo.

A proposta de isenção do ICMS para a macroalga está dentro do Programa Pescados SC, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Aquicultura e Pesca, e que reúne projetos estruturantes voltados à modernização da produção, qualificação dos profissionais, segurança no mar, incentivo ao consumo de pescado e valorização da cadeia produtiva. Com R$ 100 milhões em investimentos e financiamentos, a iniciativa pretende beneficiar mais de um milhão de pessoas, entre pescadores, aquicultores, familiares e consumidores.

Cidade Empreendedora: municípios catarinenses se fortalecem com o apoio do Sebrae/SC, por Fabio Búrigo Zanuzzi

Em Santa Catarina, mais da metade dos municípios atualmente está comprometida com um processo de transformação voltado ao desenvolvimento econômico, à inovação e à melhoria do ambiente de negócios. Os resultados do Cidade Empreendedora, programa desenvolvido pelo Sebrae/SC em parceria com as prefeituras, já aparecem em todas as regiões do estado e neste ciclo, 2025/2026, impactam diretamente 174 municípios.

A iniciativa fortalece o ambiente de negócios, estimula o empreendedorismo e contribui para a geração de emprego e renda, com soluções adaptadas a diferentes contextos, desde pequenas cidades com menos de 15 mil habitantes a grandes centros urbanos com mais de 100 mil. A abrangência regional e a diversidade dos municípios atendidos revelam a capacidade do Sebrae/SC de adaptar suas entregas às diversas realidades, sem perder o foco no objetivo comum de transformar os territórios e as comunidades por meio do empreendedorismo.

Promovendo ações que passam pela qualificação da gestão pública, incentivo à educação empreendedora, valorização das vocações locais, apoio direto a micro e pequenos empreendedores e estímulo à inovação, o Cidade Empreendedora consolida sua relevância e potencial estratégico de impacto. Muito além de oferecer soluções prontas, o programa constrói caminhos junto com os municípios e contribui para ampliar perspectivas, conectar oportunidades e promover desenvolvimento com objetivos bem definidos.

Os reflexos dessa atuação já podem ser vistos na prática com municípios mais preparados para atrair investimentos, empreendedores atendidos por suporte qualificado, comunidades com novas perspectivas e economias locais que se desenvolvem de forma consistente.

No ciclo anterior, 2023/2024, 90% dos municípios participantes que aplicaram o eixo de simplificação, reduziram o tempo para abertura de novas empresas. Outros 80% ampliaram o número de negócios formalizados, e 90% aderiram à Lei da Liberdade Econômica, que simplifica etapas e agiliza processos para fomentar a geração de emprego e renda. Além disso, mais de 50% tiveram seus prefeitos reeleitos ou sucessores eleitos.

O Cidade Empreendedora é um exemplo de como investir em gestão pública, inovação e fortalecimento dos pequenos negócios gera impacto real na vida das pessoas e comunidades.

Fabio Búrigo Zanuzzi é Diretor Técnico do Sebrae/SC

SC recebe eventos regionais da Jornada Nacional de Inovação da Indústria

Santa Catarina recebe em julho três eventos da Jornada Nacional de Inovação da Indústria, iniciativa que está percorrendo o país para mapear desafios, revelar soluções e impulsionar conexões em torno da transição ecológica e digital. Chapecó, Joinville e Criciúma sediarão encontros locais de 14 a 31 de julho, promovendo a articulação do ecossistema de inovação catarinense com foco em temas estratégicos como inteligência artificial, economia circular, transição energética e deeptechs.

Os encontros fazem parte de uma agenda liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com apoio das Federações de indústrias e parceiros como o Sebrae. Em Santa Catarina, a FIESC coordena a mobilização regional, promovendo painéis, oficinas e visitas técnicas em ambientes de inovação, como os Institutos SENAI, laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e centros de manufatura avançada.

>> Os eventos são gratuitos. Veja quando e onde:
14/07 - Chapecó - Hotel Mogano Premium, Av. Fernando Machado, 574 E, Centro. Inscreva-se.  
29/07 - Joinville - Instituto SENAI-SC de Inovação em Sistemas de Manufatura, Rua Arno Waldemar Döhler, 308 - Santo Antônio. Inscrições em breve.
31/07 - Criciúma - Centro de Inovação de Criciúma (CRIO), Rua Henrique Lage, 666, Centro. Inscrições em breve.

Além dos encontros locais, o estado também sediará o Encontro Regional Sul, nos dias 11 e 12 de setembro, em Florianópolis. A capital catarinense será ponto de convergência das iniciativas do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, com programação imersiva, debates estratégicos e apresentação de soluções tecnológicas para os desafios da indústria.

Após a passagem pelo Sul, a Jornada seguirá para o Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste, respectivamente. São esperados mais de 400 participantes por região, incluindo líderes empresariais, gestores de ICTs e Parques Tecnológicos, empresas de matriz tecnológica, investidores e fundos de inovação, representantes de organizações internacionais e nacionais de inovação e autoridades governamentais.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Mercado reduz previsão de inflação para 2025, mas mantém IPCA acima da meta

O mercado financeiro diminuiu a estimativa de inflação para 2025, enquanto manteve as projeções para o crescimento da economia brasileira nos próximos anos. Os dados constam no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central, com base em levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

De acordo com o relatório, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 recuou de 5,20% para 5,18%. Apesar da queda, a expectativa continua acima do teto da meta de inflação para o ano, que é de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%. Para os anos seguintes, as estimativas permaneceram estáveis em 4,50% (2026) e 4% (2027), enquanto a projeção para 2028 caiu de 3,83% para 3,80%.

No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa de crescimento em 2025 subiu levemente, passando de 2,21% para 2,23%. Para 2026, houve um pequeno recuo, de 1,87% para 1,86%, e as projeções para 2027 e 2028 seguem em 2%.

A taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está no maior patamar em quase duas décadas, deve permanecer inalterada até o fim de 2025, com previsão de encerramento do ano em 15% ao ano. A expectativa do mercado é que os cortes comecem apenas em 2026, com a taxa caindo para 12,5%, seguida de 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

Já no câmbio, a projeção para o dólar ao final de 2025 segue em R$ 5,70. Para 2026, houve uma leve melhora na expectativa, com a cotação passando de R$ 5,79 para R$ 5,75. Para os dois anos seguintes, o mercado manteve as projeções em R$ 5,75 (2027) e R$ 5,80 (2028).

Brasileiros Retiram R$ 49,6 Bilhões da Poupança, que Tem Maior Perda Desde 2023

A Caderneta de Poupança registrou saída líquida de R$ 49,6 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central. Esse é o maior volume de retirada líquida para o período desde 2023, quando os saques superaram os depósitos em R$ 66,6 bilhões.

De janeiro a junho deste ano, os brasileiros depositaram R$ 2,078 trilhões na poupança, mas retiraram R$ 2,129 trilhões, o que revela um comportamento de maior necessidade por recursos no orçamento familiar. Esse movimento reforça a tendência de enfraquecimento da renda e do consumo observada nos últimos anos.

Em junho, no entanto, houve uma reversão pontual: o saldo líquido da poupança foi positivo em R$ 2,1 bilhões, com um aumento no estoque total da caderneta — que passou de R$ 1,011 trilhão em maio para R$ 1,019 trilhão no mês seguinte. O crescimento foi impulsionado pelos depósitos líquidos e pelos rendimentos de R$ 6,37 bilhões no período.

Apesar do dado positivo em junho, o cenário do semestre permanece negativo. O estoque total da poupança caiu R$ 12,4 bilhões nos seis primeiros meses de 2025, considerando os rendimentos acumulados de R$ 37,2 bilhões no período.

A caderneta não apresenta saldo positivo em um primeiro semestre desde 2020, quando o pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia de covid-19 impulsionou os depósitos.

Considerada um termômetro da situação financeira das famílias, a poupança reflete o comportamento de consumo, emprego e renda. Quando há mais saques do que depósitos, como agora, o sinal é de que muitos brasileiros estão recorrendo às reservas para cobrir despesas.

Desde dezembro de 2021, a taxa básica de juros (Selic) está acima de 8,5% ao ano. Nesse cenário, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), o equivalente a 6,17% ao ano mais a TR. Se a Selic estivesse abaixo de 8,5%, a rentabilidade seria de 70% da taxa básica mais a TR.

China impulsiona alfândegas inteligentes

A China avança com força rumo a um modelo de “aduanas inteligentes” para agilizar o comércio exterior e reforçar o controle de fronteiras. A iniciativa combina inteligência artificial, big data, automação e cooperação internacional.

O projeto vai além da simples digitalização de trâmites, propondo uma transformação profunda baseada em vigilância não intrusiva, gestão automatizada de riscos e processos coordenados.

O sistema também utiliza inteligência artificial para analisar imagens de scanners, detectar produtos ilegais e prever riscos fiscais. Nos primeiros onze meses de 2024, as ferramentas automatizadas alcançaram uma taxa de apreensão 7% superior à da seleção manual.

Centenas de scanners inteligentes foram instalados, e modelos foram desenvolvidos para selecionar operações com maior risco fiscal. Isso aumentou a arrecadação e reduziu a evasão.

Em aeroportos como o de Xangai, foi implementada inspeção inteligente com raios X e robôs. O despacho de um voo com 300 passageiros foi reduzido para 30 minutos.

Também foram testados veículos autônomos na fronteira com a Mongólia e sistemas automatizados para cargas aéreas que realizam o despacho em menos de 20 minutos.

Em nível nacional, a China integra ferramentas locais e centrais. Foram desenvolvidas 132 soluções regionais, 12 projetos transversais e 22 em nível departamental.

No plano internacional, o país promove a Parceria para Aduanas Inteligentes e colabora com a OMA (Organização Mundial das Aduanas). Também foi criado um Centro de Excelência Aduaneira para os países BRICS.

O modelo se baseia em planejamento por fases, integração sistêmica e medição constante em relação a padrões globais. A meta: aduanas mais ágeis, seguras e conectadas.

Essa abordagem transforma as aduanas em nós inteligentes de análise preditiva. A China, assim, oferece um modelo piloto que pode ser replicado em outras regiões do mundo.

Fonte: Todo Logística News

Custo da energia subiu quatro vezes mais que a inflação em 25 anos, aponta Abrace

O custo com energia para a indústria subiu o equivalente a quatro vezes a inflação desde o ano 2000, aponta um estudo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace) e da consultoria Ex Ante, divulgado nesta quinta-feira (3/7).

A associação teme que dispositivos da medida provisória 1300/2025, que trata da reforma do setor elétrico, encareçam ainda mais os custos para grandes consumidores de energia elétrica, especialmente os industriais do mercado livre, que poderão ter um acréscimo entre 80% e 200% no valor pago de Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) até 2038

Atualmente, a CDE é estimada em R$ 49,2 bilhões em 2025 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Energia cara impulsiona inflação
A pesquisa aponta que, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no período foi de 375%, o custo com energia subiu 1.299%.

As estimativas incluem tanto os gastos com eletricidade e gás natural, que é utilizado por setores da indústria.

No caso do gás, o crescimento do preço do insumo no Brasil foi de 231%, enquanto os Estados Unidos tiveram um aumento de 127,5% e na Europa a alta foi de 100,2%.

Essa métrica é importante para ilustrar que a indústria brasileira perdeu competitividade frente a dois grandes mercados, explica a Abrace. E aponta que o consumo de energia industrial é o mesmo há 12 anos, indicando estagnação do segmento no Brasil.

O peso da energia trouxe impactos no poder de compra dos brasileiros. Entre todos os tipos de produtos e serviços na cesta de consumo das famílias, o levantamento mostra que a eletricidade influenciou em 233% de um total de 347% de inflação.

As passagens aéreas subiram 1.366% desde 2000, sendo 210% por conta dos combustíveis. O preço do pão francês aumentou 509,5%, com 435% diretamente puxados por conta da energia.

Entre as carnes, a disparada dos preços ficou acima de 700%, sendo que gastos extras com energia corresponderam a 399%.

Para o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, a inserção de subsídios na tarifa de energia fez com que os custos se tornassem um impeditivo para o crescimento econômico e impactassem diretamente os preços.

“O Brasil vem, nesses últimos 25 anos, consistentemente quebrando as metas de inflação. Essa quebra das metas da inflação está muito explicada pelo aumento do custo da energia, não o aumento para as famílias, mas aquele que vem através de tudo que é produzido no Brasil”, disse.

Alerta para novos custos com MP
A entidade se posiciona contra dispositivos da MP 1300/2025, a exemplo da realocação de encargos setoriais das usinas nucleares de Angra 1 e 2, que passarão a ser pagos pelos consumidores que migraram ao mercado livre de energia.

Embora elogie a intenção do governo em expandir a tarifa social de energia elétrica, o presidente da Abrace defende que as indústrias terão aumentos de custos e, portanto, haverá repercussões aos consumidores.

A associação entende que o Luz Para Todos e a Tarifa Social, programas sociais relacionados à energia elétrica, devem ser custeados pelo Tesouro Nacional.

A inserção de dispositivos que possam provocar aumentos ainda mais significativos na conta de luz é um temor para a entidade, já que ocorreram movimentos parecidos durante a análise de outros projetos.

Segundo Victor iOcca, diretor de energia elétrica da Abrace, o Congresso Nacional costuma “migrar jabutis” entre os projetos de lei, muitas vezes inserindo obrigatoriedade de contratação de energia mais cara.

“A MP 1300, do ponto de vista do setor produtivo, traz um impacto negativo expressivo, de até 20% no aumento do custo de energia no longo prazo. Infelizmente tem ali algumas propostas [emendas] que podem piorar esse cenário”, criticou.

Pacote do governo fortalece a indústria e o desenvolvimento do estado, avalia FIESC

As medidas para impulsionar o setor produtivo de Santa Catarina que integram o pacote de projetos anunciado pelo governo do estado são positivas para o desenvolvimento do estado e contribuem para a competitividade de SC, na avaliação da Federação das Indústrias de SC. Entre os 27 projetos que o governo já enviou à Alesc, dez trazem reflexos diretos na indústria. Nos próximos dias, o executivo estadual deve encaminhar as demais propostas anunciadas para impulsionar setores estratégicos da economia.

O presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar, destacou que entre os projetos enviados estão demandas históricas da FIESC. “O governo do estado tem se mostrado sensível aos pleitos do setor produtivo de forma a equiparar discrepâncias fiscais com outros estados e permitir que os produtos catarinenses sejam competitivos. A renovação de incentivos para setores relevantes para a economia catarinense na geração de empregos e riqueza demonstra que o executivo estadual tem visão sistêmica e de longo prazo. São medidas essenciais para o desenvolvimento econômico e social”, salientou Aguiar.

O secretário da Fazenda estadual, Cleverson Siewert, avaliou que o conjunto de projetos mantém uma relação de equilíbrio bem estabelecida entre estímulo e responsabilidade fiscal. “Ampliamos incentivos para setores que geram emprego, agregam valor à produção e ajudam Santa Catarina a crescer, mas também enfrentamos o desafio de revisar benefícios que já alcançaram seus objetivos”, afirmou.

Entre os projetos que impactam a indústria, a FIESC destaca o crédito presumido concedido à agroindústria em duas situações: aos estabelecimentos credenciados no Programa de Apoio à Criação de Gado para o Abate Precoce e também na saída de carnes e miudezas comestíveis frescas, resfriadas ou congeladas de bovino ou bubalino, desde que adquiridos de produtores, equivalente a 10,5% do valor da operação. A agroindústria é o setor que mais exporta em SC.

A FIESC também aponta como positiva a renovação, até dezembro de 2028, do crédito presumido já concedido anteriormente para equiparar Santa Catarina à legislação do Paraná. Entre os setores impactados estão os estabelecimentos fabricantes de farinha de trigo e mistura para a preparação de pães, os estabelecimentos fabricantes de mandioca e produtos derivados, a indústria moveleira, os fabricantes de mercadorias relacionadas à indústria gráfica. Além de fabricantes de torres para linhas de transmissão de energia e estruturas metálicas para subestações.

A proposta do governo enviada à Assembleia traz ainda a inclusão dos veículos elétricos e híbridos na lista dos veículos automotores para transporte de mercadorias sujeitos à alíquota do ICMS de 12%, e a concessão de incentivos fiscais relacionados ao Regime Aduaneiro Especial de Depósito Afiançado (DAF) para o setor de aviação. A indústria de eletrodomésticos também foi incluída entre as que receberão incentivos fiscais.

Outras medidas são ajustes na operação do PRODEC e a isenção nas saídas internas destinadas a consumidores finais com as seguintes mercadorias, para equiparação com a tributação praticada no Paraná: farinha de trigo e de milho; farinha de mandioca; feijão preto e carioquinha e ainda arroz semibranqueado ou branqueado, polido ou brunido - exceto os do tipo arbóreo, cateto, carnaroli, moti, vermelho, preto, basmati e jasmim.

A expectativa da FIESC é que nos próximos dias os demais projetos sejam encaminhados, como o que trata dos incentivos ao cobre, entre outros. O insumo é essencial para a fabricação de fios, cabos, componentes eletrônicos e equipamentos elétricos. Também tem usos na indústria automobilística, na construção civil e na produção de máquinas e equipamentos.

Com informações da assessoria de imprensa do Governo do Estado

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Acordo Mercosul-EFTA é passo estratégico para diversificar exportações brasileiras e atrair investimentos

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) como um passo estratégico na agenda de integração do Brasil ao comércio internacional. A conclusão do acordo comercial foi anunciada na abertura da Cúpula do Mercosul, nesta quarta-feira (2), em Buenos Aires, na Argentina.

A EFTA é composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O bloco econômico reúne PIB de US$ 1,4 trilhão e população de 15 milhões de pessoas, configurando um importante mercado consumidor devido ao elevado PIB per capita, de US$ 119 mil. O grupo é a quarta maior origem mundial de investimentos estrangeiros.

“A negociação desse acordo abre oportunidades muito grandes para o setor produtivo brasileiro e amplia a presença da nossa indústria no comércio internacional porque oferece condições melhores de acesso a mercados relevantes e com alto poder de consumo”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A exportação para a EFTA traz retorno econômico vantajoso ao Brasil. Em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para o bloco europeu resultou em 19,8 mil empregos, R$ 448,7 milhões em massa salarial e R$ 3,4 bilhões em produção.

Acordo prevê redução de tarifas e remoção de barreiras
Um dos maiores benefícios do acordo é a eliminação imediatamente de tarifas de importação de bens industriais pela EFTA e ampliação de cotas para a compra dos principais produtos da agroindústria, o que amplia o acesso do Brasil a mercados desenvolvidos e com alto poder de consumo.

A CNI promoveu diálogos e colaboração entre o governo brasileiro e a indústria durante a negociação do Acordo Mercosul–EFTA. A entidade ressalta que o acordo prevê períodos de redução de tarifas de até 15 anos para produtos de setores mais sensíveis à competitividade com a indústria europeia.

Nos temas de compras públicas e propriedade intelectual, destaca a importância da preservação da regulação prevista na legislação doméstica, cruciais na promoção de políticas públicas de interesse econômico e social.

“A conclusão de acordos comerciais modernos com parceiros estratégicos, como a União Europeia, concluído em 2024, e agora com a EFTA, representa um marco na agenda de inserção internacional da indústria brasileira, afirma a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri.

Confira a sonora de Constanza Negri comentando o tema.
Os compromissos negociados também visam facilitar o acesso brasileiro através da simplificação de procedimentos aduaneiros e da redução de barreiras técnicas. Em 2024, as exportações brasileiras para a EFTA somaram US$ 3,1 bilhões, um aumento significativo na última década. Atualmente, o Brasil tem cerca de 500 produtos com oportunidade de exportação para o bloco europeu, sendo mais de 80% bens da indústria de transformação.

Quando estiver em vigor, o acordo vai promover maior transparência e segurança jurídica para prestadores de serviços e poderá atrair mais investimentos estrangeiros. A EFTA é o terceiro principal parceiro do Brasil no comércio de serviços, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia. Com relação aos investimentos, o estoque da EFTA na economia brasileira alcançou recorde de US$ 46,2 bilhões em 2023.

Destaques das relações econômicas entre Brasil e EFTA
O comércio de bens do Brasil com a EFTA teve desempenho positivo na última década. Entre 2015 e 2024, a corrente de comércio cresceu 36,7%, impulsionada por um crescimento de 49,9% nas exportações e de 28,2% nas importações. A indústria de transformação representou 89,1% das exportações e 97,6% das importações.

O Brasil tem 724 oportunidades comerciais para exportar 495 produtos para a EFTA. Para a indústria de transformação, os principais setores com oportunidades são Alimentos (19,4%), Químicos (17,9%), Máquinas e equipamentos (9,6%), Metalurgia (9,5%) e Produtos de metal (6,7%). Com exceção de Móveis, todos os setores têm oportunidades comerciais na EFTA.

Investimentos bilaterais atingiram recorde de US$ 57,9 bilhões em 2023. No último ano, o estoque de investimentos da EFTA no Brasil totalizou US$ 46,2 bilhões, um crescimento de 135,3% em relação a 2014. Já o estoque de investimentos brasileiros no bloco europeu somou US$ 11,7 bilhões, um aumento de 47,0% no mesmo período.

A EFTA é o terceiro principal parceiro do Brasil no comércio de serviços, atrás somente dos Estados Unidos e da União Europeia. A EFTA responde por 5,5% das vendas e 3,5% das aquisições brasileiras de serviços na última década. Em 2024, o comércio de serviços do Brasil com o bloco europeu totalizou US$ 1,6 bilhão em vendas e US$ 1,5 bilhão em aquisições.

Editoria:

Litoral Norte de SC aumenta produção de arroz e alcança marca recorde na safra 2024/25

Foto: Aires Mariga/Epagri

Os municípios do Litoral Norte de Santa Catarina colheram mais de 291 mil toneladas de arroz, o que representa um aumento de 4,23% em relação ao ano anterior e configura um recorde para a região. Os números demonstram a vitalidade da rizicultura catarinense e o bom desempenho dos cultivares desenvolvidos pela Epagri, mas também impõem uma série de desafios ao setor produtivo, como dar escoamento ao excesso de produção. Este e outros temas foram tratados no último dia 27 de junho, durante o 25º Seminário de Avaliação da Safra de Arroz no Litoral Norte, realizado na Estação Experimental da Epagri em Itajaí.


Municípios do Litoral Norte de Santa Catarina colheram mais de 291 mil toneladas de arroz na safra 2024/25 (Foto: Jonatan Jumes / Epagri)
Estavam presentes no evento representantes de toda a cadeia produtiva. Foram apresentados os resultados de 25 Unidades de Referência Técnica (URTs), que são propriedades rurais selecionadas pela Epagri para demonstrar, validar e difundir tecnologias agrícolas. Nessas propriedades foram plantados sete cultivares de arroz desenvolvidos pela Epagri, para avaliar a produtividade. O SCBRS126 Dueto alcançou o maior rendimento (12.035 sacas), seguido do SCS122 Miura (10.631) e SCS127 CL (10.551).

A analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, Glaucia Padrão, fez um amplo panorama da rizicultura catarinense, revelando o desempenho da produção por município, os cultivares plantados, a incidência de pragas e doenças, o custo de produção e a relação entre este custo e arrendamento de áreas para plantio. O Litoral Norte é a região com maior índice de áreas arrendadas (55,9%), em relação ao Sul (53,1%) e Alto Vale do Itajaí (48,3%). E isto pode ser um problema num ano de excesso de produção e queda de preço. 

“A produtividade dos municípios do Litoral Norte variou entre 160 e 180 sacas, e a decisão de arrendar deve levar em consideração não só essa informação, como também os preços de mercado. Quanto maior a produtividade e/ou os preços praticados, maior a capacidade de arrendar. Mas no cenário atual, com preços próximos à R$60,00 a saca de 50 kg, já fica inviável arcar com os custos do arrendamento”, alerta. A boa notícia é que, por causa da queda do dólar no período, o custo de produção caiu 7,56%, permitindo que parte dos agricultores não ficassem no vermelho. 

“Uma forma de minimizar os efeitos do excedente de arroz é escalonar a venda ao longo do ano e não vender tudo na hora da colheita, quando o preço está mais baixo”, recomenda. Mas a pesquisadora sabe que muitos agricultores vendem toda a produção para ter capital e poder acessar crédito para a próxima safra. “O arrendamento é justificável quando o agricultor tem muito maquinário e precisa de mais terra para produzir, mas é sempre preciso levar em conta o custo de produção para fechar a conta”, reitera.

Uso intensivo de herbicida torna as ervas daninhas mais resistentes
A segunda pesquisadora a apresentar seus estudos foi Cristiane Mara Fiedler, tendo por base um experimento realizado na Fazenda Limoeiro, em São João do Itaperiú, juntamente com o pesquisador da Epagri recém-aposentado, José Alberto Noldin. A pesquisa analisou o desempenho de herbicidas para o controle Scirpus Mucronatus, uma espécie de erva daninha. A equipe testou sete herbicidas e oito combinações de produtos. 

Cristiane elencou os problemas mais comuns da atividade, como a falta de rotação de culturas, a repetição de sistemas de cultivo e a ‘soca’, que é uso da semente rebrotada. Eles acarretam prejuízo no solo e na qualidade do grão, além de favorecerem as ervas daninhas. Ela também deu exemplos de outros países, onde o uso abusivo de herbicidas deixou as plantas invasoras mais resistentes. “O uso intensivo seleciona planta, que ganha tolerância ao produto”, complementa.

O fitopatologista da Epagri Klaus Konrad Scheuermann apresentou pesquisa sobre o controle químico das doenças do arroz e a época adequada de aplicação para não deixar resíduo no grão (período de carência antes da colheita), o que inviabiliza exportar para países com legislação mais rígida, como os da União Europeia. Ele avaliou 10 tipos de fungicidas para o controle da mancha no cultivo do arroz SCBRS126 Dueto e comparou o custo de aplicação do fungicida entre tratores e drones, que demonstraram melhor relação custo x benefício. 

Klaus chamou a atenção dos agricultores que se interessaram em adquirir um drone com fins agrícolas para se adequarem à Portaria Mapa nº298/2021, que estabelece regras para aeronaves remotamente pilotadas. O drone precisa ser registrado na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Além disso, o operador precisa fazer um curso para aplicação aeroagrícola remota e apresentar relatórios mensais ao Sipeagro, sistema vinculado ao MAPA. 

Por Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc

 

Estrada Boa Rural: governador lança programa que investe R$ 2,5 bilhões para transformar realidade da infraestrutura no interior de SC

Evento em Joaçaba contou com a presença de mais de 200 prefeitos catarinenses. Fotos: Léo Munhoz/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello lançou, nesta quinta-feira, 3 de julho, o programa Estrada Boa Rural. O ato, em Joaçaba, no Meio-Oeste catarinense, contou com a presença de 202 prefeitos de todas as regiões do estado. A iniciativa histórica visa pavimentar 2.500 quilômetros de vias rurais em todos os 295 municípios do estado. Com um investimento total de R$ 2,5 bilhões, esta nova fase do bem-sucedido plano de infraestrutura “Estrada Boa” do estado é dedicada a melhorar a qualidade de vida e impulsionar a espinha dorsal econômica dos setores agrícola e agroindustrial de Santa Catarina.

“Eu fiz questão de vir lançar aqui em Joaçaba, porque é o interior de Santa Catarina e hoje o interior tem empresas, granjas, que faturam mais do que uma pequena empresa da cidade. Então, o prefeito vai escolher, junto com a secretaria de Infraestrutura, quais os trechos que ele quer asfaltar primeiro, onde tem mais demanda, onde tem mais crescimento, onde tem escola, enfim, tem critérios. E não é para fazer um asfalto qualquer, porque é asfalto de qualidade, sinalizado, bem pintado e com uma resistência muito boa no padrão daqueles que nós estamos fazendo por aí”, afirmou o governador Jorginho Mello. “O Estrada Boa Rural é um compromisso com o povo trabalhador de Santa Catarina, fortalecendo nossa posição como líder nacional no agronegócio”, acrescentou.


Os 2.500 km de estradas rurais pavimentadas vão mais do que dobrar o número de rodovias municipais com asfalto existentes. Hoje são cerca de 2.000 km pavimentados nas cidades catarinenses, sem levar em conta rodovias estaduais e federais. Esse número será ampliado para 4.500 km de estradas municipais pavimentadas, um aumento de 126%.

Para efeito de comparação, 5.158,60 km de rodovias estaduais são asfaltadas. Além disso, existem cerca de 2.300 km de rodovias federais e são 1.980 km de rodovias municipais pavimentadas. Mesmo levando em conta toda essa malha rodoviária catarinense, o aumento continua sendo expressivo. O Estrada Boa Rural aumentará em 26% o número total de km em rodovias catarinenses com asfalto.

O programa foi concebido como uma parceria robusta entre o estado e os municípios. O investimento de R$ 2,5 bilhões está dividido estrategicamente: R$ 1,25 bilhão será transferido diretamente aos municípios por meio de Convênios Simplificados, e outro R$ 1,25 bilhão será aportado nas agências financeiras do estado, BRDE e BADESC. Essa estrutura permite que os municípios obtenham financiamento para sua contrapartida, com um benefício significativo: o Estado de Santa Catarina cobrirá todos os juros e correções desses empréstimos, com um ano de carência e quatros anos para pagar.

O padrão adotado para as pistas prevê até sete metros de largura com duas pistas de rolamento de três metros, além de dois acostamentos de meio metro, ao custo médio de R$ 1 milhão por quilômetro. “Estruturamos um programa que é ao mesmo tempo ambicioso e acessível para todos os nossos municípios. Ao fornecer um plano técnico claro, orçamentos padronizados e um apoio financeiro abrangente, estamos capacitando os governos locais a realizar melhorias históricas em sua infraestrutura. Este programa conectará comunidades, apoiará empresas e construirá uma Santa Catarina mais integrada e próspera”, disse o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper.


“O Programa Estrada Boa Rural é um marco para o desenvolvimento do campo catarinense. Com este investimento histórico, estamos garantindo mais do que estradas: estamos promovendo qualidade de vida e oportunidades para quem vive e trabalha no meio rural. Estrada boa significa escoamento mais eficiente da produção, redução de custos logísticos e acesso ampliado aos mercados. Isso fortalece toda a cadeia agrícola e agroindustrial do nosso estado, tornando o agro catarinense ainda mais competitivo”, destacou o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.


Os municípios podem participar submetendo projetos para dois trechos, um em 2025 e outro em 2026. A elegibilidade baseia-se no cumprimento de critérios econômico-sociais e técnico-financeiros, como conectar uma comunidade rural a uma via pavimentada, atender empresas ou cooperativas locais e garantir o acesso de pelo menos duas propriedades rurais por quilômetro de nova pavimentação.

O programa exige uma contrapartida mínima dos municípios, de valor igual ao montante a ser repassado pelo estado. Essa contrapartida pode ser cumprida através do financiamento subsidiado pelo estado, com recursos próprios do município, ou por uma combinação que inclua bens e serviços mensuráveis.

“Os prefeitos estão recebendo um manual, nesse manual tem o site da Secretaria, além disso tem o número do WhatsApp, para que eles possam fazer o contato. Esse é um programa inovador, e como não poderia deixar de ser, eles têm uma outra dinâmica, eles vão poder fazer a solicitação através do nosso site, fazendo por e-mail, para que a gente possa dar mais celeridade”, explicou o secretário de Estado adjunto da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando.


Prefeitos celebram o Estrada Boa Rural
A plateia de 202 prefeitos e 114 vice-prefeitos comemorou a parceria proposta pelo Governo do Estado, como uma oportunidade de desenvolver ainda mais cada município: “Primeiramente quero agradecer ao governador por ter escolhido Joaçaba pra lançar o programa Estrada Boa Rural. A gente sabe da importância que isso tem e vem trazer pra nós do município e pra todas as pessoas, pros municípios do estado inteiro. A gente sabe que a nossa região, principalmente, Oeste catarinense, é baseada na agroindústria. E toda essa matéria-prima que as agroindústrias trabalham é produzida no campo. Então, esse programa vem ajudar, o governo pagando esses juros, isso facilita muito para o município, demonstra que o governo é um governo municipalista que vem pra trabalhar, pra ajudar a comunidade”, agradeceu o prefeito de Joaçaba, Vilson Sartori.

A prefeita de Lages, Carmen Zanotto, disse que o impacto positivo é para todo o estado de Santa Catarina, mas ainda mais especial para o município da região Serrana. “Nós temos mais de 2.620 km de ruas não pavimentadas de interior, por onde precisamos escoar a produção agrícola e dar acesso aos alunos à educação. Garantir a mobilidade é fundamental. A gente só tem que agradecer ao governador por mais essa iniciativa. Vamos fazer todo o esforço para inicialmente ser uma contrapartida do município, se nós não conseguirmos, nós vamos buscar o financiamento, porque para nós, do município de Lages, é fundamental a gente conseguir melhorar as estradas do interior e poder pavimentar os trechos mais complexos, com certeza vai gerar melhor mobilidade e mais desenvolvimento”, afirmou Carmen Zanotto.

“Levar o Estrada Boa Rural aos nossos agricultores significa entender a importância do agronegócio em todos os municípios de Santa Catarina. A contrapartida dos municípios é importante para que a gente possa ter o maior número de quilômetros contemplados”, avaliou a prefeita de Palmitos Giovana Giacomolli.

A prefeita de Modelo, Barbara Milena Geler Baron, também comemorou a chegada do Estrada Boa Rural. “Esse projeto é de grande valia para os municípios, especialmente na nossa realidade do Extremo Oeste. Somos municípios com uma arrecadação em grande parte que provêm da agricultura, então os compromissos de todos os prefeitos da nossa região é realmente a gente melhorar a infraestrutura que dá acesso às comunidades”, explicou .

“A gente já tem conhecimento de como o governo vai proceder com relação à liberação desses recursos para os municípios, essa parceria vai beneficiar muito, principalmente os municípios com a economia voltada para o meio rural, na agricultura, isso é muito importante”, disse o prefeito de Monte Castelo, Sirineu Ratochinski.

Benefícios sociais do programa
Os benefícios sociais do programa Estrada Boa Rural devem ser amplos e transformadores. Os principais impactos que o governo pretende medir incluem:

Crescimento econômico: aumento na produção agrícola e na renda média das famílias rurais. Ao melhorar as condições das estradas, o programa reduzirá diretamente os custos de transporte para os produtores, facilitando o escoamento da produção e fortalecendo toda a cadeia de suprimentos agroindustrial.
Melhora no acesso e na segurança: redução no tempo de deslocamento e nos acidentes de trânsito. O programa garante que as comunidades rurais tenham conexões confiáveis a serviços públicos essenciais, como unidades de saúde e educação.
Melhora na qualidade de vida: a iniciativa projeta melhorar as condições e o bem-estar de moradores e produtores. As novas estradas contarão com pavimentação asfáltica e acostamento, projetadas para durabilidade e segurança. Os projetos também utilizarão emulsão asfáltica ambientalmente sustentável, ressaltando o compromisso do Estado com o desenvolvimento responsável

Importadores alinham estratégia de ação em investigações de dumping em produtos de aço

Leia mais: (Mercosul e bloco de Suíça e Noruega chegam a acordo de livre comércio) https://www.bloomberglinea.com.br/internacional/mercosul-e-bloco-de-suica-e-noruega-chegam-a-acordo-de-livre-comercio/

 Indústrias catarinenses importadoras de insumos derivados de aço incluídos em dois processos de investigação de dumping pelo governo brasileiro a pedido de siderúrgicas e fabricantes nacionais participaram nesta terça-feira (2), de reunião da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de SC (FIESC).  Durante o encontro, a presidente da Câmara, Maria Teresa Bustamante, apresentou o estágio atual dos processos e detalhou os próximos passos, de forma a alinhar a atuação estratégica dos importadores nos dois casos.

Os importadores de bobinas ou chapas de aços inoxidáveis laminados a quente que compram insumos da China, Indonésia e Índia estão atentos ao processo iniciado pela Aperam Inox. A empresa, responsável por 100% da produção nacional, pediu investigação de presunção de dumping, o que pode afetar os custos das importações.

O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Chapecó - SIMEC, Carlos José Martinelli, destacou a necessidade de os importadores se organizarem para demonstrar com evidências a capacidade de atendimento da  demanda do mercado brasileiro pela empresa peticionária e o impacto de custo no produto acabado com a possível elevação do preço do importado. Na visão dele, as vendas no mercado nacional serão seriamente impactadas pelo alto custo de fabricação e preço a ser praticado, o que demonstra um contrassenso ao se adotar este tipo de medidas apenas na base da cadeia de produção.

No caso da investigação sobre fio-máquina de aço carbono, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) reconheceu que existem elementos suficientes que indicam a prática de dumping nas exportações e da relação causal com dano aos fabricantes domésticos, como a Gerdau e a ArcelorMittal, que motivaram a ação. Os fornecedores investigados por práticas desleais de comércio estão localizados na China e na Rússia.

O vice-presidente de administração de finanças da Fey, Fernando Fey, destacou que os importadores precisam se organizar para contrapor os argumentos das fabricantes nacionais, já que o governo brasileiro tende fazer análises sem considerar o impacto nos demais elos da cadeia produtiva. Ele destacou a ineficácia da ação antidumping sem avaliar o efeito danoso na cadeia de produção.

O fio-máquina é insumo na produção de arames em geral, fixadores, suspensão, cabos, eletrodomésticos da linha branca, além de usos na agropecuária, indústria moveleira, construção civil e indústria de embalagens.

A Câmara de Comércio Exterior da FIESC apresentou ainda aos participantes uma atualização sobre os recentes acordos comerciais firmados entre os Estados Unidos e o Reino Unido e entre os EUA e a China, além do detalhamento do Acordo Mercosul x EFTA ( Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) assinado ontem.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Portonave e Instituto Portonave são reconhecidos no Prêmio Empresa Cidadã da ADVB/SC

Comprometidos com a transformação social e o desenvolvimento sustentável, o Terminal Portuário e o Instituto Portonave – entidade sem fins lucrativos que tem a empresa como mantenedora – foram homenageados no Prêmio Empresa Cidadã, realizado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Santa Catarina (ADVB/SC). A cerimônia ocorreu nesta terça-feira (1° de julho), na Sociedade Cultura Artística (SCAR), em Jaraguá do Sul. O Instituto Portonave foi premiado na categoria ONGs e Associações com o programa “Embarca Aí”, voltado à qualificação profissional de jovens de Navegantes. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Instituto Crescer, oferece uma visão ampla do mercado de trabalho, das atividades portuárias e do setor logístico.

Lançado no ano passado, o programa formou 66 estudantes do 2° ano do ensino médio de escolas estaduais, dos quais 31 foram selecionados para o Programa Jovem Aprendiz da Portonave. A segunda edição está em andamento, com a formação de 50 alunos prevista para ocorrer até novembro deste ano. As aulas são realizadas no contraturno escolar, de segunda a quinta-feira e, ao final de cada mês, os estudantes têm a oportunidade de aprender diretamente com profissionais do Terminal Portuário.

Para Paulo Leonardo Horocoski dos Santos, Coordenador do programa pelo Instituto Crescer, a parceria reafirma o compromisso com uma educação transformadora e com a construção de oportunidades mais justas para as novas gerações. “O projeto oferece aos participantes a chance de acessar novas realidades e ampliar suas perspectivas de futuro — algo que, para muitos, antes parecia distante”, destaca.

Durante o evento, alunos do programa também marcaram presença. Antonela dos Santos, da Escola Estadual Prof.ª Júlia Miranda de Souza, comenta que foi um privilégio ter participado: “Acredito ser de suma importância essas oportunidades. Foi muito gratificante representar o Embarca Aí e compartilhar essa experiência com meus colegas. Também fomos muito bem recebidos pelos conselheiros da SCAR em nossa visita no local”, afirmou Antonela. 

Já o estudante Leonardo Maciel ressaltou os aprendizados do programa: “Melhorei minha comunicação, postura e forma de pensar. O Embarca Aí tem um impacto enorme para quem busca um futuro promissor. Em nome dos alunos da Escola Estadual Prof.ª Daniela Pereira, agradecemos ao Instituto Portonave e ao Instituto Crescer. Não nos arrependemos de ter embarcado nesse navio.”

Investimentos em operações mais limpas
A Portonave também foi finalista na categoria Ambiental, pelos investimentos realizados para a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Entre as ações reconhecidas estão a operação de equipamentos eletrificados e elétricos, o uso de placas fotovoltaicas e a aquisição de energia certificada para neutralização de emissões. De 2015 a 2024, o terminal reduziu em 63% as emissões de GEE, o equivalente a cerca de 79 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente. 

Atualmente, a Companhia investe R$ 439 milhões na aquisição de equipamentos 100% elétricos para movimentação de contêineres, como dois guindastes Ship-to-Shore (STS), 14 Rubber Tyred Gantry (RTG), um Reach Stacker e dois modernos scanners para vistorias. Juliano Adão, Gerente de Manutenção, comenta sobre os novos investimentos e o reconhecimento: “Na Portonave, buscamos constantemente inovar e contribuir para um setor portuário mais sustentável. Realizamos investimentos em infraestrutura para garantir operações eficientes e com menor impacto ambiental. Ser um dos finalistas da premiação nos demonstra que estamos no caminho certo.”

Sobre a ADVB/SC
A Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Santa Catarina (ADVB/SC) é uma entidade civil sem fins lucrativos que completa 41 anos neste ano. Promove cursos, conferências e seminários e, há 26 anos, realiza o Prêmio Empresa Cidadã, que reconhece iniciativas de responsabilidade empresarial. Neste ano, 57 cases foram inscritos, dos quais 21 foram selecionados por um comitê independente de jurados, nas categorias Ambiental, Social e Cultural, entre empresas de diversos portes, ONGs e associações.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL) – que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. São 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o mais eficiente em produtividade de navio no ano de 2024. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e desenvolve diversas ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais e sociais.

Record: Porto de Itajaí supera arrecadação anual de 2024, no primeiro semestre e bate R$89,8 milhões

O Porto de Itajaí já ultrapassou, ainda no primeiro semestre de 2025, toda a arrecadação registrada ao longo de 2024. Em apenas seis meses, o terminal alcançou R$ 89.824.000 em receitas, superando os R$ 86 milhões arrecadados durante todo o ano passado.

“Com ganhos consistentes em eficiência operacional e produtividade logística, o Porto de Itajaí reforça sua competitividade e transmite ao mercado a confiança de um terminal público em plena retomada e pronto para atender às demandas do comércio exterior”, destacou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos.

O desempenho expressivo é reflexo da consolidação de Itajaí como um dos principais players logísticos do país, com destaque para a eficiência e a capacidade operacional em diferentes tipos de carga.

Entre as operações que contribuíram para esse marco estão as movimentações Roll-on/Roll-off (Ro-Ro), que possibilitam o transporte de veículos em navios especializados. A maior operação desse tipo já realizada no Brasil ocorreu no Porto de Itajaí, com a chegada do navio BYD Shenzhen, responsável pela descarga de mais de 7 mil veículos da montadora chinesa.

Além da BYD, o terminal também movimentou veículos da BMW, reforçando sua atuação estratégica na cadeia automotiva nacional e internacional.

Essas operações colocam Itajaí, mais uma vez, na rota prioritária da logística nacional, evidenciando o impacto direto do setor portuário na economia de Santa Catarina e do Brasil como um todo.

“O Porto de Itajaí também tem se destacado em navios de carga geral, gerando mais renda para o trabalhador portuário”, destacou o superintendente.

Portos e cidades: integração que impulsiona o futuro

A relação entre os portos e as cidades onde estão inseridos é cada vez mais estratégica para o desenvolvimento regional. Essa convivência envolve a integração entre a infraestrutura portuária — essencial para o comércio internacional — e o tecido urbano, impactando diretamente a economia, o meio ambiente e a qualidade de vida da população.


Os portos contam com infraestrutura aquaviária (como canais de acesso, cais e berços de atracação) e terrestre (pátios, armazéns, vias e equipamentos como guindastes e sistemas de movimentação de contêineres). Toda essa engrenagem movimenta cargas, gera empregos e estimula cadeias produtivas locais.


No entanto, os impactos dessa presença são complexos. Além dos benefícios econômicos, as atividades portuárias podem gerar poluição, pressionar sistemas de moradia e mobilidade urbana, além de representar desafios à preservação ambiental. Por isso, a boa integração entre porto e cidade é fundamental.


A diretora de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, Larissa Carolina Amorim dos Santos, explica que a relação porto-cidade no Brasil ainda enfrenta desafios históricos de integração, resultado de um longo processo de afastamento físico, social e institucional entre os portos e os centros urbanos que os abrigam. “No entanto, temos observado avanços importantes, especialmente no reconhecimento da importância dessa integração para a sustentabilidade das operações portuárias e para o desenvolvimento regional”, pontua.


Engenheira florestal e mestre em Ciências Florestais, Larissa destaca que, dentro da pasta, a temática é considerada extremamente relevante e, por isso, passará a integrar a Política de Sustentabilidade no próximo ciclo de gestão, com foco em aspectos sociais, ambientais e de desenvolvimento territorial. “Além disso, estamos trabalhando na estruturação de um Observatório Nacional da Relação Porto-Cidade, que nos permitirá mapear, monitorar e dar visibilidade às iniciativas existentes em todo o país, criando uma base sólida para políticas públicas mais estruturadas no futuro.”
Outro ponto importante levantado por Larissa é que, nas duas últimas décadas, um dos principais avanços foi a mudança na percepção de empresas públicas e privadas sobre a importância da relação porto-cidade. “Se antes o foco estava restrito ao atendimento de condicionantes ambientais ou à redução de custos, hoje há uma compreensão crescente de que o relacionamento com o entorno urbano também é um ativo estratégico de imagem institucional, reputação e responsabilidade social”, salienta.
Segundo a especialista, os Planos Mestres Portuários, que passaram a abordar o tema há cerca de uma década, reforçaram a necessidade de planejar e mitigar os impactos urbanos das operações portuárias. “Além disso, vemos uma diversidade de ações lideradas por arrendatários, TUPs e autoridades portuárias, envolvendo desde projetos de melhoria da infraestrutura urbana e mobilidade até iniciativas sociais e ambientais que buscam promover uma convivência mais harmoniosa entre porto e cidade. E, embora o cenário ainda seja bastante diverso, existem portos e operadores que têm ido além das obrigações regulatórias, adotando práticas voluntárias de gestão ambiental, como monitoramento contínuo da qualidade ambiental, programas de eficiência energética, gestão de resíduos e ações para redução de emissões.”
No entanto, Larissa acrescenta que a maior parte do setor ainda está fortemente orientada pelo cumprimento de exigências legais e condicionantes ambientais. “Um dos grandes desafios é fazer com que a sustentabilidade seja vista não apenas como um custo ou obrigação, mas como um fator de competitividade, inovação e geração de valor para o negócio portuário. Estamos avançando, mas ainda há um caminho importante a percorrer para alcançarmos os padrões de sustentabilidade e inovação ambiental dos principais portos de referência internacional.”
Meio ambiente e desenvolvimento sustentável
Larissa Amorim será uma das painelistas do segundo dia do evento Portos & Costas Brasil 2025, ao lado de outros nomes importantes do setor portuário brasileiro, que discutirão a temática “Meio ambiente e desenvolvimento sustentável”. A moderação será do oceanólogo e consultor ambiental Marcelo Travassos.


“Discussões acerca das relações porto-cidade são de extrema importância nos dias atuais e ganham ainda mais relevância no Sul e Sudeste do Brasil, onde os principais portos estão incrustados nos núcleos urbanos. Um exemplo claro dessa realidade é o caso do complexo portuário de Itajaí e Navegantes, região sede da edição 2025 do evento, onde os terminais portuários estão cravados em áreas centrais nos dois municípios”, destaca Mauricio Torronteguy, idealizador do evento.


A edição 2025 do Portos & Costas Brasil será realizada nos dias 22 e 23 de setembro, no Riviera Convention Center, na Praia Brava, em Itajaí (SC). As inscrições já estão abertas e são limitadas a 280 participantes. Até o dia 15 de julho, os interessados podem garantir sua vaga com preços promocionais, por meio do site oficial: www.portosecostas.com.br/inscricoes
Mais informações sobre a programação completa, painéis temáticos, palestrantes, apoiadores e patrocinadores estão disponíveis no portal do congresso: www.portosecostas.com.br 

 

Associação Empresarial de Itajaí (ACII) promove a 1ª Feira de Negócios em Itajaí

A cidade de Itajaí será palco de um marco importante para o setor empresarial da região com a realização da 1ª Feira de Negócios da ACII — Associação Empresarial de Itajaí. O evento acontece de 5 a 7 de setembro, no Centreventos Itajaí, e deve receber cerca de 15 mil visitantes ao longo dos três dias. A feira foi oficialmente lançada na noite de ontem (30) durante um evento promovido para empresários e associados da entidade.
 
Com entrada gratuita, a feira foi planejada com um conceito inovador e formato aberto — sem divisórias entre os estandes —, proporcionando maior visibilidade às marcas expositoras e facilitando a interação entre visitantes, empreendedores e empresas. Mas a inovação vai além da estrutura: está no modelo de estímulo ao empreendedorismo setorial e na forma como o evento conecta diferentes perfis de negócios e públicos.
 
Um espaço para empreender
Um dos grandes destaques será a Casa do Empreendedor, promovida pela própria ACII. O espaço será dedicado ao fomento de ideias, ao apoio técnico e à promoção de oportunidades para quem deseja empreender ou expandir sua atuação. Mais do que uma vitrine de tecnologia, a Casa do Empreendedor será um ponto de convergência para o desenvolvimento de negócios locais, oferecendo suporte prático e estratégico a micro, pequenos e médios empreendedores.
 
A proposta da feira é justamente essa: ampliar a visão do empreendedorismo, reunindo empresas e iniciativas de múltiplos setores como varejo, tecnologia, imóveis, serviços e indústria. Todos esses segmentos terão espaço e voz em um evento que valoriza tanto a inovação tecnológica quanto o empreendedorismo na sua forma mais plural e regional.
 
Muito mais que uma feira
Além de ser uma plataforma para a exposição de produtos e serviços, a feira nasce com um propósito estratégico: fomentar o networking entre empresas e profissionais, estimular o surgimento de novos negócios, promover a capacitação empreendedora e aproximar a comunidade do setor produtivo. Haverá também ações voltadas à inovação, educação empresarial e apresentação de tendências de mercado.
 
A força da ACII
Fundada há 96 anos com o propósito de fortalecer o ambiente empresarial da cidade, a ACII — Associação Empresarial de Itajaí consolidou-se como uma das entidades mais atuantes do litoral catarinense. Com iniciativas como a feira e a Casa do Empreendedor, a associação reafirma seu compromisso com o desenvolvimento econômico e a valorização do empreendedor local.
 
Para a presidente da ACII, Thaisa Nascimento Corrêa, a feira representa um passo importante na construção de uma cidade mais conectada com o futuro. Já o vice-presidente de Marketing, Wagner Souza Rodrigues, destaca: “Esta feira é mais do que um evento, é um movimento para consolidar Itajaí como um polo de inovação e negócios. Queremos criar conexões duradouras entre empresas, aproximar a comunidade do setor produtivo e mostrar o potencial que nossa cidade tem. É um convite aberto à população para conhecer, participar e crescer junto conosco.”
 
Programação e expectativas
Durante os três dias, o público poderá participar de palestras, workshops, rodadas de negócios e atrações especiais. A programação atende diferentes perfis — de empreendedores iniciantes a empresários consolidados, estudantes, profissionais e consumidores interessados em novidades e aprendizado.
 
A expectativa é que a Feira de Negócios da ACII entre para o calendário oficial de eventos de Itajaí, se tornando uma vitrine anual do dinamismo, da inovação e da força empreendedora e multissetorial da região.

 

BYD apresenta seu primeiro carro 100% elétrico brasileiro

O primeiro BYD Dolphin Mini 100% brasileiro foi apresentado ao público pela BYD em um momento histórico para a indústria nacional. O modelo elétrico mais vendido do país simboliza uma virada tecnológica. Acessível, inovador e irresistivelmente moderno, ele simboliza o início de uma nova era na mobilidade.

O palco dessa estreia é a novíssima fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia — um complexo industrial de última geração, onde cada metro quadrado respira tecnologia do futuro. Pela
primeira vez, os portões se abriram para mostrar como o mais novo carro elétrico do Brasil está ganhando vida.

Desde sua estreia global, o BYD Dolphin Mini já ultrapassou a marca de 1 milhão de unidades produzidas e foi eleito o Carro Urbano do Ano de 2025 pelo World Car Awards. No Brasil, ele
também é um fenômeno, com mais de 34 mil unidades vendidas. “A BYD é uma empresa feita por engenheiros e uma das que mais investem em pesquisa e

desenvolvimento no mundo. Toda essa tecnologia agora está presente na nossa fábrica brasileira. Levamos apenas 15 meses entre iniciar as obras e entregar o primeiro veículo em caráter
experimental da nossa linha de produção. Esse é um momento histórico não apenas para a BYD, as para o futuro da mobilidade sustentável em toda a América Latina. Escolhemos a Bahia pela
força de seu povo, pela mão de obra capacitada e por acreditarmos no potencial transformador dessa região”, afirma Stella Li, Vice-Presidente Executiva Global e CEO da BYD Américas e Europa.

E o BYD Dolphin Mini não veio sozinho. A BYD também apresentou seu primeiro super híbrido brasileiro: o Song Pro — outro best-seller. A produção dos primeiros três modelos nacionais
começa nas próximas semanas: BYD Dolphin Mini, Song Pro (GL/GS) e King (GL/GS).

“Estamos transformando Camaçari em uma potência para o futuro. Esse complexo fabril representa uma vitória da inovação, da sustentabilidade e da confiança no Brasil. A BYD chega
com tecnologia, investimentos e propósito: fazer parte do próximo capítulo do setor automotivo nacional. O que estamos vendo hoje na Bahia é um marco na reindustrialização do país e um
grande salto tecnológico. A BYD agora é uma empresa feita por brasileiros para brasileiros”, destaca Alexandre Baldy, Vice-Presidente sênior e Head Comercial e de Marketing da BYD Auto
Brasil.

Tecnologia de ponta

Tecnologia de última geração, automação inteligente e controle total de todas as fases da produção. A linha de montagem da BYD na Bahia é uma das mais modernas do mundo. Um
sistema de sequenciamento inteligente prioriza a produção dos modelos com maior demanda. Cada carro pode ser rastreado em tempo real enquanto avança pela linha. Robôs
cuidam de tarefas como instalação de vidros e fixação de baterias. O uso do espaço é tridimensional, aproveitando cada centímetro de maneira eficiente.

Um sistema exclusivo de fricção silenciosa mantém os níveis de ruído abaixo de 70 decibéis, criando um ambiente de trabalho agradável e confortável. O prédio principal é um dos
maiores da América Latina dedicado à produção de veículos elétricos, com uma área impressionante de 156.800 metros quadrados.

“O Brasil está hoje no centro das atenções globais na revolução automotiva, e a BYD é peça-chave nessa transformação. Desde 2014 estamos investindo continuamente e já construímos uma base
sólida para acelerar a transição energética no país. Ver a marca como líder de mercado de veículos elétricos e a expansão de nossa rede de concessionárias é a prova de que estamos no
caminho certo e com estratégias sólidas no longo prazo”, destaca Tyler Li, Presidente da BYD no Brasil.

Primeiro fornecedor homologado

A BYD também anunciou a qualificação de 106 empresas instaladas no Brasil para fornecer peças para a fábrica na Bahia. A Continental Pneus de Camaçari, vizinha da fábrica, é a primeira
companhia oficialmente homologada. A Continental tem uma história de sucesso de mais de 150 anos e é uma das maiores fabricantes de pneus do mundo.

Investimento no complexo

A BYD está investindo R$ 5,5 bilhões no complexo de Camaçari — uma megaestrutura que ocupa 4,6 milhões de metros quadrados, o equivalente a 645 campos de futebol. Quando todas as
fases estiverem concluídas, o projeto deve gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos. A fábrica começa com capacidade anual de 150 mil veículos, com expansão planejada para

300 mil na segunda fase. Inicialmente operando no sistema SKD (Semi Knocked-Down), a planta evoluirá gradualmente para produção nacional completa — incluindo estampagem, soldagem,
pintura e aumento do conteúdo local.

Essa jornada ambiciosa inclui também o desenvolvimento de um motor híbrido flex, o 1.5  DM-i, projetado e construído numa cooperação entre cientistas chineses e brasileiros.
Desenvolvido para rodar com gasolina e etanol, o combustível verde mais emblemático do Brasil, esse motor combina a tecnologia elétrica da BYD com um desempenho e eficiência de última
geração.

“Estamos fazendo história e colocando a Bahia, mais uma vez, no centro das atenções de todo o mundo quando o assunto é desenvolvimento e transição energética. Esta nova etapa que
estamos presenciando na fábrica da BYD, em Camaçari, mostra a força e o potencial do nosso estado, e tenho certeza de que nos renderá frutos e resultados de altíssima qualidade. O Governo
do Estado, juntamente com o Governo Federal, também segue firme para continuar garantindo geração de emprego e renda para o povo baiano, mantendo os índices favoráveis que a Bahia
registra atualmente, com oferta de mão de obra qualificada e mais oportunidades, não somente em Camaçari, mas em toda a região metropolitana”, comemorou o Governador da Bahia, 
Jerônimo Rodrigues.

Histórico da obra

A decisão de construir a fábrica na Bahia foi anunciada em julho de 2023 em um evento realizado no Farol da Barra, em Salvador. O lançamento da pedra fundamental, em outubro do
mesmo ano, aconteceu para oficializar a posse do terreno, que foi usado por uma antiga montadora que deixou de produzir veículos em Camaçari. As obras começaram em março de
2024 e, passados apenas 15 meses, a BYD do Brasil já começou os testes que antecedem o começo da linha de produção. Esse passo marca uma das fases mais emblemáticas do projeto,
que está transformando o terreno em um parque industrial de última geração.

Abertura de novas vagas

Nas últimas semanas, mais de 400 colaboradores brasileiros foram contratados para a fábrica. No total, mais de 1.000 pessoas já trabalham na planta de Camaçari apenas para a BYD, sem contar
os prestadores de serviços que somam mais algumas centenas de postos de trabalho. Durante o evento, a BYD anunciou a abertura de mais 3.000 vagas, que serão preenchidas até o fim do ano. 
Entre as posições oferecidas, haverá oportunidades para engenheiros, técnicos, operadores, seguranças, eletricistas, profissionais de logística, TI e setor administrativo.

Nos próximos dias, serão anunciados os detalhes das inscrições, assim como parcerias com o Governo do Estado e a Prefeitura de Camaçari para incentivar a contratação de mão de obra local.
A iniciativa representa um avanço significativo na geração de oportunidades e consolida a mobilidade elétrica como um vetor estratégico de desenvolvimento local e estadual.

“A fábrica da BYD em Camaçari é uma realidade. Ela vai contribuir para o desenvolvimento econômico e social do município ao ativar toda a cadeia produtiva de automóveis elétricos e
híbridos, estimular o surgimento de novos serviços em Camaçari e gerar milhares de empregos diretos e indiretos no complexo industrial. Estamos felizes por Camaçari ter sido escolhida para
receber este investimento, que abre um novo capítulo na industrialização da região e de toda a Bahia", analisa Luiz Carlos Caetano, Prefeito de Camaçari.

Liderança em veículos eletrificados

A BYD é líder mundial em veículos eletrificados e ocupa o primeiro lugar no mercado chinês, incluindo as montadoras tradicionais. A empresa domina todas as etapas do processo produtivo
e detém tecnologias-chave no desenvolvimento de baterias, motores elétricos e sistemas de controle. No Brasil desde 2014, lidera a transição energética e no último mês de maio respondeu
por 9 em cada 10 carros elétricos vendidos no país, além de 1 em cada 3 híbridos. A BYD ficou na quarta posição no ranking de vendas do varejo, superando montadores que já estão há décadas
no Brasil.

Outro destaque é o crescimento da rede de concessionários que já chegou a 180 lojas, com meta de atingir 240 até o fim de 2025. Hoje a empresa já possui unidades em todos estados, capitais e
nas principais cidades do país.

SOBRE A BYD

A BYD é líder global em carros movidos a nova energia - elétricos e híbridos plug-in. Há mais de 10 anos no Brasil, também se destaca pela produção de componentes eletrônicos, painéis solares e soluções de armazenamento de energia. A empresa opera fábricas em Campinas (SP) e Manaus (AM) e, em 2024, deu início à construção do Complexo de Camaçari, na Bahia, que irá abrigar o maior complexo fabril da companhia fora da Ásia. A BYD ainda é responsável pelo projeto do monotrilho da Linha 17 – Ouro do Metrô de São Paulo (Skyrail). Ainda em 2024, a greentech vendeu 7 em cada 10 veículos elétricos e 1 em cada 4 híbridos no Brasil, conquistando a 10ª posição no ranking geral de vendas de carros de passeio no País. Com a missão de diminuir a temperatura da Terra em 1ºC, a BYD é pioneira na transição para uma economia de baixo carbono, alinhando suas operações ao Pacto Global da ONU e liderando a revolução sustentável no setor automotivo.
 

Atividade recua, falta de confiança se agrava e expectativas da construção se tornam pessimistas, diz CNI

Em maio, o índice de evolução do nível de atividade da indústria da construção registrou 47 pontos, indicando recuo no desempenho do setor em relação a abril. É o que revela a Sondagem Indústria da Construção que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta sexta-feira (27). 

“Nos últimos meses, a indústria da construção vem desacelerando, principalmente por conta da taxa de juros elevada. Muitas vezes, os consumidores desse setor precisam financiar suas compras. Com o crédito mais caro, a demanda cai, influenciando a atividade do setor”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

O índice de evolução do número de empregados do setor fechou o mês em 48,5 pontos, após avançar frente a abril.  

Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) chegou ao sétimo mês consecutivo em 67%. Esse patamar é inferior ao observado em maio de 2024, quando foi de 69%, e idêntico ao de 2023. 

Falta de confiança se agrava
Após recuar um ponto em relação a maio, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção chegou a 47,5 pontos em junho. É o sexto mês consecutivo de falta de confiança no setor, que se agravou, principalmente, pela pior avaliação dos industriais sobre o presente e o futuro.  

O Índice de Condições Atuais encolheu 0,4 ponto, para 43,6 pontos. O movimento se deve à percepção ainda mais negativa dos empresários sobre o momento da economia em relação ao último semestre, uma vez que a satisfação com a situação das empresas melhorou. 

Em junho, o Índice de Expectativas caiu 1,2 ponto, levando o indicador de um estado de otimismo para um estado de pessimismo. Agora em 49,5 pontos, o índice reflete a piora das expectativas dos industriais para a economia e os próprios negócios nos próximos seis meses. 

Expectativas estão mais moderadas
Segundo o levantamento, os índices de expectativa de número de empregados, de compra de insumos e matérias-primas, de nível de atividade e de novos empreendimentos e serviços recuaram de forma significativa. Os indicadores se aproximaram da linha divisória de 50 pontos, o que sugere que as perspectivas de crescimento para os próximos seis meses estão mais moderadas. 

O índice de expectativas de novos empreendimentos e serviços caiu 1,5 ponto, para 51,3 pontos;
O índice de expectativa de compras de insumos e matérias-primas encolheu 1,5 ponto, para 51,1 pontos;
O índice de expectativa de número de empregados recuou 1,8 ponto, para 51 pontos;
O índice de expectativa de nível de atividade caiu 0,7 ponto, para 53,1 pontos. 
Intenção de investimento recua
O índice de intenção de investimento caiu 0,7 ponto. Agora em 42,8 pontos, o indicador está 4,8 pontos percentuais acima da média histórica, de 38 pontos. 

Amostra
Para esta edição da Sondagem Indústria da Construção, a CNI consultou 297 empresas: 108 de pequeno porte; 128 de médio porte; e 61 de grande porte, entre 2 e 11 de junho de 2025.

Com 100% dos votos, Seleme é eleito presidente da FIESC

O industrial Gilberto Seleme será o próximo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Na eleição, realizada nesta sexta-feira, dia 27, a chapa única, liderada pelo empresário, foi eleita com aprovação de 100% dos sindicatos de indústria que votaram. O 1º vice-presidente será o industrial André Odebrecht. A mesa diretora da entidade será composta ainda pelos empresários: Edvaldo Ângelo (diretor 1° secretário), Nivaldo Pinheiro (diretor 2° secretário), Marco Aurélio Alberton (diretor 1° tesoureiro) e Evair Oenning (diretor 2° tesoureiro). A posse da nova diretoria será no dia 22 de agosto, em Florianópolis.

Clique aqui e confira a diretoria completa.

"Tivemos chapa única, construída por consenso de todos os sindicatos filiados à FIESC. Isso mostra uma entidade unida e focada num só objetivo, que é o desenvolvimento de Santa Catarina, porque onde tem indústria tem desenvolvimento", afirmou Seleme, após a divulgação do resultado.

Aguiar também celebrou a coesão do setor. “O resultado da eleição mostra a nossa indústria unida e reconhece o trabalho da gestão que se encerra em agosto, da qual Gilberto fez parte como 1° vice-presidente”, disse. “Ficamos muito satisfeitos com o apoio dos sindicatos. Com uma indústria unida, Santa Catarina vai avançar cada vez mais”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Durante o dia, os representantes dos sindicatos industriais também elegeram a nova diretoria do Centro das Indústrias de SC (CIESC).

Confira a diretoria do CIESC eleita.

https://fiesc.com.br/sites/default/files/inline-files/2.%20Nominata%20CIESC%20Gest%C3%A3o%202025-2028.pdf

Perfil: engenheiro civil, formado na PUC do Paraná e bacharel em Administração pela UnC-Caçador, Gilberto Seleme é empresário dos setores de madeira, couro, construção civil e do agronegócio. É o atual 1º vice-presidente da FIESC e tem destacada atuação na área social, empresarial e educacional. Também é diretor e delegado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), membro do Conselho Estratégico da FIESC; integrante da diretoria da Associação Empresarial de Caçador (ACIC); membro do Sindicato da Indústria da Madeira de Caçador, do qual foi fundador e primeiro presidente; além de integrar o Conselho Consultivo do Hospital Maicé, de Caçador.

Ao longo de sua trajetória, também foi membro da diretoria da Associação de Serviços Sociais Voluntários de Caçador (Bombeiros Voluntários); vice-presidente para a região Centro-Norte da FIESC; integrante da diretoria da UnC-Caçador; e presidente da Fundação Universidade Alto Vale do Rio do Peixe – FUNIARP, além de presidir seu conselho consultivo e ser membro do conselho curador da instituição.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

IEL/SC oferece mais de 400 vagas de estágios, bolsas de pesquisa e postos fixos

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL/SC), ligado à Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), está com 416 vagas abertas para estágio, bolsas em projetos de inovação tecnológica, aprendizes e vagas efetivas para profissionais graduados.

Os postos são para estudantes do ensino médio, técnico e superior, além de profissionais com graduação, mestrado ou doutorado. Também há oportunidade internacional para atuação remota em empresa de Portugal.

Todas as posições oferecem remuneração, com valores que variam conforme a região, o nível de ensino e a carga horária.

As inscrições são contínuas e podem ser feitas no site do IEL, sem prazo porque as vagas são atualizadas regularmente.

As áreas com maior número de oportunidades são Administração, Tecnologia, Direito, Engenharias e Pedagogia. Florianópolis, Joinville, Criciúma, Jaraguá do Sul e Blumenau concentram a maior parte das ofertas.

SOBRE

O IEL/SC atua como parceiro estratégico no desenvolvimento das empresas catarinenses, promovendo a inserção de talentos no mercado e incentivando a troca de boas práticas em inovação.

Em 2024, a instituição atendeu 7,4 mil estudantes do ensino médio, técnico, superior e pós-graduação em todas as regiões do estado.

As áreas com maior número de oportunidades no período foram Administração, Direito, Comércio Exterior, Ciências Contábeis, Recursos Humanos, Tecnologia, Comunicação, Marketing, Jornalismo, Design, Biomedicina, Farmácia e Engenharias Civil, Mecânica, Elétrica e de Automação.

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FIESC celebra resiliência de industriais na entrega da Ordem do Mérito

 “No Brasil, empreender é um ato de resistência.” Esse foi o tom do discurso feito pelo presidente da Federação das Indústrias de SC, Mario Cezar de Aguiar, durante a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Industrial nesta sexta, 27. Ao valorizar a trajetória dos seis homenageados, Aguiar destacou, além das vitórias e dos desafios enfrentados por cada um, as adversidades comuns entre todos que fazem negócios no Brasil: um ambiente hostil, com uma das maiores cargas tributárias do mundo, excesso de burocracia, insegurança jurídica e infraestrutura deficiente.  “O empresário industrial não gera apenas resultados — ele cria condições para que milhares também possam trabalhar. Cada nova fábrica, cada novo produto, cada novo mercado aberto representa um ciclo de oportunidades para centenas de pessoas”, afirmou.

Na cerimônia, foram homenageados Claudimar Bortolin, diretor da Torfresma Industrial; Gunter Knolseisen, fundador da Automatic Electric; Mirian Maria Bonissoni Giombelli Canfield, diretora-presidente do Grupo Ipumirim; Roberto Zagonel, CEO da Zagonel, e Viviane Cecilia Lunelli, presidente da Lunelli. Na ocasião, o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, recebeu a Ordem do Mérito Industrial da CNI, a comenda máxima da indústria nacional. 

O presidente da Federação lembrou dois dos principais entraves à competitividade: a infraestrutura e a qualificação profissional. “O baixo retorno de recursos federais tem efeito imediato sobre nossa infraestrutura. O estado não pode mais aceitar obras de baixa qualidade ou improvisos em projetos. Queremos rodovias de primeiro mundo, ferrovias modernas e logística compatível com nossa contribuição ao país”, salientou.

Aguiar afirmou ainda que o SENAI tem sido fundamental para enfrentar a falta de força de trabalho qualificada. Ele lembrou que três dos seis homenageados passaram pela instituição, onde potencializaram também sua capacidade empreendedora.

Neivor Canton, presidente da Aurora Coop e homenageado com a Ordem do Mérito da CNI, ressaltou a relevância da infraestrutura para o estado. “Para assegurar nossa competitividade, os alertas da FIESC precisam ser ouvidos, especialmente no que toca à precariedade da nossa infraestrutura. Crescem as dificuldades para empreender, produzir e trabalhar no Brasil. A carga tributária só cresce, o excesso de normas e regulamentação engessa atividades e as deficiências de infraestrutura aumentam o custo Brasil”, destacou.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Cláudio Bier, representando o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, evidenciou a necessidade de ajuste nas contas públicas e redução da taxa de juros. “Os juros altos, as deficiências na infraestrutura, a falta de trabalhadores qualificados e a insegurança jurídica são apenas alguns dos entraves. Para reverter essa situação, a sociedade deve se unir em torno de ações que reduzam o Custo Brasil”, afirmou.

Homenageados

A industrial Viviane Lunelli, que discursou representando os homenageados, salientou que, apesar de as histórias dos agraciados serem únicas, todos compartilham a convicção de que investir na indústria é investir em pessoas e em um futuro mais transformador. “Uma das maiores formas de gerarmos inclusão é por meio da educação e da geração de emprego e renda”, afirmou.

Neivor Canton, compartilhou o prêmio com os milhares de produtores rurais filiados e colaboradores da Aurora Coop, destacando a importância do espírito cooperativista e associativista para o desenvolvimento do estado. “Somos resultado da vocação coletiva para o trabalho, da formação humanista, do apego às tradições, do amor à terra, da ousadia em buscar soluções sem buscar pela mão protetora do estado”, disse.

O governador Jorginho Mello destacou que na trajetória dos homenageados viu trabalho, luta, perseverança, foco, suor, lágrimas. “Se Santa Catarina é um estado vencedor é porque tem gente da qualidade e da capacidade de cada um de vocês, vocês representam vencer pelo trabalho. A força de quem empreende, de quem corre risco, essa é a marca de SC”, enfatizou.

Ordem do Mérito Sindical
A FIESC também entregou na ocasião a Ordem do Mérito Sindical. Receberam a honraria: Sindicato das Indústrias do Vestuário, Fiação e Tecelagem de Jaraguá do Sul, Sindicato da Indústria de Calçados de Criciúma, Sindicato das Indústrias de Malharias e Meias de Joinville e Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Joaçaba.

Portos e cidades: integração que impulsiona o futuro

A relação entre os portos e as cidades onde estão inseridos é cada vez mais estratégica para o desenvolvimento regional. Essa convivência envolve a integração entre a infraestrutura portuária — essencial para o comércio internacional — e o tecido urbano, impactando diretamente a economia, o meio ambiente e a qualidade de vida da população.

Os portos contam com infraestrutura aquaviária (como canais de acesso, cais e berços de atracação) e terrestre (pátios, armazéns, vias e equipamentos como guindastes e sistemas de movimentação de contêineres). Toda essa engrenagem movimenta cargas, gera empregos e estimula cadeias produtivas locais.

No entanto, os impactos dessa presença são complexos. Além dos benefícios econômicos, as atividades portuárias podem gerar poluição, pressionar sistemas de moradia e mobilidade urbana, além de representar desafios à preservação ambiental. Por isso, a boa integração entre porto e cidade é fundamental.

A diretora de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, Larissa Carolina Amorim dos Santos, explica que a relação porto-cidade no Brasil ainda enfrenta desafios históricos de integração, resultado de um longo processo de afastamento físico, social e institucional entre os portos e os centros urbanos que os abrigam. “No entanto, temos observado avanços importantes, especialmente no reconhecimento da importância dessa integração para a sustentabilidade das operações portuárias e para o desenvolvimento regional”, pontua.

Engenheira florestal e mestre em Ciências Florestais, Larissa destaca que, dentro da pasta, a temática é considerada extremamente relevante e, por isso, passará a integrar a Política de Sustentabilidade no próximo ciclo de gestão, com foco em aspectos sociais, ambientais e de desenvolvimento territorial. “Além disso, estamos trabalhando na estruturação de um Observatório Nacional da Relação Porto-Cidade, que nos permitirá mapear, monitorar e dar visibilidade às iniciativas existentes em todo o país, criando uma base sólida para políticas públicas mais estruturadas no futuro.”

Outro ponto importante levantado por Larissa é que, nas duas últimas décadas, um dos principais avanços foi a mudança na percepção de empresas públicas e privadas sobre a importância da relação porto-cidade. “Se antes o foco estava restrito ao atendimento de condicionantes ambientais ou à redução de custos, hoje há uma compreensão crescente de que o relacionamento com o entorno urbano também é um ativo estratégico de imagem institucional, reputação e responsabilidade social”, salienta.

Segundo a especialista, os Planos Mestres Portuários, que passaram a abordar o tema há cerca de uma década, reforçaram a necessidade de planejar e mitigar os impactos urbanos das operações portuárias. “Além disso, vemos uma diversidade de ações lideradas por arrendatários, TUPs e autoridades portuárias, envolvendo desde projetos de melhoria da infraestrutura urbana e mobilidade até iniciativas sociais e ambientais que buscam promover uma convivência mais harmoniosa entre porto e cidade. E, embora o cenário ainda seja bastante diverso, existem portos e operadores que têm ido além das obrigações regulatórias, adotando práticas voluntárias de gestão ambiental, como monitoramento contínuo da qualidade ambiental, programas de eficiência energética, gestão de resíduos e ações para redução de emissões.”

No entanto, Larissa acrescenta que a maior parte do setor ainda está fortemente orientada pelo cumprimento de exigências legais e condicionantes ambientais. “Um dos grandes desafios é fazer com que a sustentabilidade seja vista não apenas como um custo ou obrigação, mas como um fator de competitividade, inovação e geração de valor para o negócio portuário. Estamos avançando, mas ainda há um caminho importante a percorrer para alcançarmos os padrões de sustentabilidade e inovação ambiental dos principais portos de referência internacional.”

Meio ambiente e desenvolvimento sustentável

Larissa Amorim será uma das painelistas do segundo dia do evento Portos & Costas Brasil 2025, ao lado de outros nomes importantes do setor portuário brasileiro, que discutirão a temática “Meio ambiente e desenvolvimento sustentável”. A moderação será do oceanólogo e consultor ambiental Marcelo Travassos.

“Discussões acerca das relações porto-cidade são de extrema importância nos dias atuais e ganham ainda mais relevância no Sul e Sudeste do Brasil, onde os principais portos estão incrustados nos núcleos urbanos. Um exemplo claro dessa realidade é o caso do complexo portuário de Itajaí e Navegantes, região sede da edição 2025 do evento, onde os terminais portuários estão cravados em áreas centrais nos dois municípios”, destaca Mauricio Torronteguy, idealizador do evento.

A edição 2025 do Portos & Costas Brasil será realizada nos dias 22 e 23 de setembro, no Riviera Convention Center, na Praia Brava, em Itajaí (SC). As inscrições já estão abertas e são limitadas a 280 participantes. Até o dia 15 de julho, os interessados podem garantir sua vaga com preços promocionais, por meio do site oficial: www.portosecostas.com.br/inscricoes

Mais informações sobre a programação completa, painéis temáticos, palestrantes, apoiadores e patrocinadores estão disponíveis no portal do congresso: www.portosecostas.com.br

Serra Catarinense inicia Estação Inverno com frio histórico e roteiro encantador

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / Secom

A Estação Inverno 2025 foi oficialmente aberta neste sábado, 28, em Lages, marcando o início de uma temporada que promete atrair milhares de visitantes à Serra Catarinense. O frio chegou com força: temperaturas já próximas de zero, possibilidade de geada e chuva persistente em várias cidades, criando o cenário perfeito para quem busca viver o inverno de verdade.

As 18 cidades da região serrana, incluindo destinos como São Joaquim, Urubici e Urupema, estão preparadas para receber turistas com uma programação especial, gastronomia típica, vinhos de altitude, turismo rural e a hospitalidade que só Santa Catarina oferece.


O governador Jorginho Mello destacou a importância da temporada para a economia e a cultura do estado.

“A Estação Inverno é mais do que um projeto de governo; é uma celebração das belezas naturais, da cultura e da força do povo da Serra. Estamos preparados para receber mais de 1 milhão de turistas entre junho e setembro, com estradas melhores, rede elétrica reforçada, hospitais estruturados e segurança ampliada em toda a região”, afirmou o governador.

A secretária de Turismo, Catiane Seif, também comemorou a abertura da temporada. “É com grande alegria que celebramos o sucesso do lançamento da nossa Estação Inverno. A Serra Catarinense, com suas paisagens deslumbrantes e a hospitalidade calorosa, tem se consolidado como uma importante indutora de turismo para o nosso estado”, disse.

Além do frio, a previsão do tempo indica chuva ao longo dos próximos dias e queda acentuada nas temperaturas, com possibilidade de formação de geada e até neve em pontos mais altos. Por isso, a recomendação é que os visitantes verifiquem as condições das estradas, usem roupas adequadas e aproveitem com segurança.


A Estação Inverno segue até setembro, convidando turistas a explorarem cada canto das 18 cidades serranas, vivenciarem a cultura local e curtirem os sabores e as paisagens únicas da região.

Texto: Jornalista Márcio Pissócaro

Com consumo e agro mais fortes, BC eleva projeção do PIB, mas mantém alerta para desaceleração

O Banco Central (BC) aumentou de 1,9% para 2,1% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. A revisão consta no Relatório de Política Monetária do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira (26). A nova estimativa retoma o nível de otimismo anterior a março deste ano, ainda que a expectativa siga sendo de desaceleração em relação ao desempenho registrado em 2024, quando a economia avançou 3,4%, segundo o IBGE.

Entre os principais fatores que justificam a revisão para cima, o BC destacou a melhora nas perspectivas para a produção agrícola, um mercado de trabalho mais aquecido que o previsto — o que impulsiona o consumo das famílias — e possíveis efeitos das mudanças nas regras do crédito consignado para trabalhadores do setor privado.

Apesar da revisão, a autoridade monetária alertou para um cenário de perda de fôlego da economia no segundo semestre. “Permanece a expectativa de desaceleração da atividade econômica ao longo do trimestre corrente e do segundo semestre”, informa o relatório. O diagnóstico leva em conta o nível elevado da taxa de juros, a baixa ociosidade da economia, a desaceleração global e a redução do impacto positivo do setor agropecuário.

Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano, o maior patamar em duas décadas, após sete altas consecutivas promovidas pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Embora o BC tenha sinalizado uma pausa nesse ciclo de elevação, indicou que os juros devem permanecer elevados por um “período bastante prolongado”.

A estratégia de manter uma política monetária restritiva visa controlar a inflação, que segue acima da meta. O BC reduziu ligeiramente a previsão para o IPCA de 2025, de 5,1% para 4,9%, mas ainda projeta novo descumprimento do teto da meta, que é de 4,5%. A probabilidade de estouro recuou de 70% para 68%.

Para 2026, a estimativa de inflação foi ajustada de 3,7% para 3,6%. Desde o início de 2025, o Brasil adota um sistema de meta contínua, e o BC já aponta que a inflação deve ultrapassar o centro da meta ainda em junho.

Superintendente do Porto de Itajaí presta contas na Alesc e apresenta R$ 689 milhões em investimentos federais
O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, esteve nesta terça-feira (25) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para uma reunião institucional com o presidente em exercício da Casa, deputado Padre Pedro Baldissera. O encontro teve como objetivo apresentar um balanço das ações realizadas após a federalização do Porto.
 
Durante a apresentação, Bastos destacou os avanços econômicos, operacionais e sociais alcançados desde a transição da gestão à Autoridade Portuária de Santos. Entre os principais dados, estão a arrecadação recorde de R$ 80 milhões em 2025, com projeção de superar os R$ 84 milhões de todo o ano anterior já no mês de julho.
 
O Porto de Itajaí também já movimentou mais de 5,8 milhões de toneladas de cargas em 2025 e repassa mensalmente R$ 2 milhões em ISS à Prefeitura de Itajaí, fortalecendo o orçamento municipal em áreas como saúde, educação e cultura.
 
Entre os investimentos estruturantes anunciados estão:
• Dragagem do canal do Rio Itajaí-Açu para -16m (R$ 90 milhões)
• Retirada do casco do navio Pallas, que há mais de um século limita o canal (R$ 23 milhões)
• Readequação do Molhe de Navegantes (R$ 64 milhões)
• Obras na Bacia de Evolução (R$ 68 milhões)
• Adensamento do RAC e entorno (R$ 45 milhões)
• Contenção da margem direita do canal (R$ 67 milhões)
• Subestações de energia e iluminação (R$ 20 milhões)
• Novo scanner de segurança (R$ 12 milhões)
• Construção do novo píer de cruzeiros, ao lado do Centreventos Marejada (R$ 300 milhões)
 
Também foram pontuadas ações voltadas à valorização dos trabalhadores portuários, articulação com sindicatos, e o avanço da medida provisória que cria a Autoridade Portuária de Itajaí, futura estatal que assumirá a gestão local do complexo.
 
Com R$ 689 milhões em investimentos federais já assegurados, o superintendente reforçou a importância do alinhamento com os poderes públicos para garantir a continuidade dos projetos. A visita à Alesc também marcou o fortalecimento do diálogo entre o Porto e a esfera estadual.
 
“Hoje conhecemos os dados do Porto de Itajaí e a importância da federalização para a economia de Santa Catarina”, afirmou o deputado Padre Pedro Baldissera.
EMBRAPA Suínos & Aves: 50 anos

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)
e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
 
A agropecuária brasileira moderna, robusta, inovadora e reconhecida mundialmente, deve parte substancial de sua notável trajetória à excelência científica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — Embrapa. Fundada em 26 de abril de 1973, esta instituição pública representa o ápice da capacidade nacional de produzir ciência aplicada ao desenvolvimento rural sustentável. Pavimentou o caminho para que o Brasil se tornasse uma potência na produção de alimentos, fibras e energia, aliando conhecimento técnico a uma visão estratégica que, ao longo de cinco décadas, revolucionou o campo brasileiro.


É motivo de especial orgulho para Santa Catarina ter sido escolhida como sede do centro de pesquisa que viria a se tornar a Embrapa Suínos e Aves, oficialmente instalada em Concórdia em junho de 1975. Três anos depois, a unidade incorporou também a avicultura, consolidando-se como referência nacional e internacional em pesquisa e inovação nas cadeias produtivas de suínos e aves. No último dia 13 de junho, comemoramos o cinquentenário dessa unidade de excelência, cuja atuação tem sido decisiva para o fortalecimento de um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro.


A trajetória da Embrapa Suínos e Aves é marcada por realizações memoráveis: desenvolvimento de vacinas, de tabelas de composição de alimentos, de testes diagnósticos, de programas de melhoramento genético e de tecnologias que impulsionaram, de forma notável, os níveis de produtividade e sustentabilidade da suinocultura e da avicultura. Estimativas apontam que, entre 1975 e 2010, a unidade contribuiu com 40% do progresso técnico da suinocultura brasileira e 20% da avicultura. Mais recentemente, passou por um vigoroso processo de modernização, que envolveu a reestruturação de seus laboratórios, o fortalecimento de parcerias com universidades e instituições públicas, a superação de desafios como a pandemia da Covid-19, e o lançamento de programas como o InovaPork e o InovaAvi, voltados à inovação aberta e à conexão com ecossistemas tecnológicos.


A sustentabilidade tornou-se pilar estruturante de suas ações, refletida em iniciativas como a geração de energia solar, o reaproveitamento de água da chuva, a reciclagem de resíduos e a incorporação de tecnologias de ponta nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia. A celebração dos 50 anos incluiu o lançamento da obra “Raízes, ciência e transformação: 50 anos de inovação da Embrapa Suínos e Aves”, o software BiosSui — voltado à avaliação da biosseguridade em granjas — e a exposição “50 Anos – No caminho da suinocultura e da avicultura”, que reafirma o compromisso institucional com o conhecimento e a memória científica.


Desde sua origem, a Embrapa demonstrou extraordinária capacidade de tropicalizar tecnologias, formando um corpo técnico altamente qualificado, com formação inclusive no exterior. As inovações transcendem a produtividade. O impacto econômico e social é vasto: segurança alimentar, redução da dependência externa, incremento das exportações, geração de renda e estímulo ao desenvolvimento regional. 


O Sistema Faesc/Senar-SC rende sua mais profunda reverência à Embrapa, por sua história, por seu presente e por seu futuro. Acreditamos, com firmeza, na centralidade da ciência e da inovação para o sucesso do agro. Reafirmamos a necessidade de investimentos contínuos e crescentes em pesquisa agropecuária, como condição para preservar a competitividade nacional e a segurança alimentar da população. A Embrapa é, e deve continuar sendo, protagonista na formulação de respostas técnicas e estratégicas aos desafios que se apresentam.
Ao celebrarmos o cinquentenário da Embrapa Suínos e Aves, celebramos, também, os milhares de profissionais que — com ética, competência e visão de futuro — têm feito da instituição um verdadeiro patrimônio do povo brasileiro. Sua atuação nos campos, nos laboratórios e nas parcerias constrói um Brasil mais justo, próspero e sustentável. A eles, nossa sincera homenagem e gratidão.

 

Microempresas impulsionam a geração de empregos e fortalecem a economia catarinense

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/ Arquivo / Secom

As microempresas foram responsáveis pela maior parte dos novos empregos em abril de 2025 em Santa Catarina. No mês de referência, as microempresas (ME) geraram 70,5% do saldo de empregos formais da Indústria, Construção, Comércio e Serviços no estado.

A Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) lançou nesta terça-feira, 24, uma nova edição do Informativo Mensal de Empregos. A publicação traz como destaque a análise do emprego por tamanho do estabelecimento. Os resultados têm como base os microdados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), analisados pela equipe de economistas da Diretoria de Políticas Públicas da Seplan.

“O catarinense é um povo empreendedor e o Estado tem criado um ambiente propício para o negócio próprio. Temos ações que facilitam a abertura de empresas, ampliam o crédito subsidiado e garantem segurança pública e segurança jurídica para quem deseja empreender”, destacou o governador Jorginho Mello.

No acumulado do ano, as microempresas criaram 41,8% das novas vagas de trabalho em solo catarinense, enquanto as grandes empresas geraram 24,2%, um índice também relevante. As pequenas e médias empresas ofereceram, juntas, 34% das novas contratações. Os dados evidenciam a dinâmica do mercado, onde os diferentes portes de empresas desempenham papéis complementares na oferta de emprego e fortalecimento da economia. 

O secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, avalia que os resultados refletem o investimento do Governo de Santa Catarina no subsídio a operações de crédito para micro e pequenas empresas do estado. “Os dados convergem para a evidência de que as políticas públicas têm favorecido a vitalidade econômica e o empreendedorismo, ao mesmo tempo que alavancam o emprego e a qualificação profissional”, afirmou Fabricio Oliveira.

Trata-se do subsídio para operações de crédito via Pronampe Santa Catarina e Juro Zero, que beneficiaram cerca de 30 mil CNPJs no último ano. Para tanto, foram aplicados R$37,8 milhões no fomento às microempresas, pequenas empresas e aos microempreendedores individuais (MEI).

Flexibilidade das microempresas
De acordo com o gerente de Avaliação e Monitoramento de Políticas Públicas da Seplan, Pietro Caldeirini Aruto, a relevante contribuição das microempresas na geração de empregos indica um setor empresarial dinâmico e resiliente. “As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 59% das novas vagas formais de trabalho. Esses segmentos são frequentemente mais adaptáveis às mudanças do mercado e podem reagir mais rapidamente às oportunidades”, afirmou.

Nesse sentido, o economista Pietro Aruto salienta a capilaridade da geração de renda por meio das microempresas, o que favorece a inclusão social. “Isto porque elas tendem a ser mais distribuídas, tanto geograficamente quanto setorialmente, beneficiando mais as comunidades e setores. Além disso, as microempresas diluem o risco de dependência apenas nas grandes empresas, que são mais suscetíveis a crises nacionais e internacionais”, completou Pietro.

Diante de tantos aspectos positivos, o secretário Fabricio Oliveira reforça a importância de considerar os desafios enfrentados pelas MEs, a fim de mitigar as possíveis vulnerabilidades. “O Governo do Estado continuará investindo em políticas públicas para o acesso ao crédito e à qualificação profissional e técnica dos empreendedores e colaboradores. Nosso papel é continuar fomentando a capacidade de crescimento e inovação das nossas empresas catarinenses”, afirmou Fabricio Oliveira.

Agricultura familiar é destaque na ExpoSuper 2025 aliando tradição, inovação e sustentabilidade

Guilherme e Valéria comemoram o sucesso do investimento na kombucha (Fotos: Renata Rosa / Epagri)

Reinventar formas de produzir alimentos artesanais utilizando tecnologias inovadoras ou apostar em novos produtos aproveitando a demanda crescente por alimentação saudável foram destaques na vitrine de negócios da ExpoSuper 2025, em Balneário Camboriú de 16 a 18 de junho. Agroindústrias familiares abertas há poucos anos estão conquistando mercado graças ao apoio da Epagri para inovar no campo, em setores inéditos no Estado.

Um bom exemplo é a Booch, uma empresa de kombucha, a bebida probiótica queridinha das nutricionistas, comandada pelos irmãos Guilherme e Valéria Peters, de Blumenau. Em 2021, a bebida foi regulamentada no Brasil e a fábrica, aberta em 2017, foi transferida para o sítio da família, em Rodeio, para aproveitar a água cristalina que brota de quatro nascentes. A água é essencial no processo de fabricação da kombucha, que é fermentada, rica em vitaminas, enzimas e minerais, essenciais para o equilíbrio da flora intestinal.

Guilherme conta que a ideia de investir na kombucha surgiu em uma viagem que fez aos Estados Unidos em 2015, quando o Brasil vivia a febre das cervejarias artesanais. Mas a demanda pela bebida por aqui ainda era pequena e a primeira empresa acabou fechando. Anos depois, vendo que a kombucha tinha se popularizado, ele apostou numa nova fábrica que produz a bebida naturalmente efervescente, já pensando no potencial do turismo rural. 

“Minha mãe fez cursos de jardim sensorial para enriquecer o ambiente, onde temos uma horta orgânica. Nossa ideia é que o sítio seja autossustentável e, para isso, já instalamos placas de energia solar”, revela. Valéria entrou para a empresa durante a pandemia, quando o hostel da família ficou inviável. Hoje a empresa produz 2.500 litros por mês nos sabores cramberry com limão, uva roxa e branca e gengibre, além de um vinagre e espumantes.

Terceira geração da família Schaade inova na piscicultura com pratos prontos 
Quando Norton Gabriel Schaade nasceu, em 1990, a família produzia carpas e bagres nas lagoas abertas pelo avô Nolberto que era, até então, rizicultor. Em 1996, a tilápia chegou com força à Agrolândia, fazendo com que a família, assim como outros produtores, investisse no peixe que teve ótima aceitação no mercado. A necessidade de uma estrutura para abrigar reuniões da associação fez com que abrissem, em 2000, um restaurante cujo menu se tornaria a base do catálogo da Schaadinha Pescados, criada por Norton em 2019.

“Os piscicultores tinham um sonho de ter uma indústria que beneficiasse a produção, aí eu larguei o emprego em uma metalurgia e idealizei a empresa, aproveitando as receitas de minha mãe Sônia”, conta o empresário, engenheiro de produção. E ele não quer parar por aí. Para agregar valor ao produto, Norton está investindo em comida pronta. “Eu quero parar de vender commodity (peixe in natura) e investir no produto temperado e empanado, um outro nicho de mercado”, revela. Hoje, o perfil consumidor é o foodservice (restaurantes, cozinhas industriais, peixarias e mercado). São 40 itens no catálogo, entre filés e petiscos. 

A geleia de figo da Bachmann está entre as cinco melhores do Brasil 
As receitas de doces da avó de Marlise Bachmann, 58 anos, sempre complementaram a renda da família de Rio do Sul em momentos decisivos. Ela começou vendendo para amigos e depois no Mercado Público, onde a fama cresceu a ponto de Marlise acreditar que poderia estar ali a semente de um negócio próprio. Ainda mais depois de fazer o curso de empreendedorismo feminino no campo da Epagri, o Flor-e-Ser.

“A Epagri está junto com a gente desde o início. Tanto nos cursos, como na orientação da extensionista, que nos ajudou a legalizar a atividade”, conta Marlise. Outro empurrão foi a necessidade do filho Gustavo, 30, formado em agronomia, de trabalhar na área após vencer a batalha contra a leucemia. “Eu era representante comercial e abandonei tudo para investir na agroindústria, graças a Deus, tá indo de vento em popa”, comemora.

Este ano, a Bachmann recebeu o Prêmio CNA Brasil, como uma das cinco melhores geleias do país. O portfólio, que começou com seis sabores de frutas produzidas por produtores locais, tem hoje 18 variedades e três opções salgadas (relish, caponata e tomate seco). E para atender a um público mais exigente, Marlise trocou o adoçante dos sabores morango e laranja por frutas naturalmente mais doces, como mamão e manga. 

Receitas ancestrais e apoio da Epagri impulsionaram a Bachmann de Rio do Sul 
Em apenas três anos de atividade, as geleias Bachmann estão nos empórios, confeitarias, café e hotéis, assim como hamburguerias e bruscheterias não só em Santa Catarina, como em toda a região Sul e estados do sudeste e nordeste, graças às vendas diretas nas redes sociais. 

Tradição centenária na fabricação de cachaça ganha sofisticação no Alambique Rein
Há exatos 100 anos, a família Rein produz cachaça em Luiz Alves, contudo o tataraneto Orécio não queria continuar no mesmo sistema de produção, mas investir em inovação e melhorar a qualidade da bebida símbolo do Brasil. Aos 20 anos, ele vendeu sua parte no negócio da família e abriu o Alambique Rein com a esposa. Quinze anos depois, o portfólio possui 27 rótulos, entre cachaça clássica, envelhecidas em barril de carvalho, licores, bitter e gin. 

“No começo, os imigrantes alemães que produziam cachaça, cultivavam cana-de-açúcar e produziam açúcar, que era exportado através do porto de Itajaí para a Europa. Minha família continuou fornecendo cachaça, açúcar e melado para a indústria. Mas eu queria vender direto para as lojas, atingir outros públicos, por isso feiras como esta são importantes. O consumidor final prova as bebidas e influencia grandes lojas de varejo”, explica.

Para atingir um público classe A, Orécio investiu na cachaça envelhecida 12 anos em barris de carvalho, jequitibá e amburana. Para um público jovem e feminino, criou licores perfumados com canela, jambu e banana, mel e melado. E para agradar paladares apurados, o gin e bitter, que leva 14 ervas na receita. Atualmente, o público consumidor está na região Sul, Chile e França. Por ano, a empresa produz 60 mil litros.

O Alambique Rein é uma das 10 empresas abrangidas pelo Selo Arte e pela Indicação Geográfica (IG), conquistada em agosto de 2024. A particularidade que dá sabor único ao produto é a utilização de leveduras naturais, que proporciona uma fermentação de baixa velocidade e produz álcoois de alta qualidade. 

Popularização do consumo de cogumelos abriu nicho de mercado no Vale do Itajaí
Quando Gustavo Silveira, 42, visitou a Europa, em 2012, ficou impressionado com a venda de cogumelos a granel nos mercados e voltou com a certeza que queria investir no produto. Mas o terreno que tinha, em Gaspar, era acidentado e o clima era pouco propício. Então, através de uma produtora, soube que, em vez de cultivar em madeira, que leva um ano e meio para colher, era possível produzir em um substrato, reduzindo o tempo para quatro meses. Hoje, a Vale Europeu é a única do Estado a produzir shitake, paris, shimeji e portobello. E o negócio está indo tão bem que ele já planeja produzir hambúrguer vegano e risoto.

Já em Massaranduba, é a união de produtores de banana que está transformando a produção. A Cooperban, fundada por 53 famílias há 15 anos, estava na feira para divulgar guloseimas que diminuem o desperdício e asseguram a renda de produtores, graças ao aproveitamento da fruta quando fica inadequada para o consumo in natura. 

“Quando a fruta está muito madura, recolhemos o produto dos mercados e transformamos em balas, banana passa e barrinhas, cuja versão sem açúcar são próprias para academias”, afirma a engenheira-agrônoma, Juniele Pivetta Sureck, 44. Ela conta que a cooperativa também é parceira do projeto Mesa Brasil, do Sesc, e fornece a fruta para a merenda escolar de escolas do Oeste e do Paraná. A produção mensal chega a 25 toneladas.

Economia & Negócios: Novela interminável

Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Novela interminável

O Ministério Público Federal em SC concordou com o reconhecimento da competência do Instituto do Meio Ambiente de SC, quanto a continuidade do licenciamento da marina da Beira-Norte, no centro de Florianópolis. O acordo foi firmado recentemente, com um incômodo porém: o MPF não aceitou a extinção da ação civil pública, que agora será convertida em uma ação para execução, permanecendo no âmbito da Justiça Federal. Resumo: a novela continua em boa parte movida por vaidades.

Estrela

O itajaiense Júnior Rostirola, autor do livro “Café com Deus Pai”, o mais vendido no ano passado e com leitores famosos, como o craque Cristiano Ronaldo, foi o responsável pela extensa fila de fãs em busca de autógrafos em seus exemplares na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. O sucesso é tal que ele teve um estande próprio no evento, com todas as suas publicações.

Mais bonita

Jornal que raramente da importância a SC, em recente edição o Correio Brasiliense publicou extensa reportagem em que atribuiu a Florianópolis o título de cidade “mais bonita do Brasil” em 2025, além das belezas naturais, sua infraestrutura moderna, com bairros planejados, gastronomia diversificada e uma vida noturna animada. Também preserva construções históricas, como a ponte Hercílio Luz e o Mercado Público, que ajudam a contar a história local e atraem quem busca experiências culturais autênticas. O mesmo jornal, que é o mais lido pela elite do poder do país, publicou também que a capital catarinense está entre as três do país reconhecidas por suas características favoráveis para aposentados, levando em conta aspectos como clima, acesso a serviços e oportunidades de socialização. As outras duas são Poços de Caldas (MG) e Petrópolis (RJ).

Vagas de emprego

O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Brusque atualizou as vagas de emprego disponíveis para Brusque que agora são 240. Há cargos para todos os níveis de escolaridade, com pré-requisito desde o nível fundamental ao superior e opções para pessoas com deficiência. O Sine está localizado na Praça da Cidadania, no Centro. Para realizar o cadastro é necessário apresentar documentos pessoais, como RG, CPF e carteira de trabalho. A lista completa de vagas está disponível no site da prefeitura.

Eletrolar

A Fischer, uma das mais tradicionais fabricantes brasileiras de eletrodomésticos, já se prepara  para sua participação na Eletrolar Show 2025, que acontece entre os dias 23 e 25 deste mês de junho, em São Paulo. Com quase seis décadas de história e produção nacional sediada em Brusque, a empresa levará ao maior evento B2B de eletroeletrônicos da América Latina uma série de lançamentos estratégicos, com foco em inovação, eficiência energética e conexão com o novo perfil do consumidor brasileiro. Entre as novidades que serão apresentadas no evento, destacam-se os novos modelos de fornos elétricos, coifas com tecnologia inteligente, cooktops de indução e os mais recentes lançamentos da linha de airfryers.

Recorde

A Motiva, empresa que administra o aeroporto de Joinville, festeja um recorde de movimento no terminal em abril e maio, aproximadamente 100 mil viajantes. Só em abril, o aumento foi de 20%, enquanto maio teve uma alta de 24% na comparação anual. De hoje a 22 , devido ao feriado, a circulação esperada [é de 8 mil pessoas.

Exame da Ordem

O presidente da OAB-SC se posicionou sobre a prova nacional para ingresso na entidade, que ganhou polêmica por exigir a redação de uma peça prática de Direito do Trabalho, que não é consenso. Explica que as seccionais não participam do processo e não têm ingerência sobre a prova. Mas garante que a OAB-SC não está indiferente, mesmo acompanhando o caso, alinhada com a OAB nacional e que a Fundação Getúlio Vargas, realizadora do certame, já foi cobrada, O assunto está em análise pela coordenação nacional do Exame da Ordem e pela FGV, entes competentes para decidir a questão.

Maçã doce

Diz a Associação Brasileira de Produtores de Maçã que o país encerrará a temporada com colheita de 850 mil toneladas (quase a metade em SC), alta de 2,16% em relação à produção de 2024, O diferencial, que tanto conquista o consumidor, é que com o quadro climático muito favorável nos últimos meses, nunca se colheu um fruto tão doce como agora.

Imigração

É principalmente nos supermercados que se pode constatar nos caixas, a presença de um sotaque que a princípio pode ser tomado como de qualquer país sul-americano. A surpresa é cubana. Excluídos dos EUA por Trump, trocaram Miami pelo sul do Brasil, começando por Curitiba. Dados de maio do Sistema de Registro Nacional Migratório indicam que em SC há 179,2 mil migrantes. Os países com maior número de imigrantes vivendo nos Estados Unidos são a Venezuela, Haiti e Argentina.

Fraude

Se as prefeituras, Tribunal de Contas, Polícia Civil e correlatas forem checar a autenticidade de diplomas, principalmente de ensino médio, de candidatos aprovados em seus concursos públicos, terão enormes surpresas.

Hermanos

Como foi divulgado, no verão catarinense deste ano, os argentinos foram 28,8% dos visitantes. Em Florianópolis, foram 55,5% da totalidade de turistas e quase a metade (45,5%) dos estrangeiros, conforme levantamento da Fecomércio-SC. Praticamente, todos tinham compras no roteiro. Cada grupo de argentinos fez R$ 12,6 mil em gastos, alta de quase 30% ante o verão anterior.

Desastre

Em duas páginas o catarinense Ricardo Faria, o “rei do ovo”, disse no portal da Folha de São Paulo o que quase totalidade dos empresários vem dizendo intramuros, sempre com receio de expressar publicamente, temendo as patrulhas que se conhece que é um desastre contratar no Brasil pois as pessoas estão viciadas no Bolsa Família, se indispondo convites para treinar e conseguir uma vida melhor, porque estão presas no programa.

Analfabetismo

A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais no Brasil recuou de 5,4% em 2023 para 5,2%, acabada de divulgar o IBGE. Quanto ao recorde por unidade da federação, Alagoas teve a proporção mais elevada: 14,3%, Piauí 13,8%, Paraíba 12,8%, e Ceará 11,7% vieram na sequência: Distrito Federal  mostrou a menor taxa do país: 1,8%, SC 1,9%. Rio de Janeiro 2% e São Paulo 2,3% também se destacaram entre as proporções mais reduzidas.

Vacina: ontem e hoje

Segundo uma nota da Gazeta Brusquense de 20 de setembro de 1917, uma munícipe tinha chegado de Blumenau contagiada pela varíola ou por uma grave varicela, não se sabia ao certo. Logo que tentou conhecimento da notícia, o prefeito da época Vicente Schaefer, telegrafou ao secretário-geral do Estado pedindo que mandasse a Brusque um Delegado de Hygiene e também vacina, a fim de prevenir uma possível epidemia na cidade e mandou isolar a casa de Carl Nuss. Cidade pequena, pouco mais de mil pessoas o centro urbano, todos logo ficaram sabendo quem era a doente infectada. E, como há pouco tempo, desviávamos do próximo com medo da Covid-19, os vizinhos passavam ao largo da sitiada casa da família Nuss. Da doença contagiosa, todos sofrem.

Católicos são maioria

Dados sobre religião do Censo 2022, apontam que a maioria dos moradores de Brusque são católicos. O levantamento foi divulgado pelo IBGE. Do total de 141,3 mil moradores do município em 2022, 82,3 mil são católicos, equivalentes a 66,6%. Em seguida, aparecem os evangélicos com um total de 30,6 mil um percentual de 24,8%. Entre os moradores de Brusque que não possuem religião, somam4,39%.

Multilog vence o prêmio Sindusfarma de Qualidade 2025

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do País, venceu o prêmio Sindusfarma de Qualidade 2025 na categoria de prestador de serviços de Armazenagem de medicamentos em recintos alfandegados de zona secundária, e ficou em segundo lugar na categoria de transporte de medicamentos.
 
“Receber o Prêmio Sindusfarma de Qualidade é um reconhecimento extremamente relevante para a Multilog, pois comprova que nossas operações atendem aos mais altos padrões exigidos pela indústria farmacêutica”, afirma Michele Monteiro, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Multilog. “Esse prêmio é concedido por um dos órgãos mais respeitados do setor, e ser escolhido por nossos próprios clientes reforça nosso compromisso com a qualidade, a conformidade regulatória e a segurança de ponta a ponta na cadeia logística”, destaca.
 
Os Polos de Saúde de Barueri (SP) e Itajaí (SC) concentram os maiores armazéns da Multilog destinados aos produtos da indústria farmacêutica. Adicionalmente, a empresa atua com recintos preparados para receber medicamentos em Campinas (SP) e no bairro da Mooca, na capital paulista. 
 
As operações 24x7 em todas as unidades, o monitoramento de temperatura, a presença de farmacêutica dedicada, a garantia oferecida por conta de apólices de seguro robustas e o trânsito simplificado das mercadorias através das DTA-S (Declaração de Trânsito Aduaneiro -Simplificada) são diferenciais competitivos da Multilog que colaboraram para a conquista do prêmio. 
 
A empresa também possui forte presença logística nas principais portas de entrada de medicamentos no País, bem como presença em portos e aeroportos. A Multilog atende mais de 750 empresas do setor de saúde e como principais clientes destacam-se e AbbVie, Boston Scientific Brasil e Roche, entre outros. 
 
“A premiação nos posiciona como um parceiro estratégico para empresas do setor de saúde que buscam não apenas armazenagem, mas confiabilidade, rastreabilidade e excelência no atendimento aos requisitos da Anvisa e da Receita Federal”, observa Michele, mencionando que este reconhecimento de qualidade também valida todos os investimentos realizados pela Multilog em infraestrutura, tecnologia e capacitação de pessoas. 
 
Sobre a Multilog
A Multilog se posiciona como uma plataforma consolidadora de operações logísticas no País. É líder na administração de recintos alfandegados no Brasil, incluindo os pontos de fronteiras secas no Mercosul. Possui certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA) para atuar em cinco centros logísticos industriais e aduaneiros e dois portos secos. Possui 2 escritórios corporativos e 35 unidades com 2,2 milhões m² de áreas de armazenagem. Atende clientes de diversos setores, incluindo alimentos, bens de consumo, saúde, químico, automotivo & industrial, agronegócio e tech.
 
Fundada em Santa Catarina, com mais de duas décadas de expertise de logística, a empresa recebeu a autorização da primeira Estação Aduaneira do Interior (EADI) em 1996, começando a operar. Em 2016, passou a atuar no Paraná e no Rio Grande do Sul após aquisição de outras empresas do mercado e, ao final de 2017, iniciou em São Paulo. Em 2022, seguindo o projeto de expansão, realizou duas aquisições, que contemplam unidades distribuídas no Nordeste, em São Paulo e Santa Catarina. Em 2023, em novo ciclo de crescimento, inaugurou o Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC), o Armazém Geral Químico de Itajaí (SC) e o novo Polo de Saúde de Alphaville (SP).

 

SENAI/SC abre inscrições para 18 cursos na área de Tecnologia da Informação
O SENAI/SC está com inscrições abertas para 18 cursos profissionais presenciais na área de Tecnologia da Informação, uma das que mais crescem e geram empregos em Santa Catarina.
 
As formações são voltadas a quem busca qualificação em atividades ligadas ao uso de computadores, redes, sistemas e dados no ambiente organizacional.
 
Entre os cursos oferecidos estão Programação em linguagem Python, Lógica de programação, Segurança cibernética, Tecnologias 4.0 com inteligência artificial, Desenvolvimento de jogos digitais e Informática básica. Há opções para iniciantes e profissionais experientes.
 
Além de TI, o SENAI/SC oferece cursos nas áreas de alimentos, construção civil, design e comunicação, eletrônica e automação, gestão, logística, segurança do trabalho e manufatura. As aulas podem ser presenciais, semipresenciais ou EAD, conforme a formação escolhida.
 
Em 2024, mais de 208 mil estudantes participaram dos cursos profissionais da instituição, referência em educação profissional há mais de 70 anos.
 
MERCADO
 
A área de TI organiza, protege e garante o acesso eficiente à informação por meio de softwares, bancos de dados, internet e equipamentos. É uma das mais relevantes dentro do setor tecnológico.
 
Segundo a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), Santa Catarina abriga mais de 27 mil empresas do setor, o equivalente a 4,7% dos negócios de tecnologia do país. O estado é o sexto maior polo nacional neste segmento.
Santa Catarina avança na Ásia e consolida parcerias estratégicas com Japão e China
A missão oficial liderada pelo governador Jorginho Mello ao Japão e à China, entre os dias 12 e 25 de junho, marcou um novo momento para Santa Catarina na diplomacia econômica e na projeção internacional do Estado.
 
Durante os 12 dias de agenda, foram estabelecidas parcerias concretas e abertas frentes estratégicas em diversas áreas, evidenciando a excelência, a confiabilidade e o espírito inovador catarinense no cenário global.
 
No Japão, o Estado firmou acordos importantes, como a renovação da parceria com a província de Aomori, irmã de Santa Catarina há mais de 40 anos. A ampliação da cooperação na área da aquicultura foi um dos destaques. Também foi assinada uma Carta de Intenções com o governo japonês, voltada à infraestrutura, logística e à exportação de grãos, com foco especial no Porto de São Francisco do Sul. Outro avanço foi o entendimento com a Marubeni Corporation, sinalizando novos investimentos no setor portuário e logístico.
 
Durante o SC Day, na Embaixada do Brasil em Tóquio, a comitiva catarinense se reuniu com empresas como Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, Marubeni e Japan Desk do Banco do Brasil. A missão buscou promover oportunidades para investimentos e ampliar a presença de Santa Catarina em projetos internacionais de grande impacto.
 
Outro ponto relevante foi o avanço na abertura do mercado japonês para a carne bovina catarinense. O Japão será o primeiro país asiático a importar carne bovina com rastreabilidade total — um diferencial do modelo sanitário catarinense, o único do Brasil com 100% de controle da origem do rebanho.
 
Na China, o foco foi a inovação, infraestrutura e industrialização. Houve negociações para a instalação de uma linha de montagem de aviões e reuniões com a Power China para viabilizar uma usina fotovoltaica em Santa Catarina. O Estado também foi apresentado como referência em inteligência artificial.
 
A missão incluiu visitas à CRRC, empresa especializada em trens de alta velocidade, além de reuniões com prefeitos e líderes chineses em busca de parcerias municipais.
 
Ao final, a missão reforça Santa Catarina como um polo confiável, competitivo e pronto para liderar iniciativas de desenvolvimento e inovação no cenário internacional.
 
Artigo do Paulo Bornhausen 
Secretário de Estado de Articulação Internacional
Catarinenses têm quase 2 milhões de dívidas com os bancos que podem ser quitadas por até R$100, revela Serasa

Em meio ao mutirão emergencial que reúne os 40 principais bancos e financeiras do país, a Serasa informa que aproximadamente 11 milhões de brasileiros podem quitar suas pendências com instituições financeiras com, no máximo, R$100. A ação liderada pela Serasa oferece condições especiais com mais de 40 bancos e financeiras até 30 de junho.

Em Santa Catarina, são 1,7 milhões de ofertas para os consumidores quitarem dívidas bancárias com até R$ 100,00 e mais de 742 mil ofertas para quitação com até R$ 50,00. Das 13 milhões de ofertas disponibilizadas pelos bancos no estado, 1,3 milhão possuem desconto de 97% do valor original.

No país, um total de 56 milhões de dívidas podem ser negociadas com valores que não ultrapassam os R$100,00 – sendo que 23 milhões delas podem ser resolvidas por menos de R$ 50,00. O cadastro da Serasa, o maior do país, mostra que 35 milhões de consumidores brasileiros estão em débito com bancos, tendo o cartão de crédito, o financiamento e o cheque especial, nesta ordem, como os vilões deste endividamento.

A inadimplência no país

O mais recente Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa registra que há 77 milhões de pessoas com o CPF negativado pelo credor. O volume equivale a 47,3% da população adulta.

A dívida média do consumidor brasileiro chegou a R$ 6.036,94, o equivalente a quatro salários-mínimos. Os bancos aparecem como a principal origem dessas pendências, responsáveis por 27,8% do total. Em seguida, estão as contas básicas, como luz e água (20%), e as financeiras (19%), empresas que concedem crédito, mas não se caracterizam como bancos.

A razão do mutirão

“Nossas pesquisas revelam que 38% dos brasileiros com dívidas em bancos e financeiras estão negativados por causa do cartão de crédito há mais de dois anos, sendo que 46% deles já tentaram negociar a dívida, mas não conseguiram um bom acordo”, revela Aline Maciel, especialista em educação financeira da Serasa. “Por isso nos unimos a 40 bancos para ampliar o alcance das condições especiais e oferecer oportunidades reais de renegociação”, explica.

Canais oficiais da Serasa para negociação:

  • Site: http://www.serasalimpanome.com.br
  • App Serasa no Google Play e App Store  
  • WhatsApp: (11) 99575-2096  
  • Correios: consumidores podem negociar dívidas do Serasa Limpa Nome nas mais de 10 mil agências dos Correios espalhadas pelo país, mediante a uma taxa de R$ 4,60 por acordo realizado e R$ 3,30 por consulta a acordos (reimpressão de 2ª via de boletos). 

Como negociar no mutirão Serasa e bancos?

1º Passo – Baixe o app da Serasa:

Faça o download do aplicativo da Serasa no celular (disponível para Android e iOS), digite o seu CPF e preencha um breve cadastro. Ao acessar a plataforma, todas as informações financeiras do consumidor já aparecerão na tela, como a existência de possíveis dívidas e a pontuação do Serasa Score.    

2º Passo – Escolha a oferta:     

Após selecionar a opção “Ver ofertas”, é possível verificar as condições oferecidas para pagamento com o desconto do Serasa Limpa Nome já aplicado. Basta clicar em uma das dívidas disponíveis e serão apresentadas as opções para renegociar cada débito. Para fazer um acordo, clique no campo “Negociar” de cada uma das ofertas”.    

3 º Passo – Revise e finalize o acordo:    

Escolha a opção que desejar e a forma de pagamento de sua preferência. Caso seja boleto, você pode copiar o código, baixar ou solicitar o envio via WhatsApp. Se optar pela opção do Pix, selecione o dia para vencimento e a quantidade de parcelas desejada. Depois, confirme as informações, revisando todas as condições apresentadas, e clique em “Concluir acordo”.  

4º Passo – Faça o pagamento do acordo:      

Ao fechar seu acordo, você deve realizar o pagamento de acordo com as condições definidas na etapa anterior. Para pagar com o Pix, clique em “Copiar chave Pix” e cole no aplicativo da instituição bancária para prosseguir.  

Sobre a Serasa  

Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais.   

 Mais informações em www.serasa.com.br e pelas redes sociais no @serasa.  

Criatividade vira competência essencial ao trabalhador na era da inteligência artificial
Na era da inteligência artificial, a criatividade vem sendo apontada por especialistas como uma das principais vantagens dos profissionais humanos em relação às máquinas.
 
“A criatividade deixou de ser uma habilidade exclusiva de áreas artísticas e ganhou espaço em funções técnicas e operacionais”, diz a professora brasileira Flaw Bone, LinkedIn Top Voice.
 
Enquanto a IA executa tarefas com base em dados, cabe às pessoas imaginar o que ainda não foi feito.
 
“Muitas pessoas consideram a criatividade um traço inato. [...] Hoje, existe um consenso de que traços de personalidade têm um componente inerente, mas também se desenvolvem ao longo da vida das pessoas, mesmo após os 50 anos”, afirma o professor belga Filip de Fruyt, especialista em criatividade.
 
A Indústria News lista abaixo como o trabalhador pode treinar criatividade:
 
1. Pratique o pensamento lateral – Resolva problemas de forma não convencional. Use desafios como quebra-cabeças criativos ou charadas lógicas para treinar o cérebro a pensar por outros caminhos.
 
2. Mude de ambiente intencionalmente – Trabalhar ou pensar em lugares diferentes estimula novas conexões. A mudança física ajuda a sair do piloto automático mental.
 
3. Aprenda algo novo regularmente – Estudar um instrumento musical, um idioma ou até origami obriga o cérebro a criar novas redes e ativa áreas ligadas à criatividade.
 
4. Escreva sem filtro – Durante cinco minutos, escreva tudo o que vier à cabeça sobre um tema, sem parar para julgar ou corrigir. Esta técnica libera ideias escondidas.
 
5. Estimule os dois lados do cérebro – Atividades como desenhar, cozinhar sem receita ou montar algo com as mãos ativam o lado direito do cérebro, mais ligado à imaginação.
 
6. Faça associações inusitadas – Escolha dois objetos ou conceitos aleatórios e tente imaginar o que eles teriam em comum. Isso fortalece a conexão entre ideias distantes.
 
7. Medite regularmente – A meditação melhora o foco e reduz o ruído mental. Com menos distrações, o cérebro processa melhor ideias e combinações.
 
8. Mude a ordem das tarefas diárias – Trocar a sequência habitual (como tomar banho antes do café) estimula o cérebro a sair da rotina e buscar novas formas de operar.
 
9. Limite-se de propósito – Trabalhar com restrições (tempo, materiais, espaço) obriga o cérebro a buscar soluções criativas com o que está disponível.
 
10. Reserve tempo para pensar – Criatividade precisa de respiro. Um tempo longe da pressão imediata favorece insights valiosos.
 
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas
Estrada Boa: obras das áreas de escape na Serra Dona Francisca começam nesta segunda com sistema siga e pare
Foto: Mauricio Vieira / Arquivo / SECOM
 
As obras nas duas áreas de escape na Serra Dona Francisca começam nesta segunda-feira, 23, a partir das 8h. Haverá uma grande mobilização do maquinário pesado a partir do canteiro de obras já instalado pela empresa vencedora da licitação. 
 
Como se trata de uma obra complexa e inédita no estado – Santa Catarina ainda não tem áreas de escape com as que existem na BR-376, no Paraná – a rodovia funcionará no sistema siga e pare entre os quilômetros 15 e 18 da SC-418 até que haja segurança para que via volte a ser totalmente liberada.
 
Toda a operação será coordenada com a parceira da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). 
 
Os trabalhos da obra aguardada há mais de 20 anos começarão com a terraplenagem e a construção de muros de contenção da encosta. O anúncio da obra foi feito pelo governador Jorginho Mello no mês de abril, durante a etapa do Programa Santa Catarina Levada a Sério – Prestando Contas em Joinville.
 
O secretário de  Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, lembra que esta obra começa a virar realidade depois de muito tempo. “O Programa Estrada Boa é um sucesso, é uma realidade e está transformando Santa Catarina. Essas serão as duas primeiras áreas de escape no Estado. Até hoje, ninguém fez e o governo Jorginho Mello está fazendo. O governador é assim. Não tem conversa mole. Quando ele fala, acontece”, destaca Comper
 
A Serra já está mais segura
Desde 2023, a atual gestão vem implantando uma série de melhorias na Serra Dona Francisca (confira abaixo). As duas áreas de escape constantes neste edital foram desmembradas de um projeto maior justamente para dar mais agilidade às obras. O secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, explica que os investimentos chegam a aproximadamente R$ 35 milhões. As duas áreas de escape serão construídas nos Kms 15,3 e 17,4 da SC-418.
 
Manutenção
A Secretaria da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) mantém serviços constantes de manutenção e melhorias para a segurança no tráfego da Serra Dona Francisca.
 
Além do projeto de implantação das duas áreas de escape, nos KMs 15 e 17,4, da SC-418, os trabalhos não param.
 
:: Principais ações e serviços na Serra desde 2023
 
Implantação de Defensas metálicas
Reconstrução do aterro de proteção de curva
Reconstrução de aterro lateral de pista
Pinturas
Travessia elevada no pé da serra
Placas de sonorização
Linha de estímulo de redução de velocidade
Manutenção de placas de sinalização
Recolocação de delineadores
Substituição de placa em semipórtico
Pintura de eixos, bordo e legenda
Implantação de tachas refletivas
Pintura de faixas transversais com efeito sonoro
Reconstrução de aterro lateral
Fresagem e repavimentação em vários pontos
Serviços de tapa-buracos
Reconstrução de talude na curva do KM 15
Limpeza de sarjetas e camada vegetal
Pintura de abrigo de passageiros
Roçadas
Execução e manutenção de drenagem
Estrada Boa
A construção das duas áreas de escape é mais uma obra ousada que está sendo gerida pela Secretaria da Infraestrutura. Também é mais uma demanda antiga da comunidade. A obra faz parte do Programa Estrada Boa, o maior da história rodoviária de Santa Catarina e que conta com investimentos de R$ 3,5 bilhões.
Reunião marca avanço decisivo para SC contar com montadora de carros elétricos
Santa Catarina deu um passo importante nas negociações para a instalação da montadora chinesa de veículos elétricos JMEV no estado. Neste domingo (22), em Pequim, na China, uma reunião entre a comitiva catarinense e executivos da JMEV reforçou o interesse mútuo no projeto e consolidou o diálogo institucional entre as partes.
 
“Este foi o ‘start’ para que a InvestSC possa apresentar uma relação de incentivos do nosso Estado, para que a empresa avalie e assim, quem sabe, em um futuro breve, nós tenhamos essa notícia boa para nosso estado”, comemorou o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Krelling (MDB).
 
O InvestSC é um programa criado pelo Executivo estadual em 2021, com o objetivo de atrair novos investidores e negócios para Santa Catarina.
 
“O compromisso que a JMEV está assumindo de se instalar em Santa Catarina em um passo seguinte, com montadora, com fábrica, é fruto justamente daquilo que é a nossa intenção, de estarmos aqui para atrairmos investidores para Santa Catarina”, acrescentou o deputado Mauro de Nadal (MDB).
 
Os demais parlamentares presentes na missão destacaram a importância da Assembleia Legislativa nessa articulação.
 
“Acredito que o grande momento positivo dessa missão foi nós conseguirmos promover a aproximação entre a empresa e o governo do Estado, para a partir de agora, avançarmos com as questões burocráticas. A empresa já manifestou a intenção de fabricar este veículo popular para ser vendido no Brasil e comercializado em toda a América Latina, então é veículo que pode ser montado em Santa Catarina, e que será vendido em outros países”, disse o deputado Fabiano da Luz (PT).
 
“É um sonho que começa agora, com a presença dos deputados. Isso fortalece o Parlamento catarinense e demonstra nossa vontade em contribuir com o estado, não só na questão legislativa, mas nesta interlocução permanente com grandes investidores e investimentos para Santa Catarina”, concluiu o deputado Rodrigo Minotto (PDT).
 
Durante o encontro, o governador Jorginho Mello (PL) destacou que Santa Catarina já conta com outras montadoras instaladas, o que demonstra a expertise do estado no setor automotivo. Ele também determinou que técnicos do governo catarinense mantenham contato direto com a direção da empresa para que sejam elaborados os documentos necessários ao andamento do processo de implementação da unidade da JMEV em solo catarinense.
 
O avanço nas tratativas é fruto direto da reunião realizada na última segunda-feira (16), em Nanchang — capital da província de Jiangxi —, onde os deputados estaduais Fernando Krelling, Mauro De Nadal (MDB), Fabiano da Luz e Rodrigo Minotto visitaram a sede da JMEV e apresentaram as potencialidades econômicas de Santa Catarina.
 
Entre os diferenciais apresentados estão os setores de tecnologia, metal-mecânica e inovação, considerados estratégicos para os planos de expansão global da empresa.
 
Sobre a JMEV
-Produz anualmente cerca de 100 mil carros elétricos
-Fundada em 2015, com sede na província de Jiangxi, na China
-Atua com foco em tecnologia, sustentabilidade e veículos compactos e médios
-Está em processo de expansão para novos mercados internacionais
-Especializada em carros elétricos compactos e médios
 
Com informações de Adriano Piekas
Foto: Adriano Piekas
 
Governador visita fábrica da Nidec na China e apresenta potenciais de SC para atrair novos investimentos
Foto: Divulgação/Secom/GOVSC
 
O governador de Santa Catarina esteve nesta segunda-feira, 23, em Pequim, na China, para visitar a fábrica da Nidec Global Appliance, antiga Embraco, primeira empresa brasileira a se instalar em solo chinês. A unidade da Nidec em Pequim mantém a tradição catarinense na fabricação de compressores, reforçando o protagonismo industrial de Joinville no setor.
 
Durante a visita, também foi apresentada à comitiva catarinense a linha de produção de clientes da Nidec, como a empresa Hiron, especializada na produção de displays para refrigeradores comerciais.
 
Fundada em 1993, a Hiron é uma das principais fornecedoras mundiais de soluções em refrigeração comercial. Seus produtos estão presentes em redes de supermercados, lojas de conveniência e estabelecimentos de alimentação em mais de 80 países. A parceria com a Nidec, que fornece os compressores utilizados nos equipamentos da Hiron, é estratégica e de longa data.
 
O governador destacou a importância de posicionar Santa Catarina como um destino estratégico de novos investimentos internacionais para fortalecer a economia do Estado e diversificar a matriz industrial catarinense.
 
“Santa Catarina tem um ambiente de negócios competitivo, mão de obra qualificada e uma localização logística estratégica. Queremos ser cada vez mais um destino atrativo para indústrias de alta tecnologia”, afirmou o governador.
 
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Brasil assume 2º lugar em ranking global de juros reais, Atrás Apenas da Turquia

O Brasil passou a ocupar a segunda posição no ranking mundial de juros reais, atrás apenas da Turquia, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar a taxa básica de juros (Selic) para 15% ao ano. O aumento de 0,25 ponto percentual, anunciado na quarta-feira (18), levou a taxa de juros reais do país — descontada a inflação — de 8,65% para 9,53% ao ano, segundo levantamento do portal Money You em parceria com a Lev Intelligence.

A Turquia lidera a lista com juros reais de 14,44% ao ano. Após o Brasil, vêm Rússia (7,63%), Argentina (6,70%) e África do Sul (5,54%). A taxa real é calculada a partir da estimativa dos juros de mercado para os próximos 12 meses, descontada da inflação projetada para o mesmo período.

A decisão do Copom foi unânime, mas contrariou expectativas de parte do mercado, que previa manutenção da Selic ou até mesmo um corte, diante do cenário de desaceleração econômica. O aumento levou a taxa ao maior patamar desde julho de 2006 e provocou críticas de setores políticos do governo.

Em comunicado, o Banco Central justificou que “para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”. O BC também destacou que as projeções de inflação seguem acima da meta, com expectativas para 2025 e 2026 situadas, respectivamente, em 5,2% e 4,5%.

O relatório da Lev Intelligence observa que “as atenções se voltam ao Brasil”, especialmente diante de uma conjuntura marcada por incertezas fiscais e geopolíticas. O documento menciona o impacto de eventos externos, como a escalada de tensões no Oriente Médio, e problemas internos, como a desconfiança do mercado em relação à condução da política econômica do governo.

Sebrae/SC impulsiona a participação de empresas na ExpoSuper 2025

O Sebrae/SC mais uma vez marca presença de forma expressiva na 36ª edição da Exposuper, o maior evento de negócios e convenção do varejo de Santa Catarina. A feira será realizada entre os dias 16 e 18 de junho no Expocentro, em Balneário Camboriú, e promete reunir mais de 25 mil visitantes e 500 marcas expositoras. Com foco no fortalecimento das micro e pequenas empresas a entidade está apoiando a participação de 30 negócios de todas as regiões do estado para exporem seus produtos e serviços.

A iniciativa é resultado do projeto setorial de Alimentos e Bebidas – desenvolvido em todas as regiões de Santa Catarina, que ao longo dos meses implementa ações para aumentar o desempenho econômico e a competitividade das empresas do setor, tanto no mercado nacional quanto internacional. Esses projetos contam com consultorias em gestão e inovação, missões empresariais e o acesso a mercado, ou seja, a participação em feiras do segmento.

Segundo dados do Sebrae/SC, desde a última edição, as empresas apoiadas pela entidade que expuseram seus produtos registraram um aumento médio de 65% no faturamento, o que comprova que as feiras de negócios são uma excelente oportunidade para ampliar a visibilidade e o reconhecimento da marca e promover a prospecção de novos clientes. O evento é dedicado especialmente a empresários e profissionais do setor supermercadista, atacadistas, distribuidores, varejistas, padarias, lojas de conveniência, serviços de alimentação e fornecedores de produtos, equipamentos e serviços para supermercados.

O analista de negócios do Sebrae/SC, Adriano Oliveira Alves, destaca que a ExpoSuper é um dos mais importantes eventos do setor no país, reunindo especialistas da indústria alimentícia, com soluções inovadoras e lançamentos de produtos. "O Sebrae/SC tem orgulho em incentivar a participação dos pequenos empresários em feiras desse porte, que representam pontos de encontro estratégicos para a troca de experiências e a geração de novos negócios, fortalecendo a visibilidade e a competitividade das empresas”, comenta. 

Duas empresas apoiadas pela Regional Foz do Sebrae/SC, participam da ExpoSuper - a Benesser Alimentos, de Brusque, e a Granola Maravilha, de Bombinhas. "As feiras de negócios reúnem fornecedores, investidores e clientes em potencial, permitindo ao pequeno empreendedor alcançar um público mais diversificado. Elas aumentam a visibilidade da marca e a rede de relacionamentos, favorecendo o surgimento de novos negócios", afirmou a gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, Juliana Bernardi Dall’antonia.

Empresas expositoras apoiadas pelo Sebrae/SC
Sexta Pinga Destilaria Ltda, Pão de Alho do Sul, Fino Dom, Azeites Sul do Rio, Dela Food Congelados, Benesser Alimentos Ltda, Ohana, Gran Doro, Granola Maravilha, Hortifuturo, Univip, Amistat Destilados, Torê Chocolates, Do Vale Queijos Especiais, Grupo Black Hills, Charcuteria Sinuelo, Comidinhas do Mestre, Ka Kombucha, Kunvivas, La Fattoria, Casa do Arrozal, Extramel, WeW Indústria e Comércio de Alimentos Ltda, Acapac, Bosk Destilaria, Palmasul, Keylex Alimentos, Cacau Lech, Sabor Açoriano e Ombak Docaria.

Santa Catarina na rota da carne bovina para o Japão: um passo lógico para quem já é referência em sanidade e exportações

Quando a gente fala de comércio exterior, não existe mágica. Existe histórico, reputação sanitária, confiança construída com anos de embarques consistentes e sem sustos. Santa Catarina está colhendo o que plantou. Depois de dominar as exportações de frango e suínos para mercados exigentes como o Japão, agora o estado mira um novo degrau: a carne bovina.

Não é só mais uma pauta de exportação. É um movimento estratégico que reforça a posição de SC como um dos players mais respeitados do agro brasileiro. O Japão não abre portas fácil. Estamos falando de um mercado que exige rastreabilidade, sanidade e um compromisso quase religioso com o controle de qualidade. E Santa Catarina vem entregando isso há décadas.

Santa Catarina avança para abrir mercado de carne bovina no Japão


Santa Catarina está em plena ofensiva diplomática e comercial para obter a habilitação de exportação de carne bovina ao Japão. A missão oficial ao país asiático começou no último dia 13 de junho e deve durar 10 dias, com agendas estratégicas com autoridades japonesas, investidores e grandes grupos corporativos.
O governador Jorginho Mello, liderando a comitiva, reforçou o pedido no Ministério da Agricultura do Japão (MAFF) e na Embaixada do Brasil, buscando fazer de SC o primeiro estado brasileiro autorizado a exportar carne bovina ao Japão.
Com um histórico sólido: o estado já lidera as exportações de carne de frango para o Japão e ocupa o 3º lugar nas exportações de carne suína. Só em 2024, foram mais de 148 mil toneladas de frango e 93 mil toneladas de carne suína embarcadas para o mercado japonês.
O grande trunfo catarinense? O status sanitário. Desde 2007, Santa Catarina é reconhecida como zona livre de febre aftosa sem vacinação, além de ter os menores índices de tuberculose e brucelose bovina do país e 100% do rebanho identificado individualmente.
Durante o evento “SC Day” em Tóquio, o governo catarinense também buscou atrair investimentos para o setor logístico. Um dos principais anúncios foi um protocolo de intenções com a gigante japonesa Marubeni, para aportes no Porto de São Francisco do Sul. O objetivo: dar conta da futura demanda e garantir que a infraestrutura acompanhe o ritmo das exportações.
Além da carne bovina, a missão busca ampliar as exportações de pescados, fortalecer os laços comerciais com o Japão e posicionar Santa Catarina como um polo internacional de excelência agroindustrial.
Como especialista, só digo uma coisa: esse é o tipo de iniciativa que mostra como o comércio exterior de verdade se faz. Não é discurso bonito, é trabalho de bastidor, construção de confiança e um jogo de longo prazo. Santa Catarina está jogando certo.

Por: André Queiróz 

A importância da EPAGRI para SC

VANIR ZANATTA
Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)
 
A história do desenvolvimento rural em Santa Catarina se entrelaça, de modo indelével, com o trabalho técnico-científico da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri. Em uma época marcada pela aceleração da produtividade no campo e pela urgência de práticas sustentáveis, é imperioso reconhecer o protagonismo dessa instituição na transformação da agricultura catarinense. Seu legado ultrapassa os domínios da pesquisa empírica e se consolida como elemento estratégico de desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado.
O desempenho da Epagri em 2024 é reflexo de uma trajetória sólida de eficiência e compromisso público. Cada real investido pelo Governo de Santa Catarina retornou à sociedade multiplicado por quase dez, atingindo o valor de R$ 9,77, conforme balanço social da instituição. Essa cifra transcende a métrica financeira: representa incremento da produtividade agrícola, diminuição de custos operacionais, ampliação de áreas cultiváveis, agregação de valor aos produtos e disseminação de conhecimento entre os agentes do meio rural. O impacto global de R$ 11,72 bilhões, gerado pelas 128 tecnologias desenvolvidas no período, atesta a relevância dessa contribuição.
O êxito da Epagri repousa sobre um tripé técnico: a inovação contínua, a sustentabilidade como princípio e a extensão rural como instrumento de transformação. Tecnologias como o feijão preto SCS208 Cronos, resistente a variações climáticas, e o carioca SCS207 Querência, tolerante à antracnose, são exemplos da precisão científica aplicada ao cotidiano do produtor. O arroz SCSBRS 126 Dueto, apto a suportar extremos térmicos, demonstra como a pesquisa pode responder às mudanças climáticas sem sacrificar o desempenho agronômico. Essas cultivares não apenas aumentam a produção, mas ressignificam a segurança alimentar e a resiliência do sistema agropecuário.
É forçoso reconhecer que tais avanços são frutos de décadas de empenho institucional e de uma visão estratégica que compreende o campo como espaço de oportunidades. A atuação da Epagri no fortalecimento da agricultura familiar, na valorização do saber local e na difusão de práticas ambientalmente responsáveis confere-lhe um papel civilizatório. Seu trabalho não se limita à geração de resultados econômicos; traduz-se também na dignificação do agricultor, na preservação dos recursos naturais e no combate à desigualdade estrutural.
Contudo, diante da crescente complexidade dos desafios globais, o fortalecimento da pesquisa agropecuária brasileira exige novos arranjos e investimentos compatíveis com as nações que disputam protagonismo no mercado mundial. A sinergia entre Epagri, Embrapa, universidades, centros tecnológicos, Senar, cooperativas agropecuárias e demais entes públicos e privados constitui o caminho natural para sustentar uma cadeia de inovação sólida e duradoura. Essa integração é condição sine qua non para impulsionar a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio nacional e viabilizar soluções de alto impacto para o presente e o futuro do setor.
As cooperativas, em especial, são parceiras naturais da ciência aplicada. Sua capilaridade social e capacidade organizativa permitem que os frutos da pesquisa se multipliquem nas propriedades rurais. Não é coincidência que experiências exitosas em extensão rural e difusão de tecnologias tenham, historicamente, contado com o apoio do cooperativismo. Tal convergência deve ser incentivada por políticas públicas de fomento, com mecanismos transparentes e eficientes de apoio à pesquisa científica.
A valorização da Epagri, portanto, não é apenas um tributo institucional. É uma estratégia de Estado, orientada pela convicção de que o saber técnico-científico é o motor do desenvolvimento rural sustentável. A continuidade e ampliação dos investimentos nessa área significam, em última instância, um compromisso com a soberania alimentar, com a justiça social e com o progresso de Santa Catarina.
 
 
Foto 01 –  Vanir Zanatta, Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
 

 

Governo de Santa Catarina promove SC Day em Tóquio com gigantes japonesas em três segmentos

Empresas com papel central nas cadeias globais de alimentos, energia e tecnologia confirmaram presença em evento para atrair investimentos e abrir mercados em tecnologia e transição energética. Foto: Guilhem Vellut

O Governo de Santa Catarina promove nesta quarta-feira, 18 de junho, o SC Day Tóquio, evento que apresenta todo o potencial do estado para os negócios e investimentos internacionais. O governador Jorginho Mello estará pessoalmente apresentando as potencialidades do Estado a investidores e tomadores de decisão do mercado asiático, na embaixada do Brasil. Em uma rodada de apresentações e discussões das 10h às 14h, estarão alguns dos maiores conglomerados empresariais japoneses de segmentos como alimentação, tecnologia e transição energética. 

Organizado pela Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, o SC Day tem sido uma marca das missões internacionais lideradas pelo governador. “Santa Catarina é um estado confiável, com excelência em sanidade animal, um parque industrial competitivo e vocação para inovação e tecnologia. Estamos aqui para mostrar e abrir portas, atrair investimentos em benefício do nosso estado”, afirma Jorginho Mello.

A programação começa pela manhã, das 9h30 às 14h30 (horário local), com o SC Day na sede da embaixada, onde empresas como Mitsubishi Corporation, Mitsui & Co., Sumitomo Corporation, Marubeni, Itochu, BRF Japan, Seara Japan, Yokorei e Nippon Ham confirmaram presença. Muitas dessas companhias já operam com produtos catarinenses, especialmente carnes de frango e suína, enquanto outras atuam em setores como energia, infraestrutura, comércio exterior, tecnologia e alimentos — com alto potencial para novos acordos.

As empresas BRF Japan, Seara Japan, Nippon Ham e Yokorei já operam diretamente com produtos de Santa Catarina, especialmente carnes de frango e suína.

Novas cadeias de exportação e investimentos
As chamadas sogo shosha (Sumitomo, Marubeni, Mitsui e Itochu) grandes empresas japonesas conhecidas por sua atuação como intermediárias globais em grande variedade de produtos e serviços, não apenas compram e vendem bens, mas também investem, financiam, operam projetos e coordenam cadeias globais de suprimento. As quatro empresas mencionadas têm um papel estratégico para Santa Catarina, podendo facilitar novas cadeias de exportação, joint ventures ou investimentos industriais no Estado.

De acordo com o secretário Paulo Bornhausen, a agenda no Japão foi cuidadosamente planejada para reunir temas estratégicos que conectam Santa Catarina ao mercado asiático: “Vamos agradecer ao Japão por reconhecer nosso modelo sanitário e, ao mesmo tempo, pedir prioridade na abertura do mercado para a carne bovina catarinense, pois temos o primeiro frigorífico habilitado em Santa Catarina. Além disso, queremos estreitar laços com os conglomerados japoneses e posicionar o estado como parceiro em tecnologia, inovação e transição energética”.

A delegação catarinense conta com representantes do setor produtivo, os presidentes da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), Fecomércio, Associação dos Frigoríficos Entrepostos de Inspeção Estadual de Santa Catarina e Japão (AFEIESC), Porto de Itapoá e Portonave, além de empresários, o senador Jorge Seif e os prefeitos de Joinville, Adriano Silva, e Blumenau Egidio Ferrari. 

Abertura para carne bovina de Santa Catarina
No período da tarde, a comitiva visitará dois ministérios estratégicos do governo japonês: o Ministério das Relações Exteriores, às 15h, e o Ministério da Agricultura, às 16h. Nessas agendas, serão tratados temas como a ampliação do comércio bilateral e a abertura do mercado japonês para a carne bovina de Santa Catarina — primeiro estado brasileiro a receber o status livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido internacionalmente. As visitas complementam o ciclo iniciado pela manhã, reforçando os laços diplomáticos e técnicos para facilitar o avanço das negociações comerciais. 

A expectativa é que o conjunto da agenda gere novas oportunidades de exportação, atração de investimentos e cooperação tecnológica, com reflexos diretos na economia catarinense. Também acompanham o governador os secretários de Estado da Casa Civil, Articulação Nacional e Articulação Internacional, Defesa Civil, Bombeiros, Agricultura, Comunicação, Ciência, Tecnologia e Inovação, além de representantes da CIDASC e da INVEST SC.

Vendas de materiais de construção crescem 7,6% e impulsionam 18,5 mil micro e pequenos comércios em Santa Catarina

Santa Catarina possui o terceiro maior crescimento do país em vendas de materiais de construção, com protagonismo de lojas de bairro – Foto: Roberto Zacarias/SECOM

O comércio de materiais de construção em Santa Catarina acumula alta de 7,6% nas vendas em 2025, superando a média nacional (3,8%) e consolidando o estado como o terceiro com maior crescimento no setor, atrás apenas de Ceará (18%) e Rio Grande do Sul (11,4%). Os dados do IBGE, complementados por um estudo do Sebrae SC, mostram que esse desempenho positivo impulsiona mais de 18,5 mil micro e pequenas empresas (MPEs) especializadas na venda de ferragens, vidros, tintas, madeira e outros insumos.

O aquecimento do mercado imobiliário, impulsionado pela construção de novos empreendimentos e pela demanda por reformas pontuais, tem sido um dos principais motores desse crescimento. Além disso, o estudo do Sebrae SC mostra que os consumidores estão priorizando compras frequentes e fragmentadas, valorizando a agilidade, proximidade e atendimento das lojas de bairro.

“O setor imobiliário de Santa Catarina está muito aquecido, principalmente pela construção de novos empreendimentos residenciais e comerciais. Isso acontece porque as pessoas querem morar e trabalhar no estado mais seguro do país e o que gera mais oportunidades. Essa dinâmica movimenta todo o setor, desde as grandes até as pequenas empresas, que são aquelas que mais empregam”, destaca o governador Jorginho Mello.

Protagonismo das micro e pequenas empresas
Do total de 18,5 mil MPEs voltadas para venda de materiais de construção em SC, 10,6 mil são microempresas, 4,8 mil são MEIs e 2,9 mil são empresas de pequeno porte. De forma geral, esses negócios estão concentrados principalmente em grandes centros urbanos, como Joinville (1.421 lojas), Florianópolis (922), Itajaí (726), Blumenau (644) e Palhoça (590). Conforme o Sebrae SC, o setor varejista de SC possui 212 mil pequenos negócios. Ou seja, o comércio da construção civil representa cerca de 9% do total.

Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck, o aumento da renda do catarinense é um dos motivos que explicam o crescimento. “Santa Catarina tem a menor taxa de desemprego do país e o quinto maior rendimento médio. Isso é resultado, entre outros fatores, das políticas de geração de emprego e atração de investimentos feitas pelo Governo de Santa Catarina. Com mais dinheiro no bolso, o trabalhador tem mais condições de fazer uma reforma, ampliar a casa ou investir no imóvel. Assim, a roda da economia gira”, afirma.

Proximidade e conveniência impulsionam consumo nas lojas de bairro
Além disso, o estudo do Sebrae SC aponta uma mudança estrutural no consumo. Os clientes passaram a comprar materiais de construção em menores quantidades, mas com maior frequência, privilegiando a conveniência. Essa tendência beneficia especialmente os pequenos comércios, que oferecem entrega rápida e atendimento próximo ao cliente.

“Esse movimento é impulsionado por fatores como o crescimento da autoconstrução e das reformas pontuais, o avanço do comércio digital, o fortalecimento de marcas locais com atuação em bairros e comunidades, e a preferência por compras de reposição com menor volume e maior frequência. Ao mesmo tempo, observa-se um cliente mais informado e exigente”, diz o relatório do Sebrae SC.

A tendência é de que o mercado imobiliário mantenha o seu ritmo de expansão. Com isso, a expectativa é de que as vendas do setor continuem em alta, com protagonismo das micro e pequenas empresas.

Atividade econômica avança 0,2% em abril, puxada pelo setor de serviços, aponta Banco Central

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia mensal do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,2% em abril, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central. O resultado indica uma desaceleração em relação a março, quando o índice havia registrado alta de 0,8%.

Apesar da leve expansão, abril marcou o quarto mês consecutivo de crescimento da atividade econômica no país. A última retração ocorreu em dezembro do ano passado, com queda de 0,9%.

Entre os setores analisados, apenas o de serviços apresentou desempenho positivo, com crescimento de 0,4% no mês. Já a agropecuária recuou 0,9%, enquanto a indústria teve queda de 1,1%, de acordo com o levantamento do BC.

No acumulado do primeiro trimestre de 2025, o IBC-Br avançou 1,3%, mesmo diante de uma política monetária ainda restritiva e sinais de acomodação da economia. Na comparação com abril de 2024, o indicador registrou alta de 2,5% (sem ajuste sazonal). Já no acumulado do ano, o avanço é de 3,5%, e nos 12 meses até abril, o crescimento soma 4%.

O IBC-Br é utilizado pelo mercado financeiro como uma forma de antecipar o desempenho oficial do PIB, divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora haja diferenças metodológicas entre os dois indicadores.

Comércio tem queda de 0,4% em abril, aponta pesquisa do IBGE

O volume de vendas do comércio varejista apresentou queda de 0,4% em abril deste ano, na comparação com o mês anterior. O resultado veio depois de três altas consecutivas, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar disso, o setor apresentou altas de 0,3% no trimestre encerrado em abril, 4,8% na comparação com abril de 2024, 2,1% no acumulado do ano e 3,4% no acumulado de 12 meses.

A queda de 0,4% de março para abril foi puxada por quatro atividades: combustíveis e lubrificantes (-1,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,8%) e móveis e eletrodomésticos (-0,3%).

Por outro lado, quatro atividades apresentaram alta no período: livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%), tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%).

A receita nominal do comércio varejista variou 0,1% de março para abril, 11,5% na comparação com abril de 2024, 8,2% no acumulado do ano e 8,7% no acumulado de 12 meses.

O varejo ampliado, que inclui também as vendas de veículos e peças e de materiais de construção, recuou de forma ainda mais intensa do que o varejo de março para abril em seu volume de vendas (-1,9%). Houve quedas de 2,2% na atividade de veículos e motos, partes e peças e de 0,4% nos materiais de construção.

Na comparação com abril de 2024, no entanto, houve avanço de 0,8%. Também foram observadas altas no acumulado do ano (1%) e no acumulado de 12 meses (2,7%). A receita nominal do varejo ampliado caiu 1,4% em relação a março deste ano, mas subiu 6,2% em relação a abril do ano passado, 5,9% no acumulado do ano e 7% no acumulado de 12 meses.

*Com informações da Agência Brasil

Nova taxação atinge 4,12 milhões de investidores comuns; entenda

A nova cobrança de 5% de Imposto de Renda sobre investimentos isentos deve atingir 6,48 milhões de contas no Brasil e maioria delas serão de investidores comuns. O dado foi coletado pelo Poder360 da base da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e mostra o alcance da medida anunciada pelo governo na segunda-feira (9).

A tributação valerá para aplicações em LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas. Apesar de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmar que a mudança afeta apenas os mais ricos, os números mostram que a maioria das contas é de investidores comuns.

Segundo a Anbima, mais de 63,7% dessas contas são classificadas como “tradicionais”. Isso representa cerca de 4,12 milhões de contas. As demais são de “alta renda” (2,18 milhões) e do grupo “private”, que inclui quem tem mais de R$ 5 milhões investidos.

No total, os investidores tradicionais concentram R$ 361,2 bilhões em aplicações. Os de alta renda têm R$ 387,2 bilhões, e os private, R$ 485 bilhões. O estoque geral desses títulos passa de R$ 1,2 trilhão. As informações são do Poder360.

Santa Catarina investe em agricultura sustentável com distribuição de kits para cobertura vegetal

Foto: Marllon Legnaghi/GOVSC

Com sementes de plantas de cobertura para proteger o solo, o projeto Kit Solo Saudável do Programa Terra Boa é umas das práticas agrícolas sustentáveis, para apoiar a melhoria da qualidade do solo e contribuir para a produtividade e a conservação ambiental. Nesse ano já foram entregues 2.147 kits, beneficiando mais de 1.403 produtores, a previsão estimada de investimento total para esse ano é de R$ 9,4 milhões.

O governador Jorginho Mello visitou uma propriedade em Maravilha beneficiada pelo projeto, e pela aquisição de um rolo-faca. “Esse plantio verde não é para a venda, mas tem uma função muito nobre, preparar o solo para a cultura principal, como a soja ou o milho. Com o programa Kit Solo Saudável, o governo fornece sementes para que o agricultor tenha um solo mais fértil, com melhores resultados. É assim que o Estado deve atuar, apoiando quem trabalha e move a nossa economia no campo”, afirma o governador Jorginho Mello.

Cada kit tem o valor de R$ 3 mil. Os agricultores podem quitar o valor em até dois anos, por meio de parcelas anuais e sem juros. Para aqueles que optarem pelo pagamento em parcela única, há um desconto especial de 30% sobre o valor total. Para acessar o agricultor deverá procurar o escritório da Epagri para emitir a autorização e retirar o kit nas cooperativas credenciadas.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária em Exercício, Admir Dalla Cort, destaca que o Kit Solo Saudável é mais um dos projetos que incentiva a agregação de valor as propriedades familiares, “esse projeto auxilia na proteção e recuperação da terra, prevenindo erosões e aumentando a fertilidade do solo. Com essa iniciativa, a Secretaria reforça seu compromisso com a agricultura sustentável, geração de renda e a valorização dos produtores rurais”, afirma.

Haddad prevê arrecadação de R$ 20 bilhões com nova MP, mas garante: “Não afeta nada a vida da população”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (12) que o governo federal espera arrecadar cerca de R$ 20 bilhões em 2025 com o pacote de medidas que substituem o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A declaração foi feita na portaria do Ministério da Fazenda, um dia após a publicação da Medida Provisória que oficializa as mudanças.

Segundo o ministro, o objetivo é compensar a queda de arrecadação com o recuo no decreto que previa o aumento do IOF. “Por exigência da lei, eu tenho que compensar a queda do IOF com esse conjunto de medidas. Para cumprir a meta deste ano, temos negociado dividendos extraordinários com as estatais. Essa questão [Medida Provisória publicada nesta quarta-feira (11)] deve gerar pouco menos de R$ 20 bilhões”, detalhou.

A expectativa da equipe econômica é que as novas regras reduzam o gasto tributário em cerca de 5% dos R$ 800 bilhões previstos para o ano. Entre as principais medidas estão a taxação de apostas esportivas (as chamadas bets), a cobrança sobre títulos de crédito como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), e o aumento da contribuição de instituições financeiras.

“Estamos falando de bets e bancos. E parece que você está afetando o dia a dia da população. Ao contrário, nós estamos isentando as pessoas que ganham até cinco mil, baixando impostos de quem ganha de R$ 5 a R$ 7 mil, mas temos que corrigir as distorções das contas públicas”, explicou Haddad.

O ministro garantiu que as mudanças não devem impactar diretamente a população. “O que está em jogo nessa MP? A questão das instituições financeiras. Não afeta nada a vida da população. Equilibra o pagamento de tributos das instituições financeiras e corrige a distorção de títulos isentos que está criando problema para a economia do país. Isso não vai afetar os setores, porque temos outras formas de resolver que penalizam o tesouro e as receitas”, afirmou.

Entre os destaques da MP está o aumento da alíquota do imposto sobre o GGR (Gross Gaming Revenue) das casas de apostas, que subirá de 12% para 18%. Esse imposto incide sobre o lucro real das plataformas — o valor arrecadado com apostas subtraído dos prêmios pagos aos usuários.

Outro ponto importante é a uniformização da cobrança de Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, com a fixação de uma alíquota única de 17,5%. Atualmente, as tarifas variam entre 15% e 22,5%, dependendo do tempo de aplicação.

Além disso, a contribuição da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) para fintechs e instituições de pagamento sobe de 9% para 15%. Já para os bancos tradicionais, a alíquota passa a ser de 20%.

Os títulos de renda fixa que atualmente são isentos de Imposto de Renda, como LCI e LCA, também passarão a ser tributados com uma tarifa de 5%. A mudança atinge principalmente os setores do agronegócio, imobiliário e de infraestrutura.

Apesar das garantias de Haddad, as novas regras enfrentam resistência no Congresso. Parlamentares ligados ao agronegócio criticam a taxação sobre as letras de crédito, que são vistas como instrumentos importantes de estímulo ao setor. O ministro, no entanto, minimizou os impactos.

“Isso [tributação] não vai afetar minimamente [o agro e a construção civil]. O que está afetando o mercado é a taxa Selic, que temos que criar as condições para ela começar a cair. E esse conjunto de medidas ajuda a criar um ambiente econômico para fazer cair o que está fora do lugar”, concluiu.

Apesar de problemas pontuais, SC tem a segunda melhor logística do Brasil

Apesar de apresentar deficiências pontuais, Santa Catarina ocupa a segunda colocação no ranking de competitividade logística dos estados brasileiros, atrás apenas de São Paulo. O dado é do Centro de Liderança Pública (CLP), e reflete o desempenho logístico do estado mesmo diante de desafios significativos — especialmente na malha rodoviária.
 
“Embora Santa Catarina possua restrições em todos os modais, considerando que o modal rodoviário é responsável por aproximadamente 70% da nossa matriz de transporte, a situação precária das rodovias, tanto federais quanto estaduais, é hoje o maior entrave. Ainda assim, temos a segunda melhor logística do país”, destaca Egídio Martorano, presidente da Câmara para Assuntos de Transporte e Logística da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).
 
Segundo Martorano, é urgente investir na conclusão de obras em andamento, bem como na restauração e manutenção preventiva de grande parte da malha existente. “A preservação do patrimônio rodoviário exige ações de curto, médio e longo prazo.”
 
Outro ponto crítico é o acesso terrestre aos portos, que ainda enfrenta gargalos importantes. “Também precisamos ampliar e diversificar a matriz de transporte, com investimentos consistentes na malha ferroviária. E é estratégico adequar nossos portos para receber navios de maior porte, que exigem calado mais profundo. A dragagem na Baía da Babitonga (em Itapoá e São Francisco do Sul), viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) do Governo do Estado, é um bom exemplo.”
 
Martorano cita ainda outros desafios, como a ampliação do canal de acesso e da bacia de evolução do rio Itajaí-Açu, que atende os portos de Itajaí e Navegantes, além de ajustes necessários no molhe do porto de Imbituba.
 
No modal aéreo, ele defende a implementação de uma política estadual de transporte de passageiros e cargas, especialmente para a aviação regional. “O Plano Aeroviário Estadual, recentemente atualizado pelo Governo Jorginho Mello, pode ser uma referência técnica importante para o setor”, pontua.
 
Para o especialista, o principal gargalo logístico do estado é a falta de investimentos sustentáveis e de um planejamento integrado e de longo prazo. “O Governo do Estado já iniciou esse processo com a contratação do Plano Estadual de Transporte e Logística (PELT), uma iniciativa essencial para consolidar uma visão estratégica.”
 
Espaço de discussões e fomento
 
Nesse cenário, a feira Logistique 2025, que será realizado em agosto no Expocentro BC, em Balneário Camboriú, surge como espaço relevante de debate e articulação. “A Logistique é um fórum importante para discutir os gargalos da infraestrutura logística catarinense e fomentar investimentos que agreguem competitividade à indústria e fortaleçam a imagem do estado nos cenários nacional e internacional”, afirma o diretor-geral do evento.
 
Além da feira, o evento — considerado um dos mais expressivos do setor no Brasil — conta com o Logistique Summit , um congresso técnico que promove discussões qualificadas sobre o futuro da logística em Santa Catarina. “Grandes nomes da economia, logística, comércio exterior e navegação farão parte dos painéis e debates do Summit”, informa a diretora executiva do evento, Karine Marmitt.
 
Egídio Martorano, da Fiesc, destaca ainda o papel estratégico da Logistique como ponto de encontro entre profissionais do setor público e privado. “Eventos como este são fundamentais para debater desafios, compartilhar soluções e se atualizar quanto às tendências, inovações tecnológicas e novidades do setor. A Logistique se consolida como referência, reforçando a vocação de Santa Catarina como um hub logístico essencial para o Sul do Brasil e para o país como um todo.”

 

Novo datacenter do Porto de Imbituba promete revolucionar a infraestrutura logística e digital da região

O Porto de Imbituba, um dos principais portos do Sul do Brasil, acaba de inaugurar um novo datacenter, marcando um passo significativo rumo à modernização e inovação na infraestrutura logística da região. Este novo centro de dados, que integra tecnologias de ponta e soluções digitais avançadas, tem como objetivo otimizar processos operacionais e fortalecer a conectividade entre as empresas do setor portuário e seus parceiros comerciais.

Com a crescente demanda por maior eficiência no armazenamento e processamento de dados, o Porto de Imbituba fez um investimento substancial de 8,5 milhões na construção deste novo datacenter, que contará com recursos para armazenar e processar grandes volumes de informações em tempo real. Além disso, o projeto visa ampliar a segurança cibernética das operações portuárias, um aspecto crucial em um cenário cada vez mais digitalizado e interconectado.

Já em operação, o datacenter permitirá a integração de sistemas de gestão portuária mais modernos, automatizando processos e reduzindo o tempo de resposta das operações. Novas tecnologias de aprendizado profundo e redes neurais, um subcampo da Inteligência Artificial já estão em uso. A instalação também está preparada para atender às exigências do mercado global, oferecendo soluções de TI mais ágeis e escaláveis.

“A inauguração deste novo equipamento reflete o compromisso do Governo de Santa Catarina e do Porto de Imbituba em se posicionar como um polo de inovação e sustentabilidade no setor portuário brasileiro”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins.

Além disso, o datacenter permitirá a expansão de novos serviços digitais, como a criação de plataformas de comunicação mais eficientes para os stakeholders do porto.

“É com grande entusiasmo que anunciamos a inauguração do novo datacenter do Porto de Imbituba, um marco importante para a modernização e eficiência da nossa infraestrutura. Este investimento reflete nosso compromisso com a inovação e a sustentabilidade, buscando sempre soluções tecnológicas de ponta para melhorar a operação e garantir a segurança das informações”, avalia o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

Outro avanço significativo foi o aprimoramento das condições de segurança e monitoramento no porto, com a abertura de um nova via de acesso na portaria dois, ampliando a capacidade de trânsito de veículos junto ao cais e aos armazéns internos.

Para o gerente de tecnologia e automação da SCPAR Porto de Imbituba, Thiago Freitas Pollachini, o investimento no novo datacenter marca um momento histórico na área portuária, pois até onde se tem conhecimento, este é possivelmente o primeiro porto brasileiro a contar com um datacenter classificado como Tier 3, com infraestrutura redundante abastecida por duas subestações elétricas independentes, cada uma equipada com geradores a diesel. “Isso significa redundância nos circuitos de energia, sistemas de no-break, ar-condicionado, rede óptica, além de um sistema avançado de detecção e combate a incêndio”, afirma Pollachini.

O novo centro de dados é mais um exemplo de como a tecnologia pode ser uma aliada essencial para o crescimento e a competitividade dos portos brasileiros. Com um mercado cada vez mais exigente, a adaptação a novas ferramentas digitais é vista como um diferencial para garantir agilidade, segurança e eficiência nos processos logísticos.

A expectativa é que a estrutura do datacenter permita, ao longo dos próximos anos, consolidar o Porto de Imbituba como um hub logístico ainda mais eficiente, não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina.

Haddad: “É muito fácil aumentar imposto no Brasil”

Em meio a discussões sobre um possível aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quarta-feira (11) que é “muito fácil” elevar tributos no Brasil. A afirmação, feita no contexto da tramitação da reforma do Imposto de Renda no Congresso Nacional, ocorre enquanto a equipe econômica busca um plano alternativo para rever o decreto do IOF, após a repercussão negativa da medida.

“É muito fácil aumentar a alíquota de um imposto. Quantos governos passaram por aqui e aumentaram a alíquota do imposto? Em vez disso, decidimos corrigir as distorções do sistema atual e ter uma arrecadação compatível com as obrigações assumidas pelo estado brasileiro, muitas das quais não são desse governo”, disse o ministro.

Haddad citou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) como exemplo de uma obrigação que impactará o governo atual. O aumento da participação da União no Fundeb foi definido em 2021, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro, e representará entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões a mais em despesas para o governo federal em 2026.

“O Fundeb, quem criou foi o presidente Lula. Congresso decidiu triplicar. Quando? A medida foi tomada em 2021. Mas diluiu a capitalização até o ano que vem, quando vamos ter que ter entre R$ 65 bilhões e 70 bilhões para integralizar o Fundeb. Foi contratada em um momento e está sendo pago em outra. Como a causa é meritória, investir mais em educação, estamos fazendo o dever de casa para honrar. Não vou deixar desguarnecido um programa tão importante quanto esse, criado pelo presidente Lula”, declarou o ministro Haddad, da Fazenda.

O ministro participou de uma audiência pública conjunta entre as comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. A sessão, no entanto, foi marcada por um bate-boca com a oposição e precisou ser encerrada.

Haddad classificou como “molecagem” a atitude dos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ), que se retiraram da sessão após fazerem perguntas e críticas à condução da política econômica. O ministro afirmou que não consegue debater com os “bolsonaristas”, que “sempre correm” do debate. “Esse tipo de postura, esse tipo de molecagem do Nikolas e do Jordy, que correram do debate, não vai adiantar”, afirmou o ministro. Ao retornar, o deputado Carlos Jordy retrucou, dizendo que o “moleque” era o ministro. As falas de ambos foram retiradas das notas taquigráficas da audiência após intervenção do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS).

Governo Lula publica MP que altera tributação e aumenta impostos

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva publicou nesta quarta-feira (11) uma Medida Provisória (MP) que estabelece uma série de mudanças na tributação de aplicações financeiras e eleva a taxação de alguns tipos de empresas. A MP, divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), surge como alternativa ao decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o qual foi rechaçado pelo Congresso e teve seu recuo publicado também hoje no DOU.

Principais Mudanças na Tributação
A nova MP promove alterações significativas que impactam investidores, empresas de apostas e instituições financeiras. Veja os pontos principais:

Fim da Isenção de IR para Títulos Incentivados: Títulos como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e debêntures incentivadas, que eram isentos de Imposto de Renda (IR), passarão a ser tributados em 5% sobre as novas emissões a partir do ano que vem. O governo justifica a medida alegando que os títulos isentos distorcem o mercado, e que, para compensar esse incentivo, os juros de outras aplicações sobem. Quem já possui esses papéis continuará isento.

Aumento na Tributação de Empresas de Apostas Online (Bets): A alíquota do imposto sobre a receita bruta das empresas de apostas online subirá de 12% para 18%.

Mudanças na CSLL para Instituições Financeiras: A Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras, destinada a financiar a Seguridade Social, terá a alíquota mínima de 9% eliminada. Assim, pequenas fintechs passarão a pagar ao menos 15%, enquanto os grandes bancos já recolhiam 20%.

Redução do IOF em Operações de Risco Sacado: A MP reverte a elevação da alíquota do IOF nessas operações, reduzindo-a de 0,98% para cerca de 0,19%, ao eliminar a parte fixa da tributação e diminuir a alíquota diária.

Aumento do IR sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP): A cobrança de IR sobre a distribuição de JCP, forma de remunerar acionistas, aumenta de 15% para 20%. Muitas empresas preferiam essa modalidade para reduzir a base de cálculo do imposto.

Unificação do IR em Aplicações Financeiras: A MP propõe unificar em 17,5% a cobrança de IR sobre os lucros de investimentos. Atualmente, o IR varia conforme o tipo de aplicação e o prazo (ex: CDBs entre 22,5% e 15%, ações em 15% com isenção para operações até R$ 20 mil/mês).

Tributação de Ativos Virtuais: A MP inclui a cobrança de 17,5% de IR sobre os rendimentos de ativos virtuais, incluindo criptomoedas e criptoativos, para pessoas físicas, jurídicas isentas e empresas do Simples Nacional.

Impacto na Receita e Trâmite no Congresso
Segundo estimativas da Warren Investimentos, a MP pode aumentar a receita bruta da União em R$ 44 bilhões em 2026.

Apesar de seus efeitos passarem a valer imediatamente após a publicação, a medida ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Uma comissão mista, composta por senadores e deputados, discutirá o texto e poderá sugerir mudanças. Posteriormente, essa comissão emitirá um parecer que será votado nos plenários da Câmara e do Senado.

Novela do IOF e Compromissos Futuros
A medida provisória substitui o polêmico decreto do IOF, que o governo esperava que injetasse R$ 60 bilhões nas contas públicas até 2026. Após pressão do mercado financeiro e a ameaça do Congresso de derrubar o decreto, a equipe econômica aceitou calibrar o IOF por meio de uma MP, reduzindo a expectativa de receita extra com o imposto para cerca de R$ 18 bilhões até o próximo ano.

Apesar de o acordo sobre a MP ter sido costurado com o Congresso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Parlamento não tem o “compromisso” de aprovar a MP. Ele cobrou do governo medidas estruturais, como uma Reforma Administrativa, que, segundo ele, ficarão para outra fase das negociações.

Governo Lula está em descompasso com o País

A ascensão das redes sociais revolucionou a comunicação, tornando-a imediata e global. Elas funcionam como um canal poderoso para a liberdade de expressão e manifestação, permitindo que cidadãos se organizem, compartilhem informações e denunciem abusos de forma rápida e muitas vezes fora do controle estatal tradicional. Isso cria o que alguns chamam de "dilema do ditador": regimes autoritários precisam da internet para a economia, mas temem seu potencial de mobilização popular.

Por isso, muitos regimes autoritários hoje não apenas censuram e bloqueiam o acesso, mas também usam as próprias redes sociais para seus próprios fins: propaganda e manipulação da opinião pública, vigilância e repressão, mobilização de apoiadores, controle da narrativa, entre várias outras. Tais iniciativas tornaram-se evidentes, claras e transparentes aos olhos de um mundo cada vez mais conectado.

Temos visto também, ao longo da história, que quando o sistema judiciário de um país é cooptado e encharcado de ideologia, ele se torna uma ferramenta fundamental para o regime, validando sob o verniz da lei, ou seja, legalmente, as ações dos políticos de plantão.

O fracasso do governo Lula
A desaprovação de um governo em uma democracia geralmente se manifesta quando há uma percepção de falhas significativas em áreas essenciais para o bem-estar da população. Isso inclui, mas não se limita a: problemas econômicos; corrupção; questões sociais; insatisfação com políticas específicas e polarização política e institucional.

É evidente que a desaprovação do governo do atual mandatário no Brasil está ligada, em grande parte, à percepção de um declínio no bem-estar econômico e a uma crise de confiança nas instituições (Ministério da Fazenda, INSS, Judiciário, Segurança Pública...).

Apesar da retórica e do investimento massivo em "pacotes sociais" – como Bolsa Família, Programa Pé-de-Meia, Auxílio Gás, Minha Casa, Minha Vida e Tarifa Social de Energia Elétrica e Água – que geram um custo monumental e insustentável a longo prazo para os cofres públicos, a estratégia governamental para a reeleição parece que tem se mostrado falha. Pesquisas reiteradas confirmam que, mesmo com a aposta nessas transferências de renda diretas, o desempenho do atual mandatário não decola, o que levanta sérias questões sobre a eficácia de medidas que visam apenas o populismo eleitoral.

Para governos com as características do atual, a ineficiência é muitas vezes mascarada, ou até mesmo orquestrada, pela confusão e pelo caos. Quanto mais intrincadas e debatidas são as pautas, menos foco há nos problemas reais que afetam o cotidiano do cidadão e, ironicamente, naqueles que os programas sociais deveriam resolver. Exemplos claros dessa cortina de fumaça são a açodada e imprudente reforma tributária em andamento, a proposta de reforma do Código Civil, a discussão incessante sobre regras para as redes sociais, entre várias outras.

A turbulência no país
Essas grandes movimentações legislativas podem desviar a atenção do desempenho aquém do esperado em áreas cruciais. A tática parece ser manter a agenda política e a mídia ocupadas com debates complexos e polarizadores, enquanto, apenas para exemplificar, a efetividade da gestão e a sustentabilidade fiscal são deixadas de lado. O objetivo final é claro: criar um ambiente de turbulência controlada que beneficie a narrativa governista, mas que, no fundo, apenas perpetua a falta de soluções concretas para os desafios do País, mantendo o projeto de poder que vem sendo implementado há anos.

Um alerta para os beneficiários dos “pacotes sociais”, os financiadores das futuras campanhas políticas, os eleitores  e os consumidores em geral: a atual política econômica não se sustentará por muito tempo; estamos seriamente sujeitos à ruína, ao choro e ao ranger de dentes. Quem semeia ventos colhe tempestade.

 Eduardo Berbigier é advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Juridico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados.

Construtora engaja colaboradores em campanha solidária para arrecadação de agasalhos

Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, uma construtora catarinense resolveu aquecer os lares de quem mais precisa e também engajar sua equipe para fazer o bem. A Lotisa Empreendimentos, com sede em Itajaí, mobiliza seus colaboradores com uma campanha solidária interna para arrecadação de agasalhos. Mais de 50 funcionários dos setores administrativos e de obras, divididos em 10 equipes, participam de provas semanais que estimulam a responsabilidade social e a integração entre os setores. As três equipes que arrecadarem mais peças serão premiadas e o total de donativos será destinado a instituições beneficentes.

 

“Todos os anos a Lotisa busca engajar seus colaboradores em ações solidárias para arrecadação de agasalhos. Esta é a terceira edição da Gincana Solidária, a cada ano a participação e engajamento só aumenta. Neste ano, são 10 equipes na campanha, sendo cinco do setor administrativo e cinco das obras. O nosso objetivo é estimular a solidariedade e a responsabilidade social, além de fazer o bem a quem mais necessita”, afirma Scheila Michaelsen, head comercial e de marketing da Lotisa.

 

Em 2023, a construtora itajaiense arrecadou mais de 6 mil peças de agasalho. Já no ano passado a ação solidária foi destinada às vítimas da enchente no Rio Grande do Sul. Ao todo, foram doados pela empresa quase 5 mil peças de roupas e cobertores e mais de 15 mil itens para higiene e limpeza, fraldas, materiais escolares e alimentos não perecíveis. 

 

Neste ano, a campanha solidária interna segue até 27 de junho. Todas as doações arrecadadas serão entregues para a Campanha do Agasalho.

 

A construtora também recebe peças de roupas, cobertores, mantas e outros itens de frio doados pela comunidade. A entrega pode ser feita na sede administrativa da Lotisa, localizada na avenida Min. Victor Konder, nº 360, no bairro Fazenda, em Itajaí/SC, em horário comercial. 

 

Sobre a Lotisa Empreendimentos

 

Sob a liderança do empresário Fábio Inthurn, a Lotisa Empreendimentos, se destaca como uma das principais incorporadoras do litoral norte de Santa Catarina. Com uma trajetória de duas décadas a empresa já entregou 25 empreendimentos e possui atualmente sete obras em andamento. Ao todo, são mais de 1.600 imóveis entregues e quase 1.000 unidades em construção. A Lotisa tem uma forte presença em Itajaí e Balneário Camboriú, e está sempre atenta à valorização imobiliária dessas regiões, buscando oferecer lançamentos que combinam inovação, conforto, localização privilegiada e alta qualidade na construção.

 

Mais informações: http://www.lotisa.com.br 

 

Parnanguara é a primeira mulher superintendente da Portos do Paraná

A economista e advogada Bruna Nicolau assumiu o cargo de superintendente de Governança da Portos do Paraná no início de junho. Bisneta de capitão da Marinha, neta de estivadores e com muitos familiares portuários, a parnanguara que sonhava em trabalhar no Porto agora celebra mais de 10 anos de carreira.

Bruna começou a jornada profissional na Portos do Paraná em 2015, no setor Financeiro, onde auxiliava nos processos de pagamento e faturamento. Depois, seguiu para a área de Licitações, atuando na busca de vantajosidade para as compras e contratações, com pesquisas de mercado e de preços. Em 2019, a convite de outra Autoridade Portuária, deixou a Portos do Paraná, mas se manteve atuando no setor portuário, retornando em 2021 como coordenadora de Modelagem no setor de Arrendamento.

“Eu trabalhava estabelecendo os parâmetros e diretrizes para os novos terminais, e na gestão dos contratos de arrendamentos já celebrados. Hoje, nós vemos os resultados com a conclusão de vários leilões, sendo os mais recentes o PAR14, 15 e 25, realizados em abril”, pontuou Bruna. Em 2023, a portuária foi promovida a gerente de Planejamento Estratégico da Portos do Paraná, onde acompanhou todos os projetos estratégicos e metas da empresa.

Desde 2022, atua também como presidente substituta da Comissão de Licitação de Áreas Portuárias (CLAP), responsável pela tramitação e análise documental dos leilões. Todo o trabalho realizado pela Comissão serve como modelo nacional, sendo a Portos do Paraná a primeira autoridade portuária brasileira a ter autonomia para realizar seus próprios leilões.

Bruna participou de grande parte do processo que permitiu à Portos do Paraná ser a primeira autoridade portuária a obter autonomia administrativa, fato consolidado em 2019. Desde então, oito leilões de áreas foram realizados, somando cerca de R$ 915 milhões arrecadados em outorgas e R$ 3,7 bilhões em contratos. Dos oito leilões, Bruna participou direta e ativamente de sete.

Mulheres no porto

Bruna observa diariamente o avanço social das mulheres no trabalho portuário. “Hoje, temos mulheres em cargos de liderança, gerentes e coordenadoras. Um perfil que, até alguns anos atrás, quase não existia”, comentou.

Um dos marcos de valorização do trabalho feminino no ambiente portuário foi a contratação das primeiras estivadoras, em maio de 2025, no Porto de Paranaguá: as irmãs gaúchas Eduarda e Fernanda Garcia da Costa. Elas fazem parte de um grupo de 37 mulheres aprovadas no processo seletivo para trabalhadores portuários avulsos (TPAs), realizado pelo Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra) de Paranaguá. A seleção teve 7.415 inscritos, sendo 815 mulheres (10,9%). Entre as aprovadas, estão 14 estivadoras, duas arrumadoras, 15 conferentes e seis vigias.

Bruna também é um marco histórico para o porto, sendo a primeira mulher a assumir o cargo de superintendente de Governança, único cargo da empresa, utilizado apenas no setor de governança. Há anos atrás, esse termo de superintendente era conhecido como a posição que hoje é do diretor-presidente. Com a modernização da gestão, e após a reestruturação organizacional da empresa, realizada em 2020, o cargo passou a ter outro significado, representando um dos níveis mais altos da organização.

 “De 2015 para cá, vejo que é uma tendência a presença de mulheres no ambiente portuário. Que esse cenário continue evoluindo e que as mulheres se capacitem cada vez mais para, de fato, assumirem os cargos que lhes competem”, concluiu.

Capacitação

Além das oportunidades profissionais, a Portos do Paraná também estimula a capacitação e o desenvolvimento das mulheres. Desde 2024, a autoridade portuária destina 50% das vagas de pós-graduação do Master em Logística e Gestão Portuária — coordenado pela Fundación Valenciaport e pela Universidad Politécnica de València — para as portuárias.

“O Master em Logística e Gestão Portuária é o curso de pós-graduação mais prestigiado na área portuária da Espanha e um dos principais do mundo. A destinação de vagas para mulheres reforça nosso compromisso com um mercado de trabalho mais justo e equitativo”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Governança

Agora à frente da Governança, a Superintendente destaca a importância do departamento para a empresa na implementação de políticas e boas práticas, buscando a conformidade dos atos da estatal, tanto no controle interno e de processos regulares quanto no controle externo e na divulgação de dados. 

“Temos o canal de ouvidoria, que é a porta de entrada para sugestões, pedidos de informação, reclamações — tudo que o usuário necessita saber da Portos do Paraná — e temos o compliance, que faz toda a análise e proteção de dados”, citou. Já a coordenadoria de auditoria é responsável pela avaliação dos processos e na identificação dos riscos e melhorias, de acordo com o calendário anual de auditoria interna.

“A gente estabelece e estuda os mecanismos que todos os setores da companhia vêm conduzindo, identificando pontualmente o que precisa de ajustes e realizando a detecção de riscos. A Governança vem trabalhando nessa frente de conformidade, integridade e transparência para implementar as boas práticas aqui na empresa pública”, finalizou Bruna.

Senac abre vagas para curso gratuito em Comércio Exterior para pessoas negras de baixa renda

Em uma nova etapa do projeto Raízes Comex, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), está oferecendo o curso gratuito de Assistente de Serviços de Comércio Exterior. São 220 vagas, em 10 municípios do país. As aulas serão presenciais, com carga horária de 160 horas e com certificação reconhecida nacionalmente. A intenção é promover a capacitação profissional de pessoas negras de baixa renda, na área de Comércio Exterior, por meio do Programa Senac de Gratuidade (PSG).

 Os interessados devem ter 16 anos ou mais, ensino médio completo ou em curso, e atender aos critérios de renda e raça definidos pelo programa. A formação capacita para atuação em operações de importação e exportação, com foco em logística, despacho aduaneiro, gestão de custos e documentação — áreas com crescente demanda por profissionais qualificados.

 São dois períodos distintos de inscrições, conforme a localidade: o primeiro período, até o dia 30 de junho, é para as pessoas que moram nas cidades de Rio Grande (RS), Fortaleza (CE), Joinville e Itajaí (SC), Santos (SP), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA). Já em Paranaguá (PR) e Vitória (ES) as inscrições poderão ser feitas de 01 a 31 de julho. A data de início das aulas e os horários variam de acordo com a cidade. Estão sendo ofertadas 20 vagas para cada turma.

 Mais informações sobre critérios, documentação e inscrições estão disponíveis na página oficial do programa Raízes Comex

 Esta nova fase representa um aprimoramento da estratégia definida no Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre Senac e MDIC, que busca oferecer formação profissional acessível a pessoas negras com renda per capita de até 2 salários-mínimos.

 “A oferta desses cursos está totalmente afinada à missão do Senac de educar para o trabalho, de forma inclusiva e inovadora, alcançando um número cada vez maior de brasileiros. Assim, ampliamos as possibilidades de inserção profissional da população negra neste setor estratégico para o desenvolvimento do país e impulsionamos nossa cultura exportadora”, completa o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

 “O Raízes Comex é uma ponte para reduzir desigualdades e conectar talentos a um setor vital para a economia. Cada vaga ocupada por uma pessoa negra em Comércio Exterior é uma porta aberta para que talentos antes invisibilizados possam contribuir com o país, mostrando ao mundo que o Brasil valoriza sua diversidade como ativo econômico “, afirma Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC.

 Sobre o Programa Raízes Comex 

O Raízes Comex é um programa do MDIC que tem o objetivo de aumentar a participação de pessoas negras no setor de Comércio Exterior. Por meio de ações estratégicas, como capacitação e suporte para o desenvolvimento profissional; visibilidade internacional de produtos e serviços oferecidos por empreendedores negros; e reconhecimento de empresas que promovem diversidade racial em Comércio Exterior; o programa contribui para reduzir desigualdades históricas e estruturais, conectando jovens negros a carreiras no Comércio Exterior.

 Lançado em novembro de 2024, o programa já ofertou, até o momento, cerca 920 vagas de forma online e presencial em Comércio Exterior, por meio de parcerias com o Senac, o Instituto Procomex, o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros (SINDASP). 

Sobre o Senac

 O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac – está empenhado em fortalecer a educação profissional e técnica no Brasil há mais de sete décadas. Por meio de parcerias estratégicas, oferta cursos de excelência e implementa projetos que atendem às necessidades do setor produtivo e da sociedade. Com presença em todo o território nacional, atua na formação de mão de obra especializada para o setor de comércio de bens, serviços e turismo, promovendo inclusão, inovação e desenvolvimento social. . Saiba mais em www.senac.br.

 

Valor da Marca Sebrae é de R$ 33,9 bilhões

A Marca Sebrae é uma das mais valiosas do Brasil. Pesquisa conduzida pelo Instituto Ipsos aponta que o valor da marca em 2025 atingiu R$ 33,9 bilhões.. Para definir a importância da Marca Sebrae nos resultados das empresas, especialmente com relação a faturamento e lucro, o levantamento ouviu 6 mil Microempreendedores Individuais (MEI) e donos de Micro e Pequenas Empresas (MPE) de todo o país entre janeiro e fevereiro deste ano.

Promovida desde 2009, a pesquisa Valor de Marca Sebrae 2025 foi realizada este ano pelo Instituto Ipsos, que percorreu quatro etapas estruturadas: diagnóstico inicial, pesquisa com clientes, análise financeira e relatório final. Os entrevistados foram questionados sobre uma variedade de itens que compõem o dia a dia do relacionamento do seu negócio com o Sebrae.

O valor apresentado no relatório resulta do aumento de pequenos negócios no Brasil, da ampliação da base de clientes Sebrae e da sua contribuição para ampliar o faturamento e a lucratividade, analisa o presidente da instituição, Décio Lima. “É indiscutível o papel do Sebrae na geração de lucros dos MEI e MPE. Esse resultado reforça o relacionamento próximo e sólido que construímos com os empreendedores, visando a entrega de valor e o sucesso dos pequenos negócios”, afirma Lima.

ABRAFESTA alerta: nova portaria do MTE impactará diretamente a operação de eventos em feriados

— A Associação Brasileira de Eventos — ABRAFESTA alerta o setor para os efeitos diretos da Portaria nº 3.665/2023, editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que entrará em vigor em 1º de julho de 2025.
 
A nova norma restabelece a obrigatoriedade de negociação coletiva prévia para a realização de trabalho em feriados, afetando atividades essenciais para a realização de eventos, como montagem, operação técnica e prestação de serviços em datas comemorativas.
 
Até o momento, o funcionamento em feriados podia ocorrer por decisão direta das empresas. Com a mudança, passa a ser exigido acordo específico entre sindicatos patronais e laborais, sob pena de multas e riscos trabalhistas. As negociações individuais com colaboradores deixam de ser permitidas.
 
Para o presidente da ABRAFESTA, Ricardo Dias, "a portaria representa um desafio adicional para a segurança jurídica e operacional do setor, especialmente considerando a natureza sazonal e concentrada dos eventos em feriados e finais de semana".
 
A entidade orienta seus associados a iniciarem desde já as tratativas sindicais, mapearem os feriados nacionais, estaduais e municipais, e revisarem as escalas de trabalho, de forma a garantir conformidade legal e evitar autuações.
 
A ABRAFESTA segue atuando junto aos órgãos competentes para defender os interesses do setor e propor soluções que preservem a viabilidade das atividades de eventos no Brasil.

 

Pesquisa da Epagri promove sustentabilidade e renda no cultivo de morangos com biofertilizante

Uso de um biofertilizante aeróbico desenvolvido pela Epagri aumentou a produtividade na propriedade de Vilma, em Luiz Alves – Foto: MFX/Secom/SC

Na Semana do Meio Ambiente, celebrada em junho, uma história que reúne ciência, sustentabilidade, qualidade de vida e geração de renda ganha destaque em Santa Catarina. Trata-se do trabalho de Vilma Fontanive Reichert, 57 anos, moradora de Luiz Alves, que apostou no cultivo de morangos em sistema suspenso e protegido com o apoio da Epagri. A produção ganhou novo fôlego com o uso de um biofertiliante aeróbico desenvolvido pela Estação Experimental da Epagri de Itajaí e apresentado recentemente no TecnoHorti 2025.

Vilma iniciou o cultivo há seis anos, buscando uma atividade que complementasse sua renda após a aposentadoria sem exigir esforço físico excessivo. Com a orientação técnica da Epagri e motivada pelos bons resultados, ela já planeja dobrar a produção em 2026 com a construção de mais um abrigo. “Não tem comparação. Sem o biofertilizante, a planta demora mais a produzir e produz menos morangos porque dá menos flor”, relata.

O biofertilizante usado por Vilma foi destaque no TecnoHorti 2025, evento realizado no dia 3 de junho na Estação Experimental da Epagri em Itajaí. Apesar do frio e da chuva, mais de 500 pessoas compareceram para conhecer as inovações da pesquisa catarinense na produção de hortaliças orgânicas.  Um dos coordenadores do evento, pesquisador Alexandre Visconti, apresentou o bioinsumo e também demonstrou o sistema de termoterapia para desinfecção de substratos.

O produto, fabricado a partir de farinha de peixe, amido de milho e de mandioca, açúcar, farelo de arroz, esterco e água, é fermentado com bombeamento de oxigênio contínuo por até oito dias. Na propriedade de Vilma, são fabricados 200 litros por mês. Ela aplica o produto por gotejamento, o que garante mais vigor às plantas, prolonga o ciclo produtivo e reduz a incidência de pragas e doenças.

“Aqui a gente tinha muito problema de ácaro. Desde que comecei a usar esse fertilizante da Epagri, os bichinhos sumiram”, comemora. No abrigo de 400m2, a produtora tem 2.700 mudas. Durante o auge da safra, ela planta de 70kg a 80kg por mês e fornece para particulares, padarias, lanchonetes e creches do município.

Tecnologias para produção orgânica
Durante o TecnoHorti 2025, outras experiências como a de Vilma também mostraram o impacto positivo da pesquisa da Epagri no campo. Produtores como Josnei Nowak, de Três Barras, e Fabiana Barros, de Massaranduba, relataram os benefícios do cultivo protegido e do uso de bioinsumos em suas propriedades, tanto para a saúde quanto para a renda familiar.

O evento apresentou as seguintes tecnologias desenvolvidas pela pesquisa da Epagri para auxiliar os produtores catarinenses de hortaliças orgânicas:

Compostagem – mostrou como resíduos agrícolas são transformados em adubo orgânico de alta qualidade;
Mudas Orgânicas – atendendo à nova exigência das Normas da Produção Orgânica no Brasil, válidas a partir de 2026;
Biofertilizantes Aeróbicos – fermentado líquido que promove o crescimento das plantas e o controle de doenças do solo;
Cultivares Orgânicos da Epagri – variedades como a alface Litorânea, o tomate Kaiçara e novos materiais em desenvolvimento (pimentões, tomate cereja, rúcula e alface de inverno).
Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) – tecnologia consagrada para o manejo sustentável do solo;
Cultivo Suspenso de Hortaliças – inovação que valoriza a ergonomia e humaniza o trabalho no campo.
Além das visitas, o TecnoHorti 2025 contou com palestras técnicas ministradas por especialistas de empresas parceiras, com temas alinhados à produção orgânica e ao uso responsável dos recursos naturais

Visconti ressalta que a integração entre pesquisa agropecuária, extensão rural e produtores reforça o papel estratégico da ciência no enfrentamento de desafios como a segurança alimentar, a sucessão familiar e a preservação ambiental. “Em plena Semana do Meio Ambiente, essas histórias demonstram que a sustentabilidade no campo passa por inovação, parceria e protagonismo da agricultura familiar”, diz ele.

DIEESE: Veja onde está a cesta básica mais cara e mais barata do Brasil

O custo da cesta básica de alimentos registrou queda em 15 das 17 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em maio de 2025. A redução foi impulsionada, principalmente, pela diminuição nos preços de seis dos 13 produtos que compõem a cesta.

Entre os itens que ficaram mais baratos, destacam-se o tomate (-14,32%), óleo de soja (-4,07%), arroz agulhinha (-3,24%), carne bovina de primeira (-0,82%), açúcar refinado (-0,40%) e pão francês (-0,05%). O valor do leite integral se manteve estável. Por outro lado, o café em pó (8,49%), batata (6,26%) e manteiga (0,82%) apresentaram as maiores altas.

As cidades com as maiores reduções no custo da cesta básica entre abril e maio de 2025 foram Recife (-2,56%), Belo Horizonte (-2,50%) e Fortaleza (-2,42%). Apenas Florianópolis (0,09%) e Belém (0,02%) registraram leves aumentos.

São Paulo manteve o posto de capital com a cesta básica mais cara do país, custando R$ 896,15. Em seguida, aparecem Florianópolis (R$ 858,93), Rio de Janeiro (R$ 847,99) e Porto Alegre (R$ 819,05). No Norte e Nordeste, onde a composição da cesta difere, os menores valores médios foram encontrados em Aracaju (R$ 579,54), Salvador (R$ 628,97) e Recife (R$ 636,00).

Apesar da queda em maio, a comparação anual, entre maio de 2024 e maio de 2025, revela que quase todas as capitais tiveram alta nos preços da cesta básica, com variações entre 0,77% em Natal e 8,43% em Vitória. Aracaju foi a única capital a não apresentar variação nesse período.

Para sustentar uma família de quatro pessoas com base na cesta mais cara (São Paulo), o salário mínimo ideal em maio de 2025 deveria ter sido de R$ 7.528,56. Esse valor corresponde a 4,96 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.518,00, representando uma pequena melhora em relação a abril, quando o salário necessário era de R$ 7.638,62 (5,03 vezes o piso).

O tempo médio de trabalho necessário no país para adquirir os produtos da cesta básica também apresentou melhora. Em maio de 2025, foram necessárias 107 horas e 43 minutos, menos do que as 108 horas e 55 minutos de abril e as 110 horas e 31 minutos de maio de 2024.

Após pressão do Congresso, Haddad recua e revisará decreto do IOF, mas anuncia novas taxações

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou neste fim de semana que o governo federal irá revisar o decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A decisão foi tomada após uma reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e visa evitar a derrubada do texto pelo Congresso.

Segundo Haddad, parte do decreto original será mantida, mas o restante será substituído por uma medida provisória que deve rever isenções fiscais e ampliar a arrecadação com outros tributos. O novo texto só será apresentado após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de viagem oficial à França.

“A ideia é reequilibrar o esforço fiscal sem onerar tanto setores estratégicos”, afirmou o ministro. Ele também confirmou que haverá redução nas alíquotas para o chamado “risco sacado” — modelo de crédito entre empresas — e ajustes em tributações sobre operações como planos VGBL (previdência privada) e retorno de investimentos estrangeiros, que passarão a ter isenção.

Com o recuo, o governo espera evitar desgaste político no Congresso. “O decreto será refeito”, resumiu Haddad. A arrecadação prevista inicialmente com a alta do IOF, que seria de cerca de R$ 20 bilhões, deve cair para algo entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões.

Para compensar a redução, a equipe econômica deve aumentar a carga tributária sobre outros setores. Entre os alvos estão:

Apostas esportivas (bets), que passarão a pagar 18% de imposto (hoje são 12%);

LCA e LCI, papéis de renda fixa do agronegócio e do setor imobiliário, que hoje são isentos e passarão a pagar 5% de IR;

Fintechs, cuja alíquota, hoje em 9%, pode subir para até 20%, reduzindo a vantagem sobre os bancos;

Juros sobre capital próprio (JCP), usados por grandes empresas para remunerar acionistas, também devem sofrer mudanças — ainda indefinidas.

A medida foi celebrada por líderes do Congresso, que consideram o recuo uma vitória. Hugo Motta classificou a reunião como “uma noite histórica” e defendeu o início de um debate mais amplo sobre isenções fiscais. “Chegamos a um nível insustentável de renúncias fiscais”, disse.

Davi Alcolumbre também destacou a importância de buscar soluções estruturais. “É preciso coragem para enfrentar temas sensíveis como esse”, afirmou o presidente do Senado.

Embora medidas que dependam de emenda constitucional estejam, por ora, fora do escopo da reforma, o governo deve abrir discussões sobre a unificação dos pisos constitucionais de saúde e educação e a redução de aportes ao Fundeb. A expectativa, no entanto, é que propostas nesse sentido enfrentem forte resistência, especialmente em ano pré-eleitoral.

 
SCPAR Porto de Imbituba apresenta novo diretor de Planejamento e Assuntos Regulatórios

A SCPAR Porto de Imbituba anuncia Joelson Duarte como novo diretor de Planejamento e Assuntos Regulatórios da autoridade portuária. A nomeação reforça a estratégia da empresa de fortalecer sua liderança com foco em governança, modernização e desenvolvimento sustentável.

Graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Joelson possui ampla experiência na administração pública. Atuou como assessor parlamentar, diretor legislativo e financeiro na Câmara de Vereadores de Tubarão (SC), além de ter ocupado cargos de liderança na Fundação Municipal de Desenvolvimento Social do mesmo município.

Com uma sólida trajetória e visão estratégica, Joelson assume o desafio de conduzir as diretrizes de planejamento da autoridade portuária e garantir o cumprimento das exigências regulatórias do setor. Sua atuação será fundamental para apoiar o crescimento sustentável do Porto de Imbituba e alinhar suas operações aos mais altos padrões de conformidade e eficiência.

“Aceitar esse desafio é uma grande honra. Poder contribuir com o desenvolvimento do Porto e da cidade é motivo de orgulho. O Porto é o carro-chefe de Imbituba, e estarei dedicado de corpo e alma a essa missão”, declarou o novo diretor. Ele também destacou a intenção de colaborar ativamente com as ações de planejamento estratégico, somando esforços para aprimorar ainda mais os projetos em andamento.

Regata celebra aniversário do principal polo náutico do Brasil

Uma regata vai marcar as comemorações do aniversário de 165 anos de Itajaí – cidade catarinense que é considerada o principal polo náutico do Brasil – no próximo dia 14 de junho (sábado). O evento é promovido pela Marina Itajaí e faz parte da segunda etapa de seu Circuito de Regatas, a maior do Sul do Brasil. Com trajeto entre as praias Brava e Cabeçudas, a competição está com inscrições abertas pelo link https://forms.gle/8XKqdRazGGdjZ25DA. O evento conta ainda com a parceria do hotel Villa d’Ozio, que oferecerá diárias especiais, café com velejadores e almoço para acompanhar a largada.

 

A regata é destinada às classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruzeiro e Bico de Proa (A e B). A programação tem início às 10h com reunião de comandantes e café da manhã na Marina Itajaí. Às 12h, inicia a movimentação para a largada da competição na Praia Brava. O encerramento está previsto para às 17h, com premiação e happy hour, também no complexo náutico. 

 

Os vencedores ganharão medalhas e pontuarão para o ranking geral do circuito. Ao fim da temporada, que inclui seis etapas, os três primeiros colocados receberão prêmios. A primeira etapa reuniu 31 embarcações e 128 velejadores. 

 

“O evento é uma homenagem à história de Itajaí e reafirma a identidade náutica da cidade, que tem no mar um de seus maiores patrimônios”, destaca Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí. “Nossa proposta é fortalecer a vela como esporte, lazer e cultura, além de fomentar o turismo e contribuir para consolidar a cidade como referência náutica no Brasil”.

 

Parceria com Villa d’Ozio e café com velejadores

 

Durante o fim de semana da regata, o hotel parceiro do evento, Villa d’Ozio, localizado à beira-mar da Praia Brava de Itajaí, oferecerá condições especiais de hospedagem para quem deseja acompanhar a competição, que terá largada próxima ao estabelecimento. Haverá desconto na diária e os hóspedes ainda terão a oportunidade de participar do café da manhã na Marina Itajaí junto aos velejadores no dia do evento, em 14 de junho. 

 

O hotel também servirá um almoço temático exclusivo, servido da sacada do lounge de onde é possível avistar os barcos, com menu inspirado na navegação e nos sabores do litoral. O cardápio inclui pratos refinados como polvo crocante com molho de pimentões grelhados, risoto de limão siciliano com camarões e bacalhau gratinado ao estilo português, além de sobremesas artesanais.

 

Mais informações e reservas de estadia no Villa d’Ozio podem ser obtidas pelo site https://villadozio.com.br ou pelo WhatsApp (47) 99151-9850.

Sobre a Marina Itajaí

Com início das operações em 2016, a Marina Itajaí está localizada no centro de Itajaí, SC, ao lado do Centreventos. Com 405 vagas secas e molhadas, mais de 20 salas comerciais e modernos equipamentos para até 75 toneladas são alguns dos diferenciais do complexo náutico. Além do posto de combustível com bandeira BR, sendo a única marina no sul do país com Diesel Verana. Possui espaço gastronômico com um restaurante internacional, o Zephyr Seafood & Sushi, com amplo estacionamento, ponto de carregamento de carros elétricos e heliponto. Foi a primeira marina do Brasil com certificação internacional ISO 14.001/2015 e Bandeira Azul.

Mais informações: https://www.marinaitajai.com/

Sobre o Villa d’Ozio

Com localização privilegiada, frente ao mar na badalada Praia Brava, em Santa Catarina, o Villa d’Ozio atende aos padrões da hotelaria internacional. Inaugurado em 2021, o hotel ao estilo boutique para maiores de 16 anos traz o aconchego de uma elegante “casa de praia”. Privativo, ideal para descanso, momentos a dois e contato com a natureza, é dedicado apenas para adultos. São 25 apartamentos, alguns com hidromassagem e outros com vista para a praia e jardins. Destaca a identidade catarinense e a colonização europeia por meio do aconchegante e sofisticado projeto arquitetônico e design de interiores de renomados escritórios e artistas brasileiros. Também oferece periodicamente eventos intimistas e experiências gastronômicas 100% artesanais, feitas no próprio restaurante, abertas ao público. 

Mais informações: https://www.instagram.com/villadozio/  https://villadozio.com.br/

Portonave divulga Relatório de Sustentabilidade 2024

O Relatório de Sustentabilidade 2024 da Portonave consolida os principais avanços da Companhia ao longo do ano. Desde 2009, o Terminal Portuário realiza a divulgação anualmente a partir das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), organização internacional que estabelece uma série de parâmetros para a produção de relatórios de sustentabilidade. O relatório está dividido em seis capítulos: Perfil corporativo, Gestão íntegra, Operações e desempenho, Nosso time, Impacto social e Gestão ambiental. Acesse aqui para conferir. 
 
Gestão íntegra
Desde 2021, a Portonave é certificada na ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno) – foi o primeiro terminal portuário de contêineres do país a obter a certificação. No ano passado, somente em capacitações relacionadas ao Código de Conduta foram 1,4 mil horas dedicadas, inclusive a empresa realizou uma palestra de sensibilização para os profissionais, ministrada pelo filósofo, escritor e ensaísta brasileiro Luiz Felipe Pondé, em alusão ao Dia Internacional Contra a Corrupção.
 
Eficiência 
A Portonave registrou a melhor produtividade de navio entre os portos brasileiros, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), em 2024, com média de 118 Movimentos por Hora na operação dos contêineres por navio — representou um crescimento de 42% em relação ao ano passado. 
Ao longo de 2024, foram movimentados 1,2 milhão de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) – com 48% de participação de mercado em Santa Catarina e 12% no Brasil. Desde o início das operações, em 2007, até 2024, foram 13 milhões de TEUs movimentados. 
 
  
Investimentos constantes
Um marco importante teve início em 2024: a obra de adequação do cais – investimento de cerca de R$ 1 bilhão para o recebimento de navios maiores, com até 400 metros de comprimento. A obra também possibilitará a instalação do shore power – sistema capaz de alimentar os navios atracados por meio de energia elétrica. No momento, a primeira fase está com aproximadamente 90% em conclusão.  
  
Uma das melhores empresas para se trabalhar
Além da eficiência e excelência nas operações, a Companhia investe em contratações, capacitações e programas para a saúde e bem-estar dos profissionais. No ano passado, ficou entre as 10 melhores empresas para se trabalhar na categoria de grande porte, em Santa Catarina, pelo Great Place to Work (GPTW). 
A equipe do Terminal aumentou o seu quadro funcional em 11%, totalizando 1.230 profissionais diretos. Também foram dedicadas 117 mil horas a treinamentos internos — um crescimento de 13% em relação a 2023. 
 
Impacto social
Mais do que contêineres, o Terminal Portuário contribui para um crescimento alinhado à sustentabilidade. Aproximadamente 138 mil pessoas foram beneficiadas por meio de 50 ações e projetos sociais apoiados pela Portonave. Na arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS), a empresa representou 40% do valor arrecadado de ISS pelo município.
Foram R$ 9,14 milhões destinados para as ações por meio das leis de incentivo fiscal – o dobro em comparação com 2023. De modo direto, R$ 1,6 milhão foram investidos nas iniciativas. Entre as iniciativas, foram realizados o Programa Embarca Aí, capacitação para jovens para o mercado de trabalho com foco no segmento portuário e logístico, o Projeto Nadar, de aulas de natação, e Brigadista Mirim, que ensina técnicas de primeiros socorros, combate a princípios de incêndio e o cuidado com o meio ambiente para crianças.  
 
  Gestão ambiental

No último ano, a Companhia contabilizou 15.897,9 tCO2e (toneladas de carbono equivalente), uma redução de 4% em relação ao ano anterior, principalmente devido aos investimentos em infraestrutura sustentável, como a operação de um Terminal Tractor Elétrico, a instalação de painéis fotovoltaicos e a aquisição de energia renovável, que contribuem para a redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). 
A geração de resíduos totalizou 1.039,8 toneladas, sendo que cerca de 800 toneladas foram recicladas e somente 93 toneladas de resíduos comuns foram destinadas a aterro sanitário. Em relação ao consumo de água, foram 32,8 megalitros de água – 29,5 megalitros de abastecimento público e 3,4 megalitros de captação de água da chuva – uma redução de quase 5% em relação a 2023.
Além disso, Navegantes ganhou um novo ponto turístico no último ano: o Parque Natural das Pedreiras. O projeto, em parceria com o Instituto Ambiental de Navegantes (IAN) e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), teve investimento de cerca de R$ 1,1 milhão da Portonave, como compensação ambiental por obras realizadas no Terminal. Ao todo, o local tem cerca de 147 mil m² para lazer e conexão com a natureza.
 
Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL) – que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. São 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o mais eficiente em produtividade de navio no ano de 2024. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG e desenvolve diversas ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais
 

 

ARTIGO: MURALHA SANITÁRIA

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)
e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
 
Em tempos em que o mundo acompanha com apreensão a evolução de surtos zoonóticos, o Brasil dá mostras inequívocas de maturidade e excelência na gestão da defesa agropecuária. O recente episódio da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) identificado em Montenegro, no Rio Grande do Sul, é exemplo eloquente de como o país tem estrutura, agilidade e, sobretudo, coesão para lidar com ameaças sanitárias sem comprometer sua cadeia produtiva ou a saúde pública.
A resposta à ocorrência em solo gaúcho não foi apenas eficaz — foi exemplar. Em pouco tempo, a detecção do foco, a contenção do vírus e a eliminação do risco foram conduzidas com base em critérios técnicos, protocolos internacionais e, principalmente, no esforço coordenado entre produtores, agroindústrias e instâncias governamentais. Essa articulação revela a fortaleza do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA), que não é apenas uma estrutura burocrática, mas um verdadeiro escudo protetivo construído com ciência, vigilância e cooperação.
O SUASA, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal e por especialistas globais, articula o trabalho dos entes federativos e organiza a defesa sanitária do país com foco em inspeção, fiscalização e inocuidade alimentar. A legislação brasileira, robusta e minuciosa estabelece padrões rigorosos para a produção de alimentos de origem animal e vegetal, desde a rotulagem até o trânsito entre estados. Esses padrões não são meramente normativos; são baluartes de uma cultura sanitária consolidada, respeitada internacionalmente e sustentada por práticas que vão do campo à mesa.
Santa Catarina, nesse contexto, é um símbolo de excelência e perseverança. Fruto de uma jornada de décadas, o Estado construiu um sistema sanitário admirável, reconhecido por sua condição de área livre de febre aftosa sem vacinação desde 2007 e livre de peste suína clássica desde 1994 — conquistas respaldadas por organismos internacionais como a OIE. Essa realidade foi viabilizada por um ecossistema de cooperação raro, que alia o rigor técnico do Estado à dedicação dos produtores e ao protagonismo das agroindústrias. Cada nova certificação, cada mercado internacional conquistado  carrega o selo da seriedade catarinense em vigilância agropecuária.
Não é por acaso que o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), criado pelas agroindústrias e atuante em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e os Sindicatos Rurais, tornou-se referência nacional em apoio ao produtor no cumprimento das normas sanitárias. Trata-se de uma engrenagem onde o privado e o público não apenas coexistem, mas colaboram ativamente na construção de um bem comum: a sanidade agropecuária como patrimônio.
Quando se fala em defesa agropecuária no Brasil, não se trata apenas de proteger rebanhos e lavouras, mas de garantir o abastecimento seguro, fomentar a confiança do consumidor, preservar a imagem do país no exterior e movimentar bilhões em exportações. Cada produtor rural que cumpre exigências sanitárias, cada técnico que fiscaliza um frigorífico, cada gestor que investe em políticas públicas sanitárias participa da sustentação de um dos maiores patrimônios do agro brasileiro: a credibilidade.
O sistema brasileiro de defesa agropecuária, com sua inteligência coletiva e seus protocolos eficazes, é mais do que um modelo técnico — é uma expressão de civilidade e compromisso com o futuro.

 

OPINIÃO: MURALHA SANITÁRIA

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)
e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
 
Em tempos em que o mundo acompanha com apreensão a evolução de surtos zoonóticos, o Brasil dá mostras inequívocas de maturidade e excelência na gestão da defesa agropecuária. O recente episódio da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) identificado em Montenegro, no Rio Grande do Sul, é exemplo eloquente de como o país tem estrutura, agilidade e, sobretudo, coesão para lidar com ameaças sanitárias sem comprometer sua cadeia produtiva ou a saúde pública.
A resposta à ocorrência em solo gaúcho não foi apenas eficaz — foi exemplar. Em pouco tempo, a detecção do foco, a contenção do vírus e a eliminação do risco foram conduzidas com base em critérios técnicos, protocolos internacionais e, principalmente, no esforço coordenado entre produtores, agroindústrias e instâncias governamentais. Essa articulação revela a fortaleza do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA), que não é apenas uma estrutura burocrática, mas um verdadeiro escudo protetivo construído com ciência, vigilância e cooperação.
O SUASA, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal e por especialistas globais, articula o trabalho dos entes federativos e organiza a defesa sanitária do país com foco em inspeção, fiscalização e inocuidade alimentar. A legislação brasileira, robusta e minuciosa estabelece padrões rigorosos para a produção de alimentos de origem animal e vegetal, desde a rotulagem até o trânsito entre estados. Esses padrões não são meramente normativos; são baluartes de uma cultura sanitária consolidada, respeitada internacionalmente e sustentada por práticas que vão do campo à mesa.
Santa Catarina, nesse contexto, é um símbolo de excelência e perseverança. Fruto de uma jornada de décadas, o Estado construiu um sistema sanitário admirável, reconhecido por sua condição de área livre de febre aftosa sem vacinação desde 2007 e livre de peste suína clássica desde 1994 — conquistas respaldadas por organismos internacionais como a OIE. Essa realidade foi viabilizada por um ecossistema de cooperação raro, que alia o rigor técnico do Estado à dedicação dos produtores e ao protagonismo das agroindústrias. Cada nova certificação, cada mercado internacional conquistado  carrega o selo da seriedade catarinense em vigilância agropecuária.
Não é por acaso que o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), criado pelas agroindústrias e atuante em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e os Sindicatos Rurais, tornou-se referência nacional em apoio ao produtor no cumprimento das normas sanitárias. Trata-se de uma engrenagem onde o privado e o público não apenas coexistem, mas colaboram ativamente na construção de um bem comum: a sanidade agropecuária como patrimônio.
Quando se fala em defesa agropecuária no Brasil, não se trata apenas de proteger rebanhos e lavouras, mas de garantir o abastecimento seguro, fomentar a confiança do consumidor, preservar a imagem do país no exterior e movimentar bilhões em exportações. Cada produtor rural que cumpre exigências sanitárias, cada técnico que fiscaliza um frigorífico, cada gestor que investe em políticas públicas sanitárias participa da sustentação de um dos maiores patrimônios do agro brasileiro: a credibilidade.
O sistema brasileiro de defesa agropecuária, com sua inteligência coletiva e seus protocolos eficazes, é mais do que um modelo técnico — é uma expressão de civilidade e compromisso com o futuro.
 

 

TCP realiza transição para sistema operacional de terminal CTOS

No dia 1º de junho, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, conclui com sucesso a transição para o sistema operacional de terminal CTOS (Container Terminal Operation System), utilizado como padrão pelos terminais administrados pela China Merchants Port Holding Company (CMPort), maior desenvolvedor, investidor e operador de portos públicos da China. A mudança aconteceu com um mês de antecedência ao planejado e o processo de migração de dados durou cerca de 7 horas.

 Atualmente, o sistema CTOS e os sistemas de desenvolvimento secundário de suporte local mantêm uma operação estável e desempenho confiável. As operações do Terminal e o serviço ao cliente avançam de forma ordenada.
 
Durante a implementação do projeto, a TCP registrou cerca 1.200 novas melhorias de funcionalidade ao CTOS. A revisão e adaptação do sistema abrange um grande número de características personalizadas, como o acesso ferroviário exclusivo à TCP, processos de digitalização, além dos serviços do armazém alfandegado de importação, do transporte multimodal KBT e de faturamento.
 
O CTOS também traz melhorias no gerenciamento de informações sobre cargas movimentadas na ferrovia, cargas gerais, clientes finais e motoristas externos. Outras vantagens e aplicações do sistema estão em fatores mais precisos de gerenciamento de produtividade, de equipamento de pátio e cais, e de permissões de usuários.
 
Esses novos cenários de negócios enriquecem ainda mais a funcionalidade do CTOS, levando o sistema a evoluir para uma plataforma flexível e configurável, orientada por feedbacks em tempo real.
 
O projeto CTOS da TCP é complexo, de ciclo longo, de amplo impacto e com padrões rigorosos, mas a mudança do sistema não impediu que o Terminal seguisse operando continuamente com alto padrão de excelência. As equipe da TCP e da China Merchants International Technology Company superaram desafios, como barreiras linguísticas, grande diferença de fuso entre China e Brasil, o rigoroso processo de supervisão alfandegária, a complexidade das operações do Terminal, rodadas de testes, atualizações, migração de dados, até finalmente concluir com sucesso o lançamento do primeiro projeto de transição na América do Sul.
 
À medida que o sistema CTOS entra em uma fase de operação estável, no futuro, a TCP avançará ainda mais na estratégia de tração nos eixos de “digitalização e de baixa emissão de carbono”, continuando a consolidar sua posição regional na indústria e se tornando o maior fornecedor de serviços portuários para os clientes na costa leste da América do Sul.

Febraban alerta: cuidado com falsas promoções no Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados, comemorado no dia 12 de junho, está chegando e os lojistas já estão divulgando suas promoções. Os consumidores recebem muitas ofertas neste período e criminosos aproveitam o momento para aplicar golpes. Em busca de praticidade e na tentativa de fugir das aglomerações de lojas e shoppings, muita gente opta por fazer compras pela internet. 
 
Nesta época do ano são comuns abordagens de criminosos. Eles criam páginas falsas que simulam e-commerce, promoções inexistentes que são enviadas por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp. Eles fazem até mídia paga para aparecerem em páginas de buscas.
 
Também há atualmente muitas opções de compras em perfis de redes sociais. É preciso ter muito cuidado. O cliente deve verificar se o perfil tem selo de autenticação, número de seguidores compatíveis e também ler comentários de outros consumidores sobre as compras e prazos de entregas. Além disso, é importante checar a reputação da empresa em sites de reclamações.
 
“Geralmente são perfis recém-criados, com ofertas muito vantajosas e com 100% de depoimentos positivos de compradores recomendando a venda. Os bandidos criam perfis falsos que investem em mídia para aparecer em páginas e stories de redes sociais, inclusive com depoimentos falsos de compradores”, afirma Ivo Mósca, diretor de Inovação, Produtos e Serviços da Febraban.
 
Mósca também alerta que os clientes devem tomar muito cuidado com produtos que estejam ofertados com o preço muito abaixo do que é vendido no comércio em geral. “A chance de ser um golpe é grande”, acrescenta.
 
Veja a seguir dicas para compras seguras no Dia dos Namorados
 
Para compras online:
 
- Sempre desconfie de links encaminhados via WhatsApp ou SMS
- Fique atento às ofertas, duvide de valores muito abaixo do mercado
- Acompanhe as compras realizadas pelo aplicativo do cartão, e caso desconheça alguma transação, bloqueie-a e entre em contato com a administradora
- Nunca clique nos links de promoções vantajosas demais. Para ver a oferta, acesse o site oficial da loja digitando o endereço dela diretamente na barra do navegador
- Nunca clique em “SIM” para gravar sua senha em sites, aplicativos ou em seu navegador
- Ao pagar com boleto, Pix ou transferências sempre confira se o nome do beneficiário é de quem realmente deve receber o valor
- Não selecione a opção “salvar dados do cartão” para utilizar em compras futuras
- Dê preferência para o uso do cartão virtual para as compras online
- Sempre pesquise a reputação de lojas e de vendedores e confira comentários feitos em vendas de outros compradores 
- O cadeado HTTPS atesta que determinado site é seguro. O ícone indica que as comunicações entre a página e o dispositivo do usuário estão protegidas por criptografia, o que garante segurança na troca de dados
- Caso receba uma ligação pedindo dados pessoais, desligue e procure o gerente de sua conta imediatamente, de preferência, em outro aparelho de telefone. Lembre-se de que o banco nunca pede seus dados por telefone.
 
Em lojas físicas: 
 
- Passe você mesmo o cartão na maquininha em vez de entregá-lo para outra pessoa, sempre confira o valor antes de digitar a senha e proteja o código de segurança
- Sempre peça o comprovante impresso 
- Se o cartão não passar de primeira, redobre a atenção: não deixe que o levem para longe de você para passar em outra máquina e acompanhe de perto a 2ª tentativa 
- Ao terminar de realizar uma compra na maquininha, verifique o nome no cartão para ter certeza de que realmente é o seu. Bandidos podem se aproveitar de distrações para trocar o seu cartão
- Ao utilizar o QR Code para pagamento, confira se o destinatário da transação é o beneficiário correto.

 

Em busca do primeiro emprego? Confira atitudes importantes para conquistar a vaga

 Jovens em busca do primeiro emprego podem se assustar diante das “exigências” do mercado, como inglês, experiência, habilidades técnicas e comportamentais.

Mas o que as empresas realmente esperam de quem está começando? “Não é perfeição. É clareza, atitude e potencial”, diz Rafaela Soares, especialista em carreiras.

Segundo ela, muitos candidatos deixam de se movimentar por acharem que precisam estar 100% prontos. “Mas o mercado valoriza quem demonstra vontade de aprender, não quem já sabe tudo.”

Para ajudar quem está iniciando a jornada profissional, a Indústria News lista atitudes que aumentam as chances de sucesso. Confira:

1. Comece por você – Antes de pensar em currículo ou vaga, olhe para dentro. Identifique suas habilidades naturais, seus interesses e valores. Ter clareza sobre si mesmo é o primeiro passo para se posicionar com mais segurança.

2. Escolha uma direção – Quem está começando não precisa dominar várias áreas, mas sim ter foco. Definir uma área de interesse, como marketing, logística ou atendimento, ajuda a montar um currículo coerente e a se apresentar de forma mais assertiva.

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Manter uma postura positiva, mesmo diante dos primeiros "não", é importante na jornada
3. Aprenda o que importa – Cursos rápidos, projetos voluntários, oficinas e eventos da área podem fazer diferença. Mais do que títulos, o que conta é mostrar que você está em movimento, buscando aprender e se desenvolver.

4. Construa sua presença digital – O LinkedIn é uma das principais portas de entrada para quem está começando. Use a rede para mostrar seus aprendizados, interagir com profissionais e demonstrar interesse genuíno pelo setor que escolheu.

5. Busque conexões e conselhos – Conversar com quem já está no mercado pode encurtar caminhos e evitar frustrações. Perguntar o que aquela pessoa faria diferente se estivesse começando hoje pode trazer aprendizados valiosos.

6. Entenda que o “não” faz parte – Rejeições vão acontecer, e não significam que você não serve. Cada entrevista e cada processo seletivo trazem aprendizados. Persistência e preparo emocional são fundamentais.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Atividade econômica de SC cresce 7,6% no primeiro trimestre

A economia de Santa Catarina cresceu 7,6% de janeiro a março de 2025 em comparação com igual período do ano passado, de acordo com o indicador de desempenho econômico medido pelo Banco Central. O IBCR do primeiro trimestre superou a média nacional do primeiro trimestre, que foi de 3,7%. O indicador, considerado uma prévia do PIB, subiu 8,1% em março em relação ao mesmo período de 2024, também acima da média nacional, que foi de 3,5% no período.

Dados compilados pelo Observatório FIESC mostram que, no acumulado dos três primeiros meses do ano, o desempenho da atividade econômica catarinense foi puxado pelos resultados da indústria. A produção industrial no primeiro trimestre cresceu 8,5%, enquanto o comércio ampliado avançou 6,4% e os serviços tiveram incremento de 4,8% de janeiro a março. A atividade econômica de SC foi a segunda que mais cresceu no período dentre os estados pesquisados pelo Banco Central, ficando atrás apenas do Paraná, que apresentou alta de 8,5%.

Na indústria, o avanço teve como destaques a fabricação de produtos de metal, impulsionado pela demanda da construção civil e pelo agronegócio. O setor de máquinas e equipamentos também contribuiu para o bom desempenho da atividade industrial catarinense, beneficiado por demandas de outras indústrias e pelo bom desempenho nas exportações, explica a economista Camila Morais, do Observatório FIESC.

Consumo em alta
Na esteira do elevado nível de consumo das famílias, no comércio ampliado, as vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico impulsionaram o resultado, com crescimento de 17,2%. A comercialização de produtos têxteis e de vestuário também contribuíram, com alta de 9,9%, bem como as vendas de material de construção, que subiram 9,7% no primeiro trimestre.  

No setor de serviços, também favorecido pelo consumo familiar, o segmento de serviços prestados às famílias avançou 13,3%, enquanto as atividades turísticas cresceram 11,3%.

De acordo com Camila, esse resultado está diretamente relacionado à manutenção de uma demanda doméstica aquecida, sustentada pelo crescimento do rendimento médio real do trabalho, que segue em trajetória positiva na comparação com o mesmo período do ano passado. 

“A continuidade de um mercado de trabalho aquecido tem ampliado o poder de compra da população, estimulando o consumo e contribuindo para o crescimento econômico de Santa Catarina”, explica.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

BNT Mercosul encerra edição de 31 anos superando expectativas e com novidades

A BNT Mercosul realizou sua 31ª edição neste final de semana, 30 e 31 de maio, em Balneário Camboriú. O evento teve a circulação de 7.552 profissionais do turismo nos dois dias, mais de 500 marcas espalhadas em estandes que representaram destinos brasileiros e representantes de pelo menos 70 operadoras do Brasil e países vizinhos destacando-se como um dos principais encontros do turismo nacional. 

A grande novidade deste ano foi o lançamento do Mapa de Ouro, uma premiação inédita que reconhecerá os destinos e empresas preferidos dos agentes de viagens, com o resultado sendo divulgado em 2026, durante a 32ª BNT. 

Idealizada por Geninho Goes, a edição de 2025 contou com a presença de profissionais de 333 cidades brasileiras e 62 cidades estrangeiras, reunindo profissionais de cinco países da América do Sul: Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

O CEO da BNT aponta que a qualidade do evento, que é uma verdadeira vitrine do turismo brasileiro, se reflete nos números e qualidade do público. “A BNT é e sempre foi uma vitrine de oportunidades. Temos vários eventos no Brasil, e a BNT é o único onde os destinos são 100% nacionais - são cidades, estados, parques, hoteis e receptivos que querem vender os seus produtos. O foco da BNT é promover e fomentar os negócios nacionais - é aqui onde todos os interessados no fluxo turístico podem se reunir, discutir, realizar contatos e fechar negócios”, diz. 

A grande novidade: Mapa de Ouro

Foi pensando nisso que foi lançada a premiação inédita que reconhecerá os destinos e empresas mais reconhecidas pelos profissionais do turismo. A seleção dos indicados será feita por profissionais do setor — agentes de viagens, operadores de turismo, jornalistas especializados e influenciadores — que, na primeira etapa, poderão sugerir um nome para cada uma das 20 categorias da premiação. As categorias abrangem meios de hospedagem, transporte, destinos, atrativos e serviços turísticos, e os indicados devem refletir a opinião de quem mais entende do assunto: os profissionais que vendem turismo e conhecem de perto as preferências do público.

A votação já está disponível no site da BNT (https://www.bntmercosul.com.br/) no botão "Vote no Mapa de Ouro", e será realizada até setembro de 2025. Os três mais votados em cada categoria avançarão para a etapa final, onde haverá uma nova rodada de votação. Os vencedores serão anunciados e premiados durante um evento especial  em 2026 BNT Mercosul. 

Capacitações e rodada de negócios

Durante os dois dias do evento, foram realizadas mais de 30 capacitações com destinos e atrativos em destaque - Pará, Maranhão, Sergipe, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Unipraias, Barco Pirata, Multiparque, Costão do Santinho, Bahia, Joinville e Rio Grande do Norte - proporcionando aos agentes conhecimento especializado sobre os atrativos turísticos oferecidos. Neste ano, além das capacitações que aconteceram no ExpocentroBC Julio Tedesco, ainda houve eventos externos, com almoços e jantares junto de capacitações, oferecidos pelos destinos e atrativos diretamente aos agentes e operadores de viagens.

Ao todo, foram mais de 2500 assentos ocupados nas salas de capacitação em destinos diferentes. Além disso, a Rodada de Negócios, realizada no sábado (31) pela manhã, possibilitou a realização de contatos comerciais, fomentando parcerias e expandindo o networking entre operadores e fornecedores.

Importância da BNT para o turismo nacional

A cerimônia de abertura, na sexta-feira (30), foi um momento onde o idealizador da BNT, Geninho, trouxe uma reflexão prática sobre o papel do turismo no cenário econômico e sobre a importância da BNT na geração de riqueza para o turismo nacional, compartilhou o sucesso do evento e agradeceu a parceiros, amigos e familiares que estiveram ao seu lado nestes 31 anos.

"Somos um evento próspero, que cria um cenário para a geração de negócios e empregos para o turismo brasileiro. É preciso admitir que estamos aqui por dinheiro, mas nenhum negócio prospera por tanto tempo se não tiver propósito, seriedade e responsabilidade", afirmou Geninho Goes.

A presença de autoridades do turismo nacional também marcou a sexta-feira. Os convidados reforçaram a evolução e fortalecimento do mercado turístico brasileiro. 

Além de todas as atividades, a parceria entre a BNT Mercosul e atrativos turísticos de Balneário Camboriú proporcionou experiências e visitas técnicas por operadores, agentes e imprensa especializada, que puderam conhecer os atrativos e a cidade de forma mais detalhada.

Para Andrezza Negrini, presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, parceiro institucional do evento, a BNT acontecer em Balneário Camboriú é de grande importância porque atrai muitos visitantes, expositores e agentes e operadores de viagens de diversas partes do Brasil e do Mercosul. “Receber esse evento em nossa cidade é sempre motivo de celebração, não só pelo impacto que ele gera na economia e no turismo da região, mas também pela representatividade que a BNT tem no cenário nacional. São milhares de profissionais reunidos, trocando experiências, fortalecendo negócios e promovendo destinos turísticos de todo o Brasil – e é emocionante ver Balneário Camboriú no centro disso tudo. Ver a cidade movimentada, os hoteis cheios, os restaurantes aquecidos, o trade unido... é o reflexo do quanto o turismo é uma engrenagem poderosa para o nosso desenvolvimento", afirma.

Sobre a BNT

Esta edição conta com as Participações Especiais: Ministério do Turismo, Governo Federal Brasil, Secretaria de Estado do Turismo de Santa Catarina - Setur/SC, Balneário Camboriú, Unipraias, Multiparque, Costão do Santinho, Barco Pirata, Maranhão, Sergipe, Pará e Rio Grande do Sul.

Siga a BNT Mercosul no Instagram @bntmercosul. Para saber mais, visite o site bntmercosul.com.br.

FIESC alerta: medida provisória sobre energia impõe novos encargos à indústria

 A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) manifesta preocupação com os efeitos da Medida Provisória nº 1.300, publicada no dia 21 de maio, que introduz mudanças no setor elétrico nacional. A proposta onera de forma desproporcional o setor industrial, ao repassar custos significativos de um novo programa de caráter social para empresas que operam no mercado livre de energia.

A medida tem foco em ações sociais imediatas, mas impõe um fardo relevante sobre a indústria, sem oferecer benefícios estruturantes ou compensações proporcionais. Isso impacta diretamente a gestão financeira e o planejamento de longo prazo das empresas, prejudicando sua competitividade e sustentabilidade.

Um dos principais pontos de crítica recai sobre a previsão de que os consumidores do mercado livre – predominantemente industriais – absorvam grande parte dos subsídios e gratuidades criados pela MP. Estimativas indicam que os custos associados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) podem crescer de R$ 4 bilhões para até R$ 24 bilhões por ano, afetando diretamente o custo da energia.

Em Santa Catarina, a indústria foi responsável por 39,3% da energia elétrica consumida em 2024. O mercado livre de energia conta com 1.630 indústrias, que consomem 9.669 GWh. 

A Abrace, entidade que representa grandes consumidores de energia, projeta que essa mudança poderá gerar um aumento de até 20% nas tarifas para empresas do mercado livre. Tal elevação impactará toda a cadeia produtiva, refletindo no preço final dos produtos e comprometendo a posição da indústria nacional, especialmente das companhias exportadoras, diante da concorrência global – muitas vezes operando em países com tarifas energéticas mais competitivas.

Outro efeito negativo é o desestímulo a novos investimentos em geração de energia, sobretudo em fontes renováveis e em inovação tecnológica. Com o aumento de encargos sobre o mercado livre, perde-se atratividade econômica para projetos de longo prazo, criando incertezas regulatórias que afastam investidores e limitam o avanço da matriz energética limpa.

O texto da medida não propõe modernizações significativas no modelo de gestão do setor elétrico, tampouco contribui para aprimorar o planejamento ou ampliar a segurança energética no país. A proposta representa mais um fator de pressão sobre a indústria, ao invés de atuar na correção das deficiências estruturais do sistema elétrico.

Diante disso, a FIESC defende que eventuais mudanças no setor devem priorizar a previsibilidade, o equilíbrio regulatório e a sustentabilidade econômica, considerando os desafios já enfrentados pela indústria brasileira em um cenário de elevada carga tributária, câmbio volátil e infraestrutura deficiente.

Recomeço fora do RS: migração de gaúchos fortalece mercado imobiliário em estados vizinhos

Enchentes no RS parecem ter impactado o comportamento dos gaúchos que têm buscado por mais qualidade de vida em Santa Catarina. Em Tijucas, o bairro-cidade Flores de Sal, perto da capital, tem registrado alta procura desse público em busca de moradias horizontais em contato com a natureza e infraestrutura, além de valorização patrimonial. A nova fase de vendas conta com lotes a partir de R$ 287 mil e expectativa de valorização acima de 25% até 2026.

– A tragédia climática que atingiu mais de 2,3 milhões de pessoas no Rio Grande do Sul em 2024 parece ter provocado uma mudança de comportamento na população. Segundo relatos dos representantes da Urbani Cidades, responsáveis pelo Bairro Cidade Flores de Sal, que está sendo executado em Tijucas, no litoral de Santa Catarina, a procura por famílias gaúchas têm sido cada vez mais expressiva, para recomeçar a vida com qualidade de vida, segurança e infraestrutura moderna. No Flores de Sal, em Tijucas, o maior do gênero do Sul do Brasil, o número de compradores do Rio Grande do Sul aumentou 20% nos últimos três meses.

 

“Segundo projeções divulgadas na imprensa, cerca de 2 milhões de gaúchos devem migrar para SC nos próximos 10 anos, movimento este que já observamos no perfil dos compradores do Flores de Sal. Temos atendido um número crescente de famílias gaúchas que decidiram investir em Santa Catarina por diversos motivos, mas o que mais ouvimos é a busca por segurança, tranquilidade e uma nova vida próxima ao litoral. Muitas delas nos relatam que o Flores de Sal representa exatamente esse novo começo. Um lugar onde podem morar bem, com estrutura completa e longe das áreas de risco, além de um investimento seguro e com alto potencial de rentabilidade”, explica Rodrigo Walter, diretor jurídico do empreendimento.

 

Esse movimento migratório ganhou força após as enchentes de 2024. De acordo com uma pesquisa realizada pela startup Loft, em parceria com a Offerwise, e divulgada em junho do ano passado, 30% dos moradores do Rio Grande do Sul consideram mudar de residência em razão de fatores ambientais, como inundações e secas.

 

“Esse número impressiona e ao mesmo tempo confirma o que já estamos sentindo no dia a dia, uma movimentação forte de famílias em busca de lugares mais seguros, valorizados e com estrutura urbana de qualidade”, ressalta Walter.

 

“O que começou como um plano individual de mudança acaba se tornando uma decisão coletiva. Já tivemos casos de um comprador indicar e trazer conhecidos para adquirir lotes no mesmo entorno. Isso mostra como o Flores de Sal também está se tornando um ponto de reencontro e construção de novas comunidades”, complementa Luciana Pereira, diretora da Urbani Cidades.

 

Com 4,6 milhões de metros quadrados e 7 mil lotes planejados, o Flores de Sal é o maior bairro-cidade do Sul do Brasil. A primeira fase, com 500 mil m² e 623 lotes, está em obras e tem previsão de entrega para abril de 2027. O projeto se destaca pela infraestrutura integrada: 100 mil metros quadrados serão destinados a lazer, comércio e serviços, incluindo o Parque das Flores, com 70 mil metros quadrados de áreas verdes, trilhas, playgrounds e um lago de 25 mil metros quadrados.

 

A nova etapa de vendas foi lançada recentemente, com lotes a partir de 255 m² e preços que começam em R$ 287 mil. O parcelamento é facilitado, direto com a urbanizadora, com entrada de R$ 28.727 e pagamento em até 180 meses, com parcelas a partir de R$ 2.810. A expectativa da Urbani Cidades é de valorização superior a 25% até o próximo ano, impulsionada pelo aumento da demanda, localização estratégica e planejamento urbano sustentável.

 

Sobre a Urbani Cidades

Urbani Cidades é uma empresa do Grupo Petrasalis, que também inclui a Petrasalis Empreendimentos, construtora de Itajaí/SC, com obras na Praia Brava e região, e a Morton Capital, esta que atua no setor de condomínios de armazéns logísticos no litoral catarinense. O Grupo detém fábricas em outros setores como a Incotex, líder na produção de malhas em rolo e tinturaria do país, e a Refisa, uma das maiores refinadoras de sal do Brasil. Aliás, a história das empresas com gestão e fortes valores familiares teve início com o negócio de representação e fabricação de sal há mais de 35 anos, idealizado pelo casal Luiz e Rose Pereira que, na época, começaram a empreender em Itajaí. Com a posterior estruturação da fábrica de sal na cidade de Imbituba (por conta do porto) e do crescimento do negócio, a família começou a investir em terras, incluindo a Fazenda Santa Helena em Tijucas, onde está sendo construído o Flores de Sal. Ao longo do processo, membros da família se especializaram em negócios voltados à construção, condomínios logísticos e urbanização.

 

https://www.floresdesal.com.br/ 

 

INDUSTRIA - Confiança sobe em parte da indústria, mas pessimismo ainda predomina no setor

Os dados mais recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados nesta quarta-feira (28), mostram que o clima de confiança entre os industriais brasileiros segue instável. Em maio, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) avançou em 21 dos 29 setores analisados. No entanto, o movimento ainda foi tímido — a maioria da indústria nacional continua operando sob um viés de cautela.

Três segmentos conseguiram reverter o pessimismo e passaram a operar acima da linha dos 50 pontos (limite que separa confiança de desconfiança no indicador):

  • Impressão e reprodução (+5,8 pontos, atingindo 52,6);
  • Produtos diversos (+2,5, chegando a 51,6);
  • Máquinas e materiais elétricos (+0,7, fechando em 50,2).

Na contramão, biocombustíveis, calçados e veículos automotores voltaram ao campo negativo, evidenciando um desaquecimento ou incertezas setoriais pontuais.

O quadro geral segue delicado: apenas 6 setores estão confiantes, enquanto 23 permanecem em estado de desconfiança — o mesmo patamar de abril.

"A confiança empresarial está diretamente ligada à propensão de investir, inovar e assumir riscos estratégicos. Quando esse sentimento esfria, o impacto se espalha para toda a cadeia produtiva e logística", alerta Cláudia Perdigão, economista da CNI.

Por porte e região: quem está mais confiante?

Houve avanço na confiança entre todos os portes de empresa. Pequenas indústrias puxaram a alta com +2 pontos, seguidas pelas grandes (+0,5) e médias (+0,4). Mesmo assim, só as grandes conseguiram ultrapassar o patamar de 50 pontos, sinalizando algum otimismo.

Geograficamente, a melhora foi concentrada no Sudeste (+1,8), Sul (+1,0) e Centro-Oeste (+0,7), ainda que insuficiente para mudar o panorama geral. Os empresários do Nordeste (51,7), Norte (51,3) e Centro-Oeste (50,9) mantêm-se otimistas. Já os do Sul (48,2) e Sudeste (47,7) permanecem pessimistas.


O que isso sinaliza para o comércio exterior?
Para quem atua na logística internacional, especialmente nos portos brasileiros, esse ambiente de confiança parcial exige atenção redobrada. As grandes indústrias — principais âncoras de projetos de exportação — começam a dar sinais de retomada, mas ainda há cautela. Isso afeta diretamente o volume de embarques, projeções de demanda externa e novos investimentos em infraestrutura logística.

Se a confiança não se consolidar nos próximos meses, o segundo semestre pode ser mais morno do que o esperado, com impactos na geração de carga, uso de capacidade portuária e fluxo de comércio exterior.

Reflexo no Comércio Exterior

Para quem atua na logística internacional, especialmente nos portos brasileiros, esse ambiente de confiança parcial exige atenção redobrada. As grandes indústrias — principais âncoras de projetos de exportação — começam a dar sinais de retomada, mas ainda há cautela. Isso afeta diretamente o volume de embarques, projeções de demanda externa e novos investimentos em infraestrutura logística.

“O termômetro da confiança industrial impacta diretamente os fluxos do comércio exterior. Quando as grandes empresas voltam a confiar, o reflexo aparece nos pedidos de cotação, no fechamento de cargas e na antecipação de operações logísticas. Mas o cenário ainda é de fragilidade, e quem está no setor portuário precisa operar com foco e eficiência para atravessar esse nevoeiro com competitividade.” André Queiróz, especialista em Comércio Exterior

 

Por: André Queiróz

Programa da ApexBrasil promove exportações via e-commerce para o mercado norte-americano

O comércio eletrônico tem se consolidado como uma porta de entrada acessível e estratégica para que pequenas e médias empresas brasileiras alcancem o mercado internacional. Segundo dados da Euromonitor, em 2024, o e-commerce de bens no Brasil movimentou US$ 56,3 bilhões. Em transações internacionais, o país alcançou US$ 12,6 bilhões. Nos últimos cinco anos, o crescimento médio anual foi de 26,3% e a expectativa é que esse movimento siga em ascensão. De 2024 a 2029, a projeção é que o crescimento médio anual do e-commerce transfronteiriço do Brasil seja de 8,5%. 
 
Acompanhando essa tendência e cumprindo o seu papel de promover as exportações do país, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizará, nos dias 2, 3 e 4 de junho, em Miami, nos Estados Unidos, uma edição do programa Jornada Exportadora específica para e-commerce no comércio norte-americano e com foco no setor de moda. 
 
“O e-commerce deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como um vetor estratégico da economia digital e da competitividade internacional. O Brasil, com sua robusta base de consumidores e infraestrutura digital em expansão, tem potencial para protagonizar esse movimento global”, afirma a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza. 
 
Segundo dados da Euromonitor, em 2024, cerca de 64% da população mundial esteve conectada à internet, o que representa mais de 5 bilhões de pessoas com acesso potencial a bens e serviços por canais digitais. 
 
Jornada Exportadora nos EUA 
 
Voltado para pequenas e médias empresas, o programa Jornada Exportadora é dedicado a marcas que ainda não exportam, mas estão prontas para começar, ou àquelas que estão no início da sua jornada no mercado internacional. Esta será a terceira edição do programa em 2025 – as outras duas edições foram voltadas para os setores de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos e para o setor de calçados, respectivamente. Desta vez, serão, ao todo, 19 empresas do setor de moda interessadas em vender produtos como bolsas, roupas, biquinis, acessórios e calçados via e-commerce para o mercado norte-americano. 
 
“A experiência do Jornada Exportadora é, para muitas dessas empresas, o primeiro passo delas no mercado internacional. É uma oportunidade muito única de aprender na prática como funciona o comércio exterior, conhecer o mercado-alvo de perto e fazer reuniões frente a frente com compradores. Esse contato direto gera confiança, abre portas e acelera o processo de internacionalização, especialmente para quem está começando”, explica a gerente de Competitividade da ApexBrasil, Clarissa Furtado. 
 
Todas as participantes já foram capacitadas pelo Programas de Qualificação para Exportação (PEIEX) da ApexBrasil e são iniciantes no processo de exportação. Do total, oito são da região Nordeste, uma do Norte, três do Distrito Federal, quatro do Sudeste e quatro da região Sul. O programa conta com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), que está fornecendo passagens aéreas e hospedagens para 15 das empresas participantes. 
 
As 19 empresas que compõem a delegação têm liderança feminina, algo que ocorreu organicamente durante o processo de inscrição. “A ApexBrasil, por meio do programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), aplica uma lente de gênero em todos os seus programas e projetos. Empresas lideradas por mulheres já têm, na maioria das ações da agência, pontuação extra no processo seletivo. No entanto, nessa ação específica, tivemos pela primeira vez, de forma orgânica, uma delegação composta em sua totalidade por empresas comandadas por mulheres, o que revela que empresárias brasileiras estão buscando cada vez mais conquistar espaço no comércio exterior e o potencial do e-commerce como porta de entrada para esse mercado”, avalia Ana Repezza, idealizadora do programa MNI da ApexBrasil. 
 
Em Miami, as empresárias terão a oportunidade de participar de workshops, fazer visitas técnicas e realizar reuniões de negócios com compradores estadunidenses. 
 
O mercado norte-americano de e-commerce 
 
Além de ser a maior economia global, os Estados Unidos são o segundo maior mercado de vendas eletrônicas do mundo, atrás somente da China. Em 2024, os dois países responderam juntos por US$ 2,6 trilhões em transações online — o equivalente a 61,2% de todo o e-commerce mundial. Individualmente, a China foi responsável por 30,7% desse volume (US$ 145 bilhões), enquanto os Estados Unidos contribuíram com 30,5% (US$ 113,1 bilhões). 
 
Entre as categorias mais populares de vendas eletrônicas nos Estados Unidos, vestuário ocupa o primeiro lugar, com 43%. Em seguida estão calçados (33%), comidas e bebidas (27%), cosméticos (24%) e produtos para pets (22%). Os principais marketplaces e plataformas de moda nos EUA são Shein (26%), Walmart (20,1%) e Amazon (13,4%). 
 
Diante do atual cenário de mudanças nas políticas tarifárias globais, o Brasil se destaca por manter uma estrutura estável e atrativa. Esse posicionamento cria uma janela estratégica de oportunidade para as marcas brasileiras ampliarem sua competitividade internacional. Com condições mais favoráveis em comparação a outros mercados, as empresas nacionais têm mais espaço para se destacar, sobretudo no comércio digital, onde a sensibilidade ao preço desempenha um papel decisivo no comportamento de compra. 
 
Do Brasil para o mundo via e-commerce 
 
Diretamente do Distrito Federal, a marca de bolsas artesanais Painer Brasil é uma das participantes dessa edição do Jornada Exportadora. A marca vende pelo comércio eletrônico há 10 anos para todo o Brasil e, há cerca de um ano, iniciou o seu processo de internacionalização. “Quando começamos a receber pedidos de fora do país, percebemos o potencial do nosso produto para o comércio exterior”, conta Anna Luiza Chaves, CEO da Painer Brasil. “Nossos produtos são bolsas artesanais com design inovador e exclusivas. A gente preza para que, preferencialmente, nossas bolsas sejam confeccionadas com matéria prima sustentável. Nossos produtos imprimem muito o DNA brasileiro. A gente faz questão de mostrar a brasilidade nas peças”, reforça. 
 
Depois de fazer pequenas vendas pontuais para fora do país, Anna Luiza conta que buscou o apoio da ApexBrasil para se preparar melhor para esse mercado. “Em um ano, fizemos o PEIEX, participamos de outras edições do programa Jornada Exportadora e de rodadas de negócios organizadas pela Apex, e nesse tempo já vendemos para Inglaterra, França e Japão”, afirma a CEO.  
 
No ano passado, Anna Luiza participou do E-Xport Meeting, evento da ApexBrasil voltado para o e-commerce internacional. Na ocasião, recebeu uma capacitação para atuar na plataforma Amazon - um dos principais marketplaces e plataformas de moda dos Estados Unidos. Por meio do programa E-Xport, a ApexBrasil realiza parcerias com as principais plataformas de e-commerce do mundo, como Alibaba, Mercado Livre e outras, além da Amazon, e capacita empresas brasileiras para utilizarem da melhor forma possível esses meios. 
 
Desde a capacitação, Anna Luiza conta que vem pensando em adaptar seus produtos para vender pela Amazon. “É um espaço muito competitivo”, comenta. Visitar, portanto, o mercado norte-americano neste momento será muito oportuno para a Painer. “As expectativas de participar dessa edição em Miami são as melhores. Vamos conhecer mais sobre esse mercado norte-americano, fazer network, e quem sabe em breve a gente comece a participar efetivamente das feiras de Miami e a exportar para os Estados Unidos”, destaca a CEO. “Desde o início eu soube que atuar no comércio eletrônico seria o caminho da Painer. Nunca tivemos loja física. Nossa ideia é seguir expandindo via e-commerce e nos adaptando para cada mercado”, afirma Anna Luiza que acaba de começar uma pós-graduação em gestão de comércio exterior. 
 
Outra marca focada em vendas online que quer conquistar o mercado internacional, principalmente o norte-americano, com o apoio da ApexBrasil é a Flat at Least, do Rio Grande do Sul. Criada há três anos pela técnica em informática Andrea Biasuz, a marca produz calçados de couro com pegada sustentável. Com o slogan “leve para onde for”, Andrea explica que as sandálias “podem ser usadas tanto em reunião de trabalho como na praia”. Depois de fazer o PEIEX e participar do programa Elas Exportam - que compõe o escopo do MNI - Andrea afirma que muitas portas se abriram. "O mercado internacional será um grande reconhecimento, num espaço altamente competitivo, para mostrar que o Brasil sabe fazer produtos únicos e de qualidade. A minha jornada não existiria sem a Apex, ela mudou o rumo da minha empresa. O PEIEX me deu o overview de exportação, e o Elas Exportam me apresentou outros mercados", reconhece. Segundo Andrea, seu objetivo é levar a marca para o mercado norte-americano. “Quero chegar em 2026 com 30% das nossas vendas para os Estados Unidos”, reforça. 
 
Para Raíssa Barbosa, sócia-diretora da Fils to, empresa de sportwear de Natal (RN), a expectativa de começar a vender para fora do país via e-commerce com o apoio da ApexBrasil está nas alturas. “Toda nossa operação é focada nas vendas online. Vendemos super bem aqui no Nordeste e levar a empresa para outros canais digitais exportando vai ser muito bom”, destaca. “Fiz todo o treinamento do PEIEX para ser capacitada sobre todos os mecanismos e ferramentas para exportação e me sinto pronta para começar essa jornada”, afirma. A Fils to é uma marca autoral de fitwear feminina que nasceu no Rio Grande do Norte em 2022. “Temos o propósito muito claro de criar produtos que expressam a autenticidade de cada mulher, estimulando um estilo de vida ativo”, explica a sócia-diretora. “É uma expectativa muito alta que estou de imaginar nossas peças em outro cenário, em novos mercados”, conclui Raíssa. 
 
Confira aqui todas as empresas participantes. 
Sobre a ApexBrasil  
A ApexBrasil atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a Agência realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. 

 

Itapema registra alta de 114% no metro quadrado em cinco anos e lidera valorização imobiliária no Brasil

Último relatório da FipeZap mostra que Itapema, cidade do litoral catarinense, teve o maior crescimento percentual no preço do metro quadrado entre os principais mercados imobiliários do país. A cidade está, inclusive, à frente da vizinha Balneário Camboriú, que lidera o ranking em valor absoluto do metro quadrado. Especialistas apontam que o ritmo acelerado de valorização em Itapema reflete a combinação entre localização privilegiada, expansão da infraestrutura urbana e consolidação de um modelo de negócios focado no mercado de alto padrão. Por conta disso, a cidade tem atraído grandes investimentos em empreendimentos imobiliários, como é o caso do Edify One, que deverá ser um dos edifícios mais luxuosos da região e tem Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 600 milhões.

Com valorização de 114% no preço médio do metro quadrado nos últimos cinco anos, Itapema (SC) alcançou o maior crescimento entre todos os principais mercados monitorados pela FipeZap no Brasil. O valor passou de R$ 6.547/m² em 2020 para R$ 14.026/m² em abril de 2025, inclusive, superando a vizinha Balneário Camboriú, que registrou alta de 99,5% no mesmo período. Esse desempenho consolidou Itapema como um novo polo de investimentos imobiliários de alto padrão, atraindo grandes investimentos em empreendimentos imobiliários, como o Edify One, um dos mais luxuosos da região, fruto da parceria com grandes especialistas na área e executivos de peso como Neymar Pai. 

 

O prédio possui um complexo wellness e ampla academia praticamente “pé na areia”, tem apartamentos que chegam a uma área de quase 1000 m2, está em construção, na área mais nobre da cidade, e possui Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 600 milhões. As unidades, cobiçadas por moradores e investidores pelo alto potencial de rentabilidade, têm preço inicial de R$ 13 milhões, podendo atingir R$ 49 milhões, e impressionam pela amplitude, alto padrão de acabamento e localização privilegiada à beira-mar, em Meia Praia.

 

Especialistas apontam que o ritmo acelerado de valorização em Itapema reflete a combinação de localização privilegiada, expansão urbana da infraestrutura e atrativos, além da consolidação do modelo de negócios de alto padrão, impulsionado por acordos feitos diretamente com construtoras, que garantem taxas atrativas, segurança patrimonial em razão das oscilações econômicas e alta rentabilidade, acima da Selic, especialmente para bens de alto valor. O desenvolvimento do município também está atrelado aos novos  empreendimentos que trazem inovações e elevam o patamar construtivo da cidade, como o Edify One, em frente ao mar do bairro nobre de Meia Praia. 

 

Segundo Luiz Feitosa, sócio da empresa com mais de 30 anos de experiência no setor, o momento é de atenção redobrada para quem busca retorno com segurança. “Com mais de três décadas acompanhando ciclos de valorização no mercado imobiliário, posso afirmar que Itapema vive um momento singular. O investidor que busca retorno consistente precisa considerar não apenas o desempenho passado, mas os vetores que apontam para o crescimento futuro — e poucos destinos hoje reúnem tantas variáveis favoráveis quanto Itapema: infraestrutura pública e privada em franca expansão, pressão crescente sobre a oferta de terrenos qualificados frente-mar, turismo com alta capacidade de consumo e uma demanda sofisticada em plena consolidação. Trata-se de um mercado que entrega valor, com perspectivas concretas de valorização sustentada no médio e longo prazo. Além de tudo isso, este é o momento ideal para esse tipo de investimento porque protege os ativos e o poder de compra futuro”, explica.

 

No acumulado de 2025, a cidade já registra alta de 3,91%, segundo a FipeZap — mantendo a curva positiva que atrai compradores de diferentes estados e também estrangeiros. Para Manoela Legarrea, sócia e diretora da Edify, entender o comportamento desse público é essencial para entregar produtos alinhados às expectativas do mercado. “O perfil do comprador mudou. Ele busca não apenas uma boa localização, mas um imóvel com liquidez, exclusividade, segurança e potencial de valorização real. O Edify One é reflexo disso: um projeto que combina arquitetura diferenciada, tecnologia e localização privilegiada em uma das áreas mais valorizadas do litoral catarinense”, comenta.

 

Sobre o Edify One  

A Construtora e Incorporadora Edify nasceu da união de experientes empresários do ramo da construção civil e imobiliário com o objetivo de trazer inovações ao mercado catarinense, além de oportunidades de investimentos de alto potencial de rentabilidade e produtos de excelência que aliem conforto, tecnologia e sustentabilidade. Por meio da sociedade de empresas, entre elas a NR Sports (dona do terreno e sócia), a construtora apresenta o empreendimento Edify One na categoria de alto padrão, em frente ao mar, na cidade catarinense de Itapema, que está no topo do ranking de valorização imobiliária no Brasil.  

 

Mais informações:https://edifyone.com.br

Empresas podem ser multadas ou perder prazos com nova sistemática de citações judiciais, alerta advogado
Com a entrada em vigor da nova sistemática de citações e intimações eletrônicas no dia 16 de maio, empresas que não adaptarem suas rotinas ao uso do Domicílio Judicial Eletrônico (DJE) podem enfrentar consequências sérias, como multas, perda de prazos processuais e até revelia. As mudanças foram implementadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio da Resolução nº 455/22, atualizada pela Resolução nº 569/24, dentro do Programa Justiça 4.0.
 
“A criação do DJE trouxe uma nova responsabilidade à atividade empresarial. Não ter uma rotina estruturada de verificação pode levar à perda de prazos e à aplicação de multa logo no início do processo”, alerta Osmar Golegã, pós-graduado em Direito Digital e Compliance, coordenador do Contencioso Cível do Natal & Manssur Advogados.
 
Segundo o especialista, as empresas precisam tratar o novo sistema com a mesma diligência que antes era dada à correspondência física. “É como se a carta tivesse virado um e-mail com endereço certo. A cautela deve ser dobrada, porque a simples abertura do aviso já pode é considerada ciência do ato, iniciando a contagem dos novos prazos”, explica.
 
Além disso, as mudanças exigem uma nova rotina de checagem diária por parte dos departamentos jurídicos. “Quem integrar essa rotina rapidamente não terá grandes problemas. O que muda é o formato: a citação agora chega por meio digital, diretamente no portal”, complementa.
 
Para Osmar, a mudança representa um avanço para o Judiciário. “A citação por meio eletrônico confere mais celeridade ao processo. Não se trata de transferir ônus às empresas, mas de uma atualização tecnológica inevitável.”
 
O DJE é obrigatório para todas as pessoas jurídicas de direito público e privado, com exceção das micro e pequenas empresas cadastradas na Redesim, que estão dispensadas do registro direto no sistema. Já os advogados devem acompanhar as intimações por meio do novo Diário da Justiça Eletrônico Nacional (DJEN), que unifica as comunicações dos tribunais do país, da mesma forma que antes acompanhavam as intimações em cada um dos tribunais.
 
Fonte: Osmar Golegã, especialista em Direito Civil, pós-graduado em Direito, Processo do Consumidor, Direito Digital e Compliance. É coordenador do Contencioso Cível do Escritório Natal & Manssur Advogados.
Dia Livre de Impostos: 20 estabelecimentos de BC vendem produtos e serviços sem impostos nesta quinta (29)
Consumidores de Balneário Camboriú terão a chance de adquirir produtos e serviços sem impostos em 20 estabelecimentos comerciais em diferentes pontos da cidade nesta quinta-feira, 29 de maio. No Posto Apolo do bairro da Barra, por exemplo, motoristas poderão abastecer seus veículos com gasolina pagando apenas R$ 4,89 o litro, limitado a 20 litros por cliente. A venda especial faz parte do Dia Livre de Impostos (DLI), ação liderada pela CDL Jovem de Balneário Camboriú, que busca conscientizar a população sobre o impacto da alta carga tributária no valor final de produtos e serviços.
 
O Dia Livre de Impostos (DLI) é uma ação promovida anualmente pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelas Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) em diversas cidades do Brasil. Ele ocorre geralmente entre o fim de maio e início de junho, data simbólica que representa o momento do ano até o qual os brasileiros trabalharam apenas para pagar impostos — ou seja, em média, cerca de 5 meses de trabalho são destinados ao pagamento de tributos.
 
De acordo com o coordenador da CDL Jovem de Balneário Camboriú, Jader Schweitzerr, o objetivo da campanha é chamar a atenção da população para o peso dos impostos embutidos nos preços e ainda oportunizar geração de fluxo e vendas para as empresas participantes. “A iniciativa se torna um marco importante na luta por um sistema fiscal mais justo e transparente. Com uma das maiores cargas tributárias do mundo, o Brasil impõe altos custos aos consumidores em praticamente todos os setores. O DLI pretende, justamente, abrir os olhos da população para o quanto se paga em impostos e incentivar o debate público sobre a necessidade de uma reforma tributária”, destaca.
 
O presidente da CDL de Balneário Camboriú, Vilton Santos, reforça a importância do engajamento da sociedade e do comércio local na campanha. “O Dia Livre de Impostos é uma oportunidade concreta de mostrar ao consumidor o impacto real da carga tributária no seu bolso. Quando retiramos os impostos, os preços caem significativamente, e isso evidencia o quanto o sistema atual pesa sobre todos nós. É um chamado à reflexão e à ação por mudanças estruturais no país”, afirma.
 
Oportunidades e descontos
 
Vinte empresas de diferentes setores (confira lista abaixo) estão com descontos especiais neste dia 29 de maio em Balneário Camboriú, a exemplo do Sato Sushi, quando o festival livre do restaurante sairá de R$ 189,90 por R$ 129 para quem realizar reserva para o primeiro horário (19h) do dia 29. Já a Ótica Preuss comercializará lentes visão simples prime com filtro luz azul e antirreflexo de R$ 559 por apenas R$370, enquanto o Refúgio Boutique Jardim estará com seus cristais de murano com 35% de desconto e vasos de cerâmica com 30% off.
 
No Posto Apolo do bairro da Barra, localizado na Rua Maria Mansoto, 925, a venda de gasolina a R$ 4,89 começará às 8h, com limite de 20 litros por cliente. Para participar, será necessário retirar uma senha, entregue por ordem de chegada, até o esgotamento do volume disponível. Cada senha dará direito ao abastecimento de um único veículo, sendo permitida apenas uma senha por pessoa.
 
Empresas participantes do DLI em Balneário Camboriú:
 
• Hospital Veterinário LaPet (Diretoria)
• Eurovip Nobile (Diretoria)
• Pré-Requisito (Diretoria)
• Tamoyo
• Rossi Materiais Elétricos e Iluminação (Diretoria)
• Ótica Preuss
• Segmed
• Elite Lavação
• Posto Apolo
• We Care
• Dana Jalecos
• Mensageiro dos Sonhos
• Mente Sã – Biocosméticos
• Mente Sã – Esoterismo
• Sato Sushi
• Refúgio Boutique Jardim
• Corrêa Materiais Elétricos
• Sea Shape Praia & Fitness
• Koerich
• Berlanda
Licenciamento Ambiental Justo e Sustentável

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)
e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
 
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) manifesta seu pleno e enfático apoio ao Projeto de Lei nº 2159/2021, recentemente aprovado pelo plenário do Senado Federal, que institui a nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental. Esta legislação representa um avanço crucial para a modernização do ordenamento jurídico ambiental brasileiro, promovendo segurança jurídica, racionalidade e eficiência administrativa sem comprometer os princípios da sustentabilidade e da proteção ambiental.
O campo brasileiro, representado pelos produtores rurais, empresários do agronegócio e profissionais do setor, sempre foi defensor do uso racional dos recursos naturais. O agricultor, por essência, é um guardião do solo, da água e do meio ambiente. Afinal, sua atividade depende diretamente da preservação desses recursos. Sustentar o contrário é ignorar a realidade de quem produz com responsabilidade e compromisso com as futuras gerações.
A aprovação do PL 2159/2021 atende a uma demanda histórica do setor agropecuário, que clama por regras claras, proporcionais e coerentes com a realidade das atividades produtivas. A atual legislação ambiental, excessivamente burocrática e heterogênea, impõe entraves ao desenvolvimento sustentável e compromete a viabilidade econômica de inúmeros empreendimentos agropecuários e extrativistas. A simplificação dos procedimentos de licenciamento ambiental — respeitando-se a competência dos entes federados e observando-se os impactos efetivamente identificados nos estudos — representa um avanço democrático e técnico que equilibra proteção ambiental com progresso social e econômico.
A nova lei traz inovações importantes, como a criação da Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC) e a Licença Ambiental Especial (monofásica), que simplifica o processo para atividades estratégicas, a ampliação das hipóteses de licenciamento por procedimento simplificado para projetos de segurança energética e de saneamento, além da dispensa de licenciamento para atividades de baixo impacto, como distribuição elétrica de baixa tensão e manutenção de infraestrutura preexistente. Esses dispositivos são essenciais para destravar investimentos e garantir a continuidade de serviços essenciais à população e à cadeia produtiva nacional.
Importa destacar que o texto aprovado mantém o rigor na proteção ambiental, sem descuidar dos princípios de razoabilidade e proporcionalidade. A vinculação das condicionantes aos impactos efetivamente verificados nos estudos ambientais e o estabelecimento de prazos para a análise dos pedidos de licença conferem previsibilidade aos empreendedores e fortalecem a segurança jurídica. Essa racionalidade é vital para fomentar investimentos públicos e privados, especialmente em obras estruturantes de infraestrutura, logística e energia — setores indissociáveis da competitividade agropecuária brasileira.
A FAESC também saúda a alteração na tipificação penal prevista na Lei de Crimes Ambientais, que passa a exigir dolo comprovado para a responsabilização de agentes públicos. Trata-se de medida justa e equilibrada, que protege os bons servidores contra perseguições injustas e contribui para um ambiente institucional mais seguro e eficiente.
Esta nova legislação representa, portanto, não um retrocesso ambiental, como injustamente afirmam alguns setores, mas um avanço no aprimoramento das políticas públicas. Fortalece-se o papel do Estado como regulador eficiente e não como entrave ao progresso. Garante-se que o empreendedorismo responsável, que respeita o meio ambiente e gera emprego e renda, possa florescer com respaldo legal e administrativo.
A FAESC reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a proteção do meio ambiente e a valorização dos produtores rurais brasileiros. Apoiamos o PL 2159/2021 por compreender que ele representa uma oportunidade histórica de conciliar crescimento econômico, inclusão produtiva e conservação ambiental.
A perpetuação das atividades agrícolas, pecuárias, extrativistas e de pesca depende diretamente da existência de regras claras, processos eficientes e legislação realista. O Brasil precisa caminhar com segurança rumo a um modelo de licenciamento que respeite o meio ambiente, mas que também reconheça o valor do produtor rural como agente do desenvolvimento nacional.
 

 

Ex-MEIs podem enfrentar multas e restrições por não entregar declaração obrigatória após encerrar CNPJ

Embora encerrar um CNPJ como microempreendedor individual (MEI) seja um processo simples e rápido, a maioria dos ex-MEIs acaba ignorando um passo final fundamental: a entrega da chamada “Declaração de Extinção”. Segundo uma pesquisa realizada pela plataforma MaisMei, 80% dos empreendedores que deram baixa no CNPJ não entregaram essa declaração, também conhecida como versão final da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI).

O descuido pode sair caro. De acordo com o advogado João Victor Duarte Salgado, integrante do escritório Celso Cândido de Souza Advogados e especialista em Direito Empresarial, a não entrega da declaração de extinção pode gerar multa automática. “Quando o microempreendedor individual realiza a baixa do CNPJ sem enviar a declaração de extinção dentro do prazo, uma multa é cobrada no momento em que a declaração, enfim, for feita. O valor pode chegar a 20% do total de tributos devidos”, afirma. Mesmo em casos em que a empresa não gerou receita ou não emitiu nota fiscal, a entrega continua sendo obrigatória.

Além da multa, o descumprimento da obrigação pode ter consequências mais sérias. “O CPF do titular pode ficar irregular junto à Receita Federal, dificultando a obtenção de empréstimos, certidões negativas e até a participação em licitações públicas”, alerta Salgado. E o problema pode se agravar: as obrigações fiscais, e eventuais dívidas do CNPJ encerrado sem a declaração, podem ser transferidas diretamente para o CPF do responsável, com acréscimo de correção monetária e juros.

A exigência da Receita Federal, segundo o advogado, tem fundamentos jurídicos claros: “Mesmo sendo simples de preencher, a declaração de extinção é necessária para informar a baixa do MEI e evitar fraudes. Ela confirma à Receita que o encerramento do CNPJ foi legítimo, impedindo o uso indevido do cadastro por terceiros”.

Para quem perdeu o prazo, não há como contestar ou reduzir a multa com base em desconhecimento da regra. “A multa é automática e não cabe contestação, mesmo que o empreendedor não tenha sido informado adequadamente sobre essa obrigação”, conclui o advogado.

A orientação é que todo MEI que optar por encerrar suas atividades acesse o Portal do Empreendedor, siga o passo a passo para a baixa do CNPJ e, em seguida, realize a Declaração de Extinção no Portal do Simples Nacional, garantindo o encerramento fiscal completo da empresa e evitando dores de cabeça futuras.

Indústria do aço acende o alerta: é hora de fortalecer nossa competitividade do portão para fora

*Por Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel


Fortalecer a indústria não é apenas uma estratégia econômica: é uma decisão sobre o futuro do país. Quando deixamos de investir na produção nacional, perdemos mais do que competitividade: comprometemos empregos qualificados, inovação tecnológica, arrecadação e a capacidade de sustentar uma economia forte e resiliente.

E nesse momento, a indústria brasileira processadora do aço atravessa um momento decisivo. Em um cenário global de excesso de capacidade e práticas desleais de comércio, países como Estados Unidos, México, Colômbia, Índia e membros da União Europeia vêm adotando medidas firmes para preservar suas cadeias produtivas e manter a competitividade interna. Em nosso país, no entanto, a ausência de uma reação proporcional expõe o setor a uma concorrência desequilibrada, com impactos diretos no desenvolvimento econômico e sustentável. 

O setor do aço está sob pressão, e há motivos claros para que ele exija tanta atenção neste momento. A entrada crescente de produtos importados a preços artificialmente baixos, impulsionados por subsídios em países com excesso de produção, ameaça a operação de centenas de empresas que transformam aço em soluções para inúmeros setores essenciais. Trata-se de um risco concreto para a indústria nacional, especialmente para pequenas e médias empresas e, por consequência, para a geração de empregos de qualidade e de valor agregado.

O avanço das importações de produtos do segundo elo da cadeia do aço, o de processamento, ocorre em um contexto especialmente preocupante: entre janeiro e abril deste ano, o Brasil registrou um crescimento de mais de 30% do volume importado, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo um levantamento da Abimetal-Sicetel, com base em dados oficiais do Comex Stat (ferramenta do governo brasileiro que disponibiliza dados oficiais sobre o comércio exterior do país).

Esse aumento expressivo se dá justamente quando o país conta com capacidade ociosa, qualificação técnica e estrutura produtiva apta a atender grande parte dessa demanda internamente. Grande parte das importações tem origem na China, onde os preços praticados, muitas vezes abaixo do valor de mercado, distorcem a concorrência e colocam em risco a soberania da indústria nacional.

 

Mas frente a tudo isso: o que foi feito no Brasil e por que ainda é pouco?

Como resposta inicial ao desequilíbrio competitivo, o governo elevou para 25% a alíquota de importação de seis produtos fabricados pelas indústrias representadas pela Abimetal-Sicetel, sendo eles: arames galvanizados, arames de alto carbono, arames de outras ligas, materiais para andaimes, telas soldadas e pregos. Embora represente um passo na direção correta, a medida ainda é insuficiente diante da urgência de garantir previsibilidade e condições equânimes para o setor. Além disso, permanece a incerteza quanto à sua renovação, o que fragiliza sua efetividade como instrumento de proteção à indústria nacional. Temos muita confiança de que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) trabalhará para que a alíquota de 25% seja renovada.

Quando falamos sobre a importância do segmento na geração de empregos, é preciso destacar que contamos com cerca de 30 mil postos de trabalho diretos, segundo os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Somos uma cadeira que emprega mão-de-obra qualificada, movimenta economias locais, contribui com a arrecadação de tributos e fortalece o parque industrial brasileiro. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ainda, os empregos industriais pagam, em média, 10% mais do que os demais setores e concentram 69% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Portanto, proteger os trabalhadores é também defender a capacidade produtiva nacional.

Mais do que preservar, trata-se de fortalecer a indústria brasileira, ou seja, o que é realmente nosso. E nesse sentido, é importante frisar, aqui, que a indústria brasileira do aço não teme a concorrência internacional, mas busca a criação de um ambiente de isonomia competitiva, com regras claras e estáveis. Renovar o atual sistema de fortalecimento comercial e avançar em políticas públicas mais eficazes são as duas medidas urgentes que a Abimetal-Sicetel defende para o restabelecimento da competitividade do setor, que tem capacidade instalada, qualidade técnica e compromisso. O que falta, muitas vezes, são as condições adequadas para competir em pé de igualdade.

Esse cenário nos convida à reflexão: quando temos um contexto interno favorável, faz sentido priorizar fornecedores estrangeiros em detrimento de empresas brasileiras que empregam, pagam impostos e investem em inovação no Brasil?

A indústria do aço é parte de um elo vital para a movimentação da economia nacional. Conforme aponta a CNI, cada R$ 1,00 produzido pela indústria de transformação gera R$ 2,43 na economia como um todo — o maior efeito multiplicador entre todos os setores. Portanto, valorizar essa capacidade é fundamental para construirmos um futuro com mais oportunidades. É hora de rever regras, repensar prioridades e apoiar quem produz aqui, com responsabilidade e compromisso com o país.


*Ricardo Martins é presidente da ABIMETAL-SICETEL desde 2019, com mandato até 2027. Engenheiro e fundador da Grampofix, atua no setor metalúrgico desde 1994. Foi diretor de Comércio Exterior da FIESP e CIESP por mais de uma década, liderando missões internacionais. É diretor da FIESP e FIEMG e preside o Conselho de Metalurgia do SENAI-SP.

 

 

Sobre a Abimetal — Sicetel:

A Abimetal — Sicetel surgiu da união entre a ABIMETAL e o SICETEL, representando a indústria processadora de aço no Brasil. Sua atuação conjunta representa cerca de 400 indústrias de pequeno, médio e grande portes, de capital nacional e estrangeiro, que integram o segundo elo da cadeia produtiva do aço no país. A organização promove a competitividade, a inovação e o crescimento sustentável do setor, além de atuar em defesa de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento econômico e a integração da indústria nacional.

O Sicetel:

O Sicetal (Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos) é uma entidade de classe patronal sem fins lucrativos, fundada em setembro de 1934. Desde 1979, representa exclusivamente as empresas processadoras de aço, sendo responsável pela defesa de seus interesses e pelo fortalecimento do setor.


A Abimetal:

A Abimetal (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço) surgiu no final de 2018 para atender às necessidades de suas representadas por um modelo moderno de atuação associativa. Seu objetivo é focado no fortalecimento e desenvolvimento do setor, promovendo a defesa dos interesses das empresas associadas.

Economia & Negócios: Pronegócio

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Pronegócio

Encerrou na sexta-feira (16), a 70ª Pronegócio. Realizada pela Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque (AmpeBr) com patrocínio do Sebrae, a Rodada foi palco de negociação entre fabricantes de SC e compradores de todo o Brasil. O evento, considerado a maior rodada de confecção do país, reuniu no Pavilhão de Eventos, em Brusque, mais de 650 lojistas ao longo de quatro dias de realização, que adquiriram produtos da coleção Primavera/Verão 25. A expectativa da entidade com o sucesso da edição foi superada, tendo um aumento de 15 a 20% em relação à mesma rodada ano passado. Foi uma Pronegócio histórica, superando todas as expectativas, com a comercialização de mais de 900 mil peças. Com o encerramento da 70ª Pronegócio, a AmpeBr inicia os preparativos para a 71ª Pronegócio que apresentará as coleções de Alto Verão 25. A rodada acontece de 12 a 15 de agosto, no Pavilhão de Eventos, em Brusque, exclusivamente para lojistas de todo o Brasil e para fabricantes de SC. 

Maré cheia

Quem andou celebrando o verdadeiro festival de praias aterradas, que começou em SC e virou moda Brasil afora, pode ficar com a cara de maré cheia. Pesquisadores da Universidade Federal de SC acabam de emitir uma nota técnica, a partir de evidências científicas, concluindo que tais alterações na dinâmica natural têm mais risco de afogamento e balneabilidade pior. E agora?

Anti-Itália

Não será surpresa se o grande ato solene, dia 4, na Assembleia Legislativa, alusivo aos 150 anos da grande imigração italiana em SC, se transforme em uma manifestação de protesto e repúdio contra o Parlamento da Itália que aprovou decreto-lei que restringe o direito à cidadania italiana a descendentes de imigrantes nascidos fora do país. Como se sabe, depois do Espírito Santo, SC é o segundo Estado brasileiro com o maior contingente de ítalo-descendentes.

Morador de rua

O bilionário Luciano Hang, decidiu entrar na discussão sobre os moradores de rua, e na sua cidade, Brusque. Ele palpitou em reunião, com representantes da sociedade civil e do poder público local. Definiu-se por um projeto de lei para proibir o uso de bebidas alcoólicas em espaços públicos, bem como a venda de produtos em semáforos. A última contagem apontou que a cidade tem no momento 62 moradores de rua, mas já teve 130.

Mais turistas de SP

Atento a oportunidades de turistas de São Paulo visitarem Florianópolis em função do elevado número de voos entre as duas cidades, quase 30 por dia, o Destino Floripa & Região decidiu apostar em maior divulgação das atrações regionais para o mercado paulista. A estratégia dos convites é por meio da realização do SC Day. Na noite de quinta-feira (21) o primeiro evento foi realizado em São Paulo, para operadores de 50 empresas do setor além de jornalistas e influencers. O trabalho incluirá 25 agências e operadoras de turismo para informar sobre atrações da região.

SC é destaque

O Indice Global do Ecossistema de Startups 2025 mostra que SC tem oito cidades entre os melhores ecossistemas de Startups do mundo. O estado ficou em segundo lugar no Brasil nesse ranking, só atrás de São Paulo com tem 10 cidades na lista. O estudo incluiu 1.400 cidades de 100 países. A presença de SC neste ranking é integrada por Florianópolis (275ª), Joinville (425ª), Blumenau (612ª), Rio do Sul (734ª), Criciúma (1.097ª), Itajaí (1.143ª), Chapecó (1.247ª) e Lages (1.305ª). O vice-presidente da Facisc, empresário da área, afirma que esse estudo mostra a diversidade da economia de SC e projeta a tecnologia do estado em âmbito mundial.

Turbulência

Pode dar turbulência no negócio da contratação, com custo de R$ 15 milhões por dois anos, pelo governo de SC, de um helicóptero para voos noturnos. Conforme “O Globo”, o piloto que assinou a proposta de contrato já teve licença cassada por fraude de diários a bordo para simular voos. O governador já respondeu que sua participação não tem qualquer vínculo com a operação de voos.

Esconde SC

Em todas as recentes entrevistas, onde se gaba do fato de nos primeiros quatro meses deste ano o Brasil ter recebido 4,4 milhões de turistas estrangeiros, o presidente da Embratur, que nunca visitou SC, como ministro, exclui o Estado que respondeu pelos melhores números. Ali tem um viés ideológico, por ser governado por um bolsonarista.

Camisa tecnológica

A marca Malwee, catarinense de Jaraguá do Sul, com muito orgulho, está anunciando o lançamento da camiseta Ar.voree, que chegou ao mercado dia 22 deste mês. O que a diferencia de tudo que se conhece é que se trata da primeira malha brasileira com tecnologia que capta gás carbônico (CO2) do ambiente e o elimina durante o processo de lavagem.

Gastos sem fim

Inacreditável o que o colunista Cláudio Humberto conseguiu saber, pela Lei da Transparência: que o governo Lula, gastou em viagens, nos dois primeiros anos do seu terceiro mandato, a fortuna de R$ 4,63 bilhões. Só nos últimos 45 dias foram R$ 212 milhões.

Investimentos estratégicos

Os investimentos estratégicos aprovados neste mês pelo Fundo da Marinho Mercante (FMM) preveem R$ 1,4 bilhão em SC, divulgou o Ministério de Portos e Aeroportos. Serão destinados à construção de quatro rebocadores portuários e quatro embarcações “oil spill response vessel”, que significa navio de resposta a derramamento de óleo.

Cooperativismo

Santa Catarina distingue-se no cenário nacional por um conjunto de atributos notáveis que moldam sua identidade sociocultural e econômica. Tais virtudes, que permeiam a formação histórica e social, encontram consonância plena nos princípios do cooperativismo, doutrina econômica e filosófica trazida pelos imigrantes pioneiros e perpetuada por gerações. O cooperativismo transcende a simples organização empresarial: representa um modelo de desenvolvimento socioeconômico inclusive, democrático e sustentável. Em SC, essa filosofia encontrou terreno fértil para florescer e consolidar-se como pilar estruturante da economia estadual, estando presente em todos os ramos produtivos. Atualmente, o movimento cooperativista abrange mais de 4,7 milhões de catarinenses, movimentando anualmente R$ 91 bilhões. Trata-se de uma verdadeira força propulsora do progresso, segundo a Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), a partir dos dados das 235 cooperativas filiadas, revelando uma realidade de expressiva relevância social e econômica.

Contraponto

No início deste mês, a Folha de São Paulo publicou contundente artigo de sua azeda articulista fixa Mariliz Pereira Jorge, afirmando que o Senna Tower, o prédio de 500 metros de altura em Balneário Camboriú, é um “monumento à cafonice” e que “é a prova de que o dinheiro não compra bom gosto”. Agora, o mesmo matutino paulistano deu vez ao contraponto, abrindo o mesmo espaço para Stéphane Demeneghini, a engenheira responsável pela obra e diretora da empresa Talls Solutions, para dizer que “monumentos como a Torre Eiffel ou o Empire State foram criticados antes de virarem ícones. O mesmo se aplica aqui. O Senna Tower não isola, aproxima; não exclui, inspira. E materializa a capacidade do Brasil de sonhar alto e transformar realidades”. Boa resposta.

Investimento

A empresa Zen, de Brusque, apresentou as operações de seu novo parque fabril, marcando um passo estratégico dentro do ciclo de investimentos de R$ 150 milhões, resultado de dois anos de planejamento e um ano de obras. Para o diretor-presidente, a nova unidade vai além da expansão física, simboliza a evolução da empresa rumo a um modelo produtivo mais tecnológico, eficiente e sustentável.” Esse momento é fruto do mesmo espírito empreendedor que inspirou os fundadores e que continua presente em cada passo que damos, investimos no futuro porque acreditamos na força do nosso time e na perenidade do nosso negócio, destaca o diretor.

Evasão universitária

Imagina-se o quanto custou para o contribuinte a impressionante evasão de estudantes da UFSC entre 2008 e 2023, conforme levantamento publicado semana passada. Foi de 44% no campus de Florianópolis e de assustadores 59% nos de Joinville e Blumenau. Será que entre outras razões, principalmente econômicas, dos estudantes e suas famílias, está a decepção com a instituição, inclusive quanto à manutenção de suas instalações, muitas delas completamente pichadas? É provável que sim. Buscam-se respostas.

Faltou dizer

 O presidente da Embratur nunca diz quando fala do número de turistas estrangeiros que tiveram no Brasil de janeiro a abril deste ano, que em SC foram 492 mil, um salto de 67% em comparação no mesmo período do ano anterior, que registrou 294 mil.

Roubalheira

O INSS anunciou que iniciará a devolução de mensalidades associativas descontadas ilegalmente, mas apenas do mês de abril, portanto se um aposentado foi roubado durante vários meses ou anos (as fraudes iniciaram no governo Temer), receberá de volta apenas um mês. Para receber o restante dos descontos ilegais, o INSS decidiu que os prejudicados devem pedir o reembolso pelo aplicativo Meu INSS e esses pedidos de reembolso serão encaminhados às entidades que fizeram os descontos ilegais. É a consumação de um assalto aos aposentados, cuja responsabilidade é do INSS, que não foi capaz de adotar, mesmo alertado várias vezes ao longo dos anos, mecanismos para evitar fraudes contra seus segurados. Tentar responsabilizar terceiros por pagamentos que o INSS é o responsável primário, é uma tentativa rasteira de lesar ainda mais quem foi lesado. Se você tem um advogado, consulte-o, pois o INSS está querendo lhe roubar.

Economia prateada

A medida em que a expectativa de vida das pessoas aumenta em SC e a taxa de natalidade não acompanha esse crescimento, oportunidades surgem para aqueles que estão de olho nelas. O envelhecimento populacional já é sentido nos números, em três a cada 10 brasileiros com mais de 50 anos. São pessoas que mudaram de hábitos à procura de bem-estar, lazer e, como consequência, consumo. É a chamada “economia prateada” que foca tanto naqueles que gastam, como nos que veem uma chance de ganhar dinheiro com isso. Ignorar esse movimento é quase como jogar dinheiro fora. Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que 48% da população nacional estão nas mãos daqueles que têm mais de meio século de vida.

Jeitinho

Conforme a Folha de São Paulo, 31 parlamentares de 11 partidos atuaram, desde 2019, contra o controle de descontos em benefícios no INSS. Uma medida provisória enviada por Bolsonaro em janeiro de 2019 estabelecia que a autorização para os descontos de associações deveria ser revalidada anualmente. Vinte e seis parlamentares propuseram a supressão do dispositivo ou a modificação para ampliar o intervalo entre as atualizações. Na lista está o deputado federal Celso Maldaner de SC.

Desprezível

Se todas as pessoas que dedicam horas para cuidar desses bebês reborn adotassem crianças abandonadas, órfãs, necessitadas ou vulneráveis, seguramente o mundo seria bem melhor. Deprime ver o Congresso Nacional, assembleias legislativas, câmaras de vereadores e prefeitos perdendo seu precioso tempo com uma pauta tão desprezível.

Tostão e bilhão

Todos os descontos de aposentados e pensionistas do INSS estão suspensos após a descoberta da roubalheira feita por várias organizações vigaristas que se apoderaram de R$ 6,3 bilhões. Entre as raras exceções está a Associação de Aposentados, Pensionistas e Idosos de Tubarão, com 588 associados ativos, cujo desconto mensal total era de R$ 8.390, enquanto bandidos levaram bilhões.

A polêmica do canabidiol

O governo do estado publicou o decreto nº 988, que regulamenta a lei aprovada pela Alesc, sancionada em dezembro de 2024. A legislação garante o fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabis para fins medicinais, sem restrição de patologia, via SUS. O decreto, porém, institui a criação da Comissão de Trabalho para Uso Medicinal de Canabiol, que ficará responsável por estabelecer as diretrizes para o protocolo de fornecimento dos medicamentos a pacientes do SUS. A lei 19.136 que entrou em vigor em dezembro, agora regulamentada pelo decreto governamental.

Saneamento

A Agenda da Água 2025 da Fiesc destaca que o Estado segue com o desafio de fazer investimento bilionário até 2033 para alcançar a meta de universalização do saneamento, prevista para 2033. De 2022 a 2033, SC teria que investir R$ 20 bilhões, mas pouco foi feito até agora. Um dos entraves é a própria legislação. Por isso, o projeto de lei 231/2025 foi apresentado na própria Alesc para melhorar as condições legais para investimentos.

Gigante asiática

Santa Catarina está no centro dos planos de expansão da Shein para o Brasil. A gigante asiática de varejo online quer ter pelo menos mil novos parceiros locais cadastrados em seu marketplace, plataforma própria que reúne diversas lojas virtuais. Isso representaria mais do que dobrar o atual número de 600 sellers, com a companha chama empresas que vendem peças de roupas e outros tipos de acessórios em seu site para algo em torno de 1,6 mil. É o primeiro Estado que acontece a expansão neste ano, Cidades como Blumenau e Brusque, dois principais polos têxteis catarinenses, estão na lista de prioridades nessa busca por novos parceiros. Mas a procura também vai abranger Florianópolis, Joinville e Itajaí.

Produção de Frutas Finas 1

O agronegócio catarinense é um dos pilares mais sólidos da economia do estado e do Brasil. Apenas em 2024, o setor movimentou mais de R$ 63 bilhões, segundo dados do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri. Grande parte deste desempenho é resultado da força da agricultura familiar. Hoje, cerca de 78% das propriedades rurais de SC seguem esse modelo, responsável por metade de todo o faturamento do agronegócio catarinense, conforme a Secretaria da Fazenda. Entre os segmentos que mais crescem na agricultura familiar, está a produção de orgânicos. Mais de 2 mil proprietários catarinenses se especializaram neste tipo de cultura, que alia qualidade de vida no campo, renda para os produtores e benefícios para o meio ambiente.

Produção de Frutas Finas 2

Nesse contexto que atua o proprietário do Empório do Mirtilo, localizado em Itá, no Oeste catarinense. No local, a produção é focada em frutas finas como mirtilo, amora, framboesa, physalis e morangos. Toda a produção é orgânica e livre de conservantes e processada de forma artesanal. A propriedade alia técnicas sustentáveis e atua com agricultura familiar para manter uma produção de baixo impacto ambiental. Tudo começou em 2012, quando foi adquirido os pomares de um antigo grupo multinacional. Desde o início, a estrutura foi organizada para funcionar dentro da lógica familiar, com os membros da família atuantes nos processos de produção e administração. A operação cresceu e atualmente emprega cerca de 10 colaboradores em épocas normais, chegando a 50 funcionários nos períodos de colheita.

Justiça rápida: o que é Arbitragem

É um método de solução de conflitos fora do Poder Judiciário em que um ou mais árbitros emitem decisões com força de sentença judicial. Caracterizada, a arbitragem é um método alternativo ao Poder Judiciário que oferece decisões ágeis e técnicas para a solução de controvérsias. Só pode ser usada por acordo espontâneo das pessoas envolvidas no conflito, que automaticamente abrem mão de discutir o assunto na Justiça. A escola da arbitragem pode ser prevista em contrato, ou seja, antes de ocorrer o litígio ou realizada por acordo posterior ao surgimento da discussão. Como se trata de um método privado, são as partes envolvidas nos conflitos que elegem um ou mais árbitros, geralmente um ou três, imparciais e com experiência na área da disputa, para analisar o caso. Os árbitros normalmente tentam ajuda as partes a entrar em acordo. Se não houver acordo, os árbitros emitem a decisão, chamada de laudo ou sentença arbitral, que tem força de sentença judicial. Os custos dependem do tipo de conflito e da câmara de arbitragem escolhida.

Ponta-cabeça

Um magistrado aposentado, ficou uma semana na Europa e tentou se desligar das notícias do Brasil. Quando voltou, quase enfartou ao tomar conhecimento dos inúmeros e inacreditáveis fatos ocorridos em sete dias, a começar pelo atrevimento da extravagante entojada primeira-dama, Janja da Silva e do presidente Lula, pedindo para o ditador chinês Xj Jinping enviar emissário as redes sociais no Brasil. Na lista entraram ainda as gravações do policial federal Wladimir Soares manifestando sua intenção de cortar a cabeça do ministro Alexandre de Moraes, o inacreditável roubo dos aposentados e pensionistas do INSS, a intervenção na CBF e o circo no Senado com a CPI das Bets. Para completar deglutiu a criatividade do presidente do IBGE, autor de um mapa-múndi onde o Brasil está de cabeça para baixo.

Tesla perde o trono: BYD acelera e domina o mercado europeu! Disputa pelo domínio do setor ganha força com crescimento acelerado e novas fábricas na região

A montadora chinesa BYD vendeu mais veículos totalmente elétricos na Europa do que a americana Tesla pela primeira vez, mesmo enfrentando tarifas mais altas impostas pela União Europeia (UE). Segundo relatório da JATO Dynamics, essa é uma “virada de jogo” para o mercado automotivo europeu.

Dados da consultoria especializada mostram que as vendas da BYD na Europa cresceram 359% em abril na comparação anual.

Já a Tesla registrou queda de 49% no mesmo período, afetada também por protestos na região contra seu CEO, Elon Musk. A análise da JATO cobre 28 países do continente.

O avanço da BYD ocorre apesar da UE ter aplicado, em outubro do ano passado, tarifas punitivas sobre veículos elétricos chineses, citando práticas comerciais injustas.

Tesla foi beneficiada por uma tarifa menor, de 7,8%, para seus carros produzidos na China, enquanto a BYD teve 17%. Outras montadoras chinesas chegaram a enfrentar tarifas de até 35%. A UE mantém ainda uma tarifa padrão de 10% para importação de carros.

Em entrevista à CNBC, Felipe Munoz, analista da JATO, diz que a diferença entre as vendas da BYD e da Tesla em abril foi pequena, mas o significado do resultado é enorme. A BYD também superou marcas tradicionais europeias, vendendo mais que Fiat e Seat na França, por exemplo.

“A BYD só começou a atuar oficialmente fora da Noruega e Holanda no fim de 2022, enquanto a Tesla lidera o mercado europeu de veículos 100% elétricos há anos. Isso marca um momento decisivo no mercado europeu de carros”, afirmou Munoz.

O crescimento da BYD acontece antes mesmo do início da produção em sua nova fábrica na Hungria, que deverá se tornar seu centro operacional no continente.

A Europa surge como um campo de batalha estratégico entre BYD e Tesla, segundo a consultoria Counterpoint Research. A expectativa é que o mercado europeu de veículos elétricos cresça mais em 2025 do que o chinês, que já tem alta penetração.

As tarifas europeias incentivam montadoras chinesas a localizarem sua produção na região. A Tesla também planeja expandir sua fábrica na Alemanha.

Segundo a JATO, as tarifas impactaram inicialmente as vendas chinesas, mas as empresas reagiram ampliando e diversificando suas linhas com modelos híbridos plug-in — veículos que combinam motor elétrico com motor a combustão e que não são alvo das tarifas.

As vendas de veículos 100% elétricos e híbridos plug-in na Europa subiram 28% e 31%, respectivamente, mesmo com queda nos carros a combustão. As vendas totais de elétricos chineses cresceram 59% em abril, chegando a quase 15,3 mil unidades.

Em março, dados mostraram que a Tesla, que só vende carros 100% elétricos, ficou atrás da BYD em número total de vendas anuais no mundo.

Por: André Queiróz

 

82% dos bares e restaurantes esperam faturar mais no Dia dos Namorados em comparação com o ano passado

O otimismo tomou conta dos bares e restaurantes diante da proximidade do Dia dos Namorados. De acordo com pesquisa da Abrasel, 82% dos estabelecimentos esperam faturar mais do que no ano passado — e a maioria projeta um crescimento de até 20%. A adesão à data é quase unânime: 95% vão abrir as portas, sendo que 1% fará isso exclusivamente para a ocasião. Outros 5% não vão funcionar ou ainda não decidiram. 
 
Para aproveitar melhor o potencial da data, a Abrasel lançou a campanha Semana dos Namorados, incentivando os estabelecimentos a ampliarem a programação além do tradicional jantar romântico do dia 12 de junho. A iniciativa inclui uma cartilha com orientações para aumentar o faturamento, com foco em ações como capacitação de funcionários e ambientação. O material está disponível no site materiais.abrasel.com.br/cartilha-semana-dos-namorados. 
 
“O Dia dos Namorados é, historicamente, o dia de maior movimento nos bares e restaurantes, marcado por filas e casas lotadas. Ao incentivar comemorações ao longo de toda a semana, queremos oferecer aos casais uma experiência mais tranquila e prazerosa, com conforto, privacidade e um atendimento ainda mais dedicado por parte das equipes", afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. 
 
Abril traz boas notícias para a rentabilidade dos negócios 
 
O cenário que antecede o Dia dos Namorados já mostra sinais de recuperação. Em abril, 40% das empresas do setor registraram lucro, enquanto outros 40% conseguiram equilibrar suas contas e 19% registraram prejuízo. Os dados apontam para um segmento que, embora ainda pressionado por custos e instabilidade econômica, está mais fortalecido do que em anos anteriores. 
 
Uma das estratégias para preservar a clientela tem sido reajustar os preços de forma moderada. Segundo a pesquisa, nos últimos 12 meses, 60% dos bares e restaurantes ajustaram os cardápios dentro ou abaixo da inflação, enquanto 34% não fizeram qualquer reajuste. Apenas 6% aplicaram aumentos superiores ao índice oficial. 
 
“Há uma preocupação constante em manter o negócio viável sem afastar o consumidor. O setor está mais atento à necessidade de equilibrar rentabilidade e competitividade”, avalia Solmucci. “O Dia dos Namorados funciona como um termômetro desse equilíbrio: quando bem planejada, a data pode impulsionar o faturamento e ajudar a reduzir o impacto de desafios econômicos, como a inflação, no caixa dos estabelecimentos”, conclui. 

 

Fabiano destaca que Porto de Itajaí volta a ser competitivo e adverte Estado para concorrência com Paraná

O deputado Fabiano da Luz fez uma visita ao Porto de Itajaí e comprovou que desde que o governo federal assumiu o porto ele voltou a funcionar e a ser competitivo.

“Também pude comprovar o que se tornou o Porto de Itajaí no mandato passado do Bolsonaro. O Bolsonaro fez pelo Porto de Itajaí a mesma coisa que ele fez por Santa Catarina: nada. Não fez nada. Deixou ele morrer, fechar, virar um porto fantasma. Não renovou contrato com as empresas e a tristeza tomou conta”, lamentou.

Somente após ser federalizado e o presidente Lula renovar contratos com as empresas que o porto voltou a operar. “Nesses primeiros quatro primeiros meses do ano movimentou R$ 64 milhões. Gerou emprego, renda, girou a economia do município, inclusive para a Prefeitura de Itajaí, que voltou a ter recolhimento de ISS”, disse.

O deputado disse que na próxima semana, um navio construído especialmente para o transporte de veículos fará sua primeira viagem com 7.500 carros da BYD, o maior carregamento de veículos do mundo a ser desembarcado em Itajaí.

“Além disso, o presidente Lula deve vir para Santa Catarina nos próximos dias e vai trazer mais R$ 600 milhões de investimentos do governo Federal para torná-lo um dos principais pontos de escoamento e recebimento de mercadorias do Brasil”, antecipou.

 

Foto: Bruno Collaço/Agência AL

Federação de Hotéis e Restaurantes defende autonomia do setor sobre escala de trabalho de mulheres

A fim de impedir uma onda de demissões nos setores em que opera, a Federação dos Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) defende que a escala de trabalho pode ser objeto de negociação coletiva entre os sindicatos da categoria (profissional e patronal). Ocorre que, em alguns casos, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem feito imposições para a concessão de duas folgas por mês, incluindo fins de semana. Entretanto, a entidade afirma que, em áreas como Hospitalidade, Turismo e Alimentação, o ponto forte é, justamente, os sábados e os domingos, quando há maior demanda em detrimento de dias úteis.

Para jogar luzes ao tema, a Fhoresp promove na segunda-feira (26/5), das 14 às 17h, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), o seminário “Escala de Trabalho – Dupla Folga Dominical para Mulheres no Setor de Hospedagem & Alimentação”. Nomes de peso do Direito Trabalhista e do setor de Turismo darão tom ao evento, destinado a profissionais e a empresários do trade turístico e da seara jurídica. Presencial, o encontro tem vagas limitadas. As inscrições devem ser firmadas com antecedência no link https://fhoresp.com.br/fhoresp-juridicos/).

Entre os expositores estarão a ministra Morgana de Almeida Richa, da 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST); o desembargador Celso Ricardo Peel Furtado de Oliveira, da Seção de Dissídios Coletivos e da 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2); e a advogada Maíra Recchia, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-SP.

O assunto está em evidência em razão de recentes decisões do STF sobre as convenções coletivas entre sindicatos e empresas. O artigo 386 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) estabelece que as empresas devem se organizar de forma que as mulheres tenham a folga semanal aos domingos a cada 15 dias, diferentemente dos homens, que têm assegurado a folga aos domingos a cada três trabalhados. Entretanto, os Tribunais sempre acolheram as negociações entre o setor patronal e os sindicatos, que ofereciam outras contrapartidas em benefício das trabalhadoras.

O diretor-executivo da Fhoresp, Edson Pinto, reconhece que o tema é sensível, mas precisa ser abordado para garantir a contratação feminina. A entidade representa cerca de 500 mil estabelecimentos no estado, que têm a maior parcela de vagas ocupadas por mulheres. De acordo com levantamento do Núcleo de Pesquisas da Federação, são 956,3 mil homens, ante pouco mais de 1,2 milhão de mulheres atuando no setor:

“O melhor momento para hotéis, bares e restaurantes é o fim de semana, e com pico maior de trabalho aos domingos. Conceder mais uma folga às mulheres justamente neste dia pode impactar o setor e pender para o lado da preferência da vaga, sendo que, até o momento, com autonomia, as negociações entre empregador e empregado deram muito certo. Outra característica do segmento é que ele é porta de entrada de muitos trabalhadores que chegam sem qualificação. Resumindo: queremos encontrar um caminho alternativo para não gerar demissões e preferências por homens em vez de mulheres na hora de preencher o posto de trabalho”, analisa o representante da Federação.

A sede da OAB-SP, onde será abrigado o seminário, fica na rua Maria Paula, 35, 3º andar - centro de São Paulo-SP.

Aplicação de prescrição intercorrente a infrações aduaneiras

Por Juliana Amaro, Bruno Ferreira e Lucas Orlandi 

A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, nos Recursos Especiais (REsps) nº 2147578/SP e nº 2147583/SP (Tema 1293), que a prescrição intercorrente – ou seja, o arquivamento do processo administrativo por paralisação superior a três anos – se aplica também às infrações aduaneiras de natureza não tributária. A decisão, relatada pelo ministro Paulo Sérgio Domingues, consolidou o entendimento de que esses créditos punitivos são administrativos, distintos dos tributários.

O cerne da controvérsia era a aplicação do art. 1º, §1º, da Lei 9.873/1999, que prevê a prescrição intercorrente para processos administrativos paralisados por mais de três anos, às infrações aduaneiras. O Fisco argumentava que essas penalidades deveriam ser tratadas como de natureza fiscal, ficando excluídas desse regime.

A tese fixada pelo STJ estabeleceu, que:

1.      Incide a prescrição intercorrente prevista no artigo 1º, §1º da Lei 9.873/1999, quando paralisado o processo administrativo de apuração de infrações aduaneiras de natureza não tributária por mais de três anos.

2.      A natureza jurídica do crédito correspondente à sanção pela infração à legislação aduaneira é de direito administrativo, não tributário, se a norma infringida visa primordialmente ao controle do trânsito internacional de mercadorias ou à regularidade do serviço aduaneiro, ainda que reflexamente possa colaborar para a fiscalização do recolhimento dos tributos incidentes sobre a operação.

3.      Não incidirá o artigo 1º, §1º, da Lei 9.873/1999 apenas se a obrigação descumprida, embora inserida em ambiente aduaneiro, destinava-se direta e imediatamente à arrecadação ou fiscalização dos tributos incidentes sobre o negócio jurídico realizado.

Assim, ficou claro que infrações aduaneiras "não tributárias" são disciplinadas pelos princípios do direito administrativo sancionador, incluindo a prescrição intercorrente. O debate girou em torno da distinção entre sanções administrativas e tributárias. As multas administrativas decorrem do descumprimento de normas voltadas à regularidade das operações de comércio exterior, enquanto as tributárias têm por finalidade principal a arrecadação fiscal.

Por exemplo, uma multa por importação sem Licença de Importação (LI) tem caráter administrativo, pois busca regular o fluxo de mercadorias e garantir o cumprimento de requisitos burocráticos. Em contrapartida, uma multa por falta de recolhimento do imposto de importação é tributária, pois sua finalidade é coibir a sonegação e garantir o pagamento devido ao Fisco.

O procurador da Fazenda Nacional alegou que, por integrarem um "procedimento fiscal", as multas aduaneiras deveriam ser tratadas como tributárias, sem prescrição intercorrente. Contudo, a defesa argumentou que, ainda que inseridas no contexto aduaneiro, as infrações em questão eram meramente administrativas e tinham por objetivo regular a circulação internacional de mercadorias, não a arrecadação de tributos.

Outro ponto debatido foi a interrupção do prazo prescricional. De acordo com os Tribunais Regionais Federais, apenas decisões, atos de instrução ou de comunicação ao infrator são capazes de interromper a prescrição intercorrente. Medidas meramente burocráticas, sem avanço efetivo do processo, não são suficientes para interromper o prazo.

A decisão do STJ beneficia os contribuintes ao impor um limite temporal para a conclusão de processos punitivos, reforçando a segurança jurídica e evitando sanções indefinidas por inércia estatal. Apesar de a decisão vincular instâncias inferiores e o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), há discussão sobre a necessidade de trânsito em julgado para sua aplicação. O Regimento Interno do Carf prevê que apenas decisões transitadas em julgado têm aplicação obrigatória.

Além disso, a decisão pode impactar a Súmula 11 do Carf, que atualmente exclui a prescrição intercorrente do processo administrativo fiscal. O entendimento do STJ pode levar a uma revisão dessa interpretação para multas de natureza administrativa.

Por fim, o terceiro item pode trazer controvérsia quanto à aplicação da prescrição intercorrente em processos de natureza mista (tributária e administrativa), podendo ser considerado que não se aplicaria nestes casos, embora o texto não seja claro neste sentido, o que poderá gerar discussões futuras.

De todo modo, a uniformização desse entendimento pelo STJ trará maior previsibilidade às relações entre Fisco e contribuintes, em alinhamento com os princípios da duração razoável do processo e da eficiência administrativa. A decisão representa um importante precedente para a prática do direito administrativo, delimitando com precisão a diferença entre sanções tributárias e administrativas, além de reforçar a necessidade de conclusão tempestiva dos processos punitivos.

*Juliana Amaro é sócia do Tributário Contencioso do escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados.

*Bruno Ferreira é líder da área Aduaneira Contenciosa do escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados.

* Lucas Orlandi Lemos é trainee da área aduaneira do escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados.

Indústrias de SC já sentem efeitos do incremento das tarifas

O segundo dia da imersão Tarifaço Trump, promovida pela Federação das Indústrias de SC por meio da Academia FIESC de Negócios, trouxe a experiência do Grupo Rohden e da Portobello America. Confira os principais destaques dos cases:

O CEO da Rohden, Jorge Luís Rohden, explicou que a empresa é a maior exportadora de portas do país para os Estados Unidos. Em 2024, a Rohden despachou para os Estados Unidos 1.383 contêineres, o que faz da empresa a primeira no ranking dos maiores exportadores de portas por via marítima ao mercado norte-americano.

Ele destacou que o ritmo dos pedidos vem caindo, com os clientes em compasso de espera, diante da incerteza. Mas não é só a falta de clareza que motiva a redução dos pedidos. Por conta de gargalos logísticos no segundo semestre de 2024, e com a normalização das viagens marítimas de novembro em diante, os estoques dos clientes estão em nível elevado.

Com o apoio do Observatório FIESC, a empresa acompanha de perto o impacto das tarifas sobre os negócios. Isso se dá pelo monitoramento de diversos indicadores econômicos e de inteligência de mercado de seu principal parceiro externo.

“Para a Rohden, a informação rápida e de qualidade é essencial para a tomada de decisão. O relacionamento muito próximo com nossos principais clientes nos Estados Unidos também tem nos permitido entender as mudanças na perspectiva deles, e assim ajustarmos a nossa atuação”, afirmou.

Informação estratégica é especialmente relevante para a companhia, já que o principal produto da pauta exportadora da empresa está na lista da investigação sobre o impacto das importações de madeira e seus derivados sobre a segurança dos EUA – um dispositivo criado para defender a segurança nacional norte-americana, a chamada seção 232 e que resultado em tarifas ainda mais altas, a exemplo do aço.

Para o CEO da Portobello Americahttps://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/cadeia-florestal-acompanha-desdobramento-do-pacote-tarifario, João Oliveira, embora exista um movimento de busca por fornecedores nos Estados Unidos para substituir em parte as importações, o processo até a formalização de negócios é lento. A empresa já foi abordada por um cliente que busca uma opção local para substituir produtos atualmente comprados da Espanha. De acordo com ele, apenas 30% do consumo norte-americano de porcelanato e revestimentos cerâmicos é produzido localmente. Os demais 70% têm origem na Índia e em países europeus, como Espanha e Itália.

“A tendência de valorização e do aumento da produção interna nos EUA deve prevalecer no longo prazo. Já há um grande movimento de valorização dos produtos Made in USA, com a bandeira americana em lugar de grande destaque no marketing das empresas com fabricação local.”

Durante o segundo dia da imersão, a FIESC apresentou também um estudo exclusivo da área de desenvolvimento industrial que traça os possíveis cenários decorrentes dos efeitos do tarifaço do governo norte-americano. O documento apontou os destinos possíveis e prováveis do excedente de exportações chinesas, considerando os custos de importação para esse novo destino, o potencial de mercado e também se já existem vendas chinesas daquele produto para o novo país.

Fonte: FIESC

 

Por: André Queiróz

 

BNT Mercosul acontece na próxima semana, em Balneário Camboriú: confira a programação completa

A edição de 31 anos da BNT Mercosul acontece na próxima semana, nos dias 30 e 31 de maio (sexta-feira e sábado), no Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco, com a expectativa de reunir agentes e operadores de viagens do Brasil e Mercosul e os principais destinos brasileiros. Com programação diversificada, que inclui feira, capacitações e rodadas de negócios, a BNT ainda oferece a oportunidade de os profissionais e imprensa visitarem os principais atrativos turísticos de Balneário Camboriú, cidade que é considerada um dos destaques no turismo do Sul do Brasil.
O CEO da BNT Mercosul, Geninho Goes, explica que o grande diferencial do evento é justamente porque ele é o único onde os destinos são 100% nacionais - são cidades, estados, parques, hotéis e receptivos somente do Brasil. “Isso é muito forte porque nós deixamos os nossos recursos aqui no Brasil. Ao passo que, se você vai num evento que está vendendo [destino] internacional, nós estamos pegando o dinheiro do Brasil e mandando para fora. Então aqui nós geramos empregos direta e indiretamente. A BNT Mercosul é um cenário onde os negócios se multiplicam ao longo do ano”, diz.
Visitantes e imprensa também poderão conhecer os atrativos turísticos
Geninho comenta ainda que o agente de viagens que vem para acompanhar a BNT Mercosul ainda poderá conhecer a região e uma cidade maravilhosa - quem é Balneário Camboriú. “Pois os atrativos estarão disponíveis para os participantes do evento. Ou seja, ao mesmo tempo em que ele vai desfrutar, ele também estará trabalhando", acrescenta.
Quem estiver credenciado na BNT terá acesso livre para passeios somente nos dias 30, 31 de maio e 01 de junho em horários fora da programação da feira (Barco Pirata - 31/05, das 9h às 12h e 01/06 o dia inteiro; Cristo Luz - 30/05 a 01/06 das 20h às 00h; FG Big Wheel - 31/05 das 9h às 12h e 01/06 das 9h às 21h; BC Summit - 31/05 das 10h às 12h e 01/06 das 10h às 19h; Multiparque - 01/06 das 9h às 18h; Zoo Balneário Camboriú - 31/05 das 8h30 às 12h e 01/06 das 8h30 às 17h30). Será indispensável apresentação da credencial e documento com foto e o deslocamento é por conta de cada participante em toda a programação. 
Confira abaixo a programação completa da BNT Mercosul - Edição 31 anos
- 1º DIA DA BNT MERCOSUL - 30 DE MAIO DE 2025 – SEXTA-FEIRA
Manhã - chegada dos participantes;
12h -  Retirada das credenciais | Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco;
14h - Abertura da BNT Mercosul | Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco;
14h às 20h - Feira de negócios;
19h - Happy hour nos estandes; 

- PROGRAMAÇÃO DAS CAPACITAÇÕES DO DIA 30/05
SALA 01
Unipraias, Barco Pirata, Multiparque e Costão do Santinho: 15h30
Pará: 16h15
Maranhão: 17h

SALA 02
Sergipe: 15h30
Santa Catarina: 16h15
Rio  Grande do Sul: 17h

SALA 03
Pará: 15h30
Maranhão: 16h15
Unipraias, Barco Pirata, Multiparque e Costão do Santinho: 17h 

SALA 04
Santa Catarina: 15h30
Rio Grande do Sul: 16h15
Sergipe: 17h

- 2º DIA DA BNT MERCOSUL - 31 DE MAIO DE 2025 - SÁBADO
08h30 às 12h - Rodada de negócios (o evento é FECHADO para operadores e expositores previamente inscritos e com estandes na feira BNT Mercosul);
AVISO: Para os demais participantes, a MANHÃ É LIVRE para visitas aos atrativos parceiros do evento;
14h às 19h - Feira de negócios | Capacitações no Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco;
16h30 - Coletiva de Imprensa
18h - Happy hour nos estandes;
18h30 - Sorteio das malas no estande do Parque Unipraias | Multiparque | Barco Pirata | Costão do Santinho;

- PROGRAMAÇÃO DAS CAPACITAÇÕES DO DIA 31/05
SALA 01
Maranhão: 15h30
Rio Grande do Sul: 16h15
Pará: 17h

SALA 02
Rio Grande do Sul: 15h30
Sergipe: 16h15
Maranhão: 17h

SALA 03
Pará: 15h30
Santa Catarina: 16h15
Unipraias, Barco Pirata, Multiparque e Costão do Santinho: 17h

SALA 04
Sergipe: 15h30
Unipraias, Barco Pirata, Multiparque e Costão do Santinho: 16h15
Santa Catarina: 17h.

Sobre a BNT Mercosul
A BNT Mercosul tem organização do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau. Esta edição conta com as Participações Especiais: 
Ministério do Turismo, Governo Federal Brasil, Secretaria de Estado do Turismo de Santa Catarina, Balneario Camboriú, Barco Pirata, Costão do Santinho, Maranhão, Multiparque, Pará, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Siga a BNT Mercosul no Instagram @bntmercosul. Para saber mais, visite o site bntmercosul.com.br.

Prazo de 28 dias para Brasil ficar livre da gripe aviária começa hoje

No fim desse prazo, se não houver novas ocorrências, o Brasil poderá se autodeclarar livre da doença naquela região e retomar gradualmente as exportações que ainda estão restritas.

Durante o vazio sanitário, a granja deve permanecer sem a presença de aves ou atividades avícolas. O protocolo prevê dois períodos de incubação de 14 dias. A medida está prevista no Plano Nacional de Contingência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e segue protocolos internacionais.

Nesta quarta-feira (21), o serviço veterinário oficial concluiu o processo de limpeza e desinfecção dos galpões, máquinas e outras estruturas e equipamentos da granja, incluindo escritório, almoxarifado, vestiários e lavanderia. 

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Segundo o Mapa, no raio de 10 quilômetros da granja afetada, foram identificados 540 estabelecimentos rurais, e todos já foram vistoriados. Desses, além da granja do foco, mais dois atuam com avicultura comercial. 

Doença 
A influenza aviária, comumente conhecida como gripe aviária, afeta principalmente aves, mas também foi detectada em mamíferos, incluindo bovinos. 

A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também por meio da água e de materiais contaminados. A doença raramente afeta humanos, e a orientação é que as pessoas se mantenham informadas e adotem as medidas preventivas recomendadas.

Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente.

Empreende Brazil Conference pretende injetar cerca de R$ 30 milhões na economia em Santa Catarina

A 11ª edição do Empreende Brazil Conference, que ocorre nesta sexta-feira (23) e sábado (24/5), a partir das 8h, na arena Opus, em São José, na Grande Florianópolis, deve injetar mais de R$ 30 milhões na economia de Santa Catarina.

A estimativa é baseada nos dados mais recentes da Fundação Getúlio Vargas sobre o gasto médio diário do turista de eventos e negócios. Com a expectativa de 6 mil participantes, o evento movimenta a área produtiva do setor de eventos, hotelaria, restaurantes, fornecedores, serviços, produtos, comércio, entre outros. “Certamente o valor gerado é bem maior, pois alguns cálculos não conseguimos estimar, como a geração de novos negócios a partir de parcerias e ideias consolidadas no evento”, explica o idealizador da conferência e CEO da LS Holding, Lucas Schweitzer.

Na última edição, o evento reuniu empreendedores com faturamento anual de R$ 200 bilhões e cerca de 190 mil postos de trabalho formais. Historicamente, a maior participação é do setor de serviços, com quase metade do público nas últimas edições, seguida por varejo, indústria, educação e bens de consumo.

O evento também reúne profissionais liberais que empreendem em suas carreiras, como médicos, dentistas e advogados, por exemplo, e profissionais que ocupam cargos de liderança e desempenham funções de gestão e como tomadores de decisões. “Empreendedor não é só quem tem empresa com CNPJ, mas todos os profissionais que buscam alta performance, incluindo colaboradores e servidores públicos com comportamento empreendedor. Por isso, nosso conteúdo é pensado numa visão 360°, que atende a todas as necessidades de um empreendedor e de profissionais com diferentes perfis”, destaca Schweitzer.

Serão dois dias de programação intensa, com mais de 12 horas diárias de conteúdo para potenciais empreendedores, para donos de negócios de todo o porte e para intraempreendedores. As palestras abordarão temas voltados à tecnologia, inovação, marketing e vendas, inteligência artificial, alta performance e gestão, entre outros, além de abranger diferentes nichos de mercado para o empreendedorismo. Serão mais de 80 palestras, mentorias e oficinas práticas, workshops, espaço para networking e feira de negócios com mais de 100 marcas, com a participação de cerca de 100 patrocinadores e entidades empresariais.

As inscrições e ingressos para o evento estão disponíveis inclusive durante o evento, pelo site www.empreendebrazil.com.br.

Com menor taxa de desemprego do país, Santa Catarina se destaca na contratação de estrangeiros e jovens aprendizes

Mercado de trabalho está aquecido em Santa Catarina com geração de oportunidades e contratação em diversos setores – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

Santa Catarina possui a menor taxa de desemprego do país, com apenas 3%, conforme dados do IBGE divulgados na última sexta-feira, 16. O percentual catarinense se consolida bem abaixo da média nacional, que está em 7%. Além disso, o estado tem os melhores índices de formalidade no mercado de trabalho, bem como se destaca na contratação de estrangeiros e de jovens aprendizes.

“Santa Catarina é um estado empreendedor, onde o trabalho e a produtividade são parte da nossa identidade. Não à toa nossos índices superam a média do país. O Governo do Estado é um parceiro do setor produtivo e incentiva quem impulsiona a economia. Com investimentos históricos em infraestrutura, segurança e energia, estamos criando as condições ideais para atrair novos investimentos e ampliar a oferta de empregos”, afirma o governador Jorginho Mello.

Além de ter a menor taxa de desemprego do país, Santa Catarina também tem a menor taxa de informalidade, com apenas 25,3%, ante a média brasileira de 38%. A alta empregabilidade com carteira assinada faz de Santa Catarina o estado brasileiro com menor participação no Programa Bolsa Família, do Governo Federal. Enquanto a média brasileira aponta que 18,7% dos domicílios brasileiros têm beneficiários do programa, no estado este percentual é de apenas 4,4%.

Destaque na contratação de trabalhadores estrangeiros
Santa Catarina é o segundo estado que mais contratou estrangeiros durante o primeiro trimestre de 2025, conforme o Caged. O estado acumula saldo positivo de 5.429 contratações de trabalhadores de outras nacionalidades, o que representa cerca de 25% dos 21,8 mil estrangeiros contratados em todo o país no mesmo período. Ou seja, a cada quatro estrangeiros contratados no Brasil em 2025, um trabalha em Santa Catarina. O estado ficou à frente de Paraná (5.221) e São Paulo (2.957) e atrás do Rio Grande do Sul (saldo de 5.454).

“Santa Catarina é um estado muito procurado devido ao grande número de oportunidades disponíveis. A economia aquecida, os incentivos ao empreendedorismo e a simplificação do ambiente de negócios são alguns dos nossos atrativos. É por isso que o Sine tem mais de 8 mil vagas de trabalho abertas em todo o estado e realiza seguidos feirões para atrair mão de obra”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.   

Dos 5.429 trabalhadores estrangeiros contratados em Santa Catarina em 2025, são 3.177 venezuelanos, 845 cubanos, 637 haitianos, 297 paraguaios e 262 argentinos. O dado apurado pelo Caged considera apenas aqueles que têm carteira de trabalho assinada. A maior parte desses estrangeiros atua em plantas industriais de fabricação de alimentos, principalmente na cadeia de produção de carnes e outros itens da agropecuária.


Oportunidades de contratação para jovens aprendizes
No primeiro trimestre de 2025, Santa Catarina registrou a contratação de 8,8 mil jovens aprendizes, sendo que a maioria tem menos de 18 anos. Este tipo de contratação serve como aprendizado, abrindo as portas do mercado de trabalho para as novas gerações – inclusive para adolescentes que estão cursando o ensino médio.

Conforme o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o saldo positivo de 8,8 mil jovens contratados como aprendizes em Santa Catarina representa 18,6% do total brasileiro de 47,5 mil contratações. Ou seja, a cada seis jovens atuando como aprendizes no Brasil, um é catarinense. O estado é o segundo que mais abriu vagas no país, atrás apenas de São Paulo (14,6 mil). A maior parte dos aprendizes catarinenses atua na área de serviços administrativos.

“A abertura de vagas para os jovens aprendizes é um diferencial de Santa Catarina porque dá ao adolescente a oportunidade de ganhar experiência no mercado de trabalho desde cedo. Essa é uma cultura que valoriza o trabalho. Assim, o jovem poderá seguir a carreira profissional e sua formação com maior capacidade de aprender e realizar”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck. 

Zen inaugura unidade fabril com aporte de R$ 150 milhões

A ZEN, indústria brasileira especializada em produtos metalmecânicos e elétricos para o setor da mobilidade, inaugurou nesta terça-feira, dia 20, uma nova unidade fabril em Brusque. A planta foi construída no mesmo endereço da sede atual da companhia e integra um ciclo de investimentos de R$ 150 milhões, destinado à ampliação da estrutura e aquisição de equipamentos industriais.

A cerimônia de inauguração marcou a conclusão de um projeto com dois anos de planejamento e um ano de execução. Durante o evento, convidados conheceram a nova fábrica, que foi projetada para otimizar processos e reforçar o compromisso da empresa com inovação e eficiência.

Para o diretor-presidente da ZEN, Wilson Bricio, a expansão representa mais do que o crescimento físico da empresa. “Celebramos com orgulho os 65 anos da nossa história e a inauguração de uma nova unidade fabril – um marco estratégico que reforça nosso compromisso com a excelência e nos posiciona de forma ainda mais competitiva para o futuro. Esse momento é fruto do mesmo espírito empreendedor que inspirou nossos fundadores e que continua presente em cada passo que damos. Investimos no futuro porque acreditamos na força do nosso time e na perenidade do nosso negócio”, afirmou.

A nova unidade incorpora etapas como jateamento, compactador, fosfatização, trefila e recozimento, além de contar com recursos que aumentam a agilidade, segurança e controle de qualidade. “Este projeto foi concebido para fortalecer nosso processo produtivo com mais integração, velocidade e controle de qualidade. A nova fábrica nos permite ampliar a capacidade de resposta ao mercado. Tudo isso com inovação técnica e foco no cliente, pilares que norteiam nossas decisões industriais”, disse o diretor de operações, Eduardo Bertolini.

Entre os destaques tecnológicos da unidade estão a utilização de processos sustentáveis – como o reaproveitamento de água no enxágue – e a eliminação do uso de ácido na etapa de fosfatização. Segundo a empresa, essa configuração torna a fábrica uma das poucas no mundo a adotar essa tecnologia.

Tecnologia e inovação
A estrutura também recebeu melhorias voltadas ao bem-estar dos trabalhadores e à convivência com a comunidade, com sistemas de ventilação forçada, isolamento térmico e acústico. Segundo Bertolini, a nova fábrica da ZEN é “exemplo de inovação sustentável”, com uma das trefilas mais modernas da América Latina, processo de fosfatização sem uso de ácido — “uma das poucas instalações no mundo” com essa tecnologia — e reaproveitamento da água de enxágue, o que reduz consumo e resíduos industriais.

Ainda neste ano, a fábrica deve receber uma conformadora de 1.200 toneladas e uma linha de forjamento a quente, com o objetivo de ampliar o portfólio de produtos voltados à mobilidade.

Fundada em 1960, a ZEN exporta para mais de 70 países e atende empresas como Petrobras e Embraer, além de atuar nos segmentos de equipamentos originais (OEM) e de reposição (aftermarket). A produção anual supera 15 milhões de componentes, e a empresa emprega cerca de mil pessoas.

Com informações da Zen.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

“As oportunidades de SC fizeram o interesse comercial brotar no olhar de cada um”, comemora o governador após missão com investidores nos EUA

Visitas a Nova York e Washington serviram para busca de investimentos para o estado – Foto: Divulgação / SECOM

Depois de uma semana intensa de trabalho nos Estados Unidos, o governador Jorginho Mello voltou a Santa Catarina com a bagagem cheia de notícias boas. Em Nova York e Washington, a comitiva catarinense se reuniu com empresários e investidores mostrando os números positivos do estado e as potenciais oportunidades de negócios. No Banco Mundial, foram apresentados projetos para futuros financiamentos nas áreas de infraestrutura, transporte rodoviário, ferroviário e marítimo, além de proteção e defesa civil.

“Foram encontros de alto nível, mostrando os números e as oportunidades de Santa Catarina, fazendo o interesse comercial brotar no olhar de cada um. Depois das reuniões eles vinham pedir um endereço e os contatos de quem poderia falar sobre determinado assunto. Tratamos também com fundos de investimentos, que têm interesse em aplicar. Com essa mexida que os Estados Unidos deram no mundo sobre taxação, tem muito investidor pensando em mudar os seus negócios, ou parte dos seus negócios, dos seus investimentos. E a gente apresentou Santa Catarina como um estado sólido, com segurança jurídica, com segurança ambiental, com segurança pública. Foi  uma viagem de negócios e de colher futuros negócios, futuros investimentos”, resumiu o governador Jorginho Mello.

Quem também esteve na missão nos Estados Unidos foi o secretário de Executivo de Estado de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen. Ele destacou a saúde financeira que o Estado alcançou na gestão do governador Jorginho Mello, o que permite obter financiamentos em termos vantajosos sem pesar no orçamento público.

“Esses financiamentos do Banco Mundial, primeiro, são extremamente positivos para o Estado. Porque eles têm carência longa para se pagar a partir do momento do contrato, e depois têm muitos anos para pagar. Nós estamos falando de três décadas, pelo menos. E depois a taxa de juros é originária do Banco Mundial. É um investimento que quando começar a pagar, ele já está encaminhado para se auto pagar. Esse é aquele empréstimo que alavanca a economia, que vai para a área produtiva e tem resultado. Manter o jovem no campo é um grande ganho para o estado, ter estradas boas também. Então eu diria que o governador Jorginho Mello tem isso na cabeça: não endividar o Estado. Mas buscar financiamentos que a curto, médio e  longo prazo vão trazer resultados fantásticos. Mesmo antes de começar, o investidor vem, as pessoas se animam a fazer, porque sabem que vão ter isso ao longo do tempo”, explicou o secretário.

No primeiro dia, a missão liderada pelo governador Jorginho Mello, participou do SC Day, em Nova York. O grupo apresentou com destaque os dados de crescimento, incentivos fiscais, infraestrutura logística, aeroportos e portos e oportunidades de parcerias público‑privadas (PPPs). Entre os ativos ofertados estavam o Mirante da Serra do Rio do Rastro, a Zona Portuária de Imbituba e a Rodovia ViaMar, que ligará Joinville ao contorno da Grande Florianópolis. O encontro reuniu cerca de 50 empresários, entre americanos e brasileiros, com operações no mundo todo. O SC Day é realizado pela InvestSC e a Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI), com apoio do BT.

A comitiva catarinense também esteve em  Washington para uma rodada de conversas técnicas com a International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial especializado em estruturar concessões e parcerias público-privadas. O governador apresentou diversas iniciativas e três obras consideradas estratégicas para destravar a logística do estado: a rodovia ViaMar, o primeiro Plano Ferroviário de Santa Catarina e o Transporte Marítimo. Ao todo, os projetos discutidos somam mais de US$ 500 milhões em investimentos com sinalização favorável da instituição internacional.

O secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, que também integrou a comitiva, avaliou o impacto econômico da agenda. “O governador Jorginho Mello tem clareza de que a responsabilidade fiscal é fundamental para o futuro do nosso Estado e de que vamos avançar com recursos de terceiros. Eles podem vir de investidores, como buscamos em Nova York, ou com o financiamento de bancos de fomento, como fizemos em Washington, com o Banco Mundial”, declarou.

A comitiva catarinense nos Estados Unidos também contou com a participação outras autoridades catarinenses: secretário de Estado da Comunicação, Bruno Oliveira, e o secretário adjunto da Comunicação, Nathan Neumann; Beto Martins, secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias; coronel Fabiano de Souza, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar e Rodrigo Prisco, diretor da InvestSC.

Das entidades representativas do estado, parlamento e municípios, fazem parte da comitiva o Presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar; o presidente da ACATE, Diego Brittes Ramos; o deputado Estadual Mário Motta; o presidente do Grupo SCC, Roberto Amaral; os prefeitos de Florianópolis, Topázio Neto; de Itajaí, Robison Coelho e de Balneário Piçarras, Tiago Baltt. Também viajam o consultor de Desenvolvimento Regional da AMFRI, João Luiz Demantova, e o diretor-presidente da Itajaí Participações S/A, Níkolas Reis.

Galípolo defende manutenção de juros altos por mais tempo diante de incertezas

Durante participação na Annual Brazil Macro Conference, promovida pelo banco Goldman Sachs nesta segunda-feira (19), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou que a política monetária brasileira deve manter os juros em um patamar restritivo por mais tempo do que o habitual. Segundo ele, o cenário atual de incertezas, com expectativas de inflação ainda desancoradas, exige cautela.

“Faz sentido permanecer com os juros em um nível restritivo por mais tempo do que costumamos praticar”, afirmou Galípolo. De acordo com o presidente do BC, os riscos tanto internos quanto externos obrigam a uma calibragem cuidadosa da política monetária. “Queremos manter essa capacidade de reagir conforme os fatos se desenrolarem”, acrescentou.

Galípolo também comentou o desempenho da economia, que deve encerrar o quarto ano consecutivo com crescimento acima de 3%, mesmo em um contexto de juros nominais elevados. No entanto, ele observou que, diferentemente de anos anteriores, as projeções econômicas não vêm sendo revisadas para cima, o que demonstra, segundo ele, que a política monetária está surtindo efeito.

Ao ser questionado sobre possíveis cortes na taxa Selic, Galípolo descartou essa possibilidade no curto prazo. “Ainda não há espaço para essa discussão no Comitê de Política Monetária (Copom)”, disse. O foco, segundo ele, segue sendo a convergência da inflação para a meta estipulada.

O BC prevê que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seguirá acima do teto da meta em junho. Em abril, a inflação acumulada em 12 meses foi de 5,53%, o que, na avaliação do Copom, exige a manutenção de medidas restritivas. A taxa básica de juros foi recentemente elevada de 14,25% para 14,75% ao ano.

“Deixamos claro que não há flexibilização em relação ao nosso compromisso com a meta de inflação”, afirmou Galípolo, reafirmando o compromisso da autoridade monetária com a estabilidade econômica do país.

Reginaldo Regino conta em livro como trouxe a BMW para o Brasil

Pioneiro na importação de automóveis, o engenheiro civil e empresário Reginaldo Regino transformou o mercado automobilístico brasileiro ao viabilizar a chegada da primeira BMW ao país em 1990. Em seu livro O primeiro carro importa, lançado pela Matrix Editora, Regino compartilha os bastidores dessa trajetória marcada pela coragem, inovação e resiliência. 

A narrativa revela a jornada de um brasileiro multifacetado que nunca teve medo de experimentar. Regino traz o empreendedorismo em seu DNA: abriu o primeiro negócio aos 21 anos e, anos depois, revolucionou a indústria automotiva nacional. 

No início da década de 1990, uma abertura econômica foi promovida pelo governo de Fernando Collor, que criticava os veículos nacionais e os identificava com a alcunha de "carroças", em alusão ao atraso do segmento automotivo local em relação a de outras partes do mundo. Foi nesse contexto que Regino vislumbrou uma oportunidade única. À frente da Regino Veículos, ele iniciou negociações com a BMW e, em 15 de junho de 1990, concretizou a importação do modelo BMW 520i, o primeiro da marca a desembarcar oficialmente no Brasil.  

Esse acontecimento não apenas colocou a Regino Veículos em destaque, mas também provocou uma reconfiguração no mercado automotivo nacional, que precisou se adaptar às novas exigências dos consumidores. As ruas brasileiras passaram a exibir uma diversidade de marcas e modelos internacionais, cenário que perdura até hoje.  

Ao entrelaçar as paixões nacionais por carros e empreendedorismo, Regino compartilha lições valiosas sobre os desafios de gerir um negócio em um ambiente de instabilidade jurídica e mudanças tributárias inesperadas. Ele também detalha estratégias inovadoras que implementou para atrair e fidelizar clientes, como a "RegiNotícias" - uma mala-direta com informações automotivas e dicas úteis - e o serviço "Leva e Traz", que oferecia transporte confortável aos clientes até a oficina.  

A trajetória de Regino reflete desafios e oportunidades que permanecem atuais. Nos anos 1990, a abertura econômica permitiu a importação de veículos, transformando o mercado nacional. Hoje, o cenário global é marcado por novas disputas comerciais e políticas protecionistas que afetam a economia brasileira. A experiência do empresário ressalta a importância da adaptabilidade e visão estratégica para enfrentar barreiras comerciais e aproveitar oportunidades.  

Nesse sentido, O primeiro carro importa oferece uma visão privilegiada da mente visionária de Reginaldo Regino, figura central na modernização da frota brasileira. Com relatos instigantes dos acontecimentos por trás das cortinas do setor automotivo, esta obra é leitura indispensável para entusiastas de carros e para aqueles interessados nas histórias que levaram ao presente da indústria nacional. 

 

Sobre o autor 

Reginaldo Regino é empresário, engenheiro civil e pioneiro na importação de automóveis no Brasil. Descendente de imigrantes italianos, cresceu em um ambiente familiar que valorizava o trabalho e a iniciativa. Estudou nos EUA durante a infância, o que lhe proporcionou uma visão internacional dos negócios. De volta ao país de origem, se formou em Engenharia Civil pela Universidade Mackenzie, e encontrou seu verdadeiro caminho no setor automotivo. 

Sobre a editora 

Apostar em novos talentos, formatos e leitores. Essa é a marca da Matrix Editora, desde a sua fundação em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país, com mais de 1.000 títulos publicados e oito novos lançamentos todos os meses. A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e também são comercializados no site www.matrixeditora.com.br

Redes sociais da editora: Instagram | Facebook 

ICEI registra leve alta em maio, mas empresários da indústria seguem pessimistas, aponta CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) subiu de 48 pontos para 48,9 pontos em maio. Apesar da alta de 0,9 ponto, o indicador continua abaixo da linha divisória de 50 pontos, demonstrando que a indústria segue pessimista, cenário que se repete há cinco meses. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (15). 

Para o gerente de Análise Econômica da CNI, o resultado é positivo, mas exige cautela.

“É cedo para dizer se esse aumento vai se repetir nos próximos meses, especialmente a ponto de reverter esse cenário de falta de confiança do empresário”, avalia. 

A falta de confiança impacta as decisões de negócio nas empresas. “Essa persistência da falta de confiança se traduz em adiamento de decisões de produção, de emprego e de investimento, uma vez que o empresário tende a ser mais cauteloso”, analisa o economista.

De acordo com o levantamento, os dois componentes do ICEI melhoraram em maio. O índice de condições atuais cresceu 1,3 ponto, passando de 42,7 pontos para 44 pontos. Isso significa que a avaliação dos empresários sobre o momento das empresas e da economia é de piora na comparação com o que era há seis meses, embora seja menos negativa do que em abril. Dessa vez, a percepção sobre a economia brasileira foi o componente que mais influenciou a alta do indicador. 

Já o índice de expectativas, que compara o presente com seis meses à frente, avançou 0,6 ponto, para 51,3 pontos. A alta representa melhores perspectivas dos empresários, explicadas, em maio, em especial com relação à economia do país. 

Mais sobre o ICEI
O ICEI é uma pesquisa mensal da CNI que mede a confiança dos empresários da indústria. Para esta edição, foram consultadas 1.175 empresas: 443 de pequeno porte; 451 de médio porte; e 281 de grande porte, entre os dias 5 e 9 de maio de 2025.

Por: Felipe Moura
Da Agência de Notícias da Indústria

Brasil precisa priorizar a manufatura na relação com a China

O estreitamento da relação comercial entre o Brasil e a China precisa vir acompanhado de um protagonismo da nossa indústria de transformação, que hoje está em enorme desvantagem na balança comercial com o país asiático. A chamada indústria manufatureira – que engloba as atividades de transformar matérias-primas e insumos em produtos intermediários ou finais – é a responsável por desenvolver e disseminar tecnologia no país e pelos maiores investimentos e salários. Embora represente apenas 14,4% do PIB nacional, a manufatura responde por 47,6% das exportações de bens e serviços do país, por 62,4% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento, e por 25,6% da arrecadação de tributos federais.

Esses dados ilustram a importância da indústria de transformação para o desenvolvimento do país e mostram que a agropecuária não pode ser a única protagonista na relação com a China. Esse setor tem fundamental importância para o Brasil. Não se trata de reduzir a participação do agro, mas de ampliar o leque de atração de investimentos para a indústria da manufatura e de buscar espaço para que o nosso produto entre no mercado chinês.

A China foi o principal destino das exportações brasileiras em 2024, com US$ 94,4 bilhões, o que significa 28% do que exportamos no ano passado. O país asiático foi também a principal origem das nossas importações, com US$ 63,6 bilhões, o equivalente a 24,2% do que importamos. No entanto, quando falamos da indústria de transformação, a balança está longe, muito longe do equilíbrio: temos um déficit de R$ 45 bilhões entre o que vendemos e o que compramos de bens industriais.

O crescimento sustentado da China aumenta a demanda por produtos agropecuários, minerais e insumos industriais, favorecendo especialmente os setores de commodities no Brasil, mas também há espaço para o produto manufaturado. Precisamos de uma estratégia consistente e arrojada para abrir mais espaço para o produto de maior valor agregado da indústria brasileira na China.

Reafirmo. A indústria brasileira precisa ganhar espaço na relação bilateral com a China. As oportunidades estão surgindo, mas é imprescindível que o governo brasileiro impulsione políticas industriais e priorize a manufatura para equilibrar a balança comercial de produtos manufaturados, hoje muito desfavorável ao país.

Uma estratégia é focar em inovação, qualidade e diferenciação de produtos, em vez de competir apenas pelo preço. Precisamos investir em design, branding e atendimento especializado para agregar valor e criar nichos de mercado onde a simples vantagem de custo não é determinante. Além disso, a adoção de tecnologias avançadas de automação e gestão da produção, bem como a busca de parcerias comerciais mais amplas, fortalecerão a nossa competitividade.

Precisamos atrair investimentos produtivos da China, de forma que a presença asiática não se baseie apenas em exploração do nosso mercado para consumo de bens, mas em encadeamento produtivo, de forma que a parceria contribua para a neoindustrialização do Brasil e para a integração das nossas empresas a cadeias mais complexas e tecnológicas.  

Recentemente, atraímos empresas chinesas do setor automotivo e de eletrônicos na Bahia, em Goiás e no Amazonas. Esse movimento é essencial, mas ainda mais importante é garantir o encadeamento produtivo de forma que peças e equipamentos sejam fabricados no Brasil. A instalação de polos de pesquisa e desenvolvimento e a criação de novos parques fabris com parceiros chineses no país, como anunciados durante a visita do presidente Lula à China recentemente, precisam ganhar escala e integrar, irrevogavelmente, a agenda de negociações entre os países.

Outro exemplo do que o Brasil precisa nessa relação bilateral é o acordo que prevê a instalação do grupo Windey Energy Technology Group Co. no campus do SENAI CIMATEC, na Bahia. A parceria busca soluções em energia eólica, hidrogênio verde e sistemas de armazenamento de energia em baterias, com inovação aplicada e investimento para a instalação de fábricas de turbinas eólicas e sistemas para armazenamento de energia em baterias. Essa é mais uma medida que pode fortalecer a cadeia produtiva nacional e contribuir para a geração de empregos.

Podemos e devemos fabricar máquinas agrícolas em vez de importar esses equipamentos na China, como também precisamos explorar cada vez mais o nosso potencial para atender a elevada demanda mundial por minerais críticos, especialmente no contexto da transição energética.

A atração de Data Centers também é uma outra oportunidade que bate a nossa porta. Temos enorme disponibilidade de energias renováveis e podemos desenvolver em conjunto com parceiros comerciais tecnologias como super baterias para serem usadas em polos tecnológicos. Muitos países, como a China e os EUA, usam pequenas termelétricas para abastecer os Data Centers, enquanto nós temos condições de fazer centros de dados realmente verdes com energia totalmente renovável.

A ampliação do uso de políticas industriais ativas pós-pandemia e a recente guerra tarifária provocada pelos Estados Unidos mostraram ao mundo a extrema necessidade de os países protegerem e fortalecerem suas indústrias, sob o risco de perderem espaço e serem engolidos pelas tecnologias e investimentos de outras economias. Nesse cenário, precisamos manter diálogo aberto com países que querem acordos e relações de ganha-ganha.

O anúncio esta semana de acordos de cooperação entre Brasil e China, assinados durante visita do presidente Lula a Pequim, preocupa setores da indústria brasileira. Os investimentos chineses em infraestrutura são bem-vindos, mas não podemos abrir mão de produzir e exportar para a China, em detrimento de comprar produtos manufaturados chineses – o que enfraquece a indústria brasileira.

A baixa capacidade de agregação de valor no Brasil pode ser evidenciada pela realidade de que vamos exportar etanol para a China transformar em combustível da aviação e revender para o mundo. Esse não é o caminho. Precisamos ter capacidade e tecnologia para produzir e vender o produto final.

Os empresários industriais brasileiros entendem que o Brasil corre o risco de deixar a indústria da manufatura em segundo plano diante das oportunidades de estreitamento do comércio com a China. Precisamos aproveitar essa onda. Caso contrário, quem perderá será a indústria nacional.

*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O artigo foi publicado na CNN Brasil, no dia 19 de maio. 

REPRODUÇÃO DO ARTIGO - Os artigos publicados pela Agência de Notícias da Indústria têm entre 4 e 5 mil caracteres e podem ser reproduzidos na íntegra ou parcialmente, desde que a fonte seja citada. Possíveis alterações para veiculação devem ser consultadas, previamente.

Por: Ricardo Alban

Da Agência de Notícias da Indústria

Inadimplência de Empresas no Brasil Atinge Novo Recorde Histórico, Aponta Serasa Experian

O número de empresas inadimplentes no Brasil alcançou um novo patamar recorde em março deste ano, atingindo a marca de 7,3 milhões de negócios com dívidas em atraso. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Serasa Experian, revela que este é o maior número já registrado desde o início da série histórica, representando 31,9% do total de empresas ativas no país.

O volume total das dívidas também atingiu um recorde, somando R$ 169,8 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente possuía 7,3 contas negativadas, com um valor médio por dívida de R$ 3.186,80.

O setor de Serviços lidera o ranking de empresas com débitos, concentrando 53% do total de negócios negativados. Em seguida, aparecem o Comércio, com 34,8%, a Indústria, com 8,0%, e a categoria “Outros” (que engloba negócios do setor Financeiro e do Terceiro Setor), com 3,3%. O Setor Primário representa a menor parcela, com 1,0% das empresas inadimplentes.

No que se refere à origem das dívidas, a maior parte dos débitos foi contraída no setor de Serviços (31,6%), seguido por Bancos e Cartões de Crédito (20,7%).

Entre os estados com a maior proporção de empresas inadimplentes, o Distrito Federal lidera com 40,9%, seguido por Alagoas (40,3%) e Pará (39,8%).

Para a economista Camila Abdelmalack, da Serasa Experian, o cenário de inadimplência recorde é um reflexo direto dos elevados juros praticados no país e das dificuldades de acesso ao crédito, especialmente para os pequenos negócios. “O cenário de inadimplência recorde entre as empresas reflete os efeitos prolongados de juros altos, além das dificuldades de acesso ao crédito — especialmente para os pequenos negócios. Esses são os mais afetados porque, em geral, têm menor capital de giro, maior dependência do crédito bancário e menos margem para absorver oscilações do mercado”, explica a economista.

Mais de 1 milhão de aposentados pedem reembolso ao INSS por valores roubados

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou, nesta quinta-feira (15), um balanço sobre o segundo dia de funcionamento da nova funcionalidade de consulta e pedido de ressarcimento de descontos nos pagamentos de aposentados e pensionistas. Desde o lançamento da ferramenta, na quarta-feira (14), mais de 23,5 milhões de acessos foram registrados na plataforma Meu INSS, sendo 4,3 milhões apenas na área de consulta de descontos.

Até as 17h, 1.069.201 segurados realizaram consultas sobre cobranças feitas por entidades associativas. Do total, 1.051.238 pessoas relataram que não autorizaram os descontos e pediram o reembolso, enquanto 17.963 usuários confirmaram ter dado autorização prévia para as cobranças.

A maioria dos atendimentos — 92,7% — foi realizada de forma digital, por meio do aplicativo e do site do Meu INSS, somando 991.130 acessos. A central telefônica 135 respondeu por 78.071 atendimentos.

Até o momento, o INSS também recebeu contestações contra 41 entidades associativas suspeitas de realizar os descontos indevidos. A ação faz parte de uma ofensiva do governo para ampliar o controle dos beneficiários sobre suas folhas de pagamento. A medida foi adotada após a revelação de um esquema de fraudes envolvendo sindicatos e associações, investigado em operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) no mês passado.

Desemprego Cresce em 12 Estados Brasileiros no 1º Trimestre de 2025, Aponta IBGE

A taxa de desemprego aumentou em 12 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pela PNAD Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nas outras 15 unidades da federação, o índice ficou estável, refletindo uma desaceleração no mercado de trabalho nacional.

A taxa média de desocupação no país subiu de 6,2%, registrada no último trimestre de 2024, para 7% nos três primeiros meses deste ano. Pernambuco (11,6%), Bahia (10,9%) e Piauí (10,2%) lideram o ranking do desemprego. Já as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (3,0%), Rondônia (3,1%) e Mato Grosso (3,5%).

A desigualdade também aparece nos recortes por gênero, raça e escolaridade. A taxa de desemprego entre mulheres chegou a 8,7%, enquanto entre homens foi de 5,7%. Pessoas pretas (8,4%) e pardas (8,0%) apresentaram índices acima da média nacional, enquanto entre os brancos o percentual ficou em 5,6%.

O nível de escolaridade teve forte influência nos números: pessoas com ensino médio incompleto tiveram taxa de desocupação de 11,4%, enquanto o desemprego entre os que possuem ensino superior completo foi de apenas 3,9%.

A informalidade segue alta: 38% dos trabalhadores atuam sem carteira assinada ou CNPJ. Os estados com maior taxa de informalidade são Maranhão (58,4%), Pará (57,5%) e Piauí (54,6%). Santa Catarina (25,3%), Distrito Federal (28,2%) e São Paulo (29,3%) registraram os menores percentuais.

Apesar do cenário de desaceleração, o número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada segue elevado em algumas regiões. Santa Catarina lidera com 87,8%, seguida por São Paulo (83,4%) e Rio Grande do Sul (81,5%).

O levantamento também aponta que 25,3% dos trabalhadores brasileiros atuam por conta própria. Rondônia (35,6%) e Maranhão (32,7%) concentram os maiores percentuais de autônomos no país.

Nova Nota Fiscal entra em teste em julho: entenda o que muda com a Reforma Tributária

A partir de 1º de julho, entra em fase de testes o novo modelo da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em todo o país devido a Reforma Tributária e foi oficializada por meio da Nota Técnica 2025.002-RTC. A mudança exigirá adequações importantes por parte das empresas, especialmente no leiaute para a geração do xml.
Para Thais Borges, diretora comercial e de marketing da Systax, uma das maiores empresas de tecnologia fiscal e tributária do Brasil, com o início dos testes do modelo, é urgente que as empresas entendam profundamente as mudanças. “Quanto antes forem realizadas as adequações na nota fiscal, mais claro ficarão os impactos nas operações das companhias e o que ainda será necessário para se adequar completamente até a vigência total do novo formato”, explica a executiva. 
A principal novidade está na unificação de cinco tributos em uma cobrança única. A partir da nova versão, os documentos precisarão constar os tributos CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) que serão responsáveis por substituir o PIS, COFINS, IPI (parcialmente), ICMS e ISS. Os novos tributos serão divididos entre os nível federal (CBS), bem como estadual e municipal (IBS), ambos serão tributos sobre o valor adicionado (IVA), visando eliminar a cumulatividade e a cobrança em cascata do sistema tributário brasileiro. 
A partir de julho, a inserção das informações relativas ao IBS, CBS e IS será opcional e não estará sujeita à validação. Porém, de janeiro de 2026 em diante as regras de validação para a tributação do IBS e da CBS entrarão em vigor, tornando o preenchimento correto desses campos obrigatório para todos os emissores de NF-e e NFC-e. 
“Empresas que não se adequarem rapidamente enfrentarão dificuldades na emissão de documentos fiscais ao longo prazo, comprometendo o faturamento, o cumprimento das obrigações com o fisco e podendo até mesmo levar a interrupção das operações”, avalia Thais. Ela destaca ainda que devido à complexidade das atualizações e dos próprios cálculos considerando os novos tributos, especialmente durante o período de transição, é fundamental que organizações contem com tecnologias de inteligência fiscal como motores de cálculo durante o processo. 
Sendo assim, diante da principal mudança trazida pela Reforma, a nova versão da NF-e conta com alterações significativas na estruturação do documento visando a adaptação aos novos tributos. Dentre as novidades estão:
 
Inclusão de novos campos: foram adicionados campos específicos para informar os valores de IBS, CBS e do Imposto Seletivo (IS), além de códigos de situação tributária e classificação tributária para cada item da nota fiscal.
Criação de eventos específicos: novos eventos foram criados para apuração e controle dos tributos, incluindo eventos de cancelamento genérico e de manifestação do fisco sobre pedidos de transferência de crédito.
Alterações no layout: o layout da NF-e foi modificado para acomodar os novos campos e eventos, exigindo atualização dos sistemas emissores de notas fiscais.
 
Mesmo com todas as alterações, muitas empresas brasileiras ainda nem mesmo iniciaram adequações relacionadas à Reforma Tributária. Com mais de 27 milhões de CNPJs ativos no Brasil, a falta de preparação pode resultar em falhas operacionais e interrupções nos processos internos.
Outro aspecto agravante a ser considerado neste cenário será o período de transição, considerando que as empresas deverão continuar acompanhando as atuais alterações nas legislações tributárias de âmbito federal, estadual e municipal, bem como as novas regulamentações relacionadas à Reforma Tributária. Isso exigirá adequações e uso de novas tecnologias, especialmente no que tange à informação e ao cálculo dos tributos por meio do uso de motor de cálculo.
Logo, com o prazo para testes se aproximando, é crucial que as empresas compreendam as mudanças, avaliem o impacto em suas operações e iniciem imediatamente o processo de adequação, explica a diretora da Systax. “A preparação antecipada será fundamental para garantir a continuidade dos negócios e o correto cálculo dos tributos. Além disso, empresas que iniciarem as mudanças o quanto antes terão vantagens operacionais e estratégicas quando a nova nota passar a ser obrigatória”, conclui Thais. 
 
Sobre a Systax  
A Systax combina a tecnologia global da Vertex com expertise local para oferecer automação e eficiência na gestão tributária. Com uma base de mais de 29 milhões de regras fiscais, a companhia monitora e atualiza diariamente os parâmetros nos principais ERPs, garantindo conformidade com a legislação. Suas soluções incluem o Motor de Cálculo O’ Series para automação de tributos, além do Content as a Service para atualização contínua de dados fiscais e a integração com SAP, como a renovação automática da J1BTAX permitindo mais precisão e redução de custos operacionais. . Mais informações em http://www.systax.com.br/

 

Por que os brasileiros estão liderando os investimentos imobiliários de alto padrão na Flórida?

O Brasil assumiu um papel de protagonismo no mercado imobiliário internacional. Dados da Florida Realtors revelam que os brasileiros lideram a compra de imóveis de alto padrão na Flórida, com um investimento médio de US$ 489.519 por propriedade, o mais alto entre os cinco países que mais compram imóveis no estado. Em 2023, o volume total investido por brasileiros chegou a US$ 1,451 bilhão. 
Mas o que explica esse movimento crescente? A resposta passa por uma combinação de fatores econômicos, culturais e estratégicos. A Flórida reúne características que conversam diretamente com o perfil do investidor brasileiro: clima semelhante ao do Brasil, proximidade cultural, localização estratégica, segurança jurídica e oportunidades reais de retorno financeiro. 
As regiões favoritas são Miami-Fort Lauderdale-West Palm Beach, que concentram 41% das compras, e Orlando-Kissimmee-Sanford, com 36%. Os tipos de imóveis mais buscados incluem casas unifamiliares (44%), condomínios (33%) e townhouses (15%). 
Outro diferencial é o perfil de uso: 32% compram como casa de férias, 29% como residência principal (maior índice entre os países investidores) e 23% com foco em locação residencial. Mais da metade (55%) dos compradores brasileiros paga à vista, e 40% utilizam financiamento via hipotecas nos Estados Unidos. 
Para Daniel Ickowicz, CEO e diretor de vendas da Elite International Realty, consultoria imobiliária consultoria especializada no atendimento a brasileiros no mercado norte-americano, esse interesse não é passageiro, mas sim parte de um movimento estruturado de diversificação patrimonial. 
“O brasileiro que investe na Flórida está em busca de proteção, estabilidade, diversificação de patrimônio, alta valorização e baixos impostos. O estado oferece um ecossistema imobiliário sólido e os imóveis na cidade têm registrado uma alta consistente de preço devido à crescente procura. Isso torna o mercado imobiliário local altamente atrativo, especialmente para investidores brasileiros que buscam um ambiente seguro e promissor para investir”, analisa Daniel, que atua há mais de 30 anos no mercado americano. “Miami, em especial, se destaca por oferecer um estilo de vida sofisticado, clima favorável, alto retorno e uma infraestrutura de capitais globais.” 
O destaque brasileiro não se limita à região de Miami. Em Orlando, brasileiros representaram 20% do volume total de investimentos internacionais na cidade, superando os venezuelanos (13%) e canadenses (11%). Cidades menores e emergentes também vêm atraindo investidores que buscam oportunidades com maior potencial de valorização. 
A perspectiva para os próximos anos é positiva. A expectativa de redução das taxas de juros pelo Federal Reserve, somada à crescente demanda por imóveis para aluguel de curta duração e por empreendimentos multifamiliares, deve continuar impulsionando o apetite brasileiro pelo mercado americano. 

 

Cooperativismo: pujança e contribuição

VANIR ZANATTA
Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)
 
Santa Catarina distingue-se no cenário nacional e internacional por um conjunto de atributos notáveis que moldam sua identidade sociocultural e econômica: a índole pacífica de seu povo, a dedicação ao labor, a valorização da família, o apreço pelas tradições, o respeito à diversidade e a notável capacidade de empreender e inovar. Tais virtudes, que permeiam a formação histórica e social do Estado, encontram consonância plena nos princípios do cooperativismo, doutrina econômica e filosófica trazida pelos imigrantes pioneiros e perpetuada por sucessivas gerações.
O cooperativismo, em sua essência, transcende a simples organização empresarial: representa um modelo de desenvolvimento socioeconômico inclusivo, democrático e sustentável. Em Santa Catarina, essa filosofia encontrou terreno fértil para florescer e consolidar-se como pilar estruturante da economia estadual, estando presente em todos os ramos produtivos — da agricultura ao crédito, da saúde ao consumo, da infraestrutura ao transporte.
Atualmente, o movimento cooperativista abrange mais de 4,7 milhões de catarinenses, movimentando anualmente R$ 91,2 bilhões. Trata-se de uma verdadeira força propulsora do progresso, que articula a produção, eleva a eficiência econômica e fortalece a competitividade de pequenos e médios agentes, que de outra forma teriam dificuldades em sobreviver aos rigores do mercado. Essa pujança foi meticulosamente mensurada pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), a partir dos dados das 235 cooperativas a ela filiadas, revelando uma realidade de expressiva relevância social e econômica.
Em 2024, o setor cooperativista catarinense registrou um crescimento de 7% em sua receita, superando de forma significativa a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) nacional no mesmo período, que foi de 3,4%. Um dos indicadores mais emblemáticos desse avanço é o aumento do número de cooperados, que cresceu 9,8% no último ano, com a adesão de mais de 419 mil novos associados. Com isso, 58% da população do Estado integra hoje o sistema cooperativo, revelando seu enraizamento na sociedade barriga-verde.
Destacam-se, nesse panorama, as cooperativas de crédito, que congregam 3,6 milhões de cooperados, seguidas pelas de infraestrutura (464.114 associados), consumo (430.339), agropecuária (84.069), saúde (15.280) e transporte (2.901).
O ramo agropecuário se impõe como o mais robusto, sendo responsável por 62,5% dos empregos diretos gerados pelas cooperativas e por 63,2% da receita operacional bruta do setor. Esse desempenho repercute não apenas internamente, mas também no cenário internacional: as exportações das cooperativas catarinenses atingiram R$ 11,63 bilhões em 2024, crescimento de 17% em relação ao ano anterior, impulsionadas majoritariamente pela comercialização de cereais in natura (54,13%) e proteínas animais (43,13%). As projeções para 2025 são igualmente promissoras, com expectativa de incremento de 12% nas exportações, alcançando R$ 13 bilhões em divisas.
Apesar da elevada contribuição ao desenvolvimento, as cooperativas não estão imunes à carga tributária. Em 2024, recolheram R$ 4 bilhões em tributos sobre a receita bruta, o que representa um aumento de 32,6% frente ao exercício anterior.
O protagonismo das cooperativas é inegável: elas respondem por aproximadamente 30% do PIB estadual e por 70% das exportações catarinenses. Essa capilaridade decorre de sua presença marcante nas cadeias produtivas de grãos, leite, suínos e aves, setores fundamentais para a economia do Estado.
O horizonte que se descortina é de otimismo e confiança. Estão previstos investimentos de R$ 2,03 bilhões em 2025, R$ 2,18 bilhões em 2026 e R$ 2,26 bilhões em 2027, destinados à ampliação de estruturas e à elevação da capacidade produtiva. Esses aportes sinalizam não apenas a vitalidade do sistema, mas também sua disposição em continuar liderando o desenvolvimento sustentável e equitativo de Santa Catarina.
Em suma, o cooperativismo catarinense é muito mais do que um modelo de negócios: é uma expressão viva da alma coletiva de um povo que aprendeu a prosperar com solidariedade, eficiência e visão de futuro.

 

Produção industrial de Santa Catarina cresce 8,5% no primeiro trimestre e tem a maior alta do país

Crescimento ficou bem acima da média nacional de 1,9% – Foto: Roberto Zacarias/SECOM

A produção industrial catarinense registrou crescimento de 8,5% no primeiro trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período do ano passado. A forte elevação consolidou Santa Catarina com a maior alta entre todos os estados pesquisados e bem acima da média nacional de 1,9%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 14, pelo IBGE e revelam um cenário positivo de aquecimento da economia estadual. 

Todos os 14 segmentos da indústria pesquisados em Santa Catarina registraram aumento no primeiro trimestre, com destaque para a indústria metalmecânica. Conforme o IBGE, a fabricação de produtos de metal cresceu 23,8% no primeiro trimestre, enquanto a fabricação de máquinas e equipamentos teve elevação de 21,4%. A fabricação de veículos (14,7%), de produtos minerais (14%) bem como de móveis (13,2%) também puxaram o crescimento catarinense.

“A indústria é o motor da nossa economia e o Estado é parceiro do setor com incentivos que estimulam o crescimento. A indústria aquecida gera emprego e renda para os catarinenses o que faz a nossa economia crescer cada vez mais”, destaca o governador Jorginho Mello.

Segmentos relevantes da indústria de Santa Catarina, a fabricação de produtos têxteis (7,9%) e de produtos alimentícios (5,7%) somaram alta. O desempenho também foi positivo na fabricação de produtos químicos (6,2%), de produtos de madeira (3,7%), bem como de celulose, papel e produtos de papel (2,1%). 

“O setor, de forma geral, está produzindo mais, investindo na ampliação de plantas industriais e gerando mais empregos. É um ciclo positivo para Santa Catarina. O Governo do Estado tem feito sua parte ao estimular a economia por meio de programas de incentivo ao investimento e linhas de crédito subsidiadas. Estamos otimistas quanto ao ano de 2025”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.

Santa Catarina lidera crescimento no setor industrial
Conforme os dados do IBGE, Santa Catarina teve o maior crescimento do país no setor industrial no primeiro trimestre de 2025. A forte alta de 8,5% garantiu o estado na liderança, à frente do Paraná (7,1%), Pará (5,1%), Bahia (2,4%), São Paulo (1,1%), Rio Grande do Sul (0,8%) bem como Minas Gerais (0,3%) e demais estados. A média nacional é de 1,9%.

“Santa Catarina tem uma produção diversificada e de alto valor agregado, com reconhecimento internacional. As exportações, por exemplo, também estão em alta, com crescimento até aqui de 7,5% em 2025. Isso garante mais solidez para nossa indústria e gera mais emprego e renda, fortalecendo ainda mais o mercado interno”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.

Conforme dados da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), a intenção de investir do empresário industrial catarinense segue em patamar elevado, com 63,4 pontos na escala de 0 a 100. O desempenho mostra otimismo para ampliar e contratar. Já a utilização de capacidade instalada está em 74%, revelando menor ociosidade das plantas industriais catarinenses em relação à nacional (69%). 

Atratividade de Santa Catarina para investimentos internacionais é reforçada por monitoramentos da Seplan

Foto: Jonatã Rocha / SECOM

A missão internacional liderada pelo governador Jorginho Mello aos EUA apresentou a robustez da atratividade catarinense para os investimentos internacionais. Entre os dados demonstrados a investidores internacionais estão números consolidados e analisados pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan/SC). Por meio da Diretoria de Políticas Públicas, o órgão disponibiliza informativos, boletins e plataforma interativa de dados socioeconômicos.

As análises envolvem os principais parâmetros das atividades econômicas. As projeções são atualizadas com base em um painel de 28 indicadores da economia estadual. Gestores, investidores, jornalistas e população em geral têm livre acesso ao conteúdo, que zela pela apresentação em linguagem simples.

O secretário de Estado do Planejamento, Edgard Usuy, avalia que o momento é propício aos investimentos nacionais e estrangeiros. “O nosso estado atingiu, em 2024, o segundo maior PIB dos últimos 10 anos. Analisando dados econômicos, podemos afirmar que o estado se destaca no cenário nacional mesmo diante das incertezas globais. Em 2024, mesmo com o aumento da taxa básica de juros brasileira, que chegou a 12,25% ao ano, Santa Catarina registrou um crescimento estimado de 5,3% no PIB, superando a média estimada de 3,4% do país”, afirmou Usuy. 

“Como o governador Jorginho Mello sempre enfatiza, Santa Catarina ocupa apenas 1% do território nacional. Porém, apresenta o sexto melhor PIB do país e o quinto melhor PIB per capita (IBGE/22). A Seplan trabalha para que o Governo do Estado esteja estrategicamente planejado e preparado para receber investimentos e mostrar ao mundo que somos um Estado competitivo, confiável e com visão de futuro”, afirmou Usuy.

Robustez das evidências
O economista da Seplan, Paulo Zoldan, salienta que, entre os anos de 2002 a 2022, Santa Catarina registrou um aumento nominal de aproximadamente 756% no valor do PIB. Ele afirma que, “nessas duas décadas, Santa Catarina registrou o segundo maior patamar de crescimento na participação do PIB, entre todas as Unidades Federativas do país”.

Paulo Zoldan constata que houve uma aceleração do crescimento em 2024. Os resultados foram puxados pelo desempenho robusto na indústria de transformação e em boa parte pelos serviços e pelo comércio. E com base nos  dados atualizados no primeiro trimestre de 2025, Zoldan afirma que “a economia estadual continua aquecida, em pleno emprego, e passa por um momento bastante favorável para a atração e maturação de investimentos”.

A indústria de transformação catarinense teve o maior crescimento do Centro-Sul em 2024, com uma alta de 7,7%, o terceiro maior crescimento no país. No período, a indústria brasileira cresceu 3,7%. As atividades de Serviços também mostraram crescimento. O volume das atividades turísticas no estado cresceu 9% em 2024, quase o triplo da média brasileira, enquanto o segmento de transportes cresceu 8,3%.

O comércio, o maior segmento de serviços, teve alta de 7,2%, enquanto à média de crescimento nacional foi 4,1%. A maior expansão de vendas no estado foi no segmento de veículos, motocicletas, partes e peças, que teve alta de 17,2% em 2024. Também houve destaque na evolução do comércio varejista de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; de móveis e eletrodomésticos.

Cruzamento de dados
O monitoramento da Seplan identifica, ainda, avanços em áreas estruturais estratégicas. Em 2024, as exportações se mantiveram nas máximas históricas e atingiram US$ 11,677 bilhões ou 3,5% do total nacional. A localização estratégica e competitividade tarifária e portuária posicionam SC como o segundo maior estado importador, com 12,9% do total.

O saldo de empregos em Santa Catarina, por sua vez, é o terceiro melhor do país. A taxa de desemprego no Estado está em 2,7%, a segunda menor do país, registrada no primeiro trimestre de 2025, diante de uma média de desemprego nacional de 6,2%.

De acordo com os dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), SC fechou o ano de 2024 com o saldo de 123.410 novas empresas constituídas, número que superou o saldo de 2023. Outro indicador relevante foi o aumento da participação catarinense na corrente de comércio nacional, que passou de 6,9% para 7,6% em 2024. 

A Seplan analisa e divulga os dados sobre o PIB e demais indicadores econômicos, indicadores do trabalho,  ranking de competitividade, demografia, qualidade de vida, diversidade da base produtiva em Santa Catarina, dentre outros assuntos.Acesse os indicadores e boletins econômicos divulgados pela Seplan: https://www.seplan.sc.gov.br/indicadores-e-boletins-economicos/

JBS avança na auditoria do TAC da carne e supera 98% de conformidade

A JBS conquistou mais um avanço expressivo na auditoria dos compromissos da pecuária na Amazônia Legal. Os dados do 2º Ciclo do Protocolo de Monitoramento Boi na Linha, divulgados nesta quarta, 14, pelo Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, apontam para 100% de conformidade em volume de animais na próxima rodada de informações. Nesta edição, a Companhia alcançou 98,23%, 4,4 pontos percentuais mais que na estreia.

O MPF consolidou pela segunda vez os resultados de Pará, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Tocantins, que estreou neste ano. Também foi divulgado o desempenho no Amazonas, estado em que a JBS não conta com fábricas de processamento de bovinos. A auditoria foi realizada pela consultoria Grant Thornton de 20 de setembro do ano passado até 15 de março. O levantamento abrangeu as compras do período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2022.

Estes foram os despenhos da JBS por estado: Rondônia – 99,23% (mais 11,22 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior); Mato Grosso – 98,19% (+0,34 ponto percentual); Acre – 98,14% (+8,28 pp); Tocantins – 98,03% (estreia do estado, não há comparação com a edição passada); e Pará – 97,01% (+3,01 pp).

Não fossem questões relacionadas a documentação, o percentual de não conformidade da JBS de 1,77% teria se reduzido a 0,27%. “Esse desempenho mostra que estamos muito próximos da meta de 100% de conformidade, número que vai refletir todo o empenho da Companhia para a produção sustentável na Amazônia. A evolução comprovada neste ciclo comprovou o que dissemos na edição anterior, de que temos clareza sobre como alcançar esse objetivo”, afirmou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.

A Companhia prossegue no aprimoramento da gestão documental, que inclui somente aceitar protocolos de projetos de regularização ambiental (PRA) com termo de compromisso assinado (em vigor desde novembro de 2021), além de melhorias nos registros ligados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Todo o processo de auditoria foi conduzido com base no Protocolo de Auditoria do Boi na Linha, que estabelece as premissas e orientações. As avaliações foram amostrais, com exceção dos contratos de arrendamentos e da lista do Trabalho Escravo, avaliados para toda a base de GTAs (Guias de Trânsito Animal) recebidas pela equipe de auditoria.

A JBS utiliza há 15 anos um sistema de monitoramento geoespacial para garantir o cumprimento de seus critérios socioambientais no país. Os fornecedores da JBS não podem atuar em áreas de desmatamento, terras indígenas, unidades de conservação ambiental ou territórios quilombolas; não utilizem mão de obra análoga à escravidão, nem possuam embargos ambientais.

A Companhia apoia o trabalho de harmonização da auditoria empreendido pelo Ministério Público Federal para os estados do bioma Amazônia e concorda com que todas as empresas que tenham assinado o TAC da Carne sejam auditadas e para que as indústrias de fora desse acordo setorial também sejam acompanhados.

Nenhuma empresa, sozinha, vai resolver as questões socioambientais na Amazônia. Se as milhares de fazendas eventualmente bloqueadas continuarem a vender animais para quem não está no acordo, haverá uma lacuna importante. É preciso que o setor tenha regras universais de atuação”, enfatiza a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.
 

Sobre a JBS
A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Com uma plataforma diversificada por tipos de produtos (aves, suínos, bovinos e ovinos, além de plant-based), a Companhia conta com mais de 280 mil colaboradores, em unidades de produção e escritórios em países como Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros. No Brasil, a JBS é uma das maiores empregadoras do país, com 158 mil colaboradores. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação: Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre muitas outras, que chegam todos os dias às mesas de consumidores em 180 países. A empresa investe em negócios correlacionados, como couros, biodiesel, colágeno, higiene pessoal e limpeza, envoltórios naturais, soluções em gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transportes, com foco na economia circular. A JBS conduz suas operações priorizando a alta qualidade e a segurança dos alimentos e adota as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal em toda sua cadeia de valor, com o propósito de alimentar pessoas ao redor do mundo de maneira cada vez mais sustentável.
 

Correios anunciam corte de jornada, suspensão de férias e retorno ao presencial após prejuízo de R$ 2,6 bilhões

Após registrar um prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024 — quatro vezes maior que o do ano anterior —, os Correios divulgaram nesta segunda-feira (12) um plano estratégico de recuperação financeira. A estatal espera economizar até R$ 1,5 bilhão em 2025 com medidas que incluem redução de jornada e salários, suspensão de férias e estímulo ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV).

Entre os principais pontos do plano, está o incentivo à redução da carga horária dos trabalhadores de 44 para 34 horas semanais, com impacto direto no salário dos cerca de 86 mil empregados da empresa. Também está prevista a suspensão temporária das férias adquiridas em 2024, que só poderão ser usufruídas a partir de janeiro de 2026.

A empresa ainda determinou o retorno obrigatório ao regime presencial a partir de 23 de junho de 2025, com exceção dos funcionários com decisões judiciais favoráveis. Além disso, está prevista uma revisão na estrutura administrativa com redução de 20% nos cargos comissionados, lançamento de um marketplace próprio e mudanças nos planos de saúde com economia estimada de 30%.

O plano inclui a busca por R$ 3,8 bilhões junto ao New Development Bank (NDB) para investimentos internos. Segundo os Correios, o prejuízo decorre principalmente da queda nas receitas com encomendas internacionais e do aumento de R$ 716 milhões nos custos operacionais em comparação com 2023. Os gastos com pessoal saltaram de R$ 9,6 bilhões para R$ 10,3 bilhões, impulsionados pelo Acordo Coletivo de Trabalho e reajustes em benefícios como o vale-alimentação.

“Estamos diante de um desafio importante: a necessidade de reduzir despesas”, afirma o documento. A estatal apela para a colaboração dos funcionários: “A contribuição de cada empregado, por menor que pareça, é valiosa”, afirma o texto.

Economia & Negócios: Efeito cascata

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Efeito cascata 
A criação de 18 novas vagas de deputado federal, se confirmada pelo Senado, provocará um efeito cascata nos Estados. Nas nove unidades federativas que terão aumento em suas bancadas na Câmara, haverá crescimento automático do número de deputados estaduais, resultando em 30 novas vagas nas assembleias legislativas. Em SC, passaria de 16 para 20. De acordo com a Constituição, o número de deputados estaduais corresponderá ao triplo da bancada federal, até o limite de 36. Assim, em SC o número de deputados estaduais passaria dos atuais 40 para 44. 


Cidades desenvolvidas 1
Saiu o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) destacando as cidades mais e menos desenvolvidas do país. A surpresa é a inexistência de nenhuma de SC entre as 10 mais, ao contrário dos IFDMs anteriores. Desta vez cidades do interior de São Paulo e do Paraná lideraram, na última década, como as mais desenvolvidas do país. No topo está Águas de São Pedro (SP), com menos de 3 mil habitantes. Quanto a SC o IFDM revela que 11,2% das suas cidades atingiram um desenvolvimento socioeconômico alto, frente a 4,6% no Brasil. De acordo com o estudo, em SC 2,3 milhões de pessoas (36%) vivem em cidades com desenvolvimento alto e 4,9 milhões (62,7%) habitam em municípios com grau de desenvolvimento moderado. No entanto, 91 mil habitantes (1,1%) ainda vivem em condições de desenvolvimento baixo. SC não tem nenhuma cidade com desenvolvimento crítico. 


Cidades desenvolvidas 2
SC conta com 75 municípios entre os 500 melhores do país, dos quais nove figuram entre os 100 primeiros colocados. Essas nove cidades, juntamente com Pomerode, que ocupa a 10ª posição no Estado, compõem o Top 10 estadual. São Bento do Sul, Joaçaba, São Miguel do Oeste, Jaraguá do Sul e Brusque ocupam as cinco primeiras posições do ranking estadual. No lado oposto, Vargem, Balneário Arroio do Silva, Timbé do Sul, Cerro Negro e Entre Rios estão nas últimas colocações. Chama atenção a trajetória de Florianópolis. A capital que, em 2013 ocupava a 5ª posição, atualmente está em 69º lugar do Estado. Apresentou queda nas vertentes de Educação (-6.9%) e Emprego e Renda (-3,3%) e teve uma leve melhora em Saúde (3,3%). Também no ranking entre as capitais brasileiras, Florianópolis caiu da 2ª posição para o 10º lugar. 


Hotelaria em alta 
São esperados mais de 650 compradores de todo o Brasil para a 70ª edição da Pronegócio entre os dias 13 e 16 deste mês de maio. O presidente da AmpeBr destaca que há cerca de um mês da rodada, 90% da rede hoteleira da região já estava ocupada para os dias do evento. Até o início da primeira rodada da Pronegócio, é esperado 100% de ocupação por parte dos compradores em hotéis de Brusque, Itajaí e Balneário Camboriú. 


Dia Nacional da Indústria
Neste 25 de maio celebramos o Dia Nacional da Indústria, uma data que nos convida à reflexão e ao reconhecimento do papel vital que o setor industrial exerce no desenvolvimento econômico e social do Brasil. No Vale do Itajaí-Mirim, essa homenagem ganha um significado ainda mais profundo, pois aqui que bate o coração de uma das regiões mais produtivas e inovadoras de SC. São pequenas, médias e grandes empresas que movimentam a economia com a geração de emprego, inovação tecnológica, exportações e compromisso com a sustentabilidade. O cenário atual é promissor, estamos em uma região com vocação industrial histórica que soube se adaptar às transformações globais sem perder suas origens. O setor têxtil, por exemplo, se reinventa constantemente com design, tecnologia e sustentabilidade. O setor metalmecânico tem investido em automação e novos processos produtivos. A indústria de alimentos, cada vez mais conectada com as exigências dos consumidores.


Cidades desmembradas 
Passados quase 165 anos da sua fundação (1860-2025), após diversas divisões territoriais do extenso território que formava, a partir de 1962 restou apenas um pequeno território que forma a Brusque que conhecemos hoje, com área de 284,6 km2. De Brusque tiveram origem os municípios de Nova Trento (1892), Vidal Ramos (1957), Presidente Nereu (1961), Botuverá (1962) e Guabiruba (1962). As áreas do Sul de Gaspar também foram desmembradas de Brusque. Das cidades mencionadas, abordamos apenas as cidades consideradas colônias italianas pioneiras: Botuverá, Gaspar, Guabiruba e Nova Trento. 


Mão de obra 
Hoje, a falta de mão de obra é a principal demanda dos empresários catarinenses. A economia de SC tem crescido praticamente o dobro da média nacional e não há trabalhadores suficientes para atender a toda a necessidade. O que aconteceu é uma grande atração de trabalhadores de outros lugares, como de estados do Norte brasileiro e de outros países (principalmente Venezuela). Conforme dados do IBGE, o mercado de trabalho de SC ganhou 330 mil pessoas entre 2021 e 2023. Porém, o número de desempregados no estado caiu apenas 60 mil. Ou seja, muito provavelmente essa diferença de 270 mil é referente a trabalhadores que vieram de fora de Santa Catarina. O estado foi o que mais contrataria estrangeiros no país em 2024, por exemplo. 


FIESC 
A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) está atenta ao pagamento de mão de obra no estado e tem atuado de forma estratégica para enfrentar o problema. Para se ter uma ideia, somente a indústria catarinense precisará qualificar ou requalificar 953 mil trabalhadores nos próximos três anos, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. Entre 2018 e 2025, os investimentos da Fiesc, por meio do Sesi e do Senai, totalizam R$ 1,4 bilhão, valor que deve chegar a R$ 2,6 bilhões até 2030. A maior parte desses transportes é na área educacional, por meio do projeto Educação 20-30. Tão importante quanto o investimento em infraestrutura. A qualificação começa na educação básica, já conectada com as demandas da indústria. 


Perfil do catarinense 
O Lide SC (grupo de líderes empresariais que reúne executivos dos mais variados setores de atuação), está anunciando uma parceria com a Critério – Resultado em Opinião Pública para a realização da inédita pesquisa “Catarinenses: valores, hábitos e ideias”, que tem a pretensão de revelar, de forma regionalizada, o que pensa, sente e projeta a população do Estado. A coleta de dados começa neste mês e os resultados serão divulgados em agosto. 


Cenário econômico incerto 
A última semana foi de decisões sobre juros no Brasil, Estados Unidos e novidades tarifárias anunciadas pelo presidente americano, que trouxeram mais esperanças no cenário internacional. Apesar disso, alguns setores mais globalizados começam a sentir efeitos da retração. Os setores mais internacionalizados da economia de SC já sentem alguns efeitos das tarifas dos EUA. O setor têxtil de cama, mesa e banho, por exemplo, está sendo mais sondado por importadores norte-americanos. O setor de aço reclama da entrada do produto chinês e cobra medidas do governo brasileiro para sobreviver. 


Valorização imobiliária
Quais cidades brasileiras têm os metros quadrados mais valorizados? Quem respondeu a essa pergunta foi um estudo do DataZap. O estudo avaliou somente 22 capitais e o Distrito Federal. Dos 10 bairros mais valorizados do país, dois são de Florianópolis: Jurerê Internacional e Jurerê. Além de Florianópolis, somente São Paulo e Rio de Janeiro tiveram bairros entre os 10 mais valorizados do Brasil. Entre as características comuns estão bairros com imóveis de alto padrão, boa infraestrutura e proximidades com centros comerciais. No caso de Florianópolis, isso é diferente. Para uma economista da DataZap a capital tem registrado valorização expressiva nos últimos anos e ganhou força com a pandemia. 


Consequências 
Aposentado não tem memória curta quando pensa na miséria que ganha. É bom que alguns deputados e senadores de SC pensem nisso ao negar apoio ou se calar covardemente como agora à CPI para investigar o roubo bilionário de que são vítimas. 


Speak English 
Pela primeira vez na história da educação pública de SC os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental passaram a ter, desde o início deste ano, a oportunidade de aprender inglês. Ao todo, mais de 100 mil estudantes receberam material didático novo para acompanhar as aulas. São aulas semanais, ministradas por professores específicos da disciplina, com auxílio de plataforma online. 


Vírus do Pix 
Um novo golpe digital tem utilizado jogos falsos de celular para acessar dados bancários. O mecanismo instala um vírus capaz de entrar nos aplicativos bancários, realizar transações automáticas e desviar valores sem que o usuário perceba. A fraude tem sido chamada de “mão fantasma”. Especialistas em cibersegurança explicam que o malware é uma nova versão do golpe “mão fantasma” e atua de forma automática no celular da vítima. O vírus se esconde em aplicativos falsos que imitam jogos populares e prometem prêmios aos usuários. Assim que o aplicativo é instalado, ele solicita permissões de acessibilidade, uma ferramenta do sistema Android e, com a autorização da própria vítima, ganha acesso total ao aparelho, podendo operar até mesmo com o celular desligado. O golpe é especialmente perigoso porque consegue burlar os sistemas de segurança dos bancos, como a biometria e o reconhecimento facial. Quando o Pix é feito, o malware ATS bloqueia a tela na etapa “processando a transferência”. Enquanto a pessoa espera, o vírus altera o destinatário e o valor da transferência. Essa troca ocorre rapidamente, visto que todo o processo foi automatizado. Quando a tela retorna para o correntista colocar a senha, a troca foi feita. Por isso a sensação de que há o redirecionamento. A Febraban alerta que o criminoso pode se passar por um funcionário do banco, alegando movimentações suspeitas e sugerindo que o cliente instale um aplicativo. Ao fazer isso, o fraudador consegue acessar todos os dados do celular. 


Furos 
Área em que quase 30 prefeitos de SC acabaram presos ultimamente, a de licitação de obras públicas municipais parece um queijo suíço. O Tribunal de Contas do Estado identificou 3.300 irregularidades na leitura de editais somente de janeiro a março deste ano, usando ferramenta de inteligência artificial. 

No limite 
Não há pânico, mas algo próximo entre as autoridades de saúde de SC com o quadro do momento: 91% dos leitos de UTIs na rede hospitalar estão ocupados. Preocupação porque o Estado ainda não atingiu o pico das doenças respiratórias. 

Educação integral 
Novos dados do Censo Escolar 2024, divulgados pelo Ministério da Educação, indicam que SC ampliou o acesso à educação integral tanto na educação infantil quanto no ensino fundamental da rede pública. O percentual de matrículas em jornada ampliada em creches passou de 66,8% para 69,9% entre 2022 e 2024. Na pré-escola, os indicadores saltaram de 16% em 2022 para 18% em 2024.  

Caged: março 2025
O Brasil gerou 71.576 novos empregos no Brasil no mês de março deste ano. Com destaques para São Paulo (+34.864), Minas Gerais (+18.169), Santa Catarina (+9.841), Rio Grande do Sul (+8.960) e Goiás (+6.340). Em SC os municípios em destaque no mês de março foram: Joinville (+1.054), Florianópolis (+715), São José (+683), Itajaí (+682) e Criciúma (+665). 

Tiro livre 
Só depende da sanção do governador para virar lei projeto aprovado na Assembleia Legislativa que dispõe sobre o funcionamento de estabelecimentos de tiro desportivo, que são mais de uma centena em SC. O projeto impede que haja restrições de dia e horário ao funcionamento desses estabelecimentos, e que também não precisam de ter uma distância mínima entre eles e outras atividades comerciais, desde que não haja comprometimento da segurança pública. 

Mulheres na indústria 
A indústria catarinense emprega 301,8 mil mulheres, o equivalente a 33,31% dos trabalhadores do setor em Santa Catarina. O percentual faz do estado o maior empregador de mulheres no setor industrial do país, onde a média é de 25%. Considerando todas as trabalhadoras de SC, 23,9% estão na indústria. Segundo dados do Observatório Fiesc, com base nos últimos dados disponíveis, os segmentos que mais empregam mulheres em SC são: têxtil, confecção e calçados, com 62% do total de empregados formacos com 53,25%, indústria diversa com 46,36% e alimentos e bebidas com 44,82%. 

Zero imposto 
O governador de SC decidiu zerar o único imposto estadual (ICMS) que incide sobre o arroz, o feijão e as farinhas de trigo, milho, mandioca e de arroz, os seis da cesta básica, e que era de 7%. Obteve de entidades representativas do setor produtivo catarinense o compromisso de orientar seus associados para que repassem o desconto ao preço de venda dos produtos. O governo vai abrir mão de quase R$ 600 milhões por ano. Quanto ao repasse, vamos ver. 

MEIs
Ao contrário do que alguns divulgaram, o limite de faturamento para microempreendedores individuais (MEIs) não mudou neste ano e permanece com o valor de R$ 81 mil. Estão em tramitação vários projetos de lei para que mude. O mais recente tem como autora a senadora catarinense, que visa aumentar o limite para R$ 140 mil. 

Exceção 
Consta que o ministro de STF, André Mendonça, que esteve em Florianópolis para fazer uma palestra no Congresso Estadual do Programa Qualifica, na Assembleia Legislativa, deslocou-se até SC em voo aéreo comercial e na classe econômica. É uma exceção. A quase totalidade dos demais prefere as caras mordomias dos jatinhos da FAB por um motivo maior e que nunca vão dizer: não dar de cara, dentro dos aviões, com gente de bem que não tem nenhuma simpatia por eles. 

Guerra ideológica
Quem vê com certa equidistância a polêmica em torno da prática do naturismo na praia da Galheta, tradicional praia do leste da Ilha de SC, observa que até nisso há uma polarização política: a direita é contra a prática de relações sexuais ao ar livre no local, e a esquerda a favor, porque o que ocorre lá agora vem desde os anos 1980, sem maiores tensões entre liberais e conservadores.

Doenças respiratórias crescem 
Dados da Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica apontam para um quadro preocupante de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em SC. Conforme o boletim divulgado em abril, são mais de 2,3 mil ocorrências registradas e 48 óbitos. O cenário piora com a chegada do frio e exige atenção tanto de autoridades em Saúde, quanto de pais e responsáveis. O aumento de casos pressiona as unidades de saúde, sobrecarregando o sistema. Idosos e crianças são os mais afetados. As regiões do estado que mais apresentam registros por vírus respiratórios são Florianópolis, Itajaí e Joinville. O alerta obriga atenção especial de prefeituras e do governo do estado das unidades de saúde, a fim de garantir respostas rápidas para a sociedade. 

Exemplo 
Está aí um exemplo para muitos municípios onde pessoas ou famílias são donas de diferentes tipos de patrimônio, desde imóveis históricos a coleções diversas, incluindo pequenos museus, de manutenção cada vez mais cara. Em Tubarão um projeto de lei em tramitação declara a vida e a obra de seu maior artista, Willy Zumblick, como patrimônio imaterial, cultural e intangível do município. Assim poderá ter acesso a recursos e apoios para sua proteção e valorização. 

Escolas cívico-militares em SC 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação está questionando a validade do programa que instituiu escolas cívico-militares em SC. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 7809 foi distribuída ao ministro Dias Toffoli, que decidiu submeter o caso diretamente ao Plenário e pediu informações ao governador de SC. Apesar do presidente Lula ter determinado, em julho de 2023, o encerramento do programa, o governador de SC decidiu ignorar. E vai ampliá-lo com mais cinco unidades a partir deste ano, adicionando-se às nove já atuando no modelo. Serão instaladas em Araranguá, Curitibanos, Ibirama, Itajaí e Mafra. 

Guarra fraterna 
Desde tempos imemoriais, quando controladas por tradicionais famílias, os frigoríficos catarinenses Sadia e Seara tinham uma relação fraterna. Agora os tempos são outros, e seus donos também. A diferença entre ambas no momento envolve um anúncio de nuggets. A primeira foi ao Conselho de Auto-regulamentação Publicitária contestar uma peça da concorrente, por suposta imitação em elementos visuais e na embalagem, além da frase “Só a Seara tem”. A outra alega ser uma cópia da sua, “Só a Sadia tem”. Tentou-se uma conciliação. Não deu certo. 

 

Construtora de Itapema participa do maior evento da Fórmula 1 do mundo, em Miami
A CNA Construtora, referência na construção civil de alto luxo no litoral de Santa Catarina, deu a largada em uma nova fase da empresa, a expansão para o mercado internacional. Para apresentar a marca a todo o mundo, a empresa escolheu o GP de Miami da Fórmula 1, considerado o mais importante da temporada, realizado de 02 a 04 de maio.
 
Durante o evento, a CNA divulgou sua marca dentro da Grid House, o camarote mais exclusivo da F1 Miami, onde evidenciou os motivos e vantagens de investir em Itapema, no litoral norte catarinense. Além das belezas naturais, da infraestrutura completa, a cidade é a oportunidade perfeita para os clientes e investidores de todas as partes do mundo realizarem uma reserva de mercado, adquirindo um imóvel em uma das localizações mais valorizadas e disputadas do Brasil, e em empreendimentos exclusivos e luxuosos, como os da CNA Construtora.
 
A CNA tem o Fino Acabamento no DNA, marca registrada nos empreendimentos, que representa a dedicação e o cuidado em cada etapa da obra, desde a concepção do projeto até o mais minucioso detalhe, aliados à utilização dos materiais mais nobres, mão de obra qualificada e tecnologia avançada, o que resulta em um produto superior ao alto padrão existente no mercado. Hoje, a CNA é referência na construção civil de alto luxo, com localização privilegiada, na frente para o mar e em frente à principal avenida da cidade.
 
Com empreendimentos que se assemelham a hotéis de luxo pelo conforto, privacidade e requinte e a resorts exclusivos pela qualidade e sofisticação dos ambientes da Área de Lazer, a excelência dos empreendimentos CNA levou a outro patamar o mercado imobiliário de Itapema, município que registra o segundo metro quadrado mais valorizado do Brasil, conforme o Índice FipeZAP.
 
A valorização dos imóveis e o luxo e acabamento dos empreendimentos CNA atraem clientes de todas as partes do país e do mundo. Mas agora, a empresa acelera rumo a uma nova fase. Para isso, deu início à expansão internacional no GP de Miami, visando, especialmente, clientes americanos.
 
“A CNA Construtora entra num novo ciclo. Ao expandir a marca para fora do país, apresentamos não apenas a CNA , mas a potência de Itapema e região, o que evidencia ao mundo os motivos de morar e investir neste paraíso. E, assim, ao despertar o interesse de clientes e investidores internacionais, estamos mais uma vez alçando o mercado a um outro nível”, destaca Candido Norberto Antonioli, presidente da CNA Construtora.
 
Sobre a CNA
Com 15 anos de existência, a CNA contribuiu com inovação e posicionamento no mercado imobiliário do litoral norte catarinense, implementando em cada empreendimento o Fino Acabamento, marca registrada da empresa.
 
A CNA possui 12 empreendimentos entregues, 8 em construção e 3 lançamentos e tem como missão construir empreendimentos com Fino Acabamento que proporcionam aos clientes uma experiência de vida exclusiva, sofisticada e mais do que merecida.
Inflação do aluguel acelera na primeira prévia de maio, aponta FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma aceleração na sua primeira prévia de maio, atingindo 0,18%. O resultado representa um aumento em relação à mesma leitura de abril, quando o índice havia variado positivamente em 0,05%, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (12) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A análise dos componentes do IGP-M revela que o Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado (IPA-M) inverteu a tendência de queda observada na primeira prévia de abril (-0,07%), apresentando uma alta de 0,08% nesta leitura de maio. Da mesma forma, o Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M) também mostrou aceleração, passando de 0,28% em abril para 0,42% em maio.

Em contrapartida, o Índice Nacional da Construção Civil – Mercado (INCC-M) apresentou uma desaceleração na sua taxa de variação. O índice, que havia registrado alta de 0,50% na primeira prévia de abril, avançou 0,38% nesta nova leitura.

Logística brasileira avança, mas ainda enfrenta desafios estruturais

A logística brasileira desempenha um papel estratégico no desenvolvimento econômico do país e na sua integração ao mercado global. Desde a construção das primeiras rodovias e ferrovias até a adoção de tecnologias avançadas nos centros de distribuição e portos, o setor tem buscado se modernizar para lidar com uma demanda crescente, cada vez mais complexa, e manter-se competitivo.
 
O Brasil conta com uma das maiores malhas rodoviárias do mundo, com mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas — sendo apenas 12,3% pavimentada. Esse modal ainda é responsável por cerca de 60% do transporte de cargas no país. No entanto, especialistas apontam a necessidade urgente de diversificação e maior integração entre os diversos modais de transporte.
 
A malha ferroviária ainda está muito aquém do ideal, enquanto portos e aeroportos ganham protagonismo. O Brasil opera mais de 36 portos públicos e terminais privados, que juntos movimentam cerca de 1,1 bilhão de toneladas de cargas por ano. Investimentos recentes em automação, ampliação de terminais e melhorias operacionais têm impulsionado a competitividade brasileira no comércio internacional.
 
Já o transporte aéreo representa apenas 1% do volume total de cargas, mas é responsável por 10% do valor das mercadorias transportadas, especialmente em segmentos de alto valor agregado. Com mais de 100 aeroportos com operações regulares de carga, o país vem ampliando sua conectividade com os principais mercados globais.
 
Desafios persistem
 
Apesar dos avanços, os desafios persistem. A precariedade da malha rodoviária, especialmente em regiões remotas, continua elevando os custos logísticos — que hoje representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse índice é superior ao observado em países desenvolvidos, comprometendo a competitividade das empresas nacionais.
 
Além disso, a burocracia e a lentidão nos processos aduaneiros dificultam tanto o fluxo interno quanto as operações de importação e exportação. A falta de integração entre os modais também gera gargalos operacionais e perdas econômicas. Para especialistas, o futuro da logística no Brasil passa por investimentos sustentados em infraestrutura, ampliação do transporte ferroviário e hidroviário, digitalização de processos e incentivos à intermodalidade. A eficiência logística é considerada peça-chave para a redução de custos, aumento da produtividade e conquista de novos mercados.
 
“Um estado com infraestrutura logística eficiente atrai investimentos, reduz os custos operacionais das empresas, melhora a competitividade de seus produtos e impulsiona setores como indústria, agronegócio, comércio e serviços. A logística também é vetor de geração de empregos, inovação tecnológica e desenvolvimento regional”, destaca o CEO da Logistique 2025, Leonardo Rinaldi.
 
Rumos da logística em debate
 
Nesse contexto, o Logistique Summit assume papel determinante nas discussões sobre o futuro da logística brasileira. O evento ocorre em paralelo à Logistique 2025, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Consolidada como uma das principais feiras e congressos do setor no país, a Logistique reúne grandes nomes para debater também comércio exterior, relações internacionais, macroeconomia e geopolítica. O Summit já tem confirmadas as presenças de importantes nomes do mercado, entre eles, o ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Marcos Troyjo.
 
“Mais do que uma feira, a Logistique é uma plataforma de articulação entre o poder público, a iniciativa privada, a inovação e o conhecimento técnico. Reúne os principais players da cadeia logística para debater soluções, apresentar tecnologias, formar parcerias e criar oportunidades reais de negócios”, acrescenta Rinaldi.
 
Estado de excelência
 
O fato do evento ser realizado em Santa Catarina, um dos estados mais produtivos do Brasil, também reforça seu papel catalisador no avanço da logística nacional de forma mais integrada e eficiente. Com crescimento de 12% em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor logístico catarinense vive um momento de expansão e consolidação. O Estado se destaca não apenas por sua localização estratégica — que facilita a conexão com os principais mercados nacionais e internacionais —, mas também por sua capacidade de inovação e investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologia.
 
Em 2024, Santa Catarina movimentou mais de US$ 11,6 bilhões em exportações e US$ 33,7 bilhões em importações, consolidando-se como o segundo maior importador do país. A modernização dos portos e aeroportos, somada ao bom desempenho da indústria — que cresceu 6,3% até setembro, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) —, reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil.
 
O crescimento da produção industrial, puxado por setores como metalurgia, alimentos e tecnologia, eleva ainda mais a demanda por soluções logísticas eficientes. Cidades como Joinville, Itajaí e Chapecó atraem investimentos produtivos; enquanto polos como Balneário Camboriú, Blumenau e novamente Joinville vivem um varejo aquecido, ampliando a necessidade por transporte e armazenagem qualificados.
 
A combinação entre localização estratégica, infraestrutura moderna, base industrial diversificada e capacidade de adaptação às demandas globais posiciona Santa Catarina como referência nacional em logística.

 

Em Nova York, governador apresenta potenciais de Santa Catarina para atrair novos investimentos e parcerias ao estado
Fotos: Nathan Neumann
 
Liderada pelo governador Jorginho Mello, a comitiva catarinense que está nos Estados Unidos iniciou nesta segunda-feira, 12, a maratona de compromissos com líderes e empresários americanos para divulgar os potenciais de Santa Catarina e atrair investimentos ao estado. No SC Day, em Nova York, Jorginho Mello destacou dados de crescimento, incentivos fiscais, infraestrutura logística, aeroportos e portos e oportunidades de parcerias público‑privadas (PPPs).
 
Entre os ativos ofertados estão o Mirante da Serra do Rio do Rastro, a Zona Portuária de Imbituba e a Rodovia ViaMar, que ligará Joinville ao contorno da Grande Florianópolis. Para o governador Jorginho Mello, o objetivo é ampliar a presença internacional. É a primeira vez que o governador de Santa Catarina participa do evento nos Estados Unidos.
 
“Além de parcerias com o setor público, queremos atrair novos investimentos privados para gerar empregos. A segurança, a qualidade da educação e a mão de obra catarinense são diferenciais que encantam quem conhece o Estado”, disse Jorginho Mello.
 
Balança comercial
 
Atualmente, os Estados Unidos é o destino da maior parte das exportações catarinenses. De acordo com o Governo do Estado, a agenda procura ampliar os números da balança comercial.
 
Diante das mudanças no cenário econômico mundial, em especial envolvendo os Estados Unidos, o governador Jorginho Mello lidera a missão ao país americano com o objetivo de apresentar as potencialidades e oportunidades de Santa Catarina a investidores estrangeiros.
 
Durante o SC Day, em Nova York, o governador afirmou que o estado está preparado para receber capital estrangeiro e que está disposto a firmar novas parcerias.
 
“Nosso estado pula o Brasil e dá conta do recado. Sabemos que o novo momento da economia mundial pedirá alternativas de parceiras. Enquanto uns choram, outros vendem lenços. Viemos aqui para afirmar que o Estado se transformou na terra das oportunidades e que Santa Catarina é a bola da vez”, disse Jorginho Mello.
 
 
SC Day em Nova York
 
O encontro reuniu cerca de 50 empresários, entre americanos e brasileiros com operações no mundo todo. O SC Day é realizado pela InvestSC e a Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI-SC), com apoio do BTG.
 
O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Aguiar, e o presidente da ACATE, Diego Ramos, reforçaram o potencial industrial e tecnológico catarinense. “Hoje, a movimentação portuária de Santa Catarina supera a da própria Argentina”, destacou Aguiar.
 
Também participou do evento, Alberto Kuba, presidente da WEG — uma das maiores multinacionais catarinenses. Ele ressaltou o crescimento pós‑pandemia: “Santa Catarina é o grande foco dos nossos investimentos.”
 
O presidente da Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (FECAM) e prefeito da capital Florianópolis, Topázio Neto, reforçou que Santa Catarina é um estado de oportunidades em seus 295 municípios.
 
“Nós temos oportunidade em cada uma das regiões. Cada uma delas pode mostrar um pouco do que o nosso estado é, pelo ambiente de negócios, pelo potencial turístico, pelo grande mercado com pessoas com alto nível educacional, um bom índice de desenvolvimento humano e, sobretudo, credibilidade para receber capital externo”, assinala.
 
Empresários e gestores de fundos brasileiros e estrangeiros lotaram o auditório do encontro em Nova York. “Foi uma mescla de investidores locais e globais, num ambiente qualificado para discutir Santa Catarina. Nesta semana, os grandes players que olham para o Brasil estão em Nova York, e nosso Estado, pela primeira vez, marca presença”, afirmou Paulo Bornhausen, secretário de Articulação Internacional.
 
 
Comitiva catarinense
 
A comitiva catarinense nos Estados Unidos, liderada pelo governador Jorginho Mello, também conta com a participação das autoridades catarinenses:
 
Paulo Bornhausen, secretário Executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos; Cleverson Siewert, secretário de Estado da Fazenda; secretário de Estado da Comunicação, Bruno Oliveira, e o secretário adjunto da Comunicação, Nathan Neumann; Beto Martins, secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias; coronel Fabiano de Souza, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar e Rodrigo Prisco, diretor da InvestSC.
 
Das entidades representativas do estado, parlamento e municípios, fazem parte da comitiva o Presidente da FIESC, Mario Cezar Aguiar; o presidente da ACATE, Diego Brittes Ramos; o deputado Estadual Mário Motta; o presidente do Grupo SCC, Roberto Amaral; os prefeitos de Florianópolis, Topázio Neto; de Itajaí, Robison Coelho e de Balneário Piçarras, Tiago Baltt. Também viajam o consultor de Desenvolvimento Regional da AMFRI, João Luiz Demantova, e o diretor-presidente da Itajaí Participações S/A, Níkolas Reis.
FIESC traz Tatiana Prazeres para debater rumos do comércio exterior

A Secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, participa de reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC), no próximo dia 16 de maio, na sede da entidade.

O evento, promovido pela Câmara de Comércio Exterior, vai debater os Novos Rumos do Comércio Internacional, trazendo uma visão estratégica sobre o cenário atual e as perspectivas para o comércio exterior brasileiro. O encontro, que ocorre apenas na modalidade presencial, vai contar também com a participação da presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante.

As inscrições são gratuitas e estão limitadas à disponibilidade de vagas no auditório. 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Exportações de SC crescem 7,52% de janeiro a abril

O comércio exterior catarinense está em um bom momento, com importações e exportações crescendo nos quatro primeiros meses de 2025. De janeiro a abril, as exportações avançaram 7,52% e atingiram US$ 3,85 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e foram compilados pelo Observatório FIESC.

Os principais produtos vendidos por Santa Catarina ao exterior foram carnes de aves, com US$ 682,73 milhões exportados de janeiro a abril. A carne suína foi o segundo principal item da pauta exportadora do estado, com US$ 544,3 milhões no período. “Observamos um aumento expressivo de exportações de proteína animal para o Japão e China, que já são parceiros tradicionais, mas também o incremento de vendas de carnes de aves e suína para países como Chile e México”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC, Mario Cezar de Aguiar.

As vendas de motores elétricos, terceiro produto na lista dos mais vendidos, somaram US$ 178,45 milhões. As exportações de partes de motor atingiram US$ 134,73 milhões, enquanto as de madeira serrada alcançaram US$ 128,43 milhões. “As exportações do setor madeireiro também ganharam espaço, especialmente com incremento de vendas para países como China e Europa”, avalia Aguiar.

Os principais destinos das exportações de SC seguem sendo os Estados Unidos. De janeiro a abril, os embarques para os EUA somaram US$ 542,06 milhões. A China mantém-se como segundo destino, com US$ 372,31 milhões. Ocupando o terceiro lugar, as vendas para a Argentina atingiram US$ 294,92 milhões.

Importações
Do lado das importações, SC elevou suas compras no exterior em 8,45% no ano até abril, em relação a igual período de 2024, para US$ 11,4 bilhões.

Destacam-se as importações de cobre refinado, com US$ 440,9 milhões; de partes e acessórios para veículos, que somaram US$ 300,15 milhões; de polímeros de etileno, com US$ 230,17 milhões; semicondutores, somando US$ 206,42 milhões, e fertilizantes nitrogenados, com importações de US$ 192,34 milhões.

A China segue como a principal origem das compras externas catarinenses, e foi responsável por US$ 5,02 bilhões de janeiro a abril. Os Estados Unidos são o segundo país no ranking das importações, com
US$ 716,03 milhões, seguido pelo Chile, com US$ 687,24 milhões.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Santa Catarina celebra um ano do registro da primeira carne na lata inspecionada pelo Estado

Foto: Guilherme Bento/Secom

Santa Catarina resgatou há um ano uma tradição que remonta aos tempos em que a conservação de alimentos ainda não contava com geladeiras: a produção da carne na lata. A iguaria típica do interior catarinense foi oficialmente registrada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), por meio do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), marcando um novo capítulo para a valorização da cultura alimentar regional.

A agroindústria familiar Carnes Arvoredo Ltda., sediada em Xanxerê e registrada sob o SIE n.º 416, foi pioneira ao obter o registro da carne na lata – carne suína temperada, cozida e conservada em gordura. O produto, que faz parte da memória afetiva de muitas famílias, agora está sendo comercializado com o aval técnico e a garantia de segurança da inspeção sanitária assegurada pela Cidasc. Para obter a liberação do produto, contou com a análise técnica da Coordenação de Produtos Cárneos do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Deinp) da Cidasc. 

Roberto Carlos Meneguzzi, sócio da Carnes Arvoredo, destaca que o registro do produto foi motivo de orgulho para os proprietários da agroindústria. “Este produto faz parte da nossa história. Quando criança, a carne na lata era sempre servida em casa. Resgatá-la é uma forma de homenagear meus pais e levar ao consumidor um sabor que remete à infância, com praticidade e qualidade”, afirma Meneguzzi.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, destaca que o reconhecimento da carne na lata com o selo do Serviço de Inspeção Estadual representa um avanço na valorização dos saberes tradicionais aliados à ciência. “A Cidasc tem um papel essencial na promoção da agroindústria familiar catarinense. Ao garantir que produtos como a carne na lata cheguem ao consumidor com qualidade e segurança, fortalecemos não apenas a economia local, mas também a identidade cultural do nosso Estado”, afirma Celles.

Carne na lata: tradição, sabor e conservação natural

A carne na lata é um tipo de carne suína conservada por um método ancestral, semelhante ao confit – técnica francesa cujo nome significa “cristalizado”. Esse termo remete ao aspecto brilhante que os alimentos adquirem ao serem envolvidos pela própria gordura, formando uma camada protetora natural. No Brasil, essa prática tornou-se comum especialmente nas zonas rurais dos estados de Minas Gerais e São Paulo, como forma de conservar carne por longos períodos antes da popularização das geladeiras.

Na agroindústria Carnes Arvoredo Ltda., de Xanxerê (SC), o corte escolhido para esse preparo é o pernil suíno desossado. A carne é frita lentamente em sua própria gordura até atingir o ponto ideal e, em seguida, é armazenada em latas metálicas, coberta com a gordura ainda quente. Esse processo reduz significativamente o teor de umidade e confere ao produto uma validade, sem necessidade de refrigeração.

A técnica de conservação da carne na gordura chegou ao Brasil com os colonizadores europeus, que trouxeram também os primeiros suínos e a necessidade de preservar alimentos durante longas viagens. No entanto, registros históricos indicam que a prática possui paralelos com tradições indígenas, como a mixira, alimento típico de algumas regiões da Amazônia, em que carnes são igualmente preservadas em gordura.

Mais do que um método de conservação, a carne na lata representa um elo entre gerações, resgatando memórias afetivas e fortalecendo a identidade alimentar brasileira.

Mais sobre a inspeção de produtos de origem animal

Para proteger a saúde da população, é fundamental que o consumidor esteja atento ao adquirir alimentos de origem animal. Um dos principais cuidados é verificar se o produto possui o Selo de Inspeção, que pode ser emitido por três esferas: Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Esse selo é a garantia de que o alimento passou por rigorosa inspeção industrial e sanitária, seguindo os critérios estabelecidos pela legislação vigente. Produtos com selo de inspeção asseguram qualidade, procedência e segurança para o consumo.

Apenados em SC constroem iates de luxo em iniciativa de ressocialização que é referência nacional

Foto: MFX/GOVSC

Santa Catarina vem se consolidando como referência nacional em políticas de ressocialização por meio do trabalho no sistema prisional. Um dos exemplos dessa iniciativa está na Colônia Agrícola de Palhoça, na Grande Florianópolis, onde 70 detentos atuam diretamente na fabricação de iates de luxo. São produzidas, em média, 10 embarcações por mês — todas com alto padrão de qualidade e atenção aos mínimos detalhes.

Hoje em Santa Catarina a atividade garante ocupação laboral para três em cada 10 presos catarinenses. São 8.392 detentos em atividades remuneradas, o que representa 30% da população carcerária — índice superior à média nacional, que é de 23,8%. Só em 2024, o trabalho carcerário movimentou R$ 28 milhões em Santa Catarina.


Foto: MFX/GOVSC
O valor arrecadado é repartido em três partes: metade do salário vai para a família do apenado; 25% ajudam a custear a própria permanência dele no sistema prisional; e os 25% restantes são depositados em uma poupança, que só pode ser acessada após o cumprimento da pena. A medida garante mais dignidade e um suporte financeiro no momento da retomada da vida em liberdade.

Com 53 unidades prisionais em funcionamento, o estado conta hoje com parcerias ativas com empresas privadas ou órgãos públicos em 51 delas. A Colônia Agrícola de Palhoça é uma das 32 unidades em que os presos exercem atividades externas — neste caso, dentro de uma indústria naval da região. Além da construção de embarcações, os detentos em Santa Catarina atuam nas áreas de montagem de eletrônicos, produção de móveis, confecção de uniformes, entre outras frentes industriais.

Mais do que contribuir para a manutenção do sistema, a iniciativa representa um caminho efetivo para a reintegração social, com impacto direto na redução da reincidência criminal. O trabalho oferece qualificação profissional, geração de renda e dignidade para quem busca recomeçar.

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Santa Catarina é o estado com menor participação no Programa Bolsa Família

Pesquisa mostra que 18,7% dos domicílios brasileiros têm beneficiários do Bolsa Família, enquanto em Santa Catarina percentual é de apenas 4,4% – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Arquivo/Secom

Santa Catarina é o estado brasileiro com menor participação no Programa Bolsa Família, do Governo Federal. Enquanto a média brasileira aponta que 18,7% dos domicílios brasileiros têm beneficiários do programa, em Santa Catarina este percentual é de apenas 4,4%. A divulgação dos dados ocorreu nesta quinta-feira, 8, pelo IBGE e mostra um raio-x do rendimento domiciliar brasileiro.

Conforme a pesquisa, o estado catarinense possui 2,8 milhões de domicílios, sendo que cerca de 123 mil (4,4%) registram recebimento de valores do Bolsa Família. Já no Brasil são 79,1 milhões de domicílios, sendo que 14,8 milhões (18,7%) possuem beneficiários do programa. Os dados são referentes ao rendimento médio domiciliar obtido ao longo de 2024.

O governador Jorginho Mello avalia o desempenho catarinense de forma positiva. “Santa Catarina está fazendo o dever de casa, atraindo investimentos, apostando no empreendedorismo, investindo na infraestrutura, na educação e em tantas áreas. Isso tudo para estimular a nossa economia e garantir a geração de melhores oportunidades para as pessoas. Não é por acaso que temos o menor grau de pobreza e de extrema pobreza do país”, afirma.

Em 2024, Santa Catarina registrou uma leve retração na participação do programa. O percentual caiu de 4,5%, calculado em 2023, para 4,4% no ano passado. No âmbito nacional também houve queda, sendo que a participação de domicílios no Programa Bolsa Família caiu de 19% em 2023 para 18,7% na mesma comparação.

“Os programas sociais são importantes para garantir o sustento das famílias mais carentes. No entanto, a geração de emprego ainda é a melhor política para inclusão social. Por isso o Governo de Santa Catarina tem apostado no estímulo à economia e na formação profissionalizante. E tem dado resultado. Geramos mais de 60 mil empregos formais em 2025 e somente o Sine tem mais de 7 mil vagas em aberto”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.  

Santa Catarina é o estado com menor participação de programas sociais na renda dos domicílios
Santa Catarina é o estado com a menor participação percentual de programas sociais do governo na renda média do domicílio. Enquanto na média brasileira a participação dos programas sociais na renda é de 3,8%, em Santa Catarina o percentual é de apenas 1%. 

O estado catarinense lidera e na sequência estão São Paulo (1,7%), Distrito Federal (1,8%) e Paraná (1,9%). Na outra ponta da lista estão Maranhão (10,8%), Ceará (10,2%), Pará e Piauí (ambos com 9,7%).

Conforme o IBGE, a renda domiciliar em Santa Catarina (2024) é formada por:

Rendimento do trabalho: 79,3%
Outras fontes: 20,7%
Aposentadoria e pensão: 15,4%
Programas sociais do governo: 1%
Rendimento médio em Santa Catarina cresceu 12% em um ano
A pesquisa do IBGE também avaliou a variação do rendimento médio domiciliar per capita. O estado registrou uma alta de 12%, pulando de R$ 3.203 para R$ 3.590 na passagem de 2023 para 2024. O acréscimo é de, portanto, R$ 387.

Santa Catarina tem o quarto maior rendimento do país. O primeiro lugar é do Distrito Federal, com R$ 5.147. São Paulo aparece em segundo, com R$ 3.785, e Rio de Janeiro em terceiro com R$ 3.618. Vizinhos da região Sul, Paraná e Rio Grande do Sul (ambos com R$ 3.571) têm o quinto maior rendimento médio. A média brasileira é de R$ 3.057.

Os dados desta notícia compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Rendimento de Todas as Fontes 2024, do IBGE.

Sebrae/SC avança no processo de reconhecimento da IG do Aipim da Terra Preta de Itajaí
 
O Sebrae/SC atua há algum tempo no processo de reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) do Aipim da Terra Preta de Itajaí. A iniciativa busca valorizar um produto tradicional, com forte identidade territorial e importante para a agricultura familiar da região, além de facilitar o acesso a mercados nacionais e internacionais. Atualmente, 15 produtores da região participam do projeto. Com o objetivo de dar visibilidade ao produto e à Terra Preta — um solo turfoso e fértil que caracteriza essa produção — foi realizada a Abertura Oficial da Safra do Aipim da Terra Preta. 
A solenidade marcou simbolicamente o início da colheita e representou um importante passo na consolidação da imagem do aipim como símbolo de qualidade, tradição e origem. O evento também teve como propósito fortalecer o sentimento de pertencimento entre os agricultores, promover a união territorial e ampliar o reconhecimento institucional e popular do processo de Indicação Geográfica em andamento.
Realizada na última quarta-feira (7), a cerimônia reuniu representantes da Cooperar de Itajaí, Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Agricultura, Epagri, Univali, Sebrae/SC e outras instituições parceiras, que reforçaram seu apoio à continuidade do trabalho. Estiveram presentes também produtores, imprensa e autoridades locais.
A gestora de Projetos do Agronegócio na Regional Foz do Sebrae/SC, Onilia Manentti, destaca que ações como essa são fundamentais para fortalecer cadeias produtivas locais, valorizar produtos com diferencial de origem e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos territórios. “As IGs protegem a identidade e o patrimônio cultural da região, agregam valor aos produtos e estimulam a inovação. Além disso, atraem investimentos, impulsionam o turismo e movimentam a economia local”, completa. 
 
Indicação Geográfica (IG)
O Sebrae/SC desenvolve projetos para reconhecimento de produtos com Indicação Geográfica (IG). Consultores credenciados a entidade realizam um diagnóstico inicial para identificar se a região possui potencial para Indicação Geográfica, verificando se os produtores atendem aos requisitos e se a iniciativa está alinhada com suas estratégias de futuro. 
• Valorização do produto:
A IG destaca a qualidade e a origem do produto, agregando valor ao produto 
• Acesso a mercados:
A IG facilita o acesso a mercados mais amplos, tanto nacionais quanto internacionais 
• Desenvolvimento regional:
A IG pode impulsionar o desenvolvimento econômico e social de uma região, gerando renda e oportunidades. 
MSC Cruzeiros anuncia Balneário Camboriú como porto de embarque da temporada 2025/2026 na América do Sul
A MSC Cruzeiros acaba de anunciar Balneário Camboriú como novo porto de embarque para roteiros pela América do Sul na temporada 2025/2026. Com isso, a Companhia oferecerá seis portos de embarque no Brasil na próxima temporada.
 
A inclusão de Balneário Camboriú como novo porto de embarque traz mais opções aos hóspedes, que poderão embarcar na cidade catarinense, a bordo do MSC Preziosa, para roteiros de 7 noites, com escalas em Punta del Este (Uruguai), Buenos Aires (Argentina) e Santos.
 
Temporada 2025/2026 na América do Sul
 
A Companhia será a única a oferecer itinerários pelo Nordeste, além de roteiros exclusivos de 7 noites pelo Sudeste brasileiro.
 
De outubro de 2025 até abril de 2026, os navios MSC Armonia, MSC Lirica, MSC Preziosa e MSC Seaview vão realizar viagens incríveis com embarques no Brasil, visitando destinos nacionais, argentinos e uruguaios. Além disso, o MSC Fantasia terá embarques dedicados na Argentina e escalas por diversas cidades brasileiras.
 
 
MSC Preziosa
O MSC Preziosa realizará embarques em Santos, com opções de minicruzeiros de 3 e 4 noites, visitando alternadamente Angra dos Reis, Búzios e Ilha Grande. Para os itinerários de 6 a 8 noites, o navio oferecerá embarques em Santos e Balneário Camboriú e visitas alternadas para Ilha Grande, Salvador, Búzios, Balneário Camboriú e Itajaí, além de destinos internacionais, como Punta del Este e Montevidéu no Uruguai; e Buenos Aires, na Argentina.
 
 
MSC Lirica
Já o MSC Lirica oferecerá embarque em Santos, com opções de minicruzeiros de 3 e 4 noites, navegando por Búzios e Ilha Grande. O navio também oferecerá roteiros de 7 noites, com visitas alternadas a Ilhabela, Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Búzios, Itajaí e Salvador. Também será possível embarcar no Rio de Janeiro e Itajaí.
 
WEG abre processo seletivo para Programa de Estágio 2025-2
A catarinense WEG abriu o processo seletivo do Programa de Estágio para o segundo semestre de 2025 com oportunidades para as regiões do Brasil onde a Companhia possui unidades fabris.  
 
Disponível para áreas administrativa, técnica, tecnologia e engenharia, o estágio tem duração de até 10 meses e possibilita aos estudantes colocarem em prática os conhecimentos adquiridos no ambiente acadêmico. 
 
Ao longo de mais de 40 anos, o programa de estágio é reconhecido por reter talentos e proporcionar um ambiente para o crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional. 
 
Em 2024, o programa recebeu cerca de 500 estagiários de todo o Brasil, que recebem como benefícios bolsa auxílio, alimentação subsidiada, atendimento ambulatorial, auxílio deslocamento (conforme política da empresa), auxílio despesas de ½ salário-mínimo, seguro de vida em grupo, vale transporte, ginástica laboral e recesso remunerado proporcional. 
 
Para participar do programa de estágio é necessário ter 18 (dezoito) anos completos até julho de 2025. Além disso, ter disponibilidade para estágio presencial. 
Confira as vagas disponíveis:
 
• Técnico: mecânica, eletromecânica, eletrônica, eletrotécnica, mecatrônica, fabricação mecânica, metalurgia, química, segurança do trabalho e edificações.
• Superior Engenharia/ Tecnólogo: ambiental, elétrica, mecânica, controle e automação, civil, eletrônica, mecatrônica, energia, produção, produção elétrica ou mecânica, produção e sistemas, computação, software, metalúrgica, materiais, naval, aeroespacial e aeronáutica.
• Superior Administrativo/TI: química, administração de empresas, ciências contábeis, ciências econômicas, marketing, fisioterapia, educação física, comunicação social, publicidade e propaganda, logística, processos gerenciais, finanças, análise e desenvolvimento de sistemas entre outros cursos correlatos a área de TI (Tecnologia da Informação).
 
Informações e inscrições para o Programa de Estágio da WEG de cada unidade estão disponíveis através do site.
 
ACII divulga mais quatro homenageados para o Prêmio Empresário do Ano 2025

A Associação Empresarial de Itajaí (ACII) anunciou mais quatro nomes que serão homenageados na edição de 2025 do Prêmio Empresário do Ano. A cerimônia de premiação, que chega à sua 34ª edição, homenageará os destaques empresariais da cidade no dia 30 de maio, a partir das 19h, no Clube Atiradores, em Itajaí.
 
A presidente da ACII, Thaisa Nascimento Corrêa explica que a divulgação desses nomes reforça a importância do Prêmio Empresário do Ano como um reconhecimento essencial aos empreendedores que impulsionam a economia e contribuem para o desenvolvimento de Itajaí em diversos setores. 
 
Além do aguardado troféu de Empresário do Ano, que este ano celebra a trajetória do empresário Manoel Pereira, do Grupo Pereira, gigante do varejo e atacado no setor alimentício, a ACII reconhecerá os expoentes em outras nove categorias. Foram divulgados os homenageados em quatro dessas categorias: Terceiro Setor, Associativista, Comércio e Prestação de Serviços.
 
Na categoria Terceiro Setor, a homenageada é a Casa Biel. Fundada a partir de um momento de luto, a instituição (Associação Gabriel Costa Coelho) oferece apoio fundamental a famílias de jovens e crianças na luta contra o câncer, proporcionando terapias, acompanhamento profissional e acolhimento de forma gratuita.
 
O destaque na categoria Associativista é Ariani Cipriani de Sá, proprietária da Bloco D Engenharia. A jovem engenheira civil de 30 anos tem se destacado como uma liderança visionária e engajada no cenário empresarial de Itajaí, contribuindo significativamente para o fortalecimento do associativismo local.
 
No setor de Comércio, o reconhecimento vai para o Grupo Parada dos Amigos. Com 32 anos de história, o grupo trilhou um caminho de crescimento constante, impulsionado pela visão de Davi Trajano de Espíndola, de 72 anos, e pelo apoio incondicional de sua esposa, Narzi Délfica de Espíndola, de 66 anos.
 
Já na Prestação de Serviços, a homenageada é a Conexão Marítima. A companhia, que atualmente conta com cerca de 250 funcionários e movimenta aproximadamente 400 caminhões por dia, demonstra um crescimento notável de 500% desde sua aquisição em 1º de abril de 2015.

 

Mercado de casamentos impulsiona mais de R$ 2,9 bilhões da economia nacional em maio

Tradicionalmente associado às celebrações de casamento, o mês de maio segue como um dos períodos de maior movimento para o setor de festas e eventos no Brasil. De acordo com uma pesquisa do Casar.com, maior plataforma de sites e listas de casamento do Brasil, em conjunto com a Assessoria VIP, o período deve movimentar mais de R$ 2,9 bilhões da economia nacional. 
 
Ainda segundo a plataforma, está previsto um crescimento de 32,6% na quantidade de cerimônias realizadas em maio deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2024. Isto demonstra o aquecimento do setor que contribui cada vez mais para a economia do Brasil. Considerado um evento social valorizado e amplamente celebrado pelos brasileiros, os casamentos estabelecem anualmente novos padrões.
 
Segundo levantamento da ABRAFESTA, (Associação Brasileira de Eventos), famílias com renda mensal acima de R$ 5 mil continuam sendo o principal público consumidor, representando 16% das famílias brasileiras. A expectativa inicial de muitos casais é investir até R$ 40 mil na celebração, mas os dados revelam que 74% acabam desembolsando entre R$ 40 mil e R$ 85 mil para realizar a cerimônia ideal — em alguns casos, esse valor pode ultrapassar R$ 100 mil, especialmente nas capitais.
 
“Maio é um mês extremamente importante para o setor de festas. O aumento na procura por serviços especializados traz impacto direto em toda a cadeia produtiva e exige um planejamento bem estruturado dos casais para garantir uma celebração inesquecível, sem comprometer a saúde financeira”, destaca Ricardo Dias, presidente da ABRAFESTA.
 
Ainda de acordo com o estudo, 47% dos casais contam com apoio financeiro de familiares para realizar o casamento. Enquanto, cerca de 30% recorrem a algum tipo de financiamento ou parcelamento para cobrir os custos da festa. O dado reforça a importância do planejamento financeiro, especialmente em um mês de alta demanda.
 
Para Marcelo D’Alfonso, CEO do Casar.com, estabelecer um orçamento realista é fundamental. “Os casais devem conversar abertamente sobre o quanto cada um está disposto a investir e se haverá contribuições de familiares ou amigos, por exemplo. Em paralelo, estabelecer prioridades e acompanhar os gastos com frequência para que nada saia do controle é imprescindível. O planejamento financeiro torna a experiência ainda mais leve e emocionante”, conclui o CEO.

 

Importação de cebola pelo Brasil aumenta quase cinco vezes em março

O mercado de cebolas no Brasil continua instável no início de 2025, com grandes volumes de importação e tendência de alta nos preços. Em março, o total importado pelo Brasil foi quase cinco vezes maior que o volume de abril, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em fevereiro, o país trouxe de fora 3.471 toneladas de cebola, quantidade que saltou para 19.728 em março. 
 
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a Argentina foi o maior exportador de cebola para o Brasil em março deste ano, com quase 58% do total importado, seguida do Chile, com 42%. Consulta do Hortifrúti/Cepea apontou que os países têm muito produto armazenado, com possibilidade de continuar abastecendo o Brasil. 
 
"Em um mercado instável e com grandes volumes de importação, o Brasil enfrenta um cenário desafiador, reflexo direto da dinâmica global de oferta e demanda. Esse contexto exige uma adaptação estratégica contínua para garantir a sustentabilidade e o equilíbrio do setor agrícola nacional, com manejo tático e máximo de proteção ao cultivo”, afirma o engenheiro agrônomo especialista em Desenvolvimento de Mercado da Ascenza Brasil, José Rodolfo Forte.

No ano passado, o Brasil já havia importado 257,4 mil toneladas de cebola, alta de 92% em relação ao ano anterior. Mesmo com o aumento de 44% previsto para a safra nacional de 2024/2025, estimada em 127,6 mil toneladas do vegetal, conforme a Conab, as importações devem continuar aquecidas.
 
Para este ano, a expectativa é de redução na área plantada com cebola, especialmente no Cerrado e no Nordeste, devido à expectativa de uma boa safra no Sul, aponta o Cepea. Mesmo com a elevada oferta de cebolas em Santa Catarina, nas cidades de Ituporanga e Lebon Régis, a qualidade dos produtos foi comprometida pelo calor de fevereiro e março e a expectativa de que os estoques durassem até meados de maio e início de junho não deve se concretizar, conforme o Cepea

Nessa região, os compradores estão optando pelas cebolas estrangeiras, principalmente da Argentina e Chile, de boa qualidade. Essas muitas variações na oferta interna e condições do mercado internacional influenciam diretamente o mercado brasileiro. 

Preços 

Em março, o Conab verificou aumento dos preços da cebola em onze Ceasas analisadas, em diferentes regiões do Brasil. A média entre elas indicou alta de 11,4%, em relação à média de fevereiro. A Conab avalia, entretanto, que os preços continuam mais baixos que nos dois anos anteriores. na Ceagesp São Paulo, a cebola foi vendida em março deste ano por valores 56% abaixo do praticado em março de 2024 e a 17% inferior a março de 2023. 

 Cebolicultura 

 A cebola é uma das hortaliças mais importantes do mundo e tem sido cultivada há pelo menos 5 mil anos. No Brasil, o seu cultivo apresenta importância econômica e social. Estima-se que 70% da cebolicultura brasileira seja proveniente da agricultura familiar, principalmente nas regiões Sul e Nordeste. 

No Brasil, são cultivadas diversas variedades de cebola adaptadas às diferentes regiões do país. A escolha da variedade depende de critérios como região e clima, época de plantio, finalidade (consumo fresco, processamento e armazenagem) e resistência a doenças. 
 
As principais variedades podem ser divididas em dois grupos principais: variedades comerciais (híbridas e melhoradas) e variedades tradicionais e crioulas. Entre as variedades comerciais de dias curtos destacam-se a Optima, Bella Dura, IPA 11, Brisa, Vale Ouro IPA-11, Granex 33 e Texas Grano 502 PRR.
 
Segundo o Centro Paulista de Estudos Agropecuários (CPEA), a cebola é uma cultura de alto rendimento e tem um ciclo de crescimento relativamente curto, geralmente entre 90 e 150 dias, dependendo da variedade e das condições climáticas. Isso permite aos agricultores promover rodízio de culturas e maximizar o uso das terras ao longo do ano. Mas o cultivo da cebola também enfrenta desafios. 
 
Doenças e pragas 

As doenças representam uma ameaça constante para as plantações de cebolas. Alguns dos principais patógenos que afetam as cebolas são o Míldio, mancha-púrpura, queima-das-pontas, podridão-branca e fusariose. As pragas mais comuns são trips, mosca-da-cebola, lagarta-rosca e ácaros. 
 
A boas práticas de manejo incluem rotação de culturas com gramíneas como milho ou braquiária, uso de cultivares resistentes e tolerantes, irrigação controlada sem excesso de umidade, monitoramento frequente da lavoura e manejo integrado de pragas e doenças. O monitoramento e manejo Integrado, que inclui o uso de métodos de controle biológico, orgânico e químico, é essencial para proteger as plantações de cebolas. 
 
Seleção de variedades 

A seleção da variedade de cebola ideal para o cultivo depende de fatores como clima, fotoperíodo, resistência a doenças, tipo de solo e objetivo da produção. Existem três tipos principais de cebola, classificados de acordo com a necessidade de fotoperíodo: dias curtos, dias intermediários e dias longos. 

Variedades de dias curtos são mais adequadas para regiões quentes e próximas ao equador, como o Nordeste, enquanto as de dias longos são mais indicadas para áreas mais ao Sul, com estações do ano bem definidas. Além disso, a resistência a pragas e doenças, como trips, fusariose e míldio deve ser considerada, pois variedades híbridas costumam ser mais resistentes.
Outro aspecto importante é o objetivo da produção, para o mercado fresco ou para processamento. Variedades como Optima e Bella Dura são excelentes para o mercado fresco, com bulbos grandes e duráveis, enquanto a BRS Rubra é mais indicada para processamento devido à sua resistência ao transporte e sabor. O tipo de solo também influencia a escolha, sendo necessário solo bem drenado e com pH entre 5,5 e 6,5 para um bom desenvolvimento das plantas. 

Espaçamento irrigação e adubação 

O espaçamento entre as plantas deve ser de cerca de 10 a 15 cm, com linhas de 30 a 40 cm de distância, para permitir o crescimento saudável dos bulbos. A irrigação deve ser feita de forma controlada, evitando excessos de água, que podem propiciar o aparecimento de doenças como o míldio. A adubação balanceada, com nutrientes como fósforo, potássio e nitrogênio, deve ser feita ao longo do ciclo da planta, sempre acompanhada de monitoramento constante para detectar problemas precocemente.

Colheita 

A colheita da cebola é um processo delicado e deve ser realizada no momento certo para garantir a qualidade dos bulbos e evitar perdas de produtividade. O momento ideal para colher a cebola ocorre quando as folhas começam a murchar e a secar, especialmente nas variedades de ciclo longo. As folhas externas, inicialmente verdes, começam a amarelar e cair, enquanto as internas ainda permanecem firmes, indicando que o bulbo atingiu seu tamanho máximo e está pronto para ser retirado. 

É importante observar o tamanho e a firmeza dos bulbos. Bulbos que atingiram um tamanho adequado, geralmente cerca de 7 a 10 centímetros de diâmetro, são ideais para a colheita. A cebola não deve ser deixada no solo por muito tempo após o amadurecimento, pois isso pode resultar em bolores ou rachaduras nos bulbos. 

O ideal é monitorar frequentemente a maturação dos bulbos, fazendo uma amostragem das plantas para verificar se estão prontos para a colheita. Após a colheita, as cebolas devem ser curadas em um ambiente seco e ventilado para que a casca fique bem formada e o bulbo se conserve por mais tempo. Esse processo garante boa armazenagem e maior durabilidade do produto. Os vegetais devem ser armazenados em local fresco e seco com boa ventilação e sem luz solar direta. A temperatura ideal de armazenamento varia de 0 a 4°C.

Sobre a Ascenza
Multinacional referência nas soluções pós-patente, a Ascenza, do grupo Rovensa, atua na proteção de culturas desde 1965 com o objetivo de fornecer as melhores alternativas aos clientes, através de uma estreita relação com distribuidores, agricultores e técnicos, com a missão de ajudar a alimentar a população mundial crescente. A empresa está sempre desenvolvendo competências notáveis e inovando para apresentar as melhores soluções aos constantes desafios do mercado, com produtos de qualidade, personalizados para as diferentes lavouras. O nome Ascenza deriva da palavra latina ascendere, que significa ascender, crescer, subir, alinhado com nosso propósito de Cultivar o Futuro. Proximidade, simplicidade, agilidade e sustentabilidade são compromissos da empresa, que tem como pilares cuidar das plantas, das pessoas e do planeta. As soluções da empresa garantem uma dieta saudável e equilibrada à população mundial crescente, com respeito pelo planeta.

A engrenagem invisível da logística: o papel estratégico da comunicação na proteção da reputação

Por Edna De Divitiis

Não é novidade que a logística movimenta o país. Do agronegócio à indústria, do e-commerce ao varejo, o setor logístico é a espinha dorsal da economia brasileira e, por isso, vive sob os holofotes. Uma operação mal conduzida, um incidente nas estradas, um atraso não comunicado ou uma crise em portos, armazéns e centros de distribuição podem causar danos reputacionais significativos. Neste cenário, a comunicação deixa de atuar como coadjuvante e passa a ser um ativo estratégico de reputação e geração de valor.

Atualmente, o Brasil possui uma das infraestruturas logísticas mais complexas e desafiadoras do mundo. De acordo com o Panorama do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil (IPEA, 2023), mais de 60% de toda a carga nacional ainda depende das rodovias, modal historicamente suscetível a acidentes, furtos, greves e condições climáticas adversas. No entanto, os riscos não se limitam às estradas, pois falhas em sistemas de gestão, atrasos em portos, bloqueios alfandegários e até mesmo ataques cibernéticos fazem parte do cotidiano de um segmento em constante pressão por eficiência.

Gestão de crises é mais do que protocolo, é cultura

Em um setor sujeito a eventos inesperados, ter um plano de comunicação de crise bem estruturado deixou de ser um diferencial competitivo para tornar-se uma necessidade. Mais do que reagir, trata-se de antecipar, ou seja, não se trata de elaborar comunicados quando algo dá errado, mas de estabelecer uma cultura organizacional voltada à transparência, agilidade e consistência na resposta ao público e a imprensa.

O relatório Crisis Communication in Logistics, produzido pela consultoria Logistics Bureau, revela que empresas que atuam com planos preventivos de comunicação e treinamentos de porta-vozes reduzem em até 47% o impacto negativo na percepção de marca após uma ocorrência crítica. A lógica é simples: quanto mais rápido, preciso e empático for o posicionamento público, maior a preservação da confiança e reputação.

Comunicação na cadeia logística: o que gera valor vai além da eficiência operacional

Comunicar-se bem na área logística é, sobretudo, gerenciar expectativas em tempo real. Não basta ter rastreabilidade, é preciso que essa informação chegue ao cliente de forma clara e útil. Não adianta apenas ser ágil, é preciso transmitir essa agilidade de maneira que gere percepção de valor.

Empresas que operam com excelência em gestão logística integrada, desde a armazenagem à distribuição, passando por sistemas inteligentes de gestão de frotas e análise preditiva, precisam fazer essa inteligência refletir também em sua comunicação. Uma estratégia bem conduzida posiciona a companhia como confiável, inovadora e resiliente. E isso influencia diretamente nas decisões de negócios e relacionamento com clientes e parceiros.

Comunicação como elo entre operação e reputação

A reputação de empresas da cadeia logística é moldada tanto pelos resultados operacionais quanto pela maneira como essas conquistas (ou incidentes) são comunicados. Um exemplo recente disso foi a atuação de operadores logísticos durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2023. Empresas que conseguiram comunicar rapidamente ajustes nas rotas, atuação humanitária e planos de continuidade saíram fortalecidas diante de clientes e da sociedade, mesmo em um cenário trágico.

É justamente nas adversidades que a comunicação estratégica mostra sua força, nesta capacidade de antecipar cenários, construir confiança e gerar valor. Por isso, em um segmento onde falhas são inevitáveis, a forma como elas são geridas e comunicadas define o impacto final. Em mercados complexos, reputação é um ativo volátil, e a comunicação é o melhor seguro.

Empresas que desejam escalar, internacionalizar ou conquistar novos mercados precisam ir além da eficiência logística: devem saber comunicar essa excelência. Em um setor onde tudo é medido em tempo, previsibilidade e segurança, a comunicação é o fator que transforma uma operação invisível em um diferencial competitivo tangível. Por isso, é hora de parar de tratar comunicação como um “apoio” e enxergá-la como parte estratégica da engrenagem que movimenta o país. Porque quando a operação falha, é a comunicação que sustenta a confiança.

 

Edna De Divitiis é Diretora Executiva da EPR Comunicação Corporativa, agência de comunicação pioneira na implementação da metodologia Inbound PR há mais de 30 anos atendendo empresas de diferentes portes e segmentos.

 

 

Juros Disparam no Brasil: Taxa do Cartão de Crédito Rotativo Chega a 445% ao Ano, Aponta BC

As taxas médias de juros cobradas pelos bancos voltaram a subir em março, tanto para famílias quanto para empresas, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Banco Central. No crédito livre para pessoas físicas, o destaque é o aumento de 2,5% na taxa média do cartão de crédito rotativo, que chegou a impressionantes 445% ao ano.

As operações de crédito livre — modalidade em que os bancos têm autonomia para definir as taxas — continuam entre as mais caras do mercado. A taxa média de juros para famílias subiu 0,3% no mês e já acumula alta de 3% nos últimos 12 meses, alcançando 56,4% ao ano.

O cheque especial, apesar de uma queda de 8% em março, ainda registra 134,2% ao ano em juros, com alta acumulada de 6,1% no mesmo período. Desde 2020, essa linha de crédito tem juros limitados a 8% ao mês, o equivalente a 151,82% ao ano.

Para empresas, a taxa média de juros nas novas contratações de crédito livre subiu 0,8% em março e 3,5% em um ano, atingindo 24,6% ao ano. O destaque negativo ficou com o cheque especial empresarial, cuja taxa média disparou 9% no mês e chegou a 349,2% ao ano.

Os juros rotativos do cartão de crédito são aplicados quando o consumidor paga menos do que o valor total da fatura. O saldo não quitado vira um empréstimo com juros extremamente altos. Para mitigar o endividamento das famílias, o Banco Central estabeleceu desde 2017 que esse crédito só pode ser utilizado até o vencimento da fatura seguinte. Após esse período, o valor deve ser financiado em outra linha de crédito, como o parcelamento da fatura.

Os dados fazem parte das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas mensalmente pelo BC e acendem um alerta para o risco crescente de superendividamento da população brasileira. 

INSS ignorou alertas e facilitou roubo dos aposentados, aponta PF

A Polícia Federal revelou um esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que teria lesado aposentados e pensionistas com descontos indevidos em seus benefícios. A operação, deflagrada no dia 22 de abril de 2025, contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpriu 211 mandados judiciais, incluindo seis prisões temporárias e sequestro de bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão.

Segundo as investigações, ao menos 11 entidades são suspeitas de realizar descontos não autorizados de mensalidades associativas diretamente sobre os valores de aposentadorias e pensões. O prejuízo acumulado entre 2019 e 2024 é estimado em R$ 6,3 bilhões. Ainda não está claro o quanto desse montante foi descontado sem consentimento dos beneficiários.

Apesar das inúmeras reclamações e ações judiciais, o INSS seguiu firmando acordos de cooperação técnica (ACTs) com entidades para permitir os descontos em folha. De acordo com relatório da Polícia Federal, o instituto reconhecia a falta de capacidade para fiscalizar os acordos, mas mesmo assim continuou firmando novas parcerias.

A Controladoria-Geral da União também apontou falhas nos controles internos do INSS. Mesmo diante de um aumento de 772% nos pedidos de cancelamento entre julho de 2023 e abril de 2024, o órgão apenas suspendeu temporariamente as adesões de algumas entidades, sem uma ação mais contundente.

O caso levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a questionar formalmente por que o INSS autorizou os descontos consignados sem estrutura para fiscalizar. O TCU classificou os casos como “escabrosos” e criticou a falta de ação do órgão para revisar os acordos mais suspeitos.

Além disso, a investigação revelou que os documentos que supostamente autorizavam os descontos estavam sob guarda das próprias entidades — e muitos deles não foram encaminhados corretamente ao INSS, mesmo após solicitação.

Entre as entidades envolvidas, o relatório da PF cita o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), cujo vice-presidente é irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Dataprev, o Sindinapi e a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) atuaram sem validar a biometria facial dos beneficiários, um requisito obrigatório para assegurar a autorização dos descontos.

A repercussão do caso levou à demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e ao afastamento de servidores ligados aos acordos.

Dois dias após a operação, o INSS e a CGU anunciaram a suspensão por tempo indeterminado de todos os descontos por convênios com associações e sindicatos. A medida vale até a conclusão da análise de cada acordo.

O ministro da CGU, Vinicius de Carvalho, afirmou que será elaborado um plano de ressarcimento para devolver os valores descontados indevidamente. Segundo ele, o governo precisará reorganizar completamente o sistema de descontos, com a suspensão de todos os ACTs firmados nos últimos anos.

“O governo vai ressarcir o que foi descontado irregularmente. Isso estará em um plano que será apresentado em breve”, declarou Carvalho, sem especificar prazos ou métodos.

As investigações seguem em andamento, e os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Grupo Casas Bahia reforça estratégia de crediário com nova liberação de R$ 1 bilhão para o Dia das Mães, repetindo o sucesso da Black Friday 2024

Após um ciclo de cinco trimestres consecutivos de melhora nas margens operacionais e geração recorde de fluxo de caixa livre, o Grupo Casas Bahia anuncia mais um movimento audacioso para impulsionar o consumo e fortalecer sua posição de liderança no varejo brasileiro: a liberação de R$ 1 bilhão em crédito para os consumidores, repetindo a estratégia de sucesso realizada na última Black Friday.

A ação, que faz parte da campanha especial de Dia das Mães — tradicionalmente uma das datas mais importantes para o varejo — demonstra como a companhia está utilizando sua estrutura financeira fortalecida para democratizar o acesso a bens de consumo e intensificar sua presença tanto no ambiente físico quanto digital.

O anúncio vem na esteira dos resultados financeiros do 4T24 e de 2024, que evidenciam o momento positivo vivido pelo Grupo Casas Bahia: crescimento de 9,9% no GMV consolidado, evolução de 16,1% nas vendas de lojas físicas e aumento de 23,7% no GMV de terceiros (3P). A companhia registrou também o maior saldo histórico de sua carteira de crediário, que atingiu R$ 6,2 bilhões, crescendo 15% em relação ao ano anterior.

A inadimplência, por sua vez, apresentou melhora significativa, com índice de 8,0% no over 90 dias — reforçando a eficácia das políticas de crédito e gestão de risco da companhia.

Para o Dia das Mães de 2025, a Casas Bahia prepara uma campanha sem precedentes ao liberar R$ 1 bilhão em crédito para facilitar as compras dos consumidores em todas as regiões do Brasil, oferecer preços mais baixos que na Black Friday, reafirmando o compromisso da marca com o acesso e a competitividade, abastecendo as lojas com mais de 1,6 milhão de itens de eletroportáteis para ofertar pronta-entrega, e ainda estender o parcelamento dos produtos em até 30 vezes sem juros no Cartão Casas Bahia;

"O movimento de liberar mais R$ 1 bilhão em crédito não é apenas uma ação promocional; é a consolidação de uma estratégia financeira madura, construída com disciplina operacional e foco no cliente. Estamos preparados para atender uma demanda robusta, com liquidez sólida, menor inadimplência e a capacidade de crescer com responsabilidade", afirma Vital Leite, Diretor Executivo de Soluções Financeiras da Casas Bahia.

A combinação de condições comerciais imbatíveis, fortalecimento do crediário e evolução operacional posiciona a Casas Bahia para protagonizar novamente as grandes datas do varejo nacional, com estratégia de longo prazo baseada em acesso, inovação e eficiência.
 
Sobre Grupo Casas Bahia
O Grupo Casas Bahia está presente na mente, no coração e na casa dos brasileiros com o e-commerce e as lojas das marcas Casas Bahia e Pontofrio; as vendas online do Extra.com.br; as soluções financeiras do banQi; a fábrica de móveis Bartira e a plataforma logística CBfull. Em constante evolução, é a plataforma de relacionamento e consumo do brasileiro onde, quando e como ele quiser. A companhia investe seus esforços ao apresentar uma jornada de compras que coloca o cliente como seu foco principal. Para tanto, desenvolve alavancas únicas, que possibilitam a melhor experiência por meio de ofertas de produtos, serviços, soluções financeiras e logística. 

Com cerca de 35 mil colaboradores, o Grupo Casas Bahia possui capital aberto na B3 desde 2013, mantendo forte atuação em mais de 500 municípios, 22 estados e no Distrito Federal. Por meio da mais digital e robusta rede logística do Brasil, conecta cerca de 1,1 mil lojas físicas, 25 centros de distribuição e hubs de entregas a cerca de 97 milhões de clientes, com o oferecimento de produtos, créditos, serviços financeiros e soluções desenvolvidas com a mais alta tecnologia.

CDL de Balneário Camboriú lança campanha com sorteio de carro zero quilômetro e adesão gratuita aos associados

Um carro zero quilômetro na garagem pode estar a apenas algumas compras de distância. Foi com essa proposta que a CDL de Balneário Camboriú lançou oficialmente, na noite desta segunda-feira (28), a campanha “Na Rota da Sorte”, uma ação que promete movimentar o comércio da cidade, impulsionar as vendas e ainda presentear um cliente com um Volkswagen Polo 0KM, da concessionária Camvel.
 
Aberta a todas as empresas de Balneário Camboriú, a campanha tem adesão gratuita para empresas associadas à CDL e um custo de R$ 400 para não associados. O prazo para adesão vai até o dia 30 de maio, e o objetivo é criar uma rede de negócios engajada e aquecer a economia local no período de baixa temporada.
 
Campanha ao público começa em junho
 
A campanha para o público será válida de 1º de junho a 31 de agosto. Durante esse período, a cada R$ 50 em compras realizadas nos estabelecimentos participantes, o cliente recebe um cupom para concorrer ao sorteio, com limite de até cinco cupons por compra. Os cupons devem ser trocados no próprio local onde o produto ou serviço foi adquirido, estimulando a fidelização e o relacionamento com o público.
 
“É uma campanha que vai além da promoção. Queremos movimentar nossa cidade, gerar mais negócios para o comércio e setor de serviços e mostrar a força da nossa economia em todas as épocas do ano. Nossa expectativa é de um incremento significativo no fluxo de clientes e nas vendas das empresas participantes”, explica o presidente da CDL de Balneário Camboriú, Vilton Santos. 
 
Empresas interessadas em participar da campanha Na Rota da Sorte devem entrar em contato com a CDL BC pelo telefone (47) 3261-3322 para mais informações sobre a adesão.
 

 

Setor portuário: mudanças a caminho ainda em 2025

Por Paulo Cintra, Diretor Regional de Serviços Industriais da TÜV Rheinland na América Latina


O setor portuário brasileiro deve passar, nos próximos meses, por diversas transformações, que refletem a necessidade de modernização e adaptação a um cenário global mais competitivo e sustentável. A importância desse setor para a economia nacional é inegável, uma vez que aproximadamente 95% do comércio exterior do Brasil é realizado por via marítima. Esse contexto exige investimentos consistentes em infraestrutura, tecnologia e eficiência operacional, alinhados às demandas de um mercado em constante evolução.
Uma das mudanças mais significativas para o setor é a aceleração das concessões e arrendamentos de terminais portuários à iniciativa privada. Desde a promulgação da Lei dos Portos em 2013, que trouxe maior flexibilidade para operações privadas, houve um avanço substancial no interesse do setor privado em participar da administração e operação dos portos brasileiros.  
Neste ano, espera-se que esse processo atinja novos patamares, com a licitação de terminais estratégicos e a renovação de contratos de arrendamento, permitindo que operadores privados implementem práticas globais de eficiência e inovação.
O governo federal, por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), tem impulsionado esse movimento, visando não apenas ampliar a capacidade operacional dos portos, mas também garantir que o Brasil acompanhe as exigências internacionais de logística. Segundo dados do Ministério da Infraestrutura, o governo tem investido desde 2023 em projetos de modernização portuária, abrangendo melhorias em dragagem, ampliação de terminais e aquisição de equipamentos mais avançados. Esses recursos são direcionados para atender à crescente demanda por movimentação de cargas, especialmente de grãos, petróleo, celulose e minérios, setores onde o Brasil possui forte competitividade global. Até o final de 2025, o valor de investimento deve chegar a R$ 30 bilhões.
Digitalização do setor
Outro ponto relevante é a digitalização do setor, que avança significativamente. Um exemplo prático dessa transformação digital é a implementação do Port Community System (PCS), plataforma que centraliza e integra informações logísticas, simplificando processos como liberação aduaneira, gestão de cargas e monitoramento de embarques. Além disso, há novos sistemas que usam a integração de IoT para aprimorar embarcações cargas e até impactos ambientes.
A integração digital entre os diferentes elos da cadeia logística é um dos grandes objetivos, permitindo que portos, terminais, armadores, operadores logísticos e autoridades governamentais compartilhem informações em tempo real. Essa conectividade reduz gargalos operacionais, melhora a previsão de chegada e saída de embarcações e aumenta a competitividade dos portos brasileiros no mercado internacional.
Também há o avanço em importantes obras de infraestrutura, com projetos de ampliação de calado, dragagem em portos estratégicos e novos acessos logísticos. Esses projetos são essenciais para que os portos brasileiros consigam receber embarcações de maior porte e reduzam os tempos de atracagem.  
Atualmente, a capacidade limitada de alguns portos para receber essas embarcações é um gargalo que reduz a competitividade do Brasil no mercado global. Melhorias em portos como Santos, Paranaguá e Itaqui estão entre as prioridades, garantindo maior eficiência no escoamento de cargas agrícolas e minerais, dois pilares das exportações brasileiras.
Mais sustentabilidade para o setor
Outro fator que impacta significativamente o setor portuário é a implementação de práticas sustentáveis, alinhadas às diretrizes globais de ESG (ambiental, social e governança). A agenda ambiental exige que os portos se adaptem para reduzir emissões de gases de efeito estufa, implementar sistemas de gestão de resíduos e adotar fontes de energia renovável. No Brasil, iniciativas como o uso de eletrificação em equipamentos portuários e a instalação de painéis solares nos terminais são exemplos de como o setor tem buscado alinhar operações portuárias aos objetivos de sustentabilidade.
Em paralelo, o mercado de gás natural liquefeito (GNL) também influencia mudanças no setor portuário brasileiro. O aumento da demanda por GNL como uma alternativa energética menos poluente tem levado à construção de terminais específicos para esse tipo de combustível.  
O setor portuário brasileiro está, portanto, diante de uma encruzilhada de oportunidades e desafios. A modernização da infraestrutura, aliada à digitalização e às práticas sustentáveis, promete transformar profundamente a operação dos portos, tornando-os mais eficientes, competitivos e ambientalmente responsáveis. Com investimentos significativos e a implementação de tecnologias avançadas, o Brasil tem a chance de se consolidar como um líder global em logística portuária, atendendo às demandas crescentes do comércio internacional e contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável do país.
Sobre a TÜV Rheinland
A TÜV Rheinland é sinônimo de segurança e qualidade em praticamente todas as áreas dos negócios e da vida. A empresa opera há mais de 150 anos e está entre os principais fornecedores de serviços de testes, inspeções e certificações do mundo. Possui mais de 22 mil funcionários em mais de 50 países e tem um faturamento anual de mais de 2,4 bilhões de euros. Os especialistas altamente qualificados da TÜV Rheinland testam sistemas técnicos e produtos em todo o mundo, apoiam inovações em tecnologia e negócios, treinam pessoas em diversas profissões e certificam sistemas de gestão de acordo com padrões internacionais. Ao fazer isso de forma independente, promovem a confiança nos produtos e processos em cadeias globais de valor agregado e no fluxo de commodities. Desde 2006, a TÜV Rheinland é membro do Pacto Global das Nações Unidas para promover a sustentabilidade e combater a corrupção. 


Site: www.tuv.com 

 

Conta de Luz Mais Cara: Aneel Anuncia Bandeira Tarifária Amarela para Maio

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou, nesta sexta-feira (25), que a bandeira tarifária para o mês de maio de 2025 será amarela. Com isso, os consumidores terão um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A decisão reflete o impacto da redução das chuvas e a transição do período chuvoso para o período seco.

Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária mantinha-se verde, indicando condições favoráveis para a geração de energia no país. No entanto, com o fim do período chuvoso, as previsões de chuvas e vazões nos reservatórios ficaram abaixo da média, piorando as perspectivas para a geração de energia hidrelétrica.

Segundo a Aneel, a diminuição no desempenho das hidrelétricas pode levar ao maior acionamento de usinas termelétricas, cuja energia possui custos mais elevados. “Com o fim do período chuvoso, a previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, informou a agência.

A Aneel reforçou a importância de hábitos de consumo conscientes para mitigar os impactos econômicos e ambientais. A recomendação é evitar desperdícios e colaborar para a sustentabilidade do setor elétrico, especialmente em momentos em que a geração de energia enfrenta desafios relacionados ao clima.

O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado pela Aneel em 2015, permitindo que os consumidores acompanhem mensalmente as condições de geração de energia no Brasil. As bandeiras são divididas em quatro categorias: verde, amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2, cada uma representando diferentes custos associados à produção de energia.

Mercado reduz previsão de inflação para 2025, mas expectativa segue acima da meta

O mercado financeiro ajustou de forma modesta suas projeções para a inflação deste e dos próximos anos, enquanto manteve inalteradas as expectativas para o crescimento econômico e a taxa de juros, conforme aponta o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (28).

Segundo a pesquisa, realizada com mais de 100 instituições financeiras, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 passou de alta de 5,57% para 5,55%. Apesar do recuo, o número ainda supera o teto da meta estabelecida para o ano, que é de 4,5%. Para 2026, a projeção de inflação avançou levemente de 4,50% para 4,51%, enquanto para 2027 se manteve em 4%. Para 2028, houve um pequeno recuo de 3,80% para 3,78%.

Em abril, o IPCA-15 registrou alta de 0,43%, após avanço de 0,64% em março, acumulando uma inflação de 5,49% em 12 meses — números que ficaram alinhados às expectativas de analistas consultados pela Reuters.

A partir de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo oficial de inflação será de 3%, podendo variar entre 1,5% e 4,5%. Se a inflação ultrapassar esse intervalo por seis meses consecutivos, a meta será considerada descumprida, obrigando o Banco Central a enviar uma carta explicativa ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Essa situação já ocorreu em relação à meta de 2024. Em janeiro, o então presidente do BC, Gabriel Galípolo, enviou uma carta ao ministro, atribuindo o estouro da inflação a fatores como a forte atividade econômica, a desvalorização do real e extremos climáticos. Há ainda a possibilidade de novo descumprimento da meta no meio deste ano, caso a inflação siga fora da faixa de tolerância até junho.

No câmbio, o boletim Focus apontou estabilidade na projeção para o dólar ao final de 2025, em R$ 5,90. Para 2026, a expectativa recuou ligeiramente, de R$ 5,96 para R$ 5,95. Em 2025, a moeda norte-americana acumula queda de 7,9% em relação ao real, influenciada pela correção de preços após a forte alta do final do ano passado e pela maior incerteza quanto aos rumos da política tarifária dos Estados Unidos, especialmente diante dos planos de Donald Trump.

O Banco Central, atento às projeções futuras, calibra a taxa Selic com a intenção de manter a inflação dentro do intervalo de tolerância. Como os efeitos dos juros na economia demoram de seis a 18 meses para se materializar, a autoridade monetária já mira a inflação prevista para meados de 2026.

Auditoria do INSS Revela Desbloqueio Irregular de Mais de 34 Mil Descontos para a Contag

Uma auditoria interna do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelou o desbloqueio irregular de mais de 34 mil descontos não autorizados por aposentados em favor de uma única entidade, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag). O relatório, que embasou uma operação de combate a fraudes realizada na última semana, aumenta a pressão sobre o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

De acordo com o documento, em outubro de 2023, a Contag conseguiu desbloquear cerca de 34,5 mil benefícios sem a devida avaliação do INSS. A prática levanta suspeitas sobre a integridade dos procedimentos adotados para autorizar descontos em folha de pagamento de aposentados e pensionistas.

Em meio ao escândalo bilionário, Carlos Lupi participará nesta terça-feira (29) de uma audiência na Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos. A oposição, em nota divulgada nesta segunda-feira (28), pediu a imediata demissão do ministro.

Apesar das acusações, Lupi afirmou não ter preocupação com o caso. Durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, ele alegou que nem ele nem o conselho podem ser responsabilizados por “erros de terceiros”.

“A gente não tem preocupação nenhuma, até porque não somos citados em nenhuma irregularidade e muito menos omissão. Não estou aqui pra proteger ninguém que cometeu irregularidades. Agora, não posso, nem conselho, nem eu e nenhum dos senhores, ser responsabilizado por erros de terceiros”, declarou o ministro.

Aluguel Mais Caro: IGP-M Acelera em Abril e Impacta Contratos com Reajuste de 8,5%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), utilizado como principal referência para o reajuste de contratos de aluguel no Brasil, voltou a registrar alta em abril, com variação de 0,24% em relação ao mês anterior, conforme dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O número representa uma retomada da inflação medida pelo indicador, que havia recuado 0,34% em março.

Com o resultado de abril, o IGP-M acumula alta de 1,23% no ano e de 8,5% nos últimos 12 meses. Esse desempenho impacta diretamente os contratos de aluguel com vencimento em maio, que terão seus valores corrigidos de acordo com a inflação acumulada do período.

Na prática, o impacto para os inquilinos pode ser significativo. Um contrato de aluguel de R$ 1.500, por exemplo, passará para R$ 1.627,50, um acréscimo de R$ 127,50 por mês. Para evitar esse aumento, especialistas recomendam que os locatários tentem negociar diretamente com os proprietários, especialmente em casos onde o valor reajustado possa ultrapassar a média de mercado.

Apesar de o IGP-M ainda ser amplamente utilizado como indexador de reajustes, após a pandemia da Covid-19 muitos contratos passaram a adotar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país e costuma apresentar variações mais moderadas.

O IGP-M considera a oscilação de preços em três grandes setores da economia: o atacado, a construção civil e o consumo, o que o torna mais sensível a choques nos preços de matérias-primas e insumos industriais e agrícolas.

Segundo o Censo do IBGE de 2022, 20,9% da população brasileira – ou cerca de um em cada cinco cidadãos – vive em imóveis alugados, o que evidencia o impacto direto do índice no orçamento de milhões de famílias pelo país.

Duplicação da BR-280 entre São Francisco do Sul e a BR-101 mobiliza lideranças do Norte de SC

A duplicação da BR-280, no trecho de 36 quilômetros que liga São Francisco do Sul à BR-101, voltou ao centro das atenções do Litoral Norte catarinense. Uma audiência pública realizada na manhã de terça-feira (25), na sede da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Araquari (Aciaa), reuniu cerca de 200 pessoas, entre lideranças políticas, empresariais e comunitárias, todas unidas por uma só pauta: a retomada imediata das obras de duplicação da rodovia federal.

Promovido pela Comissão de Transportes, Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o encontro foi proposto pelo deputado Maurício Peixer (PL), que coordena a Frente Parlamentar em Defesa da BR-280. Durante a abertura, o parlamentar destacou a importância estratégica do trecho, que é o único acesso rodoviário ao Porto de São Francisco do Sul, fundamental para o escoamento de produtos industriais e agrícolas e para o turismo na região.

“O trecho está colapsado, ninguém suporta mais. São cerca de 50 mil veículos por dia trafegando em uma estrada de pista simples, com altíssimo risco de acidentes. Só em 2025 já tivemos 11 mortes, a maioria por colisões frontais”, lamentou Peixer. Ele defendeu que a duplicação é a única solução viável para melhorar a fluidez e a segurança na rodovia.

Os deputados Sargento Lima (PL) e Matheus Cadorin (Novo) reforçaram o apelo por ações concretas do governo federal. Lima criticou a omissão de Brasília em relação às demandas de infraestrutura de Santa Catarina. “Essa duplicação é essencial. O Norte do estado é uma das regiões mais produtivas do país e está sendo negligenciado”, afirmou. Já Cadorin alertou para o aumento da demanda com a possível instalação de um novo porto na região, o que agravaria ainda mais os gargalos logísticos.

Mobilização regional

O diretor de Articulação Estratégica da Facisc, Marco Antônio Corsini, participou do evento e explica que a entidade saiu do encontro com a missão de liderar um esforço coordenado entre as associações empresariais da região Norte, reunindo forças com parlamentares estaduais e federais para pressionar pela retomada da duplicação.

“Acabo de sair de uma audiência extremamente produtiva, com forte participação das entidades organizadas e dos próprios deputados. Mas o que ficou claro é que, se esperarmos apenas o governo federal, essa obra ainda vai demorar anos. Por isso, a Facisc se colocou à disposição para liderar a articulação regional em torno da BR-280”, declarou Corsini.

Segundo ele, a Facisc, pode mobilizar as associações empresariais do Norte do estado para organizar agendas estratégicas com representantes políticos. “Essa união é essencial. Estamos falando da principal via de escoamento de uma das regiões mais industrializadas do país. O desenvolvimento de Santa Catarina depende diretamente dessa duplicação. Vamos reunir forças e cobrar soluções efetivas”, afirmou.

Corsini também ressaltou a proposta defendida durante a audiência de estadualizar o trecho e viabilizar uma concessão à iniciativa privada como forma de acelerar as obras. “É uma alternativa concreta para sairmos da morosidade atual. Com a união do setor produtivo, vamos conseguir destravar essa pauta e entregar resultados reais à população”, concluiu.

Aciaa reforça importância da BR-280 para Araquari

O presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Araquari, Vilmar Francisco Leoni, destacou o impacto direto da BR-280 sobre o cotidiano e o desenvolvimento da cidade.

“A duplicação da BR-280 é uma questão de sobrevivência para Araquari. A cidade cresce a cada ano, com novas indústrias e investimentos, mas a infraestrutura viária está travada. Precisamos dessa obra para garantir segurança, atratividade para novos negócios e qualidade de vida para a população”, afirmou Leoni.

Encaminhamentos da audiência

Ao final da reunião, foram definidos três encaminhamentos principais: a dolicitação ao governo estadual para estadualizar o trecho da BR-280, viabilizando futura concessão à iniciativa privada, q criação de uma comissão com representantes dos setores público e privado para dialogar diretamente com o Ministério dos Transportes, é o pedido para que os trechos de Araquari e São Francisco do Sul sejam licitados separadamente em futuros editais do governo federal.

O superintendente do Dnit em Santa Catarina, Alysson Rodrigo de Andrade, respondeu a parte das demandas por meio de áudio enviado ao deputado Peixer. Segundo ele, o Dnit já considera a separação dos trechos e estuda a contratação de um projeto complementar para a ponte sobre o Canal do Linguado — ponto crítico da obra.

Cenário atual e histórico da obra

A duplicação da BR-280 teve início em 2018, mas enfrenta paralisações desde 2022. O trecho entre Araquari e São Francisco do Sul (lote 1) é considerado o mais complexo dentre as obras rodoviárias federais em andamento no estado, por incluir áreas de preservação, a construção de uma ponte e a instalação de ciclovia. Em 2023, o governo federal reservou R$ 80 milhões para o trecho, mas ainda sem cronograma para execução.

PH Empreendimentos lança Dubai Mall, novo marco no mercado imobiliário de alto padrão no Litoral Norte de SC

O projeto prevê a edificação de seis torres e quatro pavimentos de shopping center no Balneário Perequê, em Porto Belo; o empreendimento terá área construída de 150 mil m² e VGV de R$ 995 milhões

 

A PH Empreendimentos anuncia o lançamento do Dubai Mall, um empreendimento de altíssimo padrão que promete revolucionar o mercado imobiliário de Porto Belo. O projeto será oficialmente apresentado na próxima quarta-feira, 30 de abril, e propõe um novo conceito de viver e fazer compras, combinando moradia de luxo com as comodidades de um shopping center.

Inspirado nas mais sofisticadas tendências de arquitetura contemporânea e nos imponentes empreendimentos dos Emirados Árabes, o Dubai Mall contará com uma área construída total de 150 mil metros quadrados e um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 995 milhões. O projeto inclui 1.248 unidades habitacionais, entre flats e apartamentos de alto padrão, com metragens variando de 36 a 130 m², distribuídas em seis torres de 32 pavimentos e 102 metros de altura. A área de lazer, com 8 mil m², será equipada com piscinas, quadras esportivas, spas, além de espaços gourmet e de convivência.

As torres terão entre quatro, seis ou doze unidades por andar, além de áreas de lazer internas, como academias, salões de festas e salas de reunião. Outro quesito que ganha destaque é a segurança. Além de pesados investimentos em tecnologia, o shopping e as torres terão vigilância 24 horas, o que garante total segurança aos moradores. Os preços dos imóveis começam em R$ 900 mil para os flats e R$ 2,6 milhões para os apartamentos.

“O Dubai Mall foi projetado para oferecer mais do que apenas moradia e área de compras. Criamos um espaço para quem busca uma experiência completa, com moradia, lazer e conveniência em um único local”, destaca Ricardo Coradini, diretor geral da PH Empreendimentos.

O shopping contará com 12 mil m² de Área Bruta Locável (ABL) nos dois primeiros pavimentos, com lojas exclusivas, áreas gourmet e espaços de convivência, oferecendo o que há de melhor em qualidade de vida e serviços integrados. O empreendimento também contará com dois pisos de estacionamento rotativo nos terceiro e quatro pavimentos.

“O Dubai Mall segue a linha de design contemporâneo e funcional, alinhado à sofisticação dos maiores centros urbanos internacionais, mas harmonizado com o cenário paradisíaco de Porto Belo”, afirma Leandro Coradini, CEO da PH Empreendimentos. As obras do Dubai Mall têm previsão de início para 2027, com as primeiras torres entregues a partir de 2032.

Sobre a PH Empreendimentos

Fundada em setembro de 2018, a PH Empreendimentos busca proporcionar experiências diferenciadas e qualidade de vida aos seus clientes. Cada projeto da empresa é concebido com a visão de que morar bem vai além de simplesmente residir – envolve conforto, segurança e qualidade ambiental. 

Com um compromisso firme com a sustentabilidade, a PH Empreendimentos toma decisões que promovem o bem-estar humano e preservam o meio ambiente durante todas as etapas de seus projetos. Em pouco tempo, a empresa já entregou dois empreendimentos e tem quatro em andamento. O Dubai Mall é o sétimo projeto da incorporadora.

Reforma tributária no Brasil: entenda o que muda e como o setor de comex pode se adaptar às alterações

Entre desafios e oportunidades, a nova legislação traz impactos positivos ao segmento. Executivo da Asia Shipping aponta que a nova estrutura fiscal, aliada a tecnologias avançadas, pode consolidar o Brasil como um player estratégico no mercado logístico global.

 

A recente reforma tributária no Brasil trouxe mudanças significativas para o setor de comércio exterior, especialmente em termos de logística e transporte. Com a entrada em vigor da Lei Complementar 214, de 2025, sancionada pelo Governo Federal, os negócios que atuam no segmento precisam se adaptar a um novo modelo fiscal, garantindo conformidade e eficiência operacional. É o que explica Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, maior integradora logística da América Latina.

De acordo com o executivo, a nova legislação traz impactos positivos ao segmento e pode tornar o Brasil mais competitivo, elevando o país a uma posição estratégica no mercado logístico mundial, mas requer um certo planejamento das empresas que atuam no setor, principalmente em relação à precificação e etapas operacionais.

“As mudanças criam oportunidades, como a redução de custos administrativos, maior previsibilidade tributária e um ambiente de negócios mais competitivo para empresas que operam no comércio exterior. No entanto, é preciso atenção quanto ao custo do frete e à cadeia de suprimentos, tornando essencial a revisão das estratégias tributárias e operacionais”, destaca Pimenta. 

Como se preparar para as mudanças tributárias

A partir da Lei Complementar 214, a reforma tributária trouxe mudanças importantes, como o fim da cumulatividade de tributos, tornando os serviços, como os de frete, mais competitivos no exterior. Agora, a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido por estados e municípios, seguem o princípio da tributação no destino. 

Além disso, foi garantida imunidade tributária para serviços exportados, como frete, seguro e armazenagem, reduzindo custos e favorecendo a integração entre bens e serviços nas exportações brasileiras.

Para que os negócios se adaptem às alterações, Pimenta aponta a necessidade de adotar medidas de compliance fiscal, a importância de investir e aderir a tecnologias avançadas que ajudem a garantir a conformidade dos processos e, acima de tudo, preparar e capacitar as equipes para este novo cenário.

“É preciso reestruturar a estratégia de compliance tributário, revisando processos internos para estar em alinhamento com a nova legislação e garantir aderências às exigências fiscais. A adoção de tecnologias e sistemas de gestão, por meio de ferramentas avançadas que automatizem diferentes etapas desse processo, é também uma iniciativa de máxima inteligência. Mas é claro que para tudo isso acontecer com eficiência e assertividade, é preciso capacitar aqueles que farão parte dessa nova realidade”, enfatiza o executivo.

E em meio a esse contexto, a Asia Shipping, tem se destacado como exemplo na adoção de soluções inovadoras para lidar com as mudanças tributárias. A empresa tem modernizado seus processos por meio da plataforma Dati, que opera em nuvem, é baseada em inteligência artificial, e apresenta funcionalidades como a atualização contínua sobre os tributos que incidem sobre cada operação, além do preenchimento automático de cerca de 85% das informações exigidas na Declaração Única de Importação (DUIMP), operando de maneira integrada com o novo Portal Único de Comércio Exterior. 

A companhia baseia-se também em uma forte política de compliance, a exemplo do que foi demonstrado em seu último relatório de integridade, recentemente publicado em seu site. Para 2025, a meta da Asia Shipping é avançar em mais treinamentos para reforçar a cultura da integridade, fortalecer os canais de comunicação e compliance, e monitoramento contínuo das melhores práticas e regulamentações.

Sobre a Asia Shipping

 
A Asia Shipping é uma empresa de logística global, especializada em encontrar as rotas mais inteligentes para seus clientes e transportar mercadorias entre continentes. A empresa está em 12 países, com 44 escritórios pelo mundo, sendo dez no Brasil, e mais de mil colaboradores. A Asia Shipping atua na importação e exportação, fazendo a ponte entre fornecedores, armadores (donos de navios de carga), portos e transportadoras. É o que se chama freight forwarder, um intermediário do negócio de fretes.  É considerada a maior companhia da América Latina nesta categoria e a 30ª no mundo.

Economia & Negócios: Tilápia do Vietnã

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Tilápia do Vietnã
Acordo comercial firmado entre o Brasil e o Vietnã é uma ameaça à produção crescente de tilápia nacional: Santa Catarina é o quarto maior produtor do país. Em março, o presidente esteve no país asiático e agradeceu ao Vietnã por sua decisão de abrir seu mercado para a carne bovina brasileira. Em resposta, o Brasil anunciou a remoção de sua autorização de importação de tilápia e sua decisão de permitir a importação de vários produtos de camarão em conformidade com os padrões internacionais. A medida traz preocupação aos produtores de tilápia em Santa Catarina, conforme comenta o secretário executivo de Aquicultura e Pesca (SC).


 Fraude no INSS 
A situação ocorreu à tona por meio da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que investiga um esquema nacional de cobrança associativas indevidas, com prejuízo estimado em mais de R$ 6,3 bilhões. O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos foi um dos alvos da operação. A entidade tem José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão mais velho do presidente Lula, como diretor vice-presidente. 


Receita bilionária à Agropecuária 
O balanço social da Epagri, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC, alcançou a geração de R$ 9,77 para cada real que o governo investiu nela em 2024. Esse resultado é o impacto econômico de 128 tecnologias desenvolvidas e difundidas pela Epagri, que geraram R$ 4,8 bilhões e tiveram retorno global de R$ 11,72 bilhões no ano passado. Em 2024, a Epagri realizou 392 projetos de pesquisa e lançou 21 tecnologias. Também executou durante o ano 307,5 mil ações de assistência técnica e extensão rural que atenderam a 130 mil agricultores e pescadores.  


ZM S/A
A empresa ZM com sede em Brusque, teve vendas líquidas em 2024 no montante de R$ 344,2 milhões contra R$ 322,9 milhões em 2023. Teve lucro líquido em 2024 de R$ 85,5 milhões contra R$ 58,2 milhões em 2023. Tem um Patrimônio Líquido (Capital Social e Reservas) de R$ 701,7 milhões em 2024 contra R$ 627,3 milhões em 2023. A empresa está muito bem capitalizada. 


Hotel de Gramado 

Pomerode está no radar da rede de hotéis Laghetto, que tem unidades na Serra Gaúcha, em especial Gramado (RS) e em São Paulo e no Rio de Janeiro. Investidores ligados ao grupo já fizeram contatos iniciais e chegaram a visitar a cidade ao final de 2024, quando foram recepcionados por uma comitiva de autoridades. As primeiras conversas trataram de um empreendimento com pouco mais de 100 quartos. O secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da cidade, disse que outras empresas também estão sondando Pomerode para investir na hotelaria, setor ainda carente na economia local. 


SC investe em Inteligência Artificial 
Com recursos do governo do estado foi inaugurado o Laboratório Virtual de Ensino, Extensão e Pesquisa em IA/GEN/CQ/HPC (Vlab@UFSC). A estrutura localizada no campus da UFSC, em Florianópolis, poderá ser utilizada para colaborar com projetos nas mais diversas áreas, como agronomia, medicina, engenharia, robótica, linguagem, física e biotecnologia. O projeto foi um dos 50 selecionados pelo edital 15/2023 da Fapesc, dentro do Programa Multilab SC – Laboratório Multiusuários. Os projetos serão desenvolvidos em parceria com 19 Instituições de Ensino Superior, distribuídos nos municípios de Araquari, Blumenau, Brusque, Caçador, Chapecó, Curitibanos, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Mafra, Videira, Rio do Sul, São Francisco do Sul, São Miguel do Oeste e Xanxerê. 

 

Ganho para SC 
SC deve ganhar oito novas varas da Justiça Federal, um pleito da OAB-SC que resultou na aprovação de projeto de lei pela Câmara dos Deputados. O Estado tem 14,51% mais processos federais do que o Rio Grande do Sul e 15,31% mais que o Paraná, mas ainda conta com um número menor de varas da Justiça Federal. O presidente da seccional anunciou que a entidade seguirá mobilizada para que as novas estruturas efetivamente sejam implantadas no Estado, dando celeridade às causas dos cidadãos. Nos últimos meses, o dirigente teve tratativas com o Tribunal Regional Federal da 4ª Região e mobilizou a bancada catarinense em Brasília para apoio a essa ampliação. 


Antigomobilismo
A Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa aprovou projetos que criam a Rota de Antigomobilismo em SC e a regulamentação da profissão de guia de turismo. O roteiro envolveria colecionadores de veículos fabricados há mais de 30 anos, museus e automóveis-clube em todas as regiões de SC. E que não são poucos. Um dos atrativos se apresentaria de cara e dos melhores: o Veteran Car Club de Florianópolis, que tem 84 sócios, que são proprietários de 500 carros antigos. 


Crime que avança 
O Ministério da Justiça e seus órgãos vinculados, como a Polícia Federal, com apoio de órgãos policiais estaduais, estão investigando a crescente presença do crime organizado em diferentes setores da economia, mas com destaque para um em especial, o de combustíveis. Se estima que facções como PCC, Comando Vermelho e Família do Norte sejam donas de 941 postos, dos quais cinco em SC. Em São Paulo já são 290. A gasolina e o álcool não chegam até eles pelas vias convencionais. 


Tecnologia 
Reportagem de quase uma página na Folha de São Paulo, diz que o setor de tecnologia representa, hoje, 25% do PIB de Florianópolis, o maior percentual entre todas as capitais brasileiras. A mais próxima é Curitiba, com 14,4%, seguida por São Paulo com 12,5% e Manaus com 10,4%. A evolução do segmento foi impressionante em menos de 15 anos: em 2010, haviam na cidade cerca de 600 empresas de tecnologia, número que saltou para 6.099 em 2023, com faturamento de R$ 12 bilhões. 


Mais exportação do agro 
A guerra comercial entre EUA e a China está abrindo espaços para exportações ao gigante asiático e outros países da região, que eram ocupados pelos americanos. O Brasil, incluindo SC, é relevante fornecedor de grãos e carnes para a China, mas para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), é importante diversificar mercados para reduzir riscos. Entre os produtos com potencial de mais vendas no exterior estão grãos como milho e soja, etanol e carnes. 


Mais adultos estudam 
Um destaque positivo do Sesi SC, do Sistema Fiesc, é o crescimento no número de jovens e adultos na sala de aula. Em 2024, foram 13,7 mil alunos frequentando a Educação de Jovens e Adultos (EJA), um aumento de 6,84% frente ao ano anterior, quando eram 12,9 mil alunos. Conforme o Sesi, esse crescimento acontece em ano em que o número de estudantes do EJA no país recuou de 3,2 milhões em 2019 para 2,3 milhões atualmente. Na rede escolar pública, foram 2,3 milhões de estudantes ano passado, um recuo de 28,5%. Nas instituições privadas, com 199,2 mil matriculados, o recuo foi de 5,2%.


Legendários 
A pequena Zortea, de cerca de 3,5 mil em abril deste ano, no meio-oeste, é a única de SC entre as 17 do país que já tem uma lei municipal, de 1º de abril deste ano, instituindo o Dia dos Legendários, movimento cristão nascido na Guatemala em 2025 com o objetivo de “restaurar o verdadeiro potencial masculino”. Só reúne homens. Chegou ao Brasil em 2017, em Balneário Camboriú. Uma de suas características e não estar ligado a nenhuma religião. 


Biblioteca digital 
Projeto interessante que tramita no Legislativo estadual institui uma biblioteca digital para a disponibilização gratuita de livros, materiais didáticos, audiolivros, periódicos e outros recursos educacionais para a população de SC. A plataforma seria desenvolvida e gerida pelo governo. 


Sites falsos 
A Casan mais uma vez alerta consumidores sobre fraudes praticadas em sites falsos, que simulam serviços como o pagamento de faturas e a troca de titularidade. A Cia. Reforça que seus canais de comunicação junto aos consumidores site oficial (www.casan.com.br) o portal da Casan.


Emergência 
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de emergência em Paial, em SC, afetada pela estiagem. Até o momento, SC tem 38 reconhecimentos vigentes, dos quais 22 por chuvas intensas, oito por estiagem, quatro por queda de granizo, três por enxurradas e um por doenças infecciosas virais. 


Espanto 
Moradores antigos de Itapema, aqueles que ainda conhecem todo mundo na cidade, se espantam com alguns dos novos e jovens que chegam para ficar, inicialmente até tímidos, mas que, tempos depois, mudam completamente seu estilo de vida. Não só imaginam, como passam a ter certeza de que algo mais há com eles. E como há! Como o que encontraram lá, policiais federais e auditores fiscais que botaram a mão em provas concretas de lavagem de dinheiro, em dezenas e milhões. Sinais de sempre: carros e motos de luxo desfilando pelas avenidas e moradia em apartamentos suntuosos. Barbearias, lavanderias, salões de estética e academias agora parecem “investimentos menores” da indústria da lavagem de dinheiro.


Feriados demais
Nunca, em tempos recentes, entidades da sociedade organizada de Florianópolis, como a Câmara dos Dirigentes Lojistas e o Sindicato da Comércio Varejista, se opuseram tanto a um projeto como o de um vereador, para que 25 de novembro se transforme em mais um feriado, em homenagem à Santa Catarina de Alexandria. Naquele mês já há três feriados na Capital: Finados (2), Proclamação da República (15) e Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (20). Perguntar não ofende: dia das mães e dos pais é feriado? Não é. Portanto, dia de Finados (2 de novembro), Dia do Zumbi (20 de novembro) e dia das Crianças (12 de outubro) deveriam ser comemorados no domingo seguinte aos citados dias. Que acham da ideia? As indústrias acreditamos que seriam totalmente a favor. Ainda tem o Corpus Christi que poderia seguir o mesmo modelo, ou seja, no domingo seguinte. 


Retração
A 27ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou queda de 3,4% nas vendas de SC em março, na comparação anual. É o quarto mês consecutivo em que o Estado apresenta resultados negativos. No Rio Grande do Sul o tombo foi pior: -8,2%. 


Sem internet 
Deputados estaduais da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação ficaram boquiabertos com a informação de quatro operadoras de telefonia móvel que operam em SC. Elas participaram de leilão para a disponibilizar sinal de internet nas rodovias. Perderam para uma quinta, que logo desistiu do serviço. E a Anatel, sabe-se lá quando, vai fazer novo leilão. Atualmente, a cobertura em SC é de 67% das rodovias federais e 62% nas estaduais. 


O grande banquete 
Levantamento publicado pelo Jornal O Globo causa orgulhos. Vinte e dois tribunais de Contas estaduais, cuja finalidade principal é fiscalizar o uso de dinheiro público, tem remunerações mensais acima do teto constitucional (R$ 46.366) para seus conselheiros. A farra maior está no TCE de Alagoas, cuja média salarial de janeiro a março deste ano foi de R$ 134,7 mil. A do TCE de SC fica no lado oposto do obsceno ranking: seus conselheiros ganham R$ 42 mil mensais. Menos que eles espantosamente, estão os conselheiros do histórico corrupto TCE do Rio de Janeiro, R$ 40 mil. 


Desequilíbrio 
Em quatro anos, as emendas parlamentares de senadores e deputados federais para seus respectivos Estados somam R$ 51,7 bilhões. Como se ignora qualquer parâmetro, como população, as disparidades são imensas. Cada um dos 733 mil habitantes do Amapá, por exemplo, recebeu R$ 404, enquanto a Bahia, com 14 milhões, apenas R$ 21. SC recebeu R$ 38,53 por habitante, bem mais que o Paraná, R$ 25,47 e Rio Grande do Sul R$ 29,15. Não há em tramitação que possa rever este modelo absurdo de distribuição. É o Brasil, infelizmente. 


Reconhecimento 
O exemplo do trabalho no cárcere. Este foi o título de editorial do Jornal O Estado de São Paulo, elogiando o governo de SC por ter atualmente 30% dos seus presos trabalhando (8,3 mil dentre 28,1 mil), mostrando que é possível a reinserção com dignidade. Destaca que enquanto em SC todos os apenados que trabalham recebem por isso, quase metade dos detentos que exercem atividades laborais Brasil afora é remunerada. Finaliza: o modelo de execução penal de SC é um alento para um país conhecido pelas condições subumanas a que submete seus presos, haja vista que não é novidade para ninguém que, ao passarem pelo portão de muitas penitenciárias os apenados se deparam com um ambiente degradante, com superlotação, por exemplo, e hostil à sua recuperação como cidadãos. 


Calçadas inacessíveis
Quais as cidades que tem as calçadas menos acessíveis no Brasil? A resposta foi dada pelo IBGE, com dados de 2022. SC está lá, em primeiro lugar negativo, com o município de Rio Fortuna, na região Sul, com cerca de 4.500 habitantes. Mais de 99% de entrevistados afirmaram morar em vias com obstáculos. 


Inovação 
Entre os programas prioritários do governo para 2026, previstos na LDO, estão: Estrada Boa, Casa Catarina, SC Rural e Terra Boa. Mas um deles tem atenção especial: o SC Mais Inovação, cuja meta é que, até 2026, alcance 10% do PIB de SC (hoje o índice é de 7,5%) e gere mais 30 mil vagas de emprego, num setor que já absorve 86 mil profissionais. 


Feriadão 
Após um verão de sucesso, SC voltou a receber muitos turistas neste feriadão prolongado de Páscoa e Tiradentes. Pomerode realizou a Osterfest, maior celebração pascal da América Latina. Outros destinos, como Florianópolis, Balneário Camboriú, Itapema, Penha (Beto Carrero), São Francisco, Litoral Sul e Serra estiveram lotados. PRF e PM pediram atenção aos motoristas nas estradas. 


Sistema prisional
O governo de SC detalhou o programa Administração Prisional Levada a Sério. O governador anunciou um investimento de R$ 1,4 bilhão a ser aplicado no sistema penitenciário estadual nos próximos três anos. Disse: isso não é pouco dinheiro. A intenção é nós construirmos nove mil vagas para todas as regiões de SC, além de convocação de 790 policiais penais. Vamos fazer o que já devia ter sido feito há muitos anos. 


Destaque nacional 
A rede de supermercados Archer está em 92º lugar entre as 100 maiores empresas do varejo alimentar do país. A lista é feita pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A lista completa elenca 1.017 redes de supermercados que atuam no país. O faturamento anual da empresa Archer foi de R$ 890,3 milhões de acordo com levantamento. A rede ocupa a mesma posição do ano passado. Outro supermercado que também aparece na lista é o Carol, de Guabiruba, que ocupa o 152º lugar. Ele conta com um faturamento anual de R$ 411,2 milhões. Em 2024, a empresa ocupava o 148º lugar. 


Setor trilionário 
O faturamento do setor, que abrange 424,1 mil lojas e 30 milhões de consumidores no país, alcança R$ 1,067 trilhão, equivalente a 9,12% do PIB nacional. Pelo segundo ano consecutivo, Carrefour, Assaí e Grupo Mateus lideram nesta ordem, o ranking. Já na quarta colocação há novidade: a posição passa a ser ocupada pela rede Supermercado BH. O levantamento é desenvolvido pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, em parceria com a Nielsen IQ e chega a sua 48ª edição. 


Governo de SC projeta 
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, encaminhado pelo governo do estado para a Alesc, prevê R$ 57,9 bilhões em receitas e despesas para o próximo ano, o que corresponde a um crescimento orçamentário de 10%, ou seja, cerca de R$ 5 bilhões a mais do que em 2025. O aumento, alicerçado em bons desempenhos econômicos e de gestão, é projetado exatamente para o ano em que o governador buscará a reeleição, para muitos dadas como certa. Há a expectativa de crescimento real da arrecadação estadual entre 6% e 7% em 2025, o que deve garantir os recursos a mais em 2026. O cenário é favorável. 


Capacidade de pagamento 
Brusque atingiu o mais alto nível no índice de capacidade de pagamento (Capag) do tesouro Nacional, passando de nota B- para A+ em cerca de um ano e meio, graças a uma gestão fiscal equilibrada com redução de despesas e aumento na arrecadação. Essa conquista, reflete a saúde financeira do município. 

 

 

Economia & Negócios: Economia aquecida

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Economia aquecida
Contrariando previsões de que a economia brasileira começaria o ano com ritmo mais fraco em função da alta dos juros, a atividade econômica de SC ganhou fôlego maior. O Índice de Atividade Econômica Regional apurado pelo Banco Central, considerado uma prévia do PIB, mostra que a economia do estado cresceu 6,8% em janeiro e fevereiro, acima da média nacional, de 3,8%. O indicador acompanhado e consolidado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias do Estado, mostra que o crescimento catarinense foi puxado pela produção industrial, que avançou 7,6% no período. Os outros setores também tiveram alta relevante: o comércio ampliado cresceu 6,7% no mesmo período e os serviços avançaram 4,5%. 


Greve interminável 
Após 235 dias de paralisação, 300 médicos peritos do INSS voltaram ao trabalho. Inacreditável: e o ministro da Previdência, o inepto Carlos Luppi, a quem o INSS está sob comando, ainda foi “homenageado”, dia desses, com o título de “cidadão honorário” de SC, pelos “relevantes serviços prestados”. 


Liderança no turismo 
A preferência de muitos turistas por viajar em SC aparece nos números do IBGE. A Pesquisa Mensal de Serviços de fevereiro mostrou que nos últimos 12 meses, até fevereiro deste ano, Santa Catarina registrou o maior crescimento de setor turístico do país, alta de 11% frente aos 12 meses anteriores. O presidente da Fecomércio-SC destaca que a temporada de verão, com praias lotadas, ajudou nesse resultado positivo para SC. A maior presença de argentinos foi fundamental. 


Enturmado 
Bilionário recente, o empresário catarinense Ricardo Faria, o “rei do Ovo”, está se enturmando com a elite nacional. Para comemorar seus 50 anos fez um festão em São Paulo, no penúltimo final de semana, fazendo questão de reunir figuras do mundo dos negócios, esporte, mídia, música, política e ... justiça. Nessa plêiade aparecem por lá ministros de tribunais regionais. Conforme o jornal “Correio Brasiliense”, os deputados ainda não param de comentar sobre a festa.


Preso que produz 
Acerca do alto índice de presidiários de SC que exercem trabalho remunerado (8,3 mil dos 28,1 mil privados de liberdade), uma avaliação interna e permanente do governo estadual conclui que a iniciativa constitui um poderoso bloqueio para a tomada dos presídios pelas facções. Com um ofício, uma renda para si e sua família, o presidiário imagina ser mais fácil quando conquistar a liberdade, se reintegrar à sociedade e não cair em tentações criminosas. 


Times Square
Balneário Camboriú vai ganhar este ano mais um atrativo com referência global: uma Time Square para o Réveillon. O complexo gastronômico New York Lounge terá como âncora um telão circular de esquina. A inspiração veio da famosa Times Square, no coração de Nova York (EUA). Como a inauguração está prevista para setembro próximo, a virada de 2025 para 2026 será com a nova atração em BC. O novo complexo, com 453 metros quadrados e 26 lojas, fica na esquina que dá acesso a duas avenidas, a Brasil e a Alvin Bauer. 


Treinador sensação 
Catarinense de Blumenau e primeiro campeão brasileiro na liga norte-americana de basquete (NBA), Tiago Splitter, 40 anos, virou uma grande estrela do esporte na França, como treinador do time do Paris Basketball, sensação da temporada da Euroliga. Acaba de ser eleito o melhor treinador do primeiro turno. 


SC invadida pelos hermanos
A junção do feriado de Páscoa com Tiradentes está garantindo ocupação do que na semana de Páscoa de 2024 na rede hoteleira do litoral de SC. A fase também é impulsionada pela maior presença de estrangeiros devido à moeda favorável e também a semana de turismo no Uruguai. A projeção da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis estima que a ocupação hoteleira chegue entre 80% e 95%. Em Florianópolis, cerca de 40% dos turistas são estrangeiros, a maioria do Uruguai.  


Linguiça
Não está sendo fácil para 16 municípios do Vale do Itajaí manter a chamada indicação geográfica da origem da “linguiça Blumenau”. Uma empresa de Biguaçu foi a Justiça questionar a legitimidade do ato do INPI, dentre outras entidades, que fez o reconhecimento para o produto. Perdeu. Desde dezembro do ano passado nota técnica da Cidasc determina que estabelecimentos fora da área de indicação geográfica não poderiam mais usar a nomenclatura e readequar os títulos em 150 dias. 


Cruzeiros movimentam milhões 
Com 40 navios atracados e mais de 157 mil passageiros embarcando e desembarcando, Itajaí encerrou oficialmente dia 14, no Centreventos, a temporada de cruzeiros 2024/2025, a maior da história do município. O período começou em 18 de dezembro de 2024 e terminou em 14 de abril deste ano. De acordo com dados da Clia Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), o gasto médio por turista na cidade foi de R$ 773, resultando em aproximadamente R$ 120 milhões injetados na economia local. Setores como transporte, alimentação, hospedagem, comércio e serviços foram diretamente beneficiados com o aumento do fluxo de visitantes.


Brasil entre Gigantes 
Enquanto Estados Unidos e China trocam ameaças comerciais, o Brasil precisa, mais do que nunca, enxergar esse embate como uma oportunidade de se reposicionar estrategicamente no cenário global. A recente escalada das tensões entre Washington e Pequim renova o temor de uma guerra comercial em larga escala. Para países exportadores como o Brasil, os impactos podem ser significativos, tanto pelas incertezas nos fluxos de comércio quanto pelos efeitos indiretos sobre a competitividade da indústria nacional. Mais do que as tarifas em si, o maior risco está no redirecionamento de produtos chineses para outros mercados. Se os EUA fecharem ainda mais suas portas, o Brasil pode se tornar um dos destinos desse excedente. Setores como o têxtil, o eletrônico e o de bens de consumo duráveis estariam diante de uma concorrência intensa, com produtos de baixo custo e alto volume pressionando o mercado interno. Ao mesmo tempo, a China se movimenta com agilidade. Acelera sua diplomacia econômica e avança em acordos regionais estratégicos. 


Pejotização
Em parecer enviado ao STF, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) alertou que autorizar a chamada pejotização de trabalhadores pode ter consequências nefastas sobre a arrecadação fiscal e o custeio da Previdência. A pejotização ocorre quando uma empresa contrata um prestador de serviço como pessoa jurídica com o objetivo de mascarar uma relação trabalhista. Com isso, o trabalhador e o contratante evitam o pagamento de encargos trabalhistas. Tal artifício aniquilaria o dever que vincula profissionais liberais qualificados ao pagamento de imposto de renda, frisou a PGFN, e desfalcaria o caixa da Previdência Social, afastando-se a incidência da contribuição social patronal.  


Oportunidades e riscos
A guerra tarifária deflagrada pelo presidente dos EUA gera notícias difíceis de se compreender todos os dias. Mas entre anúncios estridentes e retrocessos, disparos contra aliados históricos e o debate global sobre a melhor maneira de reagir a tudo isso, duas coisas ficam mais claras: o alvo central de Trump realmente é a China e o objetivo é reindustrializar os Estados Unidos. A China transformou-se na “fábrica do mundo” ao combinar salários baixos com uma política industrial e tecnológica agressiva e um câmbio favorável. Mesmo que muitas de suas práticas sejam questionáveis, o resultado foi um nível de competitividade global tão intenso que as tarifas impostas por Trump em seu primeiro mandato pouco abalaram sua força produtiva. Os chineses redobraram esforços e elevaram significativamente o desenvolvimento tecnológico em suas fábricas, altamente robotizadas. 


Saneamento em SC
Desde fevereiro deste ano, quando retirou da pauta da Assembleia Legislativa o PLC que instituía a Microrregião de Águas e Esgoto de SC, o governo do estado vem buscando soluções para ampliar as discussões junto aos municípios e devolver ao Legislativo um texto robusto, amparado por debate amplo e com maior segurança jurídica. Para isso, o governador conta com a parceria do presidente da Federação dos Municípios. O objetivo é evitar o que aconteceu com o chamado PL da Casan, que acabou bombardeado nas redes sociais e, dentro da Assembleia e não prosperou. Conforme o novo marco do saneamento, o estado tem até 2026 para alinhar a legislação sobre o tema. 


Sincericídios 
Ministros “supremos” costumam se soltar em compromissos fora do País. Desta vez foi Gilmar Mendes, que foi a Harvard participar de um evento, a Brazil Conference 2025. Lá, confessou estar “muito orgulhoso” por ter trabalhado pelo desmanche da Operação Lava Jato, que agora compara ao PCC, como se fosse uma organização criminosa. Este evento em Harvard teve patrocínio do Banco BTG, cujo dono foi aliviado recentemente com o arquivamento de dois inquéritos gerados por delações premiadas na operação que ele agora condena, e que agora não vale mais nada. Por estas é que os “supremos” tem apenas 12% de seu desempenho avaliado como ótimo ou bom pelos brasileiros. 


Conflito 
É muito importante conhecer e optar pela forma mais adequada para solucionar um conflito, que nem sempre é a via judicial, a que todos nós geralmente estamos acostumados a procurar. São elas: a negociação, a mediação e a arbitragem. 


Trump e nós 
As loucuras de Trump estão chegando perto de nós. Prometeu enviar em maio um grupo de auditores ao Brasil para fazer uma inspeção detalhada sobre as condições sanitárias e de infraestrutura de dezenas de frigoríficos que atualmente tem autorização para exportar carne bovina e suína para os americanos. Dentre eles o catarinense Aurora. 


Sobra dinheiro?
No ano passado, a Secretaria da Proteção e Defesa Civil de SC utilizou apenas 32% (RS 7,2 milhões) dos R$ 30,8 milhões reservados e o Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil aplicou R$ 23,6 milhões (49%) do total de R$ 48,1 milhões disponibilizados. Em resumo: gastou-se R$ 30,8 milhões dos R$ 70,5 milhões em caixa. O Tribunal de Contas ficou intrigado e decidiu que vai fazer um novo processo de acompanhamento da execução orçamentária e financeira do órgão para este ano. Pergunta que não quer calar: e se faltasse dinheiro diante de uma catástrofe, quem seria o culpado? 


Poluição sonora 
O governador de SC levou as duas mãos aos ouvidos após ouvir taxativamente do presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, que é de Santa Catarina, na propaganda eleitoral do partido nos meios de comunicação, que Lula fez o Contorno Viário de Florianópolis. Diante da afirmação, Lula foi comparado ao chopim, uma ave que tem hábito de pôr seus ovos no ninho já pronto e quentinho, mas de outros, tendo o capricho de dar um jeito de tirar os que estavam lá para dar lugar aos seus. Pelo jeito, a troca de farpas entre os dois não terá trégua tão cedo. 


Baleia Franca 
A polêmica, porque foi arbitrária, como faz o ambientalismo-caviar instalado em Brasília, comprometendo repentinamente o cotidiano de cerca de 50 mil famílias, delimitação da área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, que vai de Palhoça até Laguna, com 150 mil hectares que passarão a ter ocupação extremamente restrita ou até com evacuação de parte dos atuais moradores ao longo de uma faixa litorânea de 130 quilômetros de costa. Se encaminha um aparente armistício com o projeto de lei 849/2025 que propõe sua redução, sem que as baleias tenham qualquer chilique. 

Sem fraude 
Uma operação envolvendo múltiplos órgãos estaduais deixa o consumidor catarinense um tanto tranquilo nos dias que antecederam a Semana Santa pela primeira vez se fez uso de uma tecnologia de ponta para sequenciamento de DNA em 56 amostras colhidas em pontos de comercialização de peixes em várias cidades, para checar a autenticidade das espécies vendidas. Comparadas com a informação do rótulo, uma surpresa muito boa: confirmou-se apenas uma tentativa de fraude. 


Fica com está 
Segundo uma enquete nas redes sociais para dar vez à população de Santa Catarina a respeito da proposta em tramitação para se mudar o Hino de SC. Para surpresa, 87% das pessoas se posicionaram contra a alteração. Conclusão: “as pessoas não conhecem o hino porque não aprenderam a cantá-lo”. Pode ser mesmo. Foi protocolado um projeto de lei que determina às escolas a execução uma vez por semana, dos hinos de SC e do Brasil, como, aliás, se fazia nos velhos tempos em que o civismo era algo levado muito a sério. 


Mediação 
Com a entrada em vigor do Novo CPC, em março de 2016, onde busca por um acordo através da Conciliação é um pré-requisito processual sendo um recurso adotado para diminuir o grande número de processos tramitando na Justiça, beneficiando a instituição e a população. O tema Mediação, juntamente com as demais técnicas de solução de conflitos, foi tema da Revista Catarinense de Solução de Conflitos (RCSC). Os Métodos Adequados de Solução de Conflitos e a Federação Catarinense das Entidades de Mediação e Arbitragem, tem foco na Arbitragem, Conciliação, Mediação e Negociação, com artigos, matérias, entrevistas abordando a temática, visando disseminar a cultura de aproximação das partes em litígio para solucionar de forma amigável o seu problema, sem a necessidade de demandar no Judiciário. 


Tijucas 
A Cerâmica Portobello perde trono em Tijucas e nova gigante assume a liderança na geração de riqueza. No ranking revela as 10 empresas que mais geraram riqueza no município e a líder está surpreendendo. Em uma virada histórica para a economia de Tijucas, a Growth Supplements, empresa do ramo de produtos alimentícios e suplementos, conquistou o posto de maior arrecadadora de Valor Adicionado Municipal (VAM) do município. 

Prefeito de Itajaí e secretários visitam Intermodal

O prefeito de Itajaí, Robison Coelho, participou da Intermodal South America 2025, uma das maiores feiras internacionais de logística, transporte de cargas e comércio exterior da América Latina. Realizada em São Paulo, a feira é considerada estratégica para o desenvolvimento de regiões portuárias como Itajaí, que marca presença com dezenas de empresas expositoras e representantes institucionais.

Durante a visita, Robison Coelho visitou os 63 expositores itajaienses presentes no evento, destacando o protagonismo do município como um dos principais polos logísticos do país. Ele também se reuniu com empresários interessados em ampliar operações para Itajaí, apresentando as vantagens da infraestrutura local e a agilidade no processo de abertura de empresas — que atualmente pode ser concluído em cerca de uma hora, graças à desburocratização promovida pela gestão municipal.

Apesar do otimismo em relação à participação de Itajaí na Intermodal, o prefeito voltou a manifestar preocupação com os impactos da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo ele, a proposta de unificação das alíquotas de impostos coloca em risco os incentivos estaduais que há décadas garantem a competitividade catarinense no setor de comércio exterior.

“A reforma vai nivelar por baixo a atratividade dos estados. Santa Catarina tem um histórico de incentivo à atividade portuária e à industrialização voltada à exportação e importação. Se perdermos essa vantagem fiscal, municípios como Itajaí podem deixar de ser opção preferencial para novos investimentos nessa área ”, alertou Robison.

O prefeito também reforçou que a gestão municipal está atenta e articulada para defender os interesses locais, inclusive com a criação de um comitê formado com o poder público e entidades empresariais para analisar os impactos da nova política tributária na cadeia produtiva e logística da cidade.

 

A presença ativa de Itajaí na Intermodal South America 2025 evidencia não só o vigor do setor logístico local, mas também a preocupação da administração pública com o futuro do desenvolvimento econômico regional. Ao reforçar laços com empresários, promover a infraestrutura local e denunciar os riscos da centralização fiscal, a gestão de Robison Coelho reafirma o compromisso com a defesa da competitividade catarinense e a proteção dos empregos gerados pela economia portuária.

Itajaí registrou no último trimestre um aumento de 22% na abertura de novas empresas, o que evidencia que o trabalho realizado pela Secretaria de Desenvolvimento na desburocratização para abertura de novas empresas.

SC tem 25 projetos contemplados no 31º Prêmio Expressão de Ecologia

Foram divulgados nesta quarta-feira (23) os projetos vencedores da 31ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia. Das 33 iniciativas reconhecidas, 25 são de Santa Catarina. Entre as indústrias catarinenses com projetos premiados estão Aurora, Buschle & Lepper, Ciser, Condor, Cremer, Döhler, Engie Energia, Lunelli, Malwee, Nidec Global, Nugali, Tedesco e Tupy.

Considerada a mais longeva premiação ambiental do Brasil, a disputa recebeu nesta edição 151 inscrições de projetos de empresas, órgãos públicos, instituições de ensino e ONGs dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os premiados foram escolhidos pelos jurados com base em critérios de relevância, inovação, impacto ambiental e potencial de replicabilidade.

O Prêmio Expressão de Ecologia é realizado anualmente pela Editora Expressão desde 1993, um ano após a Rio 92, a conferência da ONU que inaugurou uma nova era ambiental. Em 31 anos de existência, registra mais de 3.500 projetos inscritos.

A solenidade de premiação será realizada no dia 30 de agosto de 2025, no Jurerê Beach Village, em Florianópolis. Durante o evento, será lançado o anuário Revista Líderes de Expressão, nos formatos digital e impresso, com o detalhamento dos projetos vencedores da presente edição.

Confira os vencedores do 31º Prêmio Expressão de Ecologia
Categoria - Organização vencedora  

Conservação da vida silvestre (setor privado) – Buschle & Lepper
Projeto: Preservação Ambiental

Conservação da vida silvestre (ONG) – MAE – Meio Ambiente Equilibrado
Projeto: Caminho das Antas

Conservação de água (setor moda e vestuário) – Malwee Malhas
Projeto: Lab Malwee Jeans

Conservação de água (setor alimentos) – Aurora Coop
Projeto: Produção Enxuta como Contribuição para Eliminar o Desperdício de Água

Conservação de água (setor infraestrutura) – Portonave
Projeto: Economia Circular: Gestão Eficiente da Água na Obra do Cais

Conservação de água (ONG) – Associação Eco Paerve
Projeto: Abrace o Rio Vermelho: Monitoramento Participativo da Qualidade das Águas

Conservação de energia – Ciser
Projeto: Eficiência Energética em Sistema de Torre de Resfriamento

Conservação de recursos naturais (ONG) – Instituto Felinos do Aguaí
Projeto: Caminhos para a Conservação: Práticas Sustentáveis para o Equilíbrio Ecológico da Mata Atlântica

Conservação de recursos naturais (setor público) – Consórcio Iberê / Epagri
Projeto: Estratégias para Proteção e Recuperação de Nascentes e Cursos d’Água em Propriedades Rurais
Obs.: As duas organizações inscreveram o projeto vencedor em parceria.

Controle da poluição (setor fundição) – Tupy
Projeto: Prevenção da Poluição Atmosférica em Indústria de Fundição

Controle da poluição (setor papel celulose) – Tedesco
Projeto: Lavador de Gases: Inovação Tecnológica para Melhoria da Qualidade Ambiental

Educação ambiental (ONG) – Apremavi
Projeto: Geração +Floresta

Educação ambiental (setor ensino) – IFC
Projetos: Programa de Extensão Recicla / Programa Recicla
Obs.: Os dois projetos do IFC foram premiados em conjunto pois as propostas dos cases se potencializam.

Educação ambiental (setor privado) – Lunelli
Projeto: Brigada Mirim

Educação ambiental (setor público) – Sanepar
Projeto: Programa de Intervenção Socioambiental em Obras de Saneamento

Energias limpas – Cremer
Projeto: Substituição do Aquecedor de Fluido Térmico por Biomassa de Cavaco de Eucalipto

Gestão ambiental (setor têxtil) – Döhler
Projeto: Gestão da Rastreabilidade da Toalha Felpuda de Algodão

Gestão ambiental (setor eletromecânico) – Nidec Global
Projeto: Carbono Neutro

Gestão ambiental (setor energia) – Engie Brasil Energia
Projeto: Jornada pelo Clima: Programa de Descarbonização de Fornecedores

Gestão ambiental (setor ensino) – Feevale
Projeto: Gestão Ambiental na Universidade

Manejo florestal sustentável – Apremavi
Projeto: Matas Legais: Uma Parceria de Sucesso

Reciclagem (setor bens de consumo) – Condor
Projeto: Práticas de Economia Circular no Grupo Condor

Reciclagem (setor automotivo) – Toyota do Brasil e Fundação Toyota do Brasil
Projetos: Economia Circular: Reimaginando o Futuro Sustentável / Projeto Retornar
Obs.: Os dois projetos (inscritos pela Toyota e Fundação Toyota) foram premiados em conjunto, pois as propostas dos cases se potencializam.

Reciclagem (setor moda e vestuário) – Malwee Malhas
Projeto: Fio do Futuro

Reciclagem (setor energia) – Engie Brasil Energia
Projeto: Economia Circular no Setor Elétrico: Reciclagem Inovadora de Painéis Fotovoltaicos

Recuperação de áreas degradadas – Klabin
Projeto: Resíduo Florestal como uma Técnica de Nucleação na Recuperação de Áreas

Resíduos sólidos (alimentos) – Nugali Chocolates
Projeto: Uma Jornada na Redução de Plásticos Descartáveis

Resíduos sólidos (setor vestuário e moda) – Lunelli
Projetos: Embalagem Biodegradável e Compostável / Destilador de Água na Digital
Obs.: Os dois projetos da Lunelli foram premiados em conjunto, pois as propostas dos cases se potencializam.

Resíduos sólidos (setor tecnologia) – Grupo Nexxees
Projeto: Gestão Responsável dos Resíduos no Grupo Nexxees

Turismo e qualidade de vida – Habitasul
Projeto: Resíduo Tem Valor

Com informações da Editora Expressão.

Neoprime recebe selo do Obra + Segura em dois empreendimentos no litoral de SC

A Neoprime Empreendimentos recebeu selo do Programa Obra + Segura, iniciativa do SESI/SC em parceria com o Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci) que protege trabalhadores da construção civil de acidentes.

A obra L'Acqua View, em Porto Belo, foi a primeira a conquistar o selo, em 16 de abril. Na última quarta (23), foi a vez do Vancouver Concept, em Itapema.

Além destes dois, o Lumina Square, também em Itapema, está em processo de avaliação para a certificação.

O empresário Rodrigo Passos Silva ressalta a importância da segurança do trabalho para a construtora. “A segurança é um valor que carregamos em cada etapa das nossas obras. Esta certificação reforça o cuidado diário que temos com nossas equipes e nos motiva a seguir investindo em um ambiente de trabalho cada vez mais seguro. É uma iniciativa que tem como missão difundir uma cultura preventiva nos canteiros, valorizando empresas que colocam a saúde e a integridade do trabalhador como prioridade", afirma.

O programa Obra Mais Segura existe desde 2022. O selo é concedido a empresas do setor da construção civil que mantêm altos padrões de segurança, organização e saúde no ambiente de trabalho. “Mais de 600 obras e 25 mil colaboradores já passaram pelo programa desde o seu início”, diz Cindy Zanettin, engenheira civil e de segurança no trabalho do SESI/SC.

Com informações da Apoio Comunicação

Mulheres que Movem o Supply Chain

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílio (Pnad), o ano de 2023 teve recorde de ocupação feminina no mercado de trabalho, com 43.380.636 mulheres, frente a 42.675.531 em 2022. No setor da logística não é diferente. Apesar de não haver um levantamento recente específico para esse mercado, o Ministério do Trabalho e Emprego estima que a presença feminina no setor de carga e logística seja cerca de 17% do total de funcionários.

Para destacar a importância das mulheres na logística, a Intermodal South America 2025, principal evento de logística, transporte de cargas e comércio exterior da América Latina, será o cenário do lançamento do livro Mulheres que Movem o Supply Chain, uma obra inspiradora que destaca a trajetória de 24 mulheres líderes do setor. O lançamento ocorre em um momento de crescente discussão sobre diversidade, equidade de gênero e liderança feminina no mercado logístico.

Com mais de 500 anos de experiência acumulada e atuação em mais de 20 empresas globais e nacionais, as coautoras compartilham histórias de superação, inovação e liderança, demonstrando como a sensibilidade e a visão feminina são capazes de transformar desafios em soluções inovadoras. O objetivo da obra é inspirar mulheres a ingressarem e crescerem no setor, promovendo a diversidade e inclusão como pilares estratégicos para o sucesso das empresas, além de estimular políticas de equidade de gênero no ambiente corporativo e criar uma rede de apoio e mentoria para profissionais do supply chain.

Segundo o head do portfólio de Infraestrutura e Tecnologias da Informa Markets, Fernando D'Ascola, um dos apoiadores da iniciativa, “o lançamento deste livro durante a Intermodal South America é um marco importante para o setor, pois reforça o compromisso da indústria com a inclusão e valoriza o protagonismo feminino na logística. O lançamento do livro na Intermodal 2025 não apenas enriquecerá a programação do evento, mas também proporcionará um espaço de discussão essencial sobre o papel das mulheres no supply chain”.

Com uma abordagem baseada em histórias reais, a obra destaca os desafios enfrentados, como a desigualdade de gênero, barreiras culturais e dificuldades na conciliação entre vida pessoal e profissional. Por outro lado, evidencia as conquistas e oportunidades, incluindo o aumento da representatividade feminina em cargos estratégicos, a implementação de soluções inovadoras e a expansão das redes de networking e mentoria para mulheres no setor.

A representante executiva do Georgia Ports Authority na América do Sul, Karin Mickenhagen, e uma das mulheres que participa do livro deu o seu parecer sobre a iniciativa:  “Fazer parte deste projeto no qual 24 mulheres contam suas vivências, desafios e histórias no supply chain é celebrar a importância das mulheres neste segmento nos dias de hoje. Minha história é a prova de que, com determinação e coragem, é possível superar barreiras (que às vezes parecem intransponíveis), quebrar paradigmas e deixar uma marca positiva no mundo, sem abrir mão de valores que são muito caros para mim: cuidar do nosso planeta e de todos os seres vivos que nele habitam”.

Karin comenta que o cotidiano atribulado e multitarefa das mulheres executivas muitas vezes as afasta dos propósitos pessoais. “Convido a todos a lerem o livro, a se conectarem com os seus propósitos e desejo que cada um de vocês encontrem em si mesmo a força para ousar, liderar e transformar; porque o futuro pertence àqueles que não têm medo de sonhar grande, lutar por seus objetivos e por um mundo melhor”.

Sobre a Intermodal - A Intermodal, hoje, se transformou em uma plataforma de negócios completa para o setor de logística, transporte de cargas e comércio exterior, gerando negócios, relacionamentos e entregando conteúdos de qualidade em todos os ambientes: digital e físico, sinergicamente. Atualmente, possui uma base de dados qualificada, com mais de 150 mil contatos de profissionais do setor e diversos canais, como plataforma digital, website, redes sociais e uma plataforma de conteúdos exclusivos, com os quais consegue promover marcas, lançar produtos, gerar leads e realizar ações personalizadas para obtenção de um melhor retorno dos investimentos, com mais foco e assertividade.

Sobre a Informa Markets - A Informa Markets cria plataformas para indústrias e mercados especializados em fazer negócios, inovar e crescer. Seu portfólio global é composto por mais de 550 eventos e marcas internacionais, sendo mais de 30 no Brasil, em mercados como Saúde e Nutrição, Infraestrutura, Construção, Alimentos e Bebidas, Agronegócio, Tecnologia e Telecom, Metal Mecânico, entre outros. Oferecendo aos clientes e parceiros em todo o mundo oportunidades de networking, de viver experiências e de fazer negócios por meio de feiras e eventos híbridos, conteúdo digital especializado e soluções de inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Para mais informações, visite o site da Informa ou entre em contato pelo e-mail institucional@informa.com.

Jogos retrô e o conforto emocional: Empresas inovam em ação nostálgica durante a Intermodal

Em meio à enxurrada de informações e ao crescente uso da inteligência artificial, o mundo moderno vive um paradoxo: esses fatores muitas vezes podem despertar um sentimento de desconfiança e um anseio por experiências mais familiares. É nesse cenário que a nostalgia se torna uma poderosa aliada ao bem-estar emocional. Reviver momentos do passado por meio de jogos clássicos, músicas e referências afetivas pode ser uma forma eficaz de aliviar o estresse e criar conexões mais genuínas.

Durante a 29ª edição da Intermodal South America, as empresas Pac Log e Poly, que pertencem ao mesmo grupo empresarial, vão apostar em uma ação de marketing inovadora e afetiva: um espaço interativo onde os visitantes podem se divertir com jogos eletrônicos retrôs. A ideia é transformar a experiência do público, trazendo um momento de descontração e memórias afetivas em meio a um ambiente tecnológico e de negócios.

 

Nostalgia como estratégia de conexão emocional

O conceito da palavra nostalgia foi se adequando ao longo dos anos. Se antes ela era associada à melancolia, hoje ela traz um conforto emocional. Estudos apontam que atividades nostálgicas ativam áreas do cérebro associadas ao prazer e à redução da ansiedade, tendo em vista que o resgate de memórias felizes libera dopamina e serotonina, neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar.

Além disso, o mercado tem explorado cada vez mais o conceito do retromarketing, estratégia que resgata elementos do passado para criar engajamento e fortalecer a conexão emocional com os consumidores. Grandes marcas já perceberam que trazer referências de décadas passadas pode impactar positivamente as decisões de compra e a fidelização do público.

 

Da realidade ao mundo dos jogos

As escolhas dos jogos para a ação de marketing não foram aleatórias. O jogo de vídeo game de quebra-cabeça, um clássico dos anos 80, ensina sobre estratégia, tomada de decisão rápida e organização – habilidades essenciais na logística. No jogo criado pela Poly, chamado Contetris, o objetivo é encaixar as caixas dentro de um contêiner em um tempo determinado, tal qual as atividades portuárias em que os operadores precisam encaixar diferentes volumes e formatos dentro de um mesmo espaço, garantindo que tudo seja transportado com segurança e eficiência. Qualquer erro no arranjo pode gerar atrasos, custos adicionais e riscos à integridade da carga. E tanto na realidade quanto no mundo dos jogos, a última coisa que queremos é “Game over”.

Já o jogo de vídeo game inspirado No Super Mário, Sônic, Donkey Kong, entre outros, resgata o espírito de superação, desafio e avanço de etapas, conceitos que se alinham diretamente ao mundo corporativo e à busca por eficiência e agilidade. No jogo da Pac Log, o Super Loguito, no lugar de um encanador saltando sobre obstáculos, por exemplo, temos um avião, mascote da empresa, chamado Loguito. Ele precisa coletar caixas no ar, desviando de

adversidades para armazená-las no terminal da Pac Log, em tempo hábil e em segurança. Esse cenário lúdico tem muito em comum com a operação de um terminal aeroportuário de cargas, onde cada movimentação exige precisão, rapidez e estratégia.

A ação será realizada nos estandes K053 (Poly) e K053a (Pac Log), onde os visitantes poderão jogar, compartilhar suas experiências e relembrar bons momentos. "Queremos proporcionar uma experiência diferenciada para os participantes da feira. A logística é um setor dinâmico e tecnológico, mas não podemos esquecer o lado humano. A nostalgia nos conecta com o passado, mas também nos inspira para o futuro", destaca a supervisora de Comunicação e Marketing, Hadna Teider Bassi.

Robô com inteligência artificial que otimiza processos logísticos terá demonstração inédita no maior evento do setor na América Latina

As multinacionais WEG e Senior Sistemas apresentam, pela primeira vez durante a Intermodal 2025, o resultado da integração do WEG Mobile Robot (WMR) com o WMS da Senior. A parceria é a primeira com tecnologia 100% brasileira envolvendo um robô móvel autônomo (AMR) integrado a um software de gestão de armazéns para otimizar processos intralogísticos.

O WMR pode ser integrado aos mais diversos ambientes industriais e armazéns de forma simples e rápida, pois possui uma tecnologia com IA que permite que ele navegue pelo ambiente de forma autônoma, escolhendo as melhores rotas e replanejando-as em caso de obstrução, com segurança máxima. Ele é classificado como um robô colaborativo por possuir um robusto sistema de segurança certificado, que atende às mais severas normas de segurança existentes.

“A WEG tem como propósito desenvolver tecnologias e soluções para contribuir na construção de um mundo mais eficiente e sustentável. Foi com base nesse propósito que o WMR surgiu, com foco total em dar um salto na eficiência operacional em nossas próprias fábricas, através da eliminação da movimentação desnecessária de pessoas e da movimentação autônoma e segura de materiais, contribuindo com ergonomia e diminuição da fadiga dos colaboradores. Desde 2023, passamos a disponibilizar essa tecnologia para nossos clientes, com retornos de investimento (ROI) tipicamente inferiores a 18 meses”, conta o chefe de vendas da WEG, Pedro Havranek do Nascimento.

Para Pedro Havranek, a novidade da integração do WEG Mobile Robot com o WMS da Senior é positiva para ambas as empresas, porque cria uma solução única que combina o melhor da robótica com a inteligência e os dados dos sistemas de gestão de armazéns.

Joelma Vieira, head de Logística da Senior Sistemas, diz que a parceria aumenta a eficiência industrial e entrega maior flexibilidade para os clientes. “A integração foi rápida e natural, pois tanto a Senior quanto a WEG dominam suas respectivas tecnologias. Agora, nosso objetivo é potencializar a produtividade e a segurança operacional de nossos clientes com uma solução integrada, flexível e que une o melhor do hardware e do software”, afirma.

As capacidades de carga atual são de 150 kg e 500 kg sendo que em breve o modelo de 1500kg será lançado, pode operar de forma semiautomática com envios de ordens de movimentação feita por operadores até a aplicação totalmente integradas ao WMS, não importando o atual estágio de automação da operação intralogística.

União de gigantes brasileiras

Já são dezenas de robôs operando nos clientes da WEG e em suas próprias fábricas no Brasil e México. Com o apoio do WMS da Senior, a WEG disponibilizará mais flexibilidade e eficiência para os operadores logísticos. “O nosso WMS gera ondas de separação que orquestram a movimentação dos produtos dentro do armazém logístico. Quando um pedido é feito, o WMS aciona um separador via coletor de dados, que pega o item e o leva até outro ponto. O WMR da WEG vem para automatizar essa movimentação, substituindo a etapa que o separador faria ao percorrer o centro de distribuição. O robô assume a tarefa, transportando o item de maneira eficiente e sem a necessidade de intervenção humana”, conta o head executivo de Logística da Senior Sistemas, Anderson Benetti, sobre como essa integração funciona na prática.

A melhoria é comprovada por um estudo realizado na fábrica de transformadores da WEG em Itajaí (SC), onde se constatou que colaboradores percorriam mais de 9 quilômetros diariamente em tarefas logísticas. Com a introdução do robô, esse esforço físico foi consideravelmente reduzido, resultando em maior eficiência operacional e menor desgaste dos funcionários, além de problemas constantes de desabastecimento de linha de produção serem sanados. “Ao delegar tarefas repetitivas e de baixo valor agregado, como o transporte de materiais aos robôs colaborativos, as empresas usuárias têm conseguido realocar funcionários para atividades que geram muito mais valor”, sinaliza Pedro Havranek do Nascimento.

A combinação entre as tecnologias também já considera o uso de aplicações de inteligência artificial, permitindo uma tomada de decisão rápida, segura e eficiente. O WMS processa milhares de SKUs e pedidos em tempo real, enquanto o robô utiliza elementos de IA para recalcular rotas e evitar obstáculos. Em paralelo, a WEG desenvolveu um sistema próprio de gestão de frota, que possibilita controlar múltiplos robôs simultaneamente, facilitando operações em larga escala.

A autonomia do robô também é um diferencial: ele conta com bateria que suporta até 10 horas de operação contínua e carregamento rápido em cerca de 90 minutos, tornando o WMR uma solução ideal para ambientes industriais que exigem operações 24 horas por dia. “Além disso, o equipamento é modular e permite adicionar acessórios como braços robóticos, esteiras e prateleiras, adaptando-se facilmente às diferentes necessidades logísticas", completa o chefe de vendas.

Demonstração exclusiva na Intermodal 2025

A Senior e a WEG realizam uma demonstração exclusiva do AMR durante a feira Intermodal South America — o maior evento dos setores de logística, intralogística, tecnologia, transporte de cargas e comércio exterior da América Latina. O evento, que acontece de 22 a 24 de abril, reúne soluções completas para toda a cadeia logística.

Além da demonstração conjunta, Anderson Benetti e Pedro Havranek do Nascimento irão abordar o tema da automação logística na palestra Logística 4.0: Automação e Sistemas de Gestão Transformando o Setor. Serão discutidas a integração entre automação e softwares de gestão, os desafios atuais e as tendências futuras. “Vamos apresentar diversas tecnologias, incluindo soluções de TMS para contratação e gestão de fretes, WMS com tecnologia Cloud Native e arquitetura baseada em microsserviços. Nosso estande terá operações em tempo real para que o público possa conhecer e interagir diretamente”, afirma Benetti.

“A Senior também atua fortemente com a emissão automatizada de documentos como o CT-e e possui um modelo de plataforma logística integrada. Na Intermodal, apresentaremos uma plataforma logística conectada, que permite comunicação eficiente entre embarcadores e transportadores, além de diversas outras novidades que serão lançadas durante o evento”, complementa Joelma Vieira.

 

Sobre a Senior

A Senior Sistemas é a escolha de empresas líderes de mercado que buscam inovação e gestão de alta performance. A multinacional oferece um portfólio completo que abrange todas as etapas da cadeia produtiva em setores estratégicos da economia, como Agronegócio, Atacado e Distribuição, Construção, Indústria e Logística. Com mais de 35 anos de excelência, Senior transformou a gestão de mais de 13 mil grupos econômicos de médio e grande porte no Brasil. Com 15 filiais e três mil colaboradores no Brasil e no exterior, a Senior mantém 160 canais de distribuição, uma operação na Colômbia, e cresceu 16,8% em 2024 em receita líquida. A Senior acredita que, com sua profunda expertise e soluções tecnológicas, tem a oportunidade de impulsionar empresas rumo à maior eficiência operacional, expansão de receitas e liderança em seus segmentos. Por isso, entrega mais que tecnologia. Para mais informações, visite www.senior.com.br.

Fábricas com robôs 24h: a arma secreta da China para enfrentar as tarifas de Trump

A arma secreta da China na atual guerra comercial é um exército de robôs industriais movidos por inteligência artificial, que transformou a manufatura no país.

Fábricas em todo o território chinês estão sendo automatizadas em ritmo acelerado. Com engenheiros e eletricistas operando frotas de robôs, essas unidades estão reduzindo os custos de produção e elevando a qualidade dos produtos.

Como resultado, os preços das exportações chinesas — motor da economia nacional — seguem competitivos, mesmo com as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A China também enfrenta novas barreiras da União Europeia e de países em desenvolvimento como Brasil, Índia, Turquia e Tailândia.

Hoje, o país é mais automatizado do que Estados Unidos, Alemanha ou Japão, e tem mais robôs industriais por 10 mil trabalhadores do setor do que qualquer nação, com exceção de Coreia do Sul e Cingapura, segundo a Federação Internacional de Robótica.

A estratégia de automação foi incentivada por diretrizes estatais e por investimentos de grande escala. Com robôs substituindo operários, a China se posiciona para manter sua liderança na produção em massa, mesmo com o envelhecimento da população e o desinteresse crescente por empregos industriais.

He Liang, fundador da Yunmu Intelligent Manufacturing, uma das líderes chinesas na produção de robôs humanoides, disse que a expectativa é transformar a robótica em um novo setor estratégico. “A expectativa para os robôs humanoides é criar outra indústria como a dos carros elétricos. É uma estratégia nacional.”

Da grande indústria a pequenas oficinas
Os robôs não estão apenas em montadoras. Pequenas oficinas também estão se automatizando. Em Guangzhou, Elon Li opera um ateliê com 11 funcionários que fabricam churrasqueiras e fornos. Ele está prestes a comprar um braço robótico de US$ 40 mil que, com uma câmera e IA, imita soldagens humanas com pouca intervenção. Há apenas quatro anos, esse sistema custava quase US$ 140 mil e só era vendido por empresas estrangeiras.

Grandes empresas investem ainda mais. A fábrica da Zeekr, montadora chinesa de veículos elétricos, em Ningbo, começou com 500 robôs há quatro anos e agora tem 820. Carrinhos automatizados transportam blocos de alumínio até fornos, e braços robóticos em “fábricas escuras” — sem trabalhadores e com luzes apagadas — fazem soldas complexas em carrocerias.

Embora robôs dominem a linha de produção, trabalhadores ainda são necessários para tarefas como controle de qualidade e instalação de componentes delicados. Algumas dessas etapas, no entanto, também estão sendo automatizadas com IA. Um sistema de câmeras no fim da linha tira fotos dos carros e compara com um banco de dados para identificar falhas em segundos.

Além da montagem, a IA também está sendo usada para projetar veículos. Carrie Li, designer da Zeekr em Xangai, usa inteligência artificial para analisar o design interno dos carros. “Tenho mais tempo livre para pensar em quais tendências de moda incluir no interior”, diz.

Enquanto fábricas americanas também utilizam automação, muito do equipamento é chinês. A maioria das montadoras criadas nos últimos 20 anos está na China, o que impulsionou a indústria local de automação. Empresas chinesas compraram fornecedores de robótica no exterior, como a alemã Kuka, e transferiram operações para o país. Quando a Volkswagen abriu uma fábrica em Hefei no ano passado, havia apenas um robô alemão e 1.074 chineses.

“Made in China 2025”
A automatização acelerada é parte do plano “Made in China 2025”, iniciado há uma década, que estabeleceu dez setores em que o país busca liderança global — entre eles, a robótica. Em 2023, o governo de Pequim exigiu que montadoras alugassem robôs humanoides e enviassem vídeos deles em ação, mesmo que só realizassem tarefas simples como triagem de peças.

No fim de semana, a prefeitura de Pequim realizou uma meia maratona com 12 mil corredores e 20 robôs humanoides. Apenas seis completaram a prova, e o mais rápido levou quase três vezes mais tempo que os humanos, mas o evento ajudou a chamar atenção para os avanços.

Em março, o premiê Li Qiang anunciou um esforço para “desenvolver vigorosamente” robôs inteligentes. A principal agência econômica do país revelou um fundo de capital de risco nacional de US$ 137 bilhões para robótica, IA e outras tecnologias avançadas.

Nos últimos quatro anos, os bancos estatais chineses aumentaram os empréstimos a empresas industriais em US$ 1,9 trilhão, financiando tanto novas fábricas quanto modernizações de equipamentos.

As universidades chinesas formam cerca de 350 mil engenheiros mecânicos por ano, além de eletricistas e técnicos especializados — número muito superior aos cerca de 45 mil formados nos EUA.

Jonathan Hurst, diretor de robótica da Agility Robotics, fabricante americana, disse que a escassez de profissionais qualificados é um dos principais desafios. Quando era aluno de pós-graduação no Instituto de Robótica da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, Hurst disse que era um dos dois únicos engenheiros mecânicos do programa.

Trabalhadores preocupados
Na China, o avanço da automação já preocupa alguns trabalhadores. Geng Yuanjie, 27 anos, opera uma empilhadeira na fábrica da Zeekr. Ele disse que havia muito menos robôs quando trabalhava na Volkswagen e que sente falta de conversar com colegas durante os turnos de 12 horas. “Sinto que a automação está avançando. Minha educação pode não ser suficiente para aprender a programar robôs. Tenho medo de perder o emprego.”

“Não sou só eu — todos se preocupam com isso”, disse ele.

A automação já ameaçou ou eliminou empregos em todo o mundo, o que costuma frear seu avanço. Na China, no entanto, há poucos obstáculos. O país não tem sindicatos independentes, e o controle do Partido Comunista deixa pouco espaço para dissidências.

Outro fator por trás da automação é a crise demográfica. O número de nascimentos caiu quase dois terços desde 1987, e dois terços dos jovens de 18 anos ingressam em universidades — o que os afasta do trabalho fabril.

“O dividendo demográfico da China acabou”, disse Stephen Dyer, da consultoria AlixPartners. “Agora o país vive um déficit demográfico, e a única saída é aumentar a produtividade.”

c.2025 The New York Times Company

Receita libera consulta a lote residual do Imposto de Renda nesta quarta (23)

A Receita Federal liberou, às 10h desta quarta-feira (23), a consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) referente ao mês de abril. O lote contempla quase 380 mil contribuintes, muitos deles que haviam caído na malha fina. A verificação pode ser feita pelo site da Receita ou pelo aplicativo, acessando a aba “Meu Imposto de Renda”.

Serão pagos R$ 399,6 milhões no total. Deste montante, R$ 180,2 milhões são destinados a contribuintes com prioridade legal: 4.284 idosos com mais de 80 anos, 25.283 pessoas entre 60 e 79 anos, 3.820 cidadãos com deficiência física, mental ou moléstia grave e 9.502 professores.

Outros 204.798 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix também estão incluídos neste lote. Já 31.813 contribuintes não prioritários também terão direito ao pagamento.

O depósito da restituição será feito no próximo dia 30 de abril, diretamente na conta bancária informada na declaração. Caso o crédito não seja realizado por algum motivo, os valores ficarão disponíveis para resgate no Banco do Brasil por até um ano, com possibilidade de reagendamento do pagamento.

A Receita lembra que os lotes residuais são destinados a quem teve a restituição processada após os pagamentos regulares — finalizados em setembro do ano passado — por conta de retificações ou correções na declaração.

Indústria, comércio e serviços de Santa Catarina crescem acima da média nacional

Dados apurados pelo IBGE mostram que a economia catarinense está aquecida em todos os setores e crescendo acima da média nacional – Foto: Eduardo Valente/GOVSC

A economia de Santa Catarina segue aquecida e com os setores de indústria, comércio e serviços crescendo acima da média nacional. O desempenho positivo registrado no primeiro bimestre de 2025 reflete o aumento do investimento, a boa temporada de verão e a elevação do consumo, entre outros aspectos favoráveis à atividade econômica.

A produção industrial de Santa Catarina cresceu 7,6% em janeiro e fevereiro, conforme dados apurados pelo IBGE. Já a indústria brasileira, no mesmo período, avançou 1,4%. O bom momento do setor em Santa Catarina é puxado pela indústria da transformação, especialmente a fabricação de produtos de metal (21,1%) e de máquinas e equipamentos (20,2%).

“Santa Catarina tem só um 1% do território nacional, mas uma economia forte, dinâmica. Aqui tem muita gente que trabalha duro, e faz esse motor girar. E o Estado tem feito o dever de casa, incentivando o crescimento de todos os setores, como a indústria, o comércio e os serviços”, destaca o governador Jorginho Mello.

“A indústria catarinense passa por um período de aumento da produção. Todos os 14 segmentos pesquisados pelo IBGE, desde a indústria têxtil, indústria pesada, de madeira, alimentos, todos tiveram desempenho positivo no primeiro bimestre. Isso é muito positivo porque mostra como nossa economia está aquecida”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.

Comércio e serviços crescem acima da média nacional
Outro destaque econômico, o comércio varejista de Santa Catarina acumulou alta de 7,2% durante o primeiro bimestre de 2025, conforme os dados do IBGE. O setor registrou forte alta nas vendas de tecidos, vestuário e calçados (11,3%), móveis e eletrodomésticos (7,7%), supermercados (6,9%) bem como de artigos farmacêuticos (6,1%). Com o desempenho positivo, o percentual catarinense de 7,2% ficou bem acima da média nacional, que somou alta de 2,3% no mesmo período.

O setor de serviços de Santa Catarina também cresceu acima da média brasileira. Enquanto no país a alta foi de 2,6% em janeiro e fevereiro, no estado a elevação foi superior, de 4,5%. Os destaques do período em Santa Catarina foram os serviços prestados às famílias (12,2%) bem como os transportes (7,8%), conforme pesquisa do IBGE.

“O comércio e os serviços estão crescendo acima da média nacional porque as famílias estão consumindo mais. Isso é fruto do aumento da renda, que ultrapassou 14% em 2024. O Governo do Estado tem incentivado o aumento do investimento, da infraestrutura e da competitividade, o que impacta diretamente na geração de emprego e capacidade de consumo do cidadão catarinense”, explica o secretário Silvio Dreveck.

Geração de empregos em alta
O aquecimento da economia impacta diretamente a geração de empregos em Santa Catarina. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estado criou mais de 50 mil vagas formais durante o primeiro bimestre de 2025. Além disso, a taxa de desemprego no estado é de 2,7%, a menor em 10 anos.

O Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Santa Catarina conta atualmente com a oferta de mais de 9 mil vagas de emprego. As oportunidades são para pessoas com ou sem experiência, e há vagas para diversos setores, como vendas, transportes, produção industrial, agronegócio e supermercados.

TCP quebra recorde nos embarques de carne de frango e bovina para o primeiro trimestre

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, atingiu uma nova máxima histórica na movimentação de contêineres refrigerados (reefer) para o primeiro trimestre: foram 35.809 unidades, alta de 17% em comparação com o registrado para o mesmo período do ano passado.
Considerado o maior corredor de exportação de carne de frango do mundo, o Terminal bateu recorde ao ampliar sua participação de mercado nos embarques neste primeiro trimestre, chegando a 44% do market share nacional. Levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam que o Brasil exportou 1,387 milhão de toneladas (+13,7%) do produto entre janeiro e março, gerando uma receita de US$ 2,587 bilhões (+20,8%). Neste mesmo período, a TCP exportou um total de 610 mil toneladas de carne de frango.
“O Terminal de Contêineres de Paranaguá se destaca pelo atendimento especializado e pela qualidade do serviço prestado aos exportadores de carnes e congelados, de modo a garantir a máxima satisfação de nossos clientes. Na avicultura, temos uma parceria de longa data com as indústrias em nossa região de influência, e seguimos trabalhando para absorver o aumento de produtividade do setor, assim como a chegada de novos clientes”, explica Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP.
Os principais compradores de carne de frango em março foram China, com 46,4 mil toneladas importadas (+19,3%), e Arábia Saudita, com 40,5 mil toneladas (+15,7%). Os estados que mais se destacaram nas exportações foram o Paraná, com 192,3 mil toneladas embarcadas (+11,6%), e Santa Catarina, com 106,1 mil toneladas (12,1%).
Nas exportações de carne bovina, a TCP bateu um novo recorde para o primeiro trimestre, ao registrar uma participação de mercado de 32% nos embarques do produto. Segundo boletim da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), com base nos dados da Secex, o Brasil exportou 676 mil toneladas (+12,8%) de carne bovina, gerando uma receita de US$ 3,22 bilhões (+22,1%). Já a TCP embarcou 217 mil toneladas em 2025, alta de 53% em relação às 142 mil toneladas registradas entre janeiro e março de 2024.
“Com a conclusão das obras de expansão do maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, aliado a fatores como uma taxa de ocupação de pátio normalizada, e um sistema eficiente para agendamento de entrega e retirada de cargas, o Terminal encerra o primeiro trimestre de 2025 convertendo novos clientes e ampliando sua participação de mercado no segmento de carnes e congelados. Nos embarques de carne bovina, por exemplo, observamos um crescimento de 53% em volume, bem acima da média nacional”, comenta Guidolim.
Os principais destinos da carne bovina brasileira no primeiro trimestre foram a China, com 284,3 mil toneladas importadas, e os Estados Unidos, com 88 mil toneladas. Os estados brasileiros que se destacaram nas exportações foram São Paulo, Mato Grosso e Goiás.
Em junho de 2024, a TCP concluiu as obras de expansão do seu pátio reefer, área destinada ao armazenamento de contêineres refrigerados, como os utilizados no transporte de carnes e congelados. Com um aumento de 45% no número de tomadas, que passou de 3.624 para 5.268, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui o maior pátio reefer da América do Sul.

TCU alerta para risco de perda de credibilidade fiscal com “manobras” no orçamento do governo Lula

O Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um alerta grave sobre a gestão orçamentária do governo, apontando para o risco de que medidas “parafiscais” comprometam a credibilidade das contas públicas. A corte de contas prevê efeitos adversos em indicadores macroeconômicos de curto prazo, como a desvalorização do real e o aumento das expectativas de inflação.

A CNN Brasil teve acesso à informação de que o ministro Bruno Dantas, relator do processo no TCU, convidou integrantes da equipe econômica e parlamentares envolvidos na elaboração do orçamento de 2026 para uma audiência pública na próxima quarta-feira (23). As conclusões preliminares da auditoria já foram compartilhadas com os convidados.

O objetivo da audiência é apresentar e discutir com as autoridades os principais achados da auditoria, que tem previsão de conclusão para maio. O TCU identificou quatro pontos de preocupação:

Não recolhimento de receitas públicas à Conta Única do Tesouro: O tribunal cita como exemplos o PL 3.335/2024, que destina R$ 13,6 bilhões da exploração de petróleo e gás diretamente à Caixa para o Novo Auxílio Gás, sem passar pelo Orçamento Geral da União (OGU), e os honorários advocatícios de advogados públicos, que desde 2017 somam R$ 14,9 bilhões em tratamento extraorçamentário.

Utilização de fundos privados ou entidades para execução de políticas públicas: O TCU aponta o financiamento do programa Pé-de-Meia com recursos de fundo privado, sem dotação na Lei Orçamentária Anual (LOA), e o repasse de R$ 29,75 bilhões do Fundo Rio Doce diretamente ao BNDES para políticas públicas, sem passar pelo OGU.

Utilização de fundos públicos em políticas de concessão de crédito: A corte menciona repasses de mais de R$ 30 bilhões de fundos públicos ao BNDES em 2024 para crédito subsidiado e a Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, cujos recursos são transferidos como receitas financeiras, sem impacto direto no resultado primário, mas com potencial para elevar a dívida pública.

Falta de transparência na gestão de fundos públicos e privados: O TCU critica a inexistência de uma plataforma centralizada e acessível com informações completas sobre os fundos utilizados para financiar políticas públicas.

A apuração preliminar do TCU indica que essas “práticas heterodoxas” comprometem a integridade, a transparência e a sustentabilidade do regime fiscal, elevando o risco de “conflitos” entre as políticas fiscal e monetária.

Para o tribunal de contas, a perda de credibilidade pode gerar “consequências adversas” como aumento das expectativas de inflação, elevação das taxas de juros, desvalorização cambial, descontrole da dívida pública e encarecimento do crédito.

Entre os convidados para a audiência pública estão os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, os presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante, e da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, além de parlamentares chave na elaboração do orçamento.

A investigação do TCU, conduzida pela Unidade de Auditoria Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal), teve início em novembro de 2024 e passou para a relatoria do ministro Bruno Dantas após Vital do Rêgo assumir a presidência do órgão.

Após investimento em genética, propriedade de Concórdia busca diferenciação certificando rebanho como livre de brucelose e tuberculose

Os profissionais da Cidasc, o médico-veterinário habilitado e a família Resmin celebram a entrega do certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose – Foto: Depto. Regional de Concórdia/Cidasc

No início de abril, o Departamento Regional de Concórdia da Cidasc entregou oficialmente o certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose ao produtor rural Jaimir Resmin, de Concórdia. O rebanho da raça holandesa tem 80 animais em lactação, resultado de um longo trabalho de aprimoramento genético. 

A gestora regional Patrícia Caires considera que a conquista da família Resmin é um indicativo do sucesso da Cidasc na implementação de seus programas sanitários. “Certificar uma propriedade é algo a comemorar, é um marco para a erradicação da brucelose e da tuberculose, doenças que são zoonoses, ou seja, que transmitem dos animais para o homem. Então é um problema de saúde pública, combatido pela Cidasc”, afirma a gestora. 

Além da gestora regional e dos produtores rurais, a entrega do certificado foi prestigiada pelo médico-veterinário habilitado Ildemar Brayer Pereira, que assessorou a família durante o processo de certificação. Ele trabalhou durante muitos anos na área de sanidade animal da Cidasc e, ao se aposentar, continuou atuando na iniciativa privada, usando seu conhecimento para fortalecer o setor agropecuário. 

“Uma das opções que eu tinha era trabalhar com certificação, pois não adianta termos só genética. Precisamos ter genética, nutrição e sanidade, para não perder animais de alto valor. Temos várias indústrias que estão pagando incentivo aos produtores cujas propriedades estão certificadas, o que dá no final do ano um valor total que paga os exames para manter o rebanho certificado e ainda sobra”, avalia Ildemar Brayer Pereira. 

É desta forma que a família Resmin tem atuado, buscando aprimorar o rebanho e se diferenciando também pelo cuidado com a sanidade animal. A sede da propriedade, na Linha São Paulo, está repleta de premiações obtidas em eventos agropecuários. A mão de obra é essencialmente familiar e a produção mensal é de cerca de 80 mil litros de leite. 

Assim como os Resmin, centenas de produtores na região compreenderam que a certificação de propriedade livre de brucelose e tuberculose é benéfica para o produtor: em abril, havia 456 propriedades certificadas no Departamento Regional de Concórdia. No Estado de Santa Catarina como um todo são mais de 3500 com rebanhos livres de brucelose e tuberculose. 

Para certificar uma propriedade, é necessário iniciar o processo junto à Cidasc, no escritório da empresa no município. O produtor preenche a documentação manifestando interesse em obter a certificação e contrata um médico-veterinário habilitado no Programa de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovinas (PNCEBT) para conduzir o trabalho. 

É preciso ter dois exames consecutivos negativos para brucelose (fêmeas e machos inteiros a partir de 8 meses) e tuberculose (todos os bovídeos do rebanho com idade a partir de 42 dias), em um intervalo de 6 a 12 meses para a propriedade ser certificada. Para renovar a certificação, é preciso realizar novos exames no rebanho anualmente, antes que o prazo de validade da certificação expire. 

Vale lembrar que é obrigatório que todas as propriedades rurais façam o controle destas doenças, com exames para tuberculose a cada 36 meses e para brucelose a cada 24 meses. Quem escolhe certificar a propriedade faz um controle maior que o exigido por lei, mas desfruta de algumas vantagens, como não precisar fazer o teste de diagnóstico para transportar os animais e participar de eventos agropecuários enquanto seu certificado estiver válido. 

Com novas rotas internacionais, SC impulsiona turismo com feriado prolongado e estratégias contra a sazonalidade no setor

Secretaria de Estado do Turismo de Santa Catarina destaca impacto positivo do feriadão e dos novos voos internacionais no crescimento do setor turístico – Foto: Prefeitura de Pomerode/Divulgação

Com o encerramento da alta temporada de verão, o turismo catarinense ganha novo fôlego com o feriado prolongado de abril. A movimentação nas rodovias, aeroportos e destinos turísticos reforça a importância estratégica dessas datas para a economia estadual, especialmente no desafio de combater a sazonalidade e manter o setor aquecido ao longo do ano.

Nos últimos anos, Santa Catarina tem registrado um crescimento expressivo na chegada de turistas internacionais, reflexo direto do trabalho do governador Jorginho Mello na ampliação das rotas aéreas. Esse movimento tem trazido visitantes com ticket médio mais elevado e maior tempo de permanência no estado, o que gera impacto direto na economia local — desde o setor hoteleiro e gastronômico até os trabalhadores informais.

Durante a temporada de verão 2024/2025, por exemplo, o número de turistas uruguaios cresceu 556% nas hospedagens de Florianópolis. Embora a capital concentre boa parte do fluxo, o desafio agora é expandir esse crescimento para outras regiões do estado, incentivando o turismo regional e descentralizado.

A movimentação também reflete positivamente no mercado de trabalho. O verão registrou aumento na contratação de profissionais para atender a demanda, e a expectativa é de que, com os voos programados para a temporada de inverno, esse ritmo de crescimento se mantenha.

Para a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif, esse cenário também representa um estímulo à profissionalização do setor. “Quanto mais turistas chegam, mais o trade se sente motivado a investir em qualificação, em serviços de excelência e em experiências inesquecíveis para quem nos visita”, destaca a secretária.

Páscoa em Santa Catarina
Durante o feriado de Páscoa, cidades catarinenses se transformam em verdadeiros cenários temáticos, com programações especiais que atraem famílias e turistas de todas as idades. Festas tradicionais como a Osterfest, em Pomerode — considerada a maior celebração pascal da América Latina —, encantam com suas decorações coloridas, oficinas culturais, gastronomia típica e atrações para crianças.

Também há atrações em Itapema, Florianópolis, Brusque, Águas Mornas, São Joaquim e entre outros eventos que reforçam o calendário turístico de Santa Catarina, movimentando a economia local, valorizando as tradições regionais e oferecendo aos visitantes experiências únicas, que vão além do turismo de sol e mar.

Com a soma de esforços entre o poder público, a iniciativa privada e os profissionais do setor, Santa Catarina se consolida cada vez mais como um destino atrativo o ano todo.

Nova rota internacional
Nesse contexto de crescimento do turismo no estado durante todo o ano, o governador Jorginho Mello anunciou na segunda-feira, 14, um novo destino internacional com voo direto a partir de Santa Catarina. A rota Florianópolis-Lima começa a operar a partir de 2 de dezembro deste ano pela companhia aérea Latam, com três voos semanais.

“A chegada de um novo destino internacional comprova esse imenso potencial que Santa Catarina tem pra se conectar com mais cidades do mundo. Agora é a vez de um voo direto pra Lima e assim vamos intensificar o turismo e os negócios entre Santa Catarina e o Peru”, disse o governador na ocasião.

A Latam prevê transportar até 43 mil passageiros por ano na sua nova operação entre Brasil e Peru, que já conta com as operações regulares São Paulo-Lima, Rio de Janeiro-Lima, Brasília-Lima, Porto Alegre-Lima e Curitiba-Lima.

Boletim Agropecuário de abril: produtividade do milho em Santa Catarina é a maior da história

Área plantada, produtividade média e quantidade de milho produzida na safra 2024/2025 em SC – Foto: Julio Cavalheiro / Arquivo / SECOM

A safra de milho verão 2024/25 em Santa Catarina está se consolidando como uma das mais produtivas da história. Mesmo com uma redução superior a 13% na área plantada, o estado registrou aumento de mais de 23% na produção em relação à safra anterior. O destaque é a produtividade, que teve um salto expressivo de mais de 40%, alcançando 9.717 kg por hectare — a maior já registrada no estado. Os dados constam no Boletim Agropecuário do mês de abril, que está disponível no site do Observatório Agro Catarinense e do Infoagro. 

Segundo Haroldo Tavares Elias, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, os bons resultados são fruto da intensificação do uso de tecnologias no campo, do manejo qualificado e da menor incidência da cigarrinha-do-milho durante o ciclo da cultura. “O clima também foi determinante, principalmente a boa distribuição das chuvas e as temperaturas mais amenas à noite, que favorecem a fisiologia da planta”, explica.

Preço do milho sobe 2,74% e atinge R$ 71,15 por saca em SC
No mercado, os preços do milho registraram forte alta no primeiro trimestre de 2025. Em março, a cotação média estadual subiu 2,74% em relação a fevereiro, atingindo R$ 71,15 por saca — o maior valor dos últimos dois anos. Entretanto, no início de abril, os preços começaram a recuar, com a melhoria das condições climáticas favorecendo o desenvolvimento da segunda safra no país.

Ainda assim, a combinação de bons preços e alta produtividade pode incentivar os produtores a retomarem parte da área de milho perdida nos últimos anos, quando a cultura vinha perdendo espaço principalmente para a soja. “Se os preços se mantiverem em patamares atrativos, há possibilidade de reversão dessa tendência de queda na área cultivada com milho”, avalia Haroldo.

Com esse resultado, Santa Catarina e Paraná se destacam nacionalmente com produtividades próximas a 10 toneladas por hectare, equiparando-se aos níveis dos Estados Unidos, referência mundial na cultura. O cenário continua sendo influenciado por estoques internos baixos, incertezas sobre a segunda safra e instabilidades no mercado internacional, fatores que devem manter a volatilidade nos preços ao longo dos próximos meses.

Boletim Agropecuário de Abril/2025
O Boletim Agropecuário é uma publicação mensal do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) que reúne informações conjunturais das safras e dos mercados dos principais produtos agropecuários do Estado (confira a íntegra do boletim de abril aqui). A seguir, outros destaques do Boletim Agropecuário:

Soja
Na safra atual os levantamentos realizados pela Epagri/Cepa apontam para um aumento de 2,2% da área plantada, alcançando 769,5 mil hectares na primeira safra. A produtividade média esperada deverá ter um incremento de 15,8%, chegando a 3.993kg/ha. As produtividades surpreenderam positivamente durante o Giro da Safra da soja realizado no planalto norte em março de 2025. Na região de Canoinhas e Mafra foram registradas produtividades superiores a 5 toneladas por hectares. Com isso, espera-se um aumento de 18,35% na produção e no volume colhido de aproximadamente 3,07 milhões de toneladas de soja 1ª safra (Tabela 1). As chuvas irregulares em janeiro e início de fevereiro de 2025 afetaram as lavouras em algumas regiões, mesmo assim, a produtividade é considerada a maior registrada na série histórica em que a Epagri/Cepa acompanha.

Em relação ao mercado, os preços da soja ao produtor apresentaram desde novembro de 2024 sucessivas quedas, em março de 2025 estabiliza em R$124,00/sc de 60kg. No início de abril indica a continuidade da redução dos preços nos primeiros 10 dias. A confirmação da boa produção no Brasil na atual safra é um dos fatores relevantes na formação dos preços no início do ano. A disputa tarifária entre EUA e China poderão favorecer os preços no Brasil.

Arroz
Os preços do arroz em Santa Catarina continuaram a cair em março de 2025, seguindo a tendência do último trimestre de 2024, registrando uma queda de 25% em termos reais em comparação com o ano anterior. A retração se deve principalmente ao bom desempenho da safra, que apresenta aumento na produção e produtividade, impulsionado por boas condições climáticas e investimentos em tecnologia.  A safra atual viu um aumento na produção e produtividade, com uma produtividade recorde estimada em 8,73 toneladas por hectare, um aumento de 9,85% em relação à safra anterior. No que diz respeito ao comércio exterior, as exportações de arroz de Santa Catarina foram 18% menores no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o ano anterior. As importações também caíram 60,17% no mesmo período.

Feijão
No mercado catarinense no mês de março, as cotações do feijão-carioca fecharam em alta em função da redução da oferta de produto de boa qualidade, aqueles produtores que conseguiram segurar sua produção, o atual cenário é bastante favorável à comercialização. Enquanto isso, os preços do feijão-preto seguem pressionados em função da elevada oferta de produto proveniente da primeira safra e pelo início da colheita da segunda safra no estado. O preço médio mensal recebido pelos produtores catarinenses de feijão-carioca teve variação positiva de 18,8%, fechando o mês em R$ 162,13/sc 60kg. Para o feijão-preto, houve redução de 0,18%, fechando o mês em R$ 169,01/sc 60kg . Na comparação com fevereiro de 2024, o preço médio da saca de feijão-preto está 50,0% mais baixo. Para o feijão-carioca, registra-se uma redução de 34,3% na variação anual.

A safra catarinense de feijão primeira safra está tecnicamente encerrada, com mais de 99% da área plantada colhidos. Em comparação com a safra passada, área plantada cresceu 25,8%, enquanto na produtividade média aumentou 18,3%. Com isso, é esperado um aumento de 48,8% na produção, representando um volume colhido de 71 mil toneladas de feijão primeira safra. Para o feijão segunda safra, março foi marcado por um período de estiagem. Cerca de 36% da área plantada está em fase de floração e 56% em fase de desenvolvimento vegetativo. A falta de chuvas preocupa técnicos e produtores, deveremos ter redução na produtividade média. Com certa de apenas 1% da área plantada colhidos, nossas estimativas apontam uma redução de 6,3% na área plantada e 3,9% na produtividade média. Com isso, deveremos ter uma redução de 9,9% na produção, com uma expectativa de colheita de 58 mil toneladas de feijão segunda safra.

Maçã
Na Ceasa/SC, entre fevereiro e março de 2025, houve valorização de 1,1% no preço médio das maçãs, mas com desvalorização de 10,4% em relação a março do ano anterior. A maçã Gala contribuiu com desvalorização de 4,2% nas cotações, entre fevereiro e março, e desvalorização de 17,9% em comparação a março de 2025. A maçã Fuji participou com valorização de 6,0% entre fevereiro e março, mas com desvalorização de 2,9% em relação a março do ano passado.

Na Ceagesp, o preço da maçã de origem catarinense apresentou desvalorização de 3,1%, entre fevereiro e março deste ano, com menor oferta. As cotações da maçã catarinense estão valorizadas 2,2% em relação a março do ano anterior. Os preços da maçãs importadas, entre fevereiro e março, estão desvalorizados 3,0%, e seguem 6,1% acima dos valores da cotação da fruta catarinense na Ceagesp, devido ao baixo estoque da fruta nacional. Na Ceasaminas, houve desvalorização de 9,9% nas cotações da fruta catarinense em relação a março do ano anterior e de 3,2% nas cotações entre fevereiro e março de 2025. Na região de Fraiburgo/SC, entre fevereiro e março de 2025, as cotações ao produtor da maçã Gala desvalorizaram 9,8% e as da maçã Fuji 11,0% em relação ao mês anterior. Entre março e abril a tendência é de desvalorização nas cotações da maçã Fuji de 2,7% e da Gala de 1,5%. Com a colheita da maçã Fuji houve aumento na oferta regional da fruta. Na região de São Joaquim/SC, entre fevereiro e março de 2025, as cotações ao produtor da maçã Fuji desvalorizou 14,6% e a da maçã Gala valorizou 10,3%. Entre março e abril a tendência é a manutenção na desvalorização nas cotações da maçã Fuji de 2,5% e valorização da maçã Gala de 1,4%. Com o aumento na colheita da maçã Fuji a Gala com menor oferta se valorizou na região. A expectativa da safra 2024/25, em relação à anterior, é de recuperação de 28,8% na produção estadual. Para a maçã Fuji, com 59,8% da produção estimada, é prevista recuperação de 49,7% em relação à safra anterior. Na maçã Gala, com 38,4% da produção estimada, há expectativa de recuperação de 7,0% em comparação ao ciclo 2023/24. Nas maçãs precoces, com 1,8% da produção estimada, é previsto aumento de 2,7% em relação à safra anterior.

Alho
O preço ao produtor catarinense no mês de março foi de R$16,62/kg, pequena redução em relação aos últimos meses. Abril iniciou com redução das cotações em 3,73% em relação ao preço médio do mês de março, R$16,00/kg. Mesmo com a redução de preços a safra catarinense de alho foi positiva e rentável ao produtor

A colheita do alho em Santa Catarina foi concluída, 95% das lavouras foram consideradas de boas condições. A produção é estimada em 7,23 mil toneladas, com produtividade de 10,96 t/ha, importante recuperação em relação à safra passada.

As importações brasileiras de alho em março totalizaram 15,97 mil toneladas com desembolso de US$22,45 milhões (FOB). Os principais países fornecedores foram a Argentina com 11,44 mil toneladas e a China com 4,43 mil toneladas. O preço de atacado nas principais centrais de abastecimento foi de R$21,62/kg, aumento de 3,20% em relação ao mês de fevereiro. Porém, abril iniciou com redução das cotações passando para R$20,83/kg.

Cebola
Em março e início de abril, de acordo com o acompanhamento da Epagri/Cepa, se mantém abaixo do custo médio de produção estimado para o estado, que é de R$1,68/kg. O preço médio ao produtor, cebola caixa 3, em março foi de R$25,01/sc de 20kg, aumento de 6,69% em relação ao preço médio de fevereiro. No início de abril, houve baixa nas cotações, passando para R$20,42/sc de 20kg, devido a oferta que ainda se mantém elevada. No atacado, em março, o preço médio foi de R$53,28/sc de 20 kg, aumento de 2,12% em relação ao mês de fevereiro. Abril, abriu com cotações em baixa de 3,84% em relação a março, passando para R$51,23/sc de 20kg (Oferta elevada). A safra catarinense de 2024/25, foi totalmente colhida. A condição da lavoura foi de 83% boa, 9% considerada média e 8%, considerada ruim. A produção é estimada em 556,4 mil toneladas. No primeiro trimestre de 2025 foram 21.966 toneladas, correspondendo a apenas 28,54% da quantidade importada no mesmo período do ano passado, com desembolso de US$4,05 milhões e preço médio (FOB) de US$0,21/kg.

Bovinos
O preço do boi gordo em Santa Catarina registrou alta de 0,5% nos primeiros dias de abril, acompanhando a tendência de valorização observada nos principais estados produtores. Quando comparado ao mesmo período do ano passado – com ajuste pelo IGP-DI -, o aumento chega a expressivos 34,3%, segundo dados preliminares. Dois fatores explicam o cenário: o bom desempenho das vendas externas de carne bovina, que reduziu a oferta no mercado doméstico nacional e a gradativa redução da disponibilidade de animais prontos para abate, em razão da mudança do ciclo pecuário.

Frangos
Santa Catarina exportou 106,1 mil toneladas de carne de frango em março. O volume representa uma queda de 0,4% em relação a fevereiro, mas um aumento de 12,4% na comparação com março de 2024. Em receita, os embarques renderam US$ 219,5 milhões – um crescimento de 2,7% frente ao mês anterior e de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro trimestre de 2025, o estado catarinense exportou 200,9 mil toneladas, com receitas de US$617,1 milhões – altas de 10,6% e 18,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2024. O resultado consolida o melhor primeiro trimestre da história em valor financeiro e o segundo melhor em volume, reforçando as expectativas positivas do setor para o ano. Santa Catarina foi responsável por 22,8% da quantidade e 24,4% das receitas das exportações brasileiras de carne de frango em 2025, consolidando-se como um dos principais players do mercado internacional.

Suínos
As exportações de carne suína de Santa Catarina somaram 58,4 mil toneladas em março. O volume representa uma queda de 5,1% em relação a fevereiro, mas um aumento de 10,0% na comparação com o mesmo mês de 2024. Em receita, os embarques renderam US$143,7 milhões – recuo de 3,5% frente ao mês anterior, mas alta expressiva de 22,3% em relação a março do ano passado. No acumulado do primeiro trimestre de 2025, o estado exportou 175,6 mil toneladas, com receitas de US$423,3 milhões – altas de 9,3% em volume e 19,7% em valor financeiro na comparação com o mesmo período de 2024. O resultado consolida o melhor primeiro trimestre da história em ambos os indicadores, reforçando as projeções otimistas do setor para o ano. Santa Catarina foi responsável por 54,0% do volume e 54,5% das receitas das exportações brasileiras de carne suína no primeiro trimestre, reafirmando sua liderança no mercado internacional.

Leite
Santa Catarina teve crescimento de 2,92% na captação de leite em 2024. No quarto trimestre, o aumento foi de 5,2%. Desde abril de 2023, o estado ocupa a terceira posição nacional em volume captado. Em março de 2025, SC exportou 8,6 toneladas de lácteos e importou 949,5 mil toneladas. O déficit na balança comercial foi de 941 toneladas, 23% maior do que o mês de fevereiro, mas 73% menor do que em março de 2024. Os principais produtos importados foram queijo (80%) e leite em pó (15%). Apesar do aumento das importações, principalmente da Argentina, que representa 91,36% dos produtos lácteos importados, os preços pagos pelo litro de leite cru ao produtor em Santa Catarina têm se aproximado dos preços pagos nos países vizinhos, o que pode aumentar a competitividade dos preços do estado no mercado latino-americano. Em fevereiro, os preços pagos foram: US$0,45 em SC, US$0,42 na Argentina e US$0,40 no Uruguai.

As estimativas da Epagri/Cepa para o preço mais comum pago pelo litro do leite na propriedade foram de R$2,73/litro em março de 2025, uma alta de R$0,20/litro, o que parcialmente justifica o aumento dos derivados do leite no mercado atacadista (leite UHT, leite em pó, queijos mussarela e prato). Com exceção da praça da Grande Florianópolis, todas as outras praças apresentaram variação positiva para o preço mais comum pago pelo leite na propriedade. A praça do Litoral Sul teve a maior variação de preço (7,45%), uma diferença de R$0,19/litro.

Por: Cristiele Deckert, jornalista bolsista Fapesc Epagri/Cepa

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Logistique 2025 vem para atender um mercado em constante renovação

O mercado se prepara para mais uma edição de um dos mais importantes eventos empresariais do Brasil, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú. A Logistique é um evento setorial estratégico voltado para as áreas de logística, abrangendo a cadeia completa; comércio exterior e relações internacionais, já consolidado nos mercados regional e nacional. A expectativa é reunir mais de 200 expositores e 16 mil visitantes em torno da feira de logística e do Logistique Summit, uma conferência com a abordagem de temas relacionados à macroeconomia, geopolítica, alianças econômicas, sustentabilidade, infraestrutura, inovação, entre outros estratégicos nos meios econômico e empresarial. O crescimento com relação a edição do ano passado é de 60%.


Leonardo Rinaldi, diretor geral da Logistique, destaca a importância do evento, principalmente no momento em que o comércio global e as relações internacionais enfrentam desafios devido às políticas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, que é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. 


“A decisão do governo dos EUA em impor tarifas recíprocas reacende o debate sobre os rumos do comércio global e abre a possibilidade de parcerias bilaterais do Brasil com novos mercados emergentes, o que vai acabar favorecendo o setor produtivo interno”, pontua Leonardo. “Nesse contexto entra a Logistique Summit, fomentando debates relacionados aos setores logístico, da navegação e do comércio exterior com palestrantes altamente capacitados”, completa.

 

Localização estratégica
A primeira edição da Logistique foi realizada em Joinville no ano de 2019, permanecendo no Norte de Santa Catarina até 2023. A mudança estratégica ocorreu no ano passado com a transferência do evento para Balneário Camboriú, epicentro da logística no Sul do Brasil.  O Expocentro Júlio Tedesco está localizado praticamente ao lado do maior entroncamento rodoviário do Sul do País, no raio de 200 quilômetros dos portos e terminais catarinenses [Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá] e dos principais aeroportos do Sul do Brasil: Florianópolis, Curitiba, Navegantes e Joinville.


Outro diferencial é que Balneário Camboriú está no centro da região Sul, que exportou mais de US$ 56,9 bilhões e registrou uma corrente de comércio de US$ 123,3 bilhões no ano passado. Para 2025 a expectativa é de que as vendas externas brasileiras cresçam até 20%. Outro fator que contribui para que a Logistique seja realizada em Santa Catarina é que a produção industrial no estado continua avançando acima da média nacional e desponta com a maior alta do país no acumulado do ano. 


A economia de Santa Catarina também cresceu 5,7% no ano passado e liderou a alta no País, segundo estatísticas do Banco Central. Esse indicador de atividade econômica do BC funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). A média brasileira foi de 3,8%. Isso impacta diretamente no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense de 2024, que tem a segunda maior projeção de crescimento da década. A estimativa é de 5,3%, ficando atrás apenas de 2021


“Com um crescimento expressivo previsto para 2025, uma nova localização já aprovada pelos mercados da logística, comércio exterior e áreas correlatas e um impacto significativo no setor, a Logistique promete ser um evento imperdível para todos os empresários e profissionais da área”, diz Leonardo. Ele acrescenta que a expectativa é de que a Logistique continue crescendo e se consolide cada vez mais entre os eventos de logística do país, impulsionando o desenvolvimento e a competitividade das empresas participantes e promovendo a infraestrutura e diferenciais logísticos do Sul do Brasil.

Oceanografia Operacional em benefício da logística portuária

Sistemas monitoram e informam portos e terminais, em tempo real, sobre as condições meteorológicas e oceanográficas diretamente ligadas às operações portuárias.


Os sistemas de monitoramento de parâmetros oceanográficos têm sido uma valiosa ferramenta de suporte operacional para a logística portuária, com dados gerados e disponibilizados em tempo real, de ondas, correntes e nível da água, somado a precisas previsões meteorológicas, o que viabiliza o planejamento dos portos frente às intempéries naturais capazes de paralisar operações.
Em Santa Catarina, o Grupo Acquaplan, localizado em Balneário Camboriú, desenvolveu um sistema de monitoramento de tráfego aquaviário com Oceanografia Operacional utilizando equipamentos e sensores de alta qualidade, operacionalizados por uma equipe especializada e em constante aprimoramento, e que está atendendo a vários portos e terminais portuários do Brasil. 


O SIMPORT, sistema de monitoramento de tráfego aquaviário e dados meteoceanográficos para auxílio a navegação e operações em áreas fluviais e marítimas, aplica o moderno conceito de Dynamic Under Keel Clearance (DUKC), regulamentado no Brasil pela Autoridade Marítima. Ele viabiliza uma integração de banco de dados entre Autoridade Marítima, Autoridade Portuária e Serviço de Pilotagem Marítima, dando objetividade na tomada de decisões na logística portuária. 


O sistema tem contribuído para que os portos onde opera tomem decisões de manobra de navios e logísticas com maior confiança e segurança, com base na hidrodinâmica local. “Quando olhamos para a quantidade de dados sendo podemos ter certeza de que os padrões de funcionamento, eficiência e segurança atingirão no futuro níveis atualmente inimagináveis. Um exemplo é o inovador sistema de monitoramento de partículas em suspensão que permite estimar assoreamento em área portuárias que desenvolvemos”, afirma o oceanógrafo Emilio Dolichney.

Mais informações acesse o site:  https://simport.com.br/

Santa Catarina acelera investimentos e amplia protagonismo em logística e transporte

Santa Catarina vive um momento de forte expansão na infraestrutura logística, consolidando-se como referência nacional em portos, aeroportos e, agora, com passos concretos para retomar o protagonismo ferroviário. Com visão estratégica e parcerias público-privadas, o estado avança para sustentar o crescimento econômico e atrair novos investimentos.


O setor aéreo tem sido um dos destaques. O estado registrou um salto expressivo no número de passageiros internacionais: de 161 mil em 2022 para 900 mil em 2024, com projeção de ultrapassar 1,1 milhão em 2025. Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, o crescimento é resultado de uma combinação de fatores, como a qualificação das empresas que administram os terminais, a eficiente promoção turística internacional e, principalmente, os incentivos fiscais ao querosene de aviação, que reduziram significativamente os custos operacionais das companhias aéreas.


“Antes, eu tinha dificuldade até para conseguir reuniões com as empresas. Hoje, somos convidados para eventos porque Santa Catarina se tornou atrativa para novos voos”, celebra Martins. O impacto desse movimento é sentido diretamente na economia catarinense, principalmente no setor turístico e hoteleiro, que comemora o aumento constante de visitantes internacionais.


Na aviação regional, o aeroporto de Jaguaruna, no Sul do estado, é outro exemplo de retomada. O terminal, que historicamente enfrentava instabilidades operacionais, se prepara para receber novos investimentos por meio da primeira PPP aeroportuária da história de Santa Catarina. O contrato, previsto para ser assinado ainda em abril, prevê um investimento inicial de R$ 10 milhões para modernização do terminal de passageiros, dobrando a oferta de assentos com a substituição de aeronaves ATR por modelos Airbus.


No setor portuário, o estado avança com a inédita PPP para dragagem da Baía da Babitonga, que beneficiará diretamente os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. A obra de R$ 320 milhões permitirá a recepção de navios de grande porte, inserindo Santa Catarina de vez na rota internacional da carga conteinerizada. “Se ficássemos esperando o governo federal, levaríamos mais de 10 anos para resolver esse gargalo. Atuamos de forma ágil, garantindo um modelo ganha-ganha com o setor privado”, explica Martins.


Apesar de desafios pontuais, como a retração momentânea nas operações da Portonave devido às obras de ampliação e as indefinições federais sobre Itajaí, o estado segue firme no objetivo de consolidar-se como a segunda maior força portuária do país. Novos terminais privados, como o TESK e o TGSC, já estão ampliando capacidades e diversificando a movimentação de cargas, o que deve impulsionar o crescimento do setor nos próximos anos.


Na área ferroviária, o governo estadual aposta em uma virada histórica. Santa Catarina nunca teve protagonismo nesse modal, mas, segundo Martins, isso está prestes a mudar. Projetos executivos estão sendo desenvolvidos com base em estudos aprofundados de viabilidade e logística regional. A expectativa é que, com a aprovação da lei estadual de ferrovias — prevista para o primeiro semestre deste ano — o estado ganhe autonomia para conceder novos trechos à iniciativa privada, sem depender da União.


“Estamos saindo do zero absoluto para um estágio avançado de planejamento. Nossos projetos são concretos, com levantamentos de campo e estudos econômicos robustos. Quando a política ferroviária nacional estiver madura, Santa Catarina estará pronta para liderar”, destaca Martins.


Com uma gestão voltada para resultados e um olhar estratégico para o futuro, Santa Catarina prepara-se para viver um novo ciclo de desenvolvimento socioeconômico, conectando suas potencialidades logísticas aos grandes fluxos nacionais e internacionais de transporte e comércio.

SESI/SC faz live nesta quarta (16) para tirar dúvidas sobre atualização da NR-1

O SESI/SC fará às 9h desta quarta (16) uma live pelo YouTube para tirar dúvidas sobre a atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que entra em vigor no dia 26 de maio. As inscrições podem ser feitas neste link.

Oportunidade para saber sobre:
> Novas diretrizes da NR-1
> Fatores de riscos psicossociais
> Como devem ser tratados no Programa de Gerenciamento de Riscos
> Obrigações dos empregadores

Convidadas
> Sybele da Cruz, especialista em segurança do trabalho;
> Daniela Zanatta, especialista em saúde mental no trabalho;
> Maria Antônia Amboni, gerente-executiva de relações do trabalho;
> Cesar Luiz Pasold Júnior, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região;

Mediadora
Sendi Lopes, gerente-executiva de Saúde e Segurança do SESI e SENAI/SC.

Para quem
A live se destina a todos os interessados, especialmente empresários, gestores de equipes, profissionais de segurança do trabalho, especialistas em saúde mental no trabalho, equipes de recursos humanos, compliance e outros.

Resumo
A atualização da NR-1 trata da identificação de perigos e avaliação dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Ela tem gerado dúvidas sobre o que configura fatores de riscos psicossociais, como eles devem ser tratados no PGR e quais as obrigações dos empregadores. 

Para saber mais
SESI/SC criou um blog especial para ajudar empresas a entender as mudanças. Clique  aqui.

https://saude.sesisc.org.br/blog/seguranca-e-saude-no-trabalho/nr-1-atualizada-o-que-muda-para-as-empresas/

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Armínio Fraga, que apoiou Lula em 2022, sugere congelar salário-mínimo por 6 anos para equilibrar contas da Previdência

O economista e ex-presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, defendeu o congelamento do salário mínimo por um período de seis anos como medida para conter o crescimento dos gastos da Previdência Social, que ele classificou como “assustador”. Fraga participou da Brazil Conference, evento realizado na Universidade Harvard e no MIT, nos Estados Unidos, onde criticou as prioridades do gasto público no Brasil, que considera “completamente erradas”.

“Eu acho que precisa de uma reforma grande. Uma boa já seria, provavelmente a mais fácil, congelar o salário mínimo em termos reais. Seis anos congelados já ajudaria”, declarou 1 Fraga, que presidiu o BC entre 1999 e 2003. O salário mínimo é utilizado como referência para o piso de aposentadorias e outros benefícios sociais, como o abono salarial, o BPC e o Bolsa Família.

Segundo Fraga, a Previdência Social, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões, enfrenta um desequilíbrio crescente, impulsionado pelo envelhecimento da população e pelas regras atuais. Ele também apontou a necessidade de uma reforma na folha salarial do Estado brasileiro, que inclui funcionários públicos dos três níveis de governo.

“O Estado brasileiro precisa passar por um processo de reforma, o RH do Estado brasileiro, radical. Tem muita gente em funções de liderança […], em cargos mais elevados do Estado, estão ganhando, em dólar, […] se ganhar US$ 50.000 [por ano] é muito. Gente que corre um risco tremendo e trabalha feito um louco. Há um espaço enorme para não só economizar, mas para melhorar”, afirmou o economista.

Fraga também criticou os gastos tributários, que representam 7% do PIB, e defendeu a necessidade de aumentar os investimentos públicos, que atualmente estão abaixo de 2% do PIB. Ele comparou o atual marco fiscal a uma “Ferrari correndo a 300 km/h”, prevendo um impacto negativo nas contas públicas.

Armínio Fraga, que declarou voto em Lula no segundo turno das eleições de 2022 e discursou durante a leitura de duas cartas em defesa da democracia, no dia 11 de agosto de 2022, foi presidente do Banco Central durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e é considerado um nome importante da gestão tucana.

Economia & Negócios: Itajaí se transformando

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Itajaí se transformando
No topo de valorização imobiliária no país, Itajaí está passando por uma grande transformação urbana. Além do futuro projeto do túnel submerso ligando a cidade à vizinha Navegantes, terá um sistema de transporte coletivo regional 100% elétrico (BRT), o maior shopping náutico voltado para as águas, um parque náutico e empreendimentos visionários diversos. Enquanto isso, aquela conhecida ilha ao sul, que certa vez se autointitulou “Capital Turística do Mercosul” uma inventada “floresta urbana” é um dos vários motivos do estridente ambientalismo-caviar para empurrar infinitamente a um futuro incerto um de seus mais modernos empreendimentos recentes, um parque náutico na avenida principal da Capital. 


Mais desembargadores 
A tensão subiu às alturas em uma reunião do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de SC, onde a pauta foi projeto de aumento do número de desembargadores. Atualmente são 96 e a proposta é para a criação de mais 24 vagas. As correntes a favor e contra se equivalem em forças, aparentemente, e não há um consenso, por enquanto. A reunião teve que ser suspensa. A área de comunicação da corte estadual fez cara de paisagem para o assunto. 


Caged 2025
O Brasil gerou 137.323 novos empregos em janeiro deste ano. SC teve saldo positivo de 23.062. Os principais destaques foram Joinville (+2.777), Blumenau (+1.511), Chapecó (+1.207), Itajaí (+986) e Brusque (+660). Em fevereiro, o Brasil gerou 431.995 novos empregos e SC teve saldo positivo de 30.097. Os principais destaques foram: Joinville (+2.450), Itajaí (+2.427), Florianópolis (+1.271), Chapecó (+1.055) e Gaspar (+960). 


Correios 
Envolto em mais um déficit bilionário, por má gestão, como sempre, corrupção, os Correios têm editais abertos para a instalação de pontos de coleta em estabelecimentos comerciais em mais de 200 municípios do país. Em SC as oportunidades são para Araranguá, Biguaçu, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Lages, Palhoça, São José e Tubarão. Atualmente a empresa tem 12 daqueles pontos no Estado. 


Justiça podre
Integrantes, ex-integrantes ou auxiliares de pelo menos 14 tribunais do país são alvos de investigações e ações penais relacionadas a vendas de decisões judiciais. O número pode ser ainda maior, porque há apurações que correm sob sigilo, a cargo do Conselho Nacional de Justiça. Ressalva: na lista não estão incluídos nossos respeitados Tribunais de Justiça e de Contas de SC. Tomara que permaneçam assim. 


Marco histórico 
Vai para a história da violência em SC: no mês de março deste ano registrou-se o menor número de feminicídios dos últimos 10 anos no Estado: foram duas vítimas, contra 10 no mesmo período de 2024. A implantação das salas lilás e do botão do pânico ajudaram nisso. 


Sempre há alternativa
Contratar funcionários, negociar bons preços com fornecedores, não misturar as despesas pessoais com as da empresa, pagar as contas em dia. Para isso, preciso organizar melhor as contas, controlar o fluxo de caixa, acompanhar o desempenho financeiro e ... peraí, preciso lembrar também de capital para investir em tecnologia e fazer o meu negócio crescer. Mas de onde é que vou tirar todo esse dinheiro? Já sei, vou pegar um empréstimo! As palavras acima fazem parte da vida de grande parte dos micro e pequenos empresários brasileiros que, na esperança de fazer o negócio prosperar ou sair do buraco, muitas vezes acabam recorrendo a empréstimos, afundando ainda mais as finanças da empresa. Não é que esteja errado pegar empréstimo para sobreviver no mercado, mas às vezes ele não é o único caminho e existem outros meios mais saudáveis para a sua empresa. Inspirações não faltam no mercado brasileiro quando o assunto é empreendedorismo de sucesso. Além de cases inspiradores, há matérias que vão nortear você tanto no andamento da sua empresa como também sugerindo os melhores caminhos para quem quer investir, mas não sabe em quais segmentos há boas oportunidades no País. O mercado de vinhos brasileiros, por exemplo, registrou nos últimos anos o maior crescimento de consumo de vinho.  


Vergonha de mudar de opinião 
Existem pessoas que sofrem muito por não terem coragem de mudar de opinião. Como em algum momento do passado eles defenderam uma causa em que acreditavam com muita força e fervor, agora se sentem interiormente impedidas de mudar, de reconhecer que estavam enganadas, de aceitar que as outras pessoas estavam certas e não elas. Com isso sofrem muito. E o que é pior. Mesmo sabendo estarem erradas, continuam defendendo causas nas quais não acreditam mais, só por se sentirem incapazes de mudar de opinião, de pedir desculpas e dizer que pensaram melhor, estudaram novos argumentos e mudaram de ideia. Para algumas pessoas isso é impossível. Isso acontece a respeito de qualquer tema: costumes, saúde, religião, meio ambiente, política, etc. Pessoas que ficam prisioneiras de posições adotadas no passado são muito infelizes e pobres de espírito, pois não aceitam a realidade de que todos temos o direito de mudar de opinião, mudar de ideia, entender melhor os fatos, enfim, evoluir. 


Método educacional 
Discretamente, a Secretaria da Educação de SC está aplicando em 73 escolas públicas, como piloto, um novo método educacional de alfabetização rápida, desenvolvido na Alemanha e trazido ao Brasil por uma professora da rede pública de Alta Floresta, de Mato Grosso, em 2021. Baseado na neurociência cognitiva, que estuda como o cérebro aprende e processa informações, o sistema organiza as letras em blocos e prioriza a facilidade da prenuncia em vez da ordem alfabética. Também aplicado para alfabetizar jovens, adultos e imigrantes, como ocorreu em Joaçaba para ensinar português a 35 crianças estrangeiras do Haiti, Venezuela, Paraguai e Japão, o material utiliza fichas com quadros. No início, cada um apresenta uma única letra, acompanhada de cores que se repetem para reforçar a memorização. Com o avanço do aprendizado, os quadros passam a combinar diferentes letras, formando sílabas e, depois, palavras, avançando, em seguida, para a interpretação de frases e textos. 


Mapa do turismo 
O município de Guabiruba foi aprovado na renovação do Mapa do Turismo Brasileiro, ferramenta oficial do Ministério do Turismo, sendo classificado como um município com oferta turística complementar. O anúncio foi feito pela Secretaria de Indústria, Comércio, Desenvolvimento Econômico e Turismo, que destacou o esforço conjunto entre o poder público, iniciativa privada, comunidade e profissionais do setor. Essa classificação é fruto de um trabalho integrado e contínuo de valorização das riquezas naturais, culturais e gastronômicas de Guabiruba, afirma a pasta em nota oficial. 


Destinos
Empresa líder em tecnologia de viagens da América Latina, a Decolar analisou as buscas recentes por viagens para os feriados de abril, no período que vai do dia 18 (Sexta-Feira Santa) a 21 (Dia de Tiradentes). O levantamento revelou os 20 destinos nacionais e internacionais mais procurados. Entre os nacionais, Florianópolis comparece em 8º lugar e Navegantes em 11º. 

Azambuja 
Brusque sempre foi uma cidade onde a parceria público-privada funciona como poucas. Desde os tempos áureos da indústria têxtil, até hoje onde outros setores da indústria e do varejo se destacam, Luciano Hang, um protagonista deste movimento, é um ativista do movimento que busca fortalecer o Hospital Azambuja. Quem ganha é a população. Segunda-feira (7), o empresário esteve na coletiva de imprensa orquestrada pela instituição hospitalar e trouxe sua visão: “Ficamos impressionados com a demanda e precisamos aumentar nosso trabalho. Após o advento do Covid, precisamos nos preparar. Queremos mais leitos para não deixar ninguém esperando”, garante. 


Gelada
Urupema, na serra catarinense, que ostenta o título de cidade mais fria do Brasil, ganhou mais um dado suplementar na sua biografia: se tornou a mais fria do país em 2025 ao atingir a primeira temperatura negativa no ano, -0,2, recentemente, aferida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC. 


Medida acertada 
Uma das medidas oficiais de âmbito nacional mais acertada dos últimos tempos foi a que limitou o uso do celular nas salas de aula. Numa audiência pública na Assembleia Legislativa, seus inúmeros participantes concordaram quase unanimemente com a restrição, porém alertando para a importância do uso de tecnologia na educação. A lei prevê exceções e permite seu uso em sala para fins pedagógicos e em casos de emergências. 


Contas em dia 
No Balanço Geral de 2024 entregue ao Tribunal de Contas do Estado, o governador de SC destaca que o Estado está com todas as contas em dia e as despesas sob controle, o que garante investimentos em obras, programas, políticas públicas e serviços voltados ao atendimento das necessidades da população catarinense. Nenhum governador de anos recentes ousou dar e provar tais garantias. Não deixa de ser uma boa e saudável novidade. 


Escala 6x1
Levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, diz que os catarinenses, gaúchos e paranaenses são os que menos aprovam a proposta de redução da jornada máxima de trabalho no país, atualmente de 44 horas semanais, com escala de seis dias de trabalho e um de descanso: 36% ante 56% a favor. Os nordestinos são os que mais aprovam: 74%. Na média nacional a proposta tem apoio de 65% e 27% contrários. 


Integração: indústria e comércio
A relação entre indústria e comércio é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico e social das cidades do Vale do Itajaí Mirim. Essa sinergia cria um ciclo virtuoso que impulsiona a região como um importante polo produtivo, beneficiando tanto os setores empresariais quanto a população local. A base econômica da região possui uma economia diversificada, como indústrias de destaque nos setores têxtil, metalmecânico, plástico e de tecnologia, além de um comércio forte e dinâmico. Esse cenário é resultado de décadas de desenvolvimento, onde o espírito empreendedor e a busca por inovação moldaram um ecossistema propício à geração de empregos e renda. A Fiesc (Federação das Indústrias) segue comprometida com o fortalecimento dessa relação, apoiando iniciativas que promovam a capacitação, a renovação e a expansão dos negócios na região. O futuro do Vale do Itajaí Mirim depende da união desses setores, garantindo que a indústria e o comércio sigam caminhando juntos rumo a um desenvolvimento cada vez mais expressivo. 


MST x MCT
Em postagem em rede social, o governador de SC anunciou a criação, no Oeste de Santa Catarina, do Movimento dos Trabalhadores com Terra (MCT) em oposição ao Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), ainda forte na região, com prenúncios de invasões por estes dias para marcar a passagem do “Abril Vermelho”. “Se eles invadirem, o bangu vai roncar”, diz o vídeo, acrescentando que os invasores serão retirados em 24 horas, com aval da Justiça. Encerra o filme afirmando que se os sem-terra querem terra, “que as conquistem com suor”. 


Indo pelo ralo 
Através de seus deputados e senadores, o Congresso Nacional enviou R$ 4,48 bilhões a Estados e Municípios, de emendas parlamentares, somente no primeiro semestre de 2024, mas até hoje só houve prestação de contas de pequena parte dos gastos. Apenas R$ 627 milhões. Os outros R$ 3,8 bilhões ainda estão no limite, ou seja, não se sabe (ou se sabe?) como foram investidos. Dentre eles R$ 105 milhões para SC. Socorro! 


Confissões 
Fora da Globo desde 2020 e em cartaz no momento com a peça “O casal mais sexy da América”, a atriz Vera Fischer mantém sua imagem em alta com confissões inusitadas. Na de agora, feita no programa “Sem Censura”, da estatal TV Brasil, disse que por pouco não foi expulsa do Colégio Sagrada Família, de Blumenau, quando adolescente, em 1960, por fazer uma redação sobre os Beatles, com frases transparecendo sexo, drogas, LSD e uma viagem fictícia com a banda inglesa. O texto passou a circular entre os alunos do colégio, até chegar às mãos das freiras, que chamaram seus pais, luteranos e conservadores, para uma conversa. Justificou a eles que lia bastante e era “moderna”. E a vida dela seguiu adiante. 


Banda Etílicos e Sedentos 
A banda brusquense Etílicos e Sedentos anunciou o fim das atividades após 19 anos de carreira. O anúncio foi feito no Instagram da banda dia 7 último. O grupo já realizou mais de 300 shows e estava na ativa lançados cinco álbuns, 11 clipes e mais de 60 músicas. Na mensagem de despedida, a banda afirma que mantém o sentimento de dever cumprido em todo o tempo de estrada. A banda pretende fazer um show de despedida ainda este ano. A data e o local ainda não foram divulgados. 


Defesa da Facisc
Em nota divulgada á imprensa, a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) tomou posição clara, pedindo que governo do estado aumente o ICMS sobre importações realizadas por plataformas online. A medida tem como finalidade proteger as empresas catarinenses, especialmente os setores têxtil e confecção, que enfrentam concorrência desigual com gigantes internacionais. Atualmente, Santa Catarina cobra 17% de ICMS sobre compras internacionais feitas online. Desde o início do mês, 10 estados brasileiros passaram a cobrar 20%: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. A Facisc argumenta que, sem um ajuste na política tributária estadual, SC pode perder ainda mais espaço para importações, prejudicando a indústria local e o setor produtivo catarinense. Enquanto outros estados estão elevando a taxação, SC mantém uma alíquota menor. Se isso continuar, corremos o risco de incentivar ainda mais as compras externas em detrimento da produção local. Nossa proposta é que o estado também ajuste a alíquota para 20%, para evitar essa migração e fortalecer nossa economia. 


Banco da Família 
 Fundado em 1998, em Lages, o Banco da Família atende clientes em mais de 300 cidades nos três estados do Sul. Em 2024, a instituição liberou R$ 167,5 milhões em crédito, aumento de 41% em relação a 2023. A maior parte do dinheiro: R$ 137,4 milhões, equivalente a 82% do total, foi destinada a pessoas com renda de até três salários mínimos. Para este ano, o Banco da Família projeta um aumento de 24,4% na carteira ativa, o que representa um acréscimo de aproximadamente R$ 50 milhões. O foco estará não apenas na ampliação da oferta de crédito, mas também na intensificação da educação financeira e na capacitação dos agentes de crédito para um atendimento mais especializado. 


Se explica 
Sob a gestão do baiano  Ednaldo Rodrigues, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aumentou o salário mensal que concede aos presidentes das federações estaduais de R$ 50 mil para R$ 215 mil. Por isso que todos, inclusive o catarinense Rubens Angioletti, fecharam as portas para o ex-craque Ronaldo Nazário, que pretendia disputar o cargo. É por isso também que tais cartolas se perpetuam no poder enquanto nosso futebol, que já foi o maior orgulho dos brasileiros, só colhe vexames.


Máscaras 
Certamente vai dar o que falar, principalmente dos negocionistas de plantão, projeto de lei que deve ir a plenário na Assembleia Legislativa, que torna obrigatório o uso de máscara de proteção facial a alunos, professores e funcionários das escolas da rede pública do Estado que apresentem sintomas gripais. O equipamento seria fornecido pelas próprias unidades de ensino. Perguntar não ofende: não seria melhor incentivar todos a tomar a vacina, que é de graça extremamente eficiente?


Desafio de inovação
A empresa Irmãos Fischer, de Brusque, conquistou o primeiro lugar no Desafio de Desenvolvimento e Inovação da Academia de Negócios da Fiesc. A premiação é resultado da participação no curso de extensão “Desenvolvimento de Produtos Inovadores para a Neoindustrialização – DPIN Fomento”, que teve duração de seis meses e contou com o apoio do BRDE. Segundo a direção da empresa, o reconhecimento é fruto do empenho e da capacidade do time de pensar além do convencional. Inovação está no DNA da Fischer. 


SC Day
A Federação das Indústrias (Fiesc) anunciou mais uma edição do SC Day, evento focado em divulgar as potencialidades catarinenses. Voltado aos setores de máquinas e equipamentos elétricos e máquinas agrícolas, o SC Day vai acontecer entre 7 e 10 de julho, em Bogotá, na Colômbia, com a presença do governador do Estado. ,


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FOTO: ALFA BILE 

Inflação de março desacelera para 0,56%, mas é a maior para o mês em 22 anos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,56% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a fevereiro, quando o índice havia avançado 1,31%.

Apesar da desaceleração, o IPCA de março foi o maior para o mês desde 2003, quando atingiu 0,71%. No acumulado de 2025, a inflação já chega a 2,04%, enquanto nos últimos 12 meses alcançou 5,48% — acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que permite variação entre 1,5% e 4,5% para o ano.

A inflação de março veio em linha com as expectativas do mercado financeiro, que previa exatamente esse percentual de 0,56%. Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta, com destaque para o grupo Alimentação e bebidas, que teve elevação de 1,17% e foi responsável por quase metade do índice no mês (0,25 ponto percentual).

Entre os produtos com maior impacto na alimentação, destacam-se o tomate, com aumento de 22,55%, os ovos de galinha, que subiram 13,13%, e o café moído, com alta de 8,14%.

Confira o desempenho dos grupos em março:

Alimentação e bebidas: 1,17%

Despesas pessoais: 0,70%

Vestuário: 0,59%

Transportes: 0,46%

Saúde e cuidados pessoais: 0,43%

Habitação e Comunicação: 0,24% cada

Artigos de residência: 0,13%

Educação: 0,10%

O índice de difusão — que mede o quanto a alta de preços está espalhada entre os itens — permaneceu em 61%, mesmo patamar de fevereiro, mas inferior ao observado em janeiro. Isso indica uma inflação mais concentrada em determinados produtos.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para reajustes do salário mínimo e que calcula a inflação para famílias de menor renda, subiu 0,51% em março, após alta de 1,48% em fevereiro. Em 12 meses, o INPC acumula avanço de 5,20%.

Confiança da Indústria Brasileira Atinge Pior Nível em Quase 5 Anos, Aponta CNI

A confiança dos empresários da indústria brasileira recuou pelo quarto mês consecutivo e atingiu, em abril, o pior patamar desde julho de 2020, período marcado pelos impactos mais severos da pandemia de covid-19. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 1,2 ponto, passando de 49,2 em março para 48 pontos neste mês.

O resultado mantém o indicador abaixo da linha dos 50 pontos, que separa confiança de desconfiança, sinalizando a persistência de um ambiente de incerteza no setor. Desde outubro do ano passado, o índice registrou queda em cinco dos últimos sete meses, acumulando um recuo de 5,2 pontos.

De acordo com Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, o cenário reflete a combinação de fatores como a desaceleração econômica, a desvalorização do real e os juros elevados. “Em um primeiro momento, precisa haver uma descompressão da política monetária, porque os juros altos pesam sobre a economia. Também é importante aguardar a estabilização do cenário internacional, que está mais conturbado”, afirmou.

A piora na confiança foi generalizada. O Índice de Condições Atuais recuou de 44 para 42,7 pontos, com queda nas avaliações tanto da economia brasileira quanto da situação das empresas. Já o Índice de Expectativas, que avalia os próximos seis meses, caiu de 51,8 para 50,7 pontos, sinalizando uma visão mais cautelosa dos empresários.

A pesquisa ouviu 1.190 empresas entre os dias 1º e 7 de abril, abrangendo negócios de pequeno, médio e grande porte. O resultado está bem abaixo da média histórica do ICEI, que é de 53,8 pontos.

Haddad aposta em “super Safra” para derrubar inflação apesar de alta recente

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (11) que o governo Lula tem adotado medidas fiscais para conter a inflação e que a expectativa é que a safra agrícola deste ano ajude a reduzir os preços nos supermercados. “A super safra da agricultura deve ‘aterrissar’ a inflação”, disse Haddad, em entrevista à Rádio BandNews FM.

Segundo o ministro, o aumento da oferta de alimentos deve colaborar para manter a inflação dentro de um “patamar adequado”, permitindo ao Banco Central (BC) voltar a mirar o centro da meta, que hoje é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%. Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, acumulou alta de 5,48% em 12 meses — o maior nível em dois anos, conforme o IBGE.

Questionado sobre medidas que estimulam o consumo, como a liberação do saque-aniversário do FGTS e o programa Crédito do Trabalhador, Haddad negou que elas comprometam o combate à inflação. “No ano passado nós tomamos várias medidas fiscais e o Banco Central tomou várias medidas monetárias […] Tomaram-se medidas no sentido de conter a inflação já prevendo esse repique”, afirmou. “Preventivamente, antes de acontecer, nós já tomamos medidas para, se acontecesse, a inflação ser controlada num horizonte razoável”, completou.

Sobre o Crédito do Trabalhador, Haddad argumentou que é uma medida urgente, diante da alta dos juros: “Não é melhor prevenir o superendividamento do que ter que remediar? O que aconteceu no governo passado, não fizeram nada contra o superendividamento e eu tive que fazer o Desenrola no começo do governo porque as pessoas não conseguiam pagar suas dívidas”.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC elevou a taxa Selic para 14,25% ao ano e sinalizou uma nova alta em maio, possivelmente de 0,25 a 0,75 ponto percentual. Para Haddad, é fundamental oferecer crédito com juros mais baixos às famílias. “Há famílias que pegam empréstimos com taxas de juros de 5% ou 6% ao mês”, destacou.

Economia & Negócios:Cortes na infraestrutura de SC

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Cortes na infraestrutura de SC 
O recente anúncio do corte de R$ 400 milhões no orçamento federal que irá afetar as obras de infraestrutura em SC foi considerado frustrante pelo setor produtivo estadual. Para o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), a decisão surpreendente, já que não se está levando em conta o elevado envio de impostos à Brasília. A medida prejudica a logística, a competitividade e aumenta os custos de produção. Diante de tal medida, há que se mobilizar a classe política para que as obras em curso possam prosseguir no ritmo necessário. 


Eficiência dos municípios 
Com foco nas áreas de educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, proteção aos cidadãos, meio ambiente e governança em tecnologia da informação, o Tribunal de Contas (TCE-SC) avaliará a efetividade das políticas públicas e das atividades desenvolvidas pelos 295 municípios catarinenses no exercício de 2024. O estudo resultará na criação da edição 2025 de um indicador-padrão de rede nacional, denominado Índice de Efetividade da Gestão Municipal, que permitirá uma análise detalhada das ações, além de orientar melhorias e maior transparência na administração dos recursos. O levantamento é um passo essencial para medir a efetividade da gestão municipal. 


Preço de luxo
Conforme o “Estadão”, comprar uma cobertura em Balneário Camboriú é um sonho para poucos. Cita levantamento da Felicitá Imóveis, imobiliária especializada local, que para alcançar esse objetivo o preço varia de R$ 2,2 milhões a quase R$ 90 milhões. Atualmente a cobertura mais cara é a do edifício Titanium Tower. Custa R$ 89,5 milhões. Tem seis quartos e quase 700 metros quadrados de área privativa. Com entrega prevista para 2028, também contará com duas piscinas, sendo uma interna com spa e outra externa, com hidromassagem e borda infinita. Com mais de 500 metros de altura, o prédio terá 204 apartamentos e 18 mansões. 


Desequilíbrio
O fluxo atual de turistas europeus para SC, em especial portugueses, apresenta um gritante desequilíbrio. Atualmente esta relação está em 80% para 20%. A meta do governo estadual que no curto prazo 60% dos catarinenses visitem Portugal e 40% dos portugueses venham para cá. O que se percebe é que é preciso envolver a imensa comunidade de ascendência açoriana, que representa mais de 20% do total da população, nesse processo. Está ficando de lado. 


Esqueleto no armário 
Saiu o balanço da estatal SC Participações e Investimentos, relativo ao quarto trimestre de 2024. O documento informa que as debêntures emitidas e vencidas em 31 de outubro de 2000 juntamente com os juros vencidos e não pagos em 31 de dezembro de 2023 totalizam R$ 12,6 bilhões, objeto de execução judicial no Tribunal de Justiça do Estado. Nos autos da execução ajuizados pela corretora Planer consta que o valor atualizado da dívida é agora estratosférica: R$ 55,4 bilhões. 


Destino rico
Levantamento do site de relacionamento MeuPatrocínio levanta uma vez a bola de Florianópolis e Balneário Camboriú que, são respectivamente, o quarto e quinto destinos mais bem avaliados por homens ricos com mais de 35 anos quando o assunto são as viagens de feriado. Essa gente, chamada “sugar daddies”, tem uma renda mensal média de R$ 90,8 mil e desembolsa, em média, R$ 30 mil em viagem, como no feriadão de Carnaval. Trancoso na Bahia, lidera o ranking nacional, seguido por Rio de Janeiro e Angra dos Reis. 


Appel Home 
A Appel Home, empresa catarinense especializada na produção de itens de cama, mesa e banho, chega aos 50 anos com uma série de iniciativas que englobam novidades na infraestrutura e ações com a comunidade. A empresa está na terceira geração da família fundadora e projetou 50 ações para marcar a data. Um dos marcos do aniversário será a Semana Appel, que irá ocorrer de 28 a 30 de abril. A agenda inicia dia 28 com convenção de vendas para sua equipe comercial e representantes de todo o país. A programação aberta ao público ocorre nos 29 e 30 pela manhã, com a realização do Appel Sumit. Além do parque fabril e loja de fábrica em Brusque, a Appel possui 10 lojas próprias em Santa Catarina, e-commerce próprio e está presente em todo o Brasil, através do varejo cama, mesa e banho. 


Fort Atacadista 
O Grupo Pereira, por meio da rede Fort Atacadista, segue investindo em novas lojas em Santa Catarina. Dia 2, ocorreu a inauguração da primeira loja de Penha, terra do Beto Carreiro World. A nova loja fica em frente ao parque, na avenida que dá acesso à cidade e às praias. O investimento totalizou R$ 50 milhões e foram abertos 300 empregos. Esta foi a 40ª loja da rede Fort em SC. 


Potencial para SC exportar 
Enfim revelada a lista de tarifas recíprocas prometida pelo presidente dos EUA. O Brasil foi incluído na tarifa mínima de 10% para a maioria dos produtos vendidos no mercado americano. A taxa baixa e os percentuais maiores a outros países são vistos como oportunidades para o setor empresarial de Santa Catarina e do Brasil para conquistar mais espaço no mercado americano. Também terão taxa mínima de 10% a Colômbia, Chile, Austrália, Reino Unido, Turquia e Cingapura. As demais variam de 17%, como a de Israel, até 54%, como a da China. O fato de a tarifa ter ficado menor para o Brasil do que para a maioria dos outros países do mundo abre uma grande chance de os exportadores brasileiros ganharem fatias de mercado e consolidarem esses mercados com suas estratégias de negociação e desenvolvimento de produto. O conjunto das tarifas anunciadas pelos EUA deve provocar grandes mudanças no mercado mundial e gerar oportunidades para o Brasil conquistar mais espaços no mercado internacional. 


Taxação aos automóveis 
No anúncio das tarifas recíprocas, o governo dos EUA aplicou taxação de 25% para automóveis importados, autopeças e também todos os demais componentes desses veículos, incluindo equipamentos eletrônicos como computadores de bordo e outros. Essa decisão impacta o setor produtivo de SC, que é fornecedor de autopeças para a indústria automotiva que atua no mercado americano. Além disso, existe a preocupação se a medida vai incluir também grandes veículos porque, nesse caso, o estado é produtor de peças vendidas diretamente aos Estados Unidos. E sobre da capacidade produtiva de automóveis em outros mercados pode resultar em maior oferta no Brasil e gerar outro impacto. Uma situação positiva pode ser a da BMW. Se for mais barato produzir no Brasil do que no México, ela pode estudar a produção de unidades na fábrica de SC. 


Lista da Forbes 
O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, subiu na lista dos bilionários brasileiros da Forbes. Atualmente, Hang ocupa o 27º lugar com um patrimônio líquido de 2 bilhões de dólares. No ranking anterior, ele ocupava a 28ª posição na lista. O brasileiro número um da lista continua sendo Eduardo Saverin, um dos fundadores do Facebook junto com Mark Zuckerberg, com uma fortuna avaliada em 34,5 bilhões de dólares. Em SC, a lista conta com seis nomes. Hang ocupa o segundo lugar no estado. Alceu Elias Feldmann, natural de Pouso Redondo, no Alto Vale do Itajaí, lidera a lista com uma fortuna de 3,3 bilhões de dólares. 


Decoração 
A Casacor Santa Catarina traz mais uma edição ao litoral norte catarinense, região que desponta no mercado nacional em valorização imobiliária e empreendimentos de luxo. A primeira mostra de 2025 está confirmada para Itapema, no Residencial Villa Maiorca, da Gandin Construtora. 


Metro quadrado 
Balneário Camboriú segue no topo do ranking nacional de valor médio do metro quadrado, segundo o Índice FipeZap. O preço médio na cidade catarinense chegou a R$ 14.334, considerando sua posição como referência no mercado imobiliário brasileiro. Logo em seguida, aparece Itapema, com R$ 13.848. A terceira colocação ficou com Vitória (ES), com 12.920 por metro quadrado. 
Despejo de lixo 
Deve receber sanção do governador de SC projeto aprovado na Assembleia Legislativa que prevê multa de R$ 500 para quem for flagrado jogando lixo nas vias públicas. A regulamentação futura lei dirá como isso será feito. No Brasil, já há leis desse tipo no Rio de Janeiro, Santos, Salvador e Porto Alegre. Mundo afora, em algumas cidades é muito rigoroso. Mesmo variando de local para local, alguns deles podem chegar ao valor de US$ 100 mil. 


Sepultamento 
Projeto que vai dar o que falar autoriza o sepultamento de familiares dentro dos terrenos de propriedade dos familiares do ente falecido. Para tal, haveria necessidade de todo estabelecimento de jazigos privados submeter-se ao processo de licenciamento ambiental junto ao órgão competente. 


Bem material
A UFSC e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estão juntos no encaminhamento de uma proposta que visa reconhecer a pesca artesanal colaborativa entre humanos e botos, em Laguna, conhecida mundialmente, como Patrimônio Cultural do Brasil. A UFSC agora vai elaborar o dossiê de registro, como composto por pesquisas, documentos e material fotográfico e audiovisual etnográfico. A pesca artesanal com botos já é reconhecida como patrimônio imaterial de SC desde 2018. 


Lido, alhures 
O marqueteiro Sidônio Palmeira está usando um conjunto de estratégias de comunicação para melhorar a aprovação do presidente. Mas é bom lembrar de Abraham Lincoln, que disse: “Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo”. 


Setor de madeira 
Apesar dos EUA ter divulgado a lista de tarifas recíprocas, nem todas as taxações estão definidas. O governo americano ainda estuda a situação de madeiras e derivados, que podem ter tarifa maior que os 10%. Isso porque ainda está em andamento a investigação do Trade Expansion Act, mais conhecida como investigação 232, que verifica o impacto desses produtos importados na segurança do Estado. Foi a mesma estratégia adotada para automóveis, aço e alumínio, com tarifa de 25%. Segundo a vice-presidente da Fiesc, a taxa de 10% foi bem recebida. Observa, porém, que é preciso ver como estão os maiores competidores de SC. A China, um dos principais, está com uma taxa maior. 


Lucro recorde
Empresa de energia controlada pelo Estado de SC, a Celesc, fechou o ano de 2024 com resultado recorde: obteve o maior lucro líquido da sua história, de R$ 715,8 milhões, 28,5% superior ao do ano anterior, e o maior crescimento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização de 37,5% chegando a R$ 1,57 bilhão. Os fatores que mais impactaram para os resultados foram a alta do consumo de energia no começo do ano, os investimentos de R$ 1,26 bilhão realizados durante o ano e o custo menor de ações ambientais junto à União. 


Pequenos tesouros 
Iniciativa de um casal criou rede de cooperação e produção de frutas vermelhas no Planalto Serrano de SC, com direito até a turismo para colheita. Foi num acampamento em Urubici, na Serra catarinense, 915 metros acima do nível do mar, que Sandro Tasqueto, então educador físico, decidiu que seria nas alturas que criaria raízes. Gaúcho, filho de agricultores, ele viu as belezas da cidade mais acolhedora do Brasil o lugar onde voltaria a se conectar com sua origem. O casal dividiu por anos o tempo entre a propriedade em Urubici e a vida na cidade de Brusque, no Vale do Itajaí, onde eles vieram morar após deixar o Rio Grande do Sul. Hoje, produzem framboesas, amoras, mirtilos e morangos como também é responsável por criar uma rede de 15 famílias de produtores em Urubici e outras 20 espalhadas pelo Paraná, SC e Rio Grande do Sul. A cooperação multiplicou os ganhos e abriu as portas para novos negócios, que vão desde a venda das frutas vermelhas, passando pelo beneficiamento e até o turismo. 


Credibilidade 
Na Carta de Florianópolis, documento final de evento que reuniu na capital de SC, dias 25 e 26 de março, presidente de tribunais estaduais, de juízes do país, constam oito conclusões. Entre elas, o compromisso em consolidar e fortalecer um espaço de diálogo constante com o STF, o Conselho Nacional de Justiça e o STJ, a fim de construir um Poder Judiciário uno, célere e eficiente. Precisa e muito. Só 12% dos brasileiros dizem que é bom ou ótimo o desempenho do STF, por exemplo.


Chamadas falsas

Estamos evoluindo em civilidade! O Corpo de Bombeiros Militar de SC informa que foram reduzidas em 65% as chamadas telefônicas falsas entre 2020 e 2024, depois de entrar em operação um sistema que permite a identificação de origem das chamadas e sua frequência. Passaram de 15.400 para 5.306.  


Têxtil Renaux 
A empresa brusquense Têxtil Renaux, teve vendas líquidas em 2024 no montante de R$ 117,4 milhões, contra R$ 132,4 milhões em 2023. Teve prejuízo de R$ 39,4 milhões em 2024 contra um lucro líquido de R$ 16,7 milhões em 2023. O Ativo Circulante (AC) soma R$ 65,3 milhões em 2024 contra R$ 84,0 milhões no ano anterior.  Já o Passivo Circulante (PC) soma R$ 226,8 milhões em 2024 contra R$ 249,9 milhões no ano anterior. O Patrimônio Líquido (PL), composto do Capital Social e Reservas é negativo em R$ 342 milhões em 2024, contra R$ 314 milhões em 2023, também negativo. A conta de Prejuízos Acumulados soma R$ 362,7 milhões em 2024 contra R$ 334,7 milhões em 2023. 


Novela 
A propósito do caso ocorrido numa praia de São Paulo, onde uma charrete atropelou e matou uma turista durante uma corrida, autoridades policiais de SC foram alertadas de que estavam sendo organizadas competições do tipo no Balneário Rincão, no sul do Estado. Disputas que teriam patrocínio de abonados empresários da região, dispostos em investir naquela “opção de lazer”. 


Reduto goiano
Empresários goianos com mais de 35 anos, os chamados agroboys, em sua maioria, são públicos com mais interesse em investir em imóveis em Balneário Camboriú, depois de Neymar e companhia. A cidade catarinense é onde eles mais investem depois de sua capital, a riquíssima Goiânia e da vizinha Aparecida de Goiânia, diz a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás. Buscam não apenas um imóvel, mas uma experiência de vida, dizem corretores. Experiência de vida que nem sempre tem simpatia de quem não é goiano. Na cidade há uma imagem de que eles estão quase sempre presentes em algumas transgressões, individualmente ou em grupos, como excessos de velocidade em seus bólidos de luxo com escapamentos abertos e, principalmente, gerarem poluição musical sonora. Acham que todos tem que ouvir o que eles gostam mais: música sertaneja, em decibéis máximos e da pior qualidade. É uma minoria muito ativa e transgressora, que macula sua própria comunidade. 


Bilionárias 
Saiu a lista anual da revista Fortes sobre os detentores de grandes fortunas mundo afora. Um destaque é para duas catarinenses, irmãs e herdeiras da Weg. São Lívia Voigt e Dora Voigt de Assis, netas de Werner Ricardo Voigt, um dos cofundadores da maior fabricante de motores elétricos da América Latina. Lívia, 20 anos, e Dora, 27, tem fortuna de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,8 bilhões), cada uma, por sua participação, também para cada uma de 3,1% no capital do grupo. 


Drogas 
O consumo de drogas em SC é uma tragédia e tão grave que as autoridades estaduais pensam em instituir, no âmbito municipal, conselhos antidrogas, como há os para crianças e adolescentes, idosos e outros. Para tal estão dando cursos orientativos sobre como estruturá-los, oferecidos gratuitamente pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Escola de Saúde Pública, em parceria com o Conselho Estadual de Entorpecentes. 


Descontrole
Houve um tempo em que no Brasil havia cidades com mais eleitores do que habitantes. Agora, temos cidades com mais beneficiados pelo programa Pé-de-Meia do que estudantes, conforme denúncia do “Estadão”. Logo se saberá que mais famílias estarão recebendo Bolsa Família do que famílias. São R$ 12,5 bilhões por ano para mais de 4 milhões de estudantes. Nossa corrupção passou de todos os limites toleráveis. 


O que ensinar 
Enquanto, com certa regularidade, deputados propõem engrossar o currículo escolar com conteúdos um tanto distantes da realidade catarinense, como o ensino de História da África e linguagem neutra, o deputado Antídio Lunelli, para que os nossos jovens estão ficando sem perspectivas, perdidos nos seus celulares, apresentou dois projetos interessantes: a inclusão da disciplina de Robótica e Programação, para estimular o interesse dos alunos por tecnologia e inovação, e de Empreendedorismo e Gestão Financeira, oferecendo ferramentas para que eles possam planejar melhor seu futuro profissional e financeiro. 


Núcleo de Beneficiamento Têxtil 
O cenário macroeconômico e as possibilidades de investimentos para as indústrias foram os temas do primeiro evento do ano do Núcleo de Beneficiamento Têxtil da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá. O objetivo do evento é fomentar esse conhecimento a todos os empresários, para que os investimentos sejam feitos da maneira mais assertiva e de uma forma que possa trazer bom retorno a todos os nucleados e também à região. O Núcleo hoje conta com 16 empresas, que atuam, principalmente no segmento de tinturaria, estamparia e lavanderia, que são peças fundamentais para o setor têxtil. Para o evento, o núcleo teve a parceria da XP Investimentos. 


Fila do SUS 
A espera para consultas no SUS dura em média 57 dias no país, conforme ferramenta desenvolvida pelo jornal O Globo, tendo 2024 como ano de referência. Por Estado, são 78,8 dias em SC, 56,8 no Rio Grande do Sul e 83,4 no Paraná. O recorde está com o Amazonas: longos 103,3 dias. Socorro! 


Os norte-americanos 
O brasileiro precisa meditar se vale a pena utilizar-se exclusivamente do processo convencional ou se não é melhor valer-se de alternativas de solução de conflitos (Mediação e Arbitragem) que dispensem o ingresso em Juízo. Os norte-americanos, ricos e pragmáticos, só recorrem ao Judiciário para as grandes questões. As pequenas são resolvidas pela conciliação, negociação, mediação e arbitragem. Ganha-se tempo e eles sabem muito bem que “time is Money”, motivo porque o ganho é duplo. 


Confiança na Arbitragem
Com mais de 100 milhões de processos tramitando no Brasil, não é incomum que casos até simples fiquem anos aguardando julgamento. A situação pode se tornar ainda mais grave se o processo envolve questões de alta complexidade técnica. Uma solução que tem sido cada vez mais aplicada, especialmente por empresas, é o instituto da Mediação e Arbitragem. Numa Corte Arbitral, as partes aceitam se submeter à decisão do árbitro, que não é necessariamente advogado ou juiz, podendo ser um especialista da área onde há a controvérsia. Esse sistema é um método de solução de controvérsias legais, disponível para empresas e cidadãos. Em países de 1º Mundo, a Arbitragem é a regra geral, sendo o Judiciário uma exceção pelo seu alto custo. 
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Balneário Camboriú “fura a bolha” e entra no radar dos ultrarricos com imóveis de até R$ 200 milhões

Com o metro quadrado mais valorizado do Brasil pelo terceiro ano consecutivo, segundo o índice FipeZap, Balneário Camboriú tem um dos mercados imobiliários mais aquecidos do país com crescimento contínuo e seguro – uma aquisição de frente para o mar, por exemplo, pode valorizar em média 3% ao mês, bem acima da inflação. A cidade catarinense, que já atrai milionários brasileiros, agora entra no radar dos ultrarricos internacionais com imóveis de luxo que podem custar até R$ 200 milhões, impulsionando um novo ciclo de valorização imobiliária. Para o especialista no segmento, o corretor de imóveis de alto padrão Bruno Cassola, esse movimento marca uma nova fase para a região e consolida a cidade como um destino global de alto padrão.

 

“Além da valorização contínua do metro quadrado, Balneário Camboriú tem se tornado um polo de investimentos de alta renda devido ao seu perfil cosmopolita, infraestrutura de ponta com melhorias constantes, segurança, economia pujante, localização estratégica próxima a grandes polos industriais e a presença de projetos inovadores. A construção do edifício residencial mais alto do mundo inspirado no piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, que deve ser lançado em maio deste ano, é um dos muitos exemplos que reforçam ainda mais essa projeção internacional com imóveis de até R$ 200 milhões. E isso tem se tornado uma tendência, pois cada vez mais temos visto chegar novos produtos imobiliários de altíssimo padrão que contribuem para colocar a cidade em outro patamar. Esse cenário impulsiona a valorização de toda região e começa a atrair investidores de outros países como da América Latina, Europa, Emirados Árabes e Estados Unidos, que buscam exclusividade e rentabilidade aliados a outros fatores como clima agradável o ano todo, águas mornas e natureza abundante, dificilmente encontrados em outros continentes”, explica Bruno Cassola.

 

Considerada a “Dubai brasileira”, Balneário Camboriú tem atualmente alguns dos edifícios mais altos da América Latina, que ultrapassam os 290 metros, e rivalizam com grandes centros de luxo do mundo, como Miami (EUA) e Mônaco (FRA). A chegada do arranha-céu Senna Tower, com mais de 500 metros de altura, elevador de carros na sala do apartamento, megacoberturas de 903m² e valores inéditos no mercado nacional, além de outros empreendimentos milionários com assinaturas de grifes, como o lançamento do edifício assinado pela Armani, colocaram a cidade na rota de magnatas e investidores ultrarricos. Segundo Cassola, outro fator que contribui para essa ascensão global é o perfil do público que escolhe investir em Balneário Camboriú.

 

“Os compradores desse nicho, especialmente estrangeiros, não estão apenas em busca de imóveis com alta rentabilidade, mas de opções que proporcionem um lifestyle exclusivo, com marinas de alto padrão, serviços personalizados, projetos inovadores, segurança, mobilidade urbana e qualidade de vida, além da proximidade com a natureza e condições climáticas favoráveis. O mercado de luxo em Balneário Camboriú se desenvolveu ao longo dos anos e hoje oferece algo que poucos destinos do mundo conseguem: imóveis de altíssimo padrão para faixas como A, Triple A e ultrarricos, com frente para o mar, privacidade e uma estrutura que atende aos mais exigentes padrões globais”, analisa.

 

Para o especialista, a cidade catarinense está posicionada entre os destinos desejados por investidores. “Balneário Camboriú já era referência nacional no mercado imobiliário e com a chegada desses novos empreendimentos de altíssimo padrão, com valores que impressionam e um metro quadrado que pode chegar a R$ 220 mil, conseguiu romper barreiras e atingir um novo nicho de investidores internacionais, se consolidando como uma aposta segura para quem busca exclusividade e rentabilidade”, completa Cassola.

 

Sobre o Bruno Cassola

Eleito campeão em vendas, premiado 10 vezes pelas renomadas construtoras FG e Embraed em Balneário Camboriú, é considerado uma autoridade em vendas de apartamentos de alto padrão na cidade. É empresário, administrador de empresas e corretor de imóveis especializado em ativos de alta rentabilidade. Atua há 18 anos no ramo imobiliário, especializado em imóveis de alto padrão em Balneário Camboriú, considerado o metro quadrado mais valorizado do Brasil. Possui registro no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI), Conselho Regional de Administração (CRA) e no Cadastro Nacional de Avaliadores de Imóveis (CNAI). 

 

Mais informações: https://www.brunocassola.com.br/

 

CIESP/NOTA OFICIAL: Greve de auditores da Receita passou do limite suportado pela sociedade, alerta o Ciesp

A prolongada greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que se estende por meses, ultrapassou todos os limites do razoável e do bom senso, colocando em risco a economia, as empresas e os trabalhadores. O alerta é do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que reforça a urgência de uma solução para o impasse entre a categoria e o Governo Federal. "Independentemente de quem tenha razão, a sociedade não pode continuar refém da discórdia e arcando com seus ônus", afirma Rafael Cervone, presidente da entidade e primeiro vice da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

As consequências nocivas da paralisação estão escalando, com atrasos na liberação de cargas, documentos retidos e processos aduaneiros estagnados por dias. Setores que dependem de agilidade, como o farmacêutico e o de alimentos perecíveis, são os mais afetados, mas os prejuízos espalham-se por todas as cadeias produtivas. Empresas enfrentam custos operacionais mais altos, perda de competitividade e risco de desabastecimento, em um momento no qual a estabilidade econômica é prioritária. O comércio exterior também é muito impactado.

Em dezembro de 2024, o Ciesp já havia encaminhado ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pedindo solução e apontando os danos causados pelo movimento. Desde então, a situação só piorou. Nos terminais de carga, o acúmulo de mercadorias ameaça levar o sistema ao colapso. As empresas ficam sem alternativas, tendo de esperar – até 15 dias, em vários casos – pela liberação de produtos, inclusive itens essenciais.

A greve entrou em uma fase ainda mais crítica com a operação "Desembaraço Zero", iniciada em 31 de março e que deverá prosseguir até 11 de abril. A manobra, para quase todas as liberações aduaneiras, repete uma ação semelhante à realizada em fevereiro último, quando mais de 75 mil remessas ficaram retidas. Desta vez, os efeitos podem ser ainda piores: a desorganização da cadeia de suprimentos tende a pressionar os preços, com estimativa de aumento de até 2,1% no valor final dos produtos, com reflexos diretos na inflação no período da Páscoa.

Se não for resolvida já, a greve pode transformar um problema pontual em uma crise estrutural no comércio exterior brasileiro e nas cadeias de valor. “Por isso, reforçamos o apelo por uma solução imediata, com a promoção do diálogo e do entendimento entre os auditores e o governo. E, para ontem, é premente atender às demandas urgentes, como a liberação de medicamentos, insumos produtivos e mercadorias perecíveis, antes que os prejuízos se tornem irreversíveis”, enfatiza Cervone.

FecomercioSP pede urgência no Congresso para manter isenção de vistos a estrangeiros

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) oficializou, às lideranças do Congresso, o pedido de aprovação com urgência do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 206/2023, que suspende um decreto do governo federal e mantém a isenção de vistos para que cidadãos dos Estados Unidos, do Canadá e da Austrália ingressem no Brasil. A exigência passou a valer em 10 de abril.
 
A dispensa ocorreu oficialmente em 2019, porém, em 2023, o governo publicou um decreto determinando que os cidadãos desses países só conseguiriam entrar no território brasileiro com o visto. Desde então, há um empenho no Congresso para que passe a valer a isenção — sobretudo diante do alto custo ao Turismo que essa exigência acarretará. A reação parlamentar foi efetiva até o momento: em 19 de março, o Senado sustou a exigência e, agora, a decisão depende da Câmara dos Deputados. 
 
Desde 2023, a FecomercioSP atua para que se mantenha a isenção. Os turistas dessas três nações representam cerca de 15% do total dos visitantes do Brasil, com destaque para os estadunidenses, que ficam atrás somente dos argentinos na lista de estrangeiros que mais ingressam no País. Esse porcentual é expressivo e deve ser considerado, uma vez que a exigência de vistos poderá reduzir o número de visitantes, impactando negativamente tanto o Turismo quanto a economia local — portanto, será um retrocesso. 
 
Em 2024, 878 mil turistas dessas nacionalidades ingressaram no Brasil, representando um aumento relevante de 9,5% em comparação com o ano anterior (ao passar de 8%, no primeiro semestre, para 11%, na segunda metade do ano). É importante destacar também o claro desequilíbrio nos fluxos turísticos: atualmente, para cada norte-americano que nos visita, em média, 2,5 brasileiros viajam para os Estados Unidos. Além disso, os países da América do Sul não exigem visto de entrada para estadunidenses, canadenses e australianos, seja por acordos bilaterais, seja por decisão unilateral. Dessa forma, ao reintroduzir essa imposição, o Brasil se distancia dos seus concorrentes diretos e se torna um destino menos atrativo para esses turistas. 
 
Adicionalmente, a exigência de vistos para tripulações aéreas a trabalho contraria a Convenção de Chicago, da área de Aviação Civil internacional, da qual o Brasil é signatário. O acordo busca evitar todo atrito que comprometa a operação das companhias estrangeiras e estimula a cooperação entre as nações e os povos. Como as tripulações passam por constantes alterações, a obrigatoriedade pode resultar até em cancelamento de voos para o País.

Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que afetam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

Confira as novidades do Pix para 2025, incluindo parcelamento e débito automático

O Banco Central (BC) implementou novas regras para os comprovantes de transações via Pix, com o objetivo de reforçar a segurança e evitar fraudes. Desde terça-feira (1º), os comprovantes de agendamentos devem conter o termo “Agendamento Pix” e um ícone de “relógio com calendário”. Já os comprovantes de pagamentos concluídos apresentarão um ícone de “check”, facilitando a identificação de operações finalizadas.

A medida visa combater golpes relacionados a falsos comprovantes de pagamento e garantir mais transparência para os usuários. Além dessa iniciativa, o BC anunciou outras novidades relacionadas ao sistema de pagamento instantâneo, incluindo o Pix Parcelado e o Pix em garantia.

Novidades no Sistema Pix
Durante um evento que celebrou os 60 anos do Banco Central, na quarta-feira (2), o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, destacou que a modernização do Pix é uma prioridade para 2025. Entre as principais mudanças previstas, destacam-se:

Pix Automático: Começa a operar em 16 de junho de 2025 e funcionará de forma semelhante ao débito automático, permitindo pagamentos recorrentes sem a necessidade de autorização manual para cada transação.
Pix Parcelado: Previsto para setembro de 2025, permitirá que usuários financiem pagamentos por meio de parcelamento, enquanto os recebedores terão acesso imediato ao valor integral da transação.
Sistema de devolução: A partir de 1º de outubro de 2025, bancos deverão oferecer um mecanismo de autoatendimento para contestação de transações fraudulentas.
Pix em garantia: Previsto para 2026, permitirá que empresas utilizem recebíveis futuros via Pix como garantia em operações de crédito.
Mudanças Já Vigentes
Nos primeiros meses de 2025, outras funcionalidades foram adicionadas ao sistema:

Boleto com QR Code: Disponível desde fevereiro, permitindo pagamentos de boletos via Pix.
Pix por aproximação: Ativo desde 28 de fevereiro, possibilita pagamentos via NFC (Near Field Communication), de forma semelhante a cartões contactless.
Perspectivas Futuras
Outras funcionalidades estão em fase de desenvolvimento, incluindo a integração do Pix com o mercado internacional, novas formas de iniciação de pagamentos (como reconhecimento facial e Bluetooth), e regras para divisão automatizada de pagamentos.

O Pix se consolidou como o meio de pagamento mais popular do Brasil desde seu lançamento em novembro de 2020. Segundo pesquisa do BC, 76,4% dos brasileiros utilizam o Pix regularmente, superando o cartão de débito (69,1%) e o dinheiro em espécie (68,9%). Com as novas atualizações, o Banco Central busca tornar o sistema ainda mais eficiente, seguro e acessível para a população e empresas.

“Taxa das Blusinhas” Causa Prejuízo de R$ 2,2 Bilhões aos Correios em 2024

Os Correios acumularam um prejuízo de quase R$ 2,2 bilhões desde a entrada em vigor do programa Remessa Conforme, da Receita Federal, em agosto de 2024. A medida, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”, impactou diretamente a arrecadação da estatal, que viu sua receita cair 37% abaixo do esperado para o período.

Segundo um balanço interno, os Correios deixaram de arrecadar R$ 2,16 bilhões com o transporte de mercadorias importadas da China. Antes da implementação do programa, a previsão de lucro para esse segmento em 2024 era de R$ 5,9 bilhões, mas o total arrecadado ficou em apenas R$ 3,7 bilhões.

Mesmo após uma reavaliação das projeções, considerando os efeitos da nova taxa, a estatal ainda ficou abaixo do esperado. A expectativa revisada era de R$ 4,9 bilhões em 2024, o que já representava uma queda de R$ 1,7 bilhão em relação à previsão original.

O impacto do Remessa Conforme também contribuiu para que os Correios encerrassem 2024 com um déficit de R$ 3,2 bilhões, tornando-se a estatal federal com o maior prejuízo do país.

Pior janeiro da história

O cenário negativo se manteve no início de 2025. Apenas em janeiro, os Correios registraram um prejuízo de R$ 425 milhões, o maior já registrado para o mês na história da empresa. Segundo dados levantados pelo Poder360, a receita no período foi de R$ 1,4 bilhão, enquanto as despesas chegaram a R$ 1,9 bilhão.

O programa Remessa Conforme foi criado pelo Ministério da Fazenda com o objetivo de regularizar a tributação de compras internacionais de pequeno valor. No entanto, desde sua implementação, tem sido apontado como um dos principais fatores para a queda na receita dos Correios, afetando diretamente o fluxo de encomendas internacionais no Brasil.

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TCP quebra recorde quadruplo em março

Em março, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, registrou o melhor mês em produtividade para o ano de 2025, superando quatro novos recordes operacionais: movimentação de contêineres refrigerados; movimentação geral de contêineres; movimentação de contêineres na ferrovia; e número de trens recebidos em seu pátio.
 
O destaque foi para a movimentação de contêineres refrigerados (reefer), que chegou a 13.890 unidades, alta de 14% frente ao último recorde, de junho de 2024, e de 38% quando comparado ao número registrado em março do ano anterior. Já a movimentação total de contêineres para o mês foi de 138.485 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), superando a máxima anterior, de outubro de 2024, em 1.115 TEUs.
 
Nas operações ferroviárias, o Terminal recebeu 118 trens e movimentou 9.491 contêineres em março, quebrando dois recordes que datavam de agosto de 2023. A TCP é o único terminal portuário do sul do Brasil a possui uma conexão direta entre a zona alfandegada a um ramal ferroviário. 
 
“Ressaltamos o trabalho contínuo e o máximo esforço da TCP em prover aos seus clientes as melhores soluções logísticas, com inovações constantes, infraestrutura adequada e flexibilidade operacional para atender às demandas do mercado brasileiro. Além disso, o foco no atendimento e na satisfação de nossos clientes sempre estará entre nossos pilares estratégicos, para que o Terminal continue, mês após mês, atingindo níveis recordes de movimentação e sendo sempre o porto ideal para seus parceiros”, reforça Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP.
 
Nos últimos dois anos, a TCP aplicou mais de R$ 370 milhões em investimentos, que abrangeram a construção de uma subestação de energia, a expansão do número de tomadas para armazenagem de contêineres refrigerados (reefer), a modernização dos portões de acesso ao pátio de operações (gate) e das instalações do prédio de manutenção e reparo, assim como a aquisição de 11 novos guindastes pórticos sobre pneus (RTG) e 17 Terminal Tractors (TT).
 
“Encerramos o primeiro trimestre com uma movimentação histórica, em linha com nossas projeções e que apresentam um cenário promissor. Os recordes de março são um indicativo claro do ganho de eficiência e de capacidade operacional que conquistamos nos últimos anos, e esses avanços são resultado direto dos investimentos estratégicos em infraestrutura, maquinário, e no desenvolvimento contínuo de nossos colaboradores. Por meio da sinergia entre tecnologia de ponta e capital humano qualificado, fortalecemos nossas equipes para superarmos novos desafios e alcançarmos as metas em 2025”, explica Felipe de França, gerente de operações da TCP.
 
Carnes e congelados
 
A TCP conquistou uma alta de 11% na movimentação de contêineres refrigerados no primeiro trimestre de 2025, chegando à marca de 33.919 contêineres, 3.349 a mais do que o registrado em 2024. No segmento de carnes e congelados, maior responsável pela movimentação de contêineres refrigerados, a TCP exportou 602 mil toneladas de carnes congeladas de frango, 224 mil toneladas de carnes congeladas bovinas, e 45 mil toneladas de carnes congeladas de porco nos três primeiros meses deste ano.
 
“O recorde movimentação de contêineres pelo ramal ferroviário também é reflexo dos resultados na operação de cargas refrigeradas, pois um volume expressivo de carnes congeladas embarcadas pelo Terminal chega à Paranaguá por meio do nosso ramal ferroviário, um modal utilizado estrategicamente pelas indústrias pela sua confiabilidade, sustentabilidade, previsibilidade e com redução de custos logísticos”, comenta Guidolim.
 
Em junho de 2024, a TCP concluiu as obras de expansão do seu pátio reefer, área destinada ao armazenamento de contêineres refrigerados, como os utilizados no transporte de carnes e congelados. Com um aumento de 45% no número de tomadas, de 3.624 para 5.268, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui o maior pátio reefer da América do Sul.

 

Porto de Imbituba celebra a 100ª escala do Navio Vicente Pinzón

O navio porta-contêineres Vicente Pinzon alcançou, em março, a marca histórica de 100 atracações no Cais 2 do Porto de Imbituba. O navio integra a linha de cabotagem ALCT2, da Aliança Navegação e Logística, que escala semanalmente o Complexo Portuário de Imbituba e conecta a Região Sul com o Nordeste brasileiro. Para celebrar este importante momento, o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, entregou, nesta quarta-feira (2), uma placa de homenagem ao Vicente Pinzón, durante sua 101ª escala. 

O ato simbólico contou com a presença da tripulação e do comandante Eduardo Mesquita, que recebeu a homenagem em nome da embarcação. A reverência também foi acompanhada pela Gerente de Operações da Autoridade Portuária, Cássia Reis, além de representantes da Agência Marítima Imbituba (AMI), responsável pelo navio, e da Santos Brasil, arrendatária do Terminal de Contêineres, a qual também entregou uma placa em saudação pelo marco histórico.

Com 254,87 metros de comprimento (LOA) e 37,4 metros de largura (boca), o Vicente Pinzón navega sob bandeira brasileira e tem capacidade para transportar até 4.898 contêineres de 20 pés (TEU). No Porto de Imbituba, tem papel fundamental no escoamento de produtos estratégicos, como o arroz e a cerâmica produzidos no sul do estado.

Recentemente, o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina (SPAF), Beto Martins, ressaltou que a consistência das operações e a confiança das empresas na infraestrutura portuária são essenciais para garantir a competitividade de Santa Catarina. Nessa mesma linha, o diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes de Oliveira,  apontou que o alcance de mais de 100 escalas do Vicente Pinzon simboliza a crescente relevância da infraestrutura local no cenário do comércio. "Essa conquista evidencia a importância do Porto de Imbituba na logística marítima internacional e sua contribuição fundamental para a economia catarinense", destacou.

"A cabotagem é um pilar estratégico da matriz logística brasileira, especialmente para conectar o Sul aos outros estados do país. A Aliança se orgulha em celebrar essa importante marca, da centésima atracação do nosso navio Vicente Pinzon no Porto de Imbituba, reflexo do trabalho conjunto e confiança mútua entre nós, o Porto de Imbituba e nossos clientes e parceiros", enfatiza Luiza Bublitz, presidente da Aliança Navegação e Logística. "Esse marco não apenas reforça a posição estratégica do estado 

Residencial boutique assinado pela Artefacto valoriza quase 75% no litoral catarinense

Com 95% das unidades já vendidas, o Artefacto Towers by CK foi o primeiro empreendimento imobiliário no Brasil assinado em collab com a grife Artefacto. Parceria inédita e um ícone de sofisticação e design, realizado pela Construtora CK, a previsão de entrega está prevista para 2026, quando deve atingir 120% de valorização desde o lançamento.

 

Empreendimentos que valorizam a sofisticação funcional, o design de luxo e integram marcas e profissionais de renome têm ganhado popularidade no mundo todo e o Brasil é um dos mercados emergentes mais promissores, conforme apontam pesquisas internacionais. A collab com grifes consagradas garante mais segurança na aquisição já que traz o know-how das “assinaturas” o que, conforme especialistas, impacta na valorização e na liquidez. Relatório global da empresa de pesquisa Market US publicado em dezembro do ano passado confirma o crescimento do mercado de design de interiores de luxo, que deve registrar um aumento em torno de 7,6% ao ano até 2033 e a receita deve mais do que dobrar até lá atingindo US$ 130,6 bilhões com aproximadamente 40% deste montante dirigido ao segmento residencial.  

“O aumento de propriedades de luxo no Brasil, especialmente em polos como o litoral de Santa Catarina, em razão da demanda, também impulsiona empresas da construção civil a inovarem. Na hora da escolha, além de fatores fundamentais a serem avaliados como histórico e solidez da construtora e localização, outros diferenciais como design e funcionalidade dos espaços, projetados por experientes profissionais e empresas, são mais indicadores de qualidade e de valorização superior”, explica o diretor da Construtora CK, Charles Kan, que trouxe para o litoral norte de Santa Catarina o primeiro residencial do Brasil assinado pela Artefacto e participação de profissionais consagrados no setor de design de luxo como é o caso de Patrícia Anastassiadis, que comanda o escritório Anastassiadis e projetou os 30 ambientes que integram a área de lazer.

Em fase de construção, o empreendimento já registra índice de quase 75% de valorização imobiliária em menos de 4 anos e espera atingir em torno de 120% na entrega, prevista para o final de 2026. 95% das unidades já estão vendidas o que comprova o sucesso do modelo de negócios tanto para moradia quanto para investimentos. A localização, na Praia Brava de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, que está entre as top 5 em valorização do metro quadrado do Brasil, é mais um diferencial aliado ao histórico de 15 anos da construtora. 

“Pesquisas e estudos divulgados em vários países demonstram que empreendimentos e residências que trazem a assinatura de grandes marcas de design tendem a ter uma valorização de mais de 20% comparada com residências de luxo tradicionais, sem contar com a melhor liquidez em caso de revenda”, comenta o executivo que atua no mercado da construção civil há mais de 20 anos.

O edifício Artefacto Towers by CK contará com uma área de lazer de quase 40 mil metros quadrados e 30 ambientes, todos mobiliados pela Artefacto. A marca, que ressalta a elegância máxima da brasilidade e o “feito à mão", conquistou não apenas o país, mas também ganhou espaços em destinos que são referências no mercado de luxo como nos Estados Unidos, na Flórida, e em Nova Iorque, em Manhattan, uma das áreas mais cobiçadas pelos principais nomes do design mundial. 

Os moradores, no Artefacto Towers by CK, terão o privilégio de usufruir de alto conforto com ambientes inspirados na hotelaria de luxo, que resgatam vivências e memórias afetivas, desenhados pelo escritório Anastassiadis, comandado por Patrícia Anastassiadis, e que conecta o estilo de vida do consumidor moderno, globalizado e exigente. O mobiliário traduz a essência do luxo, por meio da produção artesanal e da criatividade de profissionais brasileiros. Os móveis atendem as necessidades multi-geracionais no segmento super premium com peças feitas em  madeira, aço, alumínio e fibras naturais. Na área de lazer, opções da Artefacto tanto para uso outdoor, indoor e híbrido transformarão o empreendimento em um ambiente boutique inspirador, com peças como: cadeiras ergonômicas que mesclam características étnicas e modernas; móveis orgânicos e multifuncionais como chaises para relaxamento e para ocasiões formais, poltronas minimalistas e móveis como “aparadores buffets” que se transformam em utilitários elegantes como em um bar completo, e mesa de jantar ou de reunião que pode virar uma elegante mesa de sinuca próxima a um ambiente para degustação de vinhos selecionados. 

A área de lazer do Artefacto Towers by CK terá uma série de atrativos focada na qualidade de vida, no descanso e no lazer dos moradores incluindo piscinas, quadras esportivas, sala para pilates e área fitness; espaço wellness com saunas e beauty center; lounges para descanso e diversão; áreas com churrasqueiras; salões de festas incluindo infantil; lounge teen além de playground. Pub, boate, cinema e espaços externos com belas vistas para a cidade e para a praia serão mais atrações de uso comum. 

"Quando o assunto é luxo, lazer e conforto, é impossível não lembrar de nomes que destacam a excelência do design no Brasil como Artefacto e Patricia Anastassiadis, que desenvolveram espaços de lazer únicos. Isso reflete o comprometimento em qualidade máxima da CK para seus clientes e a nossa missão ao valorizar as raízes locais, do país”, destaca Charles. 

Os imóveis no empreendimento custam em média R$ 2,5 milhões  e a cobertura duplex está avaliada em cerca de R$ 5,9 milhões. O projeto conta com 195 apartamentos e 4 salas comerciais, sendo que uma delas é ocupada pela sede corporativa e central de vendas da Construtora CK. No total, são  em duas torres de 113 metros de altura, totalizando aproximadamente  40 mil m² construídos.

Sobre a Construtora CK

Há 15 anos no mercado da construção civil, com matriz na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, região que detém um dos mais altos índices de valorização imobiliária do país, a Construtora CK é comandada pelo experiente executivo Charles Kan que acompanha de perto cada um de seus projetos. A empresa se destaca por uma trajetória marcada por solidez e inovações no mercado catarinense desde 2010, e pelo reconhecimento de marcas nacionais de renome e talentos brasileiros, além de valorização superior de seus produtos. Conta com um portfólio de empreendimentos que somam aproximadamente 172 mil m²  construídos e entregues até o momento, além de projetos desenhados para diferentes perfis de público: desde o consumidor focado em praticidade e “smart living”; ao investidor que busca valorização, segurança e liquidez, até as famílias que prezam por empreendimentos boutiques, exclusividades e integração com grifes de alto luxo.  Independentemente do público, a alta qualidade permeia todas as obras, o atendimento aos clientes e colaboradores. Atualmente, possui 3 obras em andamento: Artefacto Towers by CK, Urbe Residence e Habitah Praia Brava e planeja lançar novidades em 2025.
https://www.construtorack.com.br/
 https://www.artefactotowers.com.br

Portos RS recebe comitiva Belga para intercâmbio sobre logística e energias renováveis

O porto do Rio Grande recebeu, na manhã desta terça-feira (01/04), a visita de uma delegação oficial da Bélgica, formada por representantes diplomáticos e empresariais com interesse em conhecer a estrutura logística e as possibilidades de cooperação internacional da Portos RS. A comitiva foi recepcionada pelo presidente da estatal portuária, Cristiano Klinger, acompanhado por Romildo Bondan (diretor de Operações), Henrique Ilha (diretor de Meio Ambiente) e Flávio Ferreira (chefe de Gabinete).

A delegação foi composta por Valentine Mangez, cônsul geral da Bélgica em São Paulo; Kátia Pinheiro, cônsul honorária da Bélgica em Porto Alegre; Alessandro Pavan, representante da Flanders Investment and Trade (FIT); Camila Guerra, da empresa DEME; Ricardo Delfim, da Jan De Nul; e Isabela Pinheiro Lamprecht, da LAMEX Foods.

A visita também representou um gesto de reciprocidade institucional, após a missão realizada pela Portos RS à Bélgica em março deste ano. Na ocasião, o gerente de Planejamento e Desenvolvimento, Fernando Estima, e o chefe de Gabinete, Flávio Ferreira, participaram de uma série de agendas técnicas e institucionais voltadas ao intercâmbio de experiências em logística portuária, inovação e sustentabilidade. 

Durante a passagem por Rio Grande, a comitiva belga também foi recepcionada nas instalações da Ecovix, Vanzin e da Wilson Sons, onde pôde conhecer mais sobre a infraestrutura e as operações portuárias da região. Representantes da empresa Bianchini também estiveram na Wilson Sons.

O objetivo da visita foi conhecer mais a fundo a estrutura operacional do porto do Rio Grande, os investimentos em sustentabilidade e o modelo de gestão adotado pela Portos RS. Durante o encontro, temas como logística portuária, inovação, energias renováveis e hidrogênio verde foram abordados como pontos de interesse mútuo.

De acordo com o presidente da Portos RS, a presença da delegação belga reforça o potencial do porto como elo estratégico na cooperação internacional:

“Essa agenda é estratégica para estabelecer conexões com um país que tem expertise reconhecida em logística portuária e energias renováveis. A troca de experiências com autoridades e empresas da Bélgica amplia nossa visão sobre inovação, sustentabilidade e eficiência nos processos portuários, e sinaliza caminhos para futuras parcerias comerciais e institucionais”, afirmou Cristiano Klinger.

A cônsul geral Valentine Mangez destacou a importância da visita e a relevância da pauta logística para a Bélgica:

“A visita ao porto do Rio Grande foi uma excelente oportunidade para troca de conhecimentos. A Bélgica tem uma forte tradição portuária, com grandes terminais, e assuntos como logística sustentável, green ports, hidrogênio verde e melhoria de procedimentos são temas centrais para nós. Acreditamos que sempre há o que aprender em conjunto, e essa aproximação com o Brasil é fundamental para esse processo”, declarou Mangez.

A agenda integrou-se a um esforço de aproximação institucional entre a Bélgica e o Brasil, promovendo o intercâmbio de experiências em áreas como logística, infraestrutura portuária e sustentabilidade. A visita também permitiu apresentar o porto do Rio Grande como referência regional em operações portuárias e em projetos voltados à transição energética.

Comércio e serviços somam 55% dos empregos gerados em fevereiro no estado

As informações constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Governo Federal
Os setores do comércio e dos serviços foram responsáveis por 55% dos empregos gerados em Santa Catarina no mês de fevereiro. Ao todo, o estado criou 30,1 mil vagas de trabalho formais, sendo 16,6 mil nos setores terciários da economia. As informações constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Governo Federal.

O dado representa um avanço de 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Para o presidente da Fecomércio SC, o resultado de fevereiro surpreendeu positivamente não apenas em Santa Catarina, mas em todo o Brasil.

“Foi uma geração de empregos bastante expressiva, acima das expectativas. Vale lembrar que estamos vivendo um período complexo na economia, com juros e inflação em patamares acima do tolerável. O que esse resultado mostra é a resiliência da economia catarinense”, diz Dagnoni.

Além do comércio e dos serviços, a indústria registrou um saldo bastante positivo em fevereiro, com 8,3 mil vagas. A construção civil (3,3 mil) e a agropecuária (1,9 mil) também contribuíram para o bom resultado.

Compras online internacionais ficam mais caras: ICMS sobe para 20% em 10 estados; saiba quais

A partir da próxima terça-feira (1º), dez estados brasileiros aumentarão a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre compras internacionais, elevando a taxa de 17% para 20%. A medida foi definida na 47ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), realizada em dezembro do ano passado.

Os estados que implementarão o aumento do ICMS são:

Acre
Alagoas
Bahia
Ceará
Minas Gerais
Paraíba
Piauí
Rio Grande do Norte
Roraima
Sergipe
Com essa mudança, a tributação global sobre compras internacionais de até US$ 50 deve chegar a 50% do valor dos itens. Isso ocorre porque, além do ICMS estadual, essas encomendas já são taxadas com um imposto de importação de 20%, em vigor desde agosto de 2023. Dessa forma, um produto vendido por R$ 100 passará a ter um custo total de R$ 150 para o consumidor.

Como fica a tributação:
Para compras de até US$ 50:

20% de imposto de importação (tributação federal);
20% de ICMS (tributação estadual).
Para compras acima de US$ 50:

60% de imposto de importação (tributação federal);
20% de ICMS (tributação estadual).
Ainda há um desconto de US$ 20 sobre o valor do imposto de importação em determinadas situações.

Impacto e justificativas
Grandes importadoras avaliam que a alta do ICMS irá encarecer significativamente as compras internacionais. Por outro lado, varejistas nacionais defendem a medida, argumentando que a carga tributária sobre empresas brasileiras é ainda maior, e que o ajuste do ICMS contribui para a “isonomia tributária”.

Inicialmente, os estados discutiram elevar o ICMS para 25% em todo o país, mas a proposta foi adiada.

O programa Remessa Conforme, que beneficia empresas certificadas, reduz a alíquota do imposto de importação sobre compras internacionais realizadas nessas plataformas. Em qualquer aquisição internacional, o consumidor deve pagar tanto o imposto federal quanto o estadual, conforme as novas regras em vigor.

Dólar recua e Bolsa cai em meio a temores sobre tarifas nos EUA

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (31) em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,705. A moeda norte-americana recuou após três dias consecutivos de alta.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), também registrou queda, fechando em 130.526,42 pontos, um recuo de 1,04%. Investidores estão atentos à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar novas tarifas comerciais, o que tem gerado preocupação nos mercados globais.

A semana deve ser marcada por alta volatilidade, de acordo com analistas, especialmente com a entrada em vigor das tarifas recíprocas anunciadas por Trump. As novas taxas, que começam a valer na quarta-feira (2), foram chamadas pelo republicano de “Dia da Libertação”. A medida gera temores de aceleração da inflação e risco de recessão nos Estados Unidos, impactando diretamente os mercados internacionais.

Economia & Negócios: Às compras

Economia & Negócios
Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Às compras 
Em pouco mais de uma semana, a siderúrgica multinacional Arcelor Mittal comprou duas empresas catarinenses, por valores não revelados publicamente: a Tuper, fabricante de tubos de aço, e a Dânica, que vende soluções termoisolantes, de telhas a divisórias de escritório. Ambas de Joinville. 


Homofobia 
Não vai demorar com a denúncia de que universidades, inclusive a UFSC, estão criando cotas para pessoas trans em áreas como residência médica, dermatologia e anestesiologia. “Não basta ter a melhor nota, qualificação; o que basta é se enquadrar em um recorte ideológico, uma exclusão disfarçada de justiça social”. 


Vinho-homenagem
A vinícola Villa Francioni, pioneira em vinhos de altitude, está anunciando a chegada da segunda edição de um de seus rótulos mais icônicos: o vinho Dilor, criado para homenagear seu fundador, Dilor Freitas. Serão apenas 2.400 garrafas, com teor alcoólico de 14,8%. Permaneceu por 30 meses em barricas novas de carvalho francês, seguido de um período adicional de dois anos em garrafa antes de ser disponibilizado ao mercado. 


Jeitinho obsceno 
Revoltante! No projeto de lei do Imposto de Renda que o presidente Lula mandou para o Congresso não está prevista a cobrança do tributo incidente sobre os indecorosos e escandalosamente ilegais penduricalhos pagos a juízes. Este país não é mesmo para honestos. Inaceitável. 


Uma praga sem fim 
Os catarinenses acordaram envergonhados com o noticiário de mais uma operação de combate a suspeitas fraudes em licitações em 17 municípios. Conforme as investigações, uma empresa de prestação de serviços de licença de uso de software na área da Saúde copiava os termos de referências e direcionava a licitação a seu favor, daí o nome da operação de “Control C”. A força tarefa do MPSC, através do Geac e Gaeco, cumpriu 46 mandados em Florianópolis, Jaguaruna, Tubarão, Balneário Arroio do Silva, Araranguá, Palhoça, Pescaria Brava, Balneário Piçarras, Cocal do Sul, São Ludgero, Penha, Garopaba, Capivari de Baixo, São José, Laguna, Blumenau e Criciúma. Sem querer antecipar julgamentos, a ação deixa no ar suspeitas de desvios de dinheiro público, uma praga que parece não ter fim. 


Caged: fevereiro/25
O mês de fevereiro com 431,9 mil novos empregos gerados foi bem melhor que janeiro, com um saldo positivo de 137,3 mil empregos gerados. No mês, foram admitidos 2,5 milhões de pessoas e demitidas 2,1 milhões. O Estados com maior saldo positivo: São Paulo (+137.581), Minas Gerais (+52.603), Paraná (+39.176), Rio de Janeiro (+31.974), Rio Grande do Sul (+30.603), Santa Catarina (+30.097), Goiás (+20.594), Bahia (+20.132), Mato grosso (+9.710) e Pará (+8.990). Os empregos em fevereiro foram gerados: Serviços (+254.812), Indústria (+69.884), Comércio (+46.587), Construção Civil (+40.871) e Agronegócio (+19;842). Em SC os destaques ficaram com Joinville (+2.480), Itajaí (+2.427), Florianópolis (+1.271), Chapecó (+1.055), Gaspar (+960), Blumenau (+929), Brusque (+869), Criciúma (+760), Itapema (+643) e Tubarão (+618). 


SC: o Norte te encontra o Norte 
O evento SC: o Norte Encontra o Norte, realizado em Joinville dia 24 de março, mostrou que os oito municípios do Norte de Santa Catarina têm uma das economias mais dinâmicas e que mais cresce no mundo. Mas pode alcançar um ritmo de expansão ainda maior, com mais geração de renda e impostos, se contar mais infraestrutura. A região vai trabalhar unida para isso e já teve uma resposta; o governador assinou no evento a ordem de serviço para o estudo de impacto ambiental da nova rodovia Via Mar. Também foi encaminhado que a região vai atuar unida para pressionar pela urgente conclusão da duplicação da BR-280. 


Norte: potência econômica 
A região Norte de Santa Catarina, integrada por oito municípios, registrou o maior crescimento populacional entre 12 regiões do mundo com economias mais dinâmicas no período de 2002 a 2022, uma alta de 3,32%, seguida pelo Estado de Santa Catarina (2,76%), Texas (2,47%) e Israel (2,42%). No caso do crescimento do PIB em 2022 a preços de 2015, o Norte de SC cresceu 2,79%, somente atrás do Texas (5,75%) e Israel (4.05%). Os municípios que integram essa região de SC são, Araquari, Garuva, Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Joinville, São Bento do Sul e São Francisco do Sul. 


Dejetos ou não 
Sem ouvir sequer um criador de suínos, o Conselho Estadual do Meio Ambiente de SC decidiu, por resolução, que os dejetos suínos são efluentes e, por isso, têm que ser retirados de todas as propriedades. Não ocorreu a seus membros que, desde sempre, aquilo que consideram dejeto é, na verdade, adubo, que é espalhado no solo agricultável. O conselho vai se reunir agora em abril, quando ouvirá poucas e boas por ignorar uma realidade fora dos gabinetes envidraçados. 


Tombo 
A metalúrgica catarinense Tupy, que valia quase R$ 3 bilhões, perdeu algumas dezenas de milhões no mercado acionário desde semana passada com a indicação de Rafael Lucchesi, atual presidente do conselho do BNDES, para ser seu executivo no lugar de Fernando Rizzo. O banco estatal detém 28,2% de participação e a Previ, o fundo de pensão do Banco do Brasil, outros 24,8%. Os minoritários (36% das ações) foram ignorados na indicação. 


Irmãos Fischer
A brusquense Irmãos Fischer fabricante de fornos elétricos, churrasqueiras elétricas, fogões de embutir a gás, fogões a gás de piso, eletroportáteis, betoneiras, casas modulares em aço, telhas e painéis em aço, secadoras de roupas, centrífugas de roupas, carrinhos de mão para construção civil, depuradores e coifas, com suas peças e acessórios. Teve receita operacional bruta em 2024 de R$ 632,9 milhões, contra R$ 585,4 em 2023; a receita operacional líquida somou R$ 475,6 milhões em 2024 e R$ 439,1 milhões em 2023. O resultado do exercício foi de R$ 71,7 milhões (2024) e R$ 10,8 milhões (2023). O ativo circulante somou R$ 210,4 milhões (2024) e R$ 187,1 milhões (2023). Já o passivo circulante somou R$ 238,6 milhões (2024) e R$ 216,5 milhões (2023). O Patrimônio Líquido (PL), que soma o Capital Social e Reservas foi de R$ 118,7 milhões (2024) e R$ 115,7 milhões (2023). 


Presença portuguesa 
Prefeitos do litoral catarinense ficaram entusiasmados com o anúncio da chegada ao Estado do grupo hoteleiro português Vila Galé, com um resort, em local ainda a ser definido. A propósito, a TAP Portugal, que tem três voos semanais entre Florianópolis e Lisboa, estuda a ampliação para quatro. 


Excessos 
O mesmo STF que com os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, condenou a cabeleireira paulista Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão por ter pichado de batom “perdeu, mané” em estátua na frente da corte em 8 de janeiro de 2023, é o mesmo que deu liberdade a verdadeiros bandidos e corruptos confessos como Sérgio Cabral, Marcelo Odebrecht, Geddel Vieira Lima, Antonio Palocci, líderes do PCC, do Comando Vermelho e tantos outros. Socorro! Decisões que têm distância abissal do que é se fazer a Justiça de verdade, de lastro constitucional, aquele que exige proporcionalidade e razoabilidade das penas, individualização das condutas e pleno direito de defesa. Garantidos estes valores, se afastam riscos de impunidade. Nossos arrogantes “supremos” se afastam disso, lamentavelmente. 


Homenagem 
O Pastor luterano Cláudio Scheffer foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Brusque durante sessão dia 25. Ele se despede das atividades paroquiais para se aposentar após 28 anos de atuação em Brusque. Foi entregue a comenda do mérito religioso ao pastor no começo da sessão. Em discurso, Pastor Cláudio lembrou da trajetória de vida. Durante 40 anos, percorrendo os três estados do Sul (PR, RS e SC), Deus lhe deu a oportunidade de conhecer muitas pessoas, comunidades e fazer muitos amigos, com possibilidade de levar a palavra de Deus. Vai residir em Itapema. A partir de agora é considerado Pastor Emérito, ou seja, aposentado. 


Verão 2025 
A Fecomércio SC divulgou pesquisa sobre o perfil do turista em Santa Catarina durante o último verão. O levantamento confirmou o que se viu nas ruas e praias: a ampla presença de argentinos, com 28,8% do total de visitantes, seguido por uruguaios (2,8%), paraguaios (2,3%) e chilenos (0,8%). Turistas de outras nacionalidades representaram 0,4%. A pesquisa mostrou que, em média, cada grupo de visitantes desembolsou R$ 9,3 mil, o que representa aumento de 41% em relação à temporada 2023/24, quando o valor ficou em R$ 6,6 mil. Outro dado é que o verão confirmou que a média de idade dos turistas subiu: mais da metade dos visitantes (54%) tinha entre 41 e 60 anos. 


Sucesso 
O estaleiro italiano da Azimut, em Itajaí, festeja a venda de seis iates de luxo Fly 56, recentemente lançado e uma das atrações do próximo Rio Boat Show, daqui a um mês. Custa R$ 16 milhões e tem fila de compradores estrangeiros, que tem que esperar até um ano para recebe-los. O barco tem 17 metros de comprimento, dois motores Volvo que proporcionam velocidade de até 31 nós (58km/h), três suítes e muito luxo em tudo a bordo. Tudo com assinatura do grifado arquiteto italiano Alberto Mancini. 


Beabá
Uma audiência pública na Assembleia Legislativa discutiu os rumos da educação de jovens e adultos de SC, onde 165,2 mil adolescentes e adultos que não sabem ler nem escrever. Mais: 2,8 milhões maiores de 15 anos não concluíram a educação básica. Destes, 1,5 milhão não tem nem o ensino fundamental, conforme dados do censo escolar de 2023. A discussão chega no momento em que o governo federal anuncia um aporte de R$ 4 bilhões para fortalecer a EJA.


Despreparado
Quem for dissecar o currículo do árbitro Gustavo Ervino Bauermann, que  desastradamente conduziu a polêmica decisão do Campeonato Catarinense de Futebol, descobre que ele tentou carreira como jogador. Sem sucesso, foi despachado por deficiência técnica da base da Chapecoense, clube que muito prejudicou na disputa da final na Ressacada, em Florianópolis. Merece uma geladeira. 


Travessia do rio Itajaí-Mirim 
Durante as primeiras décadas da história de Brusque, a travessia do rio Itajaí-Mirim era realizada por meio de canoas, pequenos barcos e balsas. Esses meios de transporte, ainda empregados para o deslocamento de cargas e pessoas, foram essenciais nas regiões onde se encontram algumas das pontes da cidade. No entanto, entre todas essas opções, a que mais se destacou foi a famosa “balsa do Centro”. Desde a fundação de Brusque (1860), o ponto de embarque utilizado para o deslocamento da balsa (e das outras embarcações) ficava próximo ao local onde hoje está localizada a Ponte Estaiada. A primeira aposentadoria da balsa ocorreu há 120 anos, em 1905, com a inauguração da primeira ponte no local, a famosa Ponte Vidal Ramos, em 22 de novembro daquele ano. Além das balsas, também existiam as barcaças, que eram embarcações de grande porte, de fundo chato e reforçadas, utilizadas para o transporte de cargas. Essas embarcações, também chamadas de lanchas, foram gradualmente desaparecendo após 1925, com o aprimoramento das vias terrestres e o surgimento dos caminhões de cargas.  


É caro produzir 
A história de um pequeno laticínio que inicialmente próspero, tragado, principalmente pelos altos custos burocráticos. Todo mês recebia a “visita” de agentes de pelo menos quatro conselhos profissionais a quem estava obrigado a ter inscrição. Cada um com suas implacáveis taxas. Tal destino, como de milhares de outras empresas que enfrentam o mesmo drama, poderia ter uma pequena empresa de Blumenau que produz pães sem glúten e sem lactose. Teve que gastar um bom dinheiro com advogados até obter sentença favorável, na Justiça Federal, para que fosse isenta de inscrição e anuidade no Conselho Regional de Química. Antes disso foi multada em R$ 10 mil. 


A conta 
O governador de SC já fez a conta. Estima uma perda de R$ 1 bilhão com a redução da tributação da cesta básica, atendendo apelo do governo federal, mas questiona se tal custo vai ser coberto por algum repasse da União. O governador até se contenta se Lula se comprometer, de fato, a adotar uma política de controle de gastos. Mas não aposta nenhuma ficha se o fará. 


Intercâmbio: Brasil e Alemanha
A Prefeitura de Brusque, por meio da Secretaria de Educação, lançou o edital para seleção de Intercâmbio Cultural Brasil-Alemanha. O objetivo é promover a troca de experiências culturais e fortalecer os laços entre os países, especialmente entre Brusque e o Distrito de Karlsruhe. O intercâmbio será realizado em conjunto com o colégio Unifebe e ocorrerá em duas etapas: a primeira etapa ocorrerá entre 2 e 15 de julho deste ano, na Alemanha, e a segunda, entre 17 e 28 de outubro, nas cidades de Brusque e região. 

Cargos mais contratados
No ano passado, os trabalhadores da produção de bens e serviços industriais foram os mais contratados em Brusque. As empresas destes ramos admitiram 14,2 mil profissionais. Os dados são do Caged. No setor de serviços industriais, o cargo mais contratado foi o de alimentador da linha de produção, com 1.984 admissões. Na sequência das contratações, estão os trabalhadores de serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados, com 8.381 admissões. O cargo mais contratado no período foi o de vendedor de comércio varejista, com 2.234 admissões. As empresas brusquenses contrataram 34.742 profissionais e demitiram 32.927, gerando um saldo positivo de 1.815. O setor que mais contratou foi a indústria, com 15.853 novos contratos. 

Lá funciona 
Para quem duvida da efetividade do Poder Judiciário norte-americano, basta lembrar o caso famoso de Julian Assange, o criador do Wikileaks. O ativista australiano ficou asilado por 7 anos na Embaixada do Equador em Londres, mas não foi esquecido. Foi preso em 2019 e teve deportação para os Estados Unidos aprovada pelas autoridades britânicas em 2023. Ele não foi preso por passar batom numa estátua; vai ser julgado pelos crimes de espionagem e vazamento de documentos secretos das Forças Armadas americanas. 

Outro campeonato 
Justificadamente revoltada com o resultado final do Campeonato Catarinense de 2025, a direção da Chapecoense levou ao conhecimento da Confederação Brasileira de Futebol uma ideia que parecia absurda até dias atrás: disputar o Campeonato Gaúcho. Já houve conversas informais com dirigentes da sua federação, do Grêmio, Inter e Juventude. 

Quanto foi? 
O Orçamento da União para infraestrutura em SC foi remetido para sanção presidencial com um corte de R$ 400 milhões. Reconheça-se: em 2023 e 2024 a União destinou R$ 1 bilhão para tais obras aqui, o que permitiu avançar em estradas importantes, como as BRs 470, 280, 282 e 153. Agora há uma pergunta que não quer calar: que outros estados tiveram orçamento, nessa rúbrica, cortado em 40%? 

Imagem maculada
Aquela aura que SC tem, no resto do país, de ser um lugar tranquilo, organizado e seguro, sofreu abalos nos últimos dias. Destacaram-se quatro notícias: a prisão do vice-prefeito de Lages por suspeita de violência doméstica; a morte de uma estudante de Odontologia, baleada numa operação policial em Criciúma; a prisão pela Polícia Civil, de três suspeitos de sequestrar e torturar dois turistas paulistas em março do ano passado na Praia de Canasvieiras, na Ilha de SC; e o circo em que se transformou a decisão do Campeonato Catarinense de Futebol, vencido pelo Avaí. Nem os próprios avaianos comemoraram ...

Festa de luxo 
Outra notícia de SC que bomba nas redes e mídia nacional foi a festa de luxo que a influenciadora digital Tati Barbieri organizou para os 20 anos da filha Sthefanye Dzevielevski, em Balneário Camboriú, com 300 convidados e shows de Luan Santana e Dennis DJ. Tati é casada com o magnata russo Roman Shpigel. Os dois se casaram em setembro de 2023 em celebração que teria custado R$ 32 milhões e que durou três dias, numa mansão junto ao lago Como, na Itália. Mas quem é afinal, Tatiane Barbieri? Nos sites de busca consta que ela é catarinense e além de influenciadora e atriz é a musa da Escola de Samba Salgueiro, do Rio de Janeiro. Trabalhou de 2021 e 2022 nas infames pegadinhas do programa “João Kléber Show”, na Rede TVI, de onde acabou saindo devido à sua participação no concurso “Bela da Copa do Mundo de 2022”, que venceu. Em seguida se mudou para os Estados Unidos, onde conheceu o noivo. 

“Crédito do Trabalhador”: Galípolo questiona eficácia de novo programa de crédito do governo

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, fez críticas ao novo programa de crédito consignado privado lançado pelo governo Lula, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (27), em que foi apresentado o relatório trimestral de inflação. Segundo Galípolo, a medida vai na contramão das ações adotadas pela instituição para conter a inflação e regular a atividade econômica no país.
Durante o evento, o chefe do BC também abordou outras iniciativas recentes do governo. Sobre as mudanças no saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que liberaram R$ 12 bilhões para trabalhadores demitidos sem justa causa, ele afirmou que essas alterações já foram incorporadas às projeções do Banco Central. No entanto, o projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais ainda não foi considerado nas estimativas da autarquia, pois depende da conclusão de seu desenho final no Congresso.
Galípolo classificou o novo programa de crédito consignado privado – que oferece empréstimos a juros menores com desconto direto nos salários dos trabalhadores – como uma medida estrutural que ainda gera muitas incertezas. “A medida do consignado privado ainda precisa ser compreendida. Inicialmente estimativas maiores, agora menores. Há muita dúvida sobre quanto isso representa um fluxo novo de crédito ou uma substituição de dívida antiga por nova, e sobre como isso vai se desdobrar no tempo. Há uma série de dúvidas e a resposta é: não, não consideramos ainda em nossas projeções”, declarou.
O presidente do BC também expressou preocupação com a falta de sintonia entre as novas políticas do governo e o atual ciclo de política monetária. “Essas medidas novas do governo estão conversando menos com o momento e o ciclo da política monetária”, afirmou, sugerindo que o impacto do consignado pode dificultar os esforços da instituição para estabilizar a economia.

Prepare o bolso: preços dos medicamentos sobem a partir de domingo (31)

Os consumidores brasileiros devem se preparar para um aumento nos preços dos medicamentos a partir da próxima segunda-feira, 31 de março. Uma estimativa baseada na fórmula de cálculo da Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) indica que o reajuste poderá atingir o teto de 5,06%.

Este percentual máximo permitido para as farmacêuticas corresponde à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) nos últimos 12 meses, com encerramento em fevereiro. No entanto, a expectativa é que o reajuste médio seja menor, ficando em torno de 3,48%, o menor patamar desde 2018. Os números oficiais para 2025 serão divulgados pela Cmed, órgão regulador de preços, até a próxima segunda-feira. A autorização formal para o reajuste aguarda publicação no Diário Oficial da União.

O cálculo do reajuste anual leva em consideração a inflação, descontando a produtividade da indústria farmacêutica e somando custos de produção não captados pelo IPCA, como variação cambial, tarifas de energia elétrica e preços de insumos. A fórmula também considera três faixas de ajuste, variando conforme o nível de concentração de mercado.

Apesar da autorização para o aumento a partir de 31 de março, o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) ressalta que nem todos os medicamentos terão reajuste imediato. A forte concorrência entre as empresas do setor tende a regular e segurar os preços. Fabricantes e farmácias podem optar por repassar os aumentos gradualmente ou absorver parte dos custos. A variedade de empresas e pontos de venda para medicamentos com o mesmo princípio ativo também contribui para a concorrência.

Para quem utiliza medicamentos de uso contínuo, a recomendação é pesquisar preços e aproveitar promoções para minimizar o impacto no bolso. Programas de desconto oferecidos por laboratórios e farmácias também podem ser uma alternativa. Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma, explica que a demora ou até mesmo a ausência de aumentos pode ocorrer dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais de cada empresa.

No ano passado, o reajuste máximo autorizado foi de 4,5%, o menor desde 2020. O setor farmacêutico é o único segmento de bens de consumo no Brasil submetido ao controle de preços, com as indústrias autorizadas a reajustar seus produtos apenas uma vez por ano. Em nota, o Sindusfarma afirma que o atual modelo de controle de preços dificulta o equilíbrio financeiro das empresas do setor, com o reajuste acumulado historicamente abaixo da inflação geral (IPCA).

A resolução oficializando o novo teto de reajuste ainda aguarda publicação no Diário Oficial da União para entrar em vigor.

Desemprego sobe para 6,8% no Brasil em fevereiro, aponta IBGE

A taxa de desemprego no Brasil registrou um aumento no trimestre encerrado em fevereiro de 2025, atingindo 6,8%, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número, embora ainda abaixo dos índices de 2024, mostra uma alta significativa em comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2024, quando a taxa foi de 6,1%.

Apesar do crescimento recente, a taxa de desocupação continua sendo uma das mais baixas já registradas na série histórica, refletindo uma queda em relação ao ano anterior, quando o índice era de 7,8%. O Brasil contava com 7,5 milhões de pessoas em busca de emprego, o que representa um aumento de 10,4% em relação ao trimestre anterior, ou seja, 701 mil pessoas a mais em comparação ao período de dezembro a fevereiro de 2024. No entanto, em um recorte anual, houve uma redução de 12,5%, representando uma diminuição de 1,1 milhão de pessoas.

A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas desempregadas, subempregadas ou desalentadas, também teve um aumento. No trimestre encerrado em fevereiro, o índice subiu para 15,7%, uma alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Em comparação ao ano passado, a taxa de subutilização recuou 2,1 pontos percentuais. Atualmente, o país tem 18,3 milhões de pessoas nessa condição, com um aumento de 2,8% no último trimestre, mas uma queda de 11,5% em um ano.

Dentre essas, 3,2 milhões de brasileiros se encontram na situação de desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrarão oportunidades. Esse número aumentou 6,9% no trimestre, mas caiu 11,8% em um ano.

A população ocupada no Brasil, que soma 102,7 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro, apresentou uma queda de 1,2% em relação ao trimestre anterior. A taxa de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade ativa, foi de 58,0%, registrando uma leve diminuição de 0,8 ponto percentual em comparação ao último trimestre, mas com um crescimento de 0,9 ponto percentual em relação ao ano passado.

O setor privado continua sendo uma das principais fontes de emprego no país, com 53,1 milhões de trabalhadores empregados no final de fevereiro, embora tenha registrado uma queda de 0,8% no último trimestre. No entanto, o número de trabalhadores com carteira assinada atingiu 39,6 milhões, o maior número da série histórica iniciada em 2012, o que representa um aumento de 1,1% no último trimestre e 4,1% em comparação ao ano passado.

A informalidade no Brasil se manteve estável, com 39,1 milhões de trabalhadores informais, o que corresponde a 38,1% da população ocupada. Apesar da estabilidade, essa é uma área de preocupação, visto que os trabalhadores informais geralmente enfrentam maiores dificuldades de acesso a direitos trabalhistas.

Em termos de rendimento, o salário médio real habitual dos trabalhadores foi de R$ 3.378, um valor recorde desde o início da série histórica, com um crescimento de 1,3% no último trimestre e 3,6% em relação ao ano passado. A massa de rendimento real habitual também alcançou o recorde de R$ 342 bilhões, com um aumento de 6,2% em comparação ao ano anterior.

Obra na Baía da Babitonga amplia competitividade de SC no comércio exterior

A obra de dragagem e aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga está mais perto de sair do papel. Na última sexta-feira (21), o governo do estado e o Porto Itapoá assinaram o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) que vai viabilizar a iniciativa.

Por meio da Autoridade Portuária de São Francisco do Sul, o governo catarinense também lançou o edital de licitação para a escolha da empresa responsável pela execução do projeto, estimado em R$ 300 milhões. A obra permitirá a atracação e operação de embarcações de 366 metros de comprimento - sendo o primeiro complexo portuário do Brasil com capacidade para navios desse porte com carga máxima.

O presidente da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Egídio Martorano, explica que o aprofundamento do canal é uma demanda histórica da Federação, pois aumenta a competitividade do estado no comércio exterior. “A ampliação da capacidade operacional do complexo portuário da Baía da Babitonga vai permitir que navios maiores e mais modernos possam atracar em SC, elevando a quantidade de contêineres transportados por embarcação de 10 mil para 16 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés)”, detalha Martorano.

Para ele, a obra precisa vir acompanhada de melhorias também nos acessos ao complexo portuário, já que o aumento da capacidade também vai elevar a demanda das rodovias de acesso, já saturadas.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Mais de 24 mil trabalhadores da construção civil têm proteção de programa do SESI/SC

Um programa criado em Santa Catarina em 2022 tem ajudado a proteger trabalhadores da construção civil, um dos setores que mais crescem e empregam no estado.

O Obra Mais Segura, iniciativa do SESI/SC e do Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci), já é adotado em mais de 683 obras, com 24,2 mil trabalhadores.

Uma das estratégias do programa é escolher, com as construtoras, profissionais nos canteiros de obras e oferecer a eles treinamento para que identifiquem riscos, orientem colegas e promovam práticas seguras de trabalho.

Além dos chamados agentes SOMAS (Supervisores Obra Mais Segura), equipes do SESI/SC fazem inspeções para verificar a conformidade das obras com normas de segurança.

O trabalho torna mais seguro um setor que, no estado, gera mais de 120 mil empregos formais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

EMPRESAS

Para empresas, o programa também é importante porque garante um ambiente de trabalho seguro, reduz o número de acidentes, evita multas e processos trabalhistas e assegura o cumprimento das legislações em Segurança e Saúde no Ambiente do Trabalho (SST).

As participantes que demonstram compromisso contínuo com a segurança e a saúde dos trabalhadores recebem o selo Obra Mais Segura, um diferencial no mercado.

Por causa do impacto na rotina de trabalhadores e construtoras, o programa venceu em 2024 o Prêmio Proteção Brasil, o mais importante do país para reconhecer boas práticas em SST.

Fernanda Retzem, coordenadora estadual do Obra Mais Segura, diz que o programa “é um exemplo de sucesso” e demonstra o “compromisso do SESI/SC com a promoção da saúde e da segurança no trabalho”.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Murilo Huff é o embaixador da Zig Empreendimentos

Consagrado como um dos principais nomes da música sertaneja da atualidade, o cantor, compositor e instrumentista Murilo Huff foi anunciado pela Zig Empreendimentos como o embaixador da marca durante a inauguração da nova sede da incorporadora, em Balneário Perequê, Porto Belo. No entanto, a estreita ligação entre Murilo e o CEO da Zig, Jaison de Campos, não é de hoje. Além de amigo próximo da família Campos, o artista é um grande fã da região e proprietário de um dos exclusivos apartamentos do Vortex Tower, um empreendimento de altíssimo padrão da Zig.


Jaison destaca que, além de ser um dos maiores expoentes da música, com suas composições gravadas pelos mais importantes nomes da cena sertaneja e pelo seu trabalho como intérprete, Murilo é um homem com princípios, com uma postura séria, íntegra e humana. É um pai dedicado e presente. “Ele veio de baixo, como nós, da Zig Empreendimentos, e nossos valores são muito parecidos. Isso nos aproximou e o credencia para representar nossa marca em todo o Brasil”, destaca Jaison.


"Poder ser embaixador da Zig Empreendimentos hoje é motivo de muito orgulho, porque une duas coisas que fazem parte da minha vida, que é o mercado imobiliário, que eu amo, e a região, que é maravilhosa", pontua Murilo.


Ele conta que seu pai é natural do Sul do Brasil e que por mais de 15 anos a família passava os verões na região. "E não tem como não ser um apaixonado por Porto Belo, Itapema, Balneário Camboriú, Mariscal, enfim, por toda a região, e pelo padrão de qualidade e pela exclusividade dos empreendimentos que levam a marca Zig", arremata.


Afinidades
Murilo Huff, aos 29 anos, já teve músicas gravadas por nomes como Gusttavo Lima, Maiara & Maraísa, Marília Mendonça, Michel Teló, Bruno & Marrone, Lucas Lucco e Naiara Azevedo. Como cantor é um dos nomes mais ouvidos no gênero sertanejo nas plataformas de streaming e caminha rumo a uma carreira internacional. 


Além da música, Murilo iniciou uma bem sucedida carreira no agronegócio, com fazendas dedicadas à agricultura e a pecuária nos estados de Goiás e Tocantins; além de parcerias com gigantes do setor. Ingressou recentemente no mercado imobiliário e também tem sua marca própria de acessórios, como bonés, chapéus, copos, canecas e moletons.


Mas ele lembra que assim como muitos músicos, o começo de sua carreira não foi fácil, mesmo que tenha começado a compor muito cedo. “Há 11 anos eu ia pros shows num Uno puxando uma carretinha, com a ajuda do meu pai. Nós dois montávamos e desmontávamos o som. Não sobrava quase nada de dinheiro, mas sobrava muito aprendizado”, escreveu nas suas redes sociais. 
Com Jaison, 42 anos, não foi diferente. Natural de Curitibanos, na Serra Catarinense, ele mudou ainda criança para o litoral. Filho de irmão mais novo em uma família de pedreiros que veio em busca de um futuro melhor, o CEO da Zig Empreendimentos começou a trabalhar como auxiliar de pedreiro ainda adolescente e subiu praticamente todos os degraus do complexo mercado da construção civil. 


Há 15 anos Jaison fundou sua primeira empreiteira e passou a atender as grandes construtoras da região. Há cerca de dois anos, fundou a Zig Empreendimentos, voltada ao mercado de alto padrão com projetos que aliam sofisticação, exclusividade e funcionalidade. 


Hoje, a incorporadora integra um grupo de empresas administradas por Jaison, que inclui também uma administradora de imóveis e uma empreiteira, responsável por atender cinco grandes construtoras do mercado de alto padrão.
 
 
Texto: Joca Baggio
Fotos: Eliandro Polidoro

 

João Paulo Tavares, novo superintendente do Porto de Itajaí, tem agenda com o vice-presidente da República

O advogado João Paulo Tavares, indicado pelo presidente Lula, é o novo superintendente do Porto de Itajaí. A nomeação foi expedida pela Autoridade Portuária de Santos, na terça-feira, conforme documento enviado a prefeitura de Itajaí.

“Agradeço ao presidente Lula e ao ex-deputado federal Décio Lima. Nós vamos honrar os compromissos com os trabalhadores e com Itajaí . O Porto é uma porta para o mundo e vamos gerar desenvolvimento e renda para o município e para o estado de Santa Catarina”, afirmou.

O advogado também mencionou que sua indicação pelo presidente Lula se deu em reconhecimento aos serviços prestados ao município. O novo superintendente do Porto de Itajaí já realizou a primeira reunião com a equipe técnica, na sede da entidade.

O advogado destacou o compromisso do governo do presidente Lula com o crescimento do Porto de Itajaí.

“O presidente Lula salvou o Porto de Itajaí em três ocasiões. Em 2006, durante seu primeiro mandato, reformou os molhes, evitando a inviabilização da atividade portuária. Em 2008, reconstruiu o Porto, que havia sido completamente destruído pela enchente. Agora, após quase três anos de paralisação, o governo Lula conseguiu uma empresa para operar o Porto. Já no primeiro mês após a federalização, os resultados mostram um crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirmou.

João Paulo também recebeu o apoio da Intersindical dos Sindicatos dos Trabalhadores Avulsos e Vinculados da orla portuária de Itajaí, Navegantes, Florianópolis e Região do Varejista de Itajaí/SC, além do Conselho das Entidades de Itajaí, formado por 25 organizações de Itajaí. O apoio foi manifestado após sua participação em uma sabatina sobre a importância do Porto para o crescimento da cidade. A reunião ocorreu na sede da Intersindical, no mês de fevereiro, em Itajaí.

Agenda com o vice-presidente Geraldo Alckmin em Brasília

João Paulo Tavares participou da reunião do Conselho Deliberativo da Apex com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Apex, Jorge Viana e do Presidente do Sebrae, Décio Lima.

Na reunião, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Geraldo Alckmin saudou a indicação do novo superintendente pela trajetória de serviços prestados ao município e destacou a importância do Porto de Itajaí para impulsionar às exportações no Brasil.

O superintendente João Paulo agradeceu o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin e falou sobre a importância de apoiar os projetos de exportações coordenados pela Apex e Sebrae em Santa Catarina.

“ A reunião foi muito importante para mostrar esta sinergia com o governo federal e para conhecer os programas e projetos voltado às exportações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, da Apex Brasil e do Sebrae que tem sintonia com o Complexo Portuário de Itajaí para gerar desenvolvimento e renda para o município de Itajaí”, avaliou.

Por Rita Lombardi

 

Mulheres contraem mais dívidas e são mais empenhadas em quitá-las

Por Vitor Abdala - repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

Únicas responsáveis por muitas famílias de renda mais baixa, as mulheres continuam enfrentando mais o endividamento do que os homens, no país. Levantamentos realizados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e pela Serasa (empresa que reúne dados de crédito) mostram o impacto das dívidas para o público feminino.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada neste mês pela CNC, mostra que, apesar de a diferença entre os gêneros ter diminuindo em relação a 2024, o percentual de mulheres endividadas (76,9%) em fevereiro deste ano ainda era superior ao percentual dos homens (76%). Em fevereiro do ano passado, a diferença era de 1,6 ponto percentual (78,8% das mulheres contra 77,2% dos homens).

“Historicamente e até hoje, existe uma diferença salarial entre homens e mulheres. Isso vem diminuindo ao longo do tempo, e tem todo um processo de maior independência feminina no mercado de trabalho, e de independência dentro da estrutura familiar. Antigamente, a diferença era ainda maior, e elas dependiam muito mais do cônjuge ou de algum outro familiar. Então, o endividamento é maior porque aquela pessoa precisa de mais crédito, já que ela tem menos renda para conseguir lidar com seu dia-a-dia e sua vida”, afirma o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares.

Merula Borges, especialista em finanças da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), ressalta que, além da diferença salarial, há problemas também na dificuldade de conseguir de crédito pelas mulheres.

“A gente percebe, no empreendedorismo feminino, que as mulheres têm mais dificuldade de tomar crédito. Elas empreendem, de maneira informal, com mais frequência”, afirma. “Elas usam a informalidade como uma forma de subsistência”

Além disso, há a questão de muitas mulheres, principalmente de faixas de renda mais baixas, terem que arcar sozinhas com as despesas familiares.

Segundo pesquisa divulgada neste mês pela Serasa, 93% das mulheres participavam financeiramente das despesas familiares e, em 33% dos lares, elas eram as únicas responsáveis. O percentual é ainda maior nas faixas de renda mais baixa (classes D e E), onde, em 43% dos casos, o encargo das despesas recai exclusivamente sobre elas.

Esses dados mostram apenas um lado do desafio enfrentado pelas mulheres, já que 90% das entrevistadas afirmaram que precisavam aliar o trabalho remunerado com as tarefas domésticas.

“As mulheres seguram a casa sozinhas, têm dupla jornada. Além disso, com todas as despesas que têm no dia a dia, para sustentar uma casa e os filhos. Mesmo assim, elas se preocupam em não ficar com valores em aberto, de não ficar com dívidas, até para não ter dificuldade em solicitar crédito”, destaca Tamires Castro, especialista da Serasa.

Segundo a pesquisa da Serasa, 40% das mulheres entrevistadas priorizam uma preocupação com as dívidas, na hora de organizar o orçamento familiar. E elas fecham 25% mais acordos que os homens no Feirão Serasa Limpa Nome, que busca regularizar a situação dos devedores para tirar seus nomes da lista de negativados (o que dificulta a concessão de crédito por outras empresas).

Segundo Felipe Tavares, mesmo tendo um grau de endividamento superior ao dos homens, as mulheres demonstram mais consciência sobre o orçamento.

“Mesmo antes, quando tinham menos independência [financeira], elas já tinham um papel muito ativo na gestão do orçamento familiar. Quando a gente vê esse aumento da renda e da independência, a administração financeira tende a ser melhor nos orçamentos geridos por mulheres”.

 

A dificuldade de obter crédito (47%) e o endividamento (31%) são os principais desafios financeiros apontados pelas mulheres, segundo a Serasa. Oito em cada dez mulheres (85%) já tiveram algum pedido de crédito negado.

Nos 12 meses que antecederam a pesquisa, entre as mulheres pediram crédito, a maioria foi para pagar despesas inesperadas (26%) e cartão de crédito (22%).

Dicas
“A gente vê muitos bancos oferecendo o cartão de crédito como opção para acúmulo de milhas e benefícios. Isso é, em certa medida, verdade, mas é preciso ter um cuidado. A tentação é maior nesse caso, porque não tem aquela dor imediata de ficar sem o dinheiro, consegue-se parcelar, e a dificuldade de controle é maior”, afirma Merula Borges.

Felipe Tavares destaca que nem toda dívida é ruim, já que, muitas vezes, elas permitem o acesso a bens como automóveis e eletrodomésticos. É importante, no entanto, analisar as condições do crédito antes de contrair qualquer dívida, além gerir bem o próprio orçamento.

Eletrodomésticos estão entre os produtos que podem ser comprados com dívidas bem planejadas Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
“Ter dívidas não é algo ruim. Ter dívidas ruins é algo ruim. Se você fizer uma dívida consciente, com boas taxas, boas condições, que caiba no seu orçamento, aquilo vai ser muito benéfico para sua vida. O crédito não é problema, o problema é você gerir bem o orçamento. Então, a dica é que se preste muita atenção se a taxa de juros é pós-fixada, se ela está indexada a algum indicador de inflação, se tem algum seguro embutido ali, algum serviço embutido na dívida que pode ser tirado para ficar mais barato”.

Tamires Castro destaca que é importante controlar o orçamento, sabendo exatamente o quanto se ganha e o quanto se gasta, para evitar contrair dívidas que se tornem difíceis de pagar.

“A gente precisa ter clareza de tudo que a gente ganha e de tudo o que a gente gasta. Tem que entender o que é de fato aquilo que entra e aquilo que a gente tem de despesas fixas que não pode negociar, que a gente tem que pagar. E, como há uma preocupação das mulheres em negociar dívidas, é importante identificar descontos, para conseguir pagar as dívidas com esses descontos”.

 

 

Economia & Negócios: Parceria logística

Por Augusto César Diegol (acdiegoli@gmail.com)

Parceria logística

Duas empresas catarinenses uniram forças para criar um conglomerado logístico com atuação no Mercosul. O Grupo Nelson Heusi (GNH), que atua em toda a cadeia de comércio exterior, da importação à distribuição, passando pelo despacho aduaneiro, selou aliança com a Titan Cargo, especializada no transporte de cargas e de alto valor. Por ora, o acordo é para uma troca de expertises para que ambas as empresas saiam ganhando. A ideia principal, do ponto de vista estratégico, é ter todos os serviços que englobam as operações de comércio exterior. 


Navios gigantes 
Contrato de mais de R$ 300 milhões entre portos do Norte de Santa Catarina e governo do Estado vai impulsionar o Complexo Portuário da Baia da Babitonga, permitindo a entrada de embarcações com até 366 metros de comprimento e tenha profundidade de até 16 metros, o que permite a recepção desses gigantes dos mares, que figuram entre os maiores navios do mundo. 


Sem prescrição 
A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) subscreve uma reivindicação apresentada na homenagem que a entidade nacional do segmento (Abras) recebeu na Câmara dos Deputados que haja a liberação, em supermercados, da venda de remédios sem prescrição médica. 


Maquiagem 
As exportações de ovos saltaram quase 60% em fevereiro e o preço disparou, em todo o Brasil. O consumidor está perdendo duplamente: para exportação vão os ovos maiores; para o mercado interno tem ficado os que se parecem produzidos por codornas. 


Apoio à inovação 
O governo de SC conta com programas e incentivos para impulsionar a inovação, mas, agora, para que essa infraestrutura tenha mais sintonia com a de municípios para impulsionar a inovação em todo o estado. Para isso, lançou o Tratado da Inovação Catarinense, iniciativa do programa SC Mais Inovação, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com a Associação Catarinense de Fundações Educacionais. Segundo o governador, SC já tem 15 Centros de Inovação. A meta é fazer com que SC se torne o primeiro estado do Brasil com 100% dos municípios tendo leis próprias para incentivar a inovação nas cidades. 


Geografia 
Santa Catarina possui dez produtos com Indicação Geográfica (IGs). Agora, a ostra do litoral e o frescal, de São Joaquim, estão em processo de busca desse importante reconhecimento. 


UFSC
Em entrevista coletiva na Reitoria da UFSC a instituição de ensino superior estaria com problemas graves de orçamento. Irá cortar gastos com serviços terceirizados e, no cenário atual, não descarta interromper as atividades em outubro. Não há informação de protesto no campus, greve estudantil ou abraço no prédio da Reitoria. Nem manchetes sobre sucateamento das universidades federais pelo país. Se fosse em outros tempos ...


Quase perdeu
A fábrica da Coteminas (ex-Artex) em Blumenau, quase ficou para a história por estes dias. A multinacional francesa Louis Dreyfus, pediu sua alienação devido a uma dívida de R$ 123 mil. Mas na undécima hora o dono da companhia, o empresário Josué Gomes da Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), conseguiu evitar a descontinuidade das operações da empresa, que acumula dívida de R$ 2 bilhões. 


Futuro quente
Os participantes do 2º Seminário Mudanças Climática, em Florianópolis, ouviram do respeitado cientista brasileiro Carlos Nobre, conhecido mundialmente, dados de estudo mostrando que a tendência atual de aumento da temperatura terrestre acima de 1,5 graus pode ser irreversível e que entre os anos de 2000 e 2018, 48 mil mortes no Brasil foram associadas a ondas de calor. Defendeu soluções baseadas na natureza, com uma grande restauração florestal urbana em todas as cidades do Brasil. “Quando não tem vegetação na cidade, quase toda a energia radiativa que vem do sol aquece o concreto, o asfalto, fica muitos graus mais quente”. Solução tão simples mas ao mesmo tempo tão desleixada por nossos agentes públicos. 


OAB-SC
A nova diretoria da OAB-SC, tomou posse no último dia 11 em Florianópolis. A solenidade foi marcada por discursos fortes, em defesa da advocacia. Não há justiça sem advogados respeitados. Não permitiremos, que qualquer autoridade, de qualquer esfera, trate a advocacia com desprezo ou desrespeito. O recado é claro contra a postura do STF, em especial o ministro Alexandre de Moraes e a resolução do Conselho Nacional de Justiça, que passou a permitir a sustentação oral gravada. O STF não pode continuar agindo com poder absoluto. A advocacia resistirá firmemente.


Voos regionais 
O governador de SC está a fim de fazer com que o governo do Estado subsidie uma empresa aérea privada para que possa operar voos regionais em Santa Catarina. A possibilidade de criar rotas aéreas foi discutida com a classe empresarial, através da Fiesc e Facisc, que apoiam firmemente a ideia. O governo estadual vem investindo na modernização da rede de aeroportos públicos e o Plano Aeroviário de SC tem R$ 254 milhões em caixa para investimentos. 


Mundo cão 
Que o Estado perde a guerra contra o crime organizado não é nenhuma novidade. Mas, aos poucos, as evidências dessa realidade cruel começam a ganhar mais visibilidade. É o caso de um bairro em São Paulo onde uma facção instalou faixa pública na via de acesso com advertência para impedir repressão a usuários de drogas que se instalaram nas imediações. Isso aconteceu porque a comunidade local se mobilizou e montou grupos chamados de “caça-nóias”, encarregados de expulsar os dependentes químicos dali. A facção ameaça com retaliações quem for pego incomodando seus “clientes”. Interessante que tudo isso acontece perto do local de venda de drogas, chamado de biqueira, que todo mundo sabe onde é, menos a polícia. 


PIB de SC cresce
Santa Catarina encerrou 2024 com estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,3%, a segunda maior variação positiva dos últimos 10 anos (em 2021 chegou a 6,8%), informa a Secretaria de Estado de Planejamento, que faz esse estudo anual. O crescimento alcançado por SC pode ser o maior entre os estados brasileiros no ano, como indica a prévia do PIB do Banco Central, que projetou alta de 5,7% em SC. O cálculo da Seplan, feito com base em 28 indicadores da economia estadual, mostra que SC superou a alta do PIB nacional, que chegou a 3,4% em 2024, segundo o IBGE. As maiores influências para a alta do PIB de SC em 2024 vieram da indústria, que cresceu 7,6% no ano, seguida pelos serviços, com alta de 7,2% no varejo. Santa Catarina atinge o segundo maior PIB dos últimos dez anos, o que reflete a assertividade das políticas públicas que estão sendo implementadas e seus impactos positivos na economia estadual. 


Atração 
O Rio Boat Show, de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, está anunciando uma de suas principais atrações. É o Azimut Grande 27 Metri, um dos maiores e mais modernos iates já construídos no Brasil, na fábrica de Itajaí. O craque Cristiano Ronaldo foi o comprador de um dos primeiros modelos, que custa a partir de R$ 57,9 milhões e tem 20 unidades vendidas no país. A embarcação tem, entre vários “luxos”, cinco suítes e seis banheiros. 


Exportações em alta 
Santa Catarina fechou o primeiro bimestre do ano com 1,76 bilhão de dólares em receita de exportações, o que significa uma alta de 2,2% frente aos mesmos meses de 2024. O resultado foi puxado pela venda de proteína animal. A carne de frango teve faturamento 16,3% maior e a carne suína de 17,6%. No acumulado do bimestre, as vendas de produtos industrializados que mais pesam na balança de SC, tiveram recuo no acumulado de janeiro e fevereiro. Em SC, os dados da balança comercial são acompanhados e analisados pelo Observatório Fiesc. 


Sardinha
O Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região informa que pediu ao governo federal revisão imediata da decisão que zera os impostos para a importação de sardinha em lata. Se aprovada, a medida pode colapsar a indústria pesqueira catarinense. Na região de Itajaí e Navegantes se produz mais de 80% de toda a sardinha em conserva comercializada no Brasil. A raiva do Sindicato é que em tempo algum o setor recebeu incentivo do governo para incrementar a produção nacional.  


Expansão 
A Shein, companhia chinesa varejista global de moda, beleza e lifestyle está anunciando um plano de expansão da plataforma para o Brasil e mais cinco estados em 2025, dentre eles SC, que diz ser um dos primeiros focos no primeiro trimestre. Até o fim deste mês espera atingir mil comerciantes no Estado, com foco inicial nas cidades de Blumenau, Joinville, Florianópolis, Brusque e Itajaí. 


Há esperanças
Ainda há esperanças diante do tenebroso festival de impunidade que assola este infeliz país, patrocinado principalmente pela corte suprema. A Procuradoria Geral da República (PGR), que infelizmente tem explicitado um viés ideológico em suas deliberações, deu uma dentro: recorreu da assombrosa decisão do ministro Antônio Dias Toffoli, que anulou, numa única canetada, de forma monocrática, condenações da Operação Lava-Jato contra o corrupto confesso Antônio Palocci, ex-ministro de Lula. 


Macrodrenagem
O colunista Lauro Jardim, de O Globo, que parece ter fixação por Balneário Camboriú, noticiou o início de uma das maiores obras de macrodrenagem do país, com custo de R$ 53 milhões. Envolve a instalação de tubulação para aumentar a velocidade de escoamento de água que deveria ter sido feita de areia da Praia Central, concluído em 2021. Só que o prefeito anterior, Fabrício Oliveira, deixou de lado. 


Burocracia 
A partir de consulta do TJ-SC, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que a assinatura eletrônica via gov.br ou certificado digital não substituem o reconhecimento de firma em cartório nas autorizações de viagem para menores de 16 anos desacompanhados. A justificativa é “garantir a autenticidade do consentimento dos responsáveis”. Neste país da piada pronta não vai demorar para a obrigatoriedade de reconhecer firma da assinatura eletrônica. 


Invest-SC
O governo de Santa Catarina comemorou os 20 anos da agência de atração de investimentos SCPAR, anunciou novo nome: InvestSC. Também lançou editais para dois projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs), a construção do Complexo Prisional de Blumenau e para o Mirante da Serra do Rio do Rastro. Além disso, fez chamada de audiência pública para validar estudos de concessão da Zona de Processamento de Exportações (ZPE), de Imbituba e do Kartódromo de Florianópolis no Sapiens Parque. Os anúncios foram feitos pelo governador e pelo presidente da InvestSC. Também foi lançado o Guia de Atração de Investimentos para os Municípios, elaborado pela InvestSC. 


Medicina
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem interesse na expansão de vagas do curso de medicina, já ofertado gratuitamente em Florianópolis, Araranguá e Curitibanos. Blumenau e Joinville estão no radar. 


Indústria do carvão 
A política energética do presidente dos Estados Unidos anima a indústria do carvão em Santa Catarina. Desde a campanha, o republicano tem falado “drill baby, drill” (perfure querido, perfure), como uma forma de sintetizar o seu apoio à indústria do petróleo. Trump não acredita em crise climática e defende os combustíveis fósseis. E nesse contesto que o carvão de Santa Catarina pode ganhar fôlego. 


Imóveis em alta 
O setor da construção civil de SC lançou 36,7 mil unidades residenciais em 2024, o que significa um acréscimo de 22% em relação ao ano anterior. É isso que mostra estudo feito pela Brain Inteligência de Mercado em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção. O valor geral dos lançamentos (VGL) alcançou R$ 45 bilhões em Santa Catarina e a maioria é de imóvel de alto padrão na região do litoral. Segundo essa pesquisa, SC respondeu por 9% da atividade imobiliária nacional. 


Desrespeito 
É assustador o desrespeito que as duas concessionárias (CCR e Arteris) da BR-101 em SC fazem com seus usuários nos postos de pedágio. Cada praça, estima-se, fatura R$ 1 milhão por dia nesta época, mas mesmo assim ignoram cláusula contratual estabelecendo que elas devem ser abertas, caso as filas de veículos atinjam 200 metros ou 10 minutos de espera para os motoristas. Como ninguém fiscaliza ...


Residência médica 
O Centro Universitário da Fundação Educacional de Brusque (Unifebe) ofertará, em parceria com o Hospital Azambuja, dois novos programas de residência médica. A partir de 2026, a instituição contará com os programas de residência em Medicina Intensiva e de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Com três anos de duração cada, os programas foram aprovados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), que autorizou a oferta de duas vagas anuais por especialidade. A autorização do CNRM é mais um passo que a instituição dá rumo ao aprimoramento e à qualidade do ensino na área da saúde. 


Portos 
Os portos de SC movimentaram o equivalente a 2,56 milhões de contêineres de 20 pés em 2024. O número representou um incremento de 6,6% frente a igual período do ano anterior. Os embarques foram responsáveis por 48,1% da movimentação de contêineres e os produtos desembarcados por 51,9%. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 


Coleta itinerante de sangue
Projeto de Lei apresentado e aprovado no plenário da Alesc estabelece a criação de um programa de coletas itinerantes de sangue em Santa Catarina. Denominado “Vida em Movimento”, que ainda depende de sanção do governador, deverá ser realizado por meio de veículos automotores adaptados para a coleta e o transporte de sangue, obedecendo às normas sanitárias e aos requisitos técnicos estabelecidos por órgão competente, de forma periódica em todas as regiões do estado. A proposta prevê ainda que o governo do estado deva promover ações de divulgação, conscientização e mobilização da sociedade acerca da importância da doação de sangue, informando também sobre os locais, as datas e os horários das coletas itinerantes. 


Abup Show
Entre os dias 2 e 5 de fevereiro, o Núcleo do Vale das Toalhas, da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr) esteve presente na Abup Show – feira de produtos têxteis, de itens para casa, decoração e outros, da Associação Brasileira de Empresas de Utilidades e Presentes. Realizada no Distrito Anhembi, na capital paulista, a feira reuniu mais de 300 expositores, das principais marcas e fornecedores da indústria de utilidades domésticas, decoração, cama, mesa e banho, têxteis decorativos, acessórios pet, presentes, artesanato e design autoral brasileiro, entre outros. Na oportunidade, o Núcleo do Vale das Toalhas se fez presente no evento através das empresas Toalhas Atlântica, Toalhas Olinda, Appel Home Têxtil e Tecelagem Caviquioli, que representaram o grupo no segmento da indústria têxtil nacional, bem como levaram a qualidade dos produtos da região de Brusque para todo o país. O evento trouxe boas perspectivas para 2025, já que o mercado de toalhas tem se mostrado bastante aquecido nos últimos anos, impulsionado por diversos fatores, como aumento do turismo, crescimento do setor hoteleiro e a valorização da vida no bem estar. 


Indústria em ritmo menor 
Diversificada e preparada, a indústria catarinense conseguiu atender à maior demanda em 2024 e, por isso, fechou o ano com crescimento robusto, acima da média nacional. Mas o setor vê um ano mais difícil em 2025 depois de ter crescido 7,3% até novembro, destaca o presidente da Federação das Indústrias de SC, em artigo no boletim sobre a conjuntura econômica e a indústria divulgado pela entidade. Para 2025, a estimativa da federação é de um crescimento mais moderado de 1,73% para o setor. Refletindo um cenário econômico mais desafiador, como o aumento da taxa básica de juros e a desaceleração do crescimento da renda familiar. Ele aponta como obstáculos também a alta do dólar e a incerteza da economia mundial em função da política tarifária do novo governo dos EUA. 


Ensino agrotécnico 
A Epagri, estatal do governo de SC que atua com pesquisa e extensão rural, vai ingressar na educação básica e profissional do estado. Vai assumir a gestão dos cinco Centros de Educação Profissional Agrotécnico de SC (Cedups). O lançamento do programa aconteceu na sede da Epagri. De acordo com o governo, a participação da Epagri no ensino médio formal e na educação profissional da rede pública de Santa Catarina foi viabilizada pela Lei 18.178 de 7 de janeiro de 2025. Também em janeiro, o Conselho Estadual de Educação fez a transferência dos cinco Cedups para a Epagri. 


Atrações que mais motivam 
Na hora de decidir viagens de lazer, o que pesa mais para os moradores da Região Sul do Brasil? Pesquisa do Ministério do Turismo apurou que gastronomia é a terceira atração turística para os viajantes do Sul. Para brasileiros de outras regiões, essa é a sétima motivação. Os números são inéditos e integram a pesquisa Tendências de Turismo Verão 2025, comportamento da população brasileira, feita em outubro do ano passado com mais de 800 entrevistas pela Nexus, empresa da FSB Holding para o ministério. Ela mostra que a primeira motivação de viagem de lazer da população da Região Sul é sol e praia com 54% das respostas. Em segundo lugar o ecoturismo (natureza) com 31% de preferência e, em terceiro lugar, gastronomia, com 17%. O levantamento mostrou que moradores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul têm mais preferência também por essas opções turísticas. 


MUN Roma 
O Colégio Cônsul Carlos Renaux, de Brusque, alcançou um desempenho notável em sua primeira participação no MUN Roma, simulação diplomática da ONU na Itália. A delegação formada por 10 estudantes conquistou 10 prêmios, incluindo o de Melhor Delegação, destacando-se entre participantes de diversas nacionalidades. O evento realizado entre os dias 24 e 27 de fevereiro, reuniu jovens de todo o mundo para debater temas globais de grande relevância. O Model United Nations (MUN) é uma simulação acadêmica das reuniões da ONU, na qual estudantes assumem o papel de diplomatas e representam diferentes países em debates sobre política internacional, economia e direitos humanos. A experiência desenvolve habilidades fundamentais como oratória, negociação, pensamento crítico e trabalho em equipe. Foi a primeira participação do Colégio Cônsul em um evento desse porte na Itália. Anteriormente, a instituição já havia representado a instituição em simulações nos Estados Unidos e na Inglaterra, consolidando sua presença em competições internacionais. 


Laços culturais 
A participação no MUN Roma coincidiu com as comemorações dos 150 anos da imigração italiana no Brasil, tornando a experiência ainda mais especial. Como parte da preparação, os alunos do Colégio Cônsul visitaram o Consulado Geral da Itália em Curitiba, onde foram recebidos pela Cônsul Geral da Itália PR/SC. No encontro, conheceram a estrutura da Casa Diplomática e discutiram a importância das relações entre Brasil e Itália.  

 

Isenção de IR de R$ 5 mil pode gerar perdas de R$ 3 bilhões para municípios em 2026, aponta CNM

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) alerta para os impactos negativos da proposta de isenção do Imposto de Renda (IR) da Pessoa Física para quem ganha até R$ 5.000 por mês. A confederação estima que, em 2026, os municípios podem enfrentar uma perda significativa de arrecadação, que pode ultrapassar os R$ 11,8 bilhões, mesmo com a expectativa de que o governo federal arrecade R$ 34 bilhões com a taxação de dividendos e rendas superiores a R$ 600 mil por ano.

De acordo com a CNM, a perda direta de arrecadação será de R$ 4,9 bilhões, com a redução do IR retido na fonte dos servidores públicos municipais. Além disso, há a estimativa de uma perda de R$ 6,9 bilhões no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que destina recursos aos entes municipais de acordo com a arrecadação federal. Se as novas regras forem aprovadas, a confederação destaca que a redução no montante do FPM representará um impacto considerável nos cofres municipais.

Apesar dessa perda projetada, a CNM reconhece que, se o governo federal atingir a meta de arrecadação com a taxação de rendas mais altas, as cidades poderiam ser compensadas com R$ 8,7 bilhões. No entanto, essa compensação depende de um aumento efetivo na arrecadação federal, que resultaria em repasses mais elevados do FPM para os municípios. Atualmente, 24,5% do Imposto de Renda é destinado aos municípios por meio desse fundo, mas a mudança nas regras de isenção afetaria diretamente essa distribuição.

O Ministério da Fazenda informou que não haverá compensação para estados e municípios pela perda de receita com a isenção do IRPF. A pasta argumenta que, apesar da queda na arrecadação do imposto retido na fonte, os entes federativos se beneficiarão do aumento da massa salarial e do consumo.

A equipe econômica defende que o aumento da isenção colocará mais recursos nas mãos dos brasileiros, impulsionando o consumo e, consequentemente, a arrecadação de impostos como o ICMS e o ISS. Além disso, a expectativa é de que o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) também contribua para o aumento da arrecadação no futuro.

Eis a íntegra da comunicado da CNM:
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reitera a preocupação com os impactos decorrentes da medida de ampliação da isenção do Imposto de Renda. O texto apresentado nesta terça-feira, 18 de março, e as declarações de integrantes do Ministério da Fazenda sobre a forma de compensação a Estados e Municípios reforçam que o cenário é incerto, apresenta fortes distorções e fere o pacto federativo. Não se questiona o mérito da medida, mas sim a forma como o governo a executa. Infelizmente, a União tem uma longa tradição de fazer bondade com chapéu alheio. 

No que se refere às declarações de que os Municípios se beneficiarão do aumento da massa salarial recebida pelos trabalhadores e do consumo, trata-se de um futuro cujas estimativas ainda são prematuras. Imagine se a mesma justificativa fosse utilizada como fonte de compensação da União. Até é possível que haja esse efeito de ampliação da receita de impostos sobre o consumo, mas esse raciocínio também serve para União, e o governo federal, pelas estimativas da CNM, terá um ganho de arrecadação mesmo sem esse efeito indireto. Então, é justo que parte do ganho da União com a reforma seja revertido para compensação de Estados e Municípios. 

Destaca-se que, embora o Imposto de Renda seja federal, 48% da sua arrecadação pertencem constitucionalmente a Estados e Municípios, além da parcela retida dos servidores, que são integralmente dos entes subnacionais e cuja compensação está completamente descoberta pelo projeto. Dos 7,5 milhões de servidores municipais, 3,4 milhões já estão isentos pelas regras atuais e mais 2 milhões passarão a estar isentos depois de implementada a proposta do governo federal. Essa medida deverá causar uma perda de arrecadação própria dos Municípios de quase R$ 5 bilhões apenas em 2026. 

Entre receita própria e FPM, a perda estimada é de R$ 11,8 bilhões somente para os Municípios. Mesmo nas estimativas mais otimistas da compensação financeira anunciada pelo governo, os Municípios enfrentarão perdas em sua arrecadação própria que necessitarão de compensação. É importante lembrar ainda que os Municípios já enfrentam um quadro fiscal difícil. O ano de 2024 fechou com o maior déficit primário da história municipal.

A Confederação vai atuar fortemente junto ao Congresso Nacional a fim de estabelecer no texto da lei um mecanismo para garantir que seja posteriormente mensurado o resultado das mudanças sobre a partilha federativa e compensada qualquer perda sofrida pelos entes subnacionais. 

Paulo Ziulkoski
Presidente da CNM

Zig Empreendimentos chega ao segundo ano com VGV de 260 milhões em obras

A Zig Empreendimentos completa dois anos de atuação no mercado da construção civil de alto padrão na cidade de Porto Belo, no litoral Norte de Santa Catarina, com três importantes empreendimentos em fase de obras e pré-lançamento. O empreendimento da vez é o Vortex Tower, com exclusivos 17 apartamentos de altíssimo luxo. 
O CEO da Zig Empreendimentos, Jaison de Campos, destaca o alto padrão construtivo do projeto, presente tanto nos apartamentos quanto nas áreas comuns, como piscinas, salão de festas, área gourmet e espaços infantis. Ele explica que o elevador tem acesso direto ao living dos apartamentos, proporcionando ainda mais exclusividade e sofisticação. O Valor Geral de Vendas (VGV) do Vortex Tower é de R$ 50 milhões.
“Quando lançamos o projeto, em outubro do ano passado, apostamos em um conceito inovador, algo que ainda não existia no mercado. A excelente receptividade comprova o sucesso da proposta, refletido no desempenho das vendas”, afirma. Com previsão de conclusão para dezembro de 2026, o empreendimento já conta com 75% das unidades comercializadas. 
Com uma proposta completamente distinta do Vortex, o Vogue Exclusive se destaca como um empreendimento sofisticado, composto por 144 unidades habitacionais. São apartamentos padrão de dois dormitórios e uma suíte, além de flats duplex, distribuídos em 31 pavimentos e ocupando uma área construída de 16 mil metros quadrados. Com um VGV de R$ 90 milhões, a obra tem início previsto para agosto deste ano, com entrega programada para dezembro de 2028. Atualmente, o terreno já passa pela fase de preparação para as escavações. 
Outro pré-lançamento icônico da incorporadora é o Wine Tower, um projeto de alto padrão localizado a apenas 50 metros do mar de Balneário Perequê. O empreendimento conta com 41 apartamentos de três a cinco suítes, distribuídos em 29 pavimentos, totalizando 12 mil metros quadrados de área construída. 
Com um VGV de R$ 120 milhões, o Wine Tower se diferencia por sua adega subterrânea de 570 metros quadrados, um espaço exclusivo para os apreciadores da enocultura. Além disso, oferece uma infraestrutura completa de alto padrão, com três a quatro vagas de garagem por unidade, automação residencial e soluções ecológicas para as áreas privativas e comuns. 
De empreiteira ao protagonismo no mercado de alto padrão 
A trajetória da Zig Empreendimentos teve início há cerca de 15 anos, quando Jaison de Campos fundou sua primeira empreiteira para atender grandes construtoras da região. “Chegamos a um ponto em que estávamos com quase 400 funcionários e um grande volume de obras. Foi o momento de reavaliar nosso caminho e priorizar a qualidade, focando no exigente mercado de alto padrão, que cresce cada vez mais na nossa região”, destaca Jaison. 
No entanto, sua experiência na construção civil começou muito antes disso. Desde 1997, ele passou por todas as etapas do setor, até assumir o posto de CEO da Zig Empreendimentos. Hoje, a incorporadora integra um grupo de empresas administradas por Jaison, que inclui também uma administradora de imóveis e uma empreiteira, responsável por atender cinco grandes construtoras do mercado de alto padrão.

Texto: Joca Baggio - (47) 9 9959 3979
Imagens: Divulgação/Zig Empreendimentos

Sucessão e população no campo

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)
e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
 

 
Há uma preocupação rondando o universo rural catarinense. A estrutura fundiária de Santa Catarina é constituída, preponderantemente, por pequenas propriedades que obtêm sua viabilidade econômica porque atingem excelentes níveis de produtividade em várias culturas. Esse perfil – pequenos estabelecimentos dedicados à policultura – parece ser a chave do sucesso do minifúndio.
É evidente que garantir a sucessão dessas unidades rurais é uma necessidade para perenizar a estrutura de produção que notabilizou Santa Catarina no Brasil e no mundo, razão pela qual esse assunto merece ser tratado com mais profundidade. Várias lideranças do agro, quando abordam essa questão, emitem análises e informações superficiais e destoantes. Alguns avaliam que apenas 5% dos estabelecimentos rurais estão com o processo sucessório (de pais para filhos) assegurado. Outros afirmam que o cenário é menos dramático. Enfim, há uma bruma de desinformação sobre essa questão, geralmente tratada no âmbito das opiniões e das idiossincrasias. A verdade é que se torna imprescindível que as 375 mil propriedades rurais inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) tenham uma sucessão exitosa.
Nesse oceano de preocupações surge uma luz de esperança. Os maciços investimentos na qualificação e requalificação dos produtores rurais que o Sistema S (Senar, Sebrae, Sescoop etc.), as cooperativas, as agroindústrias e as próprias universidades estão fazendo mudaram o perfil do campo, atraindo e retendo profissionais de variada formação. Exemplo altissonante é a ATeG (assistência técnica e gerencial), iniciativa de alto nível criada na esfera do Sistema CNA/Faesc/Senar que vem promovendo uma revolução de práticas e conceitos, tornando mais produtivas e rentáveis as empresas rurais, portanto, aumentando a riqueza no campo.
A sucessão nas empresas rurais – como devem, realmente, serem chamadas essas unidades de negócios – merece ser objeto de uma pesquisa científica para avaliação e compreensão desse fenômeno tão sensível para o futuro da economia barriga-verde. 
Paralelamente a sucessão, outra preocupação é o esvaziamento do campo. O último Censo Demográfico (2022) revelou que a população rural de Santa Catarina está reduzida a 886,1 mil habitantes, ou seja,  apenas 11,6% da população total do estado. A migração do campo para a cidade é um fenômeno que ocorre em todo o Planeta, mas vem se acelerando em território catarinense. Há 30 anos atrás a população rural representava 25%. 
Análise demográfica das regiões catarinenses revela que somente os micropolos tiveram aumento populacional, enquanto a totalidade dos pequenos municípios registrou redução. E a marcha para a faixa litorânea prossegue. A litoralização da ocupação territorial catarinense já foi estudada. Essa concentração no litoral é um processo deletério, porque esvazia extensas regiões do hinterland  causando problemas de escassez de recursos humanos para as empresas do campo e da cidade. De outro lado, o inchaço das cidades localizadas na orla marítima se traduz em problemas de toda ordem.
Países evoluídos resolveram essa situação com a chamada agricultura de tempo parcial, com as pessoas trabalhando no campo e morando nas cidades. Outro caminho promissor é o voto distrital misto, um sistema que garante a representação igualitária de todas as microrregiões do território. Duas metodologias a estudar – e aplicar.

 

O gargalo portuário no Brasil: como a falta de infraestrutura impacta a competitividade e aumenta os custos do comércio exterior

Por Daniela Marques

Não é de hoje que as empresas que atuam no Brasil e dependem do comércio exterior para as suas operações enfrentam inúmeros desafios, que colocam em xeque a continuidade de suas atividades. Recentemente, foi enfrentada a grande crise dos preços de frete, que hoje ficou um pouco desvanecida diante da crise de infraestrutura enfrentada pelo sistema portuário brasileiro, agravada no ano de 2024, que tem gerado prejuízos significativos às empresas. 

Com 8.500 quilômetros de costa e uma posição geográfica privilegiada, o Brasil deveria desfrutar de vantagens competitivas no transporte marítimo internacional. No entanto, a realidade revela um cenário preocupante de saturação e ineficiência nos principais terminais de contêineres do país, o que, além de comprometer a competitividade nacional, cria problemas adicionais como a controversa cobrança de detention e demurrage, em circunstâncias em que o próprio congestionamento portuário impede o cumprimento dos prazos acordados para as operações e utilização de contêineres. 

O esgotamento da capacidade operacional dos portos brasileiros se manifesta em múltiplos indicadores que afetam diretamente o desempenho logístico do país. Os principais terminais de contêineres, localizados em Santos, Paranaguá, Rio de Janeiro e Itajaí, operam rotineiramente com taxas de ocupação média de 80%, quando o ideal para operações eficientes, segundo estudos internacionais, seria de no máximo 65%. Esta sobrecarga sistemática resulta em tempos de espera elevados para atracação de navios, particularmente em períodos mais críticos, como os de escoamento de safra agrícola, quando os congestionamentos atingem níveis alarmantes. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), estes atrasos representam custos adicionais estimados em US$ 300 milhões anuais para a economia brasileira.

O impacto econômico deste cenário para as empresas brasileiras é multidimensional e profundo. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que os custos logísticos no Brasil representam aproximadamente 12% do PIB, contra 8% em países com infraestrutura mais desenvolvida, sendo grande parte desta diferença diretamente relacionada às ineficiências portuárias, o que gera uma significativa perda de competitividade internacional. 

Além disso, a incerteza quanto aos prazos de recebimento de insumos obriga as empresas a manterem níveis de estoque mais elevados, aumentando custos financeiros e reduzindo eficiência operacional.

Particularmente grave é o impacto para setores que operam com modelos de produção just-in-time, como o automotivo e o eletroeletrônico. Para estas indústrias, atrasos na chegada de componentes importados podem resultar em paralisação completa de linhas de produção, gerando prejuízos que facilmente atingem milhões de reais por dia de interrupção. Empresas de diversos segmentos relatam que a imprevisibilidade logística dos portos brasileiros constitui um dos principais fatores limitantes para seu crescimento e internacionalização.

Além do atraso para a atracação dos navios, diversos outros problemas são gerados pela crise de infraestrutura portuária, como omissões de embarque, omissões de escala, transferências de embarque para navios diferentes dos inicialmente acordados, em data também diferente, e, ainda, estrangulamento dos terminais que impede, inclusive, a movimentação interna dos contêineres.

Neste contexto de ineficiência sistêmica, destaca-se uma questão particularmente controversa: a cobrança de detention e de demurrage, que são taxas cobrada pelos armadores quando não há o cumprimento do prazo previamente acordado de utilização dos contêineres, estipulado após a descarga ou antes do embarque, representa um ônus adicional significativo para empresas que já sofrem com os efeitos do congestionamento portuário. 

O paradoxo central reside no fato de que, frequentemente, o atraso na devolução dos contêineres não é causado pelo importador ou exportador, mas sim pelo próprio congestionamento do sistema portuário brasileiro. Terminais superlotados frequentemente não disponibilizam janelas de agendamento para devolução de contêineres vazios dentro do período de free time. Além disso, armadores e terminais comumente impõem restrições ao recebimento de determinados tipos de contêineres em períodos específicos devido à superlotação de pátios. Não é incomum que empresas tentem devolver contêineres dentro do prazo contratual, apenas para descobrir que não há disponibilidade de agendamento ou que o terminal está recusando recebimentos temporariamente.

Além disso, por falta de janela de embarque, causada pelo estrangulamento dos portos, que, consequentemente, gera atrasos nas viagens programadas, são realizadas diversas cobranças indevidas de detention, o que aumenta o custo operacional das empresas que operam no comércio exterior.

Diante deste cenário desafiador, empresas brasileiras têm buscado desenvolver estratégias para mitigar os impactos negativos do esgotamento portuário. Uma prática cada vez mais comum é a documentação sistemática de todos os trâmites, como atrasos, mudanças de embarques, tentativas de agendamento e eventuais recusas de recebimento de contêineres, criando evidências para contestação posterior de cobranças indevidas. Empresas mais experientes têm também buscado incluir nos contratos de transporte cláusulas específicas que prevejam exceções ao pagamento de taxas em casos de congestionamento comprovado, embora o poder de negociação frente aos grandes armadores internacionais seja frequentemente limitado.

Do ponto de vista do setor público, a resolução estrutural do problema exigiria medidas em múltiplas frentes, como por meio da atuação da ANTAQ, de modo a oferecer maior segurança jurídica para importadores e exportadores. Além disso, investimentos substanciais em infraestrutura portuária são essenciais para reduzir os congestionamentos crônicos.

O esgotamento dos portos de contêineres no Brasil representa, portanto, um desafio multidimensional para a economia nacional, cujos efeitos se estendem muito além dos custos diretos mensuráveis, o que compromete a competitividade do país no cenário internacional. 

Daniela Marques é graduada em Direito pela UFPE, pós-graduada em Direito Tributário pela Escola de Direito de São Paulo da FGV e em Direito Tributário Internacional pelo IBDT

Produção de soja em Santa Catarina cresceu 275% nos últimos 12 anos

Além do aumento significativo na produção, a área plantada cresceu também mais de 60% desde 2012 – Fotos: Rafael Althoff / Epagri

A soja vem ganhando cada vez mais espaço no agronegócio catarinense, principalmente em áreas que antes eram usadas para o plantio de milho. De acordo com dados do Observatório Agro Catarinense, ao longo dos últimos 12 anos, Santa Catarina aumentou em 275,8% a produção do grão e 60,5% a área plantada. Para a primeira safra 2024/2025 da cultura no estado, segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) estima, o grão teve um aumento de 2,62% na área plantada, 9,79% na produtividade média e um aumento de 12,67% na quantidade produzida. 

Conforme o engenheiro-agrônomo João Alves, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, esta elevação se deve pela valorização do grão no mercado internacional. “A maior estabilidade de preços frente a outras commodities é um aspecto que tem motivado os produtores a ampliarem suas áreas de plantio”, explica Alves.

Giro da Safra de Soja

Esta semana, de 17 a 20 de março, a Epagri/Cepa e o Sicoob Central SC/RS estão promovendo o Giro da Safra de soja 2024/2025, com o objetivo de avaliar a produtividade da cultura no Planalto Norte de Santa Catarina.

Por meio do Giro da Safra, a Epagri/Cepa aprimora seu sistema de monitoramento com dados mais assertivos. Para isso, são levantadas informações a campo em uma amostra probabilística composta de 50 lavouras distribuídas nos municípios de Mafra (12), Canoinhas (8), Itaiópolis (9), Irienópolis (4), Papanduva (5), Major Vieira (3), Rio Negrinho (5) e Porto União (3). Na quinta, 20, acontecerá, em Mafra, o encerramento do evento com a apresentação dos resultados parciais das análises realizadas no decorrer do Giro. 

Produção no Planalto Norte

A região do Planalto Norte de Santa Catarina é a maior produtora de soja no estado: no ano passado colheu cerca de 586 mil toneladas em 171 mil hectares de área plantada, conforme dados do Observatório Agro Catarinense. A Epagri/Cepa aponta que, nesta primeira safra de soja 2024/2025, a estimativa de área plantada em Mafra é superior a 34 mil hectares e a produção de 122.717 toneladas, seguida de Canoinhas com 28.500 hectares plantados e produção de quase 107 mil toneladas do grão. As informações atualizadas das demais cidades e regiões de Santa Catarina podem ser acessadas no site do InfoAgro.

Por Cristiele Deckert, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

Estado protocola ação no STF para derrubada das cotas para a pesca artesanal da tainha

Na ação, Santa Catarina aponta relevância econômica e cultural da atividade para os catarinenses, destaca a inexistência de cota nos demais Estados e aponta prática de discriminação arbitrária contra pescadores – Foto: Mauricio Vieira/ Arquivo / Secom

A Procuradoria-Geral do Estado protocolou nesta quarta-feira, 19, uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede a suspensão dos limites estabelecidos pelos ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Meio Ambiente (MMA) para a pesca da tainha na modalidade arrasto de praia em Santa Catarina. O objetivo é evitar impacto financeiro sobre os pescadores artesanais catarinenses, já que, caso a restrição imposta pela Portaria Interministerial MPA/MMA número 26, de fevereiro deste ano, permaneça vigente, eles não poderão capturar mais do que 1.100 toneladas do peixe durante a temporada.

Na ação, os procuradores que atuam no caso alegam, além da inexistência de cotas para outros Estados, os fatores culturais e econômicos que a atividade representa para Santa Catarina, além da ausência de impacto ambiental. A pesca de arrasto de praia é uma atividade tradicional, um meio de subsistência para milhares de pescadores e um símbolo da tradição local. A prática foi reconhecida como patrimônio cultural do Estado pela Lei 17.565/2018 e, conforme destacado pela PGE/SC, nunca houve a fixação de cota de tainha para a modalidade.

“A medida restritiva vale apenas para o território do Estado de Santa Catarina, sem qualquer justificativa plausível para isso, não existindo limitação ou cota para a modalidade de arrasto de praia se realizada no litoral dos demais Estados, o que se mostra total e flagrantemente discriminatório e desproporcional”.

Santa Catarina também alega que “o inciso III do artigo 4º da Portaria MPA/MMA nº 26 impõe uma restrição desproporcional e sem fundamentação técnica adequada, ferindo a lógica do pacto federativo e a autonomia estadual, e violando o princípio que garante o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, bem como o direito fundamental à manifestação cultural, merecendo ser extirpada do ordenamento jurídico”.

O secretário da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Bolan Frigo, disse que a pasta está atuando firmemente na defesa dos interesses dos pescadores artesanais de SC. “Houve diversas reuniões com os ministérios da Pesca e do Ministério do Meio Ambiente, mas eles foram intransigentes, arbitrários e discriminatórios com os pescadores de SC”.

A ação protocolada nesta quarta-feira é uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Segundo o procurador-geral do Estado, Márcio Vicari, com ela pretende-se defender uma atividade que tem relevância econômica e cultural para Santa Catarina. “Além das questões econômicas envolvidas, a pesca da tainha faz parte da cultura do catarinense e é para proteger esses dois aspectos que a PGE/SC, cumprindo a determinação do Governador Jorginho Mello, ingressou com a ação judicial. Estamos impugnando a portaria por ela estabelecer uma cota de pesca de arrasto apenas para Santa Catarina. O nosso pedido é para que essa discriminação arbitrária seja imediatamente cessada”, afirmou.

Atuaram no caso os procuradores do Estado João Carlos Castanheira Pedroza e o procurador-geral do Estado, Márcio Vicari.

Google realiza a maior aquisição de sua história ao comprar a Wiz, empresa de cibersegurança, por US$ 32 bilhões

Após meses de negociações marcadas por idas e vindas, o Google anunciou ontem a aquisição da Wiz, startup israelense de cibersegurança em nuvem, por US$ 32 bilhões. A transação representa a maior compra já realizada pela Alphabet, empresa controladora do Google.


No ano passado, a gigante da tecnologia havia oferecido US$ 23 bilhões pela Wiz, mas a proposta foi recusada. A startup chegou a considerar uma abertura de capital (IPO), mas desistiu da ideia. Agora, o acordo fechado envolve um pagamento integral em dinheiro, sem troca de ações ou participações. No entanto, a transação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores.
Segurança na nuvem e IA como foco estratégico


De acordo com a Alphabet, a aquisição faz parte de um investimento estratégico para acelerar duas grandes tendências impulsionadas pela inteligência artificial: o aprimoramento da segurança na nuvem e a expansão do uso de múltiplas nuvens.


“O avanço da inteligência artificial e a crescente adoção da computação em nuvem transformaram drasticamente o cenário da segurança digital. A cibersegurança se tornou essencial para mitigar riscos emergentes e proteger a segurança nacional”, afirmou a empresa em comunicado.


A compra também reforça a posição do Google na disputa com Amazon e Microsoft, que vêm ampliando seus investimentos em cibersegurança para o mercado de nuvem. Embora tenha registrado crescimento nos últimos anos, a divisão de nuvem da Alphabet ainda está atrás da AWS (Amazon Web Services) e do Azure (Microsoft) em participação de mercado.
"Um foguete nas costas" da Wiz


O CEO da Wiz, Assaf Rappaport, celebrou o acordo e afirmou que a parceria com o Google será um grande impulso para a startup, que tem apenas cinco anos de existência.
“É como prender um foguete às nossas costas. Isso acelerará nosso ritmo de inovação além do que poderíamos alcançar como empresa independente”, disse Rappaport.
Já Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, destacou que a Wiz continuará operando de forma independente e sendo compatível com outras plataformas, como AWS, Azure e Oracle Cloud.
“Nosso objetivo é oferecer aos clientes maior segurança para seus sistemas empresariais e reduzir os custos de manutenção da segurança em ambientes locais e multicloud”, afirmou Kurian.


Aprovação regulatória e desafios à frente
A aquisição ainda passará pelo crivo dos órgãos reguladores, especialmente nos Estados Unidos, onde o governo de Joe Biden tem intensificado a fiscalização sobre as big techs. A análise deve ser minuciosa, considerando que a Wiz mantém parcerias estratégicas com grandes empresas de computação em nuvem.
A expectativa é que a decisão final sobre a transação só saia em 2026.

Por: André Queiróz 

Indústria brasileira estaciona pelo 4º mês, mas cresce em 8 regiões, diz IBGE

A produção industrial do Brasil manteve-se estável em janeiro de 2025 em relação a dezembro, marcando o quarto mês consecutivo sem crescimento. Os dados, divulgados nesta terça-feira (18) pelo IBGE na Pesquisa Industrial Mensal, mostram um cenário misto de desempenho, com variações significativas entre as regiões do país.

Apesar da estagnação nacional, o desempenho foi positivo em 8 dos 15 locais analisados. O Ceará se destacou com uma alta expressiva de 7,9%, seguido por São Paulo (2,4%), Rio de Janeiro (2,3%) e Bahia (2%). Santa Catarina (1,1%), Minas Gerais (0,8%), Paraná (0,7%) e Goiás (0,4%) também apresentaram resultados favoráveis.

Por outro lado, Pernambuco liderou as quedas, com uma retração acentuada de 22,3%, a maior do mês. Outras regiões e estados com desempenho negativo incluem a região Nordeste (-4%), Pará (-3,9%), Mato Grosso (-2,8%), Espírito Santo (-2,6%), Amazonas (-0,6%) e Rio Grande do Sul (-0,3%). Esse cenário reflete uma disparidade regional na atividade industrial, com perdas expressivas em algumas áreas contrastando com avanços em outras.

No acumulado dos últimos 12 meses, 16 dos 18 locais pesquisados registraram taxas positivas em janeiro de 2025, embora a maioria tenha perdido dinamismo em comparação com dezembro de 2024. O Rio Grande do Norte, por exemplo, viu seu índice cair de 7,4% para 3,4%, enquanto Pernambuco recuou de 4,6% para 3,2%. Por outro lado, Santa Catarina (de 7,6% para 7,7%) e Rio Grande do Sul (de 0,6% para 1,6%) registraram ganhos no período.

A média móvel trimestral apresentou uma variação negativa de 0,3%, com 10 dos 15 locais em queda. Pernambuco (-5,8%), Mato Grosso (-2,8%) e Espírito Santo (-2,4%) lideraram as perdas, enquanto Amazonas (2,2%), Bahia (1,4%) e Rio de Janeiro (0,9%) se destacaram entre os poucos que avançaram.

Na comparação com janeiro de 2024, a indústria nacional cresceu 1,4%, com resultados positivos em 9 dos 18 locais analisados. Santa Catarina (8,6%) e Rio Grande do Sul (8,1%) foram os grandes destaques, impulsionando o desempenho anual.

O IBGE também ressaltou que janeiro de 2025 teve o mesmo número de dias úteis (22) que o mesmo mês do ano anterior, o que torna a comparação mais equilibrada.

Transportes e turismo colocam SC com o maior crescimento do país no setor de serviços

Segmento de transportes registra alta de 8,2%, enquanto turismo cresceu 7% em janeiro – Foto: Roberto Zacarias/Secom

Santa Catarina registrou em janeiro o maior crescimento do país no setor de serviços, com alta de 3,4% em relação a dezembro. O percentual lidera o ranking dos estados brasileiros e ficou bem acima da média nacional, de retração de -0,2%. O ranking nacional liderado por Santa Catarina tem na segunda posição o Mato Grosso do Sul (2,3%) e em terceiro o Ceará (1,7%). Apenas 10 unidades da federação tiveram resultado positivo.

Os dados, apurados pelo IBGE, mostram que a expansão do setor de serviços em Santa Catarina foi puxada principalmente pelos segmentos de transportes, turismo e serviços de informação e comunicação. O consumo das famílias também registrou elevação. O bom momento do setor é resultado, entre outros fatores, do aumento da renda em Santa Catarina, que somou expansão de 14,6% em 2024, elevando o consumo de produtos e serviços.

“A economia de Santa Catarina está crescendo acima da média nacional, com aumento da produção e consequente geração de emprego e renda. Assim, o cidadão catarinense e as empresas estão demandando mais. É o caso, por exemplo, do segmento de transportes. Com a produção em alta em diversos setores da economia e necessidade de escoamento, a tendência é aquecer todo o mercado de logística, transporte e fretes. É um ciclo virtuoso”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck. 

Transportes de SC têm a segunda maior alta do país em janeiro
O segmento de transportes registrou forte elevação de 8,2% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme os dados do IBGE. O percentual é o segundo maior do país, atrás apenas do Rio de Janeiro, com 17,5%. Santa Catarina ficou à frente de estados como Minas Gerais (2,1%), Paraná (-1,3%), São Paulo (-1,7%) e acima da média brasileira de redução de -0,6%.

“Na questão dos transportes, destacam-se os transportes de passageiros, considerando a grande temporada de verão que ocorre em Santa Catarina e a chegada de milhares de turistas nacionais e estrangeiros. Mas também os transportes de cargas, já que a produção está muito aquecida, inclusive com números positivos puxados pelo aumento das exportações”, acrescenta Dreveck. 

Destaque para o setor de turismo a nível nacional
A pesquisa do IBGE sobre o setor de serviços também retrata o aquecimento do turismo em Santa Catarina. Conforme os dados, o volume de atividade econômica ligada ao turismo cresceu 7% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado. O percentual representa o dobro da média nacional, que ficou em 3,5% no mesmo período. 

Já na comparação entre janeiro de 2025 e dezembro de 2024, com ajuste sazonal, o segmento de turismo de Santa Catarina teve o melhor desempenho do país. A elevação no estado ficou em 1,7%, contra média nacional de retração de -6,4%. Os dados reforçam a boa temporada de verão que trouxe milhões de turistas para Santa Catarina.

Nove construtoras de SC estão entre as 100 maiores do país

A INTEC Brasil, plataforma especializada em dados de obras em andamento pelo país, apontou que nove construtoras catarinenses estão entre as 100 maiores do país, segundo o Ranking das Maiores Construtoras do Brasil.

O indicador levou em conta a metragem construída e a capacidade de entrega das construtoras em 2024. Participam do Ranking INTEC empresas especializadas em empreendimentos residenciais, comerciais de todas as quatro regiões brasileiras, o que mostra a representatividade e alcance da premiação.

A FG Empreendimentos, de Balneário Camboriú, é a construtora catarinense mais bem posicionada no ranking, na 9ª posição. Considerando as empresas da região sul, a FG figura como a 3ª maior. “A construção civil está vivendo um momento de franco crescimento, e Balneário Camboriú consolida-se como a cidade líder em valorização imobiliária do país, especialmente no valor do metro quadrado. Esse desempenho excepcional impulsiona não apenas o desenvolvimento local, mas também toda a região no entorno, criando um ciclo virtuoso de geração de oportunidades, negócios e investimentos”, destaca Jean Graciola, cofundador e presidente da FG Empreendimentos.

Além da FG, estão listadas no ranking as catarinenses: Rogga Empreendimentos (26ª), Vetter Empreendimentos (35ª), MS Empreendimentos (44ª), Halsten Incorporadora (81ª), CN Empreendimentos (82ª), Phacz Empreendimentos (89ª), Inbrasul Sul I Construtora (92ª) e Construtora Oliveira (97ª). Confira a lista completa. 

Dinamismo de SC
O mercado imobiliário de SC é destaque também no índice FipeZap, que analisa o preço do metro quadrado em 56 cidades do Brasil. O estado conta com quatro cidades entre as cinco com o metro quadrado mais caro do Brasil: Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Florianópolis. 

No ano passado, foram lançadas 36,7 mil novas unidades residenciais em edifícios no estado, um aumento de 22% em relação a 2023, segundo estudo conduzido pela consultoria Brain em parceria com a Câmara Brasileira da Construção (CBIC), que monitora 132 cidades brasileiras. O Valor Geral dos Lançamentos (VGL) do período somou R$ 45 bilhões, puxado por imóveis de alto padrão.

O Ranking
A edição 2025 do Ranking INTEC aponta que as 100 maiores construtoras do Brasil registraram crescimento de 10% na área construída em relação a 2024, com quase 60 milhões de metros quadrados, garantindo renda para mais de 2,8 milhões de trabalhadores. No ranking das 10 maiores construtoras por metragem construída, cinco são de São Paulo, duas do Paraná, uma de Minas Gerais, uma de Pernambuco e uma de Santa Catarina.

Com informações da FG Empreendimentos

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Portos RS participa da instalação da frente parlamentar de defesa do porto do rio grande

Na tarde de sexta-feira, 14 de março, o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, e o diretor de relações institucionais da empresa, Sandro Oliveira, participaram da instalação da Frente Parlamentar de Defesa do Porto do Rio Grande, que aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado. A iniciativa, proposta pelo deputado Halley Souza, contou também com a participação dos presidentes dos Conselhos de Autoridade Portuária dos Portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, Júlio Dias, Carlos Tiego Lima e Pedro Pena, respectivamente, além de diversas autoridades e representantes do setor produtivo. O evento teve como objetivo fortalecer o debate sobre a importância estratégica do complexo portuário para a economia do estado e do Brasil, com foco na qualificação e melhoria da infraestrutura portuária. 

O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, destacou que a criação da Frente Parlamentar representa um avanço fundamental para o setor. “O Porto do Rio Grande não é apenas um terminal de carga, mas um eixo essencial para o desenvolvimento econômico. Precisamos ampliar o debate sobre os desafios de infraestrutura, integração logística e investimentos que garantam a competitividade do nosso complexo portuário”, afirmou Klinger. Ele também enfatizou a necessidade de olhar para as hidrovias, rodovias e ferrovias como alternativas estratégicas para melhorar a eficiência do transporte de cargas.

Klinger ressaltou a importância de investimentos contínuos e planejamento estratégico para a modernização do setor portuário gaúcho. “Estamos falando de um complexo com três portos públicos – Rio Grande, Porto Alegre e Pelotas – além de nove terminais arrendados e 22 privados, totalizando 56 berços de operação. A capacidade de movimentação de cargas é imensa, mas só será plenamente aproveitada com investimentos robustos e políticas eficazes para fortalecer nossa infraestrutura e ampliar nossa competitividade internacional”, explicou. Ele também destacou a destinação de R$ 731 milhões para a recuperação da infraestrutura hidroviária do estado, reforçando o compromisso com a melhoria das condições logísticas e operacionais.

O diretor de Relações Institucionais da Portos RS, Sandro Oliveira, também reforçou a importância da Frente Parlamentar para sensibilizar a sociedade e o poder público sobre o impacto do Porto do Rio Grande na economia. “Infelizmente, mais de 90% da população gaúcha desconhece a relevância do porto para o desenvolvimento regional. É fundamental que essa discussão seja ampliada e que possamos consolidar políticas que fortaleçam o setor”, afirmou Oliveira.

Ele destacou que, antes da criação da Portos RS, entre 2010 e 2022, foram investidos apenas R$35 milhões em infraestrutura portuária. Desde 2022, esse valor já ultrapassa os R$450 milhões. “A mudança de gestão e a destinação correta dos recursos trouxeram um novo patamar de investimentos, permitindo avanços significativos para o setor portuário gaúcho”, explicou.

A Frente Parlamentar será um espaço para debates e proposições voltadas à melhoria da infraestrutura, integração logística e desenvolvimento do setor. Entre as pautas prioritárias estão o fortalecimento das hidrovias, melhorias no acesso ferroviário e rodoviário, além da atração de novos investimentos para modernização dos terminais portuários.

DESEMPENHO POSITIVO: Portos Gaúchos registram aumento das movimentações no primeiro bimestre de 2025

O complexo portuário do Rio Grande do Sul encerrou o primeiro bimestre de 2025 com uma movimentação de 6.895.687 toneladas, um aumento de 19,11%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em paralelo a isso, o Porto do Rio Grande e seu distrito industrial registraram 6.735.155 toneladas, a melhor movimentação dos últimos dez anos nos primeiros 60 dias do novo ano.

Os granéis sólidos respondem por grande parte desse quantitativo, alcançando 57,1%. As cargas gerais são a segunda categoria mais movimentada e representam 35,1%. Já os granéis líquidos somam 7,1%. O número de navios e barcaças que circularam pelas três unidades também aumentou: Rio Grande recebeu no período 515 embarcações, Pelotas 65 e Porto Alegre outras 14.

No Porto do Rio Grande, o aumento de 24,32% nas movimentações foi puxado pela alta de cargas como milho (32.718,04%), sulfatos (715,91%), carnes (63,43%), fosfatos (50,93%), soja em grão (36,57%) e celulose (16,97%). Quanto à movimentação de contêineres, a variação positiva foi de 38,54%, passando de 111.501 TEUs, em 2024, para 154.479 TEUs, em 2025. TEUs é uma unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés.

Em relação à origem das importações, a China é o país que lidera o ranking no período entre janeiro e fevereiro, com 339.240 toneladas. Na sequência aparecem a Argentina (307.207t), os Estados Unidos (71.760t), o Marrocos (71.001t) e o Uruguai (67.204t), nesta ordem. Já as exportações tiveram como destino o Vietnã (642.316t), a China (559.512t), a Indonésia (341.636t), a Arábia Saudita (335.906t) e os Estados Unidos (167.342t), respectivamente.

No Porto de Pelotas, a movimentação total do período foi de 123.130 toneladas. As toras de madeira seguem respondendo pela maioria das operações, alcançando 112.113 toneladas. Já o clínquer, que é o cimento em sua fase bruta de fabricação, registrou 11.017 toneladas.

No Porto de Porto Alegre, as movimentações somaram 37.402 toneladas. Os insumos para a produção de fertilizantes são as principais cargas da unidade e somaram no período 21.352 toneladas. Na sequência aparece o trigo (10.743t), o sal (5.302t) e o clínquer (5t).

Itajaí recebe o Startup Day, conectando startups, inovação e negócios no Elume Park

No dia 22 de março (sábado), o Elume Park - Centro Regional de Inovação, em Itajaí, será o ponto de encontro de empreendedores, startups e profissionais do ecossistema de inovação para mais uma edição do Startup Day - Foz do Itajaí. Iniciativa do Sebrae Startups em parceria com o Elume Park, o evento tem como objetivo impulsionar o ecossistema local, oferecendo conteúdos relevantes, conexões estratégicas e oportunidades de negócios para startups em diferentes estágios.
A programação contará com talks inspiradores, insights práticos para escalar vendas no digital com Carlos Medeiros, e discussões sobre o impacto da IA e a humanização no século 21, com Thaís T. Cardoso. Tudo isso em um ambiente que promove troca de experiências, networking qualificado e muita conexão entre os principais atores do ecossistema de inovação da região.
Conforme o gestor de projetos do Ecossistema de Inovação na Regional Foz do Sebrae/SC, Marcos Vinicius Moser Nascimento, a conexão entre startups e empreendedores é essencial para o fortalecimento do ecossistema de inovação e o desenvolvimento econômico. “Quando startups e empreendedores se unem, criam um ambiente propício para o compartilhamento de conhecimento, experiências e recursos. Essa colaboração mútua não só acelera o processo de inovação, como também contribui para a criação de soluções mais eficazes, que atendem às necessidades reais do mercado”. completa.

Sobre o Startup Day
O Startup Day é uma iniciativa nacional do Sebrae, que acontece simultaneamente em diversas cidades do Brasil, promovendo o encontro entre startups, investidores, aceleradoras e outros players estratégicos para o desenvolvimento do ecossistema de inovação. Na última edição foram mais de 26 mil pessoas, em 184 cidades, com um único objetivo: fazer a inovação acontecer de verdade. Em Itajaí, a edição ganha um formato único, valorizando as particularidades e o potencial inovador da região da Foz do Itajaí.

Parceiros Estratégicos
O Startup Day - Foz do Itajaí conta com o apoio de empresas e instituições comprometidas com o fortalecimento do empreendedorismo inovador, como: NuTI ACATE - Polo Foz do Itajaí, Comunidade Costa Valley, Polotech e muitos outros.

Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/startup-day-foz-do-itajai/2854561

Dólar cai levemente em meio a tensões comerciais e inflação em alta no Brasil

O dólar encerrou o pregão desta quarta-feira (12) com leve desvalorização de 0,07%, sendo cotado a R$ 5,81. Durante o dia, a moeda americana atingiu a máxima de R$ 5,45 por volta das 10h05, enquanto a mínima foi de R$ 5,79 às 15h40. A movimentação do câmbio ocorre em um contexto de incertezas no mercado internacional, impulsionado pela entrada em vigor das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as importações de aço e alumínio.

A medida, anunciada pelo governo do então presidente Donald Trump, impõe uma tarifa de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelo mercado norte-americano, afetando diretamente o Brasil, um dos principais exportadores desses produtos para os EUA. Especialistas apontam que a taxa pode dificultar as vendas da indústria brasileira, reduzindo a competitividade do setor.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que a perda nas exportações brasileiras de metais ferrosos pode chegar a US$ 1,5 bilhão, impactando significativamente a economia do setor. O governo brasileiro ainda não anunciou uma resposta oficial às novas tarifas.

No cenário interno, a inflação anualizada também apresentou crescimento, acelerando de 4,56% em janeiro para 5,06% em fevereiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 1,31% no mês, o maior percentual para fevereiro desde 2003. No acumulado de 12 meses, a taxa atingiu seu maior patamar desde setembro de 2023, quando chegou a 5,19%.

Receita Libera Programa do IR 2025: Saiba Como Baixar e Declarar

A transmissão da declaração poderá ser feita a partir da próxima segunda-feira (17), às 8h, quando começa o prazo de entrega, que se estende até 30 de maio. A Receita espera receber 46,2 milhões de declarações neste ano.

Além do PGD para computadores, o contribuinte poderá fazer a declaração por meio do aplicativo ou via plataforma online do Meu Imposto de Renda (MIR), que estará disponível também a partir de 1º de abril.

Quem deve declarar?
Devem declarar o Imposto de Renda em 2025 os contribuintes que:

Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 no ano passado;
Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200.000;
Tiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos com incidência do imposto;
Realizaram operações na bolsa de valores acima de R$ 40.000 ou com apuração de ganhos tributáveis;
Obtiveram receita bruta superior a R$ 169.440 em atividades rurais;
Possuíam, em 31 de dezembro, bens acima de R$ 800.000;
Passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês do ano;
Optaram pela isenção do imposto na venda de imóveis residenciais para aquisição de outro imóvel;
Tiveram rendimentos de capital aplicado no exterior.
Calendário de Restituição
A Receita Federal prevê cinco lotes de restituição:

1º lote: 30 de maio
2º lote: 30 de junho
3º lote: 31 de julho
4º lote: 29 de agosto
5º lote: 30 de setembro
Terão prioridade no recebimento os idosos, contribuintes com deficiência física ou mental, doentes graves, profissionais do magistério e aqueles que optarem pela declaração pré-preenchida ou pelo recebimento via Pix.

Multas para quem perder o prazo
Os contribuintes que perderem o prazo de entrega estarão sujeitos a uma multa que pode variar de R$ 165,74 até 20% do imposto devido.

Como baixar o programa?
Para fazer a declaração do IR 2025 pelo computador, basta acessar a página da Receita Federal e baixar o arquivo do programa.

Clique neste link para fazer o download da declaração. As versões disponíveis são:

Windows 7 ou superior (64 bits);
Mac OS 10.12.6 (Sierra) ou superior;
Linux 32 ou 64 bits e multiplataforma.
Documentos necessários para a declaração
Os contribuintes devem reunir documentos como:

Informes de rendimentos bancários, salariais, de aposentadoria, pensão, aluguéis e juros sobre capital próprio;
Comprovantes de recebimentos de doações, heranças, seguro de vida e FGTS;
Comprovantes de pagamentos com assistência médica, odontológica e educação;
Recibos de doações e gastos com profissionais da saúde;
Notas fiscais de compra, venda e reforma de bens;
Demonstrativos de saldos de ações, criptoativos e fundos imobiliários;
Comprovantes de dívidas e encargos financeiros;
Dados pessoais e bancários para restituição ou débitos automáticos.
A Receita Federal reforça que a entrega antecipada da declaração pode garantir um recebimento mais rápido da restituição, caso o contribuinte tenha direito.

O Brasil e a produção de alimentos

VANIR ZANATTA

Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)

 

Nenhum outro país no mundo produz alimentos com a eficiência do Brasil. Eficiência que transparece na abundância – que assegura o abastecimento da Nação e a geração de excedentes exportáveis – e, também, nos preços acessíveis à população. Em outras palavras: ninguém, salvo raras exceções, oferecerá alimentos mais baratos que o nosso País.

A precificação dos alimentos tem causas multifatoriais e está submetida às leis do mercado, influenciada sempre pelo nível de oferta e de procura para cada produto. A agricultura e a pecuária são os segmentos do setor primário da economia afetados pelo clima, pelo mercado, pelas questões sanitárias, pelo câmbio e pelas políticas públicas, entre outros fatores.

Cheias severas no sul e estiagem no centro-oeste afetaram a produção brasileira de grãos, ovos e frutas, decretando menor oferta de alguns produtos e, por consequência, seu encarecimento.  Mas não foi só isso que impactou o setor. O aumento do custo da energia elétrica e dos combustíveis atingiu em cheio o produtor rural. O diesel e a gasolina nas alturas impactam toda a economia e vergastam a produção agropecuária.

A esses percalços circunstanciais se somam os crônicos problemas de infraestrutura com as más condições das rodovias vicinais, internet ruim no campo, pouca ou insuficiente rede trifásica de distribuição de energia elétrica, escassez de mão de obra no campo etc.

Todos esses aspectos somados são partes do “custo Brasil” que encarece a produção de alimentos, que, também, está sujeito aos distúrbios na oferta de insumos – fertilizantes, sêmen, sementes, defensivos agrícolas etc. – submetidos aos preços internacionais, agravados pelas crises e conflitos bélicos.

Podemos afirmar com orgulho que o Brasil é o país que mais contribui para a alimentação do planeta, produzindo para alimentar 1 bilhão de pessoas. O Brasil tem a maior evolução da área plantada do mundo e sua produção de grãos está dobrando de tamanho em tempo cada vez menor. Levou 28 anos para atingir 100 milhões de toneladas, mais 14 anos para atingir 200 milhões e apenas outros oito anos para chegar a 300 milhões. Projeções indicam que o Brasil ultrapassará as 600 milhões de toneladas/ano em 2035. Tudo isso com a maior reserva ambiental do mundo financiada e sustentada pelo produtor brasileiro que não recebe nenhum centavo e arca com o maior custo da preservação.

Em face dessa realidade é fácil concluir que o mundo não pode viver sem o Brasil, que se tornou o maior exportador líquido de alimentos do Planeta: entre o que importa e o que exporta de alimentos, a balança é positiva em cerca de 170 milhões de toneladas/ano.

Nesse contexto é razoável não se esperar, da decisão governamental de zerar os impostos sobre a importação de alimentos, efeitos expressivos na redução dos preços. Embora os custos de produção no exterior sejam comprovadamente menores do que no Brasil, não será fácil encontrar lá fora alimentos mais baratos do que os produzidos aqui, internamente.

A superação desse episódio de encarecimento temporário de alguns alimentos será, mais uma vez, conquistada pelo mercado, com a colheita das novas safras e a regularização da dinâmica da oferta e da procura. Continuaremos a impactar positivamente o mundo, reduzindo o percentual de desnutrição pelo efeito da oferta de alimentos e pelo impacto dos preços que caem a medida que a produção aumenta. Mérito, mais uma vez, das cooperativas agropecuárias, produtores e empresários rurais, agroindústrias – enfim, toda a cadeia do agronegócio verde-amarelo.

                                                               

75% dos brasileiros vão aproveitar Semana do Consumidor para quitar dívidas, revela pesquisa Serasa

Estimulada desde os anos 1980 como uma data para reforçar a cada 15 de março os direitos dos consumidores, o período se consolida como uma Black Friday fora da época, em que descontos e promoções se tornam obrigatórios para pagar dívidas ou contrair novas, conforme revela pesquisa encomendada pela Serasa. Pelo menos 75% dos brasileiros pretendem aproveitar o período para quitar pendências financeiras e se livrar das dívidas.

Produzido pelo Instituto Opinion Box, o estudo acaba traçando uma radiografia do novo consumidor brasileiro, que pretende aproveitar a semana dedicada a seus direitos: seja para comprar ou limpar o nome, o principal motivador para 53% dos brasileiros realizarem alguma compra ou negociação durante esta semana são os descontos exclusivos. Além disso, 24% deles admitem ter deixado de pagar contas básicas em algum momento para aproveitar promoções e descontos. 

Levantamento mostra que 34% dos consumidores conseguem se adaptar a “imprevistos ou compras que surgem ao longo do caminho” e 85% pesquisam preços e promoções antes de realizar qualquer compra, demonstrando sensibilidade com o planejamento financeiro. “Felizmente, promoções e descontos conquistaram espaços cativos na saúde financeira do brasileiro”, observa Thiago Ramos, especialista em educação financeira da Serasa. 

Lojas, Pix e cartão 

A pesquisa também traz os meios preferidos de fazer as compras durante essa semana. Mesmo com a digitalização, as lojas físicas continuam sendo o canal de compra favorito de 50% dos entrevistados, embora sites de e-commerce já representem 29% da preferência nacional. Cada vez mais o Pix (29%) e o cartão de crédito (28%) se consolidam como as principais formas de pagamento, embora, o cartão de crédito parcelado venha ganhando adeptos (16,8%). 

Descontos no Serasa Premium

Para marcar a Semana do Consumidor, o Feirão Limpa Nome oferece desconto especial de 67% na assinatura do Serasa Premium, serviço de monitoramento de dados. Quem negociar uma dívida no site ou no aplicativo da empresa poderá contratar o serviço por apenas R$7,90 mensais. As dívidas de 1.456 empresas podem ser negociadas com até 99% de desconto. 

Metodologia

Pesquisa realizada pelo Instituto Opinion Box entre 21 de fevereiro e 5 de março de 2025, com 1.583 entrevistas realizadas com consumidores de todo o país. 

Sobre a Serasa  

Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais.   

 Mais informações em www.serasa.com.br e pelas redes sociais no @serasa.  

Aeroporto de Florianópolis tem o carnaval mais movimentado da história do terminal

 O Aeroporto Internacional de Florianópolis registrou um aumento de 18% na movimentação de passageiros no período de carnaval deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado. Entre a quinta-feira (27/02) e a quarta-feira de cinzas (05/03) passaram pelo terminal 105 mil passageiros em voos domésticos e internacionais, - média de 15 mil por dia - o maior número registrado na história do aeroporto em um feriadão de Carnaval.

O recorde foi impulsionado pelos voos internacionais, que movimentaram 41 mil passageiros, um crescimento de 32% em relação ao Carnaval passado. O movimento internacional é destaque também no ranking das cidades com maior número de voos chegando ou partindo de Florianópolis neste carnaval. Buenos Aires, na Argentina e Santiago, no Chile aparecem em segundo e terceiro lugares, atrás apenas de São Paulo. Os estrangeiros representaram 39% do total de passageiros neste carnaval.

O Aeroporto Internacional de Florianópolis oferece voos para 10 destinos internacionais, operados por 9 companhias aéreas.

Com informações da Floripa Airport

SC exporta US$ 1,76 bilhão nos dois primeiros meses de 2025

O estado de Santa Catarina exportou US$ 1,76 bilhão no acumulado do ano até fevereiro. O desempenho representou um incremento de 2,2% frente a igual período de 2024 e foi impulsionado pelo aumento de vendas de proteína animal, como carnes de aves e suína.
Nos dois primeiros meses do ano, as exportações de carnes de aves cresceram 16,3%, e as de carne suína, 17,6%.

“Apesar da incerteza sobre uma eventual escalada da guerra tarifária, Santa Catarina conseguiu ampliar suas exportações, o que demonstra a competitividade de nossa indústria”, avalia Mario Cezar de Aguiar, presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC).

As vendas de motores elétricos e de partes de motor - 3º e 4º na lista dos principais produtos exportados pelo estado nos dois primeiros meses do ano - apresentaram recuos. As exportações caíram 19% e 20,2% respectivamente no período, em relação ao somatório de janeiro e fevereiro de 2024.

Fevereiro

Considerando apenas os resultados de fevereiro, as exportações cresceram 7,15% frente ao mesmo mês de 2024, para US$ 918,9 milhões. De acordo com o Observatório FIESC, o resultado do segundo mês do ano também reflete o aumento dos embarques de carnes de aves, que somaram US$ 170,47 milhões (+19,7%), e carne suína, que totalizaram US$ 140,2 milhões (+24,1%), os dois principais produtos da pauta de exportações catarinenses. As exportações de carnes de aves processadas tiveram alta de 88,3% no período, trazendo esses produtos para o 6º lugar entre os principais itens vendidos por SC ao exterior.  

Na terceira posição do ranking estão as exportações de motores elétricos, que somaram US$ 44,24 milhões, um recuo de 18,9%. Madeira serrada ocupou o quarto lugar na pauta de exportações de fevereiro, com alta de 22,1%, para US$ 36 milhões, enquanto que partes de motor, quinto item entre os mais vendidos, apresentou recuo de 25,3% em fevereiro, para US$ 34,8 milhões. A análise do Observatório mostra que tanto motores elétricos como parte de motor tiveram seus preços médios reduzidos, o que pode explicar, em parte, o recuo observado no valor das exportações.


Importações

As importações do estado somaram US$ 6 bilhões no ano, um aumento de 17,15% na comparação com os dois primeiros meses de 2024.

No mês de fevereiro, totalizaram US$ 2,7 bilhões, um incremento de 10,26% frente a fevereiro de 2025. O resultado foi puxado pelas compras de cobre refinado, que aumentaram 27,9%, para US$ 136,8 milhões no mês. Na segunda posição do ranking de importações, partes e acessórios para veículos cresceu 15,2%, para US$ 60,9 milhões, seguida de polímeros de etileno, que somou US$ 55,2 milhões, uma alta de 7,7%.

Origens e destinos

No acumulado do ano, os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações de Santa Catarina, com US$ 238,6 milhões. A China está em segundo lugar, com US$ 164,34 milhões, seguida da Argentina, com US$ 143,2 milhões. Dos três principais destinos, apenas a Argentina apresentou incremento de vendas, de 30,7%, reflexo da melhoria das condições econômicas do país e das mudanças nas regras de importação.

Do lado das importações, a China é a principal origem, com vendas para o estado de US$ 2,78 bilhões no ano, seguida do Chile, com US$ 367,55 milhões, e dos Estados Unidos, com US$ 363,35 milhões.

Economia & Negócios: Sinal de alerta

Augusto César Diegol (acdiegoli@gmail.com)

Sinal de alerta 
A indústria têxtil e de confecção de SC acendeu o sinal de alerta. E por um motivo que já despertou preocupação outras vezes. Uma investigação aberta no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a pedido de uma multinacional dos Estados Unidos, pode provocar aumento de preços de fios importados de poliéster, um dos principais insumos usados na cadeia de produção. Representantes do setor temem efeitos colaterais devastadores se isso acontecer, impactando em uma das atividades que mais geram riqueza e empregos no Estado. Trata-se de uma ação contra um suposto “dumping”, prática comercial de venda de produtos a preços abaixo de custo para mirar a concorrência, o que é considerado desleal. O processo foi aberto pela empresa americana Unifi, que tem unidade no Brasil, e mira fios de poliéster texturizados trazidos da China. Entidades ligadas ao setor têxtil estimam que a investigação ameaça impor tarifas de até 65% sobre insumos. 


Dados 
O setor têxtil emprega, só em Santa Catarina, cerca de 163 mil pessoas. São em torno de 9,5 mil empresas. Somente de fios e filamentos sintéticos, o Estado importa 486 milhões de dólares de países como China e Índia, mais do que o dobro das exportações totais, que somam 235,5 milhões de dólares. Os dados são de um levantamento feito pelo observatório da Federação das Indústrias (Fiesc). 


Outra língua 
Com DNA catarinense, a KNN, rede de ensino de idiomas, lançou um novo modelo de franquia premium, chamada KNN Prime, com foco em um modelo de aprendizagem mais rápido e personalizado. A primeira unidade será inaugurada ainda neste primeiro semestre dentro do Vivapark, bairro-parque de Porto Belo. 


Novo modelo de solução (1)
No Brasil, a partir da Constituição de 1988, quando se redemocratizou o País, começou a ser demandado pela maioria da população brasileira. Essa explosão de demandas judiciais, caracterizou-se como afirmação da cidadania. Nesses mais de 30 anos, enquanto o número de processos ajuizados multiplicou-se em mais de 80 vezes, o número de juízes chegou a quintuplicar (4.900 em 1988 e pouco mais de 20 mil, atualmente). Em média, o Brasil possui a segunda maior carga de trabalho do mundo (4,6 mil processos por juiz). Atualmente temos mais de 100 milhões de processos em andamento: um processo para cada dois habitantes. Na Austrália, há um processo para cada 6,4 mil cidadãos. 


Novo modelo de solução (2)
 A alta litigiosidade, conjugada com a não utilização de meios alternativos de solução de litígios (conciliação, mediação e arbitragem), levam a uma demora excessiva pois sobrecarregam a estrutura do Judiciário. Além de tudo o que já foi proposto, é necessário que sejam criadas Câmaras Setoriais de composição voltadas à solução de conflitos existentes antes do acionamento da máquina judicial. Essas Câmaras vão basear sua situação na conciliação, mediação e arbitragem e serão focadas em áreas específicas como indústria, comércio e serviços. Dessa forma, direito e economia, poder público e iniciativa privada vão sentar à mesa para encaminhar suas questões, todos imbuídos em um propósito maior que é o entendimento para desenvolver nosso grandioso Brasil. 


Gastronomia 
Depois de fechar filiais em Balneário Camboriú e Timbó, o restaurante Seu Porco, de Blumenau, pretende retomar em breve o plano de criar uma rede de franquias. Na última semana, o estabelecimento apresentou novo cardápio, com opções que, além da carne suína, também valorizam produtos regionais do Brasil. 


Educação digital
Precisou uma lei federal para disciplinar o uso do celular nas escolas. Mas como fazer educação digital? Pouco ou nada se faz, confirma levantamento publicado pelo Tribunal de Contas de SC, em que revela que 86,5% dos municípios do Estado não têm uma política de educação digital formalizada. Mais: 88,4% não tem comissão ou grupo responsável pela implementação de diretrizes. Apontam falta de educadores especializados, a necessidade de formação continuada que contemple esse tema e a insuficiência de infraestrutura tecnológica e conectividade. 


Centenária 
No ano em que comemora 100 anos, a marca catarinense de bebidas Max Wilhelm, notabilizada pela sua Laranjinha, anuncia a chegada ao mercado, nas próximas semanas, de três produtos: a gin tônica tradicional, a gin tônica de morango e o ginger drink, em receitas criadas na própria fábrica. 


Bola da vez 
A Praia Brava, em Itajaí, é tida como a bola da vez no mercado brasileiro de luxo. As últimas novidades são o anúncio do empreendimento O Tempo, da Mutze Incorporadora, de R$ 2,5 bilhões, anexo a um hotel da rede Emiliano, que a empresa divulga como sua unidade mais sofisticada. 


Escárnio 
As elites continuam, céleres, escarnecendo dos brasileiros. O que dizer do buliçoso presidente do Senado, que na véspera do Carnaval aumentou a cota parlamentar dos senadores para R$ 4,9 milhões por ano, cada um, além do auxílio-alimentação para todos os funcionários da Casa em 22,19%, para R$ 1.784,42 por mês? Mais: premiou alguns servidores do Senado com um dia de folga a cada três dias úteis trabalhados, podendo esse dia de vadiagem ser vendido, convertendo-se em verba indenizatória! Socorro!


Burocracia 
A partir de consulta do TJ-SC, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que a assinatura eletrônica via gov.br ou certificado digital não substituem o reconhecimento de firma em cartório nas autorizações de viagem para menores de 16 anos desacompanhados. A justificativa é “garantir a autenticidade do consentimento dos responsáveis”. Neste país da piada pronta não vai demorar para a obrigatoriedade de reconhecer firma da assinatura eletrônica. 


Invest-SC
O governo de Santa Catarina comemorou os 20 anos da agência de atração de investimentos SCPAR, anunciou novo nome: InvestSC. Também lançou editais para dois projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs), a construção do Complexo Prisional de Blumenau e para o Mirante da Serra do Rio do Rastro. Além disso, fez chamada de audiência pública para validar estudos de concessão da Zona de Processamento de Exportações (ZPE), de Imbituba e do Kartódromo de Florianópolis no Sapiens Parque. Os anúncios foram feitos pelo governador e pelo presidente da InvestSC. Também foi lançado o Guia de Atração de Investimentos para os Municípios, elaborado pela InvestSC. 


Medicina
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem interesse na expansão de vagas do curso de medicina, já ofertado gratuitamente em Florianópolis, Araranguá e Curitibanos. Blumenau e Joinville estão no radar. 


Indústria do carvão 
A política energética do presidente dos Estados Unidos anima a indústria do carvão em Santa Catarina. Desde a campanha, o republicano tem falado “drill baby, drill” (perfure querido, perfure), como uma forma de sintetizar o seu apoio à indústria do petróleo. Trump não acredita em crise climática e defende os combustíveis fósseis. E nesse contesto que o carvão de Santa Catarina pode ganhar fôlego. 


Imóveis em alta 
O setor da construção civil de SC lançou 36,7 mil unidades residenciais em 2024, o que significa um acréscimo de 22% em relação ao ano anterior. É isso que mostra estudo feito pela Brain Inteligência de Mercado em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção. O valor geral dos lançamentos (VGL) alcançou R$ 45 bilhões em Sabta Catarina e a maioria é de imóvel de alto padrão na região do litoral. Segundo essa pesquisa, SC respondeu por 9% da atividade imobiliária nacional. 


Longe daqui 
Mesmo sem nenhuma confirmação oficial do governo estadual, já ocorreu a primeira manifestação pública em Imbituba contra a construção de um novo presídio na cidade. Mas nada que se resolva, conforme outros casos, com as chamadas “medidas compensatórias”. 


Desrespeito 
É assustador o desrespeito que as duas concessionárias (CCR e Arteris) da BR-101 em SC fazem com seus usuários nos postos de pedágio. Cada praça, estima-se, fatura R$ 1 milhão por dia nesta época, mas mesmo assim ignoram cláusula contratual estabelecendo que elas devem ser abertas, caso as filas de veículos atinjam 200 metros ou 10 minutos de espera para os motoristas. Como ninguém fiscaliza ...


Residência médica 
O Centro Universitário da Fundação Educacional de Brusque (Unifebe) ofertará, em parceria com o Hospital Azambuja, dois novos programas de residência médica. A partir de 2026, a instituição contará com os programas de residência em Medicina Intensiva e de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Com três anos de duração cada, os programas foram aprovados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), que autorizou a oferta de duas vagas anuais por especialidade. A autorização do CNRM é mais um passo que a instituição dá rumo ao aprimoramento e à qualidade do ensino na área da saúde. 


Portos 
Os portos de SC movimentaram o equivalente a 2,56 milhões de contêineres de 20 pés em 2024. O número representou um incremento de 6,6% frente a igual período do ano anterior. Os embarques foram responsáveis por 48,1% da movimentação de contêineres e os produtos desembarcados por 51,9%. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 


Coleta itinerante de sangue
Projeto de Lei apresentado e aprovado no plenário da Alesc estabelece a criação de um programa de coletas itinerantes de sangue em Santa Catarina. Denominado “Vida em Movimento”, que ainda depende de sanção do governador, deverá ser realizado por meio de veículos automotores adaptados para a coleta e o transporte de sangue, obedecendo às normas sanitárias e aos requisitos técnicos estabelecidos por órgão competente, de forma periódica em todas as regiões do estado. A proposta prevê ainda que o governo do estado deva promover ações de divulgação, conscientização e mobilização da sociedade acerca da importância da doação de sangue, informando também sobre os locais, as datas e os horários das coletas itinerantes. 


Abup Show
Entre os dias 2 e 5 de fevereiro, o Núcleo do Vale das Toalhas, da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr) esteve presente na Abup Show – feira de produtos têxteis, de itens para casa, decoração e outros, da Associação Brasileira de Empresas de Utilidades e Presentes. Realizada no Distrito Anhembi, na capital paulista, a feira reuniu mais de 300 expositores, das principais marcas e fornecedores da indústria de utilidades domésticas, decoração, cama, mesa e banho, têxteis decorativos, acessórios pet, presentes, artesanato e design autoral brasileiro, entre outros. Na oportunidade, o Núcleo do Vale das Toalhas se fez presente no evento através das empresas Toalhas Atlântica, Toalhas Olinda, Appel Home Têxtil e Tecelagem Caviquioli, que representaram o grupo no segmento da indústria têxtil nacional, bem como levaram a qualidade dos produtos da região de Brusque para todo o país. O evento trouxe boas perspectivas para 2025, já que o mercado de toalhas tem se mostrado bastante aquecido nos últimos anos, impulsionado por diversos fatores, como aumento do turismo, crescimento do setor hoteleiro e a valorização da vida no bem estar. 


Indústria em ritmo menor 
Diversificada e preparada, a indústria catarinense conseguiu atender à maior demanda em 2024 e, por isso, fechou o ano com crescimento robusto, acima da média nacional. Mas o setor vê um ano mais difícil em 2025 depois de ter crescido 7,3% até novembro, destaca o presidente da Federação das Indústrias de SC, em artigo no boletim sobre a conjuntura econômica e a indústria divulgado pela entidade. Para 2025, a estimativa da federação é de um crescimento mais moderado de 1,73% para o setor. Refletindo um cenário econômico mais desafiador, como o aumento da taxa básica de juros e a desaceleração do crescimento da renda familiar. Ele aponta como obstáculos também a alta do dólar e a incerteza da economia mundial em função da política tarifária do novo governo dos EUA. 


Ensino agrotécnico 
A Epagri, estatal do governo de SC que atua com pesquisa e extensão rural, vai ingressar na educação básica e profissional do estado. Vai assumir a gestão dos cinco Centros de Educação Profissional Agrotécnico de SC (Cedups). O lançamento do programa aconteceu na sede da Epagri. De acordo com o governo, a participação da Epagri no ensino médio formal e na educação profissional da rede pública de Santa Catarina foi viabilizada pela Lei 18.178 de 7 de janeiro de 2025. Também em janeiro, o Conselho Estadual de Educação fez a transferência dos cinco Cedups para a Epagri. 


Atrações que mais motivam 
Na hora de decidir viagens de lazer, o que pesa mais para os moradores da Região Sul do Brasil? Pesquisa do Ministério do Turismo apurou que gastronomia é a terceira atração turística para os viajantes do Sul. Para brasileiros de outras regiões, essa é a sétima motivação. Os números são inéditos e integram a pesquisa Tendências de Turismo Verão 2025, comportamento da população brasileira, feita em outubro do ano passado com mais de 800 entrevistas pela Nexus, empresa da FSB Holding para o ministério. Ela mostra que a primeira motivação de viagem de lazer da população da Região Sul é sol e praia com 54% das respostas. Em segundo lugar o ecoturismo (natureza) com 31% de preferência e, em terceiro lugar, gastronomia, com 17%. O levantamento mostrou que moradores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul têm mais preferência também por essas opções turísticas. 


MUN Roma 
O Colégio Cônsul Carlos Renaux, de Brusque, alcançou um desempenho notável em sua primeira participação no MUN Roma, simulação diplomática da ONU na Itália. A delegação formada por 10 estudantes conquistou 10 prêmios, incluindo o de Melhor Delegação, destacando-se entre participantes de diversas nacionalidades. O evento realizado entre os dias 24 e 27 de fevereiro, reuniu jovens de todo o mundo para debater temas globais de grande relevância. O Model United Nations (MUN) é uma simulação acadêmica das reuniões da ONU, na qual estudantes assumem o papel de diplomatas e representam diferentes países em debates sobre política internacional, economia e direitos humanos. A experiência desenvolve habilidades fundamentais como oratória, negociação, pensamento crítico e trabalho em equipe. Foi a primeira participação do Colégio Cônsul em um evento desse porte na Itália. Anteriormente, a instituição já havia representado a instituição em simulações nos Estados Unidos e na Inglaterra, consolidando sua presença em competições internacionais. 


Laços culturais 
A participação no MUN Roma coincidiu com as comemorações dos 150 anos da imigração italiana no Brasil, tornando a experiência ainda mais especial. Como parte da preparação, os alunos do Colégio Cônsul visitaram o Consulado Geral da Itália em Curitiba, onde foram recebidos pela Cônsul Geral da Itália PR/SC. No encontro, conheceram a estrutura da Casa Diplomática e discutiram a importância das relações entre Brasil e Itália. 


Brasil que perde
Conforta ler em dois grandes jornais: Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, contundentes editoriais sobre a última assombrosa decisão monocrática do ministro supremo Dias Toffoli, que numa canetada livrou o ex-ministro Antônio Palocci, corrupto confesso, de gravíssimos crimes apurados na Operação Lava Jato. 


Contra Florianópolis 
O Movimento Floripa Sustentável constituído por 46 entidades da comunidade catarinense, emitiu nota para lamentar decisão do desembargador federal Roger Raupp Rio, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que suspendeu o processo de licenciamento ambiental do Parque Urbano e Marina de Florianópolis, na Avenida Beira Mar Norte. Conforme o despacho, o Ibama deverá assumir a análise documental e manifestar-se sobre a obra. 


Turismo 
O Ministério do Turismo divulgou que em janeiro deste ano, 1,4 milhão turistas internacionais desembarcaram no Brasil, número que corresponde a um salto de 55% em comparação com o mesmo período de 2024. De acordo com o levantamento, Rio Grande do Sul, Paraná e SC receberam junto, 924 mil visitantes de outros países, ou 62% do total que chegaram ao Brasil no primeiro mês deste ano. 
 

 

Bets, endividamento e fraude: o outro lado da ampliação do crédito consignado

por Inon Neves, vice-presidente da Access

A proposta do governo federal de criar uma plataforma para empréstimo consignado voltada para trabalhadores com carteira assinada (CLTs) – que pode sair do papel ainda esse ano, traz consigo a promessa da democratização do crédito e também joga luz sobre uma série de questões que podem agravar o endividamento da população brasileira e aprofundar problemas estruturais relacionados à oferta desenfreada de crédito de baixo custo – e as famosas “bets”, ou as plataformassites de apostas online, representam um dos maiores desafios nesse sentido.

Soma-se a isso, também, o fato de que a plataforma pode aumentar ainda mais o número de casos de golpe usando o mecanismo do crédito consignado – embora essa informação não tenha sido contabilizada nos últimos dois anos, em 2022 os Procons brasileiros registraram um volume de 57.874 queixas de golpes envolvendo empréstimos consignados – o que equivalia a mais de seis denúncias por hora.

Nessa receita perigosa, adicionamos ainda o problema do endividamento das famílias brasileiras. Ainda que tenha recuado 0,9 ponto percentual em um ano, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgados no final de janeiro, a maior exposição dos trabalhadores ao crédito pode criar uma espiral de endividamento ligada, justamente, às bets.

O problema das bets: longe de acabar

As “bets” são como ficaram conhecidos os sites de apostas esportivas, que acabaram, também, abrindo caminho para um novo tipo de site de apostas, os cassinos online – comumumente chamados como “Jogo do Tigrinho”. O problema é que a lei 13.756/2018, que autorizou as empresas de apostas, também previa um prazo máximo de quatro anos para que o Ministério da Fazenda regulamentasse a atividade, o que não aconteceu. O resultado é que essas empresas operam dentro de um “limbo regulatório”, sem regras claras.

Sem regras claras, e com um considerável alcance publicitário, principalmente em mídias sociais, os jogos de apostas viraram uma epidemia. Em 2024, as famílias brasileiras apostaram em torno de R$ 240 bilhões nas bets – levando mais de 1,8 milhão de pessoas à inadimplência por conta das apostas virtuais. As famílias de menor renda, segundo a CNC, foram as mais impactadas: em janeiro do ano passado, representavam 26% – em dezembro, esse número chegou a 29%.

Em um contexto no qual a oferta de crédito é amplamente facilitada e a análise de risco nem sempre é aprofundada, muitos trabalhadores podem ser levados a utilizar o empréstimo consignado para apostar nos jogos online. Obviamente, isso pode levar a um aumento ainda maior do endividamento, com trabalhadores recorrendo a novas operações de crédito para saldar dívidas anteriores, criando uma espiral negativa de dependência financeira. Pesquisa recente do SPC Brasil, em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aponta que o percentual de inadimplência entre consumidores que recorrem repetidamente a esse tipo de empréstimo tem aumentado significativamente, reforçando a ideia de que a facilidade de acesso, sem uma gestão financeira responsável, pode transformar o crédito em um instrumento de risco elevado.

Mais do que isso, algumas pesquisas apontam que até 60% dos usuários das plataformas de jogos de azar podem usar dinheiro de crédito, incluindo o consignado, para as apostas. E para tornar a situação ainda mais dramática, o volume inadimplente no crédito consignado para trabalhadores do setor privado aumentou 0,8 ponto percentual entre 2023 e 2024, segundo o Banco Central.

Fraudes e crédito consignado

Dados recentes do Banco Central indicam que o volume de operações de crédito consignado tem crescido de forma acelerada nos últimos anos, atingindo níveis que exigem um monitoramento mais rigoroso das instituições financeiras e das plataformas intermediárias.

A questão se agrava quando se leva em consideração que, para que a plataforma de empréstimo consignado opere em larga escala, os bancos e instituições financeiras serão obrigados a adotar medidas antifraude cada vez mais robustas.

O cenário de digitalização dos serviços financeiros tem mostrado, nos últimos anos, um aumento expressivo nos casos de fraudes eletrônicas, muitas vezes sofisticadas e difíceis de detectar. Assim, a necessidade de investir em tecnologia e em sistemas de segurança cibernética se torna imperativa para mitigar riscos que podem comprometer não apenas a saúde financeira dos consumidores, mas também a estabilidade do sistema financeiro como um todo.

Além disso, a centralização das operações em uma única plataforma pode criar um ambiente propício para a ocorrência de fraudes internas e a manipulação de dados. A automatização e a integração dos sistemas, quando não acompanhadas de um robusto controle interno, abrem espaço para que agentes mal-intencionados explorem vulnerabilidades, oferecendo um cenário onde o prejuízo pode ser duplo: por um lado, o trabalhador se vê envolvido em dívidas que comprometerão sua renda, e, por outro, a instituição financeira pode ser vítima de fraudes que aumentam os custos operacionais.

Além da tecnologia, os bancos precisarão contar também com serviços de formalização de crédito bancário, nos quais a concessão e a gestão desses empréstimos sejam realizadas de maneira transparente e segura. A formalização do crédito consignado envolve a verificação minuciosa dos dados dos solicitantes, garantindo que os empréstimos sejam concedidos apenas a trabalhadores que atendam a critérios específicos de elegibilidade. Esse processo inclui a análise de documentos, como comprovantes de renda e histórico de crédito, para assegurar que os beneficiários tenham capacidade de honrar com os pagamentos.

Em última análise, o caminho a ser seguido deve ser pautado pela transparência, pela responsabilidade e pela busca de um equilíbrio entre a inovação tecnológica e a proteção dos direitos dos consumidores.

A plataforma de empréstimo consignado pode, sem dúvida, oferecer benefícios significativos, mas esses benefícios não podem ser alcançados à custa do bem-estar financeiro dos trabalhadores. É imperativo que cada operação seja acompanhada de uma análise criteriosa, que as medidas antifraude sejam constantemente revisadas e atualizadas e que os consumidores tenham acesso a informações claras e precisas sobre os riscos e as condições do crédito contratado.

Dessa forma, poderemos transformar o acesso facilitado ao crédito em uma ferramenta de inclusão e de desenvolvimento, e não em um instrumento que, inadvertidamente, aprofunda o endividamento e a instabilidade econômica. A construção de um ambiente financeiro mais seguro e sustentável passa necessariamente pelo diálogo entre todos os envolvidos e pela implementação de medidas que estejam à altura dos desafios impostos pela era digital.

Sobre a Access

A Access no Brasil conta com unidades em São Paulo, Itupeva, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte, totalizando mais de 5,2 milhões de pés cúbicos de espaço dedicado à armazenagem física e digital. Dentre essas unidades, destaca-se o maior centro de Armazenagem e BPO (Business Process Outsourcing) da Access na América Latina, localizado em Itupeva.

Para garantir uma logística mais eficiente, maior fluidez operacional e a manutenção de elevados padrões de segurança, as unidades de São Paulo, Itupeva e Belo Horizonte estão estrategicamente localizadas em condomínios fechados. Essas áreas foram especialmente projetadas para atender a todos os requisitos de segurança, assegurando a guarda física da documentação em condições ideais para a preservação de sua integridade, além de contar com sistemas avançados de prevenção e combate a incêndios e sinistros.

Escassez de terrenos nobres está moldando o futuro do mercado imobiliário brasileiro

Por Vitor Crestani, CEO e cofundador da Cota Real

O mercado imobiliário brasileiro está passando por um momento de intensa transformação. A crescente urbanização e a alta demanda por imóveis de alto padrão têm impulsionado a valorização dos terrenos nobres, tornando-os cada vez mais escassos e valiosos. Esse fenômeno não é exclusivo do Brasil, mas sua intensidade por aqui tem chamado a atenção de investidores e especialistas.Já em nossa terra, essa realidade é encontrada especialmente em cidades como Balneário Camboriú, Itajaí e Florianópolis, onde o metro quadrado teve uma valorização impressionante nos últimos anos.

Entre 2019 e 2024, por exemplo, Itajaí registrou um aumento superior a 91% no valor do metro quadrado, impulsionado pela alta demanda e pela escassez de terrenos disponíveis. A lógica por trás desse movimento é semelhante para qualquer outro recurso sob a lei da oferta e demanda: terrenos bem localizados são um recurso finito. À medida que as cidades crescem, a disputa por essas áreas se intensifica, resultando em uma valorização contínua e expressiva.

Alguns fatores são cruciais para entender a valorização de um terreno, sendo a localização o mais relevante. Áreas próximas a centros comerciais, hospitais, escolas e transporte público costumeiramente se tornam mais valorizadas. Além disso, alguns elementos específicos elevam ainda mais o preço do metro quadrado, como a vista para o mar e áreas verdes, locais com vias de fácil acesso a serviços de alto padrão e terrenos que permitem a construção de empreendimentos de grande porte que podem ser comercializados em várias unidades comerciais e/ou residenciais.

Como citada anteriormente, a lei da oferta e da demanda mostra que o preço de um produto ou serviço sobe quando ele se torna escasso e a procura se mantém alta. Dessa forma, é possível entender porque o setor imobiliário, especialmente o dedicado ao alto padrão, atrai cada vez mais investidores. A valorização dos terrenos nobres, que pode girar entre 15% e 20% ao ano, supera em muito os investimentos tradicionais de renda fixa e até de renda variável em alguns casos.

Nessa corrida para capturar lucros atrativos, uma estratégia vem ganhando destaque: a permuta imobiliária. Ao invés de simplesmente vender um terreno, investidores negociam diretamente com incorporadoras e recebem unidades prontas, que podem ser revendidas com margens muito superiores. Esse modelo permite multiplicar o capital investido em até cinco vezes em um período de dois a três anos, tornando-se uma das formas mais eficazes de surfar na onda da valorização.

Entretanto, apesar das oportunidades Brasil afora, o crescimento acelerado do mercado imobiliário já apresenta desafios. Algumas questões que precisam ser observadas são restrições de zoneamento e regulamentações urbanísticas e a falta de infraestrutura. Esses fatores indicam que, além de focar nos terrenos nobres, os investidores devem estar atentos a novas áreas com potencial de crescimento imobiliário nos próximos anos. O planejamento urbano das cidades também será fundamental para garantir um desenvolvimento sustentável e equilibrado para o mercado e a população.

Em resumo, a escassez de terrenos nobres está redefinindo o mercado imobiliário brasileiro e promete continuar impulsionando a valorização dos imóveis nos próximos anos. Para os investidores, este é um momento estratégico para multiplicação de capital, principalmente através da aquisição de terrenos bem localizados e do uso da permuta imobiliária como ferramenta de alavancagem financeira. O investidor que compreender a dinâmica da escassez e souber identificar oportunidades em regiões estratégicas terá um diferencial competitivo importante. Combinando localização privilegiada, potencial construtivo e um planejamento urbano eficiente, os imóveis continuarão sendo um dos ativos mais seguros e rentáveis do Brasil.

PIB sobe 3,4% em 2024, mas indica desaceleração no fim do ano, diz IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 3,4% em 2024, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento foi impulsionado principalmente pelos investimentos e pelo aumento do consumo das famílias.

O resultado representa a maior alta desde 2021, quando o PIB subiu 4,8% após a forte retração causada pela pandemia de Covid-19. No entanto, apesar do desempenho positivo ao longo do ano, o crescimento da economia no quarto trimestre foi de apenas 0,2%, indicando sinais de desaceleração.

A expectativa do mercado financeiro era de um crescimento de 3,5% no ano. Entre os setores que mais contribuíram para o avanço do PIB, destacam-se as Outras atividades de serviços (5,3%), a Indústria de transformação (3,8%) e o Comércio (3,8%), que juntos responderam por cerca de metade da expansão econômica de 2024, segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Na Indústria, o setor da Construção teve um crescimento de 4,3%, impulsionado pelo aumento da ocupação, maior produção de insumos e expansão do crédito. Outros segmentos que também tiveram desempenho positivo foram a Indústria de Transformação e o setor de Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos, que cresceram 3,6%.

Por outro lado, a Agropecuária registrou queda de 3,2%, refletindo o impacto de condições climáticas adversas sobre a produção agrícola. As lavouras de soja (-4,6%) e milho (-12,5%) foram as mais afetadas, com perdas significativas de produtividade.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 4,8% em relação a 2023. O aumento foi impulsionado por programas de transferência de renda do governo, melhora no mercado de trabalho e redução das taxas de juros em comparação ao ano anterior. Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF) cresceram 7,3%, embora tenham um peso menor no PIB do que o consumo das famílias.

A despesa do consumo do governo teve alta de 1,9% no ano. Já as importações de bens e serviços cresceram 14,7%, enquanto as exportações avançaram 2,9%. A taxa de investimento em 2024 ficou em 17,0% do PIB, acima dos 16,4% registrados em 2023. A taxa de poupança, por sua vez, caiu de 15,0% para 14,5%.

O PIB brasileiro atingiu um valor corrente de R$ 11,7 trilhões em 2024, sendo R$ 10,1 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 1,6 trilhão a Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

Os dados regionais do crescimento econômico serão divulgados apenas em 2026, mas um estudo da Tendências Consultoria aponta que a região Norte liderou a expansão em 2024, com um crescimento estimado de 4,5%. Entre os estados, os destaques foram Amazonas (6,1%), Amapá (5,3%) e Santa Catarina (4,9%).

O PIB mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país em determinado período, sendo um dos principais indicadores da atividade econômica. Seu crescimento indica um ambiente econômico aquecido, enquanto sua queda sugere desaceleração.

Piso regional de SC é atualizado em 7,27%

Nesta quinta-feira, dia 6, representantes de empregadores e de trabalhadores de Santa Catarina chegaram a um consenso sobre o piso regional para 2025 — que terá uma atualização média de 7,27% nas quatro faixas existentes.

Os valores passam para R$ 1.730,00 na primeira, R$ 1.792,00 na segunda faixa, R$ 1.898,00 na terceira e R$ 1.978,00 na quarta. Agora, a proposta negociada será enviada ao governo de SC, que prepara um projeto de lei e o envia à Assembleia Legislativa (ALESC). Veja abaixo detalhes das faixas.

"A atualização do piso regional catarinense é resultado de muito diálogo entre empregadores e trabalhadores. Pelo 16º ano consecutivo, chegamos a um consenso, por meio de uma negociação direta entre as partes, sempre pautada pelo respeito mútuo. Isso demonstra a importância e o valor da negociação”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “Reconhecemos que os trabalhadores têm uma força especial em SC. Essa força faz com que SC seja um estado de referência, harmonioso e de destaque no país”, disse, representando as Federações de empregadores.  

Ivo Castanheira, coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC), destacou a importância desse processo de negociação. “São 16 anos em que ambas as partes têm trabalhado com seriedade e respeito. Incentivamos que todas as centrais sindicais e federações tenham representatividade, e percebemos o avanço das habilidades de negociação, buscando o consenso”, afirmou.

O piso regional de SC
O piso salarial de Santa Catarina foi instituído pela Lei Complementar 459, de 30 de setembro de 2009, com validade para o ano de 2010. Em todos os anos subsequentes, os valores foram negociados e acordados entre entidades representativas dos empregadores e dos trabalhadores.

“Santa Catarina é o único estado em que o piso existe que tem negociação direta entre as partes, e com resultados consensuais desde sua criação”, explica o presidente da FIESC. 

Com quatro faixas salariais, o mínimo regional se aplica exclusivamente aos empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. Os valores negociados entre as duas partes são a base para projeto de lei complementar encaminhado pelo governo à Assembleia Legislativa.

Trabalhadores que integram as quatro faixas do mínimo regional catarinense:
Primeira faixa - passa de R$ 1.612,26 para R$ 1.730,00:
a) na agricultura e na pecuária;
b) nas indústrias extrativas e beneficiamento;
c) em empresas de pesca e aquicultura;
d) empregados domésticos;
e) em turismo e hospitalidade; (Redação da alínea revogada pela LPC 551/11).
f) nas indústrias da construção civil;
g) nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos;
h) em estabelecimentos hípicos; e
i) empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

Segunda faixa - Passa de R$ 1.670,56 para R$ 1.792,00:
a) nas indústrias do vestuário e calçado;
b) nas indústrias de fiação e tecelagem;
c) nas indústrias de artefatos de couro;
d) nas indústrias do papel, papelão e cortiça;
e) em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas;
f) empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas;
g) empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e
h) nas indústrias do mobiliário.

Terceira faixa - Passa de R$ 1.769,14 para R$ 1.898,00:
a) nas indústrias químicas e farmacêuticas;
b) nas indústrias cinematográficas;
c) nas indústrias da alimentação;
d) empregados no comércio em geral; e
e) empregados de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa - Passa de R$ 1.844,40 para R$ 1.978,00:
a) nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico;
b) nas indústrias gráficas;
c) nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana;
d) nas indústrias de artefatos de borracha;
e) em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito;
f) em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade;
g) nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas;
h) auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino);
i) empregados em estabelecimento de cultura;
j) empregados em processamento de dados; e
k) empregados motoristas do transporte em geral
I) empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

(foto: Filipe Scotti)

Marina de Itapema deve impulsionar valorização imobiliária e atrair novos investimentos

A futura Marina de Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, que aguarda aprovação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), promete transformar a economia local e impactar diretamente o mercado imobiliário. Com um investimento previsto de R$ 19 milhões, conforme divulgado, o projeto contará com infraestrutura para abrigar cerca de 400 embarcações e será viabilizado por meio de uma parceria público-privada. A relação entre o setor náutico e o crescimento imobiliário já foi comprovada em outras cidades catarinenses próximas. Itajaí, que nem figurava no ranking das cidades mais valorizadas do Brasil quando a Marina Itajaí foi instalada, registrou crescimento de 100% no valor do metro quadrado nos últimos 10 anos e hoje ocupa a quarta posição no ranking nacional. Balneário Camboriú, líder nacional em valorização imobiliária, também conta com uma marina na área mais nobre da cidade, o que reforça a tendência de que complexos náuticos impulsionam a valorização imobiliária e atraem novos investimentos.
"A instalação de uma marina não apenas impacta o turismo náutico de alto padrão, mas também tem um efeito direto na valorização imobiliária. Esse tipo de empreendimento atrai um público com alto poder aquisitivo, estimula a economia local e cria um ambiente propício para novos investimentos. Em Itapema, esse impacto pode ser ainda mais significativo, pois a cidade já se destaca por sua valorização acima da média nacional, impulsionada por excelentes índices de qualidade de vida e segurança. A chegada da marina consolidará ainda mais o município como um dos principais destinos imobiliários do Brasil", explica o especialista em mercado imobiliário e sócio da Edify One, Luiz Feitosa.
Além da marina, outras intervenções urbanas estão em andamento e devem acelerar a valorização dos imóveis em Itapema. O alargamento da faixa de areia da Meia Praia, com início previsto ainda este ano, ampliará a praia dos atuais 25 metros para 70 metros, um aumento de 180% na largura da faixa de areia. Um estudo do Appraisal Institute, referência mundial em avaliação imobiliária, revelou que praias nos Estados Unidos que passaram por projetos de alargamento registraram uma valorização média de 2,6% para cada 10% de aumento na faixa de areia. Aplicando essa métrica ao projeto de Itapema, que terá um acréscimo de 180% no espaço disponível, a valorização projetada para imóveis frente-mar pode chegar a 46,8%. Outra novidade na cidade é um píer turístico, com um investimento estimado de R$ 100 milhões, que terá o primeiro Hard Rock Cafe sobre as águas do Brasil. 
Com as constantes obras de infraestrutura, Itapema tem atraído novos empreendimentos imobiliários de alto luxo, como é o caso do Edify One, que está sendo construído em frente ao mar e representa um marco para o setor na cidade. Com 41 pavimentos, 32 mil m² de área construída e VGV de R$ 650 milhões, o edifício oferece unidades que variam de 227 m² a quase 1.000 m², além de diferenciais como sistema de segurança com inteligência artificial, garagens projetadas para carros esportivos e áreas de lazer exclusivas. 

"O Edify One foi concebido para elevar o padrão do mercado imobiliário de Itapema, acompanhando o crescimento da cidade e a demanda por empreendimentos sofisticados. Vamos entregar algo totalmente único em termos de alto padrão, que vai redefinir a experiência de viver frente ao mar”, afirma Manoela Passos Legarrea, sócia e diretora da construtora Edify.
Sobre o Edify One
A Construtora e Incorporadora Edify nasceu da união de experientes empresários do ramo da construção civil e imobiliário com o objetivo de trazer inovações ao mercado catarinense, em franco crescimento, além de oportunidades de investimentos de alto potencial de rentabilidade e produtos de excelência que aliem conforto, tecnologia e sustentabilidade, para férias ou moradia. Por meio da sociedade de diversas empresas, Bumaji Participações, Duo + Participações (TRIAD Construções e Incorporações e MWR Empreendimentos), Feitosa Participações  (Morart Imóveis e Arteprojeto) e  a NR Sports (dona do terreno e sócia), a construtora apresenta o empreendimento Edify One na categoria de alto padrão em frente ao mar da cidade catarinense de Itapema, que está no topo do ranking de valorização imobiliária com altos índices de desenvolvimento, além de atrativos variados, belezas naturais, praias, serviços e localização privilegiada. 
Mais informações: https://edifyone.com.br 

INSS Revisará Benefícios por Incapacidade e Pensões por Morte Concedidos Nestes Anos

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciará a revisão manual de aproximadamente 140 mil benefícios por incapacidade e pensões por morte concedidos entre 17 de abril de 2002 e 29 de outubro de 2009. A medida atende a uma determinação judicial e se refere a benefícios que não passaram pelo ajuste automático realizado em 2012 na chamada “Revisão do Artigo 29 II”.

Com isso, o prazo para a regularização automática dos valores, que estava previsto para encerrar em março, foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano, após solicitação do INSS.

Segundo o instituto, a revisão será realizada exclusivamente nos casos já identificados pela Justiça, não sendo possível a solicitação por parte dos segurados.

Correção no Cálculo dos Benefícios

Entre 2002 e 2009, o INSS calculava os valores dos benefícios considerando 100% do tempo de contribuição quando o segurado não atingia pelo menos 60% do período exigido. No entanto, uma ação civil pública determinou que, mesmo nesses casos, os 20% menores salários de contribuição deveriam ser excluídos do cálculo, conforme previsto no artigo 29 da Lei 8.213/91.

A correção foi estabelecida pelo Decreto 6.939/09, que alterou o Regulamento da Previdência Social. Com essa mudança, o INSS passou a calcular os benefícios com base na média aritmética dos 80% maiores salários de contribuição. A revisão de 2012 corrigiu a maioria dos benefícios, mas uma parcela residual ficou pendente devido a “complexidades sistêmicas”, segundo o instituto. Agora, o novo acordo judicial garantirá que esses casos sejam regularizados.

Consulta Disponível no Meu INSS

Os segurados podem verificar se seus benefícios estão sendo revisados por meio do site ou aplicativo Meu INSS. Para isso, basta seguir os seguintes passos:

Acessar o site ou aplicativo Meu INSS;
Utilizar o CPF e senha cadastrados no gov.br;
Digitar “revisão” na barra de busca;
Acessar a seção “Histórico de Crédito de Benefício”.
Nos casos em que houver diferenças positivas após a revisão, o segurado será notificado pelo Meu INSS e um requerimento de pagamento será gerado com as informações sobre os valores devidos.

Opinião: um péssimo exemplo para o Brasil

Às vésperas do Carnaval, no dia 28 de fevereiro, quando grande parte dos brasileiros já não prestava atenção ao noticiário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, assinou o Ato nº 9/2025. Trata-se da instituição de mais um privilégio a servidores públicos. Desta vez, para uma casta de comissionados da casa legislativa. A medida permite aos contemplados tirar um dia de folga a cada três trabalhados, com a opção de “vender” o benefício. Não teve qualquer debate público e entrou em vigor já no dia seguinte: 1º de março.

É o tipo de decisão que nos faz pensar: que país é este? Como é possível tamanha desconexão da realidade da esmagadora maioria dos brasileiros que empreendem ou trabalham na iniciativa privada, gerando os recursos que sustentam o setor público? O empreendedor (que chega de madrugada em sua empresa e trabalha 10, 12, 14 horas por dia), o microempreendedor individual (que luta pelo sustento), o feirante (que está de pé às 2h da madrugada) se sentem ultrajados.

Temos desafios gigantescos pela frente para garantir melhores condições de vida à população e reduzir desigualdades. Não podemos nos dar ao luxo de tolerar esse tipo de postura num país com excesso de feriados, péssima infraestrutura, baixa produtividade, elevada carga tributária, grave desequilíbrio na previdência e com uma população que está envelhecendo. O ato de Alcolumbre é ainda mais grave porque, na média, os funcionários públicos já têm remuneração muito superior aos da iniciativa privada e possuem outros privilégios.

Na prática, o presidente do Senado instituiu para o grupo selecionado a chamada escala de 4 dias de trabalho por 3 de folga, sem vinculação com a eficiência, com metas, com o resultado do trabalho ou com critérios de meritocracia. Enquanto isso, os empreendedores brasileiros lutam contra a concorrência de países com menos impostos, melhor infraestrutura e legislação trabalhista menos rígida, sem ver no setor público o compromisso com a efetividade do gasto, a economicidade e a moralidade. E ainda acompanham, perplexos, a ameaça de propostas populistas como a que foi protocolada no Congresso para reduzir compulsoriamente a jornada de trabalho. Por tudo isso, a decisão do Senado é um péssimo exemplo.

Mario Cezar de Aguiar
Presidente da FIESC

Funcionário afastado por depressão pode ser demitido por justa causa se for visto em evento

Um funcionário de uma empresa afastado do trabalho com atestado médico por depressão pode ser demitido por justa causa se, porventura, for flagrado passeando, participando de algum evento ou viajando. A Justiça possivelmente pode entender que, ao circular por passeios, eventos e viagens, a pessoa não esteja mais em estado de depressão e, portanto, estaria apta ao trabalho. Advogada especialista em questões trabalhistas, Glauce Fonçatti, sócia do Escritório Batistute Advogados, afirma que há jurisprudência para o caso. 
 
“Claro que tudo depende de cada caso e de cada situação, mas hoje em dia é possível levar em conta elementos e possíveis provas que a própria pessoa pode produzir contra si mesma através das redes sociais”, afirma Glauce. De acordo com ela, em 2022, a Justiça de Minas Gerais manteve a demissão por justa causa de uma funcionária que havia apresentado um atestado médico por depressão e publicou fotos em eventos em São Paulo. “A Justiça entendeu que a funcionária não mostrava um estado abatido, característico de depressão.” 
 
Glauce pondera que não é simplesmente dizer que o funcionário está enganando a empresa, apresentando atestado e passeando por aí. “Até porque, sair de casa e circular faz parte do processo de recuperação de uma depressão, por exemplo. Assim como voltar ao trabalho e interagir com os colegas, ocupar o tempo e a cabeça. Então, para que seja comprovado que a pessoa apresentou um atestado por depressão e está bem, é preciso levar em conta diversos fatores e aspectos”, avalia a especialista. 
 
A orientação é, em primeiro lugar, conversar com o funcionário. Em seguida, checar a veracidade do atestado. Só depois de ter certeza de que o atestado por depressão não condiz com a situação da pessoa é que se pode tomar uma atitude mais drástica como a demissão por justa causa. “Para que uma empresa demita por justa causa, é necessário estar muito bem fundamentada, com evidências e provas concretas. Senão o caso pode parar na Justiça e se arrastar por anos”, ressalta Glauce. 
 
Além disso, a empresa não pode demitir uma pessoa por conta de uma doença. Nem mesmo por justa causa. Para considerar a demissão, é preciso motivar a demissão por alguma incontinência de conduta, por mau procedimento, por incongruência de documentação. “Daí a importância de as empresas terem códigos de conduta e de ética muito bem fundamentados, prevendo conflitos entre apresentar um atestado e, de fato, estar doente. Mas uma doença nunca pode ser motivo de demissão, muito menos por justa causa. A empresa deve comprovar que o funcionário não corresponde à condição apresentada no atestado.” 

 

Asia Source Brasil: Expansão e Inovação no Comércio Internacional

Desde sua fundação em 2019, a Asia Source Brasil vem se consolidando como uma das principais gestoras de projetos de importação e exportação do país. Criada por Luiz Muller, CEO com 17 anos de experiência no setor, a empresa iniciou suas atividades sem capital ou clientes e, hoje, opera em cinco países – Brasil, Colômbia, Estados Unidos, Portugal e China. Com uma ampla rede de mais de 100 escritórios espalhados pelo Brasil, a Asia Source Brasil conecta empresas locais ao mercado global, oferecendo soluções estratégicas e inovadoras para o comércio exterior.

Crescimento e Estratégia de Mercado

A atuação da empresa vai além da simples intermediação de negócios. De acordo com André Queiróz, Gestor da Matriz da Asia Source Brasil, o propósito da organização é transformar o comércio internacional em uma vantagem competitiva para empresários brasileiros.

"Nosso compromisso é proporcionar oportunidades reais de crescimento para clientes, franqueados e colaboradores. Através do planejamento estratégico e do controle eficiente dos processos, garantimos melhores custos e maior segurança para quem busca expandir seus negócios globalmente", destaca Queiróz.

Para impulsionar essa missão, a empresa conta com uma equipe altamente capacitada, como o time de Vendas e Marketing, liderado por Tainá Cardoso, responsável por conectar a Asia Source Brasil a novos mercados e fortalecer a marca no setor. Com estratégias inovadoras, a equipe trabalha para expandir a base de clientes, desenvolver parcerias estratégicas e promover as soluções da empresa no Brasil e no exterior.

Soluções Inteligentes para Importação e Exportação

A Asia Source Brasil oferece um suporte completo aos empresários que desejam importar ou exportar, auxiliando desde a escolha de fornecedores até a entrega final das mercadorias. Além disso, a empresa se destaca na importação de veículos de luxo, conectando clientes aos maiores fabricantes mundiais, assegurando qualidade superior e preços competitivos.

Com uma abordagem personalizada, a empresa ajuda seus clientes a identificar novas oportunidades de mercado, superar barreiras comerciais e otimizar processos, tornando o comércio internacional mais acessível e eficiente.

Excelência e Expansão Global

A trajetória de crescimento da Asia Source Brasil exemplifica como uma empresa pode sair do zero e alcançar relevância global. Em um cenário onde o Brasil ocupa a 29ª posição entre os maiores importadores do mundo, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a empresa se firma como uma aliada estratégica para quem busca melhores resultados no comércio exterior.

Com expertise, inovação e uma equipe altamente qualificada, a Asia Source Brasil segue ampliando sua presença no mercado internacional e impulsionando negócios brasileiros pelo mundo.

 

Legenda da foto: André Queiróz, Luis Muller e Taina Cardoso

Na presença de Lula, empresa de Florianópolis assina contrato para construir quatro navios no RS

A Ecovix, empresa de Florianópolis especializada em construção naval, assinou na segunda-feira (24) um contrato com a Transpetro para a construção de quatro navios no Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O contrato, avaliado em R$ 1,7 bilhão, prevê a construção de embarcações da classe Handy, utilizadas no transporte de derivados de petróleo. Cada navio terá um custo de US$ 69,5 milhões (aproximadamente R$ 398 milhões) e faz parte do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras.

Além do presidente Lula, estavam presentes a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

Construção dos navios deve gerar mil empregos

A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional para fortalecer os estaleiros brasileiros e impulsionar a indústria naval. Com um investimento significativo, a construção das embarcações deve gerar cerca de mil empregos diretos nos próximos três anos, beneficiando também polos navais em outros estados.

Os cascos serão construídos no Estaleiro Rio Grande, com produção em parceria com a Mac Laren, que será responsável pelo comissionamento dos navios. Além disso, a Petrobras anunciou um aporte de R$ 58 bilhões no setor, com apoio do Fundo da Marinha Mercante.

Essa iniciativa reforça o compromisso com o crescimento da indústria naval no Brasil, promovendo inovação, desenvolvimento e geração de empregos no setor.

 

Por: André Queiróz

 

Orçamento de 2025 Precisa de Ajustes de R$ 19 Bilhões, aponta estudo da Câmara

Um estudo realizado por consultores de Orçamento da Câmara dos Deputados revelou que o cenário fiscal para 2025 pode ser mais desafiador do que o previsto pelo governo, embora ainda se mantenha dentro da meta fiscal autorizada, que admite um déficit de até R$ 31 bilhões. O relatório aponta que o Orçamento de 2025 necessitaria de ajustes na ordem de R$ 19 bilhões para atingir o equilíbrio fiscal desejado.

Conforme a análise, o déficit registrado em 2024, de R$ 43 bilhões, foi um avanço significativo rumo à meta fiscal zero, considerando que o déficit de 2023 foi de R$ 264,5 bilhões. O impacto financeiro do ano anterior está relacionado principalmente às despesas extraordinárias, como a ajuda ao Rio Grande do Sul após enchentes, mas mesmo com esses custos, a meta foi cumprida com um déficit ajustado de R$ 11 bilhões. Embora a meta fosse zero, havia uma margem de tolerância permitida.

Para o ano de 2025, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) também estabelece uma meta de resultado primário zero, porém o projeto inicial do Orçamento apresenta um cenário mais negativo, com um déficit projetado de R$ 40,4 bilhões. Após considerar deduções legais, o resultado pode se transformar em um superávit de R$ 3,7 bilhões.

Os consultores destacam que as projeções indicam um déficit de R$ 19 bilhões mesmo após essas deduções, quantia que precisaria ser ajustada no Orçamento atual. Há uma preocupação com as receitas extraordinárias de R$ 121,5 bilhões incluídas no projeto do Orçamento de 2025. A LDO de 2025, por sua vez, traz a inovação de requerer que o Poder Executivo considere a meta de resultado primário, e não apenas a margem de tolerância, ao avaliar a necessidade de cortes de gastos.

No estudo conduzido, os consultores Dayson de Almeida e Paulo Henrique Oliveira enfatizam que, apesar das metas fiscais estarem sendo cumpridas, a dívida pública continua crescendo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Eles salientam a importância de estipular metas anuais adequadas de resultado primário para estabilizar a trajetória da dívida em relação ao PIB.

Aluguel mais caro: IGP-M acelera e acumula alta de 8,44% em 12 meses

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), indicador responsável pelo reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, acelerou em fevereiro, registrando uma variação de 1,06% em relação a janeiro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Com a variação, o índice acumula alta de 1,33% no ano e de 8,44% nos últimos 12 meses. O resultado indica que os contratos atrelados ao indicador com vencimento em março de 2025 sofrerão reajustes.

Impacto nos contratos de aluguel

O inquilino deve estar atento ao indicador de reajuste que está no contrato de locação, porque, depois da pandemia da Covid-19, muitas negociações passaram a usar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, como indexador nos novos contratos.

Entenda o IGP-M

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente daquela apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços em diferentes áreas da economia, combinando os seguintes índices:

Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA): Representa 60% do índice total e reflete as variações percebidas por produtores.
Índice de Preços ao Consumidor (IPC): Equivale a 30% e mede as variações de preços que impactam o consumidor final.
Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): Corresponde a 10% e monitora os custos da construção civil, incluindo materiais e mão de obra especializada.

São Bento do Sul é líder nacional em exportação de móveis

Município catarinense se destacou com maior faturamento do país nas exportações de móveis, com US$ 81,9 milhões – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Arquivo/Secom

O município de São Bento do Sul, no Planalto Norte catarinense, registrou o maior faturamento do país em exportação de móveis ao longo de 2024. Polo referência no setor, a cidade acumulou US$ 81,9 milhões em vendas para o exterior, conforme dados do governo federal. O município ocupa o posto de líder do país em exportação de móveis em todos os anos desde 2015. 

O principal destino das exportações de móveis de São Bento do Sul em 2024 foram os EUA, com envio de US$ 45,5 milhões em produtos. Em segundo lugar está a França, com US$ 11,1 milhões. O Reino Unido é o terceiro, com US$ 10,9 milhões, e a Holanda é o quarto maior importador de móveis do município, com US$ 4,8 milhões. Uruguai, Alemanha, Argentina e Espanha também estão na lista de destino das exportações da cidade.

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck, destaca a qualidade e reconhecimento do polo moveleiro. “A cidade de São Bento do Sul, bem como todo o Planalto Norte catarinense, fabricam móveis com excelência. Essa competência é confirmada com a forte presença no mercado interno, mas também no mercado externo, com diversos destinos. Essa conquista reforça a pujante indústria do município e da região”, comemora. 

Planalto Norte é destaque na produção moveleira catarinense 
Além de São Bento do Sul, que ocupa a liderança nacional, outros municípios de Santa Catarina também aparecem nas primeiras posições do ranking. É o caso de Caçador, na quarta colocação, com faturamento de US$ 36,9 milhões em exportações de móveis no ano passado. 

Campo Alegre, com US$ 28,4 milhões, e Rio Negrinho, com US$ 16,4 milhões, que são cidades vizinhas de São Bento do Sul, aparecem na quinta e décima colocação do ranking nacional, respectivamente. Esses três municípios do Planalto Norte catarinense representam 51% de todas as exportações de móveis do estado.

“As indústrias moveleiras do Planalto Norte estão cada vez mais competitivas, apostando em novos mercados e em produção de excelência. Isso destaca a região junto ao estado de Santa Catarina. Além disso, a força desse setor gera grande quantidade de empregos, fomentando a economia e o desenvolvimento local”, garante Silvio Dreveck.

Maior feira de móveis do país está marcada para junho de 2025
A Feistock, maior feira de móveis e decoração do país com venda direta ao consumidor, está marcada para ocorrer de 5 a 8 de junho no Centro de Eventos Promosul, em São Bento do Sul. O evento atrai feirantes de toda a região para expor produtos e conectar empresas, fornecedores e clientes, reunindo milhares de pessoas em todas as edições. 

Governo de SC inaugura alças de acesso entre SC-486 e BR-101 em Itajaí

O governador Jorginho Mello inaugura, nesta sexta-feira (28), às 9h, duas alças de acesso que conectam a SC-486 à BR-101, em Itajaí. Acompanhado pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, e por autoridades locais, o governador destaca que essa intervenção visa solucionar um dos principais gargalos rodoviários de Santa Catarina.

As novas alças permitirão maior fluidez no trânsito, especialmente para veículos que trafegam no sentido Joinville-Florianópolis pela BR-101 em direção a Brusque, via SC-486, e no sentido inverso, de Balneário Camboriú a Itajaí. Com um investimento de R$ 60,4 milhões, a obra inclui, além das alças, a construção de viadutos e uma ponte, beneficiando a logística regional e facilitando o escoamento de produtos pelos portos catarinenses.

Esta iniciativa integra o Programa Estrada Boa, que contempla 64 obras de infraestrutura viária e mais de R$ 3,5 bilhões em investimentos, reforçando o compromisso do governo estadual com a melhoria da mobilidade e da segurança nas rodovias.

Nomeação de João Paulo Tavares Bastos como superintendente do Porto de Itajaí ainda depende de resolução de pendências entre município e governo federal

O Presidente do Conselho das Entidades de Itajaí, que reúne 25 sindicatos, Bento Ferrari, informou que o apoio da classe empresarial está condicionada a assinatura de uma nova minuta que retire de Itajaí as dívidas feitas pelas últimas administrações do Porto. A matéria divulgada ontem pelo PT de Itajaí sobre o apoio, omite o fato de que os empresários querem a assinatura de convênio entre o Governo Federal e o Porto de Santos, sem envolver Itajaí.

A recente indicação do advogado João Paulo Tavares Bastos para assumir a superintendência do Porto de Itajaí, numa decisão tomada pela Secretaria Nacional de Portos e pela Autoridade Portuária de Santos (APS), traz à tona questões cruciais ainda não resolvidas entre o município de Itajaí e o governo federal. Desde o término do convênio de 30 anos que delegava a administração portuária ao município, no final de 2024, a gestão do porto retornou à União, sendo administrado pela APS.  

Entre os pontos de divergência, destaca-se a situação dos funcionários: embora a APS seja responsável pelo pagamento dos trabalhadores, estes permanecem vinculados ao município. Além disso, os precatórios em nome da administração portuária continuam sob responsabilidade municipal, e o município não detém  direitos sobre áreas não operacionais do porto, entre elas, o terreno o lado da Marejada. Essas questões não foram adequadamente abordadas na minuta do convênio estabelecido entre a APS, o Ministério dos Portos e a gestão municipal anterior.

A indicação pelo governo federal de João Paulo Tavares Bastos, advogado com longa trajetória em Itajaí desde 1994, ex-presidente da OAB local e conselheiro federal da Ordem, passa antes por uma revisão na minuta assinada, que não favoreceu o município, que ficou com o ônus de uma gestão de 30 anos. 

Enquanto essas pendências não forem resolvidas e um novo acordo formalizado, a efetivação de sua nomeação permanece em aberto, informam fontes da prefeitura de Itajaí, a quem cabe a nomeação. 

A comunidade local, os empresários e os trabalhadores portuários aguardam com expectativa que as autoridades competentes cheguem a um consenso que assegure a continuidade das operações e o desenvolvimento sustentável do Porto de Itajaí, preservando os interesses do município e de sua população.

APM Terminals participa do Fórum Pernambuco Export e destaca investimentos e inovação

O Fórum Estadual Pernambuco Export, de logística, infraestrutura e transportes, realizado nos dias 20 e 21 de fevereiro, na capital pernambucana, destacou o papel estratégico de Pernambuco no comércio internacional, com foco na infraestrutura de transportes, sustentabilidade e novos investimentos. Durante o evento, o head de Public Affairs do Grupo Maersk, Danilo Veras assumiu um papel de destaque ao ser empossado como novo membro do Conselho Nacional do Brasil Export.
 
O fórum contou com visitas técnicas aos complexos portuários de Suape, Porto Digital e Porto do Recife e refletiu sobre os avanços e as perspectivas para o futuro da economia pernambucana. A presença de grandes nomes do setor ressalta o interesse de empresas globais, como o Grupo Maersk, em contribuir para o desenvolvimento econômico da região. 
 
Recentemente, a APM Terminals Suape, projeto em implantação que será o primeiro terminal portuário 100% eletrificado da América Latina, anunciou investimentos significativos que ampliarão a capacidade de movimentação de contêineres do Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco, dobrando sua capacidade até 2030. Em novembro de 2024, foi realizado o evento de lançamento da pedra fundamental do novo terminal, com investimentos iniciais de R$ 1,6 bilhão. APM Terminals Suape tem a previsão de início de operação no segundo semestre de 2026, e estimulará a inclusão do Porto de Suape em novas rotas internacionais, facilitando o comércio exterior e beneficiando exportadores e importadores da região.
 
O evento também teve apoio institucional do Ministério de Portos e Aeroportos, que promoveu a primeira edição da Caravana de Inovação, uma iniciativa itinerante destinada a difundir a cultura de inovação no setor portuário nacional. O evento, exclusivo para patrocinadores, conselheiros e autoridades convidadas, também marcou a posse simbólica de novos membros nos conselhos do Brasil Export, incluindo o ingresso de Danilo Veras no Conselho Nacional.
 
O fortalecimento das parcerias entre o setor público e privado e os avanços na infraestrutura de
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transportes, foram alguns dos destaques do encontro, que reforçou o compromisso de Pernambuco com o crescimento sustentável e a ampliação de sua participação no comércio internacional.

Na ocasião, Veras destacou que, com o início das operações do futuro terminal privado, será preciso levantar debates e encontros que possam resolver gargalos, principalmente os de acessos, sejam rodoviários ou ferroviários, mas que o poder público se coloca favorável à necessidade de grupos empresariais visando novos negócios e futuros investimentos. “Estamos muito orgulhosos com a viabilização do projeto. Nós, da APM Terminals, trabalhamos de maneira dedicada para ofertar para essa comunidade de Pernambuco o melhor. Obviamente vamos precisar discutir conexões, mas está tudo muito bem encaminhado; a gente olha para as autoridades públicas e vemos pessoas verdadeiramente intencionadas em defender o interesse público. Isso dá, nesse estado, um gás maior para fazer nossos investimentos e pensar de uma maneira ainda mais audaciosa”, finaliza o executivo.
 
Sobre a APM Terminals:  
A APM Terminals opera uma das redes portuárias mais abrangentes do mundo, auxiliando os seus clientes a expandirem seus negócios e obterem maior eficiência, flexibilidade e confiabilidade na cadeia de suprimentos. Na região das Américas, a APM Terminals opera 14 terminais em 8 países e faz parte do Grupo A.P. Moller-Maersk, que atua em mais de 130 países e emprega mais de 110 mil pessoas, em todo o mundo. 
www.apmterminals.com 

Análise Econômica do Direito aplicada ao mercado imobiliário:

Osvaldo Agripino de Castro Junior – Advogado (UERJ, 1991), Sócio do Agripino & Ferreira, Professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Ciência Jurídica da Univali e do Mestrado em Engenharia de Transportes e Gestão Territorial (UFSC, 2014-2021), Pós-Doutor em Regulação (Kennedy School of Government, Harvard University). Oficial de Náutica da Marinha Mercante (Ciaga, 1983), com experiência de quatro anos e meio como piloto de navios mercantes no longo curso (Petrobras, Vale do Rio Doce) e consultor imobiliário especializado em logística marítima e portuária.   

             O uso do termo de reserva no mercado imobiliário pode ser uma ferramenta relevante para impulsionar o setor através da publicação e da comercialização de unidades habitacionais antes do registro da incorporação imobiliária.

            Sobre o tema, deve-se mencionar decisão do TJ-SC[1] em recurso de uma incorporadora contra liminar da  Vara de Fazenda Pública de Balneário Camboriú, em ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina que determinou tal possibilidade.

           A decisão suspensa pelo TJ-SC ordenava à construtora a não realização de publicidade e de qualquer negócio envolvendo unidades autônomas de um futuro empreendimento antes do registro de incorporação imobiliária.

         Em face da inovação desse instrumento para a segurança jurídica no dinâmico mercado imobiliário, esse artigo objetiva abordar aspectos econômicos e consequencialistas da decisão judicial e as novas possibilidades para as incorporadoras e corretores de imóveis, embora o processo ainda esteja pendente de sentença de primeiro grau, sobre o pedido da ação civil pública.

             Para Lucas Zolet:

A análise das consequências pela ótica econômica, portanto, se torna um dos elementos centrais da orientação prática na tomada de decisão no âmbito jurídico. Por outro lado, mesmo sabendo que diversos profissionais do direito tomam decisões sob racionalidade limitada, entende-se que as decisões orientadas por consequências precisariam manter uma fonte permanente de contato com os fundamentos do direito. Ao mesmo tempo, mostra-se relevante o ser do direito, uma vez que as bases práticas tendem a questionar que tipo de consequências podem surgir quanto ao provável impacto social e econômico de determinada lei e como os indivíduos e as instituições podem responder aos incentivos ou desincentivos específicos criados por algumas regras ou políticas públicas.[2]

           O uso do termo de reserva pode incentivar a iniciativa privada ao lançamento de mais empreendimentos, ainda que sem registro da incorporação? Pode contribuir para rápidas mudanças econômicas e seus efeitos sociais sem sufocar a inovação  e o progresso decorrente da necessidade de previsibilidade na gestão do risco do investidor na captação de receita para o empreendedor imobiliário?

           Em resumo, este artigo objetiva contribuir para o desenvolvimento do mercado imobiliário através da segurança jurídica decorrente do uso da Análise Econômica do Direito (AED) aplicado ao termo de reserva, que possui natureza meramente assecuratória da compra futura da unidade, ou seja, defendendo que o uso do consequencialismo alinhe com os fundamentos da AED, o que pode incentivar (destravar), ainda mais, o mercado imobiliário.

           Dessa forma, o artigo tratará na parte I dos conceitos da AED e na parte II abordará as possibilidades da AED no ramo imobiliário. Ao final, será feita uma conclusão.

           Tal abordagem é relevante tendo em vista que a AED estuda os incentivos que influenciam a tomada de decisão dos indivíduos, isto é, como determinados fatores afetam suas escolhas, partindo de um pressuposto básico: seres humanos fazem escolhas racionais.

         Destaque-se que o mercado imobiliário, inserido no setor da construção civil, influencia a economia do país, seja diretamente, seja influenciando outros mercados, como o mercado financeiro, ou por meio dos seus reflexos nos índices de crescimento do país, como o PIB.

I – Análise Econômica do Direito: o que é isso?

            O desenvolvimento da relação entre o Direito e Economia (AED) se deu a partir do ensino como disciplina na Escola de Direito da Universidade de Chicago, com a indicação do economista Henry Simons, oriundo da Escola de Economia, onde tinha uma carreira desestimulante, pois não estava interessado em economia, mas em temas jurisprudenciais e políticos.[3]

            O marco inicial da disciplina é o artigo The nature of the firm, de Ronald Coase (1937), por meio do desenvolvimento da “teoria dos custos de transação”, que chamou a atenção para o fato de que havia custos inerentes às operações no mercado, em que os custos na firma podem ser reduzidos ou aumentados pelo direito. Quando são elevados, tendem a aumentar o custo social de determinada atividade, criando obstáculos ao seu exercício. A empresa funciona como um feixe de contratos e redutor de tais custos.

         Para precisar o objeto da AED, pode-se sustentar que se trata do estudo das condutas econômicas realizadas nas condições determinadas por normas jurídicas, todavia, esse é somente um dos aspectos ou possibilidades que, segundo Posner[4], são próprios da vertente positivista da Análise Econômica do Direito.

          Nesse cenário, é evidente a interdependência entre o direito, aqui compreendido como o conjunto de legislação, doutrina e jurisprudência, e a economia, ciência que se preocupa com a escassez e consiste na análise da produção, distribuição e consumo de bens e serviços, ou seja, estuda as escolhas dos indivíduos e das empresas.

          A economia está dividida em dois grandes ramos: a microeconomia, que estuda os comportamentos individuais, e a macroeconomia, que estuda o resultado agregado dos vários comportamentos individuais.

           Não há qualquer problema em buscar mais eficiência na justiça e uma economia com mais justiça. Há uma forte área de convergência entre os dois ramos do conhecimento. Nessa zona de sobreposição existe um espaço de diálogo, com uma zona de congruência, e grande cooperação para a solução de problemas de justiça e de eficiência, não sendo incompatíveis.

           Mas o que distingue a AED de outros tipos de análise do direito? De acordo com Steven Shavell (2004),[5] pode-se perguntar se há alguma diferença qualitativa entre AED, como já definido, e outras abordagens para sua mensuração. Não é do seu interesse que cada analista jurídico determine como as normas jurídicas afetam o comportamento para, então, avaliar as regras relacionadas a algum critério de bem social?

           A resposta é sim, e dessa forma, numa acepção geral, pode-se distinguir a AED de outros tipos de análise do direito. No Brasil, país cujo direito se origina da tradição romano-germânica (civil law tradition), e com forte influência do direito francês no direito administrativo, ao contrário do direito norte-americano, de tradição anglo-saxônica (common law tradition), a aproximação entre o Direito e a Economia foi mais conflituosa, principalmente nos anos 1980.[6]

           Isso se verifica, por exemplo, na edição de planos econômicos de combate à inflação, com grande judicialização e sem sucesso. A ciência jurídica pouco dialogava com a economia. Advogados e economistas não cooperavam. Essa falta de diálogo entre os juristas e os economistas era uma das causas do problema.

          Deve-se deixar claro, que a intervenção regulatória com o auxílio da AED[7] se dá com base na própria Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874[OA1] /2019), vez que embora o art. 2ª trate dos princípios que norteiam o disposto na citada lei, como o da “liberdade como uma garantia no exercício das atividades econômicas” (inciso I), a “intervenção subsidiária e excepcional do Estado sobre o exercício de atividades econômicas” (inciso III), como o próprio texto indica, se dá somente de forma secundária, portanto, não há qualquer óbice para que a operação ocorre mediante termo de reserva, obviamente, com as cautelas que foram tomadas para informar o cliente sobre as particularidades da operação, contratualmente acordadas.

          Está evidente que o termo de reserva pode ser considerado um contrato completo, pois a) as partes especificam as ações do ótimo de Pareto para cada parte e cada uma contingência potencial ou imaginária que pode surgir e b) as cortes podem executar sem esforço tais contingências.[8]

II – Possibilidades da AED no mercado imobiliário

           Na ação acima o Ministério Público catarinense afirma que, no início do mês de agosto de 2023, houve verdadeira força tarefa para impulsionar as vendas de unidades habitacionais de um empreendimento, executado por incorporadora com base nas informações do Ofício de Registro de Imóveis mencionando que não há registro de incorporação imobiliária para o referido empreendimento.

          Assim sendo, foi ajuizada ação civil pública contra a incorporadora, buscando a condenação dessa empresa através dos seguintes pedidos cumulados:

(i) obrigação de não fazer consistente na imediata abstenção de realizar qualquer espécie de publicidade e comercialização das unidades habitacionais do empreendimento enquanto não for devidamente regularizada a incorporação imobiliária;

(ii) obrigação de fazer consistente em retirar (excluir, deletar) todas as veiculações de propagandas, postagens e anúncios já existentes, enquanto não for devidamente regularizada a incorporação imobiliária, notificando eventuais terceiros (imobiliárias, corretores, investidores adquirentes etc) para que também o façam

(iii) obrigação de fazer consistente na afixação de placa em local visível no terreno do empreendimento (na rua/avenida principal do endereço oficial do empreendimento, de forma centralizada que permita a visibilidade aos consumidores), com tamanho não inferior a 1,5 x 1,5 metro, com a seguinte informação: "Empreendimento sem registro de incorporação imobiliária, proibida a comercialização de unidades até a regularização por decisão judicial proferida nos autos da Ação Civil Pública (número da presente demanda);

(iv) obrigação de fazer consistente em promover, no prazo máximo de 90 (noventa) dias, o registro de incorporação dos imóveis;

(v) obrigações de fazer e não fazer, consistente na observância da legislação vigente, mediante a proibição de oferta e comercialização de unidades habitacionais de empreendimentos já em andamento e/ou futuros, sob pena de aplicação de multa diária não inferior a R$ 100.000,00 (cem mil reais), enquanto perdurar a irregularidade, qual seja, a suposta ausência de incorporação imobiliária;

(vi) indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).

              O MP sustentou que “é fato inquestionável que a requerida está de fato comercializando unidades habitacionais sem o prévio registro de incorporação imobiliária”, embora não tivesse ocorrido comercialização de unidades habitacionais, mas reserva para futura compra e venda de apartamentos.

             A Vara de Fazenda Pública com base em um trecho revogado de lei, deferiu liminar que impedia a publicidade e negociação de empreendimento e até mesmo outros futuros e indeterminados, com base em texto de uma norma que não está em vigor (antiga redação do art. 32 da Lei 4.591/64). Porém, a legislação atual (redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022) não só permite, como incentiva a atuação da incorporadora na fase atual do empreendimento.

             Esse incentivo decorre da busca legal de uma externalidade positiva decorrente da alteração do dispositivo da norma (art. 32) adiante mencionado no quadro comparativo, sem dúvida uma política pública para dinamizar o setor, pois sabemos das dificuldades de empreender sem que o incorporador tenha um planejamento financeiro com menor risco, o que é feito através do termo de reserva e das garantias ao interessado na compra.

           Segundo a defesa da incorporadora, a decisão liminar pautou-se em falsa premissa fática de que estariam sendo vendidos imóveis antes do registro da incorporação, mas nenhum contrato de venda foi apresentado pelo Ministério Público, porque nenhuma unidade de fato foi vendida ilegalmente.

             O MP usou antiga redação do art. 32 da Lei nº 4.591/64 que proibia a negociação de unidades antes da incorporação. Vejamos o quadro comparativo das normas:

Antiga redação do art. 32 da Lei nº 4.591/64

  Redação atual do art. 32 da Lei 4.591/64

 

Art. 32. O incorporador somente poderá negociar sobre unidades autônomas após ter arquivado, no cartório competente de Registro de Imóveis, os seguintes documentos:

 

  Art. 32. O incorporador somente poderá alienar   ou onerar as frações ideais de terrenos e   acessões que corresponderão às futuras   unidades autônomas após o registro, no   registro   de imóveis competente, do memorial   de incorporação composto pelos seguintes   documentos:

 

 

             Destaca-se que o termo negociar presente na antiga redação e utilizado pelo Ministério Público foi substituído por alienar e onerar, o que decorre da própria exposição de motivos da Medida Provisória (posteriormente convertida em lei), responsável por dita mudança, que expressamente consignou o objetivo de atualizar a legislação para melhorar o ambiente de negócios e desburocratizar o segmento imobiliário.

            Fica claro que a legislação vigente autoriza a recorrente e qualquer outra construtora – a negociar unidades antes do registro da incorporação, sendo vedado tão somente sua alienação ou oneração, todavia, segundo a defesa da incorporadora, o MP induziu o Judiciário em erro e obteve uma tutela de urgência para aplicar uma norma revogada.

            Como dito, não houve alienação dos imóveis, pois nenhum contrato ou escritura de compra e venda foi apresentado e nem assinado. A incorporadora apenas realizou reservas de unidades – expressamente informando os interessados sobre isso em disposição contratual clara, onde o futuro proprietário declara o interesse em reservar fração ideal do terreno mencionado no item III do Quadro Resumo, estando ciente que o projeto de empreendimento está em aprovação perante os órgãos públicos sob protocolo.

            Além disso, está dito em linguagem clara e inequívoca, que o projeto está em aprovação e que, posteriormente, ao registro da incorporação será preciso firmar o Compromisso de Compra e Venda.

           Segundo a incorporadora, a liminar deveria ser reformada pois há:

a) ausência de proibição da comercialização das unidades – atual redação do art. 32 da Lei nº 4.591/64 – Termos de ajuste de conduta celebrados sob a lei anterior;

b) informação clara ao mercado imobiliário – não há violação do Código de Defesa do Consumidor – inexistência de uma única reclamação contra a empresa;

c) ausência de dano – investidor capaz e consciente dos termos contratuais – liberdade contratual;

d) irreparável dano à imagem da Agravante e do mercado imobiliário do município.

           A decisão recorrida determinou a proibição de comercialização e publicidade de unidades habitacionais do empreendimento, estendendo ainda a determinação genericamente para qualquer outro empreendimento da empresa.

            O Juízo recorrido (1º grau) entendeu que qualquer negociação sobre as unidades seria vedada pela legislação, o que é um equívoco pois o art. 32 da Lei nº 4.591/64 com a seguinte redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022, assim dispõe: “ O incorporador somente poderá alienar ou onerar as frações ideais de terrenos e acessões que corresponderão às futuras unidades autônomas após o registro, no registro de imóveis competente, do memorial de incorporação composto pelos seguintes documentos (...)”.

            Ocorre que nenhuma das unidades do empreendimento, até a data da decisão, havia sido alienada ou onerada, o que implica a ausência de ilicitude nas condutas adotadas pela incorporadora e o equívoco da liminar, que foi reformada pelo TJ-SC.

             Nesse sentido, é vital diferenciar o chamado termo de reserva de um futuro contrato de compra e venda, institutos estes que não podem ser confundidos. Aquele é contrato atípico, medida assecuratória do futuro direito de compra, sendo que nele constam as tratativas realizadas entre as partes acerca da intenção de negociar futura alienação e sob quais condições.

              Por sua vez, o contrato de promessa de compra e venda, que somente será firmado após o devido registro da incorporação imobiliária,[9] garante o direito real à aquisição do bem.

             Essa diferença e esclarecimentos constam expressamente de forma clara do Termo de reserva para formalização futura de compromisso de compra e venda firmado entre a incorporadora e os interessados no empreendimento, não restando dúvidas de que se trata de uma intenção futura da construtora em construir o empreendimento, considerando que ainda pendem aprovações e registros junto aos órgãos competentes, o que é inequivocamente comunicado ao interessado.

              É claro que o compromisso de compra e venda, ou seja, a comercialização, diga-se alienação, da unidade habitacional só será realizada após o devido registro da incorporação imobiliária, nos exatos termos do art. 32 da Lei nº 4.591/64 (cláusula oitava).

             De mesmo modo, é inequívoco que a mera negociação, caracterizada pela reserva de fração ideal, consubstanciado via termo, não configura, em absoluto, qualquer tipo de alienação, notadamente porque esta somente será iniciada com o registro da incorporação imobiliária, mediante assinatura do compromisso de compra e venda, nos termos da legislação vigente.

            Portanto, é evidente que os atos negociais da incorporadora não configuram alienação, de forma que não se pode falar, consequentemente, em irregularidade dos termos de reserva firmados antes do registro da incorporação imobiliária.

            Aliás, o fato de os investidores buscarem a empresa na etapa em que o empreendimento se encontra é baseado na vantagem econômica que irão auferir por reservar uma unidade habitacional justamente antes do registro da incorporação. Aqui, a AED poderia ter sido útil ao MP, a fim de melhor analisar a plausibilidade do seu pedido através do conhecimento dos incentivos econômicos que o interessado na compra possui na assinatura do termo de reserva, seja como investidor, para venda futura após a alienação, ou futuro morador da unidade.

            Assim,  mesmo antes da alteração legislativa referida, a jurisprudência pátria é claro ao dispor que o termo de reserva não constitui contrato de alienação, afastando a aplicação do art. 32, da Lei nº 4.591/64, senão vejamos:

APELAÇÃO CÍVEL. RESCISÃO CONTRATUAL. TERMO DE RESERVA DE IMÓVEL ANTECEDENTE AO CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. DISPOSIÇÃO CONTRATUAL CONDICIONANDO AO REGISTRO DA INCORPORAÇÃO MOBILIÁRIA. MULTA DO ART. 35 DA LEI 4.591/64 AFASTADA. RECURSO NÃO PROVIDO. O termo de reserva do imóvel possui natureza meramente assecuratória do direito de compra da unidade imobiliária. Se há cláusula contratual nesse ajuste de que a elaboração do contrato de promessa de compra e venda estaria condicionada ao registro da incorporação imobiliária, este pacto prévio à alienação não constitui contrato preliminar para fins da aplicação do art. 32 da Lei 4.591/64. Inexistente comprovação do atraso na entrega do bem objeto da lide, não há que se falar em indenização por danos morais e materiais.[10]

 

             Fica evidente que a interpretação do TJ-SC reconhece um momento histórico diferente daquele que exigia o registro de incorporação para qualquer negociação. Mesmo diante da mudança legal, é verdade que parte destas mudanças já estavam em curso na própria jurisprudência brasileira.

           Nesse sentido, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça já decidiu há mais de três décadas que "o registro do empreendimento convalida os compromissos de compra e venda de unidades autônomas assumidos anteriormente, por suprida a finalidade da norma proibitiva" (STJ, REsp 34.395/SP, relator: ministro Dias Trindade, DJ. 28/6/1993). Assim, fica claro que para algumas circunstâncias já se reconhecia a possibilidade de negociação antes mesmo da incorporação, desde que o processo de registro desta estivesse em curso e se efetivasse.

            Dessa forma, a atual legislação não mais veda a realização de negócios, apenas impossibilita a alienação ou oneração. Deste modo, é lícito e regular a realização do termo de reserva, ainda que não tenha sido realizado registro da incorporação imobiliária.

            O termo de reserva firmado com os interessados é expresso ao informar de que o empreendimento se encontra em fase inicial e, por esta razão, está em andamento o registro da incorporação do empreendimento. Portanto, a informação foi plenamente cumprida conforme cláusulas do termo.

           Nesse aspecto, desde o pré-lançamento a empresa deixou expresso que o empreendimento somente seria ofertado à venda e alienado a partir do Registro da incorporação no Cartório de Registro de Imóveis.

         A ingerência de terceiro sem qualquer dano ou mesmo insurgência das partes contratantes viola a liberdade contratual e a autonomia da vontade das partes? Especialmente quando os próprios investidores, baseados nos incentivos da alteração da Lei de Incorporação, optaram por firmar o termo de reserva e sabiam que se tratava de um empreendimento em fase inicial.

         Parece-nos que a vontade de firmar o termo partiu das próprias partes, que se utilizam de um instrumento jurídico válido e legal, e agiram em conformidade com a boa-fé, princípio do qual decorrem os deveres anexos de lealdade e confiança.

          Nesses casos, a incorporadora não aliena unidades do empreendimento, nem está gravando de ônus (onerando) ou entregando à penhora/alienação fiduciária/hipoteca  imóveis.

          Afinal, desde 28.06.2022 (art. 21, II, da Lei nº. 14.382/202234), o art. 32 da Lei nº. 4.591/1964 não impede a negociação das futuras unidades autônomas, somente a efetiva alienação dos imóveis ou que eles sejam onerados (dados em garantia ou penhora etc). A transferência de direitos reais sobre imóveis somente é possível mediante escritura pública conforme o art. 108 do Código Civil, in verbis:

Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.

               Ainda, o art. 425 do CC que “é lícito às partes estipular contratos atípicos, observadas as normas gerais fixadas neste Código.” No caso, foram celebrados termos de reserva das futuras unidades autônomas (contrato atípico), o que afasta a incidência do art. 32 da Lei de Incorporações Imobiliárias.

                  A proposta de reserva, tal como a opção de compra, configura promessa de contrato bilateral em sua formação e unilateral, em relação aos seus efeitos e no campo das obrigações, causa efeitos vinculativos somente ao vendedor.  A opção é um negócio jurídico bilateral mediante o qual estipulam as partes que uma delas permanece vinculada à própria declaração de vontade, enquanto a outra se reserva a faculdade de aceitá-la, ou não.

Conclusão

              Os termos de reserva não estão alcançados pela vedação da legislação especial de regência. Muito menos sob o enfoque do Código de Defesa do Consumidor, pois a incorporadora deve informar expressamente os seus clientes sobre a circunstância que o projeto está em aprovação e que, posteriormente, ao registro da incorporação será preciso firmar o Compromisso de Compra e Venda.

              Mencione-se que não há risco ao potencial adquirente que apenas reservou futura unidade de um empreendimento que já possui licença ambiental prévia, projeto arquitetônico aprovado pelos órgãos competentes e Termo de Compromisso assinado com a Prefeitura para redução dos impactos à vizinhança, atendendo a rigorosos estudos técnicos.

          Não há risco ao potencial adquirente quando as matrículas matrizes do empreendimento estão todas livres de ônus, ações, gravames ou penhoras e em nome da SPE no Registro de Imóveis.

            Afinal, as reservas são pactuadas com grande antecedência em relação aos futuros pagamentos das futuras promessas de compra e venda, instrumentos estes que, em sua maioria, costumam abrigar parcelamentos de até 100 (cem) meses.

           Essa antecedência culmina por beneficiar os anuentes reservantes, que, não raro, ao optarem por esse formato, na futura aquisição e, depois de quitada e unidade e entregue o empreendimento, experimentam sensível valorização em relação ao valor que desembolsaram.

          É relevante que todos os envolvidos, advogados, Judiciário, MP, dentre outros interessados, como as incorporadoras e seus clientes, tenham uma percepção jurídica baseada na Análise Econômica do Direito, a fim de evitar medida judicial e aplicar a norma no sentido do ajuste pretendido pelo legislador, ao incentivar o ambiente de negócios imobiliário, através da inovação via termo de reserva.

          Em conclusão, o uso do termo de reserva, através de uma nova interpretação do art. 32 da Lei de Incorporação, poderá ser útil ao mercado imobiliário, contudo, deve estar acompanhada das cautelas jurídicas através de cláusulas adequadas para proteger os interesses das partes diante das particularidades que cada empreendimento exige. Nesse cenário, a AED e a assessoria jurídica especializada são ferramentas úteis para a redução dos riscos da transação.

 

 

 

[1]Agravo de instrumento nº 5054611-66.2023.8.24.0000/SC.

[2] ZOLET, Lucas. Direito e consequencialismo: uma abordagem sobre análise econômica e  decisão judicial. In: GUERRA, Sérgio et allii (coords.). Temas em Direito e Economia – Volume II.  Rio de Janeiro: FGV Editora, 2024, p. 252.

[3] Sobre a segurança jurídica, a história da AED nos Estados Unidos e relevância do direito comparado para a reforma e o desenvolvimento das instituições, ver: CASTRO JUNIOR, Osvaldo Agripino de. Introdução ao Direito e Desenvolvimento: Estudo comparado para a reforma do sistema judicial brasileiro. Brasília: Editora do Conselho Federal da OAB, 2004, p. 53-88.

[4] POSNER, Richard A. Some uses and abuses of economics in law. University of Chicago Law Review, v. 46, n. 2, Winter 1979, p. 288.

[5] SHAVELL, Steven. Foundations of Economic Analysis of Law. London: The Belknap Press of Harvard University Press, 2004.

[6] Acerca da análise comparativa da história do common law e do civil law e seus desdobramentos

nos modelos jurídicos (direito) dos Estados Unidos e do Brasil, mediante onze elementos determinantes dos sistemas judiciais dos referidos países, ver nossa tese de doutorado na nota acima, defendida em 2001, no CPGD da UFSC, com período de pesquisas (doutorado sanduíche) na Stanford Law School.

[7] Sobre o uso da AED na regulação do setor de transporte marítimo e portuário, ver: CASTRO JUNIOR, Osvaldo Agripino de. Economic Analysis of Law in the Regulation of Maritime Transport and Port Activity: The Brazilian Case. In: Beijing Law Review. Vol. 14, n. 2, June, 2023. Disponível em:.

[8] BAG, Sugata. Economic Analysis of Contract Law – Incomplete Contracts and Asymmetric Information. London: Palgrave Macmillan, 2018, p. 5.

[9] Sobre o tema, ver: DE FARIA, Bianca Castelar; CASTRO JUNIOR, Osvaldo Agripino de.  A importância do registro de imóveis para a incorporação imobiliária. In: DAL RI, Luciene et allii (orgs.). Constitucionalismo, Sustentabilidade e Compliance: Produção internacional conjunta PPCJ/Univali e Delaware Law School – Widener University. Vol. I, 2024, p. 341-363.    

[10] TJ-MG - AC: 10180160046223001 MG, Relator: Amorim Siqueira, Data de Julgamento: 07/08/2018, Data de Publicação: 21/08/2018. 


 [OA1]

Lançamentos de imóveis residenciais crescem 22% em SC em 2024

O mercado imobiliário do litoral norte de SC é um dos destaques do setor da construção civil em 2024. No ano passado, foram lançadas 36,7 mil novas unidades residenciais em edifícios, um aumento de 22% em relação a 2023, segundo estudo conduzido pela consultoria Brain em parceria com a Câmara Brasileira da Construção (CBIC), que monitora 132 cidades brasileiras. O Valor Geral dos Lançamentos (VGL) do período somou R$ 45 bilhões, puxado por imóveis de alto padrão.

A sondagem, que em 2017 contava com apenas 2 cidades catarinenses, hoje traz dados sobre os 15 principais mercados imobiliários do estado e vem documentando a força da indústria da construção civil em SC, segundo o economista do Secovi-SP, Celso Petrucci. “Em 2024, SC foi responsável por 9% do mercado nacional”, afirmou.

As vendas de apartamentos aumentaram 24% em 2024, e o Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu R$ 41,9 bilhões no ano passado. Para o presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Marcos Bellicanta, o desempenho do mercado catarinense tem características distintas do restante do país, com destaque para imóveis de mercado de alto padrão. “Nosso litoral é muito desejado, não só pelas belezas naturais, mas também pela segurança e pelo potencial de valorização dos imóveis”, destacou.

Isso faz com que a indústria da construção civil catarinense seja menos reativa a taxas de juros que afetam os financiamentos imobiliários, por exemplo, ou mesmo por mudanças no programa Minha Casa Minha Vida.
“Embora os efeitos de condições macroeconômicas como o juro alto sejam sentidos, o impacto se dá mais sobre os custos, e menos sobre a demanda”, afirmou Bellicanta.

Expectativas para 2025

O PIB da construção civil brasileira alcançou crescimento de 4,1% em 2024. Na cena nacional, o setor foi favorecido pelo movimento de queda da Selic, iniciado em julho de 2023 e que durou até outubro de 2024, e também por mudanças promovidas pelo governo federal no programa Minha Casa Minha Vida.

Para 2025, no entanto, o cenário é de desaceleração do crescimento, com projeções para o PIB de 2,3%. “A expectativa é de que a taxa de juros em elevação e a menor disponibilidade de recursos para financiamentos imobiliários baseados na poupança afetem o mercado. Aliado a esses fatores temos os custos de mão de obra na construção crescendo e a perspectiva de que o aperto monetário reduza a renda disponível das famílias”, explica Petrucci.

SESI Itajaí leva ações educativas em saúde para obras certificadas com selo

O SESI Itajaí, por meio do programa "Obra Mais Segura", implementa ações educativas em saúde para os trabalhadores da construção civil. A iniciativa oferece gratuitamente Diálogos Semanais de Segurança (DDS) sobre diversos temas relacionados à saúde para as obras certificadas. A Dallo Empreendimentos, de Itapema, é a primeira empresa do ano de 2025 a receber o benefício na região.

O programa de ações educativas em saúde tem como objetivo conscientizar os trabalhadores sobre a prevenção de doenças e acidentes no trabalho, como explica Fernanda Retzem, coordenadora estadual do programa Obra Mais Segura. "Nosso objetivo é reduzir o número de acidentes e afastamentos, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e seguro, com  ações que despertem no trabalhador da construção civil o olhar para a sua saúde e a de sua família”, afirma.

As ações educativas são realizadas por uma equipe multidisciplinar do SESI Saúde, que aborda temas como primeiros socorros, orientação sobre dengue, diabetes e hipertensão, ansiedade, alimentação, saúde masculina e feminina, ginástica laboral, saúde mental, tabagismo, alcoolismo, substâncias ilícitas, sinais do corpo e problemas respiratórios, entre outros, em formato de diálogos rápidos de segurança.

Os temas são abordados de forma simples, a fim de estimular o autocuidado com a saúde individual no trabalho e nos ambientes em que os trabalhadores estão inseridos, como famílias e comunidade. As ações são realizadas, normalmente, às 7h da manhã ou às 13h, horário de chegada e retorno do descanso dos trabalhadores.

Sobre o Obra Mais Segura

O Obra Mais Segura é uma iniciativa do SESI/SC em parceria com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). Essa parceria demonstra o compromisso das entidades com a promoção da saúde e da segurança no trabalho. Para receber o selo Obra Mais Segura, as empresas da construção civil devem adotar práticas e os itens normativos previstos para o ramo que previnem acidentes e protejam a saúde dos trabalhadores.

 

O Fim da Ostentação? Como os Novos Milionários Estão Redefinindo o Luxo

A ascensão de artistas oriundos de comunidades periféricas, especialmente do funk, tem transformado o perfil dos moradores em condomínios de luxo no Brasil. Jovens como os influencers Wesley Alemão, Rapper Oruam, MC Daniel, MC Ryan SP, dentre outros, conquistaram sucesso meteórico e passaram a investir em imóveis milionários, carros esportivos e barcos, trazendo novos elementos para o conceito de luxo. Esse fenômeno reflete uma mudança importante no mercado, tornando o alto padrão mais acessível a diferentes perfis de consumidores e ampliando as referências culturais do segmento.

Mas se o acesso ao patrimônio permitiu essa diversificação, a convivência em ambientes tradicionalmente homogêneos também tem gerado reflexões sobre etiqueta, comportamento e os novos significados do luxo. Hoje, há uma forte tendência global em direção ao consumo mais discreto e sofisticado, conhecido como Quiet Luxury, o que tem gerado discussões sobre como diferentes expressões da riqueza podem coexistir.

Uma Nova Dinâmica no Mercado de Luxo

Os condomínios de alto padrão, antes ocupados majoritariamente por empresários e famílias tradicionais, agora reúnem perfis diversos que trazem consigo hábitos, estilos e formas de expressão distintas. Essa pluralidade impulsiona uma transformação nos códigos sociais desses ambientes, promovendo uma renovação do que significa ser milionário no Brasil.

Thiago Godoy, especialista em imóveis de alto padrão e CEO da Legacy Consultoria e Investimentos, comenta sobre esse cenário:

"Estamos vendo uma transformação no conceito de luxo. Antes, ele era sinônimo de discrição e status sutil. Agora, novas gerações trazem uma relação diferente com a riqueza, onde a celebração das conquistas também faz parte da experiência."

A convivência entre diferentes perfis pode gerar desafios, especialmente quando há contrastes de estilo de vida. Festas frequentes, a exibição de supercarros e uma abordagem mais expansiva podem contrastar com um modelo mais discreto de luxo, predominante entre consumidores mais tradicionais. No entanto, essa mudança não é necessariamente um problema – é uma adaptação natural em qualquer mercado dinâmico.

"Diferentes trajetórias refletem diferentes expressões do luxo, e esse encontro de estilos está redefinindo o mercado imobiliário e o conceito de exclusividade." – destaca Thiago.

Quiet Luxury: A Evolução do Consumo Sofisticado

Enquanto parte dos consumidores ainda associa o luxo à ostentação, há uma crescente valorização de um consumo mais sutil, chamado de Quiet Luxury. Essa tendência, impulsionada por marcas como The Row, Brunello Cucinelli e Loro Piana, valoriza a qualidade, a exclusividade e o design atemporal sem necessidade de exibição explícita de riqueza.

"O Quiet Luxury não é apenas uma estética, mas uma nova mentalidade. Ele valoriza a experiência, o conforto e os detalhes refinados, sem necessidade de provar status para os outros. Mas isso não significa que o luxo ostentatório não tenha seu espaço – ambos os modelos coexistem e refletem diferentes visões de mundo." – explica Thiago Godoy.

O novo mercado de alto padrão tem abraçado essa diversidade, oferecendo tanto ambientes mais reservados quanto opções voltadas para consumidores que veem o luxo como uma celebração. O prestígio hoje não está apenas na posse de bens materiais, mas também na personalização da experiência e no acesso a serviços exclusivos.

Convivência e Harmonia no Novo Cenário do Luxo

Com essa pluralidade de estilos, é natural que algumas adaptações sejam necessárias para manter a harmonia nos condomínios de alto padrão. Algumas soluções já estão sendo implementadas para facilitar essa convivência:

  • Eventos Comunitários: Encontros culturais, jantares privados e palestras sobre vinhos têm sido promovidos para fortalecer a integração entre diferentes perfis de moradores.
  • Consultoria para Novos Moradores: Algumas imobiliárias e administradoras oferecem serviços que explicam as dinâmicas sociais e expectativas em determinados círculos, facilitando a adaptação sem a necessidade de imposições rígidas.
  • Mediação de Conflitos: Empresas especializadas em gestão condominial têm atuado na facilitação do diálogo entre moradores, garantindo um ambiente equilibrado.
  • Espaços Personalizados: Incorporadoras estão desenvolvendo empreendimentos que atendem a diferentes perfis, incluindo condomínios que priorizam o luxo silencioso e outros voltados para experiências mais vibrantes.

Thiago Godoy reforça:

"O verdadeiro luxo está na liberdade de escolha. Para alguns, é sobre discrição e exclusividade. Para outros, é sobre celebrar conquistas. O importante é entender que o mercado está mais diverso, e isso é um reflexo natural da evolução econômica e social do país."

Conclusão: O Novo Luxo é Plural

O que antes era um ambiente homogêneo, hoje se torna um espaço de diversidade e transformação. O mercado de alto padrão está cada vez mais dinâmico, refletindo não apenas o crescimento econômico, mas também a evolução dos estilos de vida e da forma como o sucesso é demonstrado.

O desafio dos condomínios de luxo não será apenas preservar tradições, mas encontrar um ponto de equilíbrio entre diferentes formas de viver e experimentar a sofisticação. Como resume Thiago Godoy:

"Luxo sempre foi mais sobre sofisticação do que sobre dinheiro. Mas a sofisticação pode ter diferentes formas – seja no silêncio, na personalização ou na celebração. O mercado que souber abraçar essa diversidade estará um passo à frente na nova era do alto padrão."

Sobre a Legacy

Legacy é uma empresa especializada no mercado imobiliário de luxo, fundada por Thiago Godoy. Com uma abordagem única e personalizada, a Legacy se destaca por oferecer propriedades exclusivas e serviços diferenciados para um público exigente. A empresa é reconhecida por sua expertise em identificar oportunidades únicas no mercado de alto padrão, proporcionando experiências memoráveis e sofisticadas para seus clientes. Com um portfólio de imóveis de luxo cuidadosamente selecionados, a Legacy se compromete com a excelência, a inovação e a satisfação total de seus clientes. Mais informações acesse o site: https://www.instagram.com/thiagogodoy_legacy/

 

Sobre Thiago Godoy 

Thiago Godoy é um renomado profissional no mercado imobiliário de luxo e fundador da Legacy. Com uma vasta experiência no setor, Thiago trabalhou em empresas líderes como Tegra, Even e Cyrela, onde adquiriu um profundo conhecimento e uma visão única do mercado de alto padrão. Sua paixão pelo setor e sua dedicação em oferecer um serviço excepcional o levaram a criar a Legacy, uma empresa que reflete seu compromisso com a qualidade, a exclusividade e a inovação. Thiago é conhecido por sua habilidade em compreender as necessidades de seus clientes e por sua capacidade de transformar sonhos em realidade.

Segurança Portuária de São Francisco do Sul atende às normas internacionais

Foto: Divulgação / PSFS

O Plano de Segurança Portuária do Porto de São Francisco do Sul foi aprovado pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos). 

Como consequência, o órgão emitiu a Declaração de Cumprimento do Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code, na sigla em inglês), que foi publicada no Diário Oficial da União, esta semana.

A Declaração é uma certificação internacional, concedida pela União, atestando que o Porto atende a todas as exigências de segurança exigida para controle de acessos e monitoramento das instalações.

Para obter a certificação, que estava cassada desde 2021, o Porto de São Francisco realizou, nos últimos dois anos, o maior investimento em segurança da informação da sua história: R$ 25 milhões.

Uma das principais obras de modernização foi o novo sistema de monitoramento e controle de acesso ao Terminal Graneleiro, responsável pelo armazenamento de soja e milho, principalmente.

No local foram instaladas 12 câmeras de leitura de placas de caminhões e identificação de cada vagão de trem que leva carga ao Porto, por meio do Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR). O sistema permite a conexão online com a Receita Federal para o envio das informações das diferentes cargas.
O controle de acesso ao Terminal Graneleiro também foi modernizado, com quatro novos equipamentos que identificam os caminhoneiros por meio da biometria digital, além da automação dos portões. 

Foram colocadas, ainda, 111 novas câmeras para o aprimoramento do Circuito Fechado de Televisão (CFTV). Em 2024, também houve grandes investimentos na área de Tecnologia da Informação, com a compra de dois storages, para armazenamento de imagens, e 10 servidores.

Em 2023, o Porto já tinha habilitado um novo acesso, com três balanças, o que agilizou a movimentação de caminhões.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, a certificação, válida por cinco anos, demonstra o compromisso do terminal catarinense com a segurança portuária. “Foram dois anos de intenso trabalho de modernização em tecnologia da informação e investimentos milionários em infraestrutura, para transformar São Francisco num porto de excelência, seguindo todos os padrões internacionais”.

O gerente de Segurança, Pablo da Silva, responsável pela organização do processo para obter a Declaração de Cumprimento lembrou das etapas necessárias para alcançar a certificação. “Inicialmente, o Porto elaborou um Estudo de Avaliação de Riscos (EAR) que foi submetido à aprovação da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos)”. 

Após a sua validação, foi produzido o Plano de Segurança Pública Portuária (PSP), que também foi aprovado pela Cesportos. “Esta certificação é similar ao que empresas recebem com as ISO, ou seja, certificações de qualidade baseadas em padrões internacionais”, compara Silva, acrescentando que o Porto de São Francisco também conta com as certificações ISO 9001 e 14001.

História

O Brasil, com a promulgação da Convenção Solas, em maio de 1982, assumiu um compromisso com a proteção marítima. Em julho de 2004, o Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações (ISPS) entrou em vigor após uma aceleração da implementação por parte da Organização Marítima Internacional, devido ao atentado de 11 de setembro de 2001, como medida para intensificar a proteção às instalações portuárias e navios.

No Brasil, a Conportos é responsável pelas inspeções dos terminais e as concessões dos certificados, seguindo o ISPS passado pela Organização Marítima Internacional (IMO). 

Governo abre consulta pública para Lei de Ferrovias de Santa Catarina

Foto Divulgação/FTC

O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), abriu consulta pública para a Lei de Ferrovias de Santa Catarina, que trata do Sistema Ferroviário do estado. Esta é a última etapa antes do Projeto de Lei ser enviado para a Assembleia Legislativa. Os interessados em conhecer o texto e sugerir contribuições terão 30 dias para participar.

:: Para participar da Consulta Pública acesse aqui

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdtzle204IDE0qumZRz2e7fkR_o2k696VRNrssatWUX5J5fYQ/viewform

“Nosso objetivo é ter total transparência com o processo. Santa Catarina ainda não tem a sua Lei Estadual de Ferrovias e entendemos que este passo é importante para os projetos futuros do estado. Com uma legislação própria poderemos avançar na concessão de futuros trechos ferroviários que estão sendo planejados pelo governador Jorginho Mello. Esta consulta pública é a oportunidade que a sociedade tem para conhecer e contribuir com esta legislação que estamos propondo”, argumenta o secretário da SPAF, Beto Martins.

A Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias vem atuando na construção da Lei Estadual de Ferrovias desde 2024. A proposta será fundamental para que o Estado possa ter autonomia para autorizar a concessão de novos trechos ferroviários.

Atualmente Santa Catarina tem dois projetos em desenvolvimento. Um deles, de 319 quilômetros entre as cidades de Chapecó e Correia Pinto, e outro, de 62 quilômetros, entre Navegantes e Araquari. O investimento do Estado é de cerca de R$ 32 milhões e deverão ser concluídos em 2025.

“Também temos interesse em solicitar a delegação dos trechos ferroviários existentes e que atualmente estão no final de suas concessões. Caso o Governo Federal não renove esses contratos, o Estado de Santa Catarina poderia assumir os processos e conciliar com os projetos que estão em desenvolvimento, mas para isso precisamos ter uma legislação própria para dar segurança jurídica aos futuros investidores”, completa o secretário.

Epagri apresenta os resultados do agronegócio catarinense em 2024

O estudo analisa o desempenho do setor nos últimos dois anos, destacando os principais acontecimentos e a dinâmica do agronegócio catarinense – Foto: Julio Cavalheiro / Arquivo / SECOM

A Epagri apresenta nesta quarta-feira, 26, os resultados do desempenho da agropecuária e do agronegócio do Estado nos anos de 2023 e 2024. A apresentação será em evento online às 11h, com transmissão pelo Canal de Capacitações da Epagri no YouTube, por este link.

https://www.youtube.com/live/Radykw02Xlo

O estudo, realizado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), analisa o desempenho do setor nos últimos dois anos, destacando os principais acontecimentos e a dinâmica do agronegócio catarinense. Os dados foram consolidados em uma publicação, que mostra o desempenho e a relevância do setor para a economia estadual e o desenvolvimento socioeconômico, com ênfase na geração de renda para as famílias do meio rural.

De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Epagri, Reney Dorow, a publicação é um recurso essencial para embasar decisões estratégicas e promover um entendimento mais profundo sobre o papel do agronegócio em Santa Catarina. “Ao oferecer uma visão clara do cenário atual, ela contribui para o fortalecimento do setor, orientando políticas públicas e investimentos que impulsionam o crescimento econômico e o desenvolvimento social do estado”, diz ele.

A análise fornece dados essenciais sobre o impacto do agronegócio na economia local e os desafios enfrentados pelo setor, além de apresentar as perspectivas para a próxima safra. O evento é gratuito e aberto ao público, sendo uma oportunidade para profissionais e interessados do setor agropecuário acompanharem as tendências e os resultados de um dos pilares da economia catarinense.

Déficit primário deve ser de R$ 63,5 bilhões em 2025, projeta Conof

O Governo Central do Brasil projeta um déficit primário de R$ 63,5 bilhões para o ano de 2025, o que representa 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa previsão foi elaborada pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados (Conof) e inclui R$ 44,1 bilhões referentes a precatórios. Importante ressaltar que a estimativa não leva em conta possíveis medidas que poderiam ajudar a reduzir esse déficit, como ações extraordinárias de arrecadação. A análise da Conof sugere que a política fiscal atual está em um estado de inércia, o que implica que a melhoria do resultado primário dependerá de fatores externos. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para este ano orienta o Executivo a buscar o centro da meta de contenção de gastos, mas a situação ainda é desafiadora.

“As projeções correntes desta Consultoria indicam uma necessidade de limitação de empenho e movimentação financeira da ordem de R$ 19 bilhões, de maneira a perseguir a meta de resultado primário neutro estabelecida para o presente exercício, excluídos os gastos com precatórios excedentes ao sublimite. Assumindo-se, então, uma postura proativa da autoridade fiscal e admitindo-se o abatimento das despesas com precatórios, a probabilidade de cumprimento da meta aproxima-se de 90%”, diz o texto.

Outro ponto destacado pela consultoria é o aumento da dívida pública. Mesmo com o cumprimento das metas fiscais, a estabilização da dívida não está garantida. Para isso, é fundamental que sejam definidas metas anuais que assegurem uma trajetória sustentável para a dívida pública do país. Em janeiro, o resultado primário do Governo Central foi positivo, com um superávit de R$ 86,6 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por uma receita líquida de R$ 258,7 bilhões, enquanto as despesas totais somaram R$ 172,1 bilhões.

*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicada por Matheus Oliveira

Carnaval de BC terá 90% de ocupação hoteleira e crescimento nas vendas do comércio

A Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria de Turismo e da Fundação Cultural, anuncia a programação oficial do Carnaval 2025. A festa, que acontece de 28 de fevereiro a 4 de março, terá dois palcos, com atrações musicais na Praia Central e no Bairro Estaleiro.

Serão três noites de desfiles dos blocos, de sábado a segunda-feira, na Avenida Atlântica, da Rua 2000 até a Praça Almirante Tamandaré. A expectativa da hotelaria é de muito movimento - com ocupação acima de 90% - enquanto o comércio espera um crescimento de 5% a 6% nas vendas neste período.

O Secretário Municipal de Turismo, Evandro Neiva, disse que a programação foi feita para toda a comunidade, mesclando ritmos e garantindo atrações para todas as idades. “A população e os turistas aguardam ansiosos pelo Carnaval de Balneário Camboriú. Para este ano, procuramos expandir a programação, levar ela também para os bairros. No sábado e na segunda-feira, teremos o carnaval infantil a partir das 16h no palco do centro, e também os shows. Além disso, nossos blocos vão garantir a folia na Avenida”, destaca.

O vice-presidente da Liga Carnavalesca de Balneário Camboriú, Victor Alves, salienta que agora é a reta final e os blocos da cidade estão muito ansiosos e animados para sair na avenida. “São mais de 10 blocos, que reúnem milhares de foliões, e temos certeza de que será mais um Carnaval histórico e muito bonito. O apoio da prefeitura foi muito importante para nós e estamos conseguindo expandir nosso Carnaval, algo que a Liga já queria há muito tempo. Será uma festa linda e estão todos convidados para se divertirem com a gente!", diz.

Hotelaria

Segundo o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sindisol), a expectativa da hotelaria é de ultrapassar 90% de ocupação durante o feriadão de Carnaval. “Alguns hotéis já estão lotados, mas ainda há vagas para o período. Por isso é fundamental que o público da região se atente a garantir a reserva para o feriadão o quanto antes”, lembra o presidente do Sindisol, Rodrigo Vieira.

Os restaurantes de Balneário Camboriú também devem registrar um crescimento na movimentação de clientes, segundo levantamento prévio realizado entre associados do Sindisol. Empresários do setor preveem um aumento bem superior ao de um final de semana comum de fevereiro.

Já a presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, Andrezza Negrini, explica que todo o trabalho realizado ao longo do ano na promoção do destino e nos diversos projetos desenvolvidos pelo BC Convention fortalecem o turismo e impulsionam o crescimento da região, inclusive atraindo mais turistas para o Carnaval.

“Acreditamos que podemos ultrapassar os 90% de ocupação hoteleira, com dias muito positivos, como vem acontecendo ao longo de todo o verão, que tem sido especial porque nós temos recebido os nossos queridos turistas argentinos,  que voltaram a procurar muito mais o estado de Santa Catarina e o Brasil porque existe uma força econômica diferenciada lá nesse momento. Nesse Carnaval teremos tanto o público brasileiro como também da Argentina e outros países como Peru, Bolívia, Paraguai e Chile", destaca Andrezza.

Comércio

O Carnaval 2025 promete ser um período também de aquecimento para o comércio de Balneário Camboriú, com estimativas de alta nas vendas entre 5% e 6% em relação aos demais períodos do ano, segundo projeção do Sindilojas de Balneário Camboriú e Camboriú. A presidente da entidade, Rosemari Tomazoni, atribui o crescimento ao intenso fluxo de turistas, tanto de brasileiros quanto de estrangeiros, com destaque para os argentinos neste verão.

"A presença dos turistas argentinos é um fator importante para o aquecimento da economia durante o Carnaval. O país vizinho passa por uma nova política e reestruturação econômica, mas o poder de compra dos turistas argentinos ainda é significativo, impulsionado pela desvalorização do real frente ao dólar", explica Rosemari.

Trânsito

A Autarquia Municipal de Trânsito (BC Trânsito) é responsável pelas alterações do trânsito. No Centro, para os desfiles dos blocos, a Rua 2400 será fechada a partir das 14h. O trânsito da Avenida Atlântica será bloqueado a partir das 18h da Rua 3000 até a Avenida Alvin Bauer. Os trios sairão da Rua 2000, a partir das 21h, com desfile até a Praça Almirante Tamandaré, e saída pela Avenida Alvin Bauer.

No Estaleiro, onde também haverá palco com shows, localizado na Rua da Praia, esquina com a Rua Napoleão Vieira, o trânsito ficará liberado durante o dia em duas mãos nas duas vias. No período que antecede o início dos shows, assim como durante a apresentação, a Rua da Praia será bloqueada para fluxo de veículos.

Desfile dos Blocos

Sábado, 1 de março:
Corte Carnavalesca
Mexe Mexe
Mas Bah!
Xinelis
100 Limites
Escola Samba Samboriú 

Domingo, 2 de março:
Corte Carnavalesca
Carnatuga
Ilha das Cabras
Bloco do Zero
Inimigos da Segunda

Segunda, 3 de março:
Corte Carnavalesca
Mexe Mexe
Siri Sarado
Cervejada do Luan
Bar 69
Bloco do Villa

Palco Centro

Sexta-feira, 28 de março:
18h - Maracatu
19h - DJ Kley
21h - Banda Samboriú
22h - Banda Xinellis
23h - Banda Inimigos 

Sábado, 1 de março:
16h - As Mareadas (carnaval infantil)
18h - Mario Café
20h - DJ Kley
21h30 - DJ Bloco do Vila
22h30 - Bloquinho da Lu

Domingo, 2 de março:
19h - DJ Grillo
20h30 - Banda Mexe Mexe
22h - Siri na Lata
 
Segunda-feira, 3 de março:
16h - Peixinho Folião (carnaval infantil)
18h - Mario Café
19h30 - DJ Kley
21h - Banda Siri Sarado
22h30 - Banda Rabo de Saia

Terça-feira, 4 de março:
19h - DJ Grillo
21h - Banda Inimigos da Segunda
22h - Banda SUH Wagner

Palco Estaleiro

Sábado, 1 de março:
19h - Banda Rabo de Saia
21h - DJ Grilo
22h - Banda SUH Wagner
Encerra - DJ JorgeMar (AME)

Domingo, 2 de março:
16h - Bel Bandeira (carnaval infantil)
18h - Mário Café
20h - Banda Samboriú
21h - Bloquinho da Lu
Encerra - DJ JorgeMar (AME)

Após café, ovo dispara e vira novo vilão da inflação nos supermercados

Após o café, que registrou alta de 40% nos supermercados no ano passado, o ovo se tornou o novo vilão da inflação, com um aumento expressivo de preços no atacado neste início de ano. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, o preço do ovo branco subiu quase 62% em um mês, enquanto o ovo vermelho teve um aumento de 55%.

Em 19 de fevereiro, o pacote com 30 dúzias de ovos brancos no atacado custava R$ 228,90, o equivalente a R$ 7,63 a dúzia. Um mês antes, em 20 de janeiro, o mesmo pacote custava R$ 141,59 (R$ 4,71 a dúzia). No caso dos ovos vermelhos, o preço subiu de R$ 163,54 (R$ 5,45 a dúzia) para R$ 253,83 (R$ 8,46 a dúzia) no mesmo período. Os preços consideram a média de postos de abastecimento em cinco cidades de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Pernambuco.

A alta dos ovos se soma ao aumento geral dos alimentos, que já impacta o bolso dos brasileiros. O grupo de alimentos e bebidas registrou a maior alta acumulada de 2024, com 7,7%, segundo o IBGE. Especialistas alertam que a tendência é de que os preços continuem altos, especialmente para carne, azeite e frango, devido a fatores como mudanças climáticas e cenário exterior.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que a população já encontra alimentos mais baratos, mas que os preços precisam cair “ainda mais”. A inflação oficial de janeiro foi de 0,16%, segundo o IPCA, mas analistas consideram o cenário inflacionário momentâneo, influenciado por fatores pontuais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os preços dos alimentos no país e prometeu que o governo federal irá baratear os produtos. No entanto, ainda não foram apresentadas medidas efetivas para conter a alta.

“O preço vai abaixar e eu tenho certeza que vamos fazer com que os preços voltem aos padrões do poder aquisitivo do trabalhador. Nós queremos discutir com os empresários para que eles exportem, mas que não falte ao povo brasileiro. E vamos ter que fazer reuniões com atacadistas para discutir como vamos trazer isso para baixo”, disse Lula.

Receita Federal libera consulta a lote residual do Imposto de Renda nesta sexta-feira

A Receita Federal libera nesta sexta-feira (21), a partir das 10h, a consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), referente a declarações que estavam na malha fina. O pagamento será realizado na próxima sexta-feira (28), beneficiando 105.919 contribuintes, com um montante total de R$ 314,3 milhões.

A consulta pode ser feita pelo site da Receita Federal. Quem não estiver neste lote permanece na malha fina e deve acompanhar sua situação junto ao órgão.

Prioridades na restituição
Do total de restituições, R$ 211,8 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, conforme a seguinte distribuição:

3.159 restituições para idosos acima de 80 anos;
17.603 para pessoas entre 60 e 79 anos;
2.505 para contribuintes com deficiência física, mental ou moléstia grave;
4.272 para profissionais cuja principal fonte de renda é o magistério.
Além desses grupos, 60.333 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber via Pix também foram contemplados. Outros 18.047 contribuintes sem prioridade legal receberão os valores nesta liberação.

Como consultar e resgatar a restituição
Para verificar a restituição, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal, clicar em “Meu Imposto de Renda” e depois em “Consultar a Restituição”. O portal permite uma consulta simplificada ou detalhada por meio do e-CAC, onde é possível identificar pendências e corrigir eventuais erros na declaração.

A Receita também oferece um aplicativo para smartphones e tablets que permite consultar a liberação da restituição e verificar a situação cadastral do CPF.

Reagendamento do crédito
Caso o crédito da restituição não seja efetivado, o Banco do Brasil permite o reagendamento por um prazo de até um ano. O procedimento pode ser realizado pelo site do BB (www.bb.com.br/irpf) ou pelos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (outras localidades) e 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos).

Se o valor não for resgatado dentro desse período, o contribuinte precisará solicitar a restituição pelo e-CAC, acessando “Declarações e Demonstrativos” > “Meu Imposto de Renda” e clicando em “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Cidasc esclarece nova portaria do Mapa sobre rotulagem de ovos

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), informa que a Portaria n.º 1.179, de 5 de setembro de 2024, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece os requisitos para instalações, equipamentos e procedimentos de funcionamento de granjas avícolas e estabelecimentos de beneficiamento de ovos e aquisições, além de uniformizar a nomenclatura de ovos in natura e produtos de ovos não submetidos a tratamento térmico, passados ​​por configurações importantes. As alterações foram publicadas na Portaria Mapa n.º 1.244, de 18 de fevereiro de 2025, trazendo mais clareza e facilitando a adequação dos estabelecimentos às normas vigentes.

Confira como deve ser:

Os ovos vendidos a granel, ou seja, vendidos sem embalagem primária rotulada (embalagem de caixas de papelão e/ou caixas plásticas destinadas ao acondicionamento dos ovos) devem ser individualmente identificados na casca, com a data de validade e o número de registro do estabelecimento produtor;
Ovos comercializados em embalagens primárias onde já conste a data de validade e número de registro do estabelecimento não necessitam da identificação individual, diretamente no ovo;
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou o prazo para identificação individual dos ovos vendidos a granel. O prazo é até 04 de setembro de 2025.
“Os estabelecimentos de ovos e derivados que operam sob o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) em Santa Catarina, já seguem as normas de rotulagem, que garantem as informações de data de validade e número de registro do estabelecimento. Essas importantes informações estão contidas nas embalagens, seja em estojos ou bandejas plastificadas. Embora a venda a granel de ovos não seja um costume de nosso Estado, se ocorrer a venda fora de qualquer embalagem, serão obrigatórias as informações no próprio ovo”, esclarece a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

“O consumidor deve sempre verificar se a embalagem contém essas informações e se há o selo do SIF, Sisbi, SIE ou SIM, porque isso garante que o produto passou por inspeção higiênica e sanitária criteriosa e está dentro dos padrões de qualidade. Assim, a rastreabilidade e a segurança do produto continuam asseguradas, reforçando a qualidade dos ovos comercializados no Estado”, afirma Celles. 

O ovo comercial é resultado de um eficiente processo biológico realizado pela galinha de postura, que converte recursos alimentares e genéticos, em um dos alimentos mais completos para o consumo humano. Rico em proteínas, glicídios, lipídios, vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, o ovo é um item fundamental na alimentação.

Conforme as diretrizes da Cidasc, os estabelecimentos que utilizam ovos como matéria-prima são classificados de acordo com sua origem, finalidade, estrutura industrial e tipos de produtos derivados dos ovos. Essa classificação visa assegurar o atendimento ao regulamento da inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal, com consequente controle sanitário e qualidade dos produtos que são oferecidos ao mercado.

A médica-veterinária e gestora do Departamento Estadual de Inspeção da Cidasc, Alexandra Reali Olmos, destaca a segurança do sistema estadual de inspeção “em Santa Catarina, a Cidasc garante que os ovos produzidos sob o selo SIE tenham sua procedência e segurança asseguradas, mantendo-se a rastreabilidade, que o mapa da saúde do produto”, destaca Alexandra.

Para mais informações sobre a fiscalização e as normativas vigentes, entre em contato com os profissionais da Cidasc, do Governo do Estado de Santa Catarina, que estão à disposição dos produtores e consumidores, em todo o Estado.

Carnaval 2025 deve movimentar R$510 milhões na economia catarinense, aponta CNC

Segundo a economista da Fecomércio SC, Edilene Cavalcanti, outro dado interessante na pesquisa da CNC é o aumento do número de contratações temporárias por conta do Carnaval.
O Carnaval 2025 deve ter a maior movimentação econômica da história em Santa Catarina. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o faturamento durante o período de folia deve chegar a R$ 510 milhões no estado. Trata-se de um crescimento de 2,4% em relação ao ano passado, quando o total chegou a R$ 498 milhões.

Segundo a CNC, a recuperação das atividades econômicas durante o Carnaval já está completa, após um tombo nos anos seguintes à pandemia de Covid-19. Nacionalmente, a folia deverá movimentar R$ 12 bilhões.

Segundo a economista da Fecomércio SC, Edilene Cavalcanti, outro dado interessante na pesquisa da CNC é o aumento do número de contratações temporárias por conta do Carnaval. Nesse ano, a previsão é que sejam abertos 2.235 postos de trabalho, um aumento de 15% em relação ao ano passado.

“Para muitos, o Carnaval é um período de descanso. Porém, para milhões, é um período de festividades, o que obviamente movimenta a economia. A estimativa da CNC aponta para um pequeno crescimento na movimentação financeira, o que é positivo. Além disso, os números também estão maiores do aqueles anteriores à pandemia, o que indica uma recuperação completa tanto do setor do turismo quanto do comércio e dos serviços”, aponta a economista da Fecomércio SC.

Carnaval em Florianópolis (Fotos: Allan Carvalho/Prefietura de Florianópolis)

Atividade econômica de SC cresce 5,7% em 2024, puxada pela indústria

O IBCR, índice que mostra a atividade econômica regional medido pelo Banco Central (BC), apontou que a economia de Santa Catarina teve crescimento de 5,7% no ano passado. O indicador, considerado uma prévia do PIB, ficou acima dos 2,7% acumulados em 2023. O resultado de Santa Catarina superou a média brasileira, que foi de 3,8% em 2024. 

Indústria
Segundo dados do Observatório FIESC, a indústria teve o melhor resultado entre os grandes setores da economia e apresentou avanço de 7,7% no acumulado do ano em SC, enquanto o indicador do setor industrial no Brasil subiu 3,1% em 2024. 

Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, os segmentos industriais mais sensíveis ao crédito puxaram o resultado. As indústrias de bens de capital contribuíram para o desempenho, já que o segmento foi beneficiado pelo movimento de redução da Selic iniciado em julho de 2023 e encerrado em outubro de 2024. “Os dados de 2024 confirmam a importância da indústria para o desenvolvimento. Mais uma vez, o desempenho do setor teve impacto positivo e se refletiu nos segmentos de serviços e comércio”, explicou.
Confira aqui os setores industriais com maior destaque em 2024.

Outros setores
O comércio ampliado avançou 7,2% no período em Santa Catarina, superando a média brasileira que foi de 4,1% em 2024. Na análise do Observatório FIESC, contribuíram para o desempenho as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças, que avançaram 17,2%; de eletrodomésticos, que cresceram 12,7%; e de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que subiram 11,9% no acumulado de 2024.

A atividade econômica de serviços cresceu 6,1% no ano passado no estado, também acima da média brasileira para o setor, que foi de 3,1%. Neste segmento, destacaram-se os ramos de atividades turísticas, com incremento de 9%; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com alta de 8,3%; e serviços prestados às famílias, com avanço de 5,4%.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Impacto no Comércio Exterior

A recente decisão dos Estados Unidos de aumentar para 25% as tarifas sobre as importações de aço e alumínio reacendeu as preocupações no setor de comércio exterior. Diante desse cenário, o Instituto Aço Brasil (IAB) está em movimento para reabrir o diálogo entre os governos do Brasil e dos EUA, com o objetivo de restaurar o acordo firmado em 2018 e mitigar os impactos negativos sobre as exportações brasileiras.

O que está em jogo?

O Brasil é um dos maiores fornecedores de aço para os Estados Unidos, e o aumento tarifário ameaça diretamente a competitividade das exportações brasileiras. Além disso, a medida pode desencadear um efeito cascata em diversos setores industriais que dependem desse insumo, aumentando custos e reduzindo margens de lucro.

Principais impactos esperados:

Queda na demanda pelo aço brasileiro no mercado norte-americano

Aumento da pressão sobre os custos de produção e exportação

Necessidade de buscar novos mercados para compensar as perdas

Para o comércio exterior, previsibilidade e estabilidade são essenciais para o crescimento sustentável. Nesse contexto, a retomada das negociações entre Brasil e Estados Unidos será crucial para preservar a competitividade da indústria nacional e assegurar um ambiente favorável ao setor.

Por: André Queiróz

 

FIESC solicita informações a ministro sobre operações em Itajaí

O presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, entregou durante reunião na CNI nesta terça-feira (18) ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, um documento em que solicita informações sobre as operações no complexo portuário de Itajaí. A entidade busca esclarecimentos sobre o andamento da concessão da dragagem de manutenção e sobre as medidas que estão sendo tomadas para resolver a questão da inadimplência da autoridade portuária, que compromete a realização do serviço.

Além disso, indaga quais ações estão sendo tomadas para solucionar o aprofundamento da bacia de evolução, indispensável para atrair navios maiores para o complexo de Itajaí. O documento traz ainda o pedido de informação sobre os mecanismos que a atual autoridade portuária pretende estabelecer para a participação dos usuários e da comunidade local, destacando a necessidade de uma governança autônoma e técnica.

No documento, a Federação solicita ainda que o Ministério defina critérios de desempenho operacionais para o Porto de Itajaí, além da manutenção dos parâmetros de navegação, dentre outros aspectos. A FIESC destaca a necessidade de coleta e ampla divulgação destes dados.  

O presidente da FIESC salienta que Santa Catarina, por meio de seus cinco portos, movimentou, em 2023, o equivalente a 2,4 milhões de contêineres de 20 pés (TEUs). “Os portos catarinenses são responsáveis pela geração de cerca de R$ 5,1 bilhões em ICMS, R$ 48,5 milhões em ISS e mais de 20 mil empregos”, diz Aguiar, contextualizando a importância da estrutura portuária catarinense.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Porto de Imbituba começa 2025 com aumento de 33% movimentação de cargas

Foto: Ícaro Braga / Porto de Imbituba

O Complexo Portuário de Imbituba iniciou o ano de 2025 com números de destaque, alcançando mais de 600 mil toneladas em movimentação de cargas em janeiro, um recorde para o período. Quando comparado a janeiro de 2024, os resultados se mantiveram estáveis, evidenciando a continuidade do crescimento e da produtividade do Porto de Imbituba.

Em janeiro, o Porto de Imbituba recebeu 28 embarcações, representando um aumento de 33% em relação ao mesmo mês de 2024. Quanto à movimentação de cargas, o saldo comercial dos embarques aumentou 33% em relação a dezembro de 2024. Os desembarques apresentaram um crescimento expressivo de 16% em relação a dezembro de 2024 e um aumento considerável de 36% em relação a janeiro de 2024.

No total de cargas operadas durante o ano de 2024, os maiores volumes foram de coque de petróleo, contêineres, carga geral, hulha betuminosa, sal, farelo de milho e trigo. Já em janeiro de 2025, os graneis sólidos representaram mais de 395 mil toneladas, ou 65% da movimentação do porto, com destaque para o coque de petróleo, que superou as 156 mil toneladas.

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins, os resultados continuam a evidenciar o crescimento do desempenho do Porto. “Este é um resultado significativo para o Porto de Imbituba. Os números refletem o esforço coletivo que tem impulsionado a logística de Santa Catarina e, consequentemente, a economia da Região Sul do estado”, destaca Martins.

“Esses resultados consolidam Imbituba como uma alternativa logística competitiva e refletem o esforço constante pela melhoria da gestão do Porto, trazendo benefícios para todos os envolvidos”, afirma Alexandre Pinter, diretor-presidente em exercício da SCPAR Porto de Imbituba.

Importações e exportações

As importações lideraram as operações do porto, representando 54,3% do total de cargas, e registraram um aumento de 35% em relação a janeiro de 2024. As exportações, por sua vez, corresponderam a 33,6% do total e também apresentaram um crescimento de 35% no comparativo com o ano passado.

A cabotagem, ou navegação entre portos nacionais, representou 9% do total de movimentações no porto de janeiro a outubro de 2025, com um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2024.

Operações de comércio exterior

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as operações de importação e exportação no Porto de Imbituba movimentaram mais de 146 milhões de dólares em janeiro de 2025, destacando ainda mais a importância estratégica do porto para o comércio exterior.

Exportações da Foz do Itajaí somaram US$ 5,51 bilhões em 2024

A região da Foz do Itajaí, em Santa Catarina, encerrou o ano de 2024 com um balanço econômico positivo, impulsionado por um forte desempenho na balança comercial e na geração de empregos. Em 2024, a Foz do Itajaí registrou um volume de exportações de US$ 5,51 bilhões, impulsionado principalmente pela venda de carne de aves e suína, que juntas somaram mais de US$ 4,46 bilhões. Os dados são do do Observatório FIESC e revelam um cenário promissor para a região, com destaque para o crescimento das exportações e a expansão do mercado de trabalho.

 Outros produtos importantes na pauta de exportação foram a madeira serrada e os enchidos de carne. O elevado volume de importações reflete o dinamismo da economia da região, que investe em expansão e modernização de sua capacidade produtiva. Os principais destinos dos produtos exportados pela região foram China, Japão e Filipinas, que juntos responderam por mais de 30% do total.

As importações da Foz do Itajaí, por sua vez, atingiram US$ 17,71 bilhões em 2024. A pauta de importação é concentrada em bens de capital, como polímeros de etileno e partes e acessórios para veículos, e em matérias-primas, como cobre refinado e semicondutores. Esses produtos são essenciais para o desenvolvimento da indústria local, que demanda insumos de alta tecnologia e qualidade para manter sua competitividade.

“As perspectivas para a balança comercial da Foz do Itajaí nos próximos anos são positivas, impulsionadas pelo crescimento da economia global e pela demanda por alimentos e outros produtos da região”, pontua o vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), regional da foz do Itajaí, Maurício César Pereira. “A diversificação da pauta de exportação, o investimento em tecnologia e inovação, e a busca por novos mercados são fatores-chave para o sucesso do comércio exterior da região”, completa Moacir. 

Geração de empregos

O mercado de trabalho da Foz do Itajaí também apresentou um desempenho positivo em 2024, com a geração de 18.731 empregos formais, de acordo com dados do CAGED. A indústria, um dos setores mais importantes da economia local, foi responsável por 4.292 novos postos de trabalho. Os setores da indústria que mais empregam na região são a construção, alimentos e bebidas, e têxtil.

Em 2023, os dados mais recentes disponíveis, a Foz do Itajaí contava com um total de 35.316 empresas, sendo 7.179 delas indústrias. O número total de empregados na região era de 298.032, com 76.847 atuando na indústria.

Mercado imobiliário bate recorde de lançamentos e vendas em 2024

O mercado imobiliário brasileiro atingiu seu melhor momento em 2024 tanto no número de lançamentos de novos empreendimentos residenciais quanto em unidades vendidas. Segundo a pesquisa da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC) realizada em 132 cidades brasileiras, no ano passado foram lançadas 383,5 mil novas unidades residenciais, um aumento de 18,6%.

Esse foi o maior volume de lançamentos registrado desde o início da sondagem, em 2017, e corresponde a um Valor Geral Lançado (VGL) de R$ 233 bilhões, montante 20,7% acima do ano anterior. Na região Sul, foram 79,6 mil novos apartamentos colocados no mercado.

Em 2024 foram vendidos 400,5 mil apartamentos, um incremento de 20,9% no número de unidades comercializadas em relação a 2023. O Valor Geral de Vendas (VGV) superou R$ 229 bilhões, valor que representou um aumento de 22,6% no período. Na região Sul, foram vendidas 84,5 mil unidades em 2024.

A pesquisa da CBIC mostra ainda que a oferta final de apartamentos novos está em queda, passando de 316,8 mil em dezembro de 2023 para 292 mil unidades no último mês de 2024. Segundo a análise, considerando a média de vendas dos últimos 12 meses, se não houver novos lançamentos, a oferta final se esgotaria em 9 meses.

Minha Casa Minha Vida
No ano passado, os lançamentos de imóveis do programa Minha Casa Minha Vida aumentaram 44,2%, enquanto as vendas cresceram 43,3% em comparação com 2023. Os ajustes sofridos pelo programa em 2023 contribuíram para o aumento da disponibilidade de novas unidades e também das vendas no período, de acordo com a CBIC.

Associação de bancos dá dicas para evitar golpe financeiro no Carnaval

Fraude do wi-fi falso e golpe do Pix são alguns dos golpes mais comuns que são aplicados no Brasil, principalmente durante o Carnaval. O alerta é da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).
Por meio da campanha Tem Cara de Golpe a entidade está oferecendo orientações para a população, especialmente os foliões, sobre como se prevenir de fraudes financeiras durante essa festa popular.

Uma das principais dicas da associação é para que o folião redobre os cuidados ao comprar comidas e bebidas em blocos de rua. A ABBC orienta que o dono do cartão nunca deve entregá-lo diretamente ao vendedor, especialmente na rua ou estabelecimentos não habituais. Os criminosos podem se passar por comerciantes, memorizar a senha do cliente e trocar o cartão durante a transação.

Além disso, não se deve aceitar pagar uma compra se o visor de cobrança da máquina estiver quebrado ou apagado, impedindo a visualização do valor real da compra. Os golpistas podem inserir um valor muito acima do que a vítima teria que pagar, levando a prejuízos.

Outra dica é para que o pagamento seja feito preferencialmente por aproximação via celular. De acordo com a associação, esse tipo de pagamento é mais seguro, pois possibilita uma camada de autenticação adicional com biometria ou senha para acesso à carteira digital antes de efetuar o pagamento. Em cartões físicos, recomenda-se desativar função de aproximação para evitar que criminosos se aproveitem da aglomeração para capturar sinais do cartão e realizar débitos sem consentimento do usuário.

“Durante o Carnaval, além dos golpes com as máquinas de cartões, é frequente ocorrer  tentativas de roubo e furto do aparelho celular, já que os criminosos buscam conseguir acesso a aplicativos e contas bancárias para obter vantagens financeiras. Por isso, é importante que o cliente utilize senhas robustas e deixe ativadas diversas camadas de segurança, como autenticação de duplo fator, biometria ou leitor facial para os aplicativos", disse Sílvia Scorsato, presidente da ABBC.

Golpes mais comuns
Um dos golpes mais recorrentes durante o Carnaval é o do link falso (phishing) relacionado à compra de ingressos. Neste golpe, os criminosos criam sites falsos para roubar dinheiro, simulando os sites oficiais de venda de ingressos para festas e camarotes. Neste caso, alerta a associação, é importante que o consumidor sempre verifique a autenticidade dos sites antes de proceder a compra, procurando por certificados de segurança e também conferindo a URL oficial dos vendedores autorizados.

Outra dica é sobre o famoso golpe do Pix, em que os criminosos se passam por vendedores, mas alteram o valor da compra antes de mostrar o QR Code na hora do pagamento. A recomendação é de que, em situações como essa, o folião esteja atento ao preço cobrado pelo produto antes de confirmar a transação bancária. Uma boa prática, orienta a ABBC, é diminuir o limite dos valores que podem ser transacionados pelo Pix.

Um outro golpe bastante comum nessa época do ano é o das falsas redes públicas de wi-fi. Por meio desse golpe, o criminoso pode espionar a navegação do celular e até interceptar informações e senhas em redes que estão desprotegidas. O mesmo pode ocorrer com totens de carregamento de bateria que ficam conectados em cabos USB suspeitos, facilitando a transmissão de malwares e invasão dos celulares. A dica aqui é para utilizar uma bateria extra com um carregador e cabo próprios.

Dicas de segurança
Para ficar mais seguro no Carnaval e evitar golpes e fraudes financeiros, a ABBC recomenda que os foliões ativem controles de segurança em seus celulares, tais como múltiplo fator de autenticação, ocultação e proteção de aplicativos bancários com a ativação do controle assistivo (em dispositivos Apple) e proteção contra roubo em dispositivos Android. Outro ponto importante é ter recursos de localização e bloqueio do dispositivo remotamente previamente configurados.

Em relação aos aplicativos bancários, é possível ativar as funções de proteção como localização, redução de limites de transferência, ocultação e proteção com senhas adicionais e ativação de controles de segurança para carteiras digitais para pagamento somente com senha biométrica.

Em casos de roubo ou furto de celular, a vítima deve procurar os órgãos de segurança para fazer um boletim de ocorrência e também avisar imediatamente o banco através dos canais de atendimento oficiais. 

Também é importante comunicar a operadora de telefonia. Para bloquear completamente o dispositivo, é necessário ter anotado o número do IMEI de identificação do aparelho. Essa informação pode ser obtida diretamente no dispositivo, por meio das configurações do celular, na opção “Sobre o telefone”.

  • Associação de bancos dá dicas para evitar golpe financeiro no Carnaval (Fotos: Agência Brasil)

 
Boletim Focus Atualiza Projeções: Inflação e PIB Sofrem Ajustes

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (17), trouxe novas atualizações sobre as previsões econômicas para os próximos anos. A projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, foi ajustada para 2025, passando de 5,58% para 5,60%, enquanto para 2026, a estimativa subiu de 4,30% para 4,35%.

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, a mediana permanece estável em 15% para este ano, já se mantendo neste patamar por seis semanas consecutivas. A previsão para o câmbio também não sofreu alterações, com o dólar projetado para 2025 a R$ 6,00.

O Produto Interno Bruto (PIB) teve um leve ajuste negativo, com a previsão de crescimento caindo de 2,03% para 2,01%. Já as estimativas para o longo prazo, de 2027 a 2028, mostraram uma leve alta, com a projeção para 2027 subindo de 3,90% para 4,00% e para 2028 de 3,78% para 3,80%.

A variação dos preços administrados dentro do IPCA também apresentou alta nas previsões, subindo de 4,90% para 5,03% em 2025, após 10 semanas de estabilidade. As estimativas para 2026 e 2027 permanecem em 4,20% e 4%, respectivamente, enquanto para 2028 a previsão também ficou em 4%.

No caso do IGP-M, indicador importante para os contratos de aluguel, as previsões de inflação se mantiveram estáveis para 2025 (5,03%) e 2026 (4,50%), enquanto para 2027 e 2028 a estimativa continuou em 4,00%.

Quanto ao PIB, a mediana das projeções de crescimento para 2026 permaneceu em 1,70%, com o Brasil registrando um pequeno aumento na estimativa de 2027, que subiu de 1,96% para 1,98%. A previsão para 2028 se manteve em 2%.

Abono PIS/Pasep 2025 começa a ser pago nesta segunda-feira; veja quem tem direito e como receber

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep de 2025, referente ao ano-base 2023, tem início nesta segunda-feira (17). O benefício será concedido de forma escalonada, conforme o mês de nascimento dos trabalhadores. De acordo com estimativas do governo, cerca de 25,8 milhões de pessoas serão contempladas, totalizando R$ 30,7 bilhões em repasses.

Neste primeiro mês de pagamento, 1,8 milhão de trabalhadores de empresas privadas terão acesso ao PIS, pago pela Caixa Econômica Federal, enquanto 163.810 servidores públicos receberão o Pasep, depositado pelo Banco do Brasil.

Valores do benefício Os valores variam entre R$ 127 e R$ 1.518, dependendo do número de meses trabalhados em 2023. Para ter direito ao abono, é necessário ter trabalhado ao menos um mês com carteira assinada e recebido até dois salários mínimos no período.

Confira a tabela de pagamento conforme o tempo de serviço:

1 mês: R$ 127
2 meses: R$ 253
3 meses: R$ 379,50
4 meses: R$ 506
5 meses: R$ 632,50
6 meses: R$ 759
7 meses: R$ 885,50
8 meses: R$ 1.012
9 meses: R$ 1.138,50
10 meses: R$ 1.265
11 meses: R$ 1.391,50
12 meses: R$ 1.518
Calendário de pagamento

Nascidos em janeiro: 17/2
Nascidos em fevereiro: 17/3
Nascidos em março e abril: 15/4
Nascidos em maio e junho: 15/5
Nascidos em julho e agosto: 16/6
Nascidos em setembro e outubro: 15/7
Nascidos em novembro e dezembro: 15/8
Como consultar Os trabalhadores podem verificar a situação do benefício pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Para isso, é necessário atualizar o app, acessar a aba “Benefícios”, selecionar “Abono Salarial” e clicar em “Pagamentos” para conferir o valor, a data e o banco responsável pelo repasse.

Dívida Pública Federal atinge R$ 7,3 trilhões em 2024, impulsionada pela Selic

A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil atingiu a marca de R$ 7,316 trilhões em 2024, um aumento de 12,2% em comparação com os R$ 6,52 trilhões registrados no ano anterior. O crescimento foi influenciado pelo elevado nível da Taxa Selic, que permanece em 12,25% ao ano, pressionando os custos do endividamento do governo. Os números, divulgados pelo Tesouro Nacional no início de fevereiro, mostram que, apesar da alta, a DPF segue dentro da faixa estimada pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que previu um valor entre R$ 7 trilhões e R$ 7,4 trilhões.

Em dezembro de 2024, a DPF apresentou uma alta de 1,55% em relação a novembro, quando o montante era de R$ 7,204 trilhões. A principal responsável pelo aumento da dívida foi a apropriação de R$ 673,875 bilhões em juros, decorrente da correção dos títulos da dívida pública atrelados à Selic. Em 2024, o Tesouro emitiu R$ 1,457 trilhão em títulos, o que representou um aumento de 6,73% em comparação ao ano anterior.

A dívida interna, composta principalmente pela Dívida Pública Mobiliária (DPMFi), subiu 11,13%, passando de R$ 6,269 trilhões para R$ 6,967 trilhões. Esse aumento reflete o aumento na demanda por títulos públicos vinculados à Selic, que passaram a representar 46,29% do estoque da dívida, em comparação com 39,66% em 2023. Em contrapartida, os títulos prefixados, com rendimento fixo, sofreram queda, representando 21,99% da dívida, contra 26,53% em 2023.

A Dívida Pública Externa (DPFe), por sua vez, registrou um crescimento expressivo de 38,87%, subindo de R$ 251,46 bilhões para R$ 349,19 bilhões, impulsionada pela valorização do dólar, que subiu 27,3% em 2024. Esse movimento foi reflexo de diversos fatores, incluindo as incertezas globais e o atraso na queda dos juros nos Estados Unidos.

A reserva financeira destinada à proteção contra flutuações nos vencimentos da dívida, o “colchão da dívida”, também sofreu queda, passando de R$ 982,37 bilhões para R$ 860,15 bilhões. Esse valor cobre agora 6,24 meses de vencimentos, o menor nível desde 2016. O governo terá que lidar com o vencimento de cerca de R$ 1,25 trilhão nos próximos 12 meses.

Os investidores estrangeiros também aumentaram sua participação na dívida pública interna, passando de 9,5% em 2023 para 10,2% em 2024, apesar das turbulências econômicas globais. Atualmente, as instituições financeiras, fundos de pensão e fundos de investimento continuam sendo os principais detentores da DPF.

Economia & Negócios

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Novo cargo

O engenheiro mecânico Hans Erich Stoltenberg Neto, de Brusque, assumirá a cadeira de diretor gerente da WEEG Electric Machinery (WEM), no lugar do norte-americano Richard Fesmire. Após 11 anos de casa, Richard deixará o cargo em 31 de março. O novo diretor assumirá o cargo no dia 1º de abril, em Minneapolis, nos Estados Unidos. Natural de Brusque, Hans começou sua carreira como trainee em 2003 na WEEG e foi promovido a chefe em 2007, que o levou a trabalhar na Índia em 2012 a 2018. Na WEEG, foi gerente de diversas áreas, e desde 2024 ocupa a posição de diretor da Europa, Oriente Médio e África do Norte no escritório de Portugal. Fundada em 1961, a WEEG é uma empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, atuando principalmente no setor de soluções em máquinas elétricas, automação e tintas, incluindo infraestrutura, petróleo e gás e mineração.

Valorização imobiliária

Saiu o índice Fipe/Zap das cinco cidades brasileiras onde os preços dos imóveis de lançamento tiveram mais valorização em 2024. A surpresa maior é a presença de Joinville, em 5º lugar, com 15,31% diante de inflação de 4,89%. Na maior cidade de SC o metro quadrado custa R$ 7.615. Em quarto, terceiro, segundo e primeiro lugar estão João Pessoa (PB), São Leopoldo (RS), Salvador (BA) e Curitiba.

Trump e BC

Em artigo com o título “Trump quer mesmo criar um Balneário Camboriú em Gaza”, publicado na Folha de São Paulo (FSP), o editor de opinião do jornal, Marcos Augusto Gonçalves, escreveu: “Soa delirante (além de ser revoltante) Trump falar em retirar 2 milhões de palestinos de Gaza e criar naquele território uma espécie de Balneário Camboriú do Oriente Médio. Parece pouco provável que venha a fazê-lo. Não porque a ONU consideraria a remoção ilegal, já que ele não dá a menor bola para regras de organizações internacionais, mas declarações contrárias de aliados árabes e a reação de nações ricas armadas com bombas nucleares já ressaltaram as dificuldades práticas e políticas da ideia. A própria Casa Branca deu um passinho atrás e o factóide vai rendendo”.

Prática antissindical

Independentemente das condições estabelecidas entre categorias sindicais, as farmácias podem operar em feriados, decidiu o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC), em ação na qual foi negada a aplicação de uma norma coletiva que exigia o pagamento prévio de uma taxa para as empresas poderem funcionar. A norma foi considerada como “prática antissindical”.

Pontos na carteira

Entre em vigor no dia 1º de janeiro 2026 uma nova lei, pondo fim à contagem de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no caso de não pagamento de pedágio ou de uso de vias alternativas para fugir dele. O projeto, que agora será analisado pelo Senado, também exige que os contratos de concessão de rodovias federais licitadas após 1º de janeiro deste ano tenham que permitir o pagamento de pedágio por outros meios além do dinheiro.

Descobertas

Pai e filha, prefeito de Camboriú e Balneário Camboriú, respectivamente, estão fazendo “descobertas” nos seus primeiros dias de mandato. Em Camboriú detectou-se que no ano passado mais de 10 mil atestados médicos apresentados por funcionários municipais resultaram em incalculável número de faltas ao serviço. Muitas delas, suspeita-se, injustificadas. A prefeitura tem 3,2 mil servidores. Em BC, breve auditoria constatou que servidores municipais tiveram bancadas cirurgias plásticas estéticas, como implantação de silicone e blefaroplastia, pelo Fundo de Assistência do Servidor Público (Funservir), que tem um déficit mensal de cerca de R$ 1 milhão.

Energia poderosa

SC registra no momento mais de 1,4 gigawatt de potência instalada na geração própria solar. Há 112 mil conexões operacionais em telhados e pequenos terrenos, espalhadas por 293 cidades. Atualmente são mais de 143 mil consumidores de energia elétrica que já contam com a redução na conta de luz. Desde 2012, a modalidade já proporcionou a SC a atração de R$ 7,5 bilhões em investimentos, geração de mais de 43 mil empregos e arrecadação de R$ 2,2 bilhões aos cofres públicos.

Setor portuário

Apesar de ter enfrentado dificuldades em dois terminais importantes, o setor portuário de SC conseguiu obter em 2024 crescimento na atividade de cargas. Encerrou o ano com movimentação de 63,5 milhões de tonelada, 2,98% mais do que em 2023. As informações são da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias do Estado e foram apuradas junto aos terminais. Segundo o secretário da pasta, foi um ano de muitos desafios no setor porque um grande terminal, a Portonave, está com um berço e o Porto de Itajaí retornou a movimentação de contêineres somente no segundo semestre. A grande produtividade alcançada pelos portos Itapoá e Imbituba compensou. Na movimentação de contêineres, a liderança foi obtida pelo Porto Itapoá. O terminal cresceu 18% frente a 2023.

História apagada

A demolição de um imóvel de valor histórico pode gerar indenização por dano moral coletivo, mesmo que não tombado oficialmente, entendeu o Tribunal de Justiça de SC ao julgar recursos apresentados pela Prefeitura de Pomerode. No caso, um imóvel de estilo germânico foi demolido de forma clandestina, apesar da prefeitura ter emitido três embargos administrativos. A indenização foi fixada em R$ 150 mil, com a dedução de R$ 20 mil já pagos em acordo extrajudicial antes do julgamento dos recursos.

Bom senso

Lei estadual já em vigor se caracteriza pelo bom senso. Permite o aproveitamento, por parte dos órgãos de segurança pública do Estado, de armas de fogo e munições apreendidas em operações realizadas pela Polícia Civil e Militar. Neste país da piada pronta, a legislação em vigor veda esta possibilidade. Um absurdo.

Perigo no asfalto

Há dias, um caminhoneiro bateu sua carreta de frente com um ônibus e um carro em Minas Gerais e 39 pessoas morreram. Exames toxicológicos detectaram cocaína, ecstasy, alprazolam e venlafaxina no sangue dele. A Secretaria Nacional de Trânsito informa que mais de 1,5 milhão de motoristas de ônibus e caminhões, em um universo de 11,5 milhões, estão com seu exame toxicológico vencido. Em SC, são 78,9 mil, o que representa 20,8% do total.

Inadimplência menor

Santa Catarina fechou 2024 com queda na inadimplência do consumidor. Pesquisa da Fecomércio SC sobre este tema, a PEIC, apurou que a taxa de famílias com contas em atraso no estado recuou de 27,3% em dezembro de 2023 para 21,8% em dezembro do ano passado. O tempo médio de atraso nas contas em dezembro ficou em 59 dias. Frente aos demais estados, SC registrou o sétimo menor percentual de inadimplência. Mas na média nacional houve um aumento na inadimplência, que avançou de 28,8% em dezembro de 2023 para 29,3% em dezembro de 2024. Em SC também houve redução no total de famílias endividadas, que passou de 80% para 74,6% na mesma comparação. Na avaliação do presidente da Fecomércio SC, os resultados do Estado refletem o bom momento da economia.

Outro país

Lula concedeu entrevista a profissionais escolhidos e escalados a dedo, tudo da imprensa amiga e amestrada, ninguém para fazer perguntas importantes. A verborragia foi a mesma de sempre, já que ele nunca vai descer do palanque, só quer fazer política. Já se lançou candidato em 2026. Sua descrição de país, muito diferente da realidade que afeta a todos, começa a ganhar mais repercussão, como a corajosa fala do presidente da Fiesc (Federação das Indústrias de SC) no dia seguinte, na sede da entidade.

Atitude imprópria

Na última semana, foi noticiado que, a partir deste ano, as praias de SC não contarão mais com as placas indicando se a água é própria ou imprópria para banho. A mudança foi anunciada pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), sob a alegação de “adaptar o sistema de comunicação de acordo com as novas tecnologias”. Com a retirada das placas, os banhistas precisarão acessar o portal do IMA para consultar a qualidade da água. O governo alegou ainda que a retirada das placas visa combater o vandalismo que comprometia a confiabilidade das Informações, já que muitas placas eram alteradas. As placas agora terão um novo formato, menos indicativo e com a presença apenas de um QR Code, onde o visitante terá que acessar o relatório por meio do celular.

Atitude

Compulsão por compras à parte, diante dos preços muito favoráveis, os milhares de argentinos que estão veraneando no litoral de SC são responsáveis por uma cena pouco comum: se o tempo está bom, refrescam-se nas areias das praias, em alegres grupos, reunindo famílias inteiras, de idosos às crianças de colo, até altas horas da noite, na companhia inseparável de cuias de mate.

Mais segurança

O massacre ocorrido em Blumenau em abril de 2023, quando um psicopata pulou o muro da Creche Cantinho Bom Pastor, matou quatro crianças e deixou outras cinco ficaram feridas, consternou SC e o Brasil e exigiu resposta rápida da sociedade. Este ano, duas leis importantes foram sancionadas pelo governados dos catarinenses. Uma delas prevê a criação de plataforma tecnológica para reunir informações de diversas entidades, centralizando e compartilhando dados a violência escolar. O objetivo é contar com recursos especiais como o mapeamento geoespecial, que possibilitará identificar as áreas de maior incidência de violência e alocar os recursos necessários para prevenção e resposta ao problema.

Americanas

 A loja da Americanas Express, localizada na Avenida Cônsul Carlos Renaux realizou dia 23 de janeiro, seu último dia de operação no município de Brusque. Um comunicado de despedida foi fixado na entrada do estabelecimento. Segundo uma colaboradora, os funcionários foram comunicados há cerca de 2 meses. Além da demissão, foi apresentada aos colaboradores a possibilidade de serem realocados para uma loja próxima. Toda a mercadoria que teve nessa loja foi transferida para outra.

Novo escritório em SP

A Zen dá mais um passo em sua estratégia de crescimento, aproximando clientes e parceiros com a abertura do novo escritório em Pinheiros, São Paulo. O novo espaço será dedicado ao atendimento das montadoras e sistemistas, sob a liderança de novo gerente de vendas. Além disso, o posto avançado em São Paulo irá apoiar o time de aftermarket. Esse avanço significativo dará suporte à estratégia de crescimento da Zen e ao seu plano de investimento de R$ 100 milhões. O escritório tem como missão reforçar o compromisso da empresa em oferecer soluções inovadoras e atendimento de excelência aos clientes.

Antigo prédio do INSS

O novo centro comercial construído no local onde funcionava o antigo prédio da agência do INSS, no Centro de Brusque, deverá ser entregue aos lojistas em breve, mais precisamente no final de fevereiro. O empreendimento está localizado na rua Rodrigues Alves, próximo ao Shopping Gracher. Desde o mês de agosto de 2023, o INSS passou a funcionar em prédio na rua Barão do Rio Branco, também no Centro da cidade. Trata-se de uma transformação significativa para essa região da cidade de Brusque, tanto em aspecto comercial quanto no visual.

Modelo

Cinco Estados já adotaram e 11 estão em tratativas para implantar o Programa Novos Caminhos, criados em SC, em 2013 em parceria envolvendo a Federação das Indústrias, Tribunal de Justiça do Estado e Associação Catarinense de Magistrados. Desde então atendeu 7,5 mil crianças, adolescentes e jovens, viabilizando 14,1 mil matrículas em educação básica e cursos profissionalizantes, 1,6 mil atendimentos psicológicos e odontológicos e 1,7 mil empregos.

No ar

Os aeroportos de SC movimentaram 8,2 milhões de viajantes em 2024, um crescimento de 12,6% em relação ao ano anterior. Este é o terceiro ano consecutivo com aumento. O destaque ficou na área internacional, com 890 mil passageiros e crescimento de 127,6% em relação ao 2023, o que colocou o estado como terceiro no país em movimentação de passageiros estrangeiros. Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil.

Investimento

Construtora com forte presença na Grande Florianópolis, a Wkoerich está despontando como uma das maiores apoiadoras de projetos via Lei Municipal de Incentivos à Cultura. As iniciativas abrangem diferentes áreas, como música, teatro, cinema e ação social, demonstrando a diversidade do investimento da empresa.

Destino acolhedor

Na tsunami de boas notícias para o turismo catarinense, mais uma: Urubici agora está na lista dos 10 destinos mais acolhedores do mundo em 2025, conforme a plataforma Booking.com. A premiação acontece anualmente, reconhece parceiros de viagem de mais de 200 países e territórios pelo compromisso com a hospitalidade, com base em mais de 360 milhões de avaliações verificadas de viajantes na plataforma.

Dominação

É cada vez mais frequente, quando não semanal, nos principais meios de comunicação da região metropolitana de Florianópolis, notícias aterrorizantes sobre comunidades dominadas por facções criminais, que para mostrar poder e disputar espaço com concorrentes, expulsam famílias de suas próprias casas. E o poder público parece incapaz de fazer algo.

Valores

Lei 19.230/2025 determina que o Estado incentive e fomente a celebração e a prestação de homenagens ao Dia dos Pais e ao Dia das Mães nas escolas de ensino fundamental e básico de SC.

 

Superávit da balança comercial desaba 65,1% em janeiro

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,2 bilhões em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado representa uma queda de 65,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi de US$ 6,2 bilhões.

As exportações brasileiras somaram US$ 25,2 bilhões em janeiro, enquanto as importações totalizaram US$ 23 bilhões. A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, atingiu US$ 48,2 bilhões no primeiro mês do ano.

Um dos principais destaques do período foi a queda expressiva de 70% nas exportações de soja em relação a janeiro de 2024. O recuo no embarque do produto impactou diretamente o desempenho comercial do país, dado que a soja é um dos principais itens da pauta de exportação brasileira.

No acumulado de 2024, a balança comercial brasileira fechou com um superávit de US$ 74,6 bilhões, o segundo melhor resultado da história. Entretanto, o saldo representou uma redução de 24,6% em relação ao recorde anterior, registrado em 2023, quando a balança fechou com superávit de US$ 98,8 bilhões.

As exportações totais de 2024 também ocuparam o segundo lugar na linha histórica, alcançando US$ 337 bilhões. Apesar de um leve recuo de 0,8% em relação ao ano anterior, o volume embarcado teve um crescimento de 3%.

Especialistas apontam que a queda no superávit comercial pode estar relacionada às oscilações do mercado internacional e às dificuldades logísticas enfrentadas por setores estratégicos, como o agrícola.

Senai atenderá 10,8 mil micro, pequenas e médias indústrias em 2025

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

No ano passado, mais de 6,5 mil atendimentos foram voltados para o aumento da eficiência energética, manufatura enxuta e transformação digital.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) informou nesta segunda-feira (10) que deverá atender neste ano 10,8 mil micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) de todo o país, para que melhorem o desemprenho e a produtividade. No ano passado, cerca de oito mil MPMEs receberam esse tipo de serviço, que envolve consultorias para aumento da eficiência energética, tecnologias da indústria 4.0, internet das coisas, manufatura enxuta, entre outras.

No ano passado, mais de 6,5 mil atendimentos foram voltados para o aumento da eficiência energética, manufatura enxuta e transformação digital. Outras 1,2 mil empresas participaram do processo de validação e receberam tecnologias da indústria 4.0, como internet das coisas e inteligência artificial.

O serviço, realizado no âmbito do programa Brasil Mais Produtivo, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) registrou aumento de 27,75% de produtividade nas empresas que receberam consultorias sobre manufatura enxuta e redução o de 17,95% no consumo de energia para quem recebeu atendimento sobre eficiência energética.

“Em 2025, a meta e? realizar cerca de 10,8 mil atendimentos, sendo 7.689 com consultorias e 3.120 com tecnologias de fabricas inteligentes”, informou o Senai.

Entre os serviços prestados, há a possibilidade de realização de um plano de transformação digital completo, com acesso a linhas de crédito com condições exclusivas para o programa, no caso das médias empresas.

Para as pequenas, há o apoio para ações de transformação digital, para o desenvolvimento soluções envolvendo tecnologias da indústria 4.0, com baixo custo e alto impacto na gestão e no processo produtivo.
“Empresas que desenvolvem tecnologias podem submeter as propostas aos institutos Senai para receber ate? 70% do custo de desenvolvimento e aplicação de soluções 4.0. Com o resultado e o recurso, que e? não reembolsável, as empresas têm até 15 meses para desenvolver e aplicar as tecnologias”, informou o Senai.

A chamada mais recente, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), teve 33 projetos aprovados, que vão receber R$ 16,8 milhões, com a previsão de beneficiar 971 MPMEs.
Brasil Mais Produtivo
O “Brasil Mais Produtivo” ter o objetivo aumentar a produtividade de MPMEs por meio de cursos, materiais e ferramentas de produtividade e transformação digital. Até 2027 serão destinados R$ 2 bilhões para as consultorias, além de desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias e formação profissional dos trabalhadores e gestores das empresas.

A meta é atender presencialmente 93 mil empresas. Para as micro e pequenas, os atendimentos são gratuitos e, para as médias, subsidiados.
Para participar, os empresários devem acessar o site do Brasil Mais Produtivo ou da Plataforma Inovação para a Indústria. Além das consultorias, as empresas recebem cursos de aperfeiçoamento profissional para os empregados e gestores, a fim de perpetuar o conhecimento e as ações repassadas pelos consultores.

As novas tarifas dos EUA sobre aço e alumínio: impactos e possíveis desdobramentos para o Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que, a partir desta segunda-feira, serão aplicadas tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio. A medida tem o objetivo de fortalecer a indústria siderúrgica americana, mas levanta preocupações sobre seus efeitos no comércio global.

Países exportadores de aço e alumínio para os EUA, como Brasil, Canadá e México, podem ser diretamente afetados. O Brasil, por exemplo, é um dos maiores fornecedores de aço para o mercado americano, e essa tarifa pode reduzir a competitividade do produto brasileiro. Isso pode levar a uma queda nas exportações e impactar a indústria nacional.

Para o Brasil, as consequências podem ser significativas. O setor siderúrgico brasileiro exporta uma parte relevante de sua produção para os Estados Unidos, e a imposição de tarifas pode reduzir essa demanda. Com menos exportações, empresas do setor podem enfrentar dificuldades financeiras, afetando empregos e investimentos. Além disso, se o Brasil decidir retaliar com tarifas sobre produtos americanos, pode haver impactos em outras cadeias produtivas que dependem do comércio bilateral.

A decisão também pode provocar reações de outros países. A União Europeia já indicou que pode adotar tarifas sobre produtos americanos como resposta. Esse tipo de movimento aumenta o risco de uma escalada protecionista, em que medidas e contramedidas dificultam o comércio internacional.

Para os próprios Estados Unidos, há um efeito colateral importante: a alta nos preços de insumos essenciais para diversas indústrias. Setores que dependem de aço e alumínio importados, como o automotivo e o de construção, podem ver seus custos aumentarem, o que pode se refletir em preços mais altos para os consumidores. Além disso, se outras indústrias forem prejudicadas, a medida pode gerar perdas de empregos em áreas que dependem desses materiais.

O protecionismo tem como objetivo proteger empregos e fortalecer setores estratégicos, mas seu impacto nem sempre é positivo no longo prazo. No cenário atual, essa decisão pode trazer mais incertezas para o comércio global e aumentar tensões entre países. O desafio será encontrar um equilíbrio entre fortalecer a indústria americana e evitar impactos negativos para parceiros comerciais e consumidores.

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie  

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

Inflação do cafezinho: preço deve subir ainda mais 25% e pesar no bolso dos brasileiros

O café, um dos itens mais consumidos pelos brasileiros, deve continuar pesando no bolso do consumidor. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o preço do produto nos supermercados pode subir até 25% nos próximos dois meses. A alta se soma ao aumento acumulado de 37,4% registrado em 2024 em relação ao ano anterior, tornando o café o item mais caro da cesta básica.

A valorização do café tem sido impulsionada por diversos fatores. Desde 2021, as safras têm sido prejudicadas por condições climáticas adversas, como seca e altas temperaturas, que resultaram em colheitas menores. A demanda global crescente e o dólar valorizado frente ao real também tornaram o mercado externo mais atraente, pressionando ainda mais os preços no Brasil. Além disso, os custos logísticos elevados contribuíram para o aumento no valor do produto.

Segundo Pavel Cardoso, presidente da Abic, o setor industrial ainda não repassou integralmente os custos mais altos aos consumidores. Em 2024, o preço da matéria-prima encareceu 116,7% em relação ao ano anterior, e parte desse aumento deve ser sentida ao longo do primeiro semestre. Em dezembro passado, um pacote de 1 kg do café tradicional era encontrado por R$ 48,90, mas esse valor pode sofrer novos reajustes.

A escalada de preços do café supera a alta de outros produtos essenciais da cesta básica. De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), enquanto o café registrou aumento de 37,4% em 2024, itens como leite (18,4%), arroz (15%) e óleo de soja (26,6%) também apresentaram elevações, mas em patamares inferiores.

Para os consumidores, a esperança de alívio nos preços pode vir apenas no segundo semestre. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a safra de 2025 será 4,4% menor que a anterior, com produção projetada de 51,8 milhões de sacas. Apenas em setembro, com o término da colheita da safra atual, será possível avaliar se os preços terão uma tendência de estabilização ou queda, conforme aponta a Abic.

Até lá, os brasileiros devem se preparar para pagar mais caro pelo tradicional cafezinho.

Custo da Cesta Básica Sobe em 13 Capitais Brasileiras em 2025; Saiba Quais

O custo da cesta básica de alimentos subiu em 13 das 17 capitais brasileiras, de acordo com dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos de janeiro. O Rio de Janeiro, que apresentou uma alta de 2,95% em relação a dezembro de 2024, passou a registrar um valor médio de R$ 802,88 para a cesta.

As cidades que sofreram os maiores aumentos nos preços foram Salvador, com 6,22%, seguida de Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). No entanto, em algumas localidades, o preço da cesta teve redução, como em Porto Alegre (-1,67%), Vitória (-1,62%), Campo Grande (-0,79%) e Florianópolis (-0,09%). Apesar dessas quedas, São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro mantiveram-se como as capitais com os preços mais elevados no mês de janeiro.

O principal responsável por esse aumento foi o preço do café, cujos valores subiram devido à oferta restrita e à especulação nas bolsas internacionais. Goiânia, por exemplo, registrou um aumento expressivo de 23% no preço do café em apenas um mês. Ao longo dos últimos 12 meses, o aumento acumulado na capital goiana foi de 91,52%. Além disso, o preço do tomate também teve alta em 15 das 17 capitais, e o quilo do pão francês subiu em 14, contribuindo para o encarecimento da cesta básica em diversas cidades.

Em Rio de Janeiro, o café teve um aumento de 12,80%, e o tomate subiu impressionantes 46,76%. Ao todo, oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica registraram aumento nos preços médios, incluindo a farinha de trigo (2,85%), a manteiga (2,43%), o pão francês (1,05%) e a carne bovina de primeira (0,22%). Por outro lado, alguns itens tiveram queda de preço, como a batata (-7,69%), o feijão preto (-4,64%), o leite integral (-2,80%), o óleo de soja (-2,09%) e o arroz agulhinha (-2,06%).

De acordo com o Dieese, os principais “vilões” da cesta básica neste mês foram o café em pó, o tomate e o pão francês. No entanto, a alta poderia ter sido ainda maior, mas foi atenuada pelo barateamento de itens como batata, leite e arroz.

Confira os preços da cesta básica nas capitais em janeiro de 2025:

  1. São Paulo: R$ 851,82
  2. Florianópolis: R$ 808,75
  3. Rio de Janeiro: R$ 802,88
  4. Porto Alegre: R$ 770,63
  5. Campo Grande: R$ 764,24
  6. Goiânia: R$ 756,92
  7. Brasília: R$ 756,03
  8. Curitiba: R$ 743,69
  9. Vitória: R$ 735,31
  10. Belo Horizonte: R$ 717,51
  11. Fortaleza: R$ 700,44
  12. Belém: R$ 697,81
  13. Natal: R$ 634,11
  14. Salvador: R$ 620,23
  15. João Pessoa: R$ 618,64
  16. Recife: R$ 598,72
  17. Aracaju: R$ 571,43
Trumpismo de Resultados

O estilo de Donald Trump na condução da presidência tem uma estreita relação com a forma com a qual ele sempre conduziu os seus negócios e muito pouco daquilo que é conhecido como a maneira tradicional de fazer política. Esta postura, ao mesmo tempo que causa ondas de inquietação, vem colhendo resultados, uma vez que inaugura uma nova forma de fazer política, retirada dos seus próprios manuais de negociação.

O modelo básico usado por Trump é simples, porém, jamais utilizado no tabuleiro de xadrez internacional, especialmente por alguém com habilidade de negociador no setor privado. Conseguiu aumentar as bases americanas na Groenlândia, rota utilizada pelos navios chineses, após sugerir a compra do território que pertence à Dinamarca. Em sequência, Steve Witkoff, seu enviado especial para o Oriente Médio, selou o acordo entre Hamas e Israel, produzindo o cessar-fogo e o retorno dos reféns para casa.

O foco do Presidente americano, entretanto, foi além. Anunciou que retomaria o Canal do Panamá, caso os vizinhos permanecessem em flerte contínuo com os chineses em detrimento dos interesses dos Estados Unidos. O local foi o primeiro destino de viagem do novo Secretário de Estado, Marco Rubio. O resultado foi contundente. O país decidiu não renovar o acordo da Nova Rota da Seda com Pequim tornando-se o primeiro país latino-americano a deixar a iniciativa. Um duro golpe para a China, que enxerga o país da América Central como essencial para seus esforços de influência no mundo.

Emmanuel Macron, Presidente da França, anunciou que irá dobrar seu orçamento de defesa, atingindo 110 bilhões de Euros. Trump havia anunciado que os EUA continuarão a investir na defesa da Europa, mas solicitou que os países da Otan que elevassem os gastos militares para 5% do PIB. Como vemos, sua fala já começou a produzir resultados.

Ao enviar o diplomata Richard Grenell para a Venezuela, conseguiu a libertação de seis americanos que estavam presos em Caracas. Maduro ainda concordou em receber de volta ao seu país (e fornecerá transporte para a deportação) todos os venezuelanos ilegais presos nos EUA, incluindo integrantes de gangues do "Tren de Aragua". Em El Salvador, Marco Rubio selou um acordo com o Presidente Nayib Bukele, que passará a aceitar deportados de qualquer nacionalidade, incluindo criminosos condenados por delitos graves, em um acordo sem precedentes entre ambos os países.

Na esfera da América do Norte, Trump impôs tarifas comerciais contra Canadá e México. Isto levou o México para mesa de negociação. Claudia Sheinbaum optou por um acordo em várias frentes, incluindo envio imediato de 10.000 soldados da Guarda Nacional para fronteira, com vistas a evitar a imigração ilegal e o tráfico de drogas para os Estados Unidos, especialmente fentanil. Em contrapartida, Trump aceitou suspender as tarifas por um mês, quando as negociações devem evoluir. O Canadá seguiu o mesmo caminho.

O novo presidente americano possui objetivos claros e agenda extensa para cumprir. Está claro que deseja imprimir um papel de protagonista central ao seu país no cenário externo fazendo valer os seus interesses ao redor do globo, exercendo, sem rodeios, suas credenciais de superpotência. Para alcançar este objetivo seguirá desafiando a política tradicional e impondo seus métodos de negociador do setor privado. Estamos diante do trumpismo de resultados, que significa uma mudança profunda no modo dos Estados Unidos se relacionarem com o mundo.

Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal

Economia catarinense cresce 5,6% no ano até novembro de 2024

A economia catarinense registrou aumento de 5,6% no acumulado de 2024 até novembro, de acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central. O indicador, que é considerado uma prévia do PIB, ficou acima da média nacional para o período, de 3,8%. Segundo análise do Observatório FIESC, a indústria cresceu 7,3% de janeiro a novembro, enquanto o segmento de comércio ampliado teve um incremento de 7,7% e o de serviços subiu 6,6% em comparação com igual período do ano anterior.

Na indústria, o desempenho foi puxado pelos setores de equipamentos elétricos (+16,1%), máquinas e equipamentos (+12%), metalurgia (+10%), e vestuário, com alta de 9,4%. Esse resultado reflete o aumento da demanda por produtos desses segmentos, verificada pelas vendas no varejo.

Análise do Observatório FIESC aponta que o crescimento de vendas do comércio ampliado pode ser explicado pelo consumo das famílias, que impactou os setores como veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 18,6% no acumulado do ano. A alta de 14,4% nas vendas de eletrodomésticos e de 12,7% em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos contribuiu para o resultado.

Já no setor de serviços, as atividades turísticas subiram 9,5% de janeiro a novembro, seguidos pelos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que apresentaram incremento de 9,1%. Os serviços prestados às famílias subiram 5,8%.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Economia catarinense cresce 5,6% no ano até novembro de 2024

A economia catarinense registrou aumento de 5,6% no acumulado de 2024 até novembro, de acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central. O indicador, que é considerado uma prévia do PIB, ficou acima da média nacional para o período, de 3,8%. Segundo análise do Observatório FIESC, a indústria cresceu 7,3% de janeiro a novembro, enquanto o segmento de comércio ampliado teve um incremento de 7,7% e o de serviços subiu 6,6% em comparação com igual período do ano anterior.

Na indústria, o desempenho foi puxado pelos setores de equipamentos elétricos (+16,1%), máquinas e equipamentos (+12%), metalurgia (+10%), e vestuário, com alta de 9,4%. Esse resultado reflete o aumento da demanda por produtos desses segmentos, verificada pelas vendas no varejo.

Análise do Observatório FIESC aponta que o crescimento de vendas do comércio ampliado pode ser explicado pelo consumo das famílias, que impactou os setores como veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 18,6% no acumulado do ano. A alta de 14,4% nas vendas de eletrodomésticos e de 12,7% em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos contribuiu para o resultado.

Já no setor de serviços, as atividades turísticas subiram 9,5% de janeiro a novembro, seguidos pelos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que apresentaram incremento de 9,1%. Os serviços prestados às famílias subiram 5,8%.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Economia catarinense cresce 5,6% no ano até novembro de 2024

A economia catarinense registrou aumento de 5,6% no acumulado de 2024 até novembro, de acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central. O indicador, que é considerado uma prévia do PIB, ficou acima da média nacional para o período, de 3,8%. Segundo análise do Observatório FIESC, a indústria cresceu 7,3% de janeiro a novembro, enquanto o segmento de comércio ampliado teve um incremento de 7,7% e o de serviços subiu 6,6% em comparação com igual período do ano anterior.

Na indústria, o desempenho foi puxado pelos setores de equipamentos elétricos (+16,1%), máquinas e equipamentos (+12%), metalurgia (+10%), e vestuário, com alta de 9,4%. Esse resultado reflete o aumento da demanda por produtos desses segmentos, verificada pelas vendas no varejo.

Análise do Observatório FIESC aponta que o crescimento de vendas do comércio ampliado pode ser explicado pelo consumo das famílias, que impactou os setores como veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 18,6% no acumulado do ano. A alta de 14,4% nas vendas de eletrodomésticos e de 12,7% em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos contribuiu para o resultado.

Já no setor de serviços, as atividades turísticas subiram 9,5% de janeiro a novembro, seguidos pelos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que apresentaram incremento de 9,1%. Os serviços prestados às famílias subiram 5,8%.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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Economia catarinense cresce 5,6% no ano até novembro de 2024

A economia catarinense registrou aumento de 5,6% no acumulado de 2024 até novembro, de acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central. O indicador, que é considerado uma prévia do PIB, ficou acima da média nacional para o período, de 3,8%. Segundo análise do Observatório FIESC, a indústria cresceu 7,3% de janeiro a novembro, enquanto o segmento de comércio ampliado teve um incremento de 7,7% e o de serviços subiu 6,6% em comparação com igual período do ano anterior.

Na indústria, o desempenho foi puxado pelos setores de equipamentos elétricos (+16,1%), máquinas e equipamentos (+12%), metalurgia (+10%), e vestuário, com alta de 9,4%. Esse resultado reflete o aumento da demanda por produtos desses segmentos, verificada pelas vendas no varejo.

Análise do Observatório FIESC aponta que o crescimento de vendas do comércio ampliado pode ser explicado pelo consumo das famílias, que impactou os setores como veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 18,6% no acumulado do ano. A alta de 14,4% nas vendas de eletrodomésticos e de 12,7% em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos contribuiu para o resultado.

Já no setor de serviços, as atividades turísticas subiram 9,5% de janeiro a novembro, seguidos pelos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que apresentaram incremento de 9,1%. Os serviços prestados às famílias subiram 5,8%.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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Novo golpe do CPF: veja de que forma criminosos agem e como se proteger

O nome da Receita Federal (RF) vem sendo atribuído, de forma indevida, por criminosos para aplicar golpes e enganar contribuintes. O alerta é da própria Receita. E-mails fraudulentos estão sendo enviados por golpistas informando, de forma alarmante, sobre supostas pendências no CPF da vítima e pressionando clientes a pagarem uma multa inexistente com a instituição. 

No alerta falso há afirmação de que caso a situação não seja regularizada imediatamente, o CPF da vítima será suspenso, as contas vinculadas serão bloqueadas e outras consequências supostamente poderão ocorrer como, por exemplo, implicações na emissão de documentos oficiais e na realização de transações bancárias.

A Receita Federal alerta que as ameaças são falsas e só têm o objetivo de pressionar a vítima a agir rapidamente.

Como funciona o golpe

Para aplicar o golpe, são utilizados elementos visuais semelhantes aos da Receita Federal, como logotipos, cores e linguagem técnica, para dar credibilidade à fraude. Também são destacados, em vermelho, os termos "irregular" e "suspenso", com vistas a induzir a pessoa ao pânico e à tomada de decisão imediata.

Além disso, o golpe exige o pagamento de uma falsa multa no valor de R$ 124,60, com um prazo curto para quitação, em geral, inferior a 48 horas.

Conforme o alerta, nos e-mails há links que direcionam para páginas falsas que simulam portais do governo. Porém, a URL desses sites – que é o endereço eletrônico que permite o site ser encontrado na internet – apresenta sinais de fraude, como o uso de termos como ".mom" e outros diferentes de ".gov.br". Tal detalhe é um dos principais indícios de fraude e deve ser observado atentamente antes de efetuar qualquer ação no site.

Dicas de como se proteger 

Segundo a Receita Federal, os cidadãos podem  adotar medidas preventivas para evitar cair nesse tipo de golpe. Confira:

  • Desconfie de mensagens suspeitas – a RF não solicita informações pessoais por e-mail ou mensagens de texto. A dica é: não forneça seus dados em caso de comunicações desse tipo.

  • Evite clicar em links desconhecidos – links maliciosos podem direcionar para sites fraudulentos ou instalar programas prejudiciais no seu dispositivo.
  • Não abra arquivos em anexo – ao abrir, há possibilidade de serem instalados vírus no dispositivo ou coletadas suas informações pessoais.
  • Verifique a autenticidade da comunicação – a RF utiliza apenas os canais oficiais de atendimento para comunicação com os cidadãos, como o Portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte) e o site www.gov.br/receitafederal.
  • Confira a URL antes de agir – antes de acessar qualquer link enviado por e-mail, verifique se o endereço contém "gov.br".

É importante frisar que a RF não envia e-mails cobrando pagamentos. Caso receba, a orientação é clara: não clique em links, não realize pagamentos e denuncie a tentativa de golpe aos órgãos competentes.

Com informações da receita Federal, Bianca Mingote.
 



Fonte: Brasil 61

Golpes virtuais e fraudes: como se proteger do estelionato na era digital

O estelionato, crime que envolve fraudes e enganações com o intuito de obter vantagem ilícita, tem se tornado cada vez mais recorrente no Brasil. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a cada 16 segundos, um golpe de estelionato é cometido no país, revelando a gravidade e a rapidez com que os criminosos agem. Este tipo de crime afeta milhares de brasileiros todos os anos, deixando vítimas financeiras e emocionais.
O advogado Rafael Caferati, do Escritório Jobim Advogados, alerta que a crescente utilização de meios digitais e a sofisticação das técnicas de fraudes tornam o estelionato uma ameaça constante, atingindo tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Segundo Caferati, “ele se manifesta de diversas formas, como fraudes bancárias, golpes virtuais, falsificação de documentos, e promessas falsas de negócios ou investimentos, as vítimas muitas vezes não percebem que estão sendo enganadas até que o prejuízo já seja real”, ressalta o advogado. 
Com a popularização da internet e a digitalização de serviços financeiros, os golpistas têm explorado plataformas online para aplicar golpes. “A falta de conhecimento sobre as formas de prevenção tem sido um dos principais fatores que alimentam esse tipo de crime”, destaca  Caferati.
O estelionato pode ter efeitos devastadores nas vítimas, tanto do ponto de vista financeiro quanto psicológico. Além de perdas econômicas significativas, muitas pessoas se sentem desprotegidas e inseguras após serem enganadas, o que afeta seu bem-estar emocional.
Dada a frequência e a variedade de golpes em circulação, a população precisa estar atenta e informada para evitar cair em fraudes. O advogado Rafael Caferati recomenda algumas ações preventivas essenciais para proteger-se do estelionato:
Verifique a credibilidade de ofertas: desconfie de ofertas que parecem boas demais para serem verdade. Golpistas frequentemente utilizam promessas de ganhos rápidos ou benefícios extraordinários para atrair vítimas.
Desconfie de solicitações de informações pessoais: nunca forneça dados sigilosos, como números de contas bancárias ou senhas, por telefone ou e-mail, especialmente se o contato for inesperado.
Use plataformas seguras: ao fazer compras online ou realizar transações bancárias, certifique-se de que o site ou a plataforma é confiável e possui medidas de segurança adequadas.
Cuidado com links e anexos: nunca clique em links suspeitos ou baixe anexos de remetentes desconhecidos. Esses são métodos comuns para disseminar vírus e roubar informações pessoais.

Caso uma pessoa se torne vítima de estelionato, é fundamental agir rapidamente para minimizar os danos. O advogado orienta que, “ao perceber que caiu em um golpe, a vítima deve comunicar a fraude às autoridades policiais, caso a fraude envolva transações bancárias ou compras online, é importante informar imediatamente o banco ou a plataforma, que pode tomar providências para bloquear transações ou reverter os valores, além disso, consultar um advogado pode ser fundamental para entender os direitos da vítima e avaliar a possibilidade de buscar reparação”, explica.
Em tempos de digitalização crescente, a conscientização sobre os riscos do estelionato deve ser uma prioridade para todos. A prevenção depende de um esforço coletivo, onde o conhecimento e a cautela podem fazer a diferença entre a segurança e o prejuízo.

Sobre o Jobim Advogados Associados 
O Jobim Advogados Associados, um dos mais antigos escritórios de advocacia do país com mais de 109 anos de existência, se traduz em equipes de profissionais especializados, atuando a partir dos mais elevados princípios da moral e ética, construindo a história dos próximos cem anos por meio da criação e adoção de novos conceitos, ligados às novas formas de enxergar a advocacia do futuro. Realizamos uma advocacia multidisciplinar, focada no presente, olhando para o futuro e trazendo consigo a experiência do passado.

Encontro na FIESC aproxima indústria de SC do mercado dos EUA

O Departamento de Comércio dos EUA e a Federação das Indústrias de SC (FIESC) realizam nesta sexta-feira (31) a Conferência SelectUSA 2025. Com o objetivo de aproximar a indústria catarinense do mercado norte-americano, o encontro será realizado das 10h30 às 18h, na sede da Federação, em Florianópolis.

A Conferência discutirá aspectos importantes da agenda econômica bilateral, demonstrando, por meio de casos práticos, como a internacionalização de empresas impulsiona o crescimento e fortalece os negócios no Brasil e nos Estados Unidos. 

A programação inclui a participação do gerente para as Américas do Departamento de Comércio dos EUA, Matthew Gearson, do conselheiro comercial do Consulado dos EUA em São Paulo, Joel Reynoso, e da diretora da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Camila Moura. 

Os CEOs das indústrias catarinenses Potenza, Eliel Búrigo Borges, e Cassava, André Odebrecht, participarão do painel “Estados Unidos: sua conexão com o mercado global”. A programação inclui ainda rodadas de negócios e um masterclass de internacionalização. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Chega de descontrole!

Na reunião de diretoria desta sexta-feira (31), o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, deu voz, de forma contundente, à preocupação do setor industrial com os caminhos do País, especialmente na área fiscal.  “É um equívoco buscar o equilíbrio das contas públicas aumentando os tributos, ou fazendo manobras orçamentárias. O governo deveria realizar um choque de gestão, com corte drástico das despesas, para evitar a paralisia futura da economia”, defendeu.

O desequilíbrio fiscal é um dos componentes da alta na inflação e já se reflete na confiança dos industriais, não só dos catarinenses, mas de todo país, como mostra pesquisa da CNI. “A baixa credibilidade do governo, pela falta de compromisso com a redução de gastos, obriga o Banco Central a subir cada vez mais os juros e afetará gravemente a economia”, disse.

Aguiar também destacou que é preciso resgatar a independência entre os poderes. Chamou atenção para importância do STF e para a necessidade de isenção da Corte, que deve ter como foco principal a verdadeira defesa da Constituição.  “O órgão máximo do Judiciário não pode extrapolar suas funções, avançando sobre atribuições do Legislativo. Além disso, deveria se manifestar apenas nos autos dos processos, sem buscar holofotes”, resumiu.

O industrial ainda abordou a relação com os Estados Unidos. “Ao Executivo cabe buscar o diálogo com nosso principal parceiro comercial, de forma pragmática. Acima da ideologia, precisam estar os interesses do País”, finalizou.

O governo Lula e a bomba-relógio dos combustíveis

Murillo Torelli, professor de Ciências Contabeis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

O Brasil está prestes a enfrentar mais uma crise nos preços dos combustíveis, um problema que já foi visto antes nos governos do PT, especialmente na gestão de Dilma Rousseff. Agora, os erros do passado parecem estar se repetindo sob a administração Lula, trazendo instabilidade ao mercado e riscos à economia nacional.

A partir de 1º de fevereiro, a gasolina e o diesel sofrerão aumentos devido à mudança na alíquota do ICMS. O imposto da gasolina subirá 7%, chegando a R$ 1,47 por litro, enquanto o diesel sofrerá um acréscimo de 5%, atingindo R$ 1,12 por litro. Isso significa que o preço dos combustíveis na bomba aumentará de forma expressiva, pressionando a inflação e impactando diretamente o bolso dos brasileiros.

A situação se agrava com a defasagem dos preços praticados pela Petrobras em relação ao mercado internacional. Atualmente, o diesel da estatal está R$ 0,55 abaixo da paridade de importação, enquanto a gasolina apresenta uma defasagem de R$ 0,24. Essa estratégia de represamento de preços já se mostrou catastrófica no passado, resultando em uma perda de R$ 100 bilhões para a Petrobras durante o governo Dilma.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já avisou Lula que um reajuste nos combustíveis será inevitável. A pressão dos investidores é grande e o mercado teme que o governo interfira artificialmente nos preços para evitar desgaste político, algo que já foi feito antes.

É importante lembrar como o governo Bolsonaro enfrentou o problema dos combustíveis durante sua gestão. Sob uma conjuntura extremamente desfavorável, com pandemia e duas guerras impactando o preço do petróleo, Bolsonaro adotou medidas efetivas para conter o aumento dos combustíveis sem comprometer a saúde financeira da Petrobras. Entre as ações, destacam-se:

  • A criação do teto de 17% para o ICMS sobre combustíveis;
  • A isenção do PIS e COFINS sobre o óleo diesel;
  • A manutenção da independência da Petrobras em relação à política de preços.

Essas medidas, à época, foram duramente criticadas por adversários políticos, que as rotularam como "eleitoreiras". No entanto, hoje, diante do caos anunciado,  questiono: o governo Lula será capaz de adotar soluções semelhantes para evitar uma crise ainda maior?

A realidade é que o governo atual parece mais preocupado em evitar o desgaste político do que em resolver, de fato, o problema. Sem soluções concretas e eficientes, os aumentos de combustíveis impactarão diretamente o custo de vida da população, elevando a inflação e reduzindo ainda mais o poder de compra dos brasileiros.

O tempo dirá se Lula aprenderá com os erros de Dilma ou se insistirá em um caminho que já provou ser desastroso. A população, no entanto, já vai começar a sentir no bolso os efeitos dessa política equivocada.

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie    

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

Copom deve elevar Selic em 1 ponto na reunião desta quarta-feira

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

Pressionado pela alta do dólar e do preço dos alimentos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (29) em quanto elevará a taxa básica de juros, a Selic. A reunião é a primeira sob o novo comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Essa será a quarta elevação consecutiva da Selic. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve subir 1 ponto percentual  nesta reunião, de 12,25% para 13,25% ao ano.

No comunicado da última reunião, em dezembro, o Copom informou que elevaria os juros básicos em 1 ponto percentual nas reuniões de janeiro e de março. Segundo o comitê, o agravamento das incertezas externas e os ruídos provocados pelo pacote fiscal do governo no fim do ano passado justificam o aumento dos juros básicos no início de 2025.

Nesta quarta-feira (29), ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e uma de 1 ponto percentual.

Inflação
Na ata da reunião mais recente, o Copom alertou para o prolongamento do ciclo de alta da Taxa Selic . O órgão informou que o cenário econômico exige uma política monetária contracionista e confirmou a intenção de duas elevações de 1 ponto. O Banco Central citou a alta recente do dólar e da inflação para uma “política ainda mais contracionista”. O déficit fiscal também preocupa. 

Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2025 subiu de 4,96% há quatro semanas para 5,5%. Isso representa inflação acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% para este ano, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta contínua
Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2025, a inflação desde fevereiro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.

 

Inscrições abertas para o Programa Lucra Mais, iniciativa do Sebrae/SC que capacita empreendedores a aumentar faturamento e lucratividade

Por Rita Lombardi

 

O Sebrae/SC, em parceria com a FCDL/SC, Fecomércio SC e Senac SC, anuncia o lançamento de mais uma edição do Lucra Mais, programa que tem como objetivo fortalecer a gestão de micro e pequenas empresas do comércio catarinense. Este ano, serão disponibilizadas até 810 vagas em 27 municípios do estado.

De acordo com Fabio Búrigo Zanuzzi, diretor Técnico do Sebrae/SC, o Lucra Mais oferece capacitações e consultorias especializadas que auxiliam os empreendedores a incrementarem o faturamento e a lucratividade. O programa trabalha o desenvolvimento de competências em áreas estratégicas como processos, liderança e gestão de pessoas, finanças, marketing e vendas, tecnologia e inteligência artificial, além de posicionamento digital e vendas em canais digitais.

As atividades desta edição começam em abril e serão realizadas de forma híbrida, contemplando 27 municípios catarinenses, entre eles Blumenau, Chapecó, Florianópolis, Itajaí e Criciúma. Cada cidade contará com uma turma de 30 participantes, totalizando 810 vagas.

Os resultados obtidos na edição anterior do programa foram expressivos. Em 2024, 68% das empresas participantes registraram aumento no faturamento, enquanto 65% alcançaram maior lucratividade em seus negócios.

“O Lucra Mais conecta os empreendedores do setor de comércio às principais tendências e inovações do mercado. Com o programa, eles têm acesso às melhores práticas de gestão e conteúdos atualizados, fundamentais para manter a competitividade dos negócios. Junto com nossos parceiros e os empreendedores, formamos um elo estratégico para impulsionar os pequenos negócios e contribuir com o desenvolvimento econômico”, destaca o diretor Fabio Zanuzzi.

O Programa Lucra Mais conta com subsídio de 70% do Sebrae/SC e 15% do Senac SC, resultando em um investimento final de R$ 445,00 por participante. As vagas são destinadas exclusivamente a micro e pequenas empresas do segmento de comércio e serviços.

Para mais informações e inscrições, acesse: www.sc.senac.br/lucramais.

 

 

Multilog registra quase 10% de crescimento em movimentações de cargas em seus portos secos de fronteira

Responsável por atender uma parcela significativa do fluxo rodoviário de importação e exportação dos pontos de fronteira do Brasil, a Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do País, registrou um crescimento de 9%, em 2024, nas movimentações de caminhões de cargas em seus cinco portos secos localizados em áreas de divisa de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, comparativamente ao ano anterior. Ao todo, mais de 400 mil veículos passaram pelos Portos Secos de Fronteira da Multilog, número superior aos 367 mil registrados em 2023.
 
“Estamos muito satisfeitos com o aumento de operações em nossos Portos Secos de Fronteira. Por meio de investimento em pessoas, infraestrutura, tecnologia e inovação, atuamos para aprimorar constantemente nossos serviços em favor do crescimento do comércio exterior entre os países do Mercosul”, afirma Francisco Damilano, gerente geral de Operações das Fronteiras da Multilog.
 
Algumas unidades da Multilog bateram recorde de movimentações de caminhões em 2024, como foi o caso do Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC). A unidade recebeu 12.744 veículos no regime de importação e 10.270 veículos no regime de exportação, totalizando 23.014 veículos, número 47,4% superior ao de 2023.
 

O crescimento é resultado da nova infraestrutura, construída e inaugurada pela Multilog em dezembro de 2023, bem como de inúmeras melhorias realizadas pela empresa na unidade alfandegada. Outro fator que contribuiu para esse resultado foi a entrada em vigor da regra estadual que tornou obrigatório o ingresso, pelo Porto Seco, de 20% das importações terrestres vindas do Mercosul para Santa Catarina que contam com incentivo fiscal.
 
O Porto Seco de Jaguarão (RS) também bateu recorde de movimentações, com a entrada de 14.520 veículos de importação e 19.133 veículos de exportação, totalizando 33.653 veículos, número 1,2% acima de 2023. Houve aumento das importações de produtos como carne, leite em pó e derivados do leite. 
 

Já no maior porto seco da América Latina, o de Foz do Iguaçu (PR), a Multilog recebeu 196.599 caminhões em 2024, número 11,6% superior ao ano anterior. Foram 113.232 caminhões com cargas de importação e 83.367 de exportação. O incremento de operações ocorreu devido à seca nos rios Paraguai e Paraná, que dificultou o escoamento de grãos e outros produtos por barcaças e fez o transporte migrar para o modal rodoviário. Além disso, houve excelentes safras de grãos no Paraguai e na Argentina.
 
A Multilog inclusive se prepara para disponibilizar uma infraestrutura ainda maior para Foz do Iguaçu, e está construindo o Novo Porto Seco local. A nova unidade alfandegada será instalada às margens da rodovia BR-277, fora da área urbana da cidade, e irá aprimorar as movimentações de cargas na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. 
 
No Rio Grande do Sul, a Multilog opera outros dois portos. No de Uruguaiana, o aumento de importações de veículos zero quilômetro elevou o movimento, com a passagem de 134.511 caminhões em 2024 (2,6% a mais do que em 2023), sendo 47.725 com importações e 86.786 com exportações.
 
No Porto Seco de Santana do Livramento (RS), passaram 12.823 veículos, 13,2% acima do movimento de 2023, número este impulsionado pelos aumentos das exportações de caminhões cavalo mecânico zero quilômetro e pelas importações de leite em pó e derivados do leite. Foram 5.685 veículos no regime de importação e 7.138 veículos de exportação. 
 
As primeiras importações de produtos do Paraguai, Argentina e Uruguai realizadas por uma grande empresa multinacional de bebidas, que teve sua fábrica no Rio Grande do Sul danificada pelas enchentes, também ajudaram a elevar a entrada de caminhões nos três portos secos gaúchos e no de Foz de Iguaçu da Multilog. 
 
Sobre a Multilog
A Multilog se posiciona como uma plataforma consolidadora de operações logísticas no País. É líder na administração de recintos alfandegados no Brasil, incluindo os pontos de fronteiras secas no Mercosul. Possui certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA) para atuar em cinco centros logísticos industriais e aduaneiros e dois portos secos. Possui 2 escritórios corporativos e 35 unidades com 2,2 milhões m² de áreas de armazenagem. Atende clientes de diversos setores, incluindo alimentos, bens de consumo, saúde, químico, automotivo & industrial, agronegócio e tech.
 
Fundada em Santa Catarina, com mais de duas décadas de expertise de logística, a empresa recebeu a autorização da primeira Estação Aduaneira do Interior (EADI) em 1996, começando a operar. Em 2016, passou a atuar no Paraná e no Rio Grande do Sul após aquisição de outras empresas do mercado e, ao final de 2017, iniciou em São Paulo. Em 2022, seguindo o projeto de expansão, realizou duas aquisições, que contemplam unidades distribuídas no Nordeste, em São Paulo e Santa Catarina, atingindo o faturamento de R$ 1 bilhão. Em 2023, em novo ciclo de crescimento, inaugurou o Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC), o Armazém Geral Químico de Itajaí (SC) e o novo Polo de Saúde de Alphaville (SP).

 

foto: Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC) teve movimentação recorde em 2024 - crédito da foto: Joaquim Padilha RFB

Porto de São Francisco economiza R$ 30 milhões com racionalização de compras em 2024

Foto: Divulgação / PSFS

O Porto de São Francisco do Sul obteve uma economia de R$ 30 milhões em 2024, como resultado de uma série de medidas voltadas à racionalização das compras e à maior eficiência nos processos licitatórios. A Gerência de Licitações e Contratos adotou estratégias para garantir preços mais adequados e uma maior competitividade nas aquisições.

A principal ação foi a reorganização das compras, muitas vezes agrupadas em lotes, o que aumentou o interesse dos fornecedores.  Essa mudança gerou uma redução de aproximadamente 30% entre o valor de referência das licitações e o valor final das propostas vencedoras.


Ao longo do ano, foram realizados 65 contratos de produtos (como equipamentos de TI e compra de lubrificantes para máquinas) e 59 contratos de serviços (como dragagem do canal de acesso e coleta de resíduos), totalizando 124 contratos.

O presidente do Porto, Cleverton Vieira, destacou que a economia gerada será reinvestida na infraestrutura do complexo portuário e na melhoria dos serviços prestados. “Essa racionalização e busca pela competitividade resultaram em números muito positivos, refletindo a boa gestão e o zelo com o dinheiro público”, afirmou.

“Esta iniciativa parte da diretriz do governador Jorginho Mello para que se reduzam as despesas com vista a priorizar investimentos na atividade fim da empresa pública, que é oferecer a adequada infraestrutura terrestre e aquaviária para os nossos clientes”, acrescentou o presidente do Porto.

Divulgação/Porto de SFS
Outro ponto relevante é que houve um número reduzido de licitações fracassadas. A maior parte teve sucesso, atraindo interessados de todo o país, o que reforça a adequação dos valores aos padrões de mercado e a eficácia do modelo adotado.

Para Vieira, a redução nos custos e a melhoria na competitividade das licitações demonstram um esforço contínuo do Porto de São Francisco do Sul para aprimorar sua gestão e garantir o melhor uso dos recursos públicos.

Movimento nos aeroportos de SC supera 8,2 milhões de passageiros em 2024 e registra aumento de 127% de visitantes estrangeiros

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Santa Catarina teve mais de 890 mil passageiros internacionais em 2024 – Foto: Roberto Zacarias/Secom

Os aeroportos de Santa Catarina registraram uma movimentação de 8,2 milhões de viajantes em 2024, o que significa um crescimento de 12,6% em relação ao ano anterior. Este é o terceiro ano consecutivo com aumento na movimentação. O destaque ficou na área internacional, com 890 mil passageiros e crescimento de 127,6% em relação a 2023, o que colocou o estado como terceiro no país em movimentação de passageiros estrangeiros. Os dados foram apurados pela Gerência de Aeroportos, da Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

“Santa Catarina tem muitos atrativos. As pessoas querem conhecer o nosso estado. E foi preciso deixar o setor aéreo e de turismo à altura dessa demanda. Criamos uma pasta só pra atender o setor logístico de aeroportos, portos e ferrovias, com a SPAF. Fortalecemos a Secretaria do Turismo. Envolvemos setores interessados e o resultado está nessa movimentação extraordinária que alcançamos”, frisou o governador Jorginho Mello.

“Os dados confirmam o que já vínhamos registrando ao longo do ano. A chegada de voos para a América do Norte e Europa impulsionou este setor colocando Santa Catarina como o terceiro maior movimento de passageiros internacionais do Brasil. Isso é resultado de um esforço coletivo entre iniciativa privada e setor público para colocar nosso estado no cenário internacional”, afirmou o secretário da SPAF, Beto Martins.

Na movimentação de cargas foram 20,6 mil toneladas em 2024, com crescimento de 43,4% em relação a 2023. Deste total, 15,7 mil toneladas foram no mercado doméstico, com 31,8% a mais que em 2023, e 4,9 mil toneladas no mercado internacional, com crescimento de 99,6% em relação ao ano anterior.

O desempenho de Santa Catarina foi 3,5 vezes maior que a média nacional, que registrou um crescimento de 3,5% de passageiros e 11,3% de cargas.

Entre os aeroportos o maior movimento foi em Florianópolis com 4,8 milhões de passageiros, sendo 3,9 milhões domésticos e 882,5 mil internacionais. Navegantes teve 2,1 milhões de passageiros, Chapecó teve 614,6 mil passageiros, Joinville teve 480,8 mil passageiros, Jaguaruna 135,2 mil passageiros e Correia Pinto 20,4 mil passageiros.

Governo do Estado garante óleo diesel mais barato para quase 500 embarcações pesqueiras em Santa Catarina
Governador Jorginho Mello concede o maior incentivo da história catarinense para os pescadores ao zerar a cobrança de imposto (ICMS) para a compra de até 64,5 milhões do combustível usado na pesca  – Foto: Eduardo Valente / GOVSC
 
Para reduzir os custos operacionais e assegurar a competitividade das atividades da pesca em Santa Catarina, o Governo do Estado garantiu incentivo fiscal para uma cota de até 64,5 milhões de litros de óleo diesel destinados a embarcações pesqueiras catarinenses em 2025. A medida, na prática, zera a cobrança do ICMS para o combustível que é usado pelos pescadores catarinenses. Sem o imposto, o diesel fica mais barato. Este é o maior incentivo da história já concedido pelo Governo do Estado sobre o óleo diesel que é usado na atividade pesqueira.
 
A assinatura da portaria que oficializa a decisão e os detalhes da medida foram anunciados pelo governador Jorginho Mello na tarde desta segunda-feira, 27, em ato conjunto com os secretários Cleverson Siewert (Fazenda) e Tiago Bolan Frigo (Aquicultura e Pesca), no auditório da Secretaria de Estado da Administração (SEA), em Florianópolis. Também estiveram presentes pescadores e representantes de entidades do setor pesqueiro catarinense.
 
Serão beneficiadas 491 embarcações, representadas por seis entidades de diferentes regiões do estado (veja abaixo) — a lista completa está disponível na Portaria SEF 007/2025. A previsão de consumo foi definida com base em informações do Ministério da Pesca e Aquicultura. 
 
“Este é o maior incentivo já concedido pelo Governo do Estado aos pescadores de Santa Catarina. Nosso Estado é uma referência na pesca para todo o Brasil. Garantindo esse desconto no imposto para a compra do óleo diesel, vamos atender ainda mais embarcações este ano, o que demonstra o nosso apoio e valoriza o setor que é cada vez mais representativo na economia do estado. É um reconhecimento justo e necessário para todos aqueles que vivem da pesca e garantem o peixe fresquinho na mesa dos catarinenses”, destacou o governador Jorginho Mello.
 
A soma total em incentivos fiscais para 2025 está estimada em R$ 68,6 milhões caso toda a cota de óleo diesel prevista na portaria seja efetivamente comercializada junto às embarcações autorizadas. Em 2024, foram concedidos R$ 37,9 milhões em incentivo fiscal para o óleo diesel usado por embarcações pesqueiras em SC (35,8 milhões de litros consumidos — a cota prevista era de 62,4 milhões).
 
 
Foto: Leo Cardoso / SECOM
SC tem maior frota pesqueira do país
Santa Catarina tem cerca de 25,8 mil pescadores profissionais e concentra a maior frota pesqueira do Brasil (32%). As empresas catarinenses que atuam no setor são responsáveis por mais de 12 mil empregos.
 
“A isenção do ICMS para o óleo diesel das embarcações pesqueiras reforça o compromisso do governador Jorginho Mello com o fortalecimento de uma atividade econômica estratégica em Santa Catarina, garantindo mais competitividade para o setor. Além de ter um efeito positivo sobre as operações dos negócios pesqueiros, o estímulo fiscal contribui para a preservação e geração de empregos ligados à pesca no estado”, manifestou o secretário Cleverson Siewert (Fazenda)
 
Secretário da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina (SAQ), Tiago Bolan Frigo observou que o benefício contempla embarcações da pesca industrial e artesanal. “Esse é o maio incentivo da história aos pescadores do nosso estado e a subvenção de óleo diesel tem um forte componente social. Além das grandes embarcações, o incentivo favorece diretamente aqueles pequenos pescadores que dependem da pesca para o seu próprio sustento e o de suas famílias. E este ano o governador pediu que a gente incluísse as embarcações menores nesse desconto, como as da Fepesc e da Colônia Z11. O pequeno pescador é quem mais precisa”, complementou.
 
Este ano, destacou o secretário, o incentivo sobre o óleo diesel inclui seis novas embarcações representadas pela Colônia Z-11 e outras 10 novas embarcações representadas pela Fepesc — pescadores relacionados na portaria do Ministério da Pesca e não relacionados na portaria SEF 007/2025 devido à falta de Inscrição Estadual ou outras pendências poderão ser incluídos em novas portarias quando tiverem a situação regularizada junto ao Fisco catarinense. Também foram incluídos novos fornecedores de combustíveis credenciados (abaixo a relação completa).
 
O incentivo concedido para o óleo diesel das embarcações tem como uma de suas condições o aporte de recursos do Governo Federal em quantias equivalentes à isenção concedida pelos estados. Trata-se de uma medida para possibilitar a equiparação do preço do produto nacional aos valores com que são abastecidos os barcos pesqueiros estrangeiros. 
 
 
Foto: Eduardo Valente / GOVSC
Incentivo
Cotas de óleo diesel, com crédito presumido do ICMS, para embarcações pesqueiras de Santa Catarina em 2025
 
ENTIDADE EMBARCAÇÕES COTA (em litros)
Colônia Z-6 24 537.280
Colônia Z-11 6 170.518
Fepesc 10 228.521
Sindipi 423 58.984.397
Sinpescasul 28 4.616.898
TOTAL 491 64.537.604
Valor estimado em incentivo fiscal: R$ 68,6 milhões.
 
FORNECEDORES CREDENCIADOS
 
NAVEGANTES COMBUSTIVEIS E FERRAGENS 
Rua José Francisco Laurindo, nº 1.535 – Loja 1 – São Domingos- Navegantes
 
POSTO NÁUTICO FAROL LTDA 
Rua Itajaí, nº 327 – São Domingos – Navegantes
 
NAVEGANTES COMBUSTIVEIS E FERRAGENS LTDA 
Av. Getúlio Vargas, nº 728 – Magalhães – Laguna
 
POLI NAUTICA COMERCIO DE COMBUSTIVEIS LTDA 
Av. Reinaldo Schmithausen, nº 764 – Loja 02 – Cordeiros – Itajaí
 
POSTO NÁUTICO MARQUINHO LTDA 
Rua Arnoldo Lopes Gonzaga, nº 493 – Imaruí – Itajaí
 
POSTO GALO LTDA 
Rod. Jornalista Manoel de Menezes, nº 3.007 – Barra da Lagoa – Florianópolis
 
POSTO NÁUTICO AQUINO MARQUES LTDA 
Rua Antonio José D’Aquino , nº 489 – Araçá – Porto Belo
 
REDE FURNAS COMERCIO DE COMBUSTIVEIS LTDA 
Av. Governador Celso Ramos, nº 147 – Palmas – Governador Celso Ramos
 
WALENDOWSKY DISTRIBUIDORA DE COMBUSTIVEIS LTDA 
Rua Alberto Mueller, nº 5000 – Limeira – Brusque
Contas externas têm saldo negativo de US$ 56 bilhões em 2024

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

As contas externas do país registraram saldo negativo em 2024, chegando a US$ 55,966 bilhões, informou nesta sexta-feira (24), em Brasília, o Banco Central (BC). O valor representa 2,55% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país). Em 2023, o déficit foi de US$ 24,516 milhões (1,12% do PIB) nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.
“De modo geral, o que motivou foi o aumento da demanda por bens e serviços do exterior, o que pode ser visto nos dados da balança comercial e na conta de serviços”, explicou o chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini.

A piora na comparação interanual é resultado da queda de US$ 26,1 bilhões no superávit comercial, em razão, principalmente, do aumento das importações. Também contribuiu para o saldo negativo nas transações correntes o aumento no déficit em serviços, em US$ 9,8 bilhões. Os resultados foram compensados parcialmente pela redução de US$ 4,1 bilhões no déficit de renda primária (pagamento de juros e lucros e dividendos de empresas) e pelo aumento no superávit de renda secundária, US$ 367 milhões.

Segundo o Banco Central, as transações correntes têm cenário bastante robusto e vinham com tendência de redução no déficit, que se inverteu a partir de março de 2024 com a expansão da demanda interna. Ainda assim, o déficit externo está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país, que têm fluxos de boa qualidade e estoque recorde de US$ 1,5 trilhão.

Os resultados do ano passado foram divulgados pelo BC com a consolidação dos dados de dezembro de 2024, quando as transações correntes tiveram resultado negativo de US$ 9,033 bilhões, ante déficit de US$ 5,587 bilhões em dezembro de 2023.

Balança comercial e serviços
No ano, as exportações de bens totalizaram US$ 339,847 bilhões, uma redução de 1,2% em relação a 2023. Enquanto isso, as importações somaram US$ 273,629 bilhões, com elevação de 8,8% na comparação interanual. Com os resultados, a balança comercial fechou com superávit de US$ 66,218 bilhões no ano passado, ante o saldo positivo de US$ 92,275 bilhões em 2023.

O déficit na conta de serviços – viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos e seguros, entre outros – somou US$ 49,707 bilhões em 2024, aumento de 24,7% em comparação com 2023.

Segundo o BC, há crescimento na corrente de comércio de serviços, com diversificação na conta. Na comparação interanual, uma das maiores altas - de 58% - foi no déficit em serviços de propriedade intelectual, ligados a serviços de streaming e venda de softwares, totalizando US$ 8,683 bilhões. Serviços de telecomunicação, computação e informações, também puxados por operações por plataformas digitais, chegaram a US$ 7,158 bilhões.

Outro destaque são as despesas líquidas com transportes, que somaram a US$ 15,057 bilhões, resultado dos aumentos na corrente de comércio e no preço dos fretes.

No caso das viagens internacionais, em 2024, o déficit na conta fechou em US$ 7,484 bilhões, resultado de US$ 7,341 bilhões nas receitas (que são os gastos de estrangeiros em viagem ao Brasil) e de US$ 14,825 bilhões nas despesas de brasileiros no exterior.

Segundo Baldini, a receita de viagens - de gastos de turistas no país – em 2024 é o recorde da série histórica iniciada em 1995. Já as despesas foram as maiores desde 2019, quando os brasileiros gastaram US$ 17,6 bilhões em viagens fora do país.

Rendas
Em 2024, o déficit em renda primária - lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários – chegou a US$ 75,403 bilhões, 5,1% abaixo do registrado em 2023. Normalmente, essa conta é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil – e eles remetem os lucros para fora do país – do que de brasileiros no exterior.

A conta de renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens – teve resultado positivo de US$ 2,925 bilhões no ano passado, contra superávit US$ 2,558 bilhões em 2023.

Financiamento
Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) subiram 13,8% na comparação interanual. O IDP somou US$ 71,070 bilhões (3,24% do PIB) em 2024, ante US$ 62,442 bilhões em 2023, resultado de ingressos líquidos de US$ 60,074 bilhões em participação no capital e de US$ 10,996 bilhões em operações intercompanhia.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve saída líquida de US$ 4,287 bilhões em 2024, composta de saídas líquidas de US$ 17,115 bilhões em ações e fundos de investimentos e ingressos líquidos de US$ 12,827 bilhões em títulos de dívida.

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 329,730 bilhões no final de 2024. No final de 2023, as reservas estavam em US$ 355,034 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

 

Febraban faz alerta sobre o golpe da selfie

Quadrilhas de criminosos se aproveitam da boa-fé e da vulnerabilidade da população para obter vantagens financeiras de maneira ilícita por meio de golpes. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) alerta que atualmente os bandidos estão aplicando o golpe da selfie, que tem trazido muita dor de cabeça e prejuízos para o cliente bancário e a população em geral.
 
A vítima pode ser qualquer pessoa, entretanto, o público idoso é um dos alvos preferenciais dos criminosos, muitas vezes, devido à falta de familiaridade tecnológica para as atividades do dia a dia.
 
Neste golpe, após descobrir dados pessoais, o bandido entra em contato com a vítima e diz que ela ganhou um benefício ou brinde – um dos artifícios mais usados atualmente é a doação de uma cesta básica mensal ou até um benefício extra previdenciário, que na verdade não existe.
 
Entretanto, informa que para que ela receba o benefício, é necessário fazer uma selfie para algum tipo de comprovação com o fornecedor do benefício. O bandido coloca uma fita isolante no celular ou tampa todos os campos para que a pessoa não perceba que está dentro de um ambiente bancário e prestes a para fazer autenticação biométrica para uma operação de crédito. 
 
“Fique atento e não aceite este tipo de abordagem, porque é golpe. Jamais aceite o pedido de um desconhecido para tirar uma selfie para receber qualquer coisa que lhe ofereça”, alerta Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban.
 
A Febraban ressalta que o sistema biométrico é uma tendência em vários tipos de operações de reconhecimento, não só no sistema bancário. E as ferramentas dos bancos são sofisticadas e identificam que de fato é a pessoa que está fazendo a identificação naquele momento, e que ela está viva. Isso faz com que seja impossível que o bandido pegue uma foto da vítima da rede social para a aplicação de um golpe no sistema bancário.
 
Em outra variação deste golpe, criminosos entram em contato com a vítima e dizem que têm um brinde para entregar ou um presente de aniversário, e insistem para que a pessoa receba o presente pessoalmente. Os criminosos entregam algo para a vítima, geralmente flores, cosméticos ou chocolate, e nesse momento, pedem o pagamento de taxa de entrega, que só pode ser paga com cartão.
 
O entregador/golpista geralmente usa uma maquininha com o visor danificado, que impossibilita a visualização do valor digitado na tela. Outra forma é o criminoso usar algum artifício para desviar a atenção da vítima, para que ela digite a senha no campo destinado ao valor da compra, possibilitando a visualização e uso.
 
Para evitar estes golpes, a Febraban recomenda que o cliente:
 
- Nunca aceite presentes e brindes inesperados, sem saber quem realmente mandou
 
- Não forneça dados pessoais em links enviados pela internet de supostas promoções e tenha muito cuidado ao preencher cadastros na internet
 
- Não aceite realizar pagamentos se o visor da maquininha estiver danificado, impedindo que você veja o valor real que está pagando 
 
- Jamais aceite tirar fotos ou selfies para receber brindes ou em qualquer outro pedido de desconhecidos

 

Boas práticas em novo patamar

O ESG, sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa (Environmental, Social and Governance), é uma mudança cultural e estratégica que veio para ficar – pelo menos dentro de companhias que almejam crescimento e perenidade. Há cerca de dois anos, o Instituto SENAI de Tecnologia (IST) em Excelência Operacional, de Joinville, desenvolveu um novo produto para auxiliar indústrias em suas jornadas de transformação. Trata-se de um roadmap que inclui um diagnóstico do status de maturidade, a escuta ativa de todos os stakeholders, a elaboração de planos de ação e a entrega de um Relatório de Sustentabilidade para comprovar a evolução dentro dos três eixos.

“O propósito é produzir lastro de informações essenciais para investimentos e investidores, baseado em compromissos ESG assumidos pelos nossos clientes, de forma evidenciada, gerando contrapartidas para aquisição de créditos verdes, posicionamento de marca com diferenciais, e ainda benefícios à sociedade”, afirma o consultor sênior do IST, André Teixeira de Oliveira. A expertise do Instituto em temas como compliance, lean manufacturing e ISO 9001 embasou a criação da metodologia que já está transformando dezenas de indústrias.

A Master, com sede em Videira, voltada à produção de proteína suína, é uma delas. Dona da marca Sulita, com faturamento na casa de R$ 1 bilhão, a companhia teve cerca de um terço dos negócios adquiridos em 2023 pelo grupo espanhol Vall Companys. O novo sócio trouxe investimentos e novos negócios. Desde então, a empresa passou a atender uma parcela significativa do mercado de carne suína do Japão – um dos clientes mais exigentes do planeta. Para se consolidar neste mercado é preciso estar com as práticas ESG em dia.

 

A Master já trabalhava a questão do bem-estar animal em sua linha de produção, verticalizada desde a inseminação artificial até o abate, e de boas práticas com os parceiros produtores rurais e colaboradores. A principal ação provocada pela parceria com o IST, segundo a gerente de Operações do RH da empresa, Cristiane Andreola, foi a constituição de um comitê interno para integralizar todas as ações e elaborar novas propostas.

“Precisávamos de uma dinâmica que permitisse cascatear essa mudança cultural, estratégica, para todos os setores e unidades da empresa. O comitê criou um canal formal para dar voz aos stakeholders, formando uma rede de contatos com a comunidade e órgãos públicos da região onde atuamos”, explica Andreola. O comitê é formado por colaboradores especialistas de cada eixo, além de representantes de cada área dentro da Master. “Ele tem feito discussões e propostas de grande relevância, gerando empatia entre os diferentes setores e um olhar muito mais amplo sobre o negócio”, conclui a gestora.

Localizada em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, a Hergen é uma fabricante de equipamentos para a indústria de papel e celulose – uma das mais visadas por ambientalistas devido ao alto consumo de água, energia e árvores. Em busca de melhor posicionamento no mercado, os gestores perceberam que uma parte do caminho já havia sido feita. “A Hergen sempre entregou soluções de tecnologia para reduzir impactos, proporcionando mais eficiência energética e hídrica. Já fazíamos, mas não tratávamos como ESG”, conta Wagner Cavalett, gestor de Marketing e Comunicação da empresa.

A companhia procurou o IST para elaborar um diagnóstico e averiguar o nível de maturidade em relação ao ESG. A conclusão foi de que muita coisa já era feita, porém de forma não integrada. Desde então houve um salto de maturidade. Foram definidos 17 temas para serem trabalhados e surgiram 44 propostas de ações que passaram a trabalhar as práticas ESG em nível gerencial. O próximo desafio é incutir a mudança cultural no planejamento estratégico.

No caso da Inplac, indústria plástica de Biguaçu, o desafio era criar procedimentos para que o investimento social já realizado pudesse gerar cada vez mais impacto nas comunidades do entorno da companhia. A empresa já fazia doações para uma série de projetos sociais, como o Instituto Guga Kuerten, oferecia uma escola infantil para a comunidade e subsídios para a educação do quadro interno. Também buscava reaproveitar matérias-primas e dar a destinação adequada aos resíduos da produção de embalagens valvuladas, nicho de mercado liderado pela Inplac na América Latina.

Faltava, porém, estruturar e evidenciar todas as práticas, tanto para os clientes como para os munícipes. O trabalho com o IST iniciado em 2023 passou a organizar as políticas ESG, que foram separadas em dois eixos: investimento social privado e responsabilidade socioambiental. “As pessoas não sabiam de tudo o que a empresa fazia, especialmente na parte social, do bem-estar da comunidade”, diz Sávio Alves de Oliveira, gerente administrativo da Inplac.

Com a estruturação e documentação das práticas, a empresa monitora com mais minúcia os investimentos em ações sociais, trazendo indicadores mais confiáveis de retorno e resultados. O trabalho também fez com que a empresa voltasse a ser signatária do Pacto Global da ONU, composto por 10 princípios universais nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção.

Renegociação com estados pode ter impacto de R$ 106 bi no pior cenário

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

Sancionado na última semana, o programa especial de renegociação da dívida dos estados gerará, no pior cenário, impacto negativo de até R$ 105,9 bilhões de 2025 a 2029 para a dívida do governo federal. No melhor cenário, a União arrecadará até R$ 5,5 bilhões no mesmo período.
As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (21) pelo Tesouro Nacional. No cenário negativo, o Tesouro considera que os estados não transferirão ativos (como empresas estatais locais) para a União e o saldo devedor seja corrigido por juros reais (acima da inflação) de 2% ao ano.

No cenário mais favorável, além da transferência de ativos à União, prevista no programa especial, os estados poderão amortizar a dívida nos cinco primeiros anos. Nesse caso, o Tesouro considerou que o saldo devedor poderá ser reduzido em até 20% com juros reais de 0%. Para que o impacto seja positivo, os estados deverão transferir mais que R$ 160 bilhões em ativos ao governo federal, hipótese considerada otimista pelo Tesouro.

Os dois cenários, admitiu o Tesouro em nota técnica, são extremos. Na prática, os estados devem optar por diversas combinações entre as possibilidades oferecidas pelo Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), o que torna inviável o cálculo de todas as situações possíveis.

“Para os estados que aderirem ao programa, há vantagens substanciais ao reduzir os fluxos de pagamentos e equilibrar suas contas públicas no médio e no longo prazo. Além dos ganhos mencionados, há vantagens diretas para a sociedade, no que diz respeito à criação de novos investimentos em áreas essenciais, como ensino profissionalizante articulado ao ensino médio, saneamento, habitação, políticas ambientais, transporte e segurança pública”, destacou o Tesouro no documento.

Dívida pública
Em todos os casos, esclarece o Tesouro, não haverá impacto sobre as metas de resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública). O impacto sobre as contas da União será financeiro, com efeitos na dívida pública e sem interferência nos Orçamentos anuais do governo.

Ao sancionar a lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou medidas que poderiam gerar impactos sobre o resultado primário. No entanto, governadores de oposição pressionam para a derrubada dos vetos no Congresso, que requer votos de pelo menos dois terços dos deputados e dos senadores.

Propag 
Os estados têm até 31 de dezembro para aderir ao Propag. A lei permite que os entes paguem esses débitos em até 30 anos e com juros de 0% a 2% ao ano acima da inflação. A dívida poderá ser parcialmente abatida conforme a entrega de ativos ao governo federal, compromissos com investimentos assumidos e aportes no Fundo de Equalização Federativa, por meio do qual os estados em situação fiscal ruim compensarão os estados com boa situação fiscal.

No ano passado, o governo tinha proposto que os estados que investissem em educação pagassem menos juros. O Congresso abandonou a proposta e votou o projeto de Pacheco, que permite que os estados que aderirem ao Propag deem prioridade a investimentos em educação, saneamento, infraestrutura e segurança com o dinheiro que economizarão no pagamento de juros.

China suspende compra de soja de 5 exportadoras brasileiras

Por Bruno Bocchini –Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

A Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) notificou o governo brasileiro informando a detecção de pestes e revestimento de pesticidas na soja exportada por cinco unidades de empresas brasileiras ao país asiático. 
As exportações de soja dessas unidades para a China foram temporariamente suspensas enquanto a causa das não conformidades são investigadas.

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) brasileiro disse que foi informado previamente pelo governo chinês da suspensão e que ações para avaliação dos casos já estão em curso.

“O Mapa possui expectativa do recebimento, na maior brevidade possível, dos planos de ação das empresas envolvidas para demonstrar os procedimentos adotados para evitar novas ocorrências das não conformidades detectadas pelos chineses. Da mesma forma, o Mapa intensificará as ações de fiscalização nos embarques de soja do Brasil para a China”, diz o texto.

De acordo com a pasta, a partir das ações adotadas, o governo brasileiro transmitirá todas as informações relevantes para avaliação pelas autoridades chinesas e solicitará a revogação da suspensão temporária em vigor.

“O tema está sendo tratado com naturalidade, considerando que não conformidades, como estas indicadas pelo lado chinês, são passíveis de acontecer na rotina das exportações e ações para correção de eventuais desvios são sempre importantes para o fortalecimento das relações de confiança”, disse o Mapa.

Segundo o governo brasileiro, a suspensão das exportações de soja dessas cinco unidades não deverá trazer impacto significativo nas vendas ao exterior do produto brasileiro.

“Vale reforçar que outras unidades das empresas notificadas seguem exportando normalmente para a China, sendo as suspensões válidas apenas para as cinco unidades oficialmente notificadas. Portanto, os volumes negociados pelo Brasil não serão afetados em função desta suspensão temporária destas cinco unidades notificadas”, disse o Mapa.

 

ARTIGO: China Revoluciona a Medicina com o Primeiro Hospital Operado por Inteligência Artificial

A China anunciou recentemente que a Universidade de Tsinghua, em Pequim, desenvolveu o primeiro hospital baseado em inteligência artificial do mundo. Este estabelecimento inovador tem como objetivo facilitar os atendimentos médicos, aprimorar o treinamento de novos profissionais da saúde e marcar um avanço significativo na integração entre tecnologia e medicina. Trata-se de um marco histórico para a área médica.

Na fase inicial de implementação, o hospital contará exclusivamente com médicos, enfermeiros e pacientes virtuais. Esses pacientes serão simulados por “bots” em um ambiente virtual sofisticado, apoiado por inteligência artificial generativa. O uso de bots para simular interações com pacientes reais é um passo essencial para testar e refinar os sistemas antes de sua aplicação no mundo real.

Esse ambiente controlado e seguro permitirá um desenvolvimento progressivo das capacidades da inteligência artificial, garantindo maior eficiência e segurança no futuro.
Os desenvolvedores do primeiro hospital baseado em inteligência artificial, criado pela Universidade de Tsinghua, na China, esperam que médicos-robôs possam atender até três mil pacientes por dia, revolucionando os serviços de saúde. Com 93,06% de precisão em diagnósticos, os robôs demonstram rapidez e eficiência ao processar grandes volumes de
dados e acessar vastas informações médicas em tempo real.

Além de atender pacientes, a IA promete prever surtos de doenças infecciosas, salvando vidas e melhorando o controle de epidemias. Apesar do imenso potencial, desafios éticos e técnicos permanecem, como a responsabilidade por erros médicos e a aceitação social dos robôs.

Será que os pacientes confiarão sua saúde a uma máquina? Essa é a grande questão diante das promessas e dos desafios dessa nova era da medicina.

Por: André Queiróz
Joinville, 22 de Janeiro de 2025

Novo modelo de tributação sobre consumo vai afetar os produtos industriais, avalia CNI

Confederação aponta o que muda para a indústria com a regulamentação da reforma tributária
Na última quinta-feira (16) o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou o primeiro dos projetos que regulamentam a reforma tributária, por meio da Lei Complementar nº 214/2025.

O texto foi aprovado pela Câmara e pelo Senado em 2024 e agora foram estabelecidas as regras para o funcionamento e as cobranças do novo sistema de tributação sobre o consumo.

Mesmo que ainda leve alguns anos para a aplicação efetiva das mudanças - a transição é gradual e começa em 2026 -, a garantia das alterações no sistema tributário dão uma mostra da desburocratização econômica e, consequentemente, do aumento da competitividade industrial e dos investimentos que devem beneficiar o país.

Na prática, a ideia é fazer com que esses tributos sejam reduzidos a:

Imposto sobre Valor Agregado (IVA) – vai agregar o IBS - Imposto sobre Bens e Serviços e o CBS - Contribuição Sobre Bens e Serviços; e
Imposto Seletivo, popularmente conhecido como Imposto do Pecado

Que todas essas abreviações elevam os custos de tudo, a gente já sabe, mas vale destacar que alguns desses tributos causam imbróglios que poderiam ser facilmente evitáveis, tanto para o consumidor quanto para o empreendedor.

Efeito cascata

Por exemplo, imagine que você seja dono de um negócio e precise comprar insumos para produzir: você pagará o PIS e a Cofins nessa compra. Quando você, fornecedor, vende esse produto para que seja comercializado, o PIS e a Cofins aparecem novamente. E de novo quando esse produto chega até a mão do consumidor. Com a reforma, essa cascata de impostos vai acabar.

É claro que, com essa “dança das cadeiras de impostos”, algumas coisas vão ficar mais caras e outras mais baratas, mas a ideia é que a carga tributária fique em 28%, em média, segundo o governo. Atualmente, a nossa ultrapassa 30%, mas as alíquotas de cada produto são variáveis em decorrência dos impostos.

A Agência de Notícias da Indústria separou alguns casos que mostram como essa reforma pode afetar o nosso bolso, com base na reformulação dos tributos:

Alimentação
Com a nova regra, algumas categorias de alimentos da cesta básica nacional serão totalmente isentas do Imposto sobre Valor Agregado (IBS e CBS). A cesta básica nacional é tida como uma métrica de alimentos que buscam garantir o direito humano à alimentação adequada e saudável, à saúde e ao bem-estar da população brasileira.

Além disso, as carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal e miudezas comestíveis de ovinos e caprinos também foram adicionadas à cesta básica nacional. Ou seja, estarão isentas de tributação.

Embora não componham a cesta básica nacional, ovos, frutas e produtos hortícolas também não entrarão na tributação. Veja os alimentos totalmente isentos:

Alimentos totalmente isentos
Segundo o texto sancionado, uma lista de outra categoria de alimentos terá 60% de desconto na cobrança do IBS e da CBS. São eles:

Alimentos com desconto
Saúde: medicamentos e dispositivos médicos
A nova regra prevê uma redução de 60% nos impostos de todos os medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fórmulas produzidas por farmácias de manipulação.

Uma lista de cerca de 400 princípios ativos para tratamentos graves terão alíquota zerada, e alguns produtos médicos e serviços de saúde terão alíquota reduzida em 60%, como produtos de home care (cuidado de pacientes em casa), serviços de instrumentação cirúrgica e de esterilização.

A alíquota zero também se estenderá a equipamentos médicos e ortopédicos, como eletrocardiógrafos, aparelhos de ressonância magnética, raio-X, brocas odontológicas, etc.

Pets: medicamentos, vacinas e soros de uso veterinário também pagarão 60% a menos de imposto
Planos de saúde: empresas poderão considerar como crédito de IBS e CBS planos de saúde comprados para funcionários. Planos de saúde para animais domésticos terão redução de 30% na alíquota.

Imóveis
Operações imobiliárias de pessoas físicas ou jurídicas, como locação, cessão onerosa e arrendamento também serão tributadas com a CBS e o IBS.

Pessoas físicas que, por ano, arrecadarem abaixo de R$ 240 mil com o aluguel de imóveis não serão tributadas. O texto cria dois redutores — social e da alíquota de tributação — para ajustar e diminuir a carga tributária.

Redutor social: o mecanismo reduz a base de cálculo da tributação e será aplicado nas compras de imóveis e lotes residenciais e no aluguel residencial. O objetivo é beneficiar famílias com renda mais baixa e imóveis populares. Pela lei, o redutor social será de: R$ 100 mil na compra de imóveis novos; R$ 30 mil na compra de lote residencial; e R$ 600 para o aluguel de imóveis residenciais. Os valores serão atualizados mensalmente, depois da eventual sanção da proposta, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do Brasil
Corte na alíquota: a proposta estabelece também que haverá cortes lineares nas alíquotas do IBS e da CBS aplicadas em transações imobiliárias. Segundo o texto, a alíquota-comum será reduzida em 50% em todas as operações com imóveis e em 70% nas operações de locação, cessão onerosa e arrendamento.

 Insumos agropecuários
Os animais e a prática agropecuária também entraram na lista de beneficiados pela reforma, uma vez que o texto também estabelece redução de 60% nas alíquotas do IBS e CBS de produtos com este fim.

Confira alguns dos produtos da lista:

Biofertilizantes (NCM 3101.00.00)
Fertilizantes (adubos)
Corretivos de solo
Inoculantes e microorganismos para uso agrícola
Bioestimulantes e bioinsumos para controle fitossanitário
Máquinas e implementos agrícolas, destinados ao produtor rural; e
Outros equipamentos diretamente vinculados ao processamento e manejo agrícola

A lista também inclui melhoramento genético de animais e plantas, inseminação artificial, plantio, irrigação, colheita, pulverização de agrotóxicos, entre outros. Mas os itens listados no benefício precisarão de certificação e registro junto aos órgãos reguladores, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Anvisa e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) - quando for aplicável.

 O que deve aumentar?
O Imposto Seletivo, que ficou conhecido como Imposto do Pecado, vai ter o efeito contrário das regras acima. O novo tributo vai ser aplicado a produtos que podem causar algum mal à saúde ou ao meio ambiente, por isso, com a reforma, pretende-se desestimular o seu consumo.

De acordo com o texto, o Imposto Seletivo vai incidir uma única vez sobre o bem ou serviço, sendo vedado qualquer tipo de aproveitamento de crédito do imposto com operações anteriores ou criação de créditos para operações posteriores.

Na prática, além do valor do produto ou serviço, o consumidor que optar por adquirir esse bem, pagará uma taxa extra. Essa medida visa dificultar o acesso a produtos que, mesmo que tenham liberação para uso, causam algum dano à saúde, como cigarros e bebidas alcoólicas, ou ao meio ambiente, como meios de transporte que liberam gases poluentes.

Veja a lista:

Veículos
Aeronaves e Embarcações
Produtos Fumígenos
Bebidas alcóolicas
Bebidas açucaradas (como refrigerantes e energéticos)
Bens minerais
Concursos de prognósticos e fantasy sports (como jogos de apostas online)
Próximos passos: e agora, o que virá?

Depois da sanção da primeira lei da reforma, o governo ainda precisa aprovar outras normas para regulamentar a mudança da tributação no país. Será necessário aprovar o Projeto de Lei que cria o Comitê Gestor do IBS, da distribuição da receita do IBS entre os estados e municípios e de outras questões relativas apenas aos estados e municípios. Para isso, falta o envio de outros três projetos de lei ao Congresso Nacional:

Definição das alíquotas do Imposto Seletivo;
Regulamentação dos Fundos de Desenvolvimento do Amazonas e da Amazônia Ocidental;
Regulamentação da forma de aporte dos recursos ao Fundo de Desenvolvimento Regional e ao Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais.
Além desses projetos, o Ministério da Fazenda também trabalha com a elaboração das normas que vão disciplinar o IBS e a CBS.

A AJ REALTY fecha maior negócio imobiliário de Balneário Camboriú com a venda de 57 unidades do The Spot One

A AJ REALTY, empresa do Grupo ALMEIDA JUNIOR Shopping Centers, e a REAG Investimentos, através do FII Spot One, fundo de sua gestão, celebraram o Contrato de Compra e Venda de 57 apartamentos do Edifício The Spot One, localizado em Balneário Camboriú-SC. 

O valor líquido da transação foi de R$ 126 milhões para pagamento durante o mês de janeiro por parte fundo à AJ REALTY.

O The Spot One é um edifício residencial de alto padrão com apartamentos de 2 suítes inaugurado em 2024 junto ao Balneário Shopping, o maior e mais qualificado shopping center de SC do Grupo ALMEIDA JUNIOR. 

Os apartamentos, todos mobiliados, faziam parte do estoque da AJ REALTY e foram colocados desde outubro de 2024 para locação no regime “short stay”, tendo obtido nos últimos dias de 2024 taxa de ocupação de 90%. 

Através desse investimento, a REAG Investimentos continua sua trajetória de oferecer produtos diferenciados para seus clientes, afirma João Carlos Mansur, presidente do Conselho da REAG Investimentos.

A excepcional valorização imobiliária de Balneário Camboriú, a escassez de opções de hospedagem de luxo na cidade, o edifício conectado ao Balneário Shopping e o forte fluxo do turismo de lazer e negócios da cidade e região foram importantes racionais para o investimento da REAG. 

Segundo Lucas Sassi, gestor da REAG Investimentos, a projeção crescente da curva de receitas de locação dos apartamentos do The Spot One e a forte valorização imobiliária da região foram os diferenciais na decisão do investimento por parte do grupo.

Jaimes Almeida Junior, CEO e Fundador do grupo ALMEIDA JUNIOR, afirma que a venda pela AJ REALTY do estoque do Edifício The Spot One à vista foi uma estratégia assertiva face aos fortes investimentos da empresa em 2025 na incorporação e construção de novos edifícios residenciais junto aos demais shoppings da rede Almeida Junior. 

A operação teve como assessores para ambas as partes a NAU Serviços Financeiros e o escritório Pinheiro Neto de advocacia.

Santa Catarina chega ao pleno emprego com a menor taxa de desocupação dos últimos 10 anos

Por outro lado, a oferta de vagas também é outro destaque: atualmente estão disponíveis 8,5 mil postos de trabalho em SC. Foto: Maurício Vieira / Arquivo / Secom

Santa Catarina passa por um excelente momento no que diz respeito à ocupação da população. Os dados são curiosos: enquanto a taxa de desemprego é de apenas 2,8% — a menor dos últimos 10 anos — a oferta de vagas também bate recorde. De acordo com o Sistema Nacional do Emprego (Sine-SC), atualmente estão disponíveis cerca de 8,5 mil postos de trabalho no estado. Mas em outubro de 2024, a oferta bateu a marca histórica de 11 mil oportunidades de emprego.

A peculiaridade é explicada pelo bom momento que vive a economia do estado, com o poder público facilitando a vida do empresário e estimulando aquele catarinense que quer abrir o próprio negócio. De acordo com o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, as vagas se distribuem nos mais variados setores de produção.

“Santa Catarina tem uma economia muito diversificada e competitiva, tanto é que cresceu o dobro da média nacional e isso reflete exatamente na geração de empregos, tanto na indústria, quanto no comércio, serviço, no setor logístico, mas, principalmente, a indústria que transforma muitos produtos, que agrega valor e criou muitas oportunidades. Tanto é que Santa Catarina gerou mais de 150 mil novos empregos em 2024. E isso se alia ao espírito empreendedor do povo catarinense que gosta de aprender, que gosta de fazer, gosta de empreender então isso tem gerado muitas oportunidades para o trabalhador de Santa Catarina”, avaliou Dreveck.

Para a Secretaria do Planejamento, é preciso projetar a melhor forma de suprir essa oferta crescente de vagas, dando ao catarinense a oportunidade de trabalhar buscando sempre melhores empregos. O secretário Edgard Usuy destaca a preocupação constante do governador Jorginho Mello em investir em educação de qualidade para formar profissionais bem capacitados.

“Santa Catarina está colhendo o que vem plantando ao longo do tempo de uma economia plural, robusta, porque a gente tem, da parcela da população empregável, apenas 2,8% não ocupados. O que é, na técnica, pleno emprego. Então o que a gente tem é um problema bom e a gente vai ter que qualificar essa mão de obra para cobrir essas novas vagas que estão crescendo. E o governador Jorginho Mello já vem apontando isso desde o início do mandato com o Universidade Gratuita, com o Catec (Catarinense Técnico), com todo esse investimento em saúde, em segurança pública e qualidade de vida em Santa Catarina, para que a gente possa atrair esses talentos, atrair essas pessoas com essa qualidade, trazer as pessoas para a formalidade, ocupar essas vagas de emprego e fazer a roda da economia catarinense continuar girando aquecida do jeito que está acontecendo”, explicou o secretário, lembrando que de novembro de 2023 a novembro de 2024 foram criadas 266 mil empresas no estado.

Tecnologia e Inovação

Diante do cenário positivo, o setor de Tecnologia e Inovação tem um papel fundamental. Quando assumiu o mandato, o governador Jorginho Mello sentiu a necessidade de criar uma secretaria específica para o tema. A decisão não demorou a dar resultado, tanto que atualmente cerca de 10 mil postos de trabalho estão disponíveis para a área. O titular da pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Fett, esclarece que essas vagas exigem um conjunto de competências muito específicas, mas em contrapartida pagam mais do que a média salarial do país.

“São vagas de muito valor agregado. Via de regra, quem trabalha no setor de tecnologia é responsável pela principal renda da família. E hoje quem trabalha com tecnologia não trabalha só no ecossistema de inovação. As empresas dos setores tradicionais também contratam pessoas que têm atuação no setor de tecnologia ou que trabalham com tecnologia. Então a Ciência, Tecnologia e Inovação vem não só para garantir o emprego, mas para garantir um emprego de qualidade. E esse é o grande desafio: diminuir não só o número de vagas em aberto, mas principalmente elevar a renda da população. Então para você elevar a renda da população, você precisa ter emprego de qualidade, num setor de valor agregado que permita pagar, como o setor de tecnologia paga, duas vezes e meia a média da renda do trabalhador brasileiro”, finalizou Marcelo Fett.

Sanidade foi fator chave para o sucesso das exportações catarinenses, diz Sindicarne

Santa Catarina embarcou, no ano passado, 1,97 milhão de toneladas de carnes no ano, com alta de 6,6% e receitas de US$ 4,15 bilhões .
O mundo enfrenta desafios sanitários em várias áreas da pecuária intensiva, mas Santa Catarina continua uma ilha de sanidade reconhecida internacionalmente. Essa condição está na raiz do retumbante sucesso das exportações catarinenses, destaca o presidente do Sindicato da Indústrias de Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), José Antônio Ribas Júnior. O Estado responde por 20% das exportações brasileiras de frango e 50% das exportações brasileiras de suínos.

Santa Catarina embarcou, no ano passado, 1,97 milhão de toneladas de carnes no ano (frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras) com alta de 6,6% em relação a 2023. As receitas alcançaram US$ 4,15 bilhões (alta de 3,2%).

“São diversos casos de doenças que grassam em vários países de todos os continentes e o Brasil segue livre”, assinala o dirigente, destacando que esse mérito resulta de um trabalho sério realizado por todos os segmentos envolvidos.

Ribas Júnior mostra que o mercado opera buscando atributos de valor no que irá comprar. “Existem atributos obrigatórios e diferenciadores e Santa Catarina atende a ambos. Temos custos competitivos, qualidade comprovada e segurança sanitária, condições que abrem portas”.

“O futuro amplia exigências, por isso nossa jornada segue com muita responsabilidade, uso intensivo do conhecimento e ciência, inserindo cada vez mais elementos definitivos de sustentabilidade. Ou seja, assegurando nosso status sanitário, teremos possibilidades de crescer e ampliar negócios, trazendo riquezas para o nosso País”, expõe.

O presidente do Sindicarne realça o papel do ICASA (Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária) mantido pelas agroindústrias para o controle da sanidade que, em 2025, completa 20 anos de fundação. “O Instituto é um patrimônio nosso, um caso de absoluto sucesso de uma PPP (Parceria Público Privada) que está consolidado e prestando serviços relevantes a sociedade. Sempre seguindo orientações dos órgãos oficias, tais como CIDASC”.

Enfatiza que “isso não é sorte, é trabalho”, apontando que o engajamento dos produtores rurais e das agroindústrias, com o apoio do Estado, das entidades e órgãos de defesa sanitária, permitiu alcançar 1,9 milhão de toneladas exportadas em 2024, com crescimento de 6,6% sobre o ano anterior.

“Outros estados admiram o protagonismo catarinense. Nossos líderes tiveram a coragem, 20 anos atrás, de empreender nesta iniciativa. E hoje ela mostra-se acertada e geradora de resultados diferenciados. Santa Catarina tem se destacado por estas e outras frentes que permitem alcançar recordes e sonhar alto.”

ICASA

Há 20 anos surgiu o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA), uma iniciativa das agroindústrias catarinenses com apoio das principais cadeias produtivas do setor primário e do Governo de Santa Catarina. Uma de suas missões é defender das doenças e epizootias que rondam as cadeias produtivas da proteína animal os rebanhos de aves, suínos e bovinos.

Sua relevância para a sanidade, para o agronegócio e para os consumidores é inegável. O Instituto – por meio do seu corpo técnico formado por médicos-veterinários, auxiliares, pessoal administrativo, com apoio de veículos e equipamentos – realiza um trabalho constante de controle para evitar a entrada de doenças em território catarinense. O apoio do ICASA aos órgãos oficiais foi fundamental para a obtenção do atual status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

O ICASA tornou-se o braço forte dos produtores, empresários rurais e agroindústrias. Através de seu quadro técnico, auxilia o produtor rural no processamento da documentação exigida para o trânsito e a identificação de animais. Presta auxílio direto ao produtor rural no cumprimento das obrigações legais relativas ao sistema de defesa sanitária no Estado de Santa Catarina, incluindo emissão de GTA (guias de transferência de animais) e brincos para registro e rastreamento de bovinos.

Mercado financeiro projeta inflação de 5,08% este ano

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

Já o Produto Interno Bruto (PIB) deve fechar 2025 em 2,04%, ante os 2.02 da semana anterior, conforme projeção divulgada pelo Banco Central


O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação e do crescimento da economia para este ano.  Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5,08%, ante os 5% da semana passada. Já o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma dos bens e serviços produzidos no país, deve fechar 2025 em 2,04%, ante os 2.02 da semana anterior.

A pesquisa Focus é realizada com economistas do mercado financeiro e divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o boletim mostra uma projeção de crescimento do PIB de 1,77%. Já para 2027 e 2028, a projeção de expansão da economia é de 2%, para os dois anos.

Em relação à inflação, o boletim projeta índice de 4,10% para 2026, ante os 4,05, da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro tem a projeção de IPCA de 3,9% e, de 3,58% em 2028.

No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.

Taxa de juros
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada de 15%, para 2025. Há quatro semanas a projeção era de 14,75%. Para 2026, a projeção do mercado financeiro é que a Selic fique em 12,25%, uma ligeira alta em relação aos 12% projetados na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,25% e 10%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No final do ano passado, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual (p.p), com a justificativa de a reação do mercado financeiro ao pacote fiscal do governo federal tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política "ainda mais contracionista”.

Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação à meta para 2025, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5% pode demandar novos aumentos de 1 ponto percentual na Selic nas próximas duas reuniões do comitê: em janeiro, nos dias 28 e 29, e em março, nos dias 18 e 19.

Câmbio
Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana também fique em R$ 6,00. Para 2027, o câmbio também deve ficar, de acordo com o Focus, em R$ 5,92 e para 2028, a projeção é R$ 5,99.

Banco Central realiza leilão de venda de dólares nesta segunda-feira

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

 

O Banco Central (BC) realiza, nesta segunda-feira (20), dois leilões de dólares com compromisso de recompra futura pela autoridade monetária. Cada operação terá limite de US$ 1 bilhão. A taxa de câmbio será a do boletim Ptax das 10h, de R$ 6,06 bilhões.
Os leilões (A e B) serão realizados, exclusivamente, pelas instituições credenciadas pela autoridade monetária do Brasil (dealers de câmbio).

Ainda de acordo com o BC, será aceito no máximo US$ 1 bilhão para cada um dos leilões acima mencionados, totalizando no máximo US$ 2 bilhões.

O leilão ocorre entre 10h20 e 10h25, e o B, de 10h40 às 10h45. As operações de venda do BC serão liquidadas no dia 22 de janeiro de 2025.

Em comunicado o banco, informou que as operações de recompra do leilão A, ocorrerá no dia 4 de novembro, e em 2 de dezembro, no caso do leilão B.

Reservas 
As reservas internacionais são os ativos do Brasil em moeda estrangeira e funcionam como uma espécie de seguro para o país fazer frente às suas obrigações no exterior e a choques de natureza externa , tais como crises cambiais e interrupções nos fluxos de capital para o país. Atualmente, elas somam quase US$ 330 bilhões.

Essas reservas, administradas pelo BC, são compostas principalmente por títulos, depósitos em moedas estrangeiras, principalmente o dólar, mas também euro, libra esterlina, iene, dólar canadense e dólar australiano, além de direitos especiais de saque junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), depósitos no Banco de Compensações Internacionais (BIS), ouro, entre outros ativos. 

“No caso do Brasil, que adota o regime de câmbio flutuante, esse colchão de segurança ajuda a manter a funcionalidade do mercado de câmbio de forma a atenuar oscilações bruscas da moeda local - o real - perante o dólar, dando maior previsibilidade e segurança para os agentes do mercado”, informou o BC.

 

Consumo das famílias sobe 5,7% no trimestre móvel fechado em novembro

Por Agência Brasil

O Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 0,6% na atividade econômica em novembro na comparação com outubro. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (17), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em termos monetários, estima-se que o PIB acumulado até outubro - em valores correntes - tenha sido de R$ 10,708 trilhões.

O consumo das famílias cresceu 5,7% no trimestre móvel encerrado em novembro. “O desempenho do consumo das famílias segue sendo de forte crescimento, embora, pela primeira vez, desde maio de 2024, o crescimento da taxa trimestral móvel tenha desacelerado”, explica a FGV.

O crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) de 10% no trimestre móvel findo em novembro é explicado pelo desempenho do segmento de máquinas e equipamentos, porém, todos os componentes contribuíram positivamente para o resultado da FBCF.

Apesar disso, nota-se redução do crescimento comparado às taxas dos meses anteriores. O setor de máquinas e equipamentos manteve contribuição similar, contudo, os setores da construção da FBCF reduziram suas contribuições positivas.

Exportações crescem 4,4%
Após um ano de clara tendência de desaceleração, as exportações cresceram 4,4% no trimestre móvel que terminou em novembro. É a maior taxa desde o trimestre móvel fechado em abril de 2024.

Os bens de consumo e os bens intermediários foram os principais segmentos colaborando para a manutenção da variação das exportações em terreno positivo, que não foi maior devido ao desempenho negativo das exportações de produtos agropecuários, o que atenuou essa expansão.

O expressivo crescimento da importação de 18,8% no trimestre móvel fechado em novembro resulta da expansão em todos os seus segmentos. Destaca-se que apenas a importação de bens intermediários respondeu por metade da alta das importações.

Apesar disso, nota-se uma menor expansão trimestral móvel observada em novembro do que a anotada em outubro.

Desempenho da indústria e da agropecuária
Segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, o crescimento da economia em novembro, em comparação com outubro, é resultado do bom desempenho da agropecuária e da indústria.

Embora a indústria de transformação tenha ficado estagnada, a indústria extrativa, a construção e os serviços de eletricidade e relacionados cresceram de forma robusta. No setor de serviços, observou-se estagnação pelo segundo mês consecutivo, mesmo padrão observado no consumo das famílias.

"Os principais destaques positivos da ótica da demanda são os investimentos (formação bruta de capital fixo) e as exportações. O crescimento dos investimentos em novembro é, em parte, uma recuperação da forte queda ocorrida em outubro. Já as exportações cresceram fortemente após apresentarem taxas negativas ou de crescimento muito baixas em 2024. Esses resultados mostram que o crescimento forte e disseminado da economia persiste, embora algumas sinalizações de possível esgotamento em alguns segmentos, como o setor de serviços e o consumo das famílias, possam dar indícios de certa dificuldade em manter o forte ritmo de crescimento que vinha sendo observado nesses componentes do PIB”, finaliza Juliana.

*Matéria alterada às 12h08 para mudança de título

Fonte: Agência Brasil

 

Emprego e salário pago pela indústria cresceram em novembro, diz CNI

Em novembro de 2024, o emprego e os salários pagos aos trabalhadores da indústria cresceram, mostram os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta sexta-feira (17). 

Segundo o levantamento, os postos de trabalho do setor aumentaram 0,2% no penúltimo mês do ano, acumulando alta de 2,2% até novembro de 2024. O rendimento médio dos trabalhadores industriais também subiu 0,2%. Nos 11 primeiros meses do ano passado, o índice acumula crescimento de 1%. 

Outro indicador que reflete o bom momento vivido pelo mercado de trabalho industrial é a massa salarial. Após aumentar 0,4% na passagem de outubro para novembro, a soma dos rendimentos paga aos funcionários do setor acumula alta de 3,2% em 2024. 

“O mercado de trabalho é um dos principais motores para o crescimento observado em 2024. Quando esses indicadores sobem, há mais renda na mão dos trabalhadores e, consequentemente, mais consumo. Isso possibilita que a economia gire de forma positiva”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. 

Indicadores ligados à atividade se mantém
De acordo com a CNI, os indicadores mais ligados à atividade industrial ficaram estáveis em novembro. O faturamento das empresas, por exemplo, variou 0,1%. O resultado acumulado pelo índice em 2024 chegou aos 5,6%. 

As horas trabalhadas na indústria também ficaram praticamente estáveis, com variação de - 0,1%. Entre janeiro e novembro de 2024, esse indicador avançou 4,5%. 

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) não mudou em novembro. Continua em 79,8%, 0,7 ponto percentual acima da UCI registrada no mesmo mês do ano passado. 

Mais sobre os Indicadores Industriais
A pesquisa Indicadores Industriais identifica, mensalmente, a evolução de curto prazo da atividade industrial, especificamente da indústria de transformação.

Como pesquisa conjuntural, é importante para indicar o comportamento da atividade industrial por meio de variáveis como faturamento, horas trabalhadas na produção, emprego, rendimento médio, massa salarial e UCI.

A pesquisa teve início em 1992 e resulta de parceria da CNI com as Federações Estaduais das Indústrias. Os estados pesquisados respondem a mais de 90% do produto industrial brasileiro.

Empresários industriais voltam a ficar pessimistas pela primeira vez em 20 meses, segundo a CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 1 ponto em janeiro. De acordo com a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (16), o indicador recuou de 50,1 pontos para 49,1 pontos. Trata-se da quarta baixa consecutiva do ICEI, que acumula queda de 4,3 pontos desde setembro do ano passado. 

O movimento foi suficiente para que os empresários passassem de um estado de neutralidade, em dezembro, para um estado de falta de confiança, em janeiro. A última vez que os industriais estiveram pessimistas foi em maio de 2023, há 20 meses. 

“O pessimismo faz com que os empresários tendam a adiar decisões com relação a investimentos, aumento de produção e contratações, na expectativa de um cenário mais favorável. Isso pode se traduzir em uma melhora do próprio índice e, depois, nas decisões de negócio”, explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

Em janeiro, os dois componentes do ICEI recuaram. Vale lembrar que o indicador é composto pelo Índice de Condições Atuais e pelo Índice de Expectativas. 

O primeiro caiu 2,3 pontos, de 46,5 pontos para 44,2 pontos. Isso significa que a avaliação dos empresários sobre as condições atuais da economia e das próprias empresas se tornaram ainda mais negativas em relação aos seis meses anteriores. 

A pesquisa também aponta que o segundo componente diminuiu 0,4 ponto, de 51,9 pontos para 51,5 pontos. As perspectivas dos empresários para os próximos seis meses continuam positivas, mas isso se deve à avaliação que eles fazem das próprias empresas, uma vez que as expectativas quanto ao futuro da economia do país se tornaram mais pessimistas.

Mais sobre o ICEI
O ICEI é uma pesquisa mensal da CNI que mede a confiança dos empresários da indústria.  Para esta edição, a CNI consultou 1.232 empresas: 469 de pequeno porte; 459 de médio porte; e 304 de grande porte, entre os dias 7 e 13 de janeiro de 2025.

Comércio deve desacelerar em 2025, aponta Confederação Nacional do Comércio

Alta de juros e menor expansão fiscal devem reduzir o ritmo de crescimento do setor, após um desempenho expressivo em 2024
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê um crescimento de 1,9% para o setor do comércio em 2025, impulsionado pela recuperação consistente do mercado de trabalho e pelos níveis históricos da massa de rendimento das famílias.

A previsão sucede um ano de bons resultados: o comércio varejista restrito acumulou alta de 5% em 2024 até novembro, enquanto o ampliado registrou crescimento de 4,4%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 9 de janeiro. A CNC projeta um crescimento de 4,7% no varejo ampliado, até o fim de 2024.

“O comércio brasileiro demonstra uma resiliência extraordinária, mesmo diante de desafios como juros elevados e incertezas no cenário global. A força do mercado interno, sustentada pelo trabalho das empresas e pelo compromisso com a qualificação profissional, é o motor do nosso crescimento. Seguiremos investindo em capacitação e inovação para garantir que esse dinamismo se perpetue em 2025 e além”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.

Novembro teve queda

Os dados de novembro reforçam a dinâmica mista do setor, com uma leve queda de 0,4% no varejo restrito e 1,8% no ampliado, em comparação com o mês anterior. Mesmo assim, categorias como Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação (+3,5%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (+1,4%) apresentaram avanços expressivos no mês.

“Apesar das pressões da política monetária, o mercado de trabalho e o poder de compra das famílias têm sido os pilares que sustentam o desempenho do comércio. Para 2025, esses fatores continuam favoráveis, o que nos permite projetar crescimento mesmo diante de juros elevados”, analisa João Vitor Gonçalves, economista da CNC.

Além do fortalecimento do consumo das famílias, o economista aponta o gasto público em patamar elevado como outro vetor de estabilidade para o setor no próximo ano. “Embora o governo deva reduzir o ritmo de expansão fiscal em 2025, o volume de investimentos ainda será significativo para sustentar a atividade econômica como um todo”, finaliza o economista.

Confira a análise completa da PMC – novembro de 2024

Aluguel subiu 13,5% em 2024; veja quais capitais têm preço mais alto

Por Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

O preço médio do aluguel residencial no país subiu 13,5% em 2024, de acordo com o Índice FipeZap. O valor do metro quadrado (m²) alcançou R$ 48,12, de acordo com o levantamento. A alta supera a inflação oficial, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, é uma desaceleração em relação aos dois anos anteriores: 2022 (16,55%) e 2023 (16,16%).
A pesquisa é parceria entre a plataforma de anúncio de imóveis Zap e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). O levantamento acompanha os preços de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras

A alta de 13,5% no ano passado é quase o triplo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, que acumulou 4,83% em 2024. Além disso, é o dobro do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), comumente chamado de “inflação do aluguel”, pois costuma corrigir anualmente os contratos de moradia. O IGP-M encerrou 2024 em 6,54%.

De acordo com a Fipe, em 2024 o aluguel subiu mais que o preço médio de venda de imóveis residenciais, que expandiu 7,73%.

Um quarto mais caro
O estudo aponta que o aluguel do imóvel de um quarto foi o que mais subiu, 15,18%, superando a evolução dos domicílios de dois (12,71%), três (12,52%) e quatro ou mais dormitórios (14,17%).

Em relação ao preço do metro quadrado (m²), o imóvel de um quarto também é mais caro (R$ 63,15). O domicílio de dois quartos era anunciado a R$ 44,84, em média.

Entre as capitais, Salvador teve o maior aumento médio no aluguel, 33,07%, seguida por Campo Grande (26,55%) e Porto Alegre (26,33%). São Paulo (11,51%) e Rio de Janeiro (8%) tiveram expansões de preço abaixo da média do Índice FipeZap. Maceió teve o menor aumento (3,35%), sendo a única capital que ficou abaixo da inflação oficial do IBGE.

Os pesquisadores esclarecem que o índice FipeZap considera preços de anúncios para novos aluguéis. “Não incorpora em seu cálculo a correção dos aluguéis vigentes, cujos valores são reajustados periodicamente de acordo com o especificado em contrato. Como resultado, o índice capta de forma mais dinâmica a evolução da oferta e da demanda por moradia ao longo do tempo”, pontua a instituição.

Maior cidade do país, São Paulo é a capital com o metro quadrado (m²) residencial mais caro para locação. Confira o ranking:

São Paulo: R$ 57,59/m²

Florianópolis: R$ 54,97/m²

Recife: R$ 54,95/m²

São Luís: R$ 52,09/m²

Belém: R$ 51,83/m²

Maceió: R$ 51,51/m²

Rio de Janeiro: R$ 48,81/m²

Manaus: R$ 48,22/m²

Brasília: R$ 46,80/m²

Salvador: R$ 44,22/m²

Vitória: R$ 43,71/m²

Belo Horizonte: R$ 41,85/m²

Curitiba: R$ 41,59/m²

João Pessoa: R$ 41,45/m²

Porto Alegre: R$ 40,00/m²

Cuiabá: R$ 39,83/m²

Goiânia: R$ 39,53/m²

Natal: R$ 36,01/m²

Campo Grande: R$ 32,66/m²

Fortaleza: R$ 32,61/m²

Aracaju: R$ 24,90/m²

Teresina: R$ 22,49/m²

Produção de motocicletas cresceu 11,1% em 2024, aponta Abraciclo

Por Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

A produção de motocicletas teve elevação de 11,1% no ano de 2024, na comparação com o ano anterior, com total de 1.748.317 unidades. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), ao divulgar os dados nesta terça-feira (14). O volume representa melhor desempenho para o segmento em 14 anos.
“Mesmo diante de um ano bastante desafiador, onde tivemos que contornar o problema da estiagem, o crescimento do setor superou os dois dígitos. Esse resultado foi graças a um bom planejamento da indústria que permitiu que as linhas de montagem mantivessem seu ritmo de produção”, afirmou o presidente da entidade, Marcos Bento.

De acordo com o balanço, no varejo, as vendas totalizaram 1.876.427 unidades, alta de 18,6% na comparação com o ano anterior. O volume foi o melhor resultado alcançado desde 2011. Em relação às exportações, as associadas da Abraciclo embarcaram 30.986 motocicletas, retração de 5,9% em relação ao ano anterior.

Resultados em dezembro
No último mês de 2024, saíram das linhas de montagem 123.944 motocicletas, alta de 5% na comparação com o mesmo mês de 2023 e 15,1% menor em relação a novembro. Segundo a Abraciclo, esse foi o melhor resultado para o mês desde 2008.

Os emplacamentos totalizaram 151.948 unidades, representando 14,4% a mais do que o registrado no mesmo mês de 2023 e 3,3% maior em relação a novembro.

Em dezembro, foram exportadas 2.518 motocicletas, crescimento de 135,5% em relação ao mesmo mês de 2023 e de 53,5% na comparação com novembro.

Estimativas
Para o ano de 2025, a Abraciclo estima que as fábricas localizadas no Polo Industrial de Manaus produzam 1.880.000 motocicletas, o que representa um crescimento de 7,5% na comparação com as 1.748.317 unidades fabricadas no ano passado.

As vendas devem chegar a 2.020.000 unidades, com alta de 7,7% em relação aos emplacamentos de 2024. As exportações deverão totalizar 35 mil unidades, volume 13% maior em relação às 33.750 unidades registradas no ano passado.

Segundo Bento, embora a conjuntura macroeconômica apresente incertezas, a demanda pela motocicleta pode continuar aquecida, principalmente devido ao preço acessível, baixo custo de manutenção e agilidade nos deslocamentos.

“O grande desafio das fabricantes é continuar atendendo à crescente demanda do mercado, oferecendo ao consumidor produtos com tecnologia e recursos que garantam a segurança, qualidade e respeito ao meio ambiente”, explicou.

MEI deve ficar atento às novas regras da Receita Federal quanto aos valores transferidos via Pix

Desde o dia 1º de janeiro, entraram em vigor as novas regras da Receita Federal do Brasil (RFB) para a fiscalização de transferências financeiras. A principal mudança inclui valores transferidos via Pix que somam pelo menos R$ 5 mil por mês para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas, inclusive microempreendedores individuais (MEI).

A mudança atualiza e amplia a obrigatoriedade de envio de informações à RFB via e-Financeira pelas instituições financeiras e instituições de pagamento. Em comunicado, a Receita Federal esclareceu que modernizou a fiscalização para incluir novos tipos de instituições do sistema financeiro, como fintechs e carteiras virtuais, contribuindo para combater a sonegação e garantir o pagamento correto dos impostos.

Anteriormente, apenas os bancos tradicionais, públicos e privados, eram responsáveis por repassar essas informações à RFB. Além disso, não havia obrigatoriedade de informar transações realizadas via Pix, cartões de débito, cartões de loja ou moedas eletrônicas.

O gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Carlito Merss, diz que a nova regra da Receita Federal que passa a acompanhar as movimentações do Pix é uma tendência global. “O cruzamento de dados e fiscalização por parte do Estado vai viver uma revolução nos próximos anos em todo mundo. Não há outro caminho: ter uma conta específica para a sua empresa, por exemplo, cada vez mais deixa de ser uma boa prática e se torna uma exigência de transparência das operações do negócio”, comenta.

"É fundamental que as empresas busquem cada vez mais digitalizar todas suas operações e mantenham seus registros atualizados. O Sebrae está à disposição para ajudar no que for preciso", acentua Carlito Merss

Sou MEI, quais cuidados preciso ter?

Os microempreendedores individuais devem ficar alertas quanto às novas regras para evitar problemas fiscais e garantir a saúde financeira do negócio. Separar as contas pessoais das contas a empresa é fundamental, garantindo que as movimentações financeiras via Pix estejam claramente relacionadas à devida atividade.

É preciso que o MEI também mantenha os registros financeiros organizados e atualizados, com toda as anotações dos ganhos e despesas, tanto do Pix quanto de outras formas de pagamento. Além disso, mantenha a emissão regular de notas fiscais, garantindo a conformidade fiscal e facilitando a gestão financeira.

Alerta de fake news

Nos últimos dias, as novas regras foram alvo de fake news e desinformação. A Receita Federal reforçou que as mudanças não implicam qualquer aumento de tributação. No entanto, é preciso ficar atento para não ultrapassar o limite de faturamento anual do MEI, que atualmente é de R$ 81 mil.

A RFB também fez um alerta sobre novo golpe com a cobrança de taxas sobre o uso do Pix para pessoas físicas. Segundo a Receita, criminosos afirmam que há obrigatoriedade de pagamento de taxas sobre transações via Pix em valores acima de R$ 5 mil. Eles alegam que, caso o pagamento não seja feito, o CPF do contribuinte será bloqueado.

“Não existe tributação sobre Pix e nunca vai existir. Até porque a Constituição Federal não autoriza imposto sobre movimentação financeira”, afirma a Receita Federal em seu site oficial.

Fonte: Agência ade Notícias do Sebrae Nacional

Com embarque de 1,97 milhão de toneladas, Santa Catarina bate recorde na exportação de carnes em 2024

Foto: Arquivo/SAR

Santa Catarina bateu recorde na exportação total de carnes em 2024, conquistou o melhor resultado de toda série histórica iniciada em 1997 e superou o maior desempenho anual que foi registrado em 2023. Esse patamar foi alcançado com embarque de 1,97 milhão de toneladas de carnes no ano (frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras) com alta de 6,6% na quantidade exportada em relação ao ano anterior. As receitas foram de US$ 4,15 bilhões, crescimento de 3,2% em relação a 2023.

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em 2024, SC foi responsável por 20,4% do volume de carnes exportadas pelo Brasil. É o segundo principal exportador de carne do país, atrás apenas do Paraná.

 “A produção de Santa Catarina é de excelência, por isso todo mundo quer comprar do nosso estado. Esse desempenho histórico é resultado do trabalho duro do nosso produtor, de toda a cadeia produtiva e do trabalho sério do governo do Estado para manter a sanidade dos rebanhos”, frisa o governador Jorginho Mello.

“De cada cinco quilos de carnes exportadas pelo Brasil, um é de Santa Catarina. Nossas carnes chegaram a 148 países no ano passado. Essa é mais uma demonstração da força da produção de Santa Catarina e a preocupação em manter a sanidade animal e vegetal, por meio do trabalho integrado de todo setor produtivo”, reforça o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Suínos

Santa Catarina exportou 719,4 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos) em 2024,  alta de 9,3% em relação aos embarques do ano anterior. As receitas foram de US$ 1,70 bilhão, crescimento de 8% na comparação com 2023.  No acumulado do ano passado, a exportação de carne suína atingiu os melhores resultados da história, com recorde em quantidade exportada e receita gerada.

O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, explica que a maioria dos principais destinos comprou mais carne suína de Santa Catarina, o destaque foi às Filipinas, que apresentou altas de 48,2% em quantidade e de 39% em receitas, Japão (131,7% e 132,2%) e México (51,0% e 45,6%). “Em 2024, as Filipinas tornaram-se o principal comprador da carne suína catarinense, posição que era ocupada pela China desde 2018, que agora está na segunda posição, seguida pelo Japão. Essas mudanças criaram um cenário mais estável para o setor, já que não há uma dependência tão grande em relação a um único país importador”, enfatiza Giehl.

Frangos

De janeiro a dezembro de 2024, Santa Catarina exportou 1,17 milhão de toneladas de frangos, alta de 5,7% em relação ao montante embarcado no ano anterior. As receitas atingiram US$ 2,29 bilhões, crescimento de 0,2% na comparação com as do mesmo período de 2023. Com esse desempenho, a exportação de carne de frango bateu recorde em 2024 nas receitas geradas.

 A maioria dos principais destinos apresentou variação positiva na comparação entre 2024 e 2023. O Japão teve destaque com crescimento de 25,2% em quantidade e 8,4% em valor, é o principal destino do frango catarinense e respondeu por 12,4% das exportações deste produto no ano passado.

HUB de ATER Digital: o que é e como beneficia o agricultor

Apicultores serão beneficiados pelo HUB neste primeiro momento (Foto: Aires Mariga / Epagri)

A Epagri está desenvolvendo um trabalho experimental para avaliar metodologias de ATER Digital chamado HUB de ATER Digital. HUB é um espaço onde se concentram informações com facilidade de acesso. Neste caso específico, informações de Assistência Técnica e Extensão Rural repassadas de forma digital para o agricultor. Estão sendo beneficiados, neste primeiro momento, apicultores e produtores de batata-doce. “O produtor recebe informações calendarizadas no momento certo, como época da florada, no caso da apicultura, e manejo e plantio no caso da batata-doce”, explica o agrônomo Humberto Bicca Neto, analista de extensão do Departamento Estadual de Planejamento.

São 17 extensionistas envolvidos no processo, sob supervisão da gerência estadual de Extensão Rural e Pesqueira, cujo gerente é Hoilson Fogolari. O trabalho com apicultura tem a coordenação de Rodrigo da Cunha, e o da olericultura, de Darlan Marchesi.

Depois do trabalho com ATER Digital, em que o produtor recebe conteúdo digital em áudio e vídeo, são feitas visitas a campo de maneira complementar. “O conteúdo é simples e de fácil entendimento”, diz Humberto. E o agricultor pode compartilhar, trocar informações e tirar dúvidas. Uma questão prática que surgiu no HUB de Ater Digital foi sobre mudas de batata-doce. A resposta pronta para o produtor envolveu pesquisa e extensão. “A ideia é estar junto com o agricultor, com informação qualificada na palma da mão”, enfatiza Humberto.

Pacote tributário do Governo de SC que traz mais segurança jurídica e ajusta legislação à Reforma Tributária é aprovado pela Alesc

Projetos de Lei e PEC definem ajustes na legislação estadual para adequá-la à Reforma Tributária, o que aumenta a segurança jurídica, assegura a manutenção de empregos e a competitividade da indústria catarinense – Foto: Rodolfo Espínola / AgênciaAL

Enviado à Assembleia Legislativa para garantir mais segurança jurídica e fiscal e ajustar a legislação estadual à Reforma Tributária, o novo pacote tributário do Governo do Estado foi aprovado na tarde desta terça-feira, 17, pelos deputados catarinenses.

As medidas foram divididas em quatro projetos de lei e uma proposta que altera a Constituição Estadual (PEC). Com as mudanças, a cesta básica catarinense passará a contar com o pãozinho congelado. A tributação menor atende aos pleitos do setor, que emprega cerca de 1,6 mil funcionários e terá sua competitividade assegurada com a medida. 

Outra alteração aprovada garante que o transporte de passageiros e automóveis realizado via ferryboat seja isento do pagamento de ICMS – o mesmo tratamento é concedido para o transporte terrestre de passageiros urbano e metropolitano. 

O pacote tributário aprovado nesta terça-feira também define ajustes e atualizações na legislação para adequá-la à Reforma Tributária. O objetivo é manter o status diferenciado de Santa Catarina quanto à segurança jurídica oferecida aos contribuintes. 

“As propostas que tramitaram no Legislativo tinham o objetivo principal de atualizar e adequar a nossa legislação às mudanças impostas pela Reforma Tributária. Isto se traduz em mais segurança jurídica para quem tem negócios e quer investir no nosso Estado, assegurando a geração de emprego e renda, que é uma prioridade na gestão do governador Jorginho Mello”, destacou o secretário Cleverson Siewert (Fazenda).

Boa parte das medidas trata da internalização de convênios ou mesmo tornam sem efeito regras que já caíram em desuso, a exemplo da tributação dos combustíveis praticada até a entrada em vigor do regime monofásico. A internalização de convênios, na prática, representa a aplicação em Santa Catarina de normas já discutidas com representantes de todos os Estados no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) e que passam a valer em todo o País. 

Outro ajuste definido diz respeito às normas para transferências interestaduais entre estabelecimentos de mesma titularidade. O contribuinte passará a ter a opção de transferir o crédito pela entrada ou equipará-lo a uma operação tributada (veja mais abaixo).

Reforma Tributária –  Outra encaminhada em decorrência da Reforma Tributária trata da criação do Fundo Estratégico da Administração Tributária (FEAT). O objetivo do fundo será garantir recursos prioritários para a modernização da administração tributária e para a implementação das mudanças trazidas com a reforma. O novo cenário demandará a capacitação de servidores, modernização da infraestrutura de TI, novas instalações físicas, entre outras adaptações nas atividades realizadas pelo Fisco.

PL 559/2024
O projeto aprovado inclui entre os itens da cesta básica catarinense, sujeita a tratamento tributário diferenciado, as pastas de farinha de trigo para a preparação de produtos de padaria (pães congelados, além de conceder crédito presumido de ICMS aos estabelecimentos industrializadores desses produtos.

Pasta para preparação de pães (pão congelado)
O setor de panificação pleiteia que SC adote o mesmo incentivo praticado no RS (alíquota efetiva de 8%) e o retorno do produto à lista de itens da cesta básica (alíquota efetiva de 7%) . 

Proposta: concessão de R$ 17,1 milhões/ano em incentivos, beneficiando potenciais 16 empresas que empregam 1,6 mil pessoas.

PL 557/2024
Transferência interestadual (entre estabelecimentos de mesma titularidade)
O contribuinte passará a ter a opção de transferir o crédito pela entrada ou equiparar a uma operação tributada. Trata-se de uma internalização do Convênio 109/2024, uma adequação a uma normativa nacional.

PL 556/2024 
Parcelamento em 20 vezes na inclusão no Regime de Substituição Tributária
Autoriza a concessão de parcelamento em até 20 prestações do ICMS devido por substituição tributária (relativo às mercadorias existentes em estoque).

Internalização de convênios (problemas no sistema SCANC)
Internaliza os Convênios 15/24 e 70/24, que autorizam o recolhimento do ICMS fora do prazo, sem cobrança de acréscimos legais, em razão de problemas ocorridos no Sistema de Captação e Auditoria dos Anexos de Combustíveis (SCANC). Destinada a calcular e determinar a quantidade de combustível e os valores de ICMS devidos ao Estado de consumo do combustível, a aplicação apresentou problemas em março e maio de 2024.

Serviço de transporte por meio de ferryboat
Atualmente, SC não oferece qualquer incentivo para o transporte aquaviário de passageiros ou de veículos que transitam via ferryboat. 

Proposta aprovada: isenção fiscal para as operações realizadas pelo ferryboat (passageiros e veículos). O fluxo mensal é de 450 mil operações e o incentivo representa R$ 5 milhões ao ano.

PL 564/2024 
Fundo Estratégico da Administração Tributária
Criação do Fundo de Administração Tributária a fim de garantir recursos prioritários para a modernização da administração tributária, com o objetivo de promover o incremento na arrecadação e implementação da Reforma Tributária em Santa Catarina.

As receitas do fundo terão origem, majoritariamente, numa dinâmica de meritocracia, calculada em percentuais do crescimento da receita comparados à média história de SC e à média das outras UFs. Parte das receitas também estará vinculada aos encargos moratórios, de forma a estimular a autorregularização do contribuinte, seguindo a política orientativa e não punitiva da Fazenda (a multa punitiva não tem reflexos no fundo).

:: Finalidades

Implementação e operacionalização da Reforma Tributária
Programas de modernização da Administração Tributária
Capacitação
Instalações físicas
Material permanente e serviços necessários
Modernização da infraestrutura de TI
Convênios com outros órgãos
Educação fiscal
Eventos e congressos tributários
Diárias e passagens
Atividades de apoio
PEC 12/2024
Proposta de Emenda à Constituição Estadual
A proposta aprovada pelo Legislativo tem o viés de adequar a legislação estadual às mudanças impostas pela Reforma Tributária e, além disso, internalizar mudanças já realizadas na Constituição Federal, revogando e atualizando dispositivos que já foram alterados na Carta Magna sem a devida alteração na legislação catarinense em anos anteriores. Há Emendas Constitucionais que desde 2001 existem na Constituição Federal e já eram aplicadas, mas não constavam na Constituição de SC.

 

Governo do Estado lança o Safra Garantida SC com R$ 84 milhões em investimentos para proteger agricultores familiares

Foto: Roberto Zacarias/Secom

Para potencializar a produção catarinense e garantir renda ao pequeno produtor que sofre com as intercorrências climáticas, o Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) realizaram nesta terça-feira, 17, em Xanxerê, o Lançamento do Programa Safra Garantida SC – Garantindo a renda do agricultor Catarinense. O governador Jorginho Mello anunciou que o Estado irá investir mais de R$ 84 milhões nos próximos dois anos em subvenção da taxa do adicional do Proagro Mais, para agricultores familiares.

O programa inédito traz um novo fôlego aos agricultores que acessam o Proagro Mais. A iniciativa espera impactar nos próximos dois anos mais de 56 mil produtores, atingir mais 282 mil hectares de área segurada e fazer a subvenção para assegurar o valor da safra estimada em R$ 3,4 bilhões.

“Nós precisamos dar segurança para os nossos produtores. Infelizmente as intempéries do clima têm se agravado, em termos de seca, de chuva muito intensa. Então nós queremos dar ao pequeno agricultor condições dele não arriscar tudo, dele plantar mas poder ter segurança na colheita. Nosso agronegócio é forte, não se entrega, Santa Catarina é constituída de pequena propriedade e nós temos que manter esse modelo isso é um modelo muito nosso. E a gente pode dizer a quem produz, ‘pode plantar que se der zebra a gente te ajuda’, explicou o governador Jorginho Mello.


Célis Andressa Gasparetto é produtora de leite em Xanxerê e é uma das agricultoras que se enquadram no programa. Ela conta que pretende aderir ao Safra Garantida SC e avalia que a iniciativa do Governo do Estado traz mais segurança. “Nos últimos três, quatro anos, a gente tem tido muitas intempéries, e aí a gente acaba perdendo a produção. Antes a gente não tinha este seguro, e agora a gente consegue se enquadrar e o governo vai estar subsidiando essa taxa de adesão ao programa. É muito válido, vai abranger bastante produtor e a gente torce que essa iniciativa se amplie cada vez mais para atingir mais níveis de produção”, comemora a pequena produtora do Oeste de Santa Catarina.

O Programa será operacionalizado a partir do subsídio estadual de até R$ 1,5 mil referente a taxa de adesão ao Proagro Mais – seguro compulsório do governo federal que protege a safra em casos de perdas. Além disso, beneficia os pequenos agricultores enquadrados no Pronaf Custeio, que financia itens de custeio relacionados às atividades agrícolas desenvolvidas.


A cultura do milho é uma das mais prejudicadas historicamente pelas adversidades climáticas. Do total de 570 mil hectares de área plantada de milho, 80% é cultivada pela agricultura familiar. Para se ter uma ideia, um agricultor que cultiva uma lavoura de 5 hectares, tem o custo médio da taxa do Proagro Mais de R$ 300 por hectare, o que corresponde a R$ 1,5 mil e receberá 100% de subvenção da taxa de adesão ao seguro, já que a soma atingirá o limite do subsídio do estado (de até R$ 1,5 mil).

Com essa subvenção do Estado, o Programa Safra Garantida objetiva criar a cultura de proteção da safra. Ao contratar o seguro Proagro Mais, os agricultores garantem o pagamento do financiamento, e a sobra de uma renda estimada, em situação de perda das lavouras por eventos climáticos.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto destaca que o grande propósito é estimular e dar condições para a permanência no meio rural. “As equipes do governo, da Secretaria da Agricultura e Pecuária e Epagri estudaram e formataram esse programa inédito para fortalecer o pequeno produtor, que por muitas vezes arca com os prejuízos de uma safra perdida. A proposta é estimular esses produtores para que mudem a cultura de não querer financiar, para não ficar devendo ao banco. Sem os mecanismos de garantia de renda, os produtores acabam assumindo integralmente o risco climático e é essa mudança que estamos propondo”, explica Colatto.


Como acessar
Os produtores interessados em acessar o Programa Safra Garantida podem procurar orientação e esclarecimentos nos escritórios da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri. A adesão aos benefícios do programa ocorre diretamente nos Bancos e Cooperativas de Crédito.

Potencial x adversidades climáticas

O Estado de Santa Catarina é reconhecido pelo potencial produtivo, e pelo modelo de agricultura de pequenas propriedades rurais, são 185 mil estabelecimentos agropecuários. Segundo dados do Observatório Agro Catarinense, o valor da produção agropecuária de Santa Catarina em 2023 foi de R$ 64,3 bilhões, 57,6% correspondem à produção animal; 3,7% florestal e 38,36% produção de lavouras. No ano passado a área plantada correspondeu a 1,9 milhão de hectares. As culturas mais produzidas são soja, milho, arroz, banana e mandioca.

Em 2022 as perdas com estiagem foram de aproximadamente R$ 1,7 bilhão; em 2023, as chuvas excessivas e enchentes causaram perdas de mais de R$ 3,2 bilhões na agricultura (dados Epagri/Cepa).

Cenário fiscal pressiona juros e afetará crescimento em 2025, diz FIESC

O equilíbrio fiscal segue como principal preocupação do setor industrial para o próximo ano. Isso porque o pacote de corte de gastos apresentado recentemente pelo governo federal não deve ser capaz de equilibrar as contas públicas, o que pressionará a taxa básica de juros. Após um ano em que a indústria de SC cresceu impulsionada pelos reflexos da queda da taxa de juros promovida até maio de 2024, o cenário para 2025 é menos favorável. A avaliação foi feita pelo presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, durante o balanço econômico da entidade, nesta terça-feira (10). 

“Em 2025 vamos começar a sentir os impactos do ciclo de alta da Selic, com efeitos negativos para os setores que dependem de crédito, justamente os que vinham puxando para cima o desempenho da indústria catarinense”, explica. A expectativa é que o movimento de alta dos juros afete também o consumo, numa tentativa de frear a inflação. “Embora diversificada, a indústria catarinense tende a ter um desempenho menos robusto do que em 2024, dada a expectativa de retração no crédito e no consumo”.

Em 2025 a perspectiva é de um cenário externo ainda mais desafiador, com o aumento dos conflitos no Oriente Médio e a situação na Ucrânia ainda afetando o ambiente geopolítico. Soma-se a isso uma conjuntura complexa para o comércio internacional, com China e Estados Unidos lançando mão de políticas protecionistas. “SC até poderá se beneficiar, mas ainda é cedo para avaliar quais as efetivas oportunidades para as indústrias do estado”, avalia.  

Força de trabalho x Bolsa Família
A escassez de trabalhadores e a necessidade de qualificar a força de trabalho também são preocupações da indústria para 2025 em Santa Catarina, conforme pesquisa com industriais catarinenses, já que o estado vive uma situação de pleno emprego. No acumulado do ano até outubro houve um aumento de 6,5% no estoque de empregos da indústria de SC. Dados do IBGE mostram que o estado tem a terceira menor taxa de desocupação do país, de 2,8% (dados do terceiro trimestre).

“Situação já rotineira, a dificuldade em preencher vagas e atrair os jovens para o trabalho na indústria é um dos principais gargalos para o crescimento. Esse cenário, especialmente em nível nacional, exige que o programa Bolsa Família seja aprimorado, pois já afeta o mercado de trabalho”, destaca Aguiar.

“Embora seja uma iniciativa importante de enfrentamento à pobreza, ela precisa ser aperfeiçoada, pois desestimula a busca por emprego e incentiva a informalidade. Vivemos um paradoxo: enquanto 20 milhões de famílias brasileiras recebem o benefício, empresas têm dificuldade para contratar trabalhadores”, argumenta Aguiar.

Nesse sentido, a Federação enviou à bancada federal catarinense manifestação em que propõe mudanças no programa. A lógica é buscar um modelo para incentivar o trabalho, ajudando beneficiários a desenvolver habilidades, aumentar a renda e sair da pobreza de forma sustentável. Isso também reduziria os custos do programa, liberando recursos para impulsionar a produtividade da economia. “O sucesso do programa deve ser medido pela rapidez com que os beneficiários se tornam independentes, e não pelo aumento no número de atendidos. Trabalho e estudo são essenciais para o sucesso de pessoas, empresas e países”, resume Aguiar.

Estudo da Confederação Nacional da Indústria mostrou que para atender a demanda da indústria de Santa Catarina nos próximos três anos, será necessário qualificar 953,4 mil trabalhadores. Destes, 151,1 mil trabalhadores precisarão de uma nova formação para atender o ritmo de criação de empregos e a reposição de pessoas que deixarão o mercado de trabalho formal. Outros 802,3 mil trabalhadores precisarão de treinamento e desenvolvimento para atualizarem suas competências.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

(Foto: Filipe Scotti)

SC quer ampliar negócios com os Estados Unidos

Em reunião com o cônsul-geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, Jason Green, o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou que Santa Catarina quer aumentar o comércio com o país norte-americano. No encontro, realizado nesta quarta-feira, dia 11, em Florianópolis, o cônsul também conheceu a Academia FIESC de Negócios e o Observatório FIESC. 

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações catarinenses. De janeiro a outubro, os embarques totalizaram US$ 1,4 bilhão. Entre os principais produtos destacam-se: obras de carpintaria para construção, motores elétricos, partes de motor, madeira e móveis. No mesmo período, SC importou US$ 1,9 bilhão dos Estados Unidos. Entre os produtos, destacam-se: polímeros de etileno, veículos, borracha sintética e reagentes de laboratório.

“Temos um dever de casa: incrementar o comércio. Queremos nos aproximar ainda mais dos Estados Unidos”, disse Aguiar, lembrando que esse mercado compra produtos de valor agregado. 

Green observou a importância do trabalho em conjunto e colocou o Consulado à disposição para ampliar as ações entre SC e os Estados Unidos.

SC precisa investir R$ 54,6 bilhões até 2028 para resolver infraestrutura, diz FIESC

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) estima que seriam necessários investimentos de R$ 54,6 bilhões para a infraestrutura de transportes no estado até 2028. Os números constam na Agenda da Infraestrutura 2025 da Federação apresentada nesta quarta-feira (11) e que traz a expectativa de recursos necessários em todos os modais e também sugestões para a melhoria da logística de transportes no estado.  

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destaca que a participação privada nesses investimentos é imprescindível, já que o estado e a União não dispõem desse volume de recursos, dada a restrição fiscal. Nesse sentido, o presidente da Câmara de Transporte e Logística, Egídio Antônio Martorano, complementa: “A execução orçamentária em obras nas rodovias federais catarinenses está acima da média nos últimos dois anos, mas a necessidade de investimentos é muito maior do que a capacidade do governo federal”.

Dos R$ 1,216 bilhão orçados para 2024 em obras em rodovias federais, foram efetivamente executados R$ 765,5 milhões, ou 62,9%. Martorano destacou ainda que a previsibilidade de recursos é essencial para o planejamento, não só de novas obras, mas para a manutenção preventiva e rotineira.

Investimentos por modais
Considerando os modais de transporte, as rodovias seriam responsáveis pela maior necessidade de investimentos, totalizando R$ 39,35 bilhões. O segundo maior volume de recursos, R$ 10,2 bilhões, teria de ser alocado em ferrovias. A terceira maior necessidade de recursos seria do setor aquaviário, estimada em R$ 3,65 bilhões, enquanto os investimentos no modal aeroviário é projetado em R$ 928,8 milhões. A alocação de recursos no modal dutoviário é estimada em R$ 427 milhões.

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Lançamento da Agenda da Infraestrutura reúne industriais e agentes do setor na FIESC. (Foto: Elisabete Francio)
Origem dos recursos
A agenda da Infraestrutura da FIESC aponta ainda que, considerando as origens dos recursos previstos, a maior parcela  - 77,6% - viria da iniciativa privada, totalizando R$ 42,3 milhões. A estimativa da entidade aponta que o investimento federal seria de R$ 5,28 bilhões, enquanto os estaduais totalizariam R$ 6,8 bilhões. A parcela que caberia aos municípios somaria R$ 180 milhões.

Faça o download da apresentação.

Prioridades
Na avaliação da FIESC, alguns investimentos são emergenciais e devem ser tratados como prioridade. No modal rodoviário, a entidade destaca as obras na BR 101-Norte sugeridas no estudo sobre a proposta de repactuação, além da conclusão da duplicação das BR-470 e da BR-280. As demandas incluem ainda a adequação de capacidade das BRs 163 e 282 e a manutenção preventiva das rodovias federais.

No âmbito estadual, a prioridade é a conclusão das obras do programa Estrada Boa, além de garantir recursos para a manutenção. A estimativa da FIESC é de que o valor ideal seria de R$ 200 milhões nos próximos 3 anos. Para Martorano, o governo do estado precisa dar celeridade ao processo de concessão de rodovias estaduais e também deveria inserir no programa Estrada Boa obras como a adequação da capacidade das SCs 416 e SC 417 em Itapoá, que dão acesso ao porto.

Confira a transmissão do evento no Youtube.

Entre os investimentos prioritários nos portos estão o aprofundamento do canal externo do Complexo Portuário Baía da Babitonga, a recuperação estrutural e ampliação dos molhes de abrigo do Porto de Imbituba e ainda a 2ª Etapa da Bacia de Evolução e Canal de Acesso Complexo Portuário Rio Itajaí. Ainda sobre o tema portos, a Federação se manifestou contrariamente à decisão do governo federal sobre a federalização da autoridade portuária do complexo portuário de Itajaí.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

(Foto: Filipe Scotti)

Relações comerciais entre Índia e SC são pauta de encontro na FIESC

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) recebeu nesta terça-feira (10) a visita do representante diplomático da Índia Suresh Reddy. O objetivo do encontro, que reuniu o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar, a presidente da Câmara de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante, empresários indianos e membros do governo catarinense foi estreitar o relacionamento entre o estado e o país asiático.

Um dos maiores mercados consumidores do mundo, a Índia conta com 1,4 bilhão de habitantes. Estudos do World Data Lab apontam que em 2030 a nação será a segunda maior do ranking, com 773 milhões de consumidores (um consumidor é classificado como alguém que gasta pelo menos U$ 12 por dia).

De acordo com Reddy, a Índia tem feito significativos investimentos em infraestrutura e no fomento a startups. Por isso, tem grande interesse em desenvolver um maior relacionamento com o ecossistema de startups do estado. Uma das frentes de interesse é o setor aeroespacial, em que a Índia é um dos líderes. “Já lançamos 400 satélites, inclusive para outros países”, explicou.

Aguiar destacou a expertise do Instituto SENAI de Inovação e Sistemas Embarcados, que participou do desenvolvimento de satélites em parceria com a Visiona, joint venture entre a Embraer e a Telebras. Além disso, o presidente da Federação destacou o potencial de incremento da corrente de comércio entre o estado e a Índia.

De janeiro a novembro, as exportações catarinenses para a Índia somaram US$ 99 milhões, colocando o país no 24º destino das vendas externas do estado. O país é a 6ª principal origem das importações de SC, somando US$ 771,5 milhões no acumulado do ano.


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Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

ALESC rejeita projetos que visam banir a produção e o uso do plástico

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do estado (ALESC) rejeitou por unanimidade projetos de lei que visam proibir o uso e a produção de sacolas plásticas, como também utensílios de material plástico de uso único, como talheres, pratos e artigos de festa.

Representantes da FIESC e dos sindicatos industriais dos setores de material plástico e de reciclados acompanharam a votação, realizada nesta terça-feira, 10. Os parlamentares destacaram a atuação da Federação em defesa do setor produtivo e rechaçaram matérias que visam banir ou impedir a atividade produtiva em SC.

“O plástico é um aliado indispensável para a indústria e precisa ser usado de forma consciente. Por isso, investir em educação e responsabilidade no consumo é fundamental para maximizar seus benefícios e minimizar os impactos ao meio ambiente”, frisa o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Relator de dois destes projetos de lei, o deputado estadual Volnei Weber, votou pela rejeição do documento. “Empreender já é complicado, em virtude de tantos impasses. Mas empreender e ter o seu negócio em risco por conta de ideias e decisões errôneas é pior ainda. Temos que evoluir e ter mais conhecimento sobre a indústria plástica. A reciclagem no segmento existe, é uma realidade e já tem se transformado em inúmeros outros materiais como revestimentos para a construção civil”, destacou.

Corroborando com Weber, o deputado Camilo Martins, que preside a CCJ, recomendou “cautela em projetos que sugerem qualquer tipo de proibição que restringe atividades produtivas”.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

PEC sobre crédito no exterior pode inviabilizar financiamentos à exportação, avalia CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifesta preocupação com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 3/2023, que estabelece competência exclusiva do Congresso Nacional para autorizar operações de crédito no exterior. Ao estabelecer uma nova etapa política para aprovações de financiamento executados fora do país, a proposta, aprovada nesta quarta-feira (4) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, contraria a reforma do Sistema de Crédito Oficial à Exportação defendida pela indústria e a prática internacional.

“Na prática, a medida pode inviabilizar o financiamento à exportação e dificultar a inserção do exportador brasileiro. A etapa de avaliação, pelo Congresso Nacional, burocratiza desnecessariamente a política pública de concessão de crédito e pode torná-la inviável em decorrência do aumento de prazo, insegurança jurídica e redução da competitividade das empresas brasileiras frente aos concorrentes estrangeiros”, destaca Rafael Lucchesi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

Na avaliação da CNI, ao instituir rito diferente para instituições públicas e privadas na concessão de crédito, há uma intervenção excessiva na atividade econômica privada, ferindo princípios constitucionais como o pleno exercício da autonomia da vontade, liberdade de empresa e da livre concorrência, proporcionalidade e razoabilidade.

As principais economias do mundo, além de possuírem sistemas robustos de financiamento e garantias às exportações, possuem práticas agressivas para a ampliação de suas exportações. A PEC em questão, por outro lado, além de burocratizar o processo, inibe, produz custos e insegurança jurídica ao não definir se a autorização a ser dada pelo Congresso Nacional seria prévia ou posterior à operação, e se envolveria a operação de captação externa de recursos pelo BNDES, inviabilizando novas operações.

Atualmente, as operações de empréstimos com garantia soberana, por exemplo, levam entre 9 a 18 meses, em média, para aprovação final. Além disso, a participação de instituições financeiras públicas ou privadas no comércio internacional constitui regra e não exceção no contexto das nações, e os dirigentes desses agentes respondem pela licitude de seus atos, não havendo necessidade de uma excepcional intervenção do Poder Legislativo.

“A atuação das instituições financeiras controladas pela União, sejam produtoras de bens ou prestadoras de serviços, movimenta uma grande cadeia de fornecedores brasileiros nos projetos conduzidos pelas empresas exportadoras. Isso acarreta impacto direto na criação de empregos, renda, na arrecadação e divisas do país”, complementa Rafael Lucchesi.

"Construindo Autoridade Através dos Imóveis": especialistas ensinam como se destacar no mercado imobiliário de alto padrão

O mercado imobiliário está cada vez mais competitivo e exige que os corretores acompanhem as tendências tecnológicas e adotem estratégias inovadoras para se destacar e para conquistar novos clientes. Neste cenário, o livro "Construindo Autoridade Através dos Imóveis", do renomado corretor de imóveis de Balneário Camboriú, Bruno Cassola, especialista em imóveis de alto padrão, junto ao experiente profissional em marketing imobiliário Matheus Azevedo, surge como um guia para o sucesso.

Bruno Cassola e Matheus Azevedo desenvolveram diversas técnicas e estratégias que possibilitaram um aumento expressivo de vendas desde 2021. Até o final de 2024, a expectativa de Bruno Cassola é superar a meta de R$100 milhões. Além disso, as soluções aplicadas fomentaram a divulgação do mercado de imóveis de alto padrão de Balneário Camboriú, cidade no litoral de SC com o metro quadrado mais valorizado do país, através de uma abordagem focada em conteúdo de valor e posicionamento de marca.

"Nosso objetivo com este livro é compartilhar com os corretores e com o mercado o conhecimento que adquirimos ao longo desses anos trabalhando na área imobiliária. Além da base fundamental da profissão que é o empenho diário, experiência e foco no cliente, queremos mostrar por meio do livro a importância da utilização de ferramentas da tecnologia para se destacar e se tornar uma referência, em um segmento tão concorrido", explica Cassola.

De fato, as estratégias apresentadas no livro vão muito além das técnicas tradicionais de divulgação de imóveis. Cassola e Azevedo ensinam como os corretores podem criar conteúdo de alto engajamento para as redes sociais, utilizando ferramentas como geolocalização, direcionamento de anúncios e copywriting persuasivo.

"Muitos corretores ainda se limitam a publicar fotos e vídeos básicos dos imóveis. Mas eles podem ir além, construindo uma imagem de autoridade e conquistando a confiança dos clientes", destaca Azevedo.

Ao longo do livro, os autores compartilham casos reais de sucesso e modelos de edição de vídeos, scripts de anúncios e exemplos de campanhas . Eles também abordam a importância de se estruturar uma equipe de marketing digital e sobre posicionamento para impulsionar as vendas de uma imobiliária.

"Construindo Autoridade Através dos Imóveis" está disponível à venda, no momento, apenas em eventos presenciais dos especialistas e se apresenta como dica de leitura para corretores que desejam ampliar conhecimentos, se destacar e conquistar novos clientes em um mercado digitalizado. Com conteúdo atualizado e estratégias testadas na prática, a obra é dirigida para os profissionais do setor imobiliário alcançarem o próximo nível em suas carreiras.

Sobre o Bruno Cassola 

Já foi eleito campeão em vendas, premiado 10 vezes pelas renomadas construtoras FG e Embraed em Balneário Camboriú e é considerado uma autoridade em vendas de apartamentos de alto padrão na cidade. É empresário, administrador de empresas e corretor de imóveis especializado em ativos de alta rentabilidade. Atua há 17 anos no ramo imobiliário, especializado em imóveis de alto padrão em Balneário Camboriú, considerado o metro quadrado mais valorizado do Brasil. Possui registro no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI), Conselho Regional de Administração (CRA) e no Cadastro Nacional de Avaliadores de Imóveis (CNAI).

Mais informações: https://www.brunocassola.com.br/

Mussi Empreendimentos celebra a entrega do SoHo 538 Art Residences em noite especial em Itajaí

Na última quinta-feira (5), a Mussi Empreendimentos promoveu um evento especial para marcar a entrega oficial do SoHo 538 Art Residences, no coração de Itajaí. A cerimônia reuniu familiares das tradicionais famílias Mussi e Simões da Costa, proprietários, futuros moradores, convidados ilustres e representantes da imprensa local.

O SoHo 538 Art Residences é o primeiro empreendimento de alto padrão da Mussi Empreendimentos e simboliza a combinação perfeita entre tradição, inovação e sustentabilidade. Com localização privilegiada na Rua XV de Novembro, o edifício impressiona com seus 30 andares, que abrigam 46 apartamentos e duas coberturas, além de um projeto que destaca design contemporâneo e conforto.

Durante a solenidade, o CEO e arquiteto Flávio Mussi compartilhou a importância emocional desse projeto. O empreendimento foi erguido no local onde estavam as antigas residências das famílias Mussi e Simões da Costa, incluindo a casa onde ele nasceu e cresceu. “O SoHo é mais do que um edifício. É um tributo às nossas raízes e à visão de um futuro que valoriza a qualidade de vida e o bem-estar em Itajaí”, ressaltou Flávio.

Os convidados também puderam explorar as áreas comuns do edifício, conhecendo diferenciais como a ampla área de lazer, que inclui piscinas externa e aquecida, além de outros espaços pensados para proporcionar uma experiência única aos moradores.

Com a entrega do SoHo 538 Art Residences, a Mussi Empreendimentos reforça seu compromisso com o desenvolvimento urbano sustentável e sua missão de transformar o mercado imobiliário de Itajaí com projetos de excelência.

Sobre a Mussi Empreendimentos
Fundada em 2020 e sediada em Itajaí, a Mussi Empreendimentos é uma construtora de alto padrão que se destaca por seu olhar inovador, sustentável e pela excelência arquitetônica. Com o propósito de transformar o mercado imobiliário da região, a empresa já está desenvolvendo outros três projetos no centro de Itajaí, reafirmando seu compromisso com o crescimento urbano responsável e inovador.

Murilo Michelon, jovem empreendedor de 15 anos, realiza palestra em instituição de ensino técnico

No dia 06 de novembro de 2024, Murilo Michelon, um talentoso jovem de 15 anos natural de Santa Catarina, compartilhou seus conhecimentos em uma palestra intitulada "Internet além do Entretenimento". O evento foi realizado em uma renomada instituição de ensino técnico com presença em todo o Brasil e teve como objetivo alertar os estudantes sobre o uso excessivo da internet e apresentar novas perspectivas de aproveitamento da tecnologia.

Murilo enfatizou o potencial estratégico da internet para além do lazer, destacando sua experiência como empreendedor no segmento de Marketing Digital. Entre os temas abordados, estavam a relevância da presença digital, as oportunidades profissionais no ambiente online e como transformar boas ideias em negócios de sucesso.

Fundador de uma agência de Marketing Digital, Murilo já liderou projetos de destaque, incluindo o desenvolvimento de um site e uma intranet personalizada para um escritório de advocacia. Sua aptidão para tecnologia e design começou a se manifestar cedo, levando-o a iniciar sua trajetória empresarial aos 12 anos.

Seus feitos já foram reconhecidos publicamente. Em 25 de abril de 2024, ele recebeu uma Moção de Congratulações da Câmara Municipal de Brusque, em reconhecimento ao impacto positivo que tem gerado no mercado digital e na comunidade.

https://www.camarabrusque.sc.gov.br/proposicoes/Mocoes/2024/1/0/57755

A história de Murilo Michelon mostra que a inovação e o sucesso não têm idade, inspirando pessoas de todas as gerações a explorarem as oportunidades infinitas que o universo digital oferece.

A importância do timing estratégico no cenário de juros altos

Fabiano Cordaro, especialista em negócios imobiliários, analisa como a Selic e os juros futuros influenciam decisões financeiras e empresariais.
O atual cenário econômico brasileiro exige atenção redobrada de empresas e investidores. Para *Fabiano Cordaro, que é especialista em negócios e sócio da Scudieri Consultoria, compreender os movimentos da curva de juros futuros é essencial para decisões estratégicas bem-sucedidas. Ele destacou como esses indicadores, frequentemente subestimados, podem antecipar tendências antes mesmo de mudanças na taxa Selic.


Enquanto o mercado espera uma redução da Selic apenas no segundo semestre de 2025, Cordaro aponta que os verdadeiros pontos de inflexão podem ser identificados com antecedência por meio dos juros futuros, que hoje se encontram em patamares historicamente altos, semelhantes aos registrados no período pré-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
“Os juros futuros não são apenas um reflexo do mercado, mas uma bússola para decisões estratégicas. Saber interpretar esses movimentos permite agir no momento certo, seja para investir, renegociar dívidas ou planejar reestruturações financeiras”, explica o sócio da Scudieri Consultoria.


Timing como diferencial competitivo
Fabiano Cordaro ressalta também que a curva de juros futuros costuma antecipar os movimentos da Selic em 6 a 9 meses, criando uma janela estratégica para empresas e investidores se posicionarem de maneira mais vantajosa.


Exemplos históricos reforçam essa dinâmica:
* Ciclo 2016-2017: Inversão da curva 6 a 8 meses antes do primeiro corte da Selic.
* Ciclo 2011-2012: Sinalização de mudança 8 meses antes.
* Ciclo 2003-2004: Antecipação de quase um ano.
Segundo ele, esse padrão histórico reforça a importância de ações proativas. “Este é o momento para estruturar investimentos, aproveitar condições favoráveis de crédito e planejar reestruturações financeiras que preparem as empresas para um futuro mais promissor”, afirma.


O impacto do custo do dinheiro
O atual patamar elevado dos juros futuros não reflete apenas a demanda por recursos do governo, mas também a percepção de risco e credibilidade do mercado. “Estamos no ponto mais alto do custo do dinheiro. As melhores decisões não são tomadas quando a curva já virou, mas antes disso, quando o mercado ainda subestima o potencial de transformação”, analisa Cordaro.
Empresas que ajustam suas estratégias antes do ponto de inflexão ganham uma vantagem competitiva significativa. “A virada de um ciclo econômico traz tanto oportunidades quanto riscos. Estar preparado para capturar valor nesse momento de transição pode ser o diferencial entre liderar ou apenas acompanhar as mudanças”, conclui.

*Fabiano Cordaro é Especialista do Mercado Imobiliário, foi Conselheiro, CEO e CFO de Construtoras e Incorporadoras: Tiner, Vitacon, Inloop, RSF, Dampris, Hacasa. Atualmenteé Socio e conselheiroda Smart Sharing e da Ousy.Inc, e da Scudieri& Associados


Sobre a Scudieri Consultoria 
A Scudieri Consultoria é referência em gestão estratégica, fusões e aquisições (M&A) e planejamento financeiro. Com uma abordagem inovadora, a empresa se destaca por transformar desafios econômicos em oportunidades concretas de crescimento, ajudando empresas a alcançar seus objetivos em cenários complexos.

CDL de Itajaí e Procon realizam Mutirão Limpa Nome com descontos de até 70%

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itajaí, em parceria com o Procon do município, promove o Mutirão Limpa Nome, uma oportunidade para consumidores regularizarem suas pendências financeiras e começarem o ano com o orçamento equilibrado. O Mutirão acontece a partir do dia 5 de dezembro, na sede do Procon de Itajaí.

Durante o mutirão, a comunidade terá a chance de renegociar dívidas com empresas locais, em condições especiais que podem incluir descontos de até 70%. A iniciativa visa auxiliar consumidores endividados a reorganizarem suas finanças e, ao mesmo tempo, contribuir para a movimentação econômica no comércio da cidade.

Para participar, os interessados devem comparecer munidos de documentos pessoais, como RG, CPF e comprovantes relacionados às dívidas.O agendamento para atendimento deve ser feito por meio do formulário disponível no site do Procon Itajaí ou pelos telefones (47) 3349-4247 ou 151.

Construção civil: Sinduscon da Foz do Rio Itajaí empossa nova diretoria

O empresário itajaiense Eduardo Luís Agostini da Silva, sócio-proprietário da CEG Empreendimentos, foi empossado nesta quinta-feira (28) na presidência do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) da Foz do Rio Itajaí para o biênio 2025/2026. Eduardo sucede o empresário Fábio Inthurn, CEO da Lotisa Empreendimentos, e assume a entidade em um novo momento para o setor, juntamente com a nova diretoria da entidade.
 
O setor vem registrando um crescimento acima das médias estadual e nacional na região, o que gera desafios. No entanto, as atualizações dos planos diretores e códigos de obras em municípios devem destravar e proporcionar um avanço ainda maior para o setor. O Sinduscon da Foz do Rio Itajaí engloba os municípios de Balneário Piçarras, Itajaí, Navegantes e Penha. 
 
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que a população do Brasil cresceu 6,5% entre 2010 e 2022. Neste mesmo período, este índice foi 18,8% no Estado e 6 vezes mais nos quatro municípios da região de atuação da entidade. “Itajaí, por exemplo, deve receber mais de 10 mil novos habitantes anualmente, o que implica uma demanda por mais de 3 mil novas moradias a cada ano. Precisamos estar preparados para essa demanda, que traz consigo desafios e oportunidades para o setor da construção civil”, pontua o presidente empossado. Eduardo garante que sua gestão será de continuidade. 
 
Fábio Inthurn, por sua vez, diz que deixa a presidência do Sinduscon com a sensação de dever cumprido. “Foi um período desafiador, trouxemos inovações para o sindicato, agendas de capacitação, e junto com a sociedade civil avançamos na aprovação de importantes leis, entre outras ações que contribuíram para a atual realidade do setor. Somos um grupo no qual todos trabalham para o coletivo”, destaca.  
 
Crescimento fora da curva e grandes expectativas
 
Fábio acrescenta que o mercado da construção civil vem crescendo bastante da área de atuação do Sinduscon e exemplifica com o case de Itajaí, que apresenta índices superlativos. “Chegamos a agosto com o terceiro metro quadrados mais valorizado do Brasil, o que vejo como um motivo de orgulho e que, ao mesmo tempo, mostra quanto nossa cidade é desejada”, arremata. Fábio Inthurn assume agora uma cadeira no Conselho Consultivo, formado pelos ex-presidentes ativos. 
 
Os prefeitos eleitos para o mandato 2025/2028 comemoram os números da construção civil na região e destacam o papel crucial do Sinduscon nesse contexto. “A construção civil tem um papel fundamental no desenvolvimento da economia com a geração de empregos e oportunidades, temos um desafio muito grande com relação à questão habitacional e o Sinduscon tem um papel determinante nesse contexto”, destaca Robison Coelho, de Itajaí. 
 
Liba Fronza, prefeito reeleito em Navegantes, diz que o sindicato tem um papel “importantíssimo” no desenvolvimento das cidades da foz do Rio Itajaí-Açu. “A força do Sinduscon tem alavancado o crescimento destas cidades, uma vez que o sindicato vem trabalhando junto com as prefeituras em prol do desenvolvimento”, afirma. Já Luizinho Américo, prefeito eleito de Penha, destaca o comprometimento do sindicato com a geração de trabalho e renda e o protagonismo da entidade no desenvolvimento regional.
 
Os quatro municípios que integram o Sinduscon da Foz do Rio Itajaí somam 9.932 empresas ligadas diretamente à indústria da construção, que respondem por 7,12% do total de carteiras assinadas. “Esses números ilustram a importância do setor para a economia regional, ao mesmo tempo que alertam para a responsabilidade que temos em garantir um desenvolvimento sustentável”, completa Eduardo Agostini.
 
Conheça a diretoria eleita
 
O presidente eleito Eduardo Luís Agostini da Silva terá nas vice-presidências os empresários Gustavo Felipe Bernardi, Wadis Dall Oglio Neto e Walney Agilio Raimondi. Para as presidências de núcleos das cidades de Navegantes e Penha e Balneário Piçarras, foram eleitos Cássio Tondin de Campos e Paulo Rubens Obenaus, respectivamente. Para a 1º Secretária foi eleita Ariana Cipriani de Sá e Everton Ricardo de Almeida, como 2º secretário. Como 1º tesoureiro assume Marcos Antonio Gerhardt e Ronaldo Vieira Sedrez assume como 2º Tesoureiro.
 
Os membros efetivos do Conselho Fiscal são Edmir de Sales Pinto Junior, Valter Néis e Carlos Henrique de Carvalho; os suplentes são Ronir Schlosser, Marlon Edenir Moser e Fellipe Argenta Sponchiado. O Conselho Deliberativo será formado por Fábio Luis Inthurn, Bruno de Andrade Pereira, Kan Han Yong Charles, José Carlos Santos Leal e Flávio Macedo Mussi.

 

Novo Presidente do CAP toma posse e é apresentado na última reunião do ano aos membros da comunidade portuária

Assuntos como renovação do Convênio de Delegação, aprovação do projeto que transforma a Superintendência do Porto de Itajaí em empresa pública, Arrendamento Transitório e Definitivo, foram debatidos.


Nesta manhã de sexta-feira, 29, os membros que compõem o Conselho da Autoridade Portuária (CAP), reuniram-se na sede da Superintendência do Porto de Itajaí para realizarem o 10º e último encontro de 2024.


De acordo com o cronograma de datas, em 2024, foram realizadas quatro edições das reuniões da entidade (CAP), sendo 10 no total desta gestão. Durante o encontro, assuntos de extrema relevância para o Porto de Itajaí e Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu foram debatidos entre os participantes que atuam no trade portuário.


Inicialmente, o Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, deu boas vindas ao novo presidente do CAP, e, na oportunidade, abriu a pauta do dia, destacando os seguintes temas que foram abordados.


Na sequência, o Diretor Geral de Administração e Finanças, Ronaldo Camargo Souza, apresentou aos participantes, números de movimentação de operações de atracação, tonelagem, contêineres e TEUs (contêineres de 20 pés), inseridos no complexo portuário, porto público e área arrendada, e relatório de movimentação financeira.


“Fizemos um comparativo entre 2023 e 2024, no mesmo período, de janeiro a outubro, e, vemos que mensalmente o porto de Itajaí, e o complexo num todo vem apresentando registros positivos, de aumento dos números. No complexo, atracaram 864 navios em 2023, e, até outubro deste ano, já somamos 1005.  No porto de Itajaí, pelo mesmo período, de 76 passou para 114 embarcações. Na movimentação de cargas, no complexo, foram movimentadas 12.567.715 toneladas em 2023, e, em 2024, até outubro, o registro foi de 11.535.599 toneladas, onde projeta-se até o final de dezembro um número maior que no ano passado. No porto de Itajaí, também na movimentação de cargas, em 2023, foram registradas 305.647 toneladas, contra 493.331 toneladas em 2024 até outubro. Na movimentação de TEUs (contêineres de 20 pés), no complexo foram registrados em 2023, 1.086.457 unidades, contra 943.390 unidades até 31 de outubro deste ano. Por fim, no porto de Itajaí, em TEUs, foram registradas 334 unidades em 2023, contra 13.427 também até outubro deste ano. Já, em relação a movimentação financeira, o porto de Itajaí vem crescendo mensalmente sua renda, e, para 2025, de janeiro até dezembro do ano que vem, estudamos uma projeção financeira bem moderada podendo chegar em até R$ 121 milhões. Podemos citar positivamente, também, nossa próxima temporada de cruzeiros marítimos, iniciando no dia 18 de dezembro, e, encerrando em abril de 2025, onde são esperadas 39 escalas de transatlânticos, o que incrementa a receita do porto de Itajaí”, destacou Ronaldo.


Destaque ainda na pauta, para a posse dos Conselheiros, Presidente do CAP - Sérgio Vianna Teixeira Júnior (Secretaria de Portos), Nikolas Reis Moraes dos Santos (Governo do Estado de Santa Catarina), Raimundo Nonato da Silva Menezes e a Suplente Patrícia Souza Xavier (ANVISA), João Ricardo de Andrade Chaves (SC Portos Operações Portuárias), e o suplente Jorge Luiz de Carvalho Dantas Júnior (ABTP), Ronaldo Camargo Souza (Prefeitura de Itajaí). Também em ata, ocorreu a recondução dos membros Fábio da Veiga e do suplente Jucelino dos Santos Sora (Porto de Itajaí), e, a recondução de Ademar Tomaz da Silva Filho e o Suplente Oberdan Alex da Silva Cardoso (FNE).


Outros assuntos como gestão do Porto, retorno dos trabalhos de manutenção de dragagem (após ser concretizado quitação de valores e reprogramação financeira por meio de Aditivo Contratual assinado no início de novembro), Convênio de Delegação, Contratos de Arrendamento Transitório. Na Ordem do Dia, destaque quanto a aprovação do projeto que transforma a Superintendência do Porto de Itajaí em empresa pública, cuja administração do Porto será realizada pela Diretoria Executiva e Conselho de Administração. O projeto foi aprovado por unanimidade durante a 78ª Sessão Ordinária na Câmara de Vereadores, e, atualmente, o projeto já se encontra no Executivo Municipal para sanção do prefeito. Este assunto está sendo muito comentado entre as autoridades, na busca melhor para os servidores que atuam na sede da Superintendência do porto de Itajaí.


A Superintendência do Porto de Itajaí é uma autarquia instituída em 1995. Com a mudança, terá forma de sociedade de propósito específico, personalidade jurídica de direito privado, patrimônio próprio e autonomia administrativa, técnica, financeira e patrimonial. A empresa pública tem função social de realização do interesse coletivo. O objetivo é administrar e explorar o Porto Organizado de Itajaí, das retroáreas do Porto, hidrovias, vias lacustres e navegáveis do Município. O projeto estabelece ainda que a administração da empresa pública será feita por uma Diretoria Executiva e pelo Conselho de Administração. Além disso, contará com um Conselho Fiscal permanente.


Natural do Rio de Janeiro, o novo presidente do CAP, Sérgio Vianna Teixeira Júnior, é engenheiro civil, onde trabalhou como engenheiro concursado na Prefeitura do Rio de Janeiro por muitos anos. Em 2010, passou num concurso para Analista de Infraestrutura do Governo Federal, onde atua nesse cargo efetivamente. Sua carreira começou no Ministério do Planejamento, mas seguiu de forma transversal, posição que foi criada na época do PAC, para apoiar como engenheiro nas obras. Com o fim do PAC, assumiu outras funções, e, desde 2010, atua na Secretaria Nacional de Portos, agora vinculada ao Ministério de Gestão e Inovação.


Sérgio já esteve em Itajaí em outras oportunidades, e, conhece bem a realidade do cenário portuário local. Nos últimos anos tem acompanhado as diversas situações que envolveram o porto de Itajaí, no que tange aos contratos de arrendamento transitório e definitivo, vinda da nova operadora, a JBS Terminais, e, atualmente, está acompanhando o processo em Brasília, onde será decidido pelo Governo Federal se a delegação portuária de Itajaí, será renovada, garantindo assim sua municipalidade, ou se será federalizada pelo Ministério de Portos, pois o convênio de delegação vence em 31 de dezembro.


“A pauta foi muito séria. Itajaí vive um momento preocupante, não só para a vida dos servidores, mas para o futuro da cidade. Itajaí voltou a se destacar no ranking nacional, mas é essencial que exista uma interligação entre os governos federal e municipal. O Porto tem capacidade plena de continuar com a eficiência que já demonstra e, quem sabe, até melhorar. O problema é que estamos em uma indefinição que não depende só de nós. O que posso adiantar é que já existe uma minuta de convênio de delegação em andamento, e, tão logo, certamente todos terão informações mais precisas. Minha expectativa é que tudo ocorra bem. Gostaria de parabenizar ainda o superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, pelos resultados alcançados e pela capacidade de enfrentar e resolver os problemas. Tenho certeza de que, com a competência que temos aqui, conseguiremos alcançar grandes avanços”, analisa Sérgio.


Compondo a mesa de autoridades durante a realização da 10ª reunião do CAP, estiveram participando representantes da Superintendência do Porto de Itajaí, Delegacia da Capitania de Portos de Itajaí (Marinha), SC Portos Operações Portuárias, SINTAC, Governo do Estado de Santa Catarina, e Prefeitura Municipal de Navegantes.


Participaram ainda do encontro, representantes da Praticagem, ANTAQ, Receita Federal (RFB), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA/Vigiagro - Unidade de Itajaí), Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santa Catarina, SINDASC, representantes de Sindicatos de Classe (Estiva e Vigia), representantes de TUPs/Terminais de Uso Privado (TEPORTI, Portonave e Barra do Rio), Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santa Catarina (SINDAESC), Sindicatos de Classe dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs), Guarda Portuária de Itajaí, e demais representantes de entidades de Classe e membros da Sociedade Civil Organizada.


O novo presidente da Entidade, deixou agendado o primeiro encontro de 2025 para o dia 31 de janeiro.
“A reunião de hoje contou com a posse do novo presidente e de outros membros. Tivemos ainda a participação de vários representantes dos Terminais de Uso Privado (TUPs), e, de membros da comunidade portuária. Os assuntos abordados foram todos atuais, sobre a situação que o Porto está vivenciando hoje. Me sinto gratificada de participar de uma reunião tão importante onde são debatidos os assuntos do interesse da comunidade portuária que implica diretamente na nossa cidade, e, é por isso que sempre estamos avançando em grandes temas, sendo relevantes para todos que atuam na atividade portuária, destacou a Secretária Executiva do CAP, Cristina Costa Biu.


O CAP (Conselho de Autoridade Portuária), é um órgão “consultivo” e tem a participação direta nas decisões administrativas, técnicas, operacionais e comerciais dos portos e entidades ligadas a eles. É composto por representantes dos poderes Federal, Estadual e Municipal, contando ainda com representantes dos operadores portuários, trabalhadores e usuários dos serviços do porto.
Ao final da reunião, o Superintendente Fábio da Veiga, fez uma breve avaliação de sua gestão, pontuando de forma otimista, clara e objetiva, os desafios que enfrentou. Acima de tudo, fez questão de destacar que, mesmo se retirando em breve do cargo de Superintendente, deseja o melhor para o futuro da cidade e de todos que atuam na atividade portuária:


“Eu sou um ser democrático, pedindo desculpas quando necessário, e me esforço para atender bem a todos. Fiz uma promessa de não deixar ninguém sem atendimento, independentemente das circunstâncias. É importante buscar esforço nos debates e garantir que ninguém fique de fora. Vocês me ajudaram a superar momentos difíceis, e, embora isso me tenha exigido muito, sigo sem medo de enfrentar desafios. Agradeço aos amigos, aos colegas e à oportunidade de estar aqui. Agradeço a todos que contribuíram para este trabalho. As dificuldades enfrentadas foram grandes, mas com dedicação conseguimos superar. Espero que, no futuro, possamos continuar nos empenhando pelo melhor, gerando resultados que reflitam nosso esforço coletivo. Muito obrigado por tudo. Desejo a continuidade de boas ações em nossas cidades, para que possamos crescer juntos e criar um ambiente cada vez mais colaborativo. Sei que muitos desafios permanecem, mas acredito na importância de termos uma gestão eficiente e solidária. Precisamos sempre avançar e criar oportunidades para o desenvolvimento. Assim, seguimos trabalhando com dedicação e esperança, mesmo quando as circunstâncias são desafiadoras. Estamos comprometidos com a construção de um futuro melhor, sabendo que cada pequena ação conta. Isso é o que traz sentido ao que fazemos. Vamos continuar aprendendo e evoluindo para alcançar novos patamares. Mais uma vez, obrigado a todos que estiveram ao meu lado nessa jornada”, concluiu o Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga.


*Fábio da Veiga – Superintendente do Porto de Itajaí
* Sérgio Vianna Teixeira Júnior – Presidente do CAP
*Cristina Costa Biu – Sec. Executiva do CAP de Itajaí
*Texto e Fotos: Luciano Sens – Sec. Geral de Comunicação Social

 

Porto Itapoá adiciona capacidade com mais 540 tomadas reefers

O Porto Itapoá finalizou a primeira fase de sua expansão de tomadas para contêineres refrigerados (reefers), com a instalação de 540 novas unidades. Com essa ampliação, o Terminal agora conta com 3.432 tomadas em operação, consolidando-se como o maior em capacidade de Santa Catarina e avançando para se tornar o segundo maior do Brasil. Em dezembro, mais 540 tomadas serão adicionadas, totalizando 3.972 unidades.

Nova expansão

O Porto Itapoá está dando início à sua Fase IV de expansão, com previsão de investimentos que somam R$ 500 milhões nos próximos 12 meses. Esse projeto é mais um passo no crescimento contínuo do Terminal – consolidado entre os quatro maiores do Brasil – que planeja ser o maior e mais eficiente da América do Sul até 2033.

Localizado na Baía da Babitonga, em Santa Catarina, o Porto Itapoá tem um pátio de 455 mil metros quadrados, com capacidade estática de 31 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) e sua capacidade de movimentar até 1,8 milhão de TEUs por ano. 

Novos equipamentos

Entre os novos investimentos, destaca-se a aquisição de mais um portêiner - equipamento essencial para a movimentação de contêineres em navios de grande porte -, o oitavo da frota de Itapoá. 

O cais, estrutura onde atracam os navios, também deve ser ampliado em breve, ganhando mais 400m de comprimento, somando-se aos atuais 800m, o que permitirá a atracação de três navios de porte maior. Felipe Kaufmann revela que que a ampliação já está licenciada pelo Ibama e que a obra deve seguir um cronograma estratégico.

Ainda no pacote de modernizações, serão adquiridos 12 RTGs (guindastes sobre pneus) operados por controle remoto. Atualmente, o Porto Itapoá já conta com 10 RTGs controlados remotamente, sendo o primeiro terminal portuário da América do Sul a contar com essa tecnologia. 
Também serão adquiridos nove terminal tractors (TTs), caminh
al conta 49 TTs, sendo 20 deles elétricos, a maior frota do Brasil de TTs elétricos. “Esses TTs são carregados com energia 100% renovável, alinhando-se à política de sustentabilidade do Porto Itapoá”, reforça o diretor.

Outra importante aquisição anunciada é um novo scanner de última geração. O Porto Itapoá já conta com dois scanners, equipamentos fundamentais para garantir a segurança da circulação de cargas.

Governo do Paraná anuncia investimentos de R$ 250 milhões para implantação de novas estruturas náuticas no estado

No primeiro dia do Foz Internacional Boat Show, maior evento náutico de água doce que envolve os países da Tríplice Fronteira e que ocorre no Iate Clube Lago do Itaipu (ICLI) até domingo, 1º, em Foz do Iguaçu, lideranças do turismo e da náutica se reuniram para mais uma edição do Congresso Internacional Náutica, com o objetivo de trocar informações e projetos sobre o desenvolvimento e o futuro do setor, o qual tem grande potencial no Paraná e que reflete em desenvolvimento econômico e alta geração de empregos. 
Na ocasião, autoridades do governo do estado reafirmaram o compromisso com o turismo náutico para o fomento econômico e social já que além de praias, o estado é privilegiado com grande sistema de águas interiores, como é o caso do Lago do Itaipu. Além do apoio a eventos como o Foz Internacional Boat Show, que tem como foco aproximar as pessoas do “lazer sobre as águas” e apresentar novidades em produtos e serviços, o chefe do departamento de turismo náutico do Viaje Paraná, Rodrigo Neratika, trouxe informações sobre o mapeamento e os estudos realizados que identificam os principais produtos e atrativos náuticos do estado. Com a vocação para a náutica e variada gama de atrações levantadas, a principal necessidade para impulsionar o lazer e os esportes náuticos é a carência em infraestrutura, a qual gera acessibilidade das embarcações às variadas regiões, com enfoque para Foz do Iguaçu e seu potencial turístico incluindo atividades como a pesca esportiva.
Dessa forma, no estado, serão implantadas novas estruturas náuticas no decorrer dos próximos 2 anos, aproximadamente, conforme aprovações e liberações legais, fruto de um investimento de R$ 250 milhões do governo estadual. Tais estruturas vão somar às entregas do Governo do Paraná em 2024, como as sete rampas de acesso, 67 píeres flutuantes e 125km de estrada para acesso náutico.
“Daqui alguns anos, esperamos ver muito mais progresso nesta região por conta do turismo náutico”, destacou o presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, que detém a empresa que é líder na América Latina na organização de eventos no setor, por meio dos boat shows, e responsável por mais de 70% dos negócios náuticos realizados no país. Entre os exemplos do incentivo à náutica, além da exposição de grandes novidades que estão ocorrendo no Foz Internacional Boat Show, destacou atividades paralelas como o apoio à expedição de um grupo de 150 jets, que partiram ontem, 27 de Rosana/SP, pelo Rio Paraná, com destino final ao boat show no Lago do Itaipu, na tarde de hoje, 28. “O objetivo é, com essas atividades, mostrar as experiências maravilhosas que a náutica pode gerar e para o ano que vem, esperamos 200 jets participando da expedição”, destacou.
Outro tema abordado no congresso foi o incentivo aos fabricantes de barcos no país que já se destacam pela alta qualidade produtiva não apenas no Brasil, mas em exportações e, por ser um trabalho artesanal, diferentemente de uma indústria automotiva, gera ao ano no Brasil em torno de 120 mil empregos e há um enorme potencial a ser explorado. 
Eduardo Colunna, presidente da Associação Náutica Brasileira das Indústrias e seus Implementos, disse que enquanto os Estados Unidos, na liderança do mercado náutico global, fabricam 330 mil barcos por ano, o Brasil produz em torno de 4,5 mil e, por ser uma indústria jovem, apesar de referência em qualidade, precisa de incentivos para crescer e expandir. O especialista destacou o caso de sucesso em Santa Catarina com os benefícios gerados a fabricantes como o Pró Náutica e, hoje, o estado catarinense detém 70% da produção de barcos no país. O crescimento do Paraná, segundo Colunna, também é promissor, já que este ano o Governo anunciou benefícios por meio do programa Invest Paraná e que não beneficia apenas fabricantes, mas também as revendas e esse fato deve servir de modelo nacional. 
Durante o Congresso também foi anunciada a assinatura de um convênio que envolverá o Grupo Náutica junto ao Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec, para a produção de uma embarcação “verde” movida a hidrogênio já que o centro de pesquisa, inovação e educação Parquetec conta com uma planta de desenvolvimento de hidrogênio há 10 anos. 
O Foz Internacional Boat Show segue até domingo no ICLI, em Foz de Iguaçu, aberto ao público com uma série de novidades em embarcações, produtos além de atrações de esportes e lazer para a família. Conta com o apoio de instituições, como o Fundo Iguaçu, voltado ao desenvolvimento e promoção turística, e o Viaje Paraná, programa do Governo do Paraná por meio da Secretaria de Turismo. Também apoiam o Foz Internacional Boat Show a Itaipu Parque Tecnológico, a Itaipu Binacional e o Foz do Iguaçu Destino do Mundo, além do Governo Federal.
Traslados para o Foz Internacional Boat Show
Para visitar o evento, há traslado do dia 28/11 até 01/12, partindo do centro de Foz do Iguaçu, a cada hora, a partir das 14h40 saindo do Cataratas JL Shopping. A volta, com saída do ICLI, inicia a partir das 19h20. Todas as viagens têm capacidade para até 16 pessoas e tempo de tolerância de 10 minutos.
Horários de ida: 14h40, 15h15, 16h30, 17h30 e 18h30.
Horários de volta: 19h20, 20h e 21h.

Sobre o Grupo Náutica
Com mais de 40 anos de mercado, o Grupo Náutica traz soluções em infraestrutura, eventos e comunicação náutica. É formado pela Revista Náutica (https://www.nautica.com.br), pioneira e líder absoluta no setor; o Boat Show, mais importante salão náutico da América Latina com as edições de São Paulo, Itajaí, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Foz do Iguaçu; a Metalu, maior fabricante de píeres e passarelas em alumínio do mundo. O grupo também se preocupa com as questões sociais e é detentora das ações “Só Jogue na Água o que Peixe pode Comer”, assinada pelo cartunista Ziraldo, e “Por Uma Cidade Navegável”, que busca a navegação em lugares inimagináveis, assim como desenvolve os principais Guias de Turismo Náutico do país.

Créditos: Carlos Perez/Revista Náutica

 

"Pacote fiscal do governo ainda penaliza população de baixa renda", diz Inesc

Embora tenha havido um esforço do governo em distribuir os encargos fiscais, as pessoas de baixa renda ainda continuam sendo as mais prejudicadas, quando deveriam ser beneficiadas devido à significativa dívida social, ambiental e climática do país. Com essas palavras, Nathalie Beghin, integrante do colegiado de gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), avaliou o pacote fiscal anunciado pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira.

Segundo ela, o avanço estaria na isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, um benefício que pode perder o efeito dada a austeridade da medida que afeta desproporcionalmente os mais pobres. Isso porque, mesmo com o aumento real das receitas, o governo insiste em cortar gastos para controlar o crescimento das despesas obrigatórias, o que mantém a incerteza sobre a renda das famílias de baixa renda.

Outras críticas dizem respeito à vinculação do aumento real do salário mínimo à regra fiscal, a redução progressiva do teto para acesso ao Abono Salarial, as novas barreiras para o acesso ao Benefício de Prestação Continuada e outras iniciativas que podem comprometer o financiamento dessas políticas sociais essenciais. 

Por Nathalie Beghin, colegiado de gestão do Inesc

1. Vê-se que há um esforço por parte do governo federal para que todos paguem a conta. Contudo, continuam sendo as pessoas empobrecidas a serem as mais penalizadas, pois não deveriam contribuir com nada, ao contrário, dever-se-ia aumentar os benefícios voltados a este público diante da enorme dívida social, ambiental e climática que caracteriza o Brasil de hoje.

2. Há que se reconhecer o ganho efetivo para as pessoas empobrecidas, que é a isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais por mês.

3. O problema é a regra fiscal leonina. Sem dúvida, ela representa um avanço em relação ao Teto de Gastos, mas continua penalizando as pessoas empobrecidas, uma vez que a austeridade imposta pelo governo as atinge proporcionalmente mais que o resto da população. Apesar do aumento real das receitas (“as receitas crescem, em 2024, 9,7% acima da inflação – 7,4% se desconsiderados os fatores não recorrentes. As receitas novas são equivalentes a mais de 1 p.p. do PIB”), o governo diz que é preciso cortar gastos para “o crescimento das despesas obrigatórias com os limites da nova regra fiscal para continuarmos no caminho certo”.

Sobre a contribuição das pessoas empobrecidas
1. Condiciona-se o aumento do salário mínimo acima da inflação à regra fiscal: ou seja, as rendas das pessoas que conformam a base da pirâmide social – assalariadas ou beneficiárias de programas sociais, como a Previdência Social, Benefício de Prestação Continuada, Seguro Desemprego, Abono Salarial – é incerta, pois sua variação anual é desconhecida, sujeita aos resultados de uma regra que em pouco, ou nada, beneficia esse conjunto da população. A incerteza quanto à renda dificulta o planejamento dos gastos futuros das famílias impossibilitando que saiam do ciclo de pobreza e pobreza extrema.

2. Diminui o número de pessoas que acessam o Abono Salarial. Atualmente, se beneficiam as pessoas inseridas no mercado formal de trabalho que ganham até 2 salários-mínimos. O governo irá diminuir progressivamente este teto para 1,5 SM até 2035. Tal medida irá contribuir para aumentar as desigualdades, pois reduz a renda das pessoas empobrecidas. E isso num país no qual os ricos ficam cada vez mais ricos. Análise recentemente publicada pelo economista Sergio Gobetti, do Ipea, revela que a concentração de renda no topo da pirâmide social brasileira aumentou expressivamente entre 2017 e 2022, pois os rendimentos dos mais ricos cresceram muito mais do que a renda média brasileira. Enquanto a maioria da população adulta (95%) viu sua renda aumentar apenas 1,6% em termos reais no período de cinco anos, a variação registrada pelos 0,1% do topo foi de 42% acima da inflação. E entre os 15 mil milionários que compõem o 0,01% mais rico, o crescimento foi ainda maior: 49%.

3. Dificulta o acesso ao Benefício de Prestação Continuada voltado para pessoas empobrecidas idosas ou com deficiência. As novas regras do governo impõem mais barreiras para gozar de um atendimento digno: doravante passam a contar a renda de cônjuge e companheiro/a não coabitante e renda de irmãos, filhos e enteados (não apenas solteiros) coabitantes. Ou seja, uma mãe que tem um filho com deficiência e não trabalha para poder cuidar dele, mas tem um companheiro que mora em outra casa e ganha 2 SM, não consegue acessar o benefício, porque a renda familiar per capita dos 3 é de 0,66 SM, maior que o corte de acesso, de 0,25 SM. É uma situação bastante revoltante que, mais uma vez, penaliza as mulheres, que são as que cuidam das pessoas com deficiência e das pessoas idosas. Além disso, será efetuado recadastramento com biometria, o que, novamente, prejudica as pessoas com dificuldade de locomoção, como são as pessoas idosas e as pessoas com deficiência.

4. Prorroga a DRU até 2032. A Desvinculação de Receitas da União (DRU) é um mecanismo que permite ao governo federal usar livremente 30% de todos os tributos federais vinculados por lei a fundos ou despesas. A principal fonte de recursos da DRU são as contribuições sociais, que respondem a cerca de 90% do montante desvinculado. Essa medida retira das políticas públicas recursos que são utilizados, no geral, para pagamento da dívida. O governo calcula retirar das políticas públicas cerca de R$ 26 bilhões nos próximos 6 anos (2025 a 2030). A DRU associada a cortes e bloqueios são mecanismos de contenção de gastos primários que, novamente, penalizam as pessoas empobrecidas.

5. Com relação à educação, o governo em seu pacote transfere aos entes subnacionais, com recursos do Fundeb, parte de sua responsabilidade com a educação em tempo integral, um dos compromissos de campanha. A complementação do Fundeb, feita pela União, vai para os estados e municípios com menor ou nenhuma capacidade arrecadatória, como é o caso de muitos municípios que vivem apenas do fundo de participação e os repasses estaduais e outros nacionais. Sabemos que boa parte deles não consegue sequer pagar o piso salarial da educação básica e agora terão de arcar com parte da oferta de ensino integral com recursos do Fundeb, o que provavelmente não ocorrerá, ampliando desigualdades regionais.

Sobre as contribuições das Forças Armadas
1. Acaba-se com benesses concedidas às Forças Armadas que há muito tempo deveriam ter sido extinguidas como, por exemplo, estabelecer uma idade mínima para reserva remunerada e por um fim nas transferências de pensão (finalmente, as filhas de militares deixarão progressivamente de receber as pensões de seus pais).

Sobre as contribuições do Congresso Nacional
1. Há limites ao crescimento das emendas parlamentares (o arcabouço fiscal e os cortes ou bloqueios também se aplicam às emendas) e destinação de parte delas para a Saúde (emendas de Comissão). Não há dúvida que restringir as emendas seja importante devido ao seu crescente impacto nos gastos do Executivo. Mas, por outro lado, destinar emendas à Saúde disfarça um enorme problema, pois engessa os recursos da pasta. Com efeito, parece que as verbas para a área aumentam quando na realidade impossibilitam que o Ministério faça um planejamento eficiente de suas despesas conforme os problemas nacionais, uma vez que tem que gastar de acordo com o indicado pelo parlamentar ou pela Comissão.

Sobre as contribuições do setor empresarial
1. Há limites potenciais ao crescimento de benefícios fiscais no futuro, mas não há revisão dos atuais: se houver déficit primário de 2025 em diante, no exercício seguinte à apuração do déficit fica vedada a criação, majoração ou prorrogação de benefícios tributários. Na realidade, não há qualquer proposta de avaliação ou revisão das benesses tributárias destinadas ao setor empresarial hoje. Sabe-se que boa parte delas é ineficiente, este é o caso, por exemplo, das renuncias fiscais do setor de óleo e gás, que foram da ordem de R$ 66 bilhões em 2023, de acordo com estudo do Inesc. São vultosos recursos que irrigam um setor que faz mal à saúde do planeta.

Sobre as (poucas) contribuições das pessoas mais ricas
1. Aumento do imposto de renda das pessoas mais ricas. O 1% dos mais abastados, que em 2022 tinha uma renda média mensal próxima a R$ 90 mil, contribui atualmente com uma alíquota efetiva de imposto de renda de pouco mais de 4%! Anuncia-se que irão pagar mais, mas não se diz quanto, ao que tudo indica, a nova alíquota está atrelada a necessidade de financiamento da isenção do IR de quem ganha até R$ 5 mil, mas deveria financiar muito mais, para ampliar benefícios sociais e fazer frente à crise climática.

Considerações finais
1. Trata-se de pacote injusto, diferentemente do que afirma o governo federal. Com exceção da isenção de imposto para quem tem renda de até R$ 5 mil, o resto das medidas retira vultosos recursos que deveriam se destinar as pessoas empobrecidas. Não se trata de cortar ou diminuir gastos, mas, ao contrário, é preciso aumentá-los diante das imensas mazelas sociais, ambientais e regionais que caracterizam o Brasil.

2. O pacote é racista e sexista: as pessoas que se beneficiam dos recursos cortados são majoritariamente negras e mulheres. Mais uma vez, são eles e elas que terão que pagar o custo de manutenção das regras fiscais. Com exceção da promessa de que os muito ricos pagarão um pouco mais de impostos, ainda assim, muito distante do que proporcionalmente pagam os demais, não há medidas concretas que façam com que os que mais têm – empresas e pessoas – contribuam com o ajuste.
3. As contas não fecham, pois, ademais de retirar recursos das políticas públicas garantidoras de direitos humanos, não se menciona a necessidade de financiamento adicional que será necessário para enfrentar as mudanças climáticas. Calcula-se que o impacto econômico causado pela enchente no Rio Grande do Sul em 2024 chegou a R$ 87 bilhões. E esse é apenas um dos episódios dos muitos que estão por vir. E, novamente, as pessoas mais afetadas pelas consequências do aquecimento global são negras e mulheres.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

 

FIESC e Celesc lançam cartilha para instalações de tomadas para carros elétricos

 A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e a Celesc acabam de lançar uma cartilha orientativa sobre a instalação de estações de recargas para veículos elétricos. O documento é uma iniciativa do grupo de trabalho liderado pela Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção (CDIC) da Federação, em conjunto com a distribuidora catarinense, corpo de bombeiros e fabricantes dos carros elétricos (ABVE) e CREA-SC. 

A frota de veículos elétricos supera 78 mil veículos, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A projeção da entidade é que dois terços das vendas de veículos novos no Brasil serão de carros eletrificados até 2035. 

“A demanda crescente pelos elétricos e híbridos mostrou um mercado imobiliário despreparado quando o assunto é recarga”, avalia Marco Aurélio Alberton, da CDIC. “A falta de informação era o principal problema e a ideia da cartilha é justamente compilar normas já existentes, esclarecer a questão legal para condomínios e também ajudar as construtoras a incorporarem as estações de recargas nos seus lançamentos, com segurança”, explica. O documento foi apresentado nesta sexta-feira em reunião de diretoria da FIESC. 

A cartilha aborda quatro principais eixos: 
1 -  Orientação para usuários e síndicos, que traz explicações sobre as necessidades jurídicas dos condomínios para a instalação dos sistemas de recarga, num passo-a-passo, e também a necessidade de elaboração de um projeto elétrico para este fim.
2 - Orientação para empresas e profissionais de engenharia, sobre as normativas que tratam do tema e também instruções normativas da Celesc, detalhando processos e padrões. 
3 - Segurança contra incêndio, que traz orientações dos Bombeiros em caso de um veículo pegar fogo.
4 - Inspeções e manutenções preventivas, que orienta usuários e síndicos sobre a necessidade de manutenção dos sistemas de recarga.

Faça o download da cartilha.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

(foto: Freepik)

Vendas de vestuário devem subir 5,8% em novembro com Black Friday

A projeção de vendas do varejo de vestuário em novembro é de aumento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, o corresponde a R$ 26,2 bilhões. Um estudo do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) mostra que, levando em conta os indicadores econômicos para novembro - mês em que a Black Friday ajuda a aquecer as vendas - o número de peças comercializadas pode chegar a 544,1 milhões, um incremento de 2,4%.

A consultora do IEMI, Bárbara Castro, explica que a Black Friday, por sua proximidade com as festas de fim de ano, gera desejo e oportunidade de aquisição de produtos a preços mais atrativos. Além disso, a chegada da primeira parcela do 13º salário para muitos brasileiros também atua como grande estímulo às compras.

Para a indústria com presença no varejo, é uma oportunidade para reduzir estoques, mas também aproveitar o burburinho em torno da Black Friday e dos investimentos em marketing e publicidade para atrair novos consumidores, explica a consultora. Na avaliação dela, pode ser um bom momento também para apresentar lançamentos.

Dezembro

As festas de fim de ano movimentam as vendas em dezembro, seja para presentes ou para a renovação de peças para eventos e reuniões sociais durante o período. As projeções do estudo do IEMI apontam que no último mês do ano, o incremento de vendas deverá ser de 13,1% em comparação com o ano anterior, para R$ 47 bilhões. Em número de peças vendidas, a expectativa é de um aumento de 10,1%, correspondendo a cerca de 971,8 milhões de itens. 

Com informações da Abit.IEMI

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Revê Empreendimentos ousa com a Campanha Acelera 2024 e aquece o mercado imobiliário

A Revê Empreendimentos entregou a premiação da Campanha Acelera Revê 2024 e comemora a capilarização dos negócios da empresa, que garantiu mais de 400 corretores comercializando os imóveis da marca, hoje sinônimo de ousadia, criatividade, elevado padrão construtivo e disruptividade. A primeira colocada foi a Lincon Negócios Imobiliários, que levou um Porsche Macan; a segunda colocada, Imobiliária Santorini, ficou com o jet ski Sea Doo e; a terceira, a Taurus Investimentos Imobiliários, ficou com um um Renault Kwid zero quilômetro. Foram contemplados os corretores que somaram os maiores volumes de vendas no período compreendido entre janeiro e 17 de novembro de 2024. 
Além da premiação final, no decorrer do ano os corretores inscritos na campanha também tiveram oportunidade de trocar pontos por IPads, IPhones e viagens para Buenos Aires, Paris e Dubai. O resultado superou as expectativas. “Iniciativas como a campanha Acelera 2024 são muito importantes para engajar os corretores em torno de um objetivo concreto. Nos fez pensar fora da curva e impactou em uma movimentação comercial bem acima do que esperávamos”, pontua André Luiz Melo de Souza, da Imobiliária Santorini. 
Lincon Sper, da Lincon Negócios Imobiliários, vê a campanha promovida pela construtora e incorporadora Revê Empreendimentos como uma forma inteligente de atrair a performance, dedicação e a determinação dos corretores que atuam no mercado local. “A grande maioria dos corretores têm por objetivo fazer grandes negócios para os clientes que confiam na informação e a ação da Revê, de premiar e enaltecer as imobiliárias e corretores, envolveu também o cliente, que contribuiu para as conquistas que estamos celebrando hoje”.
Adilson Bueno, sócio gerente da Santorini, classifica a campanha como um grande marco e um incentivo para as equipes buscarem fazer um pouco mais a cada dia e como uma ferramenta para alavancar o mercado de Porto Belo, em constante crescimento. “Hoje Porto Belo é o terceiro maior mercado do Brasil, com altíssimos índices de valorização, atrás apenas de Balneário Camboriú e Itapema”, destaca.
Porto Belo é a nova aposta do setor imobiliário no litoral norte de Santa Catarina e vive um boom de construções. A estimativa da administração municipal é de que  o setor tenha crescido entre 300% e 400% desde 2018. Já a plataforma DWV, que reúne informações de imóveis de todo o país, aponta que Balneário Perequê, em Porto Belo, segue liderando o disputado mercado imobiliário neste ano, entre os bairros preferidos dos investidores em SC. 
No primeiro semestre de 2024, segundo a plataforma, foram vendidas 843 unidades habitacionais no bairro, o que totaliza mais de R$ 1 bilhão em negociações. A expectativa é que até o final de dezembro as vendas ultrapassem R$ 1,7 bilhões.
 
O que é a “Campanha Acelera 2024 - Revê”
O Acelera 2024 - Revê está em sua primeira edição. O programa foi criado para ser uma ferramenta de engajamento de corretores e imobiliárias em torno dos produtos que levam a marca Revê Empreendimentos e já se mostrou bastante eficiente no primeiro ano. “Além de impulsionar as vendas, que cresceram significativamente em comparação com o ano passado, encontramos uma forma de incentivar e reconhecer o trabalho do corretor, mostrando que ele também pode chegar ao melhor lugar no pódio”, diz o sócio proprietário e CEO da Revê Empreendimentos, Roland Heil Neto.  
Neto acrescenta que não tem conhecimento de nenhuma outra incorporadora que presenteie seu corretor com um Porsche zero quilômetro, dentro de uma meta atingível, de uma realidade comercial e de mercado. “Só tenho a agradecer aos corretores e imobiliárias que alavancaram as vendas da Revê e que nos alçaram ao papel de protagonista no mercado imobiliário local e regional.”
O diretor Comercial da construtora e incorporadora, João Jaques, classifica a campanha como um case de superação dentre as mais de 200 construtoras que atuam no mercado de Porto Belo. “Que venha 2025 para que possamos fazer mais um ano espetacular como foi este que está no final”, arremata João. 
A incorporadora completou oito anos de operações em 2024, está consolidada no mercado de Porto Belo e amplia seu leque para os mercados regional e gaúcho. Tem diversos empreendimentos já entregues, em obras e em fase de lançamento em Porto Belo, Itapema, Balneário Camboriú e Gramado. Conta ainda com áreas permutadas e compradas, o que possibilita à empresa um planejamento até 2031.

Texto: Joca Baggio
Imagens: Eliandro Polidoro/Divulgação

Conheça as práticas sustentáveis mais adotadas pela indústria brasileira apontadas em pesquisa

A integração da biodiversidade aos negócios é uma realidade para mais da metade das indústrias no Brasil, mostra uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Lançada na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP16), em Cali, na Colômbia, os resultados também estão sendo levados à Conferência do Clima, que começa hoje (11) em Baku, no Azerbaijão. 

O levantamento com mais de 1,5 mil indústrias de transformação e extrativas dá conta de que seis em cada dez empresas adotam práticas relacionadas à biodiversidade nos negócios (58%), como tecnologias, certificações e uso sustentável de recursos. 

Quando questionados, os entrevistados afirmaram que as principais medidas adotadas são:

adoção de tecnologias sustentáveis (35%);
certificações ambientais (32%); e
uso sustentável de recursos biológicos (29%). 
A pesquisa mostra que quanto maior o porte da indústria, maior é a integração da biodiversidade aos negócios. A porcentagem poderia ser maior não fosse o custo de implementação de práticas sustentáveis, principal barreira citada pelas empresas (28%), seguida de falta de incentivos governamentais (24%) e de dificuldades regulatórias ou legais (19%).

Empresários percebem benefícios à imagem ao usar biodiversidade

Quando se trata dos benefícios, 35% das indústrias disseram que o principal benefício de integrar a biodiversidade aos negócios é melhorar a imagem das empresas. Em seguida, indicaram o cumprimento de requisitos legais ou regulatórios (31%).

“O Fórum Econômico Mundial aponta que a perda da biodiversidade está entre os maiores riscos de longo prazo para a economia e a sociedade. Nesse sentido, percebe-se um movimento global para que os negócios, em diferentes setores econômicos, estejam orientados pela sustentabilidade. A indústria brasileira se mostra alinhada a essa tendência há anos”, afirma o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz.

Retornos econômicos  
A pesquisa revelou também que 55% dos respondentes concordam total ou parcialmente que investir em práticas de conservação, recuperação e uso sustentável da biodiversidade atrai consumidores e investidores. E 45% das indústrias no país têm um plano futuro para a biodiversidade. Entre as ações previstas, as principais são:

conscientização e educação ambiental (29%);
certificações relacionadas à biodiversidade (16%) e;
inclusão da biodiversidade nas políticas e estratégias da empresa (15%). 
Para ter ideia da capacidade da integração da biodiversidade às empresas, o levantamento aponta que 20% das indústrias brasileiras ouvidas fabricam insumos ou produtos que incluem recursos vegetais, animais ou microrganismos na formulação. Dentre estes, 76% dizem que o recurso contribui para as características funcionais do produto.

Bioeconomia pode adicionar US$ 284 bi por ano ao faturamento da indústria 
Quando abordamos especificamente o potencial da bioeconomia nos negócios, em 2016, o valor das vendas atribuíveis a essa atividade chegou a US$ 285,9 bilhões no Brasil, o equivalente a 13,8% do PIB, segundo estudo do BNDES.

E esse número pode ser ainda maior. A bioeconomia pode adicionar US$ 284 bilhões por ano até 2050 no faturamento industrial brasileiro, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) em estudo feito com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). 

“O Brasil é o país mais biodiverso do mundo, com mais de 20% do número total de espécies da Terra. Por isso, temos a chance de ser protagonista na agenda da bioeconomia, que pode, inclusive, ser um dos motores da neoindustrialização brasileira, com sustentabilidade, alta na competitividade e justa repartição de benefícios”, destaca o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

Participação da CNI na COP29 
De 11 a 22 de novembro, diplomatas, especialistas e representantes de organizações não governamentais, e dos setores público e privado estarão reunidos na 29ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP29), em Baku, no Azerbaijão, em busca de soluções para a crise climática. A CNI tem um estande próprio para apresentar as iniciativas da indústria para tornar o setor cada vez mais sustentável.

O espaço de 200 m², na zona verde, vai sediar debates, painéis e apresentações de empresas convidadas e parceiras. São mais de 60 atividades previstas, em que serão discutidos temas como financiamento climático, adaptação, mitigação, mercado de carbono, transição energética, economia circular e bioeconomia. A abertura oficial do estande será nesta terça-feira (12). 

Por: Letícia Carvalho
Foto: Banco de Mídia da Indústria
Da Agência de Notícias da Indústria

Black Friday sob ataque: entenda os riscos dos DDoS para o e-commerce e consumidores

por Pedro Campiteli Morgato* 
 
Com a chegada da Black Friday e o aumento do tráfego on-line, a segurança cibernética se torna uma prioridade para empresas e usuários em todo o mundo. E um dos tipos mais comuns e preocupantes de ataques cibernéticos são os DDoS (Distributed Denial of Service), um tipo de ameaça que pode interromper o funcionamento normal de um serviço on-line, tornando-o inacessível para os usuários.
 
De acordo com a Cloudflare, o quarto trimestre de 2023 apresentou aumento de 117% nos ataques DDoS na camada de rede e um aumento geral de DDoS visando sites de varejo e remessas durante a Black Friday e a temporada de final de ano. 
 
O relatório também mostra que os sites do setor de embalagens e entrega de carga ficaram em segundo lugar no número de ataques, devido à sua correlação com as compras on-line durante o período. 
 
Neste crime cibernético, os invasores tentam interferir nos destinos dos presentes e bens adquiridos e, diferente de um ataque DoS (Denial of Service), também conhecido como ataque de negação de serviço, que vem de um único sistema, os DDoS utilizam múltiplos sistemas comprometidos, muitas vezes em uma rede de dispositivos conhecida como botnet, ou rede de robôs, que é uma rede de computadores infectados por malware que estão sob o controle de uma única parte invasora. 
 
Eles podem ser computadores, servidores ou até mesmo dispositivos IoT (Internet das Coisas) que foram infectados por malware. Quando isso acontece, o acesso ao serviço é interrompido, levando à perda de acessibilidade e, em muitos casos, prejuízos financeiros significativos.
 
Além disso, os ataques DDoS são realizados geralmente em três etapas. Na primeira, o atacante infecta múltiplos dispositivos com malware, criando uma rede de bots que podem ser controlados remotamente. Depois, o hacker envia comandos para os dispositivos comprometidos, direcionando uma quantidade massiva de solicitações a um servidor específico . Por fim, o servidor alvo fica sobrecarregado, resultando em lentidão ou indisponibilidade total para os usuários.
 
Os impactos de um ataque DDoS podem ser devastadores. Além da perda imediata de receita devido à inatividade, as consequências podem incluir danos à reputação e custos significativos para recuperar os efeitos do ataque e restaurar os serviços. Já os impactos a longo prazo afetam a estratégia de negócios e a infraestrutura de segurança cibernética.
 
Para evitar os riscos de ataques DDoS, as empresas podem adotar estratégias como a implementação de soluções de mitigação para ajudar a filtrar o tráfego malicioso antes que ele atinja os servidores, assim como adotar uma arquitetura de rede escalável, permitindo que o serviço se adapte ao aumento repentino de tráfego, e ferramentas de monitoramento contínuo para ajudar a identificar padrões de tráfego suspeitos, permitindo uma resposta rápida. E, por fim, , mas não menos importante, é essencial treinar as equipes sobre a importância da segurança cibernética e as melhores práticas.
 
Os ataques DDoS representam uma ameaça significativa no ambiente digital atual. Entender como eles funcionam e os impactos que podem causar é crucial para empresas e organizações que dependem de serviços on-line, principalmente neste período de Black Friday, em que os hackers se aproveitam das vulnerabilidades e os números de ataques aumentam. 
 
Implementar medidas de mitigação e estar preparado para responder a incidentes pode ajudar a proteger a infraestrutura e garantir a continuidade dos negócios, lembrando sempre que as tecnologias evoluem e as táticas dos atacantes também se aprimoram, cenário que exige uma postura proativa contínua em relação à segurança cibernética.


Sobre a Protiviti 
 
A Protiviti é uma empresa global, com 85 escritórios em 25 países, e mais de 7.000 profissionais que atendem a 60% das empresas da FORTUNE 1000®. Reconhecida como Great Place To Work e com faturamento anual superior a USD 1,5 bilhão, atua por meio de uma rede de subsidiárias e firmas-membro independentes. No Brasil ela é representada pela ICTS, uma empresa brasileira de consultoria empresarial que combina a ampla experiência e serviços especializados em gestão de riscos, compliance, ESG, cybersecurity, privacidade, auditoria interna e investigação empresarial.
 
A união de deep expertise, com a capacidade de transformação e excelência na execução, proporciona aos nossos clientes soluções que endereçam os principais riscos, problemas e desafios de negócio, protegendo e maximizando o valor das organizações.
 
Reconhecidos com o selo Pró-Ética desde 2015, contamos no Brasil com cerca de 200 profissionais e servimos a mais de 1.000 clientes, incluindo 58% dos 200 maiores grupos empresariais do Brasil¹, a partir dos nossos escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Barueri.

Economia & Negócios

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Olhares catarinenses

A vitória do republicano Donald Trump faz com que os olhares de SC se voltem para pelo menos três pilares. Mesmo distante de nós, o pleito norte-americano e as políticas públicas de lá causam um sério dominó nas Américas. Com um plano de governo cujas propostas são mais protecionistas, ou seja, que tendem a defender mais as indústrias e empresas dos EUA, economicamente o nosso Estado precisa ficar atento. Com tom nacionalista, Trump tem como foco evitar a invasão de produtos chineses. Isso pode fazer com que uma eventual taxação sobre importações também cause impacto no Brasil. Mas é como diz o ditado: enquanto uns choram, outros vendem lenços. Há oportunidades que surgem.

País sem plano

A Fundação Certi completou 40 anos. É um orgulho para Santa Catarina. Neste período, foram mais de 12 mil clientes, 2 mil projetos de inovação e tecnologia em 15 diferentes setores econômicos, mais de 60 projetos em parques e polos de inovação, cerca de 8 mil startups monitoradas e mais de 200 mil metros quadrados em ambientes de inovação. Há projetos fantásticos e que são desconhecidos de grande parte dos catarinenses, como o sistema tecnológico que identifica o melhor momento de troca dos dutos da Petrobrás no fundo do mar, reduzindo custos e riscos de vazamentos. Foram realizados muitos trabalhos e projetos fantásticos, a maioria deles grandes projetos para o Brasil, mas que acabaram na gaveta por falta de continuidade. Estamos muito aquém daquilo que podemos. O Brasil não consegue avançar pela descontinuidade e falta de foco.

Jeitinho

Quem não deve, não teme, diz o velho ditado. Isso se aplica também ao trânsito. Quem dirige na linha e na lei, não precisa temer radares. Por isso falta um propósito nobre em projeto de lei que está pronto para ser votado na Assembleia Legislativa que proíbe tais equipamentos quando móveis e operados por drones para a fiscalização da velocidade dos automóveis nas rodovias do Estado.

Evasões

O primeiro pedágio com passagem livre em São Paulo, modelo chamado de “free flow”, que está em estudo para implantação nas rodovias de SC em futuro próximo, teve cerca de 12 mil evasões (de motoristas que não pagaram a tarifa) em um mês de operação em uma praça na rodovia estadual Laurentino Mascari, que liga a cidade de São Paulo ao noroeste paulista. O número representa cerca de 8,4% do tráfego de 143 mil veículos no local. Para veículos com tags válidas, a cobrança é feita automaticamente pela operadora. Quem não tem o dispositivo colado no para-brisa tem até 30 dias para fazer o pagamento por meios disponibilizados pelos responsáveis pela rodovia.

Castigo

Quem viu, leu, ouviu e até testemunhou de perto os atos de terror em vários pontos da região metropolitana de Florianópolis dias 18 e 19 de outubro, sente certo alívio. Todos os 18 integrantes da organização criminosa responsável por aquela impagável onda de atentados, estão presos e denunciados. De cara o Ministério Público quer que os criminosos paguem R$ 1 milhão de indenização à sociedade pelos estragos que causaram, não apenas patrimoniais.

SC fica maior

Santa Catarina “ganhou” cinco quilômetros quadrados de território do Paraná. Essa ampliação ocorreu após um morador encontrar uma “falha” nas linhas que dividem as cidades de Garuva (SC) e Guaratuba (PR). A localização da divisa no mapa estava longe dos marcos originais definidos pelo Exército Brasileiro. Toda a linha que divide os dois estados foi revisada e, quinta-feira (31) o erro foi oficialmente corrigido. No fim do mês de outubro, o secretário de Estado do Planejamento de SC entregou ao secretário de Estado do Planejamento do Paraná, o relatório técnico que respalda a decisão acerca da readequação dos marcos de divisa entre PR e SC. Após estudos minuciosos de ambos os estados, os pareceres orientaram para a mesma definição territorial que existia na década de 1920. A análise técnica concluiu que a área de 490 hectares, equivalentes a 490 campos de futebol, considerada território do estado vizinho, agora vai pertencer a Santa Catarina.

Expectativa para economia global

As expectativas sobre os reflexos da vitória de Trump na questão de atração de investimentos permanecem as mesmas de antes da eleição nos EUA. Caso a nova gestão do bilionário republicano resulte em inflação nos EUA (que poderia ser decorrente de aumento nos gastos públicos ou de aumento dos preços causados pela taxação de produtos importados), o resultado poderia ser uma taxa de juros mais alta nos Estados Unidos. Por consequência, o Brasil também precisaria manter os juros elevados, para evitar um grande fluxo de investidores que optem por aportar recursos nos Estados Unidos em detrimento ao Brasil.

Cargos

Prefeitos eleitos dia 6 de outubro e que já estão montando suas equipes de governo vem enfrentando um problema: se há filas de políticos interessados nos cargos, a maioria com a pior das intenções, faltam técnicos profissionais para muitos deles. O prefeito eleito de Tubarão é um dos que tem expressado publicamente a dificuldade.

Fortunas

Sem despertar atenção maior da mídia, na última semana a Câmara dos Deputados derrubou projeto para taxação de grandes fortunas. De SC, só três deputados federais votaram a favor.

Déficit

Na apresentação do Atlas do Serviço Público de SC, elaborado pelo Departamento Intersindical de estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), um dado chamou a atenção: SC foi o único Estado do Sul do país onde o número de trabalhadores do serviço público cresceu menos que a população entre 2012 e 2022. Enquanto a população aumento 19,6%, o número de servidores cresceu apenas 9,6%.

Empreendedorismo

Se você quer ser um grande empreendedor, não poderá ter medo de correr riscos e falhar. Errará não poucas vezes. Mas este é o preço. Quem vence sem riscos triunfará sem honra.

Queda nos roubos

De janeiro a outubro deste ano, foram registrados 36 roubos em Brusque. O número representa uma queda de 42,8% em comparação aos casos de assaltos ocorridos no mesmo período em 2023, quando ocorreram 63 roubos, sendo 67 considerando o ano inteiro. Os dados foram divulgados pelo delegado regional da Polícia Civil.

Migrantes de ontem e hoje

A grande maioria, quando perguntado de onde vieram, respondem, geralmente, do Pará e da Bahia. Para algumas pessoas, isso pode surpreender. Mas, a verdade é que, desde a sua origem, Brusque tem sido uma comunidade formada por migrantes vindos de muitos lugares. No começo foram os europeus. Primeiro, só alemães. Depois chegaram poloneses e italianos. Até franceses, ingleses e irlandeses por aqui também estiveram em busca de um lugar para se estabelecer, mas não deu certo. Não gostaram de pegar no cabo da enxada ou do machado e voltaram às suas origens sem deixar saudade. Para o migrante dos dias atuais, deve ser mais fácil botar o pé na estrada rumo à cidade das fiações, das malharias, das confecções e de outras atividades econômicas, à procura de emprego e salário não oferecidos em sua terra natal. Afinal, o migrante de hoje não precisa atravessar o oceano nem aprender a língua portuguesa. E o mais importante, não é um estrangeiro, pois nasceu neste mesmo torrão nacional verde-amarelo.

Acabou

A Justiça de SC determinou o leilão dos bens da Bonato Couros, uma empresa tradicional do setor coureiro, localizado em Joaçaba, que pertenceu à família Bonato, uma das fundadoras do Grupo Perdigão. Com mais de 70 anos de atuação no mercado nacional e internacional, a indústria teve sua falência decretada em maio deste ano. O valor total dos bens ultrapassa R$ 72 milhões. Suas dívidas somam R$ 63 milhões. Até o momento, cinco empresas já se habilitaram para participar da disputa.

Invasão argentina

O Brasil já é o destino mais procurado pelos argentinos para as férias de janeiro e fevereiro de 2025, representando 50% das preferências entre os destinos internacionais preferidos por eles, segundo a operadora Decolar. O que favorece tanto é a valorização do peso argentino diante do derretimento do real.

 Primeiro jornal

Há exatamente 110 anos, em 31 de outubro de 1914, o primeiro jornal da história de Brusque, o Brusquer Zeitung, foi publicado pela primeira vez em português. Fundado em 1º de janeiro de 1912, o semanário até então circulava exclusivamente em alemão. Com a transição para o novo idioma, o jornal também adotou um novo nome: Gazeta Brusquense. O Brusquer Zeitung foi idealizado (e dirigido em alemão) por Otto Gruber. Além de redator, o imigrante alemão liderou um grupo de teatro formado por meninas, entre 1910 e 1915 e presidiu a Sociedade Esportiva Bandeirante de 1913 a 1920. Há quem diga que uma cidade se conhece através do jornal que ela edita. Sendo assim, os brusquenses conhecem sua cidade, via imprensa, quando Otto publicou a primeira edição do Brusquer Zeitung. Sobre o fato de Brusque ter demorado para ter um semanário em português, a fundação de um jornal em alemão justificava-se pelo pouco conhecimento do português entre a população.

Mercados inexplorados

A imensidão territorial brasileira é causa disso. A Agência Nacional de Transporte Terrestre abriu semana passada a janela para novos pedidos de autorização de linhas de transporte rodoviário interestadual de passageiros para mercados pouco explorados ou inexplorados. Dentre os mercados desassistidos a serem disponibilizados estão a rota para São Miguel do Oeste, em SC.

Patrimônio

Pomerode contabiliza atualmente 233 casas em enxaimel (fachwerk), técnica tradicional alemã em que as estruturas de madeira são construídas sem nenhum prego ou parafuso, apenas com encaixes. O que poucos sabem é que é um dos maiores acervos neste estilo fora da Alemanha. Motivo especial para muitos alemães visitarem a cidade e saberem que se trata de patrimônio arquitetônico e paisagístico nacional, o que os deixa muito envaidecidos.

Intelbras é segurança

Fundada em 1976 por Diomício Freitas, em São José, a Intelbras está em todo lugar. Das lojinhas de bairro a grandes empresas. Da sala de casas aos bancos. As soluções da Intelbras estão por toda a parte. E, mais uma vez, ser a marca mais lembrada pelos catarinenses no segmento de eletroeletrônicos é a prova de que a proximidade é o seu talento. Por isso, a empresa planeja continuar usando sua criatividade e inteligência para desenvolver soluções e serviços de tecnologia que não só a diferenciam no mercado, mas que de fato resolvem e facilitam a vida e os negócios dos brasileiros. Por meio da Intelbras Itec, sua academia de conhecimentos, a empresa oferece em torno de 980 cursos, na sua maioria gratuitos, tanto online quanto presenciais, que capacitem desde iniciantes até profissionais experientes. Para mais informações sobre os cursos oferecidos pela Intelbras, visite o portal: cursos.intelbras.com.br.

SC e Musk

Recentemente, a nave Starship, da SpaceX, fez história ao dar ré e estacionar em sua torre de lançamento nos Estados Unidos. Um feito inédito, essencial para tornar viagens espaciais mais eficientes e baratas. Em 2000, Elon Musk esteve em Florianópolis com seu amigo Peter Diamandis. Foi aqui que começaram as conversas que levaram a criação da SpaceX. Três anos depois, a empresa nasceu com o objetivo de reduzir custos e transformar a indústria espacial. Essa conexão ficou ainda mais forte no ano passado. A multinacional catarinense Weg, maior fabricante de motores elétricos do mundo, foi escolhida pela SpaceX para fornecer os motores usados na produção de oxigênio, produto essencial para o funcionamento dos foguetes. SC não só faz parte do início dessa história, como também está ajudando a construir o futuro da exploração espacial.

Capital do Tiro

Um detalhe chama atenção na promulgação, pelo Congresso Nacional, de lei federal a Jaraguá do Sul com o título de “Capital Nacional dos Atiradores”. O título se dá porque o município tem tradição da prática do tiro esportivo, influenciada pela chegada de imigrantes alemães na segunda metade do século 19. Jaraguá do Sul é sede da Schuetzenfest ou Festa do Tiro, feita anualmente em novembro.

Fiesc

A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) e os Institutos Senai de Inovação e de Tecnologia participarão da Semana de Inovação Suécia-Brasil, um conjunto de eventos de cooperação binacional, que deve acontecer em Florianópolis neste mês de novembro, no Sapiens Parque. Bioeconomia, ciências da saúde, cidades sustentáveis, mineração sustentável, aeronáutica e aeroespacial estão na pauta.

Soluções da Celesc

O novo sistema comercial implantado pela Celesc gerou problemas e reclamações de consumidores que possuem geração própria de energia e que não estão recebendo os créditos pela produção excedente. Pequenos e médios empresários, cooperativas, produtores rurais e usuários não estão tendo o excedente de produção creditado pela empresa de energia desde o mês de maio. Na prática não está havendo abatimento das faturas pela energia extra enviada para a rede elétrica. O impasse se ampliou ao afetar os geradores e consumidores de energia. Chamado para dar explicações na Assembleia Legislativa, o presidente da estatal prometeu dar respostas até o final do mês.

Indústria de SC

A indústria de SC foi responsável pela criação de 3,2 mil novos postos de trabalho em setembro. No acumulado do ano, o setor foi responsável por 54,5 mil vagas no estado, com o segmento da construção liderando a geração de empregos com carteira assinada (13,2 mil), seguido pelo setor têxtil de confecções, couro e calçados, 9,5 mil oportunidades criadas. Os dados são do Caged do Ministério do Trabalho. Para o presidente da Fiesc, o desempenho da indústria catarinense na geração de empregos, responsável por 42% do total de oportunidades criadas no ano, reflete o aquecimento do mercado de trabalho. O consumo das famílias tem impulsionado todos os grandes setores, principalmente a indústria e serviços. Além disso, o crescimento das exportações, especialmente em alguns segmentos industriais catarinenses, em comparação com 2023, tem estimulado novas contratações no estado.

Observatório Fiesc

Análise do Observatório Fiesc aponta que setores tradicionalmente exportadores, como de madeira e móveis e o de máquinas e equipamentos estão sendo beneficiados pelo incremento da demanda externa. No ano, o segmento de madeira e móveis acumula saldo positivo de 4,1 mil vagas. O setor automotivo também está sendo impactado positivamente pelas exportações, em conjunto com a demanda doméstica. Setores como o têxtil e de confecções, o automotivo e o de produtos químicos e plásticos, usados na fabricação de embalagens, por exemplo, estão sendo favorecidos pela alta no consumo das famílias, analisa o economista do Observatório Fiesc.

Investimentos em aeroportos

Um investimento superior a R$ 254 milhões para realizar obras e serviços em 19 aeroportos públicos no estado. Esta é a primeira meta do Plano Aeroviário de SC (Paesc) que foi entregue pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias ao governador do Estado. O evento na sede da Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) em Florianópolis, já que o estudo foi elaborado em conjunto com o LabTrans da UFSC, mas ouvindo empresários catarinenses. A primeira edição do Paesc aconteceu em 1989, ainda no governo Pedro Ivo, projetando 20 anos a seguir, mas caiu no esquecimento. Esta nova versão projeta as próximas duas décadas e prevê revisão a cada cinco anos, tempo considerado ideal para não ficar adormecido novamente.

Desafios para o mercado

A vitória de Trump deve provocar impactos na economia e na política internacional, com reflexos até mesmo em indústrias catarinenses. As eleições nos EUA eram consideradas importantes para a economia de SC sobretudo pelas possíveis consequências na política de importação norte-americana, um dos assuntos debatidos ao longo da campanha. Há possíveis reflexos previstos em pelo menos três aspectos, com desdobramentos no comércio exterior catarinense, na taxa de juros do país e no campo político com um fortalecimento da extrema direita. A plataforma do novo governo americano tem como uma das principais medidas, a criação de uma tarifa de 10% a 20% sobre produtos importados. A medida protecionista é vista pelo republicano como forma de proteger empresas e empregos norte-americanos. O alvo principal é a invasão de produtos chineses, mas, se implantada, a medida deve trazer reflexos globais, incluindo SC.

Sem calado

Dizem as folhas que quase metade da capacidade dos grandes navios porta-contêineres que chegam ao mercado até 2026 não pode vir para o Brasil porque não há calado (profundidade) e berços de atracação em mais da metade dos portos. Como solução, o setor cobra o governo para que sejam realizadas mais obras de dragagens como em São Francisco do Sul, onde sua autoridade portuária pretende publicar ainda neste ano o edital para alargamento e aprofundamento do acesso à Baia de Babitonga, onde estão localizados o terminal e o porto de Itapoá. Estima-se uma perda de receita anual para o país de US$ 20,6 bilhões (mais de R$ 116,5 milhões) em importações e exportações devido às restrições.

Triste liderança

Santa Catarina é o Estado com maior taxa de incidência de câncer de mama no Brasil, com 74,7 casos para cada 100 mil mulheres, de acordo com últimos dados atualizados do Ministério da Saúde.

Cervejas nos estádios

Pela lei estadual 19.020, sancionada em julho passado pelo governador de SC, a venda de cerveja nos estádios e arenas esportivas no Estado tem um regulamento: deve iniciar, no máximo, duas horas antes do início do evento, cessando até duas horas após seu encerramento. Tem funcionado bem desde então. Mas agora, na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, aprovou projeto que proíbe a venda, a distribuição e o porte de bebidas alcoólicas nos campeonatos profissionais de futebol de âmbito nacional. O texto altera a Lei Geral do Esporte. Tal venda, atualmente, é regulada por leis estaduais e municipais.

Samu

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) está completando 19 anos salvando vidas em SC. Fundado em 5 de novembro de 2005, teve início com a instalação da primeira Central de Regulação de Urgência em Chapecó. Atualmente ele oferece cobertura em 100% do território catarinense através do telefone 192. Tem 27 Unidades de Suporte Avançado (USAs) e de 99 unidades de Suporte Básico (USBs). Em 2023 foram implantadas três motolâncias e neste ano mais duas. Em 2022, o SAMU iniciou o projeto Sangue Total em SC, pioneiro no Brasil, que opera nas aeronaves Arcanjo 01, em Florianópolis e o Arcanjo 03, em Blumenau. O projeto disponibiliza sangue para transfusão em casos de choque hemorrágico grave no momento do atendimento ao paciente. SC é o quarto lugar no mundo a oferecer esse serviço, ao lado de países como estados Unidos, Noruega e Israel, o que torna o Estado uma referência nacional e internacional.

Crimes de trânsito

SC tem 28 casos por dia na Justiça de crimes de trânsito, ante 480 em todo o país, conforme levantamento inédito compreendendo o período de janeiro a agosto deste ano. Aqui foram 6.781 novos casos. Os crimes mais comuns são homicídio culposo na direção de veículo automotor, lesão corporal culposa, omissão de socorro, fuga do local de acidente, conduzir veículo automotor sob influência de álcool ou substância psicoativa, racha e dirigir sem permissão ou habilitação.

Competitividade

Promover bem estar social por meio de um conjunto de ações, instituições e políticas. É esta a definição de competitividade segundo o Centro de Liderança Pública (CLP), entidade que avalia a qualidade de vida de uma população por meio de indicadores e que promove o Ranking de Competitividade dos Municípios. No quinto ano consecutivo em que é divulgado, está lá Florianópolis, em primeiro lugar dentre 404 municípios avaliados com mais de 80 mil habitantes.

Suspeita

O Ministério da Saúde não explicou qual o motivo que o levou a trocar a simpática gotinha contra a poliomielite pela vacina injetável, que é muito mais cara, por exigir seringas e agulhas descartáveis, dentre outros materiais. A gotinha é adotada há 35 anos e, de repente, não serve mais.

Proibição

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa projeto que proíbe a celebração do Dia das Bruxas nas escolas públicas de SC. O legislador diz que sua proposta visa “resguardar a integridade cultural, ética e moral dos estudantes e preservar os valores educacionais e familiares do Estado”.

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SC quer fortalecer parceria com país de origem do Skype, Spotify e aplicativos de games

 Terra de origem do Skype, do Spotify e da fabricante de aviões SAAB, que há cerca de 15 anos venceu uma forte concorrência internacional para a venda de caças ao Brasil, a Suécia desperta no ecossistema de inovação de Florianópolis um forte interesse para cooperação. Por isso, sediar a Semana de Inovação Brasil-Suécia é um motivo de celebração para o setor. O evento foi aberto nesta segunda (11), com atividades na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e visitas ao Sapiens Parque.

Aeronáutica, aeroespacial, inteligência artificial, automação e sustentabilidade estão entre os temas de discussão. 

O país nórdico tem sido citado entre os cinco mais inovadores em estudos internacionais sobre o tema. Além disso, a capital, Estocolmo, só perde para o americano Silicon Valley em número per capita de clusters de tecnologia. A Suécia é o maior cluster europeu (e terceiro mundial) de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).

Zíper, marcapasso e chave inglesa surgiram na Suécia
Inovação não é coisa recente naquele país. Foi lá que surgiram o marcapasso (pacemaker), o sistema de embalagem Tetra Pak, os rolamentos de esferas, o zíper e, apesar do nome, a chave inglesa. Na era das TICs, além dos já citados Skype e Spotify, podem ser listados King, Mojang (indústrias de jogos digitais) Klarna (aplicativo de serviços financeiros) e Truecaller (segurança digital e bloqueio de spam).

A Semana de Inovação Brasil-Suécia está em sua 12ª edição, pela primeira vez realizada no Sul do Brasil. Antes disso, apenas uma edição em Salvador-BA havia sido fora do eixo Rio-São Paulo. A expressividade de seu ecossistema de inovação foi o principal atrativo catarinense.

A expectativa pela consolidação de parcerias binacionais é mútua, conforme expressou Tobias Karlström, o funcionário de mais elevado escalão no escritório do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, e que representa o governo de seu país no evento em Santa Catarina. 

Expectativa
Na abertura da 10ª reunião do Grupo de Alto Nível Brasil-Suécia em Aeronáutica, a primeira atividade técnica da Semana, Karlström disse que a colaboração com o Brasil foca em muitas áreas de interesse para a atual administração sueca. Ele citou áreas como aeronáutica “em que ambos os países têm experiência e conhecimentos especializados”. Ele também disse aguardar com muita expectativa os resultados das tratativas em áreas como domínio aéreo, mobilidade, inteligência artificial e automação.

Pelo lado brasileiro, com participação on-line, o diretor do departamento de Ciência, Tecnologia e Propriedade Intelectual do Itamaraty, ministro Eugenio Garcia, destacou os benefícios que podem advir da cooperação bilateral, impulsionada por eventos do gênero.

Expertise em aeronáutica
Walter Pinto Júnior, representante da Embraer, destacou que a decisão da Força Aérea Brasileira, em 2014, de escolher o grupo SAAB como o novo caça de próxima geração do mercado misto, deu início a uma colaboração promissora entre os dois países. “Os dois países são altamente inovadores nesta área e, desde então, talentos suecos e brasileiros engendraram força gigante para projetar e fabricar um dos caças mais tecnológicos do mundo e que agora estão voando sob a bandeira da Força Aérea Brasileira”, afirmou na fala de abertura. Ele destacou ainda que no último sábado os dois países deram um passo importante para levar essa aliança para o próximo nível, com a assinatura de mais um acordo.

O ecossistema de inovação de Santa Catarina conta com a participação dos Institutos SENAI de Inovação e de Tecnologia, que totalizam dez unidades. “O processo de internacionalização dos Institutos SENAI SC e do UniSENAI conta com parcerias estratégicas que fortalecem a inovação e ampliam o alcance global de nossas atividades, criando um ecossistema de colaboração robusto”, explica o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI/SC e vice reitor do UniSENAI, Maurício Cappra Pauletti. Segundo ele, existem acordos firmados com instituições de ponta em países como Portugal, Alemanha, Equador, Guiana Francesa e Estados Unidos, com foco em objetivos como a certificação conjunta em programas de engenharia, transformação digital e intercâmbio de conhecimento técnico e acadêmico. “Além disso, estamos avançando nas tratativas com o Canadá, China e Reino Unido para expandir ainda mais nossas frentes de atuação”, acrescenta Pauletti.

Entre as parcerias que ele cita, estão as de fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) por meio de chamadas bilaterais, especialmente com Alemanha, República Tcheca, Canadá e Noruega. “Essas colaborações internacionais são estruturadas para gerar benefícios mútuos, como mobilidade acadêmica, transferência de tecnologia e fortalecimento de práticas sustentáveis, contribuindo diretamente para o desenvolvimento da indústria catarinense e impulsionando nossa competitividade global”, afirma o gerente do SENAI.

Semana de Inovação Brasil-Suécia 
Nesta terça (12), a Semana terá continuidade com reuniões e debates sobre agências de fomento, alta tecnologia, além do 4º workshop sobre aeronáutica e a 34ª reunião do comitê executivo de aeronáutica. Na quarta (13), serão debatidos os temas saúde digital  e Inteligência Artificial e Aprendizagem de Máquina, aeroespacial e reunião de pesquisadores. Também na quarta, na parte da tarde, no Instituto SENAI de Inovação, ocorre o Matchmaking Brasil-Suécia, evento paralelo, que vai tratar de temas como bioeconomia, ciências da saúde e sustentabilidade nas cidades e na mineração. 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC   
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Grupo de Alto Nível Suécia-Brasil de Aeronáutica (foto: Filipe Scotti)

 

 

Indústria de SC inicia participação na COP29, no Azerbaijão

A Federação das Indústrias (FIESC) inicia na segunda-feira, dia 11, a participação na 29ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP29) — que é realizada em Baku, a capital do Azerbaijão. O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, integra a comitiva da indústria brasileira no evento, que é liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A indústria brasileira participará das negociações como membro observador. “O setor é um ator relevante nas discussões sobre mudanças climáticas. Isso é muito importante para Santa Catarina, pois o setor exporta para mais de 200 destinos. Participar desse ambiente de discussões reforça o nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta”, afirma Aguiar.

Na Conferência, o setor vai defender o avanço da agenda de adaptação à mudança do clima, a aprovação da operacionalização do mercado global de carbono e a mobilização dos países para o financiamento climático. Essas medidas são consideradas necessárias pela indústria para o desenvolvimento da agenda climática.

O Azerbaijão está localizado entre a Europa e a Ásia e tem pouco mais de 10 milhões de habitantes. A COP29 será realizada no estádio olímpico de Baku.

O evento é dividido em duas zonas: a azul e verde. A verde é a área mais acessível da conferência, destinada a eventos paralelos não-oficiais, exposições, workshops e outras atividades que envolvem ONGs, empresas e instituições acadêmicas. É este o espaço que a sociedade civil tem para se manifestar sobre o tema. É neste ambiente que ficará o estande da CNI, que vai contar com mais de 60 atividades.

A zona azul é a área onde ocorrem as negociações oficiais, reuniões de grupos de trabalho e sessões plenárias da COP. Nesse espaço, representantes dos países se reúnem para discutir e negociar acordos e tomar decisões. É geralmente acessível apenas para os representantes das nações e observadores credenciados. A área também abriga pavilhões dos países, eventos do organizador local e atividades paralelas.

Com informações da CNI.

Brasil precisa de competitividade para ter papel relevante em cadeias globais

O Brasil tem uma cadeia produtiva bem estruturada e uma das mais completas para fabricar motores a combustão e exportá-los para os países em que a adoção dos carros elétricos será mais lenta. Mas para assumir a liderança nesse segmento será necessário aumentar a competitividade para inserir o país na nova configuração das cadeias de suprimentos. A avaliação foi feita pelo presidente do Sindipeças Nacional, Cláudio Sahad, em reunião da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Automotiva da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), na sexta-feira, 08.

Ele destacou que o Brasil pode se inserir na descarbonização do setor de transporte por duas principais vias. “Podemos ser grandes fabricantes de veículos abastecidos com etanol e nos tornar um hub produtor e exportador de motores e veículos a combustão, que deixarão de ser produzidos nos EUA e Europa”. Para ele, o país pode ocupar esse espaço, já que o mundo ainda vai observar a coexistência de várias rotas tecnológicas pró-descarbonização, que levam em conta as especificidades de cada mercado.

A segunda via é a atração de investimentos dentro da nova configuração das cadeias globais de suprimento, em virtude da matriz energética brasileira, que com 47,4% oriunda de fontes renováveis, contra 14,7% do resto do mundo.  Na avaliação de Sahad, para que o país possa se aproveitar desse diferencial competitivo, é preciso pensar em políticas públicas capazes de explorar adequadamente esse potencial. Entre elas a aceleração da criação do mercado de carbono.

Elétricos
Por outro lado, o presidente do Sindipeças Nacional destaca que o país precisa de uma política mais incisiva em relação às importações de veículos elétricos da China, a exemplo dos Estados Unidos e Europa, que recentemente sobretaxaram os automóveis de fabricação chinesa.

Segundo ele, o Brasil tem um dos mercados mais atrativos para exportações e é necessário revisar o atual nível tarifário aplicado na importação de veículos elétricos, híbridos e suas autopeças. “Temos de pressionar o governo pela recomposição do imposto de importação para 35%, e fazer isso já. A China tem 40% de ociosidade em suas montadoras e precisa desovar sua produção para o mundo”, frisa Sahad.  

Ele explica que o Brasil ganha atratividade para as vendas chinesas também porque os elétricos estão ocupando espaços mais lentamente do que o previsto em mercados como Europa e EUA. Isso porque os investimentos na infraestrutura de recarga nesses países são elevados e com prazo de retorno lento.

 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Vitória de Trump pode abrir mercado a exportações de SC, diz FIESC

A expectativa de que o novo governo Trump intensifique a estratégia de competição tarifária, como forma de enfraquecer o regime econômico chinês, pode abrir oportunidades às exportações brasileiras e catarinenses para os Estados Unidos, principal destino das exportações do estado, na avaliação do presidente em exercício da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme. “Além disso, uma resposta chinesa, fechando o mercado para produtos norte-americanos, abriria espaço às vendas de commodities e de produtos da nossa agroindústria à China, já que os Estados Unidos são um grande exportador destes itens”, afirma.

“A volta à Casa Branca de um empresário e, por consequência, de um presidente que acredita na livre iniciativa, está alinhada com a visão dos industriais de Santa Catarina”, afirma Seleme.

Outra tendência é que empresas americanas que produzem na China busquem novos locais para suas fábricas e que o mesmo possa ocorrer com plantas fabris chinesas nos Estados Unidos. “Abre-se, assim, uma oportunidade para buscar atrair esses projetos”, acredita o presidente em exercício da FIESC.

No caso dos produtos de madeira, por exemplo, em 2021, o governo Trump elevou as tarifas de importação sobre produtos chineses em cerca de 25%, permitindo que países como Brasil e Vietnã superassem a China no ranking de exportadores para os EUA. Em 2024, o governo Biden, seguindo uma estratégia de competição comercial, aumentou as tarifas para máquinas de processamento de madeira com a mesma intensidade, abrindo oportunidades, inclusive para produtores catarinenses de equipamentos. Esse tipo de iniciativa tende a ganhar mais espaço na nova gestão de Trump.

Outro exemplo é o segmento de motores elétricos. No aumento tarifário do primeiro governo Trump, as tarifas sobre motores, geradores, transformadores elétricos e componentes chineses subiram 25%. Com isso, a dependência da China nas importações para os EUA caiu, beneficiando países como México, Alemanha e Brasil. Santa Catarina, em particular, foi beneficiada por sua já reconhecida competência exportadora nesses produtos. Como retaliação, a China também aumentou as tarifas a importações dos EUA.

Essa intensificação da guerra comercial pode ser positiva para a agroindústria catarinense, à medida que as tarifas de importação chinesas se elevem, em especial para carnes suínas. Em 2017 os Estados Unidos eram o 2º maior exportador de carne suína para a China. Atualmente, o Brasil ocupa essa posição, atrás apenas da União Europeia. Como essas tarifas foram aliviadas no acordo tarifário de 2020, é possível que uma nova rodada de elevação das tarifas aumente a propensão a investir na agroindústria em Santa Catarina.

Exportações de SC para os EUA

Em 2024, os Estados Unidos ganharam espaço em relação à China e assumiram a liderança isolada como destino das exportações catarinenses. De janeiro a setembro deste ano, os 20 principais produtos de Santa Catarina exportados para os EUA somaram US$ 1,314 bilhão. O ranking é liderado por obras de carpintaria para construções, com US$ 207 mihões em vendas, seguida por motores elétricos, com US$ 155 milhões, e partes de motor (US$ 144 milhões). 


Cenário provável para exportações:

- Indústrias de SC que concorrem com indústrias chinesas podem ganhar mercado, já que é esperado um aumento maior nas tarifas para os produtos da China;

- Indústrias de SC que competem com players mundiais no mercado dos EUA devem sentir pouco impacto em um primeiro momento, pois todos terão seus preços elevados;

- Indústrias de SC que competem com produtores locais nos EUA devem ter perda de competitividade devido à elevação de seus preços locais.

Dólar e inflação: no campo financeiro, é esperado que a maior restrição à migração leve a um aumento nas pressões salariais, o que, em conjunto com o aumento tarifário, pode gerar um repique na inflação dos EUA. Como consequência, a taxa de juros deve limitar a redução nas taxas de juros locais. Este cenário poderia tornar mais difícil uma queda acentuada na taxa Selic no Brasil.

 

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Transporte é o mercado mais competitivo para biogás

O potencial brasileiro - especialmente o catarinense - para a produção de biogás e os desafios para o desenvolvimento do mercado foram temas do Cogen Sul, evento promovido pela Associação da Indústria de Cogeração de Energia e realizado nesta quarta-feira, 6, na Federação das Indústrias de SC, em Florianópolis.

As metas de ESG e os compromissos de descarbonização da indústria estão entre os principais motivadores do investimento em projetos de produção de biogás, na avaliação dos especialistas. Além de oferecer uma solução para a questão dos resíduos, a oportunidade de migrar parte da matriz energética para uma fonte 100% renovável tem motivado investimentos e novos projetos em SC.

Para Viviane Coutinho, especialista em biogás da Ecogen, o setor de transporte tem mais potencial de aproveitamento do biometano dentro do contexto atual.  O contexto regional é um fator que os investidores em projetos de biogás também precisam levar em consideração, afirma Lorenzo Piangini, da SebingásCótica.

O executivo da (re)energisa - braço da Energisa para soluções em energia renovável-, Frederico Botelho, explica que a despeito desse maior potencial, a transição é lenta, e depende de o potencial cliente do biometano fazer um investimento para migrar da frota a diesel para o gás. “Esse mercado também tem suas complexidades, mas diante da competitividade de outras fontes de energia para a geração elétrica, ainda é o mais interessante”, explica.

Investimentos em SC

O investimento de cerca de R$ 95 milhões da (re)energisa na Agric, uma empresa de tratamento de resíduos em Campos Novos - é um dos exemplos. O executivo Frederico Botelho explica que a planta será 100% autossustentável, produzindo desde a energia consumida na unidade até o combustível da frota (transporte de resíduos, fertilizante e biometano).

O potencial catarinense para esse tipo de empreendimento - dada a necessidade dos produtores de proteína animal de cumprir metas de descarbonização não só nas suas operações fabris, mas também na criação animal, levou a FIESC a priorizar a produção de biogás no projeto-piloto do  Hub FIESC de Descarbonização. A afirmação é do pesquisador do Instituto SENAI de Tecnologia Ambiental, Charles Leber.

A iniciativa visa mobilizar, além do setor produtivo, governo, universidades e centros de pesquisa em busca de uma economia de baixo carbono. O primeiro programa temático tem como foco a produção de biogás por meio do tratamento de dejetos suínos. O objetivo é ter, em dez anos, 100% dos dejetos suínos sendo aproveitados para a geração de biogás em Santa Catarina.

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Micro e Pequenas empresas poderão renegociar dívidas do Pronampe

As micro e pequenas indústrias com parcelas de financiamento em atraso no âmbito do Pronampe poderão renegociar a dívida com a instituição financeira. A  Lei 14.995/2024, publicada em 10 de outubro de 2024, traz as novas regras para a negociação de novas condições para as operações de crédito contratadas no Pronampe. O destaque está no maior prazo para o pagamento, que pode alcançar até 72 meses.

Em nota técnica, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), detalha as condições estabelecidas pela lei. Além do prazo de até 72 meses para quitação, as normas prevêem que as instituições financeiras têm autonomia para definir as condições da renegociação, de acordo com seus critérios individuais e de acordo com suas políticas de crédito.

Outra boa notícia é que a legislação não estipulou um período para que as empresas renegociem suas dívidas, ou seja, a medida tem caráter permanente. A lei também autoriza que os bancos façam a cessão dos débitos, caso a dívida tenha sido honrada pelo FGO.

Confira a Nota Técnica CNI - Pronampe.pdf
 

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Fabiano Ventura é o novo vice-presidente da FIESC na Serra Catarinense

O industrial Fabiano Ventura é o novo vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) para a Serra Catarinense. Ele substitui a Israel José Marcon.

“Ventura traz uma bagagem muito importante, que certamente vai nos ajudar muito a vencer os desafios que temos na Serra Catarinense, bem como em todo o estado de Santa Catarina”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, que agradeceu a contribuição e dedicação do ex-vice-presidente às causas da indústria na FIESC por uma década. 

“Assumir a vice-presidência da FIESC é uma grande honra e ao mesmo tempo traz grandes desafios e responsabilidades”, afirma Ventura. “A Serra Catarinense é um celeiro de oportunidades e passa por um momento muito positivo, espero que possamos contribuir para construir um cenário cada vez mais favorável ao crescimento e desenvolvimento da indústria na região”, completa.

Engenheiro civil de formação e com vasta experiência como empresário do ramo da construção civil, Fabiano Ventura assume a vice-presidência da FIESC para a Serra Catarinense com o objetivo de manter a FIESC como uma das protagonistas do desenvolvimento econômico da região, aproximando indústria, poder público e comunidade.

Desde 2018, Ventura preside o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Lages (Sinduscon) e em 2024 assumiu também a coordenação do Pacto pela Aceleração Territorial - Lages, uma iniciativa cujo foco é a aceleração do desenvolvimento regional. Além disso, já comandou o Observatório Social de Lages, instituição dedicada à transparência e ao controle social na gestão pública. 

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Febraban dá dicas para compras seguras no “Esquenta Black Friday”

Nem bem o mês de novembro começou e as lojas virtuais e físicas de comércio já se agitam com os anúncios de ofertas e promoções para a Black Friday, num movimento que ficou conhecido como “Esquenta Black Friday”.
 
O que à primeira vista representa uma oportunidade para aproveitar os bons preços e adiantar as compras de Natal pode esconder alguns perigos. As pessoas são bombardeadas com grandes quantidades de ofertas, enquanto quadrilhas aproveitam o momento de euforia para aplicar golpes usando “engenharia social”, que consiste em enganar os usuários, se passando por empresas conhecidas ou lojas específicas, para que eles forneçam informações pessoais e confidenciais que serão utilizadas para concretizar golpes financeiros.
 
Nesta época do ano são comuns abordagens de criminosos com páginas falsas que simulam e-commerce conhecidos; promoções falsas enviadas por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp, e a criação de perfis falsos que investem em mídia para aparecer em páginas e stories de redes sociais, inclusive com depoimentos falsos de compradores. 
 
“Tome muito cuidado em ofertas com preços muito abaixo do normal e com links enviados em mensagens. Dê preferência para sites e lojas conhecidas em suas compras, pesquise a reputação do varejista e faça comparação de preços. Não compre por impulso”, alerta José Gomes, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban.
 
“Também esteja alerta com a criação de páginas e perfis falsos em redes sociais, como Instagram. As quadrilhas copiam a identidade visual de grandes marcas e patrocinam posts com ofertas tentadoras. O patrocínio de posts é uma estratégia para potencializar a visualização com a finalidade de concretizar os golpes”, acrescenta Gomes.
 
 
Leia a seguir dicas para não cair em golpes
 
 
Cuidados com compras online
 
- Dê preferência aos sites conhecidos para as compras e verifique a reputação de sites não conhecidos em páginas de reclamações
 
- Nunca use um computador público ou de um estranho para efetuar compras ou coloque seus dados bancários
 
- Verifique com atenção as formas de pagamento oferecidas pelo e-commerce e desconfie quando existem poucas opções
 
- Sempre cheque as políticas de troca e devoluções das lojas
 
- Dê preferência ao modelo de compra garantida, onde a plataforma retém o valor até a sinalização positiva do comprador
 
Atenção nas redes sociais e com perfis falsos
 
- Desconfie das promoções cujos preços sejam muito menores que o valor real do produto, pois criminosos se utilizam da empolgação dos consumidores em fazer um grande negócio para coletar informações e aplicar golpes 
 
- Nunca preencha formulários com dados pessoais para ter acesso às promoções da Black Friday
 
- Golpistas criam perfis falsos de lojas e patrocinam posts nas redes sociais para enganar o consumidor. Verifique se a página tem selo de autenticação, número de seguidores compatíveis e também comentários de outros compradores. Desconfie de páginas recém-criadas
 
Cuidados com o cartão
 
- De preferência para o uso de cartão virtual nas compras online
 
- Use o serviço de avisos por SMS de transações feitas ou outros meios disponibilizados pelos bancos, que informam o valor realizado para cada transação, instantaneamente
 
- Se for fazer uma compra presencial com cartão, sempre confira o valor na maquininha antes de digitar a sua senha. Identificando problemas no visor, a transação não deve ser concluída
 
- Insira você mesmo o cartão na maquininha. Caso tenha entregado o cartão ao vendedor, sempre verifique se o cartão devolvido é realmente o seu. Golpistas costumam aproveitar o momento de empolgação e aglomeração no comércio de rua para trocar o seu cartão.
 
 
Fique atento na hora de pagar com Pix e boletos 
 
- Se for pagar com Pix, sempre faça o pagamento dentro do ambiente da loja virtual. Quando o varejista fornecer o código QR Code, confira com atenção todos os dados do pagamento e se a loja escolhida é realmente quem irá receber o dinheiro. Só após essa checagem detalhada, faça a transferência
 
- Se for pagar a compra com boleto, confira quem é a empresa beneficiária que aparece no momento do pagamento do boleto, no aplicativo ou site do banco. Se o nome for diferente da marca ou empresa onde a compra foi feita, a transação não deve ser concluída. 
 
Cuidados com links 
 
- Ao usar sites de busca, verificar cuidadosamente o endereço (URL) para garantir que se trata do site que deseja acessar. Fraudadores usam “links falsos patrocinados” para ganhar visibilidade nos resultados de buscas
 
- Tenha muito cuidado com e-mails de promoções que tenham links. Ao receber um e-mail não solicitado ou de um site no qual não esteja cadastrado para receber promoções, é importante verificar se realmente se trata de uma empresa idônea. Acesse o site digitando os dados no navegador e não clicando no link
 
- Fique atento ao e-mail do remetente. Empresas de grande porte não utilizam contas privadas como @gmail, @hotmail ou @terra e entidades públicas sempre usam @gov.br ou @org.br.
 
 
Febraban - Federação Brasileira de Bancos

 

Eleições americanas: quais os impactos para o Brasil?

Nesta terça (5), os americanos vão às urnas para eleger o próximo presidente nos EUA. A disputa acirrada acontece entre Kamala Harris, do Partido Democrata, e Donald Trump, do Partido Republicano. A expectativa é que os resultados possam sair ainda na quarta-feira, mas é possível que a contagem de votos se prolongue, já que cada estado possui as próprias regras de contagem de votos. 
 
Rodrigo Cohen, analista de investimentos, observa que, além das eleições americanas, nessa semana, há também o anúncio do FED em relação a decisão de juros por lá. Aqui no Brasil, a agenda econômica também está agitada com a decisão do Copom sobre juros e dados de inflação com o mercado ainda em compasso de espera em relação à divulgação do pacote de corte de gastos. “Acredito que teremos dias de bastante volatilidade. O cenário é muito incerto e temos uma semana cheia de dados aqui. O investidor precisa ficar com o pé atras e ser bem seletivo nas operações porque qualquer notícia pode mexer muito com mercado”, afirma.
 
Carolina Bohnert, especialista em investimentos e sócia da The Hill Capital, destaca que as eleições americanas trazem incertezas, mas também abrem possibilidades para mudanças significativas. “Na minha visão, as eleições sempre trazem incertezas, mas também oportunidades para mudanças significativas”, afirma. Segundo Bohnert, o resultado eleitoral influencia nas decisões do Federal Reserve, o que pode afetar diretamente a economia brasileira. “Um dólar forte pode prejudicar a competitividade das exportações brasileiras, afetando negativamente a bolsa”, alerta a especialista.
 
A disputa eleitoral, marcada pela polarização, tem, segundo Idean Alves, planejador financeiro e especialista em mercado de capitais, um papel decisivo no comportamento do mercado brasileiro. Ele enfatiza o papel crucial dos eleitores indecisos na definição do resultado, que é apontado como um dos mais equilibrados das últimas décadas. Além disso, Alves observa que o desempenho recente do índice S&P 500 sugere um viés de continuidade do governo democrata, embora tenha havido erros em previsões passadas.
 
“O S&P 500 aponta para a manutenção do governo democrata com a vitória da Kamala Harris, com o índice tendo subido mais de 10% recentemente. Tal parâmetro errou apenas quatro vezes em 96 anos, inclusive na eleição de 2020 quando o Biden foi eleito e as apostas eram em Trump, então será realmente um resultado bem apertado”, diz. 
 
Na análise dos possíveis vencedores, os especialistas apontam cenários distintos para o mercado brasileiro. Caso Donald Trump retome a presidência, Bohnert acredita que o agronegócio brasileiro poderia sair fortalecido. "Os ramos da economia voltados para a exportação de matérias-primas, com destaque para o setor agrícola e pecuário, estão propensos a colher vantagens. Este segmento em particular experimentou ganhos significativos durante o período de tensões comerciais envolvendo a China", elucida.
 
Empresas como SLC Agrícola e BrasilAgro, focadas no setor de grãos, poderiam ser impulsionadas pelo aumento da demanda chinesa, que tradicionalmente busca alternativas ao mercado americano em períodos de tensão. Além do agronegócio, a mineração também ganharia destaque, com empresas como a Gerdau podendo capitalizar sobre o aumento dos preços do aço. “A Braskem, que tem parte de sua receita em dólar, poderia ser beneficiada”, completa Bohnert.
 
Já com a possível eleição de Kamala Harris, Alves sugere um posicionamento mais cauteloso para o investidor brasileiro. Ele recomenda focar em empresas pagadoras de dividendos, que oferecem maior previsibilidade de receita. “O governo democrata já é mais austero, e portanto a busca por segurança através de empresas que ajudam a compor patrimônio acaba sendo uma alternativa mais intuitiva”, explica Alves. Segundo ele, setores como energia elétrica, saneamento básico e seguradoras poderiam oferecer uma base mais sólida em um cenário de governança mais rígida e de controle inflacionário. 
 
Bohnert complementa, destacando que um governo Harris poderia favorecer investimentos verdes e a demanda por minerais críticos, beneficiando mineradoras brasileiras, bem como empresas voltadas para energia renovável, como a WEG. "Na minha perspectiva, a necessidade crescente por minerais essenciais para viabilizar a transição para energias limpas tem o potencial de alavancar o desempenho de empresas de mineração do Brasil, com destaque para a Vale", diz. 
 
Independentemente do resultado, os especialistas concordam que a eleição nos Estados Unidos trará volatilidade para o mercado global, e o Brasil não ficará imune a esse movimento. E fato é que o investidor deve estar preparado para ajustar suas estratégias conforme o desenrolar dos eventos nos Estados Unidos.

SHZ Agência
Adriane Schultz

Maersk reporta resultados sólidos no terceiro trimestre de 2024, em todos os segmentos de negócio

A A.P. Moller - Maersk (Maersk) segue com sólido desempenho em seus negócios no terceiro trimestre de 2024. A Maersk reportou crescimento em todos os seus negócios e resultados financeiros significativamente superiores aos registrados no ano anterior, impulsionados principalmente pelo negócio de Transporte Marítimo, enquanto tanto Logística e Serviços como Terminais também contribuíram, por meio da melhoria dos lucros. Graças ao forte trimestre, marcado pela combinação de procura robusta do mercado de contêineres e a permanência da situação do Mar Vermelho, a Maersk atualizou a sua orientação para 2024 em 21 de outubro, esperando agora um EBIT subjacente para o ano inteiro entre US$ 5,2 e 5,7 bilhões (anteriormente, a expectativa era de alcançar entre US$ 3,0 a 5,0 bilhões).
 
“Ao longo desse trimestre, mais uma vez apoiamos nossos clientes em momentos de alta volatilidade e baixa visibilidade. Reafirmamos nosso compromisso com o crescimento rentável e o progresso operacional, impulsionando resultados em todas as áreas do negócio por meio de um foco rigoroso e contínuo na disciplina de custos, ganhos de produtividade e utilização eficiente de ativos. Em Logística e Serviços, o nosso esforço concentrado impulsionou melhorias sustentadas nas margens e promoveu crescimento por meio da aquisição de novos clientes. Em Terminais, alcançamos melhorias adicionais, aproveitando nosso já elevado nível de desempenho. Nossa equipe de transporte respondeu com agilidade às interrupções recorrentes da rede, aproveitando nossos terminais centrais e investindo em capacidade e equipamentos para atenuar o impacto na cadeia de suprimentos de nossos clientes, otimizando simultaneamente os custos unitários”, comenta Vincent Clerc, CEO da Maersk.
 
O aumento da rentabilidade do Transporte Marítimo foi impulsionado pela alta das tarifas de frete e pelo crescimento positivo do volume, que resultou numa elevação de 41% na receita. O desvio da rede para sul do Cabo da Boa Esperança continuou a ser um fator significativo na nossa base de custos, afetando o consumo de combustível e os custos operacionais globais. Essas pressões de custos foram largamente compensadas por uma execução operacional eficiente, resultando num aumento do EBIT de US$ 2,9 bilhões e numa margem de 25,5%.
 
O segmento de Logística e Serviços alcançou um terceiro trimestre forte, com crescimento de receita de 11%, em relação ao ano anterior, e 7,2%, na comparação trimestral, devido ao aumento de volumes na maioria dos produtos. A rentabilidade continuou a sua recuperação, atingindo um EBIT de US$ 200 milhões, um aumento de US$ 64 milhões, em relação ao ano anterior, principalmente devido ao crescimento rentável em logística principal e no frete aéreo, resultando numa margem EBIT de 5,1%.
 
Terminais continuaram a gerar um forte crescimento de receitas, especialmente na América do Norte. As receitas de movimentação atingiram máximos históricos durante o trimestre, impulsionadas por maiores volumes, melhores tarifas e mix de produtos. Desta forma, o segmento de Terminais alcançou o seu melhor EBITDA desde o primeiro trimestre de 2022, de US$ 424 milhões, e encerrou o trimestre com uma rentabilidade do capital investido nos últimos 12 meses de 13%.
 
Orientações financeiras para 2024
 
Conforme anunciado em 21 de outubro de 2024, graças aos fortes resultados do terceiro trimestre, combinados com a grande demanda do mercado de contêineres e a permanência da situação no Mar Vermelho e no Golfo de Aden, a Maersk melhorou suas previsões financeiras para todo o ano de 2024, conforme apresentado na tabela a seguir. A Maersk espera, agora, que o comércio global de contêineres fique em torno de 6% (anteriormente a previsão era para algo entre 4% - 6%) durante todo o ano. A orientação de CAPEX permanece inalterada.

Sobre a Maersk

A A.P. Moller - Maersk é uma empresa de logística integrada que trabalha para conectar e simplificar as cadeias de suprimentos dos seus clientes. Como líder global em serviços de logística, a empresa opera em mais de 130 países e emprega cerca de 100.000 pessoas. A Maersk tem como objetivo atingir o net 

 

Wilson Sons iniciará, em 2025, construção de três rebocadores potentes com tecnologia sustentável, em seu estaleiro, no Guarujá (SP)

A Wilson Sons, maior operador de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, iniciará, no próximo ano, a construção da nova série de três rebocadores com tecnologia sustentável e grande potência, em seu estaleiro no Guarujá (SP). O objetivo é a renovação e modernização da frota de mais de 80 rebocadores da companhia, que atuam ao longo da costa brasileira. 
 
As três embarcações são da classe ASD 2312 (23 metros de comprimento e 12 metros de largura), com propulsão azimutal e potência de 70 toneladas de bollard pull (tração estática), capazes de apoiar supernavios de contêineres de 366 metros, em manobras de atracação e desatracação nos principais portos do País.
 
As novas embarcações seguem o padrão IMO TIER III, da Organização Marítima Internacional, que atesta a redução de até 70% dos óxidos de nitrogênio, semelhantes aos seis rebocadores do ciclo de construção anterior, do modelo 2513 (de 90 toneladas). O projeto de casco, da Damen Shipyards, permite com suas duplas quilhas (twin fins) diminuir as emissões de gases de efeito estufa, com redução estimada de até 14% no consumo de combustíveis fósseis, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar dos portos onde operam. 
 
O COO da Wilson Sons, Arnaldo Calbucci, ressalta que as novas embarcações fazem parte da estratégia de renovação da frota da companhia e reforçam o compromisso da empresa com a modernização das operações. 
 
“O novo ciclo de construção de rebocadores gera emprego e renda para toda a comunidade marítima e portuária, contribuindo com o desenvolvimento do setor e do Brasil, facilitando os fluxos comerciais”, afirma.
 
Com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), tendo o BNDES como agente financeiro, os novos rebocadores terão sistema de combate a incêndio com capacidade de 2.400 litros/hr (FiFi I). Outra característica das embarcações são seus motores principais, com menor quantidade de cilindros, contribuindo para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, mantendo o mesmo bollard pull de 70 toneladas.
 
As entregas dos novos rebocadores estão previstas para novembro de 2025, março e junho de 2026. 
“A Wilson Sons emprega tecnologia de ponta na construção dos rebocadores, sempre com foco na segurança e eficiência operacional. Com a capacidade técnica dos nossos profissionais e a expertise da Damen, vamos assegurar a excelência do projeto”, diz o diretor-executivo da divisão de estaleiro da Wilson Sons, Adalberto Souza. 
 
Com a nova série, a Wilson Sons alcançará a marca de 156 embarcações construídas em seu estaleiro, que possui mais de mais de 80 anos de trajetória.
 
Manutenções programadas de embarcações crescem mais de 20% este ano
 
Além do novo ciclo de construções, a Wilson Sons está realizando, em seu estaleiro, a docagem de três rebocadores de diferentes armadores. Entre os serviços de manutenção programada executados, de forma simultânea, estão pintura de casco, casaria, reparos estruturais, manutenção e reparo de válvulas e manutenção nos propulsores e sistemas elétricos. Para realizar os serviços de docagens e construir os novos rebocadores, a empresa conta, atualmente, com cerca de 300 profissionais especializados. 
 
Segundo a previsão da divisão de estaleiro, o ano de 2024, vai terminar com a realização de 27 docagens de embarcações. Com isso, a unidade de negócio deve registrar crescimento de 22% nas manutenções programadas este ano.
 
Sobre a Wilson Sons 

A Wilson Sons é o maior operador de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, com mais de 186 anos de experiência. A companhia tem abrangência nacional e oferece soluções completas para mais de 5 mil clientes, incluindo armadores, importadores e exportadores, indústria de energia offshore, projetos de energia renovável, setor do agronegócio, além de outros participantes em diversos segmentos da economia. Saiba mais clicando aqui.
 
Informações para a imprensa
Danthi Comunicação Integrada 

 

Super Terminais é reconhecido por esforços para manter logística durante seca no Amazonas

O Super Terminais, mais eficiente terminal privativo no Polo Industrial de Manaus e o único porto do Brasil a ser considerado verde, foi reconhecido pelo Governo do Estado do Amazonas por seu esforço com a Operação Itacoatiara – que garante o abastecimento da indústria da região. a homenagem foi entregue ao diretor Marcello di Gregorio na 310ª reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), realizada nesta quinta-feira (31).

Desde o dia 12 de setembro, o Super Terminais já recebeu em seu píer flutuante em Itacoatiara 13 navios, que movimentaram mais de 19 mil contêineres e transferiram mais de 417 mil toneladas de cargas. Foram executados cerca de 30 Movimentos por hora (MPH), tudo para assegurar o escoamento de produtos do Polo Industrial de Manaus e a continuidade do abastecimento local.
“Números tão expressivos e importantes para nossa economia são operados por profissionais competentes, por isso, gostaríamos de agradecer especialmente à nossa equipe, cuja dedicação e comprometimento foram fundamentais para o sucesso do projeto. Cada um contribuiu incansavelmente para superar os desafios impostos pela estiagem, o que demonstra resiliência e compromisso com o Amazonas”, lembrou Marcello di Gregorio ao receber a homenagem.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Serafim Corrêa, destacou o empenho do governo e do setor privado na mitigação dos efeitos da estiagem. “Em abril foi apresentada a ideia dos píeres temporários e o Governo do Amazonas, em parceria com órgãos de controle e empresários, não mediu esforços para tornar essa solução realidade. Hoje, estamos vendo os resultados dessa ousada iniciativa.”


A Operação
A Operação Itacoatiara foi desenvolvida por Heitor Augusto de Souza Lima, engenheiro naval da empresa PGE. A equipe envolvida no projeto se concentrou em criar uma solução complexa, mas essencial para a continuidade da indústria amazonense.
Ela é realizada em uma área adquirida exclusivamente para o uso do Super Terminais, com especificações robustas: espaço de 300 mil metros quadrados, localizado na margem esquerda do Rio Amazonas, com acesso rodoviário asfaltado pela estrada do Aeroporto de Itacoatiara, e a apenas 1,4 km do porto público local.
O módulo da operação está posicionado a 100 metros da margem, com uma profundidade de 34 metros de calado e permite a recepção de todos os tipos e tamanhos de navios operados atualmente, sem dificuldades. A navegação entre Itacoatiara e Manaus fica otimizada, com tempo de viagem estimado em 18 horas na ida (108 milhas náuticas ou aproximadamente 200 km) e 12 horas na volta.
A iniciativa foca no transbordo de contêineres, com estrutura disponível de setembro a dezembro ou até que o calado do rio seja normalizado. Um píer flutuante de 240 metros de comprimento e 24 metros de largura comporta três guindastes Konecranes ESP10, cada um com 64 metros de lança e alimentados por quatro geradores de 500 Kva, incluindo um gerador de backup.
As operações ocorrem 24 horas por dia, 7 dias por semana, em três turnos, sendo o Super Terminais o único porto a ter autorização para o funcionamento ininterrupto. O objetivo principal é descarregar 100% da carga dos navios e seguir com a operação de balsas até o porto de Manaus.


Super Terminais
Com mais de 25 anos de experiência no mercado de transporte e logística, o Super Terminais é o mais eficiente terminal privativo no Polo Industrial de Manaus e o único porto do Brasil a ser considerado verde. Opera cargas em contêineres, cargas de projetos e cargas soltas. A estrutura oferece ainda os equipamentos mais modernos do mercado. Entre as grandes preocupações da empresa estão a preservação da maior floresta tropical do mundo – a Floresta Amazônica –, a capacitação para promover um ambiente focado em sustentabilidade.


Assessoria de Imprensa
GBR Comunicação

Indústria de móveis cria plano para captar e formar profissionais

O setor moveleiro catarinense está mobilizado para capacitar e formar novos profissionais para atuar nas indústrias e inserir jovens no mercado de trabalho. Um projeto inédito no segmento - o AMPLIA -, que já está sendo implementado no Planalto Norte catarinense em parceria com o SENAI, vai focar na capacitação em três esferas: a formação para funções de entrada da indústria moveleira, cursos de qualificação para colaboradores da indústria e a possibilidade de curso técnico em móveis.

O segmento é responsável por 30,6 mil empregos em 3,3 mil empresas em Santa Catarina. O estado é o quarto maior produtor de móveis do país, com destaque nas exportações: no primeiro semestre deste ano contabilizou US$ 129,5 milhões.

O objetivo é oferecer oportunidades de trabalho para jovens recém-saídos do ensino médio da região. “Os cursos do SENAI foram pensados em conjunto com as indústrias, o que contribui muito na empregabilidade após a formação. Temos dificuldade em preencher vagas e a proatividade das empresas é essencial para enfrentar a questão”, afirma o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria do Mobiliário da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Arnaldo Huebl. 

“Alguns dos cursos são oferecidos em parceria com as empresas, sem custos para o interessado. E como o setor oferece oportunidades de crescimento, o jovem que quiser avançar na carreira também pode optar pelo curso técnico”, explica Fernanda Kempner, especialista do SENAI em qualificação profissional. 

Embora o projeto tenha iniciado no Planalto Norte, pode ser replicado em outros polos moveleiros do estado. A iniciativa é um movimento de fortalecimento do setor, inspirado no Tratado de Excelência da Indústria da Madeira (TEM) da Regional Centro Norte, que pretende apresentar a indústria da madeira como uma oportunidade para novos trabalhadores. Para isso, prevê ainda o uso da plataforma Emprega Já da FIESC. 


Cenário 
A apresentação do projeto ocorreu durante reunião da Câmara de Desenvolvimento da Indústria do Mobiliário, na quinta-feira, dia 24. Na ocasião, o economista Marcelo de Albuquerque trouxe uma análise sobre o panorama do setor e a projeção de custos de produção.

Na avaliação dele, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) para o setor está acima da média da indústria da transformação, pressionando os custos de produção. De acordo com Albuquerque, entre janeiro e agosto de 2024, o IPP de fabricação de produtos de madeira registrou aumento de 11,6%. Já a fabricação de móveis cresceu 4,2% no período. Entre os fatores destacados para o incremento dos insumos estão a redução de 2,5% ao ano entre 2014-2023 da área plantada na região sul. “Essa dinâmica apresenta uma restrição ao crescimento da produção, exigindo aumento de produtividade para a oferta acompanhar a demanda pelos insumos”, explica Albuquerque. 

A expectativa é que, com redução das taxas de juros nos EUA, destino relevante das exportações de móveis de SC, o setor observe um aumento na produção. Isso porque a queda de juros nos Estados Unidos pode fomentar o segmento da construção civil, ampliando as oportunidades para as indústrias exportadoras catarinenses. 

Em 2022, a cada R$ 100,00 de receita líquida gerada pela atividade de desdobramento de madeira, R$ 59,00 vieram das exportações totais. Os EUA tem participação média de 54,1% no destino das exportações do setor nos últimos 5 anos.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

O segmento emprega 30,6 mil pessoas em 3,3 mil empresas no estado. (Foto: Freepik)

 

Hotelaria e Gastronomia: Sindisol celebra 52 anos com nova sede e identidade visual renovada

O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sindisol) celebra 52 anos de história com a inauguração de sua nova sede e identidade visual renovada. Um café da manhã exclusivo para autoridades, empresas associadas e convidados neste dia 30 de outubro reforçará o novo momento pelo qual passa a entidade.
 
Segundo o presidente da entidade, Rodrigo Vieira, a inauguração da sede é uma oportunidade para celebrar a nova etapa da entidade, fortalecer os laços entre os associados e apresentar as novidades do setor. O Sindisol está no mesmo endereço de outras duas importantes e tradicionais entidades da cidade – a CDL e o Sindilojas – na rua 902, 530, região central de Balneário Camboriú. 
 
“O novo espaço conta com uma estrutura moderno e funcional e tem à disposição sala de reunião, salas de treinamento, auditório para até 200 pessoas e salão de eventos para atender às necessidades dos empresários do setor de turismo e da gastronomia”, cita a vice-presidente da entidade, Gabriela Moro. 
 
Nova logomarca
 
A entidade também apresenta a nova identidade visual, com destaque para a reformulação da sua logomarca. O design circular, dividido em quatro quadrantes coloridos, representa os pilares fundamentais do setor: hospedagem, alimentação, bebidas e lazer. Cada quadrante contém um ícone que simboliza esses elementos, como a chave para a hospedagem, os talheres para a alimentação, copo para as bebidas e o sol para o lazer.
 
A forma circular da logomarca transmite a ideia de união, comunidade e ciclo contínuo, simbolizando a natureza cíclica do setor de turismo e a união dos estabelecimentos representados pelo sindicato. 
 
Fundado em 1972, o Sindisol tem uma longa história de luta em defesa dos interesses dos empresários do setor de turismo e alimentação de Balneário Camboriú e região. “Com a nova sede e a identidade visual renovada, a entidade se prepara para um futuro promissor, buscando sempre oferecer serviços de qualidade e representar os seus associados de forma eficiente e eficaz”, cita Rodrigo Vieira.
 

Crédito da foto: Arquivo PMBC

SENAI/SC está com inscrições abertas para 25 cursos profissionais na área de Gestão

Referência em formação profissional e ensino de qualidade, o SENAI/SC está com inscrições abertas para 25 cursos profissionais EAD na área de Gestão.

Trata-se de oportunidade para profissionais de diferentes setores econômicos que atuam ou pretendem atuar com gestão de pessoas, processos, dados, finanças e afins.

No Brasil, a média salarial para gestores é de R$ 8.667 por mês, segundo estimativa do site Glassdoor que leva em conta dados de 2,1 mil gestores.

Considerando todos os setores econômicos, os cargos de gestão são ocupados majoritariamente por homens: seis em cada 10 gestores no país são do sexo masculino, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A participação de mulheres, no entanto, vem aumentando. Nas áreas de educação e saúde, relacionadas a cuidado, elas já são maioria, de acordo com o IBGE.

EQUIPES

Entre as áreas de atuação, uma das mais comuns é a gestão de equipes, aquela em que o profissional acompanha as tarefas e o desempenho de colaboradores de um setor específico da empresa.

Nesta posição, as principais tarefas do gestor são coordenar, orientar e delegar tarefas com o objetivo de garantir que o setor execute o trabalho da melhor maneira e atinja os resultados esperados.

Um dos principais desafios do cargo é manter a harmonia do grupo. Para se ter ideia, 46% dos trabalhadores brasileiros sentem-se estressados, 25% tristes e 18% com raiva, segundo a edição 2024 da pesquisa State Of The Global Workplace, divulgada em setembro.

OPÇÕES

Na lista do SENAI/SC, uma das opções é o curso Gestão de Equipes, com 30 horas/aula. Entre os temas abordados estão processos de liderança, tomada de decisão, negociação, gestão de conflitos, comunicação, desempenho, cultura e clima organizacional.

Outra opção é o curso Liderando Equipes, com 10 horas/aula. Os participantes aprendem teoria de liderança, estilos de liderança e atribuições do líder na organização, nas rotinas de trabalho e na promoção da qualidade de vida no trabalho.

Aqueles que já ocupam cargo de gestão e desejam saber mais sobre controle de dados podem fazer o curso Interpretando Indicadores de Gestão, com 30 horas/aula. O conteúdo ensina como são calculados os indicadores financeiros e qual a influência deles nas tomadas de decisão.

 

Entre outros desafios, líder tem de acompanhar tarefas e buscar harmonia entre colaboradores (Fotos: Freepik)

 

Pelo 8º ano consecutivo, Porto Itapoá é eleito melhor porto do Brasil no quesito experiência do cliente

Em cerimônia reunindo gestores e lideranças do segmento portuário de todo o Brasil, na quarta-feira (dia 23), na cidade de São Paulo, o Porto Itapoá recebeu o reconhecimento como o melhor porto do Brasil em experiência do cliente, pelo 8º ano consecutivo. Anualmente, esta premiação é concedida pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), que avalia o desempenho de empresas de diversos setores em seu relacionamento com clientes.

Baseado em uma pesquisa realizada com mais de 400 gerentes e diretores responsáveis por logística de 388 grandes empresas que movimentam muita carga no Brasil, o IBRC apresentou dados inéditos do setor, incluindo os índices de satisfação destes clientes e, com base neles, foram premiadas as melhores empresas especializadas fornecedoras de logística. O Porto Itapoá também obteve o maior índice NPS (Net Promoter Score), que avalia o quanto os clientes do Terminal estão dispostos a recomendar seus serviços para outros.

Ainda durante o evento, aconteceu um painel que destacou o desenvolvimento das relações empresa-cliente no país através da valorização e divulgação das melhores práticas de CX nos diversos setores da economia. A logística é um setor fundamental para o desenvolvimento do país. Em 2023 cresceu perto de 10% e promete crescer ainda mais nos próximos anos.

O CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, ressalta que todos os investimentos e esforços realizados em expansão de capacidade e movimentação, aquisição de equipamentos e contratação de profissionais, têm sido para antecipar as demandas dos clientes. “E esse reconhecimento é uma confirmação de que estamos no caminho certo”, pontua ele.

O Diretor de Desenvolvimento de Negócios e Experiência do Cliente, Felipe Fioravanti Kaufmann, destaca: “nosso compromisso com a excelência se reflete na experiência do cliente (Customer Care) e nas operações de alto nível (com investimentos em tecnologia) e na capacitação da nossa equipe para garantir operações de ponta e uma jornada impecável para nossos clientes”.

Sobre o Porto Itapoá

O Porto Itapoá iniciou suas operações em junho de 2011, sendo considerado um dos terminais mais ágeis, eficientes e sustentáveis da América Latina e um dos maiores e mais importantes do País na movimentação de cargas conteinerizadas, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Situado no litoral norte de Santa Catarina, o Porto Itapoá está posicionado entre as regiões mais produtivas do Brasil, contemplando importadores e exportadores de diversos segmentos empresariais.

 

Palestra sobre liderança e empreendedorismo é destaque no Square SC Summit em Florianópolis

O multiempresário Reginaldo Boeira, CEO da KNN Idiomas, será um dos destaques da primeira edição do Square SC Summit 2024, que acontece no dia 26 de outubro em Florianópolis, Santa Catarina. O evento espera receber cerca de 400 lideranças de diferentes setores, tem como foco inovação, tecnologia, marketing, comunicação e vendas, com o objetivo de proporcionar conhecimento e networking para expansão de negócios.

Reginaldo Boeira, conhecido por sua trajetória inspiradora no empreendedorismo, sendo CEO de uma das maiores redes de ensino de idiomas do Brasil, a KNN Idiomas, e à frente de mais de 20 empresas, irá compartilhar suas visões de empreendedor, focando em sua trajetória, desafios enfrentados e os aprendizados adquiridos ao longo dos anos. A palestra abordará temas presentes em seu livro "Quando o sucesso é a única opção", onde trará reflexões sobre perseverança e liderança, com o objetivo de motivar e inspirar aqueles que desejam alcançar o sucesso.

 

“Quero começar agradecendo pelo convite e pela oportunidade de compartilhar um pouco da minha história. Espero, sinceramente, poder inspirar outras pessoas através dos aprendizados que adquiri ao longo desses mais de 50 anos como empreendedor. Acredito que cada obstáculo é uma oportunidade de crescimento, e é isso que desejo transmitir na palestra de hoje. Meu objetivo é motivar, mostrar a importância da liderança e da persistência, e como essas virtudes podem transformar trajetórias. Estou honrado em participar deste evento e espero que minha jornada sirva de inspiração para todos que buscam alcançar seus sonhos.”, afirma Boeira.

 

O evento será realizado no Square SC, na Rodovia José Carlos Daux, 5500 - Saco Grande em Florianópolis. Os ingressos já estão disponíveis no site: https://www.sympla.com.br/evento/square-sc-summit/2626439?share_id=copiarlink&referrer=l.instagram.com.

 

Sobre Reginaldo Boeira

Reginaldo Boeira é reconhecido pela sua diferenciada visão empreendedora e sucesso baseado no sistema de gestão humanizada. Natural de Monte Belo (MG), começou a empreender desde jovem. Fundou em 2012 a KNN, que entrou para o mercado de franquias em 2014 e conta com centenas de escolas abertas em todo o Brasil e outras a serem inauguradas ao longo deste ano. Também possui a Phenom Idiomas, inaugurada em 2021 e que já conta com mais de 50 unidades pelo país. Atua ainda no ramo da construção civil (Boeira Construtora) e é presidente da KNN Group, holding de administração das suas mais de 20 empresas. É autor do livro “Quando o sucesso é a única opção”, que traz um método inovador de ensino focado no empreendedorismo.

 

https://www.instagram.com/reginaldoboeira/ | https://www.knnidiomas.com.br/ | Press Kit

 

Phacz Empreendimentos lança o Vibra Phacz Home

A Phacz Empreendimentos, empresa líder no mercado imobiliário catarinense em edifícios residenciais com certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), lança na terça-feira (29) o edifício Vibra Phacz Home, uma incorporação híbrida com 105 unidades residenciais, mais área comercial e corporativa no térreo e segundo andar, projetadas no conceito boulevard.

O empreendimento terá uma área construída de cerca de 28 mil metros quadrados, divididos em 31 andares, e um valor geral de vendas (VGV) de R$ 200 milhões. O projeto arquitetônico é assinado por Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz, do escritório de arquitetura FGMF, que está entre os 100 melhores escritórios de arquitetura do mundo. 

No projeto os renomados arquitetos valorizam a leveza da volumetria e a integração entre os ambientes internos e externos. Essa harmonia visual proporciona mais do que o bem morar, mas uma experiência onde os limites do interior e exterior se dissolvem. 

“É um projeto totalmente inovador, disruptivo, que ganha destaque pela sua arquitetura arrojada e pelos diferenciais que apresenta”, diz a sócia-proprietária Ana Clara Zanon. Ela acrescenta que o projeto foi desenvolvido para ser uma referência visual e um marco de contemporaneidade na região de Porto Belo, aliando estética à funcionalidade.

A executiva explica que as áreas de lazer serão distribuídas no sétimo pavimento e no mezanino, com espaços para adultos e crianças. Outro diferencial do Vibra Phacz Home é o padrão construtivo, com a utilização de matéria-prima de altíssima qualidade e tecnologia de ponta. 
“Padrão que já pode ser conferido nas 10 obras já entregues pela incorporadora e também nas obras em andamento”, destaca Ana Clara. Inclusive, o Hera Phacz Home, com entrega prevista para 2027, foi premiado no A’ Design Award, reconhecido como uma obra-prima de design e arquitetura. 

A empresa tem hoje dois empreendimentos em construção, dois em fase de lançamento e mais cinco empreendimentos planejados para o período compreendido entre 2025 e 2029, totalizando um VGV de R$ 2,644 bilhões.

Imagens: PhacZ/Divulgação

Falta ou custo de trabalhadores qualificados foi o problema que mais cresceu no 3º trimestre

A falta ou o alto custo de trabalhadores qualificados foi a preocupação que mais cresceu entre os industriais no terceiro trimestre, aponta a Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta sexta-feira (18). O percentual de empresários que classificaram esse como um dos principais problemas enfrentados pelas empresas passou de 18,6%, no segundo trimestre, para 23% na consulta mais recente. 

O problema ocupava o 6º lugar na lista dos mais enfrentados pela indústria entre abril e junho, mas pulou para o 3º lugar devido ao aumento de 4,4 pontos percentuais apontado pelo último levantamento. A elevada carga tributária continua sendo a preocupação mais assinalada pelos empresários, com 33,6%; enquanto a falta ou alto custo de matéria-prima passou da terceira para a segunda posição, com 24,9%. 

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica como os desafios com a oferta e a qualificação da mão-de-obra afetam a performance da indústria. 

“Esse é um problema que vem crescendo há alguns trimestres. Isso tem a ver com questões ligadas ao mercado de trabalho aquecido e ao próprio aumento da produção. É uma questão que preocupa, pois pressiona custos das empresas; consequentemente, pode prejudicar a avaliação da situação financeira e a recuperação da indústria no médio prazo.”

Índices ligados à condição financeira das empresas melhoram
A avaliação dos empresários industriais quanto à situação financeira melhorou no terceiro trimestre de 2024. O índice que mede essa percepção cresceu 1,4 ponto frente ao segundo trimestre do ano, chegando aos 51,7 pontos. 

O índice de facilidade de acesso ao crédito também subiu no terceiro trimestre. Depois de avançar 1,6 ponto, chegou aos 42,9 pontos. Como está abaixo dos 50 pontos, o indicador mostra que os empresários continuam sentindo dificuldade para captar recursos, embora a percepção seja menor do que nos três meses anteriores. 

Segundo Azevedo, o aumento da taxa básica de juros, a Selic, deve complicar a tomada de financiamento nos próximos meses. “Em setembro, teve início um novo ciclo de aumento de juros, que provavelmente vai se manter durante algum tempo. Já há bastante dificuldade de acesso ao crédito, o que é capaz de piorar no próximo trimestre”, acredita. 

De acordo com o levantamento, o indicador que mede a satisfação dos empresários com o lucro operacional atingiu 47 pontos no terceiro trimestre, dois pontos a mais do que no segundo trimestre, sugerindo diminuição da insatisfação dos industriais. 

Agora em 62,9 pontos, o índice de evolução do preço de matérias-primas subiu 1,6 ponto na passagem do segundo para o terceiro trimestre. A percepção de aumento dos preços de insumos está mais intensa e é percebida por empresas de todos os portes, de acordo com a pesquisa. 

Produção industrial cai, mas emprego sobe 
Depois de subir em julho e em agosto, a produção industrial caiu em setembro. A redução foi observada nas pequenas, médias e grandes empresas. No recorte por regiões, apenas o Centro-Oeste apresentou estabilidade. As demais registraram recuo da produção. 

Por outro lado, o indicador que mede o número de empregados chegou aos 51,1 pontos. Pelo terceiro mês consecutivo, o índice ficou acima dos 50 pontos, o que significa que houve alta do emprego industrial. O resultado positivo foi visto em todas as regiões, com exceção ao Sudeste, e foi puxado pelas empresas de médio e grande porte. 

UCI estável e estoques em baixa
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) se manteve em 72%, 1 ponto percentual acima da média da série histórica para o mês de setembro. Trata-se do sexto mês consecutivo em que a UCI fica acima da média histórica mensal. 

Já o índice que mede o nível de estoques atingiu 49,2 pontos, indicando que o volume de estoques diminuiu de agosto para setembro. Houve redução dos estoques nas pequenas e médias empresas, mas aumento nas grandes. Entre as regiões, o índice revelou crescimento de estoques apenas no Nordeste e no Centro-Oeste. 

Expectativas estão mais moderadas, mas intenção de investimento continua em alta 
Em outubro, o índice de expectativa de quantidade exportada subiu 0,2 ponto, atingindo 52,8 pontos. Já a expectativa de demanda recuou 1,4 ponto, para 56,3 pontos, enquanto o indicador de expectativa de compras de matérias-primas diminuiu 1,3 ponto, caindo para 54,3 pontos. Após recuar 0,7 ponto na comparação com setembro, o índice de expectativa de número de empregados ficou nos 52 pontos. 

Todos os índices continuaram acima da linha divisória de 50 pontos, o que significa expectativa de crescimento para os próximos seis meses. 

A intenção de investimento subiu 0,2 ponto, em outubro, para 58,3 pontos; 6,2 pontos acima da média histórica da série. 

Amostra
Nesta edição da Sondagem Industrial, a CNI consultou 1.579 empresas: 634 de pequeno porte; 569 de médio porte; e 376 de grande porte, entre os dias 1 e 10 de outubro de 2024.  

B20 reúne líderes globais para discutir recomendações do setor privado ao G20 e legado brasileiro

Nos dias 24 e 25 de outubro, São Paulo será palco do B20 Summit Brasil, evento de encerramento do principal fórum do setor privado do G20, o grupo das maiores economias do mundo. A plenária reunirá líderes empresariais e autoridades do Brasil e dos países que compõem o G20 para apresentar e discutir as 24 recomendações do Business 20 (B20) construídas em consenso pelas oito forças-tarefas sob o comando brasileiro. A expectativa atrair 1,5 mil pessoas nos dois dias de evento.

A abertura acontece na quinta-feira (24), e será feita por Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Dan Ioschpe, chair do B20 Brasil; Josué Gomes da Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); Felipe Hees, sous-sherpa do G20; e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A programação do B20 Summit Brasil reunirá líderes empresariais que encabeçaram as forças-tarefas do fórum do setor privado: Ricardo Mussa, CEO da Raízen; Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer; Gilberto Tomazoni, CEO da JBS; Fernando de Rizzo, CEO da Tupy; Paula Bellizia, VP Latam da AWS Services; Luciana Ribeiro, sócia-fundadora da EB Capital; Walter Schalka, membro do Conselho da Suzano; e Claudia Sender, executiva que faz parte de conselhos empresariais.  

A plenária realizará uma série de debates sobre temas centrais da presidência brasileira do G20, como o combate à fome e à pobreza, e a promoção de uma transição energética justa.

Painéis contarão com ministros de Estado e grandes nomes do setor privado
No primeiro dia de programação (24), Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial; Jacqueline Mugo, presidente da Organização Internacional dos Empregadores (OIE); e Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza (Magalu) e do Grupo Mulheres do Brasil, vão discorrer sobre os desafios do governo e das empresas em adequar o mercado de trabalho e preparar profissionais para lidar com tendências tecnológicas e mudanças climáticas.

O segundo painel terá a participação de Jon M. Huntsman, Jr., vice-chairman e presidente para Crescimento Estratégico da Mastercard, e de Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil, em que abordarão o papel do setor privado no crescimento sustentável e inclusivo. Ainda no primeiro dia, o painel Jornada de IA: enfrentando desafios e acelerando a produtividade discutirá como repensar a formulação de políticas e as práticas de negócios considerando os desafios e oportunidades criadas a partir da difusão da inteligência artificial. Angel Melguizo, conselheiro sênior em Economia Digital da UNESCO; Fariba Wells, vice-presidente de Assuntos e Políticas Governamentais Globais da Kyndryl; Marco Stefanini, CEO Global e fundador da Stefanini IT Solutions;e Fábio Coelho, presidente, Google Brasil, conduzem a o debate.

Para fechar o primeiro dia da plenária do B20, Jean-Pierre Clamadieu, presidente do Conselho Global de Administração da ENGIE; Leticia Andrade, vice-presidente de Energia Renovável Brasil da Equinor; Musaab Al Mulla, vice-presidente de Energia e Insights Econômicos da Saudi Aramco; e Patricia Espinosa Cantellan, sócio-fundador & CEO da onepoint5 participam do painel Impulsionando o Futuro rumo a uma transição net-zero justa, no qual explorarão como garantir a transição energética de forma sustentável, segura e economicamente viável.

Segundo dia discutirá legado do Brasil e terá ministros do Comércio de países do G20
O segundo e último dia de evento (25) começa com painel sobre o papel do comércio internacional na promoção de prosperidade e no combate à fome. Participam Busi Mabusa, presidente do Conselho da Corporação de Desenvolvimento Industrial (IDC); Mario Lubetkin, diretor-geral assistente e representante regional para a América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO); Marion Jansen, diretora de Comércio e Agricultura da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); e Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Em seguida, o presidente da CNI, Ricardo Alban, se junta ao vice-presidente da República e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; e a Dan Ioshpe, chair do B20 Brasil para avaliar avanços e desafios da primeira presidência brasileira do G20.

Desde janeiro de 2024, o B20 se dividiu em oito-forças tarefas, reunindo 1200 representantes empresariais dos países do grupo, para consolidar recomendações do setor privado em áreas estratégicas, como comércio, finanças, infraestrutura, educação e trabalho; transição energética, transformação digital, compliance, sistemas alimentares e agricultura e diversidade e inclusão nos negócios..

Os resultados de quase um ano de trabalho serão tema de painel que reunirá os líderes empresariais brasileiros que encabeçaram cada uma das forças-tarefas: Fernando De Rizzo, CEO da Tupy; Francisco G. Neto, CEO e presidente da Embraer; Gilberto Tomazoni, CEO da JBS; Luciana Ribeiro, sócia-fundadora eB Capital; Paula Bellizia, vice-presidente LATAM da Amazon Web Services; Reinaldo Goto, diretor-executivo de Conformidade da BRF, representando a chair Claudia Sender; Ricardo Mussa, CEO da Raízen e Walter Schalka, conselheiro da Suzano.

Finalizando o segundo dia de plenária, a sessão de Ministros de Comércio do G20 vai trazer percepções sobre o trabalho realizado durante o G20 Brasil e as expectativas para o futuro. Os últimos debates do dia serão o painel Garantindo a continuidade do B20: a jornada para a África do Sul e adiante, com participação de Dan Ioschpe, Chair do B20 Brasil, Chandrajit Banerjee, Diretor Geral da Confederação da Indústria Indiana (CII), Mxolisi Mgojo, Chair do B20 África do Sul e Suzanne P. Clark, Presidente e CEO da Câmara de Comércio dos EUA. 

Fechando o último dia de evento, Constanza Negri, sherpa do B20 junto com Cas Coovadia, sherpa do B20 África do Sul, vão apresentar as 7 iniciativas de legado lançadas pela gestão brasileira à frente do fórum empresarial.

A programação completa do B20 Summit Brasil pode ser acessada no site oficial do evento: B20 Brasil Summit 2024.

O B20 Summit Brasil será realizado no Clube Monte Líbano, em São Paulo, e tem o patrocínio da Sabic, Aramco, Equinor, Mastercard, JBS, Vrio-Sky, ABDI e Finep, além do apoio institucional do Sebrae e do Conselho do SESI.

Afinal, quem é responsável pelo aumento de juros?

A recente alta da taxa básica de juros no Brasil, a Selic, tem provocado discussões um tanto acaloradas entre especialistas econômicos e líderes empresariais. É preocupante que o aumento da capacidade instalada na indústria seja usada como justificativa para a elevação dos juros.

Aqui há questionamentos importantes de se fazer. Afinal, por que tantas narrativas são criadas para justificar algo que muitos consideram irracional? Qual é o verdadeiro papel do mercado financeiro nesse cenário, e por que ele parece ditar os rumos da política monetária nacional? Até quando?

A pressão sobre a capacidade instalada da indústria brasileira tem origem no histórico de juros astronômicos praticados no Brasil. O alto custo do crédito impede que as empresas invistam na expansão de suas plantas e aumentem sua produção, agravando o gargalo da oferta e, por consequência, a inflação.

A solução para a equação parece óbvia: uma taxa de juros mais racional, alinhada às praticadas em outras economias emergentes, incentivaria investimentos produtivos, o que resultaria em uma redução da pressão inflacionária, além de criar mais empregos e desenvolvimento. Às vezes é preciso dizer o óbvio. 

Economias como a da China, que recentemente adotaram medidas de estímulo ao crescimento industrial, reforçam a tese de que uma política de juros equilibrada pode servir de alavanca poderosa para o desenvolvimento. No Brasil, no entanto, o cenário atual de juros elevados bloqueia a expansão industrial, justamente quando a economia brasileira está se recuperando e a indústria tem desempenhado um papel importante nessa recuperação.

Enquanto presidente do G20, que reúne as maiores economias do mundo, o Brasil só tem ao lado Índia e Rússia quando o assunto é política monetária. Enquanto os três subiram juros, os outros 14 integrantes do G20 decidiram por cortes na taxa básica. 

Atualmente, a Selic está em 10,75%. Já os custos para a indústria podem chegar a taxas entre 25% e 30% ao ano. O impacto ao longo das cadeias produtivas, e nunca é demais lembrar que a cadeia da indústria é longa, é devastador.

O custo financeiro embutido no produto final pode representar até 25% do preço ao consumidor – uma situação insustentável para a competitividade do setor industrial brasileiro.

Outro ponto controverso é a narrativa que orienta a política monetária no país, inclinada a se basear na pesquisa FOCUS. A pesquisa é respondia por 170 empresas e instituições, mas chama a atenção que apenas 8 não são diretamente ligadas ao setor financeiro.

Isso levanta uma questão importante: até que ponto as perspectivas da economia real, especialmente da indústria, comércio e serviços, são efetivamente consideradas na formulação das políticas econômicas?

A crítica que emerge é clara: a política de juros no Brasil parece estar moldada em benefício do mercado especulativo, em detrimento da economia produtiva. O setor agropecuário e o sistema financeiro têm vozes fortes – e levadas em consideração – no debate econômico.

Nada mais justo que a indústria também tenha suas demandas ouvidas e, principalmente, consideradas.

Se o Brasil quer mesmo evitar perder mais oportunidades de crescimento, precisa rever o papel dos juros na política econômica. O Brasil precisa de uma política industrial consistente e de uma visão de longo prazo, onde o incentivo ao investimento produtivo ocupe lugar central.

Assim,construiremos um país que privilegie o desenvolvimento e o bem-estar social, ao invés de manter o foco no lucro especulativo de curto prazo.

*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O artigo foi publicado no jornal Folha de S.Paulo, no dia 20 de outubro.

REPRODUÇÃO DO ARTIGO - Os artigos publicados pela Agência de Notícias da Indústria têm entre 4 e 5 mil caracteres e podem ser reproduzidos na íntegra ou parcialmente, desde que a fonte seja citada. Possíveis alterações para veiculação devem ser consultadas, previamente.

Comac SC: Fecam promove maior congresso municipalista de SC com 27 horas de assuntos decisivos para gestão municipal

Nos dias 6,7 e 8 de novembro a Expocentro de Balneário Camboriú se transforma no palco do maior evento municipalista de Santa Catarina. Promovido pela Fecam (Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina), o Comac SC (Congresso de Municípios, Associações e Consórcios), terá 27h de programação espalhadas em três dias.

O evento gratuito contará com a presença de grandes nomes como o comentarista político da CNN, Caio Coppolla, Renan Filho que é Ministro dos Transportes, o secretário do estado da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, Superintendente Regional do DNIT no estado de Santa Catarina, Alysson Rodrigo de Andrade. (Listas de nomes em destaque ao final do texto).

Com a expectativa de atrair mais de 5 mil participantes, o evento contará com uma programação intensa, voltada para prefeitos, secretários, gestores públicos e especialistas em administração pública.

Neste ano o COMAC-SC tem como tema central “Governança rumo ao futuro das cidades” e está focado na resiliência urbana, inovação e tecnologia na gestão municipal, bem como nas vedações e limitações eleitorais. Em um contexto de mudanças constantes, é fundamental que as cidades estejam preparadas para o futuro, e o COMAC-SC será o local ideal para abordar essas questões.

Temas como: concessão pública, saúde, trabalho com pessoas em situação de rua, mobilidade urbana, cultura, desenvolvimento econômico e educação, são alguns dos exemplos dos debates que devem acontecer no evento.

Nomes em destaque do Comac-SC 2024:

06/11, 13h30 – Cenários, perspectiva e futuro dos municípios catarinenses – Soledad Urrutia, Upiara Boschi e Maga Stopassoli

06/11, 14h45 – Marketing e promoção turística nos municípios
Maitê Uhlmann, Consultora Especialista em Projetos Turisticos;
Fabrício de Oliveira, prefeito de Balneário Camboriú

06/11, 14h45 – Benefícios econômicos e sociais da universalização do saneamento em SC através de consórcios públicos
Elano Damasceno, Presidente da Consórcio Público de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana;
Luana Pretto, Presidente do Trata Brasil;
Rodrigo Lahoz, Núcleo de Contratação Pública, Ambiental e Urbanístico do escritório Menezes Niebuhr

06/11, 17h15 – Inteligência Artificial no ambiente Educacional: desafios e novas demandas da Educação
Alessandro Leal, Head of Google, South America

07/11, 10h15 – Mulheres na Política
Caroline de Toni, deputada federal
Marilisa Boehm, vice-governadora de SC
Carmen Zanotto, deputada federal
Tânia Ziulkoski, CNM
Marcilei Vignatti, vereadora de Chapecó e presidente da Uvesc

07/11, 14h45 – Litigio climático e o impacto nos governos – SABRINA LEHNEN STOLL
Diretora de Litigância Climática da ONG Projeto Ruptura e CAROLINA DE FIGUEIREDO GARRIDO – Grupo de Pesquisa Direito, Ambiente e Justiça no Antropoceno (JUMA)

08/11, 09h – Rodovias, infraestrutura e diagnóstico
Renan Filho, ministro do Transporte
Jerry Comper, Secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade
Alysson de Andrade, Superintendente Regional do DNIT no estado de Santa Catarina
Dagnor Schneider, Presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina – Fetrancesc

Fórum de Governança Municipal

Um dia antes do Comac, (5), novos gestores e prefeitos também têm um encontro marcado com a Fecam. Isto porque todos foram convidados para o Fórum de Governança Municipal, uma iniciativa inovadora que vai tratar dos assuntos de interesse dos novos gestores, com dicas fiscais, para transição de governo, lei de licitações e muito mais.

A iniciativa inovadora mostra como a Fecam tem andado lado a lado dos gestores municipais, e que pode, e vai, fazer a diferença nas gestões públicas por toda Santa Catarina.

Portonave bate recorde e recebe 3,3 mil caminhões em um único dia

A Portonave, terminal portuário privado localizado em Navegantes, no Litoral Norte catarinense, registrou novo recorde no recebimento de caminhões em um único dia. Foram realizados 3.308 acessos, entre 1.552 entradas e 1.756 saídas de contêineres, na quarta-feira (16). O recorde anterior foi em dezembro do ano passado, com o recebimento de 3.139 caminhões em um dia. Além desse desempenho, de janeiro a setembro, a Companhia registrou bons resultados nas movimentações, enquanto se mantém como o terminal mais eficiente na produtividade de navio no país, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

No mês passado, o Gate, local de entrada e saída de caminhões, teve o segundo melhor setembro da história do Terminal, com média de 2 mil caminhões por dia, o que resultou em 51.404 acessos totais. De janeiro a setembro, a Portonave registrou 489.416 entradas e saídas no Gate. Durante esse período, o tempo de permanência médio dos motoristas foi de 30 minutos. Entre os dias 1 e 16 de outubro, já foram registrados 30.778 acessos no Gate, entre entradas e saídas. 

De janeiro a setembro, 370 escalas de navios atracaram no Terminal e a movimentação total foi de 948.650 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Somente no mês passado, foram movimentados 103.440 TEUs. Desde o início do ano, a Companhia mantém a liderança na produtividade de navio entre os portos do país, segundo a Antaq.  De janeiro a agosto, registrou média de 119 Movimentos por Hora (MPH) durante a Obra do Cais, um investimento privado de R$ 1 bilhão para receber navios maiores, de até 400m de comprimento. Esse indicador monitora os movimentos realizados pelos Ship-to-Shore (STS) Cranes, guindastes para a movimentação de contêineres do pátio aos navios.

Crescimento de 11% nas cargas armazenadas na câmara frigorífica 
A Iceport, câmara frigorífica da Portonave, recebeu 190 mil toneladas de produtos de janeiro a setembro deste ano, um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Do total movimentado, 65% correspondem às aves e suínos, 26% aos vegetais e 9% às carnes bovinas. Os meses de julho, agosto e setembro representam o melhor trimestre do ano, com 80 mil toneladas movimentadas.

Sobre a Portonave
A empresa iniciou as operações no dia 21 de outubro de 2007, como primeiro terminal portuário privado de contêineres do país. Para agilidade e eficiência nas movimentações, a Portonave possui 6 Ship-to-Shore (STS) Cranes, 18 Rubber Tyred Gantry (RTG), 6 Reach Stackers (RS), 5 Empilhadeiras de Vazios (EV) e 44 Terminal Tractors (TT). Além dos equipamentos, a dedicação e comprometimento da equipe da Portonave, composta por 1.244 profissionais diretos, são essenciais para o desempenho da Companhia.

Grupo Koch inaugura nova loja Komprão em Itajaí

A loja de Itajaí do Grupo Koch será inaugurada na próxima quinta-feira (24), no Bairro Espinheiros. A terceira unidade do Grupo em Itajaí é da marca de atacarejo Komprão - a cidade já conta com um Komprão e também um estabelecimento da marca de varejo, SuperKoch. Com 12,8 mil metros quadrados de área construída, conta com estacionamento com mais de 300 vagas de carros, sendo 180 vagas cobertas. A loja, que é a número 74 do Grupo, gerou 137 empregos diretos (ainda há vagas, mais informações aqui - https://grupokoch.gupy.io/jobs/7402771) e 411 indiretos.
O Grupo Koch investe no litoral norte catarinense desde o começo de sua história e Itajaí é uma cidade importante na trajetória da rede supermercadista, como explica o CEO do Grupo, José Koch. "Escolhemos presentear o Bairro Espinheiros com um Komprão, pois essa localidade está em grande desenvolvimento, com a implantação de novos loteamentos. Itajaí é uma cidade à qual temos muito carinho e com excelente potencial econômico", afirma.
A loja funcionará de segunda a sábado, das 7h às 22h, e domingos e feriados, das 8h às 21h. Serão 19 checkouts em operação, 3 caixas rápidos e 6 self checkout. O novo Komprão de Itajaí conta com hortifruti com produtos frescos, setor de padaria, açougue e adega com mais de 500 rótulos de vinhos. Além disso, será oferecido uma variedade de serviços em anexo, como farmácia, lojas de produtos naturais, de presentes e acessórios, vestuário e ainda das marcas Cacau Show e O Boticário.

Mais ações
No dia da inauguração, serão sorteados vales compras de R$ 200,00 diretamente no caixa de forma automática e aleatória. Para participar, basta o cliente efetuar uma compra com valor mínimo de R$ 100,00. Além disso, haverá a ação social Troco do Bem, em prol da APAE de Itajaí. O Troco do Bem é um projeto permanente da rede supermercadista, em prol de entidades beneficentes. 

Sobre o Grupo Koch
Maior rede supermercadista em Santa Catarina e a 10ª do país, de acordo com o ranking 2024 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Koch está presente em 34 cidades do estado. São 74 lojas no segmento alimentício, nos formatos varejo (com a marca SuperKoch) e atacarejo (com a marca Komprão Atacadista), além de vendas pelo e-commerce. O Grupo conta também com dois Centros de Distribuição e uma sede administrativa em Tijucas e um Centro Administrativo e Comercial em Itapema. Empresa familiar, foi fundada oficialmente em 1994, em Tijucas, e tem à frente como CEO, o empresário José Koch, um dos cinco irmãos que começaram a história da empresa nos anos 80 vendendo produtos hortifrúti nas feiras da Grande Florianópolis.

Caixa reduzirá cota de financiamento e elevará entrada para imóveis

A partir de 1º de novembro, os mutuários que financiarem imóveis pela Caixa Econômica Federal terão de pagar entrada maior e financiar um percentual mais baixo do imóvel. O banco aumentou as restrições para a concessão de crédito para imóveis pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que financia imóveis com recursos da caderneta de poupança.
Para quem financiar imóvel pelo sistema de amortização constante (SAC), em que a prestação cai ao longo do tempo, a entrada subirá de 20% para 30% do valor do imóvel. Pelo sistema Price, com parcelas fixas, o valor aumentará de 30% para 50%. A Caixa só liberará o crédito a quem não tiver outro financiamento habitacional ativo com o banco.

O valor máximo de avaliação dos imóveis pelo SBPE será limitado a R$ 1,5 milhão em todas as modalidades do sistema. Atualmente, o crédito pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com juros mais baixos, é restrito a imóveis de R$ 1,5 milhão, mas as linhas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) não têm teto de valor do imóvel.

Segundo a Caixa, as mudanças se aplicam a futuros financiamentos e não afetarão as unidades habitacionais de empreendimentos financiados pelo banco. Nesse caso, em que o banco financia diretamente a construção, as condições atuais serão mantidas. A instituição financeira concentra 70% do financiamento imobiliário brasileiro e 48,3% das contratações do SBPE.

Em nota, o banco justificou as restrições porque a carteira de crédito habitacional do banco deve superar o orçamento aprovado para 2024. Até setembro, a Caixa concedeu R$ 175 bilhões de crédito imobiliário, alta de 28,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 627 mil financiamentos de imóveis. No SBPE, o banco concedeu R$ 63,5 bilhões nos nove primeiros meses do ano.

“A Caixa estuda constantemente medidas que visam ampliar o atendimento da demanda excedente de financiamentos habitacionais, inclusive participando de discussões junto ao mercado e ao governo, com o objetivo de buscar novas soluções que permitam expansão do crédito imobiliário no país, não somente pela Caixa, mas também pelos demais agentes do mercado”, explicou o banco em nota oficial.

Falta de recursos
O aperto na concessão de crédito habitacional decorre do maior volume de saques na caderneta de poupança e das maiores restrições para as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), aprovado no início do ano. Caso não limitasse o crédito, a Caixa teria de aumentar os juros.

Segundo o Banco Central (BC), a caderneta de poupança registrou o maior volume de saques líquidos do ano em setembro, com os correntistas retirando R$ 7,1 bilhões a mais do que depositaram. Esse também foi o terceiro mês seguido de retiradas. Outro fator que contribuiu para a limitação do crédito foi o aumento da demanda pelas linhas da Caixa, em meio à elevação das taxas nos bancos privados. Ainda não está claro se as mudanças serão revertidas em 2025, quando o banco tiver novo orçamento para crédito habitacional, ou se parte das medidas se tornarão definitivas no próximo ano.

CNPJ terá letras e números a partir de julho de 2026

A partir de julho de 2026, o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passará a ser alfanumérico, contendo letras e números. A Receita Federal publicou nesta quarta-feira (16) instrução normativa que altera o formato dos cadastros de empresas.
Em nota, a Receita esclareceu que a mudança não afetará as empresas atuais, apenas os cadastros futuros. Tanto os números atuais como os dígitos verificadores não serão alterados. Segundo o Fisco, a mudança é necessária para garantir a disponibilidade de números de identificação sem causar impacto na sociedade nem interromper políticas públicas.

O novo número de identificação do CNPJ, informou a Receita, terá 14 posições. As oito primeiras, com letras e números, identificarão a raiz do novo número. As quatro seguintes, também alfanuméricas, representarão a ordem do estabelecimento. Somente as duas últimas posições, que correspondem aos dígitos verificadores, continuarão a ser numéricas.

No caso dos dígitos verificadores, para manter os algarismos nos futuros CNPJ, os valores numéricos e alfanuméricos serão substituídos pelo valor decimal correspondente ao código da tabela ASCII (Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informações), usada pela maior parte da indústria de computadores. Do código da tabela ASCII, será subtraído o valor 48. Dessa forma, a letra A equivalerá a 17, B a 18, C a19 e assim por diante.

Itaú Unibanco leiloa mais de 50 imóveis residenciais

- A Frazão Leilões, empresa referência no setor, irá promover, em parceria com o Itaú Unibanco, um leilão com mais de 50 imóveis residenciais no próximo dia 31/10, às 11h. 
 
O evento será realizado online e oferece imóveis localizados na Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. 
 
Os imóveis disponíveis são residenciais e possuem descrição detalhada, fotos e condições específicas de venda no site da Frazão Leilões, garantindo transparência e segurança ao processo. Para participar, é necessário realizar um cadastro prévio no site da Frazão Leilões e aceitar as regras de participação.
 
Entre os destaques do leilão estão uma casa em Cambé (PR), com lance a partir de R$318.700,00. Já em Joinville (SC), está disponível outra casa com lance inicial de R$174.100,00. 

 
No centro-oeste, na cidade de Planaltina (GO), outro imóvel tem se destacado, com o menor lance no leilão, com R$58.700,00.

 
Por fim, no Norte, dois imóveis também chamam a atenção. O primeiro fica em Santarém (PA), com lance a partir de R$188.000,00. E o segundo em Paraíso do Tocantins (TO), com lance de R$317.300,00. 

 
Com relação às condições de pagamento, elas podem ser feitas: à vista, com 10% de desconto; 20% de sinal mais 08 parcelas sem juros ou correção; 25% de sinal mais 12 ou 24 parcelas, acrescidas de juros de 10% a.a. Tab. Price e IPCA anual; 30% de sinal mais 36 ou 48 ou 78 parcelas, acrescidas de juros de 10% a.a. Tab. Price e IPCA anual. Os débitos de condomínio e IPTU serão quitados pelo Itaú até a data do leilão. 

 
Sobre a Frazão Leilões 
 
A Frazão Leilões é uma das empresas referência no Brasil na realização de leilões de imóveis. Só no ano de 2023, levou a leilão milhares de imóveis, sempre com atuação em todas as fases do processo, desde a avaliação e organização de lotes até a emissão de toda a documentação necessária, com todo o suporte e transparência às partes envolvidas - das empresas que anunciam os bens aos compradores.

Gessele Empreendimentos coloca SC em destaque na Forbes

Referência em construção de luxo, a Gessele Empreendimentos recebeu grande espaço, por meio de branded content, na edição de setembro da Forbes, o mais influente veículo de negócios e economia do mundo.

Sob o título “Luxo Redefinido”, a matéria traz à tona a trajetória inspiradora de Paula e João Gessele, o casal por trás da marca, que vem se destacando no mercado imobiliário brasileiro. Neste mês de outubro, a empresa celebra 12 anos de fundação. “Estar em uma revista tão respeitada é o reconhecimento do trabalho e da paixão que dedicamos a cada projeto”, comenta Paula.

O texto revela ainda como a empresa soube unir a tradição de nobres edificações de monarquias com elementos contemporâneos de arquitetura e decoração. Esse equilíbrio entre o clássico e o contemporâneo reflete a essência de uma construtora capaz de entregar um padrão de alto luxo que vai além da estética, também está focado na funcionalidade e na experiência de viver.

Com a finalidade de criar lares onde famílias possam construir memórias duradouras, cada unidade é meticulosamente planejada para oferecer um ambiente acolhedor e funcional.

A Gessele Empreendimentos, renomada construtora de luxo, foi destaque em uma matéria de branded content publicada na edição de setembro da influente revista Forbes

Uma das características mais marcantes dos empreendimentos é a integração harmoniosa com a natureza, trazendo sempre como base a inovação, a sustentabilidade e o impacto social.

Inovação e sustentabilidade - Fortemente comprometida com os eixos do ESG, a empresa foi agraciada com o Selo Social Itapema 2023 em reconhecimento às suas ações de impacto social e ambiental na região. O programa premia empresas que alinham suas práticas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU.

Além de um programa interno que reforça os pilares de sustentabilidade e responsabilidade social, a empresa segue os parâmetros das normas ISO 9001 e 14001, com um sistema de gestão integrada para processos e operações do negócio e a entrega de rigorosos padrões de qualidade ambiental nas suas práticas.

Impacto econômico - De acordo com a revista, a Gessele estima movimentar mais de R$ 1 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) nos próximos meses, crescimento acima da média do mercado. A projeção tem atraído olhares de investidores nacionais e internacionais, interessados na rentabilidade e inovação do setor imobiliário de luxo.

Setor calçadista ensaia recuperação para níveis pré-pandemia

Depois de cinco anos, a produção do setor calçadista brasileiro finalmente está se aproximando do patamar pré-pandemia. Estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) mostram que a produção deve crescer 3,2% no cenário otimista da entidade, para 893 milhões de pares.

A Abicalçados destaca que o consumo aquecido das famílias brasileiras é o principal fator para a recuperação do segmento, dada a elevação média dos salários e baixas taxas de desemprego. Para o economista-chefe da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Pablo Bittencourt, um novo ciclo de alta na taxa de juros brasileiras pode ter impactos negativos sobre o endividamento das famílias, contribuindo para arrefecer um movimento mais acelerado de recuperação do setor, já que a demanda interna vem impulsionando a atividade.

Embora o consumo interno de calçados esteja alavancando a produção, as exportações não seguem o mesmo caminho. De acordo com a associação do setor, o volume de pares exportados acumula queda de 21% no ano, até setembro, em comparação com igual período de 2023. A entidade afirma que o calçado brasileiro vem perdendo mercados para países asiáticos como Vietnã, China e Indonésia e a expectativa é de que ao fim de 2024 o recuo nas vendas externas atinja 19,2% no cenário mais pessimista. No acumulado dos nove meses do ano, as importações somaram 27 milhões de pares e US$ 351,25 milhões, incrementos de 17,3% e 1%, respectivamente, ante o mesmo ínterim do ano passado.

Varejo
A recuperação do setor pós-pandemia, no entanto, é considerada lenta. Para o presidente da Câmara da Indústria Têxtil, de Confecções, Couro e Calçados da FIESC, Giuliano Donini, o crescimento ocorre em um ritmo mais moroso do que o ideal, pois, embora haja sinais positivos como a expansão do emprego e da renda, o aumento do custo de vida e o surgimento constante de novas demandas continuam a pressionar o poder de compra dos consumidores brasileiros. “Neste ano, por exemplo, o destaque no noticiário tem sido o setor de apostas esportivas, que se consolidou como mais um competidor pela atenção e recursos dos brasileiros”, afirmou.

Fonte FIESC

Santa Catarina tem 10.650 vagas abertas pelo Sine

Santa Catarina tem 10.650 vagas abertas de emprego disponíveis pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine). As oportunidades estão distribuídas em todas as regiões do estado e em busca de diversos perfis de trabalhador. Do total, são 10.441 vagas gerais e 209 exclusivas para pessoas com deficiência (PCD).

Os interessados devem procurar uma das mais de 140 unidades do Sine em Santa Catarina e levar um documento com foto. As vagas abertas podem ser conferidas diariamente no Portal Emprega Brasil.

“O cenário de Santa Catarina para oportunidades de emprego é muito promissor. Temos vagas abertas em todas as regiões do Estado, resultado de uma economia diversificada e do forte espírito empreendedor do nosso empresariado”, ressalta o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.

Confira as vagas disponíveis por região
GRANDE FLORIANÓPOLIS – 3.052 vagas
VALE DO ITAJAÍ – 2.913 vagas
OESTE – 1.568 vagas
SUL – 1.577 vagas
NORTE – 903 vagas
SERRA CATARINENSE – 270 vagas

Fonte: SECOM

Líderes de pequenas e médias empresas enfrentam solidão na gestão

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela que 60% dos líderes das pequenas e médias empresas brasileiras têm a intenção de expandir o negócio no próximo ano. Segundo a pesquisa Cabeça de Dono, 79% dos entrevistados disseram estar esperançosos ou empolgados em relação à situação atual de sua empresa.
De acordo com os dados, 98% dos empreendedores são responsáveis pelas decisões estratégicas em ao menos uma área de sua empresa, enquanto 96% realizam as tarefas operacionais em ao menos uma área, e a média de áreas em que estão envolvidos chega a quatro. Para esses entrevistados, isso pode restringir o crescimento da empresas.

A pesquisa, feita para um banco, é inédita e ouviu 1.001 homens e mulheres líderes de pequenas e médias empresas (PMEs) com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 50 milhões, nas cinco regiões do Brasil, entre julho e agosto. A ideia é desenhar um panorama sobre as necessidades e desafios enfrentados pelas PMEs. Essas empresas são responsáveis por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e geram 50% dos empregos ativos, impactando potencialmente mais de 80 milhões de brasileiros.

A sobrecarga e a solidão no dia a dia são apontadas como os principais fatores para o aumento do cansaço e estresse, e 62% dos entrevistados almejam ter mais tempo com a família. Entre os desafios citados por eles, estão o cenário macro e competitivo. Para 41% deles, crises econômicas, flutuações de mercado e a concorrência representam o principal desafio que enfrentam para o negócio; para 20% são os fatores relacionados a crescimento e inovação, enquanto para 18% gestão financeira é o tema mais preocupante.

Segundo o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a percepção de solidão, falta de apoio ou de reconhecimento, sobrecarga e implicações na vida pessoal dos pequenos e médios empresários brasileiros é comprovada em todo o estudo. “A palavra-chave que permeia cada desafio é ‘tempo’. O gestor que volta sua energia para dentro da empresa, focando no operacional, acaba não conseguindo se dedicar ao crescimento e evolução da sua empresa. A falta de conhecimento em determinadas áreas o faz perder esse tempo precioso que, se fosse dedicado de maneira eficiente, poderia alavancar oportunidades no negócio e na vida pessoal – gerando mais tempo para a família ou para cuidar da saúde”, disse.

Os dados mostram ainda que, dos 98% dos entrevistados que participam diretamente de decisões estratégicas da empresa, 37% assumem sozinhos todas as decisões e direcionamentos estratégicos de ao menos uma área. Já entre os 96% que também executam tarefas operacionais, em 33% dos casos, eles são os únicos responsáveis pela execução de atividades cotidianas em um ou mais setores. Pelo menos 90% dos entrevistados relatam alguma ou muita dificuldade em cenário macro e competitivo, crescimento e inovação e gestão financeira.

Segundo a pesquisa, se a troca de informações fosse feita de forma estratégica, 57% dos entrevistados disseram que gostariam de poder dialogar mais com outros empresários e gestores para compartilhar experiências, dificuldades e soluções. Muitos empresários têm pouco conhecimento sobre qual o apoio externo que eles poderiam buscar e muitas vezes não têm as ferramentas e os conhecimentos necessários para desenhar um planejamento adequado às reais necessidades de cada empresa.

O levantamento revela ainda outras demandas que, caso fossem endereçadas de forma estratégica – com apoio externo ou de especialistas, por exemplo –, poderiam fortalecer os negócios e seus líderes para enfrentar suas rotinas. Um exemplo é a necessidade de troca de informação: 57% dos empreendedores apontam que gostariam de poder dialogar mais com outros empresários e gestores para compartilhar experiências, dificuldades e soluções.

O estudo Cabeça de Dono avaliou também como os pequenos e médios empresários se sentem em relação à rotina de trabalho e como isso afeta suas vidas: seis em cada dez entrevistados convivem com pelo menos um tipo de desconforto nesse sentido. O cansaço predomina, sendo citado por 50% deles. Ele é seguido pela sensação de sobrecarga, presente em 46% dos entrevistados. Entre o público com 45 anos ou mais, a porcentagem sobe para 49%. Já o estresse alcança 44%.

Além disso, 62% dos entrevistados gostariam de ter mais tempo com a família, enquanto 60% já enfrentaram alguma situação financeira adversa na vida pessoal por causa da empresa, e 52% já tiveram problemas de saúde relacionados à rotina de trabalho.

BC não deveria votar para definir meta de inflação, diz Galípolo

Para o diretor de política monetária e futuro presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, a autoridade monetária não deveria votar para definir a meta de inflação no Conselho Monetário Nacional (CMN), que atualmente é composto pelo Ministério da Fazenda, Ministério do Planejamento e pelo presidente do BC.
Durante participação em um evento, em São Paulo, na manhã de hoje (14), Galípolo afirmou que a decisão sobre a taxa adequada de inflação deveria ser estabelecida apenas pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e que o Banco Central deveria se manter focado apenas no cumprimento da meta.

“Eu tenho dito sistematicamente que eu acho que o Banco Central não deveria nem votar no CMN na determinação da meta que ele mesmo tem que perseguir. Acredito que isso é um não tema para diretor de Banco Central. A meta de inflação foi estabelecida pelo CMN, cabe ao Banco Central colocar a taxa de juros no patamar restritivo o suficiente e pelo tempo que for necessário para atingir a meta”, disse ele.

“A sociedade pode discutir, economistas podem discutir, todo mundo pode discutir, mas o diretor de Banco Central não discute meta, o diretor de Banco Central persegue a meta.”

Durante o evento Itaú BBA Macrovision, o diretor de política monetária disse não haver divergências políticas dentro da autarquia e destacou que o processo de transição do BC tem sido um exemplo:

“Acho que o BC está se consolidando ali como um pilar de institucionalidade que nem se deixa invadir e também não se evade, não transpassa partes que deveriam ser da própria política monetária. Nós estamos lá no BC convivendo de maneira absolutamente harmônica. Gosto de acreditar que os diretores são todos meus amigos, mas institucionalmente a gente vive de maneira absolutamente harmônica, técnica e com alto grau de coesão."

Ele também afirmou que a posição do Banco Central é sempre mais conservadora e cautelosa no estabelecimento da política monetária. “A posição do Banco Central é de ser mais conservador. O que sinaliza ao Banco Central um mercado de trabalho mais apertado é que a gente deve ser mais cauteloso na gestão da política monetária porque isso sugere um processo de desinflação mais lento e mais custoso. Daí o reflexo que a gente vê na política monetária, a maior cautela que a gente vem adotando na política monetária”, disse ele.

Crescimento e meta de inflação
No evento, Galípolo disse ainda que o que vem chamando mais a atenção do Banco Central é o crescimento econômico, que tem superado as expectativas, mesmo diante de um cenário de juros restritivos.

“O crescimento segue surpreendendo, apesar da taxa de juros num patamar restritivo.”

Ele comparou as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) aos aplicativos de transporte, que ficam continuamente recalculando o tempo estimado para percorrer as distâncias em São Paulo.

“Ao longo do trânsito, conforme o aplicativo de trânsito ia recalculando o tempo estimado, eu fui pensando como aquilo é um pouco parecido com as nossas projeções de crescimento ao longo dos últimos anos. A gente arranca com uma estimativa original, vai recalculando e geralmente a informação relevante, a informação significativa, ela é dada alguns poucos metros antes de chegar. Eu acho que isso tem acontecido bastante com as projeções de crescimento no Brasil.”.

Segundo ele, a expectativa da autoridade monetária e também a do mercado era de alguma desaceleração no ritmo de crescimento da economia, acompanhada de uma abertura do hiato do produto: "desde que eu cheguei no Copom, desde a minha primeira reunião, a gente tem sempre essa projeção – e o mercado também – de que o hiato vai passar a abrir e a gente vai passar a assistir sinais de desaceleração mas, após surpresas sucessivas, a gente acabou fazendo essa mudança relevante do hiato para um campo positivo”.

Já sobre as expectativas de inflação, Galípolo afirmou que elas continuam desancoradas e que isso poderia ser justificado por três fatores: o ceticismo quanto à viabilidade da meta contínua, a credibilidade e as perspectivas da economia. Mesmo assim, ele encara que esses três fatores “tendem a ganhar ou perder peso ao longo do tempo”.

Galípolo reforçou ainda que compromisso do BC é buscar o centro da meta de inflação, de 3%. “O Banco Central tem uma meta e a função de reação do Banco Central vai sempre se dar pela perseguição da meta. Essa perseguição da meta pode ser feita com mais custo ou menos custo, a depender de uma série de variáveis que muitas vezes o Banco Central não tem controle. Mas o Banco Central vai perseguir a sua meta”.

Setor de serviços de Santa Catarina cresce 5,7% em agosto, acima da média nacional

O volume de prestação de serviços em Santa Catarina registrou um crescimento de 5,7% em agosto em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado ficou acima da média nacional, que teve elevação de 1,7% no mesmo comparativo. Os dados são do IBGE e foram divulgados nesta sexta-feira, 11.

A alta de 5,7% do setor de serviços em Santa Catarina em agosto é fruto do crescimento dos segmentos de Serviços prestados às famílias (+10,9%), Transportes (+8,2%) e Serviços de informação e comunicação (+5%). O segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,5%) oscilou negativamente.

“Santa Catarina está com a economia aquecida e há uma série de incentivos criados pelo governador Jorginho Mello que contribuem para isso. O bom momento do setor de serviços é um consequência. Com forte geração de emprego e renda, a tendência é que o catarinense faça mais refeições fora de casa, realize atividades de turismo e lazer, o que impulsiona o mercado das prestadoras de serviços”, destacou o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.

Santa Catarina tem a segunda maior alta do ano no setor de serviços
No acumulado de 2024, entre janeiro e agosto, o setor de serviços de Santa Catarina acumula alta de 5,6%. O percentual ficou acima da média nacional, que no mesmo período registrou elevação de 2,7% segundo dados do IBGE. Ou seja, o Estado cresceu mais do que o dobro do país neste setor.

Além disso, o desempenho do estado é o segundo melhor do país, atrás apenas do Amazonas, que soma 7,1%. Portanto, Santa Catarina ficou à frente de estados como Espírito Santo (+5,4%), São Paulo (+4%), Paraná (+3,7%) e Minas Gerais (+2,4%), colocando SC como destaque entre as demais unidades da Federação.

Analisando os segmentos, o destaque neste ano em Santa Catarina são os transportes, que registram elevação de 7% no volume entre janeiro e agosto. O segmento inclui serviços como o transporte de cargas, impulsionado pelo aquecimento da economia, aumento das exportações e maior produção do setor industrial.

“O crescimento do setor de serviços está consolidado em Santa Catarina. Todos os segmentos, como transportes, serviços prestados às famílias, administrativos e de informação, por exemplo, acumulam alta ao longo de 2024, o que demonstra o aquecimento do setor e o desenvolvimento qualificado e sólido de Santa Catarina”, acrescenta Dreveck.

Fonte: SECOM

Como usar o Dia das Crianças para falar de dinheiro

O Dia das Crianças é sempre uma data especial para pais e filhos, mas muitas vezes associada a presentes e consumo. No entanto, essa também pode ser uma excelente oportunidade para introduzir as crianças no mundo da educação financeira de maneira lúdica e leve. De acordo com o educador financeiro do Sicoob, Renato Costa, ensinar as crianças a lidarem com o dinheiro desde cedo é um passo importante para a construção de uma relação saudável com as finanças no futuro.

"A educação financeira infantil deve começar de forma simples, com explicação de onde vem o dinheiro e abordagem de conceitos como economizar, poupar, dividir e gastar conscientemente. Isso pode ser feito por meio de brincadeiras, jogos e atividades que despertem o interesse e a curiosidade das crianças. O mais importante é mostrar que o dinheiro não é infinito e que as escolhas feitas hoje podem impactar o futuro. Usar exemplos práticos conforme realidade da família é uma ótima forma de reforçar o aprendizado”, destaca Renato.

Segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), crianças que têm experiências positivas com o dinheiro e educação financeira tendem a ser mais bem-sucedidas na vida adulta. "O Dia das Crianças pode ser uma oportunidade perfeita para unir diversão com aprendizado. Presentes não precisam ser apenas materiais, experiências também são valiosas", sugere o especialista.

Para mais, pequenas ações no cotidiano podem ser transformadoras para as crianças. A famosa “mesada”, por exemplo, pode ser usada como ferramenta de ensino, explicando a importância de guardar uma parte para o futuro, investir em algo que se deseja e até mesmo doar uma fração para ajudar quem precisa. "Esse tipo de prática não só ajuda no desenvolvimento financeiro, mas também na construção de valores como solidariedade e responsabilidade social", completa o especialista.

Além das conversas sobre dinheiro, projetos como os oferecidos pelo Sicoob, por meio do Instituto Sicoob, têm se destacado por promover a educação financeira desde a infância. "Nosso objetivo é ajudar a desenvolver gerações mais consciente financeiramente, oferecendo materiais educativos e programas gratuitos que ensinam crianças e adolescentes a lidarem com o dinheiro de maneira responsável", afirma Renato.

Além dos projetos executados pelas Cooperativas do Sicoob nas comunidades, os pais podem contar com uma série de conteúdos gratuitos nas páginas do Instituto Sicoob, que auxiliarão nas conversas e ensinamentos de educação financeira. 

Coleção Financinhas

Com a Coleção Financinhas é possível ensinar educação financeira por meio dos livros e animações, além de estimular o hábito de leitura dos filhos. Conceitos que falam sobre a importância de poupar para realizar sonhos, de planejar e organizar as compras com base no orçamento, sustentabilidade e consumo consciente, são abordados por meio dos personagens cativantes dos livros “Caio achou uma moedinha”, “Margô e Davi foram ao mercadinho”, “Miguel, Aninha e Dedé ganharam um dinheirinho” e “Marina esqueceu de desligar a televisão”. E não para por aí, no canal do Instituto Sicoob no Youtube temos histórias com a turminha da Coleção Financinhas e leitura dos livros em Libras.

Cartilhas e guias de educação financeira

Ainda no site do Instituto Sicoob, é possível acessar diversas cartilhas e guias com conteúdos relevantes para agregar conhecimentos em educação financeira para toda a família, independente da faixa etária.

CNI aumenta de 2,4% para 3,4% a projeção de crescimento do PIB de 2024

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve subir 3,4% em 2024, projeta o Informe Conjuntural do 3º Trimestre, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (10). A expectativa da CNI para o crescimento da economia aumentou 1 ponto percentual em relação ao levantamento anterior, que previa alta de 2,4%. 

Superintendente de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles explica o que levou a entidade a rever o crescimento do PIB deste ano de forma expressiva. 

“A CNI aumentou a previsão do PIB de 2024, principalmente, por causa do desempenho da economia no primeiro semestre, que foi muito positivo, acima das nossas expectativas. Além disso, os fatores que têm contribuído para o crescimento não devem desaparecer até o fim do ano e o segundo semestre vai ter como base de comparação o período mais fraco da atividade em 2023.”

Entre as razões para o desempenho da economia, sobretudo para sustentar a demanda e o investimento, estão o aumento do consumo das famílias, consequência de um mercado de trabalho aquecido; a alta da massa salarial e a maior oferta de crédito; além dos gastos do governo. Apesar de prever menor intensidade, a Confederação acredita que esses fatores seguirão impulsionando a atividade na segunda metade de 2024. 

Emprego e rendimento dos trabalhadores em alta
Hoje em 6,9%, de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego deve continuar no mesmo patamar até o fim do ano, aponta o Informe. Já a massa de rendimentos tende a crescer 7,4%. 

Todos os segmentos industriais devem crescer em 2024
Para o PIB da indústria, a CNI reviu a projeção de alta de 2,3% para 3,2%. De acordo com o Informe, a indústria de transformação deve avançar 2,8% em 2024, recuperando-se da queda de 1,3% no ano passado. A melhoria do segmento este ano se deve, sobretudo, à maior demanda por bens industriais. 

A indústria da construção, por sua vez, deve crescer 3,7%, acima do PIB. A maior demanda e os lançamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida ajudam a explicar a projeção positiva para o segmento, segundo a CNI. 

O PIB da indústria extrativa deve crescer 3,1%, enquanto o segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos deve subir 3%. 

A exemplo do que ocorreu no primeiro semestre, a atividade do setor de serviços tende a se manter elevada no segundo semestre. Deve registrar o maior crescimento entre os setores econômicos em 2024: alta de 3,5%, de acordo com a CNI. 

No caso do PIB da Agropecuária, a CNI projeta queda de 3% em 2024 na comparação com o ano passado. Embora a produção animal tenha se expandido fortemente no primeiro semestre de 2024, o crescimento não compensa o impacto da queda da produção vegetal, afetada pelas adversidades climáticas relacionadas ao El Niño após um 2023 de desempenho muito positivo.

Impacto da Selic sobre o crédito deve ser mais sentido em 2025
De acordo com as projeções da CNI, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central fará mais dois aumentos de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da economia. Hoje em 10,75% ao ano, a Selic deve fechar o ano em 11,25%. 

Mário Sérgio Telles avalia que os efeitos da alta da Selic devem ser percebidos efetivamente a partir do ano que vem. 

“O crédito é um fator muito importante de crescimento esse ano. Infelizmente, teve início um novo ciclo de aumento da Selic, mas como esse aumento começou recentemente, não deve ser sentido totalmente em 2024. A elevação da Selic deve impactar negativamente o crédito, o consumo e o crescimento econômico em 2025. É o ponto de maior preocupação da CNI com relação ao cenário econômico”, aponta. 

Mesmo em um contexto de política monetária mais restritiva, a CNI espera crescimento de 7,3% nas concessões totais de crédito este ano. Já os investimentos devem subir 5%, segundo a entidade. 

O maior volume de investimentos no segmento da construção e na compra de bens de capital, como máquinas e equipamentos, é uma sinalização positiva para o futuro da economia, diz Mário.

“É um sinal de que a capacidade de produção da economia brasileira está aumentando e isso pode sustentar um ritmo de crescimento em torno de 3% nos próximos anos”, projeta. 

Expansão fiscal tende a desacelerar
Para a CNI, a tendência é que a expansão dos gastos públicos continue no segundo trimestre, mas a um ritmo mais lento do que o observado na primeira metade do ano. Se, por um lado, isso contribui menos para o crescimento da demanda, por outro, traz melhores perspectivas para o ajuste das contas públicas, diminuindo a pressão inflacionária. 

A entidade projeta que o governo federal terá um déficit primário de R$ 51,1 bilhões, o equivalente a 0,44% do PIB. 

Sobre o Informe Conjuntural
O Informe Conjuntural é um relatório trimestral realizado pela área econômica da CNI a respeito do cenário econômico no qual a indústria brasileira está inserida. O relatório aborda a análise da atividade econômica, emprego, renda, inflação, juros, crédito, política fiscal e setor externo, além de contar com as projeções da CNI para o ano corrente.

As 100 marcas mais valiosas do mundo perderam US$ 3,5 trilhões em criação de valor desde 2000, revela o ranking Best Global Brands, da Interbrand

A consultoria global de marcas Interbrand lançou hoje seu ranking anual Best Global Brands, marcando um quarto de século de análise de avaliação de marcas. Desde 2000, o estudo aponta que as 100 marcas mais valiosas do mundo perderam US$ 3,5 trilhões em criação de valor. No último ano, isso equivale a US$ 200 bilhões de receita perdida.
 

“Nesse quarto de século de análise contínua das marcas mais valiosas do mundo, fica cada vez mais evidente que, embora as táticas de marketing de performance possam gerar ganhos financeiros de curto prazo, o que realmente faz a diferença nas marcas que mais cresceram nessa trajetória é o investimento em uma estratégia de marca clara a longo prazo”, analisa Beto Almeida, CEO da Interbrand no Brasil.

O valor acumulado das marcas mais valiosas do mundo aumentou 3,4x desde que a Interbrand publicou pela primeira vez a sua classificação (de US$ 988 bilhões para US$ 3,4 trilhões). “Se estas marcas tivessem sido tratadas e geridas como ativos estratégicos de crescimento, então esta tabela poderia valer até US$ 6,9 trilhões. O crescimento que vemos esconde uma oportunidade perdida surpreendente”, afirma Gonzalo Brujó, CEO Global da Interbrand.

Confira a imagem da tabela, com o ranking completo: anexo 1  
 

Apple ocupa o primeiro lugar

A Apple continua a ser a marca mais valiosa, mas o valor da sua marca caiu pela primeira vez em mais de duas décadas (-3%).
 

Comentando sobre a Apple, Greg Silverman, Diretor Global de Economia de Marca da Interbrand disse: “Enquanto outros correram para a IA, a Apple tomou um caminho mais deliberado para garantir que seus lançamentos de IA correspondessem aos seus valores. Este ato de liderança mais lento colocou a confiança a longo prazo à frente dos ganhos de receitas a curto prazo. Seguindo esses movimentos da marca, as ações da Apple subiram 20% no acumulado do ano e prevemos que o valor da Apple aumentará nas classificações de 2025.”
 

Marcas automotivas dominam 2024

O estudo mostra que 14 das 100 principais marcas de 2024 são automotivas, representando mais do que qualquer outro setor no ranking. Três marcas de automóveis – Toyota (#6), Mercedes-Benz (#8) e BMW (#10) – aparecem no top 10. No entanto, nem todas as marcas de automóveis alcançaram tanto sucesso. Tesla (#12) teve uma das maiores quedas deste ano no valor da marca (-9%). Enquanto isso, Kia (#86), Hyundai (#30) e Toyota (#6) alcançaram um crescimento de dois dígitos.
 

Luxo mostra resiliência por meio da inovação

O valor das marcas de luxo continua em uma trajetória ascendente (+7%, acima dos +6,5% do ano passado), ampliando a relevância ao criar novas experiências de consumo e expandir pontos de contato digitais, demonstrando uma criatividade poderosa que explora a condição humana.
 

A Ferrari (#62) conquistou o lugar deste ano como a marca em maior ascensão, com um crescimento de valor de marca de +21%. Louis Vuitton saltou três posições (14º para 11º) com Hermès (22º) e Prada (83º), duas das maiores marcas de luxo em ascensão neste ano, observando um crescimento de valor de marca de +15% e +14%, respectivamente.
 

Conheça os novos participantes de 2024

Nvidia (#36), Pandora (#91), Range Rover (#96) e Jordan (#99) são os novos participantes deste ano – e Jordan é a primeira marca de personalidade a entrar na mesa. Uber (#78) e LG (#97) entram novamente.


O cenário do marketing muda ao longo de 25 anos

Nos últimos 25 anos, a Interbrand observou uma mudança significativa na forma como os conselhos de administração das empresas abordam o crescimento. Os C-Levels estão priorizando investimentos totais mais baixos com retornos mais imediatos. As estratégias que integram o valor da marca a longo prazo com ganhos de receitas a curto prazo mostram uma tendência assertiva, mas estas estratégias ainda são surpreendentemente raras.
 

“As ferramentas, capacidades e sistemas de desempenho evoluíram ao longo do último quarto de século. À medida que essas ferramentas mudam, também mudam as pressões e expectativas colocadas sobre os líderes de marca e de marketing. Hoje, espera-se que os CMOs proporcionem maiores retornos de receitas, em prazos mais curtos, com um investimento menor”, pontua Brujó.
 

“Muitas das marcas mais valiosas do mundo estão a perder um potencial de ganhos significativo ao investirem excessivamente em ganhos de curto prazo. Nossa análise mostra que esses ganhos, quando vinculados predominantemente a táticas de curto prazo, podem minar o potencial de receita de médio e longo prazo de uma empresa”, complementa.

 

Para obter a classificação completa dos 100 melhores e o relatório com as tendências do setor e a metodologia completa, visite aqui: Link.

Comércio recua 0,3% em agosto, mas acumula alta em 2024

Em agosto deste ano, as vendas do comércio varejista no Brasil recuaram 0,3% em comparação a julho. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo aponta, por outro lado, um crescimento de 5,1% em relação a agosto do ano passado e uma alta acumulada também de 5,1% ao longo dos oito primeiros meses de 2024. Já nos últimos 12 meses, o resultado acumulado é um crescimento de 4,0%.

Gerente da PMC, Cristiano Santos explica que a variação negativa no comércio varejista em agosto demonstrou estabilidade no setor, diante do crescimento em julho. “O comportamento do comércio em 2024 ainda é positivo, apenas em junho tivemos resultado efetivamente negativo (-0,9%). O aspecto negativo do resultado de agosto é o fato de quatro das oito atividades pesquisadas terem registrado queda significativa, três ficarem estáveis e só uma ter apresentado alta”.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de rendas reduziu 0,8% de julho para agosto. Em comparação, no mesmo período em 2023 houve um aumento de 3,1%. 

Setores
Em relação às atividades, sete das oito avaliadas pela PMC sofreram redução. Foram elas: outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,9%), livros, revistas e papelaria (2,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,0%) e móveis e eletrodomésticos (1,6%) tiveram as maiores quedas. 

Outros setores com queda no volume de venda foram tecidos, vestuários e calçados (0,4%), combustíveis e lubrificantes (0,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%). Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria foi o único setor que teve expansão entre julho e agosto de 2024, de 1,3%.

“As lojas de departamento são o principal tipo de empresa atuante no setor de Outros artigos de uso pessoal e doméstico. Elas tiveram, em 2023, um ano muito turbulento, com registros de problemas contábeis afetando alguns dos principais players desse mercado, fazendo com que revisassem seus balanços patrimoniais. Isso provocou ajustes em toda a cadeia produtiva, levando à redução do número de lojas físicas. O aumento da competição com outros nichos e a sazonalidade de promoções também influenciaram a queda no volume de vendas em agosto”, avalia Santos.

Estados
Nas unidades federativas, entre julho e agosto de 2024, 17 dos 26 estados tiveram desempenho negativo no volume de vendas. Os piores resultados foram Minas Gerais, com queda de 2,4%, Tocantins, com 2,0% e Rondônia, com 1,8%. Por outro lado, Roraima (2,2%), Ceará (2,1%) e Bahia (1,3%) foram os estados que se destacaram com resultados positivos, registrando aumentos.

Cenário semelhante se manteve no comércio varejista ampliado. Em 16 estados foram registrados menor volume de vendas, com destaque para Mato Grosso do Sul, com redução de 4,5%, Minas Gerais, de 2,9% e Acre, de 2,5%.

Enquanto isso, os estados do Rio Grande do Sul (1,9%), Rio Grande do Norte (1,3%) e Roraima (1,3%) encerraram o mês de agosto com resultados positivos. Amapá e Distrito Federal foram as unidades federativas a registrar estabilidade (0,0%) de acordo com a pesquisa.

*Estagiária sob supervisão de Vinícius Lisboa.

Exportações catarinenses crescem 15,7% em setembro

As vendas externas de SC em setembro registraram um aumento de 15,7% em comparação com igual período do ano anterior. O resultado ameniza, em parte, o cenário de desaceleração das vendas externas no acumulado do ano até setembro, quando totalizaram US$ 8,56 bilhões, uma queda de 3,3% frente ao mesmo período de 2023.

“O recuo no ano reflete um cenário de desinflação global, afetando, por exemplo, os preços médios de commodities como a soja e também produtos como carnes de aves e suínos - principais itens da pauta exportadora de Santa Catarina”, analisa o economista Marcelo de Albuquerque, da Federação das Indústrias de SC (FIESC).

O valor do kg de carnes de aves exportado, por exemplo, registrou queda de 9,4% no ano. O impacto na balança comercial do Estado foi significativo, porque esse produto é responsável por 16,3% das exportações totais de SC. No ano, o recuo das vendas externas de carnes de aves foi de 6,4%. As exportações de soja também registraram queda no acumulado do ano (-19,3%), com recuo de 15,1% no preço médio no ano. 

O economista da FIESC avalia que entre os fatores que explicam essa queda nos preços internacionais está a desaceleração da economia chinesa, um dos principais países compradores de commodities. “O país está passando por dificuldades econômicas em função da crise imobiliária, amplificando o processo de desaceleração ocorrida nos últimos anos”, destaca.

Na contramão das commodities, as exportações de equipamentos elétricos apresentaram alta de 28,3% no ano até setembro, favorecidas por um mercado aquecido nos Estados Unidos. O mesmo motivo explica o aumento de vendas externas de produtos de madeira, como madeira serrada (1,2%), obras de carpintaria (8%) e madeira compensada, com alta de 15,1%.   

Importações

As importações de Santa Catarina aumentaram 16,15% no acumulado do ano, para US$ 24,8 bilhões. Os produtos que lideraram a pauta de importação de janeiro a setembro foram cobre, automóveis e pneus. Levando-se em conta apenas o mês de setembro, o cobre segue como o principal produto de importação, seguido de autopeças e fertilizantes.

Países 

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações de SC, e no ano as vendas cresceram 3%, para US$ 1,3 bilhão. O segundo país no ranking é a China, com recuo de 29% de janeiro a setembro. As exportações para o México cresceram 9% no período, e o país foi o terceiro principal comprador de produtos catarinenses.

Para minimizar o impacto da redução das importações da China, o setor de alimentos e bebidas está ampliando relações comerciais com outros países. “As Filipinas se tornaram o maior comprador de carne suína de Santa Catarina em 2024, importando US$ 287 milhões. Isso representa um crescimento de 40,7% no acumulado do ano, quando comparado ao igual período do ano anterior. Destaque também para o Japão, que passou para a segunda colocação como maior comprador do produto, importando US$ 215 milhões. A China ocupa a terceira posição, com US$ 188 milhões, registrando queda de 53,1% no mesmo período de análise”, informa o economista.

Do lado das importações, a China segue liderando, com 23% de aumento no ano, para US$ 10,6 bilhões de janeiro a setembro de 2024. Os Estados Unidos são responsáveis pela segunda colocação entre os maiores fornecedores para o estado, com vendas de US$ 1,7 bilhão no ano, incremento de 8% frente a igual período de 2023. O Chile está na terceira posição, com US$ 1,6 bilhão em vendas a SC, um incremento de 25%. Esse incremento chileno pode ser explicado pelo aumento da demanda por cobre, usado na fabricação de equipamentos elétricos, por exemplo.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC 
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Produção industrial catarinense cresce 6,4% no ano até agosto

A produção industrial catarinense apresentou crescimento de 6,4% no ano até agosto. Dados do IBGE mostram que o desempenho está acima da média nacional para o período, que foi de 3%, e coloca Santa Catarina como o terceiro estado com o maior crescimento da indústria no ano. Considerando apenas o mês de agosto, o crescimento foi de 3,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Os setores que apresentaram os melhores desempenhos de janeiro a agosto foram máquinas, aparelhos e equipamentos elétricos, com alta de 15,3%; metalurgia, com aumento de 11,6%; e máquinas e equipamentos, com incremento de 11,4%. Esses segmentos foram beneficiados por melhores condições de crédito no mercado doméstico e também pela demanda externa aquecida, motivada, principalmente, pelas exportações aos Estados Unidos. Dados da balança comercial mostram que as exportações de motores elétricos, por exemplo, avançaram 28,3% no ano até setembro. 

De acordo com Marcelo de Albuquerque, economista da FIESC, “a redução dos juros no Brasil em 2023 trouxe impactos positivos para a indústria de bens de capital, setor que é fundamental para o crescimento sustentável da economia. Com a diminuição das taxas de juros, as empresas passaram a ter acesso a crédito mais barato, o que facilitou investimentos em modernização de equipamentos e expansão da capacidade produtiva, gerando aumento na demanda doméstica”.

Também tiveram altas significativas e impactaram o desempenho da indústria catarinense a produção de produtos de borracha e plásticos, que subiu 9,3%; a fabricação de produtos têxteis (como itens de cama, mesa e banho), com alta de 7,9%, e a confecção de artigos de vestuário e acessórios, que apresentou incremento de 6,4%. A manutenção do elevado nível de consumo das famílias no mercado doméstico é um dos fatores que explica o resultado desses setores, avalia o economista da FIESC.

Apenas dois dos segmentos pesquisados apresentaram queda no acumulado do ano em SC: a fabricação de móveis (recuo de 10,5%) e a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos. Albuquerque destaca que ambos os setores estão sendo impactados pelo comércio internacional. No acumulado do ano até setembro, as vendas de móveis ao exterior recuaram 3,38%. “O setor moveleiro é muito exportador para os Estados Unidos. Em função da política monetária mais restritiva na economia norte-americana, com o objetivo de controlar a inflação, a atividade da construção foi impactada diretamente por meio do aumento dos custos de financiamento das hipotecas, impactando a produção em Santa Catarina”. Complementa, ainda, que “a fabricação de produtos de metal vem apresentando queda nas exportações para a Argentina, limitando a produção doméstica no estado”.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Feira de Empreendedorismo Local do mês de outubro será na próxima terça, 8

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) realiza, na próxima terça-feira, 8, a edição de outubro da Feira de Empreendedorismo Local. A venda de produtos artesanais, promovida pela Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, acontece em frente à Biblioteca Central Comunitária, no campus professor Edison Villela - campus Itajaí. 
 
Com o tema Dia da Criança, o evento é aberto à comunidade e acontece das 9h às 21h. Serão comercializados produtos como alimentos, peças decorativas, calçados, acessórios, bijuterias, artigos de higiene e perfumaria. Haverá também espaços para a troca de livros e para descarte de equipamentos eletrônicos.
 
Ao adquirir produtos durante o evento, os visitantes concorrem a uma cesta com itens disponibilizados pelos expositores. Para participar, basta preencher o cupom ofertado no ato da compra e colocar na urna localizada na Feira. O nome do sorteado será divulgado no mesmo dia, no perfil @univaliincubadora, no Instagram.

 

Grupo chinês conhece potencialidades locais durante visita ao Porto do Rio Grande

Representantes da empresa Golden Seed foram recebidos nesta semana pela diretoria da Portos RS. Na ocasião, os diretores de Infraestrutura, Lucas Meurer, e de Meio Ambiente, Henrique Ilha, apresentaram os potenciais do Porto do Rio Grande e do distrito industrial.

O grupo chinês já realiza exportação de grãos por meio de contêineres e avalia a possibilidade de exportar também através de navios graneleiros. O objetivo da visita foi de conhecer as capacidades, o calado operacional e os diferenciais do complexo portuário.

Acompanhados da gerente de planejamento e desenvolvimento, Flávia Galarraga, do assessor técnico da Diretoria de Operações, Ronaldo Schwonke, e do deputado federal, Daniel Trzeciak, os empresários conheceram a infraestrutura local, entre elas a do terminal do grupo Vanzin.

O diretor de infraestrutura, Lucas Meurer, reforçou aos empresários a existência de um complexo portuário consolidado e preparado para que mais players possam utilizar a estrutura e reduzir os custos logísticos.

“O complexo portuário e o distrito industrial são a realidade e o futuro da logística no estado do Rio Grande do Sul. Isso mostra que o trabalho está sendo feito de maneira eficiente, demonstrando nossas potencialidades e atraindo investimentos”, celebrou.

Já o diretor de meio ambiente, Henrique Ilha, destacou a atuação da empresa na produção de soja e disse que todos os investimentos são bem-vindos no distrito industrial. “Os empresários saíram com muitas informações relevantes para a tomada de decisão dos negócios”, concluiu.

Azimut Yachts revela ao mundo sua mais nova "pérola" sobre as águas

Decor de alto luxo, móveis de design italiano e elementos orgânicos e assimétricos prometem surpreender o mundo das águas durante com o recente lançamento do iate mais sofisticado. A Azimut Yachts, maior fabricante de iates de luxo do mundo, apresentou ao mundo a sua mais nova "pérola" sobre as águas com toda a conveniência de uma casa de alto padrão. Com design exterior assinado pelo italiano Alberto Mancini e interiores pelo Departamento de Estilo da marca, a nova Azimut Fly 56 combina extremo requinte com conforto e praticidade, tem generosas áreas internas e externas de convivência e 3 quartos para pernoite, incluindo um closet sob medida na suíte do proprietário.

A Azimut Fly 56 trata-se do mais novo modelo da Coleção Flybridge da Azimut Yachts, maior fabricante de iates de luxo do mundo (conforme Global Order Book), com matriz italiana e parque fabril no Brasil desde 2010. A Azimut Fly 56 promete surpreender o mercado global especialmente no que se refere à tecnologia e design. O modelo poderá ser visitado no estande da marca, durante o evento. 

A Azimut Fly 56, graças à alta engenharia empregada, trouxe às águas ambientes que proporcionam o mesmo conforto de uma casa de alto luxo completamente integrada à natureza. Com design exterior assinado pelo renomado profissional italiano Alberto Mancini, e interiores concebidos pela equipe do Departamento de Estilo da Azimut Yachts, o modelo traz o DNA da marca na combinação de elementos orgânicos, como móveis em linhas curvas, sofás em tons claros com revestimento em tecidos como o “bouclé”, tendência mundial em residências, além de carvalho escovado, tecidos em cores naturais e toques em bronze fosco que evidenciam a nobreza dos materiais e a sensação de amplitude e aconchego.  As grandes janelas panorâmicas que contornam o salão principal,  em conceito aberto e que integra ambientes de refeições, estar e central de comando, permitem uma abundante entrada de luz natural, que cria uma conexão com o ambiente externo. 

A integração entre os ambientes é um dos destaques do iate, com espaços abertos e sem divisórias. A cozinha se conecta estrategicamente à praça de popa,  espaço de convivência externo, que facilita refeições tanto dentro quanto fora do iate, ligada ao espaço gourmet na “varanda sobre as águas” que conta ainda com mesa de refeições ao ar livre e ampla plataforma para mergulhos e banhos de mar. .

A nova Azimut Fly 56 oferece uma ampla suíte privativa e dois quartos com um banheiro interligado, que acomodam até seis pessoas com total conforto. A cabine máster, situada na meia-nau, destaca-se pelo espaço generoso e por contar com um closet, além de diversos compartimentos de armazenamento que garantem praticidade para longos cruzeiros. Os banheiros seguem o mesmo padrão de excelência, com acabamentos de alta qualidade como metais e pedras nobres e design moderno e luxuoso.

Na área externa superior, o flybridge, conta com três ambientes que garantem experiências exclusivas ao ar livre, incluindo um segundo posto de comando, lounges com chaises e sofás e área para refeições. 

Já o lounge de proa também impressiona pela sua amplitude e conforto, com um sofá e espreguiçadeiras, com encostos reclináveis, para proporcionar maior conforto para apreciar a natureza e banhos de sol. A versatilidade deste espaço permite que ele seja personalizado de acordo com as preferências do proprietário, criando um ambiente único e funcional.

Equipada com dois motores Volvo IPS 950 D11, a Fly 56 atinge uma velocidade máxima de até 31 nós e uma velocidade de cruzeiro de 26 nós, garantindo excelente desempenho em todas as condições de navegação. O sistema de controle por joystick, integrado à tecnologia Garmin, facilita o controle e a condução da embarcação, permitindo manobras precisas e seguras, além da possibilidade de controlar o barco por meio de tablet. O Joystick atua como um sistema analógico para o iate, oferecendo controle intuitivo em várias situações. Quando o Joystick Driving é ativado, o piloto automático é imediatamente acionado e isso facilita correções rápidas de curso e mantém o iate em linha reta.

Além da Azimut Fly 56, os visitantes do São Paulo Boat Show poderão conhecer de perto outros dois modelos de sucesso da marca, a Atlântis 51 e a Azimut Fly 62. O estande da marca no evento contará com mobiliário sofisticado, fornecido pela Zeea, que projetou lounges exclusivos com móveis de design diferenciado. O ambiente será complementado por tapetes artesanais da Decoralle, adicionando um toque de elegância ao espaço. Além disso, a grife Jorge Bischoff estará presente, trazendo seu lifestyle exclusivo para a equipe e os clientes, com peças personalizadas criadas especialmente para a Azimut Yachts

Sobre a Azimut Yachts

Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut | Benetti com matriz na Itália. Com suas coleções Atlantis, Verve, Magellano, Flybridge, S e Grande, oferece a maior variedade de iates de 40 a 120 pés e é reconhecida como a maior fabricante de iates de luxo do mundo. Está presente em mais de 70 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência. Além disso, conta com fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações entre 51 e 100 pés.

https://www.azimutyachts.com.br/ 

Déficit nominal fica acima de R$ 1 trilhão pelo 5º mês seguido

O setor público consolidado, que inclui a União, Estados, municípios e estatais, registrou um déficit nominal de R$ 1,111 trilhão nos 12 meses encerrados em agosto, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (30). Esse resultado reflete a diferença entre receitas e despesas, incluindo os gastos com juros da dívida.

O Banco Central destaca que o déficit nominal permanece acima de R$ 1 trilhão pelo quinto mês consecutivo. Em comparação a julho, o déficit caiu R$ 16,18 bilhões, representando uma redução de 1,4%, a primeira desde março. Em 2024, o rombo aumentou em R$ 143,9 bilhões e, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o crescimento foi de R$ 650,9 bilhões.

Os dados do Banco Central revelam que os pagamentos de juros da dívida totalizaram R$ 855 bilhões nos últimos 12 meses, o que corresponde a 76,9% do déficit total nas contas públicas no período. Esse montante representa uma diminuição de R$ 14,8 bilhões em relação a julho, uma queda de 1,7%.

O déficit nas contas públicas também inclui o resultado primário, que exclui os pagamentos de juros. Neste caso, o saldo foi negativo em R$ 256,3 bilhões nos 12 meses até agosto, ligeiramente inferior ao déficit de R$ 257,7 bilhões registrado em julho.

O saldo negativo em 12 meses equivale a 2,26% do PIB. Em agosto, o setor público consolidado apresentou um déficit primário de R$ 21,4 bilhões, enquanto o governo central teve um saldo negativo de R$ 22,3 bilhões no mês. Por outro lado, os governos regionais (Estados e municípios) registraram um superávit de R$ 435 milhões, e as estatais apresentaram um saldo positivo de R$ 469 milhões.

Sob Governo Lula, dívida bruta do Brasil atinge o maior nível desde outubro de 2021

A dívida bruta do Brasil alcançou 78,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, o maior nível desde outubro de 2021, totalizando 34 meses. A informação foi divulgada pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 30 de setembro de 2024.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) inclui os débitos do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos governos estaduais e das administrações municipais, somando um total de R$ 8,9 trilhões em valores nominais.

De acordo com o BC, houve um aumento de 0,2 ponto percentual na dívida em agosto. No acumulado de 2024, a alta foi de 4,1 pontos percentuais, enquanto no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o crescimento chegou a 6,9 pontos percentuais. Esse aumento na dívida foi influenciado pelos juros nominais apropriados, que subiram 0,7 ponto percentual, e pela variação do PIB nominal, que teve uma queda de 0,5 ponto percentual.

O setor público consolidado, que abrange a União, os Estados, os municípios e as estatais, registrou um déficit nominal de R$ 1,111 trilhão nos últimos 12 meses até agosto. Os dados do Banco Central indicam que o pagamento de juros da dívida somou R$ 855 bilhões no mesmo período, representando 76,9% do total do rombo nas contas públicas. Este valor caiu R$ 14,8 bilhões em relação a julho, uma redução de 1,7%.

A outra parte do déficit nas contas públicas é resultado do saldo entre receitas e despesas. O resultado primário, que não considera o pagamento de juros, ficou em um déficit de R$ 256,3 bilhões no acumulado de 12 meses até agosto, ligeiramente inferior ao déficit de R$ 257,7 bilhões registrado em julho.

O saldo negativo nas contas públicas nos últimos 12 meses equivale a 2,26% do PIB. Em agosto, o setor público consolidado teve um déficit primário de R$ 21,4 bilhões, com o governo central registrando um saldo negativo de R$ 22,3 bilhões. Por outro lado, os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 435 milhões, enquanto as estatais reportaram um saldo positivo de R$ 469 milhões.

Empreendedorismo e ousadia está no DNA dos gestores dos grupos CRI & Adim Aluguéis e CRI by OX

Eles começaram a empreender muito cedo: Custódio vendeu seu primeiro imóvel aos 18 anos, Jesiel abriu seu primeiro negócio aos 14 anos, uma lavação de automóveis; e Thiago, antes mesmo de completar 20 anos, já havia montado a sua primeira empresa. Hoje, antes dos 40 anos, os três visionários estão à frente de um dos maiores e mais tradicionais grupos imobiliários de Santa Catarina, A CRI & Adim Aluguéis e a CRI by OX Imobiliária.

O grupo voltado a vendas e locações de imóveis diferenciados detêm uma carteira de apartamentos com um valor geral de vendas (VGV) de R$ R$ 5,81 bilhões, com ticket médio de R$ 4,5 milhões. Tem ainda 1,3 mil imóveis no braço de desenvolvimento imobiliário e cerca de 800 imóveis residenciais e comerciais para locação em áreas nobres de Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema. E esse trio promete ir ainda mais longe com novas fusões e aquisições. 

Custódio Ribeiro tem hoje 37 anos, mas começou a trabalhar com 15. Seu primeiro emprego foi de auxiliar mecânico de kart. Depois trabalhou numa surf shop e, quando completou 18 anos, se tornou representante comercial de uma marca de camisetas de Blumenau, para todo o estado. No entanto, ele queria continuar seus estudos e buscou um trabalho ligado a vendas que pudesse conciliar com os horários da universidade. Foi quando entrou como estagiário, antes dos 20 anos, em uma imobiliária. Em 17 dias de trabalho fez sua primeira venda. 

Após uma jornada de muitas vendas e sucessivas metas superadas, ele assumiu um nível de gerência. Mas o jovem visionário queria mais e aceitou o desafio de empreender junto com outro corretor. Surge então a CR, há 14 anos, que foi e embrião do Grupo CRI Soluções Imobiliárias. A empresa já nasceu nichada em vendas, focada em inovação e programas de capacitação passaram a ser uma constante no cotidiano de seus gestores

De lavador de carros a CEO da CRI by OX 

Jesiel Carlos Bento, 34 anos,é o mais novo do trio de empreendedores e foi também o mais precoce. Em busca de sua independência financeira, ele montou uma lavação de carros, aos 14 anos na garagem da casa de sua mãe, ao lado de uma mercearia de bairro de propriedade da família. Estudava em colégio particular graças à bolsa integral que conseguiu jogando futebol e correndo pela instituição e conseguiu comprar sua primeira moto aos 17 anos. Um ano depois fez upgrade para uma moto zero. E foi também com a lavação que ele conseguiu dar suporte financeiro à mãe no período pós-separação de seu pai.  

Jesiel também trabalhou na lavação de uma concessionária, cursou o ensino superior com subsídio governamental, coordenou o departamento de compras de uma grande empresa e trabalhou com o sogro nos negócios da família. Foi há oito anos que ele decidiu  ingressar no mercado imobiliário para surfar uma onda de oportunidades que vislumbrava no momento. Nasceu então, em Itapema, a OX Imobiliária.

Já o Thiago Decarli, 39 anos, ingressou no mercado imobiliário há cerca de 22 anos, mas de forma indireta. Ele montou uma empresa de contabilidade e administração de condomínios e ficou à frente do negócio por oito anos. Também foi nesse período que o jovem empreendedor percebeu os graves problemas que a falta de profissionalização na gestão patrimonial causavam, principalmente, aos proprietários de imóveis em Balneário Camboriú. Foi então que Thiago resolveu usar de sua expertise em administração de condomínios e estruturar uma empresa especializada na administração e gestão patrimonial. Nasceu a Adim Aluguéis há 14 anos, voltada para a administração de aluguéis anuais para as classes A e B. A empresa entrou no mercado com zero clientes e hoje é a maior carteira de administração de aluguéis de Balneário Camboriú. 

Histórias que se cruzam

Ávidos por conhecimento e inovações no mercado imobiliário, Custódio, Josiel e Thiago participavam de seminários, mentorias e grupos de estudo. Foi durante essas mentorias os caminhos dos três atuais sócios se cruzaram. “Nos conectamos em 2019, unidos pelo desejo de sempre buscar o melhor. Nosso foco sempre foi a profissionalização e a organização da empresa, com uma gestão que preze pela governança, processos bem estruturados e gestão eficiente”, explica Jesiel. 
A mesma profissionalização que uniu primeiramente a OX Imóveis e a CRI Soluções Imobiliárias, resultando na CRI by OX Imobiliária, recentemente, a fusão do Grupo CRI com a Adim Aluguéis, tendo como resultado o Grupo CRI Soluções Imobiliárias & Adim Aluguéis 
“Hoje não somos só compra e venda, mas atendemos o cliente também com investimentos financeiros, financiamento e refinanciamento imobiliário, seguros residenciais. E com a fusão com a Adim, agora passamos a oferecer também administração e gestão patrimonial”, diz Custódio, CEO da CRI.
Thiago Decarli, CEO da Adim, diz que a fusão representa a união de duas marcas que já entregam há muito tempo um trabalho de excelência. “É a união das duas maiores potências em cada segmento, a Adim na locação e a CRI na comercialização, mais a CRI by OX Imobiliária, em um mercado muito aquecido, mas carente de soluções condizentes com o padrão de qualidade do nosso consumidor.”

Empresa catarinense recebe 10 milhões de investimento no Shark Tank Brasil

Com uma trajetória que regista um crescimento anual na casa dos 30% e em plena expansão da rede de distribuição para diversas regiões do Brasil, a R5WF, especialista em películas automotivas e residenciais, é um dos destaques da 9ª temporada do programa The Shark Tank Brasil, exibido pelo Sony Channel no YouTube e TV por assinatura.

Fundada há 34 anos pelo empresário catarinense Ney Moraes, a R5WF chamou a atenção do “Shark” José Carlos Semenzato e receberá um investimento de 10 milhões por 50% da empresa. “O mercado de películas para vidros no Brasil é muito jovem e, principalmente, promissor. Passar por todas as etapas do programa SHARK TANK, poder colocá-lo em evidência e ainda receber este aporte é a prova de que estamos no caminho certo”, celebra Moraes. 

Atualmente, a R5WF atua nos setores automotivo e residencial e seus produtos se diferenciam por possuírem uma tecnologia especial contra o sol, evitando o calor excessivo e o desconforto ao dirigir ou em outros ambientes. Com isso, os produtos rejeitam 99% dos raios UV, responsáveis pelo envelhecimento precoce, manchas e até câncer de pele. Além disso, possuem melhor visibilidade de dentro para fora dos veículos. Já as películas para o mercado de arquitetura e construção civil são diversas, inclusive transparentes, para clientes que buscam apenas proteção solar. 

Quando falamos em modelo de negócio, a resposta é simples “Somos o único player do mercado que tem 34 anos de experiência no varejo, então entendemos as dores e as alegrias de uma loja de películas e temos a proposta de encurtar o caminho dos aplicadores”, completa. 
A R5WF tem sua matriz em Santa Catarina, filiais no Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e no próximo mês abrirá uma nova unidade no Paraná. De acordo com Moraes, além de melhorar a participação onde já possuem parceiros, com a visibilidade no Shark Tank e investimento em diversas áreas, o foco da marca é ampliar a cobertura nacional. 

Omnivarejo 2024 aborda oportunidades e novos modelos de negócios no maior evento do setor em Balneário Camboriú

Inovação tecnológica, transformação digital, o impacto das redes sociais no consumo e novos modelos de negócios foram alguns dos temas abordados durante os 3 dias do Omnivarejo 2024, maior encontro de varejistas e empresários do Brasil. Organizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL-SC), e Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú (CDL BC) como parte da 57ª Convenção Nacional do Comércio Lojista e da 49ª Convenção Estadual do Comércio Lojista de SC, a edição deste ano ocorreu de 18 a 22 de setembro no Expocentro de Balneário Camboriú (SC).
 
Tradicionalmente, as convenções do Sistema CNDL contam com líderes e empresários de todas as regiões do país em busca de conhecimento aplicável aos seus negócios e entidades, além de relacionamento e troca de experiências. A cada dois anos, os participantes do Omnivarejo têm a oportunidade de debater o futuro do setor, atualizar-se sobre inovações tecnológicas, estabelecer conexões estratégicas com representantes dos maiores varejistas do país, fortalecer sua rede de contatos e ganhar visões de futuro que impulsionarão o sucesso de sua empresa na próxima década.
 
No painel “Oportunidades e novos modelos de negócio”, que explorou como a tecnologia está criando novas frentes de inovação para o setor, Jansen Moreira, CEO da Incentive.me; Magno Neto, CEO da SPC Grafeno; e Teresa Cristina Charotta, diretora-executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (IBEVAR); destacaram as oportunidades que emergem no preços entre tecnologia e negócios. Moderado por Alexandre Weimer, a conversa trouxe à tona discussões sobre como empresas de todos os portes podem se adaptar e aproveitar os novos modelos de negócios que surgem a partir da transformação digital e da inovação tecnológica. 
 
Já o painel “Impacto das redes sociais no varejo” trouxe reflexões sobre a influência das plataformas digitais na relação entre empresas e consumidores. Liderado por Daiane Quesada, gerente de indústria da Meta, empresa controladora de redes como Facebook, Instagram e WhatsApp, o debate focou em como essas ferramentas têm transformado o engajamento no varejo, ampliando o alcance das marcas e otimizando o atendimento ao cliente.
 
Em um cenário em que as redes sociais estão profundamente integradas ao cotidiano dos consumidores, as empresas precisam estar atentas às oportunidades de negócios oferecidas por essas plataformas. Daiane Quesada, com vasta experiência em marketing digital e inovação, destacou a importância de utilizar esses canais não apenas para promover produtos, mas para criar um vínculo mais próximo e personalizado com os clientes.
 
O Omnivarejo contou também com uma palestra ministrada pelo filósofo e professor Mario Sérgio Cortella. Com uma carreira sólida voltada à reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo, Cortella apresentou “Cenários turbulentos, mudanças velozes”, onde trouxe à tona questões fundamentais para líderes e empreendedores do varejo que enfrentam um ambiente de constantes e rápidas transformações. “O conhecimento só tem valor quando é colocado na prática. Empresas que mantêm um ambiente de aprendizagem contínua estão mais preparadas para lidar com incertezas”, afirmou.
 
Para o presidente da CDL BC, Vilton Santos, a experiência de receber grandes nomes do varejo nacional em Balneário Camboriú para conversar sobre o futuro marcou a história da entidade e da FCDL SC, que se uniram à CNDL para promover o encontro bienal no Estado. “Recebemos feedbacks extremamente positivos dos participantes de diferentes lugares do Brasil. Com certeza a convenção lojista de 2024 ficará para sempre nas nossas memórias”, finaliza.

 

Estaleiro OKEAN recebe mais de 100 supercarros durante o Motorgrid Weekend

Neste sábado (21), o litoral norte de Santa Catarina foi palco de um evento exclusivo que reuniu mais de 100 carros superesportivos, como McLaren, Ferrari, Porsche, Lamborghini e Aston Martin, vindos principalmente de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O 3º Motorgrid Weekend, promovido pelo Motorgrid Brasil, parceiro do Grupo OKEAN, por meio da YACHTMAX, reuniu os donos desses veículos de alta performance para uma visita especial à fábrica do estaleiro em Itajaí (SC). No local, os convidados almoçaram e conheceram de perto a produção das renomadas embarcações da OKEAN Yachts e Ferretti Yachts, referências em design e inovação no mercado náutico.

 

Durante a visita, os participantes tiveram a oportunidade de ver o processo de construção dos iates, incluindo os icônicos modelos da OKEAN Yachts, marca 100% brasileira com grande destaque no mercado internacional. Além disso, puderam conhecer as embarcações da italiana Ferretti Yachts, uma das maiores referências mundiais em iates de luxo, cuja produção no Brasil ocorre exclusivamente no Estaleiro OKEAN desde 2021. Os visitantes viram de perto, inclusive, a 1ª unidade da Ferretti Yachts 1000, maior embarcação em série no Brasil que está sendo construída na fábrica em Itajaí.

 

“Nós somos parceiros da Motorgrid e foi uma honra para nós participar da programação do Motorgrid Weekend. Esse tipo de evento nos aproxima de um público seleto, com grande potencial de investimento. A presença dessas famílias  aqui no estaleiro nos permite mostrar a excelência e seriedade do nosso  trabalho, tanto com os 3 modelos da OKEAN Yachts quanto com os 5 modelos Ferretti Yachts que temos em linha de produção”, afirma José Luiz Loes Júnior, diretor comercial da YACHTMAX, revendedora exclusiva da Ferretti Yachts e OKEAN Yachts no Brasil.

 

Além da visita ao estaleiro, o Motorgrid Weekend promoveu visitas a outros parceiros, como por exemplo a FG Empreendimentos, e um desfile de carros esportivos pela Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, que atraiu a atenção de moradores e turistas.

 

Sobre a YACHTMAX

Fundada em 2016, a YACHTMAX é dealer exclusivo da Ferretti Yachts, OKEAN Yachts, Riva e Pershing no Brasil. Atua também no setor de seguros náuticos, charter e revenda de barcos seminovos de multimarcas. Com sede em São Paulo/SP, possui escritórios em Angra dos Reis/RJ e Itajaí/SC, além de representantes em diversos estados.

Mais informações: https://yachtmax.com.br/

Texplay tem inscrições abertas para o curso de IA na Moda

A Texplay, comunidade de educação têxtil, realiza de forma inédita o primeiro curso de Inteligência Artificial na moda do Brasil. As inscrições estão abertas até domingo, dia 22, e assinantes da Indústria News têm 10% de desconto, usando o cupom FIESC10 na hora da inscrição.  

O curso "IA na Moda" tem como foco impulsionar a produção criativa e a redução de custos através da aplicação estratégica de tecnologias avançadas de Inteligência Artificial. Ao integrar essas ferramentas nos processos criativos e operacionais, os participantes poderão otimizar recursos e tempo, tornando suas marcas mais eficientes e competitivas. Além disso, o curso proporciona uma visão clara de como a IA pode ser aplicada de forma inovadora e revolucionária na indústria da moda. 

Conduzido por Pedro Daniel, autoridade em marketing digital e Inteligência Artificial, além de professor do MBA de Inteligência Artificial da Revista Exame, o curso IA na Moda é totalmente gravado, garantindo flexibilidade no aprendizado. Com a participação de profissionais de renome, os participantes terão acesso a uma base teórica e aplicação prática por meio de uma metodologia imersiva, utilizando as mais modernas ferramentas de IA, como ChatGPT, MidJourney e Lensgo. Essas ferramentas poderão ser aplicadas imediatamente, com baixo investimento. Além disso, os 50 primeiros estudantes inscritos terão aulas bônus com conteúdos direcionados para acelerar os resultados. 

O investimento total do curso, que é certificado, é de R$697,00 à vista, e as aulas ficam disponíveis por 12 meses após a compra.  
As inscrições podem ser feitas neste link, e mais informações sobre o curso, bem como conteúdos extras, podem ser encontradas no perfil da Texplay no Instagram.  
Para mais informações sobre a Texplay e suas iniciativas, visite www.texplay.com.br. 

Com informações da Texplay.

Cidades catarinenses lideram ranking de m² mais caro do país e impulsionam crescimento da profissão de corretor de imóveis

O estado de Santa Catarina segue com um crescimento significativo no mercado imobiliário, impulsionado pela alta valorização, além da construção e inauguração de diversos empreendimentos, especialmente no litoral. Este setor tem um impacto econômico expressivo nas cidades catarinenses, com transações imobiliárias que ultrapassam frequentemente milhões de reais. Segundo dados do Índice FipeZAP divulgados em julho deste ano, quatro das dez cidades com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil estão no litoral catarinense. São elas: Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Florianópolis.
 
Diante de um mercado altamente competitivo, os profissionais que atuam como corretores de imóveis precisam estar cada vez mais atentos com as demandas do público, seja para atender compradores em busca do sonho da casa própria ou investidores à procura de oportunidades lucrativas, conforme orientam os executivos do Instituto Brasileiro de Educação Profissional, IBREP. Atualmente o estado possui 40.367 corretores de imóveis com registro ativo, um aumento significativo de mais de 18% em relação ao ano passado, quando havia 34.053 profissionais cadastrados, segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (CRECI-SC). 
 
"O mercado está cada vez mais exigente e competitivo, o que torna indispensável o investimento em cursos e especializações. Esse aprimoramento constante é crucial para que o corretor de imóveis possa oferecer um atendimento de excelência e esteja preparado para lidar com um público exigente e as variações do mercado," destaca Diogo Martins, CEO do Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP). 
 
Diogo também ressalta a complexidade do papel do corretor, que vai além de apenas vender imóveis. "O corretor de imóveis é responsável por proporcionar segurança e transparência em todo o processo. Ele é quem verifica a documentação do imóvel, elabora contratos, acompanha na escritura e realiza registros, entre outras tarefas essenciais”, ressalta. 
 
Como se diferenciar em um mercado tão competitivo?
O mercado em expansão da região atrai cada vez mais pessoas para viver e trabalhar, o que resulta no lançamento de inúmeros empreendimentos. "Para se destacar em um mercado imobiliário tão disputado, o corretor de imóveis precisa ir além do credenciamento no Conselho de sua região. Além da formação básica, é fundamental que o profissional tenha conhecimentos aprofundados sobre economia, cartórios, procedimentos de registros públicos e certidões, além da legislação que rege as transações imobiliárias", explica.
 
"Outro diferencial importante é o domínio da legislação ambiental, especialmente em cidades como Florianópolis, onde esse conhecimento é crucial para a venda de terrenos e obtenção de permissões de construção. O corretor atua como um elo essencial entre o comprador e essas questões complexas, oferecendo todas as informações necessárias além de identificar oportunidades com potencial de melhor rentabilidade. Além disso, o profissional pode expandir sua atuação para áreas como locação, administração de imóveis e assessoria em loteamentos, com intuito de ampliar ainda as oportunidades de negócios”, finaliza o CEO. 
 
Sobre o IBREP
Fundado em 2006 por Celso Raimundo, o Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP) é uma escola que tem como objetivo profissionalizar o mercado imobiliário. O IBREP está presente em 7 estados brasileiros e possui mais de 40 polos de ensino. É reconhecido pelo sistema Cofeci-CRECI.
Mais informações: https://ibrep.com.br

 

Hidrogênio verde: Brasil precisa de quase 3 mil técnicos por ano para expandir tecnologia, aponta SENAI
O Brasil está bem-posicionado para expandir sua economia de hidrogênio verde (H2V), mas precisa fortalecer a capacitação técnica e a formação de profissionais para atender à demanda crescente. Esse é o apontamento da pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em parceria com o projeto H2Brasil – que integra a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, como parte dos esforços de apoiar a expansão do mercado de H2V no país.
 
De acordo com especialistas entrevistados, a formação técnica especializada é fundamental para o sucesso da implementação de plantas de hidrogênio verde e da transição energética no Brasil. O estudo também identificou que, embora a economia do hidrogênio ainda esteja em fase inicial, há grande potencial de crescimento e inovação, especialmente com o suporte adequado de políticas públicas e cooperação internacional.
 
Os entrevistados estimaram a necessidade anual de trabalhadores qualificados em três níveis:
 
• Nível médio (técnicos e trabalhadores qualificados): demanda média de 2.863 novos profissionais;
• Nível baixo (trabalhadores semiqualificados e não qualificados): demanda de 2.248 trabalhadores adicionais;
• Nível alto (cientistas e engenheiros altamente qualificados): demanda relativamente menor, concentrada em universidades e centros de pesquisa.
 
Em resposta a essa necessidade, o SENAI lançou, no ano passado, a primeira pós-graduação em H2V da rede, pelo UniSENAI.digital. Além disso, foi criado um centro de excelência no Rio Grande do Norte e mais cinco laboratórios regionais (Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Bahia e Ceará), voltados para a educação profissional e superior nesse novo setor.
 
Felipe Morgado, superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI, explica: "Teremos um primeiro movimento de especialização para quem possui nível superior, nas áreas voltadas à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e regulação. O segundo movimento será direcionado à instalação e operação das plantas, que exigirá profissionais de nível técnico”.
 
Sobre o levantamento
 
O estudo, feito pelo diretor do Instituto de Inovação e Tecnologia de Berlím Marc Bovenschulte, entrevistou entre 7 e 21 de agosto 128 especialistas brasileiros em hidrogênio verde, distribuídos principalmente nas regiões Nordeste (42%) e Sudeste (39%), refletindo a localização dos principais projetos de H2V, como no Ceará e Piauí. 
 
Um estudo recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que já há mais de 60 projetos de hidrogênio a partir de fontes renováveis anunciados no Brasil, com investimentos que somam R$ 188,7 bilhões. O Porto de Pecém (CE) se destaca como o destino que deve receber mais aportes financeiros, cerca de R$ 110,6 bilhões.
 
Por que "verde"?
 
O hidrogênio é considerado "verde" devido à forma como é produzido. Apesar de abundante na natureza, o hidrogênio dificilmente é encontrado na forma mais “simples” e quase sempre integra outras moléculas, como o metano (CH4) – gás natural – e a própria água (H2O). A extração do hidrogênio dessas moléculas requer energia, e quando essa energia é proveniente de fontes sustentáveis, como eólica e solar, o hidrogênio produzido recebe o rótulo de "verde".
 
No levantamento, os entrevistados indicaram que a produção de hidrogênio por eletrólise (processo que quebra a molécula de água, resultando em H2 e O2) e biomassa terá alta demanda por profissionais qualificados – 44% e 36%, respectivamente.
 
Além disso, 50% dos respondentes afirmaram que a demanda por trabalhadores técnicos especializados será voltada para a instalação, manutenção e renovação de sistemas relacionados à produção do combustível.
Desenvolvimento do setor
 
Os especialistas avaliaram positivamente o progresso do setor nos últimos 18 meses, com 48% indicando que as condições para a criação de uma economia de hidrogênio já estão sendo implementadas. Outros 37% destacaram a importância das plantas-piloto na produção de hidrogênio, enquanto 35% mencionaram a expansão da cooperação internacional.
 
Futuro do H2V
 
Nos próximos dois ou três anos, 56% dos entrevistados preveem que a produção de hidrogênio por eletrólise será a área de maior crescimento, seguida pela produção a partir de biomassa (49%).
 
Produtos derivados, como amônia e metanol, também foram apontados como importantes para o futuro da economia do hidrogênio (38%).
 
O Projeto H2Brasil
 
O projeto H2Brasil faz parte da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável e é implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com apoio do Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha.
 
O objetivo principal do H2Brasil é apoiar a expansão do mercado de hidrogênio verde no Brasil por meio de incentivo à pesquisa, troca de informações entre universidades brasileiras e alemãs, promoção de projetos de inovação e novas tecnologias, estudos de certificação e regulamentação voltados ao H2V e capacitação profissional. 
Balneário Camboriú terá edifício com piscina e mirante a 185 metros de altura

Piscina com borda infinita e um mirante nas alturas será um dos diferenciais do novo símbolo de luxo da cidade conhecida como Dubai Brasileira e que detém o metro quadrado mais cobiçado do país. Com rooftop que se assemelha a um "beach club suspenso" e alta tecnologia construtiva, o Harmony Ocean Front, assinado pelas incorporadoras J.A. Russi e Grupo Riviera, promete ser mais um marco construtivo brasileiro. O edifício teve seu VGV (Valor Geral de Vendas) inicial superior a meio bilhão de reais.

 

Duas vezes mais alto que a torre do Big Ben de Londres, o novo empreendimento das incorporadoras J. A. Russi e Grupo Riviera será mais um ícone de luxo de Balneário Camboriú, cidade do litoral norte catarinense que possui o metro quadrado mais valorizado do país. Além do design futurista, diversidade de opções de lazer e sofisticação de suas áreas, o Harmony Ocean Front, em construção, trará inovação quando o assunto é moradia de luxo, com destaque ao rooftop transformado em um “beach club suspenso” incluindo piscina aquecida com borda infinita e mirante intitulado “ocean view” a 185 metros de altura. O empreendimento tem apartamentos avaliados em até R$ 40 milhões.

“Este projeto foi concebido para valorizar ao máximo a paisagem do município, uma verdadeira obra-prima, ao combinar a mais alta tecnologia com o conforto que nossos clientes exigem. Ao pensar em inovações como o aproveitamento do lazer no rooftop, trouxemos tecnologias de ponta para entregar segurança, vista privilegiada e conforto ao mesmo tempo. Nosso objetivo no Harmony Ocean Front, não é entregar apenas um imóvel, mas proporcionar qualidade de vida, e cada detalhe reflete o nosso compromisso com a excelência. Nosso foco sempre foi criar empreendimentos que não apenas se destaquem pela grandiosidade, mas que também ofereçam um padrão de vida elevado", afirma a CEO Suzana de Fátima Russi Chiamenti

O Harmony Ocean Front reúne o talento de grandes nomes da arquitetura e design com vasta experiência no mercado de Luxo. Andreas Juan Bandeo, com destaque em projetos de grande porte, desenvolveu o conceito arquitetônico contemporâneo que se destacará no skyline de Balneário Camboriú. Carlos Rossi, arquiteto com atuação no Brasil e exterior, assina o design de interiores das áreas comuns, trazendo elegância e funcionalidade a cada detalhe. O paisagismo ficou a cargo de Ana Holzer, especialista em macropaisagismo, que criou áreas verdes harmoniosas para promover bem-estar e tranquilidade aos moradores. 

Em termos de lazer, além da piscina e mirante “ocean view” no rooftop, o empreendimento contará com outros 2 pavimentos dedicados à convivência.  No total, são mais de 3.200 m² que incluem wine bar, poker room, american barbecue, redário, espelho d´água, espaço gourmet e salão de festas com terraço de frente para o mar. Terá também um complexo wellness com piscinas, espaços para pilates e fitness, hidro spa e um playground aquático, área especialmente projetada para as crianças, com brinquedos e fontes de água para garantir  a diversão dos pequenos, entre outros atrativos.

Já os apartamentos luxuosos de frente ao mar disponíveis à venda - restam apenas 20% a serem comercializados - possuem 200 m² privativos com 4 suítes e 4 vagas de garagem e estão na casa dos R$ 12 milhões. Já as magníficas Penthouse localizadas nos últimos 6 andares possuem 410 m² privativos com 6 suítes e 6 vagas de garagem e estão em torno de R$ 30 milhões de reais. A previsão de entrega é para março de 2028.

Sobre a Construtora e Incorporadora J.A. Russi Ltda.

Fundada em 1989, a J.A. Russi é uma das mais renomadas construtoras de Santa Catarina, especializada em empreendimentos de alto padrão. Com uma trajetória de 35 anos, a empresa já entregou 34 projetos, com mais de 1.500 apartamentos, ultrapassando 500 mil m² construídos. Com forte presença em Itapema, Balneário Camboriú e Itajaí (Praia Brava), a empresa se destaca pela excelência em construção e pela criação de projetos inovadores que transformam o cenário imobiliário das regiões em que atua. Atualmente, a J.A. Russi tem em andamento dois grandes projetos: o Sunny Coast em Itapema e o Harmony Ocean Front em Balneário Camboriú. 

https://jarussi.com.br/

Conheça barcos luxuosos que custam de R$ 2 milhões a mais de R$ 15 milhões para visitar no São Paulo Boat Show que começa na quinta, 19.

Mais de 170 barcos e mais de 50 lançamentos, desde produtos, serviços e embarcações de estaleiros nacionais e internacionais, muitas que são verdadeiras mansões sobre as águas, poderão ser visitados no maior evento náutico da América Latina, de 19 a 24 de setembro, no São Paulo Expo. Novidades entre modelos clássicos e os mais velozes do mercado, com assinaturas de grifes, com grandes "varandas" externas, espaços gourmet, amplas suítes e lounges para descanso irão impressionar o público.

 

Embarcações com mais de 40 pés (12 metros de comprimento), vão surpreender o público que visitar o São Paulo Boat Show, o maior evento náutico da América Latina que acontece de 19 a 24 de setembro no São Paulo Expo. Diversos lançamentos e novidades dos principais fabricantes de lanchas e iates do país e do mundo poderão ser visitados de perto durante os 6 dias de evento. Cozinha, áreas de estar e jantar, espaços gourmet, áreas externas amplamente mobiliadas, grandes suítes e alta tecnologia de navegação são características em comum desses modelos. Com mais de 170 embarcações em exposição, sendo 36 lançamentos, embarcações acima de 40 pés, ideais para quem deseja fazer um upgrade ou comprar o primeiro barco em “alto estilo”, unem design inovador, luxo e versatilidade. 

Lançamento que irá surpreender é o novo modelo da Coleção Flybridge da Azimut Yachts, a Azimut Fly 56. O modelo com qualidade atestada pela marca de alto luxo italiana, estará disponível ao público para visitação pela primeira vez, durante o São Paulo Boat Show. O iate traz o conceito open com perfeita conexão entre a grandiosa praça de popa com as áreas de refeições, de estar e de banhos de mar. 

A fabricante de iates de luxo Intermarine também será um grande destaque e apresentará a nova Intermarine 60, que chama a atenção pelo design sofisticado e orgânico, com linhas suaves e contemporâneas. Um dos principais destaques do barco são as amplas janelas panorâmicas, que valorizam ainda mais o projeto. 

A Fibrafort, mais um grande fabricante brasileiro, conhecida pela sua linha Focker, vai expor a F420 Gran Coupé. O modelo, único da coleção yacht do estaleiro, é avaliado em mais de R$ 2,5 milhões e entre os diferenciais está uma confortável chaise no cockpit, próxima ao posto de comando. O modelo comporta até 14 pessoas durante o dia e 4 para pernoite.

A NX Boats, em parceria com a lendária Pininfarina, casa de design italiana responsável por obras-primas automotivas, promete encantar o público do evento com a NX 44 by Pininfarina. A ‘obra de arte flutuante’ é avaliada a partir de R$ 4,05 milhões. 

A V44, da Schaefer Yachts, é outro destaque com o modelo de 44 pés que irá encantar o público no evento. O design do barco mescla aventura com esportividade e luxo. Conta com varandas laterais com acionamento hidráulico e plataforma de popa submersível. 

A Key Largo 40, da Sessa Marine trará a elegância da marca e estilo inovador. O modelo, o primeiro fabricado no Brasil pelo estaleiro de origem na Itália, traz esportividade com um casco que garante alto desempenho sobre as águas

Embarcação que também será apresentada ao mercado náutico é o lançamento da Triton Yachts. A Triton Flyer 44HT, que custa a partir de R$ 3,8 milhões, será lançada em comemoração aos 40 anos do Estaleiro Way Brasil, responsável pela construção das icônicas embarcações da marca paranaense. O modelo trará duas aberturas laterais na praça de popa, transformando o ambiente em um “beach club” privativo.

O estaleiro Ventura vai apresentar o lançamento V550 Fly. A embarcação é a nova versão do maior barco da história do estaleiro mineiro. O modelo traz as mesmas configurações e tamanho do modelo HT, V550 Crossover, mas agora com o flybridge e um segundo posto de comando no terraço. O layout interno é à escolha do cliente, podendo ter de 2 a 3 quartos.

A Evolve Yachts vai apresentar a Evolve 400 HT Sport Cruiser, lançamento do estaleiro. Diferencial do barco, além da cor alaranjada dos estofados que contrastam com o cinza de toda a estrutura, é a motorização que pode ser centro-rabeta ou de popa, como também o layout interno à disposição da melhor configuração escolhida pelo cliente, com destaque à cabine de proa, com cama posicionada de janela a janela. 

A partir de 46 pés, um modelo com “três andares” da fabricante brasileiro Armatti Yachts e que custa a partir de R$ 4,5 milhões também está confirmado no evento. A Armatti 460 Sport Fly, embarcação premium do estaleiro brasileiro, chamará atenção do público com sua imponência, espaços amplos, layout arrojado e um terceiro andar (flybridge) com segundo posto de comando e área de lazer.

Lançamento que une sofisticação com alta velocidade é o modelo Fishing 510 Raptor, avaliado em mais de R$ 5,5 milhões. O modelo da Fishing Raptor é um dos mais rápidos fabricados no Brasil, com 1600hp em motorização e que alcança mais de 120km/h sobre as águas. Com design robusto, a embarcação foi projetada para enfrentar mares revoltos, com casco resistente à impactos e, segundo o fabricante, insubmergível. 

O evento contará novamente com o Espaço dos Desejos, local onde são apresentadas as últimas novidades e inovações do universo de luxo, como carros esportivos, aeronaves e empreendimentos de alto padrão.

O que esperar da economia do Brasil com a nova reforma tributária?

* Por Tiago Muza, CFO da Aurum

A nova reforma tributária no Brasil é um tema que tem gerado intensos debates e apreensões em diferentes setores da sociedade. Com a proposta de unificação de tributos, substituindo uma série de taxas por um único imposto sobre valor agregado (IVA), a mudança visa simplificar o complexo sistema tributário do país.

Essa modificação estrutural, que propõe a substituição de cobranças como ICMS, IPI, PIS, Cofins e ISS por dois novos tributos (IBS e CBS), busca trazer mais transparência e uniformidade às alíquotas, além de um sistema de cashback para famílias de baixa renda.

No entanto, essa alteração traz consigo uma série de desafios que precisam ser analisados com cuidado, especialmente em termos de competitividade industrial e impacto fiscal em estados e municípios. Um dos setores mais afetados pelas mudanças propostas será o de serviços, que inclui áreas como tecnologia da informação, em que a carga tributária poderá aumentar significativamente. Esse impacto poderá se traduzir em preços mais altos para o consumidor final, contribuindo para um possível aumento da inflação. 

Em contrapartida, a reforma pretende aliviar a carga tributária sobre o setor industrial, o que poderá melhorar a competitividade das empresas brasileiras no mercado global. Isso é visto como um passo positivo para impulsionar a economia, principalmente em setores que enfrentam dificuldades devido ao alto custo dos tributos.

Já a centralização da arrecadação na União é outro aspecto controverso da mudança. Ao substituir impostos estaduais e municipais como o ICMS e o ISS, o novo IVA - implementado no modelo de IVA Dual, em que cada ente federativo terá sua própria legislação, mas com regras gerais unificadas - poderá resultar em uma perda de autonomia fiscal para estados e municípios, que ficarão dependentes dos repasses federais.

Essa centralização poderá restringir a capacidade dessas regiões de ajustar suas políticas fiscais locais, potencialmente afetando suas receitas e a capacidade de implementar programas de desenvolvimento regional. 

Além disso, a tão desejada simplificação do sistema tributário, um dos principais objetivos da reforma, poderá ser comprometida se forem criados muitos regimes de exceção. A introdução de várias exceções poderá resultar em um sistema complexo, com insegurança jurídica, de acordo com especialistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Em meio a contrapartidas, a transição para o novo sistema será gradual, de 2026 a 2032, e exigirá um planejamento cuidadoso para evitar perpetuar um sistema problemático. Para que a reforma alcance seus objetivos de simplificação e eficiência, será crucial evitar exceções que possam comprometer seus princípios fundamentais e garantir uma redistribuição justa dos recursos. Desta forma, a implementação bem-sucedida poderá modernizar a economia brasileira e promover um crescimento sustentável, respeitando as necessidades regionais e setoriais.

*Tiago Muza é CFO da Aurum, empresa de tecnologia pioneira na criação de soluções para advogados autônomos, escritórios de todos os tamanhos e departamentos jurídicos.

Porto do Rio Grande registra aumento na movimentação de grãos e cargas gerais

As movimentações de polietileno, soja em grão, trigo, celulose, cavacos de madeira e cloreto de potássio pelo complexo portuário do Rio Grande registraram aumentos no período de janeiro a agosto de 2024, em relação ao mesmo período do ano passado. Os números obtidos refletem o momento de retomada do Rio Grande do Sul, após a maior tragédia climática de sua história.

Utilizado em diversas aplicações, o polietileno é um tipo de plástico que apresentou um crescimento de 8.67% nas suas movimentações. Em 2023, as operações de embarque, desembarque e transporte atingiram 394.675 toneladas, enquanto que neste ano elas alcançaram 428.884 toneladas.

O segundo produto que apresentou crescimento foi a soja em grão, que variou positivamente em 3.45% e passou de 5.720.659 toneladas em 2023 para 5.917.923 toneladas em 2024. Com aumento de 3.32%, aparece o trigo na terceira posição, carga que passou de 2.376.712 toneladas movimentadas em 2023 para 2.455.673 toneladas.

Produzida em Guaíba, na fábrica da CMPC, a celulose gaúcha teve um aumento de 1.82% e alcançou 2.418.107 toneladas em 2024. O cavaco de madeira é o quinto produto mais movimentado, chegando a 694.336 toneladas, um aumento de 1.73% em relação ao ano passado. Já o cloreto de potássio teve um aumento de 0.74%.

A movimentação de contêineres no complexo portuário rio-grandino também registrou um aumento, esse na ordem de 25.71%. De janeiro a agosto foram movimentados 505.979 TEUs, unidade de medida referente a um contêiner de 20 pés. O mês mais significativo foi o de junho, quando foram movimentados 77.432 TEUs.

As exportações realizadas neste período tiveram como principais destinos a China (6.075.089t), o Vietnã (863.781t), as Filipinas (727.876t), o Irã (726.717t) e os Estados Unidos (632.289t). Já as importações são oriundas da China (1.039.219t), da Argentina (994.304t), da Rússia (516.647t), o Marrocos (454.413t) e os Estados Unidos (396.630t).

Texto: Rodrigo de Aguiar

Jornalista responsável: Larissa Carvalho

Fotos: Rodrigo de Aguiar/Portos RS e Divulgação/Pablo Bech

 

Emprega Já: 8,8 mil com cursos técnico ou tecnólogo estão disponíveis para trabalho

Dos 86 mil candidatos em busca de trabalho que cadastraram currículo na plataforma Emprega Já, 8,8 mil têm curso técnico (ensino médio) ou tecnólogo (ensino superior de tecnologia).

As duas formações focam atividades práticas, geralmente voltadas à vocação econômica local, e costumam ser requisitadas em setores como o industrial.

Empresas que procuram candidatos com este perfil podem consultar os currículos deles na Emprega Já. A busca é gratuita e pode ser feita por região, cidade e área de interesse.

Em teste, a Indústria News pesquisou por trabalhadores com curso técnico ou tecnólogo interessados em vagas de produção, comuns na indústria. Foram encontrados 1,4 mil em todas as cidades do estado.

ESCOLARIDADE

A plataforma tem currículos de pessoas com outros graus de escolaridade. Com ensino fundamental são 1,6 mil. Ensino médio, 10,3 mil. Superior, 4,1 mil. Especialização, 2,8 mil.

Em parte, a variedade se deve ao fato de o site reunir interessados em vagas de todos os setores da economia, como indústria, comércio e serviços, e disponíveis para diversas posições, como operacional e gerência.

CADASTRO

Empresas interessadas em buscar candidatos precisam apenas fazer cadastro na plataforma. Aquelas com vagas abertas também podem anunciá-las gratuitamente.

A Emprega Já busca estimular o desenvolvimento social e econômico no estado. Foi criada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) em 2021.

A FIESC não intermedeia as contratações. O contato é feito diretamente por empresas e candidatos.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

ARTIGO: Justa retribuição

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

 

O aquecimento global, o clima seco e a irrupção de incêndios em todos os continentes do Planeta e em todos os biomas do Brasil apontam a urgência para a proteção dos recursos naturais – solo, água, flora e fauna – nessa crise climática sem precedentes na história. A agricultura, como atividade econômica vinculada diretamente aos recursos naturais, é o primeiro setor impactado e, por isso mesmo, o mais interessado na exploração racional e sustentável.

Entretanto, para promover a propriedade ecologicamente equilibrada e sua viabilidade econômica, são necessárias formas alternativas de compensação ao produtor, por prestar um serviço de proteção ambiental em benefício da sociedade. A agricultura não pode suportar sozinha – por exemplo – os custos da recomposição florestal. É necessário que a implementação de medidas conservacionistas e de recuperação ambiental considere o risco da desestruturação social e econômica do segmento agropecuário.

Para atender a essa questão foi criada em 2021 a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA) por meio de lei que incentiva a conservação e o desenvolvimento sustentável, remunerando as populações que prestam serviços ambientais. A PNPSA foi instituída pela Lei Federal nº 14.119/2021, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro. 

            A PNPSA tem como objetivos incentivar a preservação de ecossistemas, recursos hídricos, solo, biodiversidade e patrimônio genético; valorizar os serviços ecossistêmicos econômica, social e culturalmente; manter, recuperar e melhorar a cobertura vegetal em áreas prioritárias para conservação; combater a fragmentação de habitats e estimular a formação de corredores ecológicos. A PNPSA também criou um cadastro nacional dos beneficiários do pagamento por serviços ambientais. Esse pagamento pode ser usado para remunerar proprietários de terras que preservam florestas nativas ou que realizam reflorestamento, pessoas ou organizações que promovem a restauração de áreas degradadas e pessoas ou organizações que protegem a biodiversidade.

O pagamento por serviços ambientais permite a remuneração das populações em área rural e urbana, dos produtores rurais, em especial das comunidades tradicionais, dos povos indígenas e dos agricultores familiares. Para viabilizar o pagamento, a lei ainda cria um cadastro nacional destes beneficiários.

            A Lei 14.119/2021, que institui a PNPSA, ainda não foi regulamentada com o devido reconhecimento do fomento às iniciativas de preservação e recuperação ambiental realizadas pelos produtores rurais, Sindicatos Rurais e cooperativas. A regulamentação deve instituir mecanismos de monitoramento e transparência que propiciem um ambiente favorável no país à injeção de investimentos no setor. Para isso, é pertinente utilizar como referência a experiência de estados que já puseram em prática a PNSA, analisando as melhores práticas para a regulamentação federal.

Sintonizados com os esforços de proteção e preservação, a Faesc, o Senar e os Sindicatos Rurais atuam para a disseminação de tecnologias abrangidas pelo Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC+), a ser executado entre 2020 e 2030.

            Várias iniciativas de sucesso podem ser implementadas como a recuperação de pastagens degradadas e de conservação ambiental, o fomento e a disseminação de sistemas de integração lavoura pecuária floresta, de sistemas agroflorestais, de técnicas como o plantio direto, de fixação biológica de nitrogênio, dentre outros.

Por outro lado, os produtores rurais são protagonistas no tratamento de dejetos animais e de resíduos da agroindústria para a redução de emissão de metano, produção de adubo orgânico e geração de energia limpa por meio da biomassa, de forma a contribuir com o país a cumprir o compromisso assumido na COP26, de redução de emissão de gás metano em 30% até 2030.

A implementação de uma política nacional de pagamento por serviços ambientais é um ponto de consenso entre produtores rurais e ambientalistas em relação à propriedade no campo. Falta apenas colocar em prática.

Autoridade Portuária realiza Revisão do Planejamento Estratégico Integrado que contará com sugestões da comunidade imbitubense

Visando ampliar a relação porto-cidade e com a missão de prover condições para o exercício dos serviços portuários de forma eficiente, sustentável e segura, o Porto de Imbituba lança a possibilidade para a participação dos cidadãos em seu Planejamento Estratégico Integrado - PEIN. Parceiros diretos e indiretos da região, membros da comunidade portuária e cidadãos imbitubenses,  até o dia 20 de setembro, podem contribuir  com avaliações, críticas ou sugestões acerca dos trabalhos desempenhados,  possibilitando a qualificação do planejamento da organização.

 

O Planejamento Estratégico Integrado - PEIN visa estabelecer métricas e referências para a canalização dos esforços da Autoridade Portuária nos próximos cinco anos. O documento pode ser acessado a partir do Portal da Transparência da empresa. Por isso, gostaríamos de convidá-lo(a) a contribuir para que o futuro do Porto de Imbituba esteja repleto de resultados positivos. Para fazê-lo, basta preencher o formulário até o dia 20 de setembro de 2024, disponível a partir do link:

 https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSesTgZmXOb3oSg5Lt3wLcO0Nkpx8ZweVn-HH2ezY8d-DfTFsg/viewform 

 

 

Movimentação de cargas do Porto de Imbituba cresce 11% no acumulado do ano

O Porto de Imbituba, em continuidade aos excelentes resultados apresentados, finalizou o agregado até agosto de 2024 ano com números expressivos. Em relação ao igual período de 2023, houve crescimento de 11% na movimentação de cargas, somando 5,68 milhões de toneladas e um novo recorde histórico de produtividade para o acumulado do ano.

Os resultados demonstram que o Porto de Imbituba continua em notável desenvolvimento, no caminho certo de suas operações e refletem números a serem comemorados.

Os primeiros oito meses do ano foram comemorados pelo presidente da Autoridade Portuária de Imbituba, Urbano Lopes de Sousa Netto: “O planejamento de investimentos da autoridade portuária prevê para os anos de 2024 a 2027 inversões na ordem de R$ 305 milhões, que trarão mais competitividade e eficiência ao Porto de Imbituba”.

No que diz respeito ao fluxo de embarcações no último mês, houve 31 atracações, já no período de janeiro a agosto de 2024 atracaram 221 navios, incremento de 13,9 % em relação ao mesmo período de 2023.

Em agosto, constatou-se um incremento no saldo comercial de movimentações de cargas da Autoridade Portuária, com um substancial aumento no número de embarques em relação ao mês anterior (+11,9 %) e um declínio em relação ao mesmo período de 2023 (-13 %), sendo os embarques o principal fluxo dos produtos que passaram pelo Porto. Em contrapartida, os desembarques tiveram acréscimo significativo em agosto (+41,5 %), se comparado ao mês de julho de 2024 e um aumento considerável (+32,9 %) em relação a agosto de 2023.

Dentre toda movimentação de cargas do Complexo Portuário de Imbituba (embarques e desembarques), os maiores volumes operados no acumulado de 2024 foram de coque de petróleo, contêineres, sal, farelos de soja e de milho e trigo. Em especial destaque, no fluxo de cargas, a movimentação de mais de 331 mil toneladas de açúcar (granel) em apenas quatro meses de operação no presente ano, representando cerca de 6 % da movimentação total de cargas do Porto.

De janeiro a agosto de 2024, a liderança das exportações (51% do total) vem acompanhada de alta de 8,5% na tonelagem enviada ao exterior se comparado ao realizado no mesmo período de 2023. Em compensação, as importações (39 % do total) tiveram um aumento de 20,8 % na comparação com o mesmo período de 2023, no fluxo total de cargas do Terminal Portuário.

Em relação à cabotagem, navegação entre portos do mesmo país, a mesma representou 9,4 % da movimentação do Porto no acumulado de janeiro a agosto. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve uma redução (-12,7 %) no agregado.

Os granéis sólidos representaram mais de 4,54 milhões de toneladas de cargas no acumulado do ano, crescimento superior a 6,4 % no comparativo com o mesmo período do ano passado. Tais cargas representam 80 % de toda a movimentação portuária, com especial relevância para o coque de petróleo que operou mais de 1,4 milhão de toneladas em 2024. Na totalidade do ano, as maiores movimentações, dentro da rubrica granel sólido, foram de coque de petróleo, sal, farelo de soja, trigo, farelo de milho, açúcar (granel) e soja.

Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Governo Federal), as operações de exportação e importação em Imbituba movimentaram mais de 1,46 bilhão de dólares, no acumulado até agosto de 2024, crescimento de 18 % em relação ao igual período de 2023.

Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Ivan Amaral, os números seguem confirmando o crescimento no desempenho do Porto.“ Este é um resultado muito importante para o porto de Imbituba. Os números expressam todo um trabalho coletivo que vem contribuindo para o desempenho logístico de SC e também para a economia da Região Sul catarinense”, afirma Amaral.

“Fechar mais um mês de 2024 com ótimos resultados é motivo de orgulho para toda a comunidade portuária de Imbituba. Com mais de 5,68 milhões de toneladas movimentadas até agora, a expectativa é de encerrar o ano com mais um recorde histórico de movimentação,” avalia o diretor-presidente, Urbano Lopes de Sousa Netto.

Porto de São Francisco participa de evento de negócios entre Brasil e Japão

O potencial logístico de Santa Catarina foi um dos destaques do encontro Diálogo Brasil-Japão, organizado pelo Consulado-Geral do Japão e Ministério da Agricultura do Japão, realizado em São Paulo, nesta quarta-feira, 11 de setembro. O Governo de Santa Catarina foi representado pelo secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Ivan Amaral, e pelo presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira. O evento teve ainda a participação de empresários, investidores e representantes do setor público do governo japonês e de outros estados brasileiros.

“Tivemos a oportunidade de destacar a valorização que o setor logístico teve no governo de Jorginho Mello, com a criação da primeira secretaria do Brasil, dedicada aos modais logísticos. Também pudemos relatar alguma ações e investimentos que estão sendo feitos no setor”, disse Amaral.

Os representantes catarinenses participaram do painel sobre Politica de Fornecimento Estável de Cereais, junto com a gerente de relações internacionais do Ministério da Agricultura do Japão, Riko Terai, do CEO da Terlogs, Masahiro Tomikura, do CEO da NovaAgri, Shigeharu Kato, do diretor da ZEn-Noh Grain Brasil, Kenji Tsukuda e do governador do Maranhão, Carlos Brandão.

O fornecimento de alimentos tem sido uma das preocupações do governo japonês, que deseja ampliar os negócios com países produtores como o Brasil, um dos principais produtores e exportadores de grãos como soja e milho.

Porto de São Francisco

O Porto de São Francisco é um dos principais do Brasil nas operações de exportacoes de grãos. O presidente Cleverton Vieira destacou o crescimento de 34% em 2023, “que foi resultado de investimentos que realizamos para aumentar a produtividade, chegando a 8,5 milhões de toneladas de grãos, em um único berço, com um dos melhores desempenhos do país”, acrescentou.

Durante o painel, os empresários também destacaram a preocupação com os acessos portuários. “Relatamos as soluções que estão sendo encaminhadas para o canal de acesso aos portos da Baía da Babitonga que irão garantir a entrada de grandes navios e que estamos sintonizados com as necessidades de discutir com o Governo Federal outros investimentos para melhorar a logística de entrada terrestre no Porto”, conclui Amaral.

Terceiro dia do Congresso Brasileiro de Contabilidade debate transformações trabalhistas e combate à corrupção

As transformações nas relações trabalhistas, as novas diretrizes educacionais para o ensino contábil no Brasil e o papel da contabilidade no combate à corrupção foram os principais temas debatidos no terceiro dia do 21º Congresso Brasileiro de Contabilidade (CBC), que acontece em Balneário Camboriú. Cerca de 7 mil pessoas participam do evento, que termina nesta quarta-feira (11/9).

Um dos pontos altos do dia foi o painel “A Contabilidade e as Transformações nas Relações Trabalhistas”, que trouxe à tona o impacto das alterações nas relações trabalhistas e sua relevância para a área contábil. Especialistas discutiram os desafios da automação e da modernização – e a indispensabilidade do alinhamento entre contabilidade e jurídico para o sucesso organizacional.

Paul Ferreira, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), demonstrou como o engajamento dos trabalhadores foi modificado no cenário pós-pandemia. “As relações de trabalho mudaram drasticamente. Hoje, as organizações precisam repensar suas estratégias de engajamento tanto com seus colaboradores quanto com suas lideranças.”.

 

O 21º Congresso Brasileiro de Contabilidade debateu importantes temas na área contábil, incluindo transformações nas relações trabalhistas, novas diretrizes educacionais e o papel da contabilidade no combate à corrupção
  • O 21º Congresso Brasileiro de Contabilidade debateu importantes temas na área contábil, incluindo transformações nas relações trabalhistas, novas diretrizes educacionais e o papel da contabilidade no combate à corrupção (Fotos: Divulgação)

 

A advogada Vivian De Gann, especialista em relações de trabalho, reforçou a necessidade de integração entre as áreas contábil e jurídica. “Para que as empresas consigam resultados positivos, a contabilidade e o jurídico precisam estar alinhados, especialmente diante das novas legislações trabalhistas.”

Prova pericial e combate à corrupção
Outro tema de relevância no terceiro dia foi tratado no painel "Corrupção: O Valor Probante da Prova Pericial Contábil". Especialistas discutiram o papel da prova pericial contábil na investigação de fraudes e atos de corrupção, especialmente em tempos de redes sociais e inteligência artificial.

José Viana Amorim, perito da Polícia Federal, sublinhou a complexidade do cenário atual: “Com o aumento das redes sociais e das empresas que prometem ganhos fáceis, as fraudes e a corrupção se multiplicam, e o contador tem um papel fundamental na identificação desses crimes.”.

Setor público
Também chamou a atenção na programação do dia o Fórum da Área Pública, que analisou a gestão financeira no setor público, com foco em provisões contábeis, ativos, passivos e contingências. Os debatedores frisaram a importância do alinhamento entre as normas nacionais e internacionais para garantir maior transparência e eficiência na gestão dos recursos públicos.

A especialista Lucy Freitas enfatizou a relevância das provisões contábeis e sua correta aplicação no setor público. "Ações caracterizam provisões. Se o profissional da contabilidade está preparado para o problema, fica mais fácil para ele encontrar a solução", afirmou Freitas, ressaltando a necessidade de constante atualização dos profissionais para lidar com os desafios da gestão fiscal no ambiente governamental.

Tributação internacional
No mesmo dia, o painel “Desafios da Tributação de Transações Internacionais” gerou discussões sobre o impacto da tributação nas transações entre países. O palestrante Daniel Teixeira Prates discorreu sobre a necessidade de uma abordagem estratégica para lidar com as complexidades fiscais no cenário global. “Entender os impactos tributários nas transações entre países é essencial para fundamentar decisões corporativas.”

Lançamentos e homenagens
A manhã do evento foi marcada por um importante momento para a educação contábil, com o lançamento do documento “As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Ciências Contábeis – comentadas” e a entrega do “Prêmio Saber Contábil”.

Durante a cerimônia, o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Aécio Prado Dantas Júnior, ressaltou o papel fundamental da Comissão Nacional de Educação Contábil e prestou homenagem ao secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Wagner Vilas Boas, pelo apoio na construção das novas diretrizes curriculares.

Em seu discurso, Vilas Boas evidenciou a importância do novo documento. “A atualização dessas diretrizes garantirá uma formação mais adequada às atividades contemporâneas e às mudanças dos últimos 20 anos”. De acordo com ele, a nova regulamentação busca alinhar o ensino contábil às novas exigências do mercado e da sociedade.

 
  • O 21º Congresso Brasileiro de Contabilidade debateu importantes temas na área contábil, incluindo transformações nas relações trabalhistas, novas diretrizes educacionais e o papel da contabilidade no combate à corrupção (Divulgação)

 
  • O 21º Congresso Brasileiro de Contabilidade debateu importantes temas na área contábil, incluindo transformações nas relações trabalhistas, novas diretrizes educacionais e o papel da contabilidade no combate à corrupção (Divulgação)

 
  • O 21º Congresso Brasileiro de Contabilidade debateu importantes temas na área contábil, incluindo transformações nas relações trabalhistas, novas diretrizes educacionais e o papel da contabilidade no combate à corrupção (Divulgação)

Começa mais uma edição do programa Geração Empreendedora

Teve início na tarde desta terça, dia 10, no auditório da ACII, mais uma edição do programa Geração Empreendedora em Itajaí. O programa tem como objetivo ofertar capacitação em empreendedorismo para jovens estudantes de Ensino Médio. A iniciativa é da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina – Facisc, com apoio das ACIs de todo o Estado.

Em Itajaí participam alunos dos colégios estaduais Victor Meirelles e Nereu Ramos, além do Unificado, que integra a rede privada. No total, são 30 estudantes inscritos no programa.

A fase inicial, chamada “Etapa Play”, é constituída por cinco encontros: nos quatro primeiros os estudantes recebem capacitação e criam as suas empresas. No quinto encontro acontece a banca avaliadora, formada por empreendedores locais que terão a responsabilidade de escolher o projeto vencedor.

O grupo vencedor da etapa local irá representar a ACII na final estadual. A banca será realizada on-line,  com os projetos das associações empresariais de todo o Estado. Nos últimos dois anos, os projetos desenvolvidos na ACII conquistaram o segundo lugar estadual.

“O Geração Empreendedora que visa estimular e desenvolver o espírito empreendedor em jovens do ensino médio. O Núcleo de Jovens Empreendedores da ACII está animado para realizar mais uma edição do programa”, afirma Rosiana Lyra, vice-coordenadora do NJE e uma das multiplicadoras do Geração Empreendedora neste ano.

Os próximos encontros da Etapa Play serão realizados nos dias 12, 17 e 19 de setembro. A banca local será no dia 26 deste mês. Todas essas atividades acontecem na ACII. A banca estadual será em outubro, em data ainda a ser definida, e a formatura dos estudantes de Itajaí será no dia 31 do mesmo mês.

“Espero que o projeto inspire os jovens a explorar suas ideias e transformá-las em realidade . Estou confiante que assim como nas edições anteriores, ajudaremos a formar futuros líderes e empreendedores”, conclui Rosiana.

LIDE SC e RS promovem encontro sobre Cidades Inteligentes, Tendências de Mercado e Desenvolvimento Sustentável

O LIDE Santa Catarina e Rio Grande do Sul promoverá, no dia 12 de setembro, das 8h30 às 11h30, no Balneário Shopping, um encontro para discutir “Cidades Inteligentes, Tendências de Mercado e Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável”.  Líderes empresariais se reunirão para explorar como a tecnologia, a inovação e as práticas sustentáveis podem moldar o futuro das cidades e dos negócios.


“Nossos líderes têm o poder de moldar um futuro mais responsável e inovador. Ao discutir cidades inteligentes, tendências de mercado e desenvolvimento sustentável, estamos equipando-os para enfrentar os desafios do presente e construir um futuro melhor para todos”, destaca Delton Batista, presidente do LIDE SC e RS.


Também estarão presentes Eduardo Fernandez, Presidente do Conselho LIDE RS e Embaixador do Centro de Liderança Pública (CLP) no RS; Fabricio Oliveira, Prefeito de Balneário Camboriú; Tadeu Ramos, Presidente do  Centro de Liderança Pública (CLP); e Paulo Bornhausen, Secretário Executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de SC.
O evento proporcionará uma oportunidade valiosa para discussão de tendências de mercado, networking entre os participantes e a troca de experiências sobre as melhores práticas para construir cidades mais inteligentes e sustentáveis.

 

ApexBrasil promove evento para exportadores na FIESC no dia 16

Com foco nas empresas catarinenses que fornecem para o setor de casa e construção e pretendem se internacionalizar, a ApexBrasil realiza, no próximo dia 16 de setembro, o evento Diálogos Exporta Mais, às 14h, na sede da Federação das Indústrias de SC (FIESC) em Florianópolis. 

Durante o evento, especialistas do órgão federal e empresários vão apresentar as oportunidades do comércio exterior para Santa Catarina, e insights para conquistar mercados ao redor do mundo.  O evento, aberto ao público, antecede a Rodada de Negócios do programa Exporta Mais, marcada para os dias 17 e 18 de setembro, também na FIESC. Faça sua inscrição.

Para as rodadas, empresas catarinenses inscreveram-se previamente. A expectativa da ApexBrasil é reunir 12 compradores internacionais interessados em produtos como materiais de acabamento, materiais hidráulicos e sanitários, iluminação e luminárias, materiais de construção em madeira, estruturas e perfis metálicos, materiais elétricos e equipamentos de proteção, ferragens e acessórios para construção, materiais de impermeabilização e drenagem e outros do setor de casa e construção. 

Entre os segmentos com potencial exportador em SC estão o cerâmico e o de madeira e móveis. De acordo com o Observatório FIESC, o setor cerâmico do estado exportou US$ 236,6 milhões em 2022 e gerou cerca de 2,5 mil empregos. O de madeira e móveis apresentou vendas externas de US$ 1,8 bilhão, o que corresponde a 16,2% da indústria de SC em 2022 e gerou 76,9 mil postos de trabalho.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas - GECOR

Corte de juros do BC depende de controle de gastos do governo, dizem economistas

Os juros básicos do Brasil estão fixados hoje em 10,5% ao ano. Definida pelo Banco Central (BC), a taxa Selic serve como referência para bancos e outras instituições financeiras definirem os seus juros, o preço que dão ao dinheiro no retorno de operações como empréstimos ou prestações.

Uma taxa elevada tende a encarecer o crédito, dificultando a realização de operações e travando a movimentação do dinheiro, e por tanto, da economia.

Para economistas ouvidos pela CNN, o atual patamar da Selic é de fato restritivo.

O ciclo de alta

Entre agosto de 2020 e março de 2021, a taxa básica de juros do BC foi mantida em 2%, o patamar mais baixo da história da Selic. Contudo, em um cenário de forte pressão econômica por conta da pandemia, a inflação subiu e a autarquia iniciou um ciclo de aperto que se estenderia até agosto de 2022.

“A razão para o aperto monetário era a preocupação com o aumento da inflação, que refletiu políticas fiscal e monetária expansionistas em resposta ao impacto recessivo da pandemia, bem como choques de oferta em meio à Covid-19”, avalia Carlos Braga, ex-diretor de Política Econômica e Dívida do Banco Mundial.

Os juros chegaram a atingir o patamar de 13,75% ao ano, o mais elevado desde 2016. A taxa só voltaria a cair em agosto de 2023, num ciclo que se encerrou em maio deste ano.

Apesar da queda, a Selic ainda segue acima da chamada taxa de juros neutra – aquela que nem trava e nem movimenta a economia.

Para o economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP e ex-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), esse patamar gera “restrição do crescimento econômico, estrangulamento dos devedores, valorização artificial do câmbio e aumento do custo de rolagem da dívida pública”.

Próximos passos da política monetária

Até o começo do ano, a expectativa do mercado apurada pelo BC no boletim Focus apontava que a Selic deveria encerrar o ano em um dígito. Contudo, as apostas se deterioraram, e agora — além de se acreditar que ela não vai voltar a cair neste ano —, parte do mercado espera que ela volte a subir.

Há quem olhe para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), entre os dias 18 e 19 de deste mês, com a expectativa que ela já seja elevada. Mas conforme a apuração mais recente do BC, a mediana do mercado aponta para uma alta de 0,25 ponto percentual na reunião de novembro.

Segundo o Sistema de Expectativas de Mercado da autarquia, a Selic só deve voltar a cair final de 2025, e ser reduzida a um dígito apenas em 2026.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi a 4,45% em 12 meses encerrados em julho, se aproximando do teto perseguido pelo BC.

A meta da inflação deste ano e os próximos é de 3%, com margem de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

Thaís Zara, economista sênior da LCA Consultores, aponta que a variação de preços deve ficar moderada a partir de 2025, com espaço de o BC manter a Selic em patamar mais restritivo até o terceiro trimestre do próximo ano.

“Possivelmente, mais para o final do ano, seja possível pensar em voltar a cortar os juros, pensando em uma inflação convergindo mais ao centro da meta em 2026/2027”, analisa Thaís Zara.

 

Além da inflação convergindo para a meta de 3%, Sérgio Goldenstein, estrategista-chefe da Warren Rena, destaca uma série de fatores que contribuem para a queda dos juros no ano que vem.

Entre os destaques, a potencial valorização do real — em razão de um cenário externo mais benigno com o início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos —, e o desaquecimento da atividade doméstica com redução dos gastos do governo federal.

Mas enquanto a perspectiva fiscal for negativa, Braga aponta para o pior cenário. “A menos que o governo restaure a credibilidade de sua política fiscal, o aperto monetário é inevitável”, aponta o ex-diretor do Banco Mundial.

Incertezas

Um dos motivos por trás da taxa de equilíbrio elevada é a dívida historicamente elevada do país.

Além do processo de desinflação recente ter se mostrado mais lento que o esperado, contribuíram para a deterioração das expectativas do mercado a elevação dos gastos públicos e tensões entre o governo e o BC, que levaram os investidores a questionar sobre o futuro da autonomia da autarquia.

No começo do ano, o governo apresentou níveis recordes de receita. Ao mesmo passo, o executivo acelerou seus gastos, o que por sua vez aumentou o déficit primário do setor público.

“Os fatores que mais pesaram foram a ampliação do desvio das expectativas de inflação com relação à meta, o cenário externo adverso – que contribuiu bastante para a desvalorização do real -, a piora da percepção sobre os riscos fiscais e o dinamismo maior do que o esperado da atividade e do mercado de trabalho”, pontua Goldenstein. cnn brasil 

SCGÁS realiza ações para finalizar rede na Serra e obras podem intensificar odor de gás entre 10 e 23 de setembro

A SCGÁS realiza atividades operacionais nas redes de gás natural em Pouso Redondo, Ponte Alta, Otacílio Costa, Palmeiras e Lages, de 10 a 23 de setembro. Os trabalhos ocorrerão nas rodovias BR-470, SC-114 e BR-282, sem alterar o tráfego local.

Essas ações fazem parte da finalização da nova rede de gás na Serra catarinense. Durante as operações e alguns dias após, o odor de gás pode ficar mais intenso nas áreas próximas, devido à técnica usada no comissionamento dos novos gasodutos.

Esse procedimento é padrão e controlado, mas a companhia reforça que qualquer ocorrência relacionada ao gás natural deve ser comunicada através do telefone 0800 048 5050 ou pelo WhatsApp (48) 3229-1100. As equipes estarão prontas para atender a essas situações e minimizar qualquer possível impacto.

:: Detalhamento das rodovias afetadas

BR-470: do km 186 (Posto Mime 14) ao km 200 (entroncamento com a SC-114);
SC-114: do km 168 (entroncamento com a BR-470) ao km 224 (entroncamento com a BR-282);
BR-282: do km 206 (entroncamento com a SC-114) ao km 215 (próximo ao acesso ao shopping de Lages).

 

Foto: Roberto Zacarias / SECOM

 
 
 
SCPAR Porto de Imbituba recebe o Seminário de Avaliação de Desempenho ESG

Em uma aproximação entre a Academia e o Mercado, o Porto de Imbituba recebeu, nesta quinta-feira (5), o seminário de Avaliação de Desempenho  Environmental, Social and Governance – ESG de Portos Públicos. O evento objetivou apresentar, discutir e validar, com os portos organizados, o modelo elaborado em parceria com as Universidades do Sul de Santa Catarina – Unisul, Federal de SC – UFSC e de Valência. Após Imbituba, a rodada de considerações segue para outros portos da região sul do Brasil e tem o apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia -CREA

“Pautas ESG sempre estiveram presentes e agora vêm com mais força, dadas as emergências climáticas e as demandas da própria sociedade. É importante mensurar o que estamos fazendo, para uma visão geral do que já abordamos e que caminhos queremos seguir”, avaliou Urbano Lopes de Sousa Netto, diretor-presidente do Porto de Imbituba.

O projeto nasce na academia e busca estar alinhado e aderente à realidade e práticas adotadas pelos portos, uma oportunidade de geração de conhecimento, afirma Ademar Dutra, professor da Unisul.

O coordenador do Programa de Pós graduação da Unisul,  José Baltazar Guerra, destaca que os temas: descarbonização e ESG portuária, são agendas irreversíveis. Cabe à pesquisa pensar em soluções para a indústria e a sociedade, contribuindo para sermos mais eficientes, com progresso social e cuidado ambiental. 

Anunciadas as micro e pequenas que serão finalistas do Prêmio Indústria Eficiente

Foram conhecidos nesta quarta (04) oito das nove finalistas da etapa estadual do Prêmio Indústria Eficiente, um reconhecimento do SENAI e do SEBRAE às micro e pequenas empresas catarinenses que se destacaram em programas de produtividade oferecidos pelas duas instituições. A etapa estadual será no dia 18, na Capital, quando também será conhecida a empresa representante da região da Grande Florianópolis na fase final.

As empresas 2M Pet Bem (de Concórdia), Capital Mate Indústria e Comércio (Canoinhas), Casa Nova Ambientes Planejados (Caçador), Confecções Ubinski (Guaramirim), Dconcreto Estruturas Pré-Moldadas (Rio do Sul), Jafe Artefatos de Cimento (Joinville), Matéria Prima Indústria e Comércio (Turvo) e Sucos Celestino (Urubici) garantiram presença na etapa estadual. Elas foram selecionadas nas etapas regionais, realizadas nas cidades de Blumenau, Caçador, Chapecó, Criciúma, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages e Mafra.

O Prêmio reconhece as indústrias que adotaram práticas exemplares no uso eficiente de energia, manufatura enxuta e produção inteligente – três tipos de consultoria prestadas em conjunto pelas entidades promotoras.
No total, 850 empresas foram avaliadas por uma comissão composta por especialistas das duas entidades. Os critérios contemplam a assiduidade nas consultorias (menor número de remarcações), cumprimento do cronograma, nota técnica do consultor e índice de produtividade ou melhoria alcançados. Em cada região serão certificadas como finalistas cerca de 15 empresas, e uma será declarada vencedora e passará à etapa estadual. A premiação de 2024 envolve empresas que participaram dos programas de eficiência até o final do ano passado.
No âmbito do SENAI, as consultorias de produtividade são prestadas pelo Instituto de Tecnologia em Excelência Operacional.
 

Rede SENAI de Inovação e de Tecnologia
Com uma rede composta por 28 institutos de inovação e mais de 60 institutos de tecnologia, o SENAI apoia a atualização tecnológica e o desenvolvimento de produtos e processos para a indústria brasileira. A rede oferece serviços de consultoria, metrologia e projetos de inovação, promovendo também parcerias com universidades, centros de pesquisa e investidores.

Em Santa Catarina, são 10 unidades, sendo três de inovação, que são referências nacionais em Processamento a Laser, Sistemas de Manufatura e Sistemas Embarcados. Os institutos de tecnologia em Alimentos e Bebidas, Cerâmica, Madeira e Mobiliário, Mobilidade Elétrica e Energias Renováveis, Têxtil, Vestuário e Design atendem os principais segmentos da indústria catarinense. Já os institutos Ambiental e de Excelência Operacional oferecem soluções em sustentabilidade e melhoria de processos produtivos para qualquer setor.

Plataforma de Inovação na Indústria

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência Executiva de Comunicação Institucional e Relações Públicas - Gecor

Novos incentivos vão gerar 12 mil empregos e R$ 2,3 bilhões em investimentos em SC

Assinaturas de contratos dos programas Prodec, Pró-Emprego e TTD 489 contemplam 34 projetos de 33 empresas em Santa Catarina – Fotos: Eduardo Valente/Secom

O governador Jorginho Mello aprovou a inclusão de 34 novos projetos em programas que garantem incentivos ao setor produtivo catarinense por meio de iniciativas que vão gerar mais emprego e renda no estado. As assinaturas dos contratos ocorreram nesta quinta-feira, 5, e marcam a terceira rodada de incentivos concedidos em 2024. São 24 projetos contemplados nos programas Prodec e Pró-Emprego e dez beneficiados com o chamado Tratamento Tributário Diferenciado 489 (TTD 489).

Os novos protocolos foram assinados no auditório da Secretaria de Estado da Administração, no Centro Administrativo, com a participação de representantes das empresas contempladas pelos programas. Os investimentos propostos totalizam R$ 2,3 bilhões e vão resultar em 12,1 mil novas oportunidades de trabalho aos catarinenses. Somados aos incentivos concedidos desde o início do ano passado, os projetos enquadrados nos programas Prodec, Pró-Emprego e TTD 489 alcançam R$ 13,4 bilhões em investimentos e vão repercutir em 38,4 mil novos postos de trabalho.

“Temos uma indústria diversificada, competitiva e que inova. Uma indústria que abastece o país e o mundo com uma produção da mais alta qualidade. Acreditamos no potencial de quem batalha pra empreender e somos parceiros de todas as iniciativas que tragam mais desenvolvimento e oportunidades para quem vive e trabalha aqui em Santa Catarina”, destacou o governador.

A oficialização dos novos contratos também contou com a presença do secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, e do secretário de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck, além de representantes de entidades do setor produtivo e lideranças políticas.


Mais emprego e renda
Os incentivos estaduais concedidos vão da postergação de ICMS (Prodec) à desoneração do imposto na aquisição de bens, mercadorias e serviços (Pró-Emprego). Já o TTD 489 diz respeito à autorização de limites adicionais para transferência de créditos, sendo condicionado a investimentos em projetos de expansão de atividades ou à criação de novos negócios.

Com o apoio do Estado e consequente crescimento da produtividade, as projeções indicam que as empresas participantes devem ter um incremento total de R$ 2,5 bilhões nos respectivos faturamentos até 2027, o que voltará aos cofres públicos por meio da arrecadação.

“Quando concedidos com critério e responsabilidade, os estímulos fiscais desempenham o papel estratégico de contribuir para a consolidação, expansão e a instalação de novos negócios em Santa Catarina. Com essa premissa, os programas Prodec, Pró-Emprego e o TTD 489 atuam como motores propulsores da nossa indústria, trazendo um efeito positivo para a economia e abrindo portas no mercado de trabalho”, analisou o secretário Cleverson Siewert.

Todas as regiões contempladas
A nova rodada de assinatura dos contratos contempla empresas de todas as regiões de Santa Catarina, que atuam nos mais variados segmentos econômicos. O secretário Silvio Dreveck explica que os projetos selecionados preveem a instalação e/ou expansão de unidades no Estado, ampliação e modernização de complexos fabris, além da compra de insumos e maquinário voltados ao aumento da produtividade industrial.

“Os contratos assinados hoje são exemplos da parceria colaborativa entre o setor público e a iniciativa privada, que se reverte em mais produtividade para as nossas empresas, além de resultados econômicos e sociais para todo o Estado. Acreditamos na força do empreendedorismo para manter Santa Catarina como referência para o Brasil”, reforçou Dreveck.

Prodec
O Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense tem como finalidade conceder incentivo à implantação ou expansão de empreendimentos industriais que vierem a produzir e gerar emprego e renda no Estado. O incentivo se dá por meio da postergação de percentual pré-determinado sobre o valor do ICMS a ser gerado pelo novo projeto. Criado em 1988, o programa completou 35 anos em junho do ano passado.

Novas empresas contemplada pelo Prodec:

Pasquini & Pasquini Confecções (Itajaí)
Trefix Tecnologia em Fixadores (Campo Alegre)
Ventapel Brasil (Camboriú)
Nestlé Nordeste Alimentos e Bebidas (Vargeão)
Simplex Fabricação de Artefatos Plásticos Ltda (Tijucas)
Período do Investimento: até 2027
Quantidade de empresas: 5
Investimentos: R$ 1,4 bilhão
ICMS postergado: R$ 14,3 milhões
Faturamento acrescido: R$ 832,7 milhões

Pró-Emprego
Tem como objetivo a geração de emprego e renda por meio de tratamento tributário diferenciado do ICMS, destinando-se a incentivar empreendimentos de relevante interesse socioeconômico situados em SC ou que venham a se instalar no Estado.

Novas empresas contempladas pelo Pró-Emprego:

Iomerê Energia Renováveis (Iomerê)
Kaiani Malhas Ltda (Massaranduba)
Pedro e Paulo Energia Ltda (Chapecó)
CGH 2D Rio dos Cedros Geradora de Energia (Rio dos Cedros)
AL Energia (Rio dos Cedros)
Formato Compensados Ltda (Porto União)
DFV Color Sul Ltda (Içara)
UFV Verde Energia Ltda (Paial)
Brasnile Industrial Ltda (Três Barras)
Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos – Copercampos (Campos Novos)
Apply Engenharia (Xanxerê)
UFV Boa Vista Ltda (Pinhalzinho)
Hidrelétrica Jangada (Matos Costa)
Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos – Copercampos (Correia Pinto)
Laminados AB Ltda (Caçador)
Horizonte Energia Ltda (Rio do Sul)
Energética Aela Ltda (Caçador)
Distribuidora Muller Comércio e Representações Ltda (Itajaí)
Nauber Ltda (Schroeder)
Período de investimento: até 2027
Quantidade de empresas: 18 empresas em 19 projetos
Investimentos: R$ 555 milhões
ICMS a ser gerado: R$ 51,2 milhões (entre 2025 e 2027)
Faturamento acrescido: R$ 1,2 bilhões

Tratamento Tributário Diferenciado TTD 489
Tem como objetivo autorizar limites adicionais para a transferência de créditos acumulados de ICMS decorrentes de operações ou prestações destinadas ao exterior, isentas ou diferidas.

Novas empresas contempladas com o TTD 489

Estaleiro Navship (Itajaí)
Randon S.A. Implementos e Participações (Chapecó)
Rodolfo Kirschner & Cia (Benedito Novo)
Compensados Fuck (Três Barras)
Nova Serrana (São Joaquim)
Agrifirm do Brasil Nutrição Animal (Taió)
Turazzi Agronegócios (Campo Erê)
Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos – Copercampos (Campos Novos)
Alisul Alimentos S/A (Itajaí)
Madesp Indústria e Comércio de Madeiras Ltda (Benedito Novo)
Período de investimento: até 2026
Quantidade de empresas: 10
Investimentos: R$ 290,5 milhões
ICMS a ser gerado: R$ 3,5 milhões
Faturamento acrescido: R$ 543 milhões

Balanço 2023/2024
PRODEC
Projetos 38
Investimentos R$ 4 bilhões

PRÓ-EMPREGO
Projetos 145
Investimentos R$ 8,7 bilhões

TTD 489
Projetos 22
Investimentos R$ 702,1 milhões

TOTAL
205 projetos
R$ 13,4 bilhões em investimentos
38,4 mil empregos diretos e indiretos

Depois de quatro meses, pequena indústria volta a demonstrar confiança, aponta CNI

ICEI Setorial de agosto também mostra que indústria da região Sul está confiante, pela primeira vez, desde abril. Vinte e dois dos 29 setores da indústria estão otimistas

O otimismo também avançou entre as empresas de médio e grande porte. Nas médias indústrias, o ICEI subiu 1,3 ponto e, agora, registra 51,9 pontos. Nas grandes indústrias, por sua vez, o indicador cresceu 1,5 ponto, passando para 53,1 pontos. Desde abril deste ano, os empresários de todos os portes não se diziam confiantes.

Confiança retorna ao Sul do país 
Após quatro meses, a indústria do Sul do país voltou a demonstrar confiança. Segundo o levantamento, o indicador subiu 2,2 pontos, na região, passando de 47,9 pontos para 50,1 pontos.  

Desde maio, os empresários industriais do Sul não se sentiam confiantes. Entre o fim de abril e o início de maio, o Rio Grande do Sul foi atingido por enchentes que prejudicaram a atividade econômica. 

Em agosto, a confiança também cresceu nas indústrias de Centro-Oeste (+1,8 ponto), Sudeste (+1,6 ponto), Norte (+0,7 ponto) e Nordeste (+0,4 ponto). A melhora no Sudeste foi suficiente para que o ICEI ultrapassasse a linha divisória de 50 pontos, na região. Agora, os empresários das cinco regiões do país demonstram otimismo.

Mais setores da indústria estão confiantes
Na passagem de julho para agosto, o indicador que mede a confiança dos empresários de 29 setores industriais avançou em 19, caiu em oito e não mudou em dois. Em quatro setores, a melhora foi suficiente para que o ICEI cruzasse a linha divisória de 50 pontos, o que sinaliza confiança. São eles:

Produtos de minerais não-metálicos (+ 5,3 pontos); 
Vestuário e acessórios (+ 4,2 pontos);  
Produtos de material e plástico (+ 3,9 pontos).  
Madeira (+ 2,2 pontos).
Com isso, 22 setores da indústria demonstram confiança e sete registram falta de confiança.  

Amostra do ICEI setorial
A CNI consultou 1.797 empresas, das quais 696 de pequeno porte, 658 de médio porte e 443 de grande porte, entre 1° e 9 de agosto de 2024.  

74% dos empresários consideram infraestrutura do Nordeste regular, ruim ou péssima

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou na segunda-feira (26) o relatório “Panorama da Infraestrutura - Edição Nordeste”, com o detalhamento do setor na Região Nordeste. De acordo com o estudo, 74% dos empresários industriais consideram as condições de infraestrutura da região como regular, ruim ou péssima.

O trabalho reúne informações sobre as áreas de transporte, energia e saneamento básico, bem como os gargalos e propostas para melhorias da infraestrutura nos nove estados do Nordeste.

Este trabalho é o segundo de uma série de cinco produzidos pela CNI com o objetivo de estabelecer um retrato das condições de infraestrutura nas regiões brasileiras, identificando necessidades de investimento e pleitos do setor industrial.

O relatório do Nordeste foi apresentado durante encontro na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) na segunda-feira (26) e na Reunião de Diretoria da CNI, marcada para esta terça-feira (27), também na sede da FIEC, em Fortaleza.

 

O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressalta que o relatório busca contribuir para a melhoria da infraestrutura na região, fator fundamental para o fortalecimento da indústria e da economia.

“Esse estudo é fruto de uma articulação com empresários e com as federações das indústrias da Região Nordeste no intuito de preparar e fortalecer a infraestrutura dos estados para a neoindustrialização que o Brasil precisa”, afirma Alban.

Ao fornecer serviços básicos à cadeia produtiva, a infraestrutura é fundamental para viabilizar o crescimento econômico, o aumento da produtividade e a redução de custos no processo produtivo. Por isso, pensar em soluções para diminuir as ineficiências nesse setor é uma necessidade urgente, avalia a CNI.

Para o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, a infraestrutura é um dos principais motores para o desenvolvimento nacional ao desempenhar um papel significativo na geração de valor à cadeia produtiva, com potencial amplo para redução das desigualdades regionais.

“No Nordeste, o avanço das energias renováveis, como a produção de hidrogênio verde (H2V), representa um grande impulso para a região”, destaca Cavalcante.

“Além disso, a conclusão de projetos estruturantes, como a Transnordestina, impulsionará a economia regional, facilitando a dinamização da sua produção, além de fomentar uma maior integração com o resto do mundo. Em um país continental como o Brasil, a ampliação da infraestrutura logística tem papel determinante para acelerar o crescimento de setores inovadores, como também ampliar a competitividade da indústria tradicional bem como sua inserção internacional”, acrescenta o presidente da FIEC.

Na Região Nordeste, três em cada quatro executivos de grandes e médias indústrias consideram a infraestrutura da região como regular, ruim ou péssima. Os problemas logísticos refletem em altas taxas de acidentes rodoviários e de sucateamento da malha ferroviária.

O trabalho é dividido em três partes principais:

Retrato da Infraestrutura: Etapa descritiva que contempla diversos dados do setor de infraestrutura extraídos de diferentes fontes oficiais;

Pesquisa de percepção do empresário industrial: Diagnóstico realizado por empresários locais sobre as condições de infraestrutura e prioridades de investimento na região;

Propostas para avançar na infraestrutura: Uma série de propostas regionais (das Federações da Indústra) e nacionais (CNI) para mitigação dos principais problemas de infraestrutura.

O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, alerta que a infraestrutura deficiente é um dos principais componentes do Custo Brasil. Para ele, encontrar formas de superar os obstáculos colocados pelo Custo Brasil deve ser uma prioridade da indústria brasileira.

“Se de um lado o Nordeste possui grande potencial de geração de energia e produção agrícola, por outro, a deterioração das malhas rodoviária e ferroviária representa um problema crônico que limita severamente a eficiência logística na região”, pontua. 

“A infraestrutura deficitária de transportes afeta a segurança viária, eleva a emissão de poluentes, gera engarrafamentos e pressiona os custos logísticos em virtude do aumento do consumo de combustível e deterioração dos veículos. Como consequência, o setor produtivo perde competitividade em relação a outros mercados”, acrescenta Muniz.

Veja os gargalos dos transportes identificados por empresários da Região Nordeste:

Infraestrutura das rodovias
Custo do combustível
Pouca malha ferroviária
Acesso aos portos/Infraestrutura dos portos
Problemas no transporte aéreo
Investimento em infraestrutura de tecnologia
Apesar das dificuldades em estabelecer uma carteira prioritária de projetos para investimento, o governo federal tem feito esforços para reduzir o déficit de infraestrutura no país.

O Novo PAC, elaborado em parceria com estados e municípios, foi anunciado no ano passado com previsão de R$ 700 bilhões em obras, serviços e empreendimentos na Região Nordeste.

Energia renovável se destaca no Nordeste
O relatório da CNI aponta que o grande destaque da região é a “revolução das novas renováveis”. O Nordeste lidera a produção de energia eólica com 92% da capacidade instalada no país, e 60% da potência instalada na geração solar. Quanto à novos projetos já outorgados, a região tem 90% dos novos projetos de eólica e 62% dos novos investimentos em energia solar.

A região importava aproximadamente 360 MW médios anualmente e, a partir de 2019, esse fluxo se inverteu. Em 2023, o Nordeste enviou 3.100 MW médios ao sistema interligado nacional.

“Com a expressiva expansão da geração eólica e solar, o Nordeste passou de tradicional importador de energia das demais localidades do país, para importante exportador”, destaca o estudo da CNI.

Números do trabalho
O “Panorama da Infraestrutura – Edição Nordeste” contempla uma série de dados regionais, os quais são confrontados com informações nacionais, de modo que o leitor possa ter um parâmetro de comparação nos diferentes segmentos da infraestrutura.

Avaliação dos empresários industriais
Confira alguns dados da pesquisa de percepção do empresário industrial sobre a infraestrutura da Região Nordeste:

🛣️ 74% dos empresários industriais consideram as condições de infraestrutura como regular, ruim ou péssima na Região Nordeste. No Brasil, esse patamar é de 45%.

🚗 No Brasil, 54% dos empresários industriais apontam a infraestrutura rodoviária como regular, ruim ou péssima. Na Região Nordeste, a situação relatada é pior (78%).

🚆Cerca de 62% dos empresários industriais consideram a infraestrutura ferroviária como regular, ruim ou péssima na Região Nordeste. No Brasil, essa participação equivale a 52%.

✈️ Na Região Nordeste, 43% dos empresários industriais dizem que a infraestrutura aeroportuária é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, esse percentual atinge 31% dos entrevistados.

🛥️ Na Região Nordeste, 34% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura portuária é ótima ou boa. Já no Brasil, equivale a 39%.

💡Na Região Nordeste, 45% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura de energia é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, equivale a 34%.

🚽 Na Região Nordeste, 17% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura de saneamento é ótima ou boa. Já no Brasil, equivale a 48%.

Como avançar?
Segurança Hídrica

✅ Concluir as obras do Eixo Norte do Projeto de Integração da Bacia do São Francisco (PISF)

Ampliar os sistemas de bombeamento por meio de novos dutos e equipamentos hidromecânicos
Garantir a construção do Ramal do Salgado
Finalizar as obras do Ramal do Apodi
Rodovias

✅ Realizar obras de adequação, manutenção e expansão de corredores rodoviários estratégicos

BR-020; BR-101; BR-104; BR-116; BR-222; BR-232; BR-242; BR-304; BR-316; BR-324; BR-407; BR-416; BR-423; e BR-424
Anel Viário de Fortaleza; Arco Metropolitano de Pernambuco; Anel Viário de Mossoró; e Arco Metropolitano de Maceió
Ferrovias

✅ Avançar na construção, adequação, aprovação e renovação de empreendimentos ferroviários:

Ferrovia Transnordestina Logística (Salgueiro-Suape); Ferrovia Transnordestina Logística S/A (TLSA); Ferrovia Centro Atlântica (FCA), Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL II e III); e Terminal Intermodal TUP-NE-LOG/CSN
Portos e Hidrovias

✅ Modernizar as administrações portuárias públicas e assegurar obras de adequação e expansão das infraestruturas

Porto de Natal; Píer H2 no Porto de Pecém; Porto do Recife; Porto de Mucuripe; Porto de Suape; Porto de Maceió; Porto de Ilhéus; Porto de Luís Correia; e Porto Caiçara do Norte
Garantir melhores condições de navegabilidade nas hidrovias
Hidrovia do São Francisco e Hidrovia do Parnaíba
Energia, Petróleo e Gás

✅ Dar celeridade aos procedimentos necessários para o cumprimento das exigências ambientais, e garantir a exploração de petróleo na Margem Equatorial nos quatro estados do Nordeste (MA; PI; CE e RN)

Fomentar a produção de hidrogênio verde e o desenvolvimento de toda a sua cadeia produtiva no Nordeste, alinhada à produção de energia renovável
Viabilizar as obras para a expansão da Refinaria Abreu e Lima
Retomar as discussões sobre a implementação da Usina Nuclear em Itacuruba
Expandir as redes do Gasoduto Polo Costa Branca

Opinião: Sul e Sudeste unidos para enfrentar desigualdades

A incompatibilidade entre a contribuição dos estados do Sul e do Sudeste ao desenvolvimento brasileiro e o retorno que eles têm na divisão dos recursos nacionais é um debate necessário. Em 2023, o Norte recebeu em transferências da União R$ 1,37 para cada R$ 1 arrecadado em seu território e o Nordeste R$ 1,19. Já os estados do Sul e Sudeste receberam, respectivamente, R$ 0,25 e R$ 0,14 para cada R$ 1 gerado em tributos federais. Os dados do Tesouro Nacional são uma simplificação, mas dão a dimensão da insensatez vigente.

Não se trata de fomentar disputas, nem de argumentar contra a necessária correção de desigualdades regionais. Pelo contrário: o Brasil deve estar unido e fortalecido, para crescer de maneira equilibrada. Mas, sem recursos para enfrentar seus graves problemas sociais, em áreas como educação, saúde e segurança, Sul e Sudeste irão retroagir. Mais: sem orçamento para investir na infraestrutura, no fomento à inovação e no estímulo à indústria, estas regiões deixarão de gerar os tributos que hoje são direcionados às regiões que precisam de mais aportes para avançar social e economicamente.

O caso catarinense é emblemático. Aqui foram arrecadados quase R$ 113 bilhões em 2023. Pouco mais de R$ 19,3 bilhões retornaram. Nossas rodovias federais estão esburacadas ou congestionadas; nossos portos enfrentam dificuldades burocráticas para poder operar e não vemos perspectivas para avanços no modal ferroviário.

As distorções estão cristalizadas até no Congresso Nacional, onde o Sul ocupa apenas duas das 22 posições das mesas diretoras do Senado e da Câmara. São colocados obstáculos até à atualização do número de deputados por estado – necessária para manter coerência com o censo do IBGE -, o que poderia garantir a Santa Catarina mais quatro cadeiras na Câmara.

Nesse contexto, é legítimo que as lideranças do Sul e do Sudeste atuem de maneira estratégica e articulada, a exemplo do que fazem outras regiões, buscando a correção de disparidades. Este debate precisa ser feito, de maneira transparente, para que o Brasil tenha um pacto federativo que dê às regiões produtoras as condições mínimas necessárias para seguir apoiando a construção de uma nação unida e próspera.

WEG conquista certificação inédita para estações de recarga de veículos elétricos

A WEG, referência global no fornecimento de soluções para a indústria, acaba de alcançar um marco significativo no mercado de mobilidade elétrica: a empresa torna-se a primeira no Brasil a obter a certificação de acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para suas estações de recarga de veículos elétricos.
 
Com o anúncio da conclusão do processo que certifica as estações de recarga das linhas WEMOB WALL e WEMOB PARKING junto ao Organismo de Certificação de Produto PCN – Product Certificate Networks, a empresa se destaca em pioneirismo e inovação no setor de mobilidade elétrica.
 
O diretor superintendente de Digital e Sistemas da WEG, Carlos Bastos Grillo, celebrou o feito. “Esta conquista reafirma nosso compromisso com a qualidade e a inovação no desenvolvimento de soluções seguras e eficientes para o mercado de mobilidade elétrica, é um reconhecimento técnico atestado pelo Inmetro no Brasil de um produto desenvolvido e produzido também no Brasil, mas com critérios e presença que atendem, da mesma forma, outros exigentes mercados internacionais que a WEG atua".
 
Para o presidente do Inmetro, Márcio André Oliveira Brito, a certificação voluntária da empresa será importante para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros nos mercados nacional e internacional. "Segurança e confiança são marcas do Inmetro. Buscamos incentivar o crescimento sustentável da indústria e proteger os consumidores. Além disso, o Inmetro caminha para tornar compulsória a certificação devido ao grande aumento da mobilidade elétrica".
 
O diretor executivo do PCN na América Latina, Kim Rieffel declarou que essa certificação é um marco histórico. "A conclusão deste rito de certificação é um marco para a recarga e mobilidade elétrica no Brasil. Os certificados de conformidade agora possuem o lastro da acreditação voluntária do Inmetro, refletindo a competência técnica e o compromisso com os padrões de segurança".
 
Esta conquista representa um avanço significativo para a infraestrutura de recarga de veículos elétricos no Brasil, demonstrando o progresso contínuo do país em adotar padrões internacionais de segurança e eficiência.
 
A entrega da certificação do Inmetro para a WEG foi realizada durante um evento na sede da empresa, em Jaraguá do Sul/SC, no dia 29 de agosto de 2024, e contou com a presença do presidente do Inmetro, Márcio André Oliveira Brito, do Diretor Executivo do PCN na América Latina, Kim Rieffel, do Diretor Superintendente de Digital e Sistemas da WEG, Carlos Bastos Grillo, além de outras autoridades e representantes da WEG e dos órgãos certificadores.
 
 
As etapas da certificação 
 
O processo de certificação envolveu uma série de etapas detalhadas. Auditores realizaram verificações rigorosas nos sistemas de produção e no suporte ao cliente da WEG no Brasil. Além disso, foram conduzidos ensaios laboratoriais para avaliar aspectos cruciais das estações de recarga, como características elétricas, funcionalidades de proteção, interface com o usuário, segurança, interoperabilidade e compatibilidade eletromagnética.
 
 
Os resultados dos testes confirmaram que as estações WEG atendem integralmente aos requisitos da norma ABNT NBR IEC 61851-1:2021, que trata de sistemas de recarga condutiva para veículos elétricos. O Certificado de Conformidade obtido é válido por seis anos, com avaliações anuais de manutenção conforme a Portaria Inmetro nº 200/2021.
 
 
Certificações Adicionais 
 
Além da certificação do Inmetro, as estações WEG possuem certificações adicionais, incluindo ANATEL, CE (Europa), UKCA (Reino Unido), EV Ready 2.0, CB Scheme (IEC 61851-1), ULM-NOM (México), SEC (Chile), UNIT (Uruguai) e RETIE (Colômbia). Estas certificações garantem que os produtos atendem às normas nacionais e internacionais, assegurando segurança e compatibilidade nos mercados globais.
 
 
Crédito da Foto: Porte Midia
 

 

Depois de quatro meses, pequena indústria volta a demonstrar confiança, aponta CNI

A indústria de pequeno porte voltou a demonstrar confiança, pela primeira vez, em cinco meses. Na passagem de julho para agosto, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) setorial das pequenas indústrias cresceu 1,8 ponto. O indicador passou de 49,3 pontos para 51,1 pontos. É o que aponta a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, acredita que a retomada da confiança pelas pequenas indústrias reflete indicadores positivos das empresas de maior porte.

“Em um momento de dificuldades econômicas, as empresas grandes sentem os efeitos primeiro e isso se estende à cadeia de fornecedores. O mesmo efeito é observado na recuperação da atividade. Como as grandes empresas têm maior capacidade de se recuperar da crise, voltam à confiança mais rápido e isso chega às empresas de médio e menor porte”, avalia.

O otimismo também avançou entre as empresas de médio e grande porte. Nas médias indústrias, o ICEI subiu 1,3 ponto e, agora, registra 51,9 pontos. Nas grandes indústrias, por sua vez, o indicador cresceu 1,5 ponto, passando para 53,1 pontos. Desde abril deste ano, os empresários de todos os portes não se diziam confiantes.

Confiança retorna ao Sul do país
Após quatro meses, a indústria do Sul do país voltou a demonstrar confiança. Segundo o levantamento, o indicador subiu 2,2 pontos, na região, passando de 47,9 pontos para 50,1 pontos.

Desde maio, os empresários industriais do Sul não se sentiam confiantes. Entre o fim de abril e o início de maio, o Rio Grande do Sul foi atingido por enchentes que prejudicaram a atividade econômica.

Em agosto, a confiança também cresceu nas indústrias de Centro-Oeste (+1,8 ponto), Sudeste (+1,6 ponto), Norte (+0,7 ponto) e Nordeste (+0,4 ponto). A melhora no Sudeste foi suficiente para que o ICEI ultrapassasse a linha divisória de 50 pontos, na região. Agora, os empresários das cinco regiões do país demonstram otimismo.

Mais setores da indústria estão confiantes
Na passagem de julho para agosto, o indicador que mede a confiança dos empresários de 29 setores industriais avançou em 19, caiu em oito e não mudou em dois. Em quatro setores, a melhora foi suficiente para que o ICEI cruzasse a linha divisória de 50 pontos, o que sinaliza confiança. São eles:

Produtos de minerais não-metálicos (+ 5,3 pontos);
Vestuário e acessórios (+ 4,2 pontos);
Produtos de material e plástico (+ 3,9 pontos).
Madeira (+ 2,2 pontos).
Com isso, 22 setores da indústria demonstram confiança e sete registram falta de confiança.

Amostra do ICEI setorial
A CNI consultou 1.797 empresas, das quais 696 de pequeno porte, 658 de médio porte e 443 de grande porte, entre 1° e 9 de agosto de 2024.

SC pode aumentar produção de milho em 1 milhão de toneladas sem expandir área plantada

Santa Catarina Pode Aumentar Produção de Milho em 1 Milhão de Toneladas Sem Expandir Área Plantada
Santa Catarina tem a capacidade de incrementar sua produção de milho em 1 milhão de toneladas anuais, sem necessidade de expansão da área cultivada, caso adote melhorias no manejo. Esta conclusão decorre de um estudo realizado pela Epagri, em colaboração com a equipe FieldCrops da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente, a produtividade média de milho no estado é de 6,9 toneladas por hectare.

O estudo revela que, com a implementação de técnicas aprimoradas em seus 246 mil hectares de cultivo de milho, o estado pode aumentar a produção em 1,04 milhão de toneladas por ano. "O estudo destaca como podemos explorar essas lacunas de produtividade para ampliar, de maneira sustentável, a produção catarinense de milho", explica Leandro Ribeiro, pesquisador do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Epagri/Cepaf) e coordenador da pesquisa.

Desenvolvimento Sustentável
O projeto, denominado Potencial e Lacunas de Produtividade do Milho em Santa Catarina (GYGAS Milho SC), investigou os fatores que limitam o aumento da produtividade do grão. Durante três anos, pesquisadores e extensionistas avaliaram a capacidade produtiva do estado sem a necessidade de expandir a área cultivada, identificando os métodos para alcançar esse potencial.

O estudo integra o Global Yield Gap Atlas (GYGA), um protocolo global com a participação de mais de 70 países, sendo liderado pela Universidade de Nebraska (EUA) e pela Universidade de Wageningen, da Holanda.

Identificação das Lacunas
Conduzida nas safras 2020/2021 e 2021/2022, a pesquisa monitorou 293 lavouras de milho em 42 municípios de Santa Catarina. Os dados coletados sobre práticas de manejo, características do solo e produtividade permitiram a identificação de fatores que diferenciam as lavouras de alta e baixa produtividade.

Paralelamente, os pesquisadores realizaram experimentos de campo utilizando o modelo de simulação Hybrid-Maize para estimar o potencial produtivo nas principais regiões produtoras do estado. Foram considerados dados climáticos e de manejo das culturas para projetar a capacidade produtiva do milho.

Impacto da Data de Semeadura
O estudo determinou que a semeadura realizada entre 1º de setembro e 1º de outubro resulta em produtividades superiores a 12 toneladas por hectare. "Semeaduras antes de 31 de agosto estão sujeitas a perdas de produtividade de 200 kg por hectare por dia de antecipação, devido à possibilidade de geadas e patógenos do solo", afirma Leandro Ribeiro. Já semeaduras após 2 de outubro resultam em perdas de 120 kg por hectare a cada dia de atraso.

Densidade de Plantas e Correção da Acidez
A pesquisa também destaca a importância da densidade de plantas e da correção do pH do solo. Uma densidade média final de 73 mil plantas por hectare é ideal para altas produtividades. Além disso, a correção adequada do pH do solo é crucial; a cada 0,1 unidade abaixo de 5,5, a produtividade de grãos é reduzida em 489 kg por hectare.

Adubação e Manejo de Pragas
A pesquisa identificou que doses adequadas de nitrogênio, fósforo e potássio são essenciais para altas produtividades. Para o nitrogênio, doses superiores a 186 kg/ha são recomendadas. Em relação ao fósforo e potássio, doses de cerca de 125 kg/ha e 118 kg/ha, respectivamente, maximizam a produtividade. A cigarrinha-do-milho, principal praga identificada, deve ser controlada precocemente para evitar perdas significativas na produtividade.

Diretrizes para Aumento de Produção
Os resultados do estudo são fundamentais para aumentar a produção de milho em Santa Catarina, que é vital para as cadeias produtivas de proteína animal. Em 2023, a demanda catarinense de milho foi estimada em 8,2 milhões de toneladas, enquanto a produção foi de 3,4 milhões de toneladas. O estudo sugere que as regiões com maior potencial de produtividade são Major Vieira, Canoinhas e Campos Novos, enquanto o Sul Catarinense apresenta menor potencial.

Iniciativas e Aplicações Práticas
O projeto também levou a iniciativas como o Programa Plantabilidade Legal da CooperAlfa, que visa difundir boas práticas de semeadura. Desde 2023, a CooperAlfa tem orientado produtores sobre técnicas que melhoram a densidade de plantas, sem necessidade de investimentos adicionais significativos.

Mario Honaiser, um dos produtores participantes do projeto, ajustou seu manejo e viu melhorias na produtividade ao adaptar o espaçamento das linhas de plantio e a correção do pH do solo. “A correção da acidez do solo e a adoção de tecnologias apropriadas têm sido essenciais para melhorar a produtividade das minhas lavouras”, conclui Mario.

O estudo e as suas implicações para a prática agrícola são agora amplamente divulgados e recomendados para os produtores de Santa Catarina, com o apoio contínuo da Epagri e de cooperativas regionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Evento exclusivo organizado pelo Sinditrade discute o sucesso da importação em Itajaí

O Sinditrade, em parceria com o Senac Itajaí, realiza na próxima segunda-feira (26), às 19h, uma roda de conversa para debater os bastidores do comércio exterior em Itajaí, destacando como o município se tornou o maior importador do país, mesmo com seu porto fora de operação. O evento exclusivo será realizado no Espaço Lounge do Absolute Business, em Itajaí, e reunirá empresários e profissionais do setor para discutir as estratégias que levaram a cidade ao topo, mesmo em tempos desafiadores.

Durante a conversa, os participantes terão a oportunidade de entender como Itajaí conseguiu se destacar no cenário nacional, explorando a inteligência estratégica que impulsionou o município a se tornar um dos maiores polos importadores do Brasil. Além disso, será uma chance única de conexão entre empresários que estão em busca de inovação e novos talentos para suas empresas.

"Queremos mostrar que o comércio exterior não se limita apenas à logística. Há uma inteligência envolvida que atrai investimentos e gera empregos, contribuindo para o crescimento econômico não apenas de Itajaí, mas de toda Santa Catarina. É fundamental que o poder público, universidades e a sociedade estejam conscientes e apoiem esse movimento," destaca Alfredo Pinto, secretário geral do Sinditrade.

Ao final da conversa, os participantes serão convidados a um café, onde poderão continuar a troca de ideias em um ambiente mais informal e propício ao networking.

Entre em contato com o Senac Itajaí ou o Sinditrade para saber mais.

ANEEL define reajuste tarifário da Celesc abaixo da inflação com impacto médio de 3,02%

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou nesta terça-feira, 20 de agosto, o reajuste anual da Celesc. O efeito médio ao consumidor ficou em 3,02%, abaixo da inflação de 4,50% do período (IPCA).

Para os consumidores do Grupo A, que representam as indústrias e grandes empresas com fornecimento em alta tensão, o reajuste foi ainda menor, apenas 0,75%, mantendo a competitividade do setor industrial de Santa Catarina pelo segundo ano consecutivo.

Para os consumidores do Grupo B, que incluem as residências, pequenos comércios e consumidores rurais conectados em baixa tensão, o reajuste foi de 4,19%, um patamar controlado e abaixo dos índices de inflação, garantindo que o impacto seja o menor possível para esses consumidores.

A tendência é que a tarifa da Celesc continue figurando entre as menores para as empresas com mais de 500 mil unidades consumidoras à medida que as demais distribuidoras comecem a anunciar seus reajustes.

“Comparando com as outras concessionárias com mais de 500 mil consumidores continuaremos com uma das tarifas mais baixas do País. É uma prova de que a Celesc está no caminho certo, sendo uma empresa cada vez mais forte e eficiente,entregando energia com qualidade e um preço justo”, destaca o presidente da Companhia, Tarcísio Estefano Rosa, ressaltando que as tarifas para o setor produtivo continuam baixas. “Esse cenário favorável contribui para a redução de custos das empresas, atrai investimentos e fortalece o desenvolvimento econômico da região, beneficiando toda a cadeia produtiva do estado de Santa Catarina.

Para os consumidores residenciais a notícia também é positiva, pois nos últimos anos o reajuste da tarifa residencial da Celesc (os consumidores residenciais representam 80% do total de clientes) permanece em patamar inferior ao dos dois principais índices de inflação: IPCA e IGP-M. Acompanhe o gráfico abaixo:

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As novas tarifas entram em vigor a partir de 22 de agosto de 2024 considerando toda a área de concessão da empresa. Entre os itens que mais impactaram no processo de reajuste anunciado pela ANEEL estão os custos com a compra de energia e os componentes financeiros do ciclo anterior.

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“É importante esclarecer ao consumidor que o valor que ele paga na sua conta de luz não fica integralmente com a Celesc. A maior parte desse recurso nós apenas repassamos, como os custos para a compra de energia, despesas de transmissão, encargos setoriais e os tributos, por exemplo. Na prática, a cada R$ 100 pagos pelo cliente, apenas R$ 16,40 fica com a Companhia”, explica a diretora de Gestão de Energia e Regulação, Pilar Sabino.

Esse valor destinado à atividade da distribuição de energia, a chamada Parcela B, é o valor que a Celesc recebe para pagar sua força de trabalho, para manter e operar todo o sistema elétrico, realizar investimentos em novas redes de energia, subestações e linhas representou apenas 0,55% do efeito médio do reajuste, conforme demonstrado acima.

Desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda

O destaque também ficou por conta do Grupo A, que representa as indústrias e grandes empresas, que vem percebendo um reajuste abaixo da média pelo segundo ano consecutivo, fato importante para a nossa indústria, pois uma tarifa industrial módica permite a redução dos custos das empresas, o aumento da sua competitividade, estimula também na atração de investimentos para a nossa concessão além de promover o desenvolvimento econômico ampliando o poder de consumo e a economia do nosso estado, além de gerar empregos fortalecendo as diretrizes da política de governo de Santa Catarina.

“Essa boa notícia contribui para a atração de novos investimentos, reforçando o crescimento econômico sustentável dentro da nossa área de concessão. Ao promover um ambiente favorável para o desenvolvimento industrial, geramos mais empregos, ampliamos o poder de consumo e fortalecemos a economia do nosso estado”, ressaltou o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa.

Em 2023 ocorreu uma redução tarifária de 0,81% e em 2024 apenas 1,18% de reajuste. Este fato decorre da maior exposição do grupo A aos Encargos Setoriais e ao Transporte de Energia (itens que tiveram redução), incluindo os componentes financeiros relacionados a esses itens.

Santa Catarina é o segundo estado mais competitivo do Brasil, avalia CLP

Pela nona vez consecutiva, Santa Catarina é o segundo estado mais competitivo do Brasil, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados de 2024, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com Seall e Tendências Consultoria. Todos os resultados do levantamento serão apresentados no evento de lançamento do ranking, no dia 21 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

 

O ranking consolida o resultado com base em pilares estratégicos para avaliar o desempenho dos estados. Santa Catarina, assim como em 2023, é líder geral nos pilares capital humano, segurança pública e sustentabilidade social. O estado também ocupa a terceira posição em eficiência da máquina pública, infraestrutura e inovação. Além disso, é o sétimo colocado em solidez fiscal.

 

Segundo levamento da organização, todos os estados do Sul estão no top 10 da classificação. O segundo melhor colocado deles é o Paraná, que está em terceiro na lista nacional, resultado que mantém pelo quarto ano seguido. O estado está em primeiro lugar em segurança ambiental (repetindo 2023), em segundo lugar em eficiência da máquina pública e em quarto em infraestrutura.

 

Já o Rio Grande do Sul é o quinto colocado no ranking nacional, que é na prática a sua melhor posição registrada desde 2016. Em comparação com 2023, o estado se manteve em primeiro lugar no pilar eficiência da máquina pública. Além disso, avançou duas posições em segurança pública e agora tem o terceiro lugar geral neste quesito. Ao analisar a série histórica de 2016 até 2024, o estado subiu quatro posições na média da lista.

 

O ranking

 

Na décima terceira edição consecutiva do Ranking de Competitividade dos Estados, a avaliação das 27 unidades federativas foi feita a partir de 99 indicadores, distribuídos em dez pilares temáticos considerados fundamentais para a promoção da competitividade e melhoria da gestão pública dos estados brasileiros: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

 

"A cultura de tomada de decisão a partir de evidências pode tornar o setor público brasileiro muito mais eficiente. O ranking é uma ferramenta primordial quando falamos de efetividade de políticas públicas formuladas a partir de diagnóstico, indicadores consolidados e análise de desempenho. É uma iniciativa que leva o setor público a tomar, cada vez mais, as decisões com base em informações e, cada vez menos, em opiniões”, destaca Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.

 

Ranking de Sustentabilidade dos Estados

Realizado pelo CLP pelo terceiro ano consecutivo, o Ranking de Sustentabilidade dos Estados é uma adaptação do Ranking de Competitividade dos Estados a partir dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas (ONU, 2015), bem como critérios ESG (environmental, social and governance) chancelados pela União Europeia (EU, 2020) para valorização das boas práticas ambientais, sociais e econômicas dos Estados.

 

Analisando os dados ESG, os estados da região ocupam posições de desataque: Paraná (2º), Santa Catarina (3º) e Rio Grande do Sul (6º).

 

Já em ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), a região resultados semelhantes: Paraná (2º), Santa Catarina (3º) e Rio Grande do Sul (7º).

 

Os dois rankings de sustentabilidade – ODS e ESG – são independentes entre si. Cada um deles traz uma abordagem e, por consequência, uma contribuição diferente para os governos e organizações. Os dados completos também serão apresentados no evento em Brasília e a, a partir do dia 21, vão ficar disponíveis do hotsite do CLP.

 

Sobre o CLP

O Centro de Liderança Pública (CLP) é uma organização suprapartidária que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil. Há 16 anos, defende um Estado Democrático de Direito eficiente no uso de seus recursos e constituído sobre princípios republicanos.

Imóvel de R$ 17 Milhões agita o mercado imobiliário em SC

Com uma das melhores valorizações imobiliárias do país e exuberantes belezas naturais, a cidade de Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, foi escolhida para receber o Edify One, empreendimento de alto padrão que marcou a entrada da NR Sports, responsável pelo gerenciamento de imagem do atleta Neymar Jr., no setor de imóveis. Um dos imóveis de destaque do empreendimento é uma das unidades “topview”, avaliada em R$ 17 milhões. Situado no 38º andar, o apartamento possui 380m² de área privativa, seis vagas de garagem adequadas para veículos esportivos de luxo, incluindo pontos de carregamento para carros elétricos. O imóvel conta ainda com cinco suítes, sendo a master com banheira e closet.

“Todos os apartamentos do Edify One terão uma vista panorâmica espetacular do litoral, um amplo espaço privativo e um design sofisticado que proporcionará conforto e sofisticação inigualáveis, mas a unidade Topview é ainda mais impressionante pelas suas proporções. Além disso, a valorização imobiliária de Itapema, que é uma das melhores do país e está acima da média nacional, tem feito com que investidores de todo o país mirem na cidade, assim como fez a NR Sports ao adquirir o terreno onde hoje está sendo construído o empreendimento”, afirma Manoela Cristina Passos Legarrea, diretora da Edify Construtora.

Entre as inovações tecnológicas do Edify One, destaque para o sistema de segurança monitorado por inteligência artificial, um inovador sistema Building Maintenance Unit (B.M.U.) para limpeza de fachadas e barramentos blindados para transmissão de energia elétrica. O empreendimento inclui diversas comodidades de luxo, como piscina de transbordo, piscina aquecida, academia com vista panorâmica assinada pela arquiteta Patricia Totaro, salões de festas, sala de jogos, pub com sacada, wine room e espaço kids. A academia oferecerá equipamentos de última geração e um layout que integra a natureza e estimula o bem-estar, ocupando um espaço privilegiado com vista para a praia de Itapema.

Valorização imobiliária

Itapema registrou um crescimento de 19,58% na valorização dos imóveis em 2023, sendo a cidade brasileira com a maior valorização imobiliária do ano, conforme divulgado pelo Índice FipeZap. Este robusto mercado imobiliário, aliado a novos investimentos em infraestrutura turística e desenvolvimento urbano, impulsionou a construção de empreendimentos de alto padrão como o Edify One, da Construtora e Incorporadora Edify, resultado da união de experientes empresários do ramo da construção civil e imobiliário que visa trazer inovações ao mercado catarinense.

Sobre o Edify One

A Construtora e Incorporadora Edify nasceu da união de experientes empresários do ramo da construção civil e imobiliário com o objetivo de trazer inovações ao mercado catarinense, em franco crescimento, além de oportunidades de investimentos de alto potencial de rentabilidade e produtos de excelência que aliem conforto, tecnologia e sustentabilidade, para férias ou moradia. Por meio da sociedade de diversas empresas, Bumaji Participações, Duo + Participações(TRIAD Construções e Incorporações e MWR Empreendimentos), Feitosa Participações  (Morart Imóveis e Arteprojeto) e  a NR Sports (dona do terreno e sócia), a construtora apresenta o empreendimento Edify One na categoria de alto padrão em frente ao mar da cidade catarinense de Itapema, que está no topo do ranking de valorização imobiliária com altos índices de desenvolvimento, além de atrativos variados, belezas naturais, praias, serviços e localização privilegiada. 

Mais informações: https://edifyone.com.br

Mercado imobiliário em alta em SC: construtora comemora crescimento de 162% em comparação com 1º semestre de 2023

O litoral norte de Santa Catarina ganha cada vez mais destaque pelo mercado imobiliário, um dos mais pujantes do país. E não é para menos. Além de as cidades da região, especialmente Itapema e Porto Belo, terem se tornado um verdadeiro canteiro de obras, com construções por todos os lados, o mercado competitivo segue rendendo resultados positivos e atraindo construtoras de todo o Brasil.

 Foi o caso, por exemplo, da Conrado Empreendimentos. Natural do Paraná, em 2019 a construtora percebeu o potencial da Costa Esmeralda e expandiu os negócios. Nos últimos anos lançou quatro empreendimentos na região, sendo um em Itapema e três em Balneário Perequê.

 Mais recentemente, em junho deste ano, apresentou ao mercado o novo projeto, o Maori Home, que alia tradição e o contemporâneo ao enaltecer as singularidades da cultura maori, uma das mais fascinantes da terra, levando um pedaço da Nova Zelândia para Balneário Perequê.

 Os novos projetos, a reestruturação da empresa, incluindo a renovação da marca, a maior conexão do comercial com os profissionais do mercado imobiliário, e o frequente protagonismo da região fizeram a Conrado alcançar uma marca histórica. Somente de janeiro a junho de 2024, a construtora fechou o equivalente a todas as vendas do ano passado, atingindo um crescimento de 162% em comparação ao primeiro semestre de 2023.

 “Apesar de muito competitivo, o mercado imobiliário de Porto Belo e Itapema segue aquecido. Afinal, os olhares de todo o Brasil estão voltados para a região que se tornou uma das mais disputadas do país. Para se destacar no mercado, nós criamos uma conexão maior com os corretores e imobiliárias, e buscamos diferentes estratégias, especialmente, o lançamento de empreendimentos com diferenciais e inovações”, explica Kátia Nascimento, diretora comercial da Conrado.

 A tecnologia como diferencial

A empresa, por exemplo, é uma das únicas a utilizar recursos tecnológicos como o concreto protendido, um tipo de material mais resistente à tração que reduz a quantidade de vigas em até 70% e aumenta a amplitude dos espaços nos empreendimentos de alto padrão.

 Em comparação ao material convencional, esta tecnologia apresenta vantagens como a construção de edificações de mais qualidade com maior produtividade, em menor tempo, com melhor custo-benefício, além de reduzir fissuras e rachaduras. Um dos principais diferenciais do método são os maiores vãos entre os pilares.

 Um dos lançamento da Conrado, o Pallazo Reale, localizado em Balneário Perequê, é construído com laje protendida. Desta forma, os apartamentos terão cômodos amplos, ambientes mais flexíveis e esteticamente mais arejados pela redução significativa dos pilares que ficariam aparentes.

 Outra solução implementada pela construtora é o CUBO, sistema integrado ao elevador com capacidade para armazenar e distribuir energia elétrica para as áreas essenciais do prédio por até um dia, o equivalente a 100 viagens de elevador. A tecnologia consegue ainda absorver a energia cinética, proveniente das frenagens do elevador, como em um carro elétrico, o que resulta em até 50% de economia com energia elétrica.

 Adicionalmente, também é capaz de armazenar a energia que vem de fontes alternativas, reduzindo o consumo e os gastos do edifício. A energia solar armazenada durante o dia pode ser utilizada durante a noite ou em uma falta de energia elétrica da concessionária. A solução é projetada levando em conta os objetivos dos moradores e custos do sistema, além de ser sustentável.

 No último lançamento, o Maori Home, a Conrado priorizou outra prática que busca preservar o meio ambiente. A biofilia, uma tendência cada vez mais forte na construção civil, incorpora elementos naturais aos espaços construídos para proporcionar conforto, relaxamento e bem-estar aos moradores. Entre os materiais mais utilizados estão plantas, água, pedras e produtos orgânicos.

 “A Conrado está sempre em busca de novas alternativas para facilitar o dia a dia, trazendo mais bem-estar e qualidade de vida aos clientes. Em uma região como a Costa Esmeralda, um empreendimento com estes elementos não é apenas um diferencial, mas cada vez mais uma prioridade para os clientes”, destaca Kátia Nascimento, diretora comercial da Conrado Empreendimentos.

PortosRio registra crescimento de 23% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2024

No primeiro semestre de 2024, a PortosRio alcançou um expressivo aumento na movimentação de cargas, totalizando 36,7 milhões de toneladas. Este volume representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2023. O resultado positivo é atribuído ao desempenho dos Portos de Itaguaí e do Rio de Janeiro, que apresentaram crescimento de 22% e 28,4%, respectivamente.

O Porto de Itaguaí movimentou 30 milhões de toneladas entre janeiro e junho deste ano, com destaque para o minério de ferro, que atingiu 27 milhões de toneladas, um aumento de 22,5% em relação ao mesmo período de 2023. Atualmente, o porto detém 14,5% de participação na movimentação nacional de minério de ferro, consolidando-se como a terceira maior instalação portuária no manejo dessa commodity, que é a principal carga da pauta exportadora do Brasil.

O Porto do Rio de Janeiro movimentou 6,7 milhões de toneladas, com destaque para a carga conteinerizada, que somou 5 milhões de toneladas, representando um crescimento de 53,9% em comparação com o primeiro semestre de 2023. A movimentação de contêineres no porto alcançou a marca recorde de 430.089 TEUs, um aumento de 64,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em nível nacional, a movimentação da PortosRio no primeiro semestre de 2024 corresponde a 15,8% do total movimentado nos portos públicos do Brasil e 5,7% de todo o setor aquaviário, incluindo terminais privados.

Os dados são do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), divulgado em 11 de agosto. O Painel Estatístico da ANTAQ está disponível para consulta no site da agência, oferecendo dados detalhados sobre transporte de longo curso, cabotagem, vias interiores e movimentação portuária. O painel pode ser acessado pelo link: https://web3.antaq.gov.br/ea/sense/index.html#pt 

A PortosRio também disponibiliza em seu site um dashboard com dados atualizados mensalmente sobre a movimentação dos portos sob sua administração. Essas informações podem ser acessadas através deste link: https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiYjVlNzNlYTgtYzZjMi00ZmNkLTg1MjgtNjVjYTVhYjZiMTBhIiwidCI6IjI4NGRhOGQxLTBiMTItNGIwMy1iMTZlLWNmNTM3ZmMwZGRlNyJ9   

Movimento do Complexo Portuário de Imbituba cresce 12% no acumulado do ano

A SCPAR, Autoridade Portuária do porto organizado de Imbituba, em sua trajetória de resultados expressivos, concluiu os primeiros sete meses do ano com números históricos. Em relação ao mesmo período de 2023 houve um crescimento de 12% na movimentação de cargas, somando cerca de 5 milhões de toneladas e recorde histórico de produtividade para o acumulado do ano.

Os resultados demonstram que o Porto de Imbituba continua em franca evolução e no caminho certo para a consolidação de sua expansão operacional.

Para o Secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias – SPAF, Ivan Amaral, “Este é um resultado muito importante para o Porto de Imbituba. Os números expressam todo um trabalho coletivo que vem contribuindo para o desempenho logístico de Santa Catarina e também para a economia da região Sul Catarinense”, afirma.

“Este resultado é motivo de celebração para toda a cadeia logística e portuária do Estado de Santa Catarina e reflete o esforço da comunidade portuária de Imbituba, cujo trabalho tem sido motor desses patamares de crescimento, ao mesmo tempo em que o olhar estratégico do Estado busca tornar realidade medidas e obras estruturantes que vão permitir a continuidade de atendimento da demanda crescente pela utilização deste Porto”, avalia o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Urbano Lopes de Sousa Netto.

No que diz respeito ao fluxo de embarcações, de janeiro a julho de 2024, atracaram 190 navios no Porto de Imbituba, aumento de 13% em relação ao mesmo período de 2023.

Em julho constatou-se uma manutenção no fluxo comercial de movimentações de cargas do Porto, com um declínio no número de embarques em relação ao mês anterior (-18%) e também em relação ao mesmo período de 2023 (-22,6%), com os embarques sendo o principal curso dos produtos que passaram pelo Porto. Já os desembarques tiveram decréscimo em julho (-29%), se comparados ao mês de junho de 2024 e uma leve redução (-7,3%) em relação a julho de 2023.

Dentre todo fluxo comercial de cargas do Terminal de Imbituba (embarques e desembarques), os maiores volumes operados no mês de julho foram o coque de petróleo, o açúcar, os contêineres, o farelo de milho e o sal. Como destaque no fluxo de cargas, a movimentação de mais de 128 mil toneladas de açúcar (granel), aumento expressivo (+156%) em relação a junho do presente ano.

De janeiro a julho de 2024, a liderança das exportações (52% do total) vem acompanhada de alta de 13% na tonelagem enviada ao exterior, se comparado ao realizado no mesmo período de 2023. Em contrapartida, as importações garantiram a fatia de 38% das operações com cargas no Porto de Imbituba, com aumento de 19 % na comparação com o mesmo período de 2023.

Em referência à cabotagem, navegação entre portos do mesmo país, a mesma representou 9,2% da movimentação do Porto no acumulado de janeiro a julho, indicando uma redução de (-15,8%) na quantidade de cargas em relação ao mesmo período do ano passado.

Os granéis sólidos representaram mais de 4 milhões de toneladas no acumulado do ano, crescimento superior a 10% no comparativo com o mesmo período de 2023. Tais cargas (Granel sólido) representam 81,5% de toda a movimentação portuária, com especial relevância para o coque de petróleo que operou mais de 1,2 milhão de toneladas em 2024. No contexto geral, as maiores movimentações, dentro da rubrica granel sólido, foram de coque de petróleo, açúcar, sal, farelo de milho e fertilizantes.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Governo Federal), as operações de importação e exportação em Imbituba movimentaram mais de 1,2 bilhão de dólares, nestes primeiros sete meses de 2024, crescimento de 14,5% em relação ao mesmo período de 2023.

Joinville, Jaraguá do Sul e São José foram as cidades de SC líderes em geração de empregos em indústrias em junho

As cidades de Joinville, Jaraguá do Sul e São José foram as cidades líderes em geração de empregos na indústria de transformação no mês de junho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pela Fecam.

Em Joinville foram 3.089 pessoas novas pessoas admitidas em junho. Em Jaraguá do Sul, 1.617 e em São José 617.

Segundo o Caged, o setor foi o que mais gerou empregos em Santa Catarina de janeiro a junho deste ano.

Entre os empregos gerados, estão os de frigoríficos, confecções de roupas, fabricação de móveis, fabricação de embalagens e abates de aves, por exemplo.

A Fecam por meio do seu presidente, Kleber Wan-dall, acredita que os dados demonstram os esforços dos municípios na geração de empregos, o que impacta diretamente na qualidade do setor produtivo estadual.

Só para se ter uma ideia do protagonismo de Santa Catarina é o terceiro estado do Brasil que mais contratou no setor industrial, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Ao todo foram 35 mil pessoas admitidas no setor em junho.

O que é o Caged?
O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) é um sistema que registra as contratações e demissões de trabalhadores no Brasil. Ele é usado para acompanhar as estatísticas de emprego formal no país, ou seja, o número de empregos com carteira assinada.

A partir de janeiro de 2020, a maioria das empresas passou a usar o eSocial para enviar essas informações, substituindo o Caged. No entanto, alguns órgãos públicos e organizações internacionais ainda precisam usar o Caged.

Durante essa transição, para garantir que as estatísticas de emprego formal continuem precisas, o governo combinou dados do eSocial, do Caged e do Empregador Web. Esse novo sistema é chamado de “Novo Caged” e visa manter a qualidade dos dados sobre o mercado de trabalho.

Setor de serviços cresce 1,7% em junho e atinge patamar recorde

O volume de serviços no país avançou 1,7% em junho deste ano, na comparação com maio. Com o resultado, o setor atingiu o patamar mais alto da série histórica, iniciada em 2012.
Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foram divulgados nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor está 0,5% acima do patamar recorde anterior, registrado em dezembro de 2022, e 14,3% acima do nível pré-pandemia de covid-19, ou seja, de fevereiro de 2020.

Na comparação com junho do ano passado, o setor cresceu 1,3%. Também foram observadas altas nos acumulados do ano de 2024 (1,6%) e do período de 12 meses (1%).

As cinco atividades de serviços pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta de maio para junho: transportes (1,8%), informação e comunicação (2%), profissionais, administrativos e complementares (1,3%), outros serviços (1,6%) e serviços prestados às famílias (0,3%).

A receita nominal apresentou altas de 2,7% na comparação com maio deste ano, 6,3% em relação a junho de 2023, 5,8% no acumulado do ano e 4,9% no acumulado de 12 meses.

Safra de grãos deve chegar a 298,6 milhões de toneladas, diz Conab

O Brasil deverá produzir um total de 298,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2023/2024. A estimativa representa uma queda de 6,6% (ou 21,2 milhões de toneladas), na comparação com a safra anterior (2022-2023). Apesar da redução, o resultado, se confirmado, corresponderá à segunda maior safra já colhida no país.
De acordo com o 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta terça-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda se deve principalmente à perda na produtividade média das lavouras do país, decorrente de adversidades climáticas.

“O efeito de adversidades climáticas sobre o desenvolvimento das culturas, desde o início do plantio até as fases de reprodução das lavouras, provocou situações em que áreas com redução das chuvas desaceleraram o desenvolvimento das plantas, ocorrendo queda da produtividade ou em regiões com aumento da precipitação houve inundações nas áreas de cultivo, o que também tende a reduzir a produtividade”, diz o levantamento.

Com relação à área cultivada, houve um acréscimo de 1,5%, o que corresponde a 1,18 milhão de hectares a mais, na comparação com a safra passada. A Conab explica que os maiores crescimentos foram observados na soja (1,95 milhão de hectares), seguido do gergelim, algodão, sorgo, feijão e arroz.

“Já o milho total teve redução de 1,3 milhão de hectares, seguido do trigo e demais cultura de inverno”, acrescentou. A colheita do milho segunda safra está avançada, já seguindo para a finalização. A produção estimada é de 90,28 milhões de toneladas. Semeaduras feitas durante a janela ideal (entre janeiro e meados de fevereiro), obtiveram produtividades “dentro do esperado e até superiores às registradas na última safra”. Isso se deve principalmente à regularidade das chuvas durante o desenvolvimento da cultura.

“Exceções a esta situação ocorreram no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde veranicos ocorridos em março e abril, aliados a altas temperaturas e ataques de pragas, comprometeram o potencial produtivo do cereal”, detalhou a Companhia ao informar que houve também redução da área destinada ao plantio de milho na primeira e na segunda safra.

O total produzido no atual ciclo é de 115,65 milhões toneladas, número que corresponde a uma queda de 12,3%, na comparação com a temporada anterior.

Algodão, arroz e feijão
A produção estimada de algodão pluma é de 3,64 milhões de toneladas representa recorde na série histórica da Conab, e um aumento de 14,8% na produção. O resultado se deve às condições climáticas que favoreceram ao desenvolvimento da cultura. Também colaborou para este crescimento o aumento de 16,9% na área semeada

A colheita de arroz já foi finalizada. Segundo a estimativa da Conab, ela será de 10,59 milhões de toneladas, resultado 5,6% maior do que o volume obtido na safra anterior. O arroz irrigado deverá ficar em 9,74 milhões de toneladas, enquanto a do sequeiro está estimada em 844,8 mil toneladas.

“O aumento verificado é influenciado pela maior área cultivada no país, já que a produtividade média das lavouras foi prejudicada, reflexo das adversidades climáticas, com instabilidade durante o ciclo produtivo da cultura, em especial no Rio Grande do Sul, maior estado produtor do grão”, detalhou a Companhia.

Já no caso do feijão, as três safras da produção devem totalizar 3,26 milhões de toneladas, o que representa aumento de 7,3% na comparação com a safra anterior. A primeira já teve colheita finalizada (942,3 mil toneladas). A segunda safra, estimada em 1,5 milhão de toneladas, foi prejudicada por causa de fatores como falta de chuvas; temperaturas elevadas em alguns estados produtores; e pela incidência de doenças e da mosca-branca. A terceira safra deverá chegar a 812,5 mil toneladas

Soja e trigo
Principal grão cultivado no país, a soja deve fechar a atual safra com um total de 147,38 milhões de toneladas produzidas. O resultado representa uma queda de 4,7%, na comparação com o ciclo anterior.

“Nas áreas semeadas entre setembro e outubro, nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e na região do Matopiba [que compreende os estados do MT, TO, PI e BA], houve alterações no potencial produtivo das lavouras, com os baixos índices pluviométricos e as altas temperaturas, situações que causaram replantios e perdas de produtividade, diferente das áreas com lavouras mais tardias”, informou a Conab.

Destaque entre as culturas de inverno, o trigo já concluiu sua fase de semeadura na Região Sul, que é maior produtora do cereal no país, que responde por 85% da área cultivada. “No Rio Grande do Sul, após o atraso inicial da semeadura em razão do excesso de chuvas, teve o plantio concluído, assim como as áreas semeadas no Paraná. A expectativa é de uma redução de 11,6% na área destinada ao cereal, estimada em 3,07 milhões de hectares”.

Porto do Rio Grande é o quinto maior em movimentação de cargas no Brasil

Na quarta-feira, 7 de agosto, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) divulgou os dados de movimentação de cargas nos portos públicos brasileiros. Entre janeiro e junho de 2024, o Brasil movimentou um total de 231,6 milhões de toneladas, representando um crescimento de 8,37% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Somando-se aos portos privados, o volume total movimentado no Brasil chegou a 644,76 milhões de toneladas, um aumento de 4,28% em comparação ao primeiro semestre de 2023.

Entre os portos públicos, o Porto do Rio Grande foi o quinto maior em movimentação de cargas no semestre, com 12,4 milhões de toneladas. Este resultado é notável, especialmente considerando a tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em maio, impactando todos os setores do estado.

Além do porto público, o complexo portuário do Rio Grande conta com vários terminais privados, somando 18.531.991 de toneladas movimentadas no primeiro semestre de 2024.

“A Portos RS vem trabalhando desde sua criação para que os portos do Rio Grande do Sul sejam ainda mais competitivos no cenário nacional. Atualmente, somos responsáveis pela movimentação de 30% da economia gaúcha e é pelo Porto do Rio Grande que grande parte desse quantitativo ganha o mercado internacional”, comentou o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger. “Estar presente no ranking dos cinco portos que mais movimentaram no primeiro semestre é motivo de muito orgulho para todos nós e mostra que estamos caminhando dentro dos parâmetros balizadores rumo ao objetivo de nos tornarmos referência no Conesul”, completou.

Segundo a Antaq, o crescimento do setor foi impulsionado por cargas conteinerizadas e pelo aumento no transporte de granéis sólidos e líquidos. No primeiro semestre, as cargas conteinerizadas atingiram um recorde de 73,3 milhões de toneladas, um aumento de 22,72% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Primeiro lugar no Crescimento da Movimentação de Contêineres

Ainda no dia 7 de agosto, a Portos RS foi destaque na quinta edição do Prêmio Portos Brasil, ao ser condecorada em duas categorias: 1º lugar em Crescimento da Movimentação de Contêineres e 3º lugar em evolução do Índice de Gestão da Autoridade Portuária (IGAP). Este reconhecimento confirma a capacidade e competência dos Portos Gaúchos em impactar positivamente a economia do estado e do país.

Itapema e Porto Belo somam R$ 3,5 bilhões em vendas de imóveis no primeiro semestre de 2024

O município de Itapema, no litoral norte, segue dominando o mercado imobiliário catarinense. Segundo dados da plataforma DWV, que reúne informações de imóveis de todo o Brasil, no primeiro semestre de 2024 a cidade registrou a venda de 2.201 unidades, o que representa o valor total de R$ 2,4 bilhões. Na sequência, está a vizinha Porto Belo onde, de janeiro a junho deste ano, foram comercializados 971 imóveis, atingindo o acumulado de R$ 1,1 bilhão em negociações.
 
Completando a lista aparece Balneário Camboriú. Apesar do protagonismo do município no mercado imobiliário, com alguns dos lançamentos mais grandiosos do mundo, e seguindo com o metro quadrado mais valorizado do país, segundo o Índice FipeZap, as vendas desaceleraram em 2024. A cidade fechou o primeiro semestre com 295 unidades vendidas, o que totaliza R$ 936 milhões.
 
Na contrapartida de BC, está Itapema, onde as vendas só aumentam. Com o segundo maior preço médio de venda do país, a cidade encerrou o primeiro semestre com leve crescimento nas vendas, em comparação ao mesmo período de 2023, quando 2.132 imóveis foram vendidos. A expectativa é que 2024 apresente a melhor performance da história do município, já que a média de imóveis vendidos mensalmente já ultrapassa a de 2023.
 
Em Porto Belo, conforme os dados do app DWV, os números ainda não superam 2023, quando 1.061 unidades foram comercializadas. No entanto, algumas construtoras comemoram o desempenho. É o caso, por exemplo, da Conrado Empreendimentos que somente de janeiro a junho de 2024 já realizou o equivalente a todas as vendas do ano passado, atingindo um aumento de 162% em comparação ao primeiro semestre de 2023.
 
Com empreendimentos em Itapema e Porto Belo, a consolidação levou a empresa a mais um lançamento na região, o Maori Home. O projeto irá aliar a tradição e o contemporâneo ao enaltecer as singularidades da cultura maori, uma das mais fascinantes da terra, levando um pedaço da Nova Zelândia para Balneário Perequê, além de priorizar os conceitos da biofilia que integra a natureza aos ambientes.
 
“O mercado imobiliário de Porto Belo e Itapema segue aquecido. Alguns fatores são determinantes para isso: além das belezas naturais, o desenvolvimento dos municípios com a execução e anúncio de diversas obras tornam ainda melhor investir na região. O segundo semestre mal começou, mas esperamos que seja ainda melhor do que estes primeiros meses de 2024”, ressalta Kátia Nascimento, diretora comercial da Conrado.

 

Inflação em bares e restaurantes é maior que a de alimentos e bebidas pela primeira vez no ano

Os dados do IPCA, divulgados na última sexta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a inflação no setor de alimentação fora do lar foi de 0,39% no mês de julho, enquanto para alimentos e bebidas (principais insumos do setor), houve deflação de -1%. Apesar da diferença, o setor de bares e restaurantes mantém os preços em linha com o índice geral, que fechou em 0,38% no último mês.

Estabelecimentos do setor de bares e restaurantes têm optado por não repassar o aumento dos preços de forma integral. No acumulado do ano, os principais insumos apresentam uma alta de 3,65%, enquanto os preços nos estabelecimentos apontam um aumento de 2,76%.

A dificuldade em repassar o aumento dos insumos para os clientes traz consequências no desempenho das empresas. “Nesse cenário, o que observamos é que os empreendedores têm optado por reduzir as margens de lucro para manter o público, mesmo que isso dificulte algumas operações. Isso porque o setor apresenta dificuldades financeiras; 60% das empresas operaram sem lucrar no mês de julho”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

A dificuldade em repassar os preços afeta a maior parte dos estabelecimentos do setor. Segundo pesquisa da Abrasel de junho, 39% dos estabelecimentos não conseguiram aumentar os preços nos últimos 12 meses, enquanto para 51% foi possível fazer um reajuste conforme ou abaixo da inflação.

Fecomércio chega aos 76 anos sólida e em pleno desenvolvimento

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) completa 76 anos, neste sábado (10/8), consolidada como um pilar de desenvolvimento econômico e social no Estado, avançando em conquistas importantes para o setor que impulsiona o crescimento e a qualidade de vida dos catarinenses.
Fundada em 1948, a Fecomércio tem se dedicado a promover e defender os interesses dos comerciantes, prestadores de serviços e empresários do turismo em Santa Catarina. Ao longo dos anos, a Federação evoluiu, adaptando-se às mudanças econômicas e sociais, sempre com o objetivo de fortalecer o setor terciário e fomentar um ambiente de negócios próspero e dinâmico.

O setor de comércio, serviços e turismo, representado pela Fecomércio SC, hoje responde por aproximadamente 65% do PIB de Santa Catarina. Este crescimento tem sido impulsionado por políticas de incentivo e programas de desenvolvidos pela Federação.

Só nos dois últimos anos de gestão, a Fecomércio contabiliza R$ 153 milhões em investimentos, incluindo compra de equipamentos, ampliações e reformas de unidades e aquisições de imóveis para o Sesc e o Senac. Além disso, foi adquirido o primeiro imóvel para a Fecomércio, que fica em Gaspar, na antiga sede Canarinho.

— A melhoria contínua das nossas infraestruturas é uma prioridade para a Fecomércio SC. Modernizamos nossas instalações com o objetivo de proporcionar um ambiente mais confortável e funcional para nossos associados e a comunidade. Isso inclui a renovação de espaços e a aquisição de equipamentos modernos — destaca o presidente da entidade, Hélio Dagnoni.

Este ano, a Fecomércio também lançou a maior campanha de valorização do comércio, intitulada “Comércio Local é Legal”, que já teve a adesão de mais de 21 cidades de Santa Catarina por meio de seus sindicatos empresariais.

Ao incentivar a população a valorizar e apoiar os negócios locais, a iniciativa busca manter os recursos circulando dentro das nossas comunidades, gerando empregos e estimulando o empreendedorismo. Para a Fecomércio, apoiar o comércio local também significa investir na sustentabilidade econômica de Santa Catarina, garantindo que os pequenos e médios empresários continuem a prosperar e a oferecer produtos e serviços de qualidade.

Outro fato recente marcante foi a visita histórica ao Estado do presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros, em abril de 2024. Foi a primeira vez em 20 anos que um presidente da CNC realizou agendas em Santa Catarina, evidenciando a aproximação entre a atual gestão, que tem gerado frutos positivos.

— A vinda do presidente Tadros a Santa Catarina foi muito positiva, porque ele pôde ver de perto todos os investimentos que temos realizados no Sistema, seja no Sesc, Senac ou no fortalecimento dos sindicatos empresariais. A CNC, como entidade máxima de representação do comércio no Brasil, desempenha um papel crucial na defesa dos interesses do setor e essa aproximação é muito importante para nós — avalia Dagnoni.

Setor acumula números positivos

Nos últimos anos, a Fecomércio SC contribuiu para a criação de mais de 100 mil empregos diretos e indiretos no estado, fortalecendo a economia local e proporcionando melhores condições de vida para os catarinenses. Através do Sesc e Senac, instituições ligadas à Federação, foram realizados mais de 1 milhão de atendimentos e capacitações em diversas áreas, como saúde, educação, lazer e qualificação profissional. Essas iniciativas não apenas melhoram a empregabilidade, mas também elevam a qualidade dos serviços oferecidos no Estado.

A Federação também tem investido em projetos de inovação e sustentabilidade, como a implementação de práticas ecológicas nos estabelecimentos comerciais e a promoção de eventos e campanhas de conscientização ambiental. Essas ações refletem o compromisso da Fecomércio SC com um desenvolvimento econômico sustentável e responsável.

Outra frente de atuação tem sido o fortalecimento de eventos, feiras e seminários como uma estratégia eficiente para promover negócios e networking entre empresários, gerando oportunidades e movimentando a economia.

Perspectivas Futuras

Uma das principais prioridades da Fecomércio SC para os próximos anos é a inovação. Investir em tecnologia para modernizar processos e serviços será crucial para acompanhar as demandas de um mercado cada vez mais digitalizado e dinâmico. A entidade pretende ampliar o uso de plataformas digitais, facilitando o acesso dos associados a informações essenciais para o crescimento dos seus negócios.

A qualificação profissional também continuará sendo uma área de grande foco. Através do Sesc e Senac, a Fecomércio SC planeja expandir seus programas de capacitação, oferecendo cursos que atendam às novas exigências do mercado de trabalho. A formação de mão-de-obra qualificada não só aumenta a competitividade das empresas locais, mas também melhora a empregabilidade e a qualidade de vida dos trabalhadores catarinenses.

— Cada real investido pelo Sistema em programas de capacitação e melhorias de infraestrutura retorna multiplicado para a economia de Santa Catarina. Esses investimentos não apenas impulsionam o crescimento das empresas locais, mas também promovem a prosperidade das comunidades, gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico e social — ressalta o presidente Hélio Dagnoni.

Assim, a Fecomércio Santa Catarina chega aos 76 anos de história reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do Estado, preparada para enfrentar os desafios do futuro e continuar nossa missão de promover o crescimento do comércio, serviços e turismo catarinense.

Custo regulatório consome R$ 243,7 bilhões da indústria por ano, calcula CNI

O custo regulatório para a indústria foi estimado, em média, em 4,1% da receita líquida total do setor industrial, ou R$ 243,7 bilhões, em 2023, de acordo com Sondagem Especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O valor se refere aos gastos das empresas com adequação às normas às quais estão submetidas como atos processuais administrativos, como obtenção de licenças, autorizações e certificações obrigatórias; contratação de serviços terceirizados para o cumprimento de obrigações regulatórias; e adequação do sistema produtivo para atender às exigências regulatórias. Além disso também mede perdas por paralisações na produção devido a atrasos na concessão de licenças e alvarás.

“As regulações trabalhistas e a rotina fiscal para pagamento de tributos foram os temas mais apontados pelas empresas entre os principais geradores de custos no ano passado. A sondagem deixa claro como o custo regulatório compromete parte significativa da receita líquida das empresas. Adicionalmente, identificamos que o impacto é ainda mais pesado para pequenas empresas, pois o custo para atender à regulação representa uma parcela maior de sua receita líquida do que para as grandes empresas”, explica a gerente de Competitividade e Estratégia da CNI, Maria Carolina Marques.

Além do gasto para se adequar às normas, a CNI calcula que, em 2023, a indústria pagou R$ 150,1 bilhões, equivalentes a 2,6% da receita líquida em multas, penalidades, perda de mercadorias ou retrabalho decorrentes da não-conformidade com a regulação. Maria Carolina explica que as empresas que relataram maiores custos com não conformidades regulatórias são as que apontam maior dificuldade em localizar as regulações que precisam seguir e em entendê-las.

Quando as empresas não cumprem as normas regulatórias, elas são penalizadas com multas e podem sofrer outros prejuízos financeiros, tais como perdas de mercadoria, retrabalho, bloqueio de máquinas, paralisação da produção e outros custos associados a não conformidades com regulamentações.

Foram consultadas 1.564 das indústrias extrativa e da transformação, sendo 628 pequenas (10 a 49 empregados), 558 médias (50 a 250 empregados) e 378 grandes (250 ou mais empregados). E 324 empresas da indústria da construção, sendo 123 pequenas (10 a 49 empregados), 131 médias (50 a 250 empregados) e 70 grandes (250 ou mais empregados), entre 1º e 11 de março de 2024.

Tipos de custo regulatório:

• Custos com atos processuais administrativos (obtenção de licenças, autorizações, certificações obrigatórias);

• Custos com atrasos e/ou paralizações da produção, exclusivamente por atrasos em processos administrativos;

• Treinamento e capacitação de pessoal para atender às exigências regulatórias;

• Horas de trabalho de funcionários da empresa para cumprir demandas relacionadas à regulação (prestar informações, auditorias internas);

• Contratação de serviços fora da empresa para atividades relacionadas à regulação (jurídicos, contábeis e despachantes, consultorias técnicas);

• Adequação de espaço físico, tecnologia, máquinas e equipamentos, do produto, da embalagem e/ou do processo produtivo, devido a mudanças na regulação.

Setor farmacêutico e biocombustíveis gastam 6,8% da receita líquida para se adequar as normas
Pelo menos oito dos 30 setores da indústria pesquisados gastam mais de 5% de suas receitas líquidas, um ponto percentual acima da média do setor industrial. Os mais penalizados são: Farmacêuticos (6,8%); Biocombustíveis (6,8%); Extração de minerais não-metálicos (6,3%); Borracha (6%); Construção de Edifícios (5,6%); Madeira (5,4%); Minerais não-metálicos (5,4%); e Celulose e papel (5,4%).

Também gastam 5,7% de sua receita líquida a classificação Produtos Diversos, que incluem: lapidação de gemas (pedras preciosas e semipreciosas); fabricação de: artefatos de joalheria, bijuteria e semelhantes, de instrumentos musicais, de artefatos para pesca e esporte, de brinquedos, de instrumentos não-eletrônicos, a artigos ópticos, acessórios para segurança pessoal e profissional, placas, letreiros e painéis luminosos; e materiais para usos em medicina e odontologia.

5 em cada 10 empresários apontam regulações trabalhistas entre as maiores despesas
52% dos empresários consultados pela CNI afirmam que as regulações trabalhistas estão entre as três que mais consomem tempo e orçamento. O cumprimento da rotina fiscal para o pagamento de tributo e obrigações acessórias obteve 49% das respostas. As regulações ambientais são o terceiro tema com mais custo regulatório, com 37% das respostas.

63% das indústrias afirmam que a grande quantidade de regulações é um dos maiores desafios para o seu cumprimento
Para 63% das empresas um dos maiores desafios para se atualizar sobre questões relativas à regulação é a grande quantidade de regulações existentes. O segundo problema mais assinalado, por 39% dos industriais, são os conflitos entre regulações de diferentes órgãos e entidades, seguido por alterações sem previsão das regulações, assinalado por 36%

Custos regulatórios prejudicam a inovação para a maioria das empresas nos 30 setores pesquisados
O impacto da regulação na inovação é uma queixa de mais de 70% dos empresários dos setores de: Veículos automotores, reboques e carrocerias; Químicos exceto limpeza e perfumaria; Metalurgia; Móveis Em todos os demais setores, mais de 50% das empresas indicaram que a regulação prejudica a inovação.

71% das políticas industriais do mundo estão nas economias desenvolvidas, alerta CNI

A Nota Econômica 35, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que 71% dos mecanismos de incentivo à indústria, em 2023, estavam nas economias avançadas. Essas medidas consistiram em subsídios à produção doméstica, como, por exemplo, reembolsos fiscais, empréstimos ou garantias estatais e medidas de estabilização de preços. Entre os mecanismos mais usados pelo mundo desenvolvido também foram listados subsídios às exportações; estratégias de localização; barreiras à importação; e compras públicas. Em contraste, as economias emergentes usaram os mesmos mecanismos, mas em menor quantidade.

O estudo aponta que planos, programas e estratégias de China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Reino Unido, União Europeia e, em particular, a Alemanha, contam com um valor aproximado de US$ 12 trilhões, desde 2019, em recursos públicos para estimular o desenvolvimento de soluções verdes, inovação, aumento das exportações e ganhos de produtividade.

Para discutir as principais tendências em política industrial, a CNI, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) realizam o “Seminário Políticas Industriais no Brasil e no Mundo”. O evento será no dia 6 de agosto, na sede da CNI, em Brasília. As inscrições já estão abertas.

Entre os palestrantes estão a premiada professora do Institute for Innovation and Public Purpose (IIPP) da University College London, Carlota Perez, considerada “uma das cinco economistas que estão redefinindo tudo”; e a professora de Economia da University of British Columbia e cofundadora do Industrial Policy Group, Réka Juhász


Há mais de 2,5 mil políticas industriais em vigor no mundo
O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Rafael Lucchesi, lembra que há mais de 2,5 mil políticas industriais em vigor no mundo voltadas para fortalecer as indústrias dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, conforme mapeado pelo Fundo Monetário Internacional em 75 países.

“Temos que ficar alertas para o fato de que as grandes potências estão investindo recursos significativos para se manterem competitivas e se adaptarem às tendências atuais. Em outras palavras, assistimos a uma corrida global, que constrói as novas bases da indústria mundial, com iniciativas ligadas à descarbonização, transformação digital, saúde e vida, infraestruturas urbanas, econômicas e digitais, formação de recursos humanos qualificados e defesa e segurança nacional”, explica Lucchesi.

Segundo ele, as políticas industriais ganharam força mundo afora, principalmente no período pós pandemia e por iniciativa das economias avançadas, com investimentos vultuosos para reagir aos novos desafios tecnológicos e ambiental, em particular as mudanças climáticas.

“O Brasil ficou de fora da revolução da microeletrônica e isso nos tirou competitividade e nos fez dependentes do mundo em produtos de alto valor agregado. Agora, temos uma outra janela de oportunidade. A descarbonização é uma grande janela de oportunidade. A nossa política industrial precisa focar no futuro da economia, com continuidade, e ser uma política de Estado resistente às mudanças de governo”, avalia Lucchesi.

Conheça os mecanismos de incentivo à indústria mais comuns em 2023 no mundo
Subsídio à produção doméstica: reembolsos fiscais, subsídios diretos, empréstimos ou garantias estatais, medidas de estabilização de preços
Barreiras à exportação: proibições à exportação, imposição de tarifas, cotas, licenças de exportação e outras barreiras comerciais que dificultem o comércio com mercados externos
Subsídio à exportação: incentivos à exportação baseados em impostos, unidades exportadas, financiamento comercial e outras formas de financiamento à exportação
Investimento Direto Externo: imposição de requisitos para entrada e propriedade em mercados, bem como decisões de triagem de investimento direto externo
Barreira à importação: proibições a importações, tarifas, cotas, licenciamento de importação e outras barreiras comerciais relacionadas à importação
Estratégias de localização: incentivos ou requisitos para a localização da produção em determinada circunscrição, bem como medidas de compras públicas que exigem contrapartidas de conteúdo produzido localmente 
Compras públicas: políticas de contratações públicas que mudam práticas ou legislações de modo a favorecer fornecedores locais

SC tem nove entre as 30 empresas mais inovadoras do Sul em prêmio da Revista Amanhã

A Whirlpool é a catarinense mais bem colocada no concurso Campeãs de Inovação 2024, promovido pela Revista Amanhã. A indústria de Joinville está na segunda posição do ranking, entre as gaúchas Lojas Renner (1o) e Dell (3o). Os vencedores foram revelados nesta quarta-feira (7) através do canal do YouTube do Grupo Amanhã em um evento na Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), em Florianópolis.
Nos trinta primeiros lugares aparecem ainda a Nidec, de Joinville (8o), a BRF, que tem sede em Itajaí (10o), o Hospital Dona Helena, de Joinville (12o), o Grupo Tigre, de Joinville (14o), a Intelbras, de São José (22o), a Multilog, de Itajaí (25o), o Grupo Flexível, de Jaraguá do Sul (28o), e a Buschle & Lepper S/A, de Joinville (30o). Confira abaixo a lista completa.

Para participar do concurso, as empresas interessadas preencheram um questionário fornecido pela Revista Amanhã. A pesquisa é feita em inglês e adota o Innovation Management Index, ferramenta da metodologia do Global Innovation Management Institute (Gimi) aplicada pelo IXL-Center, de Cambridge, região metropolitana de Boston, nos Estados Unidos. O Gimi é uma organização global sem fins lucrativos criada por um time de executivos, acadêmicos e consultores especializados em inovação. 

No recorte por segmento, as empresas vencedoras foram: 

  • Cooperativas de Produção - Coopavel, seguida pela Lar, Frimesa, Cotrijal e Cocamar;
  • Ensino & Pesquisa - PUCRS/Tecnopuc, seguida pela Unisinos, UCS, Atitus Educação e Feevale, 
  • Estatais e Filantrópicas - Sanepar, seguida pela Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas da UFPR e Hospital Pequeno Príncipe);
  • Micro e Pequenas Empresas - Sirros IoT, seguida pela Hexacell Honeycomb, TerraMares Soluções Ambientais e Innovation Laboratório de Consultoria Empresarial, o AnLab)
  • Entidades Empresariais - Acate, seguida pelo Sindilojas Porto Alegre
  • Energia e Infraestrutura - CGT Eletrosul.

Metodologia do concurso

No questionário, os gestores revelam como a companhia trabalha aspectos como estratégia e recursos voltados à inovação. Em alguns dos questionamentos, é necessário que a empresa descreva com minúcia certos processos internos. No total, o estudo contempla seis dimensões (Resultados, Estratégia, Recursos, Cultura, Organização e Processos). 

A dimensão que possui maior peso é aquela que mostra os resultados para os negócios. 

Dez dicas para a geração Z se diferenciar na busca por uma vaga de emprego

O mercado de trabalho cada vez mais competitivo e as novas ferramentas usadas por recrutadores exigem que os jovens da geração Z estejam atentos e sejam pró-ativos na busca de diferenciação para a conquista de oportunidades. Coordenador do curso de Administração da Estácio São José, Eduardo Cechinel apresenta uma oficina sobre o tema na próxima quinta-feira, às 18 horas. O evento, aberto ao público e gratuito, é parte da programação do organizada pela instituição para marcar o início do semestre letivo. Durante o dia, alunos e não alunos poderão fazer um tour pela unidade para conhecer a estrutura oferecida e aproveitar descontos exclusivos.
A seguir, Cechinel lista 8 dicas para quem está em busca de visibilidade no mercado

Esteja presente no LinkedIn - a rede é uma ferramenta poderosa para sua carreira. Crie seu perfil e mantenha os dados completos e atualizados. Siga empresas onde você gostaria de trabalhar, monitore vagas e desenvolva as competências desejadas na descrição dessas oportunidades. O LinkedIn permite que você se conecte diretamente aos recrutadores e colegas de sua área, amplificando suas chances de ser notado. Capriche na sua apresentação, destacando características importantes para o mercado de forma clara e objetiva. Atenção à redação para causar uma boa impressão.
Compartilhe seus hobbies e interesses - Produza postagens sobre suas atividades extracurriculares. Inclua experiências de trabalhos voluntários, projetos escolares ou eventos que organizou. Esses detalhes mostram que você é uma pessoa multifacetada e comprometida.
Participe de eventos, conferências e workshops - a presença em eventos da sua área é essencial para um networking ativo. Construa uma rede de contatos profissionais que possam oferecer suporte e oportunidades de indicação.
Invista em cursos de aperfeiçoamento e especialização
Envolva-se em trabalhos voluntários - essa é uma oportunidade de enriquecer seu currículo e mostrar seu comprometimento com causas sociais.
Crie um portfólio online - especialmente em áreas como design, fotografia ou escrita, é possível mostrar seu trabalho e habilidades de forma visual e atraente.
Busque oportunidades de estágio e programas de trainee em empresas do seu interesse - essas experiências são valiosas para adquirir conhecimento prático, enriquecer a rede de contatos e abrir portas no mercado de trabalho.
Atenção ao currículo impresso - elabore o documento com as informações essenciais (nome, CPF, endereço, idade, telefone, e-mail e redes sociais), formação acadêmica e experiências profissionais. Em cada experiência, destaque as competências desenvolvidas, contribuições e desafios enfrentados. Liste idiomas que domina, cursos realizados e certificações obtidas. Não se esqueça de incluir seus gostos pessoais e hobbies, explicando por que você é a pessoa ideal para a posição desejada.
Distribua o currículo com inteligência - evite distribuir currículos impressos de forma aleatória em estabelecimentos comerciais, pois muitos acabam esquecidos. Use suas redes de contatos e indicações, construindo relacionamentos profissionais que possam abrir portas para novas oportunidades.
Quando a oportunidade surgir, esteja preparado - antes de uma entrevista de emprego, estudo o perfil da empresa contratante. Entenda as necessidades do empregador e prepare-se para mostrar como suas habilidades podem contribuir com o negócio.

Poupança tem saída líquida de R$ 908,6 milhões em julho

O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu, com o registro de mais saques do que depósitos no mês de julho. As saídas superaram as entradas em R$ 908,6 milhões, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central (BC).

Em junho, foram aplicados R$ 370,3 bilhões, contra saques de R$ 371,2 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 5,4 bilhões. O saldo da poupança é de pouco mais de R$ 1 trilhão.

O resultado negativo de julho contrasta com o do mês anterior, quando houve entrada líquida de R$ 12,8 bilhões na caderneta. Já em relação a julho do ano passado, houve melhora. Naquele mês de 2023, os brasileiros sacaram R$ 3,6 bilhões a mais do que depositaram na poupança.

No acumulado do ano, a caderneta tem resgate líquido de R$ 3,7 bilhões.

Diante do alto endividamento da população, em 2023 a caderneta de poupança teve saída líquida de R$ 87,8 bilhões. O resultado foi menor do que o registrado em 2022, quando a fuga líquida foi recorde, de R$ 103,2 bilhões, em um cenário de inflação e endividamento altos.

Juros
Os saques na poupança se dão porque a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. De março de 2021 a agosto de 2022, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete reuniões seguidas do Copom. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic, em uma sequência de sete reduções, de agosto de 2023 a maio de 2024. Desde então, nas duas últimas reuniões, o colegiado decidiu pela manutenção da Selic em 10,5% ao ano e já avalia a possibilidade de subir novamente os juros.

Em 2021, a retirada líquida da poupança chegou a R$ 35,49 bilhões. Já em 2020, a caderneta tinha registrado captação líquida – mais depósitos do que saques – recorde de R$ 166,31 bilhões. Contribuíram para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia da covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, depositado em contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal.

13,42 milhões de consumidores devem ir às compras na última hora, apontam CNDL/SPC Brasil

De acordo com o levantamento, 51% dos consumidores pretendem comprar o(s) presente(s) na primeira semana de agosto e 22% no mês de julho, enquanto 12% comprarão apenas nas vésperas do Dia dos Pais. No total, a data deve levar 110,9 milhões de brasileiros às compras, com uma movimentação de R$ 25,56 bilhões no comércio.

O Dia dos Pais se aproxima e o comércio deve ficar movimentado nos próximos dias. De acordo um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise, 13,42 milhões de consumidores devem comprar os presentes em cima da hora, ou seja, nestes dias que antecedem a data.

“O consumidor que deixa para a última hora tem menos tempo para pesquisar e negociar. Além disto, encontrar opções melhores e mais em conta de presentes. Por isso, o recomendado é, mesmo na pressa, estabelecer um limite para os gastos. O comércio está preparado para receber os clientes e a data traz uma importante movimentação para a economia”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Novas regras para importações do Mercosul são tema de evento na FIESC

O Mercosul tem novas regras para a comercialização de mercadorias entre países do bloco para simplificar o processo de certificação do regime de origem. No dia 26 de agosto, a gerência de internacionalização da Federação das Indústrias de SC (FIESC), realiza um seminário para indústrias catarinenses detalhando as normas. Desde o dia 18 de julho, entrou em vigor um conjunto de procedimentos sobre os requisitos que um produto deve suprir para ser considerado originário de um Estado Parte do Mercosul.

Esses requisitos são importantes porque determinam os impostos a que o produto será submetido, já que insumos e bens que tenham como origem os países do bloco e sejam importados por nações signatárias do acordo de livre comércio contam com uma tributação diferenciada. 

A expectativa dos profissionais de comércio exterior é que o novo regime de origem simplifique a regulamentação e ofereça mais segurança jurídica aos operadores, já que traz conceitos de definição de onde vem a mercadoria. As novas regras permitem a autocertificação pelos próprios exportadores, além do modelo já utilizado de emissão de certificado de origem por uma entidade habilitada. O modelo híbrido de prova de origem oferece mais flexibilidade às companhias exportadoras, agilizando e simplificando o processo.

FIESC promove curso sobre Incoterms no dia 26, com certificado da ICC

Essenciais para estabelecer os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador em uma relação comercial, os Incoterms estabelecem um conjunto padronizado de definições para facilitar a negociação. Para detalhar as regras e cada um dos Incorterms, a Câmara de Comércio Internacional (ICC), com apoio da Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza o curso online "Incoterms 2020 - As novas regras na prática e principais aprendizados após 4 anos em vigor" no próximo dia 26 de agosto. 

A ICC é a criadora das regras Incoterms e responsável por suas revisões e atualizações a cada 10 anos. O curso visa capacitar profissionais sobre as mudanças realizadas na versão 2020, a mais recente, e sua aplicação nos contratos de compra e venda e as limitações dessas regras.

Com 5 horas de duração, o curso será totalmente online e os participantes receberão um certificado de conclusão emitido pela ICC Brasil. Profissionais das indústrias catarinenses interessados em participar terão desconto exclusivo utilizando o cupom ICCFIESC no momento da inscrição.

SENAI/SC promove evento especial para mostrar laboratórios, cursos e metodologia

O SENAI/SC promove nesta quarta (7) e quinta (8) um evento especial para mostrar a estudantes, trabalhadores, indústrias e pessoas da comunidade seus laboratórios, cursos, metodologia de ensino e afins.

Quarenta e oito unidades do estado participarão do Mundo SENAI. Endereços neste link. A programação varia de acordo com a cidade. No geral, haverá palestras, exposições, visitações e interação com professores.

Em Florianópolis, às 10h30, na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), ocorrerá uma cerimônia para marcar a abertura oficial do evento em Santa Catarina e no país, já que o Mundo SENAI acontece em outros estados.

Os participantes acompanharão um bate-papo sobre carreiras industriais com Max Polastri, da área de recursos humanos da ArcelorMittal Vega, e Felipe Morgado, superintendente de educação profissional e superior do SENAI nacional.

CURSOS

Um dos destaques do Mundo SENAI será um feirão com cursos de aprendizagem, que mesclam aulas com trabalho remunerado em indústrias catarinenses. São 2,5 mil vagas no estado em áreas como eletrônica, automação, mecânica, tecnologia da informação, alimentos, energia e construção civil.

Estes cursos são destinados a jovens de 14 a 24 anos de idade. O aluno é contratado como jovem aprendiz pela indústria, que faz a seleção dos estudantes. O início das atividades, o formato, a duração e a carga horária também são definidos pelas empresas.

Os interessados têm duas maneiras de se candidatar. A primeira é procurando o SENAI mais próximo para saber se nele há algum curso programado (isto pode ser feito, inclusive, durante o Mundo SENAI). A segunda é se cadastrando neste link, para se colocar à disposição das empresas e aguardar a abertura do processo seletivo.

MSC Cruzeiros adiciona o navio MSC Splendida à temporada 2024/2025 na América do Sul

A MSC Cruzeiros anunciou a adição do MSC Splendida à sua programação de navios que navegarão pela América do Sul durante a temporada 2024/2025, tornando-se o sexto navio confirmado que realizará cruzeiros regulares pela região.
 
O MSC Splendida oferecerá embarques em Santos, no litoral paulista, para cruzeiros de sete noites com escalas em destinos encantadores, incluindo a capital argentina, Buenos Aires, Punta Del Este, no Uruguai, e Balneário Camboriú e Itajaí, em Santa Catarina. Também será possível embarcar em Itajaí.

Com a confirmação de um sexto navio para a temporada, os hóspedes agora têm mais de 120 opções de viagens para escolher na América do Sul com a MSC Cruzeiros, partindo de vários portos brasileiros como Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí e Paranaguá, fortalecendo ainda mais a posição da marca como líder de mercado. A Companhia continua trabalhando com governos locais, portos, parceiros e fornecedores para investir nesta importante região, que é muito relevante para a estratégia global da empresa.
 
O MSC Splendida partirá de Santos, todas às sextas-feiras, entre 13 de dezembro de 2024 e 21 de março de 2025.

Adrian Ursilli, Diretor Geral da MSC Cruzeiros no Brasil, comentou “Estamos empenhados em proporcionar aos nossos hóspedes ainda mais oportunidades de férias inesquecíveis e a chegada do MSC Splendida, o nosso sexto navio para a temporada 2024/2025, em dezembro, representa exatamente isso. Estamos oferecendo aos viajantes brasileiros o melhor em gastronomia, entretenimento, diversas opções de lazer e relaxamento, além de acomodações extremamente confortáveis, tudo em uma única viagem em diferentes itinerários, partindo do Brasil."
 
O moderno MSC Splendida é o navio perfeito para um itinerário pela América do Sul, oferecendo generosos espaços ao ar livre e instalações de última geração, incluindo entretenimento excepcional para toda a família com um amplo teatro, uma variedade de restaurantes que servem refeições sofisticadas de culinária internacional, piscina ao ar livre e piscina com teto retrátil, ideal para todas as condições climáticas, e um autêntico spa balinês.

A bordo, 75% das cabines possuem varandas com vistas panorâmicas do horizonte e dos destinos da região e, para aqueles que procuram um toque de luxo adicional, o navio conta com o exclusivo MSC Yacht Club – conceito de "iate dentro de um navio", que oferece um refúgio privativo de férias exclusivo com serviço de mordomo 24 horas, piscina, deck, restaurante e lounge exclusivo, além de instalações elegantes e acomodações luxuosas, com uma série de comodidades.
 

Sobre a MSC Cruzeiros 
Com sede em Genebra, na Suíça, a MSC Cruzeiros é a terceira maior marca de cruzeiros no mundo e líder de mercado na Europa, América do Sul, na região do Golfo e no sul da África, e com uma forte e crescente presença na América do Norte e no Extremo Oriente.
 
A frota da MSC Cruzeiros é composta por 22 modernos navios, além de outros três novos que estão previstos para serem lançados em 2025, 2026 e 2027.
 
A Companhia opera em mais de 100 países ao redor do mundo, oferecendo cruzeiros pelos cinco continentes, escalas em mais de 300 destinos e recebendo a bordo de seus navios mais de 180 nacionalidades diferentes.
 
A MSC Cruzeiros está firmemente comprometida em alcançar zero emissões líquidas de gases de efeito de estufa em suas operações marítimas até 2050.

Money Week reúne especialistas em finanças e empreendedorismo em Santa Catarina
A EQI Investimentos, que atua como corretora de investimentos desde julho de 2023, realizará dia 2 de agosto, no Expocentro Balneário Camboriú, a 10° edição da Money Week. O evento de investimentos, considerado um dos mais relevantes do mercado financeiro, reunirá grandes especialistas, CEOs, gestores, economistas e empreendedores, que compartilharão suas experiências e conhecimentos para quem deseja aprender a investir de forma estratégica. A EQI possui 11 escritórios pelo Brasil, sendo três deles em Santa Catarina: Itajaí, Chapecó e Florianópolis.
          Para esta edição, a EQI Investimentos já anunciou nomes como Andre Agassi, ex-campeão de tênis e número 1 do mundo; Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual; Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central; e Pedro Parente, ex-ministro do governo FHC e ex-presidente da Petrobras, hoje sócio-fundador da EB Capital. São mais de 40 palestrantes confirmados na Money Week que conduzirão uma jornada intensa de muito conteúdo e informação (confira outros palestrantes abaixo). O prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, também faz parte da programação e abordará a cidade como referência no turismo, mercado imobiliário e qualidade de vida, quesitos que atraem investidores de todo o mundo.
          Pela segunda vez consecutiva, a Money Week terá como sede Balneário Camboriú (SC). A edição deste ano contará com dois formatos: presencial e on-line, com transmissões das palestras e acesso aos conteúdos sobre empreendedorismo, decisões, crescimento pessoal e investimentos para quem adquirir o ingresso.
          Em números, a Money Week já se consolida como um dos eventos mais importantes no calendário do mercado financeiro nacional. Em 2023, cerca de 1, 8 mil pessoas participaram dos quatro dias de evento que contou com 20 estandes, 15 palestras e 40 convidados. Para 2024, a expectativa é de receber mais de 3,5 mil participantes, entre eles, CEOs, gestores, economistas e empreendedores.
          O evento já recebeu grandes nomes como Roberto Justus, Dan Cockerell, Luis Stuhlberger, Sergio Moro, Ricardo Amorim, André Esteves, Mansueto Almeida, Gustavo Cerbasi, Luiz Barsi e Carol Paiffer.
          “A Money Week é uma celebração do nosso crescimento e sucesso como empresa. Todos os anos, buscamos trazer conteúdos e insights à empresários e investidores com o propósito de transformar a vida das pessoas, criando uma relação de confiança e parceria com os nossos clientes. Por conta disso, nada mais justo do que reunir nomes de grande relevância para o mercado, onde poderão contar suas trajetórias de sucesso nos negócios”, comenta o CEO e fundador da EQI Investimentos, Juliano Custódio, que também estará presente no evento como palestrante. A programação completa está disponível no aqui.
 
Confira alguns dos palestrantes já anunciados na Money Week - 10ª Edição:
• Andre Agassi, ex-Campeão de Tênis e número 1 do mundo
• Roberto Sallouti, Ceo do BTG Pactual
• Pedro Parente, Managing Partner da EB Capital
• Gustavo Franco, sócio e sênior advisor da Rio Bravo Investimentos
• Professor Hoc, Cientista Político
• Tio Ricco, Finfluencer
• Fabricio Oliveira, Prefeito de Balneário Camboriú
• Rafael Zulu, ator e sócio-fundador do Grupo Tardezinha e Construtora Due
• Juliano Custodio, CEO da EQI Investimentos
• André Sá, ex-Tenista
• Ettore Marchetti, CEO da EQI Asset
 
Mais sobre a EQI
Fundada em Balneário Camboriú e atualmente com sede na Praia Brava, a EQI Investimentos surgiu com o propósito de promover a educação e a democratização financeira no Brasil. A empresa oferece estratégias e soluções financeiras personalizadas, construindo relações de confiança com seus clientes. Atuando oficialmente como corretora de valores e em parceria com o BTG Pactual, a EQI possui 11 escritórios pelo Brasil e uma unidade recentemente inaugurada em Miami. Juntos, esses escritórios gerenciam mais de R$ 30 bilhões em ativos, representando investimentos de aproximadamente 75 mil clientes de todo o país.
A EQI busca simplificar e personalizar a experiência com as finanças, oferecendo uma gestora de ativos para diversificar carteiras de investimentos, uma plataforma que ajuda a fazer as melhores escolhas de investimentos, uma incubadora para gestoras e ativos de pequeno e médio porte, educação continuada para assessores, serviços especializados em previdência, seguro de vida e planejamento sucessório, além de soluções em open bank com foco em serviços bancários, crédito, gerenciamento de caixa e mercado livre de energia.
Quase um terço das empresas do país será impactada pela Reforma do Código Civil

Aguardando sua votação final, a Reforma do Código Civil pode transformar muitos dos aspectos das rotinas empresariais e, ao contrário do seu objetivo inicial, gerar ainda mais insegurança jurídica. As mudanças previstas para as sociedades limitadas, por exemplo, podem impactar quase um terço das organizações do país. Conforme o Mapa das Empresas, do Governo Federal, cerca de 7 das 22 milhões de práticas empresariais são sociedades limitadas, representando três a cada 10 empresas do país.

“Estamos falando de um universo do segundo maior perfil de estruturação empresarial do país, atrás apenas dos Empresários Individuais, que somam 14,7 milhões”, ressalta o advogado especialista em Direito Tributário, Jorge Coutinho. “Entre elas, encontra-se a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), que se caracteriza pela existência de um sócio único no quadro social. Nessa modalidade, ao contrário dos empresários individuais, há a separação do patrimônio do sócio único daquele da sociedade limitada unipessoal, oferecendo maior proteção ao empresário frente aos riscos das atividades negociais”, explica.

O texto da Reforma do Código Civil prevê que a SLU só possa ser composta por pessoas físicas, retirando esse direito de pessoas jurídicas. “Não me parece adequado estabelecer um instrumento multifuncional e destinado para fomento econômico, tão típico do direito privado, apenas às pessoas físicas. Até mesmo porque a SLU foi adotada por diversas pessoas jurídicas desde a Lei da Liberdade Econômica, de 2019, e o texto não prevê quais as consequências práticas da modificação, apenas prazo de dois anos para a adequação à nova legislação”, afirma Coutinho.

As Sociedades Limitadas Unipessoais foram adotadas por muitas pessoas jurídicas para diversos fins, como planejamento sucessório, constituição de holdings, entre outros propósitos. “Existiam diversas hipóteses para a adoção deste instrumento, que permitiu a estruturação de atividades por meio de uma sociedade regularmente constituída”, esclarece o especialista em Direito Tributário.

“Embora as SLUs tenham surgido, principalmente, para otimizar a operação dos pequenos e médios empreendedores, possibilitando que esses criassem uma sociedade sem que houvesse a necessidade de sócios, essa também se mostrou um instrumento relevante para criação de estruturas empresariais para pessoas jurídicas. A possível mudança com a reforma do Código Civil coloca em risco jurídico diversas dessas complexas organizações desenhadas nos últimos 5 anos”, diz o especialista.

Ressalta-se que, em dezembro de 2022, houve a extinção do tipo societário Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli), sendo que as existentes foram reenquadradas automaticamente pela Receita Federal como Sociedade Limitada Unipessoal (SLU). “Se não revista, a reforma poderá gerar uma grande insegurança jurídica no país”, complementa Jorge Coutinho.

 

Supernavio de 366 metros atraca em Suape pela primeira vez

Mais um recorde histórico é registrado pelo Porto de Suape. O gigante do mar MSC Orion, porta-contêiner de classe mundial New Panamax, com 366 metros de comprimento, 51 metros de largura e 16 metros de calado, é o maior navio já recebido pelo atracadouro pernambucano, o sexto porto público mais movimentado do Brasil. A  manobra de atracação ocorreu no Terminal de Contêineres (Tecon Suape), no final da manhã de sábado (27). 


 “A chegada do MSC Orion a Suape reforça a importância estratégica do Suape para o nosso país, contribuindo para a viabilização de rotas diretas entre o Nordeste e os países asiáticos via Canal do Panamá. São linhas que vão nos conectar a importantes complexos portuários, a exemplo dos portos chineses e de Singapura, possibilitando maior competitividade aos exportadores e importadores que atuam entre os dois continentes”, comemora o diretor-presidente do Porto de Suape, Marcio Guiot. 


“Hoje, alcançamos mais um recorde em 45 anos de história, ganhando destaque no país e no exterior”, pontua o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária, Rinaldo Lira, acrescentando que a dragagem do canal externo (já concluída), do canal interno e da bacia de evolução (obras começam nas próximas semanas, com prazo de sete meses para conclusão) vão atrair ainda mais navios de grande porte com capacidade máxima de carga.


As últimas escalas do MSC Orion ocorreram no Porto de Caucedo, na República Dominicana (Caribe), e no Porto de Salvador (BA), respectivamente. A embarcação, de bandeira portuguesa, começou a transportar carga conteinerizada em 2020. 


RECORDE ANTERIOR
Antes da atracação do MSC Orion, o maior navio aportado em Suape foi o APL Dublin, de bandeira de Singapura. A atracação ocorreu em 11 de março de 2023 e a embarcação permaneceu no porto até o dia 13. Pertencente à empresa CMA CGM, o porta-contêiner de classe mundial tem 347,29 metros e largura de 45,28 metros, com calado máximo de 15,5 metros e capacidade para transportar 10.700 TEUs (unidade de contêiner de 20 pés). Na operação, foram movimentados mais de 1.500 contêineres. Na época, o navio partiu de Suape com destino ao Porto de Santos, no litoral paulista.


Em julho de 2022, o atracadouro pernambucano, caracterizado por ser um porto abrigado de águas profundas, recebeu o navio MSC New Haven, com 333,9 metros e capacidade para 8.084 TEUs. A chegada dos gigantes do mar a Suape foi autorizada pela Portaria 037/2021, publicada no Diário Oficial de Pernambuco em 13 de abril de 2021, com  aval da  Marinha do Brasil.

 

Maior empregadora privada de Itajaí (SC) está contratando

Para quem busca oportunidade no mercado de trabalho, a Nauterra, detentora da marca Gomes da Costa no Brasil, e maior empregadora privada de Itajaí (SC), está contratando. São mais de 100 vagas para auxiliar de produção, operações e serviços gerais. O feirão, que acontecerá nessa quarta-feira, dia 31 de julho, das 8h às 17h, na própria fábrica localizada na rua Eugênio Pezzini, 500, em Cordeiros, é destinado a adultos acima de 18 anos de idade, a partir do ensino fundamental, as vagas não exigem experiências profissionais anteriores e, também, são oferecidas para pessoas com deficiência (PcD).
 
A remuneração total pode variar de R$ 2.207,26* a R$ 2.459,66/mês (*para cargos iniciais**, de acordo com prêmios e/ou méritos internos aplicáveis), além dos benefícios de plano de saúde, participação de resultados no final do ano, licença maternidade e paternidade estendida, refeições na empresa, vale transporte, desconto na compra dos produtos da marca, auxílio creche e possibilidade de empréstimo consignado. 
 
*Salário base de acordo com a função. Mérito e Prêmio de Excelência de acordo com tempo de casa e área de atuação. Vale Alimentação de acordo com regras internas, podendo chegar até R$ 552,00**
 
 
Sobre a Nauterra
Nauterra é uma empresa global de alimentação formada por mais de 5 mil colaboradores, fábricas e escritórios em sete países (Brasil, Espanha, Itália, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e Argentina) e produtos distribuídos em mais de 65. A empresa, que atua de forma inovadora e sustentável, tem o propósito de aproximar as pessoas de uma alimentação saudável, conservando o melhor da natureza. Signatária do Pacto Global da ONU, a companhia assumiu um compromisso de gestão responsável com 21 objetivos, com meta de cumprimento até 2025, em três áreas chave: oceanos, meio ambiente e pessoas. No Brasil, Nauterra opera com a marca Gomes da Costa, líder no setor de pescados enlatados. Confira mais informações no site e redes sociais, LinkedIn, Instagram e Facebook.

 

Decisões sobre taxas de juros centram atenção nesta quarta-feira

Esta quarta-feira é de muita expectativa em torno das reuniões dos comitês de política monetária no Brasil (Copom) e nos Estados Unidos. O economista-chefe da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Pablo Bittencourt, analisa que, no mercado externo, a atenção está centrada na percepção do Federal Reserve (FED) sobre o ritmo da economia norte-americana, especialmente depois da divulgação do PIB ter ficado bem acima do esperado. 

No Brasil, a expectativa é de que haverá manutenção da Selic. O foco dos analistas está numa eventual votação sem unanimidade. O ambiente interno mostrou deterioração após dúvidas sobre a capacidade de o governo federal cumprir a meta fiscal, o que levou a uma forte desvalorização do Real. 

Ouça a análise completa. 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Importação na Prática é tema de curso online promovido pela FIESC

Nos próximos dias 1 e 2 de agosto, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) promove o curso Importação na Prática. O treinamento, voltado a profissionais de comércio exterior, traz os conceitos fundamentais das compras de insumos e materiais no exterior até a aplicação prática das etapas envolvidas, visando facilitar e garantir a eficiência das operações de importação. 

Na programação do curso estão módulos sobre a importância do comércio internacional, os benefícios da importação, como planejar uma importação considerando todas as suas etapas, além de aspectos comerciais e a prospecção de fornecedores. A capacitação traz ainda aspectos práticos do processo, como o tratamento administrativo, o despacho aduaneiro, aspectos de logística e transporte e ainda os custos de importação. 

O curso é oferecido pelo Centro Internacional de Negócios da FIESC, em parceria com outras 17 federações. A capacitação acontece de forma online, com transmissão ao vivo. É voltada para profissionais de indústrias que desejam desenvolver relações comerciais com outros países ou que pretendem atuar na área de comércio exterior. 

As inscrições podem ser feitas no link.

ANTAQ aprova estudo de descarbonização dos portos; advogada marítima comenta

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou, na quinta-feira (25), o estudo "Diagnóstico de Descarbonização, Infraestrutura e aplicações do Hidrogênio nos Portos". O levantamento foi feito em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), organização que desde 1962 desenvolve, junto ao Brasil, projetos conjuntos na área de desenvolvimento sustentável. 
O objetivo do estudo é apurar como as estruturas portuárias brasileiras estão se preparando para receber embarcações com combustível verde, eletrificação de equipamentos portuários, sistemas Onshore Power Supply (OPS) e produção de energia eólica. 
Para a advogada marítima Cristina Wadner, do escritório Cristina Wadner Advogados Associados, a proposta é semelhante à ferramenta criada por meio do Acordo de Paris, o Accountability - uma ferramenta de autorresponsabilidade na qual os países terão que informar, até 31 de dezembro deste ano, o que estão fazendo e qual o planejamento do futuro para atingir a meta do acordo. 
“Será feito um levantamento e os portos vão informar sobre sua estrutura, como estão preparados para receber estas embarcações e equipamentos. Com este tipo de ferramenta, não há sanções punitivas por não cumprimento dessas medidas, mas uma cobrança interna entre os portos. Desta forma, é possível ver o que cada um já fez e qual está fazendo mais avanços. Isto deve fazer parte do relatório que o Brasil terá que apresentar ao fim do ano para o Acordo de Paris”, explica.
A especialista lembra que outros portos pelo mundo já se adequam à realidade das embarcações verdes e do desenvolvimento sustentável. Por exemplo, o relatório anual Green Maritime Cities deste ano destaca Singapura como cidade modelo na indústria marítima. A cidade se destacou nos pilares “Atratividade e Competitividade”.
“Em 2022, o porto de Rotterdam já recebia navios com combustível de gás natural liquefeito (GNL). O porto de Xangai também é referência em tecnologia verde, e o Porto de Barcelona está comprometido a reduzir a emissão de gases estufa e se tornar um hub de energia limpa. São portos que podem servir de modelo e lição para o  Brasil”, afirma Cristina Wadner.
De acordo com a ANTAQ, por meio do diagnóstico será possível estabelecer orientações e diretrizes para reduzir a emissão de gases de efeito estufa por navios em portos, além de possibilitar a descarbonização da infraestrutura portuária e dos serviços portuários. 
A entrega do estudo faz parte de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado com a GIZ em setembro de 2023 para promover a descarbonização no setor portuário.

Sobre Cristina Wadner
Cristina Wadner é especialista em Direito Marítimo, Regulatório e Empresarial com 25 anos de experiência na área. É professora de pós-graduação EAD em Direito Marítimo pela Universidade Santa Cecília (Unisanta) e professora convidada na Maritime Law Academy. 
Foi uma das autoras convidadas do livro 'Porto, Mar e Comércio Internacional Por Elas' (editora Milfontes, 2022), um projeto da WISTA Brazil, que faz parte da Women's International Shipping and Trading Association - WISTA International, associação internacional formada por mulheres dos setores de Shipping e Trade.

OCESC defende maior acesso das cooperativas aos recursos do PRONAF

O desenquadramento de cooperativas da agricultura familiar para acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/25, determinado por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), provocou manifestação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) com apoio da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
A situação foi originada pela Resolução do CMN n° 5.080, de 29 de junho de 2023, a qual elevou o percentual mínimo de associados portadores de DAP/CAF vinculados ao quadro social das cooperativas da agricultura familiar, singulares ou centrais, de 60% para 75% para acesso às linhas de crédito inseridas no Pronaf. Essa medida criou sérios embaraços para as cooperativas, relata o presidente da OCESC, Vanir Zanatta.
Os problemas para a acessibilidade das cooperativas em relação à política de financiamento rural no âmbito do Pronaf foram identificados no ano passado, no início da vigência do Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/24.  Após discussões para que essas cooperativas pudessem novamente acessar as linhas do Pronaf, com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, foi publicada a Resolução CMN nº 5.104, de 28 de setembro de 2023, que possibilitou a retomada da participação das cooperativas que possuíam acima de 60% de agricultores familiares em sua composição social no Pronaf, com ajustes nos limites de contratação em algumas das linhas. 
Com o término da validade da medida estipulada na Resolução CMN nº 5.104, no dia 30 de junho de 2024, volta a persistir a condição em que somente as cooperativas da agricultura familiar com no mínimo 75% de agricultores vinculados ao quadro de sócios possam acessar o financiamento via Pronaf. Tal condição volta a desenquadrar mais de 45% das cooperativas da agricultura familiar, impactando os projetos destinados ao atendimento dos agricultores  cooperados. 
Para impedir a perda do acesso a importantes linhas de financiamento que possibilitam a continuidade e sustentabilidade dos pequenos agricultores, a OCB – com apoio da OCESC – propôs a criação de dispositivo que permita, a partir da data de sua publicação, a concessão de financiamentos às cooperativas da agricultura familiar no âmbito do Pronaf Agroindústria (MCR 10-6), Pronaf Industrialização de Agroindústria Familiar (MCR 10-11) e Pronaf Cotas-Partes (MCR 10-12), com o percentual mínimo de 60% dos associados portadores de DAP/CAF na composição do quadro social.  
TETO BAIXO
Outro aspecto levantado pelo presidente Zanatta é o teto para obtenção da DAP (declaração de aptidão ao Pronaf) que há três anos está fixado em R$ 500 mil. O produtor que faturar acima desse limite não poderá acessar os recursos do Pronaf. “Isso dificulta porque os preços crescem pela dinâmica do mercado e muitos propriedades ficam de fora porque ultrapassam esse limite”. O DAP está sendo substituído pelo CAF (cadastro nacional da agricultura familiar). 
A medida proposta garante a sustentabilidade, a capilaridade e o sucesso das políticas públicas voltadas à produção da agricultura familiar e suas cooperativas. O dirigente elogia o novo Plano Safra à disposição da agricultura familiar brasileira com um volume recorde de recursos, dentre outras importantes conquistas apresentadas. “Essas medidas são essenciais para o planejamento das atividades de cooperativas da agricultura familiar e financeiras”, encerra.
 
Foto 02 –  Vanir Zanatta, presidente da OCESC (Foto: Comunicação Interna OCESC).

 

Governo sanciona criação de título de renda fixa para estimular indústria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (26) a lei que cria a Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD). O título de renda fixa, sujeito a isenção tributária para pessoa física, tem o objetivo de financiar investimentos em infraestrutura na indústria brasileira. 
A LCD poderá ser emitida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelos bancos de desenvolvimento autorizados pelo Banco Central, que poderão emitir até um limite de R$ 10 bilhões anuais com o papel. O projeto apresentado pelo governo federal que institui a LCD foi aprovado neste ano pelo Congresso Nacional. 

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, explicou que a LCD vem complementar dois outros títulos de crédito já existentes: a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), que também são emitidas pelo setor privado para financiar atividades nesses setores.

“Passamos a ter então a LCD, que é para o desenvolvimento. Ela contempla a indústria, comércio e serviços e será emitida pelos bancos de desenvolvimento. O principal é BNDES”, disse.  

Segundo Alckmin, a LCD vai estimular a venda dos títulos, porque, para pessoa física, o Imposto de Renda será zero em para pessoa jurídica, o imposto será reduzido de 25% para 15%.  

“Esse benefício é diretamente para o tomador, nada para o banco. Então, o tomador do empréstimo, a indústria principalmente, mas também o comércio serviços, ele terá um crédito mais barato, provavelmente ficará entre 1% e 1,2% a 1,3% mais barato”, disse Alckmin.

Carga de energia sobe 6,1% em junho no Sistema Interligado Nacional

A carga de energia registrada em junho último no Sistema Interligado Nacional (SIN) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) totalizou 75.697 megawatts médios (Mwmed), sinalizando aumento de 6,1% em comparação com junho de 2023.
No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 7,4% em relação aos 12 meses anteriores. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (25), no Rio de Janeiro, e constam do Boletim Mensal de Carga, elaborado pelo ONS.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico é responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no SIN, além do planejamento da operação dos sistemas isolados do país.

Sob o comando do ONS há 161 hidrelétricas em 22 bacias hidrográficas, de múltiplos proprietários, que deverão totalizar quase 110 gigawatts (GW) no SIN até 2027.

Subsistemas
Segundo o ONS, a expansão da carga foi observada também em todos os subsistemas no comparativo de junho de 2024 com junho 2023. O subsistema com a aceleração mais expressiva foi o Norte, com 8,9% (7.732 MWmed), seguido pelo Sudeste/Centro-Oeste, com 6,4% (42.709 Mwmed); Sul, com 5,9% (12.900 Mwmed); e Nordeste, cujo avanço foi de 3,5% (12.355 MWmed).

Entre as causas que explicam esse aumento da carga estão as condições meteorológicas observadas no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal centro consumidor de carga no país, que apresentou temperaturas máximas acima da média histórica e níveis de precipitação inferiores à média.

No período dos últimos 12 meses, as elevações nos acumulados foram de 10,2% (Região Norte), 7,7% (Sudeste/Centro-Oeste); 7,4% (Nordeste); e 4,6% (Sul).

Juros do cartão de crédito sobem e atingem 429,5% ao ano em junho

A taxa média de juros do cartão de crédito rotativo teve alta de 7,1 pontos percentuais para as famílias, passando de 422,4% ao ano, em maio, para 429,5% ao ano em junho deste ano. Em 12 meses, entretanto, os juros da modalidade caíram 6,3 pontos percentuais. Os dados estão nas Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central (BC).
O crédito rotativo dura 30 dias e é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

A modalidade tem as taxas mais altas do mercado. Em janeiro deste ano, entrou em vigor a lei que limita os juros do rotativo a 100% do valor da dívida, mas a medida não afeta a taxa de juros pactuada no momento da concessão do crédito. Como ela só se aplica a novos financiamentos, não houve impacto na apuração estatística de junho.

Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito. No caso do cartão parcelado, os juros caíram 5,4 pontos percentuais no mês e 15,6 pontos percentuais em 12 meses para 180,5% ao ano.

Além da queda, o resultado do crédito livre às famílias em junho foi impactado pelo recuo de 6 pontos percentuais nas operações de crédito pessoal não consignado, para 87,8% o ano, e pelo aumento de 3,1 pontos percentuais no cheque especial, para 135% ao ano.

Com isso, a taxa média de juros no crédito com recursos livres às pessoas físicas ficou em 51,7% ao ano, um recuo de 0,7 ponto percentual no mês e de 7,4 pontos percentuais em 12 meses.

Nas operações com empresas, a taxa média alcançou 20,9% ao ano, aumento mensal de 0,3 ponto percentual e queda de 1,9 ponto percentual em 12 meses. Basicamente, contribuíram para este resultado as altas mensais nas taxas médias das modalidades de cheque especial (14,1 pontos percentuais), capital de giro com prazo superior a 365 dias (1,7 ponto percentual) e cartão de crédito parcelado (13,2 pontos percentuais). Em sentido contrário, houve queda de 18,6 pontos percentuais no cartão de crédito rotativo e de 0,6 ponto percentual em desconto de duplicatas e recebíveis.

Taxas médias
No total do crédito com recursos livres, considerando pessoas físicas e jurídicas, a taxa média de juros atingiu 39,6% ao ano em junho, com decréscimos de 0,3 ponto percentual (p.p) no mês e de 4,6 pontos percentuais em 12 meses.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já no crédito direcionado, as regras são definidas pelo governo, e se destinam, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 10,1% ao ano em junho, aumento de 0,2 ponto percentual no mês e recuo de 1,6 ponto percentual em 12 meses. Para as empresas, a taxa subiu 0,6 ponto percentual no mês e 0,5 ponto percentual em 12 meses, para 12,4% ao ano. No total, a taxa média do crédito direcionado ficou em 10,6% ao ano no mês passado, acréscimo de 0,2 ponto percentual no mês e queda de 1,1 ponto percentual em 12 meses.

Com isso, a taxa média de juros das concessões de crédito, considerando todos os segmentos, segue desacelerando e alcançou 27,86% ao ano em junho, redução de 0,42 ponto percentual no mês e de 3,8 pontos percentuais em 12 meses. O pico dos juros aconteceu em maio do ano passado, quando chegou a 32,2% ao ano.

O comportamento dos juros bancários médios ocorre em um momento em que a taxa básica de juros da economia, a Selic, vinha sendo reduzida. A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação e, com o controle dos preços, desde agosto do ano passado, o BC cortou a Selic por sete vezes consecutivas.

Na última reunião, entretanto, com a alta recente do dólar e o aumento das incertezas econômicas, o Comitê de Política Monetária (Copom) interrompeu o corte de juros iniciado há quase um ano e manteve a taxa básica em 10,5% ao ano.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Salto da carteira
O volume das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou R$ 585,9 bilhões em junho, acréscimo de 2,4% no mês e aumento de 9,3% em 12 meses.

O estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 6,018 trilhões, um crescimento de 1,2% em relação maio e de 9,9% em 12 meses. O desempenho resultou da alta de 2,2% no estoque de crédito às empresas, que totalizou R$ 2,327 trilhões, e do aumento de 0,6% no crédito destinado às famílias, R$ 3,691 trilhões.

Já o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro, que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa), alcançou R$ 17,410 trilhões, com alta de 2,2% no mês.

Os principais fatores do aumento mensal foram a elevação de 5% do saldo de empréstimos externos, de 1,7% em títulos públicos de dívida e de 1,1% nos empréstimos do SFN. Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 13,6%, destacando-se elevações dos mesmos componentes de 16,6%, 12,8% e 9,5%, respectivamente.

Porto de Salvador recebe o primeiro supernavio de 366 metros

O Terminal de contêineres (Tecon Salvador) do Porto de Salvador recebeu nesta quarta-feira (24), o navio MSC Orion, com 366 metros de comprimento e calado (profundidade) de 16 metros, com capacidade para transportar 15 mil contêineres. É o primeiro navio desta classe a navegar as águas da Baía de Todos-os-Santos. 

O supernavio chegou ao terminal baiano, unidade de negócio da maior operadora de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, a Wilson Sons, inaugurando a rota regular da Bahia para a Ásia, e demandou a movimentação de 800 contêineres. 

A operação realizada faz parte da rota direta com a Ásia, serviço iniciado este mês e que terá saídas semanais, fortalecendo a relação não apenas com a China, mas também com os mercados de todo o Extremo Oriente.

“A primeira escala de um navio de 366 metros na Bahia é motivo de celebração para a MSC. A operação do MSC Orion demonstra e reitera o nosso compromisso em ofertar capacidade de transporte para impulsionar o crescimento do comércio exterior brasileiro", afirma a MSC.

A nova rota marítima permitirá que o Norte e o Nordeste do País se conectem de forma mais eficiente com estas regiões e permitirá que o Centro-Oeste e Sudeste encontrem alternativas aos gargalos logísticos inerentes à cadeia de suprimentos atual.  Entre os principais segmentos da exportação que poderão se beneficiar desta linha direta, estão o algodão baiano, carne, frutas, celulose, químicos e petroquímicos. Nas importações, os segmentos de energia renovável, químicos e petroquímicos, automotivo, fertilizantes, eletroeletrônicos também serão mais competitivos.

“Estamos muito orgulhosos em oferecer ao mercado nacional um serviço que fornece escalas diretas entre a Ásia e o Nordeste brasileiro. Este lançamento reitera nosso compromisso em oferecer capacidade de transporte que irá impulsionar o crescimento do comércio exterior brasileiro e fortalece a nossa convicção no grande potencial que a Região Nordeste já possui”, destaca a MSC Mediterranean Shipping do Brasil.

"O evento de hoje é emblemático no restabelecimento de uma rota regular entre a Bahia e a Ásia. É simbólico no sentido de recebermos o maior navio porta-contêineres em operação no Brasil e marca o início de um evento cotidiano, que se tornou possível graças à competência técnica e comercial do Tecon e à ação coordenada entre a Autoridade Marítima e a Autoridade Portuária”, pontua o presidente da Autoridade Portuária Federal na Bahia - Codeba, Antonio Gobbo. 

“O reestabelecimento dessa rota, em condições competitivas, consolida a posição da Bahia, do TECON e do Porto de Salvador como o hub logístico internacional. A atracação de embarcações dessa classe é resultado também do total apoio do Ministério dos Portos e Aeroportos (MPor), com investimentos em infraestrutura, dragagens e requalificação física e tecnológica”, completa Gobbo.

O Porto de Salvador foi o segundo do Brasil a receber a autorização da Capitania dos Portos da Bahia para operar navios de até 366m, ainda em 2018, se antecipando às mudanças que as principais rotas mundiais já apresentavam e que logo chegariam ao País, demandando maior eficiência operacional dos terminais brasileiros. “Este ano, o Banco Mundial e a S&P Global Market Intelligence mostraram o Tecon Salvador como o 6º melhor terminal de contêineres do mundo, na categoria até 500 mil TEUs, como resultado de uma pesquisa feita com os donos dos navios sobre eficiência no atendimento. Somado a este importante reconhecimento, entramos na rota dos maiores navios do mundo, o que evidencia a posição de destaque que Salvador vem conquistando e que favorece uma extensa cadeia de produtores, indústrias de variados segmentos, dentro e fora da Bahia”, analisa Demir Lourenço, diretor-executivo do Tecon Salvador. 

Os investimentos empregados pela Wilson Sons no terminal, iniciados no ano 2000, já ultrapassam R$ 1 bilhão, culminando na recente duplicação de cais, aumento da profundidade do calado para 16 metros, ampliação de retroárea para armazenamento das cargas, adoção de novas tecnologias, aquisição de maquinários elétricos equivalentes aos utilizados nos portos mais modernos no mundo e em treinamento de equipes operacionais. “Diante das mudanças do mercado, com o trânsito de uma classe de navios cada vez maiores, tínhamos que estar preparados para garantir a manutenção das rotas e atrair novas, como o que está sendo feito agora com o continente asiático”, reforça Lourenço.

Capacidade de contêineres dos portos de SC vai superar Santos em 3 anos

O estado de Santa Catarina vai superar a capacidade de movimentação de contêineres de Santos em cerca de 3 anos, graças ao investimento que Portonave e Porto Itapoá estão fazendo para ampliar suas instalações. O complexo portuário paulista tem capacidade de movimentação de 5,3 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano. A estimativa foi apresentada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC) no dia 22. Na avaliação do gerente regional substituto da Antaq, Lucas Sampaio Ataliba, com a maturação da operação do Porto de Itajaí após a nova concessão, em cerca de 5 anos, a expectativa é que a capacidade de movimentação de contêineres por portos catarinenses chegue a 6,5 milhões de TEUs por ano. 

A perspectiva, embora positiva, traz importantes alertas para os empresários brasileiros que fazem comércio com o exterior e desafios relevantes para o setor público. Isso porque esse aumento de capacidade, para ser efetivamente convertido em movimentação de cargas, vai representar também a necessidade de ampliação e capacidade de transporte rodoviário. “A infraestrutura rodoviária em SC já é um gargalo e o aumento no volume de cargas vai piorar a situação que já é crítica nos acessos aos portos. A iniciativa privada foi forçada pelo mercado a fazer investimentos para atender a demanda, mas o setor público precisa acompanhar”, afirmou Ataliba.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, corrobora essa avaliação. “Santa Catarina precisa pensar em alternativas para a BR 101. A rodovia está chegando ao seu limite e em alguns trechos já funciona como uma via urbana. Além da expectativa de aumento do tráfego de caminhões para atender a demanda do comércio exterior, temos de levar em conta o crescimento populacional e do turismo no nosso litoral, que pressionam o principal corredor logístico catarinense”, destacou.  

Durante os quatro primeiros meses de 2024, foram 221.525 acessos de caminhões na Portonave, um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Por dia, cerca de 2,1 mil caminhões acessam a estrutura, porém, já houve picos de mais de 3 mil caminhões. A entrada de acesso de caminhões no Porto Itapoá registrou 47.073 movimentos em maio, superando o recorde anterior de abril de 2024, com 45.827 caminhões.

Outros desafios
A infraestrutura rodoviária não é o único desafio para o crescimento das operações nos portos. A oferta de serviços retroportuários também preocupa e limita a competitividade dos portos catarinenses. De acordo com a Antaq, a capacidade estática estimada dos depósitos em SC (para armazenagem de contêineres vazios, por exemplo) não supera 100 mil TEUs/mês, num mercado de mais de 200 mil TEUs/mês e aproximadamente 2,5 milhões TEUs/ano. 

“A FIESC é testemunha das dificuldades que os exportadores e importadores enfrentam, tendo recebido inúmeras reclamações das indústrias, prejudicadas pelas despesas de demurrage (tempo de estadia do contêiner por prazo maior do que o acordado) ou da falta de janelas de atracação nos portos. O prejuízo é imenso, não só pelo aumento dessas despesas, mas também com a perda de confiabilidade e da reputação das empresas, que não conseguem cumprir seus prazos e contratos”, explica o presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano.

Ao final de 2023, houve sério problema no acúmulo de contêineres vazios nos nos terminais de armazenagem (depots) com a entrada de devolução de importações e a falta de saída para a exportação, devido a paralisação do terminal de Navegantes pelo fechamento do canal de acesso. Durante os últimos 3 meses do ano, a abertura de janelas superaram, muitas vezes, os 20/30 dias, acarretando demurrage aos importadores, pela impossibilidade de devolver os contêineres aos armadores.   

Investimentos
Reconhecendo o potencial de Santa Catarina e a demanda reprimida para a movimentação de contêineres, os terminais portuários catarinenses estão investindo. Na Portonave, são R$ 1 bilhão em recursos para adequar o cais para receber navios maiores, de até 400m. Contudo, para a realização da obra, um dos berços de atracação está fechado desde janeiro, e a previsão é de que a adequação - a ser realizada em duas etapas - esteja finalizada no primeiro semestre de 2026. 

Mesmo com o fechamento de um dos berços, a movimentação de cargas (TEUs) recuou apenas 9,43% no acumulado do ano até maio no terminal de Navegantes. O desempenho ainda foi prejudicado pelo fechamento do canal de acesso por alguns dias durante o período. “Mesmo com a paralisação parcial, é uma capacidade de operação que impressiona, é o estado da arte em movimentação de contêineres, entre as melhores do mundo”, destaca Ataliba. 

No Porto Itapoá, a expectativa é investir R$ 2 bilhões para ampliar a capacidade nos próximos anos. Recentemente o terminal inaugurou a fase III de expansão, com mais 200 mil m² de pátio e um armazém de 8 mil m². Com essa ampliação, o Porto Itapoá passou a operar um dos maiores pátios de contêineres do Brasil, com capacidade de movimentar até 2 milhões de TEUs. A empresa e o governo do estado também propuseram uma parceria para viabilizar o projeto de dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga – que movimenta mais de 60% das cargas portuárias do Estado de Santa Catarina.

Já a autoridade portuária de Imbituba tem R$ 95 milhões previstos em investimentos na infraestrutura do porto para a recuperação, reforço e ampliação do Cais 3, que permitirá o recebimento de navios maiores, passando de 200 metros, para cerca de 270 metros, além da instalação de equipamentos mais modernos de movimentação de cargas. A movimentação de contêineres em Imbituba está em ascensão e no acumulado dos cinco primeiros meses de 2024 somou 40.412 mil TEUs, um aumento de 59,33% frente a igual período do ano anterior. As restrições operacionais dos demais terminais catarinenses têm colocado Imbituba no radar dos armadores e empresários, na avaliação da Antaq. 

Movimento de cargas nas ferrovias de SC cresce 8,9% no primeiro semestre de 2024 e fica acima da média nacional

A movimentação de cargas nas ferrovias de Santa Catarina cresceu 8,9% no primeiro semestre de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. Segundo dados apurados pela Gerência de Ferrovias, da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), as duas concessionárias que atuam no estado transportaram 3,5 milhões de toneladas. O desempenho das concessionárias que atuam em Santa Catarina ficou acima da média nacional, que foi 5,03% maior em comparação com o primeiro semestre de 2023.

“O setor segue mantendo um crescimento consistente ao longo de 2024 e acima do que já foi registrado em 2023. Fica a expectativa de como será o segundo semestre, principalmente no agronegócio que é o setor que mais movimenta cargas pelo modal ferroviário em Santa Catarina”, avalia o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Até agora o mês de maior desempenho do setor foi abril, com a movimentação de 628,9 mil toneladas. O segundo trimestre, com 1,8 milhões de toneladas, foi 3,5% maior que o primeiro trimestre, que movimentou 1,7 milhões de toneladas.

Pela Rumo Logística, concessionária da Malha Sul, foram movimentadas 2 milhões de toneladas de cargas. Pela Ferrovia Tereza Cristina, foram movimentadas 1,5 milhões de toneladas.

Os maiores volumes registrados foram o transporte de 1,6 milhões de toneladas de soja e 1,2 milhões de toneladas de carvão. Também passaram pelas ferrovias catarinenses 321 mil toneladas de milho, 300 mil toneladas de cargas conteinerizadas, 36 mil toneladas de óleo diesel, 24,4 mil toneladas de gasolina, 10,2 mil toneladas de cloreto de potássio, 4,2 mil toneladas de adubo orgânico a granel. 417 toneladas de fosfato e 275 toneladas de álcool.

A movimentação nos 763 quilômetros de malha ferroviária em operação corresponde a 1,4% da movimentação nacional, que foi de 253,9 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2024.

Diretivas de sustentabilidade da Europa são tema de webinar na FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), por meio de sua Câmara de Comércio Exterior organiza, no dia 31 de julho, um evento online com foco na internacionalização de empresas catarinenses para a União Europeia. 

Durante o evento, os participantes vão conhecer as diretrizes de promoção ao comportamento corporativo sustentável e responsável aplicáveis a empresas estrangeiras atuantes no bloco, dentro do Corporate Sustainability Due Diligence Directive, que passou a vigorar em 24 de maio. O webinar vai debater os impactos dessa nova diretiva para as empresas brasileiras que fazem negócios com países da União Europeia e tratar das adaptações necessárias para o cumprimento das normas. 

Além disso, o evento apresenta o Rota 2030 de Portugal, conjunto de programas estruturados em torno de quatro agendas temáticas para o desenvolvimento da economia, da sociedade e do território de Portugal, com a aplicação de 23 bilhões de euros até 2027. A iniciativa representa uma oportunidade para internacionalização no país europeu e o webinar vai detalhar os financiamentos possíveis e as formas de acessar os recursos. 

Após a confirmação da inscrição no evento, o participante receberá um link para participação. 

Diligência europeia - Maria Tereza Bustamante, Presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC

Rota 2030 - Alexandre Jaleco, CEO da TBMB Consulting, e Maysa Fischer, CEO da Fischer Advocacia
 
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

A convite da FIESC, grandes empresas de SC decidem criar comitê de responsabilidade social

Grandes empresas do estado aceitaram nesta terça (23) convite da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) para criar um comitê de responsabilidade social, tema em voga no mundo corporativo.

O convite foi feito durante o evento A Força do Pilar S – Social da Indústria, realizado na sede da FIESC, em Florianópolis. Foi aceito por WEG, Duas Rodas, Portobello, ArcellorMittal, Krona, Diamante Energia e Celesc. Outras podem participar.

Pelo comitê, as empresas poderão trabalhar em ações sociais de forma conjunta, para potencializá-las. Também poderão trocar informações e experiências sobre projetos, indicar contatos, fontes de recursos e afins.

A proposta de formar o grupo não foi planejada. Surgiu em meio às discussões do encontro. “A atuação em rede é muito importante para as nossas ações chegarem a mais pessoas. O comitê ajudará nisto”, disse o gerente de Responsabilidade Social da FIESC, Sandro Volpato.

ARTICULAÇÃO

Para Ellen Garcia Dagostini, da Portonave, a união de forças tende a impulsionar ações sociais isoladas. “Devemos unir esforços. Precisamos de alguém que articule [as ações]. E a FIESC pode fazer este papel.”

Josiane Gonzaga dos Santos, da Duas Rodas, disse que a formação do grupo ajudará nas parcerias em torno das ações sociais. “A FIESC é um grande articulador para as empresas se unirem em torno das causas sociais”, destacou.

Palestrante do evento, a consultora em ESG Simone Faustine elogiou a criação do comitê por entender que ele integra esforços. “As ações sociais precisam ser duradouras e integradas (...). Quando a gente atua de forma fragmentada, os resultados podem não ser os mesmos.”

DEFINIÇÕES

Detalhes sobre agenda, pauta, forma de encontro do grupo e participação de outros integrantes ainda não foram definidos. Mas um dos assuntos já aventados para apreciação é o direcionamento de recursos do Imposto de Renda a projetos sociais relacionados à reciclagem, recém-aprovado no país.

O decreto que autoriza o aporte foi publicado no dia 10 deste mês. Ele estabelece que empresas que tributam por lucro real poderão aportar em projetos da área até 1% do imposto devido em cada período de apuração (trimestral ou anual).

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Situação das rodovias catarinenses limita crescimento e produtividade

Uma malha rodoviária que não atende a demanda dos usuários e não condiz com o desenvolvimento socioeconômico do estado. Esse é o diagnóstico do setor produtivo em relação aos principais corredores logísticos de Santa Catarina, em painel realizado na Logistique 2024, evento que ocorre em Balneário Camboriú entre 23 e 25 de julho.

Durante o painel “Inovação e Infraestrutura: Pilares para o Crescimento Sustentável em Santa Catarina”, o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, afirmou que a modernização da infraestrutura é crucial para a competitividade da indústria catarinense. “Santa Catarina tem condições de ser a indústria mais competitiva do país, mas a falta de investimentos, especialmente nas rodovias, impede que alcancemos todo o nosso potencial”, afirma.

Um dos principais pontos de debate foi a capacidade rodoviária do estado, considerada insuficiente em comparação com outros. “Santa Catarina é a 6ª economia do Brasil, e o índice de competitividade da indústria catarinense só perde para São Paulo, por um décimo. Se tivéssemos uma condição de infraestrutura mais adequada, Santa Catarina seria a indústria mais competitiva do país”, completa. A malha rodoviária paulista é a melhor do país, de acordo com o Índice de Condição da Manutenção (ICM) medido pelo Ministério dos Transportes, com indicador “bom” de 93%, um aumento de 50% desde 2016.

Em discussão com a sociedade catarinense, a prorrogação da concessão da BR 101 e a implementação do sistema de pedágio free flow na foram alguns dos temas abordados. A necessidade de duplicação da BR 282 e a aceleração das obras na BR 470, consideradas essenciais para o escoamento da produção catarinense, também foram debatidas.

Mediado por Beto Martins, secretário de Estado dos Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, o painel teve ainda a participação de Carlos Chiodini, vice-presidente da Câmara Temática Portuária e Hidroviária da FRENLOGI; Elson Otto, presidente da Facisc, e Dagnor Schneider, presidente da Fetrancesc. 

Setor Portuário

Outro destaque do primeiro dia  da Logistique 2024 foi o painel “Comércio Global - Projeções dos portos nacionais para atender as demandas e os desafios de crescimento”, mediado por Egídio Martorano, presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC. 

Os portos catarinenses também são afetados pelas condições das rodovias que dão acesso aos terminais. Segundo ele, a competitividade dos portos de Santa Catarina é prejudicada pela falta de investimentos na malha rodoviária, pela paralisação e falta de contingente em órgãos como IBAMA, Vigiagro e Ministério da Agricultura, além de situações climáticas.
  
Com informações da assessoria de imprensa regional

Ibovespa opera em queda com desempenho de commodities; dólar sobe a R$ 5,60

O Ibovespa recuava nesta terça-feira, enfraquecido pela queda de commodities como minério de ferro e petróleo, que minava o desempenho das ações de Vale e Petrobras, enquanto o noticiário corporativo doméstico destacava o resultado trimestral e previsões do Carrefour Brasil.

Por volta de 14h40, o Ibovespa cedia 0,85%, a 126.778,12 pontos. O volume financeiro somava R$ 921 milhões.

No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,17%, a R$ 5,5872 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,2%, a R$ 5,587.

No exterior, Wall Street não mostrava uma direção clara, com agentes financeiros analisando os potenciais desdobramentos dos últimos eventos políticos nos Estados Unidos, bem como balanços corporativos, entre eles os da GM e da Coca-Cola, enquanto aguardam os números da Alphabet e da Tesla no final do dia.

Para a equipe da Ágora Investimento, os sinais divergentes entre as bolsas e as principais commodities no exterior indicam instabilidade para os ativos locais nesta sessão.

“Alternativamente, enquanto não há maior definição do ponto de vista fiscal aqui no Brasil, o início da temporada de resultados referentes ao segundo trimestre deverá contribuir para a formação de preços”, observou em nota a clientes, destacando que o Carrefour abriu a fila da safra de balanços.


Contexto Internacional
Nesta manhã, o dólar avançava sobre moedas emergentes, recuperando-se das perdas da sessão anterior, quando a desistência do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, da disputa presidencial ajudou no apetite por risco no exterior devido à queda nas apostas de vitória do candidato republicano, Donald Trump.

Biden anunciou sua decisão no domingo e declarou apoio a sua vice-presidente, Kamala Harris, como candidata do Partido Democrata.

No entanto, a divisa norte-americana se aproveitava nesta terça-feira de um cenário ruim para países exportadores de commodities. Os contratos futuros de minério de ferro caíram para o nível mais baixo em mais de três meses, à medida que aumentam as perspectivas de demanda fraca na China.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com queda de 3,43%, a 774,5 iuanes (US$ 106,47) a tonelada, seu valor mais baixo desde 8 de abril.

A queda nos preços do petróleo também gerava impacto, com o petróleo tipo Brent em Londres recuando 0,7%, a US$ 81,81 por barril, e o petróleo em Nova York caindo 0,77%, a US$ 77,79 por barril.

Com isso, o dólar avançava sobre moedas como o peso mexicano, em alta de 0,6%, o peso chileno, com ganho de 0,6%, e o rand sul-africano, com avanço de 0,9%.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,12%, a 104,420.

Agentes financeiros também ajustam suas posições na espera da divulgação de dados dos Estados Unidos nesta semana, incluindo o PIB para o segundo trimestre na quinta-feira e o índice PCE — indicador preferido de inflação do Federal Reserve — na sexta.

Os mercados globais seguem com a expectativa de que o banco central dos EUA comece um ciclo de afrouxamento monetário em setembro.

No cenário nacional
O mercado ainda reage ao anúncio do governo de um congelamento de R$ 15 bilhões do Orçamento deste ano a fim de cumprir as exigências do arcabouço fiscal.

Na segunda-feira, o Executivo elevou sua projeção para o déficit primário do governo central em 2024 a R$ 28,8 bilhões, exatamente o limite inferior da margem de tolerância da meta de déficit zero.

Também repercutia entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para agências internacionais na véspera, onde disse que o governo fará congelamento de despesas orçamentárias sempre que necessário.

“(O presidente Luiz Inácio Lula da Silva) deu uma acalmada no mercado dizendo que quando fosse necessário haveria corte na maquina pública, o que é um bom indício”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

No entanto, Lula afirmou que ainda não tem um nome para suceder o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no próximo ano, o que, segundo Avallone, gera uma “apreensão” no mercado.

Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,5687 na venda, em baixa de 0,64%.

CNN BRASIL 

Como fica a compra e venda de imóveis com a reforma tributária

A proposta de reforma tributária no Brasil traz mudanças importantes que afetam diretamente a compra e venda de imóveis. Com a introdução dos novos tributos CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), o setor imobiliário se depara com um cenário de possíveis aumentos de impostos para pessoas físicas e jurídicas. Segundo Eduardo Natal, advogado especializado em Direito Tributário e sócio do escritório Natal & Manssur Advogados, essas mudanças terão implicações significativas no custo final das transações imobiliárias.

Eduardo Natal explica que os novos tributos serão cobrados apenas dos fornecedores que realizem operações de forma habitual e profissional, caracterizando-os como contribuintes. "O puro adquirente de bens imóveis não é obrigado pela lei a prestar contas da CBS e do IBS. No entanto, como o regime de tributação tem como princípio levar a carga tributária para o consumidor final, na prática, ele acabará pagando os tributos, não como responsável legal, mas sim como destinatário do custo dessa incidência", afirma o advogado.

Para quem já possui um imóvel e decide vendê-lo, os tributos CBS e IBS incidirão apenas sobre a diferença entre o preço de aquisição registrado e o valor de venda. “Quando você detém um imóvel no seu ativo e faz a venda por um valor superior ao registrado, os tributos incidem apenas sobre essa diferença”, destaca Natal. Esta regra visa evitar a dupla tributação e aliviar um pouco o impacto sobre os vendedores.

No caso de aquisição de terrenos por incorporadoras e construtoras de pessoas físicas, inicialmente não haverá incidência de CBS e IBS, uma vez que uma pessoa física não é considerada contribuinte habitual. “O custo de aquisição desses terrenos não incluirá os tributos, já que uma pessoa física em particular não é obrigada a pagar CBS e IBS”, explica o advogado. Isso pode representar uma vantagem competitiva para as empresas que adquirem terrenos de pessoas físicas.

Atualmente, o setor de construção e incorporação imobiliária é tributado pelo Regime Especial de Tributação (RET), com uma alíquota de 4% que engloba PIS/Cofins, Imposto de Renda e Contribuição Social. No entanto, com a reforma tributária, essa alíquota pode sofrer um aumento significativo. “Com a redução de 40% da alíquota base, que passaria de 27% para 15,9%, mais o ITBI de 3%, teríamos uma alíquota efetiva de 18,9%”, alerta Natal. Ele ressalta que o aumento da carga tributária é significativo, especialmente considerando que a mão de obra, um dos principais insumos do setor, não gera direito a crédito tributário.

Para o setor imobiliário, essas mudanças podem resultar em um aumento de custos que será repassado ao consumidor final. Natal enfatiza que, mesmo com os possíveis créditos gerados pela aquisição de materiais e contratação de subempreiteiros, uma nova alíquota efetiva será significativamente maior do que as praticadas atualmente. “A nova alíquota efetiva será certamente acima da casa dos dois dígitos, superando as alíquotas atuais de 4% do RET e 6,73% do lucro presumido”, conclui o advogado.

Em resumo, a reforma tributária traz uma série de mudanças que, embora visem simplificar e unificar o sistema tributário, podem resultar em um aumento da carga tributária para o setor imobiliário. As incorporadoras, construtoras e consumidores finais devem estar atentos a essas novas regras e preparar-se para os impactos econômicos que elas trarão.

Fonte: Eduardo Natal, sócio do escritório Natal & Manssur Advogados, mestre em Direito Tributário pela PUC/SP e presidente do Comitê de Transação Tributária da Associação Brasileira da Advocacia Tributária (ABAT).

Indústria de SC deve crescer 4,65% em 2024, acima da expectativa

Superando as expectativas do início de 2024, a indústria catarinense deve crescer 4,65%, contra os 4,51% previstos anteriormente. A estimativa é do economista-chefe da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Pablo Bittencourt.

Em reunião da diretoria da entidade nesta sexta-feira (19), o economista destacou que o Brasil vem mostrando uma transformação na sua dinâmica de crescimento, que favorece a indústria catarinense, dada a diversidade de setores e a característica do parque industrial do estado. “A indústria de SC tem cadeias bem estruturadas na produção de bens duráveis e bens de consumo, que neste momento estão puxando o crescimento do país”, explica. 

De acordo com ele, esse cenário é um reflexo de dois principais fatores: a redução da taxa de juros - com efeitos positivos sobre o crédito - e também a elevada taxa de ocupação na economia brasileira, com impacto sobre o aumento da renda do trabalhador. “A tendência é um aumento na contratação de crédito para financiar o consumo. O endividamento das famílias parou de cair, e a renda das famílias está sendo compatível com redução da dívida e crescimento do consumo, especialmente se a taxa básica de juros voltar a cair no início de 2025, como esperado”, explicou Bittencourt.

Brasil e exterior
A inflação brasileira, um dos pilares para a definição da taxa básica de juros, tem se mostrado sob controle. Os recentes resultados do IPCA vieram abaixo da expectativa, a despeito do impacto de preços previstos pela desvalorização do real e dos efeitos da tragédia climática no Rio Grande do Sul na economia. “Tivemos impacto, mas não o descontrole de preços, mesmo com o reajuste dos combustíveis pela Petrobras, a situação no RS e desvalorização do real”, afirmou. 

Aliados a esses fatores, os dados de inflação nos Estados Unidos e a sinalização de redução na taxa de juros por lá este ano, provavelmente em setembro, também contribuem para a percepção de que há espaço para uma redução de juros no Brasil no início de 2025.
 
Desafios
O equilíbrio fiscal é um dos grandes entraves para uma melhora significativa na economia, segundo Bittencourt. Ele salientou que a necessidade de corte de gastos públicos para atingir a meta é premente e, apesar do anúncio do governo federal do corte de R$ 15 bilhões, ainda seria necessário uma nova redução, de pelo menos R$ 11 bilhões para que fosse possível encerrar o ano dentro da banda da meta fiscal. A meta para o exercício é de déficit zero, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima ou para baixo.

A reforma tributária é outro fator de atenção, apesar de a FIESC ter considerado o texto aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados como adequado. “O processo de aprovação conseguiu guardar o que mais importante na reforma: a não-cumulatividade, a equalização da carga tributária, a cobrança no destino e a simplificação”, afirmou.

Bittencourt destacou, no entanto, que o aumento de exceções deve ser monitorado na sequência da tramitação no Senado. Segundo o economista, a futura revisão da reforma, prevista para 2031, poderá equilibrar eventuais distorções e fazer ajustes. Apesar de positiva, essa previsão cria incerteza sobre como será no futuro dos setores que receberam incentivos. 
 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Reforma tributária - A questão federativa nos PLPs 68 e 108/2024

A EC (Emenda Constitucional) 132/2023 previu a substituição do ICMS, ISS, PIS e COFINS por um novo sistema de tributação do consumo, mais simples, racional e alinhado à prática internacional. 

Nesse sistema, a tributação geral do consumo será dual, com um Imposto (subnacional) e da Contribuição (federal) sobre Bens e Serviços, IBS e CBS, instituídos por lei complementar e praticamente idênticos entre si. Eles serão administrados pelo Comitê Gestor do IBS (CG) e pelo fisco federal, cabendo aos entes federados definir suas alíquotas padrão. Haverá, ainda, um Imposto Seletivo para desestimular consumos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, que coexistirá com o IPI, mantido apenas para produtos da ZFM.

A dualidade substitui a ideia original de um único IBS compartilhado entre os entes, que, como alertamos desde os primórdios da PEC 45/2019[1], seria inconstitucional, pois suprimir o ICMS (88% da arrecadação estadual) e o ISS (43% da municipal)[2], deixando o novo imposto a critério do Congresso Nacional, afetaria a autonomia financeira dos entes[3].

Contudo, após a alteração, apontamos para o risco de essa dualidade ser apenas formal, sem garantir um nível satisfatório de autonomia aos entes[4], o que, agora, é confirmado pelos recentes PLPs 68 e 108/2024. Afinal, segundo os PLPs, os entes serão subalternos ao CG, que, por sua vez, ficará na dependência da União quanto à estrutura comum do IBS/CBS. E isso os enfraqueceri a, amesquinhando a Federaç&a tilde;o, o que é vedado.

De fato, a EC teve o propósito de recuperar a racionalidade do sistema tributário. Assim, a dualidade do IBS/CBS precisa ser estruturada de modo a atender à simplicidade, transparência, justiça e cooperação (CF, art. 145, §3º). E isso implica que, além de duais, os tributos têm de ser uniformes, tanto em seus aspectos legais (mesmas regras de incidência) quanto administrativos, com regulamentos, interpretações, obrigações e procedimentos harmônicos (CF, arts. 149-B, art. 156-B e 195, §16).

Consequentemente, a lei complementar deve dispor sobre a matéria de modo a garantir suficiente autonomia dos Estados e Municípios (dualidade), mas, ao mesmo tempo, criar um sistema simples, racional e praticável o bastante (uniformidade) para justificar o abandono do sistema atual, que existe há anos e que, bem ou mal, funciona.

De fato, “a repartição de competências e de receitas tributárias configura um dos pilares da autonomia dos entes” (STF, RE 591033, DJ 24/02/11), pois consagra a descentralização e“divisão de centros de poder”no País (ADI 4228, DJ 10/08/18). Por isso, nem mesmo via emenda pode o Congresso Nacional relativiza-la s“  ou afastá-las”, o que ofenderia “o pacto federativo” e seria tendente a aboli-lo”, o que é vedado (ADI 926, DJ 06/05/94).

Em nosso sistema, competência tributária é o poder do ente para instituir seu tributo por lei própria. Ela não se confunde com a capacidade administrativa de arrecadá-lo ou alterar-lhe a alíquota, que é delegável, sem que isso o tornede competência de quem a exerce, ao invés do órgão legislativo que o cria. Só há competência tributária se o ente pode criar / modificar o tributo quando conveniente[5]. < br />

No caso, há indicativos de que Estados e Municípios podem perder poder em matéria de consumo, pelo prisma tanto da competencia quanto da capacidade tributária.

O teor da EC, a instituição e a estrutura do IBS serão definidas junto com as da CBS, por lei complementar de iniciativa federal, editada pelo Congresso Nacional, ou seja, por veículo e órgão legislativos da União. Assim, ela passará a de ter competência para dispor sobre estrutura do tributo, o que, hoje, os entes fazem por leis próprias. Segundo os idealizadores da EC, isso seria possível por tratar-se de competência compartilhada, a permitir que tributos “distintos” sejam criados por uma lei complementar comum, de caráter “nacional”. Todavia, nacionais são leis complementares de normas gerais para regular a compet encia dos entes, que a exercem por leis próprias, enquanto as que criam tributos são leis instituidoras, mas sujeitas a rito mais rigoroso, pela excepcionalidade do gravame (CF, art. 148 e 154, I).

Além disso, inúmeras prerrogativas inerentes à capacidade administrativa, hoje exercidas pelos entes sozinhos, serão centralizadas no CG. Este, por sua vez, ficará sujeito à União, ao ter de entrar em acordo com ela, nos temas submetidos a harmonização. Estados e Municípios, sozinhos, poderão apenas determinar suas alíquotas-padrão e fiscalizar e lançar o IBS, mas, neste caso, sempre dentro das diretrizes do CG.

Em âmbito infraconstitucional, os PLPsacentuam o risco de centralização, pois, ao preverem estrutura idêntica, evidenciaram a unicidade de fato do IBS/CBS. É dizer: não serão dois, mas um único tributo, cuja dualidade operará não na competência (legislativa), mas na destinação dos recursos e em frações da capacidade de administrar o tributo.  

Além disso, apesar de a representação paritária dos Estados e Municípiossugerir certa independênciado CG, o âmbito para atuação autônoma do órgão será estreito, pois todos os temas comuns ao IBS e CBS dependerão de atos conjuntos com a União. Assim, ele só agirá sozinho em relação a temas procedimentais secundários.

Essa harmonização ocorrerá, conforme a matéria (infralegal/administrativa e/ou jurídica), nos chamados Comitê das Administrações Tributárias e Fórum das Procuradorias. Ainda que a União e o CG tenham 50% dos votos cada, não haverá verdadeiro equilíbrio de forças. Afinal, o interesse da União tende a ser linear, enquanto os dos representantes do CG não o serão, pois terá de haver representação satisfatória dos Estados do Centro-Sul e do Norte/Nordeste, bem como dos grandes e pequenos Municípios. Assim, a União será um bloco monolítico (50%), enquanto o CG se apresentará como um conjunto de até quatro sub-blocos (12,5%) com interesses conflitantes. Logo, bastará à União cooptar um desses blocos para exercer liderança e fazer-se prevalecer nas discussões, como ela já faz outras esferas. Para piorar, os PLPs sequer preveem o tipo de maioria a ser observada nessas votações, o que ficou para um futuro regimento, apesar do seu impacto sobre a Federação. 

Portanto, a prevalecerem os PLPs, a estruturação do sistema previsto na EC pode reduzir perigosamente a autonomia dos Estados e Municípios, a ponto de redefinir, para pior, a qualidade da Federação brasileira (retrocesso), seja porque eles perderiam o poder que hoje possuem, seja, ainda, porque serão duplamente inferiorizados, ao ficar abaixo de um CG central, que, por sua vez, pouco decidirá sem o amém da União.

Nesse cenário, embora ainda não se possa afirmar que a seja inconstitucional, pode ocorrer um processo de inconstitucionalização da reforma tributária, caso ela reduza (ao invés de manter ou aumentar) a capacidade dos Estados e Municípios de custear suas atividades e serviços sem dependerem da União, o que exigiria a rediscussão do modelo, com os custos daí decorrentes para o País. 

Hamilton Dias de Souza é sócio fundador dos escritórios Dias de Souza Advogados Associados e Advocacia Dias de Souza, mestre e especialista em Direito Tributário pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Humberto Ávila é fundador do escritório Humberto Ávila Advocacia e professor-titular de Direito Tributário na Faculdade de Direito da USP.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecom ercio-SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Roque Antônio Carrazza é fundador do escritório Roque Carrazza Advogados Associados e professor-titular de Direito Tributário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
 

 

1] SOUZA, Hamilton D.; ÁVILA, Humberto B.; e CARRAZZA, Roque A. A reforma tributária que o Basil precisa, parte 1. CONJUR, 08/11/2019.

[2] Vide dados do Tesouro Nacional citados no parecer de admissibilidade da PEC 45/2019 apresentado pelo Dep. Fed. João Roma à CCJ/CD.

[3] Vide, p. ex., Substitutivo do Deputado Aguinaldo Ribeiro à PEC 45/2019, na Câmara dos Deputados (fase I).

[4] SILVA MARTINS, Ives G.; SOUZA, Hamilton D.; ÁVILA, Humberto; e CARRAZZA, Roque. Considerações necessárias sobre a reforma tributária. Portal Tributário, 03/07/2023.

[5] CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de direito constitucional tributário. São Paulo: Malheiros, 1997. 

Comentário do Fabio Assolini, diretor da equipe de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, sobre o apagão cibernético:

O mundo inteiro tem acompanhado a notícia de um apagão global de TI que afetou milhares de empresas em todo o mundo, incluindo aeroportos e bancos. Já se sabe que a causa do problema é uma atualização de software lançado pelo fornecedor de cibersegurança Crowdstrike.

Com base em relatos da mídia, o número de empresas e dispositivos afetados podem exceder a casa das centenas ou milhares. Nesta fase, é difícil estimar quanto tempo levará para resolver o problema, pois a dificuldade reside no fato de que quando esse tipo de problema ocorre, cada dispositivo (computador, laptop ou servidor) deve ser reinicializado manualmente em modo de segurança; e isso não pode ser automatizado usando ferramentas de gerenciamento. Este é, de fato, um problema muito sério que tem afetado numerosos sistemas, incluindo ambientes de infraestruturas críticas.

Para evitar tais situações, os fornecedores de segurança da informação precisam ser altamente responsáveis pela qualidade das atualizações que lançam. Na Kaspersky, todas as atualizações são acompanhadas por um número significativo de testes e verificações internas. Até que sejam aprovados, a versão não será lançada para os clientes. Desde 2009, administramos uma estrutura interna para evitar falhas em massa entre nossos clientes. Dentro dessa estrutura, cada atualização passa por uma verificação de qualidade com vários níveis. Isto nos permite corrigir todos os problemas identificados antes de um lançamento, analisar as razões por detrás de cada problema e desenvolver medidas preventivas adequadas.

Também é importante aderir ao princípio de lançamento granular de atualizações. Isto significa que não são distribuídos globalmente a todos os clientes simultaneamente, mas sim em etapas, para que em caso de alguma falha imprevista seja possível localizá-la e corrigi-la rapidamente.

Além disso, é necessário monitorar e responder imediatamente a qualquer situação, interrompendo as atualizações com urgência.

Caso surja algum problema inesperado que afete os nossos clientes, sempre realizamos seu registro, com a devida prioridade, e analisamos quais as medidas que necessitam ser tomadas e implementadas. Resolver o problema passa a ser uma prioridade em todos os níveis da empresa. Tal como acontece com todos os ciberincidentes, é crucial não só eliminar os danos visíveis, mas também encontrar e corrigir a causa raiz, a fim de evitar incidentes semelhantes no futuro.

Sobre possíveis repercussões, acreditamos que cibercriminosos possam explorar a situação a seu favor, lançando campanhas maliciosas. Outra consequência é a exposição indesejada. Uma das estratégias de defesa em segurança corporativa é esconder qual solução de segurança é usada. Quando essa informação se torna pública, mesma que indiretamente e involuntariamente, isso dá ao criminoso uma vantagem, pois poderão se preparar melhor caso tenham intensão de atacar.

Com lançamento da luxuosa OKEAN 80, YACHTMAX encanta visitantes no Marina Itajaí Boat Show em SC

O Sul do Brasil foi palco para o lançamento mundial da nova versão do iate OKEAN 80, produzido pelo Grupo OKEAN em Santa Catarina. O modelo com mais de 24 metros de comprimento estreou no Marina Itajaí Boat Show, maior evento náutico do Sul do país, e surpreendeu o público pela amplitude e projeto arquitetônico trazendo um conceito inovador ao mercado náutico. Além deste modelo, uma Ferretti Yachts 720, da renomada marca italiana, com mais de 22 metros, também esteve em exposição no estande da YACHTMAX, dealer exclusivo das marcas no Brasil e que integra o Grupo OKEAN. 

 

O estande trouxe elementos que representam a essência Grupo OKEAN, com mobiliários, itens de decoração e gastronomia que reforçaram a brasilidade, acolhimento e cuidado aos detalhes. 

 

O ambiente e as embarcações foram decorados com mobiliários da Artefacto, como sofás, mesas e poltronas. Os tapetes da Oriente-se agregaram ao design do estande e sensação de maior acolhimento aos clientes, bem como vasos vietnamitas da Organne e itens da Marche Objetos, que deram um toque especial à decoração e transformaram tanto o estante como as embarcações em casas. Além das peças únicas da ceramista Adriana Trovati, com conchas exclusivas.

 

O Atelier Carine Sartore, especializado na criação e produção de enxovais exclusivos para iates, com um portfólio de produtos que contempla desde a rouparia de cama e banho das cabines até as áreas de convivência, cuidou de todo o enxoval e almofadas das embarcações. As embarcações também foram decoradas com peças da marca Atelieria, conhecida pelas criações marcadas pela autenticidade e romantismo, além da combinação de desenhos, cores, texturas, tecidos e bordados de alto padrão. Para a OKEAN 80, a marca desenvolveu uma linha exclusiva “Al Mare”, com kimonos, pijamas em seda pura, toalhas estampadas, mantas para as cabines e linha kids, com ursos, colchas, tênis e vestidos.

 

No domingo, a OPTIK Lunettes realizou uma ativação especial aos clientes e visitantes com provador ‘al mare’ de 50 óculos das marcas Moscot, Montblanc, Persol, Miu Miu, D&G, Ferragamo e Tiffany´s. Já a Lexus Barigui foi a responsável pelo shuttle dos convidados da YACHTMAX com dois carros, o modelo RX-500H, um SUV híbrido e esportivo, com mais de 370 cavalos de potência dividido em três motores (1 à combustão e 2 elétricos), teto solar panorâmico, estofamento em couro ecológico e multimídia com conectividade CarPlay. E também o modelo ES-300H, que une luxo, segurança e performance com mais de 210 cavalos de potência em dois motores (1 à combustão e 1 elétrico), bancos de couro premium, central multimídia de 12,3 polegadas e único da sua categoria com 10 airbags.

 

Sobre a YACHTMAX

Fundada em 2016, a YACHTMAX é dealer exclusivo da Ferretti Yachts, OKEAN Yachts, Riva e Pershing no Brasil. Atua também no setor de seguros náuticos, charter e revenda de barcos seminovos de multimarcas. Com sede em São Paulo/SP, possui escritórios em Angra dos Reis/RJ e Itajaí/SC, além de representantes em diversos estados.

Mais informações: https://yachtmax.com.br/ 

 

Sobre o Grupo OKEAN

Desde 2021, o Grupo OKEAN concentra fábrica própria em Itajaí (SC), atualmente com 11 mil m², e detém a licença de produção, única no mundo, dos iates da consagrada marca italiana Ferretti Yachts no Brasil, um dos principais fabricantes de iates de luxo do mundo com mais de 50 anos de história na náutica. O Grupo OKEAN nasceu por meio da marca de iates OKEAN Yachts, fundada em 2015. É responsável também pela gestão da YACHTMAX Brasil, revendedor exclusivo da OKEAN Yachts e da Ferretti Yachts no Brasil. Em dezembro de 2022, trouxe ao estaleiro brasileiro a Marina YACHTMAX com 5 mil m² e que possui o maior travel lift da América Latina, com capacidade de erguer barcos de até 220 toneladas, equivalente a 170 pés ou 50 metros de comprimento. Inaugurou, na segunda quinzena de julho de 2023, a YACHTMAX Service, na Marina Verolme (RJ) dedicada a serviços de reparo e manutenção, com travel lift capaz de erguer barcos de até 110 toneladas. No segundo semestre de 2023, anunciou a revenda exclusiva de modelos Riva e Pershing, da Ferretti Group, no Brasil.

 

Confiança da indústria cai em julho e índice é o menor desde 2023

Empresários industriais estão descontentes com as condições atuais da economia brasileira e apontaram menos confiança em julho. O resultado aparece no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que recuou de 51,4 pontos para 50,1 pontos. A queda do índice para um patamar praticamente sobre a linha divisória de 50 pontos indica a transição de um estado de confiança para um estado neutro. A pesquisa ouviu 1.271 indústrias por todo país, entre os dias 1º e 5 de julho.

“A descontinuação de cortes na taxa Selic e as mudanças no câmbio são pontos que, certamente, abalaram a confiança dos empresários industriais. Ao analisar os componentes do ICEI, vemos com clareza que a queda foi causada pela avaliação dos empresários sobre a economia brasileira, tanto atualmente quanto para os próximos meses”, contextualiza o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

O resultado de julho (50,1 pontos) é o menor índice de confiança registrado pela indústria desde maio de 2023, quando foi registrado um ICEI de 49,2 pontos.

Dados por componentes do ICEI
O Índice de Condições Atuais recuou 1,8 ponto para 44,4 pontos. Nesse índice, o componente que retrata a avaliação das condições atuais relativa à empresa recuou 0,7 ponto, enquanto o índice relativo à economia brasileira recuou quatro pontos, de 41,6 pontos para 37,6 pontos.

Dessa forma, a percepção dos empresários é que as condições atuais estão piores em comparação com os seis meses anteriores, especialmente para a economia brasileira, e, em menor grau, para as próprias empresas.

O Índice de Expectativas também recuou, com queda de 1,1 ponto, para 52,9 pontos. Quando analisado o componente deste índice que reflete as expectativas relativas à economia brasileira nota-se um recuo de 2,9 pontos, de 47,1 pontos para 44,2 pontos. De acordo com a análise da CNI, há uma deterioração das expectativas da indústria para os próximos seis meses da economia brasileira.

Entretanto, o índice que mensura a expectativa dos empresários em relação ao desempenho de suas próprias empresas nos próximos seis meses registrou 57,2 pontos e segue positivo.

Sobre o ICEI
O ICEI consulta empresários industriais para prever o desempenho e sinalizar as mudanças de tendência da atividade industrial. A pesquisa é mensal e coleta as informações necessárias para a construção do ICEI, da Sondagem Industrial e da Sondagem Indústria da Construção.

Custo Brasil: país perde o equivalente a 20% do PIB com ineficiência

Se você vive, trabalha, consome ou produz no Brasil, você é uma das milhares de pessoas que pagam, juntas, R$ 1,7 trilhão por ano pela ineficiência da economia brasileira. Esse é o tamanho do Custo Brasil, o valor que o setor produtivo gasta a mais do que a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para produzir no Brasil. O Custo Brasil é como aquela gordura totalmente dispensável, não a da picanha, mas a do fígado.

O desperdício equivale a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e é maior do que o PIB de vários vizinhos na América do Sul, como Paraguai, Bolívia, Uruguai, Venezuela e Peru. E, juntamente com a carga tributária brasileira, também é a resposta para indignações coletivas como, por exemplo, por que um celular é mais barato no Estados Unidos do que no Brasil.

Quando uma empresa leva entre 1.483 horas e 1.501 horas no processo de apuração, preparação da documentação, declaração e pagamento de tributo, um tempo muito superior ao de qualquer lugar do mundo, é a mercadoria e o serviço nacional que ficam mais caros. A má qualidade da infraestrutura, como a falta de ferrovias, explica o elevado custo do frete.

Por que temos poucas ferrovias?
O fato de o Brasil ter o terceiro maior spread bancário do mundo, atrás apenas do Zimbábue e de Madagascar, de acordo com o Banco Mundial, também eleva o preço final de uma mercadoria produzida no país, pois ele impacta diretamente o custo do crédito, do financiamento para o capital de giro e investimentos das empresas. O spread é a diferença entre a taxa que banco paga para captar o recurso e os juros que ele cobra para emprestar. Dados do Banco Central mostram que, em maio de 2024, a taxa de juros média para empresas era de 18,2% ao ano.

“O Custo Brasil é o chamado custo inútil. É inútil porque não agrega nada para ninguém. É uma desvantagem relativa quando o empresário brasileiro vai competir com o produto estrangeiro tanto no mercado interno quanto no mercado exterior”, explica o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Leo de Castro.

A redução do Custo Brasil é a condição para recuperar a competitividade da indústria brasileira
A CNI, em conjunto com as 27 federações estaduais de indústria e com 74 associações industriais, divulgaram a Declaração pelo Desenvolvimento da Indústria e do Brasil. No documento, o setor industrial apresenta os 10 princípios orientadores para impulsionar a agenda de desenvolvimento do país. Cinco deles têm relação direta com o Custo Brasil: sistema tributário moderno e eficiente; custo de capital; recursos humanos capacitados para a nova economia; qualidade regulatória; e energia e transportes mais baratos e eficientes.

Aprovação de projetos pode reduzir em R$ 500 bilhões o Custo Brasil
O conselheiro executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Rogério Caiuby, conta que, há cerca de cinco anos, o MBC desenhou o Custo Brasil, em uma forma de mandala com 12 grandes seguimentos, para torná-lo visível. O desenho faz o caminho da vida de uma empresa e os obstáculos vivenciados da porta da fábrica para fora: abertura, financiar capital, contar com pessoas, infraestrutura, acessar insumos básicos como energia, segurança jurídica, questão tributária, participação em cadeias globais de valor, burocracia, inovação, competir e ser desafiado de forma justa e encerrar o negócio.

“A baixa qualificação dos recursos humanos é a parte que mais pesa no Custo Brasil, quando entram no mercado de trabalho. O segundo ponto que mais impacta é o fato de honrar tributos, seguido da falta de infraestrutura e logística. E vivemos uma dicotomia no caso da energia. Temos a matriz energética mais limpa do mundo, no custo mais baixo, que se torna cara devido aos encargos e perdas do sistema. É um custo muito real que drena a capacidade de competir do setor produtivo”, explica Caiuby.

“A ideia é manter atualizado o valor do Custo Brasil a cada dois anos e acompanhar projetos mais maduros para entender até que pontos eles têm a capacidade de entregar o que era esperado deles. Um exemplo é o acesso à banda larga. Temos um projeto que foi aprovado que é o 5G, mas ele depende de outro, bastante polêmico, que é a questão das antenas. Então estamos acompanhando para saber se, na próxima medicação, ele terá um impacto nesse ponto da comunicação”, explica Caiuby.

Reforma tributária vai eliminar distorções que reduzem a competitividade da indústria
O novo sistema de tributos sobre o consumo vai eliminar distorções que reduzem a competitividade da indústria, como a cumulatividade, o acúmulo de créditos tributários, a oneração dos investimentos e das exportações e os custos para calcular e pagar os tributos.

Aprovação da reforma tributária é uma grande conquista para o Brasil, avalia CNI
Na avaliação da CNI, será uma excelente mudança, principalmente neste momento em que o país discute como promover a neoindustrialização da economia brasileira.

Recursos humanos capacitados para a nova economia
Até 2025, o Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas em ocupações industriais, sendo 2 milhões em formação inicial – para repor inativos e preencher novas vagas – e 7,6 milhões em formação continuada, para trabalhadores que precisam se atualizar. Isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos será em aperfeiçoamento.

O mercado de trabalho passa por uma transformação, ocasionada principalmente pelo uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva. Por isso, cada vez mais, o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação para que os profissionais estejam atualizados.

Em quatro anos, devem ser criadas 497 mil novas vagas formais em ocupações industriais, saltando de 12,3 milhões para 12,8 milhões de empregos formais. Essas ocupações requerem conhecimentos tipicamente relacionados à produção industrial, mas estão presentes em outros setores da economia.

Brasil precisa qualificar 9,6 milhóes de trabalhadores em ocupações industriais até 2025
Qualidade regulatória: economia brasileira precisa de sistema transparente, previsível e baseado em evidências
Regulamentos dispersos em mais de 30 órgãos do governo federal, sobreposição de regulamentos técnicos e regulamentação excessiva de itens são as principais dificuldades encontradas pelas indústrias no sistema de garantias da qualidade de produtos e serviços brasileiro. Os dados são da Sondagem Especial: Infraestrutura da Qualidade Industrial da CNI.

De acordo com a pesquisa, as principais dificuldades para as empresas se manterem atualizadas em relação às normas técnicas e requisitos técnicos são:

• grande quantidade de normas e regulamentos técnicos existentes (50% das respostas);

• grande quantidade de órgãos que produzem normas e regulamentos técnicos (29% das respostas);

• velocidade de mudança nas normas e regulamentos técnicos (25% das respostas).

A CNI ouviu 1,7 mil empresas das indústrias extrativa e de transformação. Destas, 704 são pequenas, 589 são médias e 407 são grandes.

“A reclamação do setor industrial não é sobre manter os produtos em conformidade com os padrões de qualidade, o que é visto como investimento e parte da atividade empresarial, mas sobre os pontos críticos elencados. É comum, por exemplo, a regulamentação de um produto sem que seja feita uma análise prévia, para identificar se ele representa riscos para o consumidor e para o meio ambiente”, explica a gerente de Estatística e Competitividade, Maria Carolina Marques.

A CNI avalia que essa análise é fundamental para reduzir os excessos. Ainda de acordo com a sondagem, para 65% das empresas entrevistadas, o sistema é considerado oneroso.

Energia e transportes mais baratos e eficientes
Os diversos subsídios e encargos embutidos na conta de luz do consumidor são um dos principais fatores para que o Brasil tenha uma das tarifas de energia elétrica mais altas do mundo. Pesquisa da CNI mostra que para 55% dos empresários industriais brasileiros, o excesso de subsídios do setor elétrico afeta diretamente a competitividade da indústria.

Outros 47% apontam que tais benefícios concedidos a determinados setores da economia – como a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), as Fontes Incentivadas e o subsídio para geração distribuída, são os responsáveis pelo elevado custo da conta de luz no país. Levantamento da CNI com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostra que encargos somados aos impostos representam 44,1% do valor da conta de luz. Segundo os dados, os custos conjunturais (compostos pela Conta Covid e pela Escassez Hídrica) e estruturais somaram em 2023 um total de R$ 102,35 bilhões.

Dentro dos custos estruturais destaca-se a Conta de Desenvolvimento Energético. Criada em 2002, a chamada CDE impactou a conta de luz no ano passado em R$ 40,1 bilhões - em 10 anos a conta saltou de R$ 14,1 bilhões para a cifra atual. A CDE é um fundo setorial que tem como objetivo custear diversas políticas públicas do setor elétrico brasileiro, entre as quais subsídios para fontes incentivadas de energia, para o carvão mineral e para a geração distribuída.

A conta chega: quase metade da fatura de luz é composta por impostos e encargos
Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo tem como bandeira a redução do Custo Brasil
A Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo foi montada em agosto de 2021 com o objetivo de discutir e propor medidas de enfrentamento ao Custo Brasil. Dos projetos que compõem a Agenda Legislativa da Frente, 70% estão alinhados com a pauta mínima da indústria, nas áreas prioritárias para a redução do Custo Brasil.

Fazenda apresenta pacote de incentivos a setores industriais de SC

O secretário da Fazenda estadual, Cleverson Siewert, apresentou a industriais catarinenses, nesta quinta-feira, um resumo das propostas de alteração e adaptação da legislação tributária e de incentivos fiscais enviado à Assembleia Legislativa, durante a reunião da Câmara de Assuntos Tributários da Federação das Indústrias de SC (FIESC). 

Ele destacou que a maior parte das mudanças propostas nas leis tributárias visam aumentar a segurança jurídica oferecida aos contribuintes e que nenhuma alteração prevê aumento de impostos. 

Siewert informou ainda que a Secretaria recebe, ao longo do ano, várias demandas de diferentes setores, analisa e elabora um pacote de medidas tributárias para enviar para a Assembleia, sempre com foco no desenvolvimento econômico do estado e medindo o impacto socioeconômico das decisões. “Mapeamos as contrapartidas das empresas e dos setores em termos de geração de emprego e renda e do investimento”, explicou. 

O pacote de incentivos atende cerca de 700 empresas, que empregam aproximadamente 230 mil trabalhadores. O impacto financeiro das dez medidas será de R$ 191,1 milhões no primeiro ano, R$ 127,3 milhões no segundo e R$ 102,3 milhões no terceiro ano em diante. (Confira os detalhes)

Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, a disposição do secretário em ouvir o setor produtivo demonstra a boa vontade do governo no reconhecimento da importância fundamental da indústria para o desenvolvimento socioeconômico do estado. “Nosso objetivo é manter os investimentos em SC, entendendo o desafio fiscal do estado”, salientou Aguiar. 

O presidente da Câmara de Assuntos Tributários da Federação, Thiago Fretta, destacou a proatividade da Secretaria em procurar o setor produtivo para expor as medidas e destacou que a FIESC vai encaminhar as propostas para considerações dos sindicatos que representa, para colher contribuições. “Sempre estamos abertos a ouvir o setor produtivo, no sentido da transparência e no espírito de colaboração”, afirmou Siewert. 

Indústria de fraldas descartáveis aposta no desenvolvimento de categorias para driblar queda nas vendas

A indústria de fraldas descartáveis, tradicionalmente focada nos públicos infantil e idoso, têm buscado agregar produtos cada vez mais específicos à sua linha. É o que Priscila Ariani, Diretora de Marketing da Scanntech, plataforma de soluções de inteligência para o varejo, chama de ‘desenvolvimento de categorias’. “A partir do momento que você segmenta, consegue abrir novas frentes de consumo. Não estamos falando apenas de fraldas, mas de um item noturno para um bebê de três e outro para uma criança de cinco anos utilizar na piscina. A segmentação melhora o atendimento ao consumidor e promove o desenvolvimento da categoria”, explica.
 
O mercado que, comumente, apresenta crescimento a partir da concorrência direta entre marcas, têm buscado esse caminho alternativo para lidar com contextos como a queda de 3,1% no faturamento de fraldas infantis e estabilidade nas fraldas geriátricas, como apontado por dados da Scanntech. Além disso, a mudança de comportamento dos consumidores é um ponto de atenção, a exemplo da queda de nascimentos. Em 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou a maior diminuição no percentual de nascimentos em 45 anos.
 
Tendo isso em vista, o setor de fraldas geriátricas busca por expansão do portfólio para reduzir a faixa etária dos consumidores com a inclusão de produtos que atendam a meia-idade, como absorventes para incontinência urinária leve em mulheres. Já na outra ponta, tendências como o 'desfralde gentil', o prolongamento do período de uso de fraldas para garantir um processo mais tranquilo de retirada, têm impulsionado a demanda por peças em tamanhos maiores, como o XXXG, e itens de vestir, como as ‘panties’. 
 
Outra estratégia adotada pelas marcas é o upsizing, que consiste no aumento do tamanho médio das embalagens. O estudo da Scanntech ainda apontou que as marcas de baixo preço (valor unitário abaixo de R$ 0,91) aumentaram suas embalagens em média 6,8%, enquanto as de preço médio (entre R$ 0,91 e R$1,42) tiveram um aumento de 6,5%. Isso torna os produtos mais atrativos para os consumidores, que compram mais por um valor semelhante ao de marcas premium.

Sobre a Scanntech
Usada por 90% dos top varejistas do canal alimentar e por mais de 300 das maiores indústrias, a Scanntech segue revolucionando o modo de se usar informações de mercado. A companhia desenvolveu uma plataforma de inteligência granular, ágil e acionável, que permite a identificação das maiores oportunidades, alavancando os resultados do varejo, da indústria e dos distribuidores e aproximando os parceiros comerciais. Ao todo, analisa dados de mais de R$ 763 bilhões do faturamento do varejo brasileiro por meio de uma base robusta e granular, com mais de 10 bilhões de tickets ao ano de mais de 40 mil PDVs automaticamente, sem manipulação humana, para oferta de insights.

Voos no aeroporto Salgado Filho serão retomados em outubro
O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, já tem data para retomar as operações aéreas. O principal aeroporto da região Sul voltará a receber voos no mês de outubro. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (16) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante coletiva de imprensa. Antes do comunicado, a Fraport, concessionária do terminal, apresentou ao Governo Federal o diagnóstico sobre a situação da pista de pouso e decolagem, que durante semanas ficou submersa pelas enchentes provocadas pelas fortes chuvas na região.
 
Costa Filho destacou que, inicialmente, o aeroporto voltará a operar de forma parcial com cerca de 50 voos diários, o que representa média de 350 operações aéreas por semana. O ministro ressaltou que o Governo Federal trabalha com plano de retomada integral das operações até o final deste ano. “Essa será a primeira etapa da reabertura do aeroporto. Nossa estimativa é que, até dezembro, o terminal estará 100% aberto e operando como estava funcionando antes da enchente que ocorreu no estado. Isso revela o esforço coletivo realizado pelo Governo Federal e pela Fraport”, indicou.
 
A análise técnica da pista, iniciada em junho, foi apresentada pelos representantes da concessionária em reunião realizada na Casa Civil da Presidência da República. De acordo com o cronograma previsto, na sua abertura, os voos serão realizados em 1.700 metros da pista, que conta com 3.200 metros de comprimento e 45 metros de largura. Até o final do ano, a pista será integralmente utilizada.
 
“Na primeira etapa, está sendo feito um esforço concentrado, no qual serão abertos, no mês de outubro, cerca de 1.700 metros. Os outros quase 2.000 mil metros serão reabertos em dezembro. A nossa meta é que o aeroporto possa funcionar das 10h da manhã às 22h da noite, com voos domésticos e internacionais”, frisou.
 
"O ministro da Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, classificou como positiva a reunião realizada entre o Governo Federal e os representantes da concessionária. Segundo ele, a reabertura do terminal Salgado Filho demonstra o comprometimento de todos para o fortalecimento do estado. A orientação do presidente Lula, para todos nós, foi de construir essa alternativa e eu considero que é um resultado muito positivo, muito satisfatório, uma resposta concreta do compromisso do nosso governo em fazer tudo aquilo que for necessário para a retomada da atividade econômica, de todas as atividades do nosso estado", destacou.
 
Retomada do aeroporto
 
O aeroporto Salgado Filho reabriu na última segunda-feira (15) os serviços de embarque e desembarque de passageiros. Desde então, os procedimentos de processamento de passageiros e controle de segurança passaram a ser realizados no sítio aeroportuário. Até outubro deste ano, os voos continuarão a ser realizados na Base Aérea de Canoas, aberto em maio para operações comerciais.
 
Veja a seguir as principais ações realizadas pelo Governo Federal desde o fechamento do aeroporto Salgado Filho:
• 6 de maio – Apresentação de medidas emergenciais para garantir continuidade dos serviços essenciais no modais portuário, hidroviário e aeroportuário;
• 9 de maio – Anúncio da malha aérea emergencial para atender a população do Rio Grande do Sul. Ampliação de voos em 6 aeroportos do Estado (Caxias do Sul, Santo Ângelo, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria, Uruguaiana) e abertura da Base Aérea de Canoas para operar voos comerciais;
• 27 de maio – Início das operações comerciais na Base Aérea de Canoas. O aeródromo militar iniciou com capacidade em receber até 35 voos semanais,
• 10 de junho – Ampliação da malha aérea na Base de Canoas, passando de 35 para 70 frequências semanais;
• 11 de junho – Reabertura do terminal de cargas do Salgado Filho. Local não foi danificado pelas águas. Espaço voltou a funcionar após recebeu o aval dos órgãos competentes: Anvisa, Receita Federal e Vigiagro;
• 15 de julho – Retomada dos procedimentos de embarque e desembarque no aeroporto Salgado Filho;
 
 
Multinacional abre mais de 50 vagas remotas em regime CLT para todo o Brasil

 A Avalara, fornecedora de soluções de gestão fiscal baseadas em nuvem para empresas de todos os portes, anuncia a ampliação de seu Centro Global de Excelência no Brasil, com foco em Desenvolvimento de Software e incremento na sua área de Marketing Corporativo Global. A Avalara Brasil tem mais de 80 vagas abertas, em vários níveis de atuação, sendo todas de forma 100% remota.

Devido ao enorme sucesso nas inscrições durante os recentes eventos de contratação realizados no início do mês de junho, o time de Tecnologia global rodará o Brasil para entrevistar pessoalmente e recrutar os candidatos interessados nas oportunidades relacionadas a Desenvolvimento de Software e Infraestrutura, que está com cerca de 50 vagas abertas. Dessa forma, estão previstos outros encontros para contratação, como na cidade de São Paulo, em 27 de julho. Além dessas cidades e do planejamento de mais algumas que virão em breve, também estão sendo previstos eventos virtuais para dar a chance de participação a profissionais de todas as regiões do Brasil.

Segundo Leonardo Nogueira, Diretor Sênior de Engenharia na Avalara, os eventos de recrutamento em São Paulo e no Rio de Janeiro foram um verdadeiro sucesso. "Estou verdadeiramente impressionado com o alto nível dos profissionais que tivemos a oportunidade de conhecer nestas cidades", destaca. Os eventos não apenas permitiram à empresa fortalecer sua base de conhecimento técnico, como também foram cruciais para a expansão dos times locais.

“Estamos abrindo oportunidades para as pessoas que queiram se unir a times globais, participando de equipes multidisciplinares, pois temos representantes de diversas regiões do mundo e trabalhamos em constante colaboração. Nossa empresa é reconhecida mundialmente pela qualidade e engajamento de seus colaboradores, sendo que, recentemente, conquistamos o prêmio Gallup Exceptional Workplace Award (GEWA) de 2024”, explica Katharina Andreoli, Diretora de People&Culture para a Avalara na América Latina.

Todas as vagas são em regime CLT. Pelo fato de serem oportunidades na modalidade 100% remota, haverá ajuda de custo para internet, disponibilização de computadores e telas extras. “A Avalara entende que para se trabalhar com tecnologia, promovendo soluções inovadoras aos nossos clientes, é necessário manter-se sempre atualizado. Dessa forma, fornecemos gratuitamente acesso à plataforma de ensino Udemy àqueles funcionários que quiserem se aperfeiçoar profissionalmente. Outro benefício é o nosso Programa de Assistência ao Empregado, no qual o nosso ‘Avalariano’ pode contar com orientações financeiras, jurídicas e psicológicas”, acrescenta Katharina.

Nas áreas de Desenvolvimento de Software e Infraestrutura, as vagas do Centro Global de Excelência são destinadas aos cargos júnior, pleno, sênior e gerência. No setor de Marketing, que estão disponíveis no site da empresa neste link, as oportunidades são para os níveis de coordenação e gerência. Todas as vagas podem ser visualizadas no site de Carreiras da Avalara Global aplicando-se o filtro “Brazil”. Nos eventos presenciais de captação de talentos do time de Tecnologia, há limite de participantes. Os interessados devem se inscrever através desta página. Para saber datas e locais dos próximos eventos, os interessados devem ficar atentos à rede social da Avalara Brasil.

Sobre Avalara
A Avalara torna o compliance fiscal mais rápido, fácil, preciso e confiável para mais de 41.000 clientes em mais de 75 países. As soluções de software de automação de conformidade fiscal da Avalara utilizam mais de 1.200 integrações de parceiros tecnológicos firmadas com as principais plataformas digitais de ERP, comércio eletrônico, e outros sistemas de compras e faturamento para dar confiabilidade aos cálculos e determinação de impostos, gerenciamento de documentos fiscais, preenchimento de declarações fiscais e acesso a conteúdo fiscal. Visite https://www.avalara.com/br/pt/.

Produção da indústria pesqueira deve chegar a R$ 4,08 bilhões

A indústria da pesca catarinense alcançou R$ 3,8 bilhões em valor bruto da produção, o que coloca Santa Catarina na primeira posição do ranking nacional, com 61,6% de participação em 2022 (último dado disponível). A estimativa para 2023 é de R$ 4,08 bilhões. Os números foram apresentados nesta quarta-feira, 10 de julho, em Itajaí, durante reunião da Câmara de Desenvolvimento da Pesca da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), realizada na ExpoMar 2024.

Com 593 empresas atuando no setor, a indústria da pesca catarinense representava 1% da indústria do estado em 2022. Esse número demonstra um crescimento de 18,84% entre 2018 e 2022, com uma taxa média anual de 4,7%. O setor gerou 12.206 empregos em 2024, um aumento de 31,29% em relação a 2018, com taxa média anual de crescimento de 4,47%. Santa Catarina se destaca como o estado com maior número de empregos no setor no Brasil, representando 23,9% do total em 2024.

André Mattos, presidente da Câmara de Desenvolvimento da Pesca da FIESC, destaca que os números apresentados na reunião demonstram a pujança do setor pesqueiro em Santa Catarina, que se consolida como líder nacional em produção, exportação e geração de empregos. “A combinação de um ambiente de negócios favorável, investimentos em inovação e foco na sustentabilidade garante um futuro promissor para o setor, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico do estado”, afirmou.

Mercado externo

As vendas externas da indústria da pesca em Santa Catarina somaram US$ 42,1 milhões em 2023, posicionando o estado como terceiro maior exportador nacional. Em termos de volume exportado, o estado é responsável por 25% do total vendido ao exterior pelo Brasil (15,03 mil toneladas), o que garante a Santa Catarina a liderança nacional. Entre os principais destinos estão os Estados Unidos (28,35%), a Argentina (27,91%), o Uruguai (7,39%), a Coreia do Sul (5,91%) e Taiwan (4,89%).

Produtividade

A produtividade por trabalhador catarinense atingiu R$ 184,57 mil, posicionando o Estado como o segundo no ranking nacional. O estado lidera o ranking nacional em valor da transformação industrial, com R$ 1,4 bilhão em 2022, representando 68% da participação no setor. O setor de preservação do pescado e fabricação de produtos derivados do estado faturou R$ 3,67 bilhões em 2022, ocupando o primeiro lugar no ranking nacional do setor e representando 59,4% da indústria nacional de pesca.

Desafios e Oportunidades

Durante o encontro, o economista-chefe da FIESC, Paulo Bittencourt, realizou uma análise dos principais pontos da reforma tributária, que impactará diretamente a indústria pesqueira. Segundo ele, só a simplificação do sistema já proporciona um ganho de produtividade relevante para a indústria brasileira.

No evento, o pesquisador Maicon Zangalli apresentou um estudo aprofundado sobre as tendências do consumo de pescado, destacando a crescente importância da sustentabilidade, bem-estar animal, transparência e experiência do cliente.

O consultor técnico do SENAI, Bruno Alberto Haas, introduziu o conceito e a importância da economia circular para a sustentabilidade do setor e destacou a oportunidade de as empresas transformarem o que hoje é resíduo em outros produtos, como óleo de peixe, farinhas e ração.

*O valor bruto da produção calcula o volume financeiro apropriado pela agricultura e pecuária brasileira, baseado na variação dos preços e da quantidade estimada de produção.

Impulso das Exportações: anúncios de investimentos estrangeiros diretos no Brasil superam US$ 28 bi no primeiro semestre

Os anúncios de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil somaram US$ 28,5 bilhões no primeiro semestre de 2024 – um aumento de 33% em relação ao mesmo período do ano passado.  O resultado já representa 74% dos investimentos anunciados em 2023. Essas e outras informações sobre o comércio exterior estão disponíveis na 3ª edição do Impulso das Exportações, a newsletter da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), publicada nesta quarta-feira (10). 

De acordo com a publicação, os principais setores que receberam anúncios de investimentos em 2024 foram: automotivo (US$ 14,2 bi), fabricação de papel (US$ 4,6 bi), geração de energia elétrica por biomassa (US$ 1,4 bi) e serviços de processamento e hospedagem de dados (US$ 1,3 bi).  No total, foram 186 anúncios de investimentos. 

Exportações brasileiras 

Já as exportações brasileiras chegaram a US$ 167,6 bilhões no primeiro semestre de 2024 - valor recorde na série história. Com expressivo aumento das importações, o saldo comercial foi 5,2% menor que o do primeiro semestre de 2023, mas ainda em patamar elevado, sendo o segundo maior superávit em um primeiro semestre.  

No agregado do ano, o crescimento das exportações foi, mais uma vez, puxado pelo bom desempenho na Indústria Extrativa, sobretudo pelas crescentes exportações de petróleo (+31,2%). No setor agrícola, tiveram destaque as vendas de café não torrado (+49,7%), enquanto na Indústria de Transformação, as exportações de açúcares e melaços (+62,7%), carne bovina (+18,3%) e celulose (+19,5%) tiveram forte expansão. 

Exportações para a África em alta 

Esta edição do Impulso das Exportações traz como destaque, ainda, o recorde histórico para a África. As exportações brasileiras para o continente africano alcançaram US$ 13,2 bilhões em 2023. Em conjunto, os países africanos já são o quarto principal destino das exportações brasileiras e ainda há espaço para ampliação do comércio bilateral. 

A pauta exportadora do Brasil para a África está concentrada em commodities, com destaque para os grupos de produtos do complexo de alimentos e bebidas (como açúcar, milho, carnes de aves, soja, carne bovina e óleo de soja) e para as exportações de minério de ferro e óleos combustíveis de petróleo. Para além das commodities, veículos rodoviários aparecem entre os principais produtos exportados, tendo suas vendas contribuído para a expansão das exportações em 2023.  

Argélia, Egito, África do Sul, Marrocos e Nigéria foram os principais compradores brasileiros do continente, representando quase dois terços do valor exportado no último ano.  

Confira o Impulso das Exportações completo aqui.   

Sobre o Impulso da Exportações 

Desde fevereiro deste ano, a cada três meses a ApexBrasil publica o Impulso das Exportações - newsletter com dados atualizados do comércio exterior brasileiro. O documento apresenta destaques e aponta os principais mercados e produtos exportados, bem como revela o cenário de investimentos no país. O material fica disponível no site da Agência e também é possível se inscrever para recebê-lo digitalmente via WhatsApp. Acesse aqui e se inscreva.  

Sobre a ApexBrasil  

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.  

Assessoria de imprensa ApexBrasil  

Imprensa@apexbrasil.com.br  

Movimento do primeiro semestre do Porto de Imbituba aumenta 17,4%

Continuando a trajetória de resultados expressivos, a Autoridade Portuária de Imbituba concluiu os primeiros seis meses do ano com números históricos. Em relação ao mesmo período de 2023, houve um crescimento de 17,4% na movimentação de cargas, somando cerca de 4,4 milhões de toneladas, e recorde para o acumulado do ano.

A operação de cargas em junho também foi a maior marca para o mês em toda série histórica do Porto Organizado de Imbituba, atingindo cerca de 756,5 mil toneladas, expressivos 43,3% acima do verificado em junho do último ano e 4,3% maior que o mês de maio de 2024.

Os números comprovam que o Porto de Imbituba continua em franca evolução e no caminho certo para o desenvolvimento de suas operações. Os primeiros seis meses do ano foram comemorados pelo presidente da Autoridade Portuária de Imbituba Urbano Lopes de Sousa Netto: “Para este ano planejamos investir mais de R$ 50 milhões com o intuito de expandir cada vez mais nossas operações portuárias. ”.

No que diz respeito ao fluxo de embarcações, o mês de junho se iguala ao recorde de 33 navios atracados, atingidos no último mês de maio, equiparando o melhor resultado da série histórica. Nos seis primeiros meses de 2024, atracaram 162 embarcações no Porto de Imbituba, acréscimo de 11,7% em relação ao mesmo período de 2023.

Em junho, verificou-se a manutenção no fluxo comercial de movimentações de cargas do Porto, com um leve declínio no número de embarques em relação a maio (-4%) e superior ao mesmo período de 2023 (+9,5%), tornando-o assim o principal curso dos produtos que passaram pelo Porto. Já os desembarques tiveram acréscimo em junho (+16,3%), se comparados ao mês de maio e um aumento significativo (+125,3%) em relação a junho de 2023.

Dentre todo fluxo comercial de cargas (embarques e desembarques), os maiores volumes operados continuam sendo o coque de petróleo, os contêineres, os farelos de milho e soja, o sal, a soja e o trigo. Em evidência a continuidade da média de movimentação de 50 mil toneladas de açúcar (granel).

No primeiro semestre de 2024, a liderança das exportações (52,9% do total) vem acompanhada de alta de 19,3% na tonelagem enviada ao exterior, se comparada ao realizado no mesmo período de 2023. Em contrapartida, as importações garantiram a fatia de 37,8% das operações com cargas no Porto de Imbituba, com acréscimo de 24,7% na comparação com o mesmo período de 2023.

Em referência à cabotagem, navegação entre portos do mesmo país, a mesma representou 8,9% da movimentação do Porto no acumulado de janeiro a junho, indicando uma redução de 14,6% na quantidade de cargas em relação ao mesmo período do ano passado.

Os granéis sólidos representaram 3,58 milhões de toneladas no acumulado do ano, crescimento de 15,7% no comparativo com o mesmo período de 2023, distinguindo-se como a maior marca no acumulado do primeiro semestre do ano na história do Porto de Imbituba. Tais cargas (Granel sólido) representam 81,9% de toda a movimentação portuária, com especial relevância para o coque de petróleo, que operou 1.083.063 toneladas em 2024. No contexto geral, as maiores movimentações dentro da rubrica granel sólido foram de coque de petróleo, trigo, farelos de milho e de soja, sal, soja e gipsita.

Operações

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Governo Federal), as operações de importação e exportação em Imbituba movimentaram mais de 1,1 bilhão de dólares neste primeiro semestre de 2024, crescimento de 18,5% em relação ao mesmo período de 2023.

Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins, os números seguem confirmando o crescimento no desempenho do Porto. “Um reconhecimento ao trabalho e gestão portuária que vem resultando em produtividade na movimentação de cargas”, afirma Martins.

“Esses resultados, além de contribuir para Imbituba se consolidar como uma alternativa logística competitiva, representam uma busca constante por uma melhor gestão do Porto com resultados que todos ganham”, avalia o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Urbano Lopes de Sousa Netto.

Foto: Divulgação Ícaro Braga

 
Portonave obtém medalha em classificação global de sustentabilidade

A Portonave, de Navegantes, conquistou a medalha de prata da EcoVadis, fornecedor mundial de classificações de sustentabilidade empresarial. A partir de um questionário de mais de 200 perguntas e mediante apresentação de evidências para comprovação das práticas sustentáveis, o terminal obteve 68 pontos em uma escala de 0 a 100. O reconhecimento é um diferencial que classifica a Portonave entre as 15% melhores empresas globais avaliadas pela plataforma nos últimos 12 meses.

A metodologia adotada é baseada em padrões internacionais de sustentabilidade, como a Global Reporting Initiative (GRI), o Pacto Global da Organização Nações Unidas (ONU) e a ISO 26000 (Responsabilidade Social), e é supervisionada por um comitê científico internacional. São analisados sete indicadores de gestão por meio de 21 critérios de sustentabilidade em quatro temas: meio ambiente, compras sustentáveis, práticas trabalhistas e direitos humanos e ética.

Alinhado à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança, em português) da ONU, o terminal portuário realiza investimentos constantes para adoção de práticas sustentáveis. Como destaque, a empresa utiliza equipamentos elétricos e ecológicos em prol da descarbonização, desenvolve projetos sociais e ações relacionadas à governança corporativa.

Infraestrutura sustentável 
Desde 2016, possui 18 Rubber Tyred Gantry (RTG) eletrificados, guindastes para movimentação de contêineres, o que reduz em 96,5% a emissão de gases poluentes dos equipamentos. Foi o maior investimento em compra sustentável, de R$ 25 milhões. Em 2022, adquiriu a primeira Eco Reach Stacker da América Latina, com redução de 40% da emissão de gases de efeito estufa. 

Em 2023, totalizou 318 placas solares instaladas, que geram cerca de 18.000 kWh/mês (216.000 kWh/ano). No mesmo ano, obteve o certificado I-REC, em que atestou que todas as emissões referentes ao escopo II — emissões indiretas de gases de efeito estufa associadas ao consumo de energia elétrica — foram compensadas. 

Neste ano, iniciou as operações de um Terminal Tractor 100% elétrico, ou seja, sem emissão de gases poluentes. O intuito é avaliar a troca da frota atual, que conta com 40 Terminal Tractors. 

Valorização das Pessoas
Em junho, o terminal recebeu novamente a certificação Great Place to Work (GPTW), com uma nota de 82 pontos, um reconhecimento importante em relação à gestão de pessoas. Por meio do Instituto Portonave, instituição sem fins lucrativos, a companhia impulsiona o desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais está inserida, e apoia a transformação positiva dos territórios com foco na redução das desigualdades sociais. Em 2023, 172 mil pessoas foram impactadas em 40 projetos apoiados.

Ética e governança
As ações da empresa estão de acordo com o Código de Conduta e a Política Antissuborno. Há três anos, a Portonave é certificada na ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno), sendo pioneiro entre os terminais portuários no país. Em 2023, foram ministradas cerca de 195 horas de treinamentos em temáticas relacionadas à ética e à integridade com os profissionais.

Sobre o reconhecimento
A EcoVadis é um fornecedor mundial de classificações de sustentabilidade empresarial testada em mais de 130 mil empresas de 220 setores em 180 países. Para obter o selo, as organizações precisam atingir, ao menos, 30 pontos nos temas de meio ambiente, compras sustentáveis, práticas trabalhistas e direitos humanos e ética. A partir da pontuação, as companhias são classificadas com a medalha bronze, prata, ouro ou platina, e uma árvore é plantada para celebrar a conquista, em parceria com a One Tree Planted, associação sem fins lucrativos.

Com informações da Portonave.

PIB de Santa Catarina deve crescer 2,4% e superar a média do Sul e do país e em 2024, estima Santander

Santa Catarina deve continuar a trajetória positiva e apresentar um crescimento de 2,4% em 2024, na avaliação do Santander. O desempenho é superior ao esperado pelo banco para o País, que prevê alta de 2% para o PIB brasileiro este ano.


Os números estão em um estudo especial que apresenta estimativas da instituição por estados e regiões do país para o horizonte de 2022 a 2025. Os últimos dados oficiais do IBGE para as economias estaduais foram publicados em 2021.


Autor do levantamento ao lado dos economistas Rodolfo Pavan e Henrique Danyi, o economista Gabriel Couto observa que a economia catarinense teve boa performance nos últimos dois anos, com expansão de 4,2% e 3,3% em 2022 e 2023, respectivamente, segundo as projeções do Santander. “Santa Catarina tem indicado taxas de crescimento elevadas nos últimos anos”, observou.
O PIB agropecuário catarinense, que teve forte expansão em 2023, na esteira da retomada de 2022 e da safra recorde, agora tende a apresentar números menores. Depois de um salto de 10% no ano passado, vai diminuir 1% este ano, nas projeções do Banco.  “A devolução de parte dos fortes ganhos da safra de 2023 tende a impactar o PIB do estado, em 2024. Os resultados de Santa Catarina também têm apontado maior volatilidade, em parte como consequência de seguidos problemas climáticos”, aponta Couto.


O PIB industrial do estado apresenta uma estabilidade, apontando crescimento moderado. A projeção para 2023 é de leve recuo de 0,1%, seguido de aumento de 0,5% este ano. Já para 2025 o movimento de crescimento tende a ser mais representativo, chegando a 1,9%.


A melhor projeção é para o setor de serviços, que deve avançar 3,5% em relação a 2023, estima o Santander. De acordo com os últimos dados do IBGE, de 2021, o PIB dos serviços representa 67,9% da economia de Santa Catarina, seguido pela indústria (27,6%) e setor agro (6,3%).


Já para o Sul como um todo, o Santander prevê alta de 0,5% do PIB em 2024, e de 2,4% em 2025. Couto observa que o PIB gaúcho é o mais representativo da região, com peso de 37,5% na economia regional. Paraná e Santa Catarina respondem por 36,8% e 25,7% do PIB do Sul, respectivamente. A desaceleração no crescimento da região este ano acontece em função das enchentes no Rio Grande do Sul, mas queda será recuperada em 2025.

 

Cattalini Terminais celebra 43 anos com anúncio de aumento de calado no berço interno do píer privado

A Cattalini Terminais Marítimos ampliou o calado do berço interno do seu píer privado, passando de 12 para 12,5 metros. Após as recentes campanhas de dragagem, o novo calado recebeu a anuência formal das Autoridades Marítima e Portuária e da Praticagem de Paranaguá, atestando as condições de segurança das manobras dos navios.
“Com o aumento do calado, as operações no píer Cattalini serão otimizadas, permitindo maior equilíbrio das atracações dos navios entre os berços interno e externo, com agilidade e eficiência no tempo de espera para as atracações”, avaliou Carlos Katsuji Ichi, gerente operacional sênior.
O píer da Cattalini Terminais conta com dois berços de atracação. O externo possui calado de 12,8 metros e o berço interno os atuais 12,5 metros. A estrutura tem capacidade para receber navios de 229 e 190 metros de comprimento, respectivamente.

No ano passado, a Cattalini movimentou 5,3 milhões de toneladas de granéis líquidos, um aumento de 4% em relação a 2022. Os resultados foram impulsionados, principalmente, pelas exportações de óleos vegetais e biodiesel e pelas importações de metanol, derivados de petróleo e soda cáustica. 

43 anos
O anúncio do aumento de calado foi divulgado em clima de dupla comemoração, pois a empresa celebra, neste mês, seus 43 anos de fundação junto com os 376 anos da cidade de Paranaguá.

Para marcar as datas, a companhia promove o Festival Cattalini, uma série de diversos eventos culturais, ambientais e esportivos, que tem origem nos projetos que são apoiados por meio de Leis de Incentivo, ao longo do ano. A programação está disponível no site: www.cattaliniterminais.com.br.

Cooperativas do setor agropecuário geram 60 mil empregos em Santa Catarina

A Cidasc destaca o papel dessas cooperativas no apoio às medidas de defesa vegetal, sanidade animal e uso de insumos
O Dia Internacional do Cooperativismo, criado pela Aliança Cooperativa Internacional, há 100 anos, é celebrado todo primeiro sábado do mês de julho. Em Santa Catarina, o movimento cooperativista é bastante forte. São 249 cooperativas em atividade, em ramos diversos, como crédito, infraestrutura, consumo, trabalho, serviços de saúde, transporte e agropecuária.

No segmento agropecuário, 49 cooperativas congregam mais de 83 mil cooperados, que geram  empregos para mais de 60 mil pessoas, sendo parceiras do poder público em projetos importantes para o fortalecimento do setor. Um exemplo são as ações de defesa agropecuária desenvolvidas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). As cooperativas ajudam a levar ao produtor informações sobre medidas de defesa vegetal, como o vazio sanitário da soja, sobre sanidade animal e sobre uso de insumos.

“O cooperativismo traz para nós valores como autoajuda, autorresponsabilidade, igualdade, equidade. São valores éticos, de responsabilidade mútua, de cuidado com o outro. São modelos de negócios que colocam o ser humano no centro de tudo, em que se constrói um mundo em que ninguém é deixado para trás. Isso representa muito do trabalho dos catarinenses. Santa Catarina tem a produção que tem, na qualidade que tem, em grande parte pelo espírito cooperativista”, destaca a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Este ano, o Dia Internacional do Cooperativismo teve como tema "Cooperativas constroem um mundo melhor". A presidente da Cidasc considera que ele expressa corretamente o impacto do cooperativismo catarinense, que movimenta a economia de muitos municípios e ajuda os produtores rurais a crescerem e perseverarem na atividade agropecuária.

O aprimoramento da produção também tem aproximado a Cidasc e algumas cooperativas que beneficiam produtos de origem vegetal. Cooperserra, Auriverde e Cooperja aderiram ao Selo de Conformidade Cidasc, uma certificação de processo para empresas que implementam com sucesso um Sistema de Gestão de Segurança dos Alimentos. Todas foram aprovadas em auditoria e já podem ostentar o SCC na embalagem de seus produtos e em materiais promocionais.

As três já assinaram novos contratos para certificar outros processos de fabricação de alimentos. Após certificar o beneficiamento das frutas, a Cooperserra busca obter o selo também para produtos à base de maçã, como petiscos e sucos. A Cooperja já conquistou o selo para o beneficiamento de arroz e assinou recentemente mais um contrato com a Cidasc para certificar também a produção de farinhas. Na Cooperativa Auriverde, o próximo passo é obter o SCC para sua unidade de produção de panificados congelados.

A adesão ao Selo de Conformidade Cidasc é voluntária. Uma das vantagens é permitir às agroindústrias comprovarem seu compromisso em ofertar alimentos produzidos com elevados padrões sanitários, se diferenciando no mercado.

Petrobras anuncia aumento da gasolina e do gás de cozinha

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (8) que aumentará em R$ 0,20 o preço do litro da gasolina a partir desta terça-feira (9). Com o reajuste, de 7,12%, o preço de venda da gasolina para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,01 por litro.
O impacto no preço da gasolina vendida ao consumidor final, que tem 27% de etanol em sua composição, deverá ser de R$ 0,15 por litro. No entanto, o valor cobrado pelos postos de combustível depende de cada varejista, uma vez que ainda são incluídos no valor as margens de lucro do comerciante e da distribuidora, além dos custos associados ao transporte.

Segundo a Petrobras, esse é o primeiro reajuste da gasolina neste ano. A última vez que a estatal havia modificado o preço do produto havia sido em 21 de outubro de 2023, quando houve redução de 4%. O último aumento ocorreu em 16 de agosto daquele ano (16%).

GLP
A Petrobras também anunciou aumento do preço do gás de cozinha (GLP), que subirá R$ 3,10 por botijão de 13h kg (9,81%) e passará a custar R$ 34,70. O último ajuste no preço do gás de botijão havia sido feito em 1º de julho de 2023, quando houve queda (-3,9%). O último aumento (24,9%) havia sido feito em 11 de março de 2022.

ExpoSuper 2024 proporciona grandes oportunidades para empresários entusiastas

A ExpoSuper 2024, a maior feira de varejo de Santa Catarina, realizada em Balneário Camboriú, foi palco para o sucesso de diversos empreendedores do segmento de alimentos e bebidas. No estande do Sebrae/SC, 30 empresários tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos e conquistar novos clientes entre os mais de 25 mil visitantes.

A participação na ExpoSuper proporcionou aos empreendedores uma plataforma valiosa para se destacarem no mercado, ampliarem sua rede de contatos e conquistarem novas horizontes de negócio. “Essa foi uma oportunidade única para as empresas se exporem para um público amplo e diverso”, afirmou o gestor estadual do projeto de Alimentos e Bebidas do Sebrae/SC Adriano Alves. “A feira proporcionou visibilidade e reconhecimento para os empreendedores locais, fortalecendo o setor de alimentos e bebidas no estado”, complementou.

CONECTANDO O VAREJO COM O FUTURO

Selito Antônio Bordin, proprietário da Pampa Indústria e Comércio (Cachaça Refazenda) em Xanxerê, foi um dos convidados a expor seus produtos no estande do Sebrae/SC durante a ExpoSuper 2024. A experiência foi positiva, como sempre. “O Sebrae/SC sempre nos proporciona oportunidades incríveis, e para minha empresa foi fundamental. A participação na feira rendeu bons resultados, com diversos contatos, alguns já resultando em negócios durante a ExpoSuper e outros ainda em andamento. Foi muito importante essa possibilidade de fidelizar clientes diferentes”, destacou Bordin.

Além dos resultados concretos em vendas, a participação na feira proporcionou outros benefícios à Pampa Indústria e Comércio. Como por exemplo relacionamento com outros participantes e empresas, trocar experiências e informações com outros expositores e visitantes, visibilidade da marca e novos contatos. “A ExpoSuper sempre é um grande evento, e eu fiquei muito feliz por ter sido convidado. Agradeço ao Sebrae/SC por todo o apoio e pelas oportunidades que nos proporcionam”, enfatizou.

Para o proprietário da empresa Fazenda Dragão de Guarujá do Sul, Claudir Olímpio Gräf, a participação na ExpoSuper 2024 foi uma oportunidade valiosa para ampliar a visibilidade da empresa e gerar novos negócios. “A experiência foi muito positiva”, afirmou Gräf. “Conseguimos contato com novos clientes e potenciais parceiros, o que nos abre um leque de oportunidades para o futuro”.

Gräf destacou que já está em negociação com alguns dos contatos feitos na feira, incluindo um possível representante comercial. A empresa também está prospectando novos pontos de venda. O público da feira demonstrou grande interesse pelos produtos da Fazenda Dragão, o que reforça o potencial de mercado. Gräf também buscou firmar novas parcerias estratégicas para impulsionar o crescimento da empresa.

O empresário está otimista em relação ao futuro da Fazenda Dragão e acredita que a participação na ExpoSuper 2024 foi um passo importante para alcançar os objetivos da empresa. “Estamos muito animados com as perspectivas que se abriram para nós”, afirmou. “Trabalharemos duro para aproveitar ao máximo as oportunidades que vão surgir”.

O proprietário da Kufner Indústria de Bebidas e Alimentos de Lajeado Grande, Danny Elson Kufner, comentou que sem conhecer o local do evento, aceitou de antemão o convite do Sebrae/SC, pois tinha em mente a oportunidade que seria para a empresa. “Muitas pessoas vieram ao nosso estande, não conseguia nem sair para almoçar, pois o tempo todo havia interessados em conhecer mais sobre os nossos produtos. Conseguimos contatos com futuros clientes e desde o retorno da feira estamos alinhando. Foi muito bom estar lá para as pessoas conhecerem o nosso produto da destilaria Kufner. Muitos clientes virão nos visitar aqui no oeste para fechar negócios comigo e com outros parceiros aqui da Região”, finalizou.

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5 Dicas para começar o seu Planejamento Financeiro

Planejamento financeiro é algo essencial para a vida de todas as pessoas, tanto na esfera pessoal quanto na profissional. Através do planejamento financeiro, é possível organizar gastos e atingir metas de forma mais assertiva.

Encontrar equilíbrio financeiro é um dos maiores anseios da população. Apesar de parecer impossível conquistar a estabilidade, um bom planejamento é o primeiro passo. O sócio-fundador da assessoria de investimentos Septem Capital, Leandro Lopes, destacou 05 dicas fundamentais para quem quer deixar o medo do dinheiro e organizar a vida financeira:

1. Entenda a sua realidade financeira

Compreender a sua realidade financeira é o pontapé inicial para identificar seu limite de gastos, os custos fixos e dívidas, sua renda mensal e extra, além de avaliar a necessidade de múltiplas contas e cartões de crédito. 

2. Organize os gastos

Utilize tabelas, planilhas, listas, aplicativos ou qualquer ferramenta que ajude na organização dos dados financeiros. Nelas, você pode anotar todas as despesas mensais e de longo prazo, facilitando também a criação de uma reserva de emergência. 

3. Entenda sobre finanças

Busque entender as diversas aplicações do dinheiro, aumente as chances de encontrar oportunidades, seja em investimentos, abertura de novas contas ou até mesmo na compreensão dos juros. Isso ajuda na escolha das melhores opções de cartões de crédito e seus benefícios. 

4. Trace metas

Com objetivos traçados, é mais fácil desenhar a melhor estratégia. Saber o quanto precisa economizar para viajar, comprar uma casa, fazer um procedimento mais caro ou realizar qualquer outro sonho permite alcançá-los com planejamento, tempo e sem sobrecarregar as finanças. 

5. Clássica conselho: economize!

Parece simples, mas essa orientação é a mais valiosa. Economizar, mesmo em pequenos gastos, evitando compras por impulso, vai "limpando" o caminho aos poucos. Para quem tem dificuldades ou não quer fazer grandes mudanças no presente, diminuir os gastos é um ótimo começo.

Todas essas dicas podem ser aplicadas para qualquer objetivo, seja quitar dívidas, realizar viagens dos sonhos ou alcançar a estabilidade financeira. Leandro Lopes destaca a importância do planejamento financeiro a longo prazo para a obtenção de resultados significativos. 

“Planejamento é a base para alcançar o sucesso em qualquer área da vida. Seja qual for o objetivo do investidor, é crucial ter conhecimento de todas as etapas de um planejamento para, então, colocá-lo em prática. É crucial revisar periodicamente o planejamento e adequar-se às mudanças que podem ocorrer, tais como: mudanças de renda, estrutura familiar, saúde, sucessão financeira, entre outros“.

Avaliado em R$ 15,7 milhões, apartamento impressiona com peças assinadas por designers de diversos países

O empreendimento Infinitá Treehouse, da Blue Heaven Empreendimentos, localizado em Itajaí/SC, uma das regiões mais valorizadas do país, tem chamado a atenção pelo apartamento decorado que é uma verdadeira obra-prima ao mesclar sofisticação, design exclusivo e uma forte conexão com a natureza. O projeto foi desenvolvido pela Architects Office que, ao lado da Triptyque Architecture, assina também o conceito arquitetônico do edifício. Com uma piscina de vidro suspensa na varanda, o imóvel tem peças assinadas por grandes designers de diversos países e que exploram formas, materiais e texturas, além de revestimentos inovadores como piso feito com pedras vulcânicas. Avaliado em R$ 15,7 milhões, tem 437 metros quadrados e, cercado de vidros do chão ao teto com vista para o mar e para a Marina Itajaí , foi inspirado no universo náutico. Integra elementos com linhas fluidas e materiais nobres, assim como em um iate de luxo e, ao mesmo tempo, e atemporal. O Infinitá Treehouse tem VGV Total de R$ 150 milhões e 10,5 mil metros quadrados construídos, sendo 15  apartamentos, um por andar.

“O estilo adotado no projeto de interior é contemporâneo, com toques de sofisticação e muitas funcionalidades. Essa inspiração é evidente nas escolhas de materiais naturais como pedras, madeiras e têxteis, que estabelecem uma ligação harmoniosa entre o mar e a mata e proporcionam uma atmosfera serena e acolhedora. As peças de design assinadas adicionam um toque de exclusividade e refinamento”, comenta o gerente de criação da Architects Office, Raphaell Valença. 

Entre as peças assinadas, destaque para a poltrona “Cuca” de Zanine Caldas, a mesa de centro “Água” de Domingos Tótora, a banqueta “Joy” de Jader Almeida, a poltrona “Daruma” de Ale Alvarenga, a luminária “Cesta” de Miguel Milá e a luminária “Tolomeo” de Michele De Lucchi e Giancarlo Fassina. “Estas peças, além de serem esteticamente agradáveis, são feitas com materiais nobres e têm design consagrado, o que proporciona a sensação de diversidade e curadoria ao ambiente”, complementa Valença.

"O apartamento decorado representa mais do que um produto à venda no mercado; é uma mostra arquitetônica impressionante. Localizado no bairro Fazenda, um dos que mais valorizam em Itajaí pela sua localização estratégica, vizinho a Balneário Camboriú, o Infinitá Treehouse oferece uma experiência única de luxo conectado à natureza. Estar cercado por paisagens deslumbrantes faz deste empreendimento um verdadeiro refúgio. Além disso, a proximidade com a Marina Itajaí proporciona a conveniência de ter sua lancha por perto, permitindo escolher sua praia favorita com facilidade. Nosso objetivo foi criar um espaço que proporciona não apenas conforto e sofisticação, mas também uma profunda conexão com o ambiente natural e que respeite e valorize os elementos que tornam esta região tão especial," afirma o CEO da Blue Heaven Empreendimentos, Fabrício Bellini.

Toda a marcenaria do apartamento foi feita pela Ornare, com lâmina 100% natural italiana.
A integração de sistemas de automação para som, iluminação, persianas e cortinas, gavetas e ar condicionado, todos operados pela Alexa, proporcionará aos futuros moradores um conforto adicional. A possibilidade de criar diferentes cenários de iluminação, escolher a trilha sonora do dia, controlar a privacidade com as cortinas e ajustar a temperatura do ambiente, tudo de forma prática e intuitiva, elevaram ainda mais a experiência. Outras novidades tecnológicas como controle da própria churrasqueira são mais destaques. Além disso, o projeto prioriza a sustentabilidade e a eficiência energética, com iluminação 100% LED. 

Sobre a Blue Heaven Empreendimentos 

Comandada pelo especialista em mercado imobiliário Fabricio Bellini, com mais de 20 anos de experiência, a Blue Heaven Empreendimentos tem a missão de oferecer um jeito de morar inovador e de alto conforto em harmonia ao meio ambiente. Com a filosofia "Building With Nature", a empresa coloca sua inteligência construtiva e tecnologia a serviço do equilíbrio da vida. Seus projetos exclusivos são expressões da colaboração entre renomados arquitetos, inovações em materiais construtivos, acabamentos, mobiliário e a busca incessante pela conexão entre o ser humano e natureza, contribuindo com o valor de sustentabilidade em sua essência, além de trazer arte às regiões que estão inseridos.

https://blueheaven.com.br/ 

Iate de luxo com tecnologia aeroespacial será destaque no Marina Itajaí Boat Show

Um verdadeiro ícone  de inovação e tecnologia, o iate de luxo Azimut 74, que traz inovações ao mundo náutico, é fabricado com fibra de carbono 100% pura, material que também é utilizado em foguetes e carros de Fórmula 1. A embarcação, que chama a atenção mesmo à distância, estará em exposição no Marina Itajaí Boat Show, de 4 a 7 de julho, em Itajaí, no litoral catarinense. Com 23 metros de comprimento e o equivalente a cerca de 250 m²,  irá impressionar os visitantes do maior evento náutico do Sul do Brasil. O modelo é fabricado pelo estaleiro italiano Azimut Yachts, líder mundial na fabricação de iates de luxo e pioneiro em trazer o uso da fibra de carbono em grandes estruturas de barcos de lazer A marca tem unidade produtiva em Itajaí/SC, única fora da Itália. Durante os 4 dias de boat show são esperadas mais de 20 mil pessoas.

“A Azimut 74 é um ícone de luxo e tecnologia admirada por clientes do mundo todo e exemplo de inovação graças às novidades trazidas pela marca de forma constante e estudos feitos em nosso centro de pesquisas na Itália. Com o uso da fibra de carbono conseguimos uma redução de 30% no peso da superestrutura e isso resultou em melhor desempenho, navegabilidade, além de alta segurança por ser um material de resistência superior. Além disso, o uso extensivo da fibra de carbono possibilita que a embarcação tenha um design mais arrojado e esportivo, e também primorosos acabamentos, já que é uma tecnologia mais maleável para a moldagem”, explica o CEO da Azimut Yachts Brasil, Francesco Caputo.


O interior da Azimut 74 é um espetáculo à parte, com acabamentos sofisticados e projetado pelo departamento de arquitetura e design da Azimut Yachts. Os móveis são revestidos com tecidos, pedras e madeiras nobres, aliados a um sistema de iluminação em LED com luminárias de design embutidas no teto, que criam uma sensação de aconchego, amplitude e bem-estar. A sala de estar conta com um grande sofá em forma de "C" e poltronas confortáveis, enquanto as janelas panorâmicas que contornam a embarcação oferecem vistas deslumbrantes e maior conexão com a natureza.


No convés inferior, a Azimut 74 oferece quatro amplas cabines, que recebem confortavelmente até oito convidados. Destaque para a cabine principal, localizada no centro do barco, equipada com uma pequena sala de refeições, banheiro privativo e estofamento revestido em couro marfim. O flybridge de 40 m² se assemelha a um terraço sobre as águas, ideal para momentos de confraternização, com um segundo posto de comando e mesa dobrável que pode ser transformada em solário.


O estande da Azimut Yachts no Marina Itajaí Boat Show terá  mobiliário da Zeea, que criou lounges com móveis de design exclusivo, além de tapetes artesanais produzidos pela Decoralle. A grife Jorge Bischoff também marcará presença com seu lifestyle diferenciado para a equipe e os clientes com peças personalizadas e exclusivas feitas especialmente para a marca.
Além da Azimut 74, estarão em exposição os modelos Atlantis 51, Azimut 56, Azimut 62 e Azimut Grande 27 Metri, todos produzidos no parque fabril de Itajaí. 
Sobre a Azimut Yachts

Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut | Benetti com matriz na Itália. Com suas coleções Atlantis, Verve, Magellano, Flybridge, S e Grande, oferece a maior variedade de iates de 40 a 120 pés e é reconhecida como a maior fabricante de iates de luxo do mundo. Está presente em mais de 70 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência. Além disso, conta com fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações entre 51 e 100 pés.

FIESC debate oportunidades de negócios no exterior para setor de moda

As oportunidades para que as empresas relacionadas com o mercado da moda catarinense conquistem mercados no exterior são tema do Workshop de Internacionalização organizado pela Câmara de Desenvolvimento da Indústria Têxtil, Confecção, Couro e Calçados e a Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com a colaboração do SCMC Santa Catarina Moda e Cultura. 

O evento está marcado para o dia 11 de julho, das 9h30 às 15h na Associação Intersindical de Itajaí. Pela manhã, a programação traz palestra sobre os desafios da internacionalização e sobre as oportunidades de parcerias comerciais usando ferramentas como a inteligência comercial.

No período da tarde, a diretora da Mensageiro dos Sonhos, Rita Conti, conta a experiência da marca com a internacionalização. O workshop traz ainda palestra de Wanessa Cabidelli, da secretaria de desenvolvimento social de Minas Gerais, que fala sob

Há 30 anos, Plano Real derrubava hiperinflação e estabilizava economia

Um dos planos mais inovadores da economia mundial completa 30 anos nesta segunda-feira (1º). Há exatamente três décadas, o cruzeiro real, uma moeda corroída pela hiperinflação, dava lugar ao real, que estabilizou a economia brasileira. Uma aposta arriscada que envolveu uma espécie de engenharia social para desindexar a inflação após sucessivos planos econômicos fracassados.
Em meio a tantos indexadores criados para corrigir preços e salários, a equipe econômica do então governo Itamar Franco criou um superindexador: a Unidade Real de Valor (URV). Por três meses, todos os preços e salários foram discriminados em cruzeiros reais e em URV, cuja cotação variava diariamente e era mais ou menos atrelada ao dólar. Até o dia da criação do real, em que R$ 1 valia 1 URV, que, por sua vez, valia 2.750 cruzeiros reais.

“Tem uma expressão popular ótima, que é o engenheiro de obra feita. Depois que fez, dizia: ‘Ah bom, devia ter feito assim.’ Mas durante o processo... Vamos lembrar, foi um processo extraordinariamente arriscado, difícil, com percalços, podia ter dado errado em vários momentos”, relembrou o economista Persio Arida, um dos pais do Plano Real, em entrevista à TV Brasil, durante o lançamento em São Paulo do livro sobre os 30 anos do plano econômico.

Ao indexar toda a economia, a URV conseguiu realinhar o que os economistas chamam de preços relativos, que medem a quantidade de itens de bens e de serviços distintos que uma mesma quantia consegue comprar. Aliado a um câmbio fixo, no primeiro momento, e a juros altos, para atrair capital externo, o plano deu certo. Em junho de 1994, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tinha atingido 47,43%. O indicador caiu para 6,84% no mês seguinte e apenas 1,71% em dezembro de 1994.

Plano Larida
Batizada de Plano Larida, em homenagem aos economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, a ideia de uma moeda indexada atrelada à moeda oficial foi apresentada pela primeira vez em 1984. Em vez de simplesmente cortar gastos públicos para segurar a inflação, como preconiza a teoria econômica ortodoxa, o Plano Larida foi parcialmente inspirado numa experiência heterodoxa em Israel no início dos anos 1980.

No país do Oriente Médio, os preços e os salários foram temporariamente congelados para eliminar a inércia inflacionária, pela qual a inflação passada alimenta a inflação futura. Posteriormente, foi feito um pacto social para aumentar os preços o mínimo possível, e o congelamento foi retirado, reduzindo a inflação israelense.

Uma ideia semelhante chegou a vigorar no Plano Cruzado, em 1986. A estabilização, no entanto, naufragou porque o congelamento estendeu-se mais que o esperado e, temendo repercussões nas eleições parlamentares daquele ano, a primeira pós-ditadura, o governo José Sarney não implementou medidas de controle monetário (juros altos) e fiscal (saneamento das contas públicas). Na época, não existia a Secretaria do Tesouro Nacional para centralizar as contas do governo, e os gastos públicos eram parcialmente financiados pelo Banco Central e pelo Banco do Brasil.

Consenso político
O sucesso do Plano Real, no entanto, não se deve apenas à URV. Num momento raro de consenso político e de cansaço com a hiperinflação, o Congresso Nacional foi importante para aprovar medidas que saneavam as contas públicas. Uma delas, a criação do Fundo Social de Emergência, que desvinculou parte das receitas do governo e flexibilizou a execução do Orçamento ainda no segundo semestre de 1993.

Professora de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Virene Matesco diz que o entrosamento político foi essencial para o sucesso do Plano Real. “Houve uma ação política de um governo transitório, do presidente Itamar Franco. Desprovido de vaidade, que cedeu protagonismo ao presidente Fernando Henrique Cardoso [então ministro da Fazenda]. Houve uma perfeita harmonia entre a política e a economia para impactar no social, com um Congresso desorganizado após o impeachment do ex-presidente Collor”, ressalta.

Um dos criadores do Plano Real e presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, Gustavo Franco diz que o Plano Real envolveu a angariação de apoio político antes de ser posto em prática.

“O Plano Real é uma política pública que envolveu gente que entende do assunto, que conversa entre si e se organizou sob uma liderança política para explicar conceitos e arregimentar apoios políticos. Depois, entrou toda uma engenharia social de fazer acontecer um empreendimento coletivo tão importante, que precisa engajar todo um país. Isso não é simples”, destacou o economista no lançamento do livro dos 30 anos do plano.

Benefícios
Outro pai do Plano Real, o economista Edmar Bacha, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no início do governo Fernando Henrique, diz que o objetivo do plano era fundamentalmente acabar com a hiperinflação. Segundo ele, outras melhorias econômicas, como o aumento do poder de compra, vieram depois.

“Ao acabar com a hiperinflação, o plano deu poder de compra ao salário do trabalhador. O salário não derretia mais, e o trabalhador não tinha de correr para o supermercado no primeiro dia em que recebia o seu salário para chegar antes das maquininhas remarcadoras de preços. Todo esse pandemônio que era a vida do brasileiro com a inflação ficou para a história. Para imaginar o legado do plano, compara com a Argentina hoje, que está tentando fazer o que fizemos com sucesso há 30 anos”, diz Bacha.

Reconhecimento
Três décadas depois, economistas de diversas correntes reconhecem o sucesso do Plano Real em acabar com a hiperinflação.

“O maior ganho do plano real foi trazer a inflação para níveis civilizados, de qualquer país com um sistema econômico minimamente normal. Hoje, a inflação está de 4% a 5% por ano. O mérito do Plano Real foi principalmente civilizatório. Do jeito que era no Brasil, quem mais sofria as consequências eram os mais pobres”, diz o economista Leandro Horie do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que critica o impacto da política de juros altos sobre a indústria.

Também crítica dos juros altos e da dependência da economia brasileira do agronegócio, a economista Leda Paulani diz que o fim da indexação dos preços foi o principal benefício do Plano Real. “Foi um grande sucesso do ponto de vista da estabilidade monetária e conseguiu dar estabilidade humanitária à economia brasileira. O Plano Real conseguiu criar um remédio especial para uma inflação muito especial que a gente tinha, que era uma inflação marcada pelo processo de indexação”, declara.

Economista-chefe da Way Investimentos e professor do Ibmec, Alexandre Espírito Santo classifica o Plano Real como o mais bem-sucedido plano de estabilização econômica na história global recente. “Foi muito bem elaborada a questão da URV, como você falou. O Plano Real usou tanto medidas ortodoxas, de ajuste fiscal e juros altos, para combater a inflação, como heterodoxo, que envolveu a criação de uma moeda paralela temporária”, relembra.

Virene Matesco, da FGV, diz que se emociona ao dar aulas sobre o Plano Real. “Se hoje a nossa vida é muito melhor, é graças aos nossos economistas que construíram um plano que fez muito pouco estrago na economia. Em qualquer sociedade do mundo, o combate à inflação é extremamente doloroso e causa grandes transtornos. O Plano Real acaba com a hiperinflação com quase nenhuma dor. Foi um plano extremamente transparente, feito por etapas e muito bem comunicado à população”, diz.

*Colaborou Vanessa Casalino, da TV Brasil

Apesar de avanço do Pix, dinheiro físico resiste em 30 anos de real

Na feira do Largo do Machado, na zona sul do Rio de Janeiro, o pagamento eletrônico não é unanimidade. Com medo de taxas de maquininhas de cartão ou sem tempo para tirar o celular do bolso e abrir o aplicativo do Pix, há consumidores que ainda preferem pagar as compras com cédulas e moedas, apesar do avanço de meios eletrônicos de pagamento.
“Tenho usado muito [cartão de] débito e Pix, mas hoje terei de sacar dinheiro no banco. A mulher botou um real em cima dos limões que comprei porque o preço aumentou R$ 1 por causa da taxa de cartão”, diz a servidora pública Renata Moreira, 47 anos. “Há lugares estratégicos em que vou com dinheiro, cédula. Às vezes, o Pix dá trabalho porque tem de tirar o telefone da bolsa [em lugares de risco] e tem de ter acesso à internet”, completa.

Segundo o Banco Central (BC), a circulação de papel-moeda persiste em 30 anos de criação do real. Na última sexta-feira (28), conforme as estatísticas mais atualizadas da autoridade monetária, existiam R$ 347,331 bilhões de cédulas e de moedas em circulação na economia, o equivalente a 3,13% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A proporção está diminuindo após a pandemia de covid-19. Em informações exclusivas repassadas à Agência Brasil, o Departamento de Meio Circulante do BC informa que o percentual de papel-moeda em circulação subiu de cerca de 2% em meados dos anos 1990 para um valor ligeiramente abaixo de 4% em 2007. A proporção manteve-se ao redor desse nível até 2019, disparando para 5% do PIB em 2020, com a criação do auxílio emergencial durante a pandemia.

Segundo o BC, após a pandemia de covid-19, o valor de cédulas e de moedas em circulação tem se mantido estável em torno de R$ 345 bilhões, com a proporção em relação ao PIB caindo. “Apesar do surgimento de novos meios de pagamento, como o Pix, para apresentar impactos sobre os hábitos de uso dos meios de pagamento anteriormente existentes será necessário algum tempo, a fim de que a evolução desses impactos possa ser claramente mapeada”, informou o Departamento de Meio Circulante em nota.

Comparação
Em maio, o Pix movimentou R$ 2,137 trilhões, o equivalente a 19,26% do PIB. A quantia e o percentual, no entanto, não podem ser diretamente comparados com os 3,13% do PIB em cédulas e em moedas. Isso porque o Banco Central mede o valor de todas as transações eletrônicas, enquanto o dinheiro físico é calculado com base no estoque fora dos bancos, sem considerar as movimentações.

Segundo BC, o sistema de transferências instantâneas, que funciona 24 horas por dia, tem favorecido a inclusão financeira da população. Conforme dados da Gerência de Gestão e Operação do Pix, ao considerar transações até dezembro de 2022, mais de 71,5 milhões de pessoas que não faziam transferências eletrônicas antes do Pix passaram a fazer esse tipo de operação.

Em relação às faixas de renda, o sistema é usado por pessoas de todos os estratos financeiros. Conforme a edição mais recente do Relatório de Gestão do Pix, possuem pelo menos uma chave Pix 71% das pessoas com um salário mínimo, 85% entre um e dois salários mínimos, 86% das pessoas de dois a cinco salários mínimos, 90% entre cinco e dez salários mínimos e 89% a partir de dez salários mínimos.

Idade
O principal fator de resistência ao Pix e de preferência pelo papel-moeda e pelo cartão de plástico, no entanto, é a idade. Segundo o mesmo relatório, 93% das pessoas de 20 a 29 anos possuem uma chave. A proporção permanece em níveis semelhantes nas demais faixas etárias: 91% de 30 a 39 anos e 92% de 40 a 49 anos. Nas faixas seguintes, o percentual cai: 79% de 50 a 59 anos e apenas 55% na faixa acima de 60 anos.

Frequentadora da feira do Largo do Machado, a aposentada Marina de Souza, 80 anos, personifica a reticência com o Pix, preferindo cartões e dinheiro físico. “Não pago com Pix. Não gosto. Pago mais com cartão de débito, menos na feira, onde só uso dinheiro porque eles anotam uma coisa, a gente se distrai, e eles cobram outra. Então tenho sempre aquele dinheirinho sacado, que fica reservado para a feira. As outras compras, só com cartão”, justifica.

“Ainda estou na fase do dinheiro e do cartão. Não sou muito de Pix ainda não. Tenho [uma chave], mas não aderi muito. Estou sempre com o dinheirinho para pagar as contas”, diz a dona de casa Hilda Pereira, 65 anos, também consumidora da feira do Largo do Machado.

Segundo o BC, parte da decisão de criar as modalidades de Pix saque e de Pix troco, onde o consumidor transfere um valor por Pix a um comércio e saca a diferença em espécie, deve-se à predileção pelo papel-moeda por parte da população. Conforme a autoridade monetária, a preferência é maior em municípios do interior com pouca cobertura bancária.

“A possibilidade de sacar dinheiro usando o Pix teve como objetivo propiciar melhores condições de oferta do serviço à sociedade, principalmente em regiões em que a cobertura da rede bancária é insuficiente. Parte da população brasileira ainda tem hábito de uso do dinheiro em espécie e carecia de uma rede adequada”, explicou o Banco Central em nota à Agência Brasil.

Endividamento
Professora de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Virene Matesco diz que a preferência pelo papel-moeda é desigual conforme a região do país. “Temos um país extremamente heterogêneo. Quero saber se nesse interiorzão do país alguém fala de Pix. Porque muita gente não tem celular moderno”, constata. Segundo ela, o maior avanço de transferências eletrônicas como o Pix, e futuramente o Drex (versão digital do real), está na redução de custos de transação e no aumento da velocidade de circulação da moeda.

Virene, no entanto, admite que o avanço dos sistemas eletrônicos de pagamento tem um risco associado: a ampliação da tendência de o cidadão endividar-se. “A velocidade da circulação aumenta violentamente, assim como a capacidade de o correntista entrar no vermelho. O problema piora com as apostas virtuais de joguinhos online. A tecnologia beneficia muita gente, mas também traz perigos”, adverte.

Índice que mede confiança na indústria cai em 19 de 29 setores, aponta CNI

De modo geral, a confiança da indústria recuou em junho, quando analisada por porte, segmentos industriais e regiões geográficas, de acordo com os Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). Segundo a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, a confiança caiu na passagem de maio para junho. Já na região Sul, houve um avanço de 0,5 ponto no período, de 47,4 pontos para 47,9 pontos. Apesar disso, o índice de confiança na região ainda é o único abaixo da linha divisória de 50 pontos, que separa confiança da falta de confiança.

“Este pequeno avanço foi puxado apenas pelas expectativas positivas das indústrias do Sul para com elas mesmas nos próximos meses. Essa esperança está relacionada às iniciativas em prol da reconstrução do Rio Grande do Sul e toda ajuda recebida. Quando os empresários foram questionados sobre a situação atual da própria empresa e da economia do país, os indicadores apresentaram uma avaliação ainda mais negativa do que no mês anterior”, explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Por setores industriais, a confiança da indústria caiu em 19 de 29 setores. Seis setores passaram de confiantes para um estado sem confiança: produtos de metal (49,8 pontos); vestuário e acessórios (49,5 pontos); metalurgia (48,4 pontos); celulose e papel (49,4 pontos); máquinas e equipamentos (48,6 pontos); e biocombustíveis (48,6 pontos).

No balanço de junho, entre os 29 setores, 17 apresentaram confiança, 11 registraram falta de confiança e um setor mostrou neutralidade - sem confiança, nem falta dela. O número de segmentos industriais que demonstraram falta de confiança em junho é o maior desde outubro de 2023, quando 14 setores registraram falta de confiança.


Pequenas indústrias se aproximam da linha de 50 pontos
A confiança caiu nas grandes indústrias em junho, de 53,5 pontos para 52,5 pontos. Nas médias empresas houve avanço de 51 pontos para 51,5 pontos, e nas pequenas indústrias o índice ficou praticamente estável, variando de 49,9 pontos para 49,7 pontos de maio para junho.

Apesar das pequenas indústrias registrarem índice de confiança abaixo da linha divisória de 50 pontos, o indicador está perto dessa linha e mostra que é uma falta de confiança pouco disseminada.

Sobre os Resultados Setoriais do ICEI
O ICEI Setorial apresenta os resultados da indústria extrativa, da construção e da transformação. A publicação também disponibiliza índices de confiança para os três portes de empresa (pequeno, médio e grande) e para as cinco regiões geográficas do país.

Para essa pesquisa, foram consultadas 1.843 indústrias brasileiras de todos os portes, entre os dias 1º e 12 de junho de 2024.

Gás Natural: solução energética eficiente e econômica para hospitais

Foto: Divulgação / SCGÁS

A SCGÁS atende diferentes estabelecimentos, sendo o ramo hospitalar um grande consumidor do gás natural. O gás natural oferece fornecimento contínuo e seguro, essencial para o funcionamento ininterrupto de diversas atividades hospitalares. Ele também reduz desperdícios, prolonga a vida útil dos equipamentos a gás e diminui custos operacionais. Além disso, sua distribuição canalizada elimina a necessidade de programação e gestão de estoques de combustíveis, simplificando a logística hospitalar.

Até janeiro de 2024, o Hospital da Unimed Litoral em Balneário Camboriú usava GLP – gás de cozinha – como fonte para aquecedores de água. “O GLP era caro e exigia abastecimento com caminhão três vezes por semana, bloqueando parte da calçada da fachada do hospital,” explica Felipe Torino, analista de manutenção da unidade. Depois da instalação, o analista elogia a facilidade de não ter mais caminhões trancando ruas, entrada e até mesmo a chegada de ambulâncias.

A decisão pela troca foi tomada visando também a economia, já que o gás natural tem uma tarifa decrescente, ou seja, quanto maior o consumo, menor é a tarifa. “Outro benefício ainda é reduzir o risco de incêndio, pois os tanques de armazenamento de GLP foram retirados,” reforça Torino.

A versatilidade do gás natural permite seu uso em diversas aplicações hospitalares, como aquecimento de água, cocção de alimentos, geração de energia, esterilização de instrumentos e climatização. “Em cinco meses de uso do gás natural, tivemos uma economia de 30% comparado ao mesmo período de 2023 com GLP,” conclui Felipe Torino.

A conversão do GLP para gás natural foi concluída sem impacto aos pacientes e no setor de esterilização dos materiais médico-hospitalares. Para a instalação, foi necessária uma obra para ligação da tubulação da rede ao hospital. A Unimed Litoral também precisou adequar as instalações internas dos aquecedores e atualizar o projeto preventivo no Corpo de Bombeiros.

A segurança é uma prioridade para a SCGÁS, com sistemas de distribuição modernos e rigorosos padrões de segurança. Em caso de vazamentos, o gás natural se dispersa rapidamente, reduzindo riscos de explosões. A companhia está comprometida em oferecer soluções energéticas inovadoras para atender às necessidades dos hospitais, melhorando sua eficiência operacional e promovendo a sustentabilidade.

Um dos maiores consumidores comerciais

O subsegmento hospitalar é um dos maiores consumidores dentro do segmento comercial, com um consumo de 85.618 m³/mês em maio de 2024. No total, doze unidades hospitalares são atendidas pela SCGÁS atualmente. Dentro do segmento comercial, os ramos de atividade que mais consomem gás natural, com base nos dados de maio de 2024, estão ranqueados em ordem de consumo da seguinte forma:

Shoppings
Hotéis
Restaurantes
Hospitais

Fazenda destaca os impactos da Reforma Tributária e as perspectivas econômicas do Estado no Joinsummit 2024

Debate realizado em Joinville contou com a participação do secretário Cleverson Siewert em painel com o ministro Márcio Franca; Evento ocorreu em paralelo à Expogestão 2024. Fotos: Nilson Bastian/Sindilojas

As mudanças impostas pela Reforma Tributária, seus reflexos nos negócios em Santa Catarina e as perspectivas econômicas do Estado com as novas regras estiveram em debate na primeira edição do Joinsummit, realizado nesta quarta-feira, 26, em Joinville. O evento ocorreu em paralelo à Expogestão 2024 e discutiu temas como inovação, tecnologia e empreendedorismo. 

O painel de abertura do Joinsummit teve a participação do secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, em companhia do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, e do presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah. A mediação ficou por conta da jornalista Estela Benetti.

Diante de uma plateia com a presença expressiva de lojistas do comércio local, Siewert destacou que 70% dos negócios catarinenses estão enquadrados no Simples Nacional. Essas empresas representam 10% do faturamento e fazem de Santa Catarina o Estado com o melhor desempenho do País no varejo. 

Ao compartilhar as considerações do Governo do Estado em relação à Reforma Tributária, o secretário fez uma breve recapitulação das reformas estruturantes realizadas no Brasil nos últimos 30 anos, pontuando o sucesso daquelas que tiveram maior participação na fase de elaboração e as consequências causadas por outras que não foram devidamente analisadas junto à sociedade. 

O teto de gastos, as concessões e marcos regulatórios foram lembrados como exemplos bem-sucedidos em governos passados. Já a reforma no setor elétrico e as mais recentes Leis Complementares 192/2022 e 194/2022, que alteraram a tributação sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e o transporte coletivo, foram citadas como reformas que trouxeram dificuldades para os Estados.

“Somos um País reformista? Sim, é possível fazer reformas, desde que haja o devido diálogo nesse processo”, apontou. Siewert também observou o impacto das principais medidas no crescimento econômico do País.

Na década de 1960, por exemplo, a carga tributária correspondia a 22% do PIB, enquanto o investimento público alcançava o patamar de 4,5% do PIB. Hoje, por outro lado, a carga tributária corresponde a 35% do PIB, mas o volume de investimentos públicos no Brasil é cada vez menor, girando em torno de 2%.  

“Ou seja, nós arrecadamos mais e temos mais dinheiro. Mas o Brasil cresce menos e investimos menos. Para onde foi esse dinheiro? Para manter a máquina pública. Precisamos fazer alguma coisa em relação a isso”, alertou.


Avanços e dificuldades

A elaboração da Reforma Tributária, observou o secretário Cleverson Siewert, contava com princípios importantes em sua concepção: simplificar, reduzir distorções, gerar ganhos em eficiência e transparência. Contudo, a aprovação do texto final instituiu uma série de mudanças desfavoráveis a Santa Catarina e aos outros Estados do Sul e do Sudeste, que juntos representam 55% da população e 60% do PIB nacional.

Com a atuação do governador Jorginho Mello e dos demais governadores participantes do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), Siewert destacou que foi possível corrigir pontos importantes durante as discussões da reforma. Foi garantida a manutenção dos benefícios fiscais pelo período de dez anos, por exemplo, além da limitação da carga tributária e da preservação da receita dos municípios e dos Estados. 

Outras mudanças, no entanto, avançaram sem a concordância do Cosud. Entre outros aspectos que preocupam Santa Catarina, incluem-se os valores e critérios de divisão dos recursos do Fundo de Compensação dos Benefícios Fiscais e a governança do Conselho Federativo, que será responsável pela gestão integrada do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). O secretário também compartilhou ressalvas em relação ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional, que terá seu critério de distribuição baseado pela população (30%) e pelo Fundo de Participação dos Estados (70%).

“A Reforma já passou, agora precisamos nos atentar às leis complementares. Precisamos minimizar essas questões ao longo das discussões”, analisou.


Incentivos Fiscais

O impacto da Reforma Tributária sobre os benefícios fiscais também pautou o debate no Joinsummit. O secretário Cleverson Siewert observou que 95% das receitas de Santa Catarina são próprias e que os incentivos fiscais têm papel estratégico na atratividade de investimentos e no fortalecimento das empresas catarinenses. 

Como a reforma eliminará os benefícios fiscais, regimes especiais e outros tratamentos diferenciados aplicáveis aos tributos que serão substituídos, com algumas exceções, Siewert apontou que o Estado terá de se reinventar.

“Os benefícios fazem muita diferença em nosso Estado. Muitos empreendedores chegaram e outros ampliaram seus negócios dentro desse contexto. Mas, a partir de 2029, os benefícios vão perder potência. Vamos começar um processo de transição desde já. Portanto, teremos que nos diferenciar cada vez mais em outras frentes, como mão de obra qualificada, infraestrutura, segurança jurídica, respeito aos contratos. Teremos que nos reinventar. Já fizemos isto em outros momentos e vamos continuar fazendo”, reforçou.

Em sua participação, o ministro Márcio França defendeu a importância da Reforma Tributária por seu viés de simplificação e foco na comercialização do produto final. O presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, propôs que a discussão das leis complementares à reforma seja pautada por medidas que contemplem a distribuição de renda no País.

O Joinsummit foi realizado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Joinville e Região (Sindilojas), Sindicato dos Comerciários e Sebrae. 

Estação Inverno: trade turístico da Serra comemora investimento do Estado para potencializar atrativos da região

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

O trade turístico da Serra Catarinense está em festa. O recente anúncio de investimentos significativos por parte do Governo do Estado de Santa Catarina promete impulsionar ainda mais o turismo de inverno na região, trazendo benefícios econômicos e sociais para os municípios serranos.

A Serra Catarinense, conhecida por suas paisagens deslumbrantes, temperaturas baixas e atrações naturais, já é um destino procurado durante o inverno. Este movimento estratégico visa não apenas aumentar o fluxo de visitantes, mas também fortalecer a economia local, gerando empregos e fomentando o desenvolvimento sustentável.

“Nossa passagem pela serra foi para abrir a projeto Estação Inverno e potencializar a região. São investimentos da Celesc para ampliar a produção de energia limpa, o anúncio da parceria público privada para a concessão do Mirante da Serra do Rio do Rastro, além de outros investimentos importantes de diferentes áreas. Nossa ideia é mostrar a importância da neve, do frio, da nossa culinária, dos vinhos. Vamos estar ao lado dos grandes atrativos para que possamos explorar turisticamente tudo que temos”, reforçou o governador Jorginho Mello.

O pacote de investimentos inclui a melhoria das rodovias que dão acesso a comunidades do interior e as vinícolas; obras que dão mais qualidade hídrica e energética, além de ações de reforço da segurança para turistas e moradores. O Governo do Estado também está atuando fortemente na publicidade dos potenciais turísticos da serra. A região é referência com a produção de vinhos, visitas à vinícolas, produção de maçã, salame, queijo serrano, peras entre outros produtos. Além disso, a cidade de Urupema é considerada a cidade mais fria do Brasil.

“Seguimos a determinação do nosso governador Jorginho Mello, de a gente olhar sempre com carinho para a Serra. Estamos com ações publicitárias e parcerias com influenciadores digitais regionais e nacionais com o foco em divulgar e promover os atrativos das cidades da região serrana. Em paralelo, o governador tem feito investimentos importantes na região. Essa a primeira vez na história de Santa Catarina que um governador aposta e trabalha o turismo de inverno como produto”, disse o secretário de Estado da Comunicação, João Paulo Gomes Vieira.


Foto: Roberto Zacarias/Secom
O lançamento do “Estação Inverno”, foi realizado na sede da vinícola pioneira dos vinhos de altitude, reuniu cerca de 300 pessoas, entre empresários do setor do turismo, secretários de Estado, deputados, prefeitos da região, jornalistas e dirigentes de entidades ligadas ao segmento.


Foto: Jonatã Rocha/SECOM
A escolha de uma vinícola para apresentar o “Estação Inverno” deste ano não foi por acaso. Quem justificou a escolha foi o secretário estadual de Turismo, Evandro Neiva: “É mais do que merecido ser aqui por toda a história que esse estabelecimento tem, pelo pioneirismo que essa família teve em investir aqui, pelo que ela representa no desenvolvimento do enoturismo catarinense. Por isso, não poderia ser em outro lugar. É uma questão de respeito, de entender que essa vinícola simboliza o inverno e a Serra catarinense”.

Segundo o secretário, o “Estação Inverno” é a maior ação que o governo já fez, reconhecendo o inverno como um produto turístico, como sendo uma característica especial do Estado de Santa Catarina. “Temos frio todos os anos, mas nós colocamos toda força e organização no verão. Agora o inverno vai receber do Estado a atenção que merece”, acrescenta Neiva.


Foto: Leo Munhoz/ Secom
Para a presidente da Villa Francioni, Daniela Freitas, o enoturismo desenvolve muito a região e ajuda a melhorar a qualidade de vida das pessoas. “O sonho do meu pai não era apenas construir uma vinícola. Ele queria inspirar outros empreendedores a criar aqui um polo de vitivinicultura de alta qualidade para desenvolver a região e o sonho dele está se realizando. A escolha do Governo de Santa Catarina para anunciar esse programa aqui muito nos honra e sentimos como uma homenagem ao nosso pai, Dilor Freitas”.

O presidente da Associação Vinhos de Altitude, Diego Censi, destacou a importância dessa ação estratégica do governo em promover os potências do inverno como atratativo turístico.

“Especialmente pelo vinhos de altitude e pelos produtores de vinho e vinícolas, temos que agradecer esse apoio que a secretaria de Turismo, a secretaria de Comunicação do Estado e o governo como um todo estão dando, com a produção de vídeos e informação, levando a nossa Serra para os quatro cantos do Brasil e divulgando para o mundo o que temos aqui. Esse trabalho faz toda a diferença e nós, os empresários, estamos bem empolgados com esse olhar do governador”, informou Diego Censi.

O trade turístico da Serra Catarinense comemora o investimento do governo do estado como um passo decisivo para a consolidação da região como um polo de turismo de inverno. Com infraestrutura reforçada, foco na sustentabilidade e parcerias estratégicas, o futuro do turismo serrano promete ser ainda mais próspero.

Café Summit reuniu líderes e empresários em debate sobre inovação nos negócios

O Café Summit, evento organizado pela Mentoran, reuniu profissionais num bate-papo sobre conexão, alta performance, futuro e estratégias inovadoras na última semana. A primeira edição do encontro foi destinado a líderes e empresários para discutir temas que estão moldando o futuro dos negócios. O evento aconteceu no Centro de Eventos do Absolute Business, em Itajaí, e foi exclusivo para convidados da empresa.

O encontro é visto pelo mercado como uma oportunidade única de conexão com ideias e estratégias inovadoras. A organização do evento ficou a cargo do casal empreendedor Nilton André Sales Vieira e Vanessa Schifter Sales Vieira, ambos sócios da Mentoran. A palestra de abertura ficou por conta de Bruno Homeltech, que apresentou produtos tecnológicos inovadores, falou sobre o futuro e as novas tecnologias no mercado de trabalho, além de diversas ferramentas da Inteligência Artificial (IA).

Nilton André Sales Vieira, sócio do escritório de advocacia Sales Vieira e apoiador do evento, abordou o tema estratégias inovadoras de resultado dentro do espaço de trabalho. “Vale reforçar que, dentro das diversas transformações, irão prosperar aqueles que tiverem um propósito bem definido para seus negócios”, comentou ele.  

Logo em seguida, Vanessa Schifter Sales Vieira e Liliane Quintas Vieira guiaram um bate papo apresentando como case de sucesso a implementação de tecnologias e mudanças de visão na Sales Vieira com exemplos práticos de ferramentas já utilizadas na advocacia empresarial. “Em suma, a inovação requer uma abordagem multifacetada que envolve cultura organizacional, metodologias ágeis, análise de dados, parcerias estratégicas e um foco contínuo no cliente”, concluíram elas.

Para encerrar o evento, o campeão olímpico César Cielo palestrou sobre alta performance, compartilhando seu método 101%. O encontro destacou-se pela modernidade e dinamismo das apresentações, alinhadas com a preferência por um estilo menos técnico e mais envolvente para manter a atenção do público.

Mais sobre a Mentoran

A Mentoran, empresa criada para ser um hub global de soluções, não oferece um produto pronto, mas faz o caminho inverso: desenvolve soluções a partir do problema do cliente. Conforme Vanessa ressalta, “acreditamos que cada desafio corporativo é único e, por isso, merece uma abordagem personalizada”.

Ainda de acordo com ela, o evento foi um sucesso, “recebemos muitos feedbacks positivos, tivemos interações durante as palestras e os convidados realmente se envolveram nos temas abordados. Já estão perguntando qual é a data do próximo Café Summit, estamos planejando e a novidade é que o próximo será aberto ao público”, celebra ela.

O bairro de SC que já vendeu R$ 1 bilhão em imóveis em 2024

Segundo o aplicativo DWV, que reúne informações de imóveis de todo o país, Balneário Perequê, em Porto Belo, segue liderando o mercado imobiliário neste ano. De 1º de janeiro até a primeira quinzena de junho, de acordo com o app, no local foram vendidas 843 unidades, o que totaliza mais de R$ 1 bilhão em negociações somente em 2024. A ascensão crescente e o protagonismo do Perequê na construção civil atraem cada vez mais investimentos e empresas para o município.
 
É o caso, por exemplo, da THC Empreendimentos. Com atuação consolidada na Grande Florianópolis, especialmente em Palhoça, ao longo dos cinco anos de história, a construtora já entregou mais de 50 edificações e, agora, aposta em Porto Belo, onde em breve anuncia o primeiro lançamento, o Majestic View, localizado em Balneário Perequê.
 
Além das belezas naturais, da potência que se tornou o mercado imobiliário de Porto Belo, e do constante desenvolvimento do município, a escolha por Balneário Perequê teve ainda outro fator. A proprietária da THC Empreendimentos, Rosani Brange, tem uma relação afetiva com a cidade. A praia de Perequê era o destino das férias em família, ainda na infância, e foi onde viu o mar pela primeira vez.
 
Agora, para fazer com que a vista que marcou sua vida seja também a paisagem da janela de tantas outras famílias, a empresária decidiu verticalizar na região, trazendo novidades para o setor em empreendimentos de alto padrão. Além de anunciar o primeiro edifício na cidade, Rosani, que tem uma história de vida surpreendente, pretende investir ainda mais em Porto Belo.
 
“Quando decidimos expandir a empresa, recebemos propostas em outros lugares, mas o meu coração está em Porto Belo. Para contribuir com o desenvolvimento e prosperidade da cidade, planejamos fazer lançamentos de alto padrão a cada ano, entregando aos nossos clientes moradias aconchegantes e diferenciadas, sempre à frente do mercado”, ressalta Rosani Brange, proprietária da THC Empreendimentos.
 
Vendas de imóveis em 2024
Com relação a vendas por cidades, Itapema segue na frente, conforme o levantamento da DWV. De 1º de janeiro a 12 de junho de 2024, foram comercializados 2.025 imóveis na cidade, o que soma mais de R$ 2,2 bilhões. No município, os bairros Morretes e Meia Praia são as localizações mais procuradas, com R$ 828 milhões e R$ 716 milhões de negociações efetuadas, respectivamente, neste ano.
 
Em Porto Belo, Balneário Perequê registra praticamente todas as vendas. Do total de R$ 1.091.227.310,17 vendidos, R$ 1.010.403.406,01 foram no local. Os bairros Vila Nova e Jardim Dourado também aparecem no relatório, mas bem atrás do Perequê, com R$ 49 milhões e R$ 28 milhões no acumulado de vendas.
 
Apesar de seguir com o metro quadrado mais valorizado do país, segundo o Índice FipeZap, no ranking do aplicativo DWV, a famosa Balneário Camboriú ocupa a terceira posição das cidades onde mais se vendeu imóveis, foram 281 neste ano. O valor total de vendas passa de R$ 870 milhões, com destaque para o Centro que já alcançou R$ 706 milhões de imóveis negociados em 2024.

 

Dicas da Celesc para reduzir o consumo de energia durante o inverno

Nesta quinta-feira (20), às 17h51, começa o inverno 2024 no Brasil. Para incentivar o uso consciente de energia durante os meses mais frios do ano, a Celesc está lançando uma campanha com dicas práticas para ajudar a população a reduzir a conta de luz por meio de mudanças nos hábitos diários.
Em 2023, o consumo de energia nas residências aumentou 5,6% em comparação a 2022. Nos primeiros três meses de 2024, o consumo de energia elétrica residencial também subiu 9,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O uso prolongado do chuveiro elétrico é um dos principais vilões do consumo de energia nas residências, representando de 25% a 35% da despesa total com eletricidade. "Vale lembrar que o chuveiro no modo inverno consome, em média, 30% mais energia do que na posição verão", destaca Thiago Jeremias, Gerente da Divisão de Eficiência Energética da Celesc.
Confira as dicas da Celesc para economizar energia durante o inverno:
Banhos mais curtos: Limite o tempo de banho a 10 minutos e evite usar outros aparelhos enquanto o chuveiro está ligado.
Aquecimento eficiente: Durante o uso de aquecedores elétricos, mantenha janelas e portas fechadas para evitar a entrada de ar frio. Limpe os filtros regularmente e desligue os aparelhos ao sair do ambiente por períodos prolongados.
Lavadora e secadora de roupas: Limpe o filtro da lavadora regularmente para reduzir o esforço da rede elétrica. Prefira secar as roupas ao ar livre ou próximo a janelas. Ao usar a secadora, siga as recomendações do manual sobre a quantidade ideal de roupas para não sobrecarregar o aparelho. Nunca seque roupas atrás da geladeira, pois isso aumenta o consumo de energia e pode danificar o eletrodoméstico.
Aproveite a luz natural: Evite deixar lâmpadas acesas desnecessariamente e aproveite ao máximo a iluminação natural.
Torneiras Elétricas: Ajuste a temperatura da água para um nível médio de calor e mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa as louças para economizar energia.
Uso eficiente do forno: Abra a porta do forno apenas quando necessário para evitar desperdício de calor e uso excessivo de energia.
Consumo consciente da geladeira: Evite abrir a geladeira desnecessariamente e nunca seque roupas atrás dela. Isso sobrecarrega o motor e aumenta o consumo de energia.
Secador de cabelo: Seque o cabelo o máximo possível com a toalha antes de usar o secador, reduzindo o tempo de uso do aparelho e o consumo de energia.
Com essas práticas simples, a Celesc espera ajudar os consumidores a controlar melhor o consumo de energia durante o inverno, promovendo economia e sustentabilidade.
 

 

Reforma tributária simplificará a vida do empresário apenas em 2033, alerta especialista

Lucas Ribeiro, CEO da ROIT, durante audiência sobre o tema, em Brasília (Waldemir Barreto/Agência Senado)
Utilizando recursos como inteligência artificial a partir dos dados do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e dos esquemas denominados XML de documentos fiscais, a "Calculadora da Reforma Tributária" indica, agora, que as combinações de regras atualmente em tramitação vão resultar na existência de até 22,5 milhões de novos cenários possíveis.
“A quantidade poderá aumentar ou diminuir dependendo das mudanças que o projeto sofrerá no Congresso”, antecipa Ribeiro. Assim, a propalada “simplicidade” a ser promovida pela reforma tributária só poderá ser concretizada em 2033, quando se encerrará o período de transição entre o atual modelo e as mudanças trazidas pela reforma.
A regulamentação da reforma tributária (Emenda Constitucional 132/2023) está baseada, no momento, em dois projetos de lei complementar. O primeiro (PLP 68/2024) trata da Lei Geral do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo (IS). O texto, entregue pelo Executivo à Câmara em abril, tem 306 páginas e 499 artigos. O projeto prevê uma alíquota de 26,5%, mas pode variar entre 25,7% e 27,3%, segundo o governo.
Está nesse projeto um ponto levado por Lucas Ribeiro aos deputados federais do GT: um eventual aumento de arrecadação de PIS/Cofins em 2024 e 2025, “provocado pela ânsia arrecadatória do Governo Federal”, poderá elevar significativamente a alíquota da CBS, diante da fórmula de cálculo indicada no PLP 68/2024.
Outro projeto (PLP 108/2024) vai tratar da atuação do Comitê Gestor do IBS e da distribuição das receitas do IBS entre os entes federativos, conforme informam o Ministério da Fazenda e a Câmara dos Deputados. Esse projeto foi entregue pelo Executivo agora em junho.
“O secretário extraordinário da Reforma Tributária, do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse à imprensa que o novo sistema não vai exigir nada mais do que apenas a 'simples emissão de nota fiscal'. Ora, essa simplificação, mesmo que dessa forma, só será efetiva em 1º de janeiro de 2033 e até lá as empresas precisam sobreviver aos dois sistemas.”
Além disso, há inúmeros impactos para as empresas que vão além da carga tributária. São muitas mudanças e preparativos necessários para conviver com os dois sistemas até 2033. Em especial, a preparação de caixa para capital de giro, revisão de preços de compra, preços de venda, margem, processos de gestão e muito mais. “Nada disso está sendo dito e o empresário vai acordar em breve com um baita desafio para resolver e talvez seja tarde demais”, alerta Lucas Ribeiro.
Lucas também apresentou a necessidade de um “plano B” para os casos em que o Split Payment (modalidade de recolhimento do IBS e da CBS, em duas partes) não seja desenvolvido no prazo desejado pelo governo. “Todo mundo sabe que desenvolver um software não é nada simples e podemos ter surpresas e atrasos”, complementa. “O contribuinte precisa continuar apurando os créditos pela nota fiscal até que o sistema esteja implantado, não é possível seguir com uma solução incompleta, ou ainda, com a compra emergencial de uma solução de mercado de Split Payment, eventualmente até estrangeira”.
Além disso, na Câmara e no Senado, os textos seguramente vão receber emendas, acrescentando ainda mais exceções e particularidades. “Serão centenas de novas regras a serem interpretadas e aplicadas por quem? Pelo Fisco sozinho? ‘Apenas emissão de nota fiscal?’ Como se fosse bem tranquilo combinar mais de 2 bilhões de cenários tributários possíveis para emitir uma nota hoje, somados às milhões de novas regras que estão por vir”, aponta Ribeiro.
É fundamental que as empresas de todos os tamanhos e os profissionais de contabilidade e tributação comecem desde já a preparar estudos profundos de impactos e, principalmente, organizem sua gestão para a nova sistemática de créditos e débitos do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), constituído pela CBS e pelo IBS, sublinha o CEO da ROIT.

 

Produção industrial de SC avança 6,5% no ano até abril

A produção industrial de Santa Catarina cresceu 6,5% no acumulado do ano até abril em comparação a igual período de 2023. O desempenho ficou acima da média nacional, que foi de 3,5% nos quatro primeiros meses do ano. A pesquisa industrial mensal (PIM) do IBGE mostra ainda que o estado teve o segundo maior crescimento do país no mês de abril, com incremento de 16%, atrás apenas do Rio Grande do Norte. O resultado também superou a média nacional em abril, que foi de 8,4%.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, o desempenho reflete o acesso ao crédito e o crescimento do poder de compra da população no mercado interno, aliados ao aumento nas exportações de alguns setores. “Um fator que tem aquecido essas atividades no estado é a demanda externa, com o aumento de embarques de produtos como motores elétricos para os Estados Unidos, Itália e Alemanha, além de transformadores elétricos para África do Sul e Canadá”, pontuou.

Consumo das famílias 
A fabricação de equipamentos elétricos liderou o crescimento da produção industrial no acumulado do ano até abril, com variação de 16,1% frente ao mesmo período do ano passado. Segundo análise do Observatório FIESC, o consumo de bens duráveis - como os eletrodomésticos -  foi incentivado pelas condições de crédito mais acessíveis. 

O consumo das famílias também incentivou o segmento de borracha e plástico, graças ao aumento da demanda por embalagens plásticas. O segmento foi responsável pela segunda maior alta acumulada do ano, de 11,3%.

O poder de compra da população contribuiu para o crescimento de 9,3% na indústria de produtos têxteis, no acumulado do ano. No segmento, destaque para a produção de artefatos têxteis para uso doméstico, que inclui roupas de cama, mesa e banho, além das atividades relacionadas à tecelagem e aos acabamentos em fios.

Exportações e crédito

O economista do Observatório FIESC, João Pitta, enfatiza que o setor de produtos de madeira apresentou aumento de 11,1% no ano, terceiro melhor desempenho entre os setores no acumulado de 2024, reflexo de exportações. “Esse cenário é explicado pelo bom momento do mercado imobiliário norte-americano, que registrou mais empregos no setor e expansão da construção de casas unifamiliares”, afirmou.

As melhores condições de crédito internas e as exportações impactaram o setor de máquinas e equipamentos, que cresceu 10,2% nos quatro primeiros meses do ano. Os encadeamentos produtivos dessa atividade, por sua vez, estimularam as indústrias de metalurgia e de produtos de metal, que expandiram 2,3% e 2,1% respectivamente, influenciados pelo menor preço internacional do aço.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Nova avenida beira-mar de Itapema e alargamento devem transformar a orla e melhorar a mobilidade

Em Itapema, uma das obras mais aguardadas e comentadas é o alargamento da faixa de areia da Meia Praia, que se encontra na fase de licenciamento ambiental. No entanto, o engordamento da praia é uma das etapas de um projeto maior que pretende transformar a orla de Meia Praia, incluindo a revitalização de todo o balneário e a construção de uma avenida à beira-mar.
 
Prevista no projeto “Operação Urbana Consorciada Meia Praia”, apresentado pela Prefeitura de Itapema, a abertura de faixa de rolamento na beira-mar, entre as ruas 165 a 321, trará diversos benefícios para a região. Além de ligar a Meia Praia ao Centro, a avenida deve contribuir para a mobilidade, desafogando as ruas principais.
 
Atualmente, a Nereu Ramos e a 2ª Avenida concentram o maior fluxo de veículos. Com a requalificação do balneário, além de uma nova via à beira-mar para distribuir o movimento, as cerca de 50 ruas transversais em 5 km da Meia Praia que, atualmente, não contribuem para desafogar o trânsito, passarão a funcionar como acesso de veículos à orla, reduzindo a concentração nas pistas principais, e melhorando a mobilidade da cidade.
 
Além disso, o projeto pretende incluir um sistema de mobilidade e transporte integrado, implementar ciclovias em toda a orla, estacionamentos e uma via de tráfego amigável e facilidades para pedestres. Com isso, a Prefeitura espera melhorar a mobilidade na área central da Itapema.
 
A requalificação da praia prevê também a ampliação e fortalecimento do setor de bares, restaurantes, comércio e serviços à beira-mar, o que deve atrair mais investimentos e a instalação de novas operações, impactando diretamente no aumento da procura das salas comerciais de frente para a praia e em uma valorização ainda maior dos empreendimentos imobiliários frente mar.
 
A transformação da Meia Praia passa ainda pela revitalização da orla, que deve receber novos equipamentos para promover a inclusão, oferecendo opções de lazer, espaços para atividades físicas, áreas de contemplação, esportes, cultura e sociabilidade, além de nova iluminação e acessibilidade. A intenção é aprimorar a experiência de moradores e visitantes e consolidar Itapema como um destino turístico inovador e inclusivo.
 
O programa Operação Urbana Consorciada Meia Praia
O projeto da Prefeitura consiste em uma série de intervenções e novidades que tem por finalidade a requalificação urbana da área, visando especialmente a ampliação da mobilidade urbana, a universalização do acesso à praia e o aumento do espaço de uso comum do povo (faixa de areia), a disponibilização de mais vagas de estacionamento na área de entorno do Píer de Itapema, o aperfeiçoamento do sistema de drenagem urbana, e a qualificação imobiliária dos bairros Meia Praia e Morretes.
 
Para isso, o programa consiste em ações como a ampliação da faixa de areia da Meia Praia e Morretes (estreito), a abertura de avenida na beira-mar, a requalificação de passeios públicos, travessias de pedestres e ciclovias, e criação de setor turístico especial para fomentar a disponibilidade de vagas de estacionamento. O projeto prevê ainda a melhoria do sistema de drenagem urbana, a partir da implantação de estações elevatórias para inclusão das galerias de drenagem pluvial com acesso à praia na rede coletora de esgoto.
 
Ainda segundo o programa, disponibilizado no site da Prefeitura, e que passou por consulta pública, as obras serão custeadas por meio de outorgas onerosas. 

 

Nova filial da MS Empreendimentos em Itajaí fortalece a presença da construtora no litoral Norte de SC

Com o objetivo de ampliar sua atuação no crescente mercado imobiliário do litoral norte de Santa Catarina, a MS Empreendimentos investiu em uma filial em Itajaí. Esta iniciativa estratégica visa atender à demanda por imóveis de médio e alto padrão na região e reforçar a posição da empresa como uma das principais construtoras do estado, reconhecida pelo segundo ano consecutivo como a terceira maior de Santa Catarina e a 42ª no Brasil, segundo o ranking INTEC 2024.
"Itajaí é um ponto estratégico para nós, especialmente dado o vigoroso desenvolvimento imobiliário que estamos testemunhando no litoral norte. A abertura desta filial marca um passo natural e significativo em nossa trajetória de 24 anos de atuação e de crescimento, alinhando-se diretamente às necessidades do mercado local," explica Carla Taynara de Brito, CEO da MS Empreendimentos.
A nova filial também passa a ser estratégica para o desenvolvimento de novos lançamentos e a expansão das operações da empresa. Até o final do ano estão previstos três lançamentos que devem somar R$ 500 milhões de VGV e mais de 500 unidades residenciais na região. 
Dos 15 empreendimentos em construção, 6 estão na região
Atualmente, a construtora tem 15 empreendimentos em construção no Estado, somando mais de 2.000 unidades. Destes, seis estão localizados estrategicamente na região do litoral norte, nas cidades de Balneário Piçarras, Barra Velha, Porto Belo, Tijucas e Navegantes, enquanto as demais obras se distribuem pelas cidades de Blumenau, Gaspar, Rio do Sul e Indaial. Além disso, a construtora planeja lançar mais 2.500 unidades até 2026 em cidades como Itapema, Camboriú e Penha, além de novos projetos nas localidades onde já atua.
A demanda vertiginosa em Itajaí e região
O mercado imobiliário no litoral norte de Santa Catarina tem mostrado um dinamismo impressionante, com um aumento significativo na demanda por residências de médio e alto padrão, foco da construtora com as linhas UP House e Soul House, respectivamente. A escolha de Itajaí como local para a nova filial reflete o compromisso da MS Empreendimentos em estar no centro dos mercados mais promissores e servir melhor seus clientes.
A nova filial da MS Empreendimentos está localizada no prestigiado Absolute Business & Hotel, situado na Rua Dr. Pedro Ferreira, 333 - Centro, Itajaí - SC. Este local, reconhecido por sua relevância e centralidade na cidade, facilitará o acesso e a interação com os clientes da região, refletindo o compromisso da empresa em oferecer serviços e projetos imobiliários de alta qualidade.
Com sede em Rio do Sul e uma filial bem estabelecida em Blumenau, a MS Empreendimentos reforça sua presença estratégica no estado de Santa Catarina através da nova filial em Itajaí, prometendo continuar a contribuir para o desenvolvimento urbano e a melhoria da qualidade de vida nas comunidades onde atua.
Para mais informações sobre a MS Empreendimentos e seus projetos, visite https://empreendimentosms.com.br.


SOBRE A MS EMPREENDIMENTOS 2024

A MS Empreendimentos é a terceira maior construtora e incorporadora de Santa Catarina, em volume de construção de apartamentos residenciais, segundo o Ranking INTEC das 100 maiores construtoras do Brasil (2023 e 2024). A nível nacional, a empresa ocupa a 42ª e a nível regional é considerada a 9ª maior do Sul do país. 

Fundada em 1999, a MS Empreendimentos está sediada em Rio do Sul/SC e conta com filiais em Blumenau e Itajaí. A empresa emprega cerca de 70 colaboradores de forma direta e gera oportunidade a mais de 500 profissionais que atuam de forma terceirizada em suas obras, localizadas em várias cidades do vale e litoral catarinense. Além do prêmio da INTEC, a construtora é certificada Great Place to Work (GPTW) e mantém os certificados de ISO 14001, ISO 9001 e SIAC (PBQP-H).

Em mais de 24 anos de atuação no mercado imobiliário, a MS Empreendimentos já construiu e entregou mais de 4.000 apartamentos em mais de 17 cidades. Atualmente, tem cerca de 2.000 unidades em construção e até 2026 pretende lançar mais 2.500. Em seu landbank tem registrado mais de R$1,5 bilhão de novos negócios. Saiba mais em https://empreendimentosms.com.br.

A alta do dólar e a desvalorização do real

Johnny Mendes 

Em junho, o dólar já avança 2%, acumulando uma valorização de 10,4% contra o real em 2024. Este movimento de alta acende um alerta entre economistas e gestores financeiros, que não esperam uma melhora acentuada no curto prazo. 

O temor em relação aos mercados emergentes e a percepção de risco local levaram o câmbio doméstico a mais uma sessão de desvalorização firme. No pior momento das negociações, o dólar à vista chegou a se aproximar de R$5,39, com o possível acionamento de mecanismos de “stop loss”, que encerram operações após atingir determinadas perdas.

A permanência do dólar na faixa entre R$5,35 e R$5,40 por mais tempo deve ampliar a pressão sobre os preços, dificultando a tarefa do Banco Central (BC) de trazer a inflação à meta e pressionando os juros de mercado. A manutenção da taxa de juros americana em patamares elevados é um dos fatores externos que contribuem para a valorização do dólar.

A expectativa inicial era que a taxa de juros caísse no primeiro semestre de 2024, ou na pior das hipóteses, no segundo semestre. No entanto, as taxas permanecem elevadas, entre 5% e 5,25%, tornando os títulos públicos americanos mais atrativos para os investidores.

Além disso, o real tende a se desvalorizar quando há um maior volume de importação, aumentando a demanda por dólares. Quando a moeda se valoriza, há um incentivo maior para a exportação brasileira. O Brasil, com seus principais produtos agrícolas, como carnes, vê um aumento nas exportações devido à desvalorização do real. Empresas como JBS, Marfrig e Minerva, maiores produtoras de carnes do mundo, preferem exportar a manter seus produtos no mercado interno. Isso resulta em menor oferta e aumento dos preços no mercado brasileiro, impulsionando a inflação.

Nos últimos meses, os alimentos têm sido o principal motivo da manutenção de uma inflação alta, contrariando as expectativas iniciais. Esse cenário mantém a taxa Selic elevada, desestimulando o crescimento e investimentos. Grandes empresas brasileiras, com capital aberto na B3, e multinacionais instaladas no Brasil, tendem a reduzir seus investimentos devido aos altos custos de financiamento.

Esse ambiente desafiador não só afeta as grandes corporações, mas também as pequenas e médias empresas que prestam serviços a elas. A redução do apetite por contratações pode resultar em aumento do desemprego, prejudicando ainda mais a economia. A expectativa de crescimento do PIB brasileiro para este ano e para 2025 é sombria, refletindo diretamente nos próximos anos.

A incerteza econômica global, principalmente a volatilidade do dólar, causa desconfiança e prejuízos para qualquer nação, empresa ou governo. Nos próximos meses, essa volatilidade deve continuar impactando diretamente as decisões econômicas. Se a inflação americana aumentar, a taxa de juros pode subir ainda mais, dificultando a recuperação econômica no Brasil. Por outro lado, uma eventual queda na inflação e nos juros americanos pode atrair capital estrangeiro de volta ao Brasil, aliviando a pressão sobre a inflação e permitindo uma redução na Selic.

Contudo, essas possíveis melhorias só devem ocorrer a partir do primeiro semestre de 2025. Até lá, o cenário econômico permanece incerto e desafiador. A volatilidade cambial e a alta dos preços continuarão sendo os principais obstáculos para o crescimento e estabilidade econômica do Brasil.

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Johnny Mendes, professor da ESEG - Faculdade do Grupo Etapa e especialista em Economia.

Verticalização e valorização econômica impulsionam construção civil de Itajaí

A indústria da construção civil em Itajaí vive um momento de crescimento impulsionada pelo acelerado desenvolvimento urbano e pela valorização imobiliária. Segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Foz do Rio Itajaí (Sinduscon), o valor médio do metro quadrado em imóveis residenciais na região central da cidade gira em torno de R$ 12.797, segundo pesquisa realizada pela Brain Inteligência Estratégia.
 
Itajaí também se destaca como um município em pleno desenvolvimento, com um crescimento populacional bem acima da média, tanto nacional quanto estadual. De 2010 a 2024, a cidade apresentou um índice de crescimento médio anual de 2,9%, enquanto o Brasil registrou apenas 0,5% e Santa Catarina, 1,6%.
Esse crescimento se reflete também no aumento do número de domicílios, que em Itajaí foi de 3,8% no mesmo período. 
 
No Estado, esse índice ficou em 2,7% e no país, 1,8%. Os dados, provenientes do IBGE e organizados pela Brain, comprovam o dinamismo de Itajaí, que se consolida como um dos principais polos de desenvolvimento de Santa Catarina. A verticalização também desempenha um papel importante. Com a alta demanda por moradia, especialmente na região central e na orla marítima, a construção de empreendimentos verticais torna-se uma alternativa para otimizar o uso do solo.
 
Para atender a esta demanda, o poder público e privado tem investido em melhorias na infraestrutura da cidade, como transporte público, saneamento básico e áreas verdes, tornando Itajaí ainda mais atrativa para moradores e empresas.
 
Novos empreendimentos comerciais, residenciais e turísticos também contribuem para o desenvolvimento local e a modernização da cidade. Nesse sentido, o Sinduscon desempenha um papel fundamental ao representar os interesses das empresas da construção civil, promovendo a ética e a responsabilidade social das empresas, além de manter um diálogo aberto com o poder público.
 
Em resposta à alta demanda por moradia, as empresas investem em diferentes tipos de imóveis, desde populares até residenciais de alto padrão, home clubs e unidades compactas, atendendo às diversas necessidades da população. Esse cenário positivo reflete o progresso contínuo de Itajaí e sua importância como centro econômico e de desenvolvimento regional.
 
Conforme o presidente do Sinduscon da Foz do Vale do Itajaí, engenheiro Fábio Inthurn, Itajaí está se consolidando como um polo atrativo para novos moradores em busca de oportunidades e qualidade de vida. Além disso, a região de Itajaí é reconhecida como uma das mais valorizadas do país. “Seu destaque como importante centro econômico impulsiona o desenvolvimento regional, com o setor da construção civil desempenhando um papel fundamental no progresso da cidade. Além de gerar empregos e renda, contribui significativamente para a infraestrutura local”, disse.
 
O presidente do Sinduscon explica que, ao mesmo tempo que a cidade cresce e ganha projeção nacional, a indústria da construção civil se organiza intensamente para viabilizar projetos que possam atender a alta demanda proveniente do processo de migração. Estes novos grupos vêm para Itajaí em busca de oportunidade de trabalho e qualidade de vida.

 

Edifício La Città by Pininfarina conquista selo Obra Mais Segura em Balneário Camboriú

O edifício La Città by Pininfarina, da construtora Pasqualotto & GT, em Balneário Camboriú, acaba de receber a certificação Obra Mais Segura, um programa do Serviço Social da Indústria (SESI), em parceria com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (SINDUSCON) e da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC).
 
A conquista é um reflexo do compromisso da Pasqualotto & GT com a segurança e o bem-estar de seus colaboradores. A empresa demonstra, através da busca pela certificação, que a segurança e saúde dos trabalhadores é uma prioridade fundamental em todas as suas obras. O programa Obra Mais Segura visa prevenir acidentes e promover uma cultura de saúde e segurança no trabalho. As empresas certificadas demonstram um compromisso contínuo com o bem-estar da equipe, implementando medidas eficazes para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável.
 
O programa Obra Mais Segura conta com a atuação dos "Supervisores Obra Mais Segura", também conhecidos como Agentes SOMAS. Esses profissionais são treinados para identificar riscos, orientar colegas e promover práticas seguras no canteiro de obras.
 
A certificação do La Città by Pininfarina representa também um marco importante para a construção civil na região de Balneário Camboriú. Essa iniciativa demonstra o crescente compromisso do setor com a segurança dos trabalhadores, contribuindo para a construção de um ambiente de trabalho mais seguro e saudável.
 
Thamiris Maiara Cabral Bertollo, técnica de segurança do trabalho e responsável pela implantação do programa na FIESC/SESI, destaca a importância da certificação: "o Obra Mais Segura visa assegurar que os colaboradores da empresa voltem para casa com saúde e segurança. Essa conquista demonstra o compromisso da Pasqualotto & GT com a vida de seus trabalhadores."
 
Matheus Olivo, engenheiro civil responsável pela obra, ressalta o objetivo da empresa. "Alcançar a certificação Obra Mais Segura foi a concretização de uma das nossas principais prioridades: a saúde e segurança dos nossos colaboradores. Acreditamos que essa conquista contribuirá para a redução de acidentes e para o desenvolvimento de um senso crítico de segurança em toda a equipe."
 
Guilherme Tramontino Leal, Agente SOMAS, compartilha sua satisfação com a conquista. "A certificação representa maior segurança para todos nós. Essa conquista demonstra o compromisso da empresa com a segurança de seus colaboradores e nos motiva a trabalharmos com ainda mais cuidado e atenção."
 
Obra Mais Segura em Santa Catarina:
 
Obras ativas: 312
Obras impactadas: 552
Trabalhadores impactados: 14.170

 

Mulheres na logística: ainda é preciso mais

* Por Renata Cavalcanti, head de vendas na BBM Logística

O setor de transporte e logística no Brasil é composto, em sua maioria, por profissionais do gênero masculino e isso não é novidade. Porém, com o passar dos anos e avanços na busca por mais igualdade, o espaço das mulheres na logística tem ganhado destaque. Ainda bem!
Assim como em outros segmentos da economia, a mulher no setor de transporte vem buscando maior equidade no mercado de trabalho, ou seja, mais oportunidades, mesmas condições salariais e reconhecimento em toda sua trajetória profissional.
Mesmo que ainda distante de um cenário ideal, a participação de mulheres na logística cresceu nos últimos anos, graças à mobilização social sobre esse tema e às mudanças culturais dentro e fora das empresas. 
Até pouco tempo atrás, o segmento era associado ao trabalho físico e isso levantava barreiras para o acesso de mulheres em todas as áreas de atuação dentro da logística. Já a partir de meados da década de 90, com uma visão mais estratégica e tática, a logística foi se transformando em uma porta de entrada para que as mulheres pudessem conquistar de vez seu espaço. 
Esse avanço se reflete na porcentagem de mulheres que trabalham no setor. Em 2020, houve uma alta de 229% no volume de contratação do sexo feminino em áreas da logística, de acordo com pesquisa divulgada pela plataforma de recrutamento Gupy. Isso indica que a presença das mulheres no mercado de transporte está se consolidando, seja em áreas estratégicas ou operacionais. 
Atualmente, as mulheres representam 17% dos trabalhadores no transporte, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que contabiliza quase 2,3 milhões de profissionais no setor em âmbito nacional.
Um ponto relevante que vale ser mencionado é a ainda pequena presença de mulheres em cargos de liderança no Brasil. Em 2023, profissionais do gênero ocupavam 38% das posições de chefia nas empresas de todos os setores.
Portanto, as empresas precisam investir cada vez mais em programas de capacitação, mentoria e desenvolvimento profissional específicos para mulheres. Além disso, é fundamental promover uma cultura organizacional inclusiva e eliminar estereótipos de gênero.
A representatividade feminina na liderança é essencial para a diversidade, inovação e equidade nas organizações. Isso é fundamental para o sucesso das organizações. De acordo com um estudo de 2018 da consultoria McKinsey, a inclusão e a diversidade são fontes de vantagem competitiva nas organizações. 
Ou seja, empresas com líderes e equipes diversificadas são mais inovadoras e mais bem preparadas para enfrentar desafios complexos. A diversidade de ideias é fundamental para enfrentar os desafios logísticos.
Aqui na BBM temos uma cultura organizacional inclusiva para eliminar estereótipos de gênero e uma gestão baseada em meritocracia. Atualmente lidero a área comercial de e-commerce com um time composto por 75% de mulheres.  
De acordo com um relatório do Gartner, em todo o mundo, as mulheres representaram cerca de 41% da força de trabalho da cadeia de suprimentos em 2021. Desses 41%, cerca de 15% das mulheres estavam nos altos escalões das empresas.
No Brasil, o cenário de mulheres ocupando cargos de liderança ainda tem um longo caminho pela frente. As empresas de transporte precisam aumentar a contratação de mulheres em toda a cadeia logística. A presença feminina deve ser maior e essa representatividade é fundamental para o sucesso do setor. E isso requer:
1. Criar Políticas de Diversidade e Inclusão: isso inclui estabelecer metas específicas para aumentar a representação feminina em todos os níveis da organização.
2. Promover Lideranças Femininas: identificar e desenvolver mulheres talentosas para cargos de liderança e oferecer a elas oportunidades de capacitação e exposição a desafios estratégicos.
3. Programas de Mentoria: estabelecer programas que conectem mulheres a mentores dentro da empresa para auxiliá-las no desenvolvimento profissional e na ascensão na carreira.
Concluindo, a inclusão de mais mulheres na logística e em cargos de liderança é uma necessidade urgente. Elas trazem competências valiosas, promovem a diversidade e contribuem para um ambiente mais justo e inovador.
Mais de 20 mil profissionais foram contratados por operadores logísticos em 2023

Neste mês de junho, em que celebra-se o Dia da Logística (06/06), a Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL) divulgou um levantamento anual que destaca a contratação de mais de 20 mil profissionais pelos operadores logísticos em 2023. Somente a Bravo Serviços Logísticos, empresa membro da ABOL, foi responsável pela abertura de mais de 1.400 novos postos de trabalho no ano passado. 
 
Este aumento significativo nas contratações, reflete o crescimento contínuo do setor de transportes no Brasil, que de janeiro a novembro de 2023, gerou um total de 106.683 empregos, conforme o Boletim de Conjuntura Econômica da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Adicionalmente, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, registraram 70,5 mil vagas abertas no Transporte Rodoviário de Cargas ao longo do ano.
 
Entre as contratações realizadas em 2023, 71,4% foram destinadas à área operacional, evidenciando a alta demanda por profissionais diretamente envolvidos nas atividades logísticas. Em seguida, o setor administrativo e os departamentos de logística e intralogística também registraram um número significativo de novos colaboradores, refletindo a necessidade de apoio e gestão eficiente nas operações.

O levantamento da ABOL também revela um cenário otimista para 2024. De acordo com a pesquisa, 85,7% das companhias consultadas, que oferecem serviços de transporte, movimentação e armazenagem, pretendem abrir novas vagas no próximo ano. Este dado sublinha a confiança no setor e a necessidade de continuar expandindo a força de trabalho para atender à crescente demanda.

A Bravo é um exemplo claro deste crescimento e da necessidade constante de novas contratações. Presente em diversos estados brasileiros, a empresa possui estruturas modernas e tecnológicas, com equipamentos de movimentação de última geração e equipes altamente treinadas e qualificadas. Atualmente, a Bravo conta com mais de 4.000 colaboradores e opera uma frota de mais de 1.000 caminhões, atendendo às principais empresas do setor agroquímico do país e com filiais estrategicamente localizadas.
 
"No ano de 2023 temos a satisfação de dizer que a Bravo atingiu o número de mais de 1.400 contratações referente a aumento de quadro, distribuídos em todos os níveis hierárquicos. Destas contratações, 70% foram destinadas ao quadro fixo e 30 % foram vagas temporárias. Esta expansão de negócios se deve à grande contribuição na Economia Brasileira das empresas que oferecem serviços de transporte e armazenagem. Neste ano, já estamos nos preparando para o atendimento da Safra e os processos seletivos das nossas Unidades Operacionais já estão a todo vapor. Nossos processos seletivos têm como base o alinhamento cultural entre o candidato e a Bravo, e o atendimento das habilidades técnicas requeridas nas vagas. Temos como premissa, fomentar um ambiente inclusivo, de aprendizados mútuos e com desafios a serem superados. Promovemos o desenvolvimento das nossas pessoas, atingindo o foco principal, que sempre foi e será, o compromisso com os nossos clientes.", afirma Ana Tomé - Gerente de Gente e Gestão da Bravo e que ocupa o cargo de Diretora de Capital Humano da ABOL.
 
Com a comemoração do Dia da Logística, é importante reconhecer os desafios e as oportunidades que este setor enfrenta. A expansão das operações logísticas no Brasil tem sido impulsionada pela modernização das infraestruturas e pelo aumento da demanda por serviços de transporte e armazenagem. O levantamento da ABOL e os depoimentos de líderes do setor sugerem um 2024 promissor, com a abertura de novas vagas e a continuidade do crescimento robusto.
 
"O crescimento do setor logístico é crucial para o desenvolvimento econômico do Brasil. Investimentos contínuos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional são essenciais para manter a competitividade e a eficiência das operações logísticas. Empresas como a Bravo exemplificam o compromisso com a inovação e a excelência operacional, contribuindo para o fortalecimento do setor. Estamos dedicados a criar um ambiente de trabalho que não apenas promove o desenvolvimento profissional de nossos colaboradores, mas que também assegura que nossos serviços atendam aos mais altos padrões de qualidade e eficiência", destaca Marcos Vilela Ribeiro, CEO da Bravo Serviços Logísticos.

 
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Sobre a Bravo Serviços Logísticos
 
A Bravo Serviços Logísticos começou sua jornada de atuação em 1997. Ao longo de sua trajetória, buscou aprimorar os processos e operações, se especializou no atendimento logístico para o mercado agrícola e se tornou referência em serviços eficientes de armazenamento e distribuição de insumos agrícolas. Com sede em Uberaba (MG), conta com filiais em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Maranhão. Para mais informações, acesse: www.bravolog.com.br 

WEG inova e fornece estações de recarga sustentáveis para a Volvo Car

Reforçando seu compromisso com a sustentabilidade, a WEG anunciou o desenvolvimento e o fornecimento de estações de recarga da linha Green+ para a campanha de lançamento do EX30, novo SUV elétrico da Volvo Car. Disponíveis nos modelos WEMOB® EASY, WALL e PARKING, as estações estarão nas concessionárias da fabricante desde a pré-venda do veículo. 
 
Desenvolvida com a tecnologia WEG, a nova linha de estações Green+, inovam no segmento com a utilização de materiais reciclados (PCR – Post-Consumer Recycled), produzidas com 50% de resina reciclada, que evitam as emissões de até 3,4kg equivalentes de CO2 por produto, e reduzem em 42% o uso de energia elétrica na fabricação do produto. Além disso, seu material pode ser 100% reciclável após a utilização. As características de desempenho mecânico, proteção UV e antichamas permanecem inalteradas com relação aos produtos da linha Standard.
O WEMOB® EASY Green+ é a nova linha de estação de recarga portátil mais segura e potente para o padrão de tomada brasileiro (NBR). Além disso, pode ser personalizado de acordo com a cor do veículo e possui potência configurável pelo usuário até 4,4kW.
 
Já os modelos WALL e PARKING são a solução ideal para instalações seguras e inteligentes em residências e condomínios, em redes monofásicas, bifásicas e trifásicas (PARKING), além de possuir conectividade Wi-Fi, atualização remota (Over-The-Air), LEDs de sinalização e controle de acesso por TAGs RFID. Os modelos permitem o uso com aplicativo WEMOB® EV Drivers e possui funções de medição de energia e controle da potência para recarga simultânea de vários veículos elétricos através do WEMOB® Smart Charging System.
 
"Com a linha Green+, estamos não apenas impulsionando a mobilidade elétrica, mas também reduzindo significativamente as emissões de CO2 e promovendo a circularidade dos materiais. Estamos orgulhosos de colaborar com a Volvo Car nesse importante passo rumo a um futuro mais sustentável”, relata Carlos José Bastos Grillo, Diretor Superintendente WEG Digital & Sistemas. 
A WEG já anunciou outros fornecimentos com a Volvo Car Brasil. Em setembro de 2023, a Companhia divulgou o fornecimento de estações de recarga da linha WEMOB® modelo PARKING para o maior hub de recarga de veículos elétricos e híbridos da América Latina, com capacidade para recarregar 80 veículos simultaneamente no São Paulo Corporate Towers, onde fica o novo escritório da marca.
 
Legenda foto: Carlos Bastos Grillo, Diretor Superintendente de Digital e Sistemas da WEG, recarregando seu carro com o modelo WEGMOB.
Credito: Rodrigo Arsego

 

ARTIGO: FRETE MARÍTIMO

Por Rodrigo Cintra

Hoje li em uma postagem do brilhante amigo e professor Osvaldo Agripino de Castro Junior que anualmente o Brasil paga US$ 6 bilhões em frete marítimo para o exterior, já que não temos mais uma frota dedicada ao Longo Curso, salvo um ou outro navio que eventualmente escala um porto estrangeiro. Vou focar no transporte de carga conteinerizada, porém não podemos nos esquecer das cargas a granel (sólido e líquido) e das demais cargas não conteinerizadas.

O CAPEX atual para a aquisição de um navio porta-contêineres novo com capacidade de 5.000 TEUs, que é mais ou menos o tamanho médio dos navios em atividade no mercado, está variando entre USD 60 e 80 milhões. O OPEX de um navio desse porte é por volta de USD 10 mil por dia. Estamos falando de um feeder regional. Se formos pensar em um liner de um tamanho relevante, de 10.000 TEUs, por exemplo, estamos falando de um CAPEX entre USD 130 e 150 milhões, com OPEX entre USD 15 a 20 mil por dia.

Hoje há liners no mercado de até 24.000 TEUs. Temos mão de obra qualificada e reconhecidamente entre as melhores do mundo para operar os navios. Temos grandes empresas de navegação cujos navios arvoram a nossa bandeira. Temos arranjos legais que permitem que tenhamos navios de armadores brasileiros arvorando bandeira estrangeira. Não faltam opções. Eu nem estou entrando no mérito de construir no Brasil e/ou tripular com brasileiros sob CLT, pois essa é uma outra discussão para a qual há gente bem mais competente que eu para levantar e argumentar. Estou me atendo a "construir o navio ao custo X e operá-lo ao custo Y". O que será que falta para o Brasil, que movimentou através de navios em 2023, entre exportações e importações, mais de 7 milhões de TEUs, ao menos iniciar a discussão da reconstrução de sua frota de Longo Curso? #MarinhaMercante

 

Atividade econômica patina em abril, mostra Banco Central

O crescimento da economia brasileira em abril apresentou pequena alta de 0,01%, segundo os dados do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) divulgado hoje (14) pelo Banco Central. O IBC-Br é considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB). Em março, o índice apresentou queda de 0,34%.

Com isso, o índice chegou a 154,72 pontos no observado e na série dessazonalizada ficou em 148,38 pontos.

Ainda de acordo com o BC, na comparação com abril de 2023, os dados mostram que o IBC-Br teve alta de 4,01%. No acumulado em 12 meses o índice apresentou um avanço de 1,81%. No ano, a alta é de 2,08%.

Já no trimestre encerrado em abril, o IBC-Br teve alta de 0,76% em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o crescimento foi de 1,63%.

Com informações da Agência Brasil

Produção industrial recua em cinco dos 15 locais pesquisados em abril

Na passagem de março para abril, a produção da indústria brasileira recuou em cinco das 15 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A constatação está na Pesquisa Indústria Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta sexta-feira (14).

Pará e Bahia foram os estados com as maiores quedas. Por outro lado, São Paulo teve resultado positivo, situando-se em patamar acima da pandemia.

Na média nacional, a indústria apresentou queda de 0,5% em abril, conforme mostrou o IBGE na semana passada. 

Maiores baixas

O Pará teve a maior influência no resultado nacional, apresentando queda de 11,2%. O desempenho foi pressionado pelo setor extrativo. “Trata-se de um local com maior concentração industrial no setor extrativo”, explicou o analista da pesquisa Bernardo Almeida. Esse foi o maior recuo no estado desde maio de 2022.

A segunda maior queda e influência foi na Bahia, que regrediu 5,4%, após ter tido alta nos três primeiros meses do ano. O comportamento nos setores de derivados do petróleo e produtos químicos ajuda a explicar o resultado.

As demais regiões com recuo na produção industrial foram Goiás (-0,9%), Minas Gerais (-0,5%) e o Nordeste (-0,1%).

Altas

O maior crescimento e influência foi no Paraná, com 12,8%. O resultado se deu devido ao desempenho do setor de derivados do petróleo e da indústria de alimentos, além dos setores de veículos.

“A alta é a mais intensa desde setembro de 2020, quando cresceu 13,5% em um momento de recuperação da indústria após os primeiros meses da pandemia de covid-19, com afrouxamento do isolamento e do distanciamento social”, aponta Almeida.

Pernambuco foi outro destaque positivo com a segunda maior expansão (12,2%), figurando como terceira maior influência na média nacional. “O resultado foi influenciado pelos setores de veículos automotores e derivados do petróleo”, destaca o analista.

A segunda maior influência veio de São Paulo, onde fica a maior parte da indústria brasileira. O crescimento de 1,9%, depois de dois meses de resultados negativos, deixa o parque fabril paulista em um patamar 1,8% superior ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2000).

O saldo positivo em abril foi puxado pelo desempenho do setor de alimentos, além das indústrias de derivados do petróleo e de veículos.

Os demais resultados positivos de abril foram em Mato Grosso (4,4%), no Amazonas (4,2%), Ceará (3,9%), Espírito Santo (2,7%), em Santa Catarina (0,4%), no Rio Grande do Sul (0,2%) e Rio de Janeiro (0,1%).

Rio Grande do Sul

O suplemento regional da PIM é importante para observar como o desempenho da indústria nacional se espalha pelo país.

A pesquisa traz dados de 17 unidades da Federação com participação de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional (Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás) e para a Região Nordeste como um todo.

A edição de abril ainda não reflete os efeitos da calamidade no Rio Grande do Sul, uma vez que os efeitos mais severos das chuvas torrenciais aconteceram em maio. Os primeiros efeitos na indústria gaúcha devem ser percebidos na próxima divulgação da PIM Regional, prevista para 12 de julho.

Acumulado do ano

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2024, a indústria nacional apresenta evolução positiva de 3,5%, com alta em 17 dos 18 locais pesquisados. Os avanços mais acentuados foram no Rio Grande do Norte (24,4%) e em Goiás (11,3%). São Paulo cresceu 4,3%. Apenas o Pará teve recuo (-1,7%).

Volume de serviços prestados em Santa Catarina é o segundo maior do país, aponta pesquisa

O volume de serviços prestados em Santa Catarina cresceu 1,3% em abril, levando o índice a 114,65 pontos. Com esse resultado, o estado ficou em 17º lugar entre os 20 estados que registraram resultados positivos no mês. No Brasil, o indicador avançou 0,5% na passagem de março para abril de 2024, resultado do desempenho positivo em todas as atividades investigadas. 

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE. Em comparação com abril de 2023, o volume de serviços cresceu 9,4%, o quinto maior do país. O desempenho do estado ficou abaixo apenas do Amazonas (14,5%), do Espírito Santo (13,2%), do Maranhão (11,4%) e do Sergipe (10,1%). A pesquisa mostrou, ainda, crescimento de 6,7% nos primeiros quatro meses de 2024. O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 6,8%. Os resultados de Santa Catarina ficaram acima da média brasileira.

Receita nominal
A receita nominal das vendas cresceu 1,6% no mês, na série com ajuste sazonal. O índice chegou a 120,15 pontos – o maior da série histórica. O resultado do mês é 56% superior ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). Entre as Unidades da Federação, o resultado do mês posicionou Santa Catarina na 7ª posição. No Brasil, o indicador cresceu 1,1%, após cresce 2,2% em março.

Comparado a abril de 2023, a receita nominal cresceu 13,2% em Santa Catarina e 8,9% no Brasil. Além de superar a média nacional, esse resultado posicionou o estado em 9º lugar entre os estados. No acumulado do ano, a receita nominal cresceu 10,5% frente ao mesmo período do ano passado, em Santa Catarina (2 melhor resultado do país, atrás apenas do Amazonas, que cresceu 13,2%) e 6,3% no Brasil. No acumulado em 12 meses, a receita
nominal das atividades de serviço cresceu 8,8% no estado e 5,2% no país.

Volume de vendas e receita nominal por atividades
Em abril, todas as atividades registraram aumento no volume de vendas em comparação com abril de 2023. Os maiores crescimentos no mês vieram dos ‘transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios’ (15,2%), ‘outros serviços’ (6,3%) e dos ‘serviços de informação e comunicação’ (6%). As atividades turísticas no estado cresceram 9,1%, o quarto melhor resultado entre os doze estados investigadas.

Variação, em %, do volume de serviços por atividade – Santa Catarina.
O resultado do mês contribuiu para o desempenho no ano, que registrou crescimento em todas as atividades. Destaque para o crescimento de 7,7% nos serviços profissionais, administrativos e complementares, de 7,1% nos ‘transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios’ e de 7% nos ‘serviços de informação e comunicação’.

A receita nominal dos serviços cresceu todas as atividades em abril na comparação anual. A contribuição positiva mais importante ficou com o ramo dos ‘transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio’ (19,4%) e dos ‘serviços de informação e comunicação’ (13,2%). As receitas das atividades turísticas cresceram 9,8% no estado e 9,3% no Brasil. No ano, a receita também cresceu em todas as atividades, com destaque para o aumento de 13,1% na receita dos serviços profissionais, administrativos e complementares.

Resumo

Mês:

 Em abril, o volume de serviços cresceu 1,3% em Santa Catarina, ultrapassando o aumento de 0,5% registrado no Brasil. Entre as UFs, o desempenho do estado ficou na 17ª posição.
 O índice alcançou um patamar 32,6% superior ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), alcançando mais um recorde na série histórica;
 A receita nominal cresceu 1,6% no estado e 1,1% no país;
 Frente a abril de 2023, o volume de vendas cresceu 9,4% em Santa Catarina e 5,6% no Brasil. O desempenho do estado foi influenciado pela alta de 7,7% no volume de serviços dos ‘transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio’.


Acumulado do ano:
 No acumulado do ano, o volume de serviços cresceu 6,7%, ultrapassando a média nacional de 2,3%;
 Entre as unidades federativas, esse crescimento posicionou o estado em 2º lugar, ficando atrás apenas do Amazonas (7,7%);
 A receita nominal cresceu 10,5% no estado e 6,3% no país no ano;
 O crescimento de 7,7% nos ‘serviços profissionais, administrativos e complementares’, em Santa Catarina, impulsionou o resultado do ano;
 No acumulado em 12 meses, o volume de serviços prestados em Santa Catarina cresceu 6,8%, também superando a média brasileira (1,6%).

FIESC manifesta pesar pelo falecimento de fundador da Zen S.A., de Brusque

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou seu pesar pelo falecimento, nesta segunda (10), aos 91 anos, do empresário Nelson Zen, um dos fundadores da Zen S.A., de Brusque. Em maio de 1960, quando residiam em São Paulo, Nelson e seu irmão Hylário, criaram a Irmãos Zen, focada na fabricação de peças de rádio, mas que acabou se transformando numa das principais fabricantes brasileiras de impulsor de partida, componente de todos os tipos de veículos.
 
“Nelson Zen se destacou pela sua inventividade e criatividade, formando uma parceria muito frutífera com o irmão”, salientou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “Além do exemplo de integridade, Nelson, juntamente com Hilário, nos deixa uma grande contribuição para a economia e geração de empregos”, disse.
 
O vice-presidente da FIESC para o Vale do Itajaí Mirim, Edemar Fischer, também destacou a contribuição de Nelson Zen ao desenvolvimento regional. "É um momento de dor. Lamentamos a perda de um amigo e empresário querido, que ajudou a construir a história da cidade”, afirmou. “Nossos sinceros sentimentos à família e um eterno agradecimento por sua contribuição ao desenvolvimento de toda a região", enalteceu.
Em 1963, a empresa já estava voltada para o setor automotivo e, doze anos mais tarde, os proprietários a transferiram para sua cidade natal. Em Brusque também a empresa ganhou o nome de Zen S.A.
 
A Zen S/A emitiu nota de pesar. Leia a seguir:
 
"Comunicamos com profundo pesar o falecimento de Sr. Nelson Zen, um dos fundadores da ZEN S.A., aos 91 anos, ocorrido nesta segunda-feira, dia 10. Sua dedicação à geração de empregos dignos e sua contribuição para o avanço econômico da região foram fontes de grande orgulho para este notável empresário, que deixou sua marca na história da metalurgia em Santa Catarina. Nascido em Brusque (SC), Nelson iniciou sua jornada aos 14 anos na Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, onde passou por diversas etapas, desde oficinas de manutenção em tecelagem até fiação. Foi lá que, ainda antes de completar 18 anos, teve seu primeiro contato com o setor industrial e descobriu sua paixão pelo ofício de torneiro mecânico, uma paixão que o acompanhou ao longo de toda a vida.
 
Criatividade e empreendedorismo marcaram sua trajetória. Juntamente com o irmão Hylário, falecido em 2020, transformaram um sonho em realidade. Em 1960, fundaram a metalúrgica Irmãos Zen, hoje conhecida como ZEN S.A., uma das principais fabricantes de autopeças do Brasil e uma significativa fornecedora para o mercado internacional, exportando para mais de 60 países. As dificuldades nos primeiros anos de empreendedorismo formaram o cenário perfeito para que uma mente inquieta desbravasse novos horizontes. Diante de uma pequena oficina com poucos recursos, Nelson desenvolveu o talento pelo qual seria reconhecido, a criatividade. Apaixonado pela arte da ferramentaria, em suas mãos equipamentos simples ganhavam contornos de máquinas robustas e outros eram desenvolvidos do zero.
 
A inteligência e a curiosidade de Sr. Nelson possibilitaram a fabricação do primeiro impulsor de partida da ZEN, em 1963. Desde então, os impulsores se tornaram o carro-chefe entre as linhas de produtos da empresa. É inegável que sua inventividade e comprometimento moldaram o DNA da organização, que se destaca pela tradição em processos enxutos de produção altamente eficientes e pela qualidade reconhecida internacionalmente.
 
Que neste período de pesar, família e amigos encontrem serenidade, sabendo que o legado do Sr. Nelson permanecerá vivo na essência da ZEN S.A., inspirando gerações futuras."
 
ZEN S.A.

 

Nova lei internacional de sustentabilidade pode impactar exportações brasileiras

A Diretiva de Devida Diligência em Sustentabilidade Corporativa (CS3D), recentemente aprovada pela União Europeia, exige que grandes empresas, tanto da UE quanto estrangeiras, realizem auditorias abrangentes em suas cadeias de fornecimento para assegurar o respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente. A CS3D se aplica a empresas com mais de 1.000 funcionários e um faturamento anual global superior a €450 milhões.
 
De acordo com Gustavo Loiola, professor especialista em ESG, essa nova lei terá um grande impacto nas exportações brasileiras. “Empresas que realizam negócios com qualquer um dos 27 países da União Europeia serão obrigadas a comprovar que seus fornecedores respeitam os direitos humanos e o meio ambiente, com possibilidade de aplicação de multas significativas em caso de não cumprimento dessa nova lei, chegando a até 5% da receita”, explica.
 
As auditorias deverão abordar questões como desmatamento ilegal, perda de biodiversidade, trabalho análogo à escravidão e trabalho infantil. “As empresas brasileiras terão que oferecer maior visibilidade sobre como suas operações impactam o meio ambiente e a sociedade. Isso inclui relatórios detalhados sobre emissões de carbono, uso de recursos naturais e impactos sociais de suas atividades”, sugere.
 
A CS3D entrará em vigor entre 2027 e 2029, dependendo do tamanho da empresa. As maiores empresas serão impactadas primeiro, seguidas pelas de médio porte e, por fim, as menores. “A sustentabilidade não é mais uma opção, é uma necessidade. Por isso, além das exigências legais, é importante que as empresas pensem em seus impactos para adotar práticas sustentáveis efetivas. O ESG é uma oportunidade para inovar e liderar com responsabilidade”, complementa Gustavo Loiola.

 

3 em cada 10 brasileiros já se endividaram por conta de namorado

A Serasa realizou uma pesquisa para investigar a relação entre o coração e as finanças. A conversa abre espaço de discussão sobre os cuidados necessários entre namorados, maridos, esposas e ficantes para evitar prejuízos financeiros durante o Dia dos Namorados, em especial, ao longo do relacionamento.
De acordo com o levantamento produzido pelo Instituto Opinion Box, 32% dos entrevistados já se endividaram, em algum momento da vida, por conta de um parceiro e 25% revelam que já precisaram tomar crédito, motivado pela pessoa amada em questão. Pensando em relações anteriores, por sua vez, 15% dos respondentes também contam que compraram um presente e terminaram a relação antes da celebração de 12 de junho.
Valéria Meirelles, Psicóloga do Dinheiro, explica que esse é um fenômeno comum no início do relacionamento, em que, muitas vezes, casais maquiam a verdadeira realidade financeira porque querem se adequar ao outro. “O estágio inicial de paixão afeta a razão e faz com a pessoa se mostre muito mais emocional, chegando a acreditar que vale qualquer esforço para seduzir o parceiro – inclusive, recorrer a um empréstimo”, diz.
A chave para evitar ciladas amorosas e financeiras, de acordo com Valéria, é a conversa aberta. “É importante ter ciência que a paixão dura pouco e estamos falando de um período de idealização, em que um tenta se mostrar para o outro em seu melhor, mesmo que não tenha condições para tal”, afirma. “Porém, uma relação mais estável só se firma se se o casal falar sobre dinheiro desde o começo, a partir de situações básicas: caso um não possa ir a um restaurante mais caro ou tem um orçamento específico para o presente, por exemplo”.
Nesse sentido, amor e finanças andam juntos, e a educação financeira pode ser uma ferramenta importante para unir ainda mais casais além das datas comemorativas. “Quebrar esse tabu de falar sobre dinheiro é um ato de maturidade, para cada um ter clareza do limite financeiro do outro e construir um limite econômico da relação. Ou seja, não é um ato antirromântico, mas que ajuda a construir uma base sólida para uma relação em que ambos cresçam financeiramente”, conclui Valéria.
Presente: o básico ou inusitado?
A pesquisa ainda revela que 64% dos brasileiros acreditam na importância do Dia dos Namorados para o relacionamento. Segundo o levantamento, 55% dos consumidores têm a intenção de comprar presentes para alguém nessa época do ano, sendo 64% deles presentes para esposas ou maridos.
Os números mostram que os mimos tradicionais seguem em alta: entre as principais escolhas de presentes em 2024 estão as roupas (26%), perfumes (22%), algo simbólico, como flores e chocolates (16%), um almoço ou jantar comemorativo (15%) e equipamentos eletrônicos (14%).
Já em relação às famosas tatuagens com nome ou referência ao parceiro, 86% dos respondentes afirmam que não tatuariam o nome do namorado, marido ou esposa como uma homenagem ou presente especial – 7% ainda contam que teriam interesse em fazer e 7% não sabem se fariam. “Com as relações cada vez mais fluídas e possibilidades de múltiplos relacionamentos, é complicado pensar em algo eterno como a própria tatuagem”, analisa Valéria.
Entretanto, a psicóloga reforça que, mesmo que um relacionamento não seja eterno ou eternizado na pele, as experiências são memoráveis – inclusive, em relação às finanças: “É preciso lembrar que um ex é para sempre. As vivências passadas podem nos ajudar a nos tornar indivíduos e parceiros melhores em todos os aspectos”.
Metodologia
Realizado em parceria com o Instituto Opinion Box, o levantamento ouviu 1.732 pessoas, entre os dias 17 e 21 de maio de 2024.
Para saber mais e conferir a pesquisa completa, acesse: clique aqui.
 
Sobre a Serasa  
Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais.  

 

SENAI de Itajaí e Balneário Camboriú ampliam a oferta de formação profissional para Técnico em Segurança do Trabalho

O boom da construção civil nas regiões de Itajaí e Balneário Camboriú exige mão de obra qualificada em segurança do trabalho. Para suprir essa demanda, o SENAI oferece o curso técnico em Segurança do Trabalho, que forma profissionais aptos a garantir ambientes de trabalho seguros e em conformidade com as normas regulamentadoras.

O crescimento do setor da construção civil na região das duas cidades é impulsionado por diversos fatores, como investimentos em infraestrutura, aumento da população e busca por qualidade de vida. Esse cenário gera a necessidade de profissionais qualificados em segurança do trabalho, capazes de prevenir acidentes e promover a saúde dos trabalhadores.

O curso técnico em Segurança do Trabalho do SENAI tem duração de 1.200 horas e carga curricular completa, que aborda desde noções básicas de segurança até temas mais específicos, como higiene ocupacional, gestão de programas de segurança e auditorias.

Daiana da Silva, supervisora de cursos profissionais do SENAI, explica que investir em segurança do trabalho não é apenas uma obrigação legal, mas um bom negócio para as empresas. “Ao garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, as empresas reduzem o absenteísmo, aumentam a produtividade e melhoram a imagem da empresa”, pontua.

Como se matricular no curso

As inscrições para o curso técnico em Segurança do Trabalho do SENAI estão abertas em Itajaí e Balneário Camboriú. Para se matricular, os interessados precisam estar cursando o segundo ano do Ensino Médio ou ter Ensino Médio completo. As matrículas podem ser feitas nas unidades do SENAI em Itajaí (Rua Henrique Vigarani, 163, Barra do Rio) e Balneário Camboriú (Rua Angelina, 555, bairro dos Municípios). Informações complementares pelo (47) 3341-2900 (Itajaí) ou (47) 3341-2960. 

Diferenciais do curso do SENAI

Foco na prática: O curso oferece aulas teóricas e práticas, com simulações de situações reais de trabalho.

Professores experientes: A equipe de professores é formada por profissionais experientes e atualizados com as últimas normas e tecnologias da área.

Laboratórios modernos: O SENAI conta com laboratórios modernos e equipados, que proporcionam aos alunos uma experiência de aprendizado completa.

Boa colocação no mercado: Os egressos do curso têm alta taxa de empregabilidade e são bem-sucedidos no mercado de trabalho.

 

Seguro para a atividade agrícola, por José Zeferino Pedroso

Uma série de variáveis imprevisíveis e incontroláveis ameaça permanentemente a atividade agrícola, sendo o clima a mais inclemente e avassaladora. Países mais desenvolvidos criaram condições de proteção para o setor rural, sendo o seguro uma das estratégias mais eficazes. 

Em face dessa realidade, o Governo deve criar condições para subsidiar o prêmio (preço pago para que as seguradoras assumam determinados riscos) do seguro rural e reduzir o nível de insegurança e imprevisibilidade da atividade agrícola. Santa Catarina está atrás nesse quesito. No Paraná, por exemplo, assim como em outros estados, o produtor conta com o subsídio Federal de 40% e Estadual de 20% e o produtor paga somente  40% do custo do prêmio.

Mais de 70% dos produtores farão o seguro rural se o Governo pagar parte do prêmio. Essa modalidade de seguro é um instrumento essencial à estabilidade da renda agrícola e, ao mesmo tempo, indutor ao uso de tecnologias modernas de produção.

A ocorrência de sinistros generalizados, como secas e geadas, com efeitos negativos na produção e na qualidade do produto, leva o produtor a dificuldades financeiras insuperáveis, gerando um ciclo vicioso de prorrogações intermináveis dos financiamentos, que comprometem o patrimônio. 

A Lei Agrícola (8.171, de 17 de janeiro de 1991) instituiu o seguro rural para cobrir prejuízos decorrentes de sinistros que atinjam bens fixos e semifixos ou semoventes, bem como os danos causados por fenômenos naturais, como pragas e doenças que prejudiquem as plantações.

A Lei Agrícola instituiu o seguro rural porque o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), criado em 1973, não resolveu os problemas vivenciados pelos agricultores com os riscos inerentes à produção rural.

Os países agroexportadores, que competem com o Brasil no mercado internacional, dispõem de um sistema de seguro extremamente desenvolvido, com forte participação governamental.

A experiência internacional – especialmente dos Estados Unidos e da Europa –  mostra que, para existir um seguro rural eficiente, é fundamental uma ação conjunta de Governo, seguradoras privadas e representação dos produtores. As modalidades de seguro têm  que atender às expectativas dos produtores rurais, que demandam um seguro de valor da produção, conhecido também como seguro de renda, cujo princípio é segurar um valor de produção esperado, que depende tanto da produtividade como dos preços de mercado na comercialização da safra.

Nesse contexto, o seguro para grãos é a garantia necessária para que o produtor possa proteger o resultado do seu trabalho. Os cultivos cobertos pelo seguro agrícola devem incluir algodão, amendoim, arroz irrigado,  feijão, milho, soja, aveia, canola, cevada, milho, sorgo, trigo e triticale. A cobertura deve incluir riscos de granizo, geada, excesso de chuvas, ventos fortes, estiagem, incêndio, inundação imprevista e inevitável, tromba d´água e variação excessiva de temperatura.

Com certeza, o Governo do Estado de Santa Catarina, ciente da importância econômica e da dimensão social da agricultura barriga-verde, atenderá essa reivindicação e criará uma consistente política de subsídio ao seguro rural para os produtores rurais catarinenses.

 

José Zeferino Pedroso é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)

e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

 

Porto Itapoá bate recordes e supera marco de 500 mil TEUs movimentados em 2024

O Porto Itapoá superou o marco de 500 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados nos primeiros cinco meses de 2024. Também, no mês de maio, o Terminal bateu seu recorde mensal de importação dry (cargas secas, não refrigeradas), com 37.562 TEUs movimentados.

O diretor de Desenvolvimento de Negócios e Experiência do Cliente do Porto Itapoá, Felipe Fiovaranti Kaufmann, ressalta também a movimentação geral do porto em maio. “Movimentamos 102.270 TEUs, sendo a terceira maior movimentação mensal registrada”, afirma o diretor, que lembra: “Em abril, batemos nosso recorde histórico de movimentação mensal, com 107.475 TEUs”.

A movimentação crossdocking também foi recorde, com 918 TEUs movimentados. O crossdocking é o tipo de operação em que a carga é retirada do contêiner direto para o caminhão do cliente, ou vice-versa.

O mês ainda teve a maior movimentação mensal em cargas LCL (quando um contêiner é compartilhado por diferentes cargas e clientes). “Essa modalidade tem crescido e atende clientes que porventura não tenham carga suficiente para consolidar um contêiner. Importante mencionar que o Porto Itapoá é o único Terminal em zona primária a oferecer este tipo de serviço, reduzindo custos e otimizando os tempos aos Importadores”, explica Kaufmann.

Outro importante recorde do mês foi a movimentação do gate, entrada de acesso de caminhões, com 47.073 movimentos registrados, superando o recorde anterior de abril de 2024, com 45.827 transações.

Crescimento

Em 2023 o Porto Itapoá superou, pela primeira vez, o marco de 1 milhão de TEUs movimentados em um único ano. Também foi o terminal privado de contêineres que mais cresceu em todo o Brasil, superando em 20% nossa movimentação de 2022.

FIESC envia sugestões ao plano aeroviário do estado

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) encaminhou ao governo do estado um documento com contribuições ao Plano Aeroviário de SC (PAESC). Em ofício enviado à secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, a entidade sugere que o estudo traga uma análise criteriosa da vocação de cada aeroporto e de seu potencial para linhas regulares ou aviação em geral, além de prever a capacidade de expansão dos equipamentos e sua integração com outros modais.

Outra sugestão é que o PAESC tenha um plano básico de zona de proteção de aeródromos, a fim de evitar ocupações indevidas no entorno. Para isso, sugere que os municípios sejam sensibilizados sobre a importância de manter um zoneamento adequado em seus planos diretores, inclusive para permitir eventuais ampliações.

A FIESC traz ainda em seu documento a necessidade de que o plano aeroviário leve em conta a vocação do estado para o comércio exterior. Por isso, pede que o estudo apresente o fluxo de movimentação e o potencial de mercado para o transporte internacional de cargas em cada aeroporto.

Diante do dinamismo da economia catarinense e do próprio setor de transporte aéreo, a entidade lembra ainda a necessidade de avaliação e atualização do PAESC anualmente. 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Fecomércio participa de reunião sobre a transição para Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio/SC) esteve presente em uma reunião sobre a transição para a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) destinada às empresas do setor. Representando a entidade, Roberto Carmes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São José (Sincovar), participou do encontro que abordou o calendário de implantação da NFC-e em Santa Catarina.

Durante a reunião, foi apresentado o cronograma para a adoção completa da NFC-e no estado. De acordo com as expectativas do órgão fazendário, a transição deve estar concluída até a metade de 2025, em cumprimento às exigências impostas pela reforma tributária. Nos próximos dias, o tema será detalhado pelas entidades do setor em conjunto com a Secretaria da Fazenda. A intenção é alinhar esforços e garantir uma implementação eficiente e tranquila da NFC-e.

1/3 das PMEs utilizam empréstimos para investir no próprio negócio, revela pesquisa

A Serasa Experian realizou uma pesquisa inédita para entender o que leva as PMEs a solicitarem crédito no mercado, em suas diferentes modalidades, como empréstimos, rotativo do cartão e antecipações de recebíveis. Os dados mostram que há diferenças entre as razões que levam a cada opção, bem como diferenças de acordo com o setor de atuação.

Quando falamos de empréstimos os destaques em termos de finalidade estão concentrados em investir no próprio negócio. Para 33% dos respondentes, essa é a principal razão para solicitar empréstimo. Já para outros 22% das PMEs, ter um fluxo de caixa mais saudável/capital de giro é o que as motiva. As empresas mencionam ainda compra de matéria prima (13%), pagar contas antes de atrasar (11%), investimentos em marketing, comunicação e vendas (10%) e, por fim, conseguir melhores negociações com fornecedores (10%).

Por outro lado, a opção do rotativo do cartão de crédito apresenta uma função de “emergência”. As PMEs participantes da pesquisa afirmam que utilizam para pagar contas antes de atrasar (21%), comprar matéria prima (21%) e ampliar capital de giro (18%).

Por fim, quando a modalidade é antecipação de recebíveis, as principais funções, empatadas em percentual, são ampliar o capital de giro (21%) e equilibrar o fluxo de caixa (21%), além de realizar investimentos no próprio negócio (20%).

De acordo com o vice-presidente de PMEs da Serasa Experian, Cleber Genero, “antes da tomada de crédito, um planejamento fundamental para as PMEs é entender a finalidade e a necessidade desse montante. A partir daí, o empreendedor pode se planejar para escolher modalidades e condições que sejam mais vantajosas para o seu negócio e capacidade de pagamento.”

Finalidades por setores da economia

Os dados mostram ainda que os motivos pelos quais os empreendedores utilizam o crédito mudam de acordo com o setor de atuação das PMEs e com o tipo de modalidade.

O empréstimo para obter um capital de giro/ter um fluxo de caixa saudável também cresce quando olhamos especificamente para o comércio. O percentual chega a 30% no setor contra 22% no recorte geral.

38% das empresas de serviços e 34% das indústrias afirmam que utilizam o empréstimo (como conta garantida etc.) para investir no próprio negócio (versus 33% na visão geral).

Na terceira opção, para a aquisição de matéria prima ou produtos, também destaca-se o comércio, com 30%, contra 13% no geral. Outro destaque do setor de comércio é a utilização do empréstimo para conseguir melhores negociações com fornecedores à vista. Segundo a pesquisa, essa finalidade no segmento é de 30% contra apenas 10% quando olhamos o total da amostra.

Já a opção do rotativo do cartão de crédito por setor tem como destaque o aumento de 3.p.p. no uso para o pagamento de contas antes de atrasar por parte do comércio.

Por fim, quando olhamos as opções de recebíveis por setor o destaque também é o comércio. 21% das PMEs dentro desse recorte utilizam a opção para conseguir melhores negociações com fornecedores, um aumento de 12p.p.. 

“Vimos que as necessidades das PMEs para o uso do crédito estão muito ligadas as necessidades primárias do seu dia a dia e, muitas vezes, funciona como um combustível para aquisições, por exemplo, que não poderiam ser realizadas à vista. Entender, com dados, as necessidades das pequenas e médias empresas por setor, por exemplo, traz insights importantes sobre o acesso ao crédito e dores dessas empresas”, complementa Cleber Genero.

Metodologia e amostra

A pesquisa envolveu uma amostra representativa de 522 PMEs, considerando a classificação estabelecida pelo SEBRAE. A pesquisa buscou abranger diversos setores, incluindo comércio, serviços e indústria, bem como empresas que atuam tanto no mercado B2B quanto no B2C. Foram incluídos cargos de coordenadores, gerentes, diretores, sócios e proprietários, desde que fossem maiores de 18 anos. A coleta foi realizada por meio de painel online e a margem de erro foi de 4% com um intervalo de confiança de 95%. Foram excluídas da amostra associações, federações, igrejas e outros órgãos religiosos.

Exportações de carne bovina atingem 211,9 mil toneladas em maio/24

O volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada encerrou o mês de maio de 2024 com um total de 211,9 mil toneladas, conforme divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Esse número representa um significativo aumento em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram exportadas 168,4 mil toneladas.

Crescimento Anual e Mensal

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), maio deste ano registrou o maior volume exportado de carne bovina até então, superando até mesmo o mês de abril, que embarcou 208 mil toneladas. Em comparação com maio de 2023, houve um crescimento expressivo de 25,83%.

No que diz respeito ao comparativo mensal, o volume exportado apresentou um incremento de 1,88% em relação a abril de 2024, que registrou o embarque de 208 mil toneladas.

Tendência Positiva

A média diária exportada até a quinta semana de maio de 2024 ficou em 10,09 mil toneladas, representando um aumento de 25,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média foi de 7,6 mil toneladas.

Preço e Faturamento

Apesar do aumento nas exportações, o preço médio na quinta semana de maio de 2024 apresentou uma queda de 11,60% em comparação a maio de 2023, situando-se em US$ 4.504 por tonelada.

No entanto, o valor negociado para o produto até a quinta semana de maio de 2024 foi de US$ 954,892 milhões, indicando um crescimento de 11,03% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi registrado um total de US$ 858,254 milhões. A média diária de negociação também registrou um avanço, alcançando US$ 45,471 milhões.

Resultados Acumulados

Até maio de 2024, os embarques de carne bovina totalizaram 735,038 mil toneladas. Quanto ao faturamento, o valor negociado atingiu a marca de US$ 3.328.078,49.

Fonte: Portal do Agronegócio

Programa do Governo de SC garante que 12 mil contribuintes paguem dívidas com o Estado

Somando os pagamentos à vista e parcelados, os R$ 3,5 bilhões renegociados superam em mais de 8 vezes a quantia recuperada pelo Prefis lançado pela Governo de SC em 2021 (R$ 420 milhões). Quase 12 mil contribuintes aderiram às condições especiais de renegociação oferecidas durante os quatro meses e meio de vigência do Recupera Mais (veja os números abaixo).

“O sucesso do programa mostra o interesse dos empreendedores catarinenses em deixar suas contas em dia para operar dentro da legalidade. São negócios que vão continuar mantendo empregos de pais e mães de família e contribuir ainda mais para a economia de Santa Catarina”, destaca o governador Jorginho Mello.

A maior adesão ao Recupera Mais partiu do setor supermercadista (8%), seguido pelos segmentos de fabricação de biocombustíveis (7%) e do comércio de combustíveis (7%). O comércio atacadista de cosméticos e produtos de perfumaria (6%) e o transporte rodoviário de cargas (5%) também tiveram participações expressivas nas renegociações.

Alternativas inéditas e flexíveis – Secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert lembra que o Recupera Mais trouxe alternativas inéditas e flexíveis para o pagamento de ICMS em atraso. Foi a primeira vez, por exemplo, que os contribuintes tiveram a opção de obter desconto de até 95% sobre a multa e os juros (pagamento à vista) e a oportunidade parcelar a dívida em até 72 prestações.

“As condições foram definidas a partir de estudos dos programas de recuperação fiscal realizados nas últimas duas décadas em Santa Catarina. Buscamos conhecer o perfil e a realidade dos contribuintes listados em dívida ativa para recuperar recursos que dificilmente entrariam em caixa sem as condições especiais oferecidas. Esses valores vão se somar à receita do Estado e serão revertidos em serviços, obras e políticas públicas importantes para os catarinenses”, avalia.

Conforme definido no projeto que instituiu o programa, o Recupera Mais representou a única iniciativa de recuperação fiscal da atual gestão. É importante destacar ainda que o atraso no pagamento de três parcelas, sucessivas ou não, resultará no cancelamento do acordo e na reconstituição do saldo devedor, incluindo os juros e multa.

BALANÇO

Arrecadação entre 15 de janeiro e 31 de maio

R$ 798 milhões em caixa

R$ 569 milhões pagos à vista

R$ 229 milhões em parcelas já pagas

Total em parcelas a receber até 2030: R$ 2,7 bilhões

3.487 contribuintes pagaram à vista

8.266 contribuintes pagaram a prazo

Total: 11.753 contribuintes

Setor produtivo espera que projeto votado pelos senadores seja aprovado rapidamente pela Câmara

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) consideram um avanço importante a aprovação pelo Senado da revisão da isenção das importações de até US$ 50. A medida é imprescindível para a preservação de empregos e o fortalecimento do setor produtivo nacional. As entidades reconhecem que a maioria dos senadores teve sensibilidade ao compreender a importância de reduzir a discriminação tributária contra os produtos brasileiros.

CNI, CNC e CNA, no entanto, consideram insuficiente a decisão de taxar em apenas 20% as compras internacionais para evitar a concorrência desleal, embora seja um primeiro passo em direção à isonomia tributária e à equiparação entre os produtos importados e os nacionais.

“Ao taxar as importações de até US$ 50, ainda que em apenas 20%, o Senado decide preservar empregos e atender, principalmente, à população de menor renda do país e as mulheres”, diz o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Ele pondera, porém, que a decisão de manter alíquota para produtos importados menor do que o percentual pago pela indústria nacional vai na contramão do mundo e consagra a desigualdade tributária e a concorrência desleal.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, vê como positiva a aprovação do fim da isenção do imposto de importação para produtos de até US$ 50.

“Um estudo da CNC indica que a não taxação ocasionava uma queda de até 57% no volume de vendas do varejo, considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos. Com o início da cobrança de 20% de imposto de importação, o prejuízo estimado deve cair para 7%”, afirma Tadros.

Nesse sentido, as confederações reforçam a importância de a Câmara dos Deputados referendar com rapidez o projeto que os parlamentares já haviam aprovado no último dia 28 de maio. A célere aprovação do projeto é essencial para o fortalecimento da indústria nacional e de todo o setor produtivo, bem como para o crescimento econômico do país.

Em nota conjunta assinada na semana passada, as confederações e os trabalhadores da Nova Central, Força Sindical, IndustriAll Brasil, Confederação Nacional de Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNMT), Central dos Sindicados Brasileiros (CSB) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) saíram em defesa da revisão da isenção de impostos para produtos importados de até US$ 50.

O setor produtivo brasileiro seguirá no justo esforço para igualar as regras do jogo. Unidos na defesa do interesse nacional, empresários e trabalhadores alertam ao poder público para as distorções causadas à economia brasileira por essas importações, beneficiadas por uma tributação mais favorável.

Os setores mais afetados por essas importações vão continuar trabalhando para que haja isonomia tributária entre produtos brasileiros e importados. As áreas mais impactadas são as de produtos têxteis, confecção de artefatos do vestuário e acessórios, calçados, artefatos de couro, produtos de limpeza, cosméticos, perfumaria e higiene pessoal, móveis e de produtos de indústrias diversas.

Empresários e trabalhadores lembram que as importações sem tributação federal levam a indústria e o comércio nacionais a deixar de empregar 226 mil pessoas. Quem mais perde com a redução dos empregos nesses setores são as pessoas que ganham menos e, principalmente, as trabalhadoras mulheres. Mais de 80% das pessoas empregadas nos setores mais afetados pela isenção da tributação recebem até dois salários mínimos. As mulheres respondem por 65% do emprego nesses setores, ante a média nacional de 40%.

 

Fonte: Agência CNI

Brasil e China celebram acordo de exportação de café de meio bilhão de dólares em Pequim

Um acordo inédito para compra de café brasileiro no valor de meio bilhão de dólares foi assinado ontem na China pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e a direção da Luckin Coffee, a maior rede de cafeterias chinesa e uma das maiores do mundo, com 19 mil lojas. Celebrado na presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, durante o Seminário Econômico Brasil-China, em Pequim, o acordo prevê um contrato de compra de café brasileiro entre a Luckin Coffee e exportadores de café do Brasil. 

“Esse acordo não só representa um impulso significativo para as exportações brasileiras de café, mas também abre novas oportunidades no mercado chinês. Em 2022, a China importou 80 milhões de dólares em café brasileiro, cifra que aumentou para 280 milhões em 2023. Com este novo contrato, esperamos um aumento ainda maior no consumo de café na China, que atualmente é de 15 copos por habitante por ano. Mas pode chegar a 200 copos, como em outros países asiáticos”, explicou Viana. 

Essa nova abertura do mercado chinês tem origem num relacionamento iniciado no evento "Exporta Mais Amazônia", programa da ApexBrasil que promove exportações, principalmente de pequenas e médias empresas. Em Cacoal, Rondônia, representantes da Luckin Coffee conheceram produtores locais de café e a história dos robustas amazônicos, cultivados principalmente em Rondônia e no Acre. Essa missão, que trouxe compradores internacionais ao Brasil, também incluiu uma visita à aldeia indígena Suruí, que já tem uma parceria com a marca Três Corações.

Na celebração do acordo, com a presença de Alckmin e outros integrantes da delegação brasileira, foi feito um brinde histórico, repetindo gesto de 50 anos atrás, quando o então ministro Severo Gomes e o chanceler Azeredo da Silveira brindaram com seus homólogos chineses o início das relações diplomáticas entre Brasil e China. Assim como agora, na ocasião o brinde foi feito com café brasileiro. 

A missão de Alckmin à China marca também os 20 anos da COSBAN (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação), criada no primeiro governo do presidente Lula.

Parte dessas comemorações, o Seminário Econômico Brasil-China: os Próximos 50 Anos, em Pequim, foi organizado pela ApexBrasil, em parceria com a Vice-Presidência, o Ministério das Relações Exteriores, a CCIIP (China Council for International Investment Promotion) e a MOFCOM (Ministério do Comércio chinês). Fazem parte da delegação brasileira liderada pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar)e Márcio França (Empreendedorismo, Micro e Pequena Empresa), além da embaixadora Maria Laura da Rocha, secretária-geral do MRE, e do embaixador Marcos Galvão, embaixador do Brasil na China, e aproximadamente 700 empresários brasileiros.

Foto: Divulgação/ApexBrasil

Concessionária náutica celebra 10 anos com crescimento de 350% em vendas de embarcações nos últimos anos

A WS Náutica, renomada concessionária de embarcações em Balneário Camboriú/SC, comemora este mês uma década de sucesso no mercado náutico. A empresa, famosa por vender as lanchas da Fibrafort, maior fabricante de barcos da América Latina, registrou um crescimento de 350% em vendas nos últimos anos, refletindo a expansão do turismo náutico na região.
Desde sua fundação em 2009, como um negócio autônomo de assistência elétrica naval, a WS Náutica enfrentou desafios comuns, como espaço limitado e recursos financeiros escassos. Em 2014, a empresa deu um passo decisivo ao abrir oficialmente sua loja de barcos, fruto de uma parceria com a Fibrafort, estaleiro com sede em Itajaí com mais de 30 anos no mercado e com mais de 18 mil barcos entregues no mundo. 
"Em uma década, vendemos 700 barcos, sendo 400 novos e 300 usados. Um dos nossos modelos mais vendidos até hoje é a Focker 230, um barco completo de entrada que combina cabine, banheiro e plataforma de popa, além de um preço muito acessível," relata Wyllian Sabino, diretor da WS Náutica. A empresa evoluiu significativamente desde sua inauguração, aprimorando sua estrutura e equipe, que se mantém a mesma desde o início.
“O conceito de atendimento da WS Náutica é baseado em entender as necessidades dos clientes e oferecer as melhores soluções possíveis, seja na venda de embarcações ou na assistência técnica. Este enfoque personalizado e de alta qualidade rendeu à WS Náutica o reconhecimento como concessionária premium todos os anos desde 2018”, destaca o diretor. 
Segundo o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, Thiago Veslasques, houve um crescimento significativo no fluxo de embarcações ancoradas na praia nos últimos anos. "O nosso turismo náutico é extremamente forte. As pessoas descobriram esse tipo de lazer e veem em Balneário Camboriú uma oportunidade excelente para usufruir. Um dos motivos é devido à nossa baía protegida e à proximidade de diversos destinos náuticos,” complementa Veslasques.
Sobre a Fibrafort
Considerada uma das maiores fabricantes de barcos da América Latina, a Fibrafort foi fundada há mais de 33 anos na cidade catarinense de Itajaí, polo náutico brasileiro, e já possui mais de 18 mil barcos entregues no mundo. Produz a conceituada linha de lanchas Focker, modelos de embarcações premiados e de alta qualidade, com dimensões que variam entre 18 e 42 pés. São indicadas para a navegação e diversão em família. Design inovador, beleza, praticidade e conforto, acabamentos para garantir durabilidade e menos ruído, além de alta performance, estabilidade e manobrabilidade durante a navegação são algumas das características inconfundíveis da marca que segue rigorosas normas internacionais de segurança.

 

Núcleos da ACIBALC promovem evento nesta quinta-feira

Os Núcleos de Desenvolvimento Empresarial e Núcleo de Responsabilidade Social da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú - ACIBALC, promovem dois eventos nesta quinta-feira, dia 06 de junho.

Organizado pelo Núcleo de Responsabilidade Social da ACIBALC promove a partir das 13h30 o evento Conexão ESG, que tem como objetivo promover o diálogo e a troca de experiências entre os atores envolvidos na agenda de responsabilidade social no setor da Construção Civil e turismo e eventos. 

O evento tem em sua programação uma palestra com Gisele Batista que abordará o ESG como um bom plano de negócios e dois painéis com cases da EMBRAED, VOKKAN, Ocean Race, Oktoberfest, World Surf League, Expocentro BC e outros.
As inscrições para o Conexão ESG custam R$ 65,00 mediante a entrega de um item de higiene pessoal que será doado para a Casa das Anas.

O evento conta com patrocínio cota ouro do Hotel Sibara, cota prata da Credifoz Ailos, Dahuer Laboratório e apoio da GB.
Promovido pelo Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, o evento Expandir: Os desafios da Inteligência Artificial x Gestão de Pessoas, inicia a partir das 19h no auditório da EQI Investimentos na Praia Brava e tem como objetivo trazer a discussão de como a tecnologia e a gestão podem transformar o ambiente de trabalho e impulsionar o desenvolvimento de equipes e lideranças.

O evento será um bate-papo com Mirian Almeida, especialista em gestão de pessoas e sócia-diretora na Procave e Leonam Nagel, consultor referência em Inteligência Artificial. As inscrições custam a partir de R$ 30,00 para os associados da Acibalc.

Mercado financeiro projeta inflação de 3,88% e redução tímida da Selic em 2024

O mercado financeiro elevou pela quarta vez seguida a previsão da inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2024 em 3,88%.  Na semana passada, a projeção era 3,86%. E, há quatro semanas, 3,72%.

A estimativa para 2024 está dentro do intervalo de meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

O Focus traz as previsões de economistas e analistas de mercado financeiro consultados pelo BC. Para 2025, eles também elevaram a projeção de inflação que passou de 3,75% para 3,77%. Para 2026, os analistas projetaram inflação de 3,6% e, em 2027, feche em 3,5%.

Taxa Selic

O boletim registra ainda elevação na previsão da taxa básica de juros, a Selic, para este ano. Segundo o Focus, a taxa deve fechar 2024 em 10,25%. Atualmente a Selic está em 10,5%. 

Na projeção da semana passada, a projeção dos analistas indicava a Selic em 10% para este ano. Diferentemente da previsão de quatro semanas atrás, quando apontavam para uma taxa de 9,63%.  

PIB e Câmbio

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em relação ao anunciado na semana passada, foi mantida pelos técnicos ouvidos pelo BC, quando estimaram 2,05%. A projeção para os próximos três anos (2025, 2026 e 2027) é 2%.

Em relação ao câmbio, o Focus também manteve a projeção da semana passada, o dólar fechando 2024 em R$ 5,05. Há quatro semanas, a previsão dos analistas para a moeda norte-americana era R$ 5,00. Para 2025, a expectativa é que o dólar fique em R$ 5,05. Para 2026 e 2027, a previsão é R$ 5,10.

Fonte: Agência Brasil

47 mil indústrias estão em municípios atingidos por enchentes no RS, aponta FIERGS

Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) sobre o impacto da catástrofe climática na indústria gaúcha mostra que nos municípios afetados – em estado de calamidade pública ou situação de emergência – estão localizadas 47 mil do total de 51 mil indústrias do RS. Os resultados foram divulgados na tarde desta segunda-feira (27).

Segundo o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, as inundações no estado revelaram um impacto econômico significativo e abrangente.


"Os dados destacam a importância de direcionar recursos de maneira eficiente para as áreas mais necessitadas. Mas é fundamental ressaltar que os efeitos desse desastre natural ainda estão em curso. Só com a continuidade das avaliações e a divulgação de novos dados será possível obter uma compreensão mais completa dos impactos e planejar estratégias de recuperação mais eficazes, assegurando que os esforços de reconstrução atendam às necessidades reais das comunidades atingidas”, disse.


De acordo com o trabalho elaborado pela Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS, conforme o Decreto Estadual 57.626 de 21 de maio, foram reconhecidos 78 municípios em estado de calamidade e 340 em Situação de Emergência. Nestes 418 municípios, estão sediadas 47 mil indústrias do RS, que empregam 813 mil pessoas. As regiões com o maior número de municípios em estado de calamidade foram Vale do Taquari (23), Central (20), Vale dos Sinos (11) e Metropolitana (7).

O estudo da FIERGS inclui os principais indicadores econômicos – atividade, quantidade de estabelecimentos industriais, arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e exportações – dos municípios e regiões mais importantes atingidos pelas chuvas.

Essas variáveis são as principais informações relevantes para a indústria disponíveis que contemplam os municípios afetados pelo fenômeno meteorológico. O estudo também divide o Rio Grande do Sul em dez regiões econômicas: Metropolitana, Vale dos Sinos, Serra, Serra Centro, Vale do Taquari, Central, Planalto, Missões, Campanha e Sul.

Em relação à atividade econômica, as regiões com municípios em estado de calamidade pública com maior Valor Adicionado Bruto (VAB) – que é o valor que cada setor da economia (agropecuária, indústria e serviços) acresce ao valor final de tudo que foi produzido em uma região – potencialmente afetado eram:

  • Metropolitana (R$ 87 bilhões),
  • Vale dos Sinos (R$ 52 bilhões),
  • Vale do Taquari (R$ 29 bilhões),
  • Serra (R$ 29 bilhões) e
  • Central (R$ 28 bilhões).

Em relação ao VAB da Indústria, as regiões com maior atividade industrial potencialmente atingida eram: Vale dos Sinos (R$ 19 bilhões), Vale do Taquari (R$ 14,6 bilhões), Metropolitana (R$ 11,4 bilhões) e Serra (R$ 9,9 bilhões).

Apesar de representarem apenas 15,7% dos municípios do Rio Grande do Sul, as cidades em estado de calamidade possuem uma alta representatividade econômica no estado, especialmente no setor industrial: 50,7% do VAB do RS, 57,1% do VAB industrial, 48,1% dos estabelecimentos industriais, 52,7% dos empregos industriais, 65,6% das exportações da indústria e 56,3% da arrecadação de ICMS com atividades industriais.

Já na indústria de transformação, mais de 50% da massa salarial dos segmentos estão em municípios em estado de calamidade. Ramos com grande representatividade na massa de salários gaúchos se encontram nessas regiões: alimentos (R$ 190 milhões nos locais em calamidade), máquinas e equipamentos (R$ 162 milhões) e produtos de metal (R$ 128 milhões). Essas cidades concentram quase a totalidade da produção de tabaco (99,8%) e de farmoquímicos e farmacêuticos (93,1%) do Rio Grande do Sul.

Ainda, quanto às exportações da indústria de transformação em cidades potencialmente afetadas, as regiões Sul (US$ 3,7 bilhões), Central (US$ 3,1 bilhões) e Metropolitana (US$ 2,6 bilhões) se destacam.

Por fim, as regiões com maior impacto potencial sobre a arrecadação de ICMS em estabelecimentos industriais foram Vale dos Sinos (R$ 4,7 bilhões), Metropolitana (R$ 2,1 bilhões) e Serra (R$ 2  bilhões).

Confiança do empresário gaúcho

Ainda de acordo com o decreto estadual de 21 de maio, 68,4% dos municípios gaúchos estão em situação de emergência (340). Entre as regiões que possuem municípios nessa situação, destacam-se em atividade econômica, medida pelo Valor Adicionado Bruto: Missões, com R$ 43,8 bilhões; Planalto, R$ 42,1 bilhões, Campanha, R$ 24,9 bilhões; e a região Sul, R$ 20,3 bilhões.

Ao focar especificamente o VAB da indústria, 37,7% desse total se concentra nas regiões afetadas, com os maiores valores encontrados em: Planalto (R$ 9,1 bilhões), Missões (R$ 7,3 bilhões), Serra Centro (R$ 5,2 bilhões) e Metropolitana (R$ 5,0 bilhões). As localidades ainda abrigam cerca de 22 mil indústrias, o que representa aproximadamente 44% do total do Rio Grande do Sul.

Na indústria de transformação, 42,5% da massa salarial está concentrada nesses municípios que se encontram em situação de emergência.

O cenário de calamidade influenciou no sentimento do industrial gaúcho. Em maio, a pesquisa de Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) divulgada pela FIERGS teve a sua maior queda desde novembro de 2022 e atingiu o menor nível desde junho de 2020: 44,4 pontos, 6,1 a menos que em abril.

As expectativas com relação ao futuro das empresas, que até então sustentavam o otimismo e a confiança da indústria gaúcha, foram as mais impactadas. O Índice de Expectativas das Empresas desabou dez pontos, de 57,7 para 47,7, menor valor desde maio de 2020, voltando ao campo pessimista pela primeira vez desde novembro de 2022.

  • Veja a íntegra do estudo:
Empreendedores já acessaram R$ 1 bilhão em empréstimos com o fundo de aval do Sebrae neste ano

Nesta segunda (3), o presidente do Sebrae, Décio Lima, acompanhado da diretoria executiva do Sebrae em Santa Catarina, Carlos Henrique Ramos Fonseca, Anacleto Angelo Ortigara e Fábio Búrigo Zanuzzi, anunciou a marca de R$ 1 bilhão de crédito com o fundo de aval do Sebrae, que está disponível no Programa Acredita, do governo federal, referente aos primeiros meses de 2024. A entrega simbólica foi feita ao casal, Priscila dos Santos e Marco Fonseca, donos da Panificadora Horizonte, em Florianópolis. 
 
Priscila e Marcos estão entre os empreendedores que tiveram acesso a crédito assistido do Sebrae. Ao todo, o volume de crédito concedido representa R$1 bilhão de crédito acessado pelos empreendedores de pequenos negócios brasileiros com o Fundo de Aval para Micro e Pequena Empresa (Fampe), do Sebrae. 
 
No total, cerca de 20 mil operações foram realizadas com os recursos do fundo de janeiro a maio do ano passado. No total, 29 instituições bancárias estão aptas a ofertar os recursos que foram possibilitados com o aporte de R$ 2 bilhões do Sebrae e que vai viabilizar R$ 30 bilhões em crédito nos próximos três anos.
 
“Nós temos uma desigualdade de acesso a crédito. Foi por isso que o governo federal lançou o Acredita Brasil, do qual o Sebrae faz parte como avalista na tomada de crédito. Atualmente, os empreendedores de pequenos negócios enfrentam um sistema financeiro que foi feito para as grandes empresas – 6,3 milhões de microempreendedores que estão inviabilizados economicamente. Por isso, o Sebrae une-se ao Programa Acredita como parceiro estratégico na missão da retomada de um Estado atuante, sendo o maior avalista para aqueles que mais precisam de garantia na hora de negociar com os bancos”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima. “Antes do programa Acredita, apenas 12% das micro e pequenas empresas obtiveram crédito. Cerca de 88% desses empresários não conseguiam financiar os seus negócios, em muitos casos, por falta de garantia. É para isso que estamos abrindo a porta das instituições financeiras para que esses empreendedores possam continuar gerando emprego e renda”, assegura.
 
Os estados que primeiro saíram na frente com os recursos são Minas Gerais, que representam mais de 21% das operações realizadas. Na sequência estão os empreendimentos do Paraná (19,7%), São Paulo (14,9) e Santa Catarina (10%). 
 
“Por meio do fundo de aval do Sebrae, o empreendedor passa a ter crédito assistido e orientado. O Sebrae pega na mão deste pequeno empreendedor, que precisa deste apoio para sair da situação de endividamento. É um grande momento para que esta base da economia brasileira, hoje representada pelos pequenos negócios – que são 95% das empresas brasileiras, 30% do PIB, geram 8 de cada 10 empregos do país –, possa atuar, crescer, gerar mais oportunidades e inclusão. São brasileiros e brasileiras que acordam e geram riquezas nas suas cidades e bairros, que garantem sua própria sobrevivência”, esclarece. 
 
Santa Catarina: R$100 milhões em crédito 
 
Somente em Santa Catarina, mais de R$100 milhões em crédito foram liberados aos empresários do Estado, o que representa mais de 10% do total no país. A empresária Priscila dos Santos Xavier Fonseca, sócia juntamente com o marido na Panificadora Horizonte, em Florianópolis, foi uma das beneficiadas pelo Fampe e teve acesso a um empréstimo de R$ 25 mil. Ela conta que trabalhou a vida toda como empregada doméstica, enquanto o companheiro atuava com segurança na mesma panificadora. Até que, no final do ano passado, eles viram uma oportunidade de fazer uma mudança de vida. O então proprietário, planejando sua aposentadoria, decidiu vender o negócio e fez uma proposta de venda ao casal. Priscila e o marido venderam o carro e resolveram arriscar. O passo seguinte foi investir em melhorias no ambiente, como pintura, renovação dos uniformes dos funcionários, entre outras mudanças. No último mês de abril eles conseguiram um empréstimo pelo Sicoob, com aval do Fampe.
 
“Eu era empregada doméstica, trabalhava de forma informal. Nunca havíamos empreendido. Os primeiros meses foram difíceis, caímos de paraquedas. De repente tínhamos 11 pessoas dependendo do sucesso do nosso negócio. Foi a partir daí que procuramos o Sicoob em busca do crédito e, com isso, temos seguido até então”, conta Priscila.
 
Na tarde desta segunda-feira, a Priscila e o Marco receberam das mãos do presidente do Sebrae um voucher de R$ 3 mil para se beneficiar das consultorias oferecidas pelo Sistema Sebrae, incluindo a de crédito assistido, para saber como aplicar os recursos na empresa.
 
“No dia a dia do nosso povo não há quem acorde de manhã e não visite um lugar parecido com esse. Ele é importante, especialmente nessa ocasião, porque estamos consolidando aqui a nossa pauta de R$ 1 bilhão em crédito para negócios como este. Essa é a maior carteira de crédito já oferecida aos pequenos negócios que estão pulverizados nas cooperativas de crédito e que têm essa capilaridade espalhada pelo território brasileiro. No nosso país, não temos a cultura do aval e os bancos só liberam o crédito se dermos a garantia. E é isso que o Sebrae está fazendo junto aos pequenos negócios”, conclui Décio Lima.
 
Crédito Consciente
 
Para ampliar a consciência e segurança dos empreendedores na obtenção de empréstimo, o Sebrae disponibilizou a página do Crédito Consciente. A plataforma explica de forma didática como avaliar a real necessidade do crédito, conhecer as linhas de crédito disponíveis e conhecer o fundo de aval, além de ajudar no planejamento financeiro da empresa.

 

Governo do Estado renova convênio de gestão de três aeroportos

O Governo do Estado de Santa Catarina está renovando o convênio de subdelegação de três aeroportos por mais cinco anos. Conforme solicitação dos municípios, foram renovadas as subdelegações dos Aeroportos de São Miguel do Oeste, de Curitibanos e de Dionísio Cerqueira. Os pedidos foram atendidos pela Secretaria de Portos Aeroportos e Ferrovias (SPAF) e já foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE). O Estado detém a delegação dos aeroportos da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e pode subdelegar aos municípios como já ocorre atualmente.

‘’A subdelegação dos aeroportos aos municípios permite uma gestão local mais próxima com as necessidades para quem usa este importante equipamento de infraestrutura. Isso não impede que o Estado siga fazendo investimentos, o que tem sido uma marca do governador Jorginho Mello’’, lembra o secretário da Spaf, Beto Martins.

Desde que foi criada em 2023, o Governo do Estado, via SPAF, tem realizado investimentos e atuado para que todos os aeroportos de Santa Catarina estejam em condições de operar.

O Aeroporto de Dionísio Cerqueira está próximo de ser reaberto após receber obras de pavimentação e sinalização. A pista tem 1,3 mil metros de comprimento e 18 metros de largura. Quando estiver em operação terá condições de receber voos diurnos da aviação geral (executivos, saúde e segurança).

O Aeroporto Hélio Wasun, de São Miguel do Oeste, tem uma pista de 1,260 metros de comprimento e 18 metros de largura. Tem condições de receber operações diurnas e noturnas de aviação geral. Em breve o Governo do Estado deve anunciar recursos para obras de revitalização que serão realizadas em parceria com o município.

O Aeroporto Lauro Antonio da Costa, de Curitibanos, tem uma pista de 1,4 mil metros e 30 metros de largura. Tem condições de receber operações diurnas e noturnas de aviação geral.

Empresa de Blumenau estreia no mercado de energia solar com 100% da produção vendida

O mercado de energia solar cresce vertiginosamente no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil já superou a capacidade de 38 gigawatts instalada, o que representa quase 17% da matriz energética brasileira. Além disso, as projeções são ainda mais ousadas: até o final deste ano, o país deve chegar à marca de 45,5 gigawatts em operação, o que revela um cenário de crescimento constante. 

Diante de um segmento mais do que promissor, a empresa catarinense Quare Ambiental -  um dos braços da Quare Organizações, sediada em Blumenau - anuncia a entrada no mercado de produção de energia com uma notícia positiva: toda a produção atual já é comercializada. A empresa opera com seis usinas de geração de energia fotovoltaica, sendo duas em Blumenau, duas em São Miguel do Oeste e duas em São Lourenço do Oeste, produzindo aproximadamente 1,8 megawatts por mês. De acordo com a empresa, a produção atual evita a emissão de 1,5 toneladas de CO2 (gás carbônico), o que corresponde a mais de 400 árvores por ano.   

“Toda a nossa produção hoje é comercializada para empresas que consomem essa energia e isso nos dá uma amostra de todas as possibilidades desse mercado. As pessoas e as empresas estão descobrindo que podem economizar com a aquisição de energia direto de quem produz e estamos vendo um futuro de muito crescimento para esse setor em um pequeno espaço de tempo, o que nos incentiva a investir nessa potencialidade”, afirma Ronaldo Baumgarten Neto, sócio e diretor de expansão da da Quare Ambiental, ressaltando que, atualmente, toda a energia produzida é adquirida por empresas que já são clientes de outras empresas da Quare Organizações. 

“Com a expansão, nossa capacidade produtiva vai aumentar e ainda temos clientes interessados, mas havendo sobra dessa produção, com certeza vamos disponibilizar para o mercado externo”, complementa. 

Planos de expansão

Na esteira do crescimento do mercado de energia fotovoltaica, a Quare Ambiental já nasce com planos de expansão. Além das seis usinas já em funcionamento, a empresa está em processo de aprovação para uma nova unidade em Minas Gerais. A previsão é que a produção atual seja amplificada em pelo menos mais 3,5 megawatts nos próximos meses. 

“Sabemos que o futuro são as fontes de energia renováveis, sustentáveis e que gerem menos impacto para o meio ambiente. A tendência da energia como é produzida hoje, com distribuição pelas empresas e concessionárias, é de ter um reajuste sempre maior que a inflação, aumentando o seu custo. E, em contrapartida, a energia fotovoltaica, além de limpa, tem um custo muito mais baixo. E a Quare Ambiental está trabalhando fortemente, trazendo uma nova opção ao mercado para quem quer investir no consumo de energia sustentável”, finaliza Baumgarten. 

Sobre a Quare Organizações

Um hub de negócios para atender empresas de forma global, que atua em três frentes: desenvolvimento de empresas, pessoas e negócios. Esta é a definição da Quare Organizações, que se ramifica em quatro áreas distintas: Securitizadora, Negócios, Desenvolvimento e Ambiental. Com sede em Blumenau (SC), a empresa oferece soluções para diferentes necessidades e tem como propósito alavancar negócios com parcerias estratégicas e compartilhando conhecimento. 

Retenção de automóveis importados por conta da greve do Ibama pode reduzir PIB brasileiro

A economia brasileira enfrenta uma paralisia nas aduanas devido à greve dos servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Conhecida como “operação tartaruga”, a paralisação está atrasando a liberação de milhares de containers nos portos do país, afetando o comércio e a indústria automotiva. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que o resultado disso pode chegar a uma redução de aproximadamente 5% na atividade econômica brasileira.

Para chegar ao dado, a CNC levou em consideração o impacto da cadeia produtiva automobilística na economia do País como um todo. Entre 2020 e 2023, o Brasil importou, em média, 38 mil carros por trimestre, aproximadamente 13,8 mil por mês. Atualmente, mais de 17 mil automóveis estão parados nos portos aguardando liberação aduaneira, o que representa mais de um mês de importações. O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, explica que, para analisar o impacto econômico dos atrasos, foi considerado os efeitos diretos, indiretos e induzidos da paralização, pois toda a cadeia produtiva automobilística é impactada pela paralização e os seus setores mais próximos.

O estudo demonstra que, em termos econômicos, para cada 1% de diminuição nos carros efetivamente importados, a atividade econômica cai 0,034%, considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos. Os 17 mil automóveis parados nos portos representam 132% da importação mensal, o que pode resultar em uma redução de até 5% na atividade econômica devido à operação tartaruga nos portos brasileiros.

“A paralisação dos servidores do Ibama e do Mapa afeta a oferta de diversos bens importados no território nacional, não apenas veículos, mas nos ativemos ao segmento automotivo nesta primeira etapa do estudo”, explica Felipe Tavares. A estimativa é que cerca de 1,2 mil contêineres com peças, componentes, carros a combustão e híbridos estão retidos. No total, mais de 17,3 mil veículos aguardam liberação nos portos, impactando diretamente a cadeia de vendas no Brasil.

Para o vice-presidente financeiro do Sistema CNC-Sesc-Senac, Leandro Domingos Teixeira Pinto, é preciso equilíbrio para evitar prejuízos tanto na economia quanto na proteção ambiental brasileira. “A continuidade desta greve e a operação tartaruga nos portos têm o potencial de causar um impacto ainda mais profundo na economia brasileira nos próximos meses”, avalia. Ele reitera que o governo federal precisa avaliar, o mais rapidamente, as reivindicações dos grevistas para garantir que todos saiam ganhando após esse momento crítico.

Revisão da isenção de compras até US$ 50 é passo tímido para equilibrar competição, diz FIESC

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (28), o projeto de lei que revisa a isenção das compras internacionais de até US$ 50 em marketplaces. A medida, de acordo com a Federação das Indústrias de SC (FIESC) e entidades nacionais representativas do setor produtivo, como as confederações da Indústria (CNI), Comércio (CNC) e Agricultura (CNA), representa um passo bastante tímido na direção da isonomia tributária, ainda insuficiente para equilibrar a concorrência entre produtos brasileiros e importados. 

Para o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, a manutenção da alíquota para bens importados menor do que o percentual de impostos pago pela indústria nacional consagra a desigualdade tributária e favorece a concorrência desleal. “Seguiremos empenhados na busca de regras que assegurem igualdade de condições, em prol da manutenção de empregos e renda no país”, afirma Aguiar. 

Entre os setores mais afetados pelas importações de até US$ 50 estão os fabricantes e trabalhadores de produtos têxteis, de confecção, calçados, artefatos de couro, produtos de limpeza, cosméticos, perfumaria e higiene pessoal, móveis, entre outros. Em SC, o setor têxtil e do vestuário é o maior empregador da indústria, com 178,7 mil pessoas. 98% das empresas do setor são micro e pequenas indústrias. “Quem mais perde com a redução dos empregos nesses setores são as pessoas que ganham menos”, explica Aguiar.

Pesquisa do IPRI/FSB mostra que apenas 18% das pessoas que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.824) fazem compras em sites internacionais ante 41% da parcela da população que ganha mais de cinco salários mínimos (R$ 7.060). Ou seja, as importações beneficiam os consumidores de renda mais alta.

Estimativas de empresários e trabalhadores apontam que as importações sem tributação federal levariam a indústria e o comércio nacionais a deixar de empregar 226 mil pessoas. Agora, com a nova tributação de 20% aprovada na Câmara, será necessário redimensionar o tamanho destas perdas.

O posicionamento em favor da isonomia tributária tem o apoio dos trabalhadores representados pelas Nova Central, Força Sindical, IndustriAll Brasil, Confederação Nacional de Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNMT), Central dos Sindicados Brasileiros (CSB) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Movimento de passageiros e voos internacionais crescem quase 90% em SC no primeiro quadrimestre de 2024

O número de aeronaves operando voos internacionais em Santa Catarina cresceu 88,6% no primeiro quadrimestre de 2024, em relação ao mesmo período do ano anterior. Esta alta se refletiu no movimento internacional de passageiros que cresceu 87,5%, nos primeiros quatro meses do ano em relação a 2023. De acordo com os números apurados pela Gerência de Aeroportos, da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), conforme dados da Agência Nacional de Aviação (Anac), foram 2.556 aeronaves e 358,3 mil passageiros internacionais.

“Temos buscado novos países parceiros, como o Panamá. Em outubro estive lá, com o pessoal da Copa Airlines e em fevereiro desse ano o presidente da empresa mesmo me deu a notícia do voo direto de Santa Catarina pra Cidade do Panamá. E esse trabalho que continua, temos potencial e vamos expandir ainda nossa parceria”, afirma o governador Jorginho Mello.

“Os números mantêm Santa Catarina com a terceira maior movimentação de passageiros internacionais do Brasil e com perspectivas de manutenção deste cenário e até mesmo um crescimento gradual com a confirmação de novas empresas, como a Copa Airlines”, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.

Os números do quadrimestre foram superiores ao do primeiro trimestre, quando o crescimento de passageiros foi de 84,8% e o de aeronaves foi de 83,9%.

Na movimentação de cargas internacionais, o primeiro quadrimestre de 2024 teve alta de 20,7% em relação ao mesmo período de 2023. O setor acumula até agora 1,3 mil toneladas, todas passando pelo Aeroporto de Florianópolis, que também registrou o maior número de passageiros internacionais, com 350,9 mil. Pelo Aeroporto de Navegantes foram 7,3 mil passageiros internacionais.

Movimento doméstico
Na movimentação de cargas domésticas, os aeroportos catarinenses registraram alta de 6% nas cargas chegando a 4 mil toneladas. Destaque para os Aeroportos de Navegantes com 1,7 mil toneladas e Aeroporto de Florianópolis com 1,6 mil toneladas.

Na movimentação de passageiros, o Aeroporto de Joinville registrou a maior alta do estado no primeiro quadrimestre. Foram 18,7% a mais do que no mesmo período de 2023. Até agora passaram por Joinville 158,3 mil passageiros.

O ranking do estado segue com o Aeroporto de Florianópolis sendo o mais movimentado 1,1 com milhões de passageiros, Navegantes com 718,4 mil, Chapecó com 191,3 mil, Joinville com 158,3 mil, Jaguaruna com 38 mil e Correia Pinto com 6,5 mil. No quadro geral, a movimentação doméstica teve queda de 1,8% nos primeiros meses de 2024, em relação a 2023.

 

 

Ferrovias: movimentação de cargas em SC cresce acima da média nacional no primeiro quadrimestre de 2024

A movimentação de cargas ferroviárias em Santa Catarina registrou crescimento de 10,4% no primeiro quadrimestre de 2024, em relação ao mesmo período de 2023. Segundo os dados apurados pela Gerência de Ferrovias, da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), junto à Agência Nacional de Transportes Ferroviários (ANTT), foram 2,3 milhões de toneladas movimentadas nos primeiros quatro meses do ano. O resultado é superior à média nacional que foi de 8,5%. O mês de abril teve até agora o melhor desempenho do ano com 628,9 mil toneladas transportadas.

“A logística de Santa Catarina é um vetor de crescimento, de desenvolvimento das cidades e a gente não pode perder oportunidades. Já foi autorizado um plano estratégico pra que o governo do Estado possa investir em obras essenciais. As ferrovias estão incluídas e eu não tenho dúvidas que o desempenho será ainda melhor no futuro”, disse o governador Jorginho Mello.

Pela Rumo Logística, concessionária da Malha Sul, foram movimentadas 261,4 mil toneladas em abril, com um total de 1,3 milhãi de toneladas em 2024. Pela Ferrovia Tereza Cristina, foram movimentadas 267,5 mil toneladas em abril, totalizando 1,02 milhão de toneladas em 2024. 

“O setor segue aproveitando um cenário favorável neste início de 2024. Cerca de 65% desta carga é voltada para o comércio exterior e fica a expectativa para que esse crescimento siga nesse ritmo até o final do ano”, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.

Entre as cargas movimentadas no primeiro quadrimestre se destacam a soja com 975,1 mil toneladas, o carvão mineral com 826,5 mil toneladas, o milho com 322,4 mil toneladas, cargas conteinerizadas com 198,4 mil toneladas, óleo diesel com 25.9 mil toneladas, gasolina com 16,2 mil toneladas, cloreto de potássio com 8,3 mil toneladas, adubo orgânico a granel com 2,3 mil toneladas e o fosfato com 417 toneladas.

A movimentação nos 763 quilômetros de malha ferroviária em operação corresponde a 1,47% da movimentação nacional que foi de 160,3 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2024.

PortosRio moderniza gestão portuária com novo sistema informatizado

A PortosRio anunciou a contratação de um novo sistema informatizado para modernizar a gestão de seus portos, com investimentos na ordem de R$ 6,5 milhões, por meio de um processo licitatório realizado em 2023. Este sistema foi desenvolvido para gerenciar de forma integrada todo o processo portuário, desde o pedido de uso da infraestrutura, passando pela operação, até o faturamento.

Nos dias 27 e 28 deste mês, a PortosRio realizou apresentações nos auditórios dos Portos do Rio de Janeiro e de Itaguaí, respectivamente, para os clientes que utilizarão o novo sistema. Durante os encontros, arrendatários, agentes marítimos e operadores portuários foram informados sobre os treinamentos que serão realizados no próximo mês de julho e a entrada em produção do sistema em setembro.

O novo sistema inclui funcionalidades e integrações com outros sistemas como o Porto Sem Papel (PSP) e SISCARGA com o objetivo de otimizar os processos, torná-los mais transparentes e evitar a redundância de trabalho nas inserções de informações. A PortosRio reforça seu compromisso com a inovação e a eficiência, visando sempre a melhoria contínua dos serviços prestados à comunidade portuária e à sociedade.

Com a implantação deste novo sistema, a Autoridade Portuária espera alcançar a modernização do processo de operação portuária e a obtenção de dados de agentes e sistemas externos de maneira integrada, eliminando a redigitação de informações. Além disso, o sistema visa agilizar a comunicação e troca de informações entre setores da companhia, como faturamento, operação portuária, contratos e controle de mercadorias.

Outros objetivos incluem a obtenção de informações gerenciais de maneira rápida e eficiente, e o uso de ferramentas ágeis de prestação de contas e fornecimento de informações integradas eletronicamente com intervenientes governamentais (Receita Federal, ANTAQ, entre outros). A disponibilização de informações para a comunidade portuária e a sociedade também é uma meta, assim como a melhoria da performance operacional em termos de custo, tempo e qualidade. Por fim, a PortosRio espera otimizar tarefas e alocação de recursos, por meio da eliminação de passos desnecessários e automação de procedimentos manuais.

Novo presidente da OCESC quer maior protagonismo para as cooperativas

Fortalecer o protagonismo das cooperativas na economia catarinense e ampliar a presença internacional são metas do novo presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Vanir Zanatta, para o próximo quadriênio.

O presidente recém-eleito Vanir Zanatta tem 59 anos de idade. É natural de Jacinto Machado (SC). Graduou-se em Ciências Contábeis pela Univille, de Joinville (SC). Em 2006 cursou Gestão de Cooperativas pela Unisul. Pós-graduou-se em Administração pela Unesc. Há 34 anos é presidente da Cooperativa Agroindustrial Cooperja, de Jacinto Machado. É sócio-fundador da Credija (Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Litorânea), a qual presidiu por 14 anos. Também foi fundador e presidente da Acijam (Associação Empresarial de Jacinto Machado).

É presidente da Brazilrice (Cooperativa Central Brasileira de Arroz). Ocupa a vice-presidência da Fecoagro (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina), é representante do ramo agropecuário das cooperativas catarinenses junto a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e membro na Câmara Setorial do Arroz Nacional pela Brazilrice. Zanatta também presidirá o Conselho de Administração do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (SESCOOP/SC).

O cooperativismo de Santa Catarina continua em expansão, segundo balanço recentemente divulgado pela Ocesc, com crescimento em todas as áreas. Como o senhor avalia esses resultados?

Os resultados são amplamente positivos e animadores. Houve crescimento em movimento econômico, receita operacional, exportações e no quadro geral de cooperados, como chamamos os associados. Os catarinenses demonstram uma extraordinária vocação para o associativismo. Perceberam que o cooperativismo – que é uma das melhores formas de associativismo – tornou-se um caminho para o desenvolvimento das comunidades e o fortalecimento da economia. Acredito que essa é a explicação para esse fenômeno.  Veja que em 2023 o número de associados das nossas 249 cooperativas cresceu quase 10%, com o ingresso de mais de 370 mil pessoas. No conjunto, as cooperativas reúnem, agora, 4,2 milhões de catarinenses, o que representa mais da metade da população barriga-verde vinculada ao sistema cooperativista.

O ramo do agronegócio continua respondendo pela maior fatia do PIB do cooperativismo barriga-verde, mas enfrentaram dificuldades no último ano. Como o Sr. avalia esse setor hegemônico?

As cooperativas do ramo do agronegócio tiveram um ano muito difícil, com elevação dos custos de produção, queda de preços no mercado internacional e baixo desempenho do consumo no mercado doméstico. Praticamente todos os grupos agroindustriais do setor de alimentos – em especial, os do segmento da proteína animal – tiveram resultados negativos.  Mesmo assim, as cooperativas do agronegócio foram, novamente, as mais expressivas na geração de empregos diretos e de receita operacional bruta, respondendo por 64% dos postos de trabalho e também por 64% das receitas globais do universo cooperativista.  

Em 2024 qual deve ser o desempenho das cooperativas do agro catarinense? A tendência é manter esse crescimento?

O ano de 2024 se apresenta com um cenário mais animador, sem indícios de escassez de insumos – especialmente milho e farelo de soja – e com lenta recuperação de preços no mercado internacional. Acreditamos ser possível um crescimento entre 10% e 15% neste período porque está havendo uma clara recuperação de preços no mercado internacional.

As cooperativas também são impactadas pela alta carga tributária, embora muitos pensem que elas têm benefícios fiscais.

As cooperativas não gozam de benefícios fiscais, prova disso é que, no ano passado, recolheram R$ 3,4 bilhões aos cofres públicos em impostos sobre a receita bruta, um crescimento de 5% em relação ao exercício anterior. Esse aumento é fruto do movimento econômico e, ainda, não é reflexo da reforma tributária. O número de cooperativas permaneceu estável.

Quais serão suas diretrizes no comando da Ocesc para o cooperativismo catarinense?

Desejamos aumentar o protagonismo das cooperativas dos ramos de crédito, agropecuário e saúde, entre outros. Queremos aumentar nossa presença no mercado internacional. Iniciaremos um planejamento estratégico para a Organização e valorizaremos os vice-presidentes como legítimos representantes dos ramos do cooperativismo, tomando decisões estratégicas sempre em conjunto. Vamos reavaliar o regimento interno, criar conselhos consultivos por ramo, implementar o Conselho de Ética, ativar o Conselho Estadual do Cooperativismo (CECOOP) e dinamizar a representação sindical. Vamos prestigiar encontros de jovens e mulheres cooperativistas e o Fórum de Dirigentes Cooperativistas, estimular a sucessão nas propriedades rurais e nas cooperativas e, além disso, fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo de Santa Catarina (Frencoop).

Como o senhor avalia sua gestão e os desafios enfrentados até aqui?

         Estamos iniciando uma jornada que, acredito, será muito gratificante graças à participação dos dirigentes cooperativistas, do corpo técnico do Sistema Ocesc/Sescoop-SC e dos cooperados. Manteremos a honrosa tradição do cooperativismo catarinense de ser uma das locomotivas da economia catarinense, contribuindo para uma sociedade mais humana e fraterna, com alta taxa de desenvolvimento.

Sua experiência e trajetória o tornaram no primeiro líder cooperativista do sul de SC a comandar a Ocesc.

Acredito que essa experiência, fruto de longa vivência no universo cooperativista, é positiva na medida em que fazemos dela uma aprendizagem contínua e retiramos, humildemente, lições para o exercício dos cargos de direção e comando. É com muita honra e sentimento de responsabilidade que assumo o Sistema Ocesc/Sescoop-SC como o primeiro presidente do sul de Santa Catarina, atribuindo essa eleição  a um gesto de generosidade dos meus companheiros dirigentes cooperativistas e a uma homenagem ao sul barriga-verde. As cooperativas exercem importante papel na região, contribuindo com a dinamização da economia e a geração de empregos nas áreas urbanas e rurais.

Qual sua visão sobre o desenvolvimento do cooperativismo no estado?

Em Santa Catarina há uma cultura associativista muito forte. Aqui só existem fatores de estímulo e incentivo. Temos uma política estadual de apoio ao cooperativismo definida em lei, uma atuante Frente Parlamentar do Cooperativismo e muitas ações que integram todos os setores da economia.

 

Foto 01 – Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Vanir Zanatta.

Expocentro comemora dois anos e se consolida como um dos mais atuais equipamentos para eventos do País

O Exponcentro comemora dois anos, no mês de maio, com um crescimento exponencial e com prospecções de eventos até 2030, se consolidando como um dos mais atuais equipamentos para eventos do País. Sob a concessão do consórcio BC Eventos, o espaço realizou, em 2023, 65 eventos e para 2024 os números são ainda mais positivos, o espaço já está com 84 eventos agendados. “Em pouco tempo, o Expocentro já é uma referência. Moderno e muito flexível, o espaço veio para ocupar um lugar ocioso em turismo de negócios”, fala Djalma Berger, gestor do Expocentro.

O portfólio do espaço conta atualmente com 18 eventos fixos de calendário dos mais diversos segmentos como: construção civil, supermercadista, variedades e utilidades, calçadista, vestuário, holístico, moveleiro, veículos, turismo, hoteleiro e insumos para o vestuário.

Desde sua inauguração o Expocentro tem contribuído para o desenvolvimento do turismo de negócios da região, fomentando diversos segmentos da economia, desde hotelaria, restaurantes, comércio a fornecedores o setor de eventos. “Os participantes de eventos têm vindo com a família e acabam ficando mais dias para desfrutar dos atrativos de toda a região”, explica Berger.

O Expocentro surpreende com sua estrutura moderna e funcional, são 33.534,71 mil metros quadrados de área construída em uma área total de 67.977,53 mil metros quadrados. A nave principal é composta por módulos internos, sendo dois laterais e um central, com dois pavilhões, com entradas individuais. Em um dos módulos laterais ficam os espaços administrativos, camarins e apoio. O módulo central, tem duas torres espelhadas, que comportam 24 salas modulares, que podem ser usadas individualmente ou em conjunto, com capacidade de até 1.300 pessoas. Neste módulo central tem ainda espaço para lojas, praça de alimentação, que terá cerca de 10 operações e é o único centro de eventos que tem um zoológico em anexo.

São dois grandes pavilhões, o primeiro com 8.696 metros quadrados e o segundo com 4.655 metros quadrados, que podem ser usados simultaneamente, ambos com 14 metros de pé direito e livre de colunas.


Expocentro em números

  1. 33 mil m2 de área construída
  2. 67 mil m2 de área total
  3. Até 60 mil pessoas
  4. 1000 vagas de estacionamento
  5. 04 docas com mais de 8m de altura
  6. Internet de ultra velocidade
  7. Conectando mais de 7 mil pessoas
Indústria catarinense cresce 1,1% no 1º trimestre

A produção industrial catarinense cresceu 1,1% no acumulado dos três primeiros meses do ano em relação ao 4º trimestre do ano passado, na série livre de efeitos sazonais. O percentual ficou acima da média nacional, que registrou expansão de 0,3% na mesma base de comparação. 

A indústria de madeira foi destaque no primeiro trimestre de 2024, com crescimento de 4,0% frente ao último trimestre de 2023,  demonstrando uma recuperação gradual, incentivada pela demanda externa crescente. “Esse setor industrial é um dos mais internacionalizados do estado, com boa parte da produção destinada à exportação. Diante da melhoria no mercado imobiliário nos EUA, principal comprador dos produtos de madeira catarinenses, as exportações têm aumentado, contribuindo para o desempenho positivo no início do ano”, ressalta o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar.

As atividades industriais ligadas à produção de bens de capital também apresentaram melhora. A fabricação de equipamentos elétricos teve aumento de 2,7% de janeiro a março em relação ao trimestre anterior. Segundo análise do Observatório FIESC, o desempenho foi motivado pelo consumo doméstico, aquecido pelo arrefecimento do preço de produtos como eletrodomésticos, além das vendas internacionais de motores elétricos.

Outro setor ligado a essa dinâmica é o de máquinas e equipamentos, que cresceu 1,6% no acumulado dos três primeiros meses de 2024 na comparação com o último trimestre de 2023. Para o economista do Observatório FIESC, Arthur Della Vecchia, o resultado foi ampliado pelas exportações de compressores de ar e a produção de maquinário agrícola.

No período analisado, o setor automotivo também apresentou desempenho positivo, com 2,2% acima do trimestre anterior. A indústria local foi estimulada pelo recuo nas importações de veículos e as exportações de partes e peças, especialmente para o México, contribuíram para a recuperação do segmento no estado.

No primeiro trimestre, as condições financeiras menos restritivas na economia doméstica estimularam ainda o setor de fabricação de minerais não metálicos, que aumentou 1,4%. O crescimento é explicado por um maior dinamismo da construção civil no início do ano, beneficiada pela queda dos juros, e tem registrado aumento nas contratações de mão de obra.


Setores em queda
Por outro lado, a fabricação de produtos de borracha e materiais plásticos registrou retração no trimestre. A queda pode ser explicada por uma menor demanda por embalagens vinda do setor de produtos alimentícios, que também apresentou decréscimo na produção no primeiro trimestre do ano. 

“O setor de metalurgia teve queda de 5,1%, e o de produtos de metal recuou 9%. O desempenho pode ser parcialmente explicado pelo aumento das importações de aço e produtos de aço da China. Tanto a indústria brasileira quanto a catarinense vêm enfrentando dificuldades devido à concorrência com esses produtos importados”, enfatizou o economista do Observatório FIESC, Arthur Della Vecchia.

Segundo análise do Observatório FIESC, em relação ao primeiro trimestre de 2023, a produção industrial do estado teve alta de 3,7%, resultado da continuidade da recuperação nos níveis da produção industrial.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Dario Rustico assume a presidência do Conselho de Administração da CLIA Brasil para o biênio 2024/2026

Dario Rustico, Presidente Executivo da Costa Cruzeiros para as Américas, assume a presidência do Conselho de Administração da CLIA Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), braço nacional da CLIA (Cruise Lines International Association), maior entidade do setor de cruzeiros no mundo.

O executivo inicia sua gestão a partir de 1º de junho de 2024 e segue pelos próximos dois anos.“Agradeço e parabenizo o Adrian Ursilli pela excelente atuação à frente da CLIA Brasil, juntamente com o Marco Ferraz, sempre trabalhando com o objetivo de transpor os gargalos e barreiras que impactam a indústria de cruzeiros”, ressalta Dario Rustico.

”Assumo este cargo institucional comprometido em trabalhar com o Ferraz, com os demais conselheiros e principais stakeholders sabendo que os próximos meses serão desafiadores e fundamentais para criar um roadmap estratégico que permita à indústria competir com outras regiões do mundo a partir de 2026. Competitividade de custos, segurança e previsibilidade ao mercado, além da sustentabilidade, serão prioridade”, finaliza Dario.

 

Adrian Ursilli,  diretor geral da MSC Cruzeiros no Brasil, que esteve no cargo nos últimos dois anos, segue como conselheiro da entidade ao lado de Estela Farina, diretora geral da Norwegian Cruise Lines no Brasil e Mario Franco, diretor da Royal Caribbean no Brasil. “Nestes dois anos, trabalhamos incessantemente, como uma só voz, em busca de um ambiente mais favorável para atrair mais navios de cabotagem e internacionais para o Brasil, além de informar e capacitar ainda mais o Agente de Viagem brasileiro sobre o setor de cruzeiros e suas grandes oportunidades. O potencial do nosso país é enorme, mas proporcional aos obstáculos que enfrentamos. Tenho a certeza de que o Dario Rustico desempenhará um grande papel na continuidade desse trabalho”, disse Adrian Ursilli.

“Agradeço ao Adrian Ursilli, por toda competência e parceria nesses anos de retomada da nossa atividade, que contabilizou grandes resultados apesar de tantos desafios que tivemos e ainda enfrentamos. Foi um período de evolução do Fórum CLIA Brasil e de novidades que almejávamos há muito tempo, como a realização da primeira edição do Cruise360 Brasil, que teve sucesso de público e de engajamento”, disse Marco Ferraz, presidente executivo da CLIA. “Dou as boas-vindas ao Dario Rustico que, com certeza, trará uma importante contribuição para a entidade. Nosso trabalho para melhorar os custos de operação, a infraestrutura, a regulação e o desenvolvimento de novos destinos continua, e sua vasta atuação e experiência no setor serão essenciais nesse percurso”, completou Ferraz.

Ex-Presidente da República vai abrir evento de logística, em Balneário Camboriú

A Logistique, evento que acontece entre os dias 23 e 25 de julho, no Expocentro, em Balneário Camboriú (SC), será aberta oficialmente pelo ex-Presidente da República, Michel Temer.  Ele vai ministrar a palestra “O Impacto da Política no Crescimento do Brasil e sua Relação com o Setor Produtivo”. O evento deve reunir 15 mil pessoas e cerca de 160 marcas participantes.

 

Autor de livros como “O Brasil no Mundo: Abertura e Responsabilidade” e membro da Academia Internacional de Direito Econômico e Economia (AIDE), Temer foi convidado para abrir a  nova edição da Logistique, que propõe conectar a região Sul do país ao mercado global de logística.

 

“É uma presença ilustre que vai abrir as portas de um evento repleto de oportunidades. O setor busca se fortalecer no cenário internacional, e isso será possível a partir de grandes referências e integração do segmento para um objetivo comum: crescer para além das fronteiras”, declara o diretor da Zoom Feiras, empresa organizadora da Logistique, Leonardo Rinaldi.

 

O evento estreará nova sede este ano, situando-se mais próximo aos principais aeroportos da região, como Navegantes e Florianópolis, e a apenas 15km do Complexo Portuário Itajaí/Navegantes. Outra novidade desta edição é o Supply Chain, que busca contemplar todo o trajeto logístico que uma mercadoria percorre desde a saída da matéria-prima até a chegada ao cliente final. “Estamos, a cada dia, um passo mais próximos do mundo”, celebra o executivo.

 

Alguns destaques da programação:

 

  • O Logistique Summit será o centro de debates estratégicos, reunindo lideranças políticas e empresariais de diversos setores para discutir o futuro da logística, cenários econômicos, agronegócio brasileiro, a nova geopolítica, a reconfiguração das cadeias globais, inteligência artificial, e-commerce, fusões e aquisições, políticas públicas, cases, dentre tantos outros, visando oferecer conhecimento e colaborar com soluções para os desafios atuais e futuros.

 

  • A LogMeet será um momento dedicado à rodadas de negócios para estimular o networking entre as empresas.

 

  • Visitas Técnicas também acontecerão ao longo da feira, com oportunidades de conhecer inovações e melhores práticas do mercado.

 

  • O Logistique Innovation será um espaço dedicado a startups e tecnologias avançadas em logística.

 

Sobre o evento

A Logistique nasceu com foco no transporte rodoviário e ampliou para a logística de ponta a ponta. Hoje, a feira abrange todas as etapas da cadeia logística e, em especial, os desafios logísticos para a indústria e para o agronegócio. “Ampliamos o escopo para abranger a intralogística, Real Estate, Last Mile, E-Commerce e abrir o Sul do país para o que acontece na logística do mundo”, resume Rinaldi. Segundo ele, Santa Catarina é o porto de entrada de grande parte da carga marítima que não fica no Estado, e segue para outras regiões do Brasil.

Valor médio das compras no Dia das Mães caiu, mas faturamento subiu em relação a 2023, revela Fecomércio

O Dia das Mães é uma data significativa para a economia catarinense. Os setores de comércio e turismo são especialmente beneficiados pelo aumento do consumo e pela movimentação no mercado de trabalho, gerando um impacto positivo nas vendas e no fluxo de visitantes. 

A Fecomércio SC investigou diversos indicadores, incluindo o de contratação de trabalhadores temporários, para analisar os resultados das vendas do Dia das Mães 2024.
No âmbito do mercado de trabalho, manteve-se a trajetória de redução no número de empresas que fizeram contratações para atender a demanda extra do período. Em comparação com o Dia das Mães do ano passado, a contratação de temporários caiu três pontos percentuais, representando 5,4% dos empresários.

Apesar da queda, a quantidade média de colaboradores temporários chegou a 2,9 colaboradores, o maior valor registrado na série histórica. Os segmentos de ‘vestuário e acessórios’, de ‘floriculturas’ e de ‘perfumes e cosméticos’ se destacaram entre os que realizaram contratações no período.

Os consumidores gastaram, em média, R$ 266 no Dia das Mães de 2024. Em comparação com o ano passado, esse ticket caiu 17,4% e, descontando os efeitos da inflação, a queda foi de 21,1%. Mesmo assim, o gasto ficou acima do nível pré-pandemia e da intenção de gasto prevista. 

Os segmentos de 'joalheria e relojoaria' e 'tecnologia e comunicação' apresentaram os maiores tickets médios, atingindo R$ 778 e R$ 432, respectivamente, devido ao alto valor agregado desses produtos. Destaca-se que o ticket médio no segmento de 'tecnologia e comunicação' aumentou 5,6% neste ano.

Os resultados do faturamento foram positivos, com um crescimento de 9,4% em comparação com os demais meses do ano. Adicionalmente, em relação ao Dia das Mães do ano anterior, verificou-se um aumento de 1,6%.


Pouco mais da metade dos consumidores preferiu realizar suas compras à vista (56,2%). A opção pelo pagamento parcelado cresceu 4,2 pontos percentuais, representando 42% do total. Essa tendência pode estar relacionada ao cenário de redução das taxas de juros, que tem tornado o parcelamento mais atrativo para os consumidores. Em relação à forma, predominou o pagamento parcelado no cartão de crédito (39%). A escolha por esse tipo cresceu 7,1 p.p. no período. Destaca-se o crescimento de 2,6 p.p. no pagamento via PIX, forma escolhida por 14,9% dos consumidores.

Para 36,2% dos empresários, a frequência dos clientes realizando pesquisa de preços foi razoável. Para 32,1% a frequência foi alta e para 30,5% a frequência foi baixa. O resultado desse indicador para este ano foi semelhante ao observado no ano passado. Por fim, a Fecomércio SC também questionou os empresários catarinenses a
respeito dos impactos das chuvas no próprio negócio. Do total de entrevistados, pouco mais da metade (53,3%) afirmou ter sofrido impacto com as chuvas, enquanto 46,7% não relataram impactos. Em relação ao faturamento, cerca de metade dos empresários (50,5%) relataram não ter observado mudanças. Para 47,2%, houve uma redução, enquanto 2,3% relataram um aumento. Entre os empresários que relataram ter enfrentado algum tipo de impacto, destaca-se a diminuição das vendas, afetando 87% deles, e os problemas relacionados à entrega de mercadorias para os

Contratações

A Fecomércio SC investigou diversos indicadores, incluindo o de contratação de trabalhadores temporários, para analisar os resultados das vendas do Dia das Mães 2024.
Os resultados indicam que 5,4% dos empresários contrataram colaboradores temporariamente para atender aos consumidores. Em comparação com o Dia das Mães do ano passado, a contratação de trabalhadores caiu três pontos percentuais, enquanto o percentual de empresários que não realizaram contratações no período aumentou em dois
pontos percentuais. Historicamente, os empresários catarinenses tendem a não contratar colaboradores temporários para esta data.

Entre os que realizaram contratações, a maioria foi nos segmentos de ‘vestuário e acessórios’, de ‘floriculturas’, e ‘perfumes e cosméticos’. Apesar do pequeno percentual de empresas contratantes, aquelas que efetuaram contratações tiveram em média 2,9 colaboradores para atender à demanda, o maior valor registrado na série histórica.

Ticket médio​

O ticket médio nominal dos estabelecimentos comerciais no Dia das Mães caiu 17,4% em relação a 2023, totalizando R$ 266. Esse declínio interrompeu a trajetória de crescimento observada desde 2021. Apesar da queda, tal desempenho ficou acima do nível pré-pandemia (R$ 224 em 2019). Descontando o efeito da inflação, o ticket médio de 2024 é 21,1% inferior ao de 2023.

Quanto ao ticket médio por segmento econômico*, o destaque em termos absolutos foi Joalherias e Relojoarias, com uma média de R$ 778, representando uma queda de 0,6% em comparação com o Dia das Mães de 2023. O segundo ticket médio mais alto foi registrado no segmento de Tecnologia e Comunicação, com R$ 432, sendo o único segmento a apresentar crescimento no período, com um aumento de 5,6%. Em terceiro lugar, o segmento de Vestuário e Acessórios teve um ticket médio de R$ 282, registrando uma queda de 23,5% no período.

Variação do faturamento
Os empresários também foram questionados a respeito da variação do faturamento de suas empresas, tanto em relação à mesma data de 2023, quanto em relação aos demais meses do ano. Em comparação com o Dia das Mães de 2023, o faturamento cresceu 1,6%. Já em relação aos demais meses do ano, o faturamento nominal cresceu 9,4%. Os dados mostram que houve desaceleração desse crescimento. No ano passado, o faturamento cresceu 8,9% em relação ao dia das mães do ano anterior e 15,8% em relação aos meses comuns do ano. Ainda merece destaque o fato de que as vendas online e por telefone representaram 16,5% do faturamento do período


Formas de pagamento
Dentre as formas de pagamento das compras, a maioria dos consumidores preferiu pagar parcelado no cartão de crédito (39%). A opção por essa forma cresceu 7,1 p.p. em relação ao dia das mães do ano passado. A segunda forma de pagamento mais utilizada pelos consumidores catarinenses foi à vista no cartão de crédito, com 27,4% optando por essa modalidade. 

O uso dessa forma de pagamento caiu 4,7 p.p. no período. O pagamento via PIX foi escolhido por 14,9% dos consumidores, representando um aumento de 2,6 pontos percentuais em comparação com o ano anterior. A popularidade desta forma de pagamento tem crescido em toda a economia catarinense em diversas datas comemorativas.

As demais formas de pagamento utilizadas foram: ‘à vista, cartão de débito’ (13,1%, com queda de 1 p.p.); parcelamento no crediário (3,1% e queda de 2,9 p.p.); outro (1,5% e aumento de 0,5 p.p.); ‘à vista em dinheiro’ (0,8% e queda de 1 p.p.


Impactos das chuvas no Rio Grande do Sul
A Fecomércio SC questionou os empresários a respeito dos impactos das chuvas no Rio Grande do Sul nos negócios. Considerando que a pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 16 de maio, os resultados apresentados ainda são preliminares. Os questionamentos abordaram o impacto no faturamento, o tipo de impacto sofrido, e o percentual desse impacto em relação ao faturamento previsto para o mês de maio deste ano.
Do total de entrevistados, pouco mais da metade (53,3%) afirmou ter sofrido impacto com as chuvas, enquanto 46,7% não relataram impactos. Em relação ao faturamento, cerca de metade dos empresários (50,5%) relataram não ter observado mudanças. Para 47,2%, houve uma redução, enquanto 2,3% relataram um aumento.


Do total de empresários que relataram algum impacto decorrente das chuvas, 87% registraram redução das vendas; 76,9% encontraram dificuldades em relação à entrega de mercadorias para os clientes; 24% relataram aumento no valor dos insumos; e 15,9% cancelaram seus compromissos; 2,9% tiveram colaboradores afetados e 1,9% tiveram mercadorias prejudicadas/avariadas. Por outro lado, 4,3% desses empresários registraram aumento.

Azimut Yachts revela iate híbrido que reduz em 40% as emissões de CO2

Durante a Semana de Design de Milão, realizada recentemente na Itália, a Azimut Yachts, líder mundial na fabricação de iates de luxo, que tem no Brasil o único parque fabril fora da Itália, revelou as primeiras imagens do iate Seadeck 6, modelo inédito de uma linha que marca um novo momento em sustentabilidade para a indústria náutica internacional. A elegante embarcação, que tem 57 pés e 3 amplas cabines, é equipada com o primeiro sistema de propulsão híbrido da Volvo, capaz de reduzir as emissões de CO2 em 40%. Outra inovação apresentada no Seadeck 6 é a instalação de uma placa fotovoltaica de 10 metros quadrados, que gera energia suficiente para uma autonomia de 4 horas durante o dia e até 8 horas à noite, proporcionando operações silenciosas, sem ruídos e vibrações, e completamente elétricas, melhorando a experiência a bordo enquanto protege os ecossistemas marinhos.
"A apresentação das imagens e do projeto da Seadeck 6 representa um marco significativo para a Azimut Yachts e para a indústria náutica mundial.  É fruto de anos de investimentos e estudos em novas tecnologias associadas à sustentabilidade. Este iate não é apenas um exemplo de inovação em design e tecnologia, mas também um testemunho do nosso compromisso em minimizar cada vez mais os impactos ao meio ambiente contribuindo com o setor náutico como um todo. Estamos orgulhosos de liderar o caminho para um futuro na náutica de luxo", afirma o CEO da Azimut Yachts no Brasil, Francesco Caputo.
A embarcação conta também com a utilização de materiais sustentáveis, como cortiça para o deck, substituindo a tradicional teca, e fibra de carbono, que reduz o peso do iate em até 30%, contribuindo para uma maior eficiência de combustível.
Resultado dos investimentos constantes em pesquisa e adoção de tecnologias e materiais sustentáveis, a nova série Seadeck é a primeira linha de iates do mundo a ser certificada com o RINA GREEN PLUS GOLD, uma certificação ambiental concedida pela RINA, entidade internacional que classifica navios e embarcações que possuem desempenho ambiental excepcional, além dos padrões regulatórios.
Com 17,5 metros de comprimento, o Seadeck 6 é um iate ideal para viagens longas pelo altíssimo conforto que proporciona. A embarcação conta com um amplo salão no deck principal, totalmente aberto, que possibilita maior conexão com o mar, assim como as grandes janelas, já características da marca. A cozinha foi posicionada estrategicamente para atender tanto áreas internas quanto externas, facilitando o acesso durante refeições e entretenimento, e é equipada com eletrodomésticos altamente modernos e materiais de qualidade, como superfícies de quartzo, armários em madeiras nobres e acabamentos em materiais resistentes à corrosão que adicionam um toque de luxo à embarcação.
A proa do Seadeck 6, que tem design mais aerodinâmico permitindo que o iate aquaplane e, consequentemente, reduza o arrasto em velocidades mais baixas, conta ainda com um solário para banhos de sol e socialização. Já a popa, que também por uma questão de navegabilidade é mais larga, é equipada com espreguiçadeiras e área para refeições, ideal para desfrutar do ambiente ao ar livre com uma vista panorâmica.
Em termos de motorização, o Seadeck 6 pode ser equipado com três motores Volvo IPS 500 ou 650 que podem produzir 380 cv e 480 cv. O modelo será fábricado na Itália.
Sobre a Azimut Yachts
Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut | Benetti com matriz na Itália. Com suas coleções Atlantis, Verve, Magellano, Flybridge, S,Grande e Seadeck, oferece a maior variedade de iates de 40 a 120 pés e é reconhecida como a maior fabricante de iates de luxo do mundo. Está presente em mais de 70 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência. Além disso, conta com fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações entre 51 e 100 pés.
www.azimutyachts.com.br | @azimutyachts_brasil

 

Dragagem melhora a capacidade comercial das marinas e dos estaleiros

A dragagem desempenha um papel crucial na manutenção e no aprofundamento das vias aquáticas, que é essencial para garantir a navegabilidade e a eficiência operacional das instalações portuárias, como marinas e estaleiros. “Em marinas, a dragagem é contratada para a manutenção ou aumento do calado original, visando a melhora comercial, para manter os clientes ou poder receber embarcações de maior porte. Já em estaleiros, o foco é na dragagem de manutenção e para o lançamento de navios, pois é necessário um calado maior para a embarcação não chocar-se com o fundo”, explica Rogério Júnior, engenheiro e sócio-administrador da Submar Dragagens.
A empresa realizou recentemente a dragagem em uma marina de Guaratuba (PR), o que garantiu uma passagem mais segura para embarcações, possibilitou uma maior capacidade operacional e ainda ajudou a proteger o meio ambiente. Foi feito o desassoreamento dos canais de acesso principal e das vagas para lanchas em uma marina. “Fizemos a dragagem da área com a Draga de Sucção e Recalque, aumentando o calado de 1,5 metro para 3,5 metros, o que permitiu a chegada de lanchas de até 60 pés. Esse serviço melhorou a capacidade comercial da marina, pois passou a receber lanchas de maior porte. Com o aumento da demanda por embarcações de maior porte, é essencial garantir um calado adequado para evitar danos às embarcações e garantir operações seguras e eficientes”, avalia Júnior.
          Para que seja efetiva, é indicada a utilização do equipamento correto, de acordo com a dimensão da dragagem. Entre as limitações encontradas, está a dificuldade de manobrar o maquinário em meio a embarcações de alto valor, que oferece risco de causar acidentes e ter grandes prejuízos. “É fundamental saber o equipamento que deve ser usado e ter uma equipe experiente na condução e execução, levando em consideração o porte da obra. Detalhes podem provocar grandes problemas e perdas”,  alerta Júnior. 
De acordo com o engenheiro e sócio-administrador da Submar, a dragagem de manutenção depende da taxa de assoreamento do local da marina ou estaleiro. O indicado é que seja feito um monitoramento batimétrico de três em três meses por um ano para obter uma estimativa média de assoreamento. “Quanto mais profundo, mais assoreamento tem, portanto, precisará de uma frequência maior de manutenção”, afirma Júnior. É importante ressaltar que a dragagem de rotina não só melhora a navegabilidade e oferece mais segurança, como também auxilia a melhorar a qualidade da água e as condições ambientais. 
          
Sobre a Submar Dragagens
Com 27 anos de atuação no mercado, a Submar Dragagens oferece serviços de dragagens, desassoreamento e batimetria em todo o Brasil, atuando em projetos de pequeno, médio e grande porte. Possui dragas, escavadeiras hidráulicas, balsas flutuantes e diversos equipamentos necessários para a execução dos serviços oferecidos pela empresa. Conta ainda com uma equipe de profissionais habilitados e treinados para garantir a melhor qualidade de seus serviços e transmitir segurança ao cliente. 
Além disso, a Submar está em conformidade com as normas ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001, que asseguram o mais alto padrão de qualidade, segurança e respeito ao meio ambiente, através da certificação pelo Bureau Veritas Certification, com o escopo de “Prestação de serviços de batimetria, desaguamento de lodo, dragagem hidráulica e mecanizada, desassoreamento e alargamento utilizando draga de sucção e recalque e escavadeira hidráulica”.

 

Plano de Logística dá mais competitividade à indústria, diz FIESC

Um dia histórico e um novo momento para a logística de Santa Catarina, com um direcionamento técnico e integrado aos investimentos em infraestrutura de transportes necessários para a competitividade da indústria. Essa foi a avaliação do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, sobre a assinatura da autorização para a contratação da empresa que vai realizar o Plano Estadual de Logística de Transportes (PELT) de SC, que ocorreu nesta terça-feira (21) na sede da entidade em Florianópolis. 

O PELT é um planejamento para determinar quais serão as diretrizes de investimentos, inovações, mudanças e continuidades no sistema logístico catarinense, em especial aos modais de transporte. No plano são avaliados todos os corredores logísticos disponíveis e potenciais considerando suprimento e distribuição de cargas. 

“O plano era uma demanda muito antiga da FIESC e demais entidades do setor produtivo do estado. A maior vantagem do PELT é que ele é uma referência técnica para priorizar investimentos”, frisou o presidente da Federação.

Aguiar explicou ainda que, com o plano, será possível planejar o futuro da infraestrutura de transportes em SC, de forma a garantir a eficiência e a diminuição dos custos logísticos. “Isso traz benefícios ambientais e para a competitividade do Estado, pois a logística é um componente essencial para o desenvolvimento socioeconômico”, destacou. 

O documento assinado hoje pelo governo do estado com a empresa Infra SA, contratada para a execução do plano, prevê o investimento de R$ 4,2 milhões para a iniciativa. Segundo o governador Jorginho Melo, os recursos são oriundos de dividendos pagos pelo Porto de Imbituba ao estado, por meio da SC Par. “Santa Catarina merece e precisa de uma cartilha como essa para guiar as decisões em logística. Esse plano vai dar segurança a essas decisões e vai permitir que se façam obras com inteligência, com justificativas técnicas”, afirmou o governador.

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários substituto, Fábio Lavor Teixeira, destacou a importância de o estado ter um plano atualizado, que olhe para todos os modais e que garanta a integração entre eles.  

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, afirmou que SC não tinha planejamento nenhum de logística. “Até aqui éramos um estado sem bússola. A partir de agora, com esse planejamento, poderemos definir com a devida prioridade os investimentos no estado”, salientou. 

Execução 

A previsão do governo do estado é de que o trabalho leve, pelo menos, 18 meses para ser concluído. Segundo Cristiano Della Giustina, diretor de planejamento da Infra SA, o trabalho será feito em 5 etapas: mapeamento de metas, objetivos e estratégias, com a participação efetiva da sociedade por meio de suas entidades representativas; mapeamento da atual demanda de transporte de carga e de passageiros; levantamento da atual infraestrutura existente em todos os modais e da demanda futura; plano de ação com sugestão de investimentos e considerando a forma de alocação de recursos mais adequada para eles (recurso público ou parcerias público-privadas); e ainda uma estrutura de governança para monitorar a execução do plano e fiscalizar. 

Apoio da sociedade

Presentes no evento, os representantes de todas as entidades que compõem o Conselho de Entidades Empresariais (COFEM) parabenizaram o estado pela iniciativa e destacaram a importância de um documento técnico balizando as decisões e orientando prioridades e investimentos em infraestrutura de transportes para o desenvolvimento de SC. 

O presidente da Assembleia Legislativa de SC, deputado Mauro de Nadal, lembrou da necessidade de parcerias entre governo e a iniciativa privada para que as obras a serem sugeridas possam sair do papel. “O governo não tem condições de ser pai e mãe e de todos os projetos e demandas. Precisamos de parcerias com o setor privado”, afirmou. 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Simpósio do UniSENAI debate os desafios atuais e futuros da indústria

O UniSENAI deu início nesta terça-feira (21) ao Simpósio Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (SIMPEX), como parte da programação da Semana da Indústria promovida pela FIESC. O evento, que visa destacar o papel e a relevância das ações de inovação, ensino, pesquisa e extensão do UniSENAI, segue até quinta-feira (23) na Associação Empresarial de Joinville (ACIJ).

Na abertura do SIMPEX, Mauricio Cappra Pauletti, vice-reitor do UniSENAI, disse que “a vocação do SENAI é atender à indústria, então, cada vez mais estamos direcionando para que essas formações de ensino superior possam estar conectadas aos desafios atuais e futuros da sociedade e, principalmente, do setor”. 

Pauletti citou a assinatura do protocolo de intenções com a American Global Tech University (AGTU), dos Estados Unidos, realizada horas antes da abertura do SIMPEX. “Estamos numa trajetória em busca de conexão com parceiros internacionais. A nossa rede de institutos, que desenvolve pesquisa aplicada voltada para a indústria, tem dado passos importantes nesse processo de internacionalização e cada vez mais queremos fazer essa conexão com o meio acadêmico, conectando os alunos aos desafios da indústria”, enfatizou

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Wagner Pinto, destacou a identificação do SENAI com a indústria, o que é vantajoso para o aluno que busca se inserir neste setor. “Essa é uma vantagem incontestável da rede SENAI e um diferencial enorme que faz uma grande diferença no sucesso dos profissionais que vão atender às demandas específicas do estado e da indústria”, disse.

Maria Regina Loyola Rodrigues Alves, presidente da ACIJ, lembrou que, ao longo da história, as empresas catarinenses têm sido exemplo de reinvenção, resiliência e adaptação às transformações de tecnologias, de costumes e de normas. “Iniciativas com o Simpex 2024 são decisivas para trocarmos informações e insights, sempre olhando para o futuro e para a perenidade dos negócios que geram empregos, rendas e tributos, fazendo girar o círculo virtuoso da economia,” ressaltou.

Especialistas também discutiram em painel mediado pelo gerente de tecnologia 4.0 dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia, Marcelo Teixeira dos Santos, a transformação sustentável na indústria 4.0. Participaram o diretor de inovação e TI da Tupy, Daniel Moraes; o CEO da PPI-Multitask, empresa do grupo WEG, Marcelo Pinto; o diretor da Accenture, Natanael Kaminski; e o gerente de engenharia industrial da Whirlpool, Paulo Brandalise.

Parceria AGTU

O protocolo de intenções foi assinado pelo vice-reitor do UniSENAI, Mauricio Cappra Pauletti, e pelo presidente da AGTU, Luiz Carlos Borges da Silveira Filho. A parceria entre as duas instituições prevê programas de pós-graduação (MBA) e de mestrado reconhecidos nos Estados Unidos, além do reconhecimento dos títulos do UniSENAI para tecnólogos superiores e engenharias. A iniciativa faz parte da estratégia do centro universitário para internacionalizar ensino, pesquisa e extensão.

Com informações da assessoria de imprensa regional da FIESC.


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FIESC apresenta Agenda da Água a parlamentares de SC

O presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, apresentou a Agenda da Água, em sessão na Assembleia Legislativa (ALESC), nesta quarta-feira, dia 22, em Florianópolis. O documento, baseado em cinco pilares: suprimento, qualidade, falta, excesso e governança, é uma contribuição da entidade para a construção de uma política de Estado para a água em SC.

“Lançamos a Agenda no final de 2023 para chamar a atenção da sociedade e dos gestores públicos para a sustentabilidade dos recursos hídricos. Estimativas mostram que, até 2027, praticamente todas as regiões hidrográficas catarinenses estarão com o balanço hídrico (qualidade e quantidade de água) em situação que vai de crítica a insustentável. E isso é preocupante e traz um alerta para a necessidade urgente de se construir uma política de Estado para a água”, afirma Aguiar.

Outro assunto destacado no documento são os desastres naturais. Dados do Atlas Digital de Desastres no Brasil (2023) mostra que, de 1991 a 2022, Santa Catarina registrou R$ 32,5 bilhões em prejuízos com desastres naturais — o sexto maior do país. Nesse montante, estão calculados desastres decorrentes de alagamentos, chuvas intensas, enxurradas, inundações, movimento de massa, rompimento/colapso de barragens, estiagem e seca.

Nesse mesmo período, os prejuízos da indústria catarinense, decorrentes de desastres naturais, totalizaram R$ 2,67 bilhões — o estado lidera o ranking brasileiro. Enxurradas e inundações correspondem a mais de 92% dos prejuízos causados às indústrias. 

O saneamento é outra área preocupante. Santa Catarina ocupa a 19ª posição no índice de atendimento urbano de esgoto — com uma cobertura de apenas 32,2% — bem abaixo da média nacional, que é de 64% (dados do SNIS, ano-base 2021). De acordo com o Instituto Trata Brasil, SC precisaria investir cerca de R$ 6,4 bilhões nos próximos 33 anos para atingir a universalização do saneamento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, cada real investido em saneamento, gera uma economia de R$ 4 em saúde.

De acordo com Aguiar,  a Agenda da Água, além de ser participativa, é dinâmica. “A atualização será anual, para apresentarmos a situação pontual e o atendimento às proposições. Vamos seguir monitorando as obras essenciais em andamento relacionadas com o saneamento e a mitigação e contenção de cheias por intermédio do Monitora FIESC. Temos que ser proativos quando se trata da água”, afirmou Aguiar.

Obras atrasadas: A ferramenta Monitora FIESC acompanha 10 obras e projetos relacionados à contenção e à mitigação dos efeitos das enchentes em SC. 77,8% das obras de saneamento estão paralisadas ou com o andamento comprometido. Os dados são de maio de 2024.

Leia a Agenda da Água aqui.

 

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Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Troféu Empresário do Ano será entregue nesta sexta

A 33ª edição do Troféu Empresário do Ano será realizada no dia 24 de maio, a partir das 19h, no Clube Atiradores, em Itajaí. Além do troféu que será entregue ao Empresário do Ano, serão agraciados os destaques em outras categorias, que contemplam diversos segmentos de atividades empresariais. Após as homenagens, será servido um jantar comemorativo e haverá um baile, animado pela banda Society.

Um dos eventos mais tradicionais de Itajaí terá como novidade neste ano o Destaque na Inovação, categoria que será premiada pela primeira vez. Os homenageados foram escolhidos pela equipe interna da ACII, a partir de indicações dos membros da Diretoria Executiva, vice-presidentes e associados que participam dos núcleos da Associação.

As indicações levaram em conta critérios que variam conforme as categorias, mas que estão relacionados a fatores como tempo de associado, geração de empregos, histórico, tradição, atuação e trabalhos sociais desenvolvidos. “Reconhecemos os empresários não apenas por seus resultados financeiros, mas por suas ações em prol do desenvolvimento da nossa sociedade”, ressalta a presidente da ACII, Gabriela Kelm.

Além do troféu que será entregue ao Empresário do Ano, serão homenageados os destaques nas categorias: Associativista, Comércio, Gestor(a) do Ano, Indústria, Jovem Empresário(a), Mulher Empresária, Prestação de Serviços, Terceiro Setor e Inovação.

 

Reconhecimento

Desde a primeira edição, realizada em 1989, a Associação Empresarial de Itajaí homenageia um empresário que se destaca por sua atuação e por suas contribuições para o desenvolvimento econômico e social de Itajaí e região. Por esta razão o Troféu Empresário do Ano é um evento de grande importância não somente para o empresariado, mas para toda a sociedade itajaiense.

“O Troféu Empresário do Ano e as homenagens em todas as categorias representam o justo reconhecimento ao trabalho árduo desenvolvido por nossos empreendedores”, conclui Gabriela Kelm.

Semana da Indústria promove debate sobre saúde mental nas empresas em Itajaí

As entidades que integram a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) - SESI, SENAI e IEL - realizam de 20 a 24 de maio em todo o estado a Semana da Indústria. Palestras, oficinas e visitas técnicas fazem parte da programação que é gratuita e voltada à comunidade industrial.

Em Itajaí, será realizado o workshop “Saúde Mental nas Empresas: desafios e oportunidades", dia 21 de maio, às 14h, no Auditório do SENAI. O evento contará com a presença da psicóloga e consultora em saúde mental, Rubia Fernando Candido Pein. O workshop é uma oportunidade para explorar estratégias e práticas inovadoras voltadas para o bem-estar dos colaboradores e o sucesso sustentável de sua empresa.

O evento integra a programação da Semana da Indústria, realizada anualmente em maio, e que em 2024 vai discutir aspectos relacionados à competitividade, incluindo a jornada ESG (governança, sustentabilidade e social), além de celebrar o Dia da Indústria e o aniversário de 74 anos da FIESC.

Nos dias 22 e 23 de maio serão realizadas palestras on-line, transmitidas pela plataforma Youtube. Rodrigo Zoppei, coordenador do Instituto de Excelência Operacional, explica que serão tratados temas relevantes para o setor. “Vamos mostrar a capacidade do SENAI de apoiar o setor nas iniciativas ligadas a esses temas, que são determinantes para a competitividade do setor”, afirma.

Programação das palestras online

Dia 22/05, das 10h às 11h30: Economia de Baixo Carbono e Transição Energética, com os consultores e pesquisadores Charles Leber e Alexandre Araújo.

Dia 23, das 10h às 11h30: Robótica Industrial Assistiva e Educação e Tecnologia, com Carlos Jahn, Doglas Negri e Thamiris Lima Costa.

Dia 23, das 19h às 20h30: Produtividade e Transformação Digital, com Rodrigo Zoppei, Nilton Bendini e Ismael Secco.

Inscrições:

Para se inscrever nas palestras online basta acessar o seguinte endereço eletrônico: https://materiais.sc.senai.br/instituto-senai-semana-da-industria

ApexBrasil isentará inscrições para empresas do Rio Grande do Sul

As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul deixaram vítimas, milhares de desabrigados, além de prejuízos econômicos incalculáveis. Para apoiar a reestruturação do estado, a Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) isentará empresas gaúchas das taxas de inscrição para participar de todas as ações realizadas diretamente pela Agência.

A diretriz ficará vigente por seis meses, período no qual serão realizados mais de 50 eventos da ApexBrasil. O valor custeado pode chegar a R$ 600 mil. Podem se beneficiar da medida empresas que têm sede municípios do estado do Rio Grande do Sul que decretaram estado de calamidade pública.

Para o presidente da Agência, Jorge Viana, o momento é de união para ajudar o Rio Grande do Sul. “As empresas do estado podem contar com a ApexBrasil. Nós vamos facilitar a participação nos nossos eventos, com o objetivo de alavancar as vendas internacionais e estimular a atividade econômica, que será a base da reconstrução do estado. Nesse momento difícil, desejamos força para todos os gaúchos. Contem conosco”, afirmou.

Empresas afetadas

Na maior feira supermercadista do mundo, a APAS SHOW 2024, que ocorre em São Paulo de 13 a 16 de junho, a ausência de muitas empresas gaúchas foi sentida. Na delegação da ApexBrasil, das 11 participantes do estado esperadas, muitas não puderam comparecer.

Uma das que marcaram presença nas rodadas organizadas pela ApexBrasil na APAS foi a Florestal Alimentos, de Lajeado (RS), representada pelo Roberto Debiasi. O empresário conta que demorou mais de 30 horas para chegar em São Paulo, depois de ir até Curitiba de van, onde voou até Campinas.

A empresa, na medida do possível, está bem, os colaboradores estão sendo cuidados, e a gente está com as atividades em andamento. Para nós foi um desafio chegar aqui na APAS”, conta Deblasi. “A notícia da isenção que a ApexBrasil está dando é muito importante, porque não há outro caminho: nós, o setor privado, precisamos nos organizar, e quem tiver condições tem que manter a atividade econômica funcionando”, complementa.

Hércules Berselli, representante da Carrer Alimentos, frigoríficos produtores e exportadores de frango de Farroupilha (RS) conta que a empresa foi severamente. “O nosso incubatório, na cidade de Encantado, foi invadido pela água pela segunda vez em menos de um ano”, relata. “Nós também fomos impactados indiretamente, devido aos bloqueios logísticos”, acrescenta.

A ApexBrasil presta solidariedade a todos os afetados, acompanhando de perto os desdobramentos da devastação no estado. A Agência avaliará outras medidas a serem tomadas para apoiar o estado nesse momento difícil.

ApexBrasil com o Rio Grande do Sul

De janeiro a abril de 2024, 1.186 empresas do estado foram atendidas pela ApexBrasil, o que corresponde a mais de 10% do total de atendimentos. São companhias dos mais diversos setores industriais, como as de couros, calçados e móveis, e do agronegócio, como vinhos, arroz, frutas e proteína animal. Só neste ano, a Agência já capacitou 446 empresas iniciantes nas exportações, e atendeu empresários de 167 municípios do Rio Grande do Sul. Muitos deles estão entre os que decretaram estado de calamidade pública em decorrência das enchentes. 

O gerente de Agronegócios da ApexBrasil, André Müller, garante que todo o time da Agência está acompanhando de perto a situação no Sul do país. “Nós continuamos apoiando o estado, não só na parte humanitária, em que toda a nossa equipe está ajudando, mas também nessa retomada econômica, que tem que vir a partir das empresas. A ApexBrasil se soma ao esforço federal para apoiar os gaúchos e se solidariza com todos os empresários e funcionários afetados pelas enchentes”, reforça.

Além da decisão e isentar as taxas de inscrição para empresas gaúchas, a diretoria de Negócios da Agência, com apoio da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) e da Herval Colchões, doou 12 mil colchões para o Rio Grande do Sul. O custo total é de R$ 1,5 milhões. Além disso, por meio da diretoria de Gestão Corporativa, estão sendo recebidas doações na sede da Agência, que serão encaminhadas para Base Aérea de Brasília, de onde aviões da Força Aérea Brasileira têm transportado todo o tipo de ajuda até o Sul do país.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

Semana do Microempreendedor Individual (MEI) promove mutirão de atendimentos e consultorias

O Município de Itajaí, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda e do Espaço do Empreendedor, vai promover entre os dias 20 a 24 de maio a Semana do Microempreendedor Individual (MEI). A iniciativa contará com mutirão de atendimentos e consultorias individuais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nas áreas de Gestão Financeira, Marketing e Vendas. A programação acontece na rua Alberto Werner, nº 17, sala 1, das 13h às 19h, e é destinada aos empreendedores individuais e empresas de pequeno porte. O evento visa incentivar o setor por meio de serviços e capacitações gratuitas.

Para efetuar as inscrições das consultorias individuais do Sebrae nas áreas de Gestão Financeira, Marketing e Vendas, clique aqui.

O MEI é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Itajaí foi uma das primeiras em Santa Catarina a oferecer o serviço. Podem se tornar MEI, pessoas que faturam no máximo R$ 81 mil por ano e não tenham participação em outra empresa como sócio ou titular. O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

Espaço do Empreendedor

O Espaço do Empreendedor é um serviço que pertence à Secretaria Municipal da Fazenda. A área atende Microempreendedores Individuais de Itajaí, presencialmente, e empresas de pequeno, médio e grande porte, via sistema on-line Aprova digital. O local atende cerca de 1.000 empresas mensalmente e realiza serviços como emissão de guias, entrada de alvará e abertura de MEI.

Para se cadastrar como MEI, é necessário ter em mãos carteira de identidade, CPF, título de eleitor, acesso ao sistema GOV.BR com selo prata ou ouro, e comprovante de endereço de onde será a sede da empresa – que pode ser a residência do MEI. No momento de inscrição, é feita a pesquisa de viabilidade do negócio e, se aprovada, já é feito o cadastro no Portal do Empreendedor e solicitado o alvará de funcionamento.

Para mais informações, o Espaço do Empreendedor atende pelo número (47) 3241-4212, WhatsApp (47) 99704-0086 ou pelo e-mail empreendedor@itajai.sc.gov.br.

Fapesc e Sebrae lançam quarta edição do Programa Acelera Startup SC

Os empreendedores catarinenses terão mais uma oportunidade de receber apoio financeiro para o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços inovadores. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), com a colaboração do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Santa Catarina (Sebrae/SC), lançou nesta quarta-feira, 15, a quarta edição do Programa Acelera Startup SC. O edital 17/2024 vai fomentar até 20 projetos de empreendedorismo, com até R$ 80 mil para cada.
 
O edital tem o objetivo de colaborar na aceleração do empreendedorismo inovador em Santa Catarina e tem um valor global de até R$ 1,6 milhão, recursos oriundos do orçamento da Fapesc. O Programa Acelera Startup SC é voltado para os participantes da Programa Startup SC, realizado pelo Sebrae, e que oferece capacitações para empreendedores.
 
Podem enviar propostas startups que tiverem faturamento igual ou inferior a R$ 4,8 milhões entre 1º de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2023. O prazo de submissão das propostas é até 18 horas do dia 17 de junho, no Sistema SIGFapesc. Os projetos selecionados deverão dar uma contrapartida financeira de, no mínimo, 5% do valor recebido.
 
A Fapesc irá divulgar os projetos selecionados no 4º Programa Acelera Startup SC no dia 16 de agosto, durante a programação do Startup Summit, que ocorrerá em Florianópolis.

 

Mais de 1200 pessoas participam da abertura do Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais

Um grande público compareceu a abertura oficial do 39º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE), na noite dessa quarta-feira, 15. O evento acontece no Expocentro, em Balneário Camboriú, e reúne presidentes, executivos, assessores jurídicos e de comunicação de sindicatos empresariais de todo o país.

Para os congressistas, é uma oportunidade de networking e de compartilhar boas práticas e iniciativas que deram certo. Toda programação foi pautada no compromisso de proporcionar novas discussões e trazer painéis modernos com temas diferenciados, como enfatizou a presidente do congresso, Rosemari Tomazino, em seu discurso de boas-vindas.

“Nosso desejo é que cada participante vivencie novas experiências em nossa cidade. Esperamos que os temas abordados no congresso, em especial as negociações coletivas, os serviços que garantem a sustentabilidade das entidades, o jurídico com as legislações, sejam assuntos produtivos e de relevância, trazendo o crescimento profissional de cada participante”.

O CNSE é realizado todos os anos e congrega micros, pequenos, médios e grandes empresários do Brasil, com o objetivo de propor melhorias e avanços produtivos para as empresas, além de inovações para o setor. Pela primeira vez, o turismo é debatido no evento como um fomentador do comércio.

“Santa Catarina precisa se fortalecer do turismo, principalmente o internacional. Hoje nós temos aqui cerca de mil sindicatos empresariais do Brasil. Queremos discutir, trazer soluções e novas ideias para que a gente possa, cada vez mais, captar o turista para o nosso estado”, destacou Hélio Dagnoni, presidente da Fecomércio. 

O evento segue até sexta-feira, 17 e a expectativa é reunir mais de 1500 pessoas.

Restituição Imposto de Renda 2024: R$ 1,1 bilhão do 1º lote vai para o Rio Grande do Sul

O primeiro lote da restituição do Imposto de Renda 2024 será pago no dia 31 de maio e R$ 1,1 bilhão será destinado aos contribuintes do Rio Grande do Sul (RS). Apenas neste lote estão incluídos cerca de 900 mil gaúchos.

De acordo com Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, a medida supera as estimativas anunciadas. Além disso, as mudanças no sistema, que viabilizaram o fechamento do 1° lote no dia 15 de maio ao invés do dia 10, foram responsáveis pela ampliação do número de contribuintes beneficiados.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dentre as medidas anunciadas no pacote Reconstrução: A Medida Provisória do Rio Grande do Sul e do Brasil, priorizou a restituição aos contribuintes gaúchos.

Mutirão de Acessibilidade Digital no Rio Grande do Sul
A Receita Federal também afirmou que promoverá nos próximos dias o Mutirão de Acessibilidade Digital no Rio Grande do Sul. A iniciativa tem como principal propósito levar àqueles que se encontram em abrigos acesso a serviços públicos digitais disponibilizando computadores, tablets e internet.

Os serviços disponibilizados serão:

Acesso a serviços públicos pelo portal gov.br;
Acesso à conta bancária e contas de email;
Antecipação da restituição do Imposto de Renda.

Para o secretário da Receita Federal Robinson Barreirinhas, o Mutirão se soma a uma série de outras medidas anunciadas pelo órgão, como:

Doação de mercadorias;
 Postergação do pagamento de tributos e entregas de declarações, a exemplo do imposto de renda;
 Disponibilização de helicóptero e drones da instituição;
 Lançamento do Receita Via Rápida para facilitar o recebimento de doações do exterior.
Data dos lotes de restituição do Imposto de Renda
1° lote: 31/05/2024
2° lote: 28/06/2024
3° lote: 31/07/2024
4° lote: 30/08/2024
5° lote: 30/09/2024
1° lote residual: 31/10/2024
2° lote residual: 29/11/2024
3° lote residual: 31/12/2024
4° lote residual: 31/01/2025
5° lote residual: 28/02/2025

FIESC realiza a Semana da Indústria de 20 a 24 de maio

 As entidades que integram a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) - SESI, SENAI e IEL - realizam de 20 a 24 de maio em todo o estado a Semana da Indústria. Palestras, oficinas e visitas técnicas fazem parte da programação que é gratuita e voltada à comunidade industrial. 

Entre os destaques da programação está a entrega de novas estruturas de saúde e educação do SESI em Criciúma. A solenidade ocorre às 10h do dia 23 de maio. Além da nova biblioteca, a unidade escolar ganhou Espaço STEAM e revitalizou o parque infantil. A unidade de saúde do SESI também foi modernizada e passa a contar com clínica de vacinação. 

Em Blumenau, a programação inclui um café exclusivo para empresários com o diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, que abordará a proposta de plano para a neoindustrialização do estado. O encontro é no SENAI (Rua São Paulo, 1147) e se inicia às 8h.

Os Institutos SENAI de Inovação e de Tecnologia promovem eventos que vão discutir aspectos relacionados à competitividade da indústria, incluindo a jornada ESG (governança, sustentabilidade e social). Saiba mais.  

Simpósio UniSENAI
Também faz parte da programação da Semana da Indústria o Simpósio Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão do UniSENAI (SIMPEX), que ocorre de 21 a 23 de maio na Associação Empresarial de Joinville (ACIJ). O evento visa destacar o papel e a relevância das ações de inovação, ensino, pesquisa e extensão do UniSENAI por meio de abordagens interdisciplinares realizadas na transformação sustentável da indústria 4.0. 

Inscreva-se aqui para o SIMPEX. 

A abertura oficial do simpósio será às 19h do dia 21 de maio. Antes disso, às 17h, o SENAI assina protocolo de intenções com a American Global Tech University (AGTU), dos Estados Unidos. Entre as parcerias viabilizadas por meio do acordo estão programas de pós-graduação (MBA) e de mestrado reconhecidos nos Estados Unidos, além do reconhecimento dos títulos do UniSENAI para tecnólogos superiores e engenharias. A iniciativa faz parte da estratégia do centro universitário para internacionalizar ensino, pesquisa e extensão.

Responsável por 3,7% do PIB, setor de defesa é oportunidade para indústria de SC

Um dos motores do desenvolvimento de novas tecnologias no país, o setor de defesa e segurança foi responsável por 3,72% do PIB brasileiro em 2022 e movimentou R$ 86,6 bilhões só no primeiro semestre do ano passado. A informação foi transmitida pelo presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC) e presidente do Conselho da Indústria de Defesa e de Segurança (Condefesa) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mario Cezar de Aguiar. Em seu discurso na abertura da SC Expo Defense, Aguiar destacou a relevância do setor para a indústria, incluído entre as missões prioritárias do governo federal na sua nova política industrial. 

“O setor de defesa e segurança foi responsável por R$ 7,47 bilhões em investimentos no acumulado do primeiro semestre do ano passado e por exportações de R$ 11,57 bilhões. São produtos de altíssimo valor agregado em um setor que gera empregos extremamente qualificados na indústria”, afirmou Aguiar. 

O presidente da FIESC destacou ainda que o segmento ajuda a movimentar outros setores, como os de máquinas e equipamentos mecânicos; equipamentos de informática; produtos eletrônicos e ópticos; automóveis, caminhões e ônibus e até a construção civil. “Também movimenta o ecossistema de inovação, fomentando a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, beneficiando, além das indústrias, institutos de pesquisa e universidades”, destacou.

O secretário de produtos de defesa do Ministério da Defesa, Major-Brigadeiro do Ar Rui Chagas Mesquita, afirmou que o evento oferece uma plataforma para empresas regionais mostrarem suas capacidades na área de defesa, para  promover cooperação com parceiros internacionais, abrir espaço para o desenvolvimento de novos produtos e impulsionar a inovação tecnológica.

“É um ambiente propício para o desenvolvimento de novas colaborações e parcerias duradouras e contribui para a soberania tecnológica. A presença das financiadoras ajuda a fortalecer a pesquisa, incentivando retenção e repatriação de talentos e a minimizar os gargalos em tecnologias críticas para a defesa”, afirmou. Também destacou que o Ministério da Defesa está trabalhando pela manutenção dos incentivos fiscais disponíveis para empresas do setor na regulamentação da reforma tributária. 

Investimentos de SC

Durante o evento, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) anunciou um novo programa estadual para fomentar a indústria de defesa em Santa Catarina. O Programa  de Estímulo a Tecnologias de Interesse para a Soberania e Defesa Nacionais será lançado no próximo dia 29 de maio, com um edital da Fapesc.

O edital do programa vai conceder R$ 6 milhões em subvenção econômica para indústrias de todos os portes que atendam a áreas de interesse da Base Industrial da Defesa, identificados pela Portaria MD 1112, de 4 de março de 2024.

“Temos no estado polos de desenvolvimento extraordinários e com ampla possibilidade de sinergia a demandas do setor de defesa. Tecnologias que hoje temos nas mãos todos os dias emergiram de demandas de órgãos da defesa e essa migração irá se repetir no futuro”, afirmou Fábio Wagner Pinto, presidente da Fapesc. 

Para Marcelo Fett, secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, o setor de defesa é fundamental para a indústria e a economia de SC pela sua capacidade de gerar inovação tecnológica. “O setor sempre foi estratégico para SC, e o estado dispõe de mecanismos e políticas públicas que contribuem para desenvolver o setor de defesa. O desenvolvimento das Fragatas Tamandaré no estado é um exemplo disso”, destacou Fett.

Oportunidades para a indústria 

Na abertura, foi assinado ainda um protocolo de intenções para a criação de uma Câmara de Nacionalização, com os objetivos de desenvolver uma cadeia de suprimentos para a defesa baseada em fornecedores nacionais, aumentar a participação das empresas brasileiras na construção naval e reduzir a dependência estrangeira e geração de empregos. 

O primeiro dia de evento contou ainda com apresentações das Forças Armadas detalhando suas demandas e as oportunidades de aquisições de produtos e serviços de empresas participantes do evento. 

Programação de 17/5

Nesta sexta (17), a programação traz a palestra de Fiona Murray, professora de empreendedorismo e decana associada para Inovação e Inclusão no MIT Sloan. O trabalho de Murray se concentra na transformação de investimentos em ciência e tecnologia em inovação, especialmente em startups de alta tecnologia. Além disso, é membro do conselho do Fundo de Inovação da OTAN.

Com o objetivo de fomentar novas parcerias comerciais entre empresas brasileiras e italianas no segmento de Defesa e Segurança, a SC Expo Defense vai sediar o Diálogo de Defesa Brasil-Itália. A iniciativa dos Ministérios da Defesa do Brasil e da Itália tem como foco identificar oportunidades de intercâmbio tecnológico e novos negócios entre empresas dos dois países.

A SC Expo Defense, evento focado em inovação e tecnologias para o setor de Defesa e Segurança, e que teve início hoje (16) e segue nesta sexta-feira na sede da FIESC em Florianópolis, reforça a vocação catarinense em tecnologia e inovação, trazendo discussões, troca de experiências e apresentação de produtos e projetos de base tecnológica de defesa. 

Economia de SC cresce 5,1% em fevereiro, incentivada por juros, exportações e consumo interno

A atividade econômica catarinense cresceu 5,1% no segundo mês do ano, em relação a fevereiro do ano passado. O percentual está acima da média brasileira, de 2,6% no mesmo período. De acordo com análise do Observatório FIESC, o desempenho foi motivado pelo ciclo de redução da taxa de juros no Brasil e pela manutenção do consumo das famílias, além de crescimento de exportações.

A indústria cresceu 6,6% em Santa Catarina em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2023. O setor de equipamentos elétricos cresceu 21,3% no período, enquanto o segmento de máquinas e equipamentos avançou 3,7%, ambos incentivados pela trajetória de queda da Selic, que favorece a aquisição de bens de capital.

“A contribuição da indústria para a atividade econômica catarinense também foi decorrente do volume recorde de exportações do estado no primeiro trimestre de 2024. A venda ao exterior de bens de capital intensivos em tecnologia cresceu 11,3% de janeiro a março deste ano e impulsionou a economia catarinense”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias de SC, Mario Cezar de Aguiar. 

A economista Camila Morais, do Observatório FIESC, ressalta que a demanda externa no setor madeireiro também contribuiu para o desempenho, com a expansão de 13,5% em fevereiro, contra o mesmo mês de 2023. “As melhores condições da indústria da construção dos Estados Unidos têm ampliado as exportações do setor e também as vendas de motores elétricos”, destacou. 

Camila explicou também que as exportações de bombas de líquidos, máquinas e aparelhos mecânicos com função própria e máquinas agrícolas para países da América Latina também contribuíram para o desempenho.

Consumo das famílias 
O crescimento da atividade econômica de Santa Catarina refletiu ainda o impacto positivo da manutenção do nível de consumo das famílias no mercado interno, que favoreceu o crescimento da produção de produtos alimentícios. A indústria de produtos têxteis expandiu motivada, dentre outros aspectos, pela fabricação de tecidos de malhas para atender as novas coleções de outono/inverno.

Outros setores

De acordo com análise do Observatório FIESC, o comércio teve a maior variação em fevereiro em relação ao segundo mês do ano passado, com expansão de 11,3%. O resultado também refletiu o ciclo de queda das taxas de juros e a manutenção do nível elevado do consumo das famílias. As vendas de eletrodomésticos, por exemplo, tiveram crescimento de 18,4%, sendo a sexta expansão consecutiva em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Nesse cenário, destaque também para a comercialização de veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 22,7% no período. Essa atividade impulsionou a venda de combustíveis e lubrificantes, que cresceu 4,8% no período analisado. Já a melhoria nas condições de acesso ao crédito e a queda nos preços incentivaram o aumento das vendas de materiais de construção, que cresceram 5,0% em fevereiro.

A venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação também teve aumento, de 19,5% em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, influenciada pela expansão das atividades administrativas e serviços complementares, que envolvem locação de mão de obra e serviços de escritório.

O segmento de serviços cresceu 8,4% no segundo mês de 2024 contra 2023, também puxado pelo consumo elevado das famílias, que impulsionou os serviços de transporte e armazenagem, que cresceram 9,3% na análise interanual, especialmente o transporte rodoviário de cargas. 

SC sedia evento de Defesa e Segurança focado em novas tecnologias

Responsável por 3,72% do PIB brasileiro em 2022, o setor de Defesa e Segurança vem se consolidando como estratégico para o país.  Diante desse cenário, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza, nos dias 16 e 17 de maio, a SC Expo Defense. O evento reforça a vocação catarinense e vai focar em tecnologia e inovação, trazendo discussões, troca de experiências e apresentação de produtos e projetos de base tecnológica de defesa. 

Após ser incluído como prioritário na nova política industrial do país, a expectativa é de que o tratamento estratégico que o governo federal tem dado ao segmento se reflita em mais investimentos e recursos para o desenvolvimento do setor, com impactos positivos para as indústrias nacionais.

“A nova fase da SC Expo Defense está totalmente alinhada com o novo momento do setor de defesa. Teremos um espaço para que startups possam apresentar seus projetos e conhecer as demandas das Forças Armadas Brasileiras para desenvolvimento conjunto de novas tecnologias”, explica o presidente da FIESC e do Conselho da Indústria de Defesa (Condefesa) da CNI, Mario Cezar de Aguiar. 

Entre as empresas brasileiras credenciadas como Empresas Estratégicas de Defesa (EEDs) e Empresas de Defesa (EDs), a maioria são micro e pequenas. “Envolvê-las em projetos de defesa significa fomentar a economia de um estado que possui nas MPEs uma grande força”, diz Aguiar.

Formato do evento

Além de uma área de exposição de indústrias e potenciais fornecedores de materiais para o segmento, o evento vai promover a aproximação entre a indústria, as Forças Armadas, centros de pesquisa e a academia, por meio de rodadas de negócios, palestras e um palco interativo, onde as empresas poderão apresentar seus produtos para os visitantes.

“Com foco em inovação e tecnologia, será possível conhecer protótipos e produtos inovadores, com a possibilidade de experimentação por meio de simuladores”, afirma o presidente do Condefesa da FIESC, Cesar Olsen. 

A Rodada de Oportunidades é um dos destaques da SC Expo Defense, com empresas e entidades apresentando suas demandas e necessidades para 40 empresas. Entre os participantes estão Marinha, Exército, Aeronáutica e Forças de Segurança. As empresas participantes poderão apresentar produtos e serviços a esses órgãos, além de tirar dúvidas sobre os processos de compra (editais e licitações, por exemplo).

Destaques da Programação

Diálogo de Defesa Brasil-Itália - Com o objetivo de fomentar novas parcerias comerciais entre empresas brasileiras e italianas no segmento de Defesa e Segurança, a SC Expo Defense vai sediar o Diálogo de Defesa Brasil-Itália. A iniciativa dos Ministérios da Defesa do Brasil e da Itália tem como foco identificar oportunidades de intercâmbio tecnológico e novos negócios entre empresas dos dois países. Durante o encontro, os participantes poderão debater áreas de interesse mútuo para cooperação em pesquisa, desenvolvimento e produção de produtos e serviços de defesa e promover o intercâmbio de tecnologias entre empresas da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira e italiana.

Palestra de Fiona Murray -  Dame Fiona E. Murray é professora de empreendedorismo e decana associada para Inovação e Inclusão no MIT Sloan. Ela é co-diretora da Iniciativa de Inovação do MIT e atua como Diretora Acadêmica do Centro Legatum. O trabalho de Murray se concentra na transformação de investimentos em ciência e tecnologia em inovação, especialmente em startups de alta tecnologia. Além disso, é membro do conselho do Fundo de Inovação da OTAN, onde contribui para a direção estratégica e supervisão de investimentos em tecnologias inovadoras. Também é membro do conselho de Ciência e Tecnologia do Reino Unido. 

Empresas participantes 

A SC Expo Defense pretende conectar empresas de todos os portes e segmentos com as Forças Armadas, não somente as que produzem produtos ou serviços específicos de defesa e segurança. Apesar de focado em tecnologia e inovação, o evento está aberto a indústrias que possam fornecer materiais para as atividades de apoio e também materiais de consumo para o efetivo, que vão desde meias a alimentos, por exemplo. 

O evento vai contar com a participação da Marinha, Exército e Aeronáutica e já tem a confirmação da participação de empresas como Clemar Engenharia, Intelbras, Emgepron, Fundação CiTeb, Schaefer Yatchs, Imbel, Olsen, Altona, Dígitro, Viposa, Black Marine, SMC Technologic, 4C Foresee, entre outras.  


Boas perspectivas

Nova Indústria Brasil - Missão 6. A perspectiva da injeção de recursos não reembolsáveis por meio de chamadas públicas de subvenção econômica como as lançadas pela Finep, no valor de R$ 280 milhões, e de novas fontes de financiamento previstas na política do governo federal tem como meta alcançar a autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas de maneira a fortalecer a soberania nacional no setor.

DEFARS - Além da previsão de investimentos por meio das chamadas públicas da Finep, os bons ventos para o setor também incluem discussões para que o Brasil seja signatário de um acordo com o Departamento de Defesa norte-americano.
A adesão ao chamado DEFARS, documento de regulação e compliance norte-americano que estipula regras para o fornecimento de materiais para as forças armadas e demais órgãos vinculados ao Departamento de Defesa dos EUA, permitiria a exportação de produtos e serviços brasileiros para o maior mercado de defesa do mundo e também para os demais países da OTAN e aliados dos Estados Unidos.

Empresas anunciam voos extras para aeroportos catarinenses

As empresas aéreas que atuam em Santa Catarina estão definindo voos extras para atender o Rio Grande do Sul no transporte de passageiros e cargas. Uma malha área emergencial deve adicionar pelo menos 58 voos por semana nos aeroportos de Florianópolis e Jaguaruna.

A medida é uma alternativa para manter Porto Alegre (RS) e sua região metropolitana conectada com o restante do Brasil e atender as necessidades de transporte de pessoas e cargas. As operações no aeroporto da capital gaúcha estão suspensas até 30 de maio em virtude dos impactos das fortes chuvas.

“Desde o início dessa crise climática sem precedentes estamos em contato com as empresas aéreas para colocar os aeroportos de Santa Catarina à disposição e como alternativa para atender a essas demandas. Sabemos que o planejamento de malha é muito complexo e que todos os esforços estão sendo feitos para que esses voos extras ocorram”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins.

A Latam informa que a partir desta sexta-feira (10/5), até 30/5, a operação Guarulhos-Florianópolis-Guarulhos será temporariamente ampliada de 10 para 14 voos diários, Guarulhos-Jaguaruna-Guarulhos passará de 2 para 4 voos diários. No total serão 42 voos extras.

Todas as rotas com incrementos emergenciais da LATAM na Região Sul do Brasil são operadas com aeronaves A321 (capacidade para até 216 passageiros) e A320 (capacidade para até 174 passageiros).

Já a Azul, também informou que aumentou a capacidade de 22 voos, trocando aeronaves modelo ATR-72 (de até 70 passageiros) por modelos A320 (174 passageiros) e também fará 16 operações extras para Florianópolis, Navegantes e Jaguaruna. A empresa ainda aguarda as autorizações da ANAC para oficializar as rotas.

Os voos das empresas podem sofrer alterações em razão de mudanças operacionais, demanda e por regulação dos órgãos de controle.

 

Substituição de produtos brasileiros por importados prejudica indústria nacional

Análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a substituição de produtos brasileiros por importados afetou negativamente a produção da indústria de transformação em 2023. Enquanto houve aumento da demanda por bens de consumo, empresários industriais registraram queda na produção. Ao mesmo tempo, segundo a Sondagem Industrialda CNI, intensificaram as queixas de competição desleal entre os principais problemas enfrentados pela indústria, cuja assinalação subiu de 16,3% para 20%, e de competição com importados, que saiu de 6,1% para 11,6% na transição de 2022 para 2023.

O levantamento da CNI mostra que houve aumento da demanda por produtos industriais, mas não foi direcionada para a indústria brasileira. Consumidores têm comprado mais produtos importados por conta do preço, mais barato que o dos itens produzidos pela indústria nacional.

“É impossível competir em um ambiente de negócios tão hostil. As taxas de juros elevadas e o sistema tributário impõem uma série de custos para a produção nacional, seja para os insumos, seja para o bem final, seja na hora de procurar investir ou inovar. E mais, a base industrial também está insatisfeita com a falta de fiscalização e a prática de dumping. Não são questões recentes, mas estão cada vez mais intensas e prejudiciais para indústria brasileira”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Rafael Lucchesi.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro Geográfico e Estatística (IBGE) e o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais mostram que as vendas no comércio varejista e a demanda por bens de consumo cresceram em 2023.

Logo, a questão de demanda interna insuficiente, apontada como um dos principais problemas enfrentados pela indústria em 2023, não pode ser justificada por uma queda no consumo dos brasileiros, mas pela dificuldade de concorrer com os produtos importados.

Setores que apontaram queda da produção e alta de importações em 2023
Sete dos 21 setores da indústria de transformação analisados registraram aumento das importações e, simultaneamente, queda da produção em 2023: madeira; vestuário e acessórios; couro e calçados; metalurgia; produtos diversos; produtos de metal; e móveis.

Quando o período de análise é ampliado para cinco anos, de 2019 a 2023, a proporção de empresas que registraram aumento das importações e queda da produção passa para dois terços dos setores industriais. Portanto, não se trata de um comportamento conjuntural ou particular do ano passado, segundo a CNI.

CNI consultou empresários industriais
Para os empresários industriais entrevistados pela CNI, esse processo não deve ser revertido dentro dos próximos cinco anos. Dentre os motivos, estão os baixos preços praticados pelos produtos chineses, que tornam os produtos mais competitivos e contrastam com os custos elevados de produção nacional, inflados pelo Custo Brasil, além das dificuldades relacionadas aos baixos investimentos, atraso tecnológico, dificuldades logísticas e excesso de burocracia. Foram consultados 152 empresários da indústria de transformação entre 4 e 15 de março de 2024.

Em 2023, enquanto houve uma redução de 4,3% na importação de bens intermediários (itens que compõem produtos como elementos elétricos, minerais, têxteis, borrachas, plásticos), em linha com a queda da produção nacional, ao mesmo tempo foi registrado um aumento da importação de 4,8% de bens de consumo (produtos destinados, diretamente, ao consumidor como carros, eletrodomésticos, roupas, calçados, alimentos e medicamentos).

No mesmo período, houve uma queda de 1% da produção industrial; de 2,6% do faturamento real; de 0,7% do número de horas trabalhadas na produção; e um recuo de 1,9 ponto percentual da utilização da capacidade instalada média da indústria de transformação, segundo a pesquisa Indicadores Industriaisda CNI.

Sobre a Nota Econômica da CNI
Os insumos mencionados no texto constam na Nota Econômica nº 33. O documento compõe uma série que divulga análises sintéticas, elaboradas pelo corpo técnico da CNI, para estimular discussões sobre temas da atualidade econômica e política do Brasil, sobretudo aqueles que afetam diretamente o desenvolvimento e a competitividade da indústria.

Foto: José Paulo Lacerda / CNI
Da Agência de Notícias da Indústria

Banco Central deve manter ritmo de corte da Selic, afirma presidente da CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, enfatiza mais uma vez que a situação inflacionária no Brasil permite, há algum tempo, que o Banco Central abandone o conservadorismo na condução da política monetária em busca de um maior crescimento econômico. Nesse cenário, espera-se que o Banco ao menos mantenha o ritmo de queda da taxa Selic, em 0,5 ponto percentual, nesta reunião de maio de 2024.

“Essa decisão seria compatível com o atual cenário de inflação, sob controle, além de impedir uma redução mais acentuada do crescimento econômico. Além disso, é impraticável a continuidade do projeto de neoindustrialização com altos níveis de taxa de juros”, enfatiza Alban.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses caiu de 4,62%, em dezembro de 2023, para 3,93%, em março de 2024. Além disso, os núcleos de inflação, que excluem preços mais voláteis ou sujeitos a choques temporários, mostram números ainda mais favoráveis: no acumulado em 12 meses até março de 2024, a média de cinco núcleos de inflação foi de 3,6%. A título de comparação, essa média foi de 4,3% no acumulado em 12 meses até dezembro de 2023.

Além da desaceleração efetiva da inflação, as expectativas também são positivas. De acordo o Relatório Focus, do Banco Central, as expectativas apontam inflação de 3,72%, no final de 2024, dentro do limite superior da meta de inflação para 2024, de 4,5%, e mais próximo do centro da meta, de 3%, do que em 2023, quando a inflação de 4,62% ficou mais distante do centro da meta (3,25%).

Portanto, se os preços estão sob controle, manter o ritmo de queda da Selic evita penalizar ainda mais a atividade econômica no Brasil. A taxa de juros real em nível tão elevado, provoca danos consideráveis à economia brasileira. Mesmo com os cortes da taxa Selic realizados desde agosto de 2023, a taxa de juros real está em 6,9% ao ano, ou seja, 2,4 pontos percentuais acima da taxa de juros neutra, que não estimula nem desestimula a atividade econômica.

Impactos da alta taxa de juros real na economia
A consequência do alto nível da taxa de juros real é a perda de dinamismo da economia brasileira. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado pelo Banco Central, apontou crescimento de apenas 1,23% no trimestre encerrado em fevereiro de 2024, na comparação com o trimestre anterior. Para uma economia que cresceu 2,9% em 2023, é evidente a perda de ritmo de crescimento.

O principal mecanismo através do qual a elevada taxa de juros real atua sobre a atividade econômica é o mercado de crédito. Os dados mostram que, apesar do aumento real de 1,1% nas concessões totais de crédito no acumulado em 12 meses até março de 2024, em comparação com acumulado em 12 meses até março de 2023, as concessões para as empresas tiveram queda real de 1,9%.

É preciso salientar que as projeções para crescimento do PIB brasileiro em 2024 (2,05%), apesar de terem sofrido revisões para cima, indicam queda no crescimento em relação ao registrado em 2022 (3%) e 2023 (2,9%).

Além de crescer menos do que nos anos anteriores, o Brasil deve crescer menos que os demais países emergentes. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que o PIB brasileiro deve crescer 1,7% em 2024, enquanto os países emergentes de renda média devem crescer 4%, em média, em 2024.

Ainda que o PIB cresça acima de 2% em 2024, esse ritmo de crescimento não traz pressão inflacionária, pois se encontra abaixo do ritmo de crescimento potencial, estimado entre 2% e 2,5% pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda e em 2,3% pela CNI.

Por esses motivos, uma redução no ritmo de queda dos juros será inadequada, pois há espaço para manutenção do corte de juros por parte do Banco Central, o que contribuiria para melhorar a situação enfrentada pela atividade econômica brasileira.

A redução do custo financeiro suportado pelas empresas, que se acumula ao longo das cadeias produtivas, e pelos consumidores é ponto fundamental para a impedir uma desaceleração ainda maior do crescimento econômico. 

O Brasil é Um dos Piores Lugares do Mundo para Empreender

Mesmo com um mercado gigantesco e um povo cheio de ideias, empreender no Brasil pode ser um verdadeiro labirinto. Estudos importantes como o Índice de Facilidade de Fazer Negócios, do Banco Mundial, e o Relatório Global de Competitividade, do Fórum Econômico Mundial, colocam o Brasil numa posição nada invejável. Eles mostram como a burocracia, os impostos altos e os problemas de infraestrutura complicam a vida de quem quer abrir e manter uma empresa aqui. Além disso, a economia do país sobe e desce como uma montanha-russa, tornando tudo ainda mais imprevisível para negócios e investidores.

Mas será que tudo está realmente perdido? O contador e mestre em negócios internacionais, André Charone, que estudou Empreendedorismo em Países Emergentes na Universidade de Harvard, acredita que, com algumas mudanças importantes, como simplificar as regras para as empresas, rever os impostos e melhorar estradas e portos, o Brasil pode sim se tornar um lugar incrível para empreender. 

“O Brasil tem tudo para ser um líder econômico global, só precisa ajustar os trilhos para que os negócios possam acelerar sem tantos obstáculos”, André Charone. 

Labirinto Burocrático: A Complexidade que Atrasa os Negócios

No Brasil, enfrentar a burocracia é como tentar sair de um labirinto sem fim, especialmente para quem está tentando dar vida a uma nova empresa. André Charone aponta que esse emaranhado de procedimentos e regulamentações não só atrasa a abertura de empresas, mas também faz com que os custos operacionais disparem. Em um cenário global onde agilidade e eficiência são fundamentais, essa realidade coloca as empresas brasileiras em uma posição desfavorável na corrida internacional.

Esse problema burocrático é tão sério que o Brasil figura na 124ª posição no Índice de Facilidade de Fazer Negócios, entre 190 países avaliados. Para se ter uma ideia do impacto disso no dia a dia das empresas, estudos apontam que, em média, são necessárias cerca de 1.500 horas por ano apenas para que uma empresa consiga cumprir com todas as exigências tributárias e fiscais do país. “Esse número exorbitante de horas dedicadas à burocracia não só consome um tempo valioso, mas também representa um custo elevado para as empresas, dificultando ainda mais a jornada de quem empreende no Brasil”, reforça Charone.

Carga Tributária Exorbitante e Complexidade Fiscal

No Brasil, lidar com os impostos é como tentar encontrar a saída de um labirinto especialmente complexo e cheio de armadilhas. As empresas se deparam com uma teia de taxas, contribuições e regras fiscais que frequentemente se contradizem ou se sobrepõem, tornando o sistema tributário brasileiro um dos mais complicados do mundo. André Charone ressalta que essa complexidade e a alta carga tributária não só reduzem os lucros das empresas, mas também as obrigam a buscar especialistas para não se perderem nesse emaranhado. Segundo o contador e mestre em negócios internacionais, isso eleva ainda mais os custos operacionais dos empreendimentos tupiniquins.

Para ilustrar o peso dessa carga, um estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que a carga tributária no Brasil é uma das mais elevadas entre os países emergentes, representando mais de 33% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse índice coloca uma pressão enorme sobre as empresas, que precisam dedicar uma parcela significativa de seu tempo e recursos apenas para o cumprimento dessas obrigações fiscais.

Infraestrutura e Logística: Desafios na Distribuição

A infraestrutura e a logística no Brasil trazem desafios significativos para as empresas, impactando diretamente sua eficiência e elevando os custos de operação. Problemas como estradas em condições ruins, uma rede ferroviária limitada, e o alto custo de transporte são verdadeiras pedras no sapato para quem tenta fazer negócios no país. Estas questões não só aumentam as despesas com logística, mas também colocam um freio na capacidade das empresas de competir de igual para igual no mercado.

Dados indicam que o Brasil gasta apenas uma fração do que seria necessário em infraestrutura, com cerca de 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) investido na área, enquanto especialistas recomendam um investimento de pelo menos 4% para atender às necessidades básicas de desenvolvimento. Segundo André, essa deficiência se reflete diretamente no custo Brasil - um termo que descreve os diversos custos adicionais que as empresas enfrentam operando no país, incluindo, mas não limitado a, custos logísticos elevados. “Esses desafios infraestruturais e logísticos não apenas tornam mais caro fazer negócios no Brasil, mas também afetam a agilidade e a capacidade das empresas de servir seus clientes de maneira eficaz, sublinhando a urgente necessidade de investimentos e reformas nessa área”, ressalta o mestre em negócios internacionais.

Existe Luz no Fim do Túnel?

Apesar dos numerosos desafios que delineiam o cenário empresarial do Brasil, o país ostenta um potencial inegável para se tornar uma potência econômica. No entanto, para transformar esse potencial em realidade, é imperativo que sejam implementadas reformas estruturais profundas e coerentes. Segundo Charone, as soluções passam necessariamente por uma reforma tributária completa e abrangente que verdadeiramente simplifique o sistema de impostos, tornando-o mais justo e menos oneroso para as empresas. Tal medida reduziria a complexidade e o custo associado à conformidade fiscal, incentivando assim o empreendedorismo e atração de investimentos.

Além disso, o contador destaca que uma reforma administrativa que modernize a máquina pública é essencial para desburocratizar os processos de abertura e gestão de empresas no país. Segundo ele, isso inclui a digitalização de serviços, a implementação de janelas únicas para processos empresariais e a eliminação de redundâncias regulatórias que hoje asfixiam o potencial empresarial. Investimentos maciços em infraestrutura e educação também se fazem necessários para garantir que as empresas possam operar eficientemente e que o país possa desenvolver o capital humano capaz de sustentar e expandir a inovação. A colaboração entre o setor privado e o governo é fundamental nesse processo, requerendo um comprometimento conjunto para uma visão de longo prazo do desenvolvimento econômico do Brasil.

Para Charone, a implementação dessas reformas não apenas criaria um ambiente mais favorável aos negócios, mas também posicionaria o Brasil como um líder atrativo no mercado global, capaz de competir de igual para igual com outras economias avançadas. O caminho para um Brasil mais próspero e inovador está claro. Agora, é essencial que haja vontade política e um esforço conjunto da sociedade para realizar as mudanças necessárias, garantindo assim um futuro econômico brilhante para o país.PageMaker including versions of Lorem Ipsum.

Sobre o autor:
 
André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).
 
É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.
 
André lançou dois livros com o tema "Negócios de Nerd", que na primeira versão vendeu mais de 10 mil exemplares. Os livros trazem lições de gestão e contabilidade, baseados em desenhos e ícones da cultura pop.
 
Instagram: @andrecharone  
 
Imagem: Consultório da Fama

Floricultura brasileira espera aumento de 8% no comercio de flores para o Dia das Mães

A floricultura nacional está bastante otimista com as vendas de flores e plantas ornamentais para o Dia das Mães. Os produtores, principalmente os associados às cooperativas, já venderam antecipadamente entre 60% e 95%, dependendo da espécie, de toda a produção programada para a data. A expectativa é a de que as vendas sejam 8% melhores do que em 2023. O Dia das Mães responde por 16% do comércio anual de flores e plantas ornamentais, sendo, por isso, considerado o “Natal” da floricultura brasileira.
As reservas e compras antecipadas de flores pelos distribuidores, garden centers, floriculturas, rede de supermercados e outros varejistas já são uma prática comum há muitos anos. “Essa logística permite aos atacadistas garantirem tanto preço quanto produto para a ocasião”, lembra Renato Opitz, diretor do Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura.
 
Vários produtores aguardaram para lançar novas variedades para alavancar as vendas no Dia das Mães. No Veiling Market, por exemplo, realizado pela Cooperativa Veiling, o Sitio Panorama, de Holambra, apresentou a “Joybera”, uma nova variedade de gérbera com maior durabilidade, cores mais vistosas e que trazem mais de uma florada, contra seis variedades até então encontradas no mercado. O produtor Jordi Vernooy explica que o pico de colheita para o Dia das Mães é sete vezes maior do que a comercialização semanal, e representa cerca de 15% da sua produção anual. “Nossa venda antecipada foi em torno de 60%, e as cores mais procuradas foram a vermelha, a rosa e a laranja. Este lançamento inclui, ainda as cores amarela e branca. O sítio Panorama também produz cyclamen nos potes 11 e 14, flor também bastante procurada para presentear as mães.


Tradicionais
Tradicionalmente, as flores mais procuradas nesta data são as rosas, as orquídeas, as hortênsias, os girassóis, as gérberas, os lírios e outras plantas com flores clássicas ou coloridas. A Ecoflora, uma das maiores produtoras de orquídeas do Brasil, sextuplicou a sua produção no sítio Filomena, localizado em Mogi Mirim, na comparação com a demanda normal, só para poder atender aos milhares de pedidos para o Dia das Mães. Em relação ao ano passado, a produção de vasos em 2024, neste período, está 20% maior. Vale destacar que quase 95% da produção já foi vendido com antecedência, considerando que o mercado, nesta data, não pode prescindir desta flor, principalmente da variedade phalaenopsisis.


A procura é tanta que, na próxima semana, tão logo seja concluída a colheita para atender a procura deste ano, o produtor iniciará o plantio das mudas já encomendadas há um ano para breeders (melhoristas) holandeses para o comercializá-las para o Dia das Mães do ano que vem (2025). Isso porque, embora as mudas já estejam no Brasil, o ciclo desta variedade de orquídea na estufa é de, aproximadamente, 12 meses. Um planejamento que precisa ser muito estratégico para que nunca faltem orquídeas para as mães.
 
“As cores mais tradicionais são a rosa e a branca. Mas, para o Dia das Mães, há grande procura pelas tonalidades mais escuras, como as cor-de-vinho, as alaranjadas e as amarelas. As mescladas, as exóticas e as tinturadas também chamam muito a atenção”, explica Carlos Alberto Marangon, gerente geral da Ecolfora. Os produtores também investiram forte nas embalagens alusivas.
         
O Ceaflor, maior mercado de flores, plantas e acessórios para floricultura, paisagismo e decoração do país, localizado em Jaguariúna (SP), teve que incrementar a logística de distribuição para que as flores e plantas cheguem aos quatro cantos do País no período que antecede o Dia das Mães. A operação se dará de 4 a 10 de maio, quando é esperada a circulação de até 1.500 caminhões e utilitários de comércio atacadista, por dia, o que representa o dobro da movimentação habitual.


Campanhas
Os associados do Ibraflor, assim como o próprio Instituto, investiram em campanhas bem emotivas para destacar os relacionamentos afetivos, o que faz com que o ato de presentear com flores tenha um significado ainda mais profundo. A Cooperflora ilustra a campanha com seus próprios produtores para contar suas histórias com as flores, trazendo-as diretamente do campo para os braços das mães. “Das nossas mães, para todas as mães! Neste Dia das Mães, aposte no que as flores podem dizer por você: Flores conectam”.

 

SC bate recorde no Valor da Produção Agropecuária em 2023, com destaque para a produção animal

O Valor da Produção Agropecuária (VPA) de Santa Catarina em 2023 alcançou o recorde de R$64,3 bilhões, representando um crescimento nominal de 6,6% sobre o VPA de 2022, que era o recorde anterior. A produção animal – leite e suínos, frango e bovinos para abate – representou 52,6% da composição do VPA. Esses e outros dados integram a 44ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, lançada pela Epagri nesta segunda-feira, 6 de maio,  em evento online. 

Os suínos para abate respondem por 20,2% da composição do VPA em 2023 (Foto: Divulgação / Cidasc)
A publicação é coordenada pelo analista de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri/Cepa, Tabajara Marcondes. Ele explica que o cálculo do VPA de 2023 considerou os 62 produtos de maior valor de produção no Estado. São os da produção animal (pecuária e aquicultura), os da produção das lavouras (grãos, outras lavouras temporárias, hortaliças e lavouras permanentes) e os da produção da silvicultura e extração vegetal.


Tabajara revela que, em termos de composição do VPA, os destaque são: suínos para abate, 20,2%; frangos para abate, 16,4%; leite, 12,3%; e soja, 10,9%. “Dos demais produtos, apenas o tabaco (5,6%)  e o milho-grão (5,2%)  tiveram participação superior a 5% no VPA estadual de 2023”, diz o analista.
A publicação  traz também dados das exportações do agronegócio catarinense, análises sobre o crédito rural e sobre o desempenho das principais atividades agrícolas e pecuárias desenvolvidas no Estado. 


Agro responde por 64,7%  das exportações de SC
No caso do mercado internacional, a análise mostra que em 2023 o agronegócio alcançou o segundo melhor desempenho da história. O valor exportado, de US$7,49 bilhões, é superado apenas pelos US$7,74 bilhões de 2022. Com isso, o agro respondeu por 64,7% dos US$11,58 bilhões gerados pelas exportações totais de Santa Catarina. O setor também foi responsável por 4,5% dos US$165,45 bilhões exportados pelo agro brasileiro.


 Em 2023, os maiores valores exportados foram de carnes de frango e derivados (Foto: Arquivo/Secom)
Os maiores valores exportados foram de carnes de frango e derivados; carnes de suínos e derivados; madeira e obras de madeira; produtos do complexo soja e de papel e celulose, que representaram 83,4% dos US$7,49 bilhões exportados pelo agro catarinense.


SC foi o estado que mais aplicou crédito do Pronaf na pecuária
Para a safra 2023/24 (julho/23 a junho/24), houve aumento do crédito disponibilizado aos agricultores catarinenses: R$364,22 bilhões para os enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais produtores, e R$71,60 bilhões para a agricultura familiar. “Esses valores significam aumentos nominais de 27% e 34% sobre os disponibilizados na safra 2022/23”, salienta Tabajara.


Em 2023 Santa Catarina respondeu por 5,1% do valor do crédito aplicado no Brasil e foi o estado que mais aplicou recursos do Pronaf em pecuária. O número de contratos de crédito em 2023 foi 6,6% maior do que em 2022. Em valores aplicados, a indexação pelo IGP-DI mostra que os R$20,369 bilhões de 2023 são 17,2% maiores do que os R$17,387 bilhões de 2022. 
Dados auxiliam nas políticas públicas
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, participou do evento e destaca a importância da publicação. “O olhar analítico sobre o desempenho da agricultura é  fundamental para balizar as políticas públicas que chegam ao campo. Os dados mostram a diversidade da nossa produção, nos auxiliando no planejamento dos programas e projetos para atender as reais necessidades dos agricultores”, diz ele. 


O presidente da Epagri, Dirceu Leite, comenta que a Síntese começou a ser publicada em 1976 e se caracteriza como  uma das publicações mais longevas em sua categoria. “Esta publicação anual sintetiza o esforço da pesquisa socioeconômica da Epagri em organizar, analisar e disponibilizar dados estruturados para o agronegócio catarinense. São informações confiáveis que auxiliam o segmento do agro na tomada de decisões”, frisa Dirceu.


A gerente da Epagri Cepa, Edilente Steinwandter,  destaca a inovação nesta 44ª edição Síntese.  “O documento traz novos recursos interativos no arquivo digital, permitindo uma leitura rápida, dinâmica e interativa. Com a inclusão de links e botões de acesso em cada uma das seções, os leitores podem facilmente navegar entre as diferentes seções da publiicação”, informa. Ela também agradece a todos que possibilitaram a geração de dados, como as entidades representativas do agro, os parceiros informantes e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, por meio de suas empresas vinculadas – Cidasc, Epagri e Ceasa.

 

Porto Itapoá inaugura 3ª fase de expansão com investimentos de R$ 815 milhões

Com a presença do Governador do Estado de Santa Catarina, Jorginho Mello, do Secretário Estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, do Prefeito de Itapoá, Jeferson Garcia, autoridades das diversas esferas, órgãos intervenientes, entidades, clientes, funcionários e imprensa o Porto Itapoá inaugurou na última quinta-feira, 25 de abril, a fase III de expansão do terminal, com mais 200 mil m² de pátio, contemplando o armazém de 8 mil m², finalizando um aporte de R$ 815 milhões. O Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se deslocou de Brasília até Joinville e não conseguiu chegar em Itapoá pelas condições climáticas, mas enviou um vídeo lamentando não estar presente e ratificando a importância do Porto Itapoá para a infraestrutura logística do país.

Com essa ampliação, o Porto Itapoá passa operar um dos maiores pátios de contêineres do Brasil, com 455 mil m², o que vai lhe proporcionar a capacidade de movimentar até 2 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano. Faz parte destes investimentos também a aquisição de grandes equipamentos - é o primeiro da América do Sul a operar RTGs (guindastes sobre rodas) híbridos controlados remotamente - e ampliação dos berços de atracação. 

Em seu discurso, o presidente do Terminal, Cássio Schreiner, afirmou que na totalidade de seu projeto o Porto Itapoá já investiu R$ 2,5 bilhões de reais e, para os próximos anos serão mais de R$ 2 bilhões planejados. “Nos últimos anos, fomos uma das empresas que mais investiu em nossa região. E não pretendemos parar por aqui. Já estamos planejando as obras para adicionar mais pátio, mais píer, mais equipamentos e ainda muito mais pessoas. E isso só é possível quando o Poder Público compreende nosso propósito, e cria condições favoráveis para a iniciativa privada concretizar seus objetivos, ajudando a sociedade e o País em sua estratégia de desenvolvimento, através do que sabemos fazer de melhor, que é empreender.”

Cássio aponta que para estes investimentos se concretizarem é fundamental que projetos estruturantes sejam priorizados. “Temos trabalhado a oito mãos, juntamente com o Governo Federal, Governo Estadual e Autoridade Portuária de São Francisco do Sul, para viabilização do projeto de dragagem do Canal de Acesso à Baía da Babitonga – que movimenta mais de 60% das cargas portuárias do Estado de Santa Catarina. O apoio do Ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do Governador Jorginho Mello, nos estimulam a avançarmos com este projeto, mostrando que é possível construir modelos de parceria público-privada de sucesso e que impulsionam o desenvolvimento sustentável, agregando valor social, ambiental e econômico. Não menos importante, termos um olhar estratégico para nossas estruturas rodoviárias e até ferroviárias, sendo vital a priorização da duplicação de nossas rodovias estaduais e municipais de acesso ao Porto Itapoá. Acreditamos no potencial e na oportunidade de termos aqui na Babitonga o maior complexo portuário do país”, reforça.

Crescimento impulsionado por grandes investimentos
O Porto Itapoá já nasceu competitivo e está entre os mais modernos do mundo, fazendo parte dos principais serviços de navegação que ligam o Brasil aos demais continentes. Está na 4ª posição no ranking Desempenho Aquaviário 2023 de acordo com a ANTAQ - Agência de Transportes Aquaviários. Foi o terminal de contêineres de uso privado com maior crescimento do Brasil no ano de 2023 com um aumento de 20,3% na movimentação em relação a 2022.

Os investimentos não pararam nos últimos anos, atendendo a demanda e conferindo um ritmo de crescimento acelerado ao empreendimento. Em dezembro chegaram novos equipamentos do Terminal: um novo portêiner, de 50m de altura, e dez novos RTGs híbridos controlados remotamente, os quais totalizaram investimentos de US$ 40 milhões. Com as obras de ampliação de sua estrutura física, passando pelos significativos investimentos em tecnologia e inovação, o Porto Itapoá ultrapassou a marca de 1 milhão de TEUs movimentados em um ano. “Temos crescido ano após ano, estando sempre entre os maiores terminais de contêineres do Brasil desde o início das operações. Nosso planejamento é desenvolvido para alcançarmos três objetivos: gerar valor social, ambiental e econômico”, fala Schreiner.

Do total de cargas movimentadas pelo Porto Itapoá cerca de 50% são de empresas de outros estados que buscam a eficiência do Terminal catarinense, principalmente para a importação de eletrônicos, entre outros itens. A outra metade da movimentação é de cargas de companhias de Santa Catarina, incluindo automóveis e autopeças, motores elétricos, metalmecânica, linha branca e exportação de carga frigorificada, atendendo a forte agroindústria do Estado.
  
Complexo Portuário da Babitonga é modelo de desenvolvimento econômico sustentável
O Complexo Portuário da Babitonga que responde por quase 60% da movimentação (em toneladas) do setor de Santa Catarina (ANTAQ 2019), é um dos mais importantes ativos portuários do País e estratégico para a infraestrutura de transporte e logística do Estado. Associado ao potencial e dinamismo empreendedor de Santa Catarina e toda a região Sul do Brasil, o Complexo Portuário da Babitonga está se consolidando em um modelo de investimentos em infraestrutura e logística para o Desenvolvimento Econômico Sustentável.
 
A nova onda de investimentos atraídos pela vocação natural da região poderá triplicar o total de empresas portuárias e retroportuárias operando na região, além de outras operações logísticas. Projeções dos novos empreendimentos e o crescimento do próprio Porto Itapoá mostram a importância econômica do Complexo Portuário da Babitonga para geração de emprego, renda e desenvolvimento para todo o país.
 
Especialistas em inteligência de mercado estimam que, em 10 anos, a área de influência direta do Complexo da Babitonga tem potencial de saltar de 16 para 48 empresas portuárias e retroportuárias com investimentos privados diretos que podem chegar na casa dos R$ 15 bilhões, passar de uma geração de renda anual de R$ 300 milhões para R$ 1,8 bilhão e saltar dos atuais 8.500 empregos para 45 mil oportunidades de novas vagas.
 
Ampliação do canal de acesso e projetos de infraestrutura rodoviária
Para suportar esse crescimento do Complexo Portuário da Babitonga e estar aptos a receber os maiores navios da navegação comercial mundial, estão sendo definidos grandes projetos de infraestrutura logística. O Porto Itapoá trabalha em parceria com o Porto de São Francisco do Sul, que está à frente do projeto de dragagem de aprofundamento do canal de acesso à Baía. Essa obra vai ampliar de 14 metros para 16 metros a profundidade do calado dos navios, permitindo receber grandes embarcações de até 400 metros. 

Haverá também investimentos do Governo do Estado, na adequação e duplicação das rodovias SC 417 e 416. Ambas as obras são demandas compartilhadas pelo Caderno de Infraestrutura da FIESC - Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina.
 
Operação do Porto Itapoá foi decisiva para desenvolvimento do município
Especificamente em relação ao desenvolvimento de Itapoá, o município teve ganhos exponenciais a partir da operação do Terminal. Sendo a quinta cidade que mais cresceu no país e a primeira do Estado, segundo o último Censo, Itapoá vive um período de desenvolvimento sustentável. Na prática, isso quer dizer que o município conseguiu se desenvolver em termos de qualidade, fazendo com que a pressão sobre os equipamentos públicos tenha sido respaldada pelo aumento expressivo de arrecadação e investimentos no município.

Como um projeto greenfield o Porto Itapoá foi concebido a partir do zero para ser um dos mais modernos terminais do mundo. Situado longe do perímetro urbano da cidade, com via de ligação direta à BR-101, possui uma área de 12 milhões de m² que foi definida pelo Plano Diretor do Município de Itapoá para receber empreendimentos complementares à atividade portuária.

Atualmente, cerca de 50% dos postos de trabalho gerados na cidade estão ligados à atividade portuária, sendo o Porto Itapoá responsável por mais 1.500 empregos diretos e cerca de 6 mil indiretos. Estima-se que somente os funcionários do Terminal movimentem aproximadamente R$ 60 milhões no município por ano. A arrecadação do município saltou de R$ 35 milhões em 2010 para R$ 300 milhões em 2023, um crescimento de 850%. O ISS passou de R$ 210 mil em 2010 para atuais R$ 25 milhões, em 2023.

A partir da sua construção, o Porto Itapoá viabilizou junto ao Governo do Estado o acesso rodoviário dedicado, com a pavimentação da SC 416, ligando o município à BR 101. O Terminal também é responsável por investimentos diretos de R$ 140 milhões entre projetos socioambientais e em obras de infraestrutura em Itapoá. Destaque para os R$ 33 milhões investidos na pavimentação de acessos e vias urbanas e R$ 27 milhões para viabilizar a linha de transmissão de alta capacidade operada pela Celesc que, a partir de 2011, substituiu o abastecimento secundário ao município, realizado pela Copel. Outros R$ 22 milhões foram destinados para projetos sociais e ambientais.

Indústria de SC é a primeira no Brasil a reaproveitar 99,9% dos resíduos que emite

A fábrica de chocolates mais premiada do Brasil é também a mais sustentável. A catarinense Nugali Chocolates, que completou 20 anos em abril, acaba de receber o certificado de que reaproveita 99,9% dos resíduos emitidos na produção. É a primeira indústria do Brasil a alcançar um índice tão alto e a primeira empresa de Santa Catarina, considerados todos os setores. O selo é concedido pelo Instituto Lixo Zero Brasil, braço nacional da Aliança Internacional Lixo Zero.

Apesar de ser certificada desde 2020, a Nugali continua a aprimorar processos e produtos de maneira a reduzir o impacto ambiental. Há quatro anos, pouco mais de 98% dos resíduos já eram reaproveitados, reciclados ou compostados. De lá para cá, um conjunto de ações sustentáveis e inovadoras elevou o índice ao nível máximo.

— Nós nunca interrompemos a caça ao lixo, mesmo aquele pouco representativo no contexto geral da cadeia produtiva. Mais do que obter um certificado, nós queremos demonstrar com ações que é possível produzir um chocolate gostoso e de alta qualidade com respeito ao meio ambiente — analisa Maitê Lang, fundadora da Nugali.

Numa das iniciativas recentes, a empresa transformou as cascas das amêndoas de cacau, antes consideradas um rejeito industrial, em produto para jardinagem oferecido no varejo. Rico em nitrogênio, fósforo e potássio, o material serve de potente adubo para as plantas.

Nos últimos anos, a Nugali também estendeu à linha de ovos de Páscoa as inovadoras embalagens 100% biodegradáveis, que se decompõem em menos de dois anos. A empresa foi pioneira no país no desenvolvimento de um material que substitui os plásticos de difícil reciclagem sem prejudicar os delicados chocolates.

Medidas internas também reduziram a emissão de refugos de embalagens na linha de produção e a compra de produtos em recipientes descartáveis, como os de limpeza. Nas duas lojas próprias localizadas em Pomerode (SC), a Nugali ainda eliminou as sacolas de plástico — foram trocadas por bioplástico compostável, feito com amido de milho.

Em 2022, as ações inovadoras e de sustentabilidade da Nugali tiveram o reconhecimento do Prêmio Nacional de Inovação, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em Santa Catarina, as ações de sustentabilidade tiveram as chancelas do Prêmio Expressão de Ecologia e do Prêmio Empresa Cidadã ESG, ambos concedidos em 2023.

Nugali Chocolates

Fundada em 2004 por Maitê Lang e Ivan Blumenschein, casal de engenheiros que trocou carreiras na Embraer pela própria fábrica de chocolates, a Nugali foi a primeira a conquistar lugar no mercado premium nacional, antes restrito aos importados. É a marca mais premiada do país e pioneira no desenvolvimento de chocolates brasileiros bean to bar, aqueles em que o fabricante controla a produção desde o plantio até o consumidor. Hoje, a indústria catarinense está entre as líderes do segmento no Brasil, com cerca de 20% do mercado nacional.

Mais informações em nugali.com.br

Itapema vai valorizar mais de 45% com alargamento da faixa de areia, revela estudo

Estudo feito pela consultoria Appraisal Institute, maior associação profissional de avaliadores imobiliários dos Estados Unidos, revelou que praias norte-americanas que fizeram alargamento da faixa de areia registraram valorização de até 2,6% para cada 10% de espaço que foi acrescentado. Com base neste dado, a  Construtora e Incorporadora Edify, que está construindo na cidade o icônico empreendimento Edify One, avaliou qual será o impacto desta intervenção na orla de Itapema, no litoral norte de Santa Catarina. Neste caso, a praia vai aumentar de 25 para 70 metros, o que representa 180% de acréscimo, resultando em uma valorização de 46,8% para os imóveis frente-mar. Atualmente, a diferença entre Itapema e Balneário Camboriú, que tem o metro quadrado mais valorizado do país, é de apenas 1,073%.

 

“Itapema se destaca no cenário imobiliário por diversos fatores que impulsionam sua valorização. Dentre eles, a segurança e a excelência em qualidade de vida que tornam a cidade um local ideal para  morar e investir. Os constantes investimentos em infraestrutura, como o alargamento da orla e o novo píer turístico, que não apenas embelezam a cidade mas também potencializam sua valorização no mercado, são fundamentais para o crescimento sustentável de Itapema, que ainda é uma cidade jovem e tem muito a crescer e valorizar”, afirma Luiz Feitosa, especialista em mercado imobiliário e sócio da Edify One.

 

O Píer Turístico da Foz do Rio Perequê, que tem investimento estimado em R$100 milhões, e será viabilizado por meio de uma parceria público-privada (PPP), também vai impulsionar as belezas da cidade e a valorização. Inspirado no Píer 39 de São Francisco, Califórnia, o novo espaço terá 28 estabelecimentos comerciais, entre lojas, bares e restaurantes. Com 180 metros sobre as águas, o píer terá ainda 16 vagas molhadas para embarcações de até 60 pés. As obras iniciaram em dezembro de 2023 e devem ser concluídas em 36 meses.

 

Sobre o Edify One

A Construtora e Incorporadora Edify nasceu da união de experientes empresários do ramo da construção civil e imobiliário com o objetivo de trazer inovações ao mercado catarinense, em franco crescimento, além de oportunidades de investimentos de alto potencial de rentabilidade e produtos de excelência que aliem conforto, tecnologia e sustentabilidade, para férias ou moradia. Por meio da sociedade de diversas empresas, Bumaji Participações, Duo + Participações (TRIAD Construções e Incorporações e MWR Empreendimentos), Feitosa Participações  (Morart Imóveis e Arteprojeto) e  a NR Sports (dona do terreno), a construtora apresenta o empreendimento Edify One na categoria de alto padrão em frente ao mar da cidade catarinense de Itapema, que está no topo do ranking de valorização imobiliária com altos índices de desenvolvimento, além de atrativos variados, belezas naturais, praias, serviços e localização privilegiada.

 

Mais informações: https://edifyone.com.br

Santa Catarina desponta como um dos principais destinos para velejadores internacionais

Velejadores do mundo inteiro têm voltado os olhos para a Marina Itajaí, um ponto estratégico no litoral de Santa Catarina, em Itajaí, cidade conhecida por sediar a The Ocean Race, maior competição de vela do mundo, e conceituados eventos náuticos, como o Marina Itajaí Boat Show. Desde sua fundação, em dezembro de 2015, o complexo náutico já recebeu mais de 15 mil veleiros e, atualmente, cerca de 70% de sua ocupação são de barcos a vela. Até o final deste mês, pelo menos 10 veleiros de países como França, Portugal, Reino Unido, Finlândia e Dominica devem ancorar na marina.

Entre os visitantes, destaque para o veleiro Amazone, construído na Finlândia em 1963 inicialmente como um barco de pesca e que veio para Itajaí fazer as manutenções e para fugir do frio intenso do ártico. Eles vão ficar na Marina Itajaí por um mês, antes de partirem em direção à Amazônia.

"O veleiro que utilizamos é especificamente para operações de charter na Antártida. A razão de estarmos em Itajaí neste período é devido ao rigoroso inverno antártico, que nos impede de realizar manutenções por lá, dada a falta de infraestrutura. Itajaí se destaca por suas excelentes condições para este tipo de serviço. Em dois meses, nossa próxima aventura será na Amazônia, onde também planejamos realizar charters. Após nossa estadia naquela região, retornaremos a Ushuaia", explica o tripulante russo Ryabchikov Dmitry.

"Esta é a minha primeira experiência em Itajaí e estou realmente impressionado com a infraestrutura náutica local, especialmente com as instalações da Marina Itajaí. A receptividade dos moradores e o charme da região também são pontos altos. Estou encantado com tudo o que Itajaí tem a oferecer", acrescenta.

"É motivo de grande orgulho para nós sermos a escolha de tantos velejadores internacionais que buscam um ponto de apoio para manutenção, descanso e lazer. A escolha pela Marina Itajaí deve-se à sua excelente localização, à qualidade da infraestrutura e ao atendimento que oferecemos, além das qualidades únicas de nossa região, que é um dos principais polos náuticos do país. Nosso suporte abrange desde a assistência na entrada do canal e na atracação, até a facilitação nos processos junto à Polícia Federal, Capitania dos Portos e Receita Federal", destaca Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí.

Sobre a Marina Itajaí

Com início das operações em 2016, a Marina Itajaí está localizada no centro de Itajaí, SC, ao lado do Centreventos. Modernos equipamentos como ForkLift para até 12 toneladas e TravelLift para até 75 toneladas, são um diferencial na sua configuração, além do posto de combustível com bandeira BR, sendo a única marina no sul do país com Diesel Verana. Possui espaço gastronômico com dois restaurantes internacionais, o Zephyr Seafood & Nikkei e o Brazero Garcia, com amplo estacionamento, ponto de carregamento de carros elétricos e heliponto. Foi a primeira marina do Brasil com certificação internacional ISO 14.001/2015 e Bandeira Azul.

Mais informações: https://www.marinaitajai.com/

Dirigentes catarinenses integram Conselho da ABPA
Sete empresários catarinenses foram eleitos nesta semana para fazer parte do novo Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os diretores do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e a Associação da indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (Aincadesc), Irani Pamplona Peters, Neivor Canton, José Antônio Ribas Júnior, Ricardo Castellar de Faria, Dilvo Casagranda, Jorge Luiz de Lima e Cláudio Almeida Faria.
Também integrarão o conselho os seguintes nomes: presidente conselho de administração da São Salvador Alimentos, José Carlos Garrote de Souza, diretor-presidente da Alibem José Roberto Fraga Goulart, diretor vice-presidente de agro e qualidade da BRF Fábio Stumpf, sócio da Rudolph Foods José Mayr Bonassi, diretor de exportações da Seara Marcelo Siegmann, diretor presidente Coopavel Dilvo Grolli, diretor geral Cobb-Vantress Bernardo Gallo, diretor executivo SIPS Rogério Jacob Kerber, CEO Avivar Alimentos Antônio Carlos Vasconcelos Costa, Diretor de Operações da Zanchetta Alimentos Carlos Zanchetta, presidente da Agrosul Nestor Freiberger, diretor comercial mercado interno da Pamplona Alimentos Cleiton Pamplona Peters, diretor executivo da Frimesa Elias Zydek, conselheiro Vibra Agroindustrial Gerson Muller, vice-presidente de mercado internacional e planejamento da BRF Leonardo Dall’Orto, Relações Institucionais da JBS Jerusa Alejarra, diretor-presidente da Copacol Valter Pitol, diretor da Hendrix Genetics para o Brasil Mauro Aurélio de Almeida, presidente da ASGAV José Eduardo dos Santos e o presidente do SINDIAVIPAR Roberto Kaefer.
O advogado e mestre em ciências políticas Ricardo Santin foi reconduzido ao cargo de presidente da ABPA. O conselho será comandado pelo diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial (há mais de três décadas) Irineo da Costa Rodrigues, que assumiu o posto até então ocupado pelo diretor comercial da Aurora Alimentos, Leomar Somensi. O ex-ministro e ex-presidente da ABPA, Francisco Turra, também foi reconduzido à presidência do Conselho Consultivo da associação.  
Jorge Luiz destacou o alinhamento das entidades estaduais de produção de proteína animal com a entidade nacional, “a ABPA, fortalece o setor e cria uma sinergia que permite que o Brasil seja o 1° exportador de aves, o 4° em suínos, o 4° em pescados (tilápia) e o 5° em ovos”, pontuou. 
 
Fonte: Assessoria de Comunicação – ABPA/Texto adaptado pela MB Comunicação Empresarial/Organizacional
VP de Turismo e Eventos da ACIBALC comemora aprovação do PERSE

Na última terça-feira, 23, a Câmara dos Deputados aprovou pela continuidade, com alteração, do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE). O PERSE é uma política pública criada durante a pandemia de COVID-19 para atenuar os efeitos da crise sanitária das atividades ligadas ao turismo e evento, que foram os primeiros setores a serem fechados na pandemia. 

De acordo com Osny Maciel, Vice-Presidente de Turismo e Eventos da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú – ACIBALC, e presidente da ABEOC SC, a aprovação deste projeto é uma grande vitória e fundamental para o segmento. “Na pandemia, o setor de eventos foi o primeiro a fechar e o último a abrir, isso fez com que diversas empresas pegassem empréstimos para não fecharem. A maioria delas ainda está pagando esses valores, então o PERSE auxiliou muito, pois se juntar o pagamento dos empréstimos, mais os impostos seria um desastre para este setor que ainda está voltando a se estabelecer”, explica. 

O Vice-Presidente da ACIBALC comenta, ainda, sobre a importância da união dos empresários neste movimento. “Após enfrentarmos tantas dificuldades durante a pandemia, ver tantas entidades unidas em prol da aprovação do PERSE foi incrível. É um marco histórico, não só pela manutenção do PERSE, mas também para enfrentar outros desafios e melhorar nosso mercado”, comemora Osny.

Denys Benvenutti, coordenador do Núcleo de Eventos da ACIBALC comenta que a manutenção do programa comprova a importância da união do setor e da necessidade de representatividade, “O setor que mais sofreu durante a pandemia, é hoje um dos principais em arrecadação e desenvolvimento. O PERSE foi criado para promover um respiro, e quando achamos que tínhamos fôlego, nossa conquista foi revogada. Esperamos que tenhamos boas notícias no Senado, mas a resiliência desenvolvida no setor não vai nos parar nunca mais.” enfatiza Denys.

 

O Perse reduz, por um prazo de 60 meses (contados a partir de 2021, quando foi sancionada a Lei nº 14.148), as alíquotas de 4 tributos (PIS/Pasep, Cofins, CSLL e IRPJ) a um grupo de atividades econômicas previamente definido.
A versão aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados na noite de terça-feira, estabelece um limite de R$ 15 bilhões para os incentivos fiscais no bojo do Perse, de abril de 2024 a dezembro de 2026. A votação no Senado ainda não tem data para ocorrer.

Sobre a ACIBALC:
A Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú – ACIBALC, é uma entidade sem fins lucrativos que possui como missão fortalecer as relações entre os empresários por meio do associativismo para desenvolver o empreendedor e o ambiente de negócios local. Somos um espaço de troca de experiências e contatos para fortalecer seu negócio e conhecer pessoas. 
A ACIBALC é uma das 146 entidades empresariais filiadas à FACISC - Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina.

Assessoria de Imprensa ACIBALC
Caroline Esser

Em 16% do tempo de uma viagem, motoristas de caminhão cometem pelo menos um desvio crítico na condução

Dados das unidades de visibilidade e gestão de risco da nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, indicam que em 16% do tempo de uma viagem, motoristas de caminhão cometem pelo menos um desvio crítico na condução. O estudo ainda aponta que 45% dos desvios cometidos por caminhoneiros são de mão fora do volante e que 44% dos casos são para manusear bebidas ou alimentos. 

Desvios de conduta no volante podem acarretar em um número ainda maior de acidentes fatais: de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2022, o Brasil é o país de terceiro maior número de mortes no trânsito. Por isso, a campanha de Maio Amarelo - movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito -  se faz fundamental.

Neste sentido, a tecnologia é aliada para o movimento e pode salvar vidas. A Onisys,  solução da nstech de prevenção de acidentes para embarcadores, transportadores e operadores logísticos, é um dos destaques. O software conta com soluções de gestão de segurança no transporte, monitorando riscos de acidentes rodoviários por meio de inteligência artificial, machine learning, videomonitoramento interno de cabines e análise de dados. 
A partir da coleta de dados, a plataforma traça um perfil de direção assertivo de motoristas profissionais, permitindo que ações preventivas sejam tomadas. O software pode ser integrado com todos os dispositivos de gestão de prevenção de acidentes, desde hardwares como câmeras e sensores de telemetria e fadiga. “Com a integração de todo o processo, a ferramenta permite aumentar a segurança e o potencial de prevenção de acidentes em único lugar, impactando, também, em um maior desenvolvimento e engajamento dos profissionais”, sinaliza Leonardo Campos, CEO da Onisys by nstech.
Campanha Estradas do Futuro educa quanto à importância da prevenção

Além de desenvolver soluções voltadas para a prevenção de acidentes, a nstech também é patrocinadora do programa Estradas do Futuro, juntamente a Quartzolit e Onisys. Com realização da MundoLogística, a campanha também tem apoio da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) e da ABRALOG.

O programa tem como objetivo capacitar motoristas e impactar profissionais da área de logística com conteúdos educativos. Com o propósito de zerar o número de acidentes nas estradas, serão realizadas campanhas de conscientização, e-book, lives e artigos que vão dar visibilidade à urgência da discussão. A nstech também distribuirá kits de divulgação da campanha a parceiros para ampliar a conscientização.
O Estradas do Futuro visa reconhecer a importância do papel do motorista no transporte rodoviário de cargas no Brasil, capacitando-o com cursos online e conteúdos atualizados, além de oferecer dados sobre acidentes e mortes e identificar regiões mais críticas de modo a incentivar que novas ações de prevenção possam ser idealizadas. Para isso, o engajamento empresarial é de grande importância. 
Sobre a nstech:
A nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, reúne mais de 100 soluções que hoje já atende cerca de 60.000 empresas do setor. Centrada na resolução das dores de negócios atuais e futuras de todos os elos da cadeia, oferece tecnologias completas e modulares para que os clientes possam evoluir seus negócios, fazer entregas eficientes e impactar a sociedade ao reduzir a emissão de CO2, acidentes e roubos. Em seu banco de dados o ecossistema reúne 2,3 milhões de motoristas, o maior do Brasil. Além do Brasil, a nstech está presente em Angola, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, EUA, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.

Com estreia otimista, Construsul BC reúne milhares de profissionais da Construção Civil em Santa Catarina

Negócios, tendências, networking e conteúdo marcaram o primeiro dia da Construsul BC - Feira da Indústria da Construção e Acabamento, na terça-feira (23), no Expocentro de Balneário Camboriú/SC. O evento apresenta novidades de 150 expositores, englobando os setores de construção, acabamentos e infraestrutura, em uma área de 8 mil m² de exposição. A feira profissional segue até sexta-feira (26), sempre das 10 às 19 horas, com credenciamento gratuito através do site oficial www.feiraconstrusulbc.com.br ou no acesso presencial.

O evento, que está em sua primeira edição, é promovido pela Sul Eventos Feiras Profissionais, instituição que já realiza a tradicional Feira Construsul há 25 anos no Rio Grande do Sul. Pela primeira vez, a promotora aposta em outro estado para a realização da feira e, com a movimentação inicial, se mostra otimista. “O primeiro dia de Construsul BC já é um sucesso. Quem está visitando a feira está encontrando muita inovação, com certeza está conseguindo acelerar os seus negócios e esse é o nosso objetivo para os próximos três dias de evento”, destaca Ricardo Richter, diretor da Sul Eventos, reforçando que a feira tem a projeção de movimentar R$ 300 milhões em negócios.

Richter ainda aponta que realizar a primeira edição da feira em Balneário Camboriú é um grande desafio, mas que a promotora levou em consideração o que a região oferece e entrega em termos de Construção Civil. “Santa Catarina é um estado referência no Brasil quando pensamos em desenvolvimento econômico, então a gente posicionar um evento como a Construsul, que tradicionalmente gera negócios, alavanca empresas e aproximas pessoas, é extremamente importante e tem um reflexo positivo em toda a região”, contextualiza.

A expectativa é reunir um público de 15 mil profissionais nos quatro dias de evento, entre construtoras, lojistas, incorporadoras, empreiteiras, engenheiros, arquitetos e demais profissionais da área. Entre os milhares de visitantes desse primeiro dia estavam Juliana Correa Mallmann e Kamila Marcom Postali, engenheiras da Sforza Construtora, de Blumenau/SC. “Ficamos sabendo da feira no ano passado e temos uma obra aqui no litoral e o engenheiro dela nos reforçou sobre a realização da Construsul BC”, relatam. As duas estavam em busca de produtos específicos de tecnologia. “Felizmente encontramos e já fizemos contatos”, compartilham Juliana e Kamila. As engenheiras ainda reforçam que a região é um polo de construção, com grandes obras que exigem tecnologias diferenciadas. “É muito importante uma feira que traga isso para BC”, complementam.

Expositores buscam negócios, visibilidade e novas parcerias

Buscando aumentar a visibilidade da marca, apresentar os lançamentos e conseguir novos contatos, a TX Pregos e Fixadores, da cidade catarinense de Campo Alegre, está presente na Construsul BC. “Neste ano nós estamos lançando, além das barras roscadas, o arame carpado e também o rolo de prego jumbo, que é prego para pistola. É muito utilizado aqui no Brasil para embalagens de madeira, mas nos Estados Unidos, por exemplo, é para construção civil mesmo”, detalha Alexandre Neto, diretor comercial da empresa.

A marca já participa da Construsul em Porto Alegre há duas edições e enxergou uma oportunidade na primeira edição da Construsul BC. “Nós entendemos que Balneário Camboriú, não só Balneário, como toda região do litoral catarinense, é onde a construção civil ferve. Então, nada mais justo do que expor a nossa marca onde o país mais constrói”, destaca.

O mesmo se aplica para a Plasbil Revestimentos, maior empresa de PVC na América Latina que está apostando na Construsul BC para se aproximar do mercado da região. “Já participamos há muitos anos da feira de Porto Alegre e aqui em Balneário Camboriú o mercado é gigante, robusto e aquecido, porque tem muita construtora. Por isso, para nós também é interessante participarmos desse mercado”, avalia Braulio B. Alberti, supervisor comercial da marca, que é da cidade gaúcha de Tapejara.

A empresa está expondo diversos produtos, como painel ripado, rodapé, acabamentos e porta-sanfonada, apresentando lançamentos em cores. “Embora muitos arquitetos e engenheiros conheçam os produtos, eles estão aproveitando a feira para visualizá-los instalados”, avalia. “O nosso estande está chamando bastante atenção e acredito que vamos ter bons negócios por estar participando”, projeta Alberti.

 

Feira traz conteúdo para atualização profissional

A Construsul BC oferece 30 horas de conteúdo em atividades paralelas à feira. Palestras, seminários e workshops têm como objetivo proporcionar atualização profissional e debater temas relevantes para o futuro do setor. Entre elas, o principal evento de conhecimento da Construção Civil, o Thomorrow, aborda as tendências para a indústria. Realizado pela Thórus, a atividade iniciou neste primeiro dia de feira e segue até amanhã (24), com palestras exclusivas conduzidas por profissionais renomados do mercado brasileiro.

Já na quinta-feira (25), a Construsul BC oferecerá diversas palestras gratuitas e abertas ao público. Temas como “Inovações para Construção Civil através de Importações Mundiais”, “A solução arquitetônica e de engenharia do edifício mais alto de Itapema” e “Empreenda com Grafeno na Construção Civil” estão entre os assuntos abordados. A programação completa pode ser conferida no site oficial da feira: www.feiraconstrusulbc.com.br/eventos-paralelos

Carro por assinatura custa até R$ 30 mil a menos que financiamento para motoristas de App

Para trabalhar como motorista de aplicativo não basta ter qualquer carro, pois o veículo precisa atender às especificações da empresa gestora do app. E a melhor forma de se manter dentro dos padrões exigidos não é por meio de compra, e sim através da locação de automóveis. Segundo simulação da Carflip, que acaba de lançar um produto voltado a este segmento, o Carflip Driver, o aluguel por assinatura pode custar até R$ 30 mil a menos do que o financiamento.

A simulação comparativa entre Locação e Compra por financiamento considera um Volkswagen Voyage, com motor 1.0, fabricado em 2023, 20 mil Km rodados, no valor de R$ 60.390. No cenário de compra, foi considerado o prazo de 24 meses com 30% de entrada (R$ 18.110,70) e parcelas mensais de R$ 2.241,59.

Colocando no papel os gastos com IPVA, seguro, manutenção, depreciação, entre outros, após dois anos, o proprietário teria gasto R$ 116.632,14. No final do período de dois anos, com o financiamento quitado, o veículo poderia ser vendido por aproximadamente R$ 47.281 (considerando a depreciação do período), ou seja, mesmo com a venda do veículo ao final de 24 meses quem opta pela compra financiada acaba gastando R$ 69.341,14 para ter e manter o veículo.

Na locação, para começar, é necessária uma entrada bem menor de R$ 3.018,45 e o motorista assume parcelas mensais de R$ 2.152,88. No entanto, o motorista fica livre do IPVA, do seguro, da manutenção e não existe depreciação já que todos estes serviços e custos estão na parcela de locação. O dinheiro da diferença do valor de entrada pode ser aplicado em algum investimento como poupança ou CDB. Ao final dos dois anos, caso haja interesse em adquirir o veículo, o sistema de CashBack proporciona um desconto de 25% – neste caso, R$ 13.671,89. Ou seja, no fim a economia é de R$ 28.938,43, em comparação com a compra financiada (simulação detalhada no final do texto).

“O custo mensal que o financiamento acaba gerando é tão grande que consome boa parte dos ganhos obtidos com o trabalho diário, pois a responsabilidade é toda do proprietário. Na locação, esses custos e dores de cabeça são de responsabilidade da locadora e já estão embutidos no valor. Assim, quem trabalha dirigindo fica com mais dinheiro no bolso mensalmente”, afirma J.R. Caporal, CEO da Carflip.

De acordo com a empresa, os carros disponíveis no sistema do Carflip Driver podem ser 0 km ou ter até dois anos de uso com no máximo 25 mil km rodados. Os planos permitem contratos de locação entre 12 e 36 meses e franquia de 6 mil km/mês com todos os serviços inclusos.

“Praticidade e custo menor são dois grandes atrativos do Carflip Driver. É tão vantajoso que acreditamos que o produto terá boa aceitação dentro do segmento, ainda mais nesse momento em que a economia parece estar em processo de reaquecimento”, diz Caporal.

Carro por assinatura custa até R$ 30 mil a menos que financiamento para motoristas de App

Para trabalhar como motorista de aplicativo não basta ter qualquer carro, pois o veículo precisa atender às especificações da empresa gestora do app. E a melhor forma de se manter dentro dos padrões exigidos não é por meio de compra, e sim através da locação de automóveis. Segundo simulação da Carflip, que acaba de lançar um produto voltado a este segmento, o Carflip Driver, o aluguel por assinatura pode custar até R$ 30 mil a menos do que o financiamento.

A simulação comparativa entre Locação e Compra por financiamento considera um Volkswagen Voyage, com motor 1.0, fabricado em 2023, 20 mil Km rodados, no valor de R$ 60.390. No cenário de compra, foi considerado o prazo de 24 meses com 30% de entrada (R$ 18.110,70) e parcelas mensais de R$ 2.241,59.

Colocando no papel os gastos com IPVA, seguro, manutenção, depreciação, entre outros, após dois anos, o proprietário teria gasto R$ 116.632,14. No final do período de dois anos, com o financiamento quitado, o veículo poderia ser vendido por aproximadamente R$ 47.281 (considerando a depreciação do período), ou seja, mesmo com a venda do veículo ao final de 24 meses quem opta pela compra financiada acaba gastando R$ 69.341,14 para ter e manter o veículo.

Na locação, para começar, é necessária uma entrada bem menor de R$ 3.018,45 e o motorista assume parcelas mensais de R$ 2.152,88. No entanto, o motorista fica livre do IPVA, do seguro, da manutenção e não existe depreciação já que todos estes serviços e custos estão na parcela de locação. O dinheiro da diferença do valor de entrada pode ser aplicado em algum investimento como poupança ou CDB. Ao final dos dois anos, caso haja interesse em adquirir o veículo, o sistema de CashBack proporciona um desconto de 25% – neste caso, R$ 13.671,89. Ou seja, no fim a economia é de R$ 28.938,43, em comparação com a compra financiada (simulação detalhada no final do texto).

“O custo mensal que o financiamento acaba gerando é tão grande que consome boa parte dos ganhos obtidos com o trabalho diário, pois a responsabilidade é toda do proprietário. Na locação, esses custos e dores de cabeça são de responsabilidade da locadora e já estão embutidos no valor. Assim, quem trabalha dirigindo fica com mais dinheiro no bolso mensalmente”, afirma J.R. Caporal, CEO da Carflip.

De acordo com a empresa, os carros disponíveis no sistema do Carflip Driver podem ser 0 km ou ter até dois anos de uso com no máximo 25 mil km rodados. Os planos permitem contratos de locação entre 12 e 36 meses e franquia de 6 mil km/mês com todos os serviços inclusos.
“Praticidade e custo menor são dois grandes atrativos do Carflip Driver. É tão vantajoso que acreditamos que o produto terá boa aceitação dentro do segmento, ainda mais nesse momento em que a economia parece estar em processo de reaquecimento”, diz Caporal.

Carro por assinatura custa até R$ 30 mil a menos que financiamento para motoristas de App

Para trabalhar como motorista de aplicativo não basta ter qualquer carro, pois o veículo precisa atender às especificações da empresa gestora do app. E a melhor forma de se manter dentro dos padrões exigidos não é por meio de compra, e sim através da locação de automóveis. Segundo simulação da Carflip, que acaba de lançar um produto voltado a este segmento, o Carflip Driver, o aluguel por assinatura pode custar até R$ 30 mil a menos do que o financiamento.

A simulação comparativa entre Locação e Compra por financiamento considera um Volkswagen Voyage, com motor 1.0, fabricado em 2023, 20 mil Km rodados, no valor de R$ 60.390. No cenário de compra, foi considerado o prazo de 24 meses com 30% de entrada (R$ 18.110,70) e parcelas mensais de R$ 2.241,59.

Colocando no papel os gastos com IPVA, seguro, manutenção, depreciação, entre outros, após dois anos, o proprietário teria gasto R$ 116.632,14. No final do período de dois anos, com o financiamento quitado, o veículo poderia ser vendido por aproximadamente R$ 47.281 (considerando a depreciação do período), ou seja, mesmo com a venda do veículo ao final de 24 meses quem opta pela compra financiada acaba gastando R$ 69.341,14 para ter e manter o veículo.

Na locação, para começar, é necessária uma entrada bem menor de R$ 3.018,45 e o motorista assume parcelas mensais de R$ 2.152,88. No entanto, o motorista fica livre do IPVA, do seguro, da manutenção e não existe depreciação já que todos estes serviços e custos estão na parcela de locação. O dinheiro da diferença do valor de entrada pode ser aplicado em algum investimento como poupança ou CDB. Ao final dos dois anos, caso haja interesse em adquirir o veículo, o sistema de CashBack proporciona um desconto de 25% – neste caso, R$ 13.671,89. Ou seja, no fim a economia é de R$ 28.938,43, em comparação com a compra financiada (simulação detalhada no final do texto).

“O custo mensal que o financiamento acaba gerando é tão grande que consome boa parte dos ganhos obtidos com o trabalho diário, pois a responsabilidade é toda do proprietário. Na locação, esses custos e dores de cabeça são de responsabilidade da locadora e já estão embutidos no valor. Assim, quem trabalha dirigindo fica com mais dinheiro no bolso mensalmente”, afirma J.R. Caporal, CEO da Carflip.

De acordo com a empresa, os carros disponíveis no sistema do Carflip Driver podem ser 0 km ou ter até dois anos de uso com no máximo 25 mil km rodados. Os planos permitem contratos de locação entre 12 e 36 meses e franquia de 6 mil km/mês com todos os serviços inclusos.
“Praticidade e custo menor são dois grandes atrativos do Carflip Driver. É tão vantajoso que acreditamos que o produto terá boa aceitação dentro do segmento, ainda mais nesse momento em que a economia parece estar em processo de reaquecimento”, diz Caporal.

CRECI Imobi Experience faz imersão no universo imobiliário com 15 palestras gratuitas em BC

Uma imersão completa no universo imobiliário, com 15 palestras gratuitas realizadas por nomes de destaque no mercado local e nacional. Assim será o CRECI Imobi Experience, que o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina realiza nos próximos dias 29 e 30, no Ocean Place - Centro de Eventos, em Balneário Camboriú. O objetivo é compartilhar um conteúdo rico em experiências estratégicas e comprovadamente positivas para uma jornada de sucesso dos profissionais da área. 

Na segunda-feira (29), o credenciamento para o evento inicia às 19h. Na primeira palestra, às 19h30, o especialista Rafael Landa, aborda o tema "Dez práticas de marketing imobiliário mundial 360º”. Em seguida, Patricia Fernandes, gerente de Marketing da FG Empreendimentos, fecha a noite com "Tendências para o varejo: a experiência do cliente é o futuro das vendas".

Na terça-feira (30), o credenciamento inicia às 8h30. Às 9h, o assessor do CRECI/SC, Alcides Andrade, traz informações valiosas sobre o que há de novo em lançamentos e corretagem. Em seguida, Wagner Bonato, primeiro brasileiro a entrar na lista dos 50 líderes mais influentes do mundo na indústria imobiliária, fala sobre "Ser campeão de vendas não é acaso, é decisão”.

"Venda o que ninguém consegue vender” vem na sequência, com Edgar Ueda, fundador da Neximob, empresa que em apenas poucos meses se tornou a maior licenciadora de Inteligência Imobiliária do país. O palestrante é considerado um “Smart Money Maker” do mercado imobiliário. Já Murilo Gaspar, especialista em técnicas comerciais, gestão de pessoas e planejamento estratégico, responde a questão: "Como vender para investidores?"

CRECI DELAS

A parte da tarde é dedicada totalmente a palestras de mulheres, com credenciamento a partir das 13h30. Às 14h, o tema "Quem somos nós e qual é o nosso lugar?” será apresentado pela psicóloga e coach Janessa Testoni. Após, o painel “Vivências de sucesso” reúne as corretoras de imóveis e empreendedoras Lúcia Angélica Sgarabotto, Libera Leduc e Vivi Mondardo. Outro painel, “Rumo ao topo”, traz as corretoras de imóveis Karina Smaniotto e Marcele Machado. 

A palestra seguinte, sobre "Carreira e saúde mental", fica a cargo da médica Letícia Porciúncula. Para encerrar, a escritora best-seller e mentora Chai Carioni, que no ano passado reuniu mais de 500 pessoas em outro evento do CRECI/SC em Balneário Camboriú, traz dicas para a formação da "Liderança 4.0”. As atividades terão ainda a participação da diretora da Mulher do CRECI/SC, Juliethe Nitz.

FIESC anuncia os cinco homenageados da Ordem do Mérito Industrial 2024

Os industriais Assis Strasser, da GTS do Brasil, Francisco Graciola, da FG Empreendimentos, Heinz Engel, do Conselho de Acordantes Condor, Henrique Deiss, da Têxtil Oeste, e Vera Olivo, da La Moda, serão homenageados com a Ordem do Mérito Industrial em 2024. Os nomes foram aprovados nesta sexta-feira, dia 19, durante a reunião de diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

A condecoração é a mais alta honraria do setor industrial e reconhece fundadores ou executivos de indústrias que são referência para Santa Catarina. O presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar, afirmou que os homenageados também se destacam nas comunidades em que estão inseridos. “São referência não apenas pela relevância econômica, mas pelo ativismo junto à comunidade, contribuindo para o desenvolvimento social do estado”, frisou. 

A entrega das homenagens ocorre no dia 21 de junho em evento exclusivo para convidados, na sede da FIESC, em Florianópolis, quando também será condecorado o industrial Leonardo Fausto Zipf, presidente da Duas Rodas Industrial, de Jaraguá do Sul, com a Ordem do Mérito Industrial Nacional, concedia pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os nomes são indicados pelas vice-presidências regionais da FIESC e pelos sindicatos industriais e selecionados pelo Conselho da Ordem do Mérito, presidido pelo chanceler Edvaldo Ângelo, industrial e diretor 1º secretário da entidade. 

Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

Setor industrial é responsável pelo consumo de 41% de toda a energia produzida no País
Segundo um estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor industrial é responsável pelo consumo de 41% de toda a energia produzida no País. O que muitos não sabem é que os equipamentos presentes no dia a dia das instalações fabris, como motores, bombas e compressores, têm um impacto significativo nesta demanda de energia. Dessa forma, investimentos em eficiência energética se tornam cruciais para frear o consumo e estimular a competitividade de mercado.
"A falta de manutenção, o uso inadequado dos aparelhos, equipamentos obsoletos, o desligamento incorreto e a iluminação ineficiente são as principais causas do desperdício de energia nestes locais", explica Pricyla Weber Imaral, promotora da Reymaster, distribuidora de materiais elétricos com sede em Curitiba e unidade em Joinville.
Segundo a especialista, apostar em sistemas de controle e substituir equipamentos antigos por modelos mais eficientes pode auxiliar na gestão energética. "Investir em automação pode ser uma estratégia eficiente para alcançar a eficiência energética nas indústrias. Estudos mostram que processos relacionados à Indústria 4.0 podem diminuir o consumo de energia entre 10% e 20%", explica Imaral.
Contudo, nem sempre é fácil implementar medidas energéticas eficientes, pois as empresas enfrentam desafios como alto custo, retorno do investimento, resistência cultural e ainda a falta de conhecimento técnico.
“As empresas precisam entender que, além dos benefícios financeiros, investir em soluções energéticas melhora a imagem corporativa. Ao se comprometerem com o gerenciamento responsável desses recursos, as empresas ainda reduzem os riscos regulatórios alinhados com as tendências de mercado, como a agenda ESG que reúne recomendações de práticas e comportamentos voltados a três pilares: ambiental, social e governança corporativa", afirma Pricyla Weber Imaral.
 A luminária Green Perform Highbay, é um exemplo de solução para iluminação de armazéns e indústrias
Com foco na sustentabilidade, esse conceito tem se tornado uma pauta comum no mercado e tende a se fortalecer cada vez mais, acompanhando as demandas do público, as alterações nos hábitos de consumo e as inovações no universo empresarial. Por isso, as marcas buscam implementar ações mais sustentáveis em suas operações. Isso pode trazer benefícios financeiros, competitivos e organizacionais, e, além disso, a natureza agradece.
Diante desse cenário, a especialista cita três formas para as empresas economizarem energia de forma eficiente:
1.EFICIÊNCIA DOS MOTORES PODEM REDUZIR A CONTA EM ATÉ 50%
Pode não parecer, mas na indústria, o que mais consome energia são os motores. O maquinário pesado é um dos principais fatores de consumo energético, pois depende principalmente de motores elétricos, que precisam de uma grande quantidade de energia para funcionar, especialmente durante a partida e a parada do equipamento.
Para auxiliar nesses momentos críticos, os inversores de frequência desempenham um papel fundamental. Eles são importantes para as máquinas, pois reduzem o pico da corrente de partida, evitando desgaste mecânico do motor e aumentando sua vida útil. Segundo a promotora da Reymaster, em aplicações como bombas, ventiladores e exaustores, é possível alcançar uma economia de energia de até 50%, dependendo do perfil de consumo.
Além disso, os inversores fotovoltaicos têm evoluído bastante com as novas tecnologias de conectividade, proporcionando maior eficiência e controle remoto. A promotora conta que, ao implementarem a tecnologia, as empresas chegaram a reduzir o consumo de energia em 20% e os custos de manutenção em 30%.
Ainda para reverter o alto consumo, muitas fábricas estão apostando no Centro de Controle de Motores Inteligentes (CCM). Esses painéis são conectados a qualquer equipamento que consuma energia elétrica, promovendo o uso racional e sustentável dos recursos naturais, permitindo, assim, que a indústria economize.
2.DISJUNTORES CONECTADOS EVITAM PARADAS INESPERADAS
Para prevenir sobrecargas no sistema elétrico e evitar apagões - e consequentemente parada da produção e até mesmo problemas maiores -, o disjuntor, um interruptor elétrico, também é um aliado para a economia de energia. Projetado para proteger circuitos elétricos contra danos causados por falhas na alimentação elétrica, essa medida garante a segurança das instalações. O disjuntor desliga automaticamente a energia em situações de risco, como curtos-circuitos e sobrecargas.
Atualmente, existem no mercado dos disjuntores conectados, que são alinhados ao conceito iOT. “A conectividade em disjuntores permite monitoramento remoto, detecção de falhas, manutenção preditiva e maior controle sobre o sistema elétrico, resultando em eficiência, produtividade e redução de custos. Além disso, pode ajudar a prevenir acidentes e incidentes, enviando alertas em caso de falhas ou problemas nos disjuntores“, diz a promotora.
Ainda segundo ela, atualmente, os disjuntores 3VA2 da Siemens com conectividade nativa são uma tendência forte no mercado de automação industrial, permitindo a coleta e análise de dados em tempo real para identificar problemas potenciais, otimizar a manutenção e reduzir o consumo de energia.
1. ILUMINAÇÃO EM LED E CONECTADA É A TENDÊNCIA
O mercado de luminotécnica nacional é impulsionado pela necessidade de redução no consumo e no valor da conta de energia elétrica. "Projetos luminotécnicos personalizados têm o potencial de aumentar a eficiência energética dos estabelecimentos, proporcionando economia de energia. Um exemplo disso é a utilização de luminárias com LED integrado, que se tornou a principal tecnologia em empresas de todos os segmentos, gerando uma economia de mais de 50% no consumo", conta a especialista da Reymaster Materiais Elétricos.
Apostar em produtos com sensor de presença, onde a luz é acionada apenas quando há movimento nos espaços, é uma boa maneira de economizar energia. Investir em automação seria outra alternativa para a eficiência energética. Por meio de dispositivos móveis ou controles de voz, a iluminação automatizada permite apagar, acender e regular a intensidade das luzes dos cômodos conforme a necessidade, gerando menores custos na conta de energia.
"Atualmente existem no mercado luminárias conectadas em nuvem, que podem ser desligadas por meio de um clique em um dispositivo móvel, como o celular. Uma gestão simples e muito eficaz", conclui Pricyla Weber Imaral.
Mais informações: https://reymaster.com.br/
Comitiva formada por empresários brasileiros presente na Auto China 2024, o maior Salão do Automóvel do mundo

No próximo dia 24 de abril, uma comitiva brasileira formada por empresários do setor automotivo desembarca em Pequim, na China, para uma visita ao Auto China 2024, considerado o maior Salão do Automóvel do Mundo. O grupo também será recebido pelas principais autoridades do setor automotivo chinês e fará reuniões com líderes de empresas e fábricas de destaque no país. O foco da viagem é a troca de experiências em temas ligados à segurança, inovação, energia e mobilidade desenvolvida no segmento. A comitiva regressa ao Brasil em 29 de abril.
“A China está a passos largos de assumir o protagonismo na indústria automotiva mundial. Trata-se de um fenômeno impressionante sua busca por tecnologia em tão pouco tempo, o que já a tornou protagonista nos veículos elétricos, com grande empenho e competência técnica, além de muita estratégia. É fundamental nós brasileiros observarmos de perto e aprendermos como esse processo está acontecendo para aplicarmos em nosso país”, destaca Rogério Garrubbo, membro do conselho diretivo de Inovação e Tecnologia da Concept Be Safe, um dos 12 integrantes da comitiva brasileira.
Integram a comitiva brasileira nomes como Paulo Miguel Jr, vice-presidente da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla); André Vieira, CEO da Solution4Fleet Santander; Rodrigo Contin, CEO da Hi-tech Blindagens; Enrico Barci, Co CEO da Credit Carbon; Elpídio Neto, CEO da DNS; Adriano Rufino, CEO Ideia5 e diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE); Marcelo Bauer, CEO Banco Alfa; Rodnei Souza e Ana Renata, representantes da Cox Automotive; e Marta Miguel, da PLM.
“A comitiva multifacetada é essencial para diferentes olhares do mesmo setor, de modo que possamos nos integrar a esse processo de transformação automotiva que temos vivenciado, desde o estabelecimento de conceitos, passando pela produção de projetos até chegarmos a fabricação de automóveis elétricos”, diz Garrubbo.
A Auto China 2024 acontece a cada dois anos e a edição de 2024, a ser realizada entre 25 de abril e 4 de maio, traz o tema “Direção para uma mobilidade inteligente”. A expectativa é que o evento atraia mais de meio milhão de visitantes, para acompanhar o que há de mais novo no setor automotivo, incluindo os novos veículos e novas tecnologias relacionadas à conectividade, mobilidade autônoma, componentes, peças e acessórios, energia, além de equipamentos de segurança.

 

COFEM pede debate e transparência na renovação da concessão da 101 Norte

Em reunião nesta segunda-feira, dia 22, o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) debateu a renovação da concessão do trecho norte da BR-101 e os gargalos no setor portuário catarinense. O encontro foi realizado na sede da Federação dos Transportes (FETRANCESC), em Florianópolis.

Os presidentes das entidades integrantes do COFEM deliberaram por encaminhar ao Ministério do Transportes e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um pedido de informações sobre a modelagem que está sendo proposta para a renovação da concessão da BR-101 Norte, hoje sob responsabilidade da Arteris, considerando a fala do ministro Renan Filho, em visita ao estado na semana passada. 

O setor empresarial quer participar da discussão, para que as demandas do setor produtivo e da sociedade catarinense sejam atendidas, pois considera que o debate deve ser amplo e transparente. Por isso, o COFEM discutiu a necessidade de definir de forma técnica e fundamentada quais obras serão necessárias para que a rodovia possa atender ao crescimento previsto na demanda.

As entidades integrantes do COFEM também voltaram a manifestar preocupação com a situação dos portos catarinenses, especialmente com a situação de Itajaí, que há mais de um ano praticamente não movimenta contêineres. Neste sentido, vão enviar ofício ao coordenador e do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado Valdir Cobalchini, reforçando a necessidade de mobilização de SC para um aumento do efetivo do MAPA e Vigiagro para atuação no estado, bem como a atenção em relação à disponibilização, pelo governo federal, de recursos necessários para a dragagem do complexo portuário de Itajaí. 

Segurança - Durante o encontro, o delegado geral da Polícia Civil de SC, Ulisses Gabriel, apresentou um panorama da segurança pública no estado e também o planejamento do órgão para os próximos anos. Entre as inovações apresentadas estão a implantação do sistema de alerta de cargas roubadas além de uma ferramenta de alerta contra golpes e estelionatos, especialmente os virtuais. Ele também salientou as medidas tomadas para otimização de recursos, que economizaram R$ 17,4 milhões aos cofres públicos em 2023. 

Gabriel destacou a recuperação de R$ 1 bilhão em valores bloqueados de organizações criminosas em SC e mais R$ 12 milhões de impostos restituídos para os cofres do estado.

A pauta da reunião trouxe ainda o debate sobre o Projeto de Lei 0290/2023, que trata da padronização de possíveis formas de compensação ambiental para autuados, de forma a tornar a penalização impessoal e favorecer a isonomia.

Outro tema discutido foi o PL 0006/24, que trata da obrigatoriedade de disponibilizar postos de coleta de óleo de cozinha por empresas que comercializam mais de 100 litros, visto com ressalvas pelas entidades empresariais. Também foi discutido o PL 0007/24, que trata da Restrição de tráfego de caminhões com produtos perigosos na Serra Dona Francisca. 

O COFEM é composto pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.

Expectativa de gasto médio para o Dia das Mães sobe 13% em relação ao ano anterior

O Dia das Mães é a segunda data comemorativa mais importante para a economia catarinense, depois do Natal, pois, além de provocar incremento nas vendas, estimula a movimentação econômica de praticamente todos os segmentos do comércio.

Em razão disso, a Fecomércio SC realizou uma pesquisa para conhecer o perfil do consumidor desta data, buscando preparar o empresário do setor com informações relevantes para um melhor aproveitamento do movimento.

Otimismo
A pesquisa indica otimismo entre os consumidores catarinenses para o Dia das Mães de 2024. A expectativa de gasto médio cresceu 13% frente ao ano anterior e está estimada em R$ 239. Este é o quarto avanço consecutivo e, em termos nominais, é a maior intenção de gastos para o Dia das Mães da série. Em termos reais, a intenção média de gasto em 2024 é 8% superior a de 2024.

A situação financeira melhorou. O percentual daqueles que consideram estar em uma situação pior diminuiu em 5,1 pontos percentuais, totalizando 15,9% dos entrevistados. Por outro lado, aqueles que acreditam que sua situação financeira melhorou aumentaram em 4,4 p.p, representando 39,8% dos entrevistados. Além disso, houve um aumento de 1,6 pontos percentuais naqueles que consideram que sua situação permanece igual, representando a maioria dos
entrevistados (43,6%).

A pesquisa mostra também que o planejamento do consumidor em relação aos recursos financeiros que utilizará para realizar as compras não se alterou significativamente de 2022 para 2023. A maior parte utilizará recursos oriundos da renda mensal para realizar as compras (51,8%). Em segundo lugar, aparecem os que utilizarão alguma forma de crédito como os carnês e/ou o próprio cartão de crédito (28,1%), seguido dos que realizaram reserva prévia para a compra do presente da mãe (11,2%).

A pesquisa constatou que o comércio de rua permanece sendo opção preferida da maioria dos catarinenses, 49,6%, para realizar as compras para a data. A segunda opção foi os Shoppings Centers (22%), seguido das compras pela internet (17,7%). A maioria dos consumidores (50,1%) indicou que suas compras devem ficar concentradas na semana da data comemorativa, enquanto 17,4% planejam realizar as compras na véspera do evento.

O pagamento das compras será predominantemente à vista em (86,7%), com destaque para a elevação do pagamento em PIX, que alcançou 21,2%. O tipo de pagamento mais citado pelos entrevistados passou a ser à vista, no cartão de débito (28%), seguido do pagamento à vista, em dinheiro (22,6%). Já os que parcelarão as compras, preferem usar o cartão de crédito (10,8%). Além disso, 77% dos consumidores irão realizar pesquisa de preço.

Os consumidores devem prezar pelo preço (27,3%), a qualidade do produto (22,3%) e atendimento (20,9%) na hora de decidir o local da compra, a qual será majoritariamente em artigo de vestuário (30,5%), perfumes/cosméticos (23,1%) e calçados/bolsas (15,1%). Além disso, há outras oportunidades para o comércio, devido ao percentual de entrevistados que estão indecisos em relação: ao presente que comprarão (5,3%); se levarão ou não a mãe para algum passeio (4,1%).

Por fim, os resultados fornecem uma base sólida para os comerciantes desenvolverem estratégias que não apenas atendam, mas também antecipem e superem as demandas dos consumidores durante esta data comemorativa tão significativa.

Confira mais detalhes de alguns dados da pesquisa

​Valor médio

 Após uma queda significativa de 18,4% em 2020, a intenção média de gastos dos consumidores tem aumentado consistentemente nos últimos quatro anos. Em 2024, os consumidores catarinenses planejam gastar, em média, R$ 239, representando um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Em termos nominais, esse valor marca a maior intenção de gastos para o Dia das Mães registrada até então. Ao se considerar a inflação acumulada, o ticket médio de 2024 é 8% superior ao de 2023.

​Filhos x Filhas

Em relação ao gasto médio dos consumidores, destaca-se uma diferença entre os filhos e as filhas na intenção de compra para os dias das mães. Os dados revelam que os homens planejam gastar um pouco mais, com uma média de R$ 286,51, enquanto as mulheres indicaram uma intenção de gasto médio de R$ 210,54.

Intenção de gastos nas cidades pesquisadas 
As intenções de gastos mais elevadas foram registradas em Itajaí, com R$ 340, seguido por Chapecó, com R$ 259, Lages, com R$ 248, e Blumenau, com R$ 242. Por outro lado, as intenções mais baixas, estando abaixo da média catarinense, foram observadas em Florianópolis, com R$ 205, Criciúma, com R$ 193 e em Joinville, com R$ 186.

Situação financeira
No geral, houve uma melhoria na percepção da situação financeira. O percentual daqueles que consideram estar em uma situação pior diminuiu em 5,1 pontos percentuais, totalizando 15,9% dos entrevistados. Por outro lado, aqueles que acreditam que sua situação financeira melhorou aumentaram em 4,4 p.p, representando 39,8% dos entrevistados. 

Além disso, houve um aumento de 1,6 p.p. entre aqueles que consideram que sua situação permanece igual, representando a maioria dos entrevistados (43,6%). Desde 2020, tem sido observado um crescimento na percepção de melhoria da situação financeira entre os entrevistados, ao passo que a percepção de piora tem diminuído. Isso
sugere uma possível recuperação da confiança dos consumidores em sua estabilidade financeira

Data das compras
Para averiguar a realização da demanda em termos temporais, também foi perguntado aos entrevistados quando pretendiam realizar as compras do Dia das Mães. De acordo com os entrevistados, a maioria, representando 50,1%, planeja comprar os presentes durante a semana da data comemorativa. Enquanto isso, 17,4% têm a intenção de fazer as compras na véspera do evento, 15,6% até duas semanas antes, e 6,1% planejam antecipar suas compras com mais de duas semanas de antecedência. Aqueles que planejam comprar exatamente na data representam 5,7% do total.

Meio de pagamento
O padrão de pagamento escolhido pelos consumidores este ano assemelha-se bastante ao observado no Dia das Mães do ano anterior. Aqueles que planejam pagar com sua própria renda mensal representam 51,8% do total, o que indica um aumento de 0,7 p.p. em relação ao ano anterior. Enquanto isso, 28,1% dos consumidores optará por utilizar crédito, sejam na forma de cartões, carnês, cheques ou outras modalidades, refletindo um aumento de 1,1 p.p. em comparação ao ano passado. Uma parcela menor, equivalente a 11,2% dos entrevistados, reservou dinheiro para
gastar na data, indicando uma queda de 3,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior

Desde 2018, tem prevalecido a preferência pelo pagamento à vista nas compras. De 2023 para 2024, esse indicador registrou um aumento significativo de 7,7 pontos percentuais, representando agora 86,7% dos entrevistados. Por outro lado, o percentual daqueles que pretendem pagar parcelado apresentou uma queda de 4,4 pontos percentuais, totalizando agora 12% dos entrevistados.

No que diz respeito ao pagamento à vista, o cartão de débito foi a escolha de 28% dos entrevistados, representando um aumento de 7,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Enquanto isso, o pagamento à vista, em dinheiro é a segunda opção preferida por 22,6% dos consumidores, indicando uma queda significativa de 15,1 pontos percentuais em comparação ao Dia das Mães do ano passado, evidenciando a redução do uso de dinheiro em espécie para as compras. Por outro lado, o uso do PIX registrou um aumento expressivo de 11,3 pontos percentuais, sendo a escolha de pagamento de 21,2% dos consumidores.

Ações do Comércio
Para os empresários, é de suma importância compreender quais estratégias de vendas serão valorizadas pelos consumidores catarinenses nesta data comemorativa. Entender as preferências e expectativas dos consumidores permite aos empresários ajustar suas estratégias de marketing e oferecer produtos e serviços que atendam às demandas específicas do mercado, aumentando assim suas chances de sucesso durante o período do Dia das Mães.
Para 27,3% dos consumidores, o preço é o principal atributo que determinará a escolha do estabelecimento para efetuar a compra, seguido de perto pela qualidade do produto, escolhida por 22,3% dos consumidores, e pelo atendimento, citado por 20,9%.

Em comparação com o ano anterior, o atendimento ocupava a segunda posição no ranking, enquanto a qualidade do produto estava em terceiro lugar. Portanto, este ano destaca-se a qualidade do produto como um diferencial importante em que os comerciantes devem estar atentos para atender à demanda dos consumidores. Outras ações relevantes neste ano são as promoções (16,6%), cuja percepção de importância cresceu 3,3 pontos percentuais, a variedade das marcas (4,7%) e a experiência do cliente com o estabelecimento (2,7%).

Entidades querem restringir a importação de leite

Mobilização contra o aumento do volume de importação de leite subsidiado, principalmente da Argentina, está sendo estimulada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc).

O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, diz que os transtornos que a cadeia produtiva do leite tem enfrentado – estiagens, enchentes e excesso de importação – recomendam a formulação de uma nova política pública para o desenvolvimento do setor, priorizando a matéria-prima local e o trabalho dos produtores brasileiros.

Nesse sentido, “é muito importante que cada Estado tome uma iniciativa para reduzir a compra do leite de outros países em uma atuação coordenada do setor em todo País”. Alguns Estados elevaram a alíquota de 0% para 12% aos importadores de leite em pó e de 2% para 18% na venda de produto fracionado. Em  outros, os lácteos importados foram excluídos da cesta básica, com aumento de ICMS sobre o leite importado.

Pedrozo informa que a CNA está elaborando um estudo para a aplicação de direitos antidumping à Argentina, com o objetivo de proteger o setor lácteo nacional. O dirigente lembra  que a excessiva importação de leite iniciada no primeiro semestre do ano passado achatou a remuneração do produtor nacional, impactando negativamente a competividade do pequeno e médio produtor de leite. As importações brasileiras de lácteos da Argentina e do Uruguai, em 2023, praticamente dobraram.

O presidente observa que grande parte dos produtores rurais atua na área de lácteos e que a crise no setor derruba a renda das famílias rurais. A forte presença de leite importado no mercado brasileiro provocou queda geral de preços, anulando a rentabilidade dos criadores de gado leiteiro.

            Pedrozo defende um debate do setor produtivo com o Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar para a definição de medidas de fortalecimento da pecuária leiteira no País com foco no aumento da produção e no fortalecimento do pequeno e do médio produtor de leite. Dessa forma será possível estimular, simultaneamente, a produção e o consumo, abrangendo a redução da tributação, combate às fraudes, criação de mercado futuro para as principais commodities lácteas, manutenção de medidas antidumping e consolidação da tarifa externa comum em 35% para leite em pó e queijo, além da utilização de leite e derivados de origem nacional em programas sociais.

            “Não podemos deixar nenhum produtor desamparado, por isso a mobilização das  Federações estaduais de agricultura e união de todo o setor são fundamentais para mudar o cenário de baixos preços pagos pelo litro de leite e altos custos de produção”, defende.

Pedrozo alerta que a crise na cadeia do leite afeta diretamente a agricultura familiar, levando milhares de produtores a abandonar a atividade, que já registra forte concentração da produção em Santa Catarina. “Talvez uma das soluções seja regular a importação, criando gatilhos e barreiras para que seu exagero não destrua as cadeias produtivas organizadas existentes”, sugere.

Comércio Brasil-EUA alcança US$ 18,8 bilhões, com recorde de exportações brasileiras

A mais recente edição do Monitor do Comércio Brasil-EUA da Amcham Brasil indica o crescimento das trocas de bens entre os dois países no primeiro trimestre de 2024, alcançando o valor de US 18,8 bilhões, segunda maior marca na série histórica do comércio bilateral.

 

Esse valor foi influenciado pelo recorde nas exportações brasileiras para os EUA tanto em valor como volume. O Brasil vendeu US$ 9,8 bilhões para o mercado norte-americano no período, um crescimento de 19,5% em valor e de 33,1% em quantidade. O aumento ocorreu de forma disseminada entre todos os setores, levando também ao recorde nas exportações brasileiras de US 7,3 bilhões de produtos industriais.


"O resultado positivo do comércio de bens entre Brasil e EUA neste início de ano reforça a importância da nossa parceria bilateral. O Brasil tem nos EUA um mercado prioritário e em expansão para os seus produtos, sobretudo de maior valor agregado. No ano que em que comemoramos 200 anos de relações diplomáticas, a expectativa da Amcham é de que o comércio bilateral continue a crescer, alcançando novos recordes em vários indicadores", destaca Abrão Neto, CEO da Amcham, entidade que representa 1/3 do PIB brasileiro.

 

Destaques do Monitor do Comércio Brasil-EUA:

  1. Intensificação do Comércio: A corrente de comércio entre o Brasil e os EUA alcançou US$ 18,8 bilhões, se aproximando do recorde de US$ 19 bilhões verificado no mesmo período de 2022.
  2. Exportações Recordes: O Brasil registrou aumento expressivo de 19,5% nas exportações para os EUA, superando o crescimento das vendas externas brasileiras para outros parceiros. Esse desempenho ressalta o papel dos EUA para a produção e venda de diversos setores, como indústria de transformação, indústria extrativa e agropecuária.
  3. Superávit: Pela primeira vez desde 2008, o Brasil obteve um superávit comercial com os EUA no primeiro trimestre do ano (US$ 855,6 milhões), refletindo o forte aumento das exportações brasileiras.
  4. Crescimento em Produtos-Chave: Houve aumento em valor e quantidade em 8 dos 10 principais produtos exportados para os EUA, como petróleo bruto, óleos combustíveis, café não torrado, aeronaves, suco de laranja, ferro gusa e equipamentos de engenharia civil – o que demonstra a diversidade da pauta exportadora brasileira.
  5. Importações: Apesar de uma queda geral nas importações, causada pela redução nas compras brasileiras de óleos combustíveis, houve aumento em 8 dos 10 principais produtos importados pelo Brasil dos EUA, como motores e máquinas não elétricos, polímeros de etileno (37,7%), petróleo bruto, aeronaves e instrumentos e aparelhos de medição, indicando áreas de crescente interdependência produtiva e comercial.

Expectativas para 2024

Para 2024, a Amcham projeta aumento no comércio bilateral, orientado pelo crescimento das exportações brasileiras e pela expectativa de expansão das economias e, consequente da demanda, em ambos o Brasil e os EUA.

O ano também marca os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. “Além de celebrar os resultados dessa longa e sólida trajetória de parceria, o bicentenário das relações Brasil-EUA oferece um contexto emblemático para lançar as bases de um novo ciclo para o aprofundamento da integração bilateral”, destaca Abrão Neto.


Missão para os EUA
A Amcham levará aos EUA uma delegação de cerca de 30 executivos em junho. A missão inclui a participação no SelectUSA 2024, em Maryland, programa de atração de investimentos e comércio do governo dos EUA, be como atividades de networking em Nova York, visando facilitar a internacionalização e expansão de negócios brasileiros nos Estados Unidos. Saiba mais, clicando aqui.


Monitor do Comércio 
A edição completa do Monitor do Comércio Brasil-EUA pode ser acessada gratuitamente em amcham܂com܂br/monitor. A publicação é editada trimestralmente pela Amcham e analisa o comportamento do comércio bilateral.
 

Consolidar carreiras no mercado de trabalho é desafio para pessoas com deficiência

Além de oportunizar acesso ao mercado de trabalho para pessoas com deficiência, o setor produtivo tem o desafio de oferecer um plano de carreira. Quem afirma isto é a jornalista Flavia Cintra, a primeira repórter de televisão cadeirante no Brasil. Ela participou nesta quinta-feira (18) do IncluTech, evento realizado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) que reuniu especialistas e lideranças para debater inclusão no mercado de trabalho. 

▶️ Assista o evento no YouTube da FIESC.  

A jornalista destacou que o trabalho é um meio de realizar sonhos e pessoas com deficiência estão cada vez mais qualificadas. “Temos universidades entregando para o mercado centenas de profissionais todos os anos. Mas cadê o protagonismo destas pessoas? Está na hora de fazer parte da mesa de decisão, é aí que vira a chave”, salientou Flavia, afirmando ainda que, sem as pessoas com deficiência na tomada de decisão, pessoas sem deficiência continuarão decidindo o que consideram ser melhor para as pessoas com deficiência.

“Quando a gente está fazendo junto, a gente acelera esse movimento e ele se reverte em lucro financeiro, institucional, em felicidade, que é o ativo mais buscado pelas empresas hoje. Equipes mas felizes, com qualidade de vida, entregam mais, são mais criativas e resolutivas e essa diversidade de pensamento é fundamental neste processo”, assegurou a jornalista.

Inclusão no mercado de trabalho

Incluir as pessoas com deficiência é uma questão legal, humana e ética, frisou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “Mas é também uma oportunidade para as organizações pois, cada vez mais, a diversidade é percebida como um diferencial na solução de temas críticos que as empresas e a sociedade enfrentam”, disse.

Por isso, o acesso ao mercado de trabalho é uma agenda central para a indústria. “O trabalho gera dignidade. Assim, além de criar as condições para que as pessoas com deficiência possam trabalhar, é necessário garantir que possam desenvolver suas competências e seu potencial”, lembrou Aguiar.

Experiência no Metaverso

O evento promovido pela FIESC ofereceu uma experiência imersiva no metaverso. Trata-se de uma reprodução virtual de ambiente real no qual é possível acessar conteúdos sobre o tema inclusão, interagir com outros participantes e “circular” por três pavilhões. Conheça a plataforma.  

No Pavilhão da Inclusão, o visitante tem experiências imersivas que procuram mostrar os desafios de pessoas com deficiências física, visual e auditiva e com Transtorno do Espectro Autista. No Pavilhão FIESC, estão expostas iniciativas inclusivas da FIESC e de empresas com produtos inovadores para a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade, na escola e no trabalho. 

O metaverso também tem uma área de convivência virtual, na qual os participantes podem falar por chat e emojis; ali também há carros elétricos e uma quadra esportiva com jogo de basquete.

Para acessar, basta criar um personagem (avatar) e entrar virtualmente no ambiente. É um acesso parecido com um jogo de videogame. No computador e no celular, usa-se o teclado para conduzir o próprio personagem pelo espaço. Quem participou do IncluTech presencialmente na FIESC também teve a oportunidade de navegar pelo ambiente imersivo com óculos especiais.

O evento contou ainda com a participação da presidente do Instituto Guga Kuerten, Alice Kuerten, e do CEO da ICOM Libras, Cid Torquato. General Motors, Grupo Empresarial Jorge Zanatta (Canguru e Imbralit), Intelbras e Aurora Coop apresentaram seus programas de inclusão. 

O encontro também reuniu representantes da Justiça e órgãos de controle, como o desembargador Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), e o desembargador Amarildo Carlos de Lima, presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 12ª Região.

Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

Fampesc e Sebrae lançam parceria para aumentar a competitividade empresarial

A Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedor Individual de Santa Catarina (Fampesc) e o Sebrae/SC acabam de lançar o Edital de Fomento às Ampes (EFAMPE 2024), com o objetivo de aportar recursos nas micro e pequenas empresas participantes dos núcleos setoriais ou associadas ao Sistema Fampesc. As inscrições foram abertas nesta terça-feira (16) e vão até 16 de junho.

A meta é aumentar a competitividade empresarial, por meio de três eixos:

Produtividade: desenvolvimento de ações que permitam o aumento da eficiência do processo produtivo das empresas.
Gestão empresarial: cursos ou consultorias nas áreas de gestão (estratégias, marketing e vendas, financeiro, processos e pessoas), visando potencializar os resultados das empresas.
Acesso ao mercado: visitas técnicas ou participação de feiras.

Para ter acesso ao EFAMPE, os empresários devem apresentar o seu pedido para a associação de sua cidade ou região. Após analisado, caso seja aprovado, a parceria da Fampesc com o Sebrae/SC garante um subsídio de 50% do valor total. A outra metade ainda pode ser parcelada. Todas as regras de funcionamento já estão nas associações do Sistema Fampesc.

“Esta é mais uma oportunidade que a Fampesc e o Sebrae oferecem para melhorar concretamente as atividades dos pequenos negócios, em benefício do segmento que mais gera emprego e desenvolvimento local e nacional”, enfatizou a presidente da Federação, Rosi Dedekind.

“O EFAMPE é uma maneira de fomentador muitas empresas, melhorado o ambiente empresarial, através da capacitação, gestão e o atendimento dos empresários, pois o fortalecimento do empresário acarretará em fortalecimento da sua empresa na cadeia produtiva, fomentando a geração de empregos e renda”, reforçou Luciano da Silva, Analista técnico do Sebrae e gestor do PNS - Programa de Núcleos Setoriais.

Itajaí Convention comemora 7 anos de atividades em evento especial no cinema do Itajaí Shopping

O desenvolvimento turístico está na mira dos principais investidores e entidades de Itajaí quando o assunto é o futuro da cidade. Pautas como a revitalização do Mercado Público Municipal, um novo modelo de gestão do Centreventos, a identidade da Marejada, o Projeto Orla e a destinação de parte do Imposto Sobre Serviço (ISS) para o desenvolvimento do setor são bandeiras que o Itajaí Convention & Visitors Bureau vem debatendo com a sociedade. 
 
Os temas foram novamente destaque no evento em comemoração aos 7 anos do Itajaí Convention, realizado na sala 1 do Arcoplex Cinemas do Itajaí Shopping no início da semana. “Precisamos continuamente debater e conversar com a comunidade sobre essas cinco pautas essenciais para o desenvolvimento do turismo da cidade.  É preciso estar mobilizado para este diálogo junto ao poder público”, enfatiza Ronaldo Jansson Junior, presidente da entidade.
 
O Itajaí Shopping é membro do Itajaí Convention & Visitors Bureau desde 2017. Para o superintendente do empreendimento, Michael Domingues, “não existe gastronomia, comércio ou serviço forte sem um turismo forte.” E ainda complementa, “é incrível quando encontramos visitantes de outros países aqui no shopping que estão encantados com a cidade. A atuação do Itajaí Convention fortalece ainda mais o setor e abre novos horizontes”, cita.
 
O evento de aniversário do Itajaí Convention contou com a participação de representantes de diversas entidades de Itajaí e também de Santa Catarina envolvidas diretamente com a atividade. Evandro Neiva, atual secretário de Turismo do Estado, gravou um vídeo especialmente pra o evento, parabenizando os 7 anos de atuação da entidade.

 

O Brasil precisa ser mais amigável com seus empreendedores

Por Fernando Taliberti, investidor e empreendedor.

O empreendedorismo é um dos motores da economia, impulsionando a inovação, a criação de empregos e o crescimento sustentável. No entanto, empreender no Brasil ainda é um desafio, especialmente quando comparado aos Estados Unidos, onde a cultura empreendedora é valorizada e as estruturas jurídicas são mais amigáveis  Para que o país possa prosperar, é fundamental que sejam criadas condições mais favoráveis para os empreendedores, tanto em termos de estrutura jurídica quanto de acesso a capital.

 Uma das principais diferenças entre empreender no Brasil e nos Estados Unidos é a simplicidade das estruturas jurídicas. Nos EUA, os empreendedores têm acesso a modelos padronizados de contratos, como o SAFE (Simple Agreement for Future Equity), que facilitam a captação de investimentos. O SAFE é um instrumento flexível e eficiente, permitindo que as startups levantem capital sem a necessidade de uma avaliação imediata da empresa. No Brasil, por outro lado, a falta de instrumentos jurídicos padronizados e a complexidade do sistema legal dificultam a captação de investimentos e aumentam os riscos para os empreendedores. Essa falta de flexibilidade e agilidade no processo de levantamento de capital pode prejudicar o crescimento das startups e limitar o potencial de inovação do país.

 A necessidade de estabelecer um valor fixo para a empresa em estágio inicial pode ser extremamente prejudicial, pois muitas vezes é difícil determinar um valor justo e realista para um negócio que ainda está em fase de desenvolvimento. Além disso, a burocracia e a rigidez das estruturas jurídicas brasileiras podem dificultar a captação de investimentos e atração de talentos, limitando o potencial de crescimento das startups. 

Outro ponto crucial é o acesso à capital. Nos EUA, o ambiente de investimento em startups é muito mais desenvolvido e maduro, com uma ampla variedade de opções de financiamento disponíveis. Desde o financiamento coletivo (crowdfunding) até os fundos de venture capital, os empreendedores têm à disposição uma gama de alternativas para captar recursos e impulsionar o crescimento de seus negócios. No Brasil, porém, o acesso a capital ainda é limitado, o que dificulta o desenvolvimento de startups e a inovação. Medidas como a regulamentação do crowdfunding de investimento e a criação de incentivos fiscais para investidores em startups são passos importantes para ampliar o acesso a capital no país.

 Infelizmente, a falta de proteção no ecossistema brasileiro tem consequências reais para os empreendedores e pode levar ao fechamento de negócios promissores. Um exemplo trágico é o caso da Vela Bikes, uma startup brasileira que encerrou suas operações recentemente. A Vela Bikes foi pioneira na produção de bicicletas elétricas no Brasil e recebeu investimentos de fundos de venture capital. No entanto, devido a problemas com fornecedores e à falta de proteção legal, a empresa enfrentou dificuldades que acabaram levando ao seu fechamento. Essa história é um lembrete doloroso dos riscos que os empreendedores enfrentam no Brasil e da necessidade de criar um ambiente mais favorável para o crescimento e a inovação.

 Para impulsionar o empreendedorismo e atrair investimentos, o Brasil precisa adotar medidas que simplifiquem as estruturas jurídicas, incentivem a captação de investimentos e protejam os empreendedores. A criação de instrumentos padronizados, como o SAFE, pode ser um primeiro passo para agilizar o processo de levantamento de capital e reduzir a burocracia. Além disso, é fundamental promover uma cultura de risco e inovação, reconhecendo o valor dos empreendedores e incentivando o investimento em startups. Por fim, é preciso fortalecer a proteção legal para os empreendedores, garantindo que eles tenham os direitos e as salvaguardas necessárias para enfrentar os desafios inerentes ao mundo dos negócios.

 O empreendedorismo é uma força transformadora que pode impulsionar o crescimento econômico, gerar empregos e promover a inovação. No entanto, para que isso aconteça, é fundamental que o Brasil crie um ambiente mais amigável aos empreendedores, simplificando as estruturas jurídicas, facilitando o levantamento de capital e garantindo a proteção necessária para o crescimento e a prosperidade dos negócios. Somente assim poderemos desbloquear todo o potencial do empreendedorismo brasileiro e construir um futuro mais próspero para todos.

 Sobre Fernando Taliberti

Fernando Taliberti é um empreendedor e investidor com mais de 10 anos de experiência no mercado de tecnologia. Ele é o fundador da Tali.Ventures, que facilita a inovação em grandes empresas, integrando o dinamismo empreendedor e preparando startups para parcerias estratégicas valiosas. . Antes de fundar a Tali.Ventures, Taliberti foi Head de Corporate Venture e M&A da TOTVS, onde liderou mais de 10 investimentos e aquisições estratégicas. Ele também fundou e vendeu a Onyo, uma startup de foodtech. Taliberti é Engenheiro de Produção pela UFRJ, e mestre em Tecnologia para a Gestão pelo Politecnico di Torino. 

Na China, brasileiros participam da Canton Fair em busca de fornecedores.Empresa itanjaiense lidera o grupo

Empresários de diferentes regiões do Brasil já estão na China para participar da Canton Fair, maior encontro multissetorial do planeta, que ocorre na cidade de Cantão (Guangzhou), com mais de 50 mil expositores. A expectativa da organização é receber 300 mil visitantes de todo o mundo e movimentar US$ 30 bilhões em negociações.  O Grupo 3S Corp, que tem escritório e centro logístico em Itajaí, lidera missão local, oferecendo suporte completo, antes, durante e depois do evento. 

“ A China é o principal exportador do mundo, por isso é muito importante estar na Canton Fair para conhecer novos produtos e fornecedores e trazer essas novidades para os clientes brasileiros. Lideramos missões para o evento há 10 anos. É sempre uma excelente oportunidade para conhecer novos produtos e tecnologias, fazer networking com players mundiais, entender o mercado asiático e fechar ótimos negócios“, afirma o co-CEO e co-fundador do Grupo 3S Corp Soluções Internacionais, Lucas Vogt Schommer.

A Canton Fair, também conhecida como Feira de Cantão, é co-organizada pelo governo local e reúne expositores de todo o mundo. Realizada desde 1957, ocorre duas vezes por ano, em abril e em outubro. É dividida em três fases e por segmentos. 

A 135ª edição teve início nesta segunda, 15 de abril, e segue até sexta, dia 19. A primeira fase ocorre tem foco em acessórios de indústria, máquinas para construção, autopeças, energia solar, veículos, ferragens, ferramentas, eletrodomésticos, computadores, equipamentos de iluminação e decoração. 

A segunda fase ocorre entre 23 a 27 de abril, voltada para artigos do lar, mesa e cozinha, artesanatos de vidro, produtos para jardinagem, linha PET, brinquedos, móveis, bens de consumo, artigos para banho, relógios e óculos e artigos para festas. E, por fim, a terceira fase, entre 1o e 5 de maio, traz itens de vestuário adulto e infantil, alimentos, produtos para pele, tecidos, equipamentos médicos, medicamentos, tapeçaria, escritório, calçados, produtos esportivos, bolsas e acessórios.

 

Sobre o Grupo 3S Corp

O Grupo 3S Corp Soluções Internacionais foi fundado em 2011, no Rio Grande do Sul, como Comissária de Despacho e hoje é uma holding de soluções em comércio exterior com atuação nacional, contando com profissionais em Novo Hamburgo (RS), São Paulo (SP), Itajaí (SC) e Porto Velho (RO). A empresa executa serviços nas áreas de outsourcing, em especial no mercado asiático; frete, desembaraço aduaneiro, transporte, logística e armazenamento.

Mall focado em ‘vivências de consumo’ registra recorde de faturamento em 2023

Ao completar 5 anos, em fevereiro, sua inauguração, o BravaMall  registrou um fluxo de 3,6 milhões de pessoas desde 2019, com 65% concentrado nos últimos 2 anos. Após superar desafios, como a pandemia, a implementação de um modelo de negócios inovador voltado a um consumo por experiência, ou seja, na interação e no envolvimento do público com marcas de renome, produtos ou serviços, fez o centro premium do litoral catarinense registrar o maior faturamento da sua história em 2023, o que representa 28% dos 5 anos de atividade. A diretoria confirma a expansão do mix de produtos, serviços e outras novidades nos próximos anos com projeção de crescimento em torno de 35% tanto em faturamento quanto em operações, comparado aos 5 primeiros anos.

 

Nivaldo Pinheiro, idealizador do mall e diretor da PROCAVE Investimentos e Incorporações, conta que, assim como o Brava Home Resort, a proposta foi trazer um produto sustentável e que estimule a socialização e o desenvolvimento do local. “E o que  entendemos sobre sustentabilidade? É um local onde as pessoas e moradores que vivem em determinada região  têm acesso a uma estrutura de todos os níveis, como educação, comércio, entretenimento, gastronomia, e negócios próximos das suas casas e que possam desfrutar desses confortos e evitar a utilização de um carro. Uma convivência de forma harmônica com o próximo e com o meio ambiente”, comenta Pinheiro.

 

Produtos autorais, marcas e serviços de conveniência que vão além da venda, mas conectados ao propósito social e ligados, além da qualidade, a ações autênticas relacionadas à promoção da arte ou da cultura, à sustentabilidade e à inovação e que promovam a conexão e o envolvimento com o consumidor definem o BravaMall. Esse conceito do consumo do mundo moderno, que estimula vivências, tem ganhado força no mercado, especialmente no pós-pandemia, conforme apontam pesquisas em diversos setores.

 

O caso ousado na implantação, há 5 anos, de um “mall de alto padrão” em uma praia do litoral catarinense, fora dos grandes centros urbanos, é prova da mudança de comportamento do consumidor e, de certa forma, o sucesso tem comprovado a necessidade debatida sobre a reinvenção dos ‘shoppings’ convencionais. O “centro de experiências seletivas”, não apenas trouxe um mix de produtos e serviços de marcas de renome e autorais, mas contribuiu para alavancar a Praia Brava de Itajaí que, nos últimos 5 anos especialmente, se tornou reduto de famosos e negócios de luxo e com uma das mais altas valorizações imobiliárias do país atraindo a atenção tanto de visitantes quanto de investidores.

 

Com atuais 32 operações dedicadas a promover atrações além da compra em si, o BravaMall já ganhou força também na área de negócios e educação já que, além de compras, gastronomia, serviços e cultura, parte de sua área foi escolhida para implantar empresas de investimentos e educação como é o caso da matriz da sede da bilionária EQI e do renomado Colégio Bom Jesus.

 

“Vislumbramos algo diferenciado para a Praia Brava, sempre a vimos como um reduto privativo, elegante e extremamente bem localizada entre dois grandes polos, industrial e turístico, como Balneário Camboriú e Itajaí. Apesar das dificuldades enfrentadas com a pandemia, persistimos e percebemos que estávamos no caminho certo. Dessa forma buscamos melhorar nossas estratégias com base no comportamento do consumidor. Após um estudo aprofundado entendemos que a alta tecnologia do mundo moderno também trouxe às pessoas uma necessidade de humanização, de ter opções de compras que tragam algo mais”, explica a diretora executiva do BravaMall, Miriam Almeida.

 

É o caso dos eventos periódicos com a presença de estilistas em lojas, desfiles e serviços especiais para pets além de ações sociais como a Caixa Solidária e projetos de incentivo a escritores. O mall também oferece produtos que agregam conhecimento e valores de sustentabilidade além de uma marca, noites de autógrafos, exposições culturais, música ao vivo, encontros temáticos, apresentação de pratos da gastronomia autoral, conveniências como um mercado de alto padrão e salão de beleza, bem como muitas outras operações e experiências.

 

“Não trazemos apenas produtos de luxo. Abraçamos turistas e a comunidade para viverem momentos de descobertas e de conhecimento. Afinal, com a internet, por meio do mundo digital, é possível acessar milhares de produtos e serviços e, por isso, entendemos que é fundamental trazer o diferente, conhecimento e interação ao mundo real”, complementa.

 

Segundo a diretoria, o BravaMall vai crescer em experiências e no refinamento de mix de operações dentro do espaço físico atual, especialmente no Passeio Norte que será composto por operações especializadas em compras e presentes que atendam os clientes de forma conveniente e diferenciada. Outra evolução será a total repaginação da alameda de serviços que contará com operações especializadas de lavanderia, costureira e outras amenidades, além de áreas voltadas à inovação e eventos.

 

“Hoje temos a grata satisfação de trazer o lema “a Brava acontece no Brava” e convidar a todos para fazerem parte deste universo de inovação e de excelência em varejo e de felizes descobertas. O BravaMall nasceu para contribuir com o desenvolvimento da Praia Brava”, destaca Miriam Almeida.

 

Sobre o BravaMall

Entregue em 2019, o BravaMall é um ambiente que traz o estilo de vida da famosa praia catarinense, a Brava, descolado e ao mesmo tempo sofisticado, com produtos e serviços de alto padrão incluindo gastronomia, eventos, moda e serviços. A área comercial conta com espaços que têm como enfoque o lar, beleza e bem-estar, moda feminina e infantil, literatura, supermercado, área pet, e também reúne renomadas grifes de luxo, além de área gastronômica com pratos autorais e restaurantes de alta gastronomia. O BravaMall é assinado pela PROCAVE Investimentos e Incorporações.

https://www.bravamall.com.br/

Os caminhos para o Green Card por meio dos vistos de investimento

A busca por um Green Card por meio de investimentos nos Estados Unidos é uma meta comum entre estrangeiros de todo o mundo. No entanto, escolher a rota certa para alcançar esse objetivo requer uma compreensão profunda das várias opções de visto disponíveis e suas implicações.

De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, o visto EB-5 é frequentemente destacado como o caminho mais simples para a imigração, exigindo investimentos substanciais em negócios nos EUA. “Com um investimento mínimo de $800 mil em centros regionais ou $1,05 milhão em empreendimentos próprios, e a criação de pelo menos 10 empregos, essa oferece uma solução quase garantida para a obtenção do Green Card”, revela. 

Entendendo alternativas

O alto custo do EB-5 torna essa opção inacessível para muitos. No entanto, outras modalidades podem levar ao Green Card por meio de investimentos. “O visto EB-1C, por exemplo, é destinado a gerentes e executivos que desejam transferir-se para uma subsidiária nos EUA, oferecendo também um caminho para a residência permanente. Outra possibilidade é o EB-2 NIW, que se destina a profissionais com habilidades excepcionais e cujas atividades são consideradas de interesse nacional pelos EUA, muitas vezes eliminando a necessidade de um patrocinador de emprego”, pontua.

Dado o complexo panorama dos vistos de investimento, o aconselhamento de um advogado especializado em imigração é crucial. “Esses profissionais podem ajudar a traçar o perfil do investidor, analisar as opções de vistos mais adequadas e planejar a estratégia de imigração mais eficaz”, declara Toledo.

Avaliando possibilidades

Segundo o especialista em Direito Internacional, cada tipo de visto tem seus próprios requisitos, vantagens e desvantagens. “Investir nos EUA pode ser uma porta de entrada para o Green Card, mas é importante avaliar todas as opções disponíveis. A escolha do visto correto deve alinhar-se não apenas com as capacidades financeiras do investidor, mas também com seus planos de longo prazo e estilo de vida. Assim, uma decisão informada e bem orientada pode maximizar as chances de sucesso na jornada de imigração”, finaliza.

 Sobre Daniel Toledo

Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse o site. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 230 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.

 Sobre o escritório

O escritório Toledo e Advogados Associados é especializado em direito internacional, imigração, investimentos e negócios internacionais. Atua a mais de 20 anos com foco na orientação de indivíduos e empresas em seus processos. Cada caso é analisado em detalhes, e elaborado de forma eficaz, através de um time de profissionais especializados. Para melhor atender aos clientes, a empresa disponibiliza unidades em São Paulo, Santos e Houston. A equipe é composta por advogados, parceiros internacionais, economistas e contadores no Brasil, Estados Unidos e Portugal que ajudam a alcançar o objetivo dos clientes atendidos. Para mais informações, acesse o site ou entre em contato por e-mail contato@toledoeassociados.com.br.

Porto do Rio Grande é o primeiro no sul do Brasil a concentrar cargas com empresas asiáticas

O Complexo Portuário do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, celebra o acordo firmado entre o Terminal de Contêineres do Grupo Wilson Sons (Tecon) e a empresa sul-coreana Hyundai Merchant Marine (HMM) para que o porto se torne um hub logístico do Conesul da gigante asiática. Essa será a primeira vez que um porto da região Sul do país será o primeiro porto da rota com aquele continente sem a necessidade de realização de escalas em outros portos brasileiros anteriormente, melhorando o chamado "transit time" para o mercado gaúcho e do Prata.

 No dia 25 de maio, as águas gaúchas receberão a embarcação da HMM, que partirá do país asiático, na próxima terça-feira (16). Na mesma semana zarpará do terminal rio-grandino, o primeiro navio "feeder" da Bengal Tiger Line (BTL), rumo a Buenos Aires, capital da Argentina, com os contêineres trazidos até Rio Grande pela embarcação de maior porte.

 Esta parceria inédita com a HMM e a BTL visa não apenas entregar um serviço mais eficiente para os clientes de carga do Sul do Brasil, da Argentina e do Uruguai, mas também estabelecer um marco na história da logística marítima, trazendo um impacto positivo na cadeia logística da costa leste da América do Sul. De acordo com o diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, "a nossa conquista evidencia o Porto do Rio Grande por sua posição estratégica e condições de acesso, pelo pioneirismo e investimentos do nosso terminal planejados desde 1997 em infraestrutura visando os próximos 50 anos, e por nossa excelência operacional".

 Com a implementação do serviço "feeder", operado pela BTL, os países vizinhos serão atendidos por embarcações de menor porte, garantindo maior eficiência e confiabilidade nas entregas.

 “É um momento de muita comemoração por este importante passo na concretização do nosso Complexo Portuário, dos nossos ativos, como um diferencial logístico do Brasil, e principalmente do Conesul. Esse novo serviço firmado entre o Tecon e a HMM trará uma importante movimentação de contêineres para o porto do Rio Grande, fortalecendo assim o cumprimento das nossas estratégias”, avaliou o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger.

 O terminal, que registrou em 2023 uma movimentação de 663,4 mil TEUs, vislumbra um aumento significativo em suas atividades. Estima-se que a nova operação "feeder" possa movimentar até 170 mil TEUs por ano, o que representa não apenas um incremento na utilização das instalações portuárias, mas também uma contribuição substancial para a economia regional e nacional.

 Esta mudança estratégica não é apenas uma questão de ampliar capacidades operacionais, mas sim de posicionar o porto do Rio Grande como um pivô essencial no comércio marítimo internacional. Com a previsão de que o serviço "feeder" abra caminho para futuras expansões e atraia mais parcerias, a Portos RS se prepara para receber a operação logística com otimismo e infraestrutura pronta.

 A chegada da HMM e a operação iniciada pela BTL não são apenas um marco para a Portos RS, mas um testemunho da crescente importância do Brasil no cenário logístico global.

Empresas de Santa Catarina garantem R$ 430 milhões do BNDES para exportação

Empresas de Santa Catarina realizaram sete operações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamento de exportações com spread reduzido. Ao todo, a linha BNDES Exim Pré-embarque para o estado somou R$ 430 milhões.

As operações de financiamento do Banco foram aprovadas para as empresas Vimepel Indústria de Papel, Weg, Tupy, Schulz, Incasa e Temasa, dos setores e segmentos de metalurgia, utilidades domésticas, equipamentos elétricos, automotivo e químicos.

Em 22 de fevereiro deste ano, o BNDES reduziu em até 60% o spread para essas operações. Para todo o país, a linha tinha orçamento total de R$ 2 bilhões. Em apenas cinco dias, todos os recursos foram utilizados.

“O financiamento às exportações de empresas brasileiras é uma ação estratégica do BNDES no governo do presidente Lula, porque fortalece a indústria nacional, torna ela competitiva no mercado internacional e gera empregos dentro do país”, explica o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon.

O BNDES Exim Pré-embarque é um produto criado para apoiar empresas brasileiras na produção de bens destinados à exportação. Os recursos são recebidos pelo cliente no Brasil, vinculados ao compromisso de comprovar a exportação dos produtos posteriormente. A amortização do financiamento é feita diretamente com o agente financeiro repassador ou com o próprio BNDES.

Porto do Rio Grande é a principal porta de entrada marítima para veículos importados no RS

Entre janeiro e março deste ano, o Porto do Rio Grande, administrado pela Portos RS, consolidou sua posição como principal via de entrada para veículos importados no Rio Grande do Sul, pelo modal hidroviário. No período, a unidade rio-grandina recebeu 643 unidades.

Se comparado ao mesmo período do ano passado, os dados de 2024 representam um aumento de cerca de 330%, o que demonstra um crescimento do setor, além de reforçar a eficiência e a capacidade operacional do Porto do Rio Grande.

“Quando falamos da movimentação de cargas rodantes aqui pelo complexo do porto de Rio Grande, demonstramos a nossa capacidade de atendimento de múltiplas cargas. Para realizar esse trabalho, contamos com um pátio alfandegado próximo da área de cais que atende tanto as operações de importação quanto exportação de veículos. Esse aumento em relação ao ano passado demonstra que o nosso planejamento está no caminho certo”, pontuou o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger.

Os navios utilizados nessa modalidade de operação são do tipo Roll-on Roll-off, conhecidos popularmente pela sigla Ro-Ro. Eles são especialmente projetados para permitir que os veículos sejam direcionados tanto para dentro quanto para fora da embarcação sem a necessidade de uso de outros equipamentos de carga pesada, facilitando com isso o carregamento e o descarregamento.

A metodologia além de otimizar o tempo de operação, também reduz significativamente o risco de danos aos veículos durante o processo. Esta prática reflete a busca contínua por eficiência operacional e segurança no transporte marítimo de cargas tão valiosas.

No Brasil, o mercado de importação de veículos apresentou um crescimento expressivo nos primeiros três meses do ano. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), dados indicam que as importações de veículos aumentaram mais de 40% no acumulado de janeiro a março de 2024, somando US$1,42 bilhão, um avanço de 46,3% em relação ao mesmo período de 2023.

No contexto nacional, a China emergiu como o principal fornecedor de veículos para o Brasil, com destaque para os carros eletrificados e híbridos, que dominaram as linhas de importação.

 

Exigir valor mínimo para pagamento com cartão ou Pix é prática abusiva, afirma MPSC

Exigir um valor mínimo de consumo como condição para aceitar o pagamento via cartão de crédito ou débito e por Pix é ilegal. Tal prática é vedada em Santa Catarina desde o dia 28 de setembro de 2023, quando foi publicada a Lei Estadual n. 18.695, além de apresentar desconformidade com os incisos I e V do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor.  
O tema foi destaque na reunião da 1ª Turma Revisora do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), durante a homologação de um termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre a 20ª Promotoria de Justiça de Joinville e um estabelecimento comercial. O Promotor de Justiça Max Zuffo instaurou um inquérito civil para apurar a suposta prática abusiva após receber informações de que uma panificadora estaria condicionando o pagamento em Pix a um consumo mínimo.  
A Promotoria de Justiça realizou diligência no local, constatando a prática, e requisitou um estudo técnico sobre o assunto ao Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) do MPSC. De acordo com a análise jurídica do CCO, ainda que a norma estadual que proíbe a exigência de valor mínimo não se refira especificamente ao pagamento via Pix, ela se estende a essa modalidade de pagamento por analogia, pois, assim como os cartões de crédito e débito, o Pix - instituído por meio da Resolução n. 1/2020 do Banco Central do Brasil - caracteriza-se por viabilizar transações de pagamentos instantâneos, sendo considerado um meio de pagamento à vista.  
Após as evidências de ilegalidade, Zuffo decidiu firmar um acordo extrajudicial. A empresa aceitou e se comprometeu a não mais fixar um valor mínimo para o pagamento de despesas com cartão de crédito, débito e Pix, além de pagar multa de um salário mínimo como medida de compensação indenizatória em favor do Fundo para Recuperação de Bens Lesados (FRBL). Em caso de descumprimento do acordo, está previsto um novo pagamento de multa.  
"A situação dos autos evidencia a importância de os consumidores trazerem suas reclamações frente às novas realidades do mercado de consumo ao Ministério Público, permitindo assim uma tutela adequada dos seus direitos e o reequilíbrio das relações de consumo", esclarece o Promotor de Justiça. O TAC foi firmado em 19 de fevereiro de 2024 e homologado em 3 de abril.  
O inquérito civil foi, então, arquivado e enviado para a análise do Conselho Superior do MPSC, a instância revisora da instituição. Para o conselheiro da 1ª Turma Revisora e relator do procedimento, Paulo Antonio Locatelli, está clara a ilegalidade apurada pela 20ª Promotoria de Justiça de Joinville, assim como a resolução alcançada a partir do termo de ajustamento de conduta.  
Sobre as instâncias revisoras do MPSC  
Todos os procedimentos extrajudiciais finalizados pelas Promotorias de Justiça referentes a interesses difusos e coletivos, como a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, da educação, da saúde, do consumidor e de outros interesses metaindividuais - aqueles indivisíveis e que pertencem a vários indivíduos -, passam pelo crivo de uma das três turmas revisoras do Conselho Superior do Ministério Público.  
As turmas revisoras e o pleno do Conselho Superior garantem maior segurança à atuação extrajudicial das Promotorias de Justiça na defesa dos interesses transindividuais, com reflexos para toda a sociedade. Ao todo são três turmas revisoras, que se reúnem duas vezes por mês. Os conselheiros e as conselheiras têm a atribuição de determinar que uma investigação arquivada pela Promotoria de Justiça seja homologada, encerrando o procedimento, ou que tenha prosseguimento nas diligências.  
O Conselho Superior é formado por treze integrantes: onze Procuradores de Justiça eleitos pela classe (oito pelos Promotores de Justiça e três pelos próprios Procuradores de Justiça), o Procurador-Geral de Justiça e o Corregedor-Geral do Ministério Público. O mandato é de dois anos. 
  
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

 

O fim da CLT e o começo de um sonho

* Por Bruno Lima


As mudanças no comportamento do consumidor, aliadas à evolução tecnológica, continuam a remodelar o cenário econômico do Brasil. As tradicionais formas de ganhar dinheiro, como o emprego formal regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), estão cada vez mais distantes. A segurança e previsibilidade, antes associadas a empregos tradicionais, estão se tornando conceitos do passado. 
Paralelamente, o setor de varejo e grandes varejistas enfrentam desafios significativos, exemplificados pelos recentes problemas financeiros de gigantes empresas, que apontam para uma certa incerteza do mercado atual.
Este cenário tem impulsionado um número crescente de pessoas a explorar novas formas de gerar renda, que promovem não apenas sustentabilidade e saúde financeira, mas também oferecem maior flexibilidade, rentabilidade e mobilidade. Essas alternativas representam uma ruptura com o modelo tradicional de emprego, permitindo que indivíduos estabeleçam suas próprias metas, horários e métodos de trabalho. Basta se preparar para surfar nessa onda lucrativa.
Uma dessas inovações é o day trade do mercado financeiro, uma prática que tem atraído atenção pela sua capacidade de gerar retornos importantes em um curto espaço de tempo. Exemplificando, há relatos de operadores que conseguem faturar até 1.200 dólares em apenas vinte minutos de operação diária. Esta forma de atuação no mercado de ações, embora requeira conhecimento, disciplina e estratégia, exemplifica o potencial das novas formas de ganhar dinheiro na era digital.
Essa transição para novas formas de trabalho e geração de renda não apenas reflete as mudanças no mercado de trabalho e na economia global, mas também responde ao desejo crescente por um estilo de vida mais flexível e autônomo. À medida que mais pessoas reconhecem e exploram essas oportunidades, é provável que vejamos uma transformação contínua nas noções tradicionais de trabalho, sucesso e segurança financeira.
Ganhar dinheiro representa uma evolução necessária e bem-vinda em resposta às limitações do modelo de trabalho tradicional e aos desafios enfrentados por setores como o varejo. Não se trata apenas de caminhos alternativos para a realização financeira, mas também enfatiza a importância da flexibilidade, inovação e autonomia.
As profissões convencionais já não garantem a segurança e a rentabilidade, por isso torna-se imperativo que as pessoas se preparem para abraçar novas carreiras. 
Vale lembrar que estas novas oportunidades, muitas vezes ancoradas na tecnologia e inovação, oferecem melhores retornos financeiros e a promessa de maior flexibilidade e satisfação pessoal. Para capitalizar estas oportunidades, é essencial que os indivíduos estejam dispostos a "virar a chave" e investir em seu próprio desenvolvimento profissional e habilidades.
A educação contínua e o aprendizado autodirigido são fundamentais. Com o acesso sem precedentes a recursos de aprendizagem online - desde cursos gratuitos a programas de certificação oferecidos por universidades renomadas e plataformas de educação online - nunca foi tão acessível adquirir novas competências ou aprimorar habilidades existentes. Áreas como programação, design digital, marketing digital, análise de dados e gestão de projetos oferecem caminhos promissores para aqueles dispostos a se adaptar e evoluir.
Além da aquisição de habilidades técnicas, o desenvolvimento do pensamento crítico, criatividade, gestão de tempo e habilidades interpessoais, torna-se igualmente crucial. Estas habilidades, muitas vezes referidas como "soft skills", são essenciais para navegar nas complexidades do trabalho freelance, empreendedorismo ou em qualquer profissão que exija um alto grau de autonomia e inovação. A capacidade de aprender continuamente e se adaptar rapidamente a novas situações é o que distinguirá os profissionais de sucesso no futuro - o chamado trabalho 4.0
A construção de uma rede profissional sólida e a participação ativa em comunidades relevantes da indústria podem abrir portas para oportunidades inesperadas. Networking, tanto online quanto offline, permite a troca de ideias, acesso a conselhos valiosos e até parcerias em projetos. A colaboração e o compartilhamento de conhecimento são fundamentais em economias baseadas na inovação, onde a velocidade da mudança é acelerada e o aprendizado coletivo se torna um ativo inestimável.
Finalmente, adotar uma mentalidade empreendedora - mesmo que você não planeje iniciar um negócio próprio - pode ser extremamente benéfico. Pensar como um empreendedor significa ser proativo, buscar soluções criativas para problemas, tomar iniciativas e estar sempre à procura de maneiras de melhorar e inovar. Esta mentalidade, combinada com as habilidades técnicas e transversais adequadas, preparará os indivíduos para prosperar em novas profissões que não apenas superam as convenções em termos de rentabilidade, mas também em termos de realização pessoal e contribuição para a sociedade.
 
Sobre o Método Nômade 
O Método Nômade oferece uma abordagem inovadora para o empreendedorismo financeiro, especialmente no contexto do Day Trade, uma prática conhecida por sua agilidade e rapidez. Sob a liderança de Bruno Lima, ele permite aos traders buscar lucros explorando as flutuações de preços de ativos em um único dia de negociação. 
A abordagem flexível e descentralizada possibilita que os operadores conduzam suas atividades de qualquer lugar, sem estarem presos a um ambiente físico fixo, proporcionando liberdade geográfica e uma nova perspectiva de trabalho.  O objetivo é transformar vidas, proporcionando independência financeira e a oportunidade de compartilhar mais momentos com a família, com a liberdade necessária para moldar seus próprios destinos. Para mais informações, acesse o instagram.com/metodonomade ou pelo site nomadedaytrader.com.br.
 
Sobre Bruno Lima
Bruno Lima é um empreendedor visionário e especialista no mercado financeiro, reconhecido como o CEO e fundador do projeto Método Nômade. Sua jornada é marcada por uma determinação incansável em busca de flexibilidade, rentabilidade e, acima de tudo, equilíbrio entre vida profissional e familiar. Como pai e marido dedicado, Bruno trilhou seu caminho em busca de uma carreira que permitisse mais tempo ao lado da família. 
Com uma base sólida em finanças e uma visão arrojada, ele lançou o Método Nômade, não apenas transformando sua própria trajetória, mas também capacitando e guiando outros indivíduos na conquista da independência financeira e na busca por um estilo de vida mais flexível e significativo. Sua missão vai além do sucesso pessoal, sendo uma fonte de inspiração e orientação para aqueles que buscam um novo caminho no universo das finanças e na construção de um futuro mais próspero. Para mais informações, acesse instagram.com/brunolimatrader.

 

Empresa com soluções em automação para a indústria frigorífica mira mercado internacional

Dados da Organização Mundial da Saúde estimam que, a cada ano, cerca de 600 milhões de pessoas em todo o mundo ficam doentes por consumir alimentos contaminados, resultando em 420 mil mortes. Não é à toa que a indústria de alimentos tem aumentado seus investimentos na produção, preparação e escala, e, assim, assegurar a ausência de quaisquer contaminantes.
Em Santa Catarina, a empresa DATEC, integrante do Grupo Soma Solution, tem se destacado na fabricação de esteiras equipadas com detectores de contaminantes. "Nós fabricamos esses produtos mediante encomendas da indústria, que são nossos clientes. Vale ressaltar que a DATEC tem a capacidade de personalizar a produção para atender às necessidades específicas de cada pedido", destaca Gustavo Müller Martins, Diretor Presidente do Grupo Solution.
 
Os detectores de metais conseguem identificar a presença de materiais metálicos. A tecnologia de Raio-X, considerada a técnica mais avançada para inspeção de alimentos, consegue localizar vidros, pedras, cerâmicas, plásticos densos e outros resíduos provenientes do processo industrial. A identificação minuciosa é bastante rápida, permitindo a remoção imediata dos produtos comprometidos na linha de produção, de forma automática.
"Quando falamos dos detectores de contaminantes, incluindo os de Raio-x, estamos nos referindo a algo muito mais abrangente: uma ferramenta que trabalha em prol da segurança alimentar das pessoas, algo que é de interesse para marcas que valorizam o consumidor, pensando na saúde e bem-estar. E sempre valorizando no mercado a marca do produto", destaca Martins.
Com distribuição em todo o país e detentora de produtos próprios, como afiadores de facas para frigoríficos e rotuladores, a DATEC mira novos horizontes e neste ano de 2024, deve iniciar o processo de exportação de suas soluções em máquinas e dispositivos especiais. "Com isso, buscamos aumentar a visibilidade da DATEC e participar de feiras e eventos internacionais", adianta o Diretor Presidente.
Além disso, ao avançar nesse projeto, a DATEC contribuirá para aumentar o percentual ainda modesto de empresas brasileiras que exportam. O estudo "Perfil das Firmas Exportadoras Brasileiras", divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), revela que menos de 1% (0,88%) das empresas ativas no país comercializam seus produtos além das fronteiras.
"Essa é a nossa intenção: buscar mercados fora do Brasil, representar o país e impulsionar o setor de equipamentos. Atualmente, o Brasil adquire muitos equipamentos do exterior, e a ideia é destacar o que temos aqui", afirma o Diretor Presidente.


SOBRE A SOMA SOLUTION
Além da DATEC, o Grupo Soma Solution integra outras duas grandes marcas: a SomaFlux, formada por especialistas em vendas e manutenção de compressores de ar, sopradores e bombas de vácuo; e a Soma Solution propriamente dita, que oferece soluções utilizadas por linhas de produção industrial dos mais variados segmentos, abrangendo detector de contaminantes e checadores de peso; sistema de visão e leitores de código; gravação, codificação industrial e automação. Além de Chapecó, Curitiba e Valinhos, o grupo dispõe de unidades em São Leopoldo (RS), Joinville (SC), Toledo (PR) e Maringá (PR).
Mais informações em https://www.datec.ind.br/ e https://www.somasolution.com.br/.

 

Seu Cliente Oculto abre mais de 150 vagas em Santa Catarina

Fazer uma renda extra é a realidade de mais de 60 milhões de brasileiros, de acordo com dados do Instituto Cidades Sustentáveis, que avalia a rentabilidade no país. E uma atividade que tem crescido no mercado é a de cliente oculto – um consumidor comum, contratado por uma empresa para avaliar o atendimento e a qualidade de seus produtos e serviços. Só em Santa Catarina, são mais de 150 vagas abertas este mês, entre os setores de alimentação, estética, varejo e outros.

Quem oferece as vagas é a Seu Cliente Oculto, primeira startup do segmento no país. De acordo com Bruno Vasconcelos, fundador da empresa, cada colaborador pode receber até R$250 reais por avaliação. Atualmente, são mais de 50 cidades com oportunidades em aberto, desde a capital Florianópolis, até munícipios do interior do Estado, como Navegantes e Chapecó.

 

  1. Quem pode ser um cliente oculto?

Qualquer um pode se tornar um cliente oculto: homens, mulheres, jovens (a partir de 18 anos) e idosos. O único requisito é ter um celular com câmera, caso haja a necessidade de fotografar, filmar ou gravar algo. Mas no geral, a característica necessária de um avaliador é a neutralidade. Ele precisa julgar o atendimento, o produto e o espaço de acordo com a experiência que teve, através de um olhar mais externo.

  1. Quanto posso faturar por avaliação?

Existem duas formas de bonificação: reembolso ou pagamento por serviço. No primeiro caso, o cliente oculto tem um valor para gastar no estabelecimento, que é reembolsado após a avaliação. Já o pagamento é como uma renda extra que ele ganhará depois de apresentar suas conclusões. Esses valores podem variar entre R$35 até R$250.

  1. Que tipos de serviços eu vou avaliar?

Você pode escolher quais produtos e serviços quer avaliar. As avaliações vão desde consultórios médicos até restaurantes, dependendo da disponibilidade de vagas na sua região. A plataforma oferece uma gama abrangente para expressar suas opiniões e contribuir para a comunidade. Além disso, ao participar ativamente das avaliações, você pode ajudar outras pessoas a fazerem escolhas e aprimorar constantemente a qualidade dos serviços oferecidos.

 

  1. Como faço para me inscrever?

O processo de cadastramento é simples e rápido, dependendo de cada plataforma. No caso da Seu Cliente Oculto, basta inserir algumas informações básicas para encontrar as vagas que melhor se encaixam em seu perfil. É importante destacar ainda a facilidade de agenda, pois as visitas podem ocorrer no dia e horário que o cliente oculto preferir. Atualmente, a Seu Cliente Oculto conta com cerca de 1300 vagas abertas, em todos os estados brasileiros.

 

O mercado de avaliação anônima movimenta cerca de R$18 milhões por ano, e você pode aproveitar esse ramo para ganhar dinheiro enquanto se diverte. Então, por que não transformar suas opiniões em uma fonte de renda e ao mesmo tempo descobrir novos lugares e experiências na sua região?

Mais informações em https://seuclienteoculto.com.br/seja-cliente-oculto/;

 

Grupo Koch é a 10a maior rede supermercadista do Brasil

Em relatório divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), na noite de segunda-feira (8), o Grupo Koch aparece como a 10a maior rede supermercadista do Brasil e a primeira de Santa Catarina, subindo três posições em relação ao ano passado – a empresa que mais subiu no ranking no top 15. De acordo com a metodologia da Abras, que considera o faturamento de 12 meses de todas as lojas em 2023, o Grupo atingiu R$ 7,9 bilhões em vendas. O levantamento, que é realizado há 47 anos e é a principal referência do setor no Brasil, reúne as 30 maiores empresas do segmento do país, de Norte a Sul. Os dados foram publicados em cerimônia realizada em São Paulo, no Transamérica Expo Center, durante o Smart Market 2024, encontro do setor que reúne as lideranças do varejo alimentar. O Grupo também aparece no ranking entre as cinco empresas do segmento que mais geraram emprego em 2023, contratando 1.884 pessoas.

O CEO do Grupo Koch, José Koch, pontua que é 'uma satisfação imensa' fazer parte da seleta lista dos 10 maiores grupos supermercadistas do Brasil, já que o ranking  reconhece as maiores empresas de um dos setores mais fortes, dinâmicos e representativos da economia nacional. "Essa notícia vem justamente no momento em que estamos comemorando 30 anos. O objetivo era chegar no top 10 até 2028, e já recebemos esse presente maravilhoso agora. O Grupo Koch, desde a inauguração da primeira loja, em Tijucas, nunca parou de crescer e isso se deve ao nosso planejamento estratégico, que proporciona crescimento sustentável, e também aos nossos colaboradores, um time de 10 mil pessoas que se dedica todos os dias para entregar o melhor aos nossos clientes”, diz. 

O Grupo Koch  está presente hoje em mais de 30 cidades em Santa Catarina, com 67 lojas, das marcas Komprão e SuperKoch. Os dados apontados pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, em parceria com a NielsenIQ, mostram ainda que todo o setor faturou mais de R$ 1 trilhão no país em 2023, o que representa 9,2% do PIB, além de ter gerado 5,5 milhões de empregos.

 

Saiba mais sobre o Grupo Koch

Empresa familiar fundada em 1994, em Tijucas, o Grupo Koch está presente hoje em 33 cidades de Santa Catarina. Destaca-se pela alta qualidade do hortifrutigranjeiro e das carnes frescas. Possui 67 lojas do Planalto Norte ao Sul catarinense, gera 10 mil empregos e tem o certificado internacional Great Place to Work. Conta também com um Centro de Distribuição e uma sede administrativa em Tijucas e um Centro Administrativo e Comercial em Itapema. 

C&A inaugura loja no Itajaí Shopping com soluções digitais e novo formato clean e intuitivo

A C&A Brasil dá continuidade ao seu plano de expansão e atinge o marco de 331 lojas físicas no país com a inauguração, em 18 de abril, da C&A no Itajaí Shopping. A abertura faz parte da estratégia de negócios da marca, que visa a expansão de novos formatos de lojas, lançamento de serviços digitais e soluções omnicanais, além da aceleração da transformação digital da companhia para atender aos novos hábitos de consumo.

 

A C&A do Itajaí Shopping conta com um espaço de 1.915,38m2 e reforça a presença da marca em Santa Catarina, oferecendo uma plataforma de expressão democrática por meio da moda. A nova loja está instalada em um ambiente moderno, seguindo um novo formato mais clean e intuitivo da marca, além disso, oferece uma ampla variedade de produtos, como roupas (femininas, masculinas e infantis), acessórios, linha esportiva ACE e calçados.

 

A nova C&A seguirá o mesmo horário de funcionamento do empreendimento. De segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados das 14h
às 20h. Ao total, mais de 20 pessoas foram contratadas para esta unidade, que traz tecnologia, inovação e uma excelente experiência de compra. 

 

Itajaí nas paredes     
Uma das inovações é o provador da loja com a pintura da artista Mariana Ferret, que mescla sua identidade visual, ambientando suas personas na paisagem local. Itajaí é cercada de praias e belezas naturais e a arte traz elementos da cidade, fazendo alusão a frases presentes no hino municipal, como: “bem-vindo a terra do sol e mar, das praias e belas sereias”.

 

Serviços e soluções digitais e omnicanais  
Com o propósito de tornar a jornada de compra ainda mais dinâmica e melhor atender aos clientes de Itajaí e região, a nova loja conta com modelo operacional chamado Ship From Store – funcionalidade logística que, embora não seja perceptível aos consumidores, vem apoiando, cada vez mais, a operação da marca. Por meio desta modalidade, a C&A utiliza o estoque de loja local para atender com mais agilidade os pedidos realizados em seu e-commerce e aplicativo na região. Na prática, ao invés da compra sair do centro de distribuição da varejista, ela sai da própria loja, otimizando o prazo de entrega. 

 

Outro ponto de contato entre a marca e o cliente é o atendimento via WhatsApp. A plataforma é um canal exclusivo de atendimento e de apoio para as compras via e-commerce, já que ao contatar o consultor os clientes podem tirar dúvidas e pedir ajuda para encontrar um produto no e-commerce.          

Além disso, a nova loja será inaugurada com as três modalidades do Clique & Retire – serviço omnicanal – que oferece a possibilidade dos clientes realizarem a compra online e retirá-la em loja física. Os consumidores contarão com o formato tradicional do Clique & Retire, no qual a retirada do pedido na unidade é feita no dia seguinte e o formato expresso, que permite a retirada da compra online na loja em até 2 horas após a aprovação do pagamento da compra (e a depender da disponibilidade do produto escolhido).

Outra facilidade omnicanal é a tecnologia chamada Corredor Infinito. Se o cliente não encontrar o produto que deseja na loja, esta tecnologia permitirá que ele consulte rapidamente todo o estoque da marca e encontre a peça desejada dando sequência à compra. Após identificar o item, pode-se optar por recebê-lo em casa com toda comodidade ou retirá-lo via Clique & Retire na loja indicada.       

C&A estimula a sustentabilidade em sua nova loja          
Promover uma moda com impacto positivo é também um grande objetivo da C&A e que não poderia faltar na loja do Itajaí Shopping.  Para isso, a unidade fará parte do Movimento ReCiclo, iniciativa da marca que oferece uma alternativa para dar uma destinação mais sustentável às roupas usadas. As peças depositadas nas urnas do Movimento ReCiclo serão encaminhadas a instituições parceiras para reuso ou reciclagem. Para participar, os interessados podem depositar as peças na urna do ReCiclo disponível na loja. O descarte ambientalmente correto para celulares, pilhas e baterias também pode ser feito na loja por meio da urna do Programa de Lixo Eletrônico da C&A.

CNM celebra manutenção da desoneração da folha para municípios

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) comemorou a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que, na segunda-feira, 1º de abril,  derrubou  trecho da Medida Provisória 1.202/2023 que revogava a desoneração da folha de pagamento dos municípios. A entidade destaca que, com a medida, Pacheco cumpre o compromisso firmado com os Municípios e garante uma conquista de R$ 11 bilhões ao ano aos Executivos locais.

"É importante lembrar que a redução da alíquota da contribuição previdenciária patronal dos municípios ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), de 20% para 8%, foi aprovada pelo Congresso Nacional para todos os Municípios com até 156,2 mil habitantes na Lei 14.784/2023, sendo referendada por deputados e senadores em duas oportunidades. Com a decisão, fica mantida a redução de alíquota do INSS de 20% para 8% aos 5.367 Municípios beneficiados", destaca a CNM, em seu portal institucional. 

A Confederação destaca, também, que a MP passaria a ter efeitos em primeiro de abril, reonerando a folha de pagamento dos entes locais já a partir de maio, em relação ao exercício financeiro de abril e que desde a publicação da MP, atuou fortemente junto a senadores e deputados pela manutenção da desoneração da folha de pagamento. "Também buscamos diálogo com o Executivo para garantir uma solução definitiva em relação ao tema", pontua. 

SC

Em Santa Catarina, apenas 10 municípios estão fora do benefício de redução da alíquota do INSS de 20% para 8%, por terem população superior a 156,2 mil habitantes. Outras 285 cidades se enquadram na legislação que desonera a folha. 

Reunião do Cosud no Paraná define estratégias para o andamento dos projetos de ferrovias

Reunião do Grupo de Trabalho de Ferrovias do Cosud definiu estratégias dos estados do Sul para o andamento dos projetos de ferrovias que estão sendo desenvolvidos pelos governos estaduais. O encontro foi realizado nesta quinta-feira, 4, em Curitiba (PR). Participaram representes de cada governo, que estão envolvidos com o projetos ferroviários. O vice-governador do Paraná, Darci Piana, abriu o encontro que também teve a participação do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza.

“O entendimento do governador Jorginho Mello é que precisamos integrar os nossos projetos, pois temos o mesmo problema que é a indefinição sobre a renovação da concessão da Malha Sul. E viemos aqui propor isso, pois esta indefinição prejudica a construção de novos trechos de ferrovias e acaba por comprometer a viabilidade dos projetos de ferrovias que estão sendo elaborados”, avaliou o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF) , Beto Martins. O diretor de Modais, Ivan Amaral, também participou da reunião.

O GT das Ferrovias foi criado na última reunião do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste) realizada em março, em Porto Alegre (RS), com o objetivo de buscar a união dos estados em torno do desenvolvimento deste modal, que é considerado de fundamental importância para a logística de transportes.

O vice-governador do Paraná lembrou que “chegou o momento dos três estados sentarem e cada um apresentar a sua proposta e encontrar um caminho comum para resolver definitivamente o problema das ferrovias nos estados do Sul”, disse Darci Piana.

O vice-governador gaúcho afirmou ser crucial rediscutir a modelagem e os investimentos para atender às demandas logísticas dos três estados. “Existem duas características essenciais a serem consideradas. Primeiramente, somos produtores e exportadores de grãos e proteína animal, além de sermos importadores de fertilizantes e outros insumos agrícolas. Em segundo lugar, temos a capacidade de exportar e importar por meio dos nossos portos. Portanto, é fundamental garantir o acesso eficiente aos nossos terminais para otimizar o transporte de cargas”, defendeu.

Ficaram definidos os dois próximos encontros. O primeiro será em 14 de maio em Brasília, em uma audiência com o Ministro dos Transportes e o segundo encontro do GT que será em Florianópolis, em data ainda a ser confirmada.

 

Por Rafael Matos | SPAF  

BRDE participa de evento sobre o futuro da indústria e assina parceria com Senai SC

O Radar Reinvenção, jornada de eventos da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com objetivo de debater o futuro da indústria catarinense iniciou nesta quarta-feira (03), na sede da entidade em Florianópolis. No foco do primeiro encontro da série de cinco eventos, estiveram debates sobre governança corporativa e a medição e acompanhamento de indicadores de performance.

O presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), João Paulo Kleinübing, foi um dos convidados para moderador o painel “Tendências: referências para o Brasil e Santa Catarina”, acompanhado dos representantes do Grupo BID no Brasil, Leonardo Lahud e Karisa Ribeiro, e do diretor presidente da SC Participações e Parcerias, Renato Lacerda.

“A discussão sobre o futuro da indústria deve abranger tecnologias emergentes, sustentabilidade e a capacidade de adaptação das empresas a essas mudanças. A colaboração entre setores, governos e sociedade é fundamental para moldar um futuro industrial mais inteligente, eficiente e sustentável”, reforça Kleinübing

Na programação do evento estão nomes de referência no cenário empresarial brasileiro, como Décio da Silva, da WEG; Marcelo Cioffi, executivo da PwC Brasil; Cesar Gomes Junior, da Portobello; e o economista e diplomata Marcos Troyjo, entre outros.

Parceria com Senai SC

Durante o evento, o BRDE também assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o Senai de Santa Catarina. Entre os objetivos da parceria, é apoiar as cadeias industriais na missão de descarbonização, por meio do hub de descarbonização da FIESC, liderado pelo próprio SENAI. Entre os temas tratados no programa, está eficiência energética da indústria, como troca de motores, equipamentos e automação; geração de energias renováveis, como biodigestores e fotovoltaica, com foco principalmente nas micro e pequenas empresas.

“A descarbonização precisa estar no centro da agenda do setor produtivo e do poder público. A redução das emissões de gases de efeito estufa é essencial para mitigar as mudanças climáticas. O hub é uma iniciativa que visa mobilizar, além do setor produtivo, governo, universidades e centros de pesquisa em busca de uma economia de baixo carbono”, explica Kleinübing.

Entre os benefícios da participação das empresas estão: mais competitividade no mercado global, oportunidades de inovação, atendimento a requisitos regulatórios ou de compliance, melhora da reputação junto aos consumidores e acesso a linhas de “crédito verde”.

Próximos encontros

A Jornada Radar Reinvenção de 2024 terá mais quatro eventos em 2024. No dia 13 de junho, em Chapecó, será analisado o tema Descarbonização e transformação digital. Em Jaraguá do Sul, dia 4 de julho, infraestrutura e mobilidade vão ser os focos em discussão. Transição Energética vai ser o assunto em pauta no encontro do dia 20 de agosto, em Criciúma. O Radar Reinvenção encerra em Florianópolis: nos dias 17 e 18 de outubro. Na ocasião, será debatido o futuro da indústria.

ApexBrasil inclui 13 feiras comerciais nos EUA ao seu calendário internacional de eventos

A partir de agora, empresários e empresárias brasileiras terão ainda mais oportunidades para fazer negócios nos Estados Unidos. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio de seu programa ApexBrasil +Feiras, fechou neste mês uma parceria com a Emerald, a maior organizadora de feiras comerciais nos EUA. A empresa traz em seu portfólio uma grande variedade de eventos anuais, que vão complementar o vasto leque de opções que a Agência já oferece para quem deseja adentrar ou fortalecer sua presença no mercado norte-americano.
 
O acordo com a Emerald beneficia diretamente a promoção comercial de produtos e serviços brasileiros no mercado norte-americano, em setores variados da economia. Essa é uma prioridade para os negócios da ApexBrasil, conforme reiterou o presidente da Agência, Jorge Viana, durante as agendas que liderou junto de representantes dos Setores de Promoção Comercial (SECOMs) das embaixadas brasileiras nos EUA e no Canadá, entre 12 e 15 de março deste ano. ˜Queremos ampliar a presença das empresas nacionais no exterior, e isso exige uma estratégia diferenciada para estimular acordos bilaterais com os Estados Unidos, o principal mercado do mundo e o nosso segundo maior parceiro comercial", frisou Viana na cerimônia de abertura dos encontros.
 
A vice-presidente da Emerald, Indira Franca, brasileira baseada nos Estados Unidos, destacou a potência da parceria. "Nós, como Emerald, estamos muito honrados de ser o primeiro organizador americano a assinar o acordo com a ApexBrasil +Feiras, porque nós cremos que vamos poder apoiar e facilitar realmente a entrada das empresas brasileiras no mercado americano através das nossas plataformas, incluindo as nossas feiras", celebrou Franca, durante reunião na ApexBrasil para consolidar o acordo. A CEO complementou que o Brasil é um país com altíssimo potencial de destaque nesses eventos, tendo em vista também a diversidade de oportunidades no portfólio da Emerald. 
 
O ApexBrasil +Feiras é uma das formas de apoio à participação de empresas brasileiras em eventos no exterior. O programa oferece acesso a um conjunto de feiras internacionais, em setores variados da economia e em mercados não tradicionais, facilitando a promoção comercial de micro e pequenas empresas e das que ainda estão iniciando sua jornada exportadora. O acordo com a Emerald, em especial, vai viabilizar a participação do Brasil em 13 novas feiras nos Estados Unidos, em diferentes segmentos. Uma delas é a Cocina Sabrosa, ponto de encontro para o mercado latino de alimentos e bebidas, que acontecerá em Irving, nos Texas – clique aqui para se inscrever até 31 maio. 
 
Confira a lista dos eventos incluídos no portfólio do ApexBrasil +Feiras por meio da parceria com a Emerald: 
- Design, reformas e construções
 
BOUTIQUE DESIGN NY
Hospitality and Destination (HD) EXPO & CONFERENCE
INTERNATIONAL FASTENER EXPO (IFE)
- Esportes e práticas desportivas em ambientes externos/ar livre 
ACTIVE COLLECTIVE CA
ACTIVE COLLECTIVE NY
SWIM COLLECTIVE
OUTDOOR RETAILER
SURF EXPO
- Alimentos
COCINA SABROSA
PIZZA EXPO
- Casa, presentes e varejo no geral
ASD MARKET WEEK
NY NOW
- Tecnologia e marketing
CEDIA EXPO
 
Sobre a Emerald
Emerald é a maior produtora de feiras, conferências, conteúdo e comércio dos Estados Unidos. A empresa produz mais de 140 feiras anuais de negócios B2B e eventos para consumidores, buscando proporcionar conexões que impulsionam o crescimento de negócios variados. Seus conteúdos comerciais, disponíveis em meio impresso e digital, oferecem conhecimento especializado para manter os clientes na vanguarda de seus setores. Além disso, as soluções comerciais da empresa apostam em tecnologia de última geração para promover experiências de compra e venda mais econômicas e eficientes.

 

Nova resolução nas regras de importação coloca em risco investimentos de R$ 26 bilhões em novos projetos fotovoltaicos no País, avalia ABSOLAR

A publicação da Resolução GECEX nº 572/2024, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) esta semana, que revogou 27 ex-tarifários para importação de inversores solares, coloca em risco investimentos de R$ 26 bilhões em novos projetos fotovoltaicos no Brasil.

O alerta é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Para a entidade, a revogação de ex-tarifários em uso pelo setor pode levar a potenciais quedas de investimentos, tanto já previstos quanto futuros, com fuga de capital, cancelamento de projetos já contratados e em execução e a consequente perda de empregos e renda para os trabalhadores do setor, além de um aumento no preço da energia solar para os consumidores e a população brasileira.
  
Dos 27 ex-tarifários revogados para aquisição de inversores solares, oito deles estavam contidos na lista prioritária de 83 ex-tarifários de inversores fotovoltaicos apontados como os mais importantes para os projetos no setor, segundo declarado pelos próprios associados da ABSOLAR. 
 
O montante de projetos no País potencialmente impactados pela medida soma 5,78 gigawatts (GW), que podem acarretar, com a atual revogação, na perda de cerca de 159,7 mil empregos verdes, caso estas usinas sejam afetadas e não saiam do papel.
 
Os ex-tarifários de inversores revogados esta semana pela GECEX já afetam em torno de 920 megawatts (MW), correspondendo à 25,4 mil empregos verdes e R$ 4,5 bilhões em investimentos em risco.
 
“Para superar estes desafios e eliminar estes riscos, a ABSOLAR propõe a estruturação de um plano bem delineado e efetivo para equipamentos fotovoltaicos, considerando um período de transição mínimo de 24 meses para os ex-tarifários efetivamente em uso pelo setor, mapeados pela entidade com o apoio de nossos associados. O objetivo é evitar a inviabilização de projetos já em andamento no País, assegurando a manutenção da segurança jurídica, previsibilidade e estabilidade tributária ao setor”, explica Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.
 
“A continuidade da evolução do mercado de energia solar, segunda maior fonte no País e que responde por mais de 1,2 milhão de empregos gerados na última década e cerca de R$ 190 bilhões de investimentos acumulados no Brasil, não deve ser ameaçada, especialmente quando o Governo Federal estabelece agendas de desenvolvimento da economia verde, transformação ecologia e transição energética como bandeiras estratégicas do Brasil, nos âmbitos nacional e internacional”, afirma Sauaia.

Sobre a ABSOLAR
 
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil.

 

Como empresas podem apoiar uma vida mais saudável para seus colaboradores

As empresas podem ajudar os seus colaboradores a terem hábitos mais saudáveis, com a implementação de programas de nutrição que contemplem atividades de educação nutricional, promovendo bem-estar e saúde através de um estilo de vida saudável. Os funcionários passam a ter um acompanhamento nutricional personalizado, participando também de palestras online, rodas de conversa, desafios, oficinas culinárias e acesso a vídeos com orientações.

Segundo a nutricionista Stéphanie Xavier, responsável técnica pelo “Programa de Nutrição” da AsQ, empresa especializada em gestão de saúde corporativa, não basta a empresa oferecer as iniciativas voltadas para os cuidados alimentares, os funcionários precisam praticar as atividades e se comprometer com o planejamento. O ponto de partida, segundo a especialista, é a consulta com um nutricionista. “É no consultório que conhecemos as necessidades e objetivos dos pacientes, desde perda de peso, hipertrofia, tratamento para graus de obesidade, hipertensão, diabetes e hipercolesterolemia. Além de doenças relacionadas ao comportamento alimentar e prevenção de outras doenças”, afirma Stéphanie.

Os benefícios dos programas de nutrição refletem no desempenho profissional. Os trabalhadores passam a ser mais produtivos e a entregar um produto final com mais qualidade, enquanto as empresas conseguem reduzir o absenteísmo decorrente de doenças e aumentar seus lucros financeiros. “Através do ‘Programa de Nutrição’, abordamos temas que promovem a saúde e bem-estar, prevenindo e tratando doenças, trazendo mais disposição e energia aos colaboradores. Assim, resultando em mais qualidade de vida e produtividade”, enfatiza Stéphanie.

Para uma vida mais saudável para seus colaboradores, a nutricionista Stéphanie Xavier dá dicas de práticas alimentares que podem ser incentivadas pelas empresas nos ambientes de trabalho. Acompanhe!

Dicas de nutrição para incentivar hábitos mais saudáveis aos colaboradores

Acompanhamento nutricional
Oferecer, através de programas de nutrição, consulta individual personalizada aos trabalhadores. Os atendimentos personalizados permitem a criação de um planejamento adequado com receitas e suplementação, respeitando as necessidades de cada paciente.

Ferramentas remotas
Garantir aos colaboradores o acesso a recursos internos, como o suporte e apoio de profissionais por meio de 0800, WhatsApp, e-mail, aplicativos e plataformas na intranet.

Educação nutricional
Conscientizar a equipe sobre a importância de participar das ações voltadas à mudança de hábitos alimentares, como palestras online, rodas de conversa e até oficinas culinárias. Organizados sempre por nutricionistas e equipe multidisciplinar, esses eventos precisam orientar os funcionários para um estilo de vida que resultará em mais saúde.


Consulta contínua
Incentivar o empregado a manter o vínculo com o nutricionista até o fechamento do diagnóstico. Esse comprometimento é importante para que os encaminhamentos sejam feitos para outros profissionais e especialidades médicas, se houver necessidade.

Mudanças na rotina
Reforçar no dia a dia os benefícios de uma alimentação mais saudável, com ingestão de frutas, verduras e legumes. Reforçar o consumo de água, assim como os cuidados em relação à ergonomia e a prática de ginástica laboral.​

CEO da Duas Rodas, Leonardo Fausto Zipf, receberá Ordem do Mérito da CNI

O empresário catarinense Leonardo Fausto Zipf, presidente do Grupo Duas Rodas Industrial, de Jaraguá do Sul, será agraciado com a Ordem do Mérito Industrial da CNI. A indicação, que foi feita pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), foi aprovada nesta quarta (20), pela diretoria da Confederação Nacional da Indústria.

"Esta homenagem é o reconhecimento da indústria brasileira à trajetória de um líder que conduziu o processo de internacionalização da empresa e a posicionou no topo do mercado latino-americano de ingredientes para alimentos”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

“Zipf carrega características comuns do industrial e do empreendedor catarinense, da perseverança, arrojo, da capacidade de inovação, de resiliência e de se reinventar”, acrescenta Aguiar. 

Nascido em Blumenau, Zipf chegou à Duas Rodas em 1989, na área comercial, como supervisor de vendas. Posteriormente, ocupou as funções de gerente e diretor comercial, até assumir a posição de CEO executivo do Grupo. Sob sua liderança, a empresa estabeleceu unidades produtivas no Chile, Colômbia e México. Além disso, em 2024, a indústria adquiriu a tropextrakt GmbH, na Alemanha, com a qual a Duas Rodas estabeleceu um centro avançado de inovação e logística em um dos maiores mercados globais. A empresa também expandiu sua presença com escritórios comerciais nos Estados Unidos e na China.

A expansão também ocorreu em território nacional, com a implantação de unidades fabris na cidade sergipana de Estância, e com a aquisição, em 2015, da Mix Indústria de Produtos Alimentícios Ltda, em São Bernardo do Campo-SP.

Administrador com especialização em Marketing, Zipf integrou os conselhos de administração de diversas empresas, incluindo Dudalina, Tigre Tubos e Conexões, Sênior Sistemas e Karsten. Atualmente, faz parte do conselho de administração da EMBRAED. Na Duas Rodas, além de CEO executivo, ele preside o conselho. Em 2019, ele recebeu a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina, outorgada pela FIESC.

Ordem do Mérito Industrial da CNI
Zipf será o 33º industrial catarinense a receber a maior condecoração da indústria brasileira, criada em 1958. A Ordem do Mérito Industrial CNI é concedida a personalidades e instituições que contribuem significativamente para o desenvolvimento da indústria brasileira.

A homenagem a Zipf está programada para 21 de junho, em evento na FIESC, juntamente com a outorga da Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina.

Sobre a Duas Rodas
A fábrica de extratos e essências naturais foi fundada em 1925, na cidade de Jaraguá do Sul, pelo casal de imigrantes Rudolph e Hildegard Hufenüssler. Ele químico-farmacêutico e ela física, oriundos de Mainz, na Alemanha. Em 1935, a empresa começou a exportar para o Uruguai e, em 1938, para a Europa. O nome Duas Rodas Industrial, pelo qual os produtos já eram conhecidos, passou a ser adotado oficialmente em 1992, substituindo a nomenclatura anterior – Indústrias Reunidas S/A.

A companhia emprega cerca de 1,7 mil pessoas e produz mais de três mil itens divididos em três mercados: Flavors (aromas, extratos botânicos, condimentos e aditivos, além de soluções integradas), Food Service (onde atua com as marcas Selecta, Specialitá e Mix na fabricação de ingredientes para sorvetes, chocolates e confeitaria) e Animal Nutrition (ingredientes para nutrição animal, com a marca Statera). 

Com informações da Duas Rodas e CNI 

Foi positivo caça-níqueis, loteria e jogos de azar ficarem fora do Marco Legal dos Games, opina especialista

O Senado aprovou, na semana passada, o Marco Legal dos Games para regulamentar a atividade das empresas que desenvolvem jogos eletrônicos. Segundo o projeto, os games poderão ser protegidos por meio de patentes. Agora, a matéria retorna para a Câmara dos Deputados, pois os senadores mudaram o conteúdo do projeto.
A proposta permite que empresas captem recursos por meio da Lei Rouanet e da Lei do Audiovisual, criadas para incentivar a cultura no país.
Para Marcelo Mattoso - sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e com Mestrado Avançado (LL.M.) em Direito – Inovação e Tecnologia – na Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, essa proposta de financiamento pela Lei Rouanet é apenas uma formalização do que já acontecia. "Desde o início dos anos 2000 os games já são reconhecidos, no Brasil, como meio de produção cultural, seja pelo Ministério da Cultura ou pela própria comunidade. O próprio mercado do audiovisual apoia essa ideia, uma vez que os mercados se conectam e isso é benéfico para ambos. O ecossistema cultural de entretenimento brasileiro só tem a ganhar", opina.
Empresas estrangeiras poderão abater 70% do imposto sobre remessas ao exterior relacionadas à exploração de games ou licenciamentos - desde que as companhias invistam em jogos eletrônicos nacionais.
O governo também deve facilitar ferramentas para o desenvolvimento do setor. A última versão do relatório retirou benefícios como a possibilidade de abater até 80% dos investimentos feitos na base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Além disso, os chamados fantasy games ficaram fora, por enquanto, da regulamentação. Para Mattoso, o texto vai na direção correta.
"Eu achei um ponto positivo os fantasy games, caça-níqueis, jogos de azar e loteria estarem fora do texto. Era uma briga muito grande do setor não misturar esses mercados”, defendeu. Existem dois universos distintos que estavam sendo discutidos no mesmo projeto, sendo um deles o setor de jogos eletrônicos (games ou vídeo games para consoles, PC ou mobile) e o setor de fantasy games.
“Os dois integram a indústria do entretenimento e ambos se baseiam em 'games' para gerar o conteúdo de entretenimento, mas não se correlacionam entre si, possuem público-alvo distantes e modelos de monetização completamente diferentes. O texto inicial do Marco Legal dos Games acabou misturando os dois universos e não abarcando nenhum deles de forma plena", explica.
Fonte:
Marcelo Mattoso - sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista no Mercado de Games e eSports. Mestrado Avançado (LL.M.) em Direito – Inovação e Tecnologia – na Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ).

 

Febraban dá dicas para pagar boletos com segurança e evitar golpes

O boleto bancário é um dos meios mais usados pelos brasileiros para pagamentos de contas de consumo como escolas, academias, condomínios, planos de saúde, consórcios, financiamentos, cartões de crédito, entre outros, e só no ano passado foram 4,2 bilhões de documentos transacionados totalizando R$ 5,8 trilhões. Entretanto, assim como em outros meios de pagamento, o boleto também atrai a atenção dos golpistas.
 
Com a entrada em operação da Plataforma Centralizada de Recebíveis (PCR), em 2018, sistema criado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) em parceria com os bancos para registro de títulos de cobrança dentro das normas exigidas pelo Banco Central, foram mitigados os golpes envolvendo a adulteração de boletos físicos. 
 
Por meio dela, o consumidor pode pagar boletos vencidos em qualquer canal de recebimento (banco ou correspondente) ou optar pelo Débito Direto Autorizado (DDA), o que reduz o risco de fraudes, uma vez que o DDA apresenta os dados para pagamento diretamente da base da Plataforma Centralizada de Recebíveis. Outra vantagem trazida pela plataforma é que os comprovantes de pagamento dos títulos passaram a ser mais completos, apresentando os detalhes do boleto (razão social e nome fantasia do emissor do boleto, valor, data de vencimento e, se for o caso, juros, multa, desconto etc.), além de informações do beneficiário e do pagador.
 
Todas essas informações permitem ao consumidor ter a certeza de que o boleto que está sendo pago efetivamente é aquele que teria de pagar. A Febraban calcula que o novo sistema eliminou o equivalente a R$ 450 milhões em fraudes por ano (valor estimado).
 
O setor bancário investe constantemente em melhorias para o produto. No último dia 15 de março, parte da liquidação interbancária da cobrança do documento começou a ser feita no mesmo dia do pagamento, prazo conhecido como D+0. Outra parte continua com sua liquidação ocorrendo no prazo D+1 (em um dia útil). 
 
Com a mudança, que dá mais agilidade para o cobrador e beneficia o comércio, se o cliente pagar o boleto até às 13h30, o cobrador poderá receber o dinheiro no mesmo dia, dependendo do contrato que ele tenha com a sua instituição financeira. Se o pagamento for feito após às 13h30, a liquidação ocorrerá no dia seguinte. 
 
Entretanto, golpistas estão sempre em busca de novas formas para cometer crimes. A Febraban alerta que é de extrema importância que as pessoas se mantenham alertas para evitar serem vítimas. Os fraudadores apostam na desatenção dos pagadores para aplicar golpes.
 
A FEBRABAN separou algumas dicas para ajudar as pessoas a reconhecerem boletos falsos e reduzir as chances de caírem nas armadilhas criadas pelos golpistas:
 
- Confira os dados do beneficiário do boleto
Com a entrada em operação da Plataforma Centralizada de Recebíveis (PCR), todos os boletos emitidos precisam ser registrados antes de serem emitidos. Para isso, os bancos inserem as informações ao documento, tais como CPF ou CNPJ do emissor, data de vencimento, valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador. 
 
No momento do pagamento, independente do canal utilizado (caixa eletrônico, mobile bank, internet bank etc.), os dados do beneficiário (a empresa que receberá o dinheiro) serão mostrados, o que permite ao pagador realizar a conferência com os dados que constam do boleto físico que está em suas mãos. Se a conta em questão não pertencer ao beneficiário correto, o cliente não deve concluir a operação. Em caso de qualquer dúvida, o cliente deve entrar em contato com o SAC da empresa. 
 
- Não imprima os boletos
Muitas quadrilhas usam vírus para adulterar os boletos na hora da impressão. Ele muda os dados do boleto, como valor e a conta na qual o dinheiro será depositado, e entra em ação quando a pessoa imprime o boleto. Para evitar ser vítima desse tipo de golpe, a recomendação é solicitar que o emissor mande o arquivo no formato PDF, bem mais difícil de ser adulterado, e manter sempre um antivírus atualizado. 
 
- Confira os dados do banco emissor do boleto
Diversos golpistas cometem pequenos deslizes na hora de criar os boletos adulterados. Um deles é colocar, no documento, um logo diferente da instituição financeira que emitiu o título. Para verificar se está tudo certo, basta conferir se os três primeiros números do código de barra correspondem ao banco que aparece no boleto. 
- Use o DDA (Débito Direto Autorizado)
Uma das formas de evitar pagar boletos falsos é aderir ao DDA (Débito Direto Autorizado). Ao se cadastrar, o cliente irá receber a versão eletrônica de todos os boletos emitidos em nome dele. Como o serviço pega as informações direto daPlataforma Centralizada de Recebíveis, não há o risco de o documento ser fraudado por um golpista se fazendo passar por uma loja ou empresa prestadora de serviço. 
 
Para aderir ao DDA, o consumidor deve fazer o registro como “pagador eletrônico” na instituição financeira em que tem conta, e, caso haja cobrança em seu nome, a ferramenta permite ao cliente receber o boleto de forma eletrônica, o que facilita o reconhecimento da dívida e, após este reconhecimento, autorizar o débito para o pagamento. O cadastro também pode ser feito pelos canais eletrônicos.
 
Importante deixar claro que o DDA é um serviço diferente do débito automático. Ao aderir ao Débito Direto Autorizado, o cliente autoriza o banco a notificá-lo sempre que um boleto é emitido em seu nome e disponibiliza o documento para pagamento, mas não realiza a operação. No débito automático, o consumidor autoriza a instituição a pagar o título na data de vencimento. 

 

Porto de Porto Alegre registra o melhor bimestre operacional de sua história

A unidade Porto Alegre da Portos RS registrou o melhor mês de fevereiro de toda a sua história ao atingir a movimentação de 107.274 toneladas. O aumento contribuiu para também fazer deste o melhor primeiro bimestre de todos os tempos, com o total de 175.227 toneladas nos dois primeiros meses de 2024, um crescimento de 81.02% em relação ao mesmo período de 2022.

 Nos primeiros 60 dias de 2024 passaram pelo cais comercial porto-alegrense 43 embarcações entre barcaças de navegação interior e navios de longo curso. Somente as cargas de trigo movimentaram 89.811 toneladas, sendo seguidas pelos fertilizantes (45.996t), pelo sebo bovino (20.879t), pela cevada (17.291t) e por cargas gerais (1.250t).

 O Brasil lidera a lista dos países de origem das mercadorias desembarcadas na unidade durante o primeiro bimestre, com 89.721 toneladas, o equivalente a 58.64% do total. Na sequência, aparecem a Rússia (38.936t), Argentina (12.530t), Alemanha (7.060t) e o Uruguai (4.761t).

 Já os embarques realizados no Porto de Porto Alegre tiveram, principalmente, os Estados Unidos como destino (21.559t) e também o mercado interno (570t). Em fevereiro, a Portos RS anunciou que planeja executar ainda em 2024 a obra de requalificação da pavimentação da área operacional da unidade, o que dará mais agilidade e segurança às operações.

 Ao comentar os resultados obtidos pela unidade, o gerente de planejamento e desenvolvimento da Portos RS, Fernando Estima, lembrou dos editais de novas áreas de arrendamento, da recuperação da sinalização náutica da hidrovia e das licenças operacionais obtidas junto à Fepam que colocam o Porto de Porto Alegre no caminho de um futuro ainda mais próspero.

 “O mês de fevereiro é uma boa demonstração do quanto as empresas continuam apostando no Porto de Porto Alegre e do quanto a Portos RS continua apostando firmemente na hidrovia e no cais comercial de Porto Alegre”, afirmou Estima.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) começou o ano de 2024 com a marca de R$ 1 bilhão em contratações e 2.715 contratos fechados nos três estados do Sul, sendo 42% do número de contratos realizados em Santa Catarina (1.158 financiamentos). Nos dois primeiros meses do ano passado, o volume nos estados atendidos pelo banco foi de R$ 304 milhões, o que representa um crescimento de 228% na região de atuação. Em Santa Catarina, o resultado foi ainda mais expressivo. A movimentação em recursos contratados foi de R$301 milhões nos primeiros meses deste ano. No mesmo período de 2023, o valor operado em contratações chegou a R$ 44 milhões, o que representa um crescimento de 584%. O presidente do BRDE, João Paulo Kleinübing, atribui, entre outros fatores, a capacidade do banco em se aproximar das necessidades do mercado. “O BRDE tem buscado se estar presente, como um parceiro essencial para o desenvolvimento econômico e social do Sul do Brasil, vindo a contribuir para a criação de oportunidades, geração de trabalho e renda e renda”, ressalta. Entre os setores com mais contratações em Santa Catarina, estão a indústria com 38,7%, agropecuária com 33,53%, comércio e serviços com 18,2%, seguido de infraestrutura com 9,4%. O diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos, Mauro Mariani, ressalta que “o BRDE promove a sustentabilidade, o empreendedorismo e a qualidade de vida das pessoas. Além do apoio aos grandes empreendimentos, também tem atuado junto ao micro e pequeno empresário, como recentemente fizemos com o Pronampe Emergencial SC”, cita. Das contratações com o BRDE, foram R$ 394 milhões financiados para empresas de grande porte, sendo destes, mais de R$ 150 milhões em Santa Catarina, seguido de financiamento para pequenos produtores rurais, que somou R$ 211 milhões, dos quais, R$ 56 milhões no estado. O superintendente da agência do BRDE em Florianópolis, Marcone Souza Melo, afirma que atingir esse volume expressivo em tão pouco tempo demostra a força do BRDE na região Sul. “Representa também a confiança dos nossos parceiros e de quem quer investir e crescer. Esperamos que a até o final deste ano continuemos a gerar ainda mais desenvolvimento”, afirmou.

A Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma plataforma completa end-to-end, ajudando gestores a planejar, monitorar e automatizar o seu supply chain, tem uma série de vagas em aberto para profissionais de áreas diversas. Atualmente, a empresa conta com mais de 300 colaboradores e deseja aumentar o time.

De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO e fundador da Logcomex, contar com uma equipe comprometida e talentosa é fundamental para o crescimento da empresa. “Sabemos também que, para inovar, ter uma cultura forte que possibilite um ambiente transparente e colaborativo é muito importante. Estamos recrutando profissionais que se encaixem nessa nossa forma de pensar e possam somar aqui dentro”, afirma. 

Além de salários competitivos, a Logcomex oferece diversos benefícios, como auxílio home office, inglês in company, vale cultura, gympass e outros. “Também proporcionamos horário flexível, massagem in company, day off de aniversário e várias outras coisas para nossos colaboradores”, conta Hofstatter.

A Logcomex fica em Curitiba e a maioria das vagas é para trabalho híbrido na sede da empresa, entretanto, também há oportunidades para trabalho em home office ou híbrido em algumas posições. 

Confira algumas das vagas disponibilizadas pela Logcomex:

  • Analista de Customer Success Pleno/Sênior (Importador)
  • Analista de Growth Marketing Sênior
  • Analista de Sales Enablement SR
  • Business Partner Sênior
  • Copywriter - Analista de Marketing PL
  • Estagiário de Controladoria
  • Sales Training Sr
  • Executivo de Vendas
  • SDR
  • LDR
  • BDR


Para ter acesso a todas as vagas e saber mais detalhes acesse: logcomex.gupy.io

 

Sobre a Logcomex

Criada em 2016, a Logcomex desenvolve soluções de tecnologia e oferece uma plataforma que auxilia as empresas no planejamento, monitoramento e automatização do supply chain global. A maior startup de comércio exterior do Brasil conta com aproximadamente 300 colaboradores, e está presente em mais de 11 países espalhados por cinco continentes.

A empresa oferece soluções como visibilidade em tempo real, eficiência na gestão de ponta a ponta da operação e informações estratégicas para negócios que atuam no comércio exterior. Para saber mais, acesse o site logcomex.com.  


Sobre Helmuth Hofstatter

Empreendedor Endeavor, co-fundador e CEO da Logcomex, estudou administração e comércio internacional, possui mais de 20 anos de experiência no segmento de logística internacional, tecnologia e comércio exterior. É especialista em gestão de produtos e apaixonado por desenvolver soluções voltadas ao universo do comércio exterior. Desde 2016 lidera a empresa e é diretamente responsável pelos times de Tecnologia.

SC amplia liderança na produção e exportação de carne suína em 2023

Um dos motores da economia catarinense, a indústria de proteína animal bateu novos recordes de produção de carne de frango e de suínos in natura em 2023. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE, divulgados nesta quinta-feira (14) e levam em conta os abates de animais no estado no acumulado do ano passado.

Santa Catarina ampliou sua liderança no abate de suínos em 2023, com 29,5% do abate nacional. Foram abatidas mais de 16,9 milhões de cabeças, um aumento de 3,9% no comparativo com o ano anterior. O segundo lugar na produção de carne suína é do Paraná, com 21,2% do total produzido no Brasil, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 17%.

Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, os números confirmam a força do parque agroindustrial catarinense e reforçam a necessidade de melhorias nas condições logísticas para o escoamento da produção e acesso aos insumos, especialmente na região Oeste. “Sem investimentos, corremos o risco de perder competitividade e ver esses números recuando. Não podemos deixar que SC perca a relevância mundial que tem no setor. A agroindústria é um grande patrimônio catarinense”, afirmou.

Nas exportações de carne suína, o estado também ampliou a liderança do  ranking, com aumento de 8,5% no volume exportado no acumulado do ano passado. Em 2023, Santa Catarina foi responsável por 55,5% das vendas brasileiras do produto ao exterior, o equivalente a 603,7 mil toneladas. China, Filipinas e Chile foram os principais destinos das exportações de carne suína in natura.

Frango

A produção de carne de frango in natura em Santa Catarina em 2023 correspondeu a 13,4% do total nacional, com abates alcançando 841,5 milhões de cabeças. O aumento na produção foi de 5,1% no ano passado.

O volume das exportações cresceu 8,9%, para 966,85 mil toneladas e atingiu 20,4% do volume total de carne de frango in natura vendido ao exterior pelo Brasil. O Paraná liderou o ranking das exportações, com 42,5% do volume total e o Rio Grande do Sul ficou em terceiro, com 14,7% das vendas externas de carne de frango in natura em 2023.

Brasil

Os dados do IBGE mostram que em 2023 foram abatidas 57,17 milhões de cabeças de suínos, um aumento de 1,3% em relação ao ano de 2022. O montante representa um novo recorde desde 1997, quando a série histórica começou. Também bateram recorde histórico as exportações de carne suína, com pouco mais de 1 milhão de toneladas vendidas ao exterior. China, Hong Kong e Filipinas foram os principais destinos das exportações brasileiras.

Em relação ao abate de frangos, o Brasil registrou aumento de 2,8% em 2023 em relação ao ano anterior. A produção de carne de frango in natura alcançou 6,28 bilhões de cabeças. As exportações cresceram 8,4%, para 4,37 milhões de toneladas, recorde histórico.

Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física começa nesta sexta

A partir desta sexta-feira (15), aqueles que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2023 deverão fazer a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2024. O prazo termina às 23h59 do dia 31 de maio.

Ao declarar o IRPF, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Mário Cezar de Aguiar, comenta que o contribuinte tem a oportunidade de destinar parte do imposto a fundos de apoio a crianças, adolescentes e idosos de Santa Catarina. “A destinação é um ato de cidadania. Você não pagará mais imposto, nem terá sua restituição diminuída e ainda ajudará a promover a transformação social em nosso Estado”, frisa, em vídeo compartilhado pelas redes sociais.

Até 3% do imposto devido podem ser destinados aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, e outros 3% aos Fundos dos Direitos da Pessoa Idosa. Eles financiam projetos que promovem e protegem os direitos de crianças, adolescentes e pessoas idosas. Existem em quase todos os municípios catarinenses.

Além do IRPF, a FIESC também incentiva o direcionamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) a projetos sociais desenvolvidos no Estado. Empresas que tributam por lucro real podem direcionar até 10% do imposto devido a projetos sociais de saúde, infância e adolescência, esporte, cultura, assistência a idosos e pessoas com deficiência.

No ano passado, projetos recomendados pela FIESC captaram R$ 16,7 milhões do IRPJ, um aumento de 64% frente aos R$ 10,2 milhões captados em 2022. A cada ano, se todas as empresas de Santa Catarina habilitadas fizessem a destinação, cerca de R$ 250 milhões poderiam ser aplicados em projetos sociais do Estado.

Fecomércio divulga pesquisa de intenção de compras para a Páscoa

A pesquisa de intenção de compra para a Páscoa de 2024 apontou avanço na intenção de gasto médio dos consumidores de 34,5% frente ao ano anterior. Assim, a expectativa de gasto dos catarinenses será de R$ 228,42, o maior valor da série histórica. Em termos reais, ou seja, considerando a inflação acumulada nos últimos doze meses, essa intenção de gasto é 28,7% superior a de 2023, indicando que, de fato, os consumidores desejam comemorar a data comprando mais do que no ano passado.

As famílias catarinenses vêm com a melhor percepção de situação financeira da série histórica. 42,7% dos entrevistados declararam estar em situação financeira melhor do que no ano passado, 41,7% em igual situação e 15,5% indicaram estar em situação pior. A rigor, tal indicativo reforça a boa perspectiva para a data.

Câmara aprova projeto que viabiliza isenção do IR para quem ganha até dois salários mínimos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (12) projeto de lei que viabiliza a isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) de valores até dois salários mínimos (R$ 2.842,00). A medida consta do Projeto de Lei 81/24, que será enviado ao Senado.

De autoria do líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), o projeto incorpora o texto da Medida Provisória 1206/24 sobre o mesmo tema.

O texto aprovado em Plenário é um substitutivo do relator, deputado Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), que exclui trecho não constante na MP sobre permissão dada ao Poder Executivo para atualizar por decreto a tabela progressiva mensal do IRPF a partir de 2025 a fim de manter a faixa com alíquota zero igual a dois salários mínimos.

O projeto segue assim a redação igual à constante da MP, que tem força de lei e já está em vigor, prevendo isenção para rendimentos de até R$ 2.259,20 após a dedução do desconto simplificado de R$ 564,80 do valor de dois salários (R$ 2.824,00 menos R$ 564,80).

Embora o objetivo seja a isenção para essa faixa de rendimentos, a correção da primeira faixa também influencia os descontos no cálculo do imposto nas demais faixas de rendimento em função da progressividade da tabela. "Todo mundo que paga Imposto de Renda no Brasil será beneficiado por essa medida", disse o deputado Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do governo, que relatou as mudanças do projeto no Plenário.

O reajuste da tabela passou a valer pela MP a partir de fevereiro deste ano e tem impacto orçamentário calculado em R$ 3,03 bilhões em 2024, de R$ 3,53 bilhões em 2025 e de R$ 3,77 bilhões em 2026.

Valor da isenção

Parlamentares da oposição criticaram o que classificaram como "estelionato eleitoral" da proposta, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu isenção até R$ 5 mil durante a campanha para a Presidência de 2022. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) ressaltou, no entanto, que até o final do governo haverá isenção de R$ 5 mil.

Segundo o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), vice-líder da oposição, o governo traz uma “medida pífia” ao conceder a isenção abaixo da promessa eleitoral. Parlamentares da oposição chegaram a apresentar uma sugestão de mudança no projeto para ampliar a isenção, mas o texto foi mantido.

Já o deputado Bohn Gass (PT-RS) lembrou que, na campanha de 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro prometeu cinco salários mínimos de isenção no Imposto de Renda (o equivalente a atuais R$ 7.060) e não cumpriu a promessa.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Aeroporto de Florianópolis terá rota cargueira para a Europa

A partir de abril, Florianópolis passará a contar com uma rota aérea de carga para a Europa. O anúncio foi feito pela Latam Cargo e pelo Floripa Airport na Intermodal South América 2024, evento realizado em São Paulo até esta quinta (07). A rota será operada duas vezes por semana em aeronaves cargueiras Boeing 767-300F, com capacidade para mais de 50 toneladas.

O anúncio não especificou o aeroporto de destino no continente europeu, pois ainda depende da confirmação de slots.

Segundo a Latam Cargo, a nova rota irá agilizar o transporte de fármacos, cargas gerais, automotivas e peças de reposição em voos diretos entre as duas regiões.

Com a nova operação, o aeroporto de Florianópolis chegará a seis rotas internacionais de carga por semana. Além desta nova linha, a Latam Cargo já conta com três voos semanais para Miami, mesmo destino que é operado pela Avianca Cargo com um voo semanal.

Vendas de automóveis em Santa Catarina têm crescimento de 4,97% em fevereiro

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC), representante de 554 concessionárias no estado, divulgou o desempenho do setor automotivo em fevereiro de 2024.

Em fevereiro, foram licenciadas 15.704 unidades, contra 14.960 em janeiro, um crescimento de 4,97%.

Comparando o 1º bimestre de 2024 com o mesmo período de 2023, observa-se um aumento de 26,74% nas vendas.

Em relação a fevereiro de 2023, o crescimento foi de 30,80%.

Máquinas agrícolas

 Os dados de Tratores e Máquinas Agrícolas apresentam defasagem de um mês, pois dependem de levantamento junto aos fabricantes.

Em janeiro de 2024, houve uma queda de 42,94% em relação a dezembro de 2023 e 42,63% em relação a janeiro de 2023.

Segundo o diretor regional da Fenabrave-SC, Alfredo Breitkopf, o aumento de vendas em fevereiro foi expressivo, especialmente considerando os 19 dias úteis contra 22 em janeiro.

Se computadas as vendas por dias úteis, o incremento em fevereiro foi de quase 22%.

Ainda segundo Breitkopf, há expectativa de melhora no ambiente de oferta de crédito, projetando um ano positivo de vendas.

Os dados do primeiro bimestre, com aumento de 26,74% sobre 2023, demonstram essa perspectiva.

Hoje, segundo Detran SC, a frota circulante em Santa Catarina é de 5.987.436 veículos, sendo a maioria automóveis (3.261.241).

Fonte: Noticenter

Nova fronteira agrícola enfrenta dificuldades no escoamento da produção

A produção agropecuária bate recordes no Brasil, com o crescimento de 15,1% em 2023, o maior desde 1995, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária. O escoamento da produção, no entanto, ainda é um problema para o país. O transporte centrado no modal rodoviário, com carência de ferrovias e hidrovias, e a dificuldade de acesso aos portos, especialmente na metade norte do país, dificultam o escoamento e as exportações.

Dados da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apontam que a soja e o milho, dois destaques na produção nacional, somaram, juntos, 286,5 milhões de toneladas em 2023. Grande parte da produção é proveniente das novas fronteiras agrícolas, acima do paralelo 16°S, que atravessa, na horizontal, do sul de Mato Grosso ao sul da Bahia. Para o agronegócio essa é a linha divisória de preferência de escoamento da safra de grãos.

Segundo a CNA, do total da safra de soja e milho, 197 milhões de toneladas foram produzidas na parte ao norte do paralelo, e 89 milhões na parte ao sul dessa linha. Quando se consideram as exportações, no entanto, a parte norte é responsável por 61,7 milhões de toneladas, contra 119,7 milhões de toneladas exportadas em portos da região ao sul.

— As regiões de novas fronteiras agrícolas envolvem o estado do Mato Grosso e o "Matopiba" [região formada pelo estado do Tocantins e parte dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia], que têm tido um grande destaque como produtores. Nessas novas fronteiras agrícolas, que ficam no mapa acima do paralelo 16, são produzidos 69% de toda a soja e o milho, mas escoamos pelos portos do Arco Norte, que vão do Amazonas até a Bahia, somente 34% — disse a assessora técnica da CNA Elisangela Pereira Lopes.

A assessora da CNA foi uma das participantes de audiência pública feita pela Comissão de Agricultura (CRA) na quarta-feira (6) para discutir os desafios para o escoamento da safra brasileira nos próximos anos. O debate foi requerido pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO), vice-presidente da comissão.

— Se nada for feito nos próximos dez anos, o Brasil já entrará em colapso porque nós não temos condições. (...) É muito difícil para nós produtores, porque além de nós estarmos preocupados "da porteira para dentro", temos que estar preocupados "da porteira para fora" — disse o senador.

Portos

Em 2013, o Congresso aprovou a medida provisória que deu origem à Lei dos Portos (Lei 12.815, de 2013). A principal mudança da lei foi a possibilidade de concorrência entre portos públicos e terminais privados. Dois anos depois, em 2015, começaram os leilões, que, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), somaram 48 até 2023.

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A agência é responsável por regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços de transporte aquaviário e de exploração da infraestrutura portuária e aquaviária no país. 

Para o diretor da Antaq Alber Vasconcelos, não há gargalo logístico em relação ao número de portos no país. Ele afirmou que atualmente existem 162 instalações portuárias ao longo da costa brasileira.

— Foi muito feliz o legislador com o aperfeiçoamento da Lei 12.815, ao abrir a possibilidade de o setor privado — o empresário — investir no seu porto. Nós só conseguimos dar vazão a essa movimentação com as nossas autorizações nos portos privados, principalmente ali na região do Arco Norte, acima do paralelo 16, onde, em 2010, houve a movimentação de 11 milhões [de toneladas] e passamos para 100 milhões em 2023 — disse o diretor.

Outro aperfeiçoamento feito pelo Congresso em 2023 foi a ampliação, até 2028, do prazo do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto), previsto na Lei 14.787, de 2023. O Reporto prevê incentivos fiscais para investimentos em portos, como compra de máquinas e equipamentos. Esse regime especial permite que os beneficiados comprem equipamentos com desoneração de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins e Imposto de Importação (II).

 

Hidrovias

A dificuldade de escoamento de parte da produção do país também é resultado de problemas com as vias de acesso aos portos. Foi o que ocorreu neste verão, com a seca severa que assolou os principais rios da região amazônica. O problema climático interrompeu o tráfego nos rios e parte da carga teve que ser desviada para o Sul e o Sudeste, gerando insegurança para produtores e investidores.

— A gente tem que olhar também, ter essa visão, de que a logística não significa simplesmente o porto. Eu tenho que chegar até o porto, então tem que ter os acessos. E não é só o rodoviário e o ferroviário, é o acesso aquaviário. Se você pegar os grandes países, os desenvolvidos, a matriz é basicamente 30-30-30, então você tem 30% na rodovia, 30% na ferrovia e 30% nas hidrovias. Hoje, aqui no Brasil, a parte hidroviária não ultrapassa 10% — disse o diretor da Antaq, segundo o qual já está em estudos a implantação de novos de trechos de hidrovias no país.

A gerente técnica da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Ana Paula Gadotti, afirma que é preciso investir em infraestrutura aquaviária, com levantamentos hidrográficos periódicos, gestão do tráfego, manutenção e sinalização náutica, além de implantação de estruturas de primeira resposta para incidentes ambientais, especialmente a Barra Norte do Rio Amazonas.

— Uma outorga hidroviária na região faria muito bem e poderia dar conta de todas essas obras e investimentos  no local, para maior segurança da navegação dos navios que acessam nossos portos, das instalações portuárias e da carga do agronegócio principalmente — disse a representante dos portos privados.

 

Rodovias

Os problemas das rodovias que deveriam garantir o acesso aos portos também contribuem para a dificuldade do escoamento da safra. Um exemplo do entrave é a BR 163, que corta o Brasil de Norte a Sul e é um dos principais corredores logísticos do Arco Norte, responsável pelo escoamento de mais de 20 milhões de toneladas por ano, segundo a ATP.

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Ana Paula Gadotti explica que a concessionária Via Brasil, responsável pela rodovia na parte que liga Mato Grosso ao Pará, tem como obrigação, por contrato, executar os acessos até as regiões dos terminais portuários às margens do Rio Tapajós. A concessionária, no entanto, não apresentou um cronograma detalhado para a execução dos acessos a dois portos. Apenas o acesso ao terminal de Mirituba está em andamento pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

— Os dois acessos para Santarenzinho e para Itapacurá ainda estão indefinidos, e a gente precisa de uma definição para poder ter essa segurança e essa previsibilidade no escoamento da carga. O que a gente sabe, de última informação, é que a concessionária ainda não apresentou o cronograma detalhado que tenha previsão de investimento nesses dois últimos trechos — disse.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), "houve uma melhora significativa nas rodovias brasileiras". No Arco Norte, as principais ações foram a melhoria da malha rodoviária e a intensificação e conclusão de obras estruturantes.

— Se levarmos em consideração só os corredores do agro, os principais investimentos, chegamos, em 2023, a um investimento de R$ 3,6 bilhões liquidados, contra R$ 1,98 bilhão em 2022. Nossa perspectiva para 2024 é alcançar R$ 4,7 bilhões nesses corredores — disse o diretor-geral do Dnit, Fabricio Galvão.

Outro resultado apresentado pelo órgão é a melhora do ICM, índice que mede a conservação e a manutenção das rodovias. O índice é calculado a partir de levantamento de campo, feito mensalmente pelo Dnit, e leva em conta aspectos da pavimentação e da conservação. De acordo com o diretor, no Arco Norte, o índice de rodovias com qualidade boa subiu de 52% em 2022 para 80% em 2023, um aumento de 2 mil quilômetros.

 

Ferrovias

Para o senador Wellington Fagundes (PL-MT), grande parte da produção ainda se perde nas rodovias não só por ineficiência na manutenção, mas também pela quantidade de acidentes. O senador defendeu o desenvolvimento do modal ferroviário e destacou a construção da primeira ferrovia estadual, em Mato Grosso.

— É a primeira ferrovia por autorização estadual do Brasil, e tudo isso só foi possível porque nós aqui aprovamos o marco regulatório das ferrovias, do qual todos nós participamos. Essa ferrovia está avançando de Rondonópolis rumo a Cuiabá, e também com outro ramal chegando até Lucas do Rio Verde — comemorou.

O Marco Legal das Ferrovias, citado pelo senador, foi aprovado pelo Congresso em 2021, para permitir à União autorizar a exploração de serviços de transporte ferroviário pelo setor privado em vez de usar concessão ou permissão. Alguns trechos vetados pelo então presidente Jair Bolsonaro foram retomados pelo Congresso em 2023, após a derrubada dos vetos.

A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) afirmou que é preciso ter todos os modais funcionando para que o agronegócio tenha condições de trabalhar. Ela criticou a suspensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do projeto da Ferrogrão, ferrovia que ligará Sinop (MT) ao distrito de Miritituba (PA). A ferrovia é considerada uma importante via para escoar a produção agrícola do Centro-Oeste até os portos do Norte. 

— Eu não quero que este país não dê certo, mas, às vezes, a gente fica até com dificuldade de acreditar quando vê esse tipo de coisa: o STF impedindo o estudo da Ferrogrão. Nós vamos ver outros entraves aí, mas temos que, com garra, com determinação, enfrentar — disse a senadora.

A decisão sobre a continuidade do projeto é esperada para o fim de março.

 

Porto Itapoá tem um novo Diretor de Desenvolvimento de Negócios e Experiência do Cliente

Felipe Fioravanti Kaufmann, 40 anos, é formado em Logística pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí) e tem pós-graduação em Gestão Empresarial pela FGV. Atuou 20 anos no Grupo Maersk, sendo 10 anos na APM Terminals, na área comercial e de atendimento aos clientes em Itajaí (SC) e Pecém (CE).

“Meu propósito é consolidar e reforçar a cultura, a proposta de valor e a missão da empresa aproveitando esse momento favorável de investimentos. Vim para apoiar a alta direção e todo o time do Porto Itapoá buscando resultados e o crescimento sustentável para o Terminal”, afirma Kaufmann.

FIESC faz balanço positivo de missão aos Emirados Árabes

Investimentos em infraestrutura são projetos de longo prazo, baseados em parcerias estratégicas. Assim também é o desenvolvimento de novos negócios, ainda mais quando a origem do recurso é estrangeira. É por isso que a excelente receptividade de investidores dos Emirados Árabes Unidos às potencialidades de Santa Catarina apresentadas ao empresariado de Abu Dhabi e Dubai surpreendeu positivamente os integrantes da missão do governo do estado ao país do oriente médio.
 
Essa é a avaliação do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar. De acordo com Aguiar, as primeiras conversas com o Fundo Mubadala e a Companhia de Investimentos ADQ foram muito positivas, já que os executivos não conheciam o potencial do estado e ficaram impressionados com os dados e as oportunidades apresentadas. 

A visita à multinacional de logística DP World e ao porto Jebel Ali Port também foram consideradas muito promissoras. “O retorno foi muito positivo. A concretização de parcerias e investimentos é uma construção, que demanda tempo e novas tratativas, com o detalhamento de informações e uma aproximação maior. Isso já é esperado. Mas ficamos muito satisfeitos com a receptividade que tivemos e estamos confiantes de que no futuro esse primeiro passo possa trazer mais desenvolvimento para Santa Catarina”, destacou Aguiar.

Nesta quinta-feira (22), os integrantes da missão visitaram também a Abu Dhabi Investment Authority (ADIA) - empresa de investimentos do governo de Abu Dhabi-, a Câmara de Comércio de Abu Dhabi, além de uma universidade e Masdar City, cidade planejada para ser uma das mais sustentáveis do mundo.

Na sexta-feira (23), a programação inclui visitas ao EDGE Group e à fábrica da multinacional catarinense BRF.

SC lidera empregos formais no país, com 88,2% do pessoal ocupado

Santa Catarina voltou a ser destaque quando o tema é emprego e registrou a menor taxa de desocupação do país, de 3,2% no 4º trimestre de 2023, frente aos 3,6% registrados no trimestre anterior. O percentual de pessoas desocupadas em SC, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) corresponde a menos que a metade da média nacional, de 7,4%, no período.

O estado também liderou o índice de empregos com carteira assinada do país no setor privado, alcançando 88,2%, contra 73,7% do Brasil, entre outubro e dezembro de 2023. A pesquisa mostrou ainda que a taxa de informalidade em SC foi a menor do país no período e atingiu 27,6%, contra 39,2% da média brasileira.

A pesquisa apontou ainda que SC tem 4,06 milhões de pessoas ocupadas, sendo 959 mil na indústria. O resultado do último trimestre do ano passado representa um incremento no número de pessoas ocupadas na indústria de 1,9% em relação ao trimestre anterior.

Para o presidente da Federação das Indústrias Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, os bons resultados do estado se deram graças ao dinamismo da economia do estado e à manutenção do nível elevado do consumo das famílias. “Incentivadas pelo bom momento de consumo, as vendas nos setores de serviços e comércio cresceram e impactaram a produção em atividades industriais relacionadas”, salientou.

Dentre essas atividades, a economista do Observatório FIESC, Camila Morais, destacou a indústria de alimentos e bebidas, a fabricação de perfumaria e cosméticos, além da indústria plástica, na atividade de embalagens para o setor alimentício. As contratações formais na construção civil também contribuíram para o resultado. “O setor liderou a abertura de vagas formais na indústria catarinense, pelo segundo ano seguido, com destaque para atividades finais do setor, como as obras de acabamentos, bem como a construção de infraestrutura portuária, rodoviária e de energia elétrica”, afirmou a economista do Observatório FIESC.

A PNAD, elaborada pelo IBGE, acompanha dados sobre a força de trabalho e a porcentagem de pessoas empregadas na economia formal e informal, sua escolaridade e seu rendimento. 

Com coberturas de até R$ 50 milhões, que estão entre as mais caras do país, imóveis da Praia Brava tem valorização superior a 20%

A Praia Brava, em Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, que encanta os visitantes pelas belezas naturais, mar de águas limpas e ondas perfeitas para prática de surfe, além das beach clubs que figuram entre os melhores do mundo, agora está na mira de moradores “Triplo A” e investidores imobiliários. Inclusive, a cidade, recentemente, se tornou a maior economia de Santa Catarina com PIB que ultrapassa R$ R$ 47 bilhões e tem o terceiro metro quadrado mais valorizado do país, com índice de 14,72% ao ano, segundo dados da FipeZap. 

Porém, na Praia Brava, considerado o bairro mais nobre do município e refúgio de celebridades como Gisele Bündchen, a valorização média dos imóveis ultrapassa 20% anual e pode chegar a 30% em alguns casos. No local, é possível encontrar coberturas avaliadas em até R$ 50 milhões, que estão entre as mais caras de Santa Catarina. Nesse tipo de imóvel, o preço do metro quadrado ultrapassa R$ 74 mil.

“Nos últimos anos temos observado uma maior procura por imóveis conectados à natureza porque as pessoas estão em busca de maior qualidade de vida e bem-estar. A maior demanda por esse tipo de empreendimento reflete diretamente na valorização imobiliária. Para os próximos anos a tendência é que essa valorização se mantenha na região da Praia Brava já que o local está crescendo de forma ordenada, com preservação da natureza e investimentos em melhoria da infraestrutura para proporcionar maior comodidade para quem visita ou mora no local”, comenta o especialista em mercado imobiliário, Bruno Cassola. 

“Entre os projetos para a preservação ambiental do bairro, destaco o parque Natural do Canto do Morcego, que ficará dentro de uma área de preservação ambiental da orla, que vai desde a  morraria do canto Norte da Brava, passando pela praia e o ribeirão Cassino da Lagoa até o ribeirão Ariribá, no limite com Balneário Camboriú”, complementa Cassola. 

Uma das coberturas que virou objeto de desejo de investidores imobiliários pelo grande potencial de valorização na Praia Brava está no Scenarium Brava Norte, da FG Empreendimentos, que está em fase de pré-lançamento e deve ser lançado só em 2024. Com VGV de R$ 1,2 bilhão, o empreendimento está em uma área de 29 mil metros quadrados, sendo apenas 9,32% do terreno ocupado.

Serão seis tipologias de apartamento, que variam de 189 a 629 m²,  com ticket médio de R$11,5 milhões, divididos em quatro torres. São mais de 3,6 mil m² de área de lazer com assinatura do renomado arquiteto Otto Felix, reconhecido pelo prêmio Building of Year do portal ArchDaily, uma das mais visitadas plataformas de arquitetura do mundo.

Outro destaque da Praia Brava é o Bravíssima Private Residence, que fica em uma área de 29 hectares frente mar e com uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) de 16 hectares. 

O empreendimento tem dez torres com apenas cinco pavimentos e recuo frontal de 50 metros, para a preservação da mata nativa, além de conceitos da arquitetura orgânica. O condomínio conta com restaurante panorâmico, quadra oficial de tênis coberta, padel, quadra poliesportiva, campo de futebol society, piscina frontal ao mar com borda infinita, piscina aquecida com raia de 25 metros, piscina elevada no clube vista mar, ofurôs, e muito mais. Os apartamentos tipos têm 360 a 430 metros quadrados privativos e as coberturas chegam a ter 800 metros quadrados privativos, frente ao mar e com piscina privativa.

Sobre Bruno Cassola

Com mais de 17 anos de experiência, Bruno Cassola atua no mercado imobiliário de alto padrão de Balneário Camboriú. Além de empresário, administrador de empresas e corretor imobiliário, é perito avaliador de imóveis é referência neste nicho de mercado. https://www.instagram.com/bruno.cassola/

Importação de produtos industrializados tem novo recorde no Brasil

Reportagens publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta semana (dia 12) mostram que a participação de produtos importados no consumo total de industrializados do Brasil atingiu níveis recordes nos últimos anos. Dados apurados junto à Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) mostram um aumento de 15,4% em 2013 para 23,4% nos dois últimos anos.

Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o percentual dos importados foi 25,9% em 2022, a maior participação em duas décadas. Em 2019, antes da pandemia, o índice estava em 23,4%

Especialistas ouvidos pelo jornal indicam que entre os fatores internos responsáveis por este aumento estão as distorções do sistema tributário atual, o alto custo de capital e as deficiências de infraestrutura. 

No lado externo, é apontada a lenta recuperação do mercado interno chinês, que tem levado a um aumento no volume e uma redução nos preços dos produtos exportados pelos asiáticos.  

Como exemplo, dados apurados pela Abicalçados mostram que o calçado chinês entrou no Brasil durante o ano passado a um preço médio, em dólares, 12% inferior ao valor de antes da pandemia. 

Defesa comercial
Tal cenário, aponta o jornal, tem levado setores da indústria nacional a procurar medidas que preservem a concorrência. Desde o ano passado, 60 pedidos por medidas de defesa comercial chegaram à Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Algum destes pedidos já deram resultado, como a volta do imposto sobre as importações de carros híbridos e elétricos e a aplicação de medidas compensatórias sobre chapas e folhas de alumínio importadas da China.

Outra demanda do setor produtivo, a tributação de importações abaixo de US$ 50, continua aguardando definição. Em atuação conjunta da CNI com a Confederação Nacional do Comércio (CNC) foi protocolada em janeiro uma ação direta de inconstitucionalidade da isenção junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

FIESC vai aos Emirados Árabes em missão do governo de SC

Os diferenciais que fazem de Santa Catarina um estado atrativo para investimentos serão apresentados a empresários e autoridades dos Emirados Árabes na missão organizada pelo governo do estado, com participação do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar.

“Temos excelentes portos, educação de qualidade que forma profissionais qualificados, uma diversidade produtiva ímpar no Brasil. Tudo isso faz de Santa Catarina uma potência. Temos apenas 1% do território, mas somos responsáveis pelo 6º maior PIB do Brasil”, afirma Aguiar, antecipando alguns dos pontos que destacará em sua apresentação na Câmara de Comércio de Dubai.

Em visitas a fundos de investimento, câmaras de comércio e órgãos governamentais em Dubai e Abu Dhabi, o presidente da FIESC espera ampliar a rede de relacionamento com o empresariado local e divulgar os números positivos que fazem de SC um excelente ambiente para se fazer negócios. 

A missão do governo catarinense ao país do oriente médio ocorrerá de 17 a 25 de fevereiro, e vai contar ainda com a participação dos secretários Juliano Froehner (Articulação Internacional), Cleverson Siewert (Fazenda), Vânia Franco (Articulação Nacional), Danieli Porporatti (secretária-geral de Governo) e do presidente da SCPAR, Renato Lacerda. Também viajam com o governador Jorginho Mello o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro de Nadal, o deputado estadual Antídio Lunelli, a presidente da Acafe, Luciane Ceretta, e o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício de Oliveira.

No ano de 2023, Santa Catarina exportou US$315,1 milhões para os Emirados Árabes Unidos e importou US$17,35 milhões. As vendas catarinenses foram lideradas por carnes de frango, motocompressores para refrigeração, madeira de pinus e carne suína. Já os cinco principais produtos de importação foram fios de cobre, copolímeros de propileno, produtos laminados magnéticos, fios de ligas de alumínio e outros polietilenos.

EM PORTO ALEGRE, PRESIDENTE DA PORTOS RS DETALHA PLANEJAMENTO DE AÇÕES COM O GOVERNO DO ESTADO

Com o objetivo de aprofundar as pautas debatidas no último dia 29 de janeiro, o governador do estado, Eduardo Leite, e o secretário estadual de logística e transportes, Juvir Costella, realizaram reunião, ontem (14), no Palácio Piratini, em Porto Alegre com o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, e o gerente de planejamento e desenvolvimento da Empresa Pública, Fernando Estima.

Além de falar sobre os números das movimentações do ano passado e dos investimentos realizados em infraestrutura, também foram mencionados durante o encontro temas relevantes para o contexto portuário gaúcho, como a concessão do Cais Mauá, em Porto Alegre, e a dragagem da hidrovia, obra considerada fundamental para o desenvolvimento econômico do estado.

A reunião de alinhamento também serviu para repassar ao governador um cronograma das ações que serão executadas nos três portos públicos ao longo de 2024. O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, falou sobre a importância da realização de reuniões periódicas com o governo do estado e a Secretaria Estadual de Logística e Transportes (Selt), a qual a Empresa Púbica está vinculada.

“Reuniões de alinhamento com o governador Eduardo Leite e com o secretário Juvir Costella nos permitem caminharmos dentro daquilo que é planejado pelo estado para o seu desenvolvimento. Enquanto autoridade portuária, atuamos de forma a garantir o funcionamento das unidades em conformidade com os parâmetros exigidos, mas sempre de forma integrada com o pensamento da gestão”, disse Klinger.

Lula tem causado muitos problemas em SC, diz secretário Tiago Bolan Frigo

O Secretário Executivo da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo assinou portaria liberando a Pesca Artesanal da lula em Santa Catarina!  Pelo texto da portaria, fica permitido para a pesca artesanal desembarcada e embarcada o uso da tarrafa e outros petrechos artesanais.

O Secretário alega o risco de os pescadores artesanais estarem operando na ilegalidade e que a medida é para proteger a atividade em Santa Catarina. Ele reclama que o Ministério da Pesca não tem sido parceiro com vistas à regulamentação da pesca do molusco no Estado. 

Segundo ele, a Secretaria seguiu determinação do Governador Jorginho Mello de fortalecer e apoiar o pescador catarinense. 

Confira o teor da Portaria SAQ nº 1/2024, de 09/02/2024 

 Considerando o caráter emergencial e que a Instruçãolinha-de-mão (zangarilho) com auxílio de atrativo luminoso  
Normativa Interministerial MPA/MMA nº 10/2011 não contempla as artes de pesca tradicionais, como a pesca da lula realizada com zangarilhos e tarrafas, causando grande transtorno para os pescadores, pois leva-os a atuar em situação de ilegalidade.
Considerando que a pesca artesanal possui grande diversidade de pequenos petrechos, sua característica básica,
sendo necessária a soma de várias pescarias para gerar renda aos pescadores, possibilitando sua subsistência.
RESOLVE:
Art. 1º Estabelecer normas para pesca artesanal de lula no Estado de Santa Catarina.
§ 1º. Entende-se por pesca artesanal: quando praticada diretamente por pescador profissional, de forma autônoma ou
em regime de economia familiar, com meios de produção próprios ou mediante contrato de parceria, desembarcado,
podendo utilizar embarcações de pequeno porte (até 20 AB): I. Fica permitido para a pesca artesanal desembarcada e
embarcada o uso da tarrafa, linha-de-mão (zangarilho) com auxílio de atrativo luminoso.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Estado, com validade até 30 de março de 2024.

Redes Sociais

O Secretário usou suas redes sociais para anunciar a medida e justificar a decisão. Ele informa que a polícia ambiental do Estado é parceira na decisão e critica o Ministério da Pesca pela falta de parceria.  "O Ministério não tem sido parceiro e a gerência regional do Ministério da Pesca é politiqueira, mentirosa, e tem atrapalhado o avanço da pesca e do pescado catarinense." Finaliza alegando que o pescador não é bandido.

Fecomércio vai a Brasília em defesa do PERSE

No dia 7 próximo, o presidente da Fecomércio Santa Catarina, Hélio Dagnoni, estará em Brasília participando de uma mobilização crucial para a manutenção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), uma pauta de grande importância para o setor do turismo. A revogação do PERSE foi inserida na Medida Provisória (MP) 1202/2023, publicada no final do ano passado.

O PERSE foi estabelecido pela Lei n. 14.148, de 3 de maio de 2021, com o objetivo de compensar os setores econômicos impactados pelas medidas de combate à pandemia da Covid-19. Essa compensação ocorreu pela redução a zero das alíquotas dos tributos IRPJ, CSLL, PIS e COFINS ao longo de 60 meses, sendo o benefício condicionado ao cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo art. 2º da Lei e pela Portaria ME n. 7.163/2021.

"O setor de eventos desempenha um papel fundamental na dinâmica econômica e cultural de Santa Catarina. Estamos empenhados em contribuir para a formulação de medidas que possibilitem a efetiva recuperação desse segmento, promovendo não apenas a retomada das atividades comerciais, mas também a preservação de empregos e a vitalidade da economia local. A justificativa do governo para o fim do PERSE argumenta que o setor já se recuperou do impacto da pandemia, o que não corresponde à realidade. Estamos progredindo com muito esforço, mas ainda não podemos falar em recuperação integral", ressalta o presidente.

Desempenho vitorioso
- José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Nas últimas décadas a geração e a transmissão do conhecimento deixaram de ser monopólio da Universidade. O Sistema S é exemplo cabal das novas estruturas didático-pedagógicas que surgiram com a capacidade de profissionalizar – com elevado grau de eficiência – recursos humanos para os setores da agricultura, da indústria, do comércio e da prestação de serviços. Nessa contextura, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), entidade vinculada à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), surgiu e consolidou-se como ente especializado no vasto e multifacetado universo rural barriga-verde. Com estrutura enxuta e aplicação superior a 90% dos recursos financeiros na atividade-fim, assumiu um extraordinário protagonismo na identificação das necessidades do setor primário de economia – agricultura, pecuária, pesca, reflorestamento, extrativismo etc. – e na oferta dos melhores e mais adequados produtos educacionais. 

Treinamento, conhecimento científico e informação de qualidade são indispensáveis ao sucesso das atividades produtivas. Esses insumos impregnaram todas as linhas de atuação. A amplitude da ação do SENAR/SC em território catarinense pode ser dimensionada pelos números que revelam seu desempenho instrucional em 2023 e que estão assim expressos: 139.846 catarinenses do campo, organizados em 6.380 turmas receberam 367.789 horas/aula de capacitação em Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Formação Profissional Rural (FPR), Promoção Social (PS), Treinamento de Agentes Externos (TAE), entre outros.

Mais uma vez sobressaiu-se de forma retumbante e merece registro especial o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) praticado pelo SENAR em território barriga-verde, pois essa notável linha de aperfeiçoamento profissional vem contribuindo significativamente para promover inovações no campo e fortalecer o empreendedorismo rural. A qualificação oferece ao produtor um modelo de adequação tecnológica associada à consultoria gerencial, que prioriza a gestão da atividade de forma eficiente.

Organizados em 296 turmas, 8.710 produtores e trabalhadores rurais foram capacitados pela ATeG em 2023. A implementação da ATeG aliada às demais ações do SENAR/SC e de outras entidades e órgãos transformou as propriedades catarinenses em excelentes exemplos de empreendedorismo e inovação no campo. O programa capacitou mais de 12.000 produtores rurais de vários segmentos em todas as regiões catarinenses nas 10 cadeias produtivas: agroindústria; agroindústria apícola; apicultura; bovinocultura de leite; bovinocultura de corte; fruticultura; maricultura; olericultura; ovinocultura de corte e piscicultura.

Outra exponencial alternativa de formação disponibilizada para o público rural foram os cursos da Rede e-Tec, que se constituíram em importantes ferramentas de formação e preparação de produtores rurais: Técnico em Agronegócio, Técnico em Zootecnia, Fruticultura  e Florestas. Por outro lado, mantiveram sua performance as linhas tradicionais, como a Formação Profissional Rural (FPR) e as atividades de Promoção Social.

O caráter gratuito de todos os produtos educacionais, linhas de atividades e programas instrucionais permite ampla abrangência e capilaridade da ação do SENAR/SC, beneficiando milhares de produtores, trabalhadores rurais e suas famílias. Esse acesso facilitado à ciência e ao conhecimento tem a capacidade de melhorar o desempenho profissional e/ou empresarial dos agentes econômicos do universo rural, catapultando-os para uma melhor qualidade de vida mediante o aumento da renda da propriedade rural.  

As prioridades da instituição são orientadas para a melhoria geral da qualidade de vida da população rural, elevação da produção/produtividade e implantação de um círculo virtuoso de desenvolvimento. Subsidiariamente, busca-se a obtenção de um nível superior de análise e de abstração que permita a interpretação de cenários e leve a decisões mais consistentes, transformando as propriedades rurais em verdadeiras empresas rurais. Sem dúvida, o SENAR/SC teve um desempenho vitorioso.

Projetando investimentos de US$ 5 trilhões, economia americana abre oportunidades para indústria de SC

O governo dos Estados Unidos estima investimentos de US$5 trilhões para movimentar a economia do país até 2030. A expectativa inclui os recursos do próprio governo em três grandes programas e também os investimentos privados, que chegam a reboque da iniciativa governamental. “O momento não poderia ser melhor para a aproximação entre o Brasil e os Estados Unidos, quando completamos 200 anos de relações comerciais. E as empresas catarinenses estão atentas a esse movimento”, destacou o ministro interino da Seção Comercial da Embaixada norte-americana no Brasil, Joel Reynoso. Na última década, Santa Catarina foi o estado brasileiro que teve o maior crescimento nos investimentos nos Estados Unidos, saindo de 2% para 10%. 


O interesse das indústrias catarinenses na internacionalização para os Estados Unidos e também nas exportações para o mercado norte-americano é um fato já consumado. O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, lembrou que os EUA são o destino principal das exportações de produtos manufaturados produzidos no estado.  

No Select USA, evento do Departamento de Comércio dos EUA realizado com suporte do consulado dos EUA no Brasil nesta sexta-feira (2/2) em Florianópolis, cerca de 200 empresários catarinenses puderam conhecer os cases de internacionalização da Tupy - primeira empresa brasileira a abrir uma subsidiária nos EUA -, da WEG, da SoftExpert e também da Schaefer Yachts. Também ouviram a experiência da Whirlpool, subsidiária da gigante norte-americana que fez o caminho inverso, e investiu no estado com a operação da Consul. “Eventos como esses dão uma direção para empresas que buscam a exportação e a internacionalização. É uma oportunidade ímpar conhecer a trajetória de outras empresas para se inspirar”, afirmou Aguiar. 

Trilhões em oportunidades

O especialista em internacionalização do consulado geral dos Estados Unidos, André Leal, destacou que os três programas de investimentos do governo dos EUA podem gerar oportunidades de negócios relevantes para empresas que desejam acessar o mercado norte-americano. “Esse é um momento raro na história americana, com investimentos que podem chegar a US$ 5 trilhões em uma década. Empresas que atuam nos segmentos de infraestrutura, por exemplo, podem se beneficiar dos incentivos do governo dos EUA por meio do Acordo Bipartidário de Infraestrutura, aprovado em 2021”, salientou. 

O segundo programa em destaque também abre portas para empresas brasileiras em um segmento que tem atraído muita atenção, os negócios que favorecem a descarbonização e geração de fontes renováveis de energia. Os investimentos previstos para reduzir a emissão de carbono dos EUA em 40% até 2030 chegam a US$430 bilhões. O programa que incentiva empresas a produzirem semicondutores em território norte-americano também é uma oportunidade de negócios indireta para empresas brasileiras.  

Experiências catarinenses

De origem catarinense, a Tupy hoje é líder mundial no mercado de componentes estruturais. E o mercado norte-americano tem um papel significativo nesta conquista. “Cerca de 60% da receita externa da Tupy vem dos Estados Unidos. Temos 18 clientes lá, e somos parceiros estratégicos desses negócios, desenvolvendo produtos em conjunto, ou customizando. Temos 300 produtos diferentes no mercado norte-americano e em praticamente todos somos o único fornecedor no mundo”, explicou o CEO da empresa, Fernando Rizzo.

A WEG, nascida em Jaraguá do Sul, fez sua primeira exportação nos anos 70 e os Estados Unidos foram o primeiro país a receber uma filial comercial da fabricante de motores e transformadores elétricos fora do Brasil. ”Somos hoje a segunda maior empresa no segmento de motores de baixa tensão no mercado norte-americano e a terceira maior em transformadores elétricos”, destacou o diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais, Daniel Godinho.

Na via contrária, a Whirlpool viu na catarinense Consul uma oportunidade para acessar tecnologia e um mercado com enorme potencial de crescimento. “Estamos desde 1997 no Brasil, e hoje somos o segundo mercado mais relevante para a Whirlpool, atrás apenas dos EUA. A partir da operação no Brasil, hoje desenvolvemos produtos para vários países. Nossa parceria com a UFSC nos Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (Polo) nos permite exportar conhecimento”, afirmou o diretor de relações institucionais da Whirlpool, Eduardo Vasconcelos.

Desafios

O tamanho do mercado norte-americano, a facilidade de se fazer negócios e uma cultura e valores similares contribuem para a atratividade dos EUA como destino dos projetos de internacionalização. Mas nem tudo são flores, conforme destacou Ricardo Lepper, Presidente SoftExpert. “É preciso se planejar, ter um produto realmente inovador e preços competitivos. Os americanos buscam muitas referências, querem saber quem são seus outros clientes e sempre buscam o melhor. Na hora de desenvolver seu produto, leve em conta as necessidades deles e inove”, recomendou. Desde 2019 atuando no mercado dos EUA, a SoftExpert tem clientes nos mais diversos segmentos, incluindo a área de Defesa aérea, considerada estratégica para o país.

Para Maurício Schaefer, fundador da Schaefer Yachts, desenvolver produtos pensando nas necessidades do mercado norte-americano é essencial para o sucesso das empresas que pretendem expandir seus negócios. “Vale a pena investir em novos produtos focados nos EUA, pois eles são uma vitrine para o mundo. Abre possibilidades de negócios em outras partes do mundo. A percepção é de que se você é bem sucedido lá, seu produto é bom e sua empresa é confiável”, destacou.

Fonte: Fiesc

Porto de São Francisco adere ao Pacto Global da ONU

O Porto de São Francisco do Sul se tornou signatário do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciativa que estimula companhias a adotar práticas que promovam o crescimento sustentável e a cidadania. 
O Pacto Global está baseado em dez princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e da Convenção da ONU Contra a Corrupção.
As organizações que passam a fazer parte do Pacto Global se comprometem a seguir esses princípios no cotidiano de suas operações. 
Entre os compromissos que o Porto assumiu, estão o respeito aos direitos humanos, abolição do trabalho infantil e eliminação da discriminação no emprego. 
Também deve promover a responsabilidade ambiental e incentivar o desenvolvimento de tecnologias ambientalmente amigáveis, além de combater todas as formas de corrupção.
A partir de agora, o Porto deve reportar anualmente à ONU seu progresso em relação a esses objetivos.
Com a iniciativa, o Porto passa a integrar uma lista de cerca de 60 portos no mundo que adotaram o mecanismo de incentivo às práticas de sustentabilidade e cidadania, além de fazer parte de um seleto grupo de portos brasileiros que aderiram ao Pacto.
O Pacto Global é hoje a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, com mais de 16 mil membros, entre empresas e organizações, distribuídos em 160 países.
Para o diretor de Operações e Logística do Porto, Pablo Fonseca, a adesão ao Pacto Global da ONU representa um avanço na modernização da gestão portuária, alinhando-se às melhores práticas globais, em mais um passo em seu compromisso de gerar negócios que impulsionem a economia sustentável.
“Estamos assumindo o compromissão com a implementação das nossas ações em consonância com as tendências mundiais, como o respeito ao ecossistema em que atuamos e a promoção dos direitos humanos entre os colaboradores”. 
Para Fonseca, um exemplo concreto desse compromisso é a futura obra de dragagem do canal de acesso ao complexo portuário, que será conduzida com prioridade ao respeito pela vida marinha da Baía da Babitonga.

 

Soltar amarras para crescer

Escrito por Carlos Rodolfo Schneider - empresário

O Brasil vem crescendo muito abaixo do que poderia e deveria, já há muitos anos, com alguns esporádicos anos fora da curva. Motivo relevante é a baixa produtividade e reduzida competitividade da nossa economia, exceção feita especialmente ao agronegócio, onde temos expressivas vantagens comparativas internacionais. Uma série de fatores interligados explicam as nossas dificuldades de competir com economias mais dinâmicas nas demais cadeias de bens comercializáveis: alta carga tributária, baixa disponibilidade de poupança interna, baixa taxa de investimentos, infraestrutura precária, serviços públicos deficientes, excesso de burocracia, engessamento do orçamento público.

As despesas correntes, isto é, os gastos para manter a máquina pública, tem crescido nas últimas décadas. Isso tem forçado o aumento da carga tributária, que passou da faixa de 25% do PIB na década de 1990, para 33% a 35% nos últimos anos. Além disso, levou a uma redução na taxa de investimentos de 25% para o intervalo de 15% a 18%. Investimentos em infraestrutura, fundamentais para que o país possa crescer, caíram de 5% do PIB para perto de 1%, o que não é suficiente nem para repor a depreciação do que aí está. Além disso, o governo em muitas ocasiões tem captado parcela relevante da poupança da sociedade para se financiar, o que pressiona a taxa de juros, outro importante componente do pesado Custo Brasil.

Para melhorar o ambiente de negócios no país, temos que continuar fazendo mudanças, reformas micro e macroeconômicas, que preparem o país a liberar-se da armadilha da renda média. Já fizemos importantes avanços com as reformas previdenciária e trabalhista, e temos agora uma grande oportunidade de avançar numa reforma tributária, mesmo que parcial, para simplificar a caótica estrutura de impostos. Necessário fazer o alerta para que se resista à pressão pelo aumento da carga tributária, e para a manutenção ou concessão de privilégios para segmentos ou agentes econômicos com maior capacidade de fazer lobby, levando a aumento de carga para os demais.

Muitas das amarras podem ser resolvidas com reformas infraconstitucionais, de mais fácil aprovação, a exemplo das já aprovadas Lei de Liberdade Econômica, independência do Banco Central e minirreforma política que restabeleceu a cláusula de barreira, privatização da Eletrobrás. Temos que aumentar o ritmo de ajustes, dada a ainda grande defasagem em relação às economias mais eficientes. A própria Reforma Tributária precisa ter uma segunda tranche de simplificações, e um importante esforço para redução da pesada carga de impostos, a mais elevada entre os países emergentes, que penaliza empresas e famílias no país. Isso requer que o Estado precise de menos recursos, isto é, que o gasto público seja mais eficiente. A tão aguardada Reforma Administrativa é um passo importante nessa direção, juntamente com medidas apenas gerenciais, que melhorem processos administrativos, preenchendo os cargos com quadros qualificados, cujo desempenho seja reconhecido por uma meritocracia de fato, ao contrário do que hoje acontece.

Outro ponto importante a enfrentar, apontado com frequência por analistas externos, é a falta de senso de urgência no Brasil, o hábito de procrastinar as mudanças necessárias. Como exemplo, a falta de regulamentação até hoje de vários artigos da importante Lei de Responsabilidade Fiscal editada no ano 2000. Como o artigo 67, que prevê a criação de um Conselho de Gestão Fiscal (CGF), que seria uma instituição fiscal independente, um xerife das contas públicas, composto por representantes da sociedade civil e do poder público, com a missão de orientar e vigiar tanto receitas como despesas públicas. É um instrumento que outros países, que têm uma boa equação fiscal, têm usado com sucesso para aumentar a eficiência do gasto público e por consequência reduzir o peso do Estado sobre a sociedade. O Movimento Brasil Eficiente (BEM) se empenhou para implantar o CGF ao propor a regulamentação do artigo 67 por meio do projeto de lei de autoria do então senador Paulo Bauer. Aprovado por unanimidade no Senado em 2015, o projeto sofreu alterações na Câmara dos Deputados, que eliminam os representantes da sociedade civil da sua composição, o que precisa ser revisto. Em reunião recente com o presidente da Câmara Arthur Lira, representantes das Federações da Indústria do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná formalizaram um pleito para a retomada do trâmite deste importante projeto de lei, com as necessárias readequações. Entendem as três federações que o poder público deve aprender a fazer mais com menos, para que também a sociedade consiga fazer mais, e especialmente o setor industrial, o mais dinâmico da economia, possa cumprir o seu potencial de contribuir com o desenvolvimento do nosso país.

Entenda como deve ficar o IR com nova faixa de isenção proposta pelo governo

“Com o reajuste do salário mínimo, as pessoas que ganham dois mínimos parecem que vão voltar a pagar imposto de renda, mas não vão, porque nós vamos fazer as mudanças agora para que quem ganha até dois mínimos não pague imposto de renda”, disse Lula em entrevista à Rádio Metrópole nesta terça-feira (23).

O governo federal definiu o salário mínimo em R$ 1.412 para 2024. Com isso, as pessoas que ganham até dois mínimos ficariam de fora do teto da isenção, que está em R$ 2.112 e garante o benefício para trabalhadores que ganhem até R$ 2.640 devido o desconto opcional de R$ 528.

Mas com as mudanças mencionadas por Lula, trabalhadores possuem uma renda mensal de até R$ 2.824 ficarão isentos do Imposto de Renda.

Durante a entrevista, o presidente ainda reforçou o compromisso de isentar as pessoas que ganham até R$ 5 mil.

“É um compromisso de campanha, mas sobretudo é um compromisso de muita sinceridade. Nesse país quem vive de dividendo não paga imposto de renda, e quem vive de salário paga imposto de renda. O Haddad sabe que nós temos que fazer esses ajustes.”

Na segunda-feira (22), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo faria uma revisão da tabela do Imposto de Renda para corrigir a faixa de isenção.

“Nós vamos fazer uma nova revisão este ano, até por conta do aumento do salário mínimo, o presidente já pediu uma análise para acertarmos a questão da faixa de isenção”, disse ele em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Nesta terça-feira, Haddad confirmou que o cálculo já está sendo feito e que o anúncio deve ser realizado até o fim do mês.

Nova política industrial fortalece o setor em SC, avalia a FIESC

O programa Nova Indústria Brasil fortalece o setor no país, sobretudo, em Santa Catarina, que é um estado industrializado e tem na indústria seu grande vetor de desenvolvimento, afirma o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar. “Todas as medidas que vêm no sentido de impulsionar as empresas são muito bem-vindas. Assim, a nova política industrial brasileira é um fato a ser comemorado”, completou, lembrando que o aporte de R$ 300 bilhões em recursos (entre reembolsáveis e não-reembolsáveis) são fundamentais e vão estimular os investimentos em tecnologia e inovação, com foco na neoindustrialização. 

O programa, anunciado pelo governo federal nesta segunda-feira, dia 22, tem seis missões relacionadas à ampliação da autonomia, à transição ecológica e à modernização do parque industrial brasileiro. Entre os setores que receberão atenção estão agroindústria, saúde, infraestrutura urbana, tecnologia da informação, bioeconomia e defesa.

A maior parte dos recursos virá de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Os financiamentos do BNDES relacionados à inovação e digitalização serão corrigidos pela Taxa Referencial (TR), que é mais baixa que a Taxa de Longo Prazo (TLP).

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explica que a nova política adotada pelo Brasil está em linha com as melhores práticas internacionais. “As empresas catarinenses podem encontrar diversas possibilidades, mas sempre é preciso ter em perspectiva que a política trata do desenvolvimento de tecnologias voltadas ao novo paradigma, como novos materiais, especialmente em áreas como biotecnologia, nanotecnologia e ciência de dados, que encontram, em Santa Catarina, um conjunto de empresas especializadas”, disse.

O economista-chefe explica como funciona a nova política industrial na prática e quais setores de SC podem ser mais beneficiados.

Governador anuncia medidas para fortalecer a produção pesqueira

Nesta terça-feira, 22, o governador Jorginho Mello anunciou medidas para impulsionar a produção pesqueira em Santa Catarina. Parcerias estratégicas e a subvenção do óleo diesel utilizado em embarcações foram os principais destaques do evento. A solenidade, realizada em Florianópolis, contou com a presença de diversas autoridades, incluindo secretários de Estado, representantes da indústria pesqueira e reitores de universidades.

O governador ressaltou a importância de olhar para os necessitados, mencionando a criação da Secretaria de Aquicultura e Pesca para estar próxima dos pequenos pescadores. "As parcerias, especialmente com as universidades, vão ajudar a atividade pesqueira com informações e dados que serão conquistas para Santa Catarina", afirmou Mello.

Entre as medidas anunciadas, destaca-se a subvenção para o óleo diesel usado por embarcações pesqueiras, representando aproximadamente R$ 30 milhões de investimento no setor. Parcerias foram firmadas com a Epagri e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) para ampliar o acesso às informações do setor.

Em entrevista à RCN, o secretário de Aquicultura e Pesca, Tiago Frigo, destacou o compromisso do governo com o setor pesqueiro. "O Estado está sendo pioneiro com um projeto de pesquisa que vai nos ajudar a trabalhar com a realidade dos dados, da ciência, gerando mais oportunidades", disse Frigo.

Outra colaboração foi estabelecida entre a SAQ, Udesc e Fapesc para o Projeto Biopesca SC, que coordenará pesquisas biológicas sobre peixes, camarões e siris no litoral catarinense.

"A conquista representa muito para a Secretaria e para o pescador catarinense que agora sabe que tem um lugar certo para tratar das pautas do setor. O governador Jorginho Mello elevou o patamar da aquicultura e pesca catarinenses, e os resultados serão ainda mais promissores", comentou o secretário Frigo.

Além disso, foi autorizado o uso temporário de uma área no lago artificial do Sapiens Parque S.A. para estudos sobre o cultivo de tainha e robalo. Essa parceria visa mensurar índices zootécnicos para avaliar a eficiência dessas espécies.

Dados revelam que Santa Catarina lidera a produção de ostras e mexilhões no Brasil, além de se destacar na produção de sementes de ostras e no cultivo de macroalgas. Com aproximadamente 31 mil piscicultores, o estado atinge uma produção anual de 51 mil toneladas, com espécies como Tilápia e Carpa. O estado é o que tem o maior número de embarcações pesqueiras no Brasil, o maior número de empresas e o que detém cerca de 25% do total dos empregos do setor no país.

Com Bolsa em queda, dólar sobe e se aproxima dos R$5
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (22) recuperando-se das perdas da semana passada. Às 13h26, o dólar operava em alta de 1,04%, cotado a R$4,9774. No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,57%, aos 126.902 pontos.
Essa queda é um recuo da sexta-feira passada (19), quando o índice teve alta de 0,25%, aos 127.636 pontos, com o resultado a bolsa acumulou: o recuo de 2,57% na semana e quedas de 4,89% no mês e no ano. Além do Ibovespa, a moeda norte-americana caiu 0,08%, cotado a R$4,9268 e com esse resultado foi acumulado: alta de 1,44% na semana e ganhos de 1,53% no mês e no ano.
Mercado financeiro hoje
Nesta segunda-feira (22), o mercado financeiro reduziu pela segunda semana consecutiva, a estimativa de inflação para 2024, prevendo alta de 3,86%. A meta de inflação que o BC deve perseguir é de 3%.
A projeção para o câmbio também recuou, a estimativa que era de um dólar a R$5 há quatro semanas, agora é de R$4,92. Nos dois casos, esse é o valor previsto para o fim de 2024.
O mercado ainda espera um crescimento de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024. A projeção cresceu marginalmente em relação à semana anterior (1,59%). (DP)
Brasileiros que ganham dois salários mínimos voltarão a pagar imposto de renda em 2024
Brasileiros que ganham dois salários mínimos voltarão a pagar imposto de renda em 2024. É o que aponta um estudo feito pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional).
De acordo com a entidade, a correção de 10,16% no salário mínimo impacta diretamente a faixa de renda antes considerada isenta.
O presidente da instituição, Mauro Silva, explica que enquanto a tabela de isenção permanece sem correção, a faixa mínima continua com ganhos de até R$ 2.112, e por um artifício da lei, que quem ganha até R$ 2.640 (dois mínimos em 2023) fica isento.
No entanto, de acordo com ele, a correção no mínimo elevou o valor para R$ 2.824, e, portanto, perdeu a posição de isenção, com retorno da tributação de 7,5% do salário para o fisco.
“É, no mínimo, um absurdo”, afirma Silva. “O governo vendeu a ideia de isenção para quem ganha até dois salários mínimos, mas isso não é verdade. Essa parcela agora recolherá R$ 13,80 de imposto todo mês”, disse o presidente da Unafisco.
A instituição ainda aponta que a defasagem da tabela também impacta aposentados e pensionistas do INSS, com reajuste de 10,16% em 2024. Silva destaca: “O governo está penalizando quem ganha menos. É crucial corrigir a tabela do IRPF para refletir a realidade da inflação”, frisou.
Em outro estudo da Unafisco, foi estimado que cerca de 13,6 milhões de pessoas estariam isentas de pagar o imposto de renda se houvesse correção na tabela para pessoas físicas.
De acordo com os dados da associação, a defasagem chegou a 159,57% em 2023. Os dados foram calculados em cima da inflação do ano passado, que ficou em 4,62%.
Segundo a Unafisco, caso a correção da tabela fosse feita, contribuintes que ganham salários menores que R$ 4.942,29 não precisariam pagar a tributação federal. (cnnbrasil)
Japão remove suspensão sobre importação de aves vivas e ovos férteis do Brasil

No cenário internacional da produção avícola, o Japão anunciou recentemente o levantamento da suspensão temporária sobre a importação de aves vivas e ovos férteis provenientes de Mato Grosso do Sul. A medida, que estava em vigor desde de setembro, foi imposta em decorrência da detecção de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade em produção doméstica de subsistência no estado brasileiro.

De acordo com informações atualizadas na plataforma de embargos e autorizações sanitárias do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAF), o levantamento do embargo foi possível após o envio de informações adicionais pelo Ministério da Agricultura do Brasil e o posterior encerramento do foco em Bonito, Mato Grosso do Sul.

Durante o período de suspensão, o ministério japonês justificou a medida como uma precaução para evitar a possível propagação do vírus e por questões de higiene alimentar. A retomada das importações reflete a confiança na resolução eficaz do problema por parte das autoridades brasileiras e na adoção de medidas rigorosas para garantir a segurança dos produtos avícolas.

José Carlos Raposo, presidente da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros), comentou sobre a importância da retomada das operações comerciais entre os dois países. Ele afirmou: "A remoção da suspensão é uma notícia positiva para o setor, destacando a eficácia das ações tomadas pelo governo brasileiro para resolver a questão e garantir a segurança sanitária dos produtos exportados".

Vale ressaltar que essa não é a primeira vez que o Japão impõe restrições comerciais ao Brasil em casos de influenza aviária. Mesmo diante das diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que não comprometem o status do Brasil como país livre de IAAP (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade), o Japão mantém uma abordagem mais conservadora, aplicando embargos comerciais inclusive em situações de subsistência, como ocorrido anteriormente no Espírito Santo, Santa Catarina e no próprio Mato Grosso do Sul.

O presidente ressalta a necessidade de diálogo constante entre as autoridades brasileiras e japonesas para alinhar entendimentos e evitar impactos desnecessários no comércio internacional de produtos avícolas. "A colaboração e a transparência são fundamentais para a manutenção das relações comerciais entre nossos países", acrescentou Raposo.

O levantamento do embargo às aves vivas e ovos férteis é mais um passo na normalização das atividades comerciais entre Mato Grosso do Sul e o Japão. Com a retirada da suspensão às importações de carne de frango e ovos do estado, a indústria avícola brasileira espera retomar sua posição no mercado japonês, o segundo maior consumidor dos produtos avícolas do Brasil.

Sobre a Feaduaneiros – A Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros foi criada em 21 de abril de 1953, com o objetivo de congregar e representar a categoria econômica dos Despachantes Aduaneiros em todo o território nacional. Suas atribuições incluem a luta pelos direitos e interesses da categoria, com representatividade para conciliar divergências e conflitos entre os sindicatos filiados, bem como promover a solidariedade e a união de toda a classe profissional; além de defender os princípios de liberdade para o exercício da profissão, a lealdade na concorrência e a ética no desempenho da atividade profissional.

Fort Atacadista destina mais de R$ 300 mil para instituições catarinenses com o Troco Solidário

Desde 2007, o compromisso do Grupo Pereira com a responsabilidade social segue firma através do programa Troco Solidário. Em 2023, os trocos doados pelos clientes no momento de finalizar as compras, nas 33 unidades da rede Fort Atacadista, braço atacarejo do Grupo Pereira, em Santa Catarina, somaram R$308.800,77. Esse valor agora será destinado para 19 instituições filantrópicas catarinenses que desempenham um papel fundamental em suas comunidades.

Nos últimos 16 anos, o programa já arrecadou mais de R$19 milhões, beneficiando 659 instituições em todos os estados em que o Grupo Pereira possui unidades de negócio. Em 2023, com a colaboração dos clientes, o Supermercado Comper arrecadou R$785.174,14 e o Fort Atacadista mais de R$1,4 milhão em todos os seis estados e no Distrito Federal. 

O trabalho dos operadores de caixa é essencial para o projeto, sendo os maiores incentivadores ao reforçar a importância das doações para as instituições beneficiadas em cada região. “Qualquer valor a partir de R$ 0,01 (um centavo) é valioso, e a totalidade do montante arrecadado é integralmente doada às entidades locais, reforçando o compromisso do Grupo Pereira em estimular a promoção de uma sociedade mais solidária”, ressalta Simone Cotta, Head de Comunicação Corporativa e ESG do Grupo Pereira.

Das 19 instituições catarinenses beneficiadas nesta etapa do Troco, a Casa Espírita Recanto de Luz, que desde 1997 atua como entidade de assistência social promovendo ações de desenvolvimento social voltadas para crianças e adolescentes e suas famílias no bairro Monte Cristo, em Florianópolis, recebeu o montante de R$ 48.149,29.  

Confira todas as instituições beneficiadas pela segunda etapa do Troco Solidário Fort Atacadista em 2023 em SC: 

1 – Casa Espírita Recanto de Luz (Monte Cristo, Florianópolis) – RS 48.149,29
2 - Associação dos Voluntários de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente (Florianópolis) – R$ 35.457,68 
3 – Programa Viver Ações Sociais (Chapecó) – R$ 34.643,79
4 – Associação Vida Nueva (Palhoça) – R$ 29.018,35
5 – Mitra Diocesana de Joinville (Joinville) – R$ 24.048,45
6 – Associação Lageana de Assistência aos Menores (Lages) – R$ 22.284,67 
7 – Associação São Lourenço (Itajaí) – R$ 21.264,13
8 – Instituto Pelas Ruas (Joinville) – R$ 20.334,95
9 -  Ação Beneficente Abadeus (Criciúma) – R$ 17.293,18
10 – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Navegantes (Navegantes) – R$ 11.031,43
11 – Instituição de Acolhimento Vovó Sebastiana (Biguaçu) – R$ 8.548,84 
12 – Lar da Menina (Tubarão) – R$ 7.575,66 
13 – Associação de Pais e Amigos dos Autistas (Bombinhas) – R$ 7.406,23
14 – AMA Litoral SC (Balneário Camboriú) – R$ 5.044,64
15 – Comunidade Bethânia (São João Batista) – R$ 4.919,89
16 – Associação de Cegos do Vale do Itajaí – ACEVALI (Blumenau) – R$ 3.321,87
17 – Barra Bicho Associação de Proteção Animal (Barra Velha) – R$ 3.011,43
18 – Associação Hospital São José (Jaraguá do Sul) – R$ 2.807,64
19 – Associação dos Programas Educacionais e Assistenciais (Indaial) – R$ 2.638,65

Itajaí Shopping registra crescimento de 14% em vendas em 2023 e o maior faturamento da história do empreendimento

Em um ano bastante desafiador para o varejo nacional, o Itajaí Shopping cresceu 14% em vendas em 2023, comparando com o mesmo período do ano anterior. Nos meses de novembro e dezembro, o resultado em vendas no Itajaí shopping trouxe ainda, uma performance superior a 2022 em 30% e 19%, respectivamente, representando o maior faturamento da história do empreendimento no mês do Natal. 

Os números excelentes, segundo o superintendente do Itajaí Shopping, Michael Domingues, resultam do fortalecimento do mix de marcas nacionais e internacionais. O endereço ainda protagonizou campanhas estratégicas que valorizam os momentos em família e presenteou clientes com peças colecionáveis em porcelana, além do fortalecimento da marca em diferentes pontos de mídias na cidade. 

O Itajaí Shopping cresceu mais de 28% em fluxos de pessoas, sendo o principal destino para compras, lazer, gastronomia e para utilização do hub de serviços, que é um dos mais completos de Santa Catarina. Em 2024, segundo o superintendente do shopping, grandes obras acontecerão no empreendimento, incluindo a ampliação da praça de alimentação, a renovação do sistema de refrigeração e um novo layout do piso L3, com a primeira sala vip de cinema da cidade. “Itajaí está em novo momento e estamos juntos neste desenvolvimento. O endereço se tornou um local desejado para morar, passear e investir, o que tem atraído a atenção de grandes marcas para o empreendimento”, pontua Domingues.

Em 2023, operações importantes chegaram ao Itajaí Shopping. O mix recebeu o reforço de marcas como Live!, Luz da Lua, Blessing Store, L’Occitane Au Brésil, restaurante L'aitaliana e Empório DuHomem, com grifes internacionais focadas na moda masculina.  

Além de lojas como Vivara, Lez a Lez, Chilli Beans, Arezzo, Renner, Riachuelo, Studio Z, Hering, Jorge Bischoff, e operações de entretenimento, o empreendimento é também referência em serviços, incluindo casa de câmbio, agência de viagens, aluguel de veículos e posto da Polícia Federal para emissão de passaportes. Atualmente, são 13 serviços diferentes e 26 espaços gastronômicos focados no público, entre restaurantes, lanchonetes e cafés. 

A tendência é que as vendas do Itajaí Shopping mantenham um crescimento significativo em 2024. Segundo Michael Domingues, a expectativa é de um salto de pelo menos 10% nas vendas ao longo do ano, puxado principalmente pela chegada da Inova Academia e uma nova âncora internacional – a rede de fast fashion C&A, com aproximadamente 2.000m² de loja. “Estamos bastante confiantes com 2024 e com o crescimento de Itajaí. Além disso, deveremos ter outras novidades importantes para o mix do empreendimento ao longo do ano”, finaliza.

Impactos dos conflitos no Mar Vermelho podem chegar ao Brasil

Dezenas de navios cargueiros que utilizam o Canal de Suez e arredores diariamente seguem realizando o desvio pela África para chegar aos seus destinos. Isso tem acontecido devido a investidas constantes dos Houthis, grupo do Iêmen que apoia os palestinos do Hamas na guerra contra Israel. Os ataques no Mar Vermelho estão ocorrendo desde final de novembro de 2023, e as maiores empresas do ramo optaram por suspender ou redirecionar o trajeto das frotas, visando a segurança das cargas. 

O Canal de Suez, no Egito, facilita a ligação entre o Norte da África e o Oriente Médio, assim como a Ásia, sendo responsável pelo trânsito de 12% do comércio global, e o desvio, contornando a África, pode elevar o tempo do transporte em até 15 dias, podendo levar, consequentemente, a um aumento do custo das viagens, analisa o Diretor Corporativo de FLC (Full Container Load) da Craft, Jorge Freitas. 

“Duas semanas a mais de tempo de trânsito significa custo de estoque em trânsito, o que impacta na cadeia de suprimentos global, e pode causar efeitos econômicos parecidos com o que evidenciamos na pandemia, caso esse desvio de rotas se torne estrutural, e de médio / longo prazo", explica Freitas. “É preciso considerar ainda que temos outros fatores acontecendo ao mesmo tempo que também afetam toda a cadeia de abastecimento, como a seca no Canal do Panamá, que reduz a quantidade de navios que transitam por essa importante rota, e o bloqueio da ferrovia que perfaz o cruzamento da fronteira entre México e Estados Unidos, através do estado do Texas", acrescenta.   

Cerca de 50 navios atravessam o Canal de Suez diariamente, e dados da empresa de análise Sea-Intelligence calculam que entre 1 e 1,7 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), em capacidade de navios, estejam agora contornando a África para chegar ao destino. Para minimizar o impacto dessa situação, os armadores poderão aumentar o número de embarcações na rota para continuar oferecendo serviços semanais (em razão dos percursos mais alongado), o que reflete nos custos de frete. 

O valor do frete de um contêiner sofreu um aumento de mais de 121% em janeiro, se comparado a dezembro de 2023, passando de US$ 1.179,20 para US$ 2.613,00, de acordo com dados do  Freightos Baltic, índice diário que mede as taxas globais de frete de contêineres. 

Estima-se que 20% do que é consumido no Brasil vêm de outros países, e a Ásia representa 50% dessa importação. “O Brasil tem cinco serviços diretos da Ásia para a Costa Leste da América do Sul, e custo do frete poderá dobrar em janeiro, se comparado aos valores anteriores ao início do conflito”, aponta o diretor. E a tendência é que aumente ainda mais, na medida que uma parte do volume da Ásia ao Brasil, que hoje é movimentada conectando em serviços para a Europa (que cruzam o Canal de Suez), pressionem a demanda nos serviços diretos. “Isso pode causar um impacto inflacionário não só no Brasil, mas no mundo todo, devido à redução da oferta e aumento da demanda de produtos e insumos, reduzindo o poder de compra da população”, ressalta. 

Apesar de ainda estarem limitados, os impactos nas cadeias de suprimentos podem começar a ser sentidos com mais intensidade a partir das próximas semanas, caso a situação não melhore. Com a aproximação do feriado do Ano Novo Chinês, época em que ocorre a redução da capacidade operacional dos portos chineses, os atrasos nos envios podem se agravar, causando uma nova alta nos custos de transporte, que pode ser refletida na demanda e nos preços dos produtos diretamente ao consumidor. 

 

Sobre a Craft 

A Craft é uma multinacional brasileira especializada em transporte internacional de carga, focada na consolidação de embarques e negociação de contratos marítimos, aéreos e terrestres para todos os intervenientes da cadeia logística. Fundada em 1997, tem operação própria em 10 países por meio de 35 escritórios espalhados na América do Sul e do Norte. Suas soluções em escala otimizam, garantem a qualidade, frequência e controle de cada embarque, conectando seus 1100 especialistas às redes globais especializadas por modal. A Craft é fundadora de centros de procurement marítimo e terrestre na Ásia, Europa e Estados Unidos (LP Global e WSL) e reconhecida pelo relacionamento próximo a seus clientes e parceiros. A empresa oferece rotas e serviços exclusivos que somente um intermediador neutro com amplo volume e flexibilidade é capaz de entregar. Para mais informações, acesse: www.craftmulti.com. 

CNI e CNC vão ao Supremo contra isenção de imposto de importação

Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) vão protocolar ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a isenção do imposto de importação para bens de pequeno valor destinados a pessoas físicas no Brasil.

Para as entidades, na época da criação das leis que regulam este tema - décadas de 1980 e 1990 - o contexto socioeconômico era outro. Isto porque, sem a presença da internet, o comércio eletrônico, se existente, tinha dimensões muito menores que atualmente e não impactava a economia e a sociedade tal como se vê hoje.

Os dados econômicos atuais mostram que a total desoneração do imposto de importação resulta em relevante impacto negativo em indicadores nacionais, como crescimento do PIB, emprego, massa salarial e arrecadação tributária.

A CNI e a CNC argumentam que o vício de constitucionalidade ocorre, uma vez que a desoneração tributária das importações de bens de pequeno valor em remessas postais internacionais não possui equivalência para as transações inteiramente nacionais (que suportam integralmente a carga tributária brasileira). Assim, ficariam configuradas violações aos princípios da isonomia, da livre concorrência, do mercado interno como patrimônio nacional e do desenvolvimento nacional.

Em 10 anos, entre 2013 e 2022, as importações de pequeno valor saltaram de US$ 800 milhões para US$ 13,1 bilhões, montante que representou 4,4% do total de bens importados em 2022.

Indústria inicia 2024 mais otimista, aponta pesquisa da CNI

O empresário industrial entrou em 2024 mais otimista, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) avançou 2,2 pontos, de 51,0 pontos para 53,2 pontos, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. O indicador varia de 0 a 100, com uma linha divisória de 50 pontos, valores abaixo dessa linha representam falta de confiança dos empresários e acima apontam confiança. Foram entrevistadas 1.271 empresas, entre 4 e 10 de janeiro.

A economista da CNI Larissa Nocko explica que o resultado demonstra que a indústria iniciou o ano com a confiança mais intensa e disseminada, depois de subir em dezembro e janeiro.

O ICEI é composto por dois indicadores: um que mede a percepção da indústria sobre as condições atuais e outro que mede as expectativas futuras. 

Sobre as Condições Atuais, o índice avançou 1,5 ponto, para 48,3 pontos. Por estar abaixo dos 50 pontos, ele mostra percepção de piora em relação aos últimos seis meses. Embora a avaliação dos empresários com relação às condições atuais de uma forma geral seja negativa, a avaliação com relação às próprias empresas deixou o campo negativo, ao passar para 50,2 pontos. 

O Índice de Expectativas avançou 2,6 pontos, para 55,7 pontos, e mostra otimismo da indústria para os próximos seis meses. Em particular, as expectativas sobre a economia brasileira para os próximos seis meses deixaram o campo pessimista na passagem de dezembro de 2023 para janeiro de 2024. O índice de expectativas relativo à economia brasileira registrou avanço expressivo no mesmo período, de 46,3 pontos para 50,1 pontos.

ApexBrasil anuncia processo seletivo para o primeiro semestre de 2024. Saiba como fazer parte da equipe da Agência!

Foi lançado o edital do processo seletivo público de contratação de profissionais para a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A ser realizado no primeiro trimestre de 2024, o processo prevê 15 vagas, além da formação de cadastro reserva. As inscrições estarão abertas entre 19/1 e 1/2. Leia o edital completo aqui.

A ApexBrasil atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior, tendo como missão: ampliar a presença do Brasil na economia global para impulsionar o desenvolvimento sustentável do país, contribuindo com as políticas públicas nacionais por meio da promoção de exportações, internacionalização e atração de investimentos estrangeiros. Assim, os colaboradores selecionados no processo terão a oportunidade de apoiar as empresas brasileiras na jornada da exportação e da atração de investimentos cooperando para o desenvolvimento do país.

O diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro, enfatiza a oportunidade de trabalhar na ApexBrasil: “A ApexBrasil é uma das instituições com o corpo técnico mais qualificado em que já trabalhei. São pessoas altamente comprometidas com a missão da Agência e com o desenvolvimento das empresas brasileiras. Por determinação do presidente Jorge Viana, estamos abrindo o primeiro processo seletivo público dessa gestão com a retomada do critério de heteroidentificação racial para ampliar a diversidade nos quadros da Agência”.

Sobre a experiência de trabalhar na Agência, Mariele Christ, analista da Gerência de Indústria e Serviços da ApexBrasil, compartilha: “A ApexBrasil tem um propósito muito nobre. Nós contribuímos muito para o desenvolvimento das empresas brasileiras, o que acaba gerando um efeito multiplicador para as empresas em si e, também, para a sociedade”.

Ótimo clima e excelentes benefícios

A ApexBrasil se destaca pelo seu excelente clima organizacional e alto nível do seu corpo técnico. Rodrigo Fonseca, analista na área de Tecnologia de Informação, comenta: “Trabalhar na ApexBrasil tem sido uma experiência muito virtuosa, porque é o local onde eu tive o contato com o maior número de pessoas qualificadas em diversos níveis, tanto para área de negócios, quanto na minha própria área de TI”.

Em adição ao excelente ambiente de trabalho, a vaga na Agência também oferece ótimos benefícios. Além do salário-base inicial ofertado no valor de R$ 9.485,62, confira outras vantagens oferecidas pela ApexBrasil: Auxílio-alimentação e/ou auxílio-refeição no valor de R$ 1.879,42; Plano de saúde Bradesco; Plano de Assistência Odontológica; Auxílio-creche/escola/babá; Auxílio-educação; Auxílio-idioma; Plano de Previdência Complementar; entre outros.

Perfis oferecidos no processo

Como consta no edital, a ApexBrasil selecionará profissionais para seis perfis, todos dentro do cargo de analista. Confira abaixo:

· Aquisições e Jurídico;

· Infraestrutura e Patrimônio;

· Negócios Internacionais;

· Operações e Segurança de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) – Especialidade: Infraestrutura;

· Operações e Segurança de TIC – Especialidade: Segurança da Informação;

· e Processos Contábeis.

Vale ressaltar que, dentre as vagas destinadas a cada perfil/especialidade e das que vierem a ser criadas durante o prazo de validade do processo seletivo, haverá reserva para pessoas negras e para pessoas com deficiência.

Para participar da seleção e fazer parte da equipe da ApexBrasil, acompanhe a página do processo, acessando:

www.cebraspe.org.br/concursos/apex_brasil_24_1.

FACISC espera mais profundidade na discussão da desoneração da folha

A Facisc continua atenta aos movimentos referentes à reoneração da folha de pagamento. O que mais preocupa a entidade é a insegurança jurídica. Em vigor desde janeiro de 2012, a desoneração da folha de pagamento tem como objetivo diminuir a carga tributária sobre as empresas dos setores beneficiados e incentivar a geração de empregos. O mecanismo permite que as empresas optem pela contribuição patronal de 20% sobre a folha de salários ou o pagamento de uma alíquota de 1% a 4,5% sobre o faturamento — receita bruta — do negócio.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, entidade mãe do Sistema Facisc, emitiu um manifesto no final de 2023, sobre a MP 1202/23, o qual a Federação concorda integralmente.

Manifesto da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, onde a FACISC faz parte como associada

A modalidade DOC não será mais ofertada a partir desta segunda

Após quatro décadas de existência, a transferência por meio de Documento de Ordem de Crédito (DOC) acaba nesta segunda-feira (15), às 22h. Nesse horário, os bancos deixarão de oferecer o serviço de emissão e de agendamento, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, para transferência entre instituições financeiras distintas.

No ano passado, as instituições bancárias haviam anunciado o fim da modalidade de transferência. A data máxima de agendamento do DOC vai até 29 de fevereiro, quando os bancos terminam de processar os pagamentos, encerrando o sistema definitivamente.

Além do DOC, deixará de ser oferecida também, as 22h de hoje, a Transferência Especial de Crédito (TEC), modalidade por meio da qual empresas podem pagar benefícios a funcionários e que também está em desuso.

Nos últimos anos, o DOC e a TEC perderam espaço para o Pix, sistema de transferência instantânea do Banco Central sem custo para pessoas físicas. Criado em 1985, o DOC permite o repasse de recursos até as 22h, com a transação sendo quitada no dia útil seguinte à ordem. Caso seja feito após esse horário, a transferência só é concluída dois dias úteis depois.

Estatísticas

Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com base em dados do Banco Central, as transações por DOC somaram 18,3 milhões de operações no primeiro semestre de 2023, apenas 0,05% do total de 37 bilhões de operações feitas no período.

Em número de transações, o DOC ficou bem atrás dos cheques (125 milhões), da TED (448 milhões), dos boletos (2,09 bilhões), do cartão de débito (8,4 bilhões), do cartão de crédito (8,4 bilhões) e do Pix, a modalidade preferida dos brasileiros, com 17,6 bilhões de operações.

Utilizada principalmente para transferência de grandes valores, a Transferência Eletrônica Disponível (TED) continuará em vigor. Criada em 2002, a TED permite o envio dos recursos entre instituições diferentes até as 17h dos dias úteis, com a transação levando até meia-hora para ser quitada.

 

Fonte Agência Brasil

COMPRAS MASSIVAS NO EXTERIOR: Importações de leite prejudicaram produtor de SC em 2023

            São dois lados de uma mesma moeda: em 2023 as maciças importações de lácteos beneficiaram o consumidor brasileiro com a queda de preços no varejo, mas abalaram a cadeia produtiva e levaram muitos produtores rurais a abandonar a atividade leiteira, criando séria ameaça de desabastecimento de matéria-prima para as indústrias laticínias nacionais.

            A complexidade dessa questão foi levantada em junho do ano passado, quando a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) alertou o Ministério da Agricultura que as importações excessivas estavam desorganizando a cadeia produtiva e afetando diretamente a agricultura familiar, fazendo-a desistir desse segmento da agropecuária barriga-verde. A FAESC participou de manifestações e articulações políticas que envolveram toda a cadeia produtiva.

            Nesta semana, o  Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) confirmou que as importações de lácteos quase dobraram em 2023. De acordo com o MDIC, as importações brasileiras de lácteos (leite, creme de leite e laticínios, exceto manteiga ou queijo) encerraram o ano de 2023 com alta de 74,2% em relação ao ano anterior. As compras totalizaram 231,3 mil toneladas de janeiro a dezembro, e os desembolsos, 853,62 milhões de dólares (+66%).

São Paulo foi o estado que mais importou lácteos em 2023 (26,8%) – quase um terço do total nacional – com desembolso de 229 milhões de dólares, quantia 64,8% maior que a aplicada em 2022. Santa Catarina ficou na segunda posição, com aquisições que somam 168 milhões de dólares (+54,9%) e participação de 19,7%.

            O presidente da FAESC José Zeferino Pedrozo fez um apelo para que os laticínios e as redes de varejo reduzam as importações e voltem a priorizar o leite do produtor rural brasileiro. “A cadeia produtiva do leite é essencial para a segurança alimentar do Brasil”, assinalou o dirigente. Lembrou que o ano de 2023 foi penoso para o produtor de leite em consequência da conjunção de estiagem no verão, enchentes provocadas pelo El Niño ao longo do ano e entrada massiva de lácteos do Mercosul. Acredita que neste ano a tendência é de melhoria a partir de março, com retomada do consumo pela volta das atividades escolares.

Uma das soluções que a FAESC propõe em sintonia com a CNA é regular a importação, criando gatilhos e barreiras para que seu exagero não destrua as cadeias produtivas organizadas existentes no Brasil. Paralelamente, o presidente Pedrozo defende uma política de apoio ao setor que inclua medidas articuladas entre os governos da União e dos Estados para estimular, simultaneamente, a produção e o consumo, abrangendo a redução da tributação, EGF (empréstimos do Governo Federal) para o leite, combate às fraudes, criação de mercado futuro para as principais commodities lácteas, manutenção de medidas antidumping e consolidação da tarifa externa comum em 35% para leite em pó e queijo. Outras medidas incluem aquisição subsidiada de tanques de resfriamento e outros equipamentos para pequenos e médios produtores, o uso obrigatório de leite e derivados de origem nacional em programas sociais.

            IMPORTAÇÕES

A maior parte do leite importado em 2023 era de origem argentina e uruguaia, países do Mercosul cujas operações são isentas da Tarifa Externa Comum (TEC). Foi o segundo ano consecutivo com alta na aquisição externa de lácteos, principalmente com origem no Uruguai e na Argentina. Em 2022, o país importou 514 milhões de dólares e acumulou um crescimento de 64% ante os 12 meses de 2021, ou seja, dez pontos percentuais a menos que o resultado acumulado em 2023 sobre o ano anterior.

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a Argentina consolidou-se como líder nas remessas ao Brasil, com participação de 45,5% no total de produtos lácteos importados pelos brasileiros no ano passado. O incremento é de 40% em relação ao ano anterior, com faturamento de 388 milhões de dólares - acréscimo de 111 milhões de dólares sobre os negócios de 2022. De outro lado, o Uruguai deu um salto ainda maior, com variação de 87,7% nos negócios realizados de um ano para outro. O país faturou 354 milhões de dólares, mais 166 milhões de dólares que em 2022, abocanhando uma fatia de 41,5% das transações.

MATERIAL ESCOLAR: Confira o que não pode ser incluído na lista e dicas das escolas

A PROTESTE, maior associação de consumidores da América Latina, listou sete dicas para os pais que irão às compras dos itens da lista de material escolar deste ano. Nessa época do ano os preços costumar disparar e, as crianças tendem a optar por itens de marcas com grande marketing publicitário, o que dificulta ainda mais na hora da escolha.
 

A forma mais simples de economizar é não comprar logo na primeira papelaria. Há uma variação de preço para cada item e ela pode pesar na hora de fechar as contas. De acordo com a PROTESTE, associação de consumidores, é preciso conferir se há produtos que podem ser reaproveitados do ano anterior. Fracionar a compra também pode contribuir na diminuição de contas no começo do semestre. Confira as dicas da PROTESTE:

  1. Conheça os seus direitos
    De acordo com a Lei 12.886/2013 não pode ser incluído na lista materiais de uso coletivo, higiene e limpeza ou taxas para suprir despesas com água, luz, telefone, impressão e fotocópia. A escola também não pode exigir que os pais comprem o material no próprio estabelecimento e nem determinar marcas e locais de compra, exceto apostilas.

 

  1. Reaproveite tudo o que puder
    De um ano letivo para o outro, muitos itens podem ser reaproveitados pelos alunos: borrachas, canetas, lápis, cadernos, estojo, etc. Experimente dar uma olhadinha na mochila do seu filho. Certamente, muitos deles poderão ser reutilizados.

    Adote também a estratégia de pesquisar em sebos os livros pedidos pela escola. Se você encontrar algum, com certeza sua economia será grande!

 

  1. Compre coletivamente
    Muitas lojas oferecem descontos para a compra de muitos itens iguais. Una-se a outros pais nesse momento. Assim é possível comprar no atacado ou em lojas do tipo atacarejo, aproveitando os menores preços.

 

  1. Espere o momento certo para comprar
    Muitos materiais não precisam estar com o aluno desde o primeiro dia de aula. Os itens que não serão usados desde o início podem ser adquiridos depois de fevereiro, quando geralmente os preços estão menores.

 

  1. Seja objetivo
    Seja fiel à lista, não compre nada além do que está nela. Opte por fazer a compra dos itens desacompanhado dos filhos, isso porque muitas vezes eles são mais facilmente influenciados por amigos e propagandas. Ah, e lembre-se: normalmente itens com personagens e marcas licenciadas possuem valores mais elevados. Portanto, evite-os.

 

  1. Compare os preços
    O colégio não pode determinar a marca ou papelaria onde o material deve ser comprado, nem exigir a compra dentro da instituição (com exceção das apostilas fabricadas pela própria escola). Portanto, dedique um tempo para realizar pesquisas de preços em lojas e sites. De um estabelecimento para outro, os preços podem variar muito.

 

  1. Exija a nota fiscal
    A nota fiscal precisa ser fornecida pelo vendedor no ato da venda. Ao recebê-la, verifique se os produtos estão devidamente descritos, e de acordo com o preço visto na prateleira. Recuse quando estiverem relacionados apenas os códigos dos itens, pois isso dificulta a identificação e pode te atrapalhar no momento da conferência.
Conselho de Entidades de Itajaí elege sua primeira diretoria

Em sua primeira reunião em 2024, realizada na manhã desta quarta-feira, 10, o Conselho de Entidades de Itajaí elegeu a sua primeira diretoria. O encontro aconteceu na sede da Câmara de Diretores Lojistas – CDL Itajaí. 

Foram eleitos, por aclamação, a presidente  Gabriela Kelm, o vice-presidente Bento Ferrari, a primeira secretária Nathane Maia, o segundo secretário Mario da Silva e a tesoureira Andreza Vieira dos Santos.

A diretoria terá um mandato com duração de dois anos, sem direito à recondução. O Conselho de Entidades de Itajaí é um grupo de lideranças que representam diversos setores econômicos e sociais, com o objetivo de defender os interesses locais e regionais. “Questões relacionadas ao nosso desenvolvimento e também os desafios enfrentados por Itajaí e região estão na pauta do Conselho”, afirma Gabriela Kelm.

 

Pautas

 

Na reunião desta quarta-feira, também foi apresentado o estatuto do Conselho de Entidades. Elaborado pelas advogadas Nathane Maia e Ana Paula Colzani, o documento foi aprovado pelo grupo. A aprovação do estatuto formaliza a criação do Conselho, cujas articulações foram iniciadas em setembro do ano passado.

Outra pauta importante tratado durante o encontro foi a segurança. Foi apresentado ao Conselho o trabalho de segurança e monitoramento da empresa Analítico Protenet, de Brusque.

 

 

Diretoria do Conselho de Entidades:

 

Presidente: Gabriela Kelm do Nascimento - ACII

Vice: Bento Ferrari - Intersindical Patronal

1ª secretaria: Nathane Maia – OAB/Itajaí

2º secretário: Mario da Silva – CDL 

Tesoureira - Andreza Patrícia Vieira dos Santos – Sindicont

 

* Conselheiros fiscais:

Ricardo Collyer - Observatório Social de Itajaí

Silvio Vieira – SINCADI

Djonas Fernandes –Seveiculos

 

Integram o Conselho de Entidades de Itajaí:

 

ACII

ADAC

AMFRI

CDL

Intersindical Patronal

Itajaí Convention Bureau

OAB/SC

Seveículos

Sincadi

Sincombustíveis

Sindasc

Sindaesc

Sindicont

Sindilojas

Sindipi

Sinditrade

Sindmad

Sinduscon

Sinter

Univali

Vendas em Santa Catarina tem crescimento de 11,46% em 2023 e a previsão de crescimento a nível nacional é de 23,5% para 2024

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC), entidade que representa 551 concessionárias de veículos automotores de todo o estado dos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, tratores e máquinas agrícolas, motocicletas e implementos rodoviários, divulga o desempenho do setor automotivo nos doze meses de 2023.

Os emplacamentos de veículos automotores no estado de Santa Catarina, encerraram os doze meses de 2023 com 183.840 unidades licenciadas, enquanto no mesmo período de 2022 foram 164.940, o que representou um aumento de 11,46%.

Quando comparadas as vendas de dezembro em relação a novembro houve crescimento de 13,20%. Foram vendidas 18.228 unidades em dezembro contra 16.102 em novembro.

Quando comparado a dezembro de 2022, o setor também registra crescimento de 10.23%.

O segmento de Tratores e Máquinas Agrícolas, por não serem emplacados, apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamento junto aos fabricantes. As informações que se seguem são ao nível nacional. Em novembro de 2023, as vendas de Tratores e Máquinas Agrícolas tiveram queda de 25,62% em relação ao mês de outubro. Na comparação com novembro de 2022, houve queda de 29,11%. No acumulado dos onze meses de 2023 em relação ao mesmo período de 2022, o setor também experimentou queda de 13,26%.

De acordo com Alfredo Breitkopf, Diretor Regional da Fenabrave-SC e em linha com as informações divulgadas pela nossa entidade mater, Santa Catarina também teve um ano onde o setor experimentou uma recuperação importante. Porém, ressalta Breitkopf, que estamos abaixo dos nossos melhores anos de venda.

“Além dos incentivos concedidos pelo governo no mês de junho (vide MPs 1175 e 1178), o que mais impactou no aumento das vendas em 2023 foi o aumento da disponibilidade de crédito e a diminuição do seu custo”, analisa Breitkopf, presidente da Fenabrave-SC.

A frota circulante em Santa Catarina soma hoje 5.966.186 veículos, sendo que a maioria é de automóveis, em um total de 3.254.867 (Fonte: Detran SC).

Nas tabelas que se seguem, veja dados de emplacamentos de veículos novos em Santa Catarina para cada segmento automotivo e por região.

Santa Catarina bate recorde na exportação de carnes em 2023

Com o embarque de 1,85 milhão de toneladas de carnes e receitas que chegaram a US$ 4,022 bilhões, Santa Catarina bateu o recorde na exportação de carnes em 2023, considerando todas as espécies produzidas no estado (frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras). Esse desempenho supera os totais de quantidade e receita registradas na série histórica desde 1997. No comparativo com o acumulado do ano anterior, a alta em 2023 foi de 8,6% na quantidade exportada e de 5,3% na receita.

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). SC foi responsável por 21% do total de carnes exportadas pelo Brasil em 2023, percentual superior ao registrado no ano anterior, quando a participação foi de 20,4%.

"Nossos produtos são de excelência. O mundo todo quer comprar de Santa Catarina. E trabalhamos duro para atender essa demanda que só aumenta. Começa no produtor comprometido, passa por um trabalho sério de manter a saúde dos nossos rebanhos e termina no melhor corredor logístico do país para exportar a produção", explica o governador Jorginho Mello.

“A cada cinco quilos de carnes exportadas pelo Brasil, um é de Santa Catarina. Esse resultado demonstra a força da produção de Santa Catarina e a preocupação em manter a sanidade animal e vegetal. Mesmo sendo um estado pequeno territorialmente, temos uma participação muito grande na exportação desses produtos tão relevantes na balança comercial do nosso país, que são as carnes”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Aves

O frango foi a carne mais exportada no ano passado e foi responsável por cerca de 57% das receitas totais de exportação de proteínas de origem animal. Em 2023, as exportações desse produto atingiram 1,10 milhão de toneladas e US$ 2,29 bilhões, altas de 8,6% e 4,1% em relação aos totais do ano anterior, respectivamente. Em termos de receitas, no ano passado o Estado registrou seu segundo melhor resultado de toda a série histórica, atrás apenas de 2011. No que diz respeito à quantidade de frango, o montante exportado em 2023 é o terceiro melhor já registrado, atrás apenas de 2018 e 2019.

Segundo o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, os resultados do período são decorrentes do crescimento dos embarques para a maioria dos principais destinos, com destaque para a China (alta de 35% em quantidade e 22,1% em receitas, na comparação com o mesmo período de 2022), Arábia Saudita (altas de 19,2% em quantidade e 16,7% em receitas) e Países Baixos (altas de 5,7% em quantidade e 12,6% em receitas). 

Suínos

No acumulado de 2023, Santa Catarina exportou 658,2 mil toneladas de suínos, com receitas de US$ 1,57 bilhão, altas de 9,3% no volume e 9,7% na receita, em relação às exportações do ano anterior. Esses resultados representam um novo recorde de exportação de carne suína de Santa Catarina, tanto em quantidade quanto de receitas.

Os resultados positivos desse período devem-se ao crescimento dos embarques para a maioria dos principais compradores, em especial as Filipinas (altas de 50,7% em quantidade e de 57,4% em receitas), o Chile (43,3% e 42,8%) e o Japão (47,0% e 30,2%). A China responde por 34,6% das exportações catarinenses de carne suína de 2023, sendo o principal destino do produto. Santa Catarina foi responsável por 54,8% da quantidade e 56,4% das receitas das exportações brasileiras de carne suína em 2023.

Comparativo dos resultados novembro/dezembro

No total, Santa Catarina exportou 183,0 mil toneladas de carnes (frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras) em dezembro de 2023, alta de 16,3% em relação aos embarques do mês anterior e de 23,8% na comparação com os do mesmo mês de 2022. Em receitas, o estado atingiu o montante de US$ 355,3 milhões, elevação de 11,9% em relação às de novembro e de 4,2% na comparação com as receitas de dezembro de 2022.

Santa Catarina exportou 110,7 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada) em dezembro de 2023, alta de 21,1% em relação aos embarques do mês anterior e de 26,9% na comparação com os de dezembro de 2022. Esse é o melhor resultado mensal desde maio de 2019. As receitas, por sua vez, foram de US$ 204,2 milhões, crescimento de 18,3% em relação às do mês anterior e de 6,6% na comparação com as de dezembro de 2022.

O estado exportou 62,8 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos) em dezembro, alta de 10,4% em relação aos embarques do mês anterior e de 16,9% na comparação com os de dezembro de 2022. Esse é o melhor resultado mensal  de toda a série histórica (iniciada em 1997) . As receitas de dezembro, por sua vez, foram de US$ 137,9 milhões, crescimento de 8,3% na comparação com as do mês anterior e de 1,1% em relação às de dezembro de 2022. 

Conheça o triplex luxuoso de R$ 40 milhões à venda em Itapema

A cidade de Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, que tem o segundo metro quadrado mais caro no Brasil, e que registrou a maior variação de preços nos últimos doze meses, +19,18%, segundo índice FipeZap divulgado em novembro, vai abrigar uma mansão suspensa de R$ 40 milhões. O triplex de 966m² que foi colocado à venda no Edify One, é um empreendimento que tem como um dos investidores a NR Sports, empresa responsável pelo gerenciamento de imagem do atleta Neymar Jr.

A obra-prima arquitetônica fica a 125 metros de altura e oferece uma vista de 360 graus da orla de Meia Praia, em Itapema, uma das mais cobiçadas do Brasil. Tudo tem proporções gigantes: a cobertura tem seis suítes e oito vagas de garagem, com projeto especial feito pela GaragePlan, e carregador para veículos elétricos. Para transitar entre os três andares da mansão, um elevador privativo está à disposição dos moradores do apartamento, além de escadas e entrada social e de serviço independentes.

Por dentro do imóvel milionário
O acesso ao imóvel ocorre pelo elevador que chega ao segundo andar, ou intermediário, onde está a área social. Neste pavimento, estão as salas de estar e de televisão extragrandes e sala de jantar com projeto que prevê mesa para 18 pessoas, totalmente integradas com a ampla sacada frente mar. Cozinha, lavanderia e área de serviço principal, além de apartamento de funcionários com quarto, copa, sala e banheiro, e o sexto quarto de visitas completam o pavimento.
 
No andar inferior está a área íntima onde estão cinco suítes, sala de estar e copa com acesso independente para funcionários. A suíte máster, frente mar, merece destaque com lounge de relaxamento, ampla sacada planejada para receber espreguiçadeiras, banheira com vista para o mar, banheiro com cuba dupla e closet, totalizando 131m². 

O terceiro, e último, andar é dedicado ao bem-estar e entretenimento. Há uma área de festas com sinuca, churrasqueira e sala de jogos, perfeito para receber amigos. Também possui ambientes para relaxar como a piscina privativa com 29 m² e abertura de teto retrátil, que protege contra o calor e a luz solar ou frio intenso, além de sauna a vapor e spa com piscina de 11m² com hidromassagem. 

Acabamentos de alto padrão
O apartamento é todo contornado por esquadrias de vidros com alto desempenho que vão do chão ao teto, e banham a propriedade com iluminação natural, enquadram a vista para o mar e o horizonte. As sacadas dos três andares têm abertura total e os revestimentos são todos em porcelanato de grandes dimensões nas áreas sociais e de madeira natural nas áreas íntimas. O imóvel ainda tem aquecimento de água com gás natural e é todo preparado para receber automação de iluminação, áudio, vídeo, climatização, cortinas e persianas e banheira. 

Saiba mais sobre o empreendimento
O empreendimento Edify One já está em fase de construção na avenida Beira-Mar, de Itapema, esquina com a Rua 307. Terá 60 apartamentos, sendo 46 tipos, 10 diferenciados, 3 top view (apartamentos que ocupam andares inteiros) e 1 triplex. No total, serão 41 pavimentos e 32 mil m² de área construída com previsão de conclusão para dezembro de 2028.

Tem como um dos diferenciais uma piscina frente-mar com borda infinita e academia especial, também com vista para a praia, assinada pela arquiteta Patrícia Totaro, especializada no ramo esportivo. 

Ao todo, são 2.700 m² de área de lazer divididos em dois andares com pub, spa, sauna e sala de massagens. Conta com wineroom, dedicado aos apreciadores de vinhos, piscina infantil, piscina aquecida, sala de jogos, espaço kids e para pets, além de lounges ao ar livre. Local para realização de eventos e ambientes com mobiliário de design de renomados profissionais brasileiros são mais atrativos.

Sobre o Edify One
A Construtora e Incorporadora Edify nasceu da união de experientes empresários do ramo da construção civil e imobiliário com o objetivo de trazer inovações ao mercado catarinense, em franco crescimento, além de oportunidades de investimentos de alto potencial de rentabilidade e produtos de excelência que aliem conforto, tecnologia e sustentabilidade, para férias ou moradia. Por meio da sociedade de diversas empresas e parceria com a NR Sports (dona do terreno), a construtora apresenta o empreendimento Edify One na categoria de alto padrão em frente ao mar da cidade catarinense de Itapema, que está no topo do ranking de valorização imobiliária com altos índices de desenvolvimento, além de atrativos variados, belezas naturais, praias, serviços e localização privilegiada. 

Em 2023, Porto de São Francisco atinge maior movimentação de carga da história

Com aumento de 34% com relação a 2022, a movimentação de mercadorias do Porto de São Francisco do Sul chegou a 16,9 milhões de toneladas em 2023.

O resultado representa o recorde histórico na movimentação anual do terminal portuário do Norte catarinense, superando os 13,6 milhões de toneladas de 2021, o melhor rendimento até agora.

 

Aumento de 71% em dezembro

O balanço final de 2023 foi possível a partir da divulgação, pela autoridade portuária, esta semana, da movimentação do mês de dezembro, que alcançou 1,6 milhão de toneladas, o segundo melhor mês do ano, ficando atrás de agosto (1,8 milhão).

O resultado de dezembro significou um aumento de 71%, quando comparado com o mesmo mês de 2022 (938 mil toneladas).

Assim, a movimentação de 2023 (16,9 milhões de toneladas) superou em 34% o ano de 2022 (12,6 milhões).

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, uma conjugação de fatores permitiu alcançar essa expressiva marca, que consolida o Porto de São Francisco como o maior terminal portuário de SC.

“Podemos destacar os investimentos públicos, realizados com receita própria do Porto, para aquisição e recuperação de equipamentos - balanças rodoviárias e ferroviárias e shiploaders -, manutenção de vias internas de circulação de veículos de carga e a abertura do novo acesso, com três balanças completamente automatizadas”.

Ele ressalta, também, a profissionalização da administração, com a consolidação do sistema de gestão integrado a partir das certificações ISO 9001 e 14001, além da obtenção da permissão para exportar milho à China e o início da licitação para contratação de derrocagem de rocha no cais.

 

Exportação supera importação

As exportações foram responsáveis por 60% do fluxo de produtos que passaram pelo Porto em 2023, com 10,2 milhões de toneladas.

Os maiores volumes operados no ano foram de grãos, com 9,6 milhões de toneladas (soja, 5 milhões, e milho, 4,6 milhões), seguido pelo óleo vegetal (250 mil litros) e madeiras, (196 mil toneladas).

As importações alcançaram 6,7 milhões de toneladas, com destaque para as bobinas e barras de aço (3,5 milhões) e fertilizantes (2,8 milhões).

"Só temos a parabenizar a gestão do Porto por ter conseguido dar maior eficiência nas operações e melhor aproveitar o bom momento que vivemos em alguns segmentos de carga, especialmente o mercado de grãos", comemorou o secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

 

Crescimento constante

Desde o início de 2023 o aumento na movimentação de carga mensal, com relação ao ano anterior, foi ininterrupto.

Em janeiro, por exemplo, foi 46% maior que o mesmo mês de 2022, assim como em maio (+48%) e em novembro (+35%).

O presidente Cleverton Vieira salienta, ainda, o importante papel da comunidade portuária francisquense para alcançar a maior movimentação de todos os tempos.

“Sem a dedicação e profissionalismo dos trabalhadores portuários avulsos, servidores da SCPar e operadores portuários, além do arrendatário Tesc, cooperativas de motorista e órgãos intervenientes não teria sido possível alcançar números tão expressivos de 2023”.

Unidades da Portos RS encerram 2023 com crescimento e alcançam segundo melhor resultado nos últimos cinco anos

Os portos do Rio Grande do Sul encerraram o ano de 2023 com um crescimento geral de 13.88%, em relação a 2022. Os dados mostram, ainda, aumentos de 14.40% na unidade Rio Grande da Portos RS, de 5.27% na unidade de Pelotas e de 2.65% na unidade de Porto Alegre, atingindo o total de 44.835.679 toneladas movimentadas.

Ao longo dos 365 dias do último ano, passaram pelas hidrovias gaúchas 3.691 embarcações, sendo 2.971 delas com destino ao Porto do Rio Grande, 571 para o Porto de Pelotas e outras 149 em direção ao Porto de Porto Alegre. Os granéis sólidos foram a maioria dos produtos movimentados, com 29.312.912 toneladas.

O desempenho obtido pelos portos públicos gaúchos em 2023 foi o segundo melhor resultado dos últimos cinco anos e a expectativa é de que os próximos sejam de números ainda maiores, em razão dos investimentos em infraestrutura e da estratégia de internacionalização da marca, colocada em prática desde a consolidação da mudança de natureza jurídica.

O primeiro ano completo de atuação como empresa pública permitiu a realização de obras estruturantes que deram maior mobilidade, agilidade e modernidade para o principal porto marítimo do estado. Algumas delas já foram concluídas e outras, como a do novo Portão 2, devem ser finalizadas e entregues em breve à comunidade portuária.

Santa Catarina é principal importador de aço em 2023 até o mês de setembro

O mercado de importações de aço vem crescendo. Ao contrário do que ocorreu na época da pandemia de covid-19, quando a Rússia cresceu como fornecedora e a China perdeu espaço, a partir de 2021 a China voltou a liderar este mercado, com a quantidade importada de aço no mundo aumentando ano após ano. 
De 2022 a 2023, até o mês de setembro, o valor FOB de importação de ferro fundido, ferro e aço importados da China aumentou 15%, de US$1,53B para US$1,76B. Com relação ao peso líquido (Kg líquido) a variação foi de 60% no total importado. 
No Brasil, Santa Catarina é considerado o principal estado importador neste ano de 2023, até setembro, com 837M em valor FOB. Em seguida vem São Paulo, com 231M em valor FOB; Ceará, com 147M; Amazonas, com 115M; e Minas Gerais, com 95M.
De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO e fundador da Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma plataforma completa end-to-end, ajudando gestores a planejar, monitorar e automatizar o seu supply chain, houve queda de 8% no valor FOB importado em SC, mas um aumento de 24% no peso líquido de 2022 a 2023. “Com relação a São Paulo, segundo no ranking, os dados indicam que o valor FOB cresceu 69% e  houve aumento de 206% no kg líquido”, explica. 
Segundo Hofstatter, os principais produtos de aço importados foram os laminados planos, de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou superior a 600 mm, revestidos de ligas de alumínio-zinco, representando 21% do valor FOB importado do setor. “O valor total das importações dessa NCM é de 376M. O valor FOB das importações de 2022 para 2023 aumentou em 36% e o peso em KG líquido aumentou em 84%”, explica. 
A principal unidade de desembaraço aduaneiro no Brasil, neste ano até setembro, foi o Porto de São Francisco do Sul (SC), que representou 50% no valor FOB das importações. Em seguida estão o Porto de Santos (14%); Pecém (12%); Manaus (6%); Itajaí (5%); Vitória (5%) ; Paranaguá (3%); Fortaleza (2%); Recife (1%) e Rio grande (1%).
 
Sobre a Logcomex
Criada em 2016, a Logcomex desenvolve soluções de tecnologia e oferece uma plataforma que auxilia as empresas no planejamento, monitoramento e automatização do supply chain global. A maior startup de comércio exterior do Brasil conta com aproximadamente 300 colaboradores, e está presente em mais de 11 países espalhados por cinco continentes.
A empresa oferece soluções como visibilidade em tempo real, eficiência na gestão de ponta a ponta da operação e informações estratégicas para negócios que atuam no comércio exterior. Para saber mais, acesse o site.  

Sobre Helmuth Hofstatter
Empreendedor Endeavor, co-fundador e CEO da Logcomex, estudou administração e comércio internacional, possui mais de 20 anos de experiência no segmento de logística internacional, tecnologia e comércio exterior. É especialista em gestão de produtos e apaixonado por desenvolver soluções voltadas ao universo do comércio exterior. Desde 2016 lidera a empresa e é diretamente responsável pelos times de Tecnologia.

Regras de aposentadoria: advogado explica o que muda a partir de janeiro

No dia 1º de janeiro, entram em vigor novas regras de aposentadoria pelo INSS. Vai aumentar tanto a idade mínima quanto os pontos necessários para homens e mulheres se aposentarem. Conforme explica o advogado Eder Lopes, especialista em Direito Previdenciário no escritório Matoso & Novaes, as alterações seguem um sistema de pontuação progressivo, previsto na regra de transição da Reforma Previdenciária, aprovada em novembro de 2019.

“A regra de transição define um sistema que vai aumentando anualmente”, reforça. Segundo ele, a mudança mais significativa é a imposição de uma idade mínima para se aposentar no Brasil. “Anteriormente, bastava o tempo de contribuição. Agora o requisito ‘idade mínima’ passa a ser obrigatório”.

Assim que virarmos o ano, mulheres precisarão somar 91 pontos para ter direito à aposentadoria, enquanto os homens terão que somar 101. Em ambos os casos, haverá aumento de um ponto em relação ao modelo atual. Além disso, homens deverão ter pelo menos 65 anos de idade e 35 anos de contribuição. Das mulheres, será exigido 30 anos de contribuição e idade mínima de 62 anos.

“Na progressão anual, a pontuação exigida das mulheres só irá parar de subir em 2033, com regra de 100 pontos. Para os homens, acaba em 2029, quando deverão somar 105 pontos para se aposentar”, completa o advogado. A pontuação é resultado da soma entre tempo de contribuição e idade. Algumas atividades profissionais, que oferecem risco à saúde, contabilizam mais tempo de serviço e, por consequência, mais pontos.

Para Lopes, o sistema não é ideal, já que no Brasil a maioria dos segurados trabalha com atividades físicas desgastantes. Além de não terem acesso suficiente a serviços de saúde de qualidade. “Obrigar que os brasileiros permaneçam no mercado por mais tempo é injusto para uma imensa parcela da população, que chega na faixa dos 60 anos com diversos desgastes físicos e mentais. Inclusive, essa medida pode aumentar o número de benefícios por incapacidade”, analisa o especialista.

Regra da idade progressiva para aposentadoria por tempo de contribuição
Por enquanto, ainda existe uma alternativa para trabalhadores que não atingem os pontos requisitados. É possível tentar a aposentadoria pelo tempo de contribuição, desde que respeitada uma idade mínima, que em 2024 será de 63 anos e 6 meses para homens e de 58 anos e 6 meses para mulheres. Neste caso, o tempo de contribuição exigido é de 35 anos para os homens e 30 para as mulheres. Lopes destaca que, independentemente da categoria, o salário será de acordo com a vida contributiva do segurado.

Para a aposentadoria por tempo de contribuição, o aumento na idade mínima também será progressivo, com o acréscimo de seis meses a cada ano. O prazo para terminar esta progressão é 2031 para as mulheres (62 anos) e 2027 para os homens (65 anos). 

Como solicitar a aposentadoria
Os trabalhadores brasileiros que desejam verificar sua pontuação e possibilidade de aposentadoria, podem acessar o aplicativo Meu INSS e fazer uma simulação. Para evitar erros, é indicado contar com o apoio de um advogado de confiança no preenchimento dos formulários. Ele saberá avaliar as diferentes possibilidades de pontuação adicional de acordo com as regras de transição, como no caso de trabalhadores expostos a riscos em algum momento da vida contributiva. “Com o suporte de um especialista, é possível fazer um planejamento previdenciário. A partir daí, o trabalhador saberá quanto mais precisa pagar ao INSS e por quanto tempo”, finaliza Eder Lopes.

 


Foto: Divulgação/Huna Comunicação

Celesc recebe prefeitos da Região da Foz do Rio Itajaí para discutir demandas do setor de energia

Prefeitos da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri) foram recebidos nesta segunda-feira (11) pelo presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, para discutir demandas do setor elétrico da região. Na reunião, os gestores pediram celeridade na aprovação de projetos, como, por exemplo, de deslocamentos de postes, de ampliações de redes e de iluminação pública, e discutiram a preocupação sobre a demanda de energia no litoral durante o período de alta temporada.

Estiveram presentes na reunião os prefeitos de Camboriú, Élcio Rogério Kuhnen; de Ilhota, Érico de Oliveira; de Luiz Alves, Marcos Pedro Veber; de Balneário Piçarras, Tiago Maciel Baltt; de Porto Belo, Joel Orlando Lucinda; e de Penha, Aquiles da Cost; além do engenheiro da Amfri, Rubens Adriano Kinaipp; do diretor de Distribuição da Celesc, Cláudio Varella do Nascimento; e do assistente da Diretoria de Distribuição, Carlos Eduardo Marcussi.

O prefeito de Luiz Alves e vice-presidente da Amfri, Marcos Pedro Veber, disse que os prefeitos foram bem recebidos e tiveram seus pedidos acolhidos pelo presidente Tarcísio Rosa. “Nossa região cresce muito e as nossas reivindicações são no sentido de contemplar esse crescimento. O que precisamos é que possamos trabalhar em parceria com a Celesc, da forma realmente que o presidente tem colocado como grande objetivo”, afirmou.

Prefeito de Ilhota e vice-presidente da Amfri, Érico Oliveira avaliou como positiva a reunião e demonstrou entusiasmo com a disposição da Celesc de atender às demandas apresentadas. O prefeito aproveitou a reunião para parabenizar a Companhia por suas atuações durante os eventos climáticos dos últimos meses.

“A Celesc está de parabéns. Tivemos vários tipos de quedas de postes, de árvores em eventos recentes e em menos de dez horas estava tudo resolvido”, afirmou Érico. “A Celesc foi muito rápida e prestativa. Praticamente não tivemos nenhum pedido sem atendimento. Parabéns ao governo e a Celesc pelo atendimento que estamos tendo na região”, concluiu.

Tarcísio Rosa destacou a importância da reunião para entender as necessidades da região e estabelecer os canais de comunicação. “Às vezes as coisas acontecem em um nível que não chega até aqui e providências podem ser tomadas. Após uma reunião como essa surgem os canais. Nós costumamos cumprir o que a gente promete. Se surgir algo, eles vão saber com quem falar e nós vamos trabalhar para resolver. Essa é uma política que o próprio governador Jorginho Mello tem adotado”, pontuou o presidente da Celesc.

Sobre os próximos encaminhamentos, Tarcísio afirmou que, com uma lista de demandas em mãos, entregue pelos prefeitos durante a reunião, a Companhia vai responder a cada um dos municípios no menor tempo possível. Uma força-tarefa deve ser feita para avaliar os projetos pendentes na região.

O presidente também comentou sobre a preocupação dos prefeitos do litoral a respeito da alta demanda de energia na região durante o verão. “Estamos trabalhando antecipadamente para atender toda a demanda de energia necessária para esse período. Entre outras medidas, vamos ampliar a capacidade da força de trabalho, com mais pessoas e mais caminhões para atuar durante a alta temporada”, garantiu Tarcísio.

Buscas por SUVs elétricos usados aumentam 204% em 2023 no Brasil
 Estudo inédito da Webmotors, maior ecossistema automotivo do Brasil e principal portal de negócios e soluções para o segmento, aponta que a busca por veículos SUVs elétricos usados na plataforma cresceu 204% de janeiro a novembro de 2023 na comparação com os mesmos meses do ano passado.
O levantamento, realizado pelo Webmotors Autoinsights, indica também um aumento de 184% na procura por modelos novos dessa categoria no marketplace em idêntico período.   
“Os dados do estudo acompanham o crescimento desse segmento como um todo, com mais montadoras lançando opções eletrificadas no mercado, o que naturalmente desperta atenção e interesse dos consumidores”, observa a CMO da Webmotors, Natalia Spigai.
No ranking geral dos elétricos novos e usados mais pesquisados pelos usuários da Webmotors de janeiro a novembro de 2023, o BYD Yuan Plus desponta em primeiro lugar entre os SUVs elétricos zero quilômetro, enquanto o Audi e-tron lidera a lista dos modelos eletrificados usados.
Ranking dos veículos SUVs elétricos 0Km mais buscados até novembro de 2023 no Brasil:
1. BYD Yuan Plus
2. Volvo XC40
3. Hyundai Kona
4. BYD Tan
5. Volvo C40
Ranking dos veículos SUVs elétricos usados mais buscados até novembro de 2023 no Brasil:
1. Audi e-tron
2. Volvo XC40
3. Volvo C40
4. BYD Tan
5. BYD Yuan Plus
 
Sobre a Webmotors  
A Webmotors (www.webmotors.com.br) foi a primeira marca brasileira a inovar na forma de comprar e vender carros e é o principal ecossistema automotivo, que engloba desde a compra, venda e uso do veículo, oferecendo soluções completas para o segmento no Brasil. Fundada em 1995, Webmotors foi pioneira na inovação do marketplace online automotivo e continua a definir o padrão para compra, venda e pesquisa online automotiva.
Em 2002, o Grupo Santander Brasil se juntou à Webmotors como seu principal parceiro e, em abril de 2013, a empresa deu boas-vindas à carsales.com Ltd., que adquiriu uma participação de 30%. Desde então, a empresa de tecnologia australiana contribuiu para a aceleração do crescimento da Webmotors e, em março de 2023, a carsales.com Ltd. aumentou sua participação acionária na Webmotors para 70%. O Santander mantém os outros 30%, além da exclusividade comercial, sendo o parceiro de crédito, seguros e soluções financeiras para transações feitas por meio da plataforma da Webmotors.
Nova função do Pix pode acabar com o débito automático, avaliam especialistas

O Banco Central anunciou mais uma funcionalidade para o Pix. A partir do final de outubro de 2024, o modo de pagamento terá a possibilidade de ser automático.
O Pix automático poderá ser usado para contas como água, luz, empréstimos etc.
Esse tipo de pagamento já pode ser feito pelo débito automático mas, na avaliação do Banco Central, o Pix automático terá a capacidade de alcançar mais pessoas. Hoje, para que uma empresa ofereça a possibilidade de pagamento por débito automático, precisa ter  convênio com cada instituição financeira que permita isso.
Com o Pix automático, a corporação não precisará ter contrato com cada órgão financeiro. Basta fazer um único acordo com um banco que esteja oferecendo essa modalidade.
Mariana Prado Lisboa, sócia na área de Meios de Pagamento e Fintechs do escritório Barcellos Tucunduva, concorda com a visão do BC sobre o aumento do alcance com o Pix automático. "Antes do Pix, nós já tínhamos transferências eletrônicas através de TED e o DOC. Contudo, com a introdução do Pix, tivemos uma escala maior das transferências eletrônicas, pela facilidade de uso, baixas tarifas (às vezes inexistentes) e aumento de instituições oferecendo o serviço. Com o Pix automático, a expectativa é a mesma: ganhar maior alcance dos pagamentos recorrentes pela facilidade no uso do Pix Automático pelo pagador, garantia de recebimento do Recebedor e custo reduzido. O Pix já caiu no gosto do brasileiro. O Pix automático, sem dúvida, seguirá o mesmo caminho", avalia.
Já para Paulo Portuguez, sócio do Jantalia Advogados e especialista em Direito Bancário, Criptoativos e Meios de Pagamento, a questão da segurança também deve entrar no debate assim que o Pix automático começar a funcionar. "A instrução normativa do BC exige que os prestadores desse tipo de pagamento requeiram a autorização do usuário para o Pix automático. Então, haverá essa obrigatoriedade. Isso deverá ser disponibilizado por até 30 dias. O usuário pode aceitar ou rejeitar. Passado o período, caso não haja confirmação ou recusa, será considerado que não houve aceitação por parte do usuário", explica.
Portuguez também analisa que ainda é cedo para saber se o Pix vai "engolir" outras formas de pagamento, mas que é inegável sua capilaridade e popularidade. "Houve uma clara preferência pelo Pix em detrimento ao TED e DOC. É bom lembrar que o objetivo do BC era que o Pix substituísse essas soluções de pagamento. E acredito que Pix automático vá nessa mesma direção com relação ao débito automático. É possível também que despesas mensais e recorrentes nos cartões de crédito das pessoas possam entrar agora no Pix automático. Mas claro que ainda é preciso aguardar como a indústria vai inserir essa novidade em seus modelos de negócio", esclarece.
Na visão de Mariana, o Pix poderia avançar na funcionalidade offline. "Acredito que o Pix offline seria uma funcionalidade importante que ainda falta no Pix. Poder fazer pagamentos, mesmo sem acesso à internet. Em algumas regiões ou situações a pessoa pode estar fora da rede e, com isso, não conseguir concluir o pagamento". Ela também diz que o Pix internacional enfrenta entraves tecnológicos e cambiais, mas acredita que, quando implementado, irá facilitar e reduzir custos de transações internacionais.
Fontes:
Mariana Prado Lisboa, sócia na área de Meios de Pagamento e Fintechs do escritório Barcellos Tucunduva
Paulo Portuguez, sócio do Jantalia Advogados e especialista em Direito Bancário, Criptoativos e Meios de Pagamento

 

Grupo Koch inaugura SuperKoch, em Balneário Piçarras

A terceira loja de Balneário Piçarras do Grupo Koch, a maior rede supermercadista de Santa Catarina, será inaugurada na próxima quinta-feira (14), no Bairro Itacolomi. A unidade do SuperKoch recebeu R$ 30 milhões em investimentos e gerou 150 empregos diretos e 460 indiretos. O Grupo já está presente na cidade com  duas unidades do atacarejo Komprão. A loja é a 64ª do Grupo no Estado.

Com quase cinco mil metros quadrados de área construída, a loja trará a evolução da identidade visual da bandeira SuperKoch, buscando agregar uma nova comunicação nos perecíveis, com dicas e conteúdo sobre os produtos. A loja contará também com um novo espaço  de exposição de produtos diferenciados e especiais, tudo para proporcionar uma melhor experiência de compra. 

O novo SuperKoch de Balneário Piçarras terá 126 vagas de estacionamento, além de 26 vagas de motos e bicicletas. "Piçarras vem se destacando como destino turístico e em moradia. O censo de 2022 mostra que a cidade cresceu 58% nos últimos 10 anos. A região que escolhemos para inaugurar é a com o maior desenvolvimento imobiliário. Há algum tempo a população e turistas solicitam uma unidade do SuperKoch, pelos serviços prestados e nosso variado mix. Olhando o crescimento da cidade, da região e do bairro decidimos investir em uma loja para atender essa demanda”, explica o CEO do Grupo Koch, José Koch.

 A loja funcionará de segunda a sábado, das 8h às 22h, e domingos e feriados, das 8h às 21h. Serão 25 checkouts em operação, sendo 12 de autoatendimento. O SuperKoch de Balneário Piçarras contará ainda com açougue, padaria e hortifruti, com produtos frescos e variedade ao público. O mix de produtos da 64ª loja do Grupo Koch contará com inúmeros itens com valores promocionais. A loja aceita todos os tipos de cartões, débito, crédito, alimentação e pix. Também é possível usar o cadastro no Clube K para economizar ainda mais. 

Ação solidária
No dia da inauguração, serão sorteados vales-compra e haverá ainda a ação Horti Solidário, a qual irá doar 5% da venda do Hortifruti do dia 14/12 para a APAE de Piçarras. A entidade também fará parte da ação Troco Solidário.

Sobre o Grupo Koch
Maior rede supermercadista em Santa Catarina e a 13ª do país, de acordo com o ranking 2023 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Koch está presente em 30 cidades do estado. São mais de 60 lojas no segmento alimentício, nos formatos varejo (com a bandeira SuperKoch) e atacarejo (com a bandeira Komprão Atacadista), além de vendas pelo e-commerce. O grupo conta também com um Centro de Distribuição e uma sede administrativa em Tijucas e um Centro Administrativo e Comercial em Itapema. Empresa familiar, foi fundada oficialmente em 1994, em Tijucas, e tem à frente como CEO, o empresário José Koch, um dos cinco irmãos que começaram a história da empresa nos anos 80 vendendo produtos hortifrúti nas feiras da Grande Florianópolis.

347 parlamentares estão indecisos sobre derrubar o veto de Lula na desoneração da folha de pagamentos

O presidente Lula vetou integralmente a proposta de desoneração da folha de pagamentos para os 17 principais setores econômicos, que são os pilares dos empregos no país, gerando intensos debates e reações na esfera econômica e política. Essa medida tinha como objetivo reduzir os encargos sobre a folha de pagamento das empresas, visando impulsionar a geração de empregos e estimular o crescimento econômico. Pressione seu parlamentar a ser contrário esse veto!

 

Abilio Brunini

PL

MT

3215-5648

Contra

Acácio Favacho

MDB

AP

3215-5414

Indeciso

Adail Filho

REPUBLICANOS

AM

3215-5531

Indeciso

Adilson Barroso

PL

SP

3215-5750

Indeciso

Adolfo Viana

PSDB

BA

3215-5911

Indeciso

Adriana Ventura

NOVO

SP

3215-5802

Contra

Adriano do Baldy

PP

GO

3215-5419

Indeciso

Aécio Neves

PSDB

MG

3215-5964

Indeciso

Afonso Hamm

PP

RS

3215-5604

Indeciso

Afonso Motta

PDT

RS

3215-5528

Favorável

Aguinaldo Ribeiro

PP

PB

3215-5735

Indeciso

Airton Faleiro

PT

PA

3215-5327

Favorável

AJ Albuquerque

PP

CE

3215-5708

Indeciso

Alberto Fraga

PL

DF

3215-5816

Indeciso

Alberto Mourão

MDB

SP

3215-5123

Indeciso

Albuquerque

REPUBLICANOS

RR

3215-5126

Indeciso

Alceu Moreira

MDB

RS

3215-5238

Contra

Alencar Santana

PT

SP

3215-5256

Favorável

Alex Manente

CIDADANIA

SP

3215-5205

Contra

Alex Santana

REPUBLICANOS

BA

3215-5541

Indeciso

Alexandre Guimarães

REPUBLICANOS

TO

3215-5941

Indeciso

Alexandre Leite

UNIÃO

SP

3215-5841

Indeciso

Alexandre Lindenmeyer

PT

RS

 
NOTA DE ESCLARECIMENTO Cabeço do Molhe Sul (Recomposição Estrutural)

A Superintendência do Porto de Itajaí, na condição de Autoridade Portuária, vem a público esclarecer, mediante informações publicadas na imprensa sem consulta à Diretoria da Superintendência do Porto de Itajaí:
Desde o ano de 2012, o Cabeço do Molhe Sul vem apresentando recalque (afundamento), de material devido ao forte impacto de ondas em sua face direita.
Em 10 de março de 2022, atual Gestão, a Diretoria Geral de Engenharia desta Superintendência, realizou estudos, e, na oportunidade, fez a contratação de empresa especializada, ao qual a mesma gerou um projeto básico de engenharia, tendo como objeto, a recuperação e ou recomposição de sessão do cabeço do Molhe Sul da Barra do Rio Itajaí Açu.
O projeto de recuperação do cabeço, situado na saída/entrada do Canal de acesso aos portos, tem como objetivo principal, sua revitalização da estrutura, ao qual vem sofrendo ao longo dos anos, na sua grande maioria por ocorrências causadas devido intempéries climáticas.
Diante do projeto, o mesmo prevê que todos os serviços de recuperação do molhe, contemplem ainda diversas atividades onde se destacam:
Relatórios de cálculo de volume, equipes de topografia, de mergulho com equipamentos, escavadeira hidráulica, guindaste com pinça, levantamento aerofotogramétrico e topográfico, uso de drones, plantas de detalhamento, entre outros serviços.
Ainda de acordo com o projeto, a área a ser levantada para a recuperação do Cabeço do Molhe Sul é de aproximadamente 100 metros de comprimento por 46 metros de largura, e, o volume de material a ser recomposto no Cabeço do Molhe Sul, é de 2.662,35 metros cúbicos, o equivalente ao peso aproximado de 6650 toneladas.
O valor da obra de recuperação ou recomposição do Molhe Sul, está orçado num valor superior de R$ 1.000.000,00 (1 milhão de reais), cabendo à Autoridade Portuária, a responsabilidade pelos custos da obra, mas, que atualmente por fatores econômicos, a Superintendência do Porto de Itajaí, está buscando a eficiência de utilização do dinheiro público para a realização de sua recuperação.
Importante ressaltar que o molhe é um elemento estrutural, ao qual serve para dissipar a energia das ondas, e, com isso, trazendo segurança a navegação. O molhe sul é o mais impactado pelas fortes ondas, tanto que, o mesmo é maior que o molhe norte, devido a predominação de ondas.
Tendo em vista que o molhe é um elemento estrutural e essencial para o Canal de navegação do Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu, necessitando de recomposição de sessão, a Diretoria de Engenharia informa ainda, que não existem riscos de navegação no local, não apresentando riscos de colapso devido seu recalque (afundamento).
A estrutura dos molhes norte e sul, foram feitas para dissipar e suportar a energia das ondas. É um equipamento, uma estrutura física, que rotineiramente, deve ser realizada sua manutenção, por isso, que inclusive, os estacionamentos localizados nos pátios de ambos os molhes, não podem ter estrutura edificada, pois o local serve de canteiro permanente de obras.
Com o futuro lançamento do Edital de Arrendamento Definitivo (35 anos), o molhe sul, incluindo-se demais regiões em seu entorno, estarão inseridos dentro de um cronograma de etapas e melhorias de infraestrutura ao qual terão a obrigação de passar por grandes obras.
A Diretoria Geral de Engenharia, por meio da Superintendência do Porto de Itajaí, informa a todos que frequentemente acompanha, monitora e fiscaliza o local onde está situado o molhe. São realizados levantamentos e está envolvida diretamente para que este trabalho no local seja realizado o mais breve possível.
Por fim, a Superintendência do Porto de Itajaí, lamenta que pessoas que atuam diretamente em certos veículos de comunicação, como jornalistas, comentaristas, colunistas, e demais colaboradores de suas respectivas redações, tenham publicado informações antecipadas de que poderia haver desmoronamento do molhe sul, entre outros de mesma origem, não fizeram seu dever como profissionais de comunicação: de antes entrarem em contato com a Autoridade Portuária, por meio de sua Secretaria Geral de Comunicação Social, ou até mesmo entrar em contato com a diretoria da Superintendência, ao qual sempre se fez presente, atendendo os representantes de imprensa, para ao menos consultarem a posição da Superintendência, dando o seu posicionamento contraditório, como se deve ser um bom jornalismo.
Eis o relato!
Respeitosamente,
Superintendência do Porto de Itajaí (Autoridade Portuária).

 

Os desafios da área aduaneira diante do movimento grevista dos Auditores da Receita Federal

Por Yuna Yamazaki

A busca pelo cumprimento do acordo salarial firmado em 2016 com a implementação do bônus de eficiência voltou à tona e, apesar da publicação do Decreto nº 11.545, em 5 de junho de 2023 que regulamenta o bônus de eficiência para agentes da Receita Federal do Brasil, diante da dificuldade de negociação e descumprimento do acordo pelo governo para a concretização do bônus, o Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) propôs a categoria que seguissem com o movimento grevista a partir do dia 20/11/2023.

No último dia 30/11/2023, a cúpula do Sindifisco esteve reunida com a administração da Receita Federal para debater a proposta recebida do Governo Federal. No entanto, a proposta foi considerada lamentável e ao que tudo indica será rejeitada pela categoria, o que impactará na manutenção do movimento grevista.

Inclusive, nessa mesma data – 30/11 -, foi proferida decisão na Ação Inibitória de Greve - PETIÇÃO Nº 16334 - DF (2023/0421989-8) - ajuizada pela União perante o Superior Tribunal de Justiça, em face do Sindifisco Nacional, com pedido de liminar para fixação de contingente mínimo de servidores públicos em exercício durante o movimento grevista. A Ministra Relatora, Regina Helena Costa, decidiu pela continuidade do movimento grevista dos Auditores Fiscais da Receita Federal, ao fundamento de que não está evidenciado que o movimento grevista esteja causando prejuízos mensuráveis à União e à população. Ademais, segundo a Ministra, o perigo da demora, por sua vez, também não está evidenciado, dado que não há indicações documentais de possível prejuízo à manutenção dos serviços apontados como essenciais pela União.

 

Infelizmente, há, de fato, graves consequências desta paralisação, especialmente aos importadores e exportadores. Dentre as principais consequências diretas estão: (1) os atrasos no desembaraço aduaneiro, (2) consequente aumento de custo de armazenagem das mercadorias em local de zona primária e secundária, (3) parametrização em canal de conferência amarelo ou vermelho - no dia 30/11, o Sindifisco Nacional realizou o que denominou de "Dia do Canal Vermelho", (4) paralisação ou dificuldades com o início e conclusão de trânsito no caso de transferência de mercadoria da zona primária para a secundária, (5) paradas de linhas de produção e (6) multas contratuais devido aos atrasos nas entregas das mercadorias aos clientes.

Além dessas consequências diretas, ainda temos consequências indiretas que geram grandes prejuízos para a economia brasileira, por exemplo: (1) aumento do custo Brasil, (2) falta de credibilidade internacional, uma vez que as empresas multinacionais acabam por repensar os investimentos em suas operações no Brasil; (3) aumento de custo operacional para contornar os problemas causados pela greve, (4) dificuldade no recebimento das exportações brasileiras, isto é, o país perde a entrada de moeda estrangeira no fluxo cambial e (5) impacto na geração de empregos.

Se durante o ano já havia uma queda nos números absolutos das exportações e importações segundo Monitor do Comércio Exterior Brasileiro[1], o fechamento do ano certamente será impactado ainda mais.

O comércio exterior é responsável por movimentar parte significativa da economia nacional. Enquanto a comunidade aduaneira sofre com a greve e com a incerteza do que está por vir, temos visto pouca efetividade nas negociações do Governo com o Sindifisco para se chegar a um acordo.

 

O panorama é complexo, porém há algumas medidas de ordem constitucional e operacional que podem ser tomadas para mitigar os reflexos da greve no dia a dia das operações das empresas.

Dentre os remédios constitucionais que podem ser utilizados, encontram-se o Mandado de Segurança. Mas vale lembrar que há dois tipos de MS que podem ser utilizados a depender do caso: (1) Mandado de Segurança Repressivo para situações pontuais e o (2) Mandado de Segurança Preventivo, visando abranger importações iminentes.

Em ambos os casos é imprescindível a apresentação de provas pré-constituídas sólidas que possam demonstrar o perigo que o movimento grevista tem causado ou causará – periculum in mora - e a presunção do fato às normas – fumus boni iuris - requisitos indispensáveis para impetrar os mandados de segurança.

Destacamos a necessidade de se analisar muito bem os caminhos a serem seguidos. É importante que as lideranças aduaneiras mantenham contato com escritórios de advocacia especializados na área aduaneira para se traçar a melhor estratégia possível. As atividades aduaneiras são complexas e precisam ser analisadas com muita propriedade e cuidado para que as medidas escolhidas sejam efetivas e não mais um custo para as empresas.

O setor privado tem um papel importante a desempenhar nesse momento. É preciso pressionar o Governo e o Sindifisco a solucionarem de uma vez por todas essa situação que aflige nosso país em pleno mês de dezembro.

[1] Disponível em: https://balanca.economia.gov.br/balanca/IPQ/index.html

 *Yuna Yamazaki, especialista em Direito Aduaneiro, sócia e head da área de Customs Law da LIRA Advogados.

FIESC pede derrubada do veto à desoneração da folha

A Federação das Indústrias (FIESC) enviou ofício à bancada federal catarinense solicitando apoio à derrubada do veto ao projeto que prorroga a desoneração da folha de pagamento a 17 setores que mais empregam no país. O Congresso Nacional aprovou a manutenção da desoneração até 2027, mas, no final de novembro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou integralmente o projeto. Agora, o veto será analisado em sessão deliberativa do Congresso Nacional, prevista para a próxima semana. 

Para a FIESC, a aprovação do projeto por ampla maioria no Congresso Nacional demonstra que a manutenção da desoneração é condição fundamental para o desenvolvimento e a geração de emprego no país, especialmente neste momento. “Diante da relevância do tema e do impacto para a indústria catarinense, conto com seu apoio e atuação junto às lideranças de seu partido, para que se posicionem pela rejeição do veto”, afirma a entidade no ofício.

A ideia do projeto de lei era manter a contribuição para a Previdência Social de setores intensivos em mão de obra entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta. Até 2011, a contribuição correspondia a 20% da folha de pagamento. Esse cálculo voltará a ser aplicado em janeiro, caso o Congresso não derrube o veto.

Os 17 setores são: confecção e vestuário; calçados; construção civil; call center; comunicação; empresas de construção e obras de infraestrutura; couro; fabricação de veículos e carroçarias; máquinas e equipamentos; proteína animal; têxtil; tecnologia da informação (TI); tecnologia de comunicação (TIC); projeto de circuitos integrados; transporte metroferroviário de passageiros; transporte rodoviário coletivo; e transporte rodoviário de cargas.

Secretário SPAF lança esperança sobre ferrovias

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Lenoir Broch, o secretário de Portos, aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins e o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, nesta manhã de quinta-feira (07), no Hotel Mogano Premium, reuniram-se para discutir a infraestrutura do oeste catarinense.
“A presença do secretário José Roberto Martins, do governo do Estado, representa mais uma vez um momento de esperança, vendo o governo estadual interessado no futuro, na infraestrutura que a nossa região exportadora precisa”, destacou Canton. O presidente da Aurora Coop ainda frisa que há um complexo produtivo muito desenvolvido na região e que para sobreviver e ser competitivo precisa, nos próximos anos, uma infraestrutura na mesma proporção.
Lenoir Broch afirma que o novo governo está ciente do problema da logística de insumos e que a secretaria está trabalhando para encontrar soluções. “O secretário Beto Martins está muito alinhado, sensível às dificuldades que a gente enfrenta no Oeste, e a própria inauguração do Porto Seco de Dionísio Cerqueira é uma obra de extrema importância, porque traz para a região melhorias principalmente o fluxo de veículos, de caminhões de carga na fronteira com o país vizinho.”
Além de ressaltar a confiança do engajamento do secretário no projeto já definido. “E a nossa grande luta no momento é pela ferrovia que liga Maracaju/MS a Chapecó/SC, com possibilidade de ir a Passo Fundo/RS, e essa que liga Chapecó/SC a Correia Pinto/SC com o trabalho desenvolvido pelo secretário é fundamental,” explicou Broch. 
O secretário aponta que está com laços estreitos com os empresários chapecoenses e as provocações de demandas feitas por meio da ACIC movimentam as autoridades. “Tenho participado dessas discussões. Em síntese, o que o governo do Estado de Santa Catarina quer é que o problema seja resolvido no melhor tempo possível. Para que nós não tenhamos o que de pior pode acontecer que é perder unidades de produção para outros estados,” salientou Martins.
A região Oeste catarinense abriga algumas das principais empresas e cooperativas de processamento animal do Brasil, a falta de infraestrutura afeta principalmente os setores produtivos da suinocultura e da avicultura. 

 

Presidente da ACIC, Lenoir Broch, o secretário de Portos, aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins e o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton

Na Conferência do Clima, indústria de SC destaca hidrogênio verde e descarbonização

As oportunidades que o hidrogênio verde e a descarbonização oferecem para a indústria brasileira foram destacadas pela Weg e pela RandonCorp, na Conferência do Clima (COP28), que ocorre em Dubai, até o dia 12 de dezembro. “Na COP, a indústria brasileira tem mostrado a sua preocupação com essa agenda e destacado como o país pode contribuir nos esforços para avançar em direção a uma economia de baixo carbono”, afirma o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, que integra delegação nacional do setor, liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).  

Em painel que discutiu hidrogênio verde, o diretor de sustentabilidade e relações institucionais da catarinense Weg, Daniel Godinho, chamou a atenção para as oportunidades tecnológicas. “E esse foi o nosso recado. É importante aproveitar a oportunidade de descarbonização da economia para agregar valor no Brasil, adensar tecnologia e fazer o que estamos chamando de neoindustrialização, aproveitando esse movimento, mas pensando no Brasil e na indústria brasileira”, declarou, em conversa com Aguiar.

Daniel Randon, presidente da RandonCorp, companhia gaúcha que tem unidades em Santa Catarina, disse que a agenda ESG da empresa tem meta de redução de 40% nas emissões de gases de efeito estufa até 2030. Também está em curso projeto de reutilização de cem por cento dos efluentes e de zerar qualquer depósito de produtos em aterros até 2025.

 “Temos trabalhado fortemente nos investimentos em inovação e tecnologia na busca pela descarbonização. Também começamos a medir a pegada de carbono de alguns produtos e, no primeiro projeto, conseguimos reduzir 47%. Estamos falando da diminuição, por ano, de 46 mil quilogramas de CO2 para a atmosfera. Queremos ser protagonistas das tecnologias que vão mudar o futuro do transporte e da mobilidade”, disse Daniel, que recentemente participou do Fórum Radar, da FIESC, evento que trouxe para o debate temas como neoindustrialização e descarbonização.  

Indústria na COP: Em participação recorde na COP28, com a presença de mais de 100 empresários, esta é a primeira vez que a CNI tem um estande próprio na “Área Azul”, gerenciada pela ONU, onde ocorrem as negociações. No espaço, a Confederação vem exibindo o trabalho que o setor faz há décadas para se tornar cada vez mais sustentável.

A estrutura conta com duas plantas industriais: uma para explicar como se produz o hidrogênio verde, no qual o Brasil é uma potência em ascensão; e outra para demonstrar como a semente de macaúba, palmeira nativa e disseminada pelo território brasileiro, pode se tornar um biocombustível.
Diariamente, especialistas, empresários industriais, representantes de governo e autoridades nacionais e internacionais se reunirão para discutir os avanços já alcançados pelo Brasil na agenda do clima e propor soluções para que o país consiga reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

Senac SC oferta mais de 25 mil vagas gratuitas em cursos técnicos e de qualificação profissional

O Senac SC está lançando o maior programa de capacitação gratuito da sua história. Serão mais de 25 mil vagas em cursos técnicos e também cursos de qualificação profissional, que são mais curtos, em todas as 27 unidades do estado. Ao todo, serão investidos mais de R$ 100 milhões e os cursos terão início em 2024. 

O lançamento ocorre, simultaneamente, nesta sexta-feira (08), em todas as unidades de Santa Catarina. O Programa de Qualificação Profissional Gratuito é uma parceria entre a Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fecomércio SC, Senac SC e Sindicatos Catarinenses, que juntos identificaram com os empresários das áreas em que os cursos estão sendo ofertados, a necessidade de mão de obra qualificada para atuarem nessas empresas.

“O interessante deste programa é que além de dar oportunidade para as pessoas com baixa renda que querem melhorar no campo profissional, também conseguimos atender essa necessidade do mercado do comércio de bens, serviços e turismo. Ou seja, toda a cadeia é beneficiada e isso, acima de tudo, colabora para a melhoria da economia local”, analisa o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni.

Os cursos

Os cursos técnicos são programas de nível médio com o propósito de capacitar o aluno proporcionando conhecimentos teóricos e práticos nas diversas atividades do setor produtivo. Eles simulam situações reais do cotidiano profissional, além do estudo de casos e aulas em laboratórios específicos.

Já os cursos de qualificação profissional são organizados para preparar as pessoas para a vida produtiva e social, promovendo a inserção e reinserção de jovens e adultos no mercado de trabalho. Isso inclui cursos de capacitação, aperfeiçoamento e atualização profissional de trabalhadores em todos os níveis de escolaridade.

Para se inscrever basta ir até a unidade mais próxima. Outras informações no site: www.sc.senac.br/psg/#/programa-senac-de-gratuidade

Plataforma Brasil Exportação chega a 11 mil usuários em menos de um mês

Lançada no dia 14 de novembro durante o Web Summit Lisboa, a Plataforma Brasil Exportação, operada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), já conta com cerca de 350 serviços, que conectam empresários brasileiros a países das Américas, África, Ásia, Europa e Oceania. O acesso é gratuito, prático, rápido e oferece serviços que passam por toda a cadeia de exportação. 

 

A facilidade entregue pela plataforma permite que o empresário busque e favorite o serviço que melhor atenda o seu negócio, além de interagir com o prestador. A iniciativa contempla desde o micro e pequeno empresário que nunca exportou, às grandes empresas que querem expandir seus negócios para outros mercados. 

 

Diversidade que conecta 

Desde o início da fase de testes em outubro, a Plataforma Brasil Exportação continuou a atrair interessados. Durante o mês de novembro, o sistema registrou mais de 11 mil usuários únicos, dos quais mais de 1.500 criaram contas, envolvendo representantes de mais de 850 empresas brasileiras. A navegação no site é livre, mas com o cadastro, realizado gratuitamente, os usurários têm acesso a mais ferramentas. 

 

Os acessos à plataforma não se limitaram apenas ao Brasil, alcançando uma presença global em 92 países. Além disso, mais de 105 prestadores de serviços se cadastraram na plataforma, oferecendo um extenso catálogo com mais de 350 serviços de apoio à exportação. 

 

Esses números impressionantes refletem o sucesso e a crescente aceitação da Plataforma Brasil Exportação, consolidando-a como uma ferramenta essencial para empresas brasileiras que buscam expandir suas operações no mercado internacional. 

 

Estudos, cursos, listas de importadores, informações tarifárias e regulações aduaneiras são alguns dos serviços já disponíveis na plataforma, oferecidos por mais de 90 Setores de Promoção Comercial e Investimentos (SECOMs) de diversos países. De acordo com Juarez Leal, gerente da Plataforma Brasil Exportação:“A iniciativa revoluciona o cenário da exportação no país, pois é o primeiro portfólio que reúne serviços de diversos prestadores, por meio de um acesso prático, digital e gratuito.” 

Ao analisar as demandas de serviços dos usuários, a diversidade impressiona. Mercados e nichos específicos têm feito parte da rotina de buscas. Oportunidades para fécula de mandioca na Austrália e para próteses ortopédicas para Arábia Saudita são alguns dos exemplos buscados. 

 

Usuário com voz ativa: avaliações e troca de experiências 

A Plataforma Brasil Exportação destaca-se pela sua interface amigável, priorizando uma experiência positiva para o usuário. A comunidade integrada permite um contato direto entre os empresários e os prestadores de serviços, facilitado por meio de perguntas e avaliações. 

 

O usuário Edson Rhodes avaliou o SECOM de Liubliana, capital da Eslovênia, pela qualidade dos serviços prestados:“Gostaria de parabenizar o SECOM Liubliana pela excelência de serviços prestados. Em caso de sucesso de nossas negociações no mercado esloveno, será em grande parte decorrente do apoio da equipe da SECOM Liubliana. Parabéns a todos!”. 

Além dos serviços oferecidos pelos SECOMs do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a plataforma também disponibiliza serviços prestados pelos próprios parceiros do projeto: ApexBrasil, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

 

Agência Digital e Parâmetros ESG 

A plataforma busca atender e promover as diretrizes de ESG (sigla para parâmetros ambientais, sociais e de governança), por meio do estímulo aos micro e pequenos negócios, do empreendedorismo sustentável, feminino e de minorias, além de estar integrada com a estratégia de Agência Digital, alguns dos objetivos contemplados no novo Plano Estratégico 2024-2027 da ApexBrasil. 

 

Serviço 

Acesse a Plataforma Brasil Exportação e crie sua conta - é fácil, rápido e gratuita para todos: Plataforma Brasil Exportação (braexp.com.br) 

 

Endividamento atinge 76,6% das famílias brasileiras, mostra CNC
Ainda que em trajetória de queda pelo quinto mês consecutivo, o endividamento ainda alcança cerca de 76,6% das famílias brasileiras, que têm dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e da casa. O percentual referente ao mês de novembro representa um recuo de 0,5% no número de endividados, em relação ao mês anterior.
Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta segunda-feira (4), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A sensação de melhora nas condições econômicas do país, segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, pode estar por trás dessa queda. “O progresso do mercado de trabalho, mesmo em menor escala, com a maior contratação esperada neste período de fim de ano, vem favorecendo os orçamentos domésticos, indicando que menos pessoas estão recorrendo ao crédito, pois estão conseguindo arcar com as dívidas correntes”, comentou.
Inadimplência
O índice de famílias inadimplentes ficou em 29% e foi outro índice que apresentou queda em novembro. A redução é na comparação ao mês anterior, quando ficou em 29,7% e também ao mesmo mês do ano passado, de 30,3). De acordo com o economista-chefe da CNC e responsável pela pesquisa, Felipe Tavares, é o menor patamar desde junho de 2022.
Embora permaneça acima do nível de novembro do ano passado, que registrou 10,9%, o número de pessoas que relataram falta de condições para pagar dívidas de meses anteriores caiu para 12,5%, enquanto em outubro era 13%. “A queda, embora ainda pequena, traz um importante indício de eficácia do programa Desenrola”, avalia o economista.
Dentro do número geral de endividados, que apresentou queda, a faixa de renda média, entre cinco e dez salários mínimos, fez movimento contrário e teve alta do volume de pessoas endividadas, voltando aos níveis observados em novembro de 2022. Ainda assim, boa parte desses consumidores (35%) se considera “pouco endividada”. O grupo registrou também a quarta elevação seguida de dívidas em atraso, chegando a 24,2%, o mais alto nível da série.
O maior percentual de dívidas em atraso (36,6%) ficou com os consumidores de baixa renda, com até três salários mínimos. Conforme o economista, esses consumidores são os que têm maior probabilidade de não conseguir arcar com essas dívidas, representando 17,2%. “Agravando a situação de inadimplência, esses consumidores têm uma alta dependência de dívidas, comprometendo 31,9% de sua renda”, completou.
O cartão de crédito ainda é o mais usado pelos endividados, e atingiu 87,7% do total de devedores, o que significou aumento significativo na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando ficou em 86,4%.
Houve avanços também no crédito consignado, de 0,5 ponto percentual (p.p.), e no financiamento imobiliário, de 0,4 ponto percentual. As outras modalidades perderam representatividade na carteira de crédito dos consumidores.
Gênero
A pesquisa mostrou ainda que embora a proporção de consumidores endividados em 1 ano tenha reduzido nos dois grupos de gênero, entre as mulheres o recuo foi mais expressivo, de 3,4 p.p., em relação aos homens, de 1,5p.p..
O total de mulheres endividadas permaneceu com a tendência de queda na comparação ao mês de outubro. Em comportamento diferente, o endividamento entre os homens teve pequeno aumento, de 0,4 p.p.. As mulheres são também as que mais relataram dificuldades de quitar todas as dívidas em dia. Elas alcançaram 30,1%, enquanto os homens chegaram a 28%. (agenciabrasil)
IFSC abre inscrições para cursos técnicos e Proeja gratuitos para ingresso em 2024

Estão abertas até 9 de janeiro de 2024 as inscrições para cursos técnicos e de Educação de Jovens e Adultos (Proeja) para ingresso no primeiro semestre de 2024 no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

São mais de 2.300 vagas em 58 cursos técnicos concomitantes e subsequentes (Edital 10/Deing/2024/1) nas cidades de Araranguá, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Garopaba, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, São José, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Tubarão e Urupema.

Há ainda 85 vagas para cursos Proeja Técnico (Edital 11/Deing/2024/1) em Florianópolis e Jaraguá do Sul, além de 35 vagas para um curso Proeja FIC (Edital 12/Deing/2024/1) em Xanxerê.

Todos os cursos são gratuitos. Também não há cobrança de taxa para participação no processo seletivo.

Acompanhe todas as informações sobre o processo seletivo em ifsc.edu.br/tecnicos

Sobre os cursos

Os cursos técnicos concomitantes são destinados a quem está matriculado no ensino médio em outra instituição e quer fazer a formação técnica no IFSC.

Os cursos técnicos subsequentes são voltados a quem já tem o ensino médio completo e deseja receber a formação de técnico.

Os cursos Proeja são para quem não concluiu os estudos (ensino médio, no caso do Proeja técnico, ou fundamental, no caso do Proeja FIC) no tempo regular.

Inscrições e processo seletivo

Todas as inscrições devem ser feitas pela internet, no Portal de Inscrições do IFSC. 

O processo seletivo dos três editais é por sorteio público, que será realizado no dia 11 de janeiro de 2024. A primeira chamada com os selecionados sairá em 12 de janeiro. Também no dia 12 será publicada a lista dos candidatos em lista de espera.

Para mais informações, devem ser consultadas todas as normas do processo seletivo nos editais 10, 11 e 12/2024/1.

Cursos e vagas disponíveis

Câmpus Araranguá

Técnico subsequente em Automação Industrial - 32 vagas (noturno)

Técnico subsequente em Mecânica - 32 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Produção de Moda - 40 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Vestuário - 40 vagas (noturno)

Câmpus Caçador

Técnico subsequente em Eletromecânica - 40 vagas (noturno)

Técnico subsequente em Logística - 40 vagas (noturno)

Câmpus Canoinhas

Técnico concomitante em Edificações - 40 vagas (vespertino)

Técnico concomitante em Manutenção e Suporte em Informática - 40 vagas (vespertino)

Câmpus Chapecó

Técnico subsequente em Eletroeletrônica - 40 vagas (noturno)

Técnico subsequente em Mecânica - 40 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Segurança do Trabalho - 40 vagas (noturno, com metade da carga horária em EaD)

Câmpus Criciúma

Técnico concomitante em Meio Ambiente - 45 vagas (vespertino)

Técnico subsequente em Edificações - 45 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Eletrotécnica - 45 vagas (noturno)

Câmpus Florianópolis

Técnico subsequente em Agrimensura - 35 vagas (matutino) e 27 vagas (noturno)

Técnico subsequente em Desenvolvimento de Sistemas - 30 vagas (vespertino)
Técnico subsequente em Edificações - 30 vagas (matutino) e 30 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Eletrotécnica - 36 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Eletrônica - 40 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Enfermagem - 30 vagas (vespertino)
Técnico subsequente em Geoprocessamento - 25 vagas (vespertino)
Técnico subsequente em Manutenção Automotiva - 36 vagas (matutino)
Técnico subsequente em Mecânica - 28 vagas (vespertino) e 28 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Meio Ambiente - 30 vagas (matutino)
Técnico subsequente em Meteorologia - 40 vagas (matutino)
Técnico subsequente em Saneamento - 30 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Segurança do Trabalho - 32 vagas (noturno)

Câmpus Florianópolis-Continente

Técnico subsequente em Cozinha - 40 vagas (vespertino)

Técnico subsequente em Guia de Turismo - Nacional e América do Sul - 40 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Panificação - 40 vagas (vespertino)
Técnico subsequente em Restaurante e Bar - 40 vagas (matutino)
Proeja/Técnico em Panificação Integrado ao Ensino Médio - 40 vagas (noturno)

Câmpus Garopaba

Técnico concomitante em Biotecnologia - 40 vagas (vespertino)

Técnico subsequente em Guia de Turismo - 25 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Hospedagem - 40 vagas (noturno)

Câmpus Gaspar

Técnico subsequente em Administração - 40 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Modelagem do Vestuário - 30 vagas (noturno)

Câmpus Itajaí

Técnico subsequente em Aquicultura - 30 vagas (noturno)

Técnico subsequente em Eletroeletrônica - 40 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Mecânica - 40 vagas (noturno)

Câmpus Jaraguá do Sul - Centro

Técnico subsequente em Têxtil - 35 vagas (vespertino) e 35 vagas (noturno)

Técnico subsequente em Vestuário - 35 vagas (matutino)
Proeja/Técnico em Vestuário Integrado ao Ensino Médio - 35 vagas (matutino)

Câmpus Jaraguá do Sul - Rau

Técnico subsequente em Desenvolvimento de Sistemas - 35 vagas (vespertino)

Técnico subsequente em Eletrotécnica - 40 vagas (vespertino) e 40 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Mecânica - 32 vagas (matutino) e 32 vagas (noturno)

Câmpus Joinville

Técnico concomitante em Eletroeletrônica - 35 vagas (noturno)

Técnico concomitante em Mecânica - 32 vagas (noturno)

Câmpus Lages

Técnico subsequente em Biotecnologia - 40 vagas (noturno)

Técnico subsequente em Eletromecânica - 40 vagas (noturno)

Câmpus São José

Técnico subsequente em Refrigeração e Climatização - 72 vagas (noturno)

Câmpus São Lourenço do Oeste

Técnico subsequente em Administração - 40 vagas (noturno)

Técnico subsequente em Desenvolvimento de Sistemas - 40 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Logística - 40 vagas (noturno)

Câmpus São Miguel do Oeste

Técnico subsequente em Eletromecânica - 32 vagas (noturno)

Câmpus Tubarão

Técnico subsequente em Administração - 40 vagas (noturno)
Técnico subsequente em Eletrotécnica - 40 vagas (noturno)

Câmpus Urupema

Técnico concomitante em Administração - 20 vagas (noturno)

Técnico concomitante em Agricultura - 40 vagas (vespertino)
Técnico subsequente em Administração - 20 vagas (noturno)

Câmpus Xanxerê

Proeja/Qualificação Profissional em Informática Básica Integrado ao Ensino Fundamental - 35 vagas (noturno)

Todas as informações estão disponíveis em ifsc.edu.br/tecnicos

OPERAÇÃO COMPLEXA MOVIMENTA REGIÃO PORTUÁRIA PARA CHEGADA DA PLATAFORMA P-32

Uma operação complexa vai movimentar a região do Porto de Rio Grande nesta semana. Dezenas de profissionais de diferentes órgãos e empresas participarão do processo para a chegada da plataforma P-32, que chegará até sexta-feira (8) ao Estaleiro Rio Grande, onde será desmantelada.
 
O trabalho envolve mais de dois meses de preparação para que a embarcação, que tem mais de 40 mil toneladas, desloque-se em segurança até o dique do Estaleiro. Os esforços unem a Portos RS, Marinha do Brasil, Praticagem da Barra e diversas empresas.
 
"É um dos movimentos mais complexos que já tivemos na região. Inclusive o acesso ao canal do Porto de Rio Grande ficará interrompido por algumas horas. Estamos tomando todas as medidas para que a operação seja concluída com máxima segurança", destacou o gerente de planejamento e desenvolvimento da Portos RS, Fernando Estima.
 
Entre 50 e 70 pessoas estarão envolvidas no deslocamento da P-32, entre profissionais de praticagem e equipes de solo. Para a chegada da plataforma, foram implementadas medidas como o monitoramento em tempo real da correnteza oriunda da Lagoa dos Patos.
 
A embarcação chega ao Estaleiro Rio Grande para ser totalmente desmantelada, sendo a maior unidade marítima a passar por esse processo no país. A plataforma foi adquirida pela Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, que contratou a Ecovix, proprietária do estaleiro, para a desmontagem.
 
No trabalho, que levará cerca de um ano, a sucata metálica será utilizada como matéria-prima pela Gerdau para produção de aço em suas usinas de Charqueadas (RS) e Sapucaia do Sul (RS). Outros materiais serão enviados para descarte seguro, com praticamente 100% da unidade sendo reciclada, em um processo ambientalmente responsável. Mais de 200 vagas de emprego serão geradas com a operação.
 
"É um enorme avanço para toda a região, que se coloca numa condição ímpar no setor naval, contribuindo com a geração de empregos, renda e colocando Rio Grande como referência na destinação sustentável de plataformas", enfatizou Estima.
 
Além da P-32, a plataforma P-33 também será desmantelada no estaleiro. O resultado do leilão foi anunciado no dia 1º, com a Gerdau como vencedora do certame. A embarcação deve chegar em meados de 2024 e, assim como na P-32, o processo levará cerca de um ano, com a geração de 200 empregos. "São notícias muito positivas, que dão um novo impulso ao Polo Naval do Rio Grande, trazendo ótimas perspectivas para toda a região", comemorou o prefeito do Rio Grande, Fábio Branco.

 

Indústria brasileira pede urgência no programa de renovação de parque fabril

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e 26 federações estaduais de indústria afirmam, em carta aberta, que é “urgente que o governo implemente o programa prometido (de depreciação imediata), para evitar riscos maiores em relação à dinâmica do investimento produtivo e ao crescimento econômico”.

No documento, os industriais lembram que o Programa de Depreciação Imediata, em um valor que seria entre R$ 3 bilhões e R$ 15 bilhões, foi anunciado em dois momentos pelo governo: em 25 de maio deste ano, em evento no Palácio do Planalto, e em 24 de julho. A promessa é de que sairia do papel até dezembro.

“Reconhecemos os esforços já empreendidos pelo governo federal, mas reforçamos que a importância da renovação do parque industrial, que contribuirá para o avanço do desenvolvimento tecnológico e proporcionará um ambiente mais propício para o crescimento sustentável. Os investimentos convertidos hoje serão a base do nível de competitividade e produtividade que poderemos alcançar no futuro”, afirmam a CNI e as federações de indústria.

A depreciação imediata não implica renúncia fiscal, avalia CNI
A depreciação imediata vai incentivar a ampliação e a renovação da indústria brasileira ao permitir que o valor usado na compra de equipamentos e máquinas e em edificações seja deduzido do lucro real da empresa de forma mais rápida. Com a medida, a base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) será menor no ano em que o investimento for feito. 

Não é uma medida de renúncia fiscal pois, por terem feito toda a dedução no primeiro ano, nos anos seguintes as empresas não terão nenhum valor referente a esses investimentos a deduzir da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, o que vai aumentar o total de tributo a ser recolhido. Na prática, essa medida, apesar de não diminuir a tributação total acumulada ao longo dos anos, ajuda o fluxo de caixa das empresas, justamente quando ela tende a ter mais despesas, que é quando realiza os investimentos.

Nos cálculos da CNI, com a depreciação imediata, no ano de sua aquisição, de 100% do valor da compra de bens de capital, ainda que vigente por um ano, haverá um aumento adicional de 8,35% no investimento, 3,46% no Produto Interno Bruto (PIB) e 4,53% nas exportações. Estes efeitos positivos serão contabilizados ao longo de 10 anos. Além disso, estima-se expansão da arrecadação de R$ 12,9 bilhões nesse período.

Estudo recente da CNI mostra que máquinas e equipamentos industriais têm em média 14 anos e 38% deles estão próximos ou já ultrapassaram a idade sinalizada pelo fabricante como ciclo de vida ideal. “Diante de um cenário extremamente adverso, caminhamos para a nova queda tanto do PIB da indústria de transformação quando da produção industrial em 2023”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Como funciona a depreciação imediata?
Pelo regramento padrão vigente da depreciação tributária, o investimento feito em um maquinário com vida útil de 10 anos deve ser deduzido do lucro real da empresa durante esses 10 anos. Assim, a cada ano, 10% do valor pago é abatido da base de cálculo em que deverá incidir o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 

Já com a depreciação imediata, nos moldes propostos pela CNI, o valor integral da máquina será deduzido do lucro real da empresa logo no ano de sua aquisição, e nos anos posteriores a empresa não terá valor a deduzir relativo a essa máquina. Nota-se que equivale a uma antecipação do valor a ser deduzido no IRPJ/CSLL e não uma redução da tributação.

Construtora e incorporadora de alto padrão de Santa Catarina, Alumbra Empreendimentos Design investe em braço social com a doação de lares para famílias que não possuem moradia ou vivem em situação precária

 _Alex Sales, CEO da companhia, afirma que a meta é até 2030 impactar cerca de 250 famílias nos municípios onde empreende_ A Alumbra Empreendimentos Design, criada em 2021, com sede em Santa Catarina, vai além de sua atividade principal, que é a construção de empreendimentos imobiliários de alto padrão. Alex Sales, CEO da Alumbra, tem mais um grande objetivo: empreender com propósito, investindo também na construção de moradias para pessoas que não possuem um teto para viver com dignidade ou que se encontram em situação de vulnerabilidade. "Nosso trabalho consiste também em ir além da nossa atividade principal. Essa é uma bandeira que defendo e que compartilho com todos os meus colaboradores e parceiros. Significa o DNA da Alumbra. Queremos até 2030 tirar 250 famílias das ruas ou de situação precária de moradia", afirma Sales. Segundo ele, as casas serão construídas com quatro cômodos e terão aproximadamente 50 metros quadrados cada uma. Ao todo, neste primeiro momento, serão dez unidades, todas com vaga de garagem. O local de construção das casas será configurado em formato de condomínio. A escolha das famílias que irão morar nestas casas é feita de comum acordo com o município, junto à Secretaria Municipal de Assistência Social, responsável pela seleção. "O investimento aproximado nas 250 moradias populares que entregaremos até 2023, será de cerca de R$ 25 milhões. E as dez primeiras unidades populares deverão ser entregues em dezembro de 2023 ou, no mais tardar, no primeiro semestre de 2024. Esse trabalho é mais do que entregar moradias a quem precisa. É para mim uma bandeira que quero disseminar por cada lugar que passar, falar sobre isso com cada pessoa que conhecer. Tirar as pessoas de situação de vulnerabilidade é um ato de fé e de amor", completa ele.

 

 *Sobre Alex Sales* Um dos grandes nomes no mercado imobiliário nacional com ampla atuação no litoral catarinense, Alex Sales, de 37 anos, é o fundador e CEO da Alumbra Empreendimentos Design, voltada para o mercado de alto padrão. Sua empresa foi vencedora do Ranking Exame Negócios em Expansão 2023 e se destacou pelo impressionante crescimento de 842.560% em 2022. O trabalho de Alex Sales à frente da Alumbra tem o seu DNA. Ainda muito jovem, já despertou sua veia empreendedora, decidindo vender sacolé e bolo para realizar o seu sonho de comprar uma bicicleta. Anos mais tarde, ingressou no mercado imobiliário e chegou a ouvir de uma empresa do setor que não tinha perfil para a função. Ao contrário de desistir, seguiu em frente em uma nova entrada no segmento imobiliário. Ao longo de 14 anos, atuou no setor e, em 2015, mudou-se para Santa Catarina, para atuar como consultor de mais de 136 empresas de grande porte em todo o Brasil, nas regiões Norte, Sudeste e Sul. Sua experiência e sucesso são medidos por seus resultados no mercado imobiliário: Sales atingiu impressionantes R$ 2,5 bilhões de VGV vendidos no portfólio e mais de 22 empreendimentos comercializados no lançamento. Sua expertise o seu profundo conhecimento do segmento o levaram a criar a Alumbra Empreendimentos Design. A empresa projeta sua expansão para outros estados além de Santa Catarina. Entre eles, São Paulo e Minas Gerais. O propósito de compartilhar conhecimento também está entre as metas de Alex Sales em sua empresa. Para isso, ele criou um braço educacional em parceria com o G4 educação para a capacitação e atualização de profissionais do mercado imobiliário.

Ação especial apoiada pela Lotisa Empreendimentos vai ajudar mais de 80 famílias do bairro Imaruí neste Natal

A época mais solidária do ano se aproxima e já reverbera em diferentes ações focadas em ajudar pessoas que precisam. Uma campanha muito especial que tem o apoio da Lotisa Empreendimentos irá ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social no bairro Imaruí, em Itajaí. A empresa está convidando clientes, corretores e parceiros para adotarem uma criança neste Natal, presenteando-a com um brinquedo, roupas ou calçado. 
 
Para fazer parte, basta escolher uma cartinha com as informações da criança na Árvore de Natal Solidária da Lotisa, na sede da empresa, situada na Avenida Ministro Victor Konder, 360, bairro Fazenda. Depois, basta escolher um presente com carinho, embrulhá-lo e devolvê-lo na recepção da Lotisa até o dia 14 de dezembro. Quem quiser, também pode contribuir com a doação de cestas básicas para as famílias beneficiadas.  
 
Mais de 80 crianças do bairro serão ajudadas pela ação solidária. Os presentes e as cestas básicas serão entregues em um evento especial no dia 17 de dezembro, no salão paroquial da igreja católica do bairro São João, quando será promovida uma festa para as famílias cadastradas, com a presença do Papai Noel. “Queremos estar presentes junto a estas famílias, levando uma mensagem de carinho e solidariedade na cidade onde atuamos há 18 anos”, explica a idealizadora da ação, Danielly Negreiros, do Marketing da Lotisa.
 
Mais informações sobre as doações podem ser obtidas através do (47) 99261-7449. 

 

Atividade na indústria da construção teve leve recuo em outubro, aponta CNI

O nível de atividade e o número de empregados da indústria da construção apresentaram queda menos intensa e menos disseminada em outubro de 2023, na comparação com o mesmo mês de anos anteriores. Os dados são da Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Foram entrevistadas 356 empresas, entre 1º e 13 de novembro.

O índice de evolução do nível de atividade da indústria da construção ficou em 49,7 pontos, em outubro, bem próximo da linha de corte de 50 pontos. Valores acima dessa marca representam aumento e, abaixo, mostram queda da atividade. Apesar de aparecer em campo ligeiramente negativo, o resultado de outubro apresentou avanço de 3,5 pontos em relação a setembro. Com a alta, o índice está acima da média dos meses de outubro, de 47,7 pontos.

De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a queda menor da atividade aponta um desempenho mais favorável do que o usual no período para a indústria da construção como um todo.

"O setor de Construção de edifícios, inclusive, chega a mostrar alta do nível de atividade na passagem de setembro para outubro", afirma o economista.

Além disso, Marcelo Azevedo explica que o índice de nível de produção subiu 4,7 pontos e alcançou 51,1 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos. Os índices de outros setores, como o de Obras de infraestrutura e de Serviços especializados para a construção também apresentaram avanços, embora ainda estejam em patamar abaixo de 50 pontos.

Entre as contratações, o índice de evolução do número de empregados da construção foi de 48,4 pontos em outubro de 2023, um avanço de 0,1 ponto em relação a setembro. O índice está acima do comportamento médio dos meses de outubro, de 46,3 pontos, e aponta desempenho mais favorável do normalmente ocorre neste período.

Utilização da Capacidade Operacional registra alta em outubro
A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) avançou 1 ponto percentual e encerrou outubro em 68%. A UCO mede o uso de recursos como mão de obra e equipamentos em relação à disponibilidade total da empresa. Desde maio deste ano, este indicador oscila em torno dos 68%.

Confiança do empresário da construção subiu em novembro de 2023
O Índice de Confiança do Empresário da Indústria (ICEI) da construção avançou 0,4 ponto em novembro de 2023 na comparação com outubro. Com essa alta, o indicador foi para 53,1 pontos, o que mostra confiança mais intensa e mais disseminada na passagem de outubro para novembro. Contudo, o índice segue abaixo de sua média histórica, o que revela certa moderação da confiança.

Otimismo para os próximos seis meses está mais moderado
Todos os índices de expectativas para a indústria da construção recuaram na passagem de outubro para novembro de 2023. Apesar do recuo, os indicadores permanecem acima dos 50 pontos e indicam uma percepção de otimismo menos intenso e disseminado para os próximos seis meses.

O índice de expectativa do empresário em relação ao nível de atividade foi de 52,8 pontos, queda de 1,6 ponto. O índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços recuou 2,6 pontos e ficou em 51,1 pontos em novembro. Ainda assim, esses dois indicadores permanecem acima do patamar em que se encontravam em novembro de 2022.

O índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas caiu 1,5 ponto na passagem de outubro para novembro e atingiu 51,6 pontos. E o índice de expectativa do número de empregados recuou 1,3 ponto e alcançou 51,8 pontos no período.

21 de 29 setores industriais estão confiantes em novembro, aponta CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) - Resultados Setoriais de novembro de 2023 mostra que 21 de 29 setores da indústria estão confiantes e oito setores registram falta de confiança. A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ouviu 1.985 empresas, sendo 814 de pequeno porte, 710 de médio porte e 461 de grande porte, entre 1º e 13 de novembro deste ano.

Os setores mais confiantes são: Farmoquímicos e farmacêuticos, Manutenção e reparação, Veículos automotores e Extração de minerais não-metálicos. Dos oitos setores sem confiança, os que mais se destacam são: Couros e artefatos de couro, Produtos minerais não-metálicos, Equipamentos de informática e Produtos de borracha. 

O ICEI Setorial mostra que, na passagem de outubro para novembro, seis setores da indústria fizeram a transição de um estado de falta de confiança para um estado de confiança: Serviços especializados para a construção, Metalurgia, Produtos de metal, Calçados e suas partes, Celulose e papel e Obras de infraestrutura. 

“Ao longo de todo o ano, a maior parte dos setores vem mostrando confiança, mas ela vem oscilando, sem se consolidar em um patamar mais elevado”, analisa o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Confiança avançou nas pequenas e médias empresas em novembro
A confiança avançou nas pequenas e médias empresas, mas caiu nas grandes indústrias na passagem de outubro para novembro. No entanto, em novembro, o ICEI das pequenas ficou em 49,9 pontos bem próximo de cruzar os 50 pontos e o que representa um “estado neutro”, onde não há confiança nem a falta dela. Dados acima desta linha representam confiança e abaixo mostram falta de confiança. 

O índice de confiança das médias empresas passou de 49,6 pontos para 50,4 pontos e fez a transição desse porte de indústria de volta a um estado de confiança. O indicador das grandes indústrias caiu de 53,4 pontos para 52,6 pontos, mesmo assim, grandes indústrias seguem confiantes.

A exceção da região Sul, empresários industriais de todas as demais regiões estão confiantes
Em novembro, a confiança da indústria avançou nas regiões Sudeste (+0,8 ponto) e Centro-Oeste (+0,7 ponto) e recuou nas demais regiões, sendo o recuo mais pronunciado na região Nordeste (-1,6 ponto) e mais brando nas regiões Norte (-0,6 ponto) e Sul (-0,5 ponto).

Mesmo com recuos e avanços, o cenário segue o mesmo há seis meses: a exceção da região Sul, empresários industriais de todas as demais regiões estão confiantes.

DRAGA UTRECHT CHEGA AO PORTO DO RIO GRANDE PARA INICIAR A SEGUNDA ETAPA DA DRAGAGEM DE MANUTENÇÃO DO CANAL DE ACESSO

Chegou a Rio Grande, no último dia 22, a draga Utrecht que realizará a segunda etapa da obra de dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto. A embarcação da frota da empresa Van Oord Serviços de Operações Marítimas, vencedora da licitação, irá trabalhar na manutenção das profundidades do canal de navegação com a remoção de 2,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos. A draga Utrecht, de bandeira holandesa, foi construída no ano de 1996 e tem capacidade de cisterna (armazenamento) de 18.292 metros cúbicos de sedimentos.
 
De acordo com a Diretoria de Infraestrutura da Portos RS, serão investidos R$ 94,5 milhões e serão contempladas pela dragagem as áreas dos canais externo, interno e do Porto Novo. A estimativa da Autoridade Portuária é de que as atividades comecem em breve, logo após a conclusão dos procedimentos necessários.
 
A obra devidamente autorizada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) terá o descarte dos sedimentos dragados em área licenciada pelo Instituto. A execução da obra terá o acompanhamento do monitoramento ambiental realizado pelos técnicos da Portos RS, assim como dos programas de monitoramento continuados do Porto do Rio Grande, como por exemplo o SiMCosta.
 
Junto ao contrato assinado para a execução da obra está incluída a realização do monitoramento da qualidade da água, o qual teve início no último dia 16, marcando o pré-dragagem, e seguirá ao longo de todo o processo.

 

PORTOS RS OPERA DESEMBARQUE DE CARGAS RODANTES E NÚMERO JÁ SUPERA DEZ MIL UNIDADES EM 2023

A unidade Rio Grande da Portos RS realizou nesta quinta-feira (23) uma operação de desembarque de cargas rodantes vindas a bordo do navio Bosporus Highway. A embarcação, do tipo Roll-on Roll-off, atracou no cais público trazendo consigo 897 caminhonetes da marca Toyota, modelo Hillux.

Os veículos são oriundos do Porto de Zarate, na Argentina, onde a montadora possui uma unidade fabril responsável pela montagem da picape e da SW4 em suas versões. De janeiro a outubro de 2023 foram movimentados pelo Porto do Rio Grande 10.001 unidades de cargas rodantes, sendo 8.096 embarques e outros 1.905 desembarques.

Santa Catarina é líder no país em nível de ocupação e de empregados com carteira assinada

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (22/11), os dados catarinenses da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). O estudo mostra que o Santa Catarina é líder em nível de ocupação (65,3%) e de empregados com carteira assinada (87,8%) no terceiro trimestre. Em relação ao trimestre anterior, a população ocupada cresceu 1,1%, com 42 mil ocupados a mais.

“Nosso estado é forte, é competitivo e está sempre crescendo. Estamos garantindo oportunidade para quem vive aqui e quer um futuro melhor”, destacou o governador Jorginho Mello.

A Pnad também destaca que houve crescimento da população ocupada em cinco das dez atividades econômicas no estado no terceiro trimestre de 2023. O grupamento Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (8,1%), com 36 mil pessoas a mais, teve o maior crescimento percentual e absoluto de pessoas ocupadas. Outros setores que avançaram foram serviços domésticos (6,3%), Transporte, armazenagem e correio (5,4%) e Alojamento e alimentação (3,0%).

O secretário da indústria, do comércio e do serviço, Silvio Dreveck, complementa ainda que “O Governo está atuando para atrair cada vez mais investidores, oferecendo segurança jurídica para que eles possam prosperar, trazendo mais riquezas e desenvolvimento”, avaliou.

Santa Catarina tem a menor proporção de desalentados

Os desalentados são pessoas fora da força de trabalho, que estavam disponíveis para assumir uma vaga, mas não tomaram providência para conseguir trabalho. O percentual de pessoas desalentadas (0,3%) no 3º trimestre se manteve o menor entre as Unidades da Federação, com recuo de 0,1 p.p. frente ao 2º trimestre, totalizando 14 mil desalentados. O número é 32,4% menor que no 3º trimestre de 2022, quando eram 21 mil pessoas.

Municípios em situação de calamidade poderão suspender o recolhimento do FGTS

As empresas localizadas nos municípios com decreto de calamidade pública poderão optar pela suspensão do recolhimento do FGTS durante o período de quatro meses. A informação foi confirmada pelo deputado federal Jorge Goetten em agenda com o Secretário Nacional de Proteção ao Trabalho, Carlos Gonçalves Júnior, em Brasília.

 
Segundo o deputado, a medida vem para dar um fôlego aos empresários, principalmente aos pequenos negócios. “O Alto Vale está embaixo d’água. As empresas que desejarem vão ter esse intervalo no recolhimento, enquanto recuperam o seu lucro, e depois podem parcelar em até 6 vezes o pagamento. Ou seja, em nada prejudica o trabalhador, que vai ter assegurado o Fundo de Garantia”, explica.

Porém, Goetten alerta que é preciso a adesão dos municípios e associações representativas. “As prefeituras e associações têm que enviar um ofício ao ministro do Trabalho pedindo a adesão a essa medida. Depois, cada empresário daquele município escolhe se quer adiar o recolhimento ou não”.
A medida é válida para os municípios em situação de calamidade pública. Em Santa Catarina, até o momento, são 12: Agrolândia, Agronômica, Aurora, Braço do Trombudo, Ituporanga, Laurentino, Lontras, Pouso Redondo, Rio do Oeste, Rio do Sul, Trombudo Central e Vidal Ramos.

 
Na audiência, o deputado também reforçou a necessidade da liberação urgente do FGTS a todos os moradores das cidades atingidas, como uma maneira de estimular a economia a local.

Pirataria nos Portos Brasileiros: um desafio local

Em meio às movimentadas atividades nos portos aquáticos, terrestres e aéreos brasileiros, especialmente em Santa Catarina, um desafio crescente se destaca: a pirataria e suas ramificações na esfera da propriedade intelectual. No cenário atual, a Comissão de Direito da Moda e Propriedade Intelectual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Balneário Camboriú reuniu especialistas para discutir e abordar as complexidades desse problema em um evento impactante no início do mês.

Dados da Receita Federal destacaram a magnitude do problema da pirataria nos portos brasileiros, especialmente na área da indústria da moda. Em 2022, a pirataria que envolve, resumidamente, sonegação de impostos e falsificação de produtos, e que alimenta facções criminosas, atingiu 410 bilhões de perdas no Brasil. 

Na moda, em 2023, aproximadamente 100 mil peças de roupas falsificadas, avaliadas em R$ 10 milhões, foram apreendidas nos portos de Santa Catarina, com destino a países da América Latina e da Europa. Isso não inclui peças entrantes e é importante observar que parte das cargas não passa pela fiscalização rigorosa, por falta de contingente.

Estes dados foram apresentados pelo Chefe do Gerenciamento de Risco da Receita Federal, Edwilson Pascoal da Mota, e pelo auditor fiscal da Receita Estadual da SEFAZ/SC e presidente fundador do CECOP (Conselho Estadual de Combate à Pirataria), Jair Antonio Schmitt, que destacaram a urgência de revisões na legislação aduaneira, e também a importância da conscientização. Essas entidades, entre outras, têm desempenhado um papel crucial na educação de crianças e empresários sobre questões relacionadas à Propriedade Intelectual, contribuindo para uma sociedade mais informada e resistente à pirataria.

 

Cabe ressaltar que a pirataria de produtos de moda impacta negativamente as empresas detentoras dos direitos de marca, patentes, desenhos industriais, direitos autorais e afins, causando prejuízos financeiros e estimulando a concorrência desleal, a falsificação, o contrabando, o descaminho, a contrafação o plágio e outros. Além disso, representa uma ameaça aos empregos e à segurança dos consumidores, que podem adquirir produtos de qualidade inferior ou com irregularidades sanitárias.

O advogado empresarial, mestrando em Propriedade Intelectual pela UFSC, presidente da Comissão de Direito da Moda e Propriedade Intelectual da OAB Balneário Camboriú e membro da Comissão de Propriedade Intelectual da OAB Nacional, Dr. Alan Coletto, explica que a pirataria representa, em suma, a reprodução não autorizada e a distribuição de produtos que violam a proteção pela Propriedade Intelectual, além das questões sobre a criminalidade e sonegação de impostos, envolvidas. 

“A indústria da moda, por exemplo, enfrenta o desafio constante de reproduções não autorizadas, contrafeitas, falsas, de designs, marcas, peças, fachadas, etiquetas, patentes, softwares e afins. Resultando em perda de receitas, diluição de marcas e, em última instância, na desvalorização do trabalho criativo e industrial-empresarial”, fala Coletto.

No âmbito legal, a propriedade intelectual visa proteger a criação original, estimulando a inovação e recompensando os detentores desses direitos e protegendo o mercado regularizado e as empresas conformes.  Assim, a pirataria emerge como uma ameaça constante, desafiando os fundamentos desse sistema.

A relação entre pirataria e propriedade intelectual vai além das perdas econômicas. Ela afeta a dinâmica da inovação, desencorajando investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A incerteza sobre a proteção efetiva dos direitos de propriedade intelectual pode desmotivar criadores, marcas e empresas a explorarem novas fronteiras.

 

Diante desse cenário, o evento destacou a complexidade do combate à pirataria nos portos, ressaltando a necessidade de cooperação entre órgãos públicos e privados. Entre as medidas sugeridas estão o aumento do controle aduaneiro, a melhoria da fiscalização das empresas de transporte e logística, e a capacitação de funcionários públicos para identificar produtos falsificados, além da mais aclamada, a necessidade de revisão da legislação obsoleta.

Ainda estiveram presentes o palestrante Fabrício da Silveira, Advogado aduaneiro e maritimista em SC e SP, e os convidados de honra, Débora Mascia Callegari, vice-presidente da comissão organizadora, doutora em Direito Internacional Privado pela Universidad de Barcelona; Bruno Eduardo Budal Lobo, Presidente da Comissão de Direito Aduaneiro da OAB/SC; Francyelle Bueno Tork Schlemper, representando a Comissão Estadual de Direito da Inovação, Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria da OAB/SC; Márcia Andreia Correia Herbert, Presidente da Comissão de Direito Aduaneiro da OAB BC/SC; Raquel Segalla Reis, Presidente da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da OAB Itajaí/SC; e Romulo Hendges, Secretário da Comissão de Direito da Moda e Propriedade Intelectual da OAB BC/SC.

Curso para ajudante da construção formada a primeira turma em Balneário Camboriú

Ontem à tarde, foi celebrada conclusão bem-sucedida do Curso para Ajudante da Construção Civil em importante cerimônia de formação realizada na sede do Sinduscon de Balneário Camboriú e Camboriú. Esta primeira turma, fruto da parceria entre a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), prefeituras de Balneário Camboriú e de Camboriú, e Sinduscon, representa um marco significativo na busca por capacitação profissional na região.

A solenidade contou com a presença de representantes das entidades envolvidas, a exemplo do presidente interino do Sinduscon, João Paulo Packer Silva, da gerente executiva da FIESC, Silvana Meneghini, do vice-presidente para assuntos do município de Camboriú, Emanuel Duarte de Souza, e da coordenadora do Sistema Municipal de Emprego da Prefeitura de Balneário Camboriú, Lisiane Schneider Parizotto. Além deles, professores do curso, amigos e familiares dos formandos prestigiaram o evento.

A formação foi composta por 11 encontros, em uma jornada intensiva que preparou os alunos para ingressar no setor da construção civil. Como reconhecimento pela assiduidade e dedicação dos formandos, o Sinduscon entregou a cada um deles um bônus em dinheiro pela participação integral. Após receberem os diplomas, os recém-formados tiveram a oportunidade de se reunir com as empresas madrinhas do projeto, onde puderam dialogar e discutir possíveis oportunidades de emprego. Este momento não apenas celebrou a conclusão do curso, mas também abriu portas para novos horizontes profissionais. A expectativa é que novas turmas sejam abertas, fortalecendo ainda mais a parceria entre FIESC, Sinduscon, prefeituras e a formação profissional na região.

Em missão empresarial à China, brasileiros se deparam com produtos eco-friendly como tendência de consumo

Com experiência em missões empresariais à China, a 3S Corp - empresa de soluções internacionais - acompanhou representantes de dez empresas brasileiras à feira para que ampliassem seus negócios além das fronteiras, estreitando relacionamentos e firmando parcerias com exportadores asiáticos. “A Canton Fair de outubro de 2023, como sempre, foi palco para uma diversidade de produtos e inovações. Com foco em sustentabilidade, muitos expositores apresentaram produtos eco-friendly, com destaque para energias renováveis, veículos elétricos e mobilidade inteligente”, comenta Lucas Vogt Schommer, sócio-fundador e CEO da 3S Corp. 

Realizada em Guangzhou, ao sul da China, a Canton Fair - maior feira multissetorial do mundo - recebeu milhares de brasileiros em busca de negócios com fornecedores do país asiático durante suas três fases (de 15 de outubro a 4 de novembro). Com 1 milhão e 600 metros quadrados e 28 mil expositores é conhecida por ser uma plataforma onde importadores podem encontrar uma vasta gama de produtos e fornecedores chineses. Em 2023, a feira retornou ao formato presencial com visitantes de mais de 200 países e trouxe a sustentabilidade, a tecnologia e a inovação como principais tendências para o consumo global. 

Para Lucas Vogt Schommer, os produtos e as oportunidades que geralmente são considerados os melhores negócios da feira incluem aqueles que estão alinhados com as tendências globais. “Produtos eco-friendly, dispositivos eletrônicos avançados, maquinários especializados e bens de consumo que atendam às necessidades atuais dos mercados tendem a ser boas apostas para importação e distribuição”, afirma.

As três fases da feira foram estrategicamente divididas para abranger diferentes setores, como eletrodomésticos, eletrônicos, produtos de TI, materiais de construção, decoração, cuidados pessoais, saúde e moda, facilitando assim para importadores do Brasil e de outros países a localização de produtos de interesse e a realização de negócios. 

Para os empreendedores que têm interesse em aproveitar a feira, a recomendação é de planejar a visita de acordo com as fases e segmentos de interesse, explorar as inovações e tendências apresentadas e se engajar nas redes de contato proporcionadas pelo evento. É fundamental ir preparado para negociar, verificar produtos e conhecer os fabricantes,

aproveitando a oportunidade única que a Canton Fair oferece para expandir negócios e construir parcerias internacionais.

Sobre a empresa

O Grupo 3S CORP foi fundado em 2011, no Rio Grande do Sul, mas hoje tem atuação nacional. Faturou R$ 660 milhões em 2022 e conta com escritórios nas cidades de Novo Hamburgo (RS), São Paulo (SP), Itajaí (SC), Porto Velho (RO) e Brusque (SC). A empresa vem apresentando crescimento ano a ano. Em 2019, tinha 100 clientes, hoje são 500. O número de colaboradores pulou de 35 em 2019 para 165 no fim de 2022 e hoje já são quase 200.

 

Rede Usifarma lança a linha de vitaminas e suplementos

A catarinense Usifarma, rede com mais de 250 farmácias nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, lança em novembro a linha UsiVit Plus +, com 15 itens em vitaminas e minerais. A marca exclusiva de suplementos, vitaminas e minerais foi desenvolvida para complementar dietas que não são completas. São elementos crucias para garantir uma melhor qualidade de vida a homens e mulheres de todas as idades.
Os itens disponibilizados pelo grupo farmacêutico no mercado englobam compostos orgânicos que desempenham um papel vital em várias reações enzimáticas e no sistema antioxidante do corpo. Os produtos vão da popular Vitamina C, já tradicional no mercado farmacêutico há muitos anos; à complexos vitamínicos com funções de produção de colágeno, aumento dos níveis energéticos, síntese proteica, melhora do sistema imunológico, funções antienvelhecimento e que melhoram a absorção de nutrientes.
O lançamento acontece na edição deste ano da Feira de Negócios Usifarma, em 23 de novembro, no Novotel Itajaí. O evento vai reunir franqueados, fornecedores, clientes e convidados.

 

MTE publica portaria proibindo o trabalho aos domingos e feriados

No apagar das luzes da véspera do feriado da Proclamação da República (15/11), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria n°. 3.665/2023 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revogando a autorização permanente para o trabalho nos domingos e feriados.
 
O advogado Fabrício Barcelos, sócio do Lara Martins Advogados e membro da Comissão de Direito do Trabalho da OAB-GO, explica que pela regra geral, contida no art. 70 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o trabalho aos domingos e feriados nacionais e religiosos, é proibido. “Porém, a Portaria 671/2021, relativizava essa proibição por instrumentos coletivos, onde o negociado prevalecia sobre legislado, os quais definem regras específicas para as mais diversas categorias”, diz Barcelos.
 
O resultado dessa alteração, segundo o advogado, é que a partir da publicação da norma, para o exercício do labor nos domingos e feriados, em alguns setores da economia, será necessário a autorização em Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) ou Acordos Coletivos (AC), “ou seja, é necessária uma autorização prévia do sindicato para que o trabalho seja exercido nessas datas”.
 
Para Barcelos, a alteração feita pelo MTE, se comparada à antiga portaria que trazia a autorização expressa e imediata para que o trabalho pudesse ser exercido nessas datas, é um retrocesso.
 
“O que buscou o Ministério foi privilegiar as negociações coletivas, mas, ao mesmo tempo, vai, automaticamente travar e limitar o trabalho, principalmente daqueles trabalhadores inseridos no comércio. Muitos tinham vantagens por trabalhar aos domingos e feriados, como pagamento em dobro e jornadas compensadas, por exemplo, e a partir de agora, isso só será possível se houver uma efetiva permissão dos sindicatos. Sem falar no impacto no comércio varejista, em hotéis, farmácias, comércio em portos, aeroportos, estradas, estações rodoviárias”, entende Barcelos.
 
O especialista lembra que o trabalho aos domingos e nos feriados em desacordo com a legislação e normativas correlatas, além de gerar a obrigação de remuneração em dobro ao funcionário, pode acarretar infrações administrativas passíveis de aplicação de multa, diante da possibilidade de fiscalização do MTE.
 
Fonte: Fabrício Barcelos, sócio do Lara Martins Advogados, especialista em Direito e Processo do Trabalho. Membro da Comissão de Direito do Trabalho da OAB-GO. Diretor do Instituto Goiano de Direito do Trabalho (IGT).

 

Setor náutico e naval e SENAI Itajaí lançam Feirão do Aprendiz com cursos gratuitos para Itajaí e região

Um dos setores industriais com maior destaque de Santa Catarina está em busca de novos talentos. Para atender uma demanda em franco crescimento, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) promove, no próximo dia 25 de novembro, o Feirão do Aprendiz, focado para cursos gratuitos do setor náutico e naval. 
 
O objetivo é divulgar o curso de Jovem Aprendiz voltado exclusivamente para este segmento oferecido pelo SENAI Itajaí, em parceira com o Sindicato da Indústria da Construção Naval de Itajaí e Navegantes (Sinconavin). O evento será realizado das 8h às 12h no SENAI Itajaí (Rua Henrique Vigarani, 163, bairro Barra do Rio). 
 
O curso de Jovem Aprendiz tem duração de 1 ano e o interessado em se matricular precisa ter, no mínimo, 18 anos completos ou completar 18 anos até fevereiro de 2024, ter concluído o Ensino Médio ou estar cursando no período noturno. A formação também garante um contrato de trabalho com um dos estaleiros da região. Como a grade curricular prevê aulas no período da manhã no SENAI e complementação profissional nas empresas parceiras no contraturno, é fundamental que o aluno tenha o dia livre. 
 
Conforme Silvana Meneghini, gerente-executiva do SESI e do SENAI na região de Itajaí, a necessidade de formação de mão de obra específica para o setor da construção naval foi identificada pelo próprio setor, representado pelo Sinconavin, em conjunto com seus associados. “É comum que setores industriais identifiquem a necessidade de treinar e qualificar trabalhadores para atender às demandas específicas de suas atividades e tragam esta demanda ao SENAI”, explica. 
 
Nesse caso, a indústria naval e náutica de Itajaí e região percebeu a urgência e a importância de contar com mão de obra qualificada, já que o setor vem sentindo a retomada do crescimento com o aquecimento da economia. “E em parceria com o SENAI e profissionais qualificados dos maiores estaleiros da região, desenvolveram programas de formação e treinamento para atender a essa demanda”, completa. 
 
A parceria entre o Sincovanin e o SENAI já dura cerca de 20 anos através da associação com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). “Essa parceria tem prosperado ao longo do tempo, indicando uma relação de cooperação duradoura”, acrescenta Silvana.
 
Sobre o setor náutico e naval 
 
Os setores náutico e naval desempenham um papel de extrema importância na economia local. Apenas em Itajaí, esse setor movimenta mais de R$ 600 milhões, abrangendo tanto a construção naval como a indústria náutica. Em nível nacional, a contribuição é ainda mais impressionante, com um movimento econômico de cerca de R$ 2,5 bilhões anualmente. Além disso, a arrecadação de impostos provenientes da indústria náutica ultrapassa a marca dos R$ 2 bilhões.
 
Quanto à empregabilidade, na região de Itajaí e Navegantes, mais de 3.000 empregos diretos são sustentados pelo setor. A indústria náutica em Santa Catarina representa uma fatia significativa, cerca de 70%, do mercado nacional, o que evidencia sua notável vitalidade e destaque no cenário brasileiro. Esses números, conforme Silvana, refletem a importância do setor e sua relevância no desenvolvimento econômico local e nacional.
 
Atualmente, existe uma carência de mão de obra para o setor em Itajaí e região. Silvana lembra que as empresas investem na qualificação de seus funcionários, embora essa formação não seja necessariamente completa ou certificada. “Isso pode indicar que a demanda por profissionais capacitados supera a disponibilidade de mão de obra pronta no mercado. Isso destaca a importância da parceria entre o Sinconavin e o SENAI, juntamente com outras instituições de ensino e treinamento, para suprir uma demanda crescente por profissionais bem preparados para atender às necessidades da indústria na região”, completa.

 

Rede catarinense Usifarma quer crescer 30% até 2024

A rede de farmácia Usifarma deve encerrar esse ano com 255 farmácias franqueadas nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul e um faturamento de mais de R$ 250 milhões, com avanço de 8,7% sobre a receita do ano passado, de R$ 230 milhões. No entanto, trabalha continuamente para alcançar a receita de R$ 300 milhões em 2024 e crescer 30% em relação aos resultados de 2022.
Para atingir esses resultados o grupo empresarial quer aumentar em 25% o número de franquias, chegando a mais de 320 farmácias. Esse plano de expansão inclui também o lançamento de uma linha de vitaminas e suplementos pela rede barriga verde. A marca exclusiva de suplementos, vitaminas e minerais UsiVit Plus + chegou no mercado farmacêutico no final de 2023 com um portfólio com 15 itens em vitaminas hidrossolúveis, lipossolúveis e complexos vitamínicos e minerais. 
A Rede Usifarma surgiu há cerca de 20 anos nas cidades catarinenses de Caçador, Campos Novos e Fraiburgo, na Região Metropolitana do Contestado, mas por 11 anos ficou restrita à microrregião. Foi há nove anos que o grupo farmacêutico criou a franquia Usifarma e expandiu fronteiras.
Nova marca
A linha UsiVit Plus + agrega desde a velha vitamina C, já tradicional no mercado farmacêutico; à complexos com funções de produção de colágeno, aumento dos níveis energéticos, síntese proteica, melhora do sistema imunológico, funções antienvelhecimento e que melhoram a absorção de nutrientes. A linha exclusiva da rede vem sendo pensada há alguns anos, mas ganhou corpo com o crescimento desse mercado após a pandemia do Covid-19.
“Constatamos a necessidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas que estão ao nosso redor e então optamos por contribuir com a criação da linha UsiVit Plus +, oferecendo a possibilidade da suplementação de forma saudável dos nutrientes cruciais para o bom funcionamento dos organismos masculino e feminino, em todas as idades e nas mais diversas situações”, explica o sócio diretor da Rede Usifarma, Alessandro Bianchi. Todos os itens são regulamentados pela Anvisa.

 

BMW celebra 200 mil carros vendidos no Brasil

A BMW do Brasil está orgulhosa em anunciar a conquista de um marco histórico: a venda de 200 mil carros no país. Essa marca reflete a excelência dos produtos e o compromisso da marca com os clientes brasileiros.
 
O BMW Group tem uma longa trajetória de sucesso no Brasil, e essa conquista é resultado do compromisso contínuo da BMW em oferecer produtos de alta qualidade e serviços excepcionais aos consumidores. Desde sua chegada oficial ao mercado brasileiro, em 1995, a marca tem consistentemente impressionado os entusiastas de automóveis em todo o país com uma gama de veículos que combinam elegância, desempenho, inovação e portfólio de produtos diversificado. 
 
"Essa realização notável é um testemunho do compromisso incansável de nossa equipe em se antecipar na compreensão das necessidades dos nossos clientes e se dedicando em oferecer a melhor experiência do segmento premium a eles. O empenho de todos os envolvidos na produção, e da nossa Rede de Concessionárias espalhadas pelo Brasil fazendo um trabalho brilhante nas vendas e assistência aos consumidores, foram cruciais para alcançarmos esse feito”, celebrou Michele Menchini, diretora de Vendas da BMW do Brasil. 
 
O BMW Série 3, veículo premium produzido no Brasil e líder em vendas no país, representou uma parte muito importante dessas vendas. Em 2022, por exemplo, o modelo foi o veículo premium mais vendido em todo o território nacional, e o caminho de sucesso continuou neste ano, com o BMW Série 3 sendo o carro premium mais vendido do país no primeiro semestre de 2023. Ao todo, o modelo representa 40% das vendas totais da BMW no Brasil. 
 
A planta de produção do BMW Group em Araquari também desempenhou um papel essencial nessa conquista e tem sido fundamental na fabricação de veículos que conquistaram os corações dos brasileiros. Recentemente, a planta celebrou seu aniversário de 9 anos em solo nacional, com mais 90 mil unidades produzidas no Brasil desde a sua inauguração, em 2014. 
 
O BMW Group continuará sua jornada de sucesso no Brasil, comprometida em proporcionar aos entusiastas de automóveis experiências excepcionais de direção, inovação e qualidade inigualável.

 

Balneário Camboriú sedia Feirão de Empregos exclusivo para migrantes

Seguem abertas as inscrições para o Feirão de Empregos que vai atender exclusivamente migrantes e refugiados que buscam uma oportunidade de trabalho nas cidades catarinenses de Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Navegantes, Ilhota, Luiz Alves, Balneário Piçarras, Penha, Itapema, Porto Belo e Bombinhas. O evento, que é promovido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e pela Círculos de Hospitalidade, ocorre neste sábado, 18, no campus da Univali em Balneário Camboriú. 

Além de ter acesso a oportunidades de emprego nos 11 municípios da região, na ocasião, os migrantes também vão receber orientações sobre documentação e suporte para a elaboração de seus currículos.

A iniciativa do Feirão é do Núcleo de Apoio ao Migrante – NAM, projeto de extensão vinculado à Univali em parceria com a Círculos de Hospitalidade e a Agência da ONU para as Migrações, OIM, no marco do Projeto Oportunidades - Integração no Brasil, com o financiamento da agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). 

De acordo com o professor Rafael Padilha, responsável pelo projeto de extensão, a iniciativa busca aproximar empresas que valorizam a diversidade e estão em busca de novos talentos para preencher o seu quadro de colaboradores. 

“O Feirão de empregos faz uma ponte entre os migrantes e o mercado de trabalho, uma aproximação para proporcionar oportunidades de emprego e serviços de documentação para a comunidade migrante, fortalecendo a cultura da inclusão social e integração dos migrantes na sociedade brasileira, reconhecendo e valorizando a sua história pessoal e capacidades para reforçar a dignidade pelo trabalho.”, afirmou Padiha.

Bruna Kadletz, diretora da Círculos de Hospitalidade, organização que acumula seis anos de experiência no atendimento à população refugiada e migrante em Santa Catarina, ressalta a importância da atuação em colaboração com parceiros. 

“O trabalho em rede, englobando neste caso o setor privado, agência intergovernamental, instituição de ensino e organização da sociedade civil, é essencial no processo de integração socioeconômica de pessoas refugiadas e migrantes em nossas sociedades. Eu acredito que a articulação e o engajamento de diferentes atores são muito importantes para assegurar acesso a direitos e trabalho digno à população migrante.”

Como participar

A população de migrantes e refugiados, interessada em participar do Feirão de Empregos, deve realizar a inscrição antecipada pela internet, por meio deste link: https://b24-s2017m.bitrix24.site/crm_form_2wov6/ . 

Quem não conseguir se inscrever antecipadamente, no dia do evento deverá entrar na fila de atendimento para realizar a etapa prévia de cadastro.

Os participantes do Feirão precisam apresentar CPF, um documento migratório válido e a Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS. Quem ainda não tiver a CTPS, poderá fazer no dia. Já os migrantes que ainda não tiverem documento migratório válido, receberão orientações de como proceder para regularizar a situação.

Empresas

As empresas que desejam divulgar oportunidades de trabalho no Feirão, podem entrar em contato com a responsável pela gestão de parcerias, Daniela de Almeida Heidemann. As orientações serão disponibilizadas pelo e-mail emprega@circulosdehospitalidade.org ou via WhatsApp, pelo número (48) 9155-8263.

Sine tem mais de 6 mil vagas abertas em Santa Catarina

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Santa Catarina tem 6.220 vagas de emprego disponíveis pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine). As ofertas estão disponíveis em várias cidades e englobam como pré-requisito desde nível fundamental a superior. Destas vagas, 271 são para pessoas com deficiência (PcD). 

“Como diretriz do governador Jorginho Mello, o Governo de Santa Catarina trabalha com ações que geram mais oportunidades e movimentam a economia do estado. O Sine tem esse papel fundamental de ser a ponte entre quem busca uma oportunidade e as empresas que oferecem vagas”, afirma o secretário da Indústria, do Comércio e do Serviço, Silvio Dreveck.

Como se candidatar 

Para concorrer, os candidatos devem procurar uma das mais de 140 unidades do Sine. Para realizar o cadastro pessoalmente, é necessário apresentar documentos pessoais, como RG, CPF e carteira de trabalho. 

Outra possibilidade é o acompanhamento das vagas via aplicativo do Governo Federal Sine Fácil, que pode ser baixado no smartphone ou tablet. Lá, o trabalhador poderá conferir as oportunidades de emprego, candidatar-se a uma vaga e também dar entrada no seguro-desemprego. As mesmas funcionalidades também estão disponíveis no portal Emprega Brasil. 

O diretor de Emprego e Renda da Secretaria da Indústria, do Comércio e do Serviço (Sicos), Carlos Alberto Arns Filho, reforça a importância do Sine na intermediação entre empresas e candidatos e destaca o uso do aplicativo. “O aplicativo cruza o perfil das vagas com o dos trabalhadores cadastrados e envia uma notificação para quem for compatível com a vaga. Por isso, é importante que as pessoas preencham todas as informações solicitadas e sempre as mantenham atualizadas. Ao baixar o aplicativo, o trabalhador preenche um currículo com todas as informações que pedimos nas unidades”, informa Arns.

Joinville, Itajaí e Chapecó lideram geração de empregos em 2023

Foto: Eduardo Valente / GOVSC

Nos primeiros nove meses de 2023, Joinville (9.769), Itajaí (7.220) e Chapecó (4.096) lideraram a geração de empregos em Santa Catarina. Em seguida, aparecem Blumenau (3.254), Navegantes (2.772), Jaraguá do Sul (2.484), Palhoça ( 2.428), Criciúma (2.354), Tubarão (2.162) e Itapema (2.049).  Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Além disso, dos 295 municípios do Estado, 190 aumentaram o estoque de emprego formal em setembro de 2023. Em números absolutos, os municípios que lideraram a geração de empregos no mês foram Joinville (1.716), Florianópolis (1.148) e Blumenau (634). 

Para o secretário da Indústria, do Comércio e do Serviço, Silvio Dreveck, são muitos os motivos para esse resultado positivo. “O povo catarinense é trabalhador por natureza e nosso estado possui regiões bem desenvolvidas, um ativo muito importante. Nós buscamos atuar como parceiros do setor produtivo, auxiliando na atração de novos negócios”.

O diretor de Emprego e Renda da Sicos, Carlos Alberto Arns Filho, acrescenta que Santa Catarina possui a maior taxa de trabalhadores com carteira assinada do país. “Isso contribui muito para esses dados, temos também a menor taxa de informalidade entre as unidades da federação”.

Texto: Pablo Mingoti

Contagem regressiva para o Itajaí Tech Summit

Tudo pronto para o 1º Itajaí Tech Summit, evento de tecnologia e inovação que vai movimentar a região nesta sexta, 10 de novembro. Será um dia inteiro de atividades no Elume Park Tecnológico, no bairro Itaipava, em Itajaí.

A iniciativa é do Núcleo de Tecnologia e Inovação – NuTI – da Associação Empresarial de Itajaí / Polo Regional ACATE, com a correalização do Elume Park. O evento tem a apoio dos atores do ecossistema de inovação da região de Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Navegantes e demais cidades do litoral norte catarinense.

Programação

A primeira edição do Itajaí Tech Summit irá trazer à região uma programação com muitos conteúdos relevantes e nomes de peso nas áreas de inovação e tecnologia, como Rúbia Laidens, Roberta Silva (ROBS) e Luiz Razia. Ecossistemas de inovação, startups, negócios, cenário econômico e empreendedorismo são as temáticas que nortearão as palestras e os painéis.  

Além de conteúdos de grande interesse, os participantes terão espaços para interação e network. Serão 11 horas de programação, das 8h às 21h. 

Recicla Tech 

Durante o evento, será lançado o projeto ACII Recicla Tech. Serão instalados pontos de entrega voluntária – PEVs em diferentes locais da cidade, para que as pessoas possam fazer o descarte de seus eletrônicos que estão danificados ou sem uso.
Inicialmente, são quatro pontos de coleta: no Elume Park e na Viacredi – Cooperativa Ailos, ambos no bairro Itaipava; no Instituto Crescer, localizado no bairro Fazenda; na sede da Associação Empresarial de Itajaí.

Poderão ser descartados computadores, notebooks e periféricos; smartphones e carregadores; impressoras, no-breaks, fontes, estabilizadores; televisores, fios e cabos. Não serão recebidos nos pontos de coleta: pilhas e baterias; lâmpadas fluorescentes; toners e cartuchos; CDs e DVDS, fitas VHS e disquetes. 

O Recicla Tech ACII é uma realização dos Núcleo de Tecnologia e Inovação – NuTI / Polo Regional ACATE e do Núcleo de Cooperativas – NCOOP, em parceria com a empresa Weee.do Logística Reversa de Resíduos Eletroeletrônicos.

Falta uma semana para o maior o maior workshop itinerante de logística em Itajaí

Itajaí sedia na quarta-feira, 8 de novembro, a 30ª edição do Workshop de Logística, Soluções e Tendências. Esta é a terceira vez que Itajaí recebe uma edição do evento, considerado um dos principais show-case de negócios do Sul do Brasil e o maior workshop de logística itinerante do mercado. As inscrições ainda podem ser feitas no link https://www.sympla.com.br/evento/30-workshop-de-logistica-especial-itajai-navall-forum-brasil-especial-itajai-2023/2158809?_gl=1*156eaxe*_ga*MTA1MTg1NzA3OS4xNjk0NzExNjA0*_ga_KXH10SQTZF*MTY5NjI2NjEyOC4zMC4xLjE2OTYyNjYyMDAuMC4wLjA
Na programação temas ligados a logística e supply chain, além de cases de logística de empresas consolidadas nos segmentos em que estão inseridas. Entre os cases confirmados estão das empresas Cassol Centerlar, PetCamp, Seara Alimentos, Flora, Marlog, Laticínios Tirol, A3 Data, Grupo Boticário e Divas do Comex. 
Na área de soluções estão confirmadas áreas exclusivas dentro do evento com a exposição de diversas soluções para armazenagem, movimentação, tecnologia, automação, transportes, acessórios e equipamentos. “O Workshop de Logística, Soluções e Tendências se destaca por sua interatividade, conectando pessoas e proporcionando experiências únicas da logística de ponta a ponta”, explica o organizador Deivid Roberto Santos, presidente do Grupo Painel Logístico.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e de Turismo de Itajaí, Thiago Morastoni, diz que é inegável o know-how de Itajaí em logística e comércio exterior, que credencia o município a receber mais uma edição do Workshop de Logística, Soluções e Tendências. A Secretaria é parceira na realização.

 

Balneário Camboriú sedia Feirão de Empregos exclusivo para migrantes

Estão abertas as inscrições para o Feirão de Empregos que vai atender exclusivamente migrantes e refugiados que buscam uma oportunidade de trabalho nas cidades catarinenses de Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Navegantes, Ilhota, Luiz Alves, Balneário Piçarras, Penha, Itapema, Porto Belo e Bombinhas. O evento, que é promovido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e pela Círculos de Hospitalidade, ocorre no sábado, 18, no campus da Univali em Balneário Camboriú. 
Além de ter acesso a oportunidades de emprego nos 11 municípios da região, na ocasião, os migrantes também vão receber orientações sobre documentação e suporte para a elaboração de seus currículos.
 
A iniciativa do Feirão é do Núcleo de Apoio ao Migrante – NAM, projeto de extensão vinculado à Univali em parceria com a Círculos de Hospitalidade e a Agência da ONU para as Migrações, OIM, no marco do Projeto Oportunidades - Integração no Brasil, com o financiamento da agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). 
 
De acordo com o professor Rafael Padilha, responsável pelo projeto de extensão, a iniciativa busca aproximar empresas que valorizam a diversidade e estão em busca de novos talentos para preencher o seu quadro de colaboradores. 
“O Feirão de empregos faz uma ponte entre os migrantes e o mercado de trabalho, uma aproximação para proporcionar oportunidades de emprego e serviços de documentação para a comunidade migrante, fortalecendo a cultura da inclusão social e integração dos migrantes na sociedade brasileira, reconhecendo e valorizando a sua história pessoal e capacidades para reforçar a dignidade pelo trabalho.”, afirmou Padiha.
 
Bruna Kadletz, diretora da Círculos de Hospitalidade, organização que acumula seis anos de experiência no atendimento à população refugiada e migrante em Santa Catarina, ressalta a importância da atuação em colaboração com parceiros. 
“O trabalho em rede, englobando neste caso o setor privado, agência intergovernamental, instituição de ensino e organização da sociedade civil, é essencial no processo de integração socioeconômica de pessoas refugiadas e migrantes em nossas sociedades. Eu acredito que a articulação e o engajamento de diferentes atores são muito importantes para assegurar acesso a direitos e trabalho digno à população migrante.”
 
Como participar
 
A população de migrantes e refugiados, interessada em participar do Feirão de Empregos, deve realizar a inscrição antecipada pela internet, por meio deste link, também disponível na imagem em QR Code. Quem não conseguir se inscrever antecipadamente, no dia do evento deverá entrar na fila de atendimento para realizar a etapa prévia de cadastro.


Os participantes do Feirão precisam apresentar CPF, um documento migratório válido e a Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS. Quem ainda não tiver a CTPS, poderá fazer no dia. Já os migrantes que ainda não tiverem documento migratório válido, receberão orientações de como proceder para regularizar a situação.
 
Empresas
As empresas que desejam divulgar oportunidades de trabalho no Feirão, podem entrar em contato com a responsável pela gestão de parcerias, Daniela de Almeida Heidemann. As orientações serão disponibilizadas pelo e-mail emprega@circulosdehoapitalidade.org ou via WhatsApp, pelo número (48) 99155-8263.

Otis abre vagas de estágio técnico em todas as regiões do Brasil

A Otis anuncia hoje o início das inscrições para o Rota Escola, seu programa de estágio técnico, que tem como objetivo formar profissionais para atuar com a manutenção de elevadores e escadas rolantes. 

São mais de 50 vagas abertas nas cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Itajaí, João Pessoa, Londrina, Manaus, Natal, Niterói, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Luis, São Paulo, Teresina e Vitória. Para se candidatar, é preciso ter, no mínimo, 18 anos e estar matriculado nos cursos técnicos e tecnólogos em elétrica, eletrônica, eletrotécnica, eletroeletrônica, mecatrônica, automação e mecânica. As inscrições estão abertas até 15 de dezembro pelo site da Super Estágios. É necessário fazer o cadastro no site caso o candidato ainda não tenha.

“Os profissionais técnicos representam mais da metade da nossa força de trabalho e são essenciais para o nosso sucesso em manter as pessoas em movimento por todo o Brasil”, diz Cristiane Fiorezzi, Diretora de Recursos Humanos da Otis para a América Latina. “O programa Rota Escola representa a importância do desenvolvimento dos nossos colegas como um pilar fundamental na Otis. Oferecemos capacitação de primeiro nível para que nossos colegas brilhem no trabalho que executam.”

O programa inclui treinamento dos estagiários com duração de oito meses, oferecendo mais de 1.200 horas de capacitação teórica e prática, realizada com acompanhamento de técnicos experientes, para que aprendam sobre o funcionamento de elevadores e escadas rolantes, além de desenvolverem habilidades comportamentais para atendimento ao cliente. Os estagiários passam por avalições trimestrais para, ao final do programa, serem elegíveis para uma possível efetivação como técnicos e técnicas da Otis. 

Diversidade, equidade e inclusão
A diversidade, equidade e inclusão são parte da cultura da Otis. “Grande parte das profissionais mulheres que temos em campo chegam à Otis pelo Rota Escola. Nossa meta é que elas representem metade dos participantes do programa. Vimos o número de candidatas interessadas crescer ano a ano e, na edição do ano passado, as inscrições de mulheres bateram o recorde”, conta Fiorezzi. 

Adriane Silva, Supervisora de Serviços da filial da Otis em Goiânia, é um exemplo de profissional que deu início à sua carreira pelo Rota Escola. Silva entrou na empresa por meio da edição de 2018 do programa e, após sua conclusão, foi a primeira técnica mulher a ser efetivada em sua filial. “Sempre fui muito bem recebida, tive o apoio de todos os colegas e isso fez a diferença em minha carreira. Uma das coisas que mais me deixam feliz é ver como a Otis se preocupa em oferecer oportunidades de desenvolvimento e em dar mais espaço às mulheres. Eu participei do Programa de Bolsas de Estudo para Funcionários e também fui mentorada, isso permitiu que eu descobrisse o que, de fato, queria para o futuro. E o resultado veio mais rápido do que eu imaginava: fui a primeira mulher em nossa filial a ser promovida para o cargo de Supervisora de Serviços”, diz Silva.

Sobre a Otis - A Otis é a empresa líder mundial na fabricação, instalação e serviços de elevadores e escadas rolantes. Movimentamos 2 bilhões de pessoas por dia e mantemos aproximadamente 2,2 milhões de unidades de clientes em todo o mundo, o maior portfólio de serviços da indústria. Com sede em Connecticut, EUA, a Otis tem um time de 69.000 pessoas, incluindo 41.000 profissionais de campo, todos comprometidos em atender às diversas necessidades de nossos clientes e passageiros em mais de 200 países e territórios em todo o mundo. Para mais informações, visite www.otis.com.br e siga-nos no LinkedIn, Instagram, Facebook e Twitter @OtisElevatorCo.

Celesc realiza leilão de veículos e outros bens nesta quinta-feira, 26

A Celesc realiza, no dia 26 de outubro, o 6º leilão online de veículos da Companhia em 2023. Estão disponíveis 17 lotes, dentre eles automóveis, furgões, picapes, carrocerias inservíveis e implementos metálicos. Os lances iniciais para os veículos partem de R$ 10,5 mil, enquanto os valores para os demais itens começam em R$ 1 mil.

Para participar, basta acessar o site www.soleiloes.com.br, realizar o cadastro e enviar seu lance até o final do pregão. O encerramento do certame está previsto para o dia 26 de outubro, a partir das 10h15.

Podem se cadastrar no leilão pessoas maiores de 18 anos com documento de identidade e CPF ou CNPJ. Para comprovação, é necessário anexar a documentação no site. Após aprovado o cadastro, o interessado receberá um aviso por e-mail e estará apto para dar lances. As condições de pagamentos, bem como as transferências documentais, estão descritas no edital do leilão.

A visitação aos veículos será permitida entre os dias 23 e 25 de outubro, das 9h às 11h45, e das 14h às 17h, na empresa Resgate Imediato, localizada na Rodovia BR 282, nº 1952, bairro Jaqueira, em Palhoça.

Os recursos angariados com as vendas são integralmente destinados ao Fundo Patrimonial e revertidos em obras e benfeitorias para a Celesc, beneficiando clientes e empregados.

 

Visitação dos veículos
Quando: de 23 a 25 de outubro, das 9h às 11h45 e das 14h às 17h.
Onde: empresa Resgate Imediato, localizada à Rodovia BR-282, nº 1952, bairro Jaqueira, Palhoça.
Mais informações: (48) 3017-2893 (telefone e WhatsApp), ou pelo e-mail: gestaopalhoca@resgateimediato.com.br 

Aurora Coop recebe 4 ouros no Prêmio ABRE de Embalagens e é eleita a empresa do ano em 2023!

A Aurora Coop acaba de receber o Prêmio de Empresa do Ano pela ABRE - Associação Brasileira de Embalagem – um grande reconhecimento pelo trabalho de inovação e sustentabilidade desenvolvido em 2023, com o lançamento da linha de pratos prontos Aurora Bem Leve e com a linha de cortes suínos Aurora voltados ao dia a dia.
A partir de novas tecnologias de embalagens, a marca Aurora agregou valor relevante aos seus consumidores com um amplo trabalho de inovação, buscando a melhor preservação e exposição dos alimentos, a segurança do consumidor, o menor desperdício e a sustentabilidade.
Com a linha de pratos prontos Aurora Bem Leve, a parceria entre as empresas Aurora Coop e a SEE – indústria de embalagens e dona da marca Cryovac – venceram em duas categorias, Embalagens para a redução de perdas e desperdício de alimentos e Voto popular.
Aurora Bem Leve oferece uma linha de refeições saborosas e aparência de recém-preparadas, de maneira prática e conveniente, pronta em apenas 5 minutos no micro-ondas. E tudo isso com uma embalagem inovadora que se destaca nos pontos de venda pela sua excelente exposição.
O filme CRYOVAC Darfresh proporcionou aos produtos da Aurora Coop benefícios como maior vida útil, alta resistência contra perfurações e vazamentos, aparência de frescor, evita cristais de gelo, entre outros. Além da exclusiva tecnologia Self-Venting, que promove a expansão do filme e eliminação do vapor ao fim do processo de forma automática, sem necessidade de qualquer ação do consumidor antes do aquecimento no micro-ondas. Essa função garante que o alimento congelado aqueça por igual, elimina o risco de explosão da embalagem e ainda protege o consumidor contra queimaduras por vapor ou superaquecimento das bordas.
E para abrilhantar ainda mais a premiação, a Aurora Coop também recebeu o troféu ouro em Tecnologia, com as embalagens da linha de cortes suínos Aurora voltadas ao dia a dia.
As embalagens desenvolvidas em parceria com as empresas Videplast e DOW Química se destacam pela redução no custo, pois as alternativas até então disponíveis, tinham um processo complexo que utiliza água/energia, não recicláveis, e geram sobras. 
A embalagem possui memória elástica aderindo à peça, esticando e retornando à sua dimensão original, o que gera um produto bonito e atrativo ao consumidor, com maior produtividade, redução água/energia e 72,8% a menos na pegada de carbono, com um custo 50% mais competitivo. 
Além disso, com elasticidade de até 20% de encolhimento sem temperatura, a embalagem permite que diversos tamanhos de peças sejam embaladas em um único dimensional, evitando estocagem de embalagens. E o uso da embalagem com ajuste exato ao produto reduz a formação de cristais de gelo durante o congelamento.
Com tudo isso, a Aurora Coop foi reconhecida e premiada como a empresa do ano na premiação ABRE. 
Aurora Bem Leve: Prêmios de Embalagens para a redução de perdas e desperdício de alimentos e Voto Popular.
Aurora Suínos voltados ao dia a dia: Prêmios de Tecnologia.
SOBRE A AURORA COOP
A Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) é o terceiro maior conglomerado brasileiro de proteína animal. Emprega diretamente 42 mil trabalhadores e mantém um portfólio com mais de 850 produtos à base de carnes, lácteos, massas e vegetais exportando para mais de 80 países. 
Conheça mais sobre a marca em www.auroraalimentos.com.br/aurorabemleve 
 
MB Comunicação Empresarial/Organizacional
Jornalista Responsável – Marcos A. Bedin – MTE SC 00085-JP
Rua Nilópolis, 251 D - Bairro Universitário - 89814-510 - Chapecó/SC
E-mail: mb@mbcomunicacao.com.br
 
 
Foto 01– A Aurora Coop recebeu o Prêmio de Empresa do Ano pela ABRE - Associação Brasileira de Embalagem (Foto: divulgação Aurora Coop). 
 

 

Univali e Governo de Santa Catarina promovem missão empresarial para o Chile

Uma comitiva formada por representantes da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Governo do Estado de Santa Catarina e 25 empreendedores viajou para Santiago, no Chile, para uma missão empresarial que dará início ao SC-Export, programa que visa impulsionar o comércio exterior para micro e pequenas empresas catarinenses.

A viagem iniciou neste domingo, 22, e segue até quarta-feira, 25. O SC-Export é uma parceria da Univali, por meio da Escola de Negócios, Educação e Comunicação (Enec), com o Governo do Estado de Santa Catarina. O projeto tem o patrocínio da Portonave.

A programação da missão empresarial é composta por seminários técnicos, rodadas de negócios e reuniões com possíveis compradores chilenos. A iniciativa também permite que as empresas participantes explorem as práticas de mercado no Chile.

Conforme o secretário de Articulação Internacional (SAI), Juliano Froehner, o projeto concretiza uma inovação em política pública para alavancar o número de exportadores catarinenses. “A ideia é fazer com que o pequeno e microempresário catarinense, aquele que tem um bom produto e com qualidade internacional, consiga fazer a sua primeira exportação, bem como possa ir ao exterior e fazer a sua primeira venda. É assim que teremos uma Santa Catarina mais internacional, mais exportadora e mais conectada com o mundo”.

“O governador Jorginho Mello e eu temos a convicção de que as micro e pequenas empresas catarinenses têm muito potencial para fazer negócios com outras nações. E a parceria com a Univali veio em boa hora para nos ajudar a melhorar esse cenário”, afirmou a vice-governadora Marilisa Boehm, que lidera a missão. Segundo ela, com a expertise da Universidade na área de comércio exterior, a instituição selecionou um grupo de empreendedores representando 13 municípios de Santa Catarina. “Vamos acompanhá-los para prospectar oportunidades de aumentar nossas exportações para o Chile, um país que vem elevando nos últimos anos a busca por produtos brasileiros”, destacou.

Na Univali o projeto é conduzido pela equipe do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex), desenvolvido pela Enec em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O programa visa qualificar gratuitamente empresas para que conheçam todas as variáveis do processo de exportação.

“Nós temos um curso de Comércio Exterior nota máxima no MEC, que tem condições de contribuir para aumentar a exportação de pequenas empresas catarinenses. Mas sozinha, a Univali não consegue tudo. Por isso, precisávamos de uma ação concreta como esta para auxiliar os empresários a prospectar compradores internacionais”, afirmou a coordenadora do Peiex, professora Giselda Cherem.

Na Univali as empresas recebem atendimento individualizado e gratuito, bem como treinamentos coletivos e estudos de mercado. Atualmente, 225 empresas estão em atendimento na Universidade.

“O Peiex permite que as empresas possam aprender sobre a habilitação de documentos, tributação, logística, formação de preço, prospecção de novos mercados, operações financeiras internacionais e marketing na exportação, além da oportunidade de participação em feiras, missões e rodadas internacionais. Estamos muito satisfeitos com os resultados conquistados até agora e esperamos ampliar ainda mais o número de empresas exportadoras com a parceria firmada com o Governo do Estado”, ressaltou a diretora da Escola de Negócios, Educação e Comunicação, Francine Simas Neves.

“Para a Univali é uma honra poder colaborar com o Governo do Estado em um projeto tão importante para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina, incluindo as micro e pequenas empresas na pauta de exportação e permitindo a expansão desses negócios, bem como a criação de novos empregos e oportunidades. Vamos usar a expertise que já temos com o Peiex para fazer do SC-Export um projeto exitoso e transformador”, concluiu o reitor, professor Valdir Cechinel Filho.

O SC-Export conta ainda com o apoio da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e da Universidade de Blumenau (Furb). 

Recursos federais para financiar neoindustrialização chegam a R$ 60 bi

Nos próximos quatro anos, mais de R$ 60 bilhões estarão disponíveis para o setor industrial investir em inovação, seja por meio de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) ou da Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP. Os valores foram destacados por José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Comércio Exterior e Inovação do BNDES, que participou nesta quinta-feira (19) de painel no Fórum RADAR Reinvenção. O evento é promovido pela Academia FIESC de Negócios e tem como tema central a neoindustrialização.

A inovação é uma linha estratégica e o setor industrial é fundamental, de acordo com Gordon. “Nos próximos quatro anos, serão mais de R$ 60 bilhões para a agenda de inovação, seja por meio de crédito ou não reembolsáveis por meio da FINEP. É a maior agenda de recursos já disponibilizada para o setor empresarial. Estamos oferecendo uma linha diferenciada de taxa de juros, que deve ficar em média em 4% nominal, ou seja, mais barata para inovação no setor industrial”, informou. 

Manufatura está se convertendo em "mentefatura"

Na abertura do Fórum RADAR Reinvenção, o economista e diplomata Marcos Troyjo salientou que um dos fatores que vai moldar muito a capacidade de neoindustrialização é o capital humano, que se tornou o mais importante fator de produção. “A manufatura está se convertendo em ‘mentefatura’. Estamos fazendo uma transição entre aquilo que é feito pelas mãos para aquilo que é feito com a mente - a mentefatura”, explicou. Para Troyjo, a neoindustrialização é a neoprodutividade. “É como vamos agregar valor e abrir mercado para que possamos, numa economia do século 21, gerar empregos de qualidade, retorno aos acionistas e elevar o percentual da manufatura no PIB brasileiro”, completou, salientando que, um dos fatores que vai moldar muito a capacidade de neoindustrialização é o capital humano, que se tornou o mais importante fator de produção.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, observou que, ao longo dos anos, o Brasil foi perdendo a participação da indústria na produção de riquezas. “A palavra hoje é neoindustrializar, ou seja, é uma nova forma de produzir, com mais sustentabilidade, com empresas mais internacionalizadas, com agregação de tecnologias e também com um novo posicionamento de mercado”, afirmou, destacando que, Santa Catarina sempre teve na indústria o seu grande vetor de desenvolvimento.

“E precisa estar inserida nesse novo conceito. A nossa indústria precisa estar atenta às demandas mundiais e o Fórum vai ajudá-las a se preparar para os desafios e as oportunidades que se apresentam”, declarou. 


Revolução verde será extraordinária para o Brasil, diz Tomazoni, da JBS

A revolução industrial foi fantástica para os Estados Unidos, mas a revolução verde será extraordinária para o Brasil”, afirmou o CEO Global da JBS S.A, Gilberto Tomazoni. Em sua participação no Fórum RADAR, ele apresentou o plano da empresa para se tornar Net Zero até 2040 (zerar o balanço das emissões de gases causadores do efeito estufa). “O Brasil pode produzir muito mais nas mesmas áreas, sequestrando carbono e vendendo crédito de carbono para o mundo inteiro”, disse.

Tomazoni disse, ainda, que a JBS vê na sustentabilidade uma forma de  tornar a empresa mais competitiva. “Não enxergamos que, com os investimentos em sustentabilidade, temos que vender produtos mais caros. Se subir o preço porque é mais sustentável, vamos reduzir o acesso da população aos alimentos”, declarou.

Sobre o Fórum RADAR Reinvenção 

O evento reúne lideranças industriais catarinenses e brasileiras para discutir o futuro do setor. Nesta edição, o tema central é a neoindustrialização, ou seja, a retomada da indústria como indutora do desenvolvimento do país, mas sob a perspectiva do novo ciclo econômico mundial em curso — que traz oportunidades e desafios.

Santa Catarina ainda deve enfrentar desafios com chuvas nos próximos meses

Futuro de SC após as enchentes foi discutido na reunião de Diretoria e presidentes de associações empresariais de SC realizada nesta quinta, 19/10. O secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Coronel Armando, alertou que o estado ainda deve enfrentar problemas climáticos nos próximos meses. As chuvas vêm desde o dia 3 de outubro e o estado está com situação de emergência em 160 municípios. “Com a configuração do fenômeno El Niño de forte intensidade, a expectativa é de que as chuvas ocorram com maior frequência e intensidade em todas as regiões catarinenses no próximo trimestre.” O alerta é para toda a população e na reunião da Facisc foi direcionado aos mais de 39 mil empresários que compõem o Sistema. 

O presidente Sérgio Rodrigues Alves, destaca que a prioridade é cuidado com a vida e a segurança da população, que todos precisam estar atentas aos alertas e se prepararem para tentar minimizar riscos e prejuízos. “A partir do momento que as cidades são afetadas e os cidadãos correm riscos, nós precisamos nos unir para enfrentarem o pós enchente que vem acompanhado de uma crise na saúde e financeira”. Além disso, o presidente ressaltou a importância da Facisc e das associações estarem trabalhando junto com o poder público para evitar novas ocorrências.

Além disso, o El Niño também impacta nas temperaturas, favorecendo valores acima da média. “Com a recorrência das chuvas e temperaturas elevadas, há maior condição para acontecer temporais e tempestades intensas, resultando em volumes de precipitação acima da média em todos os meses. “Temos que ter uma expectativa que essa situação pode se prolongar e se repetir. Vamos trabalhar com prevenção e previsão. Nós podemos prever o que vai acontecer com o clima mas não controlar. Nosso risco é o rio não voltar aos níveis normais e voltar a chover provocando novas enchentes e deslizamentos”, alertou. 

O secretário falou sobre a o papel da Defesa Civil e que a secretaria trabalha com a premissa de salvar vidas. Um dos pontos ressaltados pelo secretário foi sobre a atualização dos mapas de deslizamentos. “O Governo do estado já está trabalhando para fazer a atualização desses mapas mas também cabe aos municípios retirar as pessoas quando tiver alertas para não ocorrer tragédias maiores”. 

As barragens foram outros pontos destacados na reunião. Em relação a José Boiteux, foi definido que será concedida autorização para que a Defesa Civil adentre o território indigena, e que as autoridades possam abrir ou fechar as comportas de acordo com as necessidades identificadas, com o objetivo de garantir a segurança da barragem. “Precisamos que o ministério cumpra junto ao povos indígenas para que se cumpra o que foi definido judicialmente”.

As ações iniciadas em parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) estão em andamento. “Temos o projeto da bacia do Rio Itajaí de minimilização de efeitos da chuva onde serão construídas novas barragens e melhoramentos fluviais”, completou.

A presidente da Acib de Blumenau disse Cristiane Buerger cobrou que solução pode ter agora para operação das barragens. Ele disse que toda a limitação é devido a legislação. “Essa negociação não é tão simples como muitos podem acreditar”. Não adianta fazer paliativo, temos que recuperar a barragem”.

A presidente de Aci de Brusque, Rita Conti, pediu que seja frequente uma reunião com a Defesa Civil para acompanhar de perto com as duas regionais do Vale e Alto Vale, um grupo de transparência e estudo. Ela fez um apelo pela barragem de Botuverá. “A Barragem está com a Casan há mais de dois anos. A aproximação de Brusque com a Defesa Civil precisa era retomada e é importante para salvar vidas”. 

O presidente da Acirs de Rio do Sul, Cleiton Pamplona, são mais de 1,5 mil afetados. “A associação está no meio dos dois rios, enfrentamos junto com a população pois somos diretamente afetados”. Ele destacou que as duas barragens são importantes para a contenção das enchentes e alertou para para vazamento na barragem de Ituporanga. Coronel disse q tem uma licitação para conter o vazamento, limpeza da barragem de Ituporanga e Taió. 

O diretor jurídico de Aciat de Taió, André Nardelli Betti, indagou o secretário sobre a forma como ocorre a dinâmica de comunicação da Defesa Civil. “Hoje, após todo essas informações, podemos  dizer calma taioenses, mas até então não tínhamos essas informações”. 

Cleber Stassun, relações institucionais e governamentais da Acirs de Rio do Sul, alertou sobre o papel dos municípios, além do papel do Estado e do Governo Federal.

ApexBrasil e Global Corporate Venturing realizam, neste mês, mais uma edição do maior evento de Corporate Venture Capital da América Latina

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e o Global Corporate Venturing (GCV), realizarão, nos dias 24 e 25 de outubro, no Holiday Inn Anhembi Parque Hotel, em São Paulo, a 7ª edição do maior evento de Corporate Venture Capital (CVC) da América Latina, o Corporate Venture in Brasil (CV in Brasil). A inciativa visa o desenvolvimento da indústria e do ecossistema de venture capital brasileiro por meio da expansão de fundos de CVC no país, promovendo encontros, workshops, reuniões de negócio, mesas redondas, painéis, networking, e trocas de experiências entre corporações brasileiras e estrangeiras trabalhando com inovação aberta e venture capital.  Os ingressos serão vendidos até o dia 20 de outubro, respeitando a lotação máxima do espaço. Inscrições aqui.  

Corporate Venture Capital (CVC) é a modalidade de investimento por meio da qual grandes corporações investem diretamente em startups e empresas inovadoras ou em fundos que realizam a gestão dessas operações. O CVC é visto também como uma ferramenta para acelerar a atualização de grandes empresas antecipando mudanças tecnológicas. Trata-se, principalmente, de uma prática para viabilizar objetivos estratégicos das empresas relacionados à inovação em novos negócios, produtos e serviços, seguindo tendências globais de eficiência operacional, digitalização, padrões de consumo e tecnologias emergentes. 

O Brasil segue na liderança do ecossistema de CVC na América Latina, tornando-se exemplo para os países vizinhos. “Isso tem chamado atenção das grandes corporações e fundos de investimento nacionais e estrangeiros”, afirma o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. “O Brasil virou referência de país inovador, com soluções tecnológicas escaláveis em diversos segmentos de mercado que despertam interesse internacional, além de fomentar a indústria nacional”, afirma.  

Para o diretor de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, que irá representar a Diretoria Executiva da Agência no evento, “com essa 7ª edição do CV in Brasil, que tem a sustentabilidade, a diversidade e práticas ESG como foco, mais uma vez, a ApexBrasil proporcionará um ambiente favorável aos negócios, e principalmente, aos investimentos que garantam maior competitividade à economia brasileira”.    

Pela primeira vez, considerando os dados da pesquisa World of Corporate Venturing 2023 do GCV, um país latino-americano ingressou no Top 10 do ranqueamento de países com maior quantidade de transações (deals) de CVC. Esse país foi o Brasil, consolidando a posição de destaque na região que já vinha apresentando desde 2011 como maior mercado de venture capital. Ademais, de acordo com o a edição de 2023 do “Global Innovation Index” , publicada no final de setembro, o Brasil agora está posicionado como a economia mais inovadora da América Latina. Segundo a publicação, o país obteve um significativo avanço no cenário global de inovação, subindo cinco posições no ranking e ultrapassando o Chile, tradicional líder regional.  

Segundo o CEO do GCV, James Mawson, o CV in Brasil já atraiu mais de US$ 550 milhões em novos investimentos de CVCs internacionais para startups e fundos brasileiros. Mawson destaca a importância da parceria com a ApexBrasil para a realização desse evento e o potencial do mesmo. “As corporações detêm um grande poder para escalar novos negócios e empresas inovadoras, sejam como clientes, fornecedoras ou investidoras. Sabemos que esta aliança entre ApexBrasil e GCV apoia o desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo no país, que cresce a passos largos ano a ano”.   

  Programação do CV in Brasil 2023 

Desde 2015, a ApexBrasil realiza o CV in Brasil em parceria com a GCV, a maior plataforma de negócios, dados e relacionamento de Corporate Venture Capital do mundo. Segundo o analista da Coordenação de Investimentos da ApexBrasil, Jayme Queiroz, o objetivo é fomentar atividades de inovação e capital de risco de grandes corporações internacionais no Brasil, bem como estimular o desenvolvimento de atividades empresariais corporativas, de inovação aberta e de investimentos por parte de empresas brasileiras. “A proposta é que as corporações brasileiras tenham contato com as melhores práticas e que isso aumente sua competitividade e capacidade de inovar adotando o modelo de CVC como um catalisador dessa estratégia”, afirma Jayme.  

O contexto envolvendo esse modelo de negócio, destacando as melhores práticas, cases, oportunidades e desafios, será o assunto tratado durante os dois dias da 7ª edição do Corporate Venture in Brasil e em todas as suas atividades paralelas (Women in Venture, rodada de negócios e quatro workshops). A Conferência contará com a presença de corporações dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, Guatemala, México, Argentina, Chile e Uruguai, além do Brasil, que participarão da agenda e compartilharão suas experiências no universo de CVC.  

Serão, ao todo, 27 grandes corporações internacionais e dezenas de brasileiras  participantes, número superior a todas as edições anteriores do CV in Brasil. Dentre elas, estão: EMBRAER, Thomson Reuters Ventures, NOVA Saint-Global, Porsche Ventures MACH49, Galicia Ventures, , SoftBank Latin America Fund, CSN Inova Ventures, Vale Ventures, Oxygea Ventures,  EDP Ventures Brasil, Irani Papel e Embalagem S.A,  ArcelorMittal AçoLab Ventures, Sancor Seguros Venture, Kamay Ventures & Overboost, Vivo Ventures & Wayra Brasil, Valetec Capital e outras corporações.  

Na agenda dos dois dias de evento haverá painéis, debates e apresentações sobre diferentes temas como: perspectivas dos investidores internacionais, contabilidade de ativos aplicada a CVCs, recrutamento e retenção de talentos, integração de novos modelos de negócios com a corporação e seus clientes, implementação da abordagem de CVC, realização de novos investimentos no Brasil e exterior, entre muitos outros assuntos. No segundo dia haverá ainda o momento “Corporate Venture in Brasil Awards 2023”, quando corporações brasileiras atuando com Corporate Venture Capital serão premiadas nas seguintes categorias: Largest Investment; Most active CVC (Number of Deals); Largest Exit; e Largest Fundraising Announcement.  

Confira a programação completa aqui 

Os interessados em participar podem adquirir os ingressos que estão sendo vendidos no link do CV in Brasil.  Seguindo a necessidade de descarbonização global, o GCV plantará uma árvore para cada ingresso vendido. 

Mulheres nos negócios  

Esta será a segunda edição do CV in Brasil com um evento dedicado para mulheres investidoras.  O “2nd Women in Venture” será apenas para convidadas e ocorrerá no dia 23 de outubro, durante as atividades de pré-conferência. Este ano, a ação contará com nomes de peso da indústria de investimentos, sessão de pitch de startups lideradas por mulheres, além de um almoço exclusivo para relacionamento entre as participantes. 

Segundo pesquisa realizada em 2022 pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e GCV, em parceria com a Elo Group, Fundação Dom Cabral e ApexBrasil, na média, as mulheres compõem até 50% das equipes em 78,8% dos CVCs no país, com fatia representativa (21,2%) sem participação nenhuma nas equipes, o que torna esse tipo de iniciativa ainda mais importante. 

A participação feminina no ecossistema de CVC teve destaque no CV in Brasil 2022. Na ocasião, três painéis foram compostos exclusivamente por mulheres, entre eles o painel Corporate Venture Capital Growth in Latin America que foi composto integralmente por mulheres executivas do Chile e da Argentina, além da participação de mulheres em diversos outros painéis e dinâmicas do evento, incluindo o próprio  Women in Venture. No ano passado, a atividade exclusivamente dedicada para as mulheres reuniu mais de 80 investidoras e este ano são esperadas cerca de 150 participantes.  

A pauta sobre presença feminina no mercado internacional tem sido prioritária para a ApexBrasil desde a assinatura do compromisso de equidade de gênero e do lançamento do programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), realizados no primeiro semestre. “Em todas as áreas de atuação da Agência, como promoção de exportações, internacionalização de empresas e atração de investimentos, estamos colocando uma “lente” de gênero”, explica a diretora de Negócios da Agência, Ana Paula Repezza. “No Corporate Venture in Brasil não seria diferente. Trata-se do maior evento da América Latina nessa área, portanto uma oportunidade de colocarmos em destaque o que as mulheres estão fazendo e o que podem fazer neste campo”, reforça Repezza.  

Quatro workshops exclusivos 

·         Planejando e Implantando um CVC de Sucesso – Melhores Práticas 

·         2ND Roundtable: HealthTech – Pharma Corporate Innovators and CVCs Discussion 

·         Mineração do Futuro: Construindo uma Cultura de Inovação e Venture Capital 

·         Workshop: Construindo uma Estratégia de CVC para Investimento de Impacto 

 

CVC no Brasil e no mundo  

Ainda segundo dados da pesquisa brasileira realizada pela ABVCAP e GCV, em 2022, o mercado de Venture Capital passou por um ajuste, com diminuição no ritmo de investimentos, aumento de ciclo de avaliação de startups e readequação dos valores e das rodadas de investimento. No entanto, o crescimento de mercado de CVC não foi abalado, pelo contrário, demonstrou aumento de interesse, com 13 empresas listadas lançando seus fundos e anunciando R$ 3,04 bilhões de reais em capital comprometido para o mercado. 

Como mostram os números, a modalidade está em franco crescimento no país e no mundo. Segundo levantamento realizado pela ApexBrasil, entre 2016 e 2021, houve um salto de 800% no número de corporações investindo dessa forma no Brasil, passando de 13 para 104, com novos entrantes a cada ano. No mundo todo, de acordo com dados do GCV World of Corporate Venturing, em 2011, eram 356 fundos de CVC ativos e, em 2022, esse número havia saltado para 2.604, totalizando 7.019 Corporações investindo no mundo. 

Outra evidência do avanço do CVC no país foi o recorde de participantes na última edição do CV in Brasil, realizado em outubro de 2022. O evento reuniu 25 investidores estrangeiros, 11 startups brasileiras e 17 estrangeiras, promoveu mais de 300 reuniões de negócios e acolheu um público de 600 pessoas interessadas no assunto. Ao longo das edições anteriores, foram mais de 90 corporações internacionais presentes, mais de 600 reuniões de negócios facilitadas e aproximadamente U$ 550 milhões em novos investimentos gerados. Cada edição contou com dezenas de palestrantes e uma seleção especial de empresas e fundos de capital de risco brasileiros em fase de captação de recursos.  

Mais informações e inscrições, acesse CVinBrasil.com  

 

Sobre o CV in Brasil 

Realizado desde 2015, o CV in Brasil é uma oportunidade para que grandes corporações e empresas investidoras dialoguem com fundos de capital empreendedor em fase de levantamento de recursos, e com empresas e startups inovadoras. Além disso, proporciona o espaço para exposição de melhores práticas e estudos de caso do ecossistema brasileiro de inovação e de investimentos globais em tecnologia. 

 

GT das Ferrovias: primeira reunião discute cenários e propostas do setor

A primeira reunião do Grupo de Trabalho criado pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), para debater os projetos ferroviários do estado, foi marcada pela participação maciça dos membros designados na Portaria 13/2023, incluindo os representantes das empresas concessionárias que atuam no estado, diretores dos portos, Secretários de Estado e representantes das entidades empresariais.

Neste primeiro encontro realizado nesta segunda-feira (16/10), os membros do GT dialogaram sobre o andamento dos dois projetos de novas ferrovias que estão sendo desenvolvidos pelo governo catarinense, sobre o quadro das atuais concessionárias de ferrovias que tem atuação em Santa Catarina, e sobre a necessidade de contratação de um Plano Estadual de Logística de Transportes (PELT) para nortear o desenvolvimento da área. O grupo aprovou por unanimidade que esta proposta seja levada ao governador Jorginho Mello.

“Saímos deste primeiro encontro com as demandas bem definidas, como a sugestão que será encaminhada ao governador Jorginho Mello sobre a necessidade de contratação do Pelt. Ou seja, precisamos integrar todos os nossos modais para melhor definir a prioridade e a linha de investimentos na logística do Estado”, argumenta o secretário da SPAF, Beto Martins.

O tema deverá ser ampliado nos próximos encontros. Um escopo sobre a proposta de um novo PELT será aprimorado para ser levado à Infra SA, empresa pública ligada ao Ministério da Infraestrutura, e especializada em projetos desta área.

“Nós vamos buscar a participação do Minfra na próxima reunião. É um trabalho integrado que estamos realizando para que possamos encontrar as melhores soluções para o desenvolvimento do estado”, acrescentou a secretária de Articulação Nacional (SAN), Vânia Franco, que também integra o GT.

Participaram da reunião que abriu os trabalhos do GT representantes da SPAF, SAN, Codesul, Fazenda, Infraestrutura (SIE), FACISC, FIESC, Rumo, FTC, Porto de São Francisco do Sul, Porto de Imbituba, Portonave e Porto Itapoá.

Exportações catarinenses atingem US$ 3 bi no terceiro trimestre

De julho a setembro de 2023, Santa Catarina exportou US$ 3 bilhões. O valor representou queda de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com análise do Observatório FIESC. “O dado está associado à desaceleração econômica dos principais parceiros comerciais do estado, em especial os Estados Unidos, China, União Europeia e Argentina”, avalia o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Apesar da queda no trimestre, Aguiar destaca que trata-se do segundo maior valor para o trimestre na série histórica, já que os embarques no mesmo período do ano passado registraram desempenho extraordinário, de US$ 3,4 bilhões. Ele chama a atenção para a abertura de novos mercados para os produtos agropecuários. “A indústria catarinense se destaca com as exportações de carne suína e de carne de aves para o México, além da venda de partes de motor e gelatina e derivados”, completa.

O Paraguai também ganhou espaço na pauta exportadora catarinense, impulsionado pela soja e pela cerveja, e a Bolívia, com aumento das exportações de transformadores elétricos e de máquinas e aparelhos mecânicos. 

Além desses mercados, Santa Catarina aumentou as vendas de tabaco não-manufaturado para a África do Sul e de sucata de ferro para a Índia, países que fazem parte dos BRICS, juntamente com o Brasil, Rússia e China. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes, dois dos cinco países-membros aprovados para entrar no BRICs a partir de 2024, também têm ganhado espaço no comércio externo do estado.

Apesar do crescimento em alguns setores da indústria, houve recuo nas exportações de madeira, móveis, partes de motor e motores elétricos para os Estados Unidos e no setor da construção. Outro importante comprador de produtos catarinenses é a China, que teve sua economia desacelerada, devido à crise imobiliária no país, à restrição no consumo das famílias e à menor produção industrial, que resultou em queda das exportações do estado, principalmente de madeira para a construção e de produtos alimentícios, como a carne suína e miudezas comestíveis.

Os países da União Europeia também têm afetado o fluxo internacional, reflexo do lento processo de desinflação, com o aumento dos custos e crescimento econômico historicamente baixo. “Na Argentina, o recuo se deve, em especial, às vendas de papel kraft, após mudanças em regras de importação do governo argentino, que impôs restrições às compras de alguns produtos brasileiros, por exemplo. Essa diminuição foi parcialmente compensada pelas vendas de outros insumos, como fios de cobre, revestimentos de ferro laminado plano e painéis para comando elétrico”, ressalta Camila Morais, economista do Observatório FIESC.

Cenário das importações

Santa Catarina registrou US$ 7,3 bilhões nas importações no terceiro trimestre, o que representou uma queda de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o valor se manteve acima de US$ 7,0 bilhões, conquistados a partir de 2022.

Entre os produtos que se destacaram estão os insumos da indústria automotiva, como pneus de borracha e partes e acessórios para veículos, além de bens de consumo duráveis, incentivados pela manutenção do consumo das famílias no estado em 2023.

Além disso, as obras de infraestrutura no estado, em especial para rodovias e distribuição de energia elétrica, incentivam as importações de insumos do setor de metalurgia e metalmecânica. Em setembro, houve expansão das compras de laminados planos de ferro, aços laminados planos e ferro laminado a frio.

Também houve crescimento das importações de fertilizantes potássicos, que totalizaram US$ 34 milhões, maior montante da série histórica para o mês. Além da queda dos preços do produto, o aumento da procura se deve à época de plantio de grãos importantes em Santa Catarina, como a soja e o arroz. Itália,  Alemanha, França, Índia, Vietnã e Coreia do Sul estão entre os  principais fornecedores internacionais do estado.

CCT Importação auxilia trâmite de cargas aéreas internacionais
Recentemente, o Ministério da Fazenda anunciou a implementação do novo Sistema de Controle de Carga e Trânsito para importações (CCT Importação) em todos os aeroportos internacionais do Brasil. Esse sistema substitui o Sistema Integrado de Gerenciamento do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento (Mantra), que estava em operação há três décadas.
O principal objetivo dessa iniciativa é otimizar as operações de importação, agilizando o processo de desembaraço das mercadorias, que agora pode ser concluído em questão de horas.
De acordo com José Carlos Raposo Barbosa, presidente da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros), a implementação desse novo sistema tem o potencial de elevar o Brasil a um patamar de excelência no setor. A Receita Federal estima que a economia potencial gerada pelas importações aéreas pode atingir a cifra de R$10 bilhões anualmente, considerando o volume de importações em 2023, que totalizou US$ 46,9 bilhões.
Principais funcionalidades para o operador aeroportuário:
• Simplificar os controles;
• Aumentar a segurança do controle aduaneiro;
• Dar transparência ao fluxo de carga;
• Receber, através de serviço, informações do veículo e da carga com antecedência;
• Realizar pesagem;
• Registrar a contagem dos volumes;
• Registrar avarias e divergências.
Barbosa salienta o papel crucial desempenhado pelos despachantes aduaneiros em promover a segurança comercial do país, bem como em identificar com precisão os pontos de estrangulamento na logística e no transporte de cargas. “Toda informação de mercadoria é necessária para a administração do risco aduaneiro. Nosso papel é fomentar a segurança comercial do país, com o auxílio dessa nova ferramenta iremos além detectar com mais exatidão os gargalos existentes na logística e no transporte de cargas”, finaliza.
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Empresas catarinenses miram expandir negócios na maior feira de inovação industrial da América Latina

Passa por Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, uma das principais agendas econômicas do ano para a cadeia industrial de Santa Catarina. É lá que um grupo de 48 empresas representará o Estado e buscará novas oportunidades de negócios junto a alguns dos maiores players do setor na Mercopar, maior feira de inovação industrial da América Latina.

 

Promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae RS) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), o evento ocorre de 17 a 20 de outubro, no Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva, que este ano está incorporando seis mil metros quadrados de área construída, totalizando 38 mil metros quadrados, um crescimento de 18,75% em relação ao ano passado. A expectativa é que os negócios cresçam nesta proporção. Em 2022, a Mercopar reuniu 512 expositores e gerou um número recorde de R$ 430 milhões em negócios,

 

Mais da metade do grupo de expositores catarinense é oriundo dos polos de Blumenau, Chapecó e Joinville. É o caso do Grupo Alltech. Com um estande de 150 metros quadrados, a empresa irá levar para a feira a filosofia “One Stop Shop”, que tem orientado sua atuação e posicionado o Grupo como um ecossistema completo de soluções para a indústria, em especial para os segmentos de usinagem, plástico e corte e conformação. Como novidade, o grupo fará demonstrações de uma dobradeira hidráulica Okada trabalhando com uma célula robotizada. A tecnologia amplia a capacidade de repetição e produtividade da máquina, além de melhorar a qualidade do processo de corte e conformação industrial, contribuindo com uma melhor ergonomia para os colaboradores.

 

“A feira traz um diagnóstico importante do setor e nos mantém em sintonia com as demandas do mercado, ofertando as melhores soluções para os nossos públicos de relacionamento. Estamos conectados com as tendências e novas tecnologias do cenário mundial no segmento industrial e nos colocamos como um parceiro estratégico, contribuindo com a alta performance, a produtividade e a gestão fabril eficiente dos nossos clientes, em todas as etapas do processo produtivo”, destaca o CEO do Grupo Alltech, Jean Cardoso.
 

Mercopar 2023

Promovida pelo Sebrae RS e pela Fiergs, a Mercopar chega a sua 32ª edição de 17 a 20 de outubro, no Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva, em Caxias do Sul. Em 2022, a maior feira de inovação industrial da América Latina reuniu 512 expositores e gerou um número recorde de R$ 430 milhões em negócios, um crescimento de 77% em relação ao ano anterior. Foram mais de 35 mil visitantes e mais de 200 horas de conteúdo durante os quatro dias. O evento possui foco voltado para a geração de negócios e promoção de conteúdo de segmentos como metalmecânico, tecnologia da informação, energia e meio ambiente, borracha, automação industrial, plástico, eletroeletrônico, movimentação e armazenagem. 

Movimentação de cargas cresce 11% em setembro no Porto de Imbituba

O Porto de Imbituba encerra o mês de setembro com 625.556 toneladas movimentadas. O resultado representa um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com 28 navios atendidos no mês, o destaque é para o segmento de granel sólido, que correspondeu a 87% da movimentação de setembro. Entre as cargas mais movimentadas no período, o primeiro lugar é do coque de petróleo, seguido dos farelos de milho e soja, sal e soja. 

Do total movimentado, 47,22% do total correspondem à exportação, com 295.437 toneladas. Já a importação de produtos representou 38,4% das cargas movimentadas, seguida de 14,36% de cabotagem.

“Com mais de 5,7 milhões de toneladas movimentadas até agora, a expectativa é de encerrar o ano com mais um recorde histórico de movimentação”, avalia o Diretor-presidente, Luís Antonio Braga Martins.

Com informações da SCPAR Porto de Imbituba.

Mão de obra é a maior preocupação das empresas de engenharia, diz presidente da CBIC

Em entrevista à Revista Indústria Brasileira, o presidente presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato de Sousa Correia, responde cinco perguntas sobre a infraestrutura brasileira. Correia pontua que o maior desafio que as empresas de engenharia enfrentam é a mão de obra, que tem sido cada vez mais escassa.

Quais são os principais desafios das empresas de engenharia pesada no Brasil atualmente?

Atualmente, o que preocupa a maioria dos empresários é a questão da mão de obra. Em recente pesquisa, foi apontado que o número de entrantes da construção civil é muito pequeno em relação ao que era no passado. Há um envelhecimento na idade média de ajudantes, mestres de obra e engenheiros.

Como há menos mão de obra, surge outro ponto de preocupação: a necessidade de mais processos industrializados. Entretanto, o Brasil ainda está muito incipiente em relação a esses dois grandes desafios. É preciso que o setor seja atrativo para a mão de obra mais jovem. E, para isso, ele precisa ser mais moderno e mais industrializado.

Como o novo PAC foi recebido pelo setor?

O programa deve ajudar a alavancar a industrialização? Eu estive presente no lançamento do novo PAC no Rio de Janeiro. No geral, vimos esse anúncio com bons olhos. Percebemos que o governo tentou corrigir problemas das edições anteriores.

Tenho dito que é sempre importante dar um primeiro passo, e ele foi dado, ou seja, você tem um programa de aceleração do crescimento, com diretrizes e valores para cada setor. Existe um plano inicial, mas é óbvio que, para dar certo, tem que continuar fazendo o dever de casa. As obras precisam efetivamente acontecer, os valores que forem executados precisam ser pagos.

O novo PAC deve priorizar parcerias com o setor privado. Como a CBIC avalia essa diretriz?

O governo fala em R$ 1,7 trilhão em recursos, estimulando o investimento privado e fomentando a integração entre este e o investimento público. Nesse PAC, o setor privado entra com o maior quinhão de recursos. O programa busca a expansão e a qualificação da infraestrutura, para aumentar a competitividade e o crescimento do país com responsabilidade fiscal.

As premissas são boas. Agora, precisa levar isso a cabo e promover um desenvolvimento inclusivo, social e regional. Também precisa integrar o investimento em infraestrutura com processos de neoindustrialização e transição ecológica, ampliar o acesso da população ao serviço público de qualidade e fomentar a geração de emprego e renda. Eu acho que é um bom início e precisamos ajudar a fazer dar certo.

Como o senhor acha que podemos retomar as cerca de mil obras públicas que estão paradas?

Eu acho que este é o grande desafio da sociedade brasileira: entender as causas desse verdadeiro desastre para o país. O dinheiro alocado vai se deteriorando, porque uma obra não concluída, exposta ao tempo, vai se deteriorar, e vai ficar muito mais cara. É mais caro retomar uma obra do que começar do zero.

Há várias causas para esse problema, que o próprio Tribunal de Contas da União (TCU) aponta. Há questões relacionadas à qualidade dos projetos e à própria licitação por menor preço, às vezes feita em pregão eletrônico. Esse é um processo que gera muitas dúvidas e temos certeza de que não é adequado a obras de engenharia.

É preciso conversar tanto com o governo quanto com órgãos de controle para que possamos rever o processo de licitação pública, sem pregão eletrônico e evitando as interrupções de pagamento.

Quando você executa uma obra e não recebe, é claro que ela será paralisada. A CBIC tem trabalhado junto ao TCU para que as concessões com problemas possam ser reequilibradas e reconduzidas eventualmente, antes de se decidir por começar tudo de novo.

Algumas diretrizes presentes no novo PAC podem sanar esse gargalo?

Sim, essa é a expectativa, mas é preciso ter alguns cuidados adicionais: entes públicos, governos municipais, estaduais, governo federal, cada um tem que cumprir a sua parte. Esperamos que isso seja realmente feito, que ninguém atrapalhe a conclusão das obras, que elas possam ser entregues à população.

O Brasil precisa muito priorizar a infraestrutura. Você tem 50% da população sem coleta e tratamento de esgoto e 30 milhões de brasileiros sem tratamento de água. A cada real que você investe em saneamento, você economiza três em gastos na saúde.

A infraestrutura de um país, quando bem implementada, melhora a competitividade dele em relação ao comércio mundial.

Por isso, enxergamos a infraestrutura como um instrumento de melhoria de vida para a população, sem contar a habitação, que também está dentro do PAC: morar dignamente é uma condição básica para o ser humano desenvolver outras atividades.

Produtividade do trabalho: indicador volta a crescer no 2º trimestre de 2023

A produtividade do trabalho da indústria de transformação brasileira – medida como o volume produzido dividido pelas horas trabalhadas na produção – cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2023 em relação ao trimestre anterior, na série livre de efeitos sazonais.

O indicador voltou a subir após queda de 0,9% no trimestre anterior. Os resultados são da pesquisa Produtividade na Indústria, produzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta segunda-feira (9).

A alta da última edição da pesquisa é resultado da queda das horas trabalhadas acompanhada da estagnação da produção. Apesar de registrar ganhos de produtividade no segundo e quarto trimestres de 2022 e no segundo trimestre de 2023, o indicador de produtividade do trabalho da indústria tem oscilado entre quedas e altas há cinco trimestres, após cair por seis trimestres seguidos.

“A indústria tem tido dificuldades de se recuperar. Esse resultado está relacionado tanto a fatores conjunturais, como o encarecimento do crédito e os efeitos restritivos da política monetária; como a fatores estruturais, a exemplo do nosso sistema tributário complexo e da nossa infraestrutura ineficiente”, explica a gerente de Política Industrial da CNI, Samantha Cunha.

Produção industrial segue desaquecimento mundial do setor
A indústria de transformação tem enfrentado desafios para aumentar a produção devido à baixa demanda. A produção do setor no Brasil está há quatro trimestres consecutivos em queda, e o desaquecimento é observado também no restante do mundo.

Dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) mostram que a produção industrial global está estagnada em 2023.

"Do lado externo também temos um cenário geopolítico e macroeconômico marcado por elevadas incertezas, mas ao mesmo tempo temos oportunidades para recuperar o crescimento da produtividade relacionadas às novas tecnologia da Indústria 4.0", afirma a economista da CNI.

"Elas vão promover ganhos de produtividade, melhorar os sistemas produtivos, tornar o uso dos recursos mais eficientes, além de possibilitar o uso de técnicas modernas de gestão que podem ser adotadas com efeito significativo sobre a produtividade das empresas", completa Cunha.

Organização estima baixo crescimento de produtividade para o Brasil em 2023
Em relação à produtividade mundial do trabalho, de acordo com estimativa do Conference Board, as expectativas são de baixo crescimento em 2023, após a estagnação registrada em 2022.

A instituição prevê um crescimento acelerado da produtividade em países em desenvolvimento, causado principalmente por países asiáticos. No entanto, para o Brasil a expectativa é de baixo crescimento.

Negócios e parcerias educacionais são destaque na missão da FIESC aos EUA

Durante agenda em Boston nesta quarta-feira, dia 4, o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, e diretores da entidade que integram a missão aos Estados Unidos, visitaram o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e reuniram-se com o cônsul-geral do Brasil em Boston, o diplomata Santiago Irazabal Mourão.  “Temos grande interesse em firmar convênios com o MIT porque temos a Academia FIESC de Negócios e discutimos parcerias que poderão dar resultados muito positivos”, afirmou Aguiar ao final dos encontros.

“Na nossa gestão, estamos focando muito na qualidade do ensino oferecido por SESI e SENAI e identificamos aqui possibilidades de parcerias para melhorarmos cada vez mais a capacitação profissional dos nossos trabalhadores e também na formação dos nossos alunos”, explica, salientando que o encontro com o embaixador foi muito importante para avançar nessa área. “Ele nos deu boas sugestões. Na região de Boston tem muitas startups. Nossa indústria tem demandas e podemos conciliar esse encontro para desenvolver cada vez mais o setor”, disse o presidente da FIESC.

O cônsul afirmou que Santa Catarina é um polo muito importante de crescimento, principalmente na área de inovação. “Todos sabemos que Boston e região são o centro da criatividade e da inovação. E os contatos são fundamentais porque as empresas brasileiras vêm aqui e identificam oportunidades”, declarou, ressaltando que os visitantes têm contato com cientistas e estudantes brasileiros que estão nos Estados Unidos e integram projetos relevantes. “E esse contato com empresários brasileiros é fundamental. É importante esse fluxo permanente”, resumiu. 

Aguiar lembra que Santa Catarina tem indústrias que são referência tanto no mercado nacional quanto internacional. Entre elas, citou a Portobello, que vai inaugurar uma fábrica, no dia 14 de outubro, no estado do Tennessee, além de Weg e Tupy. “O Brasil tem muito potencial e esse potencial é muito evidente em Santa Catarina”, completa.

Ainda na área educacional, Aguiar salienta a importância dos encontros no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e no Banco Mundial, realizados em Washington. “É uma agenda positiva em que estivemos com bancos importantes, que têm projetos no Brasil. Queremos nos aproximar ainda mais porque Santa Catarina tem potencialidades muito grandes, com demandas enormes, que poderão ser financiadas – tanto na questão dos investimentos públicos quanto privados”, destacou. “Inclusive há possibilidade de o SENAI fazer convênio com o Banco Mundial para incrementarmos as instalações em Santa Catarina”, acrescentou.

Negócios: O presidente da FIESC destaca, ainda, que um dos objetivos da missão é identificar potenciais compradores para os produtos catarinenses. “Os Estados Unidos são o principal destino das exportações do estado, mas podemos incrementá-las, principalmente, nesse momento em que os países estão buscando fornecedores mais próximos dos centros de consumo. Pela qualidade e competitividade da nossa indústria, podemos ampliar o comércio com o mercado americano”, ressaltou.

Nesta quinta e sexta-feira, o grupo cumpre agenda em Nova York, com visita à Google e às universidade de Columbia e Cornell para conhecer as iniciativas da Cornell Tech, campus de pós-graduação e centro de pesquisa, da Emerging Markets Institute e o programa executivo MBA Americas.

 

 

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC

Projeto do deputado Jorge Goetten cria o “Desenrola Brasil” para empresas

O deputado catarinense Jorge Goetten (PL) quer criar um programa de renegociação de dívidas para as micro e pequenas empresas, a exemplo do Desenrola Brasil – que é voltado às pessoas físicas.

Na versão do parlamentar, o programa seria intitulado “Desenrola MPEs” e vai envolver devedores, credores e instituições financeiras. O texto foi apresentado na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 5 de outubro, Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa.

Segundo o deputado, empreender no Brasil é um desafio que ficou ainda maior com gargalos como a pandemia de Covid-19. Conforme dados divulgados pela Serasa Experian, 6 milhões de micro e pequenas empresas estavam em situação de inadimplência no final de 2022.

“A crise vem rápido, mas a recuperação é bastante lenta quando se tata de pequenos negócios. Eles ainda não tiveram condições de se reerguer. Quanto mais políticas públicas e programas tiverem a sua disposição, mais rápida será a retomada”, justifica Goetten.

Regras

O programa será voltado para dívidas de até R$ 150 mil e o prazo para pagamento pode se estender até 60 meses. Para a quitação, os empresários podem usar recursos próprios ou contratar empréstimos com condições especiais voltadas ao programa.

Para estimular a adesão das instituições financeiras e conferir credibilidade ao programa, elas poderão aderir ao Fundo de Garantia de Operações, assegurando que não terão prejuízo em caso de não pagamento.

 

O texto prevê ainda que o devedor possa aderir ao Desenrola por meio de plataforma digital que também vai disponibilizar cursos de educação financeira.

Pronampe e Desenrola

O deputado destaca também a importância que o Pronampe (Programa de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) teve para o setor. “Foi um esforço pra que as empresas não fechassem as portas, tanto que se tornou um programa permanente”, reconhece. O programa foi o principal legado deixado pelo governador catarinense Jorginho Mello enquanto estava no Senado Federal.

Porto de Imbituba comemora crescimento no resultado mensal de setembro

O Porto de Imbituba encerra o mês de setembro com 625.556 toneladas movimentadas. O resultado representa um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com 28 navios atendidos no mês, o destaque é para o segmento de granel sólido, que correspondeu a 87% da movimentação de setembro. Entre as cargas mais movimentadas no período, o primeiro lugar é do coque de petróleo, seguido dos farelos de milho e soja, sal e soja. Do total movimentado, 47,22% do total correspondem à exportação, com 295.437 toneladas. Já a importação de produtos representou 38,4% das cargas movimentadas, seguida de 14,36% de cabotagem.

“Ficamos felizes com mais um recorde em Imbituba, mas muito mais com as boas expectativas que se apresentam para o último trimestre que se avizinha. Com foco e boa gestão, os resultados aparecem”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

“Fechar mais um mês de 2023 com ótimos resultados é motivo de orgulho para toda a comunidade portuária de Imbituba. Com mais de 5,7 milhões de toneladas movimentadas até agora, a expectativa é de encerrar o ano com mais um recorde histórico de movimentação.” avalia o Diretor-presidente, Luís Antonio Braga Martins.

Últimos dias para se inscrever no Programa Lucra mais

Com foco em aumentar a lucratividade das micro e pequenas empresas do comércio catarinense, Senac SC, Sebrae SC, Fecomércio SC e FCDL SC estão promovendo o “Programa Lucra Mais”. Totalmente gratuito, empresários e colaboradores passarão por consultorias e imersões. As inscrições, que estão nos últimos dias, podem ser feitas por meio do site https://www.sc.senac.br/lucramais/

Ao participar do programa, a empresa passa a contar com inúmeros benefícios. Passará por uma análise, terá que construir metas e indicadores, além de contar com uma equipe especializada do Senac SC em pessoas, processos, finanças e Marketing e Vendas. Durante o programa, os empresários podem fazer networking, além de enxergar novas possibilidades e oportunidades de aumentar a lucratividade da empresa.

O Senac vai aplicar o programa, enquanto o Sebrae subsidia 100% dos custos do programa. Cada empresa pode dedicar um profissional para participar do Lucra Mais. São três etapas: na primeira, a empresa passa por análise de potencial, e duas imersões de 8 horas cada, Prepara e Decolar.

Na segunda etapa, consultores estarão à disposição para revisar o plano de ação e checar a evolução dos indicadores. Já na terceira e última etapa, as empresas que atenderem os critérios estabelecidos no Programa, receberão o Selo Loja 10.  

Ficou interessado? Acesse https://www.sc.senac.br/lucramais/, verifique a cidade da sua região e corra, pois as vagas são limitadas. 

Destinos da Costa Verde & Mar (SC) em evidência nos principais eventos de turismo da América Latina

A Costa Verde & Mar (SC) se prepara para receber milhões de visitantes no verão, oferecendo uma série de roteiros que destacam a beleza da região no Centro-Norte Catarinense. Com uma diversidade de atrações para todos os públicos, a região turística vai compartilhar suas novidades para a alta temporada nos maiores eventos do setor turístico da América Latina: a ABAV Expo, no Rio de Janeiro (RJ) e a Feira Internacional de Turismo da América Latina (FIT), em Buenos Aires.
O primeiro será realizado entre 27 e 29 de setembro no Rio de Janeiro (RJ) com expectativa de receber mais de 25 mil pessoas. Já o de fora do país, deverá reunir mais de 30 mil profissionais da área de viagens e turismo, entre 30 de setembro e 3 de outubro para networking e apresentação das últimas tendências do segmento.
“São duas grandes chances de fortalecermos o nome da Costa Verde & Mar, de expormos como será o verão da nossa região turística e trocarmos informações com quem leva o nosso nome ao turista”, afirma a presidente do Colegiado dos Secretários de Turismo da Região, Zene Drodowski. Com atividades que vão desde aventuras ao ar livre até experiências culturais, a região está pronta para cativar os participantes dos dois eventos com novidades.
Nos estandes da Costa Verde & Mar na ABAV Expo e no FIT também será apresentado o Circuito de Cicloturismo, que oferece vias de interior e à beira-mar, proporcionando vistas deslumbrantes e a oportunidade de explorar a natureza sob duas rodas; e o Roteiro de Ecoturismo e Aventura com opções para aqueles que desejam conhecer trilhas, fazer tirolesa ou experimentar atividades ao ar livre.
Ainda terá mostra do Roteiro Cultural, onde os turistas podem mergulhar na história regional seja visitando museus, participando de festivais e conhecendo as tradições. E mais detalhes do Guia Náutico, que é um dos mais procurados no verão já que a Costa Verde & Mar é um paraíso de mares e rios, oferecendo passeios de barco, mergulho e centenas de praias. “Quem visitar a nossa região terá com certeza uma temporada inesquecível com cenários deslumbrantes e experiências únicas. E é tudo isso que vamos apresentar nos nossos encontros com os profissionais de turismo”, acrescenta Zene. Em ambos os eventos, a Costa Verde & Mar estará nos espaços da Secretaria de Estado do Turismo (Setur).
 
Destino: Argentina e Paraguai
A Costa Verde & Mar segue ainda em divulgação internacional através do projeto Visite BC e região Costa Verde & Mar, com uma nova etapa por várias cidades da América Latina. A primeira visita foi nesta semana (dias 20 e 21 de setembro), com rodadas de negócio e networking com agentes e operadores de viagens da Argentina, mais precisamente em Santa Fé e Rosário. Depois será Córdoba em 5 de outubro. E terão ações em Assunção, no Paraguai, entre 27 e 30 de novembro.
 
Cidades que fazem parte da Costa Verde & Mar: Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itajaí, Itapema, Navegantes, Penha e Porto Belo.

 

Receita Federal exigindo comprovante de pagamento de demurrage para retomada de despacho aduaneiro?

Por Luciano Bushatsky Andrade de Alencar e Daniela da Rocha Marques

A Receita Federal do Brasil, por meio da Instrução Normativa RFB nº 2.160/2023, estabeleceu os requisitos para a retomada do despacho aduaneiro de importação nos casos em que houver as mercadorias forem consideradas como abandonadas e, portanto, sujeitas à aplicação da pena de perdimento.

No caso, vale dizer que o abandono das mercadorias é passível de sanção pela pena de perdimento, de modo a evitar que os terminais alfandegados restem abarrotados de mercadorias por tempo indefinido, privilegiando aqueles que observam os prazos para início do despacho aduaneiro de importação.

Por sua vez, aqueles que não observam os prazos estabelecidos em lei podem ver as mercadorias por eles importadas passarem à propriedade da União, o que se dá pela aplicação da pena de perdimento sobre as referidas mercadorias.

Todavia, este apenamento não funciona como se dá o perdimento ordinário. Pelo contrário. É possível ao importador a retomada do despacho aduaneiro, mesmo após ultrapassado o prazo legal, desde que requeira formalmente e arque com o pagamento dos valores estabelecidos em normas específicas. A retomada ou início do despacho aduaneiro de importação pode se dar previamente à aplicação da pena de perdimento, ou em momento posterior à aplicação da referida sanção.

O artigo 643 do Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 6.8759/09) possibilita a retomada do despacho aduaneiro antes de aplicada a pena de perdimento, desde que haja o pagamento dos tributos aduaneiros corrigidos com juros e multas, além de comprovada a quitação das despesas decorrentes da permanência da mercadoria em recinto alfandegado.

Por fim, o referido Decreto delega à Secretaria da Receita Federal a expedição de atos para a concretização das determinações constantes no referido dispositivo.

Aproveitando-se dessa delegação, a Receita Federal do Brasil expediu a Instrução Normativa RFB nº 2.160/2023, na qual restam estabelecidos os requisitos que deverão ser observados para a retomada do despacho aduaneiro de importação, a forma pela qual deverá ser apresentado o requerimento para a referida retomada, inclusive.

Ocorre que a Receita Federal do Brasil decidiu, por motivos desconhecidos, inovar. E essa inovação veio por meio da criação de uma exigência inexistente na norma regulamentada.

Previamente à própria extrapolação da Receita Federal, é importante tecer breves palavras sobre o princípio da legalidade em âmbito administrativo, que funciona como limitador do agir do agente administrativo, inclusive quando a este for delegada a regulamentação de determinado dispositivo legal, como é o caso em tela.

O agente administrativo fica limitado a não criar mais restrições ao particular que aquelas previstas em lei. Ou seja, se foi a vontade do legislador estabelecer determinados limites ao agir do particular, não pode o agente administrativo ir além, estabelecendo mais limites e/ou requisitos que aqueles previstos na lei. Dito isso, passamos aos fatos.

A Receita Federal do Brasil, na edição da IN RFB n. 2.160/2023, extrapolou o que diz a Lei. Isso porque foi criado como requisito para a retomada do despacho aduaneiro de importação, além da comprovação do pagamento das despesas de armazenagem, como já há previsão no Regulamento Aduaneiro, também a comprovação do pagamento das despesas da taxa de sobreestadia (demurrage).

Ora, o Regulamento Aduaneiro não fala na obrigação da comprovação do pagamento da demurrage, assim, não poderia a Instrução Normativa inovar, criar uma nova obrigação, inexistente na norma.

A demurrage, ou taxa de sobreestadia, é definida como uma indenização devida pelo consignatário do conhecimento de carga marítimo, pela não devolução da unidade de carga no prazo previamente acordado, comumente conhecido como freetime. Seria, digamos, uma taxa devida pelo descumprimento do contrato previamente firmado.

Ordinariamente o freetime consiste em um prazo de 10 a 18 dias, na média, para que o importador desembarace a mercadoria e devolva a unidade de carga em local previamente estabelecido, ou providencie a desova da mercadoria importada e devolva a unidade de carga. A não devolução acarreta o pagamento da demurrage, que consiste em uma taxa diária, de média infinitamente superior ao dia de aluguel de contêiner, devida até a efetiva devolução da unidade de carga.

Não é incomum se deparar com valores de taxa de sobreestadia superiores ao próprio valor do frete, que se reajustou, após ter sido objeto de um aumento sem precedentes em razão da pandemia de coronavírus, consistindo em uma efetiva fonte de receitas para os armadores.

Só existem, vale salientar, dois motivos passíveis de restrição à liberação da carga conteinerizada, sendo eles o não pagamento do frete e o não pagamento de avaria grossa. Ou seja, inexiste a possibilidade de restrição ao registro de Declaração de Importação, ou entrega da carga, nos casos em que não houver o pagamento de demurrage, que não se confunde, repita-se, com o frete internacional.

Se não há a possibilidade de restrição para o registro de Declaração de Importação, ou liberação da carga para entrega ao importador pelo não pagamento de demurrage, porque seria razoável requisitar o pagamento da taxa de sobreestadia para a retomada do despacho aduaneiro de importação, ou para a autorização de registro da Declaração de Importação, nos casos de aplicação de caracterização de abandono, antes de aplicada a pena de perdimento? Não faz sentido.

Assim como não faz sentido exigir mais, por meio de uma Instrução Normativa, do que o próprio Regulamento Aduaneiro que, por ser um Decreto, possui prevalência sobre o ato interno da Receita Federal.

Feitas essas considerações, concluímos que a novidade trazida pela Receita Federal em sede de Instrução Normativa é ilegal e, caso indeferido o requerimento com base em tal requisito, poderá o particular buscar a intervenção do Poder Judiciário para coibir a prática de tal ilegalidade.


Autores

Luciano Bushatsky

Advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, especialista em Direito Penal e Processual Penal pelo IDP, mestre em Direito Tributário pela Escola de Direito de SP da FGV. Atua exclusivamente na área de Direito Aduaneiro desde 2007.

Daniela Marques

Graduada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, pós-graduada em Direito Tributário pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e em Direito Tributário Internacional pelo Instituto Brasileiro de Direito Tributário – IBDT.

2 de outubro: nova data da Antaq para definir empresa que vai operar Porto de Itajaí

O Comunicado foi feito na noite do dia 19 de agosto, última quarta-feira, já que pelo Edital a divulgação da empresa vencedora depois da análise dos documentos, seria feito naquele dia.
No Comunicado, o presidente da Comissão Permanente de Licitação e Concessões e Arrendamentos Portuários da ANTAQ, avisou que iria precisar de "diligências adicionais para análise dos Documentos de Habitação da Proponente melhor classificada".
No dia 3 de outubro a Comissão de Licitação abre prazo para interposição de recursos e no dia 5 encerra essa fase, determinando sua decisão. 
Caso a empresa MMS Empreendimentos Ltda., que ofereceu a movimentação de 66.600 contêineres mensais não prove que tem condições para movimentar essa quantia, a Comissão de Licitação analisa então a segunda colocada, a Mada Araújo Asset Management Ltda, que ofereceu a movimentação de 44.000 contêineres.
O mesmo procedimento que aconteceu com a primeira proponente será feito novamente, ou seja, análise de documentos, etc., e se esta também não estiver apta, passa-se a terceira colocada, a Teconnave Terminal de Containeres de Navegantes S/A, que ofereceu a movimentação de 35.000 mil contêineres.
Embora a cada análise de documentos haja a prorrogação de prazo para indicar a empresa vencedora, esse tipo de procedimento é normal numa Licitação, ainda mais da importância do Porto de Itajaí.
É necessário lembrar que a partir do momento que a Antaq assinar o contrato provisório com uma empresa vencedora para operar os berços 1 e 2 do Porto de Itajaí, ela deverá cumprir todas as cláusulas contratuais, principalmente no que diz respeito à quantidade de contêineres a serem movimentados mensalmente.
Especula-se nos bastidores do comércio exterior que nem a primeira e nem a segunda colocada, MMS e Mada Araújo, não teriam viabilidade técnica ou contratos assinados com armadores, que garanta a movimentação de contêineres que elas propuseram.

Especula-se nos bastidores do comércio exterior que nem a primeira e nem a segunda colocada, MMS e Mada Araújo, não teriam viabilidade técnica ou contratos assinados com armadores, que garanta a movimentação de contêineres que elas propuseram.
Segundo as mesmas fontes, a única empresa capaz de cumprir o contrato seria a Teconnave (Portovave) por uma simples razão: já tem contratos assinados com armadores que garantiriam a movimentação que ofereceu no processo de Licitação, 35.000 mil contêineres por mês, o que faltaria às demais.

 

Lideranças formam o Conselho de Entidades

Um grupo de lideranças com representatividade e força para defender os interesses locais e regionais. Com este propósito foi formado hoje o Conselho de Entidades. O encontro para constituição do Conselho aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia 20, na sede da Associação Empresarial de Itajaí – ACII.
 
No total estiveram reunidas 17 entidades, representantes de diversos segmentos, que demonstraram interesse no atendimento de nossas demandas econômicas e sociais. Foram debatidos temas importantes, como a questão do Porto de Itajaí, o Projeto de Mobilidade Integrada Sustentável da Região da Foz do Itajaí – PROMOBIS e a Reforma Tributária.
 
“Precisamos unir esforços em torno da defesa de nossos interesses, garantindo que a nossa região possa continuar a se desenvolver e que isso aconteça de maneira ordenada”, ressalta a presidente da ACII, Gabriela Kelm. “Essa união vai fazer muita diferença para que a gente possa colher frutos muito saudáveis futuramente”, afirma Paulo Henrique Dalago Müller, presidente da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí-Açu – AMFRI e prefeito de Bombinhas.
 
“O objetivo é melhorar a contribuição dos nossos empresários com a comunidade, fazendo o melhor por nós”, Nathane Brasil, conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/Itajaí, representando a presidente da entidade, Ana Paula Colsani.  “Teremos muitas surpresas que irão agradar a população de Itajaí e região”, prevê o presidente do Observatório Social de Itajaí, Ricardo Colyer Cavalcante.
 
Os encontros do Conselho de Entidades serão itinerantes. Participaram desta primeira reunião as seguintes entidades:
 
Associação Empresarial de Itajaí – ACII 
Observatório Social de Itajaí
Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis – SINCOMBUSTÍVEIS
Sindicato dos Contabilistas – SINDICONT
Sindicato das Empresas de Comércio Exterior do Estado de Santa Catarina – SINDITRADE
Sindicato do Comércio Varejista – SINDILOJAS
Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL
Itajaí Convention Bureau
Sindicato Despachantes Aduaneiros de Santa Catarina – SINDAESC
Associação dos Distribuidores e Atacadistas Catarinenses – ADAC
Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí-Açu – AMFRI 
Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região – SINDIPI
Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/Itajaí
Sindicato do Comércio Atacadista de Madeiras - SINDMAD
Sindicato do Comércio Atacadista de Itajaí e Região – SINCADI 

 

Comitê Aduaneiro Corporativo promove o 2º encontro para debates sobre comércio exterior e aduana

No dia 21 de setembro, profissionais envolvidos no comércio exterior têm um novo encontro marcado no Comitê Aduaneiro Corporativo (CAC), evento promovido pela  Lira Advogados, Grupo Nelson Heusi e TTMS Technologies - líderes nacionais em advocacia aduaneira, despachos aduaneiros e trade compliance  -  com objetivo de promover debates abrangentes sobre importação e exportação de mercadorias.  

Na agenda de discussões estão previstas pautas sobre os desafios constantes no dia a dia das empresas (como a redução de custos operacionais e tributários e o aumento  de resultados e observância do trade compliance); desafios atuais (como a preparação de grandes empresas para a entrada da DUImp);  e as incertezas da Reforma Tributária, ainda em fase de discussão legislativa, além dos seus impactos nos regimes fiscais no comércio exterior.

Com foco na competitividade, compliance e previsibilidade no comércio exterior, o evento contará com a presença de importantes executivos de empresas líderes em cadeias globais como: Marcos Rodi Heusi, Diretor Presidente do Grupo Nelson Heusi; Alexandre Lira, CEO da TTMS Techologies e da Lira Advogados; Ana Paula Antonelli Vieira, Gerente de Supply Chain América Latina da Siemen Healthineers; Manuela Amaral, Head Fiscal da Volkswagen Caminhões e Ônibus; Arnaldo Shimomaebara, Diretor de Operações do Grupo Nelson Heusi; Fabio Jun Takenaka, Sr. Manager da Toyota Tsush; Carolina Bacci da Bemfica,  Sr. Tax Planning Manager - Acelen; e Fábio Kawano,  Tax Law Partner da Lira Advogados.

A programação será realizada das 13h30 às 17h. Para ficar por dentro dos principais insights do comércio exterior, basta se inscrever aqui e  marcar presença no evento que será online e 100% gratuito.

 

Golpistas aproveitam lançamento do iPhone 15 para aplicar golpes em desavisados
Especialistas da Kaspersky descobriram uma série de golpes que aproveitam do lançamento do novo iPhone 15 da Apple. Estas fraudes abrangem diversos esquemas fraudulentos, cada um acarretando riscos distintos para os consumidores, incluindo potenciais perdas financeiras e de dados. Para conseguir aplicar o golpe, criminosos estão atraindo interessados oferecendo a compra antecipada do smartphone antes de seu lançamento oficial. A Kaspersky explica como os golpes funcionam e dá dicas de como evitar ser uma vítima.
Este esquema aproveita o desejo dos usuários de estar entre os primeiros a adquirir o mais recente dispositivo da Apple. Os falsos vendedores oferecem iPhones de pré-lançamento e prometem aos usuários a oportunidade de adquiri-los, geralmente por um preço premium. Para garantir a compra exclusiva, as vítimas são obrigadas a fazer um pagamento adiantado ou a compartilhar informações financeiras e pessoais como nome, endereço e número de telefone. Após o pagamento, os golpistas desaparecem, deixando as vítimas sem o iPhone prometido e sem dinheiro. Além dos riscos financeiros, o golpe também levanta preocupações significativas com a privacidade, uma vez que os dados furtados podem ser potencialmente vendidos no Dark Market.
 
 
 
Um exemplo de página de phishing que oferece pré-encomenda do iPhone 15
O outro golpe identificado oferece às vítimas a chance de ganhar o novo smartphone, desde que seja paga uma taxa simbólica. Neste caso, os compradores são atraídos pela chance de obter um iPhone 15 de graça, mas para participarem do sorteio, devem pagar uma pequena taxa disfarçada como “processamento” ou “inscrição”. Após o pagamento, não recebem o aparelho e acabam perdendo dinheiro. 
"Na era digital, os golpistas estão constantemente se adaptando e explorando nosso entusiasmo pelas últimas tendências tecnológicas. É crucial que os consumidores permaneçam atentos, verificando sempre as ofertas que encontram e protegendo suas informações pessoais. Lembre-se, se algo parece bom demais para ser verdade, muitas vezes é” comenta Tatyana Kulikova, especialista em segurança da Kaspersky.
Para evitar ser vítima desses golpes, os especialistas da Kaspersky recomendam:
• Verifique a fonte: certifique-se de estar lidando com vendedores reais e autorizados, especialmente para compras antes do lançamento.
• Evite pagamentos adiantados: tenha cuidado com ofertas que exigem pagamentos adiantados para brindes ou produtos em pré-lançamento.
• Use canais oficiais: confie no site oficial da Apple ou em revendedores autorizados para compras genuínas.
• Verifique as avaliações: antes de fazer qualquer compra on-line, pesquise o vendedor e analise o feedback dos clientes.
• Habilite a autenticação de dois fatores (2FA): proteja suas contas online, especialmente aquelas vinculadas a métodos de pagamento, com 2FA.
• Use a solução de segurança: uma solução de segurança automatizada, como o Kaspersky Premium, protegerá você contra todos os golpes conhecidos e desconhecidos.
• Mantenha-se informado: sempre se atualize sobre golpes comuns e práticas recomendadas de segurança cibernética.
Direito condominial: SindExpo e OAB realizam o I Fórum Catarinense de Direito Condominial

A maior feira para o setor de condomínios e síndicos traz evento inédito para Santa Catarina, na sexta-feira, 15 de setembro 

Parceria inédita entre a seccional de Balneário Camboriú da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conectta Eventos, detentora da marca SindExpo Brasil, traz para a edição deste ano da SindExpo Balneário Camboriú o I Fórum Catarinense de Direito Condominial. Na pauta estão temas de grande interesse para o amplo mercado formado por síndicos e gestores de condomínios que serão apresentados em um painel e quatro palestras, com início previsto para as 15h. 

Para o presidente da Comissão de Direito Condominial da OAB/Balneário Camboriú, Márcio Panno, essa vem ao encontro da necessidade e importância de estudos aprofundados do tema e demonstra a sintonia da instituição com a sociedade civil. “É uma participação que valoriza o Direito Condominial e gera muito conteúdo de valor para a sociedade”, destaca. 

Entre os temas abordados estão os vícios construtivos, responsabilidade civil em condomínios, advocacia extrajudicial, contratos, entre outros temas. “São assuntos que precisam ser estudados por advogados, síndicos e administradores, que precisam sempre estar atentos e atualizados em relação às normas jurídicas e aos temas relevantes deste mercado em expansão”, acrescenta o advogado.

“Além de trazer para o litoral catarinense soluções e ferramentas que auxiliem na gestão de condomínios, a edição da SindExpo de Balneário Camboriú busca atualizar os síndicos com relação a temas ligados a legislação relacionada às áreas de direito ligados a gestão de condomínios, ao direito imobiliário e outras que estão no dia a dia dos síndicos”, pontua a diretora executiva da Conectta Eventos, detentora da marca SindExpo, Ana Paula Franco. 

Para a executiva, essa inovação vai agregar ainda mais diferenciais à SindExpo, consolidada como a maior dos setores condominial e para síndicos no Brasil. Para o segundo dia da SindExpo, 16 de setembro, o congresso técnico vai reunir palestrantes que abordaram temas ligados a gestão de condomínios.

Sobre a feira:

A edição de Balneário Camboriú da SindExpo Brasil 2023 vai reunir nos dias 15 e 16 de setembro, no Expocentro de Balneário Camboriú 22 expositores de setores ligados a inteligência artificial (AI) e tecnologia da Informação (TI), eficiência energética, manutenção e conservação, limpeza, segurança, decoração, abastecimento, entre outros itens. São esperados síndicos e administradores de 10 mil a 15 mil condomínios de todo o estado e a expectativa de negócios gira em torno de R$ 30 milhões. 

O acesso a feira é gratuito, com a doação de um quilo de alimento não perecível. Os passaportes que dão acesso as palestras custam entre R$ 120 e R$ 200 e podem ser adquiridos por meio da plataforma Sympla (www.sympla.com.br/app ), site do SindExpo ou no local do evento. Estudantes, membros da OAB/SC e associados a Associação Nacional da Advocacia Condominial (Anacon) e Associação de Síndicos do Estado de Santa Catarina (Asdesc) têm descontos nos passaportes.

Evento com Ricardo Martins apresenta nova campanha da ABC & Embralot e leva conhecimento a centenas de corretores

Em um mercado em constante evolução, os profissionais precisam se adequar às mudanças e com o corretor de imóveis não é diferente. Muito mais do que vender um imóvel, os profissionais do setor precisam estar atentos, por exemplo, às legislações e financiamentos mais indicados para cada cliente. Os desafios e diferenciais do setor foram abordados por Ricardo Martins durante a 1ª edição do Conexão ABC & Embralot, momento em que também foi lançada a nova campanha institucional do grupo. O encontrou reuniu cerca de 400 corretores de imóveis de alta performance no ABC Business Park, em Porto Belo. 

A nova campanha institucional do Grupo ABC & Embralot busca enfatizar a evolução das cidades e o que serão os centros urbanos do amanhã através da inovação. Na mensagem, a campanha evidencia que inovar é desafiar o óbvio e diminuir distâncias, repensando certezas e mudando a vida das pessoas para melhor. São elementos com conceitos de designer autoral com propósito, conexão com a natureza e originalidade que apontam os novos caminhos dos investimentos do grupo ABC & Embralot para o litoral catarinense. 

A escolha por trazer Ricardo Martins para o Conexão ABC & Embralot se deu pela relevância do profissional no mercado nacional. Sócio e diretor da My Broker Imobiliária, Ricardo Martins é considerado o maior expositor de imóveis do Brasil e o rei do Tik Tok, com mais de 6 milhões de visualizações semanais. Com um começo difícil na corretagem, demorou 7 meses para fazer a primeira venda. O evento contou também com a presença da catarinense Karina Smaniotto, que atua no mercado imobiliário há 16 anos, tornando-se neste período uma das 50 principais influenciadoras do setor no Brasil. Segundo Karina, as principais qualidades do vendedor são eficiência, criatividade, competência, iniciativa e persistência.

“O mercado precisa de especialistas, escolha um nicho específico e invista nele”, pontuou Ricardo Martins. Corretores que atiram para todos os lados, segundo ele, são apenas responsáveis por ofertar produtos. “Nicho é o que vai definir como você se comporta como especialista no mercado”, acrescentou. Segundo o especialista em vendas, independente do padrão do imóvel, os consumidores têm acesso a um volume grande de informação, o que obrigada o corretor a não ser apenas um intermediário na transação comercial. Para Ricardo Martins, eles precisam ser estratégicos, comprometidos e estar conectados a todos os detalhes que envolvem o negócio.

O Conexão ABC Embralot também oportunizou aos profissionais conhecer os produtos do grupo e mostrar o quanto é importante criar experiências e vínculos com os clientes. “A proposta da ABC & Embralot foi ajudar os corredores de alta performance a comercializar produtos diferenciados”, destacou Carlos Paes Leme, diretor comercial do grupo. De acordo com Thiago Cabral, CEO da Embralot, novos projetos serão lançados no mercado ainda este ano. Serão projetos diferenciados e exclusivos que respeitam as peculiaridades de cada região.

Plataforma ajuda empresas a pensarem inovação de forma estratégica

Inovação é fundamental para a prospecção e o sucesso dos negócios. Mas, muitas empresas ainda não sabem como podem inovar seus processos, serviços e produtos. Diante disso, foi lançada a Insix Inovação, plataforma de uso gratuito, que pretende melhorar o desempenho das empresas de pequeno e médio porte e pensar a inovação de forma estratégica, resultando em serviços cada vez melhores para os clientes.

Desenvolvido pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), o projeto contou com o fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). A pesquisa envolveu professores dos campi de Chapecó e Joaçaba, nos cursos de Administração e Publicidade e Propaganda, além do Programa de Mestrado e Doutorado em Administração.

A plataforma foi lançada no final de agosto, durante a Feira Catarinense de Comércio e Inovação (Fecaci), em Joaçaba. A ferramenta, em formato de framework, oferece uma metodologia abrangente em seis etapas que conduzem desde a identificação de necessidades até o monitoramento dos resultados, fornecendo para as micro, pequenas e médias empresas do setor de serviços uma abordagem estruturada para impulsionar a inovação em todas as facetas do negócio.

“Esse lançamento marca um novo capítulo na capacidade das empresas de serviços em implementar e gerenciar a inovação estratégica de forma eficaz, além de posicioná-las em um novo patamar de competitividade e destaque em um ambiente comercial cada vez mais desafiador”, afirmou a professora Silvia Spagnol Simi dos Santos, uma das responsáveis pela criação e desenvolvimento da Insix.

Até o momento, já foram atendidas empresas dos setores de saúde, tecnologia, alimentos, serviços, turismo, contabilidade, consultoria, arquitetura e engenharia e software lean manufacturing e trading companies.

Encontro debate mercado livre e tarifa de gás natural

No dia 12 de setembro, às 14 horas, a Câmara de Assuntos de Energia da FIESC e a SCGás realizam o encontro Troca de Ideias 2023 em que vão debater temas como o mercado livre de gás natural e as projeções da tarifa do insumo. O evento será na sede da Federação, em Florianópolis, e contará com as participações do presidente da Câmara, Manfredo Gouvea, e do diretor-presidente da distribuidora, Otmar Müller.

O evento Troca de Ideias é realizado pela SCGás desde 2014 e tem o objetivo de intensificar a relação da distribuidora com o mercado industrial catarinense. Segundo dados da companhia, o gás natural abastece 359 indústrias catarinense. O setor é responsável pelo consumo de mais da metade do volume total do insumo que hoje é distribuído a 70 municípios catarinenses.

Abertura

Presidente da Câmara de Energia da FIESC - Manfredo Gouvea
Diretor-presidente da SCGÁS - Otmar Müller
Minuto de segurança SCGÁS

Tarifa e projeções/GPLAN: Suprimento, portfólio e Projeções/GEGÁS

Institucional, números SCGÁS, Frota pesada, Cogeração, Biogás, Novos Negócios GEINV/DTCDue diligence de Compliance e ESG/GEARC

Palestra - Mercado Livre de Energia - Pedro Franklin/COMERC Espaço para perguntas e debates

Considerações finais

- Diretoria SCGÁS

- Presidente da Câmara de Energia da FIESC

Endividamento cai pelo 2º mês seguido, mas inadimplência preocupa

O nível de endividamento das famílias brasileiras caiu, em agosto, pelo segundo mês consecutivo. Mas a proporção de pessoas com dívidas atrasadas e das que afirmam que não conseguirão quitar os atrasos cresceu. É o que mostra a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta terça-feira (5/9).

O índice de endividamento recuou de 78,1% para 77,4%, sendo o menor desde junho de 2022. Nos últimos 12 meses, a redução é de 1,6 ponto percentual.

É considerada endividada a pessoa que tem compromissos a vencer, ou seja, não necessariamente conta já atrasada. As modalidades de dívidas pesquisadas são cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado, prestação de carro e de casa.

Tanto no mês quanto no período acumulado de 12 meses, a queda no endividamento se deu em todas as faixas pesquisadas pela CNC.

De acordo com a economista responsável pela Peic, Izis Ferreira, dois pontos contribuem para essa redução. “Um contexto mais benigno de inflação mais baixa em comparação com o ano passado e um mercado de trabalho resiliente, absorvendo pessoas de menor grau de instrução. Isso tem levado as pessoas a terem uma folga no orçamento, e um volume menor delas busca o crédito como meio para o consumo de bens e de serviço.”

Contas atrasadas

Se por um lado caiu a proporção de endividados, por outro cresceu a dos inadimplentes, ou seja, pessoas com contas atrasadas. Essa marca chegou em agosto a 30%, igualando o resultado de dezembro de 2022.

“Estamos falando de um consumidor [por exemplo] que tem dois, três cartões de crédito e um crédito pessoal ou consignado, um financiamento. Com mais modalidades de dívida, está difícil de esse consumidor conseguir pagar todas dentro do prazo de vencimento”, avalia a economista.

Outro fator preocupante no levantamento é o nível de consumidores que afirmam que não vão conseguir pagar as contas atrasadas, ou seja, continuarão inadimplentes. A proporção de 12,7% é a maior da série histórica iniciada em janeiro de 2010. Essa situação atinge principalmente as pessoas com renda de até três salários mínimos.

“Isso mostra que, mesmo com uma inflação trazendo uma trégua para esse orçamento doméstico, ainda é um desafio conseguir negociar ou pagar uma dívida que está atrasada há mais tempo e que sofre mais com esses juros altos, que aumentam o custo da dívida e acabam tornando o valor muito significativo, e essa família não consegue pagar”, explica Izis.

Cartão de crédito

Os dados da CNC mostram que o cartão de crédito é o vilão do orçamento das famílias brasileiras de forma disparada. A proporção de consumidores endividados com o cartão é de 85,5%. Em seguida, as principais modalidades de dívidas são os carnês (17,1%), crédito pessoal (9,2%), e os financiamentos de carro (7,9%) e casa (7,5%).

A Peic revela também que o tempo médio de comprometimento com dívidas é de 6,9 meses. O tempo médio de pagamento em atraso é de 63 dias. A parcela da renda comprometida com dívida é 29,9%.

A CNC estima que a proporção de endividados amplie o ritmo de queda nos próximos meses, aproximando-se de 77% entre setembro e outubro. Porém, prevê que o endividamento deve voltar a crescer na reta final do ano, encerrando 2023 perto de 78% do total de famílias.

Aplicativo de empréstimo dá golpe de extorsão em vítimas brasileiras
Especialistas da Kaspersky alertam para o malware SpyLoan como uma das principais ameaças de celulares na América Latina: são aplicativos disseminados por meio de anúncios nas redes sociais que oferecem empréstimos imediatos, mas com taxas de juros muito altas. Em caso de falta de pagamento, os aplicativos desenvolvem uma fase maliciosa que rouba informações pessoais, fotos da vítima e até bloqueia seu celular para extorqui-la. A Kaspersky explica o golpe e ofrece dicas de como se proteger.
Os aplicativos SpyLoan são comercializados em lojas de apps como uma maneira "fácil" de obter um empréstimo imediato, sem que as vítimas tenham que atender a todos os requisitos e condições solicitadas por bancos ou instituições financeiras. As pessoas podem obter o crédito de forma simples: basta baixar um desses aplicativos e preencher com os dados para receber o dinheiro solicitado.
Posteriormente, os usuários percebem que, na realidade, contraíram uma dívida com taxas de juros extraordinariamente altas. Este é o momento em que o aplicativo apresenta uma fase maliciosa; ao não conseguir fazer o primeiro pagamento do crédito, o usuário é vítima de mensagens de extorsão, já que o app consegue acessar o celular e roubar contatos e fotos armazenadas no aparelho, elementos que são usados para forçar o pagamento. Em casos mais extremos, esses tipos de aplicativos podem bloquear o acesso do usuário ao seu telefone, o que ecoa ameaças de ransomware.
 
"Além do fato de que os usuários dos aplicativos SpyLoan adquirem uma dívida que é muito difícil de gerenciar, eles inconscientemente concedem a esses apps acesso a informações armazenadas em seu telefone, como listas de contatos, fotos e vídeos. Esses elementos são usados em um esquema de extorsão que se estende além do solicitante de empréstimo e transcende em muitos casos aos seus contatos. É importante que as pessoas sejam cautelosas ao decidir solicitar um empréstimo dessa forma e que sempre cuidem das permissões concedida a cada aplicativo instalado em seus dispositivos", afirma Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise para a América Latina da Kaspersky.
Para evitar ser vítima de um aplicativo malicioso e aumentar a segurança do seu smartphone, a Kaspersky recomenda:
• Desconfie de promoções ou ofertas boas demais para serem verdade. Os aplicativos SpyLoan aproveitam a necessidade que algumas pessoas têm de obter dinheiro imediatamente. Opte por instituições financeiras que operam legalmente em cada país para evitar ser vítima deste esquema de fraude e extorsão.
• Limite as permissões necessárias para os aplicativos que você usa. Verifique sempre as configurações das permissões que você dá aos aplicativos, como acesso a seus contatos, localização GPS, câmera, microfone e entre outros, para minimizar a probabilidade de seus dados serem compartilhados ou armazenados por terceiros sem o seu conhecimento.
• Verifique se seus aplicativos vêm de fontes confiáveis. Baixe aplicativos de lojas oficiais. Os cibercriminosos costumam criar aplicativos falsos que imitam marcas confiáveis para obter informações confidenciais dos usuários. Para evitar essa armadilha, leia as análises do aplicativo e verifique a atualização mais recente do desenvolvedor, bem como suas informações de contato. 
• Mantenha o sistema operacional do seu dispositivo atualizado. As atualizações no sistema operacional do telefone visam melhorar o desempenho e até mesmo a segurança do telefone. 
• Instale uma solução de cibersegurança capaz de detectar qualquer atividade maliciosa no seu dispositivo móvel, como o Kaspersky Premium.
Encontre mais dicas para fortalecer o controle e a gestão de suas informações em nosso blog.
Sobre a Kaspersky
A Kaspersky é uma empresa global de cibersegurança e privacidade digital fundada em 1997. O seu profundo conhecimento do panorama de inteligência de ameaças e a sua experiência leva à criação contínua de soluções de segurança e serviços para proteger as empresas, infraestrutura críticas, Governos e consumidores por todo o mundo. O portfólio de segurança da empresa inclui a solução líder de proteção para endpoint e um vasto número de programas e serviços de segurança especializados – que incluem soluções de Ciberimunidade – que visam combater ameaças digitais mais sofisticadas e em permanente evolução. Atualmente, mais de 400 milhões de utilizadores estão protegidos pelas tecnologias da Kaspersky e a empresa ajuda cerca de 220.000 clientes corporativos a proteger o que lhes é mais importante. Mais informações no site. 
O retorno da alíquota do PIS/Cofins sobre o diesel: o impacto financeiro vai ser sobre todos os brasileiros

A partir desta terça-feira (5), o Brasil presencia o retorno da alíquota do PIS/Cofins sobre os preços do diesel. Um revés na política de desoneração que vinha aliviando o bolso dos brasileiros desde 2021, quando o ex-presidente Bolsonaro implementou a medida como forma de conter o crescente aumento nos preços do petróleo.
 
O presidente Lula havia prometido manter a desoneração até o final de 2023, mas foi forçado a antecipar a cobrança para compensar o programa de descontos para carros novos. No entanto, a pergunta que paira no ar é: toda a população deve pagar a conta por essa política de incentivo fiscal? Vamos ter reflexos inflacionários com o aumento do Diesel para uma parcela da sociedade (mais favorecida) a comprar seu carro zero km.
 
O aumento previsto no preço do diesel é preocupante. Hoje, 5 de setembro, são R$ 0,11 por litro; a partir de outubro, uma nova incidência elevará o preço em R$ 0,13 por litro; já em janeiro de 2024, o imposto voltará a ser cobrado integralmente, somando R$ 0,35 por litro. Essa escalada de tributação ocorre em um momento de alta dos preços internacionais do petróleo e logo após um reajuste pela Petrobras, que em agosto anunciou um aumento de 25,8% para as refinarias.
 
Mesmo com esse aumento, a defasagem em relação à paridade de importação persiste, com a Petrobras praticando aproximadamente 10% do valor internacional, o que sugere um espaço para aumentos adicionais, impactando ainda mais os consumidores.
 
A falta de transparência na nova política de preços dificulta a previsibilidade de futuros reajustes para amortecer a incidência de impostos sobre o diesel. Além disso, o Brasil tem sua produção interna insuficiente, especialmente no caso do diesel S10, que necessita de importações para atender à demanda.
 
Em julho de 2023, a Petrobras reduzia os preços da gasolina quando o governo aumentava a tributação, o cenário atual para o diesel é bem menos favorável devido ao preço elevado do petróleo Brent, referência para a empresa de petróleo brasileira. O impacto dessas medidas recai sobre todos os estados, já que o diesel é essencial para a economia, afetando os preços de produtos que alcançam todas as classes sociais.
 
A gasolina pode impactar mais os mais ricos, mas o diesel é um combustível vital para o transporte de mercadorias, serviços públicos e geração de energia. Portanto, seus aumentos afetam diretamente os preços dos produtos básicos, impactando o custo de vida de todos os brasileiros.
 
A imposição da alíquota do PIS/Cofins sobre o diesel não é apenas uma mudança fiscal, mas também uma questão política. A medida se traduz em uma política social questionável, em que todos pagam para que alguns possam comprar carros novos. Isso vai resultar em um aumento da inflação, que será suportado por todos os estratos sociais.
 
O retorno da alíquota do PIS/Cofins sobre o diesel é uma decisão que merece um olhar crítico. Seu impacto na economia e no bolso dos brasileiros é significativo, e levanta questões sobre a justiça fiscal/social e o verdadeiro propósito dessa medida. É essencial que o governo e a Petrobras revejam essa política para proteger a economia e o bem-estar de todos os brasileiros.
 
Murillo Torelli é professor de Contabilidade Financeira e Tributária no Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da Universidade Presbiteriana Mackenzie 

 

Nova contribuição sindical obrigatória: alguma surpresa?

Nos próximos dias, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá sobre a autorização da cobrança da "contribuição assistencial" em acordos coletivos, mesmo para trabalhadores que não são sindicalizados. Embora seu nome possa soar benevolente, a verdadeira consequência é que se trata de mais dinheiro retirado do trabalhador em benefício dos sindicatos. Até o momento, seis ministros demonstraram ser favoráveis à cobrança, o que levanta sérias preocupações.
 
Primeiramente, é importante lembrar que essa tentativa de ressuscitar uma forma de contribuição sindical obrigatória é diferente do imposto sindical, que se tornou opcional em 2017, graças ao então presidente Michel Temer. O imposto sindical era uma obrigação para todos os trabalhadores e empresas, uma prática que levantava discussão se aquele era um sistema justo de representação dos interesses dos trabalhadores.
 
A consequência dessa mudança foi clara: os sindicatos tiveram uma drástica queda de arrecadação, cerca de 97,5%, conforme dados do Ministério do Trabalho. Isso é um sinal de que muitos trabalhadores estavam insatisfeitos com a forma como seus recursos eram usados pelos sindicatos, muitas vezes para fins políticos ou pessoais, em vez de benefícios tangíveis para os membros.
 
Agora, os ministros favoráveis à nova cobrança alegam que os trabalhadores terão o direito de se opor. Mas como será esse processo? Os trabalhadores serão forçados a participar de assembleias para se esquivar dessa taxa? É improvável que os sindicatos tratem com gentileza aos que se opuserem à contribuição, e isso levanta questões sobre a liberdade de escolha dos trabalhadores.
 
Além disso, ainda não sabemos qual será a periodicidade dessa cobrança e nem qual será o valor exato. Fala-se em até 1% do salário, o que pode ser significativo para muitos trabalhadores, especialmente aos que já enfrentam dificuldades financeiras.
 
A verdade é que essa tentativa de ressuscitar a contribuição sindical obrigatória não é uma surpresa. Os sindicatos laborais têm sido aliados da esquerda e essa medida parece ser mais uma maneira de financiar seu apoio.
 
É hora de o STF reconsiderar sua posição e respeitar a liberdade de escolha dos trabalhadores, em vez de impor mais uma contribuição obrigatória que só beneficia os sindicatos e a elite política.

Murillo Torelli é professor de Contabilidade Financeira e Tributária no Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

PROGRAMA POLINIZA SC SERÁ LANÇADO NA FESTA DA MAÇÃ

A agricultura é fortemente dependente de insetos para a produção de alimentos e pelo menos um terço de todas as culturas depende da polinização. Na medida em que a agricultura cresce, a necessidade de polinizadores aumenta. Proteger as abelhas demanda de um esforço conjunto de apicultores, cientistas e órgãos públicos. E para que as abelhas possam permanecer nas suas tarefas essenciais no ecossistema, a Secretaria de Estado da Agricultura Catarina vai lançar o programa Poliniza Santa Catarina.
A intenção é apoiar os agricultores na atividade de polinização de culturas de importância agrícola através do programa de Fomento AGRO. Poderão fazer parte do projeto os apicultores devidamente capacitados e avaliados pela FAASC (Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina), cadastrados na CIDASC e com parâmetros técnicos das colméias dentro das especificações previstas no cadastro.
O Programa tem por objetivo organizar, valorizar e proteger as abelhas na polinização com benefícios na produtividade de frutas, hortaliças e grãos. Também vai monitorar e alertar sobre o uso adequado dos defensivos agrícolas, evitando a mortandade e a redução do tempo de vida das abelhas e, conseqüentemente, a intoxicação do mel e a eliminação de colméias.
Hoje Santa Catarina tem 9.000 apicultores e aproximadamente 315.000 colméias em produção. Na safra 2022/2023 o estado produziu 7,5 mil toneladas de mel, agregando renda para apicultores e agricultores
O secretário da agricultura Valdir Colatto informou que vai fazer o lançamento do programa POLINIZA Santa Catarina durante a realização da Festa da Maça, que acontece de 07 a 10 de setembro em São Joaquim/SC, um grande evento do agronegócio que reúne empresas e produtores da fruta e divulga outros produtos como pecuária, vinhos de altitude, queijos, frescais e os méis.
“A apicultura e a meliponicultura são atividades importantes, que geram renda e riqueza para milhares de produtores rurais de Santa Catarina. Além de ter um papel fundamental na polinização, principalmente na fruticultura. A Secretaria da Agricultura seguirá apoiando o setor produtivo, com programas e projetos para incentivar o uso de tecnologias que possam resultar no aumento da produção e na proteção das abelhas”, destaca o secretário da Agricultura Valdir Colatto.
 
Cinco dados importantes sobre o mel catarinense:
 
1.       Recebeu 06 premiações como o melhor do mundo.
 
2.       Está entre os quatro maiores produtores do Brasil.
 
3.       Possui 100 tipos silvestres de méis.
 
4.       São 297.863 colméias em todo Estado.
 
5.       Içara com 13.500 e Bom Retiro com 12.786 lideram o ranking em número de Colméias.

 

Osni de Oliveira Junior assume como CEO da Círculo

No dia 1º de setembro, se encerrou o ciclo de José Altino Comper na Círculo, após 34 anos, sendo 14 deles dedicados à presidência da empresa têxtil. O evento realizado na Lince, em Gaspar (SC), nesta sexta-feira, foi uma homenagem e agradecimento a todo o seu profissionalismo nestes anos e uma celebração ao novo presidente, Osni de Oliveira Junior, então diretor de Marketing, que agora assume o cargo de CEO. José Altino seguirá no conselho do Grupo Lince. 
O evento contou com a presença de autoridades, de entidades empresariais e têxteis, representantes locais e estaduais dos poderes executivo e legislativo, além de familiares, amigos, colaboradores, parceiros e imprensa. Na ocasião, Leopoldo Adolfo Schmalz, presidente do Grupo Lince, holding que controla as empresas Círculo, Plasvale e outras participações, discursou sobre a sua amizade e confiança profissional em José Altino, e ressaltou o seu enstusiamo com Osni de Oliveira Junior neste novo desafio. “O Junior enquanto diretor de Marketing quebrou paradigmas para ajudar a posicionar a Círculo no Brasil e no mundo. Transformou uma fábrica de fios em um negócio de moda e empreendedorismo”, comenta Schmalz.
José Altino também relfetiu sobre a sua trajetória na Círculo. “Agradeço a oportunidade que o senhor Leopoldo me deu, de me realizar aqui nos seus negócios”, avalia. E quanto à transmissão do cargo, acredita que a empresa seguirá em boas mãos. “Junior tem valores e conhecimento para fazer a Círculo ainda melhor. Fico na torcida por ele e por toda a equipe”, completa Comper. 
Junior, que entrou na Círculo em 1999 como estagiário, passou por diferentes funções dentro da área comercial e de marketing na empresa, até ser indicado e se preparar para assumir a presidência da indústria têxtil, que é líder no mercado artesanal no Brasil, a maior fabricante de fios para trabalhos manuais da América Latina e está ampliando sua presença no mercado internacional, exportando para mais de 45 países. “Recebo essa missão com muito orgulho e felicidade, mas consciente da reponsabilidade e da dimensão da marca no mundo do artesanato. Nosso trabalho sempre foi voltado ao consumidor, para as pessoas, seguimos nesse caminho”, finaliza. 
 
 
FOTOS: 
Credito: Luana Geiss

 

Justiça aprova pedido de recuperação da 123Milhas

A Juíza Claudia Helena Batista, da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, deferiu nesta quinta-feira (31) o pedido de recuperação judicial da 123Milhas.

A decisão alcança a própria 123Milhas; a Art Viagens, que pertence aos sócios da 123Milhas e auxiliava a companhia na emissão de passagens; e a Novum, holding que abarca 100% do capital da comercializadora mineira de produtos de turismo.

Em seu despacho, a magitrada determinou a suspensão, pelo prazo de 180 dias, de “todas as ações e execuções contra a sociedade devedora”. Isso significa que a partir da publicação da decisão judicial, as empresas do grupo ficarão protegidas, pelos próximos seis meses, de novas cobranças e execução de dívidas.

Entenda
A agência de viagens suspendeu, em 18 de agosto, pacotes de viagens de sua linha “Promo”, desencadeando o início de uma crise financeira que culminaria nesta semana com o pedido de recuperação interposto na Justiça.

A suspensão dos serviços recebeu questionamentos de órgãos de defesa do consumidor, como a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligado ao Ministério da Justiça; do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e do Procon-SP.

Até esta quarta-feira (30), das 6.820 reclamações feitas no Procon-SP, quase 1.000 se referiam à linha Promo. No site Reclame Aqui havia mais de 14 mil reclamações contra o negócio.

O secretário nacional do consumidor, Wadih Damous, disse no último final de semana que o órgão avaliava abertura de um processo administrativo, com aplicação de multa que pode chegar a R$ 13 milhões.

Nos primeiros seis meses deste ano, a 123milhas teve prejuízo líquido de R$ 1,671 bilhão, cifra muito acima do registrado no mesmo período de 2022 (R$ 13,134 milhões). Ao todo, a 123milhas declarou ter R$ 2,3 bilhões em dívidas ao pedir recuperação judicial.

Recuperação judicial: o que é?
A recuperação judicial (ou RJ, no jargão do mercado) é um procedimento que tem por objetivo evitar que uma empresa quebre quando está em uma crise financeira.

Além de socorrer os sócios, esse instrumento visa proteger também funcionários, fornecedores, prestadores de serviços, clientes e todos os que, de alguma forma, possuem algum vínculo com a organização.

“A RJ representa uma etapa anterior à falência e, portanto, nada deveria mudar com relação aos consumidores nessa fase. A RJ possibilita que a empresa discuta e defina junto aos credores uma saída para a crise vivenciada”, avalia Victor Hanna, advogado sócio do Goulart Penteado Advogados.

Porto Itapoá recebe Prêmio Portos + Brasil de 2023

O Porto Itapoá recebeu o Prêmio Portos + Brasil de 2023. O Terminal foi o TUP – Terminal de Uso Privado – com o maior crescimento na movimentação de contêineres em 2022, com 14,3% em relação ao ano anterior. O Terminal ficou em segundo lugar na categoria Crescimento da Movimentação de Contêineres, atrás somente do porto público do Rio de Janeiro.

O Prêmio Portos + Brasil reconhece autoridades portuárias e terminais públicos e privados, além de gestores de terminais por seus trabalhos e projetos. A iniciativa é do Ministério de Portos e Aeroportos do Governo Federal que tem o objetivo de avaliar o setor portuário e suas gestões.

Presente na cerimônia, realizada em Brasília, no dia 9 de agosto, o presidente do Porto Itapoá, Cássio Schreiner, destacou o período de franco desenvolvimento do Terminal. “Investimos cerca de R$ 750 milhões na expansão do nosso pátio, que vai nos possibilitar, ao término das obras, operar acima de 2 milhões TEUs por ano”, explica. Ao fim deste ano, o porto contará com 455 mil m² de pátio.

Além disso, Schreiner destacou os resultados já percebidos no primeiro semestre deste ano. “Crescemos 18% em relação ao mesmo período de 2022, o que certamente nos colocará novamente entre os TUPs que mais cresceram em 2023”, avalia.

Reunião do Conselho mostra união pelo desenvolvimento do Porto de São Francisco

A reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de São Francisco do Sul, nesta terça-feira, 29, transcorreu num clima de harmonia e consenso. Os representantes das categorias diretamente relacionadas à atividade portuária (poder público, trabalhadores e classe empresarial) debateram temas de interesse mútuo, como investimentos e ações para aprimorar o desenvolvimento do Porto. O Conselho é um órgão consultivo da administração do Porto que mantém reuniões periódicas para discutir problemas e soluções conjuntas.

Estiveram presentes o representante do governo federal e presidente do CAP, Sérgio Vianna Teixeira; o presidente da SCPar, Alexandre Salum Júnior; o presidente do Porto, Cleverton Vieira, e o prefeito de São Francisco do Sul, Godofredo Moreira Filho, além de membros da Receita Federal, Anvisa, Mapa, Marinha, empresários e trabalhadores. 

“O diálogo com todos os envolvidos na atividade portuária é essencial para continuar melhorando o Porto, em eficácia e competitividade”, disse o presidente Cleverton Vieira, na abertura da reunião, ao apresentar o aumento de 24% na movimentação de carga do Porto em 2023, com relação ao ano passado.

“Este encontro cordial e proveitoso entre os diversos players, e que foi pautado pelo bom senso, reflete o ótimo momento que está vivendo o Porto”, ressaltou o chefe da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no Porto, Cássio Gomes.

Já o chefe da Anvisa na região, Flávio Silva de Almeida, destacou os avanços na limpeza e higiene da área portuária nos últimos meses, o que se reflete na segurança e saúde dos trabalhadores. “Recente relatório do Comitê de Combate à Dengue de São Francisco do Sul mostra que não foi encontrado nenhum foco de dengue dentro das dependências do Porto”, exemplificou.

O prefeito Godofredo Moreira Filho, por sua vez, salientou o diálogo com a autoridade portuária na busca de soluções para problemas mútuos. “Estamos trabalhando juntos para resolver gargalos de infraestrutura, como a mobilidade urbana”.

Os conselheiros

- Representantes poder público

Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (governo federal)

SCPar Porto de São Francisco

Anvisa

Vigiagro

Receita Federal

Autoridade marítima

Estado de SC

Município de São Francisco do Sul

- Representantes da classe empresarial

Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados

Associação Brasileira dos Terminais Portuários

Sindicato dos Operadores Portuários

Associação Comercial do Porto e Associação do Comércio Exterior do Brasil

- Representantes dos trabalhadores portuários

Federação Nacional dos Estivadores

Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga

Federação Nacional dos Portuários

Alesc promove seminário sobre tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia

Discutir e avaliar o papel de Santa Catarina e os avanços que a parceria entre os países do Mercosul e a União Europeia podem trazer a Santa Catarina. Este é o principal objetivo do Seminário Internacional do Mercosul: Sobre o Tratado de Livre Comércio entre Países do Mercosul e da União Europeia.

O evento acontece na Assembleia Legislativa, entre os dias 30 e 31 de agosto, e reúne especialistas em relações internacionais, lideranças políticas e representantes de câmaras setoriais de comércio.

O seminário foi proposto pelo deputado Ivan Naatz (PL), que preside a União Interamericana de Parlamentares (Unipa) e conta com a promoção da Comissão de Relacionamento Institucional, Comunicação, Relações Internacionais e do Mercosul, da Alesc.

No lançamento do evento, na manhã desta terça-feira (29) na Assembleia Legislativa, o parlamentar declarou que as negociações para a implementação do tratado já se estendem por mais de duas décadas e precisam avançar, sobretudo pelo potencial incremento que pode proporcionar para a economia brasileira.  

“Segundo a Fundação Getúlio Vargas, caso esse tratado do Mercosul com a União Europeia seja assinado, tem o potencial de movimentar cerca de R$ 500 bilhões de reais por ano no Brasil. Então é uma coisa que não podemos deixar ficar parada, sem avançar. Alguém não quer deixar que esse tratado saia, precisamos identificar quem é e o porquê.”

Já os deputados Neodi Saretta (PT), Mário Motta (PSD) e Matheus Cadorin (Novo), que integram a Comissão de Relacionamento Institucional, Comunicação, Relações Internacionais e do Mercosul, destacaram a importância de Santa Catarina buscar protagonizar estes debates.

A abertura do seminário conta com uma palestra da presidente da Câmara do Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Maria Teresa Bustamante, com o tema “Oportunidades e Desafios Acordo Mercosul – União Europeia”.

Outro destaque da programação é uma palestra do conselheiro da Delegação da União Europeia no Brasil, Damian Lluna Taberner, sob o tema “Acordo da Associação União Europeia – Mercosul”.

Todas as atividades são gratuitas e abertas à comunidade. As inscrições devem ser feitas pelo site da Escola do Legislativo: http://escola.alesc.sc.gov.br/evento/?eid=2394.

Sebraetec transforma pequeno empresário e o torna competitivo

Foi pensando em conectar os pequenos negócios a grandes empresas prestadoras de serviços tecnológicos no Brasil que o Sebrae desenvolveu o Sebraetec - Serviços em Inovação e Tecnologia. A ideia é disponibilizar serviços tecnológicos para promover a melhoria de processos, produtos e serviços, além de fortalecer a competitividade dos pequenos negócios. Por meio do Programa, o empresário pode conseguir uma consultoria com subsídio de até 70%, para sanar dificuldades enfrentadas pela empresa em qualquer área. Ela pode ser realizada de forma presencial ou remota. Como for a prioridade e o desejo do empresário. 

Pequenos negócios dos setores industriais, do agronegócio, comércios e serviços diversos, que faturem até R$ 4,8 milhões por ano, por exemplo, podem receber a assessoria. São 4 áreas diferentes. Design, sustentabilidade, produção e qualidade e, desenvolvimento tecnológico. Ao participar do Sebraetec, o empreendimento pode eliminar desperdícios e reduzir custos, desenvolver práticas sustentáveis, trabalhar com comércio eletrônico e melhorar a produtividade e qualidade de seus serviços. 

As consultorias são baseadas após uma reunião de alinhamento entre os proprietários e especialistas do Sebrae. Só em 2022, cerca de 400 empresas acessaram o programa na Regional Foz do Sebrae/SC.

Rede Tá na Mão 24horas
A rede Tá na Mão 24hs foi uma das empresas beneficiadas pelo Programa. No final de 2021, o grupo solicitou uma consultoria para estruturar o projeto de franquias. “Saímos do total zero para estabelecer um modelo de negócio eficiente para a rede e principalmente para o franqueado, contemplando desde o planejamento, mapeamento de processos e treinamentos. O programa Sebraetec foi fundamental para a construção do nosso modelo de Franquias”, comemora o fundador Joni Marques. 
A ideia da Rede Tá na Mão 24hs é disponibilizar soluções inovadoras para a rotina das pessoas, gerando comodidade e praticidade 24 horas por dia. O próprio cliente faz e registra suas compras, sem a intervenção de um funcionário de caixa, apenas acompanhados por câmeras. A ideia deu tão certo, que são mais de 40 unidades instaladas em todo o Estado. Em 2022, a startup teve um faturamento de R$ 2,8 milhões e a estimativa para este ano é alcançar os R$ 4,5 milhões. O destaque fica para a unidade de Camboriú que é a maior loja de HomeMarket do estado. São mais de 550 tipos de produtos para atender o condomínio Caledônia Private Village. 
O gerente da Regional Foz considera o Programa uma ótima opção para o empresário incluir soluções tecnológicas de qualidade em seu negócio. “Atualmente, as empresas precisam criar serviços e processos inovadores pensando na sobrevivência da empresa. As orientações do Sebrae/SC são baseadas em estudos minuciosos para impulsionar as vendas e como consequência, os lucros”, explica Carlos Kinchescki.

Para mais informações, o empresário pode entrar em contato com a agência da Regional Foz em Itajaí, pelo telefone (48) 99167-2948

SC possui a menor taxa de desemprego dos últimos nove anos

De abril a junho deste ano, a economia de Santa Catarina reduziu a taxa de desocupação de 3,9% para 3,5%, o que significa que 17 mil pessoas saíram da condição de desemprego, em comparação ao mesmo período de 2022. Os dados são da PNAD trimestral e foram analisados pelo Observatório FIESC. O estado registrou a menor taxa de desemprego dos últimos nove anos para um segundo trimestre. 

A média nacional também teve recuo de 8%. São consideradas desempregadas as pessoas com idade para trabalhar, a partir dos 14 anos, que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e em busca de emprego.

“A diversidade produtiva da indústria catarinense é um fator que sustenta o panorama positivo de empregos, permitindo que Santa Catarina se beneficie de diferentes ciclos econômicos. No segundo trimestre, são 3,9 milhões de pessoas ocupadas no estado, um aumento de 55 mil em relação ao primeiro trimestre. Apesar da economia estar em pleno emprego, Santa Catarina continua contratando”, ressalta o presidente da FIESC em exercício, Ulrich Kuhn.

Nos primeiros seis meses do ano, a indústria desempenhou um papel importante na redução da taxa de desemprego, gerando cerca de 27 mil novas vagas formais na economia, de acordo com o Novo Caged. Em Santa Catarina, a geração de empregos teve a força do setor de alimentos, impulsionado pelo aumento das exportações de produtos ligados ao agronegócio. Outro destaque é o setor da construção, que apesar do elevado nível nas taxas de juros, segue expandindo o quadro de funcionários, sobretudo para a construção de edifícios, obras de alvenaria e de acabamento.

“Nesse cenário, Santa Catarina mantém a liderança nacional na menor taxa de informalidade na economia, sendo 26,6% da população ocupada, em contraste com o país, que possui 39,2%. Esse resultado está associado à contribuição da indústria nos empregos totais, que é a maior do país, além da qualificação dos profissionais no estado”, ressaltou Marcelo de Albuquerque, economista do Observatório FIESC.

Segunda edição do Painel Imobiliário movimenta o setor em Itajaí

Valorizar, capacitar e atualizar os corretores imobiliários de Itajaí. Esta é a proposta do 2º Painel Imobiliário, que acontece na próxima quinta-feira, 31, às 18h, na Quinta Borba, em Itajaí. O evento inclui palestras, interações e momentos para networking entre os participantes. A promoção é do Núcleo Setorial Imobiliário – NIMOB da Associação Empresarial de Itajaí – ACII.
“Estamos concentrando a maior quantidade possível de corretores, para valorizar a classe”, afirma Wagner Souza Rodrigues, coordenador do NIMOB. Ele enfatiza que o 2º Painel Imobiliário também deverá trazer aos corretores informações necessárias, importantes e até mesmo privilegiadas a respeito da cidade onde atuam. “Quando pensamos na Itajaí de 2040, perguntamos: qual vai ser a estrutura da cidade? De que forma ela vai se movimentar? Para onde ela vai crescer?”, questiona. 
As respostas, de acordo com o coordenador do NIMOB, podem estar com os palestrantes e painelistas convidados para o evento. O tema “Área de Proteção da Marinha” será abordado por Nabih Henrique Chraim, advogado especialista em terras de marinha, consultor especial de Direito Imobiliário  do Conselho Federal da OAB, com vasta trajetória em órgãos de representação no Governo Federal. O empresário André Pereira, gestor comercial da Lotisa Construtora, especialista em Finanças Pessoais e Corporativas, com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, irá proferir a palestra “Selic, seus riscos e oportunidades”.

Perspectivas

As perspectivas para o futuro da cidade serão expostas também pelos painelistas convidados. Anderson Perez Ribeiro, vice-presidente de Comércio Exterior e Logística da ACII; Umberto D'Ávila, presidente do grupo Unimed Litoral; Fábio Inthurn, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil – Sinduscon; Rodrigo Lamim, secretário de Desenvolvimento Urbano de Itajaí. 
O evento terá ainda a presença de representantes do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Santa Catarina – CRECI/SC, para falar a respeito das ações referentes aos 50 anos da entidade no Estado. Também estarão em pauta as estratégias de aproximação com os corretores e com o mercado, na atual gestão. 
Ao final do Painel Imobiliário os participantes terão mais tempo para networking e integração com os patrocinadores e convidados. Será uma grande oportunidade para a realização de negócios, o surgimento e a ampliação de parcerias e a aquisição de novos conhecimentos.
Rodrigues não esconde a grande expectativa em relação ao 2º Painel Imobiliário. “A primeira edição já foi um sucesso e a segunda esperamos que seja melhor ainda. O  NIMOB e a comissão organizadora se preocuparam com muitos detalhes para que todos sintam confortáveis e possam desfrutar de um grande evento”, conclui.

 

Nas fotos: Wagner Souza Rodrigues, coordenador do Núcleo Setorial Imobiliário (NIMOB) da ACII.

Conecta 23 movimentou o empresariado da região

Nos dias 22 e 23 de agosto, a Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (ACIBALC) promoveu o Conecta 23, o maior evento empresarial da região da AMFRI, promovido em parceria com o SEBRAE SC.
Diversos palestrantes passaram pelo Hotel Sibara, em Balneário Camboriú, que foi palco do encontro, considerado um sucesso pela organização.
Com o slogan ‘Iluminando a trajetória do sucesso empresarial’ o encontro reuniu empresários, empreendedores, microempresários, intraempreendedores e entusiastas da inovação e dos negócios, além de outros convidados.
Para Katia Maria Tonioti, Presidente da ACIBALC o Conecta 23 foi uma grande oportunidade de conhecimento e crescimento dos associados. “Foi gratificante reunir no Conecta 23 tantos cases de sucesso, que inspiraram os participantes com suas histórias e conquistas”, disse.
As palestras foram ministradas por Clovis de Barros Filho, jornalista e filósofo, que encerrou o Conecta 23, Otávio Martins, Leonam Nagel, Cristiano Schaefer Buerger Filho, Custódio Ribeiro e Thiago Alves dos Santos, além do stand-up com o humorista Jorge Gastaldi.

Fotos: João Souza

PGE/SC garante à Fazenda acesso a dados sigilosos de instituição bancária

A atuação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SC) garantiu uma vitória importante para a Fazenda estadual. A partir de agora, um banco de grande porte com atuação em Santa Catarina deverá atender às demandas da Administração Pública na padronização das Declarações de Informações de Meio de Pagamento (Dimp) enviadas ao Fisco. A decisão, obtida após recurso da PGE/SC contra uma medida liminar inicialmente favorável ao banco, garante o aumento da transparência nas transações financeiras realizadas no Estado.

O processo teve início devido à recusa da instituição financeira em atender a uma demanda da Fazenda estadual. O Fisco exige que os bancos observem o leiaute estabelecido no Convênio 134/2016 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ao fornecerem as Declarações de Informações de Meios de Pagamento – ele padroniza os procedimentos para a transferência do sigilo de dados das esferas financeira e bancária para o âmbito fiscal e facilita a fiscalização de transações financeiras realizadas em Santa Catarina, aumentando a transparência e evitando tributações indevidas. Discordando da exigência, o banco entrou com um Mandado de Segurança contra o Estado, inicialmente concedido pela Justiça por meio de liminar.

A instituição se negou a seguir o modelo alegando que o fornecimento dos dados resultariam na quebra do sigilo bancário e financeiro de seus clientes, o que foi rechaçado pelos procuradores do Estado. No recurso contra a decisão, a PGE/SC explicou que tais informações não seriam, em momento algum, disponibilizadas ao público, nem objeto de circulação externa.

“Os dados, até então protegidos pelo sigilo financeiro e bancário, passariam a ser protegidos pelo sigilo fiscal – mantendo-se, igualmente, a obrigação de sigilo”, disseram os procuradores. De acordo com eles, a utilização dos dados financeiros e bancários transferidos à Administração Tributária para o regular desempenho da atividade fiscalizadora, sem divulgação ao público, não altera o caráter sigiloso das informações.

Para o procurador-geral do Estado, Márcio Vicari, esta é uma importante vitória para o Estado “que vai permitir o aperfeiçoamento da atuação dos órgãos de fiscalização, em especial à Secretaria da Fazenda, no recolhimento dos tributos e na incorporação de recursos ao erário”, concluiu.

Processo número: 5035535-84.2023.824.0023.

Logistique encerra com recorde de público prepara novo conceito para 2024

A Logistique – Feira de Logística, Transporte Multimodal de Cargas, Intralogística e Comércio Internacional encerra a edição de 2023 nesta quinta-feira, 24, atingindo o objetivo proposto de promover inovação, network e negócios. Mais de 13 mil pessoas visitaram o centro de promoções da Expoville, em Joinville, e aproximadamente 4 mil pessoas assistiram as 20 palestras, painéis e cases que integraram a programação do Fórum Logistique. 
“Encerramos mais uma edição do evento certos de termos atingido os objetivos que propusemos para esse ano. Reunimos mais de 120 expositores de empresas que congregam diversos dos elos da cadeia logística, ampliamos a participação das empresas e startups de tecnologia no Logistique Innovation e trouxemos conhecimento com mais de 20 painéis, palestras e cases apresentados no Fórum Logistique”, comemora o diretor Leonardo Rinaldi. 
E tem novidade vindo aí. Embora a data da edição do ano que vem ainda não esteja definida, a organização já projeta ampliar a área de abrangência da Logistique com a ampliação da programação paralela. O investimento no conhecimento deve prevalecer, mas também está se estudando novos layout e conceito pra feira e congresso técnico. 
“A Logistique segue numa crescente desde a sua primeira edição em Joinville, há cinco anos, e em 2024 o evento, consolidado como um dos maiores e mais importantes do setor logístico, vem com nova roupagem e nova identidade”, pontua Leonardo. A edição 2023 da Logistique teve o patrocínio da Kuehne+Nagel, Correios, Porto Itapoá, A.P. Moller Maersk, Aliança Navegação e Logística, Grupo GPS, Descartes e Benner.

 

12 setores da indústria afirmam que baixa demanda interna é o seu principal problema, diz CNI

Doze de 23 setores da indústria de transformação pesquisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmaram que a demanda interna insuficiente foi o principal problema no 2º trimestre deste ano. E, para outros oito setores, esse mesmo problema está no segundo ou terceiro lugar entre os principais problemas. A CNI ouviu 1599 empresas entre 1º e 11 de julho.

A pesquisa mostra que quase 50% das empresas dos setores Máquinas e equipamentos e Móveis estão muito preocupados com a queda da demanda interna. E mais de 40% dos setores de Impressão e reprodução, Celulose e papel, Químicos (exceto HPPC), Madeira, Minerais não-metálicos, Equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos, Têxteis, Produtos de material plástico, Produtos de metal e Couros e artefatos de couro sofreram com a falta de consumidores entre no segundo trimestre deste ano. O problema atingiu mais de um terço das indústrias de Metalurgia, Máquinas e materiais elétricos, Produtos de borracha, Bebidas, Veículos automotores, Produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (HPPC) e Calçados e suas partes.

A economista da CNI Paula Verlangeiro explica que a expansão da massa de rendimentos e da concessão de crédito sustentou o consumo no ano passado, mas, deste o início de 2023, o consumo mostra perda de dinamismo, especialmente diante da expectativa de redução do crescimento do mercado de trabalho.

“Além do mercado de trabalho menos aquecido, outros fatores têm contribuído para a redução da demanda. A manutenção das taxas de juros em patamar elevado e o alto endividamento geram comprometimento da renda das famílias, contribuem para o crescimento da inadimplência e afetam diretamente a demanda por bens”, explica a economista.

21 dos 23 setores analisados consideram que a elevada carga tributária se encontra dentre os três principais problemas
A carga tributária está entre os três principais problemas da indústria de transformação no segundo trimestre de 2023 de 21 dos 23 setores. Em 8 desses 21 setores, os tributos elevados estão na primeira posição. A elevada carga tributária foi principal problema para os setores de: Bebidas; Equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos; Máquinas e materiais elétricos; Metalurgia; Produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (HPPC); Produtos de metal; Produtos diversos; e Vestuário e acessórios.

Segundo Paula Verlangeiro, todos os setores registraram percentuais superiores aos 20% para esse problema, o que sugere uma percepção difundida quanto à relevância dessa questão para a indústria. “O complexo e oneroso sistema tributário sempre foi uma questão relevante para os empresários industriais, o que tem levado, historicamente, o problema de elevada carga tributária às primeiras posições no ranking de principais problemas que afetam a indústria”, afirma Verlangeiro.

Taxas de juros elevadas apresentam maior assinalação da série histórica
No segundo trimestre de 2022, os empresários da indústria de transformação consideraram a elevada carga tributária (37%) e a demanda interna insuficiente (36,9%) como os principais problemas, seguidos pela taxa de juros elevada (30,1%). Com relação às taxas de juros elevadas, esse item alcançou o maior percentual de citações da série histórica no segundo trimestre de 2023.

A manutenção dos juros em patamar elevado tem impactado os industriais, principalmente no acesso ao crédito, e foi assinalado como primeiro problema pelos setores de Alimentos, Biocombustíveis e Calçados e suas partes. Dos 23 setores analisados, Biocombustíveis registrou o maior percentual de assinalações, com 57,1% no segundo trimestre. Outros 20 setores registraram marcações entre 20% e 50%. Apenas os setores de Produtos de borracha e Couros e artefatos de couro registraram citações abaixo dos 20%.

23 de 29 setores da indústria se dizem confiantes em agosto

Esse é o melhor índice de confiança desde outubro de 2022. Neste mês, quatro setores da indústria cruzaram a linha da falta de confiança para um estado de confiança


Com a melhora no ânimo, o índice subiu em 20 setores, incluindo quatro setores da indústria que passaram do patamar de falta de confiança para a confiança: Metalurgia, Produtos de metal, Móveis e Veículos automotores. 

A confiança recuou em oito setores, entre eles, o Têxtil cruzou a linha da confiança para a falta de confiança. Saiu de 52 pontos para 49,3 pontos. No setor de Calçados e suas partes, o ICEI permaneceu estável em 52,1 pontos. 

Como o ICEI funciona?
O ICEI varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário.

Na avaliação da economista da CNI, Larissa Nocko, entre os fatores que influenciaram o resultado do indicador estão o primeiro corte da taxa básica de juros, anunciado no início de agosto; a perspectiva de trajetória de queda da Selic ao longo do segundo semestre de 2023; além do desempenho positivo no varejo, no setor de serviços e no mercado de trabalho formal. 

Os setores mais confiantes da economia são: Perfumaria, limpeza e higiene pessoal, com 59,6 pontos; Extração de minerais não-metálicos, com 56,8 pontos; Manutenção e reparação, com 56,5 pontos; e Biocombustíveis, que subiu para 56,2 pontos. 

Os setores com menos confiança são: Madeira, que caiu de 44,2 pontos em julho para 43,8 pontos agosto; Produtos de borracha passou de 44,8 pontos para 44 pontos em agosto; e Couros e artefatos de couro, onde a confiança recuou dois pontos e ficou com 46,7 pontos neste mês.

Região Sul se aproxima da linha divisória entre falta de confiança e confiança
A confiança avançou em todas as regiões do Brasil. A maior alta ocorreu na região Centro-Oeste na passagem de julho para agosto, com aumento de 3,1 pontos. Também houve forte avanço nas regiões Nordeste, com alta de 2,3 pontos, e no Sudeste, onde o ICEI Setorial subiu 2,2 pontos. 

A melhora do indicador foi mais moderada nas regiões Sul, com alta de 1,1 ponto, e Norte, onde subiu 0,9 ponto. A região Sul é a única com falta de confiança, mas o indicador está em 49,9 pontos, bem perto da linha de corte e próxima dos 50 pontos

Produtividade na indústria cai e volta ao patamar de 2014

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quarta-feira (23) aponta que a produtividade do trabalho na indústria de transformação caiu 2,8% em 2022, na comparação com 2021. Segundo a Produtividade do Trabalho na Indústria, essa foi a segunda maior queda anual da série histórica do indicador – iniciada em 2000 – e fez de 2022 o terceiro ano consecutivo de queda no dado, que retorna a um patamar próximo ao observado em 2014.

O resultado negativo, segundo a pesquisa, ainda é reflexo, em grande parte, das interrupções nas cadeias produtivas, provocadas pela pandemia de Covid-19 e pela guerra na Ucrânia. No ano passado, o indicador ficou 7,9% menor que o nível pré-pandemia. A produtividade do trabalho na indústria de transformação é a razão entre o volume produzido e as horas trabalhadas na produção.

"No período, as horas trabalhadas cresceram, enquanto a produção ficou praticamente estagnada, resultando na queda. A expectativa de recuperação da economia, apesar das dificuldades, faz com que as empresas decidam por não dispensar seus trabalhadores ou até mesmo contratar mais, mesmo que isso não resulte em aumento da produção no curto prazo”, avalia a gerente de Política Industrial da CNI, Samantha Cunha.

Produtividade brasileira foi a que menos cresceu entre 2019 e 2021
A produtividade do trabalho efetiva caiu 9% entre 2019 e 2021. O indicador compara a produtividade da indústria brasileira com a média de seus 10 principais parceiros comerciais – Reino Unido, Coreia do Sul, Argentina, Países Baixos, Estados Unidos, México, Itália, Alemanha, Japão e França. O indicador reverteu a trajetória de crescimento observada entre 2011 e 2019, e desde então registra quedas.

O desempenho registrado pelo Brasil foi o mais fraco, praticamente empatado com a França, com perda de 5,2% de produtividade entre 2019 e 2021. Entre os 11 países analisados, só o Brasil, a França e o Japão ainda apresentam produtividade abaixo do nível pré-pandemia.

Desde o início da série, em 2000, a produtividade efetiva brasileira acumula queda de 23%. No mesmo período, a produtividade da indústria de transformação brasileira cresceu 9,2%, à frente apenas do crescimento da indústria manufatureira japonesa (4,8%). Todos os 11 países analisados registraram alta no mesmo período. Os maiores aumentos foram observados na Coreia do Sul e no Reino Unido, que conseguiram mais do que dobrar a produtividade de seus trabalhadores, com alta de 132,2% e 127%, respectivamente.

“Esse indicador mostra que mesmo quando a produtividade do Brasil cresce, o país pode perder competitividade frente aos parceiros que apresentam um desempenho melhor que o dele. Na média, a produtividade do Brasil caiu 23% desde 2000 em relação aos 10 concorrentes. As dificuldades do contexto global afetaram todos os países, mas foram mais sentidos pelo Brasil, que teve o pior desempenho. Superadas as dificuldades conjunturais, a recuperação da produtividade passa pela criação das condições para a retomada dos investimentos”, afirma Samantha Cunha.

Marco Legal dos Games pode impulsionar empregabilidade entre os mais jovens

O Brasil possui atualmente, 15% dos jovens, com faixa etária entre os 15 e os 29 anos, sem estudar nem trabalhar, de acordo com os dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). São mais de 7 milhões de pessoas entre os chamados ‘nem-nem’ (nem estudam, nem trabalham).

Os números representam um desafio ainda maior diante do contexto de crescimento populacional brasileiro e coloca em evidência a pertinência de iniciativas que estimulem este público a ingressar no mercado de trabalho. Projetos como o PL2796/2021, que estabelece o Marco Legal dos Games, pode ser decisivo para essa parcela da população. É nesta é na indústria em si que os jovens têm uma atuação mais decisiva.

“Projetos que auxiliem na abertura de vagas para esse público, como é o caso do Marco Legal dos Games, são fundamentais. Observamos muitos jovens recebendo propostas sedutoras para trabalhar, de maneira remota, para empresas de games de outros países e ganhando em euros, dólar e libra. Ao fomentar o mercado brasileiro, por meio da regulamentação, empresas serão atraídas, produtos novos surgirão e isso gera mais competitividade para o mercado nacional”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Fantasy Sports (ABFS), Rafael Marcondes.

Ainda de acordo com o executivo, o desequilíbrio salarial ainda será um desafio, mas o Marco Legal poderá aumentar a oferta de empregos com melhores salários do que os pagos atualmente. “Ainda não há como competir com dólar e euro, mas é possível tornar a indústria brasileira mais atrativa”, declarou.

 

Rafael explica também que a proposta dá destaque específico à formação de mão-de-obra e detalha que o artigo 7º do texto prevê o estímulo à criação de cursos de formação para o setor de games, em parceria com universidades e cursos profissionalizantes.

Pesquisa retrata a importância de qualificar os jovens talentos para o mercado

A necessidade de oferta e qualificação de mão-de-obra jovem também está presente no documento 12 compromissos para um Brasil Competitivo, desenvolvido pelo Movimento Brasil Competitivo em parceria com a Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo lançado no ano passado.

O estudo mostra que apenas 4% dos jovens de 15 a 24 anos estão matriculados em algum curso técnico ou profissionalizante – pior desempenho dentre os 37 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Outro estudo recém-divulgado pelo MBC, realizado em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e intitulado “Transformação Digital, produtividade e crescimento econômico”, mostrou que a digitalização da economia tem o potencial de injetar até R$ 1,12 trilhão no PIB brasileiro. E que isso impacta também o mercado de trabalho, como o setor de games.

Segundo a pesquisa, nos últimos cinco anos, os empregos digitais apresentaram um crescimento de 4,9% em comparação às demais ocupações e trouxeram remunerações acima da média e uma produtividade de trabalho superior em relação às demais atividades.

Marcondes observou os números e destacou que “Os jovens de hoje estão cada vez mais conectados e digitalizados. Precisamos criar condições para que eles se sintam atraídos para esses empregos que envolvam pesquisa e inovação. O mercado de games atende à essa equação. Não é apenas entretenimento, é uma indústria que move a economia do Brasil para o futuro”.

Estaleiro de Itajaí leva 13 lanchas inovadoras ao São Paulo Boat Show, de 21 a 26 de setembro

Uma gama de 13 embarcações, entre 18 e 42 pés em um impressionante estande de 800 metros quadrados. O estaleiro brasileiro Fibrafort, com as premiadas lanchas Focker, vai surpreender quem visitar os pavilhões do São Paulo Expo durante a maior feira náutica da América Latina. Durante a 26ª edição do São Paulo Boat Show, de 21 a 26 de setembro, também já está confirmado um grande lançamento da marca para o país e exterior. A novidade será mantida em sigilo até o primeiro dia do evento, no dia 21 de setembro, quando haverá uma apresentação envolvendo clientes e convidados. 

Entre os modelos confirmados no São Paulo Boat Show 2023 estão: Focker 188 Joy, Focker 212, Focker 242 GTO, Focker 242 GTC, Focker 255 GTO, Focker 272 GTO, Focker 272 GTC, Focker 333 Gran Turismo, Focker 366 GTS, Focker 370 GTX, Focker 388 Gran Turismo, F420 Gran Coupé. As embarcações estarão expostas e abertas para a visitação do público, durante todos os dias de feira.

“A Fibrafort é uma marca de alto reconhecimento tanto no Brasil quanto no exterior e sabemos que nossos clientes e visitantes em geral esperam novidades como habitualmente oferecemos. Por isso, mais um ano, iremos surpreender com um portfólio variado de lanchas Focker, que são grandes sucessos por combinarem design exclusivo, esportividade, alta tecnologia, aproveitamento de espaços e inovações para conforto e lazer a bordo, sem falar na qualidade construtiva e segurança. Serão embarcações desde as menores da nossa linha, de 18 pés, ideais para quem quer ingressar no mercado na navegação, até as de grandes dimensões como a de 42 pés.  Também haverá um grande lançamento de um novo modelo que promete encantar os apaixonados pelo universo náutico”, conta a gerente comercial e marketing da Fibrafort, Barbara Martendal Yamamoto.

Os modelos expostos variam entre R$ 174 mil a R$ 2,5 milhões, dependendo das configurações. 

Área da Inovação e tecnologia projeta faturamento de R$1,2 bilhão para este ano em SC

A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) realizou um estudo com a projeção de faturamento das empresas de tecnologia e inovação que estão instaladas dentro dos 15 centros que compõe a Rede Catarinense de Centros de Inovação. As empresas estão em processos de pré-incubação, incubação, aceleração ou empresas residentes nos locais. A projeção é que juntas elas atinjam um faturamento de R$ 1,2 bilhão até o fim de 2023.

“O setor de tecnologia e inovação ganhou papel central e merecido no nosso governo com a criação de uma pasta específica é um setor estratégico que pode achar soluções para a população e também para o Estado”, afirmou o governador Jorginho Mello.

“Este valor de R$ 1,2 bilhão é muito significativo e mostra a relevância do setor de tecnologia e inovação em Santa Catarina e o setor representa 6% do PIB do estado e tem muito potencial de crescimento”, destaca o secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, Marcelo Fett.

Os agentes de inovação que trabalham nos centros, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), são os responsáveis por capturar os dados junto com os gestores dos centros para elaborarem este mapeamento através de dados contábeis e faturamento, dentro de uma metodologia de estruturação de dados elaborada pela SCTI.

Segundo o Head de Inovação da SCTI, Felipe Mandawalli, este é o maior valor apurado até agora. “Esta pesquisa traz riqueza de dados para formatação de políticas públicas voltadas para a promoção do desenvolvimento do ecossistema em Santa Catarina e também mostra a relevância do projeto de Rede de Centros para a transformação da economia catarinense, como por exemplo, a geração de empregos de qualidade e o aumento da arrecadação de impostos para municípios e governo”, enfatiza ele.

“Uma estrutura como o centro de inovação é fundamental para impulsionar o desenvolvimento econômico regional porque em grande parte do nosso território o modelo econômico é o tradicional, seja ele de indústria ou comércio”, avalia Nelson Netto, gestor do Centro de Inovação Novale, de Jaraguá do Sul.

O Pollen Parque, localizado em Chapecó, também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da economia da região oeste. “O centro promove inovação e estímulo ao empreendedorismo, impulsionando o desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e serviços, atração de investimentos pra apoio a projetos e empresas inovadoras, a formação de talentos, dando visibilidade regional e nacional ao projetor a cidade, região e o estado”, destaca Rodrigo Barrichello, gestor do Pollen Parque.

A Rede de Centros

A Rede é um projeto do Governo de Santa Catarina com objetivo de financiar programas e projetos no setor de inovação e tecnologia, que iniciou através do financiamento para construção da estrutura física (prédios) e que na atual gestão estará mais focada no ecossistema como um todo para fomentar ainda mais o desenvolvimento na parte de gestão, pessoas e ambientes de negócios.

dōTERRA® inaugura fábrica em Joinville

dōTERRA®, empresa de saúde integrativa, bem-estar e líder mundial do mercado de aromaterapia e óleos essenciais, acaba de inaugurar a sua primeira fábrica no Brasil. A planta do empreendimento possui uma área total de mais de 7.000m² e está localizada no maior parque empresarial multissetorial da América do Sul, o Perini Business Park, na cidade de Joinville (SC).  O projeto recebeu investimento de R$ 50 milhões e a previsão de início da operação é no início de setembro 

Um dos motivos da Região Sul ter sido escolhida para sediar a fábrica, é que ela concentra o 2º maior percentual do setor industrial da economia nacional, atrás apenas da Região Sudeste. Entre outros benefícios, a infraestrutura local facilita a circulação de mercadorias, capitais e pessoas, além de proporcionar proximidade com os parceiros comerciais e a oportunidade de envase de óleos essenciais para a  América Latina e outras partes do mundo.

O projeto segue os mais rigorosos padrões de engenharia, com sistemas de tratamento de resíduos, gestão eficiente de energia, uso reduzido de água, além de sistemas de proteção contra incêndio e acidentes. A fábrica está preparada para receber visitantes, que poderão acessar áreas como o laboratório, as linhas de envase e o armazém, além de um espaço para experimentação de produtos da empresa.

 

Sobre a dōTERRA:

A dōTERRA International é uma empresa de saúde integrativa e bem-estar e é a líder mundial do mercado de aromaterapia e óleos essenciais. A dōTERRA contrata o fornecimento, testa, manufatura e distribui óleos essenciais CPTG (Certificado de Pureza Testada e Garantida®) e produtos que contêm óleos essenciais para mais de nove milhões de Consultores de Bem-Estar e clientes dōTERRA. Por meio de práticas de fornecimento responsável de vanguarda no setor, a dōTERRA mantém os mais altos níveis de qualidade, pureza e sustentabilidade em parceria com produtores locais do mundo inteiro, por meio do Fornecimento por Cōimpacto®. O Healing Hands® dōTERRA, uma organização sem fins lucrativos registrada nos Estados Unidos como “501(c)(3)”, oferece recursos e ferramentas para comunidades de fornecimento mundiais e organizações caritativas, visando a autossuficiência, a saúde, a educação, o saneamento e a luta contra o tráfico humano. Por meio dos benefícios dos óleos essenciais que trazem melhorias para a vida, a dōTERRA está ajudando a curar o mundo, uma gota, uma pessoa e uma comunidade de cada vez. 

Escritório de direito de Itajaí participa de evento sobre inovação e tecnologia em São Paulo

Inteligência artificial e marketing jurídico, além do futuro no judiciário, foram os temas principais do evento AB2L Lawtech Experience, realizado no início deste mês no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O escritório especialista em direito tributário e aduaneiro de Itajaí, Sales Vieira, participou do congresso e trouxe novidades sobre gestão avançada de contratos, análise de dados jurídicos e inovação tecnológica para o litoral catarinense. 
Com a participação de mais de três mil congressistas, o evento proporcionou um mergulho profundo no universo da inovação jurídica e abordou temas cruciais da atualidade. De acordo com a advogada Liliane Quintas Vieira, foi um dia repleto de aprendizado “que nos desafiou a repensar nossas abordagens tradicionais e a considerar perspectivas inovadoras, estimulando nossa capacidade de pensar ‘fora da caixa’”, comenta. “As discussões e insights compartilhados durante o evento ressaltaram o poder da tecnologia e da inteligência artificial como catalisadores de uma advocacia mais eficiente e voltada para soluções inovadoras”.
Um dos principais objetivos da participação no evento foi de buscar continuamente soluções inovadoras para os clientes. Com o conhecimento adquirido no congresso, os advogados elevam a experiência do cliente, aumentando a eficiência em oferecer soluções jurídicas ainda mais impactantes, conforme ressalta Liliane.
“Saímos desse evento com uma visão clara e renovada sobre o papel da tecnologia no futuro do direito, e estamos ansiosos para aplicar esses aprendizados em benefício de nossos clientes, promovendo a excelência e a inovação em nossos serviços jurídicos” encerra.
Mais sobre o AB2L Lawtech Experience
O congresso, promovido pela Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) é um evento presencial que reúne nomes reconhecidos do Direito e Tecnologia do Brasil e do mundo. Com duas versões online que acumularam mais de 480 horas de palestras sobre inovação jurídica, o grupo inovou trazendo a experiência e conteúdo para o presencial. A primeira edição do evento ocorreu em 2022, reunindo mais de dois mil profissionais na experiência. 

 

ECONOMIA PRATEADA EM DEBATE NO LIDE TENDÊNCIAS SANTA CATARINA

Nesta primeira edição, o LIDE Tendências irá abordar o tema “Economia Prateada: O Impacto Crescente da Longevidade na Economia e nos Negócios”. Trata-se de um assunto emergente, que versa sobre o poder econômico das pessoas com mais de 50 anos, e surgiu paralelamente ao aumento da expectativa de vida global.
 
Historicamente, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), uma pessoa nascida na década de 1940 tinha uma expectativa de vida de 45 anos. Este número aumentou significativamente para 76 anos em 2019. Estudos conduzidos pela McDonough School of Business, apontam que em 2050, serão mais de 2,1 bilhões de pessoas acima de 60 anos.
 
“Este crescimento na longevidade da população tem impactado diversos setores da economia, moldando mercados e exigido atenção nos negócios. Por isso, convidamos lideranças empresariais e especialistas neste domínio para oferecer uma perspectiva mais ampla e enriquecida sobre o assunto aos nossos filiados e convidados", afirma Valton Werner Junior, CEO do Floripa Square e que estará mediando as discussões.
 
Oportunidades a partir da longevidade da população 
 
A capacidade de adaptação e a visão perspicaz das tendências e necessidades do público sênior tornaram-se cruciais. Empresas que desenvolvem soluções inovadoras alinhadas às aspirações desse grupo se destacam, capitalizando o vasto potencial da Economia Prateada.
 
Neste contexto, Denise Maichanden, CEO da Quanta Previdência Cooperativa e Diretora do ICSS, discutirá as nuances do mercado e suas oportunidades emergentes. Sara Marques, líder em Growth Wealth da multinacional britânica Aon, oferecerá insights valiosos sobre Tecnologia e Inovação. 
 
O planejamento e segurança financeira será explorado pelo Doutor em Finanças Comportamentais, Jurandir Sell, enquanto Dr. Murillo Capella, PhD, fundador da Unimed em SC e cofundador da Unicred Valor Capital, abordará Bem-Estar e o Valor da Experiência Acumulada, um ativo cada dia mais valorizado no mercado atual.
 
O evento exclusivo para Filiados LIDE e convidados será no dia 29/08, às 8h30, no Rooftop Floripa Square, em Florianópolis.
 
LIDE Santa Catarina
 
O LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, é o maior ecossistema de relacionamento e conteúdo de líderes empresariais de Santa Catarina. Fundado em 2003 no Brasil, o LIDE possui unidades presentes em todas as regiões do País, além de unidades internacionais nos cinco continentes. Reúne executivos de diversos setores, representando mais de 52% do PIB privado do país. 
 
O LIDE Tendências, é uma vertical do Lide Santa Catarina, que tem por objetivo abordar temas relevantes comuns à diversos segmentos. Ao centro do palco, líderes, empreendedores e especialistas renomados, debatem sobre temas que envolvam comportamento, modelos de negócios, transformação digital, economia criativa, sustentabilidade e responsabilidade social corporativa.
 
Mais informações: www.lidesc.com.br
LIDE SC: Onde os líderes se encontram.

 

Safra catarinense de pitaia é 40% maior em 2023

Santa Catarina encerra a safra 2022/23 da pitaia com mais de 2,5 mil toneladas da fruta comercializadas, um crescimento de 40% em comparação à safra passada e um movimento econômico de R$15 milhões para o estado. O levantamento da produção foi realizado pela Epagri com dados obtidos pelas cooperativas Cooperja, de Jacinto Machado, e  Coopervalesul, de Turvo, além de atacadistas da região Sul Catarinense, onde está concentrada a produção da fruta.

De acordo com o engenheiro-agronômo Ricardo Martins, extensionista rural da Epagri em Maracajá, o aumento de produção se deve em parte ao aumento da área plantada, mas principalmente pelo fato da maioria dos pomares estarem na fase adulta, resultando em maior produção. “Os números poderiam ter sido melhores se não tivéssemos enfrentado problemas climáticos como altas temperaturas e estresse hídrico (desidratação da planta), que prejudicaram o desenvolvimento de frutos com padrão comercial”, explica Ricardo.

A maior parte da produção foi comercializada pelas cooperativas em centrais de distribuição como Ceagesp e Ceasa, sendo o mercado interno o principal consumidor.

Área cultivada em SC

O cultivo da pitaia em Santa Catarina iniciou em 2010 com as primeiras mudas plantadas pela família Feltrin, em Turvo. Desde então, a área de cultivo cresceu: de acordo com o levantamento da Epagri/Cepa realizado em 2022, a área plantada é de 300 hectares, número que se manteve na última safra.

O Sul catarinense é responsável pela 90% da produção no Estado, concentrada nos municípios de São João do Sul, Turvo, Jacinto Machado, Santa Rosa do Sul e Sombrio. A área de cultivo oscila em torno de 0,5 a 4 hectares nas propriedades e a cultura tem-se mostrado uma importante alternativa de renda à agricultura familiar da região.

Mercado eleva previsão da inflação para 4,9% este ano. Projeção de expansão do PIB é de 2,29%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – subiu de 4,84% para 4,9% neste ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (21), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. 

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,86%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos. 

A estimativa para 2023 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%. Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%.  

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.  

Em julho, influenciado pelo aumento da gasolina, o IPCA foi de 0,12%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa ficou acima das observadas no mês anterior (-0,08%) e em julho de 2022 (-0,68%). Com o resultado, a inflação oficial acumula 2,99% no ano. Em 12 meses, a inflação é de 3,99%, acima dos 3,16% acumulados até junho. 

Juros básicos 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante da forte queda do IPCA, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, iniciou, neste mês, um ciclo de redução da Selic.   

A última vez em que o BC tinha diminuído a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano, em meio à contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em março de 2021, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.  

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano, para os dois anos.  

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.  

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. 

PIB e câmbio 

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano ficou em 2,29%, a mesma do boletim da semana passada. Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1,33%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente. 

A previsão para a cotação do dólar está em R$ 4,95 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,00.

Fonte: Agência Brasil

Clovis Tramontina abre a Logistique 2023

O empresário Clovis Tramontina, que presidiu por 30 anos uma das maiores indústrias do país que se mantém genuinamente brasileira, traz sua expertise para a edição deste ano da Logistique – Feira de Logística, Transporte Multimodal de Cargas, Comércio Internacional, Tecnologia e Intralogística. O evento acontece de 22 a 24 de agosto, em Joinville, Santa Catarina, e a palestra de Tramontina abre o Fórum Executivo com a palestra magna a partir das 14 horas de 22 de agosto. 
“Empreender não é um ato. É uma jornada” será o tema da palestra do executivo, que vai contar sua trajetória – os principais momentos, os obstáculos, aprendizados e as grandes conquistas – a partir da metáfora de que empreender é um longo caminho, destacando os comportamentos que um líder precisa ter para avançar a alcançar suas metas.
A liderança de Clovis reflete seu espírito simples, o estilo direto de administrar e a valorização das pessoas, que é visto por ele como um dos principais valores da empresa. O neto dos fundadores começou sua carreira obedecendo à filosofia da empresa, que para ocupar qualquer comando, é preciso conhecer profundamente as particularidades de cada área da organização. Assim, antes de assumir a presidência, Clovis trabalhou durante anos em vários setores da Tramontina, até chegar à sua grande vocação: a arte de negociar.
E foi ele o responsável por levar a Tramontina do Brasil para o mundo. A marca é conhecida no Brasil e em mais de 120 países como sinônimo de tradição e qualidade e conta hoje com mais de 10,8 mil funcionários distribuídos em nove unidades fabris. Produz utensílios e equipamentos para cozinha, eletros, ferramentas para agricultura, jardinagem, manutenção industrial e automotiva, veículos utilitários, construção civil, materiais elétricos e móveis em madeira e plástico e porcelanas de mesa.
“A participação de Clóvis Tramontina na abertura do Fórum Logistique abre a possibilidade dos participantes desta edição do evento conhecerem um dos empresários mais empreendedores e bem sucedidos do Brasil”, destaca a diretora executiva da Logistique, Karine Marmitt. A Logistique é considerada hoje um dos maiores e mais importantes eventos do setor de logística do Brasil e congrega importantes nomes desse mercado em torno da feira e do Fórum Executivo. 

 

Sessão de Negócios Internúcleos da ACII movimenta empreendedores de Itajaí e região

Contatos, interação, divulgação do seu empreendimento, seja ele produto ou serviço. Essa foi a marca da Sessão de Negócios Internúcleos da Associação Empresarial de Itajaí – ACII. O evento foi realizado na noite de quarta-feira, 16 de agosto, no Clube do Médico, em Itajaí.  
No total, 74 empreendedores participaram da Sessão, que se estendeu por mais de duas horas. Empresários dos mais diversos setores, representantes de todos os Núcleos da ACII, e também alguns que ainda não estão associados. 
“Foi sensacional. O evento foi muito importante para fomentar o empreendedorismo, com muito networking”, comemora a presidente da Associação, Gabriela Kelm. “Estamos sempre de portas abertas. Somos a casa do empreendedor”, complementa. 
Foram 12 rodadas de negociação, nas quais os empresários eram divididos em mesas e separados por cores, de modo que os grupos formados a cada rodada não repetiam seus integrantes. Durante as rodadas, cada participante tinha um minuto para divulgar seu negócio. Ao final do evento, cada um deles havia apresentado seu empreendimento para todos os outros, ampliando sua rede de contatos e, consequentemente, a possibilidade de negócios.
“Muito networking, muitas empresas, ótimos fornecedores, ótimos clientes. Estou saindo daqui renovada”, comenta a empresária Ana Bilbao. “Foi fantástico, todos animados. Tivemos casa cheia. Foi um sucesso, e tenho a certeza de que daqui sairão excelentes negócios”, avalia Ândria Passos, vice-presidente de Núcleos da ACII. A Sessão de Negócios Internúcleos foi realizada com a parceria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

Startups apresentam soluções na Logistique 2023, em Joinville

Em poucos dias Joinville se transforma no polo da logística do Sul do Brasil. Inicia em 22 de agosto e prossegue até o dia 24 a Logistique – Feira de Logística, Transporte Multimodal de Cargas, Comércio Internacional, Tecnologia e Intralogística. Embalada pelo sucesso da edição passada, a organização da feira traz na edição de 2023 o 2º Logistique Innovation, com espaço e ações dedicados aos novos produtos e serviços nas áreas ligadas à inovação e tecnologia. O evento acontece no Centro de Promoções da Expoville e está consolidado como a um dos mais importantes nos setores de logística e transporte intermodal do Brasil.
O diretor da Logistique, Leonardo Rinaldi, explica que o setor de logística já demonstrou a sua capacidade de transformação e adaptação às mudanças. “Isso nos faz acreditar que as startups desempenham um papel fundamental a este respeito”, diz. As startups que podem participar do Innovation são as que possuem soluções para os segmentos de transporte, logística, armazenagem, distribuição, e-commerce, supply chain, dentre outras ligadas a estes segmentos. 
A diretora executiva Karine Marmitt destaca que o espaço oferece oportunidades às jovens empresas que muitas vezes possuem propostas simples, mas disruptivas para a solução de problemas de grande impacto no mercado da logística. Já Leonardo diz que a digitalização, a integração entre os modais, o e-commerce e os desafios dos últimos anos impactaram desde o fornecimento da matéria-prima à destinação dos produtos ao cliente final. “Muitos gargalos foram expostos e também muitas oportunidades surgiram, impactando em drásticas mudanças na logística. São essas oportunidades que estamos trazendo”, completa. Rinaldi. 
Tecnologia para gestão de cargas e logística 
Participam desta edição do Logistique Innovation 11 startups. A TX Tecnologia é uma empresa joinvilense de outsourcing, sistemas e softwares especializados na área de desenvolvimento de sistemas corporativos e tecnologia de integração, disponibilizando toda a informações da cadeia logística. Já a Frota 162 é uma plataforma focada em otimização das atividades relacionadas ao transporte de cargas, que possibilita aos usuários a redução custos e demandas operacionais burocráticas, informações em tempo real, gestão de condutores e decisões assertivas na gestão de frotas e redução de riscos operacionais. 
Outra plataforma que ganhou o mercado e participa da Logistique Innovation é o Fretador App, uma ferramenta de gestão e transporte rodoviário que otimiza os processos logísticos e facilita a comunicação entre embarcadores e transportadores, além da conexão entre embarcadores e transportadores e a gestão completa de todos os processos logísticos. Outra participante é a Jetta Cargo, startup que disponibiliza no mercado um software para otimização de cargas 3D que roteiriza as cargas, otimização do layout de embarque e o transporte de cargas, considerando as suas restrições operacionais, reduzindo avarias e aumentando a segurança das cargas. 
Participam ainda a CargOn, um operador logístico digital pensado para facilitar a logística com o desenvolvimento de soluções que otimizam tempo, recursos e custos e qualificação do time; e a Logpix, de Belo Horizonte, que traz para a feira soluções de gerenciamento de armazéns e frotas focadas na otimização e no melhor desempenho dos fluxos logísticos. A Hexagon é líder global em soluções de realidade digital, combinando tecnologias de sensor, de software e autônomas. Traz para a Logistique soluções que aumentam a eficiência, a produtividade, a qualidade e a segurança em aplicações industriais, de fabricação, de infraestrutura, do setor público e de mobilidade. 
A ShipSmart traz soluções tecnológicas que possibilitam o envio de cargas para o exterior com segurança e redução de custos; e a plataforma Entregatex leva para Joinville soluções que garantem o aprimoramento na gestão de entregas, por um time comprometido e produtivo. A Cobe traz ferramentas de gestão de empilhadeiras, baterias, carregadores e operadores, com a gestão de sala de baterias inteligentes, e a Ayga Tecnologia mostra conjunto de tecnologias transformadoras que melhoram a eficiência, controle e rentabilidade em diversos setores, incluindo logística, gestão de estoque e cidades inteligentes.

 

Jorge Bischoff traz seu case de sucesso para a Logistique 2023

Jorge Bischoff, um dos mais reconhecidos designers de sapatos e bolsas do Brasil e CEO do Bischoff Group – Gestão de Negócios de Moda e Lifestyle, apresenta no Fórum Executivo Logistique o case de sucesso da marca que conquistou o planeta e comercializa mais de 2 milhões de peças em países de todos os continentes. A palestra abre a programação do terceiro dia 24 de agosto, último dia do Fórum Executivo que integra a programação da Logistique – Feira de Logística, Transporte Multimodal de Cargas, Comércio Internacional, Tecnologia e Intralogística. O evento é está consolidado como um doas maiores e mais importantes do Brasil no setor de logística e acontece de 22 a 24 de agosto, em Joinville, Santa Catarina.
 A palestra de Jorge Bischoff foca na trajetória e desafios enfrentados nos 20 anos de mercado da marca homônima. O empresário vai abordar as principais decisões e diferenciais que fizeram da grife um sonho de consumo, encantando o Brasil e o mundo. E hoje consagrada no universo de sapatos e bolsas, referência de design autoral, elegância e conforto.
O visionário empreendedor também vai falar das estratégias de expansão da brand, para empreender e crescer em novos ramos de negócios, além dos desafios logísticos diários. Hoje, além do segmento ligada à moda, o Bischoff Group tem a marca Bischoff Wines, com a produção de vinhos exclusivos produzidos em vinhedos próprios no Valle de Uco, da Argentina, e espumantes elaborados na Serra Gaúcha, comercializados no Brasil e exterior. 
“A participação do designer e empreendedor Jorge Bischoff no Fórum Logistique vai propiciar que os participantes desta edição do evento conheçam as ações e estratégias de um dos mais importantes e bem-sucedidos empresários dos mercados de moda e lifestyle do Brasil”, destaca a diretora executiva da Logistique, Karine Marmitt. A Logistique é considerada hoje um dos maiores e mais importantes eventos do setor de logística do Brasil e congrega importantes nomes desse mercado em torno da feira e do Fórum Executivo.

 

Wega aumenta sua produtividade em 40% com a aquisição das empilhadeiras trilaterais da Jungheinrich

Durante a instalação de sua sede na cidade de Itajaí (SC), a Wega Motors Brasil – pertencente ao Grupo Argentino R. Neto S.A fornece para o mercado de reparação automotiva filtros e velas nas linhas leve e pesada – contou com a expertise da Jungheinrich Brasil, uma das líderes em intralogística no mundo, para personalizar o seu galpão, a partir das especificações do modelo EKX (empilhadeiras trilaterais com elevação, produzidas pela multinacional alemã) com sistema de navegação. 

Neste caso, a aliança entre tecnologia e verticalização - solução da intralogística para tornar a capacidade de posição dos paletes mais efetiva e otimizada - permitiu à marca argentina alcançar resultados mais expressivos, com redução de custos, aumento da produtividade e melhora da qualidade dos serviços prestados. 

“O ponto fundamental para um tipo de projeto neste sentido é a necessidade do cliente de otimizar seu metro quadrado através da verticalização. Muito importante ressaltar que desde o início, a WEGA se mostrou interessada pela padronização. No caso do modelo EKX, trata-se de um equipamento bem completo na questão dos opcionais, com sistema PPS, Floor Pro e Capacity Plus”, explica Markus Flotho, gerente corporativo de sistemas logísticos na Jungheinrich. 

“Por girar em seu próprio eixo, o equipamento facilita a entrada e saída das ruas, aumentando a produtividade em até 40% em relação aos modelos manuais que utilizávamos anteriormente”, completa Willians Ferreira, Gerente de logística da Wega, que movimenta cerca de 2.600 paletes por mês - entre entrada e saída -, com aproximadamente 44 mil posições de porta-paletes. 

Cliente da Jungheinrich desde 2021, a Wega é a primeira empresa a trazer essa tecnologia customizada para o Brasil. “A construção do nosso armazém durou cerca de nove meses e toda a estrutura, desde o piso, capacidade de peso e até a altura - que mede 20 metros - foi pensada em função do equipamento, que alcança até 18 metros. O contato com a Jungheinrich no início deste processo foi primordial para chegarmos à configuração atual - que viabilizou um ganho de 63% em armazenagem”, explica Anderson Winter, Supervisor de logística na Wega.

Os equipamentos trilaterais com elevação são ideais para o empilhamento com retirada econômica de paletes inteiros ou para a seleção de pedidos individuais em estanterias mais altas. Em função da sua altura, é possível estreitar as ruas do galpão e verticalizar os armazéns, com o intuito de otimizar o espaço como um todo. Além da atuação personalizada para sanar a necessidade específica de cada cliente, outro diferencial da marca alemã está no pós-vendas do produto, uma vez que a Jungheinrich se responsabiliza totalmente pela manutenção especializada enquanto fabricante e desenvolvedora da tecnologia. 

Sobre a Jungheinrich 
A Jungheinrich é uma das líderes globais em soluções, gestão de armazenagem e fluxo de materiais. Inovadora, oferece a seus clientes consultoria e soluções de intralogística, com um abrangente portfólio de empilhadeiras e sistemas automatizados de armazenagem. Sediada em Hamburgo-GER, é uma empresa de capital aberto, com ações negociadas na bolsa alemã. Representada mundialmente em 41 países, emprega mais de 18.000 colaboradores. No Brasil, possui sede em Itupeva (SP) e filiais nas cidades de Belo Horizonte (MG), Cabo de Santo Agostinho (PE), São José dos Pinhais (PR), Itajaí (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Leopoldo (RS).

Sebrae/SC anuncia os oito empresários selecionados para o Sebrae Desafia

O Sebrae/SC anunciou nesta segunda-feira, 14 de agosto, os oito empresários escolhidos para participar da 3ª edição do Sebrae Desafia, reality que impulsiona o empreendedorismo catarinense e que começa em setembro.

Os selecionados concorrem a um prêmio total de R$110 mil em aceleração, representam diferentes regiões do estado onde o Sebrae tem suas gerências regionais, e atuam em diversos segmentos como vestuário, cervejarias, eventos, indústria alimentícia entre outros.

Os participantes serão desafiados com provas semanais sobre gestão de negócios. Os empresários terão de se reinventar para superar as provas, que tem como grande objetivo contribuir com a melhoria da gestão do negócio, mas também repassar esses conhecimentos aos telespectadores. Na competição, um candidato é eliminado por semana.

O assessor de comunicação e marketing do Sebrae/SC, Spyros Diamantaras, enaltece a expectativa com a terceira edição do reality. “Com as duas edições anteriores do Sebrae Desafia mostramos aos empresários catarinenses que gerir um negócio requer muito conhecimento e capacitação. Com essa terceira temporada vamos reforçar ainda mais a importância desses elementos para o sucesso de um negócio e, claro, inspirar e também mostrar que o Sebrae/SC está preparado para apoiar o empresário em todos os desafios. O potencial das empresas selecionadas já nos adianta que teremos uma temporada de muito aprendizado”, comenta.

O Sebrae/SC desenvolve as provas considerando os desafios que os empresários têm no dia a dia no mercado, nas mais diversas áreas de gestão. Essas provas possuem gabaritos que servirão de base para definição de quem permanece no reality.

O programa, será comandado pela jornalista Rafaela Arns, que possui experiência em produção e apresentação de projetos especiais, e irá ao ar todos os sábados, na tela da NDTV | RECORD TV, após o Balanço Geral.

A premiação total para o vencedor da 3ª edição do Sebrae Desafia será de R$ 110 mil em aceleração, sendo R$ 15 mil em consultoria do Sebrae, R$ 15 mil em dinheiro para impulsionar suas ideias e R$ 80 mil em mídia na NDTV | RECORD TV.

Selecionados:

Leonardo Ames/Gaspar - AME KIDS

Heron Guilherme de Andrade Pereira/Joinville - HAENSCHBIER

Wilson Souza/ Lages - ESQUADRA

Rafael Gomes Silvério/Tubarão - PONTO DOS COLCHÕES

Adriane Possa/Cunha Porã - CP JEANS

Nilson Schiochet/Lontras - KALUKE TEMPEROS

Eugenio David Cordeiro Neto/Florianópolis -NETO EVENTOS

Loise Becker/ Herval d'Oeste -    BECKER ALIMENTOS

Indústria de SC cresce em junho e ameniza a queda do 1º semestre

Nos seis primeiros meses do ano, a produção industrial de Santa Catarina registrou queda de 3,8%, comparado ao mesmo período de 2022. Apesar do resultado negativo no semestre, em junho houve expansão de 2,6% em relação a maio. Segundo análise do Observatório FIESC, esse resultado foi o maior crescimento da indústria catarinense na análise mensal em 2023.

A indústria metalúrgica cresceu 9,9%, em junho, com o aumento do fornecimento para o mercado doméstico. “Santa Catarina é um importante fornecedor de produtos como fios de cobre, revestimentos de ferro laminados e de moldes metálicos para São Paulo e para os demais estados da Região Sul. Outro setor que se destaca no mês é o da fabricação de produtos alimentícios, que aumentou 8,1%, após queda em maio, impulsionado, principalmente, pelo aumento das exportações de carne suína, devido ao bom momento dos abates no estado”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

A indústria automotiva também apresentou dados positivos no mês, com crescimento de 1,1%, incentivado tanto pelo aumento do fornecimento de insumos para a Europa, como pelos incentivos governamentais para a produção local.

No semestre, o destaque é a indústria de produtos de borracha e material plástico, com crescimento de 5,7%. Esse bom desempenho está associado ao aumento do fornecimento nacional de embalagens plásticas para atender a indústria alimentícia. “Ao contrário da média no Brasil, nesse período, os setores de máquinas e equipamentos e equipamentos elétricos também registraram aumento na produção industrial, de 2,7% e 0,7%, respectivamente. Ambos foram incentivados pela expansão das vendas internacionais”, destacou Camila Morais, economista do Observatório FIESC.}

Recuo no semestre

De janeiro a junho, a queda do resultado catarinense está associada ao arrefecimento da demanda de alguns produtos catarinenses no cenário doméstico e internacional. No país, o nível elevado das taxas de juros repercutiu na escassez do crédito para as empresas e para os consumidores. Consequentemente, houve redução nos investimentos de bens de capital nas empresas, além de encarecimento do crédito imobiliário para a população.

Com isso, a produção de bens intermediários no estado, caracterizada pelo fornecimento de insumos para outras indústrias, foi penalizada, principalmente pela desaceleração do setor da construção. A indústria de minerais não metálicos, por exemplo, que fabrica materiais utilizados na construção civil, como cimento, concreto, produtos cerâmicos, entre outros, foi afetada e registrou queda de 14,4%, sendo a segunda maior do semestre.

Os setores de madeira e móveis também foram prejudicados no semestre, devido à redução das vendas para os Estados Unidos. A economia norte-americana passa por um arrefecimento do setor imobiliário devido à política ativa de aumento das taxas de juros.

CNI passa a integrar programa Elas Exportam e projeta missão internacional

Aprender a exportar com quem já atua no comércio exterior é a proposta do programa Elas Exportam, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Agora, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) passa a integrar a iniciativa e vai oferecer cursos à distância sobre internacionalização, além de estruturar e promover uma missão internacional de negócios para empresas lideradas por mulheres.

"Ao apoiar o Elas Exportam, a CNI ajuda a quebrar barreiras e abre caminhos para que mais mulheres da indústria possam prosperar no mercado internacional. Vamos ajudar a diversificar e enriquecer o conjunto de talentos disponíveis e, com isso, trazer ainda mais inovações e melhorias para beneficiar todo o ecossistema industrial', explica a gerente de Internacionalização da CNI, Sarah Saldanha. 

Lançado em junho, o objetivo do programa é ampliar a presença feminina no mercado internacional por meio da troca de experiências de empresárias que já atuam no comércio exterior com empresas lideradas por mulheres que desejam explorar o mercado global.

Na primeira fase, 169 empresárias se inscreveram com interesse de serem mentoras. Nesta segunda fase, foi criado um grupo das empresas que serão mentoradas.

O comércio exterior é motor fundamental do crescimento econômico ao redor do mundo. Apesar dos avanços na participação de mulheres no universo do empreendedorismo observados nas últimas décadas, a disparidade de gênero ainda é evidente neste cenário. Segundo dados de inteligência da ApexBrasil, atualmente, menos de 10% das empresas apoiadas pela instituição têm mulheres no topo de suas lideranças. E, de acordo com dados do MDIC, apenas 14% das companhias brasileiras exportadoras possuem preponderância feminina nos quadros societários.

Com o Elas Exportam, as instituições querem transformar essa realidade e impulsionar a inserção de empresas lideradas por mulheres no concorrido comércio exterior.

“Há muitas oportunidades para que as mulheres se beneficiem do comércio exterior. É nossa responsabilidade agir para incluí-las ainda mais neste mercado e o programa é reflexo do nosso engajamento nesse sentido”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, ressalta que a equidade de gênero é capaz de gerar impacto real no desenvolvimento econômico dos países. “A participação das mulheres no comércio exterior pode trazer benefícios significativos para a economia, pois sabemos que empresas que exportam empregam mais e pagam melhores salários. Esperamos que muitas empresas lideradas por mulheres se inscrevam no programa para aprender, com aquelas que já exportam, os benefícios de acessar o mercado internacional”, reforça Repezza.

Como funciona o programa

O programa Elas Exportam terá duração de seis meses e deverá ser repetido em ciclos futuros.

Serão oferecidas mentorias individuais e coletivas, oficinas, seminários, cursos e treinamento de pitch (oratória) para suporte ao desenvolvimento de competências e habilidades técnicas e socioemocionais necessárias ao impulso da atividade exportadora.

Os benefícios serão o entendimento sobre o caminho trilhado por outras mulheres no comércio exterior, esclarecimento de dúvidas práticas relacionadas ao processo de exportação e aprendizado sobre barreiras específicas enfrentadas por mulheres, em especial no contexto socioemocional. O programa deverá contribuir também para o estabelecimento de rede de apoio e ampliação da rede de contatos.

Neste primeiro ciclo do programa 20 empresárias experientes na área de exportação serão mentoras de 20 empresas lideradas por mulheres que desejam começar a exportar.  

Fonte: Agência CNI de Notícias

Grupo GPS, com sua divisão logística, participa de forma maciça da Logistique 2023

O Grupo GPS, líder no mercado brasileiro de serviços indoor e consolidado entre os principais operadores logísticos do país, terá presença marcante na edição deste ano da Logistique – Feira de Logística, Transporte Multimodal de Cargas, Comércio Internacional, Tecnologia e Intralogística, de 22 a 24 de agosto, em Joinville. Além de ser um dos patrocinadores do evento ao lado de gigantes como a A.P. Moller Maersk, Grupo Benner, Porto Itapoá, Kuehne+Nagel e Descartes, estará com estande para mostrar seus produtos e serviço e leva ainda sua expertise para o Fórum Executivo Logistique. 
O Grupo GPS é uma empresa renomada que oferece uma ampla gama de soluções nos setores de Facilities, Segurança, Logística, Engenharia de Utilidades, Serviços Industriais, Alimentação e Infraestrutura. Para se consolidar como um dos maiores operadores logísticos do país o conglomerado uniu quatro respeitadas e consolidadas empresas logísticas nacionais [In-Haus Logística, Loghis, Motus e Wrapper] para ampliar e otimizar os serviços oferecidos ao cliente com soluções logísticas integradas, por uma divisão que já atua há mais de 10 anos e cresce e consolida resultados a cada ano.
O objetivo principal da união, explica o diretor da divisão logística do Grupo GPS Jazeel Santos, é alcançar eficiência e eficácia nos serviços prestados para os diversos clientes dos mais variados segmentos que a divisão atende. “Estamos muito felizes com a expansão crescente da divisão logística, explicada pela nossa visão de inovação e gestão sempre focada no cliente e, consequentemente, em uma prestação de serviço de extrema qualidade, produtividade e performance.” 
Jazeel explica que com a logística integrada, os tempos de ciclo são reduzidos, os estoques diminuem e as empresas ganham flexibilidade para lidar com as mudanças na demanda. Todo o processo envolve recebimento de mercadoria, armazenagem, movimentação interna, separação das cargas, expedição e transporte até que o produto chegue, efetivamente, no lar do consumidor.
Tecnologia
O Grupo GPS conta com a ajuda de um sistema exclusivo de gestão, desenvolvido para gerenciar as operações e realizar o apontamento dos serviços prestados. “O GPS Vista, como é conhecido, consegue mostrar ao cliente se o que foi planejado está sendo realizado, em quanto tempo e por quantas pessoas. Se uma tarefa não for realizada, ela é escalonada, ou seja, o superior ficará encarregado de resolvê-la”, garante Jazeel.
As plataformas e recursos digitais oferecidas pela empresa incluem ainda veículos inteligentes com abastecimento autônomo e tecnologias para automação de armazéns, projetados para aumentar a eficiência operacional e otimizar o espaço disponível. Os investimentos em inovação fazem com que o Grupo GPS se destaque pela combinação de tecnologia avançada, estabilidade financeira e cobertura nacional, oferecendo soluções inovadoras e tecnológicas.

 

Preferência de 26% da população, poupança mantém posição de destaque entre os brasileiros

À medida que o cenário de investimentos evolui e novas oportunidades surgem, a poupança continua desempenhando um papel importante no panorama financeiro brasileiro. Conforme revelado pela sexta edição do "Raio X do Investidor Brasileiro" de 2023, promovida pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro, essa modalidade mantém sua posição de destaque, sendo preferência de 26% da população que realiza algum tipo de investimento. Em seguida, estão as aplicações em imóveis, fundos de investimentos e títulos privados, todos com uma parcela de 4%. Posteriormente, com proporções menores a 2% e 3%, surgem os títulos públicos, ações, previdências privadas e moedas digitais. 
Humberto Cesar Netto, gerente de Produtos e Negócios da Credifoz, explica que o perfil conservador do investidor brasileiro continua norteando suas decisões. Dessa forma, surge a opção pela poupança, uma vez que esse produto mantém sua atratividade como um investimento sólido, atendendo às necessidades de um amplo grupo de investidores que valorizam a segurança em suas escolhas financeiras.
“Entre os fatores que colocam a poupança como uma escolha de destaque estão a isenção de impostos e a garantia de rendimentos mensais, proporcionando segurança aos investidores que desejam minimizar riscos. Além disso, há outras vantagens, como rendimento mensal na data de aniversário da aplicação, ausência de prazo de vencimento e da flexibilidade de resgate a qualquer momento”, completa o especialista. 

Poupança ultrapassa R$ 3,6 bilhões no Litoral catarinense 
Em Santa Catarina, os dados acompanham a tendência nacional. Na região litorânea do Estado, onde a Credifoz está posicionada, o volume total de investimentos na poupança superou a marca de R$ 3,6 bilhões no mês de abril deste ano. Nesta perspectiva, a cooperativa consolida ainda mais a presença desta opção em seu diversificado portfólio de produtos e serviços, reforçando o compromisso sólido de prover escolhas personalizadas e pertinentes aos seus cooperados.
"Como cooperativa de crédito, nossa missão abrange a satisfação das diversas necessidades de investidores. Para aqueles que valorizam a proteção e buscam retornos consistentes, a poupança mantém uma tradição comprovada em reduzir riscos e otimizar benefícios. Também ressaltamos a característica cooperativista que oferecemos, além da possibilidade de retorno das sobras sobre investimentos, um benefício distribuído a todos os cooperados de acordo com suas movimentações", enfatiza Netto. 

Sobre a Credifoz
Com foco na valorização do cooperado, estímulo da qualidade de vida da comunidade e oferta de serviços financeiros diferenciados, a Credifoz mantém uma gestão apoiada nos princípios e nos valores cooperativistas. Formada pela união de empresários do Litoral-Norte catarinense, tem atuação nas cidades de Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Camboriú, Itajaí, Itapema, Navegantes, Penha e Tijucas. A cooperativa integra o Sistema Ailos.

Fórum Logistique traz a temática navegação e logística

A tônica das discussões do segundo dia do Fórum Logistique, realizado em paralelo a Feira de Logística, Transporte Multimodal de Cargas, Intralogística e Comércio Internacional, será logística e navegação. Além de trazer os desafios dos segmentos, o fórum ainda foi pensado ainda com para promover inovação, network e negócios, além de gerar debates que contribuam para a melhoria na eficácia e otimização de custos logísticos das organizações. Trará ainda uma visão global sobre as tendências de mercado, movimentos e impactos que a economia exerce nessas cadeias. 
A programação da quarta-feira, 23 de agosto, abre às 14h com a palestra da vice-presidente da A.P.Moller-Maersk para a América do Sul, Karin Schöner. Ela vai abordar o tema “Descarbonização dos navios: complexidade e impactos para os demais elos da cadeia”. O armador e operador logístico é um dos maiores e mais importantes do planeta na cadeia do comércio internacional e sinônimo de grandeza e tradição.
Para as 15h10 está programado o painel “A importância do papel do operador logístico portuário no comércio internacional” de, às 16h20, o diretor geral do Núcleo de infraestrutura e tecnologia para o Brasil no grupo britânico Informa, Hermano do Amaral Pinto Junior, traz o tema “Tendências tecnológicas para o mercado logístico e a Intermodal 2024”. Já para as 15h45 está prevista a palestra “Ganho de produtividade com implantação de tecnologia em operações de logística”.
O debate ganha corpo com o painel “O complexo portuário catarinense e seu papel na dinâmica do comercio internacional”, às 17h10. Participam o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina Beto Martins; os presidentes dos portos de Imbituba e São Francisco do Sul Luís Antonio Braga Martins e Cleverton Elias Vieira, respectivamente; e Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente administrativo da Portonave S.A., com moderação de Marcelo Salles, consultor da Inteligência e Consultoria Portuária. 
Às 18h20 o painel “Digitalização, ferramentas que agregam segurança e transparência ao transporte marítimo” aborda essa tendência que cresce substancialmente. Participam do debate Gilberto Santos, Brazil country head na Ocean Network Express (Latin America); Pauline Timm Machado, branch manager na Kuehne + Nagel nas filiais de Itajaí e Curitiba; Gabriel Carvalho, diretor na Blue Logistics Brasil; Alberto Machado, gerente de comunicação corporativa e relações institucionais no Porto Itapoá. 
A programação do segundo dia do Seminário encerra com o painel “Como inovar sem espuma. Muitos querem empreender, mas como gerar mais valor nos negócios? Como gerar uma startup interessante ao olhar dos investidores?”, às 19h20, por Denny Mews, professor e CEO da Cargon, uma logtech com o propósito de facilitar a logística com uma plataforma e APP para integrar vários sistemas, modais e gerar maior produtividade para todos envolvidos.

 

Incerteza na economia recua e atinge menor nível desde 2017

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), da Fundação Getulio Vargas, caiu 4,1 pontos em julho, para 103,5 pontos, menor nível desde novembro de 2017. O índice acumula agora uma redução de 13,2 pontos nos últimos quatro meses.

“A continuidade desse quadro dependerá tanto da recuperação da atividade econômica quanto da manutenção de uma relação colaborativa e sinérgica entre as esferas do governo”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.

O Indicador de Incerteza da Economia é composto por dois componentes: 

  • Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online; 
  • Expectativa, construído a partir das previsões dos analistas ouvidos pela pesquisa Focus do Banco Central.

Em julho, o componente de Mídia caiu 2,6 pontos, para 101,9 pontos, menor nível desde fevereiro de 2015. Já o componente de Expectativas interrompeu a sequência de três altas seguidas e recuou em 8,2 pontos, para 108,6 pontos.

Confira detalhes do indicador 

Fonte: FGV

Número de turistas estrangeiros cresce mais de 120% em Santa Catarina

Mais de 204 mil turistas internacionais desembarcaram em Santa Catarina entre janeiro a junho de 2023, um fluxo 120,2% maior do que o registrado no mesmo período de 2022. No primeiro semestre do ano, 204.720 estrangeiros visitaram o Estado, ano passado esse número era de 92.957. Os dados são da Gerência de Informação e Inteligência de Dados da Embratur, em parceria com as equipes do Ministério do Turismo e da Polícia Federal.

No primeiro semestre de 2022, Santa Catarina representou 5,7% dos turistas internacionais do Brasil, enquanto em 2023 esse percentual subiu para 6,3%. Os viajantes que mais desembarcaram por aqui foram de países como, Argentina (168.107), Chile (22.918), Paraguai (4.323), Uruguai (2.513), Estados Unidos (546), Itália (384) e Alemanha (293).

O governador Jorginho Mello, destaca que o Estado apresentou um aumento expressivo no número de turistas internacionais em comparação com o crescimento nacional, de 100,8%. “Os viajantes estrangeiros são fundamentais para diminuir os fluxos da baixa temporada já que a maioria deles visitam nosso estado entre maio e setembro por conta do período de férias deles, que é diferente em outros países como EUA e Europa. Estamos focados em consolidar Santa Catarina como um dos principais destinos turísticos de estrangeiros, possuímos um combo perfeito: paisagens naturais, segurança e infraestrutura”, enfatiza Jorginho Mello.

Para o secretário da indústria, do comércio e do serviço, Silvio Dreveck, os turistas estrangeiros são de fundamental importância para a economia do estado, pois injetam valores gastos principalmente na área de comércio e serviços turísticos. “A economia do turismo contribui para o desenvolvimento de Santa Catarina, pois gera emprego, distribui renda e proporciona melhora na qualidade de vida das comunidades. Além disso, os estrangeiros costumam gastar até mais que os viajantes brasileiros por conta do câmbio”, destaca.

“Esses dados mostram o momento que Santa Catarina vem passando, um momento especial, de reposicionamento do Estado e de confiança dos turistas. Nosso estado é seguro, possui belezas naturais e uma infraestrutura para que o turista possa desfrutar as férias com qualidade. Estamos trabalhando para que esses números aumentem. O Governo está em conversa com os principais aeroportos e companhias aéreas para fazer um trabalho de promoção e estar trabalhando lado a lado para que o turista venha e depois recomende o Estado de Santa Catarina”, complementa o secretário do Turismo, Evandro Neiva.

Dados do Brasil

A variação no número de turistas internacionais no Brasil, entre janeiro a junho do ano passado em comparação com o atual, foi de 100,8%. No primeiro semestre de 2022, o número de turistas foi de 1.616.680, em 2023 subiu para 3.246.563. Grande parte dos turistas vieram da Argentina, Paraguai, Chile e Uruguai.

Pablo Mingoti/Sicos

 

Itajaí tem a segunda maior geração de empregos de SC com mais de 5,6 mil vagas criadas

Itajaí criou mais de 5,6 mil empregos com carteira assinada nos seis primeiros meses de 2023 e consolida-se como a segunda cidade que mais gera empregos em Santa Catarina, entre os maiores municípios do Estado. O saldo positivo de 5.649 vagas, de janeiro a junho, colocou o município à frente de Chapecó (3.029 vagas) e Blumenau (2.728 vagas), terceiro e quarto colocados, respectivamente. Joinville ficou com a primeira colocação (7.063 vagas). Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

“Nossa cidade está em constante crescimento e mês a mês consolida sua posição como uma das maiores geradoras de empregos do Estado e também do país. Semanalmente, o nosso Balcão de Empregos oferta milhares de oportunidades, refletindo uma economia forte e atrativa para novos investimentos”, destaca o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni.

Itajaí também registrou bom desempenho na geração de empregos no mês de junho. Ao todo, foram criadas 469 vagas com carteira assinada no período, novamente a segunda maior geração de empregos de SC. O Município ainda ocupa o posto de maior gerador de postos de trabalho na região da Amfri pelo sexto mês consecutivo em 2023. Navegantes (303 vagas) e Porto Belo (154 vagas) aparecem como segundo e terceiro colocados no ranking em junho.

“O saldo total de vagas geradas pelo Município de Itajaí, de janeiro até junho, tem uma diferença de mais de 3 mil vagas em relação ao segundo colocado da AMFRI. Isso mostra o quanto nossa cidade está engajada no crescimento econômico e segue oferecendo cada vez mais oportunidades para as pessoas que moram ou vem para morar em Itajaí”, ressalta o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Thiago Morastoni.

Setor de serviços foi o que mais gerou empregos em Itajaí

O setor de serviços foi o grupo econômico que mais gerou empregos em junho. A atividade registrou o saldo de 233 vagas, o que representa aproximadamente 50% do total de empregos com carteira assinada gerados no período. Em seguida, aparecem os setores de Comércio (138 vagas) e da Indústria (62). No saldo acumulado de vagas de janeiro a junho, cerca 3.200 oportunidades também foram geradas pelo setor de serviços, o que representa em torno de 57% do total de postos criados.

O Balcão de Empregos do município segue ofertando vagas de emprego e está com mais de 1,3 mil oportunidades nas mais diversas áreas e funções. As vagas podem ser consultadas pelo aplicativo Conecta.í, pelo site empregos.itajai.sc.gov.br ou via WhatsApp (47) 3246-1190. 

ArcelorMittal Vega completa 20 anos de atuação em Santa Catarina alcançando a marca de mais de 22,5 milhões de toneladas de aço produzidas

A ArcelorMittal Vega, uma das mais modernas unidades de transformação de aço do mundo – que integra o grupo ArcelorMittal, líder mundial na produção de aço – está completando 20 anos de operação em Santa Catarina. A unidade, localizada em São Francisco do Sul, atua na transformação de aços planos decapados, laminados a frio e revestidos para atendimento dos setores automobilístico, de eletrodomésticos e da construção civil, entre outros segmentos. A empresa gera cerca de 1.200 empregos no condomínio industrial e atingiu a marca de produção de mais de 22,5 milhões de toneladas de bobinas de aço.
Considerado um dos maiores investimentos privados da história de Santa Catarina, Vega realiza, desde 2021, a maior obra de expansão da sua trajetória, o Projeto CMC, com investimento de US$ 350 milhões em uma nova linha de galvanização e recozimento contínuo. Com a conclusão da obra, a unidade aumenta sua capacidade de produção de 1,6 milhão para 2,2 milhões de toneladas de aço anuais e amplia seu portfólio de produtos, fabricando pela primeira vez nas Américas o Magnelis®. O produto, patenteado pela ArcelorMittal, é produzido atualmente apenas em unidades na Europa e tem grande aplicação nos projetos de geração de energia solar.
Desde março de 2023, a ArcelorMittal Vega é uma unidade certificada com o ResponsibleSteelTM, reconhecimento mundial que estabelece padrões internacionais de processamento e produção responsável do aço. A conquista demonstra o compromisso de Vega em produzir um aço sustentável com respeito às pessoas, através de iniciativas em prol da transformação social, sustentabilidade, diversidade e inclusão, e é um indicativo do alto padrão dos seus processos produtivos.

Educação e inclusão feminina

O Programa Sustentabilidade Técnica, promovido pela ArcelorMittal Vega em parceria com o SENAI, tem garantido resultados na educação profissional e empregabilidade para moradores de São Francisco do Sul. Desde seu lançamento, em 2018, mais de 300 jovens já passaram pelo programa, e 89% deles já estão empregados na própria Vega ou em empresas da região, o que reforça o seu propósito de proporcionar melhores oportunidades para o futuro profissional destes alunos.
O Sustentabilidade Técnica também tem promovido o aumento da inclusão e equidade de gênero, ampliando a representatividade de mulheres na indústria. Hoje, são 44 empregadas que atuam em Vega egressas do Programa, que representam 32% do total das mulheres que trabalham na unidade. Pelo programa, Vega passou a contar, em 2020, com as primeiras mulheres atuando nas suas linhas de produção.
Em junho deste ano, o programa recebeu mais um importante reconhecimento: conquistou o primeiro lugar no Prêmio IEL de Talentos (Instituto Euvaldo Lodi) na categoria Educação Inovadora - Nível Técnico. Agora, o Programa avança para a etapa nacional da premiação que reconhece as melhores práticas de estágio e projetos inovadores, prevista para outubro deste ano. Além do Prêmio IEL, o curso já foi reconhecido pelo Prêmio Ser Humano 2020, concedido pela ABRH-SC, e obteve em 2022 a segunda melhor nota de Santa Catarina no Sistema de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (SAEP) entre todos os cursos em eletromecânica dos SENAIs do estado. Com isto, o SENAI de São Francisco do Sul conquistou uma das melhores avaliações de Santa Catarina, ocupando a sexta colocação entre os 38 SENAIs catarinenses.

Responsabilidade Social
Em 20 anos de operação, os investimentos em ações de Responsabilidade Social da ArcelorMittal Vega ultrapassam a marca de R$ 23 milhões. As áreas que receberam o maior volume de recursos foram Saúde e Educação, mas a empresa investiu também em Cultura, Esporte e Desenvolvimento Comunitário. Por meio de ferramentas de Lei de Incentivo, a ArcelorMittal Vega – através da Fundação ArcelorMittal – já repassou cerca de R$ 19 milhões, recursos que foram destinados a projetos via Lei de Incentivo à Cultura, Lei de Incentivo ao Esporte, Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), e Fundo do Idoso de São Francisco do Sul.

Compromisso com o meio ambiente
A ArcelorMittal Vega reforça em seus resultados ambientais o compromisso contínuo com a sustentabilidade e as boas práticas. Com um volume de produção expressivo de 1,6 milhão de toneladas de aço ao ano, em 2022, menos de 1% dos resíduos da unidade foram destinados a aterros industriais e sanitários. Mesmo com a ampliação, a unidade tem o compromisso de manter os níveis de geração de resíduos e a produção cada vez mais sustentável.
A unidade de São Francisco do Sul conta com uma Reserva Particular do Patrimônio Natural que ocupa 1/3 da área industrial da empresa. A RPPN reúne um fragmento de um dos mais ricos ecossistemas do mundo, a Mata Atlântica, atuando como um importante corredor ecológico para espécies ameaçadas de extinção, como o gato-mourisco, gato-do-mato-pequeno e a lontra.
Para contribuir com a manutenção das espécies e promover a preservação da biodiversidade, a empresa monitora periodicamente a flora e a fauna da Reserva. Por meio do Programa Verde com Vida, criado em 2007, a RPPN recebe visitas de escolas e instituições da comunidade e da região para potencializarem a sua conexão com a natureza. Desde a criação do Programa, a reserva já recebeu mais de 20 mil visitantes.
"Como parte integrante de uma empresa líder mundial na produção de aço, Vega sempre atuou pelo desenvolvimento regional e, por meio dos seus valores e do propósito de produzir aços inteligentes para as pessoas e o planeta, buscou contribuir para o amadurecimento e crescimento das suas relações com a comunidade e a sociedade. Nestes 20 anos, acreditamos que nossa atuação tenha sido positiva, justamente porque acreditamos que não transformamos apenas aço, mas também pessoas", afirma Sandro Sambaqui, Gerente Geral da ArcelorMittal Vega.

Cobli leva experiência imersiva de videotelemetria para Logistique

A Cobli, FleetTech que descomplica e potencializa a gestão de frota, leva uma experiência de videotelemetria para a edição deste ano da Logistique – feira de Logística, Transporte Multimodal de Cargas, Comércio Internacional, Tecnologia e Intralogística. O evento é considerado pelo mercado como um dos maiores e mais importantes voltados à logística e transporte intermodal do país e acontece entre os dias de 22 e 24 de agosto. 
Apontada como a próxima fronteira na gestão de frotas, a Cobli Cam conta com câmeras com inteligência artificial embarcada que filmam a cabine dos veículos e a via. Dessa forma, comportamentos de risco no trânsito - como distração ao volante, distância insegura do veículo da frente entre outros - são identificados automaticamente  e um alerta sonoro é emitido para avisar o condutor da imprudência. Esses dados ficam à disposição dos gestores na plataforma da Cobli que, com o auxílio da inteligência artificial, consegue organizar um grande volume de informações e encaminhar os pontos que realmente demandam alguma ação. Com isso, dados brutos são transformados em informação útil e relevante. 
“Tecnologias como a câmera veicular evoluíram e estão cada vez mais inteligentes e acessíveis para uma condução mais focada e cuidadosa. Não à toa nos Estados Unidos já acontecem mais instalações de videotelemetria do que de sistemas mais básicos como GPS e rastreadores. O Brasil está evoluindo nessa jornada e colherá muitos benefícios”, explica Omar Jarouche, CMO da Cobli. 
No estande da Cobli o visitante poderá vivenciar na prática como funciona a videotelemetria do ponto de vista do motorista e do gestor de frota. A experiência imersiva também possibilitará conhecer como é feita a identificação automática de situações de risco e a captura e envio de imagens para a plataforma da Cobli, passando pelos alertas sonoros emitidos na cabine do veículo e também pela notificação enviada para o gestor - que recebe o momento exato que precisa intervir. “Uma direção imprudente é um risco para toda a sociedade. Já observamos casos de clientes que conseguiram reduzir 80% eventos de risco como excesso de velocidade e tiveram uma queda a praticamente zero das multas por uso do celular ao volante”, acrescenta Omar. 
Mercado estratégico 
A logística é um dos maiores mercados brasileiros: de acordo com o Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), em 2022, o Brasil teria gasto o equivalente a 13,3% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, o mesmo percentual de custo gira em torno de 6% a 7%. “Por meio de tecnologias de ponta em IoT, Inteligência Artificial, Big Data, as soluções da Cobli ajudam a reduzir custos, além de potencializar produtividade, cuidar da condução segura do motorista e melhorar a experiência do cliente final”, destaca Omar. 
A região Sul é um polo importante para logística e para a tecnologia, porque nela estão localizadas sedes de empresas nacionais e multinacionais, grandes exportadoras e de desenvolvimento tecnológico. Omar completa que a Logistique é um evento estratégico, pois tanto a localização quanto o segmento são altamente estratégicos para a Cobli. “Nossa participação é importante para estreitar o relacionamento com clientes e parceiros, além de buscarmos um networking de qualidade para novas oportunidades de negócio. Para isso, a Cobli terá um time de especialistas para mostrar por meio de experiências interativas como nossa plataforma de inteligência pode ajudar as empresas a potencializar suas operações”, afirma Omar 
A diretora executiva da Logistique destaca a importância da presença de empresas do porte da Cobli no evento. “Empresas como a Cobli têm papéis determinantes no mercado da logística, com produtos totalmente inovadores e cruciais para aprimorar a logística do transporte rodoviário de cargas”, destaca Karine, diretora executiva da Logistique. 

 

3S CORP participa da Logistique 2023

O Grupo 3S CORP Soluções Internacionais participa pela segunda vez como expositor da Logistique 2023 – Feira de Logística, Transporte Multimodal de Cargas, Comércio Internacional, Tecnologia e Intralogística. A empresa presta serviços em operações de importação e exportação e consultorias, além de contar com centro logístico e transportadora próprios, para oferta de armazenagem e transporte rodoviário nacional. O evento acontece de 22 a 24 de agosto, em Joinville, e é considerado um dos maiores e mais importantes de logística do Brasil. 
“A Logistique reúne as principais inovações e soluções para toda a cadeia logística, intralogística, transporte multimodal de cargas, TI e gerenciamento da cadeia de suprimentos. Assuntos que interessam especialmente para a região Sul do país”, destaca o CEO do Grupo 3S CORP, Lucas Vogt Schommer. Para se ter uma ideia do potencial regional, somente nos três estados da região Sul, são oito portos e somando os PIBs de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a região representa cerca de 20% do total brasileiro.
Apenas em Santa Catarina, o comércio internacional fechou o primeiro semestre de 2023 com US$ 5,8 bilhões em exportações. Os produtos alimentícios, agropecuários e intensivos em tecnologia e insumos elaborados da indústria foram os destaques de vendas para o exterior, segundo dados do Observatório da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). O Estado aumentou as exportações na Ásia e em países da América Latina. Além disso, houve um alto crescimento de SC no fornecimento de insumos para a indústria automotiva da Argentina e México, como também para Alemanha, Reino Unido e Polônia, na Europa. 
“Decidimos participar da Logistique para estabelecer novas parcerias e reforçar as já existentes, expor e divulgar as verticais de negócio do grupo, como sendo um parceiro estratégico de negócios em soluções logísticas, e estar ainda mais informado sobre as novas tendências do setor”, diz Lucas Vogt Schommer. Ele atua há 15 anos em consultoria e assessoria técnica em negócios internacionais, inclusive com exposição internacional.
O grupo foi fundado em 2011, no Rio Grande do Sul, mas hoje tem atuação nacional. Faturou R$ 660 milhões em 2022 e conta com escritórios nas cidades de Novo Hamburgo (RS), São Paulo (SP), Itajaí (SC), Porto Velho (RO) e Brusque (SC), onde fica o centro logístico com 8 mil metros quadrados. A empresa vem apresentando crescimento ano a ano. Em 2019, tinha 100 clientes, hoje são 500. O número de colaboradores pulou de 35 em 2019 para 165 no fim de 2022 e hoje já são quase 200. 
A 3S CORP conta ainda com estrutura de franquia para venda de serviços, que oferece execução de ponta a ponta para processos de importação e exportação, sem terceirização. São executados serviços nas áreas de outsourcing, em especial no mercado asiático; frete, desembaraço aduaneiro, transporte, logística e armazenamento. 

Brasil cria 157 mil empregos formais em junho e fecha 1º semestre com 1 milhão de novas vagas com carteira assinada

Durante junho, foram criados 157.198 novos postos de trabalho no mercado formal brasileiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira, 27. No mês, foram registradas 1.914.130 admissões e 1.756.932 desligamentos. Em relação a junho de 2022, houve queda de 44,8% na criação de empregos, quando foram geradas 285.009 vagas. Contudo, houve crescimento de 1,3% em relação a maio de 2023. No primeiro semestre do ano, o país gerou de 1.023.540 empregos formais. O resultado é o pior desempenho para o período desde 2020. A criação de empregos formais no primeiro semestre caiu 26,3% em comparação ao mesmo período de 2022. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o cadastro registrou saldo positivo de 1.651.953 empregos. A quantidade total de vínculos celetistas ativos chegou a 43.467.965, o que representa um crescimento de 0,36% em relação ao estoque do mês anterior.

Os cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldos positivos em junho, com destaque para o setor de serviço que acumulou 76.420 novos postos. Já agropecuária foi responsável pela criação de 27.159 novas oportunidades, enquanto construção acumulou 20.953 empregos. Foram contratadas 20.554 pessoas com carteira assinada no comércio e 12.117 na indústria. Sudeste foi a região com mais oportunidades, gerando 76.081 postos, o que representa um crescimento de 0,34%. Contudo, outras regiões tiveram percentual de crescimento mais expressivo no número de vagas. O Norte aumentou em 0,67% a quantidades de oportunidades, com 14.105 postos. O Centro-Oeste cresceu 0,57%, com 21.547 vagas. Já o Nordeste teve alta de 0,48% com 33.624 postos. O Sul teve o desempenho menos expressivo com alta de 0,12% e 9.587 postos. O salário médio para novas contratações foi de R$ 2.015,04, ganho real de R$ 12,47 quando comparado ao mês anterior. A remuneração aumentou 1,9% em relação a junho de 2022.

Redução de preços em doze meses foi de 7,72% pelo IGP-M

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) mostra mais uma queda nos preços praticados no mercado. Nos últimos doze meses, o IGP-M acumula deflação (queda de preços) de 5,15%. Em 12 meses, a queda foi de 7,72% e, em 2023, de 5,15%. Em julho, foi registrada queda pelo quarto mês consecutivo, recuando 0,72%, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre). Como em julho do ano passado o IGP-M acumulado de 12 meses era positivo em 10,08%, o resultado revela um movimento de deflação na economia brasileira, quando a inflação, ou seja, o aumento dos preços, recua. O IGP-M é o índice de inflação mais usado para correção de alugueis. Com o resultado negativo, inquilinos podem cobrar que os valores sejam mantidos ou até reajustados para baixo.

A taxa é a média aritmética ponderada de três índices de preços: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), e revela o comportamento dos preços de produtos e serviços mais relevantes para produtor, consumidor e construção civil. O resultado do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), em julho de -1,05%, foi o que mais pressionou para baixo o IGP-M de julho, de acordo com a análise de André Braz, coordenador da pesquisa. “O IPA continua registrando deflação em seus principais grupos, movimento que permanece influenciando o resultado do IGP. No entanto, a intensidade destes movimentos está esfriando, pois importantes matérias-primas brutas começaram a registrar variações positivas ou menos negativas, como o minério de ferro (de -2,21% para 2,96%), os suínos (de -7,03% para 3,46%) e o milho (de -14,85% para -4,95%)”, avaliou.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou em 0,11% em julho. Das oito classes pesquisadas, quatro apresentaram alta, com destaque ao grupo de transportes – quando a variação passou de -1,68% para 0,70%. O item gasolina variou este mês 3,65%, depois de ter sido de -3% em junho.

MEIs, empresas de pequeno porte ou em recuperação judicial poderão utilizar FGTS para parcelar dívidas em até 12 anos

O saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) poderá ser utilizado para parcelas dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas, além de devedor em situação de recuperação judicial. A decisão do conselho curador do FGTS foi publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira, 27. O prazo máximo para parcelamento é de 100 e 144 meses, aproximadamente entre 8 e 12 anos, a depender da categoria da empresa. Para pessoas jurídicas de direito público o prazo será de 100 meses. Microempreendedor individual, microempresa e empresa de pequeno porte terão 120 meses. Já empresas em situação de recuperação judicial com processamento deferido poderão parcelar em 144 meses. Companhias que tenham sido cadastradas como empregadores que utilizavam condições análogas à escravidão não poderão parcelar qualquer débito com o FGTS. O Ministério do Trabalho e Emprego apresentará relatórios semestrais consolidados, oportunizando visões gerenciais tais como quanto aos níveis de contratação, de adimplemento, valores recuperados, devedores em conformidade e quantidade de trabalhadores beneficiados. Em caso de calamidade pública, o devedor poderá ser beneficiado com a suspensão do recolhimento das parcelas.

Arrecadação da União em SC em 2022 chegou a R$ 103,6 bi

A arrecadação da União em Santa Catarina em 2022 foi da ordem de R$ 106,3 bilhões, dos quais R$ 9,2 bilhões retornaram ao estado por meio dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM) e de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização os Profissionais da Educação (Fundeb). A informação foi prestada durante a reunião de diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) pela superintendente da Receita Federal no Sul do Brasil, Cláudia Regina Thomaz.

Conforme a superintendente, os recursos que foram transferidos automaticamente para o estado foram de R$ 1,7 bilhão do FPE, 5,7 bilhões do FPM e R$ 1,8 bilhão do Fundeb. A Receita Federal é responsável pela arrecadação de 90% dos recursos da União. Em 2022, o órgão recolheu R$ 2,1 trilhões para os cofres nacionais.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, enalteceu a ação da Receita no combate à evasão fiscal. “A sonegação promove a concorrência desleal”, observou.

Comércio exterior
A superintendente informou que cerca de 20% das empresas importadoras aderiram ao Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA). O índice é relativamente baixo, se considerados os benefícios do programa e é destinado aos operadores que cumprem regularmente suas obrigações, trazendo mais agilidade para suas operações e reduzindo seus custos operacionais. Segundo Cláudia, em Santa Catarina, uma empresa OEA tem verificação de uma a cada 200 declarações, ante uma a cada 50 declarações de empresas que não se habilitaram.

“O OEA é um programa extraordinário e as empresas importadoras devem se habilitar”, comentou a presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maitê Bustamante.

Uso intensivo de tecnologia
“A Receita Federal brasileira hoje é internacionalmente reconhecida pelo bom uso da tecnologia”, afirmou Cláudia. “Santa Catarina é um dos estados que mais utilizou a declaração de imposto de renda pré-preenchida”, citou. “Mais do que fiscalizar, o objetivo da Receita é fomentar o cumprimento espontâneo das obrigações tributárias”, destacou Cláudia Thomaz. 

Inadimplência cai pela primeira vez em 2023, aponta Serasa

O número de pessoas inadimplentes no Brasil teve em junho a primeira queda em 2023, aponta o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. Foram registrados 71,45 milhões de negativados, uma redução de 450 mil pessoas em relação ao mês anterior. Esse volume representa uma queda de 0,63%.

A última vez que o indicador havia registrado decréscimo foi em dezembro de 2022. Na comparação com junho do ano passado, quando os inadimplentes somavam 66,82 milhões, houve alta. O número de negativados representa 43,78% da população adulta do Brasil.

A faixa etária que mais tem pessoas com nome restrito é a de idade entre 41 e 60 anos, que representa 34,8% dos negativados. Em seguida, está a faixa de 26 a 40 anos, que corresponde a 34,7% do total de inadimplentes. A faixa etária acima de 60 anos representa 18,1%.

Também houve queda no volume total de dívidas, passando de 264,5 milhões, em maio, para 262,8 milhões, em junho, uma redução de 0,62%. O valor total das dívidas, por outro lado, teve alta de 0,15%, chegando a 346,3 bilhões. O valor médio das dívidas por pessoa ficou em R$ 4.846,15, acréscimo de 0,78%.

Por unidade federativa, o Rio de Janeiro é a que apresenta o maior percentual de inadimplentes (52,8%). Na sequência aparecem Amapá (52,72%), Amazonas (52,20%), Distrito Federal (52,05%) e Mato Grosso (50,33%). O estado com menos pessoas nessa condição é o Piauí (36,18%).

Desenrola Brasil
De acordo com o Serasa, a primeira semana do Programa Desenrola Brasil, do governo federal, teve impacto nas negociações de dívidas. Quase 900 mil dívidas foram negociadas somente pelos canais da Serasa até essa sexta-feira (21) e a procura foi 80% maior do que a média de acordos habituais da plataforma.

Fonte: Agência Brasil

Para atrair turistas estrangeiros, Costa Verde & Mar divulga seus roteiros em eventos pela América do Sul

Os turistas estrangeiros são o foco de divulgação da Costa Verde & Mar (SC) no próximo mês. A região turística, localizada no litoral Centro-Norte catarinense, realizará a divulgação de suas cidades, roteiros e atrativos turísticos em países da América do Sul, para trazer mais visitantes. A ação inicia com a participação em um dos maiores eventos do trade, o Meeting Brasil – América Latina, que será realizado entre os dias 31 de julho e 7 de agosto, na Argentina, na Colômbia, no Paraguai e no Peru. A divulgação ganhará continuidade com o início da 3ª etapa do projeto Visite BC e região Costa Verde & Mar, que entre os dias 13 e 19 de agosto passará pelo Chile e pelo Uruguai.
A primeira parada da equipe da Costa Verde & Mar será no dia 31 de julho em Bogotá, na Colômbia, através do Meeting Brasil. Será realizada capacitação para que operadores e agentes de viagem saibam detalhes dos roteiros turísticos locais, as novidades que o visitante encontrará e atrações para todas as idades e em todas as épocas do ano nas 10 cidades da região turística. A apresentação será realizada no Hotel Grand Hyatt Bogotá, na sala Tolima, a partir das 11h, seguida da rodada de negócios.
A segunda ação será realizada em 2 de agosto em Lima, no Peru. A capacitação está agendada para às 10h30min, na sala Mediterraneo B do Delfines Hotel & Convention Center Calle Los Eucaliptos, também seguida da rodada de negócios. A terceira parada será dia 4 de agosto em Córdoba, na Argentina. O encontro está marcado para às 10h na sala Uritorco 1 do Hotel Quinto Centenário.
E as atividades do Meeting Brasil 2023 serão encerradas em 7 de agosto, em Assunção, no Paraguai, com capacitação agendada para às 10h na sala Suquia 1 do Crowne Plaza Asunción. Durante todas as ações, a equipe da Costa Verde & Mar irá disponibilizar um e-book com informações sobre os destinos locais, os roteiros turísticos, as atrações e a infraestrutura regional para que os operadores e agentes de viagem possam consultar mesmo após o evento.
“O Meeting é uma das melhores formas de realizar conexões com os profissionais do setor da América Latina. No evento temos a oportunidade de trocar informações, compartilhar as novidades da Costa Verde & Mar e ficarmos mais próximos daqueles que atraem os turistas para a nossa região”, afirma a presidente do Colegiado de Secretários de Turismo da Amfri, Zene Drodowski. As inscrições para o Meeting Brasil 2023 podem ser realizadas através do site do evento.
 
Chile e Uruguai
Além do Meeting, a ação de divulgação da Costa Verde & Mar pela América do Sul seguirá entre os dias 13 e 19 de agosto, quando representantes da região turística passarão por cidades do Chile e do Uruguai. A proposta integra o início da 3ª etapa do projeto Visite BC e região Costa Verde & Mar que leva aos principais destinos do Brasil e do exterior informações sobre as atrações e roteiros regionais. Esta etapa internacional terá continuidade até o mês de novembro, e prevê ainda passagem pela Argentina e pelo Paraguai.
 
Cidades que fazem parte da Costa Verde & Mar: Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itajaí, Itapema, Navegantes, Penha e Porto Belo.

 

Missão do Ministério da Agricultura vai ao Japão tentar reverter a suspensão da importação de frango produzido em SC

O chefe do executivo estadual apresentou ao ministro o sistema sanitário de proteção animal e todos os protocolos seguidos para eliminação do foco identificado em aves de uma criação caseira, de fundo de quintal, em Maracajá (SC) no último sábado.

“Estamos bastante preocupados com o embargo que a gente sofreu do Japão e viemos pedir ajuda. O ministro tem uma missão essa semana para o país e a gente veio reforçar essa importância, o quanto as vendas para o Japão representam pra economia de Santa Catarina, e o nível de qualidade da nossa produção”, explicou o governador Jorginho Mello.

O Brasil continua sendo um dos quatro países do mundo que nunca registraram casos de gripe aviária em criações comerciais, as que produzem os produtos vendidos para o exterior. O Japão, no entanto, adota esse protocolo preliminar de suspender as importações sempre que identificada a doença em alguma ave que não seja silvestre.

“Passou a ser a prioridade número 1 da nossa missão. Já estamos em tratativas para rediscussão deste protocolo. Santa Catarina sempre foi e sempre será o nosso exemplo de sanidade animal e garantimos isso pros brasileiros e pro mundo todo a partir do exemplo do que vemos em solo catarinense”, disse o ministro Carlos Fávaro.

Santa Catarina responde por mais de 30% do fornecimento do consumo do país de carne de frango. O estado também é um dos poucos fornecedores de proteína aviária que já exporta o produto com os cortes mais tradicionais consumidos pelo mercado japonês.

O governador Jorginho Mello receberá o embaixador do Japão nesta quarta-feira, 19. “Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para reverter a situação, mostrar que foi um fato isolado e que não afeta a excelência sanitária do plantel avícola catarinense e a produção comercial”, disse.

Histórico

Na segunda-feira, 17, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu um ofício informando ao governo de Santa Catarina que o Japão decidiu suspender a compra de carne de frango e seus subprodutos do estado.

Assim que recebeu a confirmação de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, a Secretaria de Estado da Agricultura, por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), adotou todas as medidas sanitárias com base nos protocolos internacionais.

O foco foi erradicado já no próprio final de semana da descoberta do caso isolado. A Cidasc também intensificou as ações de educação sanitária, de vigilância e investigação epidemiológica nas propriedades rurais na região.

 

Foto: Guilherme Martimon/MAPA
 
Em 6 meses, exportação de frango congelado ultrapassa 46 mil contêineres na TCP

No primeiro semestre de 2023, a TCP (empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá) registrou volume de 57.849 contêineres de carne congelada, valor 23% maior que no mesmo período do ano passado. O frango congelado é líder na categoria, representando 68% do total de exportação de carne no terminal.
 
Ao todo, 46.006 contêineres com frango congelado foram exportados pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá no primeiro semestre. O expressivo aumento na exportação desencadeou dois recordes ao terminal no mês de junho: um de volume reefer (contêineres com controle de temperatura) e outro de movimentos de contêiner por hora no cais. Isto ocorreu devido à carne congelada ser a principal commodity exportada nos reefers, o que impulsionou a produtividade na empresa.
 
O gerente comercial, de logística e de atendimento ao cliente da TCP, Giovanni Guidolim, destaca que “somos referência mundial em movimentação de carne de frango congelada, sendo o maior corredor de exportação da proteína. Nós exportamos para os principais destinos, com destaque para a China, devido ao elevado consumo. Para atender à crescente demanda de mercado, investimos na área reefer do terminal, que é a maior do Brasil, proporcionando uma flexibilidade operacional de recebimento e armazenagem em linha, de acordo com a exigência do segmento”.
 
Outro diferencial que propiciou o aumento das movimentações na TCP foi o modal ferroviário, único no sul do país com acesso direto a zona alfandegada. Segundo o gerente comercial, “a ferrovia é responsável por transportar um em cada cinco contêineres de exportação até o terminal. Além disso, 70% do volume que chega à TCP, via ferrovia, é de carne congelada. É uma operação que traz confiabilidade, redução de custos e sustentabilidade ao mercado”.
 
Recorde histórico no Paraná
 
O Paraná é o estado que mais produz carne de frango para exportação pela TCP. Além do crescimento no terminal, o estado também alcançou recorde histórico de produção. De acordo com dados do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), 1.073 milhão de toneladas desta proteína animal foram produzidas no Paraná e vendidas para o Exterior no primeiro semestre de 2023. 
 
Este foi o melhor desempenho apresentado pelo estado desde o início da série histórica divulgada pelo órgão nacional, em 1997. O número representa 41% das transações nacionais 

Entrega eficiente e custo menor: serviço LCL da Asia Shipping em SC traz economia de 25% para clientes

Garantia de qualidade e de segurança do início ao fim do transporte com um preço competitivo é o diferencial da operação de consolidação de carga feita pela filial de Santa Catarina da Asia Shipping, maior integradora logística da América Latina e a única da região presente no Ranking dos 50 maiores agentes de carga do mundo. Esses resultados são possíveis graças a um pacote logístico porque a companhia atua como um agente integrador completo, reduzindo custos em até 25%. 
 
Toda a estrutura é montada em uma logística integrada, explica Greisson Ribeiro, gerente da Filial de Itajaí da companhia. “A Asia Shipping não terceiriza seus profissionais e serviços e faz toda a gestão, o que permite ter garantia de qualidade em todas as pontas: do despachante, ao time de operação rodoviário e serviços internacionais”, explica ele.
 
O oferecimento do pacote logístico a um preço competitivo é o diferencial dessa operação: basicamente no LCL a empresa toma conta de toda a cadeia para o cliente, exceto o desembaraço. “O cliente fecha o serviço internacional conosco desde a China. Dessa forma, coletamos a carga, recebemos em nosso armazém na China, fazemos o frete até Navegantes e Itapoá, removemos essa carga para um terminal alfandegado dentro da nossa jurisdição, desovamos a unidade e, depois da nacionalização, que geralmente o cliente que faz, ele indica que a carga está nacionalizada e faz o pagamento das armazenagens”, detalha Ribeiro. 
 
Na sequência, é feita a entrega da carga para o cliente final no trecho nacional rodoviário. O benefício é ter o controle total de toda a cadeia, oferecendo a qualidade da Asia Shipping. “Nos posicionamos como agente completo integrador e isso permite diluir o custo do cliente dentro da sua estrutura”, destaca ele. 
 
Os setores que mais requisitam esses serviços são eletroeletrônicos, tecidos, motores, materiais de segurança e eletrodomésticos. O custo é reduzido porque cada contratação paga uma fração, mas a entrega continua sendo rápida e com qualidade. 
 
“Programamos num dia e entregamos no outro porque hoje a nossa capilaridade de serviço de entrega está em dois extremos do Estado atendendo os grandes centros e polos de atuação dos clientes com entrega diária”, explica o gerente.
 
Isso acontece porque toda a gestão é feita pelo time da própria Asia Shipping e, por esse motivo, é possível oferecer serviço certificado pela OEA, gerenciamento de risco a rastreamento completo bem roteirizado, o que dá celeridade ao processo. 
 
Sobre a Asia Shipping
Criada em Santos em 1996, a Asia Shipping é uma multinacional brasileira que atua na gestão de processos logísticos de mercadorias tanto na importação quanto na exportação, utilizando diversos modais como aéreo, marítimo e rodoviário. Além disso, a companhia também é especializada em Inteligência Fiscal e Tributária, Desembaraço Aduaneiro e Seguros de cargas. 
Com 27 anos, a Asia Shipping é a maior integradora logística da América Latina e a única da região presente no Ranking dos 50 maiores agentes de carga do mundo, ocupando a 31ª posição. Também foi certificada pelo Great Place to Work como uma das “Melhores Empresas para se Trabalhar” no Brasil. A companhia está em 12 países, com 40 escritórios no mundo – 11 no Brasil – e mais de 1.000 colaboradores. A empresa aderiu ao Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado, o OEA, e ao Pacto Global da ONU. 

 

O impacto da Inteligência Artificial na indústria

A Inteligência Artificial (IA) está transformando a indústria brasileira, como pode ser visto na Petrobras, que desenvolveu um sistema de análise de dados para prever falhas e aumentar a segurança na exploração de petróleo e gás, na Embraer, que utiliza uma plataforma de simulação capaz de gerar cenários e validar projetos de aeronaves, e na Natura, que usa IA em um sistema de recomendação e chatbot para interagir com os clientes. Esses são apenas alguns exemplos, mas a IA está presente em diversos setores industriais no Brasil e tende a ser cada vez mais importante para o desenvolvimento do país.

Um impacto ainda maior, não só na indústria mas em todo o futuro do trabalho, independentemente do setor, virá da combinação de Tecnologia Inteligente, Inteligência Artificial, Robótica e Algoritmos, conhecida pela sigla STARA.

O uso de Tecnologia Inteligente, como comunicação sem fio e sensoriamento inteligente, permite a criação de ambientes de aprendizagem inteligentes que melhoram a qualidade de vida dos usuários. No entanto, essas mudanças tecnológicas também apresentam desafios, como a necessidade de lidar com alterações que afetam a concentração e a produtividade dos colaboradores.

A Inteligência Artificial desempenha um papel fundamental ao utilizar dados e algoritmos para imitar o processo de aprendizagem humano. Isso permite que as pessoas dediquem mais tempo ao pensamento criativo e à tomada de decisões, o que vejo como uma das grandes oportunidades para o ser humano exercitar o melhor de suas qualidades.

A Robótica, por sua vez, está se tornando mais autônoma e integrada às equipes humano-robô, levantando preocupações naturais sobre a substituição de empregos. É necessário equilíbrio na integração entre humanos e robôs, garantindo confiança e adaptabilidade na atribuição de poder, mas aqui vejo a grande oportunidade de as máquinas exercerem o seu melhor.

Os algoritmos desempenham um papel importante nas recomendações feitas em plataformas de todos os tipos, incluindo recrutamento e negociação. As mudanças trazidas por essa tecnologia têm consequências profundas em termos de equidade e eficiência no mercado de trabalho.

Em suma, o STARA representa uma combinação de elementos tecnológicos que moldarão o futuro do trabalho. Organizações de todos os setores, governos, lideranças e indivíduos devem se preparar para uma ampla gama de resultados e compreender como utilizar essas tecnologias de forma ética e equitativa.

*Renato Grau é CEO da Innovision e fundador da TrenDs News.

O artigo foi publicado na Revista Indústria Brasileira.

REPRODUÇÃO DO ARTIGO - Os artigos publicados pela Agência de Notícias da Indústria têm entre 4 e 5 mil caracteres e podem ser reproduzidos na íntegra ou parcialmente, desde que a fonte seja citada. Possíveis alterações para veiculação devem ser consultadas, previamente.

Confiança da indústria aumentou, mas condições econômicas ainda não agradam

De olho na economia brasileira e mudanças no mercado, a confiança da indústria tem oscilado em 2023, mas julho é o segundo mês consecutivo em que os empresários se mostram confiantes. A constatação foi feita pelo Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No sétimo mês do ano, o indicador mostrou aumento de 0,7 ponto e saiu de 50,4 pontos para 51,1.

O avanço se deve, principalmente, a uma visão menos negativa das condições atuais da economia brasileira e das empresas. Foram ouvidas 1.305 indústrias de diversos setores de todo o Brasil.

“Essa melhora está associada tanto à inflação mais controlada, quanto a outros elementos que contribuem de forma gradual para o aumento da confiança, como o amadurecimento da discussão relacionada à reforma tributária, o avanço do varejo, o mercado de trabalho ainda aquecido e as cadeias de suprimento mais organizadas em relação ao ano passado”, destaca a economista da CNI, Larissa Nocko.

“É um resultado positivo, mas quando comparado com julho de 2022 (57,8 pontos) e a média histórica (54,1 pontos), ainda não é um resultado para ser comemorado”, complementa.

O ICEI é composto pelo Índice de Condições Atuais, que registrou 45,5 pontos este mês, e o Índice de Expectativas, que marcou 53,9 pontos. Juntos, os indicadores refletem que há expectativas positivas para os próximos meses, mas as condições atuais da economia e das empresas ainda são desfavoráveis.

O que é o ICEI
O ICEI, como um indicador antecedente do desempenho industrial, sinaliza as mudanças de tendência da produção industrial. A pesquisa que coleta as informações necessárias para a construção do ICEI é realizada junto com as Sondagens Industrial e Indústria da Construção.

O índice varia de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário e quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário e quanto mais abaixo de 50 pontos, maior e mais disseminada é a falta de confiança.

Preço da gasolina registra alta de 11,8% no governo Lula

O preço médio da gasolina subiu 11,8% no Brasil desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dado é da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). O combustível encareceu em todos os Estados. Sete apresentaram variação acima de 15%: Amazonas, Acre, Roraima, Sergipe, Paraíba, Espírito Santo e Amapá. Destas federações, o Amazonas registrou a gasolina mais cara. O combustível chegou em média a R$ 6,30 o litro, uma alta de 25,7% em comparação ao preço que era comercializado em dezembro de 2022. Já o Piauí computou o menor crescimento do preço médio do combustível. No Estado, a gasolina é vendida a R$ 5,53 o litro, uma variação de apenas 3,1% em comparação ao último mês do ano passado. São Paulo ficou na 22ª posição no ranking geral. No Estado, o combustível é vendido em média a R$ 5,46 o litro, aumento de 7,7% em comparação ao que era contabilizado há sete meses. Segundo a ANP, o preço médio do litro da gasolina no Brasil ficou mais caro do que o preço médio do diesel durante os seis primeiros meses do atual governo. Atualmente, o principal combustível para os carros está sendo comercializado nos postos brasileiros a R$ 5,63 o litro, quase 13% maior ao valor cobrado pelo diesel, que é destinado a caminhões.

Boletim Focus: IPCA para 2023 permanece em 4,95% e Selic deve terminar ano em 12%

Após a deflação de 0,08% no IPCA – o índice oficial de inflação do país – de junho, a expectativa inflacionária para 2023 ficou estável em 4,95% no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 17. Um mês antes, a mediana era de 5,12%. Para 2024, foco da política monetária, a projeção continuou em 3,92%. Há um mês, era de 4,00%. A expectativa para a taxa Selic no fim deste ano também ficou estável no Boletim Focus. A mediana para os juros básicos no fim de 2023 continuou em 12,00%. Para o término de 2024 também se manteve, em 9,50%. Há um mês, as estimativas eram de 12,25% e 9,50%, nessa ordem. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.

Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho, o Banco Central (BC) expôs que a maioria do colegiado já vê condições para uma queda de juros na próxima reunião, em agosto, se o processo desinflacionário e de reancoragem de expectativas continuar. As projeções do Boletim Focus continuam acima da meta. Para 2023, a mediana ainda indica estouro do objetivo a ser perseguido pelo BC pelo terceiro ano consecutivo, depois de 2021 e 2022.

No fim de junho, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou ao Conselho Monetário Nacional (CMN) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá editar decreto estabelecendo uma meta contínua de inflação a partir de 2025, em substituição à atual meta-calendário. Haddad e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), não deram previsão de quando o ato do Executivo será publicado.

* Com informações do Estadão Conteúdo

Benner terá presença maciça na Logistique 2023

A catarinense Benner Sistemas, de Blumenau e presente em todo o território brasileiro por meio de suas soluções efetivas nas áreas de gestão em ERP, jurídico, logística, recursos humanos, saúde e turismo corporativo, terá presença marcante na edição deste ano da Logistique – Feira de Logística, Transporte Multimodal de Cargas, Comércio Internacional, Tecnologia e Intralogística, de 22 a 24 de agosto, em Joinville. Além de ser um dos patrocinadores do evento ao lado de gigantes como a Maersk Lines,  Grupo GPS, Descartes e Kuehne+Nagel, estará com estande para mostrar seus produtos e serviço e leva ainda sua expertise para o Fórum Executivo Logistique. 
Com 25 anos de atuação no mercado, a empresa acumula com mais de 5 mil implementações de sistemas para médias e grandes empresa em diversos estados brasileiros e mais de 25 mil usuários. Gera 1,5 mil postos de trabalho e tem uma carteira de clientes que engloba algumas das principais marcas brasileiras e globais. 
A Benner desponta entre as 500 maiores empresas emergentes do Sul do Brasil e coleciona títulos. Entre eles o Prêmio Fornecedores de Confiança da Revista Amanhã, destaque entre os 100 melhores Fornecedores para RH do país, figurou entre as 200 maiores empresas de TI e ficou entre as empresas mais rentáveis do Brasil de 2014 a 2017.
“A participação de empresas com o porte e solidez da Benner na edição de 2023 da Logistique, em três frentes distintas, comprova nosso compromisso com a qualidade do evento e com a curadoria de nosso fórum técnico”, destaca a diretora executiva Karine Marmitt. O evento é realizado em Joinville desde 2018 e está consolidado como um doas maiores e mais importantes do setor de logística do Brasil. 

 

Taxa de ocupação dos hotéis em junho indica estabilidade do setor
A ocupação dos hotéis e pousadas da Grande Florianópolis registrou crescimento de 0,9% em junho, no comparativo ao mesmo período do ano passado. De acordo com levantamento do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da região (SHRBS), o resultado foi puxado pelo movimento das praias, que teve acréscimo de 8,7%, porém com queda nas demais regiões.
Para Luciano Pereira Oliveira, o quadro se deve muito às altas temperaturas no mês, recorde para esta época do ano em Santa Catarina. “É inevitável termos um bom movimento nas praias com o calor”, explica.
A consulta do SHRBS foi feita junto a 56 estabelecimentos dos municípios que compreendem a região.
Mauro Mariani assume diretoria do BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) oficializou, nesta terça-feira (11), o nome de Mauro Mariani como diretor da instituição. O ato foi realizado durante reunião geral da diretoria em Curitiba/PR, com a presença dos representantes dos três estados do Sul - Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Mariani assume a diretoria de Acompanhamento e Recuperação de Créditos do banco, em substituição a Marcelo Haendchen Dutra.

O novo diretor participou de forma virtual da reunião e foi saudado pelos membros da diretoria. “Fui muito bem recebido, chego com a missão de poder representar o BRDE da forma como a instituição merece, esse que é um dos maiores bancos de fomento do país. Espero contribuir para dar continuidade aos serviços relevantes que o banco tem oferecido ao longo dos seus 62 anos”, disse em sua apresentação.

O presidente do BRDE, Joao Paulo Kleinübing, ressaltou a importância da atuação em conjunto dos gestores dando as boas-vindas ao novo integrante. “Nosso papel é unir esforços e capacidade de convergência para contribuir ainda mais com o desenvolvimento sustentável da região Sul. A experiência do Mauro Mariani vem somar neste fortalecimento da atuação do BRDE”, ressaltou.

Perfil – Mauro Mariani tem 59 anos, é natural de Bituruna/PR. Formado em Gestão Pública e com experiência em administração de empresas. Também foi prefeito de Rio Negrinho por dois mandatos, secretário de Estado da Infraestrutura de Santa Catarina, deputado estadual e deputado federal.

 

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Foto: Miriam Zomer/ Agência AL

Política industrial terá injeção de R$ 106 bilhões nos próximos quatro anos

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (6), na 17ª Reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), que o setor industrial brasileiro receberá R$ 106,16 bilhões nos próximos quatro anos como estímulo ao desenvolvimento em áreas consideradas estratégicas para o país.

O evento no Palácio do Planalto contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. O conselho é responsável pela elaboração da nova política industrial brasileira e retomou as reuniões após sete anos inativo.

Os recursos serão provenientes do BNDES, da Finep e da Embrapii — a maior parte são linhas de crédito ou financiamento, e também há fundos de apoio à inovação. Os recursos do BNDES (R$ 65,1 bilhões) serão destinados prioritariamente para financiar projetos de inovação e digitalização. Outra ação relevante, segundo o MDIC, será a facilitação de crédito para financiar a produção de bens nacionais voltados à exportação. 

Pela Finep (R$ 40,68 bilhões), os recursos serão destinados à pesquisa e desenvolvimento das empresas brasileiras para apoiar as diferentes etapas do ciclo de desenvolvimento científico e tecnológico. 

As diferentes instituições de fomento à inovação e ao desenvolvimento industrial atuarão de forma coordenada a partir das prioridades do governo definidas nas missões construídas pelo CNDI. Já a Embrapii destinará seus recursos para apoiar as instituições de pesquisa tecnológica, fomentando a inovação na indústria brasileira.

Para construir uma nova política industrial sustentável, inovadora e socialmente inclusiva, o CNDI vai se dedicar nos próximos meses às missões derivadas de problemas sociais e de desenvolvimento do país. São elas: segurança alimentar e nutricional; ampliação do acesso à saúde; infraestrutura, moradia, saneamento e mobilidade sustentáveis; tecnologias de interesse para soberania e a defesa nacionais; empresas competitivas em tecnologias digitais; e descarbonização da economia e ampliação de cadeias associadas à transição energética e à bioeconomia. 

Os membros do conselho são divididos em grupos de trabalho e vão dialogar com diferentes segmentos da indústria para identificar desafios e formular estratégias e ações para impulsionar a atividade industrial nessas áreas. 

Texto e fotos: Agência CNI de Notícias

Indústria audiovisual cresce em Santa Catarina e Estado pode se tornar um polo do setor no Brasil

Produções grandiosas, com atores e equipes técnicas de renome no cenário nacional e internacional. Essa cena pode parecer a realidade do mercado audiovisual no eixo Rio-São Paulo ou, até mesmo, hollywoodiano. A verdade é que Santa Catarina está cada vez mais próxima de se tornar um polo do setor no Brasil. A pesquisa e mapeamento “Retratos do Audiovisual Catarinense”, publicação mais recente divulgada, apontou que este segmento cresceu 429% em 10 anos no Estado. Embora haja muitos desafios pela frente, já se tem muito o que comemorar.
O setor privado defende que o apoio do poder público é fundamental para que esse ritmo siga numa crescente, bem como a qualificação da mão de obra. “Há universidades em Santa Catarina que possuem cursos de audiovisual, mas falta nos profissionais a especialização e a vivência prática. Essa é uma área ampla, que envolve os mais diversos cargos em uma única produção. Tem muito o que se explorar e se qualificar. Sem contar a evasão de talentos, já que muitos acabam optando por atuar em mercados fora do Estado”, explica Rodrigo Barbosa, sócio da Rockset, empresa de audiovisual fundada em 2015, com sede em Itajaí.
            Frente à essa necessidade, a empresa decidiu apostar em um projeto educacional para qualificar a mão de obra. Trouxe diferentes profissionais renomados no mercado para conversar, orientar e treinar a própria equipe e também estudantes e profissionais que já atuam no segmento. O resultado das primeiras turmas da Oficina Rockset é o curta-metragem Código Pirata, produzido nas cidades de Itajaí e Balneário Camboriú. A avant-première do filme será no dia 10 de julho. “Este projeto é o início do planejamento da Rockset para transformar o Sul num polo de produção cinematográfica, conectando e impulsionando toda a cadeia produtiva de negócios, comércio e turismo, impactando diretamente na geração de emprego e renda. Será um divisor de águas entre o passado e o futuro do cinema na nossa região. A partir dele, lançaremos dois longas-metragens”, destaca o também sócio da Rockset, Luiz Razia. Os novos projetos citados pelos empresários são os longas Honra de Cowboy, com Sidney Santiago e Nina Baiocchi, e Futuro do Passado, que terá no elenco Fabio Rabello, Milena Martines e Oscar Magrini.
 
Da ficção para fazer a economia girar
            Muito além do que se vê nas telas, o mercado audiovisual é extremamente vasto e fazer com que as grandes produções venham para cá, garantirá a ampliação geral de vagas e, consequentemente, maior movimentação econômica. Os artistas envolvidos, maquiadores e equipe de figurino fomentam muito a indústria da moda, maquinaria, iluminação, serviços gerais, entre outros.
            Nesses oito anos de atuação, a Rockset já registrou um crescimento superior a 1.200%, desenvolvendo trabalhos junto a grandes marcas, como o Grupo Oceanic, Grupo CAOA, BMW do Brasil, Sabesp, Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, Orquídea, Gomes da Costa, Porsche, Ford, McLaren, UsadosBR, EQI/BTG Pactual, Grupo OVD, Sulita, APM Terminals, Avallon, Azimut Yatchs, Cadence e tantos outros.
            Um desses projetos, inclusive, contou com a participação do diretor/roteirista Jason Satterlund e do produtor Regis Terencio, dupla profissional que brilha no setor cinematográfico de Los Angeles. O trabalho comandado pela Rockset foi um filme imersivo, que se tornou uma nova atração do Aventura Pirata, equipamento turístico do mesmo grupo do Oceanic Aquarium e do Classic Car Show.  
            Toda essa movimentação gera à Rockset um faturamento médio anual de R$ 6 milhões e, otimista com o crescimento do mercado audiovisual catarinense, a empresa prevê alcançar a casa dos R$ 8 milhões no fim de 2023. “Hoje, somos uma equipe com mais de 50 profissionais diretos, além de outros indiretos que são contratados mensalmente para grandes projetos. Iniciamos, recentemente, um trabalho de compliance e governança corporativa. Tudo isso prova que a produção cinematográfica pode sim ser rentável e uma forma de movimentar a economia pública e atrair investidores do para grandes produções no setor cinematográfico”, finaliza Barbosa.

 

Ilha de Maui: Mais um empreendimento entregue com sucesso pela SBJ Construtora

No dia 01/07, a SBJ Construtora realizou a entrega de mais um empreendimento, o Residencial Ilha de Maui, situado na bela Praia Brava, em Itajaí (SC), a apenas alguns minutos de Balneário Camboriú e do Aeroporto Internacional de Navegantes.

O residencial conta com 5 opções de plantas, com acabamentos sofisticados e uma gama de comodidades exclusivas, incluindo uma piscina, academia, brinquedoteca, salão de festas e pub.

A localização estratégica da Ilha de Maui na Praia Brava também contribui para seu enorme potencial de valorização. “A conclusão bem-sucedida do Ilha de Maui é um marco importante para a SBJ Construtora, temos certeza de que os moradores desfrutarão ao máximo desta experiência”, avalia o sócio-diretor João José Bento de Souza.

Esse é décimo sétimo empreendimento entregue pela SBJ em seus 19 anos de história. Após a entrega do Ilha de Maui, a SBJ segue focada na execução de mais 4 obras em andamento na cidade de Navegantes e se prepara para o lançamento de outras 3, ainda este ano.

Sobre a SBJ:

A SBJ Construtora & Incorporadora é uma empresa que atua na construção civil de Navegantes desde 2004. Tem como missão empreender soluções inovadoras em incorporação e construção de imóveis residenciais, contribuindo com a qualidade de vida da comunidade, com a preservação do meio ambiente e na geração de empregos.

Em reunião com o governador, FIESC discute planejamento de SC

Em reunião com o governador Jorginho Mello e secretários de Estado, o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, debateu iniciativas para contribuir com o planejamento do Estado de Santa Catarina. Foram abordadas pautas como: infraestrutura de transportes, educação empreendedora, internacionalização, economia circular e logística reversa, incentivos fiscais, créditos tributários, além do Programa Reinventa-SC. O encontro foi realizado nesta segunda-feira, dia 3, na FIESC, em Florianópolis.

“Essa aproximação é importante e a nossa ideia é contribuir para que o nosso estado, dentro da visão da indústria catarinense, possa ser cada vez melhor e mais desenvolvido”, disse Aguiar. Durante o encontro, o governador conheceu os principais eixos do Programa Reinventa-SC - que mostra as áreas em que o estado tem potencial para ampliar o crescimento. Inclusive, o Reinventa tem sido debatido com técnicos do governo. “Sugerimos ao governo um plano de desenvolvimento econômico e sustentável. Colocamos a FIESC à disposição para que Santa Catarina possa se desenvolver cada vez mais”, completou Aguiar. 

“Todos os secretários vão estar sempre em contato para que possamos aperfeiçoar o planejamento. Quero ser um grande animador de tudo isso para que as coisas fluam”, disse Mello, destacando que, em sua gestão, foi criada uma secretaria de Planejamento. “Vamos aperfeiçoar para fazer mais com menos”, declarou. 

Na FIESC, governo de SC assina ordem de serviço para atualizar o Plano Aeroviário de SC

Durante encontro na Federação das Indústrias (FIESC), o governador Jorginho Mello assinou a ordem de serviço para atualizar o Plano Aeroviário de SC (PAESC). O trabalho será executado pelo Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) da UFSC e o investimento será de R$ 1,47 milhão. A iniciativa, uma reivindicação antiga da FIESC, é fundamental porque atualiza o plano atual, que é da década de 1990, e, com isso, permitirá criar uma política de transporte aéreo de passageiros e de cargas e definir prioridades e novos investimentos.

Em sua exposição, o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, salientou que o plano está extremamente defasado. “Sua atualização corrige um grave problema, contratando quem mais entende de aeroportos no Brasil, que é a UFSC, por meio do Labtrans, que, inclusive, faz o plano aeroviário nacional”, disse. Ele ressaltou que o estado tem registrado recordes de exportação, mas precisa ter os modais adequados para escoar a produção. “Temos deficiências em rodovias, no acesso aos portos, em ferrovias e na questão aeroviária. Felizmente, numa ação corajosa do governador, estamos corrigindo isso”, completou.   

“Precisamos ter conhecimento de como estão os nossos aeroportos e a UFSC vai nos dar isso para que tenhamos voos regionais. Não tenho dúvida de que, com esse plano, a gente vai modernizar e oferecer para quem quer operar em Santa Catarina um mapa real e atualizado das condições dos nossos aeroportos. Esse plano vai colocar Santa Catarina no olhar das empresas aéreas, de empresários e de quem quer vir para o estado”, declarou o governador.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, informou que Santa Catarina tem 21 aeroportos públicos, que são essenciais nas regiões porque operam além da aviação executiva, os aviões que atuam na saúde, segurança, táxi aéreo, entre outras demandas. “São fundamentais para o desenvolvimento econômico e social de qualquer região”, observou.

O coordenador-geral do LabTrans, Wellington Longuini Repette, disse que o planejamento do setor aeroviário é fundamental para nortear as ações do governo e definir investimentos de longo prazo. 

SC tem a menor geração “nem-nem” do Brasil

Santa Catarina tem 178 mil pessoas entre 15 e 29 anos que não trabalham e nem estudam, fazendo parte da chamada geração ‘nem-nem’. O número representa 10,6% dos jovens nessa faixa etária, o que coloca Santa Catarina com o menor percentual do Brasil. A média nacional de jovens nessa situação é de 20%.

Os dados têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) - Educação, de 2022, e foram analisados pelo Observatório FIESC.

grafico nem-nem

A pesquisa registrou uma melhora entre 2019 e 2022, com redução de 38 mil jovens (-18%) no número de jovens que estão nesta situação em Santa Catarina. No estado, 377 mil jovens trabalham e estudam (22,5%); 819 mil trabalham e não estudam (48,8%); e 304 mil não trabalham, mas estudam (18,1%).

“A redução no índice da geração nem-nem é reflexo do desenvolvimento socioeconômico Santa Catarina. Nesse sentido, a FIESC desempenha um papel importante ao oferecer oportunidades de capacitações, por meio da educação profissional.  No entanto, ainda persistem desafios em relação à inserção dessa faixa etária no mercado de trabalho, permitindo que os jovens desempenhem um papel mais ativo na economia catarinense”, destaca Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

Em 2022, foram gerados 6,6 mil empregos formais para jovens de 17 a 24 anos de idade. Segundo dados do Caged, mais da metade das vagas geradas no último ano foram ocupadas por pessoas de 18 a 24 anos. Os dados mostram uma tendência de crescimento na empregabilidade nessa faixa etária.

O papel da educação em SC

Em Santa Catarina, SENAI e SESI atuam em parceria para diminuir ainda mais a quantidade de jovens da geração nem-nem, com iniciativas e ofertas de cursos de aprendizagem, técnicos, graduação tecnológica, entre outros. Em 2022, por exemplo, foram 175.172 alunos em busca de qualificação. Desse número, 93.636 estudantes são da faixa de 15 a 29 anos, o que representa 53,45%.

Entre esses está Laiza Favero (foto), que estudou no Senai e trabalha na Ogochi, em São Carlos-SC. Laiza iniciou sua trajetória na empresa como aprendiz e foi efetivada como cronometrista.

O estado possui a 3ª menor taxa de analfabetismo do país, com apenas 2,2% da população de 15 anos ou mais, de acordo com dados da PNAD para 2022. No mesmo sentido, a taxa de escolarização dos catarinenses é uma das mais altas do país, com 93,1% dos jovens com idades entre 15 e 17 anos matriculados em alguma instituição de ensino.

“Para aumentar as oportunidades no mercado de trabalho o caminho passa pela educação. Por isso, é essencial que os estudantes recebam suporte durante o processo de qualificação, seja por meio da graduação, cursos técnicos, profissionalizantes ou especializações. Além disso, é importante oferecer atividades que incentivem o empreendedorismo e preparem os jovens para diversas áreas”, afirma o diretor regional do SENAI/SC, Fabrizio Machado.

Por que ‘nem-nem’?

O termo ‘nem-nem’ é a variação da sigla Neet (Not in Education, Employment, or Training), que significa “Não está na Educação, Emprego ou Treinamento”, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O conceito surgiu na Inglaterra, na década de 90, resultado das primeiras discussões sobre os jovens que não trabalhavam e nem estudavam, por diversas razões, sejam financeiras, precariedade de formação, estrutura familiar ou condições sociais.

Prêmio IEL de Talentos reconhece melhores práticas de estágio e projetos inovadores

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) entregou nesta quarta-feira, dia 28, o Prêmio IEL de Talentos em cerimônia na sede da FIESC, em Florianópolis. A iniciativa reconhece as melhores práticas de estágio e os projetos mais inovadores voltados a bolsistas do Inova Talentos.  

Wandair Garcia, especialista em estratégia, inovação e tecnologia, passou por algumas indústrias e compartilhou com os participantes sua experiência como consultor nestas áreas. “Inovação é algo que a gente sempre tem que ter em voga, e não significa invenção, mas sim algo que traga resultado para a empresa. A implementação precisa resultar em melhorias para a empresa, seja de produtos, processos ou no relacionamento com os stakeholders”, frisou. 

Não basta apenas melhorar produtos básicos da prateleira da empresa, lembra Garcia, é necessário inovar constantemente. “Temos que estar atentos a cada inovação, entender a diferença entre o que é onda, tendência e modismo e interagir com os hubs de inovação”, alertou. A ambidestria corporativa também é citada pelo especialista como ponto de atenção para as corporações que almejam a longevidade. “Precisamos de cultura e liderança ambidestras, ou seja, fortalecer o modelo tradicional e conciliar com novos modelos de negócios”, completou.

A gerente-executiva do IEL, Eliza Coral, disse que a entidade é um hub de talentos e atua para conectar pessoas, negócios e conhecimentos que gerem transformações impactantes. "Essas transformações e conexões precisam seguir significativas e duradouras. Trabalhamos com trilhas de desenvolvimento de carreiras, de recrutamento de pessoas talentosas para trabalhar em projetos de inovação. Se você tem relação com alguma instituição de ensino, você pode fazer um estágio”, frisou. 

Conheça os vencedores das melhores práticas de estágio:
Estagiário Inovador - Empresa de Pequeno Porte
🥇 Camila Rodrigues da Silva, da empresa SESI São Bento do Sul

Estagiário Inovador - Empresa de Grande Porte
🥇 Nataly Gabrielly Siqueira Alves, da Elian
🥈 Higor de Souza Silva, da Elian

Educação Inovadora - Nível Técnico 
🥇 SENAI São Francisco do Sul
🥈 Grau Técnico de Florianópolis
🥉 IFSC - Campus Lages

Instituição de Ensino Inovadora - Nível Graduação 
🥇 Unochapecó 
🥈 Univali
🥉 IFSC - Campus Lages

Empresa Inovadora Pequeno Porte
🥇 Gumz Contabilidade e Consultoria Empresarial, de Jaraguá do Sul
🥈 Rio Deserto, de Criciúma

Empresa Inovadora Médio Porte
🥇 Uniarp, de Caçador
🥈 Statkraft, de Florianópolis

Empresa Inovadora Grande Porte
🥇 Casan, de Florianópolis
🥈 Elian, de Jaraguá do Sul
🥉 Portobello, de Tijucas

Conheça os vencedores da categoria Inova Talentos:
Projeto Inovador
🥇 Rafael Nunes de Campos, da Schulz S.A.
🥈 Charles André Profilio dos Santos, da WEG Equipamentos Elétricos S.A.
🥉 Derian Fernando Alves de Alencar, da WEG Equipamentos Elétricos S.A.

Artigo Inovador
🥇 Vitor Fernando Couto, da WEG Equipamentos Elétricos S.A.
🥈 Jeferson Rodrigo Araújo, da Reserplastic Indústria e Comércio de Auto Peças Ltda.
🥉 Johicy Parra, da Urbano Alimentos 

Em documento ao ministro dos Transportes, FIESC defende investimentos prioritários

Em documento ao ministro dos Transportes, Renan Filho, e à bancada federal catarinense, a  Federação das Indústrias (FIESC) defende investimentos prioritários em obras rodoviárias e ferroviárias para o estado. No ofício, a FIESC destaca um conjunto de obras, tendo em vista o curto prazo e a Lei Orçamentária Anual 2023, mas também chama a atenção para a necessidade de garantir recursos para 2024 e os anos subsequentes. Veja abaixo a lista de obras.

“Pedimos o seu apoio para estabelecer um grande esforço, por intermédio de um pacto, para os exercícios de 2024 e subsequentes. Entendemos ser essencial para que haja uma quebra de paradigma, com um choque de gestão de recursos e garantir a execução de obras. Essa estratégia exigirá o empenho e o compromisso do Fórum Parlamentar, do Poder Executivo e de todas as instâncias da sociedade catarinense”, afirma, no documento, o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar.

Aguiar destaca, ainda, que esse compromisso tem a premissa de garantir a previsibilidade e a segurança nos investimentos sob a gestão do DNIT-SC. Além disso, é necessário fazer um cronograma de execução das obras, com previsibilidade, garantindo a capacidade de abrir frentes de trabalho, evitando as paralisações e a descontinuidade das obras. No ofício, a FIESC também destacou as demandas para serem incorporadas no Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), que são estruturais e necessárias para dar maior eficiência e segurança às rodovias federais.  

De acordo com monitoramento da entidade, nos últimos 10 anos, dos valores anuais previstos em investimentos na infraestrutura de transportes catarinense, somente 51% foram efetivamente executados ou pagos. “Além desta preocupante constatação, é necessário enfatizar que os valores previstos, anualmente, em média, representaram somente 15% da demanda real, o que por si só justifica a crescente precariedade das nossas rodovias. O catarinense fica ainda mais perplexo com a situação quando convive com o grande paradoxo da desproporcionalidade entre o que arrecadamos de tributos federais e o retorno que recebemos da União”, declarou, lembrando que, em 2022, por exemplo, foram arrecadados R$ 107,3 bilhões, sendo que o estado recebe em retorno R$ 7,7 bilhões.

Lista de obras

1 – PARA O CURTO PRAZO (LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL – LOA 2023):

1.1 – Obras Emergenciais em função das chuvas ocorridas em 2022: R$ 100 milhões para as rodovias BR 280, BR 282 e BR 470;
1.2 – Garantir a execução dos valores previstos na LOA para continuidade das obras de duplicação das rodovias: BR 280 (R$ 272 milhões), BR 470 (R$ 223,6 milhões), BR 163 (R$ 64 milhões), conclusão das obras da BR 285 (R$ 19 milhões), obras de adequação de capacidade e terceiras faixas da BR 282 (R$ 69,7 milhões);
1.3– Alocar recursos para o CREMA – Programa de Conservação, Restauração e Manutenção de Rodovias e PATO – Plano Anual de Trabalho e Orçamento das rodovias federais catarinenses R$ 404 milhões;
1.4– Obras do Contorno Ferroviário de São Francisco do Sul no valor de R$ 53,4 milhões;
1.5    – Mobilizar a Agência Nacional de Transporte Terrestre – ANTT para dar celeridade na avaliação de obras emergenciais propostas pela Concessionária da BR 101 (SC) – Trecho Norte, nos segmentos entre os Municípios de Penha e Itapema e segmentos em Joinville e Araquari; 
1.6    – Dar celeridade para projetos de concessão das rodovias federais catarinenses;
1.7    – Apoio junto ao Governo do Estado para realização do Plano Estadual de Logística e Transporte – PELT, considerando o arranjo produtivo do Estado, assim como o conceito de intermodalidade, as cargas de valor agregado e a diversificação da matriz de transporte, definindo a concepção e avaliando uma alternativa para um complexo ferroviário catarinense

2 – PROPOSTAS PARA O EXERCÍCIO DE  2024 E SUBSEQUENTES (VALORES A SEREM DEFINIDOS)

2.1 – Continuidade e conclusão das Obras de Duplicação da BR 470 (SC) e da BR 280 (SC);
2.2 – Continuidade das obras de adequação de capacidade e terceiras faixas da BR 282 (SC);
2.3 – Projeto da Ponte de Itapiranga na rodovia BR 163 (SC);
2.4 – Realização de EVTEA da rodovia Caminho das Neves BR 438 (SC);
2.5 – Aprovação do anteprojeto do viaduto de acesso ao Município de Rio do Sul da BR 470 (SC);
2.6 – Viaduto entroncamento entre a BR 158/SC e BR 282/SC e Marginais do segmento da BR 282 em Maravilha;
2.7 – Realização de EVTEA para federalização BR 163/SC, Trecho Sul; 
2.8 – Continuação das obras do Contorno Ferroviário de São Francisco do Sul (SC);
2.9 – Projeto Executivo do Contorno Ferroviário do Município de Joinville (SC). 

3 – PROJETOS E OBRAS A SEREM INCLUÍDOS NO NOVO PLANO DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO – PAC (VALORES ESTIMADOS OU A SEREM DEFINIDOS)

3.1 – Projeto e Obra do Contorno de Santo Amaro da Imperatriz – Valor Projeto R$ 35 milhões / Valor Obra R$ 700 milhões;
3.2 – Projeto de Adequação da Capacidade e Duplicação BR 282 (SC) – Trecho: Lages – São Miguel do Oeste – Valor R$ 32 milhões; 
3.3 – Anteprojeto de terceiras faixas para BR 282 (SC) no segmento Águas Mornas – Alfredo Wagner;
3.4 – Projeto para continuidade da Duplicação da BR 470 (SC) – Trecho: Indaial - Pouso Redondo; 
3.5 – Projeto do Contorno Rodoviário do Município de Rio Negrinho na BR 280 (SC);
3.6 – Projeto do Contorno Rodoviário do Município de Porto União na BR 280 (SC); 
3.7 – Projeto do Contorno Rodoviário do Município de São Miguel do Oeste na BR 282 (SC) entroncamento com a BR 163 (SC);
3.8 – Projeto Básico Contorno Ferroviário de Jaraguá do Sul (SC).

Tarifa do gás natural cai 13,5% para a indústria em SC

A partir deste sábado, dia 1° de julho, as tarifas do gás natural para a indústria catarinense terão redução média de 13,5%, informou a SCGás, em comunicado nesta quinta-feira, dia 29. A Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (ARESC) aprovou duas resoluções que atualizam os percentuais do custo do gás e transporte e da margem bruta de distribuição do gás canalizado, principais componentes da tarifa do gás natural.

“Essa redução é uma boa notícia porque, na prática, significa aumento de competitividade para a indústria. O gás é um insumo essencial e, em alguns setores, principalmente nos de uso intensivo de energia, ele representa uma parcela considerável do custo de produção”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. Ele observa que 2021 e 2022 foram anos em que a tarifa do gás teve altas significativas - só em 2021 o reajuste chegou a 82%. “Ainda sob os reflexos da pandemia, que elevou a inflação tanto no Brasil quanto no exterior, a indústria precisou absorver, ainda, o aumento de custos de matérias-primas e frete. Então, essa redução de tarifa a partir de julho é importante sob a perspectiva dos custos de produção das empresas”, completa.

Em janeiro deste ano, os consumidores catarinenses receberam uma redução média de 10,8%, referente ao repasse do custo do gás e transporte. Somado com o percentual que entra em vigor a partir do dia 1°, a queda  acumula chega a cerca de 23% na tarifa média dos segmentos. A redução no custo do gás e do transporte é resultado da redução do indexador dos contratos de suprimento (petróleo tipo Brent) e do efeito da amortização do saldo da conta gráfica que ocorreu ao longo do primeiro semestre de 2023.

O reajuste acontece no estado semestralmente, nos meses de janeiro e julho. Conforme as normativas da ARESC, as atualizações para os diferentes segmentos atendidos passam a vigorar a partir de 01/07/2023, com os efeitos médios tarifários a seguir: 

🔹 Segmento Industrial: - 13,5 %; 
🔹 Segmento Comercial: -7,2 %; 
🔹 Segmento Residencial: - 1,9 %; 
🔹 Segmento Veicular: -14,5% (ou - 5,7 % considerando o término da vigência da Medida Provisória Nº 1.163/2023 a partir de 01/07/2023 que retoma a cobrança do PIS/COFINS de 9,25%); 
🔹 Segmento Geração Distribuída Industrial e Comercial: - 15,44 % em ambos os segmentos; 
🔹 Média geral: - 13,6% (ou 12,3% considerando o término da vigência da MP 1.163/2023).

Nova diretoria do Sindisol é eleita por aclamação em Balneário Camboriú

A nova diretoria do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sindisol) foi eleita na sede da entidade. Como não houve disputa eleitoral, a chapa formada pelo empresário Rodrigo Vieira na presidência (Hotel Vieira) e por Gabriela Moro na vice-presidência (Chaplin Restaurante) foi eleita por aclamação. A posse da nova diretoria da entidade será em agosto, em data a ser definida.

 

A chapa assume com o compromisso de continuar colocando em prática os valores do Sindisol que são de responsabilidade, comprometimento, transparência e ética. Também é compromisso da diretoria eleita manter o sindicato como uma instituição unida e atuante em prol da categoria e região representada, gerando resultados positivos e permanentes. “Queremos seguir unindo, cada vez mais, as empresas associadas, buscando uma voz forte junto à sociedade e ao poder público”, explica Rodrigo Vieira.

 

Conforme Rodrigo, a eleição da nova diretoria do sindicato corresponde também a uma nova fase da entidade, que busca conciliar os interesses dos empresários do setor e seus colaboradores, para que todos possam evoluir com um setor forte e representativo.

 

Nova Diretoria Sindisol

 

Presidente

Marco Rodrigo Haendchen Vieira (Hotel Vieiras)

 

Vice-presidente

Gabriela Moro (Chaplin Bar)

 

Secretária

Kátia Cirlene Moreira Sousa (O Pharol)

 

Diretor Financeiro

Luiz Gustavo Costa (Tribus Bar)

 

Diretor de Hospedagem

Osny Maciel Júnior (Hotel Sibara SPA e Convenções)

 

Diretor de Gastronomia

Silvano Felisbino Júnior (X Burguinho)

 

Diretora de Comunicação

Tayana Manoella Pereira Nitz (Camboriu Praia Hotel)

 

Suplentes de diretoria

Cristiane Rottili Daguano Salles (Hotel Miramar)

Guísela Souza da Silva (Pontocom Pizza)

Victória Ribeiro Melo (Hotel Melo)

 

Conselho Fiscal

Denise Schwengber (Hotel Palmas Executivo)

Paulo Roberto Freitas Bisso (Restaurante Sabores do Mar)

Susana Balada Andrés (Rizzu Marina Hotel)

 

Suplentes do Conselho Fiscal

Claudemir José Nezi (Restaurante Telhadinho)

Daniel Henrique Costa Vendramin (Brut Slaviero Conceptual)

Fritz Willi Muller (Choperia Fritz Muller)

CURSO DE DIREITO PORTUÁRIO AVANÇADO (ESTUDO DE CASOS)
​​​​​Descrição

A atividade portuária envolve planejamento e segurança jurídica, bem como demanda capacitação interdisciplinar diante da complexidade e dinamismo no setor. Por tais motivos é relevante o curso, especialmente pela liderança que a UNIVALI tem no setor.

Objetivo​​

Objetivo geral: Capacitar o(a) aluno(a) para compreender os limites e possibilidades operacionais do modelo portuário brasileiro, nas perspectivas histórica, de gestão e regulatória, bem como especificidades e dificuldades da aplicação do Direito Portuário no Brasil, através de estudo de casos.

Programação​

Parte I –Modelo portuário brasileiro – Aspectos jurídicos destacados

Das 8 h às 12 h

Ementa: Introdução à logística marítima portuária. Disciplinas relevantes. Contextualizando o Direito Portuário. Fontes do Direito Portuário. Competências no sistema portuário. Em busca da descentralização. O papel do Conselho da Autoridade Portuária. Regulação do setor portuário. O modelo regulatório. Estudo de casos.

Professor Osvaldo Agripino – Advogado (UERJ, 1991), consultor e parecerista, Professor do Mestrado e Doutorado em Ciência Jurídica da UNIVALI (PPCJ), e do Mestrado em Engenharia de Transportes da UFSC (2014-2021). Pós-Doutorado na Kennedy Law School, da Harvard University em 2007, com bolsa da CAPES. Membro consultor da Comissão Especial de Direito Marítimo e Portuário do Conselho Federal da OAB e da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da OAB/SP. Oficial de Náutica da Marinha Mercante (Ciaga, 1983), com experiência de 4 anos a bordo de navios mercante como piloto de navios no longo curso, tendo viajado para 27 países e operado em 65 portos. Autor de Direito Portuário e a Nova Regulação (3ª. ed). São Paulo: Aduaneiras, no prelo.

Parte II – das 14 h às 18 h com intervalo de 15 min.

Tema: Especificidades e dificuldades da aplicação do Direito Portuário no Brasil.

Professor: Frederico Bussinger, atualmente consultor logístico; portuário, em particular. Engenheiro e economista. Pós-graduado em engenharia, administração de empresas, direito da concorrência, e mediação e arbitragem. Foi: Diretor da Codesp (atual SPA) e Departamento Hidroviário/SP. Presidente da Docas de São Sebastião. Membro da Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização – CD/PND. Secretário de Transportes de São Paulo/SP e Secretário Executivo do Ministério dos Transportes.

Ementa: Análise do tema a partir de alguns casos/contenciosos selecionados envolvendo usuários, operadores, outorgados, trabalhadores e órgãos reguladores e de controle.

Investimento​​

Investimento para inscrição Presencial e Remota
1 - Acadêmicos da Univali R$ 400,00
2 - Acadêmicos externos, com comprovante R$ 450,00
3 - Egressos da Univali R$ 500,00
4 - Profissional Liberal / Empresários R$ 650,00

Quantidade de vagas: 50 (presencial e remoto)

Informações adicionai​​s​​

Realização: Programa de Mestrado e Doutorado em Ciência Jurídica da UNIVALI em parceria com International Maritime Law Institute – IMO, ONU, Malta

Data: 04 de outubro de 2023
Horário: 8h às 18h30
Local: Auditório Osvaldo Ferreira de Mello - PPCJ
Escola e Curso: Itajaí | ECJS | DOUTORADO EM CIÊNCIAS JURÍDICAS
Modalidade: Presencial e Remoto​

Será concedido certificado de participação com carga de 8h pela Univali

Mais informaçõ​es​​​​​​

Comissão Organizadora: Prof. Dr. Osvaldo Agripino (PPCJ – UNIVALI) e Mestrando Fernandes Eduardo
E-mail: fernandes.eduardo@edu.univali.br
Telefone: (47) 99993.1510​ / 47 984340372

CURSO DE DIREITO MARÍTIMO E DO MAR AVANÇADO (ESTUDO DE CASOS)
​​​Descrição

​A Univali oferece no dia 3 de outubro de 2023, em parceria com o International Maritime Law Institute, IMO, ONU, Malta, Curso de direito marítimo e do mar avançado (estudo de casos), para profissionais que já atuam ou pretendem atuar no setor.

Objetivo​

Capacitar o(a) aluno(a) para compreender os principais aspectos do Direito Marítimo Internacional e do Direito do Mar, através do temas relevantes que estão sendo discutidos na IMO e repercussão no direito brasileiro, através de estudo de casos.

Programação

Parte I –Direito Marítimo Internacional e do Mar - Das 8 h às 12 h
Ementa: Introdução ao Direito Marítimo Internacional e do Mar. O Papel da IMO e do IMLI. Temas relevantes que estão na pauta e seu impacto na sustentabilidade. Estudo de casos.
Professor Norman Augusto Martínez Gutiérrez – Advogado, consultor e Professor. Diretor International Maritime Law Institute (IMLI) da IMO, Malta. Mestre e Doutor em Direito Marítimo Internacional pelo IMLI. Autor de vários livros e artigos.

Parte II –Direito Marítimo brasileiro aplicado – Das 14 às 18 h
Ementa: Introdução ao setor de transporte marítimo brasileiro. Direito Marítimo brasileiro. Objeto, fontes do direito e suas relações com outras disciplinas jurídicas. Contratos marítimos. Regulação do transporte marítimo. Estudo de casos.

Professor Osvaldo Agripino – Advogado (UERJ, 1991), consultor e parecerista, Professor do Mestrado e Doutorado em Ciência Jurídica da UNIVALI (PPCJ), e do Mestrado em Engenharia de Transportes da UFSC (2014-2021). Pós-Doutorado na Kennedy Law School, da Harvard University em 2007, com bolsa da CAPES. Membro consultor da Comissão Especial de Direito Marítimo e Portuário do Conselho Federal da OAB e da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da OAB/SP. Oficial de Náutica da Marinha Mercante (Ciaga, 1983), com experiência de 4 anos a bordo de navios mercante como piloto de navios no longo curso, tendo viajado para 27 países e operado em 65 portos. Autor de Direito Portuário e a Nova Regulação (3ª. ed). São Paulo: Aduaneiras, no prelo.

Investimento

Investimento para inscrição Presencial e Remota
1 - Acadêmicos da Univali R$ 400,00
2 - Acadêmicos externos, com comprovante R$ 450,00
3 - Egressos da Univali R$ 500,00
4 - Profissional Liberal / Empresários R$ 650,00

Quantidade de vagas: 50 (presencial e remoto)

Informações adicionais​​

Realização: Programa de Mestrado e Doutorado em Ciência Jurídica da UNIVALI em parceria com International Maritime Law Institute – IMO, ONU, Malta

Data: 03 de outubro de 2023
Horário: 8h às 18h30
Local: Auditório Osvaldo Ferreira de Mello - PPCJ
Escola e Curso: Itajaí | ECJS | DOUTORADO EM CIÊNCIAS JURÍDICAS
Modalidade: Presencial e Remoto​

Será concedido certificado de participação com carga de 8h pela Univali

Mais informaçõ​es​​​​

Comissão Organizadora: Prof. Dr. Osvaldo Agripino (PPCJ – UNIVALI) e Mestrando Fernandes Eduardo
E-mail: fernandes.eduardo@edu.univali.br
Telefone: (47) 99993.1510​

Estados aprovam alíquota de 17% de ICMS em compras on-line

Os governos estaduais assinaram nesta quinta-feira, 22, um convênio que aprova a cobrança de 17% sobre as compras on-line feitas no exterior de varejistas. A taxa serve para produtos de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

Receita Federal deve levar ao menos mais um mês para implantar a cobrança. Desse modo, o início da taxação ficou para o fim de julho de 2023. De acordo com o convênio, a alíquota é a menor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A tributação já havia sido anunciada no começo do mês e discutida na terça-feira 20. No entanto, o governo do Estado de São Paulo pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o assunto.

A taxação dependia apenas da assinatura de um convênio do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda e o Conselho Nacional de Política Fazendária. E isso aconteceu na reunião que foi realizada na última quinta-feira 22.

Cobrança sobre compras on-line

O imposto sobre as compras on-line será cobrado para as encomendas internacionais submetidas ao Regime de Tributação Simplificada. Atualmente, a taxa nesse sentido é de 60%.

As empresas aderem ao programa de forma espontânea. As lojas on-line terão um canal verde para produtos importados, sem averiguações alfandegárias burocráticas que podem exigir a retenção do produto por vários dias.

Consulta à restituição do Imposto de Renda: Receita libera 2º lote

consulta à restituição do segundo lote do Imposto de Renda (IR) deste ano está disponível desde a manhã desta sexta-feira, 23. A Receita Federal anunciou a liberação à pesquisa por parte dos contribuintes brasileiros.

O segundo lote do IR deste ano será pago em 30 de junho. De acordo com a Receita Federal, esse bloco vai atender 5,1 milhões de pagadores de impostos do país, que receberão o crédito diretamente em suas contas bancárias (que foram informadas no momento da declaração). Nesta série, o valor da restituição será de R$ 7,5 bilhões.

Para o pagamento do segundo lote de restituição do IR, a Receita Federal informa que, assim como no primeiro, vai priorizar grupos específicos de contribuintes. Assim, os beneficiados com pagamento desta vez serão:

  • 130.088 idosos acima de 80 anos;
  • 978.397 pessoas de 60 a 79 anos;
  • 70.589 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave;
  • 468.889 cidadãos cuja maior fonte de renda seja o magistério (ou seja, professores); e
  • 3.490.513 contribuintes que utilizaram o serviço de declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix.

Como fazer a consulta à restituição do Imposto de Renda

A consulta à restituição do Imposto de Renda se dá por meio do site oficial da Receita Federal. Para realizar a pesquisa, basta seguir as seguintes etapas:

  1. Acessar a página restituicao.receita.fazenda.gov.br;
  2. Informar o número do CPF do contribuinte;
  3. Citar a data de nascimento do contribuinte em questão, no formato DD/MM/AAAA (07/10/1989, por exemplo);
  4. Selecionar “2023” no campo “Exercício”;
  5. Marcar a opção “sou humano”; e
  6. Clicar em “Consultar” (que está marcado em botão azul na tela do computador ou do aparelho celular).

Com esses passos, haverá redirecionamento para uma outra página, na qual haverá informações sobre a restituição. Dessa forma, o pagador de impostos saberá se vai ou não estar neste segundo lote.

Em caso positivo, a Receita vai informar o valor e qual conta bancária vai receber o dinheiro. Em caso negativo, o contribuinte vai visualizar a seguinte mensagem: “Sua declaração está na base de dados da Receita Federal com a seguinte situação…”.

No caso na consulta feita pela reportagem de Oeste, a informação foi de que a declaração está “processada — em fila de restituição”.

Pix automático começa a valer em abril de 2024

O Pix automático, modalidade de pagamento que permite quitar despesas recorrentes sem precisar autenticar cada transação, começará a funcionar em abril de 2024, segundo informou o Banco Central (BC). Isso significa que os usuários poderão fazer parcelamentos com o Pix.

Esse tipo de pagamento vai se assemelhar ao débito automático, hoje utilizado para contas de consumo com vencimento mensal, como gastos com água, luz e telefone. Mas o Pix automático também poderá ser usado para quitar boletos de um parcelamento em escolas, por exemplo, ou outros tipos de empresas.

“A novidade irá ampliar o leque de alternativas disponíveis para que empresas de todos os tipos e segmentos recebam seus pagamentos recorrentes”, declarou o Banco Central, em informe.

Para usar o serviço, o correntista terá de autorizar o Pix automático, como já ocorre com o débito automático. Empresas de qualquer segmento e de todos os tamanhos que necessitem de pagamentos periódicos poderão usar o produto. Haverá pagamento de tarifas apenas para a companhia que receberá o Pix automático, mas as taxas ainda não foram definidas.

A instituição também explicou que o Pix automático tem menos exigências que o débito automático e é mais acessível do que o cartão de crédito. “Atualmente, o débito automático, por exemplo, depende de convênios bilaterais com múltiplas instituições, gerando complexidade operacional e custos elevados, o que restringe o serviço a grandes empresas, geralmente prestadoras de serviços públicos. Por outro lado, os pagamentos recorrentes no cartão de crédito não são acessíveis a parte relevante da população.”

Segundo o BC, uma série de funcionalidades estarão à disposição, como estabelecer um limite do valor da parcela a ser debitada e cancelamento da autorização a qualquer momento.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que os bancos brasileiros estão na vanguarda tecnológica do mundo, sempre prontos para se adequar às inovações. A federação também afirmou que “todas as novidades reforçam a agenda de inovação do Banco Central, apoiada pela Febraban, que trarão mais comodidade e facilidades para todos os usuários do Pix”.

Mercado projeta queda na taxa de juros

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo Banco Central, projeta queda da taxa de juros em 2023, nova baixa da inflação e aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Pela primeira vez em oito semanas, os analistas de mercado projetam a queda da taxa básica de juros, a Selic.

Nesta semana, a projeção é que a taxa fechará o ano em 12,25%, ante 12,5% nas últimas oito semanas. Atualmente a Selic está em 13,75% e o governo Lula tem pressionado o BC para reduzir a taxa. 

O Boletim Focus mostra, também, projeção de nova queda da inflação, que deve fechar o ano em 5,12%, ante 5,42% na semana passada. É a quinta semana seguida de projeção de queda. Os analistas também projetaram queda no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2024 e 2025, na comparação com a semana anterior. 

O relatório do mercado também prevê alta do PIB para este ano. A economia deve crescer 2,14%, ante a projeção de 1,84% na semana anterior. É a sexta semana seguida de projeção de crescimento. No entanto, os analistas reduziram as expectativas para 2024 e, pela terceira semana seguida, projetam queda do PIB para o ano que vem. Nesta semana, a projeção de crescimento é de 1,2%, ante 1,27% na semana anterior. 

O Focus também mostra variação na taxa de câmbio. A projeção é que o dólar feche o ano valendo R$ 5, ante a projeção de R$ 5,10 na semana anterior. 

Porto de São Francisco do Sul confirma participação na Logistique 2023

O Porto de São Francisco do Sul, administrado pela empresa pública SC Participações e Parcerias SA, será um dos expositores da edição deste ano da Logistique – Feira e Fórum de Logística e Transporte Multimodal de Cargas. O porto catarinense é um dos mais importantes portos graneleiros do Sul do Brasil e vem obtendo excelentes resultados neste ano. Desde janeiro, houve crescimento constante nas exportações e importações de mercadorias, o que resultou num aumento de 26% nos cinco primeiros meses do ano, em comparação a 2022.
Somente em 2023, a movimentação de carga alcançou 6,3 milhões de toneladas, enquanto que no ano passado foram 5 milhões. Destaque para a exportação, que representou 59% do total, com 3,7 milhões de toneladas. Os grãos (soja e milho) lideram a lista dos produtos enviados ao exterior (3,3 milhões de toneladas). Na sequência, estão o óleo vegetal (120 mil toneladas) e a madeira (108 mil toneladas).
“Os números comprovam que Santa Catarina é um estado que produz muito. Vamos continuar incentivando os setores da nossa economia para que tenhamos cada vez mais recordes assim pra comemorar”, destaca o governador Jorginho Mello. Já a importação somou 2,6 milhões de toneladas (41% da movimentação). O setor metalúrgico (1,4 milhão de toneladas) e os fertilizantes (973 mil toneladas) foram as principais mercadorias recebidas de outros países.
“Este desempenho só comprova o grande potencial logístico de São Francisco e com o protagonismo que a gestão do governador Jorginho Mello vem dando ao setor, podemos aumentar as expectativas de novas conquistas na direção do desenvolvimento econômico do nosso estado”, diz Beto Martins, secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias.
O presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, ressalta a importância desse resultado para o sistema logístico nacional. “Atendendo ao comando do governo a administração do Porto está trabalhando para assegurar as condições adequadas de infraestrutura terrestre e aquaviária para que esse crescimento na movimentação de cargas possa se consolidar, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região e de Santa Catarina”, disse.
Leonardo Rinaldi, diretor da Logistique, comemora os bons resultados do porto e destaca a importância da parceria da SCPar Porto de São Francisco do Sul com o evento. “Os portos administrados pela Estado expõem na Logistique desde 2018 e isso muito nos orgulha. Nossa feira é importante vitrine da logística e transporte multimodal de cargas e a participação desses portos é crucial para que nossos visitantes prospectem bons negócios”, diz 
Crescimento de 44% 
Somente em maio, a movimentação de carga no Porto de São Francisco alcançou 1,2 milhão de toneladas, registrando um aumento de 44% em relação ao mesmo mês de 2022, quando foram movimentadas 833 mil toneladas. As exportações somaram 800 mil toneladas no mês, sendo a soja (748 mil toneladas) o principal produto enviado ao exterior, seguido por madeiras (27 mil toneladas) e óleo vegetal (20 mil toneladas). As importações, por sua vez, alcançaram 439 mil toneladas, puxadas por mercadorias do setor metalúrgico (390 mil toneladas), como bobinas e barras de aço, que vem principalmente da China. 

 

Exportações de SC alcançam US$ 1,1 bilhão em maio, impulsionadas pelo agronegócio

Santa Catarina atingiu o montante de US$ 1,1 bilhão nas vendas internacionais, em maio deste ano, com crescimento de 6,3% em comparação ao mesmo período de 2022. O valor foi o maior no mês em toda a série histórica, desde 1997, segundo o Observatório FIESC. Entre os itens, a exportação de soja, carnes de aves e de suínos foram determinantes para o novo recorde no estado. Na safra de 2023, a produção de soja contou com condições climáticas favoráveis, que refletiram na exportação de US$ 166,6 milhões do grão em maio, valor cinco vezes superior que no mesmo mês do ano passado. O produto liderou as vendas catarinenses no mercado global e tem a China e Argentina como principais compradores.

Atrás da soja, a carne de aves é o segundo item da pauta exportadora no mês, com vendas de US$ 163,1 milhões, se mantendo estável na análise interanual. Japão, Arábia Saudita e China estão entre os destinos do produto catarinense. “Esses números evidenciam a agroindústria como importante pilar na economia do estado, sendo responsável por diversos produtos que chegam à nossa casa, como os alimentos, até a matéria-prima para a indústria. A agroindústria interage com outras atividades econômicas, movimentando o setor de transportes e de embalagens, além da fabricação de máquinas, por exemplo”, destaca Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

Na indústria alimentícia, as exportações de carnes suínas alcançaram US$ 132,0 milhões em maio, com aumento de 23,8%. Além disso, o estado ampliou as vendas de carnes processadas para os Países Baixos e de preparações e conservas de carnes e miudezas para o Reino Unido e para a Argentina.

Outros itens da pauta exportadora também aqueceram as vendas no estado, como os produtos do setor automotivo, que cresceram 20,6% em comparação ao ano passado. “Esse movimento contou com a normalização das condições de oferta e recuperação da demanda no cenário internacional, levando as montadoras norte-americanas e dos principais países da Europa a uma recuperação parcial das suas produções. O setor catarinense se beneficiou com a exportação de partes de motor, motores de pistão e partes e acessórios para veículos”, ressalta Vicente Heinen, economista do Observatório FIESC.

Importações também cresceram

As importações totalizaram US$ 2,5 bilhões, com expansão de 2,2% em maio, em comparação ao mesmo período do ano passado. Produtos do setor da construção se destacaram entre as compras catarinenses, com guindastes, fios-máquinas de ferro ou aço e máquinas de terraplanagem. O estado também ampliou as compras de insumos da indústria têxtil e vestuário, como fios de fibras sintéticas e máquinas de costura, vindos principalmente da China.

Governo publica MP para renegociação de dívidas

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira, 6, a medida provisória (MP) que estabelece o Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, chamado Desenrola Brasil.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o programa vai atender inadimplentes que recebem até dois salários mínimos e tenham dívida de até R$ 5 mil.

Mesmo com publicação da MP, a abertura do sistema para credores vai ocorrer apenas em julho por razões “burocráticas”. O programa, que depende da adesão dos credores, poderá impactar 30 milhões de CPFs negativados, considerando apenas as dívidas inscritas até o fim do ano passado.

Segundo o texto da medida, as renegociações de dívidas no âmbito do Desenrola Brasil deverão ser contratadas até 31 de dezembro de 2023, depois da regulamentação do ministro da Fazenda. A iniciativa vai renegociar dívidas inscritas em cadastro de inadimplentes até 31 de dezembro de 2022.

Para participar do Desenrola Brasil na condição de devedores, credores ou agentes financeiros é preciso estar de acordo aos seguintes critérios: 

Devedores: pessoas físicas inscritas em cadastros de inadimplentes;
Credores: pessoas jurídicas de direito privado responsáveis pela inscrição de devedores em cadastros de inadimplentes;
Agentes financeiros: instituições criadas por lei própria ou autorizadas a funcionar pelo Banco Central que detenham autorização para realizar operações de crédito.
Bancos participantes
Os bancos participantes do Desenrola Brasil deverão seguir alguns requisitos, entre eles, oferecer — alternativa ou cumulativamente — descontos nos créditos e exclusão de créditos de pequeno valor dos cadastros de inadimplentes.

A MP determina ainda, que o Banco Central vai ser o responsável pela fiscalização, pela adesão ao programa, pelo acompanhamento, pela avaliação e pela divulgação mensal dos resultados do Desenrola Brasil ao Ministério da Fazenda.

General Motors anuncia paralisação em fábrica no interior de SP

General Motors (GM) vai paralisar parte da produção da fábrica em São José dos Campos, no interior de São Paulo, por dez dias. A medida deve afetar cerca de 2,7 mil funcionários, informou o sindicato local, nesta quinta-feira, 1º.

O sindicato, que organizou uma assembleia de trabalhadores para fazer cobranças à GM, anunciou que a paralisação ocorrerá entre 12 e 23 de junho, com retorno previsto para 26 deste mês.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos tem aproximadamente 4 mil trabalhadores vinculados. No período da paralisação, a fábrica deixará de produzir 3 mil unidades da picape S10.

Os números da GM

A paralisação ocorrerá entre 12 e 23 de junho | Foto: Divulgação/GM

No acumulado do ano até abril, a GM vendeu 9 mil picapes S10. A participação da empresa no segmento é de 13,4%, segundo a associação de distribuidores de veículos Fenabrave. No mesmo período do ano passado, a montadora havia vendido 8,3 mil universidades, com fatia de 15,5% no segmento.

A paralisação em São José dos Campos ocorre menos de dois meses depois das férias coletivas na fábrica, entre 27 de março e 11 de abril. Na época, os funcionários da GM promoveram greves contra demissões que a montadora vinha realizando na fábrica.

Agro impulsiona PIB e faz Bolsa de Valores fechar em alta

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), encerrou a sessão desta quinta-feira, 1º, em alta superior a 2%. O resultado teve como principal fator a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que cresceu 1,9%. Com isso, o índice voltou ao patamar de 110 mil pontos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela divulgação do PIB, informou que o crescimento da economia brasileira foi de 4%, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais.

A agropecuária liderou a expansão econômica no primeiro trimestre de 2023. Houve um crescimento de 18,8%, em comparação com mesmo período do ano anterior, e de 21,6%, em relação ao último trimestre de 2022. 

Dentro do setor agrícola, o maior impulso veio da soja — carro-chefe do agronegócio brasileiro. A colheita do grão se concentra no primeiro semestre do ano, explicou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Cenário internacional
Aprovado na Câmara, na quarta-feira 31, o projeto de lei que suspende o teto da dívida dos Estados Unidos — avaliada em US$ 31,4 trilhões — ajudou a diminuir a preocupação de investidores que temiam um calote. O texto agora segue para o Senado, que deverá promulgá-lo na segunda-feira 5. Os EUA podem ficar “sem dinheiro” para honrar as dívidas.

Como agentes financeiros ainda têm preocupações com o projeto e alimentam expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), o dólar encerrou o pregão em queda de 1,31%, cotado a R$ 5.

Acompanhe os principais índices da bolsa de valores
Ibovespa: 110.564,66 (+2,06%)
S&P 500: 4.221,10 (+0,99%)
Nasdaq: 13.100,98 (+1,28%)
Dow Jones: 33.061,57 (+0,47%)
Dólar: R$ 5,00 (-1,31%)
Euro: R$ 5,38 (-0,64%)

Celesc realiza leilão de veículos com lances a partir de R$ 9 mil

A Celesc realiza, no dia 15 de junho, mais um leilão on-line de veículos da Companhia. Serão disponibilizados 24 lotes, dentre eles cinco automóveis, nove furgões, três picapes, nove caminhonetes e um caminhão. Os lances iniciais do certame variam entre R$ 9 mil e R$ 40 mil. 

"Os recursos angariados com as vendas estão sendo integralmente destinados ao Fundo Patrimonial e revertidos em obras e benfeitorias para a Celesc, beneficiando clientes e empregados", comenta a diretora de Gestão Corporativa da Companhia, Pilar Sabino da Silva. 

Para participar, basta acessar o site https://www.soleiloes.com.br/pregao/151876, realizar o cadastro e enviar seu lance até o final do pregão. A disputa final de preços terá início às 10h15min do dia 15 de junho de 2023. O edital está disponível no mesmo link. 

Podem se cadastrar no leilão pessoas maiores de 18 anos com documento de identidade e CPF ou CNPJ. Para comprovação, é necessário anexar a documentação no site. Após aprovado o cadastro, o interessado receberá um aviso por e-mail e estará apto para dar lances. As condições de pagamentos, bem como as transferências documentais, estão descritas no edital do leilão. 

Segundo o gerente da Divisão de Gestão Patrimonial da Celesc, Maicon Ricardo Jung, o processo on-line de leilão de veículos traz mais eficiência, facilitando a participação das pessoas. “Em 2022, a Celesc arrecadou R$ 1,4 milhão em quatro leilões realizados, e em 2023 já são R$ 1,1 milhão em outros três certames. O planejamento é para que realizemos pelo menos outros dois leilões até dezembro”, conclui. 

A visitação aos veículos será permitida entre os dias 12 e 14 de junho, das 9h às 11h45, e das 14h às 17h, na empresa Resgate Imediato, localizada na Rodovia BR 282, nº 1952, bairro Jaqueira, em Palhoça. 

Serviço: Visitação dos veículos 

Quando: De 12 a 14 de junho 

Horários: das 9h às 11h45 e das 14h às 17h, somente em dias úteis 

Local: Resgate Imediato, localizado à Rodovia BR-28

Após anúncio de acordo entre EUA e UE para regulamentação de IA, especialista aponta urgência de regras no Brasil

O anúncio de um futuro acordo entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE) para a regulamentação no uso de novas tecnologias de Inteligência Artificial (IA) animaram especialistas acerca do estabelecimento de regras semelhantes em território brasileiro. O país é uma das nações com o maior número de pessoas conectadas do mundo, e a rápida evolução da IA tem levantado preocupações e desafios que exigem atenção regulatória por parte dos governos. Segundo o fundador da Infox Tecnologia e especialista em tecnologia da informação, Jorge Santana, o Brasil não pode ficar para trás.
“Fomos pioneiros, em 2014, com o Marco Civil da Internet e, agora, temos o PL das Fake News em debate e o PL da regulação da IA também tramitando no Congresso Nacional, depois de ampla discussão. Cabe avançar na aprovação de ambos, sem demora. O estabelecimento de diretrizes claras e efetivas para o uso responsável da IA garantirá que a tecnologia seja aplicada de forma ética, segura e benéfica para a sociedade”, explica Santana.
Recentemente, nos Estados Unidos, a Casa Branca reuniu executivos de grandes empresas de tecnologia para discutir a necessidade de limitar os riscos da IA, indicando a possibilidade de novas regulamentações e legislações. Na União Europeia acaba de ser aprovado, em primeira votação, o AI Act, que propõe que sistemas de IA sejam supervisionados por pessoas, seguros, transparentes, rastreáveis, não discriminatórios e não produzam danos ao meio-ambiente. O Reino Unido optou por abordar a regulamentação por meio de seu órgão regulador, enquanto a China já impôs regras rígidas para sistemas de IA.
O tema vem sendo discutido no Brasil desde 2019, a partir da proposta de três projetos de lei, que, posteriormente, foram unificados e estão em tramitação no Senado Federal. A partir disso, foi instituída uma Comissão de Juristas para subsidiar a elaboração de um anteprojeto de lei que resultou no PL 2.338/2023, assinado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Essa iniciativa busca conciliar a proteção de direitos e liberdades fundamentais, a valorização do trabalho e da dignidade humana e a promoção da inovação tecnológica proporcionada pela inteligência artificial. 
O projeto de lei tem dois objetivos principais. Por um lado, estabelece direitos para a proteção da pessoa física, que já é impactada diariamente pelos sistemas de inteligência artificial, desde recomendações de conteúdo e direcionamento de publicidade na Internet até análise de elegibilidade para crédito e políticas públicas específicas. Por outro, define mecanismos de governança e fiscalização, criando condições para interpretação e segurança jurídica, promovendo a inovação e o desenvolvimento tecnológico.
Para Santana, o projeto em discussão já é um bom começo em direção a um ambiente propício para o uso responsável e benéfico dessa tecnologia. “A proposta estabelece uma regulação baseada em riscos e direitos, com instrumentos de governança para garantir a responsabilidade dos agentes econômicos envolvidos no desenvolvimento e uso da inteligência artificial, incentivando uma atuação de boa-fé e uma gestão eficaz dos riscos, tudo isso para evitar que a IA se transforme em uma arma capaz de causar muitos danos às pessoas”, concluiu.
 
Fonte: Infox Tecnologia

 

Executivos brasileiros conhecem iniciativas com hidrogênio verde em Antuérpia, na Bélgica

A plataforma internacional de hidrogênio verde do porto de Antuérpia e Bruges, na Bélgica, foi apresentada à comitiva brasileira, formada por executivos dos portos privados e autoridades e liderada pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). O objetivo é substituir as fontes de energia fósseis em muitas aplicações industriais e tornar as operações portuárias cada vez mais sustentáveis.
 

O terminal belga, com alto potencial de se tornar um dos mais sustentáveis do mundo, em parceria com a CMB.TECH, já está testando veículos com um sistema híbrido que combina diesel e hidrogênio, reduzindo as emissões globais de poluentes em 65%.

A comitiva segue em em viagem na Bélgica até esta sexta-feira (26) e confere de perto projetos que podem ser adotados pelos portos brasileiros. “Aqui, com todo o grupo, estamos vendo de perto esse exemplo de porto público eficiente e que está bem avançado no tema da sustentabilidade”, afirmou o presidente da ATP, Murillo Barbosa.
 

Na busca por fortalecer a modernização do setor portuário brasileiro, o grupo também visitará, até o dia 26 de maio, o Porto de Ghent, um dos maiores portos fluviais do continente; e o Porto de Zeebrugges, importante centro de transporte e logística para cargas; entre outros locais. A comitiva brasileira é formada por 39 participantes, entre os quais estão o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, e quatro diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que integram a equipe a partir de amanhã, além de representantes de 16 empresas associadas à entidade.
 

A Missão ATP Bélgica é a primeira viagem internacional de estudos da ATP. Planejada desde 2020, ela tem o objetivo de reunir autoridades e representantes de portos privados para vivenciar a realidade da operação e da gestão portuária em locais que são referências no segmento logístico e portuário.

Netmak instala nova filial em Balneário Camboriú

Quem trabalha na rede varejista e com indústrias de bens e consumo sabe que Santa Catarina é um Estado que oferece benefícios fiscais para a importação que ocorrem, principalmente, no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por conta do Tratamento Tributário Diferenciado (TTD). Levando em consideração essa prerrogativa, a Netmak tem seu novo escritório instalado em Balneário Camboriú. 

“Quando pensamos em expandir nosso negócio, o território catarinense veio logo na nossa mente. O Estado oferece mais oportunidades para nossa empresa e, com essa nova filial em Balneário Camboriú, a Netmak terá mais facilidade na distribuição dos produtos, agilidade no prazo de envio e frete mais barato para os clientes da região Sul, que é a segunda mais expressiva no faturamento da empresa”, explica Silene Medeiros, CEO da Netmak. 

Inaugurado em abril, o novo escritório tem localização estratégica no Trade Park, um dos maiores condomínios logísticos da região, às margens da BR 101, principal rodovia do país. A filial será responsável por gerenciar o mais novo lançamento da Netmak, a linha NTK de empilhadeiras e transpaletes elétricos. “Queremos contribuir com Santa Catarina, a instalação de uma filial da nossa empresa vai acarretar também na geração de novos empregos e ajudar na economia da região”, finaliza Silene. 

A matriz da empresa, que fica no interior de São Paulo, não será desativa ou perderá força. Com estoque ativo, será a responsável por administrar a representação das empilhadeiras Gurgel. 

Sobre a Netmak: maior e-commerce de peças para empilhadeiras do Brasil, a Netmak  fornece serviços e soluções logísticas para empresas em todo o país. Através de um atendimento totalmente digital, a empresa trabalha com empilhadeiras a diesel e elétricas além de fornecer equipamentos para manutenção, como peças para motor, transmissão, filtros, pneus e muitos outros itens, compatíveis com diversas marcas de empilhadeiras como Gurgel, Shangli, Nissan, Mitsubishi, Xinchai e, é claro, a NTK.

Febraban alerta para o golpe do falso empréstimo

Com a sociedade cada vez mais digitalizada, os bandidos estão criando novas abordagens para aplicar golpes, e uma que tem dado muita dor de cabeça para a população é a criação de páginas falsas na internet para oferecer empréstimos inexistentes. Organizações criminosas se passam por falsas instituições financeiras e oferecem crédito com condições muito vantajosas para o consumidor, na maioria dos casos, prometendo liberação fácil de dinheiro para consumidores negativados.
 
Quando o interessado preenche o cadastro nestes sites fraudulentos, os bandidos entram em contato e pedem que ele assine um suposto contrato, mas, sem que o usuário perceba, colocam cláusulas impondo multas, caso haja desistência. Também fazem ameaças e dizem que irão enviar o nome do cliente para bureaus de crédito para que ele fique negativado.
 
Para que o falso empréstimo seja liberado, os golpistas pedem o pagamento de taxas e impostos e dizem que a prática é normal no mercado.
 
“Não existe nenhum empréstimo em que a pessoa tenha que fazer qualquer tipo de pagamento antecipado, seja de impostos, de preenchimento de cadastro ou de supostos adiantamentos de parcelas. Este tipo de abordagem é golpe. Em todas as operações de crédito regulares, o cliente recebe o dinheiro e não tem que pagar nada para isso”, alerta Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN.
 
Volpini também ressalta que o cliente sempre deve desconfiar de sites na internet que ofereçam crédito com condições vantajosas. “Sempre pesquise e verifique se a instituição é autorizada pelo Banco Central a oferecer empréstimos.”
 
A Febraban também esclarece que a entidade não faz qualquer tipo de cobrança, emite comunicado sobre recolhimento de impostos, informe sobre pagamento de parcelas de empréstimos e tampouco oferece empréstimos. A Febraban é uma associação civil sem fins lucrativos que reúne instituições financeiras do país. No desempenho de suas atividades, a entidade não tem relacionamento direto com clientes e usuários do sistema bancário. 
 
A Federação ainda ressalta que não contata pessoas físicas ou jurídicas por ligação telefônica, carta, e-mail, WhatsApp ou quaisquer redes sociais, para realização de procedimentos de segurança ou para efetivação de operações financeiras. Trata-se de modalidade de golpe. 

 

TERMINAL DE CONTÊINERES DE PARANAGUÁ BATE RECORDE DUPLO EM MARÇO

Em março, a TCP (empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá) conquistou dois recordes de produtividade. Um deles é o número de passagens de contêineres no gate (entrada e saída de veículos). No mês, 42.322 contêineres acessaram o terminal, 1.028 a mais que o recorde anterior alcançado em agosto de 2019.
 
Um dos fatores para o crescimento no número total de transações, foi a melhoria no sistema de agendamento, que agilizou o processo de atendimento. Outra mudança foi a implementação do aplicativo TCP GO, que trouxe mais praticidade aos motoristas e às transportadoras. 
 
O aplicativo é uma alternativa on-line para a guia de agendamento impressa: por meio do celular, o caminhoneiro mostra o código QR Code e acessa o portão. O TCP GO também permite que o motorista acompanhe as alterações de datas e receba notificações atualizadas sobre a situação do terminal e das rodovias.
 
Segundo o gerente de operações da TCP, Felipe de França, este recorde foi um momento histórico para a empresa. “A demanda de mercado aumentou e, na época, tínhamos duas pistas fechadas devido às expansões. Graças ao aperfeiçoamento do sistema e investimentos pesados em tecnologia, conseguimos superar a demanda e bater este recorde. Seguimos com obras nos gates para ampliar o atendimento”.
 
O crescimento de mercado, citado por França, ampliou a entrada de contêineres, permitindo o alcance do segundo recorde: o aumento de volume de contêiner reefer (contêiner com controle de temperatura). Foram 21.356 TEUs (medida para 20 pés de comprimento de contêiner) movimentados, número alcançado um mês após o último recorde do setor (20.810 movimentados). Quase 100% dos reefers utilizados no terminal são para o transporte de proteína congelada, sendo a maioria de frango (82%) e boi (12%). Segundo o sistema de dados Dataliner, entre os estados líderes em exportação estão o Mato Grosso, com carne bovina; e o Paraná, com frango congelado. 
 
De acordo com o gerente comercial e de atendimento ao cliente da TCP, Giovanni Guidolim, “devido a atual estrutura reefer do terminal, que conta com um elevado número de tomadas, nós conseguimos ofertar ao mercado uma flexibilidade na entrada antecipada das cargas. Isto favorece o recebimento das demandas do exportador e atende às necessidades do setor agropecuário. O resultado do trabalho é a TCP sendo líder mundial em movimentação de carne de frango congelada para exportação”. 
 
Para permanecer na liderança, até o final de 2023 o pátio reefer passará por um aumento de 43%. Guidolim comenta que “de 3.572 tomadas iremos para 5.126, o que nos mantém na liderança como a maior área reefer entre os terminais brasileiros. Para garantir a excelência nas novas tomadas, foi construída uma subestação de energia própria e a aquisição de 11 novos guindastes do tipo RTG (Rubber Tyred Gantry), que serão entregues até o final do ano”.
 
O modal ferroviário também é outro diferencial logístico vantajoso para o mercado de proteína, sendo a TCP o único terminal do sul do país com acesso direto a zona alfandegada. “A ferrovia é responsável por transportar um em cada cinco contêineres de exportação até a TCP e atende a diversas demandas, entre elas 25% da exportação de carne congelada”, explica Guidolim. 

 

Porto do Rio Grande cresce 6% e impulsiona aumento na movimentação dos demais portos gaúchos

Mais de 13 milhões de toneladas: essa é a quantidade total de cargas movimentadas nos portos do Rio Grande do Sul ao longo do primeiro quadrimestre de 2023. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (15) pelo setor de estatística da Gerência de Planejamento e Desenvolvimento da Portos RS.

Boa parte desse número, ou seja, 12.729.820 (doze milhões setecentos e vinte e nove mil oitocentos e vinte) toneladas foram movimentadas apenas no cais público e no complexo portuário de Rio Grande. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o Porto do Rio Grande teve uma variação positiva de 6,03%.

Esse resultado impulsionou, ainda, o crescimento dos portos gaúchos de modo geral que aumentaram 5,48% em relação a 2022 e 6,53% na comparação com 2021, ano com as maiores movimentações da história. Dos 1.273 navios recebidos nas três unidades da Empresa Pública, 1.046 deles tiveram Rio Grande como destino.

Os granéis sólidos lideram as movimentações no porto rio-grandino, com 7.746.016 toneladas. Na sequência aparecem as cargas gerais, com 3.667.482 toneladas, e os granéis sólidos, com 1.316.322 toneladas. Entre as mercadorias com aumento estão a soja em grão (79,22%), o fosfato (79,21%), o arroz (8,27%) e o cloreto de potássio (7,38%).

No que diz respeito às movimentações de contêineres, foram 112.897 unidades cheias e outras 77.855 vazias, totalizando 190.842. A variação, em relação ao mesmo período do ano passado, foi de 9,75%. O mês com maior movimentação em 2023 foi o de março, quando 51.595 contêineres circularam cheios e vazios pelo complexo.

O ranking de origem das importações é liderado pela Argentina e seguido pela China, Canadá, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, Argélia, Peru, Arábia Saudita e Alemanha. As exportações têm como destino a China, seguido pela Indonésia, Vietnã, Portugal, Arábia Saudita, Estados Unidos, Marrocos, Espanha, Bangladesh e Coréia do Sul.

Porto de Pelotas

Em Pelotas, as movimentações de clínquer e toras de madeira atingiu 425.535 toneladas. Desse número, 366.796 toneladas foram de toras de madeira, as quais possuem como destino a fábrica da CMPC, em Guaíba, para o beneficiamento da celulose. O clínquer, que é considerado o cimento em sua fase bruta de fabricação, alcançou 58.739 toneladas movimentadas.

Porto de Porto Alegre

No Porto de Porto Alegre, a movimentação de fertilizantes chegou a 181.940 toneladas. Na sequência aparece a cevada, com 36.854 toneladas, o sebo bovino, com 22.807 toneladas, o trigo, com 7.703 toneladas, e a carga geral, com 219 toneladas. No total, as movimentações na capital alcançaram 249.523 toneladas.

As importações possuem como origem a Arábia Saudita, a Argentina, a China, Israel, Marrocos, Rússia e Venezuela.

De acordo com o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, “o incremento no percentual de movimentação demonstra que estamos no caminho certo. A Portos RS, apesar de ser uma empresa nova, já vem dando resultado. Seguiremos trabalhando de modo que mantenhamos nosso complexo portuário competitivo, com um distrito industrial cada vez mais moderno e conectado, sendo um importante vetor de crescimento regional”, afirmou.

Fotos: Divulgação/Pablo Bech.

 

Tema “Navegação & Hidrovias” contará com debatedores de peso no Portos & Costas Brasil – 2023

O setor portuário desempenha um papel crucial no comércio internacional e na economia do país. No Brasil o setor registra um crescimento significativo nos últimos anos, alavancado por investimentos em infraestrutura e modernização. 
Nossa infraestrutura portuária não é a melhor do mundo, mas também não estamos na rabeira. Em termos de modernização, os portos brasileiros encontram-se em um patamar intermediário. Utilizam equipamentos similares aos da maioria dos portos de primeira linha do mundo. No entanto, a boa tecnologia divide espaço com os gargalos logísticos, que embora já tenham sido maiores, ainda existem, tanto estruturais como burocráticos e políticos. 
Essa realidade será abordada por especialistas de integram as diversas fases da cadeia no primeiro dia do Porto & Costas Brasil – 2023. O evento está em sua segunda edição e será realizado no Hotel Mercure, em Balneário Camboriú, nos dias 22 e 23 de maio. É realizado pela MTCN Soluções Sustentáveis em Dragagens, Portos e Costas.
 
Pesos pesados da navegação se encontram em Balneário Camboriú
 
A Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) será representada pelo superintendente de outorgas da agência reguladora Renildo Barros Silva. Ele vai mostrar a atual realidade infraestrutura aquaviária brasileira, desafios e perspectivas futuras. A Antaq é uma autarquia que integra a Administração Pública Federal indireta, sendo responsável por regular e fiscalizar a prestação de serviços de transporte aquaviário e a exploração da infraestrutura portuária e aquaviária no país. “Hidrovias são sinônimos de sustentabilidade, intermodalidade e eficiência logística. No entanto, precisamos explorar mais esse potencial”, diz Renildo.
O consultor Leandro Guimarães Carelli Barreto, sócio da Solve Shipping Intelligence, vai abordar a nova realidade da navegação intercontinental com enfoque nas novas gerações de navios que já trafegam na costa brasileira, evolução e perspectivas. Leandro, é hoje um dos mais respeitados consultores do setor de navegação no Brasil. 
Na sequência, o Capitão de Fragata Rodrigo de Araújo Cid Santa Rita, Capitão dos Portos de Santa Catarina, abordará o tema “segurança da navegação em hidrovias”. Já os professores e pesquisadores Eduardo Aoun Tannuri e Marcelo Ramos Martins, da Universidade de São Paulo (USP), debatem o tema “análise de risco e simulação de manobras em tempo real: uma abordagem integrada”.
O idealizador do evento, oceanólogo e consultor Mauricio Torronteguy, destaca a importância dessa temática. “O Brasil, possui aproximadamente 380 terminais portuários distribuídos entre terminais de uso privado (TUPs), localizados em áreas privadas; e terminais arrendados, localizados em portos públicos. Esses terminais importam e exportam grandes volumes de cargas nas modalidades de carga geral, contêineres, granéis líquidos e sólidos. Os navios que acessam esses terminais, seja por meio de canais marítimos seja em hidrovias,  precisam adotar boas práticas de navegação, que garantam a segurança da vida humana, do meio ambiente, das instalações portuárias e das próprias embarcações”, pontua Mauricio.

 

Semana da Indústria terá programação especial para Itajaí e Balneário Camboriú

Começa na próxima semana, a programação da Semana da Indústria em Itajaí e região. O evento ocorre na semana do dia 25 de maio, quando é comemorado o Dia da Indústria e também o aniversário da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC. Para lembrar a data, a Federação, em parceria com o SENAI, o SESI e o Instituto Euvaldo Lodi - IEL, promove todos os anos uma semana repleta de atividades gratuitas e com troca de experiências entre empresários, gestores de RHs e gestores de segurança do trabalho. 
"Todos os temas estão relacionados tanto ao setor industrial, de ambas as regionais, como também às áreas que atuamos e aos serviços que ofertamos.  Então, teremos palestras voltadas a área têxtil, assim como workshop sobre eficiência energética e um outro tema que está muito em alta, que é a saúde mental de lideranças e que também vem ao encontro  de um serviço prestado pelo SESI, ou seja, todos os temas, de todos os encontros, estão relacionados ao setor industrial da regional, assim como os serviços ofertados pelo SESI e SENAI. A Semana da Indústria é uma forma de oferecer algo adicional, além daquilo que já fazemos ao longo do ano todo", explica a gerente executiva do SESI e SENAI no Vale do Itajaí Mirim, Silvana Meneghini . 
Em Itajaí, a programação inicia na terça-feira, dia 23, às 19h, no auditório do SENAI, com a palestra do Conselho Regional dos Técnicos Industriais com o tema "Entendimento sobre o Termo de Responsabilidade Técnica (TRT), amplitude de mercado/atuação". Anteriormente, no mesmo local, acontece a a cerimônia oficial de abertura da Semana da Indústria, com a participação de autoridades, gestores de indústrias, alunos dos cursos técnicos e representantes da comunidade. 
Na quarta-feira, dia 24, as atividades iniciam às 8h30, com a palestra: "Assédio no ambiente de Trabalho a partir da Portaria MTP nº 4.219/2022". O evento é destinado a gestores de RHs e Técnicos de Segurança. Em seguida, às 10h, será realizado o Café com RHs que terá como tema, "Trocando Experiências: Aprendizagem Indústrial e seus desafios". No período da tarde, às 13h30, acontece a Aula Experimental Plataforma NR 35, com a participação de alunos da aprendizagem e de cursos técnicos.  Já às 14h, será realizado o painel: Desafios e Vantagens do Mercado de Trabalho para o Jovem atual. O evento é destinado a alunos da Aprendizagem Industrial e também estão sendo esperados representantes de empresas da região. 
Todos os eventos serão realizados no SENAI de Itajaí. 
Em Balneário Camboriú, está programado o painel: Desafios e Vantagens do Mercado de Trabalho para o jovem atual. O evento acontece na unidade do SENAI em Balneário Camboriú, às 14h e é aberto para alunos de aprendizagem Industrial e contará com a participação de indústrias da região. 


HOMENAGEM
A entrega das comendas da Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias (FIESC) marca o início das celebrações alusivas ao Dia da Indústria, comemorado em 25 de maio. O evento, exclusivo para convidados, ocorre na sexta-feira, dia 19, a partir das 10h30. “A Semana da Indústria é o nosso momento institucional mais importante do ano. É quando celebramos as conquistas da indústria e intensificamos nossas ações em favor de um setor moderno e inovador. Presentes em todo o estado, nossas entidades realizam uma série de atividades conectando a comunidade à indústria catarinense, o segmento que mais emprega em Santa Catarina”, frisa o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Suape bate recorde e embarca mais de três mil veículos numa única operação

O Hub de Veículos do Complexo Industrial Portuário de Suape segue ganhando destaque com grande volume de embarque e desembarque de automóveis utilitários e de passeio. Nesta segunda-feira (15), o navio Grande Guinea, de bandeira italiana, atracado no Cais 4, está recebendo o carregamento de três mil veículos da Stellantis (antiga FCA), para seguir com destino ao Porto de Vera Cruz, o maior atracadouro do México, na América do Norte O número é recorde em relação ao embarque de automóveis.  O navio deve desatracar de Suape nesta terça-feira (16).
“Este é um resultado de muito trabalho em equipe. Para operacionalizar esse tipo de movimentação, são necessários planejamento, estudo e estrutura, e tudo isso nós temos na área portuária. Esse é o início de uma fase de grandes recordes que vamos viabilizar no atracadouro pernambucano”, afirma o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária, Nilson Monteiro. Desde a implantação do Hub de Veículos, milhares de  automóveis de passeio e utilitários são importados e exportados pelo Porto de Suape.  
O resultado do quadrimestre (janeiro a abril de 2023) apresentou excelente resultado. Trata-se de um aumento de 75% no total de veículos movimentados em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado deste ano, já foram movimentados 27.647 automóveis pelo atracadouro pernambucano.  
Suape é a porta de saída para os carros da Stellantis, produzidos fábrica da Jeep, em Goiana, e da Fiat, em Betim (MG), tendo como destino países como Argentina e México. O porto também importa veículos de marcas como a Toyota e General Motors (GM), além de realizar operação de transbordo de veículos fabricados no Uruguai e na Argentina e distribuídos para vários países do continente a partir de Suape.
INOVAÇÃO
Para garantir eficiência e agilidade nesse tipo de operação, estão sendo implantadas tecnologias inovadoras. No mês passado, por exemplo, a estatal portuária aderiu à solução de Video Analytics conectada com 5G AS, para otimizar a logística nos pátios de veículos. A bem-sucedida iniciativa aconteceu em parceira com a Embratel e a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários. “A ideia é aprimorar, cada vez mais, esse tipo de movimentação, oferecendo agilidade, segurança e eficiência às operações. Consequentemente, isso vai melhorar os números da movimentação”, ressalta Nilson Monteiro. Suape conta com três pátios públicos para o armazenamento de automóveis e capacidade de movimentação anual de 250 mil carros. 

 

Imposto do MEI vai aumentar: saiba quanto e quando

O aumento do salário mínimo para R$ 1.320, dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai causar aumento da contribuição do Microempreendedor Individual (MEI), publicou a Folha de S.Paulo nesta terça-feira, 9. A nova cobrança passará a valer a partir do dia 20 de junho.

Até este mês, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) segue com a cobrança sobre o antigo valor do salário mínimo de R$ 1.302.

Cobranças do MEI sobem conforme o novo salário mínimo

A base do imposto do MEI subirá para R$ 66 por mês, valor que representa 5% do novo salário mínimo. MEIs do comércio, indústria e serviço de transporte somam R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e, assim, agora devem pagar R$ 67 para operar.

Os microempreendedores individuais que trabalham com serviços em geral vão pagar R$ 71 por mês, porque acrescentam R$ 5 de Imposto sobre Serviços (ISS). Quem atua nos dois setores vai pagar R$ 72 por mês.

Já o MEI Caminhoneiro, que paga 12% do salário mínimo, terá a base aumentada para R$ 158,40. Com ISS e ICMS, a cobrança chega a R$ 164,40 por mês.

Em fevereiro, houve uma tentativa de fraude a cada 10 segundos, revela Serasa Experian

São Paulo, 09 de maio de 2023 – Em fevereiro, segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, foram registradas 236.775 tentativas de fraude ou roubos de identidade. Isso representa uma tentativa de fraude a cada 10 segundos no país. Em relação ao mesmo período de 2022, houve queda de 27,4%. Também houve queda de 16,7% em relação a janeiro deste ano, quando o indicador apontou 284.198 tentativas de fraude.

 

“A queda das tentativas de fraudes em fevereiro comparado a janeiro reflete o impacto do feriado do Carnaval, reduzindo a quantidade de dias úteis e a movimentação de consumidores nas lojas, bancos e financeiras. Em relação a fevereiro do ano passado, a queda se justifica pela menor procura por crédito dos consumidores devido ao patamar mais elevado dos juros e aumento da inadimplência. Com menos pessoas buscando realizar novos negócios, diminui-se a quantidade de alvos potenciais para a atuação dos fraudadores”, diz o diretor de Produtos de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha.

 

Em fevereiro, o segmento de bancos e cartões foi o que teve maior participação, com 108.969 registros, totalizando 46% do total de tentativas de fraude realizadas. No mesmo período no ano passado, o setor respondeu por 55,7% das ocorrências. Já o setor de serviços, que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral, teve 69.361 registros, equivalente a 29,3% do total. No mesmo período no ano passado, o setor respondeu por 17,8% das tentativas.

 

O setor de financeiras foi o terceiro do ranking em fevereiro, com 44.784 tentativas, 18,9% do total. No mesmo mês de 2022, o setor respondeu por 18% dos casos. O segmento varejo teve 10.389 tentativas de fraude, registrando 4,4% das investidas contra o consumidor em fevereiro, queda de 43,1% com relação ao percentual observado em fevereiro de 2022 (5,6%).

 

Pessoas de 36 a 50 anos foram as vítimas mais atingidas pelas tentativas

 

Na visão por idade, a população que possui entre 36 e 50 anos foi a que mais sofreu com tentativas de fraudes em fevereiro de 2023, com 86.776. Em segundo lugar, estão os consumidores de 26 a 35 anos, que sofreram com 64.986. O ranking segue com pessoas com idades entre 51 e 60 anos (33.685); e aqueles com até 25 anos e acima dos 60 anos empataram com 26.664 tentativas.

 

No ranking estadual, São Paulo liderou com 72.781 tentativas no mês. O Rio de Janeiro ficou em 2º lugar com 23.738 tentativas e, em 3º lugar, veio Minas Gerais com 21.678. O restante dos estados do país ficou abaixo da casa das 20 mil tentativas, sendo Roraima a Unidade Federativa (UF) com o menor índice (404). 

 

Veja no gráfico abaixo as informações completas:

 

Evite fraudes: veja dicas dos especialistas da Serasa Experian para se proteger

 

Consumidores:  

  • Garanta que seu documento, celular e cartões estejam seguros e com senhas fortes para acesso aos aplicativos;
  • Desconfie de ofertas de produtos e serviços, como viagens, com preços muito abaixo do mercado. Nesses momentos, é comum que os cibercriminosos usem nomes de lojas conhecidas para tentar invadir o seu computador. Eles se valem de e-mails, SMS e réplicas de sites para tentar pegar informações e dados de cartão de crédito, senhas e informações pessoais do comprador;
  • Atenção com links e arquivos compartilhados em grupos de mensagens de redes sociais. Eles podem ser maliciosos e direcionar para páginas não seguras, que contaminam os dispositivos com vírus para funcionarem sem que o usuário perceba;
  • Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências;
  • Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;
  • Não faça transferências para amigos ou parentes sem confirmar por ligação ou pessoalmente que realmente se trata da pessoa em questão, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado;
  • Inclua suas informações pessoais e dados de cartão se tiver certeza de que se trata de um ambiente seguro;
  • Monitore o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de qualquer fraude do Pix.

 

Empresas:  

  • Com a aceleração da adoção de canais digitais na vida dos consumidores, as empresas estão cada vez mais investindo em novos métodos de soluções antifraude e tecnologias cada vez mais sofisticadas ao longo da jornada do cliente, para que a segurança da operação não afete sua experiência integrada. A Serasa Experian, por exemplo, tem soluções modulares inteligentes e um time de especialistas em que possibilitam oferecer uma experiência segura e sem atrito ao cliente final. Com combinação de dados, analytics e soluções automatizadas, as empresas podem expandir os negócios com segurança.
  • Conte com plataformas de pagamento online. A empresa que deseja atuar de forma online, prestando serviços ou vendendo produtos, precisa ter a máxima atenção com os pagamentos. É preciso adotar uma sistemática que alie rapidez no processamento das transações à segurança;
  • Faça a análise de compras mais caras. Outra prática que pode reduzir bastante o risco de fraude online é a análise das compras. Sempre que a empresa se deparar com um pedido de alto valor, por exemplo, é necessário dedicar uma atenção especial, verificando de forma mais detalhada o cliente e os dados informados. Uma forma de garantir a segurança desse tipo de transação é realizando um contato prévio por e-mail ou telefone para confirmar dados ou a própria compra. Embora esse tipo de avaliação possa tornar o processo de venda mais longo, ele é essencial para resguardar o seu negócio contra fraudes;
  • Verifique cadastros. Contar com uma base de dados do cliente é essencial para reforçar a segurança de operações online. Nesse quesito, ter acesso a um cadastro atualizado dos consumidores, no qual é possível checar a veracidade das informações fornecidas no momento de uma compra, por exemplo, é outra estratégia para reduzir os riscos na hora de vender. A confirmação cadastral pode facilmente identificar tentativas de fraudes, sinalizando situações suspeitas, como divergências de dados do cliente com as que constam de outras bases de dados confiáveis;
  • Consulte o perfil do seu cliente. Conhecer o cliente é, sem dúvida, uma das maneiras mais eficientes de se evitar fraudes online. Quando a empresa é capaz de avaliar o histórico do consumidor no mercado, status do seu CPF ou CNPJ, os seus hábitos e a existência de pendências em seu nome, por exemplo. Fica muito mais fácil e seguro avaliar os riscos de uma operação.

 

Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

 

Metodologia

 

O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor é resultado do cruzamento de dois conjuntos de informações das bases de dados da Serasa Experian: 1) total de consultas de CPFs efetuado mensalmente na Serasa Experian; 2) estimativa do risco de fraude, obtida através da aplicação dos modelos probabilísticos de detecção de fraudes desenvolvidos pela Serasa Experian, baseados em dados brasileiros e tecnologia Experian global já consolidada em outros países. O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor é constituído pela multiplicação da quantidade de CPFs consultados (item 1) pela probabilidade de fraude (item 2).

Ministro Márcio França visita Porto do Rio de Janeiro e se reúne com nova diretoria da PortosRio

Em visita ao Porto do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (5), o ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, se encontrou com a recém-nomeada diretoria da PortosRio. O objetivo foi conhecer os projetos da Autoridade Portuária e as instalações do Terminal Internacional de Cruzeiros Pier Mauá. 

O ministro foi recepcionado por Álvaro Savio, diretor-presidente da PortosRio, Ronaldo Fucci, diretor de Gestão Portuária, e outros gestores da companhia. Durante a visita ao terminal Pier Mauá, o ministro foi acompanhado também por Américo Relvas, diretor da empresa arrendatária. Em seguida, Márcio França dirigiu-se ao Centro de Comando e Controle de Segurança Portuária (CCCSP), operado pela Guarda Portuária. 

Durante a apresentação da PortosRio, foram compartilhadas informações sobre o panorama atual e as perspectivas da nova gestão, abrangendo os quatro portos administrados pela Autoridade Portuária: Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis. Os dados apresentados incluíram os resultados dos portos, contratos de arrendamento, projetos de expansão e investimentos em infraestrutura portuária. 

Visita técnica da ANTAQ 

A diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Flávia Takafashi, acompanhada por uma equipe, realizou uma visita técnica aos Portos do Rio de Janeiro e de Itaguaí, nos dias 4 e 5 de maio, respectivamente. No Porto do Rio de Janeiro, eles assistiram a uma apresentação sobre o porto e visitaram as instalações operacionais do Cais Público, do terminal de veículos Multi-Car e do terminal de contêineres MultiRio. Posteriormente, no Porto de Itaguaí, após uma breve apresentação sobre os terminais e projetos, estiveram no terminal Sepetiba Tecon e no píer do TECAR (CSN). 

Visita técnica da SNPTA e Infra S.A. 

Representantes da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) e da empresa pública federal Infra S.A. estiveram nos Portos do Rio de Janeiro e Niterói, nos dias 2 e 3 de maio, respectivamente. As visitas técnicas tiveram o objetivo de iniciar estudos visando a definição da modelagem para novos arrendamentos das áreas do Porto de Niterói, onde os atuais contratos vencem em 2025, e de um terminal especializado em apoio offshore no Porto do Rio de Janeiro. Questões de ajustes contratuais também foram tratadas. Na sexta-feira (dia 5), os técnicos da Secretaria e da Infra S.A. realizaram uma reunião de encerramento da visita, na sede da PortosRio, para alinhar os objetivos estratégicos do planejamento portuário.  

Grupo Krona anuncia aquisição da Viqua

O Grupo Krona anunciou a conclusão do processo de aquisição de 100% do capital da Viqua, aprovado sem ressalvas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade. Com a aquisição, a Krona passa a ter cinco unidades: quatro em Joinville (SC), onde foi criada em 1994, e uma em Marechal Deodoro (AL). Aos 2 mil colaboradores da Krona, somam-se os mais de 500 da Viqua, que possui ainda 200 representantes comerciais. A empresa também foi fundada em Joinville, em 1995. A marca Viqua permanece sem qualquer alteração. Para breve, estão programadas algumas ações conjuntas de marketing das duas marcas.

"De braços abertos, damos as boas-vindas ao time Viqua à casa que agora é de todos. Ao juntarmos nossas trajetórias vitoriosas, marcadas pela qualidade, tecnologia, inovação e excelência no relacionamento com os clientes, certamente conquistaremos um crescimento ainda maior e mais sólido", destacou a Krona em comunicado ao mercado.  

"Há grande otimismo e expectativa de começarmos a trabalhar com um portfólio mais diverso e completo, por meio do qual a Krona passará a contar, por exemplo, com o segmento de Torneiras de ABS, em que a Viqua é empresa líder. Além disso, a operação agrega seu importante canal de distribuição, em especial no Agronegócio. Mas, sobretudo, estamos felizes, pois, com a soma dessas duas forças do mercado, quem ganha é o consumidor", salienta a empresa. 

Em fevereiro de 2022, a Krona recebeu, por e-mail, a informação sobre a oferta de venda, por intermédio da IGC, empresa especializada contratada pela Viqua. A Krona, por sua vez, contratou a Vestea Capital para assessorar a negociação. A primeira oferta foi em agosto de 2022. Vencedora da concorrência, a Krona assinou o contrato com a Viqua em fevereiro de 2023. A aquisição foi recentemente aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade.

Direção

A Krona assumiu a direção da Viqua nesta terça-feira (2). O Diretor Executivo da Krona, Fernando Oliveira, passou a ocupar a mesma função na Viqua, no lugar de Daniel Alberto Cardozo Junior. As áreas Industrial e de RH da Viqua agora reportam-se aos respectivos setores na Krona, dirigidos por Rogério Kohntopp e Samuel da Silva P. Francisco. Permanecem inalteradas as diretorias Financeira e Comercial e Marketing da Viqua. O setor Comercial terá operação independente.

Com informações da assessoria de imprensa da Krona

FIESC divulga pesquisa sobre o custo logístico industrial de SC

Na próxima terça-feira, dia 9 de maio, às 14 horas, a Federação das Indústrias (FIESC) apresenta os resultados da pesquisa custos logísticos industriais, durante reunião na sede da entidade, em Florianópolis, e também com transmissão pelo canal da FIESC no YouTube. No encontro também serão abordados o comprometimento dos corredores logísticos catarinenses e pacto pelas rodovias federais de Santa Catarina.

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Confira a programação completa

14h
Abertura
Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC

14h10
Resultado Pesquisa Custos Logísticos Industriais 2022
Carlos Manuel Taboada Rodriguez, do laboratório de Desempenho Logístico – LDL/UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina

15h20
Comprometimento Corredores Logísticos SC – Parte II
Egídio Antônio Martorano, executivo do Conselho Estratégico para Infraestrutura de Transporte e da Logística Catarinense e da Câmara de Transporte e Logística da FIESC

16h
Um Pacto pelas Rodovias Federais Catarinenses
Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC

16h20 - Questionamentos e Assuntos Gerais

16h30 - Encerramento

Mesmo com juros elevados, a indústria catarinense cresce 1,8% em fevereiro

Mesmo em contexto de elevadas taxas de juros que explicam a contração da produção industrial nacional em 0,2%, em fevereiro na comparação com janeiro, a produção industrial de Santa Catarina cresceu 1,8%, no mesmo período. Os dados, dessazonalizados, foram analisados pelo Observatório FIESC. 

“O destacado desempenho catarinense é explicado pela capacidade de inserção internacional, integração com o agronegócio nacional e pela fase do ciclo de produção da construção civil. Nas exportações, o destaque é para motores e geradores elétricos, assim como, para partes de automotores, que impulsionaram as produções dos respectivos setores em 14,2% e 13,2%, enquanto os mesmos setores permaneceram estagnados em âmbito nacional”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

No âmbito interno, as excelentes safras do início de 2023 explicam o desempenho dos setores de máquinas e equipamentos catarinense, cuja produção cresceu 12,4%, enquanto a nacional também se manteve estagnada. Adicionalmente, o setor de minerais não-metálicos cresceu 13,8%, aparentemente beneficiado pela combinação de (i) forte demanda no litoral catarinense, com (ii) momento do ciclo de construções residenciais iniciadas em 2020 e 2021, no imediato pós-pandemia.

“Esses excelentes resultados diferenciam a capacidade catarinense, mas não tornam a dinâmica produtiva imune ao ambiente macroeconômico nacional”, avalia Aguiar. Muitos setores, cujas demandas são determinadas pelo consumo das famílias brasileiras, tais como os de linha branca e vestuário, continuam passando por um processo de desaceleração produtiva, causados pelas restrições de crédito, típicas do esforço do Banco Central em conter a inflação. Por essa razão, o filme do longo prazo ainda revela uma queda da produção industrial catarinense de 4,1%, no acumulado de 12 meses. “A retomada vigorosa e sustentada da produção industrial ainda depende do ciclo de queda da taxa de juros”, finaliza.

Fazenda e Infraestrutura trabalham integradas em projetos estratégicos para Santa Catarina

Foto: Divulgação / SEF

A integração entre as secretarias estaduais da Fazenda (SEF) e da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) garantirá a implementação de projetos estratégicos para Santa Catarina. A prioridade, neste momento, é viabilizar financiamentos para obras em estradas estaduais. A busca destes recursos é uma das ações previstas no Plano de Ajuste Fiscal de Santa Catarina (Pafisc), que prevê a captação de R$ 1,7 bilhão para o Estado.

Técnicos das duas secretarias trabalham integrados também com a Secretaria de Estado da Administração, por meio do Escritório de Gestão de Projetos de Santa Catarina (Eproj), para estruturar a primeira operação financeira junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Diretor de Desestatização e Parcerias (DIDE) da SEF, Renato Lacerda explica que o objetivo é avaliar as demandas rodoviárias de Santa Catarina e preparar os projetos mais aptos a receberem o financiamento. “O banco prioriza recursos para as propostas que têm viabilidade e estão bem encaminhadas. Com esta sinergia entre as secretarias, equipes diferentes trabalham juntas e garantem um resultado melhor na organização dos projetos do Estado”, aponta.

Outros modelos de contratação estão em análise junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ao Banco Mundial. Avalia-se, por exemplo, a possibilidade de Santa Catarina contar com uma opção de financiamento de longo prazo voltada à manutenção preventiva das estradas. A medida seria importante devido às adversidades climáticas registradas com frequência no estado e seus reflexos na malha rodoviária.

Além dos financiamentos para rodovias, os projetos estratégicos em avaliação pelo Governo do Estado incluem parcerias público-privadas (PPPs) e a atração de investimentos para outras demandas em infraestrutura. Nesta lista estão, por exemplo, a implantação do TRIM – Transporte Integrado da Região Metropolitana da Grande Florianópolis.

Todos os estudos contam com o acompanhamento da área de atração de investimentos da DIDE. O diretor Renato Lacerda explica que o trabalho é importante para viabilizar os grandes investimentos que Santa Catarina prospecta no Brasil e no Exterior. “É fundamental ter um cenário de infraestrutura eficiente para a implantação e o escoamento da produção, levando desenvolvimento a regiões estrategicamente selecionadas pelo Governo do Estado”, complementa Lacerda.

Fundamental para Santa Catarina, a Comissão de Pesca e Aquicultura na ALESC visa resguardar a tradição e a economia catarinense.

Na primeira reunião de trabalho, a presidente Ana Campagnolo (PL) apresentou um requerimento propondo a realização de uma audiência pública para discutir a decisão inédita divulgada pelo Governo Federal, que proibiu a pesca industrial da tainha. Uma medida um tanto quanto radical que pode resultar na eliminação de centenas de empregos, diretos e indiretos, gerados pelo setor.

A restrição foi imposta apenas às regiões Sul e Sudeste do Brasil, tendo ocorrido sem nenhuma consulta prévia aos profissionais prejudicados ou estudo aprofundado que a justifique.

Santa Catarina respeita diversos limites de preservação determinados por um modelo de gestação pesqueira sustentável que é referência para todo o país. Em 2022, a indústria de SC foi responsável por somente pouco mais de 10% do total de tainha capturada, não por falta de capacidade, mas sim por observar parâmetros rígidos de controle dos impactos ambientais.

Além de sua importância econômica, a pesca da tainha também representa a conservação de uma tradição cultural intrínseca à identidade das comunidades costeiras do Estado, que terão a oportunidade de articular a sua defesa nessa audiência pública.

Data: 25/04
Local: ALESC (Plenarinho), Florianopolis/SC
Horário: 19h

 

Créditos: Assessoria Deputada Ana Campagnolo

NOTA DE ESCLARECIMENTO - Assembleia Geral Extraordinária promovida pelas classes e categorias de trabalhadores portuários

Superintendência do Porto de Itajaí se manifesta diante de requerimentos apresentados

Nesta segunda-feira, 24, a Superintendência do Porto de Itajaí, na condição de Autoridade Portuária, recebeu a informação, de que representantes das seis categorias de trabalhadores portuários, durante uma Assembleia Geral Extraordinária, apresentaram requerimentos e que posteriormente foram aprovados durante o encontro.

Entre eles, quanto ao pedido por meio de requerimento pelo prazo de 10 dias úteis da atual operadora arrendatária, a APMT, juntamente com a Superintendência do Porto de Itajaí, em apresentar um plano de retomada da movimentação efetiva, e, que se caso não tenha, será requerido junto ao Governo Federal um novo contrato transitório para o mercado;

“Em relação a aprovação de um requerimento para que a APMT e a Superintendência do Porto de Itajaí, apresentem um plano de retomada de movimentação, a Autoridade Portuária de Itajaí, entende e atua frente a este pedido, com muita maturidade, pois não só todas as classes dos trabalhadores portuários avulsos, por meio de todas as suas categorias, mas também toda a cidade de Itajaí, está envolvida diretamente com todos entidades de classe da sociedade civil organizada, toda a classe política em âmbito local, estadual e federal, estão engajados aguardando com extrema ansiedade para ver o porto de Itajaí retornar com suas operações e devidas movimentações”, pontuou Fábio da Veiga, Superintendente do Porto de Itajaí.

Ainda com relação ao item que foi colocado durante assembleia, Fábio da Veiga lembra que o porto de Itajaí não está com suas operações paralisadas:

“O porto de Itajaí está mantendo mensalmente suas operações com outros modais de cargas, e, mesmo assim, estamos trabalhando e nos empenhando diariamente para recebermos navios a qualquer momento com operações de contêineres. Quero lembrar ainda que a operação, sua operacionalidade de contêiner, é acima de tudo um compromisso do arrendatário, no caso, a APMT, onde os próprios trabalhadores portuários exigiram em dezembro do ano passado, a assinatura para que os mesmos permanecessem com suas operações em Itajaí. Nós estamos, juntamente com a atual arrendatária, a APMT, e poder público municipal, trabalhando diariamente em tratativas para retomar o volume de cargas ao terminal, característica essa que é forte no nosso porto, garantido emprego e renda aos trabalhadores portuários, e gerando economias para Itajaí, destaca.

Outro item apresentado durante a Assembleia, diz respeito pela aprovação e encaminhamento de denúncia crime a serem apuradas irregularidades na condição do edital de transição que a CTIL Logística, empresa vencedora do processo seletivo simplificado na época, com pedido de CPI na Câmara de Vereadores de Itajaí.

“É com o sentimento de muita tristeza que recebemos essa notícia. A Autoridade Portuária de Itajaí, por meio de sua superintendência, sempre primou pela ética e transparência dos fatos, e, jamais, agimos diante de uma situação que pudesse configurar ou ser interpretada como crime. Justamente nesse momento, onde o Porto de Itajaí precisa manter total segurança jurídica, agora mais ainda, com o anuncio oficializado pelo próprio Ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmando publicamente da tão aguardada prorrogação do convênio de delegação assinada com o Governo federal por mais 35 anos. Neste momento tão crucial, o porto tem de atuar com extrema tranquilidade para trabalhar, e, a cada notícia, de cunho negativa como esta levada à público, se torna um ponto a mais em ter que se justificar e superar as dificuldades enfrentadas para os armadores. Infelizmente outra situação que não só me entristece, mas todos aqueles que lutam pela retomada do porto, das vezes, e são inúmeras, quando alguns setores da sociedade, como aqueles que atuam junto ao sindicalismo, aproveitando-se dessa situação para desmerecer tudo aquilo que foi construindo ao longo dos anos e, com isso, fazer politicagem, de má fé e desonesta com a sociedade”, destaca.

Concluindo toda a situação na época, em dezembro do ano passado, o Município de Itajaí, por meio da Superintendência do Porto de Itajaí, e a empresa arrendatária (APMT), assinaram o contrato de arrendamento transitório da área operacional dos berços 01 e 02 do Porto de Itajaí. Atualmente a arrendatária paga o valor de R$ 2,3 milhão, acrescentando mais de 1,8 milhão por mês.

“Segundo os fatos apresentados nesta Assembleia, aqui citados por estes dois itens em específico, só resta levar a sociedade itajaiense, ao Estado de Santa Catarina, a todos que atuam no trade portuário e país num todo, que o porto de Itajaí precisa de união, pois quando surgem fatos dessa origem, por meio de uma decisão totalmente infundada, e, que, obviamente trarão repercussões no momento certo, tanto na esfera civil e criminal, serão levadas ao público de forma transparente por parte desta Autoridade Portuária”, finaliza Fábio da Veiga, Superintendente do Porto de Itajaí.

Imposto sobre Shein, Shopee e Aliexpress será cobrado na hora da compra, diz Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil vai adotar um modelo de cobrança que permitirá o desconto do imposto na hora da compra dos produtos vendidos em plataformas internacionais de e-commerce, em especial as asiáticas, como Shein, Shopee e Aliexpress. As declarações foram dadas durante entrevista ao Estadão.
A medida faz parte do que chamou de "plano de conformidade" da Receita Federal, e, segundo o ministro, é uma prática necessária para assegurar uma concorrência justa com as empresas de varejo que operam no mercado brasileiro. De acordo com Haddad, essa é uma regra comum nos Estados Unidos e na Europa, onde todos os impostos devidos estão inclusos no preço.
“Quando um consumidor comprar um bem, a empresa já está, pelo plano de conformidade, autorizando o poder público a descontar daquilo que o consumidor já pagou, o que ele deveria recolher”, explicou o ministro.
Haddad afirmou que a Shein, Shopee e Aliexpress firmaram compromisso de aderir ao plano de conformidade durante uma reunião com o Ministério da Fazenda. O ministro também se reuniu, na quinta-feira, com dirigentes do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), entidade que representa algumas das maiores empresas do setor no Brasil.
Recentemente, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou e desistiu de derrubar isenção do imposto de importação para encomendas entre pessoas físicas de até US$ 50. A ideia agora é aumentar a fiscalização de empresas que estariam burlando regra de tributação. (terra)
Fundador do HJ Conference palestra sobre Empreendedorismo, Vendas e Marketing em Balneário Camboriú

Quer saber como vender mais, melhorar a gestão da empresa ou utilizar o marketing de forma estratégica para alavancar os negócios? Estes e outros temas serão abordados na palestra “Papo Reto – de Empreendedor para Empreendedor” que o co-fundador do HJ Conference e consultor em vendas e marketing estratégico Alexandre Weimer traz para Balneário Camboriú neste dia 19 de abril.

Promovido pela CDL BC em parceria com o Sebrae, o evento busca promover um bate-papo sob um novo olhar para 2023 e enxergar todas as oportunidades de negócios que surgem ao empreendedor de diferentes segmentos. “Tem muita coisa boa acontecendo, mesmo que a gente ache que, no meio de tudo isto, exista caos. Vamos trocar uma ideia, falar sobre vendas, sobre marketing, sobre estratégia e sobre gestão”, destaca Alexandre.O evento da CDL trará ainda lançamentos de oportunidades e benefícios exclusivos para empresários e líderes. Vilton Santos, presidente da CDL BC, explica que um dos objetivos da palestra é provocar a reflexão sobre a importância de buscar conhecimento constante e estar linkado a redes de networking para gerar novos resultados.

A palestra acontecerá no auditório da CDL BC e o evento será finalizado com um coquetel e espaço para networking no espaço de eventos da entidade. As inscrições podem ser feitas pelo (47) 99694-6188.

Filial do GHT, em Itajaí, oferece venda consultiva para o varejo da região

Filial do Grupo Hidrau Torque (GHT), localizada em Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, a 94 quilômetros de Florianópolis, inicia a operação com foco no mercado de varejo da região. A unidade já conta com diversas linhas de produtos e deverá incorporar outras marcas, que serão trabalhadas seguindo a estratégia de atendimento consultivo do GHT, conforme o Especialista em Vendas (Projeto de Expansão - Filiais), Sandro Magno. “A filial está trazendo retornos positivos, desde outubro de 2022. Já vendemos material, recebemos clientes e notamos uma boa demanda na região, o que se alinha ao nosso projeto de expansão com a oferta de vendas consultivas focadas no relacionamento de longo prazo”, afirma Magno.

A filial conta com 11 colaboradores e o estoque a pronta entrega. Os clientes de Santa Catarina também podem ter acesso ao estoque da matriz, em São Paulo, com 53 mil itens no total, com possibilidade de despacho direto para a operação. 

A unidade de Itajaí vai atender demandas no setor de terraplenagem, voltadas a equipamentos de pequeno e médio porte da linha amarela, de 12 a 30 toneladas, e aos serviços de pavimentação. Outras necessidades dos clientes de mineração e construção também terão suporte da unidade. 

Assim, o portfólio de produtos inclui componentes para motores Cummins, considerando filtros, ferramentas de perfuração de solo (FPS), para escavadeiras hidráulicas, tratores de esteira, pás carregadeiras, motoniveladoras e rolos compactadores da marca Caterpillar. Para 2024, o plano é que a filial amplie o atendimento às empresas do setor de silvicultura, uma vez que o estado soma 828,9 mil hectares de florestas plantadas, segundo o estudo contratado pela Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) e desenvolvido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC-CAV), em 2020.

Com a nova estrutura, a empresa pretende redirecionar as vendas para o varejo, segundo o gerente da unidade, Douglas Luz. “A ideia é que o foco esteja no varejo, ou seja, venda feita diretamente para o consumidor final. Com isso, nosso alcance torna-se mais pulverizado, em pequenas quantidades, descentralizando o processo de atendimento”, explica Luz.

Fundado em 1981, na cidade de São Paulo, o GHT se consolidou nos mercados de construção e mineração, com instalações em Contagem (MG) e Parauapebas (PA), e com atendimento a partir da matriz São Paulo (SP). O Grupo tem planos para expansão em várias regiões e pretende se fortalecer na região sul do país.

Expertise dos portos do Paraná em dragagens e obras de acessibilidade será apresentada no congresso Portos & Costas Brasil - 2023

Os constantes investimentos feitos pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) em dragagens, derrocagens de lajes e rochas submersas e outras obras de acessibilidade ao porto do Paranaguá e, demais portos e terminais que compõe a infraestrutura portuária e aquaviária do Paraná, serão apresentadas pelo diretor de engenharia e manutenção da empresa pública estadual Portos do Paraná, Victor Kengo. A palestra do especialista está agendada para o segundo dia do evento Portos & Costas Brasil – 2023, na sessão temática Dragagem. O evento está em sua segunda edição e acontece dias 22 e 23 de maio, no Hotel Mercure, em Balneário Camboriú. É realizado pela MTCN Soluções Sustentáveis em Dragagens, Portos e Costas. 
Victor Kengo atua no setor de engenharia dos portos do Paraná desde 2016 e também passou por empresas multinacionais como a Renault e Electrolux. No Portos & Costas Brasil, Victor, vai apresentar as obras de dragagem e derrocagem realizadas pela Portos do Paraná entre 2019 e 2023, desafios e cenário futuro. “São obras fundamentais para a segurança da navegação e para que os portos brasileiros possam receber navios maiores e com maior volume de carga”, diz o engenheiro. 
Victor explica que os portos do Paraná estão localizados em uma baia com grande acumulo de sedimentos, o que exige da autoridade portuária contratos permanentes de dragagem de manutenção. “Assim como os portos paranaenses, outros portos brasileiros estão em situações análogas e necessitam de constantes investimentos em dragagens e outras obras que garantam o acesso seguro da frota atual de navio, bem como da frota futura, com navios cada dia de maiores dimensões. Isso traz ainda mais relevância para a apresentação da expertise desses portos no evento”, diz o curador do Portos & Costas Brasil – 2023, Mauricio Torronteguy. 
Victor Kengo destaca a importância da troca de informações e experiencias no setor. “Estes temas tem impacto direto na atividade portuária e debater sobre eles sempre trazem novas perspectivas”, pontua. A empresa pública Portos do Paraná responde pela administração dos portos de Paranaguá e Antonina. Juntos, esses portos responderam pela terceira posição no ranking brasileiro de exportações no ano passado, com embarque de 34 milhões de toneladas de mercadorias para o exterior, o equivalente a US$ 26 bilhões.

 

Inscrições abertas para o curso técnico integrado em Mecânica

Estão abertas, até 14 de abril, as inscrições para o curso técnico integrado em Mecânica do Câmpus Itajaí que é voltado para quem quer fazer o Ensino Médio e o técnico no IFSC. São 40 vagas para o segundo semestre deste ano. Para se inscrever, é preciso já ter concluído o Ensino Fundamental.

As inscrições devem ser feitas neste Portal. O valor da taxa é de R$ 55,00 e candidatos inscritos no CadÚnico para Programas Sociais do Governo Federal ou que comprovarem ser integrantes de família de baixa renda podem solicitar isenção do pagamento da taxa. Isso deve ser feito no ato da inscrição. Mas atenção: só é possível solicitar isenção até 4 de abril.

O processo seletivo será por meio de prova de classificação que será realizada no dia 7 de maio a partir das 14h. A prova terá 20 questões de múltipla escolha sobre conteúdos do Ensino Fundamental: dez questões de Língua Portuguesa e dez de Matemática. Os candidatos terão até três horas para realizar a prova.  

Metade das vagas ofertadas no Edital 01/Deing/2023/2 são reservadas a candidatos provenientes de escolas públicas. Há ainda cotas para estudantes com baixa renda, com deficiência ou autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Para participar do processo seletivo pelo sistema de cotas, essa opção deve ser feita no momento da inscrição.

A lista dos aprovados será divulgada no dia 23 de maio e o período de matrícula será de 24 de maio a 2 de junho. O início das aulas é em 26 de julho. 

O edital, lista de cursos, link para inscrições e demais informações podem ser consultados no hotsite do processo seletivo.

Os candidatos devem ficar atentos a todas as regras e etapas do cronograma do Edital 01/Deing/2023/2, disponível em https://ifsc.edu.br/mediotecnico.

Passo a passo da inscrição no processo seletivo:

Para se inscrever, o candidato deve acessar o Portal de Inscrições e seguir os passos:
- clicar em “Inscrição e acompanhamento”;
- selecionar a opção “Quero me inscrever”;
- selecionar o município ou câmpus onde pretende estudar;
- selecionar o curso; - preencher todos os dados solicitados;
- assinalar o município para realização da prova;
- assinalar sua opção por ampla concorrência ou sistema de cotas para escolas públicas (veja mais detalhes abaixo);
- conferir os dados do comprovante de inscrição;
- imprimir o comprovante de inscrição e o boleto bancário.

 

Por Comunicação do Câmpus Itajaí

WEG lança robô móvel autônomo para otimizar operações de manufatura e intralogística na indústria

A WEG acaba de lançar ao mercado a primeira versão do WMR (WEG Mobile Robot), um robô autônomo que pretende melhorar a eficiência operacional das atividades realizadas nas indústrias que necessitam de transportes internos.
Desenvolvido para otimizar processos que normalmente demandam esforços repetitivos na intralogística, o novo robô da WEG é um sistema AMR (Autonomous Mobile Robot), conhecido pelo diferencial de estratégia de navegação natural ou por contorno que, por métodos como o SLAM (Simultaneous Locaization and Mapping), realiza uma navegação autônoma, desviando de obstáculos dinâmicos em seu percurso e replaneja rotas alternativas automaticamente quando situações de bloqueio são identificadas.
“O lançamento desse produto inovador é uma das estratégias da companhia de trazer à indústria um diferencial em termos de ganho de eficiência. O equipamento tem alimentação puramente elétrica e de baterias, o que significa que possibilitará ganhos adicionais de consumo de recursos para os nossos clientes, que já se mantêm alinhados as tecnologias da indústria 4.0”, destaca Carlos José Bastos Grillo, Diretor Superintendente da WEG Digital & Sistemas.
O sistema de segurança para prevenção de colisões é um dos diferenciais do produto, que o torna viável ao trabalho de transporte e movimentação de cargas em meio as áreas compartilhadas com os operadores. Além disso, o produto acompanha acessórios como bateria, joystick e estação de carregamento.
O cliente também consegue monitorar e comandar a frota de robôs através do software Robot Fleet Management, que é capaz de integrar robôs do tipo AMR de diferentes marcas e modelos. Na ferramenta também é possível criar simulações de cenários, análise de possíveis conflitos, gerenciamento de múltiplos usuários, independência de fabricantes, integração com a plataforma IoT WEGnology® e outras aplicações como o MES (Manufacturing Execution System).

 

Suape vai acelerar produção de hidrogênio verde com apoio do governo inglês

Os projetos de incentivo à pesquisa e à produção de hidrogênio verde no Complexo Industrial Portuário de Suape e em outros atracadouros brasileiros ganharam um parceiro de peso no continente europeu: o Reino Unido. A largada para essa importante empreitada binacional foi dada, na manhã desta quinta-feira (9), durante a realização do Hydrogen Opportunities in Brazil, ocorrido em Londres, capital inglesa. 
O evento, promovido pela Embaixada do Brasil no Reino Unido em parceria com o governo anfitrião, contou com a participação do Senai de Pernambuco e da Bahia, e de quatro portos nacionais, incluindo o Complexo de Suape, que já se encontra com uma agenda avançada em relação aos projetos para produção do combustível do futuro. 
O diretor-presidente de Suape, Marcio Guiot, e o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da empresa, Carlos Cavalcanti, representaram a estatal pernambucana no evento londrino e tiveram a oportunidade de apresentar o potencial estratégico de Suape e os projetos de H2V em andamento e previstos no complexo para uma plateia composta por empresários do setor de energias renováveis e pesquisadores da área.
 “O evento se reveste de grande importância para Suape. A partir dessa agenda, vamos criar um grupo específico para rever nossa estratégia. Precisamos mapear as  oportunidades em toda cadeia de valor do H2V e estabelecer parcerias com centros de pesquisa de energias renováveis, como os das cidades de Aberdeen (Escócia) e Sheffield (Inglaterra)”, pontuou Marcio Guiot.
CONEXÃO DIRETA
A conexão direta de um porto britânico com o Complexo de Suape, para fortalecimento dos projetos focados na pesquisa e produção do hidrogênio verde, também foi outro ponto acertado durante o encontro. “Será de grande importância essa troca contínua de informações e de tecnologias para ambos os países”, ressaltou Carlos Cavalcanti. O Instituto Senai de Inovação (ISI) foi representado pelo diretor André Luiz Pierre Mattei e o Senai Cimatec, pelo gerente executivo José Luís Gonçalves de Almeida.
Além do Complexo de Suape, participaram do Hydrogen Opportunities in Brazil os Portos de Pecém, Açu, Rio Grande do Sul e Cluster Marítimo gaúcho. O evento teve apoio da Câmara de Comércio Brasil Reino Unido, Lide United Kingdom,  Santander e REA (Associação de Energia Renovável e Tecnologia Limpa).

 

Comitês de Plano de Ajuda Mútua (PAM) e Plano de Área (PA) realizam Simulado de Emergência no Porto de Itajaí

A Superintendência do Porto de Itajaí, na condição de Autoridade Portuária, realizou na tarde da última quinta-feira (02), um simulado de vazamento de óleo no Rio Itajaí Açu, através da Coordenação do Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Sustentabilidade (COAMB).
 
O início do simulado ocorreu no Berço 03 (cais público), no Porto de Itajaí. De forma precisa e rápida, teve início às 14 horas, contendo uma duração aproximada de 2 horas, com a participação da Marinha do Brasil, Praticagem, Defesa civil, Corpo de Bombeiros, NEPOM (Núcleo Especial de Polícia Marítima), IMA (Instituto do Meio Ambiente), membros da equipe da Guarda Portuária, os comitês de Plano de Ajuda Mútua (PAM) e Plano de Área (PA), DRACARES e equipe de resgate à fauna (Univali).
 
Foram realizados os protocolos de segurança, delimitação de áreas de risco e sucessivamente, recursos terrestres envolvendo viaturas, condução apropriada para atendimento de primeiros socorros, contando ainda com recursos aquáticos.
 
O Capitão de Fragata e Delegado da Capitania de Portos em Itajaí, Eduardo Rodrigues de Lima, destaca a agilidade demonstrada no simulado, e a excelente comunicação entre os terminais do complexo, e os comitês envolvidos (PAM e PA):
 
“A Marinha do Brasil em suas atribuições concernentes à Autoridade Marítima, possui as atribuições de zelar pela segurança da navegação, pela salvaguarda da vida humana no mar e pela prevenção da poluição ambiental. Nesse contexto, a convite da autoridade portuária de Itajaí, estivemos presentes na última semana para a realização de um exercício de acionamento do plano de apoio mútuo, onde diversas entidades públicas e privadas se organizaram para um simulado, que consistia em simular o derramamento de certa quantidade de poluente, e daí bem como o resgate de homem caído ao mar. A perspectiva da marinha a respeito desse exercício, é bastante positivo. E ali estivemos para poder observar as ações dos atores envolvidos, bem como contribuir com algumas opiniões de aprimoramentos para a realização dos próximos exercícios dessa natureza. A Delegacia da Capitania dos Portos agradece o convite, e incentiva que outras iniciativas dessa natureza continuem a ocorrer”, ressalta Eduardo.
 
Na oportunidade foi encenado o vazamento de 500 litros de óleo, ocasionado durante uma operação de um rebocador portuário que já estava atracado no berço 3 do porto de Itajaí, onde ao realizar uma manobra interna de transferência de óleo diesel marítimo (MDO) entre tanques, ocorreu o transbordamento do material, uma vez que o volume disposto excedeu a capacidade do tanque de armazenamento, ocasionando o derramamento no suspiro e posteriormente no tubo de sonda. Em seguida a tripulação do rebocador identifica o vazamento de hidrocarboneto, e desencadeia as ações conforme previsto no plano de emergência.
 
Na sequência, a segunda simulação envolveu o Resgate de fauna afetada.  Durante o atendimento da ocorrência, operadores de emergência visualizaram fauna contaminada, informam ao coordenador do PEI/ COAMB, para desencadeamento de ações conforme previsto em PEI.
 
O terceiro simulado envolveu “queda” de homem ao mar. Durante o atendimento à ocorrência, participando do simulado, um trabalhador da arrendatária APM Terminal, vê a movimentação de atendimento a emergência no berço 3, e, se aproxima do cais sem os procedimentos de segurança (uso de coletes salva-vidas e distanciamento), para ver a agitação escorrega, vindo a bater a cabeça no cais e caindo inconsciente no corpo hídrico – esta ação foi evidenciada no simulado.
 
“A finalidade do simulado é testar esses procedimentos de resposta, esse alinhamento entre todos os integrantes do PAM e PA, que estão preparados para possíveis emergências, assim como os demais órgãos envolvidos, verificar os recursos disponíveis entre uma instalação, o que uma pode ceder para a outra, e também o tempo de resposta. É de extrema importância realizar este tipo de procedimento, para manter a segurança dos nossos trabalhadores portuários, em possíveis casos de emergência”, informa o Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga.
 
Disseminar conhecimento entre a equipe de apoio da Superintendência do Porto de Itajaí, com a equipe Dracares, torna-se essencial para a qualidade dos serviços a serem prestados.
 
“Esses simulados servem justamente para preparar as equipes de resposta, e que nós possamos integrar todos os envolvidos desde os órgãos ambientais e de segurança. Nós temos protocolos em conjunto com todos os terminais portuários, para que o Complexo Portuário de forma conjunta, consiga atuar em casos de uma emergência ambiental, para atuar de forma planejada com todos os terminais portuários que compõe o Plano De Área e os comitês de Plano de Ajuda Mútua. Esses comitês são coordenados pela Autoridade Portuária, onde são realizados reuniões periódicas e exercícios simulados, com o intuito de integrar e preparar a todos, em caso de uma emergência no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes”, informa a coordenadora do Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Sustentabilidade (COAMB), Médelin Pitrez dos Santos.

 

ApexBrasil inclui 15 novos países com potencial de negócios para exportação de produtos brasileiros em seu Mapa de Oportunidades, totalizando 135 mercados internacionais com demanda de itens típicos do Brasil

Com quais produtos o Brasil tem competitividade para se inserir ou ampliar participação em mercados internacionais? A plataforma digital “Mapa de Oportunidades”, oferecida gratuitamente pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), utiliza metodologia desenvolvida especialmente para encontrar essas oportunidades e ajudar os empresários brasileiros a identificarem o mercado certo para expandir suas vendas internacionalmente. 
O Mapa foi criado em 2015, e a Agência acaba de atualizá-lo incluindo 15 novos países em seu portifólio, resultando em um total de 135 mercados internacionais onde produtos brasileiros têm espaço para serem comercializados com potencial sucesso. Assim, o recurso abre um leque de novas possibilidades para a exportação brasileira. 
Entre os países incorporados, estão algumas das maiores economias do continente africano, como Tanzânia, República Democrática do Congo e Sudão. Incluiu ainda: Moldova, Mongólia, Namíbia, Nepal, Macedônia do Norte, Chipre, Gibraltar, Brunei, Botsuana, Djibuti, Albânia e Zimbábue. Acesse aqui. 
O Mapa identifica e compara os tamanhos dos mercados, sua classificação estratégica para o posicionamento das vendas (“Abertura”, “Consolidação”, “Manutenção” e “Recuperação”), as exportações brasileiras por destino, o principal concorrente no mercado, as barreiras tarifárias e não-tarifárias, entre outros aspectos. 
O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil contribui para a tomada de decisão estratégica das empresas exportadoras (ou futuras exportadoras): definir quantos e quais mercados devem ser priorizados. Empresas em estágios iniciais do processo de exportação podem concentrar seus esforços em países classificados como “Manutenção” ou “Consolidação”, por exemplo. São países em que o produto brasileiro já tem entrada e não está perdendo espaço para os concorrentes, indicando uma possibilidade de inserção mais simplificada. 
Já mercados de “Abertura” podem ser mais indicados para empresas experientes, que têm como objetivo diversificar seus destinos. Nesses países, geralmente é necessário fazer estudos mais aprofundados para verificar a viabilidade da exportação, entender melhor as barreiras ao acesso, fazer posicionamento de imagem, entre outras questões que aumentam a complexidade do esforço comercial. 
Com o Mapa, qualquer empresa pode ter acesso, em poucos minutos, a informações qualificadas sobre o mercado internacional para seus produtos, o que contribui para aprimorar a economicidade e o planejamento de exportação da empresa. A ferramenta também permite fazer o download dos dados. 
Foco na África 
Dentre os novos mercados disponíveis, sete são do continente africano, que teve sua participação ampliada de 21 para 28 países. Nesse contexto, diversas oportunidades surgem para as exportações brasileiras. 
No grupo de veículos rodoviários, especialmente tratores rodoviários, ônibus e micro-ônibus, os produtos brasileiros já têm competitividade na América do Sul e podem expandir seus mercados no continente africano. Para o setor, o Mapa de Oportunidades identifica 17 potenciais mercados na África que juntos importaram US$ 2 bilhões em 2021, mas apenas US$ 95 milhões saíram do Brasil. Com base nas análises, os produtos podem ser considerados uma boa opção para as estradas tanzanianas, por exemplo. 
Em 2021, a Tanzânia importou US$ 211,9 milhões deste grupo de produtos, sendo que o Brasil representa uma fatia de apenas US$ 7,3 milhões, uma participação de 3,5% nas importações tanzanianas. 
No caso de mercados em que o Brasil tem potencial para retomar o crescimento, destacam-se os equipamentos de engenharia civil no Sudão, setor em que o país tem competitividade a nível global, com envios superiores a US$ 500 milhões para os Estados Unidos. O Sudão importou US$ 125 milhões em produtos do setor em 2021, sendo apenas US$ 1,6 milhão do Brasil. Os números indicam uma queda anual média de 25% desde 2018, mas há a possibilidade de retomada neste mercado e em outros países africanos, como Egito, Senegal e África do Sul. 

 

Vendas de cimento registram queda acentuada em fevereiro

O cenário ainda instável da economia brasileira, com alto endividamento das famílias, taxas de juros e inflação elevadas aliado ao volume de chuvas acima da média impactaram a venda de cimento. Em fevereiro, a comercialização do produto registrou recuo de 7,7% em relação ao mesmo mês de 2022, atingindo 4,4 milhões de toneladas vendidas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento -- SNIC.
 

Ao se analisar o despacho de cimento por dia útil em fevereiro de 221 mil toneladas, verificou-se um aumento de 9,8% em comparação a janeiro e uma queda de 2,6% sobre mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a fevereiro foram vendidas 9,2 milhões de toneladas, recuo de 0,9% comparado ao mesmo período do ano passado.
 

Após a divulgação dos números do PIB¹ do quarto trimestre de 2022 mostrar uma atividade em desaceleração, com a economia encolhendo 0,2% em relação ao trimestre anterior, as projeções seguem ainda cautelosas. As expectativas com relação à inflação e à taxa de juros se deterioraram sinalizando um maior pessimismo do mercado.
 

A percepção de incerteza também é verificada na confiança dos consumidores2, que caiu pelo segundo mês consecutivo, diante da percepção de piora da situação atual, que é mais sentida pelas famílias de menor poder aquisitivo.
 

Já na indústria, a confiança segue abalada pela desaceleração da demanda, acompanhada ainda de persistência dos elevados custos de insumos que pressionam a atividade.
 

Na construção o pessimismo presente no setor desde outubro diminuiu em fevereiro, liderado pelo segmento de Edificações, que reagiu de forma positiva a retomada das obras paralisadas e da reformulação do Programa Minha Casa Minha Vida, que prevê entregar 2 milhões de unidades até 2026.
 

A volta do MCMV é vista de forma bastante positiva pela indústria do cimento, que conta com soluções inovadoras para atender as obras públicas. O sistema construtivo que utiliza alvenaria estrutural e paredes de concreto moldadas no local da obra tem ganhado destaque devido à agilidade, competitividade, credibilidade da tecnologia e, ao trabalho que a indústria do cimento tem feito para propagá-lo.

 

“O mês de fevereiro marca a volta do programa Minha Casa, Minha Vida. Mesmo diante de um cenário econômico desfavorável, a indústria do cimento vislumbra um horizonte mais otimista com a retomada dos investimentos em programas habitacionais, pois ampliam as possibilidades do uso do produto em sistemas construtivos, como a parede de concreto. O déficit habitacional brasileiro é de cerca de 6 milhões de unidades e a sua redução passa por um robusto programa de governo.”

Paulo Camillo Penna -- Presidente do SNIC

Catarinense WEG fecha parceria com distribuidora Reymaster para ampliar a atuação de seus elétricos industriais

Seguindo com sua expansão dentro do mercado de elétrica industrial, a Reymaster, empresa curitibana de materiais elétricos para a indústria, por meio de sua filial em Joinville, acaba de firmar parceria e adicionar a seu portfólio vários produtos da WEG, catarinense especializada na fabricação e comercialização de materiais elétricos, transformadores, geradores e tintas.

A ideia com a parceria é, além de aumentar a gama de produtos oferecidos pela Reymaster, continuar ganhando espaço especialmente com as indústrias do Sul do país, como do interior de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, cujos polos industriais estão entre os principais do país, como a indústria têxtil, de laticínios, alimentos, tubos e conexões, metalurgia, entre outras.

Criada em 1961 na cidade de Jaraguá do Sul/SC, da união de três sócios, um eletricista, um administrador e um mecânico, após um tempo a empresa passou a se chamar WEG, junção das iniciais de seus três fundadores (Werner, Eggon e Geraldo). 

Hoje a empresa é uma das maiores fornecedoras de sistemas elétricos industriais completos no mundo, com um faturamento em 2021 de 23 bilhões de reais, contando com filiais em 38 países e mais de 38 mil colaboradores, produzindo anualmente cerca de 19 milhões de motores e mensalmente 1,7 milhão de latas de tintas, sendo uma empresa em prol da sustentabilidade — são 12.500 hectares reflorestados.

“Para a Reymaster, ter os produtos da WEG no nosso portfólio é motivo de orgulho, pois, além da qualidade dos produtos, é uma empresa brasileira com muito sucesso mundialmente”, diz Reynaldo Gabardo Jr., sócio da Reymaster.

Entre os produtos WEG que a Reymaster comercializará, está a parte de proteção, com minidisjuntores/interrupção diferencial, que possuem detecção de fuga à terra para correntes residuais alternadas de 30 mA ou 300 mA, disponíveis nas versões bipolar e tetrapolar, com faixa de corrente de 25 A a 100 A, e disjuntor de caixa moldada.

Além dos disjuntores, as chaves de partida também fazem parte dos produtos vendidos, todas elas desenvolvidas em conformidade com as normas internacionais e oferecendo proteção de motores com tecnologia de última geração, pois o controle desses motores passa a ter um monitoramento e acionamento muito eficaz.

Os inversores de frequência da linha CFW300 e CFW500 são ideais para aumentar a performance dos equipamentos, especialmente porque proporcionam um controle mais avançado na partida dos motores, evitando quebras e acidentes valendo-se de uma velocidade variável. São ideias para aplicações em maquinário que necessitam de precisão e facilidade no manuseio, sem contar que essa linha apresenta uma conectividade que permite até mesmo o acesso remoto.

Já a linha de soft starter SSW05 e SSW07 foi projetada para garantir a melhor performance para cada tipo de aplicação, permitindo a partida e parada de motores elétricos trifásicos de indução de maneira simples e eficiente e principalmente protegendo o motor e a carga contra choques de conjugado (solavancos), via aceleração de forma gradual, até alcançar a rotação nominal, limitando a corrente e com a função pump control, que é uma função predefinida da rampa de aceleração e desaceleração para sistemas de bombeamento.

Outros produtos da WEG também estão sendo comercializados, como chaves seccionadoras para NH, punhos saca fusível, fusíveis NH retardados e ultrarrápidos, fontes chaveadas, contatores e relés, linha de safety e mais.

“Nossos clientes e futuros clientes estarão muito bem servidos com produtos reconhecidos no mercado e de uma qualidade impressionante, vitais para o funcionamento de qualquer parque industrial”, diz Gabardo.

8ª Feira Internacional de Logística contará com Rodada de Negócios e driving tests

A 8ª edição da Feira Internacional de Logística – Brasil LOG – será realizada entre 24 e 26 de maio, em Jundiaí, há 60 km da capital paulista. Cidade considerada um dos maiores polos logísticos do Brasil, o 15º PIB do país, uma região com fácil acesso para rodovias, ferrovia, aeroportos e porto seco.

A Brasil LOG é uma referência para o segmento da logística, reconhecida como o principal ambiente de networking e realização de negócios do setor, promovendo a integração entre executivos, empresas de logística, especialistas e um público qualificado. "A Brasil LOG atrai todo o nicho de mercado dos cinco modais da logística: terrestre, aéreo, marítimo, ferroviário e hidroviário, ainda em expansão. Além de networking, a Brasil LOG é uma vitrine para expor os serviços e as inovações do setor." – explica Adelson Lopes, diretor presidente da empresa que organiza a Feira Internacional de Logística.

Para Adelson, o setor logístico foi um dos segmentos que mais cresceu em 2022, e para 2023, as perspectivas são positivas. "Há muitos gargalos a serem solucionados na logística em decorrência da demanda. Com a pandemia, o comportamento das pessoas mudou, houve aumento de entregas no porta a porta, e de empresas que se reiventaram colocando seus produtos na internet. Há muito espaço para a logística crescer e se aprimorar com uso de novas tecnologias." – explica.

A 8ª edição da Brasil LOG reunirá soluções para todas as áreas, com destaque para as tecnologias. Será realizada em uma área de 53 mil m², três pavilhões para cerca de 60 expositores, além da tradicional Rodada de Negócios e driving tests de empilhadeiras e caminhões.

A expectativa é de que passem pela feira mais de 6 mil visitantes, entre representantes de empresas americanas, alemãs e chinesas, de todos os modais logísticos, de Condomínios Logísticos, Centros de Distribuições, Armazenagem, Estocagem, Consultorias e profissionais como Agentes de Carga, Armadores, Despachantes Aduaneiros, Importadores e Exportadores.

São 18 países já confirmados e 241 cidades no mundo prospectando a feira. Eventos como esse podem contribuir para a chegada de novas empresas multinacionais na região de Jundiaí.

 A entrada é gratuita, mas é necessário o credenciamento pelo site: www.feiradelogistica.com/credenciamento

Novo marco legal impulsiona instalação de painéis fotovoltaicos

Decorrido o prazo de 12 meses previsto no Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/22), a partir de 7 de janeiro de 2023 novos projetos de geração de energia fotovoltaica são taxados pelo uso da rede de distribuição (a chamada taxa “Fio B”). Mas quem já possuía sistema em operação, ou solicitou a homologação até 6 de janeiro deste ano, garantiu a isenção do pagamento até 2045.
Este período de um ano desde a publicação do marco legal em que as pessoas ficaram sabendo da mudança mas puderam garantir a isenção, estimulou ainda mais os investimentos em painéis fotovoltaicos. No ano passado, o potencial instalado no Brasil deste tipo de geração praticamente dobrou, passando de 14.154 MW, em 2021, para cerca de 24.000 MW, em 2022, e, apesar do início da cobrança da “Fio B”, o setor ainda projeta crescimento para 2023.
Um dos motivos é que a energia elétrica produzida por painéis fotovoltaicos, mesmo com o novo marco legal, quando consumida instantaneamente, continua não sendo taxada. A incidência do novo tributo ocorre apenas para a energia produzida e injetada na rede sob o regime de crédito a ser abatido da conta. Agora, um percentual desse crédito é retido pela concessionária a título de tributação.
A avaliação de especialistas do setor é de que o novo marco legal deverá provocar impactos variados dependendo do perfil de consumo, mas no geral, não deve inibir novos investimentos em energia fotovoltaica.
Empresa que atua há cerca de 10 anos fornecendo usinas solares e sistemas de armazenamento de alto desempenho para todo o Brasil, a Mepen Energia, experimentou crescimento acentuado nas vendas no segundo semestre de 2022, e de acordo com o diretor da empresa, Lucas Tomaselli, a expectativa para este ano também é de crescimento, observando os contornos do novo marco legal.
“O comércio e a indústria normalmente estão em atividade durante o dia, exatamente no período em que as usinas fotovoltaicas estão em pleno funcionamento, e como esse consumo instantâneo não é taxado, o impacto é menor”, explicou Tomaselli. “No caso das residências, que também geram energia durante o dia, mas normalmente o consumo maior é no período noturno, ficam mais dependentes do sistema de créditos que passou a ser taxado”, completou.
Mas em todos os casos a avaliação é de que o investimento em usinas fotovoltaicas continua valendo a pena. De acordo com estudos realizados pela Mepen Energia, dependendo do porte e tipo de consumidor (lucro presumido ou lucro real), a recuperação do investimento em uma usina de energia fotovoltaica (payback), que até 2022 era de aproximadamente 4 anos, com o início da tributação passará a ser de 4,5 anos, o que ainda é um resultado extraordinário considerando a durabilidade dos painéis que varia de 25 a 30 anos.
Alternativa
Na tentativa de evitar o pagamento pela utilização da rede, uma tendência que poderá ser verificada em 2023 é o crescimento dos investimentos em sistemas de armazenamento de energia solar. Com essa expectativa, a Mepen Energia firmou parcerias com fornecedores globais e trouxe ao mercado nacional sistemas que utilizam bancos de baterias de alta eficiência capazes de acumular o excedente gerado pelos painéis fotovoltaicos durante o dia para consumo direto nos períodos noturnos.
Panorama 
Do potencial total de energia elétrica instalada no Brasil, a geração por painéis fotovoltaicos responde por 11,6%. É a segunda matriz elétrica em potencial instalado no Brasil, ficando atrás apenas da geração de energia por usinas hidráulicas (50,7%), segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O segmento experimenta um crescimento acentuado principalmente a partir de 2017 com incentivos fiscais que desoneraram a compra de equipamentos. Na micro ou minigeração distribuída, 99,9% são baseadas na energia solar. Dados da ANEEL mostram que existem 1.653.941 usinas fotovoltaicas conectadas com a rede, 78,8% são residenciais, 10,8% comércio e serviços, 8,4% rural e 1,7%, industrial, o restante são projetos instalados pelo Poder Público.

 

transport logistic 2023 acontecerá em maio em Munique

Entre os dias 9 e 12 de maio, em Munique, na Alemanha, acontece a transport logistic, principal feira mundial da área de logística, mobilidade, TI e gerenciamento da cadeia de suprimentos. Organizada e promovida pela Messe München, terá a participação das maiores indústrias do setor, apresentando produtos, sistemas e tecnologias inovadoras, em 110 mil m³. O evento conta ainda com uma programação de conteúdo para debater os principais temas relacionados ao setor no mundo.
Ponto de encontro de toda a indústria logística - de expedidores a destinatários e de provedores de serviços logísticos a fornecedores de tecnologia -, a transport logistic mostrará a força da cadeia global, sua evolução e como está se preparando para enfrentar os novos desafios e para construir um futuro mais sustentável, uma vez que os recursos estão cada vez mais escassos e é necessário encontrar soluções para manter a operação confiável e eficiente, com menor impacto ambiental.
Desse modo, a sustentabilidade será um dos focos do evento. Pela primeira vez desde 1978, não haverá catálogo impresso, apenas um guia do visitante será fornecido como forma de reduzir o uso geral de papel. A feira também dispensará o uso de 25 mil metros quadrados de carpete nos corredores. A prioridade será o uso de materiais sustentáveis na construção de todos os fóruns e áreas especiais.
Na área de resíduos, haverá uma diminuição por meio do trabalho de coleta e reciclagem sistemática de todos os materiais usados durante a montagem e desmontagem da feira. Os expositores também podem aproveitar uma auditoria GoGreen CO₂ da Messe München para determinar e compensar sua pegada de carbono. Haverá ainda a oferta de um estande de sistema neutro em carbono feito de materiais sustentáveis.
Outra medida é que 110 estações de carregamento no recinto da feira apoiarão a mobilidade elétrica e facilitarão as viagens ecológicas para o evento. A Messe München usa apenas energia sustentável desde 2020. Como resultado da mudança completa, ela atinge uma economia anual de cerca de 6.400 toneladas de emissões de carbono em operação normal. Os visitantes da feira também podem fazer sua parte: como alternativa aos ingressos normais, o ingresso GoGreen compensará a pegada ambiental média doando € 5 para projetos de proteção climática.
O programa da conferência da transport logistic compreenderá 58 sessões, cerca de 20% a mais em relação à última edição, em 2019. Os tópicos se concentrarão nos desafios enfrentados pelo setor, como descarbonização dos modais de transporte, mobilidade eletrônica em larga escala, cadeias de suprimentos eficientes em transportes combinados, entre outros. A sustentabilidade norteará todo o programa. As apresentações englobam temas técnicos, de operação comercial até desenvolvimentos geopolíticos.
Parte da transport logistic inclui também a air cargo Europe, encontro internacional para a indústria de frete aéreo. Considerada a plataforma líder para networking internacional na indústria de frete aéreo, a feira apresenta o que há de mais moderno em sistemas e tecnologias para o setor.
Sobre a Messe Müenchen
Como uma das maiores empresas de feiras do mundo, com cerca de 50 feiras de bens de capital, bens de consumo e novas tecnologias, a Messe München estabelece novos padrões para inovação, flexibilidade e networking. Juntamente com as principais feiras internacionais, como bauma, electronica, iFAT e BAU, a Messe München está constantemente expandindo seu portfólio, adicionando, por exemplo, formatos digitais. Em sua sede em Munique, realiza feiras, conferências e eventos de alta qualidade. Atua em todos os importantes mercados em crescimento, como a China, Índia, Brasil e Turquia. Com sua rede de empresas associadas e agências estrangeiras, está presente em mais de 100 países.
Sobre a Messe Müenchen do Brasil 
Como parte da estratégia de expansão internacional, em 2017 foi fundada a subsidiária Messe Müenchen do Brasil com o propósito de trazer para o mercado nacional os níveis de excelência e inovação estabelecidos na sede da Alemanha e apoiar o desenvolvimento de feiras de negócios em uma direção especializada e internacionalizada.

 

Confira os cases de sucesso apresentados no INTERLOG SUMMIT

A G2L, empresa fundada em 2018, por um processo de empreendedorismo da Gerdau, nasceu com a proposta de se tornar o melhor operador logístico digital do país, oferecendo serviços sustentáveis, soluções seguras e com foco no cliente. Os executivos da empresa, Marcelo Tavares e Ricardo Daizortto, participaram do evento para contar este case de colaboração na integração de fluxos logísticos. Outro case de sucesso apresentado no Interlog Summit foi o da A.P. Moller Maersk, que falou sobre o primeiro terminal de contêineres dentro da cidade de São Paulo. Inaugurado em março de 2022, o terminal se encontra em uma área central da cidade, no bairro da Água Branca, de onde opera uma linha ferroviária de cargas integrado ao modal rodoviário, e ainda realiza a movimentação de contêineres, armazenagem, serviços depot e cross docking.

Segundo os palestrantes, a tendência do mercado em migrar o transporte para modais mais sustentáveis em termos de emissões, já apresentou resultados em apenas um ano de operações do terminal. O resultado: 3 mil contêineres movimentados em um ano, redução de 150 toneladas de emissões de CO2, nenhuma avaria ou sinistro, nível de entrega (OTD) de 95% e, ainda, redução de custos.  Participaram dessa apresentação Fernando Camargo, Head of Landside Transportation - A.P. Moller Maersk e Igor Sotcker, Logistics Solution Manager - A.P. Moller Maersk.


Encerrando o primeiro dia do evento foram abordadas as tecnologias e fontes alternativas de energia para o transporte, painel em que os convidados falaram sobre o estágio atual e onde se pode chegar.


Bruno Batista, diretor-executivo da CNT - Confederação Nacional do Transporte, traçou uma linha histórica, desde que os cavalos eram o principal modal de transporte, mostrando o momento de alteração para os veículos. “Tecnologia, eficiência e até mesmo sustentabilidade foram os agentes da mudança e voltam a ser nos dias de hoje em que não se fala mais em melhoria em motores de arranque ou carburação, e sim em biocombustíveis e eletrificação dos veículos”, afirmou. Ramon Alcaraz, CEO/vice presidente da JSL S.A. falou sobre os gargalos para uma mudança definitiva nos dias de hoje, como a falta de subsídio para as novas tecnologias, a durabilidade de baterias, entre outros.


Bernardo Adão, diretor de Suprimentos e Sustentabilidade - Logística da AMBEV comentou que, quanto mais se caminha rumo a essa mudança, mais o ambiente se contamina e vão se criando soluções de apoio. “Ou seja, a mudança, mesmo que gradual, é inevitável”, completou. Anaia Bandeira, Diretora de Logística da Riachuelo, concordou com Bernardo e contou o case da empresa que atua com base na chamada Sobriedade de Transporte, que mescla as soluções rumo ao sustentável gradualmente. “Precisamos dar o primeiro passo, pois somos referências no mercado”, afirmou. Luiz Vergueiro, Diretor Sr. de Operações Logísticas do Mercado Livre disse que a empresa tem olhar na compensação da pegada de Carbono, o que faz com que a busca de soluções para o transporte seja constante. “A tecnologia e o olhar para o sustentável serão os motores dessa mudança”, concluiu. 

75% a mais na gasolina e 21% no etanol; veja como deve ser a reoneração dos combustíveis

O ministro Fernando Haddad tem uma coletiva de imprensa marcada para 19h desta terça-feira (28) para anunciar a reoneração dos impostos federais para gasolina e etanol.

Segundo Valdo Cruz, comentarista da GloboNews, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu junto com a equipe econômica e do Ministério de Minas e Energia, voltar com a cobrança de 75% de tributos sobre a gasolina e de 21% sobre etanol a partir de amanhã.

O mercado vinha se questionando a forma como seria feita a retomada dos impostos do PIS, Cofins e Cide. Entre as opções, estavam a recomposição integral, uma retomada diferenciada entre gasolina e etanol para beneficiar o biocombustível e uma volta gradual.

O governo parece ter optado pela segunda opção. Além disso, Lula usou a Petrobras (PETR3; PETR4) como um coringa para minimizar o impacto dos impostos no bolso do consumidor.

Mais cedo, a estatal anunciou a redução do preço médio de venda de gasolina e do diesel para as distribuidoras. A partir de amanhã, o litro da gasolina passa de R$ 3,31 para R$ 3,18. Para o diesel, o litro passa de R$ 4,10 para R$ 4,02.

Desoneração dos combustíveis
No começo do ano, Lula assinou uma Medida Provisória que mantinha a desoneração dos combustíveis promovida pelo governo de Jair Bolsonaro.

A redução dos impostos estava prevista para acabar no dia 1º de janeiro, mas Lula manteve a isenção até o fim de fevereiro para a gasolina e o álcool, e até o final do ano para o diesel, biodiesel, gás natural e de cozinha.

A equipe do Ministério da Fazenda calcula que a reoneração vai garantir R$ 28,9 bilhões aos cofres públicos em 2023.

Em live da ATP, Antaq convoca portos privados a enviarem informações para Índice de Desempenho Ambiental

Em live realizada pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) nesta segunda-feira (27/2), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informou que aguarda informações de 51 Terminais de Uso Privado (TUPs) sobre a avaliação do Índice de Desempenho Ambiental (IDA) 2022. As respostas ao questionário on-line podem ser enviadas até o dia 15 de março.

O diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, disse que a associação está sensibilizando os gestores dos TUPs para que o resultado, ao final deste ano, “seja muito mais expressivo”. O indicador é uma ferramenta oficial que auxilia no aperfeiçoamento da gestão de portos públicos e privados no Brasil. “Queremos crescer muito no IDA, principalmente com os TUPs associados”.

Clique aqui e veja a íntegra da live direto no Youtube
 
Durante a live, realizada pelo Comitê de Sustentabilidade da ATP (Sustentar), o gerente de Sustentabilidade da Antaq, Uirá Oliveira, ressaltou que “o objetivo do IDA é ser referência para o setor portuário buscar evolução”. “Não é instrumento de fiscalização ou algo similar, mas voltado para o aperfeiçoamento da gestão do setor portuário”, afirmou.
 
A coordenadora do Sustentar, Carol Brandl, e o seu vice, Ulisses Oliveira, que são do Porto do Açu e do Porto Sudeste, respectivamente, também destacaram a importância do índice. Eles ressaltaram que o indicador apresenta possibilidade para os portos aliarem eficiência à responsabilidade socioambiental. Para acesso ao sistema, é obrigatório cadastro prévio.
 
Gerente substituto de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Antaq, Alessandro Max Barros Bearzi, disse que cada estabelecimento pode realizar comparação de seus dados dentro do sistema do IDA, que é considerado seguro. O fornecimento de informações à agência e a análise delas seguem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
 
“A gente vê proatividade muito grande de muitos participantes dos TUPs”, afirmou Bearzi, referindo-se ao sistema do IDA. “O painel do IDA pode ser incorporado [pelos portos] como ferramenta de própria gestão”, acrescentou. Segundo ele, o objetivo é avaliar 120 terminais de uso privado neste ano.
 
Além de sensibilizar os gestores dos portos sobre a importância de preencherem o formulário, a ATP também deve continuar colaborando, de outras formas, para que o sistema on-line do IDA seja aprimorado. De acordo com a Antaq, há previsão de se iniciar uma nova fase de ajustes e aperfeiçoamento no painel do indicador. A data ainda não foi divulgada.
 
*O que é IDA*
Disponibilizado para as instalações portuárias, o IDA avalia, por meio de indicadores, a eficiência e a qualidade da gestão ambiental delas a partir do preenchimento do questionário oficial. O índice permite quantificar e simplificar informações para facilitar o entendimento do público e de tomadores de decisão acerca das questões ambientais portuárias.
 
Os indicadores avaliados pelo IDA analisam, entre outros pontos, a situação do licenciamento ambiental, a qualidade dos técnicos, a prevenção de riscos e atendimento a emergências, auditoria ambiental e o gerenciamento de resíduos dos portos. A ferramenta também avalia a qualidade e a eficiência no uso de energia, o monitoramento da fauna e flora e os planos de contingência de saúde.
 
Um painel, dinâmico e oficial, apresenta os resultados das avaliações anteriores no portal da agência reguladora. Nele, é possível verificar informações sobre o ranking, análise por atributos e por instalações portuárias, entre outras informações.

CCR Aeroportos apresenta estratégia para o setor de cargas aéreas na Intermodal

A CCR Aeroportos, que administra 20 aeroportos no Brasil e na América Latina, participa da 27ª edição do Intermodal South America, maior e mais completo evento do continente dos setores de logística, intralogística e comércio exterior. A feira acontece entre os dias 28 de fevereiro a 02 de março no São Paulo Expo, na capital paulista. A empresa vai apresentar sua estrutura e oportunidades de novos negócios no setor de transporte aéreo de cargas.
 
A participação no evento marca um momento especial, quando a CCR Aeroportos investe em uma estratégia que busca ampliar a malha de voos cargueiros internacionais nos aeroportos internacionais que administra, a partir da análise do potencial de cada um dos ativos. 
 
“O objetivo da CCR Aeroportos é proporcionar maior agilidade ao transporte de cargas, trazendo iniciativas para ampliar a malha aérea cargueira num país de dimensões continentais, quebrando paradigmas num setor que ainda tem muito a crescer. Na Intermodal, vamos conversar com os vários elos da cadeia logística para a criação de novas rotas, conexões e oportunidades”, afirma Maria Fan, Gerente Executiva de Cargas, da CCR Aeroportos. 
 
A CCR Aeroportos opera com terminais de carga aérea internacional em Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná; Navegantes e Joinville, em Santa Catarina; Goiânia, no estado de Goiás; São Luís, no Maranhão; Teresina, no Piauí; e Petrolina em Pernambuco. Já a carga nacional é movimentada em 15 aeroportos do grupo pelas próprias empresas aéreas que neles operam. Esta capilaridade permite à empresa dialogar com todo o trade e planejar o aumento da malha cargueira no país. 
 
Hoje, para se ter uma ideia, cerca de 70% dos processos de liberação aduaneira de cargas aéreas que chegam do exterior, destinadas aos Estados do Paraná, Santa Catarina, Goiás e Maranhão, ocorrem em São Paulo, o que gera um elevado tráfego rodoviário e tempo adicional para levar essas mercadorias até o destino, o que por si só reduz drasticamente as vantagens de agilidade de uma importação por via aérea. Sem contar o risco de acidentes, assaltos e roubos de cargas nas rodovias. 
 
Por outro lado, grande parte das cargas possuem dimensões e peso incompatíveis com as dos porões dos aviões de passageiros domésticos, que atendem atualmente as conexões entre os aeroportos paulistas e os dos estados de destino. A chave para esses problemas é viabilizar rotas de voos cargueiros que incluam os aeroportos administrados pela CCR como escalas ou destinos finais. 
 
A redução do tempo de trânsito e do excesso de manuseio da carga nas conexões aéreas e rodoviárias são benefícios valiosos para produtos e equipamentos destinados a linhas de produção, pesquisas, projetos especiais, ou mesmo de consumo imediato. 
 
Indústria beneficiada 
A CCR Aeroportos acredita que a descentralização do transporte de cargas para vários aeroportos trará muitos benefícios para a indústria. “Temos como uma de nossas diretrizes o desenvolvimento da economia das regiões onde atuamos, bem como a geração de renda e emprego”, afirma Maria Fan. E acrescenta: “Ampliar, conectar e qualificar o transporte de cargas nestas áreas integram esse compromisso.”
Demanda há nos mercados onde os terminais de cargas alfandegados operados pela empresa estão inseridos.
 
Curitiba é um exemplo - Com capacidade para receber os cargueiros de maior porte, o Aeroporto Internacional de Curitiba está operando seis voos cargueiros semanais, incluindo Boeing 747F e o Boeing 777F, que ligam a cidade diretamente à Europa e aos Estados Unidos, mas tem potencial de demanda imediata para receber o dobro disso, se considerado o volume de importações do setor automotivo, maquinário e eletrônico destinadas ao estado do Paraná e que são nacionalizadas em São Paulo, embora exista um importante incentivo tributário naquele estado para cargas nacionalizadas nos seus aeroportos. 
 
Esta demanda já poderia ser absorvida pela atual infraestrutura do aeroporto de Curitiba. E com as obras da terceira pista de pouso e decolagem, com 3 mil metros de comprimento, a serem iniciadas neste ano, a ampliação da capacidade para mais voos cargueiros trará ainda mais conveniência para a indústria da região.
 
Santa Catarina - Os dois aeroportos catarinenses de Joinville e Navegantes também contam com estrutura para a expansão do tráfego de cargas, por conta da pujança da indústria na região norte do estado, onde ambos estão localizados. Navegantes, porta de entrada para a região do Vale do Itajaí, que, composta por 12 municípios, responde por mais de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado de Santa Catarina, já conta com um novo terminal de cargas recém-inaugurado, com capacidade de expansão para até 100 mil m2. E Joinville, maior cidade catarinense e terceira maior economia da Região Sul, com indústrias relevantes, especialmente o metalomecânico, ganhará também um novo terminal de cargas no aeroporto em breve.
 
Juntos, os aeroportos de Curitiba, Navegantes e Joinville movimentam 82% da demanda de importações e exportações aéreas da Região Sul.
 
São Luís - Em São Luís, a solução de conectividade por meio de voos cargueiros já está implementada. Com cinco frequências semanais de voo cargueiro doméstico conectando o Aeroporto de Guarulhos ao Aeroporto de São Luís, as importações de cargas mais pesadas para o Maranhão podem ganhar em média cinco dias no tempo de trânsito em comparação com o rodoviário, que ainda é o modal costumeiro. Isto beneficia as empresas maranhenses, onde é crescente a demanda por importações para o setor de infraestrutura e energia. Cargas marítimas também já são liberadas no terminal de cargas daquele aeroporto, com maior agilidade em relação aos portos. 
 
Petrolina - O Aeroporto de Petrolina, por sua vez, conta com uma pista de pouso e decolagem com 3.700m, uma das maiores do país, pronta para operar qualquer tamanho de aeronave. E o terminal de cargas possui oito câmaras frias para armazenamento de frutas da região para exportação, que tem a Europa como principal destino. Atualmente, esses produtos tão perecíveis viajam por via rodoviária até São Paulo, para embarque em voos de passageiros internacionais. A CCR Aeroportos divulgou neste mês um programa de incentivos às empresas aéreas visando a retomada das operações aéreas cargueiras regulares naquele aeroporto, o que reduzirá entre dois a três dias o tempo de transporte. 
 
Goiânia - E o Aeroporto Internacional de Goiânia ganhará um novo terminal de cargas dedicado às importações de produtos farmacêuticos. O projeto inclui o planejamento de voos cargueiros internacionais procedentes da Europa, Ásia e Estados Unidos, como mais uma importante iniciativa disruptiva da CCR Aeroportos, tendo em vista a atual logística rodoviária para translado dessas cargas de São Paulo até Goiás. 
Além de ampliação da malha cargueira, a CCR Aeroportos apresenta oportunidades para novos armazéns de carga em seus aeroportos, a fim de torná-los importantes centros logísticos com fácil acesso aos modais aéreo e rodoviário na distribuição de cargas pelo país. 
 
A 27ª Intermodal South America
A Intermodal South America, o maior e mais completo evento das Américas para o setor de transporte de carga, logística, intralogística e comércio exterior, é o principal ponto de encontro para as mais importantes empresas de toda a cadeia de valor. Serão três dias de evento presencial, de 28 de fevereiro a 02 de março de 2023, no São Paulo Expo, que representam um momento único para todos os players e profissionais destes mercados. A Intermodal é uma plataforma de negócios completa, que visa proporcionar ambientes propícios, ao longo dos 365 dias do ano, para networking, relacionamento, atualização profissional, debates, discussões, articulações e novos contratos.
 
Agenda 
Intermodal South America - 27ª Edição
Data: 28 de fevereiro a 2 de março de 2023.
Local: São Paulo Expo - São Paulo / SP
Estande CCR Aeroportos -- A013
 
Sobre a CCR Aeroportos
A CCR Aeroportos, Negócio do Grupo CCR, opera 20 aeroportos no mundo, firmando sua presença em quatro países e nove estados brasileiros. Com a recente expansão a empresa se consolidou como uma das maiores operadoras em número de aeroportos no Brasil. Ao todo administra 17 aeroportos brasileiros: São Luís e Imperatriz, no Maranhão; Palmas, no Tocantins; Teresina, no Piauí; Petrolina, em Pernambuco; Goiânia, em Goiás; o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, por meio da BH Airport, e o Aeroporto da Pampulha, em Minas Gerais; Curitiba, Bacacheri, Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná; Navegantes e Joinville, em Santa Catarina; e Pelotas, Uruguaiana e Bagé, no Rio Grande do Sul. No exterior, a empresa opera os aeroportos de Juan Santamaria (Costa Rica), Quito (Equador) e Curaçao (Antilhas Holandesas). Em todas estas operações, a CCR Aeroportos movimenta cerca de 42 milhões de passageiros/ano. Portal CCR Aeroportos - Link 

 

Prosegur expõe maior caminhão blindado do mundo durante a Intermodal 2023

Pela décima vez, a Prosegur participa da Intermodal South América. A companhia irá expor na área externa do pavilhão, seu rodotrem com capacidade para transporte de até 48 palets, sendo o maior caminhão blindado do mundo. Já no estande D14, em uma estrutura que simula um caminhão em tamanho real, os visitantes poderão saber mais sobre a frota especializada, tecnologias embarcadas, além de seu Armazém de Cargas Especiais, e a entrada da multinacional no transporte internacional de cargas.
 
Instalado em Cajamar, interior de São Paulo, o Armazém de Cargas Especiais é gerenciado pela Prosegur Log, e conta com segurança especializada e dedicada para operações de pequeno, médio e grande porte, além de câmara fria para medicamentos, vacinas e produtos de saúde humana e animal com necessidade de controle de temperatura. São mais de 10 mil m² com capacidade para 14 mil posições-paletes, 23 docas equipadas com plataforma elevatória, portaria exclusiva com eclusa, guaritas blindadas e elevadas dentro do CD, portas monitoradas eletronicamente e cofres em áreas segregadas, o que a torna diferenciada e promove mais inovações no setor prezando a qualidade do serviço ao cliente.
 
Além disso, em 2023, a companhia passou a oferecer o transporte internacional de cargas via aérea, marítima e terrestre no Brasil, com habilitação para realizar toda gestão de moeda estrangeira, metais e pedras preciosas, cartões de crédito e artigos de moda e luxo, ampliando ainda mais sua expertise no transporte e armazenagem de Cargas Especiais.
 
“Nos últimos anos, ampliamos nosso portfólio para além do serviço logístico terrestre de norte a sul do país. Nossa capilaridade e know how em segurança permitem oferecer soluções diferenciadas para diversos segmentos, são exemplos disso o armazenamento de cargas especiais e a nossa recente entrada no mercado de logística internacional”, comenta Sérgio França, diretor Comercial e de Estratégia da Prosegur Cash Brasil. 
 
A Prosegur possui 1760 veículos blindados, com atuação em todos os estados da Federação e chega a 4.456 municípios brasileiros. Todos os veículos são equipados com fechaduras randômicas, sistema de videomonitoramento, sensores que podem ser aferidos em tempo real pela CMCV - Central de Monitoramento de Cargas Valiosas, entre outros sistemas.
 
Sobre o Grupo Prosegur
 
O Grupo Prosegur é referência mundial no setor de segurança privada. Através de suas linhas de negócios, Prosegur Security, Prosegur Cash, Prosegur Alarms, Prosegur AVOS e Cipher, oferece às empresas e aos domicílios uma segurança confiável baseada nas soluções mais avançadas do mercado. Com uma presença global, a Prosegur teve um faturamento de 3.498 milhões de euros em 2021, está listada nas bolsas de valores espanholas sob o indicador PSG e conta atualmente com uma equipe de cerca de 150 mil funcionários.
 
A Prosegur atua de acordo com as melhores práticas ambientais, sociais e de boa governança. A empresa configurou a sustentabilidade como um pilar estratégico em todas as suas ações, com o objetivo de ser a referência do setor. Além disso, a Prosegur canaliza sua ação solidária através da Fundação Prosegur, que trabalha em quatro áreas de ação: educação, inclusão trabalhista de pessoas com deficiência intelectual, voluntariado empresarial e promoção da cultura.

 

Santa Catarina unida para evitar a entrada da Influenza Aviária
         A notícia de focos recentes de Influenza Aviária (IA) em vários países da América do Sul – especialmente no Uruguai e na Argentina – deixou Santa Catarina em alerta. Considerado o segundo maior produtor e exportador de aves do Brasil, o Estado une forças para impedir a entrada da doença em território barriga-verde. A preocupação ocorre porque, além de estar cercado por países que apresentam a doença, a Influenza Aviária é disseminada por meio de aves migratórias, o que aumenta os riscos. Apesar disso, Santa Catarina segue livre da doença. 
Também conhecida como Gripe Aviária, a IA é uma doença provocada por um vírus muito contagioso. É mortal para as aves e pode causar grandes prejuízos econômicos e pode afetar a saúde de aves domésticas e silvestres. 
A Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne) e o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA) somam esforços junto ao Governo do Estado, aos produtores rurais e demais entidades de defesa da sanidade avícola catarinense para trabalhar na prevenção da doença.
A AÇÃO DO VÍRUS
Causada por vírus que apresentam diferentes subtipos (H5N1, H5N2, H5N3, H5N6, H5N8, etc.), a IA consegue mudar geneticamente com rapidez. Nas aves, o vírus tem poder de ampla disseminação e resulta em mortalidade elevada. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) orienta aos produtores de aves que fiquem atentos aos principais sinais observados em aves contaminadas: falta de coordenação motora, torcicolo, dificuldade em respirar, intensa diarreia.
“O vírus pode permanecer por até oito meses no ambiente, por isso, é importante evitar áreas frequentadas por aves silvestres. Essa e outras medidas de biosseguridade são importantes para evitar a entrada do vírus em uma propriedade”, orienta o presidente da ACAV, Ricardo Castellar de Faria. 
DEFESA SANITÁRIA
O Brasil possui um laboratório de referência para Influenza Aviária que conta com o mais alto nível de biossegurança. Em 2022 quase 40 mil amostras laboratoriais foram analisadas somente nos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária, de acordo com dados do MAPA.  
Santa Catarina possui um status sanitário que é referência para o mundo. O presidente do Sindicarne, José Antônio Ribas Jr, considera que é a adoção de boas práticas que promove a sanidade da agricultura catarinense e nacional, além de ser uma estratégia para o desenvolvimento efeito da cadeia produtiva.  
“Os plantéis avícolas do Brasil são livres da Influenza Aviária, mas a presença da doença em países vizinhos desperta nossa atenção para a intensificação da vigilância e a identificação de possíveis suspeitas da aproximação da IA ao território brasileiro, principalmente o catarinense dada a sua importância produtiva para o País”, comenta Ribas. 
O presidente da ACAV ressalta que a defesa agropecuária precisa manter um robusto plano de vigilância ativa e passiva com capacidade de diagnóstico rápido, além disso, pontua que Santa Catarina deve se preparar para ter uma resposta eficaz a qualquer evento sanitário e esse é um trabalho de muitas mãos.
Faria cita a importância do setor privado em proteger as granjas reduzindo as chances de contato entre aves de produção e animais silvestres, mas lembra que essa é uma responsabilidade de todos os envolvidos na cadeia avícola. 
 “A Educação Sanitária tem que ser o alicerce para uma boa implantação das políticas públicas de qualidade. O sucesso de toda a cadeia produtiva avícola se dá graças à participação de todos os representantes do setor, incluindo não apenas os grandes produtores, as grandes empresas integradoras, os produtores de grãos, de rações, de suplementos e medicamentos, mas também os avicultores de pequena escala e, certamente, a agricultura familiar”, acrescenta. 
EVITE A TRANSMISSÃO DA INFLUENZA AVIÁRIA
Para prevenir a entrada e o alastramento da doença em Santa Catarina, a Chapecó Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) recomenda:
•        Evite o contato de pessoas estranhas com as aves da sua propriedade;
•        Evite o contato das suas aves com as aves de vida livre;
•        Mantenha suas aves em área restrita, deixando a comida e a água em local protegido, sem acesso de aves de vida livre;
•        Comunique a Cidasc caso perceba sinais nervosos, respiratórios e digestivos em suas aves, ou ainda o aumento de mortalidade nas suas aves ou nas aves de vida livre;
•        Em caso de dúvidas, procure a Cidasc do seu município ou ligue 0800 643 9300.
 
Combustíveis: Veja o que está em jogo e por que o governo está dividido

Desoneração dos combustíveis
No começo do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória que mantinha a desoneração dos combustíveis promovida pelo governo de Jair Bolsonaro.

A redução dos impostos estava prevista para acabar no dia 1º de janeiro, mas Lula manteve a isenção até o fim de fevereiro para a gasolina e o álcool, e até o final do ano para o diesel, biodiesel, gás natural e de cozinha.

No caso de retomada dos impostos, o consumidor verá um impacto direto nas bombas de combustíveis. O litro do álcool terá um aumento de R$ 0,23, enquanto o litro da gasolina subirá R$ 0,69.

Além disso, o fim da isenção dos impostos vai pesar no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que estava buscando um ritmo de desaceleração.

“A inflação teria um repique de mais de 60bps [0,60%] caso seja repassado integralmente, o que significa dizer que nossa perspectiva de IPCA em 2023 saltaria de 6,2% para 6,8%”, afirma Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

Ala econômica x Ala política
A equipe do Ministério da Fazenda, por outro lado, luta com unhas e dentes pela volta dos impostos. Pelos cálculos da pasta, a reoneração vai garantir R$ 28,9 bilhões aos cofres públicos em 2023.

No entanto, o aumento nos preços da gasolina e do etanol não é visto com bons olhos pela ala política do governo. A preocupação é de que a medida pressione a inflação e derrube a avaliação popular sobre o presidente.

Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, uma discussão sobre a retomada dos impostos sobre combustíveis só pode ser feita após a mudança na política de preço da Petrobras (PETR3;PETR4), o que só deve acontecer em abril.

“Antes de falar em retomar tributos sobre combustíveis, é preciso definir uma nova política de preços para a Petrobras. Isso será possível a partir de abril, quando o Conselho de Administração for renovado, com pessoas comprometidas com a reconstrução da empresa e de seu papel para o país”, escreveu em sua conta no Twitter.

“Não somos contra taxar combustíveis, mas fazer isso agora é penalizar o consumidor, gerar mais inflação e descumprir compromisso de campanha.”

Capacitação do Programa Selo Social acontece nos dias 02 e 06 de março

A Secretaria de Promoção da Cidadania juntamente com a Comissão do Programa Selo Social promove de 02 a 06 de março a capacitação para as empresas e instituições participantes do Programa Selo Social edição 2022/2023. Neste ano, o treinamento acontece em duas datas, no dia 2 de março, das 8h às 12h, e no dia 6 de março, das 13h às 18h. Os encontros serão realizados no Espaço de Conhecimento Compartilhado da UNIVALI, localizado no bloco B6.

A recomendação é que as organizações escolham uma das datas para participar da capacitação com, no máximo, dois integrantes por empresa. No encontro de quarta-feira (02), os participantes poderão realizar as inscrições até as 18h de terça-feira (01). Na segunda-feira (06), o link estará disponível até as 12h para o evento que acontece no mesmo dia, das 13h às 18h. As inscrições para ambos os encontros devem ser feitas através do link

“A comissão do Programa Selo Social está empenhada no desenvolvimento da capacitação. Esse treinamento é importante para garantirmos uma boa instrução às empresas e instituições sobre o cadastramento dos seus projetos no sistema”, ressalta a Secretária de Promoção da Cidadania, Hilda Deola.

Sobre o Selo Social

O Selo Social tem como objetivo estimular as organizações a aderirem aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas metas, por meio do reconhecimento de entes públicos, empresas e organizações públicas e privadas, as quais realizam ações internas e externas em prol da sociedade. O programa possibilita a participação do setor privado, através das empresas, e do terceiro setor (ONG’s) por meio de entidades e afins de Itajaí.

A certificação representa um importante diferencial empresarial na criação de vínculo entre a marca, produto ou serviço, com seus projetos sociais e a comunidade. O reconhecimento como empresa socialmente responsável também é fator de peso cada vez mais valorizado pelos consumidores.

Já para as entidades sem fins lucrativos e organizações não governamentais, representa a possibilidade de dar visibilidade aos projetos sociais desenvolvidos. Além disso, auxilia a despertar o interesse das empresas cadastradas a participarem como parceiros na promoção, no apoio e na manutenção destas ações sociais.

Conheça as cinco equipes de velejadores da The Ocean Race 2023

Cinco times disputam a maior regata transoceânica do mundo, a The Ocean Race 2023, que estará em Itajaí entre os meses de março e abril. Os velejadores percorrerão quase 32 mil milhas náuticas e enfrentarão ondas gigantes, zonas perigosas e ventos fortes ao redor do mundo.

Nesta edição, os barcos que virão ao Brasil são da classe IMOCA 60. Estas modernas embarcações possuem pouco mais de 18 metros de comprimento, são mais rápidas e podem tirar todo o casco da água. Para disputar as etapas da regata de volta ao mundo, os times contam com equipes mistas, com cinco velejadores cada.

Conheça as equipes que disputam a The Ocean Race 2023:

11th Hour Racing Team – Estados Unidos
Charlie Enright (Capitão), Justine Mettraux (Membro da tripulação), Simon Fisher (Membro da tripulação), Jack Bouttell (Membro da tripulação) e Amory Ross (Repórter a bordo).

Team Malizia – Alemanha
Boris Herrmann (Capitão), Will Harris (Membro da tripulação), Nicolas Lunven (Membro da tripulação), Axelle Pillain (Membro da tripulação) e Antoine Auriol (Repórter a bordo).

Guyot Environnement - Team Europe – França e Alemanha
Benjamim Dutreux (Capitão), Robert Stanjek (Membro da tripulação), Annie Lush (Membro da tripulação), Sébastien Simon (Membro da tripulação) e Charles Drapeau (Repórter a bordo)

Biotherm Team – França
Paulo Meilhat (Capitão), Anthony Marchand (Membro da tripulação), Damien Seguin (Membro da tripulação), Sam Davies (Membro da tripulação) e Ronan Gladu (Repórter a bordo).

Team Holcim - PRB – Suíça
Kevin Escoffier (Capitão), Abby Ehler (Membro da tripulação), Sam Goodchild (Membro da tripulação), Tom Laperche (Membro da tripulação) e Julien Champolion (Repórter a bordo) 

Cenário positivo para exportações brasileiras atraem agentes de carga para o país

Com um cenário favorável às relações comerciais do Brasil com o mundo, agentes de cargas, transitários, tradings e empresas de logística veem no país uma possibilidade de acelerar conexões e negócios para 2023.

Algumas dessas empresas se reunirão para participar da Intermodal, o maior encontro internacional do setor de logística, transporte de carga, tecnologia e comércio exterior da América do Sul, que acontecerá de 28 de fevereiro a 2 de março, no São Paulo Expo. Serão mais de 50 agentes de carga dos cinco continentes se reúnem em um espaço multiuso para reuniões e network em um único espaço de 300m2. Uma oportunidade para transformar ações em oportunidades de negócios de forma ampla e global.

Sua participação no Brasil é considerada estratégica com base nos crescentes números de exportações que, em janeiro de 2023, viu o volume crescer 3,3% segundo dados do Ministério da Economia, em relação a toda série histórica (atualmente contando com 301 meses), o volume total exportado alcançou o 4 º maior resultado.

Importantes mercados de destino foram responsáveis pelo aumento do volume total exportado, destacando-se os crescimentos do volume exportado para América do Sul (4,9 %), Oceania (4,5 %), América do Norte (3,1 %), África ( 2,9 %) e Ásia (Exclusive Oriente Médio) (2,2 %).

O fato é que a expectativa de crescimento é otimista. Análises mais recentes do Ministério da Economia apontam para um bom avanço nas exportações brasileiras, chegando a cerca de 20% em relação a 2021, com o agronegócio liderando e destaque sobre os principais segmentos. O relatório aponta para uma alta de 37% nos embarques realizados.

Assim, as empresas que estarão no Brasil no grupo da United Nations Freight Trading Logistics (UN) podem oferecer as empresas brasileiras possibilidades reais para exportações seguras de produtos e que atendam vários mercados uma vez que no estande localizado na Intermodal haverá mais de 50 agentes de 40 países representados. O diferencial desse espaço é oferecer aos clientes o maior número possível de fornecedores, otimizando tempo e abrindo novas possibilidades.

Essa é 3ª vez que a UN participa da Intermodal no Brasil e a expectativa é superar o número de reuniões feitas em 2022 e os negócios concretizados ao longo do ano.

O idealizador do grupo, Vittorio De Vena, destaca: “quando criamos o grupo, o primeiro pensamento era atuar de forma globalizada, organizada e prática para os agentes de cargas e clientes. Atuamos criando uma agenda, não só de reuniões produtivas e objetivas, mas também divulgando as empresas do grupo em todo o mundo. Essa ação possibilita negócios confiáveis com maior rentabilidade e amplia oportunidades para novos mercados”.

Já para Ana Quirino, CEO da National Freight, membro do grupo e representante do Brasil: “estamos otimistas para a edição de 2023. O mercado está aquecido e estarmos juntos em único espaço favorece novas oportunidades de negócio. Além disso, podemos garantir qualidade e uma rede ampla de atuação”

Nesse cenário de possibilidades de crescimento para 2023, as empresas interessadas em comercializar produtos de forma internacional poderão encontrar no grupo opções ideais para atender o negócio.

O perfil de cada membro do grupo está disponível na página do Instagram @un_freight.trading.logistics ou no site https://www.unftl.com/

Já para agendar reuniões com eles durante a Intermodal 2023 é necessário se cadastrar no link: https://app.one2onescheduler.com/UNatINTERMODAL/guest/

Construção civil projeta crescimento de 2,5% em 2023

A construção civil deve chegar ao seu terceiro ano consecutivo de crescimento. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as projeções apontam um aumento de 2,5% no setor em 2023, considerando o ritmo de expansão acima da economia nacional.
 
De acordo com a especialista Tatiana Fasolari, vice-presidente da Fast Engenharia, maior empresa da América Latina especializada em overlays, o número de construções e projetos ampliados no último ano foi imenso. 
 
“O setor cresce em demanda e em responsabilidade, conforme as necessidades da sociedade e do mercado. É um ambiente de investimento econômico altíssimo, com grande representatividade na economia nacional”, afirma Fasolari.
 
O número de trabalhadores e vagas em aberto foi um dos fatores que contribuíram para o aumento dos últimos anos. Em 2022, o número total de trabalhadores na área chegou a 2,5 milhões e o número de vagas totalizaram 288 mil. 
 
“O setor mostrou resiliência durante o período de isolamento imposto pela pandemia de covid-19 e tem apresentado uma recuperação vigorosa no setor de empregos”, avalia a especialista.
 
Para 2023, existe uma expectativa de investimento público em programas habitacionais, beneficiando ainda mais o setor e fortalecendo a cadeia produtiva. Além disso, tendências como construções provisórias, construtechs e cidades inteligentes devem seguir em alta.

 

Balneário Camboriú sediará Convenção de Vendas 2023 da CVC

A Convenção de Vendas 2023 da CVC, maior operadora de viagens do Brasil, realizada anualmente para franqueados, master franqueados, gerentes de lojas, executivos da empresa e parceiros, acaba de ter o destino definido para a edição 2023: Balneário Camboriú, em Santa Catarina, que receberá o evento no início de junho.
O acordo foi oficialmente firmado ontem, quinta-feira (23/2), em reunião na sede do Governo Estadual, em Florianópolis (SC), representada por Leonel Andrade, presidente da CVC Corp, que participou virtualmente do encontro, Jeanine Pires, diretora de Alianças Estratégicas da companhia, e Bruno Heleno, diretor de Produtos Nacionais da CVC, que foram presencialmente ao destino. Eles foram recebidos pelo governador do Estado de Santa Catarina, Jorginho Mello, o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, a senadora catarinense Ivete da Silveira, o deputado estadual de Santa Catarina, Carlos Humberto, e membros do Conselho Estadual de Turismo de Santa Catarina, que representam os empresários da região.
“As Convenções da CVC são eventos grandiosos e os destinos escolhidos para receber esses encontros são aqueles em que enxergamos grande potencial de vendas, como é o caso de Balneário Camboriú. O destino está entre os top 10 na preferência do viajante brasileiro. Para se ter ideia, embarcamos mais de 110 mil pessoas para o Estado de SC em 2022, sendo que 30% desse público viajou para Balneário Camboriú. Isso mostra que é um destino querido pelos brasileiros e pelos nossos clientes. Estamos ansiosos pela Convenção desse ano, que marca de forma definitiva a retomada do turismo”, afirma Leonel Andrade.
"Vem aí mais uma super Convenção de Vendas CVC 2023! A lindíssima cidade de Balneário Camboriú sediará o nosso evento e já estamos trabalhando intensamente para trazer muitas novidades e tendências para o nosso negócio. Estamos ansiosos para mais um grande evento junto com os nossos masters, franqueados e líderes de vendas. Vamos fazer desta a melhor Convenção de Vendas da CVC", adianta Tulio Oliveira, diretor executivo do B2C da CVC Corp.
O governador Jorginho Mello ressaltou a importância do time CVC conhecer o destino para também divulgar aos clientes. “Essa é uma oportunidade não só para Balneário Camboriú, mas para todo o Estado de Santa Catarina, que poderá mostrar toda a sua receptividade e se apresentar como diversidade de destino turístico para a rede de franquias da CVC”, celebrou o governador.
Já Fabrício Oliveira, prefeito de Balneário Camboriú, destacou que a cidade está pronta para sediar o evento. “Vamos nos preparar de forma inovadora e acolhedora para receber o time CVC e mobilizar todo o setor empresarial, envolvendo por completo o nosso município na realização de um evento tão importante para nós e para o turismo”, garante Fabrício.
No total, serão mais de 1 mil participantes, que virão de todo o Brasil para a Convenção de Vendas da CVC. Na pauta do evento, destaque para as novidades e negócios da CVC direcionado às franquias, estratégias de marketing e trade, tendências e novidades do mercado do turismo e economia, premiação dos melhores resultados e performances de sua rede de franqueados, além de promover a confraternização entre os líderes das lojas e o time corporativo da CVC, aproximando a força de vendas da operadora com os principais parceiros e fornecedores do trade turístico.
Na programação, ocorrerá ainda maior famtour da história de Balneário Camboriú, com os líderes realizando em suas chegadas visitas técnicas de familiarização às principais atrações turísticas. Esse tipo de viagem favorece o conhecimento dos líderes, para melhores recomendações aos clientes, em viagens à cidade.
O evento também contará com cerimônia e coquetel de abertura, plenárias com ativação de patrocinadores, jantar de premiação e show de encerramento. As convenções anteriores foram realizadas em Atibaia/SP (2015), Costa do Sauípe/BA (2016), Foz do Iguaçu/PR (2017), Dubai/EAU (2018), Porto de Galinhas/PE (2019) e Maceió/AL (2022). Em 2021, ocorreu a primeira versão 100% virtual da Convenção, possibilitando a extensão do evento, além dos franqueados, aos mais de 5 mil vendedores das lojas e equipe corporativa CVC.
A Convenção de Vendas CVC 2023 tem o apoio do Governo do Estado de Santa Catarina e da Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú, e está sendo projetada de forma a refletir as prioridades estratégicas da empresa, como experiência do cliente, modernização e sustentabilidade. Nesse último item, inclusive, a produção do evento seguirá as premissas sustentáveis já implementadas na última edição, como contratação de mão de obra local e utilização de materiais biodegradáveis em toda a produção do evento.
Sobre a CVC
A CVC opera no mercado brasileiro há 50 anos e é a maior operadora de viagens e líder na preferência do consumidor brasileiro. 
Tem transformado o mercado de turismo brasileiro através de estratégias inovadoras, tendo sido a primeira operadora brasileira a fretar aeronaves, a adotar um modelo de distribuição de produtos no varejo, a parcelar a venda de pacotes e a oferecer produtos acessíveis para consumidores de todos os perfis de bolsos e gostos. 
Possui a maior rede de distribuição de produtos e serviços de turismo do Brasil, com mais de 1.100 lojas franqueadas, além de agências de viagens multimarcas credenciadas em todo o País, plataforma online cvc.com.br e o app CVC. 
A CVC Brasil é uma das marcas da CVC Corp, um dos maiores grupos de viagens da América Latina, formado por marcas que atuam no Brasil, Argentina e EUA, nos segmentos de viagem de lazer, negócios, locação de casas de férias e educação (intercâmbio cultural no exterior).

 

Carlos Humberto, dep. est. SC, Jeanine Pires, dir. Alianças Estratégicas CVC Corp, Jorginho Mello, gov SC, Bruno Heleno, dir Prod. Nac. CVC Corp, e Fabrício Oliveira, pref Balneário Camboriú
Roberto Zacarias/SECOM Governo do Estado de Santa Catarina

 

Famílias catarinenses atingem novo recorde de endividados

O endividamento de famílias catarinenses atingiu novo recorde pelo 13º mês consecutivo. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio), 65,4% das famílias encerraram o mês de dezembro com alguma dívida.
 
O resultado de dezembro é 4,3% superior ao de novembro, que atingiu 62,7%. Com a adição dos 2,7 pontos percentuais o resultado atingiu novo pico da série histórica, sendo o maior percentual desde maio de 2017.
 
Para o especialista Fernando Lamounier, diretor de novos negócios da Multimarcas Consórcios, a educação financeira é a solução. “É necessário que a educação financeira seja cada vez mais incentivada. A consciência de gastos e o planejamento para realização de grandes projetos beneficia não apenas o detentor do dinheiro, mas todos ao seu redor.”
 
No resultado de inadimplentes, dezembro atingiu 18,6%, crescimento de 6,8% em comparação a novembro, tornando-se o maior desde março de 2020. Embora o índice esteja longe do pico da série de 2019, a distância é de apenas 4,6 pontos percentuais.
 
Lamounier alerta para a importância de acompanhar de perto as receitas e as despesas para poder se manter sempre no azul. “Identificar os pontos de melhoria, analisar o mercado e traçar os seus objetivos é o básico para o planejamento anual, assim você estará preparado para longos períodos e evitará endividamentos”, analisa o especialista.

 

R$ 12 milhões em sobras serão distribuídos para os mais de 89 mil cooperados da Credifoz


Um dos principais diferenciais entre uma cooperativa de crédito e um banco tradicional são os valores oferecidos ao cooperado, economizando em tarifas e juros em comparação a outras instituições financeiras, além do retorno das sobras, que é o rendimento recebido por utilizar os produtos e serviços da cooperativa. Através dessa rede, é possível conquistar números expressivos que geram a Economia da Cooperação. 
Na Credifoz, em 2022, a Economia da Cooperação chegou a R$ 111,2 milhões. Esse valor representa o que todos os cooperados da Credifoz, juntos, economizaram ao utilizar os serviços da Cooperativa ao invés de contratar os mesmos produtos em outras instituições financeiras. Esse número representa um crescimento de 61% em relação a 2021, o que mostra que os cooperados estão tendo cada vez mais vantagens ao escolher uma cooperativa de crédito.  
No último ano, a Credifoz somou R$ 12 milhões em sobras que serão distribuídos entre os cooperados após a aprovação em Assembleia Geral. Além disso, a cooperativa alcançou R$ 586,6 milhões em ativos, que são os recursos administrados pela instituição, e R$ 451,9 milhões em créditos, ajudando a realizar os sonhos de muitas pessoas. 
            Durante o ano passado, a cooperativa ultrapassou o número de 89 mil cooperados nos seus 19 postos de atendimento em oito municípios, sendo três novas unidades inauguradas em 2022. “Nosso objetivo é sempre levar o cooperativismo mais longe, mostrando que existe uma forma de se fazer economia mais sustentável, auxiliando o micro e pequeno empresário e valorizando o negócio local e a educação. Além dos números expressivos que mostram que estamos no caminho certo, ano passado, a Credifoz recebeu novamente o reconhecimento Great Place to Work, como uma das melhores empresas catarinenses para se trabalhar. Também fomos reconhecidos pelo Instituto FENASBAC em 4 categorias diferentes por nossas iniciativas de Inovação com Propósito; e pelo Selo Social, por cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)”, diz Silvano Lazarini Junior, diretor executivo da Credifoz. 
            Um dos pontos mais valorizados no cooperativismo é a gestão colaborativa, que é quando as pessoas podem participar dos resultados, ou seja, quanto mais o cooperado movimenta sua conta, mais retorno ele recebe e pode investir na comunidade em que vive, gerando então uma economia solidária. 
                Para 2023, a Credifoz planeja continuar crescendo. No ano em que completa 15 anos, a Cooperativa abrirá 3 novos postos de atendimento, incluindo um em Imbituba, o que amplia sua atuação para o litoral sul de Santa Catarina. Novos produtos também estão previstos para lançamento nesse ano, como a Poupança, modalidade de investimento já conhecida do mercado e que passa a fazer parte do portfólio da Cooperativa em fevereiro. Entre outros números, a Credifoz pretende chegar a mais de 100 mil cooperados em 2023. 

Sobre a Credifoz
Com foco na valorização do cooperado, estímulo da qualidade de vida da comunidade e oferta de serviços financeiros diferenciados, a Credifoz mantém uma gestão apoiada nos princípios e nos valores cooperativistas. Formada pela união de empresários do Litoral-Norte catarinense, tem atuação nas cidades de Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Camboriú, Itajaí, Itapema, Navegantes, Penha e Tijucas. A cooperativa integra o Sistema Ailos.

Dólar vai abaixo de R$ 5,20 em dia mais calmo, antes de Campos Neto na TV

O dólar teve forte queda frente ao real nesta segunda-feira, com investidores desfazendo posições defensivas conforme aguardam entrevista do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), refletindo ainda um ambiente de apetite a risco no exterior.

A moeda norte-americana à vista caiu 0,86%, a 5,1772 reais na venda, patamar de encerramento mais baixo em uma semana.

Vendas de novos imóveis crescem 12,2% de janeiro a novembro de 2022

As vendas de novos imóveis cresceram 12,2% de janeiro a novembro do ano passado. Ao todo, 146.412 novas unidades foram comercializadas no período. Os dados fazem parte do levantamento realizado com 18 empresas associadas à Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).
 

Apesar de contabilizar apenas 11 dos 12 meses do ano passado, o resultado já foi suficiente para estabelecer um novo recorde anual da série histórica dos indicadores ABRAINC-FIPE, ao superar em 1,9% os 143.576 empreendimentos negociados durante todo o ano de 2021, e já implica em um crescimento nas vendas do setor no ano passado, independentemente dos resultados de dezembro.
 

Nos 11 meses, os empreendimentos do programa Casa Verde Amarela (CVA) representaram a maior parte do mercado residencial comercializado no Brasil (67,7%) com um total de 99.244 unidades vendidas. Ao tempo, as 43.636 unidades do segmento de Médio e Alto Padrão (MAP) corresponderam a 29,8% das vendas. Os demais 3.532 (3,5%) são de outros segmentos.
 

Ainda de janeiro a novembro de 2022, a entrega de novos imóveis teve uma elevação de 4,5% e 74.319 foram entregues no período. Deste total, 64.629 foram de imóveis do CVA, 8.726 de MAP e 1.004 de diferentes tipos.
 

Distratos - A baixa relação entre distratos e vendas de unidades é outro ponto a se destacar. Nos 11 meses de 2022, essa relação atingiu o menor patamar da série histórica e foi de foi de 9,3%, o que representou uma queda de 2,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2021. Para efeito de comparação, no fim de 2018, quando foi publicada a Lei nº 13.786/18 (Lei do distrato imobiliário), que estabeleceu parâmetros para a resolução de contrato de compra e venda de imóveis por desistência e por inadimplemento das partes, a relação distratos/vendas entre os imóveis de Médio e Alto Padrão era próxima dos 50% e garante segurança para todos, especialmente aos compradores do empreendimento que terão seu imóvel entregue.
 

O presidente da ABRAINC, Luiz França, avalia que o setor deve continuar com um bom desempenho, gerando empregos e contribuindo para que muitos brasileiros possam realizar o sonho da casa própria. Ele lembra que o consumidor brasileiro segue em busca de um novo imóvel, seja para sair do aluguel ou para investir. Um levantamento feito pela Brain Inteligência Estratégica com 1.200 pessoas, em todo o Brasil, retrata isso e indica que 31% dos entrevistados desejam adquirir um novo imóvel. "O Brasil tem uma pirâmide etária ainda jovem se comprado a outros países, o que implica em uma alta taxa de formação de famílias nos próximos anos, cerca de 1,1 milhão por ano, e tudo isso reflete em uma forte demanda ao setor. Esperamos, inclusive, que o retorno do programa Minha Casa Minha Vida amplie o acesso a moradia as famílias mais carentes, contribuindo no combate ao déficit habitacional e na inclusão social para a população de menor renda”, finaliza o executivo.
 

Banco Central vê com preocupação piora das expectativas de inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) indicou preocupação com a deterioração das expectativas de inflação de prazos mais longos e não descartou a possibilidade de novas elevações da taxa Selic, juros básicos da economia, caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.

As informações foram divulgadas hoje (7) na ata da última reunião do Copom, que aconteceu semana passada. Na ocasião, o colegiado manteve a Selic em 13,75%. A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

“Não obstante a desaceleração na margem [nos últimos meses], a inflação ao consumidor continua elevada. Os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, que apresentam maior inércia inflacionária, mantêm-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação, ainda que tenham apresentado alguma moderação na margem”, diz o documento.

As projeções de inflação do Copom são de 5,6% para 2023 e 3,4% para 2024. As projeções para a inflação de preços administrados são de 10,6% para 2023 e 5% para 2024. No horizonte de seis trimestres à frente, referente ao terceiro trimestre de 2024, a projeção de inflação acumulada em 12 meses situa-se em 3,6%. “O comitê julga que a incerteza em torno das suas premissas e projeções atualmente é maior do que o usual”.

Por isso, o Copom adotou uma hipótese de bandeira tarifária “amarela” em dezembro de 2023 e 2024, além de taxa de câmbio partindo de R$ 5,15 e preço do petróleo seguindo a curva de alta pelos próximos seis meses e aumentando 2% ao ano posteriormente.

A previsão para 2023 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%.

Já a projeção do BC para a inflação de 2024 está acima do centro da meta prevista – 3%, mas ainda dentro do intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual.

“O Copom optou pela manutenção da taxa de juros, reforçando a necessidade de avaliação, ao longo do tempo, dos impactos acumulados a serem observados do intenso e tempestivo ciclo de política monetária já empreendido. Assim, o comitê avaliou que, diante dos dados divulgados, projeções e expectativas de inflação, balanço de riscos e defasagens dos efeitos da política monetária já em território significativamente contracionista, era apropriado manter a taxa de juros no patamar de 13,75% ao ano”, diz a ata.

Em 2022, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou com uma taxa de 5,79% acumulada no ano. A meta estava em 3,5%, com a mesma margem de tolerância, e podia variar entre 2% e 5%.

Política fiscal

Na ata, o Copom mostrou, novamente, preocupação com o aumento de gastos públicos e seus efeitos para a inflação. Por outro lado, acrescentou que o pacote anunciado pelo Ministério da Fazenda para melhorar as contas, com aumento de arrecadação, pode atenuar os riscos.

“A conjuntura, particularmente incerta no âmbito fiscal e com expectativas de inflação se distanciando da meta em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária. O comitê avalia que tal conjuntura eleva o custo da desinflação necessária para atingir as metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional”, diz a ata.

“Alguns membros notaram que a execução do pacote apresentado pelo Ministério da Fazenda deveria atenuar o risco fiscal e que será importante acompanhar os desafios na sua implementação”, completou o BC.

Para o órgão, o cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta, além da elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e estímulos fiscais, está uma maior persistência das pressões inflacionárias globais e um hiato do produto (diferença entre o atual e o potencial) mais estreito que o utilizado atualmente pelo comitê em seu cenário de referência, em particular no mercado de trabalho.

Entre os riscos de baixa, o Copom destaca uma queda adicional dos preços das commodities (produtos primários) internacionais em moeda local, uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada e a manutenção dos cortes de impostos projetados para serem revertidos em 2023.

Para o Banco Central, no âmbito doméstico, o conjunto de indicadores econômicos continua corroborando o cenário de desaceleração do crescimento esperado pelo comitê, com queda nos indicadores de confiança e arrefecimento nos indicadores de produção industrial, de comércio e de serviços.

“O mercado de trabalho, que surpreendeu positivamente ao longo de 2022, continua mostrando sinais de desaceleração, com queda nas admissões líquidas do Novo Caged e relativa estabilidade na taxa de desemprego, proveniente de recuos na população ocupada e na força de trabalho”, diz a ata.

O Copom acrescentou ainda que a estratégia de convergência da inflação para a meta, “sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços”, também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

Piora das expectativas

O BC destacou três razões que podem ter contribuído para a piora das expectativas de inflação. A primeira delas é uma possível percepção de leniência do próprio Banco Central com as metas estipuladas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Nesse sentido, o BC avaliou que “é necessário se manter ainda mais atento na condução da política monetária para reancorar as expectativas e assim reduzir o custo futuro da desinflação”.

Além disso, uma política fiscal expansionista pode pressionar a demanda agregada ao longo do horizonte de projeções. “O comitê pondera que estímulos de demanda devem ser avaliados considerando o estágio do ciclo econômico e o grau de ociosidade na economia, sendo a política monetária a variável de ajuste macroeconômico utilizada para mitigar os efeitos porventura inflacionários da política fiscal”, avaliou.

Por fim, o BC avaliou a possibilidade de alteração das metas de inflação já definidas, que estaria sendo considerada pela equipe econômica. Entretanto, avaliou que conduz sua política com base no que está estipulado.

“Mais importante do que a análise das motivações para a elevação das expectativas, o comitê enfatiza que irá atuar para garantir que a inflação convirja para as metas”, completou.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Anfavea prevê queda de 3,5% das vendas de máquinas agrícolas em 2023

A Anfavea, entidade que representa as montadoras, apresentou nesta terça-feira, 7, previsões de queda para as vendas de máquinas agrícolas e de construção neste ano.

A expectativa para as máquinas agrícolas é de que sejam entregues 65 mil unidades, entre tratores e colheitadeiras de grãos, o que representa uma redução de 3,5% do volume registrado no ano passado.

Já para as máquinas de construção, como retroescavadeiras, pás-carregadeiras e motoniveladoras, a Anfavea prevê vendas de 36 mil unidades, 4,7% a menos do que o número de 2022.

Em relação às exportações de máquinas, as projeções da Anfavea são de redução de 13,1% dos embarques de tratores e colheitadeiras, para 9,52 mil unidades neste ano, e crescimento de 11,3% das vendas ao exterior de máquinas de construção, que, se confirmado o prognóstico, chegarão a 13,2 mil unidades.

Conforme os dados levados pela Anfavea à apresentação de resultados à imprensa, as vendas de máquinas agrícolas subiram 19,4% em 2022, totalizando 67,4 mil unidades. Já as entregas de máquinas de construção, um total de 37,8 mil unidades no ano passado, subiram 29,2% no ano passado.

 

Os números são de levantamentos realizados por outras duas entidades: a Fenabrave, que representa as concessionárias e divulga mensalmente as vendas de máquinas agrícolas; e a Abimaq, entidade da indústria de bens de capital, que acompanha os resultados das máquinas de construção. Eles têm defasagem de um mês em relação às estatísticas de veículos divulgadas nesta terça pela Anfavea, já referentes a janeiro.

Só em dezembro, 6 mil máquinas agrícolas foram vendidas no Brasil, 5,6% acima do volume registrado no mesmo mês de 2021. Na comparação com novembro, o crescimento foi de 17%.

As vendas de máquinas de construção, por sua vez, somaram 2,8 mil unidades no último mês de 2022, com leve aumento de 1,2% em relação a dezembro do ano anterior. Frente a novembro, as vendas de máquinas de construção tiveram alta de 5,4%.

Dólar fica cada vez mais longe dos R$ 5,00; veja a quanto fechou

O dólar teve alta nesta terça-feira e fechou acima de 5,20 reais, após trocar de sinal várias vezes em sessão volátil e com vários catalisadores, entre eles novos atritos entre governo e Banco Central, a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) e falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell.

No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,51%, a 5,2013 reais na venda, registrando o maior patamar desde 20 de janeiro (5,2086) e engatando um terceiro pregão consecutivo de ganhos, acumulando no período valorização de mais de 3%.

A moeda norte-americana encerrou o pregão acima de sua média móvel diária de 200 dias pela primeira vez desde 23 de janeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que não quer confusão com o BC, mas destacou que o chefe da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, deve explicação ao Congresso Nacional sobre sua conduta e que o Senado deve ser “vigilante”. O petista e membros de sua administração e de seu partido têm criticado de forma recorrente a taxa de juros elevada, atualmente em 13,75%, e a independência do BC.

Contribuindo para os ruídos recentes envolvendo Executivo e BC, que têm aumentado receios de investidores sobre possível tentativa de intervenção do governo na autoridade monetária, o serviço de notícias Broadcast noticiou, citando técnicos do governo, que Lula quer indicar para diretorias da autarquia nomes que se contraponham ao presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, citando técnicos do governo.

 

Enquanto era alvo de novos ataques de Lula, Campos Neto destacou nesta terça-feira que a independência da instituição é importante porque desconecta o ciclo da política monetária do ciclo político.

Segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, o mais recente “coro” contra o Banco Central teve efeito negativo no câmbio, bem como acenos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao reajuste salarial de servidores públicos.

 

O estrategista acrescentou que parte dos mercados pode ter interpretado o tom da ata do Copom, divulgada nesta manhã, como um pouco mais “ameno” em relação à política fiscal do governo, o que pode ter ajudado a impulsionar o dólar. No documento, o BC reafirmou preocupação com o quadro das contas públicas, mas fez um aceno ao pacote de medidas fiscais apresentado recentemente por Haddad.

“Da mesma forma que o tom duro do comunicado limitou as perdas do real na semana passada, hoje o tom um pouco mais moderado favoreceu uma desvalorização do real”, disse Rostagno.

No entanto, há quem tenha interpretado a ata como ainda dura no que diz respeito ao fiscal e ao combate à inflação. Mauricio Oreng, superintendente de pesquisa macroeconômica do Santander disse em nota que o documento “confirma a intenção do BCB de seguir mantendo a Selic no atual patamar de 13,75%, nas condições atuais de incertezas fiscais e expectativas de inflação pressionadas”.

 

Colaborando para a volatilidade na sessão, o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, disse nesta terça-feira que o mais recente relatório de emprego dos Estados Unidos mostrou que o processo para trazer a inflação de volta para perto da meta de 2% do banco central norte-americano levará “bastante tempo”, embora haja indicações de que as pressões de custo estão em queda, pelo menos para bens.

“O mercado inicialmente entendeu que o relatório de emprego não teria mudado a visão de Powell (sobre a política monetária)”, disse Rostagno, do Mizuho, destacando que houve uma melhora pontual acentuada no sentimento de risco dos mercados globais durante os primeiros momentos da fala do chair do Fed. No Brasil, o dólar chegou a cair para a faixa de 5,15 reais, antes de reverter completamente as perdas e fechar em alta.

“O mercado está piorando, as taxas (norte-americanas) estão voltando aos patamares pré-entrevista do Powell, então tem também um componente externo favorecendo essa alta do dólar”, explicou Rostagno.

A indicação de Powell de que os juros norte-americanos permanecerão elevados por mais tempo tendem a atrair recursos para o mercado de renda fixa dos EUA, que ficaria mais rentável sob taxas mais altas. Isso, por sua vez, impulsiona o valor do dólar globalmente.

(Atualizada às 17:48)

Portugal é opção para empresário brasileiro que deseja atuar no exterior

Com a economia cada vez mais digital e global, o empresário tem encontrado mais espaço para atuar internacionalmente. Mas como começar a investir no exterior? Para o presidente da Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), Daniel Coêlho, é importante estudar o país onde se deseja trabalhar e trocar experiências com quem está familiarizado com esse tipo de negócio.

“Hoje, vivemos um cenário econômico que facilita a atuação internacional. A troca de informações e de experiências ganhou força com a internet, e ainda há empresas especializadas nesse ramo. Mas é importante que o investidor conheça onde quer injetar capital. Visite o país, entenda as suas possibilidades mercadológicas e converse com quem já realiza essas transações. O relacionamento e a troca de informações são etapas essenciais numa expansão ao exterior”, ressalta.

Para quem não sabe por onde começar, Coêlho dá uma dica: Portugal. “Portugal é um país com relações bem próximas com o Brasil, muito pela sua história. Mas há ainda outros fatores que privilegiam a chegada do investidor brasileiro: a comunicação facilitada, já que ambos os países possuem a mesma língua, mesmo com diferenciações. E também a sua localização, centralizada na economia europeia."

Por já fazer negócios com o Brasil há décadas, existe já uma confiança com os empreendedores do país. “A relação comercial Brasil-Portugal é bem próxima. Os executivos do país conhecem nosso potencial econômico e isso é essencial, pois já rompe barreiras de desconfiança, naturais em relações entre executivos de culturas distintas", complementa o especialista.

Evento visa difundir relações econômicas entre Brasil e Portugal

Para ajudar neste processo, a Fenacon também está realizando um evento que visa integrar quem deseja investir no exterior com as oportunidades presentes. Trata-se da Missão Brasil-Portugal:

“Será uma programação especial entre os dias 5 e 11 de fevereiro. O empresário vai com a gente até Portugal para conhecer as opções de investimentos e atuação. Estamos organizando um calendário bem amplo, que integre diferentes cidades e possibilidades”, explica o presidente da Fenacon.

Entre os destaques estão a visita ao World Trade Center Lisboa, além das cidades de Porto e Praga. As atividades incluirão diversos eventos com empresários, estruturados com temáticas específicas de negócios: Portugal Tech, Como fazer negócios em Portugal, O ecossistema Tripeiro e Brasil em Portugal.

A abertura da Missão Brasil-Portugal acontecerá no dia 05 de fevereiro (domingo) e contará com as presenças confirmadas do Embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, e do secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Bernardo Ivo Cruz.

“É um evento especificamente focado no processo de formação e consultoria para negócios internacionais. A finalidade da missão é fomentar relações entre Brasil e Portugal por meio do know-how e da troca entre os empresários portugueses e os brasileiros que desejam investir”, conclui.

Mais informações e as inscrições para o evento estão disponíveis em formulário especial: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd3sLlfZgUXjjSKLA67VOgX9zXnAZnv2ih1akD28aNTK__j1g/viewform

Sobre a Fenacon

Criada em 1991, a Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas) nasceu da necessidade de empresários do setor de serviços de se ter uma entidade que os representasse nacionalmente.

Filiada à Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Fenacon conta com 38 entidades empresariais, que representam, aproximadamente, 400 mil empresas distribuídas nos 26 estados e no Distrito Federal.

Demissão sem justa causa: há motivo para preocupação?

Os rumores de que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgaria uma ação que pode proibir as empresas de demitir trabalhadores sem justa causa ganharam espaço nas redes sociais no início do ano e provocaram uma série de dúvidas em empregados e empregadores.
O advogado especialista em Direito do Trabalho Fernando Kede, do escritório Schwartz e Kede, explica que o que o STF vai analisar agora não é se as empresas podem demitir o empregado sem justa causa ou não, e sim sobre o decreto feito na época então presidente da república Fernando Henrique Cardoso suspendendo a adesão à Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). "A corte decidirá se o presidente da República pode ou não, sem anuência do Congresso Nacional, suspender essa adesão”, diz.
 
Legislação trabalhista não deve sofrer alterações significativas no momento
O advogado explica que, ainda que a decisão seja de que o presidente não poderia ter suspendido a adesão à convenção, a empresa vai poder demitir os empregados por motivos relacionados a sua capacidade ou comportamento ou baseada nas necessidades de funcionamento da empresa, estabelecimento ou serviço.“Ainda que o STF decida que o presidente não poderia ter suspendido a adesão, deverá haver uma lei para regulamentar essa convenção da OIT e adequá-la à nossa legislação", observa.
Na avaliação do especialista, a legislação trabalhista não deve sofrer alterações significativas no momento. “Para mudar a legislação trabalhista é necessário aprovação de uma lei complementar pelo Congresso e há todo um trâmite legal para isso. Por enquanto, tudo permanece como está", completa.

 

A dificuldade do empreendedorismo no Brasil

*Por Roberto Folgueral

 

A portaria MTP 1010/2021, editada em 24 de dezembro de 2021, pelo então Ministro Onix Lorenzoni, em seu artigo 1º, obriga as empresas a emitir o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) -  Exclusivamente em meio eletrônico, a partir de 01/01/2023.

Aparentemente um mero assunto burocrático, porém, com enormes consequências negativas para empresas e empresários que geram riqueza para o Brasil. A portaria resulta na transferência de custos, despesas ou gastos que deveriam ser de obrigação do Estado para o seu contribuinte, que já está esgotado em sua capacidade contributiva e devidamente ignorado pelas autoridades administrativas.

O Estado, como perdulário que é, gastando muito e nem sempre corretamente, vai transferindo suas obrigações de fiscalizar e de operacionalizar as atividades de controle para o contribuinte, através da criação de obrigações acessórias, tornando o custo de empreender no Brasil um dos maiores do mundo, senão o maior.

Ao empreendedor, notadamente os menores, não resta outra alternativa senão a de amargar com prejuízos, pois nem sempre consegue repassar esses custos aos seus produtos, bens ou serviços e, assim, a possibilidade de sucesso se reduz.

Não poderia ser diferente, com a exigência da Portaria 1010/2021 que transfere o trabalho do Estado de fiscalizar e monitorar a Saúde do trabalhador, durante todo o seu vínculo laboral, para o seu empregador, no que denominou de evento S-2220, no novo e-social. Esse evento não exclui a obrigatoriedade anterior, da realização de exames periódicos.

Além do evento S2220, criou ainda a obrigatoriedade da elaboração do evento S-2240, que correspondente às Condições Ambientais do Trabalho, não bastando a obrigatoriedade da elaboração dos correspondentes Laudos.

Ato contínuo: incrível majoração dos honorários cobrados por clínicas “credenciadas” desses serviços, onde independem o número de empregados, o valor do “laudo” não se altera.

PENALIDADES:

As entidades que não se adequarem à nova sistemática estarão sujeitas a multas que variam de R$402,53 até R$181.284,63 - pasmem!

EMPRESAS OBRIGADAS:

Todo e qualquer empregador, pessoa jurídica ou física, exceto os empregadores domésticos estão obrigados.

Essa obrigação independe do porte da empresa ou opção de regime tributário; pode ser MEI, Simples, Lucro Presumido, Lucro Real ou Lucro Arbitrado, ou ainda Pessoa Física equiparado à Pessoa Jurídica.

Apelamos aos gestores públicos de plantão para repensarem nessa nova obrigação acessória extremamente onerosa sobre a já onerada função de empreender e gerar riqueza no Brasil.

O Estado brasileiro necessita parar de criar problemas para o empreendedor brasileiro e sim pensar em gerar soluções sobre os problemas já existentes.

Que fique claro aqui; não estamos falando em redução de tributos e sim na exclusão das obrigações acessórias!

 

Roberto Folgueral é vice-presidente da FCDL-SP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo)

Governo de Pernambuco indica novo presidente do Porto de Suape

Em linha com o compromisso de atrair nomes técnicos para funções estratégicas na gestão pública, o Governo de Pernambuco traz para presidir o Complexo Industrial Portuário de Suape Marcio Guiot. O executivo tem extensa experiência no setor. Acumula passagens em cargos de liderança executiva por várias companhias do segmento, além de ter atuado como consultor em diversos projetos na área.

 

Guiot foi diretor da Brasil Terminal Portuário, porto de Itapoá e Libra Terminais Santos. Também ocupou a superintendência da Ceará Terminal Operator (CTO) – no Complexo de Pecém – e diversos outros cargos em companhias do segmento.

 

Formado em Ciências Náuticas pela Academia de Marinha Mercante do Rio de Janeiro, o novo presidente tem MBA pela Fundação Dom Cabral, especialização em ESG pela Fundação Instituto de Administração da USP, além de cursos de desenvolvimento executivo no Brasil e no exterior.

 

Governança

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti, reforça o compromisso com o perfil técnico da nova diretoria do complexo e com a dimensão estratégica para Suape no governo Raquel Lyra.

 

“O time que estamos montando tem como missão elevar Suape a um novo patamar de competitividade, sustentabilidade, efetividade e adequação a um modelo de governança orientado à atração de investimentos”, afirma.

 

“Vamos alinhar o complexo com os compromissos de sustentabilidade do século XXI, aprimorar sua gestão para permitir alianças estratégicas e conduzir seu desenvolvimento de forma a materializar tudo aquilo que o povo pernambucano aspira para esta que é uma das principais âncoras da economia do nosso estado”, detalha.

 

O secretário agradece à equipe atual que, em sintonia com a sua gestão, conduziu os trabalhos nestes últimos 30 dias e acompanhou todo o processo de transição.

 

Novo presidente

Marcio Guiot destaca o estilo de gestão que vai conduzir à frente de um porto-indústria que está entre os principais do Brasil. “Vamos trabalhar em sintonia com todas as partes envolvidas para que o complexo gere cada vez mais valor para o povo pernambucano”.

 

“Isso se dará por meio da valorização das pessoas e respeito ao meio ambiente, segurança jurídica e transparência para atrairmos mais negócios, melhoria contínua dos nossos processos e emprego de tecnologia para nos tornarmos ainda mais eficientes. Dessa forma, Suape ficará ainda mais forte para o estado e para toda a região”, explica.

 

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Cumprindo a norma regimental, o Governo de Pernambuco indica o nome do novo presidente ao Conselho de Administração de Suape junto com o parecer do comitê de elegibilidade. O Conselho se reúne nesta quarta-feira (1/2) para promover a nomeação da nova diretoria.

Empresa pioneira na praia Brava entrega mais um empreendimento de luxo com ares de casa à beira mar

Em tempos de volatilidade, incertezas e escândalos no mercado financeiro, os imóveis sempre representam interessante alternativa de investimento e proteção de capital. E Itajaí, que atualmente é a segunda maior economia de Santa Catarina atrás apenas de Joinville, é um dos principais focos do segmento da construção civil, com a charmosa praia Brava se destacando como recanto mais sofisticado e cobiçado da região. Nesse contexto, o Brava Beach Group foi pioneiro nos lançamentos de complexos imobiliários de alto padrão na Brava e se prepara para entregar, no próximo sábado (28), mais um empreendimento: o Bay House Praia Brava.

Seguindo o conceito “pé na areia’ que consagrou a empresa nacionalmente com os empreendimentos Brava Beach Internacional e Mirage Residence, o Bay House inova por trazer um conceito mais intimista e exclusivo, com uma única torre com seis pavimentos, para quem não abre mão da privacidade mantendo o padrão de sofisticação na arquitetura e nos detalhes. São apenas 11 unidades com apartamentos que variam entre 226m² e 435m² de área privativa.

As áreas de lazer como salão de festa gourmet, sala de jogos, espaço fitness e dog park seguem o mesmo padrão de todos os empreendimentos do Grupo.  Da mesma forma os aspectos de sustentabilidade como otimização energética, racionalização do uso da água e luz solar, gerenciamento de resíduos e o controle da emissão de gases na obra, através do Programa CarbonOK.

 Mas o destaque fica para o conceito diferenciado. Quem conhece o Bay House tem a sensação de estar em uma casa magnífica e sossegada, debruçada sobre o mar da praia Brava, num clima intimista de alto padrão. “O Bay House vem atender uma clientela que buscava o tradicional padrão dos nossos empreendimentos, mas desejava algo mais reservado, com mais tranquilidade e privacidade. Creio que acertamos, pois o empreendimento ficou com um charme diferenciado e muito especial, agregando uma nova opção na nossa cartela aqui na praia Brava”, destaca Tero Nunes, sócio diretor do Brava Beach Group.

 

Fábrica catarinense de roupas infantis completa 34 anos de atuação e lança aplicativo próprio

Nesta semana, o Grupo Marlan, fábrica de roupas infantis de Santa Catarina conhecido pela criatividade e qualidade de acabamentos de suas peças, completou 34 anos de atuação no mercado. Com mais de 3 milhões de roupas produzidas ao ano, a empresa é uma das pioneiras do segmento de vestuários em Guaramirim (SC). Em comemoração, a empresa preparou para os colaboradores um bolo em metro e apresentou aplicativo para comunicação interna de colaboradores: o “UAU!”. A ferramenta servirá como uma rede social interna que irá concentrar informações sobre o mercado da moda e novidades sobre a fábrica, além de conectar colaboradores, a direção da empresa e também o RH.

 

“É com muita alegria que comemoramos os 34 anos do Grupo Marlan, que vem crescendo ano a ano em atuação no Brasil. Atualmente, temos mais de 10 mil m² de fábrica, 185 colaboradores diretos e mais de 3 mil lojistas multimarcas no país. Logo, a comunicação se torna ainda mais desafiadora e essencial para a produtividade. Pensando nisso, lançamos essa novidade aos colaboradores, um aplicativo onde iremos compartilhar, além de bons momentos e reforço à união entre colaboradores, também as novidades que ocorrem na fábrica e fora dela”, comenta a gerente de marketing do Grupo Marlan, Tálita Forlin.

 

Sobre a Marlan

O Grupo Marlan é conhecido pela criatividade das roupas infantis, qualidade e excelência em acabamentos como estampas, apliques e bordados. Reúne peças de roupas para crianças de até 16 anos, dentro das quatro marcas do Grupo – Marlan, Marlan Baby, Milli&Nina e Ioluigi - com atendimento por e-commerce em todo o território nacional, além de mais de 3 mil clientes lojistas multimarcas. Ao todo, são mais de 10 mil m² de fábrica, com sede em Guaramirim (SC), e mais 30 anos de atuação no mercado. Créditos: Divulgação

Mercado projeta inflação maior para 2023

Analistas de mercado projetam inflação de 5,48% para 2023, uma nova alta em relação à semana passada, quando a projeção era de 5,39%. É a sexta semana seguida em que o mercado projeta inflação maior para 2023. Há quatro semanas, o índice projetado era de 5,23%.

Os números constam do Boletim Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira, 23, pelo Banco Central.

O relatório também projeta crescimento econômico maior para 2023 em relação à semana passada, de 0,77% para 0,79%, mesmo índice projetado há quatro semanas.

 

Os analistas mantiveram a projeção quanto à taxa de juros, em 12,5%. Há quatro semanas o índice projetado era de 12%.

Quanto à taxa de câmbio, o Boletim Focus manteve a projeção de que o dólar fechará 2023 em R$ 5,28.

O Relatório Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções do mercado para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores.

Círculo S/A completa 85 anos levando seus produtos a mais de 45 países

Para celebrar os 85 anos de história, comemorados em 23 de janeiro, a Círculo S/A faz um resgate a dois de seus mais antigos e tradicionais produtos, traz uma grande novidade aos usuários do aplicativo Love Círculo, entrelaça histórias de quem acompanha essa trajetória e expande sua distribuição para o mundo, exportando para mais de 45 países e levando a beleza do “feito à mão” para lugares belíssimos.
Os fios Cléa e Anne são os mais antigos da marca e seguem até hoje entre os queridinhos de artesãos e artesãs. Indicados para produzir peças de moda e decoração, possuem ótimo rendimento e caimento. “Nossos designers redesenharam os rótulos de Anne e Cléa de 1948, que serão aplicados em uma edição especial dos produtos Anne 500 e Cléa 1000, na cor branca. Serão cerca de 20 mil novelos contemplados com esta edição limitada”, explica o diretor de Marketing da Círculo S/A, Osni de Oliveira Junior. 
Para reforçar a vocação inovadora da Círculo S/A no segmento de artes manuais, o aplicativo da marca, o primeiro sobre artesanato do Brasil, que reúne receitas e gráficos, eventos, além da ferramenta de precificação de projetos, receberá uma atualização. Além de uma nova interface, remodelada e mais intuitiva, o lançamento também contará com uma versão premium do app. “Funcionará por meio de assinatura, assim como Spotify, Prime e outros. Quem se tornar usuário premium do Love Círculo terá acesso a materiais exclusivos digitais como apostilas de Amigurumis, revistas, vídeos, receitas e ações especiais em feiras e eventos. Mensalmente, o assinante terá livre acesso a novos materiais”, esclarece Junior. O aplicativo está disponível para iOS e Android.
As assinaturas seguirão três modelos: mensal (R$19,98), semestral (R$ 17,90) e anual (R$ 14,99). Essa novidade será divulgada em detalhes em um live no perfil da Círculo S/A no Instagram, no dia 23 de janeiro, às 15h.
E mais uma ação celebra os 85 anos da Círculo S/A, que envolve o relacionamento afetivo da empresa com seu público interno e externo. Foram recebidas e selecionadas 85 histórias de consumidores, colaboradores, ex-colaboradores, lojistas e representantes, que compartilharam algum momento especial, emocionante, engraçado, de superação ou de amor que viveram com a marca. Uma comissão interna fez a avaliação das 85 melhores histórias que serão publicadas no blog da Círculo S/A no decorrer de 2023. “Nos surpreendemos com tantas memórias incríveis que foram compartilhadas que as pessoas construíram junto aos nossos produtos, que ultrapassam gerações, conectam famílias, ressignificam sentimentos, concedem independência e empoderamento e transformam vidas”, comenta Fernanda Wieser, coordenadora de Marketing da Círculo S/A. 
 
Círculo S/A pelo mundo
Em 2023, a Círculo S/A registra mais de 45 países alcançados em seu núcleo de exportação. A marca está presente em cinco continentes e já possui mais de 60 distribuidores pelo mundo. “A expansão no mercado internacional começou em 1972 e, para celebrarmos esse importante marco, lançamos a campanha Círculo S/A pelo mundo – 85 anos, em que levamos a beleza do trabalho feito à mão e o artesanato brasileiro a cenários incríveis, como Trancoso, Mykonos, Miami, Paris, Nova York e Turim. Nossa equipe vai trabalhar a cada mês em um local diferente, com diversos materiais com muito conteúdo e receitas. Estamos desenvolvendo um cartão-postal com cada cidade que vamos passar, para prepararmos ações especiais, eventos e atividades com influencers”, pontua o diretor de Marketing da Círculo S/A.
 
Círculo S/A
A empresa é a maior fabricante de fios para trabalhos manuais da América Latina e desenvolve produtos e acessórios para artesanato. Há 85 anos no mercado, conta com mais de 1,5 mil colaboradores ativos na empresa, exporta para mais de 45 países e é a marca com maior atuação do segmento no país. Conta com mais de 500 produtos em seu mix e, através do Time de Artesãos, que soma 13 profissionais, oferece suporte na educação e profissionalização do artesanato, com workshops em todo o Brasil, além de estimular quem pratica o trabalho manual como hobby, oferecendo e-books gratuitos, aplicativo próprio e publicações especializadas em tricô, crochê, amigurumi e bordado.

 

Feriados de 2023 vão movimentar R$ 74,3 bilhões no turismo

As agências de turismo e os setores hoteleiros podem comemorar. Com diversos feriados no ano e pontos facultativos prolongados, 2023 já é um ano positivo para o turismo no Brasil. 
De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC),  tudo indica que, apenas este ano, o setor deve movimentar cerca de R$ 74,3 bilhões. Desde 2018, o turismo não via um crescimento expressivo como esse. 

O agente de viagens, Juracy Marques, conta que a perspectiva é sempre muito boa e que o público pode esperar uma baixa nos valores dos pacotes e passagens. “Eu acredito fielmente que nós teremos um aumento dos nossos passageiros, de pessoas que vão querer viajar. Em relação a valores, a nossa expectativa é que a economia melhore, porque isso vai fazer com que o pessoal viaje mais e procure as agências e os pacotes. Mas, ainda há uma incógnita na economia do ponto de vista de como ela vai se comportar.     Os pacotes são voláteis a partir do momento que há uma alteração no preço dos combustíveis", afirmou 

Viajar fica mais caro, mas gasto pode ser visto como investimentoEconomistas dão dicas de como economizar nas viagens de fim de ano

Com tantos feriados previstos, o melhor é se programar para aproveitar todos da melhor forma.

Confira os feriados de 2023: 

  • 2ª feira (20 de fev): ponto facultativo de Carnaval 
  • 3ª feira (21 de fev): ponto facultativo de Carnaval
  • 4ª feira (22 de fev): Quarta-feira de cinzas 
  • 6ª feira (7 de abril): Paixão de Cristo 
  • 6ª feira (21 de abril): Tiradentes 
  • 2ª feira: (01 de maio): Dia do Trabalhador 
  • 5ª feira (08 de junho): Corpus Christi 
  • 5ª feira (07 de setembro): Independência do Brasil 
  • 5ª feira (13 de outubro): Nossa Senhora Aparecida
  • Sábado (28 de outubro): Dia do servidor público 
  • 5ª feira (02 de novembro): Dia dos finados 
  • 4ª feira (15 de novembro): Proclamação da República 
  • 2ª feira (25 de dezembro): Natal 

No total, serão 8 feriados nacionais e 5 pontos facultativos. Em 4 deles, será possível emendar o feriado com o fim de semana. São eles: Paixão de Cristo, Tiradentes, Dia do Trabalhador e Natal. 



Fonte: Brasil 61

Escalada de endividamento dos catarinenses em 2022 acende sinal de alerta

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Estado de Santa Catarina (PEIC), realizada mensalmente pela Fecomércio SC há dez anos, aponta para um crescimento contínuo nos percentuais de famílias endividadas e inadimplentes ao longo de 2022.

>>> Confira a análise completa da PEIC 2022

Em 2021, a parcela dos endividados oscilou entre 36,5% e 45,6%, apresentando recordes mínimos- em agosto (36,5%) atingiu o menor índice de toda a série histórica e fechou o ano com média de 41,0%. Já em 2022 houve forte tendência de aumento do índice, que acelerou ainda no segundo semestre. No ano passado, a variação foi entre 41,5% (janeiro) e 65,4% (dezembro), alcançando a média de 51,0%.

O cenário de 2022 foi oposto ao observado durante quase todo o período da pandemia (2020 e 2021), quando as famílias catarinenses reduziram o nível de endividamento a mínimas históricas. E, por essa razão, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento é bastante expressivo (25,8 p.p.). Em dezembro de 2021, a taxa era de 39,6%.

A escalada do endividamento das famílias em Santa Catarina é um fenômeno que requer atenção, conforme pontua o economista da Fecomércio SC, Pedro Henrique Pontes.

“O nível de endividamento não é um indicador negativo para a economia, uma vez que consumidores mais seguros de sua situação econômica fazem uso de crédito e compram de forma parcelada. O problema surge quando os endividados não conseguem honrar seus compromissos, passando assim para o grupo dos inadimplentes. Em 2022, a dinâmica do consumo e do endividamento foi diretamente pela impactada pela inflação e taxa de juros, que encareceu as dívidas e apertou o orçamento familiar”, analisa Pontes.
No vermelho

O comportamento anual da inadimplência foi bastante semelhante ao do endividamento. Enquanto em 2021 o percentual oscilou, chegando a atingir a mínima histórica (5,5%) nos meses de setembro e novembro, em 2022 percebe-se claramente o forte crescimento da taxa, sobretudo no segundo semestre. Desde junho de 2022, o índice vem apresentando variações mensais positivas consecutivas. De janeiro a dezembro, a taxa escalou 10,9 p.p. e fechou o ano em 18,6%, ou seja, quase dois em cada dez estão com contas atrasadas.

O resultado de dezembro é 6,8% superior ao de novembro (17,4%) e é o maior desde março de 2020 (19,2%), início do período mais crítico da pandemia. Na comparação com as taxas médias anuais, o percentual em 2022 é superior apenas a de 2021 (8,5%), mas inferior aos últimos anos da série histórica: 2020 (13,8%); 2019 (17,9%); 2018 (18,9%) e; 2017 (20,3%).

Leia  mais: 77,9% das famílias brasileiras estavam endividadas em 2022

PEIC- Realizada em cinco cidades (Blumenau, Chapecó, Florianópolis, Itajaí e Joinville), a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC) mensura o nível da saúde financeira dos catarinenses. Pondera diversos fatores, como as condições para pagar as dívidas, tempo médio de atraso das contas, parcela da renda comprometida, tipos de dívidas, entre outros. Os dados podem ser importantes ferramentas para avaliar a situação do consumo e de acesso ao crédito no Estado e auxiliar os empresários nas estratégias de vendas e investimentos. Saiba mais

Brasil fecha 2022 com inflação abaixo dos EUA e da Zona do Euro

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a inflação do Brasil em 2022 fechou menor que a dos Estados Unidos e da maior parte das nações da Zona do Euro, como a Alemanha. O feito é inédito, considerando o histórico do IBGE.

Nos EUA, a variação dos preços ficou em 6,5%. Na Zona do Euro, apenas a Espanha teve uma inflação menor que a brasileira em 2022. Ainda assim, a diferença entre espanhóis e brasileiros fechou com números próximos.

No caso do Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, fechou em 5,8%. Para a Espanha, a variação do custo de vida, ficou em 5,6% — quase um empate.

 

Já em países como Alemanha, por exemplo, a diferença foi equivalente a um salto. O custo de vida dos germânicos subiu 9,6% durante 2022. Ou seja: os 4,6 pontos percentuais extras geraram um aumento 65% maior que o brasileiro.

Outras nações europeias que também são conhecidas por sua solidez econômica ficaram com a inflação acima dos dois dígitos. Fato registrado em Áustria (10,5%), Bélgica (10,2%) e Holanda (11%).

Na Zona do Euro, a inflação para 2022 ficou com a média de 9,2%. As piores situações ficaram para Letônia (20,7%), Lituânia (20%) e Estônia (17,5%) — países que no passado fizeram parte da União Soviética, cuja nação mais influente era a Rússia.

No mundo, a inflação deste ano foi impulsionada pela invasão Russa à Ucrânia, que elevou o custo da energia — sobretudo a de origem em matérias-primas como gás natural, carvão e petróleo — e dos alimentos. Além disso, as cadeias globais de suprimento ainda se recuperam da desestruturação causada durante a pandemia por covid-19.

Os acertos para frear a inflação no Brasil

Em meio ao ambiente hostil, o governo brasileiro, sob o comando do ex-presidente Jair Bolsonaro e a orientação do ex-ministro da economia Paulo Guedes, aplicou medidas para amenizar os efeitos. Entre elas, a redução dos impostos sobre o preço dos combustíveis.

O Banco Central (BC) do Brasil, que recebeu sua autonomia no mandato de Bolsonaro, também fez os ajustes necessários, conforme explicou Hugo Garbe, economista-chefe da G11 Finance e professor do curso de economia e finanças da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Política monetária acertada

“Prevendo o incremento da inflação no pós pandemia, o Banco Central do Brasil começou a aumentar a taxa de juros muito antes que os EUA e os países da Europa”, comentou o economista. “Como resultado, o processo inflacionário brasileiro começou a ceder antes. Os norte-americanos começaram a subir os juros quase um ano depois e os europeus demoraram ainda mais.”

De acordo com Garbe, o BC teve uma política monetária muito eficiente diante da crise. Contudo, ele avisa que é importante manter o mesmo rumo.

“Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, enviou uma carta aberta ao Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informando o que foi feito e o que precisa acontecer para continuarmos nesse ritmo”, disse o economista. “O comprometimento fiscal e a responsabilidade nas contas públicas são fundamentais.”

Haddad anuncia medidas de ‘recuperação fiscal’

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira, 12, um pacote de medidas que visa a melhorar a situação fiscal do país neste ano.

Uma dessas medidas é o retorno parcial, a partir de março, da cobrança de impostos federais sobre combustíveis. A proposta está na planilha do Ministério da Fazenda, mas o governo só deve oficializar o retorno da cobrança depois que a nova diretora da Petrobras for empossada.

O ex-presidente Jair Bolsonaro zerou os impostos federais sobre os combustíveis, como forma de amenizar os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional e, consequentemente, frear a alta do combustíveis no país. As medidas eram válidas até 31 de dezembro do ano passado.

 

Em 1º de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva contrariou a decisão de Haddad e assinou um ato que prorrogou a desoneração dos combustíveis. Com isso, as alíquotas Cide-combustíveis, PIS/Pasep e Cofins não vão incidir sobre combustíveis como gasolina e etanol por 60 dias.

Medidas de recuperação Fiscal

O objetivo de Haddad é conter o déficit de R$ 231,5 bilhões previstos no Orçamento da União em 2023. Segundo o governo, as propostas podem ajudar a terminar o ano com saldo positivo de R$ 11,1 bilhões.

Outras medidas também foram apresentadas pelo ministro, como o programa “Litígio Zero”. A proposta permitirá a renegociação de dívidas de pessoas físicas e empresas, com descontos e prazo de até 12 meses para o pagamento.

Haddad anunciou ainda a extinção de recursos de ofício para dívidas abaixo de R$ 15 milhões — quando a Fazenda recorre de uma derrota sofrida na disputa por uma cobrança. Assim, se o contribuinte vencer na primeira instância, o litígio acaba definitivamente. Isso levaria à extinção de cerca de R$ 6 bilhões em cobranças, discutidas em quase mil processos no Conselho de Administração de Recursos Fiscais.

Bolsa tem leve queda depois de anúncio de Haddad

A Bolsa de Valores do Brasil (B3) encerrou com o Ibovespa em ligeira queda de 0,59%, aos 111.850 mil pontos, nesta quinta-feira, 12. Ao mesmo tempo, o dólar terminou o dia cotado em baixa, valendo R$ 5,10. Trata-se do menor valor desde agosto de 2022.

A leve instabilidade do índice brasileiro foi puxada pela espera dos investidores sobre o anúncio das primeiras medidas fiscais do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante coletiva nesta quinta-feira, Haddad apresentou um plano de recuperação fiscal de até R$ 242,7 bilhões, prevendo fechar o ano com superávit de R$ 11,13 bilhões.

Já o dólar respondeu à divulgação dos dados da inflação dos Estado Unidos e seguiu a tendência internacional. A visão global reforça que o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, pode desacelerar o ciclo de alta nos juros.

Outro ponto importante do dia de negociações do mercado foi a identificação de um buraco contábil na varejista Americanas — negociada como AMER3 na Bolsa de Valores — de R$ 20 bilhões. Isso resultou na queda de 77% das ações e na renúncia de seu CEO, Sergio Rial.

Procon-RJ lança cartilha de orientação para compras de fim de ano

Preocupado com problemas que podem surgir para os consumidores neste período de festas de fim de ano, o Procon-RJ lançou cartilha de orientação para as compras natalinas.

A diretora de Atendimento do Procon-RJ, Evelyn Capucho, disse hoje (19) à Agência Brasil que, de modo geral, a autarquia verifica problemas relacionados com a entrega de produtos em compras online, quando a empresa não entrega o produto ou o próprio consumidor não verifica o prazo de entrega da mercadoria, que acaba chegando, às vezes, em data posterior à que ele precisa para presentear.

Outro problema é o da troca, envolvendo desde casos em que esse tipo de política não é informado corretamente ao consumidor até quando este não atenta para tal processo na empresa.

Na cartilha, o Procon-RJ alerta também para a existência de sites fraudulentos, onde o consumidor acaba sendo induzido a chegar por preços mais baixos ou por algum e-mail recebido. “Então, ele clica naquele link e não é o site da loja verdadeira. É um tipo de fraude. São coisas que a gente tenta alertar. São dicas para os consumidores não caírem em golpes, para que não tenham problemas que não são necessários”, afirmou Evelyn.

Nota fiscal

A cartilha de dicas para compras de Natal orienta o consumidor a sempre exigir a nota fiscal. “Se, no ato de receber o produto em uma loja física, que ele peça a nota fiscal; se está trabalhando a compra, e o produto vai ser entregue em casa, porque é uma loja virtual ou ele não está no estabelecimento, que ele tenha o pedido da compra, que guarde e-mails trocados com aquela loja, anote protocolos. Que ele sempre procure ter toda a documentação que registre aquela contratação que está fazendo. E a nota fiscal é importantíssima”, disse Evelyn.

O presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, destacou que a cartilha abrange desde o ato da compra, tanto em lojas físicas como nas virtuais, com os pontos que devem ser observados pelo consumidor, até a entrega e o que deve ser feito nos casos de não recebimento do produto. “Se, ainda assim, o consumidor tiver qualquer problema, ele pode entrar em contato com o Procon através dos canais de atendimento disponíveis no site”, acrescentou Coelho.

Garantia

Evelyn Capucho lembrou ainda a existência da garantia legal, que está atrelada ao fato de se tratar de um produto durável ou não durável. No primeiro caso, a garantia vale por até 90 dias e, no caso de não duráveis, por 30 dias. “Fora isso, é comum que os fabricantes, não é lei, deem uma garantia contratual de até um ano”. A garantia acima da legal, que ultrapassa o prazo de 30 ou 90 dias, é chamada de garantia contratual ou garantia do fabricante. “É importante que o consumidor verifique isso, para saber por quanto tempo vai estar assegurado”.

A cartilha esclarece também o que é a chamada garantia estendida, o que cobre aquele contrato, para saber se há vantagens para o consumidor ou não. Na verdade, a garantia estendida é um contrato de seguro, uma apólice de seguro. Por isso, Evelyn destaca que o consumidor precisa se inteirar da cobertura que é dada para saber se é interessante para ele. “Porque, não necessariamente, o que está ali vai ser igual à garantia legal, que é uma garantia total do produto”, alertou. “Ele pode contratar, mas contratar o que precisa de fato”, completou.

Datas comemorativas

Na opinião da diretora do Procon, o consumidor está mais esclarecido sobre seus direitos, mas, dependendo da época do ano, podem ocorrer problemas. As reclamações recebidas pela autarquia funcionam como um termômetro do que está acontecendo no mercado de consumo. Segundo Evelyn, datas importantes para o comércio, como os dias das Mães, dos Namorados, dos Pais e das Crianças, a Black Friday e o Natal são sempre mais propensas a apresentar problemas.

“Quanto mais movimentado estiver o comércio, maior a chance de problemas. Por isso, procuramos orientar as pessoas para um consumo consciente. Que tenham consciência dos seus direitos que, muitas vezes, ele não observa, na pressa de fazer aquela compra.”

A cartilha pode ser acessada no link https://bit.ly/NatalProconRJ2022

Dólar (USDBLR) sobe ante real após liminar de Gilmar Mendes sobre Bolsa Família

O dólar (USDBLR) subiu frente ao real nesta segunda-feira, após a decisão do ministro do STF Gilmar Mendes de conceder liminar que retira o Bolsa Família da regra do teto de gastos, com investidores tentando entender como a medida afeta a tramitação da PEC da Transição na Câmara dos Deputados.

A moeda norte-americana à vista subiu 0,34%, a 5,3103 reais na venda.

Na B3 (B3SA3), onde os negócios vão além das 17h (de Brasília) o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,19%, a 5,3215 reais.

Gilmar Mendes concedeu na noite de domingo liminar que retira da regra do teto de gastos os recursos para o pagamento do Bolsa Família de 600 reais no ano que vem e permite que o governo federal utilize um crédito suplementar para pagar o benefício.

A decisão de Mendes acontece em meio às negociações na Câmara dos Deputados sobre a PEC da Transição, que busca retirar da regra do teto de gastos recursos para o cumprimento de promessas de campanha feitas pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, entre eles a manutenção do benefício social de 600 reais.

A XP avaliou em nota que o impacto fiscal da liminar de Mendes tende a ser menor que o da PEC da Transição, mas ponderou que “ainda é preciso compreender melhor os detalhes da medida e como isso afeta a tramitação do projeto (PEC) na Câmara”.

Apesar da decisão de Gilmar Mendes, o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta segunda-feira a aprovação da PEC da Transição pelo Congresso.

A proposta, que oferece maior segurança jurídica ao governo eleito, está entrando em uma semana decisiva, depois de o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ter anunciado que a votação do texto acontecerá na terça-feira.

Para Wanessa Guimarães, sócia da HCI Investimentos e planejadora financeira pela Planejar, qualquer leitura de que o Orçamento será estourado ou flexibilizado é negativa para o mercado de câmbio, seja via PEC ou qualquer outro caminho. “A expectativa é de que a gente tenha um dólar crescente daqui para a frente”, avaliou ela, que também prevê muita volatilidade nas negociações desta semana.

No exterior, ajudando a limitar as perdas do real, o dólar caía ligeiramente contra uma cesta de moedas fortes, o que Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, atribuiu a um ajuste depois de ganhos recentes na esteira da decisão de política monetária do Federal Reserve da semana passada.

Embora tenha desacelerado o ritmo de seu aperto monetário em reunião de dezembro, o banco central norte-americano emitiu comunicado mais duro do que o esperado, alertando que sua batalha contra a inflação ainda não acabou, o que despertou temores de que a alta dos juros nos Estados Unidos levará a maior economia do mundo a uma recessão.

Nesse contexto, o dólar foi beneficiado nos últimos dias, já que é considerado aposta segura em momentos de incerteza econômica.

Na última semana antes do Natal, investidores alertavam para volumes reduzidos de negociação no mercado brasileiro.

Maersk busca expandir capacidade de armazenamento na América Latina oferecendo valor na cadeia de suprimentos de seus clientes

Desde 2020, muitas empresas têm enfrentado falta de espaço em seus armazéns devido ao cenário de altos estoques e necessidade crescente de sustentar novos hábitos de consumo após a pandemia.

Dentro desse cenário, há uma maior demanda por instalações eficientes para cobrir todas as necessidades de armazenamento. A busca por soluções no processo de armazenagem tem se tornado cada vez mais importante para as empresas, pois a complexidade ou não em termos de velocidade, controle e visibilidade depende da qualidade de sua administração. A ideia de um novo modelo de solução de armazenamento e distribuição é que os armazéns fiquem mais próximos dos clientes.

Com isso em mente, a Maersk visa conectar melhor a América Latina com o mundo, expandindo seu armazenamento de ponta a ponta e sua rede regional de consolidação/desconsolidação com soluções inovadoras que atendem às necessidades do cliente.

Douglas Tacla, gerente regional de armazenagem e distribuição da Maersk na América Latina, explica que o grupo possui atualmente aproximadamente 350.000 m² de armazéns na América Latina e mais de 20 centros de distribuição com localizações estratégicas em toda a região. Como parte do compromisso de ser um integrador logístico integrado, a Maersk planeja crescer na América Latina para garantir uma rede de armazéns que complemente os planos de crescimento dos clientes e apoie o desenvolvimento da região. 

A Maersk pretende posicionar seus armazéns e centros de distribuição para que tenham conectividade com portos para integração com serviços marítimos, mas também próximos a ferrovias, rodovias e cidades, para melhor conectar toda a região.

Em setembro de 2022, a Maersk inaugurou um novo armazém em Cajamar, em São Paulo, no Brasil, localizado próximo aos principais centros econômicos da região sudeste e estrategicamente próximo aos principais mercados consumidores de varejo, tecnologia e eletrônicos, moda e lifestyle, entre outros. A instalação está localizada a 50 km dos principais aeroportos do Brasil, 120 km do porto de Santos e 30 km de São Paulo, com rápido acesso às principais rodovias.

Além desta nova unidade, o grupo também tem armazém funcionando em Manaus, São Bernardo do Campo, e Itapoá, em Santa Catarina e planeja instalar dois outros armazéns: um no Sul do Brasil e outro na cidade de Extrema, em Minas Gerais. Esses armazéns, localizados em pontos estratégicos, vão atender uma parte essencial para a logística do país.

 

Soluções em infraestrutura e tecnologia

Após a pandemia, com as mudanças nos hábitos de consumo, chegar mais rápido aos mercados e ter grande controle e visibilidade do estoque e se adaptar rapidamente à demanda do mercado é essencial. Atualmente, os sistemas contribuem para um armazenamento mais sustentável e compacto, com uma distribuição eficiente para otimizar o espaço e maximizar as operações, além de acomodar um maior número de produtos.

Segundo Tacla, os esforços da empresa em relação aos serviços de armazenamento e distribuição estão atualmente focados em aumentar a infraestrutura e tecnologia relacionada à inteligência artificial, com o objetivo de ter na América Latina uma capacidade e parâmetros de resposta semelhantes aos da Europa, Ásia e Estados Unidos.

“Uma das grandes vantagens de manter os serviços de armazenagem e distribuição na vanguarda é que eles se integram naturalmente com os serviços de logística de ponta a ponta, que poucas empresas no mundo conseguem oferecer aos seus clientes globalmente”, afirma.

A imprevisibilidade durante a pandemia alimentou novas tendências de armazenamento, muitas das quais devem ter um efeito permanente. Por exemplo, a implementação de tecnologias, digitalização e ar condicionado sustentável em seus armazéns para maximizar as operações e ajudar a reduzir as emissões de carbono.

“O mais recente galpão da Maersk, localizado em Cajamar, em São Paulo, possui certificação LEED Platinum (Leadership in Energy and Environmental Design), que inclui painéis solares na cobertura, sistema de aproveitamento de águas pluviais e gerenciamento de resíduos, isolamento térmico em feltro, além de equipamentos para manuseio de baterias de lítio”, detalha Douglas.

A Maersk se transformou em uma provedora de serviços abrangentes de logística de ponta a ponta, e as soluções de distribuição e armazenamento alavancam operações de rede global compartilhada para ajudar a otimizar as cadeias de suprimentos dos clientes.

Conteúdo Adicional: Armazenamento e Distribuição 

 

Sobre AP Moller - Maersk

A.P. Moller - Maersk é uma empresa de logística integrada que trabalha para conectar e simplificar as cadeias de suprimentos de seus clientes. Como líder global em serviços de transporte, a empresa opera em mais de 130 países e emprega mais de 100.000 pessoas em todo o mundo. A Maersk pretende atingir zero emissões líquidas até 2040 em todo o negócio com novas tecnologias, novas embarcações e combustíveis verdes.

https://www.maersk.com/

Bolsa cai 1,67% e atinge menor nível desde agosto

No dia seguinte à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, a bolsa teve nova queda e atingiu o menor nível desde agosto. A moeda norte-americana teve um dia estável, fechando em leve alta.

O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 107.249 pontos, com queda de 1,67%. O indicador está no menor nível desde 5 de agosto. As ações que mais caíram foram as de bancos privados, sob reflexo da manutenção da taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, e as da Petrobras.

Ontem (7), o Banco Central não mexeu nos juros da economia, que estão no nível mais alto em cinco anos. No entanto, o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou a possibilidade de a Selic permanecer alta por mais tempo por causa da “elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e estímulos fiscais adicionais”, em uma referência à PEC da Transição. Juros altos afastam os investidores da bolsa e estimulam aplicações em renda fixa.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,216, com alta de R$ 0,01 (+0,2%). A cotação teve um dia de idas e vindas, chegando a R$ 5,23 nos primeiros minutos de negociação e caindo para R$ 5,19 algumas vezes ao longo do dia.

Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula alta de 0,27% em dezembro. Em 2022, a divisa cai 6,46%.

Prevista para ser votada pela Câmara dos Deputados na próxima semana, a PEC da Transição foi aprovada ontem à noite em dois turnos pelo Senado com uma diminuição de R$ 30 bilhões em relação ao valor inicial. O montante de despesas fora do teto de gastos caiu de R$ 198 bilhões para R$ 168 bilhões, e o período de exceção caiu de quatro para dois anos.

No exterior, os investidores estão sob a expectativa da próxima reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), que ocorrerá semana que vem. A divulgação da notícia de que os pedidos de seguro-desemprego voltaram a subir nos Estados Unidos aumentou as expectativas de que o Fed comece a desacelerar o aperto monetário, elevando as chances de o órgão elevar os juros básicos da maior economia do planeta em 0,5 ponto percentual, após quatro altas seguidas de 0,75 ponto.

*Com informações da Reuters

Vibe Log recebe Selo Social por projetos sociais desenvolvidos aos funcionários e comunidade itajaiense

O Município de Itajaí, por meio da Secretaria de Promoção da Cidadania, promoveu na noite do dia 07 a cerimônia de certificação do Programa Selo Social. Na edição 2021/2022, foram 66 empresas participantes com 521 projetos analisados para a certificação. A Vib Log foi uma delas, recebendo o selo em evento realizado na sede social do Itamirim Clube de Campo.

O Programa Selo Social é um esforço do Município em incentivar as empresas e organizações que realizam projetos que visem acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e prosperidade. O propósito final é contribuir e promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no município.

A Vibe Log recebeu os selos em reconhecimento aos investimentos sociais destinados ao público interno e externo, assim como por sua regularidade fiscal, contribuindo por meio de suas ações no atendimento às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os projetos apresentados e reconhecidos da Vibe Log foram os seguintes:

Todo dia é dia de prevenção: Contribuir para conscientização da prevenção ao câncer de mama. No decorrer do ano, nossos caminhões Rosas da empresa levam no seu dia a dia a mensagem " Todo dia é dia de prevenção", além distribuir às colaboradoras camisetas compradas nas instituições da nossa cidade para reverter esses valores em atendimentos a pacientes desta doença

Objetivos e metas contemplados:

 ODS3 - Saúde de qualidade

 ODS17 - Parcerias pelas metas

 

 

Contribuir com meio ambiente:

A empresa contribui com o meio ambiente, conscientizando e gerando nos colaboradores a prática sustentável no qual com certeza vai se perpetuar no meio em que vive. Copos e xícaras com o nome do funcionário e a logo da empresa são utilizados na empresa, recicláveis e não descartáveis,

Objetivos e metas contemplados:

 ODS12 - Consumo responsável

 

SETEMBRO AMARELO:  A Vibe Log propaga a informação e fomenta a divulgação do Mês Setembro Amarelo, com ações de conscientização para seus colaboradores. Para isso, palestras são realizadas com psicólogos, como também incentivar todos os colaboradores a vestirem a cor amarela para promover está ação de suma importância para nossa sociedade.

 

Objetivos e metas:

ODS3 - Saúde de qualidade

ODS8 - Empregos dignos e crescimento econômico

 

 

BEM ESTAR:  A Vibelog com o intuito de zelar pelo bem estar de seus funcionários, fornece a todos os colaboradores vale alimentação mensal e também nas datas comemorativas realiza eventos internos (festas fantasias, brindes, café especial) para gerar interação, motivação e sentimento de pertencimento a equipe Vibenífica, além de um momento de convívio e lazer entre seus colaboradores.

Objetivos e metas contemplados:

 ODS8 - Empregos dignos e crescimento econômico

 ODS17 - Parcerias pelas metas

 

Saúde com qualidade: A Vibelog com intuito de prezar pelo autocuidado de saúde dos seus colaboradores e preservar uma boa relação com os mesmos, oferece plano de saúde à todos os seus funcionários. Esse projeto busca incentivar que os funcionários façam visitas periódicas ao médico com o objetivo de zelar pela prevenção de problemas de saúde, além de terem acesso ao pronto atendimento em hospitais e clínicas conveniadas pelo plano, o que facilita e qualifica o atendimento. Após o funcionário ser admitido ele já é incluso no plano empresarial e fica apto a utilizar o plano.

Objetivos e metas:

 ODS3 - Saúde de qualidade

 

A importância da tecnologia na logística aduaneira

Seja em casa, na rua ou no escritório, a tecnologia atua no intuito de otimizar  diversos processos. Da mesma forma funciona a logística aduaneira, que é fundamental para que uma operação de comércio exterior  ocorra de forma eficiente

De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO e fundador da Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma plataforma completa end-to-end, a fim de conectar todos os elos do comércio global com soluções que vão desde o planejamento com data analytics, até a visibilidade avançada de toda a cadeia do supply chain, pode parecer um procedimento simples, mas na verdade é complexo e pode afetar diretamente — de forma positiva ou negativa — toda uma cadeia logística.

São vários os segmentos que fazem parte da logística aduaneira, incluindo armazenagem, movimentação, preparação, separação e transporte de insumos e produtos. Cabem ao setor decisões como exigências sanitárias, desembaraço alfandegário e disposição dessas exigências. Nesse processo, uma figura importantíssima é o despachante aduaneiro. 

Por esse motivo é tão importante acompanhar de perto e saber quais são as melhores alternativas adotadas dentro da logística aduaneira, conforme explica Hofstatter . “ Trata-se de uma peça-chave dentro do Comex para empresas que importam e exportam. Várias etapas diferentes compõem o processo logístico e, dadas as condições, se faz necessária uma estratégia bem traçada. A própria rotina vai demandar o que há de melhor e mais moderno em soluções, ferramentas e sistemas para andamento do trabalho”, aponta o especialista. 

O objetivo de todo o trabalho é entregar o que foi pedido pelo cliente dentro do tempo certo, além de viabilizar o serviço de maneira que não pese no bolso de ninguém, nem traga prejuízos durante o processo do comércio exterior - para todas as partes.

A estratégia logística é conhecida pelos seguintes pilares:

  • Armazenamento de mercadorias.
  • Movimentação e entrega de matérias-primas, insumos e produtos finalizados.
  • Separação e preparação de itens.
  • Transporte de produtos.

Portanto, a tomada de decisão com relação ao qual tipo de regime aduaneiro será adotado faz parte do planejamento logístico. Essa escolha influencia outros elementos, como a contratação de transporte e armazenamento, o que consequentemente impacta nos custos e produção. 

“O papel fundamental da logística aduaneira nas operações internacionais é analisar e estruturar os pedidos para haver um melhor gerenciamento — de acordo com cada uma das empresas”, aponta o CEO. Toda a movimentação de cargas, produtos e itens precisa passar por ela. 

Portanto, um plano bem elaborado pode significar sucesso para o importador após o processo no mercado exterior ser encerrado. Levando esses fatores em consideração, podemos dizer que o processo está presente nas importações e exportações que serão analisadas e executadas. Afinal de contas, armazenamento, transportes e até exigências sanitárias estão sob responsabilidade desse segmento. 

Ele também enumera os principais pontos durante o processo de logística aduaneira: 

  • Documentação e impostos.
  • Cumprimento de exigências, particularidades e legislações próprias e específicas de cada país.
  • Controle de mercadorias.
  • Processos e órgãos envolvidos no Brasil.
  • Tipo de Transporte e agente de cargas.
  • Armazenamento de produtos.

A tecnologia é extremamente essencial ao tratarmos de logística internacional. Isso porque o processo integra as partes administrativas, operacionais e legais relacionadas a uma carga. Por isso, toda ajuda é mais que bem-vinda para facilitar o trabalho no comércio exterior e fazer com que ele seja o mais assertivo possível. “Ao usar a tecnologia a seu favor, o processo de logística aduaneira pode ser monitorado, principalmente quando se opta por uma ferramenta de visibilidade em tempo real, como o LogManager”, destaca Helmuth.

Com a plataforma, é possível monitorar de perto seus embarques, desde a logística internacional até o desembaraço aduaneiro, atualizando-se em tempo real sobre possíveis atrasos. Ela é capaz de monitorar mais de 20 tipos de eventos diferentes ao longo da jornada de embarque da carga.

Sobre a Logcomex

A Logcomex é uma empresa que desenvolveu soluções de tecnologia que oferecem visibilidade avançada, data analytics e automação para o comércio global. Presente em mais de 11 países espalhados em cinco continentes, a Logcomex oferece soluções para toda a cadeia de suprimentos global com visibilidade em tempo real, eficiência na gestão de ponta a ponta da operação e informações estratégicas para as empresas que atuam no comércio exterior. Para saber mais, acesse  https://www.logcomex.com/ 

Sobre Helmuth Hofstatter

Empreendedor apaixonado por tecnologia e inovação, possui mais de 12 anos de experiência no segmento de logística internacional, fundador da Logcomex,que desenvolveu soluções de tecnologia que oferecem visibilidade avançada, data analytics e automação para o comércio global. É especialista em gestão de produtos e nas mais diversas soluções voltadas ao universo do comércio exterior.

Mario da Silva é o novo presidente da CDL Itajaí

A eleição para escolha da nova diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itajaí contou com chapa única e ocorreu nessa terça-feira, 29. O empresário Mario da Silva, 60 anos, atual diretor de SPC da entidade foi o escolhido para presidir a CDL nos próximos 2 anos. 

Marinho, como é conhecido, é empresário do ramo de colchões, em Itajaí e está no associativismo há 7 anos. 

O dirigente assume a gestão no dia 1 de janeiro de 2023.  “Será uma honra estar na direção desta entidade onde já passaram vários dirigentes reconhecidos e que contribuíram tanto para a nossa entidade e desenvolvimento do setor. Nosso grande desafio será dar continuidade a excelente gestão do Presidente Laerson. Um dos nossos objetivos será o de criar um acervo contando a história da CDL de Itajaí. Um material capaz de ilustrar a dimensão e importância desta entidade”, comentou.

Nos últimos seis anos, a CDL Itajaí é presidida por Laerson Batista da Costa.

Verner Dietterle é reconduzido à presidência da ACIN

O empresário do ramo da construção civil, Verner Dietterle, vai presidir a Associação Empresarial de Navegantes (Acin) em 2023 e 2024. A eleição ocorreu, por aclamação, em Assembleia Geral Ordinária, realizada nesta terça-feira (29/11) na nova sede da entidade, localizada na Avenida Prefeito José Juvenal Mafra, Nº 696, 1º andar, Centro.
Em sua fala o presidente eleito destacou a importância dos Núcleos Setoriais e do envolvimento dos diretores e associados nas ações da entidade. Verner também agradeceu o trabalho da sua atual diretoria, citando algumas ações realizadas nos últimos dois anos. Em sua nova gestão, o empresário pretende fortalecer, ainda mais, a relação com os associados, bem como com o poder público municipal. “Vamos trabalhar para desenvolver cada vez mais a nossa entidade, estabelecer novas parcerias e soluções empresariais, visando sempre o bem comum e o crescimento sustentável do setor”, destacou o presidente eleito.  
Diretores e associados acompanharam a eleição. A posse da nova diretoria deve ocorrer no início de 2023, juntamente com a inauguração oficial da nova sede. A chapa eleita para conduzir a gestão 2023/2024 conta com novos nomes em sua composição, confira:

DIRETORIA EXECUTIVA
Presidente: Verner Dietterle - (CAS Empreendimentos)
1º Vice-Presidente: Ricardo Muniz Ventura - (Advogado)
Secretária Geral: Jamille Vargas – (Construtora e Incorporadora Copas)
1º Secretário: Elton Carlos Sorato – (Borges Sorato Advogados Associados)
Tesoureiro Geral: Roger Teixeira da Silva – (Giba Auto Center)
1ª Tesoureira: Aline Camila Kuehn Wergutz – (Credifoz).

CONSELHO FISCAL – MEMBROS EFETIVOS
1ª Conselheira: Marilusa Mendes de Cordova Nascimento (Novaclin Odonto Atendimento)
2ª Conselheira: Debora Celine B. dos Santos (Expresso Contabilidade)
3º Conselheiro: Paulo Reiser (Blive in Pets).
CONSELHO FISCAL – MEMBROS SUPLENTES
1º Suplente: Mario Capella (Contabilidade Rafer)
2º Suplente: Misael Salvio Mateus (Mateus Móveis)
3ª Suplente: Ana Paula Peters (Peters Shop).

CONSELHO DELIBERATIVO
Presidente: Verner Dietterle (CAS Empreendimentos)
1ª Conselheira: Fernanda Talita Emmerich (Corretora de Imóveis)
2º Conselheiro: Jean Pablo Kumerow (Corretor de Imóveis)
3ª Conselheira: Claudia Mueller (Sicredi)
4º Conselheiro: João Goedert Gonçalves (JGoedert Imóveis)
5º Conselheiro: Rinaldo Luiz de Araújo (Navel Imóveis)
6º Conselheiro: Alexandre Pedro Dias (Inbrasul)
7º Conselheiro: Ruy Mena Barreto (Recicla Ambiental)
8º Conselheiro: Osmari de Castilho Ribas (Portonave)
9º Conselheiro: Juliano Perin (Subway)
10º Conselheiro: Jean Vargas (Instaladora Vargas)
11º Conselheiro: Luiz Fernando A. Junior (Safflog)
12º Conselheiro: Mateus Wergutz (Tintarte)
13º Conselheiro: Diogo André Miguel (Cadin Imóveis)
14° Conselheiro: Everton Ricardo de Almeida (Maga Empreendimentos)
15ª Conselheira: Cristiane Mathiola (Mathiola Imóveis)

Perfil do Presidente reeleito:
Verner Dietterle tem 59 anos de idade, é casado com a Sra. Marla Fengler Dietterle e pai da engenheira, Jamile Dietterle. O empresário da construção civil é natural de Ijuí no Rio Grande do Sul, mas atua em Navegantes há 29 anos como diretor da CAS Empreendimentos Ltda, tempo que também integra o quadro de associados da Acin. Verner Já foi diretor da entidade por várias gestões. Atualmente responde pela presidência da entidade e também integra o Núcleo da Indústria da Construção Civil da Acin, o qual já foi coordenador.  É associado ao Sinduscon Itajaí e membro do Instituto Renova Navegantes.

 

Da esquerda para direita: 1ª Tesoureira: Aline Camila Kuehn Wergutz, 1º Vice-Presidente: Ricardo Muniz Ventura, Presidente: Verner Dietterle, Secretária Geral: Jamille Vargas, 1º Secretário: Elton Carlos Sorato, Tesoureiro Geral: Roger Teixeira da Silva.

Empreendimento de luxo inspirado em Sandringham House será lançado em Itapema (SC)

Após 10 meses de muitas pesquisas, incluindo uma viagem a Londres, a Gessele Empreendimentos, conhecida por seus residenciais de luxo inspirados na realeza europeia, anunciou o pré-lançamento do Elizabeth II Royal Home, em homenagem à monarca com o maior reinado do trono britânico. “Sempre levamos Elizabeth II como exemplo de conduta, ética e valores. Nos inspiramos nela, em como honrava seu trabalho e colocava o dever para com o povo - em nosso caso com os clientes - acima de tudo. Essa novidade já vinha sendo almejada e estudada há muito tempo e, agora, até mesmo como mais uma forma de homenagear seu legado, ela está saindo do papel”, destaca o sócio da construtora, João Marlezio Conhaqui.
            Assim como os outros empreendimentos da Gessele, que têm sua arquitetura inspirada em castelos ou residências reais, o Elizabeth II Royal Home trará traços de Sandringham House. A propriedade, localizada na freguesia de Sandringham, em Norfolk, foi adquirida pela família real em 1862, e era a casa de campo preferida de Elizabeth II, onde passava datas importantes, como o Natal. Inclusive, foi na mansão que ela transmitiu sua primeira mensagem de Natal televisionada, em 1957. “É um lugar de lazer, para reunir a família, amigos e, por isso, achamos que seria uma perfeita inspiração, pois é justamente essa atmosfera que desejamos ao nosso empreendimento: um lugar aconchegante e confortável para passar momentos especiais. Sandringham House também já foi considerada a casa mais confortável da Inglaterra”, pontua o sócio.
            Em março deste ano, ao lado da sócia, Paula Daniela Gessele Conhaqui, João passou alguns dias em Londres para conhecer de perto a construção que inspirou o empreendimento da construtora de Itapema (SC). “Ainda estamos em fase de projeto, nos ajustes finais, mas os tijolinhos de Sandringham House certamente estarão presentes”, complementa. 
 
Luxo e sustentabilidade
Elizabeth II Royal Home terá 27 andares, sendo dois apartamentos por andar, mais penthouses, aproximadamente 1.358 metros quadrados de área de lazer e uma vista definitiva para o mar. O conceito diferenciado no estilo clássico e contemporâneo, rico em detalhes e sofisticação, já característico da Gessele, também se fará presente neste empreendimento, além de algumas novidades. “Internamente, este lançamento contará com algumas exclusividades, como o piso de mármore aquecido e paredes revestidas em mármore no banheiro da suíte Real e o vacpan na cozinha, uma central de aspiração que ajuda a recolher a sujeira rapidamente”, ressalta Conhaqui. As unidades custarão, em média, R$ 5 milhões.
Os cuidados com o meio ambiente também se fazem presentes na concepção e desenvolvimento do empreendimento por meio do Eco Royal, projeto interno de sustentabilidade da construtora. Entre eles está o gerenciamento de resíduos da construção; sistema sustentável de captação de água da chuva para as áreas comuns; tratamento de ozônio na caixa d’água para tornar potável a água das torneiras e também nas piscinas; sistema antirruídos entre os pavimentos com lã de PET, solução sustentável,
inteligente e eficaz; vidros duplos laminados com proteção UVA e UVB com isolamento e infraestrutura para recarga de carros elétricos.            
 
Gessele celebra 10 anos de história
Além do importante lançamento, em outubro, a Gessele Empreendimentos celebrou 10 anos no mercado de luxo. A história começou quando os sócios, João Marlezio Conhaqui e Paula Daniela Gessele Conhaqui, notaram uma necessidade no setor. Na expectativa de entregar exatamente o que o cliente vê nas divulgações sobre os empreendimentos, incluindo os mínimos detalhes, e mais, ir além do esperado, o casal lançou a empresa. Os empreendedores apostaram na admiração pelos costumes da realeza europeia para trazer esse diferencial à região e, hoje, contam com uma equipe de aproximadamente 70 pessoas.
A aposta da Gessele é em Itapema (SC), segunda cidade catarinense na lista do mais elevado metro quadrado do país (R$ 9.958,00/m²). O município ocupa a quarta posição, atrás de Vitória (3º), São Paulo (2º) e Balneário Camboriú, que está no topo do estudo feito pela plataforma Zap Imóveis. Até o momento, três empreendimentos de luxo já foram entregues: Joseph II, Marie Antoinette e Louis XV. Ainda em construção, os residenciais Francisco l e George VI, com entregas previstas para 2023 e 2025, respectivamente, já superaram a tabela de mercado, alcançando uma valorização superior a 100%. 
Para um futuro breve, os sócios projetam o lançamento de mais um empreendimento inspirado na realeza britânica e a inauguração do Maison Gessele, o escritório da empresa que será inaugurado no primeiro semestre de 2023. Nele, corretores, clientes e amigos serão recepcionados com conforto, luxo e um ambiente aconchegante, tudo projetado para o bem receber.

 

Santa Catarina amplia exportações de carnes e faturamento passa de US$ 3,1 bilhões

Referência internacional na produção de carnes, Santa Catarina segue batendo recordes nas exportações. De janeiro a outubro deste ano, o estado embarcou 1,41 milhão de toneladas de carnes, gerando receitas que passam de US$ 3,1 bilhões – uma alta de 11,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
 
“O Governo do Estado recebe com muita alegria os números das exportações de carnes de Santa Catarina. Esse excelente resultado é fruto de um árduo trabalho dos nossos produtores rurais, dos técnicos, cooperativas, agroindústrias e também do Estado, que tem como papel principal prover a defesa agropecuária e garantir a sanidade animal dos nossos rebanhos. Ficamos muito felizes, mas isso aumenta o nosso compromisso em continuar investindo e cuidando da sanidade animal aqui no nosso estado para que siga como grande fornecedor de proteína animal para todo o mundo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto. 
 
Os valores levam em conta os embarques de carne suína, frangos, perus, patos, marrecos e bovinos. Considerando apenas o mês de outubro, Santa Catarina exportou 139,8 mil toneladas de carnes com um faturamento de US$ 324,9 milhões, 7,2% a mais do que em 2021.
 
Carne de frango
 
Segundo maior produtor de carne de frango do país, Santa Catarina exportou 846,1 mil toneladas do produto em 2022, gerando US$ 1,8 bilhão em receitas. O faturamento é 20% maior do que no mesmo período do ano anterior.
 
O bom desempenho é explicado pela alta nos embarques para os principais mercados compradores, com destaque para os Países Baixos (25,2%) e Arábia Saudita (25,1%). O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, ressalta ainda que a carne de frango apresenta forte valorização no mercado internacional, o que tem gerado sucessivas elevações no valor médio da tonelada.
 
“As exportações devem se manter estáveis ao longo do ano, com perspectiva de alta em relação ao valor exportado no ano anterior. Esse cenário é resultante, principalmente, das dificuldades enfrentadas por outros importantes exportadores, como é o caso dos Estados Unidos e alguns países da União Europeia, principalmente em função de focos de gripe aviária, que restringem o comércio internacional dos mesmos. Além disso, o conflito entre Rússia e Ucrânia também tem afetado a oferta do produto, já que a Ucrânia é um relevante exportador, principalmente para o mercado europeu”, destaca Giehl.
 
Carne suína

De janeiro a outubro de 2022, Santa Catarina exportou 497,9 mil toneladas de carne suína, com um resultado financeiro de US$ 1,1 bilhão. O estado responde por 55% dos embarques brasileiros e é o maior produtor de carne suína do país.
 
Em agosto, os catarinenses atingiram o recorde histórico nos embarques do produto com 62,2 mil toneladas embarcadas em um único mês – 40% a mais do que em 2021.

Becomex celebra nova etapa com inauguração de moderno escritório em Joinville/SC

A Becomex inaugura seu reformado, ampliado e moderno escritório em Joinville/SC. A inauguração acontece no mesmo ano em que a empresa completa 15 anos de atividades no Brasil e no momento em que está alinhada com os mais modernos conceitos de gestão corporativa, com foco na plena satisfação e valorização de seus profissionais. 

Recentemente, a Becomex implantou novos escritórios funcionais também na capital paulista, inaugurado em abril. A inauguração do espaço em Joinville, próximo ao Garten Shopping, um dos locais mais valorizados da cidade, contou com um evento especial com toda equipe de profissionais, parceiros, clientes, fornecedores e autoridades locais.  

A trajetória da empresa teve início em 2007, em Joinville. Na ocasião, sete amigos liderados por Jaly Paiva, matemático, metalúrgico e hoje diretor-presidente da Becomex, se propuseram a oferecer serviços de inteligência fiscal com o propósito de tornar as empresas da região mais competitivas e rentáveis. Com resultados práticos visíveis já com os primeiros clientes, em pouco tempo a Becomex se transformou em uma grande empresa, passando a atuar em diversos setores e atendendo grandes corporações em todo o País. 

Atualmente são 500 profissionais especializados atendendo um rol de mais de mil grupos econômicos nos mais variados segmentos, com ênfase no setor Automotivo, Óleo, Gás e Energia, Agronegócio, e Indústria de Transformação. 

Há dois anos, a Becomex consolidou uma aliança com a Deloitte para prover estratégias de negócios colaborativas pela competitividade da indústria brasileira. O trabalho permite uma abordagem de colaboração entre todos os elos da cadeia produtiva, e tem como objetivo apoiar a redução estratégica de custos e possibilitar o aumento da eficiência operacional. 

Ao longo dos últimos 15 anos, a Becomex é a única empresa do setor a ter desenvolvido uma estratégia de colaboração em cadeia e hoje é líder nacional em regimes especiais, com redução de sete bilhões de reais em custos de produção e nove bilhões de reais em carga tributária para os seus clientes. Com isso, alcançou o posto de uma das maiores consultorias tributárias do País. 

Em 2021 a empresa teve faturamento recorde de 124 milhões de reais e as perspectivas são de crescimento de 30% em 2022, com um faturamento previsto de cerca de 300 milhões de reais até 2025.

Um novo endereço para uma nova realidade

Uma das vantagens trazidas pelo novo espaço é a unificação das operações da Becomex com a Becomex Lab, que antes estavam instaladas em ambientes físicos diferentes. A Becomex Lab foi criada em 2018 e é responsável pela tecnologia que sustenta as linhas de negócio da Becomex, além de prover o mercado com soluções de softwares de alta performance e aderentes aos mais diversos setores de atividades do País.

“Hoje temos em nosso escritório de Joinville um dos melhores centros tecnológicos do Brasil, dotado de Inteligência Artificial, Machine Learning e robôs (RPA), que mostram os resultados de maneira específica para cada tipo de função tributária e por meio da mesma plataforma, facilitam o acesso, a gestão e a auditoria dos dados fiscais dentro das empresas”, comenta Marcos Bregantim, CEO da empresa. 

Para fazer frente à enorme quantidade de dados por trás de sua operação, a Becomex se tornou uma das únicas consultorias brasileira certificada com o ISO 27001. Essa certificação garante a conformidade do seu sistema de gestão da segurança da informação, baseada na referência internacional em segurança da informação ISMS – Information Security Management System, método estruturado que descreve os controles que uma organização precisa implementar para garantir a proteção das informações contra vazamentos, ameaças e outras vulnerabilidades.

“A tecnologia e a inteligência artificial estão presentes no dia a dia de nossas atividades e por isso decidimos reunir em um só local o Becomex Lab e os escritórios da Becomex, criando uma integração total através da concepção arquitetônica sustentável, favorecendo um ambiente corporativo mais humano e sociável. Para isso, os colaboradores participaram ativamente do andamento das obras e ficou ainda mais evidente para todos o quanto a tecnologia permeia o nosso negócio”, diz Bregantim. 

De acordo com o executivo, a ideia do novo escritório é de promover o bem-estar dos colaboradores, redefinindo o ambiente de trabalho ao oferecer, por exemplo, área destinada à diversão e interação como sala de descompressão com games, área gourmet para um bate-papo durante o café e “sobretudo, um ambiente descontraído e humanizado, valorizando a saúde mental da equipe e gerando, assim, mais motivação, engajamento e espírito de pertencimento”, acrescenta Bregantim.

O novo endereço possui dois mil metros quadrados e seu projeto foi assinado pelo time da AKMX Arquitetura Corporativa, um dos principais escritórios de arquitetura, engenharia e obras empresariais do País nas áreas corporativas, industriais, saúde e varejo, com espaços projetados que ultrapassam 1.2 milhão de m² no Brasil, China, Estados Unidos e Áustria.

“Esse novo espaço tem a identidade da Becomex e segue nossa cultura corporativa.  Entendemos que hoje existe uma nova realidade voltada aos ambientes de trabalho e pensamos nisso ao criar esse novo escritório, tanto no sentido de estarmos atualizados com relação as novas tendências, como também para tornar o trabalho presencial mais atrativo, como uma oportunidade para conectar os colaboradores que se sentirão acolhidos quando estiverem por aqui. Na Becomex, seguimos com um sistema híbrido, que contempla dias de presença física e dias no formato home office”, explica Karin Barea, Gerente de Marketing da Becomex.

“É muito gratificante comandar uma operação que chega aos 15 anos de atividades com resultados tão positivos e, principalmente, com uma equipe de colaboradores que possuem qualificação para atender demandas específicas de diversos segmentos da economia. Por isso seguiremos inovando em inteligência tributária, agora ainda mais motivados por estarmos em um ambiente de trabalho mais humanizado e, seguramente, mais acolhedor”, finaliza Bregantim.

Cesar Cielo participa das comemorações dos 15 anos da Becomex

O nadador Cesar Cielo, único campeão olímpico da natação brasileira, participa das campanhas publicitárias em comemoração aos 15 anos de história da empresa no Brasil.  

A campanha vem sendo veiculada desde o início de 2022 em mídias estratégicas para o negócio da empresa, além de redes sociais, outdoor em ruas e aeroportos de Joinville. O objetivo é de impactar grandes grupos econômicos no País, hoje o seu principal público.  

Arrecadação federal é de R$ 166,28 bilhões em setembro

A União arrecadou R$ 166,28 bilhões em impostos em setembro, de acordo com dados divulgados hoje (25) pela Receita Federal. Na comparação com setembro do ano passado, houve um crescimento real de 4,07%, descontada a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O valor é o maior desde 2000, tanto para o mês de setembro quanto para o período acumulado.

No acumulado do ano, a arrecadação alcançou R$ 1,63 trilhão, representando um acréscimo pela inflação de 9,52%. Os dados sobre a arrecadação de setembro estão disponíveis no site da Receita Federal.

Quanto às receitas administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado, em setembro, foi de R$ 159,60 bilhões, representando um acréscimo real de 2,65%, enquanto no período acumulado de janeiro a setembro a arrecadação alcançou R$ 1,53 trilhão, alta real de 7,64%.

A alta pode ser explicada, principalmente, pelo crescimento dos recolhimentos do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incide sobre o lucro das empresas. Segundo a Receita, eles são importantes indicadores da atividade econômica, sobretudo o setor produtivo.

O IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 28,42 bilhões, com crescimento real de 9,85% em relação ao mesmo mês de 2021. Esse resultado é explicado pelo acréscimo real de 13,28% na arrecadação da estimativa mensal de empresa não financeiras. Na apuração por estimativa mensal, o lucro real será apurado anualmente, sendo que a empresa está obrigada a recolher mensalmente o imposto, calculado sobre uma base estimada.

A Receita observa ainda que houve pagamentos atípicos de IRPJ e CSLL de, aproximadamente, R$ 2 bilhões, por empresas ligadas ao setor de commodities, associadas à mineração e extração e refino de combustíveis.

No acumulado do ano, o IRPJ e a CSLL totalizaram R$ 371,72 bilhões, com crescimento real de 20,48%. Esse desempenho é explicado pelos acréscimos de 82,41% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, decorrente de fatos geradores ocorridos ao longo de 2021, e de 19,81% na arrecadação da estimativa mensal.

“Destaca-se crescimento em todas as modalidades de apuração do lucro. Além disso, houve recolhimentos atípicos da ordem de R$ 37 bilhões, especialmente por empresas ligadas à exploração de commodities, no período de janeiro a setembro deste ano, e de R$ 31 bilhões, no mesmo período de 2021”, informou a Receita.

Já as receitas extraordinárias foram compensadas pelas desonerações tributárias. Apenas em setembro, a redução de alíquotas de PIS/Confins sobre combustíveis resultou em uma desoneração de R$ 3,75 bilhões. No ano, chega a R$ 14,60 bilhões. Já a redução de alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados custaram R$ 1,9 bilhão à Receita no mês passado e R$ 11,50 bilhões no acumulado de janeiro a setembro.

“Sem considerar os fatores não recorrentes, haveria um crescimento real de 9,02% na arrecadação do período acumulado e de 6,37% no mês de setembro de 2022”, informou o órgão.

Outros destaques

Outro destaque da arrecadação de setembro foi a Receita Previdenciária, que alcançou R$ 45,77 bilhões, com acréscimo real de 4,84%, em razão do aumento real de 8,50% da massa salarial. No acumulado do ano, o resultado chega a R$ 393,36 bilhões, alta real de 6,19%. Esse último item pode ser explicado pelo aumento real de 6,43% da massa salarial e pelo aumento real de 18,72% na arrecadação da contribuição previdenciária do Simples Nacional de janeiro a setembro deste ano, em relação ao mesmo período de 2021.

Além disso, houve crescimento das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em razão da Lei 13.670/18, que vedou a utilização de créditos tributários para a compensação de débitos de estimativas mensais do IRPJ e da CSLL.

O Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) - Rendimentos de Capital teve arrecadação de R$ 6,73 bilhões no mês passado, com acréscimo real de 86,41%. De janeiro a setembro, o valor chega a R$ 62,58 bilhões, alta real de 62,80%. Os resultados podem ser explicados em razão da alta da taxa Selic, que influenciou os recolhimentos dos rendimentos dos fundos e títulos de renda fixa.

O IRRF - Rendimentos do Trabalho apresentou uma arrecadação de R$ 13,25 bilhões em setembro, crescimento real de 6,71%.

Indicadores macroeconômicos

A Receita Federal apresentou ainda os principais indicadores macroeconômicos que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação, tanto no mês quanto no acumulado do ano. Entre eles está a venda de serviços, com crescimento de 8% em agosto (fator gerador da arrecadação de setembro e 8,63% no ano) e a massa salarial, que mantém crescimento significativo de 17,96% no mês (17,91% no ano), em relação ao mesmo mês de 2021.

O valor em dólar das importações também cresceu 24,83% em relação a agosto do ano passado (27,10% no ano).

A produção industrial teve crescimento de 4,11% em agosto, mas apresentou queda de 1,48% no acumulado do ano, comparado ao período de janeiro a agosto de 2021. Já a venda de bens teve queda de 0,70% no mês e 1,16% no ano.

Draga holandesa trabalha intensamente no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes

Nesta segunda-feira, 24, a draga holandesa do tipo Hopper, Lelystad, recebeu a visita de diretores da Superintendência do Porto de Itajaí, Delegacia da Capitania de Portos de Itajaí, e prefeitura de Itajaí, para uma visita técnica, objetivando como são feitos os serviços gerais de manutenção no Canal de Acesso do Complexo Portuário.

Sua função é a manutenção ou reestabelecimento da profundidade dos canais interno e externo e da Bacia de Evolução, definidos em 14 metros e em 14,5 metros.

Participaram da visita técnica, o Prefeito do município em Exercício, Marcelo Sodré, diretores da Superintendência do Porto de Itajaí, Ronaldo Camargo Souza, Diretor Geral de Administração e Finanças, Jucelino dos Santos Sora, Diretor de Engenharia, Bruna Calloni, Coordenadora de Gestão de Obras e Projetos, e o Delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, Capitão de Fragata, Eduardo Rodrigues de Lima.

“Foi possível visualizar a tecnologia que é implementada para receber os navios e manter o calado. Coisa que nós em solo firme do município não sabemos ou entendemos que é preciso. Se não tiver capacidade suficientemente adequada de calado não temos um porto movimentado e trazendo os dividendos para a cidade”, comenta o prefeito de Itajaí em Exercício, Marcelo Sodré.

Com um sistema de sucção “hopper”, a Lelystad realiza a dragagem, transporte e descarga com equipamentos que aspiram resíduos do solo, armazenando-os em uma cisterna. Após isso, guarda os sedimentos até o local de descarte (bota-fora), afastado da costa.

“Esse trabalho continuo de dragagem, sobretudo de manutenção do calado, é para viabilizar que navios entrem de maneira segura junto ao canal possibilitando o desenvolvimento da nossa economia. Temos uma característica especifica por conta da margem do Rio-Itajaí-Açu, por isso a dragagem acontece de forma constante, em dois sistemas. Um de injeção de água, e outro da draga hopper que suga o material e manda para a cisterna, para ação do bota-fora, no quadrante sul e quadrante norte”, diz o Diretor-Geral de Engenharia, Jucelino dos Santos Sora.

A ação de descarte pode ser feita em até 12 viagens por dia para o despejo dos sedimentos coletados, com um afastamento de até 10 quilômetros de distância do canal de acesso, o equivalente a 5 milhas náuticas.

Durante ação de dragagem, a Lelystad consegue retirar 10.000 metros cúbicos de sedimentos no fundo do Rio Itajaí-Açu – utilizando-se de tubos a bordo.

“Estamos fazendo intensamente o circuito de dragagem completo, até o campo de despejo (bota-fora), acompanhados da comitiva do Porto de Itajaí e da Prefeitura de Itajaí para se familiarizarem com essa operação fundamental. A manutenção das profundidades navegáveis no interior do porto e no canal externo é feita até alcançar a profundidade natural suficiente. Durante esta operação fizemos a parte da dragagem dentro do canal interno, recolhemos o tubo de dragagem e navegamos na velocidade máxima até a área de despejo. Agora estamos retornando para realizarmos mias um ciclo”, comenta um dos diretores da empresa Van Oord, Antônio Seabra.

Com bandeira internacional da Holanda, a embarcação possui 136,97 metros de comprimento e 26 metros de largura (boca), tendo sido construída no ano de 1986 (36 anos de uso). Seu peso bruto é de 13.200 toneladas, e comporta ainda dois motores diesel Wartsila de nove cilindros cada.

O serviço prestado pela draga Hopper Lelystad integra o plano contratual da Autoridade Portuária com a empresa Van Oord, responsável pela manutenção do calado operacional do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes desde 1999, com 20 anos de atuação.

Metade dos consumidores já foi vítima de fraude no e-commerce, diz pesquisa
O e-commerce recuou pela primeira vez na história mundial puxado pela alta da inflação. Mesmo assim, no Brasil, o comércio eletrônico movimentou R$ 118,6 bilhões no primeiro semestre de 2022, de acordo com o relatório Webshoppers, da Nielsen. 
 
Mas, quem é esse consumidor de varejo online? Para entender o perfil e a relação com transações e compras, incluindo questões sobre percepção de segurança e fraudes, a Unico, pioneira e líder em identidade digital no Brasil, realizou uma pesquisa durante o mês de setembro, em território nacional, considerando maiores de 18 anos que realizam compras online pelo menos uma vez a cada dois meses, sendo a última há 30 dias ou menos.
 
O Sudeste concentra o maior número desses consumidores , com 41%, seguido de Nordeste e Sul, com 21%, e Norte e Centro-Oeste, com 17%. A maioria dessas pessoas tem entre 18 e 34 anos (62%) e faz parte das classes A e B (59%). As mulheres representam 53% e são as que mais compram pelo celular (80%), assim como a geração Z (77%), se comparados à média nacional dos respondentes da pesquisa (que é de 70%). 
 
Dos entrevistados, 58% compram online pelo menos duas vezes ao mês, sendo que o percentual sobe para 63% nas classes A e B. A população negra (pardos e pretos) tem preferência pela compra em aplicativos próprios de lojas, com 64% das respostas.
 
“O brasileiro adotou a compra online no seu dia a dia e certamente a pandemia intensificou o meio digital. Ainda que não seja tão visível, as tecnologias são grandes protagonistas nesse crescimento, garantindo mais agilidade, proteção, redução de burocracias e uma melhor experiência ao cliente”, comenta Marcelo Zanelatto, sócio-diretor da Unico.
 
O fantasma da fraude
No início do ano, o Serasa anunciou que 2021 foi um ano recorde para as tentativas de fraude, com um aumento de quase 17%, chegando à marca de quatro milhões. Até setembro de 2022, a Unico identificou mais de 3,3 milhões de tentativas, indicando que neste ano teremos novo aumento.
 
Das tentativas de fraudes, 55% acontecem em compras cotidianas, mas 22% se concentram na Black Friday. Datas comemorativas, como Dias das Mães ou dos Pais, aparecem em terceiro, com 20%, seguido por Natal, com 16% de ações fraudulentas. Metade dos entrevistados afirmaram que já foram vítimas de algum tipo de golpe, a maioria na etapa de logística, ou seja, no recebimento do produto. Mas fraudes de identidade também são comuns:
 
• 45% - Nunca receberam a compra
• 38% - Receberam algo diferente do pedido
• 25% - Precisaram fazer uma alteração ou troca e não conseguiram mais contato
• 23% - Sofreram roubo de dados bancários / clonagem de cartões
• 15% - Sofreram roubo das credenciais de acesso / conta hackeada
 
“A pesquisa apontou que quase metade das pessoas nunca recebeu a compra. Isso pode ocorrer por meio de sites falsos, que, inclusive, servem para roubar os dados dos consumidores. Mas também ocorre pela criação de lojas laranjas em marketplaces, com documentações que não existem. Nesse aspecto, a autenticação por biometria facial é uma das maneiras mais rápidas e eficazes de conter esse tipo de ação”, completa Zanelatto.
 
(In)Segurança
Preço baixo, entrega grátis e rápida continuam sendo líderes quando o assunto é decidir ou não pela compra no e-commerce. A insegurança aparece em três de oito motivos para abandonar um carrinho para os entrevistados, sendo que 26% deles sentem mais medo no momento de pagamento.
 
Ainda que 54% dos respondentes prefiram cadastrar seus dados manualmente, e enxerguem um menor grau de segurança nesse processo, 9 em cada 10 respondentes estariam dispostos a usar a biometria facial no momento do cadastro no e-commerce para ter mais segurança. A tecnologia também é apontada por 84% das pessoas como maior garantia de privacidade de dados no momento do login. Para 61% dos entrevistados que foram vítimas de fraude, a biometria facial já é uma realidade quando o assunto é segurança.
 
“É preciso tornar a biometria facial mais presente na sociedade, como os bancos têm feito por meio de campanhas educativas para evitar os golpes. A Unico está, há pelo menos seis anos, desenvolvendo e avançando em soluções de autenticação por biometria facial. A maioria dos grandes varejistas já utilizam o nosso ecossistema de soluções para facilitar processos de cadastro, agilizar ações como logins e transações em plataformas digitais (sites ou aplicativos do varejo, bancos etc.) e de reduzir o roubo de identidade e as tentativas de fraude. Tudo por meio de uma tecnologia eficaz que garante que você é realmente quem diz ser", conclui Marcelo Zanelatto, sócio-diretor da Unico.
Na vanguarda: CEOs de grandes corporações e gestores de corporate venture capital debatem sobre modalidade de investimento que fomenta inovação

Impulsionar a inovação e a criação de soluções inteligentes e úteis, nos mais variados setores, e ainda ter retorno financeiro com esta operação. Essa é a ideia por trás do Corporate Venture Capital (CVC), uma modalidade de investimento por meio do qual grandes corporações investem diretamente em startups e empresas inovadoras ou em fundos que realizam a operação. Incentivadora de fundos de investimentos como esses, criados especialmente para acompanhar a “disrupção” tecnológica e a rápida e intensa transformação digital do planeta, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) organiza desde 2015 o Corporate Venture in Brasil (CV in Brasil), realizado em parceria com a Global Corporate Venturing (GCV). A sexta edição do evento ocorrerá nesta semana, nos dias 25 e 26 de outubro, no Hotel Intercontinental, em São Paulo. 

A movimentação do mercado envolvendo esse tipo de negócio nunca esteve tão crescente, não só pela quantidade de novos anúncios públicos de CVCs, mas pela premência do tema. Segundo levantamento realizado pela ApexBrasil, entre 2016 e 2021, houve um salto de 800% no número de corporações investindo dessa forma, passando de 13 para 104. No mundo todo, de acordo com dados do GCV World of Corporate Venturing, em 2013, eram 501 fundos de CVC existentes e, em 2020, esse número havia saltado para 2.206. Em novembro, uma nova atualização da pesquisa brasileira deverá mostrar ascensão ainda maior nos fundos de CVC existentes no Brasil, demonstrando, portanto, a consolidação dessa prática no país. 

"Com o Corporate Venture Capital, que é a junção das lógicas de inovação aberta e Venture Capital, as grandes companhias injetam recursos para fazer com que a inovação cresça e se desenvolva ainda mais rapidamente. O objetivo é garantir que essa inovação, oferecida pelas startups, se torne uma tendência de mercado na forma de produtos ou serviços ou, ainda, traga ganhos de eficiência para operação, reduzindo custos e otimizando processos. Com o Corporate Venture in Brasil, a ApexBrasil, empenhada em atrair investimentos para o país, vem há sete anos conectando players e facilitando a troca de informações e boas práticas envolvendo o capital de grandes empresas ", explica o analista da coordenação de investimentos da ApexBrasil, Jayme Queiroz. 

Ambiente propício
O evento tem como objetivo impulsionar o ambiente para esse tipo de investimento, promover a troca de experiências entre fundos, startups e executivos, e fomentar atividades empreendedoras em companhias brasileiras. A programação do evento e os speakers convidados podem ser acessados aqui. É uma oportunidade para que grandes corporações e empresas investidoras dialoguem com fundos de capital empreendedor em fase de levantamento de recursos, e com empresas e startups inovadoras. Além disso, proporciona o espaço para exposição de melhores práticas e estudos de caso do ecossistema brasileiro de inovação e de investimentos globais em tecnologia. 

Para essa edição, a primeira após a pandemia, a expectativa é de proporcionar um ambiente dinâmico e com sinergias convergentes para o fechamento de negócios. Trata-se de um encontro entre investidores e futuros investidores engajados com a inovação aberta e o empreendedorismo corporativo. No último CV in Brasil, realizado em 2019, houve recorde de audiência, com 457 participantes, e o maior número de reuniões privadas facilitadas: 188 ao todo. O sucesso do evento está relacionado ao aumento exponencial do interesse em iniciativas de Corporate Venture Capital, com anúncio de diversos investimentos no Brasil, alguns direcionados para startups e outros para a formação de fundos de venture capital com teses mais complexas e diversos players envolvidos. 

Um exemplo é o da Oxygea, empresa criada pela Braskem, uma das patrocinadoras do Corporate Venture in Brasil 2022, que irá fomentar o surgimento e desenvolvimento de novas iniciativas voltadas para a sustentabilidade, materiais avançados, economia circular e transformação digital, através da interação com startups no mercado. Serão investidos US$ 150 milhões para o desenvolvimento de novos negócios em até cinco anos. Já a B3 lançou um fundo para investir em startups a fim de atrair inovação e se antecipar a potenciais disrupções do seu negócio. Serão R$ 600 milhões geridos pela L4 Venture Builder, que terá duas estratégias: investir em empresas que tragam inovação ao negócio ‘core’ da Bolsa, ou que complementem seu negócio por operar em segmentos adjacentes, como os mercados de energia, carbono, finanças descentralizadas, tokenização de ativos, soluções para fintechs, neobanks, crowdfunding e pagamentos.

O CV in Brasil também conta com o patrocínio de outras empresas-chave para quem deseja entrar nesse negócio com segurança, como a Valetec Capital, que presta serviços de orientação para iniciar o corporate venturing, e a FM/Derraik, que traz esclarecimentos sobre riscos jurídicos no processo. Sem contar tantos outros investidores e apoiadores do ecossistema de corporate venture capital brasileiro, tais como KPMG, Bertha Capital, EY, EDP Brasil, Torq by Sinqia, Ahead Ventures e outros.

Ascensão e inovação
A rápida disseminação de fundos de CVCs pode ser explicada pelo também acelerado ritmo de inovação em todo o planeta, que é provocado, principalmente, pela transformação digital e por novas tecnologias exponenciais. Para acompanhar esse desenvolvimento, as grandes corporações se veem impelidas a intensificar programas de inovação aberta, sob o risco de suas soluções e produtos se tornarem obsoletos de forma abrupta e percam valor para o mercado e seus clientes. Após o investimento , a regra costuma ser a manutenção de participações minoritárias e a proteção de valor das startups para que ganhem mercado, mas em alguns casos, os stakes minoritários  podem acabar sendo integralmente incorporadas pelas big companies via aquisições.

Deste modo, o ecossistema de inovação mundial, o capital disponível para novos investimentos e a lógica do venture capital, tornaram o investimento em empresas inovadoras uma estratégia para a continuidade de grandes corporações que, a cada dia, têm criado seus próprios fundos para esse propósito. Estudo realizado pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) mostra que 13 empresas que pertencem atualmente ao Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, fundaram CVCs em 2022, contra oito em todo o ano de 2021, o que prova que ainda há muito espaço a ser explorado por grandes corporações que desejam criar esses fundos, principalmente se for uma estratégia de longo prazo. 

Corporate Venture in Brasil
A iniciativa surgiu após a ApexBrasil ter sido procurada por corporate venture capitalists estrangeiros e brasileiros que pediam apoio para identificar empresas e startups inovadoras que poderiam se alinhar às respectivas teses de investimentos. Idealizado pela ApexBrasil em parceria com a Global Corporate Venturing, o CV in Brasil visa ao desenvolvimento da indústria e do ecossistema de venture capital brasileiro por meio da expansão de fundos de CVC no país. Ao longo de cinco edições, mais de 60 corporações internacionais participaram do evento, realizando cerca de 400 reuniões de negócios que geraram aproximadamente US$ 500 milhões em novos investimentos no Brasil. 

ApexBrasil
A ApexBrasil atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos, apoiando atualmente cerca de 15 mil empresas em 80 setores da economia brasileira. Em conjunto com a ABVCAP, a ApexBrasil trabalha para atrair investimentos para gestores de private equity e de venture capital e atua diretamente para atrair investimentos e parcerias tecnológicas para empresas inovadoras. Em 2021, a Agência atuou na facilitação de 35 projetos de investimentos, com anúncios de aproximadamente US$ 13,8 bilhões. Deste total, cerca de 40% são de anúncios de investimentos realizados para o setor de Venture Capital e Private Equity (VCPE). 

A Agência faz parte do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, por meio do qual atua em coordenação com mais de 120 escritórios no mundo (os Setores Comerciais das Embaixadas e Consulados Brasileiros – SECOMs), e trabalha em estreita colaboração com outros ministérios, órgãos reguladores e entidades de classe. 

Deflação atinge quase todas as faixas de renda em setembro, segundo indicador do Ipea

Em setembro, foi registrada deflação para todas as faixas de renda, com exceção da classe de renda alta, de acordo com o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O índice foi divulgado nesta quinta-feira (13/10).

Enquanto a classe de renda alta teve variação positiva de 0,08%, todas as demais classes apresentaram deflação, com taxas variando entre -0,35% para o segmento de renda média e -0,21% para a classe de renda muito baixa. No acumulado deste ano, até setembro, as taxas de inflação variaram de 3,83% (renda média baixa) a 4,79% (renda alta).

O alívio inflacionário, em setembro, veio dos grupos transportes, comunicação, e alimentos e bebidas. Nos transportes, as quedas de 8,3% da gasolina e de 12,4% do etanol explicam grande parte do recuo dos preços no mês.

No grupo comunicação, as maiores contribuições para a queda da inflação vieram das deflações registradas nos serviços de internet (-10,6%) e dos combos de telefonia, internet e televisão por assinatura (-2,7%), além dos planos de telefonia fixa (-1,1%) e móvel (-0,4%).

Em relação aos alimentos e bebidas, a contribuição para a redução da inflação veio da melhora no comportamento dos alimentos no domicílio. A deflação de 0,86% desse item em setembro reflete o recuo nos preços dos leites e derivados (-6,2%), dos óleos e gorduras (-4,2%), das hortaliças (-3,9%), dos cereais (-1,6%) e das carnes (-0,72%).

O grupo habitação e o grupo saúde e cuidados pessoais sofreram altas de preços e impediram um recuo ainda mais significativo da inflação em setembro. As três classes de renda mais baixa foram impactadas pelos reajustes dos aluguéis (0,67%), do gás de botijão (0,92%) e da energia elétrica (0,78%). Para as três faixas de renda mais elevada, os aumentos dos planos de saúde (1,1%) e dos serviços de hospedagem (2,9%) e pacote turístico (2,3%) pressionaram a inflação das três faixas de renda.

No acumulado em 12 meses, todas as classes de renda registraram desaceleração inflacionária na comparação com os resultados obtidos até agosto. Em termos absolutos, a inflação acumulada em doze meses atingiu, em setembro, taxas variando entre 6,9% para a faixa de renda média-baixa e 8,0% alta.

Recuo na comparação com 2021
A taxa de inflação mensal apresentou expressivo recuo para todas as faixas de renda, na comparação com setembro de 2021. Os grupos transporte, alimentação e bebidas e comunicação tiveram um melhor resultado em relação ao ano passado.

No caso do grupo comunicação, além das quedas de 10,6% dos planos de internet e de 2,7% dos combos de TV, telefonia e internet, este ano, a deflação de 1,1% do telefone fixo contrasta com a alta de 2,0% deste item em 2021.

No item alimentos no domicílio, houve deflação mais intensa dos cereais (-1,6%), das hortaliças (-3,9%) e das carnes (-0,72%) em setembro de 2022 comparativamente ao observado no mesmo mês em 2021 (-0,88%, -0,97% e -0,21%, respectivamente).

Serviços crescem pelo quarto mês seguido, aponta IBGE

O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 0,7% em agosto na comparação com julho deste ano. É o quarto resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 3,3% nesse período. Com isso, o setor opera 10,1% acima do nível pré-crise sanitária da covid-19, registrado em fevereiro de 2020.  Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados na manhã desta sexta-feira (14/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor de serviços é o que mais emprega no Brasil e abrange atividades como comércio varejista, administração pública, transporte, atividades financeiras e imobiliárias, saúde e educação. Para se ter uma ideia da importância do setor para a economia brasileira, dos 1.853.298 postos de trabalho gerados no país entre janeiro e agosto deste ano, 1.027.288 vagas foram de serviço, de acordo com informações do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência. 

Segundo o IBGE, três das cinco atividades pesquisadas acompanharam o resultado positivo do índice geral. Entre elas, os destaques foram as de outros serviços (6,7%) e de informação e comunicação (0,6%). Com o crescimento registrado em agosto, o setor de informação e comunicação acumula ganho de 1,8% nos últimos dois meses. Os serviços prestados às famílias (1,0%) cresceram pelo sexto mês consecutivo, período em que acumularam ganho de 10,7%. Apesar disso, o setor ainda está 4,8% abaixo do patamar pré-covid. 

O setor de transportes, que vinha crescendo nos três meses anteriores, recuou 0,2% em agosto.

No período que seguiu de julho para agosto, o volume de serviços cresceu em 18 estados. Os maiores impactos vieram de São Paulo (1,6%), seguido por Distrito Federal (5,0%), Minas Gerais (1,0%) e Rio de Janeiro (0,5%). Por outro lado, Paraná (-7,1%) exerceu a principal influência negativa, seguido por Goiás (-3,4%) e Rio Grande do Sul (-1,1%). 

Quando comparado a agosto do ano passado, o volume do setor de serviços cresceu 8,0%, 18ª taxa positiva seguida nesse indicador. 

Atividades turísticas 
O índice de atividades turísticas cresceu 1,2% em agosto e registrou o segundo resultado positivo consecutivo. Com o avanço, o setor opera 0,1% acima do patamar pré-covid.  

O setor avançou 22,8% na comparação com agosto do ano passado. O resultado foi puxado pelo crescimento das receitas das empresas de restaurantes, hotéis, locação de automóveis, transporte aéreo, serviços de bufê, e rodoviário coletivo de passageiros. Nesse indicador, todas as regiões pesquisadas avançaram. Entre janeiro e agosto, o agregado especial de atividades turísticas acumula expansão de 39,1% 

A pesquisa 
A Pesquisa Mensal de Serviços produz indicadores que acompanham e avaliam o comportamento conjuntural do setor de serviços no país. É pesquisada a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação.

Turismo nacional opera acima do patamar pré-Covid-19, aponta IBGE

Mais um dado referente ao desempenho do turismo nacional evidencia a recuperação do setor em meio à crise sanitária da Covid-19. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Atividades Turísticas cresceu 1,2% em agosto na comparação com julho deste ano e se encontra atualmente 0,1% acima do patamar de fevereiro de 2020. Entre janeiro e agosto de 2022, o agregado especial de atividades turísticas acumula uma expansão de 39,1%. 

Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada na sexta-feira (14/10). Conforme o estudo do IBGE, que avaliou 12 Unidades da Federação (UFs), os resultados mais expressivos foram verificados nos estados de Minas Gerais (3,9%), São Paulo (0,6%) e Pernambuco (0,8%). 

Já os destaques do resultado dos oito primeiros meses deste ano ficam por conta dos estados de São Paulo (45,7%), Minas Gerais (62,9%), Rio de Janeiro (20,4%), Rio Grande do Sul (51,8%) e Bahia (34,6%). De janeiro a julho de 2022, o IBGE já havia apontado um crescimento de 41, 9% do Índice de Atividades Turísticas frente a igual período do ano passado. 

Em relação a agosto de 2021, o setor apresenta avanço de 22,8%, a 17ª taxa positiva seguida. Nesta comparação anual, o índice foi impactado especialmente pelo aumento das receitas das empresas de restaurantes, hotéis, locação de automóveis, transporte aéreo, serviços de bufê e rodoviário coletivo de passageiros, com números positivos em todas as UFs analisadas. 

PMS  
A Pesquisa Mensal de Serviços produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor no país, investigando a receita bruta de empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais empregados, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. 

Com informações do Ministério do Turismo

PORTO BELO É A NOVA ROTA PARA EMPREENDIMENTOS DE ALTO PADRÃO NA COSTA ESMERALDA

A construção civil representa um dos setores mais importantes para o estado de Santa Catarina, sendo responsável por 4,5% do PIB, medido em termos de Valor Adicionado Bruto – VAB. Já o Valor Bruto de Produção (VBP) para a construção foi de R$ 13,6 bilhões, o que representa 5% do total de produção em nível nacional. O setor da construção tem 17,2 mil estabelecimentos, ou seja, 33% da indústria, sendo o maior número de empresas na indústria catarinense. Comparado com as demais unidades federativas, o Estado representa o quinto maior número de empresas da construção no Brasil.
 
Entre as regiões que mais se destacam atualmente, a Costa Esmeralda, no litoral norte, que compreende os municípios de Bombinhas, Itapema e Porto Belo, possuem juntos 904 estabelecimentos do setor da construção, sendo 5,3% do total no Estado, segundo dados do MTP e Observatório da Federação das Indústrias de Santa Catarina – FIESC.
 
De janeiro a julho deste ano, a região gerou mais de 1,6 mil novas vagas formais de trabalho no setor da construção, com destaque para o município de Itapema. Em termos relativos, o estoque de empregos formais na construção teve alta de 20,2% em Itapema; 25,1% em Bombinhas e 23,4% em Porto Belo, em relação ao final de 2021.
 
“Com a expansão imobiliária em cidades como Itapema, e também em Balneário Camboriú, que está muito próxima, Porto Belo acompanhou esse crescimento. O  impulsionamento do setor no município, veio após a mudança do Plano Diretor, que trouxe mais incentivo, com construtoras vindo de outras regiões, projetos inovadores e novos empreendimentos que tem destacado a cidade na região”, frisou o presidente do Sinduscon Costa Esmeralda, Rodrigo Passos Silva.
 
PORTO BELO CRESCEU EM ÁREA CONSTRUÍDA
A Costa Esmeralda tem mais de 3,0 milhões m² de área construída, sendo o dobro do valor registrado em 2018, conforme também apontou o estudo do Observatório da FIESC e CREA-SC. O município de Itapema representa 71% do total construído na região. Já em termos relativos, o município de Porto Belo aumentou nos últimos quatro anos, 4,5 vezes a sua área construída. 
 
Além disso, até o início de setembro, já foram registradas na região 545 ART’s (Anotação de Responsabilidade Técnica), documento que indica a quantidade de obras licenciadas por localidade. O valor é maior do que o registrado no ano de 2019. Em Porto Belo, desde o início do ano são 120 ART’s. 
 
A Conrado Empreendimentos, empresa paranaense que iniciou a expansão dos negócios imobiliários em Santa Catarina, viu no Balneário de Perequê, em Porto Belo, o local perfeito para investir e obras de alto padrão. Além do primeiro e grande empreendimento que será lançado no próximo mês, a construtora tem outras sete obras em fase de elaboração até o final deste ano, que trarão um grande valor agregado para a empresa, além de retorno em impostos para o município e aumento no emprego da mão de obra na região.
“Porto Belo tem muito para crescer e gerar muitas oportunidades de negócios por estar bem localizada, o que atrai muitos turistas e investidores, não só da região, mas também de outros Estados e também, de fora do Brasil, como dos Estados Unidos, principalmente da Flórida, que constatamos em visitas que lá fizemos. O legado da nossa empresa é a produção de bens de valor para o cliente, que consequentemente vai gerar retorno financeiro para a empresa, além de crescimento e valorização da região como um todo”, aponta o proprietário da Conrado Empreendimentos, João Conrado.
 
O prefeito de Porto Belo, Joel Lucinda, destaca que o desenvolvimento da cidade, é resultado de muito diálogo entre o poder público e a iniciativa privada. 
 
“A chegada dos novos empreendimentos é um troféu para essa cidade que, por décadas, foi considerada apenas uma passagem. Hoje, Porto Belo está no mapa e é procurada por quem quer morar e quem quer investir. Acompanho todas estas mudanças e trabalho em projetos que preparam Porto Belo para o futuro, pensando não apenas no desenvolvimento, mas na qualidade de vida para a população”, concluiu o Prefeito. 

 

Almeida Junior anuncia novos diretores corporativos

A Almeida Junior acaba de ganhar dois importantes reforços na diretoria corporativa da companhia. O economista Lucas Medola, ex-PayPal, é o novo CFO (Chief Financial Officer) e Rodrigo Rissato, ex-Iguatemi, é o novo Diretor Comercial Corporativo da Almeida Junior. Lucas tem mais de duas décadas de experiência no mercado financeiro e de tecnologia, enquanto Rodrigo, mais de duas décadas de atuação no varejo. Os executivos chegam para fortalecer a gestão da Almeida Junior que se prepara para uma agenda robusta de investimentos em expansões e desenvolvimento imobiliário.
Medola ocupava, anteriormente, o cargo de CFO do PayPal na América Latina. "Minha maior meta como profissional é tornar a área financeira mais estratégica, multitarefa e parceira das áreas de negócios", afirma. O novo CFO da Almeida Junior é economista formado pela PUC/SP, com MBA Executivo em Finanças pelo Insper e no programa The Emerging CFO em Stanford, nos EUA.
Rodrigo Rissato teve uma sólida trajetória na Iguatemi, onde ocupava a posição de Diretor Comercial responsável pelos 16 shoppings da empresa. Além disso, liderou grandes empreendimentos do grupo, como Shopping Pátio Higienópolis e Iguatemi São Paulo. O novo Diretor Comercial Corporativo da Almeida Junior é administrador, com pós-graduação em Administração Financeira pela Escola Superior de Negócios (ESAN-SP) e MBA em Gestão Comercial pela Fundação Getulio Vargas. "A dinâmica da Almeida Junior com importante crescimento já planejado e foco em qualificar ainda mais o mix dos shoppings da rede, com marcas exclusivas que colocam Santa Catarina em evidência, são alguns dos fatores que me motivaram a encarar o novo desafio”, destaca.

 

Itajaí terá feira especializada do setor de Transporte de Cargas, Modal e Logística de Santa Catarina.

A cidade de Itajaí, no Litoral Norte catarinense, foi escolhida para receber
a TRANS CARGO EXPO MODAL & LOGÍSTICA 2023 - Feira Internacional de
Transporte de Cargas, Modal e Logística de Santa Catarina. O evento ocorre
entre os dias 24 e 26 de Maio 2023 no Centro de Eventos Itajaí e deverá
atrair grande interesse dos setores do transporte de cargas rodoviárias,
portuárias e aeroportuárias da região sul.
A expectativa é reunir mais de 100 Empresas expositoras no Centro de
Eventos Itajaí, vindas do exterior e principais centros produtores do Brasil.
Itajaí comporta uma excelente infra estrutura portuária, aeroportuária,
modal e logística, localização geográfica e estratégica dos centros de
distribuição. Por estes e outros motivos, fizeram de Itajaí a escolha certa
para promover a Feira, comenta Roberto Piccoli, organizador do evento.
“Santa Catarina tem uma economia forte, pujante e pronta para receber
grandes eventos profissionais tais como: têxtil, metal mecânico, plástico
que já estão acontecendo nas regiões que representam.
A TRANS CARGO EXPO MODAL & LOGÍSTICA 2023 - Feira Internacional
de Transporte de Cargas, Modal e Logística será apresentada no Centro
de Eventos Itajaí. Um grande encontro de negócios com a exposição do
melhor na infra estrutura portuária, aeroportuária e transporte de cargas
rodoviárias da região sul. A excelência na infra estrutura e receptivo de
Itajaí prova que estamos na direção certa, observa Piccoli.’’
A programação terá ainda o Congresso MODAL & LOGÍSTICA de Santa
Catarina, com painelistas renomados apresentando novas tendências do
mercado.

Roberto Piccoli
CEO da THGEXPO realizadora da
TRANS CARGO EXPO 2023
MODAL & LOGÍSTICA

Dia das Crianças deve aquecer vendas do comércio catarinense no início de outubro

Terceira data mais importante para o varejo, atrás do Natal e Dia das Mães, o Dia das Crianças deste ano deve movimentar o comércio catarinense no início de outubro. Pesquisa da Fecomércio SC sobre a intenção de compras na data aponta alta de 20% no gasto médio (R$ 236,18)- em termos reais, considerando a inflação, as famílias pretendem desembolsar 10,37% a mais diante de 2021.
Leia a pesquisa na íntegra
Cerca de sete em cada dez devem realizar as compras durante a semana que antecede a data: 48,2% na semana (dias úteis), 16,5% na véspera e 3,4% no dia. Quase a metade deve presentear com brinquedos (47,1%), seguido por roupas (27,6%) e calçados (7,5%).

 

Produção de veículos tem alta de 19,3% em setembro, informa Anfavea

A produção de veículos teve alta de 19,3% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2021, com a fabricação de 207,8 mil unidades, segundo balanço divulgado hoje (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No acumulado dos nove primeiros meses do ano, foi registrado um crescimento de 6,3% em relação ao período de janeiro a setembro do ano passado, com a produção de 1,75 milhão de veículos.

As vendas tiveram elevação de 25,1% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 194 mil emplacamentos. No acumulado de janeiro a setembro, foram comercializadas 1,5 milhão de unidades, queda de 4,7% em relação ao mesmo período de 2021.

Para o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, apesar da queda nas vendas em comparação com o ano passado, os resultados são positivos. Entre os indicadores que ele destaca está a venda média de 9,2 mil veículos por dia em setembro. “A média diária nos anima bastante, mostra um crescimento constante do mercado”, enfatizou.

Automóveis

As vendas de automóveis e veículos comerciais leves tiveram alta de 29,1% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado, com o emplacamento de 156,4 mil unidades. No acumulado dos três primeiros trimestres do ano, a comercialização do segmento tem retração de 6,8%, com 1,21 milhão de emplacamentos.

Segundo Márcio Leite, o setor ainda sofre com as dificuldades em conseguir componentes, como os semicondutores. Na avaliação dele, essa situação só deve ser normalizada no segundo semestre de 2023. Mesmo com as dificuldades, o presidente da Anfavea espera que os fabricantes consigam vender até o final do ano 2,14 milhões de veículos. “[Isso tem sido possível devido a] criatividade das nossas áreas industriais, de logística, eles realmente tiveram menos horas de sono, o esforço é maior, mas a gente tem conseguido atingir um resultado satisfatório”, ressaltou.

Exportações

As exportações tiveram alta de 20,7% em setembro, com a venda de 28,5 mil veículos para o exterior. De janeiro a setembro, a alta é de 31,2% em relação ao mesmo período de 2021, com a exportação de 363,5 mil unidades. Apesar do resultado positivo em relação ao ano passado, as vendas para o exterior ainda enfrentam problemas, na comparação com agosto, o resultado de setembro representa uma queda de 39%.

De acordo com Leite, as exportações vêm sofrendo com atrasos no sistema de transporte marítimo. “Isso acontece pela própria retomada, até que tenha-se um arranjo da cadeia de suprimentos e logística mundial nós ainda temos algumas situações pontuais que acabam impactando em alguns meses”, disse.

Além disso, as montadoras brasileiras têm tido, segundo ele, dificuldade com as restrições burocráticas na Argentina, principal destino dos veículos brasileiros vendidos para outros países. “De fato percebe-se, sim, uma redução das exportações para a Argentina principalmente em função da restrição de liberação de licenças para exportação”, destacou.

Emprego

A quantidade de pessoas empregadas na indústria de veículos cresceu 1,6% em setembro em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 104,6 mil trabalhadores.

Tesouro pagou em setembro R$ 685,47 milhões em dívidas de estados

A União pagou R$ 685,47 milhões em dívidas atrasadas de estados em setembro, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado hoje (7) pelo Tesouro Nacional.

Do total, R$ 244,82 milhões são débitos não quitados pelo estado do Rio de Janeiro; R$ 209,94 milhões do Rio Grande do Sul; R$ 77,99 milhões de Goiás; R$ 69,25 milhões do Piauí; R$ 52,38 milhões do Maranhão; R$ 25,87 milhões de Alagoas; e R$ 5,21 milhões do Rio Grande do Norte.

Neste ano, já são R$ 6,68 bilhões de dívidas de entes subnacionais honradas pela União. Os que tiveram os maiores valores honrados foram os estados do Rio de Janeiro (R$ 2,26 bilhões), Minas Gerais (R$ 1,97 bilhão) e Goiás (R$ 1,05 bilhão).

Desde 2016, a União realizou o pagamento de R$ 48,60 bilhões em dívidas garantidas.

Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional também disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas. As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional - para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidor das operações, a União é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto com bloqueios de repasses federais ordinários, além de impedir novos financiamentos. Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias a partir da adoção de regime de recuperação fiscal ou por meio de decisões judiciais que suspenderam a execução.

Em 2022, a União recuperou R$ 192,51 milhões em contragarantias. O valor é referente a dívidas pagas do estado de Minas Gerais (R$ 163,16 milhões) e do Rio Grande do Norte (R$ 29,35 milhões). Desde 2016, o montante recuperado é de R$ 5,58 bilhões.

Dívidas garantidas

No último Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas, divulgado em setembro, o Tesouro informou que o saldo total devedor das garantias concedidas pela União a operações de crédito é de R$ 280,57 bilhões. O estado de São Paulo é a unidade da Federação com maior saldo devedor, R$ 37,55 bilhões.

Os estados concentram 77,8% das operações garantidas, com saldo devedor de R$ 218,30 bilhões. Em seguida, estão os municípios e os bancos federais, com 10,4% (R$ 29,21 bilhões) e 7,1% (R$ 20 bilhões), respectivamente, do saldo devedor. As entidades controladas, como empresas de água e energia, detêm 2,7% (R$ 7,47 bilhões) e as estatais federais, 2% (R$ 5,58 bilhões).

Alta na produção, no emprego e no uso do parque industrial marcam agosto na indústria

Produção e emprego subiram em agosto na indústria, pelo quarto mês consecutivo, conforme dados da Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A alta também está acompanhada de uma maior aceleração do ritmo de crescimento em relação a julho de 2022.

O índice de evolução da produção registrou 54,5 pontos em agosto de 2022, resultado acima da linha divisória dos 50 pontos, o que significa que a produção aumentou ante o mês anterior. O valor médio para os meses de agosto é de 52,7 pontos. Como o resultado está acima da média para o mês, o resultado indica aumento do ritmo de produção acima da média para o mês.

O comportamento do emprego em agosto subiu, contrariando o que geralmente ocorre nesse período, quando há queda nas contratações. O índice de evolução do número de empregados foi 52,2 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos que separa queda de alta do emprego.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentou 2 pontos percentuais entre julho e agosto de 2022, para 73%. Além de ser o maior valor observado em 2022, é o valor mais alto para um mês de agosto desde 2013, quando o UCI atingiu 74%.

Confira abaixo o comentário do gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, sobre a Sondagem Industrial.

Índices de expectativas de setembro indicam otimismo do empresário industrial
O índice de expectativa de demanda de setembro de 2022 ficou em 59,3 pontos, apresentando leve queda de 0,4 ponto na comparação com o mês anterior. O índice de expectativa de número de empregados ficou em 53,9, representando leve aumento de 0,2 ponto na passagem de agosto para setembro de 2022. O resultado de setembro de 2022 indica expectativas especialmente elevadas, considerando que o índice alcançou o maior valor desde setembro de 2021.

O índice de expectativa de compras de matérias-primas registrou 56,9, recuo de 0,4 ponto ante agosto de 2022. E o índice de expectativa de quantidade exportada ficou em 52,8 pontos, mantendo relativa estabilidade com relação ao resultado de agosto, quando o índice registrou 52,9 pontos.

Intenção de investimento da indústria avança pelo segundo mês consecutivo
O índice de intenção de investimento avançou em agosto de 2022, alcançando 59 pontos, maior valor entre meses de setembro desde o início da série. O resultado representa um aumento de 2,1 ponto na comparação com o mês anterior.

Construção registra elevada expansão da atividade e do emprego

A Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra alta significativa da atividade e do emprego entre julho e agosto. É o terceiro mês de uma sequência crescente de avanços. O índice da evolução do nível de atividade da construção alcançou 55 pontos em agosto de 2022. Acima da linha divisória dos 50 pontos, o número indica expansão da atividade. 

O índice de evolução do número de empregados passou de 51,9 pontos em julho para 53,1 pontos em agosto. De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, é a mais forte e disseminada expansão no indicador de emprego da construção desde que o índice passou a ser mensal, em janeiro de 2011.

“A expansão foi registrada em todos os setores da construção, em especial no setor Construção de edifícios, que puxou o resultado geral da Construção para cima”, explica Marcelo.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) não variou entre julho e agosto e permanece em 68%. É o mais elevado nível de utilização da capacidade para o mês de agosto desde 2013.

Confiança da Construção aumenta em setembro devido às melhores condições atuais
O Índice de Confiança do Empresário (ICEI) da indústria da construção avançou 2,7 pontos, para 62,7 pontos. É a sexta alta consecutiva do índice, que acumula avanço de 5,9 pontos só nos últimos dois meses.

O avanço da confiança teve forte influência do componente de condições atuais, que avançou 5,1 pontos para 56 pontos. A alta indica uma percepção melhor dos empresários em relação as condições atuais da economia brasileira e das empresas na comparação com os últimos seis meses.

A construção espera alta da compra de insumos e matérias-primas, do número de novos empreendimentos e serviços, da atividade e do emprego nos próximos seis meses. E a intenção de investimento subiu pelo terceiro mês seguido.

Confiança da indústria sobe em 27 dos 29 setores analisados em setembro, mostra CNI

A confiança do empresário industrial subiu nos 27 dos 29 setores pesquisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na passagem de agosto para setembro deste ano. De acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – resultados setoriais, o avanço teve grande contribuição da percepção mais favorável sobre o momento atual da economia brasileira em relação aos últimos seis meses.

A avaliação das condições atuais da economia brasileira avançou em todos os setores industriais, com exceção do setor Veículos automotores.

As maiores altas de confiança foram registradas nos setores de: Impressão e reprodução de gravações (+7,0 pontos); Móveis (+5,8 pontos); Extração de minerais não metálicos (+5,1 pontos); Produtos de borracha (+4,8 pontos); e Calçados (+4,7 pontos).

O indicador varia de 0 a 100 e todos os valores acima de 50 pontos indicam confiança. Quanto mais distante dessa linha de corte, mais disseminada está a confiança.

Setores afirmam que economia está melhor do que há seis meses
Além disso, os quatro setores industriais que avaliavam que a economia estava piorando em agosto fizeram uma transição e passaram a avaliar que as condições correntes da economia brasileira se mantiveram estáveis ou melhoraram: Impressão e reprodução, Metalurgia, Biocombustíveis e Móveis.

Dessa forma, pela primeira vez desde fevereiro de 2020 nenhum dos setores industriais avalia que a economia está pior do que nos seis meses anteriores.

A confiança está menor apenas nos setores Biocombustíveis, que caiu de 57,4 pontos em agosto para 55,3 pontos em setembro, e Veículos automotores, que passou de 58,6 pontos para 57,4 pontos. Apesar dessas quedas, todos os setores da indústria permanecem confiantes com o indicador acima de 50 pontos.  

Foram ouvidas 2.171 empresas, sendo 840 de pequeno porte, 800 de médio porte e 531 de grande porte, entre 1 e 12 de setembro.

Palestra e painéis dão início à Semana da Água - Itajaí Mares Limpos 2022

Itajaí abriu oficialmente a programação da Semana da Água 2022, nesta segunda-feira (19), com a palestra “Comissão Intersetorial de Combate ao Lixo no Mar”, proferida pelo diretor de Saneamento do Semasa, o engenheiro ambiental Victor Silvestre. A apresentação foi seguida pelo painel “Campanha Itajaí de Mares Limpos: Compromisso e boas práticas”, com exposições do Instituto Itajaí Sustentável (INIS), Secretaria de Educação (Seduc), Recicla Itajaí, Secretaria de Saúde e Porto de Itajaí.

O tema “Plano de Gestão de Resíduos Sólidos nas Unidades Escolares” foi abordado pelos painelistas Claudiomir Pedroni, Mariana Caprara, Adriana Bandeira e Mauana Radavelli (INIS/Seduc/Recicla Itajaí). O diretor administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, Luis Fernando Sanni, falou sobre “Consumo e descarte consciente nas Unidades de Saúde”. Já a coordenadora de Meio Ambiente do Porto de Itajaí, Médelin Pitrez dos Santos, compartilhou os resultados do mutirão Juntos Pelo Rio Itajaí.

A mesa de abertura ainda contou com a presença do Superintendente do Porto, Fábio da Veiga; do chefe de gabinete do prefeito, Giovani Alberto Testoni. Da Veiga destacou o porto como vencedor de prêmios de desempenho ambiental, enquanto Testoni aproveitou a oportunidade para ressaltar como o tema sustentabilidade permanece sempre entre as pautas mais importantes do governo municipal.

O evento de abertura foi realizado no auditório da Superintendência do Porto e também foi transmitido em tempo real pelo Instagram @semasaitajai.

A programação da Semana da Água segue nesta terça-feira (20) com a palestra “PreservAÇÃO da Água”, realizada pelo Semasa, na Univali, e direcionada aos alunos dos 2º anos do Colégio de Aplicação (CAU). Simultaneamente, ocorre a talk com signatários do Comitê Itajaí do Movimento ODS SC, com a temática “Agricultura Orgânica e Sustentabilidade”, conduzida pelo produtor rural da Granja Campos, Alessandro da Silva Campos.

A Semana da Água foi instituída por lei em Itajaí, em 1999, como uma campanha educativa e de cidadania. Nesta edição de 2022, o tema é a “Segurança hídrica e mudanças climáticas: o que é preciso saber?” e a programação segue até sexta-feira (23).

O projeto “Escola no Porto”, que realiza visitas guiadas, ainda está aceitando agendamentos pelo e-mail meioambiente@portoitajai.com.br

Caixa registra recorde no crédito imobiliário, com R$ 16,6 bilhões em agosto

A Caixa Econômica Federal registrou recorde no crédito imobiliário em agosto de 2022, com R$ 16,6 bilhões em empréstimos. Os financiamentos no segmento de Habitação superaram o resultado histórico obtido em julho, de R$ 16,3 bilhões. 

Em 2022, já foram destinados mais de R$ 25,2 bilhões para pessoas jurídicas, em Habitação. O montante viabilizou 1.587 novos canteiros de obras, impulsionou a construção de 213,6 mil novas unidades habitacionais, e gerou mais de 802,5 mil empregos. 

O resultado é fruto da implementação de uma série de medidas aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e adotadas pelo banco, proporcionando melhores condições de financiamento aos clientes e aquecendo o mercado imobiliário. É o que destaca a presidente da Caixa, Daniela Marques.

Casa Verde Amarela

O desempenho do programa Casa Verde Amarela no mês de agosto de 2022 também foi o melhor registrado no ano. Foram R$ 7,2 bilhões contratados na modalidade, sendo R$ 5,8 bilhões no crédito para pessoas físicas e R$ 1,4 bilhão no crédito para pessoas jurídicas, um resultado 45,6% superior ao mesmo período de 2021. Na contratação do crédito imobiliário para pessoas físicas, pelo Casa Verde e Amarela, houve um aumento de 41,4% em relação ao mês de julho. 

“Foram no mês de agosto 7,2 bi de contratação geral só no casa verde e amarelo que significa um crescimento em relação a julho 36%, em relação a agosto  de 2021 o juros estava mais baixo de 45%. Então contratamos pessoa física 5,8 bi e isso aqui para mim é o resultado claro daquele ajuste que a deu um resultado rápido”, enumera a presidente da instituição.

O pastor Tiago dos Santos, de 37 anos, financiou uma propriedade pelo programa, via Caixa Econômica Federal. Segundo ele, as condições para o financiamento foram muito favoráveis. “Vale muito a pena financiar pela Caixa Econômica, é o sonho de todo brasileiro e a taxa viabiliza isso de uma forma mais justa do que os outros bancos”, compara.

Como contratar o financiamento

Pelo simulador habitacional, disponível no aplicativo Habitação Caixa ou no site do banco, o cliente pode simular a operação pretendida. Após a simulação, é possível prosseguir com o processo de aprovação da operação no próprio aplicativo. Também existe a alternativa de procurar uma das agências da Caixa ou um Correspondente Caixa Aqui. 
No site do banco é possível conhecer melhor as linhas de financiamento habitacional e fazer simulações sobre a melhor opção. 

Os clientes podem obter informações também pelos telefones 3004-1105 e 0800 726 0505 (de segunda a sexta-feira das 8h às 20h) e 0800 726 8068 (de segunda a sexta-feira em qualquer horário e aos sábados de 10h às 16h).



Fonte: Brasil 61

Porto Itapoá é referência em operações com lanchas de luxo

O Porto Itapoá tornou-se uma referência em operações com lanchas de luxo. O Terminal é reconhecido há tempos pela sua expertise no segmento, mas, desde 2021, consolidou sua posição como um dos principais players deste mercado no Brasil. Desde janeiro de 2021 até o momento, foram 32 operações com movimentação de lanchas.

Deste total, 20 foram do tipo OOG (Out of Gauge) – que excede ao tamanho convencional dos contêineres – e 12 do tipo Break Bulk – quando demanda um tipo diferente de acondicionamento. O diretor de desenvolvimento de negócios e experiência do cliente do Porto Itapoá, Roberto Pandolfo, afirma que o Terminal se preparou para essa demanda. “Tratam-se de operações que demandam equipamentos e mão de obra especializados e, por esse motivo, decidimos criar uma estrutura específica e dedicada para essa finalidade”, explica.

Com o constante desenvolvimento desta área, a demanda vem crescendo, segundo Pandolfo. “Hoje temos uma agenda de operações bastante expressiva e constante o que, naturalmente, nos estimula a continuar evoluindo, no sentido aumentar ainda mais a nossa capacidade”, diz. Ao todo, foram 46 lanchas movimentadas nesse período. 

O mercado náutico vem de uma sequência histórica animadora: cresceu 10,3% em 2021, comparado a 2020, e 20% no ano anterior, segundo dados Associação Brasileira de Construtores de Barcos e Implementos (Acobar). “O maior vetor deste movimento é a exportação, responsável por mais de 90% das operações”, explica Pandolfo. 

Os principais destinos desde 2021 foram Port Lauderdale, nos EUA, Sidney, na Austrália, Valência, na Espanha, e Londres, na Inglaterra. No entanto, destinos brasileiros também são comuns. Foi o caso de uma lancha de cerca de 50 toneladas – a maior já feita pelo Terminal -embarcada em julho de 2022, com destino a Manaus. 

11 anos e ótimos indicadores
O Porto Itapoá completou 11 anos em junho de 2022 com indicadores e números a serem celebrados. Apesar de bastante jovem, já figura, desde 2015, entre os cinco maiores portos do Brasil, sendo uma referência na movimentação de contêineres. Ao longo de sua história, mais de 5 mil navios atracaram no Terminal, movimentando cerca de 4 milhões de contêineres e 6,5 milhões de TEUs (Twenty-foot equivalent unit).

Ainda em 2022, foi considerado, pelo 4° ano consecutivo, o porto mais bem recomendado pelos clientes em todo o Brasil, segundo ranking do Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC).

Para materializar esse crescimento, em 2021 a empresa captou no mercado, através de debêntures incentivadas, R$ 750 milhões. Este capital vai ser usado para financiar a ampliação do pátio dos atuais 250 mil metros quadrados para 455 mil metros quadrados em sua fase final. Com isso, o Porto Itapoá vai elevar sua capacidade de movimentação de 1,2 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs ao ano.

A capacidade operacional do Terminal pode ser ainda bastante potencializada com a chegada de novas empresas do segmento logístico na chamada retroárea. 

O cenário futuro do Porto Itapoá tem se desenhado com otimismo. A obra para ampliação e retificação do canal de acesso, na entrada da Baía da Babitonga, já tem licença prévia emitida pelo IBAMA. Isto permitirá que navios maiores, de até 360m, aportem na região. O acesso rodoviário também passa por este processo: todas as rodovias já têm projetos executivos em andamento para suas duplicações. Uma ferrovia também já é estudada por autoridades.

Debate sobre portos traz alternativas promissoras para os investimentos no setor

Para aumentar sua participação no comércio internacional, o Brasil precisa urgentemente de modernizar seus portos. Funcionando com eficiência e capacidade ampliadas, eles agirão como facilitadores da cadeia logística nacional, atendendo à crescente demanda com qualidade e preços competitivos. É preciso, portanto, investir, enfatizaram os participantes do SUMMIT PORTOS 2022 – Capacidade e Competitividade. 
O evento aconteceu no dia 1º de setembro, em Brasília, e reuniu, em três painéis, autoridades e especialistas para debater desafios e soluções para colocar o Brasil em linha com o mercado internacional. Em mensagem de vídeo,  o ministro Marcelo Sampaio, da Infraestrutura, enfatizou que o setor portuário se mostrou resiliente com o aumento da demanda especialmente face aos desafios da pandemia de Covid-19, e está pronto para crescer. Já o candidato a deputado federal Júlio Lopes (PP) apresentou a proposta de um sistema integrado de emissão da chamada Nota Fiscal Única, que deve trazer uma revolução no setor de logística do país. 
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, reafirmou que é necessário agilizar as decisões dos órgãos de controle que “não podem ter apenas caráter punitivista”. Nardes defendeu ainda a necessidade de reforçar a governança e o planejamento, lembrando que o Brasil não sairá da péssima colocação em rankings internacionais de infraestrutura portuária se os investimentos privados não aumentarem consideravelmente.
No painel “Diagnóstico do Setor Portuário – Impacto das restrições da capacidade portuária nos custos e na eficiência logística do país”, os palestrantes indicaram que há espaço para ampliar a infraestrutura nacional diante da reconfiguração que o mundo está passando, desde que medidas sejam tomadas para propiciar as condições adequadas para os investimentos.
Participaram desse painel o consultor Gesner Oliveira, o superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Alexandre Barreto, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Eduardo Nery, e o executivo de assuntos logísticos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), José Perboyre Gomes.
Nesse sentido, Gesner Oliveira foi enfático em defender, num setor com características singulares, as vantagens da integração vertical – com a união de forças de players da cadeia produtiva proporcionando redução de custos –, e a necessidade de segurança jurídica para novos investimentos. Apontou, ainda, os empecilhos que devem ser evitados na concessão do STS10, área do novo terminal de contêineres em Santos (SP).
O segundo painel abordou as “Melhores práticas adotadas no mundo” em relação ao setor portuário, no qual os palestrantes indicaram que o país ainda está atrasado frente ao atendimento da demanda do setor de contêineres. O grupo foi composto pelo consultor de infraestrutura da Câmara dos Deputados, César Mattos, pelo head of terminals Americas da empresa APM Terminals, Leo Huisman, pelo representante da Fundação Valência Portos, Jonas Mendes Constante, pelo gerente-geral de logística da Eldorado Brasil Celulose, Flávio da Rocha Costa, e pela coordenadora-geral do Cade, Lilian Marques.
O terceiro painel focou nos desafios do setor portuário. A falta de planejamento foi apontada como fator de atraso para o desenvolvimento nacional, inclusive com a revelação de prejuízos causados pelo baixo volume de investimentos no setor. Atualmente, mais de 68% das encomendas internacionais de navios contêineros no mundo são com capacidade superior a 12.500 TEUs (unidade equivalente de carga de 20 pés). Os portos nacionais, no entanto, ainda não operam regularmente com navios desse porte. É preciso, para isso, que sua infraestrutura seja modernizada, e os custos logísticos, reduzidos.
O Summit Portos teve o secretário Nacional de Portos do Ministério da Infraestrutura, Mário Povia, o diretor de desinvestimentos do Ministério da Economia, Bruno Sad, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Mateus Szwarcwing.  Os benefícios da verticalização voltaram a ser defendidos pelo consultor Luis Claudio Montenegro. E a superintendente institucional de logística do Grupo Suzano, Patrícia Lascosque, relatou os investimentos que sua empresa vem fazendo em infraestrutura para poder permanecer competitiva.
A palestra de encerramento ficou por conta do secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Marcus Vinícius Dias, que tratou dos processos de verticalização na área da saúde e que  ajudaram a enfrentar os desafios logísticos na pandemia. O diretor de investimentos e terminais da TiL (Terminal Investment Limited), Patricio Junior, fez de sua fala de encerramento no Summit Portos 2022 – Capacidade e Competitividade uma conclamação para que o país possa avançar e se livrar da ineficiência no setor portuário e logística, captando investimentos internacionais.

 

ELEIÇÕES 2022: Carta aberta da OCESC expõe as pautas prioritárias do cooperativismo de SC
Um conjunto de proposições para o desenvolvimento e a competitividade das cooperativas – endereçado aos candidatos às eleições de 2022  –  foi elaborado pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) e anunciado hoje (31/08).
“Participar ativamente do processo eleitoral e acompanhar seu impacto junto à sociedade é fundamental para o exercício da democracia”, observa o presidente Luiz Vicente Suzin. 
O documento elencou as pautas no plano estadual e na esfera federal com o objetivo de sensibilizar os candidatos e futuros governantes sobre as demandas prioritárias do sistema cooperativista.
Entre as reivindicações constam propostas como ampliar a segurança no setor rural, programas permanente de combate às estiagens, energia e conectividade para o campo,.
No âmbito estadual, o documento propõe políticas em três áreas: fortalecimento sistêmico, apoio à agroindústria cooperativa e manutenção da competitividade.
No âmbito federal a carta traz as demandas apresentadas pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) que foram estruturadas cinco linha de ação:  cooperativas como protagonistas de uma nova economia, cooperativismo como modelo econômico do desenvolvimento sustentável, cooperativas em prol de cidades e comunidades mais prósperas, construindo o futuro do trabalho pela cooperação e bases estruturantes para impulsionar o Brasil.
Na íntegra, a carta aberta:
 
CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS AO PLEITO ELEITORAL 2022
 
 
Manter a competitividade e o desenvolvimento das cooperativas catarinenses é o compromisso da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC). Na função de entidade representativa do cooperativismo catarinense, a OCESC apresenta as principais reivindicações do setor para o pleito eleitoral de 2022. Em Santa Catarina, são 255 cooperativas registradas na OCESC em sete diferentes ramos de atuação econômica:
 
1) agropecuário;
2) consumo;
3) crédito;
4) infraestrutura;
5) trabalho, produção de bens e serviços;
6) saúde;
7) transporte.
 
No consolidado de 31/12/2021, as cooperativas movimentaram R$ 68 bilhões em negócios, congregam 3,4 milhões de cooperados e geram 83.000 empregos diretos. Como um modelo societário isonômico e integrativo tem forte atuação e preocupação com o desenvolvimento sustentável nas comunidades onde atuam. É reconhecido que onde as cooperativas são mais representativas o IDH e melhor, reforçando a importância das cooperativas na sustentabilidade local.
 
Pautas prioritárias do  COOPERATIVESMO CATARINENSE
 
ÂMBITO ESTADUAL
 
POLÍTICAS DE FORTALECIMENTO SISTÊMICO
As cooperativas são reconhecidas por promoverem o desenvolvimento econômico e social nas comunidades onde estão inseridas. Nesse sentido, e necessário que os próximos governantes atuem na valorização dos impactos positivos desse modelo de negócio.
•        Compromisso com o fortalecimento da FRENCOOP-SC;
•        Ampliar a segurança no campo;
•        Ensino do tema cooperativismo nas escolas.
  
POLÍTICAS DE APOIO À AGROINDÚSTRIA COOPERATIVA CATARINENSE
Com o intuito de manter e ampliar o protagonismo da agroindústria cooperativa catarinense, o sistema espera que os próximos governantes atuem na defesa do crescimento da produção e do mercado interno e externo, em equilíbrio com a sanidade e preservação ambiental.
•        Autonomia orçamentária para a Secretaria da Agricultura;
•        Definição de programas permanentes de combate aos efeitos da estiagem;
•        Potencialização das ações de defesa agropecuária.
 
POLÍTICAS DE MANUTENÇÃO DA COMPETITIVIIDADE
  Para que haja o desenvolvimento de todas as regiões do Estado são necessárias condições favoráveis, através de investimentos em tecnologia, conectividade, disponibilização de energia e escoamento de produção.
•        Adequar as condições para os setores produtivos através de infraestrutura de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias;
•        Disponibilizar conectividade a todas as regiões do Estado;
•        Garantir a disponibilidade de energia elétrica de qualidade;
•        Tratamento justo dos tributos estaduais com relação aos outros Estados;
•        Avançar na política de privatização.
 
 ÂMBITO FEDERAL 
 
COOPERATIVAS COMO PROTAGONISTAS DE UMA NOVA ECONOMIA
Esperamos que o próximo governo busque fortalecer o papel do cooperativismo como parte da agenda estratégica do País, reconhecendo os diferenciais das sociedades cooperativas e seu alto impacto para o desenvolvimento de pessoas e comunidades.
•        Justiça social e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo;
•        Legislações e políticas públicas de apoio e estímulo ao cooperativismo;
•        Inserção do cooperativismo em novos mercados;
•        Espaços de representatividade e de participação;
 
COOPERATIVISMO COMO MODELO ECONÔMICO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
  Destacamos a importância de propostas que valorizem o papel das cooperativas para combatermos a fome, alcançarmos a segurança alimentar e a melhoria da nutrição no Brasil e no mundo, por meio de uma produção agropecuária sustentável.
•        Segurança alimentar, combate à fome e agregação de valor à produção;
•        A transição para uma economia de baixo carbono.
 
COOPERATIVAS EM PROL DE CIDADES E COMUNIDADES MAIS
PRÓSPERAS
Destacamos diversas propostas de como as cooperativas podem contribuir, ainda mais, com o governo para prestação de serviços de interesse publico com maior dinamismo e eficiência.
•        Inclusão financeira e desenvolvimento regional;
•        Cooperativismo no desenvolvimento do Norte e do Nordeste;
•        Acesso universal aos serviços de saúde;
•        Energia de qualidade no campo e nas cidades;
•        Educação inclusiva, equitativa e de qualidade;
•        Mobilidade urbana;
•        Aproveitamento do potencial turístico e de lazer;
•        Moradia própria e construção de unidades habitacionais.
 
CONSTRUINDO O FUTURO DO TRABALHO PELA COOPERAÇÃO
Pensar em cooperativismo é também refletir sobre políticas públicas de incentivo às novas tendências de se trabalhar em rede, conectar pessoas e colocá-las no centro das tomadas de decisão de seus próprios negócios, por meio do empreendedorismo coletivo e da autogestão.
•        Proteção social e geração de renda por meio do empreendedorismo coletivo;
•        Comércio justo e plataforma da economia colaborativa;
•        Condição de segurado especial por cooperados.
 
 BASES ESTRUTURANTES PARA IMPULSIONAR O BRASIL
  Parte significativa dos desafios para se empreender no Brasil diz respeito à busca por um ambiente de negócios favorável. Neste contexto, previsibilidade e estabilidade econômica, controle da inflação, infraestrutura e logística, qualificação profissional e políticas de incentivo social e econômico são fatores fundamentais.
•        Previsibilidade e estabilidade econômica;
•        Contas públicas e responsabilidade fiscal;
•        Melhoria do ambiente de negócios e aumento da competitividade;
•        Educação e formação profissional como bases de desenvolvimento do País;
•        Estímulo a instituições eficazes, responsáveis e transparentes.
Superintendente do Porto de Itajaí é convidado para prestar esclarecimentos à Câmara Municipal de Itajaí nas próximas sessões

Câmara de Itajaí aprova requerimento que convida o Superintendente do Porto de Itajaí a prestar esclarecimento com relação ao EDITAL DE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA CONTRATO DE ARRENDAMENTO TRANSITÓRIO - ÁREA A - JANEIRO/2023.

O plenário da Câmara de Vereadores de Itajaí aprovou por unanimidade, na Sessão Ordinária desta terça-feira (30), um requerimento de autoria do vereador Roberto Rivelino da Cunha – Beto Cunha PSDB, para que o Superintendente do Porto de Itajaí Fábio da Veiga, preste os devidos esclarecimentos com relação ao Edital que anunciou como vencedora a empresa CTIL Logística.

A CTIL Logística foi declarada vencedora da etapa com a proposta de R$ 48,60 o metro quadrado, totalizando R$ 4.006.896,01 pelo arrendamento da Área A. A Power Log ofertou R$ 46,50 o metro quadrado, total de R$ 3.833.758,53, seguida pela Container's Service, com R$ 26,00 o metro quadrado, totalizando R$ 2.147.606,92.

O contrato provisório da Área Operacional A terá validade de seis meses, prorrogável por até dois anos, a partir de janeiro de 2023, estipulado na prorrogação da autoridade portuária ao Município de Itajaí, ou até que se encerre o processo licitatório de desestatização pelo Governo Federal.

"O requerimento vem de encontro ao anseio da população, dos empresários do setor e trabalhadores portuários que temem o processo de Transição, pois o Edital proposto pela Superintendência não impõe garantias de movimentação mínima, nem de obrigações ao arrendatário de apresentar propostas de possíveis linhas de navios para operarem neste período transitório", pontuou o proponente do requerimento.

A Câmara Municipal de Itajaí, por meio deste convite, espera esclarecer as dúvidas que estão sendo levantadas com relação ao referido Edital.

 

Ray-Ban terá primeira loja em Santa Catarina

A famosa marca de óculos Ray-Ban irá abrir sua primeira loja própria em Santa Catarina no Balneário Shopping. A marca de óculos premium oferece opções atemporais e icônicas, como os famosos modelos Aviator e Wayfarer. O propósito da loja é levar a experiência completa da Ray-Ban para os consumidores, oferecendo um sortimento amplo e lançamentos globais. 
 
Pertencente ao grupo EssilorLuxottica, hoje, a Ray-Ban possui oito pontos de vendas nas principais capitais do país e agora, também, em Santa Catarina através do Balneário Shopping. Fundada em 1937, a marca é especializada em oferecer lentes e armações, produtos originais com estilo atemporal e de alta qualidade. 
 
Para a superintendente do Balneário Shopping, Elizângela Cardoso, a chegada da loja da Ray-Ban reforça ainda mais o mix de marcas premium do Balneário Shopping. “Estamos sempre buscando marcas que trazem as tendências e tenham qualidade e a chegada da primeira loja da Ray-Ban no Estado é um importante complemento para o mix Balneário Shopping ”. 
 
Novidades no mix do Balneário Shopping 
 
Entre as novidades no Balneário Shopping, as marcas esportivas Oakley, Quiksilver, Body for Sure e Paquetá Esportes chegam para complementar o mix esportivo do shopping. A californiana Oakley é uma das marcas líderes no mundo em design de produto e desempenho esportivo. Com mais de 800 patentes, possui uma rica cultura de profissionais focados no uso, design e inovação. O mix de produtos da loja conta com linhas femininas e masculinas com roupas, calçados e acessórios. 
 
Recém inaugurada no Balneário Shopping, a loja da marca de produtos fitness Body for Sure preza por estilo, conforto e qualidade em roupas para o universo esportivo. Focada na mente em estado ativo (Active State of Mind), os produtos da marca visam o movimento do corpo, para um lifestyle vibrante e desejo de superação. Já para os amantes do estilo de vida do surf, a Quiksilver chega com suas peças que prezam por qualidade e estilo, sendo referência em surf, ski e snowboard. E na Paquetá Esportes é possível encontrar uma grande variedade de opções para quem gosta de praticar esportes. 
 
Também estão chegando no mix do Balneário Shopping a joalheria Dvoskinkulkes, que é distribuidora de oficial da Rolex, autorizada a vender e auxiliar na manutenção das peças da marca; a loja da marca Life by Vivara com suas famosas pulseiras e berloques; e a Luiza Barcelos, marca de sapatos, bolsas e acessórios premium voltada ao público feminino.

 

Com milho como protagonista, Brasil deverá bater recorde na produção de grãos em 2022

Os indicadores brasileiros para a produção de grãos na safra 2021/2022 apontam para um número recorde. Segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos, produzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado neste mês de agosto, as projeções indicam uma produção de 271,4 milhões de toneladas de grãos. O volume estimado é 6,2% superior ao colhido em 2020/2021, o que significa 15,9 milhões de toneladas a mais na produção, que fechou a safra passada com 255,5 milhões de toneladas.
 
O milho ocupa papel de protagonista no cenário nacional, com produção estimada de 114,7 milhões de toneladas, 31,7% superior ao produzido em 2020/2021. A primeira safra de 2021/2022 está com a colheita sendo finalizada, a segunda está em fase de colheita e a terceira safra teve o plantio finalizado em julho.
 
Recorde de área semeada
 
O clima seco e quente registrado em julho favoreceu o avanço da colheita da segunda safra de milho 2021/2022 na maioria das regiões produtoras, passando de 70% da área semeada, que alcançou 16.372,1 mil hectares. A área semeada é 9,2% superior ao da safra 2020/2021 e é a maior área já registrada para o cultivo do cereal. 
 
Com mais de 90% da área já colhida e com a melhor média de produtividade do país, alcançando o rendimento de 6.338 kg/ha, Mato Grosso é o estado mais adiantado nos trabalhos relativos à colheita do milho de segunda safra. A produtividade média esperada para esta safra é de 5.339 kg/ha, 31,8% superior à da safra de 2020/2021. 
 
Outros grãos
 
A principal colheita de grãos no Brasil vem da soja, com uma produção estimada de 124 milhões de toneladas. A colheita já está concluída e, apesar do enorme volume, houve uma redução de 10,2% na produção, resultado de uma severa estiagem observada no Sul do País no final de 2021.
 
Além do milho, o algodão e o feijão tiveram aumento na produção levando-se em conta a safra 2020/2021. Para o algodão, a produção estimada é de 2,74 milhões de toneladas, 16% superior à safra passada. A finalização da colheita está prevista para setembro.
 
O feijão tem produção estimada 3,05 milhões de toneladas, 5,3% superior à safra anterior. Do total, 1.813 mil toneladas são de feijão-comum cores, 576,4 mil toneladas de feijão-comum preto e 656,9 mil toneladas de feijão-caupi. A primeira safra está com a colheita encerrada. A segunda já tem a colheita finalizada, com exceção das áreas irrigadas no oeste da Bahia, e a terceira safra está iniciando a colheita. Para o arroz, a produção está estimada em 10,8 milhões de toneladas e a colheita já está concluída.
 
Já outros grãos, como aveia, canola, cevada, trigo e triticale (cereal híbrido resultante do cruzamento entre o trigo duro e o centeio) também têm produção recorde. Só para o trigo, a estimativa é de 9,2 milhões de toneladas, sendo que a colheita já foi iniciada no Centro-Oeste. 
 
Outros produtos, como amendoim, gergelim, girassol e mamona, também tiveram aumentos expressivos quando comparados à 2020/2021. O gergelim saltou de 56,7 mil toneladas para 98,1 mil toneladas em 2021/2022, um aumento de 73%. A mamona passou de 27,4 mil toneladas para 43,7 mil toneladas (variação positiva de 59,5%) e o amendoim saltou de 596,9 mil toneladas para 746,7 mil toneladas (25,1% a mais). Já no girassol, a produção na safra passada foi de 36,2 mil toneladas e subiu para 40,8 mil toneladas (12,7% a mais) nesta safra.
 
Regiões produzem mais
 
O 11º Levantamento da Safra de Grãos da Conab também mostrou que a produção teve um ganho considerável em quatro das cinco regiões brasileiras. O maior salto foi observado no Nordeste, que na safra 2020/2021 teve uma produção de 23,706 milhões de toneladas. Para a safra 2021/2022, o volume deve saltar para 27,540 milhões de toneladas, uma variação positiva de 16,2%.
 
O percentual é praticamente o mesmo da Região Centro-Oeste, que saltou de 117,371 milhões de toneladas na safra 2020/2021 para 136,194 milhões na safra 2021/2022, um aumento de 16%. 
 
As Regiões Norte e Sudeste também tiveram ganhos expressivos. A produção no Norte, que na safra 2020/2021 foi de 12,245 milhões de toneladas, subiu para 14,127 milhões de toneladas (+ 15,4%) nesta safra. Já no Sudeste, o ganho foi de 12,7%, com a produção saltando de 24,091 milhões de toneladas para 27,149 milhões de toneladas na safra 2021/2022.
 
O recorde de produção de grãos da safra 2021/2022 no Brasil teria sido ainda maior se não fossem as variações climáticas. Em novembro do ano passado, quando as áreas das culturas de primeira safra já estavam definidas e as condições do clima vinham ocorrendo dentro dos padrões ideais, previa-se uma produção total de grãos em 291,1 milhões de toneladas, o que corresponderia a um crescimento de 13,9% em relação à safra anterior.

 

Exportação da Asia Shipping cresce 33% no primeiro semestre

Mesmo com o mercado em dificuldades e queda de 15% na exportação neste primeiro semestre de 2022, a Asia Shipping, multinacional especialista na integração de cargas, atingiu um crescimento de 33,52% no mesmo período, segundo dados da LogComex.
 
Com grande representatividade no setor marítimo, a empresa se evidencia pelas soluções logísticas diferenciadas e praticidade nos negócios. Nos últimos cinco anos a companhia investiu cerca de cinco milhões de dólares em estrutura, sistemas e tecnologia focada para a exportação, além de treinamento constante de uma equipe especializada em atendimento. 
 
O destaque da Asia Shipping na exportação também é confirmado pela consultoria Datamar. Segundo o ranking divulgado recentemente pela consultoria, a Asia Shipping ocupa a 3ª posição entre os agenciadores de cargas nas operações de exportação. Com 40 escritórios espalhados pelo mundo, a empresa ainda tem grande expectativa para este segundo semestre com a alta temporada da safra de algodão e o aquecimento do agronegócio brasileiro.
 
Sobre a Asia Shipping
Criada em Santos em 1996, a Asia Shipping é uma multinacional brasileira que atua na gestão de processos logísticos de mercadorias tanto na importação quanto na exportação, utilizando diversos modais como aéreo, marítimo e rodoviário. Além disso, a companhia também é especializada em Inteligência Fiscal e Tributária e Desembaraço Aduaneiro.
A Asia Shipping comemora 26 anos de existência como maior integradora logística da América Latina e a única da região presente no Ranking dos 50 maiores agentes de carga do mundo. Também foi certificada pelo Great Place to Work como uma das “Melhores Empresas para se Trabalhar” no Brasil. A companhia está em 11 países, com 40 escritórios no mundo -- 10 no Brasil -- e mais de 1.000 colaboradores. A empresa aderiu ao Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado, o OEA, e ao Pacto Global da ONU. 

 

Profissões do futuro: conheça as tendências e os desafios para os próximos anos

O perfil do mercado de trabalho muda constantemente conforme avançam as tecnologias e as demandas da sociedade. Até o final do século 19, existia a profissão de acendedor de poste, que perdeu a função com a chegada das primeiras luzes elétricas. Com o atual aumento da digitalização e da automação, a tendência é que surjam novas profissões e, com elas, novos desafios, conforme explica a especialista em carreiras Juliana Guimarães.

“As mudanças macroambientais nos permitem identificar possíveis postos de trabalho que estão a caminho, porque eles estão intimamente ligados à combinação de tecnologia e informação, ou seja, a colaboração entre pessoas e máquinas; seja por meio de inteligência artificial, big data, internet das coisas ou machine learning.”

Segundo a especialista, a transformação digital é o principal desafio das empresas para a manutenção da competitividade. Para isso, é necessário investir em capacitação.
“Os profissionais das mais diversas áreas vão ter que se adaptar ao uso massivo de dados e seu uso de forma estratégica nos próximos anos. Isso quer dizer que esses profissionais têm que estar qualificados com todas as atualizações das novas tecnologias. Ou seja, ele tem que estar preparado para ser um lifelong learning, que é aquele que vai ser um eterno aprendiz.”

De acordo com a especialista, algumas das novas oportunidades de trabalho surgirão no Metaverso, que é um ambiente virtual, onde os seres humanos podem interagir socialmente, e até economicamente, por meio de realidade aumentada. Ela cita profissões com aumento da demanda. 

“Nesse contexto, podemos falar que começam a surgir alguns novos postos de trabalho como, por exemplo, o gestor de novos negócios de inteligência artificial, analista de dados com foco em internet das coisas, gestão de influenciadores digitais, agricultor digital, especialista em impressão 3D de grande porte. E tem todo um universo sendo criado dentro do Metaverso que dá a possibilidade, por exemplo, de ter corretores imobiliários especializados no ambiente digital.” 

Juliana Guimarães ressalta que, paralelamente ao avanço das máquinas, o profissional precisa desenvolver suas habilidades humanas, conhecidas como soft skills, que são inteligência emocional, pensamento crítico, flexibilidade, resiliência, foco em resolução de problemas, consciência social e autogestão. 

Para quem se preocupa com o desemprego, a especialista em carreiras afirma que, na medida que alguns postos de trabalho caminham para a extinção, outros vão surgindo. 

“A era do emprego como conhecemos, aquela lógica de vender seu tempo para entregar algumas tarefas em troca, não existe mais. A questão é como vamos capacitar as pessoas para essa nova realidade de mercado. Até hoje nos adaptamos bem. E agora, em um mercado que exige um profissional preparado para se atualizar o tempo inteiro, além de ter o desenvolvimento soft skills?”

Principais áreas

A professora do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB), Débora Barem, classifica as profissões com maior demanda em bolsões ou áreas de atuação. Dentre elas, a especialista destaca as profissões baseadas em novas tecnologias.

“Todos os profissionais que viabilizem a redução de barreiras entre o mundo virtual e o físico vão ser muito muito solicitados, seja de gerenciamento de banco de dados, segurança de dados e informações, desenvolvimento de aplicativos. Além das profissões que nós já temos tradicionalmente como analista de sistemas, engenharia de computação, engenharia de software.”

Laura Jorge Donato é analista e desenvolvedora de sistemas em Mococa, interior de São Paulo. Formada há quatro anos em nível superior, ela conta o que a motivou a entrar na área de tecnologia da informação.

“A área de tecnologia da informação segue crescendo muito. Hoje, existem muitas oportunidades no mercado, mas não tem profissionais o suficiente para suprir a demanda. Minha primeira oportunidade foi na faculdade, como estagiária. E hoje tenho quatro anos e quatro meses de empresa.”

Barem também cita a área de fidelização do consumidor, como personal shopper, design de experiências, marketing digital e gerenciamento de mídias sociais. Já na saúde, destacam-se as profissões relacionadas ao bem-estar do indivíduo como um todo, como nutricionista e personal trainer.

Outra área em evidência são as profissões que envolvem meio ambiente e sustentabilidade. “Toda essa parte de gerenciamento do lixo, de novos formatos para nos relacionarmos com o meio ambiente, [profissões] relacionadas a novas energias”, afirma.

Segundo a professora da UnB, as empresas também demandam, cada vez mais, profissionais que possam lidar com gerenciamento de crise, ética, governança e combate à corrupção empresarial.

Profissões na Indústria

A indústria é o terceiro setor que mais emprega atualmente, com 8.143.560 empregos acumulados em junho de 2022, e o segundo que paga os maiores salários de admissão, com uma média de R$ 1.991,28. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria, o setor vai demandar ainda 9,6 milhões de trabalhadores qualificados em ocupações industriais até 2025.

As áreas com maior demanda por formação são: transversais; metalmecânica; construção; logística e transporte; e alimentos e bebidas. 

Formação inicial

  • Transversais (411.149) 
  • Construção (346.145) 
  • Metalmecânica (231.619) 
  • Logística e Transporte (194.898) 
  • Alimentos e Bebidas (181.117) 
  • Têxtil e Vestuário (137.996) 
  • Automotiva (92.004) 
  • Tecnologia da Informação (76.656) 
  • Eletroeletrônica (55.747) 
  • Couro e calçados (48.868) 

Formação continuada 

  • Transversais (1.393.283) 
  • Metalmecânica (1.300.675) 
  • Logística e Transporte (1.095.765) 
  • Construção (780.504)  
  • Alimentos e Bebidas (583.685) 
  • Têxtil e vestuário (509.354) 
  • Tecnologia da Informação (397.836) 
  • Eletroeletrônica (248.790) 
  • Gestão (226.176) 
  • Automotiva (208.317) 

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.”

 

Fonte: Brasil 61

Aurora Coop embarca o 1º contêiner de carne suína para o Canadá
Aurora Coop embarca o 1º contêiner de carne suína para o Canadá
        A Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) é a primeira empresa do Brasil a exportar carne suína para o Canadá, mercado recentemente aberto.
        A Aurora Coop atendeu todas as especificações técnicas (sanitárias e de bem-estar animal) previstas no acordo entre Brasil e Canadá celebrado em março deste ano, com a habilitação das plantas brasileiras anunciadas na metade de junho passado,  que autorizou a exportação de carne suína para aquele mercado.
O primeiro contêiner contendo 25,3 toneladas de cortes de carne suína para aquele mercado partiu hoje (23 de agosto) do porto de Navegantes (SC) a bordo do navio Lyon II, que vai atracar no Porto de Montreal.
        O diretor comercial de mercado externo Dilvo Casagranda realça que se trata de um primeiro embarque com cortes específicos de acordo com a demanda do importador canadense, a fim de que os consumidores possam experimentar a qualidade do produto brasileiro, abrindo portas para este novo mercado para as exportações de carne suína do Brasil.
Destaca que todos os setores da Aurora – desde o campo, indústria,  logística e controle de qualidade – empenharam-se para o atendimento dessa demanda. A primeira operação de exportação foi negociada pela equipe comercial junto a clientes da Aurora Coop, no Canadá, que já importam carne de frango para aquele país.
Produtor de cerca de 2 milhões de toneladas anuais de carne suína, o Canadá é o terceiro exportador mundial à frente do Brasil. Mesmo com importante participação no comércio internacional de carne suína, o país importa em torno de 200 mil toneladas anuais, o que demonstra um importante espaço a ser conquistado pelos exportadores brasileiros.
Para ampliar sua presença no novo mercado a estratégia é atender as exigências de alguns nichos específicos. “Vamos enfrentar esse desafio para a Aurora crescer e se consolidar como grande exportador para o Canadá”, observa Casagranda. Esse é considerado um dos mercados mais exigentes em qualidade e especificidades. Com exportações consolidadas para Estados Unidos, Japão e outros mercados, a Aurora Coop atuará para tornar-se importante fornecedor ao mercado canadense.
O presidente Neivor Canton aponta que a empresa repete o feito de novembro de 2014, quando foi a primeira empresa brasileira a exportar carne suína para os Estados Unidos. “A exportação, embora modesta por envolver apenas um contêiner, representa um importante marco no reconhecimento internacional da qualidade da nossa suinocultura industrial”, comemora o dirigente. 
        SOBRE A AURORA COOP
        A Cooperativa Centra Aurora Alimentos (Aurora Coop), com sede em Chapecó (SC), é o terceiro maior conglomerado brasileiro de proteína animal. Emprega diretamente 40 mil trabalhadores e mantém um portfólio com mais de 800 produtos a base de carnes, lácteos, massas e vegetais.  
A receita operacional bruta, em 2021, atingiu R$ 19,4 bilhões, sendo 62,5% obtida no mercado nacional e 37,5% no mercado externo.  As vendas no mercado interno ficaram em R$ 12,5 bilhões. 
As exportações contemplaram carnes suínas e de aves, derivados lácteos e massas. A Aurora Coop ampliou em 39,6% as vendas no mercado mundial, onde obteve divisas da ordem de R$ 7,3 bilhões. Esse movimento foi essencial para os bons resultados do ano, compensando o baixo desempenho do mercado doméstico, impactado pelo desemprego, pandemia, aumento geral de custos e inflação.
Setor de serviços cresce 0,7% em junho, diz IBGE

O setor de serviços cresceu 0,7% entre maio e junho. É a segunda alta seguida do setor, que acumula ganho de 2,2% desde março, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada na última quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, o setor está 7,5% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes do início da pandemia da Covid-19, e 3,2% abaixo de novembro de 2014, resultado recorde da série histórica. 

A recuperação do setor de serviços é importante para a geração de empregos e o crescimento do país, já que responde por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Pierre Souza, professor de Finanças Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV), comenta a retomada do setor. 

“Foi o setor mais impactado pela pandemia, naturalmente, porque foi aquele em que as pessoas foram impedidas de trabalhar. Mas é o setor, agora, que mais se supera, porque as pessoas estão voltando a consumir, a circular”, explica. 

O setor concentra a maior proporção de pequenos negócios da economia, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Metade dos Microempreendedores Individuais (MEI) do país são do setor de serviços, assim como quatro a cada dez micro e pequenas empresas. Isso tem relação direta com a geração de empregos, já que 70% das novas vagas do primeiro semestre deste ano vieram das MPE. 

Saiba mais:

Das cinco atividades que compõem a pesquisa, quatro cresceram em junho. O segmento de transportes, com alta de 0,6%, foi o que mais influenciou a alta geral. Segundo Luiz Almeida, analista da pesquisa, o segmento está 16,9% acima do patamar pré-pandemia. Uma das principais causas para o desempenho é o crescimento do transporte de cargas devido às vendas online durante a pandemia. 

Já o segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares subiu 0,7%, com destaque para as atividades relacionadas à organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; atividades técnicas ligadas à arquitetura e engenharia; serviços de engenharia; e vigilância e segurança privada. 

No início do ano, Vinicíus Lima, morador de Belo Horizonte, em Minas Gerais, deixou a empresa em que trabalhava na área de engenharia para abrir o próprio negócio. Ele conta que presta serviços de engenharia e que o momento é positivo para a expansão das atividades. 

“O mercado da construção civil está muito aquecido e não parou durante a pandemia. Peguei essa "onda". Estamos atuando com reformas e realizando projetos de cálculos estruturais. Não esperava que iriam aparecer outros serviços de uma forma tão rápida. Mas nem tudo são flores. Mão de obra, por exemplo; com o mercado em alta, está difícil achar bons profissionais disponíveis e os custos de insumos não param de subir”, afirma. 

O segmento de “outros serviços” cresceu 0,8%, puxado pela melhora das atividades das corretoras de títulos e valores mobiliários e administração de fundos por contrato ou comissão. Os serviços prestados às famílias registraram alta de 0,6%. Destaque para as atividades de artes cênicas e espetáculos e a gestão de instalações esportivas. Já o segmento de informação e comunicação caiu 0,2%. Foi o único a recuar na passagem de maio para junho, segundo a pesquisa. 

Das 27 unidades da federação, dez registraram aumento no volume de serviços entre maio e junho. Paraná (2,5%), Rio de Janeiro (2,4%) e Rio Grande do Sul (2,1%) lideraram. Os estados do Amazonas (-5,1%), Minas Gerais (-3%), Ceará (-3,8%) e Pernambuco (-2,4%) tiveram as quedas mais expressivas. 

Crescimento anual

O volume do setor de serviços em junho cresceu 6,3% na comparação com o volume registrado no mesmo mês do ano passado. Apenas a atividade de “outros serviços” caiu na comparação interanual. Os segmentos de transportes, serviços prestados às famílias, informação e comunicação e o de serviços profissionais, administrativos e complementares subiram no período. 

No primeiro semestre deste ano, o volume de serviços já cresceu 8,8%, bastante influenciado pelo setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio. 



Fonte: Brasil 61

Setor cerâmico enfrenta retração no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2022, o volume de vendas de revestimentos cerâmicos no mercado interno teve queda de 14% na comparação com igual período de 2021, com retração de 449,3 milhões para 386,37 milhões de metros quadrados. Os resultados refletem a conjuntura de incertezas da economia brasileira e mundial, num cenário ainda impactado pela pandemia e, mais recentemente, pela invasão da Rússia à Ucrânia. Os dados foram tabulados pela Anfacer (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres).
 

O desempenho do setor cerâmico é muito atrelado ao da indústria da construção, cuja receita deflacionada acumulada no primeiro semestre de 2022 apresentou queda de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de vendas no varejo dos materiais de construção também teve redução, que foi de 6,4% nos primeiros cinco meses na comparação com o verificado de janeiro a maio de 2021.
 

Produção

A produção nacional de revestimentos cerâmicos foi de 501,9 milhões de metros quadrados no primeiro semestre de 2022, ante 519,6 milhões em igual período do ano passado, com uma queda de 3,40%. Cabe ressaltar que a produção total havia crescido 24,8% em 2021 ante o ano anterior, passando de 840,1 milhões de metros quadrados para 1,04 bilhão.
 

Exportações

As exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos no primeiro semestre de 2022 foram de 63,19 milhões de metros quadrados, com divisas de US$ 281,16 milhões. O volume ficou praticamente estabilizado em relação aos 63,89 milhões de metros quadrados verificados em igual período de 2021, mas a receita cresceu 25,12% ante os US$ 224,7 milhões do ano passado.
 

No acumulado de 2021, as exportações somaram 130,3 milhões de metros quadrados, uma alta de 38,5% em relação a 2020, e receita foi de US$ 448,14 milhões, com avanço de 48,1%. Foi estabelecido recorde no mês de abril. Os Estados Unidos foram os principais compradores no primeiro semestre de 2022, com 11,29 milhões de metros quadrados. Seguem-se: Paraguai (8,51 milhões), Argentina (6,26 milhões), Colômbia (5,91 milhões), Chile (5,72 milhões), República Dominicana (4,84 milhões), Bolívia (3,21 milhões) e Uruguai (2,51 milhões).

Compra de euro em espécie ultrapassa dólar pelo segundo mês seguido no Itaú Unibanco

A aproximação da cotação do dólar e do euro, que chegou à paridade entre as duas moedas pela primeira vez em 20 anos em julho deste ano, levou a uma mudança de comportamento entre os brasileiros que compram moeda estrangeira em espécie. Pelo segundo mês consecutivo, a venda de euro em espécie superou a do dólar no Itaú Unibanco, com a moeda europeia representando 55% do total comprado pelos clientes pessoa física do banco durante julho.

 

“Na série histórica, o dólar representa em média 65% do total de moeda estrangeira em espécie vendida pelo Itaú aos seus clientes. Começamos a ver esse movimento de aproximação do euro em maio deste ano, quando ambas as moedas tiveram quase que o mesmo montante vendido no mês; em junho, o euro já passou a ser mais procurado, movimento que se ampliou no último mês e que já observamos como tendência neste mês -- na primeira semana de agosto, o euro segue superando o dólar nas vendas para clientes”, explica Gabriel Rombenso, superintendente de Câmbio do Itaú Unibanco.

 

A procura pelas duas moedas em espécie cresceu bastante este ano no Itaú, alcançando pico em março e superando o total comercializado no mesmo período de 2019, pré-pandemia. Clientes Itaú podem realizar a compra de moeda estrangeira via app, garantindo a taxa de câmbio no momento da transação, e efetuar a retirada de dólar e euro em espécie nos caixas exclusivos do Banco24Horas Moeda Estrangeira e na rede de agências Itaú habilitadas.

BOSS, da Hugo Boss irá abrir sua primeira loja em Santa Catarina

Conhecida por sua elegância e precisão, o grupo Hugo Boss chega à Santa Catarina com a primeira loja da BOSS, no Balneário Shopping. A abertura está prevista para o mês de outubro. É a 29ª loja no Brasil do grupo, e será aberta em um dos pontos mais badalados da América Latina, em Balneário Camboriú.  “A chegada da BOSS, principal marca do grupo Hugo Boss, ao mix do Balneário Shopping traz ainda mais sofisticação, qualidade e exclusividades para os clientes”, comenta Elizângela Cardoso, superintendente do Balneário Shopping.  
 
Pertencente ao grupo Hugo Boss, a BOSS expandiu além dos limites da alfaiataria para oferecer uma gama completa de roupas casuais, bodywear, acessórios e athleisure que formam um guarda-roupa completo. A variedade de produtos inclui produtos licenciados, como fragrâncias, óculos, relógios e roupas infantis.
 
Parte da nova geração de lojas da BOSS, a loja no Balneário Shopping tem como foco principal a criação de uma atmosfera convidativa para fazer o cliente sentir-se em casa. Isso é transmitido por meio de materiais arquitetônicos mais quentes como armários em madeira, assentos confortáveis, assim como o piso de granito. Tudo seguindo a nova identidade visual da marca, que conta com as cores branco, preto e camel, sendo destaques no contraste visual.

Novidades no mix do Balneário Shopping

Também estão chegando no próximo mês, no Balneário Shopping, as primeiras lojas da Ray-Ban e Sephora, em Santa Catarina. Além das marcas inéditas no estado também irão abrir suas lojas no mix do shopping a Oakley, Body for Sure, Quiksilver, Luiza Barcelos, Life by Vivara e Paquetá Esportes. “Estamos sempre buscando marcas que tragam as tendências e tenham qualidade para o mix do Balneário Shopping”, conta Elizângela Cardoso.    

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

Novo Delegado da Capitania dos Portos de Itajaí visita Superintendência

Com o objetivo de conhecer as estruturas que o Porto de Itajaí oferece, através do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, nesta segunda-feira, 18, militares da Marinha do Brasil estiveram na sede da Superintendência.
Na oportunidade, o Capitão de Fragata, Eduardo Rodrigues de Paula, que responde até o final deste mês pela Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí, solicitou um encontro com os representantes da superintendência (Autoridade Portuária), para apresentar seu mais novo substituto e convidar o efetivo da superintendência para a cerimônia de passagem e troca de direção da Marinha local.
O mais novo Delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, Capitão de Fragata – Eduardo Rodrigues de Lima, estará à frente da Marinha em Itajaí, a partir do dia 29, pós solenidade na sede da Capitania em Itajaí.
As autoridades da Marinha foram recepcionadas pelo Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, o Diretor Geral de Administração e Finanças, Ronaldo Camargo Souza, e o Diretor Geral de Engenharia, Jucelino dos Santos Sora.
Inicialmente, o Superintendente Fábio da Veiga, fez uma apresentação geral do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes e nela destacou pontos relevantes sobre o histórico do Porto e as diversas ações estruturantes realizadas nos últimos anos e principalmente desta atual gestão.
Entre os principais assuntos citados aos militares, destaque para os avanços e estatísticas que o Porto de Itajaí vem apesentando no atual cenário econômico do Estado de Santa Catarina e Brasil, trabalhos de dragagem de restabelecimento de aprofundamento do canal de acesso ao complexo (14 metros), giros na área da nova Bacia de Evolução, próximo de alcançar 1000 giros, e, respectivamente sobre as manobras especiais com navios de até 350 metros de comprimento (navio APL PARIS em junho de 2020), maior navio a navegar na costa brasileira no complexo local), readequação de acesso aquaviário, histórico de Delegação do porto, a busca pela atual situação de Manutenção da Autoridade Portuária Pública Municipal junto ao MINFRA, Sinalização Náutica, estrutura de cais (berços 03 e 04 realinhados e reforçados), plano estratégico de expansão portuária, melhorias e infraestrutura, resultados operacionais do complexo e histórico de movimentação (contêineres), importância da atividade portuária local para o cenário econômico de Santa Catarina e Brasil, enfrentamento e combate ao surto global de COVID-19 (Coronavírus), realizado nos  últimos dois anos, entre outros tópicos.
O Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga destacou através da Autoridade Portuária, a ótima relação que sempre teve com a Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí (Marinha do Brasil), e agradeceu pelo auxilio que sempre tiveram, principalmente durante o período em que o atual Delegado da Capitania local, Eduardo Rodrigues de Paula, esteve à frente da Autoridade Marítima em Itajaí, e, também colocou à disposição do novo Delegado, Eduardo Rodrigues de Lima, todo o efetivo e apoio para valorizar e aproximar ainda mais a relação de trabalho entre os órgãos:
“Essa relação entre Autoridade Portuária e Autoridade Marítima é fundamental para que o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes amplie suas atividades e evolua de forma harmônica. Um gerenciamento que serve para melhorar e somar os esforços entre os órgãos intervenientes. Dessa forma, há uma melhora da acessibilidade às embarcações, colaborando no trafego marítimo, bem como em qualquer tipo de projeto que envolva a ampliação das ações de âmbito marítimo. Agradecemos, então, ao trabalho do Delegado Eduardo de Paula pelos seus esforços junto à Autoridade Marítima, e damos boas-vindas ao novo delegado, Eduardo Lima, com orientações a respeito das dimensões do complexo, suas relações com as atividades desempenhadas pela marinha, e suas próximas possibilidades enquanto futuro comandante”, pontua Fábio.    
Uma forte característica da Superintendência do Porto de Itajaí, sempre foi o bom diálogo com todos os envolvidos que atuam junto ao porto e complexo num todo. Assim como a Marinha do Brasil, o respeito e reconhecimento por sua intensa atuação em Itajaí ao longo de décadas, demonstra o comprometimento em atuar juntos, como Autoridade Portuária integrada à Autoridade Marítima, tanto local, como no Estado. A segurança de navegação é primordial em diversas atividades voltadas para o complexo portuário de Itajaí e Navegantes.
Ocupando o cargo de Delegado da Capitania dos Portos de Itajaí até o próximo dia 29 de julho, o Capitão de Fragata Eduardo Rodrigues de Paula agradeceu a todos pelo período de mais de dois anos em que esteve em Itajaí, e contou seu novo destino.
“Assumi no dia 10 de julho, e agora irei para o Rio de Janeiro, servir a Diretoria Geral Pessoal da Marinha do Brasil. As atividades no município de Itajaí valeram muito a pena, apesar dos problemas acarretados pela pandemia.  Seria ainda melhor se não tivesse a covid-19. Já estou com saudades aqui do município de Itajaí “, comentou Eduardo de Paula.
O novo Delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, Capitão de Fragata Eduardo Rodrigues de Lima serve a Marinha há vinte e oito anos, e vem de Niterói, da sede da Esquadra Brasileira, na condição de encarregado de navegação do Navio Escola Brasil, atuando ainda por quatro meses na Força de Superfície, como assessor. De acordo com sua metodologia de trabalho, dará sequência ao que vinha sendo realizado junto à atividade marítima, sempre envolvida com a Autoridade Portuária e complexo portuário como um todo:
“Minha expectativa é de um trabalho muito profícuo sobretudo na relação com a Autoridade Portuária. Acompanhamos, detalhadamente, as projeções e os prognósticos positivos do Porto de Itajaí para crescimento e isso resulta diretamente no aumento do Produto interno Bruto (PIB) percapta e do Índice de Desenvolvimento Humano da cidade (IDH). Sem dúvida alguma, o papel da Autoridade Marítima, de dentro da sua jurisdição, vai ser de compartilhar com o Porto de Itajaí as atividades que são em comum e contribuir para o desenvolvimento do município”, conclui o novo Delegado Eduardo Rodrigues de Lima.
Ao término da reunião, todos os participantes registraram o encontro com a entrega de livros que contam a trajetória e histórico do Porto de Itajaí.

 

PORTO DO RECIFE TEM NOVO PRESIDENTE

Assumiu a presidência do Porto do Recife hoje (20.07), o advogado Tito Lívio de Morais. O cargo foi transmitido por José Lindoso Albuquerque que ficou no comando do ancoradouro por 13 meses. Tito Lívio tem 33 anos e é o diretor-presidente mais jovem a assumir o cargo, nas duas últimas décadas.

Asia Shipping expande atuação no Oriente Médio e inaugura filial em Dubai

A Asia Shipping, multinacional brasileira integradora de cargas, está em plena expansão de seus negócios e inaugura neste mês de julho mais uma filial no Oriente Médio. A cidade escolhida para receber a companhia foi Dubai, considerada líder mundial em logística e comércio exterior com cobertura de diversos armadores e companhias aéreas. 
No ranking divulgado no Relatório “Xinhua-Baltic International Shipping Center Development Index Report (2020)”, Dubai aparece entre os cinco primeiros centros de navegação do mundo. “Estamos atentos às grandes oportunidades do mercado e, por isso, escolhemos Dubai para sediar esse novo desafio. A cidade é essencial no cenário logístico, pois possui uma grande capacidade de movimentação de cargas, além de servir como ligação para diversos hubs globais, como o continente europeu e o Oriente Médio”, comenta Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping.
Dentre os serviços oferecidos no escritório de Dubai estão frete aéreo, marítimo, multimodal, dentre outros.
 
Expansão na Ásia 
No continente asiático, além de Dubai (Emirados Árabes), a multinacional também possui escritório próprio em Hong Kong e Taiwan (China), Coreia do Sul e Índia. Em 2015 a empresa instalou sua filial na cidade de HO CHI MINH, local onde está localizado um dos principais portos do país, que leva o mesmo nome da cidade. Atualmente, o Vietnã figura entre os países mais promissores do mercado e um dos mais desenvolvidos do Sudeste Asiático, com um Produto Interno Bruto (PIB) que cresce cerca de 7% ao ano. 
Na rota Brasil/Vietnã, a Asia Shipping é o agente de carga líder na importação de cargas via mar. Segundo dados de mercado, o Brasil importou cerca de 25 mil TEUs em 2021 e, desse total, a Asia Shipping foi responsável pelo transporte de aproximadamente 10% desta carga.
Dentre as principais cargas transportadas pela Asia Shipping nas operações de importação neste período estão borrachas, obras de vidro, fibras sintéticas, acumuladores elétricos e seus separadores. Em um cenário geral, os setores que mais cresceram na importação em 2021 foram automotivos, eletroeletrônico, construção civil, farmacêutico e vestuário.
A Asia Shipping iniciou em 1996 suas atividades com o agenciamento de carga e, em 2005, já era líder na importação marítima, no geral. Em 2008, iniciou as operações de Despacho Aduaneiro e, três anos depois, o transporte de Cargas Projeto e Armazenagem. Neste ano atingiu 30ª posição entre os maiores agentes de carga no mundo. Somente no ano passado, movimentou mais de 422 mil TEUs (contêineres de 20 pés), sendo o setor automotivo um dos destaques de 2021.
- Fim - 
Sobre a Asia Shipping
Criada em Santos em 1996, a Asia Shipping é uma multinacional brasileira que atua na gestão de processos logísticos de mercadorias tanto na importação quanto na exportação, utilizando diversos modais como aéreo, marítimo e rodoviário. Além disso, a companhia também é especializada em Inteligência Fiscal e Tributária, Desembaraço Aduaneiro, Seguros de cargas e Inspeções. 
A Asia Shipping comemora 26 anos de existência como maior integradora logística da América Latina e a única da região presente no Ranking dos 50 maiores agentes de carga do mundo. Também foi certificada pelo Great Place to Work como uma das “Melhores Empresas para se Trabalhar” no Brasil. A companhia está em 11 países, com 39 escritórios no mundo -- 10 no Brasil -- e mais de 1.000 colaboradores. A empresa aderiu ao Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado, o OEA, e ao Pacto Global da ONU. 

 

Pacote de investimentos da SBJ Construtora para Navegantes prevê R$ 150 milhões nos próximos cinco anos

Navegantes figura como a economia que mais apresentou crescimento em Santa Catarina em 2021, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) municipal de 22,5% em relação à pesquisa anterior, de 2019. Foram registrados R$ 4,68 bilhões, marca que fez ultrapassar São Francisco do Sul e se tornar a 14ª maior economia de Santa Catarina, segundo o IBGE. O município é a bola da vez e vendo sendo aposta da SBJ Construtora há 18 anos. Ao completar mais um ano de atividades em Navegantes, a empresa apresenta o novo pacote de investimentos com previsão de R$ 150 milhões investidos nos próximos cinco anos. Serão seis novos projetos, sendo três na Praia Central e outros três na Praia de Gravatá, obras que deverão ser iniciadas em 2022, 2023 e 2024.
O olhar dos sócios da construtora é para aprimorar a relação do bem morar na cidade. Com mais de 650 unidades vendidas até agora, a SBJ ergueu mais de 100 mil metros quadrados de área. “Para o futuro temos mais de 45 mil metros quadrados de obras projetadas, além de já possuirmos outros 25 mil metros quadrados de espaço para novos empreendimentos”, ressalta João J. B. de Souza, sócio diretor da empresa. 
Ele destaca que o próximo lançamento será o Ilha de Ibiza Residencial, localizado ao lado da Central de Negócios & Arquitetura recém-inaugurada em frente ao mar. O empreendimento traz design moderno e exclusivo, com luxo e requinte em cada detalhe previsto. Além das quatro opções de planta, o edifício terá dois andares de área de lazer, com benefícios como piscina aquecida, academia, espaços gourmet e salões de festas. Os futuros moradores terão ainda elevadores de alta velocidade, sacadas com fechamento Sky View e uma série de outras comodidades. 
            
Aposta na cidade contribui na geração de emprego e renda
A SBJ se orgulha dos 18 anos de atividades em Navegantes e de poder contribuir com a geração de emprego e renda. Atualmente são cerca de 170 colaboradores e a possibilidade de aumentar este quadro com as próximas obras. Outra celebração que converge com o aniversário de 18 anos é a inauguração da Central de Negócios & Arquitetura. Localizada na Avenida Prefeito Cirino Adolfo Cabral, 835, o novo espaço possibilita um atendimento exclusivo para os clientes e corretores com mais tecnologia e qualidade.
“Aqui o cliente tem a possibilidade de personalizar a planta do seu apartamento do seu jeito. Além do atendimento comercial, contamos também com uma arquiteta para auxiliar na escolha. Um dos diferenciais é que agora teremos um expositor dos pisos que a SBJ trabalha e que o cliente pode escolher nessa parte do acabamento, por exemplo”, destaca o empreendedor João J. B. de Souza.
Ele pontua ainda que o novo site é outro elemento de comemoração. Pelo novo espaço virtual, os clientes têm acesso aos empreendimentos, às plantas e acompanhamento de cada obra. Também é possível consultar os boletos para garantir mais agilidade no pagamento, além de solicitar de forma rápida o atendimento à construtora para tirar as dúvidas.
 
A SBJ
A SBJ surgiu com objetivo de projetar sonhos e conseguir os transformar em algo concreto. Ao acompanhar o avanço de Navegantes, a empresa percebeu a necessidade de construir empreendimentos residenciais de alto padrão, para contribuir ainda mais com a evolução da cidade. Assim surgiram os primeiros projetos em 2003 e os resultados foram surpreendentes. Desde então, a SBJ vem apresentando melhorias em suas propostas, com foco na qualidade, inovação e sustentabilidade. Atualmente são 15 empreendimentos entregues, outros quatro em construção. 

 

Transporte de cargas por cabotagem pode ajudar a diminuir frete e preço das mercadorias

O Programa de Estímulo à Cabotagem, conhecido como BR do Mar, deve contribuir não apenas para diversificar a matriz de transporte de cargas do Brasil — dependente do modal rodoviário — como baratear o custo do frete e dos produtos transportados por longas distâncias, aponta estudo do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL). 

Uma simulação do ONTL mostra que, para movimentar aproximadamente 38 mil TEUs (unidade de medida), ao longo de um determinado período, entre os portos de Suape (PE) e Santos (SP), são necessários 14 navios com um custo estimado em R$ 88 milhões. Por rodovia, o mesmo volume de carga demandaria 20 mil caminhões e custaria 400% a mais. 

O deputado federal Sergio Souza (MDB-PR) afirma que durante os últimos cem anos o Brasil priorizou o modal rodoviário, mas que a predominância do transporte por caminhões aliada à precarização das ferrovias e da cabotagem (navegação entre portos do mesmo país) encarece o frete e, por consequência, as mercadorias. “Um país caro perde competitividade no mercado internacional", destaca. 

Segundo o parlamentar, com o BR do Mar, os produtos que são transportados por longas distâncias tendem a ficar mais baratos. “Nós temos uma BR do Mar que vai permitir uma cabotagem e uma redução de custo de produção enorme no Brasil, porque era mais barato eu mandar do meu estado, o Paraná, um caminhão de mantimentos para o Nordeste do que mandar para o porto e mandar do porto ao porto no Nordeste. Então isso é inadmissível”, pontua. 

Além de reduzir os custos de logística para longas distâncias, a cabotagem ajuda a diminuir o número de acidentes nas estradas e a diminuir as emissões de carbono, segundo a Empresa de Planejamento e Logística (EPL).  

Diversidade 

Além da cabotagem, o governo e o Congresso Nacional adotaram outras medidas com o objetivo de reequilibrar a participação dos diferentes modais na matriz de transportes do país. O marco legal das ferrovias, por exemplo, tem potencial para aumentar de 20% para 40% a parcela dos trens na matriz. 

Para Gilberto Gomes, especialista em infraestrutura, a agenda do governo federal e do Legislativo para o setor desde 2019 é marcada por medidas liberais que, diante da baixa capacidade de investimentos públicos, atraíram o capital privado para promover a modernização e diversificação da matriz de transportes do país. 

“Se pegarmos, por exemplo, as reformas no setor de ferrovias, há praticamente uma revolução, em que você deixa de fazer ferrovias com investimentos públicos a partir de concessões para possibilitar que particulares construam suas próprias ferrovias por meio de autorização”, avalia. 

“Isso mostra que nós vamos ter uma possibilidade num futuro próximo de termos uma redução do custo de produção devido à uma otimização dos modais de transportes”, acredita o deputado Sergio Souza. 

Números

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, a navegação por cabotagem cresceu 5,6% em 2021 na comparação com o ano anterior. A expectativa, agora, é para ver como o modal se comporta em 2022, primeiro ano em vigor da lei que estimula a navegação entre portos brasileiros. 



Fonte: Brasil 61

Cattalini Terminas Marítimos celebra 41 anos de fundação

Nesta sexta-feira (01), a Cattalini Terminais Marítimos completa 41 anos. Das primeiras instalações, no bairro da Costeira, à atual estrutura composta por 4 centros de tancagem, pátio para caminhões e píer privativo, sua história vem sendo traçada com ética, respeito às pessoas, cuidado com o meio ambiente e constantes investimentos em segurança e tecnologia.

 

Segundo o diretor-presidente da Cattalini, José Paulo Fernandes, a trajetória da organização foi construída com o apoio de clientes, colaboradores e demais parceiros.

 

“É uma gratificação celebrar os 41 anos da Cattalini e poder ver o quanto a empresa cresceu nos últimos anos. Quero compartilhar essa felicidade com os nossos clientes, colaboradores – mesmo aqueles que já não estão mais conosco – e, também, com os nossos parceiros que contribuíram para o que a empresa é hoje. A Cattalini está cada vez mais posicionada na liderança de granéis líquidos e consolidando um papel muito importante na cadeia de alguns produtos, como químicos e óleos vegetais. Destaco, igualmente, uma agenda cada vez mais diversificada, refletindo a transformação pela qual a Cattalini passa. Como pontos importantes se destacam o desenvolvimento de pessoas, a automação, a digitalização e as ações estruturantes e de melhoria nas questões de ASG – Ambiental, Social e Governança. Tudo isso faz parte da nossa agenda hoje, graças ao trabalho desenvolvido por uma rede de apoio que nos trouxe até aqui”, declarou.

 

Parte da nossa história

A Cattalini é o maior terminal privado de granéis líquidos do Brasil e atualmente conta com cerca de 550 colaboradores, que atuam nas áreas administrativas, em seus centros de tancagem, no píer e no pátio de caminhões. Vamos conhecer alguns deles.

 

“Trabalho na Cattalini há 33 anos e posso dizer que acompanhei a fundação dessa empresa e lembro quando ela ainda era um sonho. Hoje tenho orgulho e respeito por fazer parte dessa grande empresa. Somos uma equipe forte e preparada para enfrentar qualquer desafio. Graças à ajuda e ao esforço de todos, crescemos juntos. A Cattalini faz parte da minha vida e da minha história. Acredito que ela  já marcou, nesses 41 anos, o seu  lugar, pelo respeito que possui e pelos serviços prestados à a cidade de Paranaguá  gerando empregos e oportunidade. Amo essa empresa”.

Janete Vicentin

Telefonista

 

“Trabalho na Cattalini há 24 anos a ela só vem a somar na minha vida. Foi por meio da empresa que eu consegui formar minha família e me sinto feliz em trabalhar aqui, onde só construí amizades. Acredito que eu ajudei no desenvolvimento da Cattalini e tento passar aos demais que estudem, se capacitem e aproveitem as oportunidades que a empresa oferece”.

Rubens Rodrigues da Silva

Inspetor de Segurança

 

“Quando entrei na Cattalini, há 17 anos, iniciei como Operador Jr e com o decorrer dos anos fui me capacitando em conhecimento dentro da empresa e hoje sou Operador Sênior. A Cattalini é a minha segunda casa. Todo o trabalho, especialmente aqui na empresa, tem que ter grande responsabilidade porque não podemos ter erros. A qualidade e a disposição do nosso trabalho ajudam a empresa a continuar crescendo e nós crescemos junto com ela”.

Oscar Rabery Martinez, Operador Sênior.

 

“Comecei a trabalhar na Cattalini como Operador Jr há cerca de um ano e meio e, quando houve a abertura de processos seletivos internos, eu aproveitei a oportunidade para buscar crescer dentro da empresa. Vejo o quanto a Cattalini se preocupa com seus colaboradores e com a comunidade e estar aqui é a realização de um sonho”.

Esdras Gomes dos Santos

Assistente de Logística

 

Sustentabilidade

A Cattalini acredita que o desenvolvimento do negócio deve acontecer de forma responsável e sustentável. Seu Programa de Sustentabilidade atua em diferentes frentes para garantir o bem-estar dos colaboradores, a gestão de aspectos ambientais, o pleno atendimento aos clientes, a segurança das operações e o desenvolvimento da comunidade e território do qual faz parte.

 

A empresa é orientada por políticas e regulamentos internos que garantem a gestão responsável e sustentável do negócio. No site estão disponíveis a Política de Sustentabilidade, a Política de Saúde, Segurança e Proteção Ambiental, a Política da Qualidade e o Código de Conduta.

 

A Cattalini trabalha, igualmente, para impulsionar o talento de todos os  colaboradores. Seus Programas de Diversidade e Inclusão, Jovem Aprendiz, Desenvolvimento de Lideranças, entre outros, retrata seu compromisso de oferecer condições de trabalho justas e com iguais oportunidades.

 

Compromissos

Com o intuito de manter o compromisso e engajamento com a gestão responsável e o desenvolvimento sustentável, a Cattalini Terminais aderiu a movimentos e compromissos voluntários externos: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Pacto Global das Nações Unidas, Pacto Empresarial Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras e Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção.

 

Meio Ambiente

Em todas as suas atividades, a Cattalini considera os aspectos de gestão ambiental, tais como o gerenciamento de resíduos sólidos, líquidos e emissões atmosféricas, o uso responsável de água e energia, programas de educação ambiental, dentre outros. A empresa visa a preservação e a proteção do meio ambiente. Resultado desse compromisso é a manutenção da certificação ISO 14001 (Sistemas de Gestão Ambiental). Nesta área, a empresa apresenta um dos melhores desempenhos entre os Terminais de Uso Privado (TUPs) instalados do Brasil e o melhor desempenho entre os TUPs de líquidos descrito pelo Índice de Desempenho Ambiental (IDA) da Agência Nacional de Transporte Aquaviário  (ANTAq).

Segurança

A segurança dos seus colaboradores, de suas operações e da comunidade também é prioridade. A Cattalini investe continuamente em equipamentos de alta tecnologia, na modernização de procedimentos, em treinamentos frequentes e em programas e ações que fortalecem a cultura de segurança da organização. A empresa conta com equipes treinadas e preparadas para melhoria contínua, fazendo com que todos se sintam responsáveis pela segurança. A certificação ISO 45001 (Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional) é utilizada como ferramenta para isso.

Recentemente, o terminal portuário foi certificado pela Conportos (Resolução nº 53), demonstrando o cumprimento de todas as medidas estabelecidas internacionalmente para a proteção marítima. A homologação emitida pela Conportos trata do Estudo de Avaliação de Risco (EAR) e do Plano de Segurança Portuária (PSP), tendo como base a Resolução nº 53/2020, do Ministério da Justiça. No âmbito nacional, a Cattalini está entre as primeiras empresas do País a receber essa certificação.

Estrutura

A Cattalini Terminais Marítimos oferece aos seus clientes um total de 133 tanques e 610 mil m³ para armazenagem de diversos produtos, distribuídos em quatro Centros de Tancagens alfandegados e entrepostados. A empresa possui píer próprio para atracação simultânea de dois navios e pátio com capacidade para receber 350 caminhões.

No Porto de Paranaguá, a Cattalini Terminais Marítimos é o único terminal de granéis líquidos reconhecido como OEA. Além desta certificação emitida pela Receita Federal e das outras acima citadas, a empresa portuária mantém a certificação ISO 9001 (Sistema de Gestão da Qualidade) e é auditada pelo CDI-T (Chemical Distribution Institute -Terminals).

Como tudo começou

A história da Cattalini Terminais Marítimos começa com a vinda do italiano Dino Cattalini ao Brasil em 1948. Após lutar na 2ª Guerra Mundial, ele chegou ao País com o irmão mais novo, Stefano, fugindo da recessão causada pelos conflitos. No bolso, apenas 300 dólares e o sonho de vencer em um novo país.

Ao se estabelecer em Curitiba, começou a trabalhar como mecânico e, junto com o irmão, conseguiu comprar seu primeiro caminhão. Recomeçaram sua vida e iniciaram uma carreira de sucesso na área de transportes. Ao longo dos anos, seguindo com seu caminhão para o Porto de Paranaguá vislumbrou a oportunidade de iniciar um novo negócio na cidade. Foi assim que, há 41 anos, fundou a Cattalini Terminais Marítimos, uma das maiores empresas da cidade e a maior do Brasil na área de granéis líquidos.

Dino Cattalini faleceu aos 100 anos no dia 05 de abril de 2021. Ele foi um empresário ítalo-brasileiro que se destacou como empreendedor de sucesso em diferentes segmentos e mercados, tendo lançado na década de 1980 a pedra fundamental de um terminal marítimo para graneis líquidos na cidade de Paranaguá.

Seu nome foi dado ao espaço de lazer e esporte “Recanto Dino Cattalini e a uma rua, construídos pela empresa, nas proximidades do Centro de Tancagem 4.

Gerdau e Embratel assinam primeiro acordo no setor do aço na América Latina para implementar uso da quinta geração da internet móvel

A Gerdau e a Embratel anunciam, hoje (29), acordo para implementar uma rede privativa dedicada 5G e LTE 4G na planta industrial de Ouro Branco (MG), criando um backbone (rede de transporte) de TI para a evolução da digitalização da maior empresa brasileira produtora de aço. Este é o primeiro projeto de uso da quinta geração da internet móvel no setor do aço na América Latina. Com o objetivo de criar uma infraestrutura digital habilitadora para o desenvolvimento da indústria de aço do futuro, a iniciativa será realizada na maior usina da Gerdau no mundo e possibilitará a ampliação do uso dos conceitos de Indústria 4.0 para alavancar a automatização, produtividade, flexibilidade, visibilidade, rastreabilidade, uso de dados e segurança nos processos, incluindo planejamento, produção e logística.
 

O projeto desenvolvido pela Embratel incluirá a instalação de diversas torres no local para ampliar a abrangência da conectividade e as possibilidades de automação, com cobertura em mais de 8.300.000 m2 da produtora de aço. A Embratel busca construir uma infraestrutura evolutiva, que permite inserir novas tecnologias de ponta de maneira simplificada.
 

“Nos últimos anos, construímos nossas fundações para sermos cada vez mais digital. O digital deixou de ser algo isolado para ser parte do negócio, por meio da identificação de iniciativas transformacionais, nas quais alocamos recursos, tecnologias e temos projetos robustos, que estão impactando positivamente nosso negócio. Agora, precisamos ampliar ainda mais as nossas capacidades digitais para viabilizarmos uma cadeia de produção totalmente conectada, aumentando eficiência e produtividade da usina. A rede privativa 5G, que será implementada em parceria com a Embratel e a Claro, nos ajudará a consolidar um backbone de tecnologia para impulsionar nossas operações”, afirma Gustavo França, diretor global de tecnologia e digital da Gerdau.
 

“Em um cenário cada vez mais competitivo no setor, que exige uma busca contínua por mais excelência operacional, a transformação digital se torna crucial, para evolução em produtividade, segurança das pessoas e gestão sistêmica da nossa operação”, completa Rafael Gambôa, diretor da Usina de Ouro Branco. Com o desafio de integração de infraestrutura e implementação de rede privativa em áreas extensas, a Embratel e a Gerdau desenvolveram um planejamento completo para habilitar o uso da quinta geração da internet móvel e o futuro digital da usina.

Dividido em três fases, o projeto será iniciado com a instalação de uma rede privativa LTE 4G com capacidade total de 256 Mbps. Já nessa etapa, a área coberta será maior do que a atual, possibilitando o aumento da abrangência das iniciativas da Indústria 4.0 já adotadas na unidade. A implementação de novas aplicações terá tempo reduzido já nessa primeira parte da iniciativa.
 

Na segunda fase, haverá uma grande evolução somando o 5G da Claro, na frequência 3.5 GHz, à rede LTE 4G. Com o 5G e o LTE 4G, a planta passará a ter uma capacidade muito maior, totalizando 3,8 Gbps. A ultrabaixa latência fornecerá mais resiliência, disponibilidade e segurança para o local, pois aplicações críticas não terão infraestrutura compartilhada com a rede pública. Suportada pela rede e backbone de TI instalados, a Gerdau poderá ampliar seus investimentos em dispositivos e maquinários múltiplos mais evoluídos, como veículos autônomos e telecontrolados, além da tecnologia de gêmeos digitais, Internet das Coisas e Inteligência Artificial.
 

A terceira fase envolverá o adensamento da rede privativa LTE 4G e 5G para fornecer ainda mais capacidade combinada, chegando a 4,8 Gbps, e ampliar a cobertura para toda a extensão operacional da planta.
 

O projeto inclui espectro licenciado, sem interferências, e altos padrões de segurança, pois cada máquina conectada receberá um SIMCard exclusivo para acessar a rede. Com isso, a autenticação do equipamento será automática, sem a necessidade do uso de senhas para conexão. Essa característica é fundamental para mitigar ameaças de cibersegurança, especialmente em dispositivos críticos, que podem gerar riscos a colaboradores em caso de perda de controle.
 

“A Embratel está construindo uma infraestrutura digital habilitadora de inovações, que vai muito além de velocidade na transmissão de dados. A implementação do 5G significa baixíssima latência, mais disponibilidade, abrangência e capacidade de rede, aspectos fundamentais para a Indústria 4.0. Siderúrgicas são lugares com alta complexidade e criticidade. Portanto, ter uma infraestrutura digital completa para habilitar um ambiente mais seguro e produtivo é fundamental. A Embratel está atuando lado a lado com a Gerdau para que a produtora atinja o próximo nível em sua digitalização, possibilitando a ampliação do gerenciamento e sensoriamento de ativos críticos, uso de carboxímetros conectados, caminhões autônomos, retroescavadeiras telecontroladas, além da monitoração inteligente por câmeras e drones para segurança preditiva, por exemplo”, afirma Gustavo Silbert, Diretor-Executivo da Embratel.

 

Sobre a usina Ouro Branco da Gerdau

A usina de Ouro Branco, localizada na região central de Minas Gerais, tem 35 anos de operação integrada. Com números expressivos, a unidade tem capacidade 3,9 milhões de toneladas de aço bruto por ano, em uma planta de 10.000.000 m² de área. Com dois altos-fornos para produção de aços longos e planos, como vergalhão, fio-máquina, perfis estruturais, chapas e bobinas, a usina atende aos mercados de construção civil, automotivo, agrícola, energia, naval e ferroviário. Ao todo, são mais de 7 mil colaboradores circulando diariamente na planta, entre próprios e terceiros, sendo a maior parte deles moradores da região, que residem em Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete e Congonhas.
 

Ao longo de seus 35 anos de existência, a usina foi também se modernizando, caminhando junto com o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil e se tornando uma importante referência em tecnologia para outras unidades da empresa no País. A unidade possui um centro de monitoramento de última geração e nele são monitorados os principais ativos/equipamentos estratégicos para a operação das usinas no Brasil, utilizando modelos de inteligência artificial de forma preditiva, antecipando possíveis problemas que venham a ocorrer. Neste cenário, a rede privativa instalada pela Embratel com 5G e LTE será fundamental para apoiar as ações desenvolvidas pelo centro, fornecendo mais disponibilidade e abrangência para o monitoramento. Estimativas indicam que as soluções de tecnologia e monitoramento instaladas na usina de Ouro Branco possibilitaram uma redução de custo para a empresa na ordem de R$ 50 milhões, entre 2018 e 2020.

 

Sobre a Embratel

A Embratel é um dos principais fornecedores de serviços de TI e Telecom do Brasil. É uma habilitadora da transformação digital de empresas de todos os segmentos e líder em telecomunicações com sua infraestrutura de alto nível. A Embratel fornece soluções como Cloud Computing, Data Center, Segurança, Internet das Coisas, Professional Services, Conectividade e Colaboração, Omnichannel, Automação Robótica de Processos, transmissão de dados, vídeo, Internet, telefonia celular e fixa corporativa, longa distância nacional e internacional, além de uma série de outras soluções para apoiar o mercado empresarial na sua jornada de crescimento na nova economia digital. Atuando no desenvolvimento, implementação e gestão de soluções convergentes, a Embratel é amplamente reconhecida pela entrega de serviços de excelência com foco na experiência dos clientes. A Embratel faz parte da Claro e mais informações estão disponíveis no site.

 

Sobre a Gerdau

Com 121 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. No Brasil, também produz aços planos, além de minério de ferro para consumo próprio. Além disso, possui uma divisão de novos negócios, a Gerdau Next, com o objetivo de empreender em segmentos adjacentes ao aço. Com o propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a companhia está presente em 9 países e conta com mais de 36 mil colaboradores diretos e indiretos em todas as suas operações. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: 73% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, 11 milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço. A companhia também é a maior produtora de carvão vegetal do mundo, com mais de 250 mil hectares de base florestal no estado de Minas Gerais. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), de 0,90 t de CO₂e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global do setor, de 1,89 t de CO₂e por tonelada de aço (worldsteel). Em 2031, as emissões de carbono da Gerdau vão diminuir para 0,83 t de CO₂e por tonelada de aço. As ações da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3), Nova Iorque (NYSE) e Madri (Latibex).
 

Modal rodoviário tem significativo peso na cadeia logística do comércio exterior

Embora o modal rodoviário tenha representado apenas 10,27% no comércio exterior brasileiro de janeiro a maio deste ano e 82,5 das mercadorias embarcadas e desembarcadas tenham sido pelo modal marítimo, o caminhão tem um papel decisivo na matriz do transporte no Brasil, com uma participação de mais de 70% no transporte interno de mercadorias, afinal, é o caminhão que transporta a carga do produtor para o costado do navio ou no sentido inverso. Já segundo o Relatório Fretebras – Transporte Rodoviário de Cargas, a utilização do modal rodoviário cresceu 37% no primeiro trimestre deste ano, com relação ao igual período no ano passado. 
Segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, as cargas exportadas pelos portos brasileiros somaram US$ 197,37 bilhões nos cinco meses deste ano, ante US$ 27,45 milhões que ultrapassaram as divisas secas. No Sul do país a realidade não é diferente, a corrente de comércio das cargas marítimas somou US$ 38,65 milhões, enquanto o valor das cargas importadas e exportadas pelos caminhões ficou em US$ 5,47 milhões, ou seja, a sétima parte do que foi operado pelos navios. 
No entanto, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que mais de 90% das empresas utilizam a malha rodoviária para transportar os itens até o local de despacho para os países de destino ou para transportar suas cargas de importação dos portos para os centros de distribuição. Se somada a distribuição final, até o consumidor na ponta, esse percentual fica ainda maior. 
É essa união dos diversos modais que compõem a cadeia logística que a Logistique busca fortalecer na edição 2022 da maior feira de logística e transporte intermodal de cargas, de 30 de agosto a 1º de setembro, no Centro de Exposições Expoville. “Vamos reunir neste ano [que o evento vem com um formato mais enxuto e dinâmico] importadores, exportadores, transportadores que operam nos modais aéreo, ferroviário, marítimo e rodoviário, além de prestadores de serviços nas mais diversas áreas da logística e intralogística para, juntos, encontrarem soluções mais completas e ao mesmo tempo que agreguem agilidade e custos competitivos”, destaca o diretor geral da Logistique, Leonardo Rinaldi. 
“Serão três dias de palestras, painéis, cases, pitchs de apresentações e discussões relacionadas ao processo criativo, tecnologia e inovação, além da 1ª edição da Logistique Innovation, com apresentação de inovações em logística, blockchain, gerenciamento de estoque, cadeia de suprimentos, entregas urbanas, soluções de rastreamento, transporte, entre outros segmentos do vasto mercado da Logística”, arremata a diretora executiva Karine Marmit. 

 

Ipea prevê crescimento de 1,8% para o PIB em 2022

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quinta-feira (30/6), a Visão Geral da Conjuntura, análise trimestral da economia brasileira, com previsão de crescimento de 1,8% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. O destaque vai para o setor de serviços, com estimativa de previsão de alta de 2,8%, enquanto os setores de agropecuária e industrial devem mostrar relativa estabilidade. Do lado da demanda, a projeção de crescimento do consumo das famílias ficou em 1,6% para este ano.

 Depois da alta de 1% do PIB registrada no primeiro trimestre de 2022, a maioria dos setores produtivos apresentou desempenho positivo também em abril. As previsões do Ipea mostram que, em maio, o nível de atividade deve avançar na comparação com o mês anterior e com ajuste sazonal: 1,2% na indústria, 0,6% no comércio e 0,3% nos serviços. A evolução dos indicadores de atividade está em linha com o desempenho do mercado de trabalho, cujos dados recentes mostram que o ritmo de recuperação se intensificou ao longo dos últimos três meses, combinando forte expansão da população ocupada e redução significativa da taxa de desocupação, mesmo com o aumento da taxa de participação.

 Esse conjunto de indicadores sugere boas perspectivas para o PIB no segundo trimestre de 2022, com projeção de crescimento de 0,6% no período, em termos dessazonalizados, em relação ao trimestre anterior, e de 2,3% sobre o mesmo trimestre do ano passado.

 Para o segundo semestre deste ano, há expectativa de desaceleração da atividade econômica, em função de fatores externos e internos. Os aspectos externos apontam para menor crescimento e maior incerteza, dada a elevação das taxas observadas e esperadas de inflação na maioria dos países, e a persistência da guerra entre Rússia e Ucrânia -- que deve prolongar os atuais problemas nas cadeias produtivas. Do ponto de vista dos fatores internos, a persistência de taxas de inflação elevadas, além de inibir o consumo por meio da redução da renda real das famílias, tem levado ao aperto da política monetária no país, cujos efeitos atingem o mercado de crédito e tendem a se intensificar nos próximos meses.

 Para 2023, a projeção de crescimento do PIB é de 1,3%. Em termos de atividade econômica, o próximo ano deve ser tímido, no início, mas caracterizado por aceleração ao longo do ano. O cenário tem como base duas hipóteses. Primeiro, com o fim da guerra na Ucrânia, a atenuação dos problemas pelo lado da oferta reduzirá grande parte da pressão inflacionária do exterior, possibilitando que a política monetária possa cumprir seu papel de reduzir gradualmente a inflação sem a necessidade de uma queda mais profunda dos níveis de atividade. Além disso, no início do ano que vem, parcela importante do impacto adverso do aperto monetário interno sobre a atividade econômica já terá ocorrido.

 Há expectativa de crescimento para todos os setores da economia no próximo ano: agropecuária (2,5%), indústria (1%) e serviços (1,4%). Do lado da demanda, os destaques são o consumo das famílias e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), com altas de 1% e 3%, respectivamente.

 Em relação à inflação, a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2022 é de 6,6%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve ficar em 6,3%. A alta maior dos preços livres é compensada pela desaceleração dos preços administrados, por conta da Lei Complementar 194/2022. Para 2023, a alta de ambos os índices é projetada em 4,7%.

100 anos: Cooperativismo faz bem
LUIZ VICENTE SUZIN
Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)
 
        No primeiro sábado de julho comemora-se em todo o mundo o Dia Internacional do Cooperativismo. No próximo 2 de julho, pela centésima vez, essa emblemática data será festejada. Uma reflexão acompanha a marca dos 100 anos dessa efeméride: o cooperativismo pode ser a solução para todos ou praticamente todos os problemas da humanidade.
        Um dos maiores flagelos da atualidade – a fome – é combatida pelas cooperativas do ramo agropecuário, responsáveis pela organização de produtores e empresários rurais na estruturação da produção de cereais, frutas, hortigranjeiros, lácteos e proteína animal. Essas cooperativas levaram tecnologia ao campo, capacitaram agricultores, abriram mercados e incorporaram milhares de pequenos produtores, transformando-os em competitivos agentes econômicos. Disso resultou a maior oferta de alimentos e a redução da fome no país e no exterior.
        Para assegurar recursos ao setor rural e outros setores da atividade econômica, surgiram as cooperativas de crédito que fomentaram a base produtiva e dinamizaram as cadeias de suprimento, dando musculatura à economia local e microrregional. Da mesma forma, as  cooperativas do ramo da infraestrutura levaram sistema de abastecimento de energia elétrica ao campo e aos municípios isolados. As cooperativas de trabalho médico organizaram profissionais de saúde e criaram formidáveis aparatos que envolvem desde a atenção primária à saúde até a medicina de alta complexidade, aliviando o sistema público de saúde, este sempre no limiar de um colapso.
        As cooperativas, portanto, exercitando uma doutrina de livre associação, meritocracia e estímulo ao esforço individual, premiando a todos na proporção direta do esforço de cada um tornou-se um fator essencial da livre-iniciativa – que deixou de ser uma ficção constitucional para tornar-se fator indispensável à saúde da vida econômica. Os paradigmas se espraiam por todos os ramos: transporte, consumo, habitacional etc.
        Nesses tempos em que as mudanças e transformações tecnológicas estão destruindo empregos, as cooperativas do ramo de trabalho podem oferecer uma alternativa para a empregabilidade. Transformações disruptivas em curso tendem a tornar anacrônica ou obsoleta a legislação trabalhista. É um fenômeno mundial inescapável. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), editada em 1º de maio de 1943 – há 79 anos, portanto –  marcou território na defesa dos trabalhadores, inaugurando um novo tempo nas relações de trabalho e impregnando conceitos  de dignidade, humanidade e justiça social. 
Mas os tempos mudaram e, hodiernamente, os 922 artigos originais – que depois derivaram em milhares de normas via portarias, decretos, instruções etc. – regulamentam excessivamente aspectos como identificação profissional, jornada de trabalho, férias, salário mínimo, aviso prévio, rescisão contratual, estabilidade, direito judiciário do trabalho, organização sindical, negociações e dissídios coletivos, profissões com tratamento diferenciado etc. Surgiu uma suspeita de que a excessiva regulamentação tornou-se um fator de desempregabilidade. O legislador original teria  ignorado a realidade social e econômica brasileira, como prova a intensa judicialização que há quase 80 anos congestiona a Justiça do Trabalho. 
Acreditamos que a organização de trabalhadores e profissionais qualificados de nível operacional, básico ou superior em regime de sociedade cooperativista poderia ser uma grande alternativa no combate ao desemprego em muitas regiões brasileiras. A resistência observável, de potenciais contratantes ou dos próprios trabalhadores é uma decorrência dessa cultura fulcrada na CLT que impregna o mercado de trabalho no Brasil.  É possível que o amadurecimento das relações sociais em face das transformações distópicas e que nos referimos possa revalorizar e proporcionar uma ressignificação às cooperativas do ramo de trabalho.
Quaisquer que sejam as reflexões, a 100ª comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo renova uma sólida e evidente convicção – cooperativismo faz bem em todas as atividades humanas. 
Portonave apresenta ações socioambientais em evento HUB ODS SC

Como apoiadora do Movimento ODS Santa Catarina, a Portonave participou do evento HUB ODS SC, do Pacto Global, nesta quinta-feira (23). Com o tema “A importância da atuação regional para o alcance dos ODS”, o evento teve como objetivo debater sobre a importância das ações de empresas que atuam ativamente em ações relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Na oportunidade, o diretor-superintendente administrativo, da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, apresentou as iniciativas sustentáveis desenvolvidas na empresa. Uma das importantes ações foi a eletrificação de 18 RTG’s do Terminal, que passaram a ser alimentados com energia elétrica e não mais com geradores a diesel, em 2016. Atualmente, os equipamentos funcionam 100% na eletricidade, tendo mínimos deslocamentos utilizando o motor a diesel para a área de manutenção preventiva.

Também foram citados projetos diretamente relacionados à comunidade, como os de compensação ambiental chamados Nossa Praia, referente à revitalização da orla de Navegantes, e a obra de recuperação da Gruta Nossa Senhora de Guadalupe, também localizada na cidade.

“Nosso relacionamento com a comunidade regional sempre foi uma prioridade, assim como o incentivo aos nossos profissionais na disseminação de boas práticas. O diálogo precisa estar internalizado nas empresas para que os negócios sejam cada vez mais sustentáveis e para alcançarmos resultados cada vez mais eficazes”, finalizou Castilho.

Cresce o estoque de empregos na Foz do Rio Itajaí

O estoque de empregos na construção em Itajaí, Navegantes, Penha e Balneário Piçarras cresceu quase 23,3% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. A soma nas quatro cidades apontou para estoque de 7.317 empregos, contra 5.931 registrados de janeiro a abril de 2021. Estoque é a quantidade de vínculos celetistas ativos em determinado período de tempo analisado. Os números também apresentam alta significativa no saldo de vagas - diferença entre contratos e demitidos – em Navegantes. No primeiro quadrimestre deste ano, o saldo da construção na cidade superou os 200%. Os números são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Previdência.
De janeiro a abril, o estoque de empregos na construção em Itajaí ficou em 4.746, seguido por Navegantes com 1.150, Balneário Piçarras com 853 e Penha com estoque de 568 empregos. No mesmo período do ano passado, Itajaí registrou estoque 4.214, seguido de Navegantes com 874, Balneário Piçarras com 458, e Penha com 385 empregos. O destaque em aumento no estoque de empregos no período foi para Balneário Piçarras, com percentual positivo de 86,2% 
Já o destaque em saldo de vagas (diferença entre demitidos e contratados) foi para Navegantes. Nos primeiros quatro meses deste ano, o setor gerou saldo 237 vagas, contra 76 no mesmo período do ano passado - aumento de 211,8%.
O presidente do Sinduscon da Foz do Rio Itajaí, engenheiro civil Bruno Pereira, celebra o aumento nos números e fala da importância do setor para a economia da região. “A construção tem alto índice de empregabilidade e se caracteriza como um dos setores econômicos que mais rapidamente reage em momentos de crise. Apesar da alta no preço de vários insumos, combinada aos conflitos na Europa, a construção nas cidades que integram nossa base territorial está aquecida, gerando oportunidade de trabalho para milhares de pessoas, como revelam os números de saldo e estoque de empregos”, finaliza. 

Melhor desempenho para 1º quadrimestre da última década

Os índices do nível de atividade e do número de empregados da indústria da construção atingiram o maior patamar para o primeiro quadrimestre desde 2012. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI).  Segundo a CNI, o nível de atividade fechou abril em 50,1 pontos. Embora tenha recuado 1,2 ponto em relação a março, o índice não apresentava valor acima dos 50 pontos para o mês de abril desde 2012. É importante destacar que valores acima dos 50 pontos sinalizam aumento do nível de atividade. 
Já o número de empregados atingiu os 50,7 pontos, registrando aumento de 0,7 ponto frente ao mês anterior. O resultado é o maior para o mês de abril nos últimos dez anos. O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) comemora o desempenho positivo da construção civil nos primeiros quatro meses de 2022.  “A construção civil é chave para a retomada do crescimento do país e decisiva também para a geração de empregos. Portanto, os dados merecem ser comemorados. Indicam esse crescimento da atividade e uma retomada da geração de empregos”, afirma. 

Desempenho
O valor médio do índice do nível de atividade entre janeiro e abril de 2022 ficou em 49,3 pontos. Em 2012, foi de 49,6 pontos. Já o nível de empregados teve média de 49,5 pontos ante os 50,6 pontos de dez anos atrás. 
Ainda de acordo com a CNI, o Índice de Confiança do Empresário (ICEI) da indústria de construção subiu 0,7 ponto em maio, chegando a 56,2 pontos. O ICEI está acima da linha divisória dos 50 pontos, o que indica que os empresários do setor estão confiantes. O resultado também é o maior para maio desde 2012. 
William Baghdassarian, professor de economia do Ibmec, destaca que os resultados obtidos pelo setor retratam uma recuperação consistente após a pandemia e, até mesmo, de retrações mais significativas que ocorreram no meio da última década. 
O otimismo dos empresários da construção civil está mais atrelado ao futuro do que ao presente. O índice de condições atuais ficou em 48,6 pontos em maio, abaixo, portanto, do marco dos 50 pontos. Já o indicador que mede a expectativa para os próximos meses chegou aos 60 pontos. O setor espera aumento do nível de atividade, do número de novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e do número de empregados nos próximos seis meses, segundo o levantamento. 
A intenção de investimento também vem em alta. Em maio subiu 2 pontos, alcançando os 44,8 pontos, maior resultado desde agosto do ano passado. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) recuou 1 ponto percentual, de 68% para 67%. Mesmo assim, trata-se do maior desempenho para o mês desde 2014. 

Inflação
Apesar do bom desempenho da indústria da construção civil, o deputado federal Arnaldo Jardim diz que a inflação das matérias-primas utilizadas pelo setor preocupa. “Nós temos uma pressão muito grande da elevação dos insumos para a construção civil. Eu mencionaria o crescimento significativo do preço do aço, assim como o impacto do preço dos combustíveis é muito significativo. Resta, portanto, uma dúvida, sobre se essa pressão de custos não diminuirá margens e não poderá ser significativa para arrefecer a retomada que se verificou”, avalia. 
Segundo o Instituto Aço Brasil, a guerra entre Rússia e Ucrânia contribuiu para que o preço dos principais insumos para a produção do aço disparasse. O valor do carvão mineral, que responde por até 50% do custo de produção do aço, subiu 315,8%. Já o ferro-gusa aumentou 218,7% e a sucata 158,7%. 
Baghdassarian afirma que os números da construção no primeiro quadrimestre foram surpreendentes, principalmente devido ao cenário internacional.  Para elaborar a Sondagem da Indústria da Construção, a CNI ouviu 419 empresas entre 2 e 10 de maio. 

Demanda por profissionais com nível superior deve crescer 8,7% até 2025

A demanda por profissionais com nível superior no setor industrial deve crescer 8,7% até 2025, aponta o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, realizado pelo Observatório Nacional da Indústria. De acordo com o levantamento, o país deve criar 497 mil novas vagas formais em ocupações industriais no período. Com isso, o crescimento na demanda por trabalhadores será de: 

 8,7% em nível superior: 90 mil vagas
 6,3% em nível técnico: 136 mil vagas
 3,2% em nível de qualificação com mais de 
     200 horas: 64 mil vagas
 2,4% em nível de qualificação com menos 
    de 200 horas: 208 mil vagas


Em número de vagas, ainda prevalecem as ocupações de nível qualificação (272 mil vagas). Contudo, o crescimento da demanda por profissionais de nível técnico e superior é maior. Segundo o levantamento, isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com que as empresas busquem profissionais mais qualificados.
De acordo com a Pesquisa de Acompanhamento de Egressos 2019/2021, oito em cada dez egressos da graduação tecnológica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) estão empregados no mercado formal. As áreas Automotiva, de Refrigeração e Climatização, Mineração, Energia, Automação e Mecatrônica e Metalmecânica tiveram as maiores taxas de empregabilidade. 
O diretor de Educação e Tecnologia do Sesi e Senai Goiás, Claudemir José Bonatto, explica que o perfil de saída dos alunos no processo de aprendizagem está alinhado com as demandas e as tendências do mercado de trabalho.  “O mercado está contratando; e profissionais formados na área de tecnologia são requisitados pelas empresas, até por conta da necessidade que elas têm de profissionais muito bem preparados, muito bem qualificados, para que, dentro do seu processo produtivo, tornem a empresa muito mais competitiva.”
O presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Professor Israel Batista (PV-DF), destaca a importância da graduação tecnológica e, também, dos cursos técnicos de nível médio. “Ambos são importantes para a formação para o mundo do trabalho e para a profissionalização. O ideal é alcançarmos a articulação do Ensino Técnico de Nível Médio com o Ensino Superior Tecnológico, por meio de estrutura curricular única com envolvimento do setor produtivo; buscando a centralidade no trabalho como princípio educativo e viabilizando a aquisição de saberes de forma mais flexível.”

Áreas de formação
Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, o Brasil precisa investir no aperfeiçoamento e na qualificação de pelo menos 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025. Desse total, 2 milhões deverão se capacitar em formação inicial, para repor os profissionais inativos e preencher as novas vagas, e 7,6 milhões em formação continuada, para os trabalhadores que precisam se aperfeiçoar. 
O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a importância da formação continuada em um mercado de trabalho concorrido.
“Independente de já se ter uma formação, é preciso estar se atualizando continuamente. Isso é bom pelo lado da indústria, porque a indústria precisa fortalecer a sua produtividade para que tenhamos produtos cada vez mais competitivos no mercado, e para o trabalhador, porque ele precisa estar sempre atualizado nas novas tecnologias, competindo nesse mercado de trabalho bastante concorrido.”
As áreas com maior demanda por formação são: Transversais, Metalmecânica, Construção, Logística e Transporte, e Alimentos e bebidas. 
O estudo destaca que, devido à lenta recuperação na abertura de novas vagas formais, a formação inicial servirá, principalmente, para repor a mão de obra inativa. 
Márcio Guerra destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.” 

Planta Araquari comemora Mês do Meio Ambiente ampliando ações locais

No mês em que é celebrado o Dia do Meio Ambiente (5 de junho), a fábrica do BMW Group em Araquari tem muito a comemorar. Isso porque, além dos investimentos contínuos em economia de energia elétrica e água e para a redução de emissão de CO2, o monitoramento da fauna e da flora nos arredores da planta traz números cada vez melhores.

 

Desde antes da implantação da fábrica de veículos premium, em 2014, é feito o acompanhamento e a recuperação da fauna e flora locais. A área, monitorada desde 2013, inclui o espaço ocupado pela planta, o terreno total e as áreas arredores (caso da fauna Biota Aquática, o Rio Piraí, que fica próximo à fábrica), totalizando quase 470 hectares de área monitorada.

 

E as notícias são boas! Desde o início do monitoramento, a flora apresenta comportamento positivo e a fauna tem ampliado a quantidade de espécies, quando comparado ao cenário encontrado antes da construção da unidade fabril. Além dos quero-queros, vistos diariamente pelos colaboradores que vão para a fábrica, outras espécies podem ser admiradas na região próxima às áreas de produção. Além dessas aves, outras espécies são monitoradas pelas câmeras trap (armadilhas fotográficas) instaladas durante os monitoramentos nas áreas de mata ao redor da planta.

 

Alguns dos animais identificados fazem parte de listas internacionais de espécies ameaçadas, como a International Union for Conservation of Nature Red List, e listas locais, como a lista de espécies de fauna ameaçada de extinção em Santa Catarina. . Entre os animais ameaçados registrados ao longo do monitoramento estão os mamíferos Gato-do-Mato-Pequeno, Lontra, Esquilo Serelepe e as aves Pavó, Gralha-Azul, Maria-da-Restinga, Tiê-Sangue, Saíra-Sapucaia e Maria-Catarinense. Até o momento, foram registradas 14 espécies de mamíferos, 203 de aves e 37 de anfíbios e répteis.

 

“Nosso trabalho vai além de monitorar, inserindo nossa fábrica de forma a não apresentar impactos na flora e fauna locais. É gratificante ver que não apenas a variedade aumentou como comprovar que as mais diversas espécies passaram a frequentar nossa área comprovando a segurança das operações”, afirma Vivaldo Chaves, Diretor de Infraestrutura e Meio ambiente do BMW Group Brasil.

 

Além do fato de a fauna ter retornado aos números vistos antes da construção da fábrica, outro dado a ser celebrado é que a planta Araquari já alcançou a meta de zero envio de resíduos para aterro.

 

Sustentabilidade e preocupação com meio ambiente é foco do BMW Group no Brasil e no mundo

 

A fábrica em Araquari já conta com eletricidade proveniente de fontes renováveis, promovendo a redução das emissões de CO₂ em suas atividades -- por meio da certificação I-REC, um instrumento de compensação do consumo de energia elétrica proveniente de fontes que emitem CO₂ na atmosfera.

 

Além disso, desde o fim de 2020, a planta Araquari instalou e vem ampliando anualmente uma área com placas fotovoltaicas no telhado do prédio da Montagem. Os atuais 2.543 metros quadrados geram 600MWh de energia por ano. Com isso, a fábrica deixa de emitir cerca de 157,2 toneladas de CO₂ por ano, ocupando 5,0% do telhado do prédio da Montagem — área que deve passar por novas ampliações.

 

A planta, que tem área total de 1,5 milhão de metros quadrados, sendo 112.893 metros quadrados de área construída, também conta com sustentabilidade e foco no meio ambiente na hora de cuidar da segurança de seus colaboradores.

 

Desde 2021, dispõe de um Veículo Elétrico Compacto de Combate a Incêndio, como mais um passo na direção global da marca em garantir o futuro da mobilidade sustentável. A Unidade de Combate Incêndio Elétrica (UCI Elétrica) foi desenvolvida especialmente para a planta catarinense da marca bávara e é o primeiro modelo com essa configuração fabricado no Brasil.

 

Outro destaque no reaproveitamento e descarte de resíduos são os projetos Seal the Deal — que tem como objetivo reaproveitar resíduos de selante PVC como matéria-prima e inseri-los novamente na cadeia de criação de valor — e o Upcycle Element, em que excedentes de material de produção são doados a mulheres de baixa renda para que os transformem em produtos e a renda obtida ajude suas famílias.

 

Com essas e outras ações, a planta segue também a meta do BMW Group no mundo de reduzir a emissão de CO₂. Uma das metas atingidas, que devia ser alcançada até 2030, é reduzir em 80% a emissão de CO₂ na produção, por veículo. Outras metas que estão na lista é reduzir em 20% a emissão de CO₂ por veículo na cadeia produtiva e em 50% na fase de uso, também por veículo.

 

Para mais informações sobre a BMW do Brasil, clique aqui.

Incertezas econômicas marcam desempenho de vendas da indústria do cimento

O agravamento da pressão sobre os preços dos insumos e de matérias-primas segue impactando fortemente a indústria do cimento. As vendas do setor no mês de maio tiveram recuo de 0,9% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Em termos nominais foram comercializadas 5,5 milhões de toneladas do insumo, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).
 

O conflito e as sanções impostas à Rússia acentuaram ainda mais pressão no preço das commodities, afetando principalmente o valor do petróleo, do gás e do coque no mercado global. Desta forma, a indústria nacional e principalmente do cimento está enfrentando aumentos ainda mais expressivos nos seus custos de produção.
 

No ambiente interno, o endividamento das famílias continua apresentando recorde da série histórica - atingindo 52,6% de todos os rendimentos¹ e o desemprego teve lenta redução, atingindo 10,5% em abril com criação de 197 mil empregos formais, segundo o CAGED. No entanto, as novas posições de trabalho estão sendo ocupadas com salários menores do que antes da pandemia. Com isso, o rendimento da população caiu 7,9% no acumulado até abril.
 

Em conjunto com esse movimento, a inflação insiste em permanecer em 2 dígitos e as expectativas são de uma continuidade nos aumentos. A taxa de juros em ascensão está em 12,75%, o que deixa o financiamento habitacional ainda mais caro. Isso já reflete no número de unidades financiadas pelo SBPE que caiu, em abril, pelo segundo mês consecutivo, e nos lançamentos imobiliários2 que apresentaram queda de 2,6% no 1º trimestre 2022 com relação ao 1º trimestre de 2021. Essa é a primeira queda trimestral desde o 2º trimestre de 2020.
 

Diante desse cenário de instabilidade, as vendas de cimento apresentaram queda acumulada de 2,2% nos cinco primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2021, totalizando 25,6 milhões de toneladas comercializadas.
 

O volume de vendas de cimento por dia útil apresentou retração de 4,7% em relação ao mês de abril. No acumulado do ano (jan-mai), seguindo a tendência dos números absolutos, o desempenho é de queda de 3,1%.
 

Em um ano de incertezas no cenário político e econômico, nacional e internacional, os consumidores também seguem cautelosos. O índice de confiança do consumidor3 caiu 3,1 pontos em maio, principalmente na população de baixa renda. Apesar da melhora da pandemia e dos incentivos para aliviar a pressão financeira das famílias, a inflação e a dificuldade de obter emprego impactaram negativamente a população.
 

O índice de confiança da construção4 recuou 1,3 ponto em maio, corrigindo o otimismo de abril. Apesar dessa queda, o setor acredita que 2022 ainda é mais favorável que 2021. O aumento do emprego com carteira no setor reflete o ciclo de negócios de 2020 e 2021.
 

Ainda assim é fundamental que haja outros indutores de demanda por cimento, como a volta do investimento em infraestrutura e retomada de programas, como Casa Verde Amarela, que precisa ser alavancado e desempenhar seu papel para diminuir o enorme déficit habitacional existente.
 

Em um cenário de insegurança, o grande desafio do setor de cimento será assegurar os ganhos obtidos de 2019 a 2021 e avançar ainda mais na redução de sua pegada de carbono e em direção a sua neutralidade.
 

“A guerra entre Rússia e Ucrânia tem gerado muitas incertezas para a indústria do cimento. A forte pressão nos preços do petróleo, do gás, e do coque no mercado global tem afetado substancialmente o setor. Para minimizar os efeitos do conflito, o uso de combustíveis alternativos nunca foi tão necessário. Nesse sentido, o setor cimenteiro tem investido e ampliado fortemente o uso de tecnologias como o coprocessamento de combustíveis alternativos, para substituição do coque de petróleo, matéria prima essencial na geração de energia no processo produtivo.”

Paulo Camillo Penna -- Presi

IBGE estima safra recorde de 263 milhões de toneladas em 2022

Publicado em 08/06/2022 - 10:30 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2022 com um volume recorde de 263 milhões de toneladas. Caso a estimativa se confirme, a safra será 3,8% superior à registrada em 2021, de 253,2 milhões de toneladas. O dado é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de maio, divulgado hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A previsão de maio é 0,6% maior do que a estimada pela pesquisa de abril, de 261,5 milhões de toneladas.

A alta em relação a 2021 deve ser puxada principalmente pelas safras de milho, que devem fechar o ano em 112 milhões de toneladas, um crescimento de 27,6% na comparação com o ano anterior.

“A colheita da segunda safra está começando agora e as condições climáticas são boas, especialmente em Mato Grosso e Paraná, que são os principais produtores desse grão”, informou o pesquisador do IBGE Carlos Alfredo Guedes.

O trigo é outra lavoura que deve ter aumento na produção este ano, com uma alta de 13,6% na comparação com o ano passado. Segundo Guedes, o aumento esperado tem relação com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Os dois países são grandes exportadores do produto.

“Isso fez os produtores brasileiros expandirem as áreas de plantio. Se tiver uma boa condição climática, a produção deve ser recorde em 2022”, explica.

A área colhida do produto deve crescer 2,1% no ano, enquanto o rendimento médio de produção por hectare deve ter aumento de 11,3%.

Mesmo assim, o pesquisador acredita que o Brasil ainda precisará importar o produto, uma vez que a produção nacional de trigo deverá ficar em 8,9 milhões de toneladas, abaixo da demanda interna de 12 milhões.

Outras lavouras importantes com previsão de alta na produção são o feijão (15%), algodão herbáceo (15,2%), aveia (8,2%) e sorgo (19,2%).

Já a principal lavoura do país, a soja, que está com sua colheita praticamente finalizada, deve fechar 2022 com uma produção de 118,6 milhões, 12,1% abaixo do ano anterior. O arroz também deve ter queda no ano, de 8,6%.

Outras lavouras

Além dos cereais, leguminosas e oleaginosas, o IBGE também faz estimativas para outras safras importantes para o país, como o café, que deve crescer 7,8%, e a cana-de-açúcar, que deve ter alta de 19,2%. São esperados aumentos ainda para as safras de banana (1,6%) e laranja (2,3%).

Devem ter quedas as produções de batata-inglesa (5,1%), mandioca (2,3%), tomate (7,9%) e uva (11,8%).

 
Governo reduz custo de movimentação de produtos importados em portos

O governo federal publicou hoje (8) no Diário Oficial da União decreto que retira da base de cálculo do imposto de importação a chamada taxa de capatazia. Segundo o governo, a retirada da capatazia do valor aduaneiro vai promover "uma abertura comercial transversal da economia", diminuindo custos com a importação.

A capatazia é a atividade de movimentação de mercadorias nas instalações dentro do porto e está relacionada ao recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para a conferência aduaneira, manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e a descarga de embarcações. 

O decreto publicado nesta quarta-feira altera outro dispositivo, de 2009, que regulamenta a administração das atividades aduaneiras, a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior relacionadas à descarga e ao manuseio, associados ao transporte da mercadoria importada.

Com a nova redação, para efeito do cálculo de valor aduaneiro, ficam excluídos os gastos "incorridos no território nacional e destacados do custo de transporte". As novas regras valem a partir de hoje, data da publicação do decreto.

De acordo com o governo, a medida "está em harmonia com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil junto aos parceiros do Mercosul e à Organização Mundial do Comércio (OMC)".

Empresas de telemarketing devem utilizar código 0303 a partir desta quarta-feira (8)

Começa nesta quarta-feira (8) o prazo obrigatório para que empresas de telemarketing usem o código 0303 em todas as ligações aos consumidores. A medida foi estipulada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) como forma de coibir as chamadas abusivas e indesejadas. Com a regra em vigor, a população vai poder identificar se a ligação recebida tem o intuito de oferecer serviços antes mesmo de atender.
 
A ação está descrita em ato aprovado pela Anatel ainda em dezembro de 2021. Publicado no Diário Oficial, o texto estabeleceu dois prazos obrigatórios. A partir de 10 de março, todas as chamadas de telemarketing efetuadas pelos celulares precisaram se adequar ao prefixo. A partir deste 8 de junho, as ligações por meio de telefonia fixa também devem mostrar o número 0303 ao consumidor.

Prefixo 0303 passa a ser obrigatório para empresas de telemarketing

A mudança faz parte de um conjunto de medidas da Anatel para proteger a população que enfrenta problemas com essas empresas. É o caso de Iago Lins, farmacêutico do Distrito Federal. O jovem critica o excesso de chamadas que recebe e a falta de limite de horários, entre outros pontos.
 
“Não adianta você atender e dizer que não está interessado no produto, pedir para não ligar mais. Não adianta, porque eles continuam ligando. Ligando todo dia, várias vezes ao dia, em diversos horários. Não tem nem horário para ligar. E não adianta bloquear. Eu bloqueio todos os que ligam, mas acabam aparecendo mais números”, relata.

Ilegalidade

Apesar da obrigação legal em usar o prefixo 0303, a Anatel acredita que muitas empresas podem utilizar ainda números de telecomunicações que não foram atribuídos pela agência, uma forma de burlar o sistema definido. Nesses casos, quando o consumidor receber uma chamada de telemarketing sem o número inicial 0303, ele pode consultar a sua operadora e realizar uma denúncia, pois essa passa a ser uma prática ilegal.
 
O conselheiro da Anatel Emmanoel Campelo de Souza Pereira explicou o conjunto do trabalho da agência frente a essas dificuldades. “A Anatel entende que outras medidas precisam ser tomadas, outras medidas mais enérgicas precisam ser implementadas para que esse fenômeno efetivamente passe a ter um maior controle. Apesar de tudo, temos uma resistência de empresas de telemarketing, resistência de operadoras, para que essas medidas sejam de fato efetivas e que haja uma racionalidade maior nesse serviço.”
 
Para Bruna Vasconcelos Pereira, advogada com especialização em Direito do Consumidor, é preciso ressaltar que muitas dessas chamadas são não só desrespeitosas, como também ilegais. “O grande problema hoje no serviço de telemarketing são as repetitivas ligações telefônicas e a insistência na venda de serviços, mesmo quando o consumidor não manifesta interesse neles. A insistência nas ligações e na tentativa de venda são abusivas, desrespeitosas e ilegais”, ressalta.
 
A especialista pontua que essa obrigatoriedade do 0303 precisa ser complementada por outras ações, como a plataforma Não me Perturbe. “Infelizmente, a plataforma não bloqueia todos os ramos de atividades de telemarketing, como varejos e planos de saúde. Então, a utilização do prefixo irá ajudar na identificação das ligações de marketing que não são contempladas por aquela plataforma.”

Não me Perturbe e ação contra robôs

A plataforma citada permite que a população cadastre o seu número de telefone para que ele não receba mais ligações de telemarketing das principais prestadoras de telecomunicações. Apesar de mais de 10 milhões de cadastros no site, a Anatel reconhece que outras ações devem ser tomadas em conjunto, pois as empresas ainda conseguem driblar alguns sistemas.
 
Recentemente, a agência ainda expediu uma medida cautelar que proíbe ligações realizadas por robôs. A regulamentação foi publicada em 3 de junho, dando um prazo de 15 dias para as empresas suspenderem esse uso das chamadas robocalls. Elas funcionam da seguinte maneira: os serviços de telemarketing usam uma solução tecnológica e conseguem realizar diversas ligações ao mesmo tempo.
 
Isso faz com que muitas pessoas atendam o telefone e não ouçam ninguém do outro lado da linha, pois foi um robô que fez a ligação e o funcionário da empresa provavelmente já havia conseguido contato com outro consumidor. A prática se enquadra em um “uso indevido dos recursos de numeração e dos serviços de telecomunicações”, segundo normas da Anatel.

Punições

A Anatel pode recorrer às punições legais para empresas que continuarem com práticas abusivas, como:

  • Bloquear por 15 dias empresas que realizarem 100 mil chamadas diárias ou mais com duração de até três segundos;
  • Determinar que as prestadoras de telefonia realizem o bloqueio de chamadas que utilizem números não atribuídos pela agência;
  • Aplicar multa de até R$ 50 milhões pelo descumprimento das medidas impostas pela medida cautelar para coibir as ligações realizadas por robôs;
  • Aplicar sanções como o bloqueio do número indevidamente utilizado pelo telemarketing, sem o prefixo 0303.



Fonte: Brasil 61

Porto5 completa 10 anos de atuação no Brasil realizando sonhos e construindo um futuro melhor

O ano de 2022 marca o aniversário de 10 anos de construção civil no Brasil da Porto5. A empresa brasileira surgiu em 2012 com objetivo de trazer para o Brasil toda a qualidade do padrão construtivo europeu, a partir do know-how desenvolvido ao longo de 30 anos em Portugal. Consolidada após uma década de atuação, a Porto5 foca os esforços em um ousado plano de expansão que prevê o lançamento de 40 empreendimentos nos próximos três anos. 
A Porto5 nasceu da iniciativa do seu atual administrador Rafael Nascimento, em sociedade com empresários portugueses.  Natural de Pelotas (RS), Nascimento firmou uma grande parceria com as duas principais construtoras do norte de Portugal (Martlongo e Spintos) para entrar com solidez no mercado imobiliário brasileiro. 
As atividades se iniciaram em abril de 2012 com o objetivo de apresentar a seus clientes empreendimentos com elevado padrão e com diferenciais construtivos inéditos no Sul do país, como o sistema de fastbuilding e soluções em acabamento, sendo pioneira no uso do Capoto, uma tecnologia para isolamento térmico, além de utilizar manta acústica para isolamento acústico das unidades. “Nós entendemos que havia a oportunidade de trazer para o Brasil os três grandes diferenciais que a gente aplica no dia a dia da Porto5 que são a velocidade, a qualidade e o preço justo”, resume Nascimento.  
Nesses 10 anos de atuação, a empresa atende a todos os públicos com cinco linhas de empreendimentos: Studio, Vitta, Acqua+, Smart e Personalidades. Em 2022, a empresa anunciou a criação de mais duas marcas: Rio Santo, para projetos exclusivos; e a City5, para projetos populares. Nesse período, a empresa formou uma rede de desenvolvimento com mais de 450 colaboradores diretos, dois mil colaboradores indiretos e mais de dois mil clientes ativos.
Independentemente da linha de produto ou do padrão construtivo, a Porto5 mantém-se fiel aos seus pilares fundamentais: a qualidade, a velocidade construtiva e o preço justo. Nascimento ressalta a essência da Porto5: "Somos um grupo apaixonados por pessoas, comprometido com metas e ideais e destinado a mudar o padrão de realidade que nos cerca. Não é tarefa fácil atuar no mercado responsável pelos sonhos. Mas estamos, dia após dia, em busca de crescimento, pois acreditamos que em todo produto imobiliário há uma essência, de felicidade em trabalhar com que gosta". 
Os 10 anos também são comemorados por parceiros e clientes. O arquiteto Fabio Amador, da Graphitar Arquitetura, destaca a força da empresa. "Eu me considero parceiro número 1 da Porto5, porque trabalhava com eles quando ainda não tinha nem o nome. E isso é muito bacana de ver, o crescimento exponencial que aconteceu nesse período todo. A Porto5 é uma empresa consolidada, forte no mercado e fazer parte de tudo isso desde o princípio é muito gratificante", afirma. 
O investidor e cliente Alisson Fonseca ressalta o comprometimento da Porto5 com o cliente final. "A Porto5 se diferenciou no mercado pela qualidade de produtos oferecidos, pelo cumprimento do prazo de entrega do imóvel e pela rentabilidade que os produtos Porto5 apresentam no mercado. Desde 2013 para cá, fizeram vários lançamentos e comprovaram na prática a seriedade que a empresa trata seu cliente".
VELOCIDADE
A tecnologia Fast Building é um dos principais diferenciais da Porto5. A tecnologia está baseada na lógica dos sistemas de alta velocidade e elevada produtividade na construção, possibilitando construir dois apartamentos por dia, o que otimiza o desenvolvimento do produto e gera menos tempo de obra. Por conta de um sistema que possibilita fluxo ágil, a Porto5 também garante o cumprimento dos prazos de entrega ao cliente final. O processo ainda conta com redução de mão-de-obra, devido à intensificação dos métodos construtivos que fortalecem a tecnologia, e economia de materiais, graças à modernização do processo na parte industrial, que diminui o número de ferramentas manuais e demais compostos.
"Acreditamos que grandes projetos dependem de inúmeros esforços e mão a mão construímos lares, negócios e bairros inteiros através do trabalho árduo e transparente, onde a cada tijolo alinhado, a cada negócio fechado, comemoramos uma conquista, com projetos em que cada detalhe conta, através de uma inquestionável assinatura de qualidade", assinala Nascimento.
EXPANSÃO
Após 10 anos no Brasil, a Porto5 foca na expansão de suas atividades no Brasil. A cidade de Itajaí, no litoral norte catarinense, foi escolhida para receber o primeiro lançamento fora do Rio Grande do Sul, o Vitta Home Resort. O residencial faz parte da linha que tem como inspiração o conforto e o lazer dos melhores resorts do mundo. O projeto nasce com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 217 milhões. São mais de 67 mil metros quadrados de área construída, com 514 unidades divididas em quatro torres. 
A área de lazer contará com lounges externos, piscina equipada com brinquedos aquáticos, hidromassagem, solarium, redários, academia, pet play, playgrounds, lounge de jogos, salas gourmet e kidsroom. Nas áreas privativas (que serão lofts e apartamentos de dois ou três dormitórios com até 74,53m²), haverá sacadas com churrasqueiras, suítes e algumas opções com terraços privativos.
De acordo com planejamento de expansão previsto, a Porto5 pretende lançar nos próximos três anos outros 40 empreendimentos. "Nos próximos anos podemos esperar uma presença muito forte da empresa no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e continuaremos desenvolvendo produtos com padrões para atender todo o mercado", conclui Nascimento.
NÚMEROS DA PORTO5 EM 10 ANOS DE ATUAÇÃO NO MERCADO BRASILEIRO:
34 lançamentos
16 empreendimentos entregues
18 empreendimentos em construção ou andamento
+450 colaboradores diretos
+2 mil colaboradores indiretos

 

Aprovada lei que favorece contribuintes em tribunal tributário de SC

Os deputados catarinenses aprovaram, na terça-feira (24), lei que extingue o voto de minerva em questões tributárias do Estado. A proposta do deputado Milton Hobus (PSD) segue agora para sanção do governador Carlos Moisés (Republicanos).

Na prática, a alteração favorece os contribuintes em julgamentos que terminam empatados. Hoje, quem questiona uma cobrança fiscal em Santa Catarina recorre ao Tribunal Administrativo Tributário (TAT), formado por 50% de servidores e 50% de representantes da sociedade civil, como entidades e associações. Porém, quando há empate, o presidente desse colegiado, que também é indicado pelo Estado, dá a palavra final. O resultado deste formato é que a maior parte das sentenças é contra o cidadão.

 “Agora, quando esses julgamentos terminarem empatados, a decisão é automaticamente favorável ao contribuinte. O Estado tem condição de entrar na Justiça comum para cobrar o que ele acha de direito. Essa é a lógica. O que não podemos é deixar que o contribuinte tenha que entrar na Justiça para provar que é inocente. Isso é contra a Constituição Federal”, destaca Hobus.

 

A extinção do voto de desempate, conhecido também como voto de qualidade, é debatida na esfera federal com julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo com pedido de vista do ministro Nunes Marques, a Corte já formou maioria para extinguir o voto minerva, como está sendo feito em Santa Catarina.

 “O que existe na Constituição são garantias aos contribuintes em relação a eventuais abusos e distorções do Estado. Com isso, me parece mais razoável que o empate seja a favor do contribuinte do que do Fisco, porque a Constituição prevê todo um arcabouço normativo de proteção do contribuinte”, destacou o ministro Alexandre de Moraes em seu voto.

 Em Santa Catarina, entidades empresariais, como a Federação das Indústrias de SC (Fiesc), têm se manifestado a favor da lei de Hobus e contra o voto de minerva.

“Assim, a legislação estadual estará alinhada com a nacional. Em 2020, o Senado Federal aprovou por unanimidade a MP do Contribuinte Legal, que, entre outras medidas, extinguiu o voto de minerva (desempate) no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf)”, explica o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Porto de Porto Velho cria novas oportunidades em feira internacional de negócios

Pela sexta vez, o Porto de Porto Velho participa da maior feira de agronegócio e tecnologia do Norte do país. A Rondônia Rural Show Internacional está em sua 9ª edição, teve início na segunda, 23, e segue até 28 de maio em Ji-Paraná, região central de Rondônia. A feira reúne 600 expositores, entre comerciantes, vitrine tecnológica, pavilhão de agroindústrias, artesanato e espaço empresarial industrial.

É nesse cenário de perspectivas, que a Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (Soph) tem se posicionado como vetor econômico salutar para o Estado e busca atrair novos investidores para operar no Porto.

Para tanto, técnicos portuários têm buscado conexão com vários expositores que atuam nas áreas de logística, transporte, exportação e movimentação de cargas. Os diálogos englobam as práticas logísticas do Porto e as vantagens de movimentar cargas através do Rio Madeira. É o que explica o coordenador de Gestão Portuária, Luiz Gustavo Braga.

“O Estado de Rondônia possui uma logística portuária promissora e crescente, com diversos players atuando com excelência em produtos agrícolas com granéis sólidos vegetais, a exemplo da soja e do milho”.

Segundo Braga, há ainda um grande incremento na importação de fertilizantes de diversos locais do mundo, com impacto na produção e fomento do agronegócio, um dos principais pilares econômicos do país.

Outros produtos também se destacam, como a madeira, minério, carnes bovinas, peixes, entre outros. O foco é a exportação para outros países, com escoamento de cargas através do Rio Madeira, que tem imenso potencial de navegabilidade.

EXPORTAÇÃO - “Vale pontuar que já são movimentadas 10 milhões de toneladas no ano pelo Rio Madeira, e a projeção só aumenta conforme os anos, o que revela a importância e a capacidade dessa cadeia logística para Rondônia”, destaca o coordenador de Gestão Portuária.

O diretor presidente da Soph, Fernando Cesar Ramos Parente, informa que outra iniciativa da Soph é a criação de um intercâmbio comercial com a iniciativa privada com vistas a ocupar várias áreas disponíveis para arrendamento no Porto.

“Estamos avançando nas nossas tratativas de arrendamento de áreas disponíveis. O propósito é tornar o Porto de Porto Velho cada vez mais competitivo, eficiente e com desempenho satisfatório na importação e exportação de cargas. A partir da atração de novos negócios, novos empregos são gerados, o Estado se desenvolve e o Porto cumpre seu papel social na economia”.

Aport Empresarial promove Confraria do Sucesso em Itajaí

 

Um evento para inspirar empresários e gestores, por meio de uma conversa franca sobre os desafios, experiências e a própria história de um empreendedor que se tornou referência nos negócios. Esta é a proposta da Confraria do Sucesso, promovida pela empresa de consultoria Aport Empresarial, que traz como convidado na edição de lançamento em Itajaí o empresário Gerson Frighetto, diretor da GF Pneus, uma das maiores distribuidoras de pneus do país. O evento é gratuito e acontece no próximo dia 30, a partir das 19h, no Águas da Brava.

Para participar, basta fazer inscrição previamente, pelo Sympla. A Confraria de Sucesso é um evento social com a finalidade de reunir empreendedores e gestores que buscam insights e motivação a partir de histórias de sucesso, além de um networking forte e direcionado. “As informações compartilhadas partem das vivências  empresariais do nosso convidado, uma conversa de dono para dono de negócios”, destaca o consultor de negócios Rodrigo Bonfanti Campos, sócio-consultor da Aport.

Esta é a sétima edição da Confraria do Sucesso. O evento já teve a participação de Eduardo Capellari (Imed), Ricardo Bortolini (Bortolini Imóveis), Milton Roos (Investiplan/Coplan), Neusa Soldatelli (Pantik Panificação Integral), José Luis Turmina (Oniz Distribuidora) e Roque Scheibe (Rede Sensual Moda Íntima e Super Íntimo).

Depois de uma década de atuação no Rio Grande do Sul e mais de 100 clientes atendidos, a Aport Empresarial está atuando em Santa Catarina, com sede no centro de Itajaí (Embraed Centro Empresarial). A Aport realiza consultoria nas áreas de gestão estratégica, fusões e aquisições e captação de recursos por meio dos bancos e fomento, por meio de uma equipe multidisciplinar, com consultores especializados nas principais áreas de negócio e gestão.

Inscrições gratuitas: https://bit.ly/ConfrariadoSucesso-Itajaí

Segunda Operação com carga de Celulose no Porto de Itajaí

O Porto de Itajaí, em sua área pública, iniciou na manhã de segunda-feira, 23, as operações com carga de celulose.

É a segunda operação anual de embarque com carga de celulose, e, os serviços de carregamento da carga estão sendo realizadas com o navio TIAN XI, de bandeira da Libéria, medindo 190 metros de comprimento por 28,50 de largura (boca), pertencente ao Armador COSCO Shipping.

A embarcação teve sua origem de trajeto marítimo o porto de Punta Pereyra, no Uruguai. Tem previsão de movimentar até 7500 toneladas, e poderá ficar atracado no porto de Itajaí, em até três dias, de acordo com sua produção.

Ao término de sua operação, segue destino para o continente europeu, mais precisamente para a Espanha, no porto de Motril (município localizado na província de Granada).

100 anos da fábrica da BMW em Munique: “Esta fábrica é a nossa origem. E nosso futuro”

O BMW Group está comemorando o 100º aniversário de sua fábrica em Munique. Tudo começou em 1922, com motores de aeronaves e motocicletas. Então, a partir de 1952, a fábrica passou a produzir carros, que são famosos em todo o mundo até hoje, incluindo o icônico BMW Isetta, lendas do automobilismo como o M3 e, desde 1975, o mais bem-sucedido de todos os modelos BMW: o Série 3. “Nossas raízes estão em Munique. Esta planta é a nossa origem. E nosso futuro” disse Milan Nedeljkovic, membro do Conselho de Administração para Produção do BMW AG: “É um local de produção de alta tecnologia. Cerca de 900 BMWs de alta qualidade saem desta fábrica todos os dias. Cinco modelos diferentes em todos os tipos de acionamento. Isso provoca a alta flexibilidade, mas também a vasta experiência e habilidades das pessoas que trabalham aqui. Eles são a força motriz por trás de tudo o que acontece aqui”.
Em conjunto com o Centro de Pesquisa e Inovação (FIZ) do BMW Group, a fábrica de Munique sempre serviu como um centro interno de excelência, disseminando conhecimento sobre processos e tecnologias, bem como a experiência adquirida em 100 anos de produção de motores e veículos para outras plantas ao redor do mundo. A forte posição da fábrica de Munique como um modelo da rede de produção do BMW Group, agora e no futuro, é demonstrada por sua transformação em uma iFactory. “O BMW iFactory resume o que pretendemos com a nossa produção no futuro e está estabelecendo novos padrões. Estamos implementando-os globalmente, em todas as nossas fábricas”, acrescenta Nedeljkovic.

Para conferir mais imagens e o texto na íntegra, em inglês, clique aqui.

Sobre o BMW Group

Com suas quatro marcas BMW, MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad, o BMW Group é o principal fabricante de automóveis e motocicletas premium do mundo e fornece serviços financeiros e de mobilidade premium. A rede de produção do BMW Group compreende 31 instalações de produção e montagem em 15 países; a empresa possui uma rede global de vendas em mais de 140 países.

Em 2021, o BMW Group vendeu mais de 2,5 milhões de veículos de passageiros e mais de 194.000 motocicletas em todo o mundo. O lucro antes de impostos em 2021 foi de 16,1 bilhões de Euros com receitas no valor de 111,2 bilhões de Euros. Em 31 de dezembro de 2021, o BMW Group tinha uma força de trabalho de 118.909 colaboradores.

O sucesso do BMW Group sempre foi baseado em pensamento de longo prazo e ação responsável. A empresa definiu o rumo para o futuro em um estágio inicial e consistentemente torna a sustentabilidade e a gestão eficiente de recursos centrais em sua direção estratégica, desde a cadeia de suprimentos por meio da produção até o final da fase de uso de todos os produtos.

Manchester Investimentos, ABIVA e Escola de Negócios da Univali promovem palestra gratuita sobre mercado financeiro na Univali

A Manchester Investimentos, um  dos cinco maiores escritórios credenciados da XP com uma carteira de R$ 14 bilhões de ativos, realiza nesta quarta-feira, dia 25, às 19h30, em parceria com a Aliança Brasileira dos Importadores Varejistas e Atacadistas (ABIVA) e com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), a palestra “Momento Manchester, o Mercado Traduzido para Você”.  Com transmissão  online ao vivo pelo canal do Youtube da Escola de Negócios da Univali, a palestra será realizada no Teatro Adelaide Konder, na universidade (link de acesso).

Os sócios da filial da Manchester Itajaí Maike Machado, Weidy Wapi e Artur Severo vão falar sobre a importância do planejamento financeiro, os cenários econômicos internos e externos, os principais produtos financeiros de investimentos e também sobre o mercado profissional para assessores financeiros. “Será uma excelente oportunidade para os investidores se atualizarem sobre o atual momento econômico e conhecerem um pouco mais sobre a importância do trabalho do assessor de investimentos na gestão do patrimônio dos investidores”, explica Maike Machado. 

A entrada ao evento será gratuita, mas como forma de incentivar a solidariedade, a Manchester, a ABIVA e a Escola de Negócios da Univali estão solicitando aos participantes a doação de 1 kg de alimento não perecível que será entregue ao projeto Família Solidária, da cidade de Itajaí.

Perfis dos palestrantes

Maike Machado

Sócio e líder de time da Manchester Investimentos em Itajaí, com certificação de especialista em investimentos ANBIMA/Ancord e CPA-20. Possui mais de 15 anos de mercado financeiro, com passagens por grandes instituições financeiras como Santander e Itaú Personnalité. É pós-graduado em Finanças e Gestão Tributária pela Univali (SC). 

 

Weidy Wapi

Sócio e head do B2C segmento varejo da Manchester Investimentos, é economista com mais de 15 anos de experiência como assessor de investimentos.

 

Artur Severo

Sócio e líder de time da Manchester Investimentos, é especialista em investimento pela ANBIMA e Planejador Financeiro CFP. Possui mais de 14 anos de experiência como assessor de investimentos.

 

Serviço

 

Palestra: Momento Manchester, o Mercado Traduzido para Você

 

Data:  25 de maio de 2022

 

Horário: 19h30

 

Local: Teatro Adelaide Konder, na Univali 

 

Entrada gratuita  


Link de acesso: https://www.youtube.com/watch?v=_hLn3KwawRY

Governo repassará R$ 7,7 bi para estados e municípios de recursos do pré-sal

O governo federal vai repassar R$ 7,7 bilhões a Estados e municípios até esta terça-feira, 24, informou o Palácio do Planalto em nota oficial. Os recursos são relativos à arrecadação com leilão dos excedentes da cessão onerosa dos campos de Sépia e Atapu, do pré-sal.

O repasse é fruto de lei aprovada pelo Congresso Nacional em abril e deve abastecer os governos regionais em ano eleitoral. No total, o bônus de assinatura rendeu R$ 11,1 bilhões. De acordo com o governo, os investimentos previstos são de cerca de R$ 204 bilhões.

“Esse repasse foi possível graças à atração de capitais privados realizada pelo Governo Federal por meio dos nossos leilões. Os recursos serão revertidos diretamente para o bem-estar da nossa população”, disse o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, na nota divulgada pelo governo.

Aliança Láctea: estados do Sul juntam esforços para aumentar competitividade internacional

Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina unem esforços para aumentar a exportação e a competitividade internacional do leite. Lideranças do setor produtivo dos três estados do Sul reuniram-se na manhã desta sexta-feira, 20, no encontro da Aliança Láctea Sul Brasileira. A reunião ocorreu de forma híbrida, virtual e presencial, na sede da Farsul, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, Rio Grande do Sul.

“Aliança Láctea é um importante fórum pra que a gente possa discutir os desafios da cadeia do leite. Representando o Governador Carlos Moisés e ao lado dos presidentes da Epagri, Giovani Canola, e da Cidasc, Júnior Kunz, viemos construir soluções para os desafios desse encadeamento produtivo, principalmente relacionados a sanidade, a melhoria da produtividade e da renda relacionada aos custos de produção”, destaca o Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Rio Grande do Sul, Domingos Velho Lopes, ressaltou a importância do fortalecimento das posições das três unidades federativas. “A união do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná em prol da Aliança Láctea, buscando a intersecção de propostas, a correção de assimetrias, converge para o fortalecimento da cadeia do leite”.

Representando o Paraná, o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, elogiou a cadeia produtiva, que “apesar das agruras, do sufoco e do clima”, continua produzindo. “Nós precisamos um plano de safra ousado e conseguir a redução de custos. A concessão de ferrovias que lançamos vai ser alternativa para esta redução”, finaliza.

Para o coordenador geral da Aliança, Airton Spies, o objetivo do grupo pode ser resumido em "colocar leite no navio, ou seja, aumentar a exportação e a competitividade internacional”. Conforme o IBGE, os três estados do Sul produziram 11,6 bilhões de litros de leite em 2019, o que corresponde a 33,4% do total produzido no país.

WhatsApp_Image_2022-05-20_at_10.53.52.jpeg Foto: Ascom/SAR

Novo índice

Durante o encontro, a assessoria econômica da Farsul apresentou o “Índice de Insumos para Produção de Leite Cru (IILC)”. Por meio de uma nova fórmula de cálculo, o indicador passa a levantar os preços dos insumos que afetam os custos da produção leiteira. Entre os insumos incluídos no cálculo estão milho e soja, silagem, adubação, suplementos minerais, energia elétrica e combustíveis.

O índice deve estar disponível ainda no primeiro semestre deste ano. A partir do segundo semestre, será apresentado um relatório mensal.

Produção de leite em Santa Catarina

Santa Catarina produz mais de três bilhões de litros de leite por ano e é o quarto maior produtor brasileiro. Com mais de 70 mil famílias envolvidas na atividade, o estado conta com 130 empresas que beneficiam o produto. Um dos grandes diferenciais do agronegócio catarinense é o cuidado extremo com a saúde animal. 

Santa Catarina faz parte dos estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e, desde 2020 é possui a menor prevalência de brucelose animal no país.

Aliança Láctea Sul Brasileira

Formada por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Aliança Láctea foi criada para discutir os desafios e oportunidades comuns entre o setor produtivo do leite nos três estados. O fórum atua em cinco eixos de trabalho: assistência técnica e geração de tecnologia para aumentar a produção e a produtividade; sanidade animal; qualidade do leite; organização do setor e redução de assimetrias tributárias. 

As cooperativas de SC e a paz

LUIZ VICENTE SUZIN

Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)

                 

                       As crises que eclodem e se sucedem em todos os continentes – em especial a guerra Rússia x Ucrânia – criam uma situação crítica na qual, entretanto, é possível vislumbrar a importância dos países produtores de alimentos, por um lado, e a essencialidade do cooperativismo, de outro.

                       No caso do conflito em curso, além das atrocidades que horrorizam a humanidade a cada dia, sobressai a grave questão do rompimento das cadeias de suprimento. Os dois países em beligerância respondem por cerca de 30% dos cereais do comércio mundial. O conflito militar na Europa pode gerar interrupção na cadeia logística que afetará o mercado global e, consequentemente, o Brasil.  Importamos mais de 85% dos fertilizantes agrícolas, com grande dependência de remessas de fósforo e potássio.

                       A globalização transformou o mundo em uma aldeia global, tudo está interconectado. Santa Catarina sente esses influxos, pois tem forte atuação no mercado mundial de grãos e proteína animal. A Organização Mundial do Comércio alertou sobre a ameaça real, iminente e concreta de uma crise de fome no Planeta: até agora, 23 nações limitaram  a exportação de alimentos.

                       Esse cenário amplia o espaço para o Brasil e Santa Catarina aumentarem seu protagonismo no comércio internacional, confirmando nossa vocação para consolidar uma liderança na condição de potência em produção de alimentos. Além de reduzir os riscos de uma crise mundial de fome, será possível ampliar a presença brasileira e catarinense no comércio mundial.

                       Essas mesmas circunstâncias da geopolítica mundial realçam duas faces fundamentais do cooperativismo. Uma delas resulta no fato de que parte significativa da produção de grãos, carne, lácteos, frutas, hortaliças e pescado está ancorada no sistema cooperativista. A outra é a doutrina do cooperativismo, que inclui democracia, igualdade, equidade e solidariedade, honestidade, transparência, responsabilidade. Em outras palavras: elementos substanciais para a paz. Esses e outros valores éticos inspiraram a definição da temática do Dia Internacional do Cooperativismo – “Cooperativas constroem um mundo melhor” – que, neste ano, será comemorado no dia 2 de julho.

                       Será a 100ª vez que essa data emblemática será comemorada, sob orientação da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Num mundo em conflagração, as cooperativas se constituem em porto seguro porque têm uma benfazeja ação na sociedade, onde combinam adesão livre e voluntária, gestão democrática, participação econômica nos resultados com a prática da cooperação e o desenvolvimento sustentável das comunidades. Nesse aspecto, Santa Catarina construiu, pelo cooperativismo, uma sólida alternativa de empreendedorismo, com vocação coletiva, sustentável, eficiente e humanista que reúne mais da metade da sua população.   

                       Em um mundo em guerra e ameaçado pelo flagelo da fome, Santa Catarina oferece o exemplo da produção de alimentos e a solidariedade associativista, confirmando o que já proclamaram a ONU e a ACI, as cooperativas provaram ser mais resilientes a crises, fomentam a participação econômica, combatem a degradação ambiental e as mudanças climáticas, geram  empregos, contribuem para a segurança alimentar, mantêm o capital financeiro nas comunidades locais, constroem cadeias de valor éticas e contribuem para a paz mundial.

 

Foto 02 – Luiz Vicente Suzin, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).

Manutenção de embarcações é importante também no inverno

Com o frio cada vez mais forte no sul do país, muita gente foge dos passeios ao ar livre, embora as paisagens do inverno sejam espetaculares, seja pela neve na serra, ou aqueles dias lindos de sol no litoral.
No entanto, há aqueles que não se importam com as temperaturas mais baixas e fazem questão de desfrutar do friozinho em grande estilo. Estamos falando dos passeios de barco, cuja paisagem de inverno permite dias ensolarados, sem nuvens e muitas vezes um mar mais calmo.
Quem não abre mão de um passeio a bordo de uma embarcação precisa saber que mesmo com pouco uso, a manutenção do barco é sempre indispensável, e no inverno ela merece um pouco mais de atenção, já que as embarcações ficam mais sujeitas a umidade por ficarem paradas por longos períodos.
Responsável pela Iate Marine, maior empresa de compartilhamento náutico do sul do país, Rodrigo Vieitez elencou um check list com todos os cuidados que você precisa manter com a sua embarcação durante o inverno. 
 
Atenção com o motor
A troca de óleo e dos filtros é indispensável, explica Rodrigo. Além disso, manter a limpeza do tanque de combustível e dos bicos injetores também é muito importante.

Parte elétrica
Checar as luzes da embarcação é essencial, assim como as bombas, as mangueiras, as abraçadeiras, as válvulas do fundo do casco e os respiros do tanque de combustível.
 
Cuidados com as embarcações que ficam sempre na água
Segundo o empresário, cuja empresa possui uma frota com 23 embarcações para compartilhamento, os barcos maiores quase sempre ficam na água, por isso, principalmente durante o inverno, é importante lavar o casco com esponja macia para retirar o limo e também pintá-lo com tinta impermeável para evitar infiltrações e corrosões. 
 
Proteção
Mantenha o seu barco com capa de tecido impermeável e com proteção ultravioleta, seja dentro ou fora da água. Com essa proteção você conseguirá manter por mais tempo a pintura e a durabilidade de acrílicos, gaiutas e vigias.
 
Qualidade dos produtos que você utiliza para manutenção
Para que o seu barco se mantenha bem conservado é importante que você não fique muito tempo sem ligar o motor, abasteça-o com combustível de qualidade e use o óleo recomendado pelo fabricante.
“Ao manter esses cuidados, mesmo no período que você não usa tanto a embarcação, ajuda com que a vida útil do veículo náutico prolongue e também evita que você tenha grandes gastos com manutenções mais complexas devido a danos mais graves”, explica Rodrigo.
   

Fotos: Divulgação Iate Marine

Projeto de Lei dá mais segurança para atuação de advogados e reduz riscos do direito à defesa

Aprovado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 5284/20, que limita a busca e apreensão em escritórios de advocacia, amplia a segurança dos advogados e advogadas e assegura a atuação legal dos profissionais, reduzindo os riscos de transgressão ao direito à ampla defesa. A proposta impede que direitos e prerrogativas dos advogados sejam violados, garantindo a manutenção da inviolabilidade dos escritórios, da comunicação dos clientes com seus advogados e da presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em casos de prisão em flagrante.
 
“O intuito é que sejam vedados a violação do escritório simplesmente com o caráter de indício, depoimento ou colaboração premiada sem as devidas provas periciadas e reconhecidas pelo Poder Judiciário, sob pena prevista pelo artigo 7-B do Estatuto da OAB”, comentou a professora e pesquisadora em Direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília (FPMB), Catharina Taquary Berino. O Projeto Lei nº 5.284/20 inclusive aumenta a pena prevista no artigo 7-B de detenção de três meses a um ano para detenção de dois a quatro anos”, complementou a docente.
 
A concessão de medida cautelar para busca e apreensão em escritórios de advocacia com base somente em declarações de delação premiada, sem confirmação por outros meios de prova, será vedada, de acordo com o publicado pela Agência Câmara de Notícias. Conforme explica o substitutivo do relator, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), a proibição se aplica ainda ao escritório ou local de trabalho do advogado (em casa, por exemplo). Para conceder a liminar, o juiz deverá considerá-la excepcional, desde que exista fundamento em indício.
 
De autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), o projeto proíbe também ao advogado fazer colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido seu cliente, sujeitando-se a processo disciplinar que pode resultar em sua exclusão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sem prejuízo de processo penal por violação de segredo profissional, punível com detenção de três meses a um ano.
 
A proposta trata, ainda, de vários outros temas sensíveis importantes ao exercício da advocacia, como: consultoria, defesa oral, liberação em bloqueio patrimonial, honorários, sociedade de advogados, jornada de trabalho, trabalho remoto, exame de ordem, atuação em causa própria, recesso penal, instituto de advogado e outros. 
 
OAB
 
O texto remete ao representante da OAB, que deve estar presente no momento da busca e apreensão, o dever de impedir a retirada ou análise e registro fotográfico de documentos, mídias e objetos não relacionados à investigação e de outros processos do mesmo cliente. A regra deve ser respeitada pelos agentes que cumprem o mandado, sob pena de abuso de autoridade.
 
“Vários destes aspectos de alteração do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) são controvertidos e complexos de tal maneira a influenciar sensivelmente o exercício da advocacia. Estas questões devem ser analisadas por advogados militantes com a verdadeira profundidade e seriedade que o tema merece e deve ser desvinculado de ideologias políticas", comentou a professora da FPMB, Catharina Berino.
 
Em relação aos documentos, computadores e outros dispositivos apreendidos, deverá ser garantido o direito de um representante da OAB e do profissional investigado de acompanharem a análise do material em local, data e horário informados com antecedência mínima de 24 horas. Em caso de urgência fundamentada pelo juiz, o prazo poderá ser inferior, ainda garantido o direito de acompanhamento.
 
Com informações da Agência Câmara de Notícias
 
Sobre a Faculdade Presbiteriana Mackenzie
 
A Faculdade Presbiteriana Mackenzie é uma instituição de ensino confessional presbiteriana, filantrópica e de perfil comunitário, que se dedica às ciências divinas, humanas e de saúde. A instituição é comprometida com a formação de profissionais competentes e com a produção, disseminação e aplicação do conhecimento, inserida na sociedade para atender suas necessidades e anseios, e de acordo com princípios cristãos.
 
O Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) é a entidade mantenedora e responsável pela gestão administrativa dos campi em três cidades do País: Brasília (DF), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ). As Presbiterianas Mackenzie têm missão educadora, de cultura Empreendedora e inovadora. Entre seus diferenciais estão os cursos de Medicina (Curitiba); Administração, Ciências Econômicas, Contábeis, Direito (Brasília e Rio); e Engenharia Civil (Brasília). Em 2021, comemora-se os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.

 

Aprenda a evitar o golpe da restituição de Imposto de Renda

Novamente temos uma fraude de ocasião na praça, agora é a vez dos golpistas utilizarem a restituição de Imposto de Renda Pessoa Física 2022 como isca para roubar dados ou mesmo dinheiro das pessoas. Interessante observar que esse golpe começou mesmo antes do fim do prazo da entrega dessa declaração, que vai até o dia 31 de maio de 2022 e antes do início do período de pagamento das restituições.
 
“Mais uma vez os criminosos se aproveitam do desconhecimento e da vontade de receber ganhos extras, nesse caso dos contribuintes que anualmente tem parte dos ganhos retidos pela Receita Federal. Eles prometem simplicidade na obtenção do dinheiro e celeridade, é uma armadilha bem tentadora”, afirma o advogado especialista em fraudes, Afonso Morais, CEO da Morais Advogados Associados.
 
Na maioria dos casos os golpistas enviam um link malicioso por e-mail, SMS, WhatsApp e Telegram para os contribuintes. O assunto da mensagem pode ser "Saque Imediato" ou alguma outra vertente do tema. Dentro da mensagem uma mensagem genérica busca atrair o o usuário à clicar no link , que pode ser "Chave de Acesso". Esse link geralmente é malicioso, comprometendo a máquina utilizada com um vírus. 
 
“Lógico que existem outras vertentes desse crime relacionado a restituição de imposto de renda, existindo até mesmo pessoas e empresas que prometem antecipar o valor sem garantias o que faz com que o contribuinte aceite criando uma grande dívida ou mesmo tendo que pagar para receber o valor. São muitos os roteiros para enganar a população”, alerta Afonso Morais.
 
Em relação ao tema, o primeiro alerta feito pelo especialista é que a Receita Federal não envia mensagens com links em suas comunicações. O caminho correto para obtenção é no Portal e-CAC, com acesso seguro por meio do Gov . br ou por certificado digital. 
 
Também é importante saber que o procedimento da restituição não envolve envio por e-mail, SMS ou qualquer outra ferramenta. Em relação a antecipações de valores também é ficar atento.
 
“Sempre que se busca por linhas de crédito é fundamental que se busco por instituições registradas pelo Banco Central. É fundamental checar o histórico das instituições. Duvide sempre de ‘oportunidade únicas’ e sempre avalie muito bem quanto terá que pagar e as taxas envolvidas nesse tipo de negociação”, explica Afonso Morais.
 
Outro ponto de alerta é que não se deve enviar nunca dados para terceiros ou por meio de mensagens. A Receita irá depositar as restituições diretamente na conta bancária informada no ato de entrega da declaração do Imposto de Renda. 

 

Privatização da Eletrobras pode ocorrer até meados de agosto

O presidente da Eletrobras, Rodrigo Limp, disse hoje (17) que, em um cenário positivo, a conclusão da operação de privatização da empresa poderá ocorrer até meados de agosto.

“Esse é o cenário mais favorável”, disse Limp, em entrevista coletiva online sobre os resultados do primeiro trimestre, afirmando que essa é a melhor janela de mercado, coincidindo com as férias no Hemisfério Norte e antes do período eleitoral no Brasil, o que representa, no seu entender, mais benefícios para a empresa e para a União.

Ele afirmou que aguarda a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), em reunião marcada para amanhã (18), para poder dar seguimento ao processo de capitalização da companhia. Depois da aprovação do tribunal, será necessário ainda concluir a elaboração de toda a documentação do prospecto e realizar avaliação de auditoria independente.

A diretora Financeira e de Relações com Investidores, Elvira Presta, afirmou que ser precipitado falar de datas para o road show (apresentação de uma empresa e seus produtos para investidores). “Nós só conseguiremos montar a agenda [do road show] depois da aprovação pelo TCU”, acrescentou Elvira.

Santo Antonio

Limp admitiu que a disputa judicial perdida para credores pela Usina Santo Antonio, da qual a Eletrobras participa por meio de sua subsidiária Furnas, poderá ter reflexos sobre a privatização. Ele reconheceu que, nesse caso, a Eletrobras terá de avaliar um possível negociação com os credores de Santo Antonio.

“Não há conclusões ainda sobre impacto na alavancagem da companhia [valor da dívida na estrutura do capital do negócio]”, indicou.

Localizada no Rio Madeira, em Porto Velho (RO), a Usina Santo Antonio tem potência instalada mínima de 3.568,3 megawatts (MW). Segundo Limp, a dívida da usina chega a R$ 18 bilhões.

Caso a Eletrobras assuma o controle da empresa, a dívida será acrescida à da holding do setor elétrico.

Para Limp, contudo, o nível de endividamento da Eletrobras hoje “é confortável”.

A dívida líquida recorrente da companhia ficou em R$ 20,554 bilhões no final de março de 2022, mostrando estabilidade em relação ao mesmo trimestre de 2021. Limp destacou que isso é resultado de uma disciplina financeira iniciada em 2016.

CNI: número de empregados na construção civil fica estável em abril

O índice que avalia o número de empregados na indústria da construção civil permaneceu praticamente estável em abril, na comparação com março, informou hoje (18) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). No mês passado, o índice ficou em 50,7 pontos, ante os 50 pontos registrados em março.

Os dados constam do boletim Sondagem Industrial da Construção.

Já o índice do nível de atividade ficou em 50,1 pontos, registrando recuo de 1,2 ponto com relação a março. Apesar da queda em relação a março, o desempenho da construção em abril permaneceu positivo.

Os índices avaliados pela CNI apresentam variação de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam aumento do emprego, da produção, estoque acima do planejado ou utilização da capacidade instalada acima do usual. Valores abaixo de 50, indicam que o nível de atividade está abaixo do usual. O valor próximo da linha divisória dos 50 pontos, que separa aumento de queda do nível de atividade, sinaliza estabilidade.

O índice não apresentava valor acima dos 50 pontos para o mês de abril desde 2012, quando registrou 50,6 pontos. A entidade disse, porém, que os resultados são os melhores para o mês de abril, desde 2012.

“O desempenho da construção em abril de 2022 foi positivo para o período quando comparado a anos recentes. O índice do nível de atividade ficou em 50,1 pontos em abril de 2022, registrando recuo de 1,2 ponto com relação a março. O valor próximo da linha divisória dos 50 pontos, que separa aumento de queda do nível de atividade, sinaliza estabilidade. O índice não apresentava valor acima dos 50 pontos para o mês de abril desde 2012, quando registrou 50,6 pontos”, disse a CNI.

Em abril, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção civil caiu 1 ponto percentual na comparação com março, de 68% para 67%.

Confiança

A CNI também divulgou o índice de Confiança do Empresário (Icei) da indústria de construção civil para o mês de maio. O indicador apresentou um aumento de 0,7 ponto, na comparação com abril, ficando em 56,2 pontos.

“Por estar acima da linha divisória de 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança, o índice indica que os empresários da construção estão confiantes. O resultado é o melhor para maio desde 2012, quando alcançou 60,9 pontos”, informou a confederação.

Porém, a percepção dos empresários em relação às condições correntes segue negativa em maio. O índice de Condições Atuais ficou em 48,6 pontos, aumento de 0,2 ponto frente o mês anterior. Assim, como destacado para o Icei, o resultado é o melhor para maio desde 2012.

Em maio, o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços mostrou uma pequena queda do otimismo, ao cair 0,5 ponto, para 56 pontos. Da mesma forma, o índice de expectativa do número de empregados também registrou recuo de 0,5 ponto, para 56,2 pontos. "Apesar disso, o indicador está acima de 50 pontos, o que aponta para expectativas positivas e de crescimento", diz o boletim.

A expectativa do empresariado para os próximos meses segue estável. O índice de expectativa do empresário em relação ao nível de atividade apresentou estabilidade, permanecendo em 58,1 pontos, enquanto o índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas aumentou 0,3 ponto, para 57,4 pontos.

Para a elaboração do levantamento, a CNI ouviu 419 empresas, sendo 156 de pequeno porte, 175 de médio porte e 88 de grande porte, entre os dias 2 e 10 de maio.

Prazo para inscrições do Inovatur III termina na quinta-feira, 19

O período de inscrição para a terceira edição do Inovatur termina nesta quinta-feira, 19. O programa vai investir mais de R$ 1 milhão e 300 mil em projetos inovadores na área de turismo em Santa Catarina. Podem participar startups ou empresas que queiram inovar em algum processo e serviço do setor. Nesta edição é permitida também a participação de até 30% de interessados de outros estados e países. Entretanto, o proponente precisa constituir empresa com CNPJ e sede em Santa Catarina.

O programa é realizado pela Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e com o apoio da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Serão destinados R$ 1 milhão da Santur e R$ 300 mil da Fapesc para até 13 projetos de todas as regiões turísticas do estado.

“A cada nova edição o Inovatur se consolida e amplia o valor de recursos investidos e iniciativas beneficiadas.  Por meio do programa conectamos ideias inovadoras, mercado e trade turístico e, assim, fortalecemos ainda mais o setor e a economia catarinense”, destaca o presidente da Santur, Henrique Maciel.

O objetivo do Inovatur é estimular a criação de novos negócios e incentivar startups que tenham projetos inovadores. Além do aporte financeiro, cada projeto selecionado vai participar de mentorias individuais, workshops temáticos, rodadas de negócios regionais e visitas técnicas. “A cada edição buscamos ampliar o alcance do programa e as oportunidades que oferecemos para as empresas. Uma das novidades da terceira edição será a realização de uma missão técnica em um polo de inovação na região Sudeste” complementa Luana Emmendoerfer, diretora de Estudos e Inovação da Santur.

Cada proposta selecionada poderá receber até R$ 100 mil. O edital com todas as informações e o link para inscrição estão disponíveis aqui!

"É uma honra para a Fapesc interagir com a Santur ao promover ações de inovação e empreendedorismo em Santa Catarina. O Inovatur já é uma referência no país na geração de negócios com foco em turismo e os resultados surpreendem a cada nova edição” explica o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen.

Nas duas primeiras etapas, o programa investiu mais de R$ 1 milhão e 200 mil em 29 startups de 10 regiões turísticas e 19 municípios catarinenses. “O Inovatur está transformando o turismo em Santa Catarina ao conectar todos os envolvidos no setor. As propostas que já passaram pelo programa colhem os resultados e servem de estímulo para que novas ideias também possam ser beneficiadas. O turismo do estado sempre foi referência para o Brasil e o Inovatur reforça ainda mais a nossa vocação neste segmento” finaliza o coordenador do Inovatur pela Univali, Pablo Limberger.

BNDES tem lucro líquido de R$ 12,9 bilhões no primeiro trimestre deste ano

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) obteve lucro líquido de R$ 12,9 bilhões no primeiro trimestre de 2022. O valor é 32% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo banco na quinta-feira (12/05).

O desempenho foi influenciado pela reclassificação de investimentos no frigorífico JBS (R$ 5,8 bilhões), receita com dividendos da Petrobras (R$ 3,0 bilhões), resultado líquido das alienações de ações (R$ 1,3 bilhão) e saldo positivo de equivalência patrimonial de R$ 0,8 bilhão.

A posição de caixa no primeiro trimestre é de R$ 143,2 bilhões e foram devolvidos ao Tesouro Nacional R$ 2,7 bilhões. A inadimplência segue sob controle, em 0,21%, que é cerca de metade daquela do sistema financeiro nacional no segmento de grandes empresas.

O diretor de finanças do BNDES, Lourenço Tigre, destacou que o resultado é fruto de uma estratégia que combina fatores como menos risco e mais inovação. “Como entregamos esse resultado e o que isso ele significa? Ele é fruto de uma estratégia de reciclagem de capital e risco, menos risco de mercado, mais inovação, mais impacto”, disse Lourenço Tigre.

Os desembolsos realizados pelo BNDES no primeiro trimestre para fomentar o desenvolvimento em diversos setores foi de R$ 14,8 bilhões, valor 31% superior ao do primeiro trimestre de 2021. Do total, R$ 5,8 bilhões foram para a área de infraestrutura, R$ 3,3 bilhões para a indústria, R$ 2,9 bilhões para comércio e serviços e outros R$ 2,8 bilhões para a agropecuária. Entre as operações aprovadas estão o investimento para a produção de 1,5 mil equipamentos para a energia limpa e 6.727 agricultores familiares apoiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Em relação ao financiamento para projetos de inovação realizados por micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), o desembolso no banco no primeiro trimestre foi de R$ 5,6 bilhões. Ao todo, R$ 103 bilhões da carteira de crédito do BNDES estão destinados a essa parcela do mercado. O Programa MPME disponibiliza financiamentos de até R$ 20 milhões para apoiar negócios com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Na área de sustentabilidade, da carteira de crédito de operações diretas e indiretas não automáticas, 55% do total, o que equivale a R$ 188 bilhões, está vinculado a projetos que apoiam a economia verde e o desenvolvimento social. No primeiro trimestre deste ano foram direcionados R$ 1,9 bilhão para economia verde e R$ 2,4 bilhões para desenvolvimento social.

Fábrica de Projetos

A carteira de Parcerias Público-Privadas (PPPs), concessões e privatizações do BNDES contam com 153 projetos já estruturados ou em estruturação e 23 já leiloados, considerando um total de R$ 382 bilhões em investimentos. Apenas em ativos ambientais, está em estruturação a concessão de 46 parques e 19 florestas, totalizando mais de 8 milhões de hectares.

Durante o 1º trimestre de 2022, a Fábrica de Projetos do Banco concluiu com sucesso os processos de privatização da primeira autoridade portuária do Brasil (Codesa), com R$ 855 milhões em investimentos contratados e a maior concessão de um parque natural no país, o Parque Nacional do Iguaçu, com R$ 500 milhões em investimentos contratados, entre outros.

Apoiando o desenvolvimento

O BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira. Apoia empreendedores de todos os portes, inclusive pessoas físicas, na realização de seus planos de modernização, de expansão e na concretização de novos negócios, de forma a contribuir com a geração de empregos, renda e de inclusão social para o Brasil.

O apoio do banco ocorre por meio de financiamento a investimentos, subscrição de valores mobiliários, prestação de garantia e concessão de recursos não reembolsáveis a projetos de caráter social, cultural e tecnológico.

Turismo nacional avança mais de 75% em março na comparação com 2021

Osetor de turismo segue exibindo sinais de consolidação da sua gradual retomada no Brasil. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada na quinta-feira (12/05) pelo Governo Federal, por meio do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), revelam que o Índice de Atividades Turísticas registrou um aumento de 75,6% em março no país na comparação com o mesmo mês de 2021.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento nas receitas de empresas dos ramos de transporte aéreo, restaurantes, hotéis, rodoviário coletivo de passageiros, locação de automóveis e serviços de bufê. Segundo o IBGE, houve avanços em todas as 12 unidades da Federação analisadas, com destaque para São Paulo (85,7%), Minas Gerais (100%), Rio de Janeiro (42,3%), Rio Grande do Sul (131,3%) e Bahia (66,6%).

Os dados do IBGE revelam, ainda, que o Índice de Atividades Turísticas apresentou um crescimento de 4,5% em março na comparação com fevereiro deste ano, resultado este igualmente verificado em todas as 12 UFs do país incluídas no levantamento. Já no acumulado ao longo dos primeiros três meses de 2022, a taxa medida pelo Instituto registra um aumento de 42,2% referente ao mesmo período do ano passado.

AVANÇOS 
Outros resultados referentes a março corroboram o bom momento do turismo nacional. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP), por exemplo, o ramo alcançou um faturamento total de R$ 869 milhões durante o mês, número apenas 2% inferior ao registrado no mesmo período de 2019 (R$ 890 milhões). O setor já havia acumulado receitas de R$ 4,3 bilhões em 2021, uma alta de 18% na comparação com 2020.

Números divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por sua vez, revelaram que mais de 6,4 milhões de passageiros viajaram em voos nacionais no mês de março. A quantidade representa o dobro de consumidores registrado no mesmo período do ano passado e é 16% superior à verificada no mês anterior, fevereiro, quando 5,5 milhões de pessoas passaram pelos aeroportos do país.

Com os novos dados do Índice de Atividades Turísticas, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que o setor de Turismo restabeleça, no terceiro trimestre deste ano, o nível de receitas anteriores ao cenário antes da Covid-19.

APOIO 
A Medida Provisória nº 1.101, publicada em fevereiro deste ano, alterou novamente os prazos da Lei nº 14.046/2020, sobre regras de cancelamentos, remarcações e reembolsos nos setores de turismo, eventos e cultura. Segundo a MP, proposta pelo MTur e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o cliente tem até 31 de dezembro de 2023 para remarcar ou usar créditos no abatimento ou na compra de serviços. (Saiba mais AQUI).

Outra iniciativa de apoio ao setor adotada pelo Governo Federal, por meio do MTur, é a disponibilização gratuita do Selo Turismo Responsável, que indica o cumprimento de medidas de prevenção à Covid-19 na área. O selo, que já soma 31.294 adesões no país, define protocolos para 15 segmentos turísticos, incluindo guias de turismo. Lançada em junho de 2020, a iniciativa posicionou o Brasil entre as 10 primeiras nações do mundo a implementar providências do tipo. (Saiba AQUI como aderir)

Com informações do Ministério do Turismo.

Com R$ 16 bilhões em investimento previsto, desestatização do Porto de Santos domina segundo dia de roadshow nos EUA

A desestatização do Porto de Santos, o maior da América Latina, foi assunto de diversas reuniões da delegação brasileira com fundos de investimentos, bancos e operadores de infraestrutura no segundo dia de roadshow, em Nova Iorque. Com investimentos previstos na casa dos R$ 16 bilhões, o processo permitirá a transformação do terminal no maior de todo o Hemisfério Sul, além de resolver problemas históricos da cidade do litoral de São Paulo.

Entre os interlocutores do dia, estavam os norte-americanos da EIG Global Energy Partners e a multinacional de logística dos Emirados Árabes Unidos DP World, que já atua no setor de terminais portuários privados no Brasil. A sinalização é que, entre as concessões previstas, a desestatização do Porto de Santos (SP) está entre as de maior potencial para atrair o interesse dos investidores.

Modelo
Dos 16 bilhões previstos em investimentos, R$ 11 bilhões do arrendamento servirão para aumentar a capacidade da linha férrea e, consequentemente, a movimentação de cargas. O pacote de obras também inclui a adequação das rodovias federais que chegam ao porto, além da construção do túnel unindo as zonas Leste e Noroeste da cidade. A desestatização garantirá o aumento de 160 milhões de toneladas movimentadas ao ano para 290 milhões de toneladas anuais ao longo das próximas décadas.

O leilão de Santos seguirá o modelo da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), primeira desestatização portuária do Brasil, e referência para os próximos leilões de portos públicos que integram o portfólio de infraestrutura do Governo Federal. A Codesa foi desestatizada junto com a concessão dos portos de Vitória e de Barra do Riacho (ES), em março. A iniciativa de sucesso garantiu pelo menos R$ 850 milhões em investimentos privados para os próximos 35 anos de contrato: R$ 335 milhões em novas instalações e melhorias e R$ 515 milhões em obras de manutenção, como de dragagem dos canais de acesso aos terminais.

Ainda para 2022, estão encaminhadas as concessões dos portos de São Sebastião (SP), Itajaí (SC) e Canal de Paranaguá (PR), além dos arrendamentos de 19 terminais portuários. No total, foram 37 arrendamentos portuários desde o início da gestão, que garantiram R$ 6,1 bilhões em investimentos.

Rodovias
O sistema rodoviário também tem atraído olhares estrangeiros para o Brasil. Em reunião com o fundo de investimentos australiano Macquire, foram apresentados os detalhes do leilão dos seis lotes de rodovias do Paraná, com mais de R$ 44 bilhões em investimentos. Desde 2019, foram seis rodovias concedidas e um total de R$ 37,3 bilhões em investimentos. Entre os projetos, destaque para a concessão da Presidente Dutra e a Rio-Santos, que injetará mais R$ 14,8 bilhões de investimentos privados ao setor rodoviário do país.

Com leilão marcado para 20 de maio, o projeto rodoviário da BR-116/493/465/RJ/MG, entre a cidade do Rio de Janeiro e Governador Valadares (MG) tem projeção de R$ 9,2 bilhões estimados. No total, as concessões rodoviárias a serem realizadas em 2022 somam R$ 80 bilhões em investimentos previstos.

Governo reduz alíquotas de importação de alimentos e insumos para produção agrícola

O Governo Federal zerou a alíquota do imposto de importação de alimentos como medida para auxiliar o combate à inflação. Também reduziu alíquotas de dois insumos para a produção agrícola e de vergalhões de aço. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (11/05) em reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex). As reduções entram em vigor na quinta-feira (12/05) e valem até o dia 31 de dezembro de 2022.

A redução foi feita via inclusão na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (Letec). Foram zeradas as alíquotas de carnes congeladas de bovinos desossadas, pedaços e miudezas de frango congelados, farinha de trigo, outros trigos e mistura de trigo com centeio, milho em grão, bolachas e biscoitos e outros produtos de padaria e pastelaria. Ao cortar o imposto de importação, o Governo barateia a compra de produtos fabricados no exterior. Em março, o Gecex já havia zerado as alíquotas de seis alimentos.

A alíquota é um percentual utilizado para calcular o valor final de um imposto que será pago por uma pessoa física ou jurídica. De acordo com o Ministério da Economia, a medida priorizou itens que têm maiores impactos sobre a cesta de consumo de camadas mais pobres da população, com o objetivo de ajudar no combate à inflação, considerando mercadorias que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“Alguns produtos específicos, que tem um impacto grande sobre a população, temos buscado fazer reduções grandes de alíquotas”, disse o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys. “Sabemos que essas medidas não revertem a inflação, mas elas aumentam a contestabilidade dos mercados. Um produto que está começando crescer muito de preço, diante da possibilidade maior de importação, os empresários pensam duas vezes antes de aumentar tanto o produto”, explicou.

Insumos agrícolas
Além dos alimentos, houve mudança nas alíquotas do imposto de importação de dois insumos usados na produção agrícola. Um deles é o aço sulfúrico, utilizado na cadeia produtiva de fertilizante, que teve a alíquota zerada.

O outro, o fungicida Mancozeb, teve o imposto de importação reduzido de 12,6% para 4%. O produto é usado como defensivo agrícola em cultivos de arroz, batata, feijão, soja, alface, milho e tomate, entre outros. A produção nacional é de aproximadamente 31% do consumo no país e a redução da alíquota deve auxiliar no combate à alta dos preços dos alimentos no Brasil.

Há meses o Gecex analisava o pleito do setor da construção civil de redução nas alíquotas de produtos do aço. Na reunião foi tomada a decisão de passar as alíquotas do vergalhão CA50 e vergalhão CA60 de 10,8% para 4%.

“A intenção é gerar maior concorrência para a redução de preços para que possamos também impactar positivamente o setor de construção civil que tantos empregos gera no Brasil”, afirmou a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Ana Paula Repezza.

Governo Federal retoma a análise dos pedidos de isenção de IPI

Foi publicada nesta quinta-feira (12/05), a Instrução Normativa RFB nº 2.081/2022, regulamentando a aplicação das isenções de IPI para compra de veículos por portadores de deficiência física, auditiva, mental, visual ou transtorno do espectro autista. Com as novas regras em vigor, serão retomadas as análises dos pedidos em estoque, suspensos desde janeiro deste ano.

Com a vigência da Lei i nº 14.287, publicada em 31 de dezembro de 2021, foram revogados os dispositivos que fundamentavam a análise dos pedidos e novas hipóteses foram introduzidas, porém, com eficácia pendente de regulamentação, impossibilitando a realização de análises de mérito dos pedidos.

O Decreto 11.063/2022, publicado na quinta-feira (05/05), definiu os novos critérios para a avaliação de pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista, permitindo a regulamentação por parte do Governo Federal, por meio da Receita Federal.

Dentre as principais novidades trazidas pela nova norma, estão o valor do veículo que pode ser comprado com isenção por pessoas com deficiência, passando de R$ 140.000,00 para R$ 200.000,00; e a possibilidade de pessoas com deficiência auditiva aproveitarem também esse benefício fiscal.

Até que a avaliação biopsicossocial seja implementada, os pedidos de isenção para pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista passam a adotar os critérios estabelecidos pela Lei nº 8.989/1995 e pelo Decreto nº 11.063/2022. Resumidamente, para ter direito à isenção, a pessoa deve se enquadrar em, no mínimo, uma das categorias abaixo.

Deficiência física

Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, que acarrete o comprometimento da função física, sob a forma de:

a) paraplegia;

b) paraparesia;

c) monoplegia;

d) monoparesia;

e) tetraplegia;

f) tetraparesia;

g) triplegia;

h) triparesia;

i) hemiplegia;

j) hemiparesia;

k) ostomia;

l) amputação ou ausência de membro;

m) paralisia cerebral;

n) nanismo; ou

o) membros com deformidade congênita ou adquirida.

Deficiência auditiva

Perda bilateral, parcial ou total, de 41 dB (quarenta e um decibéis) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500 Hz (quinhentos hertz), 1.000 Hz (mil hertz), 2.000 Hz (dois mil hertz) e 3.000 Hz (três mil hertz).

Deficiência visual

a) cegueira, na qual a acuidade visual seja igual ou menor que cinco centésimos no melhor olho, com a melhor correção óptica;

b) baixa visão, na qual a acuidade visual esteja entre três décimos e cinco centésimos no melhor olho, com a melhor correção óptica;

c) casos em que a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos seja igual ou menor que sessenta graus; ou

d) ocorrência simultânea de quaisquer das condições previstas nas alíneas "a", "b" e "c".

Deficiência mental

Funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:

a) comunicação;

b) cuidado pessoal;

c) habilidades sociais;

d) utilização dos recursos da comunidade;

e) saúde e segurança;

f) habilidades acadêmicas;

g) lazer; e

h) trabalho.

A comprovação da deficiência e da condição de pessoa com transtorno do espectro autista, continuam sendo realizados por meio de laudo de avaliação emitido por:

I - prestador de serviço público de saúde;

II - por serviço privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde – SUS;

III - pelo Departamento de Trânsito - Detran ou por suas clínicas credenciadas; ou

IV - por intermédio de serviço social autônomo, sem fins lucrativos, criado por lei, na hipótese de não emissão de laudo de avaliação eletrônico.

Emplacamentos de veículos automotores em Santa Catarina tiveram acréscimo de 21,20% em abril 22

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC), entidade que representa 554 concessionárias de veículos automotores de todo o estado dos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, tratores e máquinas agrícolas, motocicletas, e implementos rodoviários, divulga o desempenho do setor automotivo no mês de abril de 2022.

 

Os emplacamentos de veículos automotores no estado de Santa Catarina, encerraram o mês de abril, com 12.870 unidades licenciadas, enquanto em março foram 13.697, uma queda de 6,04%. Porém as vendas diárias em abril, com 19 dias úteis foram 8,84% maiores do que em março, que teve 22 dias úteis. Em março foram vendidos 622 veículos em média por dia enquanto em abril foram 677.

 

Em números absolutos de vendas, o segmento de Comerciais Leves foi o único que teve resultado positivo, com aumento de 22,62% em relação a março.

 

Quando comparado com abril de 2021, o setor como um todo registrou queda de 9,61%, e no acumulado do primeiro quadrimestre do ano registrou queda de 10,37%.

 

O segmento de Tratores e Máquinas Agrícolas, por não serem emplacados, apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamento junto aos fabricantes, e as informações que se seguem são a nível nacional.

 

Em março de 2022, as vendas de Tratores e Máquinas Agrícolas decresceu 7,00% em relação ao mês fevereiro de 2022. Na comparação com março de 2021, o crescimento foi de 16,79%. No acumulado do primeiro trimestre de 2022 em relação ao mesmo período de 2021, o setor experimentou um crescimento de 29,92%.

 

A frota circulante em Santa Catarina soma hoje, 5.651.946 veículos, sendo que a maioria é de automóveis, em um total de 3.148.066. (Fonte: Detran SC).

 

Segundo Alfredo Breitkopf, Diretor Geral Regional da Fenabrave-SC, o aumento diário de vendas verificado em abril, mesmo que os dados das vendas acumuladas do ano mostrem queda em relação a 2021, mostra que o mercado começa a esboçar uma reação.

 

No final do primeiro bimestre do ano, SC experimentava uma queda de 12,90% em relação a 2021, e agora, no fechamento do 1º quadrimestre esta queda diminuiu para 10,37%. O momento pós pandemia, a guerra na Ucrânia e a continuada falta de componentes na cadeia automotiva, leva a crer que o momento é positivo, afirma Breitkopf.

 

Nas tabelas que se seguem, veja dados de emplacamentos de veículos novos em Santa Catarina para cada segmento automotivo e por região.

 

 

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Guia de Fontes

A Fenabrave-SC disponibiliza abaixo uma lista de diretores e fontes em todas as regiões do estado. Os nomes listados a seguir estão à disposição para conceder entrevistas sobre os assuntos divulgados pela instituição e ainda podem auxiliar em pautas diversas relacionadas ao setor.

 

 

BLUMENAU

Alfredo Breitkopf – Presidente

Breitkopf Veículos - (47) 3231-2000

 

JOINVILLE

Julio Schroeder

Toyoville Veículos - (47) 2106 9900

 

BLUMENAU

Osmar Laschewitz

Liberté Veículos - (47) 3144 3144

 

CRICIÚMA

Renato A. Costa

Forauto Veículos - (48) 3461 6000

 

FLORIANÓPOLIS
Marcos Paulo Marcílio

Sekai Veículos - (48) 3089-8900

 

CHAPECÓ

Cláudio de Marco

DM Auto Veículos – (49) 3321-6666

 

Neste endereço https://fenabravesc.com.br/dados/ , você encontra:

1 - Dados de Mercado de SC - Completo (Vendas totais por segmento, ranking de modelos mais vendidos, ranking das marcas, comparativo entre vendas diretas e vendas varejo e muito mais).

2 - Dados de SC por região.

Diretoria da CDL/Itajaí vai participar de evento nacional do comércio varejista

A diretoria da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Itajaí estará presente na 56ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, que reunirá líderes e empresários do segmento, entre os dias 12 e 15 de maio, em Campos do Jordão (SP). O evento é organizado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e a FCDL-SP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo) e visa oferecer mudanças culturais aos participantes.  

Na manhã da próxima quinta-feira (12), os representantes da CDL/Itajaí viajam com destino ao evento. Na ocasião, especialistas e varejistas renomados no país, compartilharão o seu conhecimento sobre o tema “A mudança cultural do varejo”. O Presidente da CDL/Itajaí, Laerson da Costa Batista, considera o assunto de extrema relevância nos tempos atuais, quando o consumidor se mostra cada vez mais exigente. 

“A nossa participação nesta Convenção demonstra o interesse da entidade de acompanhar, bem de perto, as tendências para o setor varejista. O mundo está cada vez mais dinâmico. É fundamental que nos mantenhamos atualizados e bem preparados para aproveitar as oportunidades que possam surgir”, observa Batista.

Mesmo com dois feriados e menos dias úteis, abril foi o melhor mês do ano em todos os indicadores da indústria automobilística

Os números de abril confirmaram as expectativas de uma reação do setor automotivo no segundo trimestre. Com destaque para a média diária de vendas e as exportações, todos os índices aferidos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) melhoraram no último mês, a despeito dos feriados de Páscoa e Tiradentes, que fizeram abril ter dois dias úteis a menos que março.

 

Apesar de várias paradas de fábrica por conta da falta de semicondutores, a produção de autoveículos em abril foi de 185,4 mil unidades, 0,4% a mais que no mês anterior. Na comparação com abril de 2021, quando a crise global de componentes eletrônicos ainda não era tão alarmante, houve queda de 2,9%. No acumulado do ano, o recuo é de 13,6% frente ao primeiro quadrimestre do ano passado.

 

As vendas também tiveram boa reação, com média diária de 7.750 unidades em abril (a melhor desde dezembro), contra as 6.991 unidades/dia de março. No total, 147,2 mil unidades foram licenciadas, leve alta de 0,3% sobre março e baixa de 15,9% sobre o mesmo mês de 2021. Na comparação de quadrimestres, a queda deste ano está em 21,4%, sempre lembrando que no início do ano passado quase não havia restrição de oferta por conta de semicondutores.

 

“Poderíamos ter resultados de vendas ainda melhores se não fosse a persistente limitação de oferta provocada pela crise dos semicondutores”, explicou Márcio de Lima Leite, Presidente da ANFAVEA. “Apesar da inflação e da alta dos juros, ainda identificamos uma demanda reprimida de clientes particulares e sobretudo de locadoras, e os bons números de venda deste início de maio são indicadores dessa tendência. Esperamos que a situação da oferta comece a melhorar em meados do ano”, acrescentou.

 

Os números mais animadores para a indústria são os de exportações, que já acumulam alta de 17,9% sobre o primeiro terço de 2021, com um total de 153 mil unidades embarcadas ao exterior. Foram 44,8 mil em abril, crescimento de 15,2% sobre março e de 32,3% sobre abril do ano anterior. Trata-se do melhor resultado para o quadrimestre desde 2018.

 

Desafios da cadeia global de produção de veículos adiam temporariamente o lançamento do São Paulo Motor Experience

 

O São Paulo Motor Experience, inicialmente programado para o período de 6 a 14 de agosto deste ano, no Autódromo de Interlagos, tem seu lançamento adiado. A ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), em alinhamento com suas associadas, e a RX, organizadora do evento, decidiram postergar a realização do festival.

 

O motivo do adiamento recai sobre a atual situação global do setor automotivo, que ainda enfrenta desafios na cadeia de fornecimento gerados pela pandemia.

 

“O novo formato do São Paulo Motor Experience é sensacional, atende as novas demandas e expectativas do público, mas as nossas associadas, há mais de um ano enfrentando paradas de fábrica e complexos desafios logísticos, julgam mais adequado adiar temporariamente este grande evento que celebra a força do setor automotivo e a paixão do nosso povo por carros” afirma Márcio de Lima Leite, Presidente da ANFAVEA.

 

“Ao assumir a missão de ser o maior evento automotivo da América Latina e um dos maiores do mundo, o SPMXP ganhou relevância antes mesmo de sua realização. Em razão dos desafios que ainda persistem, optamos por adiá-lo. Logo retomaremos os trabalhos para lançar o evento do tamanho da força da indústria automotiva para os milhões de apaixonados”, explica Cláudio Della Nina, presidente da RX.

Veja aqui a Carta da ANFAVEA

Veja aqui a apresentação da coletiva
 

Governador Carlos Moisés sanciona lei que reduz ICMS do leite e de alimentos em Santa Catarina

Foi publicada no Diário Oficial do Estado de Santa Catarina desta segunda-feira, dia 09, a lei nº 18.368, que reduz o ICMS para o leite longa vida para 7% e o dos alimentos servidos em bares e restaurantes para 3,2%, além de prorrogar a alíquota de 7% da cesta básica catarinense e a concessão de crédito presumido para a farinha com mistura para pães.

A lei foi sancionada pelo governador Carlos Moisés na sexta-feira, dia 6. O projeto foi enviado pelo Governo do Estado para a Assembleia Legislativa no início de abril, em regime de urgência, a fim de evitar insegurança jurídica aos contribuintes afetados. A proposta de redução do ICMS para o leite longa vida para 7% é retroativa a 1º de abril de 2022.

O benefício fiscal para a cesta básica terminaria no dia 30 de junho e, agora, foi ampliado até 31 de dezembro de 2023. Além do leite esterilizado longa vida e da manteiga, que retornam ao ICMS de 7%, a cesta básica é composta de itens como feijão, arroz, diversos tipos de farinhas, carnes e miudezas comestíveis de aves e suínos, misturas e pastas para a preparação de pães e mel.

“O governo não aumentou e não pretende aumentar impostos. Esta lei demonstra que estamos trabalhando em defesa de todos os cidadãos catarinenses, pautados por uma política fiscal justa”, destaca o governador Carlos Moisés da Silva.

O documento aprovado pelo plenário trata, ainda, da ampliação do prazo para concessão de crédito presumido para a farinha com mistura até 31 de dezembro de 2023 e redução do ICMS de 7% para 3,2% para alimentação em bares e restaurantes. Assim como no Rio Grande do Sul, o benefício não se aplica às bebidas.

Ciclo de aperto monetário deve avançar “significativamente”, diz Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) considera ser “apropriada” a manutenção do ciclo de aperto monetário diante das projeções observadas e do “risco de desancoragem das expectativas” para prazos mais longos. A ata da última reunião do comitê foi divulgada nesta terça-feira (10), em Brasília.

Entre as avaliações apresentadas na ata da última reunião do comitê, que elevou a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual para 12,75% ao ano, estão também considerações sobre a continuidade da alta do petróleo; a continuidade da inflação no país e no ambiente externo; a nova onda da covid-19 na China; e a reorganização das cadeias de produção globais em decorrência da guerra na Ucrânia.

“A inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes se mostrando mais persistente que o antecipado. A inflação de serviços e de bens industriais se mantém alta, e os recentes choques levaram a um forte aumento nos componentes ligados a alimentos e combustíveis”, informou o Copom.

“As leituras recentes vieram acima do esperado e a surpresa ocorreu tanto nos componentes mais voláteis como nos mais associados à inflação subjacente”, acrescentou ao destacar, entre os itens mais voláteis, o aumento do preço da gasolina, “com impacto maior e mais rápido do que era previsto”.

As expectativas de inflação para 2022 e 2023 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 7,9% e 4,1%, respectivamente. A meta do Banco Central é de encerrar o ano com inflação de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Ainda segundo o comitê, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, “é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista”, diz o comitê ao afirmar que vai continuar com a estratégia até que se observe resultados nos índices inflacionários, na busca por se aproximar das metas.

Essa convergência da inflação na direção das metas, no entanto, depende, segundo o Copom, da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.

Cenário externo

No cenário externo, o ambiente global seguiu se deteriorando, conforme informa a ata do Copom, tendo por base as pressões inflacionárias decorrentes da recuperação global após a pandemia, que impactaram nos preços de commodities este ano e, mais recentemente, pela nova onda da Covid-19 na China, “com potencial de prolongar ainda mais o processo de normalização do suprimento de insumos industriais”.

“A reorganização das cadeias de produção globais, já impulsionada pela guerra na Ucrânia, deve se intensificar, com a busca por uma maior regionalização na cadeia de suprimentos. Na visão do comitê, esses desenvolvimentos podem ter consequências de longo prazo e se traduzir em pressões inflacionárias mais prolongadas na produção global de bens”, complementa a ata.

O Copom cita também a adoção de uma política mais contracionista por bancos centrais de países desenvolvidos e emergentes, em reação ao avanço da inflação. “A reprecificação da política monetária nos países avançados tem impactado as condições financeiras dos países emergentes”, finaliza a ata do Copom.

Petrobras aumenta em 8,87% preço do diesel

A Petrobras anunciou hoje (9) um reajuste de 8,87% no preço do diesel para as distribuidoras. De acordo com a empresa, o preço do litro do combustível no atacado passará de R$ 4,51 para R$ 4,91, um aumento de R$ 0,40 a partir de amanhã (10).

Segundo a empresa, esse é o primeiro reajuste do combustível em 60 dias. A gasolina e o GLP tiveram seus preços mantidos.

Com o reajuste, a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel passará a custar para a distribuidora R$ 4,42 por litro, em vez dos atuais R$ 4,06, uma alta de R$ 0,36.

Essa é a parcela da Petrobras no preço cobrado do consumidor, que ainda inclui custos e margens de lucro das distribuidoras e dos postos de combustível, além do ICMS.

A empresa justifica o aumento informando que o balanço global de diesel está sendo impactado, nesse momento, por uma redução da oferta frente à demanda. “Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras. Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”, informa a empresa na nota divulgada à imprensa.

A Petrobras informa ainda que suas refinarias estão operando próximo ao nível máximo e que o refino nacional não tem capacidade de atender a toda a demanda do país.

“Dessa forma, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores. Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado”, explica a Petrobras na nota.

Setor de flores da Ceagesp estima aumento nas vendas para Dia das Mães

O setor de flores da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) estima um aumento de 25% a 30% na comercialização realizada na semana que antecede o Dia das Mães, celebrado neste ano no dia 8 de maio.

O setor teve impacto devido às restrições impostas durante a pandemia de covid-19, sofrendo com o cancelamento de eventos, festas e casamentos. Segundo informações da Ceagesp, em relação à recuperação do setor de flores, no primeiro trimestre de 2022 foi registrado um aumento de 8,5% na quantidade comercializada, em comparação ao mesmo período do ano passado. 

O Dia das Mães é considerado estratégico para a retomada do setor, uma das datas importantes para a comercialização de flores e plantas. De acordo com a Seção de Economia da Ceagesp, o movimento percebido na feira de terça-feira (3) foi positivo e há expectativa de uma maior comercialização nesta quinta-feira (5). 

“Os comerciantes afirmam que muitos itens já foram encomendados e o número de visitantes também deve aumentar com a proximidade do Dia das Mães. As flores de vaso, como as orquídeas, e as flores de corte, como as rosas, continuam sendo as mais demandadas nesta semana”, disse o chefe da Seção de Economia da Ceagesp, Thiago de Oliveira, em nota divulgada pela companhia. 

A Ceagesp realiza duas vezes na semana - de segunda para terça-feira e de quinta para sexta-feira - a tradicional Feira de Flores da capital paulista, com produtores, distribuidores e comerciantes de flores e de plantas reunidos no pavilhão do Mercado Livre do Produtor. A feira ocorre a partir das 22h30, seguindo durante toda a madrugada, até as 9h30.

Além da capital paulista, a Ceagesp informou que os entrepostos no interior de São Paulo também comercializam flores e plantas, em Araçatuba, Bauru, Guaratinguetá, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba.

IGP-DI cai e tem inflação de 0,41% em abril, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve inflação de 0,41% em abril deste ano, taxa inferior aos 2,37% observados em março. Com o resultado, o indicador acumula taxa de 6,44% no ano e 13,53% em 12 meses.

Em abril de 2021, o IGP-DI havia registrado inflação de 2,22% no mês e 33,46% em 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A queda da taxa de março para abril foi puxada pelo atacado, medido pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), e pelo varejo, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

A inflação medida pelo IPA caiu de 2,8% em março para 0,19% em abril. Já a taxa do IPC recuou de 1,35% para 1,08% no período.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por outro lado, teve alta na taxa, ao passar de 0,86% em março para 0,95% em abril.

Pequenos negócios foram os maiores geradores de empregos em março

Levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que as micro e pequenas empresas (MPE) expandiram, no último mês de março, a sua participação proporcional na geração de novos postos de trabalho no país.

Segundo o Sebrae, o segmento abriu 88,9% de todas as vagas no terceiro mês deste ano. De acordo os dados, os pequenos negócios contabilizaram mais de 1 milhão de admissões e um saldo positivo de 121 mil empregos.

No acumulado do ano, o Brasil já registra um saldo de 615 mil novos postos de trabalho, sendo as micro e pequenas empresas as grandes fornecedoras de emprego, com 430 mil vagas, correspondendo a 70% do total. Por sua vez, o levantamento indica que as médias e grandes empresas registraram um saldo de 148 mil empregos, 24,1% do total.

Na comparação entre o primeiro trimestre de 2021 e o primeiro trimestre deste ano, os cenários são relativamente semelhantes. “Todos os portes de empresa apresentaram saldos positivos, sendo que as MPE tiveram resultados quase três vezes maior do que as médias e grandes”.

Serviços lideram

Segundo o Sebrae, o setor de serviços continua como o maior gerador empregos. Em março, as MPE desse segmento contrataram 74.255 pessoas, com um total, até o momento, de 273.698 novos postos de trabalho, em 2022.

Já no comércio, tanto as MPE quanto as médias e grandes empresas (MGE) apresentaram saldos menores de emprego. Contudo, no acumulado do ano, as médias e grandes foram as que mais fecharam postos de trabalho: 43.361 mil desligamentos nas MGE, contra 17.434 das micro e pequenas empresas.

Produtividade na indústria em 2021 cai para patamar mais baixo desde 2000

A produtividade do trabalho na indústria em 2021 recuou 4,6%, em comparação com 2020, considerando as séries livres de efeitos sazonais, mostra o estudo Produtividade na Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este é o patamar mais baixo desde o início da série, em 2000. É o segundo ano seguido de queda do indicador que mede a relação entre o volume produzido e as horas trabalhadas na produção.

Em 2021, houve um aumento de 4,3% no volume produzido e de 9,3% nas horas trabalhadas na produção, ou seja, a produção apresentou um crescimento menor. Em todos os trimestres do ano passado, a produtividade no setor recuou, sendo especialmente impactada pela segunda onda de Covid-19 no primeiro trimestre.

A maior queda anual registrada pelo indicador até então foi de 2,2%, em 2008, ano marcado pela crise financeira global.

Os movimentos nos últimos dois anos são resultado, principalmente, de fatores conjunturais, explica a gerente de política industrial da CNI, Samantha Cunha.


“A desaceleração em 2021 reflete os efeitos da segunda onda de Covid-19 e as dificuldades enfrentadas para a retomada dos investimentos e da produção. Há gargalos antigos e problemas com a falta e o alto custo de insumos e de matérias-primas”.


Outro fator que contribuiu para a queda no último ano é a mudança na composição do mercado de trabalho. “Houve maior crescimento do setor informal frente ao setor formal, o que indica o avanço de ocupações de baixa escolaridade e menor produtividade”, completa Cunha.

Produtividade do trabalho na indústria de transformação em 2021 é o menor da série iniciada em 2000.

Produtividade do trabalho na indústria de transformação em 2021 é o menor da série iniciada em 2000.

No curto prazo, a perspectiva é de baixo crescimento, em patamar semelhante aos anteriores à crise sanitária. Em 2018 e 2019, a produtividade na indústria ficou abaixo de 1%. No longo prazo, pode haver um aumento sustentado da produtividade com as oportunidades relacionadas às tecnologias da Indústria 4.0 e ao desenvolvimento do 5G, se houver investimentos em inovação.

CNI considera excessiva a alta na Selic

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, desta quarta-feira (4), de manter o ritmo de aumento da taxa básica de juros (Selic) para 1 ponto percentual. 

Desde março de 2021, a taxa básica de juros tem sido elevada pela autoridade monetária, acumulando mais de 10 pontos percentuais no período. Para a CNI, a taxa anterior, de 11,75%, já era suficiente para garantir uma trajetória de queda da inflação nos próximos meses, uma vez que a alta leva tempo para restringir a atividade e, consequentemente, segurar a alta dos preços.

“Este novo aumento da taxa de juros deve comprometer ainda mais a atividade econômica, que já dá claros sinais de fraqueza. Para a indústria, a intensificação do ritmo de aperto da política monetária piora as expectativas para o crescimento econômico em 2022, com efeitos adversos sobre a produção, o consumo e o emprego”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. 

O índice de atividade IBC-Br, calculado pelo Banco Central, de fevereiro de 2022, está 0,4% abaixo do índice de dezembro de 2021, apontando estagnação.

A CNI avalia que a expectativa de inflação cadente e a trajetória incerta de recuperação da atividade econômica demandam uma política monetária mais moderada e atenta aos desafios de crescimento do Brasil no curto prazo.

Franquias especializadas em saúde, beleza e bem-estar crescem em Santa Catarina

O mercado de franquias cresce a cada ano em Santa Catarina. Um estudo recente da Associação Brasileira de Franchising (ABF) aponta que há mais de 8 mil unidades instaladas no estado que, juntas, geram cerca de 67 mil empregos diretos e um faturamento que ultrapassou R$ 9 bilhões em 2021. Entre os segmentos, o que mais se destaca é o de saúde, beleza e bem-estar. Nos três quesitos citados acima, ele representa 22,3% das unidades, 30,8% do faturamento e 21,6% da oferta de empregos.
Um exemplo que retrata esse crescimento é a Catarinense Implantes, que recentemente lançou no mercado uma rede de franquias para clínicas odontológicas premium com especialização em implantes e próteses dentárias, onde o franqueado pode optar por três modelos: Rubi, Safira e Diamante. As categorias incluem a taxa inicial de franquia, projetos de arquitetura, instalações, obras de reforma, mobiliário, equipamentos, raio-x panorâmico (no modelo Safira e Diamante), instrumentais, utensílios, uniformes, software, além de estoque mínimo de insumos e despesas pré-operacionais.
No plano Rubi, o investimento completo é de aproximadamente R$ 508 mil e contempla três consultórios. Os interessados no modelo Safira devem investir cerca de R$ 711 mil e terão entre quatro e cinco consultórios. Já na categoria Diamante, a mais completa com seis consultórios, o valor fica em torno de R$ 868 mil. O prazo de retorno é de 22 a 36 meses, com um faturamento médio mensal bruto entre R$ 200 e R$ 400mil. O contrato tem duração de cinco anos.
Para ingressar no negócio, o franqueado passa por uma entrevista, assim como é feita uma análise do ponto comercial que ele deseja obter para instalar a franquia. “Um dos grandes benefícios da franchising Catarinense Implantes é que os royalties são calculados com base no faturamento bruto base de caixa da unidade, ou seja, permite que a remuneração da franqueadora seja calculada de maneira proporcional aos recebimentos da clínica. Há também um desconto de 17% para quem efetuar o pagamento dentro do prazo”, explica o sócio da Catarinense Implantes, Arthur de Camargo Zatiti.
           Com três clínicas já consolidadas no formato franquia em Joinville e uma em Jaraguá do Sul, a empresa, que já atua há mais de 10 anos no mercado, abrirá em maio uma nova unidade em Florianópolis, a quinta do projeto de franchising. Em 2023, será a vez de Palhoça. A meta da Catarinense Implantes é franquear 30 unidades até o final de 2023.


Sobre a Catarinense Implantes
Há mais de 10 anos no mercado, a Catarinense Implantes é uma rede de clínicas odontológicas especializadas em implantes dentários, mas que oferece um amplo portfólio odontológico: próteses móveis e fixas, endodontia, tratamentos estéticos (lentes de contato, facetas, clareamento, restaurações), ortodontia, cirurgias em geral, periodontia e harmonização orofacial. Atualmente, são três unidades em Joinville e uma Jaraguá do Sul, ambas com estrutura premium e tecnologia de ponta.

Em SC, Amazon Parques & Resorts terá gestão hoteleira da gigante Wyndham Hotels & Resorts

Com investimentos da holding norte-americana Amazon Fun Parks, o empreendimento multipropriedade Amazon Parques & Resorts, a ser construído em Penha (SC), já definiu a empresa que vai gerir o empreendimento hoteleiro. O empreendimento turístico terá mais de 90 mil m² e 199 apartamentos administrados pela norte-americana Wyndham Hotels & Resorts, a maior empresa de franquias hoteleiras do mundo com mais de 9.200 hotéis espalhados por mais de 95 países em seis continentes. 

“O brasileiro é apaixonado por viagem e quer cada vez mais conhecer destinos, em especial pelo Brasil. Nosso mercado turístico interno é muito forte e Santa Catarina já exerce uma forte atração sobre os brasileiros, além dos turistas do restante da América do Sul, principalmente Argentina, Chile e Uruguai”, destaca Maria Carolina Pinheiro, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios para América Latina, da Wyndham Hotels & Resorts.

Vale ressaltar que o destino já tem apelo turístico forte por conta das praias e parques temáticos consolidados na região de Penha. São mais de 2 milhões de turistas por ano, segundo dados oficiais.

A executiva ainda ressalta que “o estado vem recebendo um volume maior de turistas e dar suporte a essa evolução é o plano da Wyndham: estar onde os hóspedes querem estar. Para o empreendimento de Penha, em específico, acreditamos em uma parcela considerável de visitantes principalmente das regiões Sul e Sudeste, seguidas pelo Nordeste. Já em relação aos estrangeiros, eles devem responder por 15% a 20% da ocupação”, avalia Maria Carolina.

A Wyndham Hotels & Resorts vai assumir a responsabilidade por toda a operação do hotel: da administração do hotel e do condomínio até a distribuição e venda das diárias, assim que a obra for entregue. Segundo a vice-presidente Maria Carolina, “a Wyndham já está participando do desenvolvimento do novo empreendimento, conceituação do produto, projeto arquitetônico e todo o plano de abertura”.

A primeira fase de construção será iniciada em setembro deste ano, pela empresa já contratada de Blumenau (SC), a construtora Stein Empreendimentos, e tem previsão de entrega para 2025. “É motivo de muito orgulho oferecer as experiências do empreendimento, com foco em lazer e férias para famílias, agora com a marca da administração da Wyndham Hotels & Resorts para agregar ainda mais qualidade aos hóspedes”, explica o presidente do conselho administrativo do Amazon Parques & Resorts, Roberto Kwon.

Para o empreendimento de Penha, foi escolhida a marca Wyndham Garden, uma das 22 marcas hoteleiras do portfólio da companhia norte-americana, e que teve o crescimento mais rápido da Wyndham nos últimos cinco anos, especialmente entre os viajantes da Geração X e Millennial. Tem como diferencial o conceito jovem, inspirado na natureza e que valoriza a conveniência, espaços flexíveis para o lazer e reuniões, além da proximidade com aeroportos e outros itens de conforto aos hóspedes.

Multipropriedade
Antes mesmo da entrega das torres que compõem o equipamento turístico e hoteleiro, o público interessado em uma segunda moradia de férias em Penha (SC) já pode adquirir uma fração dos apartamentos. Neste momento, 155 apartamentos já estão sendo comercializados na planta em cotas com custo inicial de R$ 27 mil. Os imóveis variam entre de 35m² até 134m² de área privativa e os proprietários que adquirirem as cotas poderão usufruir do apartamento pelo período de até 14 dias, de acordo com cronograma e agendamento prévio.

Além das torres hoteleiras, o Amazon Parques & Resorts engloba uma área de entretenimento muito diferenciada, que será composta por 15 mil m² de atrações em pavilhões e 81,7 mil m² de atrações externas. Haverá museus, aquário, SPA com terapias de elementos indígenas, centro de pesquisas e auditório com atividades continuadas e atrações para a educação ambiental. Salão para eventos, piscina, bar e restaurante com menu tradicional e pratos diferenciados com ingredientes vindos diretamente de produtores da Amazônia serão mais atrativos.

Sobre a Amazon Parques & Resorts
Fundada em 2020, a Amazon Parques & Resorts tem como meta a implementação de empreendimentos imobiliários desenhados para o entretenimento, bem-estar e hotelaria alinhados às novas práticas do mundo contemporâneo consciente. Atua com a comercialização imobiliária e de multipropriedade com conceito de parque temático e arquitetura sustentável, proporcionando entretenimento de qualidade, alinhado as práticas contemporâneas de economia e fortalecendo uma rede de iniciativas de comunidades na Amazônia. https://amazonfunparks.com/ 

Sobre a Wyndham Hotels & Resorts
A Wyndham Hotels & Resorts (NYSE: WH) é a maior empresa de franquias hoteleiras do mundo por quantidade de propriedades, com aproximadamente 9.200 hotéis em quase 95 países em seis continentes. Através de sua rede de aproximadamente 810.000 quartos atrativos para o viajante cotidiano, a Wyndham conta com presença líder nos segmentos econômico e midscale da indústria de hospitalidade. A empresa opera um portfólio de 22 marcas hoteleiras como Super 8®, Days Inn®, Ramada®, Microtel®, La Quinta®, Baymont®, Wingate®, AmericInn®, Hawthorn Suites®, Trademark Collection® e Wyndham®. A Wyndham Hotels & Resorts também é um fornecedora líder de serviços de administração hoteleira. O Wyndham Rewards, o premiado programa de fidelidade da companhia oferece a 92 milhões de membros afiliados a oportunidade de trocar pontos em milhares de hotéis, resorts e casas de férias em todo o mundo. Para mais informações, acesse www.wyndhamhotels.com.

Vai ser fiador de imóvel? Redobre os cuidados antes de assinar o contrato

Quem é ou pretende ser fiador de locação de imóvel precisa ter muita atenção e cuidado redobrado na hora de assinar o contrato. Se o imóvel for comercial, mais ainda. O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou constitucional a penhora do bem de família do fiador - imóvel principal, usado como moradia – caso o inquilino tenha deixado dívidas.
 
Por isso, para tornar a operação mais segura, é fundamental buscar ajuda de uma assessoria especializada antes de assumir riscos. A lei não era clara sobre qual bem era permitida a penhora e a discussão foi sobre a possibilidade em relação locatícia de imóveis comerciais. 
 
A advogada Morgana Borssuk - especialista em direito imobiliário e gestão patrimonial - explica que consultar uma assessoria jurídica é imprescindível para tornar mais clara a interpretação de todas as cláusulas e condições contratuais. “Solicitar a análise de um contrato pode salvar a parte envolvida de assumir responsabilidades que passariam despercebidas. Ninguém deve assinar um contrato se tiver qualquer dúvida. É muito importante ter clareza de todos os detalhes.”
 
Cuidado com mau pagador
Além da leitura atenta para evitar incômodos futuros, outra dica da especialista é conhecer muito bem a pessoa ou a empresa para a qual será fiador, pois um mau pagador costuma ter histórico deste perfil. “Ser fiador de um mau pagador aumenta o risco de uma execução de dívida. É importante ter ciência de que, em caso de inadimplência, a cobrança poderá de fato ser realizada. Isso quer dizer que o fiador primeiro paga com seus ativos, mas também pode perder o seu bem de família, mesmo que seja a própria moradia”, alerta Morgana.
 
O cuidado vale, principalmente, porque a lei não protege a fiança. Em caso de dívida do pagador principal – locatário -, a cobrança pode ser feita de forma igualitária, tanto do devedor quanto do fiador. Segundo a advogada, é praxe que nos contratos haja uma cláusula de renúncia à ordem de prioridade. 
 
“Caso o fiador tenha concordado com a renúncia do benefício de ordem, não será obrigatório cobrar primeiro o devedor e, somente caso ele não pague, cobrar do fiador. A cobrança pode ser imediata, só do fiador, inclusive. Sabendo disso e do alto risco que é responder pela dívida de outra pessoa, ser fiador exige muita cautela”, enfatiza.


 

 


Na dúvida, volte atrás
Se não estiver seguro, mesmo quem já assumiu o compromisso pode desistir de avalizar o negócio, desde que o prazo contratual tenha se esgotado e esteja prorrogado por prazo indeterminado. Basta que o fiador comunique o locador por notificação extrajudicial, informando que deixará de ser corresponsável pelos pagamentos assumidos. Ainda assim, as responsabilidades do fiador se estendem por mais 120 dias após o comunicado formal. Depois desse prazo o fiador está liberado. 
 
A mudança nas regras de penhora de bens dos fiadores de imóveis comerciais foi aprovada pelo STF por 7 votos a 4, prevalecendo o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes. Segundo o magistrado, o direito à moradia não é violado com a possibilidade de penhora, já que o fiador exerce o direito à propriedade ao oferecer seu imóvel como garantia, com consciência dos riscos que está correndo. 
 
A especialista em direito imobiliário e gestão patrimonial lembra que o fiador não assume apenas a responsabilidade pelo aluguel, mas também sobre todos os acordos contratuais como tributos e outras despesas como IPTU, taxas de condomínio, reparos de responsabilidade do locatário, multas por infringência contratual e descumprimento da entrega do imóvel nas mesmas condições em que foi recebido. “Todo valor gerado pela locação e não pago passa a ser responsabilidade do fiador”, finaliza Morgana Borssuk.
 
Sugestão de legenda
Advogada Morgana Borssuk alerta sobre a penhora de bens pessoais de fiadores em locações comerciais: na dúvida, não assine nenhum contrato
 
Crédito da foto
Pexels/Timur Saglambilek
 

Faesc quer uma política especial para o leite em SC
        O universo do leite é influenciado por vários fatores como mercado, clima, sanidade, insumos, energia, mão de obra, regime tributário, políticas públicas etc. Nesse momento, em Santa Catarina e no Brasil, a produção de leite caiu em consequência das últimas secas que atingiram o sul do País, enquanto os custos para os produtores rurais estão muito elevados. Há menos leite para as indústrias processarem e menos produtos ofertados no mercado.
        Pelos efeitos da lei da oferta e da procura, os consumidores pagam mais caro o leite e praticamente todos os seus derivados. E essa situação deve perdurar por mais alguns meses, até que se regularize o fornecimento de matéria-prima aos laticínios, prevê o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), José Zeferino Pedrozo.
        Outros fatores também estão interferindo nesse delicado mercado. A pandemia que atingiu todos os continentes desorganizou importantes cadeias produtivas, entre elas, a dos produtos lácteos. 
 A inflação brasileira e a escassez de muitos insumos (notadamente, milho e farelo de soja) tornaram a produção no campo e na indústria mais cara. Atualmente, toda a cadeia produtiva trabalha com prejuízos e muitas propriedades rurais dedicadas à produção leiteira ficaram inviabilizadas. Com isso, a captação de leite no campo reduziu muito, enquanto o preço da matéria-prima subiu. O IBGE calculou que a produção de leite em 2021 caiu 2% no Brasil, reduzindo a disponibilidade per capita para processamento industrial.
Alia-se a isso a atual entressafra no Sul do Brasil e a diminuição de volume ofertado no sudeste e centro-oeste, as maiores bacias leiteiras brasileiras.
Nesse cenário de pouca oferta e custos em ascensão os preços de varejo subiram em todo o País desde março. Em Santa Catarina, particularmente, com o início da vigência da nova Lei (18.319/2021), em razão do veto do executivo, gerou novo aumento na casa de R$ 0,2500 para cada litro de leite.
Pedrozo assinala que os produtores e os laticínios – mesmo com os atuais preços no varejo – não conseguem repassar integralmente os custos ao preço final. “O consumidor rejeita preços elevados e deixa de comprar. Infelizmente, ocorre uma queda geral no rendimento das famílias. A inflação e o desemprego impactaram negativamente no poder de compra dos brasileiros.” 
O dirigente alerta que a atividade leiteira tem grande papel social e econômico porque é a única que proporciona renda mensal às famílias rurais – portanto é prioridade  protegê-la. De outro lado, é insumo alimentar essencial para a nutrição humana.
        O Conselho Paritário Produtor/Indústria do Estado de Santa Catarina – Conseleite – criado em 2006 pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de SC (Sindileite) – esteve reunido  em Chapecó neste mês de abril e apresentou levantamento que comprova a oferta restrita de um lado e, de outro, o aumento generalizado dos custos e, por consequência, dos preços finais aos consumidores.
A cadeia está desequilibrada e a normalidade do setor somente será reconquistada quando a oferta e a demanda se ajustarem e, também,  quando a atividade volte a ser atrativa ao produtor.
 
A SOLUÇÃO
José Zeferino Pedrozo defende que a saída racional para as crises cíclicas que afetam a cadeia de lácteos é a exportação. “Precisamos obter renda em dólar para melhor remunerar produtor e indústrias e, com o efeito cambial, repor os custos e as margens de rentabilidade.”  Nesse sentido, a FAESC e o SENAR/SC (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) investem fortemente em capacitação e treinamento para qualificar os produtores à exportação por meio da ATeG (assistência técnica e gerencial) em bovinocultura de leite.
Paralelamente, o presidente da FAESC defende uma política de apoio ao setor que inclua medidas articuladas entre os governos da União e dos Estados para estimular, simultaneamente, a produção e o consumo, abrangendo a redução da tributação, EGF para o leite, combate às fraudes, criação de mercado futuro para as principais commodities lácteas e manutenção de medidas antidumping e consolidação da tarifa externa comum em 35% para leite em pó e queijo.
Outras medidas incluem aquisição subsidiada de tanques de resfriamento e outros equipamentos para pequenos e médios produtores, o uso obrigatório de leite e derivados de origem nacional em programas sociais.
Como evitar e o que fazer em caso de ser vítima de um sistema de pirâmide financeira?
Por que falar de pirâmides financeiras neste momento? Esse tipo de golpe financeiro vem crescendo no país em função do cenário no país, que não é animador, com perspectivas preocupantes.
 
Questões como inflação nas alturas, visão negativa de futuro, falta de oportunidades de negócios e o alto índice de desemprego, aumenta a preocupação da população, que busca alternativas e muitas vezes caem em armações de fraudadores, que se aproveitam da vulnerabilidade das pessoas.
 
“Tenho observado muitas reclamações relacionadas a pirâmides financeiras. Essas fraudes têm como características o fato de que somente pequena parte das pessoas que participam do esquema ganham dinheiro, enquanto a maioria fica no prejuízo” explica Afonso Morais, sócio e CEO da Morais Advogados Associados, especialista em recuperação de crédito e fraudes digitais.
 
Segundo ele, em resumo, são negócios fraudulentos que lucram baseados em apenas uma regra, o recrutamento de novos participantes a cada dia. Uma característica é que, normalmente, não há sequer a real comercialização de algum produto ou serviço envolvido no sistema.
 
“Importante ter em mente que essa prática proibida no Brasil, sendo considerada um crime contra a economia popular. Apesar disto, não existe uma legislação específica capaz de reprimir a prática recorrente no país”, complementa Afonso Morais. 
 
Quando existe alguma ação em relação a esses casos, eles são, em geral, enquadrados na Lei de Crimes contra a Economia Popular. Uma lei antiga (1.521, de 1951), mas que pode levar a penas de até dois anos de cadeia, além de poder gerar multa por contravenção penal, visto que opera basicamente com ganhos ilegais e, para atrair clientes e ocultar a fraude, os recrutadores costumam usar empresas de fachada.
 
“Atualmente, os criminosos ampliaram seus escopos de narrativas para disfarçar as pirâmides financeiras, utilizando as redes sociais e novos produtos financeiros, como é o caso dos criptoativos”, alerta Afonso Morais. 
 
Uma tática que se aprimorou com as novas tecnologias é compartilhar conteúdos que fazem com que muitas pessoas acreditem se tratar de um negócio confiável. Um dos principais sinais de que um determinado negócio pode se tratar de uma pirâmide é a promessa de ganhos fáceis e lucros altos. 
 
Também é motivo de alerta e merecedor de atenção a oferta de ganhos extras mediante indicação de novos clientes ou vendedores. Mas, existem outros fatores de atenção que devem ser considerados sempre, como ser uma empresa é desconhecida, que não tenha muitas informações na Internet ou ter uma má reputação no Reclame Aqui.
 
“Mesmo que a empresa exista é preciso cuidado, pode ser que seu CNPJ esteja sendo utilizado como fachada para disfarçar um esquema fraudulento. É interessante ver sempre se a empresa está registrada em órgão oficiais, como é o caso da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”, detalha o CEO da Morais Advogados Associados. 
 
Assim, para fugir desse problema o principal caminho é a prevenção, infelizmente, na maioria das vezes as vítimas só se dão conta que estão envolvidas em uma fraude quando a pirâmide deixa de ser interessante financeiramente. Deixando de atrair clientes e consequentemente se tornando insustentável. 
 
Nessa hora as fontes de recursos se tornam escassas e não há mais como remunerar os participantes, o que causa o colapso da pirâmide, ficando os envolvidos no prejuízo como os valores investidos.
 
Veja orientações de como fugir
• Como dito, para fugir desse tipo de golpe o caminho é uma pesquisa minuciosa sobre um negócio antes de investir nele, sendo fundamental não se deixar enganar também com promessas de ganhos exorbitantes.
• Cuidado com as promessas relacionadas ao mercado de investimentos, esse se tornou o disfarce ideal para novas pirâmides financeiras, apresentando ótimas condições através de supostos investimentos em ações na bolsa de valores e também de investimentos em criptomoeda, NFTS, etc.
• Não confie quando o investimento vier associado a uma história com extremo luxo e tecnologia inovadora de uma empresa especializada no ramo financeiro. Essas são as ‘iscas’ preferidas dos golpistas.
• Não acredite em qualquer discurso, essas instituições recrutam pessoas com boa capacidade de persuasão, criam materiais gráficos e todo um material amplo para convencimento de como podem elevar as suas finanças.
• Fique atento ao mercado, não acredite em rentabilidades exorbitantes, muito menos em facilidades e grandes premiações, se alguém ganha muito, alguém tem que perder.
• Cuidado até com as amizades, muitas vítimas estão entrando em pirâmides por indicações de amigos e colegas de trabalho, que já estão dentro do esquema e que estão obtendo resultados positivos, mas a chance é grande de ocorrer prejuízo futuro.
 
As vítimas que acreditam não haver outro meio de multiplicar suas finanças em 30% ao mês, devastadas pelo desemprego e o desejo de ganho rápido para multiplicar o patrimônio, acabam esquecendo os cuidados necessários. 
 
“Lembre-se que, para atuarem no mercado financeiro as corretoras são autorizadas a intermediar a negociação de ativos, por isso os investidores devem ficar atentos e verificar se a instituição financeira está registrada na Comissão de Valores Mobiliários -- CVM, além de consultar se a corretora é confiável através da BM&FBOVESPA e do Banco Central”, informa Afonso Morais. 
 
Ao perceber que está sendo uma vítima de um sistema de pirâmide, saiba que existem medidas judiciais que podem ser tomadas para tentar recuperar as perdas financeiras. 
 
É possível recuperar os valores investidos por meio de ações indenizatórias, atualmente os juízes têm jurisprudência para estes tipos de golpes e dependendo dos fatos e provas apresentadas pela vítima, é possível o deferimento do pedido de Tutela de Urgência Cautelar, para decretar o bloqueio de bens dos responsáveis pela pirâmide, evitando que o patrimônio seja arruinado ou ocultado. 
Aprovada redução temporária de ITBI de 3% para 2%

Os vereadores de Balneário Camboriú aprovaram, na sessão ordinária desta terça-feira (19), dois projetos do Poder Executivo. Ambos foram aprovados pela unanimidade dos vereadores presentes e seguem para sanção do prefeito.
 
O Projeto de Lei Complementar 02/2022 propõe alterações na Lei Municipal nº 859/1989, que institui o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Uma delas é no inciso II do Art. 8º, e reduz a alíquota do ITBI de 3% para 2%, para os pedidos protocolados até 90 dias corridos contados da data da publicação da lei (a lei será publicada após passar pela sanção do prefeito).
 
A outra é no caput do Art. 7º, que passa a vigorar com a seguinte redação: “A base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos”. A base de cálculo atual, segundo a Lei 859/1989, é “o valor do negócio jurídico ou o valor utilizado para lançamento do Imposto Predial e Territorial Urbano, quando este for maior”. A mudança, de acordo com a justificativa do projeto, tem como objetivo deixar a lei em sintonia com a redação do artigo 38 do Código Tributário Nacional.
 
A proposição tinha uma emenda do vereador Nilson Probst (MDB), mas ela foi retirada de pauta por ter recebido parecer contrário da Comissão de Justiça e Redação.
 
Outros projetos
 
O segundo projeto aprovado foi o 37/2022, que altera e revoga dispositivos da Lei Municipal nº 3.937/2016, que institui o incentivo por desempenho de metas aos servidores públicos municipais de saúde da equipe do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que aderirem ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Saúde Bucal (PMAQ).
 
Já o Projeto de Lei Ordinária 186/2021, do vereador Omar Tomalih (Podemos) com subscrição de outros cinco vereadores, teve pedido de vista, feito pelo vereador Eduardo Zanatta (PT), aprovado pelo plenário, com dez votos favoráveis e seis contrários. Ele denomina de Boulevard Rogério Rosa o calçadão localizado na Avenida Central da cidade, entre a Avenida Brasil e a Avenida Atlântica.
 
Leia o relatório de votações aqui, e a relação de moções aprovadas, e de pedidos de informações e indicações encaminhados na sessão, aqui.
 
Entrega de título de cidadã honorária e de moções
 
No início da reunião, foi feita a entrega do título de Cidadã Honorária de Balneário Camboriú à senhora Ceres Fabiana Felski da Silva. O título foi proposto em 2020 pelo ex-vereador Joceli Nazari, através do Decreto Legislativo 518/2020 (saiba mais sobre a trajetória da homenageada na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo 09/2020).
 
Ceres Felski recebeu a placa das mãos de Joceli Nazari, e utilizou a tribuna para agradecer aos vereadores pela honraria. O título de Cidadão Honorário é concedido a personalidade de destaque no desenvolvimento de Balneário Camboriú, nascida em outros municípios.
 
Foi feita também a entrega de onze moções de autoria do vereador Nilson Probst (MDB), de congratulações “pela dedicação e trabalho voltado à cultura de Balneário Camboriú”, destinadas aos senhores Isaque de Borba Correa (110/2022), Simone Medeiros (111/2022), Luiz Duarte (112/2022), Paulo Roberto de Souza (113/2022), Eliana Jimenez (114/2022), Helga Frassetto (115/2022), Kelli Luzia Frassetto (em memória, 116/2022), Carlos Alberto Lima (em memória, 117/2022), Marcelo Uriza (118/2022), Luiz Antônio Hecker Kappel (119/2022) e Susi Brito (121/2022).

Diretoria Executiva faz balanço dos atendimentos da Regional Foz em Itajaí e traça metas para fomentar a economia local

“O Sebrae existe para acelerar empresas. Mas tecnologia de inovação não se faz apenas com tijolos. Precisamos de parceiros dispostos a reduzir conosco as desigualdades do empreendedorismo”, foi assim que o Diretor Superintendente do Sebrae SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, abriu o bate-papo em Itajaí. O evento organizado pela Regional Foz trouxe um tema bastante discutido no momento. O que fazer para aumentar a produtividade das micro e pequenas empresas e como melhorar o ambiente de negócios. Carlos Henrique reforçou que o estado é rico em empreendedorismo e que por isso, deve-se promover a inovação em todos os segmentos.
O encontro contou com a participação de representantes do Poder Público e privado, associações, instituições e entidades da região que já desenvolvem projetos com a Regional Foz. A proposta é incentivar e criar mais parcerias para fomentar a economia e alavancar o micro e pequeno empreendedor. O diretor superintendente reforçou a necessidade de tornar esse empreendedor ainda mais produtivo. “Devemos promover a internacionalização com o foco na competitividade. Ou seja, incentivar a exportação do pequeno negócio”. 
A diretoria executiva estadual apresentou um balanço dos atendimentos desenvolvidos pelo Sebrae SC e as metas da Regional Foz para 2022. O território de Itajaí, conta com 26 parcerias institucionais, 115 mil empresas em 10 municípios atendidos. São 18 projetos em desenvolvimento e a meta até o fim deste ano é que mais 24 mil empresas recebam as consultorias e apoio do Sebrae. O diretor técnico estadual, Luc Pinheiro explica que devem ser investidos cerca de 8 milhões de reais na melhoria e ampliação do processo de negócios.  “Somos abertos a novas ideias. E estamos aqui para nos aproximar ainda mais dos empresários”, pondera. 
Um assunto amplamente debatido entre os participantes foi a falta de qualificação para o mercado de trabalho, especialmente do jovem. Uma das propostas apontadas é que se crie uma maneira de desmistificar determinadas profissões para os adolescentes. Além de levar esse tipo de informação e serviço para as comunidades mais carentes. “Precisamos pensar no jovem como o nosso futuro empreendedor. Incentivá-lo a buscar cada vez mais conhecimento em diversas áreas”, declara o vice-prefeito de Itajaí, Marcelo Sodré.
Empreender vai muito além do que ter apenas conhecimento técnico. É preciso treinar. É preciso aprender sobre gestão, finanças, marketing, negócios, vendas, inovação. É um leque de informações que devem sem trabalhadas para preparar o jovem. “Ele pode empreender dentro da própria empresa em que trabalha. Por isso, defendemos a ideia de que o conhecimento é a chave para que todo e qualquer negócio tenha sucesso”, declara o Gerente da Regional Foz, Alcides Sgrott Filho.

Porto de Itajaí recebe nova atracação de navio com veículos da BMW

Na madrugada desta terça-feira (19), navio com veículos da montadora alemã BMW atracou novamente no Porto de Itajaí, no berço 3 (cais público). Ao todo, 379 veículos da desembarcaram na cidade na atracação do California Highway. As operações de transporte de veículos (Roll On Roll Off) no Porto foram retomadas em março deste ano, após a paralisação em 2020 por conta da pandemia de Covid-19.

O navio com bandeira do Panamá pertence à companhia de transporte ocenânico Armador K-LINE. A embarcação chegou do Porto de Santos (SP) e vai até Lima, no Peru. Essa é a segunda atracação da montadora BMW em Itajaí. Desta vez, a carga totalizou 745.308 toneladas.

A operação em Itajaí

A movimentação Roll On Roll Off é um sistema em que os veículos são levados para fora do navio até uma área primária do Porto. Esse tipo de operação pode ser encerrada em menos de cinco horas, dependendo do volume e também do número de veículos a bordo.

SINDIPI promove evento nacional para Setor Pesqueiro

O Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI) irá promover nos dias 27, 28 e 29 de abril um evento nacional, em comemoração aos 42 anos da entidade. O 1º Encontro SINDIPI terá uma programação exclusiva, voltada a atender demandas atuais das indústrias e dos armadores. O evento é gratuito e será realizado na sede da entidade, em Itajaí. 

A programação contará com treinamentos sobre os programas de autocontrole para as indústrias, além de curso referente à importação e exportação de pescados, novas tecnologias para o Setor, mesa redonda sobre estatísticas da pesca, palestra sobre segurança naval e debates sobre normativas governamentais que impactam diariamente os armadores. 

“Toda a programação foi pensada de maneira a auxiliar nossos associados. Entendemos que o melhor jeito de comemorar o aniversário da entidade é atender demandas do Setor, trazendo alternativas e soluções para que possam otimizar seus trabalhos”, afirma o presidente do SINDIPI, Jorge Neves. 

A programação completa do 1º encontro SINDIPI está disponível nas redes sociais da entidade e no site onde é possível fazer a inscrição: https://www.sympla.com.br/primeiro-encontro-sindipi__1546562 

Mais informações: Ascom SINDIPI 47 9 9710 0629

SC tem maior crescimento da atividade econômica do país em janeiro

Santa Catarina registrou expansão de 4,8% no Índice de Atividade Econômica (IBC) em janeiro na comparação com dezembro de 2021, na série livre de efeitos sazonais. De acordo com análise do Observatório FIESC, o resultado foi a maior expansão entre os estados do país na variação mensal. No mesmo período, o Brasil teve uma retração de 1%. A indústria foi um dos responsáveis pelo resultado positivo para a economia catarinense em janeiro, com expansão de 0,9% na produção industrial em comparação com dezembro de 2021.

“A indústria catarinense iniciou o ano com bons indicadores de geração de emprego e de produção. Acompanhamos com otimismo esses resultados, porque sabemos o quanto o setor colabora para o desenvolvimento e o crescimento da economia catarinense”, avalia o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

No acumulado de 12 meses, Santa Catarina teve o terceiro melhor resultado do país no IBC, com 6,5% de expansão, acima da média brasileira (4,7%).

Conforme análise do economista do Observatório FIESC Marcelo de Albuquerque, o setor de Metalurgia catarinense lidera o crescimento industrial neste início de 2022, com a maior expansão da produção industrial no estado - 29,6% em janeiro na comparação com dezembro. O bom momento da construção influencia o resultado.

A indústria da confecção de vestuário e acessórios também se destacou no período, com crescimento de 6,5% em janeiro ante dezembro e saldo de 2,8 mil novas vagas formais de emprego criadas no estado. Outra atividade que vem sustentando níveis de produção elevados na indústria é a de veículos automotores, que registrou em janeiro um patamar 11,4% acima de fevereiro de 2020.

Divulgado mensalmente, o IBC é medido pelo Banco Central e considerado uma prévia do resultado do PIB.

Porto Itapoá, pelo 4º ano consecutivo, é o mais recomendado por clientes, segundo IBRC

O Porto Itapoá novamente é o terminal portuário brasileiro mais recomendado por clientes, segundo o Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC). A instituição certificou o terminal como detentor do maior índice NPS (Net Promoter Score) - indicador global que avalia o nível de fidelidade dos clientes - do País.

 O porto catarinense já é uma referência nacional no assunto desde 2017, quando foi premiado pela primeira vez pelo IBRC. O presidente do Porto Itapoá, Cássio Schreiner, enfatizou a importância do trabalho que vem sendo desenvolvido para melhorar a experiência dos clientes. “Nós realizamos nossa pesquisa interna de satisfação dos clientes desde 2014 com o objetivo de identificar as potencialidades e oportunidades de melhorias”, comentou.

 Em sua última edição, em 2020, o levantamento interno apontado por Schreiner apresentou um alto índice de satisfação espontânea (SSI - Spontaneous Satisfaction Index) com 91%. O CJI (Customers Journey Index) representa a satisfação do Cliente com os serviços efetivamente realizados e nesse indicador o Porto Itapoá atingiu 82%. Já o NPS (Net Promoter Score), chegou a 73%.

 Segundo o presidente, um dos fatores que motivaram os resultados positivos, tanto da pesquisa do IBRC quanto do levantamento próprio, foi a criação de um departamento exclusivo de atendimento ao cliente que, no Porto Itapoá, é chamado de Customer Care. “Em funcionamento desde 2017, o propósito do departamento é centralizar todas as demandas dos Clientes em um único processo de atendimento, buscando entregar o máximo possível de resolutividade ao usuário do terminal, seja ele importador, exportador, armador, despachante ou transportador”, explicou Schreiner.

 “Faz parte do negócio e dos diferenciais do Porto Itapoá estar atento frequentemente às necessidades do Cliente e ofertar o melhor atendimento possível às pessoas, valorizando os relacionamentos”, concluiu Schreiner.  

 O índice NPS

O NPS Net Promoter Score é uma métrica de lealdade do cliente criada por Fred Heichheld em 2003. O seu objetivo é medir o grau de lealdade dos clientes das empresas de qualquer segmento, trazendo reflexos da experiência e satisfação dos clientes. O Net Promoter Score é calculado com base nas respostas a uma única pergunta: Qual é a probabilidade de que você recomende a nossa empresa/produto/serviço a um amigo ou colega? Esse indicador-chave de performance (KPI) é amplamente utilizado em todo o mundo em virtude da sua simplicidade, confiabilidade e flexibilidade.

 Outras Premiações

O Porto Itapoá se destaca em muitas esferas e vem conquistado ao longo dos anos importantes premiações em sustentabilidade, inovação, capital humano e no relacionamento com os clientes. Reconhecido como uma das Empresas mais Inovadoras do Sul do País, de acordo com ranking da Revista Amanhã, em parceria com os institutos IXLCenter/GIMI, de Cambridge/EUA, o Porto Itapoá agrega diferenciais de eficiência, modernidade e tecnologia em suas operações e serviços. Também foi agraciado com a premiação Port Financing of the Year realizada pela Revista Latin Finance, em Nova Iorque (EUA). O Porto Itapoá foi vencedor na categoria de Financiamento de Projetos Portuários pela bem-sucedida operação de captação de recursos para as obras de ampliação.  

 A atuação sustentável faz parte da estratégia do Terminal desde o início das operações. O Porto Itapoá criou e mantém a Reserva de Preservação Permanente da Natureza (RPPN) Padre Piet Van der Aart, que compensou em dez vezes a área para a ampliação do terminal. Associada à RPPN Volta Velha, é uma das maiores reservas de Mata Atlântica particulares do Estado e um importante ativo ambiental de Itapoá. No local são realizadas atividades de educação ambiental e plantio de árvores nativas distribuídas à comunidade.

 O Porto Itapoá também monitora a qualidade da água da Baía da Babitonga e realiza o reuso e reciclagem de resíduos gerados em suas operações, entre outras ações. Essas iniciativas levaram o Terminal a figurar no Ranking IDA da Antaq – Associação Nacional de Transportes Aquaviários – e no Prêmio Via Viva do Ministério da Infraestrutura como destaque entre os terminais portuários do país em desenvolvimento socioambiental. Ainda na área ambiental, o Porto Itapoá vem sendo reconhecido ano após ano com o Prêmio Fritz Müller, concedido pelo IMA – Instituto de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina.

 Tão importante quanto, está no DNA do Porto Itapoá desde o seu início cuidar das pessoas com foco em uma cultura cada vez mais inclusiva, que permita igualdade de oportunidades, em um ambiente de diversidade. Esses programas e ações foram reconhecidos com o Prêmio Valor, do Valor Econômico, em Liderança no Engajamento de Pessoas e com o Prêmio Ser Humano, da ABRH/SC - Associação Brasileira de Recursos Humanos/Santa Catarina. 

 Esse cuidado com as pessoas é levado também para fora do terminal. Com o Projeto Ampliar, que promove e patrocina projetos de desenvolvimento sociocultural, empreendedorismo e geração de renda para as famílias dos bairros do seu entorno, o Porto Itapoá foi premiado pelo Navis Inspire Awards, realizado em San Francisco, na Califórnia, na categoria Customer and Community Impact. Essa atuação comunitária também rendeu inúmeras premiações como Empresa Cidadã da ADVB/SC, da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina. 

Em Santa Catarina, 94% dos municípios já recuperaram nível de emprego pré-pandemia

A recuperação econômica de Santa Catarina segue a passos largos, em especial no quesito geração de empregos. Entre os 295 municípios catarinenses, 277 já ultrapassaram o nível de empregos com carteira assinada que mantinham antes da pandemia. Isso representa uma taxa de aproximadamente 94%, o segundo melhor resultado entre os estados brasileiros, atrás apenas do Acre – o Distrito Federal não possui municípios.

O governador Carlos Moisés explica que esse indicador aponta que a retomada do crescimento está ocorrendo mais rapidamente no Estado, já que a média nacional está em 84%. Os dados constam no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), numa comparação entre os meses de fevereiro de 2020 e fevereiro de 2022.

“É nessas horas que aparece o diferencial da economia catarinense. Nós nos recuperamos mais rápido também por conta do combate eficiente à Covid-19. Temos a menor taxa de letalidade do Brasil. É preciso reconhecer a resiliência do nosso setor produtivo, que manteve o nosso Estado de pé em um momento de grande dificuldade. O Governo do Estado trabalha para ser sempre um parceiro em busca do desenvolvimento”, diz o governador.

Em números absolutos, Joinville possui o melhor desempenho do estado. Hoje, a cidade tem 220,7 mil trabalhadores com carteira assinada, o que representa um avanço de 19,2 mil vagas em relação a fevereiro de 2020 (9% a mais). Outro destaque fica para Itapema, com um avanço de 28% no período (5,5 mil vagas).

Dólar mais barato pode ser um bom investimento para o futuro

Com a queda do dólar registrada nas últimas duas semanas e a oscilação do câmbio já prevista pelos analistas financeiros até o fim do primeiro semestre, é preciso saber se comprar a moeda americana como investimento vai garantir um bom retorno para o investidor no país. O Ibovespa abriu em 118 mil pontos por volta das 10h desta sexta-feira (8), e o dólar era cotado a R$ 4,74.
 

Ontem (7), a moeda americana fechou com leve alta de 0,96%, cotada a R$ 4,74. Com isso, o câmbio voltou ao patamar antes do início da pandemia, há dois anos. No acumulado do ano, a queda é de 8,14% sobre o real. Com essa movimentação no mercado, o quadro é favorável para quem deseja investir na compra de dólar apesar da pequena variação esperada pelos analistas.
 

O assessor de investimentos da Monte Bravo em São Jose dos Campos, Breno Andrade, explicou que a oscilação da moeda americana está relacionada com o aumento dos juros nos EUA pelo FED e a intenção de elevar a inflação na próxima reunião do ‘Banco Central dos EUA’, conforme registrada em ata, além dos efeitos causados pela guerra no leste europeu.
 

“A guerra entre Rússia e a Ucrânia influencia o mercado de exportação, elevando os preços de insumos e a valorização de commodities, que atraem mais capital estrangeiro para o Brasil com altos retornos de rendimentos. É importante lembrar que o país é maior produtor e exportador de commodities do mundo, principalmente as agrícolas como trigo e milho, e minerais como o petróleo, o que torna o Brasil um dos países mais interessantes para se investir”, disse.
 

Breno explicou que todo esse cenário beneficia a entrada de mais dólares no país, o que valoriza a moeda brasileira. “É um período que favorece a compra da moeda, mas não é indicado sair comprando sem estratégia. É bom aproveitar essa ‘onda’ positiva para comprar a moeda tendo a ciência de que com o mercado norte-americano mais atrativo, os investidores tendem a migrar para lá e a moeda brasileira volta a desvalorizar e por consequência, o dólar volta a subir”, afirmou.
 

Com tudo isso acontecendo a pergunta que interessa para o mercado: onde investir? Além de poder comprar o dólar como investimento, é possível investir em fundos de investimentos que tenham estratégias dolarizadas, ETFs e bolsa de valores dos EUA, por exemplo.
 

No entanto, a cautela e a diversificação são sempre aliadas no sucesso de longo prazo. “Os investimentos de renda fixa como os títulos públicos vendidos por meio do Tesouro Direto, CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), CRI e CRA (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio) e de debêntures, que são títulos emitidos por empresas, são as melhores opções para o investidor nesse cenário. É possível encontrarmos títulos remunerando em 14%a.a. pré-fixado, CDI+4%a.a. ou IPCA +6%a.a.”, finalizou. 
 

Programa InvestSC apoia empreendimento turístico sustentável em Penha

O Programa InvestSC abre as portas para mais um novo empreendimento, desta vez em Penha. Com uma previsão de investimentos em mais de R$ 660 milhões e geração de 500 empregos diretos, o complexo turístico com temática da Amazônia será sustentável, desde a arquitetura e paisagismo, incluindo potencial de geração de benefícios diretos para arranjos produtivos e comunidades na Amazônia, enquanto fornecedores de produtos e serviços na área de economia criativa para o empreendimento hoteleiro e parque temático.

O InvestSC é o programa coordenado pelo Governo de Santa Catarina e pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) para atrair negócios por meio de incentivos a novos negócios em Santa Catarina. Além disso, cria oportunidades para investidores, auxilia na criação e manutenção de mecanismos que disponibilizem informações sobre setores e negócios estratégicos e apoia o investidor em todo o processo de implantação do projeto.

Para o secretário da SDE, Jairo Luiz Sartoretto, o complexo abrange todos os pilares de um turismo sustentável e, por isso, a SDE apoia a iniciativa. “Este investimento reforça mais uma vez a confiança do setor produtivo no Estado. O InvestSC representa as portas abertas na atração e aceleração de investimentos com o apoio aos novos negócios. Este projeto turístico significa novas oportunidades para Penha e toda a região, fortalecendo o desenvolvimento e o turismo em nosso Estado”, afirma Sartoretto.

Para Fernando Raupp, secretário executivo de Assuntos Internacionais (SAI), o projeto de resort temático demonstra que Santa Catarina está aberta não só para investimentos de natureza industrial ou comercial, mas também para lazer e entretenimento. “O InvestSC tem mostrado suas potencialidades, auxiliando empresários que querem se estabelecer em Santa Catarina, abrindo as portas e orientando o que precisa ser feito para que as empresas possam vir com segurança para o Estado”, destaca.

“O empreendimento será um equipamento que contribuirá para manter os visitantes por mais tempo em Penha, ampliando a economia local em toda a sua cadeia produtiva. Trará novas famílias que buscam por uma residência de praia, famílias jovens que apostam na sustentabilidade como uma condição de melhorar o futuro do planeta e estão familiarizados com a economia compartilhada”, avalia o prefeito de Penha, Aquiles da Costa.

O diretor operacional da Amazon, Márcio Piccoli, afirma que o apoio do Governo do Estado, através do Programa InvestSC, deve atrair novos investidores. “Estamos confiantes que com este apoio a procura pelo Amazon Parques & Resorts será ainda maior por aqueles que desejam investir em um empreendimento inovador e sustentável”.

Os detalhes foram apresentados por representantes do projeto à diretoria de Empreendedorismo e Competitividade.

O empreendimento

O complexo terá 699 apartamentos e contará também com investimentos da holding norte-americana Amazon Fun Parks. A primeira fase de obras iniciará em setembro de 2022 e será coordenada também por construtora de Blumenau que deverá entregar os primeiros apartamentos em 2025. Algumas unidades serão administradas pela maior empresa de franquias de hotéis do mundo, a Wyndham Hotels & Resorts.

A vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios para América Latina, da Wyndham Hotels & Resorts, Maria Carolina Pinheiro, prevê quem serão os visitantes que devem aparecer em Penha. “Acreditamos em uma parcela considerável de visitantes principalmente das regiões Sul e Sudeste, seguidas pelo Nordeste. Já em relação aos estrangeiros, eles devem responder por 15% a 20% da ocupação”, avalia.

Além das torres hoteleiras, o Amazon Parques & Resorts engloba uma área de entretenimento, um parque temático, com várias atividades, entre elas um centro de pesquisas e auditório com atividades continuadas e atrações para a educação ambiental.

Sustentabilidade

A arquitetura será sustentável com preservação de áreas de floresta e um design que inclui fachadas ventiladas com paredes que formam um labirinto térmico para a diminuição de temperatura nos apartamentos, além do uso de água subterrânea para resfriamento em dias de calor intenso, com capacidade de reduzir a temperatura em até 10°C.

Haverá um teto verde que contribuirá para regular a temperatura do telhado e ambientes, além de tecnologia para a diminuição de ruídos e coleta de água da chuva para reuso. Outro detalhe do empreendimento é a área de preservação de floresta no terreno e a opção de manter os desníveis locais para desenvolver um bosque de caminhadas e corridas.

Com assinatura do escritório de arquitetura NotToScale Architecture, com sede em Lugano, no Sul da Suíça, o projeto do Amazon Parques & Resorts contou com a colaboração de dez arquitetos internacionais, incluindo dois brasileiros, além de designers e outros colaboradores.

Sobre o InvestSC

O Núcleo Interinstitucional e o Grupo de Trabalho (GT) são responsáveis por executar as atividades que incentivem os investimentos, além de identificar fontes de financiamento para investimentos e setores/investidores potenciais.

Presidido pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável, o Núcleo Interinstitucional conta com a participação de representantes das secretarias da Fazenda (SEF), da Administração (SEA), do Meio Ambiente (Sema), da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), de Assuntos Internacionais (SAI); Instituto do Meio Ambiente (IMA), da SC Participações e Parcerias S.A. (SCPAR) e da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

BTG Pactual oferece 400 vagas de emprego remotas e presenciais

O BTG Pactual (BPAC11), maior banco de investimentos da América Latina, está com vagas abertas, remotas e presenciais, para profissionais de diversas áreas. São mais de 400 posições a serem preenchidas, sendo 163 em tecnologia. As demais vagas estão distribuídas entre as áreas de varejo (B2C e banco transacional), B2B, compliance, marketing e outras.

 

O foco é atrair talentos dispostos a participar do processo de digitalização do mercado financeiro brasileiro, explica Eduardo Besser, sócio do BTG Pactual e responsável pelo área de recrutamento e seleção do banco. “Buscamos profissionais que combinem a parte técnica com motivação, dedicação e vontade de fazer parte da transformação do mercado financeiro brasileiro em um ambiente empreendedor e meritocrático. Esta busca de talentos não se limita ao eixo Rio-São Paulo. Atualmente, também temos posições remotas e em nossos escritórios regionais”, afirma Besser.

 

As primeiras etapas do processo seletivo começam em abril, e as inscrições são online. Entre as posições disponíveis no momento, 40% são direcionadas para profissionais das áreas de tecnologia, para vagas de nível junior, pleno e sênior.

 

Os interessados devem se inscrever no site de carreiras do BTG Pactual, no https://jobs.kenoby.com/btgpactual, onde também podem verificar os detalhes e nível hierárquico para cada vaga.

 

Sobre o BTG Pactual

O BTG Pactual (BPAC11) é o maior banco de investimentos da América Latina e atua nos mercados de Investment Banking, Corporate Lending, Sales & Trading, Wealth Management e Asset Management. Desde sua criação, em 1983, o BTG Pactual tem sido administrado com base na cultura meritocrática de partnership, com foco no cliente, excelência e visão de longo prazo. A instituição se consolidou como uma das mais inovadoras do setor, tendo conquistado diversos prêmios nacionais e internacionais. Atualmente, conta com mais de 4 mil colaboradores em escritórios espalhados pelo Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Peru, México, Estados Unidos, Portugal e Inglaterra. 

Empresário Fernando Assinato lança barco inédito no Rio Boat Show

O empresário Fernando Assinato, diretor da Armatti Yachts, estaleiro de embarcações premium instalado em São José/SC, lançou durante o maior evento náutico da América Latina, o Rio Boat Show, a embarcação Armatti 390 Sport Coupé.  O modelo, avaliado em R$ 1,6 milhão, já é considerado um sucesso de vendas pela marca, com seis unidades vendidas e outras já em negociação. 

“Essa embarcação de 39 pés chega para atender uma demanda crescente de pessoas, tendo como diferencial oferecer o que é encontrado apenas em grandes iates. Na Armatti 390 Sport Coupé conseguimos reunir todas essas vantagens porque ela tem um projeto recente e por isso inovador”, explica Assinato.

O Rio Boat Show começou em 3 de abril e segue até dia 10, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Durante o evento o estaleiro catarinense está expondo também os modelos 420 Fly e 460 Sport Coupé.

Sobre a Armatti Yachts
Lançada em 2016, a marca premium de lanchas Armatti Yachts trouxe para o mercado náutico brasileiro e internacional um novo nível de qualidade de embarcações com foco em inovação. É composta por modelos de lanchas superesportivas que variam entre 30 e 52 pés. Chama atenção pelas linhas inconfundíveis, além do design moderno e arrojado. Desde 2018, conta com parque fabril na região da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, para atender a produção mundial. Está continuamente implementando novos processos e materiais para garantir um produto sempre à frente de seu tempo.
Mais informações: https://www.armatti.com.br/

Exportações atingem o maior valor mensal da história, com US$ 29,09 bilhões em março

As exportações brasileiras somaram US$ 29,09 bilhões em março, atingindo um recorde mensal histórico, segundo dados divulgados na sexta-feira (01/04) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. “É um valor inédito para a exportação brasileira, não só para o mês de março, mas para qualquer mês já registrado”, destacou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, em entrevista coletiva. O recorde anterior de exportações mensais era de junho de 2021, com US$ 28,3 bilhões.


Já as importações aumentaram 27,1% no mês passado e chegaram a US$ 21,71 bilhões, resultando em superávit de US$ 7,38 bilhões, com alta de 19,3%, pela média diária, em relação a março de 2021. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 50,81 bilhões, em alta de 25,9%. Tanto importações quanto superávit e corrente de comércio foram recordes para o mês de março.

Veja os principais resultados da balança comercial

Segundo Brandão, o recorde histórico das exportações foi puxado pelo aumento de 1,8% no volume, mas principalmente pela alta de 17,2% nos preços dos produtos vendidos pelo Brasil. Os preços também foram o principal fator que influenciaram o aumento das importações, com alta de 29,5%, já que o volume comprado caiu 7,1% no mês.

O desempenho positivo de março influenciou o resultado do primeiro trimestre. A corrente de comércio subiu 26% e atingiu US$ 132,16 bilhões, nos três primeiros meses do ano, refletindo a alta de 26,8% das exportações, que somaram US$ 71,74 bilhões, e de 25% das importações, que totalizaram US$ 60,42 bilhões. Os três resultados também foram recordes para o período.

A balança comercial, por sua vez, fechou o trimestre com superávit de US$ 11,31 bilhões, em alta de 37,6%. Foi o segundo melhor saldo do primeiro trimestre desde 2017, quando chegou a US$ 13 bilhões.

Desempenho dos setores

O recorde mensal das exportações, em março, foi puxado principalmente pelo aumento dos valores das vendas da Agropecuária, que subiram 36,8% e chegaram a US$ 8,17 bilhões, e da Indústria de Transformação, que atingiram US$ 14,47 bilhões, em alta de 35,2%. Já a Indústria Extrativa somou US$ 6,34 bilhões, diminuindo 2,4% em relação a março de 2021. “Destaca-se o grande aumento dos preços dos produtos agropecuários, de 33,4%, e da Indústria de Transformação, de 19,3%, que fez com que o total crescesse 17,2%”, pontuou Brandão.

Na soma do trimestre, o crescimento das exportações da Agropecuária chegou a 61%, com US$ 16,45 bilhões, enquanto a Indústria de Transformação vendeu 33,4% a mais do que nos três primeiros meses de 2021, somando US$ 39,02 bilhões. Já na Indústria Extrativa houve recuo de 5,3%, para US$ 15,94 bilhões.

Do lado das importações, as compras para a Agropecuária subiram 21% em março, somando US$ 510 milhões, e 0,9% no trimestre, alcançando US$ 1,27 bilhão. Na Indústria Extrativa, as compras cresceram 94,9% no mês, atingindo US$ 1,79 bilhão, e 168,1% de janeiro a março, somando US$ 6,13 bilhões. Também aumentaram as compras da Indústria de Transformação, que alcançaram US$ 19,34 bilhões no mês (+25,2%) e US$ 52,43 bilhões no trimestre (+20%).

De acordo com a Secex, houve aumento nos preços dos produtos comprados em todas as categorias, em março, especialmente da Indústria Extrativa (+86,4%), que sentiu o impacto da alta dos combustíveis. Nesse segmento, o volume de compras aumentou 50,7%.

O subsecretário salientou, no entanto, que os preços vêm influenciando as despesas dos importadores brasileiros desde novembro do ano passado. Só no primeiro trimestre, em média, a alta foi de 29,7%, com impacto maior sobre a Indústria Extrativa, que sentiu uma alta de 110,4% no valor dos produtos comprados.

Parceiros comerciais

Entre os parceiros comerciais, a Secex registrou aumento das exportações para praticamente todos os principais destinos, em março, à exceção de um recuo das vendas para a Coreia do Sul (-14,2%). Destacaram-se o crescimento das exportações para União Europeia (+37,5%), Estados Unidos (+26,1%), países da Asean (+38%), China (+13,1%) e Argentina (+14,1%).

Já no acumulado de janeiro a março, as exportações cresceram para todos os principais destinos, principalmente União Europeia (+42,8%), Estados Unidos (+35,3%), Argentina (+20%) e China (+8%). Herlon Brandão comentou que, nos primeiros meses do ano, além de ser um período de entressafra – reduzindo os embarques de soja –, questões climáticas afetaram as vendas de minério de ferro. “Então, é natural que a China comece o ano com uma importância relativa menor. Isso vai crescer, ao longo do ano, por conta da sazonalidade da pauta exportadora brasileira”, explicou.

Nas importações, também houve aumento das compras de praticamente todos os fornecedores no mês. Destacaram-se a China (+31,3%), Estados Unidos (+26,8%), Canadá (+105,3%), Argentina (+9%) e União Europeia (+14,5%). No trimestre, cresceram principalmente as compras da China (+39,2%), dos Estados Unidos (+40,8%) e da União Europeia (+11%). Já as importações da Argentina caíram 4,1%. Brandão lembrou que, em 2021, houve necessidade de compra de energia elétrica da Argentina, mas em 2022 essas importações diminuíram.

Estimativas em alta

A Secex também revisou para cima as projeções do comércio exterior brasileiro deste ano. “Há uma demanda crescente dos produtos brasileiros, a preços maiores. Isso fará com que a receita de exportação cresça”, previu Brandão.

A estimativa da Secex é de que as exportações atinjam US$ 348,8 bilhões, contra US$ 237,2 bilhões de importações. Assim, a corrente de comércio pode chegar a US$ 586 bilhões, com superávit de US$ 111,6 bilhões. “É um período de grande incerteza, de grande volatilidade das variáveis”, ressaltou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, acrescentando que os dados são influenciados, entre outros fatores, pelo aumento das cotações internacionais dos produtos.

Com informações do Ministério da Economia

 
Governo Federal lança programa voltado à reciclagem de caminhões

Caminhões, ônibus e outros veículos pesados de carga com idade acima de 30 anos, ou em condições técnicas que não atendam aos parâmetros mínimos de rodagem, poderão ser retirados de circulação com a adesão ao Programa Renovar, criado pela Medida Provisória nº 112, publicada na sexta-feira (01/04) no Diário Oficial da União. O programa é uma iniciativa do Governo Federal voltada à reciclagem veicular, ao incremento da produtividade e à eficiência logística.

A primeira fase do programa será dirigida aos caminhões, ônibus e implementos rodoviários (reboques, carrocerias, etc) em final de vida útil. Destinado inicialmente aos proprietários de veículos pesados de carga (pessoas físicas ou entidades jurídicas), o programa Renovar pretende viabilizar a reciclagem de veículos em fim de vida útil.

No primeiro momento, o programa promoverá a recompra do caminhão a ser sucateado, pelo qual será pago ao caminhoneiro o valor de mercado do veículo, com recursos oriundos das empresas contratadas para exploração e produção de petróleo e gás natural.

A definição da idade mínima para elegibilidade dos veículos a serem desmontados ou destruídos como sucata será feita pelo Conselho Gestor do Programa, por meio de portaria da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME). A idade de 30 anos para caminhões e de 20 anos para ônibus e implementos rodoviários foi utilizado na formulação inicial do programa, a partir de consultas ao setor privado. Em 2020 havia no Brasil 854.244 caminhões e 75.943 caminhões-trator com mais de 30 anos (ano de fabricação até 1989), de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Adesão

Portaria da Sepec ainda a ser publicada definirá o fluxo para adesão voluntária do caminhoneiro ao programa, que se dará por meio da Plataforma Renovar. Todos os passos para elegibilidade do veículo e seu sucateamento serão cursados pela plataforma, com vistas a reduzir os custos de transação do caminhoneiro.

A adesão ao programa é totalmente voluntária. Os interessados em realizar a baixa dos seus caminhões, ônibus ou implementos rodoviários e aderir e participar do Renovar deverão comprovar a baixa definitiva do registro do bem elegível e de seu desmonte ou destruição, como sucata.

O programa Renovar poderá ser instituído por meio de fases, sendo que, na etapa inicial, os benefícios serão dirigidos prioritariamente ao Transportador Autônomo de Cargas (TAC). É uma iniciativa que integra ações público-privadas, seguindo uma lógica de construção compartilhada, em rede, pelo Governo Federal e pelos governos estaduais.

Recursos

O Governo Federal destinará, por meio de suas ações, recursos para a recompra dos caminhões em final de vida útil. Em contrapartida, o setor privado poderá oferecer de maneira complementar aos benefícios públicos, produtos e serviços (crédito cooperativado, garantia estendida, revisões, seguros, consórcios etc.) que poderão ser usufruídos pelos beneficiários do Programa na aquisição de veículos novos.

Os beneficiários do Programa Renovar terão acesso a direitos, benefícios e vantagens por meio da Plataforma Renovar e estarão vinculados à baixa definitiva do registro do bem elegível e de seu desmonte ou destruição, como sucata. Na plataforma, o beneficiário poderá fazer o registro das operações relativas ao desmonte ou destruição, como sucata, dos bens elegíveis, além da utilização dos benefícios concedidos no âmbito do programa. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI)  será o agente operador da plataforma.

Maior segurança

A redução da idade média da frota nacional significará maior segurança rodoviária e diminuição dos custos com acidentes e doenças respiratórias. Além disso, uma frota mais jovem beneficia o meio ambiente ao consumir menos combustível e promover uma drástica redução na emissão de partículas e gases poluentes. A reciclagem dos veículos ainda ajudará toda uma cadeia econômica ligada à reciclagem, gerando emprego e renda.

O programa significará ainda maior produtividade ao setor de transporte, com menores gastos com manutenção, redução do frete, aumento da produtividade, da competitividade e da eficiência da logística no país, além da melhoria nas condições de trabalho dos profissionais. Espera-se, ainda, mais segurança nas estradas e menor emissão de gases no meio ambiente.

Com informações do Ministério da Economia

Eixo China -- Rússia

Márcio Florêncio Nunes Cambraia

 

A China tem tido crescimento industrial, tecnológico e comercial exponencial nos últimos trinta anos, o que leva sua economia a equiparar-se à dimensão do poderio econômico dos EUA. Esse crescimento leva-nos a construir dois cenários básicos.

 

De um lado, uma situação de cooperação entre as duas economias, que se consolidariam como parceiras. A dimensão do comércio China-EUA, os investimentos americanos na China, e o grande investimento chinês em títulos do Governo dos Estados Unidos mostram que já existe uma simbiose que pode prosperar.

 

De outro lado, poderemos ter um cenário de rivalidade, cujos sinais são a preocupação americana com os avanços chineses nos campos, tecnológico, industrial e comercial. Ademais, a China tem reforçado aceleradamente sua estrutura militar. De sua parte, os americanos têm buscado aperfeiçoar sua posição estratégica na Ásia para contra restar o incremento bélico chinês.

 

A preponderância do cenário de rivalidade

 

poderia levar a uma macroestrutura internacional de bipolaridade, mitigada pela existência de outras potências como o Reino Unido, a França e a Rússia, capazes de projetar globalmente seu poder. Esses Estados coexistirão com potências regionais como a Índia, que tem estreitos laços com a Rússia, a África do Sul, e o Brasil, na América do Sul.

 

Ademais, temos o Egito, a Turquia, o Irã e a Indonésia. Embora com economia avançada industrial e tecnologicamente, o Japão tem limitada capacidade militar desde o fim da Segunda Guerra. A Alemanha merece atenção específica. País desarmado desde a Segunda Guerra, decidiu-se agora, no âmbito da guerra Rússia- Ucrânia, a aplicar 2 % do PIB em defesa. Tendo em vista a dimensão de sua economia, a Alemanha será, em pouco tempo, pelo menos uma potência regional, e buscará libertar-se das amarras causadas pela derrota na Guerra de 1939-1945.

 

Trata-se de cenário complexo, que poderá ser ainda mais complicado se tivermos uma coalizão duradoura e firme entre a China e a Rússia. Potências que estiveram no mesmo campo durante a Guerra Fria, tiveram atritos nas décadas de 1960, por razões ideológicas, e de 1970, por disputas fronteiriças. Desde então tem estado próxima. Em 04 de fevereiro de 2022, antes portanto da invasão da Ucrânia, o Presidente Putin visitou a China. Em reunião com seu homólogo chines, foi emitido um comunicado conjunto em que se declarou que os dois países têm "uma parceria estratégica sem limites", e assinaram vários acordos, inclusive um compromisso de fornecimento energético para a China.

 

Por outro lado, no âmbito da invasão da Ucrânia pela Rússia, os norte-americanos já intensificaram seus laços com a Europa, que estavam esgarçados, em iniciativa que parece duradoura.

 

No entanto, à China, superpotência emergente, interessa estabilidade internacional que lhe permita consolidar sua expansão comercial e tecnológica, bem como militar. Tem enorme interesse no mercado europeu, e seu programa "belt and road", também chamado de Rota da Seda, de infraestrutura, já se firmou no continente europeu. Ademais, a China não deseja que se disturbe o fluxo mundial de alimentos, mercadorias, minerais e energia. Esses interesses explicam a cautelosa posição chinesa de não se envolver demais no conflito russo ucraniano.

 

Uma aliança sino-russa solida e próxima

 

é preocupante para as potências ocidentais, ao representar uma frente unida de dois Estados que têm uma tradição de antagonismo em relação ao ocidente.
 

Essa preocupação já se manifestara em 1972, em plena Guerra Fria, com a viagem do presidente dos EUA Richard Nixon a China, planejada e preparada pelo professor Henry Kissinger. Buscava-se colocar uma cunha no bloco comunista, liderado pela União Soviética, estabelecer uma fissura que rompesse a frente unida anti ocidental.

 

A invasão da Ucrânia faz-nos recordar o artigo clássico de 1905 do autor inglês Halford John Mackinder: The Geographical Pivot of History. Mackinder procura demonstrar sua teoria dizendo que quem domina a Eurásia, que considerava o centro estratégico da terra controla o mundo. Acrescentava Mackinder que quem controla o centro e o Leste da Europa controla a Europa e a Ásia.

 

Embora a história não tenha comprovado a tese geopolítica de Mackinder, e inegável que chamou atenção para a importância estratégica da região central europeia. Juntas, a China e a Rússia podem dominar a Eurásia.

 

Márcio Florêncio Nunes Cambraia, embaixador e especialista da Fundação da Liberdade Econômica
 

Sobre a FLE
 

A Fundação da Liberdade Econômica (FLE) é um centro de pensamento, produção de conhecimento e formação de lideranças políticas. É baseada nos pilares da defesa do liberalismo econômico e do conservadorismo como forma de gestão. Criada em 2018, a entidade defende fomentar o crescimento econômico, dando oportunidades a todos. Nesse sentido, investe em programas para a formação acadêmica, como centro de pensamento e desenvolvimento de ideias. Ao mesmo tempo, atua como instituição de treinamento para capacitar brasileiros ao debate e à disputa política.

Feriados de Abril devem movimentar viagens de ônibus pelo Brasil

As empresas de transporte rodoviário regular de passageiros esperam aumento de 15% no movimento de passageiros no mês de abril em relação a março e o dobro do volume comparado ao mesmo período do ano passado. A expectativa positiva se deve, principalmente, aos dois feriados importantes do mês: Páscoa e Tiradentes que, em algumas cidades, também dará lugar aos desfiles de carnaval, adiado em função da pandemia.

De acordo com a Abrati, Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros, maior representante das empresas de ônibus rodoviários interestaduais do Brasil, além do avanço da vacinação e da retomada do turismo doméstico, o otimismo também se deve ao fato de muitos passageiros estarem migrando para os ônibus na hora de viajar, em virtude do aumento das passagens aéreas e de constantes altas nos preços dos combustíveis, inviabilizando viagens de carro. “Isso já pode ser observado no último feriado de Carnaval em fevereiro. Tivemos cerca de 32% de crescimento em relação ao mesmo de período de 2021”, afirma a porta-voz da entidade, Letícia Pineschi. Segundo os dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), cerca de 2.8 milhões de passageiros utilizaram ônibus para viagens em fevereiro -- 1 milhão a mais que o registrado em fevereiro de 2021. “Por isso, as nossas projeções são ainda mais otimistas para os próximos feriados. A perspectiva é que o volume de passageiros deve ser maior do que o registrado em igual período de 2019, antes de a pandemia desembarcar no país”, destaca.

Segundo ela, o bom momento também está atrelado à ótima relação entre custo e benefício oferecido pelas empresas rodoviárias regulares. “Muitas estão promovendo ótimos descontos para a compra de passagens antecipadas. Alguns deles são até 800% mais baratos que trechos aéreos”, destaca. A Abrati ressalta ainda que o bom desempenho do setor regular de transporte de passageiros também se deve a uma mudança brusca no perfil do viajante. “Antes, na média, 30% dos viajantes do sistema regular eram de turismo e lazer. Agora, de acordo com a última pesquisa que realizamos, essa participação saltou para 61%, sendo que os outros 29% viajam para visitar parentes, o que tem uma forte relação com turismo, e 10% a trabalho/estudo”, conta Pineschi.

No entanto, apesar das perspectivas animadoras do setor regular de transporte rodoviário, a Abrati faz uma ressalva importante para os passageiros neste momento de proximidade dos feriados. “Durante a pandemia, o transporte clandestino, que não segue as regras de controle e respeito ao cliente, aproveitou o cenário de redução das linhas regulares para crescer em torno de 30% no país, sofisticando-se e tomando ares de legalidade, em especial nos canais de venda online”, conta Letícia.

Segundo ela, hoje, mesmo com o retorno das linhas regulares, ainda existe uma grande parcela da população que recorre ao transporte ilegal por conta das tarifas mais baratas. “Mas, essa possível vantagem é uma ilusão, já que os usuários desse tipo de transporte não possuem nenhuma garantia e qualquer tipo de amparo caso algum acidente venha a acontecer. Toda essa irresponsabilidade, não apenas coloca em risco a vida de milhões de passageiros em todo o Brasil, mas também ceifa milhares de vidas de outros viajantes que circulam nas rodovias. Por isso, na hora de viajar no feriado, opte por uma empresa regularizada, só dessa forma é possível ter total segurança e conforto”, finaliza.

Liberada a navegação plena na Hidrovia Tietê-Paraná

A Hidrovia Tietê-Paraná, administrada pelo Departamento Hidroviário de SP, voltou a operar com a capacidade plena na sexta-feira (01). A retomada aconteceu de forma gradativa há duas semanas, com calado (distância entre a ponta do casco e o nível da água) inicial de 2,40 m. Agora, é possível navegar com calado máximo de 2,70 m e sem ondas de vazão.

O trecho mais atingido por conta da falta de chuvas na região, desde agosto do ano passado, foi o do pedral de Nova Avanhandava, em Buritama -- entre Pederneiras (SP) e São Simão (GO), e por onde normalmente são escoadas as produções agrícolas para os reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira.

“Agora, de forma plena, e com a capacidade máxima, a gente esperar recuperar o tempo perdido e transportar os níveis recordes da produção de agronegócio do País. Temos um corredor logístico de commodities que engrossa o PIB brasileiro e leva mais emprego e renda para as populações de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás”, destaca João Octaviano Machado Neto, secretário estadual de Logística e Transportes.

Produção com ganho ambiental

Pela hidrovia são escoadas as produções agrícolas para os reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira com destino a São Simão (e vice-versa). Dos 2.400 km de extensão de toda a hidrovia Tietê-Paraná, 800 km estão no Estado de São Paulo sob responsabilidade do DH.

Os outros estados cortados pelo modal fluvial são Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, numa região de 76 milhões de hectares, onde é gerada quase a metade do PIB brasileiro.

O transporte de cargas por hidrovia representa um importante ganho ambiental, já que cada comboio transporta em cargas o equivalente a 200 carretas pelas rodovias, o que também representa uma diminuição significativa na emissão de gás carbônico. A emissão de CO2 na hidrovia é quase seis vezes menor que na rodovia e duas vezes menor que na ferrovia. Quanto ao consumo de combustível, ele é 100% menor na hidrovia comparado à ferrovia e quase 20 vezes menor em relação à rodovia.

Níveis recordes

Antes da paralisação do pedral de Nova Avanhandava, em Buritama, a Tietê-Paraná, no trecho São Paulo, vinha transportando níveis recordes da produção agrícola brasileira, principalmente de soja e milho. Em 2020, somou 2,1 milhões de toneladas de cargas transportadas, mesmo com a pandemia. No ano anterior (sem covid-19), a movimentação foi de 2,5 milhões de toneladas no trecho de São Paulo, administrado pelo DH.

A hidrovia integra um grande sistema de transporte multimodal, apresentando-se como alternativa de corredor de exportação, conectando seis dos maiores estados produtores de grãos: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. As principais cargas que opera são: milho, soja, farelo de milho e soja, óleo, madeira, carvão, cana de açúcar e adubo.

O Governo de SP está concluindo as obras para implantação do canal de montante da eclusa de Ibitinga, com investimento de quase R$ 10 milhões, e o desassoreamento, derrocamento e ampliação de vãos de pontes, manutenção e implantação da sinalização náutica, o que promove mais segurança da navegação fluvial.

 

 

O Brasil e o futuro do mundo

                                                                                    Liana Lourenço Martinelli (*)
            SÃO PAULO – A participação do porto de Santos na corrente comercial brasileira atingiu 28,3% neste começo de 2022, superando a marca dos 27% que por anos serviu como parâmetro para os analistas de comércio exterior. Esse número foi o resultado de um crescimento de 16% na movimentação de cargas, que atingiu a marca de 10,6 milhões de toneladas.
             Isso indica que, se não fosse a imprevista guerra declarada pela Rússia à Ucrânia, a participação do porto santista na corrente de comércio do País talvez viesse a chegar perto de 30% neste ano. Aquela movimentação deu-se especialmente em função dos embarques de celulose, milho e soja, sendo a China o nosso principal parceiro comercial, respondendo por 26,8% das transações comerciais que passaram pelo porto de Santos. Já São Paulo foi o Estado brasileiro que registrou a maior participação nessa movimentação de cargas pelo porto, alcançando a marc a de 53%.
            Os números mostram que a vocação do Brasil como fornecedor de alimentos para o mundo permanece firme, mas, em contrapartida, apesar de todos os esforços da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e das federações estaduais, o País continua a perder espaço entre os exportadores de produtos manufaturados, ainda que, em janeiro, as operações de cargas conteinerizadas no porto de Santos tenham registrado um aumento de 2,54% em comparação com o mesmo período de 2021.
            Esse número constituiu a melhor marca para aquele mês, o que permite concluir que houve continuidade na tendência de crescimento verificada no ano passado em comparação com os números de 2020, no auge da crise provocada pela pandemia de coronavírus (covid-19). Agora, o que se teme é que essa tendência seja interrompida pelos desdobramentos da guerra no Leste Europeu.
            Afinal, o movimento de contêineres em direção à China, hoje a maior potência comercial do planeta, tem sido menor, bem como menos cargas foram embarcadas a partir do mercado chinês, conforme levantamento do Instituto de Economia Mundial de Kiel, na Alemanha, que monitora o movimento de navios em cem regiões do mundo.
            O Instituto previu uma queda de 2,5% para o mês de março nas exportações chinesas. E estimou queda para os países da União Europeia e dos demais integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tanto nas exportações como importações, em função do aumento dos controles alfandegários que começam a verificar o cumprimento das sanções contra a Rússia. Ou seja, com as rupturas na cadeia de fornecimento de insumos e outros produtos, a recuperação econômica pós-pandemia, fatalmente, sofrerá uma interrupçã o.
            É de se assinalar que, antes da pandemia, setores como o automobilístico, eletroeletrônico, energético, têxtil e agroindustrial estavam em franco crescimento, mas, depois da crise provocada pela pandemia, pelo menos 70% das indústrias brasileiras tiveram impacto negativo em seus negócios, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao final de 2021, a indústria ainda se encontrava 0,9% abaixo do nível pré-pandemia, enquanto o varejo estava 2,3% abaixo do nível de fevereiro de 2020, o que mostra uma evidente perda de fôlego da economia, principalmente no segundo semestre do ano passado.
            Mesmo assim, o Ministério da Economia anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 irá crescer 1,6%, o que contraria a estimativa do mercado financeiro que, segundo o Boletim Focus, prevê um crescimento três vezes menor, ou seja, de apenas 0,49%, em função da guerra entre Rússia e Ucrânia. Em quem acreditar? Como se vê, no mundo de hoje, tudo é possível, até a hecatombe nuclear, dependendo da estultice de alguns líderes mundiais. Mas, superada essa crise, o que se espera é que os possíveis vencedores tratem de organizar um mundo mais justo. Já seria um bom recomeço.&nbs p;   
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(*) Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: lianalourenco@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br
 

Ipea estima recuperação do comércio, indústria e serviços em fevereiro

Após novo pico de casos de covid-19 em janeiro, o mês de fevereiro teve recuperação da atividade econômica na indústria, comércio e serviços em relação a janeiro, estima análise divulgada hoje (30) pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Os dados oficiais do desempenho da economia ainda não foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O Ipea aponta que o cenário para a indústria no mês de fevereiro era o mais desafiador. Entre as razões, estão problemas relacionados às cadeias produtivas globais e aos custos elevados dos fretes internacionais. Além disso, o preço da energia elétrica continua elevado, e o valor do petróleo sofreu impacto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, importantes exportadores no mercado de óleo e gás.

Mesmo com esse cenário, a Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea estima que houve crescimento de 1,4% na produção industrial em fevereiro, na comparação com janeiro. Já em relação a fevereiro de 2021, foi projetada queda de 3,1%. 

Os pesquisadores do instituto avaliam que as indústrias extrativas tiveram contribuição positiva em fevereiro, com crescimento previsto de 7,5%. Já a indústria de transformação deve registrar alta de 0,8%.

Diferentemente da indústria, que chegou a ter queda de 2,4% em janeiro de 2022, o setor de serviços se manteve estável mesmo durante o pico causado pela variante Ômicron, e a projeção para fevereiro é a de alta de 1,5% ante janeiro. 

O setor de comércio também deve ter registrado alta na atividade em fevereiro, segundo o Ipea, que estima que o crescimento pode ter sido de 1,3%, quando são consideradas também as vendas de automóveis e materiais de construção. Ao excluir esses dois grupos, a projeção passa a ser de alta de 1,2%.  

Produção nacional de petróleo teve queda de 3,8% em fevereiro

A produção nacional de petróleo em fevereiro teve queda de 3,8% em comparação a janeiro e aumentou 3,5% frente a fevereiro de 2021. No gás natural, a redução foi de 3,1% em relação ao mês anterior e aumentou 1,6% em relação a igual mês do ano passado. No total, foram produzidos 3,754 milhões de barris de óleo equivalente por dia, sendo 2,917 milhões de barris diários de petróleo e 133 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.

Os dados constam do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, divulgado hoje (30) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo informou a ANP, os principais motivos para a queda na produção em relação ao mês anterior foram as paradas para manutenção das plataformas P-70 (campos de Atapu e Oeste de Atapu, na Bacia de Santos), P-51 e P-56 (campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos) e da Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Descarga (FPSO, da sigla em inglês) Cidade de Anchieta (campo de Baleia Azul, na Bacia de Campos).

Pré-sal

A produção no pré-sal, em fevereiro, caiu 2,4% em relação ao mês anterior e subiu 9,4% em relação a fevereiro de 2021. A produção teve origem em 127 poços e registrou volume de 2,841 milhões de barris de óleo equivalente por dia, sendo 2,235 milhões de barris de petróleo e 96,4 milhões de gás natural, o que correspondeu a 75,7% da produção nacional.

O boletim revela que o aproveitamento de gás natural em fevereiro foi da ordem de 97,7 %. Foram disponibilizados ao mercado 49,9 milhões de metros cúbicos. A queima de gás no mês somou 3 milhões de metros cúbicos por dia, mostrando redução de 6% se comparada ao mês anterior e de 12,6% se comparada ao mesmo mês em 2021.

Áreas

Em fevereiro, 267 áreas concedidas, cinco áreas de cessão onerosa e seis de partilha, operadas por 41 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas áreas, 62 são marítimas e 216 terrestres, sendo 11 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.149 poços, sendo 468 marítimos e 5.681 terrestres.

O grau API (escala arbitrária que mede a densidade dos líquidos derivados do petróleo) médio do petróleo extraído no Brasil foi de 28,2, sendo 2,4% da produção considerada óleo leve, 92,6% óleo médio e 5% óleo pesado.

O boletim mostra que as bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 92,834 Mboe/d, sendo 72,056 Mbbl/d de petróleo e 3,303 MMm³/d de gás natural. Desse total, 50,1 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 42,7 mil boe/d por concessões operadas por outras empresas.

Crescimento do setor portuário faz empresas buscarem aprimoramento de lideranças

Por Carolina Valle Schrubbe, 

especialista em desenvolvimento de líderes e 

Sócia-proprietária da Quare Desenvolvimento.

A retomada do crescimento econômico sustentável diante da crise enfrentada durante a pandemia de Covid-19 passou pelo desenvolvimento do comércio internacional. com crescimento constante, o setor portuário deve ultrapassar a marca de R$150 bilhões em investimentos nos próximos 15 anos, segundo dados apresentados no Fórum Brasil Export. 

O setor portuário brasileiro bateu um novo recorde de movimentação de carga em 2021: 1,21 bilhão de toneladas transportadas. O total representa um crescimento de 4,8% em relação a 2020, de acordo com o Anuário Estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 

Se o reaquecimento da economia passa pelo setor portuário, é imprescindível que as empresas estejam preparadas para essa virada, tanto em movimentos relacionados ao mercado, quanto às lideranças e colaboradores. Promover o desenvolvimento dos líderes é uma necessidade imediata para aprimorar competências e garantir sustentabilidade em um mercado favorável e em expansão. 

Os processos de desenvolvimento posicionam-se, mais do que nunca, como um grande aliado do setor. Abaixo, temos alguns exemplos de ações que geram visível impacto positivo no resultado das empresas:

- Mapeamento de perfis de comportamento e comunicação para adaptação da comunicação interna;

- Entendimento de limitações e implementação de mudanças comportamentais;

- Compartilhamento de liderança;

- Processo de delegação e empoderamento do time; 

- Formação de sucessores;

- Implementação de estratégias de engajamento.

Há ainda uma técnica de suma importância para que as organizações atinjam grandes resultados em processos de desenvolvimento, o Feedback 360º.

A ferramenta é online, garante o anonimato de quem a está respondendo e é utilizada como insumo para o aprimoramento dos líderes. 

Uma pesquisa realizada pelo Hay Group, com a Universidade de Harvard, avaliou que entre 95 mil líderes, cerca de 50% criam climas desmotivadores contra 19% que promovem locais de trabalho de alto desempenho. Já no Brasil, onde foram entrevistados mais de 3 mil gestores, 63% criam um clima desmotivador contra 12% que criam climas que motivam os colaboradores.

Os líderes dão o tom dos trabalhamos, são os responsáveis por promover o engajamento do time, estão à frente do “combate”. Nada mais interessante do que garantir o crescimento dos negócios e a devida sustentabilidade através do aprimoramentos desses importantes condutores das organizações.

 

Indústria deve contratar 90 mil jovens aprendizes neste primeiro semestre

As indústrias, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), devem contratar 90 mil aprendizes no primeiro semestre deste ano. É a oportunidade de jovens e adolescentes conseguirem o primeiro emprego e receberem formação profissional por meio da Aprendizagem Industrial. O SENAI oferece, gratuitamente, o curso atrelado ao contrato de trabalho de até dois anos. 


“A aprendizagem industrial do SENAI capacita o jovem, alinhado às necessidades das empresas. Isso aumenta suas chances de efetivação ao concluir o período do contrato de aprendiz. É muito importante para ele ter os dois anos de carteira assinada, mas, pensando no futuro, é mais relevante ainda garantir uma formação de qualidade, que ofereça empregabilidade”, destaca Rafael Lucchesi, diretor-geral do SENAI.


Para participar é simples. O candidato deve:
•  Ter entre 14 e 24 anos;
•  Estar matriculado a partir do 9º ano do ensino fundamental/Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou já́ ter concluído o ensino médio.

Para as pessoas com deficiência (PcDs), não há limite de idade. Já, para jovens com deficiência intelectual, não há exigência de escolaridade, são consideradas as habilidades relacionadas com a profissão. O tempo do curso também pode ser estendido para além dos dois anos.

Confira a previsão de vagas por estado

Consulte o SENAI do seu estado sobre processo seletivo

Vale destacar que o processo seletivo varia em cada estado: na maioria, a própria indústria realiza a seleção e inscreve o jovem aprendiz no curso do SENAI. Em alguns casos, há divulgação do processo seletivo na página do SENAI. Portanto, interessados devem ficar atentos aos anúncios de vaga de jovem aprendiz feitos pelas indústrias e na página do SENAI do seu estado.

Manual de regras do Jovem Aprendiz

Para ser jovem aprendiz há algumas regras que precisam ser seguidas, certificando os direitos do empregado e do funcionário. São elas: 

•    A jornada máxima de trabalho, somadas as atividades teóricas e práticas, é de 6 horas para quem não concluiu o ensino fundamental; e 8 horas para quem concluiu o ensino fundamental;
•    A remuneração do aprendiz é calculada a partir do salário-mínimo/hora e pode ser maior dependendo do setor em que atua ou de acordos coletivos.

É preciso ressaltar que a Aprendizagem Industrial é regida por nomas como o arts 428, e 429 da Consolidação das Leis Trabalho (CLT), a Lei nº 10.097/2000 e o Decreto 5.598/2005. A contratação de aprendizes é obrigatória para empresas de qualquer natureza, e opcional para as micro e pequenas ou aquelas enquadradas no SIMPLES.

Indústria deve contratar 90 mil jovens aprendizes neste primeiro semestre

Por que a aprendizagem industrial é importante?

Começar do zero pode ser um grande desafio, ainda mais em um mercado de trabalho cada vez mais exigente. Por isso, a qualificação profissional e a prática são tão importantes para jovens e adolescentes.

Com a experiência em uma indústria – o setor é responsável por 20,9% dos empregos formais e paga os melhores salários do país –, os estudantes ganham maturidade e têm mais oportunidades para fazer escolhas e traçar a trajetória profissional.

No SENAI, há oportunidades em diversas áreas, como eletroeletrônica, construção civil, automação, tecnologia da informação, logística, alimentos, mecânica, energia e muito mais. 

Para o empregador, entre as vantagens está receber novos pontos de vista de jovens e criativos, o que fomenta a inovação. Além de ser possível moldar profissionais alinhados às necessidades da empresa, que conhecem a cultura da organização.

Fora que o contratante conta com a ajuda do SENAI para a capacitação dos jovens, que passam a conhecer e ter contato com as tecnologias e melhores práticas do mercado. 

Outros cursos e vagas no Mundo SENAI

Quer conferir outras oportunidades de emprego? No mundo SENAI, é possível encontrar tanto vagas abertas para estágio e outras vagas, quanto conferir a lista de cursos disponíveis no seu estado. São diversas vagas, em diferentes áreas de aprendizagem. Acesse o portal do Mundo SENAI e confira! 

BC divulga nova repescagem para saque de valores esquecidos

Quem não sacou recursos esquecidos em instituições financeiras na primeira rodada terá nova chance a partir de hoje (28). O Banco Central (BC) divulgou mais uma repescagem do site Valores a Receber. Até 16 de abril, haverá novo cronograma de agendamento de saques baseado no ano de nascimento ou de fundação da empresa.

Segundo o BC, todo mundo que fez a consulta terá de repetir o procedimento. As instituições financeiras acrescentaram informações ao sistema e pode haver novos recursos esquecidos. Mesmo quem sacou o dinheiro deve refazer a consulta.

Inicialmente, estava programada para hoje a liberação do saque para correntistas de todas as idades. No entanto, o BC mudou as regras de pagamento e divulgou novo calendário para agendar as retiradas, em etapas escalonadas conforme o ano de nascimento. Assim como nas últimas semanas, aos sábados haverá repescagem dentro da repescagem para quem perdeu a chance do agendamento.

Pelo novo cronograma, o correntista poderá agendar o saque a qualquer hora da data informada, em vez de entrar em horários determinados pelo sistema

De 17 de abril a 1º de maio, haverá uma reformulação do sistema. As consultas serão retomadas em 2 de maio, na abertura da segunda fase do programa, que incluirá mais fontes de recursos esquecidos no sistema financeiro.

Nas últimas três semanas, os correntistas puderam agendar a retirada, segundo cronograma escalonado pelo ano de nascimento ou de fundação da empresa. Nascidos antes de 1968 puderam pedir o agendamento entre os dias 7 e 12. Para nascidos entre 1968 e 1983, o processo ocorreu dos dias 14 a 19. Na semana passada, foi a vez dos nascidos a partir de 1984, entre os dias 21 a 26. As mesmas datas valem para a criação das empresas.

Para agendar o saque, o usuário deverá ter conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br. Identificação segura para acessar serviços públicos digitais, a conta Gov.br está disponível a todos os cidadãos brasileiros. O login tem três níveis de segurança: bronze, para serviços menos sensíveis; prata, que permite acesso a muitos serviços digitais; e ouro, que permite acesso a todos os serviços digitais. Após o pedido de retirada, a instituição financeira terá até 12 dias úteis para fazer a transferência. A expectativa é que pagamentos realizados por meio de Pix ocorram mais rápido.

Segundo o BC, cerca de 114 milhões de pessoas e 2,7 milhões de empresas acessaram o sistema de consultas valoresareceber.bcb.gov.br, criado para o resgate do dinheiro. Desse total, 25,9 milhões de pessoas físicas e 253 mil empresas descobriram que têm recursos a receber.

A maior parte dos recursos esquecidos, no entanto, é de pequeno valor. De acordo com levantamento do BC, saldos de até R$ 1 correspondem a 42,8% dos casos e de até R$ 10 concentram 69,7% do total.

Apesar do alto volume de consultas, o processo de agendamento de saques está sendo menor que o esperado. Até a última quinta-feira (24), apenas 2,83 milhões de pessoas físicas e 6.172 empresas haviam pedido a retirada. Dos R$ 3,9 bilhões disponíveis, foi agendado o saque de R$ 239,3 milhões por pessoas físicas e de R$ 6,3 milhões por pessoas jurídicas, até agora.

Confira abaixo o passo a passo para a retirada do dinheiro:

Passo 1
Acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br na data e no período de saque informado na primeira consulta. Quem esqueceu a data pode repetir o processo, sem esperar o dia 7 de março.

Passo 2
Fazer login com a conta Gov.br (nível prata ou ouro). Se o cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br. O BC aconselha o correntista a não deixar para criar a conta e ajustar o nível no dia de agendar o resgate. Confira aqui como aumentar o nível do login Gov.br.

Passo 3
Ler e aceitar o termo de responsabilidade

Passo 4
Verificar o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber. O sistema poderá fornecer informações adicionais, se for o caso. A primeira etapa da consulta só informava a existência de valores a receber,, sem dar detalhes.

Passo 5
Clicar na opção indicada pelo sistema:

"Solicitar por aqui": para devolução do valor pelo Pix em até 12 dias úteis. O usuário deverá escolher uma das chaves Pix, informar os dados pessoais e guardar o número de protocolo, caso precise entrar em contato com a instituição.

"Solicitar via instituição": a instituição financeira não oferece a devolução por Pix. O usuário deverá entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para combinar com a instituição a forma de retirada: Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou Documento de Crédito (DOC).

Importante: na tela de informações dos valores a receber, o cidadão deve clicar no nome da instituição para consultar os canais de atendimento.

Nova fase

Nesta primeira fase, estão sendo liberados R$ 3,9 bilhões esquecidos em instituições financeiras. Em maio, haverá nova rodada de consultas, com mais R$ 4,1 bilhões disponíveis. Na segunda etapa, serão incluídas as seguintes fontes de saldos residuais:

• cobranças indevidas de tarifas ou obrigações de crédito não previstas em termo de compromisso;
• contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas e com saldo disponível;
• contas encerradas em corretoras e distribuidoras de títulos e de valores mobiliários;
• demais situações que resultem em valores a serem devolvidos reconhecidas pelas instituições financeiras.

Além dos valores residuais em bancos, o cidadão pode ter outras fontes de dinheiro esquecido, como cotas de fundos públicos, revisão de benefícios da Previdência Social, restituições na malha fina do Imposto de Renda e até pequenos prêmios de loterias. A Agência Brasil preparou um guia para facilitar a busca por recursos adicionais.

Caixa reduz taxa de juros para financiamento imobiliário

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (24) que vai reduzir em 0,15 ponto percentual a taxa de juros do crédito imobiliário na modalidade poupança. Com a redução, as novas taxas partem da Taxa Referencial (TR) + 2,80% ao ano, somadas à remuneração da poupança. Segundo o banco, as contratações com as taxas reduzidas começarão a ser feitas partir do dia 28 de março.

Linha de crédito para PcD

O banco informou ainda que lançou linha de crédito para reforma e adaptação de imóveis próprios destinados a Pessoas com Deficiência (PcD), no âmbito do programa Casa Verde e Amarela. A nova linha também começará a ser operada a partir do dia 28 de março e vai oferecer o crédito com recursos do Fundo e Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O crédito será disponibilizado para quem tem renda bruta mensal de até R$ 3 mil e o limite de crédito será de até R$ 50 mil, limitado a 80% do orçamento da obra apresentado. O prazo para o pagamento do financiamento será de 240 meses.

Novas condições

O banco também informou que, a partir de 12 de abril, passarão a valer as novas condições para financiamento às famílias com renda entre R$ 2.000,01 e R$ 2.400,00 do Programa Casa Verde Amarela, entre elas estão: a redução da taxa de juros de 0,5 ponto percentual no financiamento habitacional; e o aumento dos subsídios para aquisição e construção de moradias, o que amplia o poder de compra das famílias.

ENTRE MUITAS VITÓRIAS, SINDUSCON CELEBRA 30 ANOS!

Estas três décadas acumulam capítulos marcados por muito trabalho, doação, associativismo e luta. Um episódio especial, que acabou representando um terço da história do sindicato, merece destaque e remete a 2009, quando o empresário João Formento foi eleito presidente da entidade. Estava dado o passo que transformaria a trajetória do Sinduscon, alçando o sindicato a um novo patamar de representação.

Com excelente trabalho realizado pelas diretorias anteriores, o Sinduscon que Formento assumiu já havia trilhado um caminho excepcional até então, de avanços expressivos, organização e conquistas valorosas ao setor. Acreditando que a entidade estava pronta para voar mais alto, ele apostou em ampliar a atuação e participação do sindicato no cenário econômico e social. Esta transformação passou pela troca de nome, que até então chamava-se “Sinduscon de Itapema”, para “Sinduscon Costa Esmeralda”, sendo mais fiel à sua base territorial composta também por Porto Belo e Bombinhas. Com isso, promoveu maior aproximação com os empresários da construção estabelecidos nestas cidades, tendo por resultado a ampliação – ao longo do tempo - em mais de 100% no número de associados.

 

ABRINDO NOVAS PORTAS

Com maior representatividade, o momento foi de ampliar as conexões e posicionar a construção civil da região nos cenários estadual e nacional. Formento filiou o Sinduscon à FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e à CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e começou a colher os frutos de um relacionamento em esferas mais elevadas, o que trouxe inúmeros ganhos. “Dentro destas instituições, tivemos a oportunidade de conhecer novas pessoas, ter acesso a informações importantes para o setor, abrir canais de diálogo não somente com as esferas político-partidárias, mas também junto ao comando de entidades intervenientes à nossa área de atuação”, relembra. As demandas, assim como as contribuições em aspectos técnicos, foram favorecidas, estabelecendo em definitivo a participação do Sinduscon Costa Esmeralda nos debates e decisões que afetavam o setor localmente e em Santa Catarina.

Comparecendo com frequência às reuniões da FIESC na capital, Formento foi eleito presidente da Câmara Catarinense da Indústria da Construção (CDIC) e, posteriormente, diretor da FIESC, cargo que ocupa até hoje. Outras importantes conquistas na sua gestão conduziram o Sinduscon aos patamares de representatividade que atualmente desfruta. Entre elas, a ampliação significativa na oferta de serviços aos empresários associados, tendo na parceria firmada com o Sesi um passo decisivo nesta área, bem como a conquista da nova sede.

Em 2016, João Formento e sua Diretoria entenderam que era momento de dotar o Sinduscon de espaço mais amplo, moderno e devidamente alinhado com os novos propósitos da instituição. Uma nova sede foi idealizada, com recursos tecnológicos e espaços adequados para realização de reuniões, cursos e treinamentos, recepção, área gourmet, sanitários com acessibilidade e salas para atendimento de serviços na área da saúde e segurança do trabalho – destinadas ao seu novo parceiro, o Sesi, e mudando em definitivo a história do sindicato.

 

DETERMINAÇÃO, CONFIANÇA E FAMÍLIA

Nascido em Tijucas e criado em Lages, Formento conheceu cedo o significado das palavras 'trabalho', 'dedicação' e 'confiança'. Começou a trabalhar aos 13 anos como engraxate, vendeu desde cocada em jogo de futebol a roupas em serrarias, e teve na figura materna sua principal inspiração. Mulher de fibra, ensinou Formento e os outros seis filhos o valor do trabalho. “Cresci num ambiente humilde, onde compreendemos que para conquistar algo precisaríamos empenhar nossa dedicação, não desanimar diante dos desafios e agir de forma correta para conquistar a confiança das pessoas, porque sem honestidade não há boas parcerias. Sem parcerias não há continuidade, e sozinhos não chegamos a lugar algum”, resume.

Aos 18 anos, prestou concurso para uma empresa nacional de telecomunicações, onde fez carreira por 25 anos. Relembra que ao receber o primeiro salário – algo como dois salários mínimos nos dias de hoje – ficou muito feliz pois nunca havia visto tanto dinheiro. “Fui pra um local reservado na empresa e comecei a pular de alegria, mas como sempre fui alto, acabei rachando a cabeça no teto. Então os colegas perguntavam o que houve e eu tinha vergonha de contar”, recorda, divertindo-se. Os anos passaram, ele se casou, entrou para a universidade, concluiu duas graduações, tornou-se empresário, pai de três filhos e construiu sua própria história de sucesso.

Hoje, aos 65 anos de idade, 23 deles dedicados à construção civil em Itapema – cidade que escolheu para empreender, viver e firmar raízes, Formento é proprietário de uma das grandes construtoras que promovem o desenvolvimento imobiliário da região, responsável pela geração de mais de 300 empregos diretos e 17 empreendimentos com 22 torres residenciais já entregues. “A prosperidade nos negócios veio com o relacionamento junto aos nossos clientes, pautado na lisura, na segurança dos contratos sempre cumpridos, e em relações duradouras... que só sobrevivem ao tempo quando estabelecemos verdadeiros laços de confiança”, completa.

Neste cenário onde desempenha tantos papéis, ele também encontra tempo para ser pai, amigo e companheiro. Vascaíno de coração, tem no futebol seu esporte favorito e exibe com orgulho a condecoração recebida pela marca dos mil gols alcançados ao longo dos muitos anos que jogou futebol - um dos seus hobbies favoritos. Perguntado o que guarda no coração, ele resume: “O amor pela minha família, pelo Vasco da Gama e sonhos, ainda muitos sonhos por realizar”, finaliza.

BR do Mar: prevaleceu o bom senso

                                                                                    Liana Lourenço Martinelli (*)
            SÃO PAULO – Finalmente, o Congresso acabou por derrubar o veto presidencial ao Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto), previsto no projeto de lei que cria o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem, mais conhecido como BR do Mar. De acordo com associações empresariais, o veto, se confirmado, iria redundar num “apagão” de investimentos nos portos. Com isso, a vigência do Reporto, que havia sido extinto no fim do ano passado, fica ampliada até dezembro de 2023.
            O desastre seria de tal monta que o próprio governo federal entendeu a estultice da medida e passou a defender também a derrubada do veto que ele mesmo deu ao Reporto, sob a alegação de que o regime contrariaria a lei de responsabilidade fiscal.  Como se sabe, o Reporto suspende quatro impostos referentes à importação de máquinas e equipamentos pelos terminais portuários: Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
            Além de ampliar o prazo de duração do Reporto, os parlamentares definiram que o benefício também passará a valer para empresas de dragagem, recintos alfandegados de zona secundária e centros de formação profissional e treinamento multifuncional do trabalhador portuário.
            De acordo com a justificativa apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro com base em orientação do Ministério da Economia, a proposição incorreria em vício de inconstitucionalidade e em contrariedade ao interesse público, já que implicaria em renúncia de receitas.  Mas, no fim, acabou por prevalecer a orientação do Ministério da Infraestrutura, que defende maiores investimentos em portos, rodovias e ferrovias.
            O Congresso também rejeitou o veto ao dispositivo relacionado ao Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que trazia regras de cálculo de frete nas navegações. O governo alegou que o dispositivo incorreria em vício de inconstitucionalidade e em contrariedade ao interesse público, pois acarretaria renúncia de receitas sem a apresentação da estimativa do impacto orçamentário e das medidas compensatórias. Para navegações de longo curso, de cabotagem e as fluviais e lacustres (quando do transporte de granéis sólidos e outras cargas nas regiões N orte e Nordeste), as alíquotas serão de 8%, enquanto para o transporte de granéis líquidos nos rios e lagos das regiões Norte e Nordeste, a taxa será de 40%.
            Já o veto do presidente da República ao trecho que determinava que a tripulação dessas embarcações deveria ser composta de, no mínimo, 2/3 de brasileiros foi mantido pelo Congresso. Com o veto, as embarcações alugadas só precisam reservar obrigatoriamente aos brasileiros os postos de comandante, mestre de cabotagem, chefe de máquinas e condutor de máquinas.
            É de se ressaltar que essas decisões do Congresso representaram uma vitória das entidades do setor portuário, especialmente da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), que procuraram mostrar incansavelmente aos congressistas a importância do benefício do Reporto para o crescimento dos portos e do País.
            Segundo cálculos da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), sem o Reporto, com a incidência daqueles impostos, os materiais de movimentação de cargas sofreriam um aumento de 40% no preço de importação, o que poderia provocar um congelamento em investimentos da ordem de R$ 2 bilhões, já que haveria a necessidade de reequilíbrio dos contratos, tendo em vista que foram firmados considerando a vigência daquele regime tributário. Além disso, cresceria a insegurança jurídica, o que poderia provocar uma fuga de investidores no País.
            Diante disso, o que se pode concluir é que, de fato, houve um gesto de grandeza do presidente da República, que não se constrangeu em voltar atrás nos vetos que apresentara a diversos itens do projeto BR do Mar. A partir daí, o que se espera é que o País seja amplamente beneficiado por essas medidas.
__________________________________
(*) Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: lianalourenco@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br
 

Câmara Portuguesa de São Paulo recebe reconhecimento em Portugal

“A Câmara Portuguesa foi reconhecida na Portaria n.º 109/2022 do Diário da República como câmara de comércio e indústria portuguesa no estrangeiro. Agora a associação dispõe de representação em Portugal e é declarada como utilidade pública no país.

Confira um trecho da nota: “A Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, [...] com sede na cidade de São Paulo, vem desenvolvendo ao longo da sua existência uma relevante atividade no que respeita à promoção das relações bilaterais entre o Brasil e Portugal, designadamente através da realização de distintas iniciativas, como a organização de conferências, seminários e missões empresariais. Tem-se afirmado como uma entidade de referência, que congrega empresas representativas do investimento direto português no Brasil, bem como entidades brasileiras interessadas em iniciar atividade em Portugal, sendo um parceiro muito relevante da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E. P. E., na promoção da internacionalização das empresas e da economia portuguesa no mercado do Estado de São Paulo e do Brasil.”

O documento completo está disponível em: https://data.dre.pt/eli/port/109/2022/03/09/p/dre/pt/html

Setor supermercadista foi o que mais gerou empregos durante a pandemia

Em plena pandemia do novo coronavírus, o setor de supermercados foi o maior gerador de empregos no país, com 156.120 novos postos gerados, sendo 57.214 novas vagas, em 2020, e 98.906, em 2021. O setor foi responsável por 6,1% do total de novos postos de trabalho no período 2020/2021, de acordo com o Mapa dos Empregos no Setor de Supermercados, realizado pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserrj) em conjunto com a consultoria Future Tank.

O economista Guilherme Mercês, um dos sócios-fundadores da Future Tank, disse hoje (21) à Agência Brasil, que em termos relativos, considerando o total de empregos gerados nos estados, o Rio de Janeiro deteve a maior participação do setor supermercadista na oferta de novas vagas de trabalho nos últimos dois anos, com 11.120 novos postos de trabalho (41% do total), respondendo por dois de cada cinco empregos abertos no território fluminense. Em 2020, foram gerados 2.483 vagas e, no ano seguinte, 8.637.

O setor supermercadista foi o que mais gerou empregos em sete outros estados brasileiros durante a pandemia: Piauí (21%), com 3.504 vagas; Rondônia (13%), com 1.838; Maranhão (12%), com 6.860; Amazonas (11%), com 4.774; Pará (11%), com 10.819; Pernambuco (8%), com 6.377; e Ceará (7%), com 6.495 postos.

Destaque

Segundo o economista, o setor de supermercados foi o grande destaque na pandemia, em 2020 e 2021 somados, porque “ele foi a grande resistência de emprego e da renda. Em 2020, enquanto a maioria dos setores demitiu, o setor de supermercados contratou. Em 2021, ele repetiu esse desempenho e contratou novamente”.

Os supermercados ficaram entre os dez setores mais geradores de postos de trabalho em 57 dos 92 municípios fluminenses, nos últimos dois anos. Lideraram as contratações nas regiões metropolitana (7.731) e serrana (621). O setor foi o primeiro contratador também em termos de municípios, com 3.032 novos empregos na capital fluminense; 1.276, em São Gonçalo; 854, em Nova Iguaçu; 459, em São João de Meriti; 427, em Petrópolis; 419, em Teresópolis.

Transporte de carga

O segundo maior setor gerador de empregos em 2020 e 2021, foi o de transporte de carga rodoviária, com 136.423 novas vagas. “O cenário de pandemia levou as pessoas a ficarem mais trancadas em casa e a demanda por logística de entrega aumentou muito”, disse Mercês.

A pesquisa ressalta também que os supermercados estão entre os dez maiores geradores de vagas em todos os estados do país. Em termos absolutos, os campeões do ranking em 2020 e 2021 foram São Paulo, com 30.989 postos gerados; Minas Gerais (17.511); Rio de Janeiro (11.120): Pará (10.819); e Rio Grande do Sul (9.757).

O estudo se baseou em dados oficiais do Novo Caged, que é a geração das estatísticas do emprego formal por meio de informações captadas dos sistemas eSocial, Sistema do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Empregador Web.

O presidente da Asserj, Fábio Queiróz, afirmou que o setor de supermercados teve um “papel social e econômico fundamental na pandemia, não só pela sua função de abastecimento da população, mas também por ter sido um dos pilares em termos de geração de emprego e de renda no Brasil, principalmente no estado do Rio de Janeiro”.

Feira

Fábio Queiróz acredita que o setor supermercadista vai continuar contribuindo para o desenvolvimento econômico e social dos estados. Disse que uma prova é a realização, por Asserj e Base Promoções, da 32ª Super Rio Expofood, aberta hoje (21) no Riocentro, que está gerando em torno de 8 mil empregos diretos e indiretos. A feira é considerada o melhor evento do setor da América Latina e marca a retomada das feiras de negócios no Brasil, com a presença de mais de 500 expositores.

A feira se estenderá até o próximo dia 23. Nesta edição, a Super Rio Expofood terá pela primeira vez em sua história um espaço dedicado a negócios internacionais, o IMex Trade, cujo objetivo é levar o varejo fluminense a aumentar seus negócios no mercado mundial. O público presente terá a oportunidade de conhecer os lançamentos do mercado, as soluções financeiras e as tendências tecnológicas para a categoria.

Santa Catarina fortalece atividade de piscicultura com apoio do Senar/SC

Aperfeiçoar a gestão, proporcionar o aumento da produção e fomentar a renda líquida das propriedades rurais catarinenses. Com esse foco, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), promove em parceria com os Sindicatos Rurais o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) com foco para a piscicultura. Atualmente são atendidos 6 grupos com 150 produtores de 28 municípios do Estado.

Entre as turmas que iniciaram neste ano está a de Rio Fortuna, no sul catarinense, formada por 30 piscicultores que participaram de recente evento de sensibilização.  A iniciativa conta com a parceria do Sindicato Rural do município e o técnico que atenderá o grupo é o engenheiro de Pesca Anderson de Souza Correa. “Trata-se da quarta turma de ATeG Piscicultura na região, que vem crescendo e fortalecendo a cadeia produtiva de forma significativa”, destaca a supervisora regional do Senar/SC, Sueli Silveira Rosa, que esteve presente no evento acompanhada pelo supervisor técnico Jaison Bus e pelo presidente do Sindicato Silvestre Tenfen, entre outras lideranças.

A Assistência Técnica e Gerencial é um processo educativo que visa atender aos produtores rurais com uma metodologia fundamentada em ações de diagnóstico, planejamento, adequação tecnológica, formação profissional do produtor e análise de resultados.

RESULTADOS ATEG

A assistência técnica e gerencial com foco para a piscicultura iniciou no ano de 2016 e já apresenta resultados significativos para a cadeia produtiva da área em Santa Catarina. “Observamos uma produção mais qualificada e com melhoria significativa na produtividade. As orientações e o acompanhamento dos técnicos, de fato, são colocadas em prática e isso resulta em inovações no manejo, na qualidade da alimentação e da água, no desenvolvimento dos peixes, na gestão dos negócios, entre outros aspectos”, destaca a coordenadora estadual da ATeG no Estado, Paula Araújo Dias Coimbra Nunes.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, ressalta que, além de ser uma importante atividade econômica que gera trabalho e renda, o pescado é um alimento de qualidade, que pode contribuir para a segurança alimentar e saúde da população. “A ATeG cumpre muito bem seu papel e, por isso, seguiremos firmes oferecendo suporte técnico para ajudar a garantir qualidade, produtividade e renda aos piscicultores”.

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, reforça o compromisso de seguir firme nas ações de promoção, defesa e representação dos interesses dos produtores rurais. “A assistência técnica e gerencial é uma das ações que desenvolvemos para fortalecer a cadeia produtiva, não somente da piscicultura, como das demais áreas atendidas. Estamos satisfeitos com os resultados deste importante projeto e, por isso, abrimos constantemente oportunidades para novos grupos”.

Terceirização total da cadeia logística

“A Intermodal desse ano foi emblemática, porque nos aproximou dos clientes e parceiros, depois de quase dois anos de pandemia do Covid-19 sem contato presencial. Essa proximidade com o mercado é fundamental para a retomada dos negócios”, avaliou Lourival Martins, presidente e fundador do Grupo Martins.

Martins vai se apresentou na Intermodal 2022 como uma empresa de logística internacional inserida nas grandes transformações de tecnologia e modernização na forma de prestar serviços para o setor.

 O objetivo foi mostrar ao mercado que a empresa passou a fazer parte de um restrito grupo de operadores logísticos, que atua, com estrutura própria, em todas as etapas da cadeia do comércio exterior, oferecendo soluções logísticas 3PL e Supply Chain.

“Recebemos muitos pedidos de cotação de novas empresas, interessadas em terceirizar a sua logística internacional, a maior parte para importação de produtos e transporte de cargas”, afirmou o executivo

Para a Martins, a Intermodal desse ano foi mais seletiva e qualificada. “Ainda estamos em pandemia, por isso acredito que quem visitou a feira tinha a intenção real de realizar negócios”, avaliou Lourival Martins.

 

TERCEIRIZAÇÃO DA LOGÍSTICA

“Temos condições hoje de assumir toda a área de logística internacional do cliente, door to dooor, deixando-o tranquilo para se dedicar à natureza do seu negócio. Ser 3PL, ter Gestão Completa de Serviços Logísticos, significa que alcançamos o objetivo estratégico de conseguir maior amplitude de mercado, melhor serviço e flexibilidade. Tudo isto ao mais baixo custo possível”, explicou Lourival Martins.

Nos últimos cinco anos, antes da pandemia do Covid-19, o Grupo Martins investiu significativamente para consolidar o seu posicionamento. A empresa montou sua própria área de agenciamento de carga e frete internacional, e fortaleceu as atuações no desembaraço aduaneiro, no transporte rodoviário nacional, e na armazenagem geral. “Investimos em tecnologia e sistemas que nos permitem acompanhar todo o processo logístico on-line, dando feedback em tempo real ao cliente”, destacou o executivo.

MTur e UNESCO lançam edital para apoiar o desenvolvimento do cicloturismo no Brasil

A

fim de desenvolver o cicloturismo no Brasil, o Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) vão selecionar empresa para mapear este segmento no país. O objetivo da contratação é gerar informação e conhecimento para estimular a inovação e o aprimoramento de produtos turísticos para este segmento, uma das tendências do mercado.

O contrato previsto no edital terá duração de 180 dias. Além do mapeamento da oferta e da demanda por cicloturismo no país, a empresa contratada deverá identificar mercados estratégicos e propor ações promocionais e de apoio à comercialização para o posicionamento competitivo do cicloturismo brasileiro. Ao final do contrato, também deverá entregar subsídios para a construção de um portfólio de destinos, produtos, experiências e eventos relacionados ao segmento.

Os interessados devem encaminhar proposta técnica e documentação financeira até as 18h do dia 5 de abril, por meio da plataforma de licitação da Unesco

A Revista de Tendências do Turismo, lançada pelo MTur no último mês, aponta o cicloturismo como um segmento em alta para 2022.

O secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, Fábio Pinheiro, aponta que os resultados do mapeamento deverão “contribuir para nortear as políticas públicas e subsidiar as ações de investimento, de marketing e promoção junto à iniciativa privada e turistas potenciais”.

Já a Diretora do Departamento de Inteligência Mercadológica e Competitiva do Turismo, Nicole Facuri, ressalta que este projeto contribuirá para o aumento da competitividade do turismo brasileiro, uma vez que o cicloturismo reúne os elementos necessários para impulsioná-lo. “Conhecer melhor o mercado que envolve o cicloturismo significa poder estabelecer as melhores estratégias de promoção para esse segmento, que se destaca entre as tendências dentro do Ecoturismo e do Turismo de Aventura”, destacou.

O edital faz parte do Projeto de Cooperação Internacional, firmado entre o Ministério do Turismo, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) e a UNESCO para a promoção do turismo nos sítios do patrimônio cultural e natural, da economia criativa e de outras políticas vinculadas ao turismo e ao desenvolvimento sustentável.

Com informações do Ministério do Turismo

Programa AgroResidência capacita jovens para o mercado de trabalho

O Programa de Residência Profissional Agrícola, o AgroResidência, completa um ano e comemora os resultados alcançados: mais de 90 jovens residentes conquistaram um emprego com a experiência adquirida durante as atividades.

Lançado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o programa tem como objetivo qualificar jovens estudantes e recém-egressos dos cursos de ciências agrárias e afins, inserindo-os no ambiente real de trabalho. Com treinamento prático, orientado e supervisionado, o AgroResidência propicia o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao exercício profissional.

“É um programa que pega o jovem no último ano ou recém-formado e, junto à universidade, o prepara para ele dar assistência técnica a algumas Unidades Residentes, como empresas e cooperativas. Isso tem dado resultado e esse jovem está empregado”, ressalta a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

Bolsas

O programa destina bolsas para residentes de cursos técnicos de nível médio, no valor de R$ 900; e de nível superior, no valor R$ 1.200. A carga horária de trabalho dos residentes é de 40 horas semanais. Também são custeadas bolsas para professor orientador, que corresponde ao valor de R$ 200 por orientado. Cada professor deve orientar entre cinco (mínimo) e dez (máximo) residentes, sendo assim, a bolsa pode variar de R$ 1 mil a R$ 2 mil.

Atualmente, o programa conta com mais de 100 projetos de residência profissional agrícola, desenvolvidos em parceria com instituições de ensino em diversos estados do Brasil. Cada projeto leva em conta as características das atividades agropecuárias da região onde é implementado. Até 2023, serão atendidos mais de 1.300 beneficiários com as atividades de qualificação técnica desenvolvidas pela política pública.

Os jovens interessados na residência profissional agrícola devem entrar em contato com as Instituições de Ensino contempladas pelos editais para obter informações sobre a seleção de residentes. Cada Instituição é responsável por determinar os próprios critérios e procedimentos de seleção, respeitando o estabelecido pelo programa.

Com informações da Casa Civil

Grupo Koch anuncia loja do Komprão Koch Atacadista em Itajaí

Considerada a cidade com maior renda per capita e o 2º maior PIB (Produto Interno Bruto) de Santa Catarina, com uma economia sólida e dinâmica e movida pela  atividade portuária e industrial, impulsionando o setor de serviços, Itajaí irá receber mais uma unidade do Grupo Koch. Desta vez, uma loja da sua bandeira atacadista, o Komprão Koch Atacadista, seguindo assim o plano de expansão do Grupo para este ano.

Localizado na Rua Vereador Abrahão João Francisco, 2805, Centro, o novo Komprão Koch Atacadista terá 8 mil metros quadrados e um mix de 10 mil itens. Além disso, promete aquecer a economia da região com a geração de 180 novos postos de trabalho. “A cada nova unidade, conseguimos levar para as comunidades um pouco da nossa cultura, bem como oportunidades reais de carreira e crescimento profissional. Certamente, em Itajaí não será diferente”, destaca José Koch, presidente do Grupo Koch. O Komprão Koch Atacadista de Itajaí terá um investimento de aproximadamente 29 milhões e o complexo ainda contará com seis lojas anexas. 

 

Geração de emprego

Para esta nova unidade, há oportunidade para diferentes funções como gerente e subgerente de loja; vendedor de atacado, estoquista, repositores, operadores de caixa, auxiliar de limpeza, Pessoas com Deficiência (PCD's) dentre outras. Os interessados em fazer parte do time de colaboradores do Grupo Koch podem candidatar-se através deste link e cadastrar seu currículo. 

Aos novos colaboradores, o Grupo Koch oferece uma série de benefícios como Bônus no cumprimento de metas; Unimed; Plano odontológico; Bolsa de estudos; Quinquênio; Progressão profissional; auxílio creche; treinamentos; vale transporte, e outros. 

 

Sobre o Grupo Koch

O Grupo Koch, com 28 anos de história, está presente em 24 diferentes cidades da Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Região Norte de Santa Catarina, com 44 lojas de atacado e varejo, através das bandeiras Komprão Koch Atacadista e SuperKoch e conta com mais de 6 mil e 200 colaboradores. 

 

Vagas em aberto | Itajaí

 

  • Gerente de loja
  • Gerentes de setor
  • Subgerente de loja
  • Supervisores de Setor
  • Assistentes de setor
  • Vendedor de atacado
  • Estoquista
  • Conferente de mercadorias
  • Fiscal de prevenção e perdas
  • Fiscal de caixa
  • Atendentes de Carnes
  • Repositores
  • Operadores de Caixa
  • Empacotadores
  • Auxiliar de limpeza
  • Pessoas com Deficiência (PCD's)


 

RODADA DA CONSTRUÇÃO: EVENTO AQUECE A ECONOMIA E DEVE GERAR R$ 1,8 MILHÃO EM NEGÓCIOS

Construtoras e fornecedores do setor estarão reunidos amanhã (17.03) na 7a Rodada de Negócios da Construção Civil de Itajaí. A expectativa é gerar cerca de R$ 1,8 milhão em negócios envolvendo o fornecimento de insumos à construção. O evento ocorre anualmente e reúne - de um lado - fornecedores regionais e nacionais, e – de outro -  construtoras que atuam em Itajaí, Navegantes, Penha e Balneário Piçarras. O evento é uma parceria entre o Sinduscon da Foz do Rio Itajaí e a empresa Messe Brasil, que acumula 25 anos de expertise na promoção de eventos empresariais.

Total de 23 construtoras e 32 fornecedores confirmaram presença na rodada, que acontece no Sandri Palace Hotel ao longo de todo o dia. O diretor da Messe Brasil, Luiz Felipe Lepeltier, comenta que durante as rodadas muitos contratos são assinados ali mesmo, e mais da metade dos fornecedores agendam visitas futuras com as construtoras. “Acreditamos que esta sétima edição será uma das melhores, pois o mercado de Itajaí e região nunca esteve tão aquecido e em evidência como agora”, enfatiza.

O presidente do Sinduscon, engenheiro Bruno Pereira, reforça que oportunizar momentos como este faz parte do escopo da entidade. “As construtoras associadas não têm custo algum para participar da programação, que envolve o acesso direto aos fornecedores num ambiente ideal para os negócios, além de troca de ideias durante o coffee break e almoço também oferecidos pelo evento”, completa. Para o presidente, neste momento em que o setor sofre a alta no preço de insumos, agravado pelos impactos da crise na Europa que reflete nos derivados de petróleo e importantes commodities para o setor, é muito importante ao empresário ter acesso a novos fornecedores e negociar de perto parcerias que representem maior equilíbrio aos custos das construtoras.  

COMO FUNCIONA?

Dinamismo é a palavra que melhor define o evento. Durante a rodada, os envolvidos participam de inúmeras reuniões, com duração média de 10 minutos cada, garantindo melhor aproveitamento de tempo e recursos. Conforme informa a gestora do evento, Rita Amato, para amanhã serão geradas 620 reuniões. Os representantes das construtoras ocupam mesas redondas individuais, e os fornecedores vão se revezando para apresentação de seus produtos e serviços aos clientes em potencial. O encontro permite demonstração e distribuição de material promocional, além de propiciar melhor conhecimento do mercado, fortalecimento de network e aumento na carteira de clientes – para quem está vendendo - e fornecedores – para quem está comprando.

 

GRANDES QUESTÕES DO AGRO EM PAUTA

As principais questões que impactam o agronegócio catarinense e brasileiro estarão em pauta no Seminário Estadual de Líderes Rurais que a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC) promovem nesta sexta-feira (18 de março), a partir das 8h30 da manhã, no Favorita Golden & Eventos, em São José, na Grande Florianópolis.

O Seminário reunirá exclusivamente os dirigentes dos Sindicatos Rurais do Estado.

A programação terá início às 8h30 com abertura conduzida pelo presidente do Sistema FAESC/SENAR-SC, José Zeferino Pedrozo.

Na sequência, um dos maiores especialistas brasileiros em agronegócio, o professor Marcos Favas Neves, palestrará sobre o tema “Cenário macroeconômico e seu impacto no agronegócio”.

Em seguida, o deputado estadual Valdir Cobalchini falará sobre as mudanças no Código Ambiental catarinense, cuja atualização foi recentemente aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

A última preleção será do delegado da Polícia Civil Fernando Callfass que apresentará a recém-criada Delegacia de Polícia Virtual de repressão aos crimes contra o agronegócio.

A partir das 11 horas terá início a assembleia geral ordinária da FAESC, seguida por almoço de encerramento.

 

    A assembleia será realizada de forma presencial respeitando todos os protocolos de saúde exigidos neste momento de pandemia da covid-19 e, por isso, a participação será limitada a apenas um representante por Sindicato Rural (presidente ou substituto legal). 

Em um ano, índice de atividades turísticas cresce 29,1% no Brasil
Na comparação entre os meses de janeiro de 2022 e de janeiro 2021, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 29,1%. O percentual, divulgado nesta quarta-feira (16/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é três vezes maior do que o registrado no mesmo período por todo o setor de serviço (9,5%). Segundo o estudo, o número foi impulsionado, principalmente, pelos segmentos de transportes aéreo e rodoviário coletivo de passageiros, hotéis, restaurantes e locação de automóveis.
Quando analisado por estado, Minas Gerais (49%) e Rio Grande do Sul (40,8%) aparecem no topo dos que mais avançaram. Na sequência, aparecem São Paulo (38,9%), Bahia (21,2%) e Rio de Janeiro (12,6%). Apesar dos altos índices, quando comparados com o mesmo período dos últimos anos, o turismo baiano (-3,9%) e o mineiro (-2,4%) tiveram queda em relação a dezembro de 2021. Já o Brasil cresceu 1,1%, oitava taxa positiva nos últimos nove meses.
Em 2021, o Brasil encerrou o ano com alta de 21,1% no Índice de Atividades Turísticas, confirmando a tendência de recuperação do setor. Dados que refletem a movimentação de turistas no Brasil corroboram as perspectivas de recuperação do setor. Ao longo de 2021, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por exemplo, mais de 62,5 milhões de pessoas foram transportadas nos aeroportos do país, número que representa um crescimento de 20,4% na comparação com o ano anterior (51,9 milhões de passageiros).
PMS
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) produz indicadores que possibilitam acompanhar o comportamento do setor de serviços, no qual o turismo está incluído. São acompanhadas cinco principais atividades: serviços prestados às famílias; serviços de informação e comunicação; serviços profissionais, administrativos e complementares; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; e outros serviços.
Com informações do Ministério do Turismo
Porto de São Francisco do Sul mostra sua potencialidade na maior feira logística e de comércio exterior da América

O Porto de São Francisco do Sul participa da 26ª Intermodal South America  com um estande no São Paulo Expo, entre os dias 15 e 17 de março, das 13h às 21h. 

Nesta edição, o espaço de São Francisco, localizado na Rua C, nº 70 (C-7), estará integrado ao da SCPAR Porto de Imbituba (C-71).

Após três anos sem ocorrer o evento, em função da pandemia, a Intermodal volta a reunir mais de 200 marcas nacionais e internacionais e tem expectativa de receber milhares de visitantes. 

Todos os protocolos contra Covid-19 serão adotados, como o uso obrigatório de máscara e a exigência de apresentação do comprovante do esquema vacinal completo contra a Covid-19. 

Além disso, a Intermodal será híbrida, com programação presencial e online da plataforma de relacionamento, impulsionando negócios, parcerias e networking.

Acesse o site www.intermodal.com.br e faça seu credenciamento. Esperamos você com um espaço especialmente preparado para apresentar o Porto de São Francisco do Sul e suas potencialidades.

 
Porto Itapoá amplia horário de abertura de Gate

Desde janeiro de 2022, o Porto Itapoá, em busca de melhorar o atendimento aos clientes, realiza a abertura do Gate também aos domingos, com horário das 13h às 19h para operações de entrada e saída de contêineres, com o objetivo de atender o maior número de clientes possível e facilitando as programações logísticas.

As janelas são disponibilizadas com 96h de antecedência, seguindo com 2 janelas de atendimento, das 13h às 15h59 e das 16h às 18h59. Dia após dia o Porto Itapoá busca melhorar todo atendimento e operação, visando a entrega de maior performance e maior resultado.

ESTANDE DA PORTOS RS RECEBE VISITA DE AUTORIDADES DO SETOR NO PRIMEIRO DIA DA INTERMODAL 2022

A maior feira de logística e transporte da América Latina abriu as portas de sua 26ª edição nesta terça-feira (15). Desde as primeiras horas, os corredores do São Paulo Expo estiveram movimentados e o mesmo aconteceu o com o estande da Portos RS que durante todo o dia recebeu a visita de autoridades, clientes e possíveis investidores.

Passaram pelo local já no primeiro dia o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Eduardo Nery, o coordenador-geral de modelagem da Antaq, Alessandro Alencar, o ex-diretor da agência reguladora, Adalberto Takarski, e o diretor-presidente do Porto do Recife, José Lindoso de Albuquerque Filho.

Além deles, também prestigiaram o espaço a chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Portos (SNP), Rita Munsk, que representou o secretário nacional de portos, Diogo Piloni. Ela esteve acompanhada do presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) dos portos de Salvador e Aratu, Júlio Dias.

O superintendente da Portos RS, Fernando Estima, e o diretor de portos interiores, Bruno Almeida, também participaram da solenidade de abertura, ocorrida no final da manhã. Além da movimentação nos corredores, muitas reuniões foram realizadas no estande ao longo do primeiro dia com a apresentação dos potenciais dos portos gaúchos aos investidores.

A feira segue nesta quarta (16) e quinta-feira (17), no horário das 13h às 21h, e o estande da Portos RS está localizado no corredor E, número 101. O credenciamento de visitantes pode ser feito através do site www.intermodal.com.

Exportações do agronegócio ultrapassam US$ 10 bilhões em fevereiro e batem recorde para o mês

Em fevereiro deste ano, as exportações do agronegócio alcançaram cifra nunca obtida para meses de fevereiro, atingindo o valor recorde de US$ 10,51 bilhões (+65,8%). O maior valor exportado em fevereiro havia sido registrado em 2019 (US$ 6,84 bilhões). O resultado foi US$ 4,17 bilhões superior aos US$ 6,34 bilhões do mesmo período de 2021.

O crescimento das exportações foi motivado pelo aumento dos preços médios dos produtos exportados (+24 %), e pela alta na quantidade exportada (+33,7%). 

As importações do agronegócio alcançaram US$ 1,25 bilhão em fevereiro de 2022 (-2,1%). 

O recorde das exportações de fevereiro de 2022 elevou a participação do agronegócio no total das vendas externas do país para 45,9% do valor total exportado. Em fevereiro de 2021, a participação foi de 38,7%.

Conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as exportações tiveram desempenho favorável com destaque para a soja em grãos, carne bovina in natura, café verde, farelo de soja, carne de frango in natura e trigo.

Soja em grãos e farelo
Segundo nota da SCRI, o volume recorde de soja em grão no mês de fevereiro explica grande parte da expansão do índice de quantum das exportações do agronegócio (+3,63 milhões de toneladas, que resultaram em exportações de 6,27 milhões de toneladas).

A China é, historicamente, a maior importadora de soja em grãos do Brasil. No mês de fevereiro, o país asiático adquiriu US$ 2,17 bilhões (+186,6%) ou 4,3 milhões de toneladas (+129,6%). Este volume representou 69,1% da quantidade que o Brasil exportou ao mundo.

As vendas externas de farelo de soja também alcançaram recorde, com registros de US$ 699,62 milhões em exportações (+50,2%), fruto da elevação de 52,8% no volume embarcado. A União Europeia foi a maior compradora, com US$ 285,33 milhões (+10,7%), seguida por: Indonésia (US% 118,63 milhões; +5,3%); Tailândia (US$ 99,62 milhões; +327,3%); e Vietnã (US$ 77,62 milhões; +5.144,5%).

Carne bovina e de frango
Outro desempenho positivo foi a da carne bovina, com crescimento das vendas externas de 75,1%, atingindo US$ 965,02 milhões. O volume exportado aumentou 42% e o preço médio de exportação 23,3%.

A China foi responsável pelo forte desempenho das exportações de carne bovina in natura. Os registros de vendas ao país asiático subiram de US$ 261,79 milhões (fevereiro/2021), ou 56,41 mil toneladas, para US$ 546,49 milhões (fevereiro/ 2022) (+108,7%) ou 87,1 mil toneladas (+54,4%).

As vendas externas de carne de frango subiram de US$ 510,58 milhões (fevereiro/2021) para US$ 643,11 milhões (fevereiro/2022), alta de 26%. O incremento do preço médio de exportação foi de 18,8%, e o volume exportado aumentou 6,0%.

O principal destino foi o mercado chinês, com exportações de US$ 85,58 milhões (-0,9%). Outros mercados que adquiriram o produto foram: Emirados Árabes (US$ 80,71 milhões; +132,9%); Japão (US$ 48,13 milhões; -16%); México (US$ 45,41 milhões; +832,1%); Arábia Saudita (US$ 43,6 milhões; -42,3%); e União Europeia (US$ 32,67 milhões; +117,6%).

Café verde
As exportações brasileiras de café verde registraram aumento de preços de 83,5%. Desta forma, o Brasil exportou 208,5 mil toneladas de café verde, expansão de 9,1% no volume vendido ao exterior em relação a 2021.

Com forte aumento nos preços médios de exportação e expansão do volume exportado, houve registro recorde das vendas externas de café verde, que chegou a US$ 828,05 milhões em fevereiro (+100,2%).

Trigo
O Brasil é, tradicionalmente, importador do produto. Em fevereiro de 2022, as exportações do cereal superaram as importações: US$ 246,3 exportados (836,6 mil toneladas), contra US$ 141,58 milhões importados (498,8 mil toneladas).

Em janeiro e fevereiro de 2022, as exportações recordes de trigo, em valor e em volumes (1,48 milhão de toneladas; + 184,2%), apresentaram como principais destinos: Arábia Saudita (US$ 85,63 milhões; 19,6% de participação); Marrocos (US$ 68,16 milhões; 15,6%); e Indonésia (US$ 65,70 milhões; 15%).

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Reforma Tributária: temor por aumento na carga tributária não se justifica, diz Destrava Brasil

A Proposta de Emenda Constitucional 110/2019 deverá ser votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (16). O texto propõe uma reforma tributária que visa modernizar o modelo de cobrança de impostos no Brasil. 

Ao longo dos debates sobre o tema, uma questão que preocupa alguns setores é se haverá elevação da carga tributária e perda de competitividade das empresas. No entanto, economistas e parlamentares já destacaram que isso não ocorrerá. Um deles é o fundador do movimento Destrava Brasil, Luiz Carlos Hauly. 

“Não há nenhum temor de aumento de carga tributária porque é a renda das famílias, que chega a consumir 61% do PIB anualmente, que paga os impostos no Brasil. As empresas são meras repassadoras desses impostos. Aqui não se disputa quem é mais ou menos tributado. Nós queremos diminuir a tributação, por meio da otimização do sistema tributário brasileiro e da cobrança dos impostos”, considera. 

De acordo com o movimento, entre as prioridades da reforma tributária está acabar com a inadimplência e a renúncia fiscal que sobrecarregam em cerca de 30% por ano os impostos embutidos nos preços dos bens e serviços consumidos por 80 milhões de famílias brasileiras. Na avaliação de Hauly, a medida também combate a sonegação.  

Segundo o relator da PEC 110, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), a medida sugere a adoção de uma tecnologia avançada para a cobrança automática de tributos na quitação de notas fiscais. Trata-se do modelo Abuhab, que está sendo analisado por outras comissões do Senado.  

“O fato de sairmos do analógico para o digital já é um ganho extraordinário. O mundo é digital. Como é que nós podemos estar no sistema tributário analógico? O desafio tributário sempre foi rastrear o produto. Seja uma caneta, seja o que for. E, para isso, você tinha barreiras fiscais, você tinha nota fiscal eletrônica, código de barra mais recentemente. O fato é que muitos produtos ficavam fora da tributação”, destaca.  

Análise do Destrava Brasil listou os benefícios da PEC 110

  • Devolução imediata dos créditos financeiros do IBS/CBS na aquisição dos bens do ativo fixo (máquinas e equipamentos); 
  • Devolução imediata dos créditos financeiros do IBS/CBS nas exportações; 
  • Manutenção dos regimes diferenciados e privilegiado para as micro e pequenas empresas, da Zona Franca de Manaus, da agricultura, pecuária, atividades agroindustriais, pesqueiras e florestais;
  • Adequado tratamento tributário às sociedades cooperativas; 
  • Adequado tratamento aos Fiscos da União, Estados e Municípios. 



Fonte: Brasil 61

Saiba quais são as melhores cidades para se empreender no Brasil em 2022

São Paulo, Florianópolis e Curitiba são as melhores cidades para se empreender no Brasil em 2022. É isso que mostra o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) 2022, publicado nesta quarta-feira (16) pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e pela Endeavor, uma rede de empreendedores que atua no Brasil há 20 anos. 

Para a viabilizar a pesquisa, foram considerados os cem municípios brasileiros mais populosos. O que não significa, na visão do coordenador-geral de pesquisa da Enap, Cláudio Shikida, que os demais municípios não tenham potencial empreendedor. “Fazer em todos os municípios do Brasil é nossa meta. Acredito que no interior também tenham muitos casos de empreendedorismo, mas que são difíceis de captar pelo tamanho da amostra que foi possível trabalhar nesta edição da pesquisa”, pondera Shikida. 

O Índice das Cidades Empreendedoras está na sexta edição e a Enap participa desde o ano passado. Nesta sexta edição, para fazer o ranqueamento, a pesquisa considerou os determinantes: ambiente regulatório; a infraestrutura; mercado; acesso à capital; inovação; capital humano; e cultura empreendedora - parâmetros inspirados por critérios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).  Esta foi a primeira vez que a pesquisa mostrou um comparativo com o ano anterior. 

Os municípios que melhoraram o desempenho de 2020 para 2021 e passaram a integrar a lista dos ambientes mais favoráveis ao empreendedorismo foram Belo Horizonte, Joinville e Cuiabá. Já os que mudaram a posição e não estão mais entre os dez primeiros colocados são Brasília, São Bernardo do Campo, Jundiaí e Rio de Janeiro (veja a lista com o comparativo ao final da matéria).

Para a diretora de Altos Estudos da Enap, Diana Coutinho, o resultado não significa, necessariamente,  que as cidades que não figuram mais entre as dez pioraram. “Como nós deixamos todas as variáveis que compõem o ICE abertas, o gestor consegue ver onde que ele está melhorando, e consegue comparar ele com ele mesmo e também com outros municípios. Assim, decidir onde concentrar os seus esforços para tornar seu município mais atraente para empreendimentos”, explica. 

Desafios para empreender 

Para o Sebrae, as condições para se empreender são muito diferentes entre os municípios brasileiros. Fatores como o tamanho da população, que influencia na escala de mercado; a proximidade com grandes centros urbanos, que facilita a logística; e a própria organização político administrativa local interferem na motivação para se empreender. “Além disso, a disponibilidade de mão de obra qualificada, bem como, o potencial turístico são fatores que estimulam o empreendedorismo”, explica  Derly Fialho, gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional.

Foi esse cenário favorável que fez com que há oito anos a designer paulistana Maíra da Costa se desafiasse a empreender. Uma intolerância à lactose a fez desenvolver o gosto pela culinária. Após morar quatro anos na Itália e trocar receitas com a mãe, veio a ideia de abrir um restaurante. As duas encontraram um cenário favorável: procuraram a Associação de Bares e Restaurantes de São Paulo, onde tiveram informações sobre a rotina do setor e pesquisas sobre tendências no mercado de alimentação. 

Fizeram cursos no Sebrae e se preparam para empreender. Tiveram apoio para a abertura do CNPJ, para localizar o melhor ponto de vendas e fizeram parte de um grupo setorial de alimentação. “Então, eu consegui entender sobre fornecedores, melhoria de processos. A gente acabava se enxergando como parceiros. Isso facilitou muito nesse momento de começar o início de negócio”, conta Maíra. 

Depois de dois anos de estudos, abriram um negócio focado em comida natural e vegana. “Desde o começo, quando a gente pensava em montar um restaurante, sabia que tinha de ser alguma coisa que pensasse a a na alimentação como uma forma de conseguir saúde”, explica. A empresa já existe há seis anos e durante a pandemia se reinventou para atender o público corporativo com entregas individualizadas para eventos on-line. Agora, Maíra conta que está abrindo mais duas unidades e que, num futuro breve, pretende transformar seu modelo de negócio em franquia. 

A Enap tem um núcleo de inovação que oferece cursos de capacitação para gestores públicos interessados na temática. 


 



Fonte: Brasil 61

Governo Federal concede três terminais pesqueiros à iniciativa privada

Os Terminais Pesqueiros Públicos (TPPs) de Belém (PA), Manaus (AM) e Vitória (ES) foram leiloados na sexta-feira (11/03) na B3, em São Paulo. O leilão foi realizado pelo Governo Federal, por meio da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/MAPA) e da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos do Ministério da Economia (SEPPI/ME). Essa foi a primeira vez que a B3 sediou um leilão de terminais pesqueiros.

A empresa Amazonpeixe Aquicultura arrematou os lotes de Belém (PA) e de Manaus (AM). O terminal pesqueiro de Belém recebeu proposta de outorga de R$ 140.757,74 e o de Manaus teve proposta de R$ 126.991,07. Ambas as ofertas representaram ágio de 50,50% do valor proposto no edital.

O terceiro lote teve como objeto o terminal de Vitória (ES) e foi vencido pela empresa Himalaia Refrigeração e Conservação, com uma proposta de outorga de R$ 1.003.000,00, o que representou ágio de 100.299.900%.

O secretário de Aquicultura e Pesca do Mapa, Jorge Seif Jr, destacou que a gestão privada deverá promover melhorias na infraestrutura dos portos, garantindo mais apoio aos pescadores e aumentando a eficiência do setor. Segundo ele, atualmente há vários terminais pesqueiros públicos inativados.

“Para a pesca nacional crescer, para disponibilizar melhores pescados aos consumidores e para reduzir os custos de operação dos pescadores é necessário que eles tenham infraestrutura, não só para lavar o peixe e para trazer sanidade para o pescado, mas também para comprar gelo, abastecer de óleo diesel, enfim, ter todas as suas necessidades nos portos. Esse é um grande e antigo sonho do setor pesqueiro e hoje, com esses leilões, a iniciativa privada irá investir, trabalhar e conceder esses serviços aos nossos pescadores de todo o Brasil”, completa.

Seif lembrou que aproximadamente 30% do que é pescado no Brasil é descartado por falta de condições. Segundo ele, ao dar estrutura para os pescadores, o custo da produção será reduzido.

“O pescado vai chegar mais barato na mesa do consumidor. Quando nós temos infraestruturas próximas de onde a pesca acontece, naturalmente os custos de operação do pescador serão reduzidos, sua produtividade vai aumentar e isso impacta nos custos de produção e no preço final para as feiras livres, para os mercados e para as gôndolas”, destacou o secretário.

A Secretária Especial do PPI, Martha Seillier, destacou que o Ministério da Economia está avançando com as agendas de PPPs em todo o país. “Nós estamos percebendo o impacto que os projetos sociais causam na vida das pessoas e os investimentos na pesca brasileira fazem parte de um movimento que está transformando a vida do pequeno e médio empreendedor. A produção pode chegar a mais de 37 mil toneladas de pescado por ano e reduzir o desperdício de pescados em mais de 67,1 mil toneladas ao longo do prazo. Parabéns aos investidores por acreditarem no Brasil”, declarou Seillier.

Também acompanharam o leilão o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e a superintendente federal do Mapa em São Paulo, Andrea Moura.

O leilão teve como objetivo a seleção da proposta mais vantajosa, com o critério de maior oferta de outorga por cada terminal ou bloco de terminais, para a exploração, revitalização, modernização, operação, manutenção e gestão pelo período de 20 anos.

Segundo o PPI, o processo para concessão dos Terminais Pesqueiros Públicos de Aracaju (SE), Natal (RN) e para o Bloco formado pelos TPP's de Santos (SP) e Cananéia (SP) será submetido à reanálise, para realização do leilão em nova data, que será divulgada oportunamente.

Superávit da balança comercial sobe 18,4% e chega a US$ 7,53 bilhões no ano

Abalança comercial brasileira atingiu superávit de US$ 7,53 bilhões no acumulado do ano, até a segunda semana de março, com alta de 18,4% pela média diária, sobre o período de janeiro a março de 2021. Já a corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegou a US$ 101,16 bilhões, com crescimento de 24,5%. As exportações em 2022 já somam US$ 54,35 bilhões, com aumento de 24,1%, enquanto as importações subiram 25,1% e totalizam US$ 46,81 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (14/03) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No acumulado do mês, as exportações cresceram 38,2% e somaram US$ 11,70 bilhões, enquanto as importações subiram 30,3% e totalizaram US$ 8,10 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 3,60 bilhões, em alta de 60,2%, com corrente de comércio de US$ 19,80 bilhões, subindo 34,9%.

Apenas na segunda semana de março, as exportações somaram US$ 7,13 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 5,13 bilhões. Assim, a balança comercial registrou o superávit de US$ 2,00 bilhões e a corrente de comércio alcançou US$ 12,26 bilhões.

Exportações no mês

Nas exportações, comparadas a média diária até a segunda semana deste mês (US$ 1,462 bilhão) com a de março de 2021 (US$ 1,058 bilhão), houve crescimento de 38,2%, com aumento nas vendas da Indústria Extrativista (+21,4%), da Indústria de Transformação (+48,3%) e da Agropecuária (+39,3%).

Na Indústria Extrativista, os destaques foram o aumento das exportações de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+49%); minérios de cobre e seus concentrados (+46,8%); minérios de níquel e seus concentrados (+407,5%); outros minerais em bruto (+63%)  e outros minérios e concentrados dos metais de base (+52,4%).

Já na Indústria de Transformação, o crescimento foi puxado pelas vendas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+129,4%); farelos de soja e outros alimentos para animais, excluídos cereais não moídos, farinhas de carnes e outros animais (+112,6%); gorduras e óleos vegetais, “soft”, bruto, refinado ou fracionado (+296,2%); celulose (+60,2%) e carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+41,4%).

Entre os produtos agropecuários, a alta das exportações refletiu, principalmente, o crescimento nas vendas de soja (+29,1%); café não torrado (+96,9%); trigo e centeio, não moídos (+3.113,8%); algodão em bruto (+37,1%) e especiarias (+75,3%).

Importações no mês

Nas importações, a média diária até a segunda semana de março de 2022 (US$ 1,012 bilhão) ficou 30,3% acima da média de março do ano passado (US$ 776,75 milhões). Nesse comparativo, aumentaram principalmente as compras da Indústria de Transformação (+32,9%) e de produtos da Indústria Extrativista (+36,8%). Por outro lado, as compras da Agropecuária tiveram uma leve redução (-0,4%).

Na Indústria de Transformação, o aumento das importações foi puxado pelo crescimento nas compras de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+177,5%); válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+103,9%); compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (+92,3%); óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+51,7%) e inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (+111,3%).

Na Indústria Extrativista a alta nas importações se deve, principalmente, à compra de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+93,2%); gás natural, liquefeito ou não (+ 21,6%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+24,4%); outros minérios e concentrados dos metais de base (+47,7%) e fertilizantes brutos, exceto adubos (+41,1%).

Com informações do Ministério da Economia

Evento reúne donos de postos de combustíveis do estado para discutir decisão do governo de cobrar mais ICMS dos postos

A decisão do Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Fazenda de cobrar a diferença do ICMS entre o preço de pauta  (PMPF - Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final - valor para a base de cálculo do ICMS do estado)  e o preço de bomba, anunciada no começo deste ano será discutida em um encontro marcado para o dia 17 deste mês, em Florianópolis.

A iniciativa é das entidades patronais do Estado, (Sindipetro, Sindópolis, Sincombustíveis e SINPEB) atendendo a um pedido de diversos revendedores que esperam um posicionamento das entidades representativas. O evento vai trazer para Santa Catarina o Presidente da Fecombustíveis - Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes, Doutor Paulo Miranda Soares e autoridades em Direito Tributário e Econômico, os advogados Arthur Vilamil Martins e Felipe Millard Gerken.

O posicionamento do Governo do Estado surpreendeu o setor, já que SC  quer tributar e recolher aos cofres públicos um valor (chamado de ICMS-ST complementação) sobre a margem de lucro dos revendedores, um valor que não  está provisionado nas planilhas de custos dos postos . Esta cobrança, de acordo com o governo, será retroativa a janeiro de 2019. 

Um levantamento feito com dados da ANP mostra que a cobrança do ICMS complementação nestes primeiros meses de 2022 está estimada em mais de R$ 100 milhões. Uma conta que não é de revendedor, já que os impostos já foram pagos e estão embutidos no valor do combustível. Ao contrário do que muitos pensam o revendedor é um mero repassador de impostos e esta decisão do governo estadual pode impactar no bolso do consumidor final.

Para encontrar alternativas e impedir a cobrança de mais esse imposto, as entidades representativas do setor esperam reunir na capital mais de 1000 postos de combustíveis. Durante o encontro, será realizada uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre o tema. O receio das entidades é o prejuízo que a decisão do governo pode gerar ao setor, já que a maioria dos proprietários de postos não têm condições financeiras de arcar com os pagamentos (já que a margem de lucro é usada para pagar despesas como folha de pagamento, manutenção das instalações, aluguel, etc). Outro receio é o fechamento de postos de combustíveis refletindo na geração de emprego e renda.

Evento: O estado quer cobrar uma conta que não é sua

Data: 17/03/2022

Horário: 13h30

Local: Auditório do Majestic Palace Hotel - Centro Florianópolis

 

Lideranças do setor de combustíveis serão recebidos pela Comissão de Finanças da Alesc

A reunião com os presidentes e assessores jurídicos dos sindicatos patronais do Comércio Varejista de Combustíveis do Estado com a presidência da Alesc e a Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa está marcada para esta quarta-feira (16), às 11h. O objetivo do encontro é explicar aos parlamentares as dificuldades que o setor enfrenta hoje nas tratativas de demandas junto ao executivo do Governo de Santa Catarina.

Uma das pautas do encontro desta quarta é a intenção da cobrança do ICMS complementação por parte do Governo do Estado, calculado sobre a diferença do preço de pauta, com o preço de bomba desde de janeiro de 2019. Além da cobrança do ICMS complementação, as lideranças do setor vão apresentar outros pleitos aos deputados, na tentativa de sensibilizar o legislativo para um problema que impacta não só a cadeia de postos, podendo afetar também os consumidores.

Combustível está caro? Veja 5 dicas do SENAI para você economizar gasolina

Com mudanças constantes no preço da gasolina (sempre pra cima, diga-se de passagem), os brasileiros estão em busca de qualquer tipo de solução para economizar. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) tem algumas dicas práticas na direção e na manutenção do veículo que podem melhorar a eficiência no consumo de combustível e salvar preciosos reais. 

Nunca colocar a quinta marcha numa velocidade menor do que 60km/h é uma das sugestões do instrutor do curso de Mecânica Automotiva do SENAI de Campo Grande/MS, Iwan Garcia. O especialista elencou cinco dicas para que os motoristas economizem gasolina e abasteçam com menos frequência. Confira a seguir:

1. Escolha carro 1.0 para andar na cidade

Motores mais potentes significam carros mais potentes. No entanto, carros com motor 1.0 são mais econômicos na cidade, onde não é necessário usar velocidades muito altas.

“Já para quem dirige na estrada, os motores mais indicados são 1.4 e 1.6, que são mais econômicos, porque atingem uma velocidade maior num curto espaço de tempo. No entanto, os motores 2.0 nunca são indicados se a intenção é economizar gasolina, pois são muito grandes e consomem bem mais combustível”, afirmou Garcia.

2. Procure manter a mesma velocidade ao longo do trajeto

Segundo o instrutor do SENAI, a marcha mais econômica a ser utilizada no carro é a quinta, mas muitas vezes só é possível usá-la em rodovias ou em vias expressas. “A velocidade econômica depende de cada veículo, pois é baseada na rotação de torque máximo do motor, que varia entre as marcas, mas a média costuma ser entre 90 e 110 km/h”, explicou.

No perímetro urbano, o aconselhável é buscar uma velocidade constante dentro do maior tempo possível e nunca colocar a quinta marcha numa velocidade menor do que 60 km/h.

“É mais difícil manter uma velocidade constante dentro da cidade, porque há semáforos, quebra-molas e ruas preferenciais, mas aqueles que arrancam o carro com tudo assim que o sinal fica verde para frear logo em seguida realmente costumam gastar mais gasolina”, destaca Iwan.

3. Entre ar condicionado e vidros abertos, escolha o mais confortável

Ligar ou não ligar o ar-condicionado do carro? Se o questionamento envolve apenas a dúvida sobre o consumo de gasolina, escolha o que é mais confortável.

Isso porque o ar condicionado ligado realmente consome mais gasolina, principalmente em veículos de motor 1.0, que na cidade apresentam um consumo maior entre 7% e 10%. No entanto, dirigir com as janelas do carro abertas faz com que o consumo de gasolina seja praticamente o mesmo.

“Com os vidros abertos, entra mais ar, causando o que chamamos de arrasto aerodinâmico, ou seja, o carro acaba ficando mais pesado e, por isso, acaba consumindo mais gasolina. Então dirigir com os vidros fechados e o ar desligado é uma dica boa para os dias frios. No calor, o motorista pode escolher o que é mais confortável, porque entre vidros abertos e ar ligado, o consumo de gasolina será praticamente o mesmo”, detalhou o instrutor.

4. Faça a manutenção regular do seu carro

Trocar as velas de ignição a cada 20 mil quilômetros rodados, o filtro de ar e o combustível do motor a cada 15 mil quilômetros e manter a limpeza dos bicos injetores são boas formas de economizar gasolina.

“No Brasil, temos de 22% a 24% de álcool anidro na gasolina e o álcool hidratado com 5% de água. O álcool suja bastante o sistema de alimentação do motor, aumentando o consumo de combustível”, explica.

5. Faça a calibragem regular do pneu

“Já percebeu que pneus mais murchos deixam a direção mais pesada? É porque o atrito com o asfalto é maior e é preciso de mais força, logo, mais combustível, para fazer com que o carro ande”, ressalta Iwan Garcia, que indica calibragem do pneu semanalmente, geralmente entre 28 e 30 PSI.

E se o assunto é pneu, o instrutor também não recomenda trocá-los por outros de medidas diferentes. “Também é fundamental fazer regularmente o alinhamento e o balanceamento das rodas”, disse.

Brasil-Rússia: o que se pode esperar

 Liana Lourenço Martinelli (*)
 SÃO PAULO – Uma das consequências dessa imprevista guerra declarada à Ucrânia é que as sanções impostas à Rússia pelos países que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia (UE), especialmente Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha, podem inviabilizar a concessão de cartas de crédito a exportadores e importadores, prejudicando sobremaneira o comércio exterior. Afinal, sem a concessão de cartas de crédito tanto as empresas brasileiras como as russas perdem a segurança para fazer suas operaç&otil de;es.
 Isso se dá porque, a exemplo do que ocorreu no passado quando as instituições financeiras do Irã foram suspensas da rede Swift a pedido dos Estados Unidos, o mesmo ocorre agora em relação à Rússia, cujos bancos foram removidos do sistema depois da invasão à Ucrânia. O Swift, diga-se logo, constitui um sistema de mensagens que foi desenvolvido na década de 1970 para substituir a antiga dependência que havia em relação às máquinas de telex e que tornou padronizadas as mensagens entre os bancos sobre transferências de valores entre si, transferências de valores para clien tes e ordens de compra e venda de ativos.
Leva esse nome porque é a sigla de Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias), entidade fundada em 1973, em Bruxelas, por 239 bancos de 15 países com o objetivo de padronizar transações financeiras internacionais. Hoje, mais de 11 mil instituições financeiras usam o sistema em mais de 200 países. Portanto, ficar de fora desse circuito equivale a ser excluído do planeta.
Em outras palavras: se esse sistema de pagamentos passa a não funcionar, fica inviável fazer operações comerciais com empresas russas. E até mesmo cargas que já foram embarcadas podem ficar retidas mais tempo nos portos brasileiros até que a empresa importadora consiga fazer o dinheiro chegar ao exportador na Rússia.
Embora a Rússia responda por apenas 0,6% do total de vendas de produtos brasileiros ao exterior, o problema maior reside na importação pelo Brasil de adubos e fertilizantes. Basta ver que, em 2021, esse tipo de produto representou 62% das compras feitas pelo País na Rússia, alcançando a cifra de US$ 3,5 bilhões, com um aumento de 98% em comparação com os valores de 2020. Como grande produtor do agronegócio, o Brasil depende de fertilizantes da Rússia e da Ucrânia e não dispõe de mercado alternativo, por enquanto.
Mais: o desabastecimento de fertilizantes e outros insumos pode provocar desequilíbrio, com disparada nos preços dos alimentos, do petróleo e do gás natural, como já está ocorrendo. Além disso, sem fertilizantes, o agronegócio tem a produtividade afetada e haverá menos produtos para exportar para todos os países. Como mais de 60% de tudo o que é transportado no Brasil dependem de combustíveis fósseis, o País deve ser um dos mais afetados indiretamente por essa guerra.
 Por outro lado, se o governo brasileiro se alinhar com aquelas nações que defendem sanções contra a Rússia, colocará por terra todo o esforço desenvolvido nos últimos tempos para abrir o mercado russo para os produtos brasileiros. A não ser que esse comércio com a Rússia passe a ser feito com a intermediação da China, o que não é de se admirar, pois, antes dos Jogos Olímpicos de Inverno, o presidente Vladimir Putin manteve conversações com o seu homólogo chinês.  
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, em 2021, o Brasil comprou da Rússia produtos no total de US$ 5,7 bilhões, registrando um aumento de 107%, se comparado com os valores de 2020, quando as compras chegaram a US$ 2,7 bilhões. E a expectativa, antes da crise entre Rússia e Ucrânia, era que esse valor viesse a dobrar também neste ano.
Já as compras russas de produtos brasileiros, em 2021, alcançaram a soma de US$ 1,6 bilhão, o que inclui soja, carne de aves, café, amendoim, açúcar de cana e equipamentos como pás mecânicas, escavadoras, pás carregadoras, cilindros compressores e outros. Com isso, a Rússia ocupa a 36ª colocação no ranking das exportações brasileiras. E os esforços feitos até aqui por empresários e pelo Itamaraty previam a ampliação das vendas de produtos nacionais para aquele país.
 Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em 2021, a aproximação econômica entre Brasil e Rússia poderia ampliar em US$ 261 milhões o fluxo das exportações nacionais para o mercado russo, com um aumento de 17%. Obviamente, diante da guerra Rússia-Ucrânia, essa previsão está comprometida. Seja como for, o que se espera é que essa crise seja logo superada e o comércio exterior, de modo geral, não venha a ser tão afetado.
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(*) Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: lianalourenco@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

Docas do Rio participa da Intermodal 2022

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Autoridade Portuária que administra os Portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis, participará da 26ª edição da Intermodal South America, entre os dias 15 e 17 deste mês de março. O evento, considerado o maior da América do Sul para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior, estará de volta aos pavilhões da São Paulo Expo, após dois anos, e acontecerá no formato híbrido (físico e digitalmente de forma simultânea) pela primeira vez.  

Mais de 200 marcas nacionais e internacionais vão expor seus produtos e serviços na feira, das 13h às 21h. O estande da Docas do Rio estará localizado no espaço D 101, junto com os seguintes parceiros: as arrendatárias Triunfo Logística, ICTSI Rio Brasil e Nitshore; a operadora Gávea Logística/Pennant; e as agências marítimas Interoceanica, Manobrasso e Tranship/Náutica. O objetivo da participação no evento é promover os portos, buscar novos negócios e parcerias e estreitar as relações comerciais, já que o evento reúne os principais players do setor, sendo um dos melhores ambientes para networking e, também, para se atualizar sobre as novidades, tendências de mercado e inovações tecnológicas.  

Paralelamente, será realizada a Conferência Nacional de Logística (CNL), em parceria com a Associação Brasileira de Logística (Abralog), sob o tema central da logística como eixo de desenvolvimento econômico do país. Ao longo dos três dias do encontro, serão apresentados painéis, debates e palestras sobre assuntos como multimodalidade, intralogística, tecnologia, inovação e infraestrutura. Outro destaque da Intermodal 2022 será o espaço TI Innovations, com as últimas soluções de tecnologia da informação, que vêm revolucionando as cadeias de suprimento e distribuição.

Portos da Região Sul cresceram 13,78% em 2021

A Região Sul apresentou uma alta de 13,78% na movimentação de portos, em comparação ao ano de 2020, com 187,7 milhões de toneladas. O destaque foi o Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul (SC), que movimentou 18,2 milhões de toneladas. Isso significou um aumento de 68,7%. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 

O produto que mais contribuiu para a alta nos índices foram os contêineres, um aumento de 11,74% com a movimentação de 47 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem os combustíveis minerais e as sementes e frutos. Foram comercializados 43,1 milhões de toneladas e 33 milhões, respectivamente.
Outro grande destaque foi o porto de Rio Grande (RS), com a movimentação de mais de 27 milhões de toneladas, um crescimento de 13,48%. Já o Terminal de Paranaguá movimentou mais de 51 milhões de toneladas no ano, com redução de 0,92% no comparativo. 

Para conferir os dados completos, basta acessar o Portal da Antaq.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, destacou que o setor continua crescendo, mesmo com um cenário de pandemia da Covid-19. "Os portos não são mais gargalos. Esses nós logísticos, na verdade, estão tendo capacidade de recepcionar e distribuir a carga. Operam cada vez com mais eficiência, apresentam resultados cada vez melhores.”

BR do Mar

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a Lei n° 14.301/2022 que estimula a navegação entre os portos nacionais em janeiro deste ano. O programa BR do Mar libera de forma progressiva o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem do Brasil. A ideia é que isso ocorra sem a obrigação de contratar a construção de embarcações em estaleiros brasileiros. 

BR do Mar: nova lei libera o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem no país

O projeto, que foi amplamente discutido no Congresso com o setores do governo e representantes da categoria, sofreu alguns vetos presidenciais. Um deles é o corte na alíquota do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), em especial sobre o adicional que incide sobre a navegação de longo curso, que passaria de 25% para 8%. O AFRMM é uma taxa cobrada sobre o valor do frete pelas empresas brasileiras e estrangeiras que operam em portos. Segundo uma nota informativa divulgada pelo Ministério da Economia, essa redução pode baixar em 4% os preços dos itens da cesta básica. 

De acordo com o senador Nelsinho Trad (PSD/MS), relator da matéria no Senado, o parlamento busca a derrubada dos vetos. “Vamos trabalhar para a derrubada dos vetos presidenciais para que volte a redação construída no Congresso Nacional. O texto foi amplamente debatido por nós e envolveu todo o setor. O projeto buscou o equilíbrio e contou sempre com a participação do Ministério da Infraestrutura “, ressalta. 

Com programa BR no Mar, o setor espera que o potencial aquaviário da Região do Centro-Oeste seja ainda mais explorado. Segundo o mestre em transporte Emmanuel Aldano, a norma alterou algumas regras que impediam o desenvolvimento da cabotagem. 

“Temos uma oferta muito limitada de embarcações e um mercado relativamente fechado, no qual poucas cadeias produtivas podem se utilizar da oferta de embarcação. Um dos primeiros pontos que o BR do Mar pretende atacar é a liberalização de empresas de cabotagem, que não necessariamente sejam brasileiras.” 

A liberação total ocorrerá após quatro anos de transição. A mudança será da seguinte forma: depois de um ano que a lei entrar em vigor, a quantidade permitida será de dois navios; no segundo ano de vigência, serão três navios. Já no terceiro ano da mudança, serão quatro navios.  Daí em diante, a quantidade será livre, desde que sejam respeitadas as condições de segurança estabelecidas em regulamento. 

O diretor do Departamento de Navegação e Hidrovias do Ministério de Infraestrutura (DNHI), Dino Antunes Dias Batista, explica que a indústria é uma das cadeias produtivas mais beneficiadas pelo desenvolvimento da cabotagem.

“Muitas vezes a indústria nacional, devido aos custos logísticos, não possui alguns mercados dentro do próprio país. Uma indústria do Rio Grande do Sul não consegue acessar mercados do Norte, do Nordeste, não pela qualidade do seu produto, mas porque é muito caro fazer o transporte até aquela região. Esse desenvolvimento da cabotagem significa a criação de novos mercados para os usuários.”

Entenda o que é transporte de cabotagem

Dados Nacionais

No total, os portos públicos e privados do Brasil movimentaram 1,21 bilhão de toneladas de cargas em 2021. O número representa um crescimento de 4,8% em comparação a 2020. O minério de ferro foi mais uma vez o destaque, com um aumento de 4% em comparação a 2020. Em seguida, aparecem petróleo, contêineres e soja. 

O diretor geral da Antaq, Eduardo Nery, explica que o número é um sinal positivo. “Políticas públicas estão sendo muito bem conduzidas no caminho certo, evidenciadas pelos números.” Para 2022, a Antaq prevê um crescimento de 2,4%, com a movimentação de 1,239 bilhão de toneladas.



Fonte: Brasil 61

Aprovado projeto que cria Centro Regional de Inovação

Com 15 votos favoráveis, foi aprovado em primeira discussão o Projeto de Lei Ordinária nº 236/2022, de autoria do Executivo Municipal, que institui o Centro Regional de Inovação (CRI). O CRI terá como finalidade promover a ciência, tecnologia e inovação, bem como a disseminação da cultura do empreendedorismo regional.
 
O Centro Regional de Inovação funcionará num espaço de 3.757,02 m², localizado no Bairro Itaipava. O CRI tem como objetivos consolidar o Sistema Catarinense de Ciência, Tecnologia e Inovação, fortalecendo as redes de cooperação ligadas à inovação; promover a cultura da inovação e do empreendedorismo no ambiente empresarial e educacional, com atenção especial aos jovens; incentivar a interação entre instituições de ensino superior, empresas, governo e comunidade; apoiar novos empreendedores com ideias inovadoras por meio de orientações e capacitações.
 
O Centro também trabalhará na promoção de cursos, palestras, oficinas e conferências voltados à disseminação da inovação e do empreendedorismo na região, apoiando a capacitação e formação voltadas à inovação na educação, sobretudo para professores e gestores da rede pública de ensino, entre outros.
 
O projeto também cria o Conselho Técnico Deliberativo do CRI, que contará com 16 membros, entre representantes de entidades governamentais e não–governamentais. Já a gestão do CRI será realizada por uma empresa pública do Município de Itajaí, que ficará vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, e será custeada pelo orçamento da Secretaria.
 
O PLO passará por outra votação e se aprovado será encaminhado para a sanção do prefeito.
 
Projeto autoriza R$28 milhões para enfrentamento à Covid-19 e gripe
Com 12 votos favoráveis, a Câmara de Vereadores de Itajaí aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei Ordinária 08/2022, de autoria do Executivo Municipal. O projeto autoriza a prefeitura a reforçar a dotação para implementação e ações e serviços da atenção à saúde básica e de alta e média complexidade do Fundo Municipal de Saúde com até R$ 28 milhões.
 
Segundo o projeto, o recurso será utilizado para implantação de novas medidas para enfrentamento à Covid-19 e à variante H3N2 do vírus da gripe (influenza). A suplementação será suprida pelo provável excesso de arrecadação na fonte de recurso.
 
O projeto passará por uma segunda discussão e, se aprovado, será encaminhado ao Executivo Municipal para sanção do prefeito.
 
Projeto autoriza aumento de recurso para reformas nos prédios da Fundação Cultural de Itajaí
O Projeto de Lei Ordinária nº 15/2022, de autoria do Executivo Municipal, foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Itajaí com 14 votos favoráveis. O projeto autoriza o Município a aumentar a dotação de manutenção de bens culturais imóveis da Fundação Cultural de Itajaí em até R$ 2,9 milhões.
 
O recurso será utilizado para ampliação dos serviços de manutenção, restauro e reformas nos prédios da Fundação Cultural de Itajaí, Teatro Municipal, Casa da Cultura Dide Brandão e Casa Burghardt. A suplementação será suprida pelo provável excesso de arrecadação na fonte do recurso.
 
O projeto passará por uma segunda discussão e, se aprovado, será encaminhado ao Executivo Municipal para sanção do prefeito.
 
Requerimentos
 
Vereador pede informações sobre piso salarial dos servidores
O vereador Rubens Angioletti (Podemos) é autor do Requerimento nº 45/2022, aprovado com 16 votos favoráveis. O parlamentar solicita informações à Prefeitura de Itajaí sobre o reajuste do salário inicial dos profissionais da Educação de Itajaí, em cumprimento da lei que estabelece o piso nacional do magistério. Entre os questionamentos estão: qual a insegurança jurídica alegada para não ser realizado o reajuste? Os recursos para o reajuste são de origem municipal ou repassados pelo Fundeb? Quantos servidores do magistério seriam beneficiados pelo reajuste?
 
Além da aprovação do requerimento, os vereadores receberam os profissionais da educação para ouvir as reivindicações sobre o cumprimento do piso nacional do Magistério. Também se propuseram a auxiliar nas conversas para se chegar a um consenso para o fim da greve.

Inscrições para o Selo Mais Integridade 2022/2023 estão abertas

Nessa segunda-feira (07/03) foram abertas as inscrições para o Selo Mais Integridade edição 2022/2023. A premiação reconhece empresas e cooperativas dedicadas à agropecuária, que adotam práticas de integridade com enfoque na responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e ética.

O período de inscrição vai até o dia 3 de junho de 2022. Podem participar empresas e cooperativas do agronegócio, instaladas no país, dedicadas às práticas agropecuárias e pesqueiras de qualquer natureza.

As organizações interessadas devem realizar a inscrição diretamente no site oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), preenchendo o formulário disponível aqui.

Os requisitos de habilitação e de avaliação estão previstos no regulamento do prêmio, instituído pela Portaria nº 402/2022, publicada no Diário Oficial da União. Uma das principais novidades é voltada para as organizações que pretendem renovar a certificação e obter o Selo Amarelo. A partir desta edição, será necessário apresentar relatório técnico especificando o modo como a empresa ou cooperativa está contribuindo, ou planeja contribuir, para a descarbonização de seus processos, sistemas ou cadeias produtivas agropecuárias.

O selo, instituído pelo Mapa, por meio da Portaria nº 2.462/2017, visa estimular a implementação de programas de integridade, ética e de sustentabilidade e conscientizar empresas e cooperativas do agronegócio sobre seu relevante papel no enfrentamento às práticas concorrenciais corruptas e antiéticas. Outro propósito da iniciativa é mitigar riscos de ocorrência de fraudes e corrupção nas relações entre o setor público e o setor privado ligado ao agronegócio.

As organizações premiadas pela primeira vez recebem o Selo Verde e podem utilizá-lo em seus produtos e campanhas publicitárias pelo período de um ano. Aquelas que alcançam a renovação do certificado recebem o Selo Amarelo e podem utilizá-lo pelo período de dois anos. Empresas e cooperativas premiadas, de forma cumulativa, com o Selo Mais Integridade, do Mapa, e o Empresa Pró-Ética, da Controladoria Geral da União (CGU), poderão utilizar a Versão Especial, seguindo as orientações do Manual de Marcas.

Na última edição do prêmio, 17 organizações foram agraciadas, sendo nove com o Selo Verde e oito com o Selo Amarelo. Dentre os benefícios que podem ser alcançados pelas empresas premiadas estão: ganho de imagem e publicidade positiva junto aos cidadãos e concorrência direta; reconhecimento de possíveis parceiros internacionais; aumento motivacional da equipe e prestadores de serviços; e melhor classificação de risco em operações de crédito junto a instituições financeiras oficiais.

Requisitos

Para receber o Selo Mais Integridade, a empresa ou cooperativa deve comprovar a prática de requisitos como um programa de compliance; código de ética e conduta; canais de denúncia efetivos; ações com foco na responsabilidade social e sustentabilidade ambiental; e promover treinamentos para melhoria da cultura organizacional.

Além disso, é preciso estar em dia com as obrigações trabalhistas, não ter multas relacionadas ao tema nos últimos dois anos, não ter casos de adulteração ou falsificação de processos e produtos fiscalizados pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, ter ações de boas práticas agrícolas enquadradas nas metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e não ter cometido crimes ambientais nos últimos 24 meses.

Análise

Toda a documentação apresentada pelas organizações interessadas em obter o Selo Mais Integridade será analisada pela equipe da Secretaria-Executiva do Comitê Gestor do Selo Mais Integridade, que elaborará relatório técnico conclusivo denominado Relatório de Análise Final (RAF), com a avaliação do cumprimento, ou não, dos principais requisitos constantes da documentação apresentada pelas empresas e cooperativas inscritas.

O Comitê Gestor do Selo é composto por representantes do Mapa, Embrapa, Ministério da Transparência Controladoria Geral da União (CGU), Apex-Brasil, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alliance for Integrity, Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Instituto Rede Brasil do Pacto Global, Instituto Ethos e Alliance for Integrity, entidade vinculada ao governo da Alemanha.

>> Clique aqui para saber mais sobre o Selo Mais Integridade

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Sebrae abre as inscrições para a 5º edição da Semana da Transformação Digital

Pensando em empoderar micro e pequenos negócios a respeito da cultura de inovação, direcionando os empreendedores para uma gestão de negócios que une ativos digitais e presenciais, o Sebrae, em parceria com a TD, promove a 5ª edição da Semana de Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas. O evento, online e gratuito, será realizado entre os dias 25 e 29 de abril. Interessados podem se inscrever pelo site: http://www.semanatd.com.
O objetivo do evento é ajudar as micro e pequenas empresas neste novo momento, reunindo empresários e consumidores de todo o país, para conscientizar os profissionais de pequenos negócios sobre a importância da transformação digital, oferecer conteúdo de qualidade sobre as tendências do mercado e contribuir com as empresas em seu processo de transformação digital.
Durante a semana serão oferecidos cerca de 25 conteúdos exclusivos sobre Transformação Digital e webinars com grandes players do mercado, em horários alternados que vão das 11h às 19h, abordando temas como redes sociais, marketing digital, presença digital, criptomoedas, atendimento ao cliente, metaverso, gestão financeira, liderança, marketplace e pagamentos digitais.
Participam do evento palestrantes como Alfredo Soares (Loja Integrada), Gustavo Caetano (Sambatech), Renata Centurion (Winning By Design), Frederico Flores (Scaleup), Bia Granja (Youpix), Diego Azevedo (CS Academy), Rocelo Lopes (Smartpay), Fernando Seabra (Angel Investor Club), Camely Rabelo (Escola Exchange), Thiago Rocha (RD Station), Evandro Mazuco (Codirect), Rafael Kiso (mLabs) e Edney Souza (Digital House Brasil).
A transformação digital já vinha sendo debatida e vivida por grandes empresas. Em 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 impactou o mundo inteiro, essa movimentação chegou também, e com força, às micro e pequenas empresas (MPEs). Isso porque foi necessário adotar recursos emergenciais para assegurar a continuidade das operações. Entre as pequenas empresas, aproximadamente 5,3 milhões de estabelecimentos alteraram de alguma forma o seu funcionamento. Desse número, cerca de 41,9% decidiram continuar apenas com o atendimento online e entregas à domicílio, segundo dados do Sebrae.
De modo geral, os recursos incorporados na transformação digital em MPEs já existem há muito tempo. É o caso do e-commerce, e-mail marketing, atendimento por aplicativos de mensagens, páginas nas redes sociais, aplicativos mobile e marketplace. Pode-se dizer que a pandemia trouxe o empurrão que faltava para tirar muitos empreendedores da sua zona de conforto, limitados a operações físicas, fazendo com que pequenos negócios se reinventem e tornem-se mais competitivos e atrativos aos seus clientes.
“Queremos direcionar os empreendedores nas habilidades necessárias para uma gestão de negócio que equilibre os ativos digitais e presenciais, de acordo com as necessidades de cada negócio, ressaltando a importância de não abrir mão das plataformas digitais mesmo diante do retorno presencial, integrando o melhor dos dois formatos”, afirma o coordenador do evento, Alexandre Souza.
“Com a pandemia de covid-19, muitas pessoas perceberam que a transformação digital é o caminho para promover a competitividade de seus negócios, se recuperar e reinventar diante dos impactos sofridos pelos negócios em todo o país. Nosso objetivo com a Semana da Transformação Digital é justamente auxiliar os empreendedores no processo de digitalização dos seus negócios, demonstrando que a cultura de inovação é a chave para alavancar os negócios em um mundo que já é tão conectado”, conclui Alexandre.
"Ao longo das últimas edições, pudemos entender e mapear as reais dores dos pequenos e microempresários brasileiros. Os conteúdos oferecidos na Semana TD são desenhados com um grande objetivo: ajudar, de forma prática, os empreendedores a se tornarem mais competitivos no mercado, seja utilizando novas ferramentas digitais para otimizar processos, seja fazendo uso de "hacks" para tirar o melhor proveito dos recursos digitais", afirma Igor Lopes, diretor de conteúdo da Transformação Digital.
A edição de 2021 da Semana de Transformação Digital reuniu 70 mil participantes nos cinco dias de evento. A previsão é que neste ano o número de inscritos seja ainda maior.

Empretec 2022 I Fortaleça suas habilidades como empreendedor

Novas visões para o seu negócio, profissionalização e qualificação da equipe, além da comodidade para criar e seguir as próprias regras são algumas boas razões para empreender. Se o problema é a falta de motivação ou orientação, o Sebrae sabe como te ajudar.

Estimule o empreendedor que existe dentro de você. A partir do mês de maio, todos os caminhos levam ao Empretec - principal Programa de Formação de Empreendedores no mundo, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), e que no Brasil é exclusivo do Sebrae. O evento - aplicado em 40 países – já está com as inscrições abertas. Seis dias de imersão, com total de 60 horas. Um seminário intensivo que vai transformar o futuro do seu negócio.

No Brasil, realizado por especialistas, o Empretec tem por objetivo estimular o empreendedor a testar suas habilidades, fortalecer seu networking, e desta forma, potencializar seus resultados. As próximas turmas acontecem já no início do mês de maio. O candidato interessado, pode se inscrever no endereço https://promo.sebrae-sc.com.br/empretec. 

Como funciona
Baseado em atividades cientificamente comprovadas, a imersão desafia o participante a ter iniciativa, persistência e comprometimento. Requisitos básicos de um empreendedor de sucesso. Além disso, orienta a como planejar e estabelecer metas, para, possivelmente, saber como atuar em possíveis riscos. Ou seja, são 60 horas de muitas atividades práticas, pela busca da informação, independência e autoconfiança 

Inscrições abertas
Durante o processo de seleção, será agendada uma entrevista para identificar o perfil empreendedor do candidato. O objetivo é avaliar a aptidão para participar do seminário. Após a confirmação, o empreendedor já pode realizar a matrícula.
As próximas turmas têm início dia 9 de maio, em Itajaí, das 8hs às 18hs e na cidade de Brusque, dia 16 de maio. Para mais informações entre em contato pelo telefone (47)3351-3701 ou pelo e-mail: luciane.paes@sc.sebrae.com.br.

Representantes industriais acreditam que redução do IPI será repassada para os consumidores de forma rápida e quase integral

A redução em 25% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deve ser repassada aos consumidores de forma imediata e integral. É o que acredita José Ricardo Roriz, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). A declaração foi dada em evento que reuniu representantes de entidades do setor industrial nesta segunda-feira (7). 

No fim de fevereiro, o Governo Federal publicou decreto que diminuiu o imposto. O IPI incide sobre os produtos industrializados, como carro, geladeira, fogão, televisão, celular e computador. A redução da alíquota foi possível porque a União vem arrecadando acima das expectativas desde o ano passado. A projeção é que esses produtos fiquem mais baratos. 

“Nos segmentos onde existe mais concorrência, é lógico que a redução do IPI vai ser repassada quase que imediatamente, e as [empresas] que não repassarem isso vão perder parte no mercado. A própria concorrência vai pressionar para que esse repasse venha o mais rápido possível para o consumidor final”, avaliou Roriz. 

Valores a receber: dinheiro esquecido em bancos pode ser resgatado a partir desta segunda-feira (7)

Governo quer diminuir IPI em 25%, diz ministro Paulo Guedes

Reindustrialização
O ministro Paulo Guedes trata a redução do IPI como uma das iniciativas para promover a “reindustrialização brasileira”, ou seja, para que o setor volte a ter papel de destaque na economia do país em resposta à diminuição da importância nas últimas décadas. 

Para as entidades que compõem o setor industrial, a reindustrialização só é possível com a diminuição do Custo Brasil e isso passa, entre outras coisas, pela redução de impostos sobre a indústria, que reduzem a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. 

“É um imposto que não deveria ter existido. Incide somente sobre a indústria e onera toda produção industrial e, também, os mais pobres, porque é um imposto regressivo. Essa decisão parcial de cortar para todos os segmentos industriais vai na direção do começo da reindustrialização brasileira, mas ainda precisamos de muito mais para que o Brasil se torne competitivo contra produtos estrangeiros e temos um caminho grande para restabelecer essa produtividade”, afirmou Roriz. 

Amortecedor
Segundo empresários do setor industrial, a redução do IPI vem em momento oportuno, também, porque a guerra entre a Rússia e a Ucrânia já tem impacto sobre as cadeias globais de produção. Dessa forma, a disparada no preço das commodities, como o petróleo, e de matérias-primas, e suas consequências sobre as empresas e os consumidores, podem ser minimizadas, no nível local. “Essa redução contrabalança esse aumento de preços que vem por aí”, disse Roriz. 

“Apesar do contexto, nós da Coalizão Indústria não compartilhamos com as previsões negativas que vêm sendo apresentadas para 2022”, ressaltou Marco Polo de Mello, coordenador da entidade e presidente-executivo do Instituto Aço Brasil. 

Arrecadação
Embora seja arrecadado pela União, o IPI é partilhado com estados e municípios. Por isso, desde o anúncio da redução do imposto, há reclamação desses entes, que alegam que a medida vai causar queda de arrecadação sem ter uma compensação. No entanto, há quem discorde que a iniciativa do Governo Federal vá causar prejuízo aos cofres estaduais e municipais. Pelo contrário, projeta Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção. 

“Há uma expectativa que o PIB nos próximos 15 anos com base nessa redução possa ganhar R$ 467 bilhões, ou seja, mais de R$ 30 bi por ano, para uma redução da ordem de R$ 20 bi de arrecadação do IPI. Portanto, está muito claro, materializando-se essas expectativas e perspectivas que a indústria vai se beneficiar aumentando competitividade e isso, também, vai acabar chegando em emprego e salário”, estima. 



Fonte: Brasil 61

Itajaí Shopping anuncia cinco novas marcas em seu mix de operações

Cinco novas marcas estão chegando ao Itajaí Shopping e reforçam o mix de operações neste primeiro semestre. Chilli Beans Ótica, Mensageiro dos Sonhos, Maria’s Concept, Brasil Games e Prazeres da Carne são as novidades do empreendimento. “O ano de 2022 começou com tudo. A chegada destas cinco novas operações vem ao encontro da estratégia de trazer constante renovação e inovação ao mall. É o resultado de um empreendimento já consolidado na região”, cita o superintendente do Itajaí Shopping, Michael Domingues.

O mix de acessórios do shopping será reforçado com a chegada da Chilli Beans Ótica. Focada em óculos de grau, a loja é a primeira da marca na cidade direcionada ao segmento de ótica e irá trazer o mesmo dinamismo da co-irmã Chilli Beans (segmentada em óculos de sol e relógios). “Teremos em torno de 200 modelos diferentes, com coleções e novidades que chegam semanalmente à loja. A ótica chega para completar o mix do shopping, que vem em uma crescente surpreendente”, cita Eduardo Conte, franqueado da marca.

Com previsão de inaugurar na segunda quinzena de março, a nova Mensageiro dos Sonhos busca reforçar presença da marca catarinense de pijamas e acessórios no Vale do Itajaí. A loja já virá com a coleção Inverno 2022 – Night to Dream & Day to Live – com peças divertidas e coloridas, sem abandonar os modelos mais clássicos e que agradam todos os gostos. “Itajaí é a localização ideal para nosso projeto de expansão por ser estruturada para o turista que visita a cidade o ano todo. Além disso, por ser um empreendimento já consolidado, maduro e com âncoras importantes, o Itajaí Shopping é perfeito para este momento”, revela Patricia Conti, diretora comercial da Mensageiro dos Sonhos.

Outra novidade do mix é a chegada da Maria’s Concept, multimarcas de moda feminina que traz peças elegantes e funcionais da Loyal Denin, Consciência Jeans e o tradicional tricô mineiro, além de várias outras marcas. A loja, que também foca na linha de vestidos e camisaria executiva em crepes e tecidos nobres, tem previsão de inaugurar na primeira semana de abril.

Já o público do universo gamer será contemplado com uma grande novidade: a Brasil Games, marca já estabelecida em outros shoppings do Grupo Tacla, no Paraná. A loja – com previsão de abrir no início do próximo mês – trará consoles como Nintendo Switch, XBox, Playstation 4 e 5, além de jogos, computadores, modens e cadeiras gamers. “A ideia é expandir a marca para Santa Catarina, iniciando pelo Itajaí Shopping”, cita Meury Miranda, administradora da Brasil Games.

Na Praça de Alimentação, a novidade é o restaurante Prazeres da Carne. Focado em carnes variadas – incluindo o churrasco assado, picanha, alcatra, costelaço na tábua e pernil – o menu em quilo traz ainda saladas variadas e acompanhamentos. À noite, o restaurante também servirá sanduíches e porções de petiscos para happy hour.

Além destas, muitas outras novidades ainda estão por vir nos próximos meses para o Itajaí Shopping, que iniciou 2022 com crescimento em vendas e fluxo de visitantes acima de dois dígitos. 

 

 

Projetos para conter preço dos combustíveis ganham prioridade no Senado com a Guerra da Rússia e Ucrânia

Visando reduzir a alta dos preços de combustíveis, impulsionada pela Guerra entre Rússia e Ucrânia, o presidente do Senado, Rodrigo Pachedo (PSD/MG), confirmou para esta semana a votação dos dois projetos que pretendem conter o aumento dos combustíveis para o consumidor no Brasil.

Os dois projetos  devem ser votados na mesma sessão. O PLP 11/2020 que mexe na cobrança do ICMS tem apoio do governo e deve ser o primeiro a ser discutido e votado. A proposta visa que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne todos os secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal, defina um valor unitário do ICMS para ser cobrado sobre o litro do combustível. No projeto, o ICMS seria cobrado uma vez, ou na refinaria ou na importação do combustíve,l e não mais no final da cadeia de distribuição incidindo em cima de outros impostos. O PLP também amplia o auxílio-gás. A intenção é dobrar o número de casas atendidas hoje, chegando a 11 milhões de famílias.

O vice-líder do governo, senador Carlos Viana (MDB/MG) afirma que o projeto que muda a cobrança do ICMS não está 100% do jeito que o governo gostaria. Mas já é um avanço e deve ser aprovado com facilidade.

“A grande vantagem desse projeto é que os brasileiros deixarão de pagar uma bitributação sobre os combustíveis. Como funciona hoje? O litro do combustível da gasolina sai da refinaria é acrescido IPI, a CID, outras taxas e quando chega na bomba nos estados, o ICMS é cobrado sobre o total. Ou seja, nós pagamos imposto sobre imposto e é claro que isso aumenta o preço e torna a carga tributária muito mais pesada para os contribuintes brasileiros”, destacou o senador.

GIRO 61: Caderneta do Raro, Suspensão de exportação de fertilizantes, Alta dos combustíveis e Imposto de Renda

PIB cresce 4,6% em 2021 e país retoma patamar anterior à pandemia, diz IBGE

COMBUSTÍVEIS: senador pede urgência em tramitação de PEC que busca reduzir preço do diesel e do gás de cozinha

O outro projeto é o PL 1472/2021. Ele cria a Conta de Estabilização de Preços de Combustíveis (CEP-Combustíveis), que será usada para financiar um sistema de bandas de preços para proteger os motoristas da variação do preço de mercado dos combustíveis. O Governo Federal definirá limites mínimo e máximo para os preços. Quando os preços de mercado estiverem abaixo do limite inferior da banda, os recursos correspondentes à diferença serão acumulados na conta, quando estiverem acima do limite superior, o governo usa os recursos para compensar e manter o preço dentro da margem definida.

O relator dos dois projetos, senador Jean Paul Prates (PT/RN), está confiante na aprovação dos dois projetos que, segundo ele, só juntos podem conter o impacto sobre a alta dos combustíveis.

“Os projetos que nós relatamos e que alteram a forma de cobrança do ICMS, e também criam, principalmente, a conta da estabilização de preço, podem com certeza ajudar o governo brasileiro a enfrentar essa situação de crise dando maior tranquilidade ao consumidor e com efeitos positivos no controle da inflação. Os dois projetos vão ser colocados em votação na próxima semana e eu mantenho a certeza de que eles devem ser aprovados sem maiores problemas. Nós estamos trabalhando desde a última sessão do Senado no constante aperfeiçoamento de relatório de cada um deles. E as mudanças se resumem, por enquanto, a tornar mais clara essa mecânica para todos os cidadãos e cidadãs”, detalhou Jean Paul.

O senador Izalci Lucas (PSDB/DF) acha que está na hora dos governos federal e estaduais arcarem um pouco com essa conta que está explodindo no bolso da população.

“Eu vou votar favorável, porque agora tem o foco no consumidor, não dá para repassar o preço para o consumidor e ele pagar sozinho. Acho que cada um tem que contribuir: Estado, contribuinte e mas também a união tem que pagar por isso”, reclamou Izalci.

A votação dos dois projetos está marcada para a próxima sessão do Senado, que acontece nesta terça-feira. Caso aprovados, os dois projetos voltam para a Câmara dos Deputados.  



Fonte: Brasil 61

Estado investirá R$ 10 milhões para incentivar o cultivo de cereais de inverno em Santa Catarina

Grande produtor de aves e suínos, Santa Catarina investe na produção de cereais de inverno para diversificar a oferta de matéria-prima para alimentação animal. Este ano, o Governo do Estado investirá R$ 10 milhões para apoiar, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, o plantio de mais de 20 mil hectares de trigo, triticale, aveia e centeio destinados à fabricação de ração e produção de silagem. A ação faz parte do Programa Terra Boa e foi anunciada pelo secretário Altair Silva durante a abertura do 6º Campo Demonstrativo da Coopervil nesta sexta-feira, 4, em Videira.

“Este será o segundo ano consecutivo que apoiaremos o plantio de cereais de inverno em Santa Catarina e dessa vez com o dobro de recursos. Serão R$ 10 milhões em investimentos, utilizados para incentivar os produtores, que poderão inovar e cultivar suas áreas também no inverno. Nós não podemos depender totalmente do milho para fabricação de ração ou produção silagem, é importante que diversifiquemos nossos cultivos, trazendo mais renda para os produtores e mais competitividade para as cadeias produtivas de carnes e leite instaladas no estado”, destaca Altair Silva.

Com o Terra Boa, a Secretaria da Agricultura dará uma subvenção de R$300,00 por hectare efetivamente plantado com cereais de inverno, em um limite de 10 hectares por produtor. Os produtores rurais devem procurar as cooperativas agropecuárias participantes do Programa para manifestar o interesse em fazer a semeadura de cereais de inverno. As cooperativas e casas agropecuárias fornecem as sementes e insumos para o plantio e o produtor realiza o pagamento ao final da safra, quando entrega os grãos e recebem o subsídio por hectare cultivado.

Os grãos entregues pelos produtores às cooperativas são destinados às agroindústrias e fábricas de ração instaladas no estado. Além disso, haverá uma cota de recursos disponíveis para o incentivo à produção de silagem com cereais de inverno nas propriedades rurais.

Esforço para reduzir as importações de milho

O grande esforço de Santa Catarina para aumentar o cultivo de cereais de inverno se dá pelo imenso consumo de milho das cadeias produtivas de carnes e leite. O agro catarinense consome mais de sete milhões de toneladas do grão por ano e grande parte desse volume é importado de outros estados ou países. Na safra 2021/2022, as lavouras do estado sofreram com a estiagem prolongada e a produção deve ter uma queda de 34,5%. As estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) apontam para uma colheita de 1,7 milhão de toneladas, sendo necessário importar cerca de 6 milhões de toneladas do grão este ano.

Terra Boa

Em 2022, o Programa Terra Boa receberá o maior investimento da história, com R$ 105,2 milhões para apoiar a aquisição de sementes de milho, calcário, kits para melhoria de pastagens e do solo, além do incentivo à apicultura, à meliponicultura e ao cultivo de cereais de inverno. O aporte disponibilizado é 86% superior em relação a 2021.

PIB cresce 4,6% em 2021 e país retoma patamar anterior à pandemia, diz IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 4,6% em 2021. Em valores correntes, a soma dos bens e serviços que o país produziu totalizou R$ 8,7 trilhões e recuperou as perdas da economia causadas pela pandemia da Covid-19. Já o PIB per capita foi de R$ 40.688,10 o que representa alta de 3,9% em relação a 2020. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (4). 

Em 2020, após a chegada da Covid-19 ao país, a economia brasileira encolheu 3,9%. O crescimento de 4,6% em 2021 está um pouco acima das projeções do mercado financeiro, que até o fim do ano passado falavam em alta de 4,5% do PIB, enquanto o governo, mais otimista, estimava elevação de 5,1% da atividade econômica. 

O professor e economista Adriano Paranaíba ressalta que o resultado do PIB é maior do que o previsto por boa parte dos analistas. “A expectativa do mercado era de 4% a 4,5%. Ou seja, esse resultado surpreende porque ficou um pouco [acima], por mais que se fale um pouco, mas pra um ano com cenário de pandemia que nós tivemos, podemos, sim, colocar que é uma surpresa muito positiva”, analisa. 

Margarida Gutierrez, economista e professora do Coppead/UFRJ, lembra que o crescimento da economia brasileira também está acima das projeções do início do ano passado. 

“As estimativas, em média, eram de um PIB crescendo 3,6% a 3,7%.  Ao longo do ano, essas previsões foram sendo revistas para cima e acho que tem a ver com o processo de abertura da economia, com o avanço do controle da pandemia e o avanço da vacinação. Isso também gerou, além de expectativas mais favoráveis, a abertura de importantes segmentos, como o setor de serviços”, destaca. 

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Indústria e serviços puxam PIB para cima
Segundo o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, o crescimento da economia brasileira foi puxado pelo setor de serviços, que cresceu 4,7%, e pela indústria, que registrou alta de 4,5%. Juntos, eles representam 90% do PIB do país. 

Segundo o IBGE, todas as atividades que compõem o setor de serviços cresceram em 2021. Destaque para os segmentos de transporte, armazenagem e correio (11,4%) e informação e comunicação (12,3%). O comércio também apresentou alta (5,5%). 

Margarida explica que o setor de serviços foi retomando espaço de forma gradual em 2021 em resposta à reabertura da atividade econômica. Ela destaca que o setor responde por cerca de 70% do PIB brasileiro e que o avanço do segmento de informação e comunicação é positivo.

“É um subsetor do setor de serviços que vem tendo uma performance espetacular. Inicialmente, por razões da pandemia, os lockdowns obrigaram as pessoas a comprar em plataformas e sem contato físico, mas isso é uma tendência no mundo. Isso é um aspecto muito positivo, porque aumenta muito a produtividade da economia e veio para ficar”, avalia. 

No caso da indústria, o avanço foi possível, sobretudo, pelo desempenho do setor de construção civil, que cresceu 9,7% em 2021, recuperando-se do tombo de 6,3% no ano anterior. 

Agropecuária
Surpreendeu negativamente o resultado da agropecuária, que recuou 0,2% no ano passado. Em 2020, foi o setor que puxou o PIB brasileiro em meio à queda geral da economia, com alta de 3,8%, ao passo em que serviços e indústria caíram. 

O órgão explica que a queda em 2021 ocorreu, principalmente, por conta da estiagem prolongada e das geadas. Mesmo com o crescimento de 11% na produção anual de soja, houve baixa na produção do café (- 21,1%), do milho (- 15%), e da cana-de-açúcar (- 10,1%). Na pecuária, o desempenho abaixo das expectativas se explica, sobretudo, pela queda nas estimativas de produção dos bovinos e de leite. 

A professora Margarida lembra que o ano de 2021 foi conturbado para o agronegócio. Ela estima que se, em vez de cair 7% no terceiro trimestre, o PIB do setor apenas tivesse ficado estagnado, o resultado da economia brasileira como um todo no ano passado poderia ter se aproximado mais dos 5%. 

“Essa queda da agropecuária a gente não explica por motivos econômicos. É um resultado que foi, basicamente, determinado por condições climáticas muito adversas que o Brasil vivenciou nas lavouras, como seca, geada e enchentes. Então, teve de tudo, e isso acabou impactando na queda de importantes produções de lavouras, que são relevantes na atividade agropecuária”, diz. 

Demanda interna
No ano passado, o consumo das famílias cresceu 3,6% e o do governo teve alta de 2%. Dessa forma, todos os componentes da demanda se recuperaram da queda em 2020. “Houve uma recuperação da ocupação em 2021, mas a inflação alta afetou muito a capacidade de consumo das famílias. Os juros começaram a subir. Tivemos também os programas assistenciais do governo. Ou seja, fatores positivos e negativos impactaram o resultado do consumo das famílias no ano passado”, afirmou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. 

Outro resultado positivo foi o avanço da taxa de investimento, que saltou de 16,6% para 19,2% entre 2020 e 2021. Isso se deve ao avanço da indústria da construção e à produção interna de bens de capital. Para o professor e economista Adriano Paranaíba, o aumento do investimento é a notícia mais importante que o balanço do PIB traz. 

“Não tem como a gente fazer a economia crescer de forma que gere renda e emprego sem ser via investimento. Junto com ele também tivemos outro dado importante, que é a redução do gasto público de 2%, o que mostra que a pauta tem que ser adiantada para mais abertura de mercado, mais investimento privado, que é o que traz, de fato, o crescimento econômico. Uma economia mais aberta traria ainda mais investimentos e poderíamos sair mais rapidamente desse cenário de recessão técnica”, avalia. 

A economista Margarida ressalta que, na comparação com 2020, a taxa de investimento aumentou 17% em 2021. “Esse é um dado muito importante, porque diferente do consumo, que é um componente que estimula o PIB, o investimento, além de expandir o PIB, aumenta a capacidade produtiva da economia para os períodos seguintes. E para o investimento acontecer depende de expectativas favoráveis. Se essa taxa de investimento cresceu tanto, é um sinal de expectativas altamente favoráveis para o médio e longo prazo”, explica. 

Já a balança de bens e serviços apresentou alta de 12,4% nas importações e de 5,8% nas exportações. Ambos os indicadores caíram em 2020. “Como a economia aqueceu, o país importou mais do que exportou, o que gerou esse déficit na balança de bens e serviços. Isso puxou o PIB um pouco para baixo, contribuindo negativamente para o desempenho da economia”, justificou Rebeca Palis.

Comparativo
O PIB do quarto trimestre de 2021 cresceu 0,5% na comparação com o resultado do terceiro trimestre do ano, que vinha de queda de 0,1%. Vale lembrar que no primeiro trimestre do ano passado a economia subiu 1,4% e, no segundo, caiu 0,3%. Já em relação ao quarto trimestre de 2020, o PIB dos últimos três meses de 2021 aumentou 1,6%. 



Fonte: Brasil 61

Rússia x Ucrânia: o que pode afetar o Brasil

                                                                                    Liana Lourenço Martinelli (*)
            SÃO PAULO – Como não poderia deixar de ser, a guerra na Ucrânia pode afetar bastante o comércio exterior brasileiro, ainda que a corrente de comércio com a Rússia não seja significativa, pois, embora tenha a nona maior população do planeta, aquele país ocupa apenas o 36º lugar no ranking das nações que mais recebem produtos brasileiros, tendo importado, em 2021, US$ 1,7 bilhão, especialmente mercadorias ligadas ao setor agropecuário (soja e carnes). Por outro lado, é o sexto país que mais vende produtos para o Brasil: US$ 5,7 bilhões em 2021, segundo dados do Mi nistério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
            O setor que mais preocupa, porém, é aquele ligado a adubos e fertilizantes químicos, que responde por mais de 60% de tudo o que o Brasil compra da Rússia, que, aliás, é o principal fornecedor desses insumos no mundo. Tão importante é o setor que foi a razão pela qual o presidente brasileiro, mesmo diante da iminência da declaração de guerra da Rússia a Ucrânia, fez sua visita a Moscou, ainda que essa ação possa ser agora interpretada como uma afronta aos países que formam a União do Tratado Atlântico Norte (Otan) e à União Europeia (UE), parceiros mais i mportantes no contexto do comércio exterior brasileiro.
            Hoje, a Rússia é o principal parceiro comercial do Brasil no setor de fertilizantes, sendo responsável por 23% das nossas importações, especialmente de fosfato monoamônico, potássio e ureia. Para diminuir essa dependência, há a perspectiva de que uma empresa russa venha a reativar uma fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul. Mas, até aqui, a expectativa para 2023 é que o Brasil possa dobrar o volume de importações que faz da Rússia, desde que não ocorra nenhum desdobramento negativo da guerra na Ucrânia, como sanções por parte da Otan, da UE e mesmo dos Estados Unidos.
            A princípio, a atual crise pode se refletir de maneira positiva apenas num setor da área agropecuária. A Ucrânia é o quarto maior exportador de milho do planeta e, se ocorrerem as sanções previstas, os países europeus serão obrigados a buscar o grão em outros mercados, inclusive no Brasil.  Hoje, Rússia e Ucrânia respondem por um quinto das exportações mundiais de milho (18%). O mesmo pode ocorrer em outros segmentos: os dois países respondem por um terço das exportações globais de trigo (28%) e por 80% das exportações mundiais de óleo de girassol.
            Seja como for, esses possíveis benefícios não compensarão os prejuízos que podem advir dessa crise, pois, a persistirem agressões e retaliações, os custos logísticos e do frete poderão aumentar, com impactos diretos no comércio exterior, atingindo principalmente os insumos industriais que o Brasil costuma importar do Leste Europeu. Sem contar que a alta dos preços de commodities pode se agravar. Aqui se deve lembrar que o Brasil produz soja, mas antes necessita de fertilizantes que vêm da Rússia e de outros países para preparar o solo e aumentar a produtividade do plantio.
            Não se pode esquecer também que o planeta já vivia os problemas causados pela pandemia de coronavírus (covid-19) e que, para o segundo semestre de 2022, estava previsto o fim da crise dos contêineres, mas, se o conflito se estender e atrair outras nações, a cadeia logística mundial e a navegação podem ser prejudicadas ainda mais.
            Por enquanto, o que há é muita incerteza com os desdobramentos da guerra, mas a esperança é que os líderes venham a se sentar a uma mesa de negociações para buscar uma solução de paz. O que joga a favor dessa expectativa é que o comércio exterior está muito disseminado, contribuindo para que as retaliações não sejam tomadas de maneira intempestiva.
            Basta ver que os países da UE dependem muito do gás importado da Rússia e que uma interrupção nessa corrente de comércio afetaria sobremaneira a vida das populações. Por isso, a previsão é que, se sanções produtivas vierem por parte da Europa e dos Estados Unidos, serão brandas, mais para marcar posição. De qualquer forma, não se pode deixar de prever uma desaceleração mundial, com reflexos na economia brasileira. Tempos mais difíceis hão de vir.
__________________________________
(*) Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: lianalourenco@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br
 

BC divulga passo a passo para sacar dinheiro esquecido

O Banco Central (BC) divulgou hoje (2) o passo a passo para que pessoas físicas e empresas saquem recursos esquecidos em instituições financeiras. O agendamento dos saques começará na próxima segunda-feira (7) para os nascidos antes de 1968 e para empresas abertas antes deste ano.

Segundo o balanço mais recente do BC, cerca de 114 milhões de pessoas a 2,7 milhões de empresas acessaram o sistema de consultas criado para o resgate do dinheiro. Desse total, 25,9 milhões de pessoas físicas e 253 mil empresas descobriram que têm recursos a receber.

No caso de existência de saldos residuais em instituições financeiras, o próprio site informou uma data e um horário de retorno para agendar a retirada. Essa etapa exigirá conta nível prata ou ouro do Portal Gov.br.

Confira abaixo o passo a passo para a retirada do dinheiro:

Passo 1

Acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br na data e no período de saque informado na primeira consulta. Quem esqueceu a data pode repetir o processo, sem esperar o dia 7 de março.

Passo 2

Fazer login com a conta Gov.br (nível prata ou ouro). Se o cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br. O BC aconselha ao correntista não deixar para criar a conta e ajustar o nível no dia de agendar o resgate.

Passo 3

Ler e aceitar o termo de responsabilidade

Passo 4

Verificar o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber. O sistema poderá fornecer informações adicionais, se for o caso. A primeira etapa da consulta só informava a existência de valores a receber, sem dar detalhes.

Passo 5

Clicar na opção indicada pelo sistema:

"Solicitar por aqui": para devolução do valor via Pix em até 12 dias úteis. O usuário deverá escolher uma das chaves Pix e informar os dados pessoais e guardar o número de protocolo, caso precise entrar em contato com a instituição.

"Solicitar via instituição": a instituição financeira não oferece a devolução por Pix. O usuário deverá entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para combinar com a instituição a forma de retirada.

Importante: Na tela de informações dos valores a receber, o cidadão deve consultar os canais de atendimento da instituição clicando no nome dela.

Calendário

Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá uma repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983 ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março. Quem nasceu a partir de 1984 ou abriu empresa nesse ano, a data vai de 21 e 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa. O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar. O direito a receber os recursos são definitivos e continuarão guardados pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

Após o pedido de saque, a instituição financeira terá até 12 dias úteis para fazer a transferência. A expectativa é que pagamentos realizados por meio do Pix ocorram mais rápido. Nesta primeira fase, estão sendo liberados R$ 3,9 bilhões esquecidos em instituições financeiras. Em maio, haverá uma nova rodada de consultas, com mais R$ 4,1 bilhões disponíveis.

Além dos valores residuais em bancos, o cidadão pode ter outras fontes de dinheiro esquecido, como cotas de fundos públicos, revisão de benefícios da Previdência Social, restituições na malha fina do Imposto de Renda e até pequenos prêmios de loterias. A Agência Brasil preparou um guia para facilitar a busca por recursos adicionais.

Camex zera tarifas de importação de 30 produtos aeronáuticos

Desde ontem (2), 30 produtos ligados ao setor aeronáutico passam a entrar no país sem pagar Imposto de Importação. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou as tarifas nas importações para o uso em atividades relacionadas ao setor.

Entre os produtos beneficiados, estão impressoras, máquinas de corte, planadores, dirigíveis e aparelhos de telefone, desde que usados pelo setor aeronáutico.

Em nota, o Ministério da Economia informou que a medida alinha as alíquotas brasileiras ao Acordo sobre Comércio de Aeronaves da Organização Mundial do Comércio (OMC) A redução das alíquotas a zero foi proposta pela própria equipe econômica.

A Camex também atualizou a norma para importação de produtos aeronáuticos, estabelecendo os requisitos para que as empresas interessadas possam comprar produtos no exterior sem pagar Imposto de Importação.

Receita alerta para golpe de saque imediato da restituição do IRPF

A Receita Federal divulgou um alerta sobre mais uma tentativa de golpe envolvendo a restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Segundo o órgão, golpistas estão utilizando informações a respeito desses valores para lesar os cidadãos.

O órgão alerta para os cuidados com e-mails recebidos. “As comunicações da Receita Federal não possuem links de acesso por e-mail. Todas as informações recebidas devem ser confirmadas diretamente no Portal e-CAC, com acesso seguro por meio do Gov.br ou por certificado digital”, informou o Ministério da Economia, em nota.

Golpes do tipo são bastante comuns. Desta vez, com uma mensagem que traz no assunto Saque Imediato, os criminosos disponibilizam um link malicioso chamado Baixar Chave de Acesso. Os contribuintes não devem acessar o link.

IRPF 2022

A Receita Federal vai disponibilizar, em 7 de março, o Programa Gerador da Declaração (PGD), que marca o início da entrega da Declaração de Ajuste Anual de Imposto de Renda de 2022. O prazo termina às 23h59 do dia 29 de abril e, até lá, de acordo com o órgão, a expectativa é que 34,1 milhões de declarações sejam enviadas – desse total, estima-se que 60% terão valor a restituir.

Intermodal South America 2022 exige uso de máscaras e comprovante de esquema vacinal completo contra a Covid-19

Saúde e segurança em primeiro lugar! 2022 marca o retorno da Intermodal South America (o principal evento da América Latina para os setores logístico, intralogístico, de transporte de cargas, comércio exterior e de tecnologia associada a estes segmentos) aos pavilhões e o reencontro entre os principais players das cadeias de suprimentos, armazenagem e distribuição de todo o mundo. 

 

A volta à dinâmica dos eventos presenciais exigiu dos organizadores agilidade para atender a todos os protocolos de saúde e segurança exigidos e para oferecer ao mercado um ambiente seguro para os visitantes e profissionais que fazem a Intermodal acontecer. “Além de implementar todos os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades locais e pelas organizações sanitárias internacionais, a Informa Markets coloca em prática as ações desenvolvidas no Informa AllSecure - um conjunto próprio de processos de saúde e segurança que tem o intuito de oferecer toda a tranquilidade e confiança aos participantes do evento, de maneira que se sintam parte de um ambiente controlado”, afirma o diretor da Intermodal e do portfólio de infraestrutura da Informa Markets Brasil, Hermano Pinto Jr.

 

Por isso, o uso de máscaras de proteção facial será obrigatório durante todo o evento - que será promovido de 15 a 17 de março de 2022, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP) - , bem como a apresentação do comprovante vacinal completo contra a Covid-19 (por meio do aplicativo ConecteSUS ou da caderneta de vacinação física) na entrada da feira. Da mesma maneira, será realizada a aferição de temperatura de todo o público nos portões de acesso ao evento.

 

Outra medida adotada, com o intuito de evitar aglomerações no evento, está na forma como as credenciais dos visitantes serão emitidas: elas devem ser impressas pelos próprios inscritos e levadas à feira. Para isso, basta se inscreverem no site da Intermodal (www.intermodal.com.br) - ao fazê-lo, as credenciais serão enviadas automaticamente aos e-mails cadastrados, prontas para a impressão.

 

O evento presencial contará ainda com outras iniciativas de segurança, como: disponibilização de dispensers de álcool em gel nas áreas comuns da feira e controle de acesso ao pavilhão (de acordo com a capacidade estabelecida pela prefeitura de São Paulo). Sem contar uma estrutura intensificada de atendimento médico e sinalizações/orientações referentes aos cuidados contra a Covid-19 disponíveis em todo o evento.

 

Exposição e Programação - Destaque também para o exclusivo espaço de exposição e networking da Intermodal 2022, que já conta com mais de 200 marcas expositoras, nacionais e internacionais, e com as últimas novidades em produtos, serviços e tecnologias para os setores contemplados pelo evento. Entre as companhias com participação garantida estão nomes como: MSC, DHL, American Airlines, Brasil Terminal Portuário, Log-In Logística, Porto de Santos, Porto do Pecém, Porto do Rio Grande, JSL Logística, Jadlog, Brado Logística, DP World, Imetame Logística, Latam Cargo, Liebherr, Coopercarga, Brink’s, United Nations Freight Trading Logistics, Modal GR e muitas outras. Mais detalhes - https://bit.ly/3I4qHNP

 

Assim como para a inédita grade de programação do evento, que traz um amplo temário de debates com os principais especialistas e formadores de opinião do setor. À exemplo da XXV Conferência Nacional de Logística (CNL), promovida em parceria com a Associação Brasileira de Logística (Abralog), que propicia a discussão sobre Aceleração Digital, Colaboração e Excelência em Logística ao longo dos três dias de feira. Mais informações - https://bit.ly/3I3C2hg

 

“Tudo isso poderá ser acompanhado também de forma virtual, já que a Intermodal 2022 será realizada, pela primeira vez na história, em formato híbrido e os visitantes poderão acompanhá-la tanto fisicamente quanto virtualmente, com transmissão de toda a CNL e dos outros eventos de conteúdo programados, além de flashes exclusivos do que estará acontecendo dentro do pavilhão”, conclui Hermano.

 

Serviço:

 

Intermodal South America 2022

Quando: 15 a 17 de março de 2022.

Horário: Das 13 às 21 horas. 

Onde: São Paulo Expo - São Paulo (SP).

 

 

Sobre a Intermodal - www.intermodal.com.br

A Intermodal, hoje, se transformou em uma plataforma de negócios completa para os setores de logística, intralogística, transporte de cargas e comércio exterior, gerando negócios, relacionamentos e entregando conteúdos de qualidade em todos os ambientes: digital e físico, sinergicamente. Atualmente, possui uma base de dados qualificada, com mais de 150 mil contatos de profissionais do setor e diversos canais, como plataforma digital, website, redes sociais e uma plataforma de conteúdos e negócios exclusivos, com os quais consegue promover marcas, lançar produtos, gerar leads e realizar ações personalizadas para obtenção de um melhor retorno dos investimentos, com mais foco e assertividade.

 

Sobre a Informa Markets  

A Informa Markets cria plataformas para indústrias e mercados especializados em fazer negócios, inovar e crescer. Seu portfólio global é composto por mais de 550 eventos e marcas internacionais, sendo mais de 30 no Brasil, em mercados como Saúde e Nutrição, Infraestrutura, Construção, Alimentos e Bebidas, Agronegócio, Tecnologia e Telecom, Metal Mecânico, entre outros. Oferecendo aos clientes e parceiros em todo o mundo oportunidades de networking, de viver experiências e de fazer negócios por meio de feiras e eventos híbridos, conteúdo digital especializado e soluções de inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Para mais informações, visite www.informamarkets.com.br ou entre em contato pelo e-mail institucional@informa.com

Empresário catarinense Leonardo Straliotto participa de evento para gestores do Brasil

O CEO e fundador do Grupo Stra Leonardo Straliotto, referência em vendas e distribuição de produtos para farmácias, hospitais, laboratórios, bancos de sangue e consumidores finais de todo território brasileiro, participou da Imersão e Mentoria Gestão 4.0, programa de formação do G4 Educação, edtech com foco em educação executiva. O evento voltado para fundadores, líderes e gestores de negócios de grandes empresas brasileiras foi realizado ao final de fevereiro.

 

Durante o encontro, o executivo trocou experiências com nomes como: Tallis Gomes, co-founder e chairman do G4 Educação e founder da Singu e Easy Taxi, que se tornou um case icônico - o empresário levou sua empresa para 35 países em 4 anos e conta isso em seu livro best-seller "Nada Easy" -; Bruno Nardon, co-founder do G4 Educação e founder da Kanui e Rappi, duas empresas cujo valor de mercado somado ultrapassa bilhões, e Alfredo Soares, que, além de co-founder do G4 Educação, é Presidente da Loja Integrada e sócio da VTEX, bem como founder da Xtech Commerce e autor dos livros best-sellers “Bora Vender” e “Bora Varejo”. 

 

“O Grupo Stra está sempre atento às novidades, em termos de soluções e treinamentos que contribuam com a jornada dos nossos stakeholders em saúde. Prova da nossa profissionalização são os resultados e o crescimento constante da nossa participação de mercado no Brasil. E, por isso, participar de uma imersão com os maiores gestores e empreendedores do país foi uma jornada rica de conhecimento, ferramentas e de networking”, avalia Leonardo Straliotto.

 

Ao todo, o evento promovido pelo G4 Educação teve 3 dias de imersão, 30 horas de duração, 4 sessões de mentoria e reuniu cerca de 50 executivos e empresários brasileiros de diversas regiões do país.

 

Sobre o Grupo Stra

Fundado em 2009 por Leonardo Straliotto, o Grupo Stra é referência em vendas e distribuição de produtos na área de saúde e bem-estar. Possui sede em Santa Catarina e atua em território nacional com a venda de itens importados para farmácias, hospitais, laboratórios, bancos de sangue e consumidores finais. Além do e-commerce Stra Medical, possui amplo portfólio de produtos com marcas próprias em áreas como: suplementos alimentares, exames citopatológicos, testes de urease, biópsias, entre outros. É responsável pela concepção, desenvolvimento, fabricação e distribuição do inovador Flux Air, dilatador nasal interno indicado para o tratamento de problemas respiratórios como: rinite, sinusite, desvio de septo e ronco, além de auxiliar na falta de disposição e rendimento em atividades físicas.

Mais informações: https://grupostra.com.br

 

Concurso Brasileiro de Cervejas inicia como o maior do mundo em cervejarias independentes

Às vésperas de seu início, o Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC), que começa no sábado (05), em Blumenau, traz o reconhecimento da competição como a maior do mundo em número de cervejarias independentes. O que sustenta o título é o recorde de mais de 3,5 mil rótulos inscritos para a edição, a décima do evento. "Não é nenhum exagero afirmar que temos mais da metade do setor nacional inscrito, o que nos confere orgulho, porém muita responsabilidade", afirma Develon da Rocha, presidente da Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura (Ablutec), organizadora do concurso e do primeiro Congresso Internacional da Cerveja (Conib), que acontecerá nos dias 9 e 10 de março.

Os dois eventos serão no Don Concept Hall, na cidade que leva o título de Capital Brasileira da Cerveja. O Concurso Brasileiro de Cervejas reunirá mais de 100 renomados jurados, nacionais e internacionais, além do ineditismo da parceria com o Brussels Beer Challenge, da Bélgica, e com o Barcelona Beer Challenge, da Espanha. "Será uma valiosa troca de conhecimento que facilitará o intercâmbio de jurados e agregará ainda mais qualidade ao portfólio das cervejarias participantes do concurso", afirma Rocha. Esta troca incorrerá em isenção da taxa de inscrição na disputa europeia de 2022 aos três primeiros colocados no Best of Show - prêmio de Melhor Cerveja no CBC - e presença confirmada de sommeliers e palestrantes europeus nas próximas edições no Brasil.

Congresso Internacional da Cerveja

De caráter global, é uma oportunidade única para os profissionais do setor atualizarem seus conhecimentos na área da ciência e de mercado. Híbrido, contará com 20 palestrantes e degustação da cerveja polonesa Grodziskie. Um exemplo que chancela a importância do Conib é a presença de importantes palestrantes internacionais do segmento, como Kilian Kittl, gerente de Projetos do European Beer Star - organizado na Alemanha pela Private Brauereien, que tutela a excelência das cervejarias familiares daquele país.

Vendas de imóveis novos cresceram 12,8% em 2021

O mercado imobiliário brasileiro registrou saldo positivo no ano passado, apesar de problemas como o aumento dos preços e da inflação. O número de vendas de novos imóveis cresceu 12,8% em comparação com 2020. Os lançamentos de imóveis registraram aumento de 25,9% e a oferta final (imóveis não vendidos) fechou o período com 3,8% de crescimento.

Os dados são do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do 4º trimestre de 2021, feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (21) em coletiva online. Os dados coletados e analisados incluem 176 cidades, sendo 22 capitais.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, “o maior problema que a construção civil tem hoje é a ausência de mão de obra, pois o setor está muito aquecido. Isso porque, em 2020 e no primeiro semestre de 2021, as vendas foram muito boas e batemos recordes atrás de recordes. Os números consolidados de 2021 são positivos, mas isso precisa ser lido com atenção, porque no último trimestre a curva estabiliza e começa a decrescer”.

Segundo o estudo, os lançamentos e as vendas do segundo semestre de 2021 foram afetados pela mudança do cenário econômico e, principalmente, pelos efeitos do aumento de custos dos insumos da construção. Além disso, houve uma redução efetiva no poder de compra das famílias.

“Lá atras, falávamos que o aumento de custo não era compatível com o aumento de renda das pessoas. O IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] deve estar girando em torno de 10%, o Índice da Construção Civil está em torno de 20%, ou seja, o custo da construção subiu muito mais do que a capacidade de reposição dos salários.”.

De acordo com Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, os preços dos imóveis registraram aumento de 6,12% no último trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior. Petrucci destaca que as construtoras não estavam repassando o aumento nos custos ao preço, mas que agora o consumidor final está absorvendo a subida nos preços dos materiais.

 

Intenção de compra

Nos últimos 12 meses a intenção de compra de imóveis pela população se manteve estável, com 5% da população afirmando que pretende comprar imóveis.

Segundo Marcos Kahtalian, sócio da Brain Inteligência Estratégica, 62% dos brasileiros não têm intenção de compra; 20% têm intenção, mas não começaram a procurar ativamente; 12% possuem intenção, mas procuraram apenas na internet; e 6% têm intenção e já começaram a visitar imóveis e stands de vendas. “Vontade de compra tem, a grande preocupação é se o imóvel cabe no bolso”.

Casa Verde e Amarela

No programa habitacional do governo Federal, o Casa Verde e Amarela (CVA), as vendas aumentaram 3,4% em 2021 em relação ao ano anterior. Para o presidente da CBIC, o mercado deve ser afetado positivamente pela nova curva de subsídios que entrará em vigor entre março e abril deste ano. A expectativa da é que a melhora nas vendas pode fazer com que os números dos indicadores fiquem próximos aos do ano passado. 

 
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, com o aumento do preço dos insumos de construção, os valores dos imóveis se desenquadraram do programa Casa Verde e Amarela. Foram alteradas, então, a curva de subsídios, que varia com a renda, composição familiar ou localização da família. “O que fizemos foi aumentar o valor desse subsídio para mais famílias, especialmente as que recebem até R$ 2 mil. Isso diminui o risco dos agentes financeiros e melhora a condição de compra das famílias que são foco principal do programa”, afirmou, em entrevista ao portal do ministério, o secretário nacional de Habitação, Alfredo dos Santos.

O levantamento ainda analisou a participação do programa habitacional Casa Verde e Amarela no total de unidades lançadas e vendidas em todas as regiões brasileiras. No último trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior, o número de lançamentos subiu 28,3%, as vendas caíram 0,3% e a oferta final registrou 12,1% de alta.

No 4º trimestre, a participação do programa no total de unidades vendidas registrou leve queda em relação ao trimestre anterior, passando de 47% de todos os imóveis vendidos no Brasil para 45%. Em relação aos lançamentos, do total do 4º trimestre, 41% foram do Casa Verde e Amarela.
A região com o maior número de unidades vendidas pelo CVA no último trimestre de 2021 foi a Sudeste com 18.167, seguida do Nordeste com 5.248. A Região Sul teve 3.614 vendas pelo programa habitacional, o Centro-Oeste teve 1.660 e o Norte, 721.
 

Números

Em comparação com 2020, os lançamentos aumentaram 25,9%. A Região Sudeste liderou com crescimento de 32% e 159.662 unidades lançadas no período. Centro-Oeste registrou aumento de 29,3%, com 20.186 unidades lançadas, o Nordeste cresceu 22,1%, com 37.643 lançamentos. Na Região Sul foram 41.884 lançamentos e aumento de 11,8% e a Norte teve 6.303 lançamentos, com crescimento de 0,8%.

No comparativo entre o 3º trimestre de 2021 e o 4º, o valor geral lançado (VGL), que é a multiplicação do número de unidades lançadas com o valor cobrado por cada uma, a variação foi de 42,5%, somando R$ 42 bilhões. Em 2021, a variação foi de 48,9% em relação ao ano anterior, com VGL de R$ 116 bilhões. Em 2020, o valor foi de R$ 78 bilhões.

 
A oferta final aumentou 10,4% no 4º trimestre em relação ao anterior e chegou a 232.566 unidades ofertadas, não vendidas, em dezembro de 2021. Considerando a média de vendas dos últimos 12 meses, se não houver novos lançamentos, a oferta final poderia ser escoada em 10,7 meses, o que, na avaliação de Petrucci, não é muito.

No total do 4º trimestre, as vendas registraram aumento de 3,6%. Contudo, somente a região Sudeste registrou aumento nas vendas, com 15,5% e 39.556 unidades vendidas no trimestre. A região Norte foi a que registrou maior queda nas vendas no período, que chegou a 22,9%, com 1.428 unidades.

Considerando o ano de 2021 em relação a 2020, a Região Nordeste registrou maior percentual de crescimento, com 16,7% a mais nas vendas, seguida do Sudeste, com aumento de 14,3%, Centro-Oeste (11,1%), Sul (8,2%) e Norte com queda de 4,6%.
 

Fonte: Agência Brasil

Intermodal South America 2022 exige uso de máscaras e comprovante de esquema vacinal completo contra a Covid-19

Saúde e segurança em primeiro lugar! 2022 marca o retorno da Intermodal South America (o principal evento da América Latina para os setores logístico, intralogístico, de transporte de cargas, comércio exterior e de tecnologia associada a estes segmentos) aos pavilhões e o reencontro entre os principais players das cadeias de suprimentos, armazenagem e distribuição de todo o mundo. 

 

A volta à dinâmica dos eventos presenciais exigiu dos organizadores agilidade para atender a todos os protocolos de saúde e segurança exigidos e para oferecer ao mercado um ambiente seguro para os visitantes e profissionais que fazem a Intermodal acontecer. “Além de implementar todos os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades locais e pelas organizações sanitárias internacionais, a Informa Markets coloca em prática as ações desenvolvidas no Informa AllSecure - um conjunto próprio de processos de saúde e segurança que tem o intuito de oferecer toda a tranquilidade e confiança aos participantes do evento, de maneira que se sintam parte de um ambiente controlado”, afirma o diretor da Intermodal e do portfólio de infraestrutura da Informa Markets Brasil, Hermano Pinto Jr.

 

Por isso, o uso de máscaras de proteção facial será obrigatório durante todo o evento - que será promovido de 15 a 17 de março de 2022, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP) - , bem como a apresentação do comprovante vacinal completo contra a Covid-19 (por meio do aplicativo ConecteSUS ou da caderneta de vacinação física) na entrada da feira. Da mesma maneira, será realizada a aferição de temperatura de todo o público nos portões de acesso ao evento.

 

Outra medida adotada, com o intuito de evitar aglomerações no evento, está na forma como as credenciais dos visitantes serão emitidas: elas devem ser impressas pelos próprios inscritos e levadas à feira. Para isso, basta se inscreverem no site da Intermodal (www.intermodal.com.br) - ao fazê-lo, as credenciais serão enviadas automaticamente aos e-mails cadastrados, prontas para a impressão.

 

O evento presencial contará ainda com outras iniciativas de segurança, como: disponibilização de dispensers de álcool em gel nas áreas comuns da feira e controle de acesso ao pavilhão (de acordo com a capacidade estabelecida pela prefeitura de São Paulo). Sem contar uma estrutura intensificada de atendimento médico e sinalizações/orientações referentes aos cuidados contra a Covid-19 disponíveis em todo o evento.

 

Exposição e Programação - Destaque também para o exclusivo espaço de exposição e networking da Intermodal 2022, que já conta com mais de 200 marcas expositoras, nacionais e internacionais, e com as últimas novidades em produtos, serviços e tecnologias para os setores contemplados pelo evento. Entre as companhias com participação garantida estão nomes como: MSC, DHL, American Airlines, Brasil Terminal Portuário, Log-In Logística, Porto de Santos, Porto do Pecém, Porto do Rio Grande, JSL Logística, Jadlog, Brado Logística, DP World, Imetame Logística, Latam Cargo, Liebherr, Coopercarga, Brink’s, United Nations Freight Trading Logistics, Modal GR e muitas outras. Mais detalhes - https://bit.ly/3I4qHNP

 

Assim como para a inédita grade de programação do evento, que traz um amplo temário de debates com os principais especialistas e formadores de opinião do setor. À exemplo da XXV Conferência Nacional de Logística (CNL), promovida em parceria com a Associação Brasileira de Logística (Abralog), que propicia a discussão sobre Aceleração Digital, Colaboração e Excelência em Logística ao longo dos três dias de feira. Mais informações - https://bit.ly/3I3C2hg

 

“Tudo isso poderá ser acompanhado também de forma virtual, já que a Intermodal 2022 será realizada, pela primeira vez na história, em formato híbrido e os visitantes poderão acompanhá-la tanto fisicamente quanto virtualmente, com transmissão de toda a CNL e dos outros eventos de conteúdo programados, além de flashes exclusivos do que estará acontecendo dentro do pavilhão”, conclui Hermano.

 

Serviço:

 

Intermodal South America 2022

Quando: 15 a 17 de março de 2022.

Horário: Das 13 às 21 horas. 

Onde: São Paulo Expo - São Paulo (SP).

 

 

Sobre a Intermodal - www.intermodal.com.br

A Intermodal, hoje, se transformou em uma plataforma de negócios completa para os setores de logística, intralogística, transporte de cargas e comércio exterior, gerando negócios, relacionamentos e entregando conteúdos de qualidade em todos os ambientes: digital e físico, sinergicamente. Atualmente, possui uma base de dados qualificada, com mais de 150 mil contatos de profissionais do setor e diversos canais, como plataforma digital, website, redes sociais e uma plataforma de conteúdos e negócios exclusivos, com os quais consegue promover marcas, lançar produtos, gerar leads e realizar ações personalizadas para obtenção de um melhor retorno dos investimentos, com mais foco e assertividade.

 

Sobre a Informa Markets  

A Informa Markets cria plataformas para indústrias e mercados especializados em fazer negócios, inovar e crescer. Seu portfólio global é composto por mais de 550 eventos e marcas internacionais, sendo mais de 30 no Brasil, em mercados como Saúde e Nutrição, Infraestrutura, Construção, Alimentos e Bebidas, Agronegócio, Tecnologia e Telecom, Metal Mecânico, entre outros. Oferecendo aos clientes e parceiros em todo o mundo oportunidades de networking, de viver experiências e de fazer negócios por meio de feiras e eventos híbridos, conteúdo digital especializado e soluções de inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Para mais informações, visite www.informamarkets.com.br ou entre em contato pelo e-mail institucional@informa.com

Contribuintes têm até sexta para regularizar débitos sobre impostos

Contribuintes catarinenses têm até a próxima sexta-feira, 25, para regularizarem seus débitos com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) com descontos que chegam a 90% nas multas e juros.

“Muitas empresas tiveram prejuízos na pandemia de Covid-19 e não conseguiram honrar seus compromissos. Por isso, no ano passado, a Secretaria da Fazenda solicitou a ampliação do prazo do Prefis junto ao Confaz até 25 de fevereiro”, explica a diretora de Administração Tributária (Diat) da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), Lenai Michels.

Podem ser objeto do Prefis os créditos tributários relativos ao ICMS, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa, inclusive os ajuizados, desde que os fatos geradores tenham ocorrido até 31 de maio de 2021. Para as empresas que tiveram dificuldades de manter o pagamento do ICMS em dia durante a pandemia de Covid-19, há a possibilidade de parcelamento, com abatimentos que variam entre 30% até 80% sobre as multas e juros, sendo possível parcelar os débitos em até 60 vezes, com desconto gradativo da multa e juros.

Para ITCMD, serão objeto do desconto mencionado acima os créditos tributários não constituídos de ofício, vencidos até 31 de maio de 2021; e constituídos de ofício, inscritos ou não em dívida ativa, até a mesma data.

Dúvidas e outras informações serão atendidas pela Central de Atendimento Fazendária, neste link, ou no 0800 048 1515, das 13h às 18h, de segunda a sexta-feira. A SEF/SC disponibilizou também o email: prefis2021@sef.sc.gov.br .

Também na sexta-feira, 25, termina o prazo para a regularização das inconsistências apresentadas nas Malhas Fiscais de 2020. A diretora da Diat alerta que a regularização deve ser realizada dentro do prazo, para evitar o início de fiscalização. “Após esse prazo, há o lançamento do crédito tributário de ofício, além da consequente aplicação de multa mais gravosa”, diz Lenai.

Para detalhes e encaminhamento das soluções, ela recomenda aos contabilistas a utilização do Sistema de Administração Tributária, no módulo Malhas Fiscais. No perfil para contabilistas, há um canal de comunicação para esclarecimento das dúvidas, via chat, com os auditores responsáveis, além de todas as informações pertinentes e instruções para regularização.

 

Luiz Carlos Hauly afirma que Brasil vai crescer 9% ao ano após reforma tributária

Para o economista Luiz Carlos Hauly, que defende a aprovação da reforma tributária (PEC 110/2019), uma saída válida para simplificar o sistema brasileira é a implementação de tecnologia para cobrança automática de impostos. O especialista em tributação destacou o modelo Abuhab 5.0, que cobra o imposto a partir da nota fiscal. 

“Ao fazer automatizado, nós vamos eliminar uma gordura trans enorme desse processo. Deixando as cadeias produtivas neutras, o Brasil vai se tornar o país com maior capacidade concorrencial do mundo, e vai crescer a 9% ao ano. Crédito frio, nota calçada, nota paralela, isso vai ser totalmente eliminado com automação proposta”, considerou. 

A declaração foi feita nesta sexta-feira (11), na Comissão Senado do Futuro (CSF), onde senadores e especialistas na área tributária se reuniram com  objetivo de debater a necessidade de reduzir a burocracia no sistema brasileiro de cobrança de impostos.

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O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) também defendeu a modernização no sistema de cobrança de impostos. Segundo o parlamentar, o Brasil precisa investir mais em processos que diminuam burocracias que impedem o crescimento econômico e social do país. 

“Não dá para se ter uma boa arrecadação e um bom sistema funcionando se não houver um sistema informatizado, digitalizado. E, no Brasil, não tem. O próprio governo é totalmente analógico. No Brasil, temos um orçamento de R$ de 150 bilhões para a Saúde, mas não há controle de estoque de medicamento”, pontuou. 

Impactos imediatos 

Se a tecnologia sugerida for de fato implantada, os impactos serão imediatos no dia a dia das transações de consumo. A medida visa simplificar a comercialização de qualquer mercadoria.

Segundo o idealizador dessa ferramenta, o empresário e fundador do Destrava Brasil, Miguel Abuhab, o modelo já foi apresentado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, e para as principais instituições financeiras do Brasil.

“A nossa proposta é que o valor e o número da nota fiscal sejam integrados com o sistema bancário. O imposto passa a ser calculado e conferido pelo estado, o recolhimento é automático pelo sistema bancário, as transações bancárias passam a ter suporte contábil. Teremos uma carga tributária adequada na base do consumo e, finalmente, impostos não cumulativos”, explicou. 

A partir desse modelo, a cobrança do imposto será feita a cada circulação do dinheiro e não da mercadoria, como é atualmente. O tributo será retido de forma automática a cada pagamento de nota fiscal e ficará na cidade e estado onde se realiza o consumo. 

A expectativa é de que isso também acarrete o fim da cumulatividade de impostos para as empresas, e a partilha e a transferência diária da arrecadação do IBS (Imposto sobre bens e serviços) para a União, estados e municípios. Para o contribuinte, será o fim da autodeclaração e da maior parte da burocracia contábil. 
 



Fonte: Brasil 61

Pessoas físicas não contribuintes do ICMS passarão a pagar mais caro por produtos adquiridos em outros Estados

A partir de agora qualquer pessoa física não contribuinte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) terá de pagar valores distintos na taxa ao adquirir produtos de outros estados.  A medida está regulamentada na Lei Complementar de nº 190, promulgada no dia 4 de janeiro de 2022.  Com a publicação do dispositivo, estima-se que, ao todo, a cobrança aumente em até 10% o preço médio dos produtos comercializados. 

Entretanto, de acordo com o advogado e especialista tributário Dr. João Carlos Martins, a exigência de arrecadação do diferencial de alíquota não poderá entrar em vigor ainda neste ano. “O formato desta lei é inconstitucional, pois ela não atende ao princípio da anterioridade, que estabelece a necessidade de uma antecipação anunciada nas reformas tributárias. Desse modo, as cobranças provenientes da legislação só poderão ocorrer a partir de janeiro de 2023”, ressalta o especialista.

O ICMS é conhecido por todos os empreendedores brasileiros cientes de suas devidas obrigações fiscais desde a sua criação por meio da Lei Complementar 87/1996, também conhecida como Lei Kandir. Esse imposto incide sobre diferentes tipos de mercadorias, sejam elas nacionais ou importadas, que visam à titularidade do produto pelo consumidor ao fim da prestação de serviços. No entanto, o tributo indireto acaba de receber mudanças em suas diretrizes jurídicas.

Com a divergência de determinações sobre a legislação, representantes do Comitê Nacional dos Secretários de Estado da Fazenda (Comsenfaz) afirmam que a lei não faz jus ao princípio da anualidade pelo fato de não se tratar de um novo tributo, mas de uma cobrança que já era regulamentada por meio do Convênio ICMS, Lei de n° 93/2015.

Essa norma de 2015 prevê que os Estados podem passar a exigir a diferença de alíquota do ICMS entre os estados, o DIFAL, a partir de abril desse mesmo ano em respeito à anterioridade nonagesimal, que faz jus à impossibilidade de cobrança dos tributos anteriores a 90 dias da instituição da legislação. No entanto, o Dr. João Carlos enfatiza que a cobrança poderá ser prorrogada para o próximo ano caso as empresas busquem assistência jurídica e tributária. 

“Conforme os Estados e o Distrito Federal divulgam em seus portais as informações cabíveis necessárias ao cumprimento das obrigações tributárias, é necessário que os empresários estejam atentos para reivindicar seus direitos intrínsecos garantidos pela Constituição”, reforça o especialista.

Sobre o Dr. João Carlos Martins - Administrador, Contador e Advogado, João Carlos Martins é também Diretor Contábil da Sena Martins, empresa especializada em consultoria administrativa financeira. Além disso, é diretor administrativo da Fênix Capital e diretor jurídico da João Carlos Martins Advocacia e um dos nomes mais experientes no ramo de atuação. O especialista também se dedica a consultorias empresariais tanto no Distrito Federal como em outras unidades da Federação.

Sine tem mais de 9 mil vagas abertas em Santa Catarina

Santa Catarina tem 9.228 vagas de emprego disponíveis pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine/SC), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE). As ofertas estão disponíveis em várias cidades e englobam como pré-requisito desde nível fundamental a superior. Além disso, 185 oportunidades são para pessoas com deficiência (PcD).

Para o diretor de Emprego e Renda da SDE, Diego Goulart, o Estado vem atingindo números recordes no que diz respeito à captação de vagas do Sine de Santa Catarina. “Vale destacar a importância da qualificação profissional para acessar as vagas disponíveis pelos contratantes. Há muitas oportunidades em Santa Catarina", aponta Goulart.

Para concorrer a uma das vagas disponibilizadas, os candidatos devem procurar uma das mais de 130 unidades do Sine. Para realizar o cadastro pessoalmente, é necessário apresentar documentos pessoais, como RG, CPF e carteira de trabalho.

Veja o endereço da sua cidade aqui

Devido a pandemia, o atendimento em algumas unidades está sendo feito via agendamento por telefone. Outra possibilidade é o acompanhamento das vagas via aplicativo do Governo Federal Sine Fácil, que pode ser baixado no smartphone ou tablet. Lá o trabalhador poderá conferir as oportunidades de emprego, candidatar-se a uma vaga e também dar entrada no seguro-desemprego. As mesmas funcionalidades também estão disponíveis no portal Emprega Brasil.

Caravana do Emprego em Indaial 

O Sistema Nacional do Emprego (Sine), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), estará em Indaial na quinta e sexta-feira, 17 e 18, para divulgar oportunidades de emprego. A ação do Gente Catarina faz parte do programa Caravanas do Emprego que pretende aproximar ainda mais o empregador e o trabalhador.

A edição em Indaial vai ocorrer na quinta-feira, 17, na Rua Alameda Juiz de Fora, 69, no Bairro Benedito e na sexta-feira, 18 de fevereiro, no Centro Esportivo Bernardo Pisetta, Rua Leoberto Leal, Bairro Tapajós. O horário será das 8h às 16h.

Auxílio Brasil bate novo recorde de contemplados e chega a 18,05 milhões de famílias em fevereiro

O  Governo Federal inicia o pagamento do Auxílio Brasil de fevereiro nesta segunda-feira (14/02) para quem tem Número de Identificação Social (NIS) final 1. Neste mês, 556,54 mil novas famílias ingressam na folha de pagamento. Mais uma vez, todas as pessoas elegíveis foram selecionadas, mantendo a fila do programa zerada. Com as inclusões, o benefício bate novo recorde de contemplados em um mês, passando de 17,5 milhões para 18,05 milhões de famílias. O investimento total supera os R$ 7,3 bilhões.

“A cada mês, o Governo Federal reforça o compromisso com as pessoas mais vulneráveis do país, mostrando a preocupação em garantir a dignidade e promover a cidadania de todos. Mais uma vez, a gestão do Presidente Jair Bolsonaro alcança uma marca inédita, com o recorde que ultrapassa os 18 milhões de beneficiados”, destacou o ministro da Cidadania, João Roma.

Os pagamentos seguem o calendário habitual do programa, de acordo com o Número de Identificação Social (NIS). As transferências vão de 14 a 25 de fevereiro, sempre nos dias úteis.


Para serem habilitadas no programa, as famílias devem atender aos critérios de elegibilidade, ter os dados atualizados no Cadastro Único nos últimos 24 meses e não podem ter informações divergentes entre as declaradas no cadastro e as de outras bases do Governo Federal.

A seleção é feita de forma automática, considerando a estimativa de pobreza, a quantidade de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário anual do Auxílio Brasil, por meio do Sistema de Benefícios ao Cidadão (Sibec). Ao entrar no programa, as famílias recebem, pelos Correios, no endereço informado durante o cadastramento, duas cartas encaminhadas pela Caixa: a primeira com orientações gerais sobre o Auxílio Brasil e a segunda com o cartão para movimentação bancária do benefício.

O cartão é gerado automaticamente para todas as famílias que ingressam no Auxílio Brasil, em nome do responsável familiar. Com o cartão, a pessoa pode fazer saques parciais ou no valor integral do benefício. Além disso, pelo aplicativo Caixa Tem, o beneficiário pode pagar contas, realizar transferências e consultar extratos, entre outros serviços.

Incentivo à emancipação

Pelas regras do Auxílio Brasil, as famílias que tiverem aumento da renda mensal acima do valor estipulado para o perfil do programa, de R$ 210 por pessoa, e que apresentem em sua composição crianças, jovens de até 21 anos ou gestantes, e este aumento não ultrapassar o valor de R$ 525 por pessoa, poderão permanecer no programa por até 24 meses, sem que o benefício seja cancelado em razão desse aumento.

O objetivo é dar aos beneficiários a segurança de que eles terão o acompanhamento e a proteção de renda do Governo Federal durante o processo de construção da sua autonomia financeira.

“O programa é libertador. Se o beneficiário consegue um emprego com carteira assinada, ele não perde o programa social. Ganha o salário, mais um estímulo para superar a condição de pobreza. Nesse ano que a gente comemora 200 anos da Independência, é a certeza de poder marchar de cabeça erguida”, explicou o ministro João Roma.

Em caso de perda de renda após deixar o programa, a família pode solicitar novamente para ser atendida pelo Auxílio Brasil junto à gestão municipal. Com isso, caso atenda aos requisitos estabelecidos para o recebimento dos benefícios, a família terá prioridade na concessão do benefício.

A permanência no Auxílio Brasil depende, entre outras questões, do cumprimento de algumas condições que têm o objetivo de estimular as famílias a exercerem o direito de acesso às políticas públicas de assistência social, educação e saúde. Entre os critérios estão a frequência escolar mensal mínima de 60%, para crianças de quatro e cinco anos de idade, e de 75%, para as de seis a 21 anos, a observância do calendário nacional de vacinação instituído pelo Ministério da Saúde, o acompanhamento nutricional de crianças com até sete anos incompletos e o acompanhamento do pré-natal para as gestantes.

Notificações e serviço

As famílias incluídas na folha de pagamento do Auxílio Brasil em fevereiro já começaram a receber as notificações, mas a mensagem informa um valor parcial, pois a folha ainda está em processamento. Os valores totais, incluindo o Benefício Extraordinário, que elevou o valor mínimo do Auxílio Brasil para R$ 400 até dezembro de 2022, só estarão integralmente disponíveis nos canais de consulta a partir da próxima segunda-feira (14/02).

Há três canais de atendimento. O número 121, do Ministério da Cidadania, reúne informações e é a central para denúncias. O número 111 é o canal de Atendimento ao Cidadão da CAIXA e congrega informações sobre o cartão e o saque do benefício. Também é possível acompanhar as principais informações sobre o benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil.

Com informações do Ministério da Cidadania

Índice de Atividades Turísticas fecha 2021 com alta superior a 21% no Brasil

OBrasil encerrou 2021 com alta de 21,1% no Índice de Atividades Turísticas, confirmando a tendência de recuperação do setor. É o que aponta a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (10/02). Segundo o estudo, a taxa foi impactada principalmente pelos ramos de transporte aéreo, hotéis, restaurantes, rodoviário coletivo de passageiros e locação de automóveis.

O levantamento revela que houve avanços nos 12 locais investigados, com destaque para São Paulo (11,9%), Rio de Janeiro (16,9%), Minas Gerais (31,6%), Bahia (47,3%), Pernambuco (40,9%) e Rio Grande do Sul (39,0%). O índice também apresentou crescimento em dezembro frente a novembro de 2021, alcançando uma elevação de 3,5%. Trata-se da sétima taxa positiva nos últimos oito meses, período em que o setor acumula um ganho de 66,7%.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, atribui os resultados, que cada vez mais se aproximam dos registrados antes da crise sanitária da Covid-19, ao empenho do Governo Federal em socorrer o segmento. “Desde o início da pandemia, agimos para reduzir ao máximo as perdas do setor. Disponibilizamos crédito a empresários, regulamos as relações de consumo e definimos protocolos sanitários para atividades turísticas. Esse trabalho segue até que o turismo recupere toda a força econômica que tinha antes da pandemia”, enfatiza.

“Desde o início da pandemia, agimos para reduzir ao máximo as perdas do setor. Disponibilizamos crédito a empresários, regulamos as relações de consumo e definimos protocolos sanitários para atividades turísticas. Esse trabalho segue até que o turismo recupere toda a força econômica que tinha antes da pandemia”, enfatiza o ministro do Turismo Gilson Machado.

Já na comparação entre os meses de dezembro de 2021 e de 2020, o Índice de Atividades Turísticas medido pelo IBGE registrou crescimento de 30,7%. A elevação foi verificada nas 12 Unidades da Federação onde o indicador é investigado, com destaque para os estados de São Paulo (34%), Minas Gerais (48,5%), Rio de Janeiro (17,6%), Rio Grande do Sul (57,2%) e Bahia (33,1%).

AVANÇOS 

Dados que refletem a movimentação de turistas no Brasil corroboram as perspectivas de recuperação do setor. Ao longo de 2021, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por exemplo, mais de 62,5 milhões de pessoas foram transportadas nos aeroportos do país, número que representa um crescimento de 20,4% na comparação com o ano anterior (51,9 milhões de passageiros).

SEGURANÇA 

O Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo disponibiliza gratuitamente o Selo Turismo Responsável, que indica o cumprimento de medidas de prevenção à Covid-19 por 15 atividades do ramo. Para obter a sinalização, o interessado deve estar em situação regular no Cadastur, o Cadastro Nacional de Prestadores de Serviços Turísticos. (Faça AQUI o registro). Depois, é preciso acessar o site do Selo, ler as orientações e declarar cumprir os pré-requisitos (Confira AQUI).

Com informações do Ministério do Turismo

IBGE prevê safra de 271,9 milhões de toneladas para 2022

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2022 deve totalizar o recorde de 271,9 milhões de toneladas, 7,4% acima (18,7 milhões de toneladas) da obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que a área a ser colhida é de 71,2 milhões de hectares, 3,8% (2,6 milhões de hectares) maior que a de 2021 e 0,3% (217,2 mil hectares) maior do que o previsto em dezembro.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 93% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Frente a 2021, houve acréscimos de 5,8% na área do milho (6,9% na primeira safra e 5,4% na segunda), de 7,2% na do algodão herbáceo e de 3,6% na da soja. Houve declínio de 0,9% na área do arroz e de 1,7% na do trigo.

Espera-se que a produção de soja totalize 131,8 milhões de toneladas, com redução de 4,7% em relação ao terceiro prognóstico, divulgado em janeiro, e de 2,3% na comparação com a produção do ano anterior. 

A produção de milho foi estimada em 109,9 milhões de toneladas, com crescimento de 0,9% frente ao mês anterior e 25,2% em relação a 2021. Já a estimativa de produção do arroz foi de 11 milhões de toneladas, queda de 4,9% frente ao produzido no ano passado.

Regiões

A região Nordeste foi a única a ter aumento (1,1%) em sua estimativa frente a dezembro. Ela deve produzir 24,4 milhões de toneladas (9% do total do país). O maior declínio foi no Sul (-5,7%), que deve somar 80,2 milhões de toneladas (29,5% do total). O Norte teve queda de 2,6% e deve chegar a 12 milhões de toneladas (4,4% do total), enquanto o Centro-Oeste, com declínio de 0,2%, deve produzir 128,4 milhões de toneladas, ou 47,2% da produção nacional. O Sudeste deverá produzir 26,8 milhões de toneladas (9,9% do total).

Entre os estados, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 28,5%, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,1%), Paraná (13,1%), Goiás (9,9%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (6,2%), que, somados, representaram 80,3% do total nacional.

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação a dezembro, ocorreram no Piauí (267,9 mil toneladas), no Pará (179,5 mil toneladas), no Distrito Federal (35,3 mil toneladas), em Rondônia (35 mil toneladas), no Maranhão (5,4 mil toneladas) e no Rio de Janeiro (424 toneladas).

As principais variações negativas foram registradas no Paraná (-4 milhões de toneladas), em Santa Catarina (-860 mil toneladas), no Tocantins (-538,4 mil toneladas), em Mato Grosso (-336,3 mil toneladas) e no Ceará (-9,9 mil toneladas).

Índice Nacional da Construção Civil sobe 0,72% em janeiro

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,72% em janeiro, o que significa 0,20 ponto percentual sobre o resultado de dezembro de 2021, quando cresceu 0,52%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (9) o indicador, o resultado de janeiro foi o menor índice desde agosto de 2021.

No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa alcançou 17,17%, ficando abaixo dos 18,65% registrados no período imediatamente anterior. Em janeiro de 2021, o índice ficou em 1,99%.

De acordo com o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, o início de 2022 foi marcado por menor pressão de aumento de preços. Oliveira destacou que janeiro foi o terceiro mês consecutivo em que a parcela dos materiais exerceu menor pressão na variação mensal. Em novembro, houve alta de 1,66%, mas em dezembro ficou em 0,76% e em janeiro, em 0,63%.

Quanto à mão de obra, ele disse que, nas categorias sem qualificação, pesou o aumento do salário mínimo nacional. “Fora os acordos coletivos em Alagoas, no Tocantins e no Piauí, janeiro teve como característica o impacto do aumento do salário mínimo nacional nas categorias sem qualificação, que têm piso muito perto desse valor. O reajuste de serventes e auxiliares não é relacionado aos dissídios captados, porque as empresas precisam se adequar ao novo piso nacional, que teve alta de 10,2%”, explicou.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que fechou 2021 em R$ 1.514,52, chegou a R$ 1.525,48 em janeiro. Nesse valor, R$ 915,79 correspondem aos materiais e R$ 609,69 à mão de obra.

A variação na parcela dos materiais ficou em 0,63%, o que representa recuo de 0,13 ponto percentual na comparação com dezembro de 2021, que foi de 0,76%. Em relação a janeiro de 2021, houve alta de 2,96%, mas observa-se queda mais significativa, 2,33 pontos percentuais. “A inflação dos materiais está desacelerando. Estamos inclusive encontrando deflação em certos produtos como os pertencentes do segmento do aço”, informou.

Regiões

Em todos os estados, houve alta na parcela dos materiais em janeiro. A maior variação regional foi na Região Norte (1,24%), com os ajustes observados nas categorias profissionais no Tocantins. No Nordeste, o aumento ficou em 1,05%; no Sudeste, em 0,48%; no Sul, em 0,32%; e, no Centro-Oeste, em 0,79%.

Os custos regionais, por metro quadrado atingiram R$ 1.525,10 no Norte; R$ 1.433,20 no Nordeste; R$ 1.579,80 no Sudeste; R$ 1.599,93 no Sul e R$ 1.515,22 no Centro-Oeste.

A maior variação mensal entre os estados foi em Alagoas (4,30%), por causa da alta na parcela dos materiais e do dissídio coletivo registrado nas categorias profissionais. Tocantins, com 4,14%, e o Piauí, com 3,34%, também foram destaques.

Sinapi

Conforme o IBGE, a finalidade do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, elaborado pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal, é a produção de séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, bem como de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.

“As estatísticas do Sinapi são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos”, diz o IBGE.

Nove em cada dez municípios de SC criaram vagas de empregos em 2021

Santa Catarina encerrou 2021 com a criação de 167,9 mil postos de trabalho. O resultado representou que 92,2% dos 295 municípios catarinenses chegaram ao fim do ano passado com um saldo positivo na abertura de vagas formais de emprego. Conforme análise do Observatório FIESC, com base nos dados do Novo Caged, o percentual é o terceiro maior do Brasil e o maior da Região Sul do país.

O estado fica atrás apenas do Rio de Janeiro (96,74%) e do Espírito Santo (94,87%) no percentual de municípios que tiveram saldo positivo de empregos em 2021 e acima da proporção nacional, de 86,9% - sem considerar os municípios de Santa Catarina. O resultado também é o melhor do Sul do país, à frente de Paraná (91,9%) e do Rio Grande do Sul (88,5%).

De acordo com Gabriel Barni, analista de dados do Observatório FIESC, o desempenho de Santa Catarina corrobora a força dos municípios do estado e a diversidade da economia catarinense. O setor de Serviços foi responsável pelo maior número de vagas geradas no estado (66.806), em seguida vem a Indústria e Construção (66.229), Comércio (33.548) e Agropecuária (1.271).

Gestão baseada em dados

O acompanhamento do desempenho municipal de geração de vagas é um importante termômetro da economia local. Dados de emprego, renda média dos trabalhadores e setores mais aquecidos na contratação de profissionais também são indicadores que ajudam prefeituras a criar estratégias de desenvolvimento regional.

“Com o avanço na disponibilização de plataformas de dados abertos na última década, uma cultura analítica incentivada pela reutilização de dados passa a ser fundamental para o gestor público percorrer o ciclo de políticas públicas de forma responsiva: identificar o problema; formar a agenda e alternativas; tomar decisões; e implementar e avaliar a política pública” afirma Barni. O analista de dados está à frente do Cidade Única, uma plataforma que reúne informações das 5.570 cidades do Brasil e permite o monitoramento online dos principais indicadores econômicos, sociais e demográficos disponíveis.

De acordo com a analista de negócios do Sebrae/SC, Soraya Tonelli, o bom desempenho dos municípios catarinenses e a análise dos dados permitem que os administradores criem políticas públicas assertivas para o estímulo ao empreendedorismo. "O Sebrae/SC, por meio do sistema de inteligência municipal Cidade Única, vem apostando na análise de dados como protagonista na criação de planejamentos públicos eficientes e que vão ao encontro das reais necessidades dos municípios catarinenses. Por meio do Programa Cidade Empreendedora, estamos trabalhando com as lideranças públicas para fortalecer o ambiente de negócios do nosso estado e fazer com que dados positivos, como esses do Caged, sejam a regra no nosso estado, consolidando cada vez mais a força dos pequenos negócios e da nossa economia", comenta.

Sobre o Cidade Única

O Cidade Única é uma solução desenvolvida em uma parceria entre o Observatório de Negócios do Sebrae/SC e o Instituto Euvaldo Lodi, por meio do Observatório FIESC, que já está em funcionamento em 72 municípios catarinenses.

Ele permite monitorar indicadores dos 5.570 municípios do Brasil. São mais de duzentos indicadores sociais, demográficos e econômicos que contribuem para o desenvolvimento da inteligência analítica nas prefeituras.

O sistema é constantemente atualizado e abastecido por dados oficiais provenientes de mais de 40 bases públicas, com pelo menos cinco anos de série histórica, o que permite o acompanhamento do desempenho de cada município em nove eixos: Demografia, Social, Infraestrutura, Orçamento Público, Economia, Setor Primário, Saúde, Educação e Potencial de Consumo.

O acesso é online, simplificado e dinâmico. Em alguns cliques, o gestor público municipal pode acompanhar os principais indicadores de sua e de outras cidades brasileiras, cruzando informações de diferentes eixos temáticos e verificando a evolução dos dados ao longo do tempo.

Acesse em www.cidadeunica.com.br

Ranking dos 20 municípios com maior saldo de empregos em SC 2021

Arquivo

Itapema ganha Central de Vendas da Embraed

 A EMBRAED, construtora reconhecida como uma das maiores e melhores empresas do país segundo a revista Exame, e com 43 edifícios de luxo já entregues em Balneário Camboriú (SC), acaba de inaugurar uma Central de Vendas em Itapema. A cidade foi escolhida para a construção do L’Atelier Concept Homes, edifício, com quase 200 metros de altura, que inclusive deve entrar no ranking dos mais altos do país.
Interessados podem visitar a Central de Vendas da construtora, em Itapema, na avenida Nereu Ramos, 4514, esquina com a rua 268, segunda a sábado, das 9h às 21h. 

O L’Atelier ficará a apenas 100 metros da praia de Itapema, SC e terá uma torre com 61 pavimentos, sendo dois apartamentos por andar. As plantas têm 213,72 m² e também duas coberturas duplexs com 427,44 m², incluindo terraço com piscina privativa de 31,15m². A previsão é que o empreendimento seja entregue em setembro de 2027. O valor médio dos apartamentos é de e preço médio de R$ 3,6 milhões.

Sempre preocupada com os detalhes, a Embraed vai entregará os apartamentos com rebaixo de gesso em todos os ambientes, porcelanato de grandes formatos, tomadas USB e, persianas motorizadas nas suítes. Também possuem infraestrutura para automação de itens como: iluminação, áudio e vídeo, climatização, cortinas, persianas e banheira. Além de vaga de garagem com ponto próprio de abastecimento de carros elétricos (um por apartamento) e vagas próprias para bicicletas no ‘bike station’.

Outra preocupação da construtora é com as questões de segurança, por conta disso, as áreas comuns terão controle de acesso por biometria ou senha. Já as áreas de acesso de serviço e social serão entregues com reconhecimento facial, além de todo o empreendimento ter monitoramento por câmeras. A guarita ainda terá controle automatizado de itens como: iluminação, sonorização e climatização em todos os ambientes de lazer e áreas comuns. 

Sobre a EMBRAED Empreendimentos
Desde 1984, a EMBRAED atua na incorporação e construção de empreendimentos de alto luxo em Santa Catarina. É referência internacional pela excelência de produtos, reconhecida pela incomparável qualidade dos empreendimentos. Os edifícios são considerados verdadeiras obras de arte com acabamentos exclusivos em vidro, madeira, pedras nobres e gesso feitos em ateliês próprios. Possui alta confiabilidade, resultado da gestão baseada nas mais modernas práticas de governança corporativa, além de ações de responsabilidade social e ambiental.  
www.embraed.com.br

A vacinação e os eventos de 2022

Não há dúvidas de que o Brasil é um exemplo mundial de sucesso em vacinação nos últimos 50 anos, além de uma referência na imunização da população diante da pandemia.

Porém, se há poucos meses se comemorava a plena retomada do setor no país, o alerta chegou rápido, devido à variante ômicron, que tem alta transmissibilidade, mas com baixíssima letalidade e sem pressão no número de leitos do sistema de saúde.

Deve-se a isso à conscientização da população em imunizar-se e à farta distribuição das vacinas no país. Estive recentemente na Europa prospectando participantes para os eventos cervejeiros de Blumenau, em março, e pude constatar presencialmente que estamos bem mais avançados em proteção vacinal do que o Velho Mundo.

O sinal amarelo está aí e cabe às lideranças do setor avaliar as melhores opções visando a segurança aos frequentadores, cuidado indissociável à seriedade dos profissionais que operam neste segmento. Ainda não é o momento de falarmos em cancelamentos, mas, sim, de responsabilidade.

É notório que os eventos foram os mais impactados pela maior crise da história, e o último a vislumbrar sua retomada. Mas é impensável o descuido com aqueles que desejam diversão, negócios ou mesmo relacionamento.

Esta percepção é internacional e os brasileiros que trabalham seriamente no setor estão sempre alinhados com as determinações sanitárias do poder público.

Também considero essencial avaliar a taxa de transmissibilidade dos eventos organizados e responsáveis. Se temos este quadro atual de contágios, muito se deve ao descuido de encontros e aglomerações ilegais ou não recomendadas, sejam em residências, festas, praias, parques, centros de compras, rodoviárias e aeroportos. Sem contar que deve ser determinante o controle da evolução deste cenário, número de internações, óbitos e gravidade dos casos.

Um exemplo de ameaças bem maiores foi a recente declaração de representante da Fiocruz, afirmando que o risco de contágio em um desfile das escolas de samba na Sapucaí, com os protocolos estabelecidos, equivale à metade do apresentado no transporte coletivo no Rio de Janeiro.

Sim, queremos eventos, mas desde que todos sintam-se e estejam seguros. E lutamos para que, novamente, não sejamos demonizados pelo avanço da Covid-19.
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Foto: Daniel Zimmermann.

 

Empresas de tecnologia abrem 500 vagas de emprego em SC

Um grupo de 17 empresas do setor de tecnologia de Santa Catarina está com 500 vagas de emprego abertas em diversas áreas.

As oportunidades de trabalho se dividem entre atuação remota, híbrida e presencial. Grande parte delas é para as funções de Desenvolvedor Full-stack, Back-end e Front-end. Também há oportunidades para Marketing, Desenvolvimento e Implantação, Sucesso do Cliente e Suporte, Financeiro, Administrativo, Recursos Humanos e Comercial. 

Confira abaixo mais detalhes:

ZITRUS
A Zitrus, que desenvolve softwares de gestão para operadoras de planos de saúde, está com 40 oportunidades nas áreas de Produto, Inovação, Fábrica de Software, PMO, Infraestrutura, Qualidade e Atendimento. As vagas abertas na empresa de Joinville são para atuação remota e são CLT. Saiba mais clicando aqui. 

CASHWAY
A CashWay, empresa de Florianópolis especialista em sistemas financeiros para cooperativas de crédito, financeiras e fintechs, está com 15 vagas de emprego abertas. A maioria delas para desenvolvedor Ruby, Delphi, front-end e mobile. Também há vagas para analista de suporte, de implantação, analista de testes  e de negócios e requisitos e uma vaga para Product Owner. A empresa dá preferência para o trabalho presencial. Saiba mais clicando aqui. 

MAGAZORD
A Magazord, empresa que comercializa uma plataforma completa para e-commerce, combinando ERP nativo, gateway de fretes e pagamentos, assim como integrador de marketplaces, está com 131 vagas de trabalho abertas. As oportunidades são para atuação presencial na sede da empresa em Rio do Sul, além de alguns municípios nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Com contratação CLT, as vagas são destinadas às seguintes áreas: Marketing, Desenvolvimento e Implantação, Sucesso do Cliente e Suporte. Financeiro e Administrativo, Recursos Humanos, Comercial. Saiba mais clicando aqui. 

DOT
A empresa de educação digital corporativa DOT Digital Group tem 32 vagas abertas para trabalho 100% em home office nas áreas Administrativa, de Tecnologia, Comercial, para Desenvolvimento, Fornecedor Conteudista, Suporte, Marketing e na Operação EAD. Saiba mais clicando aqui.

MHNET
A Mhnet Telecom, empresa de telecomunicações com mais de 300 mil clientes, está com 178 vagas de trabalho disponíveis em 34 cidades presentes em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. As oportunidades são em regime CLT e com atuação presencial nas seguintes áreas: Comercial Varejo, Contabilidade, Controladoria, Contact Center, Engenharia, Estoque, Financeiro, Infraestrutura, Manutenção para Cliente, Manutenção de Redes, Marketing, Centro de Operações de Rede (NOC), Projetos, Recursos Humanos, Tecnologia da Informação e Vendas Digitais. Saiba mais clicando aqui. 

SUPERO
A Supero Tecnologia tem 14 oportunidades abertas para atuação como Dev C# Pleno-Sênior, Arquiteto Java Sênior, Dev React Native Pleno-Sênior e Executivo de Contas. As posições são para home office. Com sede em Florianópolis e escritórios em Blumenau e Joinville, a Supero está há 18 anos no mercado e é especialista na contratação de profissionais de TI para atender projetos sob demanda de empresas dos mais variados segmentos, como saúde, energia, sistema financeiro e indústrias. Saiba mais clicando aqui.

WAY2
A Way2, fornecedora de soluções tecnológicas para medição e gestão de energia elétrica, tem 5 vagas abertas. As oportunidades são para Analista de Banco de Dados, Analista de Qualidade de Software Sênior, Analista Financeiro Sênior, Desenvolvedor(a) Back end e Estágio em Aplicações. As vagas são para trabalho remoto, mas os colaboradores podem usar a sede da empresa, em Florianópolis, para reuniões e outras atividades. Saiba mais clicando aqui.

UPFLUX
A UpFlux, primeira plataforma de process mining do país, está com 4 vagas abertas para todo o Brasil na área de tecnologia. As oportunidades são para .NET Developer, .NET/Angular Developer, Angular Developer e C# Developer. Com sede em Jaraguá do Sul, a startup atua em 16 estados brasileiros e aplica sua solução em hospitais, clínicas e laboratórios. Saiba mais clicando aqui.

PAYFACE
A Payface, startup de reconhecimento facial para pagamentos, está com mais de 10 vagas abertas. Algumas das oportunidades são para BackEnd Developer (Sr/Pl/Jr), FrontEnd Developer (Sr/Pl/Jr), Full Stack Developer (Sr/Pl/Jr), Data Engineering Developer, Group Product Manager, Analista de Vendas, Analista de Marketing, Sales Development Representative, entre outros. A empresa está contratando pessoas de qualquer região e terá as entrevistas feitas por videochamada. Saiba mais clicando aqui.

HOSTGATOR

Multinacional de hospedagem de sites e serviços para presença online, a HostGator está com 6 vagas abertas. As oportunidades são para Pessoa Analista de Product Marketing Sênior, Business Development Specialist, Senior Product Designer, Assistente de Suporte Técnico e Business Development Consultant. A empresa atua em modelo de trabalho híbrido, portanto o processo seletivo é realizado totalmente online e aberto para pessoas de todo o Brasil. Saiba mais clicando aqui.

HEXAGON
A divisão de Agricultura da Hexagon, que desenvolve soluções tecnológicas para o campo, está com 8 vagas abertas. As oportunidades para Florianópolis abrangem as áreas de Sistemas e Aplicações (Estágio), Desenvolvimento de Software Cloud (Estágio), Desenvolvimento de Software Front End (JavaScript/Angular), Desenvolvimento de Software (Pleno/C++), Análise Financeira (Júnior) e Projeto Eletrônico. A empresa também está com uma vaga de Técnico de Operações Florestais para Três Lagoas (MS) e uma de Desenvolvimento de Software Web (Python) para home office permanente. No momento, toda a empresa está atuando remotamente. Saiba mais clicando aqui. 

BRY TECNOLOGIA
A BRy Tecnologia está com 6 vagas abertas, duas delas para estágio, nas áreas de desenvolvimento e comercial. Todo o processo seletivo está acontecendo de forma remota e as posições são para trabalho em Florianópolis, cidade em que fica a sede da empresa,  com possibilidade de trabalho remoto, híbrido ou presencial. Saiba mais clicando aqui.  

INVOLVES
A Involves, retail tech que desenvolve soluções para indústria e varejo, está com 21 vagas abertas nas áreas de Desenvolvimento, Administrativo, Comercial, Gestão de Pessoas, Design, Suporte e Relacionamento, Sucesso do Cliente e Operação de Negócios. O processo seletivo acontece online e as oportunidades são para trabalho remoto. Saiba mais clicando aqui.

EYEMOBILE
A Eyemobile, startup referência em tecnologia para o varejo físico e digital, está com 17 vagas abertas para diversas áreas, como Desenvolvimento e Marketing. As oportunidades incluem Senior Android Developer, Senior Front-end Developer, Senior Back-end Developer, Product Owner, UX Researcher, UX Designer, QA Lead, Video Maker Motion Graphics, Copywriter Senior, Analista de Inbound Senior, Analista de Social Media Senior, Inside Sales, Customer Success, Tech Recruiter, Analista administrativo e Consultor de vendas externas. A empresa tem sede em Florianópolis e o modelo de trabalho varia entre remoto ou híbrido. Saiba mais clicando aqui.

GEEKHUNTER
A GeekHunter, maior marketplace especializado no recrutamento de profissionais de tecnologia da América Latina, está com 6 vagas abertas. As oportunidades são para Analista de Business Intelligence (BI), Business Development Representative (BDR), liderança de pré-vendas (outbound), Sales Development Representative (SDR), Product Manager e UX/UI Designer. As vagas são para trabalho remoto e também para pessoas com deficiência (PcD). Saiba mais clicando aqui.

PULSES
A HR tech Pulses, que tem soluções de clima organizacional, engajamento e performance medidos de forma contínua, está com 4 oportunidades abertas. As vagas são para Pessoa Desenvolvedora web full-stack em PHP e Vue.Js (júnior e pleno), Editor(a) de vídeo e áudio e Pessoa Executiva de Vendas Enterprise. A sede da empresa fica em Itajaí, mas os candidatos também podem atuar de forma remota. Saiba mais clicando aqui. 

REIVAX
Multinacional brasileira líder na área de tecnologia para geração de energia, a REIVAX está com 3 oportunidades abertas: duas na área de Gestão de Pessoas (estagiário e auxiliar) e uma na área Administrativa (aprendiz). A empresa hoje atua em mais de 40 países ao redor do mundo, controlando mais de 165 GW de potência, e tem filiais em Montreal, no Canadá, e em Baden, na Suíça. As vagas são para atuação presencial na sede da empresa em Florianópolis. Saiba mais clicando aqui. 
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Foto: Daniel Zimmermann.

 

Concurso Brasileiro de Cerveja prorroga inscrições até 26 de janeiro

Últimos dias para para inscrições de amostras para o Concurso Brasileiro de Cervejas 2022. O prazo foi prorrogado até nesta quarta-feira, dia 26 de janeiro.

O próximo evento será emblemático pela comemoração dos 10 anos do concurso, em harmonia com o mercado nacional e à retomada dos grandes eventos no Brasil. A programação acontece entre 5 e 7 de março, no Parque Vila Germânica, em Blumenau.

O concurso ocorrerá em paralelo ao Festival Brasileiro da Cerveja, à Feira Brasileira da Cerveja e à primeira edição do Congresso Internacional da Cerveja (CONIB).

O valor por inscrição de amostra é de R$299. Para fazer as inscrições acesse o site clicando aqui e leia o regulamento.
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Foto: Daniel Zimmermann.

 

Quase metade do setor de construção reclama de falta ou alto preço de insumos

A falta ou o alto preço dos insumos e da matéria-prima é apontado como principal problema enfrentado por 47,3% das indústrias da construção civil no quarto trimestre de 2021. É o que mostra a Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esse fato preocupou o setor durante segunda metade de 2020 e todo o ano de 2021. Os dados mostram que o problema foi mais disseminado, quando atingiu 57,1% das empresas entre janeiro e março do ano passado, mesmo assim, o volume de indústria que precisam lidar com ele ainda é bastante elevado. Foram entrevistadas 434 empresas entre 3 e 14 de janeiro de 2022.

“O percentual de empresas que assinalou a falta ou o alto custo de matéria-prima como o principal problema caiu 9,8 pontos percentuais na comparação com o primeiro trimestre de 2021. É o menor patamar em relação ao observado nos trimestres anteriores. O problema começou a ceder, mas ainda é bastante relevante, porque foi justamente isso que limitou a atividade do setor no passado. É importante deixar claro que essa queda não significa que esse problema está superado”, explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

O índice do preço médio dos insumos da indústria da construção ficou em 70 pontos no último trimestre de 2021, uma queda de 7,5 pontos em relação ao trimestre anterior. É o segundo trimestre consecutivo em que há uma desaceleração do ritmo de aumento de preços dos insumos e matérias-primas. Mesmo assim está muito elevado. O índice varia de 0 a 100 e valores acima de 50 pontos indicam aumento do preço dos insumos. Quanto mais distante de 50 pontos e mais próximo de 100, maior é o aumento. No primeiro trimestre de 2020, o índice estava em 55,6 pontos.

Utilização da capacidade operacional é a maior em sete anos

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) ficou em 66% em dezembro de 2021. Esse patamar é superior ao registrado nos últimos sete anos e equivalente ao nível de utilização da capacidade observado em novembro de 2014, quando a indústria da construção se encontrava em um ciclo de forte crescimento.

Construção segue confiante, mas ainda não recuperou nível de otimismo pré-pandemia

O Índice de Confiança do Empresário (ICEI) da indústria de construção avançou 0,3 ponto, para 55,8 pontos. Por estar acima da linha divisória de 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança, o índice é indicativo que os empresários estão confiantes. O nível de confiança, entretanto, está abaixo do observado em janeiro de 2020 e 2019, quando o ICEI registrava, respectivamente, 64 pontos e 63,7 pontos.

Receita abre consulta a lote residual de restituições do IR

Mais de 240 mil contribuintes que caíram na malha fina nos últimos anos, por inconsistências nas declarações do Imposto de Renda (IR), mas que acertaram as pendências com a Receita, poderão consultar, a partir das 9h de hoje (24), lote residual de restituições do IR Pessoa Física (IRPF).

O pagamento das restituições será depositado diretamente na conta bancária informada na Declaração do Imposto de Renda. A soma dos valores restituídos é superior a R$ 281 milhões. Desse total, mais de R$ 96 milhões serão pagos a 43.306 contribuintes que têm prioridade legal - idosos acima de 60 anos, pessoas com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Foram contemplados também 197.438 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 16/01/2022.

Para consultar, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet, clicar em "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". Se identificar alguma pendência na declaração, pode retificá-la, corrigindo as informações que estejam erradas.

A Receita Federal disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que possibilita consultar informações sobre liberação das restituições do IRPF e situação cadastral de inscrição no CPF.

Se, por algum motivo, o crédito não for feito, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o contribuinte poderá reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal BB, acessando o endereço: https://www.bb.com.br/irpf, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor da restituição no prazo de um ano, deverá solicitá-lo pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

Programa de redução voluntária do consumo de energia gera R$ 2,4 bilhões de bônus aos consumidores

Dados levantados pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), apontam que o Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica dará aos consumidores cerca de R$ 2,4 bilhões de bônus na conta de luz de janeiro. Além disso, gerou uma economia de 5,6 milhões de megawatt/hora (MWh) no período, o que representa cerca de 4,5% a menos na tarifa do consumidor residencial.

Conforme informações preliminares, o chamado bônus para o consumidor gerou uma economia correspondente ao consumo anual do estado da Paraíba ou do Rio Grande do Norte. Os 5,6 milhões MWh economizados são suficientes para abastecer 32,8 milhões de famílias por mês.

O valor também corresponde 3,81% da capacidade máxima de armazenamento no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, considerado a “caixa d’água” do Brasil. Comparativamente, a energia equivale à geração das usinas termelétricas de Angra I e II durante cerca de quatro meses do ano.

Ressalte-se também que essa redução representa aproximadamente 2,7% do consumo de energia verificado em todo o Brasil de setembro a dezembro de 2020, ano de referência para a apuração, demonstrando a assertividade do programa e a aderência aos propósitos para o qual foi estabelecido.

O programa vigorou de setembro a dezembro de 2021 e foi proposto pelo Governo Federal no âmbito da Câmara de Regras Excepcionais para a Gestão Hidroenergética (CREG) como uma das medidas para enfrentamento do pior cenário de escassez hídrica da história do país.

Benefícios econômicos

Além desses benefícios energéticos, os consumidores irão receber, em termos de benefício econômico direto, um total aproximado de R$ 2,4 bilhões.

Em termos de benefícios econômicos indiretos, considerando que o custo da usina mais cara despachada no período de outubro a dezembro foi de R$ 2.533,20/MWh (UTE Araucária) e que o custo do programa foi de R$ 500/MWh, pode-se estimar que os consumidores economizaram quatro vezes mais, ou seja, R$ 9,6 bilhões, caso se substituísse o programa por geração termelétrica adicional ao custo da UTE Araucária.

Considerando esses custos indiretos, estima-se que houve uma economia de no mínimo 4,5% na tarifa do consumidor residencial, uma vez que cada kWh adicional de geração incorreria em custos mais altos à medida que fontes mais caras tivessem de ser acionadas.

O Governo Federal permanece buscando o aprimoramento de seus processos e instrumentos de ação, num esforço contínuo para assegurar o suprimento de energia elétrica para todos os brasileiros, agregando segurança ao menor custo para a sociedade, respeitando o cidadão e valorizando sua ação consciente, voluntária e proativa, como foi concebido neste exitoso programa.

Com informações do Ministério de Minas e Energia

Consumidor que reduziu conta de luz nos últimos quatro meses terá desconto em janeiro

conta de luz chegará mais barata para brasileiros que reduziram 10% do consumo de energia elétrica no acumulado de setembro a dezembro do ano passado, comparado com o mesmo intervalo de 2020. O desconto recairá sobre a parcela de janeiro. A medida faz parte do Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica, do Ministério de Minas e Energia.

Estão incluídos no programa os consumidores do chamado grupo B (baixa tensão) e do grupo A (média e alta tensão) das classes de consumo residencial, industrial, comércio, serviços, rural e serviço público.

Também recebem o bônus as residências que participaram do Tarifa Social de Energia Elétrica, benefício do Governo Federal que mantém descontos na conta de luz de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único ou no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Como funciona

“O desconto será concedido de modo automático, sem a necessidade de cadastro para os consumidores das classes de consumo residencial, industrial e comercial que atingirem o mínimo de 10% de redução do consumo de energia. O bônus será informado na conta de luz referente ao mês de dezembro de 2021 e creditado como abatimento no valor a pagar na conta de luz subsequente”, explicou o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Christiano Vieira.

A meta de redução para cada local varia de acordo com a definição de cada distribuidora. Cabe a elas informar aos clientes como atingir o consumo esperado. Na prática, quando essa meta é alcançada, o consumidor recebe um bônus de R$ 0,50 por quilowatt-hora (kWh) do total da energia economizada. O bônus a ser creditado na conta de luz é limitado a 20% da redução de energia. 

Os que não estão aptos a receber o bônus são aqueles com sistema de geração distribuída (geradores e beneficiários), os consumidores especiais e livres, que são os que adquirem energia elétrica no ambiente de contratação livre, e aqueles que não têm histórico de consumos medidos a fim de permitir a aferição da queda do consumo.

Incentivo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou uma página para tirar as dúvidas sobre a concessão dos descontos. Já o Ministério de Minas e Energia disponibiliza a Cartilha do Consumidor Consciente de Energia, que apresenta dicas do dia a dia para reduzir o consumo de energia ao usar televisor, chuveiro, geladeira, ar-condicionado e ferro de passar roupas, por exemplo. O material também traz informações sobre como é o sistema elétrico no Brasil.

Auxílio Brasil deve injetar R$ 84 bilhões na economia em 2022, aponta estudo

OAuxílio Brasil vai garantir renda às famílias em situação de pobreza e extrema pobreza e movimentar a economia do país ao longo deste ano. O programa deve injetar pelo menos R$ 84 bilhões na economia em 2022. As famílias deverão gastar 70% desse valor na compra de produtos de consumo imediato como alimentos, medicamentos e no transporte. Esse percentual corresponde a R$ 59,16 bilhões.

As estimativas são de um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado nessa quarta-feira (19/01). Do valor total destinado ao consumo imediato, R$ 28,04 bilhões deverá ser gasto no setor de varejo e outros R$ 31,12 bilhões no setor de serviço.

A outra parte dos R$ 84 bilhões será destinada ao pagamento de dívidas e à poupança. A estimativa do estudo é de que 25,74%, ou seja, R$ 21,62 bilhões, serão usados por quem está devendo para quitar ou abater dívidas. E uma parte menor dos recursos, 3,83%, que são R$ 3,21 bilhões, serão poupados para consumo futuro.

“Diante do avanço no grau de endividamento da população, a tendência é que uma parcela significativa seja direcionada para a redução do endividamento”, registra o estudo da CNC. O documento cita o indicador do Banco Central do Brasil de que no terceiro trimestre de 2021, 30,3% da renda média dos brasileiros estava comprometida com dívidas.

O programa de transferência de renda, Auxílio Brasil, foi lançado pelo Governo Federal em substituição ao Bolsa Família. Mais três milhões de famílias foram incluídas neste ano, zerando a fila do programa e aumentando para 17,5 milhões o total de famílias atendidas. Esse é o maior patamar já registrado.

Para calcular o valor que o Auxílio Brasil vai injetar na economia em 2022, o estudo da CNC levou em consideração o pagamento do benefício no valor mínimo de R$ 400 ao total de famílias beneficiadas.

economia em 2022, o estudo da CNC levou em consideração o pagamento do benefício no valor mínimo de R$ 400 ao total de famílias beneficiadas.

Número recorde de famílias beneficiadas

O Auxílio Brasil integra em um só programa várias políticas públicas de assistência social, saúde, educação, emprego e renda. Na terça-feira (18/01), teve início o pagamento dos benefícios já para o total de 17,5 milhões de famílias.

“Estamos fortalecendo cada vez mais as políticas de transferência de renda. Então, tem todo um suporte a esses brasileiros que podem, através disso, inclusive servir de sustentação para uma economia que precisa, sim, cada vez mais aquecer, retomar a estrutura para gerar emprego e fazer com o que o Brasil avance cada vez mais”, disse o ministro da Cidadania, João Roma.

O tíquete mínimo que cada um dos beneficiários receberá é de R$ 400 e o valor médio a ser repassado às famílias, segundo a folha de pagamento do programa para janeiro, chega a R$ 407,54.

São 8,3 milhões de famílias beneficiadas na região Nordeste, 5 milhões de famílias no Sudeste, 2,1 milhões no Norte, 1,1 milhão no Sul e 893 mil no Centro-Oeste.

Setor de Turismo faturou R$ 14,7 bilhões em novembro de 2021

Oturismo nacional faturou em novembro de 2021 a cifra de R$ 14,7 bilhões, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O valor é 19,3% maior do que o registrado no mesmo mês de 2020 e representa a oitava alta consecutiva do ano de 2021, segundo cálculos da entidade. O setor aéreo obteve o melhor desempenho no período, com crescimento de 63,3%, seguido pelos serviços de alojamento e de alimentação, que apresentaram alta de 13,1%.

Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, os números demonstram que o setor segue se recuperando do impacto da crise sanitária da Covid-19. “O avanço da vacinação no nosso país e a adoção dos protocolos de biossegurança contribuíram para esta importante recuperação do nosso setor. Com um trabalho empenhado e assertivo conseguiremos atingir o quanto antes índices iguais ou até maiores ao período pré-pandêmico”, ressaltou.

Além dos setores aéreos e de alojamento/alimentação, o segmento de atividades culturais, recreativas e esportivas também apresentou alta no mês de novembro. O crescimento chegou a 12,1% frente ao mesmo período de 2020. Ao todo, foram contabilizados faturamento de mais de R$ 1 bilhão. As atividades de locação de meios de transporte, agências de turismo, operadoras e outros serviços de turismo foram as únicas que tiveram queda em novembro, com redução de 0,7% no total.

A presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, disse esperar bons resultados também na consolidação do mês de dezembro. “O volume de reservas e as manifestações de intenção de viagens se concretizaram em negócios. Isso animou os empresários do setor. É bem possível que os resultados de dezembro sejam também bastante positivos, e a mudança de cenário se dê, infelizmente, nos números de janeiro, por causa da variante ômicron no país”, destacou.

ÍNDICES POSITIVOS

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia apontado a gradual retomada do mercado de viagens no Brasil. Segundo o estudo, o Índice de Atividades Turísticas cresceu 4,2% em novembro de 2021 ante o mês anterior (outubro) no país. No acumulado de 2021, as atividades turísticas cresceram 21,1%, influenciadas, principalmente, pelo aumento das receitas das empresas dos ramos de transporte aéreo, hotéis, restaurantes, locação de automóveis e rodoviário coletivo de passageiros.

Com informações do Ministério do Turismo

Grupo Allog completa 20 anos e anuncia expansão de novas unidades no país e exterior

O final de 2021 se apresentou como um marco para o Grupo Allog. Com um crescimento de dois dígitos por ano, a empresa acaba de completar duas décadas de presença no mercado da logística internacional e se consolida como um dos principais agentes de carga do Brasil. Neste início de 2022, a companhia dá mais um passo em direção à expansão nacional com a inauguração de escritórios no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

 

As novas unidades somam-se aos escritórios de Itajaí (SC), Porto Alegre (RS), Campinas (SP) e Santos (SP). “A Allog é movida a desafios e neste momento estamos abrindo novas frentes de atuação. Em breve, devemos anunciar unidades em outras regiões do país”, explica Bernardo Brügger, diretor comercial do Grupo Allog.

 

Focada em transporte marítimo, aéreo, rodoviário internacional, carga projeto, carga líquida, seguro internacional de cargas e desembaraço aduaneiro, a Allog nasceu em Itajaí (SC) e triplicou de tamanho entre 2015 e 2021, período em que desenvolveu seu primeiro planejamento estratégico. A abertura de novas unidades está pautada no ciclo de Planejamento Estratégico 2031 da empresa, que passa a ser colocado em prática neste início de 2022. O novo momento inclui ainda a expansão internacional. A internacionalização do Grupo Allog deve começar pelos Estados Unidos. O país é um dos principais parceiros econômicos do Brasil e parte das operações da Allog tem o território norte-americano como seu principal destino. “Por este motivo, entendemos que lá seja um dos locais estratégicos para fincarmos esta bandeira”, destaca Brügger.

 

Além da formatação do Planejamento Estratégico 2031, as comemorações de 20 anos incluíram a mudança de endereço em Santa Catarina, onde a Allog foi fundada em dezembro de 2001. Desde junho, o Grupo Allog está no quinto andar corporativo do Absolute Business, de frente para o complexo portuário de Itajaí e Navegantes. Com uma estrutura concebida para atender o crescimento da empresa, o novo endereço oferece um ambiente ainda mais profissional e conectado ao futuro.

 

Festa dos 20 anos

 

Uma festa que contou com a participação dos 200 colaboradores da empresa comemorou os 20 anos do Grupo Allog no Belvedere Beach Club, na Praia Brava, em Itajaí. “Cada um de nós é um ser inédito. O Grupo Allog é o que é porque passaram por ela pessoas únicas, que ajudaram a construir uma forma de fazer os negócios acontecerem, em especial as pessoas que hoje estão na empresa e fazem parte do grande time que formamos”, citou o fundador e presidente do Grupo Allog, Alex Oliveira.

 

A gerente financeira da empresa, Andreia Oliveira Rossi, diz que é imensamente gratificante comemorar os 20 anos e constatar o modelo de companhia que a Allog hoje representa. “Ela foi se tornando, naturalmente, um ótimo lugar para se trabalhar e que ajuda os colaboradores a realizarem seus sonhos. Ter  ajudado a construir este legado nos enche de orgulho e gratidão. Acompanhar cada ano e cada ciclo tem sido enriquecedor”, cita.

Prêmio nacional, recordes históricos e elite do ranking ambiental - As 10 principais realizações do Porto de São Francisco em 2021

O Porto de São Francisco do Sul fez o balanço do trabalho desenvolvido ao longo de 2021.

Foram selecionadas as 10 principais realizações feitas de forma conjunta pela diretoria e pelos colaboradores do complexo portuário.

 

1 - Terceiro melhor porto do país

A eficiência e a qualidade do Porto de São Francisco do Sul foram determinantes para o recebimento do Prêmio Portos + Brasil, entregue pelo Ministério da Infraestrutura, em setembro, em Brasília.

De acordo com a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, o complexo portuário do Norte do Estado é o terceiro melhor porto em desempenho do país.

A premiação se baseia no índice do Instituto de Gestão e Administração Pública (Igap), que avalia a gestão das autoridades portuárias, como resultados financeiros, operacionais e gestão administrativa.

Foi o segundo ano consecutivo que o Porto recebe a premiação do governo federal, que visa a reconhecer as melhores práticas adotadas pelos portos organizados do país e os profissionais responsáveis por essas iniciativas.

 

2 - No ranking ambiental, 4º lugar

As boas práticas ambientais do Porto de São Francisco do Sul foram reconhecidas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em outubro.

O complexo portuário do Norte catarinense passou do 7º para o 4º lugar no Índice de Desempenho Ambiental (IDA) entre os 34 portos públicos do Brasil.

Numa pontuação máxima de 100 pontos, o Porto de São Francisco chegou a 96,95, um aumento de 12% com relação ao ano anterior, quando tinha 86,57 pontos.

O Índice leva em consideração 38 indicadores relacionados à gestão ambiental dos portos, como preservação da fauna e flora, gerenciamento das operações portuárias e prevenção de riscos.

 

3 - Investimento de R$ 41 milhões na dragagem do canal de acesso

Para manter a eficiência da entrada e saída de grandes navios, o Porto de São Francisco do Sul realizou obras de dragagem dos canais de acesso ao terminal portuário, com investimentos de R$ 41 milhões.

No desassoreamento do canal interno e externo (numa extensão de 17 quilômetros) e nos berços de atracação foram retirados 2,2 milhões de metros cúbicos de sedimentos, o equivalente à capacidade de 150 mil caminhões de areia.

O Projeto Básico da Dragagem de Manutenção oferece mais segurança e eficácia na movimentação de grandes navios no complexo portuário.

 

4 - Movimentação de cargas cresce 14%

Em 2021, a quantidade de mercadoria transportada a partir do Porto de São Francisco do Sul chegou a 13,6 milhões de toneladas, o que representa a maior movimentação de carga de sua história. Com relação a 2020, houve um aumento de 14%.

Em 2020, a soma da exportação e importação de produtos atingiu 11,9 milhões de toneladas.

Os dados confirmam o porto do Norte catarinense como o 7º maior em movimentação de carga, entre os 34 portos públicos do Brasil, e o primeiro de Santa Catarina.

De acordo com as informações divulgadas pela autoridade portuária, as importações foram responsáveis por 52% das cargas, com 7,1 milhões de toneladas.

Destaque para o material siderúrgico, como barras e bobinas de aço, que somaram 3,9 milhões de toneladas, além de fertilizantes e ureia, que alcançaram 2,5 milhões de toneladas.

As exportações, por sua vez, chegaram a 6,5 milhões de toneladas (48% da carga), sendo a soja o principal produto movimentado, com 5,2 milhões de toneladas, seguido pela madeira e celulose, com 700 mil toneladas.

Os dados incluem a movimentação do porto público e do terminal arrendado Tesc.

 

5 - Aumenta em 12% o número de navios atracados no Porto de São Francisco

A eficiência do complexo portuário e o dinamismo da economia catarinense possibilitaram que 460 navios atracassem no Porto de São Francisco do Sul em 2021.

Os dados representam um crescimento de 12% em comparação com 2020, quando 410 embarcações utilizaram o porto do Norte de Santa Catarina para o embarque e desembarque de mercadorias.

Os números se referem ao porto público de São Francisco do Sul e ao terminal privado Tesc, que faz parte do complexo.

Em média, ao longo de 2021, foram 38 navios por mês, enquanto que no ano anterior a média mensal chegou a 34. Atualmente, o Porto de São Francisco tem capacidade para receber até sete navios simultaneamente.

A maioria das atracações (235) foi de navios com carga geral (como madeira, celulose e produtos siderúrgicos), que representaram 51% da movimentação.

Outros 220 navios (48%) carregavam granel sólido (fertilizantes, ureia e grãos, como soja).
As cinco embarcações restantes eram de granel líquido, como óleo vegetal.

Impulsionado pelo auge na exportação de soja, os meses de abril e junho registraram o maior número de atracações: 45 em cada período de 30 dias.

 

6 - Porto bate recorde histórico na importação de fertilizantes e produtos siderúrgicos

A retomada econômica de Santa Catarina em 2021 refletiu positivamente na movimentação de cargas no Porto de São Francisco do Sul.

No ano, o complexo portuário registrou o maior volume da história na importação de insumos para a produção siderúrgica e agrícola.

A chegada de bobinas e barras de aço da Ásia atingiu a marca de 3,8 milhões de toneladas.

O montante representa um aumento de 73% em relação a 2020, quando ingressaram 2,2 milhões de toneladas.

Já a importação de fertilizantes e ureia, utilizados na produção agrícola, passou de 2 milhões de toneladas, em 2020, para 2,5 milhões de toneladas no ano passado, um acréscimo de 27%.

Este adubo é originário do Oriente Médio, principalmente, de países como Irã e Omã, e desembarca em São Francisco do Sul em navios com capacidade de até 57 mil toneladas.

 

7 - Trens transportam 50% da carga de grãos

A ferrovia cumpre um papel essencial no escoamento da produção de grãos para o Porto de São Francisco do Sul.

Em 2021 foram cerca de 700 trens que chegaram ao complexo portuário, carregados de soja e milho, principalmente.

Estas composições transportaram mais de 3 milhões de toneladas, metade da exportação de cereais realizada pelo Porto. O restante chega por meio de caminhões.

A maioria dos grãos é proveniente de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul e alcança o Porto por meio do corredor ferroviário que liga Mafra, no Planalto Norte de SC, ao Porto de São Francisco, num trajeto de 170 quilômetros.

 

8 - Revitalização da estrutura ferroviária interna à espera da safra de soja

A próxima safra de soja no Brasil, que começa no início de 2022, promete ser a maior da história. Por isso, o Porto de São Francisco do Sul se antecipou e concluiu, em novembro, as obras de melhoramentos para a recepção do cereal pelo modal ferroviário.

O setor que recebe os trens, no Terminal Graneleiro, passou por uma ampla revitalização que incluiu a reforma na balança ferroviária, nivelamento da plataforma e a manutenção da moega, que é a estrutura na qual são descarregados os vagões.

Desde a moega, os grãos são direcionados para os armazéns ou navios, por uma esteira chamada correia transportadora. O elevador que transporta os cereais também recebeu melhorias: a ‘gaiola’ foi substituída e toda a estrutura de 27 metros de altura, modernizada.

 

9 - União autoriza início do processo de arrendamento do Terminal Graneleiro

O Porto de São Francisco do Sul poderá começar os estudos para o arrendamento à iniciativa privada do terminal graneleiro (TG), situado dentro das dependências do complexo portuário.

A qualificação foi aprovada em dezembro, em Brasília, pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

Com a decisão da União, o Porto está autorizado a lançar o edital para contratação de empresa que realizará o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea), o que deve ocorrer na próxima semana.

De acordo com o cronograma proposto pela autoridade portuária, o processo licitatório será concluído no final do próximo ano, sendo a assinatura do arrendamento prevista para abril de 2023.

Antes do edital, no entanto, haverá diversas audiências públicas e o Tribunal de Contas da União deve emitir um parecer autorizando a licitação.

O Porto de São Francisco conseguiu a delegação do governo federal para conduzir os procedimentos de licitação de novos arrendamentos graças ao elevado Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (Igap), que avalia a gestão dos portos, como resultados financeiros, operacionais e gestão administrativa.

 

10 - Porto ajuda no alargamento de praia

Os sedimentos da dragagem do canal do Porto de São Francisco serão usados para alargamento da Praia de Itapoá. O acordo foi assinado em dezembro entre o Porto de São Francisco do Sul e a prefeitura do Norte catarinense.

Os 15 milhões de metros cúbicos de material dragado das obras de aprofundamento e alargamento do canal de acesso à Baía da Babitonga servirão para o engordamento de toda a faixa de areia da orla do Município de Itapoá que, nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.

A obra, orçada em R$ 215 milhões, será iniciada após a autorização do Ibama que, desde 2015, acompanha o projeto e tem recebido os diversos estudos de impacto ambiental do empreendimento, realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias e pelo Porto.

 

Com crescimento na movimentação e incremento na receita, o Porto do Recife fecha 2021 com perspectiva de ampliação das operações

O final de 2021 foi de celebração para o Porto do Recife. A movimentação de cargas terminou dezembro com um crescimento de 30,37% no mês e de 1,96% no ano. Foram 147.810 toneladas movimentadas em dezembro e 1.306.452 toneladas nos doze meses do ano passado.

Esses números se devem principalmente à importação que fechou 2021 com crescimento de 8,66%, o que representou 1.304.410 toneladas, superando as 951.931 do ano de 2020.

Quanto às cargas movimentadas, o açúcar segue com a posição de destaque, seguido pelo malte de cevada, milho e material metalúrgico.

O adoçante pernambucano fechou o ano com 317.395 toneladas movimentadas, sendo 136.235 de açúcar a granel e 181.160 do ensacado. Em comparação com o ano anterior, o açúcar a granel cresceu 51,59% e o ensacado 14,44%. O “ouro branco” é o principal produto de exportação do Porto do Recife, saindo das usinas do Estado e chegando a países como Estados Unidos, Canadá, Romênia e, o principal exportador, o continente africano.

O malte de cevada ficou em segundo na movimentação com 248.822 toneladas descarregadas e 18,29% de crescimento. O destino do malte que chega à capital pernambucana é o polo cervejeiro, atendendo as indústrias como AmBev, Heineken e Petrópolis.

Já o terceiro produto mais movimentado foi o milho. A carga abastece as indústr ias avícolas pernambucanas como Mauricéa, Notaro e Asa, assim como a Guaraves, que fica na Paraíba. No ano de 2021 foram 81.978 toneladas de milho movimentadas no ancoradouro recifense, o que representou um crescimento de 32,20% em comparação com 2020.

O material metalúrgico ficou na quarta colocação, mas teve o maior crescimento acumulado. Foram 23.691 toneladas em comparação com 8.693 toneladas em 2020, crescendo 172,53%. As bobinas de aço compõem essa categoria e abastecem a indústria metalúrgica do Estado.

INCREMENTO NA RECEITA – A boa maré no Porto do Recife não ficou só na movimentação de cargas. O terminal também teve um incremento na arrecadação do ano de 2021.

No final do ano passado, o ancoradouro teve uma arrecadação de R$26,8 milhões, o que representou um crescimento de 11,7% com parado a 2020. No mês de outubro, por exemplo, tivemos um crescimento de 98,70% na movimentação de cargas, o que resultou num incremento de 24,52% na receita do mês.

O aumento no faturamento se deve ao operacional, que representou 71,04% do valor total arrecadado em 2021. Dentro do percentual operacional, as operações ligadas ao segmento de armazenagem contribuíram com 35,76% da receita do ano passado.

Em 2022 o Porto deve ampliar a receita e as operações com a realização da obra de dragagem. O presidente José Lindoso reforçou que ainda neste primeiro semestre a obra sai do papel. “A expectativa para 2022 é atrair novos investimentos e crescer ainda mais. Nossas apostas estão na obra de dragagem, que vai estar concluída ainda no primeiro semestre, e possibilitará a chegada de navios com maior tonelagem, incrementando a receita e movimentação do Porto do Recife”, afirmou Lindoso.

Na pandemia, mundo ganhou um novo bilionário a cada 26 horas, diz Oxfam

Desde o início da pandemia de Covid-19, decretada em março de 2020, um novo bilionário surgiu a cada 26 horas. Já os dez homens mais ricos do planeta mais que dobraram suas fortunas, de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão, um crescimento de US$ 15 mil por segundo, ou US$ 1,3 bilhão por dia no mesmo período.

Fazem parte dessa lista Elon Musk, da montadora Tesla, de carros elétricos; Jeff Bezos, da gigante do varejo Amazon; Bernard Arnault & família, um dos controladores do grupo LVMH, com 75 marcas; Bill Gates, da Microsoft; Larry Ellison, da Oracle; Larry Page e Sergey Brin, ambos do Google; Mark Zuckerberg, do Facebook; Steve Ballmer, também da Microsoft; e o megainvestidor Warren Buffet.

A pequena elite mundial de 2.755 bilionários viu sua fortuna crescer mais durante a pandemia do que nos últimos 14 anos.

  • Já a renda de 99% da população global caiu, e mais de 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza no mesmo período. A desigualdade de renda contribuiu para a morte de uma pessoa a cada quatro segundos, e estima-se que 17 milhões de pessoas morreram de Covid-19 no mundo, uma escalada de mortes que não era vista desde a Segunda Guerra Mundial.

Os dados foram levantados pela Oxfam, ONG que atua em mais de 90 países na busca de soluções para a pobreza e a desigualdade social. Os dados sobre a desigualdade global foram compilados para embasar as discussões do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O Fórum começaria presencialmente hoje, mas foi adiado por causa do crescimento de infecções pela variante Ômicron. O encontro deverá acontecer no início do verão no Hemisfério Norte, no fim de junho. Ainda assim, hoje haverá um seminário on-line com várias autoridades sobre as preocupações globais mais urgentes.

— Se os dez homens mais ricos do mundo perdessem 99,99% de sua riqueza amanhã, eles continuariam mais ricos do que 99% de todas as pessoas do planeta. Eles têm hoje seis vezes mais riqueza do que os 3,1 bilhões mais pobres do mundo — afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

Mais dez bilionários no Brasil

No Brasil, a Oxfam calcula haver atualmente 55 bilionários, com uma riqueza total de US$ 176 bilhões. Desde março de 2020, o país ganhou dez novos bilionários. A riqueza deles cresceu 30% na pandemia, o equivalente a US$ 39,6 bilhões. Os 20 maiores bilionários do país têm mais riqueza (US$ 121 bilhões) do que 128 milhões de brasileiros (cerca de 60% da população).

— No Brasil, também há uma ampla discrepância entre um grupo que prosperou muito exatamente em um momento de crise, em um cenário de desemprego elevado e aumento da fome — diz Jefferson Nascimento, coordenador da área de Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil.

Segundo a ONG, a miséria e a fome explodiram no Brasil durante a pandemia. Em dezembro de 2020, 55% da população brasileira se encontravam em situação de insegurança alimentar, o equivalente a 116,8 milhões de pessoas, e 9% se encontravam em situação de fome, ou 19,1 milhões de pessoas. Trata-se de um retrocesso a patamares de 2004.

No Brasil, a fome afeta mais as mulheres e pessoas negras. A entidade aponta que 11,1% dos lares chefiados por mulheres e 10,7% dos chefiados por pessoas negras estavam passando fome no fim de 2020, frente a 7,7% dos lares chefiados por homens e 7,5% dos lares liderados por pessoas brancas.

— Regredimos 17 anos na questão da insegurança alimentar e fome, e neste momento vemos reduções de políticas públicas nesse sentido. O Bolsa Família, um programa de 2003 e que era reconhecido internacionalmente, foi extinto e substituído pelo Auxílio Brasil, em um ano eleitoral — afirma Nascimento.

O relatório da Oxfam, intitulado “A Desigualdade Mata”, revela que a alta concentração de renda contribui para a morte de pelo menos 21 mil pessoas por dia no mundo. Segundo a entidade, a conta é conservadora e se baseia nas mortes globais provocadas por falta de acesso à saúde pública, violência de gênero, fome e crise climática.

O documento aponta ainda que a pandemia atingiu grupos raciais de maneira desigual. No Brasil, por exemplo, mesmo com o avanço da vacinação, a maior parte das mortes por Covid-19 se concentra nas periferias de grandes cidades. De acordo com Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), pessoas negras no Brasil têm uma vez e meia mais chance de morrer de Covid-19 do que as pessoas brancas.

— As desigualdades têm solução, porque elas são fruto de escolhas políticas. Do jeito que a economia global está estruturada, os mais ricos continuarão se beneficiando e lucrando, enquanto bilhões de pessoas, principalmente mulheres e população negra e de etnias minoritárias, ficarão no final da fila, sujeitas à pobreza extrema, à violência e à morte — afirma Katia.

A Oxfam defende que os governos “devem reescrever as regras dentro de suas economias que criam essas diferenças colossais, além de agir de modo a pré-distribuir a renda”, afirma o relatório.

Mais tributação sobre os ricos

A ONG também argumenta que os governos deveriam recuperar os ganhos obtidos pelos bilionários durante a pandemia, tributando essa nova riqueza por meio de impostos sobre o capital. Esse dinheiro, diz a Oxfam, deveria ser investido em políticas de saúde pública universal e proteção social, além de adaptação climática e prevenção contra violência de gênero.

Os cálculos da Oxfam têm por base fontes como a lista de bilionários da revista Forbes 2021, o Global Wealth Databook 2021 do Instituto de Pesquisa do Credit Suisse, que trata de dados sobre riqueza, além de dados divulgados pelo Banco Mundial.

A ONG lembra que as desigualdades também têm efeitos sobre as mudanças climáticas globais. Estima-se que as emissões dos 20 bilionários mais ricos do mundo sejam, em média, 8 mil vezes maiores que as emissões de bilhões de pessoas mais pobres. Toda a população global sofre com o aquecimento do planeta, mas os países ricos não conseguem lidar com os efeitos de sua responsabilidade por cerca de 92% de todas as emissões históricas.

Reforma tributária deve ser aprovada até março de 2022, segundo idealizador da proposta

O idealizador da proposta de reforma tributária contida na PEC 110/2019, o economista Luiz Carlos Hauly, disse que as novas regras de cobrança de impostos no Brasil devem ser aprovadas até março deste ano. Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o economista afirmou que o texto já está pronto e o relator, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), está preparado para fazer a defesa da medida. 

“Acredito que já temos as bases prontas para que se faça a aprovação dessa reforma nos próximos dois ou três meses, o que seria altamente benéfico para a economia brasileira de 2022, e sinaliza para os anos seguintes um novo momento econômico para o Brasil”, projetou. 

Ainda segundo o tributarista, da forma como estão sugeridas as mudanças, os estados deixam de competir injustamente entre si. Com isso, ele acredita que haverá evolução econômica em todas as regiões do Brasil. 

“A PEC 110 sendo aprovada ela acaba com a guerra fiscal. Ao acabar com a guerra fiscal, elimina R$ 300 bilhões por ano, que são os incentivos fiscais contidos nos preços dos bens e serviços, tanto dos impostos municipais e estaduais, ISS e ICMS, como dos tributos federais, como IPI, PIS e COFINS”, considerou. 

Arrecadação eficiente 

Além de equilibrar a arrecadação em todo o país, Hauly explicou que a reforma tributária garante que os entes federados não percam dinheiro, uma vez que o novo sistema de cobrança sugerido ajuda na redução de fraudes que causam prejuízos aos cofres públicos, incluindo a sonegação. 

“A cobrança será nacional, única, automática e em tempo real. A cada compra e venda que será feita no Brasil, o imposto será retido no ato da compra e da venda. Consequentemente, municípios, estados e União terão receitas diárias disponíveis, que serão partilhadas diariamente entre os três entes federados, com base no cálculo das alíquotas corretas”, defendeu. 

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Simples Nacional: PGFN lança medidas de regularização de dívidas de MEIs e pequenas empresas

Uma das promessas de defensores da reforma tributária é de que as novas regras vão ajudar na movimentação econômica, já que as empresas terão menos gastos com processos tributários. Essa medida, segundo Luiz Carlos Hauly, permite concorrência ampla entre as companhias, o que acarreta geração de emprego e renda.

“Ao diminuir o custo de produção, vai diminuir o custo de venda dos bens e serviços. Essa redução de custo aumenta a competitividade, o que auxilia no aumento de empregos. Com isso, você tem um sistema simples, tecnológico, justo, que cria uma nova economia de mercado”, concluiu. 
 



Fonte: Brasil 61

Balança comercial abre 2022 com superávit de US$ 1,45 bilhão na primeira semana de janeiro

Abalança comercial brasileira abriu o ano de 2022 com superávit de US$ 1,45 bilhão na primeira semana de janeiro. Na comparação com janeiro do ano passado, pela média diária, as exportações cresceram 56,3%, somando US$ 5,84 bilhões, e as importações aumentaram 16%, totalizando US$ 4,40 bilhões. Assim, a corrente de comércio aumentou 36%, alcançando US$ 10,24 bilhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgados nesta segunda-feira (10/01).

Exportações

Na primeira semana do mês, houve crescimento de 131,7% nas exportações da Agropecuária, que somou US$ 939,05 milhões; de 25,6% na Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,49 bilhão; e de 58,8% na Indústria de Transformação, que alcançou US$ 3,38 bilhões.

Na Agropecuária, a expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas de milho não moído, exceto milho doce (+48,1%); café não torrado (+61,7%) e soja (6.438,2%).

A Indústria Extrativa registrou aumentos das exportações de fertilizantes brutos, exceto adubos (+5,3%); minérios de alumínio e seus concentrados (+20,5%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+144,2%).

Já as vendas da Indústria de Transformação foram impulsionadas pelos aumentos das saídas de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+94,2%); tabaco descaulificado ou desnervado (+291,5%) e óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+135,2%).

Importações

As importações na primeira semana de janeiro registraram queda de 18,1% em Agropecuária, que somou US$ 85,01 milhões. Já a Indústria Extrativa teve crescimento de 130,5%, chegando a US$ 314,52 milhões nas compras externas, enquanto a Indústria de Transformação aumentou em 13,6% as importações, atingindo US$ 3,93 bilhões.

Do lado da Agropecuária, houve aumento nas compras de animais vivos, não incluídos pescados ou crustáceos (+151,4%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (+41,1%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (+92,4%). A queda foi influenciada pela redução nas importações de trigo e centeio, não moídos (-12,5%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-45,2%); e soja (-93,7%).

A Indústria Extrativa aumentou principalmente as importações de outros minérios e concentrados dos metais de base (+105,2%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+431,3%); e gás natural, liquefeito ou não (+190,1%).

Já a Indústria de Transformação elevou as compras de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+49,2%); compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (+81%); e adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+41,6%).

Com informações do Ministério da Economia

 
PIB global deve crescer 4,0% em 2022 e 3,5% em 2023, diz relatório da ONU

O Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 4,0% neste ano e 3,5% em 2023, de acordo com o relatório Situação Econômica Global e Perspectivas (WESP, na sigla em inglês), publicado nesta quinta-feira, 13, pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento adverte para o fato de que a retomada mundial enfrenta “ventos contrários significativos”, em meio a novas ondas da covid-19, “desafios persistentes no mercado de trabalho, desafios duradouros nas cadeias de suprimento e crescentes pressões inflacionárias”.

Em 2021, o PIB global avançou 5,5%, estima ainda o relatório.

No caso dos EUA, a expectativa é de crescimento econômico de 3,5% em 2022 e de 2,4% em 2023. Para a zona do euro, ela é de avanço de 3,9% neste ano e de 2,6% no seguinte.

 

Para a China, é de altas de 5,2% e 5,5%, respectivamente.

Já para a economia brasileira, a projeção é de crescimento de 0,5% em 2022 e de 1,9% em 2023.

A ONU projeta que, no caso da Argentina, a economia registre crescimento de 2,2% no ano atual e de 2,6% em 2023. Para o México, espera avanços de 2,9% e 2,2%, respectivamente.

A ONU destaca o impacto global da onda recente de casos da covid-19, com a variante Ômicron, e projeta que o custo humano e econômico da doença deve aumentar de novo.

A entidade pede uma resposta coordenada e sustentada para conter a pandemia, que inclua o acesso universal a vacinas, e destaca o risco da pandemia para uma recuperação inclusiva e sustentável. Para a ONU, a pandemia deixa como uma “cicatriz de longo prazo” uma maior desigualdade.

O relatório ainda adverte que, no contexto atual, países emergentes correm o risco de enfrentar fraqueza de longo prazo em seus mercados de trabalho.

Vendas do comércio varejista cresceram 0,6% em novembro

As vendas do comércio varejista no Brasil subiram 0,6% em novembro de 2021, após registrar 0,2% em outubro. Mesmo assim, cinco das oito atividades pesquisadas tiveram taxas negativas no mês. O varejo acumula alta de 1,9% até novembro e nos últimos 12 meses, também até novembro, cresceu 1,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostra que o avanço de 0,9% no volume de vendas da atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo contribuiu para o resultado do varejo em novembro. “É a principal contribuição para o peso total, essa variação no campo positivo”, disse o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Também houve crescimento de vendas nos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%). Em movimento contrário, o volume de vendas de móveis e eletrodomésticos caiu 2,3%, como também em tecidos, vestuário e calçados (1,9%), combustíveis e lubrificantes (1,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%). O segmento Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação teve queda de 0,1%, o que, segundo o IBGE, apontou estabilidade.

Black Friday

Cristiano Santos lembrou que em 2021 a Black Friday foi muito menos intensa, em termos de volume de vendas, do que a do ano anterior. Em 2020, o período de promoções foi melhor, especialmente para as maiores cadeias do varejo, disse. “Isso se deve, em parte, pela inflação, mas também por uma mudança no perfil de consumo, já que algumas compras foram realizadas em outubro ou até mesmo no primeiro semestre, quando houve maior disponibilidade de crédito e o fenômeno dos descontos. Isso adiantou de certa forma a Black Friday para algumas cadeias”.

Também em novembro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, cresceu 0,5%. De acordo com a pesquisa, o resultado foi influenciado pelas taxas positivas de veículos, motos, partes e peças (0,7%) e material de construção (0,8%), após terem registrado resultados negativos do mês anterior, de 0,4% e 0,8%, respectivamente.

Interanual

Na comparação interanual, o varejo caiu 4,2% em relação a novembro de 2020. Das oito atividades pesquisadas, sete apresentaram taxas negativas. O destaque ficou com móveis e eletrodomésticos (21,5%), combustíveis e lubrificantes (7,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,6%) e tecidos, vestuário e calçados (4,4%).

Também recuaram, na comparação com novembro de 2020, os segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,6%), e livros, jornais, revistas e papelaria (14,4%).

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos foram a única atividade que cresceu em novembro (2,5%), na comparação com o mesmo mês de 2020. Já no comércio varejista ampliado, o setor de veículos, motos, partes e peças subiu 1,7%, se comparado a novembro de 2020. Em comportamento diferente material de construção teve queda 4,1% no período.

Estados

Na passagem de outubro para novembro de 2021, 14 das 27 unidades da federação apresentaram resultados negativos no comércio varejista. Os destaques foram Paraíba (3,1%), Piauí (3%) e Bahia (2,8%). No campo positivo, foram 13 unidades da federação, sendo as principais Roraima (3,7%), Rio de Janeiro (2,8%) e Distrito Federal (2,7%).

Também no comércio varejista ampliado, 14 unidades recuaram nas vendas. As mais intensas foram na Paraíba (6,8%), Tocantins (6,1%) e Alagoas (5,1%). Em sentido oposto, 12 unidades da federação, ficaram no campo positivo, com destaque para Rio de Janeiro (2,1%), Amazonas (1,9%) e Rondônia (1,7%). O Amapá ficou estável.

Pesquisa

De acordo com o IBGE, a Pesquisa Mensal de Comércio, criada em 1995, produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, levando em consideração a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.

Retailtech que prevê faturamento da sua rede de lojas em R$ 60 milhões em dois anos abre rodada de captação

Com o intuito de atrair um investimento seed, a Minha Quitandinha acaba de abrir uma nova rodada de captação, o que faria a empresa cumprir seu plano de expansão já em curso. A retailtech que atua no modelo de licenciamento por meio de minimercados autônomos tem como previsão de faturamento da sua rede de lojas os montantes de R$ 8 milhões em 2022, R$ 30 milhões em 2023 e R$ 60 milhões em 2024. Entre as principais áreas que terão o investimento alocado, encontram-se operações de varejo, estrutura de pessoal, TI e marketing.

Na prática, a empresa chegou a receber uma primeira rodada de investimentos anjo em 2021, utilizando o recurso para a criação de uma estrutura robusta para suportar o crescimento de um modelo de negócios sustentável e escalável. “Surgimos na pandemia com o intuito de levar praticidade e segurança a consumidores de condomínios residenciais e comerciais ao disponibilizar nesses locais uma grande variedade de itens de conveniência por meio do sistema intuitivo de self-checkout. Agora o mercado está em uma fase de incertezas, mas tentando caminhar para a retomada de uma ‘realidade normal’. O comportamento do consumidor já não é mais o mesmo e temos grandes motivos para acreditar no aquecimento desse setor”, afirma Douglas Pena, CRO da Minha Quitandinha. 

Atualmente, a retailtech tem dois escritórios: um em Santa Catarina e outro em São Paulo, além de diversos funcionários de home-office espalhados pelo país. A estrutura também contempla uma média de 70 licenciados e lojas espalhadas por 11 estados do Brasil e Distrito Federal, com um portfólio com mais de 700 itens que vão desde congelados a produtos de limpeza e higiene pessoal. Ao todo, são 47 minimercados em operação e cerca de 22 abrindo nas próximas semanas. As expectativas são alcançar os marcos de 180 licenciados e 200 lojas ativas, ainda em 2022.

 Sobre Minha Quitandinha

A Minha Quitandinha é uma startup de tecnologia em varejo, que surgiu no ano de 2020, em Santa Catarina, em meio a pandemia do coronavírus. Idealizada por três empreendedores: Guilherme Mauri, Marcelo Villares e Douglas Pena. A ideia é levar praticidade, conveniência, qualidade e segurança por meio de um minimercado autônomo, baseado no conceito de honest market, instalado dentro de condomínios residenciais verticais e horizontais, empresas, hotéis, clubes, marinas e academias, que opere durante 24 horas por dia, sete dias por semana. O minimercado inteligente é indicado para condomínios a partir de 100-150 apartamentos/casas e demais locais, com fluxo médio diário acima de 500 pessoas.

Cattalini Terminais Marítimos destaca-se pelas operações de navios de grande porte

Investimentos em infraestrutura e tecnologia, realizados nos últimos anos, têm proporcionado à Cattalini Terminais Marítimos capacidade para operar navios da classe LR1, com maior volume de carga. Nesta semana, a importação de 68.395 m³ de óleo diesel do navio "Konstantin Jacob" representou o preparo e o esforço da empresa para atender às demandas dos clientes. Antes dos investimentos, os volumes operados eram, em média, de 50 mil m³.

As melhorias incluem obras e implantação de sistemas inovadores, como o monitoramento de atracação de navios a laser, que faz a leitura de dados durante a aproximação do navio para encoste no píer.

O sistema informa, através de um painel indicador numérico, a velocidade e a distância do navio em relação ao berço de atracação permitindo aos práticos e pilotos dos rebocadores realizarem manobras com a máxima segurança e agilidade. Além do painel, foram instalados semáforos com luzes indicativas verde, amarelo, e vermelho que orientam visualmente os limites de velocidade de aproximação para atracação.

A Cattalini igualmente investiu na infraestrutura do píer com a instalação de novos dolfins e defensas, cabeços para amarração e cabrestantes, a fim de permitir a atracação dos navios com maior potencial de carga.

As melhorias operacionais no píer da Cattalini também foram conquistadas a partir do emprego de novas tecnologias para o monitoramento das condições ambientais e meteorológicas, como a Plataforma Sismo – Hidromares. Um moderno sistema que fornece em tempo real dados sobre velocidade e direção das correntes marítimas e dos ventos.

Além disso foi instalado um marégrafo para monitoramento do nível e do comportamento das marés, homologado pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). Os dados são disponibilizados e integrados ao sistema Webpilots. Somando-se a este conjunto, foi instalada a Plataforma Medusa – Argonáutica, um moderno sistema integrado das previsões meteorológicas para o horizonte de 07 dias de antecedência.

Operação portuária

Atracado no berço externo do píer Cattalini, o navio Konstantin Jacob, com bandeiras das Ilhas Marshall e 228,52 metros de comprimento, chegou do porto de Roterdã, na Holanda. A carga  de 68.395 m³ de óleo diesel foi armazenada em 15 tanques do terminal da Cattalini. O volume representa o equivalente a 27 piscinas olímpicas. O óleo diesel importado deixará o terminal portuário via modais rodoviário e ferroviário com destino a distribuidoras.

No ano passado, entre os meses de agosto e setembro, os navios BW Orinoco e MT Ariel também alcançaram maiores volumes, com a importação de 68.837 m³ e de 65.429 m³ de derivados de petróleo, respectivamente. Ambos atracaram no berço externo do píer Cattalini, com calado de 12,5 metros.

Veja 6 passos para fugir do golpe do boleto falso

Na confusão da crise financeira que vivemos, muitos golpistas se aproveitam para tentar enganar as pessoas com envio de boletos falsos. Com a tecnologia e meios de pagamentos eletrônicos esses tipos de golpes se aprimoraram, são muitos os e-mails e notificações em relação a pagamentos atrasados e, sem cuidados, as pessoas caem nesses golpes.
 

"Os boletos chegam e as pessoas ficam em dúvida se devem pagar ou não e, por medo de ficar com nome sujo, e por ser prático e de fácil acesso o pagamento, as pessoas realizam o pagamento, principalmente as pessoas com maior idade", explica Afonso Morais, sócio da Morais Advogados Associados.
 

Mas, o que parecia ser simples e seguro, se torna um problema, sendo que nesses golpes as pessoas não tinham nada devendo e param de forma indevida, perdendo dinheiro.
 

O golpe da cobrança com boleto falso, que é muito comum na internet, agora ficou mais sofisticado e perigoso, os bandidos estão montado call centers e conseguindo informações de contratos de bancos, financeiras, lojas, escolas, operadoras de telefonia e TV a cabo, e agindo como verdadeiras empresas de cobrança, ligando ou enviando mensagens via WhatsApp para os devedores, propondo acordos com um valor muito a abaixo do débito, que claro, os devedores sempre aceitam.
 

Mas, como evitar esses golpes? Afonso Morais, sócio da Morais Advogados Associados, preparou algumas instruções de como se proteger na hora de pagar suas contas.
 

1 - Confira a empresa cobradora
 

Quando for cobrado por um escritório jurídico ou uma empresa de cobranças, certifique-se que estes cobradores estão autorizados a negociar o seu débito, com o credor ou peça algum documento que autorize a empresa a cobrar o débito, porque é na cobrança que começa a fraude do boleto falso.
 

Nenhum credor, seja banco, financeira, loja, ou outro concede redução do débito de uma dívida em 80%, e é esta estratégia que usam os estelionatários para convencer os consumidores a pagarem boletos falso sem o devido contato.
 

2- Cheque os dados do boleto
 

Boleto falso traz algumas características que podem ser facilmente checadas pelo usuário. Veja se os dígitos finais representam o valor do boleto: se são diferentes, é possível que seja golpe. Caso seja uma cobrança recorrente, como boleto de financiamento de veículo (onde ocorre o maior número de fraudes), fatura da TV a cabo, boleto da escola dos filhos que costume vir com valor fixo, suspeite se houver alguma variação inesperada. Confirme também seus dados pessoais, como CPF e busque por erros de português e de formatação.
 

Verifique ainda se os primeiros dígitos do código de pagamento coincidem com o código do banco que aparece como sendo o emissor do boleto. Também antes de efetivar o pagamento, verifique se o cedente do boleto é a instituição que realmente você está devendo, se for diferente não efetive o pagamento. Os números bancários podem ser checados no site da Febraban.
 

3. Verifique a origem com o banco e financeira
 

Se o boleto é emitido por uma financeira, banco ou loja, pesquise a reputação da empresa no Reclame Aqui para se certificar de que ela de fato existe. Se for cobrado por uma empresa de cobranças, verifique junto ao credor se ela está autorizada a negociar o seu débito e emitir boletos.
 

Em caso de compras online, opte sempre que possível por outros meios de pagamentos que não envolvam boleto. Plataformas como Mercado Pago, PagSeguro e demais meios digitais oferecem mais segurança quando atuam como intermediárias e podem ser acionadas se algo der errado na transação.
 

4. Prefira a leitura automática do código de barras
 

Em qualquer boleto, prefira sempre ler o código de barras pela câmera do celular ou no caixa eletrônico. Em geral, boletos com linha digitável adulterada não trazem código de barras compatível e precisam forçar a vítima a digitar a sequência manualmente para completar o golpe. Um documento com barras ilegíveis, portanto, tem maiores chances de ser fraudulento.
 

5. Baixe o boleto no site do credor
 

Sempre que possível, é importante baixar boletos diretamente no site do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança. Duvide sempre de boletos que chegam por e-mail, especialmente quando a mensagem traz um assunto como "Urgente" ou "Seu nome está no Serasa". Uma boa maneira de driblar esse tipo de problema é usando um serviço de e-mail com bom sistema de anti spam, como o Gmail. O mesmo vale para faturas que chegam via WhatsApp.
 

Em golpes mais sofisticados, um boleto falso pode até mesmos ser enviado para a casa da vítima. Nessa modalidade, o documento pode vir com visual idêntico ao original, incluindo envelope com carimbo e remetente real.
 

6. Certifique-se de que o site é seguro e evite Wi-Fi público
 

Ao fazer download do boleto no site do credor, certifique-se de que está acessando a página verdadeira e de que o endereço começa por HTTPS. Páginas seguras trazem o selo do certificado SSL que assegura contra invasões e garante maior confiabilidade para o documento que está sendo baixado.
 

Evite também se conectar em redes públicas, que são mais suscetíveis a ataques no roteador capazes de falsificar páginas visitadas. Em golpes mais avançados, o criminoso pode interceptar o acesso e alterar um boleto aparentemente baixado do site oficial do banco. Por isso, opte sempre por fazer o download em uma rede segura e com senha, ou pela Internet móvel do celular.
 

Na hora de pagar uma conta é importante certificar-se da procedência do site, origem do e-mail e dados do código de barra. Empresas só enviam a segunda via quando o documento é solicitado pelo cliente, caso contrário, desconfie.

BMW Group Brasil lidera mercado premium em 2021 e projeta expansão em 2022

O BMW Group Brasil, que reúne as marcas BMW, MINI e BMW Motorrad, celebra crescimento de 15,1% em suas vendas de 2021, em comparação com 2020. Foram emplacadas no período 27.844 unidades de automóveis e motocicletas das marcas do BMW Group, ante 24.177 unidades registradas no ano imediatamente anterior, de acordo com dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).

 

O crescimento do BMW Group como um todo teve como sustentação quatro pilares: foco no cliente, produção no Brasil, aceleração da digitalização e eletrificação. “Superamos um ano de incertezas com muita criatividade e uma estratégia de pensarmos como uma start up e agirmos como uma empresa centenária. Para 2022, continuaremos com o mesmo foco, principalmente voltado à eletrificação, com o lançamento, entre outros, apenas falando na marca BMW, dos novíssimos BMW iX e i4, já confirmados para o Brasil. Teremos aproximadamente 30 lançamentos de todas as marcas do BMW Group neste ano”, afirma Aksel Krieger, CEO e Presidente do BMW Group Brasil. “O cliente ainda pode esperar por mais novidades em 2022”, reforça o executivo.

 

Foram mais de 20 lançamentos de produtos das três marcas, diversas ações em mídias sociais e games, como o lançamento do M3 no TikTok, a venda exclusiva do BMW X7 Dark Shadow no site Farfetch e a presença de modelos da BMW e da MINI em jogos de simuladores de corrida, além de conectividade com Amazon Alexa. A BMW é ainda a única marca no Brasil a contar com atualização remota de software para toda sua gama de produtos. Outros destaques foram os APPs My BMW e MINI App que visam aumentar interatividade dos clientes com produtos e serviços. Ambos tiveram seu desenvolvimento mundial apoiado pela engenharia do BMW Group Brasil. As duas marcas oferecem ainda conectividade dos seus veículos com internet e Concierge sem custos em todos os modelos. Também houve a retomada gradual de eventos presenciais, como a realização da etapa brasileira do BMW GS Trophy, que reuniu centenas de clientes a apaixonados pela BMW Motorrad. Outro destaque fica para o BMW Road Show que viajou por todo o Brasil, de forma a permitir maior contato de interessados na marca com seus produtos e tecnologias, além da retomada das ações do BMW Driver Training e do BMW Motorrad Rider Experience.

 

BMW - Destaque para crescimento de 162% em eletrificados

A marca BMW registrou vendas de 14.552 unidades em 2021, o que representa um crescimento de 16,8% em comparação com as 12.429 unidades comercializadas em 2020. Destaque para a linha de eletrificados, que computou 2.661 unidades emplacadas, cresceu 162% em comparação com 2020 e correspondeu a mais de 18% dos registros totais da marca no ano passado.

 

A linha M, que celebra 50 anos em 2022, também teve um papel de destaque. Impulsionada pelas versões M Sport e pelo lançamento do novíssimo BMW M3, eleito o “Carro Super Premium do Ano” por uma das premiações de mídia mais importantes da indústria automotiva brasileira. Foram emplacadas 1.276 unidades dos modelos BMW que proporcionam o “Puro Prazer em Dirigir”, o que representa incremento de 31% em comparação com o ano anterior.

 

“Agradecemos aos nossos clientes e nossa Rede de Concessionários pelo ano fantástico que tivemos, pelo entendimento da nossa estratégia e pela confiança em nossa marca, que vendeu mais que os concorrentes diretos somados. Procuramos atender o mercado oferecendo produtos com o posicionamento correto, e a aceitação dos nossos consumidores nos mostra que estamos no caminho certo e nos encoraja a seguir em frente. Fiquem ligados para as novidades que estamos preparando para 2022, quando cresceremos acima do mercado mais uma vez”, diz Roberto Carvalho, Diretor Comercial da BMW do Brasil.

 

MINI -- Participação de eletrificados nas vendas chega a 40%

A MINI também obteve resultados expressivos em 2021, quando vendeu 1.418 unidades, crescendo 9% em comparação com o ano anterior (1.301 unidades). A marca fechou o ano passado com 4,2% de participação de mercado no segmento Premium, o que representou um avanço de 0,4 pontos percentuais em comparação com 2020.

 

O destaque foi o lançamento do MINI Cooper S E, primeiro modelo 100% elétrico da marca britânica, que chegou ao país no segundo semestre, conquistou de início 313 clientes, se destacando no mercado de veículos puramente elétricos compactos. Outro modelo eletrificado da marca, o MINI Cooper S E Countryman ALL 4, um híbrido plug-in, contabilizou 262 unidades vendidas em 2021. Somados, os dois veículos totalizaram 575 emplacamentos, representando 40,5% de participação das vendas da MINI no Brasil no ano passado.

 

“Os modelos eletrificados da MINI têm, aqui no Brasil, uma grande representatividade em nossas vendas. Como exemplo de comparação, em mercados europeus como Portugal, a participação de eletrificados atingem no máximo 37%. Isso mostra que estamos firmes na direção de contribuir com a estratégia global da marca MINI de se tornar uma marca 100% elétrica até 2030”, enfatiza Rodrigo Novello, Diretor de Vendas e Marketing da MINI no Brasil.

 

Vale destacar, ainda dentro da marca, as vendas da linha John Cooper Works, que totalizaram, em 2021, representando mais de 14% do volume de vendas da MINI. A linha John Cooper Works entrega esportividade única e traduz o verdadeiro “Go-Kart Feeling” característico da marca de Oxford. Em tecnologias, a MINI reforçou a conectividade com os clientes e digitalização por meio do MINI app, apostou em eventos de automobilismo virtual com clientes e ainda ampliou a oferta de conectividade de Amazon Alexa nos seus modelos. Além disso segue a oferecer concierge e conectividade grátis para todos os clientes.

 

BMW Motorrad -- Crescimento e perspectiva de entrada em novos segmentos em 2022

A BMW Motorrad consolidou sua liderança no segmento de motocicletas Premium em 2021 com a comercialização de 11.904 unidades, um aumento de 13,9% em comparação com 2020 (10.447). A estratégia da marca teve como base novos produtos, reforço na comunicação dos 40 anos da linha GS e estreitamento de eventos com o cliente, com o retorno ao Brasil do GS Trophy. A produção local, na fábrica manauara do BMW Group, foi um dos pilares a permitir a sustentação da liderança em vendas no segmento premium nacional de motocicletas.

 

A BMW Motorrad fechou 2021 com 24% de participação de mercado entre as motocicletas acima de 500 cilindradas, reforçando sua liderança. Destaque para a família R 1250 GS, que manteve o seu reinado entre as Maxitrails, com 21,2% de participação neste segmento. Outro ponto positivo foi a renovação da linha de produtos, com importantes lançamentos: G 310 GS, G 310 R, F 750 GS, F 850 GS, F 850 GS Adventure, R 1250 GS e R 1250 GS Adventure e S1000 RR.

 

Para 2022, a BMW Motorrad prepara novidades. “Traremos para o Brasil produtos de segmentos novos e de outros que já são tradicionais na BMW Motorrad, mas os quais ainda não atuamos no país. Também continuaremos a nos relacionar com nossos clientes de maneira próxima e personalizada”, diz Julian Mallea, Diretor Geral da BMW Motorrad Brasil.

Terminais portuários investem em parceria com integrador para inovar sistemas de operação

Responsável por controlar toda a movimentação e armazenamento de cargas em um terminal portuário, o Terminal Operating System (TOS) é um sistema fundamental da cadeia logística, sendo responsável por toda a engrenagem logística em um terminal portuário.

 

É um trabalho que demanda tempo, cuidado e por isso, exige profissionais de Tecnologia da Informação (TI) extremamente capacitados. Por ser uma área específica, poucas empresas tecnológicas são capazes de concluir a demanda com sucesso. Uma delas é a T2S  Tecnologia, que há quase duas décadas oferece suporte às implantações de TOS por meio de diferentes parcerias nacionais e internacionais.

 

Já atuou como integradora em oito trocas de sistema de sete terminais portuários do Brasil, incluindo os que estão localizados no Porto de Santos, maior da América Latina. A troca permite aos terminais maior facilidade e agilidade na integração de sistemas, assim como ganhos em performance operacional. 

 

Os terminais atendidos pela empresa passam por adaptação do sistema comprado pelo terminal, conforme a necessidade individual de cada um. Além das ações já concluídas, atualmente existem duas trocas de TOS em andamento. Ambas usam o sistema Opus, da sul-coreana CyberLogitec e contam com o auxílio da T2S. 

 

Entre as empresas está a Santos Brasil, que opera o Tecon Santos, o maior terminal de contêineres da América Latina e um dos três mais eficientes do País. A Companhia também é referência em logística integrada e operação portuária.

De acordo com a gerente-executiva de sistemas da Santos Brasil, Adriana Cristina Augusto, a expectativa para o novo sistema é grande. “O Opus foi escolhido pela Companhia pela facilidade de integração com novas tecnologias. A ideia é modernizar e unificar as operações de contêineres, deixando os terminais portuários da Santos Brasil prontos para atender o crescimento da demanda antes mesmo dela chegar”, comenta.

 

Adriana conta que outro ponto que chamou a atenção da Santos Brasil pelo sistema Opus foi as funcionalidades uniformizadas e acessíveis, que permitem que o sistema seja operado pelos cerca de 3 mil colaboradores que a empresa tem em todo o País. “Com o alcance para integrar simultaneamente as operações de pátios, cais e gates, o Opus também abrange todos os processos de automação, além de permitir integração com diferentes tipos de equipamentos de remoção de contêineres”, explica.

 

A migração do sistema na Santos Brasil teve início em abril deste ano, nos Tecons Santos e Vila do Conde, no Pará. A gerente-executiva ressalta que, entre os benefícios, a nova tecnologia usa algoritmos que permitem a organização do pátio em um tempo mais curto, o que possibilitará maior controle da operação e incremento do padrão operacional, de ritmo e velocidade, por todo o tempo e a um custo menor. “A implantação é um salto para melhorar ainda mais o nível de serviço e a competitividade da Companhia, até porque nos oferece a oportunidade de alinhar os processos de negócios nos Tecons Santos e Vila do Conde, que antes eram atendidos por meio de sistemas distintos.”

Adriana Cristina conta também que aplicativos, como os coletores, trazem maior visibilidade da operação, garantindo maior segurança na execução das tarefas. “O algoritmo de planejamento de pátio e de navios possibilita a automação de tarefas que eram manuais. Já a nova interface, entre TOS e os sistemas internos da Santos Brasil, permite uma melhor performance e segurança na transmissão da informação”, conclui. 

 

Como funciona o TOS Para a implantação e adaptação desses sistemas é preciso planejamento para que a execução seja bem-sucedida, afinal, o processo demanda inúmeras etapas que devem ser elaboradas com cuidado e atenção. Envolve desde a entrada de um navio na região portuária, à carga e descarga do contêiner, além de todo o sistema operacional da companhia.

 

De acordo com um dos desenvolvedores da T2S, Rafael Teixeira, que acompanhou e atuou no último suporte e mudança do TOS em junho deste ano, a ação é de enorme responsabilidade. Uma dessas etapas é o Go Live, quando todas as operações do terminal são encerradas para a troca do sistema após meses de suporte. “É uma experiência única e que com certeza me ajudou a evoluir. É preciso manter a calma e o foco para resolver as adversidades encontradas e tranquilizar os envolvidos. O trabalho em equipe também é essencial e proporciona a resolução de múltiplos problemas.”

 

Teixeira diz que o momento mais difícil e cuidadoso do processo de implantação é o planejamento. Também ressalta que a comunicação é a chave para garantir a satisfação do cliente e atender o que foi pedido. “Definir os processos exige atenção, pois cada passo a ser tomado deve ser bem planejado. A comunicação da equipe com os usuários garante o alinhamento das expectativas.”

 

A sul-coreana CyberLogitec, que oferece o sistema operacional Opus Terminal já se tornou referência no mercado por oferecer um sistema voltado a terminais multifuncionais. A T2S tem acordo de cooperação com a CyberLogitec para a integração do Opus e é o principal parceiro para sua implantação no Brasil, fazendo as adaptações necessárias ao cliente. Sobre a T2S  A T2S Tecnologia é referência no desenvolvimento de soluções customizadas para os maiores terminais portuários do Brasil. Pautada no desenvolvimento sob demanda, se consolidou como especialista na criação de soluções customizadas para atender às necessidades específicas de seus clientes.  A equipe carrega experiência de inúmeros cases de sucesso e o conhecimento das regras de negócio do setor portuário. Já são mais de 500 mil horas de programação e 100% de projetos entregues para mais de 140 empresas.

Negócios: Catharina Sour é incluída definitivamente em guia internacional e se torna oficialmente primeiro estilo brasileiro de cerveja

“O frescor e a vibração do sabor, a qualidade refrescante, a acidez que realça os sabores da fruta e o respeito com os ingredientes”. De acordo com o presidente do Beer Judge Certification Program (BJCP), Gordon Strong, estas são as características que marcam a Catharina Sour. Criado em 2016, o estilo brasileiro de cervejas foi incluído definitivamente no mais importante guia de estilos do mundo no final de 2021.

Criada em 2016, a Catharina Sour entrou no guia como provisória já em 2018. Depois de uma atualização das diretrizes do estilo realizada em conjunto com cervejeiros brasileiros, agora está oficialmente adicionada ao BJCP.

Strong comenta que, desde 2018, pessoas de fora do Brasil aprenderam sobre o estilo e brasileiros foram incentivados a fazê-lo ainda mais. “Durante uma visita ao país, provei muitas amostras, tanto de cervejeiros caseiros quanto de marcas comerciais. A Catharina Sour é um estilo atual. Uma Catharina Sour bem feita é refrescante em dias quentes e gosto muito de como as frutas são apresentadas de forma muito natural e fresca”, comenta.

De acordo com o BJCP, a Catharina Sour é uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas que normalmente apresentam um perfil tropical. Tem um corpo leve e a graduação alcoólica contida. No aroma, a fruta é identificada de forma imediata e a coloração também muda de acordo com a variedade selecionada. Especiarias, ervas e vegetais podem complementar a receita.

Diversidade representada

Para Carlo Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), única instituição de ensino superior dedicada à cerveja na América Latina, a Catharina Sour teve uma ascensão tão rápida por conseguir, através da adição de frutas, representar a diversidade brasileira. “Na gastronomia, o Brasil é reconhecido pela infinidade de ingredientes e pela regionalização. A partir de uma cerveja que possibilita a adição de frutas características de regiões diferentes, é possível que se crie um mapa sensorial a partir da Catharina Sour”, diz. Bressiani lembra como exemplos rótulos com seriguela, cupuaçu, frutas vermelhas, uvas e outras variedades.

Outro aspecto importante do estilo para Bressiani é a ampliação da percepção do consumidor sobre o que é cerveja. “A partir da curiosidade gerada pela adição de frutas, a degustação provoca o público a entender a cerveja como um produto com possibilidades de sabor muito maiores do que se via há pouco tempo. Num mercado tão jovem para os rótulos artesanais independentes como é o Brasil, isso é muito importante”, diz ele, que complementa que a acidez como característica também fomenta esta percepção.

Primeira Catharina Sour envasada do país

A Cerveja Blumenau, localizada, como o próprio nome sugere, na Capital Brasileira da Cerveja, foi a primeira marca a envasar a Catharina Sour em garrafas, possibilitando que ela chegasse a pontos de vendas geograficamente distantes à fábrica. Ainda hoje, os rótulos com adição de Pêssego e Maracujá fazem parte da linha de produtos.

O cervejeiro Marcos Guerra comenta que as cervejas ácidas são um caminho muito interessante sensorialmente e apresentá-las ao público é motivo de muito orgulho. “A Catharina Sour é uma porta de entrada importante e atraente para que o consumidor passe a observar a cerveja com todas as suas possibilidades”, diz.

Maior lançamento simultâneo do país será de Catharina Sour

No dia 19 de janeiro, 64 cervejarias de 10 estados brasileiros apresentam ao público, no mesmo dia, as suas Catharina Sours. Será o maior lançamento simultâneo do mercado nacional. Cada cervejaria fez a sua receita e os rótulos chegam ao mercado no mesmo dia, com a mesma identidade visual.

De acordo com o Movimento Toda Cerveja, que realiza a ação, o intuito é chamar a atenção para o movimento cervejeiro independente e expandir o estilo para além do público cervejeiro. “Existem opções já consolidadas no paladar nacional, como as IPAs e as Weiss. Por ter um perfil sensorial diferente, o aspecto curioso da adição de frutas e ser muito alinhada com o clima nacional, acreditamos que a Catharina Sour pode ocupar um posto similar nas preferências do brasileiro”, dizem.

 

O mundo em 2022: perspectivas para o cenário econômico mundial e os desafios brasileiros

Apesar das incertezas provocadas pela pandemia da Covid-19, a economia mundial, que se recuperou neste ano, deverá manter o crescimento em 2022. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o desempenho econômico será positivo em 4,9% no próximo ano, depois de registrar uma alta de 5,9% em 2021. Já o Banco Mundial (Bird) prevê uma alta de 5,6% neste ano e de 4,3% em 2022. A projeção do FMI para a economia brasileira no próximo ano, no entanto, é bem mais modesta: crescimento de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB). 

Apesar disso, o economista Estêvão Kopschitz, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), avalia que o cenário atual é bom para o Brasil. “A economia brasileira é muito influenciada pelo que acontece lá fora”, afirma ele, ressaltando que hoje o momento é de muita incerteza, porque “a situação da pandemia é diferente do que já aconteceu no passado”. 

O crescimento entre os países deve ser desigual, conforme preveem FMI e Bird, porque, em alguns lugares, o percentual da população vacinada ainda é muito baixo, especialmente nos países mais pobres. “Embora o quadro da pandemia tenha melhorado, não viramos a página integralmente”, resume Rafael Cogin, economista-chefe do Instituto de Desenvolvimento Industrial (IEDI), que cita como exemplo da incerteza no cenário econômico a piora do quadro em alguns países da Europa.

Cogin diz que, se a questão sanitária se mantiver sob controle – sobretudo com a chegada da variante ômicron –, não haverá grandes turbulências. “A prova vai ser agora, com o aumento de casos na Europa no final do ano. Se os países conseguirem passar bem por essa tensão, as incertezas vão se dissipar”, prevê. Nesse contexto, há um conjunto de outros fatores que devem ser analisados com atenção no cenário econômico internacional: risco de desaceleração da economia chinesa, aumento da inflação e reorganização das cadeias produtivas.

Em relação à economia da China, Cogin detalha que, há alguns meses, se acendeu uma luz amarela com os sinais de desaceleração provocada, especialmente, pela crise no mercado imobiliário. “Isso pode ter impacto importante para o Brasil, não só pela queda nas exportações, mas pela acomodação dos preços de commodities que vinham subindo”, relata. Por outro lado, ele lembra que expectativas menores para o crescimento chinês podem ajudar a arrefecer as pressões inflacionárias.

Paulo Gala, professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), avalia que a inflação seguirá elevada no próximo ano e diz que esse cenário só mudará com a normalização das cadeias produtivas. "No dia em que não tivermos filas de navios em Los Angeles, podemos ter ideia de que a inflação está passando”, comenta, referindo-se ao congestionamento de navios contêineres que aguardam para descarregar seus produtos, resultado do aumento da demanda por parte dos norte-americanos.

O economista André Perfeito, da Necton Investimentos, explica que a inflação está profundamente ligada ao lado da oferta. “A pandemia atrapalhou as cadeias produtivas. Um exemplo é a falta de chip eletrônico. Isso gera uma inflação com característica micro em muitos setores, apesar de ter componentes macro. Tivemos um período de inflação de alimentos e aumento no preço do petróleo, que tem mais a ver com a oferta. O instrumento da taxa de juros, no mundo inteiro, é pouco eficaz para a inflação causada por problemas de oferta”, avalia.

Essa também é a opinião de Antonio Corrêa Lacerda, presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon). “A questão-chave é que a atual pressão inflacionária se caracteriza nitidamente como um choque de oferta, e não de excesso de demanda”, diz. Segundo ele, esse problema ocorre em nível global e, por essa e por outras razões, também afeta o Brasil. “O aumento nas cotações das matérias-primas, especialmente petróleo e grãos (commodities) no mercado internacional, associado à desvalorização do real, tem pressionado os preços domésticos dos combustíveis e de outros produtos”.

Levantamento de André Perfeito, com base em dados da Bloomberg, mostra que a inflação aumentou em diversos países. Ao desalinhar as cadeias produtivas globais, explica ele, a pandemia provocou escassez de insumos no mercado internacional. Com a falta de matérias-primas e a reabertura da economia, os preços ficaram mais caros em diferentes regiões. Nos Estados Unidos, a inflação chegou a 6,2% em 12 meses, a maior desde novembro de 1990. 

Reorganização das cadeias produtivas

Ricardo Sennes, sócio da consultoria Prospectiva, destaca que a economia mundial passa, atualmente, por mudanças conjunturais – principalmente associadas à pandemia de Covid-19 – e estruturais – que envolvem a reorganização das cadeias produtivas. Segundo ele, o desenvolvimento de novas tecnologias está provocando um deslocamento econômico no qual o Brasil e a América Latina como um todo perdem em competitividade. “Não desenvolvemos um modelo para o novo ciclo tecnológico”, lamenta Sennes.

Ainda que algumas indústrias e empresas no Brasil tenham feito investimentos para acompanhar as mudanças estruturais, “a América Latina está sendo preterida, em particular no setor industrial e na parte do setor de serviços vinculada ao processo produtivo”, argumenta Sennes. De acordo com ele, o Brasil parece não ter conseguido formar uma agenda estratégica, nem no âmbito interno nem no externo para lidar com o novo contexto.

O mundo em 2022: perspectivas para o cenário econômico mundial e os desafios brasileiros

Em evento organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), o economista Renato Baumann afirmou que, “se antes a decisão sobre a localização de unidades produtivas era essencialmente a partir de custos – de mão de obra e acesso à matéria-prima ou custo de transporte –, agora há um componente adicional geopolítico neste processo decisório, seja para reduzir a dependência de fornecedores ou por razões ideológicas”.

A esse cenário, diz Baumann, agregam-se questões como o conflito latente entre EUA e China, a perspectiva de ter que optar por um dos três padrões técnicos (norte-americano, europeu ou chinês) – que não são necessariamente compatíveis entre si – e pressões internas relacionadas ao processo de globalização, como a adoção de medidas protecionistas em alguns países. Outro elemento importante nesse contexto são os mega-acordos comerciais, que, ao defender interesses regionais, trazem mais dificuldades para países como o Brasil, diz Baumann, também do Ipea.

No mesmo evento, Sandra Rios, senior fellow do Cebri, afirmou que a tendência mundial é a regionalização das cadeias de valor, e que esse processo não é de agora, visto que elas sempre foram mais regionais do que globais. “Talvez a oportunidade seja aproveitar o momento para mudar nossas próprias políticas econômicas em relação à abertura comercial, optando por uma estrutura com modelos de integração”, diz ela. 

Renato da Fonseca, economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirma que a reorganização das cadeias produtivas abre espaço para o Brasil, mas é preciso se preparar para isso por meio de uma reforma tributária, da redução de burocracia no comércio exterior, da ampliação de acordos comerciais e de investimentos em inovação. “Novos acordos sempre ajudam, mas, sem competitividade, não aproveitaremos as oportunidades. É difícil para o Brasil entrar nas cadeias globais sem essas mudanças”, comenta.

Mais exportações

Principais parceiros comerciais do Brasil, os Estados Unidos e a China estão entre os países que devem registrar crescimento acima de 5% em 2022, segundo as estimativas do FMI. Nos países da União Europeia, o crescimento médio esperado é de 4,3%. Fabrizio Sardelli Panzini, gerente de Integração Internacional da CNI, avalia que esse cenário vai favorecer o Brasil. “Em geral, além da pauta industrial, temos um mundo que pode ter demanda maior por produtos brasileiros”, prevê.

Esse aumento na demanda, que poderá se ampliar no próximo ano, começou em 2021. Entre janeiro e setembro, a corrente brasileira de comércio exterior de bens (soma de exportações e importações) chegou a US$ 370,6 bilhões, a maior dos últimos cinco anos, conforme dados do Ministério da Economia. Houve crescimento generalizado dos fluxos em relação ao mesmo período de 2020, refletindo a recuperação do comércio internacional em relação aos impactos econômicos da pandemia.

A China destacou-se como o principal parceiro do Brasil tanto em exportações (34% do total) quanto em importações brasileiras (22% do total), com uma corrente bilateral de US$ 105,9 bilhões no acumulado do ano. Embora a participação da indústria de transformação tenha caído, os principais setores apresentaram crescimento das exportações em relação ao mesmo período em 2020, destacando-se a fabricação de produtos alimentícios (+22%), de metais básicos (+31%) e de produtos químicos (+32%).

Os dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que a alta global das exportações no segundo trimestre de 2021, em relação ao segundo trimestre de 2020, foi de 23%. Nos EUA, o aumento foi de 29%; na União Europeia, de 28%; na China, de 21%; e no Japão, de 32%. No mesmo período, as exportações do Brasil registraram uma alta de 16%. Ainda segundo a OMC, as importações brasileiras cresceram em 26%, mais que a média mundial (de 22%).

O mundo em 2022: perspectivas para o cenário econômico mundial e os desafios brasileiros

Mesmo com a recuperação da economia em diversas partes do globo, a tendência é que a disputa entre EUA e China permaneça nos próximos anos. “Essa é a nova realidade. Os conflitos entre Estados Unidos e China são desdobramentos de uma concorrência mais diversificada e complexa do ponto de vista tecnológico”, avalia Cognin, do Iedi. Segundo ele, há uma forte aceleração da economia da China em constituir competências tecnológicas de ponta. “Em alguns aspectos, coloca em xeque a supremacia das potências ocidentais. É uma questão geopolítica que se expressa no âmbito econômico”, diz.

De acordo com ele, a geopolítica tende a ganhar importância no período pós-pandemia. “Isso passa por questões tecnológicas de proteção ambiental, entre outras. Cada vez mais, os temas ambientais organizarão as relações geopolíticas do mundo inteiro, dada a necessidade de reduzir emissões e controlar a escalada climática”, explica. Esse movimento, diz, está associado à reorganização das cadeias globais de valor. 

“Esse tema nunca mais vai sair de cena. A expansão chinesa continua. A tensão com os EUA é permanente. Virou uma guerra pela fronteira tecnológica. A China conseguiu grandes avanços na produção de tecnologia própria”, reforça Gala, da FGV. Na mesma linha, Sennes, da Prospectiva, diz que a disputa com a China é um tema de enorme concordância entre os governos do democrata Joe Biden e do republicano Donald Trump, seu antecessor na presidência dos Estados Unidos: “Estamos falando de uma disputa um pouco diferente da Guerra Fria. A competição aqui é geoeconômica, e não militar”, pontua.

O mundo em 2022: perspectivas para o cenário econômico mundial e os desafios brasileiros

Economia: um ano muito complicado

Apesar da recuperação no crescimento econômico mundial, 2022 ainda será de muitas incertezas e turbulências na economia brasileira. “O próximo ano é muito complicado. Um ano eleitoral tenso, com candidatos que precisam ser acompanhados em suas políticas econômicas”, resume Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, que projeta um desempenho perto de zero para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Confira a entrevista:

REVISTA INDÚSTRIA BRASILEIRA - Olhando o cenário externo, quais são as perspectivas para a economia brasileira em 2022?

SÉRGIO VALE - Do ponto de vista internacional, é interessante observar que serão dois anos de crescimento muito forte. O PIB mundial vai crescer cerca de 11% em 2021 e 2022. Não é normal crescer nessa magnitude. Estamos saindo da pandemia, com políticas monetária e fiscal intensas desde o ano passado – por um lado, estimulando demanda e, por outro, afetando a oferta. Esse descasamento, que é raro de ver, entre uma pressão forte de demanda e uma desaceleração de oferta, leva a um processo inflacionário mundo afora, especialmente nos Estados Unidos, que estão com uma pressão inflacionária rara, que não vemos há 40 anos. Por causa disso, temos essa perspectiva de mudança de política monetária. No ano que vem, as taxas de juros nos Estados Unidos vão começar a subir. Muito disso já está incorporado em preços de ativos em geral, mas há uma certa insegurança de que a inflação esteja acelerando em um nível mais preocupante do que o FED (Banco Central americano) está percebendo, e a gente pode precisar de uma mudança mais radical. Outro país de interesse é a China. Ela passou por um processo de impacto, por causa do mercado de construção, nos últimos dois meses. O crescimento lá está tateando em torno de 5%. Hoje, cerca de 30% do PIB chinês é relacionado ao mercado de construção. O processo de desaceleração desse segmento pode colocar alguns percalços na recuperação chinesa. 

REVISTA INDÚSTRIA BRASILEIRA - A inflação é também uma preocupação no Brasil, onde os combustíveis vêm pressionando a alta de preços. Como o senhor vê o cenário do preço do petróleo para o próximo ano?

SÉRGIO VALE - O preço do petróleo tem vários componentes. Neste momento, também temos esse descasamento entre demanda e oferta, uma recuperação forte da economia, desinvestimento ao longo da última década por causa da pressão ambiental e, especificamente, produção parada desde o ano passado. A demanda está pressionada por questões internacionais e questões domésticas não resolvidas, como a fiscal, que se junta ao cenário político turbulento no ano que vem. Quando pegamos as duas pontas, a tendência é que não haja sossego por parte dos combustíveis, por causa de problemas no câmbio e no preço do barril de petróleo.

REVISTA INDÚSTRIA BRASILEIRA - Hoje faltam insumos em alguns setores. Isso pode se prolongar?

SÉRGIO VALE - De certa forma, pode se prolongar no curto prazo mas, dado que a retomada está normalizando [a disponibilidade de insumos] e aquela forte expansão de consumo dá sinais de desaceleração, talvez a produção também comece a normalizar. Eu diria que essa falta generalizada está começando a cair. Claro que, por trás disso, precisamos acompanhar produtores industriais importantes, como Alemanha e China, que ainda estão às voltas com as questões da pandemia. Isso dificulta a retomada plena neste momento. Estamos melhorando, mas uma normalização completa vai depender de uma saída muito mais agressiva para esses países. Espero que possa acontecer em 2022 e, talvez, lá em 2023, tenhamos uma normalização bem mais completa dessa disrupção das cadeias de produção.

REVISTA INDÚSTRIA BRASILEIRA - Internamente, o que você espera para a economia brasileira no próximo ano?

SÉRGIO VALE - O próximo ano é muito complicado. Um ano eleitoral tenso, com candidatos que precisam ser acompanhados em suas políticas econômicas. Pegamos de saída uma inflação de dois dígitos, que não tem sido comum desde que o Plano Real foi lançado, em 1994. Tivemos três momentos de inflação de dois dígitos, só que nos outros – 2002, 2003 e 2016 – tivemos uma mudança política que conseguiu ajustar a casa, trazendo uma perspectiva de reformas que ajudou a acomodar a taxa de câmbio e pôr as expectativas para baixo. Hoje, temos um governo que abdicou do poder de fazer políticas econômicas e está entrando em um ano eleitoral complicado. Está propondo políticas fiscais muito agressivas, e ainda temos mais de um ano desta forma. No curto prazo, a tendência de um sistema pressionado continua. No ano que vem, o Banco Central vai subir a taxa de juros com intensidade para tentar manter a inflação em torno de 5%. Nossa previsão é de um crescimento da economia próximo de zero.

É preciso acelerar o ritmo do crescimento

Vivemos um período de muitas incertezas. Além da pandemia de Covid-19, que continua assustando o mundo, uma série de outros desafios comprometem a recuperação da economia e a retomada do crescimento sustentado no Brasil.

De acordo com as projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve ter uma expansão de 4,7% em 2021, o suficiente apenas para recompor as perdas de 2020, quando enfrentamos o choque da primeira onda da pandemia. Para 2022, nossa previsão é que a economia cresça 1,2%, e a indústria, 0,5%.

Esse desempenho, que está muito aquém da nossa capacidade, é resultado de um antigo conjunto de ineficiências estruturais, agravado pelos inesperados problemas trazidos pelo novo coronavírus. Entre os obstáculos recentes à reativação da economia está a desorganização das cadeias globais de produção e de transporte, que vem provocando a escassez de matérias-primas e insumos e, consequentemente, elevando os preços dos produtos industriais em todo o mundo.

No Brasil, a aceleração da inflação levou a um novo ciclo de aumento dos juros, o que desestimula o consumo e os investimentos. Além disso, a queda na renda da população, o desemprego e o endividamento das famílias continuarão afetando a atividade econômica no próximo ano.

No entanto, há um entrave que tem prejudicado o crescimento do país há muitos anos. É o custo Brasil, que reduz a capacidade das nossas empresas de enfrentar em igualdade de condições os principais competidores internacionais. Com isso, a indústria nacional vem perdendo espaços importantes nos mercados interno e externo e na produção mundial de manufaturados.

Atacar o custo Brasil é uma tarefa que requer, em primeiro lugar, a simplificação e a correção das distorções do sistema de arrecadação de impostos. A reforma da tributação do consumo, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, que está no Senado, é crucial para alinhar as regras nacionais às melhores práticas internacionais e aprimorar a competitividade da indústria brasileira.

É indispensável, ainda, adaptar a tributação do lucro das companhias às normas globais e aperfeiçoar os marcos regulatórios da infraestrutura, além de incentivar a ciência, a tecnologia e a inovação. É igualmente necessário prosseguir com a modernização das leis trabalhistas e promover a inserção internacional das empresas brasileiras.

Também é imprescindível aumentar a segurança jurídica e recuperar a estabilidade macroeconômica. Inflação controlada, juros baixos e equilíbrio fiscal são fundamentais para melhorar a confiança dos investidores e atrair capitais produtivos. Entre as medidas importantes para o ajuste duradouro das contas públicas estão, também, a reforma administrativa e a regulamentação do teto de remuneração dos servidores públicos.

Essas e outras recomendações fazem parte do documento Propostas para a retomada da indústria e geração de emprego, elaborado pela CNI a partir de sugestões de diversas entidades representativas do setor industrial.

O trabalho, que foi entregue recentemente ao governo federal, é uma contribuição para o debate de ideias que busquem o fortalecimento da indústria nacional e o desenvolvimento econômico e social do país.

Com as medidas adequadas, o Brasil poderá crescer a taxas superiores a 3% ao ano e ter uma economia mais dinâmica e competitiva, que ofereça empregos, saúde e educação de qualidade para todos.

*Robson Braga de Andrade é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O artigo foi publicado no dia 31/12/21, no jornal Folha de São Paulo.

REPRODUÇÃO DO ARTIGO - Os artigos publicados pela Agência de Notícias da Indústria têm entre 4 e 5 mil caracteres e podem ser reproduzidos na íntegra ou parcialmente, desde que a fonte seja citada. Possíveis alterações para veiculação devem ser consultadas, previa

Como prevenir golpes na internet?

Segundos dados levantados pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACrim), da SSP, em 2020 tivemos uma alta de 265% nos golpes aplicados na internet, abrangendo tanto empresas quanto consumidores.
 

Entre os golpes mais aplicados atualmente, podemos destacar a clonagem do WhatsApp, fraudes via Pix, sites falsos e perfis fakes nas redes sociais. Todos eles com o mesmo objetivo: enganar consumidores e lojistas e consequentemente causar perdas de dinheiro e produtos.
 

Gustavo Salviano, CTO (Chief Technology Officer) da Locaweb, explica que ‘’o aumento nesses casos geram um medo cada vez maior tanto em quem está comprando quanto para quem está vendendo. Com o avanço do e-commerce, o fraudador passou a ver a internet como uma forma fácil de conseguir dinheiro. Por outro lado, contamos com técnicas de segurança que podem ser aplicadas por qualquer pessoa e evitar esse tipo de situação’’.
 

Abaixo, algumas dicas da executiva:


 

1 - Senhas fortes
 

Sequências numéricas, datas de nascimento e nomes próprios são os mais usados na hora de criar uma senha, o que facilita ainda mais o vazamento dela. Ao conseguir a chave de acesso de um determinado site, o fraudador tem mais facilidade para acessar outras contas e informações pessoais. É de extrema importância criar senhas fortes para qualquer ação na internet, combinando números, letras maiúsculas, minúsculas e símbolos.


 

2 - Sites falsos

 

É muito comum nos deparamos com sites que se passam por empresas que já existem e usam a credibilidade delas para roubar dados dos clientes. O primeiro passo para se prevenir desse tipo de golpe é chegar a segurança deste site, por exemplo através da URL, histórico, reputação e selos de segurança.


 

3 - Nunca clique em links desconhecidos
 

Presente principalmente nos golpes relacionados a vendas e ao Pix, fazer transferências bancárias através de links enviados por fraudadores pode levar a mais situações desagradáveis. Para se certificar de que a compra é segura sempre escolha fazer a transferência de pagamento através do seu aplicativo próprio do banco, assim você evita também expor seus dados na internet e instalar possíveis vírus em seu computador ou smartphone.


 

4 - Utilize antivírus
 

Os antivírus são extremamente necessários não só para evitar golpes mas para qualquer pessoa que está conectado à rede. Um bom antivírus é capaz de detectar diversas ameaças que possam expor sua máquina ao perigo. Ele notifica quando encontra algo errado e assim evita problemas maiores.


 

5 - Mantenha seu computador atualizado
 

É muito importante que todos os computadores, smartphones e tablets estejam sempre atualizados com as recomendações do fabricante. Instalar as correções recomendadas é uma ótima forma de diminuir os riscos de alguma invasão.


 

6 - Fique de olho nas suas redes sociais
 

A clonagem de aplicativos de mensagens instantâneas é cada vez mais comum no mundo dos golpes, os fraudadores se passam por determinadas pessoas solicitando que sejam feitas transferências em dinheiros. Alguns passos são necessários para evitar esse tipo de situação, como habilitar sua foto de perfil do WhatsApp apenas para seus contatos salvos, habilitar o segundo fator de autenticação, não postar números de telefones pessoais em perfis de redes sociais e nunca compartilhar senhas e números de documentos.
 

É importante lembrar também que ao cair em um golpe na internet o primeiro passo que deve ser seguido é contatar as autoridades e registrar um boletim de ocorrência, que pode ser feito de forma online através do site oficial da Polícia.


 

Locaweb BeOnline

A Locaweb BeOnline é a unidade de negócios do Grupo Locaweb dedicada para serviços digitais. Desde o microempreendedor, com opções de hospedagem de site e loja virtual, até médias empresas e desenvolvedores, com VPS 

BR do Mar: o que esperar

                                                                                    Liana Lourenço Martinelli (*)
            SÃO PAULO – Depois de muita negociação, o Senado aprovou o programa de estímulo à cabotagem (BR do Mar), que agora volta à Câmara dos Deputados para mais um período de discussões. E retorna com um acréscimo que é a prorrogação do regime tributário especial que desonera investimentos em terminais portuários e ferrovias (Reporto), que, criado em 2004, vinha sendo renovado de maneira sucessiva, até que perdeu vigência ao final de 2020 por iniciativa do executivo. Agora, a proposta é que o Reporto seja renovado de janeiro de 2022 até dezembro de 2023.
            Menos mal. Como se sabe, o Reporto garante isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a compra de máquinas e equipamentos, como contêineres e locomotivas, além da suspensão da cobrança de Imposto de Importação sobre produtos sem similar nacional e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado pelos Estados. Segundo cálculos recentes, esses tributos chegam a onerar os investimentos em 52%, o que acaba, muitas vezes, por inviabiliz&a acute;-los.
            O projeto que saiu do Senado reduziu para um terço a exigência de mão de obra nacional nos navios estrangeiros fretados para operação no País, contrariando proposta do governo que previa pelo menos dois terços. O argumento foi que o custo trabalhista com empregados brasileiros é mais alto em comparação com estrangeiros, o que, segundo as companhias de navegação, comprometeria o ganho de competitividade. Como a Câmara, em decisão tomada antes do encaminhamento do projeto ao Senado, manteve a proporção sugerida pelo executivo, não se sabe qual será o entendimento desta vez.
            O projeto, além de ampliar o período de transição para que as empresas brasileiras de navegação façam afretamento sem ter equipamentos próprios, flexibiliza os afretamentos de embarcações estrangeiras tanto quando a bandeira do país de origem é mantida como quando o navio passa a operar com bandeira brasileira. Nesse caso, atende também às reivindicações das empresas de navegação que consideram as regras atuais rigorosas em demasia.
            Por fim, o projeto amplia de quatro anos para seis anos o prazo para que as empresas de navegação possam fazer o afretamento sem embarcações próprias como “lastro”, atendendo em parte à reivindicação das companhias brasileiras que vinham pedindo até 15 anos de transição, sob a alegação de que o mercado nacional poderia ficar desassistido em épocas de forte demanda no exterior.
            Com o programa, o governo espera aumentar a oferta da cabotagem, pois, a princípio, surgiriam novas rotas e os custos seriam reduzidos. A intenção é, em três anos, ampliar em 40% a capacidade da frota dedicada à cabotagem. Com isso, elevaria o volume de contêineres transportados por ano de 1,2 milhão para 1,5 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Para os caminhoneiros, o BR do Mar vai tirar não só quilometragem no transporte por terra como restringirá o poder de negociação do valor do frete junto ao dono da carga, pois a empresa de cabotagem passaria a ser a &uacu te;nica negociadora com o produtor ou comprador.
            Como se sabe, a ideia de apostar na cabotagem ganhou força no governo depois de maio de 2018, ainda no governo Temer, quando o Brasil parou por causa de uma paralisação de caminhoneiros que durou mais de uma semana. O impacto na economia foi tão violento que levou setores empresariais a reivindicar um programa que minimizasse os reflexos de futuras paralisações. Seja como for, a verdade é que há uma forte distorção na matriz de transporte, já que, segundo estudo da Confederação Nacional de Transportes (CNT), 61% de toda a carga transportada passam pelo modal rodoviário. E diminuir essa percentagem s eria recomendável para o futuro da economia brasileira.
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(*) Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Relações Institucionais do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br
 

Banco Central projeta inflação de 10,2% para este ano

A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar este ano em 10,2%, considerando a taxa de juros (Selic) em 9,25% ao ano e o câmbio partindo de R$ 5,65. A informação está no Relatório de Inflação, publicação trimestral do Banco Central (BC), divulgado hoje (16). No relatório de setembro, a projeção para inflação no ano era 8,5%.

Nesse cenário, a inflação ficará acima da meta que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

Para 2022, a projeção de inflação é de 4,7% e, para 2023, de 3,2%. Nesse caso, supõe uma trajetória de juros que se eleva para 11,75% ao ano durante 2022, terminando em 11,25% ao ano, e reduz-se para 8% ao ano em 2023.

A inflação ao consumidor continua persistente e elevada, segundo o BC. “Há preocupação com a magnitude e a persistência dos choques, com seus possíveis efeitos secundários e com a elevação das expectativas de inflação, inclusive para além do ano-calendário de 2022”, diz o relatório.

A meta definida pelo CMN para de 2022 é 3,5% e para 2023, é 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos. Ou seja, por esse cenário, a inflação ficará próxima do limite superior em 2022 e do centro da meta em 2023.

Quando se consideram os grupos de preços livres e administrados, o BC destaca a elevada projeção para a inflação de preços administrados em 2021, de 16,7%. Caso a previsão se concretize, será a inflação mais alta desde 2015, quando atingiu 18,07%.

“Destacam-se os aumentos já verificados de preços de gasolina, gás de bujão e energia elétrica. Para 2022, a projeção de administrados se reduz significativamente, refletindo principalmente a dissipação dos choques correntes, a bandeira de energia elétrica utilizada e a queda recente no preço do petróleo”, diz o relatório.

Por outro lado, segundo o BC, a inflação de preços livres vai se reduzindo ao longo do tempo na medida em que os efeitos da alta do índice vão se dissipando e a trajetória da taxa de juros real utilizada está acima da taxa neutra (aquela que não gera mudanças na inflação). A projeção do BC para o IPCA Livres em 2021 é de 8%.

Inflação registrada

Em novembro, o IPCA foi de 0,95%, fechando no maior nível para o mês desde 2015 (1,01%) e acumulando alta de 10,74% em 12 meses. No ano, até novembro, a inflação é de 9,26%.

O índice é pressionado, especialmente, pelo aumento dos preços de combustíveis. Segundo o BC, itens mais associados à inflação subjacente também contribuem. “A pressão sobre os preços de bens industriais ainda não arrefeceu, enquanto a inflação de serviços já se mostra mais elevada, refletindo a gradual normalização da atividade no setor [muito impactado pela pandemia de covid-19]”, diz o relatório.

Com a alta da inflação, na semana passada o BC elevou a Selic pela sétima vez consecutiva, de 7,75% para 9,25% ao ano, e deve promover nova alta na próxima reunião do Copom, em fevereiro. A taxa básica de juros é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação porque causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida.

Estoques aumentam e ultrapassam nível planejado em novembro, afirma CNI

Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta para o aumento dos estoques em novembro de 2021. O índice de evolução do nível de estoques foi de 50,6 pontos, resultado 4,8 pontos acima do registrado no mesmo período do ano passado. Esse resultado rompeu a tendência de estoques abaixo do planejado, que vinha desde dezembro de 2019. Além disso, nos últimos três meses, houve registro o índice esteve de 50 pontos, o que indica crescimento em relação ao mês anterior. 

O índice do nível de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 50,7 pontos em novembro. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que o estoque real está um pouco acima do nível planejado pelas empresas. Na comparação com novembro de 2020, momento crítico de baixos estoques no ano passado, o índice mostra aumento de 6,6 pontos.


“Esse resultado começa a indicar menos gargalos para a indústria. Contudo, nossa preocupação é que o aumento do estoque começa a indicar alguma frustração do empresário com a demanda e, assim, apontar para a desaceleração da indústria. A combinação entre estoques e produção é um fator para acompanharmos nos próximos meses”, explica Marcelo Azevedo.


A pesquisa mostra, ainda, que produção industrial continuou praticamente estável na passagem de outubro para novembro, com leve aumento. O índice de evolução da produção registrado no mês foi de 50,4 pontos. É o terceiro mês consecutivo de relativa estabilidade da produção, após altas registradas entre maio em agosto. 

Em novembro de 2021, a Utilização da Capacidade Instalada foi de 72%, um aumento de um ponto percentual na comparação com outubro. Esse resultado está acima da média histórica de 2011 a 2019.

Empresários se mostram confiantes com o setor externo

Os índices de expectativa de demanda, de compras de matérias-primas e de número de empregados apresentaram estabilidade no mês de dezembro de 2021. Já o índice de expectativa de exportação registrou aumento de um ponto. Todos os resultados continuam acima da linha de 50 pontos, o que indica expectativa de crescimento nos próximos seis meses.

Um ano complexo e repleto de desafios

        Um ano complexo, de muito trabalho e produção, preocupação com a saúde das pessoas e oscilações acentuadas em todas as áreas da atividade humana. Talvez se possa definir assim o ano que se encerra. Embora tenha se tornado a locomotiva da economia nacional, o agronegócio enfrentou um período difícil. Uma das preocupações emergentes foi o retorno do processo inflacionário em um quadro de baixo crescimento, taxa de desemprego renitente e queda geral de renda da população. Em face dessas condicionantes, o mercado interno encolheu. Por outro lado, os custos para a produção de alimentos para o mercado interno aumentaram – especialmente em  proteína animal – com o superencarecimento dos insumos. Ficou caro para produzir, ficou caro para consumir.

   O ano foi repleto de desafios. Os principais produtos agrícolas (notadamente os grãos) foram comercializados com margens satisfatórias para os produtores rurais – com exceção do leite. O setor foi atormentado, porém, pelas questões logísticas e operacionais. As péssimas condições do sistema rodoviário e o frequente reajuste do preço dos combustíveis retiraram grande parte da competitividade dos produtos agrícolas in natura, processados ou industrializados. No plano internacional, a falta de contêineres e de navios foi o maior percalço para as exportações, com encarecimento dos fretes marítimos em mais de 500%. A falta de aviões atrapalhou a importação de moléculas para produção de defensivos e agroquímicos, deixando escassos e, portanto, mais caros  os insumos agrícolas.

  O ano foi marcado por um novo episódio de brutal encarecimento dos dois principais insumos para a nutrição animal – milho e farelo de soja. Assim, os custos de transformação de proteína vegetal (milho e soja) em proteína animal (aves, suínos, leite e ovos) decolaram: anularam as margens de lucro dos produtores e aumentaram o custo da alimentação para as famílias. Nesse contexto, o crescente déficit de grãos tornou-se um verdadeiro nó górdio na cadeia produtiva da agroindústria da carne de Santa Catarina que precisa, a cada ano, importar mais de 4 milhões de toneladas de milho.

      A questão do suprimento de milho para alimentar a gigantesca cadeia produtiva da agroindústria provavelmente não se resolverá somente pelas forças dinâmicas do mercado. Será necessário pactuar uma política pública de incremento à produção com a transferência de parte da área cultivada com soja para ampliar a produção de milho. A produção de cereais de inverno é um caminho que começa a ser trilhado para amenizar essa insuficiência.

Essas circunstâncias – contrárias à vontade do produtor rural – continuarão pressionando os preços das carnes neste fim de ano, especialmente os cortes bovinos. A situação irá se normalizar somente em maio quando entrar no mercado a safrinha de milho, ocasião em que os preços começarão a recuar e voltarão aos níveis históricos. A safrinha deve render 90 milhões de toneladas que, somadas às 30 milhões de toneladas de safra de verão, abastecerão o mercado brasileiro (75 milhões) e as exportações (30 milhões), resultando ainda em um superávit.  

   É necessário lembrar que a pandemia também atingiu duramente a agricultura. O sistema CNA/FAESC/SENAR/Sindicato Rural criou o programa Agro Fraterno que, em território barriga-verde, atendeu cerca de 13 mil famílias do campo em situação de vulnerabilidade. Mas, de forma geral, o setor trabalhou ininterrupta e incessantemente para que não faltasse alimento na mesa dos brasileiros e, também, para honrar os contratos com o comércio mundial. Ocorre que a crise sanitária desorganizou a economia mundial e provocou a escassez de muitos insumos agrícolas. O Brasil deixou de receber moléculas para produção de agroquímicos, defensivos e fertilizantes. O preço desses insumos aumentou assustadoramente, quadro que provavelmente se manterá até meados de 2022. Um saco de 50 kg de uréia que custava 50 reais subiu para 300 reais. Um litro de glifosato que custava 20 reais subiu para 100 reais.

 Para 2022 estima-se uma safra agrícola recorde de 290 milhões de toneladas, com preços relativamente compensadores para os produtores, caminhando-se para a normalização dos preços de milho e soja para os criadores e agroindústrias. As exportações continuarão em alta em razão da demanda mundial puxada pela China, que continuará necessitando de muita soja brasileira.

 Os preços dos insumos nas alturas ainda será uma preocupação para os produtores rurais, que terão suas margens reduzidas. A gestão macroeconômica do País deverá estar centrada no controle da inflação e na retomada do crescimento para a redução do desemprego e a recuperação da qualidade de vida da população. Não deverá faltar crédito para custeio e investimento, dando prosseguimento à expansão da área plantada. O processo eleitoral de 2022 não impactará o agronegócio, embora a Bolsa e o câmbio estarão sensíveis aos fluxos e influxos da campanha.

    O agro fortalecerá, mais uma vez, as bases da economia e a presença brasileira no exterior. No plano interno, as instituições robustas e fortalecidas assegurarão a plenitude do processo democrático.

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC)

 

China retoma importação de carne brasileira

A China autorizou a retomada das importações de carne bovina brasileira, a partir desta quarta-feira (15). A suspensão da compra de carne do Brasil teve início em 4 de setembro, após a identificação de dois casos de bovinos com Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), registrados em Nova Canaã do Norte (MT) e em Belo Horizonte (MG).

A China é o principal destino da carne produzida no Brasil, para onde são destinados 48% de suas vendas globais. Em 2020, o total exportado àquele país superou US$ 4 bilhões.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a suspensão foi feita pelo Brasil “em respeito ao protocolo firmado entre os dois países, que determina esse curso de ação no caso de EEB, mesmo que de forma atípica”. 

Ainda de acordo com o ministério, os animais desenvolveram a doença “de maneira espontânea e esporádica, não estando relacionada à ingestão de alimentos contaminados”. As autoridades brasileiras acrescentam que não há transmissão da doença entre os animais.

“Retomamos o fluxo normal de exportações para a China, após período de negociação, com trocas de informações e reuniões com equipes das autoridades chinesas. É uma boa notícia para o setor porque [a China] é o principal destino da exportação de carne bovina brasileira. Então, voltamos à situação que estávamos antes da suspensão”, disse hoje (15) o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal.

Ipea: inflação desacelera em novembro para todas as faixas rendas

A inflação desacelerou para todas as faixas de renda em novembro. A constatação faz parte da análise do Indicador de Inflação por Faixa de Renda, divulgada hoje (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No segmento de renda mais baixa, a taxa saiu de 1,35% em outubro para 0,65% em novembro. Já para as famílias de renda média e média-alta o ritmo da queda foi menor e passou de 1,1% para 1,08%.

De acordo com o Ipea, ainda que tenha ocorrido desaceleração em novembro, a inflação acumulada nos 12 meses para as famílias que recebem menos de R$ 1.808,79 atingiu 11%, o que significa um percentual maior que o das famílias que ganham mais de R$ 17.764,49, que alcançaram 9,7% na inflação acumulada em 12 meses.

As maiores pressões inflacionárias no acumulado do ano ficaram com as famílias de renda média-baixa, que têm rendimentos mensais de R$ 2.702,88 a R$ 4.506,47; e as de renda média com rendimentos entre R$ 4.506,47 e R$ 8.956,26. Para a faixa de renda média-baixa, as variações acumuladas ficaram em 9,6% e na de renda média foram de 9,5%.

Influências

Transporte e habitação foram os grupos que mais contribuíram para a alta inflacionária das famílias de todas as faixas de renda. A pressão nos transportes pode ser explicada pelos aumentos da gasolina (7,4%), do etanol (10,5%), das tarifas de ônibus interestadual (1,6%) e dos transportes por aplicativo (6,8%), além da variação nos preços dos automóveis novos (2,4%) e usados (2,4%). Na habitação, foram os reajustes de energia elétrica (1,2%), do gás de botijão (2,1%) e do gás encanado (2%), além dos aluguéis (0,84%) e condomínios (0,95%).

Para as famílias de renda mais elevada, parte do impacto inflacionário dos transportes foi amenizada pelas quedas de 6,1% das passagens aéreas e de 1,8% do aluguel de veículos no segmento de transportes. No entanto, a evolução dos serviços pessoais e de recreação, como hospedagem (2,6%) e pacote turístico (2,3%), contribuíram para a inflação em novembro.

O segmento alimentos e bebidas contribuiu para aliviar a inflação das famílias de renda mais baixa. Houve quedas significativas nos preços de itens importantes na cesta de consumo, como cereais (-3,2%), carnes (-1,4%) e leite e derivados (-1,5%). Outro fator que provocou impacto e ajudou a diminuir a pressão inflacionária em todas as faixas de renda foi a deflação de 3% dos artigos de higiene pessoal.

Inflação

Para as duas faixas de menor renda, a inflação de novembro ficou abaixo da registrada no mesmo mês de 2020. O motivo é a melhora no desempenho dos preços dos alimentos em 2021. No ano passado ocorreram altas expressivas dos cereais (4,9%), tubérculos (16,2%), carnes (6,5%) e óleos e gorduras (6,5%). Em movimento contrário, a piora da inflação corrente para as famílias de renda mais alta vem dos reajustes mais modestos, em 2020, da gasolina (1,6%), do óleo diesel (1,6%) e dos automóveis novos (1,1%), além da queda dos produtos de informática (-1%) e dos gastos com hospedagem (-0,4%), em relação aos registrados neste ano.

Doze meses

Na avaliação do Ipea, os acumulados nos últimos 12 meses “já revelam uma leve desaceleração da inflação para as faixas de renda mais baixa”. No entanto, nos segmentos de maior renda seguem em trajetória de elevação.

“Enquanto os reajustes da energia elétrica (31,9%) e do gás de botijão (38,9%), aliados à alta dos alimentos no domicílio (9,7%), explicam o comportamento da inflação em 12 meses para as classes de menor renda, os aumentos dos combustíveis (52,8%), das passagens aéreas (36,6%) e dos serviços de recreação (8,6%) contribuíram fortemente para a pressão inflacionária nas faixas de renda mais alta”, informou o Ipea.

Natal do IEL tem 2 mil vagas de estágio

Perto da véspera de Natal, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) traz os presentes adiantados! Se você está procurando seu primeiro ou novo estágio, o programa nacional de estágio está com 2.607 vagas de estágio abertas pelo Brasil. As ofertas são direcionadas para estudantes matriculados no ensino médio, superior e técnico, com bolsas de até R$ 2 mil. O estágio é a melhor forma de desenvolver conhecimentos e ingressar no mercado de trabalho.  

O estado de destaque é Goiás com 1.252 vagas de estágio para Anápolis, Cristalina, Catalão, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo, Nerópolis, Rio Verde, Goianira, Goiás, Nazário, Caldas Novas e tantas outras. Em Santa Catarina, o IEL-SC oferece 480 vagas de estágio nas cidades de Blumenau, Caçador, Chapeco, Criciúma, Itajaí, Jaraguá, Joaçaba, Joinville, Lages e Florianópolis.

No Distrito Federal, o IEL-DF tem 26 vagas disponíveis para estágio no ensino médio e nas áreas de Engenharia, Arquitetura, Contábeis, Direito, Administração e Pedagogia! As bolsas variam de R$ 400 a R$ 1,1 mil.

Novo marco legal desburocratiza mercado de câmbio e simplifica operações de comercio exterior

O novo marco legal do mercado de câmbio melhora o ambiente de negócios ao simplificar as operações, favorece a competição e a oferta de serviços no mercado de câmbio e possibilita mais opções de crédito às exportações. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a proposta — que aguarda sanção presidencial — tem o potencial de facilitar a inserção de pequenas e médias empresas no mercado internacional e é também um passo importante para a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Dentre os benefícios da nova legislação pode-se destacar o desenvolvimento de mais opções de crédito às exportações ao autorizar que instituições brasileiras possam efetuar operações de empréstimo e financiamento no exterior que comprem bens produzidos no Brasil e a eliminação de restrições para o uso internacional do real, promovendo agilidade no fluxo de pagamentos e diminuição da exposição a variações cambiais.

A modernização normativa também é parte do esforço brasileiro de adesão aos instrumentos da OCDE visando o acesso à Organização. “A nova lei contribuirá por um lado com a melhoria de ambiente de negócios do país e os processos de comercio exterior e por outro lado representa um avanço importante no processo de acessão à OCDE já que permitirá uma maior adequação aos dispositivos dos códigos de liberalização da organização”, afirma o Superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, Renato da Fonseca.

A CNI avalia ainda que o novo marco legal impactará positivamente a atratividade aos investimentos estrangeiros e poderá diminuir custos do comercio exterior. A nova lei também acaba com a vedação ao livre uso dos recursos recebidos e mantidos no exterior pelos exportadores, que poderão usar esse dinheiro para efetuar empréstimos ou contratos de mútuo.

O melhor presente de Natal: SENAI abre 25 mil vagas para cursos gratuitos e pagos

O Natal chegou e o Serviço Nacional da Indústria (SENAI) não ficaria de fora! São ofertas e oportunidades para cursos pagos e gratuitos. Os "presentes" estão espalhados por todo o país para você melhorar seu currículo profissional e, até mesmo, garantir novas chances de emprego! São mais de 25 mil vagas, sendo 10 mil totalmente gratuitas.

O SENAI do DF está com 10 mil vagas gratuitas nas modalidades de qualificação e de aperfeiçoamento. Para se inscrever, é necessário preencher o formulário no site do SENAI-DF e anexar cópia do RG. O SENAI-DF convocará os inscritos para matrícula quando as turmas atingirem a quantidade mínima de alunos.

Já em Santa Catarina, o SENAI-SC abre 5,8 mil vagas em cursos técnicos com turmas se iniciando em 2022. Formações são oferecidas em todas as cidades nas áreas de Eletroeletrônica, Metalmecânica, Gestão, Automação e Mecatrônica e muito mais! Enquanto o SENAI do Paraná oferece 3.705 vagas, sendo 1.305 vagas em cursos presenciais e 2.400 vagas para cursos EaD.

No Mato Grosso do Sul, são 3,7 mil vagas para cursos em áreas como: Técnico em Eletrotécnica,  Técnico em Manutenção Automotiva, Técnico em Recursos Humanos, Técnico em Alimentos e tantos outros!

Confira todos os cursos disponíveis pelo país:

Todas as vagas de cursos oferecidos pelo SENAI são divulgadas pelo SENAI Nacional ou pelo SENAI de cada estado. Em caso de ofertas de fontes duvidosas, entre em contato com o SENAI da sua região.

Sobre o levantamento quinzenal de vagas

Agência de Notícias da Indústria realiza um levantamento quinzenal de vagas abertas pelo SENAI em todo o Brasil, junto às federações das indústrias. O levantamento tem caráter jornalístico. Confira as oportunidades no mapa. Para tirar dúvidas ou mais detalhes, entre em contato com o SENAI do seu estado.

FEBRABAN esclarece expediente bancário no final de ano

No dia 24/12 (sexta-feira), as agências bancárias abrem para atendimento ao público em horário especial:


É importante lembrar que as agências bancárias não funcionam em feriados oficiais, sejam eles municipais, estaduais ou federais. Dessa forma, os bancos não funcionarão nos dias de Natal (25/12) e Confraternização Universal (01/01).

A população poderá utilizar os meios eletrônicos de atendimento bancário, como mobile e internet banking, caixas eletrônicos, banco por telefone e correspondentes para fazer transações financeiras.

Os carnês e contas de consumo (como água, energia, telefone, etc.) vencidos no feriado poderão ser pagos sem acréscimo no dia útil seguinte. Normalmente, os tributos já estão com as datas ajustadas ao calendário de feriados, sejam federais, estaduais ou municipais.

"Mesmo durante feriados, os canais digitais e caixas eletrônicos estão disponíveis e oferecem praticamente a totalidade das transações financeiras do sistema bancário", ressalta o diretor-adjunto de Serviços da FEBRABAN, Walter Tadeu de Faria.

Os clientes também podem agendar os pagamentos das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos próprios caixas automáticos. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser agendados ou pagos por meio do DDA (Débito Direto Autorizado).

Empregadores têm até hoje para quitar parcelas suspensas do FGTS

Os empregadores que aderiram à suspensão temporária da arrecadação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem efetuar o pagamento da última parcela até hoje (7).

Implementada pela Medida Provisória 1.046/21, a suspensão por quatro meses do pagamento das contribuições ao FGTS foi tomada para ajudar empresas afetadas pela segunda onda da pandemia de covid-19.

Para fazer o pagamento, o empregador deve acessar a plataforma, gerar a guia “GRFGTS” e realizar o pagamento.

Para evitar o acréscimo de encargos e multa, o banco alerta que a quitação deve ser feita dentro do prazo.

A Caixa alerta que caso existam parcelas em aberto, é necessário regularizar até hoje, garantindo as condições especiais da Medida Provisória. O não recolhimento dos valores ao fundo gera impedimento ao empregador para emitir o Certificado de Regularidade do FGTS (CRF).

Ao todo, segundo a Caixa, R$ 5,9 bilhões em recolhimentos do FGTS foram suspensos por quatro meses, entre maio e agosto deste ano.

Mais de 100 mil empregadores aderiram à medida criada para preservar cerca de 7 milhões de empregos.

Caixa disponibiliza a Cartilha Operacional do Empregador em Downloads - FGTS - Manuais e Cartilhas.

Costa Verde & Mar promove capacitação on-line e gratuita para todos os profissionais do trade turístico

Uma das regiões turísticas brasileiras que mais atrai visitantes, a Costa Verde & Mar (SC) segue se preparando para a alta temporada com o objetivo de garantir a melhor oferta aos turistas. Para isso, vem promovendo diversas capacitações gratuitas sobre os atrativos locais para os profissionais do setor. A próxima, com data marcada para 16 de dezembro, será direcionada aos envolvidos com o trade turístico, como os agentes, guias, profissionais dos restaurantes, hotéis, comércios, receptivos, autônomos, entre outros que atuam no atendimento dos visitantes.

Aos prestadores de serviços serão apresentadas mais informações sobre cada um dos nove municípios da região, as suas características e as novidades da temporada. O treinamento também terá uma mostra dos roteiros de Ecoturismo e Aventura, Cultural, Circuito de Cicloturismo, Guia Náutico e Tour da Experiência. Os interessados poderão acompanhar a capacitação gratuita on-line através da sala de reunião virtual em dois horários: às 10h e às 16h. Não é necessário fazer inscrição.

Estado das rodovias do meio oeste de SC são entrave para o desenvolvimento da região

Emilio Schramm, vice-presidente da Fecomércio/SC, discutiu o tema com empresários locais

            A precariedade das rodovias do meio oeste catarinense impacta diretamente no desenvolvimento do comércio, da indústria e do turismo. Esta foi a principal reclamação de empresários da região durante visita de Emilio Schramm, vice-presidente da Fecomércio/SC, a Fraiburgo, Caçador, Curitibanos, Concórdia e Chapecó. Empreendedores locais explicaram esta preocupação durante encontros com o líder da Federação.

            Alexandre Simioni, proprietário da rede Passarela, que mantém unidades de atacarejo e supermercados em Concórdia, Caçador, Canoinhas, Curitibanos e Videira, em Santa Catarina, além de Bento Gonçalves e Erechim (RS), foi enfático. “O transporte diário de mercadorias da nossa frota de transporte sofre muito com o estado das estradas. Perdemos competitividade e possibilidades de crescimento”, apontou, reforçando que este gargalo é responsável por impedir a criação de milhares de empregos.

            Schramm ressaltou também as vidas perdidas diante do problema. Foraam quase 500 mortes nos últimos cinco anos somente na BR 282, a maior em extensão de Santa Catarina – 680,6 quilômetros que ligam a Capital ao extremo oeste do estado – e considerada o único caminho para escoar as riquezas exportáveis destas regiões, frutos da agroindústria. “O turismo desta região, rica em atrações, obviamente também é prejudicado”, ressaltou aos empresários.

 

Jucesc lança observatório para acompanhar dados sobre abertura de empresas em SC

A Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc) lançou o Observatório Jucesc. Trata-se de uma plataforma que integra bases estratégicas e painéis estatísticos sobre o número de empresas. Dessa forma, os catarinenses, por meio de filtros, poderão analisar dados sobre o procedimento de registro de empresas no estado e/ou por município. A novidade foi apresentada no último Fórum Simplifica do ano, realizado nesta sexta-feira, 26, de forma híbrida, no Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Consultoria, Perícias, Informações e Pesquisa da Grande Florianópolis (Sescon GF).

“Nossa missão, orientados sempre pelo governador Moisés, é com a transparência. E tendo esta ferramenta de acesso gratuito, nossa intenção é fazer com que todos os públicos interessados tenham acesso a informações atualizadas e fidedignas. A ideia é também fomentar uma concorrência sadia, ao estimular a celeridade e simplificação dos processos mercantis por meio das ações da Junta, além de facilitar cada vez mais o ambiente de negócios”, salienta o presidente da Jucesc, Gilson Lucas Bugs.

Segundo o diretor de administração da Jucesc, Diego Holler, que apresentou o Observatório no fórum, os municípios poderão fazer, inclusive, cruzamento de dados. “Isto vai gerar subsídios para a formulação de políticas de incentivo locais, assim como promover insights para a tomada de decisões com qualidade aos investidores. O cidadão poderá acompanhar o número de empreendimentos abertos e fechados, inclusive com detalhes sobre ramo de atuação e natureza jurídica, ou seja, qual tipo de atividade está crescendo ou caindo”, detalha.

Responsável pela criação dos painéis estatísticos, o gerente de tecnologia da Jucesc, Aiter Sena Silvera, alerta para o cuidado ao utilizar os filtros. “Fique atento ao utilizar os filtros, como período, natureza, porte, município e setor/ramo de atuação. Eles podem ser combinados entre si, visando a melhor visualização dos dado e de acordo com as necessidades. Mas, é importante sempre conferir se as marcações ficaram corretas, para que a pessoa não corra o risco de sair com um número errado”, explica.

Além do Observatório Jucesc, o site da Junta passa a contar também, com um submenu para acesso ao painel Mapa de Empresas, do Governo Federal, que traz o tempo total de registro e viabilidade em cada município. E ainda, traz o mapa de integração à RedeSim em Santa Catarina. Até o momento, são 289 cidades catarinenses integradas à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios. Apenas Aurora, Calmon, Campo Belo do Sul, Ermo, Matos Costa e São José ainda não estão conectados ao sistema integrador.

Para o Presidente do Sescon GF, o fórum foi histórico e mostra resultados, como é o caso do Observatório Jucesc, que foi uma sugestão dada em um dos encontros deste ano, para tornar os números mais disponíveis ao empresário do estado.

Mais três municípios integram o programa SC Bem Mais Simples

O SC Bem Mais Simples, um programa de política pública de simplificação do Governo do Estado, passa a contar com a integração de 41 municípios catarinenses. O anúncio também foi feito no encontro do Fórum Simplifica. Entre as últimas cidades que colocaram o sistema a rodar e já podem abrir ou fechar um negócio em apenas alguns cliques estão: Ibirama, Otacílio Costa e Florianópolis, que inclusive lançou a novidade no evento.

“Estamos muito satisfeitos com a entrada de Florianópolis no programa. Hoje somos a Capital que mais liberamos CNAEs no baixo risco, 543 atividades. Integrados ao programa, vamos ampliar estes números também para os de médio risco, por meio da autodeclaração, diminuindo o tempo para abrir ou fechar uma empresa. Nosso município continua na vanguarda de integração com a Jucesc, além de segurança, os investidores encontram aqui, um local propício para abrir seus negócios”, declara o secretário municipal de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, Juliano Richter Pires.

Instituído pela lei 17.071/17, o SC Bem Mais Simples funciona por meio do Enquadramento Empresarial Simplificado (EES). Desta forma, com base nas informações constantes da autodeclaração dos empreendedores, a lei permite que estabelecimentos com baixo potencial poluidor, baixo risco sanitário e pouca complexidade sejam abertos de forma simples e ágil.

Para fazer parte do programa, o primeiro passo é emitir uma legislação por parte do município, aderindo à lei estadual que institui o programa. Mais detalhes podem ser acessados aqui no site.

 

Parceria firmada

Com foco no fortalecimento do programa e na simplificação do processo de abertura de empresa também nos municípios, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e a Jucesc, contará com a parceria do Sebrae SC, para levar o programa SC Bem Mais Simples aos municípios que fazem parte do Programa Cidade Empreendedora.

Outras pautas em destaque

O Fórum Simplifica, que é uma iniciativa conjunta do Sescon GF e Jucesc, contou ainda, com uma apresentação do diretor de Registro Mercantil da Junta, Deoclésio Beckauser, sobre as alterações legais e os avanços para registros e legalizações de empresas; uma visão geral sobre a emissão de atestados de funcionamento e melhorias previstas no ambiente pelo Corpo de Bombeiros de SC; entre outras pautas.

 

Empresário Vilton Santos é reeleito presidente da CDL de Balneário Camboriú

 

Vilton João dos Santos foi reeleito para o cargo de presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú (CDL BC) para o biênio 2022/2023. Com Vilton na presidência e o empresário Álvaro Santos, na vice presidência, a Chapa 1 somou 70 votos. A Chapa 2, encabeçada pelos empresários Daniel Cenci (candidato a presidente) e Eliane Colla (vice), recebeu 49 votos em eleição realizada na quarta, dia 24. A posse da nova diretoria ocorrerá no inicio do próximo ano.

 

A CDL é a entidade associativista empresarial mais antiga de Balneário Camboriú. Em 44 anos de história, esta foi a primeira vez que a entidade teve uma disputa eleitoral com duas chapas. O objetivo da nova diretoria é seguir incentivando o empreendedorismo local e ampliando oportunidades para geração de negócios ao setor do comércio, serviços e indústria de Balneário Camboriú. Uma das premissas da entidade é incentivar a capacitação profissional e a formação de líderes nas empresas.  

 

Além de cursos e workshops presenciais que voltou a promover neste segundo semestre, a entidade também lançou em julho deste ano a UNICDL – Academia de Negócios, uma plataforma virtual de cursos e geração de conteúdo focados no Empreendedorismo e na capacitação para as áreas de Vendas, Marketing, E-commerce e Inteligência Emocional.

 

Além de fomentarem o associativismo e a representatividade da economia local junto à sociedade civil organizada, empresas associados à CDL BC dispõem de uma série de vantagens. Entre elas estão as consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), descontos especiais em cursos e workshops, serviços como a emissão de certificação digital, além de usufruir de convênios com clínicas médicas e odontológicas, plano de saúde, universidades, escolas de inglês, serviços de informática e lojas do comércio local. O empresário vinculado à entidade tem ainda participação gratuita nas Rodadas de Negócios da CDL e cafés da manhã com associados.

 

Para montar a diretoria que comandará a entidade nos próximos 2 anos, Vilton Santos se propôs a reunir um time de peso, com a participação de empresários com vasta experiência frente à entidades importante como Acibalc, Sinduscon e a própria CDL, e na gestão de seus próprios negócios. “Nossa missão é seguir buscando, cada vez mais, representatividade e voz ativa da CDL frente a assuntos importantes como funcionamento do centro de eventos, segurança, transporte público municipal e fortalecimento das pequenas e médias empresas da cidade”, conclui o presidente reeleito.

 

DIRETORIA CDL BC – Gestão 2022/2023

Presidente: Vilton  Santos

Vice: Álvaro Santos       

Diretora Financeira: Nizete Evaristo

Diretor SPC e serviços: Moises Rossi

Diretor Secretário: Carlos Ricardo Luz

Diretor de Relações Institucionais: Luis Aquino Vieira

Diretor de RP e eventos: Joao Tomas Pereira

Diretor de Câmaras Setoriais: Carlos Dalben

Diretor de Assessoria Pública e Política: Carlos Haacke

Diretor Comercial e de Marketing: Cláudio Machado

Diretora CDL mulher: Tayana Nitz

 

Conselho Fiscal:

Efetivos:

Fabio Colla

Beto Cruz 

Thiago Karrer          

 

Suplentes:

Miro Teixeira

 Marina Silva

Nádia Rothemberg Luz

Pasqualotto> recebe o consagrado Prêmio Líderes SC

A construtora Pasqualotto&GT, que assina a obra do YACHTHOUSE by Pininfarina, foi vencedora do Prêmio Líderes SC na categoria Mercado Imobiliário. O anúncio dos vencedores foi nesta quarta-feira (24/11), durante cerimônia em Florianópolis. Promovida anualmente pelo LIDE Santa Catarina, a premiação tem o objetivo de reconhecer empresas, marcas e líderes inspiradores que se sobressaíram em diferentes setores da economia estadual.

“O Prêmio Líderes tem como essência contemplar corporações e personalidades de destaque que representam a pluralidade econômica de ações de sucesso no Estado. O grande simbolismo da premiação foi o engajamento das principais lideranças de Santa Catarina para a retomada da economia em 2022”, disse Delton Batista, presidente do LIDE SC.

A premiação é dividida em três categorias principais e 15 subcategorias. A Categoria Prêmio Líder Setorial premia empresas representantes do Agronegócio, Indústria, Mercado Imobiliário, Serviços, Tecnologia e Inovação, Turismo e Varejo.

O presidente da Pasqualotto&GT, Alcino Pasqualotto Neto, considera importante que a construtora tenha sido indicada e premiada porque reflete o trabalho desenvolvido em favor da economia catarinense. “Nossas obras têm grande porte e preocupação com o bem-estar e sustentabilidade. Ao longo dos anos, desde o início do projeto, fomos muito bem vistos e admirados, recebemos premiações importantes e ter mais esta na nossa história é sinal de que todo o trabalho e dedicação foram recompensados”, considera.

           

Os projetos da Pasqualotto&GT em Santa Catarina

Atualmente a Pasqualotto&GT mantém três grandes projetos em andamento.  O YACHTHOUSE by Pininfarina, que é o maior residencial da América Latina e se destaca com o Prêmio de Arquitetura Americana em 2020 concedido pelo The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design. O empreendimento possui 281 metros e 81 pavimentos e está localizado na Barra Sul, em Balneário Camboriú (SC). Com design do renomado estúdio Pininfarina, o empreendimento possui conceito do universo náutico e é inspirado em iates de luxo.

Outro empreendimento é o Vitra by Pininfarina, que segue em obras também em Balneário Camboriú. O empreendimento marca um avanço arquitetônico nacional e já possui reconhecimento internacional, sendo premiado duas vezes com prestígio na Europa pelo German Desing Award e destaque nas Américas com o American Architecture Award.

E o terceiro empreendimento é o La Città by Pininfarina, localizado no coração da cidade em uma das melhores áreas de Balneário Camboriú, que virá com uma nova linguagem estrutural e conceitual. Todo projeto arquitetônico tem como foco oferecer o que há de mais atual entre as melhores construções de alto padrão mundiais.

Aprovação de Acordo sobre Regras Comerciais e de Transparência com EUA é avanço na agenda bilateral

A aprovação pelo Senado do Protocolo sobre Regras Comerciais e de Transparência ao Acordo de Comércio e Cooperação Econômica entre Brasil e Estados Unidos abre caminho para uma agenda bilateral mais ambiciosa entre os dois países. O instrumento foi celebrado pelos governos brasileiro e americano em outubro de 2020 e agora segue para promulgação do presidente da República, etapa que conclui a internalização do protocolo no Brasil.

Os compromissos envolvem medidas para facilitação de comércio, que visam a redução de burocracias e de custos e o aumento da agilidade e de previsibilidade para exportadores e importadores, boas práticas regulatórias e de combate à corrupção. Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o instrumento traz temas de última geração e possibilita a economia de tempo e de custos e a amplia a competitividade na relação entre os dois países.


“A agilidade na tramitação e aprovação pelo Congresso mostra alinhamento dos países na agenda bilateral e a importância dos Estados Unidos como parceiro comercial do Brasil. O ambiente é de expectativa no setor privado para célere promulgação e entrada em vigor dos compromissos, que podem gerar ganhos econômicos concretos com aumento dos fluxos bilaterais de comércio e de investimentos”, afirma o Superintendente de Desenvolvimento  Industrial da CNI, Renato da Fonseca.


A redução da burocracia, dos custos de transação e dos atrasos desnecessários relacionados ao fluxo comercial de bens, a partir de medidas de facilitação de comércio, proporcionará maior competitividade e eficiência às operações comerciais realizadas entre os dois países.

Segundo estimativas da CNI, a adoção de apenas uma das iniciativas previstas no Protocolo, que é a implementação dos sistemas de janela única de comércio exterior, pode gerar um acréscimo das exportações do Brasil para o EUA em torno de US$ 10 bilhões, acumulados até 2040. Para a corrente de comércio entre os dois países, o acréscimo estimado é de US$ 17 bilhões até 2040.

CNI e FCCI instituem Conselho Empresarial Emirados Árabes Unidos-Brasil

Os setores produtivos do Brasil e dos Emirados Árabes Unidos estão empenhados em estreitar as relações econômicas e fomentar oportunidades de negócios e investimentos entre os dois países. Essa agenda será a missão do Conselho Empresarial Emirados Árabes Unidos-Brasil, instituído nesta quarta-feira (17), em Dubai, em solenidade durante a missão comercial que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lidera ao país da Península Arábica.

O memorando de entendimento que cria o conselho foi assinado pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, e pelo presidente da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria dos Emirados Árabes Unidos (FCCI), Abdullah Al Mazrui. 


"Pra nós, a importante estreitar as relações com o mundo árabe, em exportações e importações, e também em investimentos. Há muita oportunidade para investimentos árabes na infraestrutura e na indústria e na biodiversidade brasileira. E para nós, brasileiros, os investimentos das nossas empresas aqui são uma oportunidade de entrar em todo o mercado do Golfo Pérsico e da Ásia. Pode ser um enorme hub de produção e exportação de produtos brasileiros", afirmou o presidente da CNI. 


Segundo o acordo, CNI e FCCI terão como missão promover maior entendimento entre os setores privados dos dois países sobre as respectivas políticas econômicas, comerciais e de investimentos, de forma a ampliar o conhecimento mútuo sobre os ambientes de negócios. Além disso, as entidades terão o papel de apresentar os governos de seus países conselhos, propostas e recomendações que contribuam para aprofundar as relações econômicas entre Brasil e EAU.

EAU são o segundo maior parceiro no Oriente Médio

Os EAU são o 29º país em corrente de comércio com Brasil e o segundo no Oriente Médio, atrás apenas da Arábia Saudita, com US$ 2,1 bilhões em fluxo de mercadorias (no acumulado de janeiro a setembro de 2021). Para o Brasil, o país da Península Arábica representa uma das nações árabes com maior abertura para o mundo ocidental.

Setores da indústria brasileira como o alimentício, que adequaram suas práticas para que pudessem exportar alimentos em acordo com as regras islâmicas, já mantém operações nos emirados e respondem pelo principal produto da pauta de exportação ao mundo árabe.

A missão comercial liderada pela CNI, com mais de 320 representantes empresariais e de instituições, representa, assim, oportunidades para empresas de outros ramos fazerem contatos e conhecerem a cultura de negócios do país.

Pert-Covid: aprovação do programa de renegociação de dívidas tributárias é urgente para pequenos comerciantes

Um dos efeitos devastadores da pandemia da Covid-19 foi o impacto econômico. Com o isolamento social, muitos comércios tiveram dificuldade de caixa, o que impossibilitou manter os impostos em dia. Por isso, o projeto de lei 130/2020 propõe o Programa Especial de Regularização Tributária decorrente da crise causada pela pandemia da Covid-19 (Pert-Covid).

O texto, aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, permite que empresas de micro e pequeno porte possam parcelar débitos tributários com o Simples Nacional. Os valores mínimos das parcelas serão de R$ 100 e, no caso de microempreendedores, R$ 50. 

O empreendedor Francisco Pedro da Silva, dono de uma mercearia localizada na região administrativa do Guará, no Distrito Federal, conta que a pandemia não foi tão difícil para ele quanto para os colegas donos de restaurantes, que precisaram fechar as portas por falta de clientes. No entanto, um programa de renegociação de dívidas tributárias é urgente num momento de crise econômica.

“É muito bom, porque vai nos ajudar. O governo nos ajuda para que não fiquemos endividados.”

Para o relator, deputado José Ricardo (PT/AM), “as microempresas e empresas de pequeno porte - categoria que também inclui os microempreendedores individuais - já enfrentam dificuldades de toda ordem para manter seus negócios em funcionamento, em meio ao período de crise que se atravessa, no qual os índices de desemprego vêm batendo consecutivos recordes, com graves reflexos econômicos e sociais à população e às empresas”. 

“Nesse sentido, é mais do que razoável a proposta de oferecer parcelamento de débitos tributários no âmbito do Simples Nacional. Não se trata de conceder isenção dos tributos devidos, mas de efetuar o parcelamento dos débitos devidos, mediante redução de juros, multas e honorários, de maneira que essas empresas e os microempreendedores consigam manter-se em atividade”, declarou o deputado.

Modelos de renegociação

De acordo com o PLP 130/2020, as empresas de micro e pequeno porte que aderirem ao Pert-Covid poderão escolher uma das seguintes modalidades de parcelamento: 

  • em até seis parcelas mensais e sucessivas, com redução de 100% dos juros de mora, 70% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive, honorários advocatícios; 
  • em até 120 parcelas mensais e sucessivas, com redução de 80% dos juros de mora, 50% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive, honorários advocatícios; 
  • em até 180 parcelas mensais e sucessivas, com redução de 60% dos juros de mora, 40% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios.

O especialista em direito público Eliseu Silveira afirma que medidas como o Pert-Covid são essenciais para que os empresários - especialmente os menores, que foram mais afetados pelo fechamento do comércio - possam retomar o crescimento econômico.

Ele lembra que as obrigações tributárias não foram suspensas. “Nos meses em que os empresários ficaram com o seu comércio fechado, não se gerou um abatimento no valor dos impostos, ou uma diminuição; [mas] apenas a prorrogação do prazo de pagamento. Então é de suma importância a aprovação de política de renegociação de dívidas tributárias, porque são esses empresários que garantem até 70% dos empregos do país; os micro e pequenos empresários”.

O economista William Baghdassarian concorda que, em um contexto de calamidade pública, as empresas de micro e pequeno porte e os microempreendedores individuais, que foram bastante fragilizados, podem ser beneficiados por programas de renegociação de dívidas tributárias.

“Em um contexto de pós-pandemia, de elevado desemprego, de baixo crescimento econômico, eles [programas de renegociação] podem ajudar no processo de retomada [da economia] e acabam liberando essas empresas para poderem voltar a produzir, liberando um pouco de fluxo de caixa”, afirma. 

Eliseu Silveira explica que, pelo modelo do Pert-Covid, não há nenhuma oneração aos cofres públicos; pelo contrário: “na verdade os cofres públicos já não tem esse dinheiro, porque só vai poder aderir ao parcelamento quem estiver em atraso. Em razão desse motivo, os cofres públicos vão se encher com os parcelamentos”. 

Auxílio Brasil: saiba mais sobre o novo programa social do governo

Reforma Tributária: entenda o que é o IVA Dual, que vai simplificar a cobrança de impostos

RELP

Além do PLP 130/2020, também tramita no Congresso Nacional o projeto de lei 46/2021, que institui o Programa de Renegociação em Longo Prazo de débitos para com a Fazenda Nacional ou devidos no âmbito do Simples Nacional (RELP). O texto já foi aprovado no Senado e aguarda despacho para ser avaliado pela Câmara dos Deputados.

A proposta permite que micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais, optantes do Simples Nacional, paguem suas dívidas com a União em até 15 anos (180 parcelas). Podem aderir, inclusive, empresas em recuperação judicial.

Apenas as contribuições previdenciárias não poderão ser divididas em 180 parcelas, porque a Constituição Federal proíbe o parcelamento delas em prazo maior que 60 vezes.



Fonte: Brasil 61

Wilson Sons é a empresa que mais movimenta cargas em contêineres por via fluvial no Brasil

Ao completar cinco anos neste mês, a operação da Wilson Sons no Tecon Santa Clara é a que mais movimenta contêineres no Brasil, de acordo com o anuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Nesse período, o terminal fluvial localizado na cidade de Triunfo (RS) apresentou média de crescimento de 27% por ano e transportou 196.539 TEU (unidade correspondente a um contêiner de 20 pés) em 1.756 viagens.

 

A alta movimentação do terminal fluvial da Wilson Sons, que opera integrado ao Tecon Rio Grande, rendeu à Companhia o Prêmio Portos + Brasil 2021. A iniciativa do Ministério da Infraestrutura contemplou as melhores práticas adotadas pelos portos organizados do país.

 

"O Tecon Santa Clara vem demonstrando sua eficiência e, cada vez mais, ganha a atenção das grandes indústrias no Rio Grande do Sul. Esses resultados mostram o quanto a navegação interior é importante para a economia gaúcha”, ressalta o diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti.

 

Empresas da região enxergam no modal uma série de benefícios como a otimização de custos logísticos e menor risco de acidentes e avarias para as cargas. É o caso da Tramontina, cliente do Tecon Santa Clara desde o primeiro mês de operação em outubro de 2016: “O Tecon Santa Clara tem sido um parceiro estratégico para os negócios da Tramontina, tanto nas exportações quanto nas importações. Por estar logisticamente próximo à fábrica, temos um atendimento mais previsível e personalizado, além de contarmos com um ponto de apoio para coleta e entrega de contêineres, o que é um diferencial”, destaca Sônia Deitos, diretora Administrativa Financeira da Tramontina.”

 

Com a ampliação dos princípios de ESG (sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança), a navegação interior também tem sido um importante aliado para as empresas no desenvolvimento de projetos logísticos mais verdes. Estudo realizado pela Wilson Sons mostrou que o transporte de contêineres via Tecon Santa Clara pode reduzir em mais de 70% a emissão de gases do efeito estufa se comparada com o transporte rodoviário. Sônia Deitos comenta que outro fator que avalia positivamente “é o resultado da combinação do modal fluvial com o rodoviário, que gera menor volume de poluentes e também proporciona maior equilíbrio da matriz de transportes.”

 

Resinas, madeira, produtos químicos, frango congelado, borrachas e utensílios domésticos representam 80% das mercadorias que passam pelo Tecon Santa Clara. Os produtos – de importação, exportação e cabotagem – têm como origem ou destino as cidades de Farroupilha, Carlos Barbosa, Garibaldi, Caxias do Sul, Veranópolis, Cruz Alta, Lajeado, Taquari e Serafina Corrêa. Entre os serviços disponibilizados pelo terminal, está a possibilidade de estufar e desovar produtos nos contêineres.

 

O Tecon Santa Clara iniciou suas operações com uma barcaça, em outubro de 2016, quando a parceria entre Wilson Sons e Braskem reativou o Píer IV do terminal e retomou o transporte de carga pelo Rio Jacuí entre Triunfo e o Porto do Rio Grande. Dois anos depois, a Wilson Sons ampliou sua capacidade com a disponibilização de mais uma barcaça, passando a oferecer quatro viagens semanais.

 

Sobre a Wilson Sons

A Wilson Sons é o maior operador integrado de logística portuária e marítima do mercado brasileiro e oferece soluções da cadeia de suprimento, com mais de 180 anos de experiência. A Companhia presta uma gama completa de serviços para as empresas que atuam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica. Com presença nacional, atua de forma inovadora, acompanhando as tendências do mercado.

Santa Catarina terá mais Gás Natural a partir de 2022

A ANP (Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis) autorizou, no último dia 5, a construção do Terminal Gás Sul (THS), na Baía de Babitonga, porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. O empreendimento da empresa New Fortress Energy, que recentemente comprou a Golar Power LNG, aguardava autorização da agência desde fevereiro e está previsto para entrar em operação no primeiro trimestre de 2022. Em maio deste ano, o terminal recebeu também a Licença Ambiental de Instalação, emitida pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Santa Catarina.


Outra opção de ampliação da oferta de Gás Natural ao Estado é via Gasoduto de Transporte Bolívia-Brasil (Gasbol), o gasoduto que abastece Santa Catarina. Recentemente, a TBG, empresa que opera o gasoduto, informou a possibilidade de ampliação de até quatro milhões de m³ por dia de Gás Natural, projeto que aguarda aprovação pela ANP.


A ampliação é importante porque o Gasbol atualmente opera no limite de capacidade na zona denominada SC2, que abrange os pontos de entrega das estações de recebimento catarinenses, de Biguaçu até Nova Veneza. Desde a sua construção, há mais de 20 anos, não houve nenhuma ampliação da capacidade total que hoje é de até 30 milhões de m³. O gasoduto abastece outros estados brasileiros, como o Mato Grosso do Sul, toda a região Sul e parte de São Paulo. Também é interligado ao sistema de gasodutos de transporte da NTS no Sudeste, podendo, portanto, enviar gás para outras regiões. A ampliação do gasoduto poderá aumentar a capacidade total em 13%.


Terminal de GNL


A autorização da ANP ao terminal na Baía da Babitonga prevê ainda a construção do gasoduto de transporte entre Itapoá-Garuva, de 33 km de extensão, interligando o terminal de regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito) da New Fortress ao Gasbol.

O projeto do Terminal Gás Sul consiste em um navio FSRU amarrado a dolfins (estruturas marítimas acima do nível do mar, sem conexão com infraestrutura em terra) na Baía de Babitonga, a 300 metros da costa. O GNL será transferido por navios metaneiros. O empreendimento tem capacidade de regaseificação prevista de 15 milhões de m³ de gás natural por dia, o que poderá ampliar em 179% a oferta do insumo ao Estado.

Feriadão da República é indicativo para temporada de sucesso em SC

A alta procura por hotéis e pousadas no último feriadão – cujo dia da proclamação da República caiu na última segunda-feira (15) – indicam uma temporada digna das melhores de Santa Catarina, mesmo em comparação com os anos pré-pandemia. Apesar de uma queda de 12,8% em relação a 2019 (em 2020 o setor estava sobre severas restrições impostas pelos decretos decorrentes da Covid-19), o levantamento do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da região (SHRBS) aponta uma temporada com um grande número de turistas.

            “O movimento tem aumentado sistematicamente após cada feriado, chegando a esses dados, que são um excelente prenúncio”, afirma Estanislau Bresolin, presidente da entidade. “Somos um destino seguro, com um dos maiores índices de vacinação do país e, obviamente, um dos preferidos dos turistas, que têm em Santa Catarina a garantia de boas experiências, tanto no litoral quanto no interior do estado”, completa.

 

 

Setor de Turismo deve contratar meio milhão de trabalhadores formais até fevereiro de 2022

Com o avanço da vacinação contra o coronavírus em todo o país, as atividades turísticas têm sido retomadas dia após dia. Como mostra do reaquecimento do setor, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta a contratação de 478,1 mil trabalhadores formais entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022. Deste total, 81,7 mil atenderão a demanda da alta temporada, com vagas temporárias.

Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, o número demonstra o impacto do setor no país e seu potencial de contribuição para a recuperação econômica, a partir da geração de emprego e desenvolvimento. “Estamos vindo de um ano atípico, em que o nosso setor foi duramente impactado pela pandemia. Esse dado só confirma que temos potencial para gerar mais emprego e desenvolvimento, liderando a recuperação da economia do nosso país”, disse.

No último mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou um crescimento de 4,6% em agosto no Índice de Atividades Turísticas. O aumento na movimentação econômica do setor de turismo chegou a 49,1% no acumulado entre maio e agosto – o melhor resultado desde fevereiro de 2020.

Diante deste cenário, ainda segundo a CNC, a projeção é de que as atividades turísticas faturem R$ 171,9 bilhões ao longo da próxima alta temporada.

RECUPERAÇÃO

Em 2020, diante da crise sanitária de Covid-19, o setor havia apresentado retração de 36% no volume de receitas. Já em relação às contratações, o saldo negativo chegou a 238,6 mil, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Neste ano, entre janeiro e setembro de 2021, as empresas do segmento já haviam registrado um saldo positivo de 167,53 mil postos formais.

Em relação às novas contratações para o período de alta temporada que se aproxima, o segmento de bares e restaurantes deve oferecer a maior parte das oportunidades. “Para a temporada iniciada este ano, o ramo deverá responder por 77,5% ou 63,4 mil vagas. Outro destaque é o segmento de hospedagem que, historicamente, oferece durante o período a quase totalidade (97,2%) das suas vagas temporárias ao longo de doze meses. Para a alta temporada 2021/2022, esse segmento deverá responder por 13,8% (11,2 mil) do total de empregos criados no turismo”, aponta economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes.

Os principais profissionais demandados devem ser recepcionistas (14,49 mil vagas); cozinheiros e auxiliares (8,09 mil); camareiros (7,30 mil); garçons e auxiliares (4,76 mil); e auxiliares de lavanderia (7,76 mil). Em relação aos estados que devem registrar o maior número de contratações estão: São Paulo (23,49 mil vagas), Rio de Janeiro (10,34 mil) e Minas Gerais (7,43 mil).

Para o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, “o início da primeira alta temporada após a adoção das medidas de flexibilização não apenas gera expectativas positivas, mas ajuda a definir o andamento da economia brasileira”.

Com informações do Ministério do Turismo

Governo Federal reduz alíquotas do imposto de importação do Brasil

O Governo Federal decidiu reduzir em 10% as alíquotas do imposto de importação do Brasil de diversos produtos como: feijão, carne, massas, biscoitos, arroz, materiais de construção, dentre outros. A redução é temporária e excepcional, com objetivo de contribuir para aliviar uma das consequências econômicas negativas da crise sanitária da Covid-19, que foi o aumento dos preços em diversos setores da economia e para o consumidor final.

A Resolução Gecex nº 269/2021 foi tomada na 6ª reunião extraordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e irá contribuir para o barateamento de quase todos os bens importados, beneficiando diretamente a população e as empresas que consomem esses insumos em seu setor produtivo.

O secretário executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys explicou que a decisão vai ajudar o país a enfrentar os impactos econômicos causados pela pandemia. “Estamos vendo uma situação global de alta de preços de alimentos, de combustíveis. É importante que utilizemos os instrumentos ao nosso alcance para ajudar a população a ter preços menores, custos menores, a ter melhores condições de concorrência em nossa economia”, destacou.

A redução de alíquotas do imposto de importação contribuirá para refrear a pressão disseminada sobre os preços e possibilitará o maior acesso a bens de consumo, diminuindo o impacto na renda real das famílias. O Gecex levou em consideração o atual contexto macroeconômico nacional, que está sob graves restrições de oferta, em particular de bens comercializáveis. Foram considerados, por exemplo, dados presentes na mais recente edição do Relatório de Inflação do Banco Central (BC). O relatório destaca, entre outras informações, a alta de 5,56% nos preços da indústria de transformação apurada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) no trimestre encerrado em agosto.

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Roberto Fendt, destacou que a pandemia provocou altas de preços não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. “Essa medida tem por objetivo atenuar as consequências para a população de menor poder aquisitivo, que está sofrendo com a inflação. Temos enorme interesse em atenuar esse impacto”, afirmou.

Votorantim Cimentos obtém lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no trimestre

A Votorantim Cimentos, empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis, registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2021, crescimento de 57% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 1,7 bilhão, crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, e margem Ebitda de 26%, redução de 4 pontos porcentuais sobre o terceiro trimestre de 2020, impactada pela inflação de custos.

A companhia obteve receita líquida global de R$ 6,4 bilhões no terceiro trimestre do ano, aumento de 24% em relação a igual período de 2020, explicado principalmente pelo aumento do volume de vendas e dinâmica de preços favorável.

As vendas globais de cimento da empresa somaram 10,4 milhões de toneladas no terceiro trimestre deste ano, crescimento de 7% em relação aos 9,7 milhões de toneladas comercializadas no mesmo período de 2020. A recuperação da economia global continua, porém em ritmo mais lento, ainda afetada pela pandemia da Covid-19, segundo a empresa.

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“Nossos resultados neste trimestre foram sólidos e em linha com as nossas expectativas, principalmente devido à forte base de comparação com o terceiro trimestre de 2020. Aumentamos a nossa capacidade e seguimos focados em atender os mercados em que atuamos”, diz o CEO Global da Votorantim Cimentos, Marcelo Castelli.

Ele afirma que o cenário é desafiador pela frente por conta da inflação de custos, mas comenta que a companhia está preparada, com boas métricas operacionais e financeiras, para seguir com o seu plano estratégico de longo prazo.

A alavancagem da Votorantim Cimentos, medida pelo índice dívida líquida/Ebitda ajustado, foi de 1,54 vez, queda de 0,42 vez em relação a dezembro de 2020, mantendo-se dentro da política financeira da companhia.

“Nossa alavancagem segue em queda desde o final do ano passado e temos mantido nossa tradicional disciplina financeira e gestão ativa de endividamento, fazendo frente a todas as aquisições internacionais anunciadas durante os nove primeiros meses do ano, como a operação recém-concluída da Cementos Balboa, na Espanha”, afirma o CFO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres Filho.



Fonte: Brasil 61

Índice da construção civil sobe 1,01% em outubro

O Índice Nacional da Construção Civil subiu 1,01% em outubro, 0,13 ponto percentual acima da taxa de setembro, quando houve variação de 0,88%. No acumulado de 12 meses, alcançou 21,22%, pouco abaixo dos 22,06% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já de janeiro a outubro acumulou 16,79%.

Em outubro de 2020, o índice havia sido 1,71%. Os dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) para outubro foram divulgados hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, saiu de R$ 1.475,96 em setembro para R$ 1.490,88 em outubro. Neste valor, R$ 888,45 são relacionados aos materiais e R$ 602,43 à mão de obra. Segundo o IBGE, a parcela dos materiais subiu 1,27%, o que representa alta de 0,06 ponto percentual em relação a setembro (1,21%).

Na comparação com o índice de outubro de 2020, quando ficou em 3,17%, houve queda de 1,9 ponto percentual. Em relação ao índice de setembro, apresentou elevação de 0,24 ponto percentual, que refletiu a parcela da mão de obra, com taxa de 0,64% e de um acordo coletivo de trabalho realizado no mês no Pará.

Acumulados

Comparada a outubro de 2020 (0,04%), a alta é de 0,6 ponto percentual. Os acumulados do ano, são 25,08% nos materiais e 6,42% na mão de obra. No período de 12 meses, foram 33,39% nos materiais e 6,88% na mão de obra.

A maior variação mensal em outubro (2,57%) foi registrada na Região Norte, com alta significativa na parcela dos materiais, em todos os estados, e o acordo coletivo celebrado no Pará. Nas outras regiões, o Nordeste ficou em 0,67%, Sudeste 1,06%, Sul 0,45% e o Centro-Oeste 1,22%.

Os custos regionais, por metro quadrado atingiram R$ 1.475,26 na Norte; R$ 1.395,40 no Nordeste; R$ 1.551,51 no Sudeste; R$ 1.572,52 no Sul e R$ 1.470,62 no Centro-Oeste.

O Pará foi o estado que teve a maior variação mensal. Chegou a 4,61%, com a alta na parcela dos materiais e o dissídio coletivo.

O que é o Sinapi

Criado em 1969, a finalidade do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil é produzir informações de custos e índices de forma sistematizada e com abrangência nacional para a elaboração e avaliação de orçamentos, como também acompanhamento de custos.

Olhos no futuro, pés no presente: Adjori implanta planejamento estratégico com foco em gestão por resultados

No ano alusivo aos 40 anos, a Adjori/SC se reinventa e dá outro passo importante rumo à qualificação dos seus processos e ações: a implantação do planejamento estratégico, bem como seus planos de governança e de comunicação e marketing decorrentes. O objetivo é, por meio de uma gestão alinhada e voltada a resultados, consolidar uma Associação ainda mais inovadora e excelente, cujo foco é atender com precisão aos anseios dos jornais associados (elo, voz e vez do interior) e, por conseguinte, promover o desenvolvimento local e regional, por meio da geração de informações e, principalmente, conhecimento de qualidade.

Nas palavras do presidente da Associação, que também preside a Adjori Brasil, José Roberto Deschamps, legitimar uma Adjori/SC proativa que atue em bloco, em todos os cantos e recantos catarinenses, preservando a sua essência, mas, ao mesmo tempo, edificando o progresso: "desde que fomos eleitos e assumimos em junho de 2019, com a nova Diretoria Executiva, composta por representantes de todas as macrorregiões do Estado - ao percebermos o impacto das mudanças e tendências, focamos nossos esforços - de forma colaborativa - em um novo movimento: fazer uma Adjori/SC maior e melhor. Não faremos nada sozinhos. Temos a convicção de que contaremos com o apoio imprescindível de cada associado, funcionário e parceiros (governamentais, institucionais, comerciais e editoriais)", disse Deschamps.

Na oportunidade, e entre as novidades, o presidente da entidade compartilhou, com os funcionários, um dos passos relevantes desse planejamento: o anúncio do Diretor Executivo da entidade, Marcos André de Siqueira.

Marcos de Siqueira é natural de Maravilha (oeste do Estado) e morou 28 anos em Curitiba (PR). É casado, pai de três filhas, possui graduação em Administração pela Unibrasil e MBA em Marketing pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atua como consultor há 20 anos, com vários trabalhos desenvolvidos na área de marketing para o setor privado. Foi sócio-diretor da empresa Share Marketing até julho de 2021, prestando serviços em branding, expansão de marca, desenvolvimento de projetos, novos produtos, comunicação digital e impressa, entre outros atributos, com vasta experiência em gestão, além do setor de comunicação e editoras, com trabalhos realizados para empresas de médio e grande porte.

O diretor executivo da Adjori/SC, função que inexistia, tem ciência dos desafios, e, sobretudo, com entusiasmo: "não é fácil iniciar, ser o primeiro. Tenho noção do tamanho da minha responsabilidade, do que temos de fazer e onde queremos chegar. Como disse, não farei nada sozinho. A Adjori/SC chegou até aqui com o apoio de todos, funcionários, associados, diretoria, parceiros e tenho convicção que faremos mais e venceremos juntos, um passo por vez", reitera Siqueira.

O planejamento estratégico, com o apoio da diretoria e funcionários, foi elaborado pela empresa WM Consultoria em Comunicação, Gestão e Imagem. Para o Prof. Dr. Willian Máximo, consultor da WM, com a sinergia de todos, a consequência será a colheita de resultados positivos: "a Adjori sempre se reinventou, com a competência, esmero e apoio de cada colaborador, seja interno ou externo. Semeamos juntos esse movimento e colheremos juntos, gradativamente, resultados promissores", disse Máximo.

O lançamento, que iniciou pelos colaboradores da entidade, aconteceu no último dia 5, na sede da entidade.

Santa Catarina retoma coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira

Os três estados do Sul estão juntos para fortalecer a cadeia produtiva do leite. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul querem preparar o setor para ganhar o mercado internacional, trazendo mais renda e reduzindo os custos de produção. Este é um dos objetivos da Aliança Láctea Sul Brasileira, que, a partir desta terça-feira, 9, volta a ser coordenada pelos catarinenses.

“A Secretaria da Agricultura dará todo o suporte para que a Aliança Láctea continue sendo protagonista nas discussões para o fortalecimento do setor leiteiro na região Sul. Temos certeza do potencial de crescimento do setor produtivo e principalmente das oportunidades no mercado internacional. Santa Catarina já trilhou esse caminho com a produção de suínos e aves, agora chegou a hora de o leite se tornar mais uma estrela do nosso agronegócio”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva (foto acima).

A Aliança Láctea, que estava sob coordenação do Paraná, será agora liderada por Santa Catarina na figura do ex-secretário de Estado da Agricultura e doutor em Economia dos Recursos Naturais pela University of Queensland (na Austrália), Airton Spies (foto abaixo). Segundo ele, os produtores de leite têm grandes oportunidades e desafios pela frente, principalmente para equilibrar oferta e demanda. “No Brasil, há uma sazonalidade da produção; no verão, acontece um aumento gradativo da produção e há também uma queda no consumo. Isso cria uma tendência de baixa nos preços pagos aos produtores e uma dificuldade para a indústria vender seus produtos. É o que está acontecendo agora, quando a cadeia produtiva vive um momento extremamente difícil, por causa desse desequilíbrio entre excesso de oferta e a queda na demanda”, explicou.

As exportações podem ser a saída perfeita para trazer mais competitivdade ao setor produtivo, equilibrar os preços e dar previsibilidade aos produtores. De acordo com o novo coordenador da Aliança Láctea, a conquista do mercado internacional diminuiria, inclusive, as importações de leite e possibilitaria um aumento significativo da produção local. “Para isso, precisamos melhorar a eficiência da cadeia produtiva, precisamos produzir leite com alta qualidade a um custo competitivo e com a organização logística mais eficiente. Estamos trabalhando para, um dia, exportarmos manteiga, leite em pó e queijos para o mundo, como já fazemos com o nosso frango e suínos. Com isso, criaremos mais renda e mais empregos na nossa economia, principalmente para as famílias rurais, já que a produção de leite é majoritariamente feita pela agricultura familiar.”

Aliança Láctea Sul Brasileira

Formada pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Aliança Láctea foi criada para discutir os desafios e oportunidades comuns entre o setor produtivo do leite nos três estados. O fórum atua em cinco eixos de trabalho: assistência técnica e geração de tecnologia para aumentar a produção e a produtividade; sanidade animal; qualidade do leite; organização do setor e redução de assimetrias tributárias, para que não haja competição desleal no mercado.

Produção de Leite no Sul

Segundo dados do IBGE, os três estados do Sul produziram 11,6 bilhões de litros de leite em 2019 – 33,4% do total produzido no país.

Em Santa Catarina, o leite é uma das atividades agropecuárias com o maior crescimento. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produção girou em torno de 3 bilhões de litros em 2019.

Mesmo com superávit, infraestrutura e burocracia são desafios para o comércio exterior

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) na última quarta-feira (03/11) mostraram que a balança comercial brasileira atingiu novos resultados históricos no ano. O superávit acumulado de 2021 chegou a US$ 2 bilhões em outubro, com saldo positivo no acumulado do ano, em um total de US$ 58,578 bilhões, alta de 29,6%. Apesar disso, ainda existem muitos desafios para o comércio exterior brasileiro e, ao mesmo tempo, temos as condições necessárias para melhorarmos esses gargalos.
Segundo Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa de assessoria no comércio exterior, a padronização dos processos e a diminuição da burocracia devem ser prioridades para o avanço do setor. "Hoje vivemos em um mundo globalizado em que a integração do comércio internacional deve ser prioridade. Porém, o Brasil tem a capacidade de importar e exportar muito mais produtos, mas isso deve ser feito por intermédio de ações públicas como formas de desburocratizar o processo. Este ano, tivemos o OEA Integrado, um grande passo nessa direção, mas ainda precisamos buscar a simplificação dos impostos e a diminuição burocrática", afirma o executivo.
Um dos principais problemas encontrados no Brasil ainda são relacionados a logística e problemas estruturais nas estradas. O Índice da Movimentação de Cargas do Brasil, realizado pela AT&M, o Brasil registrou, no primeiro quadrimestre de 2021, R$ 3 milhões em movimentação de cargas, um aumento de 38% em comparação ao ano anterior. Porém, a 23ª Pesquisa CNT de Rodovias mostra que 59% das estradas apresentam problemas, como o pavimento, sinalização e geometria.
"Outro ponto que devemos destacar são as tarifas cobradas pelo transporte aéreo e marítimo. Isso, somado às dificuldades estruturais aumentam o valor dos produtos nacionais, dificultando muito em relação a competitividade dos produtos brasileiros quando falamos de exportação. Precisamos simplificar as taxas além do setor público precisa pensar em isenções. Tudo isso poderá gerar mais competitividade para os produtos nacionais", afirma Fábio.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), para o avanço do setor e a maior competitividade da indústria nacional, é necessária redução de entraves, como a complexidade das leis, greves, encargos, taxas e tarifas, além da diminuição do tempo para a liberação das mercadorias destinadas ao comércio exterior. Atualmente, o Brasil leva cerca de 13 dias para a exportação de produtos e tem um prazo ainda maior para a importação, cerca de 17 dias.
O executivo ainda completa, afirmando que a solução dos problemas encontrados no comércio exterior do Brasil podem transformar a realidade da importação e exportação no país, destacando que o potencial existe mas acaba sendo reprimido por dificuldades logísticas, estruturais e principalmente tributárias e administrativas.

Sobre a Efficienza

A Efficienza é uma empresa fundada em 1996 com o intuito de prestar serviços de assessoria em comércio internacional, a Efficienza se destaca como solução integral na área de despacho aduaneiro, logística internacional e assessoria em comércio internacional.

 

Prêmio Regional de Inovação contará com apoio do Sebrae/SC

A 3ª edição do Prêmio Regional de Inovação organizado pela Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc) contará com o apoio do Sebrae/SC para realização do evento. A premiação tem como objetivo incentivar e reconhecer os esforços bem sucedidos de inovação das empresas, órgãos públicos e organizações sociais localizadas nos municípios de Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itajaí, Itapema, Luiz Alves, Navegantes, Penha e Porto Belo. As inscrições são gratuitas e encerram no dia 15 de novembro.

Ao todo serão cinco categorias e o destaque ficará por conta da categoria de inovações sociais, que premiará ações que estejam alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis da ONU, os ODS. Serão quatro etapas de avaliação dos candidatos, sendo a inscrição do candidato feita de forma online, vídeo de até 3 minutos contando o case de inovação, visita presencial da comissão avaliadora para os finalistas de cada categoria e definição dos vencedores pelos critérios: necessidade de inovar, coerência de inovação, utilização de ferramentas de inovação, envolvimento de clientes, planejamento de inovação, aprendizado organizacional, originalidade de inovação e resultados alcançados.

As categorias desta edição são: Gestão e Processo, Produtos ou Serviços, Modelo de Negócio, Gestão Pública e Inovação Social. As concorrentes poderão se inscrever nas cinco categorias, mas serão reconhecidas apenas em uma. Os vencedores reconhecidos em cada categoria ganharão troféu, 36 horas de capacitação em cursos de curta duração e divulgação dos cases durante o período de 12 meses pelos parceiros na realização do Prêmio. A festa de premiação acontecerá dia 03 de dezembro, em Itajaí.

“A região da Amfri se destaca por seus negócios e o Sebrae da Foz tem o papel de incentivar essas empresas, fortalecendo o trabalho dos pequenos e microempreendedores. Por isso, esperamos a participação ativa dos empresários para que sejam reconhecidos na premiação por suas práticas de inovação e sustentabilidade”, destaca o Gerente Regional do Sebrae, Alcides Sgrott Filho.

O 3º Prêmio Regional de Inovação é realizado pela Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú – ACIBALC, AMFRI, CIM Amfri, Costa Valley, Centro Regional de Inovação, PoloTech, BC Investimentos, Itajaí Participações, Sebrae e Associação Empresarial de Itajaí - ACI. As inscrições devem ser realizadas pelo site: www.acibalc.com.br.

Itajaí Shopping inaugura unidade do Instituto Geral de Perícia (IGP) para emissão da nova carteira de identidade

O mix de serviços do Itajaí Shopping acaba de ficar ainda mais robusto. Reconhecido por concentrar operações importantes como o posto de emissão de passaportes da Polícia Federal, agência de vistos de viagens, locadora de veículos, entre vários outros, o empreendimento passa a abrigar também a unidade do Instituto Geral de Perícia (IGP) de Itajaí para produção de cédulas de identidade.

 

O IGP do Itajaí Shopping inaugura nesta segunda-feira, 8 de novembro, já com a emissão do novo modelo de carteira de identidade (RG) nacional. Santa Catarina é o primeiro estado do Brasil a emitir o documento no novo modelo. A partir de agora, o número do registro geral (RG) é o mesmo do CPF. Quem já tiver o RG, o número continua valendo, mas quem for emitir a primeira via já não vai contar com um número separado do RG.

 

Segundo a perita regional do IGP de Itajaí, Júlia Rehn, a nova unidade do IGP no Itajaí Shopping foi pensada para melhor atender a demanda local e facilitar o acesso da população ao serviço. “Fica evidente a importância da parceria público-privada na hora de formatar a chegada de serviços importantes como o IGP”, completa o superintendente do Itajaí Shopping, Michael Domingues.

 

Com a unificação do RG com o número do CPF, especialistas acreditam que fica mais fácil evitar fraudes, uma vez que a tecnologia une a biometria, que é única, com um número de identificação nacional. Para emitir a nova carteira de identidade é preciso fazer o agendamento no site do IGP pelo site http://agendamento.igp.sc.gov.br/

 

Excelente momento

 

Além da unidade do IGP para emissão da carteira de identidade, o Itajaí Shopping acaba de confirmar duas novidades de peso para os próximos meses: a chegada da Sonho dos Pés e a nova World Games, tradicional espaço de jogos e diversão do empreendimento que virá completamente remodelada com a temática de fundo do mar.

 

Os investimentos refletem o ótimo momento do Itajaí Shopping em 2021. O fluxo de vendas dos últimos 6 meses registra um crescimento médio de 73% sobre 2020 e 14% sobre 2019 – ano que já tinha sido excelente para as marcas.

 

No ano que completa 21 anos de história, o empreendimento também investe em diferentes pontos de atendimento ao cliente, a exemplo do novo Banheiro Família/Fraldário, o novo Terraço Panorâmico com vista para o complexo portuário de Itajaí e Navegantes, a Alameda de Serviços, e a inauguração do Espaço Delivery para melhor atendimento ao serviço de entrega das operações. “Nossas campanhas e comunicação com o público também estão focadas em reforçar o elo que o shopping sempre teve com a cultura e a economia de Itajaí e região”, cita Michael Domingues.

 

A preocupação com a sustentabilidade ambiental também está presente. O shopping está concluindo uma central de tratamento de água, para reutilização de água da chuva, trazendo redução de consumo da concessionária e preservação dos recursos naturais do município. O empreendimento também projeta a revitalização da subestação de energia elétrica para modernizar os equipamentos que atendem as operações e ampliar a confiabilidade de infraestrutura. 

Multilog participa do primeiro trânsito aduaneiro multimodal realizado no Brasil

A Receita Federal realizou o primeiro trânsito aduaneiro multimodal neste mês para autorizar o transporte de farelo de soja de Foz do Iguaçu até Paranaguá por via terrestre. Trata-se de uma alternativa para escoar as exportações paraguaias que iam por via fluvial até a Argentina, trajeto que tornou-se impraticável com as secas nos rios da região.

Com fiscalização da Receita Federal, a carga ingressou no Porto Seco de Foz do Iguaçu - gerenciado pela Multilog -, e de Cascavel. Logo em seguida, foi colocada em vagões e seguiu por trem até Paranaguá para ser embarcada em navios para exportação.

“O regime de trânsito aduaneiro é um benefício concedido a importadores e exportadores, que permite o transporte de mercadorias de um recinto alfandegado a outro para o desembaraço aduaneiro da carga, com a suspensão do pagamento de tributos. Com os rios em níveis baixos e sem perspectiva de chuvas, as barcaças não podem navegar e a produção tem que escoar por terra”, disse Francisco Augusto Silva Damilano, Gerente Geral de Operações das Fronteiras da Multilog.

O Porto Seco de Foz do Iguaçu está localizado em uma tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Na fronteira com a Argentina, a exportação é concentrada no mercado automobilístico: veículos automóveis, peças e madeiras. Já na fronteira com o Paraguai, os produtos mais exportados atendem aos mercados de construção e de agricultura. Na parte de importação, os principais produtos que mais saem da Argentina e vêm para o Brasil são alimentos, enquanto que no Paraguai a importação é concentrada em carne suína, ferro, produtos têxteis e grãos.

No ano passado, um levantamento feito pela Receita Federal revelou que o Porto Seco de Foz do Iguaçu registrou taxas de crescimento recordes nos últimos quatro meses de 2020, consolidando-se como o maior da América Latina em volume de cargas.

A Multilog é parceira estratégica da Receita Federal e possui Certificação de Operador Econômico Autorizado - OEA em Barueri, Santos, Campinas, São Paulo, Itajaí, São José dos Pinhais e Joinville. A empresa é reconhecida pela integridade e segurança nas operações, além de atuar em conformidade com os critérios exigidos pelo Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado - OEA.

Saiba mais sobre a Multilog

A Multilog é um operador logístico com mais de 20 anos de mercado, possuindo forte presença no Sul e Sudeste. Possui estrutura e inteligência para desenvolver soluções completas e diversificadas para operações alfandegadas, centros de distribuição e transportes, além de possuir grande expertise nos segmentos químico, de saúde, bens de consumo, automotivo e industrial. A Multilog conta com 20 unidades de negócio, em quatro diferentes estados (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), e 1,5 milhão de metros quadrados de área alfandegada. Ao todo, são mais de 1,5 mil colaboradores e premiações como Top Of Mind, Prêmio Sindusfarma de Qualidade, ISO 9001:2015, Certificação OEA, empresa brasileira de logística número um no ranking Great Place to Work (Melhores Empresas para Trabalhar) 2020, entre outras.

Com tarifa regulada, GNV é o combustível mais econômico em Santa Catarina

A competitividade do GNV (Gás Natural Veicular) em Santa Catarina no mês de setembro foi de 53% em relação ao etanol e 40% quando comparado à gasolina, conforme cálculo realizado pela SCGÁS, com dados da Associação Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O estado tem 139 postos de combustível operando com o insumo e quase 112.500 usuários, segundo dados do Denatran.

Desde janeiro, foram registradas 2.500 novas conversões em Santa Catarina. Nos últimos quatro anos, mais de 18 mil usuários aderiram ao combustível. O crescimento da frota se dá, principalmente, pelos sucessivos aumentos da gasolina. Na última segunda-feira, 25, a Petrobras anunciou novos reajustes nos preços da gasolina e do diesel em suas refinarias, o segundo em menos de um mês. A gasolina subirá 7% e o diesel, 9,1%.
O litro do combustível em SC custa, em média, R$ 6,41 segundo a ANP. A SCGÁS comercializa o GNV aos postos de combustível por 3,21 R$/m³. Diferentemente da gasolina e do etanol, a tarifa do GNV é regulada pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Santa Catarina (ARESC) e sofre apenas duas variações ao ano no preço de distribuição aos postos, em janeiro e julho.

“Além de ser um combustível mais econômico, o GNV também é mais sustentável. Por isso, muitos motoristas, principalmente os que percorrem longas distâncias, optam pelo GNV. Além disso, a segurança em relação ao preço, que varia apenas semestralmente, é outro motivo que leva ao aumento da frota e do consumo", explicou Ronaldo Macedo Lopes, engenheiro da área comercial da SCGÁS.

Desde janeiro deste ano, a distribuidora catarinense registrou aumento de quase 10% no consumo de GNV, acompanhando o crescimento da frota. Em setembro, foram comercializados uma média de 348.467 m³ do insumo por dia.

CNI divulga pesquisa apontando que indústrias que investiram em tecnologia nos últimos anos aumentaram produtividade e lucro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um estudo, realizado pelo o Instituto FSB pesquisa, apontando que 88% de empresas industriais de médio e grande porte que promoveram alguma inovação durante a pandemia de Covid-19 obtiveram resultado positivo.

Segundo os dados apresentados, 80% das companhias ouvidas registraram ganhos de produtividade, competitividade e lucratividade decorrentes de inovações. Outras 5% tiveram dois desses ganhos e 2%, um ganho. Apenas 1% das indústrias brasileiras inovou e não viu nenhum incremento em seus resultados. Com essa pesquisa, fica evidente a importância de investir em inovação com foco em produtividade, pensando não somente no lucro, mas na sobrevivência da companhia e também na geração de novos empregos.

Fabio Rodrigues, CEO da Novidá e um dos maiores especialistas em produtividade no país, observa que de forma mais tática, é possível ter controle com as máquinas para aumentar a produtividade, mas com a equipe humana ainda é difícil esse acompanhamento mais próximo. Por isso é essencial ferramentas inovadoras que atuem na evolução dos profissionais, que foi um pouco do olhar das indústrias ouvidas.

"Um bom ritmo de crescimento da produtividade é um elemento-chave para que países emergentes consigam alcançar a renda dos países mais desenvolvidos. Ganhos operacionais em qualquer empresa impulsionam diretamente margem, rentabilidade e, por consequência, desenvolvimento econômico, ajudando a salvar empresas e empregos", aponta Fábio.

O executivo observa que nos últimos meses o Brasil perdeu diversas indústrias como Ford e LG. "O que temos que nos questionar é: por que muitas vezes a escolha na hora de fechar fábricas é no Brasil e não em outros países? Existem diversos fatores macroeconômicos, tributários e trabalhistas nesta conta e já amplamente discutidos, mas um dos fatores decisivos e pouco debatido, frente aos demais, é certamente a baixa produtividade operacional brasileira e latinoamericana, se comparado a outros países, e isso acaba impactando a estrutura de custos das empresas de uma forma visceral. Então, o que temos que nos perguntar é como as empresas podem ser mais competitivas para além dos custos, já dados, de impostos e de financiamento? E como se tornar mais eficiente em termos operacionais?", questiona Fábio.

A resposta, segundo o executivo, está em levar inovação para melhorar processos e conseguir assim entrar em uma briga competitiva com outros países. "Hoje existe um desequilíbrio muito forte entre as máquinas e o trabalho manual e por isso é tão importante que a indústria inove", aponta Fábio.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destacou que o caminho para o país voltar a crescer e recuperar a sua economia passa essencialmente por investimentos em inovação. "Diante do surgimento de pandemias assustadoras, como a da Covid-19, e da persistência de crônicos obstáculos ao crescimento econômico e à melhora das condições de vida da população, estimular o espírito inovador é primordial para avançarmos", afirma.

Rede de distribuição de gás natural em SC chega a 1,3 mil km

Santa Catarina chegou em setembro ao marco de mais de 1,3 mil km de rede de gás natural construídas ao longo dos 21 anos de operação da distribuidora estadual. O Gás Natural está presente em 67 cidades do estado, com mais de 18 mil clientes diretos abastecidos e mais de 111 mil usuários de GNV (Gás Natural Veicular). Destaca-se o abastecimento a 17 mil residências, mais de 660 pontos comerciais, 139 postos de GNV e 326 indústrias. Os dados são do relatório de consumo de setembro da SCGÁS.

"A ampliação da oferta de gás natural para atender à demanda catarinense é uma das prioridades da nossa gestão. Por isso, junto aos órgãos responsáveis e fiscalizadores, estamos viabilizando maneiras de aumentar o fornecimento do insumo para Santa Catarina. Assim, nossas casas, nossas indústrias e nossos veículos estão tendo um gás natural mais competitivo para continuar crescendo e podermos distribuir o insumo cada vez mais para todas as regiões do estado", disse o governador Carlos Moisés.

Com 67 municípios atendidos pelos 1.307 km de rede e GNC (Gás Natural Comprimido), Santa Catarina concentra 22% das cidades abastecidas pelo energético, o segundo melhor índice nacional em número de municípios atendidos, segundo dados do Relatório da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) de dezembro de 2020.

Com 1% da área geográfica do país e pouco mais de 4% do PIB nacional, o Estado responde pela oferta de Gás Natural a 14,3% dos 452 municípios brasileiros que utilizam o insumo. O território catarinense também concentra mais de 3,3% dos km da rede total de distribuição existente no país.

O relatório de setembro da SCGÁS também mostrou que o volume mensal de Gás Natural comercializado no mês foi de 2.252.551 m³ por dia, valor 12% maior do que o comercializado no mesmo período em 2019 e 5,4% superior ao período em 2020. O último recorde de consumo em Santa Catarina ocorreu no mês de julho, com a venda de 2.276.816 m³ por dia.


 

Boletim Agropecuário aponta aumento de 100% na produção catarinense de trigo

A expectativa de aumento de 102% na produção catarinense de trigo é o destaque do Boletim Agropecuário de outubro. As exportações de proteínas animais também trazem boas notícias para os catarinenses. Em setembro, o estado exportou o maior valor mensal desde o início da série histórica. A exportação de frango registrou aumento de 32% em um mês. O Boletim Agropecuário é emitido mensalmente pela Epagri/Cepa com a avaliação econômica das principais cadeias produtivas do agronegócio catarinense.

 

Trigo

De acordo com estimativa da Epagri/Cepa, Santa Catarina deve colher a maior safra de trigo dos últimos dez anos, com produção de 348 mil toneladas, incremento de 102% em relação à safra anterior. O cenário resulta do crescimento de 74% na área plantada, que é reflexo dos bons preços pagos aos produtores, associados aos incentivos do governo estadual ao cultivo de cereais de inverno.

Os preços pagos ao produtor de trigo em setembro estavam 41,16% superiores ao preço médio praticado há um ano. Em setembro, as cotações de balcão para o trigo no mercado catarinense ficaram em R$ 84,98 a saca de 60kg, variação negativa de 0,14% em relação ao mês de agosto. Atualmente, 80,79% das lavouras de trigo alcançaram a fase de florescimento, 17,84% encontram-se em fase de maturação e apenas 1,37% estão em desenvolvimento vegetativo. O clima úmido e as temperaturas amenas das últimas semanas favoreceram o surgimento de doenças fúngicas, como a Giberela. Diante dessa condição, produtores estão atentos e intensificam os cuidados com a aplicação de fungicidas.

Arroz

A Epagri/Cepa estima uma produção de 1,22 milhão de toneladas de arroz em Santa Catarina na safra 2021/22, volume 2,14% menor que o ciclo agrícola anterior. A redução se deve à queda de 1,74% na produtividade média, passando de 8,4 t/ha obtidos na safra passada para 8,3 t/ha. A área plantada se manteve estável em 147 mil hectares, com 82% das áreas destinadas ao plantio já semeadas.

Em setembro, os preços médios pagos aos produtores catarinenses de arroz tiveram redução de 1% em relação a agosto, fechando o mês em R$ 73,40 a saca de 50kg. Essa tendência de queda está relacionada à baixa oferta dos produtores. Por outro lado, os moinhos não têm conseguido repassar os preços aos mercados atacadista e varejista.

Feijão

Segundo a expectativa da Epagri/Cepa, os preços pagos aos produtores de feijão devem continuar elevados em novembro e dezembro. Em setembro, o preço médio pago aos produtores catarinenses de feijão-carioca permaneceu inalterado em relação a agosto, fechando a média mensal em R$ 237,50 a saca de 60kg. Já para o feijão-preto, os preços tiveram pequena variação negativa de 0,16% no último mês, fechando a média de julho em R$ 232,29 a saca de 60kg.

Até a última semana de setembro, 21,4% da área destinada à produção da safra 2021/22 de feijão prieira safra já mfoi semeada em Santa Catarina. Neste início de safra, o plantio de feijão-preto predomina, pois o cultivo do feijão-carioca é mais tardio e se concentra nas regiões mais frias do Estado, como Campos de Lages, Planalto Sul e Meio Oeste. O plantio deve se intensificar em outubro e novembro, com conclusão prevista para final de dezembro.

Milho

A Epagri/Cepa estima que, devido aos baixos estoques internos nacionais, as cotações do milho devem se manter fortalecidas até o final do ano, na comparação com anos anteriores, a despeito da queda de 4,4% nos preços médios pagos ao produtor catarinense de milho em setembro em relação a agosto. A recente queda entre agosto e setembro foi forçada pelo volume das importações, a expectativa de aumento da área da safra 2021/22 e a colheita da safra dos Estados Unidos.

Até 15 de outubro, 67% da área estimada para cultivo de milho primeira safra em Santa Catarina já estava cultivada. As chuvas contínuas desde o início de outubro atrasaram os plantios no estado.

Soja

O período preferencial de cultivo da soja em Santa Catarina iniciou em outubro, mas a chuva contínua já causa atraso em várias regiões. Os preços fortalecidos no momento se devem à alta do dólar e dos estoques internos. Diversos fatores, no entanto, já orientam para uma baixa nos preços: o prognóstico de aumento de área de cultivo da safra brasileira para 2021/22, a colheita da safra dos Estados Unidos e consequente elevação de estoques naquele país, além da demanda indefinida na China, causada pela paralisação das indústrias de processamento.

Alho

Santa Catarina está com 1.758 hectares cultivados com alho, número 2,3% maior que a estimativa de julho. O plantio foi encerrado em agosto e a cultura se desenvolve normalmente em todas as regiões produtoras. A condição das lavouras é considerada boa até o momento.

Em setembro de 2021, foram importadas 2,53 mil toneladas de alho, o menor volume para o mês nos últimos cinco anos. De janeiro a setembro deste ano, as importações somam 105.87 mil toneladas, enquanto que no mesmo período do ano de 2020 o volume importado foi de 141,45 mil toneladas, redução de 33,6% no período.

Cebola

A Epagri/Cepa mantém a expectativa de Santa Catarina produzir pouco mais de 500 mil toneladas de cebola na safra 2021/22. As chuvas contínuas de outubro podem afetar esta previsão, porém, visto a ocorrência de doenças que já começam a ser relatadas no campo. Se o cenário de patologias se confirmar, os produtores terão aumento no custo de produção que, associado à conjuntura de preços baixos, pode afetar o desempenho da safra e o retorno econômico aos agricultores. “Questão para ser avaliada nas próximas semanas”, afirmam os analistas da Epagri/Cepa.

Com o plantio encerrado em setembro, Santa Catarina chegou a 17.458 hectares cultivados com cebola, redução de 0,54% em relação à estimativa inicial, que era de 17.553 hectares

Os volumes importados de janeiro a setembro deste ano somam 115,07 mil toneladas, contra 194.777 no mesmo período do ano passado. O mercado nacional de cebola continua com alta oferta, provocando preços abaixo do custo de produção nas regiões com produção para comercializar atualmente.

Suínos

Santa Catarina exportou 57,75 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos) em setembro, alta de 29,8% em relação ao mês anterior e 34% acima de setembro de 2020. As receitas foram de US$ 136,26 milhões, crescimento de 26,8% em relação ao mês anterior e de 40,3% na comparação com setembro de 2020. Em termos de quantidade, esse foi o maior valor mensal já exportado por Santa Catarina desde o início da série histórica, em 1997, e o terceiro melhor resultado financeiro do período.

De janeiro a setembro, o estado exportou 438,31 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 1,08 bilhão, altas de 12,6% e 26,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2020. Santa Catarina respondeu por 52,9% das receitas e 51,3% do volume de carne suína exportada pelo Brasil este ano.

Aves

Em setembro, Santa Catarina exportou 102,81 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada), aumento de 32,3%, tanto em relação ao mês anterior quanto na comparação com setembro de 2020. As receitas foram de US$ 187,49 milhões, 22,3% acima do mês anterior e alta de 60,8% na comparação com setembro de 2020. Esses são os maiores valores mensais registrados desde maio de 2019, tanto em volume quanto em receitas.

De janeiro a setembro, Santa Catarina exportou um total de 764,22 mil toneladas, com receitas de US$ 1,34 bilhão, alta de 4,1% em quantidade e de 16,7% em valor, na comparação com o mesmo período do ano passado. O estado foi responsável por 24,4% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango no ano.

Bovinos

Na primeira quinzena de outubro o preço médio estadual do boi gordo foi de R$ 308,52 a arroba, queda de 3,4% em relação ao mês anterior. Também foram registradas quedas nos preços dos animais de reposição, com variações de -4,7% no caso dos bezerros de até um ano e de -3,3% para os novilhos de um a dois anos. Esses movimentos de queda são decorrentes da paralisação das exportações para a China, em função da detecção de dois casos atípicos da doença conhecida por “vaca louca”, e da demanda desaquecida no mercado interno. Embora Santa Catarina não seja um grande exportador de carne bovina, o mercado interno é afetado pelo que ocorre no âmbito nacional, pois cerca de metade do consumo estadual é abastecido com produto oriundo de outras unidades da federação.

Leite

Outubro registrou sinalizações mais claras de redução nos preços internos de alguns lácteos no mercado atacadista. Isso, combinado com alguma recuperação na produção interna, se refletiu nos preços recebidos pelos produtores catarinenses. Segundo os levantamentos preliminares da Epagri/Cepa, neste mês de outubro, o preço médio recebido pelos produtores catarinenses deve ficar cerca de 4 centavos abaixo do preço médio de agosto.

Leia AQUI a íntegra do Boletim Agropecuário.

Combustíveis mantém alta nos preços no mês de outubro

Os combustíveis mantiveram a alta de preço do mês anterior em outubro, conforme aponta pesquisa da Procuradoria Municipal Defesa do Consumidor (Procon) de Itajaí. A gasolina comum teve um acréscimo de 3,56% em relação a setembro e o aumento ocorreu em todos os estabelecimentos pesquisados. A gasolina aditivada subiu 3,46%, o diesel comum 5,32% e o S10 aumentou 4,99%. As variações de preço foram pesquisadas pelos fiscais do órgão de proteção em 45 postos de combustíveis, situados no município, nesta semana.

A maior diferença constatada pelo Procon é na variação de preços entre os estabelecimentos. Na gasolina comum, a média de valores é de R$ 5,96 o litro. O maior preço encontrado foi o de R$ 5,99, já o menor é de R$ 5,84, considerando que o método de pagamento seja no dinheiro ou no cartão de débito. No cartão de crédito, os preços podem chegar até R$ 6,19 por litro - valor mais alto registrado neste mês. Na aditivada, a diferença foi de 3,46% em relação ao mês anterior, podendo chegar ao custo de R$ 6,37 o litro.

O Procon orienta ainda os consumidores a se atentarem à diferença de preços entre os pagamentos em dinheiro, cartão de débito e cartão de crédito. A cobrança não é ilegal, mas deve ser informada ao motorista. Alguns estabelecimentos chegam a cobrar até R$ 0,31 de diferença em relação à forma de pagamento.

A Procuradoria de Defesa do Consumidor de Itajaí realiza todos os meses as pesquisas dos itens da cesta básica e dos combustíveis com o intuito de averiguar possíveis irregularidades e informar as variações dos preços. O Procon também realiza pesquisas sazonais como de material escolar, Páscoa e Natal.

O órgão municipal orienta os consumidores e recebe denúncias das 13h às 18h na avenida Joca Brandão, nº 655, bairro Centro, e pelos telefones 151 ou (47) 3349-6147. Os cidadãos podem acessar também o site do Procon (procon.itajai.sc.gov.br) para obter informações e entrar em contato com o órgão.

Produto de Itajaí recebe a primeira certificação na área de pescado em Santa Catarina

O produto rollmops, da empresa itajaiense Vô Augusto, conquistou o 18° Selo Arte de Santa Catarina e o primeiro na área de pescado do estado. A solenidade de entrega da certificação foi realizada nesta quarta-feira (20) na sede da empresa, localizada no bairro Espinheiros.

O selo foi criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio do Decreto 9.918/2019, para valorizar e reconhecer a qualidade de produtos artesanais que cumpram requisitos sanitários, mão de obra familiar e leva em conta o saber fazer, a tradição e a geografia local. Com esta certificação, é permitido que o produto seja comercializado em todo Brasil, abrindo novas perspectivas para pequenas agroindústrias.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), através do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Deinp), é quem concede este reconhecimento aos produtores catarinenses. O órgão realizou auditoria na empresa no final de agosto, após receber todas as documentações necessárias envidas pelo Serviço de Inspeção Municipal de Itajaí (SIM), que fiscaliza a empresa desde seu registro em 2007.

A produção do rollmops é tradição da família dos proprietários da empresa, onde já em 1951, o pai de Edson Juarez de Oliveira, ajudava seu tio na produção deste produto. Em 1963, passou a produzir conservas, entre elas o rollmops, utilizando a receita original do tio. A empresa foi registrada em 2007 mantendo sua essência, produzindo até hoje de forma artesanal e totalmente manual seus rollmops.

Hoje a empresa é totalmente familiar e possui três variedades do produto, rollmops, rollmops temperado e rollmops ao vinagrete tipo francês, que poderão ser comercializados agora em todo o país.

Participaram da solenidade de certificação o presidente da Cidasc, Antonio Plinio de Castro Silva, e demais gestores do órgão, o secretário municipal de Agricultura e Expansão Urbana, Cesar Reinhardt, as fiscais do Serviço de Inspeção de Itajaí (SIM), Vanessa Minsky Bononi e Maria Fernanda Peixe, os proprietários da empresa Edson Juarez de Oliveira e Rute Enedina Mendonça de Oliveira, além da médica veterinária responsável técnica, Suelen Eskelsen.

Rollmops

O rollmops aqui no Brasil é feito com a utilização da sardinha-laje (opisthonemaoglinum). Passa por um processo de cura que pode ser a seco ou em salmoura, o que diferencia de um peixe cru que muita gente acredita ser.

Feito este processo, pode ser enrolado com pepino ou cebola, além de outras opções que podemos observar ao redor do mundo. Em Itajaí, o mais comum é ser feito com cebola, sendo um produto totalmente artesanal devido à dificuldade da implementação de processos industriais na produção. É um produto catarinense, devido à imigração europeia que trouxe influência cultural nos costumes, na gastronomia e nas edificações. 

Itajaí bate novo recorde na geração de empregos e registra o melhor resultado da história

O desenvolvimento econômico de Itajaí alavancou a maior geração de empregos da história. Os dados apontam 8.186 novos postos de trabalho formal na cidade, entre janeiro e agosto deste ano, uma série de saldos positivos entre novas vagas de emprego e demissões nos oito meses registrados na base de dados do Ministério do Trabalho. Uma média acima de mil carteiras assinadas por mês. Só em agosto foram 848 trabalhadores com vaga garantida.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Thiago Morastoni, a expansão econômica da cidade é traduzida em indicadores sociais como a geração de empregos. “Um dos principais fatores de nosso crescimento é o papel atuante do poder público como incentivador de negócios e de investimentos. O Município de Itajaí investe em obras de infraestrutura e mobilidade para garantir menor custo ao empresário local já instalado e para fomentar novos investimentos privados”, comenta Thiago Morastoni.

Outro fator importante na escalada da geração de empregos é o aquecimento e retomada econômica no Brasil e no mundo após fases críticas da pandemia de coronavírus. Em 2020, mesmo com os períodos mais severos da crise, Itajaí fechou o ano com saldo positivo de 3,4 mil novos empregos formais. A atividade portuária sem interrupção fez com que o Município tivesse um dos melhores resultados no estado. Com os efeitos da crise reduzidos pela importância do Porto de Itajaí na economia local, a cidade conta com a base sólida para seguir em forte ritmo de crescimento.

As marcas de 2021 impressionam no comparativo da série anual histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), estruturado pelo Ministério do Trabalho. Os mais de 8,1 mil empregos gerados nos primeiros oito meses em Itajaí superam a soma dos últimos três anos. É preciso somar os anos de 2020, 2019, 2018 e 2017 para ultrapassar os números conquistados este ano com 9,1 mil carteiras assinadas. Isso significa que são necessários somar 48 meses de indicadores para comparar os primeiros oito meses de 2021.

Os dados indicam que o recorde deve ser ainda maior. Com a retomada gradual do setor de eventos e a proximidade das festas de fim de ano e do verão, período de crescimento nas compras e de férias, a expectativa é gerar ainda mais empregos tanto fixos quanto temporários. “Nosso trabalho vem mostrando resultados. Conseguimos reduzir as consequências da pandemia na vida dos cidadãos e agora projetamos um ciclo de maior desenvolvimento e novos empregos. Projetamos novos recordes e melhores resultados para Itajaí e para os cidadãos”, finaliza o secretário Morastoni.

BRDE: Crédito para empreendedoras já destinou R$ 106 milhões

Empreendedoras catarinenses estão sendo beneficiadas pelo programa de crédito lançado pelo BRDE para apoiar exclusivamente negócios criados ou mantidos por mulheres. Desde que começou a operar, há seis meses, o BRDE disponibilizou R$ 106 milhões para esta linha de crédito, dos quais, R$ 37,5 milhões para Santa Catarina. Foram 351 contratos no Estado, 73% do total de operações realizadas pelo banco.

"O ticket médio é de R$ 106,9 mil, o que significa que o recurso tem atendido principalmente micro e pequenas empresas, que são as que mais geram empregos", comemora Marcelo Haendchen Dutra, Diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito.

Segundo ele, o Empreendedoras do Sul demonstra a importância das mulheres na manutenção de negócios e geração de oportunidades de trabalho e reduz a desigualdade no acesso ao crédito, uma meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). O programa do BRDE foi concebido com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando - ou com mínimo de 40% de sócias - e produtoras rurais. Os recursos são destinados ao financiamento de investimentos fixos e para capital de giro.

"A pandemia impôs uma série de dificuldades para empresas dos mais variados tamanhos e setores. Para os negócios mantidos por mulheres, não foi diferente. Mas o crédito no momento certo, com condições atraentes, tem ajudado a superar este momento de dificuldade", complementa.

Além de criar um produto específico para as mulheres, internamente o banco também vem atuando de maneira objetiva em favor da diversidade na sua governança. Há poucos dias, o BRDE tornou-se o primeiro banco de fomento do país a receber o selo Women On Board, conferido a companhias com no mínimo duas mulheres com assento no Conselho de Administração.

"Pouco mais de 60 empresas do Brasil têm esse reconhecimento por estimular o aumento de participação das mulheres em cargos de liderança e conselhos", complementa o Diretor Financeiro, Vladimir Arthur Fey. A instituição reúne três mulheres no seu Conselho de Administração, o que corresponde a 30% das vagas.

Exportações do agronegócio batem recorde para setembro, com US$ 10,1 bilhões

O Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) informa que as exportações do agronegócio foram de US$ 10,10 bilhões em setembro, atingindo o recorde da série histórica no mês. O valor foi 21% superior exportado em setembro de 2020. O complexo soja e as carnes foram destaques nas exportações do mês, registrando aumento de US$ 1,91 bilhão no valor exportado.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, a alta deve-se à forte elevação das cotações internacionais dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil (+27,6). A quantidade de produtos exportados teve redução de 5,1%, comparado a setembro de 2020.

Apesar do recorde nas exportações do agronegócio em setembro, a participação do setor na balança comercial caiu de 45,8% em setembro de 2020 para 41,6% em setembro de 2021. O resultado é explicado pelo forte crescimento das exportações dos demais produtos na balança comercial brasileira (+43,5%), que também observaram elevação dos valores exportados pelo crescimento dos preços internacionais de commodities.

As importações de produtos do agronegócio alcançaram US$ 1,25 bilhão em setembro de 2021 (+19,2%). Estes valores também foram impactados pela alta dos preços médios de diversos produtos, como nos casos do trigo (+24,7%) e óleo de palma (+77,7%).

Setores

O principal setor exportador do agronegócio brasileiro foi o complexo soja, responsável por quase um terço do valor exportado no mês. As exportações do setor tiveram aumento de 50%, subindo de subiram de US$ 2,13 bilhões em setembro de 2020, para US$ 3,19 bilhões em setembro de 2021. A forte demanda chinesa pela soja brasileira foi responsável pelo recorde de embarque do mês de setembro.

As exportações de carnes (bovina, suína e de frango) também bateram o recorde na série histórica: o Brasil nunca havia exportado mais de US$ 2 bilhões em meses de setembro. Em 2021, as vendas externas de carnes no mês foram de US$ 2,21 bilhões, com expansão de 62,3% em relação a setembro de 2020. As exportações de carne bovina tiveram a maior contribuição nas vendas externas do setor, subindo de US$ 668,20 milhões em setembro de 2020 para US$ 1,19 bilhão em setembro de 2021 (+77,7%). Houve recordes no valor e no volume exportados (212 mil toneladas), além de alta expressiva no preço médio de exportação (+39,3%).

Em setembro de 2021, cinco setores alcançaram 80,6% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio: complexo soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro, cereais, farinhas e preparações. Estes setores aumentaram a participação nas exportações brasileiras em relação a setembro de 2020, que foi de 79,0%.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

No próximo dia 20 de outubro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vão lançar a 9a edição do Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria.

Justamente porque é uma prévia do maior evento de inovação do Brasil, o lançamento não vai decepcionar. Prova disso é a lista de estrelas nacionais e internacionais que vão participar dos debates nos painéis do lançamento do Congresso, que vão explorar o Brasil que mais inova e uma perspectiva de inovação de outros continentes.

Vejamos:  

1. Daniel Moczydlower, o homem dos “carros voadores” da Embraer

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

O futuro vai ter “carro voador”, sim, e com design brasileiro. Boa parte desse sonho está nas mãos do time liderado por Moczydlower, desde 2020 CEO da Embraer X, empresa de inovação disruptiva da Embraer responsável pelo desenvolvimento da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical com propulsão totalmente elétrica a bateria. Por isso, é um veículo que produz ZERO emissão de carbono, sendo uma alternativa promissora ao transporte sustentável. Moczydlower também é o vice-presidente de Inovação Corporativa, Transformação Digital e Desenvolvimento de Novos Negócios da Embraer.

2. Fernanda Checchinato acredita na alta tecnologia brasileira

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

Daria para começar dizendo que ela é doutora, desenvolveu pesquisas na França e no Japão, mas a parte mais legal sobre Fernanda Cecchinato é a aposta que ela faz na tecnologia 100% brasileira. Ela é fundadora da Aya Tech, uma empresa que desenvolve produtos inteligentes, com base em nanotecnologia, com a premissa básica de não agredir o meio ambiente. Nessa, tem biorepelentes, tecidos inteligentes, impermeabilizantes de superfícies e muito mais. Patentes? Temos. Até agora, 6. 

3. Pedro Wongtschowski, um decano da inovação no Brasil 

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Ultrapar, uma das maiores empresas do setor de energia do país, é um dos líderes mais engajados da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), coordenada pela CNI. Transita entre indústria, academia e governo e é considerado uma referência em qualquer debate sobre inovação no país. Já presidiu o Conselho de Administração da Embrapii, instituição que ajudou a idealizar e hoje é uma grande aliada da indústria no desenvolvimento de projetos de inovação, e, desde 2012 é pesquisador associado do Núcleo de Política e Gestão Tecnologia da USP. 

4. Pedro Passos, o cofundador da Natura

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

Se tem alguém que sabe como juntar negócios e sustentabilidade e ter muito sucesso nessa dobradinha, esse alguém é Pedro Passos, copresidente do Conselho de Administração da Natura & CO e cofundador da Natura. Com participação ativa em instituições de preservação ambiental e de fomento à inovação, ele também é membro comitê gestor da MEI.  

5. Horácio Piva sabe o seu papel 

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

O economista Horácio Piva integra conselhos de administração de empresas chave no desenvolvimento sustentável do Brasil, como a Klabin, gigante do setor de papel e celulose; a Cataratas S/A, uma concessionária de turismo que foca em turismo sustentável; e o Grupo Baumgart, que detém negócios em diferentes setores. Preside a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), cujos associados representam grandes players em pesquisa e sustebabilidade no país. Piva é integrante de carteirinha da MEI. Atualmente, é o presidente o conselho da Brain4Care, que quer revolucionar a neurologia por meio tecnologia não invasiva.

6. Carlos Lopes, um dos africanos mais influentes do mundo 

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

Professor da Nelson Mandela School of Public Governance, na Universidade da Cidade do Cabo e na universidade Sciences Po, em Paris, Lopes é membro da Comissão de Reformas da União Africana e o seu negociador-chefe para as relações com a Europa. Nascido em Guiné Bissau, publicou 20 livros sobre desenvolvimento e tem no currículo várias posições de liderança na ONU, entre elas  o cargo de Secretário Geral Adjunto e o Diretor Político do Secretário Geral Kofi Annan. Reconhecido mais de 20 vezes nas listas de Africanos mais influentes no mundo, tem presença constante na grande mídia. 

7. Dirk Pilat, o cara da inovação na OCDE 

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

A Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) – esse fórum que o Brasil quer tanto fazer parte – é uma grande referência quando o assunto é política pública para inovação e tecnologia. Afinal, lá estão os países mais ricos e desenvolvidos do mundo. Então, só por isso, o fato de Dirk Pilat ser o diretor para Ciência, Tecnologia e Inovação da OCDE já é um belo convite para ouvir o que ele tem a dizer. Responsável pela supervisão do trabalho da organização em temas como ciência, tecnologia, inovação, produtividade, dinâmica de negócios, e políticas relacionadas à indústria, economia digital e consumo.

8. Matt Bellgard é um Da Vinci australiano

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

 O diretor de eResearch da Queensland University of Technology, na Austrália e coordenador da Rede de Doenças Raras do Fórum de Ciências da Vida da APEC, a Organização para Cooperação Ásia Pacífico, já atraiu mais de 46 milhões de dólares australianos em recursos de pesquisa para a Queensland. Ele é coinventor de 4 patentes concedidas e espera o resultado de outras 20, relacionadas aos 100 principais supercomputadores do mundo. Seus temas de pesquisa incluem genoma de humanos, plantas e animais, bioinformática, informática da saúde, inteligência artificial, biossegurança, entre outros. 

9. Morgan Doyle entende o papel da inovação na América Latina 

9 feras da inovação que você PRECISA conhecer

Representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil desde março de 2020, Doyle tem 23 anos de carreira no BID, durante os quais representou o banco no Uruguai e no Equador. Liderou diversas operações no setor financeiro, trabalhando com agências chave do setor público da área de financiamento habitacional e apoio a pequenas e médias empresas, gestão da dívida, regulação e supervisão do setor financeiro e de transações com garantias. 

Não perca essa chance! Se inscreva para participar do Congresso de Inovação da Indústria Brasileira! 

Empenho da indústria brasileira com sustentabilidade pode impulsionar acordo Mercosul-UE

O empenho da indústria brasileira em alcançar uma economia de baixo carbono pode impulsionar a assinatura e internalização do Acordo de Associação Birregional entre Mercosul e União Europeia, destacou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na abertura do  38º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA). Andrade pediu cooperação aos empresários alemães para avançar com a integração dos dois blocos, observando os esforços brasileiros em prol da agenda sustentável.


"Gostaríamos de contar com o apoio dos empresários alemães para afastar os obstáculos e reforçar junto ao Parlamento da Alemanha a importância da internalização do tratado para o fortalecimento da nossa aliança. Especialmente neste momento em que se discute a necessidade de novos compromissos ambientais para combater o aquecimento global é preciso destacar que a indústria brasileira tem iniciativas ambiciosas voltadas à economia de baixo carbono e à sustentabilidade", afirmou Andrade.


O presidente da CNI destacou que a organização estará presente na Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP26) para discutir transição energética, precificação de carbono, economia circular e conservação florestal. O evento ocorre de 31 de outubro a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia.

Andrade lembrou que o 38º EEBA ocorre em meio ao processo de transição no governo alemão e que na nova coalizão a sustentabilidade deverá ganhar ainda mais relevância nas relações comerciais entre Brasil e Alemanha. "As mudanças de governo e a diplomacia tem historicamente grande influência sobre a política externa dos países. Por essa razão, nossa expectativa é que o pragmatismo e o interesse nacional prevaleçam sobre as ideologias nas relações comerciais entre Brasil e Alemanha para ampliar os ganhos mútuos que vêm sendo alcançados nos últimos anos", afirmou. 

Alemanha é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil

A Alemanha é o quarto principal parceiro comercial brasileiro, com participação de 3,4% na corrente de comércio em 2020. No último ano, 54% do total exportado foi composto por produtos da indústria de transformação. Em relação aos investimentos, em 2019, as empresas brasileiras tinham US$ 408 milhões investidos na Alemanha, com destaque para os setores de equipamentos médicos, plásticos e componentes eletrônicos, de acordo com dados do Ministério da Economia e da FDi Markets.

Ao eliminar gradualmente as tarifas para mais de 90% dos produtos, o tratado tem potencial para abrir mercados, estimular investimentos e melhorar o ambiente de negócios entre os dois blocos. "Por isso a CNI tem atuado pela ratificação e efetivas entradas em vigor do acordo que vem enfrentando resistência em países da Europa sobretudo em razão de questões ambientais", completou Andrade.


O presidente da Federação das Indústrias Alemãs (Bundesverband der Deutschen Industrie – BDI), Siegfried Russwurm, também reconheceu a importância de avançar com o Acordo de Associação Birregional entre Mercosul e União Europeia e demonstrou disposição por parte do empresariado alemão nesse sentido. "O acordo entre União Europeia e Mercosul é uma base importante para essa cooperação bilateral. Juntamente com o Brasil, gostaríamos de nos engajarmos para impulsionar os pressupostos para ratificação do acordo comercial. É um importante instrumento para a parceria estratégica mais estreita entre as economias nacionais europeias e a América Latina", afirmou.


Para o presidente da BDI, a sustentabilidade é um dos temas centrais no debate global atual, junto com digitalização, recuperação pós-pandemia da Covid-19 e mudanças provocadas pelo início do governo de Joe Biden nos Estados Unidos. "As pessoas entenderam que recursos mundiais são finitos e a relação entre economia, ecologia e sociedade recebe maior peso na cooperação bilateral", afirmou.

Além da ratificação do acordo entre os dois blocos, Siegfried Russwurm defendeu a retomada das negociações para um Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT) como outro instrumento importante para ampliar o comércio entre Brasil e Alemanha.

Brasil e Alemanha num futuro sustentável é o tema da 38ª edição do EBBA 

A parceria Brasil-Alemanha para um futuro sustentável é o tema central do 38º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA), que acontece nos dias 18 e 19 de outubro. Maior evento empresarial entre os dois países, o EEBA é organizado pela Confederação Nacional da Indústria e pela Federação das Indústrias Alemãs, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha (AHK).

Neste ano, o formato é online pela primeira vez. Os painéis desta segunda-feira incluem discussões sobre cooperação bilateral, cadeias globais de valor, digitalização, hidrogênio verde e desafios de saúde em um cenário pós-Covid-19.

Na terça-feira (19), a Comissão Mista Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica realiza reunião fechada. Nos dois dias será feita a Rodada de Negócios entre empresas brasileiras e alemãs, organizada pela Rede CIN (Centros Internacionais de Negócios), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).

IEL traz mais de 2,6 mil vagas de estágio

Está procurando seu primeiro ou novo estágio? O Instituto Euvaldo Lodi (IEL), por meio do programa nacional de estágio, está com 2.688 vagas de estágio abertas pelo Brasil. As ofertas são direcionadas para estudantes matriculados no ensino médio, superior e técnico, com bolsas de até R$ 2 mil. O estágio é a melhor forma de desenvolver conhecimentos e ingressar no mercado de trabalho.  

O estado de Goiás está com o maior número de vagas, com 1.355 vagas de estágio abertas para as cidades de Anápolis, Catalão, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Goianira, Inhumas, Rio Verde, Senador Canedo, Bela Vista de Goiás, Itumbiara, Quirinópolis, Formosa, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Luziânia, Santa Helena de Goiás, Jataí e Mineiros. As bolsas podem chegar até R$ 2 mil.

Outro estado de destaque é Santa Catarina. O IEL-SC oferece 550 vagas de estágio nas cidades de Blumenau, Caçador, Chapeco, Criciúma, Itajaí, Jaraguá, Joaçaba, Joinville, Lages e Florianópolis. No Distrito Federal, O IEL-DF tem 55 vagas disponíveis para estágio no ensino médio e nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Jornalismo e Publicidade e Propaganda! As bolsas variam de R$ 480 a R$ 1,1 mil.

O IEL-BA oferece com 332 vagas abertas para candidatos entre estágio e bolsas de inovação. Nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social e afins, Edificações, Eletrotécnica, Engenharia Civil, Engenharia de Petróleo e Gás, Estatística, Pedagogia, Técnico em Administração e Tecnologia da Informação e muito mais.

Oportunidades para estagiar em MG e SP

Estudantes de níveis superior e técnico poderão se inscrever para vagas em Timóteo (MG), Capelinha (MG), Itamarandiba (MG), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). Até 7 de novembro, os interessados poderão se inscrever para o Programa de Estágio Aperam 2022. São diversas vagas para unidades e escritórios da Aperam South America - produtora integrada de aços planos inoxidáveis, elétricos e carbono - e Aperam BioEnergia - produtora de carvão vegetal, tecnologia, mudas e sementes. Todas as vagas são extensivas a Pessoas com Deficiência (PCD).

Na planta industrial, em Timóteo (MG), há vagas para alunos de cursos técnicos (Administração; Automação Industrial; Eletrotécnica; Informática, Mecânica; Metalurgia; Química e Segurança do Trabalho) e superiores (Administração; Ciência da Computação; Ciências Contábeis; Propaganda; Sistemas de Informação e Engenharias - Elétrica, Mecânica, Metalúrgica, Química, Ambiental e Sanitária, Civil, da Computação, de Controle e Automação e de Produção). Na sede corporativa, em Belo Horizonte (MG), e no escritório comercial, em São Paulo (SP), as vagas são para estudantes de nível superior das Engenharias Mecânica, Metalúrgica, Química, de Materiais e de Produção.

Já na Aperam BioEnergia, no Vale do Jequitinhonha (MG), as vagas estão disponíveis nas cidades de Itamarandiba e Capelinha, para estudantes de cursos superiores (Administração; Ciência da Computação; Ciências Contábeis; Processos Logísticos; Sistemas de Informação e Engenharias - Agronômica, Ambiental, Civil, Florestal, Elétrica, Mecânica, Química, Mecatrônica, de Segurança do Trabalho, de Processos e de Produção).

O estágio está previsto para iniciar em fevereiro de 2022 e a carga horária é de 6 horas. A Aperam oferece alimentação, uniforme, seguro de vida e, dependendo do local de atuação, calçados, equipamento de proteção individual, vale transporte e assistência ambulatorial emergencial. Os contratos terão duração inicial de 11 meses, prorrogáveis por mais 12 meses, e o valor da bolsa varia de acordo com o nível (técnico ou superior) e a cidade. Só é possível se inscrever para uma das localidades. Todos os detalhes sobre as vagas e os pré-requisitos para inscrição estão disponíveis no site.

Mundo SENAI: vagas de estágio no seu estado! 

Quer conferir outras oportunidades de estágio? No mundo SENAI, é possível encontrar vagas abertas de acordo com o seu estado e curso. São diversas vagas, que vão desde oportunidades para o ensino médio até vagas de emprego. Acesse o portal do Mundo SENAI.

Brasil Indústria: cursos, inovação e emprego

Nesta semana, a indústria investiu em em educação, emprego, pesquisa e saúde dos trabalhadores. O Brasil Indústria, coluna semanal da Agência de Notícias da Indústria, traz toda sexta-feira as principais ações do que aconteceu na indústria dos estados. Vem conferir!

O principal destaque da semana foi na capacitação de trabalhadores, na educação dos jovens e no desenvolvimento profissional. O Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) juntam esforços para proporcionar novas oportunidades de cursos, eventos, webinar e muito mais para colaboradores. 

No Instituto Euvaldo Lodi (IEL), as ações foram voltadas para aumento da empregabilidade e inserção de jovens e estudantes no mercado de trabalho. 

Educação, tecnologia e inovação

Para incentivar o desenvolvimento de atividades de pesquisa e inovação no Brasil, o IEL firmou uma nova parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e com a Fundação de Apoio ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (FIPT). Por meio do acordo, será realizado o Inova Talentos - IPT Open Experience, uma edição inédita do programa que une empresas, que desenvolvem atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com universitários e egressos da academia. A parceria vai durar cinco anos e pretende atender até 2.450 projetos, que vão movimentar aproximadamente R$114 milhões.

O lançamento do Programa Agrônomo 4.0 do Grupo Sinagro, em parceria com o Programa Inova Talentos (IEL e Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT), ocorreu, nesta semana, dia 13 de outubro. O programa será executado por 18 agrônomos em 7 estados brasileiros (Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Tocantins) sendo gerenciado pelo IEL Goiás e operacionalizado pelas Regionais de cada Estado.

Em SP, o Inova Talentos oferece 27 vagas, em empresas como: Ache, Anidro, Bosch, Braskem, Rhodia, Saint, Gobain, Syngenta, Supergasbras, Suzano, Ouro Fino. As vagas estão disponíveis no site.

No Acre, tem início o Encontro dos Núcleos de Indústrias do Setor Moveleiro do Estado do Acre. A abertura do evento será na sede da FIEAC com uma amostra do mobiliário produzido por indústrias locais e a programação segue até esta sexta-feira (15), com o objetivo de discutir e buscar melhorias para o segmento. Para conferir a programação, entre no site da FIEAC

Que tal explorar a visão de planejamento e direcionamentos táticos para uma comunicação e estratégias de mídia 4.0? No dia 20, às 14h30, o mestre em comportamento do consumidor e Head de Digital Marketing na SKY Brasil e DIRECTVGO, Alexander Greif, vai apresentar a implementação de um planejamento de marketing e de comunicação para o novo contexto mercadológico, regido por consumidores e ambientes digitalizados. A transmissão será online e com direito a participação dos inscritos! Faça aqui sua inscrição! Saiba mais no site da FIEPA.

Quarenta alunos da comunidade Bela Vista, na zona rural no município de Manacapuru, a 100 quilômetros de Manaus, estão participando do curso de qualificação Eletricista Instalador Residencial promovido gratuitamente pel SENAI-AM,em parceria com a Prefeitura de Manacapuru. Outros detalhes, no site da FIEAM

As 40 mulheres inscritas no Projeto Força Mulher iniciaram as aulas de quatro cursos nesta semana em Araguaína. Entre as qualificações, que contam com unhas em gel e cabelos, estão instalação elétrica e de ar-condicionado, em que predominam profissionais masculinos. O projeto, realizado, por meio do Programa Cidade Empreendedora, foi lançado no último dia 1º pela Prefeitura e pelo Sebrae, tendo ainda como parceiros o SENAI-TO

Com 680 vagas abertas para cursos, o SENAI do Amapá oferece oportunidades de qualificação profissional para pessoas com idade a partir de 14 anos nas modalidades semipresencial e online. São cursos de Agente de Produção e Consumo Sustentáveis; Assistente Administrativo; Auxiliar de Contabilidade e muito mais. Os candidatos podem acessar o edital aqui.  Os interessados devem realizar a matrícula na aba Matricule-se. Maiores informações ou dúvidas podem ser tratadas pelo número (96) 3084-8930 ou pelo Whatsapp (96) 98406-1825.

 Doações, eventos e novas oportunidades!

O presidente do Sistema FIEPA e diretor regional do SESI Pará, José Conrado Santos, e o superintendente regional do SESI Pará, Dário Lemos, assinaram o termo de doação de 2 mil cestas básicas para a Associação Acreditar no Amanhã, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que distribuirá as cestas para famílias carentes do bairro do Aurá. A ação é em parceria com o Conselho Nacional do SESI. Pelo TJPA, participou da assinatura o desembargador Leonardo Tavares, presidente da Associação. Saiba mais no site da PIEPA.

FIBRA promoveu, nesta quinta-feira (7), um bate-papo sobre desafios e cuidados em segurança digital e sobre como a tecnologia contribui para o aumento da produtividade das micro e pequenas empresas. O tema do encontro, que reuniu representantes dos governos local e federal, do setor produtivo e da academia, foi Segurança Cibernética nas MPEs. O evento ocorreu no formato híbrido, em que convidados participaram presencialmente e o público pode assistir pelo canal da FIBRA no YouTube.

“O câncer mata; a falta de cuidado, também!”. Com esse alerta, o presidente da FIEG e dos Conselhos Regionais do SESI e SENAI do Goiás, Sandro Mabel, lidera a mobilização em meio às campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, chamando a atenção para autocuidado de homens e mulheres voltado à prevenção de dois tipos de câncer que podem ser facilmente diagnosticados: de mama e de próstata. 

Retomando gradualmente as atividades presenciais, o Multiação, em parceria com o projeto Univag Solidário, realizou uma edição especial, no sábado (09). Com estrutura disponibilizada pelo Centro Universitário de Várzea Grande, foram mais de 500 atendimentos de saúde, como odontologia, biomedicina, nutrição e serviço social, e consultas médicas com especialidades como cardiologia, pneumologia, pediatria, infectologia, oftalmologia, entre outros. Saiba mais na matéria da FIEMT.

Na semana em que comemoramos o Dia do Professor (15 de outubro), a FIEMS parabeniza todos os professores e trabalhadores em educação, que se dedicam integralmente para oferecer ensino de qualidade e contribuem para o desenvolvimento social e econômico de Mato Grosso do Sul. Em um ano de enfrentamento da pandemia, ficou ainda mais evidente a importância do papel desempenhado por esses profissionais na formação de alunos, das séries iniciais até o ensino superior.

Régis Borges, superintendente regional do SESI-MT, deixou um agradecimento sincero aos educadores que amam a profissão e trabalham pela transformação da vida das pessoas. Confira!


"Nossa homenagem ao profissional que faz parte da família SESI é muito singela, se compararmos com a grandeza do trabalho que eles fazem. É muito gratificante ouvir dos professores histórias de reencontro com ex-alunos que trilharam um caminho de vida melhor depois que deixaram a sala de aula. Essa transformação na vida das pessoas é o que mais enche de orgulho qualquer profissional da educação".

 

SENAI-SC está com as inscrições abertas para mais uma edição do Programa Internacional de Educação Executiva (PIEE). O tema desta formação é "A Nova Gestão e a Tomada de Decisão Impulsionada por Dados". Executivos de companhias de todo o país participam de duas imersões online (ao vivo), divididas em duas semanas, que permitirão uma compreensão melhor do uso de ferramentas para análise de dados e tomada de decisão por meio das transformações digitais, além de discutir o papel e o comportamento do líder com sua equipe no trabalho remoto. Saiba mais sobre o programa, investimento e inscreva-se.

A transformação começa com você!

Vagas para estudantes de diversas áreas, em uma grande empresa com todas as áreas elegíveis, é o que oferece o Programa de Estágio da FIRJAN para alunos da área técnica e do ensino universitário. Com inscrições abertas até 9 de novembro, o estágio tem duração de seis meses a dois anos e carga horária de quatro ou seis horas diárias, com benefícios que incluem bolsa-auxílio, vale-refeição, auxílio-transporte, seguro de vida e recesso. O processo de seleção do programa começa com a inscrição on-line no site da FIRJAN, seguida de entrevistas individuais, resolução de cases, conversa de alinhamento e painel final.

O Teatro do SESI-SP abre seu palco para a encenação Meu Reino por um Cavalo, do premiado diretor e dramaturgo Angelo Brandini, que é referência em teatro para família, à frente da Cia Vagalum Tum Tum. A sétima peça do repertório inspirada em William Shakespeare nos 19 anos da Cia é uma adaptação do clássico Ricardo III. Meu Reino por um Cavalo faz sua estreia dia 9 de outubro, sábado, às 15h, no Teatro do SESI-SP. Temporada aos sábados e domingos às 15 horas até 12 de dezembro de 2021. Ingressos gratuitos. Reservas antecipadas pelo site do Meu SESI.

FIEMA realizou, nesta quinta-feira (14), o encontro com empresários de diversos setores da indústria no estado, dirigentes da instituição e do setor público para lançamento do Instituto Amazônia+21, uma entidade criada para fomentar novos negócios e atrair grandes empresas para investir e fazer parcerias com negócios sustentáveis da região da Amazônia Legal. A reunião foi às 10h30 na sede da FIEMA. Confira!

O Dia Nacional da Inovação é comemorado em 19 de outubro e, para marcar a data, a Comissão Temática de Inovação, Ciência e Tecnologia da FIERN (COINCITEC) realiza uma imersão com muito conteúdo sobre o Ecossistema de Inovação do RN. O evento, exclusivo para convidados, será realizado junto com a reunião da Comissão, das 14h30 às 17h30, no Espaço Candinha Bezerra, na Casa da Indústria.

O evento será a primeira grande ação na retomada de encontros presenciais, gerido de forma conjunta com os atores do Ecossistema de Inovação e conduzido pelo presidente da COINCITEC, o empresário Djalma Barbosa Cunha Júnior.


“O Dia Nacional de Inovação foi o momento escolhido como oportuno para discutirmos várias ações que a COINCITEC vem debatendo, fazer um planejamento 2022 e adiante e o mais importante: o evento contará com vários painéis para extrair os desafios que esses grupos de trabalho vão ter para os próximos anos para que a gente possa tornar a inovação como um mecanismo de desenvolvimento e oportunidade para os empresários, para que esses possam ter um aumento na competitividade”, detalha Djalma Júnior.

 

Importante modal para o desenvolvimento do estado, as ferrovias baianas necessitam de investimentos. O assunto foi discutido nesta quinta-feira (14), em reunião entre representantes da FIEB e diretores da Valec Engenharia, empresa pública vinculada ao Ministério da Infraestrutura, responsável pela construção e exploração de infraestrutura ferroviária no Brasil, entre elas a Ferrovia da Integração Oeste Leste (FIOL). Saiba mais no site da FIEB.

SENAI CETIQT, em parceria com o SENAI da Paraíba e a empresa COTEMINAS, promoveu o último encontro presencial da turma de técnico têxtil EaD, realizado de forma síncrona por meio de plataformas digitais, nas unidades da empresa COTEMINAS de João Pessoa, Campina Grande e Natal.

Os alunos apresentaram os Projetos de Conclusão de Curso com diversos temas como: reuso de água no processo de beneficiamento, otimização de produção nas cardas, redução de desperdício de fibras de algodão na fiação, controle de qualidade em tecidos de felpa, entre outros. “A conclusão desta turma representa mais profissionais da área têxtil no mercado para atender a indústria brasileira e esta turma, especificamente, foi criada em parceria com a COTEMINAS, que é uma das maiores empresas têxtil no Brasil”, pontua Marcelo Banja, Instrutor do SENAI CETIQT. Confira a matéria completa no site do SENAI CETIQT

Cada vez mais as mulheres estão sendo inseridas em cargos de liderança e ocupando as vagas mais estratégicas dentro das empresas. E essa realidade será abordada pelo Cindes Jovem, em mais uma edição do evento “Ala Feminina”, um encontro que contribui para o desenvolvimento do empreendedorismo no Espírito Santo e promove a integração das mulheres que se interessam pela área empresarial.

Neste ano, o bate-papo irá abordar os impactos da inclusão e ascensão da mulher nos cargos estratégicos. O evento será no dia 28 de outubro, às 18 horas, no Teatro SESI, em Jardim da Penha, Vitória. As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de outubro, neste link. Na ocasião, outros temas também serão discutidos, como: inclusão social, poder feminino e diferencias da liderança feminina. O evento é direcionado às mulheres empreendedoras de qualquer faixa etária que buscam conhecer mais sobre o universo do empreendedorismo.

Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP e Ciesp) elaboraram um estudo que busca demonstrar o impacto da cobrança do AFRMM nas operações amparadas pelo drawback isenção e propor melhorias das políticas públicas relacionadas ao tema. A Fiesp e o Ciesp recomendam a retomada das discussões entre o Poder Executivo e o Congresso Nacional sobre o assunto, com vistas à edição de norma destinada a eliminar a cobrança do AFRMM nas operações realizadas sob o amparo do drawback isenção. Para acessar o estudo completo, clique aqui! Ou aqui para o documento síntese.

Um momento para semear boas ideias capazes de mudar a indústria e o mundo. Essa é a proposta da Maratona de Ideias IEL, evento que será realizado pelo IEL-CE. no dia 19 de outubro, a partir de 13h30. O evento é voltado a universitários de qualquer curso e de qualquer universidade da capital. Tem como objetivo incentivar os jovens a refletir sobre os grandes desafios de desenvolvimento enfrentados pelo Ceará e pelo Brasil e estimular a proposição de soluções inovadoras que possam ajudar a superá-los. Saiba mais detalhes no site da FIEC

Em um ambiente propício à criatividade, os universitários terão a oportunidade de participar de uma dinâmica especial para pensar em soluções reais para desafios reais. Uma das vantagens de participar desse momento é a possibilidade de desenvolver habilidades como liderança, trabalho em grupo e comunicação. Os desafios estão ligados às seguintes temáticas: água potável, clima e energia; acessibilidade, corpo e mente e Cidades Inteligentes; e empoderamento, carreira e educação. Informações aqui!

A terceira edição do Edital Gaúcho de Inovação para a Indústria, promovido pelo SESI, SENAI, IEL e Sebrae, com apoio da FIERGS, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) está com inscrições abertas até 25 de janeiro de 2022. O fomento busca promover a cultura da inovação e aumentar a competitividade da indústria gaúcha.

O edital disponibilizará recursos para projetos entre R$ 200 mil e R$ 600 mil por projeto, nas linhas de Agritech, Bioeconomia, Cidades Inteligentes, Design para Produto, Economia Circular, Edutech, Energias Renováveis, Indústria 4.0, Materiais Avançados, Nanotecnologia, Sistemas de Energia, Tecnologias Aplicadas a Saúde Hospitalar e Saúde Mental no Ambiente de Trabalho (Sesi). Podem participar indústrias - grandes, médias, pequenas, micros ou startup - contribuintes de SESI e SENAI, com CNPJ registrado no Rio Grande do Sul. Saiba mais informações!

 

IGP-10 registra queda de 0,31% em outubro

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou deflação (queda de preços) de 0,31% em outubro deste ano. No mês anterior, a deflação havia sido de 0,37%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), com o resultado, o índice nacional acumula taxas de inflação de 16,08% no ano e de 22,53% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o atacado, teve deflação de 0,77% em outubro, uma queda de preços levemente mais intensa do que a observada em setembro (-0,76%).

Por outro lado, tanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, quanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registraram inflação em outubro, com taxas mais elevadas do que as observadas no mês anterior.

A inflação do IPC subiu de 0,93% em setembro para 1,26% em outubro. Já o INCC cresceu de 0,43% para 0,53% no período.

Atividade econômica cai 0,15% em agosto, diz Banco Central

A atividade econômica brasileira teve variação negativa em agosto deste ano, de acordo com dados divulgados hoje (15) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,15% em agosto de 2021 em relação ao mês anterior, de acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período), chegando a 139,23 pontos.

Na comparação com agosto de 2020, houve crescimento de 4,74% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No ano, foi registrada alta de 6,41%. Em 12 meses encerrados em agosto, o indicador também ficou positivo, em 3,99%.

O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 6,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.

Entretanto, o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo trimestre deste ano, o PIB apresentou variação negativa de 0,1%. No primeiro semestre, o PIB registrou alta de 6,4% e em 12 meses, acumulou alta de 1,8%.

Em 2020, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o PIB acumulou alta de 4,6%.

4 serviços para turbinar pequenas e médias empresas

Nesta semana, foi comemorado o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. E você sabia que as pequenas empresas representam cerca de 27% do PIB brasileiro? Além de representar 52% dos empregos com carteira assinada.

Para promover o desenvolvimento da indústria, o Sistema Indústria tem vários serviços que ajudam sobretudo pequenas e médias empresas a ganhar competitividade.

Por isso, nesta edição do Tem Solução, além de mostrar as 4 jeitos de modernizar e aproveitar o potencial dos pequenos e médios negócios brasileiros. 

Quer aumentar sua produtividade e desempenho estratégico?

O primeiro serviço é: consultoria para aumentar a competitividade

Há 19 anos, CNI e Sebrae se juntaram para criar o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e pequenas Indústrias (Procompi). Por meio dele, são financiados projetos coletivos que desenham estratégias e modelos de negócios que aumentem a produtividade e o desempenho de setores estratégicos da indústria. O balanço parcial da 5ª edição do programa, que começou em junho de 2016 e vai até 2020, mostra que 2.277 empresas são beneficiadas por meio de 117 projetos. Conheça o programa.

Moderno e 4.0 - o caminho do mundo digital está a uma mentoria

O segundo: programa de Mentoria Digital para as empresas

Para ajudar as empresas a traçarem um caminho rumo à modernização, se ajustando a indústria 4.0, o SENAI lança o Programa de Mentoria Digital para as empresas.  A iniciativa faz parte da segunda etapa prevista no Programa Brasil Mais, uma iniciativa do Governo Federal coordenado pelo Ministério da Economia e execução do SENAI e do Sebrae. As empresas interessadas podem fazer a inscrição pelo site do Brasil Mais e optar pelo eixo melhores práticas produtivas, que é a consultoria realizada pelo SENAI.

Saber como financiar e como fazer um empréstimo é o caminho para o crescimento

O terceiro serviço é: orientação para acesso ao crédito

Financiamento é fundamental para o crescimento da indústria, mas conseguir um empréstimo pode ser complicado em função de burocracia e falta de informação sobre qual linha de crédito é mais adequada à necessidade da empresa. Por isso, a CNI e as federações estaduais de indústria criaram o Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC), que oferece capacitação financeira para as empresas, orienta sobre os tipos diferentes de financiamento e dá suporte no relacionamento entre indústrias e agentes financeiros. Acesse o portal do NAC e saiba mais.

Quer exportar? A gente te ajuda!

A última ação: preparação para exportação

A Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela CNI, consegue ajudar negócios de todos os estados brasileiros a traçar a melhor estratégia para conseguir exportar. Um vasto menu de serviços cobre todas as etapas que a indústria precisa passar até fechar os negócios.  Um deles é super útil para quem está começando: o Ajude Aqui. Essa consultoria gratuita, fruto de uma parceria com o Sebrae, composta por profissionais experientes na área, responde qualquer dúvida sobre comércio exterior em menos de um dia. De formação de preço, estudo de mercados potenciais, missões prospectivas e rodadas de negócios, até a emissão de certificados de origem necessários para vender a países com quem o Brasil tem acordos.

Exportar é preciso (e viável)!

Da família para o mundo, a Don Gentilis Cervejaria Artesanal foi fundada em 2017, na cidade de Pinhais-PR. Considerada uma cervejaria familiar, cada detalhe dos produtos tem uma referência. Os rótulos, por exemplo, são os rostos dos pais do cervejeiro Cadu Lopes. Além disso, as cervejas são inspiradas em estilos mais clássicos e tradicionais. Alguns inclusive, pouco explorados, como a Roggenbier.

Entre os nomes que movem a empresa, está o de Ediane Pondé de Freitas Lopes, 47 anos. A sócia ressalta o principal foco da empresa: entregar uma experiência gastronômica e única aos clientes. "Abrimos as portas aos sábados, servindo cervejas frescas direto da fonte. O próprio cervejeiro Cadu Lopes e sua família é quem recebem os visitantes. Tudo feito com muito carinho para que todos tenham uma verdadeira imersão nesse mundo incrível da cerveja artesanal", ressalta a sócia. 

As cervejaria segue, predominantemente, a escola cervejeira alemã, respeitando a lei da pureza "Reinheitsgebot", que permite utilizar na produção das cervejas apenas 4 elementos: água, malte, lúpulo e levedura. Mas, também produz  estilos das escolas americana, inglesa e belga. 

Ciente do potencial das cervejas da Don Gentillis, Ediane conta que a empresa estava pronta para levar um pouco da cervejaria brasileira para o mundo. A partir deste momento, a sócia se deparou com uma situação que nunca tinha lidado antes: como exportar?

Procurando nas redes sociais, ela encontrou o serviço do Ajude Aqui, que foi o ponto inicial para eles conseguirem enviar as amostras dos produtos para o exterior. "Eu entrei um chamado no canal e, em menos de oito horas, o consultor entrou em contato comigo para solucionar o meu problema. Eu fiquei surpresa com a resposta objetiva e rápida, além de valar muita a pena para solucionar dúvidas pontuais", conta. 

 

Educação profissional é o futuro para o desenvolvimento brasileiro

Ao longo desta semana, entre os dias 5 e 7 de outubro, o Canal Futura, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI), realizou o Seminário Internacional Juventude, Trabalho e Educação. O evento promoveu debates acerca da formação técnica e profissional dos jovens brasileiros, apontando os desafios do atual sistema de educação e o futuro do mercado de trabalho e da indústria.

Entre os temas abordados ao longo do seminário, o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), diretor-geral do SENAI e diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, contemplou os impactos e as perspectivas da educação profissional e apresentou uma análise crítica com desafios e possibilidades para a ampla implementação do Ensino Técnico no sistema educacional brasileiro. O diretor do Programa Gulbenkian Conhecimento Pedro Cunha também participou do debate.

Panorama da educação brasileira

Rafael Lucchesi apresentou um histórico das evoluções industriais brasileiras até a implementação tardia do sistema educacional. Em sua fala, o diretor da CNI destacou as falhas históricas e sociais do Brasil, que impedem o avanço da educação e o crescimento do país.

Para ele, há uma grande divergência entre o nosso modelo educacional e o modelo implementado em outros países, em especial, nas nações desenvolvidas. Nestas regiões, a educação profissional é oferecida de modo simultâneo à escolar, o que auxilia no progresso e prosperidade econômica da nação. Em países europeus, mais da metade dos jovens cursa as duas modalidades, básica e técnica, ao mesmo tempo. Ao analisar o cenário brasileiro, a porcentagem é de apenas 9%.


“Existe uma correlação entre o debate sobre o sistema educacional e o projeto de país. No Brasil, em geral, nós alienamos esses dois debates. Discutimos os caminhos do desenvolvimento sustentável, do crescimento econômico, da industrialização e, de certa forma, divorciamos esses temas no debate sobre a educação, o que é um equívoco e é uma lógica singular no concerto das nações. Na sociedade do conhecimento, a educação tem quer considerado um pilar fundamental da construção do projeto de país”, detalha o diretor Lucchesi.


Além dos impactos educacionais, que são refletidos no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), por exemplo, há ainda um custo financeiro para o Brasil, o qual é gerado pelos altos índices de evasão escolar.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um a cada três jovens não concluem o Ensino Médio. Em decorrência disso, o país tem uma perda anual de R$ 220 bilhões, que equivale a 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Claramente, temos um problema em que o sistema educacional, da forma como está refletido na matriz educacional, não enxerga a totalidade dos jovens e não dialoga com seus projetos de vida e carreira. O que marca uma lógica de exclusão social que precisa ser corrigida. Isso prejudica não só a inserção do jovem no mundo do trabalho, mas obviamente prejudica a produtividade do trabalho, a que vai se traduzir em problemas de empregabilidade, de violência social e diversas outras características”, aponta.

Educação do futuro visando o resgate de oportunidades

No contexto da pandemia do coronavírus, o diretor da CNI mostra a relevância da implementação do Novo Ensino Médio, uma vez que esse modelo educacional oportuniza a integração do mundo da educação e do trabalho, por meio do itinerário V, que abrange a formação técnica e profissional.

Desta forma, após a formação, os jovens poderão ingressar, logo em seguida, no mercado de trabalho com o conhecimento técnico desejado adquirido no Ensino Médio. Estudos mostram que este modelo aumenta a empregabilidade e reduz as taxas de evasão escolar.

Enquanto o Ensino Médio tradicional é norteado por muitas disciplinas e conteúdos que não se integram, o Novo Ensino Médio contempla itinerários formativos e prepara os estudantes para os desafios do mercado de trabalho, cada vez mais competitivo.


“Nós temos que pensar no Ensino Médio como um período de transição onde parte dos jovens vão se encaminhar para a formação superior e a outra vai para o ensino técnico. Buscando, com isso, uma inserção mais jovem no mercado de trabalho, avançando no seu projeto de vida e carreira. Muitos deles fazem isso e depois eles prosseguem seus estudos na formação profissional de superior”, destaca Rafael Lucchesi.


O diretor de Educação e Tecnologia da CNI também ressaltou a importância de o sistema educacional brasileiro estar alinhado ao projeto de país almejado:

“Os territórios que melhor interpretarem o futuro vão certamente criar vantagens competitivas a partir das transições dos seus sistemas educacionais, dialogando com a educação e seu papel sociológico e de formação para a cidadania. Um elemento importante nesse processo é como preparar a juventude para ingressar no seu projeto de vida e carreira onde a profissão é um componente central importante. Este é um objetivo de todos os sistemas educacionais, até para assegurar um sistema virtuoso de cidadania, geração e distribuição da riqueza no país”.

O diretor do Programa Gulbenkian Conhecimento Pedro Cunha também participou do evento. Seu currículo mostra como ele foi personagem de grande impacto no sistema educacional de Portugal ao integrar a Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens, bem como o Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância, onde atua como Comissário Nacional. Cunha também foi perito da União Europeia, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização para Cooperação  e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo ele, a história de Portugal não é muito diferente do Brasil, mas a jornada pela implementação da educação profissional no sistema de ensino ainda está em andamento, apesar de possuir grande êxito. Em retorno, o país se beneficia economicamente e socialmente.

“Felizmente, estamos mudando. Hoje, cerca de 40% dos jovens frequentam o Ensino Médio em cursos de dupla certificação [no Brasil, chama-se ensino integrado]. Portanto, em um único local os jovens concluem a escolaridade também adquirem uma qualificação profissional que, em Portugal, um curso profissional possui nível de qualificação superior ao Ensino Médio tradicional”, aponta.

Por fim, ele conta que Portugal colocou o ensino profissional no topo de suas propriedades. “Não há muito tempo, o nosso atual Ministro dizia publicamente: ‘Valorizar o ensino profissional é valorizar o país’. É este nível que temos de comprometimento em Portugal”, relembra.

 
 
Santa Catarina terá 16 novas rotas da Azul durante a Alta Temporada de Verão

O Verão se aproxima e, com o avanço da imunização, já é possível enxergar um Horizonte Azul com forte retomada do turismo nacional. Para atender a essa crescente demanda que também terá Santa Catarina como origem e destino, a Azul preparou uma malha inédita para o estado, com 16 novas rotas partindo dos aeroportos de Florianópolis, Navegantes e Chapecó.

 

Do total de operações, 10 delas partirão do Floripa Airport, deixando a capital catarinense conectada com destinos que atenderão à demanda turística. Entre dezembro deste ano e janeiro de 2022, serão voos diretos para Recife, Cuiabá, Goiânia, Londrina, Curitiba, Maringá, Uruguaiana, Santa Maria, Pelotas e Passo Fundo. O Aeroporto de Navegantes receberá um incremento de cinco novas rotas, com voos diretos que deixarão a cidade conectada com São Paulo (GRU), além de Cuiabá, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu, destinos bastante demandados pela população da região. Já a cidade de Chapecó, que atualmente já está conectada com Campinas e Florianópolis, receberá um voo inédito diretamente para Cuiabá. Todas as operações são adicionais às frequências já operadas pela Azul nestas cidades.

 

"O brasileiro está ansioso para retomar a rotina de viagens, principalmente nos meses de alta temporada, como dezembro e janeiro. A oferta de novas rotas durante este período, principalmente ligando cidades com praia e com temperaturas quentes, fazem parte da nossa aposta para o verão. Santa Catarina tem uma demanda muito aquecida tanto por parte dos catarinenses que querem conhecer outros estados, quanto da população do resto do país que vai para lá aproveitar as férias. Por isso, estamos incluindo 16 novos mercados conectando o estado ao resto do Brasil. Será um período favorável e enxergamos um novo horizonte que reforça a retomada do turismo. Estamos ansiosos para ver os resultados desses incrementos", destaca Vitor Silva, gerente de planejamento de malha.

 

Confira, abaixo, como será a operação da Azul em Santa Catarina ao longo do verão:

Sobre a Azul

A Azul S.A. (B3: AZUL4, NYSE: AZUL) é a maior companhia aérea do Brasil em número de voos e cidades atendidas, tendo aproximadamente 700 voos diários, para mais de 120 destinos. Com uma frota operacional de aproximadamente 160 aeronaves e mais de 12.000 funcionários, a Azul possui mais de 200 rotas. Em 2020, a Azul conquistou o prêmio de melhor companhia aérea do mundo pelo TripAdvisor Travelers' Choice, sendo a única empresa brasileira a receber este reconhecimento. Para mais informações, visite https://www.voeazul.com.br/ri .

 

IST participa da Regata Marina Itajaí

O Itajaí Sailing Team (IST) confirmou nesta quarta-feira (13) a participação na Regata Marina Itajaí, que ocorre na sexta-feira (17), partindo da Sede Oceânica do Iate Clube de Santa Catarina (ICSC) com destino a Itajaí, com a linha de chegada nas proximidades da Ponta de Cabeçudas. O percurso é de aproximadamente 35 milhas náuticas, cerca de 65 quilômetros. A regata conta pontos para a Copa Veleiros de Oceano.

“A participação do IST na Regata Marina Itajaí é fundamental para o time embaixador da vela oceânica de Itajaí e Santa Catarina fortalecer sua ligação com a sua cidade de origem e a Marina Itajaí, parceira do time desde o seu surgimento”, diz o manager e comandante do IST, Alexandre Santos. Inclusive, há dois anos o IST garantiu o pentacampeonato nesta regata, que até a edição de 2018 era denominada Regata Marejada.

A largada está prevista para as 11h de sábado e deve ser uma regata rápida, uma vez que estão previstos fortes ventos para o sábado, de até 30 nós. “Esse fator deve contar muito para um bom resultado do time itajaiense, que navega em um veleiro Soto 40, considerado um dos mais rápidos da classe Oceano”, acrescenta Alexandre.

O time itajaiense é patrocinado pela APM Terminals Itajaí, Brasfrigo S/A, Multilog, Portonave, Braskarne Terminal Portuário, Platinun Log, Terminal Barra do Rio e Conexão Marítima. Tem o apoio da Marina Itajaí, Molin do Brasil, Lechler e NOB Multisports. 

Acibalc promove Rodada de Negócios de forma presencial

A Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc) retorna com as tradicionais Rodadas de Negócio. No dia 25 de outubro empreendedores da região poderão apresentar suas empresas e gerar networking com outros empresários durante evento presencial, no Hotel Sibara Flat & Convenções, a partir das 19h. As vagas são limitadas.

O encontro tem o intuito de proporcionar maior visibilidade de negócio para outros empresários, por meio de apresentação da empresa, produtos e serviços. Os empresários poderão levar cartão de visita e material de apoio da empresa para auxiliar o networking. A rodada de negócios é gratuita para associados na Acibalc. Para não associados, o valor da inscrição é de R$50,00.

De acordo com o Presidente da Acibalc, Héderson Cassimiro, a entidade tem tradição nas rodadas de negócios para fomentar o consumo entre as empresas locais. “Estamos felizes de voltar com este evento presencial depois de quase dois anos apenas com atividades online. É uma grande oportunidade de conhecer pessoas e fazer networking para esse momento de retomada da economia”, ressalta.

A Rodada de Negócios é uma realização da Acibalc e conta com patrocínio da CoBlue, Conjel Contabilidade, Clínica São Lucas, Hotel Sibara Flat & Convenções, Sicoob Maxicrédito e UniAvan. Empresários interessados devem se inscrever através do link: https://bit.ly/3AiTPwf.

Falta de contêineres e suas consequências

     Liana Lourenço Martinelli (*)
            SÃO PAULO – Em função dos efeitos suscitados pela pandemia de coronavírus (covid-19), o setor de comércio exterior vem passando por um problema, senão inusitado, pelo menos raro: a falta de contêineres, fenômeno provocado pela forte demanda que está sendo registrada nos principais portos exportadores dos Estados Unidos, Ásia e Europa. Como os preços pagos por aqueles portos são mais rentáveis em comparação com portos do Brasil e de outros países do Hemisfério Sul, os armadores se sentem atraídos por aqueles mercados, que acabam ganhando prioridade nas rotas de seus navios.
            Além disso, em razão de queda no comércio mundial, os fabricantes de contêineres diminuíram sua produção. E só agora, com o reaquecimento, tratam de aumentá-la. Para agravar o quadro, há ainda a conhecida questão da falta de estrutura dos portos localizados na parte inferior do Hemisfério, ou seja, são portos que não dispõem de plataformas para receber contêineres de 40 pés, mas apenas os de 20 pés. Mais: geralmente, esses portos não permitem a atracação de grandes embarcações, o que causa o cancelamento de escalas.
            É o caso de Santos, o maior complexo portuário da América Latina, cuja profundidade em seu canal do estuário não permite a entrada de grandes graneleiros. Além disso, a falta de dragagem de manutenção somada ao assoreamento do canal vem causando redução de seu calado operacional nos berços da Alemoa e da Ilha Barnabé, que são destinados às operações de granéis líquidos, como petróleo e seus subprodutos.
            Na margem esquerda do porto, em Guarujá, a redução do calado também tem impedido a atracação nos berços públicos de navios de grande porte, enquanto num dos berços a preferência é da Petrobrás. Com isso, ocorre uma demanda nos demais berços que acaba por provocar fila de navios. Como se sabe, navio parado causa prejuízo ao importador, que tem de assumir o pagamento aos armadores da taxa diária de estadia, a demurrage, o que leva os interessados a procurar outro porto para descarga.
            Os problemas não param por aqui. A falta de contêineres ocorre também pelas inevitáveis medidas sanitárias que as autoridades foram obrigadas a baixar para evitar a expansão da pandemia. Tais medidas, em alguns casos, podem causar a retenção das embarcações por até quinze dias, se algum tripulante tiver de ser socorrido e internado em hospital da cidade portuária.
            No caso de mercadorias que ficam em ambientes refrigerados e têm prazo de validade, a preocupação aumenta porque os importadores começam a levantar dúvidas quanto a qualidade dos produtos embarcados. Obviamente, todos esses obstáculos redundam em prejuízos para o setor, pois também o frete fica mais caro. Tudo isso acaba por gerar um volume maior de cargas destinadas à exportação retidas no porto.
            Pesquisa recente encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que, entre 128 empresas e associações consultadas, mais de 70% admitiram sofrer prejuízos com a falta de contêineres ou navios de grande porte. Afinal, muitas indústrias precisam de insumos importados para fabricar seus produtos.  Também os exportadores de alimentos, em especial os de carnes, frutas, café e outros produtos, têm enfrentado dificuldades para encontrar contêineres vazios para embarcar sua produção, pois sofrem com o aumento de custos de frete e logística.      < /span>
            Não é preciso ser economista para se concluir que muitos dos prejuízos são repassados para os consumidores, o que acaba por agravar a situação no mercado interno. O que se prevê é que essa situação deve perdurar até o começo de 2022 e que a recuperação total se dê apenas no segundo semestre, desde que não haja um agravamento na proliferação do coronavírus. Por enquanto, só resta esperar que o governo tome algumas medidas de curto prazo que possam ao menos aplacar o cenário adverso.
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(*) Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Relações Institucionais do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br
 

Em nova projeção, Ipea vê inflação em 2021 acima de 8%

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta tarde (30) sua nova análise de conjuntura sobre a economia brasileira. O documento aponta que a inflação brasileira está pressionada pela desvalorização cambial, pela alta dos preços internacionais das commodities e pela crise hídrica. Estima-se que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano com alta de 8,3% e o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) com alta de 8,6%.

Até agosto, o IPCA registrou um crescimento no ano de 5,67%. Já é um percentual superior aos 5,25% estabelecidos como limite da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2021. Por outro lado, o Ipea aposta em desaceleração da inflação em 2022. A estimativa é que o IPCA feche o próximo ano em 4,1% e que o INPC fique em 3,9%.

Os dados constam na Carta de Conjuntura nº 52. "Um dos grandes desafios macroeconômicos no curto e médio prazo é a calibragem adequada da política monetária, de modo a trazer a inflação de volta para o centro da meta sem comprometer a retomada", diz o documento.

A pesquisa do Ipea revela uma projeção próxima ao do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC). A última edição, publicada no início dessa semana, trouxe uma nova previsão do mercado financeiro para o IPCA de 2021. A estimativa é de 8,45%.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB - PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) de 2021, o Ipea manteve a projeção já apresentada em junho e reiterada em agosto de crescimento de 4,8%. No entanto, foi revista a estimativa para 2022. Os pesquisadores preveem um crescimento de 1,8% no próximo ano. É um percentual menor do que os 2% estimados no mês passado.

"Essa redução se deve à dinâmica recente do cenário macroeconômico, com destaque para a persistência da inflação em patamar elevado – que impactou negativamente o poder de compra dos consumidores e provocou a necessidade de um aperto monetário maior que o esperado. Além disso, observou-se uma deterioração das condições financeiras das famílias, com o aumento de seu endividamento. Em contrapartida, alguns fatores contribuem para que a revisão da previsão para 2022 tenha sido pouco significativa, com destaque para o cenário de crescimento robusto do setor agropecuário e o aumento da disponibilidade de caixa dos governos estaduais", diz o documento.

Recuperação

Com base nos indicadores mensais de atividade econômica, os pesquisadores indicam a continuidade da recuperação da economia no início do terceiro trimestre de 2021. Segundo eles, o movimento de recuperação está atrelado ao avanço da vacinação contra a covid-19 e à melhora da dinâmica epidemiológica.

De acordo com a pesquisa, os resultados positivos das medidas de controle da pandemia têm contribuído para que os níveis de mobilidade urbana se aproximem da normalidade. "Com isso, as atividades que dependem de maior interação presencial, notadamente aquelas associadas ao setor de serviços, seguem apresentando um ritmo de crescimento mais acelerado", registra o documento.

Em agosto deste ano, na comparação com o mês de julho, houve avanço de 0,1% no setor de serviços, alta de 0,6% na produção industrial e queda de 1,1% no comércio varejista. Na comparação com o mês de agosto do ano passado, a previsão é de alta em todos os segmentos: setor de serviços (15,7%), produção industrial (1,2%) e comércio varejista (2%).

Foi realizada também uma análise específica para o setor automotivo, cujo desempenho ruim em agosto impactou os resultados do comércio varejista do país. O encarecimento de insumos como o aço e a borracha e o aumento das tarifas de energia foram apontados como os fatores que explicam a situação. Mas apesar da queda de 16,5% na produção de automóveis de passeio, a produção da caminhões subiu 11,4% impulsionada pela boa safra agrícola e pelo aumento da atividade minerária.

Crise hídrica

Os pesquisadores manifestam preocupação com a crise hídrica, a pior dos últimos 91 anos, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS). "A situação é ainda mais grave porque não há perspectiva de nível de precipitação acima da média para o último trimestre nos subsistemas mais afetados, principalmente no Sudeste/Centro-Oeste. De acordo com o levantamento feito pelo Ipea, com base nas previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a precipitação prevista é igual ou abaixo da média do período de 1981 a 2010", aponta o Ipea.

O cenário fiscal brasileiro também foi avaliado e concluiu-se que há uma perspectiva de melhora nas contas públicas em 2021. Um ponto destacado é o aumento das disponibilidades de caixa nos governos estaduais, que pode se reverter em investimentos capazes de atenuar impactos negativos do aumento dos juros sobre a atividade econômica. Houve também uma melhora na projeção do déficit nacional esperado para este ano. "Para 2022, persistem incertezas, a principal das quais está associada à magnitude do esforço de contenção de despesas requerido para a obediência do teto de gastos da União", pondera o documento.

Destaque Internacional: Santa Catarina é o estado com mais indicadores acima da média da OCDE

O estado de Santa Catarina foi reconhecido pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com o “Destaque Internacional” do Prêmio de Competitividade dos Estados. A conquista se deve ao fato de ser a unidade da Federação com mais indicadores acima da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) pelo segundo ano consecutivo. A premiação foi recebida pelo governador Carlos Moisés na manhã desta quinta-feira, 30, na sede da B3, em São Paulo (SP), durante o lançamento do Ranking de Competitividade dos Estados e do Prêmio Excelência em Competitividade, duas iniciativas do CLP.

“O fato de ter uma entidade independente e de credibilidade como o CLP reconhecendo esses méritos de Santa Catarina é mais um indicativo de que estamos no caminho certo. Nós trabalhamos não para competir com outros estados, porque somos um Brasil só, mas para melhorar a vida das pessoas. Nosso governo atua com indicadores desde o início e, quando comparados à média internacional, especialmente à Europa, fica evidente que Santa Catarina pode subir a régua”, afirmou Carlos Moisés.

No Ranking de Competitividade dos Estados, Santa Catarina se manteve em segundo lugar e diminuiu a distância para o primeiro, que é São Paulo. O estado catarinense também obteve a segunda colocação nas duas novidades do ranking: o levantamento que tem em consideração os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e também nos critérios ESG (environmental, social and governance, isto é, ambiental, social e governança).

O cientista político e fundador do CLP, Luiz Felipe d’Ávila, destacou a importância da evidência e dos dados como balizadores da gestão pública e comemorou os avanços vistos nos últimos anos. “Mesmo com todas as dificuldades da pandemia, tivemos melhorias expressivas nas políticas estaduais, mostrando que o verdadeiro federalismo faz bem. Deveríamos focar em como devolver mais poder para os governadores, porque eles é que fazem a diferença na vida das pessoas”, afirmou.

Santa Catarina se destaca na maioria dos pilares

O Ranking de Competitividade dos Estados é formado por dez pilares. Santa Catarina obteve o primeiro lugar em dois (Segurança Pública e Sustentabilidade Social), segundo lugar em dois (Eficiência da Máquina Pública e Educação) e terceiro em mais dois (Infraestrutura e Inovação). Os demais pilares do ranking são Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal e Capital Humano.

Entre os três estados do Sul, Santa Catarina lidera em sete dos dez pilares: Segurança Pública, Sustentabilidade Social, Eficiência da Máquina Pública, Educação, Solidez Fiscal, Infraestrutura e Potencial de Mercado. Nos demais, SC aparece em segundo lugar.

Os principais fatores que ajudaram Santa Catarina no ranking foram o fato de o estado ter a melhor avaliação da educação, maior cobertura vacinal, maior formalidade do mercado de trabalho, maior inserção econômica, e estar entre os estados com os menores índices de desnutrição e obesidade infantil, além do segundo menor custo de energia elétrica.

Avaliação independente dos entes subnacionais

De acordo com a organização, o Ranking de Competitividade dos Estados é a primeira iniciativa do país a avaliar entes subnacionais do país a partir da adequação dos indicadores do Ranking de Competitividade dos Estados aos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) e suas metas, bem como critérios ESG (environmental, social and governance) chancelados pela União Europeia.

O Centro de Liderança Pública é uma organização suprapartidária que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil. O CLP trabalha por um Estado que seja eficiente no uso de seus recursos e com respeito à coisa pública.

O Ranking de Competitividade dos Estados é apoiado pela B3, com suporte nas pesquisas técnicas da Tendências, uma das maiores consultorias econômicas do Brasil.

7° Case de Negócios ACII - Últimas Vagas

No dia 07/10,  a Associação Empresarial de Itajaí vai realizar a sétima edição do Case de Negócios. O evento terá início a partir das 18h40, e será realizado na sede da ACII, localizada na Rua Hercílio Luz, nº 381, sala 201. A iniciativa visa intensificar o networking entre os representantes de empresas, associadas ou não, proporcionando boas práticas, conhecimento e bons relacionamentos.

Programação 

Na oportunidade, será apresentado o Case de Sucesso da Óticas Carol, com a empresária Gabriela Kelm, que também é vice-presidente ACII para Assuntos de Relações Institucionais. Em seguida haverá uma palestra sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com a Dra. Gabriela Muniz - Presidente da Comissão de Direito Digital e Startup, da OAB Subseção Itajaí.

A programação segue com a tradicional Sessão de Negócios, realizada pelo SEBRAE Itajaí e com o patrocínio da APM Terminals, Brasfrigo, BRDE, Credifoz, Klabin, Open Trade, Patrimonial Segurança, RZ Mídias, Sicoob e YouBox, e da parceria de Frantop Chocolate, (patrocinadores institucionais ACII).

Importante: As vagas são limitadas e exclusivas para empresas MEI, ME e EPP. Será permitido apenas 01 representante por empresa.

O evento é GRATUITO.

Últimas vagas.

Inscrições e informações adicionais: Mari Pezzini - acii@acii.com.br - 47 - 9.9611-4375

@apmterminalsbrasil @brdeoficial @coopcredifoz @klabin.sa @opentradecomex @patrimonial.oficial @rzmidias @sicoobmaxicredito @youboxcomunicacao @oabsubsecaoitajai @oticascarol.itajai @sebraesc @frantop.chocolate @gabrielamunizalves
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Confiança do comércio recua 6,8 pontos e atinge menor nível desde maio

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) recuou 6,8 pontos em setembro, para 94,1 pontos, menor nível desde maio deste ano (93,7 pontos). Em médias móveis trimestrais, o indicador voltou a cair (0,6 ponto) depois de quatro altas consecutivas.

O coordenador da Sondagem do Comércio do Ibre/FGV, Rodolpho Tobler, disse que a confiança do comércio encerra o terceiro trimestre em queda. Segundo ele, o resultado negativo é fruto da combinação de piora tanto da percepção sobre o volume de vendas no presente quanto das expectativas, gerando dúvidas sobre o ritmo de retomada nos próximos meses.

“A maior cautela dos consumidores tem sido um obstáculo importante, assim como a inflação recente e o cenário ainda delicado do mercado de trabalho. A pandemia se mostra mais controlada, mas ainda é um elemento que adiciona incerteza na recuperação do setor nos próximos meses”, afirmou, em nota, Rodolpho Tobler.

Em setembro, a queda da confiança foi disseminada nos seis principais segmentos do setor. O resultado do mês foi fruto da combinação da piora tanto da percepção com o momento presente quanto das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 5,9 pontos para 99,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) caiu 7,3 pontos para 89,4 pontos.

Confiança da indústria cai nos 30 setores avaliados pela CNI

Os 30 setores pesquisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentaram queda na confiança, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial – Resultados Setoriais, divulgado hoje (29) pela entidade. O Icei mostra a avaliação dos empresários sobre as condições de seus negócios.

De acordo com o levantamento, “é a primeira vez desde março de 2021 que uma forte queda de confiança atinge todos os setores”. A CNI, no entanto, acrescenta que, apesar da “forte queda de confiança”, o indicador setorial segue acima da linha de corte de 50 pontos. O indicador varia de 0 a 100. Valores acima de 50 são positivos.

Na avaliação do gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o resultado mostra que os empresários seguem confiantes, mas essa confiança ficou “mais fraca e menos disseminada em setembro em relação a agosto”.

“Os setores que registraram as maiores quedas de confiança foram os seguintes: de produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal, que caiu de 62,5 pontos para 53,4 pontos; de produtos farmoquímicos e farmacêuticos que passou de 63,4 pontos para 54,9 pontos; e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que registrava 65,1 pontos em agosto e caiu para 57,2 pontos”, detalhou a CNI.

Os setores que se mostraram mais confiantes foram os de metalurgia (63,2 pontos); de máquinas e equipamentos (61 pontos); de calçados e suas partes (61); confecção de artigos do vestuário e acessórios (60,8); e de produtos de madeira (60,1). Já o setor que se mostrou menos confiante foi o de obras de infraestrutura, que registrou 53 pontos.

O levantamento foi feito entre os dias 1º e 15 de setembro, tendo ouvido 2.373 empresários. Destes, 948 são de pequeno porte; 852, de médio porte; e 573, de grande porte.

Novo Caged: Brasil cria 372 mil postos de trabalho formal em agosto

O Brasil registrou um saldo de 372.265 novos trabalhadores contratados com carteira assinada em agosto de 2021. O saldo é o resultado de um total de 1.810.434 admissões e 1.438.169 desligamentos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado hoje (29) pelo Ministério do Trabalho, o salário médio de admissão caiu 1,42% na comparação com o mês anterior, ficando em R$ 1.792,07.

No acumulado no ano, o saldo passou a somar 2.203.987 postos ocupados, decorrente de 13.082.860 de admissões e de 10.878.873 demissões. O estoque nacional, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, em agosto de 2021, contabilizou 41.566.955, o que representa uma variação de 0,9% em relação ao estoque do mês anterior.

De acordo com o Novo Caged, em agosto, os dados registraram saldo positivo no nível de emprego nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas: serviços (180.660 postos), distribuído principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (79.832 postos); comércio (77.769 postos); indústria geral (72.694 postos), concentrado na indústria de transformação (69.266 postos); construção (32.005 postos); e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (9.232 postos).

Regiões e estados

A Região Sudeste foi a que gerou mais postos de trabalho. O saldo positivo ficou em 185.930 vagas, o que corresponde a um aumento de 0,88% ante julho. No Nordeste foram criados 82.878 postos (crescimento de 1,25%); na Região Sul o saldo também ficou positivo (54.079 postos, +0,69%), a exemplo do Centro-Oeste (+29.690 postos, +0,84%) e do Norte (+19.778 postos, +1,03%).

São Paulo foi o estado que registrou o maior saldo positivo, com 113.836 novos postos de trabalho (alta de 0,89% na comparação com julho); seguido de Minas Gerais, com 43.310 novas vagas (alta de 0,99% na comparação com o mês anterior) e do Rio de Janeiro, com 22.960 novos postos (alta de 0,71%, na comparação com julho).

Já as unidades federativas com o menor saldo foram o Acre (346 novos postos; crescimento de 0,38% ante ao mês anterior); Roraima: (saldo de 592 postos; crescimento de 0,98%); e Amapá (saldo de 882 postos; alta de 1,28%).

Salário médio de admissão

O salário médio de admissão em agosto de 2021 ( R$ 1.792,07) apresenta uma queda real de R$ 25,78 na comparação com julho de 2021. A variação corresponde a um percentual de -1,42%.

A maior queda foi na indústria, onde a redução do valor médio de admissão (-2,83%) resultou em um salário inicial de R$ 1.755,22. Na sequência ficou o setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, cuja queda média no salário de admissão reduziu 2,56%, resultando em um salário R$ 1.493,27.

O setor de serviços vem em seguida, com queda média de 1,77%, resultando em um salário de admissão de R$ 1.947,92. Já a queda do salário médio de admissão do setor de comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas ficou em 0,59%. Com isso, o salário médio inicial do setor está em R$ 1.544,73.

Trabalho Intermitente

Em agosto de 2021, houve 26.554 admissões e 14.766 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 11.788 empregos, envolvendo 5.662 estabelecimentos contratantes. Um total de 259 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

“Do ponto de vista das atividades econômicas, o saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente distribuiu-se por serviços (+7.095 postos), comércio (+1.986 postos), construção (+1.607 postos), indústria geral (+1.126 postos), e agropecuária (-26 postos)”, informou o Ministério do Trabalho.

Cursos gratuitos e pagos: SENAI abre quase 35 mil vagas

Nesta semana, o Serviço Nacional da Indústria (SENAI) traz diferentes ofertas para cursos pagos e gratuitos em todo o país. São mais de 34.626 mil oportunidades para você melhorar seu currículo profissional e, até mesmo, garantir novas chances de emprego! Além de 7.568 mil vagas totalmente gratuitas.

O estado de destaque do mês é o Paraná. São 9.282 mil vagas, sendo 8.583 vagas para cursos na modalidade presencial e 699 vagas para cursos na modalidade EaD. Em Santa Catarina, há também muitas vagas com 8.6 mil vagas em diversos cursos.

Já na capital federal, o SENAI-DF está com 6.568 vagas abertas para cursos gratuitos nas modalidades de qualificação e de aperfeiçoamento. São 2.419 vagas oferecidas pelo programa DF Inova Tech — parceria do SENAI-DF com o governo local — e outras 4.149 vagas pelo Programa Senai de Gratuidade Regimental.

No Tocantins, o SENAI tem mais de 1 mil vagas disponíveis para cursos gratuitos distribuídos em 30 turmas como a de Controladores Lógicos Programáveis e Supervisório na capital Palmas, Mecânico de Refrigeração e Climatização Residencial em Araguaína e Informática Básica, no sul do estado, em Gurupi.

Indo para o nordeste, o SENAI Ceará tem 3.759 vagas disponíveis para cursos como: Eletricista Industrial, Montador de Sistemas Fotovoltaicos, Confeiteiro, Microsoft Power BI e muito mais.

Petrobras aumenta preço do diesel a partir de amanhã

A Petrobras anunciou que vai aumentar o preço do diesel A para as distribuidoras. A partir de amanhã (29), o preço médio de venda nas refinarias passa de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, um reajuste médio de R$ 0,25 por litro.

Nos postos de abastecimento, para o consumidor final, o preço deve subir R$ 0,22, considerando a mistura obrigatória de 12% de biodiesel e 88% de diesel. Segundo a empresa, o reajuste reflete “parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e da taxa de câmbio”.

“Após 85 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos devido à volatilidade externa causada por eventos conjunturais, a Petrobras realizará ajuste no preço do diesel A para as distribuidoras”, informa nota da estatal.

Consumidor está cauteloso na hora de gastar, diz pesquisa

A confiança do consumidor brasileiro para as compras no comércio ficou estagnada em setembro. É o que revela o Índice Nacional de Confiança (INC), divulgado hoje (27) pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Este mês, o índice registrou 74 pontos, mesmo valor de agosto. Considerando-se apenas o estado de São Paulo, o índice chegou a 75 pontos, dois pontos acima do registrado em agosto.

Segundo a ACSP, esse resultado interrompe a tendência que apontava para uma melhora do humor do consumidor brasileiro.

"As pessoas têm menos dinheiro por conta da crise causada pela pandemia, mas o consumo, que estava reprimido graças à falta de mobilidade urbana, está acontecendo normalmente", disse Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP. "Entendemos que existe a cautela neste momento porque os reflexos da crise da covid-19 ainda são muito sentidos", explicou.

Comportamento

O Índice Nacional de Confiança vai de zero a 200 pontos e mede a visão e a segurança da população em relação ao país e às finanças e prevê, também, o comportamento dessas pessoas na hora da compra. Quando o índice soma abaixo de 100 pontos, indica pessimismo. Acima de 100 pontos significa otimismo.

Segundo a ACSP, o último registro otimista, marcando 100 pontos, ocorreu em janeiro de 2020, antes da pandemia do novo coronavírus.

A pesquisa ouviu 1.597 pessoas de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Sancionadas leis sobre animais em condomínios e portas giratórias em bancos

Já está em vigor a Lei 18.125/2021, que regulamenta a habitação e o trânsito de animais domésticos nos condomínios residenciais de Santa Catarina. A norma foi sancionada pelo governador Carlos Moisés da Silva (sem partido) na última quarta-feira (22) e publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (23).

O autor do projeto que deu origem à lei é o deputado João Amin (PP). Durante a tramitação na Assembleia Legislativa, a proposta recebeu uma emenda substitutiva global, de autoria do deputado Marcius Machado (PL), elaborada com base em sugestões de protetores de animais.

A lei estabelece direitos e deveres de tutores de cães, gatos e outros animais domésticos em prédios de apartamento e condomínios de casas. Ela garante a livre circulação e habitação dos pets, em qualquer dia e horário, inclusive para visitantes. O condomínio não pode impor que a entrada e a saída do animal ocorram apenas por acesso de serviço.

Em contrapartida, os animais não podem ser mantidos em locais desprovidos de higiene ou de ventilação, luminosidade ou sombra. Da mesma forma, a lei proíbe que o pet seja mantido trancado em sacada de apartamento. No caso de o animal provocar barulho excessivo, a norma estabelece que o proprietário deve ser comunicado e utilizar ferramentas de treinamento para minimizar o problema.

Para que a mascote possa circular pelas áreas comuns do condomínio, incluindo os elevadores, algumas condições devem ser obedecidas: estar com a carteira de vacinação em dia e livres de pulgas, carrapatos e outras zoonoses; usar guia e coleira, e no caso dos cães bravos, coleira e focinheira; e portar uma plaqueta de identificação com nome e telefone do tutor.

Portas giratórias
O governador também sancionou nesta semana alterações na legislação que trata das normas de segurança nas agências e nos postos de atendimento bancário de Santa Catarina. As mudanças foram aprovadas no mês passado pela Assembleia Legislativa, por meio de projeto de lei apresentado pelo deputado licenciado Jean Kulhmann (PSD).

A Lei 18.213/2021 altera o artigo quinto da Lei 10.501/1997, que dispõe sobre a instalação das portas eletrônicas de segurança individualizada, conhecidas como portas giratórias. Conforme as alterações estabelecidas na nova lei, a colocação desse equipamento passa a ser obrigatória apenas nas agências e postos de atendimento bancário em que haja atendimento presencial de clientes e guarda ou movimentação de dinheiro em espécie. Antes, todas as agências e postos bancários deveriam ter a porta giratória.

Outra alteração prevista na lei sancionada nesta semana trata do fim da exigência de vidros blindados nas portas giratórias. A nova lei está em vigor desde quarta-feira (22).

Combate à exploração sexual e tráfico de crianças e adolescentes
Outra lei sancionada nesta semana trata da afixação de cartazes em locais determinados com mensagens que incentivem a denúncia de crimes envolvendo pedofilia e tráfico de crianças e adolescentes (Lei 18.210/2021). O autor do projeto que resultou na lei é o deputado Jair Miotto (PSC).

Os cartazes devem ser colocados em postos de combustíveis, estabelecimentos comerciais voltados ao mercado ou ao culto da estética pessoal e salas de cinema. O texto dos cartazes indica como a denúncia pode ser feita: pelo telefone 100 ou o aplicativo Proteja Brasil. A lei já está em vigor desde quarta-feira (22).

Informação sobre tipo sanguíneo
Também nesta semana, foi sancionada a lei que obriga os hospitais, maternidades e demais estabelecimentos de atenção às gestantes, sejam públicos ou privados, a informarem, por meio de documento de identificação de recém-nascidos, o tipo sanguíneo e o Rh dos bebês (Lei 18.209/2021). A medida entrará em vigor em 20 de dezembro. O autor do projeto que deu origem à lei é o deputado Kennedy Nunes (PSD).

Marcelo Espinoza
AGÊNCIA AL
Workshop “Administrando seu MEI” na AMPE
A AMPE – Associação de Micro e Pequenas Empresas e MEIs - Microempreendedores Individuais de Balneário Camboriú e Camboriú, estará promovendo no dia 05 de outubro próximo, o workshop “Administrando seu MEI, que tem como objetivo, proporcionar aprimoramento na gestão de negócios para seus associados.
Com uma carga horário de 2h30min, o workshop proporcionará para o Microempreendedor Individual – MEI, uma série de novos conhecimentos que tem como objetivo, facilitar a gestão do seu negócio, tais como 
- Os principais Controles Financeiros: controle de caixa/bancos, fluxo de caixa, contas a pagar, contas a receber, Demonstração do Resultado Gerencial – DRE;
- Diferença de Lucro/Prejuízo com o saldo de dinheiro no caixa e na conta bancária;
- Controle do faturamento bruto e o limite de Receitas Brutas para o MEI;
- Identificação dos custos, e;
- Introdução ao preço de venda para comércio e prestadores de serviço.
O Workshop é aberto para todos os MEIs da região, sendo ou não associado da AMPE. As inscrições são limitadas em virtude da limitação de espaços ocasionado pela pandemia e será realizado obedecendo-se todos os protocolos de prevenção do covid-19.
Para se inscrever, é bem simples: basta chamar no whats 47 98909-9822 e fazer sua inscrição. 
O Workshop será ministrado pela Consultora e instrutora Kimberlyn Bernal, graduada em ciências contábeis pela Universidade do Vale do Itajaí- UNIVALI, sendo premiada com o título de Aluno Destaque da Graduação – Menção Honrosa. Realizou pós-graduação no Instituto Catarinense de Pós-Graduação-ICPG em Auditoria Contábil e Controladoria, e possui Pós-Graduação em Gestão Pública no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Tem experiência na realização de cursos e consultorias na área de finanças, planejamento empresarial, empreendedorismo, plano de negócios, diagnóstico empresarial, gestão financeira e esclarecimentos de dúvidas contábeis e tributárias. Atualmente, é sócia da empresa Talentu´s Consultoria e Coaching, e consultora credenciada ao SEBRAE/SC, atuando também como instrutora.
Para o presidente da AMPE, Antônio Demos, é de suma importância a participação dos Microempreendedores Individuais, pois estarão agregando conhecimentos e buscando a melhor forma de administrar seu negócio.
Prévia da inflação oficial sobe para 1,14% em setembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial no país, chegou a 1,14% em setembro deste ano. A taxa é superior ao resultado de 0,89% de agosto deste ano e ao 0,45% de setembro do ano passado. É também a maior taxa para setembro desde 1994 (1,42%).

Com o resultado, a prévia da inflação oficial acumula taxas de 7,02% no ano e de 10,05% em 12 meses. A taxa trimestral do IPCA-15, também conhecida como IPCA-E, chegou a 2,77%. Os dados foram divulgados hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Despesas

De agosto para setembro, oito dos nove grupos de despesas registraram inflação, com destaque para transportes (2,22%), que teve alta de preços influenciada pela gasolina (2,85%), etanol (4,55%), gás veicular (2,04%) e óleo diesel (1,63%).

A alimentação e bebidas também apresentou impacto importante na alta do IPCA-15, ao registrar taxa de 1,27%, com altas de preços de produtos como carnes (1,10%), batata-inglesa (10,41%), café moído (7,80%), frango em pedaços (4,70%), frutas (2,81%) e leite longa vida (2,01%).

Também houve inflação relevante no grupo de despesas habitação (1,55%). O item que mais influenciou essa alta de preços foi energia elétrica, que ficou 3,61% mais cara no período.

Por outro lado, educação foi o único grupo de despesas com deflação (queda de preços): -0,01%.

Balneário Shopping continua com a ação da Loja Vazia em novo local

O início de uma nova estação costuma inspirar mudanças no guarda-roupas e é nesse momento que são encontradas peças para doar. A ação social, Loja Vazia, do Balneário Shopping passa a aceitar doações em novo local: no balcão do Concierge, que fica no primeiro piso do shopping. 

 

A ação, que neste ano teve início em junho, segue até o dia 20 de outubro com o recebimento de roupas, calçados, alimentos e produtos de higiene, de segunda a domingo, das 10h às 22h. Todos os itens recebidos serão doados para o Lar dos Idosos da 5ª Avenida - Associação São Vicente de Paula. Participe!

SC Mais Renda Empresarial começa atendimento de MEIs

A partir desta semana, o SC Mais Renda Empresarial abre operações de crédito para microempreendedores individuais (MEIs). Os empréstimos são viabilizados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com apoio de cooperativas de crédito conveniadas. "Como ele é um programa amplo, dividimos inicialmente em duas etapas de atendimento, a primeira para micro e pequenos empresários (MPEs) com liberação de até R$ 100 mil e esta segunda fase, iniciando nesta quarta-feira com a operação para os MEIs que poderão financiar até R$ 10 mil, com prazo de carência de seis meses e de amortização de até doze meses", explica o diretor financeiro do BRDE, Vladimir Arthur Fey.

A primeira cooperativa que vai operacionalizar os créditos para MEIs é a Cresol, com atendimentos nos municípios de Curitibanos, Campos Novos, Frei Rogério, Santa Cecília, São José do Cerrito, Dona Emma, Ibirama, Presidente Getúlio, Mirim Doce, Taió, Irineópolis, Bela Vista do Toldo, Canoinhas, Major Vieira, Monte Castelo, Porto União, Apiúna, Indaial, Lontras, Ascurra, Presidente Nereu e Rio do Sul. A partir do dia 30 de setembro, a parceria se estenderá com o Sicoob em 95 municípios catarinenses.

Para auxiliar os empreendedores na busca dos recursos, o BRDE firmou e seguirá com as parcerias das cooperativas de crédito que tem capilaridade em todas as regiões catarinenses. "Essas primeiras cidades reúnem quase 65% da população catarinense que já poderá ser atendida nesta primeira semana com as cooperativas credenciadas. A implantação desses atendimentos se dará de forma contínua e novas cooperativas vão aderir ao programa para atender o maior número pessoas", ressalta o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra.


 

Valores liberados

Desde que o SC Mais Renda Empresarial foi lançado, através do BRDE foram aprovadas 649 operações de crédito para os micro e pequenos empresários, totalizando R$ 54 milhões para 115 municípios catarinenses. Até o momento, a região Oeste catarinense lidera com o maior número de contratos firmados, seguida do Vale do Itajaí e Norte catarinense.

Podem solicitar o empréstimo MPEs com faturamento bruto de até R$ 4,8 milhões por ano e é necessário que a atividade principal ou secundária seja nos setores de turismo, bares, restaurantes, eventos, educação, transportes, salões de beleza e estética, comércio varejista e atacadista, atividades de contabilidade, artigos de vestuário e confecções de vestuário. Além do pagamento das parcelas em dia para ter direito aos juros subsidiados, os micro e pequenos empreendedores beneficiados devem manter quadro de funcionários compatível com a realização da sua atividade econômica, mantendo, no mínimo, o mesmo quadro de funcionários pelo período da carência concedida.

Fábrica do BMW Group Brasil em Araquari (SC) tem nova liderança na área de Qualidade

O BMW Group do Brasil anuncia Denver Cardoso como novo Diretor de Qualidade da fábrica do BMW Group em Araquari (SC). Ele deixa o cargo de Gerente Sênior de Produção e Logística da unidade fabril do grupo em Manaus (AM) para, a partir de outubro, ser sucessor de Carlos Bristotti que, desde maio de 2021, assumiu como Diretor de Planejamento Técnico na fábrica de Rayong, na Tailândia.

Denver é brasileiro e está no BMW Group desde 2016, onde participou de projetos como a implementação da fábrica manauara da BMW Motorrad. É formado em Engenharia Mecânica e pós-graduado em Administração Industrial e, em seus 20 anos de carreira, possui grande experiência no mercado automotivo. Também acumula passagens por diversas áreas como engenharia de testes, desenvolvimento, implementação de novos modelos, processos, qualidade, PCPM, logística e produção.

"Assumir a direção da área de Qualidade da fábrica do BMW Group de Araquari é uma grande honra e representa um amplo desafio, dado o altíssimo nível de qualidade a ser mantido em nossos produtos, a fim de atender as elevadas expectativas dos nossos clientes. Além do foco em qualidade, vamos seguir reforçando a excelente conexão entre as unidades de produção no país, onde buscamos oportunidades em diferentes áreas do BMW Group", destaca Denver Cardoso.

O sucessor de Denver no cargo de Gerente Sênior de Produção e Logística em Manaus será anunciado em breve.

A fábrica do BMW Group em Araquari
Atualmente, quatro modelos da marca são produzidos no município catarinense para o mercado nacional: BMW X1, BMW X3, BMW X4 e o BMW Série 3. Como parte de sua estratégia para suprir um crescimento representativo de demanda do mercado doméstico ao longo do ano, o BMW Group do Brasil ampliou em aproximadamente 10% o volume de produção de sua fábrica em Araquari (SC), que é responsável por cerca de 80% do total de veículos vendidos pelo BMW Group atualmente no mercado brasileiro. Este ano, o complexo industrial irá produzir aproximadamente 10 mil unidades no Brasil.

Com uma área total de 1,5 milhão de metros quadrados, dos quais 500 mil metros quadrados são de área pavimentada, a fábrica do BMW Group no Brasil é uma das mais modernas do BMW Group. Desde sua inauguração, mais de 75 mil veículos já foram produzidos nesta unidade para os mercados do Brasil e de exportação aos países do NAFTA.

A infraestrutura local contempla atividades de montagem, carroceria e soldagem, sistemas de pintura e logística, além de prédios administrativos e auxiliares. A fábrica do BMW Group em Araquari é integrante do sistema mundial de produção do BMW Group, com 31 unidades em 15 países.

Sustentabilidade
A fábrica brasileira da marca alemã já conta com diversas ações voltadas à sustentabilidade. A redução de gastos com água e energia elétrica e o descarte de resíduos são monitorados e reduzidos a cada ano.

Desde 2016, a fábrica do BMW Group em Araquari segue em busca de reduzir seu impacto ambiental. Com isso, desde sua inauguração até o fim de 2020, diminuiu o consumo de energia em 33%, o consumo de água em 41% e a quantidade de resíduos para descarte em 87%.

Além disso, a planta recebeu a instalação de 562 placas fotovoltaicas no telhado do prédio da Montagem e Logística no início de 2021 e já conta com a utilização de energia proveniente de fontes renováveis, promovendo a redução das emissões de CO2 em suas atividades - o que rendeu a certificação I-REC, um instrumento de compensação do consumo de energia elétrica proveniente de fontes que emitem CO2 na atmosfera.

Outro destaque no reaproveitamento e descarte de resíduos são os projetos Seal the Deal, que têm como objetivo reaproveitar resíduos de selante PVC como matéria-prima e inseri-los novamente na cadeia de criação de valor, e o Upcycle Element, onde excedentes de material de produção são doados a mulheres de baixa renda para que elas os transformem em produtos e que a renda ajude famílias.


Para mais informações sobre a BMW do Brasil, acesse: https://www.bmw.com.br/

Fiesc estuda soluções para alto preço da energia elétrica

Após novo aumento da tarifa da energia elétrica, a Federação das Indústrias de SC (Fiesc) busca maneiras de suavizar o impacto da medida sobre o setor em Santa Catarina. A entidade pediu isenção do ICMS incidente sobre essa parcela extra de cobrança na última semana. Nesta quinta-feira (16), a Câmara de Energia da Federação reuniu-se para discutir alternativas.

Na apresentação, a entidade apresentou dois cases de empresas que tiveram redução na conta de energia após migração para o chamado mercado livre, quando a compra ocorre diretamente com a geradora ou comercializadora, sem passar pela distribuidora. Nestes casos, a economia variou de 27% para 41%.

A Linkplas, empresa do setor plástico de Joinville, por exemplo, afirma ter economizado mais de R$ 2,8 milhões com a medida. Outro case, a Eliane, indústria cerâmica do Sul do Estado, defende que a migração é importante, mas deve ocorrer com gestão e contratação eficientes.

"Nós temos uma geração de energia barata, mas a conta para o consumidor é muito cara. Nós vamos continuar insistindo tanto com o governo federal quanto com o governo estadual nesta questão da tributação dos energéticos, não somente para a indústria, mas para todos os consumidores", disse o presidente da Câmara, Otmar Josef Müller. 

Müller lembrou que os custos da energia crescem especialmente nesse momento de crise hídrica, em que o consumidor do mercado regulado tem que pagar o adicional da bandeira vermelha.

“Não se aplicam as bandeiras tarifárias às indústrias que atuam no mercado livre, mas o grande volume das indústrias está no mercado regulado, especialmente as pequenas e médias”, disse. Segundo ele, isentar o ICMS e PIS/Cofins da cobrança da bandeira vermelha significaria uma redução de 5,4% na conta de energia elétrica para indústrias que compram no mercado regulado. 

Simpósio de Avicultura da ACAV inicia na próxima terça-feira

Referência nacional em difusão tecnológica e integração setorial, inicia na próxima terça-feira (21), às 14 horas, o Simpósio de Qualificação Técnica ACAV (Associação Catarinense de Avicultura). A iniciativa traz palestras com especialistas que abordarão temas atuais e relevantes da cadeia produtiva avícola. O evento será virtual, com transmissão a partir dos estúdios da BS Áudio, em Chapecó (SC).

A programação inicia na segunda-feira (20). Esse dia será destinado a uma programação paralela. Durante a manhã e à tarde expositores desenvolverão atividades com públicos de seu interesse. Da mesma forma, na manhã e noite do dia 21 e na manhã do dia 22.

O Simpósio de Qualificação Técnica, propriamente, iniciará na terça-feira, com manifestação de autoridades e dirigentes, seguida pela palestra de abertura sobre “Cenários atuais e os próximos desafios do Brasil”.

“O evento reunirá proeminentes especialistas para abordagem dos temas de destaque de uma das maiores e mais avançadas cadeias produtivas do mundo – a avicultura industrial brasileira“, manifesta o coordenador geral Bento Zanoni.

“A iniciativa do Simpósio é parte da jornada em busca da eficiência, da biosseguridade e da construção de cadeias produtivas cada vez mais sólidas. A sanidade também é um desafio. Santa Catarina é livre das doenças mais graves que hoje afetam outros países”, observa o presidente da ACAV Ricardo Castellar de Faria.

PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA

            Na terça-feira (21), às 15h20, Leonardo Linares prelecionará sobre “Alternativas de grãos e os impactos que podem proporcionar nas reprodutoras”.

            Às 15h50, Rick Van Emous irá discorrer sobre “Nutrição da matriz visando adequada composição corporal e produtividade”.

            Depois de breve intervalo, às 16h30, Winfridus Bakker abordará o tema “Manejo para aumentar a produtividade e garantir a qualidade de ovos”.

            A última palestra do dia será ministrada às 17 horas por Breno Castello Branco Beirão e versará sobre “Tecnologias utilizadas para otimizar o manejo da vacinação evitando perda de produtividade”.

            Para quarta-feira (22), etapa final do Simpósio, estão programadas cinco palestras.

            Às 14 horas, Marco Aurélio Romagnole de Araújo abordará “Manejo de machos reprodutores para alta performance”.

            Às 14h30, Fábio Luiz Bittencourt falará sobre “Construindo uma incubação de alta performance com foco em qualidade de pintos”.

            Às 15 horas, Tiago Gurski, Evair Basso e Carlos de Oliveira abordarão “A influência da qualidade e contaminação de ovos e o impacto na primeira semana de vida da progênie”.

            Após intervalo, às 16h10, inicia a exposição sobre “Atualização da epidemiologia no Brasil e perspectivas para os próximos anos”, a cargo de Joice Leão.

            Caberá a André Luiz Della Volpe a palestra final, às 17 horas, focalizando “Manejo adequado para a prevenção de doenças em áreas endêmicas”. Segue-se mesa redonda de debates e, ao final, o Simpósio de Qualificação Técnica ACAV será encerrado.

            INSCRIÇÕES

            As inscrições para o Simpósio de Qualificação Técnica da ACAV devem ser feitas pelo site www.simposioacav.com.br. O valor é R$ 300,00 (profissionais) e R$ 150,00 (estudantes) e permanecem nesse patamar até o final do evento.

Bento Zanoni destaca o apoio dos patrocinadores da categoria ouro (Cargill, Ceva, Cobb, MSD Saúde Animal e Aviagen | Ross), da categoria prata (Icasa, Hubbard Your Choice, Dur Commitment, Plasson Livestock, Petersime Incubators & Hatcheries, Zoetis, Vetanco Phibro Animal Health Corporation e Evonik Leading Chemistry) e da categoria bronze (DSM Bright Science, Brighter Living, Trouw Nutrition a Nutreco Company, Elanco e BRDE).

“Os patrocinadores exercem papel essencial porque, além de viabilizar o evento, permitem a cobrança de valores módicos nas inscrições”, pontua Zanoni.

Exportações do agronegócio atingem US$ 10,9 bilhões em agosto

balança comercial do agronegócio registrou valor recorde no mês de agosto motivada, principalmente, pela alta dos preços internacionais das commodities exportadas pelo Brasil. O valor exportado foi de US$ 10,90 bilhões, cifra 26,7% superior aos US$ 8,60 bilhões exportados no mesmo mês de 2020.

Somente em 2013, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram o mesmo patamar de US$ 10 bilhões para os meses de agosto.

Apesar do recorde do valor exportado, a participação do agronegócio no total das exportações do país caiu de 49,4% (agosto/2020) para 40,1% (agosto/2021).

As importações de produtos do agronegócio subiram de US$ 912,47 milhões, em agosto de 2020, para US$ 1,25 bilhão, em agosto de 2021 (+37,2%). Os valores foram influenciados pela alta dos preços internacionais, como no caso do trigo e óleo de palma, com aumento do preço médio importado em 23,1% e 67,6%, respectivamente. Desta forma, o saldo da balança comercial do agronegócio alcançou US$ 9,64 bilhões.

Soja

O complexo soja (em grãos, farelo e óleo), principal setor exportador do agronegócio brasileiro, atingiu divisas de US$ 4,02 bilhões, o que significou incremento de 53,6% em relação aos US$ 2,62 bilhões exportados em agosto de 2020.

O aumento do volume exportado de soja em grãos e a forte elevação dos preços internacionais resultaram em US$ 3,14 bilhões de exportações em agosto de 2021 (+52,5%).

A oferta da oleaginosa foi recorde na safra brasileira 2020/2021, com 136 milhões de toneladas de soja, incremento de 8,9%, favorecendo a capacidade de exportação, de acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Produtos florestais

O setor de produtos florestais foi um dos setores que ultrapassou a cifra de US$ 1 bilhão em exportações no mês de agosto. O valor exportado chegou a US$ 1,25 bilhão (+40,5%), em virtude da forte elevação dos preços médios de exportação (+31,2%).

No setor, as exportações de celulose foram as mais importantes, com US$ 610,67 milhões (+47,2%). Houve recorde no volume exportado de celulose para agosto, com 1,35 milhão de toneladas (6,9%).

Carnes

As vendas externas de carnes somaram US$ 2,09 bilhões (+40,5%), marca inédita para o mês de agosto desde o início da série histórica em 1997. Os preços médios de exportação das carnes subiram (+34,8%), assim como houve expansão no volume das vendas externas (+4,2%). O resultado está relacionado à oferta, demanda e custos da produção mundial, aponta o estudo da SCRI. 

Espera-se redução da produção mundial de carne bovina para 60,8 milhões de toneladas (-1,1%), com redução do abate na Argentina, Austrália e no Brasil, o que pressiona fortemente os preços internacionais. 

A carne bovina, principal proteína animal exportada pelo país, totalizou US$ 1,17 bilhão em agosto de 2021 (+55,6%), com alta no preço médio exportado de 41,3%). Os volumes cresceram 10,1%, segundo os analistas da Secretaria. A China aumentou as aquisições do produto in natura de US$ 325,18 milhões em agosto de 2020 para US$ 633,15 milhões em agosto de 2021 (+94,7%). Em volume, foram 105,86 mil toneladas (+35,3%).

As exportações de carne de frango chegaram a US$ 663,55 milhões (+35,2%). Houve elevação na quantidade exportada em 3,8% e incremento do preço médio de exportação em 30,3%. 

Nota à imprensa - agosto 2021

Balança Comercial do Agronegócio - agosto 2021

AGROSTAT - Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Evento reforça divulgação no exterior a sustentabilidade do agronegócio brasileiro

M

ostrar ao mundo que o agronegócio brasileiro é moderno, sustentável e respeita o meio ambiente. Esse é o objetivo do segundo ciclo do Programa de Imagem e Acesso a Mercados do Agronegócio Brasileiro (Pam Agro) 2021-2023, lançado na manhã desta terça-feira (14), em Brasília. O programa é liderado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério das Relações Exteriores.

“A produção agropecuária brasileira tem a marca da sustentabilidade. O Brasil é hoje um dos poucos países do mundo com capacidade para responder simultaneamente os desafios globais da segurança alimentar e da sustentabilidade ambiental. Nunca foi tão importante transmitir essa mensagem a parceiros comerciais e aos mercados de destinos dos nossos produtos”, disse o ministro das Relações Exteriores, embaixador Carlos Alberto Franco França.  

O chanceler lembrou ainda que o lançamento desta edição do Pam Agro é importante porque é às vésperas da Assembleia-Geral das Nações Unidas, na qual o Presidente Jair Bolsonaro vai destacar o sucesso do agronegócio brasileiro. 

O foco deste ciclo está na elaboração de uma estratégia de comunicação profissional por meio de eventos, pesquisas e a divulgação de conteúdos específicos para os países europeus. 

“Vamos agora intensificar e aprimorar o combate contra a desinformação, contra o desconhecimento, contra as distorções a respeito do agronegócio brasileiro. Vamos levar a verdade à opinião pública internacional, em especial a europeia, tão influente no mundo, tão determinante de tendência e, infelizmente, tão afetada pelas campanhas desleais motivadas por interesses políticos ou econômicos”, ressaltou o presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana. 

Pestana destacou que é preciso a união de todos, Itamaraty, Congresso Nacional e empresas privadas, para fazer frente ao desafio de mostrar ao mundo que o Brasil tem potencial agroambiental. “Com foco, exatidão e transparência, entraremos em campo com o que somos de fato: referência no desenvolvimento sustentável, no desenvolvimento que assegura o equilíbrio entre os pilares econômicos, social e ambiental, referência na agricultura de baixo carbono, nas energias limpas e renováveis, referência nas inovações que operam verdadeiros milagres”, completou o presidente da Apex-Brasil.

Mercado Externo

O ministro das Relações Exteriores destacou que o Brasil reafirmou sua posição como potencial agroambiental durante as restrições causadas pela Covid-19. Segundo ele, só no ano passado o agro respondeu por 48% das exportações do Brasil. Já entre janeiro e julho deste ano, as exportações de produtos agrícolas chegaram a US$ 72,7 bilhões, o maior valor da série histórica para o período. “Veio a pandemia, afetou o mundo, numa maneira inédita, ainda afeta, mas o nosso agronegócio não parou. Nosso agronegócio segue ativo, segue gerando emprego, segue recolhendo impostos, segue gerando riquezas, segue alimentando o mundo”, concluiu o chanceler. 

A primeira edição do PAM Agro foi lançada em 2017. A edição 2021-2023 tem o apoio de 15 instituições ligadas ao setor.  “São organizações que refletem a força vital do agronegócio brasileiro, cada vez mais competitivo, tecnológico e sustentável. São organizações que ajudam a transformar todo o nosso potencial em exportações, gerando divisas, empregos, oportunidades para milhões e milhões de brasileiros contribuindo, além disso, para a segurança alimentar do planeta”, finalizou o presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana.

Balneário Camboriú está entre os destinos preferidos dos turistas brasileiros

Uma pesquisa produzida pela Booking.com, uma das maiores empresas de viagens do mundo, aponta Balneário Camboriú como um dos destinos preferidos dos turistas brasileiros. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (09) e afirmam que 7 em cada 10 brasileiros, já possuem planos para viagens futuras. Balneário Camboriú está entre as cinco cidades mais procuradas, junto com Gramado (RS), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC) e Arraial do Cabo (RJ).

Com quase 90% da população adulta vacinada com a primeira dose ou a dose única, Balneário Camboriú se prepara para uma aceleração do desenvolvimento econômico e turístico no município. Por meio do plano BC 4 Estações, desenvolvido pela Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, a Prefeitura prevê uma supertemporada com seis meses de duração, de setembro de 2021 a março de 2022, com objetivo de recuperar os impactos sofridos pela pandemia.

Além dos eventos relacionados ao Natal, Ano Novo e Carnaval, outra variedade de eventos estão planejadas para instigar o turismo nas quatro estações do ano, não somente na temporada de verão. Com roteiros inéditos, a Prefeitura lançou no dia 4 de setembro o festival Primavera BC, que segue até dia 12 de outubro, com decorações em diversos pontos e recheado de atrações artísticas e culturais que estão colorindo e alegrando a cidade.

Para esta pesquisa, a Booking.com entrevistou 1.000 brasileiros em julho, com o objetivo de entender os novos hábitos dos turistas nacionais. Confira os dados neste link https://news.booking.com/pt-br/7-em-10-brasileiros-tem-planos-para-viagens-futuras/.

Desburocratização faz 93% das empresas registrarem-se em até 72 horas em Navegantes

Após a implementação da desburocratização, em maio, a Prefeitura de Navegantes reduziu de forma drástica o tempo necessário para aprovação do processo de viabilidade de instalação de empresas no município. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita, em agosto, 93,62% das empresas conseguiram o registro dentro de 72 horas. Antes de maio, essas tratativas duravam semanas para serem concluídas. 

Os dados apontam ainda que 72,34% das empresas conseguiram se instalar em menos de 24 horas, índice que sobe para 89,36% em 48 horas. 

A análise se dá pelas estatísticas oficiais da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), sistema que integra todas as esferas de governo e de registro de empresas. As estatísticas apresentadas não incluem os números relacionados aos Microempreendedores Individuais (MEI), que possuem um rito diferenciado de registro.

O avanço tem também atraído novos empreendimentos ao município. No primeiro quadrimestre do ano, foram 65 empresas registradas em Navegantes. Após a desburocratização, em maio, 189 empresas registraram na cidade entre maio e agosto, representando um aumento de 190,77%.

Para ministro, 5G resultará em US$ 1,2 trilhão em investimentos

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, estima que a quinta geração de internet (5G) poderá resultar em um total de US$ 1,2 trilhão em investimentos diretos e indiretos no país – motivo pelo qual ele tem buscado dar celeridade ao processo que resultará no leilão das faixas destinadas à nova tecnologia.

Segundo o ministro, um outro fator a ser considerado é o avanço que o 5G proporcionará em termos de inclusão digital e social. “O Brasil não pode ficar para trás [nesse processo]”, disse o ministro destacando que o setor de telecomunicações é prioridade da pasta.

De acordo com Faria, com a internet 5G, “o problema de cobertura será eliminado do Brasil”. As declarações foram feitas durante a abertura do seminário Painel Telebrasil 2021.

Inclusão digital e social

“Precisamos fazer logo o leilão porque temos mais de 40 milhões de pessoas sem internet, que dependem dela para trabalhar, estudar, matar saudades; para receber auxílio emergencial e para se informar. Quanto mais rápido realizarmos o leilão, mais rápido conectaremos essas pessoas, dando condição mínima de inclusão digital e social a elas”, disse o ministro ao estimar que, implantada, a 5G trará, ao país, US$ 1,2 trilhão em investimentos.

Diante dessa expectativa, Faria disse ter colocado uma equipe trabalhando constantemente para responder eventuais demandas e dúvidas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do Tribunal de Contas da União (TCU) e Congresso Nacional. “5G não é programa de governo, mas de Estado, para fazer nosso país ser respeitado no mundo inteiro”, disse.

O pedido de celeridade foi feito um dia após a Anatel ter adiado a conclusão da análise do edital do leilão do 5G. O adiamento ocorreu após pedido de vista feito pelo conselheiro Moisés Queiroz Moreira. A data para retomada da discussão não foi definida.

O 5G é uma nova tecnologia que amplia a velocidade da conexão móvel e reduz a latência, permitindo novos serviços com conexão segura e estabilidade. Indústria, saúde, agricultura, produção e difusão de conteúdos são áreas que podem ser beneficiadas.

A proposta de leilão tem valor previsto de R$ 44 bilhões e está estruturada com foco em investimentos e oferta da tecnologia a todos os municípios com mais de 600 pessoas, e não na arrecadação de recursos para o governo.

Anatel

Também convidado para falar no Painel Telebrasil, o presidente da Anatel, Leonardo Euler, estima que, ao longo de 20 anos, “os investimentos relacionados à internet 5G vão gerar R$ 160 bilhões [em investimentos]”. Durante sua fala, Euler destacou o papel que as soluções digitais tiveram para o combate à pandemia e para a implantação de políticas públicas.

“Tivemos novos contornos a partir de soluções digitais incorporadas pelas políticas públicas. O Estado ampara os mais vulneráveis [por meio digital]. Com isso, a inclusão digital passa a ser também instrumento de solidariedade”, disse.

Propriedade cruzada

Outro convidado do painel foi o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que defendeu a “criação de uma agência regulamentadora que abranja telecomunicações e radiodifusão, de forma a evitar propriedade cruzada”, conforme recomendado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“A economia digital nos faz sonhar com futuro quase utópico, de crescimento sustentável e ininterrupto. Ela, com uma regulamentação necessária, promoverá o estímulo de boas práticas e a redução da desigualdade mundial nessa área [digital]”, disse Pacheco ao lembrar que a pandemia “expôs com muita clareza a desigualdade digital da nossa sociedade”.

Citando outra recomendação apresentada no relatório da OCDE, o presidente do Senado disse que é preciso enfrentar a questão tributária, uma vez que 40% dos preços de serviços de banda larga móvel são compostos de tributos e taxas.

Apex lança programa para divulgação do agro brasileiro no exterior

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) lançou, hoje (14), o segundo ciclo do Programa de Imagem e Acesso a Mercados do Agronegócio Brasileiro (PAM-Agro). O objetivo é “qualificar a imagem do agronegócio brasileiro no exterior, posicionando o Brasil como referência global na produção agropecuária sustentável e reforçando o papel do país como potência agroambiental”.

Um dos focos do programa é melhorar a percepção junto aos países europeus, não só para a consolidação do acesso dos produtos brasileiros àqueles mercados, mas para que reverbere nos demais destinos mundiais de interesse do agronegócio brasileiro. O Mercosul e a União Europeia fecharam um acordo de livre comércio em 2019, mas a entrada em vigor ainda depende da aprovação dos parlamentos e governos nacionais dos 31 países envolvidos.

Para o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, há um cenário complexo no qual se insere as dinâmicas do comércio agropecuário e a imagem do agronegócio brasileiro. Segundo ele, por exemplo, é crescente a importância que se dá à sanidade alimentar no pós-pandemia da covid-19. “Percepções equivocadas sobre o produto brasileiro poderão resultar no uso, como barreira não tarifária, de padrões técnicos sanitários e fitossanitários, inclusive com exigência de certificação, rastreabilidade e requisitos probatórios”, disse.

Segundo França, diversos países europeus já começaram a aprovar legislações nesse sentido. Dessa forma, para ele, é importante defender o conjunto de normas que rege o setor no Brasil e a credibilidade das instituições regulatórias brasileiras.

O ministro chamou atenção para as barreiras ambientais ao comércio. “Atualmente, argumentos ambientais constituem ameaça forte e injusta à reputação do agronegócio brasileiro”, disse, acrescentando que “temas como desmatamento de florestas tropicais e uso de defensivos agrícolas têm potencial de condicionar o mercado de maneira equivocada e distorcida, comprometendo o acesso do produtor brasileiro a grandes mercados”.

Segundo o ministro, países europeus estão aumentando a responsabilidade de empresas em comprovar os padrões ambientais em suas cadeias de fornecimento. Nesse sentido, para França, é preciso evidenciar também, as dimensões humana e socioeconômica da agropecuária, além da ambiental, e “seu entrelaçamento com os modos de vida, subsistência e prosperidade de populações locais”.

“Estamos particularmente preocupados com a disseminação, perante a opinião pública nos grandes mercados internacionais, de uma visão reducionista que restringe a sustentabilidade apenas ao pilar ambiental, ignorando as vertentes social e econômica, que são absolutamente incontornáveis”, argumentou.

O PAM-Agro é um esforço coletivo entre o poder público e organizações privadas do agronegócio. Serão mobilizados recursos humanos e financeiros para pesquisar e mapear aliados externos, implementar ações de comunicação e eventos e inovar nos meios de engajamento para impulsionar as exportações brasileiras.

Em 2020, no contexto da pandemia da covid-19, o agronegócio respondeu por quase metade das exportações brasileiras, 48%. No primeiro semestre deste ano, as exportações do setor somaram US$ 72,7 bilhões, o maior valor da história para o período, segundo o ministro Carlos França.

SC bate novo recorde de consumo de gás natural

O consumo de gás natural em Santa Catarina registrou recordes de volume mensal e de pico de vendas em agosto. Foram comercializados 70.472.695 de m³ do insumo no mês passado, maior volume já registrado desde o início da operação da Companhia de Gás de SC (SCGÁS), empresa responsável pela distribuição do insumo no Estado.

O volume médio diário consumido no mês (2,27 milhões de m³/dia), por todos os segmentos, foi 10,8% superior ao registrado em 2020 e 11,9% do que o consumo em 2019, anterior ao período de pandemia. Além disso, no dia 11 de agosto registrou-se recorde de consumo em um só dia, com o volume de pouco mais de 2,5 milhões de m³. 

As 326 indústrias que utilizam o energético no Estado foram responsáveis pela maior parte do consumo em agosto, uma média de 1,9 milhão de m³/dia, valor 13,9% superior do que o consumo deste segmento em agosto de 2019 e 10,2% maior que as vendas do mesmo período em 2020. Ao longo de 2021, este segmento já registrou 9,3% de crescimento acumulado no consumo. 

"O crescimento no consumo por parte das indústrias mostra a necessidade de aumento da oferta de gás natural. Até 2023, registramos a solicitação de aproximadamente 360 mil m³/dia de gás natural adicional para projetos de expansão das indústrias. Por isso, seguimos trabalhando na ampliação do suprimento ao Estado catarinense, realizando chamadas públicas para garantir a oferta ao mercado" explica o gerente Comercial Industrial e Veicular da SCGÁS, Rafael Nicolazzi.

O consumo de Gás Natural Veicular (GNV) no mês de agosto em Santa Catarina também foi representativo. A frota de 112 mil usuários consumiu 342.014 m³/dia do insumo, o que representa cerca de 14,2% de gás natural comercializado no Estado. No mesmo período do ano anterior o consumo era 13,6% menor, de 295.491 m³/dia. Na comparação com agosto de 2019 o crescimento foi de 1,65%.

Já no segmento urbano, que conta com quase 17 mil clientes no Estado, o consumo médio registrado em agosto foi de 15.393 m³/dia pelos comércios e de 8.235 m³/dia pelas residências. Esse consumo foi, respectivamente, 22% e 8,7% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.


 

Como cuidar da saúde mental do seu funcionário na pandemia?

O Setembro Amarelo é marcado por ações que destacam os cuidados com a saúde mental. Desde o início da pandemia de Covid-19, esse tema está ainda mais em evidência. Uma recente pesquisa do Serviço Social da Indústria (SESI), por exemplo, mostra que 65% empresas acreditam que cuidados com a saúde mental dos trabalhadores vão se intensificar nos próximos anos. 

Entre as grandes indústrias, 93% creem no aumento da oferta de serviços psicológicos. “A pandemia acentuou o olhar das empresas sobre a saúde mental dos funcionários, já que este fator impacta significativamente na qualidade de vida das pessoas e, consequentemente, na produtividade no ambiente laboral”, destaca Katyana Aragão, gerente-executiva de Saúde e Segurança na Indústria do SESI.

O levantamento do SESI aponta que, das 46% empresas que possuem programas de promoção da saúde, 69% oferecem suporte psicológico aos trabalhadores e 24% oferecem atendimento remoto. Nas grandes empresas, o percentual das que oferecem teleatendimento vai chegar a 38%. 

Neste sentido, o Tem Solução! traz alguns dos serviços disponíveis pelo SESI para incentivar as empresas a ingressarem nessa rede de apoio para os seus funcionários. Confira algumas iniciativas para cuidar da saúde mental dos trabalhadores:

Como cuidar da saúde mental do seu funcionário na pandemia?

Guia

Logo no início da pandemia, o SESI lançou um guia para empresas lidarem com a saúde mental dos trabalhadores nesse cenário. O documento traz recomendações para adaptar a gestão de pessoas nos seguintes contextos: trabalho presencial; home office; afastamento compulsório de trabalhadores e isolamento domiciliar de casos suspeitos ou confirmados da doença.

Entre as principais recomendações às empresas estão a construção de um plano de proteção à saúde mental aos gestores e trabalhadores e criar formas de comunicação de qualidade e eficaz com os trabalhadores.

Teleatendimento psicológico

O SESI oferece o serviço de telessaúde em medicina, enfermagem, nutrição e psicologia. A iniciativa, voltada a trabalhadores da indústria, é uma evolução do serviço de telemedicina, que funciona desde o ano passado, voltado a dar encaminhamento a casos de Covid-19. Empresas interessadas devem procurar o SESI no seu estado.

O serviço auxilia os gestores e contribui para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Nas consultas, feitas via plataforma SESI Viva+, os pacientes interagem com os especialistas que podem solicitar exames, prescrever medicamentos e tratamentos.

Conforme a gerente-executiva de Saúde e Segurança na Indústria do SESI, Katyana Aragão, o SESI segue uma tendência de crescimento de demanda de empresas e trabalhadores por atendimento remoto em saúde e segurança no trabalho. “A pandemia acelerou esse processo e, de forma geral, vimos que a telessaúde trouxe vantagens como agilidade, economia de recursos, efetividade na resolução dos casos e melhoria na gestão de saúde dos trabalhadores”, destaca Katyana.

Centro de Inovação em Fatores Psicossociais

O SESI conta ainda com o Centro de Inovação em Fatores Psicossociais para apoiar empresas com consultorias e iniciativas que contribuam com a saúde mental dos trabalhadores e melhoria do ambiente organizacional e do trabalho. Os serviços podem ser contratados pelas empresas e tem como objetivo de ajudar os trabalhadores a lidar com questões emocionais e conquistarem mais bem-estar, além de auxiliar as empresas na gestão de fatores psicossociais.

Após um ano do início da pandemia no Brasil, houve mudanças nas necessidades psicoemocionais dos trabalhadores. No começo, o serviço de acolhimento remoto para trabalhadores da indústria impactados pela pandemia de Covid-19 do SESI, identificou uma necessidade de adaptação, com o distanciamento social, mudanças na rotina familiar, escolar e profissional.

Segundo Letícia Lessa, gestora do Centro, isso gerou sentimentos de insegurança, medo e incerteza porque ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo e a dimensão dos impactos de uma pandemia. “Percebeu-se o aumento de sintomas de transtornos mentais como ansiedade e depressão, especialmente para quem já tinha um histórico dessas doenças”, destaca Letícia.

Consultorias e avaliações

Além de consultorias, o SESI oferece a empresas avaliação psicossocial de profissionais para trabalho em espaço confinado e altura e programas para prevenção ao uso de álcool e outras drogas, inclusão de pessoa com deficiência e melhoria do clima organizacional.

O aumento do desemprego e a diminuição de renda também impactaram na dinâmica familiar e na saúde mental, dado o aumento de preocupação decorrentes dessa situação. A preocupação com o contágio e com a situação econômica têm acompanhado boa parte dos trabalhadores desde o início da pandemia. Já o medo e o estresse, embora também sejam manifestações recorrentes, parecem se relacionar com diferentes fatores, e se mostram acentuados no momento atual.

“O suporte social, seja familiar ou no trabalho têm se mostrado um grande aliado neste momento, que mesmo a distância, é um fator de proteção para o enfrentamento das dificuldades e incertezas que inundam o dia a dia, e que reforçam o sentido da vida em cada um”, reforça Letícia.

Saúde mental dos trabalhadores torna-se prioridade para indústrias

A questão da saúde mental dos trabalhadores já estava no radar da indústria de proteína animal Vibra, que emprega 4,7 mil trabalhadores em quatro fábricas – a matriz no Rio Grande de Sul, duas plantas no Paraná e uma em São Paulo. Com a pandemia, ganhou ainda mais relevância e a empresa começou a implementar um programa específico, com apoio do SESI, para tratar o assunto.

A iniciativa possui quatro frentes de trabalho. São elas: atendimento psicológico e acolhimento de trabalhadores que enfrentam problemas como luto, estresse, burn out; educação e conscientização sobre hábitos saudáveis; preparação das equipes e líderes para lidar com fatores psicossociais; e ações complementares, como reconhecimento e valorização dos funcionários, estímulo ao lazer e outras, conforme a necessidade de cada equipe.

Segundo Lucas Scherer, analista de Recursos Humanos da Vibra, o programa está sendo bem recebido pelos trabalhadores, em conjunto com todos os protocolos de saúde para enfrentamento à Covid. “O sucesso dessa iniciativa deve-se, sobretudo, ao apoio da alta liderança, que foi envolvida a partir de dados concretos sobre afastamentos relacionados a questões psicológicas”, destaca Scherer.

Outra empresa que iniciou um programa voltado para a saúde mental dos trabalhadores na pandemia foi a Hitachi Power Grids, do setor de eletrificação, com 1,2 mil trabalhadores no Brasil. Desde junho de 2020, desenvolve o Programa Cuidar, que começou com foco na saúde mental e hoje trata a saúde integral dos indivíduos.


“Esse entendimento foi amadurecendo na empresa e percebemos que não tem como fragmentar a saúde”, destaca a gestora de saúde no trabalho da Hitachi, Danielle Speck.


O programa começou com sensibilização da alta liderança e dos gestores de forma geral e hoje, além do apoio da operadora de plano de saúde no atendimento psicológico de trabalhadores, conta com psicólogas do SESI para tratar de urgências psicológicas. Inclusive, uma delas está tratando da primeira assistência de casos de luto.

Novas frentes de atuação estão sendo planejadas com foco em atenção primária, entre as quais a estruturação de um programa para estímulo à atividade física e outra para alimentação saudável. Além disso, está com metas para desenvolvimento da resiliência entre os colaboradores.

“Ainda há muito estigma em relação à questão psicossocial, mas o fato de a empresa inserir esse aspecto em sua estratégia da saúde dos trabalhadores estimula que eles se envolvam e cuidem mais desse aspecto de suas vidas”, ressalta Danielle.

Itajaí e região recebem de forma virtual o Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina

Estar mais próximo do profissional da contabilidade do Estado de Santa Catarina, a fim de ouvir suas demandas, desenvolver ações relativas à fiscalização do exercício profissional e estimular a educação profissional continuada. Esses são os propósitos do CRCSC VAI ATÉ VOCÊ, o mais novo projeto do Conselho Regional da Contabilidade de Santa Catarina que chega na serra catarinense.  

 

Estruturado inicialmente no formato presencial, o projeto se adaptou à nova realidade por conta da pandemia da Covid-19 e será 100% on-line. O objetivo é realizar reuniões em todas as regiões de estado de Santa Catarina. Nesta terça (8), a cidade que recebe o Conselho é Itajaí, incluindo também os municípios de Balneário Piçarras, Ilhota, Luiz Alves, Navegantes e Penha. 

 

 

O encontro é destinado para todos os profissionais da contabilidade que atuam nestes municípios, além de organizações contábeis e representantes da administração pública municipal e estadual. Segundo a presidente do CRC de Santa Catarina, Contadora Rúbia Albers Magalhães, o intuito é estar conectada com os profissionais da contabilidade de cada parte do Estado. “O olho no olho não será possível, mas estaremos conectados com todos que quiserem nos ajudar a construir uma profissão cada vez mais forte. Por meio deste projeto, temos certeza de que iremos entender melhor a realidade da região de Itajaí, evoluindo ainda mais nas ações de registro, fiscalização e estímulo da educação continuada”, enfatiza a presidente.  

 

O Delegado de Representação da região de Itajaí, Contador Eduardo José Bohora, também estará presente no encontro, assim como a presidente, vice-presidentes e Conselheiros do CRCSC.  

 

COMO PARTICIPAR? 

Para participar, é necessário enviar um e-mail de confirmação para diretoria1@crcsc.org.br. O encontro será na próxima segunda, às 14h, pela plataforma Zoom.  As vagas são limitadas, por isso, a inscrição antecipada é necessária. Recomenda-se que os profissionais da contabilidade levem suas demandas para serem discutidas durante o evento.  

ExpoGestão 2021: Conhecimento que transforma

Palestras, painéis, muito conhecimento, experiências inspiradoras, novas dinâmicas de acesso a conteúdos, engajamento e interação social. É o que promete a edição 2021 da ExpoGestão, que será realizada em formato digital de 19 a 21 de outubro.
Entre tantas novidades, a ExpoGestão 2021 mantém a tradição de reunir o mundo real dos negócios, casos práticos e experiências de sucesso.
Para dar mais conforto, flexibilidade, portabilidade e ajustar-se a disponibilidade de cada participante, nada melhor do que a facilidade e acessibilidade do mundo digital. A ExpoGestão trará todas essas vantagens e outros benefícios aos participantes. Além da possibilidade de assistirem às palestras, em tempo real ou quando desejarem, na plataforma ou no aplicativo, os executivos terão a oportunidade de participarem da comunidade ExpoGestão.

 

Petrobras muda modelos de contrato para venda de combustíveis

A Petrobras aprovou novos modelos contratuais para venda de gasolina A (sem adição de etanol) e de óleo diesel (rodoviário e marítimo) para as distribuidoras de combustíveis. A Petrobras não deu detalhes sobre os novos modelos, mas informou que não haverá mudanças em sua política de preços desses produtos.

De acordo com a empresa, suas práticas de precificação continuarão sendo alinhadas aos mercados internacionais.

A decisão de fazer novos modelos contratuais com as distribuidoras visa a aumentar a competitividade e trazer flexibilidade para a empresa na adoção de novas estratégias comerciais.

“No cenário atual do mercado, caracterizado pela entrada de produto importado por terceiros e pelo processo de desinvestimento de ativos de refino, torna-se necessário promover aperfeiçoamentos em algumas cláusulas comerciais e operacionais. Esses ajustes, definidos com base na experiência obtida ao longo do período de vigência dos atuais contratos e em decorrência de feedback dos clientes, buscam fortalecer a relação comercial com nossos clientes e a competitividade da companhia”, diz a Petrobras, em nota divulgada hoje (10).

Núcleo de Empresários de Camboriú promove encontro com empreendedores do município

Para aproximar a classe empresarial e fomentar novas oportunidades de negócio, o Núcleo de Empresários de Camboriú da Acibalc, em parceria com a Prefeitura de Camboriú, promove no próximo dia 21, um Encontro de Empresários no município. Podem participar associados e não associados da entidade, que queiram fortalecer o empreendedorismo na cidade. O evento será presencial e realizado no Auditório da Prefeitura, a partir das 8h30.

Durante o evento serão abordados conteúdos sobre negócios, gestão e vendas com objetivo de orientar os empresários sobre como participar das ações fornecidas pela entidade para melhorar o ambiente de negócios local. Além disso, o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Camboriú, Ângelo César Gervásio, falará sobre as ações da secretaria no fortalecimento da classe empresarial do município.

Segundo o Coordenador do Núcleo de Empresários de Camboriú, Cássio Fernandes de Paula, é uma oportunidade de apresentar a Acibalc para mais empreendedores interessados em fortalecer o movimento associativista na cidade. “Sem dúvida faremos um grande encontro, reunindo empresários para debater e buscar soluções para os problemas e dificuldades dos empreendedores na nossa cidade”, ressalta.

De acordo com o Presidente da Acibalc, Héderson Cassimiro, Camboriú é uma cidade em pleno desenvolvimento e a Acibalc está comprometida em colaborar com o fortalecimento dos empresários locais. “Queremos colaborar em dois aspectos: na melhoria das empresas e também estimulando que os empreendedores e empreendedoras participem nas questões relacionadas à cidade. Esse encontro vem para reforçarmos esse compromisso de melhorarmos juntos o ambiente de geração de negócios”, destaca.

O evento terá capacidade limitada respeitando os protocolos sanitários da Covid-19. Empresários interessados devem confirmar presença pelo celular da Acibalc: (47) 99931-0203.

FAESC apoia construção de ramal da Ferroeste para Chapecó

 A construção de uma ferrovia ligando Chapecó, no oeste catarinense, com o sudoeste do Paraná é um projeto que está sendo discutido desde a primeira década desse século. O interesse catarinense nessa obra reside na necessidade de encontrar uma via para buscar mais de 5 milhões de toneladas de milho no centro-oeste brasileiro para alimentar as cadeias produtivas da suinocultura e da avicultura industrial barriga-verde. Agora, a ferrovia paranaense Ferroeste apresentou ao governo federal proposta para implantar trecho de ferrovia ligando Cascavel, no oeste paranaense, a Chapecó, em Santa Catarina, aproveitando os incentivos do recém-lançado programa Pró Trilhos.

A iniciativa recebeu ampla aprovação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), José Zeferino Pedrozo.

                 A construção do ramal de Chapecó se interconectará com a futura extensão de Cascavel (PR) até Maracaju (MS), ligando Santa Catarina ao Mato Grosso, passando pelo sudoeste e oeste paranaense.         O novo trecho terá uma extensão de 286 quilômetros e está orçado em R$ 6 bilhões, recursos que serão obtidos mediante parcerias público-privadas (PPP). O Ministério da Infraestrutura lançou o novo programa ferroviário nacional neste mês e recebeu até agora projetos para 11 novas ferrovias no país.

O interesse do empresariado em investimentos ferroviários resulta da Medida Provisória 1.065/2021, editada pelo Governo, criando o novo programa Pró Trilhos, que tem como diferencial o modelo de concessão por autorização. Essa alternativa prevê menos exigências a investidores e também não requer a devolução da obra no fim da concessão.

Pedrozo espera que esse novo modelo acelere as ferrovias e solucione um gargalo logístico histórico de Santa Catarina, que é a dificuldade para trazer grãos da região centro-oeste do País para nutrição animal. O novo regime agiliza a tramitação e a aprovação porque dispensa leilões públicos: a própria empresa propõe ao governo o projeto e o interesse em construir e operar uma ferrovia. A intervenção regulatória é muito menor que nas concessões.

A construção de um ramal da Ferroeste para Chapecó é discutida desde 2008, quando o Governo do Paraná contratou a primeira fase do estudo de viabilidade técnica para expansão da Ferroeste para o sudoeste do Paraná e o oeste de Santa Catarina. O contrato – que nunca chegou a ser executado – era um passo necessário para verificação das condições de viabilidade técnica, econômica e financeira de uma ligação ferroviária entre o trecho existente (Guarapuava – Cascavel) e o sudoeste do Paraná e oeste de Santa Catarina, até Chapecó.

O presidente da FAESC observou que o oeste catarinense e o sudoeste do Paraná necessitam da construção de vias férreas para aumentar a atratividade de investimentos produtivos e ter maior participação no comércio internacional. A região é destaque nacional na produção agropecuária, na industrialização, no sistema cooperativista, em especial no segmento avícola e suinícola e não pode ser prejudicada pela precária infraestrutura e logística de transporte.

 

Foto 01  A - José Zeferino Pedrozo - presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC)

Consumo das famílias em supermercados cresce 4,84% em julho

O consumo das famílias brasileiras aumentou 4,84% em julho deste ano na comparação com junho, mas caiu 1,15% ante o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o índice foi positivo, ficando em 3,24%. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a queda mensal foi a segunda do ano, já que em junho o Índice Nacional de Consumo das Famílias nos Lares Brasileiros havia detectado baixa de 0,68% na comparação com o mesmo mês de 2020.

Ao comentar hoje (9) o resultado, o vice-presidente institucional da Abras, Marcio Milan, disse que o crescimento mensal pode ser atribuído ao pagamento de R$ 5,5 bilhões da quarta parcela do Auxílio Emergencial, que beneficiou 26,7 milhões de famílias; à distribuição de R$ 1,23 bilhão pelo Bolsa Família para as famílias não elegíveis para a receber tal benefício; à geração de 50.977 postos de trabalho no setor em julho e ao avanço da vacinação contra a covid-19.

Outro fator citado por Milan foi a expansão do setor, com a abertura de novas lojas. “Em julho, foram inauguradas 21 lojas, 42 foram reinauguradas e 13 passaram por algum tipo de transformação para o melhor atendimento do consumidor”, informou.

O levantamento também mostrou que o custo da Cesta Abrasmercado, que inclui 35 produtos de largo consumo (alimentos, cerveja, refrigerante e produtos de higiene), fechou o mês em R$ 668,55, com acréscimo de 0,96% em relação a junho. Comparando com julho de 2020, a alta foi de 23,14%.

A Região Norte permanece com a cesta mais cara do país, no valor de R$ 752,89 (acumulado de 23,49% nos últimos 12 meses), seguida pelas regiões Sul (R$ 734,10), Sudeste (R$ 640,87), Centro-Oeste (R$ 616,68) e Nordeste (R$ 598,22).

De acordo com a Abras, os produtos que mais encareceram no acumulado de 2021 foram açúcar, ovo, carne (dianteiro), café, frango congelado, carne (traseiro), leite longa vida e feijão foram os itens que mais encareceram. No mesmo período, o preço do arroz, pernil e óleo de soja caiu. No acumulado dos últimos 12 meses, o óleo de soja disparou, com 87,3% de alta, seguido pelo arroz, com 39,8%, carne (dianteiro), com 40,6%, carne (traseiro), com 32,9%, pernil, com 24,8%, frango congelado, com 30,8%, açúcar, com 32,6%, café, com 17,8%, ovo, com 12,4%, leite longa vida, com 10,9%, e feijão, com 5%.

Milan ressaltou que o movimento de preços está ocorrendo em todo o mundo. “Nos últimos 12 meses, identificamos aumento em função da exportação de alguns produtos com maior procura e, em função do câmbio que foi bastante favorável."

Lembrando que o número de marcas de qualidade cresceu e que, há valores bem variados, ele recomendou que o consumidor fique atento e pesquise preços. "Temos de 9 a 12 marcas de arroz e feijão no mercado, por exemplo, muitas vezes, em uma mesma loja.”

Caminhoneiros

A Associação Brasileira de Supermercados descartou o risco de desabastecimento da rede supermercadista em decorrência dos protestos de caminhoneiros registrados nas rodovias de 15 estados na manhã desta quinta-feira.

A Abras informou que acompanha  o monitoramento feito pelo governo federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que indica que o movimento já perdeu força e que pode durar mais um ou dois dias no máximo. “O abastecimento e os preços dos supermercados, portanto, não devem ser afetados, e não existe necessidade de antecipação de compras por parte do consumidor”, concluiu a associação.

Pressão dos preços avança em agosto e pode gerar efeito cascata

A taxa da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu 0,87% em agosto- o maior patamar para o mês em 21 anos e acima das expectativas de mercado (0,7%). O índice já havia registrado alta histórica no mês anterior (0,96%).

No acumulado de 12 meses, a inflação acelerou e chegou a 9,68%, maior patamar desde 2013 (15,07%) na comparação com igual período.  No ano, o IPCA acumula alta de 5,67%, acréscimo de 0,91 pontos percentuais. Ambos os resultados infringiram o limite máximo da meta de inflação definida para o ano de 2021 (3,75%), com margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Com esse resultado, fortalece a tendência de manutenção e possível aceleração da alta da taxa SELIC. Desde março, a taxa passou de 2,0% para 5,75% ao ano. Segundo relatório Focus de 03/09/2021,  as expectativas de mercado indicam SELIC em 7,63%, portanto, há possibilidade da taxa estar acima do nível de neutralidade (retirada de estímulos da atividade econômica) até o final de 2021 e impactar negativamente a retomada econômica.

Efeito cascata

Em 2021, os choques dos preços destoam do ano anterior ao ampliar a variedade dos componentes afetados. A preocupação diante do cenário atual está voltada para a intensidade do avanço da inflação e o aumento nos preços para diversos produtos. “A alta da energia elétrica e do combustível torna o cenário mais arriscado, pois os itens são base para formação de outros preços, e esta elevação pode levar a um efeito cascata, impactando outros itens”, explica o economista da Fecomércio SC, Alison Fiuza.

Essa tendência é reforçada com os resultados de agosto. Dentre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em comparação ao mês anterior.  Os maiores impactos foram do grupo de  transporte (1,46%), seguido de  Alimentação e Bebidas (1,39%) e habitação (0,67%). Dentre esses grupos, a alta foi influenciada pela aceleração dos combustíveis (2,96%), da energia elétrica (1,10%) e da alimentação no domicílio (1,63%).

A disseminação dos preços em diversos produtos é observada comparando a inflação acumulada de dezembro de 2020, que se concentrava no grupo de alimentação e bebidas (14,09%), enquanto em outros setores o impacto era menor, tais como Transporte (1,03%), Habitação (5,25%), artigos residenciais (6,0%) e deflação no Vestuário de -1,13%.

Já em agosto de 2021, a pressão dos alimentos permanece, com alta em 12 meses de 13,94%, mas os choques de preços foram ampliados para outros agrupamentos, como Transporte (16,63%), Artigos Residência (12,69%), Habitação (11,57%) e vestuários (7,1%).

Impactos no consumo

A expansão dos preços tem deteriorado o rendimento dos catarinenses. No 2º semestre do ano, houve redução de 1,4% no rendimento real médio na comparação com o trimestre anterior e de 1,9% em relação ao 2º semestre de 2020.  Com orçamento mais apertado, a Intenção de Consumo das Famílias Catarinenses (ICF) reduziu 0,73% em agosto diante do mês anterior.  Leia a pesquisa completa

Além disso, 90% dos entrevistados afirmam que estão comprando menos que antes e 58% dos consumidores acreditam que comprar a prazo está mais difícil. Essas condições são sinais dos efeitos negativos da inflação e do aumento das taxas de juros de mercado.

Fatores que refletem nos preços

– Aumento das commodities no mercado internacional: a elevação do barril de petróleo chegou ao patamar US$ 72,99 no final de agosto, acréscimo de 42,8% frente ao valor do início do ano corrente (US$ 51,09)

– Desvalorização do real: desde o início da pandemia a moeda retraiu 23,8%, passando a taxa de câmbio nominal de R$/US$ 4,24 (02/02/20) para R$/US$  5,25 (08/09/21).

– Eventos climáticos: longas estiagem e ocorrência de geadas interferem na produção agrícola e causam diminuição dos reservatórios das hidrelétricas, resultando no encarecimento da geração de energia em virtude do aumento da geração elétrica por termelétrica.

Feira B2B é a primeira do setor a retomar o formato presencial

Reinventada, a Logistique – Feira e Congresso de Logística e Negócios Multimodais de Cargas acontece nos dias 10 e 11 de novembro, em Joinville, no formato híbrido. O evento retorna ao seu habitual endereço, o Centro de Convenções e Exposições Expoville, em Joinville, e também poderá ser acompanhado online. “O avanço nas campanhas de vacinação e o novo cenário da pandemia nos possibilita fazer feira no formato híbrido, porém, com todo um protocolo de segurança sanitária desenvolvido de acordo com a feira”, diz o diretor Leonardo Rinaldi.

 

O formato desenhado para este ano prevê uma edição especial, de alta performance e com modelagem totalmente inovadora. Serão 60 expositores e o público visitante limitado de acordo com a regulamentação dos órgãos sanitários no período de realização. Os expositores [importantes players do mercado] foram minuciosamente selecionados de forma a criar um ambiente favorável a realização de negócios e geração de oportunidades com conexões relevantes.

 

“Esses dois anos de pandemia foram muito desafiadores e o setor de logística foi um dos que mais precisou se moldar para atender as demandas do mercado. O resultado disso é que foi um dos segmentos econômicos que mais cresceu e mais avançou em termos de inovação”, explica Rinaldi. “E nada melhor que um evento face-to-face para as empresas do setor mostrarem ao mercado toda essa inovação”, acrescenta a diretora executiva Karine Marmitt.

 

O novo desenho da Logistique – Feira e Congresso de Logística Negócios Multimodais de Cargas cria uma grande plataforma integrada para negócios, network e conteúdo, agregando oportunidades tanto em momentos presenciais como digitais. Outras ações de relevância serão as rodadas de negócios digitais, plataforma de matchmaking, feira digital, reuniões agendadas, lounges vip para reuniões de negócios, café, restaurante e estúdio com transmissão online e ao vivo das palestras, o que garante total interatividade.

 

 

Escola de Negócios da Acibalc abre inscrições para Curso de Vendas presencial

A Escola de Negócios da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc) acaba de abrir inscrições para a primeira formação presencial do ano: Curso de Vendas. Com início em 23 de setembro, a capacitação contará com mais de 20 horas de conteúdo, divididas em seis módulos e ministradas nas quintas à noite pelo consultor Diego Martins. Podem participar empreendedores e gestores de vendas, além da equipe comercial de micro e pequenas empresas de diferentes segmentos e portes.

O curso irá abordar técnicas de vendas e estratégias para cada tipo de negócio, desde o desempenho e a compreensão do cliente, trazendo o comportamento de consumo, jornada de compra e desenvolvimento do processo de captação de novos clientes. Já nos módulos finais serão aplicadas técnicas para conquistar a confiança dos consumidores e formas de estratégias de fidelização e relacionamento.

O consultor Diego Martins é administrador com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas, formação como Analista Comportamental, Identificação de Indicador Tipológico, Professional Leader Coach Certification e Multiplicadores de Conhecimento em Micro e Pequenas Empresas, além de possuir certificado em Customer Experience e Customer Success.

“Vender é o oxigênio de uma empresa. Sem vendas não há pessoas, planejamento, gestão, financeiro ou qualquer outra área de uma empresa que se sustente. Por isso, esperamos que nossos empreendedores embarquem nessa jornada de conhecimento para aprender a entender o cliente, acompanha-lo durante sua jornada de compra e mantê-lo em sua base como um ativo e multiplicador do seu resultado”, destaca o Presidente da Comissão da Escola de Negócios, Sandro Luis Marques.

O curso será aplicado nos dias 23 e 30 de setembro e 7, 14, 21 e 28 de outubro. Os empresários interessados devem realizar inscrição no link: https://app.higestor.com.br/inscricao/4827. As vagas são limitadas. Para associados da Acibalc, o curso terá o valor de R$299,00 e para não associados R$399,00.

Quer trabalhar? Vagas atualizadas do Sine de Itajaí!

VAGAS DISPONIVEIS DO SINE DE ITAJAÍ em 08/09/21

 Ajudante de motorista                            ( vaga exclusiva para PcD)

Almoxarife

Analista de folha de pagamento

Analista de negócios

Analista de sistemas

Analista fiscal (economista)

Armador de ferros

Assistente de controle técnico de manutenção

Atendente balconista

Atendente de farmácia – balconista

Auxiliar administrativo

Auxiliar de confeitaria

Auxiliar de cozinha

Auxiliar de estoque                                  (Vaga exclusiva PcD)

Auxiliar de exportação e importação

Auxiliar de linha de produção

Auxiliar de logística    

Auxiliar de logística                                 (Vaga exclusiva PcD)                              

Auxiliar mecânico de autos

Auxiliar de serviços de importação e exportação

Auxiliar financeiro

Balconista de açougue

Chapeiro

Conferente de carga e descarga

Consultor de vendas

Cozinheiro de restaurante

Cozinheiro geral

Eletricista

Esteticista

Faturista

Gerente de loja e supermercado

Marceneiro

Mecânico de automóvel

Monitor de prevenção de perdas

Montador de automóveis

Montador de móveis de madeira

Motorista carreteiro

Motorista particular

Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações- (Vaga exclusiva PcD)

Pedreiro

Serralheiro

Servente de Limpeza                       (Vaga exclusiva PcD)

Torneiro mecânico

Trabalhador de preparação de pescados (limpeza)

Vendedor interno

Vendedor pracista

Vigilante                                                (Vaga exclusiva PcD)

Total de vagas 115

Para consultar ou candidatar-se às vagas disponíveis no SINE, você deve cadastrar-se na plataforma https://empregabrasil.mte.gov.br/ ou utilizar o aplicativo SINE FÁCIL no seu celular. As vagas também são divulgadas no facebook do SINE ITAJAÍ.

Para auxílio em casos de dúvidas, atendemos pelo facebook (você pode enviar mensagem para a página)  33986070.

Seminário Empretec está com as inscrições abertas em Balneário Camboriú

O principal programa de formação de empreendedores no mundo está com as inscrições abertas em Balneário Camboriú. De 18 a 23 de outubro, o seminário intensivo criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), promoverá uma imersão de 60h de capacitação com dedicação exclusiva dos participantes em técnicas de desenvolvimento pessoal e gerencial. As entrevistas seletivas acontecem mediante agendamento de 20 de setembro a 15 de outubro. As vagas são limitadas.

O Empretec é realizado em mais de 40 países, e no Brasil, a iniciativa é exclusiva do Sebrae. O curso ensina técnicas para empreender melhor e é uma grande oportunidade para enfrentar desafios, desenvolver habilidades e capacidades, despertar a identidade empreendedora e descobrir novas oportunidades de negócio. O seminário será ministrado pelos instrutores Flora Maria Nunes Pachalski e Rodrigo Tomelin Haertel.

Os participantes serão desafiados a desenvolver dez características empreendedoras como: busca de oportunidade e iniciativa, persistência, análise de riscos, qualidade e eficiência, comprometimento, busca de informações, metas, planejamento, persuasão e rede de contatos e independência e autoconfiança. Para participar do Empretec o interessado deve iniciar uma pré-inscrição, seguida por uma entrevista de seleção online que visa avaliar as características empreendedoras do candidato, permitindo traçar um perfil dos participantes do grupo.

Segundo o Gerente Regional do Sebrae da Foz, o Empretec ajuda a desenvolver novas visões de negócios. “É um seminário preparado para que o empreendedor localize oportunidades tanto para fortalecer sua empresa, quanto para começar a empreender. São seis dias de imersão completa para absorver toda experiência e aprendizado levando o empresário a uma jornada de sucesso”, destaca.

Calendários de semeadura de soja passam a ser obrigatórios para 20 estados

Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na quinta-feira (2), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 389 que estabelece os calendários de semeadura de soja referente à safra 2021/2022, que deverão ser seguidos pelos estados produtores em todo o país. 

A medida fitossanitária, implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), visa racionalizar o número de aplicação de fungicidas e reduzir os riscos de desenvolvimento de resistência do fungo Phakopsora pachyrhizi às moléculas químicas utilizadas no controle desta praga. 

A semeadura da soja que, até o momento, era estabelecida somente nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Tocantins, passa ser obrigatória também, a partir desta safra, nos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e São Paulo, totalizando 20 unidades da federação com período determinado para início e final do plantio. 

Os calendários foram estabelecidos a partir das sugestões de Agências Estaduais de Defesa Agropecuária e do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, ajustados em função das condições peculiares de cada região produtora. 

“Os ajustes foram efetuados pela coordenação nacional do PNFS, que identificou a necessidade de ampliação da coleta de dados que amparem a delimitação dos diferentes períodos dos calendários de semeadura, assim como o seu efetivo impacto nos resultados pretendidos do programa”, explica a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro. 

Segundo a coordenadora, o objetivo é que a medida seja implementada de forma orgânica e gradual, permitindo que os períodos subsequentes sejam estipulados de forma coerente com o contexto de cada região produtiva, em especial no que se refere às características edafoclimáticas, às práticas de manejo adotadas na prevenção e controle da praga e os resultados dos monitoramentos relativos à sua ocorrência em cada ano agrícola. 

Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja 

O PNCFS, instituído pela Portaria nº 306/2021, visa ao fortalecimento do sistema de produção agrícola da soja, congregando ações estratégicas de defesa sanitária vegetal com suporte da pesquisa agrícola e da assistência técnica na prevenção e controle da praga. 

A Ferrugem Asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, e considerada uma das mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a ferrugem asiática foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção. 

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Geração de emprego cresce 15,5% em um mês e bate novo recorde em Itajaí
Itajaí segue em crescimento apesar da instabilidade do cenário econômico nacional e da pandemia de coronavírus. A geração de empregos voltou a apresentar alta de 15,5% no mês de julho em relação a junho e acumula 7.405 empregos criados em 2021. Os dados são do Ministério do Trabalho e reúnem as vagas com carteira assinada.
 
O número considerado um recorde, supera o total de vagas criadas ao longo dos últimos dois anos. Ainda, conforme o levantamento do Ministério do Trabalho, o setor de serviços é o que continua contratando mais, seguido da indústria, comércio e construção.
 
“Esse crescimento mostra a força da nossa cidade, que não para de investir, e no dinamismo do empresariado que tem se reinventado. Prova disso são as consultorias que promovemos em parceria com o Sebrae e estão sendo muito procuradas”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Thiago Morastoni.
 
As consultorias fazem parte do Programa de Apoio ao Empreendedor e são voltadas para as áreas de planejamento, marketing digital, marketing e vendas, como vender para prefeituras, processos, finanças e recursos humanos. Eles ocorrem de forma on-line e gratuita e podem ser agendadas pelo WhatsApp (47) 9 8857-6171.
O Brasil no comércio internacional

Zilda Mendes

Por conta da pandemia de covid-19, era esperado que os resultados do comércio internacional referentes a 2020, divulgados pela Organização Mundial do Comércio, não fossem tão bons, não só no Brasil, mas na maior parte dos países.

Embora a balança comercial brasileira venha apresentando resultados positivos neste ano, a participação do Brasil no comércio internacional há muito tempo é quase insignificante, girando em torno de 1% em relação ao total das exportações e importações feitas pelo mundo. A pandemia só veio agravar o desempenho brasileiro, mas isto não pode ser considerado o único motivo pelo qual o país vinha patinando nas últimas décadas neste segmento.

Quem acompanha o comércio exterior brasileiro percebe que há um esforço bastante importante para o aumento das exportações e importações brasileiras, sobretudo de algumas câmaras de comércio que trabalham no sentido de divulgar e apresentar oportunidades de negócios para as empresas nacionais.

De sua parte, órgãos governamentais têm buscado desburocratizar e agilizar os procedimentos para as exportações e importações. Diversos eventos, teleconferências, debates e cursos, muitos gratuitos, são oferecidos não só por instituições governamentais, mas também pela iniciativa privada, para que profissionais se atualizem e se qualifiquem para atuar neste segmento.

Neste ano, foi lançado o primeiro Anuário de Comércio Exterior Brasileiro pelo Ministério da Economia, que apresenta uma visão do ano de 2020 do comércio exterior brasileiro e as ações adotadas para o enfrentamento à pandemia da covid-19. Neste relatório, são apresentadas as estatísticas e as medidas adotadas para as operações de comércio exterior, a facilitação de comércio, a modernização do Mercosul, financiamento ao comércio exterior, os acordos comerciais, a identificação de barreiras comerciais e internacionalização de empresas brasileiras, defesa comercial e interesse público, governança da política comercial e investimentos.

Esta publicação é muito bem-vinda. Há tempos era necessário que publicações oficiais como esta fossem disponibilizadas não somente para os profissionais que atuam neste segmento, mas também para que a sociedade de forma geral conhecesse e acompanhasse as ações do governo e pudesse avaliar positiva ou negativamente os resultados apresentados.

Já se podia notar que medidas estavam sendo adotadas para incrementar, desburocratizar e, principalmente, facilitar os negócios internacionais. Consultas públicas passaram a ser mais frequentes e fundamentais para a adoção de políticas adequadas e atuais para a prática do comércio exterior, o que certamente pode melhorar a performance e a competitividade do Brasil no mercado externo.

Os dados referentes ao comércio brasileiro de mercadorias em 2020, apresentados pela OMC - Organização Mundial do Comércio, apontam que houve decréscimo em relação ao ano anterior, tanto nas exportações como nas importações. O valor total das exportações brasileiras foi por volta de US$ 209 bilhões e o das importações, US$ 166 bilhões. Em 2019, estes valores foram de US$ 225 bilhões e US$ 184 bilhões, respectivamente. No ranking mundial, em 2020, o Brasil ocupou a 26ª posição como exportador e a 29ª posição como importador, sendo que em 2019 o país ocupava as 27ª e 28ª posições, respectivamente. Nestes últimos dois anos, considerando os países do BRICS, o Brasil ficou à frente somente da África do Sul.

Mas, independentemente da pandemia, que impactou negativamente no comércio exterior no mundo todo, com algumas pouquíssimas exceções, a pergunta que persiste é: por que o Brasil, mesmo apresentando superávits frequentes na balança comercial, não consegue aumentar a sua participação no comércio internacional?

Zilda Mendes - professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua nas áreas de comércio exterior e câmbio.

Conab estima produção total de 289,6 milhões de toneladas de grãos para safra 2021/22

Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na quinta-feira (26/08), as Perspectivas para a Agropecuária Safra 2021/22 – Edição Grãos, publicação que traz as principais variáveis de mercado e as tendências para as culturas de soja, arroz, feijão, algodão e milho. Os dados apontam para uma produção total de 289,6 milhões de toneladas de grãos para a safra 2021/22. 

A publicação aponta, de forma geral, para a manutenção de preços em patamares remuneradores para as principais culturas, além de um novo recorde na produção de soja (141,3 milhões de toneladas) – mantendo o Brasil como o maior produtor e exportador da oleaginosa no mundo – e também recorde na produção de milho (115,9 milhões de toneladas).

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) ressaltou a importância da disponibilização de informações para que produtores tomem decisões mais orientadas para planejar sua produção. “Isso é muito importante principalmente para os médios produtores, que terão informações cada vez mais seguras para a suas tomadas de decisão, desde a época de plantio até de quando vender e para conhecer os números que temos tanto no mercado interno mas também nos mercados externos”, disse.  

Outro destaque é a projeção de recuperação de produtividade na casa dos 29% para o milho, após um ano marcado pela quebra em razão dos fatores climáticos. Além disso, espera-se uma recuperação dos estoques de passagens de milho, finalizando o próximo ciclo em 9,9 milhões de toneladas. A projeção é de recuperação das exportações do produto, saindo de 23,5 milhões de toneladas neste ano safra para 39 milhões de toneladas no próximo ano.

Para o arroz, a expectativa é de um pequeno aumento de produção (+0,4%), com projeção aproximada de 11,8 milhões de toneladas. Já para o feijão, a perspectiva é de manutenção de área e aumento da produção, devido à recuperação da produtividade (+5,65%), que foi afetada no último ciclo. Com isso, há a projeção de recuperação da produção e dos estoques finais, que voltarão a valores próximos ao da média dos últimos 5 anos.

Em relação ao algodão, a retomada da demanda pelo produto – vinda de importantes consumidores asiáticos –, o dólar valorizado e a menor produção dos EUA contribuíram para uma forte valorização dos preços internacionais, o que permitiu que o Brasil batesse recorde de exportações. Boa parte da safra a ser plantada já está comercializada e os produtores se esforçam para se firmarem no mercado internacional como exportadores regulares. As projeções da Companhia indicam uma elevação de 13,4% da área a ser plantada na safra 2021/22.

Sobre as Perspectivas

Nas Perspectivas para a Agropecuária, que chega ao seu oitavo ano, o leitor pode conferir estimativas detalhadas sobre área, produtividade, produção, consumo, exportações, importações, estoques, custos, preços e rentabilidade na Safra 2021/2022, além de um quadro de oferta e demanda, com as variáveis referentes às safras anteriores. O estudo também aborda questões como perspectivas econômicas, tendo como ponto de partida o desafiador cenário mundial.

Nesta publicação, foram adicionados modelos de séries temporais e modelos econométricos de rentabilidade e de preços reais para a previsão da área e produtividade agrícola para o próximo ciclo. Além disso, o documento conta também com cálculos da previsão do PIB Agropecuário em 2022, realizados pelo Instituto de Pesquisa de Economia Aplicada (Ipea) com base em dados da Conab.

As Perspectivas para a Agropecuária têm o objetivo de contribuir para a previsibilidade do setor, para a redução das assimetrias de informações e para o aumento da transparência das operações. A partir dos dados apresentados, diversos atores com participação no cenário agro poderão compreender o que esperar para o próximo ciclo e, por meio das análises, tomar decisões de maneira mais estratégica e com maior segurança.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
Portonave apoia o Proerd em Navegantes

Mais uma vez, a Portonave patrocina o Programa Educacional de Resistências às Drogas e à Violência – Proerd da Polícia Militar de Santa Catarina, em Navegantes. Materiais como notebook, camisetas, estojos, copos, mochilas e o mascote Leão Dare foram adquiridos pela empresa e entregues no início deste mês, no 25° Batalhão de Polícia Militar.

 

Neste ano, por conta das restrições da pandemia, o programa inicialmente atenderá sete escolas e mais de 350 estudantes das redes públicas e privadas de ensino, com todas as restrições e protocolos sanitários necessários. Em 2019, a Portonave já havia apoiado o programa, que teve mais de 25 mil estudantes formados.

 

Desde então, a cada ano, a integração da Polícia Militar com as escolas e famílias encontram uma forma de contribuir para o fortalecimento da cultura e da paz. Uma iniciativa que visa à valorização da vida e a construção de uma sociedade mais segura e saudável, por meio da educação, capacitação de crianças e adolescentes e da formação de cidadãos.

Comunicado ao mercado: Wolff Cargo Serviços Logísticos

A Wolff Cargo Serviços Logísticos, de Itajaí, comunica ao mercado que a partir da data de hoje se integra à WOLFF HOLDING INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA, denominada WOLFF GROUP, trata-se de uma holding de capital fechado que engloba também as empresas Wolff Assessoria Aduaneira, Wolff Terminais e Wolff Florestal e Transportes.

Comunicamos ainda que a integração à holding não implica na fusão das empresas, as quais continuarão operando de forma independente e autônoma, cada uma em seu respectivo campo, porém com a possibilidade de atuação conjunta em projetos específicos que envolvam o desenvolvimento de soluções integradas para melhor atender as necessidades de nossos clientes.

A Wolff Group, juntamente com a Wolff Cargo tem seu endereço alterado a partir de 29 de agosto. Estarão sediadas no Absolute Businnes & Hotel, localizado estrategicamente ao lado do Porto de Itajaí, Receita Federal e outros entes atrelados às operações de comércio exterior.

O sócio fundador da Wolff Cargo, Jackson Emiliano Wolff, agora assume a frente da WOLFF GROUP como CEO, agregando à holding o  know-how e expertise adquiridos em uma carreira de mais 30 anos atuando em diversos segmentos da Logística e Comércio Exterior.

www.wolffcargo.com

Marina Itajaí anuncia construção de alameda comercial e nova fase de expansão

O aquecimento do mercado náutico no último ano, como é o caso do acréscimo de 20% nas vendas de barcos, conforme dados da associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Seus Implementos (Acobar), também beneficiou diversos outros setores ligados a náutica, como: marinas, prestadores de serviços e comércio de produtos. Para atender essa crescente demanda, em Santa Catarina, a Marina Itajaí, que é uma das maiores marinas do país, investe R$ 1,2 milhão na ampliação do mix de lojas e do centro de serviços. A obra já iniciou e está prevista para ser concluída em outubro deste ano.

 

“Estamos ampliando a nossa área comercial e de serviços para oferecer espaços mais modernos para nossos clientes. Nosso objetivo é trazer operações cada vez mais segmentadas e qualificadas, e seguirmos como referência em turismo e entretenimento ligados à náutica”, explica o diretor da Marina Itajaí, Carlos Gayoso de Oliveira. 

 

Serão cinco novos comércios e 12 lojas de serviços que estão sendo reestruturadas, totalizando 450 metros quadrados. Além da empresa de aluguel de lanchas DDB Yatchs, de importação de veleiros Mastermarine e de venda de cotas de barcos Cia Lake, haverá duas novas empresas na alameda comercial:  um café gourmet com armazém e uma adega de bebidas premium. 

Reestruturação do píer flutuante

Além da expansão da área comercial e de serviços, com a alta procura por vagas molhadas, está prevista para os próximos meses a ampliação do número de vagas para embarcações e reestruturação do acesso aos píeres flutuantes que contarão com acesso individual por meio digital. Atualmente, a Marina Itajaí conta com 200 vagas molhadas e 155 vagas secas. 

“Com um número maior de barcos navegando na costa brasileira, a procura por vagas também cresceu e por isso pretendemos modernizar o acesso e ampliar o píer C para desenvolver ainda mais a nossa capacidade de atendimento”, enfatiza Oliveira.

Sobre a Marina Itajaí


Com início das operações em 2016, a Marina Itajaí está localizada no centro de Itajaí, SC, ao lado do Centreventos. Oferece 355 vagas, sendo 155 vagas secas e 200 vagas molhadas. Modernos equipamentos como ForkLift para até 12 toneladas e TravelLift para até 75 toneladas, são um diferencial na sua configuração, além do posto de combustível com bandeira BR, sendo a única marina no sul do país com Diesel Verana. Possui espaço gastronômico com dois restaurantes internacionais, o Zephyr Seafood & Nikkei e o Amare Restaurante e Bar, com amplo estacionamento, ponto de carregamento de carros elétricos e heliponto. É a única marina do Brasil com certificação internacional ISO 14.001/2015, relacionada ao sistema de gestão ambiental.

www.marinaitajai.com

Prazo para participar do Programa Catarinense de Recuperação Fiscal termina na próxima semana

O Programa Catarinense de Recuperação Fiscal (Prefis) de 2021 termina na próxima terça-feira, 31. Lançada há um mês, a medida da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) oferece descontos sobre multas e juros de até 90%.

Pelo programa, é possível regularizar débitos dos Impostos sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS); Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD); e Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). 

Em relação ao ICMS, podem ser objeto do Prefis-SC/2021 os créditos tributários constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa, inclusive os ajuizados, para fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2020. “Para minimizar os efeitos da pandemia de Covid-19, o Governo do Estado lançou esta edição do programa. No caso do ICMS, para os fatos geradores acontecidos entre os dias 1º de março e 31 de dezembro de 2020, há a possibilidade de parcelamento das multas e juros em até 60 vezes, com desconto gradativo”, diz a diretora de Administração Tributária, Lenai Michels.

Sobre o ITCMD, é necessário que os créditos tributários tenham ocorrido até 31 de dezembro de 2020, inscritos ou não em dívida ativa. A redução sobre multas e juros varia entre 70% e 90%. Para os contribuintes com pagamento de IPVA atrasado, cujos fatos geradores tenham sido até 31 de dezembro de 2020, o desconto sobre multas será de 90%. “Lembrando que tanto para ITCMD quanto para IPVA é necessário que o pagamento seja em cota única até a próxima terça-feira”, alerta Lenai.

A adesão ao Prefis-SC/2021 deverá ser efetuada no site da Fazenda pelo Sistema de Administração Tributária (SAT). Dúvidas e outras informações serão atendidas pela Central de Atendimento Fazendária (CAF), neste link, ou no 0300-645-1515, das 13h às 18h, de segunda a sexta-feira. A SEF  disponibilizou também o email: prefis2021@sef.sc.gov.br.

Meeting promovido pela CDL BC e Experia Lab debate experiência em lojas físicas na era digital

Nunca se falou tanto na experiência do cliente como na atualidade. E faz todo o sentido. Com um mercado saturado de ofertas parecidas – quando não iguais – a melhor maneira de atrair para a compra é proporcionar uma experiência agradável ao público. Esse caminho, que vai desde a escolha do produto na vitrine até a definição da forma de pagamento, é essencial para o cliente concluir a compra de forma positiva e com grandes chances de voltar no futuro. 

O tema será foco do meeting “Novo Varejo. Como Oferecer Experiências Memoráveis e Preparar o Ponto de Venda Para a Era Digital”, com o arquiteto e diretor criativo da Tonin + Fonseca e da Experia Lab, Paulo Eduardo Tonin, e a comerciante Luciene Vieira no dia 24 de agosto (terça), às 19h30, no auditório da CDL de Balneário Camboriú. O evento também será transmitido pelas mídias sociais da entidade (Youtube, Facebook, Instagram: @cdl.bcsc). A mediação será de Juliano Zickuhr.

Especialista na área, Paulo Eduardo Tonin explica que o Design de Experiência é um conjunto de métodos que analisa o comportamento do cliente em toda a sua jornada de compra, desde antes da entrada na loja até o momento que retorna para a sua casa. Essa visão ampla e estratégica, segundo Tonin, permite mapear e aprimorar os diversos pontos de contato entre a marca e o público, fazendo com que a experiência de compra se torne mais prazerosa, memorável e, consequentemente, mais lucrativa para as empresas. “Isso inclui refletir sobre itens como a atmosfera sensorial da loja, o atendimento, as embalagens e a exposição dos produtos, que podem trazer sensações como aconchego, alegria, melancolia ou desejo de compra”, exemplifica.

Lojista do setor de moda, Luciene Vieira avalia que o acesso ilimitado à informação proporcionado pela era digital gerou um consumidor muito mais exigente e conectado. “Desde os primórdios das trocas comerciais, todo consumidor precisa ser encantado de alguma forma. A diferença é que, na era da internet, o encantamento precisa iniciar muito antes do público entrar na loja e seguir com experiências agradáveis depois que a compra for finalizada. Desta forma, a chance é muito maior de conseguir o que qualquer empresário busca: um cliente encantado que irá defender a marca e divulgar para suas redes de contatos”, observa Luciene.

Promovido pela CDL de Balneário Camboriú e Experia Lab, o meeting faz parte das ações de aniversário de 44 anos da entidade, comemorado em agosto. O público pode acompanhar o evento de duas formas: presencial (Auditório da CDL BC) e online (via redes sociais da entidade, no Youtube, Facebook e Instagram @cdl.bcsc). Basta acessar o site da entidade www.cdlbc.com.br para ser direcionado a uma das mídias de transmissão. Devido à limitação de público no espaço, quem for prestigiar o evento na CDL precisa confirmar presença pelo whatsapp (47) 99694-6188.

AGENDA
Meeting “Novo Varejo. Como Oferecer Experiências Memoráveis e Preparar o Ponto de Venda Para a Era Digital
Debatedores: Paulo Eduardo Tonin (especialista em Design de Experiência) e Luciene Vieira (lojsita), com medição de Juliano Zickuhr
Data: 24 de agosto (terça)
Horário: 19h30
Local: CDL de Balneário Camboriú, rua 902, 530, Centro, e pelas mídias sociais da CDL BC (Youtube, Facebook e Instagram @cdl.bcsc). Basta acessar o site da entidade www.cdlbc.com.br para ser direcionado a uma das mídias de transmissão
Valor: Gratuito (vagas presenciais limitadas)
* Necessário confirmar presença pelo whatsapp (47) 99694-6188

Paulo Ricardo Schwingel é indicado ao Prêmio Bunge

Paulo Ricardo Schwingel, professor da Escola do Mar, Ciência e Tecnologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) foi indicado, pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), ao Prêmio Fundação Bunge, na categoria Vida e Obra da área Ciências Agrárias - Impactos das mudanças climáticas na produção de alimentos.

Schwingel é graduado em Oceanologia, tem mestrado em Oceanografia Biológica e doutorado em Ciências Naturais. Atualmente é professor da Univali nos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária e Oceanografia e no mestrado e doutorado em Ciência e Tecnologia Ambiental.

 

Como pesquisador, atua nas áreas de dinâmica populacional, manejo e conservação de recursos pesqueiros marinhos; ictiologia (elasmobrânquios e teleósteos) e recursos hídricos (gestão de bacias hidrográficas e qualidade ambiental de rios e estuários).

 

A premiação é um dos mais importantes reconhecimentos de mérito científico, literário e artístico do País. São contemplas duas personalidades pelo conjunto de seus trabalhos (categoria Vida e Obra) e dois jovens talentos de até 35 anos que se destacam em seus campos de atuação (categoria Juventude).

 

Em novembro, em cerimônia on-line, os agraciados receberão o prêmio que contempla, além do reconhecimento público, medalha de ouro e quantia de R$ 150 mil para Vida e Obra e medalha de prata e R$ 60 mil para Juventude.

Gás natural em SC: proteger o mercado abastecido como um método regulatório necessário, por Leonardo Estrella

O mercado de gás natural no país vive um momento de transição com duas principais alterações: abertura do mercado de suprimento e acesso por novos players ao transporte (o que ainda depende de regulação da ANP) e potencial saída da Petrobras (a Gaspetro está à venda) do elo da distribuição.

O setor de distribuição de gás natural em Santa Catarina é um serviço regulado, que opera fruto de concessão pública e atinge resultados positivos em cada exercício - um setor lucrativo que, via de regra, mais distribui dividendos do que investe em infraestrutura. Todos os Estados que abastecem ao mercado possuem composições acionárias no qual o capital das empresas é, maioritariamente, privado.

Com 1% da área geográfica do país, SC se destaca nacionalmente no setor, puxado pela força da industrialização catarinense e suas especificidades regionais. São 65 cidades atendidas (14,38% dos municípios abastecidos no país), quase 1.300 km de rede implantada e mais de 300 indústrias atendidas, que juntas representam por volta de 50% do PIB deste segmento.

Dentro dessa realidade cabe um ponto de atenção. O mesmo pecado cometido pela Petrobras de se afastar do seu propósito original de dar ao país a soberania e independência energética, fruto de um forte processo "empresarização", deve servir de exemplo para as distribuidoras estaduais. O mercado é a razão da existência do serviço concebido e ele deve ser preservado.

Do ponto de vista econômico e do desenvolvimento regional é descabido e sem propósito ampliar significativamente o investimento em infraestrutura em territórios como o catarinense, que tem fatia importante do PIB atendida, se isso significa onerar as tarifas e fragilizar a competitividade de um setor que é exitoso na sua história. Noutros termos, deve-se encontrar o equilíbrio entre investimentos, remuneração e, em especial, tarifação. Diálogo oportuno no momento em que SC vê uma distribuidora paulista adquirir do supridor gás natural a preços muito mais competitivos e, ao mesmo tempo, o mercado enfrenta gargalo na oferta em razão da ausência histórica dos investimentos necessários em gasodutos de transporte.

Há um grau de irracionalidade quando se fomenta uma falsa privatização de um setor de capital privado, fortalecendo os interesses de oligopólios empresariais da cadeia produtiva do petróleo e gás, não garantindo preços mais competitivos aos usuários finais, e ignorando a ciranda dos ciclos econômicos, se distanciando da necessidade de resposta aos períodos da economia.

Ignacio Rangel defendia nas décadas de 70 e 80, quando Brasil passava por um processo de estatização de diversos serviços, atingindo mais de três centenas de empresa públicas federais e crescendo acima da média mundial nos padrões da antiga URSS e do Japão, que "é descabido e sem propósito ser estatista ou privatista dentro do abstrato". Para o economista, o que deve ser discutido é o que, quando e o porquê de privatizar ou estatizar.

Neste cenário, o Estado de SC está diante de uma oportunidade ímpar e com dinheiro em caixa que pode garantir, ao adquirir a parte da Gaspetro na companhia de gás estadual, que a competitividade de parte importante do pujante setor industrial catarinense seja protegido na linha do tempo da concessão do serviço, que finda em 2044.

Por Leonardo Mosimann Estrella, mestrando da Udesc; voluntário no Instituto Ignacio Rangel; empregado público na SCGÁS

Caixa tem lucro de R$ 10,8 bilhões no primeiro semestre de 2021

A Caixa lucrou R$ 6,3 bilhões no segundo trimestre de 2021. O valor representa aumento de 144,7% na comparação com o mesmo período de 2020. Com o resultado, o lucro total do banco no semestre chega a R$ 10,8 bilhões. Se comparado ao primeiro semestre do ano passado, o lucro do banco aumentou 93,4%. Os números são destaque dos resultados econômicos apresentados hoje (19) pela Caixa.

O saldo na carteira de crédito total obtido no segundo trimestre está em R$ 816,3 bilhões, o que representa crescimento de 13,4%, se comparado ao segundo trimestre de 2020. Já o saldo em poupança apresentou uma evolução de 2,1% em 12 meses, chegando a R$ 371,4 bilhões.

As contratações de crédito imobiliário cresceram 101,3% no primeiro semestre, na comparação com igual período do ano anterior, totalizando R$ 37,4 bilhões. No mesmo período, o volume de contratações Agro aumentou 79,3%, percentual que corresponde a R$ 5,8 bilhões.

Segundo os resultados econômicos da Caixa, foram contratados R$ 17,6 bilhões em crédito consignado no segundo trimestre, valor que é 35,9% maior do que o obtido no primeiro trimestre de 2021.

A economia estimada pelo banco para o triênio 2019-2021 está em R$ 333,6 milhões, com a devolução de 133 imóveis administrativos feitas até junho. As despesas com pessoal caíram 0,6% em 12 meses.

A renegociação de aluguéis, atualizado a Valor Presente Líquido (VPL), possibilitou, ao banco, uma economia de R$ 4,2 bilhões, considerando a perpetuidade dos contratos. Já a devolução dos imóveis – também atualizada a VPL e considerando a perpetuidade dos contratos – representa uma economia de R$ 6 bilhões.

Plano de expansão

De acordo com o plano de expansão da Caixa, está prevista a inauguração de 268 novas unidades. Destas, 168 voltadas ao atendimento de clientes do varejo e 100 unidades especializadas no agronegócio.

O IPO (da sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) da Caixa Seguridade registrou volume financeiro de R$ 5 bilhões. Foram vendidas 17,25% de ações da Caixa Seguridade a 150 mil investidores. Além disso, cinco parcerias estratégicas foram concluídas com essa empresa de seguridade, a um valor total de R$ 9,8 bilhões. Já o desinvestimento total no Banco PAN, controlado conjuntamente pela Caixa Participações S.A., gerou lucro líquido de R$ 2 bilhões.

A margem financeira do banco ficou em R$ 11,1 bilhões, valor 19,7% maior do que o registrado no segundo trimestre do ano passado e 0,8% maior do que o registrado no primeiro trimestre de 2021.

CNI: alta na produção e no emprego mostra aquecimento da indústria

A produção industrial apresentou crescimento pelo terceiro mês consecutivo em julho e o emprego no setor não cai há 13 meses, de acordo com dados apresentados pela pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de evolução do nível de produção industrial cresceu 1,7 ponto em relação a junho e fechou em 53,7 pontos, acima da linha de 50 pontos, o que indica aumento da produção.

O indicador varia de 0 a 100 pontos, sendo 50 pontos a linha de corte. Quanto mais acima da linha divisória, maior e mais intenso é o aumento da produção na comparação com o mês anterior.

De acordo com a CNI, o emprego industrial também segue em trajetória de expansão. O índice de evolução do número de empregados alcançou 52 pontos. Nos últimos 13 meses, o indicador de evolução do número de empregados ficou acima da linha de 50 pontos em 12, o que revela alta do emprego industrial frente ao mês anterior. Além disso, a utilização da capacidade instalada (UCI) ficou em 71%, a maior para o mês de julho em oito anos.

Por outro lado, os estoques caíram em julho e permanecem abaixo do planejado pelas empresas. Ainda assim, para a entidade, a situação é melhor que no segundo semestre de 2020, quando a falta de insumos atingiu o ponto mais crítico.

Para os próximos seis meses, as expectativas são positivas e têm elevado as intenções de investimentos do setor, acrescenta a CNI. Os empresários esperam aumento da demanda e das exportações e, consequentemente, do número de trabalhadores e da compra de matérias primas.

A pesquisa Sondagem Industrial está disponível na página da CNI.  

Guedes fala em modernizar Mercosul e sugere reduzir tarifa do bloco

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (19) que o Mercosul não tem, para o Brasil, a mesma importância que teve em seu momento inicial, quando foi “uma espécie de trampolim” para o país avançar em termos de competitividade. 

Segundo ele, o bloco “não está correspondendo às expectativas”, ainda que não tenha deixado de ser uma “ferramenta válida e importante”. A solução para isso, disse Guedes, passa pela modernização do bloco. As afirmações foram feitas durante audiência pública no Senado, destinada a debater a ampliação e a modernização do bloco constituído por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

“Nos últimos 30 anos, o comércio global aumentou muito e tirou 3,7 bilhões de pessoas da miséria, aumentando a renda per capita. Enquanto isso, nós, quando fomos pioneiros em criar grandes blocos de integração comercial, fomos ficando para trás”, disse o ministro ao iniciar sua participação na comissão. 

Guedes disse que o Mercosul foi “um grande sucesso” como plataforma para aumentar a integração do bloco e para lançar a economia brasileira na economia global. “Foi uma espécie de trampolim para o Brasil se integrar à economia global”, disse o ministro ao lembrar que, entre 1991 e 1998, a participação do Mercosul na corrente de comércio brasileira subir de 9% para 18%. “Depois disso começou a cair”, complementou.

“No início foi uma força de sustentação para essa força de integração nossa. Dali pra frente veio descendo e hoje está entre 6% e 7%. É menos da metade do que já foi. O Mercosul não está correspondendo às expectativas que foram lançadas, e depois de um início forte, com a integração regional, foi perdendo a importância ao longo do tempo”, argumentou.

Tarifa Externa Comum

Guedes acrescentou que continua considerando o bloco uma plataforma "válida e importante”. “Mas precisamos modernizar essa ferramenta. Essa modernização passa pela redução da tarifa externa comum (TEC) porque estamos acima do resto do mundo, que se integrou. No mundo, ela está, em média, entre 4% e 5%, e no Mercosul está em 13%”, disse o ministro em meio a críticas pelas dificuldades que a Argentina tem imposto para essa redução.

No início do ano, o Brasil propôs ao bloco a primeira revisão da TEC, cuja média de alíquotas está em 13,4%. Inicialmente a proposta era de uma redução de 20% dessa alíquota. Posteriormente a equipe econômica brasileira suavizou a redução para 10% em 2021 e outros 10% em 2022 – percentual a ser aplicado sobre a atual alíquota.

Outro ponto que está em discussão é a proposta de flexibilizar as negociações comerciais do grupo regional com outros países, por meio da alteração do Tratado de Assunção, de forma a atenuar a exigência de negociação conjunta dos quatro países membros. 

“Não gostaríamos que a cláusula de consenso do Mercosul virasse um veto ou uma cláusula de veto, que diz que se alguém não quer andar, o outro também não pode andar. Nós achamos que o Brasil é grande demais, com grande potencial e desafios enormes. Não podemos ser prisioneiros de um arranjo institucional que não se modernize e degenere o fluxo de comércio. O Brasil não pode virar prisioneiro de uma filosofia de protecionismo e atraso”, disse Guedes.

O ministro reiterou que a ferramenta que é o Mercosul não está correspondendo às necessidades brasileira e que, nas conversas com o governo argentino, tem dito que “sem fechar acordo, ou sem que nos acertemos, a ferramenta não fará sentido para nós”.

Atividade econômica tem alta de 1,14% em junho, diz Banco Central

A atividade econômica brasileira registrou alta em junho deste ano, de acordo com dados divulgados hoje (13) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou aumento de 1,14% em junho de 2021 em relação ao mês anterior, de acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

Até fevereiro, o IBC-Br vinha apresentando crescimento, após os choques sofridos em março e abril do ano passado, em razão das medidas de isolamento social necessárias para o enfrentamento da pandemia de covid-19. Nos últimos quatro meses, os resultados oscilaram. Foram registrados recuos em março (1,98%) e em maio (0,55%) deste ano. Em abril, houve crescimento de 0,90%.

Em junho, o IBC-Br atingiu 140,58 pontos. Na comparação com junho de 2020, houve crescimento de 9,07% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo, em 2,33%.

O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 5,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia, a indústria, o comércio e os serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo Banco Central para tentar antecipar a evolução da atividade econômica. Entretanto, o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2020, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o PIB acumulou alta de 4,6%.

Compartilhamento de dados do open banking começa hoje

Começa a funcionar hoje (13) o open banking - sistema que permite aos clientes autorizarem o compartilhamento de dados pessoais e financeiros entre instituições bancárias. Assim, o cliente vai permitir que uma instituição financeira acesse as informações de outra com a qual o usuário tem relação estabelecida.

O objetivo é facilitar o acesso a produtos e serviços bancários, como empréstimos e cartões de crédito, que poderão ser oferecidos por outras instituições em condições semelhantes ou melhores às concedidas por bancos com os quais o consumidor já se relaciona. A intenção também é permitir que sejam disponibilizados produtos e serviços adaptados ao perfil do cliente.

Esse procedimento será vinculado a uma oferta de produto ou serviço específico, como financiamento, abertura de conta ou cartão de crédito. O tempo máximo do compartilhamento será de um ano. As operações são limitadas entre os bancos autorizados pelo usuário. As instituições serão responsáveis pela segurança desses dados.

O sistema foi elaborado para que seja possível aceitar o compartilhamento de forma intuitiva, para que ao demonstrar interesse na oferta de um banco, o usuário indique as informações que quer compartilhar e seja encaminhado à plataforma da instituição que irá fornecer os dados.

Etapas

open banking vai ser estabelecido gradualmente e com consentimento dos usuários, que vão poder escolher quais dados, por quanto tempo e entre quais instituições compartilhar. A partir de hoje (13) poderão ser compartilhadas as informações de cadastro, que incluem os dados pessoais, o endereço e a renda.

A partir do dia 30 de agosto, será possível fazer pagamentos pelo Pix usando o open banking, o que vai permitir que essas transações sejam feitas pelos chamados iniciadores de pagamento, que podem ser aplicativos de compras ou até de mensagens.

A partir do dia 13 de setembro, poderão ser autorizadas as trocas de informações sobre contas e movimentação financeira. Depois do dia 27 de setembro, os usuários vão poder disponibilizar os dados sobre operações de crédito e cartões de crédito.

De acordo com a regulamentação estabelecida pelo Banco Central, é obrigatória a participação no open banking de todas as grandes e médias instituições financeiras do país.

Mais informações sobre o sistema, cronograma de implantação e instituições participantes estão disponíveis em uma página criada pelas instituições participantes.

BRDE contabiliza mais de R$ 2 milhões em operações do SC Mais Renda Empresarial

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) iniciou a liberação das primeiras operações de crédito vinculadas ao Programa SC Mais Renda Empresarial. Em menos de uma semana do início dos atendimentos, o valor em financiamento para micro e pequenos empresários catarinenses já chega a R$ 2,1 milhões. "De forma prática, já estamos atendendo os primeiros empreendedores, respondendo a iniciativa lançada pelo Governo do Estado de auxiliar as empresas com oferta de crédito, prazo e subsídio integral", destaca o diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito do banco, Marcelo Haendchen Dutra.

A empresária Luciana Heidt é proprietária de uma floricultura em Cunha Porã, no Oeste catarinense. Ela sentiu os efeitos da crise e agora com os recursos disponibilizados pelo BRDE, através do SC Mais Renda Empresarial, vai conseguir investir em infraestrutura, novos produtos e ainda manter o emprego dos 32 funcionários. "Em 29 anos de empresa nunca tínhamos tido acesso a um recurso como este com juro zero e facilidade de pagamento. O programa chega em boa hora dando perspectiva de crescimento do nosso negócio. Agradeço por acreditarem no empreendedorismo catarinense", comemora. O financiamento de R$ 100 mil foi feito através da Sicoob de Cunha Porã, uma das instituições credenciadas pelo BRDE.

Com o objetivo de auxiliar os empreendedores na busca dos recursos de forma mais ágil, o banco firmou parceria com as cooperativas de crédito em todas as regiões catarinenses. "No site do banco há uma lista das instituições credenciadas para que o empresário tenha o atendimento mais próximo do seu negócio. As garantias serão negociadas diretamente com a instituição onde o financiamento será solicitado", explica o diretor financeiro, Vladimir Arthur Fey.

No BRDE, além dos recursos próprios, serão utilizadas linhas do BNDES e do Fungetur - o Fundo Geral do Turismo do Ministério do Turismo (Mtur) com crédito para empresas ligadas ao setor. "Com essa medida, mais empregos serão mantidos e a economia aquecida. São ações como essa que fazem Santa Catarina ter o menor índice de desemprego do Brasil", reforça Fey.

 

Como funciona o SC Mais Renda Empresarial?

A linha de crédito poderá ser solicitada por micro e pequenas empresas com sede em Santa Catarina e faturamento bruto de até R$ 4,8 milhões por ano, que tenham a atividade principal ou secundária nos setores de turismo, bares, restaurantes, eventos, educação e transportes. É possível solicitar crédito de R$ 10 mil a R$ 100 mil, de acordo com análise realizada pela instituição de crédito. Além dos critérios inerentes a cada conveniado, deverão ser considerados os 24 meses de faturamento anteriores a 31 de dezembro de 2020 ou desde o início das atividades, quando estas forem posteriores a 1º de janeiro de 2019.

Os empreendedores poderão aderir aos financiamentos com 12 meses de carência e 36 meses para amortização. Os juros serão totalmente subsidiados pelo Governo do Estado para aqueles que permanecerem adimplentes. Além do pagamento das parcelas em dia para ter direito aos juros subsidiados, os micros e pequenos empreendedores beneficiados devem manter o quadro de funcionários compatível pelo período da carência concedida.

Mais informações sobre o acesso ao SC Mais Renda Empresarial e outras linhas de crédito estão disponíveis no site brde.com.br.

Iates de luxo inspiram a carenagem da fachada do Maior Residencial da América Latina

Com assinatura do renomado escritório de design europeu Pininfarina, o maior residencial da América Latina ganha forma no Litoral-Norte catarinense com conceito no universo náutico. Essa referência será retratada no design da fachada do YACHTHOUSE by Pininfarina inspirado na leveza, conforto e bem-estar dos iates de luxo. A base do empreendimento de 281 metros terá uma enorme carenagem, similar as melhores embarcações já fabricadas.

Para garantia do design ideal, na produção dos painéis da fachada são empregados os mesmos materiais e processos industriais utilizados na fabricação dos cascos, conveses, e principais componentes estruturais dos iates mais luxuosos do mercado, com o uso de compósitos de polímero reforçado com fibras, aliados a materiais recicláveis. O projeto é efetuado com base nos requisitos específicos de condição de efeitos climáticos e localização da obra.

“Todo o processo precisa ser perfeito e seguir a qualidade padrão, geometrias e detalhes do imponente design assinado pelo renomado estúdio Pininfarina. Cada superfície, linha de caráter e raio precisa ser preservado priorizando segurança na formulação do compósito e no sistema de ancoragem dos enormes painéis que compõe o conjunto da obra”, afirma Renan Holzmann, Gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios da BFG Brasil, empresa responsável pela execução da carenagem. Com a característica, o empreendimento foi batizado de YACHTHOUSE, que traduzido remete a “Casa de Iate”.

A fachada do empreendimento está em fase de fabricação, com instalação prevista para os próximos meses. “Podemos dizer que a carenagem é como a cereja do bolo, que dará o toque final neste projeto ousado e inovador. A colocação será um marco significante, que de fato comprova que estamos em reta final, rumo a conclusão da maior obra da América Latina”, afirma o engenheiro da Pasqualotto&GT, Davi Rotilli.

Após a conclusão do YACHTHOUSE by Pininfarina, a inspiração do universo náutico poderá ser vivenciada pelos moradores do edifício, que terão entrada exclusiva para a marina, proximidade ao rio, e para o mar de um dos destinos mais procurados da América Latina, Balneário Camboriú (SC).

 

Sobre a Pasqualotto&GT

A Pasqualotto&GT é a construtora de empreendimentos de luxo como o YACHTHOUSE by Pininfarina, o maior residencial da América Latina, com 81 andares e 281 metros de altura. Com vocação para edifícios verticais acima de 50 andares, também possui outros empreendimentos em parceria by Pininfarina, como o Vitra, reconhecido na América e Europa como ícone da arquitetura internacional, e o futuro empreendimento La Città by Pininfarina.

Itajaí lança o Ciclo 2 do Programa Cidade Empreendedora do Sebrae/SC

Para potencializar soluções que incentivam o desenvolvimento econômico local, o município de Itajaí acaba de aderir ao segundo ciclo do Programa Cidade Empreendedora. A iniciativa acontece em parceria com o Sebrae/SC, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. A nova etapa será oficialmente lançada no próximo dia 16, às 19h, em evento on-line organizado em parceria com a Associação Empresarial de Itajaí (ACII).

“Nesse ciclo vamos trabalhar, por exemplo, a simplificação de processos, o desenvolvimento das principais matrizes econômicas e a capacitação dos empreendedores para expansão de suas atividades. Por isso, queremos novamente contar com a participação massiva dos empresários”, detalha o secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Thiago Morastoni.

Nos próximos dois anos serão trabalhados os eixos base para melhorar o ambiente de negócios locais como: Liderança, preparando os atores principais do município para pensarem em estratégias de desenvolvimento, Desburocratização com a diminuição no tempo de abertura das empresas e simplificação dos processos, Compras Públicas para que pequenos negócios forneçam seus produtos para o município, e o eixo Educação Empreendedora com trilhas, oficinas e seminários para professores.

O Programa contará também com soluções estratégicas com mais de 500 horas de consultorias e capacitações gratuitas direcionadas aos empreendedores e consultorias para o desenvolvimento do artesanato local.

 Segundo o Gerente Regional do Sebrae da Foz, Alcides Sgrott Filho, a expectativa é de que o programa Cidade Empreendedora contribua para o crescimento de Itajaí proporcionando melhora na economia. “Temos um ambiente de negócios muito favorável e o programa vem para ajudar a fomentar cada vez mais empresas para desenvolver a economia local, gerando emprego e renda para a população”, destaca.

Para participar do lançamento e conhecer todo o programa Cidade Empreendedora os interessados podem entrar em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico pelo WhatsApp (47) 9 8857-6171. Confirmando a presença os participantes receberão o link para o evento no dia 16 de agosto.

Santa Catarina reafirma seu compromisso de manter a sanidade dos rebanhos

O foco de peste suína africana na República Dominicana, primeiro caso nas Américas, foi o principal tema levantado durante a abertura do 13° Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, na tarde desta terça-feira, 10. O evento reúne especialistas no assunto e conta com grande capacidade para indicar as tendências e atualizar os atores do complexo universo da suinocultura mundial.

Maior produtor e exportador de suínos do Brasil, Santa Catarina reforça as ações de defesa agropecuária do setor. “A sanidade é o nosso maior desafio. Para isso Santa Catarina tem colocado profissionais da CIDASC à disposição do Ministério da Agricultura, no sentido de contribuir não só com as ações no estado, mas com outras regiões do país que possam precisar da nossa contribuição”, destacou o Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Altair Silva.

O agronegócio é o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. As agroindústrias empregam mais de 60 mil pessoas de forma direta e contam com 55 mil famílias integradas no campo. A produção catarinense é exportada para mais de 150 países, entre eles os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

“Temos um grande desafio, que é a peste suína africana chegando na América. Temos muitas oportunidades e só poderemos aproveitá-las se mantivermos a nossa sanidade animal. Santa Catarina deve continuar trabalhando diuturnamente, buscando manter a nossa produção com sanidade e qualidade para abastecer o mundo”, reforçou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Organizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (NUCLEOVET), o Simpósio contribui para o aprimoramento de médicos veterinários, zootecnistas, consultores, pesquisadores, profissionais da agroindústria, produtores e demais profissionais envolvidos na cadeia de suinocultura. Em mais de uma década, transformou-se em um dos principais fóruns de discussão do setor na América Latina, reunindo especialistas brasileiros e internacionais, ao lado de agentes de mercado, para o compartilhamento de conhecimentos e tecnologias.

Exportações

Em junho, SC alcançou o faturamento de US$ 143,6 milhões de dólares com as exportações de carne suína, maior valor da série histórica para um único mês. O resultado demonstra um crescimento de 52,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2021, foram 283 mil toneladas de carne suína exportadas e um faturamento de US$ 705 milhões de dólares - aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2020.

O Brasil é 4° maior produtor e exportador mundial de carne suína. Proteger a saúde animal é proteger sua economia e uma das principais fontes de renda de milhares de famílias catarinenses. “Nós precisamos proteger o nosso rebanho, é o momento de todos os estados se unirem. Não podemos deixar que a peste suína venha para o Brasil, porque não é só um estado que será prejudicado, é todo um pais. Precisamos focar em todas as fronteiras, portes e aeroportos. Precisamos estar todos vigilantes para juntos vencermos mais esse grande desafio”, completou o secretário.

Peste Suína Africana

A Peste Suína Africana (PSA) é uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade. A doença é considerada pela OIE como uma das mais prejudiciais para o comércio internacional de produtos suínos.

No Brasil, a PSA foi introduzida em 1978 no estado do Rio de Janeiro, por meio de resíduos contaminados de alimentos provenientes de voos internacionais com origem em países onde a doença estava presente. A última ocorrência no Brasil foi registrada em 1981 e, desde 1984, o país é livre de peste suína africana.

Agentes e operadores de 20 países podem participar de capacitação gratuita da Costa Verde & Mar

Um dos setores mais afetados com a pandemia, o turismo buscou se reinventar para superar a situação. Após garantir a adequação dos serviços e atrativos, o segmento reforça as ações de retomada. Considerada uma das regiões turísticas que mais atrai interessados na América Latina e que chega a registrar 4 milhões de visitantes por temporada de Verão, a Costa Verde & Mar (SC) busca agora ampliar a divulgação dos seus atrativos e serviços. Para isso, promove uma capacitação para operadores e agentes no Meeting Brasil 2021, um dos principais eventos do setor na América Latina, que chega a atingir mais de 8,5 mil profissionais. Agendado para o dia 19 de agosto, o evento será gratuito e transmitido de forma on-line e ao vivo para interessados de cerca de 20 países.

Na capacitação serão apresentados detalhes dos roteiros da Costa Verde & Mar, como o de Ecoturismo e Aventura, o Cultural, o Guia Náutico, o Circuito de Cicloturismo e o Tour da Experiência, bem como as principais novidades dos municípios da região. Os interessados também receberão informações sobre novas atrações e serão atualizados sobre os detalhes dos serviços e atrativos locais. “Ainda não é o momento de relaxarmos nas medidas adotadas, mas estamos trabalhando com o olhar no futuro. O objetivo é divulgar agora para atrair o interesse dos visitantes e, assim, fazer com que eles escolham o nosso destino quando tudo estiver superado”, explica a presidente do Colegiado de Secretários de Turismo da Amfri, Zene Drodowski.

O evento é gratuito, mas para garantir a participação os interessados precisam fazer um cadastro através do site www.meetingbrasil.com.br.

 

Meeting Brasil 2021

Com o slogan “necessário para a retomada do turismo e fortalecimento dos seus negócios na América Latina”, o Meeting Brasil 2021 será on-line, assim como a edição já realizada em 2020. A meta é ultrapassar os números atingidos no ano passado, quando atraiu de forma virtual 8,5 mil profissionais de 17 países e 100 operadoras. Nesta edição, o evento será dividido em três momentos: o Destination, com capacitações de oito destinos brasileiros; o Experience, em que profissionais apresentarão novidades dos seus destinos e irão tirar dúvidas ao vivo e on-line; e o Business Day, que será o dia reservado para o networking, as capacitações e reuniões entre operadores e empresários.

 

Cidades da Costa Verde & Mar (SC): Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Itajaí, Itapema, Navegantes, Penha e Porto Belo.

OCESC completa 50 anos com expressão e reconhecimento estadual

          A Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) comemora seu quinquagésimo aniversário neste mês de agosto. Presidida, atualmente, por Luiz Vicente Suzin, a OCESC é uma das mais atuantes organizações estaduais com uma equipe técnica qualificada, capaz de dar apoio para todo o sistema institucional cooperativo.

         Nessa entrevista, Suzin analisa o atual estágio, os desafios e as perspectivas do cooperativismo catarinense:

Quando e como surgiram as primeiras cooperativas no Brasil e em Santa Catarina?

Por volta de 1880 já havia cooperativas formalmente operando em Minas Gerais. Em Santa Catarina as primeiras iniciativas de cooperativismo ocorreram em 1910.

Qual a principal conquista do cooperativismo catarinense nesses 50 anos de existência e funcionamento da OCESC?

A principal conquista foi convencer as pessoas a se unirem em prol de objetivos comuns, o cooperativismo. A OCESC sempre desfrutou de muita credibilidade na sociedade, e esse é seu maior papel. Com muito trabalho e persistência as pessoas foram se associando em cooperativas dos mais diversos ramos de atividade e perceberam que elas podem gerir seus negócios e partilhar os resultados.

Como as cooperativas catarinenses se posicionam no cenário nacional?

As cooperativas catarinenses destacam-se por vários vetores, mas os principais são: união, organização e profissionalismo, fornecendo para seus associados e/ou sociedade produtos e serviços de qualidade com respeito ao consumidor e ao meio ambiente.

Qual é o tamanho do cooperativismo catarinense?

Segundo dados consolidados de 31 de dezembro de 2020, as 251 cooperativas registradas na OCESC tiveram receita/ingressos totais de R$ 49,8 bilhões, gerando 73 mil empregos diretos e 3,2 milhões de associados.

Como o senhor avalia o crescimento do cooperativismo catarinense?

O crescimento das cooperativas pode ser separado em duas vertentes: o crescimento pelo planejamento e pela visão de longo prazo e o crescimento pelas oportunidades de curto prazo. O cooperativismo vem se consolidando, ao longo dos anos, independentemente de fatores políticos e crises políticas, em função do planejamento e da execução assertiva com visão de longo prazo. Investimento na profissionalização da gestão das cooperativas e dos empregados em nada deixa a desejar para qualquer empresa não cooperativa tida como referência no mercado. A pandemia de covid-19 representou, para algumas atividades em que as cooperativas atuam, uma oportunidade de crescimento acima daquilo que poderia ser planejado. Demandas específicas deram um impulso, especialmente, para as cooperativas que atuam no agro, na saúde, no consumo e na infraestrutura.

A juventude está engajada no cooperativismo? O que os jovens representam para o cooperativismo?

Atualmente, uma faixa de 18% da população brasileira é formada por jovens e por isso temos que apostar neles. Com base nessa realidade estamos trabalhando em cima do quinto princípio: educação, formação e informação. Os jovens representam a continuidade do cooperativismo, portanto é neles que devemos acreditar e investir. O jovem tem procurado seu espaço e isso tem surtido um efeito muito gratificante. Muitas cooperativas têm programas específicos para essa faixa etária, os quais procuram levar informações sobre o funcionamento do cooperativismo.

Qual a importância das mulheres no desenvolvimento das cooperativas?

Incluir as mulheres na sociedade está na essência das cooperativas. Não se trata de um modismo, as cooperativas sempre deram esta oportunidade. Apenas, cada vez mais, as mulheres estão preparadas para desempenharem funções que no passado estavam mais distantes, até por questões culturais. O fenômeno da urbanização e universalização da educação propiciou oportunidade às mulheres terem a independência econômica. Como efeito direto observa-se a crescente participação da mulher no cooperativismo de crédito, de saúde, de consumo, produção de bens e serviços e agro.

Quais as prioridades da OCESC para o futuro?

A OCESC tem as suas funções definidas em lei, de forma que não tem muito espaço para “criatividade”. Nossa prioridade é continuar defendendo o modelo societário para que ele seja reconhecido e tratado de forma justa pelos Governos e reconhecido pela sociedade como entidades comprometidas com as questões sustentáveis e integrativas. Uma coisa é certa, a OCESC continuará a ser guardiã do modelo societário, princípios e valores do cooperativismo, bem como preservará a imagem e credibilidade do Sistema. Em parceria com o SESCOOP/SC, entidades congêneres e as próprias cooperativas, continuará o trabalho de capacitar dirigentes e empregados criando um ambiente profissional capaz de manter vínculos locais permanentes.

Quais os atuais desafios que o cooperativismo se impõe?

Os desafios dependem do ramo de atividade que a cooperativa atua. Para algumas, pode ser a necessidade de recursos financeiros para expansão de indústrias, hospitais, lojas. Para outras, é a limitação regulatória, e assim vai. Contudo, um dos principais desafios do cooperativismo é o de continuar a atrair pessoas para o modelo de negócio coletivo. Numa sociedade de consumo volátil e movida por necessidade de consumo de curto prazo e oferta abundante de produtos e serviços, será um grande desafio para os idealizadores e gestores cooperativistas captarem essas tendências para manterem fidelizado o associado por um propósito comum. 

Porto Itapoá finaliza o primeiro semestre com aumento de 40% nas importações e de 11% na movimentação de contêineres

A retomada da economia global após a crise causada pela Covid-19 em 2020 está sendo mais forte do que as previsões iniciais e o setor portuário cresce na mesma proporção. O Porto Itapoá vem acompanhando essa performance positiva como um importante elo nesta cadeia de abastecimento do Brasil com os mercados internacionais e na cabotagem entre portos de outros estados.

Frente a este cenário, o Terminal registrou um aumento de 41,3% nas importações no primeiro semestre de 2021. Foram quase 70 mil contêineres contra 48 mil no mesmo período de 2020. As exportações tiveram um peso menor, mas ainda assim foram 8,5% maiores que o mesmo período do ano anterior: quase 50 mil contêineres em 2021 contra 45 mil em 2020.

Nas cargas de cabotagem houve um crescimento de 9,7%. Foram mais de 15 mil contêineres neste primeiro semestre de 2021 contra pouco mais de 13 mil movimentados neste período em 2020. Considerando a movimentação total, o Porto Itapoá teve um aumento de 11,3%: 238 mil contêineres em 2021 contra 214 mil nos primeiros seis meses de 2020.

Ao completar 10 anos de operação em junho de 2021, o Porto Itapoá já se tornou um dos maiores e mais importantes terminais portuários do Brasil e é considerado um dos terminais mais ágeis e eficientes da América Latina. Entre os diferenciais estão sua localização estratégica no litoral Norte de Santa Catarina e a capacidade de receber os maiores navios em operação no Brasil. O Porto Itapoá está posicionado entre as regiões mais produtivas do Brasil, contemplando importadores e exportadores de diversos segmentos empresariais.

Do total de cargas movimentadas pelo Porto Itapoá cerca de 50% são de empresas de outros estados que buscam a eficiência do Terminal catarinense, principalmente para a importação de eletrônicos, entre outros itens. A outra metade da movimentação é de cargas de companhias de Santa Catarina, incluindo automóveis e autopeças, motores elétricos, metalmecânica, linha branca e exportação de carga frigorificada, atendendo a forte agroindústria do Estado. Outra operação em que o Porto Itapoá vem sendo reconhecido é o de cargas especiais chamadas BreakBulk, como foi o caso da exportação de duas lanchas de grande porte para os Estados Unidos.

Sua localização privilegiada na Baía da Babitonga, proporciona condições seguras e facilitadas para receber grandes navios que operam em nosso país, uma tendência cada vez mais adotada na navegação mundial. Investimentos no complexo portuário da Babitonga devem incluir a dragagem de aprofundamento do canal de acesso à baía até 2022. Essa obra vai ampliar de 14 metros para 16 metros a profundidade do calado dos navios, permitindo receber grandes embarcações de até 400 metros.

Com essa demanda crescente, o Porto Itapoá já planeja a nova etapa de expansão que está orçada em R$ 1,5 bilhão e tem previsão de conclusão em cinco anos. Com isso, a capacidade de movimentação anual de até 1,2 milhão de TEUs (unidade de medida de contêineres) vai superar a marca de 2 milhões de TEUs por ano.

Outro destaque do Terminal é o atendimento e relacionamento próximo com os clientes. Conquistando altos índices de satisfação e fidelização, o Porto Itapoá é uma referência em modelos de atendimento ao cliente entre grandes marcas nacionais e internacionais com atuação no Brasil. Ao centralizar as demandas dos clientes em um único processo de atendimento, entrega alto índice de resolução ao usuário, seja ele importador, exportador, armador, despachante ou transportador.

Família precursora do EAD no Brasil quer revolucionar o mercado imobiliário

A holding T2 Participações, acionista em diversos negócios e administrada pelos sucessores nos negócios da Família Tafner, precursora do ensino à distância no país, acaba de se unir à Sort Investimentos, empresa que atua no mercado imobiliário, para o lançamento da startup Fast Sale. Criada em Balneário Camboriú, SC, a plataforma digital, que deve atingir todo o país e América Latina, já conta com mais de 600 corretores cadastrados e é dona de um amplo marketplace com cerca de R$ 150 milhões em imóveis já captados em sua fase inicial. Mesmo antes do lançamento, durante os testes e em meio à pandemia, a plataforma já contribuiu para a venda de uma mansão em menos de 23h após o cadastro no sistema.

A tecnologia teve investimento inicial de R$ 4 milhões e será lançada no próximo semestre, inicialmente com opções de imóveis na cidade catarinense de Balneário Camboriú e municípios do Vale do Itajaí com altos índices de valorização imobiliária e, portanto, também indicados como investimentos rentáveis. Até o final do ano, a intenção é cadastrar 5 mil corretores e integrar imóveis de outros estados brasileiros, especialmente as capitais paulista e carioca. Nos próximos anos, a intenção é também abranger outros países da América Latina. 

De acordo com o idealizador e sócio da startup, Renato Monteiro, a Fast Sale já entra no mercado com a expertise da Família Tafner, precursora no ensino à distância no Brasil, para inovar o setor imobiliário, já que muitas vendas ainda são realizadas de forma analógica no Brasil.

“Em 2006 minha família viu a necessidade de inovações na educação para oportunizar o acesso ao ensino superior em cidades do interior e alcançar um número maior de pessoas. Na época, sentimos que esse setor estava atrasado em comparação com outros mercados e criamos um projeto de expansão que se concretizou, tornando-se precursora do ensino à distância no Brasil”, relembra Matheus Leonardo Tafner, sócio diretor da T2 Participações e da Fast Sale.

“Hoje, vemos que o mercado imobiliário passa pela mesma fase de necessidade de inovação e vimos a oportunidade do desenvolvimento que ainda não acompanha os avanços tecnológicos que tivemos nos últimos anos em vários setores”, avalia Tafner.

Em fase de finalização, a Fast Sale já concentra uma equipe de mais de 20 pessoas, ocupa um escritório de quase 300 m² com estúdio próprio, living place e estúdio para treinamentos de vendas e gravação de poadcasts.  Em termos de faturamento, a projeção é de valer mais de R$ R$ 100 milhões em menos de dois anos

Saiba como vai funcionar a plataforma Fast Sale

A Fast Sale deverá digitalizar, profissionalizar e agilizar a comercialização de imóveis, conectando donos a centenas de corretores imobiliários de diversas partes do país, diferentemente de uma venda tradicional que, geralmente, é direcionada a uma ou poucas imobiliárias. Dessa forma, a Fast Sale é um acelerador de vendas inédito no Brasil que promete efetivar a comercialização em até 60 dias. Além disso, ao cadastrar o imóvel, o proprietário tem acesso a uma série de recursos que, normalmente, levariam tempo e investimento para a execução. É o caso da avaliação do imóvel que é feita pela equipe de profissionais da Fast Sale por meio de inteligência artificial que certifica o preço de mercado. A plataforma também cria uma vitrine digital do imóvel com tour virtual 360° e foto aérea 360° para conhecer a vizinhança sem precisar sair de casa, sem falar da disponibilização do produto para milhares de corretores cadastrados e certificados.

Por outro lado, os corretores de imóveis que aderirem à plataforma terão acesso a um banco de imóveis amplo e profissional aumentando as possibilidades de negócios.

“A Fast Sale promete revolucionar o modo como os imóveis são vendidos no Brasil. A plataforma é gratuita para os corretores e traz inúmeros benefícios para os profissionais que, inclusive, vão perder menos tempo captando imóveis, já que eles passam a ter uma carteira de imóveis à disposição com imagens em alta qualidade e que vão resultar em um maior número de vendas”, explica Monteiro.

Mais informações: https://fastsaleimoveis.com.br/

Consumidores buscam preço e promoção nas compras do dia dos pais em SC

Com poder de compra menor, os consumidores catarinenses consideram preço (30,4%) e promoção (30%) determinantes na hora de escolher o local de compra do presente para o dia dos pais em Santa Catarina, conforme aponta a Pesquisa de Intenção de Compras realizada pela Fecomércio SC. Os dois critérios estão à frente de qualidade do produto, atendimento e variedade de marcas.

> Leia a pesquisa completa

Os dados também indicam que a pretensão de realizar pesquisas de preços subiu de 72,6% em 2020 para 79,4% em 2021. A procura por presentes deve movimentar as lojas principalmente na primeira semana de agosto: 51,7% dos consumidores devem comprar na semana, 21% na véspera e 3,4% no dia.

O gasto médio este ano deve ser de R$ 164,19. Apesar de ser 4,47% maior do que em 2020 (R$157,17), o resultado em termos reais representa queda de 3,6% devido à inflação acumulada em 12 meses (8,35%). A percepção sobre a situação financeira é diferente do ano passado e pode impactar nas decisões: sete em cada dez avalia como melhor ou igual e apenas 29% pior- em 2020 este índice chegou a 44%.

A maioria deve optar pelo comércio de rua (61,7%), seguido pelos shoppings (20,5%) e internet (12,2%). Roupas (50,7%), calçados (15,8%) e perfumes e cosméticos (15,1%) lideram a lista de presentes.


Os dados sobre o perfil do consumidor foram apurados em sete cidades para fornecer informações relevantes aos empresários para a tomada de decisão. A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de junho e 13 de julho, com 1.123 pessoas, nas cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Lages e Itajaí.

Svitzer investe R$ 150 milhões para geração de 500 empregos no nordeste

A Svitzer está investindo R$ 150 milhões no nordeste do Brasil, trazendo quatro embarcações para atender as demandas dos portos de Suape e Pecém. O director principal da Svitzer Brasil, Daniel Reedtz Cohen, conta um pouco de seu momento e o porquê de o Brasil ser tão importante para as Américas hoje. Com o investimento, haverá a criação de 500 empregos no estaleiro Rio Maguari, em Belém.

Revista Portuária: Porque a Svitzer está entrando em novos portos?

Daniel: Temos seis anos no mercado brasileiro e conseguimos estabelecer um negócio próspero no sul e sudeste do país. Com isso, estabelecemos uma base de clientes e, em conversa com eles, surgiu o interesse em levar o nosso serviço ao nordeste do país, se estendendo pela costa toda. Avaliamos com nossos clientes quais seriam os próximos passos para entrarmos e é isso que estamos fazendo: crescendo com nossos clientes e entrando em mercados onde eles estão com seus negócios em expansão.

Revista Portuária: Para Svitzer, qual o potencial para crescimento no Brasil?

Daniel: O Brasil faz parte de uma estratégia maior, na nossa região de Américas. A Svitzer opera rebocadores em 12 países nas Américas e o Brasil é um dos mais importantes do nosso portfólio nesta região e um dos que possui maior potencial. Vemos muito potencial principalmente com o crescimento de exportação, que já demonstra ser uma tendência. Além disso, também vemos potencial na importação, o que para nós é um mercado interessante e demonstra sinergia com nossas outras operações na região.

Revista Portuária: Por que o Brasil é tão importante como mercado?

Daniel: Para responder essa questão, vou utilizar o exemplo do ano passado, que foi bastante diferente por causa da pandemia.  E vimos em 2020 uma exportação bastante forte aqui no Brasil. Para nós, isso foi uma surpresa, porque esperávamos um impacto negativo maior, mas a economia continuou aquecida e o que contribuiu para isso foi a exportação. Este exemplo demonstra o quanto a economia brasileira é forte e um mercado muito importante para exportação para vários países do mundo. Nos atentamos a este potencial, que só reforça a importância do Brasil como país de exportação. Também vemos este fator como reflexo na importação, acreditamos que haverá crescimento deste mercado futuramente e queremos fazer parte disso.

Revista Portuária: Por que a Svitzer está crescendo tão rápido no Brasil?

Daniel: Somos os maiores operadores de rebocadores do mundo, com cerca de 450 embarcações espalhadas em todo o mundo e experiência de décadas. Temos experiência e qualidade além da média e essa é a nossa força globalmente. O que estamos tentando fazer no Brasil é combinar o alto nível de qualidade com as forças locais. No Brasil, por exemplo, o nível do marítimo é de alta qualidade, o que demonstra a sinergia em trazer nossa estrutura. Já construímos boa parte da nossa frota no Brasil utilizando fornecedores locais e acredito que a união entre experiência e qualidade, combinados com os fatores locais, foi o que permitiu nosso rápido crescimento e a conquistar tantos clientes.

Revista Portuária: Qual o impacto dos seus investimentos?

Daniel: Como empresa operando no Brasil, entendemos a importância de estarmos inseridos na sociedade e na cidade. Isso reflete na nossa responsabilidade em investir na economia local. O que fazemos com cada nova filial e empresa é focar em fornecedores locais, tanto na mão-de-obra, quanto nas peças para os rebocadores ou outros tipos de suprimentos. Para nós, é fundamental fazer parte das sociedades portuárias, comunidade local, autoridades, enfim, tudo o que envolve as cidades com portos.

Bancos concedem mais crédito a empreendedores mais velhos, diz estudo

Pessoas com mais de 65 anos que são donas do próprio negócio têm mais facilidade para conseguir crédito junto aos bancos. De acordo com a 11ª edição da pesquisa “O Impacto da pandemia do coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 66% dos empreendedores com mais de 65 anos, que procuraram as instituições financeiras, conseguiram empréstimos.

O resultado é superior à média geral, que é de 52%. E quando comparada com os empreendedores mais novos, a diferença é ainda maior. Entre os donos de pequenos negócios com até 24 anos, as respostas são positivas em 35% das solicitações.

Para o Sebrae, além da experiência de gestão, os bancos levam em consideração o histórico bancário na hora de conceder um empréstimo, o que influencia diretamente nesse resultado. 

A pesquisa mostra que a taxa de sucesso no pedido de crédito aumenta conforme cresce a idade do empreendedor. Para o público de 36 e 45 anos, as respostas foram afirmativas em 51%; entre os de 46 e 55 anos, 53% de sucesso e entre a faixa de 56 e 65 anos, 57%.

Mulheres superam os homens

Além dos empreendedores da terceira idade, as mulheres também recebem mais respostas positivas do que os homens. Enquanto elas têm uma taxa de sucesso em 54% das solicitações, entre os homens, esse percentual cai para metade dos pedidos.

Segundo o Sebrae, desde abril do ano passado, as pesquisas de impacto têm detectado um aumento na solicitação e na concessão de crédito para os pequenos negócios. Em abril de 2020, 30% das empresas procuravam crédito, mas apenas 11% conseguiam uma resposta positiva. Já até maio de 2021, metade dos pequenos negócios já haviam recorrido a crédito e destes, 52% atingiram seu objetivo.

A expectativa da entidade é que a procura por crédito aumente ainda mais. Segundo a pesquisa, entre os empreendedores que procuraram crédito desde o início da pandemia, 45% deles recorreram às instituições financeiras em 2021.

InovaGovSC, a rede de inovação do setor público catarinense, será lançada nesta quinta-feira

O InovaGovSC, rede de inovação do setor público catarinense, será lançado nesta quinta-feira (15/7), às 14 horas, com a assinatura de acordo de cooperação técnica entre instituições estaduais. A Assembleia Legislativa (ALESC), o Poder Executivo, o Tribunal de Justiça (TJSC), o Tribunal de Contas (TCE/SC) e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vão se unir para compartilhar experiências e promover ações conjuntas que transformem a gestão pública. O evento será transmitido pelo canal do InovaGovSC no youtube.

A iniciativa acompanha o que já acontece em âmbito federal com a rede InovaGov. Em Santa Catarina, começou a ganhar corpo em janeiro de 2020, quando representantes dos poderes envolvidos decidiram analisar interesses, objetivos e dificuldades comuns de forma conjunta. Por isso, a rede InovaGovSC vai além  do uso de novas tecnologias. A ideia é promover e apoiar a execução de projetos e práticas colaborativas até mesmo em ambiente offline para conferir maior eficiência, eficácia e efetividade à gestão pública e à prestação de serviços aos cidadãos.


Cada uma das Instituições que vai integrar o InovaGovSC tem implementado projetos inovadores para melhorar o serviço público,  mas a união potencializará os ganhos e encurtará caminhos. “Para nós, da Assembleia Legislativa, inovação não está só na tecnologia, está, sobretudo, nas atitudes. Porque nós representamos gente… E estar presente na vida das pessoas é aquilo que procuramos. Inovação é para nós uma forma de nos aproximarmos da sociedade, está no cuidado com as pessoas, na busca por mais transparência e eficiência na gestão pública e no respeito ao meio ambiente. Inovação é trabalhar em cooperação com todas as instituições em busca de soluções que nos aproximem cada vez mais daqueles a quem representamos, os catarinenses”, definiu o presidente da Alesc, deputado Mauro de Nadal (MDB).

Principais ações da Alesc pela inovação

O Parlamento catarinense já construiu sua história de Inovação. Em 2014, a Lei 16.373 instituiu o Selo Verde para incentivar o plantio de árvores no perímetro urbano nos municípios catarinenses, concedendo o reconhecimento às administrações que assegurassem o número de cinco árvores por habitante.
Dois anos depois foi criado o Programa Carbono Zero visando a compensação da geração de poluição gerada pela Casa Legislativa por intermédio do plantio de árvores.
Em 2017, foi aprovado o Programa de Gestão Sustentável que implementou parâmetros e tecnologias em prol da sustentabilidade física dos dois edifícios da Alesc, e também em  seus procedimentos administrativos. Entre as ações desenvolvidas estão a instituição da coleta de lixo seletivo, economia de água e reciclagem de papel.
No setor administrativo, a Alesc acaba de adotar o SEI, sistema de gestão de processos e documentos eletrônicos. Essa prática de trabalho foca na libertação do paradigma do papel como suporte analógico para documentos institucionais e permite o compartilhamento do conhecimento com atualização e comunicação de novos eventos em tempo real. O programa foi cedido gratuitamente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e resulta em benefícios como redução de custos financeiros e operacionais, criação de plataforma única que permite a análise de fluxos de processos, entre outros.
Como parte da gestão Alesc Sustentável,está em andamento a implantação de placas voltaicas para aproveitamento da energia solar no Palácio Barriga Verde.  Além de baratear a manutenção do edifício, a iniciativa vai evitar a emissão de 154 toneladas de gás carbônico.
A inovação também está voltada para o cuidado com as pessoas, respeitando a vocação do Poder Legislativo de representar o povo catarinense. Nesse sentido está em implantação na Alesc, o Observatório da Violência Contra a Mulher com a missão de prestar apoio, ajuda e encaminhamento às vítimas de violência em Santa Catarina

Escola de Aviação do SENAI é classificada como Estratégica de Defesa

A Escola de Aviação Civil do SENAI da Palhoça recebeu nesta sexta-feira, 9, a confirmação de que foi classificada como Empresa Estratégica de Defesa (EED) pelo Ministério da Defesa (MD) após criteriosa visita de avaliação técnica feita por uma equipe compostas de representantes do MD. Com isso, seus treinamentos passarão a ser tratados como Produtos Estratégicos de Defesa (PED) de acordo com as portarias GM-MD Nº 2.823 e GM-MD Nº 2.821, ambas de 5 de julho.

As Empresas Estratégicas de Defesa são aquelas que dispõem de conhecimento e de tecnologias essenciais para a manutenção da soberania nacional. De acordo com o coordenador do curso de manutenção de aeronaves do SENAI de Palhoça, Thiago Carvalho, agora a Escola de Aviação do SENAI passa a integrar um grupo seleto de 13 empresas catarinenses que compõem a Base Industrial de Defesa (BID), sendo a única EED brasileira a ter serviços educacionais.

Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 6,11%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) deste ano subiu de 6,07% para 6,11%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (12), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,75%. Para 2023 e 2024 as previsões são de 3,25% e 3,16%, respectivamente.

O cálculo para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

No mês passado, a inflação desacelerou para 0,53%, depois de chegar a 0,83% em maio. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,77% no ano e 8,35% nos últimos 12 meses.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 4,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2021 em 6,63% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica suba para 7% ao ano. E tanto para 2023 como para 2024, a previsão é 6,50% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia. 

Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC aumentaram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 5,18% para 5,26%. Para 2022, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,09%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,50%.

A expectativa para a cotação do dólar variou de R$ 5,04 para R$ 5,05 ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,20.

Petrobras assina contrato para venda do Campo Papa-Terra

A Petrobras informou hoje (12), no Rio de Janeiro, que assinou contrato para a venda da totalidade de sua participação no campo de produção de petróleo Papa-Terra, localizado na Bacia de Campos, no estado do Rio, com a empresa 3R Petroleum Offshore S.A. (3R Offshore).

“O valor da venda é de US$ 105,6 milhões, sendo US$ 6 milhões pagos hoje; US$ 9,6 milhões no fechamento da transação e US$ 90 milhões em pagamentos contingentes previstos em contrato, relacionados a níveis de produção do ativo e preços futuros do petróleo”, informou o comunicado da empresa.

Os valores não consideram os ajustes devidos e o fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a companhia, a venda do Campo Papa-Terra faz parte da gestão de portfólio, prática comum na indústria. “Ao realocar estrategicamente nossos investimentos, abrimos oportunidades para a diversificação na indústria de óleo e gás com novos investidores e trazendo resultados positivos para as empresas, para a indústria e sobretudo para a sociedade”, afirmou, em nota, o diretor de Exploração & Produção, Fernando Borges.

“O surgimento e o fortalecimento de outros players [estratégias] fomentam o desenvolvimento da indústria de óleo e gás, além do estímulo nas economias regional e nacional por meio de diversos canais: impostos, investimentos, geração de emprego e renda, bem como o aquecimento e consolidação da cadeia de suprimento”, disse o CEO [diretor] da 3R Petroleum, Ricardo Savini.

De acordo com a Petrobras, essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

O que é o Papa-Terra

O Campo Papa-Terra faz parte da concessão BC-20 e está localizado em lâmina d’água de 1.200 metros. Ele iniciou sua operação em 2013 e sua produção média de óleo e gás em 2021, até junho, foi de 17,9 mil boe/dia, através de duas plataformas, P-61 do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Platform) e P-63 do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), onde é realizado o processamento de toda a produção.

A Petrobras é a operadora do campo, com 62,5% de participação, em parceria com a Chevron, que detém os 37,5% restantes.

Petrobras assina acordo no pré-sal da Bacia de Santos

A Petrobras assinou com a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) o Acordo de Coparticipação de Itapu, que regulará a coexistência do Contrato de Cessão Onerosa e do Contrato de Partilha de Produção do Excedente da Cessão Onerosa para o campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos.

Em nota a companhia informou que as negociações começaram logo após a licitação feita em 6 de novembro de 2019. Com ela, a Petrobras adquiriu 100% dos direitos de exploração e produção do volume excedente da Cessão Onerosa do campo. Juntas, a Petrobras e a PPSA definiram o Plano de Desenvolvimento de Itapu, as perspectivas de curva de produção e de volumes recuperáveis, alinhadas às participações.

Na cessão onerosa, a área coparticipada é de 51,708% com volume recuperável total de 350 milhões de barris de óleo equivalente (boe). Já na partilha de produção é de 48,292% com volume recuperável total de 319 milhões boe.

Conforme a Petrobras, as premissas de preços de óleo e gás, de taxa de desconto e de métricas de custos utilizadas foram estabelecidas na Portaria do Ministério de Minas e Energia MME nº 213/2019. O valor da compensação total devida ao Contrato de Cessão Onerosa, ou seja, 100% Petrobras, pelo Contrato de Partilha de Produção é de aproximadamente US$ 1,274 bilhão. O valor, de acordo com a empresa, será integralmente recuperado como Custo em Óleo pela Petrobras, como contratada.

Ainda na nota, a Petrobras destacou que a efetividade do Acordo depende de aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “A estimativa de compensação apresentada tem como base a data efetiva do Acordo em 01/09/21. Caso a data de aprovação por parte da ANP leve a outra data de início de efetividade, serão realizados os ajustes necessários”, completou a companhia.

Barômetros Globais da Economia estabilizam em nível elevado

Indicadores que permitem analisar o desenvolvimento econômico mundial, os Barômetros Econômicos Globais recuam em julho. Mesmo com o recuo, os indicadores continuam em patamar elevado, compatível com a sustentação da fase de recuperação do nível de atividade econômica mundial em 2021. A análise é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) no documento Barômetros Econômicos Globais, divulgado hoje (9).

Enquanto o Barômetro Coincidente reflete o estado atual da atividade econômica, o Barômetro Antecedente emite um sinal cíclico cerca de seis meses à frente dos desenvolvimentos econômicos reais. Esses indicadores se baseiam nos resultados de pesquisas de tendências econômicas realizadas em mais de 50 países. A intenção é ter a cobertura global mais ampla possível.

O Barômetro Econômico Global Coincidente recuou 8,6 pontos em julho, para 128,6 pontos, após acumular alta de 42 pontos entre março e junho. Já o Barômetro Econômico Global Antecedente recuou 8,7 pontos, para 124,5 pontos.

Segundo o pesquisador do FGV/Ibre, Paulo Picchetti, o desempenho dos Barômetros Globais acumulado desde o início do ano mostra recuperação consistente ao longo das regiões e setores, na esteira da retomada de atividades ligadas a comércio e serviços possibilitada pelo avanço da imunização.

“Por outro lado, o impacto de alguns desafios sobre os dados correntes e expectativas acarreta o recuo dos Barômetros no mês de julho. Além das preocupações sobre variantes do vírus, as restrições de oferta por parte de vários insumos fundamentais para a atividade industrial levantam preocupações sobre a dinâmica dos preços, e a consequente normalização da política econômica”, avaliou Picchetti, em nota.

Barômetro Coincidente

A região do Hemisfério Ocidental é a que mais contribui para a queda do Barômetro Global Coincidente, com 4,2 pontos, seguida pela Ásia, Pacífico e África e Europa, com 3,3 e 1,1 pontos, respectivamente. A primeira queda dos indicadores regionais desde fevereiro passado pode ser vista como uma desaceleração da taxa de crescimento interanual da economia global neste início de terceiro trimestre de 2021.

Barômetro Antecedente

Os indicadores antecedentes das três regiões contribuem de forma negativa para o resultado do Barômetro Antecedente em junho. O Hemisfério Ocidental é a região que mais contribui para a queda, ao recuar 3,9 pontos, seguida da Ásia, Pacífico & África, com -3,5 pontos, e da Europa, com -1,3 pontos.

Vacinação em massa deve aquecer atividade imobiliária no Brasil, diz especialista

Com a expectativa de aceleração da vacinação contra a Covid-19, associada à projeção otimista para o PIB em 2022, especialistas têm projetado alta para os mais diversos setores. Mesmo o mercado imobiliário, que registrou alta 9,8% nas vendas em 2020 de acordo com Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), deverá continuar em alta nos próximos anos, segundo especialista em investimentos imobiliários e CEO da Sort Investimentos Renato Monteiro.

“A verdade é que o mercado de imóveis era um gigante que estava adormecido e que acordou com a pandemia por conta da volatidade de outros investimentos conservadores e a segurança que esse mercado imobiliário traz ao investidor. Para os próximos anos, vemos como o mercado está otimista tanto por conta da projeção de alta do PIB (em cerca de 2,3% para 2022) como pela expectativa de aceleração da vacinação”, avalia.

De acordo com Monteiro, outras experiências internacionais podem servir de parâmetro para essas análises e a relação entre o aumento das vendas de imóveis e a imunização em massa.

“Os Estados Unidos, por exemplo, que tem mais da metade (51%) da população adulta norte-americana imunizada, teve um crescimento de 15% na venda de imóveis neste primeiro trimestre de 2021, segundo pesquisas. E os especialistas por lá, os quais também atuamos em parceria, confirmam essa relação direta com a vacinação porque a venda de imóveis muitas vezes depende da visitação e circulação de clientes em espaços físicos”, avalia o CEO da Sort Investimentos, que teve passagem pelo mercado imobiliário norte-americano e conta com suporte internacional de grandes escritórios dos Estados Unidos como Howard Morrel Team, especialistas em imóveis de alto luxo de Manhattan, e da Elite International, que atua no mercado da Flórida.

NOVO CONTEXTO ECONÔMICO NO ÚLTIMO TRIMESTRE

Monteiro ainda acredita que a vacinação em massa também irá contribuir para um a criação de um novo contexto econômico no quarto trimestre de 2021. “É importante os esforços governamentais para imunizar a população. Se houve vários fatores que levaram o mercado imobiliário a crescer em 2020 - como queda das taxas de juros (atrelada à Selic mais baixa da história) e até mesmo o maior tempo em casa (que potencializou a pesquisa por casas maiores e mais confortáveis) - o menor nível de restrições poderá contribuir para o avanço ou até mesmo a manutenção da alta de vendas do mercado imobiliário brasileiro. Algo que, certamente, iremos observar especialmente no último trimestre de 2021”, ressalta.

SOBRE A SORT INVESTIMENTOS 

Desde 2018, a Sort Investimentos atua no mercado imobiliário, na seleção e gestão de imóveis com foco no investidor dos diferentes perfis. Em um curto período de atividades, conta com mais de R$ 3 bilhões em ativos sob assessoria e é uma das maiores lojas virtuais de imóveis em Santa Catarina. Oferece serviços completos no processo de compra, locação, administração e venda de imóveis e terrenos residenciais, comerciais e industriais, além de consultoria e suporte jurídico. É comandada por Renato Monteiro, que carrega 10 anos de experiência no mercado imobiliário logístico e de luxo internacional. 

www.sortinvestimentos.com.br

Representantes da Costa Verde & Mar e Santur alinham estratégias para a próxima temporada de verão

Em poucos meses, as altas temperaturas retornam para Santa Catarina e, com elas, o período que a região registra o maior número de visitantes. Diante da situação imposta pela pandemia, que fez o setor ser um dos mais impactados no mundo, e precisou se reinventar, adotar medidas sanitárias e adequar serviços e atrativos, surge agora a necessidade de se ampliar ainda mais as estratégias para a retomada segura do turismo com foco na temporada de Verão. Para isso, representantes da Costa Verde & Mar buscam aliar as medidas de promoção e divulgação com a Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur).

A reunião foi realizada na quinta-feira (8/7). Nela, integrantes do Colegiado de Secretários de Turismo da Região da Costa Verde & Mar alinharam com a Santur estratégias que visam uma retomada segura. A ideia, desde que haja segurança sanitária para tal, é promover uma campanha conjunta para divulgação de destinos e conscientização de turistas e moradores. “Durante o Verão, a nossa região é a que mais recebe visitantes, são registrados cerca de 4 milhões de pessoas por temporada. Por isso se torna tão importante somarmos as nossas estratégias de promoção do turismo com a Santur, pois essa união de forças traz benefícios para o Estado como um todo”, explica a presidente do Colegiado de Turismo, Zene Drodowski.

Estavam presentes na reunião os representantes da Secretaria de Turismo da Costa Verde & Mar, entre eles o Secretário de Balneário Camboriú, Geninho Góes, Marcos Paulo Alves Moraes de Bombinhas, Ângelo Cesar Gervásio de Camboriú, Dânia Hoger, representando o Secretário de Turismo de Itajaí, Evandro Neiva, Fabrício Lazzari por Itapema, Luciano Maibuk, de Navegantes, Cleber Neumann por Penha e Zene Drodowski, de Porto Belo, além da Diretora Executiva do Consórcio Intermunicipal de Turismo Costa Verde e Mar - CITMAR, Vivian Floriani.

 

Cidades da Costa Verde & Mar (SC): Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Itajaí, Itapema, Navegantes, Penha e Porto Belo.

 

Crédito das fotos: Renan Amaral de Almeida Koerich, assessoria de comunicação da Santur.

FCDL começa segundo semestre favorecendo negociação de dívidas no comércio

            Os consumidores com dívidas no comércio já podem se programar para o maior evento de renegociação desses débitos na história de Santa Catarina. Serão 10 dias, entre 29 de julho e 07 de agosto, do ‘Feirão SPC Regulariza Seu Nome!’, organizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de SC (FCDL/SC), em conjunto com dezenas de CDLs de todo o estado e associados.  “É uma oportunidade única para os clientes e empresas do varejo catarinense, principalmente em tempos de pandemia e crise”, avalia Ivan Tauffer, presidente da FCDL/SC.

            O Feirão ainda está recebendo adesões dos comerciantes, que podem se inscrever na CDL de sua cidade. “Uma vez cadastradas, as dívidas serão inseridas no sistema do evento, com as condições oferecidas para renegociação aos interessados em quitar os débitos”, diz Tauffer, ressaltando que somente as empresas inscritas no programa SPC Regulariza poderão participar.

            Para os consumidores, a vantagem é conseguir descontos mínimos de 50% em juros e multas. E esta prerrogativa veio em boa hora, já que o número de brasileiros com contas em atraso chegou a 63 milhões em abril deste ano – cerca de 39,5% da população.   Uma pesquisa da FCDL/SC apontou que mais de 50% das pessoas que vão aos balcões do SPC para consultar seu CPF perguntaram se poderiam negociar e regularizar suas pendências diretamente na CDL de sua cidade, sem necessidade de ir à empresa. O Feirão SPC Regulariza Seu Nome!’ veio atender o anseio desses interessados.

Lei do Superendividamento é sancionada

No dia 02 de julho, foi sancionada e entrou em vigor a Lei 14.181/21, conhecida como "Lei do Superendividamento."

A referida normativa, que estava em discussão há anos, incluiu, no Código de Defesa do Consumidor, regras que têm por objetivo prevenir o superendividamento dos consumidores.

Dentre os mecanismos de proteção trazidos pela Lei, está a possibilidade de o consumidor, por meio do Poder Judiciário, iniciar um processo de repactuação de suas dívidas, com a presença de todos os seus credores.

Tal como ocorre da Recuperação Judicial, o consumidor poderá apresentar um plano de pagamento com prazo máximo de 5 (cinco) anos para quitação. Vale pontar que por expressa disposição legal, ficam de fora da repactuação, as dívidas com garantia real, financiamentos imobiliários, contratos de crédito rural e aquelas dívidas eventualmente contraídas sem a intenção de realizar o pagamento.

Outro ponto de destaque é que a normativa trouxe o conceito de "superendividamento", a saber: a impossibilidade de o consumidor pessoa natural e de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas sem comprometer o seu mínimo existencial.

O conceito é bastante importante pois traz algumas premissas: em princípio, as regras só se aplicam às pessoas naturais, e o elemento da boa-fé do próprio consumidor deve permear toda a relação com os fornecedores.

"Por fim, apontamos que a normativa passou por alguns vetos, sendo que um dos mais importantes foi em relação à limitação das margens consignáveis. Nesse tocante, o Governo sustentou que essa restrição acabaria por prejudicar o consumidor, já que sabidamente esse tipo de empréstimo contempla taxas mais benéficas", disse a advogada Maria Helena Bragaglia, sócia do escritório de advogacia  Demarest .

 

DA FLORESTA AO COSTADO DO CAIS - CONHEÇA O CAMINHO PERCORRIDO PELAS TORAS DE MADEIRA ATÉ O PORTO DO RIO GRANDE

Cada vez mais tem se tornado comum a circulação de caminhões carregados com toras de madeira nas rodovias da região, em direção ao Porto do Rio Grande. Entre o ano de 2020 e os primeiros cinco meses de 2021, as exportações desse tipo de carga tiveram um aumento de 93,42%.

Entre os principais países de destino da madeira produzida em solo gaúcho estão países como Portugal, com a importação de eucalipto sem casca, e a China, com eucalipto e pinus com e sem casca. Mas afinal de contas, qual o percurso percorrido por elas até o embarque no navio?

As florestas de onde as toras são extraídas estão localizadas em diferentes municípios da região, entre eles São Lourenço do Sul, Piratini, Camaquã e Canguçu. Depois disso, elas são carregadas em caminhões e levadas até o pátio de armazenamento.

As cargas são recebidas diariamente e estocadas até completar a quantidade necessária para formação do lote. Quando isso acontece, ela é novamente colocada sobre caminhões, em um processo denominado transporte interno, e levada até o costado do navio.

Em Rio Grande, a movimentação dessas toras é realizada pelas empresas Sagres, Serra Morena e CTIL Logística.

Publicada MP que abre crédito a micro e pequenas empresas

Medida provisória (MP) que cria o Programa de Estímulo ao Crédito (PEC) foi publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União. Diferentemente de outra MP já editada pelo governo, a 992/20, que cria o Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE), a nova MP tem como alvo apenas micro e pequenas empresas, produtores rurais e microempreendedores individuais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões.

Segundo a Secretaria-Geral de governo, o PEC cria incentivos para os bancos emprestarem a essas empresas e empreendedores, “ao conceder um tratamento mais vantajoso à base de capital das instituições financeiras participantes”. Pelo texto, o programa será capaz de gerar até R$ 48 bilhões em crédito. A operacionalização se dará com recursos das próprias instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

Se aprovada pela Câmara e pelo Senado, ficará a cargo do Conselho Monetário Nacional fixar as regras gerais desses empréstimos, como taxa de juros, duração e carência. Já a supervisão do programa ficará sob a responsabilidade do Banco Central.

A expectativa do governo, com a medida, é garantir a oferta regular de serviços e programas voltados à população em geral, especialmente a mais vulnerável, para minimizar os efeitos provocados pela pandemia de covid-19.

Publicado em 07/07/2021 - 09:04 Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil - Brasília

 
 
Produção de grãos crescerá 27% nos próximos dez anos

produção de grãos deverá atingir 333,1 milhões de toneladas nos próximos dez anos. Em relação ao que o país produz nesta temporada de 2020/2021, o acréscimo na produção até 2030/2031 deverá ser de 71 milhões de toneladas, alta de 27,1%, a uma taxa de crescimento de 2,4% ao ano. Soja, milho de segunda safra e algodão devem continuar puxando o crescimento.

Os números são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, feito pela Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e pelo Departamento de Estatística, da Universidade de Brasília (UnB).

O mercado interno, as exportações e os ganhos de produtividade deverão ser os principais fatores de crescimento na próxima década, aponta o estudo. O avanço de inovações deve continuar permeando as atividades no campo, pois há grande atrativo para novas tecnologias.

A produção de carnes (bovina, suína e aves) entre 2020/21 e 2030/31 deverá aumentar em 6,6 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 24,1%. As carnes de frango e de suínos são as que devem apresentar maior crescimento nos próximos anos: carne de frango (27,7%), suína (25,8%). A produção de carne bovina deve crescer 17% entre o ano base e o final das projeções. “Esses percentuais podem situar-se em níveis maiores, haja vista o aumento da procura por proteína animal”, alertou José Garcia, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação, do Mapa, e um dos pesquisadores das projeções.

Projeção para os próximos 10 anos

Regiões em destaque

As regiões Centro-Oeste e Norte são as que deverão ter os maiores aumentos relativos de produção e área. Entre os estados do Norte, Tocantins e Rondônia deverão liderar a expansão da produção.

Entre os grandes produtores, Mato Grosso continua liderando a expansão da produção de milho e soja no país. O acréscimo da produção de milho deve ocorrer especialmente pela expansão do milho de segunda safra. Mas a soja deve apresentar forte expansão em estados do Norte, como Tocantins, Rondônia e Pará. No Pará, a produção deve crescer a 4,8% ao ano; em Rondônia, 4,3%; e Tocantins, 3,2%. Contribuem para isso, a atração que a cultura apresenta e a abertura de novos modais de transporte com a saída para os portos do Norte.

A região denominada Matopiba - formada por áreas majoritariamente de Cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia - deverá apresentar aumento elevado da produção de grãos. As projeções indicam que deverá produzir cerca de 36 milhões de toneladas de grãos no próximo decênio, numa área plantada de grãos de 9,3 milhões de hectares ao término do período das projeções.

Área plantada

A área plantada de grãos deve passar dos atuais 68,7 milhões de hectares para 80,8 milhões de hectares em 2030/31, acréscimo de 12,1 milhões de hectares ou 17,6% em termos relativos. A área plantada com todas as lavouras analisadas, além dos grãos, incluindo cana de açúcar, café, cacau e frutas, deve passar de 80,8 milhões de hectares, em 2020/21 para 92,3 milhões, em 2030/31.

Essa expansão está concentrada em soja, cana-de-açúcar e milho de hectares, que totalizam 13,4 milhões de hectares adicionais. Algumas lavouras, como mandioca, café, arroz, laranja e feijão, devem perder área, mas a redução será compensada por ganhos de produtividade.

Produtos para exportação

O mercado interno, juntamente com as exportações e os ganhos de produtividade, deverão ser as principais fontes de crescimento na próxima década. Em 2030/31, 33,7% da produção de soja deve ser destinada ao mercado interno; no milho, 71,6%; e no café, 43% da produção deve ser consumida internamente. “Haverá, assim, uma pressão sobre o aumento da produção nacional, devido ao crescimento do mercado interno e das exportações do país”, avaliou Gasques.

Nas carnes, haverá forte pressão do mercado internacional, especialmente de carne bovina e suína, embora o Brasil continue liderando o mercado internacional do frango. Do aumento previsto na produção de carne de frango, 71,4% da produção de 2030/31 serão destinados ao mercado interno; da carne bovina produzida, 64%; e na carne suína, 73,8%. Desse modo, embora o Brasil seja, em geral, um grande exportador desses produtos, o consumo doméstico continuará muito relevante.

Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser algodão, soja e milho, carnes suína, bovina, frango e frutas, em especial, a manga. “O mercado interno e a demanda internacional serão os principais fatores de crescimento para a maior parte desses produtos, que têm maior potencial de crescimento da produção nos próximos dez anos”, explicou o coordenador da pesquisa.

Produtos mais dinâmicos 2020/21 2030/31

Acesse a Nota das Projeções do Agronegócio

Acesse a Apresentação das Projeções do Agronegócio

 

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

A verba das BRs e o abuso contra SC

por Vinícius Lummertz


 

Santa Catarina historicamente é um Estado que nunca teve a devida retribuição da União a toda imprescindível contribuição que deu ao desenvolvimento nacional. Praticamente, "nos criamos sozinhos", construímos o que chamo de economia autóctone, ou seja, formulada e desenvolvida aqui mesmo sob os auspícios da inteligência, da força de trabalho e persistência dos catarinenses. Hoje somos um Estado diferenciado, referência no país e no mundo. Se por um lado isso é altamente meritório, por outro temos que reconhecer que, a não ser por raros períodos, nunca conseguimos ter e exercer uma força política em Brasília que nos proporcionasse as mesmas condições de outros estados brasileiros - e escrevo isso sem qualquer caráter discriminatório. É a mais pura realidade. 

Faço este raciocínio para poder analisar a autorização dada pela Assembleia Legislativa para o aporte de R$ 350 milhões do Estado em rodovias federais. Assim, a administração Carlos Moisés poderá colocar R$ 200 milhões na duplicação da BR-470, R$ 100 milhões na BR-163 e R$ 50 milhões na BR-280 ainda em 2021. Trocando em miúdos: em vez de receber os devidos recursos da União para nossas rodovias federais, nós vamos tirar esse dinheiro dos cofres do Estado para cumprir o papel do Governo Federal.

Já de antemão, antes que seja crucificado, quero dizer que não sou contra essa iniciativa. Ao conversar com nossas lideranças empresariais e políticas, prefeitos e vereadores, compreendi que esta é, infelizmente, a única maneira de dar andamento a obras que, se não forem continuadas, podem condenar o Estado a uma paralisia de transportes e logística. 

Mas me vejo, como catarinense, na obrigação de fazer um alerta: esta é a primeira vez - e que seja a última - que temos que sacar do próprio bolso para dar conta da obrigação constitucional que é do Governo Federal. Vou mais longe: é uma enorme injustiça para com SC e vou explicar porquê. Os números que apresentarei a seguir me foram cedidos muito gentilmente pela Gerência de Transportes e Logística da Fiesc, à qual agradeço.

É injusto, em primeiro lugar, porque tivemos o maior corte no orçamento deste ano para estradas federais. Vamos aos números: BR-470, entre Navegantes e Rio do Sul, corte de 50% (de R$ 111 para R$ 56 milhões); BR-280, entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul, corte de 42% (de R$ 104 para R$ 60 milhões); BR-285, entre Timbé do Sul e Divisa SC/RS, corte de 100% (R$ 20 milhões, sendo que faltam menos de 2kms para a conclusão); BR-163, entre São Miguel do Oeste e a Divisa SC/PR, corte de 47% (de R$ 28 para R$ 15 milhões); BR-163/PR/SC, entre Guaíra (PR) e Itapiranga, corte de 100% (R$ 3 milhões); e a única que não teve corte foi a BR-282, entre Florianópolis e São Miguel do Oeste, que ficou com R$ 3 milhões.

Em segundo lugar, é injusto porque SC é o Estado brasileiro que tem menos retorno em recursos federais com relação ao que arrecada para a União - só fica abaixo do Rio de Janeiro (que tem os royalties do petróleo) e de São Paulo. Em 2020, essa injustiça chegou a ser absurda: arrecadamos R$ 69,7 bilhões para o Governo Federal, mas só recebemos dele R$ 7,4 bilhões. Para se ter uma ideia, a Bahia, que ocupa o 8º lugar no ranking dos maiores PIBs do Brasil (SC é o 6º), arrecada menos da metade (R$ 33 bilhões) do que Santa Catarina, mas recebe 60% a mais do que recebemos. 

Discriminar Santa Catarina não é algo que se possa atribuir ao atual Governo Federal - é uma sina que vem de décadas. Porém, deste Governo, em especial - que recebeu aqui uma das maiores votações proporcionais do país em 2018 - esperava-se uma retribuição à altura. 

Viagens de férias, motociatas e visitas do presidente e ministros sem nada a oferecer, mais nos frustram do que nos lisonjeiam. Afinal, estamos pagando a conta em dobro.

 

Vinícius Lummertz, catarinense e secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo

Rafael Cervone é eleito novo presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

O industrial Rafael Cervone foi eleito novo presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com cerca de 62% dos votos, segundo mapa eleitoral divulgado após a eleição. O mandato começará em 1º de janeiro de 2022 e vai até 31 de dezembro de 2025. Apoiado pelo atual presidente, Paulo Skaf, Cervone venceu o candidato de oposição José Ricardo Roriz Coelho.

A nova diretoria do Ciesp é composta também pelos empresários Josué Gomes da Silva, 1º vice-presidente, Vandemir Francesconi Junior, 2º vice-presidente e Luiz Alberto Soares Souza, 3º vice-presidente.

Para Cervone, é preciso pensar em uma indústria unida, forte e integrada, entre Fiesp e Ciesp. "Novas indústrias aparecem, novos empregos, novos tipos de indústria. Estamos no auge da manufatura avançada e da indústria 4.0 e uma das discussões é quais serão as vocações da capital e das distritais", avaliou, ao destacar a importância da indústria do interior. Cervone lembrou que é de Santa Bárbara D’Oeste, onde mora e trabalha.

Para Paulo Skaf, o expressivo percentual dos votos obtidos demonstra o apoio que a chapa liderada por Cervone obteve. "O empresário industrial está unido, preocupado com os seus negócios, com a geração de emprego, suas responsabilidades e investimentos", concluiu.

Josué Gomes da Silva é eleito novo presidente da Fiesp

Concorrendo em chapa única, o mandato de Josué Gomes da Silva se iniciará em 1 de janeiro de 2022 e irá até 31 de dezembro de 2025. A nova diretoria da Fiesp é composta pelos empresários Rafael Cervone, 1º vice-presidente, Dan Ioschpe, 2º vice-presidente e Marcelo Campos Ometto, 3º vice-presidente.

O presidente das entidades, Paulo Skaf, parabenizou o vencedor, destacou sua capacidade de liderança e reiterou o apoio a Josué. "Ele está eleito e terá apoio expressivo dos industriais, o que se verificou na apuração. E as entidades estarão em boas mãos, de um empresário que tem seriedade, competência e força", ressaltou.

Em relação ao momento atual, Skaf lembrou que seu trabalho continua até o dia 31 de dezembro e que trabalhará até o último dia e afirmou que está mobilizando outros setores produtivos para impedir que a Reforma Tributária que está em discussão traga aumento de impostos. "Quando há dinheiro sobrando, se faz reforma. Quando falta dinheiro, a melhor reforma é o corte de gastos".

O presidente eleito, Josué, disse estar honrado por haver recebido tantos votos e a confiança do empresariado industrial. "Isso aumenta a responsabilidade, pois suceder Paulo Skaf é um desafio enorme, especialmente neste momento em que, pela primeira vez em décadas, a indústria de transformação apresentou participação no PIB um pouco inferior a do setor agropecuário", observou o empresário, que também defendeu a retomada do crescimento do setor e o não aumento de impostos.

As eleições da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ocorreram nesta segunda-feira (5/7), na sede do prédio, na Avenida Paulista.

Todo o processo eleitoral foi acompanhado pela Comissão Eleitoral composta por: Sydney Sanches (ex-ministro do Supremo Tribunal Federal), Ellen Gracie (ex-ministra do STF), Almir Pazzianotto (ex-ministro do Tribunal do Trabalho), Ives Gandra Martins (jurista), Maria Cristina Mattioli (desembargadora aposentada do Tribunal Regional do Trabalho).

Havan inaugura segunda megaloja em Porto Velho e quarta filial em Rondônia nesta semana

A Havan inicia o segundo semestre de 2021 com mais inaugurações pelo país. Nesta quinta-feira, 08 julho, a cidade de Porto Velho recebe a megaloja de número 161. Será a segunda filial Havan na capital de Rondônia e quarta loja da rede varejista no estado. Além de Porto Velho, a Havan conta com lojas em Vilhena e Cacoal.

 

A nova megaloja irá funcionar das 9 às 22 horas, todos os dias da semana. Terá 10mil m² de área construída, 550 vagas de estacionamento, praça de alimentação e a tradicional réplica da Estátua da Liberdade, além fachada estilizada na Casa Branca. O empreendimento na rua Buenos Aires (BR-364), nº 186, Bairro Nova Porto Velho. A megaloja oferecerá mais de 350 mil itens, entre eletrônicos, eletrodomésticos, moda, brinquedos, decoração e entre outros.

 

A Havan acaba de completar 35 anos e atualmente, a rede está presente em 18 estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Conta com 20 colaboradores, sendo que em cada nova megaloja são gerados 150 novos empregos diretos e pelo menos, mais 1 mil indiretos. “ Cada loja que inauguro é motivo de orgulho, é como se nascesse mais uma filha. Chegamos aos 35 anos certos de que estamos fazendo a diferença ao contribuir com o desenvolvimento do Brasil, gerando empregos e oportunidade para os brasileiros. Acreditamos que o emprego é o maior programa social que existe, é com essa certeza que seguimos em frente”, conclui.

Quer trabalhar? Vagas atualizadas do Sine de Itajaí!

VAGAS ATUALIZADAS DO SINE DE ITAJAÍ 02/07/2021

 

Administrador de marketing

Agenciador de cargas

Ajudante eletricista –          vaga temporária

Auxiliar contábil

Auxiliar de almoxarifado

Auxiliar de conservação de obras civis

Auxiliar de escrituração fiscal

Auxiliar de exportação e importação

Auxiliar de logística

Auxiliar técnico de refrigeração            

Costureira geral

Desenhista projetista de construção civil

Garçom

Jardineiro

Mecânico de automóvel

Motorista carreteiro                                     

Operador de empilhadeira

Operador de inspeção de qualidade

Servente e obras

Vidraceiro

Vistoriador de risco de alto

 

Total de vagas 78

PARA CANDIDATAR-SE A UMA VAGA: Você pode utilizar o portal  

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Entre em contato pelos nossos canais de atendimento:

Telefone: 33986070/33986071

email: itajai@sine.sc.gov.br

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Megaoperação do Imetro-SC detecta fraudes e interdita bombas de combustível

Uma megaoperação de combate às fraudes e fiscalização dos postos de combustível mobilizou as equipes do Imetro-SC (Instituto de Metrologia de Santa Catarina) durante uma semana. Foram cinco dias de trabalho intenso em todo o Estado, de 28 de junho a 2 de julho. Com atuação em 151 postos de 20 municípios, foram fiscalizadas 1.377 bombas medidoras, sendo 40 interditadas e 91 reprovadas. Os peritos do Instituto detectaram fraudes eletrônicas nas cidades de Blumenau e Pomerode, no Vale do Itajaí.

“O Imetro-SC tem trabalhado cada vez mais com empenho e afinco na fiscalização e na defesa dos direitos do consumidor. Defendendo a justa concorrência de mercado e atuando para detectar fraudes de combustível, sejam elas mecânicas ou eletrônicas“, ressaltou Rudinei Floriano, presidente do Imetro-SC.

Entre as 40 bombas medidoras interditadas, em seis delas foram detectadas fraudes eletroeletrônicas (duas em Pomerode e quatro em Blumenau). Os equipamentos vão ficar lacrados até a realização do reparo. Os donos dos estabelecimentos recebem notificação do Imetro-SC, respondem a procedimento administrativo com prazo para apresentar defesa. A multa pode chegar a até R$ 1,5 milhão. Já os estabelecimentos em que as 91 bombas foram reprovadas têm prazo de dez dias para regularização do equipamento. 

Fraude eletrônica

O ardil utilizado pelos postos de combustível é uma fraude eletroeletrônica. A falsificação permite a manipulação do interruptor de ajuste do fornecimento da quantidade de combustível que passa pela bomba.

“Consiste na manipulação de dois fios elétricos, que permitem burlar o sistema de controle da quantidade de combustível sem violar o lacre de proteção, entregando volume inferior ao pago pelo cliente”, explicou Floriano.

 

Olavo Moraes
Assessor de Comunicação

Grupo NotreDame Intermédica oferta plano de saúde regional no Vale do Itajaí

O Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) segue com as atenções voltadas ao litoral de Santa Catarina. Recém-chegada à região com operação própria após a aquisição do Hospital do Coração de Balneário Camboriú, em maio de 2020, o Grupo NotreDame Intermédica anuncia o relançamento do seu primeiro plano de saúde dedicado ao atendimento da população local: o Connect Itajaí, plano que se define como uma forma de tornar a saúde acessível, mas sem abrir mão do cuidado em Medicina Preventiva. 

Além de Itajaí, mais 11 cidades da região contarão com a cobertura do plano de saúde: Balneário Camboriú, Barra Velha, Camboriú, Ilhota, Itapema, Navegantes, Penha, Piçarras, Porto Belo e São João do Itaperiú, que juntas somam aproximadamente 600 mil habitantes, de acordo com o mais recente levantamento do IBGE. Com o Connect Itajaí, o GNDI busca atender a necessidade da população que busca um plano democrático e acessível. As mensalidades têm preços a partir de R$ 49,75. 

“Com o Connect Itajaí, cumprimos nossa missão de ‘tornar a saúde acessível a gerações de brasileiros’ ao mesmo tempo em que nos apresentamos à cidade e colocamos esse plano em execução”, afirma Irlau Machado Filho, presidente do GNDI. “A aquisição do Hospital do Coração de Balneário Camboriú foi o primeiro passo para registrar nossa chegada à região. Trata-se de uma instituição robusta e que conta com duas Unidades, referência em atendimento de qualidade e focado em inovação”, complementa. 

O plano, atualmente, conta com o hospital geral de alta complexidade, que soma 58 leitos, 10 deles de UTI. Além disso, conta com pronto atendimento clínico, hemodinâmica, diagnóstico por imagens e laboratório, todos disponibilizados no produto Connect Itajaí.  

Equipe do cuidado é o principal diferencial do novo plano 

Como seria a saúde da maioria dos brasileiros se, rotineiramente, um profissional de saúde entrasse em contato para saber como ele está, ou até mesmo lembrá-lo de realizar exames ou estar atento a condições específicas? Esse é justamente o grande diferencial do Connect Itajaí: uma equipe de profissionais de diversas áreas, disponíveis na palma da mão dos beneficiários. 

“O Connect Itajaí traz o conceito da Equipe de Cuidado: um time multiprofissional apto e disponível que está disponível para o beneficiário sempre que houver a necessidade. Isso pode incluir desde lembretes até o agendamento de consultas rotineiras, seja virtual ou presencialmente. Assim, a atenção é integral para os nossos beneficiários, é saúde por inteiro, a vida inteira”, ressalta Celso Boaventura, diretor médico de Cuidados Coordenados do Grupo NotreDame Intermédica Sul (Filial Sul). 

Por meio do smartphone ou do site do GNDI Sul, todo o plano está disponível: o app GNDI easy Sul disponibiliza um contato 24h com profissionais, com orientações médicas e recomendações. Isso é possível graças ao “Primeiro Acolhimento”, um atendimento que ocorre logo após a adesão ao plano e que contempla as principais necessidades do usuário do Connect, como sintomas detectados em uma consulta ou a necessidade de exames para diagnósticos mais profundos. 

 

Consultas via telemedicina e presenciais 

Assim, a Telemedicina surge como uma vantagem prática, seja pela questão de atendimento dinâmico no lugar que for mais conveniente ao paciente, mas também por uma questão de acessibilidade: o contato com profissionais de diferentes áreas nunca foi tão prático. 

“O atendimento digital não dispensa o presencial, quando necessário. A Telemedicina veio para somar e é uma forma de colocarmos cada vez mais pacientes em contato com os médicos especialistas, democratizando a Medicina de qualidade cada vez mais”, afirma Mario Saddy, diretor executivo do GNDI Sul. 

 

Estratégia de crescimento no Sul do país é constante no GNDI 

Além da oferta de planos diferenciados no Paraná e Santa Catarina, no último mês de junho, o GNDI chegou a mais um estado, o Rio Grande do Sul: com a aquisição do Centro Clínico Gaúcho, por R$ 1,06 bilhão, marcou sua entrada no mercado gaúcho. A transação está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores – CADE e ANS – e representa um marco importante para o GNDI dentro da estratégia de ampliar sua presença nacional com Rede Própria de atendimento. No mesmo mês, o GNDI Sul concluiu a aquisição do Hospital Maringá por R$ 92 milhões, uma das unidades mais tradicionais da cidade do Paraná. 

 

 

Sobre o Grupo NotreDame Intermédica 

Reconhecidamente sólido, o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) possui 53 anos de atuação e é, hoje, a maior operadora de saúde do Brasil. A Companhia é pioneira em Medicina Preventiva desde 1982, por meio de programas estruturados para oferecer saúde integral com acolhimento aos seus mais de 6,4 milhões de beneficiários. A Rede Própria do GNDI possui uma estrutura de atendimento que soma, atualmente, 29 hospitais, 88 Centros Clínicos, 23 Prontos-Socorros Autônomos, 14 Centros de Medicina Preventiva, 12 Unidades para exames de imagem, 86 pontos de coleta de análises clínicas e 2 Centros de Saúde exclusivamente dedicados ao público 50+ (NotreLife 50+). Um dos diferenciais do GNDI é oferecer a melhor experiência ao beneficiário: rapidez nos agendamentos de consultas, atendimento humanizado, medicina preventiva, bem como a gestão eficiente da saúde dos colaboradores das empresas clientes. Mais informações acesse www.gndi.com.br

Santa Catarina mantém bom desempenho e gera 111 mil empregos formais entre janeiro e maio

A geração de empregos formais segue em alta em Santa Catarina. Nos cinco primeiros meses do ano, o Estado criou 111,4 mil vagas de trabalho. Trata-se do melhor resultado do país, se considerados os dados relativos ao estoque de empregos. Apenas em maio, o saldo positivo foi de mais de 13,5 mil postos de trabalho. O dado foi divulgado nesta quinta-feira, 1º, pelo Ministério da Economia, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na avaliação do governador Carlos Moisés, o resultado demonstra a retomada econômica catarinense, mesmo com a pandemia de Covid-19. Ele ressalta que o Estado mantém a menor taxa de desemprego do país e possui um ambiente de segurança jurídica, o que atrai novos investimentos todos os meses.

“Esse é um indicador que deve ser comemorado. O resultado é fruto do esforço de todos os catarinenses. Nosso Estado possui uma robustez econômica diferenciada dentro do Brasil. O Governo do Estado trabalha no sentido de facilitar a vida dos investidores, com uma máquina mais leve e menos burocrática. Esse esforço será contínuo em nosso mandato”, ressalta Carlos Moisés.

Na divisão por setores econômicos, os serviços tiveram o maior saldo positivo de maio em Santa Catarina, com 5.355 vagas criadas. Em seguida, vieram a indústria (+4.360) comércio (+2.934) e a construção civil (+1.358). Por questões sazonais, a agricultura teve um saldo negativo de 420 vagas.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Bulligon, ressalta que o Governo tem conseguido incentivar o desenvolvimento econômico sem descuidar da pandemia de Covid-19. Ele destaca ainda que a criação de empregos ocorre em todas as regiões do Estado.

“Isso demonstra que somos um Estado equilibrado, com todas as regiões ajudando no crescimento. Também precisamos comemorar o fato de termos saneado as contas públicas. O investidor leva isso em consideração quando decide onde colocar o seu dinheiro. Santa Catarina é exemplo para o Brasil em termos de gestão”, aponta Bulligon.

Por municípios, Joinville possui o maior saldo de vagas de janeiro a maio, com 9.811. Em seguida, aparecem Blumenau (8.959), São José (5.691), Itajaí (5.339) e Jaraguá do Sul (4.299). No índice referente apenas ao mês de maio, o melhor resultado foi obtido por Florianópolis, com um saldo de 1.222 postos de trabalho, com Blumenau na segunda posição (1.174) e São José em terceiro (863).

Em decisão histórica, União Europeia aprova fim gradual da criação industrial de animais em gaiolas até 2027

A Comissão da União Europeia (UE) aprovou ontem (30/06) o projeto de iniciativa popular de cidadãos comunitários (European Citizens' Initiative - ECI) intitulado "Fim da Era da Gaiola". A partir de agora o órgão se compromete a conceber um plano de transição, a ser publicado até o final de 2023, promovendo a gradual redução da criação animal industrial em gaiolas até o total banimento a partir de 2027.

A estratégia para viabilizar a transição de forma equilibrada prevê uma abordagem científica e vislumbra, entre outros apoios, incentivos financeiros aos produtores com vistas à implantação das adaptações necessárias.

Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que trabalha em prol do bem-estar animal e que por meio dos seus escritórios na Europa atuou ativamente da mobilização popular para a proposta, celebra a aprovação e seguirá acompanhando os desdobramentos até a efetiva entrada em vigor e posteriores fiscalizações da regra.

O movimento faz parte de uma ampla revisão da legislação de bem-estar animal na UE. As espécies contempladas pela norma incluem porcas, bezerros, coelhos, galinhas poedeiras, frangos, matrizes de frangos de corte, matrizes de galinhas poedeiras, codornas, patos e gansos.

Ao longo do período de mobilização, a campanha encabeçada pela organização não-governamental Compassion in World Farming (CIWF) e em colaboração com outras 170 ONGs, recebeu apoio maciço da sociedade em todas as nações do grupo. Teve mais de 1,4 milhão de assinaturas e passou a figurar como um dos exemplos de maior engajamento da ferramenta de democracia participativa da UE lançada em 2012. De forma ampla, pesquisas mostraram que 94% das pessoas na Europa creem que a defesa do bem-estar animal é algo importante; 82% acreditam que animais de criação industrial merecem maior proteção.

"A medida representa um avanço importantíssimo na transição para sistemas mais éticos e sustentáveis de produção, com a disseminação de conceitos de bem-estar animal na indústria intensiva de criação, seja no contexto de outras políticas do bloco, seja em relação às repercussões internacionais. Isso porque além de afetar países membros, a regra vai alcançar também importações de países de fora da União Europeia, como é o caso do Brasil", analisa José Rodolfo Ciocca, gerente de Agropecuária Sustentável da Proteção Animal Mundial no Brasil.

"Essa mudança de postura já vem sendo indicada há tempos. E o peso do bloco como grande importador global de alimentos e produtos de origem animal é enorme. É o poder de barganha do comprador ditando padrões, o que neste caso é positivo. O Brasil tem um papel importante nesse movimento, pois exportamos diversos tipos de proteína animal. Nos casos de ovos e suínos, mostra que as mudanças precisam ser transformativas para avançarmos como um grande ator na alimentação global sustentável".

A elaboração das normas sobre a criação de animais em gaiolas nos países da UE será amparada por estudos científicos da European Food Safety Authority (EFSA, a Agência Europeia de Segurança Alimentar). As investigações prévias do tipo já revelaram, entre outras descobertas, que animais criados em ambientes de alto bem-estar proporcionam alimentos de melhor qualidade. Os indivíduos mais saudáveis e necessitam de menos medicamentos. Isso reduz riscos de aumento da resistência antimicrobiana e o surgimento de bactérias multirresistentes. Ou seja, o bem-estar na criação animal é também uma forma de prevenir futuras pandemias dentro do conceito de Uma Saúde/Saúde Única (humana, ambiental e animal).

"A perspectiva do bem-estar animal é uma tendência global, reforçada agora pela Europa. É um movimento sem volta. Mesmo no ambiente dos negócios e dos investimentos já há uma consciência clara da importância da abordagem como oportunidade e como salvaguarda contra riscos reputacionais e de disrupturas. A ascensão das políticas ESG (Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança), com a inclusão do bem-estar animal no conjunto das preocupações ambientais, é a face mais evidente disso", diz Ciocca.

Contribuindo para o debate no país, a Proteção Animal Mundial, com o apoio de Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW), Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) e Compassion in World Farming, realizará na próxima quarta-feira, às 11h, o webinar "Bem-estar animal na estratégia de empresas e investidores". O evento, com a participação de grandes especialistas, é voltado principalmente para o público do setor agropecuário, de finanças e investimentos, além de meio ambiente e sustentabilidade. Mas as inscrições são abertas inclusive à participação de todos os interessados em conhecer mais sobre o tema. Mais detalhes na página do evento aqui.


Sobre a Proteção Animal Mundial (World Animal Protection)

A Proteção Animal Mundial (anteriormente conhecida como Sociedade Mundial para a Proteção Animal) mudou o mundo para proteger os animais por mais de 50 anos. A organização trabalha para melhorar o bem-estar dos animais e evitar seu sofrimento. As atividades da organização incluem trabalhar com empresas para garantir altos padrões de bem-estar para os animais sob seus cuidados; trabalhar com governos e outras partes interessadas para impedir que animais silvestres sejam cruelmente negociados, presos ou mortos; e salvar as vidas dos animais e os meios de subsistência das pessoas que dependem deles em situações de desastre. A organização influencia os tomadores de decisão a colocar os animais na agenda global e inspira as pessoas a mudarem a vida dos animais para melhor. Para mais informações acesse: https://www.protecaoanimalmundial.org.br .
 

Ambev vai impulsionar negócios de Santa Catarina com soluções para desafios de sustentabilidade

A Aceleradora 100+, da Ambev, chega em sua terceira edição para impulsionar startups de impacto que, com projetos inovadores, ofereçam soluções aos principais desafios de sustentabilidade de hoje e dos próximos anos. Neste ano, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e o Quintessa se juntam ao programa, gerando uma perfeita sinergia para fomentar soluções com real potencial para mudar o mundo.

 

As pré-inscrições estarão abertas a partir de 1º de julho pelo link https://aceleradora.ambev.com.br/E as inscrições no programa poderão ser realizadas, de 5 a 23 de julho, por startups que se encontram no momento de ida a mercado, ou seja, já testaram inicialmente sua solução e agora desejam tracionar suas vendas. Os negócios selecionados passarão por um mês de intensive learning, no qual terão contato com executivos da Ambev, mentores especialistas e fundos de investimento, e receberão suporte individual para apresentarem uma proposta de projetos piloto para a Ambev e parceiros. As propostas mais qualificadas serão contratadas e os empreendedores receberão acompanhamento de gestores para a implementação dos pilotos. 

  

“Os desafios ambientais atuais exigem soluções inovadoras e fora da caixa, por isso a Aceleradora 100+ surge como uma oportunidade para encontrarmos essas ideias novas e desenvolvermos parcerias que vão impulsionar negócios e ajudar o meio ambiente”, afirma Rodrigo Figueiredo, Vice-Presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Ambev. “Além disso, a pandemia vem reforçando a necessidade de crescimento compartilhado, de trabalho em conjunto com o ecossistema. Este é o principal objetivo desta edição da Aceleradora 100+: provar que juntos podemos criar e desenvolver ações que tenham um impacto verdadeiro na sociedade”, conclui Rodrigo.

 

Na perspectiva de Augusto Corrêa, Secretário Executivo da PPA, “trazer um programa de escala global com um recorte específico para a Amazônia é algo muito significativo e impactante. Na Plataforma Parceiros pela Amazônia, temos trabalhado arduamente para fortalecer os negócios de impacto que prezam pela conservação da biodiversidade e qualidade de vida das comunidades da região”, comentou.

 

Também integrando o time de parceiros pelo deste ano, a diretora do Quintessa, Anna de Souza Aranha, conta que “a Aceleradora 100+ é um programa de inovação aberta exemplar por unir o avanço da empresa em suas metas de sustentabilidade com uma ótima proposta de valor aos empreendedores, apoiando seu desenvolvimento e implementando suas soluções de impacto socioambiental positivo na ponta”. 

 

Desafios ambientais mundiais

A Ambev definiu, em 2018, objetivos de sustentabilidade bastante ambiciosos e a Aceleradora 100+ possibilita a conexão com startups inovadoras que estão trabalhando na resolução desses objetivos comuns.

 

O programa de aceleração integra uma iniciativa global da Ambev e conta com apoio institucional do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), balizando as diretrizes e desafios que estejam sempre alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Nesta terceira edição, a empresa busca soluções para seis desafios. São eles:  

  • Gestão da água: Monitoramento e análise de água; conservação e administração de bacias hidrográficas; e/ou tratamento e redução do consumo de água em manufatura e supply chain
  • Agricultura sustentável: Treinamento, engajamento e suporte a produtores e fazendeiros; qualidade e produtividade da colheita; e/ou outras inovações relacionadas à agricultura
  • Mudança climática: Consumo e monitoramento de energia; soluções alternativas e renováveis para o setor energético; redução, captura e remoção de emissões de CO2; análises financeiras e de gestão para mudanças climáticas; e/ou Logística Verde
  • Embalagem circular: Reciclagem, reutilização e devolução; materiais alternativos e inovações para embalagens; e/ou rastreabilidade e logística reversa de embalagens
  • Ecossistema Empreendedor: Valorização de produtos gerados no processo de produção da cerveja; rastreabilidade da cadeia produtiva/fornecimento responsável; incentivo a cadeias produtivas locais/regionais; e/ou diversidade e inclusão na cadeia produtiva
  • Conservação da biodiversidade na Amazônia: Bioeconomia; sistemas regenerativos/restaurativos; e/ou cadeias de fornecimento sustentáveis.

 

Edições anteriores

Importantes projetos foram impulsionados nas duas primeiras edições da Aceleradora 100+, realizadas em 2018 e 2019, reforçando o objetivo do programa que é estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento de pequenos e médios negócios, conectando ideias disruptivas aos pilares de sustentabilidade da companhia. Durante toda jornada do programa, o time da Ambev identifica oportunidades para as startups participantes, estabelecendo parcerias que podem, inclusive, resultar em fechamento de contratos.

 

Como exemplo, a parceria com a ManejeBem, startup fundada por três mulheres e vencedora da primeira edição da Aceleradora 100+, facilita a assistência técnica agrícola e realiza a estruturação de sistemas produtivos rurais. Através da plataforma criada com a Ambev é possível a captação de dados do campo, favorecendo o planejamento de ações e acompanhamento de impactos relacionados à sustentabilidade.

 

Com a startup FNM S.A foi firmada parceria para a produção de mil veículos elétricos. Junto com a Agrale, única fábrica brasileira de veículos em funcionamento hoje, a startup está desenvolvendo o caminhão FNM 833, de 18 toneladas, especialmente para atender às necessidades de logística da Ambev.

 

Sobre a Ambev

Unir as pessoas por um mundo melhor. Esse é o sonho da Ambev, empresa brasileira, com sede em São Paulo, e presente em 18 países. No Brasil, somos mais de 32 mil pessoas que dividem a mesma paixão por produzir cerveja e trabalhamos juntos para garantir momentos de celebração e diversão. A Ambev é inovadora e tem o consumidor no centro das decisões e iniciativas. O portfólio da companhia conta com cervejas, refrigerantes, chás, isotônicos, energéticos e sucos, de marcas reconhecidas como Skol, Brahma, Antarctica, Budweiser, Stella Artois, Wäls, Colorado, Guaraná Antarctica, Fusion, do bem e AMA, a água mineral que destina 100% de seu lucro para projetos que levam acesso à água potável para famílias do semiárido brasileiro. Os compromissos de sustentabilidade da companhia incluem metas claras, divulgadas publicamente, traduzindo em cinco pilares: água, agricultura, mudanças climáticas, economia circular e ecossistema de empreendedores. Esse trabalho é feito com uma rede de parceiros, pois a Ambev acredita que a construção de um mundo melhor se torna mais rica quando feita em conjunto.

 

Sobre a PPA

A Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) é uma plataforma de ação coletiva do setor privado para fomentar novos modelos de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Seu objetivo é desenvolver e identificar soluções tangíveis e inovadoras para a conservação da biodiversidade e recursos naturais da Amazônia, assim como garantir a qualidade de vida das comunidades da região. Atua por meio de quatro Grupos Temáticos (Empreendedorismo, Bioeconomia, Mercados e Territórios), alavancando investimentos sociais e ambientais, fomentando o desenvolvimento de parcerias transformadoras, compartilhando melhores práticas e criando um ambiente colaborativo para o desenvolvimento de soluções conjuntas para os desafios amazônicos.

 

Sobre o Quintessa

O Quintessa existe para que empresas sejam relevantes na solução dos desafios sociais e ambientais centrais do nosso país. Fundado em 2009, impulsiona o crescimento, estrutura a gestão e capta investimento para negócios de impacto. O Quintessa atua diretamente com empreendedores e seus times, por meio de programas personalizados para cada negócio, e também em parceria com grandes empresas, institutos, fundações e investidores que desejam se aproximar e se relacionar com negócios de impacto. Ao longo dos mais de dez anos de experiência, o Quintessa identificou e apoiou mais de 100 negócios de impacto de destaque em áreas como educação, saúde, meio ambiente, cidades sustentáveis e inclusão.

www.quintessa.org.br

Rôgga lança mais um home club alto padrão no litoral Norte de SC

A pandemia acelerou tendências no mercado imobiliário. Apartamentos mais amplos e planejados, com home office, varandas, áreas de lazer e de convivência, espaços gourmet, integração com a natureza, foco em serviços, comodidades e mais segurança ganharam prioridade na hora da compra. 

 

De olho neste novo perfil de consumidor – que busca conforto, infraestrutura e lazer dentro do próprio condomínio, a Rôgga acaba de lançar neste mês o UpSide HomeClub, em Balneário Piçarras. Os detalhes foram apresentados ao mercado em um meeting online na noite desta quinta-feira (24/06). 

 

Com projetos assinados pelos escritórios BCMF Arquitetos e KZA Arquitetura, o UpSide terá três torres e 210 apartamentos entre 72m2 e 272,50m2, com valores entre R$ 646 mil e R$ 3 milhões. O empreendimento de alto padrão com VGV total de R$ 250 milhões conta ainda 23 lojas e praça de alimentação. 

 

O edifício de uso misto (residencial e comercial) é uma nova tendência no mercado imobiliário do país e deve movimentar a economia de Balneário Piçarras, promovendo o crescimento e o desenvolvimento da região. O início das obras está previsto para 2022, com previsão de entrega em 2025. 

 

O home club será o último empreendimento pé na areia com 19 andares a ser construído em Balneário Piçarras. De acordo com o novo Plano Diretor Municipal, os novos edifícios terão, no máximo, 14 pavimentos. 

 

Cuidado com o habitat humano 

O presidente da Rôgga, Vilson Buss, diz que o propósito da construtora é melhorar o habitat humano com o desenvolvimento de produtos cada vez melhores. “O UpSide faz parte da nossa linha de home clubs da quinta geração. Na Rôgga, a inovação nos move.” 

 

Em Balneário Piçarras, a construtora já entregou quatro empreendimentos, tem três condomínios em construção e dois lançamentos: o UpSide (apresentado neste mês) e o Pantai, lançado em dezembro de 2020. No total, são 22 torres e 2.200 unidades na cidade. 

 

De acordo com o diretor comercial da Rôgga, Thales Silva, o UpSide foi pensado para oferecer aos moradores não apenas um home club de férias.A pandemia provocou um movimento em todo o país: o êxodo urbano. Com o isolamento social, muitas famílias decidiram deixar os grandes centros para morar no campo ou na praia, longe do estresse, do congestionamento e da poluição, com todo o conforto dos empreendimentos de alto padrão. É justamente isso o que estamos oferecendo.” 

 

Localização estratégica 

Além da infraestrutura completa, a localização do UpSide é outro ponto alto: fica a apenas 65 quilômetros de Joinville (maior cidade catarinense), a cerca de uma hora e meia da capital do Estado, Florianópolis e ao lado de Penha, onde está o Beto Carrero World, o maior parque temático da América Latina. 

 

No condomínio, os moradores terão bar molhado, prainha (deck molhado), piscina infantil, solarium, lounge bar da piscina, quadra poliesportiva, piscina coberta aquecida, spa, sauna, espaço teens, game room, brinquedoteca, playground, academia, pomar e bosque, praça do fogo, petplace, bike compartilhada Rôgga, quiosques e churrasqueiras. 

 

O empreendimento conta com infraestrutura completa com portaria social - eclusa, hall social, portaria praia com acesso para banhista, box de apoio coletivo, área de apoio no bar molhado, vestiários, lavanderia coletiva, bicicletário e UpSide Mall, onde ficam as 23 lojas. 

 

 Sofisticação  

Com cores inspiradas nas falésias do Mediterrâneo, elementos diferenciados de design e mobiliário sofisticado, o UpSide traz um conceito atemporal e com muita personalidade. Sócia da KZA Arquitetura, Cristina Reinert explica que o empreendimento não é temático, mas remete ao clima de praia, com cores, texturas e relevos que lembram a areia, a brisa e o mar. 

 

“O conceito é contemporâneo, com detalhes cuidadosamente pensados. As pessoas ressignificaram a relação que têm com suas casas e, por isso, o UpSide é agradável, confortável, aconchegante e com requintes de sofisticação”, explica a arquiteta. 

 

Conexão com a natureza 

O UpSide HomeClub não encanta apenas pelos apartamentos amplos, áreas comuns do condomínio e pelo visual. Além de estar em um município com certificação internacional de balneabilidade (Certificado Bandeira Azul), o empreendimento é vizinho do Parque Natural Municipal de Balneário Piçarras. 

 

O projeto foi aprovado em agosto de 2020 e o objetivo da Prefeitura é garantir o equilíbrio entre o desenvolvimento da cidade, a conservação e a educação ambiental. Com uma área de 747 mil m2 em uma Zona de Preservação Permanente, o futuro parque terá três trilhas e um mirante panorâmico para observação da floresta nativa e da orla. 

Construção civil: mais confiante e com mais otimismo em junho

O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), cresceu 2,9 pontos em junho, alcançado 58,9 pontos. O índice varia de 0 a 100 e dados acima da linha de corte de 50 pontos indicam que os empresários estão confiantes.  O resultado atual mostra que a confiança está se tornando mais forte e disseminada. Esse é o segundo aumento consecutivo do índice, que reverte a maior parte da queda de confiança que havia sido registrada desde o início de 2021 até abril.

 

De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o avanço da confiança da construção de junho ocorreu principalmente pela melhora da percepção dos empresários com relação às condições atuais das empresas e da economia brasileira. “O índice de Condições Atuais da construção avançou de 47,1 pontos para 50,9 pontos. Ao ultrapassar a linha divisória dos 50 pontos, o indicador mostra a transição de uma percepção negativa para uma percepção positiva das condições atuais pelos empresários da construção”, explica.

 

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) se manteve estável em 63%. O indicador contrasta com o nível observado em maio de 2020, quando o setor sentia os efeitos da crise econômica causada pelo surgimento da pandemia de Covid-19 no Brasil. Naquele mês a UCO havia sido de 53%.

 

Os níveis de atividade e emprego seguiram em queda, embora em um ritmo inferior às dos cinco meses anteriores.  O índice de evolução do nível de atividade da Indústria da Construção foi de 48,4 pontos no mês. Por se situar abaixo da linha divisória de 50 pontos, ele indica queda na atividade com relação ao mês anterior. Em abril, índice estava em 46,5 pontos. O índice de evolução do emprego ficou em 48,2 pontos, indicando queda com relação ao mês anterior. É o sexto mês consecutivo de queda.

Facisc completa 50 anos e anuncia retomada do Voz Única

Neste sábado (26), a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) completa 50 anos de história. Para celebrar a conquista, a entidade promoverá um encontro com ex-presidentes e está em fase final de lançamento de um livro para contar a trajetória da Federação. Uma das maiores representantes do setor empresarial do Estado, a Facisc está em 220 dos 295 municípios e congrega 34 mil empresas.  

Segundo o presidente da Federação, Sérgio Rodrigues Alves, a entidade também retomará, a partir de julho, a construção do Voz Única. A iniciativa reúne as demandas de todas as regiões de Santa Catarina e servirá como uma base de projetos para as discussões da eleição para o governo do Estado, em 2022.

Na última eleição, em 2018, o documento serviu como apoio para as candidaturas e apontou os caminhos para os gestores. Agora, diz Alves, o trabalho será retomado avaliando o que foi feito, o que ficou para trás, e quais são as atuais demandas. A construção do documento será acelerada a partir do segundo semestre. 

"Os últimos sinais são de retomada do desenvolvimento econômico do nosso Estado. A economia já está respondendo e temos várias demandas, como a privatização do porto seco de Dionísio Cerqueira", disse. 

Neste sentido, a entidade também sinalizou apoio à proposta de reforma da Previdência estadual e a iniciativa do governo do Estado de colocar recursos estaduais em obras federais de infraestrutura. 

"Essa reforma da Previdência não é a primeira e também não vai ser a última. Mas nesse momento é necessário e urgente ser feito isso. É um ato de responsabilidade que a sociedade tem, que os governantes têm com as contas públicas para sobrar dinheiro para investimentos", disso o presidente.

"Talvez o governador Moisés nem vá se beneficiar dessa reforma, mas os futuros governantes vão poder ter essa folga orçamentária para poder investir na saúde, educação, infraestrutura", complementou. 

Ainda de olho em acelerar a recuperação econômica, o presidente pediu que as pessoas tenham "mais consciência coletiva" e "evitem aglomerações" para que o Estado possa vencer rapidamente a pandemia. 

Nesta quinta (23), a entidade elaborou um ofício para entregar ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que está em visita ao Estado. Nele, a Facisc cobra mais atenção com as rodovias catarinenses. 

"Hoje nós deveríamos estar recebendo muito mais do que deveríamos do governo federal. Isso é inquestionável. De cada R$ 100 que nós recolhemos, a gente só recebe R$ 18", destacou Alves.

Santos Brasil opera 39 km de cabos de fibra ótica no TCG de Imbituba (SC)

O Terminal de Carga Geral (TCG) Imbituba (SC), administrado pela Santos Brasil, realizou na última semana uma operação de transferência de mais de 39 quilômetros de cabos de fibra ótica entre duas embarcações. A carga, que totalizou 1.450 toneladas, veio da Coreia do Sul e, depois da operação já finalizada, seguiu com destino a Florianópolis (SC).

A passagem de cabos foi totalmente automatizada por meio de dispositivos do navio sul-coreano Da Qing e da balsa C Tufão ZMAXX, fazendo com que a carga fosse encaminhada diretamente para o centro da balsa, onde o cabo ficou armazenado em forma de círculo.

Além de coordenar toda a comunicação junto ao Porto de Imbituba, comunidade portuária e órgãos intervenientes como Ministério da Agricultura e Receita Federal, a equipe da Santos Brasil fez a programação para atracação e preparo do comboio, além da operação com o portêiner do terminal, que movimentou geradores e equipamentos que integraram a carga entre as duas embarcações.

A operação, que levou cinco dias para ser realizada, é considerada complexa, uma vez que a transferência deve ser controlada metro a metro e a carga, posicionada de forma circular pela tripulação da balsa, sempre visando a segurança da embarcação. Para Danilo Ramos, Diretor Comercial de Operações Portuárias da Santos Brasil, o sucesso da operação se deve às condições operacionais seguras do porto de Imbituba para realização desse transbordo e à qualificação dos profissionais, exclusivamente dedicados à movimentação e armazenagem de cargas especiais como essa.

"A especialização na movimentação de cargas especiais é fundamental para o sucesso deste tipo de operação. A elaboração conjunta de um planejamento minucioso como esse reduz os riscos e contribui para o êxito da mesma", completa Danilo.

Sobre a Santos Brasil

A Santos Brasil é referência em operações portuárias e logísticas. Foi criada há 23 anos para operar o Tecon Santos (SP), maior e mais eficiente terminal de contêineres da América do Sul. Neste período, já investiu mais de R﹩ 5 bilhões, calculados a valor presente, em aquisições, expansões, novos equipamentos e tecnologia, contribuindo para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro.

Atua nacionalmente por meio dez terminais estrategicamente localizados - sendo três de contêineres (Tecon Santos em SP, Tecon Imbituba em SC e Tecon Vila do Conde no PA), um de veículos em Santos (SP), três de carga geral (um em Imbituba e dois arrendamentos temporários em Santos, na margem direita do porto), e três de granéis líquidos recém arrematados em Itaqui (MA). Através da Santos Brasil Logística, que opera de maneira integrada aos terminais, oferece soluções completas do porto ao e-commerce aos seus mais de 9.400 clientes.

A Santos Brasil é listada no Novo Mercado da B3, o mais elevado padrão de governança corporativa; signatária do Pacto Global, da ONU, que mobiliza empresas para o avanço relacionado à sustentabilidade; e faz parte do índice S&P/B3 ESG.

Governo do Estado encaminha projeto de Reforma da Previdência à Assembleia Legislativa

O Governo de Santa Catarina encaminhou à Assembleia Legislativa (Alesc) nesta segunda-feira, 28, o projeto de Reforma da Previdência dos servidores públicos estaduais. A medida tem como objetivo preservar a capacidade de pagamento das aposentadorias atuais e futuras e garantir a continuidade de investimento do Estado para atender a toda população.

Os documentos foram entregues pelo chefe da Casa Civil, Eron Giordani, e pelo presidente do Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Iprev), Marcelo Mendonça, ao presidente da Alesc, deputado Mauro de Nadal. O líder de governo no Parlamento, deputado José Milton Scheffer, também participou do ato.

A proposta catarinense segue os mesmos parâmetros da reforma apresentada pelo Governo Federal e promulgada pelo Congresso em novembro de 2019 (Emenda Constitucional 103/19). O texto inclui adequações na idade mínima para aposentadoria, tempo de contribuição, alíquotas, limite de isenção, cálculos do benefício da aposentadoria e da pensão e regra de transição. São dois projetos, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um Projeto de Lei Complementar (PLC).

A Previdência catarinense tem um deficit estimado em R$ 5 bilhões em 2021. Isso consome recursos que poderiam ser investidos na saúde, educação, segurança e outras atividades-fim do Executivo. Apenas neste ano, são mais de R$ 416 milhões por mês, em média, que deixam de ser aplicados em serviços públicos essenciais.

“A Reforma da Previdência é fundamental para o futuro de Santa Catarina. Essa adequação vai corrigir um problema histórico, o déficit financeiro crescente, e evitar que a situação se torne mais grave. Só assim conseguiremos garantir o pagamento dos benefícios aos servidores e atender às demandas básicas da população”, destaca o governador Carlos Moisés.

Com base em um amplo diagnóstico do cenário atual e de projeções para os próximos anos, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) e o Projeto de Lei Complementar (PLC) que foram encaminhados à Alesc preveem ações para ampliar a base de arrecadação e reduzir o déficit atuarial.

“A situação é preocupante. A cada R$ 1 real arrecadado com ICMS líquido pelo Estado, R$ 0,48 vão para a previdência. Em 2019, ela consumiu 10 vezes o valor que foi destinado à Agricultura”, compara o chefe da Casa Civil, Eron Giordani.

A estimativa inicial é que a medida, se aprovada, gere uma economia de R$ 22 bilhões em 20 anos. Já no primeiro ano de implantação a economia chegaria a R$ 850 milhões.

“Isso não é uma reforma de governo. É uma reforma de Estado que esta gestão tem a coragem de enfrentar, sob a liderança do governador Carlos Moisés. É muito importante que a medida seja aprovada no mês de julho, pois quanto antes, maior a economia. Somente nestes próximos meses seriam R$ 300 milhões”, pontuou o presidente do Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Iprev), Marcelo Panosso Mendonça.

Para dar uma ideia da importância da reforma, Mendonça reforça que cada catarinense paga, em média, mais de R$ 965 em impostos todos os anos só para arcar com a folha de pagamento da Previdência.

Em um ano, R$ 6,8 bilhões

Em 2019, foram utilizados R$ 6,8 bilhões para o pagamento de 70 mil benefícios previdenciários, montante nove vezes maior do que os recursos destinados à Infraestrutura ou dez vezes superior ao orçamento da Agricultura.

Há cinco anos, o número de aposentados e pensionistas ultrapassou o de servidores em atividade. “Não adianta o servidor ter o direito adquirido se não houver recursos no futuro. Então, essa composição que está sendo feita é na tentativa de garantir esses benefícios. Por outro lado, a sociedade catarinense precisa de investimentos, obras, enfim, o crescimento econômico e o bem estar social”, alerta o presidente do Iprev.

Impactos comparativos

Segundo projeções financeiras, a economia para o tesouro do estado de Santa Catarina a partir da implantação da reforma será de R$ 4,23 bilhões para os primeiros cinco anos. Com esse montante, o Governo do Estado poderia, para efeitos de comparação, asfaltar a distância de Florianópolis a Salvador (2.673 Km) e ainda sobraria asfalto para cobrir a distância de Florianópolis a Blumenau (140 Km).
 

Lei Federal retira militares do regime de previdência do Estado

Os militares não integram o projeto em razão da Lei Federal número 13.954/2019, que implantou o chamado regime de proteção social dos militares, desvinculando esta categoria do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Portanto, a carreira militar está absolutamente desvinculada das demais carreiras do serviço público estadual, razão pela qual não poderia constar da proposta de reforma previdenciária dos servidores de Santa Catarina, visto que a proposta catarinense segue os mesmos parâmetros da reforma apresentada pelo Governo Federal.

Com relação às alíquotas de contribuição previdenciária o quadro civil dos inativos, atualmente é isento da contribuição para quem recebe até R$ 6.433,57 (teto do INSS), enquanto que sobre a remuneração da categoria dos militares inativos recaí a incidência de 10,5% sobre o total da folha, portanto sem isenção alguma.

Para um benefício previdenciário de R$ 8 mil, o quadro civil é isento de contribuição previdenciária até R$ 6.433,57, incidindo contribuição sobre a diferença de R$ 1.566,43, resultando no valor da contribuição previdenciária de R$ 219,30, portanto uma alíquota efetiva de 2,74%. No caso dos militares não há isenção sendo a alíquota efetiva de 10,5%.

MARIO CEZAR DE AGUIAR É REELEITO PRESIDENTE DA FIESC

Por unanimidade, o industrial Mario Cezar de Aguiar foi reeleito presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta sexta-feira, dia 25, para a gestão 2021-2024. A chapa única, liderada pelo empresário, foi reeleita com a aprovação de todos os sindicatos industriais que votaram. O empresário Gilberto Seleme é o 1° vice-presidente e a mesa diretora também é composta pelos industriais: Edvaldo  Angelo, diretor 1º secretário; Ronaldo Baumgarten Júnior, diretor 2º secretário; Alexandre D’Ávila da Cunha, diretor 1º tesoureiro, e Rita Cássia Conti, diretora 2ª tesoureira. A posse está marcada para o dia 12 de agosto.

“Nosso mandato é de continuidade. Nos três anos da nossa primeira gestão atuamos em questões fundamentais para que Santa Catarina continue sendo um estado promissor, como melhorias na infraestrutura, internacionalização, inovação e inclusão de pessoas e empresas na nova economia. No segundo mandato, o foco do trabalho é ampliar ainda mais a participação do setor na geração de riquezas do estado. A indústria tem a capacidade de desenvolver os demais segmentos da economia, como serviços e comércio, por exemplo, o que faz com que ela tenha uma importância fundamental para que Santa Catarina possa se destacar cada vez mais”, afirmou Aguiar, agradecendo a confiança dos industriais catarinenses. 

Perfil: Mario Cezar de Aguiar é engenheiro civil e empresário dos setores da construção civil e do plástico. Preside a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), os conselhos regionais do SESI e do SENAI, a Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da FIESC e o Conselho Estratégico para Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense. É membro dos Conselhos Nacionais do SESI e do SENAI, do Sebrae/SC, além de delegado da FIESC junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na FIESC, antes de ocupar a presidência, foi diretor, 1° secretário e 1° vice-presidente.

Formou-se em engenharia civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 1978. É especialista em construção civil pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), em marketing pela Universidade da Região de Joinville (Univille) e em gestão empresarial pela Pensylvania State University, em 2000.

Sebrae lança 8ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo

Estão abertas as inscrições para a 8ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, a partir do dia 1º de julho até 31 de agosto. A premiação será dividida em etapas estaduais, regionais e nacional, com previsão do resultado final a ser divulgado em janeiro de 2022. Na última edição, dos sete finalistas da etapa nacional, dois vencedores representavam Santa Catarina. As inscrições podem ser realizadas no site: https://premiosebraejornalismo.com.br/. 

O objetivo principal da iniciativa é reconhecer o trabalho de profissionais da imprensa na cobertura da atuação dos temas relacionados ao universo dos micro e pequenos negócios do país, por meio das diversas mídias existentes atualmente. O prêmio para o finalista de cada categoria é um notebook e um smartphone de última geração, com configurações de alto desempenho e capacidade de edição de vídeos e fotos. Também haverá premiação para os vencedores estaduais, que será divulgada em breve. 

Na última edição, Santa Catarina foi finalista com o trabalho de Marcos Andrei Meller, com o tema “Empreendedores Rurais: a nova cara da agricultura familiar”, na categoria Prêmio Sebrae de Radiojornalismo, pela rádio Peperi AM. Outro trabalho finalista representando o estado foi o de Carol Macário, Fabio Nienow e do fotógrafo Jessé Giotti, com o tema “Santa Catarina – O Paraíso da Maçã”, na categoria Prêmio Sebrae de Webjornalismo, pelo Diário Catarinense.

“Essa é uma ótima oportunidade para os profissionais da imprensa catarinense participarem e mostrarem a relevância de seus trabalhos no estado, valorizando o jornalismo de qualidade e comprometido com a informação. É importante ressaltar que Santa Catarina possui um ecossistema inovador, onde são promovidas diversas iniciativas em prol dos pequenos negócios, especialmente neste momento de pandemia, sendo referência na geração de conteúdos que envolvem o empreendedorismo, inovação, startups, transformação digital, entre outros temas, que estão diretamente relacionados a importância da micro e pequena empresa para o nosso desenvolvimento econômico”, afirma a gestora estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, Juliane Schveitzer da Silva.

Categorias

Na 8ª edição, o Prêmio Sebrae de Jornalismo tem como tema geral “A importância da micro e pequena empresa para o enfrentamento da pandemia”. As reportagens poderão se encaixar em subcategorias temáticas que englobam o universo dos pequenos negócios: empreendedorismo, produtividade e competitividade, inovação e startups, inclusão produtiva e sustentabilidade, transformação digital, políticas públicas e legislação e acesso a crédito. Serão aceitos trabalhos produzidos entre o dia 1º de janeiro de 2020 até o dia 30 de agosto de 2021. 

Os profissionais interessados em participar poderão concorrer nas categorias de texto, abrangendo trabalhos publicados em veículos impressos, jornais ou revistas, sediados no Brasil (de periodicidade igual ou inferior à trimestral), ou portais e sites de notícias; de áudio, para reportagens em emissoras de rádio sediadas no Brasil ou para o melhor podcast veiculado em plataformas de streaming, em língua portuguesa, com duração igual ou menor a 60 minutos; em vídeo, para reportagens em canais televisivos ou plataformas de vídeo e streaming, em língua portuguesa e fotos para fotografias ou sequência de fotos publicadas em veículos ou sites jornalísticos sediados no país.

Jornalista Revelação

Estudantes da área ou recém-formados com até 25 anos poderão inscrever suas reportagens na categoria Jornalista Revelação. A única condição é que o profissional tenha seu trabalho publicado em algum veículo de imprensa nacional. A premiação para essa categoria é um notebook de última geração, com configurações de alta performance.

Santa Catarina terá espaços do Banco do Brasil especializados em agronegócio

Produtores rurais de Santa Catarina contarão com atendimento especializado do Banco do Brasil (BB). Até o final do ano a instituição financeira abrirá três espaços voltados para o agronegócio em Chapecó, Campos Novos e Canoinhas. A notícia foi dada ao governador Carlos Moisés, na manhã desta sexta-feira, 18, durante audiência com o Superintendente estadual do BB, Pedro Marques Júnior.

“O Banco do Brasil é um grande parceiro. Estes novos espaços com certeza serão importantes para o produtor. O agronegócio é uma das maiores forças da economia do estado. Precisamos apoiar cada vez mais os trabalhadores do campo para que tenham as melhores condições, qualidade de vida e renda”, destacou Carlos Moisés, que acrescentou que o BB está ao lado do governo também na execução do SC Mais Renda, o auxílio emergencial do Governo do Estado.

Marques Júnior salientou que a instituição apoia o Estado e o agronegócio: “Todos as agências do BB atendem os agricultores, mas esses três novos espaços serão voltados especificamente ao relacionamento e consultoria aos produtores rurais. Foram escolhidas três regiões estratégicas e grandes polos do agro no estado. Reforçamos junto ao governador o fortalecimento das parcerias para que possamos evoluir e nos desenvolver juntos”.

Segundo o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, o Banco do Brasil é um dos principais operadores das políticas públicas do Governo do Estado. Em 2020, foram 1.358 projetos da Secretaria da Agricultura viabilizados através do BB, possibilitando R$ 64,2 milhões em investimentos no meio rural e pesqueiro de SC.

Durante a reunião, o governador tratou ainda sobre o fortalecimento de projetos para o meio ambiente, preservação de nascentes, geração de energia limpa e também de atender o déficit habitacional.

Acompanharam a reunião secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, diretor de Cooperativismo e Agronegócio da Secretaria da Agricultura, Léo Kroth, superintendente Regional Governo Banco do Brasil, Adilson Raulino Pfleger, gerente Geral Agência Setor Público SC, Marcelo Reali Andreola.

Comércio tem alta de 2,8% nas vendas para o Dia dos Namorados, aponta FCDL/SC

As vendas para o Dia dos Namorados deste ano no comércio catarinense registraram um aumento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O cálculo da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) foi realizado com base nos dados de crediário do SPC/SC. 


O número confirma o levantamento prévio que indicava o otimismo pela maior parte, 61,5%, dos empresários entrevistados. Depois do Natal e do Dia das Mães, o Dia dos Namorados é a comemoração que mais movimenta o varejo. Entre os itens mais procurados para a tradicional data, estiveram na preferência as roupas, calçados, perfumes e flores.


“Os desafios ainda são enormes, as dificuldades ainda estão presentes, mas o crescimento das vendas do varejo traz uma perspectiva mais favorável de equilíbrio”, avalia o presidente da FCDL/SC, Ivan Roberto Tauffer. Ele considera que a programação de vacinação contra a Covid 19 em Santa Catarina e a previsão de cobertura completa de imunização projetada para ser concluída em outubro próximo, abrangendo toda a população catarinense, também trazem um alento ao setor.


Tauffer ressalta que, mesmo sob o impacto da pandemia, as principais datas comemorativas têm registrado alta nas vendas. Além do Dia dos Namorados, o Dia das Mães registrou crescimento de 4,8% e a Páscoa de 2,45%, ambos na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

 

Portonave doa equipamentos para equipar salas de vacinas

Foram entregues nessa terça-feira, dia 15 de junho, duas câmaras conservadoras de vacinas com 510 litros cada, cinco computadores completos com estabilizador, cinco lixeiras e cinco torneiras para a Secretaria de Saúde de Navegantes. A doação foi feita pelo Porto de Navegantes – Portonave. Com os equipamentos, será possível ampliar o atendimento nas salas de vacina da cidade e assim reforçar as ações de combate à COVID-19.

As câmaras conservadoras eram uma necessidade da prefeitura, segundo a coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE), Thais Jessica Sarmento Bonfim. Hoje o município tem capacidade de guardar 2 mil doses e vai passar a poder armazenar o dobro de vacinas – não só para o Coronavírus, mas todos imunizantes em geral.

O Porto de Navegantes já investiu mais de R$ 245 mil na compra de equipamentos e outros produtos para doação. Em abril de 2020, a Portonave fez a entrega de uma unidade de terapia semi-intensiva (semi UTI) ao Hospital Municipal de Navegantes, composta por um respirador, um monitor, uma bomba de infusão e um aspirador cirúrgico.

 

PORTO DE ITAJAÍ NA PAUTA DO FÓRUM PARLAMENTAR CATARINENSE

Formado pelos 16 deputados federais catarinenses, pelos 3 senadores do estado e atualmente coordenado pela deputada Angela Amin, o Fórum tem seus trabalhos voltados a viabilizar as demandas nos ministérios, participar de votações de interesse de Santa Catarina no Congresso Nacional e também cuidar da destinação de emendas coletivas.

No dia do aniversário de Itajaí (15/6) aconteceu a última reunião do grupo, em formato online. Na pauta, estavam assuntos relacionados ao Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina e o Porto de Itajaí. Na oportunidade, foram convidados, para falar sobre a possível desestatização do porto e demais assuntos relacionados, o vereador Beto Cunha (Presidente da Comissão Parlamentar Mista sobre a desestatização) e Fábio da Veiga (superintendente do Porto de Itajaí).

Durante a exposição os dois representantes defenderam a manutenção da Autoridade Portuária Pública, com a prorrogação do convênio de delegação ao município de Itajaí. "Quanto antes o governo se posicionar sobre o modelo da nova concessão, menos nosso Porto sofrerá prejuízos com a instabilidade. Foi isso que pedimos aos deputados", pontuou o vereador Beto Cunha, em sua fala.

Os parlamentares presentes se dispuseram a acompanhar os trabalhos da Comissão Mista e, até mesmo, estarem presentes na próxima reunião da Comissão que será 16 de Julho e contará com a participação da EPL (Empresa de Planejamento e Logística – empresa pública do Brasil, vinculada ao Ministério de Infraestrutura).

A inclusão de temas de interesse estadual no Fórum Parlamentar Catarinense é um importante passo para que o assunto ganhe força e unidade entre nossos representantes, concluiu Beto Cunha.


Créditos: Assessoria do Vereador Beto Cunha

Ipea lança estudo inédito sobre mercado de trabalho

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou hoje (14) um estudo com indicadores inéditos no Brasil sobre mercado de trabalho e produtividade. Um deles é o Índice de Qualidade do Trabalho (IQT), que analisa dados de escolaridade e de experiência da população ocupada do país.

De acordo com o estudo, a mudança de composição na população ocupada (PO) provocou o crescimento mais acelerado do indicador durante as fases de recessão, com crescimento de 2,7% ao ano entre o primeiro trimestre de 2014 até o quarto de 2016 e de 11,9% a.a. no período do quarto trimestre de 2019 ao segundo de 2020. Em contrapartida, nas fases de expansão econômica, os percentuais de crescimento médio ficaram entre 0,90% e 1,5% a.a., respectivamente.

Conforme o estudo, em períodos de crise há um avanço na proporção relativa de trabalhadores mais qualificados na população ocupada, em razão da maior perda líquida de empregos para os menos escolarizados e com menor grau de experiência. Como resultado, em termos de capacidade produtiva, o efeito composição gera um aumento da qualidade das horas efetivamente trabalhadas no período.

Escolaridade

O estudo mostrou ainda que houve uma perda muito grande de horas trabalhadas na população de baixa escolaridade, o que não ocorre para quem tem escolaridade com nível superior, que não teve perda quando se compara o primeiro trimestre deste ano com o do ano passado e na verdade registrou alta. “Há uma recuperação bastante distinta também na economia, que com a recuperação acabou sendo melhor para a população com mais escolaridade do que da população com baixa escolaridade”, disse o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea e um dos autores do estudo, José Ronaldo Souza Júnior, em entrevista à Agência Brasil.

O diretor disse que estudos feitos até agora indicam um aumento muito grande de produtividade no período da crise da pandemia, o que é incomum em tempos iguais, com o IQT deixou claro que não houve esse aumento tão grande na produtividade e o que ocorreu foi maior participação de pessoas com mais escolaridade na mão de obra. “Na verdade está aumentando a produção do trabalhador porque a participação do com formação melhor está maior”, disse.

O estudo se baseia em dados da Pnad Contínua, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do segundo trimestre de 2012, que corresponde ao início da série, até o primeiro trimestre de 2021, uma vez que a pesquisa de abrangência nacional investiga de maneira permanente características gerais da população relacionada à educação. Os resultados mostram também um crescimento médio de 2,31% ao ano na qualidade da população ocupada no mercado de trabalho brasileiro nesse período.

O Índice Ajustado de Contribuição do Fator Trabalho (IACFT), indicador criado para ponderar o estoque de horas trabalhadas pela qualidade da composição da população ocupada em cada período, apresentou alta de 1,36% no primeiro trimestre de 2021, se comparado ao trimestre anterior. No entanto, em relação ao primeiro trimestre de 2020, subiu 3,75% na contribuição efetiva do insumo trabalho, apesar da queda de 3,01% no fluxo de horas efetivamente trabalhadas. A avaliação é que isso comprova que a mudança na composição da população ocupada mais que compensou a redução no total de horas efetivas trabalhadas no período.

O estudo apontou que a produtividade total dos fatores (PTF) estimada da forma convencional, em que o fator trabalho é mensurado pelas horas efetivamente trabalhadas, superestima em 13,30 pontos percentuais (p.p.) o indicador no período analisado, quando comparado à PTF ajustada pela qualidade do trabalho.

Segundo o Ipea, é a primeira vez, que pesquisadores brasileiros fazem esse tipo de avaliação, que é utilizada para análise de conjuntura por órgãos institucionais internacionais como Federal Reserve Bank of San Francisco (nos Estados Unidos), Office for National Statistics (no Reino Unido), Australian Bureau of Statistics (na Austrália) e Eurostat (na União Europeia). De acordo com o Ipea, a construção do novo indicador contribui também para analisar a evolução da economia brasileira no contexto mundial.

José Ronaldo Souza Júnior disse que a intenção ao criar os indicadores foi avaliar o quanto de capacidade produtiva existe no Brasil com a mão de obra disponível. “A gente consegue avaliar melhor a produtividade diferenciando trabalhadores em indicadores que ajudam a medir melhor a produtividade, como a escolaridade. Também consegue medir melhor o grau de ociosidade dessa mão de obra. Então, tem um desemprego alto, mas qual é o tamanho da ociosidade? Ociosidade que estamos falando é em termos de capacidade produtiva e tem que levar em consideração que há trabalhadores com níveis de escolaridade diferentes”, afirmou.

Porto de Itajaí recebe diploma da CESPORTOS

Em maio deste ano a Superintendência do Porto de Itajaí, na condição de Autoridade Portuária, foi contemplada com a CESPORTOS (Comissões Estaduais de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis), através da realização de um Exercício Simulado de Gerenciamento de Crises na retroárea do Porto de Itajaí, sendo reproduzida uma tentativa de invasão às instalações portuárias com tomada de reféns.

O propósito desta ação foi avaliar a efetiva implementação dos Planos de Segurança Portuária do Porto de Itajaí (área pública e área arrendada), da mesma maneira que, os níveis de resposta local, regional e central da Policia Federal referente a crises em instalações portuárias catarinenses também fossem avaliados.

“Eu tenho a imensa satisfação de entregar para o Porto de Itajaí, a deliberação da CONPORTOS (Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis), e a Declaração de Cumprimento Nº 14/2021 ao qual atesta a Superintendência do Porto de Itajaí por cumprir o ISPS Code (Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias). Para a CESPORTOS, demonstra que o Porto de Itajaí, é um porto que leva muito a sério a segurança, e isso mostra que temos um porto seguro”, afirma Dr. Thiago Giavarotti - Coordenador da CESPORTOS/SC e Delegado da Polícia Federal, em ato comemorado nesta sexta-feira, 11, na sede da superintendência.

A CONPORTOS (Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis) foi desenvolvida no Brasil em 1995, e possui suas ramificações nos estados brasileiros, denominada Cesportos sendo coordenada pela Policia Federal e integrada pela Receita Federal, Autoridades Portuárias, Governo de Santa Catarina, ANTAC (Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído), e Marinha do Brasil.

“A entrega hoje da declaração de cumprimento, indica que o Porto de Itajaí cumpre integralmente esses dispositivos nacionais. O simulado foi aplicado justamente para verificar se o plano de segurança portuária está sendo cumprido”, comenta Dr. Jorge Mauricio Froeder - Chefe do Nepom de Itajai/SC.

Para o Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, a declaração de conformidade do ISPS CODE (Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias) resulta em completa satisfação, devido aos avanços realizados em conjunto nos últimos anos.

“O simulado efetuado pela Polícia Federal realizado semanas atrás, na verdade veio testar todos os nossos sistemas de segurança, e felizmente a polícia federal elogiou todo o controle. Para nós, é uma medida entusiasmada principalmente por sabermos que todo o setor da Superintendência tem se esmerado a realizar o melhor trabalho possível. Neste ponto é importante ressaltar todo o efetivo da Guarda Portuária que vem desenvolvendo a segurança de nossas instalações com muito êxito”, comenta.

O desempenho do simulado resultou na re-certificação desta declaração designada ao Porto após o ano de 2004, gerando outras certificações durante todo o período de funcionamento. Com a declaração apresentada nesta sexta-feira na sede da superintendência, os diretores da Autoridade Portuária tiveram conhecimento pelos representantes da Polícia Federal, de que o documento foi publicado no Diário Oficial da União.

“A declaração de cumprimento é uma coroação de um trabalho que vem sendo realizado há quatro anos, foi um trabalho feito em conjunto, uma integração de todos os setores da SPI (Superintendência do Porto de Itajaí), inclusive com a participação direta da CESPORTOS e os demais órgãos que compõem a mesma, comenta Diogo Henrique Schmitt - Inspetor de Segurança Portuária, no ato representando o Coordenador-Geral de Sistema de Segurança Portuária, Sandro de Ramos.

O porto de Itajaí tem uma característica única no país de ter dois recintos alfandegados sem uma divisão física, e isso importou na implementação de controles gerenciais através de sistemas de informática e câmeras, demonstrando a segurança total das instalações portuárias.

“Na data de hoje, fomos agraciados com a entrega dessa declaração de conformidade que é extremamente importante para manter as operações de comércio exterior no Porto de Itajaí. Todo o comprometimento que os membros do CESPORTOS tiveram para a comunidade local, orientando, cobrando e inovando, fazendo com que o Porto de Itajaí seja um terminal de exemplo quanto a estas questões de segurança de suas operações”, conclui Fábio.

Balneário Shopping investe em iniciativas com foco na qualidade de vida dos moradores do Litoral

Um dos principais shoppings do Sul do Brasil - situado numa cidade que recebe turistas de todo o país e tem uma natureza privilegiada - o Balneário Shopping é mais do que uma referência em compras, entretenimento e gastronomia. O empreendimento tem como compromisso contribuir para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos moradores de Balneário e demais cidades do Litoral Norte. Neste sentido, uma das iniciativas do shopping é a participação em diversas ações comunitárias e de responsabilidade socioambiental, como a recente limpeza do Rio Camboriú.

A superintendente do Balneário Shopping, Elisângela Cardoso, ressalta que o shopping sempre esteve envolvido em projetos que visam melhorias para a comunidade, seja por meio de ações sociais, de inclusão ou com foco na sustentabilidade. “O Balneário Shopping tem uma conexão muito forte com as pessoas e a cidade, além, é claro, dos outros municípios do Litoral. Por essa razão, temos como uma das nossas metas colaborar e apoiar iniciativas que são importantes para melhorar a qualidade de vida da cidade e região”, comenta.

No mês de abril, por exemplo, o Balneário Shopping se engajou em uma ação importante para os municípios de Balneário Camboriú e Camboriú: a Ação Integrada de Limpeza Rio Camboriú. O evento de mobilização voluntária teve como objetivo conscientizar a população sobre a problemática dos resíduos e a poluição, além de promover a limpeza do rio que corta as duas cidades. Na ação #JuntosPeloRioCamboriú - promovida pelo  Lions Clube Balneário Camboriú Centro, o Conselho Comunitário de Segurança Náutica de BC (Conseg Mar) e a Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança (FECONSEG-SC) - foram recolhidos do rio 50 metros cúbicos de lixo.

 

Outra ação com participação do Balneário Shopping foi na época da Páscoa, com início na Sexta-feira Santa. Na ocasião, o empreendimento aderiu ao Tempo de Renascer BC, movimento de apagar as luzes e acender lanternas de celular que envolveu moradores, empresas, instituições e pontos turísticos da cidade. A ideia era aproveitar o período de Páscoa, que simboliza renascimento e renovação, para transmitir uma mensagem de esperança a todos os brasileiros neste momento de pandemia.

Em maio, o shopping também participou de outro projeto de inclusão social: a exposição fotográfica 'Rainhas da Cidade’, que reuniu fotos de mulheres que trabalham como garis. O intuito da mostra, idealizada pela Hope Lingeries e o Rotary Club de Balneário Camboriú Praia do Atlântico, era dar visibilidade a mulheres anônimas, que contribuem com o seu trabalho para deixar a cidade limpa e bonita, mas que são “invisíveis” aos olhos de muitas pessoas. A exposição contou com 14 fotografias de colaboradoras da empresa Ambiental, que participaram de ensaio fotográfico, minidocumentário e um dia de beleza. 

 

Peninha leva pedido dos produtores de cebola e alho para a ministra Tereza Cristina

Uma comitiva liderada pelo deputado federal catarinense Rogério Peninha (MDB) esteve com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta quarta-feira (09), na busca pela solução de um problema que afeta milhares de produtores de alho e cebola de todo o Brasil e pode causar desabastecimento na próxima safra. “Pedimos para que a análise do substituto do herbicida  do Totril, que saiu do mercado, seja feita até setembro”, explica Peninha.

O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA) e Cebola (ANACE), Rafael Corsino, também participou e explicou à ministra que há anos os produtores vinham utilizando o Totril (à base de ioxynil octonoato) para combater ervas daninhas sem prejudicar a planta. Agora, os produtores ficaram desassistidos. “Haverá um aumento de 7% no custo de produção com a saída do Totril, prejudicando muito a competitividade”, afirmou Corsino.

Alternativa em análise

De acordo com os especialistas, de todos os compostos analisados até agora, apenas uma alternativa mostrou-se viável para substituir o Totril, denominada “Fico”. A ANACE já havia protocolado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o pedido, que é urgente, segundo as lideranças.

De acordo com a ministra, a solução mais rápida para que a próxima safra não seja prejudicada é emitir um decreto para enquadrar o uso emergencial do herbicida, até a lei ser aprovada e sancionada.

SC é o maior produtor do Brasil

As culturas de alho e cebola no Brasil somam uma área de 63 mil hectares e geram mais de R$ 5 bilhões para a economia nacional. Santa Catarina é o estado que mais produz e a cidade de Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, é reconhecida como a Capital Nacional da Cebola.

Também participou da audiência, o deputado José Victor (PL), de Minas de Gerais, estado que tem a maior área de alho plantada do Brasil, com 7.500 hectares e é o quarto maior produtor de cebola.

 

Rodrigo Casado é o novo presidente da Localfrio

A Localfrio, um dos maiores operadores logísticos nacionais, anuncia a chegada de Rodrigo Casado como novo CEO e presidente da companhia. O executivo chega com a missão de ampliar negócios e projetos de logística integrada.

O novo presidente da Locafrio possui mais de 20 anos de trajetória profissional e já liderou projetos em mais de 15 países. Trabalhou em grandes empresas como Praxair, Linde e sua última responsabilidade foi como COO da Messer Gases Brasil. O executivo é graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Logística pela PUC-RJ e possui formação em Liderança e Negociação pela Universidade de Harvard.

"Estou muito feliz e extremamente motivado com o novo desafio. Liderar uma das maiores companhias de logística integrada do país será uma grande honra. Pretendemos utilizar nosso capital humano e todo o expertise conquistado em décadas de uma história de sucesso para expandir cada vez mais nossa atuação no país, apostando em soluções seguras, inovadoras e customizadas com o objetivo de gerar valor para nossos clientes".

A Localfrio é a única empresa do setor com terminais alfandegados localizados nos principais hubs marítimos de comércio exterior no país (Santos, Suape e Itajaí). A companhia se destaca ainda por ser dona do único terminal alfandegado frigorificado do Porto de Santos. A companhia é um dos maiores operadores logísticos de produtos químicos do país e, no porto de Suape, detém a liderança de cargas de projeto para grandes parques eólicos do Norte e Nordeste.

Pedidos de recuperação judicial crescem 48,4% em maio, diz Serasa

A quantidade de pedidos de recuperação judicial por parte de empresas chegou a 92 solicitações em maio deste ano, o que representa um aumento de 48,4% na comparação com abril, de acordo com levantamento feito pela Serasa Experian. A maioria é de micro e pequenas empresas. Com relação a maio do ano passado (94), houve queda de 2,1% no total de solicitações.

Quando analisados os segmentos, serviços se destacou com 62 pedidos em maio de 2021, seguindo por comércio (15) e indústria (12).

No caso das falências requeridas, os dados indicam que no comparativo com maio de 2020, houve queda de 2,1% no total de solicitações, mas as companhias de menor porte apresentaram crescimento no período, de 54 em maio do ano passado, para  60 em maio de 2021.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, os números acompanham o aumento da inadimplência das empresas, que aparece maior entre as micro ou pequenas. O levantamento mostra que as empresas desses portes são 92,4% do total de pessoas jurídicas com contas negativadas.

“Os abre e fecha impacta diretamente as companhias menores, que não contam com reservas e enfrentam a redução das linhas de crédito especiais. Por isso, elas ainda patinam na recuperação e são maioria nesses indicadores”, explicou Rabi.

Para o economista e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Fábio Astrauskas, embora os pedidos de recuperação tenham subido quase 50% em maio na comparação com abril, não há motivo para preocupação de imediato, já que analisando os dados dos meses anteriores os números estavam alinhados com maio.

“Se compararmos com os meses mais fortes da pandemia de covid-19 no ano passado, os números atuais são inferiores. Portanto, o cenário ainda é inferior àquele que se esperava em 2020 e provavelmente não deverão ser muito superiores aos próximos meses”.

Na avaliação do economista, o aumento observado entre as micro e pequenas empresas se deve ao fato de que as empresas desses portes foram aquelas que tiveram menos condições de proteção ante as melhores estabelecidas e capitalizadas.

“A falta de capital de giro é o que leva as empresas à recuperação judicial. As de grande porte tem mais acesso as ferramentas de capital de giro e condições que impedem que elas tenham perda de liquidez e que entrem em recuperação.

Com relação ao setor de serviços, Astrauskas disse que esse segmento trata de transportes, vestuário, calçados, cuja venda e faturamento depende muito da presença do consumidor.

Empresário saiu da periferia para ser skatista na Europa e hoje administra um dos maiores conglomerados econômicos do país

Aos 18 anos, João Neto saiu da periferia da Grande Florianópolis para realizar o sonho de ser skatista na Europa. Largou o estágio que recebia pouco mais de R﹩ 200 e fez as malas para Portugal, com apenas 500 euros no bolso. Mas, para conseguir se manter em um país diferente e longe da família, João precisou começar a trabalhar com vendas.

Para realizar seu sonho, o brasileiro e recém-chegado em Portugal batia de porta em porta para vender tv a cabo por assinatura. No primeiro mês de empresa, foi a um evento fechado da companhia que premiava os melhores vendedores com 5 mil euros e televisões. A virada de chave do empresário foi naquele momento. João começou a trabalhar dobrado, de segunda a segunda, para ser um dos premiados no mês seguinte. Na premiação seguinte, João, com apenas 18 anos, subiu no palco para receber o prêmio, com um resultado três vezes maior que o segundo colocado.

Com o tempo, aprendeu argumentação de vendas e postura de vendedor, mas precisou deixar de lado o sonho de ser skatista. Em pouco tempo, passou a ser chefe de equipe, depois coordenador e, por fim, gerente geral. Com bons resultados, recebeu um convite de uma empresa concorrente para liderar uma nova área de várias equipes. Após mais resultados serem superados e menos de um ano depois, foi convidado por um para abrir um negócio em parceria com a Portugal Telecom. Mas não deu certo. Sem experiência de gestor, a companhia, em pouco tempo, faliu. Foi então que, sem dinheiro no bolso, resolveu voltar para o Brasil.

Foi preciso voltar do zero. João voltou a morar com os pais e procurou um emprego em vendas, mas, além do modelo de negócio ser diferente, a remuneração era muito abaixo do que ele recebia na Europa. Foi quando tentou arriscar em outro negócio: na área de entretenimento virou empresário de banda de pagode. Por dois anos viveu de shows, mas sem estabilidade financeira. Quando estava quase falido, foi convidado por Arthur Oliveira para fazer um orçamento de final de ano da empresa. A partir de então, foi convidado a ser sócio do empresário.

João começou a implantar seus conhecimentos da Europa na J&A e fez com que a companhia tivesse um resultado diferenciado. Desde que entrou no grupo, a empresa cresceu 141.000%. Além disso, depois de falir duas vezes, João faturou o primeiro milhão aos 25 anos, dinheiro que usou para comprar a primeira casa própria.

Hoje, aos 37 anos, João Neto administra o grupo J&A, um dos maiores conglomerados econômicos do país, com mais de R﹩ 20 bilhões de ativos. O grupo, atualmente, tem 14 empresas, entre elas a Fontes, a segunda maior correspondente bancária do Brasil e com expectativa de se tornar líder em 2021. No segundo semestre deste ano, passou por uma grande expansão de equipe, com mais de 50 novos gerentes comerciais no Brasil todo, além de lançar outras cinco ferramentas tecnológicas de apoio para a performance interna e externa.

Em 2021, o grupo espera um crescimento de 20%. A J&A tem atualmente cerca de mil colaboradores em 26 estados do Brasil, além de uma equipe na Flórida (EUA), que mantém em sociedade com Arthur Oliveira.

Fazzenda Park Hotel amplia área comercial com foco na região sudeste

O Fazzenda Park Hotel, que figura entre os principais hotéis fazendas do país, dentro do seu planejamento de expansão, apresenta um novo gestor que irá focar na região sudeste e, também, no Mato Grosso do Sul. Essa será a primeira vez que o empreendimento contará com um executivo exclusivo nesta região de São Paulo. Tairon Santos tem mais de dez anos de experiência no segmento, é graduado em administração hoteleira pela Anhembi-Morumbi e possui vários cursos voltados a área de vendas e marketing. Agora assume como representante comercial do Fazzenda, localizado em Gaspar, na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Tairon passou por hotéis como Aguativa Golf Resort, Blue Tree Parks Lins e Hotel Interacity Bauru (Implantação), sendo responsável por novos negócios no interior de São Paulo e norte do Paraná. Já em 2018, foi convidado pelo Jurema Águas Quentes, que passava por um rebranding na marca. No Paraná e em São Paulo ainda, como gerente, foi responsável pela carteira de clientes, participando da implantação do Jardins de Jurema em 2019.

O executivo foi convidado por Antônio Coradini a conhecer o Fazzenda Park Hotel com sua família. “Confesso que fiquei encantado com a estrutura e o atendimento. O Fazzenda Park Hotel é um lugar único, um verdadeiro paraíso”, comentou Tairon. “Me sinto privilegiado por poder compartilhar essa experiência maravilhosa com meus clientes. Estou muito feliz em fazer parte desse time de campeões”.

Sobre seu trabalho e objetivos como novo gestor do hotel, ele explica: “São pouquíssimos os hotéis que podem comemorar uma taxa média de ocupação atual de 81%. Meu desafio é desenvolver uma estratégia de crescimento e identificar oportunidades de novos negócios nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais”.

Marco Legal das Startups modernizará ambiente de negócios brasileiro

A

s startups agora têm um marco legal que estimula a criação dessas empresas que têm como foco a inovação e facilita a atração de investimentos para o modelo de negócio. A lei que institui o Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador registra que, entre os objetivos, está a modernização do ambiente de negócios brasileiro e o incentivo ao empreendedorismo inovador como meio de promoção da produtividade e da competitividade da economia brasileira e de geração de postos de trabalho qualificados.

“O Marco Legal irá alavancar o ecossistema de startups no Brasil com a melhoria do ambiente de negócios, a criação de novas empresas inovadoras, o aumento da oferta de capital para investimentos, maior segurança jurídica para empreendedores e investidores e também facilitará a contratação de startups pela Administração Pública”, afirmou o secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, Bruno Portela.

O secretário explicou que o Marco Legal foi elaborado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e o setor produtivo, e passou pelo Congresso Nacional antes da sanção presidencial.

Para o presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Felipe Matos, é o primeiro passo de uma caminhada para colocar o setor em linha com as boas práticas internacionais. “Pontos positivos do marco que podemos destacar são, primeiro, o próprio reconhecimento da importância das startups para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. E a definição legal do que é uma startup. A partir desse reconhecimento, acreditamos que vai ser possível o desenvolvimento de novas legislações e novas iniciativas de apoio.”

Recursos

A partir da nova legislação, as startups poderão receber investimentos de pessoas físicas ou jurídicas que poderão resultar ou não em participação no capital social da startup, a depender da modalidade escolhida pelas partes.

O investidor que fizer o aporte de capital sem ingressar no capital social não será considerado sócio. Essa medida afasta a responsabilização do investidor, que não responderá por qualquer dívida da startup, exceto em caso de conduta dolosa, ilícita ou de má-fé por parte do investidor.

As startups poderão ainda receber recursos de empresas que têm obrigações de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação, possibilitando a injeção de recursos nas startups com soluções para esses setores.

Essas empresas podem aportar as obrigações em Fundos Patrimoniais ou Fundos de Investimento em Participações que invistam em startups. Ou em programas, editais ou concursos destinados a financiamento e aceleração de startups gerenciados por instituições públicas.

Ambiente experimental

Outro ponto que o Marco Legal traz é a criação do ambiente regulatório experimental, o chamado sandbox regulatório, um regime diferenciado onde a empresa pode lançar novos produtos e serviços experimentais com menos burocracia e mais flexibilidade no modelo.

No sandbox, órgãos ou agências com competência de regulação setorial podem afastar normas para que empresas inovadoras experimentem modelos de negócios inovadores e testem técnicas e tecnologias, com acompanhamento do regulador. Cabe aos órgãos e agências definir os critérios de seleção das empresas participantes, as normas que poderão ser suspensas e o período de duração.

Contratação pela Administração Pública

A nova legislação também disciplina a licitação e a contratação de soluções inovadoras pela Administração Pública, facilitando para o governo a aquisição de soluções de startups inovadoras. A legislação vigente de compras públicas inviabiliza a contratação de soluções inovadoras desenvolvidas por startups devido às especificidades das exigências.

O que é uma startup

São consideradas startups as organizações empresariais ou societárias com atuação na inovação aplicada a modelo de negócios ou a produtos e serviços ofertados. Essas empresas devem ter receita bruta anual de até R$ 16 milhões e até dez anos de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Vagas em logística crescem 37% neste ano

O Dia da Logística, comemorado em 6 de junho, ficará marcado pelo aumento de 37% em vagas abertas no setor nos primeiros cinco meses de 2021, segundo levantamento do Banco Nacional de Empregos (BNE). De janeiro a maio, foram 13.544 oportunidades, o que corresponde a uma média mensal de 2.708 vagas. No ano passado, as oportunidades no mesmo período somaram 9.859 - foram 3.685 postos de trabalho a menos neste comparativo.

Essa expansão está relacionada à mudança comportamental dos consumidores após chegada da Covid-19, conforme o CEO do BNE, Marcelo de Abreu. "Vimos um aumento das vagas desde o ano passado. Depois da chegada da pandemia, o consumidor se adaptou ao consumo online, optando por delivery e e-commerce, o que explica o crescimento do número de oportunidades do setor", conta Abreu.

O segmento, inclusive, conseguiu bom desempenho mesmo durante o início da eclosão da pandemia e das restrições sociais mais severas, em abril e maio do ano passado. Ao analisar os primeiros cinco meses de 2019 e de 2020, o aumento foi de 10% na abertura de postos de trabalho. Em 2019, foram 8.666 vagas abertas contra 9.859 em 2020.

De acordo com o levantamento, os meses de janeiro e de fevereiro são os melhores momentos para se buscar oportunidades no setor, indica a avaliação dos últimos três anos. "Janeiro costuma ser um dos melhores meses no ano. Há 77% de aumento da movimentação do mercado de trabalho", comenta Abreu.

Vagas que se destacam

Em um cenário de crescimento de oportunidades no segmento, existem algumas profissões que se destacam. Os 10 principais cargos mais buscados em logística são: motorista; estoquista; operador de empilhadeira; entregador; motorista de caminhão; auxiliar de expedição; auxiliar de almoxarifado; auxiliar de estoque; conferente de estoque; e ajudante de carga e descarga.

Os candidatos em busca de uma oportunidade devem ficar atentos às vagas de maior demanda no mercado. "Os interessados devem priorizar as plataformas digitais, que hoje são mais efetivas e seguras. Além de se inscrever no site, é necessário deixar os currículos atualizados sempre que possível", finaliza Marcelo.

Por que se celebra a data

O dia 6 de junho é considerado uma data especial para a logística devido a um dos principais acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. Foi nesta data em que houve o desembarque das forças aliadas na Normandia, que contou com um planejamento de sucesso e foi determinante no desfecho do conflito. O momento é considerado um dos maiores e mais importantes movimentos logísticos do mundo na história.

BNE - Banco Nacional de Empregos

Há mais de 20 anos no mercado, o BNE é um dos sites de currículos mais importantes do Brasil. O principal objetivo é facilitar a interligação entre o empregador e empregado no mercado de trabalho de maneira rápida e eficiente. O BNE conta com mais de 135 mil empresas cadastradas, que buscam currículos diariamente e oferecem diversas novas oportunidades de trabalho todos os dias. Saiba mais em: https://www.bne.com.br/

Metade dos brasileiros tem pretensão de viajar nos próximos 12 meses, diz pesquisa

Estamos em um momento crucial da pandemia, no qual a quarentena, devidamente necessária, ainda é uma realidade do Brasil. Ao redor do mundo muitos países já voltam aos poucos ao novo normal. A vontade dos brasileiros de poder retomar hábitos de descompressão, como o de viajar, ir para o campo no fim de semana, ou mesmo descer para a cidade praiana mais próxima, cresce na mesma intensidade da vontade, e possibilidade de finalmente tomar a vacina. Novo estudo da Hibou - empresa de monitoramento de mercado e consumo - revelou que 47% da população tem a intenção viajar nos próximos 12 meses, mesmo com medidas de isolamento ainda em operação e sem previsão final de vacina para toda a população.

"O brasileiro está cansado de ficar em casa. Ele entende o valor da quarentena, mas não vê a hora de tomar a vacina e, finalmente, poder sair de casa. O turismo em si sempre ocupou espaço de destaque entre os principais objetivos da lista de desejos, mais forte que comprar um carro ou uma casa, por exemplo. Com isso em mente, a previsão é que, assim que puder sair de casa com segurança, o brasileiro vai se endividar, curtir em pouco espaço de tempo tudo o que ficou reprimido nesse um ano e meio em quarentena. Então, teremos um "boom" no turismo, que é a principal válvula de escape as população aqui.", afirma Ligia Mello, sócia da Hibou.

O turismo brasileiro por brasileiros

Sim, as pessoas agora querem conhecer melhor o próprio país. Parece que a empatia e a união criada com a situação sensível vivida pela pandemia até aqui tornou a nossa própria grama ainda mais verde. Viajando no Brasil as viagens podem ser feitas de carro ou com voos curtos, que são opções mais seguras. O idioma também tem um papel importante aqui, já que, caso aconteça algum problema, de saúde ou imprevisto de viagem mesmo, fica muito mais fácil pedir ajuda no idioma nativo. Entre os destinos mais almejados, 55,7% dos brasileiros quer conhecer outros estados dentro do Brasil, 22,9% tem em mente conhecer melhor o próprio Estado, ou seja, se somarmos, 78,6% da intenção de viagem está em terras tupiniquins. Para o exterior, 20,5% pretende ir para a América do Norte e 19% gostaria de embarcar em uma Euro Trip.

Hotéis de redes conhecidas são a principal opção de acomodação para 49%, seguido de aluguel de imóvel por temporada, para 21,8%, e casa de parentes ou amigos para 11,8%.

Viagens para o exterior?

O coronavírus atrapalhou a vida e os planos de muita gente, e 24,1% desmarcou viagens por completo, enquanto 17,5% apenas adiou o passeio. Pensando em viagens nacionais, a maior parte dos entrevistados (69,5%) acredita que as pessoas voltarão a viajar somente após fevereiro de 2022.

No caso das viagens internacionais, a população está ainda mais cética sobre o retorno, já que 81,4% aposta em uma normalização apenas após fevereiro de 2022 também. Ainda assim, seja aqui no Brasil ou no exterior, 51,6% da população sente vontade em viajar ainda em 2021.

Colocando na balança

Para 53,5% dos entrevistados, a principal preocupação em relação a viagens atualmente é, obviamente, a possível contaminação por coronavírus. No entanto, há, ainda, uma parcela de 35,7% que se preocupa com o risco de que essas viagens contribuam para uma nova onda casos de COVID-19 no país.

Entre as dificuldades, não menos relevante em uma pandemia, 33,1% se preocupa mesmo é com a própria situação financeira atual, 24,1% define como impeditivo o fato de que os pontos turísticos estejam ainda fechados e 19,6% vê como dificuldade a alta cotação do dólar.

Na hora de planejar uma viagem, o brasileiro acha importante considerar a estação do ano (55,2%), o orçamento final (46,2%), ter um roteiro bem estruturado (43,3%), a forma de pagamento (40,1%) e ter acesso a pacotes promocionais (37.5%).

"A companhia também é muito importante, família e companheiros, sejam casados ou namorados, juntos, correspondem por 73,4% das preferências do brasileiro para uma viagem. A pesquisa mostrou também que a população prefere planejar com antecedência essas viagens, sendo 24,8% com um ano antes e 36,3% entre 3 e 6 meses", completa, Ligia.

Metodologia

Um total de 2.258 brasileiros respondeu a pesquisa de forma digital, garantindo resultado com 2,06% de margem de erro. A pesquisa engloba todo o Brasil, níveis de renda ABC e público 18+.

APM Terminals realiza ações na Semana do Meio Ambiente

A Semana do Meio Ambiente foi comemorada do dia 01 a 05 de junho e APM Terminals Itajaí preparou diversas ações de conscientização a respeito da temática. Foram realizadas intervenções como comunicações sobre educação ambiental, coleta de materiais eletrônicos, doação de mudas para o incentivo ao plantio, entre outras iniciativas, promovidas em parceria com a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI).

A campanha está alinhada ao Movimento ODS Santa Catarina, do qual a empresa é apoiadora desde 2019. Como apoiadora oficial, é feito referência a esta iniciativa em eventos internos, participa-se das cerimônias organizadas pelo movimento e é trabalhado de forma mais intensa o cumprimento dos objetivos.

No decorrer da semana foram enviados informes para os colaboradores via e-mail e WhatsApp explicando os processos de Gestão de Resíduos, Gestão de Emergências Ambientais Gestão de Água, SGA - Sistema de Gestão Ambiental realizados pela empresa.

Foram oferecidas também duas palestras de forma online, em parceria com a Superintendência da Autoridade Portuária de Itajaí (SPI). No primeiro diálogo foi tratado sobre a Agenda 2030: medidas locais e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável global, realizado pela Coordenadora de Comunicação do Comitê Itajaí do Movimento ODS de Santa Catarina, Natália Pires. No segundo dia, o Professor Dr. Marcus Polette, que é Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental na Univali, falou sobre os desafios do Desenvolvimento Sustentável no setor portuário.

Para incentivar o plantio e o cuidado com a natureza foram entregues mudas de árvores frutíferas de 20 espécies deferentes e suculentas para todos os colaboradores, Trabalhadores portuários avulsos, e funcionários da SPI, Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso (OGMO) e terceiros.  

Para Diogo Stupp, a realização de ações educativas é fundamental para ampliar a consciência das pessoas em torno das atitudes pessoais e coletivas. “Nosso Sistema de Gestão Ambiental é voltado para a adoção de práticas sustentáveis e prevenção da poluição. Entendemos que a busca pela melhora do desempenho ambiental depende da capacitação e conscientização dos nossos colaboradores”, destaca o Gerente de HSSE, Diogo Stupp. 

Durante a semana foram disponibilizados dois pontos de coleta de materiais eletrônicos localizados no prédio administrativo da APM Terminals e no prédio da Superintendência do Porto de Itajaí.

Para trazer a temática de um a forma mais divertida e lúdica foi lançado um quiz de conhecimentos gerais sobre Sustentabilidade. As 20 perguntas levavam temáticas como uso consciente da água e energia, descarte de resíduos, recursos naturais, normas ambientais, entre outros temas. Como prêmio foram entregues kits com bolsa ecológica, copo de Fibra de Bambu e Kit de Talheres de Bambu.

APM Terminals firma parceria com a Secretaria de Educação de Itajaí na Semana do Meio ambiente

Também em alusão a Semana do Meio ambiente e como uma extensão das ações realizadas na empresa, a APM Terminals firmou uma parceria com a Secretaria de Educação de Itajaí. Como ação inicial, foi realizado no dia 01/06 a troca do uso de copos descartáveis por garrafinhas permanentes doadas pela empresa.

“Este foi o primeiro passo, no futuro a empresa pretende desenvolver um programa de Educação ambiental e coleta de resíduos eletrônicos nas escolas do Município”, explica Diogo.

Fiesp: PIB do 1º trimestre indica que crescimento da economia pode chegar a 6% neste ano

Nesta terça-feira (1/6), o IBGE divulgou o crescimento do PIB do 1º trimestre do ano, que mostrou avanço de 1,2% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

No início do ano, com o fim do pagamento do auxílio emergencial e das operações de crédito com garantia do governo federal, muitos anteviram a possibilidade de crescimento nulo ou até mesmo encolhimento do PIB neste 1º trimestre.

Porém, a economia mostrou resiliência e dinamismo, com Agropecuária crescendo 5,7%, Serviços 0,4% e Industria geral com crescimento de 0,7%. A indústria de transformação, apesar do recuo de 0,5%, segue em nível mais de 4% acima do trimestre anterior à pandemia.

Esperamos continuidade do processo de crescimento, com fechamento da variação do PIB no ano de 2021 em 5,7%. Surpresas positivas, como por exemplo a aceleração do processo de vacinação, melhoria no desempenho das exportações e na confiança do consumidor, poderão elevar o crescimento do ano a 6%.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp 

Santa Catarina registra alta de 15% no consumo de eletricidade na primeira quinzena de maio

O consumo de energia elétrica em Santa Catarina segue com as maiores taxas de crescimento na região Sul. Depois de avançar 18% em abril, dados prévios da primeira quinzena de maio apontam alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Nas duas primeiras semanas do mês, o estado consumiu 3.193 megawatts médios.

Os dados fazem parte de um levantamento periódico feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE . Na avaliação da Câmara, o avanço no consumo de eletricidade demonstra uma curva de aprendizagem de setores da economia para operação durante a pandemia e reflete a flexibilização das medidas restritivas recentemente no estado.

A CCEE também monitora 15 ramos de atividade econômica que negociam energia no mercado livre e, entre eles, os que mais ampliaram o consumo nos primeiros quinze dias deste mês, também em comparação com o mesmo período do ano passado, foram os setores de Químicos (82%), Veículos (79%) e Têxteis (70%).

Sobre a CCEE

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE (www.ccee.org.br) é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo).

“Brasil precisa de uma reforma tributária ampla e não pode mais esperar”, avalia o presidente da CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que, nas últimas três décadas, o Brasil perdeu inúmeras oportunidades de modernizar a tributação no país e crescer de forma sustentável. “O Brasil cresceu 0,3% ao ano nos últimos dez anos. Isso é, no mínimo, ridículo, para uma economia desse tamanho, com o nosso conhecimento, com o nosso povo”, avaliou Robson Andrade, durante a Live “Propostas da Indústria para o Brasil Vencer a Crise e Voltar a Crescer”, na tarde desta segunda-feira (31/05). Veja o debate completo: https://youtu.be/3YkAJqtRZio

 

Também participaram do debate, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), o ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e do presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Isaac Sidney.

 

Robson Braga de Andrade afirma que o país precisa crescer, na média, 4% na próxima década para melhorar a qualidade de vida da população, gerar emprego e renda. Para isso, é fundamental uma reforma tributária ampla, que englobe todos os impostos: federais, estaduais e municipais. O empresário explica que, inclusive, os secretários de fazenda dos estados estão convencidos da urgência e da necessidade da agenda de reformas.

 

“A reforma do ministério da Economia é boa, mas não vai resolver o problema. E corremos o risco de aumentar o nosso contencioso na Justiça, que é quase um PIB brasileiro. Precisamos da reforma tributária ampla e da reforma administrativa, assim como precisamos muito trabalhar a questão da insegurança jurídica. Temos inúmeros investidores querendo vir para o Brasil, mas é quase impossível entender o sistema tributário brasileiro. O investidor consegue calcular o risco do seu investimento, mas não consegue calcular os riscos da insegurança jurídica e dos contenciosos”, explica o presidente da CNI.

 

Ele lembra que, nas eleições para a presidência da Câmara e do Senador, o senador Rodrigo Pacheco e o deputado Arthur Lira mostraram sua capacidade de articulação e essa habilidade será essencial para a aprovação da reforma tributária.

 

REFORMAS

 

Diante disso, o presidente do Senado afirmou que vai colocar em pauta tanto a proposta de reforma do ministério da Economia, que cria a CBS, em substituição ao PIS/Cofins e também a PEC da Reforma Tributária, que unifica os demais impostos federais, estaduais e municipais.

 

Rodrigo Pacheco afirmou que, além da reforma tributária, as duas Casas também vão votar a reforma administrativa ainda este ano. No entanto, ele diz que, no cenário de crise, as reformas estruturantes, por si só, não devem ser a solução. Ele criticou as ações da Receita Federal, que fazer interpretações da lei e criam instruções normativas, que acabam por ser questionadas na justiça, e defendeu a criação de um novo programa social para substituir o bolsa família.

 

“A melhor forma de reduzir desigualdade é a partir da geração de oportunidade e do crescimento. Mas esse discurso ainda está um pouco distante da realidade atual. Temos que estabelecer no Brasil um programa de renda mínima, renda básica, renda cidadã, que substitua ou incremente o bolsa família. É esse esforço que nós vamos fazer, uma reforma tributária, para que parte do aumento da arrecadação seja para socorrer essa população”, afirmou Pacheco.

 

O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que tem mantido quórum de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nas votações – para se aprovar um PEC são necessários 308 dos 513 deputados – para mostrar o perfil reformador do atual legislativo. Ele explica que será mais fácil aprovar a reforma administrativa do que tributária, porque a reforma administrativa só altera as regras para os funcionários públicos do futuro, e que teria uma resistência menos.  

 

SEGURANÇA JURÍDICA

 

Ele também responsabiliza as interpretações da Receita Federal pelo grande número de disputas judiciais. “Até onde a Receita Federal pode legislar com interpretações? Sempre teremos problemas de interpretações. Não temos leis ruins, mas temos um problema que a hermenêutica de quem executa atrapalha”, defende. Segundo ele, a reforma tributária possível não pode ser a maior, mas será melhor do que o sistema atual.

 

O ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, lembra das mudanças importantes que ocorreram no governo, com os leilões de infraestrutura e a aprovação de marcos legais. “Não é por acaso que a economia tem reagido de forma tão vigorosa. No ano passado, as medidas emergenciais para os mais vulneráveis e para as empresas, com medidas para facilitar o crédito, permitiram a retomada que já está acontecendo, mas é importante que tenha bases sólidas”, explicou o ministro. Ele responsabiliza as medidas de restrição, que impedem a circulação das pessoas e “sufocam o trabalho informal”, pelo elevado número de desemprego. “Mas, nesses quatro primeiros meses do ano, tivemos mais de 1 milhão de novos empregos formais”, comemora.

 

Para ele, as reformas tributárias e reformas administrativas são igualmente importantes. “Precisamos ter um estado enxuto. Defendo que o estado precisa dar o tom do crescimento, ele precisa existir, mas ele precisa ser eficiente, temos que modernizar o estado. Mas também é preciso estabelecer um equilíbrio contributivo. O Robson falou que qualquer estrangeiro que venha para cá precisa fazer um MBA no nosso sistema tributário. É verdade. Ele é complexo e mutável, o que é hoje não é amanhã”, explica.

 

INVESTIMENTOS

 

O presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney, afirmou que a antecipação do debate político para as eleições de 2022 só atrapalha a recuperação da economia. “Não é construtivo, a cada final de semana, o país ficar trocando a cor das bandeiras e alternando gritos de guerra”.

 

Na visão dele, há muito o que se fazer neste ano, como a fragilidade fiscal, a inflação, a crise hídrica e uma possível terceira onda da covid-19. “É hora de trabalharmos duro pelas reformas de que tanto o Brasil precisa”, afirma.

 

Ele lembra que a economia brasileira tem mostrado muita resiliência, e o cenário é mais positivo e mais otimista do que se apresentava no começo do ano. “Investimentos já anunciados, da ordem de R$ 165 bilhões, dão o tom, por exemplo, de que precisamos avançar nas reformas. Não temos, portanto, o direito de deixarmos a oportunidade passar”, disse, acrescentando que não há atalhos para o país crescer.

 

“Nosso desafio não é só voltar a crescer, mas voltar a crescer de forma sustentável. Todos queremos uma reforma tributária que possa romper com o modelo tributário que não se sustenta mais. É complexo e permeado de insegurança jurídica. O crescimento a longo prazo passa por uma máquina mais enxuta e disciplina fiscal. O teto de gastos deve ser inegociável. O que os bancos querem é economia saudável e com juros mais baratos. Só assim o crédito será mais amplo para um número de famílias e empresas”, afirma.

Senado prorroga IPI zero em carros para pessoas com deficiência

Os senadores aprovaram nesta quinta-feira (27) a prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóveis por pessoas com deficiência e também por motoristas que fazem o transporte autônomo de passageiros. A isenção, de acordo com o projeto, iria até 2026. O projeto de lei (PL) segue para a Câmara dos Deputados.

O relator, senador Romário (PL-RJ), leu seu parecer na quarta-feira (26), mas, por conta dos debates sobre a matéria, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidiu votar o texto apenas no dia seguinte. A matéria aprovada estende a isenção às pessoas com deficiência auditiva.

Entenda

Pela regra atual, a lei contempla taxistas, pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda e autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal. Conforme a legislação vigente, o benefício fiscal terminaria no final de 2021, mas o PL prorroga a isenção do IPI até o fim de 2026.

A lei 8.989/1995 concede isenção de IPI na compra de automóveis de passageiros de fabricação nacional, equipados com motor de cilindrada não superior a 2 mil centímetros cúbicos (cm³) de, no mínimo, quatro portas, movidos a combustível de origem renovável, sistema reversível de combustão ou híbrido e elétricos. O projeto amplia a isenção aos acessórios opcionais do carro, não cobertos pela lei de 1995. Os acessórios incluídos pelos senadores devem servir para a adaptação do veículo ao uso por pessoa com deficiência.

Senadores tentaram aumentar o limite do valor do automóvel isento – atualmente de R$ 70 mil. Apesar de concordar com a mudança, o relator preferiu não incluir esse dispositivo no projeto.

Inflação dos aluguéis acumula taxa de 37,04% em 12 meses, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel do país, subiu 4,10% em maio. Com a taxa, que é superior ao 1,51% do mês anterior, o índice acumula altas de 14,39% no ano e de 37,04% em 12 meses.

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), em maio de 2020, o IGP-M registrava taxas de 0,28% no mês e de 6,51% em 12 meses.

A alta de abril para maio foi puxada principalmente pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 5,23% em maio, acima do 1,84% de abril.

Houve altas também no Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo e que passou de 0,44% em abril para 0,61% em maio, e no Índice Nacional de Custo da Construção, que subiu de 0,95% para 1,80%.

Juros do cheque especial sobem para 124,5% ao ano, informa BC

Os juros do cheque especial subiram em abril, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas hoje (28), pelo Banco Central (BC).

A taxa chegou a 124,5% ao ano, após subir 2,2 pontos percentuais em relação a março.

A taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 0,7 ponto percentual para 335,3% ao ano.

As famílias pagaram, em média, juros de 41% ao ano, aumento de 0,1 ponto percentual em relação a março. Na comparação com abril de 2020, houve queda de 3,7 pontos percentuais nessa taxa.

Esses dados são do chamado crédito livre em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes.

Empresas

Nas contratações com empresas, a taxa livre alcançou 14,7% ao ano, com elevação de 0,8 em relação a março. No ano, houve redução de 1 ponto percentual nos juros às empresas.

Com isso, a taxa média de juros do crédito livre para empresas e famílias atingiu 29% ao ano. Uma elevação de 0,5 ponto percentual no mês e redução de 2,3 pontos percentuais na comparação com abril de 2020.

Juros do crédito direcionado

A taxa média de juros do crédito direcionado para as famílias chegou a 6,7% ao ano, com recuo de 0,1 ponto percentual em relação a março. No caso das empresas, a taxa subiu 0,2 ponto percentual para 8,4% ao ano. O crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

Indicador

De acordo com o BC, abril também registrou um aumento de 0,1 ponto percentual no Indicador de Custo do Crédito, que mede o custo médio de todo o crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), ficando em 17,2% ao ano. Na comparação de 12 meses, o índice apresentou uma queda de 2,5 pontos percentuais.

Inadimplência

A inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) das famílias, no crédito livre, permaneceu em 4%, em abril. No caso das empresas, o indicador subiu 0,1 ponto percentual para 1,7%.

Em relação ao crédito direcionado, a inadimplência ficou em 0,6% para as empresas e em 1,6% para as famílias, com alta de 0,1 ponto percentual tanto para as pessoas físicas quanto jurídicas.

Saldo do crédito

Em abril, o crédito do SFN chegou a R$ 4,126 trilhões, alta de 0,5% no mês e de 15,1% em 12 meses. Em abril, houve estabilidade na carteira de pessoas jurídicas (saldo de R$ 1,8 trilhão) e expansão de 1% na de pessoas físicas (R$ 2,3 trilhões).

SENAI promove competição de cibersegurança Capture the Flag

Que tal participar de uma competição virtual e concorrer a um curso avançado de cibersegurança de graça? Entre os dias 1º e 3 de junho, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) promove o Desafio Cyber Capture the Flag (CTF). Os participantes serão divididos em dois times, que, por meio de movimentos de ataque e defesa no simulador, devem capturar o maior número de bandeiras.

Para isso, os interessados precisam ter conhecimentos e prática de utilização de sistemas operacionais baseados em Linux em nível intermediário e conhecimentos dos fundamentos de redes de computadores (protocolo IP, firewall, roteadores etc.). As inscrições estão abertas na Loja Mundo SENAI ao valor de R$ 100. 

O torneio é totalmente on-line e dividido em duas etapas: as eliminatórias nos dias 1° e 2 de junho, a partir das 18h; e a final no dia 3, no mesmo horário. O time precisa responder a perguntas ou realizar tarefas de segurança, as chamadas “flags”. No início da batalha, cada grupo recebe uma quantidade de moedas digitais que podem ser gastas para obter dicas. Ao final, eles são classificados pelo maior número de bandeiras capturadas e pela maior quantidade de moedas que ainda tiverem.

Os cinco integrantes do time vencedor do desafio terão 100% de desconto na matrícula do curso prático Simulação Hiper-realista de Ataques Cibernéticos, cujo valor atual é de R$ 2.560. O Cyber CTF é uma experiência competitiva para os hackers éticos colocarem em prática suas habilidades técnicas de segurança cibernética e que poderá ser demonstrada com o certificado de participação que será fornecido para todos os competidores. 

Serão apenas 40 vagas, então garanta a sua!

Desafio Cyber CTF - Capture the Flag - SENAI

Quando: 1º a 3 de junho, de 18h às 22h 
InscriçõesLoja Mundo SENAI
Prêmio: curso prático Simulação Hiper-realista de Ataques Cibernéticos
Público-alvo:
- Profissionais que trabalham na área de TI;
- Alunos e ex-alunos de cursos da área de TI de nível técnico e de nível superior.

Curso hiper-realista de ataques cibernéticos

O curso de aperfeiçoamento do SENAI foi desenvolvido com metodologia focada no trabalho em equipe, em habilidades de liderança e comunicação, além de conhecimento técnico de segurança cibernética. É totalmente on-line e prático, com exercícios imersivos e interativos.

Os cenários virtuais complexos simulam os incidentes cibernéticos que, cada vez mais, fazem parte da rotina das empresas. Em cada situação-problema dentro do simulador, os alunos são desafiados a identificar e bloquear o ataque, minimizar os danos ocasionados e implantar as ações de defesa.

“Um ataque cibernético não só impacta a reputação da empresa, como também pode ocasionar perda de informações e de receitas, prejuízos operacionais com a paralisação dos serviços e ainda sanções legais e administrativas. Ter profissionais capacitados é um dos principais fatores que contribuem para a prevenção e uma resposta rápida aos ataques”, ressalta o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

Desde que lançou cinco academias de segurança cibernética, localizadas em Brasília (DF), Fortaleza (CE), Vitória (ES), Londrina (PR) e Porto Alegre (RS) em dezembro do ano passado, o SENAI tem ampliado a oferta de cursos e a prestação de serviços, como consultorias, para indústrias e a sociedade em geral.

IBGE: prévia da inflação de maio fica em 0,44%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como prévia da inflação, apresentou em maio alta de 0,44%. O índice ficou abaixo da taxa de abril (0,60%) e acumula alta de 3,27% no ano. Nos últimos 12 meses, a variação está em 7,27%, acima dos 6,17% registrados nos 12 meses anteriores.

Os dados foram divulgados hoje (25), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior resultado para um mês de maio desde 2016, quando o índice foi de 0,86%. Em maio de 2020, ficou em -0,59%.

O maior impacto na prévia da inflação foi o grupo saúde e cuidados pessoais, que subiu 1,23%, após aumento de 0,44% em abril. O grupo foi influenciado pelo reajuste de 10,08% nos medicamentos.

Individualmente, o maior impacto veio da alta na energia elétrica, que subiu 2,31%, dentro do grupo habitação, que teve aumento de 0,79%. O IBGE destacou que, em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, depois de quatro meses na amarela, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Também contribuíram para a alta os reajustes nas contas de luz de Fortaleza (8,27%), Salvador (5,83%) e Recife (5,40%).

O aumento de 1,45% no gás de botijão também foi destacado pelo IBGE, registrando o 12º mês consecutivo de reajuste, embora menor que em abril (2,49%).

A alimentação no domicílio passou de aumento de 0,19% em abril para 0,50% em maio, contribuindo para a aceleração de 0,48% no grupo alimentação e bebidas. As carnes subiram 1,77% e acumulam alta de 35,68% em 12 meses, enquanto o tomate subiu 7,24%, após cair 3,48% em abril. O preço das frutas recuou 6,45% em maio.

Deflação

O único grupo que teve deflação em maio foi o de transportes (-0,23%), influenciado pela queda de 28,85% nas passagens aéreas. Houve recuo também nos transportes por aplicativo (-9,11%) e no seguro voluntário de veículo (-3,18%). 

Os automóveis novos ficaram mais caros 1,16%, o conserto de automóvel subiu 1,05% e a gasolina aumentou 0,29%, acumulando alta de 41,55% nos últimos 12 meses. O IBGE registrou aumento também nas tarifas do metrô (0,46%) e do ônibus urbano (0,25%).

Por região, Brasília foi a única região com deflação em maio, onde o IPCA-15 ficou em -0,18%. A queda foi influenciada pelas passagens aéreas (-37,1%), gasolina (-1,42%) e frutas (-10,03%). O maior índice no mês foi observado em Fortaleza (1,08%), com as altas da energia elétrica (8,27%) e dos produtos farmacêuticos (3,51%).

A coleta de preços do IPCA-15 ocorreu entre 14 de abril e 13 de maio de 2021, sendo comparados com os valores vigentes de 16 de março a 13 de abril.

CDL Jovem de Balneário Camboriú mobiliza empresários para o Dia Livre de Impostos nesta quinta

Para chamar atenção da população ao peso da carga tributária no Brasil, a CDL Jovem da Câmara de Dirigentes e Lojistas de Balneário Camboriú (CDL BC) realiza nesta quinta, 27 de maio, uma ação especial que promete descontos em diferentes produtos e serviços: o Dia Livre de Impostos (DLI). Como forma de materializar essa conscientização, CDLs Jovens de todo o país mobilizam empresários a comercializarem produtos ou serviços isentos de impostos, arcando eles mesmos com os impostos descontados nesse dia.

 

André Passos, coordenador da CDL Jovem de Balneário Camboriú, destaca que a ideia é incentivar empresários de diferentes segmentos, em especial do comércio local, a venderem, neste dia, produtos pré-determinados sem os valores dos impostos. “A entidade promove a ação para que os consumidores tenham a experiência de ter o poder de consumo ampliado por um dia. Desta forma, chamarmos a atenção da sociedade sobre a alta carga tributária que dificulta o crescimento do país”, acrescenta.

 

A data escolhida para o DLI, segundo o coordenador de Câmara Setoriais da CDL BC, Daniel Cenci, não é em vão. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) aponta que, no Brasil, é necessário trabalhar cerca de 153 dias (cinco meses) só para pagar os tributos, os quais correspondem a mais de 40% do rendimento médio do trabalhador. Apenas nos setores de Maquiagem e Eletrônicos, por exemplo, as cargas tributárias são de 58% e 43%, respectivamente. “O DLI marca, simbolicamente, este período de cinco meses em que trabalhamos exclusivamente para pagar impostos. Apoiamos a Reforma Tributária e a CDL luta por ela há muitos anos”, detalha.

 

Empresas que participarão do DLI em Balneário Camboriú:

 

Lanci Madeiras Plásticas

 

Luciene Calçados

 

Filtros Europa

 

Papelaria Millenium

 

Restaurante La Vita

 

Ayty Higienização

 

Yang Modeladores

 

Rockfeller

 

Mestre Cervejeiro

 

Intelcam

 

Posto Dom Afonso

 

Select Ti

 

 

Média dos custos das cargas tributárias em diferentes segmentos:

 

Academia: 27%

 

Bebidas alcóolicas/cigarros: 43%

 

Bebidas sem álcool: 26%

 

Bijuterias: 34%

 

Bolsas e malas: 40%

 

Brinquedos: 34%

 

Cama, mesa e banho: 28%

 

Celulares: 40%

 

Chocolate: 34%

 

Estacionamento: 16%

 

Eletrodomésticos: 34%

 

Eletrônicos: 43%

 

Higiene pessoal: 46%

 

Remédios:31%

 

Restaurantes: 32%

 

Vestuário: 31%

Acordo entre Brasil e Chile abre mercado de US$ 11 bilhões em compras públicas

O acordo de livre comércio entre o Brasil e o Chile, cuja internalização está na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados desta semana, contribuirá para impulsionar os fluxos de comércio, tanto de bens quanto de serviços, e de investimentos entre os dois países.

Brasil e Chile possuem um acordo de comércio em vigor desde 1996 que elimina tarifas de importação para todos os produtos comercializados pelos dois países. Com o avanço e o incremento das relações bilaterais, o novo acordo, assinado em 2018, atualiza e traz novas regras para as relações comerciais e de investimentos.

O tratado já foi aprovado pelo governo e parlamento do Chile e precisa de aval do Congresso Nacional para entrar em vigor no Brasil.

O novo acordo, objeto da MSC 369/19 no Congresso, define regras que abrem mercado no comércio de serviços, protegem investimentos bilaterais e abrem o mercado de compras governamentais dos dois países, ampliando oportunidades de exportações das empresas nos dois países.

Brasil poderá vender bens e serviços para 43 entidades do governo central do Chile

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o acordo garante aos empresários brasileiros acesso a um mercado no Chile estimado em US$ 11 bilhões por ano, incluindo a possibilidade de vendas para 43 entidades do governo central no país vizinho, com a redução de barreiras e maior transparência nos processos licitatórios. As entidades mais compradoras no Chile estão cobertas no acordo, como no setor de portos e aeroportos.

O acordo traz ainda compromissos para a habilitação de estabelecimentos exportadores sem inspeção prévia individual (pre-listing), o que contribuirá para as vendas agroindustriais brasileiras para o Chile. No setor de serviços, há abertura de mercado para prestação de serviços, reconhecimento mútuo de certificações e facilitação da entrada temporária de pessoas para negócios.

“A implementação do acordo é prioridade para o setor empresarial, que trabalhou em conjunto com o governo brasileiro para a sua conclusão. Além de contribuir para a maior e melhor inserção do Brasil no mercado internacional, o tratado ajudará na recuperação da crise desencadeada pela pandemia de Covid-19. Tudo isso depende, no entanto, de sua tramitação célere no Congresso Nacional”, afirma o superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, João Emilio Gonçalves.

A importância se reflete, também, no apoio público de frentes parlamentares ao acordo, como a Frente Parlamentar Mista de Comércio Internacional e Investimento (FRENCOMEX), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM).

Por fim, a internalização do novo tratado contribuirá para a maior e melhor inserção internacional do país e ajudará na recuperação econômica frente à pandemia de Covid-19. Tudo isso depende, neste momento, de sua tramitação célere no Congresso Nacional brasileiro.

Em 2020, a corrente de comércio entre o Brasil e o Chile países totalizou US$ 6,7 bilhões, com foco em bens industriais e agroindustriais de maior valor agregado. O Chile é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na América do Sul, e o Brasil o maior parceiro do Chile na América Latina.

Fazzenda Park apresenta novo gestor comercial e de marketing

Com o objetivo de otimizar a gestão e apresentar uma comunicação mais eficiente entre as áreas comercial e de marketing, o profissional Antônio César Coradini assumiu a gerência das áreas comercial e de marketing do Fazzenda Park Hotel, localizado em Gaspar, região do vale do Itajaí, em Santa Catarina.

 Com ampla experiência em mercados do sul e sudeste, Antônio César Coradini, 36 anos, tem à frente o desafio de gerenciar uma equipe com mais de 20 colaboradores nas área de vendas e marketing, posicionar o hotel e seus diferenciais a novos mercados, como os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, bem como os novos investimentos, como a ampliação que irá, até o final de 2022, dobrar a capacidade de hospedagem. “Temos um ousado plano de expansão e temos a certeza destes investimentos. O hotel comemora uma ocupação de mais de 81% em abril de 2021, muito superior à média estadual de Santa Catarina, que ficou na ordem de 30%”, destaca o gestor.

 O Fazzenda Park Hotel está localizado a 126 km da Capital Florianópolis e a 39 km do Aeroporto de Navegantes, no Vale Europeu brasileiro.

 “Irei dar sequência ao trabalho realizado pelas equipes anteriores, será um grande desafio, são mais 20 anos de história, mais de dois milhões de metros quadrados de área verde e uma estrutura completa de lazer com piscinas, gastronomia, shows, e diferentes tipos de acomodações extremamente confortáveis em meio a Mata Atlântica. Além da capacitação continuada no aprimoramento de toda a equipe de colaboradores e isso deve ser informado ao mercado e esta é minha missão”, completa Coradini.

 O novo gestor possui grande experiência como executivo de contas nos mercados de Santa Catarina e São Paulo, e já vinha atuando diretamente na elaboração de novos projetos comerciais do resort. Coradini é pós-graduado em Gestão Comercial pela FGV e em Marketing e Comunicação pela INPG Business School.

Sem reforma administrativa, não há redução de carga tributária, diz Vanessa Canado

A redução da carga tributária só virá com a aprovação da reforma administrativa, disse a advogada Vanessa Canado, ex-assessora especial para a reforma tributária no Ministério da Economia. Ela participou de forma virtual da reunião de diretoria da Federação das Indústrias (FIESC), nesta sexta-feira, dia 21. Na opinião dela, a simplificação de verdade, ou seja, a diminuição das horas que as empresas gastam para pagar o tributo, só virá mesmo com o redesenho do sistema. “Quando estamos discutindo redesenho, estamos discutindo como cobrar melhor o imposto. Acho difícil que o Brasil, de fato, consiga reduzir a carga tributária sem a reforma administrativa”, declarou ela, que hoje coordena o núcleo de tributação do Insper.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, chamou a atenção para o risco de a reforma tributária vir com elevação da carga tributária. “Essa é a grande preocupação do setor produtivo. É urgente a aprovação da reforma administrativa sob pena de cada vez termos que aumentar a receita para cobrir as despesas obrigatórias. E os investimentos ficam prejudicados. É o grande problema do Brasil. Não temos recursos para investir por causa do tamanho do estado”, afirmou. Ele disse que nesta quinta-feira participou de um encontro (virtual) com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir as questões que envolvem a reforma tributária. “Esperamos que se possa evoluir na aprovação das reformas tão necessárias para o país”, completou. 

Na reunião desta sexta-feira, o presidente da Câmara de Assuntos Tributários da FIESC, Evair Oenning, perguntou a Vanessa se, na percepção dela, a reforma tributária deve vir ampla ou fatiada. A advogada disse que isso vai depender do nível de maturidade e abertura da sociedade para discutir todas as bases de tributação: consumo, renda e folha. “Acho difícil que a gente consiga avançar nas três bases, mas quando a gente fala só da reforma ampla, em termos de juntar os cinco tributos sobre consumo, vejo a discussão bastante assentada”, ressaltou. 

Em sua palestra, Vanessa destacou ainda que estudo da Endeavor mostra que se fosse aprovada a reforma ampla, haveria 68% de queda no tempo que as empresas gastam para cumprir as obrigações tributárias, que hoje é de 1,5 mil horas por ano, segundo o relatório Doing Business, do Banco Mundial. “Temos que fazer um sistema tributário homogêneo e justo. A reforma fatiada diminuiria 40%. É menor, mas não desprezível”, afirmou. 
 

Projeção de crescimento do PIB em 2021 passa de 3,2% para 3,5%

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 aumentou de 3,2% para 3,5%, ficando em R$ 8,42 trilhões, segundo dados do Boletim Macrofiscal de Maio, divulgado hoje (18), em Brasília, pelo Ministério da Economia. Os números mostram que a previsão de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano é de 5,05%, acima do centro da meta de inflação de 3,75% para o ano. A meta tem ainda intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Segundo o boletim, a projeção do PIB (a soma de todas as riquezas produzidas no país) para 2022 até 2025 é de 2,5%. A publicação diz, ainda, que o aumento da estimativa do PIB de 2021 se deve a uma melhora da expectativa do resultado econômico do primeiro trimestre de 2021, com um aumento esperado de 0,3% na margem do PIB com ajuste sazonal, “mesmo diante do aumento das regras legais de distanciamento e a despeito do fim do auxílio emergencial”.

Para o segundo semestre deste ano, o boletim afirma que, com o avanço da vacinação contra a covid-19, é esperada uma aceleração do setor de serviços. Entre outros pontos, destaca-se a ampliação da vacinação no país como um fator fundamental para a retomada da atividade econômica.

“Deve-se salientar que a incerteza nas estimativas atuais ainda permanece significativamente elevada. Ademais, as projeções da atividade para este e para os próximos anos tornam-se particularmente sensíveis à divulgação dos dados e ao desenrolar dos efeitos da covid-19 e do processo de vacinação, principalmente considerando os seus efeitos no PIB de longo prazo", afirma.

Serviços em alta

O boletim também registra a performance dos diferentes setores da economia, registrando aumento na atividade do setor de serviços e na produção agrícola.

Ainda segundo a publicação, o setor de serviços tem apresentado recuperação em 2021 e está mais próximo do nível pré-crise econômica desencadeada pela pandemia do novo coronavírus, apesar de o segmento ter sido um dos mais impactados. Inclusive com maior dificuldade de retorno em razão das medidas restritivas de deslocamento e de isolamento social.

“Mesmo assim, observa-se que o setor de serviços cresceu 2,8% no 1T21 [primeiro trimestre de 2021] em relação ao trimestre anterior (com ajuste sazonal). Na análise interanual, o setor ainda apresenta recuo de 0,8% ante mesmo trimestre do ano anterior. O carregamento estatístico para o ano de 2021 é de alta de 6,2%”, diz o boletim.

Quanto à produção agrícola é esperado um novo recorde na safra de grãos em 2021, com estimativa de alta de 4,1% em relação à safra de 2020. Esse desempenho resulta em 264,5 milhões de toneladas (aumento de 10,3 milhões de toneladas), com destaque para aumento da safra de soja e de trigo.

Entretanto, os dados mostram que a produção industrial apresentou um recuo de 0,4% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre anterior (com ajuste sazonal).

A indústria de transformação registrou queda de 0,6%, enquanto a indústria extrativa cresceu 0,8%. Já na comparação com o primeiro trimestre de 2020, a produção industrial apresentou crescimento de 4,3% no trimestre, com queda de 2,1% na indústria extrativa, enquanto a indústria de transformação teve alta de 5,2% e os insumos típicos da construção civil, 15,4%.

O comércio varejista também apresentou uma diminuição na sua recuperação em 2021, interrompendo o forte retorno das vendas observado no fim de 2020. No primeiro trimestre de 2021, as vendas no varejo restrito recuaram 4,3% em relação ao trimestre anterior (com ajuste sazonal).

Por sua vez, o varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, caiu 3,9%, com recuo 20,0% para veículos e motos, e de 3,7% para materiais de construção. Frente ao primeiro trimestre de 2020, as vendas no varejo restrito caíram 0,6%, enquanto no ampliado cresceram 1,4%.

Inflação

O Boletim Macrofiscal de Maio aponta, ainda, para uma expectativa na taxa de inflação de 5,05% ao ano. Apesar de o valor estar acima da meta de inflação de 3,75%, ele se encontra dentro do intervalo de tolerância. Já para o próximo ano, a projeção do IPCA [a inflação oficial do país] converge para o centro da meta a partir de 2022, que é de 3,5%. Em 2023, a meta é de 3,25%.

Os dados mostram que o IPCA de abril, último mês divulgado, foi de 0,31%, ficando 0,62 ponto percentual abaixo da taxa de março (0,93%). Em 12 meses, o índice acumula alta de 6,76%.

“A evolução do IPCA ao longo do ano de 2020 mostra que a inflação acumulada em 12 meses do grupo Alimentação no Domicílio, após atingir um valor mínimo de 5,1% em março de 2020, acelerou até alcançar o pico em novembro de 2020, quando atingiu 21,1%, e fechou o ano em 18,2%. No dado mais recente, no acumulado em 12 meses, encontra-se em 15,55% (abril de 2021)”, diz o boletim.

O documento destaca, ainda, que os preços dos serviços contribuíram positivamente para a inflação acumulada em 12 meses, uma vez que a elevada ociosidade da economia contribui para manter a variação do preço baixa e estável neste setor.

Novo decreto desagrada Abrasel. Entidade cobra retomada do diálogo do Governo Estadual com o setor produtivo, que foi prometida e não cumprida por Carlos Moisés

            O novo decreto do Governo Estadual, que estabelece regras para o combate à pandemia junto ao setor produtivo, desagradou aqueles que atuam nas áreas de gastronomia e entretenimento. Segundo a Abrasel, o documento não corresponde à melhora nos indicadores, que se mantém estáveis nas últimas duas semanas, com Santa Catarina apresentando uma das menores taxas de letalidade do país.

            Segundo Raphael Dabdab, as medidas não reveem questões com excesso de rigor, como a limitação de quatro pessoas por mesa. “Além disso, repete os erros das anteriores, como regras para controle de capacidade utilizando uma fórmula matemática que tem gerado muita dificuldade de entendimento, até mesmo por pelos órgãos de fiscalização, com interpretações diferentes de cidade para cidade”, afirma, completando que “se trata de uma medida absolutamente desnecessária, visto que o distanciamento entre mesas já reduz naturalmente a capacidade dos estabelecimentos”.

            Para o líder empresarial, o decreto também repete o erro anterior de restringir a capacidade de atendimento em áreas externas, “que deveria ser estimulada e ter restrições menores que em áreas internas”, diz. Porém, para Dabdab, o mais grave é a interrupção do canal de diálogo direto entre a Secretaria Estadual da Saúde com o segmento. “Infelizmente temos de volta um modelo de atuação unilateral, que ignora a contribuição que o setor pode dar na elaboração de novas e mais seguras medidas”, finaliza.

Índia busca parcerias com o Brasil na área industrial

“A transformação digital vem impulsionando o crescimento da indústria indiana e o país investe bastante em empresas que querem entrar neste mercado. Estamos esperançosos de fazer essas parcerias com o Brasil, para estreitar cada vez mais nossos laços. E olhando os números catarinenses, ficamos muito contentes”, afirmou o cônsul-geral da Índia em São Paulo, Amit Kumar Mishra, destacando que a Índia é a terceira maior economia do mundo. Ele participou de webinar promovido pela Federação das Indústrias (FIESC), em parceria com o Consulado-Geral da Índia em São Paulo, nesta terça-feira, dia 18.

Participaram da reunião virtual o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar, a presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante e o Cônsul-Geral da Índia em São Paulo, Amit Kumar Mishra. Além de conhecer as oportunidades políticas, econômicas e sociais que cada país oferece, os participantes conheceram cases da WEG, empresa brasileira instalada na Índia, e das empresas indianas Tata Consultancy Services e Aurobindo Pharma, instaladas no Brasil. 

“Santa Catarina é o segundo maior estado em competitividade no país. Contamos com marcas renomadas nacional e internacionalmente, com diversidade e potencialidade para expandir cada vez mais. É uma satisfação estar compartilhando nossas ações com um importante país como a Índia”, afirma o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar.

Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, Santa Catarina conta com produtos de alta qualidade, tecnologia e preço competitivo, que estão na vanguarda da competitividade. “Tendo isso em vista, cada vez mais buscamos harmonia entre balanças comerciais, pois todos tendem a ganhar em questão de competitividade e desenvolvimento”, comenta. 

Itajaí: A Cidade Porto 2048. Superintendência do Porto de Itajaí apresenta projeto para manutenção da Autoridade Portuária Pública e Municipal

A proximidade do término do convênio de delegação do Porto de Itajaí ao município de Itajaí, com prazo para 31 de dezembro de 2022, tem intensificado as discussões sobre o futuro do porto e da Autoridade Portuária.

 

Em 2020 o Governo Federal incluiu os estudos para desestatização do Porto Organizado de Itajaí entre os projetos prioritários do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). O processo está sendo conduzido pelo Ministério da Infraestrutura através da EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e a previsão é que o leilão aconteça em meados de 2022.

 

Com os estudos para a criação do edital em andamento, as características do contrato ainda estão sendo definidas. A expectativa da comunidade portuária de Itajaí é que toda a área do porto e a operação sejam privatizadas, mas a função da autoridade portuária permaneça pública e municipal.

 

O superintendente do Porto de Itajaí Fábio da Veiga lembra que, antes do início dos estudos, a superintendência e a prefeitura manifestaram ao Governo Federal o desejo do município em continuar com a Autoridade Portuária Pública Municipal: 

“Em 2019 quando o Governo Federal já sinalizava a intenção de iniciar os estudos de privatização do porto, a superintendência e a prefeitura de Itajaí, representadas por mim e pelo prefeito Volnei Morastoni, se manifestaram a favor do início desses estudos, desde que a autoridade portuária fosse mantida com o munícipio”.

 

Itajaí: A Cidade Porto 2048

Paralelo aos estudos desenvolvidos pela EPL, a Superintendência do Porto de Itajaí, enquanto Autoridade Portuária, criou o projeto “Itajaí: A Cidade Porto 2048”. O objetivo desse projeto é a manutenção da autoridade portuária pública e municipal, através da prorrogação do Convênio de Delegação 08/1997, que concedeu ao município o direito de administrar o porto.

 

“O convênio de delegação já prevê essa possibilidade de prorrogação do contrato para mais 25 anos. Pensando nisso estamos buscando apoio da sociedade e do poder legislativo para, junto ao Governo Federal, solicitarmos a prorrogação até 2048. Nós já encaminhamos à presidência da república um ofício com esse pedido que, eu ressalto, não é só da superintendência ou da prefeitura, é da sociedade como um todo”, enfatiza Fábio.

 

Para o superintendente, Itajaí cumpriu o previsto no contrato, nesse período o porto cresceu 217% e atualmente Itajaí está entre as 12 cidades do Brasil em maior arrecadação de impostos federais. Por isso renovar a delegação é a melhor proposta atualmente. Essa opção também daria maior tranquilidade para o desenvolvimento do restante do processo de privatização, mais focado nas operações.

 

“Gostaríamos de conseguir este aditivo em 180 dias, a contar do início do projeto. Essa data seria próxima a primavera, então, porque não comemorarmos a primavera e o início dessa nova fase na história do porto com a população de Itajaí”, reforça.

 

Fábio destaca que o projeto já conta com a aprovação do poder público municipal e do conselho gestor do município e que no último mês tem buscado intensivamente o apoio dos diversos setores sociais, a fim de que se manifestem favoravelmente a essa solicitação:

 

“Já fizemos visitas à Assembleia Legislativa de Santa Catarina e continuaremos fazendo em outros gabinetes dos parlamentares, recebemos os deputados estaduais Coronel Mocellin e Ivan Naatz e também o deputado Federal Jorge Goetten de Lima aqui na sede da Superintendência. Estamos programando uma visita à Brasília em busca do apoio dos deputados federais; cumprimos uma agenda com apresentações para entidades da sociedade civil organizada e intersindical dos trabalhadores portuários avulsos e vinculados. Tudo isso para mostrar ao Governo Federal que Itajaí quer manter, e principalmente, tem capacidade de manter a Autoridade Portuária”.

 

Para reforçar o pedido feito ao Governo Federal, no dia 29 de abril a Câmara de Vereadores de Itajaí aprovou, por unanimidade, a Moção de Apelo nº 05/2021. Ela será enviada, através de ofício, ao Exmos. Senhores, Presidente da República Sr. Jair Messias Bolsonaro, ao Ministro da Infraestrutura, Sr. Tarcísio Gomes de Freitas, e também ao Presidente do Senado, Sr. Rodrigo Pacheco e ao Presidente da Câmara dos Deputados, Sr. Arthur Lira.

 

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), aprovou por unanimidade, a proposta de uma moção apresentada pelo deputado estadual Ivan Naatz, uma Moção de Apelo e de providências que será encaminhada à direção do Fórum Parlamentar Catarinense, em Brasília. O objetivo dessa ação é discutir a inclusão do porto no plano de desestatização do governo federal. Já o deputado Coronel Mocellin, fez um pronunciamento durante sessão destacando os avanços do Porto de Itajaí ao longo de décadas, e, enalteceu ainda da importância de sua manutenção pública municipal. Durante visita, os deputados Ismael dos Santos, Volnei Weber, Ana Campagnolo, Bruno Souza, Rodrigo Minotto, Jessé Lopes, Valdir Cobalchini e Mauricio Eskudlark, colocaram-se à disposição da Autoridade Portuária para dar apoio por sua permanência como porto público municipal.

 

Os estudos para desestatização do Porto de Itajaí

Em abril de 2020, o Ministério da Infraestrutura (MINFRA) encaminhou para a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) a aprovação do plano de trabalho para os estudos de viabilidade da desestatização do Porto de Itajaí. O projeto tem o objetivo de modernizar e dar uma melhor competitividade ao porto, que está inserido em um importante cenário logístico.

 

O plano foi desenvolvido pela EPL (Empresa de Planejamento e Logística) em parceria com a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNTPA), ambas ligadas ao MINFRA.

 

Com a aprovação do cronograma, a EPL iniciou a fase de diagnósticos, em que foram realizadas, semanalmente, de abril a setembro de 2020, reuniões para o mapeamento de todas as características operacionais, administrativas e financeiras do Porto de Itajaí e da Autoridade Portuária.

 

Participaram das reuniões a Superintendência do Porto de Itajaí, SNPTA, ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e MInfra.  Em reuniões pontuais, de acordo com tema apresentado, participaram também a Prefeitura Municipal, o Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) e a Intersindical dos Sindicatos dos Trabalhadores Avulsos e Vinculados da Orla Portuária de Itajaí, Navegantes, Florianópolis e Região do Vale do Itajaí/SC, por exemplo.

 

Com o término dessa primeira etapa de reuniões a EPL contratou o Consórcio Demarest/EXE Engenharia/MIND para desenvolver o diagnóstico e avaliação preliminar da situação do porto, a fim de subsidiar a criação o edital.

 

Depois dessa fase de estudos o projeto ainda passará por consulta pública, análise no TCU (Tribunal de Contas da União), edital e o leilão finalizando com a contratação da nova empresa.

 

A Câmara de Vereadores de Itajaí criou uma comissão parlamentar mista, composta por vereadores e representantes das instituições e entidades civis organizadas para acompanhar o processo.  A comissão se reúne mensalmente e discute o andamento do projeto, a fim de garantir de monitorar o seu impacto para os trabalhadores portuários e a economia da cidade.

 

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, destaca a importância do porto para a cidade e a forte ligação de Itajaí com a atividade portuária:

 

“Itajaí tem uma ligação profunda com o porto. Ele está inserido no coração da nossa cidade e nesse período de municipalização cuidamos muito bem dele. O porto cresceu e se desenvolveu e Itajaí cresceu com ele.  Por isso desde o início desse processo temos afirmado que precisamos manter a Autoridade Portuária pública e municipal. Com a prorrogação do convênio de delegação teremos a garantia de mais uma etapa de crescimento e desenvolvimento para o porto e para nosso povo”, encerra. 

 

*Texto: Ana Paula Baticini – Estagiária/SECOM – Secretaria Geral de Comunicação Social – SECOM/SPI (47) 3341-8067.

*Fotos: Luciano Sens: Secretário Geral de Comunicação Social.

STF decide a favor dos contribuintes sobre ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu hoje à noite (13), por 8 votos a 3, que o ICMS destacado na nota fiscal não deve ser incluído na base de cálculo do PIS/Cofins. Os ministros também confirmaram, com o mesmo placar de votação, que os efeitos da decisão valem apenas a partir de 15 de março de 2017.

O julgamento, um dos mais aguardados da área tributária dos últimos tempos, é, por um lado, uma vitória dos contribuintes contra a União. Esta defendia a exclusão do ICMS efetivamente pago, não do destacado, com vistas a diminuir perdas na arrecadação. Por outro lado, a Fazenda Nacional teve seu pedido atendido no sentido de modular os efeitos da decisão - o que impediu que todo e qualquer contribuinte tenha direito à restituição, quanto ao período anterior a 15 de março de 2017, relativamente aos valores pagos a mais.

"A decisão sobre a base de cálculo é positiva para os contribuintes porque o ICMS destacado em nota é maior que o ICMS pago efetivamente aos cofres estaduais. É um posicionamento contrário ao da Fazenda Nacional e que pacifica a questão no âmbito jurídico", afirma a advogada Maria Angélica Feijó, sócia da área tributária de Silveiro Advogados e consultora especialista sobre o tema.

Modulação

O Supremo decidiu, também, pelo placar de 8 votos a 3, por aceitar o pedido da União de modulação dos efeitos da decisão. Em outra palavras, o tribunal impôs limite temporal ao exercício do direito pelo contribuinte. Isso para que a decisão no sentido de excluir o ICMS da base de cálculo das referidas contribuições passe a ser válida somente a partir de 15 de março de 2017 - data da sessão de julgamento em que o tema foi decidido originariamente.

"Sob o aspecto da modulação, é uma vitória da Fazenda Nacional. A decisão proíbe que empresas sem ações ajuizadas até 15 de março de 2017 recuperem créditos do passado até essa data. Isso é criticável, porque a modulação de efeitos só deveria, a rigor, ser utilizada para proteger o contribuinte, não para prejudicá-lo, como acabou correndo neste caso", afirma Cassiano Menke, sócio coordenador da área de Direito Tributário de Silveiro Advogados. "Além disso, não era caso para modulação de efeitos, já que o STF, com a decisão de 2017, não mudou sua jurisprudência quanto ao assunto, mas, isto sim, a reafirmou."

A decisão de hoje ratifica o entendimento favorável a um contribuinte específico e reconhece esse direito para todas as relações tributárias. Na prática, recursos de contribuintes sobre o mesmo tema cujos trâmites estavam suspensos (para aguardar o julgamento de hoje) voltarão a ter prosseguimento.

O julgamento, porém, pode não representar o fim imediato da discussão, uma vez que ainda está em andamento o processo que discute o tema (leia mais abaixo). A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional poderá, agora, em tese, até recorrer por meio de novos embargo de declaração, "o que é incomum e não deverá mudar o teor da decisão de hoje", segundo Maria Angélica.

Histórico

Em 2017, o Plenário do Supremo decidiu, em um caso específico, que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da Cofins, tributos previstos na Constituição Federal que objetivam financiar a seguridade social. O processo teve repercussão geral reconhecida (Tema 69).

A Advocacia Geral da União interpôs embargos de declaração, pedindo a modulação dos efeitos da decisão - para que os seus efeitos só ocorressem após o julgamento do recurso. Além disso, solicitou a definição de que a exclusão fosse do ICMS pago (a recolher), e não o ICMS destacado em nota fiscal.

Em março, o presidente do Supremo, Luiz Fux, sugeriu aos Tribunais Regionais Federais que suspendessem a remessa de novos recursos semelhantes ao Supremo até que a decisão de hoje fosse tomada. O ministro alegou que seu objetivo foi evitar trâmites desnecessários e insegurança jurídica.

VEJA COMO FOI A VOTAÇÃO

ICMS

Destacado: Cármen Lúcia (relatora), Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux.

Pago: Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

MODULAÇÃO

A partir de março/2017 (exceto ações existentes): Cármen Lúcia (relatora), Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, e Luiz Fux.

Sem modulação: Edson Fachin, Rosa Weber e Marco Aurélio Mello.


Sobre Silveiro Advogados

O escritório Silveiro Advogados é guiado pelo propósito de conferir segurança jurídica para que seus clientes ousem em suas iniciativas. A partir de atuação full service colaborativa, sempre com foco em soluções personalizadas, perenes e com melhor custo-benefício, Silveiro busca proporcionar resultados concretos para o efetivo sucesso dos negócios. Sólidos valores, forjados em 65 anos de existência e aliados ao dinamismo de um escritório totalmente renovado, traduzem a missão diária de proporcionar um serviço muito além do Direito. 

Superloja da Berlanda é inaugurada em Balneário Camboriú

Balneário Camboriú recebeu nesta quarta, 12/05, a nova superloja da Rede Berlanda, a 186a unidade do grupo catarinense, resultado de R$ 1 milhão de investimentos, entre estoque e estrutura física para comércio de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

A SuperLoja de Balneário Camboriú, localizada na Avenida do Estado, 3215, Centro da cidade, tem 1,6 mil metros quadrados, incluindo espaço kids para facilitar a compra das famílias. Contará com uma equipe de 15 pessoas, preparadas para trabalhar seguindo todos os protocolos de segurança sanitária por conta do coronavírus.

 

Rede Berlanda em expansão

 

A Rede Berlanda completa 30 anos em 2021. Conta de 1,5 mil funcionários diretos e faturamento aproximado de R$ 500 milhões por ano. Em 2020, registrou crescimento de 10,76% no varejo convencional e 240% no e-commerce. Para 2021, está programada a inauguração de outras unidades ainda neste ano.

Localfrio encerra trimestre com alta demanda nos terminais alfandegados do Guarujá (SP) e Suape (PE)

A Localfrio, uma das maiores empresas de logística integrada do país, encerrou o primeiro trimestre de 2021 com demanda em alta por armazenamento de cargas importadas em seus terminais alfandegados de Saupe (PE) e Guarujá (SP).

No terminal alfandegado do Guarujá (SP), a companhia registrou crescimento de 17% no número de contêineres armazenados. O volume passou de 8129 unidades, no primeiro trimestre de 2020, para 9487 no mesmo período deste ano. A expectativa é ultrapassar a marca de 10 mil contêineres ainda em abril.

Em Suape (PE), a companhia ampliou sua participação no volume total de contêineres descarregados no porto local, saltando de 2904 no primeiro trimestre do ano passado para 3269 nos três primeiros meses de 2021, representando alta de 13%.

A maior procura pelo serviço se deve à estratégia de importadores em retardar a nacionalização de cargas para postergar o pagamento de impostos e outras taxas. “Segurar a internalização das mercadorias contribui para ajustar o caixa e reduzir custos tributários, neste momento. E isso amplia a procura por terminais retroportuários alfandegados”, diz Piero Grassi Simione, diretor comercial da Localfrio.

Além da otimização do fluxo de caixa das empresas, outros fatores têm impulsionado a busca por espaço nos terminais retroportuários da Localfrio. Os regimes aduaneiros especiais, como o de entreposto, é um dos diferenciais buscados neste momento. Com ele, os importadores conseguem fazer o desembaraço de suas cargas de forma fracionada, o que permite melhor planejamento do fluxo de internalização das mercadorias de acordo com a demanda. Além disso, o regime especial permite manter as mercadorias por até dois anos armazenadas com total suspensão de tributos, com possibilidade de reexportação para outros países.

Outro ponto que tem estimulado a busca de armazenagem nos terminais da Localfrio é o aumento da incidência de demurrage (taxa cobrada pelos armadores pelo atraso na devolução de contêineres). Este item pode impactar fortemente os custos de importação. A capacidade de armazenagem e a agilidade da Localfrio nas operações têm ajudado a aliviar esta pressão de custos para os clientes.

“O impacto do demurrage varia em função do porte dos clientes, produtos e tipos de contêineres utilizados, podendo variar de US$ 60 a US$ 300 por dia. É mais compensador transferir a carga para um armazém alfandegado e liberar os contêineres o mais rápido possível”, diz Simione. “Os terminais portuários são pontos de passagem das mercadorias e por isso a estrutura oferecida não atendente às necessidades dos importadores em suas demandas por serviços personalizados e prazos mais longos de armazenagem. Já os terminais retroportuários alfandegados possuem mais infraestrutura para armazenagem e oferecem ainda uma gama de serviços adicionais que os terminais portuários não oferecem”, completa.

A Localfrio é a única empresa do setor com terminais alfandegados localizados nos principais hubs marítimos de comércio exterior no país (Santos, Suape e Itajaí). A companhia se destaca ainda por ser dona do único terminal alfandegado frigorificado do Porto de Santos. A companhia é um dos maiores operadores logísticos de produtos químicos do país e, no porto de Suape, detém a liderança de cargas de projeto para grandes parques eólicos do Norte e Nordeste. 

Marco Legal das Startups é aprovado na Câmara e vai à sanção

A Câmara dos Deputados aprovou o Marco Legal das Startups na tarde desta terça-feira (11). O Projeto de Lei Complementar 146/2019 tem como objetivo estimular a criação de empresas de inovação com incentivos para investidores, com uma legislação que permite mais segurança jurídica ao ambiente de negócios do setor. O texto havia voltado para a Casa após aprovação com mudanças no Senado Federal, e agora segue para sanção presidencial.

O marco foi aprovado com seis emendas dos senadores. “O Senado, na minha percepção, aperfeiçoou o texto original da Câmara. É mais uma norma que vai criar um melhor ambiente para o desenvolvimento da inovação no Brasil, que vai qualificar a economia digital do Brasil”, avaliou o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) durante a votação. 

O projeto de lei define as startups como aquelas empresas, nascentes ou em operação recente cuja atuação se caracteriza pela inovação aplicada a modelos de negócios ou a produtos ou serviços ofertados. 
 
Em entrevista ao Brasil61.com, o senador Jorginho Mello (PL/SC) afirmou que a aprovação do projeto de lei é fundamental para trazer diversidade à atividade econômica do País.
 
“O Brasil precisa abrir o leque de oportunidades para não ficar centrado em poucas atividades. Precisamos, através das startups, que inovam, que trazem tecnologia, ser mais criativos para enfrentar as dificuldades que se avizinham. É uma forma de poder incrementar diversas atividades que vão se somar à cadeia produtiva do nosso País”, avalia. 

Segundo especialistas, um dos pontos mais importantes do texto permite que as startups recebam dinheiro de investidores sem que esses tenham que participar da gestão ou de qualquer decisão no negócio. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas são potenciais investidores, segundo o texto. 

Com o objetivo de dar mais segurança e incentivar os aportes nas startups, a proposta afirma que os investidores não vão ter que responder por qualquer dívida da empresa, mantendo o seu patrimônio protegido. Amanda Caroline, advogada especialista em Direito Empresarial da empresa Rodrigo Nunes Advocacia, destaca que o projeto de lei acerta ao conferir proteção ao patrimônio dos investidores. 

“Um dos aspectos principais é que no caso de desconsideração da personalidade jurídica, que é uma forma de perquirir bens, o patrimônio da empresa não será afetado. Isso confere maior segurança jurídica e atrai mais investidores”, avalia.
 
Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Micro e Pequenas Empresas, o senador Jorginho Mello (PL/SC) afirma que o Marco Legal ajuda a destravar o empreendedorismo e impacta a economia brasileira. 
 
“A proposta do Marco Legal é fundamental também para a retomada da economia brasileiro neste momento delicado que estamos passando. Precisamos facilitar o empreendedor, ajudá-lo a inovar para que assim possamos encontrar uma saída viável que ajude nossa retomada econômica”, acredita. 

Administração Pública

O Projeto de Lei Complementar também regula a contratação de startups pela administração pública por meio de regras específicas de licitação. Assim, o poder público vai poder ofertar determinadas licitações apenas para startups. A condição para isso é que estejam sendo procuradas soluções inovadoras. A depender do edital, mais de uma empresa vai poder ser contratada. O custo máximo que a administração vai poder pagar é de R$ 1,6 milhão por contrato.
 
Além disso, o poder público poderá contratar pessoas físicas ou jurídicas para o teste de soluções inovadoras, mesmo que haja chance de o empreendimento não dar certo, o chamado risco tecnológico. Os parlamentares também aprovaram uma medida que garante que a administração pública vai pagar o serviço à startup vencedora antes da entrega, de modo que ela tenha condições de iniciar os trabalhos. 

Startups no Brasil

O Brasil tem 13.378 startups, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Há dez anos, eram apenas 600, o que significa um crescimento superior a 2.000% em uma década. O conceito do que é uma startup, que foi, inclusive, definido no marco legal, não é um consenso. A depender da fonte, pode variar. 
 
No entanto, há consenso de que esse tipo de empresa está revolucionando o mercado brasileiro. É o que ressalta André Lago, Head de Empreendedorismo do Centro Universitário IESB.
 
“As startups estão sempre quebrando o status quo, mudando o mercado. O que é uma regra hoje, uma startup vai mudar, o que vai fazer com que o mercado avance e crie novas oportunidades de modelos de negócios. São empresas revolucionárias.” 



Fonte: Brasil 61

Semana do MEI 2021 auxiliará pequenos negócios catarinenses que desejam ter sucesso na venda de seus produtos e serviços

Pensando em auxiliar o Microempreendedor Individual - MEI que já se formalizou, ou ainda deseja abrir uma empresa, expandir os negócios ou se reinventar neste momento de crise, o Sebrae/SC realirá entre os dias 10 e 14 de maio a Semana do MEI 2021. Totalmente online e gratuito, o tema da edição deste ano é “Uma nova visão para o futuro do seu negócio”. Os interessados podem se inscrever acessando o link: http://www.sebrae.com.br/semanadomei.

O evento oferece capacitação, orientações especiais, oficinas e palestras para melhorar a gestão da empresa nas áreas de marketing, vendas, inovação e finanças, além de orientações sobre as obrigações e benefícios do MEI. 

Serão realizadas três oficinas por dia, às 10h, 11h e 12h, e quatro palestras, às 14h, 15h10, 16h20 e 17h30. Os inscritos terão a oportunidade de participar de uma jornada de conhecimento inspiradora, além de conhecer tendências e oportunidades de negócios, aprender como se planejar para começar da forma adequada e cuidar das finanças, sendo possível interagir com especialistas convidados que trarão dicas para vender mais, seja na internet ou presencial.

Santa Catarina possui mais de 507 mil microempreendedores individuais formalizados, de acordo com dados do Portal do Empreendedor. Em 31 de dezembro de 2019, esse número era de 388.346 MEIs.

“O MEI exerce uma função muito importante para o desenvolvimento econômico do nosso Estado, e os próprios números demonstram isso. O Microempreendedor Individual é uma oportunidade para os catarinenses que desejam realizar o sonho de ter o próprio negócio ou ter uma opção de renda. Neste momento, vivenciando a crise causada pela covid-19, nosso objetivo é que o MEI tenha ainda mais acesso à informação e capacitação, conhecendo estratégias necessárias para alcançar superar este momento e se manterem competitivos no mercado”, afirma o gerente de atendimento empresarial do Sebrae/SC,  Douglas Luís Três.

Confira a programação
 
10/05 - segunda-feira INSPIRAÇÃO
Oficinas com o tema “Inteligência Emocional”- das 10h às 12h50
Palestras com o tema “Onde encontrar força e motivação” - 14h às 18h30
 
11/05 terça-feira OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS
Oficinas com o tema “Comportamento Empreendedor”
Palestras com o tema “Transforme crise em oportunidade”
 
12/05 quarta-feira COMECE CERTO
Oficinas com o tema “Planejamento”
Palestras com o tema “Ajuda para começar”
 
13/05 quinta-feira CUIDE DO DINHEIRO
Oficinas com o tema “Finanças”
Palestras com o tema “Serviços financeiros para o MEI”
 
14/05 sexta-feira HORA DE VENDER
Oficinas com o tema “Marketing”
Palestras com o tema “Acesso a mercados para MEI”
Palestra de encerramento “Pega Visão” com Rick Chester às 17:30”

Porto de Itaguaí celebra aniversário de 39 anos

O Porto de Itaguaí completa 39 anos de existência nesta sexta-feira (7). A data, marcada pelas recentes conquistas e por bons resultados, é comemorada pelos gestores da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Autoridade Portuária responsável pela administração do porto.  

Consolidado como o porto público que mais movimenta minério de ferro no Brasil, o Porto de Itaguaí possui um terminal (Sepetiba Tecon) que oferece as melhores condições de calado da Costa Leste da América do Sul, podendo receber navios de até 367 metros, em manobra especial. Além disso, no ano passado, o terminal da CPBS da Vale voltou a operar e o Canal Norte da Ilha das Cabras foi reativado. Tudo isso, aliado aos investimentos da CDRJ para a melhoria da infraestrutura terrestre e aquaviária, gera expectativa de novas linhas e crescimento na movimentação.  

Figuram em seus planos de desenvolvimento a formação de parcerias público-privadas (PPPs) visando à instalação de novos terminais de carga, descarga e tancagem de granéis sólidos e líquidos, área de apoio intermodal e Truck Center, e também de distrito industrial naval.

Conheça a história  

Em 1973, o Governo do então Estado da Guanabara promoveu estudos para a implantação do Porto de Sepetiba, com o objetivo principal de atender ao complexo industrial de Santa Cruz, situado na Região Oeste do Rio de Janeiro. Com a fusão dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 15 de março de 1975, a implantação do porto ficou a cargo da CDRJ, que escolheu o município de Itaguaí para a sede das instalações.

As obras foram iniciadas em 1976, com a execução de acessos e fundações do píer de carvão. Em 1977, foram realizadas as obras de dragagem do canal de acesso, de fundamento e aterro hidráulico. A inauguração do porto ocorreu em 7 de maio de 1982. Em 2005, pela Lei Federal nº 11.200/2005, o Porto de Sepetiba teve sua designação alterada para Porto de Itaguaí.

Desde então, o Porto de Itaguaí mostrou-se com grande aptidão para a movimentação de granéis e carga geral, graças aos efeitos do pujante parque siderúrgico com as excepcionais condições locais de integração aos modais de transporte rodoviário e ferroviário. 

FG Empreendimentos se consolida como a maior construtora de Santa Catarina

O Ranking INTEC das 100 Maiores Construtoras do Brasil elege as principais marcas do setor e a relevância frente à economia nacional e é baseado em dados de inteligência empresarial da construção civil. A catarinense FG Empreendimentos é destaque, figurando como a maior construtora de Santa Catarina e entre as 30 maiores do Brasil. O presidente da companhia, Jean Graciola, destaca que a referência torna-se cada vez mais uma premissa dentro da FG, que desenvolve projetos pautados na sustentabilidade e baseados na governança corporativa e aos preceitos de empresa familiar. “A força da empresa familiar, com a gestão planejada e organizada, extremamente pautada na sustentabilidade da empresa nos projeta cada vez mais, tanto no mercado nacional quanto internacional. Mesmo sendo uma empresa com gestão familiar, a FG segue as melhores práticas de Governança Corporativa do mercado”, destaca Jean Graciola.

 

Estar entre as maiores construtoras no ranking realizado pela INTEC é algo almejado por qualquer gestor do ramo da construção civil. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Yanka Alencar, esse ranking mostra para o mercado da construção civil, o sentimento dos grandes empreendedores do ramo, independente de especulações políticas.

 Para conferir o ranking, acesse: https://bit.ly/3h8brow.

  FOTO EM ANEXO: Jean Graciola, presidente da FG, e Altevir Baron, diretor de mercado e marketing da FG Empreendimentos.

Créditos: FG Empreendimentos/Divulgação

Dia das Mães: data é a mais importante para o setor de flores

Mesmo com o período de isolamento e as restrições impostas pela pandemia de covid-19, como o cancelamento de eventos, festas, casamentos e aniversários, os produtores e comerciantes do setor de flores seguem se reinventando para se adaptar aos novos tempos.

Com a chegada do Dia das Mães, principal data do setor, e com a flexibilização das medidas restritivas, o otimismo está de volta. É o que espera a empresária Regina Bazani, sócia-proprietária da Mil Plantas, que além de uma loja, tem três boxes na Feira de Flores da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp). 

“Para este ano, nossa previsão é recuperar a lacuna de 2020 por causa da pandemia, onde tivemos queda de 50% nas vendas em relação a 2019. Por isso, estimamos recuperar a perda do ano anterior e estamos bastante confiantes que alcançaremos o aumento de 50% em relação a 2019”, diz a empresária.

As vendas estão aquecidas nas cooperativas e regiões produtoras, e a expectativa de maior demanda nos dias que antecedem o Dia das Mães promete gerar grande volume de negócios.

"No ano passado estivemos nessa época no ápice da pandemia, e o setor não funcionou praticamente o mês de abril inteiro. Com a indefinição sobre a essencialidade do setor, não produzimos informações em abril e maio de 2020. Este ano, a expectativa é muito positiva. O setor deve movimentar cerca de 800 toneladas, gerando um valor perto de R$ 20 milhões", afirmou o economista da Ceagesp Flávio Godas.

Feira de Flores da Ceapesp

A Feira de Flores do Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) é a maior do gênero no país, marca registrada da Ceagesp, terceiro maior centro atacadista de alimentos do mundo e o primeiro do Brasil e da América Latina.

Realizada no Pavilhão Mercado Livre do Produtor (MLP), a feira reúne cerca de mil produtores de flores, plantas, grama e mudas. Conta ainda com uma área especial, reservada para acessórios e artesanato.

No interior, a feira também acontece nos entrepostos de Araçatuba, Bauru, Guaratinguetá, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba.

Mães e flores

A rosa costuma ser a campeã de vendas nesta época, principalmente a vermelha, que simboliza o amor verdadeiro. Mas, há outras bonitas opções que podem agradar e emocionar as mães.

Orquídea: com traços de requinte, também é uma das mais vendidas para presentear as mães. Simboliza beleza e vida longa.

Girassol:  de cor intensa e marcante, representa alegria, vitalidade, energia positiva e felicidade, sendo um presente ideal para as mulheres fortes.

Margarida: delicadas, simbolizam alegria, sensibilidade e inocência e combinam com as mães mais sensíveis.

Flor de Maio: pertencente à família dos cactos, é delicada e representa o amor sublime.

Gérbera: de cores vibrantes, encanta pela sua exuberância. Combina com mães extrovertidas.

Violeta: delicada, simboliza lealdade e desperta lindas memórias.

Na Feira de Flores da Ceagesp há também uma variedade de acessórios para dar a quem quer incentivar a mãe a começar a ter um jardim ou uma horta. São várias opções de presentes originais dentro da jardinagem.

Produção industrial cai 2,4% de fevereiro para março

A produção industrial brasileira recuou 2,4% na passagem de fevereiro para março deste ano, segundo dados divulgados hoje (5), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Essa é a segunda queda consecutiva, já que, de janeiro para fevereiro, houve uma retração de 1%.

Em 12 meses, a indústria acumula perda de 3,1%. Na comparação com março do ano passado, início das medidas restritivas para combater a pandemia da covid-19, houve alta de 10,5%. No acumulado do ano, a indústria cresceu 4,4%.

Na comparação de março com fevereiro deste ano, o maior recuo foi observado nos bens de consumo semi e não duráveis (-10,2%). Também caíram os bens de consumo duráveis (-7,8%) e os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-6,9%).

Os bens intermediários, os chamados insumos industrializados usados no setor produtivo, tiveram alta de 0,2% no período.

Veículos automotores

Quinze das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção de fevereiro para março. O principal responsável por esse comportamento da indústria foi o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,4%).

Outras quedas importantes foram registradas na confecção de artigos do vestuário e acessórios (-14,1%), outros produtos químicos (-4,3%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,4%) e couro, artigos para viagem e calçados (-11,2%).

Entre os 11 setores com crescimento, os principais destaques foram indústrias extrativas (5,5%), outros equipamentos de transporte (35%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%).

Governo publica diretrizes do leilão de energia nova A-5

Portaria publicada pelo Ministério de Minas e Energia no Diário Oficial da União de hoje (5) detalha como serão as diretrizes do leilão de energia nova A-5, que deve ocorrer no dia 30 de setembro deste ano, visando a contratação de empreendimentos que gerarão energia a partir de fontes hídrica, solar, eólica e térmica.

A portaria descreve os procedimentos que serão necessários para as etapas de cadastramento e de requisitos para a habilitação técnica dos grupos interessados em participar do certame. Além disso, define prazos, como os de entrega de propostas, e a sistemática a ser aplicada no leilão.

Os contratos previstos no edital terão duração de 25 anos, no caso de hidrelétricas e termelétricas (biomassa, a carvão mineral nacional e a gás natural). Já os empreendimentos eólicos e solares fotovoltaicos terão um prazo de suprimento com 15 anos de duração. Todos deverão começar a operar em 2026.

Inflação na saída das fábricas fica em 4,78% em março, diz IBGE

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços de produtos industrializados na saída das fábricas, registrou inflação de 4,78% em março deste ano. Essa é a segunda maior alta mensal do indicador desde janeiro de 2014, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando atrás apenas de fevereiro deste ano (5,16%).

O IPP acumula taxa de 14,09% no ano. Em 12 meses, a inflação acumulada chega a 33,52%, um índice recorde de acordo com os dados divulgados hoje (4).

Em março deste ano, 23 das 24 atividades industriais  tiveram aumento no preço de seus produtos. A exceção ficou com o setor de bebidas, que teve deflação (queda de preços) de 0,48% em março.

As principais altas de preços foram observadas nos segmentos de derivados de petróleo (16,77%), outros químicos (8,79%), alimentos (2,41%) e veículos (1,43%).

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, a maior inflação foi observada nos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (5,70%), seguidos pelos bens de consumo semi e não duráveis (4,27%). Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo tiveram alta de 2,95%, enquanto os bens de consumo duráveis registraram taxa de 0,45%.

Koerich inaugura duas novas lojas em Santa Catarina

O Koerich, a maior varejista catarinense, que tem à frente o empresário Antonio Koerich, inaugura essa semana mais duas lojas no estado. No dia 06 de maio, quinta-feira, a empresa inaugura sua primeira loja em Canoinhas e no sábado, 08, sua primeira loja em Luiz Alves. “Essas duas cidades integram nosso plano de expansão, pelo alto potencial e demanda de mercado reprimida. Com essas novas lojas, a empresa abre 35 novas vagas de empregos diretos”, destaca Adilson Toll, gerente comercial das Lojas Koerich.

 

Em 2020 o Koerich inaugurou 10 novas em Santa Catarina e para este ano, mantém com a previsão de crescimento de 10% em número de lojas, com a política de chegar a novas regiões, principalmente cidades que não contem com a marca Koerich.

 

Importante destacar que o Koerich transformou seus processos para seguir com rigor as orientações de segurança para prevenção do novo coronavírus com o objetivo de conter a disseminação da doença tanto entre seus colaboradores quanto o consumidor. “Estamos frente a uma nova etiqueta de circulação pública. Temos que reforçar a mensagem da imprescindibilidade do uso de máscara, de mantermos distância segura entre as pessoas, de evitar contato físico e da importância de utilizar álcool gel antes e depois da compra”, reforça Toll.

 

O Koerich implementou protocolos de segurança em todas as lojas da empresa, que passou a seguir rigorosamente as orientações do Ministério da Saúde, distribuindo álcool gel nas entradas, demarcando o distanciamento de dois metros entre cada pessoa, exigindo a utilização de máscaras e restringindo a quantidade de pessoas dentro das lojas para não gerar aglomeração. Além disso, a empresa adotou medidas extras para proteger seus colaboradores e clientes, como a higienização de todos os produtos manipulados na área de logística, a redução de produtos dentro dos caminhões e o uso de máscaras e luvas e álcool gel na hora da entrega da mercadoria, visando assim evitar a contaminação.

FIESC firma parceria com o Programa Brasil Mais para atender micro e pequenas empresas

A FIESC formalizou seu apoio institucional ao Programa Brasil Mais, que tem como objetivo aprimorar as capacidades gerenciais, produtivas e digitais de empresas brasileiras, promovendo melhorias rápidas, de baixo custo e alto impacto para os empresários catarinenses, gerando aumento da produtividade e da competitividade nas micro e pequenas empresas. O ciclo 3 inicia no mês de julho, com 2.200 vagas disponíveis em Santa Catarina. As inscrições já podem ser realizadas clicando aqui.

O Programa Brasil Mais oferece acompanhamento contínuo e consultorias especializadas. A capacitação dos pequenos negócios catarinenses é oferecida pelo SENAI/SC e pelo Sebrae/SC, em que os participantes recebem acompanhamento técnico dos Agentes Locais de Inovação (ALI). A meta, em Santa Catarina, é atender cerca de 13,2 mil empresas, entre micro e pequenos negócios, até 2022.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, salienta que a agenda da produtividade ganhou ainda mais relevância no cenário atual. “A pandemia acelerou a transformação digital dos negócios. O SENAI tem expertise em áreas como manufatura enxuta e digitalização da produção, ferramentas que podem elevar consideravelmente os ganhos de produtividade. Somos parceiros de longa data do Sebrae-SC e, no caso do Brasil Mais, somamos esforços para ampliar a competitividade da indústria catarinense”, avalia.

O diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, reforça que “É com imensa alegria que comemoramos a adesão da Fiesc ao Programa Brasil Mais, para ajudar a dar notoriedade a esta importante iniciativa, que busca melhorar a produtividade de Micro e Pequenas Empresas catarinenses. Nossa missão é auxiliar os empreendedores no desempenho dos pequenos negócios, promovendo a inovação e para que se mantenham competitivos no mercado”, afirma o diretor. 

Como participar do Programa Brasil Mais

Na prática, os empreendedores recebem acompanhamento da empresa em um período de quatro meses, por um Agente Local de Inovação (ALI), durante 6 encontros individuais, mais 5 encontros coletivos, que fará um sprint de inovação com mapeamento do problema e implantação de solução para aumento de faturamento ou redução de custo. A participação no programa é gratuita e os participantes contam com o benefício de até 70% de subsídio nos produtos de Consultoria Especializada e Tecnológica.

Além do atendimento do programa ALI, o Sebrae apoia o Brasil Mais com fornecimento de manuais de melhores práticas produtivas e gerenciais, e-books, cursos de capacitação, ferramentas de autodiagnóstico para avaliação de maturidade das empresas relacionadas às práticas produtivas, gerenciais e digitais.

Sobre o Programa Brasil Mais

O programa é realizado pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (SEPEC), do Ministério da Economia, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). O Sebrae atua no projeto para ajudar os donos de pequenos negócios a aumentarem a produtividade e a competitividade das suas empresas e deve atender até 120 mil negócios durante a execução do programa.

Mais Informações no  0800 570 0800

Programa facilitará acesso de agricultores familiares a crédito fundiário

OPrograma Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) passou por um processo de reformulação e agora se chama Terra Brasil – PNCF. Com a reformulação, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) busca ampliar o alcance do programa para que chegue na ponta e atenda efetivamente os agricultores familiares que precisam acessar a compra da terra, concedendo financiamentos com mais agilidade.

“Tomamos medidas para que o pequeno produtor, em qualquer município do país, saiba onde ir e o que fazer para acessar o crédito fundiário”, afirmou o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, do Mapa, Fernando Schwanke.

Entre os benefícios do Terra Brasil para o agricultor familiar, está a maior agilidade no acesso à terra: as etapas do fluxo de contratação foram reduzidas e o prazo para aquisição dos imóveis passou de 24 meses para 6 meses. “Também foram realizados aprimoramentos que dão à política um caráter mais técnico, que qualificam o acesso ao crédito e possibilitam ao beneficiário a capacidade de pagamento do financiamento e a melhoria da qualidade de vida de sua família”, explicou Schwanke. Outra novidade do Terra Brasil é a ampliação da faixa etária dos beneficiários, a idade máxima para acesso ao programa passou de 65 para 70 anos.

Além disso, com o Terra Brasil, o produtor familiar, para pleitear o acesso ao crédito, poderá comprovar o trabalho na atividade rural por meio de uma autodeclaração de elegibilidade, acompanhada de documentação probatória de experiência, renda e patrimônio. De acordo com Schwanke, essa novidade é resposta a uma reclamação recorrente dos candidatos ao crédito fundiário. Antes, a elegibilidade do candidato a beneficiário da PNCF precisava ser atestada por representantes sindicais.

“O candidato terá mais autonomia e não dependerá de uma entidade de classe que comprove sua experiência. A mudança evita a necessidade de o agricultor se associar a algum sindicato. Essa obrigação diminuía consideravelmente o acesso dos agricultores familiares à política”, declarou Fernando Schwanke.

Parceria com prefeituras

Com o Terra Brasil, agricultores poderão procurar a prefeitura municipal para dar início aos procedimentos de solicitação do crédito. Antes, apenas empresas públicas ou privadas prestavam os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) que permitiam o acesso ao PNCF.

“Ter as prefeituras como parceiras é ter mais de 5 mil pontos de apoio para um projeto tão importante quanto o Terra Brasil. É levar a política para mais perto do pequeno produtor, pois entendemos que as prefeituras conhecem a realidade local e estão em contato direto com o agricultor familiar que precisa do financiamento”, comemorou Schwanke.

Ainda de acordo com o secretário, os governos municipais poderão elaborar os projetos técnicos de financiamento, como também prestar os serviços de Ater mediante a formalização de acordo de cooperação técnica com a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo.

Como fazer o cadastro de prefeituras no Terra Brasil

1º passo: manifestação do interesse da prefeitura

O município deverá manifestar o interesse em formalizar o Acordo de Cooperação Técnica por meio de ofício enviado ao Mapa com os seguintes documentos: CNPJ, comprovante de endereço e ofício de manifestação.

2º passo: criar conta no portal de serviços gov.br

Para acessar o serviço digital CET (certificação de entidades e dos respectivos técnicos parceiros que formam a rede de apoio responsável pela operacionalização do Terra Brasil), é necessário possuir ou criar uma conta única de pessoa jurídica na plataforma do Governo Federal. Para isso, é preciso possuir um certificado digital de pessoa jurídica (Tipo A1 – máquina ou Tipo A3 – Token) e possuir uma conta única de governo com o mesmo CPF responsável pelo Certificado de Pessoa Jurídica.

3º passo: fazer cadastro de conta única do Governo Federal

A prefeitura deve cadastrar o CPF na conta única do responsável do CNPJ; criar a conta única de pessoa jurídica; criar a conta única do CPF responsável por fazer a solicitação; incluir o responsável pela solicitação como colaborador da conta única de pessoa jurídica; e, por fim, acessar o serviço de certificação ou obter o crédito por meio do Terra Brasil.

Quase metade dos contribuintes ainda não enviou declaração do IR

A 28 dias do fim do prazo, quase metade dos contribuintes ainda não acertou as contas com o Leão. Até o momento, 17.217.336 contribuintes enviaram a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), 52,8% do previsto para este ano. O balanço foi divulgado pela Receita Federal, com dados apurados até as 11h desta segunda-feira (3).

Neste ano, o Fisco espera receber até 32.619.749 declarações. No ano passado, foram enviadas 31.980.146 declarações.

O prazo de entrega começou em 1º de março e vai até as 23h50min59s de 31 de maio. A data limite foi adiada em um mês para suavizar as dificuldades no recolhimento de documentos impostas pela pandemia de covid-19.

No último dia 13, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que propõe adiar novamente o prazo para 31 de julho, por causa do agravamento da pandemia. Como o texto foi aprovado no Senado, só depende de sanção presidencial para passar a valer.

O programa para computador está disponível na página da Receita Federal na internet. Quem perder o prazo de envio da declaração terá de pagar multa de R$ 165,74, ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

A entrega é obrigatória para quem recebeu acima de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis em 2020. Isso equivale a um salário acima de R$ 1.903,98, incluído o décimo terceiro.

Também deve entregar a declaração quem tenha recebido rendimentos isentos acima de R$ 40 mil em 2020, quem tenha obtido ganho de capital na venda de bens ou realizado operações de qualquer tipo na Bolsa de Valores, quem tenha patrimônio acima de R$ 300 mil até 31 de dezembro do ano passado e quem optou pela isenção de imposto de venda de um imóvel residencial para a compra de um outro imóvel em até 180 dias.

Restituição

Pelas estimativas da Receita Federal, 60% das declarações terão restituição de imposto, 21% não terão imposto a pagar nem a restituir e 19% terão imposto a pagar.

Assim como no ano passado, serão pagos cinco lotes de restituição. Os reembolsos serão distribuídos nas seguintes datas: 31 de maio (primeiro lote), 30 de junho (segundo lote), 30 de julho (terceiro lote), 31 de agosto (quarto lote) e 30 de setembro (quinto lote). As datas não mudaram, mesmo com o adiamento do prazo de entrega da declaração.

Novidades

Entre as principais novidades nas regras deste ano, está a obrigatoriedade de declarar o auxílio emergencial de quem recebeu mais de R$ 22.847,76 em outros rendimentos tributáveis e a criação de três campos na ficha “Bens e direitos” para o contribuinte informar criptomoedas e outros ativos eletrônicos.

O prazo para as empresas, os bancos e as demais instituições financeiras e os planos de saúde fornecerem os comprovantes de rendimentos acabou em 26 de fevereiro. O contribuinte também deve juntar recibos, no caso de alug

Ipea aponta queda de 1,1% nos investimentos em fevereiro

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma retração de 1,1% na comparação entre fevereiro e janeiro, na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em fevereiro registrou alta de 22,4%. Na comparação com o ano anterior, os investimentos atingiram um patamar 7,8% superior ao verificado em fevereiro de 2020. O resultado foi divulgado hoje (3) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Indicador de FBCF mede os investimentos no aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação do estoque de capital fixo. A FBCF é composta por máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos.

Segundo o estudo, o consumo aparente de máquinas e equipamentos, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações, caiu 2,9%, apesar da alta de 47,2% no trimestre móvel. Enquanto a produção de máquinas e equipamentos registrou recuo de 4,3% em fevereiro, a importação teve um aumento de 13,1% no mês.

Construção civil

De acordo com o Ipea, os investimentos em construção civil cederam 1,2% em fevereiro, segunda queda consecutiva após uma série de oito altas registradas. Dessa forma, o segmento avançou 2% no trimestre móvel. O desempenho acumulado em 12 meses, porém, revelou queda de 1,3%.

“Na comparação com o ano passado, o bom desempenho foi generalizado. Enquanto o componente máquinas e equipamentos revelou um avanço 9,7% maior que fevereiro de 2020, as valorizações de construção civil e outros ativos fixos foram de 2,3% e 18,1%, respectivamente. A comparação com o trimestre móvel de 2020 também foi positiva para todas as categorias”, informou o Ipea.

Ricardo de Gouvêa é o novo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável

Com formação na esfera jurídica, experiência na iniciativa privada e no agronegócio, segmento em que presidiu sindicatos e associações, Ricardo de Gouvêa assume a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável nesta sexta-feira, 30. Sua missão frente à pasta é de fomentar o crescimento e a competitividade em Santa Catarina. O secretário contará com a atuação do novo adjunto, José Raulino Esbiteskoski, empresário lojista há mais de 30 anos em Joinville e região.

Durante sua trajetória profissional, Gouvêa participou ativamente da abertura do mercado internacional para proteína animal em países como Rússia, Japão, Coreia do Sul e Singapura.  

“Nossa missão aqui, frente à Secretaria, é dar continuidades aos relevantes projetos, programas e ações da pasta, com o intuito de somar e fomentar o desenvolvimento sustentável do nosso Estado, tão importante neste momento de pandemia. É um grande desafio que assumimos, alinhados com as estratégias do Governo de Estado, para fortalecer a interação com o setor econômico e produtivo com intuito de buscar mais competitividade, gerar oportunidades e entregas para Santa Catarina ”, avalia Gouvêa.

Trajetória de Ricardo de Gouvêa

Ricardo de Gouvêa, 61 anos, natural de Curitiba, no Paraná, foi fundador e conselheiro executivo do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária – ICASA, diretor executivo no Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina – Sindicarne e da Associação Catarinense de Avicultura – ACAV, Membro do Conselho do Agronegócio na Confederação Nacional da Indústria, e Membro da Associação de Proteína Animal. Gouvêa também atuou como secretário de Estado da Agricultura, entre janeiro de 2019 a janeiro de 2021.

Formado em psicologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, bacharel em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, mestre em Direito Processual Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina, tem também MBA em Direito Tributário pela Fundação Getúlio Vargas e é pós-graduado em Desenvolvimento Gerencial.

Atuou como assessor jurídico na Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR), chefe do Departamento de Recursos Humanos, assessor jurídico e advogado na Sadia Concórdia S.A Indústria e Comércio. Foi também professor na Universidade do Contestado, Fundação de Ensino do Desenvolvimento do Oeste e na Sociedade Educacional Tuiuti.

Trajetória de José Raulino Esbiteskoski

O empresário e novo secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico Sustentável, José Raulino Esbiteskoski, que também toma posse nesta sexta-feira, 30, soma experiência como presidente, por duas gestões, da CDL de Joinville. Também atuou como vice-presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij) por dois mandatos. Atuou no governo Udo Dohler de 2014 a 2020, como secretário de Cultura e Turismo. Foi presidente do Sindilojas Joinville e Região e vice-presidente administrativo e financeiro da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC).

Foto: Cristiano Estrela / Arquivo / Secom

“O 5G não é um ‘G’ a mais. É uma nova tecnologia que vem para revolucionar”, diz presidente da ABDI

A tão esperada chegada do 5G ao Brasil pode acabar ainda no primeiro semestre deste ano. Essa é a data prevista pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o leilão da tecnologia, que vai revolucionar a forma como nos relacionamos com as máquinas e como as máquinas se relacionam entre si, acredite. É a chamada “Internet das Coisas”. 

Já adotada em alguns países, a tecnologia 5G é 20 vezes mais rápida do que o 4G. Além disso, o tempo de resposta entre um clique e a resposta é muito menor, além de um fator determinante: o alcance. Regiões remotas do país, ribeirinhos e os moradores do campo tendem a ser muito beneficiados com a cobertura da nova tecnologia. Mas é principalmente o setor produtivo (indústria e agronegócio, por exemplo) que está prestes a viver uma revolução.

Para entender o impacto que o 5G vai ter no dia a dia da sociedade e dos municípios brasileiros, o portal Brasil61.com entrevistou, com exclusividade, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Nogueira Calvet. Segundo ele, o 5G não é apenas uma evolução da tecnologia. 

“É uma tecnologia que veio para revolucionar uma série de coisas. Que vai nos dar uma maior velocidade, um maior tempo de resposta na transmissão de dados. Não é um impacto tão somente para o cidadão. É um impacto, creio eu, até muito maior para as empresas, porque o 5G é uma tecnologia que vai permitir a comunicação não só entre as pessoas, mas, sobretudo, entre máquinas. É máquina conversando com máquina, é máquina conversando com a infraestrutura”, explica. 

Arte: Brasil 61

Cronograma e alcance

Uma das preocupações do governo federal é que a nova tecnologia chegue às áreas mais pobres. Segundo a Anatel, cerca de 1.400 localidades não possuem serviço algum de telefonia.  Por isso, em edital publicado no início do ano, o órgão regulador estabeleceu um cronograma para a chegada do 5G aos municípios. 

Para as capitais, quem vencer o leilão deve disponibilizar a tecnologia até 31 de julho de 2022. A previsão é de que todos os municípios com mais de 30 mil habitantes sejam atendidos até dezembro de 2029. No entanto, as cidades menores, mesmo aquelas com mais de 600 habitantes serão beneficiadas com a chegada do 5G. Isso porque o governo prevê a instalação de redes 4G em todos os municípios com essa característica, que somam 500, ao todo, atualmente. 

Arte: Brasil 61

Há também a previsão da cobertura de 48 mil quilômetros de estradas com internet de alta velocidade e expansão de 13 mil quilômetros de cabos de fibra óptica nos leitos dos rios da região Norte. Igor Nogueira é mais otimista. Ele acredita que as projeções de internet 5G até 2029 podem ser melhoradas, uma vez que vai haver muito investimento da iniciativa privada nessa infraestrutura. 

“O 5G, inclusive, pode chegar antes nesses centros menores. Por quê? Porque tem muitos gestores municipais que podem fazer aquisições, buscar financiamentos externos para ajudar nos investimentos em infraestrutura tecnológica. Várias empresas que não estão nas capitais, mas nas cidades médias, nas cidades pequenas, possivelmente poderão ter suas redes privativas de 5G. Não precisa esperar até 2029. Haverá muito investimento privado”, aposta. 

Durante o bate-papo, Igor falou também sobre as mudanças que vamos viver no dia a dia com a chegada da tecnologia, como o 5G vai impactar o setor produtivo brasileiro e de que forma os gestores municipais podem se preparar para sair na frente, seja em termos de regulação ou infraestrutura. Confira agora a entrevista completa com Igor Nogueira Calvet.

Confira agora a entrevista completa



Fonte: Brasil 61

Câmara de Smart Cities da FIESC tem primeira reunião

A Câmara de Smart Cities da Federação das Indústrias (FIESC) realizou sua primeira reunião nesta sexta-feira, dia 30, durante encontro semipresencial, transmitido a partir da unidade da FIESC no Ágora Tech Park, em Joinville. A Câmara, que será presidida pelo diretor-executivo do Ágora, Jean Vogel, é uma instância consultiva da FIESC, cujo papel é promover o tema cidades inteligentes. 

“É uma grande honra e responsabilidade iniciar este trabalho hoje. Temos um desafio grande, mas um desafio possível. Acredito muito no poder que este fórum tem para transformar. Vamos nos inspirar em Barcelona. O grande objetivo nosso é ter resultados efetivos para posicionar Santa Catarina como um smart state”, declarou Vogel.

Em sua apresentação, ele destacou os pilares de atuação da Câmara: tecnologias e abordagens; infraestrutura, saúde, segurança e educação. O pilar tecnologia e abordagens envolve áreas como inteligência artificial, conectividade, IOT e ambiente de negócios. Em infraestrutura estão contemplados temas como água, energia, logística, mobilidade elétrica, data center, planejamento urbano e manufatura aditiva. Em saúde serão tratados assuntos como: promoção, prevenção e diagnóstico, telemedicina, legislação e fármacos. Em segurança serão debatidos dados abertos, big data, LGPD e Cyber Security. Na área de educação estão contemplados temas como formação, EaD, atração de talentos e realidade virtual e aumentada. 

O diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, disse que o tema smart cities é estratégico do ponto de vista tecnológico e de qualidade de vida. Ele destacou que Barcelona é uma das cidades inteligentes mais conhecidas e inspirou Santa Catarina em diversas iniciativas ligadas à tecnologia e à inovação. “O que faz de fato uma cidade ser smart são as pessoas. É nessa direção que a FIESC está trabalhando em parceria com diversas entidades. E a Câmara vai avançar no sentido de transformar cada vez mais nosso estado numa referência, com desenvolvimento social, econômico, ambiental e tecnológico. 

A Câmara é uma iniciativa que integra o Programa Travessia da FIESC, criado em 2020 com foco na reinvenção da indústria e da economia catarinense no período pós-pandemia.

Entre os participantes da reunião estiveram o Governo de SC, representado pela Secretaria de Assuntos Internacionais, Ascensus, Udesc, Badesc, Fecam, Weg, Polícia Militar de SC, Motorola, GBC Brasil, UFSC, Cidade Pedra Branca, Escola de Negócios FIA, BRDE, Acafe, Grupo Accor e BMW Group, além de SESI, SENAI e IEL.

Novo Refis: saiba mais sobre projeto de lei que permite às micro e pequenas empresas parcelarem dívidas com a União

Seis em cada dez pequenos negócios tiveram faturamento em 2020 pior do que em 2019. A informação consta na edição mais recente de um levantamento feito pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

 

A queda de receitas que afetou mais de 10 milhões de micro e pequenas empresas pelo País se deve em grande parte à pandemia da Covid-19 e às medidas de restrição que as autoridades tomaram para combater o novo coronavírus. Como consequência disso, muitas delas se viram em dificuldade para pagar os tributos junto à União.

Com o intuito de resolver o problema, o deputado federal Mário Heringer (PDT/MG) apresentou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 130/2020, que institui, para as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, um Programa Especial de Regularização Tributária em razão da Covid-19, o chamado Pert-Covid.

Em entrevista ao portal Brasil61.com, o parlamentar destacou que o objetivo da proposta é cuidar dos pequenos negócios, que empregam boa parte da população brasileira. 

“A importância do Novo Refis para as empresas diante do atual momento da pandemia é exatamente essa: desafogar e desapertar a empresa, porque se ela não está conseguindo faturar para pagar os impostos no dia a dia porque ela não tem clientela, não tem demanda, como é que ela vai poder pagar os impostos do dia a dia e os atrasados?”, indaga. 

Arte: Brasil 61

Reestruturação

O deputado apresentou a proposta no ano passado. O texto original previa que as empresas interessadas poderiam parcelar os débitos tributários apurados até maio de 2020. Além disso, o prazo para que os negócios pudessem aderir à renegociação iria até o mês subsequente ao fim do estado de calamidade pública (que acabou em dezembro de 2020), isto é, janeiro de 2021.

A proposta não chegou a ser analisada pela Câmara dos Deputados noano passado, mas em 10 de março deste ano, o deputado José Ricardo (PT/AM) foi designado relator do projeto na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS).

Em contato com a reportagem do Brasil 61, a assessoria política de Mário Heringer afirmou que, com a tramitação em andamento, novos prazos devem ser estabelecidos pelo relator em um substitutivo, por exemplo, uma vez que a pandemia e os seus efeitos se estenderam e o prazo com base no fim do estado de calamidade pública não faz sentido atualmente.

De acordo com a proposta original, a adesão pelas empresas seria formalizada com a quitação da primeira parcela, o que implicaria na desistência de programas similares ao Pert-Covid. A parcela mínima seria de R$ 300, com a incidência de juros Selic mensais mais 1%. 

Arte: Brasil 61

Ainda segundo o levantamento do Sebrae em parceria com a FGV, os empreendedores apontam que o adiamento dos pagamentos de impostos está entre as medidas governamentais consideradas mais importantes para o ano de 2021.

Segundo o cientista político Nauê Bernardo, programas de regularização tributária têm um lado positivo. “Essas iniciativas acabam beneficiando o empresário que paga os seus débitos tributários de forma correta e que, por conta de todo o contexto da pandemia, se viu em efetivas dificuldades para cumprir com essa obrigação”, avalia.

No entanto, ele afirma que os “Refis” também podem beneficiar maus pagadores, que agem de maneira dolosa contra os cofres públicos. “Esse tipo de prática também abre e dá mais incentivos ao empresário que se omite de pagar os débitos tributários e aguarda por esse tipo de medida, seja por um refinanciamento, seja por uma anistia destes débitos. Qualquer tipo de política que venha a ser adotada pelo governo precisa ter algum tipo de contrapartida bem séria e eficiente, porque senão acaba contribuindo para que haja mais evasão tributária no País”, conclui.

Eduardo Bismarck espera que Novo Refis impulsione aumento de arrecadação tributária

Tramitação

Se aprovado na CDEICS, o projeto segue para as comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário. 



Fonte: Brasil 61

Investimentos em ferrovias auxiliam na exportação de grãos

Investimentos de infraestrutura de ferrovias são essenciais para baixar custos de produtos e aumentar as exportações nacionais. É isso que acredita o deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR), que avalia contratos de concessão ferroviários com a iniciativa privada como essenciais para o desenvolvimento econômico.
 
“O Brasil tem que incentivar e apressar esses investimentos em ferrovias, pois isso tem influência direta no escoamento de produtos e irá abaixar o custo de transporte e de produção. Ajuda com certeza na porta de exportação de grãos que nós temos muito forte — e o Brasil é um dos maiores exportadores de grãos — e de proteínas, que é muito importante, entre outros”, diz Luiz Nishimori.
 
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o País é o segundo maior exportador de grãos no mundo, com 122 milhões de toneladas enviadas em 2020, atrás apenas dos Estados Unidos, com 138 milhões de toneladas. Porém, em cinco anos, o Brasil será o maior exportador de grãos do mundo, com base em estudos do órgão. 
 
“Com esses investimentos, podemos tornar o Brasil mais competitivo, aumentar a produção e, consequentemente, gerar empregos e renda. Acredito que todo o País é beneficiado”, pontua Luiz Nishimori. O deputado também levanta que essas concessões aliviam as condições de tráfego nas rodovias e são fundamentais para a retomada econômica.
 
“A ingestão de investimentos privados ajuda a reanimar a economia do País e aumenta a credibilidade na nossa produção”, afirma o parlamentar. O Ministério da Infraestrutura garantiu mais de R$ 31 bilhões de investimentos contratados para as ferrovias brasileiras em pouco mais de dois anos. 

Contratos

A concessão mais recente ocorreu em 8 de abril, quando o Ministério da Infraestrutura concedeu à iniciativa privada 537 quilômetros da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) no trecho ferroviário entre Ilhéus e Caetité, na Bahia. A empresa Bahia Mineração S/A (Bamin) agora é a responsável pela finalização do empreendimento e operação do trecho 1, durante os próximos 35 anos.
 
Ao todo serão investidos R$ 3,3 bilhões no trecho, sendo que R$ 1,6 bilhão será utilizado em 20% restante para a conclusão das obras. Estima-se ainda a criação de 55 mil empregos diretos, indiretos e de efeito-renda ao longo da concessão. O projeto foi qualificado na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) por meio do Decreto nº 8.916/2016.

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Thiago Sorrentino, professor de direito financeiro do IBMEC/DF, explica as PPIs. “O programa é uma medida especial com o objetivo de dar mais segurança jurídica a certos investimentos em infraestrutura de longo prazo ou então muito custosos ou complexos de vista técnico”, lembra.
 
O especialista lembra ainda que o programa prevê a atuação, por exemplo, na área de concessão. “Aquilo que o governo já estava acostumado a fazer, mas, em função da gravidade, da importância, da magnitude, do tipo de operação que está sendo realizada, trouxe regras especiais para trazer mais estabilidade, fazer com que as expectativas de todas as partes, seja do Estado, dos usuários, dos exploradores, ficassem mais solidificadas”, conclui.
 
Os próximos objetivos são os avanços nas obras dos trechos 2 e 3 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico). De acordo com dados do Ministério da Infraestrutura, atualmente, a malha ferroviária corresponde a 15% da matriz de transporte brasileira, e há o objetivo de dobrar essa porcentagem nos próximos 10 anos, para reduzir o custo do transporte e melhorar a eficiência logística do agronegócio.



Fonte: Brasil 61

Intermodal traz uma série de bate-papos exclusivos com líderes do setor logístico

A Intermodal - plataforma de negócios completa para o setor logístico, de transporte de cargas e comércio exterior - inova mais uma vez e traz mais uma solução exclusiva de conteúdo ao seu portfólio. Trata-se da série Minutos Corporativos, iniciativa que promove a interação com executivos e líderes do setor a respeito de negócios, economia, inovações, carreiras, sustentabilidade e diversos outros assuntos pertinentes ao mercado.

Em conversas de aproximadamente 30 minutos, CEO’s, diretores e gerentes das empresas do ramo expõem suas visões sobre o atual momento do mercado, as expectativas com o setor e as perspectivas de futuro, além de comentarem sobre as tendências e novas tecnologias do segmento, anteciparem novidades e contarem um pouco de suas respectivas trajetórias.

Até o momento, três episódios já foram ao ar, sendo o mais recente na última semana, sobre a logística e a distribuição de vacinas contra a Covid-19 e a cadeia logística do frio como um todo - assim como suas especificidades, em especial, como a tecnologia e as soluções customizadas podem fazer a diferença no setor. Para falar sobre isso, a convidada foi a diretora técnica e estratégica em cold chain do Grupo Polar, companhia especializada em soluções inovadoras para o segmento, Liana Montemor.

Desafios - Com 15 anos de atuação somente no Grupo Polar, Liana é considerada uma referência no assunto e comenta, com propriedade, sobre os desafios de se fazer logística na cadeia fria. "Quando falamos sobre vacinas e produtos que requerem baixas temperaturas, entre 2 e 8 graus, o nosso grande desafio é mantê-los nas condições ideais, sem deixar aquecer (acima de 8 graus) e muito menos congelar (abaixo de 2). Ainda mais em um país como o nosso, em que todos sabem que é um território com grandes dimensões, onde não temos estações climáticas definidas e em que há uma tropicalidade que só prejudica a distribuição".

Segundo ela, outra adversidade é a falta de planos de contingência ao setor, de preparo e de procedimentos bem estabelecidos. "Fico angustiada quando vemos casos como aquele em que uma criança foi capaz de desligar a energia de um posto de saúde e, com isso, muitas doses da vacina contra a Covid-19 foram perdidas. Ou seja, um processo tão simples que até uma criança pode intervir. Onde está o plano de contingência? Também tem o fato de atendermos operadores logísticos que fazem a distribuição das doses em muitos postos e cidades que não possuem as condições ideais para essa armazenagem", diz.

Ainda no âmbito das vacinas, Liana alerta que há, acima de tudo, a preocupação do setor em manter as propriedades e a eficácia dos imunizantes, e que por isso o armazenamento e a distribuição dentro dos parâmetros ideais são fundamentais. "Nossa grande preocupação é sempre com a manutenção da temperatura, porque existem muitos elos dentro dessa cadeia e cada um deles tem uma fragilidade e o risco de rompimento do processo é iminente. E não apenas no que se refere aos mecanismos que utilizamos para o transporte, mas também para o armazenamento. É muito desafiador", pontua.

Desperdícios de doses: como evitar? Para Liana, o desperdício ocorre quando se tem um problema na cadeia fria. "Infelizmente a vacina não é como um tomate estragado na geladeira ou um pão embolorado, em que conseguimos enxergar o defeito na hora. Quando se tem um frasco de imunizante que não está na temperatura ideal, não há como perceber visualmente", salienta.

De acordo com ela, para se evitar este risco, o ideal é aplicar as boas práticas de armazenagem e transporte. "Recentemente, em março, tivemos a implementação da nova regulamentação do setor, a RDC 430, que dispõe sobre as boas práticas de armazenagem, distribuição e transporte de medicamentos. No artigo 84 desta legislação, especificamente, existe a preconização do monitoramento da temperatura de produtos termolábeis - que são os que têm a temperatura máxima igual ou inferior a 8 graus (a vacina está dentro desse grupo) - uma decisão muito sábia para contribuir para um melhor monitoramento dos imunizantes. Ou seja, dessa forma, é possível colocar data loggers (monitores de temperatura) para fazer esse acompanhamento dentro das caixas e, assim, avaliar se durante todo o tempo de transporte mantiveram as condições ideais", afirma.

Ainda segundo a executiva, existem várias outras formas de garantir que não haja nenhum desperdício por conta de uma temperatura incorreta. "Existe muito a ser melhorado sim, por meio de planos de contingência, de processos estabelecidos, de procedimentos visando as boas práticas e de treinamentos. Há diversos mecanismos que podem ser aplicados para melhorar essa situação e trazer uma resolução mais efetiva para a correção de qualquer problema. Este é nosso objetivo: ajudar as empresas a tornar realidade aquilo que é uma boa prática e que minimiza os problemas na logística, porque, no final de tudo, o que queremos é a população imunizada e não apenas vacinada. Afinal, imunizar significa aplicar o medicamento que traga a eficiência necessária que ele se propõe e não simplesmente injetar a dose", complementa.

Soluções e Inovações - Para a executiva, uma aliada na busca por uma logística mais eficaz nesta cadeia é, sem dúvida, a tecnologia. "Com certeza, quando falamos de tecnologia, temos tanto a aplicação dos data loggers, como comentei, quanto de sistemas que nos dão muito mais recursos, como os de monitoramento online - que nos permite ter acesso a geolocalização, à temperatura, ao controle e ao monitoramento da umidade, entre outras características e informações do produto. Ou seja, essa é uma ferramenta que nos traz o diferencial da tomada de decisão antes do problema acontecer, permitindo que consigamos nos antecipar a ele e a intervir no mesmo, de forma efetiva, para evitar a perda do medicamento. Então, sem dúvida, a tecnologia nos auxilia demais".

Há ainda outras inovações que podem fazer a diferença no setor, ressalta Liana. "Quando temos que manter a temperatura de um produto em uma faixa muito restrita, possuímos também a disponibilidade dos PCM (Phase Change Material ou materiais de mudança de fases), que são elementos refrigerantes que possuem uma alteração no ponto de fusão. Por exemplo, o ponto de fusão da água é 0º. Com essa tecnologia, conseguimos colocar aditivos que permitem regular o ponto de fusão que queremos, proporcionando uma estabilidade térmica da embalagem muito superior e por um tempo maior. Enfim, estes são só alguns exemplos, mas tecnologias não faltam", finaliza.

Para assistir a todos os episódios completos, acesse o canal do YouTube da Intermodal: www.youtube.com/channel/UCCCbcUDGIMzN9WqP7j8VqgA


Sobre a Intermodal - www.intermodal.com.br
A Intermodal, hoje, se transformou em uma plataforma de negócios completa para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior, gerando negócios, relacionamentos e entregando conteúdos de qualidade em todos os ambientes: digital e físico, sinergicamente. Atualmente, possui uma base de dados qualificada, com mais de 150 mil contatos de profissionais do setor e diversos canais, como plataforma digital, website, redes sociais e uma plataforma de conteúdos exclusivos, com os quais consegue promover marcas, lançar produtos, gerar leads e realizar ações personalizadas para obtenção de um melhor retorno dos investimentos, com mais foco e assertividade.

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A Informa Markets cria plataformas para indústrias e mercados especializados em fazer negócios, inovar e crescer. Seu portfólio global é composto por mais de 550 eventos e marcas internacionais, sendo mais de 30 no Brasil, em mercados como Saúde e Nutrição, Infraestrutura, Construção, Alimentos e Bebidas, Agronegócio, Tecnologia e Telecom, Metal Mecânico, entre outros. Oferecendo aos clientes e parceiros em todo o mundo oportunidades de networking, de viver experiências e de fazer negócios por meio de feiras e eventos híbridos, conteúdo digital especializado e soluções de inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Para mais informações, visite www.informamarkets.com.br ou entre em contato através do e-mail institucional@informa.com

 

Todos pela infraestrutura

José Zeferino Pedrozo

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC)

 

Todas as lideranças econômicas e políticas de Santa Catarina precisam priorizar de forma uníssona, forte e consistente as reivindicações que possam  viabilizar investimentos na melhoria da infraestrutura barriga-verde. As prioridades para melhoria da infraestrutura e logística catarinense já foram reiteradamente apontadas pelo Conselho das Federações (Cofem), entre outras entidades de representação do setor produtivo, mas elas precisam constar – de forma muito clara – na planificação de investimentos do Governo Federal.

                   Cresce a cada ano, em face da insuficiência de investimentos públicos e privados, as deficiências infraestruturais. Recente estudo da Federação das Indústrias mostra que a necessidade de investimento é de cerca de 5 bilhões de reais ao ano. A bancada parlamentar catarinense no Congresso precisa estar atenta a essa demanda para conquistar fatias do orçamento geral da União que garantam essas obras.

                    A Faesc tem especial preocupação com a situação das regiões produtoras da agricultura, pecuária e agroindústria, onde as más condições de logística e transporte afetam diretamente os custos de produção e, portanto, a competitividade catarinense no mercado nacional e no comércio exterior. Essas dificuldades – associadas à acidentada topografia do território  –  criam condições as quais exigem grande esforço de superação, ou seja, encarecem a produção.

A melhoria da competitividade catarinense exige investimentos em todos os setores, mas, em particular, no sistema viário, incluindo as rodovias BR-282 (espinha dorsal do Estado), BR-470 (em lento processo de duplicação), BR-163 (essencial para o extremo-oeste), BR-153, BR-158, nacionalização da SC-283 (Itapiranga a Concórdia), além de portos e aeroportos.

Duas obras são essenciais e urgentes na fronteira Brasil/Argentina: a ampliação do Porto Seco de Dionísio Cerqueira-Bernardo de Irigoyen e implantação da Aduana e construção de uma ponte sobe o Rio Peperi em Paraíso. O Porto Seco está em processo de privatização. Ainda no extremo-oeste, uma ponte é necessária entre Itapiranga (SC) e Barra do Guarita (RS), melhorando o fluxo rodoviário paralelo à fronteira internacional.   

Dois projetos ferroviários são essenciais para manter em alta o agronegócio catarinense: a ferrovia Norte-Sul, ligando o centro-oeste brasileiro ao oeste catarinense e, assim, assegurando o fluxo de grãos para a agroindústria de aves e suínos; e a rodovia Leste-Oeste, integrando o oeste aos portos marítimos. De outra parte, a indústria catarinense necessita de gasoduto para trazer gás da Argentina ou da Bolívia e abandonar em definitivo a queima de lenha.

O Ministério da Infraestrutura precisa ter essas prioridades inclusas em seu planejamento como pontos-chaves, pacíficos e consensuais, aspirações legítimas de toda a sociedade catarinense, portanto, defendidas por empresários, gestores públicos, parlamentares.

Para o agro, as deficiências da infraestrutura se constituem em uma agrura atroz: são “fatores fora das porteiras” que derrubam grande parcela da eficiência da produção “dentro das porteiras”, prejudicando toda uma admirável estrutura de produção, formada pela extensa base produtiva no campo e um avançado parque agroindustrial, compondo um notável ambiente de produção e de negócios. São centenas de indústrias trabalhando direta ou indiretamente em sintonia com mais de 190 mil estabelecimentos rurais. Essa gigantesca máquina produtiva gera bilhões de dólares em riquezas exportadas e milhões de dólares em arrecadação tributária para os cofres do Estado e da União Federal.

Todos pela infraestrutura. Esse deve ser o bordão, o mantra de todos os catarinenses.

 

Foto 01 – José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC)

 

Termotécnica é a empresa mais inovadora de Santa Catarina

A Termotécnica foi a vencedora da edição 2020 do Prêmio Inovação Catarinense “Professor Caspar Erich Stemmer”, na categoria Empresa Inovadora. Concedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), a premiação que ocorreu em evento on-line realizado nesta terça-feira, 27 de abril, tem o objetivo de reconhecer todos que estão engajados na construção do setor de inovação do estado. Este reconhecimento vem num momento especial para a companhia. Em 2021 a Termotécnica está atingindo um marco que poucas empresas e organizações alcançam: 60 anos de atuação no mercado, sempre crescendo, inovando, em movimento, se reinventando.

“Para nossa empresa é uma honra sermos reconhecidos com este importante prêmio, ainda mais em um período tão difícil em que vivemos. Tudo isso só é possível graças aos esforços em sempre buscar o melhor da tecnologia e inovação como solução para nossos clientes”, afirma o presidente da Termotécnica, Albano Schmidt. E complementa: "Recebemos diversos prêmios, inclusive internacionalmente, por nossas soluções inovadoras. Mas agora fomos avaliados e estamos sendo reconhecidos por toda nossa trajetória, nossos processos, avanços e evidências em Inovação”.

Detentora de 40 patentes de novas tecnologias, o “Ritmo da Inovação Empreendedora” é um dos pilares do mapa estratégico da companhia para alcançar os objetivos e metas. Prestes a completar 60 anos, desde a sua fundação a Termotécnica tem sido pioneira e protagonista no mercado de soluções de embalagens em EPS (isopor® - marca registrada de terceiro) no país e vem se reinventando atendendo às novas demandas dos clientes e dos consumidores. “Estamos sempre atentos às novas tendências tecnológicas, às mudanças de comportamento dos consumidores e às necessidades dos clientes para agregarmos as expertises de nosso time multidisciplinar para desenvolver e lançar no mercado soluções inovadoras de forma rápida e eficiente”, diz Albano Schmidt.

Exemplo mais recente disso é que, desde que se iniciou a pandemia por coronavírus, a Termotécnica vem desenvolvendo soluções inovadoras para o segmento de fármacos e para embalagens que atendam à crescente demanda logística das vendas de produtos por e-commerce e entrega por delivery. Em agosto de 2020 lançou a nanotecnologia do Safe Pack - EPS antiviral, para redução do risco e velocidade da contaminação por vírus. Também desenvolveu unidades conservadoras em EPS que poderão ser aplicadas no transporte de vacinas em temperaturas extremamente baixas que já passaram por testes de performance com resultados positivos. 

Especificamente para o acondicionamento de transporte para as vacinas contra a Covid-19, a Termotécnica desenvolveu uma solução de embalagem em EPS que, aliada a tecnologia do gelo seco, mantém temperaturas de -70ºC por até 30 horas, estando apta a atender a demanda de distribuição da vacina da Pfizer. Na mesma linha, as conservadoras para temperaturas de -20ºC com intuito de atender o transporte de vacinas da Moderna também passaram pelos testes que atestaram sua performance.

Além disso, todo o portfólio atual da companhia já é qualificado, junto a laboratórios credenciados, para o transporte de medicamentos nas temperaturas de 2ºC a 8ºC, mesma faixa de temperatura exigida para as vacinas CoronaVac. Tanto que, imediatamente após a liberação emergencial da Anvisa para a vacina produzida pelo Instituto Butantan, o transporte dos primeiros lotes da vacina CoronaVac foram realizados em conservadoras em EPS de 130 litros da Termotécnica. A companhia há muitos anos é a principal fornecedora para as campanhas de vacinação no Brasil, atendendo este mercado com unidades conservadoras (caixas) em EPS, para a distribuição de vacinas no país. É parceira de vários operadores logísticos e desta forma está apta a fornecer também para a campanha de vacinação contra novo coronavírus. 

No agronegócio a Termotécnica já é referência em soluções de pós-colheita no Brasil e está trilhando um processo de internacionalização das soluções de conservação que ampliam o shelf-life dos produtos frescos, os chamados FFLVs (flores, frutas, legumes e verduras), em toda a cadeia, do campo à mesa do consumidor. A tecnologia de conservadoras em EPS da Termotécnica, que é muito utilizada por grandes exportadores de frutas do Brasil para os principais mercados mundiais, foi reconhecida internacionalmente, sendo vencedora do WorldStar 2019, um dos mais importantes prêmios do mercado de embalagens nas categorias Food e Save Food.

A Termotécnica também inova quando o assunto é sustentabilidade, sendo pioneira no desenvolvimento de rotas de reciclagem para o EPS. Desde 2007, a companhia realiza o Programa Reciclar EPS, com logística reversa e reciclagem do material em todo o Brasil. Já são mais de 40 mil toneladas de EPS pós-consumo que ganharam um destino mais nobre – ou seja, 1/3 de todo o material consumido no país. Estas iniciativas também já renderam à empresa várias premiações, incluindo o Guia Exame de Sustentabilidade.

 

Termotécnica: inovação com sustentabilidade

Tendo a inovação e a sustentabilidade no seu DNA, a Termotécnica é uma das maiores indústrias transformadoras de EPS da América Latina e uma das empresas mais sustentáveis do Brasil. O desenvolvimento sustentável está entre as prioridades da companhia, e suas ações são conectadas aos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU. Com matriz em Joinville (SC) e unidade de reciclagem no Distrito de Pirabeiraba, a Termotécnica possui também unidades produtivas e de reciclagem em Manaus (AM), Petrolina (PE), Rio Claro (SP) e São José dos Pinhais (PR).

NOTA DE REPÚDIO DA ASSOCIAÇÃO DE TERMINAIS PORTUÁRIOS PRIVADOS

A ATP (Associação de Terminais Portuários Privados) repudia veementemente as ações arbitrárias de fechamento, interdição e multas aplicadas por prefeituras dos municípios do estado do Rio de Janeiro aos TUPs (Terminais de Uso Privado) - Porto Sudeste, de Itaguaí e Terminal da Ilha Guaíba (TIG), em Mangaratiba.

Os terminais portuários privados foram vítimas de acusações infundadas das prefeituras, já que dispõem de toda a documentação regularizada e aprovada pelo órgão estadual responsável pelo licenciamento ambiental. Além disso, as prefeituras não apresentaram evidências que comprovem qualquer dano ambiental na operação dos terminais.

Tais ações autoritárias representam grande prejuízo não só para economia nacional, com a interrupção abrupta e sem motivo da movimentação de granéis sólidos nos dois terminais que movimentaram cerca de 43 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020, mas também enfraquece a imagem e reputação do país no exterior. A medida, sem qualquer embasamento técnico, gera grande insegurança jurídica, enfraquece o ambiente de negócios brasileiro e espanta os investidores internacionais que desejam aportar recursos em infraestrutura no país, justamente, em um momento de crise econômica mundial. O setor portuário contribui decisivamente para o enfrentamento da crise imposta pela pandemia de Covid-19.

Nesta quarta-feira (28), a diretoria da ATP se reúne com o secretário Nacional dos Portos do Ministério de Infraestrutura, Diogo Piloni, para debater o assunto e buscar soluções imediatas para que ações desta natureza, que prejudicam o setor portuário e toda a economia brasileira, não se repitam.

Murillo Barbosa - presidente da ATP (Associação de Terminais Portuários Privados)

Grande Goiânia se consolida como hub logístico nacional e pode se tornar um grande centro de distribuição internacional

A privatização do recém-internacionalizado aeroporto de Goiânia confirmada em leilão público realizado nesta quarta-feira (07/04) pelo Ministério da Infraestrutura; a inauguração no último mês de março de mais um trecho da Ferrovia Norte-Sul, que já corta seis municípios goianos; e privatização prevista para julho do trecho entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO) da BR-153, principal corredor de integração do meio-norte com o centro-sul do País. Todas essas novidades, agregadas à uma localização geográfica privilegiada, bem no centro do país, podem consolidar a Região Metropolitana de Goiânia como um importante hub logístico do Brasil e da da América Latina.

E para fortalecer ainda mais este potencial logístico da região, estão em construção, na cidade de Aparecida de Goiânia, na Grande Goiânia, dois grandes empreendimentos privados: o Polo Aeronáutico Antares, que ocupará uma área de 209 hectares; e o bairro industrial Global Park, que abrangerá uma área total de 1,8 milhão de m².

“Esse movimento consolida sim a região da Grande Goiânia como um importante hub logístico do país, devido à sua localização geográfica privilegiada, que permite distribuir tanto produtos in natura oriundos da produção agropecuária e extrativista de nossa região e da região norte, quanto de produtos acabados produzidos aqui e nas regiões sul e sudeste”, avalia Adalberto Bregolin, economista e diretor comercial do Global Park.

Bregolin lembra que grandes investimentos, sejam públicos ou privados, estão previstos para construção e aprimoramento de infraestrutura para explorar vários modais de transporte na Região Metropolitana de Goiânia, que será um hub logístico importante, não só para o Brasil, mas também para a América Latina. “Tendo em vista o grande volume de investimentos previstos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, logo todos esses modais estarão conectados. Então é bastante factível que em breve uma carga possa sair de Itaituba (PA), região metropolitana de Belém, por rodovias ou ferrovias, e de lá embarcar para países da América Latina e Caribe de navio, graças à proximidade da capital Belém com o Canal do Panamá, o que possibilita acesso a um transporte de baixo custo numa via fluvial de cerca de 3.600 km”, explica o economista. Ele também salienta a internacionalização do nosso aeroporto, que nos coloca muito próximos de países como Colômbia, Peru, Bolívia e Venezuela, por exemplo.

E para atender justamente essa grande demanda de um grande centro distribuidor de produtos é que foi criado o Global Park, um loteamento empresarial com 2.000.0m² de extensão,que está sendo construído a apenas três quilômetros da BR-153 e do anel viário que liga à BR-060, ou seja, muito próximo do maior entroncamento de carga rodoviária do centro-norte do país.

O bairro industrial foi planejado para essa nova realidade da Indústria 4.0 e da Logística 4.0. Com lotes que vão de 2.800 m² a 25.000 m², o Global Park contará com estrutura urbana completa, com água, energia, rede de esgoto, asfalto CBUQ  - durável e resistente - e fibra óptica com alta velocidade de dados. “Pensamos justamente em atender essa demanda de indústrias e operadoras logísticas que buscam o lugar certo para se instalar e se modernizar, fazendo frente às novas necessidades do mercado, tanto de aumento de produtividade, quanto de ganho de escala, redução de custos e agilidade na entrega de seus produtos”, detalha Bregolin.

O bairro industrial tem como diferencial ruas com 18 metros de largura, que são ideais para rodagem e manobras de grandes veículos sobre rodas como caminhões-cegonha, bitrens ou treminhões. O bairro empresarial terá ainda uma área verde de 365 mil m², destinada à preservação. “O projeto também oferece configurações de áreas que permitem layouts modernos, tanto para a indústria, quanto para operadoras logísticas”, completa o diretor comercial do Global Park.

Modal aéreo
Com a internacionalização do aeroporto de Goiânia, a região metropolitana da capital goiana ganha ainda mais atratividade para empresas, que queiram  ter um ponto estratégico para distribuição de suas cargas para o Brasil e para o continente latino. É o que avalia Eumar Lopes, piloto de linha aérea e gerente de produto do Antares Polo Aeronáutico, empreendimento em construção na cidade de Aparecida de Goiânia.

Localizado a 15 minutos do Flamboyant Shopping Center, um dos principais centros comerciais da capital goiana, e às margens da BR 153, o empreendimento terá acesso facilitado por via expressa dupla. Com  um investimento da ordem de R$ 100 milhões, o polo aeronáutico será voltado para aviação executiva, manutenção e operações logísticas. As obras da estrutura de apoio e da pista de 1.800 metros têm previsão de conclusão para o ano 2024. O Antares poderá receber todos os modelos de aviação geral, jatos executivos, monomotores, bimotores, até o Embraer 195.

“Embora ainda requeira mais investimentos em infraestrutura, a homologação do Santa Genoveva como aeroporto internacional é um grande avanço logístico para a região metropolitana de Goiânia, que já tem a vantagem de ter um acesso fácil a outros grandes sistemas modais de transporte ferroviário, com a [Ferrovia] Norte-Sul, e rodoviário, com a BR-153 [Transbrasiliana]”, explica.

Cargas fracionadas
O especialista avalia também que o Pólo Aeronáutico Antares trará um grande ganho para o sistema logístico doméstico do Brasil, já que pode ser escolhido por várias empresas para um hub nacional. “Estamos em Aparecida de Goiânia que está bem no centro do País e próximo de grandes sistemas modais rodoviários, ferroviários e aéreo, como os aeroportos internacionais de Goiânia e Brasília”, acrescenta.

O Polo Antares também contará com infraestrutura para apoio ao transporte de cargas fracionadas, que consiste justamente em realizar pequenas e médias entregas, por meio do agrupamento de diversos tipos de mercadorias, geralmente de diferentes remetentes e para diferentes destinatários, sendo uma alternativa para as empresas que não possuem quantidades suficientes de itens para ocupar a capacidade total de uma aeronave. 

Para atender a essa demanda, o polo aeronáutico contará com um centro de distribuição dentro de sua área aeroportuária. “O terminal também terá central de abastecimento, pista de acesso aos hangares (taxiway), Fixed Base Operator (FBO) completo para assistência aos proprietários de aeronaves, estacionamento para visitantes e área destinada para helicentro e demais atividades ligadas à aviação”, explica Eumar.

Berlanda celebra 30 anos com caminhões de prêmios para clientes

A Rede Berlanda completa 30 anos em 2021 e as comemorações têm início agora. Serão sorteados 30 caminhões de prêmios até dezembro entre clientes das lojas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Uma data tão importante merece ser celebrada com quem ajudou a construir nossa história: nossos clientes, que fizeram da Berlanda a maior rede de varejo de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos de Santa Catarina”, destaca Nilso Berlanda, fundador e sócio da rede.

A Berlanda surgiu em 1991 como uma pequena loja em Curitibanos/SC, fruto do esforço e projeto de uma família de ter o seu próprio comércio. Hoje é composta por 185 lojas, três fábricas próprias, um posto de gasolina, duas lojas de atacado, uma loja conceito e uma importadora. Em 2020, mesmo com os desafios impostos pela pandemia, Nilso Berlanda afirma que a rede atingiu bons resultados, com crescimento de 10,76% no varejo convencional e 240% no e-commerce. “Em 2021, a projeção é continuar crescendo, com planos para abertura de 10 novas lojas ao longo do ano”, diz. Até hoje a Berlanda atendeu cerca de 1,4 milhão de clientes.

Para celebrar as três décadas de aniversário, a rede lançou a promoção “Caminhão Premiado Berlanda – 30 anos”. Com R$ 100 em compras realizadas entre 26 de abril e 21 de dezembro, nas lojas físicas ou via e-commerce da Berlanda, o cliente tem direito a efetuar cadastro e concorrer a 30 caminhões de prêmios. Cada caminhão traz R$ 30 mil em móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Os sorteios ocorrem entre maio e dezembro, totalizando a distribuição de R$ 900 mil.

O regulamento completo será divulgado no hotsite da promoção: www.berlanda.com.br/caminhaopremiado.

Amur Capital abre processo seletivo para contratar 100 agentes autônomos em todo Brasil

Escritório de agentes autônomos recém-vinculado à plataforma de investimentos do BTG Pactual, a Amur Capital anunciou que vai contratar 100 novos agentes autônomos. A ideia é contratar profissionais em todo o Brasil no modelo home office, com o processo seletivo sendo realizado online. O escritório pretende preencher as vagas até o final do ano.

“Em setembro de 2020, fomos em busca de 60 assessores para dar o pontapé inicial no nosso projeto, que é ser o escritório mais capilarizado do Brasil”, afirma Leandro Marchioretto, CEO da Amur. “Agora que chegamos bem perto dessa marca, faz todo sentido acelerar a expansão de nossa rede”, completa.

Segundo Marchioretto, a ida para o BTG permitiu que o escritório aumentasse a meta de contratações. “Tínhamos planos para chegar a 125 assessores no final de 2021, mas devemos alcançar 160 graças à parceria com o banco, que fortaleceu nossa capacidade operacional”, diz.

Seguindo o formato já praticado, os agentes contratados terão participação societária na Amur e direito a voto em questões estratégicas para a empresa. As oportunidades estão disponíveis tanto para assessores que já estão no mercado quanto para profissionais sem experiência prévia em assessoria. “Nosso foco está em profissionais com boa formação e alinhados ao propósito da empresa”, destaca Marchioretto. “Gostamos de formar o agente autônomo ‘dentro de casa’, para que ele cresça junto da Amur”, acrescenta.

Os interessados em participar do processo seletivo podem enviar um e-mail para contato@amurcapital.com.br, ou entrar em contato através do site e redes sociais da Amur.

REIVAX fatura mais de R$ 60 milhões e amplia dominância no mercado de equipamentos para controle da geração de energia na América Latina

A multinacional brasileira REIVAX Automação e Controle — líder no fornecimento de equipamentos para controle da geração de energia na América Latina — registrou faturamento bruto em torno de R$ 63 milhões em 2020. O valor representa alta de 10% em receita no comparativo com o ano anterior e mantém a média de crescimento alcançada nos últimos cinco anos. Sediada em Florianópolis (SC), a REIVAX é precursora mundial na oferta de controladores integrados de tensão e velocidade e pioneira na aplicação de controladores microprocessados em sistemas de excitação e reguladores de velocidade no Brasil. Esses dispositivos são comumente usados em usinas de geração de energia elétrica para manter a frequência e a tensão de saída do gerador dentro dos limites exigidos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

O bom resultado é fruto do melhoramento constante de produtos e o desenvolvimento de novas soluções para o mercado global de energia. Além disso, somente no ano passado foram fechados mais de 70 novos contratos (46% em território nacional) com prazos de execução e monitoramento que duram ao menos até 2024. Com isso, aliado a novas frentes de negócio e lançamentos programados ainda no primeiro semestre deste ano, a empresa projeta crescer entre 10% a 15% em 2021 quando comparado ao último balanço.

“A consolidação dos nossos produtos e a frequente expansão dos negócios para novos mercados promovem este crescimento consistente. Hoje, 100% do nosso faturamento vem do nosso desenvolvimento próprio e da conexão com o ecossistema de inovação e o setor de energia como um todo. A REIVAX é genuinamente formada em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e suas soluções são customizadas para cada cliente. Nosso diferencial é desenvolver e fabricar hardware e software únicos, garantindo confiança absoluta na marca e na tecnologia que entregamos globalmente”, afirma Fernando Amorim da Silveira, CEO da REIVAX.

Referência em sua área de atuação, a REIVAX fornece sistemas para controle da geração de energia para aproximadamente 50% das usinas hidrelétricas na América Latina e controla cerca de 65% do fornecimento das usinas hidrelétricas brasileiras (contempla 70 gigawatts (GW) do total de 110 GW de geração hídrica no país). A empresa também tem forte presença internacional e, além da sede em Santa Catarina, onde é concentrada a fabricação dos equipamentos da marca REIVAX, mantém as filiais - Reivax North America (RNA), situada em Montreal, no Canadá, e a Reivax of Switzerland (RoS), em Baden, na Suíça.

De pequena empresa para um impacto global

Posicionada como uma empresa global, a multinacional brasileira exporta atualmente para mais de 40 países em cinco continentes. Com tecnologia própria, a REIVAX desenvolve e fabrica sistemas — de controle, excitação e automação de geradores e turbinas — para o mercado de geração de energia para aplicações em usinas e pequenas centrais hidrelétricas, termelétricas, nucleares, transmissoras de energia e controle de motores.

Essa oportunidade de contribuir com um segmento que impacta diretamente no dia a dia de milhões de pessoas vem de uma posição de destaque conquistada por uma carteira de clientes que reúne gigantes do setor, como Petrobrás, Força Aérea Americana, Enel Green Power, CTG Brasil, Elera Renováveis, Isa Cteep e GE (General Electric). Também demandam os serviços da multinacional empresas do porte de Statkraft, EDP, Eletronorte, NB Power, WEG, USACE, Harbin, Furnas, Engie, ICE, CNFL, AES, EPM, CHESF, CESP, CFE, Votorantim e Tijoa.

A conquista desses clientes e a importância da companhia para o setor foi construída ao longo de pouco mais de três décadas e contrasta com o início das atividades da REIVAX, em 1987. Naquela época, a empresa começou em uma pequena sala da Incubadora Empresarial Tecnológica (IET), primeira incubadora tecnológica de Santa Catarina, que mais tarde transformou-se no Centro de Laboração de Tecnologias Avançadas (CELTA). O sonho dos sócio-fundadores era o de construir algo que pudesse contribuir para a melhoria do desempenho dinâmico do sistema elétrico brasileiro.

“Havia uma revolução tecnológica acontecendo no fim dos anos 70 (os computadores) e eles deviam ser aplicados no controle das usinas. Isso traria muitos benefícios, só que as empresas mundiais que dominavam o mercado não tinham interesse em investir primeiro no Brasil. E o nosso grupo tinha a visão do cliente, porque trabalhávamos numa empresa de energia que comprava e comissionava, operava e mantinha esses produtos. Somado a isso, as hidrelétricas são locais de forças multidisciplinares, de imensa responsabilidade, em que qualquer falha pode levar a imensas perdas. Então encontramos nisso uma oportunidade de deixar a nossa contribuição para o setor energético do Brasil e começamos a entregar nossas primeiras soluções”, recorda João Marcos Castro Soares, idealizador, co-fundador e membro do Conselho Administrativo da REIVAX.

Foi dessa forma que o grupo de engenheiros formado por João Marcos Castro Soares, Fernando Happel Pons, Paulo Marcos Pinheiro de Paiva e Nelson Zeni Junior conseguiu em um curto espaço de tempo tornar a pequena empresa em uma referência de sistemas integrados de regulação de tensão, velocidade e automação para o controle da geração de energia. Passados 34 anos, aproximadamente 168 GW de energia são distribuídos mundialmente com o uso de sistemas de controle de energia da empresa, o que representa o abastecimento energético para um contingente de pessoas superior à população brasileira, estimada hoje em mais de 200 milhões de cidadãos.

Investimentos estratégicos

Tendo a inovação como um dos focos orientadores do futuro, a REIVAX pretende fortalecer a partir deste ano os investimentos dedicados à Pesquisa e Desenvolvimento de soluções e avançar sobre mercados estratégicos. Atualmente, o investimento em pessoal de P&D corresponde a aproximadamente 15% da folha de pagamento da empresa. Além de ampliar o investimento em pessoal, a empresa pretende aumentar ainda mais o investimento em infraestrutura de P&D em 2021. Para este ano, a capacidade produtiva da REIVAX deve ser ampliada em 10% para atender as demandas contratadas. A companhia também deve empreender esforços comerciais e promover investimentos maiores nos Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia.

Aluno da Univali de Itajaí é selecionado em programa da Universidade de Harvard

- “Percebi que o meu desejo em aplicar na prática os resultados obtidos dentro da academia em prol de um futuro mais sustentável tinha relação com o objetivo atual do programa. Com isso, abordei a necessidade de líderes para o desenvolvimento sustentável dentro da área ambiental na nossa região (América Latina) e como o programa poderia auxiliar neste processo".

O trecho ilustra um dos pontos abordados por Felipe Matheus Müller, acadêmico do 9° período do curso de Engenharia Química da Escola do Mar, Ciência e Tecnologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em sua carta de apresentação à comissão de aceite do Crossroads Emerging Leaders Program (Celp), da Universidade de Harvard.

O aluno foi selecionado para participar no programa que, desde 2017, incentiva a criação de jovens lideranças em países em desenvolvimento, por meio de recursos educacionais, conexões com a Universidade de Harvard, mentorias e networking com o corpo docente, discente e alumni.

A iniciativa é voltada a estudantes entre 18 e 24 anos de todo o mundo que sejam a primeira geração da sua família a entrar na universidade. Além disso, contempla candidatos que enfrentam desafios em relação às suas condições financeiras e sociais.

Os alunos recebem uma série de recursos de desenvolvimento acadêmico e profissional por meio de uma estrutura de aplicativos em camadas que atinge milhares de alunos de mais de 115 países, encontram comunidades intelectuais e interagem diretamente com o corpo docente.

Os participantes também têm acesso gratuito aos cursos HarvardX sobre empreendedorismo em economias emergentes; empreendedorismo em tecnologia: laboratório para o mercado; fortalecimento dos programas de agentes comunitários de saúde; chance de gordura: probabilidade desde o início; e introdução às mídias digitais.

Além de cursar Engenharia Química, Müller atua como voluntário no programa #tmjUnicef, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), órgão das Organizações das Nações Unidas (ONU), e em pesquisas na área ambiental, na qual pretende atuar após a graduação. Ele destaca que as capacitações e relações com profissionais de diversos países serão essenciais para a entrada no mercado de trabalho:

“Como estou no último ano da graduação, creio que toda esta carga de conteúdos profissionalizantes e as mentorias com alumni e profissionais da área em diferentes locais do mundo me ajudará a ter uma transição mais sólida da academia para o mercado de trabalho. Com todo esse networking, terei uma visão mais ampla das atuais necessidades de nossa sociedade global e qual o tipo de profissional que devemos ser para um futuro mais sustentável e justo para todos", aponta.

O acadêmico passará por diferentes fases ao longo do programa. O primeiro estágio possui foco profissionalizante, com os cursos disponibilizados na plataforma HarvardX e socialização com os integrantes. Os demais serão liberados conforme os prazos e conclusão dos estágios atuais.

O estudante relata a felicidade ao ser selecionado e incentiva as inscrições no projeto: “Não importa sua área, sua formação ou seu conhecimento, se sentir vontade de participar, inscreva-se. É um mundo de oportunidades que abre-se para você".

Primeiro hub de uma província argentina no Brasil é inaugurado em Santa Catarina

A província de Mendoza, uma das principais regiões vitivinícolas argentinas, escolheu a cidade de Itajaí para ser a sede do primeiro hub de exportações no Brasil. A inauguração do hub logístico ocorreu durante reunião virtual, na última terça-feira, 20, presidida pelo embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, e com a participação da secretária executiva de Assuntos Internacionais (SAI), Daniella Abreu.

“O hub de Mendoza em Santa Catarina aproxima mais ainda a Argentina deste estado”, destacou o embaixador Scioli. Segundo ele, as facilidades logísticas, a localização estratégica, o favorável clima de negócios e os benefícios tributários para a importação foram algumas das razões que levaram a essa escolha.

De acordo com o embaixador, com esta nova plataforma de negócios, a província argentina facilitará que seus exportadores, em especial suas vinícolas, já tenham os produtos armazenados para sua venda direta em todo o Brasil, reduzindo os tempos de distribuição, aumentando as oportunidades de negócios e diminuindo ainda o custo para o consumidor brasileiro.

Para o cônsul da Argentina em Florianópolis, Gustavo Coppa, este é um hub logístico que não tem precedentes entre os países. “Esta ação faz parte do programa em prol da redução de custos logísticos para o ingresso de produtos argentinos no Brasil, promovendo parcerias estratégicas que permitam melhorar a competitividade desses produtos no Brasil.”

Neste programa, informou o cônsul, Santa Catarina tem um papel fundamental para a promoção e geração de mais e melhores negócios, “já que promove seu setor de negócios internacionais, beneficiando as transações de importação que forem realizadas no Estado com seus regimes de tratamento tributário diferenciado”.

Ao parabenizar o embaixador da Argentina, Daniel Scioli, e o cônsul em Florianópolis, Gustavo Coppa, pela iniciativa exclusiva em Santa Catarina, a secretária Daniella Abreu destacou ainda os trabalhos em conjunto com o país vizinho, a exemplo da melhoria de acesso à Dionísio Cerqueira, além de parcerias no turismo, educação, na cultura, entre outras frentes.

Terminal da Santos Brasil em Imbituba recebe maior pá eólica já transportada por navio porta-contêiner

O Cais 2 do TCG Imbituba (SC), terminal de cargas gerais administrado pela Santos Brasil, empresa que é referência em operações logística e portuárias, foi palco no último fim de semana do desembarque da terceira pá eólica de um protótipo de aerogerador da WEG, que será instalado na cidade de Capivari de Baixo, no Sul de Santa Catarina.

A pá de 72 metros de comprimento e 22,5 toneladas é a maior já transportada em navio porta-contêiner. A operação foi um recorde mundial segundo a Aliança Navegação e Logística, detentora do navio Vicente Pizón, de onde a carga foi desembarcada. A operação foi meticulosamente planejada e construída sob medida pela Santos Brasil, em parceria com o Porto de Imbituba, a partir de uma obra para adequação do portão de saída e nivelamento de piso do pátio para recebimento da carga, com a movimentação simultânea de dois guindastes.

Outras duas pás já haviam sido descarregadas no fim de semana anterior. O conjunto integra um projeto de P&D da ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, em parceria com a ENGIE Brasil e a CELESC - Centrais Elétricas de Santa Catarina, desenvolvido pela WEG.

"Essa bem sucedida operação reforça a capacidade operacional da Santos Brasil em oferecer soluções para clientes de diversos segmentos e com os mais diferentes tipos de carga", afirma Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil.

Sobre a Santos Brasil

A Santos Brasil é prestadora de serviços portuários e logísticos completos, do Porto à Porta. Listada no Novo Mercado da B3, é referência na operação de contêineres no Brasil. Foi criada há 24 anos para operar o Tecon Santos (SP), maior terminal de contêineres da América do Sul, e já investiu mais de R﹩ 5 bilhões, calculados a valor presente, em aquisições, expansões, novos equipamentos e tecnologia. Antecipando-se ao crescimento do fluxo de comércio internacional, a Santos Brasil colaborou significativamente para aumentar a capacidade logística portuária do País.

Além do Tecon Santos, a Companhia opera mais dois terminais de contêineres - Vila do Conde (PA) e Imbituba (SC) -, um terminal de carga geral (TCG em Imbituba), um terminal de veículos (TEV) e um terminal de carga geral no cais do Saboó, ambos no Porto de Santos. Conta também com uma operadora logística, a Santos Brasil Logística, que atua de forma integrada aos terminais viabilizando o atendimento ao cliente em todas as etapas da cadeia logística.

Importação de bicicletas diminuiu 28,5% em 2020

A importação de bicicletas no Brasil diminuiu 28,5% em 2020 em relação a 2019. No total, o país trouxe de fora 57.884 mil bikes ano passado, ante 80.957 em 2019. Já em valores, houve um aumento de 17,5%, com uma movimentação de US$ 28.196 mil, cerca de R$ 162.355 mil. Os dados são da LogComex, startup especializada em inteligência de dados para importação e exportação.

Na lista de países fornecedores, Taiwan lidera a exportação para o Brasil com 34,61% das bicicletas, seguido da China (17,26%) e Vietnã (9,40%). O principal modal utilizado para transporte da mercadoria é o marítimo, com 92,79%, seguido do aéreo (6,44%) e rodoviário, com apenas 0,76%. As maiores portas de entrada das bicicletas são os portos de Vitória (ES), Itajaí (SC), São Francisco do Sul (SC) e Santos (SP). 

Os dados surgem em meio a uma polêmica sobre a redução do imposto de importação de bikes, anunciada em fevereiro, que diminuiria a alíquota gradualmente de 35% para 20%. A alíquota chegou a ser reduzida de 35% para 31% em 1º de março. Porém, no dia 17 de março, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, revogou a resolução após reclamações dos fabricantes nacionais e da bancada federal do Amazonas no Congresso Nacional. 

A Zona Franca de Manaus, onde foram produzidas 665 mil bicicletas em 2020, seria uma das potenciais atingidas pelo aumento da concorrência com as bikes fabricadas em outros países, segundo o governo amazonense e empresários da região.

Mas a Aliança Bike criticou o recuo do governo federal, defendendo medidas que ampliem o acesso de brasileiros a bicicletas melhores e mais baratas. Segundo a associação, não há nenhum elemento que indique que a Zona Franca de Manaus demitiria as mil pessoas contratadas atualmente. 

Para evitar o uso do transporte coletivo, cresceu em 50% a compra de bicicletas entre os brasileiros durante o primeiro ano da pandemia, enquanto a produção caiu. A indústria de bicicletas produziu 56.078 unidades em fevereiro, mas segue impactada pela falta de insumos. De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o volume é 1,6% inferior ao registrado em janeiro (56.981 unidades) e 7,2% menor na comparação com as 60.398 unidades produzidas no mesmo mês do ano passado. Ainda de acordo com dados da Abraciclo, foram fabricadas 113.059 bicicletas no primeiro bimestre de 2021, o que representa uma retração de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2020 (116.808 unidades).

Atualmente o Brasil é o quarto produtor mundial de bicicletas, com uma frota nacional de mais de 70 milhões de unidades, segundo a Abraciclo.

Sobre a LogComex

A LogComex é uma startup especializada em inteligência de dados para importação e exportação. Por meio de plataforma online com tecnologia própria, a empresa fornece ao mercado maior transparência e automatização das operações de logística internacional. A plataforma coleta e processa milhares de dados para gerar uma visão panorâmica, indicando previsibilidade e transparência para toda cadeia logística. O programa tem como base as operações que ocorrem no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e EUA. A plataforma ainda é dividida em três módulos: Tracking Real Time, RPA Automação/Integração e Big Data Analitycs. Para saber mais, acesse http://www.logcomex.com/

Os desafios para suprir a falta de grãos

A busca por volume e qualidade na produção de alimentos vem colocando Santa Catarina na vanguarda mundial do agronegócio. O estado é o maior produtor nacional de suínos, o segundo maior produtor de aves e arroz, o quarto maior produtor de leite, além de se destacar em outras atividades do agro.

Com 31% do Produto Interno Bruto (PIB), o agronegócio catarinense conta com cadeias produtivas organizadas e focadas na qualidade, tanto que tem acesso aos mercados mais exigentes do mundo. No entanto, enfrenta grandes desafios como, por exemplo, a escassez de milho e a falta de logística adequada para importação de grãos, o que pode trazer consequências para manter a produtividade das agroindústrias.

Nesta entrevista, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), José Zeferino Pedrozo, fala sobre os desafios dos produtores rurais, destaca as expectativas para a safra de grãos neste ano e comenta as alternativas para resolver o problema da escassez do milho.

Quais os grandes desafios dos produtores rurais para 2021? A alta nos preços dos alimentos beneficiou os produtores ou ainda há desequilíbrio em relação aos custos?

José Zeferino Pedrozo - O nosso Estado conta com três grupos de produtores. O primeiro, que vive um bom momento, é aquele que se dedica à produção de grãos e comercializa. O segundo está em uma situação relativamente tranquila, pois produz cereais e transforma para utilizar na propriedade. Já, o terceiro vive uma situação mais vulnerável porque precisa comprar insumos de fora para garantir sua produção de carne ou leite.  Até o momento tem existido margem para que todos conquistem um resultado favorável, mas notamos que os custos vêm se agravando cada vez mais, aumentando as dificuldades para quem não tem produção própria de grãos.

Qual a expectativa para a safra de grãos no Estado neste ano? A estiagem deve impactar na produtividade?

José Zeferino Pedrozo - Santa Catarina terá dificuldades principalmente no setor de milho, pois viveu drama da estiagem. Se não bastasse isso, ainda há o problema da cigarrinha-do-milho que trouxe prejuízos de várias dimensões, desde pequenos até alarmantes. A nossa dependência para abastecimento de milho no Estado é histórica. Necessitamos de 7 milhões de toneladas para alimentar os nossos plantéis e a produção interna deste ano, que era prevista para uma colheita de 2,7 milhões de toneladas, baixou para 1,7 milhão de toneladas.

Como resolver o problema de escassez do milho em Santa Catarina?

José Zeferino Pedrozo – Como já mencionei, esse é um problema histórico! Santa Catarina tem seu território limitado para plantação de milho, mas por outro lado é um estado que se destaca com grandes produções de carnes de pequenos animais já consolidadas nacional e internacionalmente. Temos mão de obra diferenciada. Somos exímios produtores de carne, mas não temos insumos. Quando vêm as crises de abastecimento no Estado, as agroindústrias estão preparadas, pois elas têm poder de barganha. Mas os produtores rurais precisaram se adaptar. Hoje, o produtor está muito mais consciente sobre gestão e finanças. Antigamente, ganhava muito dinheiro em uma época e perdia em outra, pois não fazia reservas. Estamos em uma situação complicada de dependência de milho porque não produzimos o suficiente. Nossa preocupação é com o futuro do produtor e com a indústria de proteína animal. Precisamos pensar políticas que melhorem a nossa produção e a logística de abastecimento.  

Santa Catarina já perdeu posição para o Paraná na produção de aves e está perdendo também na suinocultura. Por quê? Faltam políticas de incentivo aos produtores?

José Zeferino Pedrozo - O Paraná é um grande produtor de cereais e, no passado, quando Santa Catarina precisava de grãos buscava no estado vizinho, que é pertinho. No entanto, as cooperativas e outras empresas do Paraná hoje são altamente industrializadas. Não temos como competir porque não temos insumos. Se tivéssemos continuaríamos na vanguarda da avicultura e não correríamos riscos de perder a posição de liderança na suinocultura.  

O que fazer para manter os produtores de leite e ampliar a produção em SC? O senhor vê possibilidade de exportação em curto prazo?

José Zeferino Pedrozo - Santa Catarina teve um crescimento constante nos últimos anos na produção leiteira. Mas, temos uma deficiência que não é somente nossa e impacta outros estados também. Nosso custo de produção de leite é maior do que de outros países do Mercosul. Na pequena propriedade temos condições de competir, mas nos na falta escala. SC já produz muito mais do que consome. A nossa agroindústria está numa posição confortável porque pratica a lei da oferta e da procura. O preço sobe e eles aumentam também para o produtor. Acontece o inverso quando os preços caem. Estamos trabalhando para melhorar cada vez mais a qualidade do leite produzido aqui no estado. Precisamos organizar a cadeia produtiva para que possamos ser competitivos internacionalmente.

Além do leite, quais as cadeias que têm potencial para exportação no Estado?

José Zeferino Pedrozo - Em Santa Catarina o agro não parou e teve lugar privilegiado nas cifras exportadas. A exportação de suínos e aves segue em alta. Temos produção de leite e estamos tentando abrir novos mercados. O mel da pequena propriedade tem grande potencial.

O governo de Santa Catarina anunciou recentemente investimentos de R$ 24 milhões para incentivar o cultivo de cereais de inverno. Qual é a importância disso para ampliar a produção de milho?

José Zeferino Pedrozo - Com esses investimentos temos condições de ampliar, mas não vamos resolver o problema da escassez de insumos para os nossos planteis. Temos participado do Fórum do Milho e debatido com muita força, mas o que precisamos é de uma estrutura para o transporte dessa matéria-prima em condições mais vantajosas. Hoje com a distância temos que buscar alternativas. Nossa expectativa de buscar milho do Paraguai é interessante, mas precisamos melhorar a nossa logística. Ainda não vemos uma luz no fim do túnel para o abastecimento de milho no Estado.

Foto 02 – José Zeferino Pedrozo, presidente do sistema FAESC/SENAR-SC (Foto: CNA).

SENAI/SC é destaque em gestão de desempenho

O SENAI/SC está entre os três departamentos regionais da instituição com melhor desempenho de gestão em 2020. O resultado foi anunciado na sexta (16), durante a reunião on-line dos Diretores Regionais da instituição. Os critérios de avaliação consideram indicadores associados à educação profissional e tecnológica, tecnologia e inovação e eficiência operacional.

“É uma vitória de todos, de um time coeso que está trabalhando junto. É resultado de decisões racionais tomadas durante a pandemia, de uma gestão que busca um crescimento consistente, constante e direto”, celebrou o diretor regional do SENAI/SC, Fabrizio Machado Pereira. “É um resultado que vem em um ano em que travamos uma guerra diária de abre e fecha escolas, suspensão e volta às aulas. Apesar de todas as dificuldades com a pandemia, mantivemos o maior número possível de empregos. Além disso, temos um modelo que permite agilidade na tomada de decisão, não perdemos nenhum prazo. Sabemos que sempre temos possibilidades de melhorar os processos, e estamos fazendo”, finalizou.

No âmbito da educação profissional, são considerados a sustentabilidade operacional, empregabilidade de egressos, custos de aluno-hora e hora-aluno, percentual de matrículas de cursos técnicos à distância, percentual de conclusão de cursos, entre outros fatores. Os critérios da área de inovação e tecnologia são a sustentabilidade operacional, o percentual da receita desses serviços em relação à contribuição compulsória, o custo da hora de consultoria e o aumento de produtividade das empresas atendidas nos programas de produtividade industrial. No âmbito da eficiência operacional, constam o percentual de recursos destinados às atividades-fim e o impacto da folha de pessoal sobre o orçamento.

O Departamento Nacional do SENAI, que concede a premiação anual, já lançou a proposta para a premiação do ciclo 2021. Este foi o terceiro ciclo consecutivo que o SENAI/SC ficou entre os três primeiros colocados. Em 2020, o SENAI de Goiás obteve a primeira colocação e o do Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar.

O turismo regional será a retomada segura e crescente da atividade, prevê vice-presidente da Fecomércio/SC

A pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC) sobre a temporada de verão confirmou com números o que todos perceberam no período – os argentinos, nossos históricos clientes do litoral, desapareceram. Representavam 17,8% do montante de turistas em 2020 e caíram para insignificativos 0,2%. Divulgada recentemente, a pesquisa revelou mudanças importantes, com perspectivas promissoras para o próximo ano, no aumento da participação de gaúchos e paranaenses. “Existe um gigantesco desejo reprimido em viajar e desfrutar de momentos de lazer com a família”, considera Emílio Schramm, vice-presidente da Fecomércio/SC. “E os destinos de até 300 quilômetros de distância das cidades de origem serão os mais procurados, por famílias vindas dos dois estados vizinhos, além dos próprios catarinenses”, assegura.

 

P. É possível encontrar uma luz no fundo para o turismo?

Emílio SchrammA cadeia produtiva do turismo está sofrendo muito, mas teremos boas notícias, à medida em que a pandemia se atenue, com o avanço da vacinação. O desejo de viajar e espairecer é imenso entre milhões de pessoas. São famílias que enfrentaram perdas e suportaram o confinamento e agora querem momentos justos de lazer. É uma questão de saúde mental. E o turismo regional será o destino preferencial, majoritariamente. Os hotéis fazendas, as pousadas temáticas, o turismo de aventura – essas serão as rotas procuradas. Santa Catarina é um estado riquíssimo nessas opções.

P. Que impacto essa retomada provocará na economia?

ESO impacto será muito positivo para todos os envolvidos, pois no turismo regional predominam os empreendimentos de pequeno e micro porte e os microempreendedores individuais. Já é de domínio público o quanto o turismo é uma atividade muito abrangente na oferta de empregos e oportunidades. Essa retomada fará a diferença para a sustentabilidade da economia e, em especial, para o comércio. Apesar da lentidão na vacinação, vislumbramos um segundo semestre com uma retomada branda, mas contínua.

Nova Bacia de Evolução chega a marca de 400 giros

Em janeiro, a nova Bacia de Evolução do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes atingiu a marca de seus primeiros trezentos giros, e em menos de três meses, no dia 06 de abril, completou mais uma centena de giros. O navio MAERSK MEMPHIS, bandeira de Singapura, com 300 metros de comprimento e 40 metros de boca (largura), foi o navio que marcou o quadrigentésimo (400) giro.

“É mais uma marca importante alcançada, principalmente por chegarmos aos 400 giros na nova bacia sem qualquer incidente ou percalço. Os números crescentes das movimentações de carga indicam a importância desses navios cada vez maiores em nosso complexo”, destaca Ricardo Amorim, Coordenador de Operações e Inteligência da Fiscalização do Porto de Itajaí.

A Bacia de Evolução localizada na área da Baía Afonso Wippel, permitiu que o comprimento máximo de navios que escalam no Complexo Portuário saltasse de 306 metros para 350 metros de largura, além de possibilitar que a entrada e saída de navios no período noturno fosse de até 306 metros de comprimento.

Heder Cassiano Moritz, Diretor Geral de Operações Logísticas do Porto de Itajaí, conta que a Bacia de Evolução foi responsável por fazer o Complexo recuperar e superar os índices de movimentação. “Estar atingindo essa marca é de fato estar consolidando o bom êxito desta obra. Antes da Bacia de Evolução estávamos perdendo movimentação no Complexo, agora a realidade é outra, estamos em condição de competitividade igualada em comparação a outros terminais portuários”, enfatiza.

 

Antes da nova Bacia era necessário ter o berço livre nos dois lados para que o navio pudesse girar, com isso era necessário que as operações nos berços fossem finalizadas para que o giro fosse realizado, acarretando em menos agilidade nos processos.

“A nova bacia de evolução trouxe um grande avanço e transformação para o Complexo Portuário, esta nova dinâmica nas manobras dos navios maiores nos trouxe melhores resultados, nos mantendo competitivos no nosso segmento de atuação. A preocupação com a melhoria na infraestrutura de acesso deve ser constante e por isso é importante também a conclusão da segunda fase dessa importante obra”, destaca Osmari de Castilho Ribas, Diretor Superintendente Administrativo da Portonave.

Segunda etapa

Para receber navios de até 400 metros, aumentando o espaço de giro atual, o Complexo precisa executar a segunda etapa de obras na Bacia de Evolução para acompanhar a nova realidade do comércio marítimo internacional, que está projetando navios cada vez maiores. Esta segunda etapa visa adequar a capacidade do Complexo para aumentar sua competitividade, pensando no futuro próximo do Complexo Portuário de Itajaí/Navegantes.

“Estamos preparando tudo para que esta segunda fase seja executada, o primeiro passo é o alinhamento junto aos órgãos ambientais para atender as delimitações necessárias, e junto a isso estamos buscando recursos para a execução da obra que vai permitir que Itajaí receba os maiores navios do mundo”, destaca o Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga.

O Prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni também comentou sobre a necessidade da próxima etapa para prosseguir o desenvolvimento do Complexo Portuário:

“Sem dúvida, a Nova Bacia de Evolução foi uma das maiores conquistas que nós alcançamos para o nosso Porto e todo o complexo, para que ele pudesse se adequar ao grande mercado internacional da navegação desses novos tempos. Cada vez mais vem se tornando evidente a importância e necessidade de nos prepararmos para as obras da segunda etapa, objetivando e concretizando em definitivo esse projeto estratégico e tão fundamental para o Porto de Itajaí”, conclui Volnei.

Empresa incubada na Univali desenvolve soluções para validar documentos jurídicos

A DataCertify, empresa incubada na Incubadora Tecnológica e Empresarial (ITE), mantida pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (Uniinova) da Vice-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), prepara-se para lançar no mercado um sistema para certificar e conferir validade jurídica para documentos, áudios, vídeos e imagens que serão utilizados como prova em processos judiciais ou extrajudiciais de forma prática e confiável, por meio do uso da blockchain.

  


Desenvolvida por Gabriel Pessotti da Silva e Jenifer Carina Pereira, egressos do curso de Direito e alunos do Mestrado em Ciência Jurídica da Univali; e Vinícius Almeida dos Santos, egresso do curso de Ciência da Computação e aluno do Mestrado em Computação Aplicada da Univali, o sistema oferecerá mais uma opção de meios de produção de prova para advogados.
 
Para o desenvolvimento da proposta a equipe identificou que a exigência da elaboração de ata notarial além de moroso exige um alto investimento. A solução da empresa então usa a tecnologia como forma de garantir imutabilidade e confiança à prova que será utilizada. A expectativa do grupo é finalizar os testes nos próximos meses e, na sequência, iniciar as vendas de sua solução.
 
Gabriel Pessotti da Silva conta que o período de incubação no ITE/Univali tem sido fundamental para o desenvolvimento da empresa: "Por meio das mentorias constantes, conseguimos seguir uma constância de trabalho – desde a construção de modelo de negócio, às ferramentas que utilizaremos para efetivar as vendas do serviço", resume.
 
Incubadora da Univali oferece suporte técnico e gerencial
 
O Programa de Incubação da Incubadora Tecnológica e Empresarial (ITE) oferece suporte às startups na estruturação de seu negócio e em sua conexão com clientes e investidores, contribuindo para aumentar a taxa de sucesso dos pequenos empreendimentos inovadores, além de auxiliar na geração de empregos qualificados, facilitar a criação e a exploração de novas tecnologias e modelos de negócio.
 
Entre os apoios oferecidos pela Incubadora estão a disponibilização de suporte técnico e gerencial aos empreendimentos incubados por meio de equipe de profissionais qualificados e disponíveis para oferecer cursos, workshops e consultorias; além de orientações sobre depósito de patentes, registro de marcas e outras modalidades de propriedade intelectual.
 
Os critérios de avaliação das propostas apresentadas consideram a relevância do problema tratado e abrangência do benefício, caso ele seja resolvido; o potencial de inovação da solução e ideias de negócio; a credibilidade do modelo de negócio e do protótipo apresentado; a viabilidade econômica percebida; e a capacidade técnica e gerencial da equipe do projeto e de arguição da equipe do projeto na entrevista.
 
O processo de seleção é realizado em fluxo continuo. O edital com mais informações para ingresso no ITE/Univali pode ser conferido em www.univali.br/uniinova.

Escola de Negócios da Acibalc promove curso com tema Liderança e Gestão de Pessoas

A Escola de Negócios da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc), em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), acabam de abrir inscrições para o curso Liderança e Gestão de Pessoas. Ao todo serão quatro aulas online com carga horária de doze horas, nos dias 29 de abril, 06, 13 e 20 de maio, das 18h30 às 21h30.
O curso é composto por quatro módulos complementares com temas como o Desenvolvimento e Liderança no dia 29 de abril, ministrado pelo administrador de empresas, Fred Cabral, Recrutamento e Seleção no dia 06 de maio, com a psicóloga Rovania Santos, Feedback no dia 13 de maio, com a psicóloga Danúbia Emmel, além de Gestão de Clima Organizacional, no dia 20 de maio, ministrado pelo mestre em administração, João Anselmo.
Segundo o Presidente da comissão da Escola de Negócios, Sandro Luis Marques, o curso é indicado para gestores de RH, líderes de equipes, coordenadores e CEOs das empresas. “De acordo com a pesquisa aplicada com nossos associados essa é uma das grandes dores dos empreendedores, por isso a Acibalc buscou referências do mercado junto à ABRH para a realização deste curso. É uma oportunidade para todos aqueles que exercem liderança, aprenderem técnicas para gerir pessoas de maneira eficaz”, destaca.
De acordo com o Conselheiro Fiscal da Acibalc e membro da comissão da Escola de Negócios, Alexandre Werner, a ideia é responder a demanda dos associados da entidade. “Construímos um curso de quatro módulos com profissionais que possuem notório conhecimento na área para ajudar nossos empresários. É desafiador fazer gestão de pessoas, por isso queremos desenvolver cada vez mais cursos e parcerias com instituições como a ABRH”, ressalta.
O curso é uma realização da Escola de Negócios da Acibalc e Associação Brasileira de Recursos Humanos de Itajai (ABRHSC) e conta com o apoio CoBlue, Conjel Contabilidade, Credifoz, Digisys, Dinâmica, Clínica São Lucas, Hotel Sibara Flat & Convenções, Sicoob MaxiCrédito, UniAvan e Unimed Litoral.
Para associados do sistema Facisc e ABRH, o valor do curso é de R$249,00. Já os não associados pagam R$349,00. Empresários interessados podem se inscrever através do link: https://app.higestor.com.br/inscricao/4387.
Mais informações no site da Acibalc: https://cutt.ly/cvsGO9F

 

5 tendências tecnológicas que devem impactar nos negócios em 2021

Por Max Carvalho, diretor de soluções e parcerias da Orange Business Services para a América Latina

Em tempos de COVID-19, um dos desafios enfrentados pelas empresas é a redução do número de trabalhadores nos locais de trabalho. Essa mudança faz com que as demandas por soluções que auxiliem na conectividade e serviços em nuvem para fornecer um bom serviço remoto aumentem. Um maior tempo dentro de casa, exige um investimento em tecnologias que, antes, não eram consideradas prioridade no setor corporativo. 
 
Com todas essas transformações, vejo como fundamental uma revisão sobre essas tendências, que serão essenciais para o ambiente de trabalho em 2021, e como elas se fundem com o mundo empresarial que está mudando em um ritmo cada vez mais rápido.
 
Colaboração
A maneira como trabalhamos mudou. Segundo uma pesquisa do Gartner a qual tive acesso, 48% dos colaboradores provavelmente continuarão desempenhando suas funções remotamente após a pandemia.
 
Colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros de negócios estão se conectando de forma remota em todo o mundo, quando desejam, de qualquer dispositivo. Este ano, mais do que nunca, as empresas têm que implementar e consolidar ferramentas que facilitem a gestão de tarefas. Devem oferecer soluções de comunicações unificadas sob medida para o negócio, que proporcionem flexibilidade e autonomia nos processos, e que por sua vez eliminem riscos e aumentem a segurança.
 
A integração de ferramentas, com hubs e dispositivos operacionais em um só lugar, vai melhorar a gestão dos espaços de trabalho digitais, incluindo os aspectos sociais. Hoje, você pode projetar espaços atraentes e flexíveis.
 
SDN para conectividade empresarial 
Até 2022, o mercado SDN deverá crescer e atingir um investimento de US$ 132,9 bilhões, de acordo com os números da Allied Market Research. Este conceito, que se soma às tecnologias de virtualização de funções de rede e WAN (SD-WAN) definida por software, permite maior eficiência no uso de recursos, agilidade e flexibilidade para fornecer conectividade, com melhor controle do desempenho da aplicação e políticas de segurança.
 
Com esta evolução da rede, o processo de gerenciamento e, até mesmo as questões operacionais, tornam-se mais simples. Um bom exemplo é a vulnerabilidade da informação, que sempre foi um fator crítico e se torna ainda mais importante com o aumento do número de dispositivos conectados e a necessidade de proteger todo o volume de dados armazenados.
 
Na prática, o SDN é um capacitador de novas tecnologias e pode ajudar a focar nas questões que impulsionam a transformação.
 
Multicloud
As empresas melhoraram a resiliência durante a pandemia, utilizando mais sistemas baseados em nuvem. A IDC estima que os gastos com hardware baseado em nuvem aumentaram 10,4% em 2020, em comparação com uma redução de 16,4% nos gastos com infraestrutura de TI tradicional.
 
Até o final de 2021, a maioria das organizações terá um mecanismo para acelerar a infraestrutura digital centrada nas nuvens. A adoção rápida criou o desafio de gerenciar eficazmente múltiplas implantações de nuvem quando o desempenho deve ser assegurado, monitorado e pago. As empresas precisam garantir que os serviços funcionem de forma rigorosa, que os SLAs sejam robustos e que os custos não fiquem fora de controle. 
 
Edge computing
É uma nova etapa na evolução da computação em nuvem, que envolve a movimentação do armazenamento e o processamento de dados remotos de servidores distantes para a ponta da rede. Assim, estas não passam mais sistematicamente pela nuvem, mas são processadas localmente, perto das pessoas ou máquinas que as produzem e/ou consomem.
 
Esta tecnologia será protagonista na corrida para atender às novas exigências dos consumidores e das empresas em matéria de baixa latência e integrações de alta velocidade. De acordo com os números do Gartner e do IDATE, já existem entre 30 e 80 bilhões de objetos conectados. 
 
O surgimento da Edge Computing está intimamente relacionado com a implantação da 5G, que fornece uma Internet móvel dez vezes mais rápida com latência de cerca de um milissegundo, bem como uma banda maior. 
 
MSI, ponto único de contato, gerenciamento e controle
Isso tudo pode ser alcançado por meio da Integração de Serviços Multisourcing ou MSI. Ou seja, a unificação de todos os serviços de uma empresa em uma única governança, utilizando processos e recursos integrados de gerenciamento de TI.
 
Com a MSI, toda a administração está focada em um único fornecedor que é responsável por qualquer incidente relacionado à TI. Isto evita os conflitos e problemas de comunicação causados pelo manuseio isolado das tarefas, em que várias empresas são responsáveis pelas diversas interfaces tecnológicas.
 
Além disso, esta gestão unificada administra todos os contratos, facilitando a sinergia e promovendo o pleno funcionamento de todas as ferramentas e, por sua vez, reúne todas as soluções das empresas contratadas pelo cliente. É como uma orquestra: os fornecedores são os instrumentos com seus diferentes tons, e a MSI entra em cena como maestro, com a responsabilidade de fazer tudo funcionar em sincronia.
 
 
Neste momento, é importante um olhar analítico para o desenvolvimento dessas tendências no meio empresarial e atenção às mudanças significativas que podem ocorrer ao longo do tempo, além das adaptações necessárias. A partir disso, será possível vislumbrar, de maneira mais concreta, como esses investimentos em infraestrutura digital são capazes de melhorar os serviços e a eficiência dentro das empresas e qual deve ser a projeção desse cenário para um período pós-pandêmico. 

Sobre a Orange Business Services
A Orange Business Services é uma empresa de serviços digitais, originalmente operadora de redes, e a divisão corporativa global do Grupo Orange. Ela conecta, protege e inova com empresas de todo o mundo, para apoiar o crescimento sustentável dos negócios. Aproveitando sua experiência em conectividade e integração de sistemas em toda a cadeia digital, a Orange Business Services está preparada para oferecer suporte a negócios globais, com soluções como redes definidas por software, serviços multicloud, gestão de dados e IA, serviços de mobilidade inteligente e segurança cibernética. Isso agrega segurança às empresas em todos os estágios do ciclo de vida dos dados, de ponta a ponta, desde a coleta, transporte, armazenamento e processamento à análise e compartilhamento.

Com as empresas buscando cada vez mais inovação, a Orange Business Services coloca seus clientes no centro de um ecossistema colaborativo e aberto. Isso inclui seus 27.000 funcionários, os ativos e a experiência do Grupo Orange, seus parceiros de tecnologia e negócios, além de um conjunto de startups cuidadosamente selecionadas. Mais de 3.000 empresas multinacionais, bem como dois milhões de profissionais, empresas e comunidades locais na França, confiam nos serviços da Orange Business Services.

A Orange é uma das principais operadoras de telecomunicações do mundo, com receita de 42 bilhões de euros em 2019 e 253 milhões de clientes em todo o mundo, em 30 de junho de 2020. A Orange está listada na Euronext Paris (ORA) e na Bolsa de Valores de Nova York (ORAN). Em dezembro de 2019, a Orange apresentou seu novo plano estratégico "Engage 2025", orientado pela responsabilidade social e ambiental. Acelerando em áreas de inovação, como serviços B2B, dados e Inteligência Artificial, o Grupo Orange se posiciona como um empregador atraente e responsável.

Para mais informações, visite www.orange-business.com/br ou siga-nos no LinkedIn, Twitter e em nossos blogs.

A marca Orange e os nomes de seus produtos ou serviços inclusos neste material são marcas registradas da Orange ou Orange Brand Services Limited.

 

Superintendência do Porto de Itajaí realiza recuperação asfáltica da retroárea pública

Visando a segurança dos trabalhadores portuários, caminhoneiros e usuários do porto, a Superintendência do Porto de Itajaí na condição de Autoridade Portuária está realizando a recuperação do pavimento asfáltico na área primária. Os esforços estarão concentrados entre os berços 3 e 4, que compreende a retroárea pública.

 

Na primeira mobilização, executada nessa terça (13), foram usados 47 m³ de asfalto para recuperar 726 m² de área. As obras estão sendo executadas pela Infrasul, empreiteira de pavimentação de Joinville, contratada e responsável através de processo de licitação.

 

“A recuperação asfáltica era um pedido dos nossos trabalhadores portuário avulsos, caminhoneiros e do operador portuário e se faz necessária e essencial para a segurança de nossas operações. Essa primeira etapa foi executada ontem e o contrato prevê ainda outras áreas para serem recuperadas”, ressalta Fábio da Veiga, Superintendente do Porto de Itajaí.

 

“Estamos retirando o asfalto das áreas mais afetadas pelo alto fluxo de caminhões e colocando o novo pavimento. É uma ação de manutenção, que é constante, deve ocorrer de forma esporádica e é inclusive uma exigência da ANTAQ (Agencia Nacional de Transportes Aquaviários)”, reforça Jucelino Santos Sora, Diretor Geral de Engenharia da Superintendência do Porto de Itajaí.

 

Ele destaca ainda que a principal motivação dessas manutenções é a segurança da vida dos nossos trabalhadores e também das mercadorias, já que um desnível no asfalto pode ocasionar um tombamento de máquina ou contêiner.

 

As operações não foram paralisadas, apenas algumas praças foram parcialmente afetadas.

 

“Iniciamos nessa terça-feira a primeira etapa, aproveitando as janelas de operação e os melhores momentos para não atrapalhar a movimentação. Por isso, o segundo dia dessa primeira etapa, que seria realizado nesta quarta-feira (14), será realizado no próximo sábado (17) ”, finaliza Fábio.

Pequenos negócios empregaram mais de 22 mil pessoas em Santa Catarina no mês de fevereiro

Um levantamento feito pelo Sebrae/SC, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério da Economia, demonstra que os pequenos negócios foram responsáveis por quase 70% dos empregos gerados no país no mês de fevereiro, ou seja, 275.083 empregos em regime CLT. Mesmo diante da pandemia, o resultado positivo ocorreu pelo oitavo mês consecutivo e o acumulado doano é superior ao do ano passado.

Desse número total, o saldo de empregos gerados em Santa Catarina por Micro e Pequenas Empresas foi de 22.322 mil. Em fevereiro, as Micro e Pequenas Empresas lideram a geração de empregos nos setores de serviços (8.208), indústria (7.766) e construção civil (2.680). O Estado também está entre as três Unidades da Federação que mais contrataram proporcionalmente, atrás apenas de Mato Grosso e Goiás.

Somando os meses de janeiro e fevereiro, considerando os 66.688 empregos já gerados em 2021 em todos os portes, as micro e pequenas empresas (MPE) lideram a geração de empregos no ano, correspondendo a 42.779 empregos, ou seja, 64% do saldo anual.

Esses números consolidam a recuperação expressiva, mesmo diante das dificuldades enfrentadas no cenário da pandemia, nos dois primeiros meses do ano, já se gerou 60% a mais de empregos do que todo o ano de 2020, são 42.779 em 2021 contra 26.720 empregos em 2020.

“Reforço o trabalho contínuo do Sebrae/SC em apoio às micro e pequenas empresasdo Estado, e a importância de que o segmento continue sendo amparado cominiciativas e políticas públicas. Assim, estaremos contribuindo com a geração de empregos e para a retomada da economia no país. Não há dúvidas de que as micro e pequenas empresas têm colaborado para a economia do país e do Estado em um momento de tantas incertezas e dificuldades, e os números confirmam isto”, afirma o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

Segmento

O segmento de confecção de artigos do vestuário e acessórios foi o que mais gerounovos empregos em Santa Catarina no acumulado do ano, com 7.697 empregos gerados até fevereiro/2021.

 
Regiões

Quando comparados os resultados do mês de fevereiro de 2021 ao mesmo período do ano anterior, percebe-se que as MPE das regiões do Grande Oeste foram as que tiveram predominantemente resultados inferiores ao ano anterior.

No entanto, em todas as demais regiões os resultados foram melhores que no ano passado, com destaque para as regiões do Vale do Itajaí (+149,09%) e Grande Florianópolis (+118,07%).  Na média geral do Estado, o aumento foi de 78,22%.

Entre as cidades, no acumulado de empregados em 2021 até o mês de fevereiro, Joinville se destaca como a cidade em que as MPE mais geraram empregos, com 3.191 postos de trabalho. Contudo, considerando todos os portes, em que entram as médias e grandes empresas, Blumenau é a cidade que mais gerou empregos em Santa Catarina.

Outro avanço neste ano é de que já são 16 as cidades no Estado que geraram mais de mil empregos em 2021, marca que não foi superada em 2020, mesmo após 12 meses, o número ficou restrito a 14 municípios.

OCDE, sustentabilidade e economia digital em debate sobre comércio exterior de serviços

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) realizará o 12º Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (Enaserv 2021) no próximo dia 28 de abril, no formato virtual, abordando temas como os seguintes: Os serviços na expansão do comércio exterior brasileiro e na adesão à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); A nova era dos serviços globais; Exportação de serviços gera economia sustentável e empregos qualificados; A internacionalização do estilo Brasil para exportar; Servicificação, comércio e economia digital, entre outros.

O tema central do Enaserv desse ano é Tecnologia no comércio exterior de serviços. A programação contará com 10 painéis e 17 palestrantes - figuras renomadas do governo, iniciativa privada e entidades representativas do comércio exterior de serviços. O programa segue abaixo do release e também pode ser acessado pelo site  http://enaserv.com.br.

“O Enaserv 2021 vai trazer evidências e boas práticas do comércio exterior de serviços de várias partes do mundo e discutir propostas aqui para o país, respeitando as condições e a vocação brasileira. A força do setor de serviços na nossa economia pode ajudar o Brasil a finalmente entrar na OCDE? Quais vão ser os impactos da pandemia do coronavírus no ambiente de negócios doméstico e global?  Teremos os melhores especialistas para debater esses temas”, atesta José Augusto de Castro, presidente executivo da AEB.

Para evitar a transmissão da Covid-19, o evento será inteiramente online. Gratuito, o Enaserv exige apenas inscrição prévia pelo site http://enaserv.com.br.

Sobre o Enaserv

Há 12 anos e sempre no mês de abril, a AEB reúne empresários, executivos, acadêmicos e autoridades do comércio internacional de serviços para discutir os temas mais atuais e antecipar tendências do mercado global. Um dos principais eventos de comércio exterior do país, o Enaserv tem entre seus objetivos inserir as demandas do segmento na agenda governamental, enquanto paralelamente, estimula seu desenvolvimento na iniciativa privada. A grande missão é valorizar e tornar cada vez mais competitivo o comércio internacional de serviços.

Sobre a AEB

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) é uma entidade privada sem fins lucrativos que congrega as empresas exportadoras e importadoras de bens e serviços, bem como as de atividades de apoio ao comércio exterior. Há mais de meio século atua em assuntos relevantes para a promoção de diversos segmentos da cadeia de negócios com o mercado externo, sempre atenta a conciliar as demandas dos associados ao interesse público. A AEB apresenta ao governo federal demandas e sugestões de políticas e medidas para incentivar as exportações e estruturar encontros que tracem diretrizes e estreitem diálogos entre empresários do setor e entidades governamentais.

ENASERV 2021

12º Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços

28 de abril de 2021

Formato online

Inscrições obrigatórias: http://enaserv.com.br

       PROGRAMA DO 12º ENASERV

 

 Horário

Atividade

 

8h-9h

 

Credenciamento

 

9h-10h

 

Solenidade de Abertura

 

- José Augusto de Castro, presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB);

 

- José Roberto Tadros, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC);

 

- Carlos Melles, diretor presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae);

 

- Rubens Medrano, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP) e presidente da Associquim/Sincoquim;

 

- Roberto Fendt Junior, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, que proferirá palestra sobre A importância dos serviços na expansão do comércio exterior brasileiro e na adesão à OCDE.

 

10h -10h30

 

Painel 1: Exportação de serviços gera economia sustentável e empregos qualificados

 

Palestrante: Júlio César Talon, presidente da GE CELMA.

 

10h30 -11h 

 

Painel 2:  Apex-Brasil e a tecnologia no contexto das exportações de serviço

 

Palestrante: Sérgio Ricardo Segovia Barbosa, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).  

 

11h -

11h30

 

Painel 3: Servicificação, comércio e economia digital

 

Palestrante: Jorge Arbache, vice-presidente do Setor Privado no Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), em Lima, Peru.

 

11h30 -

12h

 

Painel 4:

 

Palestrante 1: Constanza Negri Biasutti, gerente de Diplomacia Empresarial e Competitividade do Comércio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

Servicificação e Regimes de Processamento para Exportação: Propostas para o Brasil

 

Palestrante 2: Renato Agostinho da Silva - subsecretário de Operações de Comércio Exterior da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

 

Servicificação e Regimes de Processamento para Exportação: Evidências Internacionais.

 

12h - 14h

 

Intervalo para almoço

 

Horário

Atividade

 

14h – 14h30

 

Painel 5: As pequenas empresas e a exportação de serviços

 

Palestrante: Gustavo Reis Melo, analista de Competitividade do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

 

14h30 – 15h

 

Painel 6: Como a FINEP apoia a Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil

 

Palestrante: Maurício Alves Syrio, superintendente da Área de Inovação 2 da FINEP.

 

15h - 15h30 

 

Painel 7: A nova era dos serviços globais.

 

Palestrante: Javier Peña Capobianco, secretário Geral da Associação Latinoamericana de Exportadores de Serviços (ALES), Montevidéo, Uruguai.

 

15h30 - 16h 

 

Painel 8:  

 

Palestrante 1: Hérlon Brandão, subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

 

Estatísticas sobre o comércio exterior de serviços brasileiro: nova metodologia baseada em recomendações internacionais.

 

Palestrante 2: Paulo Guerrero, coordenador de Acesso a Mercados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

 

Acordos comerciais envolvendo serviços: situação atual e impactos sobre o ambiente nacional de negócios.

                   16h – 16h30

 

Painel 9: A cooperação internacional da Embrapa.

 

Palestrante: Celso Moretti, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 

16h - 17h 

 

Painel 10: Softpower: a internacionalização do estilo Brasil para exportar bens e serviços.

 

Palestrante: Daniel Neves, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Instrumentos Musicais e Audio (Anafima).

 

17h – 17h15

 

Encerramento

 

Rubens Medrano, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP) e presidente da Associquim/Sincoquim.

 

José Augusto de Castro, presidente executivo da AEB.

 

 

Indústria de Santa Catarina puxa dois novos recordes de consumo de Gás Natural

No mês de março, o consumo de Gás Natural registrou recorde de média diária de vendas, com 2.150.686 m³/dia e recorde de volume mensal comercializado, que foi de 66.671.254 m³.  O resultado de vendas diárias é 0,16% superior ao mês anterior, fevereiro, quando já havia sido registrado o último recorde. Além disso, o volume médio do mês é 8,58% superior do que o comercializado no mesmo período em 2020.

 

Entre os setores que utilizam Gás Natural, o destaque no consumo foi da indústria. O setor consumiu 26,81% a mais quando comparado a março de 2020, 12,05% acima de março de 2019 e 0,8% acima do mês anterior, fevereiro último. As indústrias são responsáveis atualmente por mais de 80% de todo o Gás Natural comercializado em Santa Catarina.

 

Com essa sequência de recordes, a SCGÁS se aproxima de 12 bilhões de m³ de Gás Natural distribuídos desde o início de sua operação, no ano 2000. Até 2025, a Companhia projeta comercializar cerca de 25% a mais do que os últimos períodos, uma média de 2.513.547 m³ por dia de Gás Natural.

  

Entre os usuários de GNV (Gás Natural Veicular) o resultado do mês de março também foi positivo. As vendas registradas ficaram 20,62% acima do mesmo mês no ano passado. As unidades residenciais, que somam quase 16 mil clientes, consumiram 10,67% a mais do insumo quando comparado a março de 2020. O valor é ainda mais expressivo quando comparado a março de 2019, com aumento de 27,87% no consumo.

VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA: ITAJAÍ NO TOPO DO RANKING NACIONAL

Em março, o mercado imobiliário residencial em Itajaí teve a maior valorização do País, conforme divulgado em abril pelo Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades brasileiras. A variação foi de +1,56%, fechando o mês com preço médio do metro quadrado residencial em R$ 6.632,00. No acumulado do ano, ou seja, referente aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2021, Itajaí ocupa a segunda posição no ranking nacional, com variação positiva de 3,78% e atrás apenas da capital alagoana, Maceió, que fechou o trimestre com variação positiva de 4,75%. Desenvolvido em parceria pela Fipe e pelo Grupo ZAP, o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados acompanha o preço médio de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras com base em anúncios da Internet.


Para o Sinduscon da Foz do Rio Itajaí, os números revelam o aquecimento do mercado imobiliário e sua importância econômica, principalmente neste momento de pandemia em que tantos setores produtivos têm sido afetados. O presidente do Sinduscon, engenheiro civil e empresário Bruno Pereira, comenta os números da pesquisa divulgada. “Conforme os relatórios do Índice FipeZap, temos vindo num crescente de valorização mensal nos últimos três meses, e este crescimento gera um círculo virtuoso de negócios, com mais movimentação econômica e geração de emprego e renda”, afirma.


Na avaliação do presidente, Itajaí tem uma construção civil forte, sustentada na qualidade de seus empreendimentos, nos investimentos constantes em qualificação de mão de obra e em projetos arrojados. “Além disso, a localização estratégica de Itajaí, aliada à qualidade de vida que oferece, torna o investimento imobiliário na cidade um excelente negócio”, finaliza.

FG Empreendimentos concluiu nesta semana a fundação do Grand Place Tower

Reconhecida por projetos imponentes e que cada vez mais contribuem para o crescimento de Balneário Camboriú, a FG Empreendimentos concluiu esta semana a fundação do Grand Place Tower, seu novo pré-lançamento.

A fundação e os blocos do empreendimento correspondem a um prédio de nove andares. Para concretagem das estacas e blocos foram utilizados 286 toneladas de aço e 4334 m³ de concreto - o que corresponde a quase 542 caminhões betoneiras.

Sergio Leite é eleito presidente do Conselho de Administração da ABM

A chapa Resiliência foi eleita para o Conselho de Administração da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração – ABM, gestão 2021/2023. Na votação realizada entre os dias 5 e 8 de abril, a chapa recebeu 99% dos votos.
Liderado por Sergio Leite de Andrade, CEO da Usiminas, os novos membros do Conselho de Administração tomarão posse no dia 28 de abril, em cerimônia 100% online.

“É com muita honra e com um grande senso de responsabilidade que recebo a incumbência de presidir o Conselho de Administração da ABM. Tenho a satisfação de integrar esta Entidade desde a década de 70, ainda estudante de Engenharia Metalúrgica, seguindo os passos de meu pai, que se associou nos anos 40”, relembrou Sergio Leite.

Destacando a contribuição que a Associação vem dando, há mais de sete décadas, à indústria e à academia, o novo presidente do Conselho disse que “as ações promoveram o desenvolvimento de profissionais e das empresas brasileiras e tem um imenso potencial para contribuir com intensidade com o país”.

“O Brasil tem desafios muito complexos pela frente. Questões urgentes como as Reformas Tributária e Administrativa, entre tantas outras, se somam às emergências dos impactos da pandemia para toda a população, exigindo ainda mais mobilização por parte das empresas, das entidades e da sociedade em geral. Na ABM vamos prosseguir atuando com muita energia para continuar escrevendo nossa história de superação e desenvolvimento do Brasil.”, conclui Sergio Leite.

Veja abaixo a formação completa do novo Conselho de Administração:

Presidente: Sergio Leite de Andrade                  
Vice-presidente: Marcos Eduardo Faraco Wahrhaftig

Representantes das Empresas Mantenedoras:
Américo Ferreira Neto – USIMINAS
Augusto Cesar Ferreira Lara – VILLARES METALS
Celso Freitas – RHI MAGNESITA
Erick Torres Bispo dos Santos – ARCELORMITTAL TUBARÃO
Frederico Ayres Lima – APERAM
Lucas Vieira Penna – ARCELORMITTAL SUL FLUMINENSE
Mauricio Metz – GERDAU
Paulo de Tarso Rossi Haddad – CBMM
Paulo Roberto Bandeira – VALE
Rodrigo Alvarenga Vilela – SAMARCO
Titus Friedrich Schaar – TERNIUM

Representantes dos Associados Pessoas Físicas, atuantes em instituições de ensino, pesquisa, ciência e tecnologia:
Antônio Cezar Faria Vilela – UFRGS
Fernando Cosme Rizzo Assunção – PUC-Rio
Fernando José Gomes Landgraf – USP
Ieda Maria Vieira Caminha – INT
José Carlos D’Abreu – PUC-Rio
Mauricio Covcevich Bagatini – UFMG
Paulo Santos Assis – UFOP
Ricardo Henriques Leal – UFF
         
Representantes de Associados Pessoas Físicas:
Ayrton Filleti
Carlos Sadao Shiratsu
José Herbert Dolabela da Silveira
Vânia Lúcia de Lima Andrade

Sobre a ABM

A ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração é uma associação civil sem fins lucrativos, cujo objetivo é congregar pessoas físicas e jurídicas visando ações coletivas que promovam o desenvolvimento das pessoas, a evolução técnico-científica e a inovação em processos, produtos e gestão nas suas áreas de atuação.

Desde que foi fundada, em 1944, desenvolve inúmeras ações para assegurar e fortalecer a competitividade das empresas, fomentando a difusão do conhecimento técnico-científico.

Visando, principalmente, a qualificação dos recursos humanos como fator preponderante para que as organizações possam implementar inovações, a ABM disponibiliza um amplo acervo documental e editorial, um calendário anual de eventos (congressos, seminários, simpósios e workshops), premiações e cursos de capacitação.

Essas atividades geram centenas de contribuições técnicas, além de promover o intercâmbio de informações e o inter-relacionamento dos profissionais da indústria, professores, pesquisadores e estudantes.

Seu corpo associativo é composto por empresas, instituições, universidade e pessoas físicas ligadas aos setores de metalurgia, materiais e mineração.

Acibalc promove bate-papo para compartilhar vivências do empreendedorismo jovem

A Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc), por meio do Núcleo Jovem Empreendedor, realiza na próxima quinta-feira, 15 de abril, um bate-papo com o empresário Caique Jorge, focado em experiências do empreendedorismo jovem. A iniciativa é gratuita e acontece a partir das 19h15, via Google Meet: https://meet.google.com/fro-mzzj-xvf.
Durante o encontro, o proprietário do Yor Burger, Caique Jorge, irá compartilhar sua trajetória no empreendedorismo, seus maiores desafios, oportunidades, dar dicas para empresários iniciantes e relatar suas experiências como um jovem empreendedor.
De acordo com o Coordenador do Núcleo Jovem, Euclides Balbinot Junior, o encontro tem o intuito de fazer com que os participantes saiam inspirados em fazer o diferente. “Esse tipo de ação reforça nosso propósito de gerar conexões entre jovens empreendedores, fomentar novos conhecimentos baseados em vivências e apresentar novas perspectivas de negócios através do associativismo”, destaca.

 

Mais de 70% das indústrias enfrentam dificuldades em obter insumos e matérias-primas, aponta CNI

As indústrias brasileiras continuam com dificuldade em obter insumos e matérias-primas nacionais e importadas e de atender seus clientes. De acordo com o levantamento mais recente realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 73% das empresas da indústria geral (extrativa e de transformação) e 72% das empresas da indústria da construção encontram dificuldades em obter os insumos e matérias-primas produzidos no Brasil. A sondagem foi feita com 1.782 empresas ao longo de fevereiro. Os percentuais permanecem próximos dos registrados em novembro de 2020, quando 75% e 72%, respectivamente, observaram esse problema. 
 
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, explica que, diante disso, as expectativas de normalização das cadeias das produtivas nacionais, inicialmente previstas para este semestre, foram frustradas. Assim, 37% das empresas esperam que a situação se normalize nos próximos três meses, 42% preveem melhora apenas para o segundo semestre e 14% só veem um cenário mais positivo em 2022.
 
De acordo com a pesquisa, 65% das empresas da indústria geral que utilizam insumos importados, estão com dificuldades para conseguir insumos, mesmo pagando mais caro. Esse percentual sobe para 79% das empresas no setor de construção que precisam importar insumos ou matérias-primas.
 
“Essa desestruturação das cadeias produtivas ainda é resultado das enormes incertezas que a economia atravessou na primeira onda. A compra de insumos pelas empresas foi cancelada e os estoques foram reduzidos, um movimento que atingiu praticamente todas as empresas das cadeias de produção A rápida retomada da economia no segundo semestre de 2020 não pode ser acompanhada no mesmo ritmo por todas as empresas o que gerou dificuldades nos diversos elos da cadeia”, explica Robson Andrade.
 
Segundo ele, adicionalmente, a desvalorização do real tornou as exportações mais atrativas e redirecionou parte do fornecimento de matérias-primas, insumos e produtos finais ao mercado internacional e aumentou o custo dos insumos e matérias-primas importados para as indústrias brasileiras. “O resultado foi um aumento ainda mais acentuado de preços e uma dificuldade ainda maior de obter os insumos e matérias-primas”, afirma o presidente da CNI.
 
13 setores industriais têm mais da metade das empresas com dificuldades para atender clientes 
 
Como consequência, em fevereiro de 2021, 45% das empresas da indústria geral (transformação e extrativa) afirmaram ter dificuldade em atender parte da demanda. O percentual é menor que os 54% observados em novembro de 2020 e próximo aos 44% observados em outubro. Na indústria da construção, 30% das empresas relatam dificuldade em atender a demanda, percentual similar aos 31% observados em novembro e maior que os 19% observados em outubro de 2020.
 
Entre os 26 setores de atividade da indústria de transformação considerados na pesquisa, em 13 pelo menos 50% das empresas tiveram dificuldades para atender para atender sua demanda em fevereiro de 2021.
 
No setor Informática, eletrônicos e óticos, por exemplo, a falta de insumo atingiu 69% das indústrias em fevereiro deste ano. Em novembro do ano passado, afetava 42% das empresas do setor. Além desse setor, entre os setores com mais dificuldade para atender sua demanda estão: Metalurgia, Veículos automotores, Máquinas e equipamentos, Móveis, Têxteis, Celulose e papel, Madeira, Máquinas e materiais elétricos, Produtos de metal, Material Plástico, outros equipamentos de transporte e produtos diversos.

 

Ferrovias: necessidade e desafio do Centro-Oeste

Frederico Bussinger

Em NOV/17 reuniram-se em Nova Mutum, coração geográfico do Mato Grosso, dirigentes dos governos estadual e federal, parlamentares e técnicos a convite de gestores e lideranças dos 18 municípios da região: 500 mil habitantes; R$ 75,8 mil de renda per capita (algo como o dobro da brasileira).
Em pauta as limitações que começavam a ser sentidas para prosseguimento de expansões das safras de grãos e algodão, já então de 17 Mt/ano; além de 60% da produção de suínos do Estado. 
Os programas de “PPP-Caipira” tinham viabilizado extensa rede de estradas vicinais, mas “eixos troncais de alta capacidade”, base para uma “logística mais eficiente e compatível com o potencial produtivo da região”, tornavam-se imprescindíveis. Esse diagnóstico-síntese fundamentava a principal reivindicação da “Carta de Nova Mutum”, aprovada ao final do evento: um acesso ferroviário; fosse pela extensão da Rumo (que acabara de chegar a Rondonópolis - 700 km distante), pela Fico/Fiol, pela Ferrovia Paraense (então em projeto), ou pela Ferrogrão que, “se implantadas, muito contribuirão para dar uma nova espinha dorsal ao arranjo logístico hoje existente”.
Incidentalmente a FGV-Transportes vem de promover webinar para discussão de tema similar; só que agora em escala ampliada: o Centro-Oeste, este responsável por 48% da produção nacional de grãos (123,9 Mt na última safra; 127,9 Mt projetadas para a de 21/22, segundo Boletim da CONAB divulgado ontem). Só para MT (60 % do Centro-Oeste e 29 % do Brasil) o “Outlook-2030” do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária – IMEA projeta quase a duplicação dessa produção (75,6 para 125,6 Mt/a) entre 2020-30; além de 7,23 Mt/a de algodão e proteína animal. E há, ainda, que se considerar a mineração.
Ou seja, esse o tamanho do desafio: prover, em 10 anos, logística para viabilizar a produção e escoamento de quase 60 Mt/ano do MT, possivelmente 90-100 Mt/a do Centro-Oeste (supondo expansão similar nos demais estados - hipótese bem plausível). A título de comparação, algo como o dobro da exportação de soja (grãos e farelo) e milho pelo Porto de Santos ano passado: 42,2 Mt. Dito de outra forma: é implantar-se uma capacidade logística 1,5 vezes a atual; sem o que as expansões previstas podem não se concretizar. Nada, pois, pode ser desconsiderado: rodovia, ferrovia, hidrovia e aéreo. 
Os 3 projetos ferroviários seguem na mesa: extensão da Rumo, Fico/Fiol e Ferrogrão. Há algum sombreamento, mas cada qual foca uma região produtora: respectivamente, centro-sul (região das chapadas; cerrado); nordeste (Vale do Araguaia) e noroeste (Eixo do Tapajós); centenas de km entre si. 
Seus projetos e modelagens estão em estágios distintos, e cada uma tem suas questões específicas a serem superadas para se tornar realidade; como debatido no webinar. i) No caso da Ferrogrão, processo sustado até decisão final do STF, foi proposto um realinhamento estratégico, inclusive em função de outro projeto do próprio Governo Federal; a concessão da BR-163: a implantação da ferrovia seria postergada, e a rodovia teria projeto requalificado e prazo de concessão ampliado. ii) No da Rumo há controvérsias sobre a possibilidade de celebração de aditivo estendendo a malha concessionada por mais 600 km. iii) E no da Fico, projeto concebido com investimentos cruzados de renovação antecipada, e com obras anunciadas, estuda-se reconfigurá-la para se tornar um corredor articulado com a Fiol. 
De comum aos 3 projetos ferroviários, todavia, as dificuldades para licenciamento ambiental, estruturação financeira e, principalmente, acesso aos portos; essencial pela vocação exportadora do Centro-Oeste: respectivamente Porto de Santos, terminais (ETCs) de Miritituba/Santarem-PA, São Luis/Alcântara-MA e, ainda, em perspectiva, Barcarena-PA e Ilheus-BA.
Problemas? Muitos! Mas bons problemas ... a nos desafiar e nos animar enquanto cidadãos e nação.

SCGÁS se manifesta sobre o aumento do Gás Natural anunciado pela Petrobras

A distribuidora de Gás Natural em Santa Catarina, cuja supridora atual é a Petrobras, informa aos usuários que os efeitos do aumento médio na aquisição do insumo a partir de maio, anunciado recentemente pelo supridor, refletirá nas tarifas praticadas aos segmentos a partir de julho desse ano. Conforme mecanismo regulatório de precificação estabelecido no Estado (Conta Gráfica), o repasse das variações dos custos de aquisição do gás para as tarifas ocorre ordinariamente em julho e em janeiro.  
 
Além disso, a distribuidora ressalta que os efeitos na tarifa são regulamentados pela ARESC (Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina) a quem cabe a devida homologação das tabelas tarifárias, que serão divulgadas no final do mês de junho do atual exercício.
 
A SCGÁS destaca também que encaminha mensalmente para a Agência Reguladora todas as informações relativas ao custo de aquisição do gás natural e, após verificação, as informações são publicadas no site da Agência e da SCGÁS. 
 
A SCGÁS entende os desafios socioeconômicos impostos pela pandemia e reforça a nota pública divulgada pela Abegás, ressaltando que os aumentos praticados pelo agente supridor não geram benefícios ao setor de distribuição. Ao contrário, afetam a vantagem econômica do Gás Natural, importante instrumento para a competitividade de diversos ramos da indústria consumidora do insumo. 
 
Por fim, o aumento no custo do gás para as distribuidoras segue a fórmula estabelecida em contrato, prevendo a correção de acordo com as variações na cotação do dólar e do petróleo do tipo Brent. Essas variações afetam também outros combustíveis, como a gasolina e o diesel, e insumos e matérias primas, como os plásticos.

 

Fraudes bilionárias são aplicadas utilizando indevidamente nomes de marcas famosas no Brasil

O mercado está passando por uma grande reviravolta. Além das crises sanitária e econômica, diversas fraudes estão sendo identificadas e envolvem o uso indevido de marcas famosas. Os dados fazem parte de um estudo inédito realizado pelo Empresômetro, empresa de bussiness intelligence, spin-off do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), e mostram que desde o início da pandemia os golpes aplicados já ultrapassam a marca dos R$ 2 bilhões.

O estudo apontou três tipos de golpes, que são o do uso indevido de marca famosa, o do e-commerce e golpe nos IPOs da Bolsa de Valores. Essas situações acontecem a partir das falhas no sistema de monitoramento e da falta de análise mais criteriosa pelos agentes de mercado das operações envolvidas nas transações de produtos, mercadorias e serviços. “A pandemia potencializou a existência de crimes cibernéticos, corrupção, peculato, contrabando e estelionatos, permitindo o enriquecimento ilícito, de vários atores do mercado. No total estes três tipos de golpes totalizaram mais de 530 situações analisadas”, ressaltou o head de estudos do Empresômetro, Dr. Gilberto Luiz do Amaral.

Golpe de Uso Indevido de Marca Famosa

Neste tipo de golpe é criada uma empresa no exterior, especialmente em um paraíso fiscal, utilizando o nome de uma marca famosa. No Brasil, os estelionatários abrem em uma das Juntas Comerciais uma empresa brasileira com sócio estrangeiro e colocam no meio da razão social o nome da marca famosa seguida da expressão “do Brasil Ltda”.

O levantamento detectou que, desde o início da pandemia, já foram constituídas mais de 2.400 empresas estrangeiras no Brasil. Dentre estas, 18 foram identificadas utilizando indevidamente o nome de marca famosa. “Essa é uma forma de confundir o mercado. Quando essas empresas estão com todos os documentos alugam um imóvel no mesmo prédio em que está sediado o grupo proprietário da marca famosa utilizada na razão social. Além disso, criam várias filiais em diferentes estados e emitem nota fiscal eletrônica para muitas empresas e órgãos públicos que não possuem inscrição estadual, e não ficam sabendo deste faturamento fraudulento. Com o estratagema, os golpistas obtêm crédito junto a instituições financeiras, fazem compras a prazo de mercadorias, insumos, produtos eletrônicos, veículos, máquinas e equipamentos. Como resultado, não pagam as dívidas, vendem os bens adquiridos e ainda fraudam as apólices de seguro para receber indenizações”, afirmou Amaral. 

Golpe do e-commerce

Para a artimanha são utilizadas as técnicas do Golpe do Uso Indevido da Marca Famosa ou a criação de uma empresa com documentos extraviados ou vazados pelos bancos de dados de grandes instituições e até mesmo do governo. Desta forma cadastram-se nas plataformas de marketplaces e passam a anunciar e vender a suposta mercadoria. No início tudo parece normal como qualquer outra loja virtual, vendendo e entregando as mercadorias no prazo, com o intuito de adquirirem uma classificação positiva por parte dos consumidores e ludibriar os sistemas de monitoramento dos marketplaces. Com isso adquirem suposta credibilidade para anunciar produtos de maior valor, atraindo muitos mais interessados. Após certo tempo, param de entregar os produtos vendidos, causando prejuízo a milhares de consumidores que pagaram antecipadamente pelas compras.

Golpe nos IPOs da Bolsa de Valores

Uma das formas de aumentar o valor de mercado de uma companhia que pretende fazer o IPO (Oferta Pública Inicial, em português) é a aquisição de empresas menores que supostamente agreguem vantagens à operação da ofertante. Os golpistas se aproveitam disso e preparam pequenas empresas com existência e regularidade de muitos anos, registrando marcas e patentes em seu nome, ou providenciando o registro nas agências reguladoras.

Assim, os golpistas oferecem para a companhia que abrirá o capital a transferência das quotas sociais por um determinado valor, mas com um laudo de avaliação bem maior do que o acordado. A companhia que irá realizar o IPO registra contabilmente a operação de aquisição pelo valor extraordinário do laudo, gerando ágio e, consequentemente, elevando o seu patrimônio. Isso gera maior atratividade e valor perante os fundos internacionais e demais interessados na compra inicial de ações. Porém, após a abertura do capital, há a desmobilização paulatina do investimento, com prejuízo. Com o passar do tempo, as ações vão se ajustando ao seu real valor, causando perdas para os primeiros investidores.

Como prevenir os golpes

O head de estudos do Empresômetro explica alguns pontos que auxiliam na prevenção dos golpes. “É necessário fazer um acompanhamento permanente das razões sociais e nomes fantasia das empresas ativas no Brasil, também é recomendável que os titulares requeiram junto ao INPI o reconhecimento de Marca de Alto Renome, para inibir que terceiros façam o uso indevido. Além disso, para atenuar o risco de perda em concessão de crédito é indispensável o rastreamento das notas fiscais eletrônicas e cruzamento com os conhecimentos de transporte eletrônico das mercadorias, como também o levantamento amostral dos documentos fiscais das compras de insumos e mercadorias. Essas práticas também devem ser adotadas pelos marketplaces”, ressaltou.

Amaral também reforça que é importante a exigência da emissão de nota fiscal de baixa de estoque ou imobilizado com o código de perda ou roubo pelo beneficiário da indenização. “Já no caso dos IPOs, é indispensável que os analistas de mercado também conheçam as práticas da emissão e registro de documentos fiscais e façam o levantamento fiscal e comercial do histórico dos CNPJs que estão sendo incorporados”, finalizou.

Metodologia do estudo

Os resultados foram obtidos por meio da análise do histórico fiscal de 13.104 CNPJs, consultas à base de dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), sobre o registro de 783 marcas famosas e seus proprietários, análise de Notas Fiscais Eletrônicas (NFEs) e Conhecimentos de Transporte Eletrônico (CTEs) de 4.102 empresas, demonstrações financeiras, relatórios, comunicados e ofertas públicas de ações de 41 companhias que anunciaram o IPO entre janeiro de 2018 e março de 2021, 28 inquéritos policiais sobre golpes sofisticados praticados contra consumidores e empresas, 31.843 reclamações junto aos Procons Estaduais e no Serviço público monitorado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), 222 reclamações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à B3, e pesquisa de 2.428 empresas no site do Reclame Aqui.

Sobre o Empresômetro
                                                                                           
Fundado em janeiro de 2017, o Empresômetro oferece soluções de mercado B2B utilizando a mais alta tecnologia da informação, garantindo segurança na tomada de decisão dos gestores de grandes empresas, que almejam crescer com inteligência. 

Resultado de um projeto sociotecnológico do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o Empresômetro oferece soluções de inteligência de mercado que possibilitam análise de Market Size e Market Share, monitoramento de preços médios (pricing) e prospecção qualificada de clientes. 

Maior incentivo à cabotagem

                                                                                              Adelto Gonçalves (*)

A partir do governo do presidente Juscelino Kubitschek (1956/1961), houve um incentivo muito grande à indústria automobilística, que começou no mandato  do general  Eurico Gaspar Dutra (1946/1951), período em que houve investimento na abertura e ampliação de estradas de rodagem, com o aumento da importação de veículos de carga e de passeio. Foi a chamada época de ouro, que, a rigor, teve início ao final da Segunda Guerra Mundial (1939/1945), da qual o Brasil saiu com boas reservas decorrentes de exportações, principalmente de alimentos e vestuário.
Com isso, o País passou a importar mais veículos, eletrodomésticos e bens de consumo mais sofisticados, procurando imitar o american way of life. Na sequência, o governo passou a incentivar a montagem de fábricas e, para tanto, tratou de conceder incentivos não só de ordem fiscal como isenção total do imposto de importação e do imposto sobre produtos industrializados (IPI), além de ter cedido também áreas para a implantação de indústrias.
Desde então, o foco dos governos voltou-se quase exclusivamente para as rodovias, ficando os demais modais abandonados, principalmente o ferroviário, que, inclusive, contava com uma infraestrutura razoável, principalmente na ligação entre as grandes cidades. Sem investimento e manutenção, o que provocou a desativação de vários trechos com menor movimento, este modal, em poucos anos, ficou relegado a um plano secundário, o que acabou por provocar o sucateamento de equipamentos e estações.
Outro modal igualmente importante, mas que nunca teve por parte dos governos a atenção merecida, é a cabotagem, embora a costa brasileira tenha mais de 9 mil quilômetros de extensão e 99 portos e terminais marítimos. Sem contar que 70% da população vivem no Litoral. Ou seja: num país com essas dimensões e características, a multimodalidade no transporte constitui fator fundamental, pois de grande relevância estratégica e econômica, mas, infelizmente, durante os últimos 50 anos, praticamente, nada se fez para incentivar ou mesmo viabilizar a cabotagem. 
            Na verdade, hoje esse modal está nas mãos de três empresas, duas das quais estrangeiras, que operam nas condições comerciais que mais lhes convêm e sem compromisso maior com o seu desenvolvimento. De positivo, o que se pode lembrar é que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, anunciou que o Congresso Nacional deverá conjugar o projeto que institui o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem (BR do Mar), do governo federal, com a proposta de lei nº 3.129/2020, da senadora Kátia Abreu (PP/T), que propõe maior abertura à cabotagem para que o modal venha a s e desenvolver com menor custo. Aliás, uma das propostas se refere à redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o bunker, o óleo combustível destinado ao abastecimento de navios de grande porte. 
            É de se lembrar que o projeto de lei 4.199/2020, do poder executivo, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado e, agora, aguarda votação no Senado Federal. Seja como for, é imprescindível que essa nova legislação seja aprovada, pois constitui passo estratégico para o desenvolvimento do País, considerando-se que a redução de custos de transporte é fator importantíssimo para a economia de modo geral e pode representar a viabilidade ou não da venda de um determinado produto, principalmente de produtos primários, que representam o segmento q ue mais se movimenta no País, tanto das lavouras para os silos e armazéns como para a distribuição e exportação.
Portanto, não há mais como admitir que o Brasil continue dependendo tanto do modal rodoviário, que movimenta 65% dos bens, com custo estimado em 6% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo responsável por 64% dos custos logísticos, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Trata-se, evidentemente, de um equívoco da política pública de transporte que precisa ser imediatamente revisto. 

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(*) Adelto Gonçalves, jornalista, é assessor de imprensa do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional (trading company). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

Economia criativa perdeu 458 mil postos de trabalho em 2020

O setor da economia criativa perdeu 458 mil postos de trabalho na comparação do último trimestre de 2020 com o mesmo período do ano anterior. Os dados divulgados pelo Observatório Itaú Cultural indicam uma retração de 6,4% nos empregos especializados na área da cultura.

O levantamento leva em consideração funções em diversas áreas que dependem da criatividade para serem desempenhadas, não sendo uniformizadas ou passíveis de serem substituídas por máquinas. Eram 7,1 milhão de pessoas trabalhando nesse tipo de função nos últimos três meses de 2019. Número que foi reduzido para 6,6 milhões no quarto trimestre de 2020.

As áreas mais afetadas foram atividades artesanais, artes cênicas e visuais, cinema, música, fotografia, rádio e TV e museus e patrimônio. Nesses segmentos, a retração chegou a 18%. Eram 773, 9 mil pessoas com postos de trabalho nessa área no final de 2019, número que caiu para 634,2 mil nos últimos três meses de 2020.

Nas áreas de apoio às atividades criativas houve uma queda de 15% nos postos de trabalho, passando de 2,5 milhões em 2019 para 2,1 milhões em 2020.

Novos postos

Por outro lado, houve um aumento de 115 mil postos de trabalho na área da Tecnologia da Informação, o que representa uma alta de 24% no período. O segmento editorial também abriu novos postos de trabalho, um crescimento de 25%, com 23,7 mil novos empregos.

A redução de postos de trabalho afetou mais os trabalhadores informais, sem carteira assinada ou cadastro como pessoa jurídica. Nesse grupo, houve uma queda de 11% , passando de 2,8 milhões para 2,5 milhões no número de postos de trabalho.

Nos postos de trabalho formalizados, a retração ficou em 3,4%, chegando a 4,1 milhão de pessoas no final de 2020.

“Uma das razões para a retração ter sido menor é a criação de políticas de proteção ao emprego implementadas durante a pandemia, que permitiram a diminuição de carga horária e a suspensão temporária de contratos de trabalho, protegendo os trabalhadores celetistas de possível desligamento”, aponta o levantamento.

Fontes

O estudo foi feito a partir de diversas fontes oficiais como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua; a Pesquisa Anual de Serviços; a Pesquisa Industrial Anual, todas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Também foram aproveitados dados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério da Economia e do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro.

Venda de veículos cresce 15,78% em março

Em março, o emplacamento de veículos – considerando-se a venda de automóveis e veículos comerciais leves (como picapes e furgões), ônibus e caminhões – cresceu 15,78% em comparação ao ano passado. A informação foi foi divulgada hoje (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com fevereiro, houve crescimento de 13,16%, com o emplacamento de 189.405 veículos.

Quando se considera o emplacamento de todos os segmentos automotivos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), porém, o crescimento fica em 8,26% em relação ao resultado de março do ano passado, quando teve início a pandemia do novo coronavírus. Em março último, foram vendidas 269.944 unidades, com aumento de 11,52% em relação a fevereiro.

No acumulado do ano, de janeiro a março, houve queda de 6,55% na venda de todos os segmentos na comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Fenabrave, todos os segmentos automotivos continuam sofrendo com problemas de abastecimento de produtos pela indústria, afetada pela falta de peças e componentes, e pela paralisação da produção, em algumas unidades fabris.

“Os concessionários de veículos estão passando por um período muito difícil. Em 2020, quando ocorreu a primeira onda da pandemia da covid-19, tínhamos estoques, e a indústria trabalhava sem problemas de abastecimento. Hoje os estoques praticamente não existem, tanto nas concessionárias como nos pátios das montadoras. A falta generalizada de peças e componentes vem provocando a paralisação das linhas de montagem de várias montadoras, prejudicando a oferta de veículos”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Segundo Alarico Júnior, o mês de março foi mais positivo porque as vendas ocorreram em meses anteriores. “Muitas dessas vendas já tinham sido realizadas nos meses anteriores, e os clientes estavam aguardando a entrega dos veículos, pelos fabricantes, o que ocorreu em março. Isso justifica o bom desempenho do mês, mesmo com o fechamento do comércio em estados importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, disse ele, em nota.

Automóveis e comerciais leves

As vendas no segmento de automóveis e veículos comerciais leves subiu 13,69% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 177.109 unidades comercializadas. Em relação a fevereiro de 2021, houve alta de 11,93%.

4 franqueadoras concedem parcelamento, desconto na taxa de franquia e/ou isenção de royalties para facilitar investimento em novas unidades em Santa Catarina

As franqueadoras brasileiras estão mostrando que é possível crescer mesmo com a pandemia e a crise – e com consistência. Após atravessarem um ano de incertezas e períodos conturbados, marcas de segmentos distintos tomaram medidas para sustentar as unidades franqueadas existentes e voltar a expandir com novas franquias.
Em relação à expansão, com a falta de crédito bancário facilitado, as franqueadoras estão financiando por conta própria o que conseguem, com a finalidade de tornar o acesso dos novos franqueados ao negócio um pouco mais fácil. “Apesar de termos convênio com vários bancos, o acesso ao financiamento não é simples e o desconto na taxa de isenção de royalties nos primeiros meses de operação ajudam o franqueado que está começando”, comenta Roberto Kalaes, sócio-franqueador da Dr. Shape, maior franqueadora de suplementos e artigos esportivos da América Latina, com mais de 60 lojas pelo Brasil.
Para Thaís Kurita, sócia da banca Nova Prado Advogados, especializada em Franchising e Varejo, o novo franqueado deve ficar atento à estrutura da franqueadora, ao suporte oferecido e aos documentos entregues, que devem seguir a lei 13.966/19, que rege o sistema de franquias no Brasil. “Além de uma boa oferta e do financiamento que, claro, ajudam o novo franqueado a começar e são muito bem-vindos, a franqueadora precisa demonstrar ter know-how para passar ao franqueado. Se ela tem sobrevivido bem à pandemia, já é um sinal de que aprendeu várias coisas importantes – mas, é importante verificar sua saúde financeira e como está a operação das unidades franqueadas existentes antes de investir”, pondera a especialista.
Assim como a Dr. Shape, outras redes estão facilitando o acesso do franqueado ao negócio. De segmentos variados e com faixas de investimentos distintos – inclusive duas microfranquias –, elas criaram condições especiais para novas unidades em Santa Catarina, com opções para diversas cidades do estado. Conheça a proposta de cada uma delas:

Dr. Shape – A maior rede varejista de suplementos alimentares e artigos esportivos da América Latinas, com mais de 60 lojas pelo Brasil, concederá um desconto de R$ 5 mil na taxa de franquia e isenção de royalties nos três primeiros meses de operação da franquia. O valor da taxa de franquia da marca é de R$ 52 mil e, numa loja, investem-se cerca de R$ 350 mil. A Dr. Shape acaba de lançar um novo formato de franquia, com uma clínica de emagrecimento anexada à loja. A novidade já está sendo pilotada na franquia de Dourados (MS) com sucesso e, em breve, também será implantada em lojas da rede que já estão em funcionamento. A Dr. Shape tem interesse em abrir franquias em todo o Brasil.

IP School – Inglês Particular – A rede de ensino de inglês particular - que utiliza a programação neurolinguística como método para o aprendizado, dispensa material didático e personaliza as aulas particulares conforme o perfil e necessidades de seus alunos – tem dez escolas em São Paulo (capital e região metropolitana). A franqueadora parcela a taxa de franquia, de R$ 30 mil, em três vezes aos novos franqueados, tanto para as microfranquias, cujo investimento é de R$ 33 mil, quanto para as unidades físicas, com investimento de R$ 149 mil. No período de pandemia, a IP School – Inglês Particular dobrou o tamanho de sua rede: a marca iniciou 2020 com cinco unidades e, atualmente, é composta por dez, entre próprias e franqueadas.

MicroPro – A MicroPro Desenvolvimento Profissional e Comportamental, que tem 35 escolas profissionalizantes no Estado de São Paulo, parcela a taxa de franquia em três vezes para novos candidatos interessados em abrir uma microfranquia ou franquia de sua marca. Numa microfranquia (escola física para cidades de 70 mil habitantes), investem-se R$ 89 mil, com taxa de franquia de R$ 10 mil. Numa franquia, investem-se R$ 120 mil, com taxa de franquia de R$ 30 mil. Em 2020, a MicroPro tomou a decisão de não abrir nenhuma franquia. A ideia da marca foi a de dedicar-se integralmente às escolas existentes, de forma a apoiá-las no enfrentamento da crise e da pandemia. Assim, aprimorou seu sistema híbrido de aulas presenciais e online; apoiou os franqueados que decidiram reformar as escolas ou mudá-las de ponto e conseguiu atravessar o período com excelentes resultados. A MicroPro foi eleita, em pesquisa da ABF (Associação Brasileira de Franchising) a franquia do segmento de Educação com melhor índice de satisfação de franqueados na última pesquisa da entidade e, agora, é hora de voltar a crescer.

Pinta Mundi Tintas – O segmento da Construção Civil nunca esteve tão bem: a própria Pinta Mundi Tintas afirma que 2020 foi o melhor ano em faturamento de todos os 30 anos de sua existência. Com números expressivos – a rede bateu metas de 120% em alguns meses – , não é difícil entender como saiu de 20 para 50 lojas em plena pandemia. Para incentivar ainda mais o crescimento, a marca concede um desconto na taxa de franquia de 20%, para pagamento à vista e, caso o franqueado compre duas unidades franqueadas, o desconto sobe para 30%. O valor da taxa de franquia, já com o desconto de 20%, é de R$ 50 mil. Além disso, os novos franqueados recebem um enxoval de produtos extra para iniciar a operação com melhor aporte no capital de giro. O investimento numa loja compacta da Pinta Mundi Tintas inicia-se em R$ 189 mil.

Prazo para Declaração Anual de Capitais no Exterior termina hoje

Termina hoje (5), às 18h, o prazo final para a entrega da Declaração Anual de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE), relativa ao ano de 2020. O Banco Central (BC) recebe as declarações, todos os anos, de 15 de fevereiro a 5 de abril.

A declaração é obrigatória para pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no país, que detinham, no exterior, ativos de valor igual ou superior a US$ 1 milhão, em 31 de dezembro de 2020. Até o ano passado, o patrimônio a ser declarado era a partir de US$ 100 mil, mas o limite foi alterado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O preenchimento da CBE Anual é realizado por meio do sistema eletrônico disponível na página do Banco Central na internet. Entre os capitais a serem declarados estão, por exemplo, bens, direitos, instrumentos financeiros, disponibilidades em moedas estrangeiras, depósitos, imóveis, participações em empresas, ações, títulos e créditos comerciais.

Segundo o BC, o CBE contribui para avaliar o grau de internacionalização da economia brasileira. Em 2019, os ativos de empresas e pessoas físicas brasileiras no exterior chegaram a US$ 529,221 bilhões.

Quem não fizer a declaração, atrasar a entrega ou prestar informações falsas ou incorretas fica sujeito a multa aplicada pelo BC, que varia de R$ 2,5 mil a R$ 250 mil, podendo ser aumentada em 50% em alguns casos.

Para quem possui ativos externos a partir de R$ 100 milhões também deve declarar esse patrimônio a cada três meses, preenchendo a CBE Trimestral, referente a 31 de março, 30 de junho e 30 de setembro de cada ano-base.

Mais informações e auxílio sobre o preenchimento da declaração de CBE estão disponíveis no Manual do Declarante.

Menos de um terço dos contribuintes enviou declaração do IR

A menos de um mês para o fim do prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, pouco menos de um terço dos contribuintes acertou as contas com o Leão. Nas cinco primeiras semanas de envio, 10.580.505 contribuintes entregaram o documento. Isso equivale a 32,4% do previsto para este ano.

O balanço foi divulgado no início desta tarde pela Receita Federal, com dados apurados até as 11h de hoje (5).

O prazo de entrega começou em 1º de março e irá até as 23h50min59s de 30 de abril. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que propõe adiar a data limite para 31 de julho, por causa do agravamento da pandemia de covid-19. O texto, no entanto, ainda precisa ser votado pelo Senado.

Neste ano, o Fisco espera receber entre até 32.619.749 declarações. No ano passado, foram enviadas 31.980.146 declarações.

O programa para computador está disponível na página da Receita Federal na internet. Quem perder o prazo de envio terá de pagar multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

A entrega é obrigatória para quem recebeu acima de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis em 2020. Isso equivale a um salário acima de R$ 1.903,98, incluído o décimo terceiro.

Também deverá entregar a declaração quem tenha recebido rendimentos isentos acima de R$ 40 mil em 2020, quem tenha obtido ganho de capital na venda de bens ou realizou operações de qualquer tipo na Bolsa de Valores, quem tenha patrimônio acima de R$ 300 mil até 31 de dezembro do ano passado e quem optou pela isenção de imposto de venda de um imóvel residencial para a compra de um outro imóvel em até 180 dias.

Restituição

Pelas estimativas da Receita Federal, 60% das declarações terão restituição de imposto, 21% não terão imposto a pagar nem a restituir e 19% terão imposto a pagar.

Assim como no ano passado, serão pagos cinco lotes de restituição. Os reembolsos serão distribuídos nas seguintes datas: 31 de maio (primeiro lote), 30 de junho (segundo lote), 30 de julho (terceiro lote), 31 de agosto (quarto lote) e 30 de setembro (quinto lote).

Novidades

As regras para a entrega da declaração do Imposto de Renda foram divulgadas na semana passada pela Receita. Entre as principais novidades, está a obrigatoriedade de declarar o auxílio emergencial de quem recebeu mais de R$ 22.847,76 em outros rendimentos tributáveis e a criação de três campos na ficha “Bens e direitos” para o contribuinte informar criptomoedas e outros ativos eletrônicos.

O prazo para as empresas, os bancos e as demais instituições financeiras e os planos de saúde fornecerem os comprovantes de rendimentos acabou em 26 de fevereiro. O contribuinte também deve juntar recibos, no caso de aluguéis, de pensões, de prestações de serviços, e notas fiscais, usadas para comprovar deduções.

Mercado diminui projeção para crescimento da economia em 2021

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano caiu de 3,18% para 3,17%. Esta é a quinta semana seguida de redução da projeção do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A estimativa está no boletim Focus de hoje (5), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para PIB é de crescimento de 2,33%. Em 2023 e 2024, o mercado continua projetando expansão da economia em 2,50%.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, as instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para este ano, de 5% ao ano. Atualmente, a Selic está estabelecida em 2,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2022, a estimativa do mercado é que a taxa básica suba para 6% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6,50% ao ano e 6,25% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Para 2021, a expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) é de 4,81%, o mesmo da semana passada.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,52%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

A estimativa para 2021 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

No caso do dólar, a expectativa do mercado é que cotação ao fim deste ano seja de R$ 5,35. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,25.

Aprovados R$ 5,9 bilhões para financiamentos da safra 2021/22

O Conselho Deliberativo da Política do Café aprovou montante de R$ 5,9 bilhões para aplicação nas linhas de financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a safra 2021/22. São créditos para custeio, comercialização, aquisição de café, capital de giro e recuperação de cafezais. Na temporada anterior, foram destinados R$ 5,7 bilhões.

A destinação dos recursos ainda precisa passar pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Outro tema debatido foi sobre uma linha de financiamento para promoção do café brasileiro nos mercados interno e externo, com o objetivo de divulgar a qualidade do produto e buscar novos mercados consumidores.

 


Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

CNI sugere ações para tornar indústria mais competitiva na exportação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou hoje (30) uma lista com 111 medidas que, segundo a entidade, podem ajudar o setor a recuperar a competitividade no comércio exterior. As propostas estão divididas em quatro eixos: política comercial, serviços de apoio à internacionalização, ações em mercados estratégicos e cooperação internacional.

Segundo a CNI, o Brasil passa por “um dos piores momentos históricos em seu comércio de produtos industrializados com o mundo”, uma vez que a participação dos bens industriais na pauta exportadora do país atingiu, em 2020, “o pior nível em 44 anos”.

“Na última década tivemos quase US$ 40 bilhões em perdas com exportações de bens industrializados”, disse o gerente de Negociações Internacionais da CNI, Fabrizio Panzini. Segundo Panzini, a maior perda foi relacionada às exportações para a América Latina (-US$ 20,5 bilhões) e para a União Europeia (-US$ 11 bilhões).

Das 111 medidas propostas na sexta edição da Agenda Internacional da Indústria, a CNI destaca 10 que considera prioritárias para reverter a situação. Uma da propostas é o ingresso na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) se “medidas compensatórias” que incluam “a adequação da definição de subsídios, a previsão de adoção de metodologias alternativas em casos de condições anormais de comércio e mudança da definição de indústria doméstica”.

Convidado para participar da cerimônia virtual de lançamento da Agenda Internacional de 2021, o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, do Ministério da Economia, Roberto Fendt, destacou que investigações de subsídios e medidas compensatórias são ferramentas importantes para a política de defesa comercial do Brasil.

“Nesse sentido, o Ministério da Economia está empenhado em viabilizar a publicação e colocar em vigor o novo decreto de medidas compensatórias, tão logo esteja concluído esse trabalho”, adiantou o secretário.

A Agenda Internacional da Indústria propõe também melhor governança do “sistema público de financiamento e garantias às exportações” – o que, de acordo com a entidade, deve ser feito por meio do aprimoramento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e de maior autonomia do Banco do Brasil para realizar as operações do Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

Novo BNDES

A CNI defende “um novo BNDES”. Segundo a CNI, o governo brasileiro deve promulgar o acordo sobre a sede do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e “sensibilizar o Legislativo sobre a necessidade de equalização do pagamento das contribuições brasileiras ao banco referentes aos anos de 2020 e 2021”.

Para a Confederação da Indústria, também é prioridade uma reforma tributária para o comércio exterior. Segundo a CNI, tal reforma deve assegurar a imunidade tributária das exportações, eliminar a cumulatividade e o resíduo tributário nas vendas externas, resolver a questão da acumulação de créditos tributários e manter os regimes aduaneiros especiais de Drawback, Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Aduaneiro Informatizado (Recof) e Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado do Sistema Público de Escrituração Digital (Recof-Sped).

A CNI propõe ainda a revisão da Lei de Lucros no Exterior com o objetivo de eliminar a tributação do lucro das empresas brasileiras com investimentos. “Investir no exterior é uma atividade estratégica para o Brasil e o fato de as multinacionais do país pagarem mais impostos que suas concorrentes no exterior faz com que o país deixe de ter benefícios, como aumento das exportações, da inovação interna e da produtividade”, argumenta a entidade.

Mercosul e União Europeia

Outro destaque na agenda é a importância econômica do Mercosul para a indústria nacional. A CNI propõe a defesa de propostas para o livre comércio entre os países do bloco; a internalização de acordos de liberação de compras governamentais; e a ampliação da integração externa do bloco, por meio da internalização do acordo Mercosul-União Europeia que, segundo a confederação, pode aumentar em até 20% as exportações do Brasil ao bloco.

A CNI aponta ainda como prioridade a conclusão e a implementação do Portal Único de Comércio Exterior, de forma a integrar os órgãos que autorizam as operações de importação e exportação e seus respectivos controles.

Caged: Brasil gera mais de 400 mil novos empregos formais em fevereiro

O Brasil gerou 401.639 novos postos de trabalho em fevereiro deste ano, resultado de 1.694.604 admissões e de 1.292.965 desligamentos de empregos com carteira assinada. O crescimento é o maior para o mês, de acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Mais uma vez, o vigor da economia brasileira, a resiliência da economia brasileira surpreendendo as expectativas”, disse, durante coletiva virtual de divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “São 400 mil novos empregos, recorde para o mês de fevereiro, é o que indica que estamos, definitivamente, no caminho certo do ponto de vista da recuperação da atividade econômica”, completou.

O mês de fevereiro, entretanto, não contempla o período de intensificação das restrições das atividades, impostas por diversos estados e municípios para o enfrentamento à nova onda de casos de covid-19. Nesse sentido, para Guedes, o foco do governo agora deve ser a vacinação em massa da população, “principalmente dos 40 milhões de brasileiros do mercado informal”, que é o grupo mais vulnerável que foi atendido pelo auxílio emergencial do governo federal.

De acordo com o ministro, cerca de 10% das novas admissões, 173 mil vagas, foram no setor de serviços, que é o mais sensível também para a informalidade. “Nós precisamos vacinar em massa para que o brasileiro informal, os quase 40 milhões de invisíveis, não fique nessa escolha cruel entre sair [para trabalhar] e ser abatidos pelo vírus ou ficar em casa e ser abatido pela fome”, disse.

Com a intensificação da vacinação a partir do próximo mês, segundo ele, a população idosa estará praticamente toda vacinada, “o que significa que deve cair vertiginosamente a taxa de óbitos” por covid-19 e, então, “podemos pensar no retorno seguro ao trabalho, para que impacto [na economia] dessa vez seja menos profundo do que foi o baque em abril do ano passado”.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.022.748 vínculos, em fevereiro, o que representa uma variação de 1,01% em relação ao mês anterior. No acumulado de 2021, foi registrado saldo de 659.780 empregos, decorrente de 3.269.417 admissões e de 2.609.637 desligamentos.

Dados isolados

No mês passado, os dados apresentam saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 173.547 postos, distribuído principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; indústria geral, que criou 93.621 novos empregos, concentrados na indústria de transformação; comércio, mais 68.051 postos de trabalho gerados; construção, saldo positivo de 43.469 postos; e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que registrou 23.055 novos trabalhadores.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego, sendo que houve aumento de trabalho formais em 24 das 27 unidades da Federação. Os destaques são para São Paulo com a abertura de 128.505 postos, aumento de 1,04%; Minas Gerais que criou 51.939 novas vagas (1,25%); e Paraná, com saldo positivo de 41.616 postos (1,50%).

Os estados com saldo negativo de empregos em fevereiro são Amazonas, que teve o fechamento de 625 postos, queda de 0,15%, o primeiro estado a sofrer com a segunda onda da pandemia; Alagoas, com saldo negativo de 485 postos, diminuição de 0,14%; e Paraíba, que encerrou o mês menos 136 postos de trabalho formal, queda de 0,03%.

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em fevereiro de 2021 foi de R$1.727,04. Comparado ao mês anterior, houve redução real de R$ 47,53 no salário médio de admissão, uma variação negativa de 2,68%.

As estatísticas completas do Caged estão disponíveis na página do Ministério da Economia . Os dados também podem ser consultados no Painel de Informações do Novo Caged.

Núcleo de Comércio Exterior ACII: 25 anos de trabalho

Fundado em março de 1996, o Núcleo de Comércio Exterior da ACII foi criado com o objetivo de integrar a comunidade portuária e do comércio exterior a fim de contribuir na geração de negócios, solução de problemas e buscar informações que envolvam o meio portuário de Itajaí e região.
Dentre as principais atividades, o grupo desenvolve ações que visam o incremento de negócios que passam pela cidade, reúne profissionais do município e região que trabalham diretamente ou prestam serviços à cadeia portuária integram este grupo, representa os importadores e exportadores e todas as demais empresas do complexo portuário de Itajaí e Navegantes, juntos aos intervenientes e anuentes do comércio exterior e promove palestras onde são oportunizadas às empresas que apresentem seus cases, gerando a troca de experiências e conhecimentos aos envolvidos em toda cadeia do comércio exterior.
Atuam na liderança do núcleo o coordenador, Christian Neumann, e o vice-coordenador, Marco Kamers.
Histórico
Desde o início de suas atividades, o núcleo realiza um trabalho itinerante junto às cidades catarinenses e alguns Estados para apresentar o complexo portuário de Itajaí, suas atividades, seu plano de expansão e prestação de serviços. 
Como parte de suas atividades, desenvolveu a realização de reuniões entre técnicos da Receita Federal e representantes dos órgãos públicos, recintos alfandegados e demais intervenientes do sistema de comércio exterior, com o objetivo eliminar os entraves nas operações de importação e exportação e agregar qualidade aos serviços oferecidos na região. 
A participação junto ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) também é uma das ações, um importante mecanismo de discussão abrangendo todos os segmentos envolvidos na atividade portuária, este conselho tem a competência de estabelecer normas de regulamentação e de procedimento para operação portuária. A ACII participa do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), desta forma fortalecendo o trabalho do Núcleo de Comércio Exterior.
Entre as ações sociais do Núcleo de Comércio Exterior acontecia a famosa feijoada “Aportando Idéias”, que além de integrar pessoas, empresas e o poder público tem cunho social. 
Em dezembro de 2002, também aconteciam os Grupos de Trabalho (GTs) no âmbito da Câmara do Porto. GT – Relações Associativas; GT – Legislação; GT – Infra-estrutura Retroportuária; GT – Infra-estrutura Aquaviária e GT – Assuntos Aduaneiros e Transportes.
Pandemia e futuro 
Em 2020, com o surgimento da pandemia do coronavírus, o Núcleo de Comércio Exterior se adaptou aos meios digitais, realizando suas reuniões em ambiente virtual e buscando temas relativos aos impactos da Covid-19. Vários encontros foram realizados nesta plataforma com pautas diversas como as mudanças na legislação e soluções de câmbio em tempos de pandemia, entre outros.
Ainda assim, o coordenador do núcleo não desperdiçou oportunidades e, no ano passado, estreitou laços com o cônsul adjunto da Argentina em Santa Catarina, Lisandro Parra, que visitou a ACII, conhecendo também o presidente, Mário Cesar dos Santos. O intuito do encontro foi iniciar tratativas para realização de evento entre importadores e exportadores dos dois países para incrementar negócios, especialmente junto às províncias de Mendonza e Santa Fé. 
Apesar do momento delicado, o Núcleo de Comércio Exterior segue com uma gestão eficiente e focada, sempre superando desafios e atuante junto aos órgãos técnicos do município e região.

Foto é com o cônsul da Argentina (citado no texto. Foto: Mari Pezzini)

Governo amplia acesso à declaração pré-preenchida do Imposto de Renda

A partir de hoje, 24 de março, está disponível a funcionalidade da declaração pré-preenchida do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para mais de 10 milhões de brasileiros. A facilidade estava restrita anteriormente apenas aos contribuintes com certificado digital. Agora, a Receita Federal em parceria com o Serpro, empresa de tecnologia do Governo Federal, ampliou o benefício aos usuários do gov.br que têm conta no portal do governo com os mais rígidos níveis de segurança: prata e ouro. 

A declaração pré-preenchida faz parte de um projeto-piloto para democratizar o uso universal da funcionalidade, que foi possível graças às novas regras trazidas pelo Decreto nº10.543/ 2020. O normativo permite que outros tipos de assinatura eletrônica também sejam aceitas no tratamento de dados protegidos por sigilo fiscal. “É um serviço digital de extremo valor para o cidadão. Uma ampliação de acesso de milhões de usuários para um público potencial de mais de 97 milhões, que é o número total de brasileiros cadastrados no portal gov.br”, avalia o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luiz Felipe Monteiro. 

O presidente do Serpro, Gileno Barreto, destacou a evolução do Imposto de Renda e o esforço conjunto no governo para impulsionar a transformação digital do Brasil. “Nos orgulha afirmar que a Receita Federal do Brasil, conforme a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), é uma das Receitas Federais mais avançadas no uso intensivo de tecnologia da informação do mundo. Nossa missão é conectar governo e sociedade e tornar a vida dos contribuintes mais simples”, afirmou.

Para o subsecretário de Arrecadação, Cadastros e Atendimento da Receita Federal, Frederico Igor, a solução de preenchimento automático foi desenvolvida também para simplificar a vida do contribuinte. “O preenchimento não é apenas uma facilidade para o cidadão, ele aumenta a sua conformidade, evitando a incidência em parâmetros de malha fiscal, seja por rendimento, seja por despesas médicas, garantindo a segurança jurídica da declaração”, complementou.

O prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda termina no dia 30 de abril. A previsão é receber mais de 32 milhões de declarações neste ano, de acordo com a Receita Federal. 

Na prática

Para ter acesso à funcionalidade da declaração pré-preenchida, o contribuinte deve declarar o Imposto de Renda no portal de atendimento virtual ao contribuinte, o e-Cac, ou no programa do IRPF (neste caso somente para portadores de certificado digital), disponível no site da Receita. O aplicativo Meu Imposto de Renda ainda não permite recuperar diretamente as informações, mas o contribuinte pode iniciar a declaração em um dos dois ambientes, continuar o preenchimento e enviar pelo aplicativo.

A declaração pré-preenchida traz, automaticamente, todas as informações do exercício anterior do contribuinte, bem como informações atuais advindas das declarações Dmed, Dirf e Dimob. O contribuinte só que só precisa fazer a atualização, conferindo os dados e inserindo novos, caso necessário. Além de mais prática, a nova funcionalidade evita a ocorrência de erros e omissões. 

Como ter uma conta no gov.br

O cidadão deve ter um acesso com nível de assinatura digital qualificado no portal do governo, do tipo prata ou ouro, para poder utilizar a funcionalidade da declaração pré-preenchida, se não tiver o certificado digital.

Além da assinatura qualificada, é necessário atender, ainda, a mais um requisito de segurança: habilitar, no aplicativo, a chamada “verificação em duas etapas”. Assim, toda vez que o cidadão tentar entrar no gov.br ele vai receber um código, por aplicativo móvel, que deverá ser utilizado no login, em processo de dupla autenticação.  

Para criar uma conta no gov.br, é preciso seguir os seguintes passos:

1. baixe o aplicativo “meu.gov.br", na App Store ou Google Play, e insira seus dados;
2. após a autenticação, será iniciada a captura de imagens para a validação facial;
3. siga as instruções solicitadas pelo App para que o seu reconhecimento facial seja feito corretamente;
4. após o procedimento de biometria, você já tem a conta ouro;
5. entre então em https://contas.acesso.gov.br e habilite "verificação em duas etapas" na opção “segurança”;
6. com a habilitação do duplo fator de verificação, já é possível acessar suas informações fiscais no ambiente do e-Cac;
7. na tela inicial do e-Cac, aparecerá a opção de acesso pelo portal gov.br. Basta fazer o login do portal gov.br, inserindo CPF, senha, mais fator duplo de autenticação, ou por certificado digital.

Tipos de conta no gov.br

O portal gov.br tem três níveis de acesso: bronze, prata e ouro. A declaração pré-preenchida está disponível aos usuários prata e ouro. Atualmente, cerca de 5 milhões de brasileiros possuem conta ouro, 5 milhões têm conta prata e mais de 87 milhões possuem conta bronze.

A conta prata é aquela permitida ao usuário que acessa o gov.br por meio de seu internet banking, além daqueles que já tenham feito validação, seja em atendimentos presenciais do INSS, sejam servidores públicos, junto ao serviço de gestão de pessoas de seu órgão.

Já a ouro está disponível para todos os cidadãos com cadastramento biométrico realizado para o título eleitoral, ou que tenham feito a biometria facial no aplicativo gov.br, além dos portadores de certificado digital.

Indústria do Sul intensifica atuação conjunta para ampliar representatividade

Os presidentes das Federações das Indústrias do Sul, Mario Cezar de Aguiar, da FIESC; Gilberto Petry, da FIERGS; e Carlos Valter Martins Pedro, da FIEP, reuniram-se nesta quarta-feira, dia 24, para definir ações conjuntas em prol dos estados do sul. No encontro, as entidades definiram a criação de um movimento, que possivelmente vai se chamar Sul Pujante, para defender a importância da região e da indústria para o país. Infraestrutura, tarifa e suprimento de gás natural e as principais ações de SESI e SENAI em educação, saúde e inovação também estiveram na pauta de discussão. 

No encontro, Aguiar destacou que, juntos, Santa Catarina, Paraná e o Rio Grande do Sul respondem por quase um quarto da arrecadação federal. “Isso mostra a importância da região. A reunião desta quarta foi um laboratório para compartilhar ações e debater propostas para agir politicamente na defesa do Sul”, disse, salientando que o objetivo é sempre melhorar o atendimento à indústria. “O Sul do país dá uma forte contribuição econômica para o Brasil. Então é natural que possamos discutir as práticas comuns. Aliás, nossa indústria tem muita similaridade. Então, podemos compartilhar experiências e melhorar o atendimento ao setor”, completou. 

Em relação à questão do gás, FIESC, FIEP e FIERGS contrataram uma consultoria especializada que está estudando a complexidade da composição dos custos do insumo. O trabalho deve ser finalizado em abril, quando será apresentado à indústria e à sociedade. “É um insumo extremamente importante, notadamente para o sul. Temos dificuldade em receber gás para a nossa produção. Entendemos que juntos podemos discutir questões como volume de entrega do insumo, assim como o custo, já que ele impacta fortemente diversos setores. Em alguns casos, o gás representa 25% do custo de produção”, declarou Aguiar. “Contratamos a empresa para ela nos dizer se os contratos estão coerentes. Se não estiverem, vamos reclamar, uma vez que o gás é fator de competitividade para a indústria. E temos que ter preços competitivos”, ressaltou Petry, da FIERGS, que participou da reunião na sede da FIESC.

“Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul têm uma similaridade grande em termos industriais. Hoje realizamos a primeira reunião e conhecemos uma série de ações importantes de Santa Catarina e trocamos outras informações para que os três estados avancem de uma maneira unida. Então, criamos este movimento para mostrar a força da nossa indústria. Esse é o objetivo e o trabalho que vamos fazer: mostrar ao Brasil, aos parlamentares e aos governantes a força do Sul, que responde por uma parcela significativa do PIB nacional”, afirmou Petry. 

“É muito importante a articulação dos nossos estados com os parlamentares. Temos que organizar esse compartilhamento de ações. Podemos fazer mais ações conjuntas e trocar informações e os bons exemplos”, disse o presidente da FIEP, que participou do encontro virtualmente. Ele também chamou a atenção para como a indústria gera valor para a economia e a sociedade.

Captação solar por meio de vidro e luminária são as novidades no setor de energia limpa em 2021

Já imaginou ter um imóvel que capta energia solar por meio de suas janelas? E que tal se as luminárias das rodovias também produzissem energia elétrica através de painéis solares no poste e armazenassem essa energia para alimentação da iluminação e de câmeras? A partir de agora essas duas opções são viáveis. A L8 Energy, pioneira em distribuir a telha solar para o Brasil, agora é a responsável por trazer ao mercado o vidro e a luminária solar. Ambos os produtos serão destaques no 8º Fórum Regional de Geração Distribuída, o Fórum GD Sul 2021, que ocorrerá entre os dias 30 de março e 1 de abril para debater o segmento. 

Quem apresentará as novidades é o Diretor Executivo da L8 Energy, Guilherme Nagamine, que palestra no evento on-line no dia 30, às 18:30 horas. “A L8 já tem o histórico de trazer novidades neste segmento ao Brasil. Depois das telhas, mochilas, ombrelones solares, agora apresentamos dois novos produtos que só têm a agregar no quesito sustentabilidade. Imaginem o impacto que um vidro solar pode ter em futuras construções? Prédios inteiros captando energia solar pelas suas janelas. Estamos muito felizes por participar deste evento e ter contato com grandes empreendedores da área que também poderão agregar em muito conteúdo", conta Nagamine.

Algumas tecnologias por trás desses produtos têm a ver com a película de filme fino, produto de alto poder de absorção da luz solar que já vem aplicado nestes formatos. Essa explicação é um dos assuntos que a L8 irá abordar em sua palestra, segundo Nagamine. “Por ser um evento virtual, mostraremos as inovações por meio de vídeos e fotos. Apresentaremos detalhes que vão da inovação ao design moderno. E acreditamos que o evento proporcionará uma troca de conhecimento muito relevante por haver tantos profissionais qualificados do mercado”, explica Nagamine. 8º Fórum GD Sul traz mais de 70 palestras on-line O Fórum será realizado pelo Grupo FRG Mídias & Eventos e promovido pela ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída. Após o agravamento da pandemia de Covid-19 no País o evento acontecerá totalmente on-line. As palestras serão transmitidas ao vivo pela internet e haverá interação entre os participantes e os convidados, por meio de perguntas que poderão ser enviadas pelos internautas. O evento é gratuito e será conduzido por 14 palestrantes, que falarão sobre temas como: negócios, barreiras regulatórias, impedimentos jurídicos, tecnologias inovadoras, financiamento, capacitação e perspectivas de crescimento. "Neste momento de lockdown, manter o Fórum GD Sul online é importante para nos atualizarmos sobre as últimas novidades do setor. Estamos em uma fase crítica de alterações regulatórias, que são fundamentais para o futuro da Geração Distribuída no Brasil. O evento também tem o objetivo de manter o setor unido e alinhado nesta fase." comenta Leandro Kuhn, CEO da L8.

Entre os grandes nomes do Fórum GD Sul estão Guilherme Nagamine e Leandro Kuhn, da L8; a advogada Marina Meyer, que é diretora jurídica da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) e também membro da comissão de energia da OAB, e Carlos Evangelista que também é da ABGD e atua no setor de energia há mais de 20 anos, sendo que desde 2009 participa de projetos de geração distribuída com fonte solar fotovoltaica. Para participar, basta fazer a inscrição pelo link:https://www.forumgdsul.com.br/site/inscricao/ Sobre a L8 Energy               A L8 Energy é uma empresa do Grupo L8 e atua na Industrialização e Distribuição de Sistemas Fotovoltaicos por todo o Brasil. Com Matriz em Curitiba - PR, é referência em soluções inovadoras para geração de energia como a Telha Solar L8. Os produtos L8 podem ser encontrados no site: loja.l8energy.com   Saiba mais sobre a L8 - https://www.l8group.net/ 

8º Fórum GD Sul Data do evento: 30 de março a 01 de abril de 2021 Site: https://www.forumgdsul.com.br/site/evento/ Link para inscrição: https://www.forumgdsul.com.br/site/inscricao/

Cinco dicas de como entrar no crescente mercado de energia solar

*Por Ricardo Saraiva

 

É fato que a pandemia de Covid-19 tem impactado a economia de diversas formas. Uma prova disso é a alta do número de desocupados que vem crescendo à medida que novas restrições aumentam Brasil afora. No entanto, não são todos os setores que estão sendo impactados negativamente, pelo contrário, alguns, como o mercado solar fotovoltaico, nunca contratou tanto, podendo ser uma alternativa viável para quem deseja começar 2021 em uma área nova e mais promissora.

 

Segundo estudos conduzidos pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar), o mercado de energia solar cresce exponencialmente desde 2012, graças ao marco regulatório da RN482. De acordo com o levantamento, o setor já recebeu R$ 38 bilhões em investimentos, gerou mais de 224 mil novos postos de empregos, sendo 86 mil novas vagas somente em 2020, além de aumentar a arrecadação de tributos na ordem de R$ 11 bilhões.

 

Na contramão das projeções de baixo crescimento da economia e de alta no desemprego no mercado em geral, o setor solar chama a atenção não só pelo desenvolvimento sustentável nos últimos anos, mas pela forma democrática na geração de emprego e renda com alta rentabilidade de norte a sul do Brasil. Dia após dia, o mercado solar fotovoltaico encoraja novos empreendedores a investir em uma nova carreira profissional com uma grande diversidade de oportunidades em toda a cadeia.

 

Segundo estimativas da ABSOLAR, espera-se que exista mais de 15 mil empresas com foco na elaboração de projetos, instalação e homologação de sistemas de energia solar no modelo de geração distribuída, atuando de forma pulverizada em mais de cinco mil municípios por todo Brasil.

É um mercado nada saturado, com muitas oportunidades e modelos diversos para se fazer negócios. O número de empresários do sol é desproporcional se comparado com a capacidade de penetração por fonte solar na matriz energética brasileira.

 

O mercado de energia solar, no Brasil, não chega a 1,6% na matriz elétrica, pouco se comparado a países mais desenvolvidos como a Alemanha, onde representou 12,4% do total da matriz energética no país em 2020. De fato, é um mercado que tem muito a crescer e ser explorado, uma excelente escolha para se ter uma fonte de renda fixa ou complementar.

 

Abaixo, destaquei cinco dicas para os interessados em ingressar nesse mercado tão promissor que, diferente do que muitos imaginam, não requer conhecimento técnico específico, estando ao alcance da grande maioria das pessoas que desejam voltar ao mercado de trabalho nesses tempos tão difíceis ou ganhar uma renda extra.

 

Estude muito, seja apaixonado e inspire a sua equipe!

Seja um entusiasta do setor. Faça cursos, invista no conhecimento e se atualize sempre. Dessa forma você ficará atento às novidades e soluções tanto técnicas quanto comerciais e administrativas direcionadas especialmente ao público do mercado solar. Amplie seu networking e participe de grupos de aplicativos focados em troca de experiências. Inscreva-se em fóruns de discursões e eventos no setor. Descubra novas soluções tecnológicas em áreas complementares, como storages, veículos elétricos, smart cities, redes inteligentes, usinas de modalidades diferentes em funcionamento, projetos inovadores e disruptivos, ou seja, explore o universo solar. Acompanhe os lançamentos no setor e visite seu fornecedor, fabricante ou distribuidor. Tenha uma boa relação com eles. Seja curioso e incentive que a sua equipe faça o mesmo.

 

Fique atento às mudanças!

Fique atento às condições gerais de mercado, tanto na volatilidade de preços quanto nas alterações na legislação através do processo de revisão da 482 ou Projetos de Lei que estão em debate. Importante ter uma rede de contatos e acompanhar semanalmente o que esses atores do mercado estão falando em suas redes sociais. A imprevisibilidade pode afetar a rentabilidade do seu negócio. É comum os diversos percalços do mercado, desde a escassez de equipamentos, passando pelas substituições de marcas e produtos disponíveis e o reflexo nos custos pela variação cambial, frete marítimo ou reajustes de fábrica devido à falta de insumo de vidro na China. Então, tenha uma rede de apoio para debater esses assuntos e trace com a sua equipe um bom planejamento para minimizar os impactos nos seus negócios.

 

Planeje e tenha uma gestão financeira compartilhada! 

Faça um bom planejamento estratégico da sua empresa a curto, médio e longo prazo. Aproxime-se de empresas com sinergia similares para uma gestão colaborativa, de compartilhamento de boas práticas e, quem sabe, de despesas em comum. Além de poupar tempo e recursos, essa prática é uma maneira simples de pensar e aplicar algo diferente e que gere resultados mais rápidos. Incentive a formação de grupos de cooperação e união de empresas de diferentes realidades com o intuito de aperfeiçoar o conhecimento e boas práticas com diversidade de pensamentos. Utilize softwares ou aplicativos que facilitam a gestão online com novas forma de pagamento e com antecipação de recebíveis. São produtos que ajudam no dia a dia de forma segura, simples, sem burocracia, super práticos e que possibilita ganhar tempo para focar mais no seu negócio.

 

Investir em um negócio próprio ou em franquia?

Uma dúvida recorrente no setor é se é melhor começar do zero ou investir em uma rede de franquia com expertise no solar para resultados mais rápidos e eficazes. Depende. Caso você já tenha experiência em projetos elétricos, registro no CREA, know-how em instalação em acordo com as normas técnicas vigentes e muita flexibilidade para lidar com os desafios do empreendedorismo sem um backoffice, talvez a resposta seja ter o próprio negócio. Majoritariamente, o mercado solar conta com um perfil de empresas no modelo sem franquia. Mas se você quer arriscar no mercado tendo um conforto de um ambiente seguro onde os riscos são controlados, baixo investimento inicial, utilizar uma marca consolidada, provido de uma consultoria personalizada para o seu perfil empreendedor e que você não precise ter conhecimentos técnicos sobre energia solar, talvez seu perfil seja mais voltado para se tornar um franqueado. O que não pode faltar é a energia que vai te mover para um novo degrau da sua carreira!

 

Recorra à tecnologia!

Existem ferramentas disponíveis no mercado que ajudam interessados em ingressar no mercado de energia, mesmo sem conhecimento técnico. São plataformas gratuitas e personalizáveis de comercialização de equipamentos fotovoltaicos, que auxiliam integradores e instaladores a formular projetos e gerar os kits de produtos que mais se adequam às necessidades do consumidor final, e que permitem ainda comparar marcas e fazer combinações quanto à produção energética, eficiência e retorno do investimento para que o usuário escolha qual a melhor decisão a ser feita. Aproveite.

 

*Ricardo Saraiva é CCO e Cofundador da Edmond

 

 

Sobre a Edmond - Fundada em 2020, a Edmond é uma fintech que fornece soluções de meios de pagamentos para o mercado de energia solar fotovoltaica. Suas tecnologias facilitam o acesso ao desenvolvimento econômico sustentável e empoderam a liberdade e a independência no mercado de geração distribuída. Por meio da AppSolar, plataforma de comercialização de equipamentos fotovoltaicos, 100% gratuita, a empresa auxilia integradores e instaladores a formular projetos e gerar os kits de produtos que mais se adequam às necessidades do consumidor final. A Edmond desenvolveu ainda todo o seu ecossistema digital composto pela sua própria solução de pagamento inteligenteEdmond Pay, e seu próprio banco, o Edmond Bank. Para mais informações, acesse https://edmond.com.br/

Vereador Victor Forte indica ao prefeito a realização de estudos para viabilizar benefício aos Microempreendedores Individuais - MEIs

O vereador Victor Forte (PL) protocolou na Câmara de Balneário Camboriú uma indicação que sugere ao prefeito Fabrício Oliveira a realização de estudos para viabilizar a possibilidade da criação de um benefício temporário específico para os Microempreendedores Individuais (MEIs) de Balneário Camboriú, os quais estão há mais de um ano sofrendo economicamente com a pandemia do novo coronavírus.

“Balneário Camboriú conta atualmente com mais 3.500 Microempreendedores Individuais (MEIs) cadastrados, que a cada dia que passa sentem a angústia e a incerteza de dias melhores. Neste momento de crise é preciso pensar nestas pessoas que colaboram com o desenvolvimento de nossa cidade e oferecer a elas condições para que os seus negócios possam permanecer abertos”, comenta Victor Forte.

Para fazer jus ao benefício, o vereador indica que o beneficiário deve estar cadastrado junto à sala do empreendedor da prefeitura, não estar recebendo qualquer outro benefício federal ou previdenciário e ter como seu único sustento a atividade de Microempreendedor.

“Nos últimos dias tenho sido procurado por muitos comerciantes e empreendedores de nosso município que abordam temas relacionados à pandemia, como o lockdown. Não deveria existir esta briga entre quem defende o lockdown e quem é contra, o foco deveria ser a união dos poderes e da sociedade para que viabilizem estudos para o desenvolvimento de políticas públicas que ofereçam condições para que pessoas e empresas possam sobreviver a este momento, onde as restrições impostas para o combate do aumento exponencial do novo coronavírus trazem muitas consequências. Entendo que este é o nosso papel como representantes públicos. As pessoas não deveriam ter que escolher entre trabalhar ou morrer”, ressalta o vereador.

O vereador defende a implantação deste auxílio como uma forma de manter a saúde financeira dos microempreendedores de Balneário Camboriú, através de benefícios mensais, por período e valores que se enquadrem nas despesas do município.

Estudo da Pier 1 mostra impacto da pandemia no setor de cruzeiros de luxo em 2020

Um ano marcado por paralisações, retomadas surpreendentes e aumento na antecedência das compras. 2020 foi um ano desafiador para todo o mundo, para o Turismo e, inclusive para os cruzeiros de luxo. É o que mostra o Brazil´s Luxury Cruise Market Report, relatório produzido pela Pier 1 Cruise Experts, especialista em cruzeiros de luxo, que traz dados da operadora referentes a 2020.

 

As expectativas para o setor de cruzeiros de luxo no início de 2020 eram as melhores, com a economia brasileira aquecida, previsão de crescimento do PIB de 2%, além da expectativa de lançamento de diversos novos navios – sendo cinco embarcações de luxo, que somam aproximadamente 3 mil leitos, que foram lançadas e aguardam inauguração oficial.

 

Mesmo com a iminência do decreto de uma pandemia, janeiro se configurou como um mês positivo, com crescimento de vendas 29,1% superior ao mesmo período de 2019.

 

Mas os planos e expectativas para 2020 começaram a mudar com a chegada da pandemia. Em março, todas as companhias assoviadas à CLIA, decidiram, voluntariamente, paralisar todas as operações, começando um grande trabalho conjunto de repatriação de todos os hóspedes e tripulantes em condições desafiadoras com muitos portos e fronteiras fechadas, além de poucos voos disponíveis em operação.

 

O ápice da crise chegou em maio, com uma queda de 82,5% nas vendas e faturamento da operadora. O pior mês do ano também foi um ponto de inflexão, pois, os meses seguintes foram marcados por uma gradativa recuperação do volume de vendas, motivada, na época, pelas notícias sobre o desenvolvimento de potenciais vacinas e de alguns países que começavam a flexibilizar seus acessos.

 

O auge da recuperação aconteceu em outubro, quando, pela primeira vez desde o início da pandemia, a Pier 1 apresentou uma performance 24,1% superior ao ano anterior. Porém, com as novas ondas de COVID-19 ao redor do globo e, como consequência, o fechamento das fronteiras, os dois últimos meses do ano voltaram a apresentar resultados negativos.  

 

 

Destinos destacados

 

A pandemia também trouxe mudanças entre os destinos mais procurados, muito por conta da oscilação de possibilidade de navegação em diversos pontos. A Europa Fluvial, com share de 20,1%, passou a ocupar a segunda posição, no lugar do Mar Báltico & Norte da Europa. Já a Ásia & Oriente Médio, que apresentava um share de 12,6% em 2019, teve o percentual reduzido para 3,8%.

 

 

Antecipação

 

Outro dado que sofreu grande variação em relação ao ano anterior foi o de antecipação da data da compra do Cruzeiro. Já no final do 1° semestre de 2020, foi observado que esse quesito havia ultrapassado, também pela primeira vez, a marca de 200 dias antes da data de embarque.

 

À medida que os cruzeiros ao longo do 2° semestre eram cancelados, as remarcações começaram a ser feitas para datas cada vez mais distantes, chegando à marca dos 265 dias, um aumento de 33,8% em relação a 2019.

 

 

Ticket Médio

 

Um dos dados mais interessantes de 2020, foi o valor do ticket médio por hóspede, que ultrapassou o patamar de US$7 mil, apesar de todas as adversidades e da desvalorização do Real. Esse fato pode ser uma consequência dos bônus em créditos futuros oferecidos pelas companhias aos hóspedes que tiveram seus cruzeiros suspensos. Em alguns casos, chegaram a ser 25% além do valor originalmente pago. Entretanto, ainda será necessário aguardar a retomada das operações e normalização das condições comerciais das vendas dos cruzeiros para confirmar a consolidação desse novo patamar.

 

 

Perspectivas, medidas e ampliação do portifólio

 

Apesar de todas as adversidades do ano, vale ressaltar aspectos positivos como o lançamento de 16 novos navios, cinco deles das Companhias de luxo. Para 2021, o planejamento é para o lançamento de outras nove embarcações. Quando as companhias retomarem suas operações, o mercado e os cruzeiristas terão à sua disposição uma das mais modernas frotas de cruzeiros de todos os tempos.

 

Além disso, merecem destaque as políticas adotadas por grande parte das companhias de cruzeiros para protegerem os agentes de viagem durante essa crise sem precedentes, como honrar o pagamento das comissões das viagens canceladas e das remarcadas, e o oferecimento de bônus em créditos futuros para os clientes escolherem a viagem ideal.

 

“É inegável que o ano de 2020 foi o mais desafiador para todo o setor turismo, em especial, para a indústria de cruzeiros, mas também foi um período de aprendizado e de fortalecimento da parceria entre companhias, operadoras e agentes de viagens. Trabalhamos para oferecer a melhor matéria-prima para a retomada dos agentes, nosso principal canal de vendas: novos roteiros, navios e destinos, além de ações promocionais e ferramentas facilitadoras”, disse Thiago Vasconcelos, Diretor Executivo da Pier 1. “Acreditamos que a vacinação em massa da população e a exigência das companhias de cruzeiros de embarcar apenas hóspedes vacinados sejam importantes passos para alcançarmos patamares atingidos antes da pandemia”, completa.

 

Sobre a Pier 1


A Pier 1 Cruise Experts é uma operadora de turismo, especializada em viagens de cruzeiros marítimos, fluviais, de expedição e iates de luxo. Fundada em 1986, é referência nacional e líder de mercado nesse segmento, e distribuidora oficial das mais renomadas companhias do mundo. Virtuoso Cruise Preferred Partner na América Latina, dispõe de uma estrutura sofisticada para atender às principais necessidades do público com seu atendimento Cruise Concierge.  www.pier1.com.br.

Na agroindústria, a salvação do País

Adelto Gonçalves (*)

Na contramão dos demais setores da economia brasileira, a agroindústria vai muito bem, tanto no mercado interno quanto no externo. Essa situação privilegiada é resultado de trabalho de muitos anos dos empresários do campo que fizeram grandes investimentos em tecnologia, tanto na qualidade da genética das mudas como na mecanização da lavoura, ações que determinaram um significativo aumento na produtividade no campo.
Dessa maneira, os fatores qualidade e quantidade determinaram a expansão das vendas externas à medida que os exportadores têm demonstrado cada vez mais maturidade, diferentemente de outros tempos, quando, diante de qualquer alteração de preços, os embarques eram paralisados para renegociações de contratos já fechados, o que causava descrédito.
Apesar dos impactos da pandemia de coronavírus (covid-19), em 2020, o País registrou recordes de volumes embarcados de suas principais commodities, com destaque para o petróleo, açúcar e carnes, que tiveram apoio de compras da China, enquanto o café também teve um desempenho histórico.
Em 2020, o Brasil arrecadou mais de US$ 28,4 bilhões com a venda de soja em grão para a China, 16% a mais em comparação com 2019. Já em 2018, ano dos recordes de exportações do Brasil, o valor arrecadado com a venda de soja para os chineses superou os US$ 31,4 bilhões. Além disso, sete dos dez principais produtos de exportação em 2020 tiveram como destino o país asiático. A China foi o maior comprador de açúcar, carne bovina, celulose e carne de frango.
A participação chinesa em tudo que o Brasil vende ao exterior cresce desde 2015. Entre 2018 e 2019, esse crescimento foi de pouco mais de 1%. Mas, com a pandemia, essa participação avançou: de pouco mais de um quarto para um terço das exportações, batendo em 32,3% em 2020.
Em um ano, as vendas aos chineses subiram de US$ 63,4 bilhões para US$ 67,8 bilhões (alta de 7%), segundo dados do Ministério da Economia. Já as exportações brasileiras caíram de US$ 225,4 bilhões, em 2019, para US$ 209,9 bilhões em 2020, em função da crise internacional.
Seja como for, hoje, os exportadores brasileiros têm know-how bastante consolidado em relação ao mercado externo, em especial no agronegócio, e, assim, o nível de ruído atualmente é baixo, o que traz bastante tranquilidade às negociações entre os países, a ponto de declarações extemporâneas por parte de ministros de outras áreas pouco afetarem esse relacionamento, como foi o caso do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, que insinuou em uma rede social que a China poderia se beneficiar, de propósito, da crise mundial causada pelo coronavírus.
Dentro desse cenário, as indústrias brasileiras que dão suporte às atividades agrícolas e agropecuárias, num momento em que o real está subvalorizado em decorrência da política do Banco Central, precisam aproveitar essas condições e aumentar as suas exportações, pois logo os especuladores voltarão ao mercado brasileiro, considerando que lá fora não encontram melhores condições para a aplicação de seu especulativo dinheiro.
Afinal, devemos considerar que o nosso parque industrial ainda é um dos maiores e mais modernos do mundo, embora a nossa produção esteja em níveis bastante baixos. E que temos trabalhadores preparados, além de muitos desempregados, que constituem uma mão de obra que pode ser chamada e utilizada a qualquer momento.
Como se vê, a bola está com os empresários, pois, se dependermos do atual ministro das Relações Exteriores e do presidente da República, não vai acontecer nada, pois, para eles, o mundo e o País se dividem entre amigos e inimigos do governo. Portanto, não dá para ficar mais dois anos à espera de um “salvador da pátria”. Até porque, como disse o presidente norte-americano Ronald Reagan (1911-2004), em seu discurso de posse, a 20 de janeiro de 1981, “o governo não é a solução, é o problema”.

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(*) Adelto Gonçalves, jornalista, é assessor de imprensa do Grupo Fiorde (Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional). E-mail: fiorde@fiorde.com.br Site: www.fiorde.com.br

 

Aliança Pela Vida: Entidades empresariais criam sistema de atendimento diferenciado a pacientes de Covid-19

O alerta do colapso nos hospitais e demais unidades de saúde na Grande Florianópolis mobilizou entidades empresariais - municipais e estaduais - a auxiliarem o poder público no combate à Covid-19. De forma efetiva, uma força-tarefa une a Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF), a CDL Florianópolis, a empresa ENGIE Brasil Energia, o Sindicato das Empresas da Construção Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon), a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), o movimento Floripa Sustentável, a Associação Catarinense de Medicina (ACM), a Federação das Indústrias de SC (FIESC) e a OAB/SC. Tudo para disponibilizar, nos próximos dias, um atendimento gratuito aos pacientes em casos na fase chamada pré-inflamatória da doença, com a intensificação dos sintomas iniciais e antes da necessidade de internação. Esse suporte adicional procura evitar que os pacientes fiquem sem assistência médica, enquanto as unidades públicas e privadas estão sobrecarregadas. 

A iniciativa contempla os municípios de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu, nos moldes de atendimento domiciliar e de telemedicina, já implantado em alguns municípios brasileiros. Diante da urgência da ação, com o maior agravamento da pandemia no momento, optou-se por um sistema adicional até que os municípios possam desenvolver iniciativas integradas aos seus sistemas públicos, a exemplo do serviço ‘Alô Saúde’, já implantado pela Prefeitura da Capital. 

A ideia inicial é uma operação de 30 dias (prorrogáveis), com contrato junto à empresa HELP Emergências Médicas para atendimento em domicílio (cerca de 25 por dia) e 200 atendimentos diários via telemedicina, com parceria médica do Hospital SOS Cárdio. “É um movimento que retrata o comprometimento do setor produtivo, com aportes de entidades, empresas e pessoas físicas à causa”, explica Rodrigo Rossoni, presidente da ACIF. As entidades organizam as doações - com o objetivo de atingir R$ 3 milhões – até o momento, cerca de R$ 2,4 milhões já foram arrecadados.

O foco é desafogar o atendimento presencial às unidades de saúde e fazer o possível para que os pacientes possam ser atendidos sem colapsar os sistemas públicos e privados. “Queremos auxiliar na triagem dos casos mais graves, ajudando a salvar vidas”, explica Marcos Brinhosa, presidente da CDL de Florianópolis.

Exportações chinesa tem alta de quase 200%

Em fevereiro, a China alcançou um feito histórico: seu volume de exportações em fevereiro deste ano cresceu em 154,9% em relação ao mesmo período em 2020, o que aponta um reaquecimento do mercado internacional. E o Brasil, como um dos principais parceiros comerciais do país, pode navegar nessa onda.

“Nosso país hoje exporta quase 30% de tudo que produz para a China. Muitas empresas daqui também estão sendo ofertadas para empresas chinesas que querem entrar em ramos no Brasil, ou seja, os negócios oferecem diversas oportunidades para quem quer entrar no mercado entre estes dois países. É um caminho sem volta”, explica Claus Malamud, o Mr.China, especialista em comércio exterior que trabalha há mais de 20 anos com importação do Gigante Asiático.

Vale lembrar que a China já era o líder de crescimento mundial, mas, devido à pandemia, a fabricação de vários itens foi afetada e milhares de negócios foram encerrados. Agora, com a parcial reabertura do mundo e um controle da população rigoroso, diversos ramos estão se recuperando. “É necessário que as pessoas entendam que a China não é uma ameaça e sim uma oportunidade, com questões que vão desde a ciência até a parceria entre mercados”, destaca Claus.

O especialista em mercado chinês cita, ainda, as vantagens que as empresas brasileiras têm ao exportar para a China. “Acesso ao maior mercado consumidor do mundo quase 10 vezes maior do que o Brasil é o ponto forte. Os chineses gostam de produtos inovadores de outros países, mas é importante que seja feito um estudo do mercado para não cometer gafes”, explica.

Como dar seus primeiros passos na importação - A pandemia levou milhares de brasileiros a empreender. Segundo dados divulgados pelo Portal do Empreendedor, há cerca de 11,3 milhões de MEIs ativos no país, 1,9 milhões a mais que em 2019. E com a explosão do e-commerce no Brasil, que faturou R$41,92 bilhões em 2020 - segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em parceria com o Movimento Compre&Confie - a importação se torna uma grande aliada como diferenciação de mercado.

“Hoje em dia, mesmo com MEI, é possível importar. E, para quem está começando, gera um diferencial estratégico, com acesso a produtos que não estão disponíveis no mercado nacional, e consequentemente aumentando sua margem de lucro. Sem falar na possibilidade, para quem já está com um faturamento mais robusto, de personalizar o produto, fazer uma embalagem exclusiva, e oferecer aos seus clientes um diferencial de alta qualidade e baixo custo que não conseguiria se dependesse de fornecedores brasileiros”, afirma Claus Malamud.

Para ajudar empreendedores nessa jornada, Malamud, lançou o eBook Importação Sem Mistérios (http://bit.ly/3sZ3wwu), que mapeia as oportunidade de negócios com o gigante asiático e como desenvolver relações comerciais com os fornecedores de lá; e o curso Plano Negócios da China (https://mrchinaimports.com.br/planonegociodachina/), que capacita os alunos a darem os primeiros passos no universo de importação, sabendo selecionar fornecedores, realizar pedidos na plataforma Alibaba e planejamento logístico e alfandegário.

Sobre Claus Malamud - especialista há mais de 20 anos de experiência de relações comerciais com a China, é mentor de mercados asiáticos na Link School, escola de negócios da xp investimentos, sócio da Mr. China, especializada em facilitar o acesso de empresas brasileiras ao comércio exterior, e  digital influencer do Clube Importador, um coletivo de importação que conta com mais de 1000 empresários de todo Brasil.

FCDL/SC lança campanha para promover o associativismo

A união das empresas em busca de soluções em comum é o melhor caminho em tempos desafiadores como o cenário atual de enfrentamento à pandemia do Coronavírus. E para promover ainda mais o associativismo do varejo catarinense, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de SC (FCDL/SC) lançou a campanha "Onde tem apoio ao comércio, tem uma CDL".

"O momento é de união pelo crescimento do comércio local. Ser um associado CDL é estar representado por uma entidade forte, que trabalha todos os dias pelo comércio e pelo comerciante. Queremos que o espírito associativista traga ainda mais sucesso para o lojista", afirma o presidente da entidade, Ivan Roberto Tauffer.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) é uma entidade de classe com representatividade no âmbito municipal. Em Santa Catarina são mais de 200 CDLs que, juntas, reúnem em torno de 40 mil lojistas associados. Além de representatividade, as CDLs oferecem diversos serviços, cursos, palestras, assessoria jurídica e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) para seus associados. Para participar, a empresa deve procurar a CDL de sua cidade ou do município mais próximo.

Usuários de GNV podem economizar até 50% em Santa Catarina diante do aumento do preço dos combustíveis líquidos

Foto: Arquivo / SCGás

O gás natural veicular (GNV) manteve sua competitividade frente aos combustíveis líquidos no mês de fevereiro em Santa Catarina. A economia para quem usa o GNV é de cerca de 41% quando comparado à gasolina e de 50% em relação ao etanol. O valor médio da venda do GNV no Estado em fevereiro foi de R$ 3,513. A gasolina, por outro lado, teve uma média de R$ 4,830 e o etanol, de R$ 3,956. Os dados são de levantamento da Associação Nacional do Petróleo (ANP).

Além da economia, outra vantagem para os usuários de GNV é a tarifa regulada. Em 2021, a gasolina já sofreu seis aumentos, o diesel teve cinco e o etanol acaba sendo indexado por esses índices de variação. No acumulado do ano, os combustíveis líquidos acumulam alta de até 54%. 

A variação de preço do GNV acontece ordinariamente apenas duas vezes no ano: em janeiro e julho considerando as tarifas praticadas pela distribuidora aos postos. Em 2020, por exemplo, a tarifa do produto teve alta acumulada de apenas 5,36% em Santa Catarina.

A economia e competitividade do GNV frente aos combustíveis líquidos leva a sucessivos aumentos no consumo, mesmo em meio à pandemia. As vendas registraram crescimento de 26% no volume comercializado desde abril de 2020. Em fevereiro de 2021, a SCGÁS informa que comercializou mais de 330 mil metros cúbicos por dia de GNV, volume cerca de 5% superior ao registrado no mês anterior.  

Atualmente, Santa Catarina tem 138 postos de GNV e quase 110 mil veículos adaptados para uso do insumo, conforme dados do Denatran de dezembro de 2020. Somente no ano passado, a frota de GNV em Santa Catarina teve um aumento de mais de 3 mil usuários.

Reflexo na autonomia do carro

Além da competitividade, os usuários de GNV conseguem rodar mais quilômetros por litro. Segundo cálculos realizados pela gerência comercial da SCGÁS, abastecendo R$ 50, o veículo com GNV roda 187 km, enquanto com gasolina roda 102 km e com etanol, 81 km.

Os valores foram definidos utilizando a média de rendimento estabelecida no manual do único veículo que sai de fábrica com o kit GNV, o modelo Siena tetrafuel, da montadora Fiat. Nesse caso, a média de rendimento definido pelo fabricante do veículo é de 10,7 km/l para a gasolina, 7,5 km/l para o etanol e 13,2 km/m3 para o GNV.

Usuários que rodam, em média, 4 mil quilômetros por mês têm uma economia mensal com GNV de quase R$ 900. Nesse cenário, o retorno do investimento com a instalação do kit de GNV acontece em menos de cinco meses.

 

Livro é lançado em memória de empresário

Falecido em agosto de 2020 quando o seu segundo livro estava quase pronto para ir à gráfica, o empresário Milton Lourenço, ex-presidente da Fiorde Logística Internacional, recebe agora homenagem póstuma com o lançamento da obra. Com o título Logística: os novos desafios, o livro reúne artigos sobre as áreas de logística, portos e comércio exterior que foram publicados entre 2018 e 2020 em jornais, revistas e sites do Brasil e do mundo lusófono.

            “O livro estava, praticamente, pronto quando veio o inesperado desaparecimento de meu pai. Por isso, dar sequência às tratativas para a publicação da obra foi uma forma de homenagearmos e agradecermos por tudo o que aprendemos e vivemos com ele”, disse Luiza Lourenço, gerente de Recursos Humanos e Qualidade da Fiorde, em nome da família. Segundo a empresária, não haverá o ato de lançamento formal do livro e a edição será distribuída entre clientes, parceiros, funcionários e amigos do Grupo Fiorde, que reúne também as empresas FTA Transportes e Armazéns Gerais e a Barter Comércio Exterior (trading company). O exemplar também pode ser adquirido por meio do e-mail:  livro@fiorde.com.br

            Trajetória

            Nascido em 1953, Milton Lourenço dedicou sua vida profissional ao comércio exterior, desde 1967 quando começou a trabalhar como auxiliar de escritório na antiga Sociedade Brasileira de Despachos, no centro de Santos. Nessa empresa, que depois passou a se chamar Companhia Brasileira de Comércio Exterior, trabalhou por 15 anos, chegando ao cargo de gerente-geral. A essa época, teve a oportunidade de fazer muitas viagens pela América Latina, Estados Unidos e África, acompanhando a entrega de equipamentos, às vezes enfrentando situações difíceis e perigosas.

            Em seguida, teve uma passagem pela empresa Engesa, até que, em 1985, decidiu criar a Fiorde Assessoria e Despachos Ltda., hoje mais conhecida como Fiorde Logística Internacional, instalando-a num pequeno escritório na Praça da República, no centro de São Paulo. “Em pouco tempo, criou uma divisão de transitário de cargas e, em seguida, a divisão de transporte rodoviário e, em 1989, inaugurou o armazém geral”, lembrou o engenheiro eletrônico Mauro Lourenço Dias, vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, que desde o início, ao lado das irmãs Maria Alice e Marisa, procurou apoiar o espírito empreendedor do irmão.

Da praça da República, a empresa transferiu-se para um andar num edifício ainda no centro de São Paulo, mudando em seguida para um casarão na rua Avanhandava, no bairro da Bela Vista, até que, em 2005, instalou-se num prédio de cinco andares localizado à rua Frei Caneca, 739, nas proximidades da avenida Paulista, centro propulsor da economia nacional. Contando com mais de 400 funcionários, a empresa mantém filiais em Santos, Campinas, Jacareí, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Manaus e Itajaí e nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, além de agentes subcontratados nos principais portos e aeroportos do País e parcerias nos cinco continentes.

Oferece amplo programa de serviços que inclui carga projeto, door to door, Delivery Duty Paid (DDP), Delivery Duty Unpaid (DDU), assessoria e consultoria aduaneiras, projetos de drawback, laudos técnicos, embarques aéreos e marítimos FCL/LCL, entre outros. “Com foco na tecnologia de ponta, o Grupo Fiorde mantém equipe própria e qualificada no desenvolvimento de sistemas totalmente em dia com as mudanças e automações na área de comércio exterior”, acrescentou Mauro Lourenço Dias, autor do prefácio do livro.

Articulista

 A par de sua atividade empresarial, Milton Lourenço sempre procurou ter participação ativa em seu ramo de comércio exterior e em entidades de classe. A partir de 2001, passou a escrever artigos de opinião sobre a sua área de atuação, que eram publicados em jornais, revistas e sites do Brasil e dos países de expressão portuguesa. Em seus textos, sempre procurou defender a ideia de que o Brasil, para aumentar a sua participação no comércio exterior, teria de assinar mais acordos com grandes países e blocos, sugerindo ainda novos projetos para o setor, além de condenar procedimentos anacrônicos e burocráticos que impedem o País de crescer.

Seus primeiros artigos foram reunidos no livro Logística: os desafios do século XXI, publicado em 2005. Continuou a exercer a atividade de articulista, chegando a publicar textos em jornais da grande imprensa paulista, como O Estado de S. Paulo e a antiga Gazeta Mercantil. A partir de dezembro de 2018, a convite, passou a assinar uma coluna semanal exclusiva na seção Porto & Mar do jornal A Tribuna, de Santos.

            Entre seus funcionários e parceiros comerciais, sempre foi tido como exemplo de liderança. “Meu pai tinha um espírito generoso e agregador e sempre procurava passar, de maneira simples, o que vivenciara em sua longa carreira. Estava sempre disposto a passar entusiasmo a quem se acercava dele. Foi um exemplo de vida”, lembra Luiza Lourenço.

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Logística: os novos desafios, de Milton Lourenço. São Paulo: Fiorde Logística Internacional, 316 páginas, 2020.  O exemplar pode ser adquirido pelo e-mail:  livro@fiorde.com.br

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Foto: Divulgação

Azimut Yachts amplia atuação em SC e abre espaço em Joinville

Com o objetivo de reforçar a presença em Santa Catarina, a segunda maior região em número de clientes, o estaleiro italiano Azimut Yachts com unidade produtiva no Brasil anuncia que já está em funcionamento o novo espaço da marca no Iate Clube de Joinville. O ambiente dedicado especialmente para clientes e associados do Joinville Iate Clube, também será utilizado para atendimento especializado em vendas, pós-vendas e suporte para assistência técnica da Azimut Yachts.

 

“Projetamos esse ambiente, juntamente com a Sanáutica e o Joinville Iate Clube, em uma localização estratégica, situado no norte do Estado de Santa Catarina, em Joinville, para nos aproximarmos ainda mais dos clientes da região”, destaca o diretor da Azimut Yachts Francesco Caputo.

 

Além da assistência dos consultores especializados, o aconchegante ambiente conta com confortáveis lounges, catálogos da marca e conexão wi-fi.

 

Atualmente, a Azimut Yachts está presente em 70 países com uma rede de vendas de 138 escritórios. No Brasil, mesmo em períodos de desafios econômicos, além da fábrica inaugurada em 2010, em Santa Catarina, a marca ampliou seu atendimento em locais estratégicos brasileiros em importantes marinas e iates clubes. Além da unidade de produção em Itajaí (SC) e do escritório recém aberto em Joinville (SC) tem escritório na capital paulista, espaço no Iate Clube de Santos (SP), na Marina Itajaí (SC) e na Marina Porto Frade (RJ).

Santa Catarina tem mais de 4.500 vagas de emprego abertas no Sine

Foto: Mauricio Vieira / Secom

A segunda-feira, 15, começou com 4.550 vagas de emprego em aberto nas unidades do Sistema Nacional do Emprego de Santa Catarina (Sine), de acordo com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável. Do total de ofertas, 71 são destinadas para Pessoas com Deficiência (PCD). As remunerações são a partir de um salário mínimo e há oportunidades para todos os níveis de escolaridade.

A relação completa das vagas pode ser conferida pelo aplicativo Sine Fácil, pelo site https://empregabrasil.mte.gov.br/, ou ainda, presencialmente nas unidades do sistema, por meio de agendamento via telefone. Entre os setores com mais oportunidades de emprego estão comércio, indústria, construção civil e prestação de serviços.

O município com mais vagas abertas é São Miguel do Oeste. A unidade dispõe de 963 oportunidades. O cargo de auxiliar de linha de produção é o que tem mais oferta, com 460 ao todo. Para operador de processo de produção, são outras 200.

Outro município em destaque é Tubarão, que possui cerca de 296 postos abertos, sendo 3 PCDs. Do total da região, mais de 130 oportunidades são para o ramo da construção civil. Há ainda vagas para enfermeiros, serviços gerais, vendedor, cozinheiro, entre outras.

Em Itajaí, no Litoral Norte, há outras 274 vagas, sendo 1 PCD. Destas, 120 são destinadas às funções de pedreiro e servente de obra. Existem ainda outras oportunidades para os segmentos da construção civil e serviços.

No Planalto Norte, o destaque fica com Itaiópolis, com 218 vagas abertas. Destas, 100 são para costureira, outras 70 para auxiliar de linha de produção e operador de processo de produção, 49 para pedreiro e servente de obra, além de outras oportunidades disponíveis.

Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes recebe nova draga

Chegou ao Complexo Portuário de Itajaí e de Navegantes às 06:15 desta segunda-feira, 15, a nova draga hopper para reforçar as atividades de dragagem na região. A embarcação estava operando no Porto de São Francisco do Sul (SC).

 

Trata-se da Draga Hopper Lelystad, do tipo TSHD (trailing Suction Hopper Dredger), ao qual opera succionando sedimentos no fundo do rio através de dois tubos, um de cada bordo. Sua origem de fabricação é holandesa, construída em 1986, possui 136,97 metros de comprimento por 26,07 de boca (largura). Com um peso bruto de 13.200 toneladas, comporta dois motores diesel Wartsila de 09 cilindros cada. Sua quantidade de volume dragado pode chegar a 10 mil metros cúbicos em cada viagem.

 

De acordo com o Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, os serviços de dragagem fazem parte de um plano contratual entre Autoridade Portuária e a Van Oord (empresa responsável pela manutenção do calado operacional do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, através de um contrato ativo de 05 anos (2019/2024), objetivando a manutenção do calado operacional em até 14 metros de profundidade.

 

“O porto de Itajaí provavelmente é o porto que a mais tempo executa serviços de dragagem permanente no país, tendo que dragar um quantitativo anual de até 3,5 milhões de metros cúbicos. Primordial a dragagem para a manutenção de suas atividades e acima de tudo primordial a vinda desta draga, pois assim conseguimos manter a profundidade entre 14 metros e 14.5 metros. Ela irá restabelecer alguns locais em que foi perdida a profundidade em decorrência do período chuvoso que enfrentamos desde dezembro, e, com sua chegada neste dia, já operando, demonstra ainda mais a seriedade que tratamos esse assunto, com profissionalismo em manter todas as licenças ambientais e condicionantes válidas para que a draga chegasse e já iniciasse os seus trabalhos. Demonstra ainda junto aos Armadores a confiança que eles podem ter em programar as suas embarcações, vindo carregadas e no limite operacional ao qual o complexo portuário do rio Itajaí pontua, diminuindo os custos de frete, trazendo mais movimento e, como sempre digo: tudo isso resulta em geração de trabalho e renda para a nossa população”, destaca Fábio.

  

Em janeiro, a draga já estava operando no complexo portuário de Itajaí e Navegantes devido à necessidade de reforçar a dragagem devido ao grande volume de chuvas que atingiram a região do Vale do Itajaí e consequentemente, viriam a desembocar no leito do canal de acesso e próximo a entrada dos molhes.

 

A draga Hopper Lelystad tem capacidade para dragar 10 mil metros cúbicos por viagem e em média serão realizadas de 10 a 12 viagens por dia, despejando os sedimentos na região do bota-fora, cerca de 5 milhas náuticas (próximo de 10 quilômetros), distantes da entrada do canal de acesso.

 

Além da Draga hopper Lelystad que chegou nesta segunda-feira, o complexo portuário de Itajaí e Navegantes também conta com as atividades da draga de fabricação alemã “NJörd”. Vinda da Alemanha em 21 de fevereiro, apenas em 03 de março iniciou seus trabalhos. É uma draga de injeção de água e possui três vezes mais potência que a draga Odin, que estava atuando no complexo e foi substituída pela NJörd. Não há previsão de sua saída e diariamente atua na manutenção do canal.

 

A Draga hopper Lelystad fará todos os serviços de dragagem ao longo do canal de acesso ao complexo portuário até a saída dos molhes, também em frente a área da bacia de evolução 01 (nas áreas da APMT, cais público e Portonave), e ainda na região norte na área da nova bacia de evolução (bacia 02).

 

“O Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, através destas dragas, vem trabalhando com esses dois métodos de aplicação, pois assim conseguimos aumentar a nossa periodicidade nas dragagens de manutenção com a hopper. Enquanto uma faz a sucção do material, carrega o material e leva lá para a região do bota-fora e despeja, a outra faz uma injeção de jatos de água, suspende o material e a corrente leva. As duas não podem trabalhar juntas, elas trabalham separadamente, porque enquanto uma vai aplicar um jato de água para levantar o material a outra precisa do material lá para ela sugar”, afirma Guilherme Malimpensa Knoll, Coordenador de Gestão de Obras e Projetos da Superintendência do Porto de Itajaí.

O Núcleo de Comércio Exterior da ACII completa 25 anos de história

O Núcleo de Comércio Exterior da ACII (NCE) foi fundado em 18 de março de 1996, com objetivo de integrar toda comunidade portuária e de comércio exterior, ajudar e buscando soluções para as questões decorrentes do segmento.
Os participantes do núcleo, que chamamos de nucleados, desenvolvem ações que visam o incremento de negócios, contribuindo para a funcionalidade do próprio segmento.
Principais Atividades do Núcleo:
Contribuição com sugestões de pauta para a reunião do COLFAC - Comissão Local de Facilitação de Comércio. As reuniões ocorrem mensalmente;
Promoção de palestras;
As empresas apresentam seus cases, promovendo troca de experiências e conhecimentos aos envolvidos na cadeia do comércio exterior;
A ACII nomeia voluntários da área para estarem a frente do Núcleo, que possam contribuir com ações pertinentes ao setor.
Na gestão atual, temos como Coordenador, Christian Werner Neumann - Consultoria em Logística de Importação e Exportação e o Vice-Coordenador, Marco Kamers - Kamers Brasil Importação e Exportação.

Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 4,60% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) deste ano subiu de 3,98% para 4,60%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (15), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,50%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

O cálculo para 2021 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2021 em 4,50% ao ano. No boletim passado, a projeção para os juros básicos da economia era de 4%. Para o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica suba para 5,50% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 3,26% para 3,23%. Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,39%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,50%.

A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 5,15 para R$ 5,30 ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,20.

BC altera para 14 de maio implementação do Pix Cobrança

O Banco Central (BC) adiou novamente a implementação do Pix Cobrança, ferramenta que permitirá cobranças com vencimento em datas futuras. Inicialmente prevista para começar em janeiro, a nova funcionalidade do Pix entraria em operação nesta segunda-feira (15), mas agora só começará a funcionar em 14 de maio.

A instrução normativa, com a nova data, foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

O Pix Cobrança para pagamentos com vencimento permitirá que empresas ou microempreendedores gerem um código QR (versão avançada do código de barras) para transações em data futura, como um boleto. Desde o lançamento do Pix, em 16 de novembro, é possível gerar um código QR para pagamentos imediatos.

O BC não informou o motivo do adiamento. Mas, de acordo com a instrução normativa, os participantes do Pix que já ofertam o Pix Cobrança agora terão até 30 de abril para concluir as etapas de validação de QR Codes.

Sistema de pagamentos instantâneos do BC, o Pix permite a transferência de recursos entre contas bancárias 24 horas por dia. As transações são executadas em até 10 segundos, sem custo para pessoas físicas. Para usar o Pix, o correntista deve ir ao aplicativo da instituição financeira e cadastrar as chaves eletrônicas, que podem seguir o número do celular, o e-mail, o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), para pessoas físicas ou o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), para empresas.

O usuário também pode gerar uma chave aleatória, com um código de até 32 dígitos ou mesmo usar os dados da conta. Cada chave eletrônica está associada a uma conta bancária. Pessoas físicas podem ter até cinco chaves por conta. Para pessoas jurídicas, o limite sobe para 20.

Acibalc emite Nota Ofical ao Governo do Estado

Diante da grave situação da pandemia do coronavírus em Santa Catarina, a Acibalc vem a público se manifestar acerca das medidas que vêm sendo tomadas pelos governos constituídos.

É inaceitável que um ano após o início da pandemia ainda estejamos vivendo as mesmas dúvidas e medos de março de 2020, agravados por recordes diários de casos e mortes, sem um plano concreto, objetivo, claro e eficiente de combate à doença e que considere a manutenção da vida e das atividades econômicas com segurança para todos.

Por isso, a Acibalc pleiteia:

1 – Que o Governo do Estado aja de maneira rápida e eficiente para assistir às mais de 400 pessoas que estão em fila de espera por um leito de UTI no Estado, privadas de um tratamento digno e praticamente condenadas à morte pela falta de ação prévia do Poder Público.

2 – Que o Governo Federal enfrente a situação da pandemia no Brasil com seriedade e amplie substancialmente os esforços na aquisição e distribuição de vacinas, que são a única medida cientificamente comprovada que poderá nos tirar desse trágico momento mundial.

3 – Que o Governo do Estado pare de impor tensões à classe empresarial com medidas seletivas e incoerentes que prejudicam parte dos setores e privilegiam outros, sem um plano claro e eficiente de enfrentamento da pandemia.

4 – Que o Governo Federal seja ágil na reedição de medidas como o auxílio emergencial, planos de auxílio financeiro às empresas nos moldes do Pronampe e a possibilidade de redução de carga horária de colaboradores com subsídios públicos.

5 – Que o Governo do Estado, seguindo o exemplo de outros governos pelo país, edite emergencialmente um auxílio para trabalhadores desempregados, garantindo renda mínima para a população que agoniza a falta de empregos diante desta crise histórica também na economia.

6 – Que o Governo do Estado, também seguindo exemplo de outros estados do Brasil, promova o parcelamento de tributos como ICMS, diminuindo a pressão financeira sobre as empresas neste momento difícil. E que também estude a isenção do IPVA 2021 para veículos de empresas e MEIs.

7 – Que os Governos Municipais de Camboriú e Balneário Camboriú reforcem campanhas de conscientização e a fiscalização em eventos clandestinos que ampliam a proliferação do vírus. Além de que decretem multas pesadas para quem desobedecer o uso de máscaras nas ruas e nos ambientes empresariais e promovam a real fiscalização desta obrigatoriedade.

8 – Que os Governos Municipais de Camboriú e Balneário Camboriú avaliem a flexibilização, parcelamento ou redução de impostos municipais, desafogando as empresas de obrigações financeira em um momento tão complicado para a manutenção de empregos e renda das famílias. Principalmente pelas afetadas pelos constantes lockdown.

Por fim, ressaltamos que a Acibalc entende que as medidas restritivas impostas recentemente em Santa Catarina – com lockdown seletivo nos finais de semana, escolhendo setores para serem fechados enquanto muitos outros que promovem aglomerações se mantêm em funcionamento e sem fiscalização - não demonstraram nenhuma eficácia contra o avanço da pandemia. Nós, da classe empresarial, seguimos cumprindo todo regramento sanitário imposto e não nos furtaremos em auxiliar ainda mais o Poder Público nas medidas contra o coronavírus – mesmo que elas incluam novos sacrifícios às empresas, desde que elas sejam feitas com planejamento claro, transparência, justiça, fiscalização efetiva nas esferas estadual e municipal e união de todos em prol da vida.

Att.

Héderson Cassimiro

Presidente da Acibalc

Comércio varejista de SC cresce acima da média nacional em janeiro

Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

Em Santa Catarina, o comércio varejista ampliado começou 2021 com crescimento de 0,4%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Um desempenho melhor que a média nacional (-2,9%) e entre os estados do Sul do país, em que Rio Grande do Sul (-9,2%) e Paraná também registraram queda (-2%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 12, pelo IBGE, na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

O crescimento, na comparação com janeiro de 2020, foi impulsionado pelos segmentos de materiais de construção (13,0%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos de perfumaria e cosméticos (10,1%); hipermercados e supermercados (4,9%); móveis e eletrodomésticos (1,0%); e tecidos, vestuário e calçados (0,7%).

"Mais uma vez Santa Catarina mostra sua resiliência diante da crise provocada pela pandemia. O setor de construção civil foi um dos que mais puxou o comércio varejista e nos trouxe um saldo positivo diferente da média nacional, marcada pela retração. Com o comando do Governo do Estado em conjunto com os demais setores, Santa Catarina segue na contramão da crise e sairá na frente na retomada econômica", pontua o secretário da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Luciano Buligon.

Frente ao mês anterior, dezembro de 2020, na série com ajuste sazonal, o Estado catarinense apresentou retração de 0,4%, enquanto o Brasil recuou 2,1%.  Já na variação acumulada de 12 meses, Santa Catarina se destaca com alta de 2,4%.

Em receita nominal, o comércio varejista ampliado cresceu 0,3% em janeiro, frente ao mês anterior, 10,2% na comparação com o mesmo mês de 2020 e 7,4% em 12 meses.

O que é reserva de emergência e onde investi-la?

Por Danilo Gato*

A reserva de emergência é uma das ações mais importantes em um bom planejamento financeiro, vamos entender o porquê.

Todo investimento presume tempo, ou seja, normalmente investimos para ter benefícios financeiros em algum momento do futuro. A questão é que, entre hoje e essa data futura, podemos ter imprevistos financeiros na nossa vida, como: danos em bens materiais, desemprego, auxílio a familiares, entre outras situações.

Nessas situações, normalmente vamos precisar de dinheiro com certa urgência. O problema é que, normalmente na nossa carteira, existem vários investimentos que não permitem resgate no meio do caminho ou até mesmo investimentos como ações, por exemplo, que até permitem a venda a qualquer momento, mas dependendo do mercado podemos ter prejuízos.

Então, fica claro que se precisarmos resgatar os investimentos da nossa carteira sem planejamento, podemos ter altos prejuízos e comprometer a realização dos nossos objetivos.

Por isso, todos os investidores precisam ter uma reserva de emergências. Ela consiste em um valor que devemos ter aplicado em investimentos muito seguros e de alta liquidez (que permitem resgate a qualquer momento) para que possamos usá-lo no caso de imprevistos. Essa reserva é considerada separadamente de nossas carteiras para os outros objetivos.

Mas quanto devemos ter guardado na reserva de emergências?

É um consenso no mercado financeiro que um valor acumulado de aproximadamente 6 meses dos seus gastos básicos investidos para a reserva de emergências é suficiente para superar a maioria dos imprevistos. Investidores que querem ter ainda mais segurança podem ter até 1 ano de suas despesas básicas para esse tipo de reserva.

Todo investidor iniciante deveria ter como principal objetivo inicial consolidar sua reserva de emergências.

É extremamente comum, na empolgação inicial para investir em opções mais arriscadas e rentáveis, os iniciantes negligenciarem a reserva de emergência, apenas para verem suas carteiras destruídas nos próximos anos porque tiveram que resgatá-las por causa de algum imprevisto. Então, realmente precisamos consolidá-la antes de começarmos a investir para outros objetivos.

Quais investimentos são bons para a reserva de emergência?

Normalmente, buscamos investimentos que possuam 3 características principais:

1 - Alta liquidez: muitos investimentos não podem ser resgatados a qualquer momento. Isso seria um grande problema se tivéssemos algum imprevisto e precisássemos do dinheiro com urgência. Por isso, precisamos escolher apenas as opções que permitem resgate imediato, ou seja, que possuam alta liquidez.

2 - Estabilidade: se fizermos o cálculo para nossa reserva possuir o equivalente a 6 meses dos nossos gastos, ela precisa ter, no mínimo, sempre esse valor disponível para resgate. Não podemos usar opções onde o valor investido fica oscilando, como ações, por exemplo.

3 - Segurança: essa reserva é feita para emergências, logo, não podemos correr o risco de usarmos investimentos arriscados ou de procedência duvidosa, já que poderia acontecer uma situação delicada de o dinheiro “desaparecer” bem no momento que precisamos.

Notem que não citei rentabilidade. Para a reserva de emergência, ela é apenas um fator de desempate entre as opções que seguem os 3 fatores acima. Se um investimento é mais rentável, mas não possui alguma das 3 características principais, ele não é compatível e não deve ser utilizado.

Hoje, algumas das opções mais populares para a reserva de emergência, que possuem as 3 características, são:

- CDBs com liquidez diária: são investimentos emitidos por bancos que são considerados muito seguros porque são protegidos pelo FGC (uma espécie de seguro que reembolsa os investidores em até R$ 250.000,00 no caso de falência do banco). Porém, precisa ser a opção com liquidez diária, já que as outras só permitem resgate no vencimento.

- Tesouro Selic: é o título mais conservador do Tesouro Direto e o único que normalmente pode ser resgatado a qualquer momento sem perdas. É considerado por muitos o investimento mais seguro do país.

- Fundos DI: são fundos de investimento muito conservadores que investem praticamente todo seu patrimônio em investimentos muito seguros, como o próprio Tesouro Selic. Também podem ser resgatados a qualquer hora.

- Contas correntes remuneradas de bancos digitais: essa é uma modalidade muito recente, mas que está ganhando muito espaço por sua praticidade. Alguns bancos digitais possuem esse serviço, onde só de transferirmos nosso dinheiro para a conta corrente, ele automaticamente passa a render a taxa Selic diariamente. São considerados seguros porque esse dinheiro das contas fica separado do patrimônio do banco.

Então, fica aqui minha recomendação para quem está começando a investir agora: consolidem primeiramente a reserva de emergência para que possam depois investir para outros objetivos com mais tranquilidade e segurança.

 

*Danilo Gato é um educador financeiro, autor do livro “Aprenda a Investir seu dinheiro”, criador do canal Finanças em desenho e possui mais de 5 anos de experiência atuando no mercado financeiro com planejamento de proteção financeira para mais de mil famílias e ensinando investidores a investir por conta própria através do seu curso de investimentos, que já conta com dezenas de alunos formados e capacitados a administrar seus próprios investimentos. Mais informações @financas_em_desenho
Saiba se seu nome ou de sua empresa está sendo usado indevidamente

Ao tentar obter uma Declaração Anual de Isento, o vigilante Pedro Lima Pereira descobriu que tinha uma empresa de materiais de construção com irregularidades aberta no nome dele. Isso ocorreu após ele ter tido os documentos roubados. Pedro contou que, desde então, só tem dor de cabeça.

“Em 2005, fui fazer uma Declaração Anual de Isento e acusou que eu tinha que procurar a Receita Federal. Fui lá e constava que eu tinha uma empresa de materiais de construção. Desde então, só tenho problema, não posso abrir conta em banco, vaga de emprego foi difícil conseguir, cartão, comprar em loja. Então, ficou tudo mais difícil porque uma pessoa usou meus dados, meus documentos, identidade, CPF”, relatou.

Esse tipo de problema pode ser descoberto e revertido com mais agilidade por meio do Registrato, sistema do Banco Central. Por meio dele, é possível ao cidadão monitorar, pela internet, informações sobre o relacionamento com as instituições financeiras, operações de crédito e de câmbio e descobrir se seu nome ou de sua empresa está sendo usado por terceiros. É possível verificar, por exemplo, todas as contas bancárias ativas ou inativas abertas no nome de uma pessoa, as dívidas liquidadas ou não e envio de dinheiro para o exterior.

O cidadão também pode conferir o Relatório de Chaves Pix, documento que traz a lista dos bancos, cooperativas de crédito e outras instituições financeiras e de pagamento onde o cidadão tem uma chave do novo meio de pagamento. Os dados do relatório são fornecidos pelas próprias instituições participantes do Pix.

Como usar

O cadastro no Registrato pode ser feito por pessoas físicas e jurídicas pelo aplicativo e site do banco de relacionamento ou diretamente com o Banco Central. É preciso estar com o CPF ou CNPJ válido. A consulta no sistema é feita de forma rápida, segura e gratuita.

O que fazer em caso de irregularidade?

O Banco Central orienta que, em caso de constatação ou suspeita de informações incorretas, o cidadão deve entrar em contato com a instituição financeira prestadora da informação.

É importante lembrar que há defasagem de tempo entre o envio das informações pelas instituições financeiras e a apresentação delas por meio dos relatórios do Registrato.

No Registrato, o cidadão pode consultar:

Informações sobre empréstimos e financiamentos em seu nome;

Indicação das suas chaves Pix cadastradas em bancos, instituições de pagamento e outros;

Lista dos bancos e financeiras onde tem conta ou outro tipo de relacionamento, como investimentos; e

Dados sobre operações de câmbio e transferências internacionais.

Quem não possui conta ativa em um banco, pode emitir a certidão de inexistências de contas em bancos.

Acesse o Registrato

https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/registrato

Brasil e Argentina solucionam pendências do comércio de produtos agropecuários

Após intenso trabalho, iniciado em 2020, Brasil e Argentina solucionaram 49 temas pendentes na relação bilateral agropecuária, de um total de 54 itens. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Luis Basterra, se reuniram, nessa terça-feira (9), para avaliar as medidas e estreitar o comércio e a cooperação entre os dois países.

Os temas incluem abertura e reabertura de mercado de diversos produtos, como farinhas, cárneos (bovino, suíno e de aves), lácteos, grãos, pet food e frutas. Um exemplo é a autorização para importação de camarões inteiros e limpos da Argentina (chamados langostinos) e a resolução de pendências sanitárias para exportação de uva e maçã.

“A pauta com a Argentina é daqui para frente. O pra trás está encerrado. Nós zeramos todos os nossos problemas de certificado. Hoje, na agricultura e pecuária, o Brasil e a Argentina não têm mais nenhum produto que tenha algum tipo de problema”, destacou a ministra Tereza Cristina.

O ministro Basterra lembrou que algumas dessas pendências já duravam mais de 10 anos e foram solucionadas graças à celeridade e credibilidade das equipes dos países vizinhos. “Agora temos uma agenda positiva para trabalhar com posições internacionais de cooperação.”

Os ministros estimam que o fluxo comercial bilateral de produtos agropecuários deve se intensificar. Atualmente, a Argentina é o 16º destino das exportações brasileiras, somando US$ 1,17 bilhão, o que representa mais de 1% das vendas externas do agronegócio. Os principais itens são soja, café não torrado, frutas e nozes não oleaginosas, frescas e secas. A maior parte das importações do Brasil tem origem argentina. Em 2020, as compras corresponderam a um quarto do total das importações do país (US$ 3,18 bilhões).

Pesquisa

Na área de pesquisa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (Inta) renovaram por mais cinco anos o acordo de cooperação bilateral.

De acordo com o presidente da Embrapa, Celso Moretti, a Argentina é o terceiro país com maior interação de pesquisas com a Embrapa, ficando atrás somente dos Estados Unidos e da França. As áreas com grande intercâmbio de informações são soja, florestas e recursos genéticos.

A presidente do Inta, Susana Mirassou, destacou que um dos próximos projetos é aprofundar a troca de informações sobre germoplasma. Moretti citou ainda o desenvolvimento de programas de rádio e televisão, em português e espanhol, para capacitação de pequenos produtores.


Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
 
ALADI é destino de 25% das vendas de produtos industriais do Brasil

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) é destino de 25% das vendas de produtos industriais do Brasil, mas há o desafio de ampliar os acordos comerciais, disse o diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi. “O Brasil possui acordos comerciais com praticamente todos os países da ALADI, exceto Panamá. Mas, ao mesmo tempo, há muita coisa para ser construída. Os acordos se concentraram muito em tarifas e no comércio de bens, atualmente têm uma extensão maior. Podemos incluir serviços, investimentos e compras governamentais. Isso vai revigorar nossa economia e trazer oportunidades em outros campos que não sejam só o das tarifas”, explicou ele, durante live, nesta terça-feira, dia 9, que debateu o futuro da Associação, que completou 40 anos em 2020. O evento foi uma iniciativa conjunta da FIESC, FIERGS e FIEP. Integram a ALADI a Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Cuba e Panamá.

Abijaodi informou que 80% do valor exportado pelo Brasil para países da ALADI se beneficiam de preferências tarifárias. “É um grande destino das vendas brasileiras e de produtos industriais. A integração que temos hoje com a ALADI é muito importante para o Brasil. Não resta dúvida. Há um estímulo cada vez maior para os países e regiões celebrarem acordos comerciais. O que temos é uma possibilidade muito grande de termos uma comunicação mais próxima com os nossos vizinhos que representam tanto para nós em termos de comércio e nas relações internacionais”, declarou.

O secretário-geral da ALADI, Sérgio Abreu, destacou que as micro, pequenas e médias empresas representam de 85% a 90% da estrutura produtiva dos países da ALADI. “Elas estão sentindo a pressão da situação comercial e do novo panorama da economia internacional. Nosso desafio é a abertura e a inclusão de novas agendas e a dinamização das micros, pequenas e médias, que são a base social e de estabilidade política dos países. Temos que dar a elas a possibilidade de digitalizar-se, exportar, importar. Sem comércio não há emprego e sem emprego há desestabilização social”, afirmou. Ele também chamou a atenção para o crescimento da importância da China no cenário internacional e que isso deve ser observado pelas companhias. 

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, também chamou a atenção para a importância de conhecer o poder que tem a China e a Ásia. “Não tem como fazer planejamento e políticas que não contemplam a aproximação com a China”, salientou. Ela também observou que é preciso olhar para a integração regional. “Precisamos encontrar propostas e soluções que nos aproximem cada vez mais disso. Somos países fronteiriços e isso já é uma imposição obrigatória do ponto de vista social, político, econômico e financeiro. Então, a integração fronteiriça é o ponto de partida para qualquer decisão”, explicou. 
Claudia Schittini, da área internacional da FIEP, destacou o trabalho que vem sendo feito pelas federações de indústrias para auxiliar principalmente as pequenas empresas na área de comércio exterior. “Temos um papel de identificar as oportunidades e necessidades”, afirmou.

“A ALADI é extremamente importante. É um bloco econômico que está entre os maiores do mundo, com uma população de 575 milhões de pessoas. Então é preciso considerar os fatores macro da ALADI para fins de avaliação do processo de integração da nossa região”, frisou Luciano D’Andrea, da área internacional da FIERGS.
 
O que é a ALADI: A ALADI foi instituída pelo Tratado de Montevidéu de 1980, assinado originariamente em 12 de agosto de 1980 pelos governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela e, posteriormente, por Cuba (1999) e Panamá (2012). Juntos, os países da ALADI abrangem uma superfície de 20 milhões de km².

A Associação promove a criação de uma área de preferências econômicas na região, objetivando um mercado comum latino-americano, através de três mecanismos: preferência tarifária regional, aplicada a produtos originários dos países-membros frente às tarifas em vigor para terceiros países; acordos de alcance regional (comuns a todos os países-membros) e acordos de alcance parcial, com a participação de dois ou mais países da área. 

Com informações da ALADI

Atividade portuária tem presença cada vez maior de mulheres

Apesar de ser um mercado predominantemente masculino, a atividade portuária vem ganhando mais adeptas mulheres, com um número cada vez maior de profissionais do sexo feminino atuando em diversas áreas, não apenas no setor administrativo como também técnico e operacional. Atualmente, 79 mulheres integram o quadro de colaboradores da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), nas mais variadas funções. Nas instalações portuárias propriamente ditas, a força de trabalho feminina ainda é pequena, mas não menos significativa: o Porto de Paranaguá conta com duas mulheres conferentes de carga, em um universo de 1,8 mil homens.

 

Já no Ogmo Paranaguá - Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário do Porto de Paranaguá, são 15 mulheres exercendo atividades cruciais para o bom funcionamento do maior porto graneleiro da América Latina, o que corresponde a 35% do total de cargos. Dos 11 cargos de chefia do Ogmo Paranaguá, quatro são ocupados por mulheres, um total de 36% de liderança feminina. O Conselho de Diretores da entidade também ganhou, pela primeira vez na história, representatividade feminina, com a participação da Gerente de RH e Qualidade da TCP Terminal de Contêineres de Paranaguá, Thais Marques.

 

Marggie Morita, 55 anos, é uma dessas mulheres. Há 26 anos à frente do setor de Tecnologia da Informação do Ogmo Paranaguá, Marggie é também pioneira em sua área de atuação, a Programação, nicho da Informática onde, até nos dias de hoje, é difícil encontrar mulheres em posições de comando. Apesar de ser uma entre poucas, Marggie diz nunca ter se sentido vítima de preconceito no trabalho por ser mulher, mas reconhece que a presença feminina na área de TI, especialmente de Programação, poderia ser bem maior.  “Acredito que o maior desafio para a mulher profissional de qualquer área é encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. Muitas vezes, nossas maiores conquistas profissionais acontecem ao mesmo tempo que nossos desafios pessoais mais difíceis. É um dilema diário, que só conseguimos vencer com a ajuda de uma rede de apoio”, analisa.

 

Há cinco anos, a assistente operacional Jamile Gomes Nunes, 31, encarou o desafio de ser a primeira mulher transferida da área administrativa do Ogmo Paranaguá para atuar diretamente no porto. “Eu sequer conhecia um navio e não era algo que eu havia escolhido para aquele momento, mas nós, mulheres, não fugimos de nada, não é mesmo?”, brinca a jovem, que se apaixonou pelo ambiente da faixa portuária e hoje é responsável por realizar a escala de trabalho dos TPAs (trabalhadores portuários avulsos), fiscalizar as presenças e ocorrências e também atender os OPs (operadores portuários).

 

Mas nem tudo foram flores. A cultura masculina enraizada no ambiente portuário foi um desafio a ser vencido por Jamile, com muita paciência e empatia. “No início, foi bem difícil, pois os trabalhadores não aceitavam ser coordenados por nós, mulheres. A cultura que eles tinham de um ambiente onde só existiam homens foi mudando somente com o tempo, no dia-a-dia mesmo”, conta a assistente operacional.

 

A engenheira de segurança do trabalho Karla Alves Santos, 32 anos, concorda com a colega Jamile. Atuando diariamente no planejamento de ações de prevenção a acidentes e doenças do trabalho, Karla revela que a maior diferença sentida em sua rotina profissional pelo fato de ser mulher está na aceitação dos homens a uma liderança feminina. “Como mulher em uma posição de liderança, eu percebo que não conquisto o reconhecimento de forma automática. Preciso sempre provar minha competência antes de conquistar o respeito. Pela minha experiência, comparo que quando um homem é colocado como líder, ele já inicia no cargo com a confiança pré estabelecida, e pode perdê-la, dependendo das suas ações na equipe. Para a mulher, o processo é sempre o contrário, especialmente se a equipe é composta majoritariamente por homens”, explica a engenheira, que aposta no diálogo como forma de transpor essas barreiras. 

 

Diretora executiva do Ogmo Paranaguá, a advogada Shana Carolina Bertol, 40 anos,  lida diretamente com a gestão de pessoas e a resolução de conflitos relacionados ao trabalho portuário, funções que, como muitas mulheres, ela concilia com os papéis de mãe, esposa e filha. Para ela, independente do gênero, o respeito é alcançado com muito esforço, dedicação e estudo. Shana comemora o incremento cada vez mais sólido da participação feminina no setor portuário, especialmente em cargos de gestão e no cais do porto, mas destaca: “ainda temos muito espaço a ocupar”.

 

A diretora executiva ressalta a importância do Dia Internacional da Mullher como uma data de reconhecimento às mulheres que lutaram para que hoje todas possamos votar, estudar e trabalhar. Uma batalha que ainda é diária e que Shana não enfrenta sozinha. “As mulheres ainda são minoria nos cargos de liderança e chefia, muito embora tenham uma qualificação igual ou superior à dos homens. Assim como ainda não alcançamos a paridade salarial ao ocupar os mesmos cargos. Temos que continuar unidas e praticar a sororidade, pois ainda estamos longe de alcançar a equidade de gênero e só conseguiremos juntas”, conclui. 

 

Ogmo Paranaguá

 

Responsável por conectar os operadores portuários aos trabalhadores, o Ogmo Paranaguá - Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário do Porto de Paranaguá, entidade civil sem fins lucrativos, atua há 26 anos na administração do fornecimento de mão de obra avulsa aos trabalhadores portuários do Porto de Paranaguá, no litoral paranaense. Atualmente, o órgão gerencia cerca de 3 mil trabalhadores, representados por seis sindicatos laborais que atendem 28 operadores portuários, ofertando 274 mil oportunidades de trabalho no ano de 2020.  

 

Com o propósito de apoiar o desenvolvimento do porto com qualidade e segurança, garantindo as melhores práticas tanto para os Operadores Portuários (OPs) quanto para os Trabalhadores Portuários e Avulsos (TPAs), o órgão busca a melhoria contínua da gestão de mão de obra e investe com frequência na modernização e inovação constantes de seus serviços, como a criação de ferramentas que facilitam o acesso dos TPAs às ofertas de trabalho a partir de critérios técnicos e de forma igualitária.

 

 

Wilson Sons celebra 24 anos do Tecon Rio Grande movimentando mais de 8 milhões de contêineres

AWilson Sons está celebrando o aniversário do Tecon Rio Grande, que completa 24 anos de atuação. Desde o início de suas operações, o terminal movimentou 8.120.760 contêineres, o que corresponde a 13.510.520 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Além disso, vem realizando investimentos, melhorias e fomentando a economia do Rio Grande do Sul, consolidando-se como um dos mais importantes terminais do País e uma das instalações mais competitivas na América do Sul. O Tecon Rio Grande possui cerca de 3 mil clientes importadores e exportadores, além de receber as principais linhas que escalam o Brasil, oferecendo serviços semanais para todos os trades do mundo a partir de 17 clientes armadores.  

 

Em 1997, o Tecon Rio Grande assumiu compromissos em seu contrato de licitação, tais como incrementar a capacidade e a produtividade do terminal, por meio de modernização tecnológica dos equipamentos, processos e adequação da infraestrutura. Na época, o terminal operava apenas com um guindaste móvel, uma ponte, três empilhadeiras de grande porte e três de pequeno porte, seis caminhões e 64 colaboradores. Transcorridas mais de duas décadas, hoje, o Tecon Rio Grande é o terminal mais automatizado do Brasil.  

 

Desde que começou a operar, todos os compromissos foram integralmente cumpridos. Localizado a 320 km da cidade de Porto Alegre, capital do estado, o Tecon Rio Grande teve seu cais de atracação triplicado para 900 metros. São 735.000 m² de área total, com capacidade estática de 25.000 TEU, 20.000 m² de armazéns para carga geral e especiais, 10 gates totalmente automatizados para a entrada e saída do terminal, além de 2.800 tomadas para contêineres refrigerados (reefer).  

 

Igualmente no que se refere à infraestrutura, a Wilson Sons finalizou em 2020 a dragagem no Tecon Rio Grande, aumentando seu calado de 12,5 metros para 15 metros (49,2 pés). Com investimento de R$ 1,8 milhão, a obra do cais do terminal gaúcho lhe dá capacidade para operar simultaneamente dois navios New Panamax, um dos maiores cargueiros do mundo, com 366 metros de comprimento e capacidade para transportar até 14 mil TEU. 

 

O Tecon Rio Grande dispõe de nove STSs (Ship to Shore Container Crane – capazes de operar em navios de até 24 contêineres de largura) e 22 RTGs (Rubber Tyred Gantry Crane, pontes rolantes sobre rodas utilizadas na movimentação dos contêineres no pátio), além de dois Mobile Cranes (guindaste controlado por cabos), nove Reach Stackers (empilhadores de contêineres) e 56 tratores de pátio. Conta ainda com o sistema operacional Navis N4, líder global em gestão de terminais portuários, e com o Teconline, plataforma com 20 anos de funcionamento e mais de 2,6 mil usuários ativos de diversos países do mundo, entre transportadoras, despachantes, armadores, órgãos anuentes, clientes e agentes de carga. Por meio da plataforma, é possível consultar informações sobre cargas, programação de navios e agendamentos.  

 

Resultados atuais 

Os resultados do trabalho desenvolvido pelo Tecon Rio Grande ao longo dos anos se mostram evidentes. Em 2020, foram movimentados 404.721 contêineres (675.227 TEU), com destaque para a exportação, que atingiu 131.842 contêineres (230.695 TEU) levados a países de todos os continentes, como Estados Unidos, China, Bélgica, Peru e Arábia Saudita. Os principais produtos exportados pelos clientes do terminal, no ano passado, foram tabaco, resinas, frango congelado e madeira, com crescimento importante dos embarques de carne suína e arroz. 

 

Outro destaque em franco crescimento é a navegação interior com o maior proveito do modal fluvial por meio do Tecon Santa Clara. A navegação interior representa 8% das cargas exportadas e importadas pelo Tecon Rio Grande. Operante desde 2016, o terminal hidroviário, localizado em Triunfo (RS), é responsável por cerca de 5% dos produtos do agronegócio que chegam ao Tecon Rio Grande. Hoje 25% das cargas movimentadas no terminal hidroviário são commodities, como madeira e frango congelado. Em 2020, foram movimentados 25.155 contêineres via Tecon Santa Clara, quase 48 mil TEU. 

 

Transformação da comunidade 

A Wilson Sons é ciente de sua responsabilidade social no sentido de mitigar a situação de vulnerabilidade das comunidades nas regiões em que atua. Desta forma, nesses 24 anos, o Tecon Rio Grande realizou uma série de ações, as quais contemplaram diversas instituições e impactaram milhares de pessoas. 

 

Mensalmente, 11 instituições do Rio Grande são assistidas pela Wilson Sons para que mais de mil pessoas possam se manter ativas. Além desse apoio direto, em razão da pandemia, o terminal vem realizando doações à comunidade e a instituições, como os hospitais da Universidade Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. e o Complexo Hospitalar Santa Casa do Rio Grande, ambos referência para tratamento da Covid-19 na cidade. O terminal ainda participou de projetos para auxiliar a Prefeitura Municipal durante a pandemia e contribuiu com alimentos para o Mesa Brasil, Banco de Alimentos, entre outros. 

 

Pronto para o futuro 

O terminal tem garantido um aumento da conteinerização de cargas tradicionalmente transportadas a granel. Isso graças aos investimentos realizados, como a implantação do projeto de estufagem de toras de madeira, o fomento à importação de fertilizantes via contêineres, o carregamento de grãos em contêineres, entre outros. Colabora para esse quadro os investimentos da Wilson Sons em facilidades atrativas aos clientes: 15 dias livres exportação/cabotagem, órgãos anuentes instalados no terminal, sala de despachantes, 3.000 m² de área coberta para vistorias, bem como armazéns de cargas Dry, de carga especial e antecâmara fria.  

 

“Esses 24 anos representam uma conquista importante não só para o Tecon Rio Grande, mas também para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Os investimentos e a dedicação que viemos tendo desde 1997 fizeram com que chegássemos à posição de um dos mais competitivos terminais de contêineres da América do Sul. Há muito ainda por ser explorado, mas essa marca comprova que estamos prontos para o futuro, sempre com foco em produtividade e eficiência”, considera Bertinetti. 

Sobre o Grupo Wilson Sons

O Grupo Wilson Sons é o maior operador integrado de logística portuária e marítima no mercado brasileiro e oferece soluções da cadeia de suprimento, com mais de 180 anos de experiência. A Companhia presta uma gama completa de serviços para as empresas que atuam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica, conectando as melhores soluções aos resultados esperados pelos seus clientes. Com presença nacional, atua de forma inovadora, acompanhando as tendências do mercado.

 

Estudo ABF das 50 Maiores Franquias do Brasil 2021 reafirma maturidade das redes

A ABF - Associação Brasileira de Franchising traçou o Perfil das 50 Maiores Redes de Franquias no Brasil por número de unidades em operação (confira a lista completa abaixo). A edição 2021 do estudo, realizado pelo quinto ano consecutivo, reafirma a crescente maturidade das redes, ainda mais evidenciada num ano marcado pela pandemia da Covid-19. Uma novidade neste ano é que a lista das 50 Maiores envolve apenas redes com investimento acima de R﹩ 90 mil. As microfranquias (negócios com limite de investimento de até R﹩ 90 mil) têm a partir de 2021 lista própria.

O levantamento indica que o volume de unidades das 50 Maiores Marcas aumentou 5% em 2020 frente a 9% no ano anterior. Levando-se em consideração que a Covid-19 tomou praticamente todo o ano passado, esse aumento revela a resiliência, capacidade de reação e adaptação do sistema de franquias a cenários adversos. Entre as top 50, neste ano são 16 as redes com mais de mil unidades, uma a menos que em 2020. Reflexo da pandemia, já a quantidade mínima de operações para figurar na lista das maiores diminuiu em 2%, passando de 321 em 2019 para 315 em 2020.

Para André Friedheim, presidente da ABF, "a força, a maturidade e a resiliência do franchising nacional estão refletidas nessa lista das 50 Maiores Redes de Franquias do Brasil. Nesse período de dificuldades sem precedentes em mais de um século para pessoas e empresas no enfrentamento da pandemia de Covid-19, essas redes demonstraram a importância do trabalho em rede, da força da marca, dos princípios e valores que norteiam o setor de franquias. A todas meus parabéns, reconhecimento e desejo de que sigam crescendo e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor de franquias brasileiro", afirma.

A rede O Boticário (Saúde, Beleza e Bem-Estar), a exemplo dos últimos anos, se mantém em 1º lugar na lista, com 3.620 unidades no Brasil. O McDonald’s (Alimentação), na segundo posição, repete a vice-liderança do ano passado, com 2.567 operações de franquia. Já a Cacau Show (Alimentação) subiu uma posição, alcançando o 3º lugar na lista, com 2.371 unidades.

Neste ano, passaram a integrar as Top 10 três novas redes: Óticas Carol (Saúde, Beleza e Bem-Estar), que subiu da 11ª para a 8ª posição, com 1.394 unidades; Seguralta - Bolsa de Seguros (Serviços e Outros Negócios), do 12º para o 9º lugar, com 1.325, e Burger King (Alimentação), que avançou do 14º para o 10º lugar, passando a integrar esse seleto grupo, com 1.302 franquias, e apresentando a maior variação, com 8% mais unidades entre 2019 e 2020. Alimentação que, aliás, é o segmento mais representativo individualmente do franchising brasileiro e é, ainda, um item essencial, também predomina na lista das dez maiores, com cinco marcas (50% de participação). Saúde, Beleza e Bem-Estar tem duas representantes, Serviços Automotivos, Hotelaria e Turismo, e Serviços e Outros Negócios completam o grupo com uma rede cada.

A pesquisa é realizada exclusivamente com marcas associadas, a partir do banco de dados da entidade com informações registradas pelas próprias redes. As informações são auditadas eletronicamente pelo sistema quanto à sua veracidade e autenticidade por meio de regras e salvaguardas específicas no processo de inserção dos dados no próprio sistema.

Destaques entre as Top 20 e estreantes nas Top 50

Entre as 20 maiores, a rede OdontoCompany (Saúde, Beleza e Bem-Estar) se destacou, com 57% de crescimento em número de unidades, 997, o que a levou a subir da 25ª para a 17ª posição, integrando esse segundo bloco de marcas. A rede foi beneficiada pelo fato de o mercado de saúde, especialmente as clínicas odontológicas, ter imensa demanda reprimida durante os primeiros meses de pandemia e assim ter crescido muito no decorrer do ano.

A Help! Loja de Crédito (Serviços e Outros Negócios), com 855 operações, alcançou a segunda maior variação neste grupo, com 22% de crescimento, passou do 24º para o 19º lugar e a figurar entre as Top 20. O mesmo aconteceu com a Chilli Beans (Moda), que subiu uma posição e com 847 franquias completa esse grupo.

Quatros marcas estrearam entre as Top 50 neste ano. A rede Mercadão dos Óculos (Saúde, Beleza e Bem-Estar) saltou do 70º para o 42º lugar, com 396 unidades. A Clube Melissa (Moda), com 332 operações, subiu da 51ª para a 48º posição. A CASA DO CONSTRUTOR (Casa e Construção), com 318 franquias, avançou da 62º para o 49ª lugar. Segundo dados da ABF, o segmento - beneficiado pela maior permanência das pessoas em casa e difusão do home office - foi o que mais cresceu durante a pandemia, com uma variação positiva de 25,6% no 4º tri do ano passado frente a igual período de 2019, e de 12,8% em 2020. Já a Sodiê Doces (Alimentação), com 315 unidades, alçou duas colocações e encerra o seleto grupo das 50 Maiores Redes de Franquias do Brasil em unidades. A data de referência para compor a lista foi 29 de janeiro de 2021.

Marcas que mais cresceram

Na lista como um todo, algumas redes se evidenciaram por seu percentual de expansão. A ACQUAZERO (Serviços Automotivos) registrou crescimento de 152% em número de unidades (388) comparado a 2019, o maior entre as Top 50. A marca saltou do 111º para o 43º lugar, razão de sua entrada na lista das maiores por unidades entre as franquias brasileiras. A rede investiu fortemente em marketing, aplicativos e tecnologia, e teve intensa atuação residencial, através da higienização de sofás, que cresceu muito na pandemia.

A Remax (Casa e Construção) teve a segunda maior variação, com um crescimento de 80% em suas operações (444) no período pesquisado. Segundo a franqueadora, no dia 1 de janeiro de 2020 a rede contava com 323 lojas e muitas estavam programadas para abrir até o final do ano, o que levou a esse total em janeiro de 2021.

A Covid-19 também não impactou o crescimento do Mercadão dos Óculos (396), que por integrar as atividades de serviços essenciais foi de 67% no período.

A Nutrimais (Alimentação) projetou-se com a terceira maior variação no número de unidades (524), registrando um crescimento de 49%, beneficiada pelo bom desempenho do mercado de agronegócio mesmo durante a pandemia.

"Por meio desse estudo, mesmo em um ano difícil, o franchising mostra seu dinamismo e que se mantém em evolução, norteado pelas marcas mais maduras e consolidadas", observa o presidente da ABF.

Segmentos, formatos, tempo como franqueadora, Selo de Excelência e gênero

A pesquisa mostrou que Alimentação continua sendo o mais representativo dos segmentos entre as 50 Maiores Franquias do Brasil por unidades, tendo ampliado sua fatia de participação de 35% para 37%, mostrando a resiliência e capacidade de reação das redes do segmento nesse período de pandemia.

Saúde, Beleza e Bem-Estar se manteve estável no segundo lugar (19%), e Serviços e Outros Negócios vem em terceiro, aumentando sua presença de 9% para 11%. Outro destaque, muito em função da mudança de hábitos provocada pela Covid-19, Casa e Construção saiu do zero e registrou 2% de participação no rol das Top 50.

 
 

 

As 50 Maiores Franquias do Brasil investiram mais em "Lojas" do que em "Outros formatos" no ano passado, indica o estudo. A alta no período pesquisado foi de 85% para 90% das Lojas contra uma redução de 15% para 10% nos demais formatos.

 
 

 

O tempo de atuação das redes no mercado de franquias é um fator preponderante entre as 50 Maiores. O levantamento de 2021 mostra que a participação das marcas com mais de 10 anos no franchising saltou de 57% para 71%. Já as redes com 9 a 10 anos oscilaram de 15% para 12%.

 
 

 

A importância do Selo de Excelência em Franchising (SEF) também é revelada no estudo. Entre as Top 50, 83% possuíam a principal chancela do mercado de franquias brasileiro em 2020 contra 75% no ano anterior. Dessas, 33% conquistaram mais de 10 chancelas até o ano passado, ante 32% em 2019, e aquelas que não possuíam o Selo caíram de 25% para 23%. Para André Friedheim, "a cada ano o SEF ganha uma relevância maior entre as Top 50 do setor de franquias brasileiro, revelando e refletindo a alta qualidade das redes que compõem esse seleto grupo e o próprio desenvolvimento do franchising nacional".

 

Quanto ao gênero do principal executivo, o estudo aponta que as mulheres avançam gradativamente no posto de liderança entre as Top 50. A participação dos homens diminuiu de 85% para 79%, enquanto a das mulheres aumentou de 15% para 21%.

 
 

 

ABF lança lista das 10 Maiores Microfranquias no Brasil

Com o crescimento do número e projeção das microfranquias no mercado brasileiro, a Associação Brasileira de Franchising cria, a partir deste ano, um ranking específico das 10 Maiores Microfranquias no Brasil por unidades. A ideia foi também segregar franquias de perfil de investimento diferente, podendo assim acompanhar melhor a evolução de cada bloco. Nesta 1ª edição, representantes de três diferentes segmentos encabeçam a lista. De acordo com o levantamento, o 1º lugar dentre as Top 10 é da rede Pit Stop Skol (Alimentação), com 1.866 unidades. A rede Kumon (Serviços Educacionais) vem na segunda posição, com 1.585 operações. Já a Acqio (Serviços e Outros Negócios) é a terceira colocada, com 1.036 unidades.

Na lista das Maiores Microfranquias no franchising brasileiro, a Touti (Saúde, Beleza e Bem-Estar) apresentou a maior variação em número de unidades, com crescimento de 100%. Franquia de venda de cosméticos a partir de R﹩ 12 mil de investimento inicial, a marca fechou contrato com a Rede Assaí para abertura de unidades em seus mercados.

A rede Maria Brasileira alcançou a segunda maior variação do ranking. O segmento de Limpeza e Conservação, ao qual pertence a franquia, explorou um novo nicho na pandemia com a realização de desinfecções em estabelecimentos comerciais e residências.

"É interessante notar a variedade de tipos de negócio dentro do ranking das microfranquias. Temos venda de bebidas, educação, limpeza, meios de pagamento, lavanderia, venda de bijuterias e corretora de seguros, mostrando a versatilidade das microfranquias. Isso é muito importante pois as microfranquias podem ser uma alternativa de ocupação de renda para muitos desempregados, o que já vem ocorrendo", comenta o presidente da ABF.

 

 

*A lista deste ano é composta por 52 marcas em virtude do empate em duas posições (41º e 44º lugares)

Sobre a ABF

A ABF - Associação Brasileira de Franchising é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1987, que representa oficialmente o sistema de franquias brasileiro. O setor registra um faturamento anual superior a R﹩ 167 bilhões, mais de 156 mil unidades e cerca de 2.600 marcas de franquias espalhadas por todo o Brasil. Além disso, o franchising brasileiro responde por aproximadamente 2,7% do PIB e emprega diretamente mais de 1,2 milhão de trabalhadores. Atualmente com mais de 1.200 associados e cobrindo todo o território nacional por meio da seccional Rio de Janeiro e de regionais (Sul, Minas Gerais, Centro-Oeste, Nordeste e Interior de São Paulo), a entidade reúne franqueadores, franqueados, advogados, consultores e demais fornecedores e stakeholders do setor. O propósito da ABF é fomentar o franchising brasileiro, nacional e internacionalmente, para que ele se mantenha próspero, sustentável, inovador, inclusivo e ético. A Associação dedica-se a aperfeiçoar o sistema de franquias brasileiro por meio da capacitação de pessoas em diversos cursos presenciais e on-line, do estímulo à inovação, da disseminação das melhores práticas, da representação junto às diversas instâncias públicas e divulgação dos resultados do setor.

Projeto Mais Milho: Em debate a complexa questão do suprimento de milho para SC

        Com o apoio das principais entidades do agronegócio, o FORUM FECOAGRO – atividade do Projeto Mais Milho – discutirá as principais questões do setor em evento on line no dia 16 de março, das 14h às 17h, com transmissão ao vivo pelo Canal Rural e suas redes sociais. Em pauta a crescente escassez de milho para Santa Catarina.

                 Os mediadores Queli Ávila e Glauber Silveira conversarão com convidados especiais sobre programas e incentivos a culturas de inverno, logística e desafios para a implantação da rota do milho e sobre a sanidade do milho, incluindo problemas como as pragas cigarrinha e podridão.

A cultura do milho é fundamental para abastecer as cadeias produtivas de proteína animal em Santa Catarina. O Estado é o maior produtor de suínos do País, segundo maior produtor de aves e também se destaca na produção de leite. Por isso, a demanda de milho do Estado é muito maior do que a produção. Para agravar a situação, o Brasil está vivendo novamente um período de escassez na oferta de milho e, por consequência, de preços superaquecidos.

                 As cadeias produtivas da avicultura e da suinocultura catarinenses geram uma riqueza econômica de mais de 1 bilhão de aves e 12 milhões de suínos por ano, sustentam mais de 150 mil empregos diretos e indiretos e geram bilhões de reais em movimento econômico. O principal insumo que fomenta essa megaestrutura é o milho.

Santa Catarina necessita pelo menos de 7 milhões de toneladas para alimentar sua agroindústria e a produção interna seria de 2,7 milhões de toneladas. Seria, porque seca, excesso de chuvas e praga baixaram essa previsão para 1,5 milhão de toneladas. A situação somente irá melhorar no segundo semestre, com a entrada da safrinha. No País, os números também não são animadores. A safra nacional de milho que já está sendo colhida deve render 20 milhões de toneladas. Isso indica que faltará milho já neste primeiro semestre no mercado brasileiro e essa situação deve se manter até a entrada da safrinha.

Para abastecer o mercado interno, Santa Catarina terá que importar cerca de cinco milhões de toneladas de milho no ano, o que também impactará nos custos de produção das agroindústrias.

OUTROS TEMAS

Cultura de inverno é outro tema importante da pauta, pois é uma alternativa que Santa Catarina está buscando para reduzir a dependência de milho e diminuir os custos de produção. A Secretaria de Estado da Agricultura reforçou o apoio para o plantio de trigo, triticale e cevada e já desenvolve um projeto de incentivo ao plantio de cereais de inverno, que pretende ampliar em 120 mil hectares a área plantada com esses grãos. Por outro lado, o Sindicarne e a ACAV firmaram acordo de cooperação com a Embrapa Suínos & Aves, através do qual esse centro de pesquisa estudará a formulação da ração animal com outros grãos, além do milho.

Também estará em discussão a conexão transfronteiriça conhecida como a Nova Rota do Milho. O projeto consiste em buscar no Paraguai o milho para abastecer a imensa cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura industrial catarinense. A nova rota encurtará em pelo menos 1.500 quilômetros a distância entre a região consumidora (oeste catarinense) e a região fornecedora, no Paraguai. Se for efetivamente implantado o Corredor do Milho, o produto seguirá o seguinte roteiro, o qual passará a ser conhecido como Corredor do Milho: será adquirido nos Departamentos de Itapua e Alto Paraná (Paraguai), passará pelo porto paraguaio de Carlos Antonio Lopez, atravessará o rio Paraná em balsas, entrará em território argentino pelo porto de Sete de Agosto e seguirá até a divisa com o Brasil, sendo internalizado pelo porto seco de Dionísio Cerqueira.

O controle fitossanitário é uma preocupação: Santa Catarina quer evitar a entrada de pragas que grassam nas lavouras de outros Estados. Uma delas, porém, já está em território barriga-verde. A incidência da cigarrinha-do-milho, inseto-vetor de doenças provocadas por vírus e bactérias, tem ocorrido de forma generalizada em todas as regiões e com danos econômicos variáveis na safra 2020/2021.

SOBRE O FÓRUM

O Fórum Mais Milho é realizado pelo Canal Rural, Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e Aprosoja Mato Grosso. O apoio local é da Fecoagro, Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Sistema Faesc/Senar e Governo do Estado de Santa Catarina.

O evento será transmitido pelo Canal Rural: canalrural.com.br, /canalrural (Facebook), @canalrural (Instagram) e Canal Rural no Youtube (encurtador.com.br/nrBEY).

 

 

SERVIÇO (EVENTO ON LINE)

 

O que: Fórum Mais Milho

Quando: 16 de março (terça-feira)

Hora: 14h às 17h

Transmissão: canalrural.com.br, /canalrural (Facebook), @canalrural (Instagram) e Canal Rural no Youtube (encurtador.com.br/nrBEY)

Foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários os dados estatísticos aquaviário de 2020

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) divulgou na manhã de segunda-feira, 01, os resultados do Estatístico Aquaviário 2020 com os dados dos portos públicos e privados do Brasil. A cerimônia online contou com a presença do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, do Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) Diogo Piloni, do diretor-geral da Ataq Eduardo Nery e da diretora interina da Antaq Gabriela Costa. Os dados apresentados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ.

O destaque apresentado foi o crescimento de 4,2% da movimentação portuária em 2020 no país em relação à 2019. Os Portos organizados e terminais privados movimentaram juntos 1,151 bilhão de toneladas, sendo que os Portos Públicos do Rio Grande do Sul (Rio Grande - somados os 5 terminais arrendados, Porto de Pelotas e Porto de Porto Alegre) representam 26.397.380 de toneladas em movimentação.

O Porto do Rio Grande ficou em sexto lugar na lista dos vinte Portos Organizados com mais movimentação em 2020, sendo mais de 24.661.138 de toneladas de carga somente no complexo público (incluindo os 5 terminais arrendados). Um dos destaques do ano foi o mês de junho, período em que foi movimentado o montante de 4.401.716 toneladas, batendo o recorde que havia sido verificado no mês de setembro de 2018, quando haviam sido 4.340.915 toneladas. Junho de 2020 foi o melhor mês da história do Porto do Rio Grande. A movimentação total no somatório dos terminais públicos, arrendados e terminais de uso privado no complexo do Superporto do Rio Grande foi ratificada em 36.532.226 t ao longo do ano de 2020.
Já na lista dos vinte Terminais de Uso Privado com mais movimentação em 2020 o Terminal Aquaviário de Osório e o Terminal Graneleiro Termasa ficaram, respectivamente, em 15° e 20°, os terminais citados fazem parte do Sistema Hidroportuário do Rio Grande do Sul. Além disso, o Terminal Aquaviário de Osório obteve um crescimento na movimentação de Granel Líquido com 10,4% a mais. Tal incremento contribuiu para o valor de 289,5 milhões de toneladas de graneis líquidos movimentados com o crescimento de 14,8% em relação à 2019, sendo o maior crescimento entre os perfis de carga.

Com relação a movimentação de contêineres os portos brasileiros movimentaram 118,2 milhões de toneladas, sendo mais de 1,1% em relação à 2019 apresentando um expressivo crescimento de participação dos Terminais de Uso Privado (TUP).

Com relação ao ano de 2021 nos Portos do Rio Grande do Sul o Superintendente, Fernando Estima, afirma que 2021 se mostra uma grande janela para o fomento da logística multimodal através de ações e políticas públicas que já se tornaram realidade no ano anterior, como a homologação do novo calado do Complexo do Porto do Rio Grande. Além disso, o executivo também destaca a celebração de acordos e tratativas com a iniciativa privada na busca de novas parcerias negociais para o mercado logístico, em especial para o projeto Rio Grande Porto Indústria e o Terminal Logístico do Arroz com capacidade de armazenagem para 50.000 toneladas.

Entre outras conquistas que podemos verificar é o fato de que já em 2021 que o Porto do Rio Grande apresentou uma movimentação total em janeiro de 2.377.030 t, que representa o aumento de 26% das movimentações em relação ao mesmo período de a 2020.

Os dados apresentados estão disponíveis em http://anuario.antaq.gov.br

WEBINAR DISCUTE O FUTURO DA CABOTAGEM NO BRASIL

 

         O futuro do transporte marítimo entre os portos brasileiros, segmento de grande importância para o desenvolvimento do país, é o tema do webinar BR do Mar – Desafios e Perspectivas para a Cabotagem, a ser realizado na próxima quarta-feira 10/03, a partir das 9h.

Com transmissão ao vivo (ver links de acesso abaixo), o evento contará com a participação de autoridades e especialistas dos setores de transporte marítimo e logística portuária, para debater o Projeto de Lei 4.199/2020, novo marco legal da Cabotagem, também conhecido como BR do Mar, numa alusão à nomenclatura das rodovias federais.

 O objetivo do PL, de iniciativa do Executivo, é aumentar a oferta de serviços de transporte entre os portos brasileiros, bem como aumentar a concorrência do setor. O projeto enfrentou algumas controvérsias, sofreu alterações na Câmara e, no momento, começa a ser discutido no Senado. Hoje a cabotagem representa 11% da matriz de transportes brasileira, e tem crescido em média 10% ao ano.

         Entre os panelistas do seminário virtual estarão o vice-presidente da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), Luís Resano; o diretor de Gestão Portuária da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) e ex-presidente da ANTAQ, Mario Povia; o engenheiro naval e consultor em logística Nelson L. Carlini; e o especialista em transporte marítimo Milton Tito.

 

O webinar é uma realização da Meira Mattos Educação (MME), com apoio da ABAC e apoio institucional da Ferreira de Mello Advocacia (FMA) e do Rotary Club

 

Para participar, basta acessar as redes sociais da MME e do FMA Facebook, LinkedIn ou Youtube. O evento é gratuito.

 

Serviço

Webinar “BR do Mar - Desafios e Perspectivas para a Cabotagem”

DIA: 10 de março, quarta-feira

HORÁRIO: 9h às 13h

LOCAL: Facebook, LinkedIn ou Youtube

Evento gratuito

PIB 2020: o que esperar da economia em 2021?

Os dados do PIB 2020 foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o que era esperado pelo mercado foi confirmado: houve uma queda de 4,1% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Mas o que isso significa? Como impacta nossas vidas? O PIB mede o crescimento econômico. Quando falamos em crescimento, é importante ter em mente que estamos nos referindo à soma do que é produzido internamente em nosso país em termos monetários. Desse modo, esse indicador reflete o tamanho da nossa economia. 

Assim, o dado divulgado, nos mostra que em termos monetários, nossa economia sofreu uma queda de 4,1% em relação ao ano de 2019. Essa situação não é uma surpresa, pois, mesmo antes da pandemia, esperava-se que a economia brasileira sofreria uma retração econômica. Entretanto, a pandemia veio para reafirmar e piorar ainda mais a situação da economia brasileira, pois diminuiu o ritmo das atividades econômicas.  

Mas, e como se comportaram os três grandes setores da nossa economia? Todos sofreram queda? O setor industrial retraiu 3,5%, o que representa a queda mais intensa nos últimos cinco anos. Em termos industriais, o setor de construção civil e a indústria de transformação, foram as áreas da indústria que tiveram o pior desempenho em 2020. 

O setor de serviços, que de modo geral, é o que mais contribui para o crescimento do PIB, foi o que sofreu uma queda maior, retraindo 4,5% em relação ao ano anterior. Com a diminuição da circulação de pessoas, o comércio se viu de portas fechadas, gerando uma queda das vendas, fechamento de estabelecimentos e um maior nível de desemprego nesse setor. Além disso, os serviços prestados às famílias e os transportes, armazenagem e correio foram os serviços mais impactados no ano passado. Aqui, é importante mencionar que, apesar de ser considerado um valor baixo, o auxílio emergencial fornecido para as famílias mais afetadas com a pandemia, corroborou para que o resultado desse setor não fosse ainda pior, o que pode nos mostrar a relevância da continuidade desse auxílio em 2021. 

Por outro lado, se o setor de serviços e a indústria sofreram queda em 2020, o desempenho do agronegócio seguiu um caminho oposto, apresentando um aumento de 2,0% no ano de 2020, se comparado com o ano anterior. Tal fato, é reflexo, em grande medida, das nossas exportações. Câmbio altamente desvalorizado em conjunto com o fato de que, mesmo em crises, commodities e produtos de primeira necessidade continuam sendo demandados mundialmente, permitiram um saldo positivo desse setor no ano em que a economia brasileira apresentou uma queda de 4,1% no seu tamanho. 

Esses dados nos geram muitas incertezas em relação ao ano de 2021. O que sabemos é que, o Brasil precisa mudar o rumo e acelerar o processo de vacinação, pois enquanto isso, mortes estão acontecendo, pessoas estão sendo infectadas, demandando leitos hospitalares, nossos hospitais estão lotados e equipe médica sobrecarregada, e o brasileiro vive com dúvidas em relação o que deve ser feito: isolamento ou não? Não há uma unificação do discurso entre políticos do nosso país, o que dificulta ainda mais o estabelecimento de normas a serem seguidas pela população. O que sabemos é que, com esse resultado econômico, não estamos mais entre as 10 economias mundiais, o que não é um resultado favorável. Para além disso, se o leme do nosso barco não mudar e os ventos, digo, a equipe econômica e governo não tomarem medidas mais assertivas quanto à pandemia, aprofundaremos nossa crise entrando em uma recessão econômica profunda. 

Autora: Pollyanna Rodrigues Gondin é economista e professora da Escola de Negócios do Centro Universitário Internacional Uninter.

Porto Itapoá movimentou 440 mil contêineres em 2020

A retomada da produção industrial, somada ao crescimento do consumo no último trimestre de 2020, trouxe números positivos para a movimentação portuária brasileira. Foram vários os portos brasileiros que registraram recordes de movimentação, especialmente em novembro e dezembro.

Neste contexto, o Porto Itapoá, que chegou a movimentar apenas 4 mil contêineres de importação no mês de junho, chegou a 12 mil unidades por mês, em novembro e dezembro. Como comparação, nos três últimos meses de 2020 o Terminal recebeu 35 mil contêineres de importação, praticamente o dobro das movimentações do segundo e terceiro trimestre, representando crescimento de 10% em relação ao último trimestre de 2019.

Na exportação, contudo, houve estabilidade na movimentação, com média de pouco mais de 7 mil unidades movimentadas por mês.

Desde o início das operações, em junho de 2011, o Porto Itapoá sempre apresentou crescimento na movimentação ano a ano, finalizando 2020 entre os 5 maiores portos do País.

Complexo portuário da Babitonga é responsável pela maior movimentação em tonelagem do Estado de Santa Catarina

Quando consideramos a análise dos números de tonelagem abrangendo os complexos portuários de Santa Catarina, a Baía da Babitonga, que contempla os Portos de São Francisco do Sul e Itapoá, registra a maior movimentação do Estado. O complexo portuário da Babitonga representa 60% de todas as cargas (em tonelagem) que passam pelos portos catarinenses.

Esses números refletem diretamente no desempenho da economia da região. Recentemente o IBGE divulgou as cidades mais ricas do Sul do País, com Joinville ocupando a 3ª posição na região e a 1ª posição no Estado de Santa Catarina, com crescimento de cerca de 12% em relação ao ano anterior. O fluxo logístico e de comércio exterior, proporcionado pelos portos da Baía da Babitonga, são influenciadores diretos para esse desenvolvimento e, por consequência, para a geração de emprego e renda na região Norte catarinense.

Porto Itapoá lança seu novo site institucional e Portal do Cliente

Com a visão de ser líder em satisfação do cliente e inovação e buscando sempre a eficiência e a modernidade em seus serviços, o Porto Itapoá utilizou estes conceitos em seu novo site institucional (portoitapoa.com) e no novo Portal do Cliente (clientes.portoitapoa.com) que foram totalmente remodelados e entraram no ar nesta semana. O objetivo da reformulação desses dois ambientes é trazer mais facilidade para os clientes, parceiros e demais públicos de interesse.

Os novos site e Portal do Cliente são responsivos e podem ser facilmente acessados via celular. Os novos ambientes digitais do Porto Itapoá também já estão adequados à nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) referente às boas práticas e à governança no tratamento de dados pessoais.


No Novo Portal do Cliente os usuários contarão com as novas funcionalidades de módulo de faturamento on-line, agendamento de inspeção on-line, central de notificações e uma home page com muito mais interatividade. Já o novo site institucional traz muito mais modernidade e facilidade para navegação, mais intuitivo e prático para acesso às informações, acompanhando o mesmo padrão e identidade visual aplicada no novo Portal do Cliente.

Em caso de dúvidas sobre o novo Portal do Cliente o contato pode ser feito pelo email atendimento@portoitapoa.com

 

O Porto Itapoá

Sendo considerado um dos terminais mais ágeis e eficientes da América Latina, o Porto Itapoá é também um dos maiores e mais importantes do País na movimentação de cargas conteinerizadas, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). 

Situado no litoral norte de Santa Catarina, o Porto Itapoá está posicionado entre as regiões mais produtivas do Brasil, contemplando importadores e exportadores de diversos segmentos empresariais. Sua localização privilegiada, na Baía da Babitonga, proporciona condições seguras e facilitadas para receber embarcações de grande porte, uma tendência cada vez mais adotada na navegação mundial.

Mais de 800 mil pessoas participaram de algum curso do Progrid em 2020

            O Ailos é um Sistema de Cooperativas de Crédito que conta com mais de 1 milhão de cooperados espalhados pelas 13 cooperativas que compõem o sistema atuante no Sul do Brasil. Mesmo sendo uma cooperativa voltada ao crédito, o Ailos tem como prioridade as iniciativas educacionais, que é justamente um dos princípios do cooperativismo, buscando sempre impactar de forma positiva a vida de seus cooperados e da comunidade em que está inserido.

            Desta forma, diversas ações sociais e educacionais são realizadas ao longo dos anos. Um dos projetos de grande sucesso é o Progrid, que possui atuação presencial e no EAD. A plataforma possui mais de 185 cursos que abordam desde educação financeira até idiomas, apoio educacional para pais, contação de história para crianças, entre outros. Em 2019, o Progrid contou com a participação de mais de 650 mil pessoas tanto presencial quanto on-line, já em 2020, com mais pessoas acessando o digital, esse número subiu para quase 800 mil pessoas se aperfeiçoando.

“2020 foi um ano atípico, quando quem já usava a internet, passou a usar ainda mais, e quem ainda não estava no digital, precisou se adaptar e aprender mais sobre este universo. O Progrid foi a prova de que mais pessoas buscaram conhecimento durante este período, o que nos deixa com sensação de dever cumprido, além disso, vimos nesses cursos a oportunidade de ajudar as pessoas a estarem preparadas e buscarem a retomada econômica”, comenta Sulana Mara da Silva Wan-zuit, coordenadora da área de Educação Corporativa e Relacionamento com o Cooperado da Central Ailos.

          Dentre os cursos mais procurados na plataforma estão o de inglês básico, excel, gestão de finanças pessoais, libras, Cooperativismo: um movimento colaborativo e CooperaEduca- Cooperar e poupar também é coisa de criança.

“Temos o objetivo de criar mais conteúdos sobre educação financeira para o público infanto-juvenil; criar uma plataforma única de educação, onde os cooperados possam encontrar todas as nossas soluções, tanto para as capacitações presenciais quanto para as que são a distância. Uma outra novidade é que já está disponível tanto para dispositivos IOS e Android o App do PROGRID EAD. Assim como a plataforma, o App é totalmente gratuito e traz diversos benefícios como a facilidade de acesso aos cursos”,  destaca Sulana. Neste ano, pelo menos 12 novos cursos devem ser lançados no Progrid para toda a comunidade e 30 novos cursos exclusivos para cooperados.

 

Parceria Progrid e Fiesc

            Através da plataforma, o Ailos ainda firmou uma parceria com a Fiesc, apoiando o Movimento Santa Catarina pela Educação. A plataforma se tornou um canal de comunicação para as pessoas que estão em busca de emprego e as empresas que estão com vagas em aberto, ou seja, além da oferta de diversos cursos, proporcionando qualificação, a plataforma ainda ajuda na recolocação no mercado de trabalho.

 

Feira de Oportunidades e Dia de Cooperar

Além do Progrid, o Ailos realizou durante o ano diversas ações. A grande novidade ficou por conta da Feira de Oportunidades Digital. A Feira já é bem conhecida e movimentava as cidades, porém, com o isolamento social, o evento foi levado para o on-line e se mostrou um verdadeiro sucesso com 14.673 participações e quase R$ 50 mil em doações convertidas em cestas básicas.

            O Dia C (Dia de Cooperar), contemplou eventos online e também ações com foco na comunidade local, através da entrega de máscaras, álcool em gel, equipamentos e cestas básicas para as instituições que fazem parte da área de atuação das cooperativas, beneficiando mais de 130 mil pessoas. “Ficamos muito felizes com os resultados positivos de 2020 e agora em 2021 queremos seguir crescendo, investindo no digital e apoiando ainda mais o desenvolvimento das comunidades onde estamos presentes”, finaliza Sulana.

 

Sobre o Ailos

Constituído em 2002, Ailos é um Sistema de Cooperativas de Crédito e conta com mais de 1 milhão de cooperados, 1 Cooperativa Central, 13 cooperativas singulares, mais de 200 postos de atendimento e R$ 11 bilhões em ativos. Com atuação nos três estados do Sul do país, possui cerca de 4 mil colaboradores contribuindo e promovendo o crescimento sustentável e desenvolvimento social das comunidades onde atua. As cooperativas singulares que compõem o Ailos são: Acentra, Acredicoop, Civia, Credcrea, Credelesc, Credicomin, Credifoz, Crevisc, Evolua, Transpocred, Únilos, Viacredi e Viacredi Alto Vale.

Novo marco legal do câmbio pode favorecer entrada do Brasil na OCDE, avalia CNI

A aprovação do novo marco legal do câmbio, que ocorreu na última semana na Câmara dos Deputados, facilitará a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A OCDE é uma organização que reúne as economias mais industrializadas do mundo. A CNI divulgou um estudo que avaliou o impacto da medida aprovada quanto à movimentação de capitais, o comércio de serviços e os investimentos estrangeiros no País. 

O projeto ainda precisa ser apreciado pelo Senado, para então ir para sanção presidencial. Entre outros pontos, o novo marco legal do câmbio facilita o uso do Real em transações internacionais e abre espaço para bancos e instituições financeiras brasileiras investirem no exterior recursos captados no Brasil ou em outros países.



Fonte: Brasil 61

3 principais tendências de tecnologia que devem se difundir no Brasil ainda em 2021

*Por Giovanni Pacífico, diretor de vendas da Zyxel Brasil

Pode parecer tarde comentar sobre tendências para um ano que já começou, mas certamente, você também tem se perguntando o que está por vir e, com um longo caminho a ser percorrido antes de chegarmos ao tão sonhado período ‘pós-pandemia’, é importante lembrarmos que, no Brasil, o ano realmente começou agora, com a população finalmente sendo vacinada contra o coronavírus. A verdade é que a pandemia trouxe mudanças irreversíveis e só agora temos, mesmo que minimamente, certa perspectiva sobre como será 2021, especialmente no mundo dos negócios.

 

Do ponto de vista de tecnologia, principalmente após um período em que grande parte das pessoas se viram trabalhando de suas casas num forte movimento de transformação digital para as empresas, a difusão do trabalho remoto se torna óbvia. Mas quais outras mudanças se aplicam à nossa realidade e impactarão, de fato, a rotina dos brasileiros? Como traçar estratégias para os negócios levando em conta o que vem por aí? Para isso, podemos considerar as três principais tendências que ditarão as regras não só em 2021, como nos próximos anos.

 

  1. Segurança de dados fim a fim

Atualmente, os dados são vistos pelas empresas do mundo todo como os ativos mais importantes para seus negócios. Essas informações valem ouro e, por isso, é preciso garantir que não haja margem para roubos ou vazamentos. Com a entrega em vigor da LGPD (Lei geral de proteção de dados), o aumento dos crimes cibernéticos e os recentes vazamentos ocorridos no Brasil, isso se tornou ainda mais importante. Existe uma falsa impressão de que a adoção, pelas empresas, de ferramentas como VPNs ou a simples instalação de softwares antivírus sejam capazes de proteger uma rede, mas é fundamental a adoção de um conjunto de processos para trazer maior segurança para trafegar esses dados e mitigar riscos, desde a infraestrutura de rede até os inúmeros dispositivos conectados a ela.

 

  1. IoB (Internet of Behavior)

Outra forte tendência que deve desembarcar por aqui é a Internet do Comportamento. Como um desdobramento da Internet das Coisas (IoT) e das automações, tanto sob o aspecto industrial quanto residencial, a IoB deve direcionar as ações e os conteúdos que impactarão o consumidor a partir de seus próprios gostos e hábitos, reunindo dados que abrangem os mundos digital e físico. De acordo com o Gartner, a IoB pode combinar e processar dados de muitas fontes, incluindo dados comerciais de clientes, dados do cidadão processados pelo setor público e agências governamentais, mídia social, implantações de reconhecimento facial em domínio público e rastreamento de localização, o que se conecta diretamente à questão da relevância dos investimentos em cibersegurança e também deve nortear os próximos passos da LGPD, uma vez que envolve também o uso ético dessas informações.

 

  1. Infraestrutura 5G

Com o mercado de banda larga fixa extremamente aquecido também como reflexo da pandemia, o mercado de internet deve sofrer uma reviravolta em 2021, impulsionando, inclusive, novas aplicações em IoT, Big Data e tecnologias em nuvem, com o 5G funcionando também para o acesso à internet fixa. Já difundida em diversos países, mas com expectativas de chegar ao Brasil apenas no segundo semestre, a nova era banda larga trará conectividade muito superior, mantendo as operações online estáveis e sem interrupções, além de maior capacidade em relação ao número de dispositivos que poderão ser conectados à mesma rede, o que é extremamente vantajoso pois ajudará empresas a implementarem arquiteturas de dados escaláveis e em tempo real. Apesar das expectativas de implementação de alto custo para provedores, a migração da tecnologia GPON para XGSPON deve possibilitar o alcance de velocidades de até 10 GB, o que também impactará na cadeia de rede wireless, que deverá ser completamente atualizada para o Wifi-6.

 

Independente de qual seja a tendência, o que podemos avaliar é como, de alguma forma, todas elas convergem para a digitalização e se complementam. Ficar de olho nessas movimentações e no rumo dessas tecnologias pode ser essencial para trazer escalabilidade e otimizar processos em qualquer negócio. E a principal pergunta que fica é: estamos preparados para trazer essas novidades para dentro de nossas empresas?  Fugir da digitalização, sem dúvida, não é mais uma opção para quem deseja prosperar em um futuro bem próximo.

 
Após impacto do novo Coronavírus, Brasil retoma negociações com China

As importações brasileiras iniciam o ano em alta, e janeiro já apresenta um aumento de 8,3% na entrada de produtos importados do país, alcançando a marca de 15,933 bilhões de dólares em mercadorias. E a China, mais uma vez, se mantém como um dos principais parceiros do Brasil, já que o continente asiático respondeu por 37,7% das compras do Brasil, sendo o vendedor de 21,7% desses produtos. Apesar dos números, a balança da relação entre os dois países se mantém equilibrada, com o Gigante Asiático recebendo 28,3% dos produtos exportados pelo país.

“O Brasil hoje exporta quase 30% de tudo que produz para a China. Muitas empresas daqui também estão sendo ofertadas para empresas chinesas que querem entrar em ramos no Brasil, ou seja, os negócios oferecem diversas oportunidades para quem quer entrar no mercado entre estes dois países. É um caminho sem volta”, explica Claus Malamud, o Mr.China, especialista em comércio exterior que trabalha há mais de 20 anos com importação do Gigante Asiático.

Vale lembrar que a China já era o líder de crescimento mundial, mas, devido à pandemia, a fabricação de vários itens foi afetada e milhares de negócios foram encerrados. Agora, com a parcial reabertura do mundo e um controle da população rigoroso, diversos ramos estão se recuperando. “ É necessário que as pessoas entendam que a China não é uma ameaça e sim uma oportunidade, com questões que vão desde a ciência até a parceria entre mercados”, destaca Claus.

O especialista em mercado chines cita, ainda, as vantagens que as empresas brasileiras têm ao exportar para a China. “Acesso ao maior mercado consumidor do mundo quase 10 vezes maior do que o Brasil é o ponto forte. Os chineses gostam de produtos inovadores de outros países, mas é importante que seja feito um estudo do mercado para não cometer gafes”, explica.

Especialista em investimentos com certificação CEA/Anbima, Rodolfo Marques cita empresas que podem crescer com a reabertura do mercado Brasil x China

Rodolfo Marques, especialista em investimentos há mais de quatro anos, e educador financeiro certificado pela CEA / Anbima, elaborou uma lista na qual cita 10 empresas brasileiras que se beneficiam com a expansão da China. Confira abaixo:

-Suzano e Klabin (Papel e Celulose)

-JBS, BRF e Minerva (Proteína animal - Frigorífico)

-CSN, Vale, Gerdau (Minério de Ferro)

-Iochpe Maxion (líder mundial na produção de rodas)

-Weg (Indústria de motores e geradores)

 

“O que torna estas empresas atrativas é que suas matérias primas são fundamentais para essa expansão econômica chinesa. É um investimento mais arriscado, por se tratar de renda variável e de setores que são cíclicos, ou seja, dependem da performance da economia da China”, explica Marques, fundador do curso ‘Vamos pra Bolsa” e autor do livro “Perguntas e Respostas sobre Fundos Imobiliários”.

Setor de serviços de SC tem desempenho acima da média nacional em dezembro

O segmento de serviços em Santa Catarina teve crescimento acima da média nacional em dezembro. O volume subiu 4,3%, quando comparado ao mesmo período de 2019, segundo Pesquisa Mensal de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentada nesta quinta-feira, 11. 

Entre os 12 maiores estados, Santa Catarina ficou em primeiro lugar, sendo que no cômputo geral teve o sexto melhor resultado. Além disso, 16 estados e o DF apresentaram recuo nesta comparação. A média nacional ficou em -3,3% para o período.

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, embora SC tenha apresentado o sexto maior crescimento entre os estados em dezembro de 2020, quando comparado com dezembro de 2019, foi o estado que mais contribuiu positivamente para o resultado do mês seguido por Minas Gerais, em razão de seu peso (3,2%) na economia do país.

“Apesar do recuo nos índices nacionais, Santa Catarina apresenta dados positivos, resultado de ações de fortalecimento da economia e do trabalho em conjunto com o setor produtivo. O Governo de Santa Catarina vem fazendo um esforço grande no sentido de manter o estado com os melhores índices de empregabilidade e produção industrial, conforme mostram os números e que trazem a certeza de que seguimos trabalhando no caminho certo”, avalia o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon 

Diferentemente do comércio, que fechou o acumulado de 2020 com resultado positivo, o setor de serviços foi mais impactado pela pandemia por sua característica de maior interação pessoal. Estão inseridos os serviços de alojamento e alimentação, transportes, atividades de lazer, eventos, entre outras, todos impactados pelo distanciamento social. Ainda assim, apesar de uma melhora contínua desde maio, o volume de serviços do estado fechou o ano com um recuo de 4% em 2020, na comparação com 2019. Na média do país, a queda foi ainda maior, de 7,8%.

Das cinco atividades que compõem os indicadores de volume de serviços, a de profissionais, administrativos e complementares, que são os serviços prestados às empresas, foi a única que encerrou o ano com crescimento - variou 11%. Enquanto outros serviços ficaram praticamente estável (0,1%).

Tiveram desempenho negativo serviços prestados a famílias (-26,6%), de informação e comunicação (-6,1%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,7%).

A pesquisa traz, além dos indicadores do volume, os da receita nominal dos serviços. Também nesse caso Santa Catarina teve queda, embora menor (-3,2%), no acumulado de 2020.

Atividades turísticas sentem impactos da pandemia 

A pesquisa traz ainda indicadores de volume e da receita nominal das atividades turísticas de 11 estados e do Distrito Federal. Apesar de uma queda expressiva, (-30,6%) no volume dessas atividades, Santa Catarina apresentou o menor recuo entre todos os outros estados analisados. No Ceará, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, a queda superou 40%; no país foi de 36,7%.

Outro indicador do efeito da pandemia do novo coronavírus é que Santa Catarina teve, em dezembro de 2020, um recuo de 31,8% no volume de atividades turísticas. 

Caixa paga abono salarial para nascidos de março a junho

A Caixa Econômica Federal paga hoje (9) o abono salarial 2020/2021 – ano-base 2019 - para os trabalhadores nascidos no período de março a junho. Mais de 7,5 milhões de trabalhadores terão direito ao saque do benefício nessa etapa do calendário, totalizando mais de R$ 5,9 bilhões em recursos disponibilizados.

Clientes da Caixa recebem o dinheiro na conta. Para quem não é cliente do banco, foi aberta uma conta poupança digital, gratuitamente, a mesma usada para pagar o auxílio emergencial. As poupanças digitais podem ser movimentadas pelo aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), boletos bancários, compras com cartão de débito virtual pela internet e compras com código QR (versão avançada do código de barras) em estabelecimentos parceiros.

Nos casos em que o valor do abono não possa ser creditado em conta existente ou na poupança digital, o trabalhador poderá realizar o saque com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e nos Correspondentes Caixa Aqui, bem como nas agências. Nesse caso, os recursos estarão disponíveis na quinta-feira (11).

O saque pode ser realizado até 30 de junho. Em todo o calendário de pagamentos do exercício 2020/2021 do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS), a Caixa disponibilizará R$ 17 bilhões para 22,2 milhões de trabalhadores.

Antecipação

Na semana passada, o governo federal antecipou o pagamento do abono para os nascidos em maio e junho, que receberiam os valores somente a partir do dia 17 de março. Com a antecipação do calendário, esses beneficiários receberão com os nascidos em março e abril.

A antecipação também vale para os funcionários públicos ou trabalhadores de empresas estatais e, nesse caso, o calendário é de acordo com o dígito final do número de inscrição do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A partir de 11 de fevereiro, o crédito ficará disponível para saque para inscritos com final 6 e 7, como no calendário original, e para aqueles com final 8 e 9, que serão antecipados. O Pasep é pago pelo Banco do Brasil e quem é correntista da instituição também já recebe os recursos nesta terça-feira (9).

Quem tem direito

Tem direito ao abono salarial 2020/2021 o trabalhador inscrito no PIS há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2019, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou e-Social, conforme categoria da empresa. Recebem o benefício na Caixa os trabalhadores vinculados a entidades e empresas privadas.

As pessoas que trabalham no setor público têm inscrição no Pasep e recebem o benefício no Banco do Brasil. Nesse caso, o beneficiário pode optar por realizar transferência para conta de mesma titularidade em outras instituições financeiras, nos terminais de autoatendimento do BB ou no portal www.bb.com.br/pasep, ou ainda efetuar o saque nos caixas das agências. Para o exercício atual, o banco identificou abono salarial para 2,7 milhões de trabalhadores vinculados ao Pasep, totalizando R$ 2,57 bilhões.

Abono 2019/2020

Os trabalhadores que não sacaram o abono salarial do calendário anterior, de 2019/2020 – ano-base 2018, finalizado em 29 de maio do ano passado, ainda podem retirar os valores. O prazo vai até 30 de junho deste ano e o saque pode ser feito nos canais de atendimento com cartão e senha Cidadão, ou nas agências da Caixa.

A consulta sobre o direito ao benefício, bem como ao valor à disposição, pode ser feita por meio do aplicativo Caixa Trabalhador, pelo atendimento Caixa ao Cidadão (0800-726-0207) e no site www.caixa.gov.br/abonosalarial.

No caso do Pasep, os recursos ficam disponíveis para saque por cinco anos, contados do encerramento do exercício, de acordo com decisão do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Os abonos não sacados são transferidos automaticamente para o próximo exercício, sem necessidade de solicitação do trabalhador.

 

Pagamentos com cartões movimentam R$ 2 trilhões em 2020, diz Abecs

Os pagamentos feitos pelos brasileiros com cartões de crédito, débito e pré-pagos chegaram aos R$ 2 trilhões em 2020, o que corresponde a um crescimento de 8,2% na comparação com o ano anterior, segundo balanço divulgado hoje (9) pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Entre as modalidades de pagamento, o uso do cartão de débito teve desempenho acima da média em 2020, chegando a R$ 762,4 bilhões, com crescimento de 14,8%. O cartão de crédito registrou R$ 1,18 trilhão em transações, com alta de 2,6%. Já o cartão pré-pago movimentou R$ 45,3 bilhões e cresceu 107,4% no ano passado.

Para a entidade, apesar da pandemia da covid-19 e de seus efeitos para o país, o resultado superou as expectativas de desempenho do setor, mostrando forte recuperação no segundo semestre.

“Tivemos um ano atípico, como a maioria dos segmentos, mas conseguimos encerrar o período com alta de mais de 8%. Apesar dos desafios, o setor mostrou sua capacidade de inovação e inclusão, ajudando consumidores e lojistas a viabilizarem suas transações com a conveniência e a segurança dos pagamentos digitais, via e-commerce, carteiras digitais, aplicativos, transações sem contato, entre outras modalidades”, analisou o presidente da Abecs, Pedro Coutinho.

O balanço mostrou que ao todo foram feitas 23,3 bilhões de pagamentos com cartões ao longo do ano, 3,6% a mais do que no ano anterior. Os gastos de brasileiros no exterior caíram 60% e registraram o menor resultado em 16 anos, de US$ 3,46 bilhões (R$ 16,8 bilhões). Já as compras feitas por estrangeiros no Brasil caíram 48,3%, somando US$ 2,16 bilhões (R$ 10,6 bilhões).

De acordo com os dados, com o a adesão maior dos consumidores ao comércio online por causa da pandemia e do isolamento, houve aumento de 32,2% no ano, um movimento de R$ 435,6 bilhões no uso dos cartões na internet, em aplicativos e outros tipos de compras não presenciais.

Os pagamentos por aproximação, modalidade que permite o pagamento sem contato físico com a máquina de cartão, aumentou 469,6% na comparação com 2019, atingindo R$ 41 bilhões em transações. O mais usado nessa função foi o cartão de débito, com R$ 19,5 bilhões, seguido pelo cartão de crédito, com R$ 18,8 bilhões, e pelo cartão pré-pago, com R$ 2,7 bilhões.

Localiza oferece 30 mil bolsas gratuitas para formação de desenvolvedores em todo Brasil

A Localiza avança em mais uma iniciativa para capacitação de profissionais de tecnologia no Brasil, o #MeuFuturoÉTech, que oferece 30 mil bolsas gratuitas para formação online de desenvolvedores no Brasil. Qualquer pessoa acima de 16 anos pode participar das capacitações, que serão realizadas online em três frentes - cada uma direcionada uma linguagem de programação específica. Os alunos que mais se destacarem terão, ainda, a oportunidade de fazer parte do Localiza Labs, laboratório de tecnologia da Localiza. A primeira fase irá abordar a linguagem .NET e tem carga horária 90 horas. As inscrições poderão ser feitas até 28 de fevereiro no link https://orbi.co/techboost e os alunos podem iniciar as aulas assim que finalizarem seu cadastro.

#MeuFuturoÉTech integra o Órbi Academy Techboost, programa realizado pelo Órbi Conecta, startup de inovação. Em parceria com Localiza, MRV e Banco Inter, busca ampliar a oferta de profissionais de tecnologia para o mercado de trabalho. Juntas, as três empresas oferecem, até o final de 2021, 100 mil bolsas gratuitas de formação de desenvolvedores.

Reforçando seu papel de empresa cidadã e que tem na diversidade uma estratégia de negócio, a Companhia está divulgando de forma proativa o programa em universidades, organizações sociais parceiras da Companhia e de instituições representativas de grupos minoritários, como negros, mulheres, pessoas com deficiência, migrantes, LGBTI+ e profissionais com mais de 50 anos.

A iniciativa contribui, dessa forma, no fomento à diversidade no mercado de Tecnologia e na democratização do acesso à educação para futuros desenvolvedores. "Temos no Localiza Labs um time colaborativo, que trabalha com as mais novas tecnologias do mercado, e que tem crescido exponencialmente nos últimos anos", afirma André Petenussi, CTO da Localiza. Para o executivo, ainda mais relevante é o esforço de semear novas habilidades em milhares de pessoas para que se sintam estimuladas a se desenvolver profissionalmente no mercado de tecnologia, que ainda vai evoluir bastante no país.

Formação

Os cursos serão ministrados pela DIO, startup de formação de desenvolvedores de São Paulo, e têm duração entre três e quatro meses. Cada bootcamp terá um nível de dificuldade estabelecido de acordo com a sua carga horária e trabalhará uma habilidade específica - NET, Mobile e React. As trilhas de aprendizado, os desafios e os projetos ao longo do programa são personalizadas para cada ciclo.

Todo percurso do aluno durante o Programa será acompanhado de perto pelas lideranças do Localiza Labs, que farão lives e outras ações de engajamento e mentoria das turmas. Além das disciplinas técnicas, serão evidenciadas também pílulas de aprendizado sobre o negócio da Localiza, o mercado de mobilidade e como a tecnologia é fundamental para os resultados de uma empresa. "Estaremos juntos dos alunos a todo momento para que eles tenham uma formação completa e conheçam o incrível mundo da mobilidade", completa Petenussi.

Como se inscrever

Os interessados em participar do Programa da Localiza do Órbi Academy Techboost devem entrar no link do programa, clicar em "Inscrições" e, em seguida, no Bootcamp Localiza. O candidato deve fazer seu cadastro e, então, está pronto para começar seu curso.

Conheça mais o programa

Com um time em amplo crescimento, o Localiza Labs enxerga na iniciativa uma oportunidade de atrair novos talentos que ampliem a diversidade das equipes, contribuindo para a construção de soluções de mobilidade cada vez mais aderentes às atuais demandas da sociedade. Para apresentação do programa, foi realizada uma live com a participação de lideranças de tecnologia da Localiza, que pode ser acessada no link: https://yaniyangetexege.i-mpr.com/1=EWNzAzY5ojci5SbvNmLhJ3b0lGZlRnYAN3bsJXYjpzN2MTOwkDMyIjON1mawhUZBBVZttGRzUidGNTJoNGdhdnRyUSbvNmLlJWd0V3b55yd3dnRyUiRyUSQzUycwRHdopTO

Petrobras aumenta preço da gasolina em cerca de 8% nas refinarias

A Petrobras anunciou hoje (8) um aumento de cerca de 8% no preço da gasolina a ser vendido pelas refinarias para as distribuidoras. Com isso, o preço médio do litro do combustível subiu R$ 0,17 e passará a ser de R$ 2,25 a partir de amanhã (9).

Já o óleo diesel aumentou cerca de 6% (R$ 0,13 por litro) e passará a custar R$ 2,24 também a partir de amanhã (9).

O GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de botijão, também terá aumento no preço: cerca de 5% (R$ 0,14 por kg). Com o reajuste do preço, o gás de botijão passará a custar 2,91 por kg (ou R$ 37,79 por 13 kg).

“Importante ressaltar que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, informa nota divulgada pela empresa.

GRUPO GR anuncia novo Diretor de Operações

O Grupo GR promoveu Vinicius Freitas ao cargo de Diretor de Operações. O profissional foi contratado, em 2018, como Gerente Regional. No ano seguinte, foi promovido a Superintendente de Operações e agora passa a ocupar a diretoria de operações da empresa.

Freitas já havia trabalhado no grupo previamente, de 2013 a 2017, como Gerente de Filiais e, depois, como Gerente de Planejamento e Controle Operacional. O profissional também tem passagens pela Liq, Teleperformance Brasil e G4S Brasil.

A promoção do executivo reforça a oportunidade de crescimento que o GRUPO GR proporciona a seus 11 mil funcionários, num ambiente de trabalho cada vez mais digital e integrado.

2° Prêmio de Inovação da Acibalc reconhece empresas e órgãos públicos da região

Na última quinta-feira, 4, a Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc), realizou a entrega do 2° Prêmio de Inovação da Acibalc. A premiação tem como objetivo incentivar e reconhecer os esforços bem sucedidos de inovação das empresas e órgãos públicos que atuam na região da Amfri e contou com cinco categorias. O evento restrito aos finalistas, aconteceu no Marina Beach Towers seguindo os protocolos de segurança da Covid-19.

Os vencedores foram reconhecidos nas categorias de Gestão e Processos, Produtos ou Serviços, Modelo de Negócio, Gestão Pública e Combate ao Covid-19. Cada vencedor recebeu um troféu exclusivo, idealizado pelo Vice-Presidente de Inovação e Criatividade, Marcos Aurélio Petrelli, além de um ano de isenção na mensalidade da Acibalc, 36 horas de capacitação em cursos de curta duração, divulgação do case durante o período de 12 meses e 20 horas de consultorias grátis a serem escolhidas dentre as expertises do Núcleo de Consultores da Acibalc.

De acordo com o Presidente da Acibalc, Héderson Cassimiro, o prêmio propaga o conceito de inovação como uma estratégia competitiva para as empresas e os órgãos públicos de onze municípios da região. “Temos por hábito entender a inovação como algo grandioso e de outro mundo, mas nada mais é do que você fazer de um jeito diferente, algo que precisa ser feito de forma mais eficiente e transformadora dentro da empresa”, ressalta.

O Prêmio de Inovação é uma iniciativa da vice-presidência de Inovação da Acibalc e conta com o apoio da Amfri, Conjel Contabilidade, Credifoz, Sibara Flat Hotel & Convenções, UniAvan, RZ Mídias, Sicoob MaxiCrédito, Grupo Preze, Clínica São Lucas e dos coletivos BC Criativo, Costa Valley, PoloTech, Centro Regional de Inovação e Fapesc.

Conheça os vencedores de cada categoria:


Gestão Pública - Prefeitura de Itajaí
Modelo de Negócio – Onexo
Combate ao Covid-19 – UniAvan
Gestão e Processos - Linkmesh
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Governo antecipa abono salarial para nascidos em maio e junho

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) antecipou o pagamento do abono salarial 2020/2021, ano-base 2019, para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em maio e junho. Os recursos, que estariam disponíveis apenas em 17 de março, serão transferidos em 11 de fevereiro, junto com o pagamento daqueles nascidos em março e abril.

A resolução com o novo calendário foi publicada hoje (5) no Diário Oficial da União.

A Caixa Econômica Federal depositará o dinheiro na conta corrente informada pelo trabalhador ou na conta poupança digital, usada para pagar o auxílio emergencial, para quem não é cliente do banco. As poupanças digitais podem ser movimentadas pelo aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), boletos bancários, compras com cartão de débito virtual pela internet e compras com código QR (versão avançada do código de barras) em estabelecimentos parceiros.

A resolução desta sexta-feira também antecipa o pagamento do abono salarial para os funcionários públicos ou trabalhadores de empresas estatais, nesse caso, o calendário é de acordo com o dígito final do número de inscrição do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A partir de 11 de fevereiro, fica disponível o crédito para inscritos com final 6 e 7, como no calendário original, e para aqueles com final 8 e 9, que serão antecipados. O Pasep é pago pelo Banco do Brasil.

Para os trabalhadores que são correntista da Caixa, no caso do PIS, ou do Banco do Brasil para o Pasep, o crédito em conta será feito a partir de 9 de fevereiro.

Os trabalhadores que nasceram entre julho e dezembro receberam o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) em 2020. Os nascidos em janeiro e fevereiro tiveram o recurso disponível para saque no mês passado.

Os servidores públicos com final de inscrição do Pasep entre 0 e 4 também receberam em 2020 e com final 5 em janeiro deste ano. O fechamento do calendário de pagamento do exercício 2020/2021 acontece em 30 de junho.

Quem tem direito

Tem direito ao abono salarial 2020/2021 o trabalhador inscrito no PIS há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2019, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou e-Social, conforme categoria da empresa.

Recebem o benefício na Caixa os trabalhadores vinculados a entidades e empresas privadas. Em todo o calendário 2020/2021, a Caixa deve disponibilizar R$ 15,8 bilhões para 20,5 milhões trabalhadores.

As pessoas que trabalham no setor público têm inscrição no Pasep e recebem o benefício no Banco do Brasil. Nesse caso, o beneficiário pode optar por realizar transferência para conta de mesma titularidade em outras instituições financeiras, nos terminais de autoatendimento do BB ou no portal www.bb.com.br/pasep, ou ainda efetuar o saque nos caixas das agências. Para o exercício atual, o banco identificou abono salarial para 2,7 milhões de trabalhadores vinculados ao Pasep, totalizando R$ 2,57 bilhões.

Abono 2019/2020

Os trabalhadores que não sacaram o abono salarial do calendário anterior, de 2019/2020, finalizado em 29 de maio do ano passado, ainda podem retirar os valores. O prazo vai até 30 de junho deste ano e o saque pode ser feito nos canais de atendimento com cartão e senha Cidadão, ou nas agências da Caixa.

A consulta sobre o direito ao benefício, bem como ao valor à disposição, pode ser feita por meio do aplicativo Caixa Trabalhador, pelo atendimento Caixa ao Cidadão (0800-726-0207) e no site.

No caso do Pasep, os recursos ficam disponíveis para saque por cinco anos, contados do encerramento do exercício, de acordo com decisão do Codefat. Os abonos não sacados são transferidos automaticamente para o próximo exercício, sem necessidade de solicitação do trabalhador.

Governo enviará ao Congresso projeto que fixa ICMS sobre combustíveis

Publicado em 05/02/2021 - 14:36 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (5) que deve enviar ao Congresso um projeto de lei complementar para fixar a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, sobre o valor do combustível aos consumidores. De acordo com ele, outra proposta é que o ICMS seja cobrado sobre o preço dos combustíveis na refinaria, e não no preço médio nas bombas, como é feito atualmente.

“Nós pretendemos ultimar um estudo e, caso seja juridicamente possível, apresentaremos [o projeto] ainda na próxima semana, fazendo com que o ICMS venha a incidir sobre os preços dos combustíveis nas refinarias ou que tenha um valor fixo para o álcool, a gasolina e o diesel. E quem vai definir esse percentual ou valor fixo serão as respectivas assembleias legislativas [de cada estados]”, explicou o presidente.

Bolsonaro reuniu-se, na manhã desta sexta-feira, com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e diversos ministros para discutir preço dos combustíveis e formas de reduzi-lo ao consumidor, em especial em decorrência dos impactos no transporte de cargas, que afetam os caminhoneiros. Desde o início do ano, a Petrobras reajustou duas vezes o preço da gasolina e uma vez o preço do diesel. No caso da gasolina, a alta acumulada nas refinarias foi de cerca de 13%, enquanto o óleo diesel teve aumento de 4,4%.

Desde 2016, a Petrobras segue uma política de variação do preço dos combustíveis que acompanha a valorização do dólar e a cotação do petróleo no mercado internacional. Os reajustes são realizados de forma periódica e, de acordo com Castello Branco, essa é a melhor forma de manter a estabilidade econômica. “Fazer diferente disso foi desastroso no passado. A Petrobras perdeu US$ 40 bilhões e os efeitos se espalhou para o restante da economia, contribuiu para piorar a percepção de risco do Brasil, o que tem reflexo nas taxas de câmbio, juros e inflação e desestimula os investimentos”, disse.

Depois da definição dos preços nas refinarias, na composição final do diesel, por exemplo, cerca de 9% são impostos federais (PIS e Cofins) e 14% são de ICMS. Os demais custos, segundo dados da própria Petrobras, são distribuição e revenda (16%), custo do biodiesel (14%) e realização da estatal (47%). Com isso, o valor final ao consumidor chega a ser o dobro do das refinarias.

Por outro lado, quando a Petrobras reduz o preço, nem sempre este é repassado ao consumidor, diz Castello Branco. Segundo ele, de janeiro a maio do ano passado, a empresa reduziu em 40% os preços dos combustíveis na refinaria, mas, nos postos a redução foi só de 14%.

De acordo com Bolsonaro, o projeto em estudo visa dar transparência e previsibilidade ao consumidor sobre o preço final dos combustíveis, como é feito com o PIS/Confins, que tem o valor fixo de R$ 0,35 sobre o diesel, enquanto o ICMS é variável, e cada estado decide o seu valor. A média nacional da alíquota de ICMS sobre o diesel é em torno de 16%, com variação de 12% a 25% entre os estados.

Além disso, se a opção for a cobrança de ICMS sobre o valor nas refinarias, isso evitaria a bitributação e reduziria o preço final aos consumidores, já que o valor que chega nas bombas tem o peso dos impostos federais e demais custos, acrescentou Bolsonaro. “Se o ICMS incide no preço da bomba, estão cobrando ICMS de PIS/Confins também, imposto em cima imposto, uma bitributação.”

Redução do PIS/Cofins

O governo federal também estuda a redução do PIS/Confins sobre combustíveis como compensação ao aumento da arrecadação. A previsão da equipe econômica é de crescimento do PIB em torno de 3,5% neste ano, o que, de acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, pode ser repassado à população em forma de desoneração de impostos, gradualmente.

“Como o Brasil começa a retomar o crescimento, os parâmetros fiscais mostram uma arrecadação crescente, e realmente tem acontecido isso. Então, em vez disso se transformar em aumento de arrecadação para o governo federal, podemos desonerar cada vez mais esse impostos”, disse Guedes. “Ele [Bolsonaro] gostaria de zerar esse imposto federal [PIS/Cofins], hoje em R$ 0,35 por litro de diesel, só que cada centavo são R$ 575 milhões [a menos em arrecadação]. Então, isso exige uma compensação pelo compromisso de responsabilidade fiscal”, completou.

Ainda de acordo com Guedes, o governo não vai esperar a reforma tributária, que deve levar em torno de seis meses para ser aprovada no Congresso. A decisão, segundo ele, sairá em até duas semanas. “Não vai dar para esperar a reforma. Vamos rever os parâmetros de crescimento da economia deste ano e, se tiver um aumento substancial, nós podemos atuar em uma ou duas semanas nessa direção. Esses são os estudos que estão sendo conduzidos”, disse.

 

SIDERÚRGICAS BRASILEIRAS AUMENTARAM OS PREÇOS DO AÇO 30% EM 2021 E ABIMAQ CONSIDERA ABUSIVO O REAJUSTE

A disparada no preço do aço cobrado pelas siderúrgicas brasileiras se assemelha a um cartel muito bem organizado. Os aumentos sucessivos e em conjunto nos preços do aço parecem uma roda de jamanta na banguela. Ninguém segura. A construção civil é a maior consumidora de aço do Brasil. A indústria de petróleo e gás é outra grande compradora do insumo. Ambas estão sofrendo muito. Já a indústria de máquinas, segunda maior consumidora de aços do país, nem se fala. Ela adquire quase 28% da produção das siderúrgicas. Para lembrar, existem quase 320 tipos de aços diferentes, longos, planos, chapas, laminados a frio e a quente, forjado, fundido, inox, entre outros. Por isso não é simples identificar quanto e que tipo de aço teve essa ou aquela variação. Mas por uma média pode se chegar a um termo.

Além de todos estes aspectos, o mercado do aço no Brasil tem uma característica. Nem todo consumidor compra o produto diretamente das grandes siderúrgicas brasileiras, como ArcelorMittal, Ternium, Usiminas, Gerdau, CSN etc. As siderúrgicas vendem apenas para os grandes compradores. Os distribuidores vendem para os pequenos e médios consumidores. O Petronotícias conversou sobre o problema que o mercado está vivenciando com Presidente-Executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas (ABIMAQ), José Velloso (foto): “Se nós fizermos uma média no aumento dos preços de dezembro de 2019 a dezembro de 2020, as siderúrgicas aumentaram o preço, em média, de 45% a 65%, dependendo do tipo de produto e das próprias siderúrgicas. Já nas distribuidoras, o aumento foi 85% a 105% em apenas um ano. Agora em 2021, as siderúrgicas aumentaram em média 30%. Isso é um baque. Pegou a todos nós de surpresa. Vejam o aumento no acumulado de dezembro de 2019 até o início de fevereiro. A maior parte da indústria de máquina é de pequenos e médios. Eles não têm para onde correr. São aumentos abusivos. Isto é um absurdo”, declarou.

 

O presidente da associação relembra que os aumentos sucessivos no preço do aço começaram um pouco após a pandemia do coronavírus chegar ao Brasil. “As siderúrgicas desligaram os altos fornos pouco antes da pandemia, prevendo uma queda no consumo. Efetivamente, houve uma pequena queda em março de 2020 e uma queda maior em abril. Mas já em maio, o mercado começou a retomar. As siderúrgicas aproveitaram uma oportunidade, com muita demanda e pouco produção. Daí os aumentos sucessivos”, lembrou.

Diante desse cenário, Velloso afirma que a ABIMAQ já procurou as siderúrgicas para discutir a atual situação. “Em setembro do ano passado fizemos uma grande reunião muito produtiva, também com a participação das grandes distribuidoras. Ficou acertado que os 13 altos fornos que foram desligados seriam religados. E também nos foi prometido que, em fevereiro deste ano, o mercado já estaria normalizado. Mesmo assim, os preços continuaram subindo e agora levamos esta pancada. Somente este ano, vimos um aumento médio de 30% nas siderúrgicas”, lamentou.

O Ministério da Economia foi consultado para comentar e apontar as razões desse descontrole total nos preços. Mas, apesar da promessa, não nos enviou explicações. No fundo, o empresariado brasileiro está conhecendo na prática o que significa a expressão “comendo o pão que o diabo amassou”. Os projetos estão indo embora do país. A Vale já fechou pacotes enormes diretamente com empresas na China; as plataformas P-78 e P-79 da Petrobrás irão direto para a Coreia do Sul e, pelo andar da carruagem, as coisas não vão parar por aí. Além disso, o câmbio favorável, que poderia beneficiar as exportações, está sendo neutralizado com esse preço do aço. Não tem saída.

Procuramos também ouvir o CADE, mas o órgão tirou o corpo fora: ” Não é atribuição legal do Cade fiscalizar os preços praticados em qualquer setor da economia nacional, uma vez que a liberdade de preços é a regra no Brasil conforme os princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência. O Cade pode passar a monitorar o comportamento de determinado mercado a partir da existência de indícios de infração à ordem econômica.”  Em uma situação como esta, o governo deveria atacar o imposto de importação do aço tendo como contraposição à importação de bens prontos sem o imposto ou com imposto menor. As siderúrgicas geram muitos empregos, claro, mas as metalúrgicas e caldeirarias geram muito mais e, se elas morrerem, serão outros milhares de empregos destruídos. Esses aumentos desenfreados não são uma questão apenas de competitividade, mas de condições desiguais.

Vejam o exemplo do resultado financeiro da Gerdau no terceiro trimestre de 2020, em plena pandemia: a empresa alcançou lucro líquido de R$ 795 milhões. Por sua vez, a receita líquida da companhia somou R$ 12,2 bilhões nesse período, 23% a mais em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, com as vendas físicas de aço totalizando 3,2 milhões de toneladas, uma alta de 4%. Isso em plena pandemia. Apesar desta realidade, as entidades que representam as pequenas, médias e grandes indústrias são as mesmas que representam também as grandes siderúrgicas. Talvez por isso, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que foram provocadas para emitir uma opinião sobre o tema, abriram mão de defender seus associados.

Faturamento da indústria sobe em dezembro, diz CNI

Os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o faturamento da indústria de transformação subiu 1,6% em dezembro de 2020 na comparação com novembro. Mesmo com a pandemia do novo coronavírus (covid-19), as vendas reais encerraram o ano com alta de 0,8% em relação a 2019. 

A pesquisa, divulgada hoje (4), identificou ainda que o emprego aumentou 0,2% em dezembro em relação ao mês anterior, o quinto mês consecutivo com alta nas contratações no setor industrial.

De acordo com os dados, a utilização da capacidade instalada (UCI) da indústria alcançou 80,6% em dezembro, acima da média no ano de 2020, de 76,4%. Esse indicador trata do percentual de máquinas comprometidas na produção, o que, segundo a CNI, em dezembro, aponta para atividade bastante aquecida.

Para a entidade, o resultado aponta a continuidade da recuperação da indústria, que teve início logo após as fortes quedas de maio e abril e durou todo o segundo semestre do ano passado. De acordo com a CNI, entretanto, os dados não apontam para um setor sem problemas no pós-crise, mas mostram que a indústria conseguiu reagir à pandemia, ainda que a recuperação econômica não esteja consolidada.

O índice de horas trabalhadas na produção registrou alta de 2,5% em dezembro de 2020 na comparação com novembro. É a oitava alta consecutiva do índice, que acumula crescimento de 38% no período.

Rendimento do trabalhador

Por outro lado, a massa salarial paga pela indústria caiu 0,8% em dezembro do ano passado, frente ao mês anterior. O rendimento médio pago aos trabalhadores da indústria também recuou 3,4% em dezembro de 2020 na comparação com novembro.

De acordo com a CNI, a queda na massa salarial e na renda em dezembro são resultado do que ocorreu nos meses mais críticos da pandemia, quando houve antecipação de férias, férias coletivas e pagamento de 13º salário. “Em anos típicos, normalmente há o pagamento de 13º salário e um maior número de férias em dezembro de cada ano, o que aumenta a massa salarial e os rendimentos pagos aos trabalhadores”, explicou a entidade.

Poupança tem retirada recorde de recursos em janeiro

Depois da captação recorde de recursos em 2020, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros iniciou 2021 com forte retirada. Em janeiro, os investidores retiraram R$ 18,15 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou hoje (4) o Banco Central (BC).

O resultado é o maior registrado para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. Em janeiro do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 12,36 bilhões a mais do que tinham depositado.

Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é marcado por retiradas expressivas de recursos da caderneta de poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam as contas dos brasileiros no início de cada ano.

No ano passado, a poupança tinha captado R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica. O pagamento do auxílio emergencial e as instabilidades no mercado de títulos públicos nas fases mais agudas da pandemia de covid-19 atraíram o interesse na poupança, mesmo com a aplicação rendendo menos que a inflação.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança rendeu apenas 1,97% nos 12 meses terminados em janeiro, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 4,23%. O IPCA cheio de janeiro será divulgado na próxima terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A perda de rendimento da poupança está atrelada a dois fatores. O primeiro foram as recentes reduções da taxa Selic (juros básicos da economia) para o menor nível da história. Atualmente a taxa está em 2% ao ano. O segundo foi a alta nos preços dos alimentos, que impactou a inflação no segundo semestre do ano passado.

Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 3,53% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderá 1,4% este ano, caso a Selic de 2% ao ano fique em vigor durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior caso o Banco Central aumente a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Indústria de SC lidera geração de empregos em 2020

Em 2020, a indústria de Santa Catarina liderou a geração de empregos no país, com saldo positivo de 27,5 mil vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Observatório FIESC. “A notícia vem corroborar com o que vínhamos falando ao longo do ano, que Santa Catarina teria um saldo de empregos positivo. E a indústria de transformação catarinense registrou o maior saldo do Brasil. A razão disso é que somos um estado industrializado, com um setor forte, que está empregando, investindo e se desenvolvendo”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, durante reunião de diretoria da entidade, nesta sexta-feira, dia 29. 

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Entre os setores que se destacaram na abertura de vagas estão alimentos e bebidas (10.943 vagas), produtos químicos e plásticos (5.094 vagas), madeira e móveis (5.026 vagas), máquinas e equipamentos (3 mil vagas), equipamentos elétricos (2.053 vagas), metalmecânica e metalurgia (2.049 vagas), cerâmica (1.299 vagas) e automotiva (878 vagas).

Ainda na reunião, o consultor econômico da Federação, Pablo Bittencourt, apresentou um panorama das perspectivas da economia brasileira para o ano e destacou que o PIB deve crescer no terceiro e no quarto trimestre. Mas o desempenho econômico será mais positivo quanto melhor for a eficácia do plano de vacinação. Ele observou ainda que a segunda onda do coronavírus adicionou um forte componente de incerteza à economia mundial e chamou a atenção para o crescimento da dívida pública brasileira, que é a segunda maior entre os países emergentes. 

“O Brasil tem uma enorme dívida bruta e isso vai impactar na nossa capacidade de financiamento para o futuro. Temos uma dívida alta, com um déficit primário corrente projetado, pelo menos, para mais cinco anos. É uma situação ruim”, explicou Pablo, ressaltando que diante desse cenário, a taxa de juros deve aumentar nos próximos meses. 

Clima no Congresso faz Ibovespa subir pelo terceiro dia seguido

Ibovespa sobe pelo terceiro dia seguido e, nesta quarta-feira (3), retomou os 119 mil pontos, com investidores e especialistas avaliando como positivo e prospectivo o compromisso do Congresso brasileiro com a pauta econômica.

Já o sinal misto das bolsas internacionais entra como limitador do ganho na B3, mas sem forças para empurrá-lo para o negativo. Apesar de dados mais fortes do que o esperado de emprego no setor privado em janeiro nos EUA, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, avaliou que a retomada econômica deve ser “lenta” até que a pandemia da Covid-19 seja controlada.

No Brasil, nesta manhã, na solenidade de abertura dos trabalhos legislativos, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), do Senado, fizeram declaração conjunta. Ambos reiteraram o comprometimento com a reforma tributária, que tramita em duas propostas na Câmara e querem acelerar a reforma administrativa. À tarde, eles se encontrarão com o presidente Jair Bolsonaro para entrega desta declaração conjunta.

Dentre outros compromissos, o Congresso Nacional fez a promessa de tornar o processo de vacinas mais rápido no Brasil e de respeitar o teto de gastos, apesar de afirmar que avalia alternativas para retomar o auxílio emergencial. Lira falou em pauta para estabelecer o clima de tranquilidade no país. Também presente à solenidade, Bolsonaro disse que a “harmonia imperará” entre o Executivo e o Legislativo. À noite, Lira e Pacheco conversarão sobre a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

– Se tudo isso for aprovado, não tem como deixar de gostar, de ficar otimista. É um começo. Se aprovar uma delas, será um marco, algo histórico. Será benéfico para o país, para atratividade de investidores voltados à produção, [e] pode estabilizar o capital, os juros em nível baixo e promover estabilização do câmbio – estima Bruno Musa, sócio da Acqua Investimentos.

Apesar do otimismo, Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, avalia que o mercado pode adotar alguma cautela no sentido de esperar para ver primeiro como essas ações prometidas pelo Congresso vão se tornar realidade.

– Tem de ver como serão os primeiros passos do Congresso. Fala-se em aprovar o Orçamento e a PEC Emergencial em breve. Tem ainda a [reforma] administrativa. Torcemos para que realmente seja aprovada. Porém, a agenda de reformas deve andar devagar. O mercado quer ver se, de fato, [isto] irá se concretizar – afirma Cruz.

O gestor Bruno Takeo, da Ouro Preto Investimentos, também prefere avaliar o atual cenário com cuidado.

– Por mais que o Lira e o Pacheco Rodrigo Pacheco tenham afirmado o compromisso com as contas públicas, é difícil ficar 100% otimista, dado que temos o centrão, que sempre tende a exercer pressão para aumentar despesa, o que pode colocar em riso o teto de gastos – avalia Bruno Takeo, gestor da Ouro Preto Investimentos.

OUTROS FATORES DE VALORIZAÇÃO
A valorização do Ibovespa ainda é reforçado pelo crescimento de 1,4% no lucro líquido gerencial do Santander Brasil no quarto trimestre em relação ao terceiro, e de 6,22% em relação ao quarto trimestre de 2019. As Units do banco subiam 2,20% às 11h44.

Apesar da alta de mais 1,5% nas cotações do petróleo no exterior, os papéis da Petrobrás avançavam entre 0,38% (PN) e 0,31% (ON). Investidores equilibram a valorização da commodity e os dados recordes de produção da estatal em 2020, com queda na produção de óleo no quarto trimestre. Além disso, a valorização de 1,90% na cotação do minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao impulsiona as ações de mineradoras (Vale On subia 1,30%) e siderúrgicas (CSN ON tinha alta de 2,06%). O Ibovespa subia 0,96%, aos 119.405,97 pontos.

– O exterior também contribui para a alta do Ibovespa. Saíram balanços fortes como os da Amazon e da Alphabet. São sinais importantes de que a economia americana está andando. Além disso, [contribuiu] a indicação de Mario Draghi para ser primeiro-ministro da Itália. [Ele] É um profissional super respeitado. Mais um motivo para alta das bolsas – diz Cruz, da RB.

O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) aceitou o pedido do presidente da Itália, Sergio Mattarella, para que ele forme um novo governo. O economista, agora, iniciará a etapa de negociações com partidos e lideranças políticas, com o objetivo de tentar costurar uma coalizão majoritária no Parlamento. A Bolsa de Madri subiu 2,13% às 11h48.

*Estadão

Petrobras registra em 2020 melhor desempenho operacional desde 2015

Petrobras teve seu melhor desempenho operacional em 2020, com recordes de produção anual, com 2,28 milhões de barris diários (MMbpb) de petróleo e LGN (líquido de gás natural) e 2,84 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed) de produção total, informou hoje (2) a estatal. Os recordes anteriores foram obtidos em 2015: 2,23 MMbpd e 2,79 MMboed, respectivamente.

O desempenho foi obtido durante a pandemia e em um ano em que houve contração da demanda global por combustíveis e preços baixos do petróleo no mercado internacional.

A dimensão qualitativa da produção, considerada elemento extremamente importante para a geração de valor, também aumentou. A produção dos campos do pré-sal no ano passado alcançou 1,86 MMboed, com participação de 66% na produção total, contra 24% em 2015. Segundo a Petrobras, isso significa menores custos operacionais e petróleo de melhor qualidade. 

A produção média de óleo, LGN e gás natural realizada em 2020 está alinhada à meta de produção revisada e divulgada no Relatório de Produção e Vendas do terceiro trimestre (2,84 MMboed), superando em 5% a meta prevista originalmente de 2,7 MMboed.

No quarto trimestre do ano passado, a produção média de óleo, LGN e gás natural foi de 2,68 MMboed, ficando 9,1% abaixo do trimestre anterior, em função da retomada de grande parte das paradas programadas que não puderam ser efetuadas nos segundo e terceiro trimestres.

Destaques

Na avaliação da Petrobras, alguns pontos foram fundamentais para o desempenho da empresa em 2020. Entre eles, a maior produção das plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77, no campo de Búzios, em função da ampliação da capacidade de processamento de óleo e gás das unidades, por meio da utilização de folgas temporárias de geração de energia e compressão de gás disponíveis, além do alto potencial de produção dos poços e do reservatório.

Destacam-se também o menor número de intervenções em relação ao previsto para combate à corrosão por CO2 nos dutos submarinos de injeção de gás, por meio do desenvolvimento de novas ferramentas e tecnologias de inspeção; o menor declínio de produção em relação ao previsto nos campos de Tupi e Sapinhoá, como resultado do melhor desempenho dos reservatórios; e a maior eficiência de produção e otimização de paradas de produção nas plataformas, apesar do cenário de restrições operacionais decorrente dos impactos provocados pela pandemia.

Exportação

O foco na melhoria de gestão de estoques permitiu a redução de estoques da companhia em 8 milhões de barris de petróleo, em 2020. A Petrobras afirmou também que o foco na alocação eficiente de recursos, incluindo fechamento de escritórios fora do Brasil, resultou em recordes de exportação de petróleo e óleo combustível, o que compensou a contração da demanda doméstica por combustíveis, em especial no segundo trimestre de 2020.

As exportações de petróleo permitiram geração de caixa em um momento crítico, causado pela pandemia, além de evitar perdas de produção. No ápice da crise, em abril, foram exportados 1 milhão de barris por dia. De acordo com a Petrobras, o desempenho positivo do petróleo de Búzios, principal óleo da cesta de exportação, resultou na inclusão de 14 novos clientes ao longo de 2020.

Derivados

As vendas de derivados se mantiveram em patamar similar ao de 2019, permitindo o fator de utilização (FUT) do parque de refino no mesmo nível do ano anterior, a despeito da sua significativa redução no segundo trimestre. A companhia explicou que isso ocorreu graças ao aumento das exportações, destacando o óleo combustível de baixo teor de enxofre (com recorde anual de 194 Mbpd em 2020), “associado às novas ações comerciais implementadas em 2020, como os leilões de diesel e gasolina”.

Em 2020, a produção de derivados cresceu 2,8%. A produção de diesel S-10, com baixo teor de enxofre, tem alcançado recordes desde julho, como reflexo de ações comerciais implementadas pela companhia para ampliar a oferta desse produto em substituição ao S-500. A produção total de diesel S-10 em 2020 foi recorde anual, atingindo patamar de 121 milhões de barris. O objetivo da Petrobras é lançar produtos mais limpos para a preservação do meio ambiente, informou a empresa.

No segmento de gás e energia, a geração de energia em 2020 foi de 1.756 megawatts (MW) médios, mostrando queda de 13% em relação a 2019, em decorrência do menor consumo provocado pela queda na atividade econômica, como efeito da pandemia. No quarto trimestre, entretanto, a geração de energia aumentou 315,4% em relação ao trimestre anterior, como reflexo da escassez de chuvas, o que implicou em forte aumento na demanda por gás natural para substituição da geração de energia hidrelétrica.

Uma política urgente para o milho

José Zeferino Pedrozo

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)

e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

 

                 

        Santa Catarina possui o mais avançado parque agroindustrial do Brasil, representado pelas avançadas cadeias produtivas da avicultura e da suinocultura. Essa fabulosa estrutura gera uma riqueza econômica de mais de 1 bilhão de aves e 12 milhões de suínos por ano, sustenta mais de 150 mil empregos diretos e indiretos e gera bilhões de reais em movimento econômico.

        O principal insumo que fomenta essa megaestrutura é o milho. De tempo em tempos as agroindústrias e os criadores de aves e suínos são abalados pela escassez e milho, ou por questões climáticas, ou sanitárias ou mercadológicas. Em razão dos gigantescos volumes necessários e dos preços que o grão atinge, muitas operações são inviabilizadas no campo e na cidade, e muitas indústrias vão à bancarrota.

        Nesse momento, todos esses fatores se associaram para criar uma situação de escassez e de preços altos. Santa Catarina necessita pelo menos de 7 milhões de toneladas para alimentar sua agroindústria e a produção interna seria de 2,7 milhões de toneladas. Seria, porque seca, excesso de chuvas e praga baixaram essa previsão para 1,7 milhão de toneladas.

        Dessa forma, o grão ficou caro e escasso, portanto, com preço em contínua ascensão: mais de R$ 85,00 a saca de 60 kg. A situação somente irá melhorar no segundo semestre, com a entrada da safrinha.

Embora seja tão essencial, a cultura do milho está encolhendo em território catarinense. Em 2005, 106 mil produtores rurais cultivavam 800 mil hectares com milho. Nesses 15 anos, a área plantada foi se reduzindo paulatinamente e, em 2020, foram cultivados 330 mil hectares de lavouras.

A safra nacional de milho que já está sendo colhida deve render 20 milhões de toneladas. Isso indica que faltará milho já neste primeiro semestre no mercado brasileiro e essa situação deve se manter até a entrada da safrinha que ainda não foi plantada e que deve (pode) gerar 80 milhões de toneladas a partir de julho/agosto.

Parece que tudo conspira para a escassez de milho no mercado doméstico. Várias usinas de etanol de milho entram em funcionamento do Brasil central, este ano, enxugando mais de 5 milhões de toneladas. O câmbio estimula as exportações. A produção global prevista em 1,1 bilhão de toneladas deve cair 30 milhões. O consumo é crescente em todos os continentes.

A indústria e os criadores enfrentaram com sucesso esse quadro, no ano passado, somente porque as exportações sustentaram excelentes preços, mas essa situação não se perpetuará. Quando as exportações recuarem em volume ou em preços, o câmbio mudar e a Selic subir, ficará insustentável transformar proteína vegetal em proteína animal com os atuais preços do milho e do farelo de soja.

A FAESC defende o equilíbrio da cadeia produtiva de forma que PRODUTOR e INDÚSTRIA tenham ganhos compatíveis e que o CONSUMIDOR possa comprar os alimentos, obtendo sustentabilidade econômica e perenidade social.  

Insumo escasso representa encarecimento para os produtores rurais e para as agroindústrias e gera um “efeito dominó” porque, por via de consequência, os alimentos (especialmente a carne) tornam-se mais caros para o consumidor.

È preciso perseverar na busca da autossuficiência catarinense, mas isso exige uma robusta política de apoio ao setor com várias frentes. Uma delas é a criação de uma linha de crédito para que os consumidores de milho (sejam criadores de aves e suínos ou agroindústrias) se abasteçam do produto. Da mesma forma, é necessário criar uma linha de crédito de longo prazo para financiar a construção de armazéns dotados de secadores e, também, a irrigação das lavouras. Só então teremos produtividade e estoques reguladores, podendo, assim, prevenir essas cíclicas e devastadoras crises de encarecimento do cereal-rei.

Conselho confirma greve de caminhoneiros para 1º de fevereiro

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) informou nesta quinta-feira (28) a decisão de suspender, de forma coletiva, temporária, pacífica e parcial as atividades dos trabalhadores autônomos e empregados em transporte rodoviário de cargas no país.

A categoria enviou um ofício para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com o informe de que a greve terá início, por período indeterminado, em 1º de fevereiro.

No ofício, assinado pela diretoria executiva do CNTRC, a categoria deixa claro a insatisfação com a Petrobras acerca do aumento do preço do diesel e diz que a política de preços de paridade de importação não é errática, mas “conscienciosamente lesiva” para o mercado doméstico e o setor de transporte.

Segundo o CNTRC, mesmo durante a greve 30% do total dos trabalhadores continuarão trabalhando.

Para o Ministério da Infraestrutura, o CNTRC “não é entidade de classe representativa para falar em nome do setor”, que tem uma representatividade “difusa” e “fragmentada”.

Segue a nota da Pasta na íntegra:

O Ministério da Infraestrutura esclarece que o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) não é entidade de classe representativa para falar em nome do setor do transporte rodoviário de cargas autônomo e que qualquer declaração feita em relação à categoria corresponde apenas à posição isolada de seus dirigentes. O MInfra reforça a necessidade de entender o caráter difuso e fragmentado de representatividade do setor, seja regionalmente, seja pelo tipo de carga transportada, antes de divulgar qualquer informação referente à categoria. Nenhum associação isolada pode reivindicar para si falar em nome do transportador rodoviário de cargas autônomo e incorrer neste tipo de conclusão compromete qualquer divulgação fidedigna dos fatos referentes à categoria.

Santa Catarina termina 2020 com o maior saldo de empregos formais do Brasil, aponta Caged

Santa Catarina teve o melhor resultado do país na geração de empregos formais em 2020. O dado foi confirmado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia na manhã desta quinta-feira, 28. Ao todo, foram geradas 53.050 vagas com carteira assinada no Estado no ano passado. O número representa 37,1% de todos os 142.690 empregos criados no Brasil em 2020. Para o governador Carlos Moisés, o dado mostra a competitividade da economia catarinense.

“Santa Catarina se manteve com a menor taxa de desemprego do país ao longo dos últimos anos. Isso reflete a confiança do setor empresarial em nosso Estado, onde há segurança jurídica e boas condições para se investir, gerando emprego e renda. Em 2020, tivemos a pandemia de Covid-19, que afetou a economia de todo o mundo, e, mesmo assim, conseguimos terminar o ano com um saldo expressivo na geração de empregos. É um resultado que deve ser comemorado, mas que não pode gerar relaxamento. Seguiremos com o trabalho forte para que Santa Catarina siga avançando”, conta o governador.

Todos os setores econômicos registraram incremento no número de vagas no ano de 2020 em Santa Catarina. O melhor resultado veio da indústria, com um saldo de 25.452 empregos. Na sequência, aparece o setor de serviços, com 17.776 de saldo. O comércio surge em terceiro lugar, com 7.141 empregos criados em 2020. A construção civil (2.051) e a agropecuária (630) fecham a lista.

Ao longo de 2020, Santa Catarina teve 1.052.937 admissões e 999.887 demissões, segundo o Caged. No mês de dezembro, o saldo ficou negativo em 11.677 vagas. O último mês de ano normalmente registra mais demissões que admissões por conta da extinção de empregos temporários criados em meses anteriores.

Destaque nacional

Em 2019, Santa Catarina já havia sido destaque nacional ao registrar a melhor geração de emprego dos últimos nove anos, com 71.406 novas vagas. Segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Celso Albuquerque, trata-se de um reconhecimento da gestão correta adotada pelo Governo Estadual nos últimos dois anos. Ele também destaca a importância de se ter um emprego em um momento tão complicado como o atual.

“O emprego representa a dignidade das pessoas em poder pagar suas contas. Santa Catarina é um estado diferenciado, e o destaque no cenário nacional reforça a capacidade empreendedora do catarinense mesmo frente às adversidades. Continuamos trabalhando focados no nosso papel de construir oportunidades para o crescimento e desenvolvimento sustentável por meio de políticas públicas e ações que trazem competitividade e segurança aos empresários”, avalia.

TCP movimenta quase 40% da resina vegetal produzida no Brasil

O Brasil é o segundo maior produtor de resina vegetal, matéria-prima fundamental para o setor farmacêutico, químico e industrial. A mercadoria, que é exportada para todos os continentes do mundo, tem como uma das principais portas de saída o Terminal de Contêineres de Paranaguá – administrado pela TCP, no Paraná. Das 200 mil toneladas de resina e derivados produzidas pelo Brasil, 60% do volume é destinado à exportação e, deste percentual, quase 40% é escoado pelo Terminal, líder na movimentação do produto em todo o país.

 

Em 2019, a TCP movimentou 2.024 contêineres do produto. Em 2020, o volume alcançou 2.246 contêineres, o que representa um crescimento de 11% ano contra ano.Retirada do tronco do pinus, a goma – uma pasta esbranquiçada, espessa e viscosa, passa por um processo de destilação, dando origem a outros produtos como o breu e a terebintina, que podem ser utilizados, por exemplo, para a produção de goma de mascar, tintas, vernizes, borrachas sintéticas, produtos de limpeza, aditivos, entre outros.

 

“Entre os diferenciais para os exportadores de resina é o Armazém Alfandegado de Exportação, localizado em zona primária, um produto inovador que simplifica e reduz etapas trazendo redução de custo aos exportadores. Também somos o Terminal com maior número de linhas marítimas do país, além de oferecermos diversos produtos logísticos como a ferrovia interligando todo o estado além do acompanhamento da célula da gestão de fluxos”, explica Thomas Lima, diretor Comercial e Institucional da empresa.

 

Para os exportadores, a parceria com a TCP permitiu manter os negócios rodando em 2020, mesmo com as incertezas ocasionadas pela pandemia da COVID-19.  Glauco Gabriel, gerente Comercial da Florpinus, indústria química com sede em Campo Largo, no Paraná, afirma que a pandemia causou impacto, com algumas exportações postergadas, alguns cancelamentos. “Abril foi o melhor mês, pois o mercado acreditava que haveria uma paragem e, no fim, veio um busca maior pelo produto solicitando, inclusive, antecipações do embarque”, conta.

 

Para ele, os serviços prestados pela TCP para o escoamento da carga beneficiaram os negócios da empresa, principalmente, pela proximidade do acesso da planta industrial ao Porto, acordos comerciais firmados e a disponibilidade de rotas. A empresa atende, principalmente, países da Europa, Américas e Ásia.

 

VANTAGENS COMPETITIVAS

Para Rafael de Castro Lopes, coordenador de Comercio Exterior do grupo Resinas Brasil, uma das vantagens competitivas de exportar via Paranaguá diz respeito as taxas portuárias praticadas pelo Terminal. A empresa localizada em Sengés, no Paraná, exporta pelo porto paranaense há 15 anos, movimentando de 400 toneladas por mês.  O Grupo é referência no setor, sendo um dos maiores exportador de breu, colofonia e terebintina do mundo, responsável por pouco mais de 50% do mercado.

 

Já Conrado Neves, diretor Comercial da Resineves, destaca a qualidade e a rapidez nos serviços prestados. “Em especial a atenção e cuidados com os nossos produtos, principalmente, os registros fotográficos realizados no embarque”, destaca.

 

A empresa fica em São Paulo e tem unidades nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Bahia.

 

Sobre a TCP

A TCP é a empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá - o maior terminal de contêineres da América do Sul - e a subsidiária TCP Log, que oferece serviços de integração da cadeia logística para seus clientes.

Responsável pelo maior investimento do setor portuário Brasil na atualidade, onde foram aplicados mais de R$ 550 milhões nas obras de ampliação da capacidade de movimentação do terminal de 1,5 milhão TEUs/ano para 2,5 milhões TEUs/ano, a TCP está se preparando para atender a demanda de mercado brasileiro pelos próximos 30 anos.

 

Desde março de 2018, a TCP integra o portfólio da China Merchants Port Holding Company (CMPort), o maior e mais competitivo desenvolvedor, investidor e operador de portos públicos da China. Em março de 2020, o portfólio global de portos da CMPort abrangia 6 continentes, 26 países e regiões e 50 portos. Em 2019 a CMPort movimentou 110 milhões de TEUs.

Governo lança iniciativa para facilitar a abertura de empresas

ASecretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, do Ministério da Economia, lançou nesta quarta-feira (20) o Balcão Único, um projeto de sistema digital que permite a abertura de empresas por qualquer cidadão brasileiro, por meio de telefones celulares ou computadores, de maneira simplificada.

O diretor do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração, do Ministério da Economia, André Santa Cruz, afirmou que o projeto tem potencial de revolucionar o processo de abertura de empresas no Brasil. “Inicialmente, o projeto é apenas para abertura de empresário individual, empresa individual de responsabilidade limitada e sociedade limitada, apenas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, que são as cidades avaliadas pelo Banco Mundial no relatório Doing Business. A ideia é levá-lo para todo o Brasil, para que, num futuro próximo, toda e qualquer empresa em qualquer lugar do nosso país possa ser aberta de forma simples e rápida.”

Relatório do Banco Mundial, divulgado em 2019, mostrou que eram necessários pelo menos 11 procedimentos e uma média de 17 dias para abrir uma empresa no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Com o Balcão Único, a expectativa é melhorar esses números e fazer o Brasil ganhar posições no ranking mundial.

“Ao invés do empreendedor ter diversas interações com vários órgãos públicos diferentes, ele vai ter uma única interação, com um único órgão, preenchendo uma única vez, fazendo uma única coleta de dados e recebendo de maneira quase automática as respostas e a documentação necessária para a abertura do seu negócio”, afirmou André Santa Cruz.

Balcão Único

O projeto utiliza um único ambiente virtual para receber respostas necessárias da prefeitura, registro da empresa; obtenção do número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e inscrições fiscais; desbloqueio do cadastro de contribuintes; recebimento das licenças, quando necessárias; e ainda o cadastro dos empregados que serão contratados. O Balcão Único permitirá ainda que os empreendedores possam, no momento da abertura da empresa, fazer o cadastro de empregados pelo e-Social.

A implementação do Balcão Único é feita em parceria entre o Governo Federal e os governos municipais e estaduais. E o sistema é disponibilizado pela Junta Comercial do estado.

 
MEI agora pode solicitar via celular a restituição de valores pagos a mais

AReceita Federal disponibilizou nova versão do aplicativo Microempreendedor Individual (APP MEI), que permite ao contribuinte solicitar restituição do valor correspondente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recolhido em Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS MEI) de forma indevida ou em duplicidade.

Pelo APP MEI – disponível nas lojas Apple e Android – também será possível consultar o histórico de restituições e a situação atual de cada pedido feito pelo contribuinte.

Antes de solicitar a restituição, o contribuinte deverá certificar-se de que os valores pleiteados foram, de fato, recolhidos em duplicidade ou indevidamente.

Confira as situações nas quais não é possível solicitar a restituição de valores:

– ICMS e/ou ISS: A restituição desses tributos deve ser requerida ao estado, ao Distrito Federal ou ao município competente;

– Pagamento feito em período maior que cinco anos da data atual;

– Pagamentos de períodos de apuração dos últimos dois meses, incluído o mês do pedido. Caso o pagamento se refira a um desses dois últimos meses, o contribuinte deverá aguardar o prazo para solicitar.

– Contribuinte desenquadrado do Simei com data retroativa. Os pagamentos efetuados no período em que o contribuinte ainda era optante não ficam disponíveis para restituição. Nessa hipótese, caso o contribuinte julgue possuir créditos passíveis de restituição, será necessário recorrer ao atendimento da Receita Federal e solicitar a liberação dos pagamentos.

 

Com informações do Ministério da Economia

R$ 180,5 milhões do FCO fomentarão atividades econômicas no Pantanal

Aregião da Planície Pantaneira, que abrange partes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, contará com R$ 180,5 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para ajudar na recuperação econômica das atividades produtivas afetadas pela ocorrência de estiagem e incêndios florestais de grande proporção.

O montante foi aprovado pelo Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). A área é elencada como prioritária pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), formulada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

“Estamos criando condições para que os produtores e empreendedores do Pantanal possam recuperar suas atividades no período mais breve possível. É um crédito importante, com condições bastante atrativas, e que vai ajudar na recuperação da atividade econômica da região”, observou o ministro do MDR, Rogério Marinho.

A medida atenderá empreendedores de atividades rurais e urbanas de 22 municípios da região, sendo 13 de Mato Grosso – Barão de Melgaço, Cáceres, Cuiabá, Curvelândia, Figueirópolis do Oeste, Itiquira, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Porto Esperidião, Santo Antônio do Lerveger e Várzea Grande – e nove de Mato Grosso do Sul – Aquidauana, Bodoquena, Corumbá, Coxim, Ladário, Miranda, Porto Murtinho, Rio Verde de Mato Grosso do Sul e Sonora.


Com informações do Ministério do Desenvolvimento Regional

Empresa oferece o repatriamento de viajantes infectados por COVID-19 que estiverem no exterior

A pandemia paralisou o setor de viagens com proibições, restrições e cancelamentos de voos e hospedagens. Agora, com as campanhas de vacinação sendo iniciadas em diversos países, muitos viajantes, seja a lazer ou a negócios, planejam retomar o seu estilo de vida, mas ainda com muito receio de contrair o Covid-19. Para Ross Thompson, CEO e fundador da Covac Global, uma seguradora que organiza a repatriação privada dos seus associados, “os desafios são profundos e o próximo obstáculo é o medo de contrair o vírus ao viajar e ficar preso em quarentena por semanas ou hospitalizado em outro país”.

Se o viajante manifestar os sintomas ou se tiver um teste positivo para a doença enquanto estiver no exterior, ele não poderá embarcar em um voo comercial de volta para casa.  A única alternativa é fazer uma quarentena e, se precisar de tratamento médico, recorrer à disponibilidade dos serviços médicos locais. Os seguros de viagens tradicionais cobrirão as despesas médicas no país de destino e poderão até incluir um traslado com jatinho, mas somente para o hospital mais próximo. Os serviços médicos de transporte aéreo não atendem pacientes infectados com o Covid-19.

A Covac Global atua nas lacunas deixadas por outras seguradoras, especificamente em programas de proteção voltados a doenças contagiosas ou relacionadas a pandemias. A empresa afirma fazer o que outras não podem ou não querem. Com relação ao Covid-19, basta um diagnóstico positivo para acionar a cobertura, sem outros requisitos médicos ou de hospitalização associados. A COVAC GLOBAL providencia e cobre o custo de uma aeronave particular para levar o viajante à sua cidade de origem. O único segmento de viagem não atendido pela cobertura do seguro é o de cruzeiros, considerado ambiente de alto risco. Os seguros individuais estão cotados em USD 995 para 30 dias de viagem dentro de um ano, com outras opções para 60 dias e 90 dias de cobertura. Seguros familiares e corporativos também estão disponíveis.

“A empresa é uma virada de jogo nestes tempos de coronavírus”, diz Ross Thompson. “Nosso programa oferece a tranquilidade de saber que você pode deixar um país mesmo depois de começar a se sentir mal. A proposta é levá-lo para casa antes que precise ir a um hospital. Queremos ser capazes de evitar todo esse processo de hospitalização em outro país”.

Thompson traz na bagagem a experiência em serviços de inteligência e gerenciamento de crises, enquanto que sua equipe é formada por médicos especialistas e veteranos do FBI e de operações especiais militares dos EUA, incluindo sequestros e resgates. A ideia de criar a Covac Global surgiu quando Thompson temeu ficar preso em seu local de trabalho na Cidade do México, sem conseguir chegar a sua casa em Palm Beach, Flórida, no início do Covid-19. Agora, ele oferece a possibilidade de repatriamento aos seus associados.

www.covacglobal.com

Super Nosso expande com parceria de lojas de conveniência do futuro

Abastecer os lares, disponibilizando produtos de alta qualidade, como, onde e quando o cliente quiser.  Esse é o propósito da rede de supermercados Super Nosso, que acaba de dar mais um passo no cumprimento desse propósito, ao firmar uma parceria com a Be Honest, um modelo inovador de mercado de conveniência, já presente em diversos condomínios de Belo Horizonte.

Com o propósito de disseminar a honestidade, três jovens se uniram para criar um mercado de conveniência especial. Diferente de tudo o que já foi visto com relação às lojas do futuro, o honest market, ou “mercado da honestidade” - não tem funcionário, catraca, câmeras de reconhecimento facial ou qualquer outra forma de controle e, pasmem, funciona. Tamanha visão de mercado e força de propósito chamaram atenção do Grupo Super Nosso, que acaba de adquirir uma participação na Be Honest.

Aberta em junho deste ano, durante a pandemia do novo Coronavírus, a primeira Be Honest foi instalada em um condomínio em Belo Horizonte/MG. Hoje, já são mais de 50 unidades, sempre em condomínios residenciais e ofertando cerca de 300 itens de conveniência, como alimentos, higiene e limpeza. Marcelo Carneiro, um dos jovens empreendedores da Be Honest, conta que o sistema de controle de cada uma das lojas é acoplado a um totem de cartão de crédito/débito no qual os clientes podem escolher os produtos e realizar a compra sem nenhuma fiscalização, e sem ter que sair nem mesmo do próprio condomínio para resolver suas principais necessidades de abastecimento doméstico. 

“Esse mesmo sistema gera um inventário sobre o estoque mínimo de cada produto. E, por meio desse relatório, fazemos o chamado "cálculo de honestidade" para ver qual foi a diferença entre o inventário e o real estoque do local. Essa diferença é considerada um desvio”, explica. Segundo Carneiro, a maioria das pessoas paga corretamente, “mas, se alguém não pagar, a responsabilidade é inteiramente nossa, de atuar mais fortemente em alguma unidade que eventualmente tenha um índice maior de desonestidade”, garante.

 

 E por que o Grupo Super Nosso se encantou pelo projeto? 

“Sentimos que havia total sintonia e sinergia entre a proposta da Be Honest e a nossa. Queremos que nossa curadoria de produtos de alta qualidade possa chegar cada vez mais facilmente e da forma mais acessível para o máximo de clientes. A história do Super Nosso sempre foi marcada pela inovação e transformação, e é isso que nos permite a honra de abastecer os lares de milhares de famílias, disponibilizando produtos como, onde e quando o cliente quiser. Queremos ser solução, rápida, confiável e descomplicada. Sem dúvida, a Be Honest concretiza ainda mais nossa proposta”, afirma Rodolfo Nejm, vice-presidente do Grupo Super Nosso.

 

Multicanalidade

Nejm destaca ainda que a nova parceria trará, para os atuais clientes dos condomínios, toda a expertise do grupo. “Inovamos trazendo o primeiro e-commerce de supermercado para Belo Horizonte. Já temos o Clique e Retire, somos omnichannel e temos formatos e tamanhos diferentes de loja - não só as lojas Super Nosso, com mais de 12 mil variedades de produtos, como também o Momento Super Nosso, em torno de 5 mil itens”, diz.

“Portanto, já é da nossa expertise oferecer a seleção de uma variedade de produtos mais adequada para cada canal e cada momento de compra, conforme as necessidades do consumidor. E é isso que pretendemos agregar com nossos novos parceiros: saber escolher os melhores e mais adequados produtos para solucionar as necessidades dos nossos clientes nas lojas de conveniência Be Honest”.

Segundo o vice-presidente, não serão economizados esforços para se fazer uma curadoria única, “pois acreditamos que isso é o segredo da experiência de compra”, finaliza.

 

2021

O Super Nosso começará a atuar de forma colaborativa com os fundadores da Be Honest a partir de janeiro de 2021, agregando know how de curadoria de produtos, gestão, logística de abastecimento, planograma das restritas gôndolas dos mercados, entre diversos outros aspectos. “Acreditamos que marcas fortes são aquelas que inspiram algo maior - e como parceiros, ficamos empolgados não só em agregar solução de abastecimento e levar qualidade para as famílias, mas também estimular a população a exercer um valor tão nobre quanto o de autorresponsabilidade, através do conceito de compras e pagamento autosserviço oferecido pela Be Honest. Realmente, algo muito forte e inspirador, uma verdadeira evolução para o varejo”, destaca Rafaela Nejm, sócia do Grupo Super Nosso.

Já Marcelo Carneiro ressalta: “Temos como cultura que o mais importante para nós é o aprendizado. Costumamos dizer que nosso negócio é uma escola sem professores, na qual nós mesmos precisamos abrir o livro e resolver os desafios que vierem pela frente. Agora, pela primeira vez em muitos meses, teremos um professor para nos dar uma aula sobre gestão, varejo e simplicidade.”

 

Sobre o Grupo Super Nosso

O Grupo Super Nosso possui 51 lojas físicas em Belo Horizonte e na região metropolitana. São 21 unidades Super Nosso, que é a rede de supermercados gourmet; 11 lojas de proximidade, lojas menores com foco em conveniência, com a bandeira Momento Super Nosso e 19 atacarejos com a marca Apoio Mineiro. Além do Super Nosso em Casa, canal de vendas online do Super Nosso e o Apoio Entrega, canal de vendas online do Apoio Mineiro.

Também integram o Grupo uma indústria, a Raro Alimentos, que manipula carnes e frios com SIF para atender às lojas do Grupo, e uma infraestrutura completa de panificação, que produz pães artesanais e alimentos prontos de marca própria para venda nas lojas. E a distribuidora especializada Decminas, que atende mais de 800 municípios mineiros. Ao todo, são mais de 8 mil funcionários trabalhando para atender com excelência e oferecer uma ótima experiência de compra. A empresa é uma das maiores do setor varejista em Minas Gerais e ocupa a 15ª posição no ranking nacional da Abras de maiores empresas supermercadistas no Brasil.

Decreto consolida Nidus como laboratório de inovação do Governo SC

O Decreto n° 1.098, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira, 14, consolidou as atividades do laboratório Nidus como o responsável por promover a inovação aberta no âmbito do Governo do Estado de Santa Catarina. Ele tem a finalidade de estimular o empreendedorismo na gestão pública estadual, além de desenvolver, implementar, fortalecer e disseminar iniciativas inovadoras de forma articulada.

Coordenado pela Gerência de Inovação em Governo (Gerig), vinculada à Diretoria de Tecnologia e Inovação (DITI) da Secretaria de Estado da Administração (SEA), o Nidus permite a conexão entre os principais atores dos ecossistemas de inovação. De acordo com a gerente de Inovação, Luana Bayestorff, o grande desafio é disseminar uma nova cultura entre os servidores.

“O ato de desenvolver processos e projetos inovadores, envolvendo instituições de pesquisas, startups e empresas, além gestão pública estadual é algo novo para Santa Catarina, mas estamos construindo uma boa base de conhecimento entre os servidores, com muitos cursos, oficinas e webinares, para transformar a gestão pública estadual e tornar o Governo de Santa Catarina digital, inovador e eficaz”, afirma.

Inaugurado em dezembro de 2019, o Nidus já apresentou propostas para todas as áreas do governo catarinense. Neste tempo, foram realizados 11 webinares de temas ligados à inovação da gestão pública, 11 desafios lançados e 151 novas startups conectadas, além do programa destinado aos servidores do Estado chamado Nidus Motivator.

Com a publicação do decreto, Luana acredita que poderá fortalecer ainda mais o laboratório. “Já temos programados projetos com a Defesa Civil, IMA, Santur, Arquivo Público de Santa Catarina, Defensoria Pública, Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria da Fazenda, além de uma nova parceria de editais de fomento com Fapesc”, conclui.

Decreto consolida Nidus como laboratório de inovação do Governo SC

O Decreto n° 1.098, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira, 14, consolidou as atividades do laboratório Nidus como o responsável por promover a inovação aberta no âmbito do Governo do Estado de Santa Catarina. Ele tem a finalidade de estimular o empreendedorismo na gestão pública estadual, além de desenvolver, implementar, fortalecer e disseminar iniciativas inovadoras de forma articulada.

Coordenado pela Gerência de Inovação em Governo (Gerig), vinculada à Diretoria de Tecnologia e Inovação (DITI) da Secretaria de Estado da Administração (SEA), o Nidus permite a conexão entre os principais atores dos ecossistemas de inovação. De acordo com a gerente de Inovação, Luana Bayestorff, o grande desafio é disseminar uma nova cultura entre os servidores.

“O ato de desenvolver processos e projetos inovadores, envolvendo instituições de pesquisas, startups e empresas, além gestão pública estadual é algo novo para Santa Catarina, mas estamos construindo uma boa base de conhecimento entre os servidores, com muitos cursos, oficinas e webinares, para transformar a gestão pública estadual e tornar o Governo de Santa Catarina digital, inovador e eficaz”, afirma.

 

Inaugurado em dezembro de 2019, o Nidus já apresentou propostas para todas as áreas do governo catarinense. Neste tempo, foram realizados 11 webinares de temas ligados à inovação da gestão pública, 11 desafios lançados e 151 novas startups conectadas, além do programa destinado aos servidores do Estado chamado Nidus Motivator.

Com a publicação do decreto, Luana acredita que poderá fortalecer ainda mais o laboratório. “Já temos programados projetos com a Defesa Civil, IMA, Santur, Arquivo Público de Santa Catarina, Defensoria Pública, Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria da Fazenda, além de uma nova parceria de editais de fomento com Fapesc”, conclui.

Fábio da Veiga assume a Superintendência do Porto de Itajaí

Desde que foi indicado pelo prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, para ocupar o cargo de Superintendente do Porto de Itajaí nesta nova gestão municipal, Fábio da Veiga, teve sua nomeação confirmada oficialmente através do Jornal do Município em 01º de janeiro de 2021.

 

Esta é a segunda vez que Fábio ocupa a cadeira de Superintendente da Autoridade Portuária.

 

“É com grande orgulho que recebi o convite do prefeito Volnei Morastoni para nessa segunda oportunidade assumir a Superintendência do Porto de Itajaí. Obviamente, isso é fruto de muito trabalho, de muita correção e de muita fidelidade ao prefeito no sentido de ele ter essa confiança. Obviamente, toda a parte do planejamento que foi desenvolvido pelo antigo gestor, ao qual fez um excelente trabalho, a de se dizer, terão total continuidade, e acima de tudo, o mesmo comprometimento pelo crescimento do nosso porto e também a valorização ao trabalhador portuário”, destaca Fábio da Veiga.

 

Em maio de 2019, seu nome já havia sido indicado pelo prefeito para ocupar o cargo, e, como normativa do governo legislativo por meio de Lei Orgânica do Município, foi sabatinado durante Sessão Extraordinária e naquela oportunidade recebeu aprovação de todos os vereadores presentes para assumir o cargo devido ter demonstrado competência e conhecimentos técnicos. Depois que passou pelo processo de Arguição Pública na sede da Câmara Municipal, assumiu oficialmente naquele mês a função de superintendente onde permaneceu por cinco meses.

 

Fábio da Veiga tem 41 anos de idade, nasceu em Itajaí, é casado e pai de dois filhos. É graduado em Direito, com especialização em Direito Empresarial e Negócios. Na primeira gestão do prefeito Volnei Morastoni, trabalhou na Superintendência do Porto de Itajaí entre 2005 e 2008, tendo exercido os cargos de Assessor Jurídico, Diretor Jurídico e Assessor de Auditoria. Na gestão passada, a partir de janeiro de 2017, também integrou a equipe estando ocupando os cargos de Assessor de Auditoria e Assessor Jurídico.

 
Durante o período em que atuou na gestão anterior, importantes ações estruturantes foram conquistadas, entre elas, a recuperação e conclusão das obras dos berços 3 e 4, a implantação da 1ª etapa da Nova Bacia de Evolução do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, nova sinalização náutica, nova poligonal do Porto Organizado, expansão portuária e plano de desapropriações, mais de 30 operações do sistema (Roll On Roll Off), dragagem de restabelecimento, atualização da Carta Náutica, estudos de ampliação e modernização do Porto de Itajaí (Projeto de  Desestatização), entre outras ações entregues a sociedade de Itajaí, assim como também para toda a classe dos trabalhadores portuários que atuam diretamente no porto de Itajaí e no complexo em geral.

 

Fábio reconhece e sabe dos desafios que podem surgir frente à Autoridade Portuária, e afirma que, em sua gestão, juntamente acompanhado por todos que compõem suas coordenadorias e demais setores do atual quadro de servidores da superintendência, tem como objetivo dar sequência as obras que estão programadas para acontecer:

 

“Seja através de atos administrativos ou estruturais, vamos continuar a busca incessante pelas melhorias, destacando o novo processo de desestatização, ao qual tive o prazer nos anos anteriores, juntamente com outros servidores, de contribuir para esse planejamento onde a Empresa Pública de Logística (EPL), e a Secretaria Nacional de Portos (SNP), tem visto com bons olhos toda essa organização que o Porto de Itajaí vem demonstrando paralelo ao seu vínculo direto e estrita com a comunidade portuária e com a cidade, e, diga-se de passagem, o processo de desestatização terá continuidade com as mesmas prerrogativas e principalmente com a manutenção da Autoridade Portuária, de que ela permaneça pública e municipal. Ainda pela frente, uma atenção especial aos motoristas que a exemplo dos últimos meses passaram por dificuldades ao adentrar no porto, tendo base nisso, e com o apoio direto da APM Terminals, de que estão sendo colocados em prática melhorias de rapidez, de diminuição ou cessar filas, do importador ter a informação online, onde já tem muitas delas, mas de uma forma muito mais assertiva, e isso não abriremos mão. Dado a aprovação da Receita Federal, de fato a oficialização do Sistema Carrossel onde os caminhões entram por quatro linhas de acesso pelo Gate 01 e saem por três linhas pelo Gate 02. Iremos continuar buscando pela segunda etapa das obras da Bacia de Evolução, onde visa preparar o porto para uma profundidade ainda maior, num futuro próximo, estimando chegar a marca de até 17 metros de profundidade, e com isso receber navios de até 400 metros de comprimento, que ainda não estão frequentando a costa brasileira, mas a primeira etapa da Bacia de Evolução já demonstrou total qualificação para grandes manobras.  Destaco ainda a busca incansável pelo crescimento dos números de movimentações de cargas e operações de contêineres, que a exemplo de 2020, o porto fechou sua movimentação recorde de 1.4 milhão de contêineres operados no complexo portuário de Itajaí e de Navegantes, colocando sempre nosso porto, mesmos sendo um porto pequeno, demonstrando ser um gigante em suas estatísticas, e, provando cada vez mais que está apto, após o processo de desestatização, garantindo a cidade de Itajaí para mais três, quatros décadas de liderança na atividade portuária do Sul do país”, pontua o novo superintendente.

 

Uma Gestão Humanizada

 

Por fim, o novo superintendente do Porto de Itajaí, acredita numa gestão mais próxima da cidade onde todos tenham o direito de serem ouvidos e com isso possam se juntar a administração, falando a mesma língua:

 

“Cada um tem suas características, e uma das minhas ao qual sempre demonstrei, ainda mais por ser natural de Itajaí, é o ato de poder circular em todos os meios da sociedade, tendo essa particularidade de conviver com todos, e quando digo mais humana, neste caso voltado para a nossa atividade, é a total assistência direta a classe dos trabalhadores portuários que envolvem desde o arrumador, o estivador, o conferente, o efetivo do bloco, o vigia portuário, o motorista, os armadores em geral, o trade do comércio que atua nas áreas de exportação e importação, a relação direta com os nossos representantes dos Órgãos Intervenientes e demais representantes dos TUPs (Terminais de Uso Privado), do complexo portuário, a participação direta e colaborativa com os membros da sociedade civil organizada, entre outros profissionais.

 

Gostaria de destacar também a nossa relação direta com a APM Terminals, que é a empresa arrendatária do Porto de Itajaí, ao qual temos o compromisso de caminharmos sempre juntos, lado a lado, de entender cada vez mais a necessidade de buscar avanços, e, que apesar das nossas instalações terem um limite de áreas, que saibamos sempre em união, encontrar soluções para continuar com incrementos nas nossas movimentações.

 

Também enalteço que grande parte da equipe do porto, foi reconduzida aos seus cargos para mais essa nova gestão. Isso demonstra o quão qualificado foi a gestão dos últimos quatro anos, e essa recondução demonstra que o prefeito Volnei Morastoni continua exigindo do porto, e assim será, uma administração competente, mas acima de tudo técnica, acima de tudo sem as amarras político partidárias, onde todos os agentes da comunidade portuária sejam atendidos de forma legal e de forma republicana, e assim estava ocorrendo e assim continuará sendo feito.

 

A Autoridade Portuária terá na minha pessoa, um diálogo constante, permanente de visitação, de rapidez nas respostas para que possamos aos poucos ir avançando frente aos problemas que vão surgir, que sabemos que toda a autoridade portuária tem, mas, que em Itajaí, nós temos a característica da união e da resolução desses problemas em conjunto e isso será cada vez mais fomentado nessa gestão que recém iniciou”, conclui Fábio da Veiga.

Chuva melhora condição hídrica em Santa Catarina, mas estiagem ainda predomina

O primeiro Boletim Hidrometeorológico deste ano divulgado nesta quarta-feira, 13, pela Secretaria Executiva do Meio Ambiente (SEMA), integrada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), apontou uma trégua na seca no estado. O quadro é justificado pelo volume de chuva significativo nos dois últimos meses. Porém, o cenário ainda é de estiagem e exige monitoramento contínuo.

“Conforme as previsões apresentadas, as perspectivas de precipitação para os próximos meses continuam boas para Santa Catarina, representando ainda uma atenuação da ausência de armazenamento de água no solo. Entretanto, o comprometimento do abastecimento urbano em diversos municípios, assim como a intensidade da seca hidrológica sobre o Estado permanecem e exigem o uso racional deste bem”, frisa o diretor de Recursos Hídricos e Saneamento da SEMA/SDE, Leonardo Ferreira.

>> Acesse aqui o boletim

Na análise da situação do abastecimento público, dos 295 municípios catarinenses, 197 permanecem em condição de normalidade; 66 em estado de atenção; 15 em alerta e três em estado crítico em relação à estiagem. Esse resultado representou uma melhora em comparação ao observado no estudo anterior. Assim, 11 municípios saíram do estado de alerta e oito da situação de criticidade.

Avaliação Índice Integrado de Secas

A avaliação do Índice Integrado de Secas (ISS) apontou 82 municípios em seca grave, 15 em extrema, 103 em moderada e nenhum em condição excepcional.

“Embora a estiagem tenha dado uma estagnada, é necessário dar continuidade ao monitoramento, ainda mais por estarmos em uma época de maior consumo de água, principalmente nas regiões litorâneas. Estamos acompanhando as medidas contidas nos planos de emergência das concessionárias”, observa a gerente de Fiscalização de Saneamento da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), Luiza Burgardt.

Previsão

Conforme as previsões apresentadas, as perspectivas de precipitação para os próximos meses continuam boas para todo o Estado, principalmente no litoral.

O estudo de monitoramento, coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da SEMA, em parceria com a Defesa Civil de Santa Catarina, Aresc e outras agências reguladoras do Estado, tem o objetivo de monitorar e divulgar a situação hídrica catarinense.

Santa Catarina inicia colheita de pitaia com previsão de crescimento de 30%

Os produtores catarinenses de pitaia entram em 2021 começando a colheita da fruta com boas perspectivas. A previsão para a safra 2020/21 é de um aumento de 30% em relação ao ano anterior. De acordo com o engenheiro agrônomo da Epagri Ricardo Martins, na safra passada foram colhidas 600 toneladas de pitaia no Sul do estado, onde se concentra a produção catarinense.

“O crescimento da cultura na região é esperado em virtude da transformação dos pomares que até então eram jovens em adultos e da capacidade de ampliação das cooperativas”, explica.

De acordo com estimativa da Epagri, a área de cultivo de pitaia é de cerca de 200 hectares e está em plena expansão. Santa Catarina já é o segundo maior produtor da fruta no Brasil. “É um crescimento um pouco acelerado que nos preocupa em relação ao escoamento da fruta e à capacidade operacional das cooperativas. Por outro lado, é uma oportunidade de diversificação das atividades da agricultura familiar”, ressalta o agrônomo.

Demanda crescente

Diego Adílio da Silva, coordenador de fruticultura da Epagri na região, diz que a pitaia era uma fruta desconhecida pelos brasileiros há poucos anos. “Porém, por conta de suas propriedades nutracêuticas, vem caindo no gosto do consumidor, e a demanda está aumentando”, afirma. Ele explica que, mesmo com a redução do preço nas últimas safras, a cultura ainda oferece alta rentabilidade por metro quadrado. “Mesmo sendo vendida a R$ 2 o quilo, tendo por base uma capacidade produtiva de 30 a 40t/ha de fruta, a renda bruta pode chegar a R$ 80 mil por hectare”, calcula.

Ele reforça que, antes de implantar o pomar, é fundamental que o agricultor se associe a alguma cooperativa ou indústria para poder escoar a produção.

O clima também deve favorecer a safra catarinense neste ano. De acordo com a previsão da Epagri/Ciram, haverá chuva próxima à acima da média climatológica em Santa Catarina no primeiro trimestre de 2020. O período também deve ter temperatura acima da média. A colheita da pitaia em Santa Catarina vai de janeiro a maio.

Cultivo sustentável

Epagri orienta os fruticultores sobre o uso de técnicas preconizadas no Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), contribuindo para o crescimento dessa cadeia produtiva sobre bases sustentáveis em Santa Catarina. “Como é uma cultura jovem, é raro encontrarmos pomares sem quebra-ventos e cobertura de solo, com destaque para o uso do amendoim-forrageiro ou grama-amendoim (Arachis pintoi)”, diz Martins.

É com as tecnologias orientadas pela Epagri que o agricultor Édio Damorim conduz um pomar de 6 mil metros quadrados em Forquilhinha, no Sul de SC. Na última safra, ele colheu 24,6 toneladas e agora planeja colher cerca de 30 toneladas. “Nesta época, trabalhamos eu e a esposa e ainda contratamos cinco pessoas para ajudar na colheita, classificação e pesagem das frutas”, conta.

O pomar da família é conduzido no sistema orgânico – e a pitaia tem se adaptado muito bem a esse cultivo na região. Em toda a área do pomar, Édio usa amendoim-forrageiro como planta de cobertura do solo. “Ele serve para proteger o solo e contribui para não aumentar muito a temperatura em dias quentes”, explica o produtor.

Práticas como o planejamento do pomar, desde a escolha da área, a realização de análise de solo e o suprimento de alguns nutrientes no momento da implantação também estão bem difundidas entre os produtores catarinenses de pitaia. “Promoção da vida do solo e arredores e saúde às plantas do pomar são os motes que guiam nossas recomendações”, reforça o engenheiro agrônomo Ricardo Martins.

A Epagri publicou neste ano um Boletim técnico sobre o Cultivo da pitaia, com uma série de recomendações para o manejo sustentável da espécie. Para fazer download, basta clicar aqui e digite “pitaia” no campo de busca.

Inadimplência das famílias de SC caiu quase pela metade em 2020

O percentual de famílias de Santa Catarina com alguma dívida em atraso caiu de 10,9% para 10,6% na passagem de novembro para dezembro de 2020. O valor apurado é quase metade dos 20,8% registrados em dezembro de 2019.

Também caiu o percentual de famílias que afirmam que não têm condições de pagar essas dívidas. Eram 11,5% em dezembro de 2019 e passaram a 5,2% em dezembro último. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC). 

A queda da inadimplência acompanha a queda no endividamento. Santa Catarina fechou 2020 com cerca de 41,3% das famílias endividadas, contra 56,1% do ano anterior. Segundo a entidade, o motivo para a redução é de que as famílias, durante a pandemia, liquidaram as dívidas correntes e reduziram o consumo a prazo. 

Neste sentido, a redução do endividamento pode ser um ponto negativo para o comércio, já que demonstra que o catarinense não está consumindo como fazia antes da crise sanitária. 

Entre os perfis de dívida, o cartão de crédito (72,2%) lidera. Em seguida, estão carnês (39,5%), financiamento de carros (36,8%), crédito consignado (20,1%), e financiamento de casa (20%). 

Os dados da Fecomércio/SC mostram também que a parcela da renda das famílias comprometida com dívidas chegou a 30,8%. Além disso, o tempo médio para quitação é de 9,9 meses. 

Entre as cidades pesquisadas, Florianópolis lidera o endividamento com 51,8% das famílias. Na sequência, estão Blumenau (40,4%), Joinville (38,5%), e Chapecó (26,8%). 

Coronavírus em SC: SCPAR Porto de Imbituba repassa R$ 2 milhões para o Hospital São Camilo

A SCPAR Porto de Imbituba, no Sul do Estado, firmou nesta terça-feira, 12, o Termo de Colaboração com o repasse financeiro de R$ 2 milhões para o Hospital São Camilo. Os recursos serão destinados ao combate à Covid-19, para a aquisição de equipamentos hospitalares e insumos. A transferência foi autorizada pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA).

“Estamos extremamente gratos em poder iniciar 2021 formalizando essa colaboração com o hospital. A pandemia é uma batalha que ainda precisa de atenção e cuidado e o porto, como parceiro da cidade, quer ajudar a superar o atual contexto de crise sanitária”, pontuou o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Luís Antonio Braga Martins, informando que os recursos serão repassados em três etapas. 

Presente no ato, em Imbituba, a primeira-dama Késia Martins da Silva, lembrou que tanto o Porto quanto o Hospital São Camilo fazem parte da sua história de vida. O pai trabalhou no Porto e o irmão e ela nasceram neste hospital. 

“Tenho uma grande gratidão por essa cidade. Acompanhar este repasse é um momento muito significativo e de alegria, vai garantir um atendimento de ainda mais qualidade e excelência à população. Desde quando o Moisés assumiu o Governo, me propus a ver o que poderia ser feito pelos hospitais, pelas unidades de saúde. Tenho a certeza que todos estamos sensíveis às necessidades dos catarinenses”, relatou. 

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, destacou que há 10 meses o estado está no enfrentamento da pandemia e o Governo e a secretaria da Saúde trouxeram várias necessidades de organização de serviços, dentre eles, Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

“Conseguimos trazer para o estado mais 790 leitos de UTI Covid Adultos SUS novos, destes 10 foram ativados no Hospital São Camilo. O recurso que hoje é aportado, é fundamental para que consigamos aumentar ainda mais os serviços para o tratamento de UTI de Covid e outros para a cidade e região”, destaca.

O diretor-presidente da SCPAR Participações e Parcerias (holding), Enio Parmeggiani, disse que o recurso para o hospital é fruto de uma articulação do Porto de Imbituba com a anuência dos órgãos federais. “É o resultado do trabalho do Porto. Teve toda uma estruturação dos aspectos legais, de normativas e que hoje se consolida. É uma grande conquista para Imbituba e região”.

“Vemos essas atitudes de forma muito positiva e parabenizamos a SCPAR Porto de Imbituba. Outras autoridades portuárias também tiveram essa mesma iniciativa e já foram aplicados, no total, cerca de R$ 30 milhões advindos de receitas portuárias para o enfrentamento da pandemia. São recursos que ajudam a salvar vidas”, observou Alessandro Marques, coordenador-geral de Descentralização e Delegações da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), que participou por videoconferência, representando o Ministério da Infraestrutura.

Hospital São Camilo  

Durante o ano de 2020, devido à pandemia do coronavírus, o Hospital São Camilo passou a ofertar para a Secretaria de Estado da Saúde 26 leitos clínicos para internações hospitalares de isolamento e 10 leitos de UTI Adulto Covid-19. A unidade filantrópica é administrada pela Sociedade Beneficente São Camilo. 

“Somos gratos pela iniciativa que vai beneficiar a população. Sem as tantas ajudas e parcerias não teríamos condições financeiras, nem estruturais para enfrentar esta pandemia”, contou a procuradora da Sociedade Beneficente São Camilo, Luciene Basso Meurer. 

Participaram do ato, o diretor de Infraestrutura e Logística da SCPAR Porto de Imbituba, Fábio Riera, prefeito do município, Rosenvaldo da Silva Júnior, vice-prefeito, Antônio Clesio Costa, procuradora da Sociedade Beneficente São Camilo, Talita Coutinho Elbert, e outras autoridades.

Estaleiro Oceana agora é Estaleiro Brasil Sul

Com a conclusão da aquisição do estaleiro Oceana pela thyssenkrupp Marine Systems do Brasil, a empresa rebatizou a instalação, que passa a se chamar thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul.

O negócio é parte da estratégia internacional da thyssenkrupp para o fortalecimento da área de defesa naval no Brasil e América do Sul. O Estaleiro Brasil Sul, localizado em Itajaí (SC), será destinado à construção das quatro fragatas da Classe Tamandaré para a Marinha do Brasil, que contarão com a tecnologia naval comprovada de construção de navios de defesa da Classe MEKO®, que já opera em 15 países.

Dr. Rolf Wirtz, CEO da thyssenkrupp Marine Systems: "Com o Estaleiro Brasil Sul, nós temos uma infraestrutura excelente para construir a mais moderna fragata para a Marinha do Brasil. O estaleiro também nos oferece a perspectiva de novos pedidos, não só localmente, mas também em outros países da América do Sul."

Com mais de 20 anos de experiência, o estaleiro é um dos mais modernos do Brasil. Localizado em região com forte vocação naval, em uma área de 310.000 m², tem alta capacidade de construção e aplica os mais inovadores processos de produção com alto nível de automação e tecnologia de ponta. Nos últimos anos, já entregou grandes embarcações, como por exemplo, navios para operações offshore de, aproximadamente, 90 metros de comprimento e 19 metros de largura.


Sobre a thyssenkrupp Marine Systems
A thyssenkrupp Marine Systems é a empresa majoritária da sociedade de propósito específico, Águas Azuis, estabelecida com a Embraer Defesa & Segurança e a Atech, subsidiária da Embraer - para a ampliação e modernização da esquadra da Marinha do Brasil. Uma das empresas navais líderes mundiais, com cerca de 6.000 funcionários, atua como fornecedora de sistemas de construção naval de superfície, submarinos e em eletrônica marítima/tecnologia de segurança. Com mais de 180 anos de história e uma busca constante pelo aprimoramento, a empresa está sempre estabelecendo novos padrões. A thyssenkrupp Marine Systems oferece aos seus clientes soluções personalizadas em todo o mundo para desafios altamente complexos em um mundo em mudança. A chave para isso são os colaboradores da empresa, que moldam o futuro da thyssenkrupp Marine Systems com paixão e compromisso todos os dias. Mais informações.

Sobre a thyssenkrupp
A thyssenkrupp é um grupo internacional composto por empresas industriais e tecnológicas independentes. O Grupo gerou vendas de €29 bilhões em 60 países no ano fiscal de 2019/2020. Sob uma forte marca de referência, nossos produtos e serviços contribuem com a criação de um futuro melhor e mais sustentável. A competência e o comprometimento de nossos mais de 104 mil colaboradores ao redor do mundo são a base do nosso sucesso. Com nossa tecnologia e inovação, trabalhamos com nossos clientes para desenvolver soluções de baixo custo e consumo eficiente de recursos para os desafios futuros. Nós combinamos a orientação aos resultados com a responsabilidade empresarial e social.

Desenvolvendo negócios na América do Sul desde 1837, a thyssenkrupp emprega cerca de 3.500 colaboradores na região nos segmentos automotivo, mineração, química e defesa naval. Na América do Sul, a empresa contabilizou durante o ano fiscal 2019/2020 o faturamento equivalente a R$ 3 bilhões. 

Santa Catarina encerra 2020 com saldo positivo na arrecadação

Santa Catarina se despede de 2020 com números positivos na economia. Impulsionada principalmente pelos setores de materiais de construção (alta de 19,4%), medicamentos (+ 13,3%) e supermercados (+ 13,2%), a arrecadação do Estado fechou o ano com saldo positivo de 2,3% no total em comparação com 2019. Os dados são da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC).

"Estamos encerrando o ano com a arrecadação melhor que a prevista no primeiro semestre. A retomada econômica é resultado de um trabalho de gestão em consonância com o setor produtivo", disse a secretária de Estado da Fazenda (SEF/SC) em exercício, Michele Roncalio.

Segundo ela, o resultado anual ficou abaixo da inflação dos últimos 12 meses, que foi de 4,23% de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A maior queda registrada entre 2020 e 2019 foi no setor de automóveis, com variação de - 15,9%.

Somente em dezembro, a arrecadação subiu 12,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, um total de R$ 2,89 bilhões. Com o ICMS, principal tributo estadual, a alta foi de 12,8%.

"Ainda há setores sofrendo com a crise, contudo, temos uma expectativa positiva para o próximo ano. Vamos trabalhar para que 2021 tenha resultados melhores em todos os segmentos", concluiu Michele.

Novo presidente assume CREA/SC para gestão 2021/2023

O engenheiro civil e de segurança do trabalho Carlos Alberto Kita Xavier iniciou na última segunda-feira (4) a gestão à frente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA/SC). Kita vai ocupar o cargo no mandato 2021/2023. 

A primeira atividade foi uma reunião na sede do Conselho, pela manhã, com lideranças, assessores e alguns colaboradores, dando as boas vindas e apresentação do trabalho. Kita destacou o espírito de equipe, o foco nas ações para a união dos profissionais e a expansão do CREA/SC em Santa Catarina, um trabalho em conjunto com os profissionais, empresas, entidades, instituições, órgãos parceiros, conselheiros, diretores e colaboradores em todo o Estado.

Entre as principais metas da gestão estão o incremento da fiscalização, buscando convênios com prefeituras e órgãos públicos para atuação em conjunto, abrindo assim novas frentes de trabalho aos profissionais catarinenses; a informatização dos processos e serviços; a solicitação junto ao Confea para a reformulação de algumas resoluções, por exemplo a que trata de Pessoa Jurídica para reduzir a anuidade e valorizar o profissional do quadro técnico da empresa.

Outra ação importante será a criação da Universidade Corporativa do CREA-SC, em parceria com as instituições de ensino e as entidades de classe, para realização de cursos de capacitação e qualificação do público interno e dos profissionais registrados. 

Ocupação dos hotéis na Grande Florianópolis revela setor com tímida recuperação

Apesar de aguardado com ansiedade pelos hoteleiros, o início da temporada ficou aquém do esperado pelo setor – um dos mais atingidos pela pandemia. De acordo com levantamento do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Grande Florianópolis (SHRBS), a ocupação na região em dezembro ficou em 44,66% - uma queda de 35,49% em relação ao mesmo período de 2019. No Natal, a situação foi pior, com 36,95% dos leitos ativos (redução de 43,93%). Já no Réveillon, a taxa ficou em 63,42% - 34,29% a menos que no ano passado.

Para Estanislau Bresolin, presidente do Sindicato, a insegurança da população, somada às informações controversas sobre o que era permitido em Santa Catarina, contribuiu para o mau desempenho. “Mesmo com uma hotelaria de excelência e respeitando rigidamente todos os protocolos, não foi um fim de ano satisfatório. Logicamente não esperávamos números iguais aos de 2019, mas a expectativa era grande para a manutenção dos negócios e dos empregos”, diz. O levantamento foi realizado junto a 59 estabelecimentos, com 5.897 unidades habitacionais disponíveis.

 

ACII recebe placa de reconhecimento por seu desempenho na edição de 2019 do Selo Social

Nesta quinta-feira (17l , a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) recebeu uma placa em homenagem por seu desempenho na edição de 2019 do Selo Social do Município de Itajaí.
A associação foi premiada e certificada em quatro projetos inscritos no programa. São eles:

*Conscientização sobre Lixo Eletrônico - Núcleo de Tecnologia e Inovação/ACII
*Geração Empreendedora - Núcleo de Jovens Empreendedores/ACII
*Palestra: O Cenário dos Benefícios Fiscais em Santa Catarina - Núcleo de Comércio Exterior/ACII
*Case de Negócios ACII/4ª edição.

O Selo Social visa estimular o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), junto a entes públicos, empresas e organizações públicas e privadas.

Na avaliação do presidente da ACII, Mário Cesar dos Santos, trata-se de uma grande conquista para a entidade. “Em nome da Diretoria da ACII agradecemos ao Município de Itajaí em nome do prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, e do secretário de Promoção da Cidadania, Everton Wan-Dall Alves, pelo reconhecimento que outorga às empresas e entidades. Quero agradecer também aos Núcleos e os organizadores do Case de Negócios que foram contemplados com o Selo”, finaliza.

O vice-presidente ACII para Assuntos Ambientais e Responsabilidade Social, Laerson Batista, participou da Comissão do Selo Social. Além dele, o Núcleo de Responsabilidade Socioambiental também teve participação ativa na organização da certificação, integrando a Comissão.


 

Tecnologia criada em Camboriú ajuda a atender a demanda crescente de contratação intermitente no Brasil

Oferecer seus serviços para mais de uma empresa, com horários flexíveis e de sua escolha, tendo todos os direitos trabalhistas resguardados pela lei; ou contratar colaboradores e pagar apenas o proporcional ao período de serviço prestado. Essa é uma realidade garantida a empregadores e trabalhadores brasileiros que optam pelo trabalho intermitente, principal tendência trabalhista para o ano de 2021 segundo especialistas. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério da Economia, apontam que só em Santa Catarina foram 7.902 admissões entre janeiro e setembro deste ano. 

 

As informações do Caged apontam que 155 mil contratos de trabalho intermitente foram registrados no país em 2019 – 71 mil a mais do que no ano anterior, demonstrando uma tendência exponencial de escolha por esse regime de trabalho. O relatório ainda sinaliza um crescimento de 19,9% no número de carteiras assinadas na região Nordeste nesta modalidade, enquanto 14,2% são de profissionais do sudeste.

 

Segundo o advogado Rodrigo Vinicios Fidencio, especialista em Direito do Trabalho, apesar do crescimento expressivo, o trabalho intermitente é uma novidade que ainda gera dúvidas a muitos empreendedores e prestadores de serviços brasileiros. O desafio para contratação de trabalhador intermitente, permitida a partir da Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017), é fazer cumprir todas as regras na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

“As regras são específicas e o risco de processos trabalhistas, decorrentes de erros, assustam muita gente – considerando que a maioria esmagadora das empresas no país são pequenas e médias, sem grande suporte em termos de assessoria jurídica”, avalia Rodrigo Vinicios Fidencio, um dos idealizadores da plataforma Symee, criada para facilitar a gestão dos contratos de trabalho intermitente e garantir a conformidade legal.

 

Inovação catarinense

 

A startup de tecnologia Symee nasceu em 2020 a partir da colaboração entre o advogado Rodrigo Fidencio, que entrou com o domínio das especificidades jurídicas da modalidade de contratação, e o analista e desenvolvedor de sistemas Deividi Anderson Scalzavara, ambos de Camboriú (SC).

 

Com a crescente exponencial da contratação intermitente, eles identificaram a demanda por uma solução que facilite o gerenciamento, desburocratize e dê segurança jurídica principalmente para pequenos e médios empregadores, que geralmente não dispõem de grandes departamentos de gestão de pessoas ou jurídico para garantir o cumprimento de todas as regras legais.

 

“Pela Symee o contrato é gerado automaticamente, a partir da inclusão dos dados solicitados na plataforma. Ela centraliza informações de fácil acesso sobre a jornada de cada trabalhador intermitente; facilita a resposta ao chamado para o trabalho, gera todos os recibos e cálculos de remuneração e permite o registro remoto do ponto. A plataforma ainda disponibiliza histórico dos dados dos colaboradores; relatórios de convocações e frequência a cada período de prestação de serviço, que auxiliam no pagamento. O sistema também impede que qualquer processo seja feito fora da legalidade, como convocar trabalhador por mais de seis dias ininterruptos sem folga, só para citar um exemplo”, esclarece Deividi, à frente da programação do sistema e suporte ao usuário.

 

Ele reforça que o principal propósito da ferramenta é viabilizar relações de trabalho seguras e economicamente viáveis. “O objetivo é facilitar a contratação na modalidade para fomentar o emprego formal. As vantagens do sistema vão desde a garantia de segurança para questões jurídicas ou contábeis até a mitigação de erros, já que reduz o número dos documentos que o empregador precisa reter do funcionário. Para o trabalhador, toda informação relevante está no aplicativo, nas palmas das suas mãos”, completa.

 

O que é o trabalho intermitente? 

 

A principal diferença entre o contrato clássico e o intermitente é a contratação com alternância de períodos de prestação de serviços em horas, dias ou meses. Ou seja, os empregados prestam serviço por demanda, de acordo com a necessidade da empresa, e têm a possibilidade de trabalharem também em outros locais. 

 

A contratação deve estar registrada em carteira de trabalho com a modalidade, remuneração e os direitos escritos nas anotações gerais do documento – não é necessário preencher horário pré-fixado na ficha de registro. Quem não efetuar o registro na carteira do trabalhador está sujeito a multa de R$ 800 para micro e pequenas empresas e R$ 3 mil para empresas maiores.

 

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, para a convocação para trabalho o empregador deve acionar o trabalhador com até três dias de antecedência, informando o local, a data e o horário da prestação de serviço. O chamamento pode ser feito por e-mail, WhatsApp ou carta. Ou diretamente no sistema de gestão, como ocorre com a Symee.

 

O prestador do serviço tem a liberdade de recusar a oportunidade, sem correr o risco de ser dispensado por justa causa, por insubordinação. O período em que esteve inativo não é considerado tempo à disposição de quem o contratou.

 

A remuneração da modalidade intermitente também tem especificidades. O pagamento do salário é feito no final da jornada convocada para prestação de serviço. O trabalhador ainda recebe no mesmo momento as férias proporcionais com acréscimo de um terço, 13º salário proporcional, repouso semanal remunerado e adicionais legais. Cabe ao empregador preencher o recibo de acordo com cada parcela e assegurar também o pagamento mensal do INSS e FGTS. Para quem usa a plataforma Symee, os cálculos e recibos são gerados automaticamente.

 

“Com o alto índice de desemprego e fechamento de empresas, principalmente a partir da pandemia, o contrato de trabalho intermitente é uma alternativa que pode ajudar todo mundo. A empresa consegue contratar mais trabalhadores quando há aumento de demanda, remunerando quando pode remunerar e pelo trabalho de fato realizado. E o trabalhador que está na informalidade pode ter, de forma objetiva, a carteira de trabalho assinada e os direitos trabalhistas assegurados. O desafio é ficar em conformidade com todas as regras legais, o que pode ser facilitado com tecnologias como a que desenvolvemos”, finaliza Rodrigo Fidencio.

A força do comércio no ano mais difícil, por Ivan Roberto Tauffer

Chegar ao fim de 2020, esse que foi o mais difícil dos últimos anos, com os resultados que estamos testemunhando evidencia a força do comércio catarinense, formado principalmente por micro e pequenas empresas. Não temos clima de festa, pois os desafios ainda são grandes, mas temos, sim, conquistas que merecem ser celebradas. 

O ano de 2020 exigiu e ainda está exigindo muito de todos, paciência, empatia e responsabilidade. Dos empresários, exigiu também muita criatividade para que portas não fechassem de vez e funcionários não fossem demitidos. Aos poucos, mês a mês, conseguimos avançar e os sinais otimistas foram aparecendo. Logo no início da pandemia, a FCDL/SC lançou campanhas como "Comércio Consciente", disseminando a importância das práticas que podem preservar a saúde dos envolvidos, e "A gente se reinventa", com foco em estimular o comércio local. Ações compartilhadas com 209 Câmaras de Dirigentes Lojistas e 44 mil associados.

Foram registrados impactos significativos nas vendas de datas importantes como dia das mães, dia dos namorados e dia dos pais. Mas embora com queda nas vendas na comparação com o ano anterior, quando estávamos sem pandemia, os indicadores não foram tão negativos como previstos. No dia das crianças, tivemos um resultado muito positivo, com aumento de 2,90% nas vendas. E na Black Friday, tivemos como destaque as vendas on-line, impulsionadas pela nossa vitrine virtual QCompras (www.qcompras.com.br). A FCDL/SC também apoia os lojistas no processo de certificação digital, que facilita procedimentos como a emissão de notas fiscais eletrônicas e insere as empresas cada vez mais no mundo virtual.

Agora, chegamos ao fim do ano, com a projeção de 5% de aumento nas vendas para o Natal 2020 pela maioria dos lojistas catarinenses, na comparação com 2019. O tíquete médio previsto é de R$ 198,00. Terminamos o ano com uma campanha de Natal que traz como tema a valorização da solidariedade, com o slogan "Se representa o amor representa o Natal". As peças trazem ainda uma mensagem de incentivo ao comércio local. Um discreto otimismo toma conta dos varejistas, que encontrarão uma nova forma de se relacionar com o cliente, agilizando a entrega, caprichando no atendimento e valorizando tanto a forma física quanto a on-line para facilitar o acesso aos produtos. E que venha 2021.

 

Por Ivan Roberto Tauffer, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC)

SC registra recorde de importações em novembro

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia nesta segunda-feira (7), Santa Catarina desembolsou US$ 1,85 bilhão com importações em novembro. Este é o maior valor já registrado desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa um alta de 24% em relação a outubro e de 43% na comparação com novembro do ano passado. 

O crescimento nas compras no mercado externo foi puxado pela alta na aquisição de insumos industriais. A importação de cobre, por exemplo, mais que dobrou em um ano, passando de US$ 51 milhões em novembro de 2019 para US$ 117 milhões neste ano. No período, o volume importado do produto passou de 8,6 mil toneladas para 17,2 mil toneladas.

Além do cobre, os principais itens da pauta foram ureia (US$ 47 milhões), PVC (US$ 30 milhões), alumínio (US$ 25 milhões) e filamentos sintéticos (US$ 24 milhões). O principal produto importado não relacionado a um insumo industrial foram os automóveis (US$ 21 milhões).

Além destes, a lista contempla ainda diversos itens, como outros insumos industriais, bens de consumo, alimentos, e máquinas e equipamentos.

A questão das matérias-primas tem sido um desafio na recuperação da economia. Segundo a Federação das Indústrias de SC (Fiesc), 50,5% das empresas do setor não aumentar sua produção devido à falta de insumos. Isso acontece porque a velocidade na retomada pressionou a demanda, tornando a produção atual insuficiente.


 

Principais parceiros

Em novembro, o principal país de origem das importações catarinenses foi a China, com US$ 695 milhões. O destaque foi a compra de dispositivos semicondutores (US$ 20 milhões) - muito utilizados em indústrias de motores elétricos -, e filamentos sintéticos (US$ 18 milhões) - importante insumo para o setor têxtil.

O segundo principal parceiro de Santa Catarina foi o Chile (US$ 158 milhões), impulsionado principalmente pela compra de cobre refinado. Na sequência aparecem os Estados Unidos (US$ 120 milhões), Argentina (US$ 95 milhões) e Alemanha (US$ 84 milhões).

TCU autoriza leilões para concessão de rodovias e aeroportos no país

O Ministério da Infraestrutura prevê em R$ 16,2 bilhões o total de investimentos contratados a partir dos leilões de três concessões autorizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à iniciativa privada. Serão  leiloados trechos das rodovias BR-153, entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), e da BR-163, entre os municípios de Sinop (MT) e Miritituba (PA).

Com a aprovação, a próxima etapa é a publicação dos editais de leilões, previstos para o primeiro semestre de 2021. Um dos leilões abrange o o principal corredor logístico do Meio-Norte com o Centro-Sul.

Segundo a pasta, o trecho da BR-163/230 a ser concedido é estratégico por ligar Sinop (MT) aos portos de Miritituba, no município de Itaituba (PA), “onde a maior parte da safra de grãos do norte do Mato Grosso é escoada por meio da hidrovia do rio Tapajós até os portos marítimos de Santarém (PA) e Santana (AP)”.

A previsão para esse empreendimento é de quase R$ 3 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,89 bilhão em investimento privado e mais R$ 1,02 bilhão em custos e despesas operacionais. “Serão implementados 35 km de faixa adicionais, 30 km de vias marginais, 173 km de alargamento e 187 acessos, incluindo uma nova entrada aos portos de Miritituba”, informou o ministério.

O outro trecho de rodovias que teve a concessão autorizada, a BR-153/080/414, que liga Anápolis (GO) a Aliança do Tocantins (TO), é considerado “o principal corredor de integração do Meio-Norte com o Centro-Sul do país”.

“Ela será a primeira rodovia concedida pelo governo federal no modelo híbrido, ou seja, que tem como principal critério para o leilão a combinação entre o menor valor de tarifa e maior valor de outorga fixa. Estão previstos R$ 7,8 bilhões de investimentos”, disse, em nota, o Ministério da Infraestrutura.

O aval do TCU foi dado também para a implementação da 6ª rodada de concessões de aeroportos, a serem divididos em três blocos, abrangendo 22 ativos. São eles o bloco sul, que inclui Curitiba, Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Londrina (PR), Joinville (SC), Bacacheri (PR), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS); e o bloco norte, abrangendo Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tabatinga (AM), Tefé (AM) e Boa Vista; e bloco central  que inclui Goiânia, São Luís, Teresina, Palmas, Petrolina (PE) e Imperatriz (MA).

“A grande inovação desta rodada é a cláusula que permite que a proponente, individual ou representada por consórcio, possa contratar pessoa jurídica que detenha a qualificação técnica exigida na operação aeroportuária, aumentando o número de participantes e gerando maior competição no certame.

Caso a proponente opte por formação de consórcio, um dos membros deve ser operador aeroportuário com participação mínima de 15% e experiência comprovada”, detalha a nota do ministério.

Venda de imóveis aquece o mercado da construção civil

O segmento de luxo e construção de alto padrão tem puxado a alta na economia neste período da pandemia. Novos hábitos e investimentos em produtos com alta tecnologia e, acima de tudo, segurança na transação, esses são alguns dos atributos que impulsionaram as vendas. Os consumidores estão buscando, cada vez mais, segurança nas transações e rentabilidade. Ao mesmo tempo, com a oscilação do mercado, o que se viu foi uma redução dos ganhos dos investimentos tradicionais, levando aos poupadores a diversificarem ainda mais suas carteiras. Assim, os imóveis, neste cenário, voltam a ser opções seguras, aliados a credibilidade das construtoras, aquecendo o mercado.

 

Segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a melhora nas negociações de imóveis de médio e alto padrão garantiram ao setor da incorporação o melhor mês em vendas desde maio de 2014.

 

Além do movimento de mercado, o custo menor dos financiamentos facilita o acesso ao crédito, além das negociações diretamente com as construtoras, contribuiu para essa elevação do mercado. E, ainda segundo a Abrainc, o que se viu foi a procura, principalmente, por empreendimentos já prontos. Este movimento é corroborado pela WOA Empreendimentos Imobiliários, construtora de alto padrão com atuação em Florianópolis. Com quatro empreendimentos que compõem o SIMPHONIA WOA BEIRAMAR, a empresa comemora os resultados, com quase 80% das vendas realizadas, somando as unidades dos quatro empreendimentos.

 

“Os clientes estão em busca de investimentos sólidos, calcados na reputação das empresas e nos índices garantidores da rentabilidade, o que aqui na WOA é uma constante. Temos percebido um movimento arrojado e propostas ousadas que se consolidam pela demanda de mercado” destaca Patrícia Hartmann, Gerente Comercial da WOA Empreendimentos Imobiliários.

 

O diretor da WOA, Walter Silva Koerich, ainda completa que a “empresa apresenta a quem busca qualidade em morar bem, projetos diferenciados, que encantam pelos diferenciais e pelo ineditismo”.

 

O que a WOA vem percebendo é que os consumidores estão buscando por imóveis cada vez mais com valor agregado, com diferenciais exclusivos como paisagem espetacular, espaço interno amplo e sofisticado, além de elementos de decoração com requinte e descontração.

 

Os apartamentos do SIMPHONIA WOA BEIRAMAR contam com opções variadas de plantas que visam atender e adequar a todos os tipos de famílias.  Além dos acabamentos luxuosos e da localização ímpar, se destacam pelo conforto e exclusividade.

 

Outro dado que corrobora os resultados do mercado é a pesquisa FipeZap, que aponta Florianópolis como uma das capitais com maior valorização econômica. Segundo o Índice FipeZap, a capital catarinense acumula 5,82% de aumento no preço médio dos imóveis residenciais nos últimos 12 meses. Comparado com outras cidades pesquisadas, Florianópolis é a única capital que não teve desvalorização de 2014 para cá, segundo o índice. “Fatores que reforçam o mercado na capital são a limitação de espaço e a crescente busca por qualidade de vida”, destaca Walter Silva Koerich.

 

Outro dado interessante divulgado recentemente foi a pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com a BRAIN Inteligência Corporativa, que avaliou o interesse da população na aquisição de imóveis. O que se percebe é que a crise impactou muito mais os lançamentos do que as vendas, pois conforme mostra o estudo, neste período, vendeu-se, no país, o dobro de imóveis em relação aos lançados, o que mostra que Isso mostra que o mercado está com aderência. 

 

 Sobre a WOA

Constituída com a participação das Koerich Imóveis, Zita Empreendimentos Imobiliários e Lojas Koerich, a WOA chegou ao mercado catarinense com a experiência de mais de meio século. O nome WOA é uma homenagem a três grandes homens, é o acrônimo dos irmãos Walter, Orlando (In Memoriam) e Antônio Koerich. Atualmente, a empresa trabalha em um empreendimento de alto padrão em uma das localizações mais prestigiadas de Florianópolis - a Avenida Beira-Mar Norte. Mais informações em  www.woa.com.br.

Sebrae/SC promove etapa catarinense do projeto Brasil Mais na Foz do Itajaí

Os micros e pequenos empresários da região da Foz do Itajaí podem se preparar para aumentar a produtividade dos seus negócios: o Sebrae/SC está promovendo a etapa catarinense do Projeto Brasil Mais. O programa irá ampliar a eficiência do setor produtivo e a competitividade do país, com a promoção de melhorias rápidas de baixo custo e alto impacto, com acompanhamento contínuo e consultorias especializadas. A meta é atender até 1.600 empresas, entre micro e pequenos negócios dos setores do comércio e serviços, na região da Foz até 2022.

Para participar do programa, as empresas devem se cadastrar por meio do portal http://sebrae.com.br/brasilmais , responder a um questionário para avaliar o grau de maturidade empresarial. Depois dessa etapa, a empresa será encaminhada para o atendimento assistido do Sebrae por meio do Programa Agente Local de Inovação - ALI. As inscrições estão abertas, e o programa vai ser realizado de 2020 a 2022, com 6 ciclos de 4 meses. A participação é gratuita e os participantes contam com o benefício de 70% de subsídio nos produtos de Consultoria Especializada e Tecnológica.

Segundo a coordenadora do Projeto Brasil Mais no Sebrae/SC, Camila de Souza Regis, o Brasil Mais torna-se um aliado do empreendedor no momento certo. “Estamos nos restabelecendo de um cenário nacional de crise financeira. Ajudar o empreendedor a otimizar a sua produção, para conseguir manter-se competitivo no mercado e conquistar resultados melhores é a melhor diretriz a ser tomada para vencer um cenário que, até bem pouco tempo atrás, não estava tão favorável”, destaca.

De acordo com o Gerente Regional do Sebrae da Foz, Alcides Sgrott Filho, o Brasil Mais é uma excelente oportunidade para o empreendedor voltar a ser atuante no mercado. “As micros e pequenas empresas da nossa região ainda estão sofrendo com a crise financeira e esse projeto fará com que elas se tornem mais produtivas e competitivas para o mercado, com o auxilio de ferramentas que irão melhorar os processos, a capacidade de gestão e de produção dos seus negócios”, ressalta.

Etapas do Brasil Mais

A primeira etapa dessa jornada do programa Brasil Mais é a otimização. O objetivo é que as empresas atendidas consigam aumentar a produtividade, reduzir desperdícios e melhorar processos e custos. A partir da intervenção, espera-se que as empresas adotem uma gestão baseada em indicadores e, assim, melhorem seu posicionamento no mercado e aumentem suas vendas. Para isso, a iniciativa capacitará os clientes e fornecerá agentes locais de inovação que farão acompanhamento técnico e ajudarão os empreendedores na escolha de melhores práticas produtivas e gerenciais.

O Programa Brasil Mais é uma parceria entre Sebrae, Ministério da Economia, Senai e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) que tem como objetivo elevar a produtividade das empresas brasileiras, com a promoção de melhorias rápidas e de alto impacto.

Caixa começa a pagar hoje abono do PIS em poupança digital

Os trabalhadores com carteira assinada sem conta na Caixa Econômica Federal poderão receber o abono salarial 2020/2021 sem a necessidade de ir a uma agência. A partir de hoje (8), o banco depositará o benefício do Programa de Integração Social (PIS) na conta poupança social digital.

As contas foram abertas de forma gratuita pela Caixa, sem a necessidade de apresentação de documentos. O pagamento pela poupança digital foi autorizado pela Lei 14.075/2020, sancionada no fim de outubro, que autoriza permanentemente o pagamento de diversos benefícios sociais e trabalhistas por meio eletrônico.

O trabalhador poderá movimentar o dinheiro por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de boletos bancários, de contas domésticas e compras em lojas parceiras. O aplicativo também permite até três transferências gratuitas por mês para qualquer conta bancária.

Quem não tiver conta poderá gerar um token (chave eletrônica) no Caixa Tem para saques em terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências.

Calendário

Nesta semana, só receberão o abono salarial os trabalhadores nascidos de julho a novembro. O pagamento para os demais meses de nascimento será escalonado até março do próximo ano. O calendário de benefícios será executado da seguinte forma:

Mês de nascimento

Data do pagamento

Julho, agosto, setembro, outubro e novembro

8 de dezembro

Dezembro

15 de dezembro

Janeiro e fevereiro

19 de janeiro

Março e abril

11 de fevereiro

Maio e junho

17 de março

A Caixa esclarece que nada muda para correntistas do banco. Nesse caso, o abono do PIS será depositado normalmente na conta do trabalhador na instituição financeira. Cerca de 2 milhões de trabalhadores que não sacaram o abono salarial 2019/2020 (ano-base 2018) poderão retirar o benefício até 30 de junho de 2021.

Quem tem direito

Com valor entre R$ 88 e R$ 1.045, conforme a quantidade de meses trabalhados com carteira assinada no ano-base 2019, o abono salarial 2020/2021 será pago a cerca de 20,5 milhões de trabalhadores, que receberão R$ 15,8 bilhões. Têm direito ao benefício os empregados formais que:

  •             Receberam até dois salários mínimos, na média, em 2019;
  •             Cadastrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
  •             Com pelo menos 30 dias trabalhados em 2019
  •             Informado corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais/e-Social)

Recebem o abono salarial pela Caixa os trabalhadores vinculados a entidades e empresas privadas. As pessoas que trabalham no setor público estão inscritas no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e recebem o benefício pelo Banco do Brasil.

Índice Nacional da Construção Civil sobe 1,82%, diz pesquisa do IBGE

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 1,82% em novembro, a maior alta do ano e a maior variação desde julho de 2013. O resultado é 0,11 ponto percentual superior ao de outubro (1,71%). No ano, o acumulado ficou em 8,06%, enquanto nos últimos 12 meses é de 8,30% contra 6,48% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2019, o índice ficou em 0,11%.

Os dados foram divulgados hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o resultado do mês tem relação com o custo dos materiais de construção, que teve alta de 3,15%, aumento menor, mas bem próximo do observado em outubro (3,17%). Na comparação com novembro do ano anterior (0,17%), houve aumento de 2,98 pontos percentuais.

“O segmento de aço foi o que apresentou, em todas as regiões, uma maior alta. Dos três produtos com maior variação, dois são do segmento do aço. Também houve aumento considerável dentro do segmento de agregados (areia e pedra) e cerâmicas (tijolos e telhas cerâmicas), mas o aço teve uma subida de abrangência nacional, principalmente o vergalhão”, disse, em nota, o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira.

Acordos coletivos

Segundo o analista, a mão de obra também exerceu influência no resultado do Sinapi de novembro por conta de acordos coletivos. A taxa registrou aumento de 0,25%, subindo 0,21 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,04%) e 0,20 ponto percentual contra novembro de 2019 (0,05%).

“Houve captação de reajustes em três estados: Goiás, Rondônia, e principalmente, Rio Grande do Sul. Dessa forma, a parcela de mão de obra teve uma variação maior que em outubro, quando não foi observado esse tipo de reajuste”, disse.

Segundo o IBGE, a Região Sul, com alta significativa em materiais em todos os estados e reajuste nos salários dos profissionais no Rio Grande do Sul, ficou com a maior variação regional em novembro: 2,23%. A menor variação foi no Sudeste: 1,59%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: Norte (1,90%), Nordeste (1,93%) e Centro-Oeste (1,79%).

Em relação aos custos regionais por metro quadrado, o Sul registrou o maior valor (R$ 1.305,70), seguido pelo Sudeste (R$ 1.295,73), Norte (R$ 1.266,21), Centro-Oeste (R$ 1.243,97) e Nordeste (R$ 1.173,31).

Inflação medida pelo INPC tem alta de 0,95% em novembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro registrou alta de 0,95%. A variação é maior que a de outubro, que subiu 0,89%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015.quando o indicador ficou em 1,11%. No ano, o INPC acumula alta de 3,93%. Nos últimos 12 meses, o índice é de 5,2% e ficou acima dos 4,77% registrados no período imediatamente anterior. Em novembro de 2019, a taxa era de 0,54%.

Os dados foram divulgados hoje (8) pelo IBGE. “Os pesos dos alimentos são maiores no INPC do que no IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo], então, a aceleração dos últimos meses é por conta disso, dos alimentos, efetivamente”, disse o gerente da pesquisa Pedro Kislanov.

Alimentos

O INPC é calculado com base nos gastos das famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, sendo que a fonte da chefia da família é assalariada. Os produtos alimentícios subiram de 2,11% em outubro para 2,65% em novembro. No caso dos não alimentícios, apesar da alta de 0,42%, o percentual ficou abaixo de outubro, quando registrou 0,52%.

Regiões

O indicador que compreende as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, do Recife, de Salvador, Belo Horizonte, Vitória, do Rio de Janeiro, de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju, mostrou que todas as áreas pesquisadas tiveram inflação em novembro. O maior resultado foi o do município de Goiânia (1,40%). A explicação é a elevação nos preços das carnes (9,43%) e na energia elétrica (3,78%). O menor índice, por sua vez, ficou com a região metropolitana de Belém (0,36%), por causa do recuo nos preços da energia elétrica (-1,72%). “A energia elétrica tem um peso maior no INPC do que no IPCA. É um componente mais representativo no orçamento das famílias de menor renda”, explicou Kislanov.

A diferença no cálculo dos dois indicadores é que o do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se refere às famílias que ganham até 40 salários mínimos, independentemente da fonte de rendimento.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 28 de outubro a 27 de novembro de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2020 (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979.

Pandemia reduz contratação de temporários no litoral de SC

Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (26), 49,2% das empresas do litoral de Santa Catarina não pretendem contratar funcionários temporários para este verão. Já 40% afirmou que realizará contratações e os outros 10,8% ainda não souberam responder. 

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC), realizadora da pesquisa, explicou que a baixa intenção de contratar está relacionada com a perspectiva de menor movimentação de turistas no litoral por conta da pandemia.

A quantidade de funcionários contratados também deve cair: 44,9% dos empresários disseram que contratarão menos trabalhadores na comparação com a temporada passada. Já 47,9% devem manter a mesma quantidade, enquanto 5,2% querem aumentar o número de contratados.

O segmento com a maior queda é o de vestuário, calçados e acessórios: 28,4% dos empresários do setor afirmaram que contratarão menos funcionários neste ano. Outra retração importante é na hoteleria, com 23,5% diminuindo o número de contratações. Em compensação, 24,3% dos empresários do setor de mercados e supermercados pretendem aumentar o número de temporários.

De acordo com a Fecomércio/SC, o resultado é reflexo do comportamento dos segmentos durante a pandemia. Enquanto o setor de vestuário e calçados registrou queda nas vendas, os supermercados e mercados obtiveram resultados positivos no período.

A pesquisa mostrou ainda que, em média, cada empresa deve contratar cinco funcionários, com a maioria dos contratos começando em dezembro e encerrando em março. Além disso, 65,9% dos empresários afirmaram que podem efetivar os temporários no final dos contratos, número considerado animador pela entidade.

Lojistas catarinenses projetam aumento de vendas no Natal 2020

Levantamento realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) revela que 46,6% dos entrevistados têm expectativa de aumento nas vendas para o Natal 2020, em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os empresários ouvidos, 32,1% projetam um crescimento acima de 5%. O tíquete médio está previsto em R$ 198,00.

Os produtos mais procurados para a grande data do varejo, de acordo com o levantamento, serão roupas e calçados (31,2%), brinquedos (20,8%), eletroeletrônicos (14,5%), chocolates (12,2%), móveis e eletrodomésticos (8,8%) e livros e itens de papelaria (3%).

Na hora do pagamento, o cartão de crédito estará na preferência de 60,5% dos clientes. O crediário aparece nas respostas de 14,8%. E completam a lista de alternativas o pagamento à vista no cartão de débito, com 14,5%, e à vista em dinheiro, com 9,7%. O levantamento foi realizado com empresas associadas que atuam no varejo em 20 cidades catarinenses com o maior potencial de consumo.

O presidente da FCDL/SC, Ivan Roberto Tauffer, acredita que as incertezas da economia e a insegurança que ainda preocupam devido ao ano atípico, diante da pandemia do coronavírus, influenciarão nas vendas, mas avalia que o ritmo das atividades de diversos setores produtivos vem apresentando recuperação no estado. “O Natal é uma data muito tradicional, que reúne a família e desperta a vontade de troca de presentes. Um discreto otimismo toma conta dos lojistas, que encontrarão uma nova forma de se relacionar com o cliente, agilizando a entrega, caprichando no atendimento e valorizando tanto a forma física quanto a on-line para facilitar o acesso aos produtos”, destaca.

COFEM de Santa Catarina apela ao secretário da Saúde por revisão nas normas que limitam ocupação no setor hoteleiro

O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) enviou ofício ao secretário da Saúde, André Motta Ribeiro, defendendo revisão da redação das normas que atualmente limitam a ocupação no segmento hoteleiro no estado. O documento, encaminhado nesta sexta-feira, dia 27, foi assinado pelos presidentes da FIESC, FAESC, Fecomércio, Fetrancesc, FCDL, FACISC, Fampesc e pelo superintendente do Sebrae-SC, que afirmaram não entender a demora no encaminhamento da questão, pauta de reiteradas manifestações do setor.

“Com a proximidade das festas de final de ano e da temporada de verão, o aumento do fluxo de pessoas a Santa Catarina é inevitável e não pode ser ignorado. Portanto, é necessário que haja sintonia entre esta realidade e a proteção da saúde da população, pois os visitantes estarão mais bem-cuidados em meios de hospedagem formais, que  seguem rigorosos protocolos de segurança, do que em meios alternativos, em que não há garantia de cumprimento das regras sanitárias que o momento exige”, diz o texto do documento.

Ainda no manifesto, o setor produtivo salienta que os hotéis são locais seguros e que há estados em que a atividade do setor seguiu normalmente durante a pandemia, sem que se tenha noticiado aumento de casos de contaminação em função disso.

O COFEM é integrado pelas federações da Indústria (FIESC), Agricultura (FAESC), do Comércio (Fecomércio), dos Transportes (Fetrancesc), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Associações Empresariais (FACISC), das Micro e Pequenas Empresas (Fampesc), além do Sebrae-SC.

Governadora alinha diretrizes para desenvolvimento econômico do Estado

A governadora Daniela Reinehr recebeu o novo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Henry Quaresma, e o adjunto Luiz Eduardo Santos para as primeiras diretrizes e alinhamento de gestão. O encontro ocorreu na residência oficial, nesta quarta-feira, 25.

“Recebi com satisfação, o secretário Henry Quaresma, para um alinhamento de expectativas sobre o trabalho a ser realizado. Com a sua ampla experiência junto ao setor econômico, o secretário traz ações prioritárias de reconexão da pasta com os agentes econômicos de Santa Catarina e com entes nacionais estratégicos para fortalecer o nosso estado. Tenho certeza de que teremos uma atuação produtiva e que irá se reverter ao fortalecimento do ambiente de negócios”, destaca Daniela Reinehr.

Com um perfil empreendedor, na área de alta gestão e desenvolvimento de negócios, Quaresma destacou a importância da reconexão da Secretaria com os agentes econômicos do Estado e reforçou a importância da integração com as entidades. Frisou ainda a importância da análise e da prevenção de riscos econômicos para antecipação das ações. Sobre o convite da governadora para assumir a pasta concluiu: “Foi uma boa surpresa, gostamos de desafio e temos intenção de colaborar”.

Com a missão de alavancar investimentos, buscará o fortalecimento das ações e dos incentivos. “Temos as diretrizes do Governo na área do desenvolvimento econômico que serão seguidas. Estamos tomando conhecimento das atividades, juntamente à equipe, muito qualificada e, muito em breve teremos as ações alinhadas. Certamente, o potencial de interação com o setor econômico no Estado e de apoio às novas iniciativas econômicas para criar uma condição mais segura na economia catarinense são positivas e a Secretaria, terá um papel importante nesta missão do Governo do Estado”, ratifica Quaresma.

Atração de investimentos

Natural de Tubarão, no Sul do Estado, Henry Quaresma tem ampla bagagem profissional no desenvolvimento de negócios internacionais, governança, relações empresariais e institucionais. Atuou como CEO da Brasil Business Partners, sendo membro da Câmara Brasileira de Comércio Exterior da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e membro do Conselho de Administração da Associação de Comércio Exterior do Brasil-AEB.

Por 23 anos atuou como diretor de Relações Industriais e Institucionais da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), além de ter coordenado mais de 90 missões empresariais para 50 países. Graduado em Engenharia Química pela Universidade do Sul do Estado de Santa Catarina (Unisul), possui MBA em Administração Global pela Universidade Independente de Lisboa, Especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas.

Mercado Financeiro

Focado no mercado financeiro, o novo adjunto da SDE, Luiz Eduardo Santos chega novamente à pasta para agregar em ações de fomento e fortalecimento da economia, bem como, atração de empresas. Santos atuou como diretor administrativo na iniciativa privada e como gerente de Apoio ao Investidor na própria SDE, onde fazia a conexão entre Estado, empresas e investidores, também apresentava os programas de incentivos como o Prodec, que há mais de três décadas contribuiu para o desenvolvimento do Estado.

“Santa Catarina tem um povo resiliente com uma grande capacidade de recuperação. Estamos entrando na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, na qual eu já tive a oportunidade de trabalhar, e agora nesta nova empreitada contribuindo junto ao secretário da SDE, que tem uma larga experiência na atração de novos negócios. Nossa missão é trabalhar no fomento de investimentos, mais empregos e maior arrecadação para o Estado. Com um realinhamento e uma aproximação maior com todas as entidades e setor produtivo, vamos construir um trabalho integrado e colocar Santa Catarina no trilho do desenvolvimento econômico”, enfatiza Santos.

SENAI APRESENTA UM MUNDO DE OPORTUNIDADES EM EVENTO ON-LINE E GRATUITO

Estudantes de todo o estado poderão conferir gratuitamente na sexta-feira (27) oportunidades de formação, aulões preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e propostas de ensino praticadas na Escola S, do SESI e do SENAI, e nos cursos técnicos e superiores. É o Mundo SENAI, que este ano ocorre completamente on-line por conta da pandemia causada pelo coronavírus. A abertura ocorre às 10 horas.

“O Mundo SENAI é uma oportunidade que oferecemos todos os anos para que a sociedade conheça os projetos desenvolvidos dentro das nossas unidades e para que se atualize sobre as principais tendências relacionadas à formação, emprego e renda. Investir numa formação de nível técnico ou superior garante boas colocações no mercado de trabalho e sempre há vagas para profissionais qualificados”, frisa o diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Machado Pereira. 

De acordo com a pesquisa de acompanhamento de egressos realizada pela entidade, oito em cada dez egressos dos cursos técnicos se inserem no mercado de trabalho até um ano após a qualificação. O índice chega a 100% no caso da graduação. 
 
No evento, serão três salas de interação com mais de sete horas de programação gratuita que poderá ser acessada por meio da plataforma 
http://sc.senai.br/mundosenai com login e senha obtidos na inscrição prévia. Na Sala 1, as atividades de concentram na educação básica, com destaque para as aulas focadas no ENEM a partir das 11h20, abordando ciências da natureza, linguagens, matemática e redação. A Sala 2 oferecerá programação focada no ensino técnico, atualizando tendências de setores como o têxtil, metalmecânico e construção civil. Na Sala 3, o SENAI vai mostrar quais oportunidades estão em alta no ensino superior, predominando formações ligadas às áreas de energias renováveis, tecnologia da informação e engenharias. 

O encerramento será às 17h, com palestra de Murilo Gun, professor de criatividade e fundador da Keep Learning School, no YouTube do SENAI

Para inscrições e programação: https://hybri.online/mundo_senai/sign-in

Foto do palestrante: Murilo Gun

Observação de aves cresce e se consolida como importante atividade de Ecoturismo

Você gosta de prestar atenção nas aves? Ou admirar o canto delas? Então saiba que você é um birdwatcher. A técnica, conhecida como observação de pássaros, tem crescido no país. Segundo dados do Avistar Brasil, maior evento do setor, mais de 100 mil pessoas realizam a prática atualmente, sendo que há três anos havia o registro de apenas 35 mil interessados. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), indicou que a observação de vida silvestre ficou em terceiro lugar entre as atividades na natureza mais buscadas pelos turistas.

A procura pela observação de aves tem sido tão grande que, na Costa Verde & Mar (SC), uma das regiões mais propícias para a prática no Brasil, nasceu no contexto da pandemia o primeiro evento virtual com a proposta de realizar a atividade a distância, sem sair de casa e com orientação on-line de biólogos. O Observa Costa Verde & Mar – Aves da Minha Janela teve oito edições, divididas em sete meses e contou com mais de 500 participantes de quase todos os estados do Brasil e países da Europa.

Organizador do evento, Paulo Renato Cadallora, do Instituto Alouatta, conta que a proposta superou as expectativas por abranger tantos estados e até o Exterior. Além disso, gerou interesse do público leigo e de pessoas que nunca haviam pensado em aprofundar conhecimento no tema. “Tivemos depoimentos de participantes que descobriram um mosaico de vida em suas casas”. Para auxiliar os praticantes, a Costa Verde & Mar desenvolveu ainda um Guia de Identificação de Aves disponível de forma gratuita no sites www.costaverdemar.com.br e www.ecoturismocostaverdemar.com.br.

Considerada uma atividade de Ecoturismo, que se consolida a cada ano, a nova forma de realizar a prática se torna uma alternativa para o turismo nacional por garantir o distanciamento social e segurança, além de proporcionar bem-estar aos participantes. “Está sendo concluído um estudo que aponta que a observação de aves melhora diversos aspectos relacionados à saúde”, afirma Cadallora.

 

Cidades da Costa Verde & Mar (SC): Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Itajaí, Itapema, Navegantes, Penha e Porto Belo.

Termo aditivo renova administração do Porto Organizado pelo Governo de Rondônia

O Governo de Rondônia teve renovado o Convênio de Delegação do Porto Organizado de Porto Velho, por meio da publicação do termo aditivo no Diário Oficial da União (https://data.portal.sistemas.ro.gov.br/2020/11/SOPH.Porto-Organizado.Termo-aditivo-administra%C3%A7%C3%A3o-do-Estado.pdf), na última quarta-feira (18). O documento que dá a concessão ao Estado para administração portuária foi assinado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o governador do Estado de Rondônia, coronel Marcos Rocha e o diretor presidente da Sociedade de Portos e Hidrovias (SOPH), Fernando Cesar Ramos Parente.

 

Em 1997, a União concedeu, pela primeira vez, a administração e exploração do Porto de Porto Velho ao Governo de Rondônia, permitindo a autonomia da gestão portuária local (http://www.rondonia.ro.gov.br/soph/sobre/legislacao/1-informacoes/). Para o diretor presidente da SOPH, a delegação é um marco para o Estado. “A concessão da delegação para administração portuária visa a simplificação e desburocratização do setor, ainda que haja a exigência do atendimento da legislação portuária vigente, a delegação garante segurança jurídica também aos arrendatários e operadores”, frisou Fernando.

 

Para o governador Marcos Rocha, este é um momento importante para a infraestrutura do Estado. “A assinatura do termo propicia a oportunidade de formular planos e metas com melhor desempenho a longo prazo e cumpri-las, seguindo um rigoroso planejamento de investimentos. O Porto de Porto Velho, sob a administração do Estado tem grande potencial comercial, garante o abastecimento de estados vizinhos e cumpre sua função na contribuição do desenvolvimento econômico de Rondônia”, afirmou Rocha.

CRÉDITOIMOBILIÁRIO:Clientes da Caixa podem fazer pagamento parcial da prestação
O cliente poderá optar pelo pagamento de 75% ou 50% do valor integral da parcela
 
Para os clientes com contrato de crédito imobiliário que necessitem de apoio para saldar os compromissos financeiros, a Caixa Econômica Federal anunciou o pagamento parcial da prestação. A nova alternativa negocial permite a esses clientes retomar o fluxo de pagamento das prestações do financiamento habitacional de forma gradual.
 
Os clientes que apresentem dificuldade para pagar integralmente a prestação neste momento poderão fazer, por um período, o pagamento de parte da prestação. O cliente poderá optar pelo pagamento de 75% do valor integral da parcela, por seis meses, ou 50% do valor, por um período de três meses. A medida proporciona às famílias a possibilidade de se reorganizarem para voltar a pagar integralmente a prestação mensal.
 
A nova medida não se trata de pausa emergencial nas prestações dos contratos habitacionais, possibilidade que foi ofertada pelo banco durante seis meses, e encerrou no último dia 29 de setembro. Também não é desconto ou redução da prestação, mas sim uma possibilidade de pagamento parcial por período delimitado.
 
O valor não pago durante a vigência da negociação pelo pagamento parcial, de acordo com o percentual escolhido, será incorporado ao saldo devedor do contrato e diluído no prazo remanescente. O contrato não está isento da incidência de juros remuneratórios, seguros e taxas. A taxa de juros e o prazo contratados inicialmente não sofrem alteração.
 
Para solicitar a alternativa de pagamento parcial, basta o cliente acessar o aplicativo Habitação Caixa, disponível para os sistemas operacionais Android e IOS. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente. Para contratos em atraso, há também a opção de atendimento pelo WhatsApp – 0800 726 0104, opção 3.
 
Com informações da Caixa Econômica Federal
 
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Previsão de déficit primário em 2020 cai para R$ 844,57 bilhões

A queda de despesas obrigatórias e um leve aumento nas receitas fizeram a equipe econômica melhorar levemente a previsão de déficit primário em 2020. A estimativa caiu para R$ 844,57 bilhões. O valor consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, entregue hoje (20) pelo Ministério da Economia ao Congresso Nacional.

O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo, desconsiderando os juros da dívida pública. No relatório anterior, divulgado no fim de setembro, a pasta previa que o rombo nas contas públicas ficaria em R$ 861 bilhões.

Em relação às estimativas para a economia, o relatório manteve as projeções divulgadas há três dias. A previsão de queda para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) está em 4,5%. A estimativa está mais otimista que a das instituições financeiras, que preveem contração de 4,66% no PIB, segundo a última versão do boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central.

Segundo o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, a queda do PIB este ano não será “tão intensa” quanto esperado no início da crise.

O novo relatório leva em conta a alta da inflação causada pelos preços dos alimentos. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, usado como índice oficial de inflação, subiu de 1,83% para 3,13% neste ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para corrigir o salário mínimo, passou de 2,35% para 4,1%. Esses números também tinham sido divulgados na última terça-feira (17).

Alta da arrecadação

A melhora do resultado primário decorre, em parte, da melhora nas projeções de receita. A nova versão do relatório aponta alta de R$ 4,68 bilhões nas receitas líquidas da União. A principal causa é o aumento na arrecadação de Imposto de Renda, cuja projeção subiu R$ 10,16 bilhões em relação ao relatório anterior por causa do aumento na arrecadação de Imposto de Renda das empresas.

A recuperação do emprego formal fez a projeção com a arrecadação da Previdência Social saltar R$ 4,3 bilhões. O aumento das vendas decorrente da retomada da economia fez a projeção com a arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) ser elevada em R$ 2,1 bilhões na comparação com o relatório de setembro.

As receitas não administradas, recursos não relacionados a tributos, subirão R$ 2,4 bilhões em relação à previsão apresentada no fim de setembro. A alta está relacionada aos royalties do petróleo, cuja estimativa subiu R$ 642 milhões por causa da alta na produção, e às contribuições do salário-educação, que superaram R$ 374,6 milhões a estimativa para o quinto bimestre.

Queda nos gastos

Quanto aos gastos, o relatório prevê recuo de R$ 12,48 bilhões nas despesas obrigatórias e leve alta de R$ 727,5 milhões nas despesas discricionárias (não obrigatórias).

Entre os gastos obrigatórios, a maior queda corresponde ao Bolsa Família, que deverá encerrar 2020 executando R$ 9,4 bilhões a menos que o previsto no relatório de setembro. Isso ocorre porque a maior parte dos beneficiários do Bolsa Família foi incorporada ao auxílio emergencial, que está inscrito no orçamento de guerra e fora do orçamento original de 2020.

O relatório também reduziu em R$ 2,1 bilhões a previsão de gastos com subsídios e subvenções. A reforma da Previdência aprovada no ano passado, começa a gerar economia para o governo. A previsão de gastos com benefícios previdenciários (aposentadorias, auxílios e pensões) caiu R$ 1,8 bilhão.

Folga no teto de gastos

O secretário Waldery Rodrigues afirmou que o relatório divulgado hoje aponta folga no teto de gastos de cerca de R$ 3,23 bilhões. Com a redução das despesas obrigatórias, a folga subiria para R$ 18,56 bilhões, mas uma série de acórdãos com o Tribunal de Contas da União obrigou o governo a deixar de custear alguns gastos por meio dos créditos extraordinários relacionados ao enfrentamento da pandemia de covid-19.

Segundo a legislação, os créditos extraordinários estão fora do teto de gastos. Como alguns programas, como o Bolsa Família, voltaram a ser executados com recursos próprios do orçamento de 2020, R$ 15,32 bilhões em despesas foram reincluídos no teto, reduzindo a folga para R$ 3,23 bilhões.

Em vigor desde 2017, o teto de gastos limita o aumento das despesas federais ao aumento da inflação do ano anterior. A medida vale por 20 anos.

Equilíbrio dos gastos públicos é o desafio brasileiro no pós-pandemia

Os economistas Affonso Celso Pastore (ex-presidente do Banco Central) e Nelson Barbosa (ex-ministro da Economia e do Planejamento) entendem que o governo terá o grande desafio de reequilibrar os gastos públicos, que cresceram acentuadamente por causa da pandemia da Covid-19, que, por sinal, está entrando em uma segunda onda. Nesta quarta-feira, 18, eles participaram da reunião conjunta e on-line do Conselho de Economia e da Câmara de Assuntos Tributários da FIESC. Ambos, que integram o quadro da Fundação Getúlio Vargas (FGV), defenderam a necessidade de regramentos que limitem os gastos do setor público, mesmo que não seja o modelo atualmente utilizado. 

“As análises feitas neste encontro nos chamam a atenção. Embora haja uma perspectiva de crescimento econômico nos próximos anos, constata-se que há possibilidade de elevação das taxas de juros e da inflação, o que sempre é uma grande preocupação”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “Santa Catarina tem uma economia muito diferente da média brasileira; o índice de confiança dos nossos industriais está extremamente elevado; a intenção de investir está em 73%, mostrando que o empresário catarinense é resiliente, aprendeu com as crises e acredita na sua empresa e no que faz. Mesmo assim, as perspectivas apresentadas deixam esse empresário mais inquieto”, acrescentou.

Affonso Celso Pastore

“As duas maiores componentes dos gastos públicos são a previdência, que já foi objeto de uma reforma e cresce 2% ao ano, e as despesas com pessoal, que estão sendo objeto de uma outra reforma, mas que não toca sobre os funcionários atualmente existentes e cresce 1% ao ano”, enfatizou Pastore. Ele destacou que, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos e no Brasil, se verifica a tendência de uma segunda onda da Covid-19. Na análise de Pastore, o Brasil superou a crise econômica provocada pela pandemia mais rapidamente do que Estados Unidos, Europa e a Ásia emergente (países do extremo Oriente, exceto a China). Ele aponta dois fatores que contribuíram para esta rápida retomada brasileira – o auxílio emergencial e a depreciação do câmbio. O auxílio emergencial manteve as vendas internas, enquanto que a desvalorização do real aumentou a competitividade da indústria doméstica de bens e serviços. O efeito colateral dessa depreciação da moeda nacional é a inflação elevada de alimentos.

Pastore salientou ainda que os investimentos em infraestrutura, independentemente de serem feitos pelo setor público ou pelo setor privado, apresentam duas vantagens. A primeira delas é a redução de cursos do produto brasileiro, devido à melhoria do padrão dos serviços (rodoviário, portuário, etc). O outro benefício vem do movimento econômico das obras, com pagamentos de salários, compra de produtos, entre outros aspectos.

O economista criticou o atual modelo político brasileiro. “Temos mais de 30 partidos, é um sistema totalmente repartido. Existem desavenças entre os partidos e dentro de cada um existem diferentes opiniões, que no fundo impedem que você tenha uma coalizão, a não ser que o governo ‘compre’ os votos com favores para as áreas de influência política de cada um dos parlamentares. O sistema político que temos infelizmente gera aumento de gastos”, afirmou. 

Nelson Barbosa

Nelson Barbosa observou que o governo brasileiro estimou que a Covid-19 gerasse gastos de R$ 581,6 bilhões, dos quais R$ 470,8 bilhões foram pagos. Desta forma, os gastos públicos se elevaram de cerca de 20% para mais de 28% do Produto Interno Bruto (PIB). O ex-ministro entende que a redução é necessária, mas ela deve ser gradual, para evitar impactos negativos no ambiente econômico. “A Covid-19 provocou uma parada súbita na economia, embora a queda tenha sido menor do que a prevista”, disse. Ele entende que há expectativa de retorno do crescimento em 2021, mas teme pela sustentabilidade dessa retomada. 

O ex-ministro defende que o limite de gastos seja discutido a cada quatro anos, durante a campanha eleitoral. “Vai haver mudança na regra fiscal, resta saber se será organizada ou desorganizada”, disse Barbosa, ao destacar a impossibilidade de manutenção do congelamento dos gastos por dez ou 20 anos. “A expectativa é que a reforma administrativa do governo, com todas as dificuldades políticas, crie um espaço fiscal entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões; a reforma tributária não resolve o problema porque pode aumentar a receita, mas sem limitar a meta de gastos”, disse. Ele entende que a PEC 36, que tramita no Senado, representa uma alternativa, assegurando uma saída gradual do auxílio emergencial, investimentos públicos, gastos com saúde e educação, um fundo garantidor para crédito a micro e pequenas empresas e geração de empregos.

FIESC defende concessões

O presidente da FIESC salientou que a entidade defende a privatização e concessões na área de infraestrutura. “Elas são necessárias e podem reduzir a interferência e o tamanho do Estado”. Para ele, a reforma da previdência poderia ter sido mais ousada e a reforma administrativa pode colocar o país no rumo do crescimento. “Uma discussão que precisa ser feita é quanto ao instituto de direito adquirido”, salientou. Aguiar destacou ainda a necessidade de maior envolvimento do setor empresarial na vida pública.

 

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

APM Terminals registra recordes históricos em Santa Catarina e no Ceará

Apesar da pandemia, a APM Terminals Pecém, no Ceará, alcançou dois recordes seguidos neste ano: o excelente mês de setembro que havia sido o melhor mês da história, com mais de 41 mil TEUs foi logo superado pelo mês de outubro, com 46.705 mil TEUs movimentados. No acumulado do ano (até outubro), o Terminal de Pecém soma 309.051 mil TEUs, 7,9% acima de 2019.

Já no sul, o Terminal de Itajaí cresceu na casa dois dígitos em 2020, mantendo o ritmo dos últimos 3 anos. Até outubro, o Terminal já havia operado mais de 457 mil TEUs, frente os 403 mil TEUs movimentados no mesmo período de 2019, com aumento de 13,4%. A previsão é bater a marca de meio milhão de TEUs até dezembro. Assim como o "irmão" de Pecém, Itajaí teve um mês com movimentação histórica em outubro, com expressivos 53.500 mil TEUs. No acumulado, de 2017 a 2020, o crescimento da APMT Itajaí passou de 200%.


Consolidação no Nordeste

Entre os principais motivos pelo crescimento na região Nordeste destacam-se a localização estratégica do porto para cadeia logística dos armadores e clientes finais, as linhas com navios maiores e com maior capacidade de carregamento, a alta do dólar, recuperação econômica pelas datas especiais (blackfriday, natal, eventos final do ano) e a excelência operacional do Terminal cearense.

Os volumes também vieram acompanhados de importantes avanços para APM Terminals Pecém, com o início do recebimento de navios de maior porte, por exemplo. Em agosto, o Terminal recebeu o MSC Shuba B, maior navio a atracar no Estado, com 330 metros de comprimento por 48,2 metros de boca. O gigante que marcou também o início da temporada da safra de frutas do Ceará.

Na questão de infraestrutura, outra grande novidade foi a inauguração pelo Porto do Pecém do berço 10, o que elevou a capacidade operacional do Terminal Portuário. "Ver os nossos guindastes percorrendo os novos trilhos foi um momento marcante para a APM Terminals Pecém. O novo berço 10 traz uma capacidade adicional de 300 metros, colocando o Pecém dentro de um seleto grupo de Portos na América Latina que podem acomodar os navios New Panamax Vessels com calados de até 15,30 metros. O novo berço também otimizará o nosso sistema de janelas de atracação, reduzindo o tempo de espera no fundeadouro", pontua Daniel Rose, diretor Superintendente da APM Terminals Pecém.

Com tudo, de acordo com o Gerente Comercial da APMT Pecém, André Magalhães, a recuperação de 2020 foi ainda maior do que imaginado: "Não esperávamos uma recuperação tão forte e tão rápida nesse início de 3º trimestre. A Cabotagem, com as suas seis linhas regulares em Pecém, resistiu bem aos impactos da COVID, consolidando-se como solução logística para a região", explica.

André destaca também a importância da safra de frutas - como melão, melancia e a uva e manga do Vale de São Francisco - para os mercados de Estados Unidos e Europa como relevantes para os números. "Neste ano, crescemenos 17% na exportação de mangas para o EUA e APMT operou praticamente 70% de todo o mercado de exportação de mangas do Vale de São Franscisco. Com relação ao melão, já estamos movimentando 100% acima do volume de 2020, graças aos navios maiores e ao grande comprometimento dos armadores com os clientes locais, evitando cancelamento de escala", afirma Magalhães.

A exportação reefer registrou um salto de mais de 70% em comparação com mesmo período do ano passado, foram mais de 16.800 TEUs operados em 2020, contra 9.900 TEUs em 2019.

SUL EM ASCENSÃO

Já em Itajaí (SC), a exportação de cargas congeladas e a retomada das importações no segundo semestre ditaram o ritmo do crescimento. Entre os 10 maiores portos do Brasil, a APMT Itajaí foi único com crescimento no sentido da importação, de acordo com o Datamar (dados até agosto).

Enquanto isso, no sentido da exportação, entre os 10 maiores do país, Itajaí ficou entre os quatro que que tiverem aumento, sendo o que apresentou o maior percentual de crescimento, com 21%, segundo o Datamar (dados até agosto).

De acordo com o diretor superintendente da APM Terminals Itajaí, Aristides Russi Júnior, há razões diversas para o crescimento: "Podemos citar como exemplos o fortalecimento do dólar e das indústrias - em especial na exportação, - mas além disso, tivemos um expressivo aumento da nossa fatia de mercado ampliando nosso market share entre os portos de Santa Catarina, que revela a consolidação da APM Terminals na região, apesar da forte concorrência no Estado", destaca Arisitides.

O gerente comercial da APM Terminals Itajaí, Daniel Belisário, reforça ainda os serviçoes extras oferecidos como atrativos para os clientes: "Nossa equipe desenvolveu novos produtos para aumentar ainda mais a fonte de receita, permitindo-nos oferecer serviços de valor agregado real aos nossos clientes LSCs, ajudando a otimizar sua cadeia de suprimentos, diversificando nosso portfólio de produtos permitindo-nos aumentar nossos resultados líquidos.

Na questão de infraestrutura, por sua vez, Itajaí celebrou em 2020 a inauguração da Bacia de Evolução do Complexo Portuário da Região. Com a nova Bacia, agora o Terminal pode receber navios de ate 350 metros de comprimeto por 48 de boca. A obra coloca Itajaí definitivamente na rota dos navios gigantes que trafegam na costa brasileira. Ainda, com o aumento de movimentação, para melhoria da capacidade operacional, a APMT Itajaí realizou no segundo semestre do ano passado, investimentos em equipamentos de pátio (reach stackers) na ordem de mais de R$ 14 milhões. 

Supermercadistas projetam 2021 favorável, apesar do cenário incerto

O planejamento dos supermercados para 2021 é um grande desafio devido ao cenário de incertezas em função da pandemia. Porém, os maiores supermercadistas do Paraná – Festval, Condor, Muffato e CSD – chegaram à conclusão de que as perspectivas são favoráveis. Os empresários à frente destas redes estiveram reunidos em um painel na Mercosuper Digital, neste dia 18 de novembro, para falar sobre o futuro pós pandemia. O evento acontece até o dia 19 de novembro no portal virtual mercosuper.digital.

O presidente da Apras, Carlos Beal destacou que 2020 foi um ano de dificuldades, mas também de oportunidades. “O setor contratou aproximadamente 15 mil pessoas desde o início da pandemia e o objetivo desta feira é facilitar o acesso ao conhecimento para que os varejos de todos os portes e regiões saibam o que fazer de 2021”.

Um dos participantes, Pedro Joanir Zonta, fundador e presidente do Condor Super Center, contou que durante a trajetória de 46 anos da rede enfrentou diversas crises, entre elas os pacotes econômicos e o congelamento de preços. Segundo ele, a crise pandêmica trouxe a necessidade de se reinventar rapidamente e colocou a segurança no centro das operações. “O consumidor mudou e está buscando loja limpa, arrumada e que note o cuidado com a higienização. O ano de 2021 promete ser excelente porque os números estão mostrando que o PIB vai ser positivo, o que vai gerar emprego e renda. Estou fazendo o planejamento dentro desta linha, mas com a ressalva de que se tivermos uma segunda onda da Covid, tudo muda”. O empresário também lembrou que a realidade de 2020 foi completamente diferente do planejado, mas que os supermercadistas conseguiram se reinventar.

Esta resiliência do setor também foi ressaltada por Everton Muffato, diretor do Muffato. “Os protocolos que os supermercados implantaram nortearam os demais setores para a reabertura do comércio em geral”. O empresário sugeriu que as empresas planejem o ano que vem de acordo com os anseios do consumidor e com a compreensão de que o mundo está mudando e que o momento é um divisor de águas para a inovação e a tecnologia.

Carlos Tavares, presidente do CSD (Companhia Sulamericana de Distribuição), disse que, apesar de o setor supermercadista ter sido um dos menos prejudicados devido a sua essencialidade, também enfrentou diversas dificuldades, mas que o ano que vem promete uma recuperação. “2021 não será um ano fácil para o Brasil, mas acredito que será um ano de crescimento, onde vamos poder recuperar grande parte do que a economia regrediu em 2020”.

Também participou da cerimônia de abertura o governador do Paraná, Ratinho Junior, que destacou a importância do setor supermercadista para a economia do estado. “Este é um ano atípico e a Mercosuper é muito importante para o Paraná, pois o setor supermercadista paranaense gera muito emprego e potencializa uma cadeia produtiva importante no estado, além de ser uma referência para o Brasil, já que vários grandes grupos brasileiros são paranaenses”.

Já o vice-governador do Paraná, Darci Piana, falou sobre a organização do setor supermercadista paranaense, que possui grande respeito nacional, e da importância da antecipação do 13º pelo Governo do Estado para a recuperação econômica, principalmente neste momento de final de ano.

A importância do setor paranaense também foi destacada pelo presidente de Abras (Associação Brasileira de Supermercados), João Sanzovo Neto, que também falou sobre o momento atual e a necessidade de reinvenção. “O setor vem mostrando a força de ser essencial, é um dos setores mais fortes da economia brasileira e vamos continuar trabalhando para que a nossa essencialidade seja reforçada”.

Até o mês de agosto, o setor supermercadista registrou um crescimento de 3,94%. A expectativa é de fechar o ano com crescimento real de mais de 3%.

Consumidor multicanal

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que o consumidor brasileiro abraçou o online diante do isolamento social. Compras de alimentos e bebidas cresceram 79% no período. Outra pesquisa, do Instituto Locomotiva, mostrou que as compras por aplicativo de celular cresceram 30%.

Muffato disse que a pandemia antecipou seis anos de tendência em um ano. “Tivemos muito aprendizado e ainda temos muito o que aprender. O cliente se tornou muito mais multicanal e ainda está se adaptando, assim como as empresas, que estão tendo que se adaptar para o consumidor neste momento. Vejo um consumidor híbrido, criando o hábito do online devido à necessidade. Estamos em um filão muito competitivo e o nível de serviço e maturidade do setor paranaense é superior da média nacional”.

Esta transformação é uma necessidade para manter a competitividade. Segundo Beal, o consumidor se tornou multicanal e o supermercado passou a ter mais concorrentes que nem imaginava que existia, como pequenos empreendedores e produtores. “O cliente está querendo novas oportunidades e um novo formato e o varejo antigo não tem como sobreviver se não se adaptar”.

Bolsa de valores

O CSD decidiu adotar o IPO (Oferta Pública Inicial) há cinco anos e, segundo o presidente da rede, esta não chega a ser uma tendência, mas uma oportunidade para as empresas e seus dirigentes. “Isso avançou muito no Brasil e existem pré-requisitos, como ter vários sócios, ou seja, você tem o ônus de ter um capital mais barato, além de ter auditorias, governança mais forte e conselheiros independentes interferindo na estratégia e sócios ávidos por resultados e pela valorização das ações”.

De acordo com Tavares, a quantidade de empresas de varejo negociadas em bolsa praticamente dobrou em um ano, apesar da pandemia. O empresário afirma que 2020 foi um momento ímpar para o Brasil em termos de abertura de capital, provocado basicamente pelos juros muito baixos, com a queda na Selic, o que fez as pessoas físicas mudarem parte dos seus investimentos de renda física para renda variável. “É um aprendizado, ainda vai evoluir muito e é algo que vai perdurar no país. Tivemos momento de aumento na procura, mas também tivemos investidores estrangeiros não estando presentes. Quando passar este momento e o investidor estrangeiro voltar, tenho certeza que serão abertas novas janelas e oportunidades para que as empresas possam fazer o IPO no Brasil”, explica.

Tavares sugeriu que para abrir capital na Bolsa de Valores, primeiramente a empresa precisa estar preparada e com um mercado ávido por comprar.

Sobre a Mercosuper Digital

Neste ano, a Mercosuper será 100% digital, realizada em uma plataforma desenvolvida para proporcionar uma experiência real aos expositores, congressistas e visitantes, que poderão interagir em um ambiente virtual e totalmente imersivo.

Para ficar o mais semelhante possível com a tradicional Mercosuper física, a versão digital terá um hall de entrada, espaço para credenciamento e um mapa da feira para facilitar a navegabilidade.

Na área dos estandes, a feira irá reunir diversas indústrias e fornecedores de serviços. Para fazer uma visita, basta clicar no estande da empresa. Lá, é possível conhecer os principais lançamentos do mercado e os demais produtos e serviços de cada um. Também é possível agendar reuniões, concretizar negócios e interagir com os representantes, que estarão à disposição dos varejistas visitantes para apresentar as condições especiais trazidas exclusivamente para a feira.

A Mercosuper Digital também terá uma vasta programação de palestras, fóruns e painéis. Um dos maiores diferenciais é que esta programação será ao vivo, o que será essencial para a sensação de imersão e para a interatividade entre os participantes.

O evento acontece até o dia 19 de novembro no portal virtual mercosuper.digital. As inscrições são gratuitas.

 

Legenda foto: Everton Muffato, diretor do Super Muffato; Carlos Tavares, Presidente do CSD; Carlos Beal, Presidente da Apras e diretor da Grupo Festval, Eduardo Jaime, moderador do fórum e diretor da Megamídia; Pedro Joanir Zonta, presidente do Condor Super Center.

Beneficiários do Bolsa Família recebem hoje 3ª parcela de auxílio

A Caixa realiza hoje (17) o pagamento de R$ 423,3 milhões referente à terceira parcela do Auxílio Emergencial Extensão para 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família com final do Número de Identificação Social (NIS) 1.

Ao todo, mais de 16 milhões de pessoas cadastradas no programa Bolsa Família foram consideradas elegíveis para a segunda parcela do Auxílio Emergencial Extensão e receberão, no total, R$ 4,2 bilhões durante o mês de novembro.

Para quem tem o Bolsa Família nada muda. O recebimento do Auxílio Emergencial Extensão atende aos mesmos critérios e datas do benefício regular, permitindo a utilização do cartão nos canais de Autoatendimento, Unidades Lotéricas e correspondentes Caixa Aqui; ou por crédito na conta Caixa Fácil.

Para o pagamento do auxílio, os beneficiários do Bolsa Família tiveram avaliação de elegibilidade realizada pelo Ministério da Cidadania – conforme Medida Provisória nº 1.000, de 2 de setembro de 2020 – e recebem o valor do Programa Bolsa Família complementado pela extensão do auxílio emergencial em até R$ 300 ou em até R$ 600, no caso de mulher provedora de família monoparental.

Se o valor do Bolsa Família for igual ou maior que R$ 300 ou R$ 600, o beneficiário receberá o valor do Bolsa Família, sempre privilegiando o benefício de maior valor.

Ministério melhora previsão de queda da economia

O Ministério da Economia espera por uma queda menor na economia este ano. A previsão de recuo do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 4,7% em setembro para os atuais 4,5%, segundo o boletim MacroFiscal, divulgado hoje (17) pela Secretaria de Política Econômica, em Brasília. Para 2021, a previsão foi mantida em 3,2%.

“Conforme destacado no último boletim, a forte recuperação da indústria e varejo foram confirmadas. As pesquisas mensais do IBGE para estes setores mostraram que o crescimento no terceiro trimestre de 2020 superou a taxa de 20%, apontando que a indústria e o varejo ampliado recuperaram os níveis do começo do ano. O setor de serviços também apresentou bom desempenho após a forte retração no segundo trimestre de 2020, no entanto, vale destacar que a produção dos serviços está bem aquém ao nível de fevereiro deste ano”, disse o governo.

Inflação

A projeção de taxa de inflação - medida por meio da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - para 2020 é de 3,13%. Em setembro, a previsão estava em 1,83%. “Novamente, o principal responsável pela elevação da projeção é o preço dos alimentos. A evolução do IPCA [a inflação oficial do país] ao longo do ano mostra que a taxa acumulada em 12 meses do grupo Alimentação no Domicílio, após atingir um valor mínimo de 5,06% em março, acelerou até alcançar 18,41% em outubro (último dado disponível). 

Contudo, o comportamento das demais categorias de produtos continua contribuindo de forma a manter a variação do índice geral dentro do intervalo de tolerância [da meta de inflação para este ano]”, disse.

Atualmente, a meta de inflação é de 4% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Governo liquida Companhia de Armazéns e Silos

Após dois anos em processo de liquidação, a Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg) foi extinta no fim de outubro, informou hoje (17) o Ministério da Economia. É a segunda liquidação de estatal em dois meses. A Companhia Docas do Maranhão (Codomar) já havia sido extinta no mês de setembro.

De acordo com o ministério, considerando as despesas administrativas e os custos operacionais da companhia, a média anual de gastos entre 2017 e 2020 foi de R$ 19 milhões. No ano passado, o custo com pessoal e encargos foi de R$ 8,8 milhões,  cerca de 44,2% do total de despesas da empresa. De janeiro a junho deste ano, esse valor chegou ao patamar de 56,9% do total de gastos.

“A lógica de liquidação de uma empresa pública é quando ela não exerce uma função de entrega de serviços públicos relevantes e quando o setor privado não tem interesse em absorver aquela atividade, seja porque ela não é economicamente viável, seja porque a empresa já atingiu um grau de insolvência que a faz incapaz de retomar qualquer atividade”, explicou o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Diogo Mac Cord, em nota. Segundo ele, quando isso acontece, a orientação é de liquidação da empresa devido ao seu valor de mercado negativo.

Constituída em 1957 para armazenagem e ensilamento de produtos do agronegócio, bem como seu comércio e transbordo, a Casemg possuía, em 2016, 18 unidades armazenadoras, seis com superávit. Durante o processo de liquidação, houve alienação de sete bens imóveis, totalizando R$ 32,8 milhões em vendas, além de destinação dos bens móveis, levantamento do contencioso judicial e extrajudicial e arquivamento e organização de todo o acervo documental da empresa.

O patrimônio remanescente será assumido pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) - bens imóveis -, pela Advocacia-Geral da União (AGU) - passivo judicial e extrajudicial - e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - acervo documental e obrigações referentes ao pagamento de pensões.

Codomar

Criada em 1974, a Companhia Docas do Maranhão (Codomar) acumulou prejuízo de R$ 64 milhões entre 2014 e 2017. Durante o período de liquidação, esses números chegaram a R$ 152,9 milhões. Segundo o ministério, assim como no caso da Casemg, houve doação de bens móveis, levantamento do contencioso judicial e extrajudicial e arquivamento e organização do acervo documental da empresa. O patrimônio remanescente foi sucedido pela SPU, pela AGU e pelo Ministério da Infraestrutura.

De acordo com o ministério, 46 estatais federais de controle direto passam por um processo de análise que vai verificar aquelas que se enquadram nos critérios combinados de não entregarem serviços públicos e de não terem atratividade econômica para o setor privado.

Cervejaria oferece até R$20.000,00 para trabalho dos sonhos: cerveja e viagem pela Argentina

Viajar pela Patagônia com tudo pago, explorar paisagens fantásticas, acompanhar um eclipse e degustar uma boa cerveja, ganhando até R$20.000,00*. Parece o trabalho** dos sonhos, mas é exatamente o que a Cerveza Patagonia está buscando: um explorador para realizar essa tarefa. No dia 14 de dezembro de 2020, ocorre um eclipse solar total, visível no sul da América do Sul, com totalidade no Chile e na Argentina. Nesse dia, a Lua irá bloquear totalmente a luz solar direta, transformando o dia em noite. A proposta da cervejaria é encontrar um aventureiro que aceite passar dez dias no território argentino buscando o melhor lugar para acompanhar o fenômeno.

A viagem ocorre entre os dias 10 e 20 de dezembro de 2020. O explorador será premiado com um pacote de turismo para esse período, que inclui traslado de ida e volta dos aeroportos, passagens aéreas, hospedagem e alimentação, além de um prêmio extra de até R$20.000,00*, conforme alguns desafios forem realizados. As missões serão marcadas em um mapa da região de Bariloche, na Patagônia argentina, com uma rota traçada contendo lugares interessantes para o explorador realizar a captação de imagens, com o intuito de encontrar o local ideal para apreciar o eclipse.

"Estamos propondo um trabalho** dos sonhos para todos poderem participar, mesmo sem experiência prévia em exploração", comenta Guilherme Almeida, brand manager da Cerveza Patagonia no Brasil, "queremos inspirar o sentimento de aventura, algo tão essencial para nossa marca, especialmente na Argentina, que é a nossa origem".

Para se inscrever, basta acessar o site www.cervezapatagonia.com.br/trabalhodossonhos, preencher seus dados pessoais, enviar uma fotografia da sua maior aventura e responder em até 280 caracteres qual foi o momento mais explorador que passou em uma viagem. Será analisada a criatividade, a originalidade e a adequação ao tema de cada participação. As inscrições ficarão abertas até o dia 1º de dezembro, com o resultado do processo de seleção divulgado no dia 3 de dezembro de 2020. Os interessados precisam ser residentes no Brasil, ter idade superior a 25 anos e disponibilidade de viajar na data proposta.

* Entregue em cartão-premiação com a função de saque desabilitada, condicionado ao cumprimento das tarefas propostas descritas no regulamento da promoção.

** Forma de apresentação lúdica para designar a premiação, consistente em pacote turístico, conforme consta no regulamento da promoção.

Novas marcas diversificam mix do Porto Belo Outlet Premium e impulsionam crescimento das vendas

Com vitrines e espaço amplo de convivência ao ar livre, o empreendimento é uma opção extremamente segura ao cliente, que encontra oportunidades de compra com até 70% de desconto em 365 dias ao ano

Doze novas marcas reforçam, neste final de ano, o mix de lojas do Porto Belo Outlet Premium, em Santa Catarina. Reconhecido pela estrutura e conceito dos tradicionais outlets americanos, o empreendimento atrai o público pela variedade de grifes nacionais e internacionais com descontos de até 70% durante todo o ano. Entre as novidades, os destaques ficam por conta da Água de Coco, Zinzane e Acostamento, todas com conceito de outlet.

Neste semestre, o Porto Belo Outlet Premium também deu boas-vindas para Fatto a Mano, Mark Down, E10 Home e Decor, Maestro Galeteria, Container Bebidas, Treme Terra Outlet, Bubble Tea, Cachorro do Guri e Top Livros. 

O cenário atual acabou refletindo na maneira como as pessoas consomem e deu força e visibilidade aos outlets em todo o Brasil. Com vitrines e espaço amplo de convivência ao ar livre, além de descontos atrativos que geram uma compra inteligente, o empreendimento se tornou uma opção extremamente segura ao cliente. Paralelamente, a indústria buscou novos meios de escoar o estoque alto gerado no começo da crise e encontrou no Porto Pelo Outlet Premium um ponto estratégico em Santa Catarina. “É também um canal de vendas seguro para as indústrias e marcas que sofreram retração ou fechamento de pontos de venda pelo Brasil”, enfatiza a gerente de marketing do Porto Belo Outlet Premium, Aline Righi.

A primeira loja outlet da Zinzane no Sul do Brasil terá 284 metros quadrados e acaba de ser inaugurada. Apaixonada por cores e natureza, a marca aposta em variadas estampas e itens essenciais do guarda-roupa, em modelagens do PP ao GG. São vestidos, blusas, saias e acessórios para diversas ocasiões, prezando pela qualidade e conforto e com descontos de até 70% em relação às lojas full price da marca. O destaque fica por conta dos vestidos em malha soft, da Linha Leve.  

A marca cearense de beachwear Água de Coco também chega ao Porto Belo Outlet Premium com sua primeira loja em Santa Catarina. Com uma área de 160 metros quadrados, a grife inaugura no endereço na segunda quinzena de novembro. Além dos descontos exclusivos, os clientes vão encontrar novas coleções e linha casa com grandes oportunidades.

Crescimento de dois dígitos

Nos últimos quatro meses, o Porto Belo Outlet Premium registrou um crescimento de vendas e de fluxo de dois dígitos. “Com a aproximação da temporada, acreditamos que o crescimento permanecerá na média de 27% em vendas, visto que visitantes de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraná já contabilizam o maior número de reservas da rede hoteleira e Airbnb da região situada entre Florianópolis e Balneário Camboriú”, destaca a gerente de marketing. 

Como a viagem de férias será priorizada em família, a tendência é de um fluxo ainda maior de público no empreendimento. “Além disso, nos preparamos para receber os clientes com mais comodidades, incluindo a abertura de mais um acesso via Porto Belo e Itapema, implantação do serviço de banheiro família, espaços especiais para pets e novas opções de alimentação”, completa Aline.

Novas marcas diversificam mix do Porto Belo Outlet Premium e impulsionam crescimento das vendas

Com vitrines e espaço amplo de convivência ao ar livre, o empreendimento é uma opção extremamente segura ao cliente, que encontra oportunidades de compra com até 70% de desconto em 365 dias ao ano

Doze novas marcas reforçam, neste final de ano, o mix de lojas do Porto Belo Outlet Premium, em Santa Catarina. Reconhecido pela estrutura e conceito dos tradicionais outlets americanos, o empreendimento atrai o público pela variedade de grifes nacionais e internacionais com descontos de até 70% durante todo o ano. Entre as novidades, os destaques ficam por conta da Água de Coco, Zinzane e Acostamento, todas com conceito de outlet.

Neste semestre, o Porto Belo Outlet Premium também deu boas-vindas para Fatto a Mano, Mark Down, E10 Home e Decor, Maestro Galeteria, Container Bebidas, Treme Terra Outlet, Bubble Tea, Cachorro do Guri e Top Livros. 

O cenário atual acabou refletindo na maneira como as pessoas consomem e deu força e visibilidade aos outlets em todo o Brasil. Com vitrines e espaço amplo de convivência ao ar livre, além de descontos atrativos que geram uma compra inteligente, o empreendimento se tornou uma opção extremamente segura ao cliente. Paralelamente, a indústria buscou novos meios de escoar o estoque alto gerado no começo da crise e encontrou no Porto Pelo Outlet Premium um ponto estratégico em Santa Catarina. “É também um canal de vendas seguro para as indústrias e marcas que sofreram retração ou fechamento de pontos de venda pelo Brasil”, enfatiza a gerente de marketing do Porto Belo Outlet Premium, Aline Righi.

A primeira loja outlet da Zinzane no Sul do Brasil terá 284 metros quadrados e acaba de ser inaugurada. Apaixonada por cores e natureza, a marca aposta em variadas estampas e itens essenciais do guarda-roupa, em modelagens do PP ao GG. São vestidos, blusas, saias e acessórios para diversas ocasiões, prezando pela qualidade e conforto e com descontos de até 70% em relação às lojas full price da marca. O destaque fica por conta dos vestidos em malha soft, da Linha Leve.  

A marca cearense de beachwear Água de Coco também chega ao Porto Belo Outlet Premium com sua primeira loja em Santa Catarina. Com uma área de 160 metros quadrados, a grife inaugura no endereço na segunda quinzena de novembro. Além dos descontos exclusivos, os clientes vão encontrar novas coleções e linha casa com grandes oportunidades.

Crescimento de dois dígitos

Nos últimos quatro meses, o Porto Belo Outlet Premium registrou um crescimento de vendas e de fluxo de dois dígitos. “Com a aproximação da temporada, acreditamos que o crescimento permanecerá na média de 27% em vendas, visto que visitantes de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraná já contabilizam o maior número de reservas da rede hoteleira e Airbnb da região situada entre Florianópolis e Balneário Camboriú”, destaca a gerente de marketing. 

Como a viagem de férias será priorizada em família, a tendência é de um fluxo ainda maior de público no empreendimento. “Além disso, nos preparamos para receber os clientes com mais comodidades, incluindo a abertura de mais um acesso via Porto Belo e Itapema, implantação do serviço de banheiro família, espaços especiais para pets e novas opções de alimentação”, completa Aline.

Consumo de gás natural SC atinge recorde histórico em outubro

Em outubro, volume de gás natural distribuído pela Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) ao mercado catarinense chegou a 65,8 milhões de metros cúbicos. Este é o maior resultado já atingido pela SCGÁS em um mês. 

O valor superou o recorde anterior, registrado no último mês de setembro, quando haviam sido distribuídos 63,9 milhões de m³ do insumo. O resultado também representa uma alta de 5,1% em relação a outubro de 2019.

Este é o sexto mês seguido de alta na distribuição. Segundo a Companhia, a expectativa é de que os resultados positivos sigam até dezembro, consolidando a recuperação da atividade econômica catarinense no segundo semestre deste ano.

 

Dez milhões de pessoas podem quitar dívidas por apenas R$ 50
A Serasa informou nesta segunda-feira (9) que 10 milhões de consumidores poderão quitar dívidas por apenas R$ 50. A ação faz parte do 26º Feirão Limpa Nome, que permite renegociar dívidas atrasadas com até 99% de desconto. O feirão começou na semana passada

Participam da iniciativa mais de 50 empresas de diversos segmentos, como lojas de departamento, companhias telefônicas, bancos e faculdades. A estimativa é que as ações podem dar a possibilidade para 64 milhões de consumidores regularizarem sua situação. O feirão vai até o dia 30 deste mês.

 Para participar, o consumidor pode acessar um dos canais digitais da Serasa: site do Serasa Limpa Nome, WhatsApp (11 99575-2096) e aplicativo.

Nesta edição, a negociação poderá ser feita em mais de 7 mil agências dos Correios em todo o país. A ação permitirá ainda que, após a quitação da dívida, o consumidor tenha sua pontuação aumentada e assim obtenha melhores condições de crédito nas próximas compras.

Segundo a Serasa, o Brasil tem atualmente 62,7 milhões de pessoas com dívidas em atraso, das quais 15 milhões no estado de São Paulo. Apenas na capital paulista, há 4,2 milhões de pessoas inadimplentes.

 

IGP-M acumula taxa de inflação de 23,79% em 12 meses, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel no país, registrou inflação de 2,67% na primeira prévia de novembro deste ano. A taxa é superior ao 1,97% registrado na primeira prévia de outubro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de inflação de 23,79% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede os preços no atacado, subiu de 2,45% na prévia de outubro para 3,48% na prévia de novembro. Segundo a FGV, o Índice Nacional de Custo da Construção, também teve alta na taxa, ao subir de 1,26% em outubro para 1,31% em novembro.

Já o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve queda na taxa de inflação, ao passar de 0,64% na prévia de outubro para 0,41% na prévia de novembro.

Produção industrial cresce em 11 locais em setembro, diz IBGE

A produção industrial teve alta em 11 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de agosto para setembro deste ano. O principal destaque foi o Paraná, que cresceu 7,7% no período. Com essa, que foi a quinta alta consecutiva, o estado acumulou ganho de 46,2% em cinco meses.

Também tiveram altas acima da média nacional (2,6%), os estados do Amazonas (5,8%), São Paulo (5,0%), Espírito Santo (5,0%), Rio Grande do Sul (4,5%), Santa Catarina (4,5%) e Bahia (4,0%).

Completam a lista dos estados com alta na produção em setembro: Minas Gerais (1,9%), Ceará (1,3%) e Goiás (0,4%). A Região Nordeste, única das cinco regiões analisada em seu conjunto, também cresceu (1,1%).

Por outro lado, quatro estados tiveram queda na passagem de agosto para setembro: Mato Grosso (-3,7%), Rio de Janeiro (-3,1%), Pará (-2,8%) e Pernambuco (-1,3%).

Outras comparações

Na comparação com setembro de 2020, a produção industrial cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaques para Amazonas (14,2%), Ceará (8,5%) e Pará (8,1%). Por outro lado, três estados tiveram recuo na produção: Espírito Santo (-11%), Mato Grosso (-6,2%) e Bahia (-1,9%).

No acumulado do ano, no entanto, ocorreu o oposto: queda em 12 dos 15 locais pesquisados. Os maiores recuos foram observados no Espírito Santo (-18%), Ceará (-11,9%), Amazonas (-10,6%) e Rio Grande do Sul (-10,4%). Três estados tiveram alta: Goiás (2,5%), Rio de Janeiro (2,2%) e Pernambuco (1,8%).

No acumulado dos últimos 12 meses, também houve quedas em 12 dos 15 locais, com destaques para Espírito Santo (-19,3%), Rio Grande do Sul (-8,6%) e Ceará (-8,2%).

Faturamento da Indústria cresce 5,2% em setembro

A atividade industrial de setembro foi excepcionalmente forte, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou hoje (6) os Indicadores Industriais.

De acordo com a pesquisa, o faturamento aumentou 5,2% em setembro e, após cinco altas consecutivas, é o maior desde outubro de 2015. O crescimento também supera o registrado em setembro de 2019 em 12,6%. Apesar dessa variação na análise mensal, o faturamento ainda é negativo na comparação do acumulado de janeiro a setembro. A queda registrada no acumulado do ano é de 1,9%.

As horas trabalhadas na produção subiram pelo quinto mês consecutivo e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) chegou a 79,4%. A UCI mede o quanto os equipamentos e os trabalhadores das empresas estão ocupados na produção em relação ao máximo de que pode ser produzido por um longo período sem dificuldades.

O emprego industrial registrou o segundo mês consecutivo de alta, ao subir 0,5% em setembro, após avançar 1,3% em agosto. Na comparação com setembro de 2019, o emprego recua 1,7%, enquanto no acumulado no ano (janeiro a setembro) em comparação com igual período do ano passado, o emprego cai 2,6%.

A massa salarial, que é a soma dos salários dos trabalhadores, dessazonalizada (ajustada para o período) aumentou 0,3% em setembro, após alta de 6,1% em agosto.

Na comparação com setembro de 2019, a massa salarial real da indústria de transformação está 2,8% menor pois parte da indústria segue adotando suspensão de contrato ou redução de jornada com redução de salário. De janeiro a setembro, houve queda de 5,6% na comparação com igual período de 2019.

A pesquisa é feita em parceria com 12 federações estaduais de indústria. Os estados pesquisados respondem por mais de 90% do produto industrial brasileiro.

Inflação oficial sobe para 0,86% em outubro, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, teve taxa de 0,86% em outubro deste ano. A taxa é superior ao 0,64% em setembro deste ano e ao 0,10% de outubro do ano passado. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a maior taxa do IPCA para um mês de outubro desde 2002 (1,31%).

Com o resultado de outubro, o IPCA acumula taxas de inflação de 2,22% no ano e de 3,92% em 12 meses.

A inflação em outubro foi puxada principalmente pela alta de preços de 1,93% dos alimentos e bebidas. Os alimentos para consumo no domicílio foram os principais responsáveis por esse resultado, ao subirem 2,57%. Entre os produtos com inflação destacam-se o arroz (13,36%), a batata-inglesa (17,01%), o óleo de soja (17,44%) e o tomate (18,69%).

Apesar disso, a inflação dos alimentos em outubro foi menos intensa do que a registrada em setembro (2,28%).

Os transportes também tiveram impacto relevante na inflação de outubro, com uma alta de preços de 1,19%. As passagens aéreas, por exemplo, subiram 39,83% e foi o item individual com maior impacto no IPCA de outubro. Os preços das passagens foram coletados em agosto para quem ia viajar em outubro.

“A alta nas passagens aéreas parece estar relacionada à demanda, já que com a flexibilização do distanciamento social, algumas pessoas voltaram a utilizar o serviço, o que impacta a política de preços das companhias aéreas”, disse o pesquisador do IBGE Pedro Kislanov.

Também foram observadas altas nos itens gasolina (0,85%) e seguro voluntário de veículo (2,21%).

Outros grupos de despesas com altas importantes foram artigos de residência (1,53%) e vestuário (1,11%). Também foram observadas altas nas taxas de inflação nos grupos habitação (0,36%), saúde e cuidados pessoais (0,28%), despesas pessoais (0,19%) e comunicação (0,21%).

O único grupo de despesas com deflação (queda de preços) foi educação, que registrou uma taxa de -0,04% em outubro.

 

Caixa abre 772 agências na manhã deste sábado

A Caixa abre 772 agências amanhã (7), das 8h às 12h, para atendimento a 6,9 milhões de beneficiários do auxílio emergencial. Os beneficiários nascidos em janeiro e fevereiro dos Ciclos 3 e 4 poderão sacar o dinheiro em espécie. Ao todo foram creditados R$ 5,7 bilhões para este público.

Trabalhadores nascidos de janeiro a outubro também poderão sacar da poupança social digital os recursos ainda não utilizados do Saque Emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A relação de agências que estarão abertas pode ser conferida no site do banco.

A Caixa afirma que todas as pessoas que procurarem atendimento durante o funcionamento das agências serão atendidas. Não é preciso chegar antes do horário de abertura.

Ao todo, neste sábado terão sido pagos R$ 245,4 bilhões do auxílio Emergencial para 67,8 milhões de brasileiros, num total de 393,9 milhões de pagamentos.

Número de famílias endividadas cai em outubro, diz CNC

O percentual de famílias endividadas no país caiu de 67,2% em setembro para 66,5% em outubro deste ano, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar disso, a parcela de famílias com dívidas, em atraso ou não, continua acima do observado em outubro do ano passado (64,7%).

O percentual de inadimplentes, isto é, de pessoas com dívidas ou contas em atraso, em outubro deste ano (26,1%) ficou abaixo do observado em setembro (26,5%), mas acima do registrado em outubro de 2019 (24,9%).

O mesmo ocorreu com as famílias que não terão condições de pagar suas contas (11,9% em outubro deste ano), que ficou abaixo dos 12% de setembro, mas acima dos 10,1% de outubro do ano passado.

Em outubro deste ano, entre as famílias com renda inferior a dez salários mínimos, o percentual de endividamento chega a 68%, a inadimplência atinge 29,4% das famílias. Nessa faixa de renda, a parcela de pessoas que não terão condições de pagar suas dívidas chegou a 13,7%.

Já na renda acima de dez salários mínimos, os percentuais são: endividados (59,4%), inadimplentes (11,8%) e sem condições de pagar as contas (4,7%).

A maior parte das dívidas das famílias brasileiras é relacionada ao cartão de crédito (78,9%), seguida pelos carnês (15,5%) e financiamento de carro (9,5%). Em média, as famílias brasileiras comprometem 30% de sua renda com dívidas.

BB tem lucro líquido de R$ 3 bi no 3º trimestre, queda de 27,5%

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,085 bilhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 27,5% em relação a igual período de 2019. Na comparação com o trimestre anterior, a retração chegou a 3,9%, segundo resultado divulgado hoje (5) pelo banco.

O lucro líquido ajustado, que exclui eventos extraordinários, chegou a R$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 5,2% frente ao segundo trimestre deste ano e decréscimo de 23,3% em relação ao terceiro trimestre de 2019.

De acordo com o banco, o lucro foi impactado, na comparação com o terceiro trimestre de 2019, pelo crescimento de 40,5% nas provisões. Na comparação com o trimestre anterior, a  índice recuou 6,8%. No acumulado de nove meses, a provisão chegou a R$ 16,9 bilhões, uma elevação de 47,9% sobre igual período do ano passado.

“Diante das incertezas econômicas provocadas pela pandemia, o banco constituiu, de forma conservadora, antecipação prudencial de provisões de crédito, em um valor de R$ 2 bilhões neste trimestre, ainda que o índice de inadimplência (operações vencidas há mais de 90 dias) em setembro tenha caído em relação ao trimestre anterior e se situado em 2,43%. No acumulado em nove meses, as antecipações prudenciais de provisões totalizaram R$ 6,1 bilhões”, acrescenta o banco.

Receitas com serviços

As receitas com seguros, previdência e capitalização cresceram 11,2% no trimestre e 7,3% em nove meses, na comparação com os resultados de 2019. As receitas de cartão de crédito/débito cresceram 5,6% no terceiro trimestre e caíram 1,7% em nove meses; e com consórcios aumentaram 26% no trimestre e 13,2% no resultado acumulado, chegando a R$ 1,0 bilhão, resultado do recorde histórico de vendas.

As despesas administrativas s cresceram 1,6% no trimestre e 2,3% na visão em nove meses, patamares inferiores à inflação acumulada do período (3,14%).

O Índice de Basileia atingiu 21,21% em setembro, sendo 13,11% de capital principal.

Carteira de Crédito

A carteira de crédito cresceu nos principais segmentos de negócios do banco. A carteira pessoa física cresceu 6,2%, na comparação com setembro de 2019. O crédito consignado evoluiu 15,2% em 12 meses.

A carteira de crédito ampliada empresas cresceu 7,9% na comparação anual e totalizou R$ 274,6 bilhões. O crescimento do crédito para micro, pequenas e médias empresas chegou a 17,9%, em 12 meses.

A carteira rural aumentou 5,3%, totalizando R$ 173 bilhões. Houve elevação nas linhas de custeio agropecuário (16%) e investimento agropecuário (28,9%).

Digital

O BB aprovou investimentos adicionais de R$ 2,3 bilhões, para os próximos três anos, em tecnologia Analytics, para oferecer aos clientes novas experiências com opções mais práticas, seguras e rápidas no mundo digital.

Em setembro deste ano, o número de clientes digitais chegou a 19,5 milhões, um crescimento anual de 33%. As interações no WhatsApp cresceram mais de 500% no mesmo período, atendendo a 3,2 milhões de clientes.

Em setembro, as transações realizadas pelos canais de atendimento internet e mobile representaram 86,7% das efetuadas pelos clientes.

Os canais digitais (internet e mobile) representaram 46,4% do desembolso em crédito pessoal, 12,2% no crédito consignado, 38,4% das aplicações e resgates nos fundos de investimentos e 39,5% na quantidade de operações em serviços.

As soluções digitais também se estendem à pessoa jurídica. São 1,04 milhão de usuários no BB Digital PJ e Mobile PJ.

Desbloqueio de BPC poderá ser feito por atendimento remoto

O desbloqueio do Benefício de Prestação Continuada (BPC) poderá ser feito por atendimento remoto. Portaria publicada na edição de hoje (5) do Diário Oficial da União dispõe sobre a regularização do BPC suspenso por não inclusão do beneficiário no Cadastro Único (CadÚnico), no período de enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus.

Segundo a portaria, para desbloqueio do crédito ou reativação do benefício que tenha sido suspenso ou cessado, ou ainda na hipótese de pagamento bloqueado, o interessado deverá fazer a solicitação no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por intermédio dos canais remotos disponíveis.

A portaria diz ainda que o Ministério da Cidadania poderá encaminhar ao INSS listagem para reativação automática dos créditos ou benefícios em que foi identificado requerimento de reativação pelo interessado junto ao INSS e inscrição, independente da data em que esta foi realizada no CadÚnico.

Os benefícios não abrangidos pelo procedimento automático serão reativados de forma manual pelas unidades descentralizadas do INSS.

Nas situações em que o BPC estiver suspenso ou cessado por motivos diversos da não inscrição no CadÚnico, como ausência de saque do valor do benefício ou não realização de comprovação de vida, e houver solicitação de reativação, deve ser observada se a situação do CadÚnico, no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), se encontra atualizada e válida. Como inscrição atualizada e válida entende-se a que foi realizada há menos de dois anos.

Ainda de acordo com a portaria, a reativação do benefício implicará o pagamento de todos os valores devidos durante o período em que ele esteve suspenso ou cessado.

Empresas do Simples Nacional já podem parcelar débitos

As empresas do Simples Nacional já podem parcelar débitos tributários, informou hoje (4) a Receita Federal. Podem ser parcelados débitos apurados pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional).

De acordo com a Receita, a Instrução Normativa RFB nº 1.981, de 9 de outubro de 2020, excluiu o limite de um pedido de parcelamento por ano. “Desta forma, o contribuinte poderá reparcelar sua dívida quantas vezes quiser. A possibilidade visa estimular a regularização tributária dos contribuintes e, consequentemente, evitar ações de cobrança da Receita Federal que podem ocasionar a exclusão do Simples Nacional”, diz o órgão.

As condições para o reparcelamento é o pagamento da primeira parcela de acordo com os seguintes percentuais: I - 10% do total dos débitos consolidados; ou II - 20% (vinte por cento) do total dos débitos consolidados, caso haja débito com histórico de reparcelamento anterior.

O pedido de reparcelamento deverá ser feito exclusivamente por meio do site da Receita Federal na internet, acessando o Portal e-CAC ou Portal do Simples Nacional.

Para outras informações sobre o reparcelamento, acesse o Manual de Parcelamento do Simples Nacional, disponível no Portal do Simples Nacional.

Venda de veículos novos tem alta de 1,42% em outubro

A venda de veículos automotores novos registrou alta de 1,42% em outubro em comparação com o mês anterior. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgados hoje (4), foram comercializadas 332.888 unidades em outubro, ante 328.221 em setembro. Esse foi o sexto mês seguido de alta nas vendas e o melhor resultado do ano, até o momento.

Já na comparação com outubro de 2019, quando foram vendidas 367.599 unidades, a retração foi de 9,44%. Os números se referem a todos os segmentos automotivos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros).

“O mercado vem, gradativamente, retomando bons patamares de venda. Ainda que com o mesmo número de dias úteis (21) de setembro, em outubro tivemos o maior volume de emplacamentos de 2020”, destacou o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

No acumulado do ano, janeiro a outubro de 2020, 2.465.396 veículos novos foram vendidos, o que representa uma retração de 25,74% sobre o mesmo período de 2019, quando foram comercializados 3.319.946 veículos.

Petrobras aumenta o preço do gás natural para as distribuidoras

A Petrobras aumentou o preço do gás natural para as distribuidoras. A mudança no valor ocorreu no último dia 1º e foi divulgada pela estatal nesta quarta-feira (4). Os ajustes ocorreram de acordo com parâmetros negociados em fórmulas contratuais, em função das variações ocorridas nas cotações do petróleo Brent e da taxa de câmbio no último trimestre. O reajuste foi de 26% em dólar por milhão de btus (US$/MMBtu) em relação ao preço do gás de agosto de 2020. Quando medido em real por metro cúbico (R$/m3), o reajuste é de 33%.

“Apesar do aumento neste trimestre, os preços acumulam uma redução de 38% em US$/MMBtu e de 13% em R$/m3, desde dezembro de 2019 (considerando a taxa de câmbio de 30/10/2020)”, explicou a companhia em nota.

A Petrobras esclareceu que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo custo do produto e do transporte, mas também pelas margens das distribuidoras e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, o processo de aprovação das tarifas é realizado pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas.

Os contratos de venda para as distribuidoras são públicos e estão disponíveis para consulta no site da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fase restrita de pagamentos pelo Pix começa hoje

Publicado em 03/11/2020 - 06:10 Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - Brasília

A partir de hoje (3), um grupo limitado de clientes poderá pagar e receber recursos pelo Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC). A ferramenta entra em fase restrita de funcionamento, para ajustes e correções de eventuais problemas, enquanto o BC faz a migração do serviço do ambiente de testes para o ambiente real.

O Pix funcionará em horários determinados para um grupo de 1% a 5% dos clientes de cada instituição financeira aprovada para operar a ferramenta. Os clientes autorizados a participar da fase restrita já foram comunicados pela instituição correspondente.

O novo sistema entrará em operação para todos os clientes no próximo dia 16. Na fase restrita, o Pix funcionará das 9h às 22h, de segunda a quarta-feira. Às quintas, o serviço reabrirá às 9h e só terminará de funcionar às 22h das sextas-feiras, para permitir o teste durante a madrugada.

A partir da próxima segunda (9), as instituições financeiras poderão elevar gradualmente o número de clientes aptos a participar do Pix, até que o sistema entre plenamente em operação, no próximo dia 16, com a possibilidade de fazer pagamentos e recebimentos 24 horas por dia por toda a população.

Registros

Desde 5 de outubro, os clientes podem registrar as chaves digitais de endereçamento. Segundo o balanço mais recente do BC, até a última quinta-feira (29) mais de 50 milhões de chaves tinham sido cadastradas. Como cada pessoa pode ter mais de uma chave, o número exato de pessoas registradas é desconhecido.

As chaves funcionarão como um código simplificado que associará a conta bancária ao número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), e-mail, número do celular ou uma chave aleatória de 32 dígitos. Em vez de informar o número da agência e da conta, o cliente apenas informa a chave para fazer a transação.

Uma pessoa física pode criar até cinco chaves por conta corrente. Para empresas, o limite aumenta para 20.

Instantaneidade

Por meio do Pix, o cliente pode pagar e receber dinheiro em até dez segundos, mesmo entre bancos diferentes. Diferentemente da Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou do Documento de Ordem de Crédito (DOC), que têm restrições de horário, o Pix funciona 24 horas por dia. Por questões de segurança, cada instituição financeira definirá um valor máximo a ser movimentado, mas o BC estuda criar modalidades para a venda e compra de imóveis e de veículos que permitam a movimentação instantânea de grandes quantias.

Para as pessoas físicas e para os microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro, como poderá ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.

Ampliação

Na última quinta-feira (29), o BC ampliou as funcionalidades do sistema. Com o Pix Cobrança, os comerciantes poderão emitir um QR Code (versão avançada do código de barras fotografada por smartphones) para que o consumidor faça o pagamento imediato por um produto ou serviço. Além disso, será permitido fazer cobranças em datas futuras, com atualizações de juros, multas ou descontos, como ocorre com os boletos.

O BC também obrigou as instituições financeiras que oferecerem o Pix aos usuários recebedores a usar interface de programação padronizada pelo órgão. A medida foi tomada para evitar que um empresário não consiga migrar a conta para outra instituição por causa dos custos de adaptação a um novo sistema de programação.

Confiança dos empresários cai 0,4 ponto em outubro, diz FGV

Publicado em 03/11/2020 - 09:30 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) teve queda de 0,4 ponto na passagem de setembro para outubro deste ano. Essa foi a primeira queda depois de cinco altas consecutivas.

Com o resultado, a confiança dos empresários brasileiros chegou a 97,1 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. A queda foi puxada pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro e que recuou 3,1 pontos, chegando a 97,9 pontos.

Já o Índice de Situação Atual Empresarial, que mede a percepção dos empresários sobre o presente, subiu 3,6 pontos, em sua sexta alta consecutiva chegando a 96,6 pontos.

“O recuo discreto da confiança empresarial pode ser entendido como um movimento de acomodação após uma sequência de altas que levaram o índice ao nível do período anterior à chegada da pandemia da covid-19 no país”, disse o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr.

O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV: indústria, serviços, comércio e construção.

Entre os setores, apresentaram altas a indústria (4,5 pontos) e a construção (3,7 pontos). Por outro lado, tiveram queda as confianças dos empresários de serviços (-0,4 ponto) e do comércio (-3,8 pontos).

Antecipação do auxílio-doença será limitada até 31 de dezembro

Publicado em 03/11/2020 - 12:00 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - Brasília

A antecipação do auxílio-doença, adotada pelo governo durante a pandemia de covid-19, será paga aos beneficiários pelo período definido no atestado médico, limitado a até 60 dias, mas não poderá exceder o dia 31 de dezembro, quando terminam os efeitos do decreto de calamidade pública em razão da pandemia. 

Instituída em abril, a medida foi prorrogada novamente na semana passada para requerimentos de auxílio-doença feitos até 30 de novembro.

A prorrogação foi regulamentada por uma portaria conjunta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, publicada hoje (3) no Diário Oficial da União

O prazo máximo de pagamento é até 31 de dezembro, mas há a possibilidade de o segurado apresentar pedido de revisão para fins de obtenção integral e definitiva do auxílio-doença, na forma estabelecida pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Perícia médica

Por meio da antecipação, o beneficiário recebe até um salário mínimo (R$ 1.045) sem perícia médica, bastando anexar um atestado médico ao requerimento com declaração de responsabilidade pelo documento no portal do INSS ou do aplicativo Meu INSS. Após a perícia médica, o segurado recebe a diferença em uma parcela, caso o valor do auxílio-doença supere um salário mínimo.

Na semana passada, o INSS iniciou o pagamento das diferenças das antecipações recebidas até 2 de julho. Quem tiver direito ao pagamento da diferença receberá uma carta do órgão com todas as informações do recálculo ou poderá checar pelo site e aplicativo Meu INSS, além do telefone 135.

Para requerer o auxílio-doença e receber a antecipação, o segurado deverá apresentar atestado médico legível e sem rasuras. O documento deverá conter assinatura e carimbo do médico, com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM); informações sobre a doença ou a respectiva numeração da Classificação Internacional de Doenças (CID); e prazo estimado do repouso necessário.

A concessão do auxílio-doença continua considerando os requisitos necessários, como carência, para que o segurado tenha direito ao benefício.

Confiança da indústria atinge maior nível em nove anos, diz FGV

O Índice de Confiança da Indústria, da Fundação Getulio Vargas (FGV), teve alta de 4,5 pontos na passagem de setembro para outubro deste ano. Com isso, o indicador, que mede a confiança do empresário da indústria brasileiro, atingiu 111,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior nível desde abril de 2011 (111,6 pontos).

Dezesseis dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança. O Índice de Situação Atual, que mede a percepção do empresariado em relação ao presente, subiu 6,4 pontos, para 113,7 pontos, o maior valor desde novembro de 2010 (13,8 pontos).

O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, cresceu 2,7 pontos, para 108,6 pontos, o maior patamar desde maio de 2011 (110,0 pontos).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) aumentou 1,6 ponto percentual, de 78,2% para 79,8%, maior valor desde novembro de 2014 (70,3%).

“A sondagem de outubro mostra que o setor industrial está mais satisfeito com a situação atual e otimista que esse resultado será mantido nos próximos três meses. Chama a atenção, contudo, o retorno do Nuci a um nível próximo da média anterior à pandemia e o percentual de empresas indicando estoques insuficientes, o maior valor desde o início da série. Entre as categorias de uso, os bens intermediários merecem destaque por alcançarem o maior nível de confiança do setor, influenciado principalmente pela melhora dos indicadores de situação atual”, afirma a pesquisadora da FGV Renata de Mello Franco.

Segundo a pesquisadora, no entanto, há uma demora na recuperação do indicador de tendência dos negócios, o que sinaliza uma certa preocupação dos empresários sobre a sustentação desse nível de otimismo por um período maior considerando o fim dos programas de auxílio emergencial.

Emprego na construção é o maior para setembro nos últimos oito anos

A indústria da construção civil segue em ritmo acelerado, com avanço na atividade e na utilização da capacidade operacional. A pesquisa Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra a retomada da indústria de construção civil em setembro, com o índice de evolução do número de empregados chegando a 50,1 pontos no mês.

Essa é a quarta alta consecutiva do índice, que se afastou ainda mais da sua média histórica de 43,9 pontos. O índice é o maior desde abril de 2012 e, para a CNI, isso confirma o bom momento do emprego do setor, embora tenha sido precedido por fortes quedas, observadas em março e abril, em razão dos efeitos da pandemia da covid-19.

Os dados variam em uma escala que vai de zero a 100. Indicadores abaixo de 50 revelam perspectivas negativas e, acima de 50, expectativas de crescimento. E quanto mais distantes da linha divisória de 50 pontos mais forte e mais disseminado é esse crescimento. Para a pesquisa, foram entrevistadas 170 empresas de pequeno porte, 197 de médio porte e 94 grandes, entre 1º a 14 de outubro de 2020.

O índice de evolução do nível de atividade está em 51,2 pontos, queda de 0,2 ponto em relação a agosto. De acordo com a CNI, a ligeira queda é pouco significativa, pois o índice está acima da linha divisória de 50 pontos pelo segundo mês consecutivo, o que indica aumento do nível de atividade da indústria da construção na comparação com o mês anterior.

A Utilização da Capacidade Operacional também cresceu em setembro pelo quinto mês consecutivo e ficou em 62%, alta de 2 pontos percentuais frente a agosto. O percentual é idêntico ao registrado em setembro de 2019, e supera os percentuais confirmados entre os anos de 2015 a 2018.

Satisfação e confiança

O indicador de satisfação com a situação financeira aumentou 6 pontos na comparação trimestral, alcançando 44,7 pontos no terceiro trimestre. O resultado supera a média de 44 pontos da série histórica, iniciada em 2009.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial se manteve estável entre setembro e outubro, em 56,7 pontos. A CNI destaca que a estabilidade ocorre após cinco altas seguidas, se dá em patamar elevado e aponta “para um sentimento de confiança otimista e disseminado entre os empresários da indústria da construção”. Porém, ela está em um nível inferior aos níveis pré-pandemia e aos observados nesse mesmo período do ano passado.

Os índices de expectativa também apresentaram queda em outubro, à exceção do índice de expectativas de números de empregados. Apesar das quedas, todos os índices permanecem acima da linha divisória de 50 pontos, indicando que os empresários da indústria da construção mantêm o sentimento de otimismo.

Entre os principais problemas da construção civil, a pesquisa destaca falta ou alto custo da matéria-prima. O problema se tornou o maior do setor no terceiro trimestre de 2020, apontado por 39,2% das empresas. No segundo trimestre, esse problema era apenas o 11º mais importante e foi assinalado por 9,5% das indústrias de construção. A elevada carga tributária aparece em segundo lugar na lista, com 28,2% de assinalações, seguida da demanda interna suficiente, com 26,4%.

A pesquisa completa está disponível no Portal da Indústria.

*Com informações da CNI.

Com homologação do novo calado, Porto do Rio Grande poderá receber os maiores navios do mundo.

Depois de dois anos de obras de dragagem com investimento federal de R$ 500 milhões, o principal porto gaúcho poderá receber embarcações de até 366 metros de comprimento ? tamanho dos maiores navios do mundo. Em cerimônia transmitida pelas redes sociais, com a presença do governador Eduardo Leite, do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e de outras autoridades em Porto Alegre, foi homologado o novo calado do porto do Rio Grande.

Graças à remoção de mais de 16 milhões de metros cúbicos de sedimentos, o calado operacional do chamado canal interno, onde estão os terminais portuários mais importantes e com o maior fluxo de cargas, passou de 12,8 para 15 metros. A profundidade, que era de 14,2, agora é de 16,5 metros. Com isso, a capacidade de movimentação passa a atender aos padrões internacionais de navegação, podendo receber embarcações de até 366 metros ? uma diferença de 29 metros em relação à capacidade anterior, de 337 metros.

?Com a conjugação de esforços dos governos federal e estadual, além dos empreendedores, e puxando numa mesma direção, foi possível melhorar a logística e gerar ganhos de competitividade pela maior capacidade de carga dos navios, reduzindo custos para quem utiliza o porto do Rio Grande e, consequentemente, colaborando para o desenvolvimento de todo o Estado?, destacou o governador.

Leite afirmou, ainda, que a atual gestão está comprometida a atender a uma histórica de investidores: tornar a dragagem do porto permanente.

?Já estamos trabalhando para evitar que aconteça o assoreamento do canal, regredindo na capacidade de cargas, para então gastar centenas de milhões de reais para recuperar o calado. Estamos montando um termo de referência para que, no primeiro semestre do ano que vem, possamos começar a fazer um investimento de R$ 30 a R$ 40 milhões anuais em dragagem no porto, garantindo permanentemente as cargas dos navios que chegam e saem do nosso RS?, afirmou o governador.


 

 

 

Novo calado de 15 metros

Graças a essa garantia e compromisso do governo, segundo o superintendente dos Portos do Rio Grande do Sul, Fernando Estima, foi possível homologar o novo calado com 15 metros, e não com os 14 metros inicialmente previstos.

?A homologação do novo calado representa muito para o nosso Estado. É a primeira vez que ele é homologado, isso quer dizer que, com a certificação da Marinha, que é a autoridade portuária, nós conseguimos garantir fretes mais baratos e seguros. Isso atrairá armadores internacionais e mais cargas. O porto do Rio Grande se reposiciona como um dos principais portos do Brasil, não só pela infraestrutura que construiu, mas agora pela certificação que ganha com a homologação?, afirmou Estima.

O superintendente agradeceu, ainda, a todas as equipes que participaram da obra de dragagem, inclusive do governo anterior, além da Marinha do Brasil, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Ministério Público e do Judiciário, que foram fundamentais para garantir a confiabilidade da obra de dragagem, com respeito ao meio ambiente e segurança à navegação.

?O canal de acesso é o coração de um porto. E se o nosso paciente acabou de passar por um cateterismo, passa bem e terá vida prospera e longa, que é o que o RS, pela pujança e pela relevância econômica, merece. A parceria que houve entre o governo federal e o Estado foi fundamental para que isso se tornasse possível. Com o novo calado, o porto de Rio Grade se incorpora à rota das grandes viagens internacionais e se solidifica como um grande ponto de parada do país e da América Latina?, destacou o ministro da Infraestrutura.

 

 

 

Duplicação da BR-116 e nova ponte do Guaíba

Freitas afirmou, ainda, que sua passagem pelo Rio Grande do Sul inclui a renovação do compromisso em concluir a duplicação da BR-116 e da va ponte do Guaía, que se conectam ao porto do Rio Grande, além de iniciar outros investimentos na logística gaúcha, que deverão se tratados no almoço no Palácio Piratini, previsto para a sequência da homologação do calado.

Outra medida do governo do Estado que está em andamento é a transformação da Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul de autarquia em uma empresa pública ? a Portos RS, o que dará mais segurança jurídica e econômico-financeira aos empresários, mais eficiência aos investimentos e um planejamento de longo prazo, que não seja interrompido com a troca de gestores.

Atualmente, passam pelos terminais privados que operam contêineres, graneis agrícolas, fertilizantes, cargas petrolíferas e petroquímicas no porto do Rio Grande mais de 25% do PIB do RS, o equivalente a mais de 40 milhões de toneladas por ano, sendo que a capacidade instalada é de 50 milhões.

 

Competitividade internacional

O secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, lembrou que junho foi o melhor mês da história do Porto do Rio Grande. Pela primeira vez, movimentou mais de 4,4 milhões de toneladas em 30 dias. Além disso, mesmo com a pandemia, o primeiro semestre foi o segundo melhor em total de cargas, chegando a 19,9 milhões de toneladas, valor 6,97% superior ao mesmo período de 2019.
?Se nós já vínhamos registrando movimentações recordes, agora, com a dragagem do principal porto, teremos ainda mais competitividade no mercado internacional?, disse Costella.

Participaram da cerimônia, ainda, o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni; o diretor-geral do DNIT, general Antônio Leite dos Santos Filho; o comandante da Capitania dos Portos da Marinha do Brasil, Reinaldo Luís Lopes dos Santos; e o comandante do 5° Distrito Naval da Marinha do Brasil, o vice-almirante Henrique Renato Baptista de Souza.

Após a homologação, o ministro Tarcísio Freitas foi recebido pelo governador Eduardo Leite para um almoço de trabalho, seguido de coletiva de imprensa presencial no Palácio Piratini.

 

Histórico do novo calado

O contrato original da dragagem foi assinado em julho de 2015 pela União e, a partir daí, mobilizou o governo do Estado, a então Secretaria dos Transportes e a antiga Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) para a obtenção da licença do Ibama. Um grupo de trabalho foi criado para atender os critérios técnicos e ambientais. O apoio da Marinha do Brasil foi fundamental ao longo do processo.

O consórcio vencedor da disputa para realizar o serviço foi formado pelas empresas Jan de Nul do Brasil e Dragabrás, que fecharam na época o acordo por R$ 368,6 milhões. Durante o processo, houve judicialização, e o período de obra parada gerou um aumento significativo no custo da obra. Ao final, com todos os aditivos realizados, totalizou R$ 500 milhões de recursos do governo federal.

A obra foi iniciada em agosto de 2018 e, desde então, foram removidos mais de 16 milhões de metros cúbicos de sedimentos do canal de acesso. A homologação do novo calado do porto gaúcho passou oficialmente de 12,8 metros para 15 metros ? mais do que a previsão inicial, que era de 14 metros ? nesta segunda-feira (26/10).

Dessa forma, pode receber navios de maior porte e com maior capacidade do que os limites atuais. O novo calado vai permitir que navios cheguem e saiam com maior carregamento de carga, levando ao barateamento do frete e melhores condições para os contratos de seguro.

 

Texto: Vanessa Kannenberg
Edição: Patrícia Specht/Secom

Porto de Suape recebe o Nordeste Export

O porto de Suape, localizado no litoral Sul do Estado de Pernambuco, será palco do Nordeste Export, entre os dias 26 e 27 de outubro. Trata-se de um fórum regional que engloba palestras e painéis e reunirá, presencial e virtualmente, as principais lideranças ligadas à logística portuária da região e do País. Todos podem assistir online e de graça a transmissão dos debates, que será feita pelo aplicativo Zoom. Para isso, basta fazer um rápido cadastro no site do evento, o http://bit.ly/VejaNordesteExport O Nordeste Export tem o apoio institucional do Ministério da Infraestrutura.

Entre os temas a serem debatidos no fórum estão os gargalos do transporte multimodal na região; exportação e nível de competitividade de produtos brasileiros no exterior; o potencial econômico e estratégico da região Nordeste; e ainda a necessidade de investimentos para o crescimento da região. Se por um lado a região apresenta um grande potencial, carece de investimentos, conforme um estudo da CNT (Confederação Nacional de Transportes), que apontou a necessidade de R$ 260 bilhões para realizar cerca de 680 projetos que, se concretizados, impulsionariam os negócios.

Os debates dessas questões são fundamentais não só para a região Nordeste, mas para todo o País. Sua localização é estratégica devido à proximidade com a Europa e Canal do Panamá. A região apresenta um potencial enorme para a cabotagem, e isso certamente provocará uma revolução na logística de todo o País. E o Nordeste tem muito a colaborar com isso. Nós nos sentimos muito felizes em poder intermediar esses debates que visam buscar soluções para o desenvolvimento da região e do Brasil”, afirma Fabrício Julião, CEO do Fórum Brasil Export e presidente da Una Marketing de Eventos, que realiza o encontro.

O evento ocorrerá de forma híbrida. Um grupo restrito de participantes estará no Porto de Suape, de onde serão organizados os painéis e geradas as imagens que serão transmitidas via Zoom. Alguns palestrantes e painelistas participarão presencialmente, e outros, de forma remota. O público poderá acompanhar tudo online.

A lista de convidados para o evento é extensa e inclui desde especialistas, passando por dirigentes de entidades do setor, empresários e autoridades de todas as esferas de governo, inclusive dirigentes dos Estados do Nordeste. Presidentes dos portos da região e de entidades como Abeph (Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias), Ministério da Infraestrutura, Sebrae, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e TCU (Tribunal de Contas da União) também foram convidados.

Ao comentar a realização do evento em Suape, o presidente do Conselho do Nordeste Export, Aluisio Sobreira, afirmou que um dos principais focos dos trabalhos do fórum regional será o de demonstrar todas as potencialidades dos Estados da região e debater soluções para os principais gargalos logísticos do Nordeste.


“Entendo que a reunião de lideranças e autoridades tão expressivas será uma oportunidade ímpar para promovermos o comércio exterior na região e assim semear um futuro melhor para o Nordeste e todos os nordestinos, que é o objetivo maior do Fórum”, afirma Sobreira, também diretor da Merco Shipping Marítima, da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) e vice-presidente da CBC (Câmara Brasileira de Contêineres e Transportes Multimodais).

Porto

O Nordeste Export é o quarto fórum regional realizado neste ano pelo Brasil Export, e o primeiro que ocorrerá dentro das dependências de um porto. Na pandemia, os portos foram considerados serviços essenciais, e, portanto, passaram por maiores restrições para eventos de grupos externos à comunidade portuária. A realização do evento em Suape cumpre todas as exigências sanitárias impostas pelas autoridades de saúde.

O auditório do Centro Administrativo de Suape foi o local escolhido para o anúncio do Nordeste Export, no início de março deste ano, antes da pandemia. Além de toda a infraestrutura adequada para a realização dos debates, a escolha do porto se justifica devido a sua importância. Além de ser o maior porto da região Nordeste e interligado a 160 portos em todos os continentes, está a 800 km de 90% do PIB (Produto Interno Bruto) da região.

"É com grande satisfação que somos o porto anfitrião desse primeiro encontro do fórum no Nordeste, reunindo diversas autoridades portuárias e especialistas de logística. Estamos ansiosos para debater temas importantes para o setor e para o país, como o incremento da cabotagem e a descentralização da gestão portuária no Brasil", afirma o presidente do Porto de Suape, Leonardo Cerquinho.

Luiz Barros, diretor de Desenvolvimento de Negócios de Suape, ressalta a importância dos fóruns regionais. “Os encontros regionais são essenciais para identificar e tratar os desafios de cada região, mas que impactam no todo”, diz.

Uma das atividades previstas para acontecer no porto de Suape dentro do fórum regional será o anúncio dos vencedores da etapa Nordeste do Brasil Hack Export, o evento de inovação ligado ao Fórum (leia mais abaixo).

Fórum Brasil Export

O Nordeste Export é um dos fóruns regionais do Brasil Export, que terá um grande encontro nacional nos dias 23 e 24 de novembro próximos, em Brasília. O objetivo do Brasil Export é o de amplificar o debate das questões de infraestrutura e logística portuária para todas as regiões, respeitando suas diferenças locais e especificidade de modais.

Antes dos fóruns regionais, foram realizadas 100 lives entre abril e setembro de 2020, no período da pandemia do novo coronavírus. Paralelo a essa atuação, e mesmo antes das restrições impostas pelo Covid-19, o Brasil Export se tornou referência do setor devido à presença constante no ambiente virtual, disponibilizando conteúdos relevantes em seus canais de informação, seja no site, ou redes, tais como Facebook, Instagram ou Linkedin.

O Nordeste Export é o quarto fórum regional realizado neste ano. Os outros três foram o Norte Export, entre os dias 28 e 29 de setembro, no Macapá (AP); o Sul Export, realizado entre os dias 5 e 6 de outubro, em Curitiba, no Paraná; e o Sudeste Export, que ocorreu na cidade de São Paulo entre os dias 19 e 20 deste mês. A agenda inclui o Centro-Oeste Export, previsto para os dias 9 e 10 de novembro, em Cuiabá (MT).

Brasil Hack Export

Como um fórum amplo de debates sobre os vários aspectos da logística e infraestrutura, o Fórum Brasil Export também estimula a criação de novas tecnologias e inovações que venham a contribuir para encontrar soluções para carências do setor. Para isso, criou o Brasil Hack Export, uma maratona de hackathons que tem como princípio unir a cadeia logística aos criativos. Em cada fórum regional do Brasil Export é realizada uma seletiva do Brasil Hack Export. Cada uma delas tem um desafio diferente, no caso do Nordeste, por exemplo, é o de buscar soluções para cabotagem. O vencedor leva um prêmio em dinheiro e os três melhores são selecionados para a final, que acontece junto com o Fórum Nacional, em Brasília, e que concederá um prêmio de US$ 5 mil.

Inscrições

Os debates das etapas regionais do Fórum Brasil Export serão 100% online e gratuitos. Para participar, basta realizar a inscrição gratuita no endereço http://bit.ly/VejaNordesteExport e que dá acesso a assistir a transmissão feita pelo aplicativo Zoom.

Para saber mais como participar do Brasil Hack Export, o evento de inovação ligado ao Fórum Brasil Export, acesse www.brasilhackexport.com.br/

Patrocinadores

Agemar, APS, CNT, Codeba, Codern, Gallotti Advogados Associados, Merco Shipping, Piacentini do Brasil, Porto de Cabedelo, Porto de Suape, Porto do Itaqui, Praticagem do Brasil, Tecon Suape.

Fábrica de lanchas de Santa Catarina amplia área de produção em 46%

A fábrica de lanchas de São José, SC, que produz 100% do portfólio brasileiro das marcas Armatti Yachts e Fishing Raptor, além de também abastecer outros países, especialmente da Europa e Ásia, foi ampliada em 46%. Nos últimos seis meses, a produção de lanchas cresceu em 35% em relação ao mesmo período do ano anterior, direcionada ao mercado brasileiro e também ao exterior.

“Dentro de uma visão de negócios, a pandemia também direcionou o público para outros tipos de lazer como é o caso da navegação”, conta Fernando Assinato, CEO dos estaleiros.

Segundo Assinato, a intenção é "finalizar a expansão da planta fabril, que já está em andamento, até o final deste ano, passando de 5.400m² para 7.900m² para atender à crescente demanda por barcos. Para manter a produção ativa e em crescimento exponencial, a estratégia é seguir investindo em novos projetos, qualidade, novos materiais e assim ampliar o portfólio das linhas”, explica.

As duas marcas possuem uma frota de 26 modelos de embarcações voltadas ao lazer e esportes aquáticos que vão de 21 a 48 pés, e a previsão é de que o estaleiro lance outros cinco modelos, sendo três modelos da marca Fishing Raptor e dois modelos da Armatti Yachts até o final de 2021.  

Uma das novidades que terá sua primeira unidade entregue para um cliente paulista em novembro deste ano é o modelo de 42 pés da Armatti Yachts. Além deste, o estaleiro pretende lançar um modelo maior, que terá a sua primeira unidade apresentada ainda este ano. Em termos de mão de obra, mesmo diante da pandemia, todo o quadro de colaboradores do estaleiro foi aumentado e pretende fazer novas contratações que ocorrerão até o final do ano. 

SOBRE A FISHING RAPTOR

A Fishing Raptor é a principal marca de lanchas de lazer, pesca oceânica e esportes náuticos do Brasil. Possui modelos que variam de 21 a 42 pés. É uma linha conhecida pelos cascos de alta resistência para atravessar os mares sem dificuldade e navegar para lugares distantes da costa e desprovidos de estruturas de apoio. Atende ao mais rigoroso controle de qualidade para seguir as normas internacionais marítimas e de segurança. Desde 2018, conta com planta fabril na região da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, para atender a produção nacional e internacional da marca.

MAIS INFORMAÇÕES: https://fishing.com.br/   

SOBRE A ARMATTI YACHTS

Lançada em 2016, a marca premium de lanchas Armatti Yachts trouxe para o mercado náutico brasileiro um novo nível de qualidade de embarcações com foco em inovação. É composta por modelos de lanchas superesportivas que variam entre 30 e 48 pés. Chama atenção pelas linhas inconfundíveis, além do design moderno e arrojado. Desde 2018, conta com planta fabril na região da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, para atender a produção nacional e internacional da marca. Está continuamente implementando novos processos e materiais para garantir um produto sempre à frente de seu tempo.

MAIS INFORMAÇÕES: https://www.armatti.com.br/

Yang Wanming confirma interesse da China em aumentar investimentos no Brasil

O Brasil é um importante parceiro econômico e comercial da China. O tigre asiático se mantém por 11 anos consecutivos na posição de maior parceiro comercial e maior importador do Brasil, que por sua vez, é o primeiro país da América Latina a ter um volume de comércio com a China acima dos US$ 100 bilhões. Dados estatísticos da Embaixada da China no Brasil mostram que entre janeiro e setembro deste ano, mesmo apesar dos impactos da pandemia, o comércio bilateral cresceu 6,2%. Isso demonstra que a parceria entre os dois países é altamente complementar e tem forte resiliência e vigor. 

Na área de investimentos, a China é uma das principais fontes de capital estrangeiro no Brasil e vem aumentando rapidamente seus investimentos no país. Atualmente o país tem um aporte total de quase US$ 80 bilhões em uma ampla gama de setores como agricultura, mineração, infraestrutura, telecomunicações e manufatura. “E empresas chinesas têm demonstrado muito interesse em infraestrutura, agricultura, energia e outras áreas-chave para atração de investimentos no pós-pandemia e esperam participar de projetos específicos”, diz o embaixador chinês Brasil Yang Wanming. 

O diplomata participa de mesa redonda na Logistique Web Conference, no dia 4 de novembro, tendo como anfitriã a especialista em relações internacionais Carolina Valente. Na pauta a cooperação entre a China e o Brasil e a parceria nas vertentes de comércio, investimentos e finanças. “A parceria econômica e comercial entre os dois países tem uma base sólida e crescimento continuo”, acrescenta Wanming. Ele destaca que os dois países têm suas próprias vantagens em recursos, tecnologia, capital e mercado. “Uma parceria altamente complementar e mutuamente benéfica traz resultados tangíveis para os dois povos”, complementa. 

Otimismo 

“Na era pós-pandemia, a nossa parceria econômica e comercial apresenta enorme potencial. A China vai estimular ainda mais a demanda no mercado doméstico e ampliar a abertura ao exterior. Está aberta, portanto, a mais produtos agrícolas brasileiros de qualidade e outros produtos com mais valor agregado”, afirma Wanming. Ao levar adiante a parceira em setores tradicionais, como petróleo e gás, energia elétrica, mineração e infraestrutura, segundo o diplomata, os dois países poderão expandir juntos a fronteira das cooperações para áreas como economia digital, energia limpa, agricultura inteligente, telemedicina, cidades inteligentes, telecomunicações 5G e big data, fomentando a atualização industrial e a transformação digital na China e no Brasil. 

O otimismo de Wanming é justificado pelo bom relacionamento entre os dois países, que ao longo dos 46 anos, desde o estabelecimento das relações diplomáticas, a China e o Brasil consolidaram a confiança política mútua, obtiveram ricos frutos nas cooperações pragmáticas e mantiveram intercâmbios dinâmicos culturais e humanísticos. “Além disso, existe uma boa cooperação no âmbito do BRICS, G20 e ONU, com frequentes comunicações sobre os principais assuntos regionais e internacionais”, acrescenta. 

Com relação a sua participação na Logistique Web Conference, carro chefe da edição 2020 da Logistique – Feira e Congresso de Logística e Negócios Multimodais, o embaixador chinês diz que a combinação de impactos da pandemia e do protecionismo desafia a economia mundial e traz incertezas em fatores externos à nossa parceria bilateral. “Neste contexto especial, o evento cria oportunidades para que empresas e associações setoriais dos dois países possam abordar a cooperação comercial e na logística durante e após a pandemia”, conclui. O evento acontece de 4 a 6 de novembro, no formato digital. 

 

O patrocínio é do Porto Itapoá e as inscrições são gratuitas. 

Ministério da Infraestrutura inicia fusão de estatais

O Ministério da Infraestrutura iniciou o processo de unificação de duas empresas estatais com sobreposição de finalidades: a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) - que realiza estudos técnicos para concessões de transportes - e a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A - responsável pelas ferrovias brasileiras. O anúncio foi feito ontem (19). Ambas terão funcionários e atribuições incorporados à nova empresa, que será chamada Infra S.A.

“A implantação da Infra S.A., que vai incorporar a Valec e a EPL, fará o Minfra deixar de ter duas empresas dependentes do Tesouro Nacional e que apresentam prejuízo acumulado para o surgimento de uma nova, que vai reduzir custos de funcionamento, ser autossuficiente e competitiva, aumentar a produtividade e ampliar a eficiência na estruturação de projetos de infraestrutura, sempre pensando a logística de transportes, estruturando o futuro, sem qualquer descontinuidade ao que está em andamento atualmente”, informou Marcelo Sampaio, secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura.

O plano de fusão das estatais deverá ser apresentado no prazo de 90 dias e a previsão é que todo o processo seja concluído em 270 dias. Durante o prazo inicial, consultores apresentarão os resultados do modelo de funcionamento da Infra S.A., com padrões para a governança do projeto e o alinhamento estratégico com os principais executivos das empresas.

Segundo a pasta, avaliações trimestrais serão feitas para acompanhar o desenvolvimento e a performance da nova estatal. A empresa responsável pela unificação, a Consultoria Falconi, prevê uma empresa mais enxuta com os cortes de gastos administrativos, e mais ágil, com investimentos em conhecimentos gerenciais e técnicos para os funcionários. A projeção também cita ganhos de eficiência e aumento de produtividade para a Infra S.A.

A criação da Infra S.A. é a primeira investida do governo federal em fusão de estatais.

LUTO NO COOPERATIVISMO: Lanznaster, um líder para a História

        Com mais de 50 anos de atuação no associativismo de Santa Catarina, ora dedicado ao cooperativismo, ora dedicado ao sindicalismo, tive o privilégio de conviver com grandes lideranças. Uma foi o pioneiro Aury Luiz Bodanese que nos deixou há quase 20 anos; outra foi Mário Lanznaster que, no último domingo, partiu desse mundo para habitar outra dimensão.

                    Foram dois gigantes do cooperativismo brasileiro. Ambos tiveram a arrojada visão de, no início da segunda metade do século passado, fortalecer de forma empresarial o setor primário da economia do grande oeste catarinense. A agricultura sofria forte estímulo e começava a incorporar as tecnologias geradas pela crescente cadeia de suprimentos do agronegócio, pelas indústrias de insumos, pela Embrapa e pelas universidades.

                    Constataram que as famílias de produtores rurais não podiam permanecer  apenas como simples fornecedores de matérias-primas – milho, soja, feijão, trigo,  leite, suínos, aves etc. – para as indústrias mercantis de processamento. Fazia-se imperiosa a construção de um parque agroindustrial das próprias cooperativas para receber, processar e, assim, disputar o mercado com produtos processados. Agregou-se valor ao produto agrícola e elevou-se o status do produtor para um verdadeiro empresário.

                    O caminho para esse objetivo coube a uma cooperativa central (a Aurora Alimentos), mas tornou-se necessário vencer a desconfiança dos Bancos e buscar o apoio de organismos nacionais para obtenção dos financiamentos necessários. Foi uma tarefa hercúlea.

                    No comando da Aurora, Bodanese foi gigante nessa luta pela industrialização própria, período no qual atuei como vice-presidente por 21 anos, ao tempo em que também presidia a Coperio de Joaçaba.  Assumi a presidência da Aurora em 2003 com o falecimento dele. Tive a felicidade de ter, como meu vice-presidente Mário Lanznaster, cumprindo um exitoso período de quatro anos, findo os quais passei a ele o comando da Cooperativa Central.

                    Lanznaster vinha da Alfa, uma das maiores cooperativas agropecuárias do País, onde já havia convivido com Bodanese e o sucedido na presidência. Catapultado ao comando da Aurora Alimentos, ali permaneceu por 13 anos até que desígnios superiores o retiraram de nosso convívio. Nesse último e profícuo período, executou um avançado plano de expansão da base produtiva no campo e de construção e ampliação das plantas industriais nas cidades, além de dar capilaridade às estruturas comerciais e de aperfeiçoar toda a operação logística.

                    Simples e direto nas relações interpessoais, era dono de uma franqueza chocante. Detestava procrastinar decisões ou deixar situações indefinidas. Mário era obcecado pelo estudo e pelo trabalho. Confiava nas pessoas, valorizava o trabalho em equipe, estimulava a inovação e priorizava a formação, a qualificação e a requalificação dos recursos humanos. Sempre lembrava que o verdadeiro dono da cooperativa estava no campo: era o produtor rural. Por isso, desenvolveu intensos programas de treinamento para as famílias em programas inovadores com Senar, Sescoop, Sebrae e outros parceiros.

                    Engenheiro agrônomo de formação, fazia questão de dizer que era um criador de suínos. Visitou dezenas de países para conhecer os sistemas de produção. Tinha a preciosa e rara condição de conhecer profundamente a atividade agrícola e pecuária, o processamento industrial e o comportamento do mercado – o que fazia dele um dos maiores experts do complexo e multifacetado universo da agroindústria da proteína animal. Tinha preocupação com a formação de novas lideranças e, por isso, abriu espaços em todos os níveis para jovens rurais.

                    Muito irá se escrever sobre a trajetória desse cooperativista. Ele integrou uma geração de líderes de um tempo em que – em face da ausência de recursos e métricas econômicas – a capacidade de comandar, a visão de futuro, o tirocínio comercial  e a interpretação de tendências eram, inicialmente, frutos de habilidades e talentos inatos. Só posteriormente incorporaram todo o arsenal da moderna administração estratégica. Lanznaster transitou entre essas duas gerações.

                    Ele tinha fé nos postulados do cooperativismo e, com ela, viabilizou grandes empreendimentos. Mário Lanznaster não será esquecido porque sua trajetória  representa um capítulo extraordinário do cooperativismo universal.

 

Foto 06 - José Zeferino Pedrozo - Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC). 

MadeiraMadeira instala centro de distribuição em Itajaí (SC)

A loja de móveis MadeiraMadeira acaba de instalar um centro de distribuição (CD) em Itajaí, Santa Catarina, o primeiro na região. No total são 3.824,09 m² de espaço para armazenagem, distribuídos em dois módulos dentro do condomínio Mega Centro Logístico Itajaí, administrado pela empresa Capital Realty.

Santa Catarina é uma localização prioritária para a empresa, que vai ampliar as entregas para o Sul do país. Estrategicamente localizado no entroncamento da BR-101 e SC-412, rodovia que liga a região oeste ao Vale do Itajaí, o complexo Mega Centro Logístico Itajaí atende empresas que importam e exportam utilizando os portos de Itapoá, Itajaí e Navegantes, além de ser um ponto estratégico para  distribuição de mercadorias na região sul do Brasil .

"Além de atender as empresas de comercio exterior, o condomínio atende grandes redes varejistas que abastecem Santa Catarina e demais estados do sul . Itajaí se tornou um polo importante para distribuição de mercadorias devido sua localização estratégica, infraestrutura e mão de obra especializada  ", diz Rodrigo Demeterco, presidente da Capital Realty.

Criada em 2009, a MadeiraMadeira é uma loja online especializada em produtos para casa, que agora também opera em endereços físicos. Um modelo híbrido entre e-commerce e marketplace que tem mais de 1 milhão de artigos. Dividida em nove áreas, a empresa conta com mais de 1000 funcionários e está sediada em Curitiba.

Sobre a Capital Realty

A Capital Realty é referência na construção e administração de condomínios logísticos industriais e empreendimentos sob medida. Com forte atuação nos três estados da Região Sul e em São Paulo, a Capital Realty possui equipe formada por gestores e engenheiros com larga experiência no mercado imobiliário e se destaca pela capacidade técnica de desenvolver, executar e gerir ativos imobiliários de forma inovadora. Os empreendimentos levam a bandeira MEGA, classificados como padrão A de infraestrutura logística/industrial e disponibilizam todo o suporte para os clientes que se instalam nos centros logísticos.

Inflação pelo IGP-10 cai de 4,34% para 3,20%

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), indicador nacional medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 3,20% em outubro. A taxa é menor que a observada em setembro (4,34%). Com o resultado, o índice acumula inflação de 17,63% no ano e de 19,85% em 12 meses.

A queda do indicador de setembro para outubro foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o varejo e cuja inflação recuou de 5,99% em setembro para 4,06% em outubro.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, e o Índice Nacional de Custo da Construção tiveram alta. O Índice de Preços ao Consumidor subiu de 0,46% em setembro para 0,98% em outubro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,80% em setembro para 1,51% em outubro.

Produção brasileira de aço cresce 7,5% em setembro

A produção brasileira de aço somou 2,6 milhões de toneladas em setembro deste ano, com aumento de 7,5% em comparação ao mesmo mês de 2019. Em relação a agosto deste ano, porém, houve retração de 4,7%, atribuída à queda da produção de semiacabados, de 31,9%. Em setembro, foram produzidas 456 mil toneladas de semiacabados para vendas.

Segundo o Instituto Aço Brasil, no mês passado, a produção de laminados foi de 1,9 milhão de toneladas, inferior em 2,6% à registrada em setembro do ano passado.

As vendas internas evoluíram 7,1% em setembro, comparativamente ao mês anterior, e 11,8% ante setembro de 2019, confirmando a rápida recuperação do mercado interno, disse o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.

"As vendas internas de laminados em setembro ficaram 15,5% acima da média das vendas de 2018 e 2019. Não procedem, portanto, as especulações de que estaria havendo desabastecimento do mercado interno, devido ao retardamento no religamento dos altos-fornos do setor e ao incremento das exportações. Estas, em setembro, ficaram 14,2% abaixo da média das exportações realizadas em 2019." Lopes informou que o consumo aparente de produtos siderúrgicos subiu 8% em setembro relação a agosto, sobretudo por causa do crescimento das vendas internas.

Melhores níveis

Marco Lopes lembrou que, em abril deste ano, no período mais grave da crise de demanda, devido à pandemia do novo coronavírus, a indústria brasileira do aço operou com apenas 42% da capacidade instalada e foi , sendo obrigada a desligar altos-fornos, aciarias e laminações. Com a recuperação do mercado interno, as empresas religaram seus equipamentos e passaram a produzir e a vender para o mercado interno em níveis superiores aos de janeiro e fevereiro de 2020, acrescentou.

O consumo aparente de produtos siderúrgicos atingiu 1,9 milhão de toneladas, 8,2% acima do registrado em igual mês do ano passado.

De acordo com o Instituto Aço Brasil, as exportações de setembro, em comparação com as do mesmo mês de 2019, tiveram queda de 20,9% em volume e de 27,4% em valor. Foram vendidas 756 mil toneladas, com receita de US$ 379 milhões. Isso ocorreu também com as importações, que totalizaram 142 mil toneladas em setembro (-22,9%) e US$ 171 milhões em valor (-19%).

Acumulado

No acumulado de janeiro a setembro deste ano, a produção nacional de aço bruto totalizou 22,3 milhões de toneladas, com redução de 9,7% ante o mesmo período do ano anterior. A produção de laminados ficou em 15,5 milhões de toneladas, com queda de 10,8% em relação ao mesmo período de 2019. Na produção de semiacabados (5,9 milhões de toneladas), houve retração de 10,4% na mesma base de comparação.

As vendas internas de janeiro a setembro atingiram 13,5 milhões de toneladas, com queda de 4,2% em relação a igual período do ano passado. O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de  14,9 milhões de toneladas no acumulado até setembro, representando queda de 5,5% ante o apurado no mesmo período de 2019.

De janeiro a setembro, as importações alcançaram 1,5 milhão de toneladas, com redução de 22,9% em volume e recuo de 18,6% em valor (US$ 1,6 bilhão) em relação a igual período do ano passado. As exportações somaram 8,6 milhões de toneladas no acumulado até setembro, com queda de 9,9% em relação a igual período de 2019. Em termos de valor, que atingiu US$ 4,2 bilhões.houve queda de 25,5%.

Destaques

Considerando a distribuição regional da produção, o estado de Minas Gerais manteve-se na liderança, com 817 mil toneladas de aço bruto e participação de 31,8% do total, seguido pelo Rio de Janeiro, com 764 mil toneladas e 29,7% de participação.

No ranking da produção mundial, o Brasil ficou na nona posição entre os meses de janeiro e agosto deste ano, com total de 19,77 milhões de toneladas, 11,6% abaixo do mesmo período de 2019. De janeiro a agosto, a China foi a líder entre os países produtores, com 690,76 milhões de toneladas, aumento de 3,9% ante igual período do ano passado.

Confiança

O Instituto Aço Brasil divulgou ainda o Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) referente ao mês de outubro.

Segundo Marco Polo de Mello Lopes, neste mês, o índice alcançou 85,2 pontos, evoluindo 13 pontos na comparação com o apurado em setembro. “A rápida recuperação da atividade da indústria do aço elevou a confiança dos empresários do setor para patamares recordes em todos os indicadores de situação atual e de perspectivas", afirmou Lopes.

Caixa abre 772 agências amanhã para pagar saque emergencial do FGTS

A Caixa Econômica Federal abre amanhã (17) 772 agências para o pagamento do saque emergencial de até R$ 1.045 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a 10,8 milhões de trabalhadores nascidos em julho e agosto. O atendimento será das 8h ao meio-dia.

A lista das agências está disponível no endereço www.caixa.gov.br/agenciasabado. Não é preciso chegar antes do horário de abertura. Em comunicado, a Caixa esclareceu que todas as pessoas que procurarem as agências dentro do período de funcionamento serão atendidas.

Além do saque, será possível transferir de forma gratuita os valores, por meio do aplicativo Caixa Tem, para outra conta, seja da Caixa ou de outras instituições financeiras.

Em agosto, a Caixa creditou R$ 5,8 bilhões nas contas poupança digitais dos trabalhadores. O dinheiro havia sido depositado em 10 de agosto (no caso dos nascidos em julho) e em 24 de agosto (no caso dos nascidos em agosto).

Desde então, os recursos podiam ser movimentados apenas por meio do Caixa Tem, que permite compras por cartão de débito virtual, compras por QR Code (versão avançada do código de barras) em estabelecimentos parceiros e o pagamento de boletos e de contas residenciais.

Medida de ajuda

Uma das medidas de ajuda à economia no meio da pandemia da covid-19, o saque emergencial do FGTS beneficia com até R$ 1.045 cerca de 60 milhões de trabalhadores, que receberam R$ 37,8 bilhões no total. Todos os beneficiados receberam o depósito na conta poupança digital. O último lote, para os trabalhadores nascidos em dezembro, foi creditado em 24 de setembro.

O saque em dinheiro e a transferência bancária dos recursos do FGTS ainda está sendo feito em etapas escalonadas, conforme o mês de aniversário do trabalhador. Os nascidos em novembro e dezembro poderão retirar os recursos do FGTS em espécie a partir do próximo dia 31.

Mercado eleva projeções para inflação e vê câmbio desvalorizado

O mercado elevou a expectativa para a inflação em 2020 a nível próximo ao patamar mínimo do intervalo da meta do Banco Central (BC) e aumentou também a projeção para a inflação do ano que vem, mostrou o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (13).

A mediana das projeções colhidas pelo BC junto a cerca de 100 instituições aponta agora para  um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2,47% este ano e de 3,02% em 2021. Na semana passada, as estimativas eram de 2,12% e 3,00%, respectivamente. A meta central para os dois períodos é de 4% e 3,75%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

Os novos ajustes das projeções ocorrem depois de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter mostrado, na semana passada, que o IPCA teve em setembro a maior alta para o mês em 17 anos, impulsionado pelo aumento dos alimentos. O BC já havia dito que esperava esse aumento e avaliou que ele não contaminaria a inflação do próximo ano.

Os economistas também elevaram a projeção para a taxa de câmbio no final deste ano para 5,30 reais por dólar, sobre 5,25 reais na semana anterior. Para 2021, a aposta agora é que o dólar chegue ao final do ano valendo 5,10 reais, acima dos 5,00 reais previstos há uma semana.

Para a Selic, os investidores seguem prevendo que a taxa básica será mantida em 2% até o final deste ano e termine 2021 em 2,50%.

Caixa paga abono salarial para nascidos em outubro

A Caixa Econômica Federal inicia nesta quarta-feira (14) o pagamento do abono salarial para os trabalhadores nascidos em outubro que ainda não receberam por meio de crédito em conta. Espécie de 14º salário pago a trabalhadores formais que recebem até dois salários mínimos, o abono salarial varia de R$ 88 a R$ 1.045 conforme o número de meses trabalhados com carteira assinada no ano anterior.

Para trabalhadores da iniciativa privada, os valores podem ser sacados com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e nos correspondentes Caixa Aqui, além das agências. Segundo a Caixa, mais de 731 mil trabalhadores nascidos em outubro têm direito ao saque do benefício, totalizando R$ 565 milhões em recursos disponibilizados neste lote.

Já para os funcionários públicos ou de empresas estatais, vale o dígito final do número de inscrição do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A partir de amanhã, o benefício fica disponível para inscritos com final 3.

Os trabalhadores que nasceram entre julho e dezembro recebem o abono salarial do PIS ainda neste ano. Os nascidos entre janeiro e junho terão o recurso disponível para saque em 2021.

Os servidores públicos com o final de inscrição do Pasep entre 0 e 4 também recebem neste ano. Já as inscrições com final entre 5 e 9, em 2021. O fechamento do calendário de pagamento do exercício 2020/2021 será em 30 de junho de 2021.

Quem tem direito

Tem direito ao abono salarial 2020/2021 o trabalhador inscrito no Programa de Integração Social (PIS) há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2019, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou eSocial, conforme categoria da empresa.

Recebem o benefício na Caixa os trabalhadores vinculados a entidades e empresas privadas. Em todo o calendário 2020/2021, a Caixa deve disponibilizar R$ 15,8 bilhões para 20,5 milhões trabalhadores.

Quem trabalha no setor público tem inscrição no Pasep e recebem o benefício no Banco do Brasil (BB). Nesse caso, o beneficiário pode optar por realizar transferência (TED) para conta de mesma titularidade em outras instituições financeiras nos terminais de autoatendimento do BB ou no portal www.bb.com.br/pasep, ou ainda efetuar o saque nos caixas das agências.

Para o exercício atual, o BB identificou abono salarial para 2,7 milhões de trabalhadores vinculados ao Pasep, totalizando R$ 2,57 bilhões. Desse montante, aproximadamente 1,2 milhão são correntistas ou poupadores do BB, e aqueles com final de inscrição de 0 a 4 receberam seus créditos em conta antecipadamente no dia 30 de junho, no total de R$ 580 milhões, segundo a instituição financeira.

Abono salarial anterior

Cerca de 2 milhões de trabalhadores que não sacaram o abono salarial do calendário anterior (2019/2020), finalizado em 29 de maio deste ano, ainda podem retirar os valores. O prazo vai até 30 de junho de 2021. O saque pode se feito nos canais de atendimento com cartão e senha Cidadão, ou nas agências da Caixa.

A consulta do direito ao benefício, bem como do valor disponibilizado, pode ser realizada por meio do aplicativo Caixa Trabalhador, pelo atendimento Caixa ao Cidadão (0800-726-0207) e em página da Caixa.

No caso do Pasep, cerca de 360 mil trabalhadores não sacaram o abono referente ao exercício 2019/2020, pago até 29 de maio deste ano. De acordo com resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), esses recursos ficam disponíveis para saque por cinco anos, contados do encerramento do exercício. Os abonos não sacados são disponibilizados automaticamente para o próximo exercício, sem necessidade de solicitação do trabalhador.

Santa Catarina investe na melhoria genética da produção de tilápias

Santa Catarina amplia pesquisa para desenvolver linhagem de tilápia mais adaptada ao cultivo no Estado. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural irá investir R$ 1,3 milhão para dar continuidade à pesquisa de melhoramento genético da tilápia-do-nilo. O trabalho será executado pelo Centro de Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca (CEDAP/Epagri), em Itajaí.

“Esse projeto é uma demanda antiga dos piscicultores de Santa Catarina e pode ter um grande impacto no nosso agronegócio. O cultivo de tilápia vem crescendo no Estado e nós já somos uma referência em tecnologia e qualidade de produção. Com a ampliação da pesquisa e o uso de novas técnicas de melhoramento genético poderemos ter ganhos ainda maiores na produção”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

A intenção é, através da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico, melhorar a produção e a produtividade da piscicultura catarinense e, como consequência, melhorar também a renda e a qualidade de vida dos produtores catarinenses.

O pesquisador da Epagri/Cedap, Bruno Correa, explica que a pesquisa irá selecionar tilápias com maior crescimento e melhor desempenho nas condições de cultivo e clima de Santa Catarina. A partir dessa seleção serão formadas as matrizes, que serão disponibilizadas para os produtores de alevinos.

Piscicultura em Santa Catarina

A piscicultura de água doce catarinense produziu 47.950 toneladas na safra de 2018, sendo os produtores profissionais responsáveis por 70% deste montante. O maior volume de produção é de tilápias, seguido pelas carpas.

Os municípios com maior produção de peixes de água doce na safra de 2018 foram Rio Fortuna, Massaranduba, Ituporanga, Armazém e Joinville.

 

Foto 25 – O investimento será de R$ 1,3 milhão. O objetivo é melhorar a produção e a produtividade da piscicultura catarinense, além de gerar renda e qualidade de vida para os produtores (Foto: Nilson Teixeira/Epagri). 

CNC: turismo perde quase 50 mil empresas em 6 meses de pandemia

A crise provocada pela pandemia de covid-19 fez com que o setor de turismo perdesse 49,9 mil estabelecimentos, com vínculos empregatícios, entre março e agosto deste ano, segundo informou hoje (5) a Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC).

O saldo negativo no período equivale a 16,7% do número de empresas com vínculos empregatícios nestas atividades verificados antes da pandemia.

Para a CNC, o surto de covid-19 afetou empreendimentos de todos os portes, mas os que mais sofreram perdas foram os micro (-29,2 mil) e pequenos (-19,1 mil) negócios. Regionalmente, os estados e o Distrito Federal registraram redução no número de unidades ofertantes de serviços turísticos, com maior incidência em São Paulo (-15,2 mil), Minas Gerais (-5,4 mil), Rio de Janeiro (-4,5 mil) e Paraná (-3,8 mil).

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a maior parte das atividades que compõem o turismo brasileiro permanece ainda sem perspectiva de recuperação significativa nos próximos meses, principalmente em virtude do caráter não essencial do consumo destes serviços.

“A aversão de consumidores e empresas à demanda, somada ao rígido protocolo que envolve a prestação de serviços dessa natureza, tende a retardar a retomada do setor”, disse Tadros, em nota.

Todos os segmentos turísticos acusaram saldos negativos nos últimos seis meses, com destaque para os serviços de alimentação fora do domicílio, como bares e restaurantes (-39,5 mil), e os de hospedagem em hotéis, pousadas e similares (-5,4 mil) e de transporte rodoviário (-1,7 mil).

Faturamento menor

A CNC calcula que, em sete meses (de março a setembro), o turismo no Brasil perdeu R$ 207,85 bilhões. “Mesmo com as perdas ligeiramente menos intensas nos últimos meses, o setor explorou apenas 26% do seu potencial de geração de receitas durante o período”, disse Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela pesquisa.

Segundo o estudo, o faturamento do setor turístico apresentou queda de 56,7% até julho, em relação à média verificada no primeiro bimestre. Os números referentes ao volume de receitas evidenciam que o setor tem sido o mais afetado pela queda do nível de atividade ao longo da pandemia, sobretudo, quando comparado ao volume de vendas do comércio varejista (-1,6%), da produção industrial (-5,6%) e do setor de serviços como um todo (-13%).

Menos emprego

Com menos estabelecimentos com vínculos empregatícios, o setor de turismo também sofreu em relação à empregabilidade. Em seis meses de pandemia, foram eliminados 481,3 mil postos formais de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“A destruição destas vagas representou uma retração de 13,8% no contingente de pessoas ocupadas nessas atividades. E, na média de todos os setores da economia, a variação relativa no estoque de pessoas formalmente ocupadas cedeu 2,6%”, afirmou Fabio Bentes.

Os segmentos de agências de viagens (-26,1% ou -18,5 mil) e de hotéis, pousadas e similares (-23,4% ou -79,9 mil) registraram os cortes de empregos mais intensos.

Banco Central oficializa redução do compulsório a prazo

Até abril do próximo ano, os clientes de bancos terão à disposição mais recursos para pegar emprestado no sistema financeiro. O Banco Central (BC) oficializou a prorrogação da alíquota reduzida de 17% para os depósitos compulsórios a prazo.

A circular com a extensão do compulsório reduzido foi publicada hoje (5) no Diário Oficial da União. O percentual, que retornaria a 25% em dezembro, continuará em 17% até abril de 2021, quando subirá para 20% e ficará nesse nível permanentemente.

A prorrogação do prazo havia sido anunciada na sexta-feira (2) pelo Banco Central. Segundo o BC, a medida foi tomada para ajudar a economia em meio à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19. A autoridade monetária não divulgou o impacto da injeção de recursos até abril. Apenas informou que, depois de abril, a redução permanente do compulsório para 20% significará injeção de R$ 62 bilhões na economia.

Os depósitos compulsórios a prazo representam a fatia do dinheiro aplicado por clientes de uma instituição financeira em modalidades como poupança e certificados de depósito bancário (CDB) que os bancos são obrigados a depositar no BC. Os compulsórios têm o objetivo de garantir a segurança do sistema financeiro, impedindo que os bancos emprestem indiscriminadamente e fiquem sem caixa.

No entanto, esse mecanismo pode servir como instrumento de política monetária, porque, ao reduzir ou aumentar o volume de recursos retidos, o BC libera ou restringe os recursos livres que podem ser emprestados aos clientes.

Em nota, o BC informou que a extensão do compulsório de 17% até abril tem como objetivo facilitar a adaptação dos bancos à futura alíquota permanente de 20%. “A decisão, no atual momento, visa dar previsibilidade para que o mercado se ajuste para cumprir a nova alíquota”, destacou a instituição financeira.

Em fevereiro, o BC tinha diminuído o compulsório sobre depósitos a prazo de 31% para 25%, sob o argumento de estimular o crescimento da economia. Com o início da pandemia da covid-19, a alíquota passou para 17% de forma emergencial, dentro do pacote de medidas que injetou R$ 1,2 trilhão no sistema financeiro.

Ipea aponta avanço de 3,4% em investimentos em julho

Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra avanço de 3,4% em investimentos na economia brasileira no mês de julho, quando comparado com junho. No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, houve um recuo de 2,4%.

Os dados são do Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado hoje (5). São medidos investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, como propriedade intelectual, lavouras permanentes e gado de reprodução, entre outros.

Ainda de acordo com o levantamento, na comparação com julho de 2019, foi registrada uma queda de 3,8%. Já no trimestre móvel encerrado em julho deste ano, houve crescimento de 7%.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos apresentou uma alta de 10,9%, após uma queda de 8,2% registrada no mês de junho. "De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos cresceu 21,5% em julho [terceira alta consecutiva], a importação caiu 7,6% no mesmo período", registra o estudo do Ipea.

Já na construção civil, os investimentos cresceram 2,7%. "O resultado sucedeu altas de 7,8% e 17,4% nos meses de junho e maio, respectivamente. Com isso, o segmento registrou um avanço de 8,5% no trimestre móvel", acrescenta o levantamento.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o componente da construção apresentou crescimento de 3,3% sobre julho de 2019. Já os segmentos de máquinas e equipamentos e de outros ativos fixos registraram queda, respectivamente, de 10,7% e de 5,5%.

IBGE: produção industrial avança 3,2% em agosto

A produção da indústria nacional cresceu pelo quarto mês seguido e registrou alta de 3,2% em agosto, na comparação com julho. Mesmo assim, o indicador ainda não eliminou totalmente a perda de 27% acumulada entre março e abril, no início da pandemia de covid-19, quando a produção industrial caiu ao patamar mais baixo da série. No acumulado no ano, a produção recuou 8,6%.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também mostra que, em relação a agosto de 2019, a indústria caiu 2,7%. Esse é o décimo resultado negativo seguido nessa comparação. Nos últimos 12 meses, a queda é de 5,7%.

Para o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado de agosto mostra que a indústria nacional está em recuperação após o agravamento das medidas para conter a pandemia. “Há uma manutenção de certo comportamento positivo do setor industrial nos últimos meses. É um avanço bem consistente e disseminado entre as categorias, mas ainda há uma parte a ser recuperada”, disse, em nota.

O pesquisador explicou que o impacto da necessidade do isolamento social foi de grande dimensão, afetando a produção em várias unidades no país, que fecharam ou foram suspensas neste período. Segundo a pesquisa, o setor industrial está 2,6% abaixo do patamar de fevereiro, período pré-pandemia.

Recuperação

A pesquisa indicou que todas as grandes categorias apresentaram avanço em agosto frente a julho. Bens de consumo duráveis tiveram o maior crescimento, com 18,5%. Bens de capital (2,4%), bens intermediários (2,3%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) também cresceram em agosto, mas abaixo da média da indústria.

Entre os ramos pesquisados, 16 dos 26 apresentaram aumento. A atividade de destaque foi veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 19,2%. "A produção dos automóveis impacta não só dentro da categoria de bens de consumo duráveis, mas no setor industrial como um todo, porque influi na confecção de autopeças, caminhões e carros em geral”, afirmou Macedo.

Também tiveram influência no resultado da indústria, na passagem de julho para agosto, os setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com avanço de 3,9% e de indústrias extrativas, que cresceu 2,6%.

Segundo a pesquisa, outras atividades que ajudaram no desempenho geral foram produtos de borracha e de material plástico (5,8%), couro, artigos para viagem e calçados (14,9%), produtos de minerais não-metálicos (4,9%), produtos alimentícios (1,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,5%), metalurgia (3,2%), produtos têxteis (9,1%) e produtos de metal (3,1%), que repetiram o desempenho positivo de julho.

Por outro lado, segundo o IBGE, entre os dez ramos que tiveram redução na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,7%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-9,7%) e bebidas (-2,5%) foram os que mais contribuíram para os impactos negativos.

Mercado de trabalho registra estabilidade na 2ª semana de setembro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (2) mais uma edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19. O levantamento, referente à semana de 6 a 12 de setembro, revela estabilidade nos principais indicadores do mercado de trabalho.

A taxa de desocupação alcançou 14,1%, percentual que se situa entre as duas últimas pesquisas. Na primeira semana de setembro, ela ficou em 13,7% e na última semana de agosto em 14,3%. Já os ocupados representam 48,4% da população, apenas 0,01% a mais do que no levantamento anterior. De acordo com o IBGE, essas variações não são significativas.

"Os dados mostram resultados de estabilidade no mercado de trabalho. A população ocupada permaneceu estável com 82,6 milhões de pessoas, embora venha apresentado variações positivas nas últimas três semanas", observa a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

A Pnad Covid-19 vem sendo realizada desde maio e busca monitorar os impactos que a pandemia vem causando no mercado de trabalho brasileiro, além de estimar o número de pessoas com sintomas associados à doença. A pesquisa considera como parte da população desocupada todas as pessoas que não estão trabalhando, mas que tomaram alguma providência para conseguir trabalho. Já aquelas que não se mobilizaram em busca de emprego integram a população fora da força de trabalho, que era composto por 74,6 milhões de pessoas na segunda semana de setembro. Desse total, cerca de 16,3 milhões disseram que gostariam de estar trabalhando, mas não procuraram emprego por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam.

Na nova edição da pesquisa, a taxa de participação na força de trabalho ficou em 56,3%. O índice também representa uma estabilidade se comparado com os 56% registrado no levantamento anterior.

Outro dado que revela a manutenção do quadro é a taxa de informalidade. Ela caiu apenas 0,3%, saindo de 34,6% na primeira semana de setembro para 34,3% na segunda semana. O número de pessoas trabalhando remotamente também se manteve estável, saindo de 10,8% para 10,7%.

Entre os índices relacionado ao mercado de trabalho, a variação mais relevante foi notada no percentual de pessoas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social. Os dados indicam um movimento de retorno às atividades profissionais. Na segunda semana de setembro, 3,7% da população ocupada estava afastada do trabalho devido ao distanciamento social. O levantamento anterior havia registrado que 4,2% das pessoas ocupadas estavam nesse situação. Em maio, quando a pesquisa começou a ser realizada, o índice atingiu 19,8%.

Sintomas

A nova edição da Pnad Covid-19 também revela que 9,9 milhões de pessoas manifestavam pelo menos um dos sintomas associados à síndrome gripal na segunda semana de setembro, o que representa 4,7% da população brasileira. São considerados 12 sintomas: febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular.

Na primeira semana de setembro, esta situação foi relatada por 4,6% das pessoas, o que aponta para um estabilidade estatística. Em maio, na primeira edição do levantamento, o índice foi de 12,7%.

A mobilidade da população em meio à pandemia apresentou variação mais significativa. "Cai significativamente o percentual de pessoas que informaram que ficaram rigorosamente em casa. E aumentou significativamente o percentual daqueles que informaram ter reduzido contato, mas que continua saindo de casa ou recebendo visitas", diz Maria Lúcia Vieira.

O isolamento rigoroso foi informado por 16,7%, um ponto percentual a menos que o levantamento anterior. Em números absolutos, a variação representa cerca de 2 milhões de pessoas. Já as pessoas que afirmam ter reduzido o contato, mas que não deixaram de sair nem receber visitas, aumentou de 80,7 milhões (38,2%) para 83,3 milhões (39,4%).

A pesquisa mostrou uma retomada das atividade escolares. Na primeira semana de setembro, 15,8% dos estudantes estavam sem aulas. No novo levantamento, esse percentual caiu para 14,7%.

Produção na área do pré-sal bate recorde pelo segundo mês seguido

Pelo segundo mês consecutivo, a produção na área do pré-sal registrou recorde, tanto no petróleo quanto no gás natural. Em agosto, foram produzidos 2,776 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia). Desse total, 2,201 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 91,398 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural.

No recorde anterior, em julho, a produção de petróleo ficou em 2,179 MMbbl/d e a de gás natural 88,88 MMm3. Os dados foram divulgados hoje (2) no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com a ANP, o resultado representa aumento de 1,4% em relação ao mês anterior e de 14,4% na comparação com agosto de 2019. “A produção no pré-sal teve origem em 117 poços e correspondeu a 70,7% da produção nacional”.

Produção nacional

Também em agosto a produção nacional atingiu 3,927 Mmboe/d, de acordo com o boletim. Desse total, 3,087 MMbbl/d são de petróleo e 134 MMm3/d, de gás natural. Na produção de petróleo, houve aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 3,3% frente a agosto de 2019. Na produção de gás natural, a alta ficou em 2,4% se comparado a julho e de 0,1% ante o mesmo mês do ano anterior.

Por causa da pandemia da Covid-19, 33 campos tiveram as suas produções interrompidas temporariamente em agosto. Entre eles, 16 são marítimos e 17 terrestres. Também permaneceram com a produção interrompida 60 instalações de produção marítimas.

Os campos marítimos produziram 96,9% do petróleo e 85,5% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras responderam por 94,7% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil. Os que tem participação exclusiva da Petrobras produziram 42,9% do total.

Destaques

O maior produtor de petróleo e gás natural foi o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, que registrou 1,004 MMbbl/d de petróleo e 44,5 MMm3/d de gás natural.

A instalação com maior produção de petróleo foi a plataforma Petrobras 77, que produz no campo de Búzios por meio de quatro poços a ela interligados, com a produção atingiu 165,598 Mbbl/d de petróleo.

A unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) Cidade de Itaguaí foi a instalação com maior produção de gás natural. Ela opera no campo de Tupi  por meio de sete poços interligados e produziu 7,337 Mmm³/d.

O maior número de poços produtores terrestres (1.097) foi registrado em Estreito, na Bacia Potiguar. Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 67.

Arrecadação de setembro foi 4,5% maior do que a de 2019

A arrecadação de impostos em Santa Catarina em setembro foi de R$ 2,43 bilhões, 1,6% acima dos R$ 2,39 bilhões arrecadados em agosto. O mês registrou a terceira melhor receita nominal de impostos de 2020, atrás apenas de janeiro e fevereiro, quando a pandemia ainda não havia impactado a economia do Estado.

Na comparação com o ano passado, a arrecadação de setembro foi 4,5% maior. Além disso, este foi o terceiro mês consecutivo à frente dos números de 2019, mostrando uma recuperação da economia após a queda brusca em abril, maio e junho. 

No acumulado do ano, porém, o cenário ainda é de retração. De janeiro a setembro, 2020 registrou uma receita com impostos de R$ 20,24 bilhões, contra R$ 20,51 bilhões de 2019. A diferença é de pouco menos de R$ 300 milhões.

Apesar da comparação anual ainda ser negativa - já que 2019 foi considerado um ano muito bom -, os números de 2020 são muito melhores do que os anos anteriores.

Santa Catarina tem saldo positivo de 18,3 mil empregos em agosto, melhor resultado do Sul

Santa Catarina voltou a apresentar, em agosto, o terceiro melhor resultado do país na geração de empregos formais. O Ministério da Economia divulgou nesta quarta-feira, 30, que o Estado teve um saldo positivo de 18.375 vagas no mês passado. Trata-se do melhor desempenho na região Sul. Apenas São Paulo (64.522) e Minas Gerais (28.339), os dois estados mais populosos do Brasil, obtiveram resultados superiores em números absolutos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pesquisa divulgada mensalmente.

O governador Carlos Moisés destaca que houve saldo positivo em todos os setores da economia catarinense em agosto.  A indústria obteve o melhor desempenho, com 11.414 novas vagas. Em seguida, aparecem os serviços (3.609), o comércio (2.048), a construção civil (1.295) e a agropecuária (9).

“Esse resultado demonstra que a diversidade da nossa economia tem sido a chave para a nossa recuperação. Ainda estamos passando por um momento muito delicado, com a pandemia de Covid-19, mas temos a convicção de que o pior já passou. Nosso Governo atua para oferecer as melhores condições para que novos empreendimentos venham para Santa Catarina, além de adotar medidas para manter o emprego e a renda do catarinense”, aponta Carlos Moisés.

O saldo de 18.375 novas vagas com carteira assinada no estado é fruto de 86.657 admissões e 68.282 demissões. No Brasil, o saldo de novas vagas também foi positivo: 249.388 postos de trabalho foram abertos no último mês.

Segundo o economista da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Paulo Zoldan, ressalta ainda o aumento de vagas em setores como atividades científicas e técnicas. “O grande destaque de agosto foi a retomada mais consistente e disseminada do setor de serviços, com 3.609 novos postos gerados. Neste segmento, o maior crescimento foi em atividades administrativas e serviços complementares, porém, também houve resultado positivo em atividades profissionais, científicas e técnicas, em informação e comunicação, em atividades financeiras e em imobiliárias”, finaliza o economista.

O Caged é mais um indicador que demonstra que a retomada econômica segue a todo vapor em Santa Catarina. Em julho, o Estado havia apresentado o melhor desempenho do Sul e o terceiro a nível nacional, com criação de 10.044 novas vagas. Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou que Santa Catarina se mantém com a menor taxa de desocupação do país.

 

Sine disponibiliza mais de 4 mil vagas de emprego em Santa Catarina

A última semana de setembro iniciou com oportunidades em Santa Catarina. São 4150 vagas de empregos, sendo 196 destinadas às pessoas com deficiência, disponibilizadas em mais de 50 cidades catarinenses. Os números foram divulgados pelo Sistema Nacional do Emprego (Sine), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE).

As ofertas da semana englobam as mais variadas funções, com pré-requisito desde nível fundamental a superior. O Oeste do estado lidera as vagas, com mais de mil oportunidades. Em destaque estão São Miguel do Oeste (872), Concórdia (343) e Chapecó (276). 

Na avaliação do coordenador estadual do Sine, Ramon Fernandes, a oferta de vagas no estado é um reflexo do otimismo do empreendedor catarinense.

“Um exemplo é o índice de confiança industrial, que subiu para 64,8%, segundo o último relatório divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), assim como a intenção de investir do setor, que em setembro apontou 68,9%. Os números também seguem positivos no comércio e serviços. Esses indicadores confirmam o crescimento da produção e do emprego. Seguimos com o trabalho em conjunto, governo e setor produtivo, com foco nas melhores perspectivas e continuidade da retomada da economia”, frisa Fernandes.

No entanto, o coordenador estadual enfatiza que ainda é baixa a procura dos catarinenses pelas vagas.

Buscando as vagas

Passo 1: baixar o aplicativo

Basta acessar a loja de aplicativos do seu celular, pesquisar por “Sine Fácil” e seguir com o processo de instalação gratuita. Para iniciar o aplicativo, basta clicar no ícone presente na lista de apps do seu celular.

Passo 2: acessar

Uma forma de acessar o aplicativo é pela conta no site gov.br. Outra possibilidade é pelo QR Code (código), que pode ser gerado na Agência do Sine/SC mais próxima, por meio de agendamento.

Passo 3: consultar as vagas de emprego

As vagas de emprego são consultadas de acordo com o perfil profissional cadastrado. O site Emprega Brasil descreve que se o trabalhador se interessar pela vaga, basta clicar em “Quero Esta Vaga” e agendar a entrevista.

Na opção “Agendar Entrevista”, o trabalhador terá informações sobre local, data e horário escolhidos. Em “Entrevistas Agendadas” estão disponíveis informações sobre as datas agendadas pelo aplicativo.

Uma outra forma de se candidatar as vagas é pelo site empregabrasil.mte.gov.br.

Sem acesso à internet

Trabalhadores que não possuem acesso à internet podem agendar um horário para atendimento em uma agência do Sine/SC mais próxima, para o preenchimento do currículo.

Processo de transição do contrato de suprimento da SCGás gerou economia de R$ 40 milhões em seis meses

Buscando a manutenção da tarifa mais competitiva do país em Santa Catarina, a assinatura do novo contrato de suprimento da SCGás contou com um mecanismo de atualização dos preços do gás natural pagos à Petrobras. Como o antigo contrato (Total Capacity Quantity - TCQ) estava em vigor há vinte anos e em uma escala de preços inferior à média das outras distribuidoras do país, a mudança para o novo contrato (Novo Mercado de Gás - NMG) contaria inevitavelmente com um salto nos valores do gás natural para o mercado catarinense.

Para postergar os efeitos dessa mudança, a SCGás definiu com a Petrobras um período de transição para o ajuste dos preços. Chamado de Fator K, o mecanismo tem garantido o escalonamento através de quatro reajustes trimestrais, gerando parcelas correspondentes a 25%, 50% e 75% do antigo para o novo contrato, até atingir 100% do preço atualizado do NMG em janeiro de 2021.

A solução encontrada pela SCGás tem gerado uma economia significativa para o mercado catarinense. Nestes seis primeiros meses o montante chegou a R$ 38,4 milhões. Até o fim da transição estabelecida pelo Fator K, em janeiro, a estimativa é de que mais R$ 25,5 milhões sejam economizamos, somando um total de aproximadamente R$ 64 milhões.

“Este período escalonado para a atualização dos preços tem sido crucial para manter a competitividade do gás natural em Santa Catarina. Mesmo após termos conseguido assinar um novo contrato com preço abaixo da média nacional, caso não tivéssemos estabelecido esse período de transição, o reflexo nas tarifas aconteceria de forma brusca devido à defasagem do contrato antigo, que estava em vigor há vinte anos”, explica o Presidente da SCGás, Willian Anderson Lehmkuhl.

Economia de R$ 1,2 bilhão na última década

A SCGás operava com o modelo TCQ desde abril de 2000, quando iniciou o fornecimento de gás natural a seus primeiros clientes, e manteve as condições econômicas e financeiras até seu término, em março de 2020.

A decisão de não aderir a nenhuma nova política de preços da Petrobras proporcionou uma economia estimada de R$ 1,2 bilhão entre 2012 e 2020 ao mercado catarinense, período em que as demais distribuidoras do país aderiram aos novos modelos de precificação da estatal brasileira.

IBGE: 3,4 milhões estavam afastados do trabalho no início setembro

A população ocupada entre 30 de agosto a 5 de setembro foi estimada em 82,3 milhões, desse total, 4,2% ou cerca de 3,4 milhões estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. No período anterior tinha sido 4,4% ou 3,6 milhões de pessoas e bem abaixo da primeira semana da pesquisa, de 3 a 9 de maio quando era 19,8%, quando eram 16,6 milhões. Os dados fazem parte da Pnad Covid19 semanal foram divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostrou estabilidade em diversos aspectos. A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 76,8 milhões de pessoas na semana anterior eram 76,1 milhões). No entanto, representa aumento frente a semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 8,3 milhões ou 10,8% trabalhavam remotamente.

A pesquisa indicou que o contingente é estável frente a semana anterior quando o total de pessoas era 8,3 milhões e o percentual 10,9%. Já em relação à semana de 3 a 9 de maio houve estabilidade em números absolutos (8,6 milhões) e queda no percentual (13,4%). O nível de ocupação (48,3%) foi mais um que ficou estável frente a semana anterior (48,3%), mas, neste caso, houve recuo em relação à semana de 3 a 9 de maio (49,4%).

A população desocupada nesse período ficou em 13,0 milhões de pessoas, o que significa estabilidade na comparação com a semana anterior, quando registrou 13,7 milhões de pessoas, mas representou alta em relação à semana de 3 a 9 de maio. Lá eram 9,8 milhões de pessoas. Com o resultado, a taxa de desocupação também ficou estável (13,7%) de 30 de agosto a 5 de setembro se comparada à semana anterior (14,3%) e, novamente, elevação frente a primeira semana de maio (10,5%).

A população ocupada foi estimada em 82,3 milhões na semana de 30 de agosto a 5 de setembro e ficou estável também em relação à semana anterior (82,2 milhões de pessoas), mas houve queda na comparação ao período de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas).

“Desde meados de junho há uma recuperação no total de pessoas ocupadas, depois da forte queda de início de maio até meados de julho. Essa recuperação recente vem se dando, especialmente, entre trabalhadores informais os trabalhadores por conta própria, que foram os mais atingidos no início da pandemia”, observou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

A taxa de informalidade aproximada (34,6%) foi pouco acima da semana anterior (34,0%) e menor do que a registrada entre 3 e 9 de maio (35,7%).

Força de trabalho

A população fora da força de trabalho, a que não estava trabalhando nem procurava por trabalho era de 75,0 milhões de pessoas, mantendo a estabilidade se comparado ao período semana anterior (74,4 milhões) e, também, frente à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Entre essas pessoas, cerca de 27,3 milhões (ou 36,4% da população fora da força de trabalho), disseram que gostariam de trabalhar. Isso representa estabilidade ante a semana anterior (26,7 milhões ou 35,8%) e à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

A pandemia ou a falta de uma ocupação na localidade em que moravam foram os motivos para cerca de 17,1 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho. Conforme a pesquisa, elas correspondiam a 22,8% das pessoas fora da força. Essa foi mais uma estabilidade registrada na comparação com a semana anterior (16,8 milhões ou 22,6%), mas diminuiu frente a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 25,1%).

Isolamento

De acordo com a pesquisa, cerca de 86,4 milhões de pessoas ficaram em casa e só saíram por necessidade básica na primeira semana de setembro, isso corresponde a 40,9% da população. O resultado é de queda ante a semana anterior (88,6 milhões ou 41,9% da população). Já os que ficaram rigorosamente isolados (17,7% ou 37,3 milhões) caiu em relação à semana anterior (18,4% ou 38,9 milhões). O contingente dos que não fizeram restrição (2,8% ou 5,9 milhões) subiu na comparação à semana anterior (2,4% ou 5,0 milhões). O número dos que reduziram contato mas continuaram saindo de casa e/ou recebendo visitas (80,7 milhões ou 38,2%) teve alta em relação ao período anterior (77,1 milhões ou 36,5%).

“Esse comportamento da população reflete a flexibilização das medidas de distanciamento social, com a retomada das atividades econômicas. A maioria da população, contudo, ainda está tomando alguma medida contra a Covid-19, mesmo que menos restritiva”, contou Maria Lúcia Vieira.

Estudantes

Entre 30 de agosto a 5 de setembro, 7,3 milhões não tiveram atividades escolares entre os 46,0 milhões de estudantes do país de 6 a 29 anos, que frequentavam escolas ou universidades. Não houve muita mudança em relação à semana anterior (7,2 milhões ou 15,8% dos estudantes), mas caiu em relação à semana de 28 de junho a 4 de julho (9,0 milhões ou 20,0% dos estudantes).

Já nos 38,0 milhões de estudantes que tiveram atividades escolares na primeira semana de setembro, 25,0 milhões (ou 65,6%) tiveram atividades em cinco dias da semana, mantendo estabilidade frente a semana anterior (24,8 milhões, ou 66,3%). “Tiveram atividades para realizar em casa on line ou de alguma outra forma”, pontuou.

Saúde

O número de pessoas com algum sintoma de síndrome gripal caiu de 11,3 milhões (ou 5,3% da população) para 9,9 milhões de pessoas (ou 4,7%) entre os dois períodos. No período, segundo a PNAD COVID19, 9,9 milhões de pessoas (ou 4,7% da população do país) apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal investigados pela pesquisa, como febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular. O total significa recuo frente a semana anterior (11,3 milhões ou 5,3% da população do país) e também frente a semana de 3 a 9 de maio (26,8 milhões ou 12,7%).

Cerca de 2,4 milhões de pessoas (ou 24,5% daqueles que apresentaram algum sintoma) buscaram atendimento em postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto Socorro ou Hospital do SUS ou, ainda, ambulatório /consultório, pronto socorro ou hospital privado. O número é bem próximo à semana anterior (2,6 milhões ou 23,0%) e em queda na relação com o período de 3 a 9 de maio (3,7 milhões ou 13,7%).

O atendimento em hospital público, particular ou ligado às forças armadas na semana de 30 de agosto e 05 de setembro foi procurado por cerca de 670 mil pessoas. Na semana anterior tinham sido 799 mil, enquanto entre 3 a 9 de maio era 1,1 milhão. Já nos hospitais, 127 mil (18,9%) foram internados, pouco acima da semana anterior (121 mil ou 15,2%). Entre 3 a 9 de maio foram 97 mil ou 9,1%.

Febraban prevê que carteira de crédito deve subir 11,6% em agosto

O saldo consolidado do crédito em agosto no país deverá apresentar alta mensal de 1,5%, e de 11,6% na variação de 12 meses, segundo dados da Pesquisa Especial de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada hoje (25). O levantamento, feito com os principais bancos do país, é uma prévia do resultado das operações de crédito que será publicado pelo Banco Central (Bacen) na próxima segunda-feira (28).

Caso a estimativa do levantamento seja confirmada pelo BC, a variação anual registrada em agosto será a maior desde novembro de 2014, de 11,7%. Em julho, a expansão foi de 11,3%. 

“As estimativas de nossa pesquisa, se confirmadas, mostrarão uma retomada mais consistente da atividade econômica e do consumo das famílias”, disse o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

O levantamento mostra ainda que, em volume, a carteira de crédito deve subir, em agosto, para R$ 3,72 trilhões, equivalente a cerca de 52% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), maior resultado desde o primeiro semestre de 2016.

Filas na BR-101 aumentam o custo do transporte de cargas em 30%

Nesta segunda-feira (21) a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de SC (Fetrancesc) realizou uma conferência online para apresentar os impactos dos congestionamentos da BR-101 no setor. Segundo um estudo encomendado pela Federação, no trecho de 298 km entre Criciúma e Navegantes a velocidade média dos veículos na rodovia é de 39 km/h, menos da metade dos 90 km/h permitidos.

Para trafegar por esse trecho com essa velocidade média, o motorista precisaria de oito horas e 49 minutos, o que representa quatro horas a mais do que o ideal. Para as empresas, isso representa um aumento do custo total de 30%. A redução na velocidade média também acarreta no aumento do número de veículos na rodovia, já que impossibilita que os caminhões possam fazer diversas viagens ao longo do dia. 

"O problema nas rodovias catarinenses é grave. Ele traz prejuízos não só para o setor mas também para a sociedade. Os congestionamentos aumentam em 13% o custo do frete para o consumidor final, além do custo imensurável do tempo de quem fica preso nos engarrafamentos", destacou o presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli. 

Outro ponto destacado pelo estudo é a alta nos custos de combustível causados pelos congestionamentos, que cresce em 10%. Além dos custos para as empresas, o aumento no consumo de diesel também ocasiona impacto socioambientais.

"O caminhão foi projetado para rodar numa velocidade acima do que ele está operando, com isso ele acaba consumindo mais. Assim, mesmo que as empresas se preocupem em adquirir uma frota mais moderna para reduzir os impactos, ele ainda vai ser grande. A gente estima que seria necessário plantar 100 árvores para cada caminhão rodando para compensar a emissão extra de poluentes", destacou o pesquisador e responsável pelo estudo, Gean Carlos Fermino.

Segundo o presidente da Fetrancesc, o objetivo é levar o estudo para a Frente Parlamentar Catarinense em busca de soluções para os gargalos na rodovia. Rabaiolli também mostrou preocupação com a judicialização do contorno viário de Florianópolis.

"Isso pode atrasar ainda mais as obras de um dos trechos mais complicados para se trafegar na BR-101", completou.

IBGE: desemprego na pandemia atinge maior patamar em agosto

A taxa de desocupação atingiu 14,3%, na quarta semana de agosto, um aumento de 1,1 ponto percentual frente à semana anterior (13,2%), alcançando o maior patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, iniciada em maio.

Essa alta acompanha o aumento na população desocupada na semana, representando cerca de 1,1 milhão a mais de pessoas à procura de trabalho no país, totalizando 13,7 milhões de desempregados. Os dados foram divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 74,4 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação à semana anterior (75 milhões) e, também, frente à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, disseram que gostariam de trabalhar cerca de 26,7 milhões de pessoas (ou 35,8% da população fora da força de trabalho). Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (26,9 milhões ou 35,9%) e à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

Cerca de 16,8 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 22,6% das pessoas fora da força. Esse contingente permaneceu estável em relação à semana anterior (17,1 milhões ou 22,9%), mas diminuiu frente à semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 25,1%).

A coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, destaca o crescimento da taxa de desocupação, que era de 10,5% no início de maio, e explica que a alta se deve tanto às variações negativas da população ocupada quanto ao aumento de pessoas que passaram a buscar trabalho.

“No início de maio, todo mundo estava afastado, em distanciamento social, e não tinha uma forte procura [por emprego]. O mercado de trabalho estava em ritmo de espera para ver como as coisas iam se desenrolar. As empresas estavam fechadas e não tinha local onde essas pessoas pudessem trabalhar. Então, à medida que o distanciamento social vai sendo afrouxado, elas vão retornando ao mercado de trabalho em busca de atividades”, disse, em nota, a pesquisadora.

Isolamento social

A pesquisa também indica mudança no comportamento da população em relação às medidas de isolamento social. Segundo o IBGE, o número de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas diminuiu pela segunda semana seguida. Entre 23 e 29 de agosto, 38,9 milhões de pessoas seguiram essa medida de isolamento, uma queda de 6,5% em relação aos 41,6 milhões que estavam nessa situação na semana anterior.

Segundo Maria Lucia Vieira, há relação entre o aumento das pessoas em busca de trabalho e a flexibilização do isolamento. “A gente está vendo uma maior flexibilidade das pessoas, uma maior locomoção em relação ao mercado de trabalho, pressionando o mercado de trabalho, buscando emprego. E esses indicadores ficam refletidos no modo como eles estão se comportando em relação ao distanciamento social”.

A parcela da população que ficou em casa e só saiu por necessidade permaneceu estável. São 88,6 milhões de pessoas nessa situação, representando 41,9% da população do país. Houve estabilidade também no contingente dos que não fizeram restrição, chegando a 5 milhões de pessoas, e dos que reduziram o contato, mas que continuaram saindo de casa ou recebendo visitas, situação de 77 milhões de pessoas.

O número de pessoas ocupadas que estavam afastadas do trabalho por causa das medidas de isolamento social foi reduzido em 363 mil e esse contingente passou a 3,6 milhões. As pessoas que estão nessa situação agora representam 4,4% de toda a população ocupada, estimada em 82,2 milhões. Dos 76,1 milhões de pessoas que estavam ocupadas e não foram afastadas do trabalho, 8,3 milhões trabalhavam remotamente.

Estudantes sem atividades escolares

A pesquisa estima em 45,6 milhões o número de estudantes matriculados em escolas ou universidades na quarta semana de agosto. Desse total, 7,2 milhões (15,8%) não realizaram atividades escolares em casa no período. O número permaneceu estável em relação à semana anterior. As férias foram apontadas como motivo para 970 mil alunos não realizarem atividades escolares.

Segundo o IBGE, o contingente de estudantes que tiveram atividades ficou em 37,4 milhões. “Ainda estamos no patamar de 82% de pessoas que referiram ter atividades escolares”, afirmou Maria Lucia.

Síndrome gripal

Na quarta semana de agosto, 11,3 milhões de pessoas apresentaram pelo menos um dos sintomas investigados pela pesquisa, como febre, tosse e dor de garganta. O número é inferior ao estimado na semana anterior, quando 12,4 milhões de pessoas relata ter algum dos sintomas. “Isso representa 5,3% da população. Em maio esse percentual chegou a 12,7%”, disse a pesquisadora.

Das pessoas que apresentaram algum sintoma, 2,6 milhões buscaram atendimento em estabelecimento de saúde como postos de saúde, pronto socorro, hospital do Sistema Único de Saúde ou privado. O número de pessoas que procurou atendimento em hospital público, particular ou ligado às forças armadas foi estimado em 799 mil. Desses, 15,2%, ou 121 mil, foram internados.

Publicada lei que operacionaliza pagamento do benefício emergencial

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.058/2020, originada da Medida Provisória (MP) 959/20, que trata da operacionalização do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), pago a trabalhadores com redução de jornada e suspensão de contrato de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19). A lei foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

Como tem força de lei, assim que foi publicada em abril, a medida provisória entrou em vigor e o benefício começou a ser pago. Mesmo assim, o texto precisou passar pela análise no Congresso Nacional.

A lei autoriza as instituições operacionalizadoras do pagamento, como a Caixa, a abrirem contas sociais digitais em nome dos beneficiários e com isenção de tarifas de manutenção. O trabalhador também tem direito a três transferências eletrônicas e a um saque ao mês, também sem custo. O dinheiro do benefício que não for movimentado na conta social depois de 180 dias será devolvido à União.

A medida também prevê o recebimento do BEm na instituição financeira em que o beneficiário possuir conta poupança ou conta de depósito à vista, exceto conta-salário. Para isso, ele deve autorizar o empregador a informar os seus dados bancários.

O benefício emergencial equivale a uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido. No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro prorrogou o prazo do programa, que será de 180 dias.

Desde o início do programa, em abril, 9,7 milhões de trabalhadores já fecharam acordo com seus empregadores de suspensão de contratos de trabalho ou de redução de jornada e de salário em troca da complementação de renda e de manutenção do emprego. As estatísticas são atualizadas pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia em um painel virtual.

CIDASC EMITE ALERTA À POPULAÇÃO DE SANTA CATARINA

A Cidasc alerta à população de Santa Catarina, especialmente produtores rurais, sobre pacotes de sementes recebidos pelos correios, provenientes da China.

Estas sementes, não solicitadas, estão sendo endereçadas à cidadãos comuns, em pequenos pacotes atrelados à compra realizada, como se fossem um brinde. Em alguns casos, até mesmo pessoas que não tenham solicitado qualquer mercadoria daquele País recebem estas embalagens. O conteúdo destes pacotes são sementes de diferentes espécies vegetais não identificadas.

Tais pacotes, não vem corretamente identificados, alguns inclusive, descrevendo o conteúdo como “jóias”, mas que contêm as sementes. Além disto, as embalagens possuem ainda identificação, supostamente, com caracteres chineses.

A orientação da Cidasc é para que, caso o cidadão não tenha feito nenhuma compra, mas tenha recebido um pacote suspeito não abra, não semeie e não jogue no lixo. Leve-o até um escritório da Cidasc ou do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, mais próximo para que sejam recolhidas. Também está disponível para contato os telefones 0800-644-6510 ou (48) 3665 7300 (WhatsApp), do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal do estado, onde a pessoa poderá solicitar orientações adequadas.

Apesar de parecerem inofensivas, estas sementes clandestinas podem estar contaminadas e disseminar pragas e doenças e, assim, causarem sérios prejuízos econômicos e danos do ponto de vista da defesa sanitária vegetal, tal como vivenciamos atualmente com a pandemia por Covid-19.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, órgão que fiscaliza a entrada de material de multiplicação vegetal sem importação autorizada no Brasil, também já fez um alerta aos cidadãos para que tenham cuidado e não abram pacotes e encomendas que chegarem às suas residências, sem conhecimento.

De acordo com a legislação brasileira, todo material de multiplicação vegetal, é considerado semente ou muda e a importação de qualquer quantidade destes produtos deve ter autorização do MAPA, mediante solicitação do interessado pela compra.

Em Santa Catarina, a Cidasc é o órgão estadual responsável pela Defesa sanitária vegetal e que através de um trabalho estratégico e sistemático de monitoramento, vigilância, inspeção e fiscalização da produção e do comércio de plantas, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal veiculadores de pragas, protege o patrimônio agrícola e garante a sólida condição sócio-econômica do Estado de Santa Catarina.

Risco da utilização de sementes ilegais

– Plantas Daninhas: introdução de alguma espécie vegetal sem ocorrência no Brasil, o que pode dificultar o controle da mesma e/ou aumentar o uso de agrotóxicos, afetando a produtividade agrícola e pecuária, além dos riscos ao ambiente.

– Insetos: sementes podem ser disseminadoras de insetos praga, comprometendo a produtividade de lavouras e aumentando o custo produção.

– Fungos, Bactérias e Vírus: sementes sem procedência podem vir contaminadas e tornam-se vetores de grandes epidemias de doenças no campo e, consequentemente, a perda de produtividade e o aumento do custo da produção.

Primeiro relato em Santa Catarina

O primeiro caso de recebimento deste tipo de embalagem no estado de Santa Catarina foi registrado em Jaraguá do Sul. A pessoa realizou a compra de um objeto de decoração através da internet e ao receber a encomenda, recebeu também outro pacote contendo duas embalagens com as sementes clandestinas.

Já ciente desta ação em outros países, o cidadão procurou a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural – SAR, que, por sua vez, acionou a Cidasc para realizar o recolhimento das referidas sementes e o encaminhamento das mesmas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

Pelo Mundo

Vários países da União Européia e também os Estados Unidos da América já registraram os recebimentos de pacotes de sementes não solicitados provenientes de países asiáticos.

Ainda não há evidências de quando começaram os envios tampouco o volume de encomendas já distribuídas.

Em julho, agricultores dos EUA relataram o recebimento de embalagens de sementes não solicitados vindos da China. “Neste momento não temos informações suficientes para saber se isso é uma farsa, brincadeira, fraude ou ato de bioterrorismo agrícola”, declarou o comissário da Agricultura do estado do Kentucky(EUA), Ryan Quarles.

As autoridades dos EUA dizem que existe a possibilidade de vendedores chineses estarem usando dados e endereços de consumidores americanos que efetuam compras pela internet para fazer vendas falsas, e assim, aumentar a classificação positiva dos seus produtos em sites de compra e venda.

O Ministério de Agricultura de Portugal, também emitiu um alerta sobre os sérios riscos que estas embalagens com sementes, provenientes de países Asiáticos, podem acarretar do ponto de vista da sanidade vegetal, pela possibilidade de veicularem pragas e doenças ou ainda pelo perigo de se tratarem de espécies nocivas ou invasoras.

#chine #economia #sc #santacatarina #CIDASC #sementes

13º será proporcional para quem teve jornada reduzida ou contrato suspenso

O 13º salário será menor para os trabalhadores que tiveram os contratos reduzidos ou suspensos em decorrência da lei nº 14.020/2020, que integrou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda do Governo Federal, como enfrentamento aos impactos econômicos da pandemia do novo coronavírus. O advogado especialista em direito empresarial e trabalhista, Maikon Rafael Matoso, explica que o benefício deverá ser proporcional ao período trabalhado ao longo do ano.

“Final do ano está chegando e muitos empresários e trabalhadores ainda não sabem como será o cálculo do 13º salário. Nos termos da legislação vigente, ele deverá ser proporcional aos dias trabalhados ou proporcional ao salário recebido, a depender do acordo feito: redução de jornada ou suspensão de contrato”, esclarece o especialista.

Matoso explica o cálculo. “É bastante simples, o salário base deve ser dividido 12 meses e, este valor, multiplicado pelos meses trabalhados. Se o trabalhador recebe R$ 1.500, por exemplo, e teve contrato suspenso por dois meses, deverá receber R$ 1.125,00 de 13º salário”, explica.

Segundo ele, a base de cálculo muda quando se trata de redução de horas da jornada, mas deve seguir a mesma lógica.

“A diferença no cálculo da jornada reduzida está na média salarial. Vamos supor um salário que foi R$ 1.500 de janeiro a março, baixou para R$ 750 entre abril e junho, depois voltou ao patamar de R$ 1.500 até dezembro. Neste caso, a média vai ser R$ 1.312,50. É o equivalente a 9 meses de R$ 1.500 mais 3 meses de R$ 750, divididos por 12 meses do ano”, completa.

A lei nº 14.020/2020 foi sancionada em julho pelo presidente Jair Bolsonaro, possibilitando a suspensão de contratos de trabalho por até 180 dias e redução de carga horária de 25% a 70%, mediante acordos individuais ou coletivos durante o Estado de Calamidade Pública, reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020.

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Coronavírus em SC: Governo estabelece regramentos para funcionamento de parques aquáticos e complexos de águas termais

O Governo de Santa Catarina publicou nesta terça-feira, 15, a portaria 705, que estabelece critérios para o retorno gradual e monitorado de atividades aquáticas em parques e complexos de águas termais. A volta obedecerá a Avaliação do Risco Potencial para Covid-19 nas regiões de Saúde. De acordo com a portaria, por exemplo, a região que apresentar Risco Gravíssimo, cor vermelha, fica proibida de ter o funcionamento.

Nas Regiões de Saúde que apresentarem Risco Potencial Grave (cor laranja), o número de visitantes deve ser de, no máximo, 40% da sua capacidade, segundo a portaria. Nas regiões de Risco Alto (cor amarela), o número de visitantes deve ser de, no máximo, 50% da sua capacidade. Ao passo que as regiões que apresentarem Risco Moderado (cor azul), fica irrestrito o número de visitantes no parque aquático ou complexo de águas termais.

Além disso, ficou disposto que os parques aquáticos e complexos de águas termais somente podem funcionar atendendo o regramento previsto na portaria.

Confiança do empresário industrial cresce pelo quinto mês consecutivo

Depois de chegar ao pior patamar da série histórica, em abril de 2020, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou uma série de altas e chegou a 61,6 pontos em setembro, 4,6 pontos percentuais a mais que em agosto. Entretanto, mesmo depois de cinco altas consecutivas, o indicador está 3,1 pontos abaixo do registrado no mês imediatamente anterior à pandemia da covid-19, em fevereiro, quando estava em 64,7 pontos.

O Icei é composto pelo Índice de Condições Atuais e o Índice de Expectativas. Os dois indicadores registraram aumento. Esses indicadores variam de 0 a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário.

Com um aumento de 7,8 pontos frente a agosto, o Índice de Condições Atuais alcançou 54,7 pontos em setembro. Ao ultrapassar a linha divisória dos 50 pontos, o índice reflete a percepção de que a situação econômica, sobretudo em relação ao seu próprio negócio, está melhor na comparação com os últimos seis meses. Nos últimos cinco meses, a avaliação era negativa.

Já o Índice de Expectativas aumentou 3 pontos na comparação com agosto, para 65,1 pontos em setembro. O novo patamar retrata expectativas mais otimistas e mais disseminadas por entre os empresários industriais quanto aos próximos seis meses. Desde maio, o índice vem mostrando recuperação, e desde julho ele tem se mantido acima da linha divisória de 50 pontos, que separa otimismo de pessimismo.

Para a CNI, de uma maneira geral, os empresários percebem que a economia está se recuperando e com o aumento da confiança, a indústria deve voltar a contratar trabalhadores e a investir. 

A pesquisa está disponível na página da CNI na internet.

* Com informações da CNI

Inscrições abertas para curso gratuito da Epagri sobre boas práticas de fabricação de alimentos

A Epagri oferece, nos dias 16 e 23 de setembro, uma capacitação online gratuita sobre Boas Práticas de Fabricação de Alimentos (BPF). O curso é direcionado aos manipuladores de alimentos de agroindústrias familiares para que possam preparar, armazenar e vender os alimentos de forma adequada, higiênica e segura. As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui.

A capacitação será oferecida em dois módulos. O primeiro, no dia 16 de setembro, vai abordar as seguintes temáticas:  boas práticas e higiene pessoal, microbiologia dos alimentos, higienização do ambiente, equipamentos e utensílios. O segundo, dia 23, traz como conteúdos qualidade da água, controle de pragas, layout da agroindústria e legalização. Os ministrantes serão os engenheiros de alimentos Henrique Rett e Ezequiel Nunes, o médico-veterinário Marcelo Pedroso e a nutricionista Elisiane Casaril, todos da Epagri.

O curso é oferecido pelo Programa Gestão de Mercados, sob coordenação da extensionista Telma Tatiana Köene. Segundo Telma, essa capacitação é obrigatória para os estabelecimentos que trabalham com manipulação de alimentos a cada dois anos, como é o caso das agroindústrias. “Devem participar tanto os manipuladores que nunca fizeram o curso como os que já têm longa caminhada na atividade, pois as boas práticas colaboram para a segurança sanitária do alimento e devem ser relembradas”. diz ela.

Em muitos municípios, para retirar o alvará sanitário junto à vigilância municipal, é preciso apresentar o certificado de capacitação na área.  A Epagri oferece o curso de BPF regularmente em todas as regiões catarinenses e agora, devido às restrições impostas pela pandemia, está promovendo na modalidade online. O curso terá emissão de certificado, inclusive com duas avaliações para ajudar a fixar os conteúdos. Os certificados são reconhecidos pela Vigilância Sanitária Estadual e pela Cidasc.

Informações e entrevistas: Telma Tatiana Köene, coordenadora de extensão do Programa Gestão de Mercados: (47) 99955-2740

Com soluções para superar a crise, SC terá o primeiro evento em drive-in no Sul do Brasil

Foi reinventando o seu próprio formato que um dos maiores eventos de empreendedorismo da América Latina criou uma edição especial para a pandemia, que tem como foco justamente apontar caminhos para a reinvenção dos negócios nesse momento. Em 2020, a 7ª edição do Empreende Brazil terá uma versão drive-in, no Floripa Airport, na próxima quarta-feira, dia 16 de setembro, com palestrantes ao vivo e seguindo todos os protocolos de segurança sanitária. De dentro do carro, o público poderá acompanhar temas relevantes para o empreendedorismo no momento, como a reinvenção e caminhos para superar a crise provocada pela pandemia. Um dos destaques do evento será a formatação de um plano de ação para todos os participantes, que sairão com um planner pronto para aplicação em suas empresas e organizações, com insights pertinentes e atuais.

 

Entre os palestrantes já confirmados, destaque para Marcos Scaldelai, referência no mercado por sua passagem destacada por grandes companhias como a Bombril, que presidiu por 36 anos, além da Nielsen, General Mills e Bertin. Com ele, subirão no palco do Empreende Brazil Drive-in o ex-jogador de futebol profissional Juliano Belletti, embaixador global do FC Barcelona e CEO da rede de franquias Arena Belletti; Fernanda Bornhausen, Co-Founder e Presidente Voluntária do Social Good Brasil; Giulliano Puga, fundador da marca fitness Labellamafia; e Guilherme Grando, sócio da Vinícola Villagio Grando, que colocou Santa Catarina no mapa dos vinhos de altitude no País, entre outros nomes (confira abaixo).

 

“Queremos promover discussões relevantes para esse momento de pandemia e focadas em cada área de negócio, como financeira, marketing, gestão, tecnologia e pessoas, com temas de inspirações e referências para os empreendedores repensarem os seus negócios e terem caminhos para superar a crise atual”, destaca Lucas Schweitzer, CEO da Lusch Agência de Eventos, realizadora do evento, que também é founder do Empreende Brazil e vice-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC).

 

Durante o Empreende Brazil Drive-in haverá também uma feira de negócios virtual, que utilizará uma plataforma digital para conectar e gerar novas oportunidades para os participantes. A ideia é oportunizar o conhecimento de novos negócios, interagir com outros participantes e encontrar potenciais clientes e fornecedores. Além do Empreende Brazil, Lucas Schweitzer já inovou durante a pandemia com o Cine Drive-In, em parceria com o Floripa Airport e o Cinesystem, um projeto que conta com uma tela de 135 metros quadrados com projetor de alta definição e capacidade para receber até 110 carros por sessão de cinema.

 

PALESTRANTES JÁ CONFIRMADOS

 

Marcos Scaldelai > tornou-se referência no mercado por sua passagem destacada por grandes companhias como a Bombril, que presidiu por 36 anos, Nielsen, General Mills e Bertin. Tem formação em gestão de negócios e tecnologia. Atualmente é presidente do LIDE Rio Preto, formado por 110 empresas que faturam juntas mais de R$ 30 bilhões. Criou a SCALDELAI Projetos de Crescimento, onde atua como gerador de oportunidades em marketing e vendas para pequenas e médias empresas. É um dos palestrantes mais requisitados do País e integra o Hall da Fama do Marketing no Brasil. Eleito pela revista Forbes um dos 12 jovens executivos de maior sucesso no Brasil e reconhecido como um dos 100 brasileiros “que faz um Brasil melhor”, projeto desenvolvido pela rádio Jovem Pan em 2015. Autor de livros entre os mais vendidos do Brasil na categoria “Empreendedorismo e Gestão”. Lançou seu canal no Youtube: “#99naoe100”, em julho de 2020, onde ensina atitudes de liderança e empreendedorismo.

 

Juliano Belletti > ex-jogador de futebol profissional, um dos maiores vencedores da história do esporte, com 25 títulos conquistados. Atua como empreendedor, palestrante e embaixador global do FC Barcelona. É CEO da rede de franquias Arena Belletti, sócio honorário do Instituto Êxito de Empreendedorismo, cocriador da da grama sintética Belletti Signature, cocriador do programa de treinos de futebol para crianças Belletti Soccer Program e advisor de três startups de tecnologia e de um fundo de investimentos europeu.

 

Rogério Siqueira > é empresário e atual secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina. Natural da cidade de São Paulo, mora em Santa Catarina há 30 anos, onde estabeleceu residência em Joinville e Florianópolis. Nos últimos cinco anos e meio atuou como CEO do Beto Carrero World. No decorrer da sua trajetória profissional atuou em funções estratégicas em empresas como Tubos e Conexões Tigre, Café Damasco, O Boticário, Douat Cia Têxtil, Metalúrgica Riosulense, entre outras.

 

Fernanda Bornhausen > apaixonada por inovação e empreendedora de sonhos, é guiada pela lógica do impossível. Psicóloga com MBA em Administração Global, é Co-Founder e Presidente Voluntária do Social Good Brasil, sua grande família e seu propósito maior. Também é CEO da Clear Inovação, VP do Conselho Deliberativo da ACATE/SC, Conselheira do Grupo Cometa, Embaixadora de Inovação do ALPS Austria, do Governo da Áustria, representando o Brasil, presidente do Lide Mulher Santa Catarina e mentora de diversos empresários e executivos. Tem vasta experiência como fundadora, gestora de empresas e conselheira. Desde 1986 ocupou posições-chave nos setores público, privado e no terceiro setor. Acredita no poder dos dados para a sustentabilidade dos negócios e para ajudar a resolver problemas sociais.

 

Giulliano Puga > ex-vendedor ambulante de praia, hoje é Founder e Creative Director da Labellamafia, grife de vestuário fitness de Palhoça (SC), que criou com a esposa Alice Matos há 11 anos e foi responsável pela revolução na maneira de vestir para treinar, posicionando a empresa como um case de sucesso nacional. O casal foi pioneiro em usar as redes sociais para divulgar as roupas, transformando Alice em símbolo de uma geração que prioriza a saúde, compartilha dicas de treinos e usa roupas fitness com atitude. Giulliano vai contar a trajetória de sucesso da Labellamafia, incluindo a quebra, no início, e como deu a volta por cima para inovar e prosperar.

 

Vinicius Carvalho > com mais de mil empresas atendidas e 11 anos de experiência como coach de empresas, já realizou 800 wokshops em 7 países e foi eleito por 3 vezes o coach número 1 da América Latina. O catarinense fundou a ActionCOACH e trabalha com metodologia que tem como foco a aceleração de resultados, levando as empresas a elevar seus negócios a outro patamar, além de atuar como coach para executivos, líderes e gestores que pretendem aumentar a sua capacidade de produzir resultados. Também ministra treinamentos de alto impacto para equipes com foco em vendas, liderança, gestão de pessoas, do tempo e de comunicação. É fornecedor autorizado de treinamentos da Multinacional ORACLE na América Latina.

 

Guilherme Grando > sócio da Vinícola Villagio Grando, no município catarinense de Água Doce, que ajudou a colocar o Estado no mapa dos vinhos de altitude brasileiros, elevando a produção local a outro patamar. Ele vem contar a trajetória que mudou a madeireira da família para uma vinícola premiada, o processo de internacionalização da marca e também como a empresa vem driblando a dupla crise: causada pela pandemia e também pelo ciclone que atingiu Santa Catarina em junho, quando a unidade de visitação da vinícola foi destruída. Inovação, reconstrução e superação são palavras-chave na participação do palestrante.

 

João Selarim > CEO da Total Voice, startup de Palhoça especialista em APIs (interface de programação de aplicativos) de comunicação por voz e texto, Head de Voz da Zenvia e sócio do Empreende Brazil. A TotalVoice (CPaaS brasileiro criado em 2016) foi adquirida pela Zenvia em 2019, em uma transição milionária. Trabalha com tecnologia há 13 anos, majoritariamente na área comercial com vendas B2B.

 

João Henrique Gasparino > é advogado e empresário, sócio do escritório Gasparino, Sachet, Barros e Marchiori Sociedade de Advogados, e da startup Dados Legais. Atua na área tributária há 10 anos e hoje é mestrando pela FGV/SP. Retornou a Florianópolis após um período de 8 anos no Rio de Janeiro atendendo demandas de empresas de telecomunicações, indústria naval, têxtil, tecnologia entre outras. A Startup Dados Legais é uma iniciativa que começou em 2019 e hoje é referência nacional na adequação de empresas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 

Wilson Sons cria ferramenta inteligente para agilizar atendimento da manutenção de rebocadores

Com uma frota de 80 rebocadores, a maior do país, a Wilson Sons desenvolveu uma ferramenta inteligente para agilizar o diagnóstico e atendimento de manutenções corretivas. Projetado pelo Tuglab, laboratório de inovação da companhia, e pelas áreas de Manutenção e TI, um chatbot - robô que simula um ser humano em conversas virtuais - responde a dúvidas e orienta a tripulação sobre possíveis reparos em máquinas e equipamentos das embarcações.   

 

A solução voltada para manutenção dos rebocadores faz parte do sistema de chatbot da Wilson Sons, que tem aplicações e funcionalidades diversas nas unidades de negócios do Grupo. Leandro Aversa, gerente de Manutenção da divisão de Rebocadores da Wilson Sons, destaca que “a nova ferramenta também ajudará a familiarização dos tripulantes, quando embarcados, com as diferentes classes de rebocadores.”  

 

chatbot da manutenção é conectado à plataforma de processos de bordo dos rebocadores, que armazena dados operacionais, como nível de combustível, manobras a serem executadas, manutenções preventivas, entre outros. Os primeiros testes começaram este mês e estão sendo realizados em duas embarcações da Companhia: o Andromeda, em São Francisco do Sul (SC), e o Carina, em Sepetiba (RJ).    

 

Nos testes, serão avaliados itens como facilidade de acesso, precisão das respostas e até se os diferentes sotaques regionais brasileiros são compreendidos pelo robô. “Será uma grande evolução ter essa tecnologia a bordo, apoiando a tripulação na seção de Máquinas”, relata o chefe de Máquinas Bruno Silva, que participa do projeto piloto em São Francisco do Sul.    

 

A solução começou a ser desenhado no início deste ano. “Partimos de duas premissas: o conhecimento dos especialistas da Wilson Sons e a necessidade de disponibilizar esse conteúdo com mais agilidade para o pessoal de bordo”, conta Simone Prado, gerente de projetos do Tuglab.   

 

Nos últimos dois meses, foram realizadas entrevistas diárias com profissionais das áreas de manutenção, TI e Tuglab para definir os parâmetros de interação. “É um trabalho bem complexo, que envolve 11 classes de rebocadores, com diferentes equipamentos e funcionalidades”, ressalta Simone.    

 

A gerente de projetos explica que o sistema vai aprendendo com as interações. “Quanto mais informação, melhor fica a ferramenta”, ressalta. A expectativa é que até o fim do ano o chatbot esteja apto a ser utilizado em grande parte da frota.   

 

O projeto é mais um passo da Wilson Sons no caminho da inovação. No início do ano, a empresa lançou o seu primeiro sistema de inteligência artificial para rebocadores. Desenvolvido pelo Tuglab, em parceria com startups, o software é utilizado para o planejamento de manobras e está em operação nas filiais do Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES) e Santos (SP).    

 

Sobre o Grupo Wilson Sons   

A Wilson Sons é o maior operador integrado de logística portuária e marítima no mercado brasileiro. Com mais de 180 anos, a Companhia presta uma gama completa de serviços para empresas que atuam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica, conectando as melhores soluções aos resultados esperados pelos seus clientes. Com presença nacional, atua de forma inovadora, acompanhando as tendências do mercado. 

 

Textual Comunicação 

Mônica Pettinelli (monicapettinelli@textual.com.br)  

SINDISOL PARTICIPA DE REUNIÃO SOBRE SELO MUNICIPAL DE SEGURANÇA PARA O TURISMO


“O selo Destino Seguro trará credibilidade às vendas de pacotes para Balneário Camboriú por parte das agências de viagens, será um diferencial fundamental na nossa retomada”. A afirmação é do presidente do Sindisol, empresário Isaac Pires, e foi dada ontem (10.09) durante o anúncio do lançamento do selo municipal na cidade. O encontro aconteceu à tarde, no Hotel Sibara, e reuniu trade turístico e poder público. Atualmente, as operadoras de turismo já confirmam Balneário Camboriú como um dos destinos mais seguros do país. “Já existem reservas futuras nos hotéis e, o turismo como um todo, aposta em uma retomada gradativa e segura da economia”, comenta o presidente.


Por meio de iniciativa de membros do trade turístico e do Poder Público Municipal, este selo vem para formalizar os cuidados que hotéis, pousadas, bares, restaurantes e diversos segmentos do turismo do município se responsabilizam em cumprir para diminuir os efeitos da crise sanitária e fomentar a economia na região.Para conquistar o selo “Destino Seguro”, os estabelecimentos ligados ao turismo precisarão cumprir uma série de requisitos da Secretaria de Saúde e Vigilância Epidemiológica. Além disso, precisam estar previamente cadastrados no Cadastur, do Ministério do Turismo.


Preenchendo todos os requisitos e enviando online as documentações solicitadas no site do Destino Seguro, automaticamente será gerado o selo e também um QR Code. O QR Code vai facilitar aos turistas e moradores conhecerem os detalhes do programa de qualificação. A informação também servirá para que os estabelecimentos possam divulgar esta ação do turismo nas redes sociais, sites e afins.


O objetivo da campanha é a máxima adesão dos operadores de turismo do município e também para que Balneário Camboriú conquiste o selo internacional, de mesmo nome, da WTTC (World Travel & Tourism Council). Com esse reconhecimento, a cidade será vista como uma cidade segura para o turismo, pois segue protocolos e regras reconhecidas internacionalmente para controle da Covid-19. Florianópolis e Salvador são as únicas duas cidades brasileiras que possuem este selo internacional no momento.


Também participaram deste debate o secretário de turismo, Valdir Walendowsky, o presidente do Comtur, Osny Maciel, e membros da Secretaria de Turismo, Saúde e Vigilância Epidemiológica, além de representantes da hotelaria, da Marina Tedesco e do Balneário Camboriú Convention Visitors Bureau.

Taxas de juros de empréstimos diminuíram em agosto

Balanço produzido pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) indica que as taxas de juros de operações de crédito apresentaram queda, em agosto. Os principais fatores atribuídos à redução são a diminuição da taxa básica de juros (Selic) e a redução de depósitos compulsórios.

Segundo o diretor executivo Miguel Ribeiro de Oliveira, que assina o relatório, também é possível relacionar o cenário a aportes destinados pelo governo federal para o pagamento de folhas de empresas de pequeno e médio portes. Ele ainda destaca a renegociação de dívidas com juros menores e a redução de juros para não agravar ainda mais o quadro de inadimplência e solvência das empresas e pessoas físicas.

Entre março de 2013 e agosto de 2020, constatou-se uma redução da Selic da ordem de 5,5 pontos percentuais (redução de 72,41%). A taxa passou de 7,25% ao ano, em abril de 2013, para 2% ao ano, em agosto de 2020.

De acordo com a análise, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 0,03 ponto percentual no mês (0,65 ponto percentual no ano). O valor corresponde a uma redução de 0,53% no mês (0,70% em doze meses). A variação foi de 5,62% ao mês (92,73% ao ano), em julho, para 5,59% ao mês (92,08% ao ano), em agosto. Trata-se da menor taxa de juros registrada desde novembro de 2013.

Já a taxa de juros para pessoa jurídica foi reduzida em 0,04 ponto percentual no mês (0,66 ponto percentual no ano), correspondente a uma redução de 1,35% no mês (1,57% em doze meses). Em julho de 2020, era de 2,97% ao mês (42,08% ao ano), caindo para 2,93% ao mês (41,42% ao ano) em agosto, quando atingiu o menor nível da série histórica.

Agosto registra queda no número de pedidos de seguro-desemprego

O mês de agosto de 2020 contabilizou 463.835 requerimentos de seguro-desemprego, na modalidade trabalhador formal. O número representa uma queda de 18,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, em que foram contabilizados 567.069 requerimentos. 

O levantamento foi divulgado hoje (10) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, e considera os atendimentos presenciais – nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das Superintendências Regionais do Trabalho – e os requerimentos virtuais.

Do total de pedidos feitos em agosto deste ano, 297.188 (64,1%) foram realizados via web, seja por meio do portal gov.br ou por meio da Carteira de Trabalho Digital. Os três estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (138.397), Minas Gerais (51.200) e Rio de Janeiro (37.348).

Sobre o perfil dos solicitantes, 40,1% eram mulheres e 59,9% homens. A faixa etária que concentrava a maior proporção de requerentes era de 30 a 39 anos, com 33%. Em termos de escolaridade, 59,2% tinham ensino médio completo.

Em relação aos setores econômicos, os pedidos estiveram distribuídos entre serviços (43,2%), comércio (26,4%), indústria (14,7%), construção (9,7%) e agropecuária (4,8%).

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro até agosto de 2020, foram contabilizados 4.985.057 pedidos de seguro-desemprego. O número representa um aumento de 7,5% em comparação com o mesmo período de 2019 (4.635.454).

Do total de requerimentos em 2020, 55,6% (2.771.584) foram realizados pela internet, seja por meio do portal gov.br ou pela Carteira de Trabalho Digital. No mesmo período de 2019, apenas 1,6% dos pedidos (73.661) foram realizados via internet.

Atendimento

As Superintendências Regionais do Trabalho reforçaram as ações para garantir o atendimento não presencial aos cidadãos durante o período da pandemia da covid-19. Foram disponibilizados canais adicionais de atendimento remoto.

Para dúvidas e esclarecimentos, o empregado pode acionar as superintendências por meio de formulário online ou ainda pelos telefones disponíveis na internet.

Semana de Negócios e Hospitalidade para micro e pequenas empresas do setor hoteleiro acontece entre os dias 14 e 18

Com o intuito de negociar com clientes e fornecedores demandas voltadas para a hotelaria, o Sebrae/SC, em parceria com o Costa Esmeralda Convention & Visitors Bureau, Costa Esmeralda Rede de Hoteis e Pousadas e TL Gestão e Projetos, realizará entre os dias 14 e 18 de setembro, a Semana de Negócios e Hospitalidade, com sessão de negócios. O evento será online e é direcionado aos micro e pequenos empresários de Bombinhas, Itapema, Porto Belo e região turística Costa Verde Mar. As inscrições encerram no dia 12 de setembro.

 

Os empreendedores interessados farão um agendamento de horário exclusivo e individual com grandes fornecedores para garantir parcerias lucrativas, negociação e a aquisição de produtos de higiene e limpeza, Epi’s, cama, mesa e banho, louças e utensílios, além de serviços de lavanderia, entre outros. Participarão como âncoras da rodada, as empresas: Camesa, Grupo Sentax, Lavasul, Oxford e Teka. O evento tem o patrocínio da Lava Sul, Lavanderia Industrial.

 

Segundo o Gerente Regional do Sebrae da Foz, Alcides Sgrott Filho, esta ação é uma forma de aproximar o grande fornecedor das pequenas empresas do setor da hotelaria e pousadas. “Isso faz com que estas pequenas empresas tenham alguma vantagem em adquirir produtos mais baratos, através da compra direta da indústria. Assim o Micro e Pequeno Empresário começa a adquirir produtos mais baratos e barganha de preços. São formas de negociação em que ambas as partes tem o seu ganho”, destaca. 

 

Para participar gratuitamente, o empreendedor deve preencher o formulário de inscrição e aguardar as possibilidades de agenda dos fornecedores: https://materiais.tlgestao.com.br/formulario-rodada-de-negocios.

 

 

Sessão de Negócios

 

No dia 17 de setembro acontecerá a Sessão de Negócios e Produtos Regionais para fornecedores de empresas da Região Turística Costa Verde Mar, produtores regionais, pescadores e empresas de produtos artesanais e coloniais. No evento online os fornecedores farão networking com demais empresas, poderão apresentar seus produtos/serviços a todos os empresários e viabilizar a prospecção de novos negócios.

 

 

Para participar, o interessado precisa ser fornecedor local ou pertencer a um dos 10 municípios da Região Turística Costa Verde Mar (Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itajaí, Itapema, Navegantes, Penha e Porto Belo). Podem participar Hotéis, pousadas, restaurantes, confeitarias, lanchonetes, agricultores e produtores locais, pescadores, artesãos, prestadores de serviços para a hotelaria. As vagas são limitadas e a ordem de chegada da ficha será determinante para a confirmação da participação e a ordem de apresentação. Para se inscrever, basta preencher a ficha de inscrição: https://materiais.tlgestao.com.br/formulario-sessao-de-negocios.

Indústria tem alta na produção em 12 de 15 locais pesquisados em julho

A Pesquisa Industrial Mensal Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela aumento da produção do setor em 12 dos 15 locais analisados, no mês de julho. A alta é reflexo da ampliação do movimento de retorno ao trabalho de unidades produtivas.

As maiores altas na comparação mensal foram nos estados do Ceará, com crescimento de 34,5%, e Espírito Santo, onde houve aumento de 28,3%. O IBGE destaca que o crescimento de 8,6% em São Paulo foi a principal influência no resultado nacional, já que o estado tem o maior parque industrial do país, com destaque para o bom desempenho dos setores de alimentos e de veículos automotores, além das máquinas e equipamentos.

O ganho acumulado em São Paulo nos três meses seguidos de crescimento é de 32%, ainda abaixo das perdas relacionadas à pandemia, já que indicador está 6% abaixo do índice de fevereiro. No Ceará, as altas foram nos setores de couro, artigos de viagens, calçados e vestuário, expansão acumulada de 92,5% em três meses seguidos de crescimento, ficando 1% abaixo do patamar pré-pandemia. O avanço acumulado em dois meses no Espírito Santo soma 28,6%.

Também registraram alta acima da média da indústria nacional em julho os estados do Amazonas (14,6%), Bahia (11,1%), Santa Catarina (10,1%), Pernambuco (9,5%) e Minas Gerais (9,2%). Completam a lista das altas no mês o Rio de Janeiro (7,6%), Rio Grande do Sul (7,0%) e Pará (2,1%). Registraram baixa em julho o Paraná (-0,3%), Goiás (-0,3%) e Mato Grosso, que caiu 4,2% após dois meses de alta. 

Na comparação anual, o resultado é negativo em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE, com queda de 3% na produção nacional. O Espírito Santo (-13,4%) e o Paraná (-9,1%) tiveram as quedas mais acentuadas na comparação com julho de 2019. Também registraram redução o Pará (-7,5%), Rio Grande do Sul (-7,5%), a Bahia (-5,7%), Santa Catarina (-4,9%), Mato Grosso (-4,4%) e São Paulo (-3,3%).

As altas em relação a julho do ano passado foram registradas em Pernambuco, que cresceu 17%, Amazonas (6%), Goiás (4%), Ceará (2,7%), Minas Gerais (1,5%), Rio de Janeiro (1%) e Nordeste (0,9%).

*Matéria alterada para correção no título e primeiro parágrafo. As informações publicadas inicialmente, às 10h12, se referiam à pesquisa nacional, divulgada no último dia 3.

Queda do PIB neste ano será ainda menor do que a esperada, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (9) que a queda da economia brasileira neste ano será ainda menor do que as previsões atuais de analistas. Ele disse que a atividade econômica está se recuperando mais rapidamente do que ele mesmo esperava.

Em evento virtual do banco suíço de investimentos Credit Suisse, Guedes destacou que as previsões de queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caíram pela metade, quando consideradas as estimativas no início da pandemia de covid-19, ficando atualmente entre 4% e 5%. “Vai ser menos do que isso. Estamos dando a volta por cima.”

A previsão atual do Ministério da Economia para a queda do PIB é 4,7%, mas, na semana passada, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que a estimativa deverá ser revisada. “Todos os dados que temos indicam que o pior já passou”, disse o secretário.

O ministro defendeu as reformas “estruturais” propostas pelo governo, como o pacto federativo, com gatilhos para o controle de gastos públicos. Ele destacou ainda que o cronograma de privatizações será reformulado e serão anunciadas “duas, três, quatro grandes empresas a serem privatizadas”.

“Estamos liberando o horizonte para os investimentos privados. Haverá um boom de investimentos privados nos próximos dez anos, pelo menos”, disse.

Campos Neto diz que Pix reduzirá custos para as empresas

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou hoje (9) que o novo sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, vai reduzir os custos para as empresas e proporcionará mais eficiência no fluxo de caixa. Campos Neto participou da abertura do seminário virtual Conexão Pix.

“É muito importante entender essa mudança que estamos passando e como isso tem sido intensificado pela crise, pela pandemia. A gente vê o número de pagamentos digitais crescendo. Há um movimento de inovação que se acelerou em várias áreas”, afirmou.

Segundo Campos Neto, o custo operacional para as empresas será reduzido e terão facilidade no recebimento de pagamentos e redução de gastos com transporte de dinheiro. “É um instrumento que faz com que a gestão de fluxo de caixa atinja um novo patamar de eficiência. Menos custos significa mais margem [de lucro] para quem está de um lado e menos preço para quem está no outro”, destacou.

Pix entrará em funcionamento em 16 de novembro deste ano. As transações com a nova ferramenta, que funcionará 24 horas por dia, poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada.

Santa Catarina registra queda de 2,12% nos emplacamentos de veículos automotores em agosto

A frota circulante em Santa Catarina soma, hoje, 5.346.988 veículos, sendo que a maioria é de automóveis, em um total de 3.032.360.
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC), entidade que representa 547 concessionárias de veículos automotores de todo o estado dos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, tratores e máquinas agrícolas, motocicletas, e Implementos rodoviários, divulga o desempenho do setor automotivo no mês de agosto de 2020.

De acordo com o levantamento, as vendas de agosto de 2020 caíram quando comparadas com o mês de julho. Se computados todos os segmentos foram emplacadas 13.821 unidades em agosto contra 14.120 em julho. Quando comparadas com agosto do ano anterior, a queda foi de 19,17%.  No acumulado dos primeiros 8 meses de 2020 com o mesmo período de 2019, houve queda de 23,73%.

No segmento específico de automóveis e comerciais leves, houve decréscimo de 0,44%, sendo emplacadas 8.437 unidades em agosto 2020 contra 8.474 em julho 2020. Quando comparamos o acumulado dos primeiros 8 meses de 2020 com o mesmo período de 2019 encontramos queda de 28,34%.

 

Quanto ao segmento de motos em Santa Catarina, as vendas tiveram acréscimo de 0,25% em agosto, em relação ao mês de julho 2020. Foram emplacadas 2.779 unidades em agosto e 2.772 em julho. Se comparadas com ao acumulado de 2020 em relação ao mesmo período de 2019 a queda foi de 19,76%.

A frota circulante em Santa Catarina soma, hoje, 5.346.988 veículos, sendo que a maioria é de automóveis, em um total de 3.032.360.
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC), entidade que representa 547 concessionárias de veículos automotores de todo o estado dos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, tratores e máquinas agrícolas, motocicletas, e Implementos rodoviários, divulga o desempenho do setor automotivo no mês de agosto de 2020.

De acordo com o levantamento, as vendas de agosto de 2020 caíram quando comparadas com o mês de julho. Se computados todos os segmentos foram emplacadas 13.821 unidades em agosto contra 14.120 em julho. Quando comparadas com agosto do ano anterior, a queda foi de 19,17%.  No acumulado dos primeiros 8 meses de 2020 com o mesmo período de 2019, houve queda de 23,73%.

No segmento específico de automóveis e comerciais leves, houve decréscimo de 0,44%, sendo emplacadas 8.437 unidades em agosto 2020 contra 8.474 em julho 2020. Quando comparamos o acumulado dos primeiros 8 meses de 2020 com o mesmo período de 2019 encontramos queda de 28,34%.

O Presidente da FENABRAVE-SC, Julio Schroeder, comenta que, apesar das vendas totais de agosto terem sido menores do que as de julho, as médias diárias de vendas de agosto foram 7,1% maiores dos que as do mês anterior. Isto ocorre porque julho teve 23 dias úteis e agosto 21. “Alguns modelos de veículos e máquinas agrícolas se encontram em falta, pois as montadoras observaram problemas na cadeia de suprimentos de peças devido a pandemia”, informa Schroeder.

Na Região da Grande Florianópolis houve decréscimo de 13,32% em relação ao mês anterior, com 2.603 unidades em agosto de 2020 contra 3.003 do mês anterior. Já no acumulado do ano, a queda foi de 24,17%.

Na Região Norte, os números tiveram acréscimo de 2,39% entre agosto e julho 2020, num total de 2.482 emplacamentos em agosto, 2.424 em julho. No acumulado do ano houve queda de 22,68% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Região Oeste apresentou decréscimo de 5,01% nas vendas de agosto ao comparar com o mês anterior, sendo 2.161 veículos emplacados em agosto e 2.275 em julho deste ano. Houve queda de 21,15% se comparadas as vendas acumuladas dos primeiros 8 meses deste ano, com o mesmo período do ano anterior.

 

A Região do Planalto Serrano registrou acréscimo de 9,53% nas vendas em relação ao mês anterior. Foram emplacados 540 veículos em agosto 2020 contra 493 em julho. No acumulado do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 25,48%.

A Região Sul registrou acréscimo de 1,38% em agosto de 2020 se comparado a julho, num total de 1.916 unidades contra 1.890. No acumulado do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, a queda foi de 26,79%

Na Região do Vale do Itajaí foram emplacados 2,21% veículos a mais em agosto de 2020 do que em julho do mesmo ano, num total de 4.124 em agosto contra 4.035 em julho de 2020. Se comparado o acumulado de 2020 em relação a 2019, houve queda de 23,77%.

Quanto ao segmento de motos em Santa Catarina, as vendas tiveram acréscimo de 0,25% em agosto, em relação ao mês de julho 2020. Foram emplacadas 2.779 unidades em agosto e 2.772 em julho. Se comparadas com ao acumulado de 2020 em relação ao mesmo período de 2019 a queda foi de 19,76%.

 

Itajaí Sailing Team investe na capacitação de sua tripulação

O velejador Alexandre de Souza filho, tripulante do Itajaí Sailing Team (IST), concluiu a segunda etapa do Curso de Monitor de Vela, organizado pela Confederação Brasileira de Vela (CBvela). Ele já havia feito a primeira etapa do curso, que é pré-requisito para a Clínica de Nível 2, no início deste ano. Trata-se de um treinamento específico, padronizando e nivelando conhecimento sobre as melhores práticas e habilidades de ensino da vela para novos profissionais de modalidade, com pouca ou nenhuma experiência prática. Isso, porque a Clínica de Vela disponibiliza as ferramentas necessárias para o ensino, habilitando os instrutores.

“Esta etapa do curso aprofunda os conhecimentos já adquiridos para uma boa formação do Instrutor de vela, ensinando aos profissionais como desenvolver e gerenciar uma aula padronizada, com foco em práticas seguras, agradáveis e aprendizado dos alunos, com atividades de iniciação até treinamento para regatas”, diz o velejador. Ele destaca ainda que o curso integra os participantes ao quadro de Instrutores de Vela do Programa Nacional de Desenvolvimento da Vela (CBVela /PND), habilitando-os como instrutores de vela reconhecidos pela CBVela.

O manager e capitão do IST, Alexandre Santos, destaca a importância de investir na capacitação dos tripulantes, uma vez que o time itajaiense foi criado com o objetivo de difundir o aprendizado da vela e despertar novos talentos para essa modalidade esportiva, em Itajaí e Santa Catarina. “O Alexandre de Souza filho é um exemplo disso”, acrescenta o comandante.

Xandinho, como é chamado pela tripulação, ingressou no time itajaiense de vela aos 14 anos, como velejador mirim, permanecendo neste posto até os 16 anos, quando passou a ser tripulante do IST. Hoje, aos 20 anos, além de tripular o barco de competições do time, o garoto é um dos instrutores da Escola de Vela do Itajaí Sailing Team. 

“Esse curso me fez perceber que preciso me aprimorar ainda mais, adquirir novos conhecimentos. Esses cursos me possibilitam trocar experiências, conhecer pessoas importantes, entender o real objetivo que é, além de saber lidar com uma criança no âmbito competitivo ou não, é fazer com que ela se torne um velejador”, acrescenta.

O projeto Itajaí Sailing Team tem o patrocínio da APM Terminals Itajaí, Portonave, Multilog, Platinum Log, Braskarne Terminal, Brasfrigo, Terminal Barra do Rio, Conexão Marítima e o apoio da Molim, B&G Sailing Eletronics, Nob Multisports e Marina Itajaí.

Piscicultores de SC terão prazo de 12 meses para regularizar empreendimentos sem penalidades

Foto: Arquivo / Epagri

Uma parceria entre Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a Associação Catarinense de Aquicultura (ACAq) propicia oportunidade para que os produtores obtenham a regularização ambiental pendente. A medida é válida para os piscicultores com empreendimentos instalados antes de novembro de 2019 e da publicação da Instrução Normativa IMA nº 08.

O termo de cooperação técnica foi assinado entre Secretaria da Agricultura, IMA e ACAq para atender a uma demanda dos piscicultores catarinenses que já tinham seus cultivos instalados antes da publicação da Lei da Piscicultura e da Instrução Normativa do IMA e, portanto, sem a devida regularização ambiental. A partir de agora, eles terão 12 meses para buscar a regularização sem penalidades, atendendo os critérios estabelecidos em um Termo de Referência que acompanha o termo de cooperação.

"São mais de 33 mil piscicultores que poderão regularizar seus cultivos sem penalidades, fazendo as adaptações necessárias e se enquadrando nas normas vigentes em Santa Catarina. Sem o licenciamento ambiental, os produtores acabam ficando à margem, não acessam as políticas públicas e sem poder investir na sua propriedade. Temos certeza de que essa parceria trará um grande avanço para a piscicultura de Santa Catarina", explica o secretário de Estado da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

O gerente de Aquicultura e Pesca da pasta, Sérgio Winckler, explica que esse é um marco para a regularização da piscicultura em Santa Catarina e irá possibilitar que grande parte dos piscicultores instalados no estado conquiste a licença ambiental. "Além de acessar as políticas públicas do Governo Federal e do Governo do Estado, os piscicultores terão mais segurança jurídica para que possam fazer novos investimentos e melhorias no processo produtivo, resultando em maiores produtividades e ganhos para os produtores de peixe de Santa Catarina".

Piscicultura em Santa Catarina

Santa Catarina conta com mais de 30 mil piscicultores, entre amadores e comerciais. O estado está entre os principais produtores de peixes de água doce do país, com uma produção de 47,9 mil toneladas em 2018.

Em termos financeiros, os piscicultores profissionais produziram 33,5 mil toneladas de peixes e geraram mais de R$ 167 milhões em 2018. A produção está concentrada nas regiões de Tubarão, Joinville, Rio do Sul e Blumenau e a espécie mais produzida no estado é a tilápia.

Produção industrial cresceu 8% de junho para julho, diz IBGE

A produção industrial brasileira cresceu 8% na passagem de junho para julho deste ano, informou hoje (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, que ainda não conseguiu eliminar a perda de 27% registrada no segundo bimestre do ano (março e abril) devido à pandemia de covid-19.

A produção também registrou alta (8,8%) na média móvel trimestral. Nos demais tipos de comparação, no entanto, houve quedas: na comparação com julho de 2019 (-3%), no acumulado do ano (-9,6%) e no acumulado em 12 meses (-5,7%).

O avanço de 8% na passagem de junho para julho foi resultado de altas nas quatro grandes categorias econômicas da indústria, com destaque para os bens de consumo duráveis (42%). Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo, cresceram 15%.

No caso dos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, houve alta de 8,4%. Já os bens de consumo semi e não duráveis cresceram 4,7%.

Entre as atividades industriais, houve altas em 25 dos 26 ramos pesquisados. A principal alta ocorreu no setor de veículos automotores, reboques e carrocerias (43,9%). “A indústria automotiva puxa diversos setores em conjunto, sendo o ponto principal de outras cadeias produtivas”, afirma o pesquisador do IBGE André Macedo.

Também houve altas importantes na metalurgia (18,7%), indústrias extrativas (6,7%), máquinas e equipamentos (14,2%), coque e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,8%).

Por outro lado, o ramo de impressão e reprodução de gravações foi o único setor em queda (-40,6%).

Governo prevê investimentos privados de mais de R$ 40 bi em ferrovias

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse hoje (3) que o governo tem como meta atrair mais de R$ 40 bilhões de investimentos privados no sistema ferroviário brasileiro nos próximos anos.

“O que está sendo plantado agora vai fazer com que a participação do modo ferroviário na matriz [de transportes] dobre nos próximos oito anos. Isso vai criar competição entre os operadores e vai ter repercussão imediata no frete”, disse o ministro durante a conferência online Indústria em Debate: Infraestrutura e Retomada da Economia, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ele citou como exemplo a renovação de concessão de duas estradas de ferro administradas pela mineradora Vale, a Estrada de Ferro Vitória a Minas e a Estrada de Ferro Carajás, que vai permitir o investimento privado de R$ 17 bilhões na malha ferroviária.

Entre as obras citadas pelo ministro, estão o projeto de concessão da Ferrogrão, nova ferrovia que ligará Sinop, no norte de Mato Grosso, a Itaituba, no Pará, em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), e deve atrair R$ 12 bilhões em investimentos, e o trecho da Ferrovia Norte-Sul, que vai ligar o Porto de Itaqui (MA) ao Porto de Santos e terá R$ 2,8 bilhões de investimento.

Freitas destacou que entidades ambientais internacionais estão assessorando na elaboração de projetos para que já “nasçam com o selo verde”. “Precisamos fazer projetos sustentáveis por uma razão muito simples, para ter acesso a mais uma forma de funding (financiamento). A gente sabe que os fluxos financeiros vão estar atrelados aos padrões ambientais”.

Reforma tributária, ambiente regulatório e infraestrutura são chave para avanços pós-pandemia
Estes foram alguns dos principais temas destacados durante a 2ª edição on-line do Fórum do Programa Travessia SC, promovido pela FIESC, nesta quinta-feira, dia 3. Participaram o novo secretário especial de Desestatização, Diogo Mac Cord, o presidente do conselho de administração da Weg, Décio da Silva, o economista José Augusto Fernandes, e o secretário de estado da Fazenda, Paulo Eli
 
Perdemos 1,2 milhão de empregos, mas preservamos 11 milhões, destaca Guedes em audiência no Congresso

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou, na terça-feira (1º), de audiência pública virtual realizada pela comissão mista do Congresso Nacional que acompanha as medidas do governo federal durante a pandemia da Covid-19. Na ocasião, Guedes abordou as principais medidas governamentais para minimizar os efeitos da crise que afeta o país.

Com base na informação divulgada nesta terça, de que o auxílio emergencial será prorrogado por mais quatro meses ao valor de R$ 300 reais, o ministro afirmou que o governo tenta fazer uma “aterrissagem suave”, já caminhando para as últimas camadas de proteção que serão lançadas. Além dessa questão, Guedes destacou projetos de negociações trabalhistas que ajudaram a preservar empregos no país.

“Sim, perdemos 1,2 milhão de empregos em três ou quatro meses. Só que conseguimos preservar 11 milhões de empregos no mercado formal. No informal, descobrimos 38 milhões de brasileiros invisíveis e os protegemos. Gastamos, até agora, cerca de R$ 180 bilhões nessa proteção com o auxílio emergencial, e agora prorrogamos por mais quatro meses, o que representa quase mais R$ 100 milhões”, defende.

Governo envia proposta orçamentária de 2021 ao Congresso e cogita salário mínimo de R$ 1.067

Queda no superávit: municípios de médio porte buscam soluções para realizar investimentos após a pandemia

Governo altera a base de cálculo dos Regimes Próprios de Previdência Social

O presidente, Jair Bolsonaro, também se pronunciou sobre as mudanças no auxílio emergencial. Para o chefe do Executivo, o valor atual de R$ 600 não atende a todas as necessidades, mas "é muito para quem paga".

“Agora resolvemos prorrogá-lo (auxílio) por Medida Provisória até o final do ano. O valor, como vínhamos dizendo, R$ 600 é muito para quem paga, no caso o Brasil. Não é um valor o suficiente muitas vezes para todas as necessidades, mas basicamente atende. O valor definido agora há pouco é um pouco superior a 50% do Bolsa Família. Decidimos, até atendendo a economia em cima da responsabilidade fiscal, fixa-lo em R$ 300”, disse o presidente.

Durante a reunião, o ministro da Economia também rebateu a informação de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve um tombo histórico de 9,7% no segundo trimestre, em relação aos três primeiros meses do ano, devido ao impacto da crise do coronavírus.

“Esse foi o impacto inicial, uma queda de, aparentemente 10%, mas na verdade isso é um som distante daquele impacto da pandemia lá atrás. É onde o Brasil ficaria caso não tivéssemos tomado, junto com o Congresso, todas as medidas. Hoje, todas as estimativas são de uma queda entre 4% e 5%. Praticamente a metade do que traz esse som que chega agora”, pontua.

Paulo Guedes também lembrou das medidas que ajudaram estados e municípios a manterem a economia em movimento. Ele afirmou que foram repassados quase R$ 200 bilhões para os entes, ao passo que a queda de arrecadação foi de 6%.

“Quando você pega o primeiro semestre desse ano, sobre o primeiro semestre do ano passado, a queda de arrecadação de ICMS no Brasil inteiro foi de 6%, muito menos do que esses recursos que distribuímos para estados e municípios. Demos R$ 60 bilhões, mais R$ 8 bilhões de transferência Fundo a Fundo para a saúde, mais R$ 2 bilhões para o programa único de Assistência Social e mais 16 R$ bilhões do FPE e FPM”, aponta.

Guedes ainda foi questionado sobre o que o governo pretende fazer em relação ao teto dos gastos públicos da União. A resposta do ministro é de que há um compromisso imposto pela legislação e que com a aprovação de reformas estruturais, não haverá gastos excessivos que comprometam a economia do país.

"A criação do teto de gastos foi justamente um grito desesperado. Como os gastos cresciam sem parar, alguém chegou um dia e falou bota um teto. Só que um teto sem paredes cai, as paredes são as reformas para sustentar aquele teto, é o nosso esforço", exemplificou.

A comissão

Esta foi a terceira audiência realizada pela comissão mista do Congresso Nacional que acompanha as medidas do governo federal durante a pandemia da Covid-19.  O colegiado é composto por seis senadores e seis deputados, com igual número de suplentes. A ideia é que a comissão siga em funcionamento até o fim do estado de calamidade pública decorrente da pandemia, previsto para 31 de dezembro de 2020.

Presidido pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), o colegiado tem como relator o deputado Francisco Júnior (PSD-GO) e a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) como vice-presidente. Uma das tarefas dos parlamentares é traduzir dados, números e informações técnicas para que a população possa conhecer os impactos da crise provocada pela pandemia.



Fonte: Brasil 61

 

Sicoob SC/RS tem mais R$ 156 milhões do Pronampe para emprestar

O Sicoob SC/RS vai dispor, a partir de quinta-feira (3), de mais R$ 156,2 milhões para oferecer a seus associados Pessoa Jurídica via Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A central de cooperativas já emprestou, na primeira fase, R$ 178 milhões divididos em 3.648 contratos assinados.

A segunda fase, anunciada pelo governo federal, vai aportar mais R$ 12 bilhões para o programa. Com a contrapartida das instituições financeiras, será possível emprestar R$ 14,1 bilhões no total. A expectativa em todo o país é de atender mais 160 mil empresas. "Nossas cooperativas estão prontas para repassar esses recursos e a expectativa é que o montante total termine em poucos dias, pois a procura tem sido muito grande", informa o diretor de Negócios do Sicoob Central SC/RS, Olavo Lazzarotto.

O Pronampe é uma das medidas do governo para amenizar os impactos econômicos da pandemia de Covid-19. Nesta nova fase, o teto do empréstimo para cada empresa passa de R$ 87 mil para R$ 100 mil. Caso a empresa já tenha tomado recursos na primeira fase, o limite será descontado.

O Ministério da Economia informa que o Pronampe continuará atendendo as microempresas (com faturamento até R$ 360 mil no ano) e empresas de pequeno porte (faturamento até R$ 4,8 milhões no ano), além dos profissionais liberais. O programa empresta até 30% da receita bruta do ano anterior, com taxa de juros máxima igual à Selic  - atualmente em 2% ao ano - mais 1,25% ao ano. O prazo de pagamento é de 36 meses e carência de oito meses.

Semana Brasil oferece descontos de até 50% em comércios de Itajaí

O início de setembro é marcado pelo feriado da Independência do Brasil, celebrado no dia 07, uma data que simboliza o patriotismo para os brasileiros. Aproveitando o espírito nacionalista do período, foi lançada a Semana Brasil, para incentivar a movimentação da economia no país através de ofertas especiais em diversos produtos para os consumidores. Em 2020, a ação retorna com o tema “Todos juntos, com segurança, pela retomada e o emprego”.

Em Itajaí, a CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas de Itajaí está apoiando a iniciativa. A ação vai acontecer paralelamente à campanha “Compre com Sorte em Itajaí”, que foi desenvolvida para movimentar o comércio local até o fim do ano. De acordo com o Presidente da entidade, Laerson Batista, muitos associados participarão do Semana Brasil 2020 oferecendo produtos com descontos de até 50%.

“As lojas associadas à CDL/Itajaí, que aderirem à Semana Brasil, também estarão identificadas com a temática da Campanha nacional. É importante ressaltar que os protocolos de distanciamento social e demais cuidados precisam ser mantidos, para a segurança de todos. Por este motivo, em 2020 a ação terá duração de 10 dias. Justamente para evitar a concentração de pessoas ao oferecer mais tempo para que os consumidores realizem suas compras”, observa Batista.

Semana Brasil

A Semana Brasil é uma iniciativa da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do Ministério das Comunicações. A Campanha é coordenada pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Segundo dados divulgados pela CNDL- Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, no ano passado a ação teve a aderência de mais de 14 mil empresas, de diversos setores, que ofereceram descontos, promoções e benefícios aos consumidores.

 

Balança comercial registra superávit recorde de US$ 6,6 bi em agosto

A queda nas importações em ritmo maior que a redução das exportações fez a balança comercial registrar superávit recorde em agosto. No mês passado, o país exportou US$ 6,609 bilhões a mais do que importou, o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1989.

Tanto as exportações como as importações caíram no mês passado. Em agosto, o país vendeu US$ 17,741 bilhões para o exterior, com recuo de 5,5% pelo critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações, no entanto, caíram mais, somando US$ 11,133 bilhões, redução de 25,1% também pela média diária.

Com o resultado de agosto, a balança comercial acumula superávit de US$ 36,594 bilhões nos oito primeiros meses do ano. Esse é o terceiro melhor resultado da série histórica para o período, perdendo para janeiro a agosto de 2017 (superávit de US$ 48,1 bilhões) e de 2018 (superávit de US$ 36,7 bilhões).

No acumulado de 2020, as exportações somam US$ 138,633 bilhões, retração de 6,6% na comparação com o mesmo período de 2019 pela média diária. As importações totalizam US$ 102,039 bilhões, recuo de 25,1% pelo mesmo critério.

A maior parte da alta do saldo em agosto é explicada pela queda da importação da indústria extrativa, que recuou 59,51% em relação ao mesmo mês do ano passado, e da indústria de transformação, cujas compras do exterior encolheram 23,78%. Do lado das exportações, as vendas da indústria de transformação caíram 14,2%, e as vendas da indústria extrativa recuaram 8,6%. Em contrapartida, as exportações da agropecuária subiram 32,64%.

Categorias

Entre os produtos que puxaram o crescimento das exportações agropecuárias em agosto, os destaques foram a soja, cujo valor vendido aumentou US$ 443,3 milhões em relação ao mesmo mês do ano passado, e o algodão bruto, com alta de US$ 80,9 milhões na mesma comparação.

Na indústria extrativa, caíram as exportações de minério de ferro, com retração de US$ 442 milhões em relação a agosto do ano passado, e de óleos brutos de petróleo, com recuo de US$ 451,6 milhões. Nos dois casos, a queda deve-se à variação negativa dos preços internacionais na comparação com 2019, porque os volumes embarcados ficaram estáveis no caso do ferro e aumentaram 21% no caso do petróleo.

Na indústria de transformação, as maiores quedas foram registradas nas exportações de motores e máquinas não elétricos (-US$ 187 milhões), celulose (-US$ 157,8 milhões) e óleos combustíveis de petróleo (-US$ 152,6 milhões). Além da pandemia de covid-19, que impactou a economia em todo o planeta, a crise na Argentina, principal destino das exportações industriais brasileiras, contribuiu para o resultado.

Meta anual

Depois de o saldo da balança comercial ter encerrado 2019 em US$ 48,035 bilhões, o segundo maior resultado positivo da história, o mercado estima menor superávit em 2020, motivado principalmente pela pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 55 bilhões para este ano. Em julho, o Ministério da Economia atualizou a estimativa de saldo positivo para US$ 55,4 bilhões.

Fazenda lança aplicativo Malhas Fiscais para aumentar combate à sonegação em SC

Para otimizar os trabalhos no combate à sonegação fiscal, a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) lança, nesta terça-feira, 1º de setembro, às 10h, o aplicativo Malhas Fiscais. A ideia é buscar valores que foram omitidos do Fisco e a regularização de pendências fiscais, transformando dados em informação e potencializando o controle de qualidade das organizações contábeis. O sistema, desenvolvido pelo Grupo Especialista em Planejamento Fiscal, faz parte do plano de ações da Diretoria de Administração Tributária (DIAT).

“Na Fazenda temos o cuidado de trabalhar de maneira orientativa tanto para o contribuinte, quanto para o contador, e o novo sistema irá fortalecer ainda mais este relacionamento. O aplicativo irá prevenir aplicação de penalidades gravosas, oferecendo todas as possibilidades necessárias e tempo suficiente à autorregularização”, afirma a diretora da DIAT, Lenai Michels.

Nesta segunda-feira, 31, auditores fiscais realizaram uma reunião virtual com a participação da presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), Rúbia Magalhães, do presidente da Federação dos Contabilistas de Santa Catarina (Fecontesc), Itelvino Schinaider, de contabilistas e de entidades contábeis para apresentar o novo aplicativo.

Malhas Fiscais

A partir do lançamento do sistema, contabilistas cadastrados na SEF poderão visualizar, através da aplicação S@T Auditoria - Malhas Fiscais, as inconsistências relativas aos clientes, resultantes do cruzamento das informações dos documentos fiscais eletrônicos, como Nota Fiscal (NF-e), Conhecimento de Transporte (CT-e) e Manifesto de Documento Fiscal (MDF-e), além de declarações incluindo Escrituração Fiscal Digital (EFD), Declaração do ICMS e do Movimento Econômico (Dime), Guia Nacional de Informação e Apuração do ICMS Substituição Tributária (GIA-ST), Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), pagamentos, recebimentos e outras fontes de dados.

Além da aplicação on-line, que irá mostrar as possíveis irregularidades de forma dinâmica e atualizada, o novo modelo servirá também como uma ferramenta de controle de qualidade das atividades dos colaboradores do escritório contábil. Uma equipe de auditores fiscais ficará responsável pelo monitoramento e contatos constantes com os contabilistas, elucidando dúvidas e orientando a solução dos problemas.

Nova fase do Pronampe terá participação de instituições regionais

Instituições financeiras regionais vão ofertar crédito na nova etapa do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A segunda etapa do programa terá aporte adicional de R$ 12 bilhões da União no Fundo de Garantia de Operações (FGO), destinado à concessão de garantias no âmbito do Pronampe.

Segundo o Ministério da Economia, parte desse aporte de R$ 12 bilhões será destinada para algumas instituições financeiras regionais habilitadas: mais de R$ 21 milhões em crédito pela Agência de Fomento de Goiás; R$ 268 milhões pelo Banco do Nordeste; R$ 203 milhões pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG); R$ 282 milhões pelo Banco da Amazônia e R$ 730 milhões pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

No dia 19 de agosto, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei nº 14.043, de 2020, que amplia o programa.

O ministério informa que o Pronampe continuará atendendo as microempresas (com faturamento até R$ 360 mil no ano) e empresas de pequeno porte (faturamento até R$ 4,8 milhões no ano), além dos profissionais liberais. O programa empresta até 30% da receita bruta do ano anterior, com taxa de juros máxima igual à Selic (atualmente em 2% ao ano) mais 1,25% ao ano. O prazo de pagamento é de 36 meses e carência de oito meses. É possível acompanhar o recurso sendo liberado pelo Emprestômetro do Portal do Empreendedor, onde também poderão ser consultadas as instituições habilitadas.

Nova cédula de R$ 200 entra em circulação na quarta-feira

A nova nota de R$ 200, com a imagem do lobo-guará, começará a circular na próxima quarta-feira (2). Segundo o Banco Central (BC), será a sétima cédula da família de notas do Real. Serão produzidos neste ano 450 milhões de unidades.

A cerimônia de lançamento das novas cédulas será transmitida pelo canal do BC no YouTube. O Banco Central divulgará a imagem da nova cédula no dia 2.

lobo-guará foi escolhido em pesquisa realizada pelo BC em 2001 para eleger quais espécies da fauna brasileira deveriam ser estampadas nas cédulas do país. No site do Banco Central, há mais informações sobre a nova cédula.

De acordo com o BC, o lançamento da nova nota é uma forma de a instituição agir preventivamente para a possibilidade de aumento da demanda da população por papel moeda.

Salário mínimo para 2021 ficará em R$ 1.067

A queda da inflação fez o governo reduzir o reajuste do salário mínimo para o próximo ano. Segundo o projeto do Orçamento de 2021, enviado hoje (31) ao Congresso, o mínimo subirá para R$ 1.067 em 2021.

projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, enviado em abril, fixava o salário mínimo em R$ 1.075 para o próximo ano. O valor, no entanto, pode ser revisto na proposta de Orçamento da União dependendo da evolução dos parâmetros econômicos.

Segundo o Ministério da Economia, a queda da inflação decorrente da retração da atividade econômica impactou o reajuste do mínimo. Em abril, a pasta estimava que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerraria 2020 em 3,19%. No projeto do Orçamento, a estimativa foi revisada para 2,09%.

A regra de reajuste do salário mínimo que estabelecia a correção do INPC do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) de dois anos antes perdeu a validade em 2019. O salário mínimo agora é corrigido apenas pelo INPC, considerando o princípio da Constituição de preservação do poder de compra do mínimo.

PIB

O projeto do Orçamento também reduziu as estimativas de crescimento econômico para o próximo ano na comparação com os parâmetros da LDO. A projeção de crescimento do PIB passou de 3,3% para 3,2% em 2021. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, caiu de 3,65% para 3,24%.

Outros parâmetros foram revisados. Por causa da queda da Selic (juros básicos da economia), a proposta do Orçamento prevê que a taxa encerrará 2021 em 2,13% ao ano, contra projeção de 4,33% ao ano que constava na LDO. O dólar médio chegará a R$ 5,11 em 2021, contra estimativa de R$ 4,29 da LDO.

 

Publicado em 31/08/2020 - 16:34 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília
 
 
Docas do Rio melhora gestão financeira e registra lucro de quase R$ 1 bi em 2019

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Autoridade Portuária que administra os Portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis, registrou lucro de R$947,8 milhões no exercício de 2019. Trata-se de um grande avanço no desempenho financeiro da companhia, conquistado com a melhoria das práticas de gestão, incluindo a implementação das recomendações dos Conselhos, Auditoria Interna e Órgãos de Controle, tais como controle de gastos e criteriosa análise gerencial de Fluxo de Caixa e Contas a Receber.
 
As demonstrações contábeis correspondentes a 31 de dezembro de 2018, originalmente divulgadas em abril de 2019, foram reapresentadas, para melhor refletir as operações da Companhia.

A superintendente de Finanças da CDRJ, Camila Carvalho explicou que os esforços possibilitaram a já divulgada redução do passivo herdado, principalmente, da extinta Portobras, referente a débitos oriundos de contratos de leasing. “Isso resultou em uma diminuição, a curto prazo, de mais de R$1 bilhão no passivo da empresa, o que correspondeu a um terço do total das dívidas acumuladas.
 
A superintendente destacou também que foi iniciada a elaboração de projeções de Fluxo de Caixa com o intuito de subsidiar e permitir o acompanhamento da Diretoria Executiva e dos Conselhos Estatutários. O Conselho de Administração, em sua reunião ordinária no mês de julho, registrou elogios à Diretoria Administrativo-Financeira da CDRJ e a toda a área financeira, em especial à Gerência de Gestão Financeira.

Ainda de acordo com Camila Carvalho, a inadimplência foi reduzida consideravelmente: “Pontos de Auditoria que constavam como pendentes há muito tempo, principalmente relacionados ao controle do Contas a Receber, foram sanados.


Entre as ações em andamento, ressalta-se o início da implantação, em conjunto com a Superintendência de Desenvolvimento de Negócios, do Sistema de Custeio Baseado em Atividades Portuárias e Política Tarifária, desenvolvido pela Fundação Luiz Englert, da Universidade Federal do Rio Grande Sul, e a centralização do Faturamento de todos os portos administrados pela CDRJ, que dever ser finalizada em setembro.

Reta final: Serasa anuncia última semana para quitar dívidas por R$100

A oferta de quitar dívidas por apenas R$100,00 em conjunto com parceiros do Serasa Limpa Nome (Tricard, Recovery, Ativos, Itapeva, Credsystem, Avon, Pernambucanas, Casas Bahia, Ponto Frio, Anhanguera, Unopar, Pitagoras, Unime, Iuni, Uniderp, Unirondon, Unique, Hoepers, Algar, Calcard e Vivo), está chegando ao fim. Após ajudar mais de 1 milhão de brasileiros a limpar seus nomes, com até 98% de desconto em dívidas entre R$ 200,00 e R$ 1.000,00, a janela de oportunidade estará aberta até o dia 31/08.

 

“Estamos trabalhando com diversas ações para ajudar o momento delicado da economia com muitas pessoas com perda parcial ou total de renda, trazendo mais empresas parceiras para a iniciativa de facilitar o pagamento de dívidas. Essa facilidade que estamos oferecendo em parceria com as empresas participantes é uma das alternativas da população sair da dificuldade, e fazer a economia se recuperar mais rapidamente”, afirma Lucas Lopes, diretor do Serasa Limpa Nome.

 

Para assegurar uma jornada digital simples e segura, além de evitar que os brasileiros caiam em golpes que levam o nome da empresa, a Serasa criou um roteiro prático para que os consumidores possam aproveitar a última semana das renegociações por R$100:

 

1º Passo

 

Acessar o site www.serasa.com.br ou baixar o aplicativo no celular; digitar o CPF e preencher um breve cadastro. Com isso, é possível usar os serviços com a garantia de que só você tem acesso aos seus dados. O consumidor também pode regularizar débitos financeiros pelo WhatsApp, através do número: (11) 98870-7025.

 

2º Passo

 

Ao entrar na plataforma, todas as informações financeiras do consumidor já aparecerão na tela, devidamente explicadas, incluindo as dívidas que tiver. Se quiser conhecer as condições oferecidas para pagamento, basta clicar para ser direcionado até uma nova página, onde serão apresentadas as mais variadas opções para renegociar cada débito.

 

3º Passo

 

Depois que você escolher uma das opções de valor, é só escolher se vai ser à vista ou em parcelas, e a melhor data de vencimento.

 

4º Passo

 

A plataforma da Serasa gera um ou mais boletos, dependendo da forma de pagamento escolhida, já com a data de vencimento escolhida.

 

Com o boleto o consumidor pode optar em pagar pelo aplicativo do banco em que tiver conta, que consegue ler o arquivo diretamente do computador, ou então imprimir a via e pagar na agência ou nas casas lotéricas.

 

Atendimento presencial

 

As agências da Serasa em todo o Brasil ainda não têm data para retomar o atendimento presencial ao público. A empresa aguarda orientações das autoridades de saúde para voltar a receber os consumidores com segurança, tanto para o público quanto para seus colaboradores. Mas, pensando em suprir essa necessidade, a Serasa disponibilizou seus serviços nos Correios, oferecendo as mesmas condições de negociação nas mais de 7.000 agências espalhadas pelo Brasil.

 

Sobre a Serasa

 

Desde 2012, a Serasa é o braço da Serasa Experian e responsável por estreitar o relacionamento entre a empresa e o consumidor. Em 2017 passou por uma reformulação, se tornou startup e lançou diversos serviços digitais voltados para melhoria da saúde financeira do consumidor, como Serasa Score, Serasa eCred, Serasa Antifraude, Serasa Ensina e Novo Serasa Limpa Nome. A intenção de ter todos esses produtos é estar presente em toda a jornada financeira das pessoas, descomplicando o acesso ao conhecimento e democratizando o crédito para os brasileiros de uma forma rápida, prática e justa.

 

Economia: Lindt abre sua primeira loja em Santa Catarina dia 29 de agosto

A Lindt, líder global na categoria de chocolates premium, anuncia sua chegada em Santa Catarina. A partir deste sábado, dia 29 de agosto, os consumidores de Balneário Camboriú terão acesso a loja do Balneário Shopping - da rede de shopping centers Almeida Junior - e ao repleto e variado portfólio de chocolates Lindt, cuidadosamente elaborados pelos Maître Chocolatiers da marca suíça, desde 1845. Localizada no primeiro piso do shopping.

A abertura da 49ª loja da Lindt faz parte do plano de expansão 2020, no Brasil, ano em que a marca completa 175 anos no mundo, 51 anos de presença no país e seis anos desde a inauguração da primeira loja própria. "É com muita alegria que anunciamos a nossa chegada na cidade de Balneário Camboriú, a primeira loja de Santa Catarina. Esta é uma praça muito importante para nossa marca, pois sabemos o quanto os consumidores da região aguardavam por este momento. Nosso plano de expansão segue até o final de 2020, quando completaremos 51 unidades abertas em todo o país, chegando cada vez mais próximo de nossos consumidores", comenta Walter Angst, CEO da Lindt no Brasil.

Os produtos da marca podem ser encontrados também no e-commerce e nas lojas Lindt localizadas nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, Santo André, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Barueri, Campinas, Santos, Piracicaba, Jundiaí, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba, Brasília, Goiânia, Porto Alegre, além dos principais supermercados e empórios do país.


Onde encontrar Lindt
E-commerce: http://shop.lindt.com.br/
Instagram: http://www.instagram.com/lindt_brasil/

Sobre a Lindt & Sprüngli
Fundada há 175 anos, em Zurique, a Lindt & Sprüngli é líder mundial no setor de chocolates premium e, atualmente, possui doze unidades de produção na Europa e nos EUA e mais de 14 mil funcionários.
Os produtos da marca são distribuídos por 26 subsidiárias pelo mundo, além de uma rede global de cerca de 100 distribuidores independentes. Em 2019, a empresa faturou 4 bilhões de Francos suíços (cerca de 25 bilhões de reais). No Brasil, a Lindt & Sprüngli é distribuída desde 1969 nos melhores supermercados e empórios e, desde 2014, possui operação própria no pais. Atualmente a filial brasileira emprega mais de 400 funcionários e em 2020 irá inaugurar sua 51ª loja própria.
 

Caixa oferece novas linhas de crédito para pequenas e médias empresas

Caixa Econômica disponibilizou, nessa segunda-feira (24), novas linhas de crédito para facilitar o acesso ao capital de giro para empresas de pequeno e médio porte, devido aos impactos econômicos causados pelo novo coronavírus (Covid-19). As linhas têm garantia do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac), instituído pela Lei nº 14.042/2020. 

O crédito é destinado às empresas com faturamento fiscal superior a R$ 360 mil e inferiores a R$ 300 milhões ao ano, considerando a receita bruta apurada em 2019. No caso de grupos econômicos, é considerado o faturamento consolidado do grupo.

Os recursos poderão ser utilizados para realizar investimentos, como a aquisição de máquinas e equipamentos, despesas operacionais, como pagamento de salário de empregados, compra de matérias-primas, mercadorias, entre outros.

O prazo total da operação é de até 60 meses, com taxa de juros, para pequenas empresas, a partir de 0,63% ao mês, com prazo de carência de 9 até 12 meses. Já para as médias empresas, a taxa de juros é a partir de 0,53% ao mês.

Os empresários poderão solicitar o crédito no valor mínimo de R$ 15 mil até o valor máximo de R$ 10 milhões, considerando a soma das operações contratadas com garantia do FGI para o mesmo CNPJ, sendo o valor da contratação definido conforme a avaliação de crédito do cliente.

Como solicitar

As pequenas empresas, com faturamento fiscal anual inferior a R$ 30 milhões, podem solicitar o crédito nas agências ou manifestar interesse pelo produto por meio de preenchimento de formulário no site Caixa Com sua Empresa.

Para as médias empresas, com faturamento fiscal anual superior a R$ 30 milhões, o cliente entra em contato diretamente com uma das agências empresariais, para coleta dos documentos e demais tramites de contratação.

As contratações podem ser realizadas até 31 de dezembro de 2020, podendo ser prorrogadas caso haja alteração legal, ou até a utilização do limite disponibilizado para a Caixa no Programa, o que ocorrer primeiro.

Instituições financeiras preveem queda de 5,46% na economia este ano

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,52% para 5,46%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos. O mercado financeiro tem reduzido a projeção de queda há oito semanas consecutivas.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há 13 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 1,67% para 1,71% neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3% há 10 semanas consecutivas. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 no atual patamar (2% ao ano). Para o fim de 2021, a expectativa foi ajustada de 2,75% para 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão passou de 4,75% para 4,50% ao ano e para o final de 2023, segue em 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.

Confiança do consumidor sobe 1,4 ponto em agosto, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 1,4 ponto em agosto e atingiu 80,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Isso significa que voltou ao mesmo nível de março deste ano, quando a pandemia do novo coronavírus começou a impactar a economia. Nas médias móveis trimestrais, a alta ficou em 6,0 pontos. As informações foram divulgadas hoje (24) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na análise por faixas de renda, o ICC mostrou que houve queda de confiança nas faixas de renda extremas e alta nas faixas intermediárias. Os consumidores de menor poder aquisitivo, apontaram piora relacionada à falta de perspectivas sobre emprego e melhora da situação financeira familiar, o que influencia diretamente o consumo. Já nos consumidores com maior poder aquisitivo, também há recuo na intenção de compras de bens duráveis, o que, de acordo com a FGV, pode estar relacionado com o alto nível de incerteza do período.

Para a coordenadora das Sondagens da FGV, Viviane Seda Bittencourt, a tímida alta da confiança dos consumidores em agosto representa uma desaceleração no ritmo da recuperação iniciada em maio. O que é um reflexo do quadro de grande incerteza. Na visão dela, o resultado de agosto expõe também uma expressiva heterogeneidade entre as classes de renda.

“Os consumidores de renda baixa registram queda da confiança e parecem agora projetar maiores dificuldades nos próximos meses, o que pode estar relacionado ao fim dos pagamentos de auxílio emergencial. Os consumidores de maior poder aquisitivo, estão menos satisfeitos com o momento e preferindo poupar a consumir”, apontou.

Segundo a coordenadora, no mês, a confiança dos consumidores de classes intermediárias segue a tendência de recuperação. “Os movimentos distintos mostram que não apenas o impacto, mas a velocidade de reação pode ser diferente entre os agentes econômicos e devem ser analisadas com atenção”, completou.

Conforme o ICC, a satisfação dos consumidores em relação à situação atual permaneceu relativamente estável, ao contrário das expectativas que avançaram pelo terceiro mês consecutivo, apesar da forte desaceleração nesse mês.

Já o Índice da Situação Atual (ISA) cresceu 0,5 ponto e atingiu 71,5 pontos. Esse nível ainda é historicamente muito baixo, ao mesmo tempo em que o Índice de Expectativas (IE) subiu 2,0 pontos, chegando a 87,1 pontos, sendo o melhor resultado desde fevereiro, quando registrou 93,2 pontos. Esse foi o resultado do último mês antes do início da pandemia no Brasil.

Atual

O indicador que mede a satisfação atual dos consumidores com a economia atingiu 75,1 pontos, o que representa alta de 1,2 ponto, Já o indicador que mede a satisfação com a situação financeira familiar teve recuo de 0,3 ponto, para 68,4 pontos. Segundo a FGV, os dois quesitos seguem registrando valores próximos aos respectivos mínimos históricos.

Futuras

Nas perspectivas futuras, embora o indicador tenha mostrado aumento no otimismo dos consumidores, isso se deu em menor ritmo na comparação com os meses anteriores. O índice que mede as expectativas dos consumidores com relação à economia variou 0,2 ponto, passando para 111,7 pontos, o que representa relativa estabilidade. É maior nível desde fevereiro quando ficou em 116,9 pontos.

Ainda em relação à economia, o indicador que mede o otimismo com relação às finanças familiares subiu 1,4 ponto e atingiu para 91,1 pontos. Foi a quarta alta consecutiva. No entanto, foi o quesito que mede o ímpeto de compras de bens duráveis que deu a maior contribuição para a alta do ICC em agosto. Ele teve elevação de 4,3 pontos, 

Vendas de imóveis caíram 2,2% no primeiro semestre, diz CBIC

Os lançamentos de imóveis residenciais caíram 43,9% no primeiro semestre ano, enquanto as vendas tiveram retração de 2,2%, na comparação com igual período do ano passado. Esses números estão no estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do segundo trimestre de 2020, divulgado hoje (24) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Segundo a CBIC, embora as incertezas por causa da pandemia de covid-19 tenham interrompido uma tendência de crescimento que vinha desde janeiro de 2018, os impactos no mercado foram menores que os estimados anteriormente.

Na avaliação da CBIC, enquanto as vendas sofreram quedas leves, houve grande diminuição no número de lançamentos. Isso aconteceu por conta de adiamentos em função da pandemia.

Lançamentos no segundo trimestre

No segundo trimestre de 2020, os lançamentos de imóveis (16.659 unidades) apresentaram uma queda de 60,9% na comparação com igual período de 2019.

Houve redução no número de unidades lançadas em todas regiões. A maior queda foi observada na região Norte (660 unidades), com 73,3% menos lançamentos que no segundo trimestre de 2019, seguida pelo Nordeste, com diferença de 70% (3.244 unidades). A região Sudeste teve variação negativa de 68,3% (18.238 unidades).

No primeiro semestre, foram 37.596 unidades lançadas, contra 67.034 unidades em igual período do ano passado. A maior diferença foi no Nordeste, com 6.690 unidades a menos ou 60,1% menos lançamentos que no mesmo período de 2019.

Vendas

No país, as vendas apresentaram uma queda de 23,5% no segundo trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nas regiões Norte e Nordeste praticamente não houve variação, com -0,5% e +0,1%, respectivamente. Na região Sul, houve variação positiva de 5% (333 unidades). As regiões mais afetadas foram a Sudeste, onde o número de apartamentos vendidos foi 39,3% menor (9.321 unidades a menos), e Centro-Oeste, onde o número de apartamentos vendidos foi 22,9% menor (947 unidades a menos).

No primeiro semestre, as vendas chegaram a 71.109, contra 72.710 em igual período de 2019.

Previsão

Segundo a CBIC, com as vendas praticamente estabilizadas e os lançamentos muito reduzidos no primeiro semestre, em função do que foi adiado por conta da pandemia, a expectativa é que agora as empresas lancem o que foi represado nos últimos meses.

De acordo com o presidente da CBIC, José Carlos Martins, é expectativa é de crescimento de 20% a 30% nos lançamentos no segundo semestre deste ano, comparado a igual período de 2019.

Minha Casa Minha Vida

O estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º Trimestre de 2020 também analisou a participação do programa habitacional Minha Casa Minha Vida nas unidades lançadas e nas unidades vendidas por região brasileira. A representatividade do MCMV sobre o total de lançamentos, no período, foi de 55,6%. Sobre o total de vendas, essa participação foi 56%.

Programa Casa Verde e Amarela

O presidente da CBIC disse que está previsto para amanhã o lançamento no programa Casa Verde e Amarela pelo governo federal. O programa será uma reformulação do Minha Casa Minha Vida. “O ponto chave será a regularização fundiária e a redução da taxa de juros”, disse Martins.

Mais medidas para o setor

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, que participou de parte da coletiva de divulgação do estudo, afirmou que as perspectivas para o segundo semestre para o setor é “muito auspiciosa”.

Segundo ele, o governo anunciará nos próximos meses uma “série de medidas para destravar ainda mais a construção civil”,. Costa afirmou que as medidas serão adotadas para reduzir a burocracia e, assim, o custo para as empresas do setor. Ele afirmou que essas medidas estão sendo criadas com apoio de entidades do setor da construção civil. “Tudo alinhado com a visão de que o Brasil precisa se destravar, precisamos destravar os nossos empresários para que eles consigam investir, consigam crescer. É óbvio que isso tudo depende, principalmente quando fala de construção, de alguns programas públicos que nós devemos continuar”, afirmou o secretário.

Sobre o a retomada do setor, no segundo semestre, o secretário citou a preocupação dos empresários com a possibilidade de aumento de preços de insumos. “Quando retoma mais rapidamente do que se imaginava, às vezes, faltam alguns insumos. Aí os preços sobem. Temos que certeza que qualquer desajuste de preço será temporária”, destacou. Ele acrescentou que acredita que a construção civil será “motor da retomada da economia”.

E-book gratuito da FIESC traz orientações sobre a retomada segura dos negócios

A Federação das Indústrias (FIESC) está lançando o e-book gratuito Como promover a retomada segura dos negócios. A publicação tem o objetivo de informar o setor produtivo sobre as principais diretrizes legislativas de prevenção ao coronavírus no ambiente de trabalho e reúne medidas de saúde e segurança para a retomada das atividades.

::: Acesse a publicação. 

“As equipes da FIESC estão assessorando as empresas para monitorar a saúde dos seus trabalhadores, testá-los e estabelecer medidas preventivas adequadas à legislação. Estamos atentos às mudanças e atuando para que os ambientes de trabalho permaneçam saudáveis para o desenvolvimento seguro das atividades”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “Uma série de medidas preventivas vêm sendo implementadas com o apoio do SESI e do SENAI e pelo menos 36 mil pessoas em todo o estado têm a saúde monitorada por meio do CoronaDados”, acrescenta o diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Machado Pereira. 

O documento funciona como um guia que reúne as recomendações centrais para a retomada segura e alinhada à legislação. O material traz o passo a passo para a elaboração de um plano de ação, além de análises e diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e orientações gerais de segurança e higiene. 

O atendimento e a orientação à indústria é uma das frentes de atuação da FIESC e de suas entidades no enfrentamento à pandemia. Outras iniciativas são o conserto de respiradores pelo SENAI, a articulação do Fundo Fera para arrecadar recursos, o lançamento do programa Travessia, para planejar o pós-pandemia e a discussão de protocolos com o governo do estado para assegurar que as atividades econômicas sejam desenvolvidas com segurança. Na semana passada, o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar e o secretário da Saúde, André Motta Ribeiro iniciaram uma nova etapa de discussões. Neste momento, equipes técnicas da secretaria da Saúde e da FIESC avançam em um trabalho conjunto para reduzir a gravidade da crise sanitária em Santa Catarina.

::: Saiba mais em www.protocolocorona.com.br  

 
Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

Portos de SC ficam em primeiro lugar no ranking de desempenho ambiental

 Portos catarinenses foram destaque no Índice de Desempenho Ambiental (IDA), divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), nesta quinta-feira, dia 13. O Porto de Itajaí conquistou o primeiro lugar na categoria de portos públicos, com 99,47 pontos. O Porto Itapoá Terminais Portuários de Santa Catarina ganhou entre os Terminais de Uso Privado (TUPs), com 99,26 pontos.

Para o superintendente de desempenho, desenvolvimento e sustentabilidade da Antaq, José Renato Fialho, “a primeira posição do Porto de Itajaí não é surpresa. Desde a implantação do IDA, o porto sempre ficou em primeiro ou em segundo lugar”. Fialho destacou, ainda, que o Porto Itapoá subiu cinco posições em 2019 em relação a 2018.

O Porto de Paranaguá (PR) ficou em segundo lugar, com 98,65 pontos. Itaqui (MA), em terceiro. O Porto de Santos (SP) ficou em quarto lugar, e o Terminal Portuário de Pecém (CE) alcançou a quinta posição.
Entre os TUPs, o terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) ficou em segundo lugar, com 98,13 pontos. Em seguida, Portonave – Terminais Portuários de Navegantes (SC). Na quarta posição, Cattalini Terminais Marítimos em Paranaguá. No quinto lugar, Terminal da Ilha Guaíba – TIG (Mangaratiba/RJ).

O IDA, aplicado desde 2012, é a principal ferramenta para avaliação da gestão ambiental de instalações portuárias reguladas pela Antaq.


Com informações da assessoria de imprensa da Antaq

Celesc anuncia reajuste e indústria deve pagar, em média, 7,67% a mais

A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL acaba de anunciar o valor do reajuste a ser aplicado nas tarifas emitidas pela Celesc Distribuição no período de 22 de agosto de 2020 a 21 de agosto de 2021. Para os consumidores atendidos em alta tensão, como é o caso da indústria, o reajuste médio será de 7,67%.

"Este reajuste próximo a 8%, neste momento em que a sociedade sofre as severas consequências da pandemia da Covid-19, é um golpe doloroso e difícil de suportar, especialmente para as populações carentes e as empresas mais frágeis", avalia o presidente da Câmara de Energia da FIESC, Otmar Muller. Ele salienta que o reajuste é compreensível sob os pontos de vista econômicos, legal e de segurança jurídica e tem entre as causas a desvalorização do real frente ao dólar, afetando os preços da anergia que vem de Itaipu. "É agravado pelas consequências nefastas de medidas erradas do governo federal em 2013. E ainda é carregado pelos subsídios embutidos na Conta Desenvolvimento Energético, que onera de forma discriminatória Santa Catarina e os demais estados do Sul", afirma, observando que há, também, uma elevada carga de impostos sobre a tarifa. "Torna-se cada vez mais evidente a necessidade de revisão do modelo e das regras do sistema elétrico brasileiro. Tal como está, em qualquer situação fora de um mundo perfeito, de uma calamidade como a atual, o ônus vai ser pago sempre pelo consumidor. Isso precisa mudar. É importante ressalvar a isenção da Celesc nas causas deste reajuste. Ela tem sido historicamente uma das Distribuidoras mais eficientes do país", completou.

O valor do reajuste tarifário, de maneira ordinária, ficaria em 15,52% originalmente, em razão de impactos decorres de itens não gerenciáveis pela Distribuidora, tais como elevação de custos com encargos setoriais, aquisição de energia, com destaque para a compra de energia da usina de Itaipu precificada em dólar, e pelos custos com transmissão de energia.

Cabe destacar, entretanto, que o empréstimo da Conta-Covid proporcionou amortecimento dos índices de reajuste a serem percebidos nas contas dos consumidores catarinenses. A Conta-covid foi uma ferramenta disponibilizada pelo Ministério de Minas e Energia, e a participação da Celesc contribuiu para reduzir o impacto do reajuste da concessionária em -7,38%. Diante disso, o efeito médio para os consumidores será de 8,14%,conforme apresentado a seguir: 

Para os consumidores residenciais, residenciais baixa renda, rurais, iluminação pública e comércio, atendidos em baixa tensão (Grupo B), que representam 79% do mercado consumidor na área de concessão da Empresa, o efeito médio será de 8,42%;
Para indústrias e unidades comerciais de grande porte (como shopping centers), atendidos em alta tensão (Grupo A), o efeito médio será de 7,67%.

Resultado do Reajuste Tarifário Anual 2019

Efeito médio – Grupo A – Alta Tensão

7,67%

Efeito médio – Grupo B – Baixa Tensão

8,42%

Efeito médio para consumidor (A + B)

8,14%

 

Os itens que mais impactaram para a composição do valor do reajuste foram os custos de aquisição de energia, custos de transmissão e os encargos setoriais. Todos esses itens fazem parte da Parcela A, na qual a distribuidora não tem gerência.Destaca-se a seguir os principais fatores do aumento tarifário:

  • Encargos Setoriais: Estes valores são definidos por Leis, onde o principal impacto foi o aumento nos Custos de Consumo de Combustíveis - CCC, pagos por todos os consumidores do Brasil por meio da Conta de Desenvolvimento Energético - CDE;
  • Custos de Transmissão: Estes valores são para as Transmissoras de Energia, onde o principal impacto foi decorrente de valores indenizatórios recebidos pelas transmissoras;
  • Compra de Energia: Estes valores são para os Geradores de Energia, onde o principal impacto foi decorrente da usina de Itaipu, que representa aproximadamente um quinto da compra de energia da Celesc, que é precificada em dólar – houve aumento de 42% de aumento no câmbio em relação a 2019.

Evolução da Tarifa - Considerando-se o histórico desde 2010, a tarifa B1 residencial da Celesc permanece em patamar inferior ao dos dois principais índices de inflação: IPCA e IGP-M. Enquanto no período o IPCA apresentou evolução de 62,5% e o IGP-M de 73,3%, a tarifa da Celesc foi reajustada em 57,26%. Essa relação demonstra que os processos tarifários têm mantido a proposta de modicidade tarifária e um processo de regulação adequada. Além disso, destaca-se que a tarifa em 2020 ainda ficará menor que os valores de 2018, e permanece como uma das menores entre todas as concessionárias do País.

Parcela Celesc - A tarifa paga pelo consumidor deve cobrir os custos de geração, transmissão, distribuição, encargos setoriais e impostos. Da tarifa que passa a ser cobrada do cliente da Celesc, a parcela a ser gerenciada pela Empresa para ampliação, operação e manutenção do sistema elétrico e custeio das despesas operacionais será de 14,3% do total.

"Entendemos que a Celesc tem uma finalidade social de distribuir energia à sociedade catarinense, por isto estamos indo até o limite do que podemos oferecer aos consumidores durante a pandemia, sem por em risco a prestação do serviço. No grupo A parcelamos mais de R$ 70 Milhões em faturas para cerca de 700 clientes, assim como no grupo B já parcelamos mais de 15 mil consumidores. Ressaltamos, entretanto, que a cada R$ 100,00 pagos pelo consumidor, menos de R$ 15,00 ficam com a Empresa. O restante somente é repassado para outros agentes do Setor Elétrico, e justamente estes valores tiveram o maior aumento neste reajuste”, destaca o presidente Cleicio Poleto Martins.

Reajuste Tarifário Anual é um dos mecanismos de atualização do valor da tarifa paga pelo consumidor de acordo com fórmula prevista no contrato de concessão. O seu objetivo é restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro da concessionária.

Para aplicação da fórmula de Reajuste são repassadas as variações dos custos de Parcela A, que são aqueles em que a distribuidora não tem gestão. Por contrato, são os custos relacionados a:

  • Compra de energia elétrica para atendimento de seu mercado;
  • Valor da transmissão dessa energia até a área da distribuidora;
  • Encargos Setoriais.

No Reajuste, os custos com a atividade de distribuição, que são aqueles geridos pela Celesc D e definidos como Parcela B, são corrigidos pelo índice de inflação constante no contrato de concessão (IPCA), deduzido o Fator X, que é um índice de eficiência imposto à empresa. Os itens de Parcela B são:

  • Os custos operacionais das distribuidoras;
  • Os custos relacionados aos investimentos (remuneração) por ela realizados para a melhoria da qualidade;
  • Quota de depreciação de seus ativos (investimento necessário na sua rede de distribuição para a manutenção do serviço de distribuição).

Esses valores são fixados pela ANEEL na época da Revisão Tarifária Periódica (última ocorrida em 2016) e são revistos a cada cinco anos. O objetivo do Fator X é definir índice de produtividade e eficiência da atividade de distribuição e capturá-los em favor da modicidade tarifária em cada Reajuste Tarifário Anual.



Informações da assessoria de imprensa da Celesc

Palestra auxilia na viabilização de ideias de negócio e de projetos pessoais

Você tem muitos projetos, mas ainda não conseguiu torná-los realidade? No dia 19 de agosto (quarta-feira), às 18h30, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) promove o “Tire suas ideias do papel", com a palestra de Luciano Braga, publicitário, empreendedor, roteirista e cartunista. O evento online sensibilizará a comunidade acadêmica sobre empreendedorismo e inovação e pretende motivar a participação no 3º Prêmio Univali de Inovação.

 

Depois de tirar uma série de projetos do papel, tanto na vida profissional quanto pessoal, Braga aprendeu formas de encarar e driblar as barreiras que mais atrapalham as pessoas na hora de viabilizar as ideias. São mais de dez anos empreendendo e muitos dos aprendizados obtidos nessa trajetória estão compilados no livro "333 páginas para tirar seu projeto do papel", que escreveu em parceria de Daniel Larusso e Gabriel Gomes. Nesta palestra, Luciano Braga apresentará exercícios citados no livro e histórias pessoais, para estimular e ajudar o público na habilidade empreendedora.

O evento é aberto ao público. Para se inscrever clique aqui.

Palestrante

Luciano Braga é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É sócio e diretor de Criação da Shoot, um estúdio de criatividade para um mundo melhor. Escreveu os livros #OPoderDoTempoLivre, #333Páginas e #ESeFosseDiferente?, três ferramentas para pessoas interessadas em criatividade, inovação, empreendedorismo e realização pessoal.

Prêmio de Inovação

O Prêmio Univali de Inovação incentiva o empreendedorismo e a inovação tanto no âmbito acadêmico quanto na região em que a universidade atua, envolvendo alunos, professores e egressos no uso de ferramentas de desenvolvimento de negócios. Nesta edição haverá o Prêmio Destaque Covid-19 que será oferecido para a equipe, que dentre todas as inscritas, apresentar a melhor ideia de negócio voltado para o “Enfrentamento ao Covid-19 e suas consequências". A inscrição é gratuita e segue até 20 de setembro, aqui

Localfrio anuncia novos diretores para áreas comercial e financeira

A Localfrio, um dos maiores operadores logísticos nacionais, anuncia a chegada de Piero Grassi Simioni como novo diretor comercial e de Ana Paula Romantini para a diretoria financeira.

Formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Anhembi Morumbi e MBA em gerenciamento de projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Piero Grassi Simioni acumula 10 anos de experiência no segmento de logística, especialmente no segmento de saúde. O executivo tem passagem por empresas como Luft, Andreani, Bomi, entre outras.

O novo diretor comercial destaca que um de seus principais desafios será o de aumentar a oferta de serviços. "Chego com a missão de ampliar o leque de soluções para a companhia. Pretendo colocar em prática a experiência que acumulei no setor de saúde para trazer serviços agregados e soluções em supply chain, uma das demandas que o mercado necessita. Quanto mais valor agregado gerarmos aos nossos clientes, maior será nossa eficácia e excelênica nessa relação".

Ana Paula Romantini é formada em Administração de Empresas pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo - FEA/USP e MBA em Finanças Corporativas pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). Atualmente cursa MBA executivo internacional pela Business School São Paulo. Trabalhou em empresas como Donneley Cochrane, Telemar, IG, Elektro e Santo Antônio Energia.

A diretora financeira destaca que o principal desafio é preparar a Localfrio para um novo ciclo de crescimento. "Nesse momento a empresa acaba de implementar o SAP ERP, o sistema integrado de gestão empresarial mais avançado e líder no mercado mundial. Outro foco importante da nova gestão é a reestruturação de políticas e processos de forma a fortalecer o posicionamento da Localfrio com as melhores práticas de governança corporativa", diz.

Originalmente focada no segmento de armazéns frigorificados e terminais alfandegados, a Localfrio planeja ampliar suas atividades e passa a atuar como um operador logístico completo, com soluções integradas para grandes e médias empresas.

As operações da Localfrio estão concentradas em São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco. São 6 unidades operacionais, sendo 4 terminais alfandegados, totalizando 430 mil metros quadros de área disponível.

Envidamento entre os catarinenses chega ao menor patamar da história

Segundo pesquisa divulgada nesta semana pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC), o índice de endividamento das famílias catarinenses caiu de 42,6% em junho para 41,3% em julho. Esse é o menor percentual da história da pesquisa. Antes da pandemia, o índice de famílias endividadas estava acima de 50%.

A entidade explica que por conta das incertezas econômicas causadas pelo Coronavírus, os catarinenses estão adotando uma postura de precaução em relação ao endividamento. A estimativa é que desde o início da pandemia, 52 mil famílias quitaram suas dívidas em Santa Catarina.

"Isso já era perceptível pelo comportamento dos consumidores nas datas comemorativas, optando por pagar à vista para evitar compromissos em um cenário tão incerto quanto o de uma pandemia", destacou o economista da Fecomércio/SC, Leonardo Régis.

A maior parte das dívidas dos catarinenses são referentes ao cartão de crédito (72,6%), seguido por carnês (36,7%) e pelo financiamento do carro (36,2%). A maioria dos consumidores (63,9%) afirmou que ficará mais de um ano envolvido com suas dívidas. Em média, a parcela de renda comprometida é de 32%.


 

Inadimplência

Já o índice de inadimplência - que mede o percentual de famílias com contas em atraso - chegou a 10,6% e também atingiu o menor percentual da história da pesquisa. Em junho, a taxa era de 11,8%. Já em fevereiro, o índice estava em 20,3%

Apesar da queda no indicador, o percentual de famílias endividadas que afirmaram que não vão conseguir pagar suas contas subiu de 45,8% para 50%. A alta é vista com preocupação pela Fecomércio/SC.

"Esse movimento foi acompanhado por um aumento da incerteza, e concentra-se de maneira mais intensa nas faixas de renda até 10 salários mínimos. Isso pode indicar uma tendência de piora relativa do perfil dos que permanecem endividados, pois cada vez mais representam aqueles que possuem maiores dificuldades para honrar suas dívidas", explicou a entidade em relatório.


 

Números por municípios 

O levantamento mostrou também que mesmo com a melhora dos indicadores no Estado, o endividamento das famílias variou consideravelmente nas quatro cidades pesquisadas. O maior percentual de endividamento é em Florianópolis, com 52,6%. Em seguida aparecem Joinville (40,6%), Blumenau (34,8%) e Chapecó (29%).

A capital também lidera o ranking de inadimplência, com 18,2% de famílias com contas em atraso. Na sequência estão Joinville (11,6%), Chapecó (6,4%) e Blumenau (4,5%).

 

Portos prontos para o cenário pós-pandemia

                                                                                                      Milton Lourenço (*)

O cenário pós-pandemia de coronavírus (covid-19), imaginado por vários economistas e por agências e institutos de análise de mercado mais renomados do País e do exterior, apresenta-se bastante nebuloso. Já idealizado como a maior crise econômica desde a Grande Depressão de 1929, esse cenário prevê uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) global de 2,4% em 2020, seguida de um crescimento de 5,9% em 2021, segundo projeções da empresa norte-americana de consultoria financeira Standard and Poor´s 500, ou apenas S&P, renomada por seus índices para bolsas de valores de todo o mundo.
            Para o Brasil, esse cenário de brutal recessão econômica é ainda mais nebuloso, levando-se em conta a inoperância demonstrada pelo governo federal diante dos efeitos da pandemia, em razão principalmente da postura esquizofrênica e extravagante do presidente Jair Bolsonaro, ao pretender atribuir toda a culpa pela situação do País aos governadores e p refeitos , entre outras posturas pouco ortodoxas e levianas.
Trata-se, evidentemente, de postura claramente de marketing de péssima qualidade, que procura disfarçar uma tentativa frustrada de se eximir de um problema de alcance nacional, cuja responsabilidade principal pelo enfrentamento deveria caber a quem está à frente do poder central. Mas, ao tergiversar sobre o tema, o presidente da República deixa à mostra que lhe faltam capacidade de liderança e carisma para mobilizar a população brasileira. Infelizmente.
Todavia, a par desse gravíssimo problema de saúde, o fato é que o empresariado nacional, em especial o do setor agropecuário, conseguiu  expandir de forma espetacular, sem precedentes na história brasileira,  a nossa produção, a ponto de torná-la suficiente tanto para o consumo interno como para o externo, com claro potencial  de crescimento que coloca o País em situação privilegiada também para o futuro.
Nesse sentido, os números provam, de maneira inequívoca, o grande sucesso do agronegócio brasileiro, que, já há alguns anos, vem alicerçando a economia brasileira com o ingresso de grandes quantidades de dólares. Basta ver que a produção de grãos para as safras de 2019/2020 está prevista para chegar à impressionante marca de 250 milhões de toneladas. Somente para a soja, a previsão é de uma colheita de 120,4 milhões de toneladas, enquanto para o milho a projeção é de 100 milhões de toneladas.
Com esse desempenho do agronegócio, o comércio exterior brasileiro, por consequência, consegue se manter igualmente em crescimento constante, registrando recordes nas operações em vários portos brasileiros e, em especial no de Santos, que, ao longo dos anos, graças às privatizações e aos investimentos das empresas ganhadoras de licitações públicas, tem dado um bom exemplo de vitalidade.
Para aproveitar esse excepcional nicho, o Porto de Santos só precisa ter mais agilidade em sua administração para atender às melhorias de infraestrutura e redução de custos, além de garantir áreas para a sua expansão. Menos mal que a presidência da República, neste ponto, tenha optado por deixar a administração dos portos nas mãos de técnicos que já estavam atuando na área e, assim, puderam dar continuidade aos trabalhos que já vinham sendo desenvolvidos pelo governo anterior, dentro do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).
Dessa maneira, não houve interrupções causadas por indicações políticas. Com isso, o Porto de Santos e os demais mostram-se hoje em condições de atender prontamente às necessidades que, com certeza, virão quando o País tiver superado os efeitos da pandemia e começar uma nova fase de recuperação econômica.
________________________  
(*) Milton Lourenço é presidente do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Exterior (trading company), todas com matriz em São Paulo e filiais em vários Estados brasileiros. E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br


 

Produção industrial cresce em 14 locais em junho, diz IBGE

A produção industrial cresceu em 14 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na passagem de maio para junho deste ano. As maiores altas foram observadas nos estados do Amazonas (65,7%) e do Ceará (39,2%), de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados hoje (11).

Também tiveram crescimento acima da média nacional (8,9%) os estados do Rio Grande do Sul (12,6%), de São Paulo (10,2%) e Santa Catarina (9,1%). Completaram a lista dos estados com alta na produção Minas Gerais (5,8%), Paraná (5,2%), Pernambuco (3,5%), Pará (2,8%), Goiás (0,7%), Rio de Janeiro (0,7%), Bahia (0,6%) e Espírito Santo (0,4%).

A Região Nordeste, única a ter a produção de todos os estados calculada de forma conjunta, cresceu 8%. Mato Grosso foi o único local com queda (-0,4%).

Outros tipos de comparação

Na comparação com junho de 2019, 12 dos 15 locais pesquisados tiveram queda na produção, com destaque para Espírito Santo (-32,4%) e Ceará (-22,1%). Os três locais com alta foram Pernambuco (2,8%), Mato Grosso (1,6%) e Goiás (5,4%).

No primeiro semestre do ano, houve redução em 13 dos 15 locais, na comparação com o mesmo período do ano anterior. As maiores quedas foram observadas no Ceará (-22%), Espírito Santo (-20,8%) e Amazonas (-19,6%). Rio de Janeiro (2,3%) e Goiás (0,9%) foram os únicos locais com alta.

Já no acumulado de 12 meses, foram observadas quedas em 12 locais, com destaque para o Espírito Santo (-19,6%). Os estados com alta na produção foram Rio de Janeiro (4,4%), Goiás (2,2%) e Pará (0,4%).

Ipea: consumo aparente de bens industriais cresce 5,2% em junho

O Indicador Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais, medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cresceu 5,2% em junho, em comparação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. O indicador mede a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações.

Com a alta de 2,2% observada em maio, em relação a abril, o segundo trimestre de 2020 registrou queda de 19,6% na margem. O estudo foi elaborado pelo Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea e divulgado hoje (11) no Rio de Janeiro.

Ainda na comparação dessazonalizada, isto é, com ajuste sazonal, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) aumentou 16,2% em junho, as importações de bens industriais caíram 22,5%. Em relação a junho do ano passado, a demanda interna por bens industriais mostrou retração de 12,4%. Com isso, o segundo trimestre do ano apresentou queda de 19,7% na comparação interanual, não na margem, em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. No ano de 2020, até junho, a queda acumulada atingiu 9,8%.

Na análise de 12 meses encerrados em junho, a demanda foi reduzida em 4,2%, enquanto a produção industrial, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou baixa de 5,6%.

Grandes categorias

O estudo revela que, em relação às grandes categorias econômicas, o bom desempenho de junho na comparação dessazonalizada foi bastante disseminado. Excetuando o segmento bens de capital, que recuou 13,9%, todos os demais apresentaram variação positiva. Destaque para a demanda por bens de consumo duráveis, que subiu 72,1% na margem. Na comparação interanual, o resultado negativo foi generalizado, refletindo os efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

O Ipea apurou que, com relação às classes de produção, na comparação dessazonalizada, o bom desempenho registrado pelas grandes categorias econômicas se refletiu no resultado da demanda interna por bens da indústria de transformação, que aumentou 2,8% em junho sobre maio. O forte crescimento das importações de petróleo e gás natural no período levaram a indústria extrativa mineral a uma expansão de 59,7% na margem.

Levando em conta a análise setorial, o estudo do Ipea constatou que 15 dos 22 segmentos pesquisados reduziram o índice de difusão, que mede o percentual dos segmentos da indústria de transformação, com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal, de 77% em maio para 68% em junho. O destaque positivo ficou com o segmento veículos, cuja alta na margem atingiu 72,4%.

Na comparação interanual, o resultado ainda é bastante negativo, analisou o Ipea. Somente quatro segmentos registraram crescimento em junho ante igual mês de 2019. Os segmentos outros equipamentos de transporte e farmoquímicos foram os destaques positivos, com altas de 41,6% e 15,4%, respectivamente. No resultado acumulado em 12 meses, quatro segmentos apresentaram variação positiva, entre eles o segmento alimentos, com alta de 0,9%, e produtos de borracha e de material plástico (+1,5%). 

Governo promulga acordo de livre comércio automotivo com o Paraguai

O presidente Jair Bolsonaro promulgou o acordo de livre comércio automotivo assinado com o governo do Paraguai em fevereiro deste ano. O decreto sobre a execução e cumprimento do acordo foi publicado hoje (10) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República disse que o objetivo do documento é facilitar o comércio e a cooperação aduaneira entre os dois países, em especial para os produtos automotivos. Pelo acordo, as peças e os veículos vendidos pelos dois países terão tarifas mínimas ou zeradas, mas o intervalo para o livre comércio variará entre os dois países.

Os produtos automotivos paraguaios, peças e veículos, terão livre comércio imediato no Brasil. Os produtos brasileiros, no entanto, serão taxados em até 2% no Paraguai. As tarifas cairão gradualmente, por meio da aplicação de margens de preferências, até a liberação total do comércio no fim de 2022.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 415 milhões para o Paraguai e importou US$ 235 milhões em produtos automotivos.

O Brasil já assinou acordos semelhantes com a Argentina, no ano passado, e o Uruguai, em 2015, no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). 

As condições valem por tempo indeterminado ou até que todo o setor automotivo se adapte ao Regime Geral do Mercosul, que prevê tarifa externa comum (TEC) em 11 níveis tarifários, cujas alíquotas variam de 0% a 20%, com escalonamento. Insumos têm alíquotas mais baixas e produtos com maior grau de elaboração, alíquotas maiores.

Auxílio emergencial manteve economia ativa em municípios mais pobres

Um estudo realizado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) mostrou que o auxílio emergencial de R$ 600 foi responsável por manter a economia ativa durante a pandemia em municípios de menor renda e Produto Interno Bruto (PIB) e alta vulnerabilidade.

Segundo um dos autores do estudo, as regiões Norte e Nordeste tiveram maior impacto com o recebimento do auxílio.

“Se for olhar o impacto sobre o PIB ou sobre a massa de rendimentos das famílias, tem vários municípios de estados do Norte e do Nordeste que se beneficiam bastante, como o Pará e o Maranhão. No estudo, a gente apresenta uma relação desses estados, onde tem [lugar] que o impacto sobre o PIB do estado chega a ser mais de 8% e, em nível de município, tem alguns que chega a ter impacto de 27%”, explicou o professor de economia da UFPE, Ecio Costa.

Ainda de acordo com o estudo, apesar de o estado de São Paulo ser o maior recebedor de recursos, em termos absolutos, quando comparado com o tamanho da sua economia e o impacto sobre o PIB, sua posição é de 25º. O estado mais beneficiado é o Maranhão, com algo em torno de 5% do seu PIB. “Os municípios das regiões Sul e Sudeste são os menos impactados relativamente analisando, ou seja, como percentual do PIB”, apontou Costa.

Para o pesquisador, o que mais chamou a atenção na pesquisa foi a eficácia e o foco da política. “A política vai diretamente na família dos municípios mais pobres das regiões mais pobres do Brasil e traz um impacto significativo para esses municípios, justamente pela forma como está sendo conduzida: não há intermediários, é uma transferência de recursos direta para essas pessoas que mais precisam, quer sejam cadastrados no Bolsa Família, Cadastro Único e também os informais. Então, traz realmente um impacto significativo tanto nas famílias mais pobres, como nos municípios que mais necessitam”, analisou.

Com relação à utilização do dinheiro, o professor diz que a verba tem sido utilizada de forma bem pulverizada. “Em geral, as famílias gastam com alimentação, vestuário, pagamento de contas, compra de itens para a casa, de forma que teremos isso bem pulverizado. São milhões de pessoas recebendo esses recursos distribuídos ao longo do país como um todo, fazendo com que tenham a liberdade para gastar como bem entender”, finalizou.

Novo indicador econômico de SP mostra avanço de 6,8% no PIB em junho

A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) lançou hoje (10) um novo indicador, que vai monitorar a economia paulista em tempo real. Chamado de PIB+30, o indicador revelou que, em junho, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado avançou 6,8% com relação a maio.

Já na comparação com junho de 2019, a evolução foi de 1,8%. Em relação ao resultado trimestral, o PIB+30 registrou retração de 5,4% no segundo trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019. Já no primeiro semestre deste ano, houve retração de 1,3% em relação ao verificado nos seis primeiros meses do ano passado.

Segundo o secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles, a análise desse indicador vai demonstrando que o nível de atividade econômica do estado vai se recuperar antes do previsto, provavelmente já na virada deste ano. “Mas não há dúvidas de que, mantido o ritmo atual, teremos uma recuperação muito mais cedo do que se esperava. A expectativa era para algo mais tarde, durante o ano de 2021”, disse o secretário hoje, em entrevista à imprensa ao lado do governador João Doria.

Indicador

A ideia do novo indicador é agilizar as estatísticas do PIB no estado. “Trata-se de uma ferramenta de gestão inovadora, que permite examinar as estatísticas da atividade econômica a uma velocidade muito superior às análises de PIB conhecidas até agora”, disse o governador de São Paulo, João Doria.

O indicador representa cerca de 97% do PIB estadual e será apresentado na forma de índices e taxas ajustadas sazonalmente. A metodologia do PIB+30 tem como referência o mês anterior.

O novo indicador reflete o cálculo do PIB do estado e dos municípios, estes em conjunto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); além do sistema de estatísticas conjunturais, composto pelo PIB Trimestral (estado e regiões) e PIB Mensal (estado).

Para o secretário da Fazenda, o PIB+30 ajudará o estado a estabelecer o processo de retomada econômica. "A ideia é exatamente diminuir o período entre a base de ocorrência de crescimento ou queda do PIB e a data de publicação, diminuindo a defasagem em cerca de um mês. Isso nos permite acompanhar com maior precisão essa evolução e identificar rapidamente mudanças de atividade econômica no estado", afirmou Meirelles

Custo da construção tem alta de 0,49% em julho

Publicado em 07/08/2020 - 10:39 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou inflação de 0,49% em julho deste ano. É a maior taxa em 2020. Em junho, o Sinapi havia ficado em 0,14%.

Com o resultado de julho, o indicador acumula inflação de 1,97% no ano e de 3,33% em 12 meses. O custo da construção passou a ser de R$ 1.181,41 por metro quadrado.

Os materiais de construção tiveram alta de 0,48% e passaram a valer R$ 619,58 por metro quadrado. Já o custo da mão de obra por metro quadrado subiu 0,50% e passou a ser de R$ 561,83.

Inflação oficial fica em 0,36% em julho, diz IBGE

Publicado em 07/08/2020 - 09:28 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Brasília

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,36% em julho deste ano, taxa acima do 0,26% de junho deste ano e do 0,19% de julho do ano passado. Este é o maior índice para um mês de julho desde 2016 (0,52%).

Com o resultado, o IPCA acumula taxas de inflação de 0,46% no ano e de 2,31% em 12 meses, de acordo com dados divulgados hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Custo da cesta básica caiu em 13 capitais no mês de julho, diz Dieese

No mês de julho, o custo da cesta básica caiu em 13 das 17 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nas outras quatro capitais, o custo subiu.

Entre as capitais analisadas, a cesta básica mais cara encontrada foi a de Curitiba, onde o preço médio estava em torno de R$ 526,14; seguida por São Paulo, com custo médio de R$ 524,74. A cesta mais barata era a de Aracaju, com preço médio de R$ 392,75.

Em Curitiba, o preço da cesta cresceu 3,97%, o que também ocorreu em Florianópolis, com crescimento de 0,98%, Campo Grande, 1.01%, e Recife crescimento de 0,18%.

Coleta

Por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Dieese suspendeu a coleta presencial de preços e começou a coletar os preços por meio de telefone, aplicativos de entrega, e-mail e consultas na internet. Com a dificuldade para coletar esses dados, a amostra teve que ser reduzida. Somente na capital paulista a coleta continua sendo feita de forma presencial.

“Entretanto, é importante levar em consideração que as variações devem ser relativizadas, uma vez que os preços médios observados são resultado não só da atual conjuntura, mas do fato de não ter sido possível seguir à risca a metodologia da pesquisa. Sem a coleta presencial, os preços podem estar subestimados ou superestimados”, explicou a entidade, ressaltando que os dados captados pela internet referem-se em geral às grandes redes varejistas com lojas online. Outro problema que pode interferir no preço é o fato de que os produtos podem ser de marcas diferentes das que eram habitualmente coletadas na pesquisa presencial.

Salário mínimo

Com base na cesta mais cara do país, o valor do salário mínimo em dezembro, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, teria que ser de R$ 4.420,11, o que corresponde a 4,23 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.045.

Captação da poupança bate recorde para meses de julho

Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19). No mês passado, os investidores depositaram R$ 27,14 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta quinta-feira (6) o Banco Central. Em julho do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 1,61 bilhão a mais do que tinham depositado.

O resultado de julho é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula entrada líquida de R$ 111,58 bilhões nos sete primeiros meses do ano.

A aplicação tinha começado o ano no vermelho. Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos passaram a superar os saques.

O interesse dos brasileiros na poupança se mantém apesar da recuperação da bolsa de valores nos últimos meses e da melhora das condições de outros investimentos, como títulos do Tesouro. Nos dois primeiros meses da pandemia, as turbulências no mercado financeiro fizeram investidores migrar para a caderneta.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos em queda. Com as recentes reduções na taxa Selic, o investimento está rendendo menos que a inflação.

Nos 12 meses terminados em julho, a aplicação rendeu 3,12%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, atingiu 2,13%. O IPCA cheio de junho será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) amanhã (7).

Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 1,63% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com a atual fórmula, a poupança renderia 1,4% este ano, caso a Selic de 2% ao ano, definida ontem (5) pelo Banco Central, estivesse em vigor desde o início do ano. No entanto, como a taxa foi sendo reduzida ao longo dos últimos meses, o rendimento acumulado será um pouco maior.

Histórico

Até 2014, os brasileiros depositaram mais do que retiraram da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

NOTA DA PORTOS RS SOBRE O NITRATO DE AMÔNIO

Depois do incidente ocorrido no Porto de Beirute, aonde os relatos são de que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio foram armazenadas no depósito do porto, explodindo e causando mortes e danos sem precedentes na capital libanesa, em circunstancias que serão apuradas pelas autoridades daquele País, a Portos RS vem através desta nota esclarecer que:


O produto nitrato de amônio tem movimentação nos seus Portos, mais precisamente no porto de Porto Alegre e Rio Grande. Em Rio Grande, este ano o porto movimentou cerca de 85 mil toneladas. No porto de Porto Alegre tivemos duas operações este ano, totalizando 18 mil toneladas.


O desembarque do navio somente é feito depois da autorização e controle do Exército Brasileiro por meio de sua Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados. O nitrato de amônio é um produto químico não inflamável, mas que pode intensificar o fogo em outros combustíveis atuando como fonte de oxigênio (oxidante). Também, ele é considerado uma substância de "interesse militar". Isso significa que a fabricação, transporte, comercialização e o uso do produto estão sujeitos ao controle do Exército.


A maioria das cargas de nitrato de amônio do estado chega importado proveniente da Estônia, passando pelos Portos Gaúchos e indo direto para os importadores que tem toda a armazenagem adequada e vistoriada pelos órgãos ambientais e pelo Exército Brasileiro.

A Portos RS reitera que vem prezando pela transparência e prestação de serviço adequada a seus usuários e para a população em geral.

Texto: Larissa Carvalho

Vendas de automóveis têm queda de 31% em julho

As vendas de automóveis tiveram queda de 31% em julho na comparação com o mesmo mês de 2019, segundo balanço divulgado hoje (4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Foram comercializados 134,9 mil carros no último mês, contra 195,8 em julho do ano passado.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, os emplacamentos de automóveis registram retração de 38,8%, em comparação com o período de janeiro a julho de 2019. Neste ano, foram vendidas 771,8 mil unidades, enquanto nos mesmos meses do ano passado foram comercializados 1,26 milhão de automóveis.

Em relação a junho, no entanto, as vendas tiveram crescimento de 31,8%.

As vendas de caminhões acumulam queda de 15,6% no ano, com 47,1 mil unidades vendidas de janeiro a julho. Porém, em comparação com o mesmo mês de 2019, as vendas de julho tiveram alta de 5,8%, com a comercialização de 9,5 mil caminhões. O número também representa um crescimento de 8,7% em relação a junho.

As motos tiveram, em julho, queda de 5,4% nas vendas, com a comercialização de 85,1 mil unidades. No acumulado do ano, as vendas dos veículos de duas rodas registram retração de 29,8%, com o emplacamento de 435,4 mil unidades, contra 620,2 mil vendidas de janeiro a julho de 2019.

Alta no consumo de gás natural já preocupa indústria de SC

A segurança no suprimento de gás natural preocupa o setor industrial, responsável por 80% do consumo estadual do insumo. Santa Catarina foi o estado com maior retomada na demanda no País e já se aproxima dos níveis utilizados pré-pandemia, informou nesta segunda-feira (3), o presidente da SCGás, Willian Lehmkuhl, em reunião com o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar. “Precisamos nos preocupar com alternativas para assegurar o suprimento e os investimentos na expansão da infraestrutura, especialmente se no futuro for confirmada a perspectiva de redução nas tarifas”, disse Aguiar.

Antes da pandemia, o consumo de gás natural estava na casa de 2,3 milhões de m³ diários no estado, acima da capacidade da distribuidora. O total chegou a cair 50% e agora já está novamente em 2,1 milhões de m³. Na reunião, FIESC e SCGás avaliaram alternativas de curto, médio e longo prazos para enfrentar a questão. Entre as alternativas de curto prazo discutidas está a importação de gás natural liquefeito em contêineres para atender o setor industrial. No médio prazo poderia haver algum incremento na oferta por meio do aumento da pressão do gasoduto Bolívia- Brasil, e no longo prazo as alternativas passam por ajustes no marco regulatório para assegurar novos projetos estruturantes na área. “Estamos em um momento importante, pois o reposicionamento estratégico da Petrobras e do governo serão decisivos para o abastecimento deste insumo fundamental para a indústria”, afirma Aguiar.

Confiança do comerciante de SC sobe pela primeira vez durante a pandemia

Pela primeira vez desde o início da pandemia, o índice de confiança do comerciante catarinense teve uma variação mensal positiva: subiu de 61 pontos em junho para 68,9 pontos em julho, alta de 13%. Estes foram os dois piores resultados da história do indicador. Apesar da leve recuperação, o índice ficou abaixo do registrado em maio, quando estava em 69,2 pontos.

O indicador, calculado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC), varia de 0 a 200, onde valores abaixo de 100 indicam pessimismo.

Na comparação com o mesmo período do ano passado a queda é de 41%. O principal fator para o pessimismo é a percepção das condições atuais pelos empresários, especialmente na economia. O indicador até subiu de 17,2 pontos para 20 pontos na passagem de junho para julho, mas o resultado ainda representa uma diminuição de 74,9% em relação ao ano passado.

Mesmo com a crise, a expectativas dos comerciantes catarinenses subiram pelo segundo mês consecutivo. O índice passou de 87,7 pontos para 111,1, alcançando o patamar de otimismo. 

O único subíndice que registrou redução na passagem mensal foi o de investimento, que caiu de 68,3 pontos para 65,9 (-3,5%). A baixa no indicador foi puxada pela quantidade de empresas que espera ter que reduzir seu quadro de funcionários (79%) e pelos motivos que levaram as empresas a buscarem crédito: 55,1% afirmou que precisou de financiamentos para garantir o fluxo de caixa, 35,8% para cobrir custos fixos, e apenas 18% para realizar novos investimentos.

"Em linhas gerais, para os empresários do comércio catarinense, o momento da economia é de reversão do pessimismo que ainda se encontra bastante acentuado devido às condições da economia e capacidades de investimento", ressaltou a Fecomércio/SC em relatório.

Segundo a entidade, facilitar o acesso ao crédito é fundamental para a retomada da economia. "As intenções de investimento encontram-se em patamares de crise, o que requer ações enérgicas para retomada da confiança empresarial, recuperação do ambiente de negócios e garantia de acesso ao crédito, evitando ciclos de desconfiança, desinvestimento e deterioração das condições econômicas", completou.

 

XP eleva projeção para o Ibovespa para 115 mil pontos em 2020 e destaca quatro fatores principais

Otimistas de que os efeitos da pandemia comecem a se dissipar nos próximos meses e que os estímulos econômicos e monetários sigam aumentando para ajudar os países, a XP Investimentos elevou sua projeção para o Ibovespa no fim deste ano de 112 mil pontos para 115 mil pontos (confira o relatório clicando aqui).

Em relatório publicado neste fim de semana, a equipe de Research da XP destaca que julho foi o quarto mês seguido de alta da bolsa brasileira e que isso se deu conforme “os riscos das três crises que o Brasil vive (Saúde, Econômica e Política) dão sinais de melhoras marginais”.

Desde o pior momento da crise, em março, o Ibovespa já subiu 62%, apesar de no ano ainda acumular perdas de 9,6% em reais, sendo queda de 30% em dólares. Com esta recuperação, a bolsa nacional já não é mais a pior do mundo, mas ainda ocupa o 5º lugar entre as piores.

 

 

Para justificar sua mudança de projeção, a XP destaca quatro fatores que devem mostrar melhoras neste segundo semestre:

  • 1. Os efeitos da pandemia comecem a se dissipar: A XP espera que os impactos da Covid-19 comece a se reduzir nos próximos meses, assumindo que haverá uma ou mais vacinas aprovadas até o fim do ano. Além disso, os analistas consideram que não haverá uma grave 2ª onda da pandemia. Contudo, pondera: “uma 2ª onda da Covid que leve a uma nova paralisação das atividades no mundo continua sendo o principal risco para os mercados globais”, destacam.
  • 2. Aumento dos estímulos econômicos e monetários: Os analistas destacam que, até agora, mais de US$ 20 trilhões já foram anunciados em pacotes monetários e fiscais ao redor do mundo, o que equivale a 23% do Produto Interno Bruto (PIB) global. A visão de que ainda teremos novos estímulos se dá por conta da dificuldade que o setor de serviços segue enfrentando e por ser a área onde mais se emprega pessoas no mundo, os governos terão a necessidade de ajudar.
  • 3. Recuperação das economias: Os países que passaram primeiro pela pandemia, como na Ásia e na Europa, já mostram claros sinais de recuperação econômica. Apesar das economias ainda darem sinais de impactos que ficarão por um tempo longo, como alto desemprego, alto endividamento dos governos, dentre outros, a rapidez da reabertura também tem surpreendido”, destaca a XP.
  • 4. Melhora da agenda política: Os analistas apontam que, após grandes tensões entre os três poderes no Brasil e a troca de três ministros só em maio, houve uma melhora gradual nas tensões políticas no país, e isso deve seguir evoluindo.

A equipe de análise também destaca que, em pesquisa feita com 357 assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP, 82% acreditam que o Ibovespa superará os 110 mil pontos até o fim do ano, sendo a média de palpites de 111.074.

No caso do câmbio, os analistas da XP apontam uma maior estabilização do dólar frente ao real entre R$ 5,20 e R$ 5,40. “Porém, o câmbio ainda se encontra com alta volatilidade, o que é prejudicial para a economia real”, afirmam.

A XP lembra que o Dollar Index (índice que mede o dólar contra uma cesta de moedas) caiu 4% desde junho, enquanto o euro subiu 4,8% ante a divisa americana, ao passo que moedas emergentes ganharam 1,4% no período. Isso mostra que este movimento de queda do dólar não foi algo isolado e sim um sinal de fraqueza da moeda.

Entre os fatores apontados que ajudam a explicar o movimento estão a recuperação econômica de outros países, como os da Europa, a baixa taxa de juros nos Estados Unidos e o aumento de impressão de dinheiro por lá. Além disso, os grandes pacotes de estímulos também resultam em maior dívida, mais impressão de moeda e consequente valorização dos ativos como ações e commodities, caso de ouro, cobre e prata.

“Se esse movimento de fraqueza do dólar é sustentado ou não, ainda é difícil de dizer, pois o dólar continua sendo a moeda de reserva de valor no mundo, e a moeda que mais de 80% do comércio global se baseia”, explica a XP destacando a potência econômica que são os EUA, o que sustenta sua moeda.

 

 

“Uma taxa de câmbio mais estável é muito importante para que o Brasil consiga voltar a atrair investimentos de investidores e empresas estrangeiras”, afirmam. Diante disso, os analista mantiveram a projeção do câmbio, com dólar em R$ 5,20 ao fim deste ano e voltando para R$ 4,90 até o fim de 2021.

Entre os pontos de atenção para os investidores nos próximos meses, a XP aponta ainda a questão da reforma tributária, que segundo os analistas seria um “grande passo para destravar a economia”. Já no lado internacional, as tensões entre China e EUA podem se tornar um risco, principalmente se surgirem novas sanções ou descumprimento de acordos já feitos.

Carteira recomendada

A XP aproveitou sua revisão de projeção para o Ibovespa para também divulgar sua carteira recomendada para agosto, com apenas uma mudança: entra Locaweb (LWSA3) e sai EzTEc (EZTC3).

Segundo os analistas, esta alteração é visando “aumentar a exposição ao tema de tecnologia e varejo online”. Eles destacam ainda que a Locaweb “oferece uma combinação de crescimento forte (com alta rentabilidade) e perfil defensivo”.

A XP aponta que, embora os múltiplos da companhia pareçam altos, com as ações negociando em 9,8x EV/Receita em 2021 (vs. cerca de 11x para competidores globais de Software como Serviço (SaaS)), a expectativa é que o crescimento da Locaweb ultrapasse o de seus principais pares internacionais.

Com isso, a composição da carteira XP para agosto ficou em Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4), Vale (VALE3), B3 (B3SA3), Vivara (VIVA3), Lojas Americanas (LAME4), Via Varejo (VVAR3), Localiza (RENT3), Locaweb (LWSA3) e Iguatemi (IGTA3).

INFOMONEY

Inflação pelo IPC-S fica em 0,49% em julho, mas é de 1,04% no ano

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 0,49% em julho em todo o país. A taxa é superior ao 0,36% de junho, segundo dados divulgados hoje (3) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o IPC-S acumula inflação de 1,04% no ano e de 2,40% em 12 meses.

Os maiores índices de inflação ficaram com transportes (1,22%), habitação (0,79%) e saúde e cuidados pessoais (0,58%). Outros grupos com aumento de preços foram comunicação (0,54%), despesas diversas (0,22%) e alimentação (0,13%).

Ao mesmo tempo, dois grupos tiveram deflação (queda de preços) em julho: educação, leitura e recreação (-0,60%) e vestuário (-0,45%).

O IPC-S é calculado com base em preços coletados em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador e Porto Alegre.

FGV: confiança do empresário sobe pelo terceiro mês seguido

O Índice de Confiança Empresarial da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 7,1 pontos de junho para julho deste ano. Com a terceira alta consecutiva, o indicador chegou a 87,5 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos, e recuperou 79% das perdas ocorridas no bimestre de março e abril, devido à pandemia de covid-19.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pela FGV: indústria, serviços, comércio e construção.

A alta da confiança em julho foi motivada tanto pelas expectativas quanto pela percepção dos empresários brasileiros sobre a situação atual. O Índice de Expectativas subiu 7,4 pontos e chegou a 89,8 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual cresceu 7,1 pontos e atingiu para 79,7 pontos.

“O avanço da confiança empresarial em julho mostra que a economia continua em trajetória ascendente no início do segundo trimestre após o baque do trimestre anterior. A boa notícia é a consolidação de tendência de melhora da percepção dos empresários com relação à situação atual dos negócios, com indústria e comércio atingindo níveis de satisfação mais próximos à normalidade”, disse o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr.

Para ele, no entanto, é preciso analisar essa tendência com cautela. “A incerteza continua elevada e mesmo os indicadores de expectativas, que saíram na frente, retratam hoje um sentimento que parece ser mais bem descrito como o de uma 'neutralidade sujeita a revisões'. Ainda é cedo para se pensar em uma retomada consistente de investimentos, por exemplo”.

Na análise dos setores, os quatro tiveram alta. O destaque ficou com a indústria (aumento de 12,2 pontos). O comércio teve a menor alta (1,7 ponto). Os demais setores tiveram os seguintes aumentos: serviços (7,3 pontos) e construção (6,6 pontos).

Levantamento mostra que vendas devem aumentar no Dia dos Pais

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar) sobre a intenção de compra de presentes para o dia dos pais mostrou que nas duas semanas que antecedem a data há tendência de aumento na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre as categorias tradicionais de produtos presenteados, a pesquisa notou aumento na intenção de comprar de 48,9% para TV, 48,1% para notebooks, 25,4% para smartphones, 48,9% para adega e 48,9% para ferramentas.

"O que explica esse aumento da intenção de compra em 2020 é o crescimento muito grande das vendas online e o fato de as pessoas que estão isoladas em suas casas precisam demonstrar de alguma forma sua presença e o seu vínculo afetivo com a família, que de alguma forma acaba sendo prejudicado pelo isolamento prolongado", afirmou o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni.

Apesar do aumento das vendas online, Felisoni disse que esse tipo de comercialização não compensará a queda das vendas físicas no varejo. "Temos assistido uma queda significativa do varejo motivada pelas questões relacionadas à pandemia de covid-19, pelo desemprego e pela insegurança das pessoas que estão empregadas", disse o presidente do Ibevar.

Felisoni ressaltou que as promoções devem ocorrer como é natural para as datas comemorativas. "Os produtos não têm muita diferença de uma loja para a outra, o que diferencia é o preço e as condições de pagamento. Portanto, é natural que as promoções sejam acirradas por conta da intensificação da competição".

Banco Central anuncia lançamento da nota de R$ 200

A partir do fim de agosto, os brasileiros poderão circular com um novo tipo de cédula. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje (29) a criação da nota de R$ 200.

A cédula terá como personagem o lobo-guará, espécie que ficou em terceiro lugar em uma pesquisa realizada pelo BC sobre quais animais em extinção deveriam ser representadas em novas cédulas. O anúncio foi feito pelo Banco Central (BC), que convocou uma entrevista coletiva para apresentar a nova nota.

A diretora de administração do Banco Central, Carolina de Assis Barros, disse que o lançamento da nova nota é uma forma de a instituição agir preventivamente para a possibilidade de aumento da demanda da população por papel moeda.

Segundo o BC, entre março e julho deste ano, um dos efeitos econômicos da pandemia de covid-19 foi o aumento de R$ 61 bilhões no entesouramento de moeda, ou seja, notas que deixaram de circular porque a população deixou o dinheiro em casa. 

De acordo com a diretora, não há falta de numerário no mercado, mas o BC entende que o momento é oportuno para o lançamento da nova cédula diante da possibilidade de aumento na demanda. 

“Estamos vivendo neste momento um período de entesouramento, efeito derivado da pandemia. O Banco Central nesse momento não consegue precisar por quanto tempo os efeitos do entesouramento devem perdurar”, disse a diretora. 

Em entrevista coletiva, Carolina também afirmou que a imagem da nota de R$ 200 ainda não está disponível porque está na fase final de testes de impressão. O lançamento está previsto para o final de agosto deste ano.

Segundo o BC, a tiragem em 2020 será de 450 milhões de unidades, equivalentes a R$ 90 bilhões.

Porto de São Francisco do Sul tem crescimento de 13,3% no semestre

A SCPar Porto de São Francisco do Sul mantém o ritmo de crescimento das operações, com aumentos sucessivos na movimentação de cargas. O avanço no acumulado do primeiro semestre de 2020 é de 13,3%, se comparado ao mesmo período do ano passado.

 

Em junho, o percentual de crescimento foi de 15,7%, comparado ao mesmo mês de referência em 2019.

 

Segundo o Diretor-Presidente do Porto, Fabiano Ramalho, “esses números expressam o compromisso e a responsabilidade do Porto de São Francisco do Sul com o crescimento do comércio exterior, sobretudo do agronegócio brasileiro”.

 

Custo da construção nacional cresce 0,84% em julho

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), variou 0,84% em julho deste ano. O percentual é superior ao observado em junho (0,32%). Com o resultado, o INCC-M acumula taxas de inflação de 2,55% no ano e de 3,95% em 12 meses.

O custo com materiais e equipamentos subiu, em julho, 0,92%. O principal aumento de preços foi observado nos materiais para instalação elétrica, que tiveram alta de 1,98%.

Assim como os materiais e equipamentos, a mão de obra também ficou 0,92% mais cara no mês. Já os preços dos serviços subiram 0,09%.

Contas externas têm saldo positivo de US$ 2,2 bilhões em junho

As contas externas registraram saldo positivo em junho, informou hoje (28) o Banco Central (BC). O superávit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 2,235 bilhões. Esse foi o terceiro mês seguido de superávit e, de acordo com dados revisados, é o maior saldo positivo para junho da série histórica do BC, iniciada em 1995.

Em junho de 2019, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 2,659 bilhões. “Essa mudança decorreu, principalmente, da redução de US$ 2,2 bilhões no déficit em serviços e do aumento de US$ 2,2 bilhões no superávit comercial”, disse o BC, em relatório.

No primeiro semestre, as transações correntes tiveram déficit de US$ 9,734 bilhões, recuo de 53,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o saldo negativo chegou a US$ 20,998 bilhões.

Em 12 meses encerrados em junho, o déficit chegou a US$ 38,2 bilhões (2,35% do Produto Interno Bruto – PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), ante US$ 43,1 bilhões (2,58% do PIB) até o mês anterior.

Balança comercial

Em junho, as exportações de bens totalizaram US$ 17,997 bilhões e as importações, US$ 11,099 bilhões, resultando no superávit comercial de US$ 6,898 bilhões, contra US$ 4,714 bilhões no mesmo mês do ano passado. De janeiro a junho, o superávit comercial chegou a US$ 19,327 bilhões, ante US$ 22,412 bilhões do mesmo período de 2019.

Serviços

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, entre outros) atingiu US$ 1,371 bilhão em junho, ante US$ 3,550 bilhões em igual período de 2019. No primeiro semestre, o saldo negativo chegou a US$ 11,187 bilhões, resultado menor que o registrado de janeiro a junho de 2019, de US$ 17,653 bilhões.

“A pandemia de covid-19 permanece afetando a conta de viagens internacionais, na qual se observou diminuição interanual de 93,7% nas despesas líquidas [receitas de estrangeiros no Brasil menos gastos de brasileiros no exterior] para US$ 72 milhões em junho de 2020, em comparação a US$ 1,2 bilhão no mesmo mês do ano anterior. Ainda na comparação interanual, ocorreram recuos de 55,3% e de 84,3% nas receitas e despesas de viagens, respectivamente”, informou o BC.

O banco destacou “reduções de 28,7% nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, para US$ 941 milhões, e de 83,4% nas despesas líquidas de transporte, para US$90 milhões”, que também fazem parte da conta de serviços.

Viagens internacionais

Em julho, até o último dia 23, a conta de viagens gerou receitas de US$ 93 milhões e despesas de US$ 181 milhões, resultando no déficit de US$ 88 milhões. A conta de viagens internacionais tem sido afetada pelas restrições de entrada e saída dos países e pelas medidas de isolamento social, necessárias para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Rendas

Em junho de 2020, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 3,452 bilhões, contra US$ 3,876 bilhões no mesmo período de 2019. De janeiro a junho, o saldo negativo ficou em US$ 18,608 bilhões, ante US$ 26,420 bilhões em igual período do ano passado.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 160 milhões, contra US$ 52 milhões em junho de 2019. Nos seis meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 734 milhões, ante US$ 662 milhões em igual período de 2019.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 4,754 bilhões no mês passado, ante US$ 574 milhões em junho de 2019.

No primeiro semestre, o IDP chegou a US$ 25,349 bilhões, ante US$ 32,233 bilhões nos cinco meses de 2019. Nos 12 meses encerrados em junho de 2020, o IDP totalizou US$ 71,7 bilhões, correspondendo a 4,41% do PIB, em comparação a US$ 67,5 bilhões (4,05% do PIB) no mês anterior.

Em junho, após quatro meses de saídas líquidas, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos (descontadas as saídas) de US$ 2,380 bilhões, dos quais US$ 1,948 bilhão em títulos de dívida e US$ 432 milhões em ações e fundos de investimento. Nos seis primeiros meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 31,252 bilhões, de ingressos líquidos de US$ 9,087 bilhões, em período similar do ano anterior. Nos 12 meses até junho, a saída líquida de investimento em carteira no mercado doméstico somou US$ 47,9 bilhões.

Confiança do comércio sobe 1,7 ponto em julho

O Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 1,7 ponto de junho para julho deste ano. Essa foi a terceira alta consecutiva do indicador. Com o resultado, a confiança do empresário do comércio brasileiro passou para 86,1 pontos, em uma escala de 0 a 200.

No mês, a confiança subiu em três dos seis principais segmentos do comércio pesquisados pela FGV.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, avançou 6,4 pontos, para 88,4 pontos, e recuperou 83% do que foi perdido desde o início da pandemia de covid-19. O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, caiu 3 pontos, para 84,5 pontos, e está 22,5 pontos abaixo do patamar de fevereiro, antes da pandemia.

“A confiança do comércio mantém a trajetória de recuperação em julho, porém em ritmo menos intenso. Ainda é preciso cautela na interpretação do resultado, considerando que houve recuperação de apenas 65% do que foi perdido no início da pandemia. Para os próximos meses, persiste o cenário de elevada incerteza e de fragilidade no mercado de trabalho, sugerindo dificuldades na recuperação total do setor “, afirma o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler.

Mercado financeiro reduz projeção de queda do PIB para 5,77% neste ano

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,95% para 5,77%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há nove semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC também ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 1,72% para 1,67%, neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%, há seis semanas consecutivas. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.

Investimentos no Tesouro Direto superaram resgates em R$ 330 milhões

Foram realizadas 405.828 operações de investimento em títulos do Tesouro Direto em junho, no valor total de R$ 2,05 bilhões. Durante o mês, os resgates foram de R$ 1,72 bilhão. Dessa forma, houve emissão líquida de R$ 330,14 milhões, informou hoje (27) o Tesouro Nacional.

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 67% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação ficou em R$ 5.056,28.

Os títulos mais demandados pelos investidores foram os títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic), que totalizaram R$ 1,03 bilhão, representando 50% das vendas. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) somaram, em vendas, R$ 590,97 milhões e corresponderam a 28,8% do total, enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 434,61 milhões em vendas, ou 21,2% do total.

Nas recompras (resgates antecipados), também predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 1,03 bilhão (59,9%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais) totalizaram R$ 453,66 milhões (26,3%), os prefixados, R$ 237,39 milhões (13,8%).

Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, que alcançaram 55% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 26,8%, enquanto os títulos com vencimento de 5 a 10 anos corresponderam a 18,2% do total.

Base de Investidores

Em junho de 2020, o total de investidores ativos no Tesouro Direto, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, atingiu a marca de 1.298.767 pessoas, aumento de 23.354 investidores no mês. Já o número de investidores cadastrados no programa cresceu em 396.697, ou 5,7% na comparação com maio de 2020, atingindo a marca de 7.412.891 pessoas.

Estoque

Em junho de 2020, o estoque do programa chegou a R$ 61,77 bilhões, aumento de 1% em relação ao mês anterior (R$ 61,17 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços se mantêm como os mais representativos do estoque somando R$ 30,11 bilhões, ou 48,7% do total. Na sequência, vêm os títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 20,42 bilhões (33%), e os títulos prefixados, que somaram R$ 11,26 bilhões, com 18,2% do total.

Custo do frete para agronegócio está caindo, diz ministro

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou hoje (24) que as políticas públicas implementadas por sua pasta já estão refletindo “fazendo a diferença” para o país, em especial no que se refere à redução de custo dos fretes para o agronegócio.

“Depois de 47 anos, concluímos a pavimentação da BR-163 no Pará. A rodovia liga Sinop (MT) a Miritituba (PA), tendo como grande beneficiado o agro de Mato Grosso. O reflexo no frete foi imediato. Tivemos uma redução de 26% no frete para Miritituba”, disse o ministro, durante cerimônia virtual de assinatura de uma ordem de serviço para construção de uma ponte sobre o Rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves, em São Miguel do Araguaia (GO).

“E no ano de 2020, ano em que o agro teve safra recorde, e o produtor foi mais competitivo, tivemos uma redução média do frete em 13%. É sinal de que a política pública no setor já está fazendo diferença”, complementou Freitas.

O ministro destacou também que o governo está “na iminência” de aprovar a prorrogação antecipada dos contratos da estrada de ferro que ligará Vitória, capital do Espírito Santo, ao estado de Minas Gerais, e da Estrada de Ferro do Carajás.

“Isso é importante porque, da Estrada de Ferro Vitória-Minas, vamos assinar, como contrapartida, o contrato de integração da ferrovia de integração do Centro-Oeste. A Vale, para pagar a sua outorga, vai fazer essa ferrovia de integração, e vamos ligar o Vale do Araguaia (MT) a Água Boa (MT) e Mara Rosa (GO)”, disse o ministro.

Dólar fecha em leve queda ao fim de sessão de intensa volatilidade

O dólar fechou a volátil sessão desta sexta-feira em leve queda, depois de subir quase 0,8% mais cedo, com o vaivém nos preços da moeda seguindo um dia instável nos mercados internacionais, em meio a temores sobre as relações entre Estados Unidos e China.

 

O dólar à vista caiu 0,14%, a 5,207 reais na venda. A moeda oscilou entre alta de 0,76%, a 5,2541 reais, e queda de 1,03%, a 5,1609 reais.

 

Na semana, o dólar perdeu 3,26%. Em julho, a cotação recua 4,28%, mas ainda dispara 29,76% em 2020.

Na B3, o dólar futuro tinha baixa de 0,15%, a 5,2050 reais, às 17h02.

 
 
Tarifa adicional de US$ 18, cobrada em voos internacionais, pode deixar de existir

O governo federal ainda calcula e estuda como viabilizar o fim do adicional de US$ 18 cobrados na tarifa de embarque internacional a partir do ano que vem, medida aprovada pelo Congresso mas que ainda depende da sanção presidencial.

Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, o Ministério da Infraestrutura aguarda com “esperança” a manutenção do artigo, principalmente para tornar os voos internacionais economicamente mais interessantes no pós-pandemia.

O Ministério da Economia está fazendo as contas na tentativa de tornar a extinção do adicional viável. Em anos regulares, a taxa gera uma arrecadação de cerca de R$ 700 milhões ao governo. “Tem impacto, o cobertor é curto”, reconhece Glanzmann ao Estadão/Broadcast.

 

 

O interesse do Ministério da Infraestrutura em acabar com o adicional é antigo. Desde o ano passado, o ministro Tarcísio de Freitas pontua que o governo quer dar um fim a taxa, que encarece o bilhete de voos internacionais. A informação chegou a ser confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro por meio das redes sociais. Como a mudança mexe no orçamento, no entanto, os planos acabaram adiados. Em seguida, a medida foi aprovada pelos parlamentares, mas Bolsonaro pode barrar.

Pandemia

O fim do adicional tornou-se ainda mais prioritário com a chegada da pandemia, que afeta bruscamente o transporte aéreo, principalmente os voos internacionais, avaliou Glanzmann. O governo já espera que esse setor se recupere mais lentamente do que a aviação doméstica (nacional) e, portanto, enxugar o custo do bilhete é visto como uma medida relevante para fomentar a retomada das viagens para o exterior.

Nos voos com destino a países da América Latina, esse adicional de US$ 18 tem ainda mais impacto, chegando a representar até 20% do preço da passagem.

“Esse incentivo dos US$ 18 passa a ser muito mais importante para fomentar a retomada do setor, e ganhar um pouco mais de velocidade nessa retomada. Principalmente para mercados de rotas mais curtas”, disse o secretário.

Nesse sentido, o fim do adicional também seria importante para o Brasil retomar a agenda de atração das empresas aéreas low cost (de baixo custo), apontou Glanzmann. Essas empresas operam com bilhetes mais acessíveis e qualquer corte é importante no custo final.

“Todo mundo é muito a favor do mérito (de acabar com a taxa). O ponto agora é fazer conta, como a gente amortece isso dentro do orçamento”, afirmou Glanzmann. Bolsonaro tem até 5 de agosto para sancionar a proposta, que foi adicionada pela Câmara na medida provisória (925) de socorro ao setor aéreo.

Lindt abre sua primeira loja em Santa Catarina

A Lindt, líder global na categoria de chocolates premium, anuncia sua chegada em Santa Catarina. A partir de setembro, os consumidores de Balneário Camboriú terão acesso a loja do Balneário Shopping - da rede de shopping centers Almeida Junior - e ao repleto e variado portfólio de chocolates Lindt, cuidadosamente elaborados pelos Maître Chocolatiers da marca suíça, desde 1845. A loja conta também com uma área dedicada a cafeteria para os fãs da combinação café e chocolate.
A abertura da 49ª loja da Lindt faz parte do plano de expansão 2020, no Brasil, ano em que a marca completa 175 anos no mundo, 51 anos de presença no país e seis anos desde a inauguração da primeira loja própria. "É com muita alegria que anunciamos a nossa chegada na cidade de Balneário Camboriú, a primeira loja de Santa Catarina. Esta é uma praça muito importante para nossa marca, pois sabemos o quanto os consumidores da região aguardavam por este momento. Nosso plano de expansão segue até o final de 2020, quando completaremos 51 unidades abertas em todo o país", comenta Walter Angst, CEO da Lindt no Brasil.
Os produtos da marca podem ser encontrados também no e-commerce e nas lojas Lindt localizadas nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, Santo André, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Barueri, Campinas, Santos, Piracicaba, Jundiaí, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba, Brasília, Goiânia, Porto Alegre, além dos principais supermercados e empórios do país.

Sobre a Lindt & Sprüngli Fundada há 175 anos, em Zurique, a Lindt & Sprüngli é líder mundial no setor de chocolates premium e, atualmente, possui doze unidades de produção na Europa e nos EUA e mais de 14 mil funcionários. Os produtos da marca são distribuídos por 26 subsidiárias pelo mundo, além de uma rede global de cerca de 100 distribuidores independentes. Em 2019, a empresa faturou 4 bilhões de Francos suíços (cerca de 25 bilhões de reais). No Brasil, a Lindt & Sprüngli é distribuída desde 1969 nos melhores supermercados e empórios e, desde 2014, possui operação própria no pais. Atualmente a filial brasileira emprega mais de 400 funcionários e em 2020 irá inaugurar sua 51ª loja própria.

Dólar cai para R$ 5,11 e fecha no menor nível em cinco semanas

Num dia de otimismo no mercado externo, a moeda norte-americana caiu para o menor nível em cinco semanas. O dólar comercial fechou esta quarta-feira (22) vendido a R$ 5,114, com forte recuo de R$ 0,097 (-1,87%). A divisa está no valor mais baixo desde 12 de junho, quando tinha fechado em R$ 5,045.

O euro comercial encerrou o dia em baixa, sendo vendido a R$ 5,909, com queda de 0,91%. A libra esterlina comercial caiu 0,94% e fechou em R$ 6,522.

Nos últimos meses, os investidores compraram dólares para montarem posições contra o real e protegerem aplicações em outros mercados (como bolsa e renda fixa). Com a melhora do ambiente global e sinais de fragilidade do dólar no mundo, essa aposta estaria sendo desfeito, possibilitando o ajuste mais forte na cotação.

O recuo da moeda norte-americana estendeu-se depois da queda expressiva de ontem (21). Nem o acirramento das tensões entre os Estados Unidos e a China, com a ordem do governo norte-americano para que o país asiático feche o consulado em Houston, interferiu na cotação.

Além de avanços com pesquisas nas vacinas contra o novo coronavírus, o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) está irrigando o sistema financeiro internacional com dólares, aliviando a pressão sobre o câmbio em países emergentes, como o Brasil.

Bolsa

O otimismo no mercado cambial não se repetiu na bolsa. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou esta quarta-feira aos 104.290 pontos, com leve queda de 0,02%. O indicador oscilou bastante durante o dia, alternando altas e baixas, até fechar próximo da estabilidade.

* Com informações da Reuters

Caixa espera liberar R$ 5 bi em antecipação de saque-aniversário

A Caixa Econômica Federal espera liberar R$ 5 bilhões em crédito de antecipação do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desde o último dia 26, todos os bancos estão autorizados a operar essa nova linha de crédito, que tem como garantia essa modalidade de saque do FGTS. A Caixa foi o primeiro banco a anunciar o lançamento da linha.

Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em pronunciamento transmitido por redes sociais, 6,1 milhões de pessoas aderiram o saque-aniversário, número que corresponde a 10% dos trabalhadores com FGTS.

Entre esses que aderiram à modalidade de saque, 3,9 milhões são clientes da Caixa (63%). Segundo Guimarães, a expectativa do banco é que mais de 1 milhão de clientes solicitem o crédito.

A taxa de juros será de 0,99% ao mês. “É muito inferior às taxas de CDC [crédito direto ao consumidor] normais e à grande maioria de taxas de crédito consignado”, afirmou Guimarães.

O primeiro passo para ter acesso ao crédito é acessar o aplicativo ou site do FGTS. Depois, se a opção tiver sido for pegar o empréstimo pela Caixa, será preciso entrar no internet banking. Poderá ser feita a antecipação de até três saques. Dessa forma, além do valor que receberiam em 2020, os clientes que optarem pelo crédito poderão receber o valor do benefício correspondente ao dos próximos dois anos.

Para contratação pela Caixa, o trabalhador deve indicar o banco como instituição financeira para recebimento do crédito do FGTS quando aderir ao saque-aniversário ou a qualquer momento. De acordo com o banco, a liberação da linha de crédito de antecipação do saque-aniversário poderá ser realizada de 100% digital, com avaliação de risco simplificada e sem consulta aos órgãos de proteção de crédito.

A liquidação da operação de empréstimo será feita de uma só vez pelo agente operador, diretamente na conta FGTS do trabalhador no dia do pagamento do saque-aniversário.

Aplicativo

Segundo o presidente da Caixa, a liberação do crédito começa na próxima segunda-feira (27), mas já é possível manifestar a intenção de contratação de operação de crédito e indicar a instituição financeira de interesse.

No aplicativo ou no site do FGTS, o trabalhador poderá realizar os seguintes serviços: autorização de consulta ao valor do saque-aniversário disponível para alienação/cessão fiduciária; autorização para a instituição financeira consultar e solicitar bloqueio de parte do saldo da conta FGTS; acompanhar a evolução da operação de alienação ou cessão fiduciária contratada com a instituição financeira.

A autorização apresentada pelo trabalhador para consulta de saldo e solicitação de bloqueio terá vigência de acordo com sua opção de contratação.

Saque-aniversário

O saque-aniversário permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do FGTS a cada ano, no mês de aniversário, em troca de não receber parte do que tem direito em caso de demissão sem justa causa.

O dinheiro poderá ser retirado até dois meses depois do mês de aniversário. O valor a ser liberado varia conforme o saldo de cada conta em nome do trabalhador. Além de um percentual, ele receberá um adicional fixo, conforme o total na conta. O valor a ser sacado varia de 50% do saldo sem parcela adicional, para contas de até R$ 500, a 5% do saldo e adicional de R$ 2,9 mil para contas com mais de R$ 20 mil.

Ao retirar uma parcela do FGTS a cada ano, o trabalhador deixará de receber o valor depositado pela empresa caso seja demitido sem justa causa. O pagamento da multa de 40% nessas situações está mantido. As demais possibilidades de saque do FGTS – como compra de imóveis, aposentadoria e doenças graves – não são afetadas pelo saque-aniversário.

O ministério lembra que uma das regras da nova operação aprovada pelo Conselho Curador do FGTS determina que o titular da conta vinculada que tiver optado pelo saque-aniversário pode solicitar o retorno à sistemática de saque-rescisão somente após encerrados todos os contratos de cessão e alienação fiduciária que eventualmente tiver contratado. Além disso, caso o trabalhador esteja com a modalidade de saque-aniversário vigente, mas tenha solicitado a alteração para a de saque-rescisão, o retorno a essa modalidade deverá ser cancelado pelo trabalhador previamente à contratação da operação de crédito.

Caixa divulga orientação para desbloqueio de contas

A partir de hoje (23), os usuários do Caixa Tem, usado no recebimento do auxílio emergencial, que tiveram contas bloqueadas preventivamente por inconsistência cadastral poderão realizar o envio de documentos por meio do aplicativo para realizar o desbloqueio em até 24 horas. O Caixa Tem apresentará as orientações necessárias que o beneficiário deverá seguir no próprio aplicativo.

No caso de contas bloqueadas por indícios de fraudes, os usuários serão informados por meio do aplicativo Caixa Tem para que se dirijam a uma agência de acordo com calendário escalonado por mês de aniversário. Segundo o banco, o objetivo é evitar filas nas agências e aglomerações.

 

Combate a fraudes

O banco disse ainda atua de forma conjunta com os órgãos de segurança pública para mitigar riscos de fraudes e garantir nível adequado de segurança no pagamento do auxílio emergencial e demais benefícios sociais.

A Caixa reforça que o aplicativo tem” múltiplos mecanismos integrados de segurança, mantendo-se inviolável e seguro”. “Recomenda-se aos usuários utilizar apenas os aplicativos oficiais da Caixa e jamais compartilhar informações pessoais”, diz o banco.

 
Receita abre consulta ao terceiro lote do IR 2020 na sexta-feira

Receita abre na próxima sexta-feira, 24, às 9 horas, a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2020. 

Para saber se a declaração foi liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita Federal na Internet (receita.fazenda.gov.br). 

Na consulta à página da Receita, no Portal e-CAC, é possível acessar o serviço Meu Imposto de Renda e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

Crédito 

Neste terceiro lote 3.985.007 contribuintes foram contemplados. O crédito será liberado no dia 31 de julho, totalizando 5,7 bilhões de reais. A restituição ficará  disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no Portal e-CAC, no serviço Meu Imposto de Renda.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Calendário

Este ano, a Receita reduziu o número de lotes de pagamento, passando de sete para cinco. Os dois primeiros já foram pagos. Veja o calendário abaixo:

Veja o cronograma da restituição

Lote             Data
1º lote            29/05
2º lote            30/06
3º lote            31/07
4º lote            28/08
5º lote            30/09
Dólar recua após EUA anunciar aquisição de 100 mi de doses de vacina

O dólar segue em trajetória de queda contra o real, nesta quarta-feira, 22, com os investidores esperançosos de que a pandemia pode estar com os dias contados. Isso porque, nesta manhã, os Estados Unidos anunciaram a aquisição de 100 milhões de doses da vacina que vem sendo desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNtech.

A quantia deve ser suficiente para atender cerca de um terço da população americana, mas a vacina, que está na terceira e última fase de testes, ainda precisa ser aprovada pela agência reguladora FDA.

Às 12h30, o dólar comercial recuava 2% e era vendido por 5,109 reais. Com variação semelhante, o dólar turismo era cotado a 5,38 reais.

Apesar da medida aumentar as esperanças sobre o fim da pandemia, a escalada de tensões sino-americanas mantém os investidores cautelosos, após os Estados Unidos ordenarem o fechamento do consulado chinês no Texas. A atitude, segundo o governo americano, foi necessária para proteger a propriedade intelectual.

O estopim para a medida ocorreu após bombeiros de Huston constarem queimadas dentro do consulado chinês. Em vídeo que circula na internet é possível identificar pessoas queimando materiais em barris com fogo.

Na véspera, Washington havia acusado China de roubar dados sobre a vacina contra o coronavírus que vem sendo desenvolvida no país. A corrida pela vacina tem sido encarada com forte simbolismo pelas duas nações, que brigam pela soberania mundial.

“As tensões entre Estados Unidos e China ganharam mais um degrau. Mas tem pouco desse risco sendo precificado no mercado, praticamente nada. É um ponto que o mercado acaba deixando de lado porque está olhando muito mais para as questões da vacina e estímulos”, comentou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

No exterior, o dólar tem mais um dia de perdas contras as principais moedas do mundo. O índice Dxy que mede o desempenho do dólar contra algumas das divisas mais negociadas, recua puxado pela valorização do euro, que segue para o seu quarto dia consecutivo de valorização, impulsionado pela aprovação do pacote de 750 bilhões de euros para a recuperação da Europa. Contra divisas emergentes, o dólar opera misto, se desvalorizando contra o peso mexicano e o real, mas ganhando força frente ao rublo russo e a lira turca.

Pedidos de falência caem 2,8% no primeiro semestre

No primeiro semestre deste ano, 601 empresas de todo o Brasil optaram pelo processo de recuperação judicial para evitar fechar as portas. Segundo a Serasa Experian, que levanta os dados com base no que é documentado em órgãos do Poder Judiciário e Diários Oficiais, o percentual é 2,8% inferior ao registrada no primeiro semestre de 2019. Em relação ao mês passado, houve aumento de 38,3%.

Neste ano, micro e pequenas empresas (PMEs) concentraram 377 (62%) dos pedidos formalizados para impedir a falência. Já as médias responderam por 148 (24%) requerimentos e as grandes companhias, por 64.

Quanto aos segmentos, o de serviços foi aquele em que se verificou piora nos índices. Foram oficializados 310 pedidos, contra 252 do ano passado. Nos setores primário, de indústria e de comércio, as variações foram de queda, mudando, respectivamente, de 127 para 108, de 176 para 135 e de 63 para 48. 

Setores

O balanço da Serasa Experian indica que o volume de pedidos de declaração de falência teve redução de 32,9%, na comparação anual, de junho de 2019 com junho de 2020. A soma caiu de 678 para 455, de 2019 para 2020. De maio para junho, o número passou de 80 para 60, uma diferença de 25%.

O setor que mais recorreu à medida foi o de prestação de serviços, que passou de 291 para 224 pedidos. Entre empreendimentos industriais, 132 pediram falência no primeiro semestre deste ano, ante 213 em 2019. No comércio e no setor primário, os resultados passaram de 163 casos para 98 e de 11 para 1. 

Para o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, o índice mensal evidencia o efeito da pandemia de covid-19 sobre as pequenas e médias empresas, que, via de regra, têm mais limitações quanto aos recursos financeiros. Rabi acrescenta que a instabilidade econômica no país ainda não terminou e que isso também pode refletir no volume de pedidos de recuperação judicial na segunda metade do ano.

Dólar recua na esperança de estímulo europeu e expectativa por vacinas

O dólar cai contra o real, nesta segunda-feira, 20, acompanhando a desvalorização global da moeda americana. No radar dos investidores seguem as negociações na União Europeia para a aprovação do fundo de estímulo para a recuperação econômica da Europa e os resultados de testes preliminares da potencial vacina contra a Covid-19 que vem sendo desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Às 15h40, o dólar comercial caía 0,8% e era vendido por 5,337 reais. Com variação semelhante, o dólar turismo era cotado a 5,62 reais.

“O mercado espera que uma vacina possibilite uma retomada econômica mais rápida, reduzindo o risco de reaberturas”, comentou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

De acordo com a publicação, a potencial vacina é segura e apresenta resposta imunológica. Embora os efeitos colaterais vão desde febres a dores cabeça, eles podem ser atenuados com doses de parecetalmol. A potencial vacina já está na terceira – e última – fase de testes. Há a expectativa de que até setembro, comecem a vacina já esteja pronta para ser produzida em massa. Outra vacina experimental que tem mostrado sucesso em testes é a desenvolvida pela Pfizer em parceria com a a BioNTech. Nesta segunda, foram divulgados dados adicionais que mostram que ela também é segura e apresenta imunidade contra a Covid-19.

Mas antes mesmo dos resultados da Pfizer e AstraZeneca animarem os investidores, o dólar já vinha em queda, com o mercado repercutindo os debates sobre o estímulo europeu. A princípio, o valor do fundo de recuperação seria de 750 bilhões de euros, mas deve ficar em 390 bilhões de euros, segundo o que fontes contaram à agência Bloomberg.

“E expectativa era de que o pacote fosse maior que 390 bilhões de euros. Apesar disso, o mercado não recebeu a informação de forma ruim. Pelo contrário”, afirmou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

Na Europa, o euro se valoriza frente ao dólar, puxando para baixo o índice Dxy, que mede o desempenho da moeda americana contra divisas algumas das divisas mais negociadas do mundo.

Contra as principais moedas emergentes, o dólar tem um dia misto, ganhando força contra a lira turca e o peso mexicano, mas perdendo em relação ao rublo russo e a rúpia indiana.

Ibovespa sobe e supera 104 mil com otimismo sobre potenciais vacinas

A bolsa brasileira inciou a semana em alta, com os investidores repercutindo os resultados da potencial vacina contra o coronavírus que vem sendo desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Nesta segunda-feira, detalhes da primeira e segunda fase de testes em seres humanos foram publicados na revista científica The Lancet. Às 15h41, o Ibovespa, principal índice de ações, subia 1,26% para 104.181 pontos.

“O mercado espera que uma vacina possibilite uma retomada econômica mais rápida, reduzindo o risco de reaberturas”, comentou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

De acordo com a publicação, a potencial vacina é segura e apresenta resposta imunológica. Embora os efeitos colaterais vão desde febres a dores cabeça, eles podem ser atenuados com doses de parecetalmol. A potencial vacina já está na terceira – e última – fase de testes. Há a expectativa de que até setembro, comecem a vacina já esteja pronta para ser produzida em massa. Outra vacina experimental que tem mostrado sucesso em testes é a desenvolvida pela Pfizer em parceria com a a BioNTech. Nesta segunda, foram divulgados dados adicionais que mostram que ela também é segura e apresenta imunidade contra a Covid-19.

Outro fator que anima os investidores é a possível aprovação  do fundo para a recuperação econômica da Europa, que vem sendo discutido por líderes da União Europeia. A princípio, seria de 750 bilhões de euros, mas deve ficar em 390 bilhões de euros, segundo o que fontes contaram à agência Bloomberg.

“E expectativa era de que o pacote fosse maior que 390 bilhões de euros. Apesar disso, o mercado não recebeu a informação de forma ruim. Pelo contrário”, afirmou Lima.

Por outro lado, o ritmo de contágio do coronavírus no mundo segue minando a expectativa de uma recuperação mais forte da economia mundial no segundo semestre. Na véspera, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou o maior número de novos casos globais, com 260.000 infectados em 24h, mostrando que mesmo quatro meses após o início da pandemia, o ritmo de contágio segue mais alto do que nunca.

Além dos Estados Unidos, que possui o maior número de infectados do mundo, casos no Brasil, Índia e África do Sul foram os maiores responsáveis pelo novo recorde de infectados.

No cenário corporativo, a proposta da Tim, Vivo e Claro por ativos da Oi Móvel impulsionam as ações do setor. Na liderança do Ibovespa, figuram as ações da Tim e da Telefônica Brasil (controladora da Vivo), com respectivas altas de 7,39% e 7,19%. Fora do índice, os papéis da Oi abriram com forte valorização, de 16,5%, mas arrefeceram os ganhos, subindo 6,6%.

“A venda da parte móvel vai ajudar muito no processo de desalavancagem da Oi, que já era bastante esperado pelo mercado”, comentou Henrique Esteter, analista de renda variável da Guide Investimentos.

EXAME

IGP-M acumula taxa de inflação de 9,05% em 12 meses, diz FGV

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel em todo o país, registrou inflação de 2,02% na segunda prévia de julho deste ano, taxa superior ao 1,48% da segunda prévia de junho. Com o resultado, divulgado hoje (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de inflação de 9,05% em 12 meses.

A alta da taxa na segunda prévia de julho foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, subiu de 2,20% na prévia de junho para 2,72% na prévia de julho.

O Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,25% para 0,64% no período. Já o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, passou de uma deflação (queda de preços) de 0,14% na prévia de junho para uma inflação de 0,49% na prévia de julho.

Nova linha de crédito para empresas depende de regulamentação do CMN

O governo criou o programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE). É para auxiliar empresários a enfrentar o cenário de dificuldades econômicas decorrentes da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

De acordo com a medida provisória que instituiu a nova ferramenta, as linhas de créditos poderão ser contratadas até o dia 31 de dezembro deste ano. Entretanto, para os bancos começarem a oferecer o crédito ainda é preciso haver regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

As empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões terão mais uma linha de crédito para ajudar a enfrentar as dificuldades geradas pela pandemia. A Medida Provisória nº 992/2020 foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União de ontem (16).

Potencial de concessão

Segundo o Banco Central (BC), a estimativa é que o novo programa tenha potencial para aumentar a concessão de crédito para microempresas e empresas de pequeno e médio porte em R$ 120 bilhões, “sendo os riscos e recursos integralmente suportados pelas instituições financeiras”.

O BC destacou que o novo programa “complementa e auxilia as medidas anteriores de combate aos efeitos econômicos do covid-19, gerando novos estímulos de acesso ao crédito às empresas com faturamento até R$ 300 milhões, as chamadas microempresas e a empresas de pequeno e de médio porte.”

“A despeito da edição de diversas medidas para combater os efeitos da covid-19 na economia real, o canal de crédito começou a perder força recentemente, afetando principalmente microempresas e empresas de pequeno e médio porte”, acrescentou o BC.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, os bancos e instituições que concederem empréstimos por essa nova linha de crédito poderão utilizar parte das suas perdas para ter benefício fiscal no pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

A secretaria acrescentou que essas regras também serão aplicadas às linhas de crédito emergenciais já existentes - Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese) e Fundo Garantidor de Investimentos (FGI). 

“A operação será simplificada e não exigirá contrapartidas específicas, o que deverá atender a inúmeras empresas que não se qualificavam para as linhas de crédito anteriores”, acrescentou a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Garantia compartilhada

Outra medida prevista na MP é a possibilidade de oferecer um mesmo bem para garantir mais de uma operação de crédito (alienação fiduciária com compartilhamento do bem). Com isso, explicou a Secretaria-Geral, respeitado o valor total do bem, um mesmo imóvel, por exemplo, poderá servir como garantia para mais de uma operação de crédito perante um mesmo credor, o que deverá diminuir os juros para o tomador do empréstimo.

“Com a redução gradual da razão entre o saldo devedor e o valor da garantia nas operações de crédito garantidas pelo imóvel, à medida em que as prestações são pagas, abre-se espaço para que novas operações de crédito sejam contratadas com base na mesma garantia da operação em curso, de acordo com a necessidade e o interesse do tomador de crédito”, explicou o BC.

Acrescentou que esse compartilhamento do bem como garantia deve gerar prazos mais longos e juros menores para os clientes. “A vantagem do compartilhamento da alienação fiduciária por mais de uma operação de crédito é que, devido à qualidade desta modalidade de garantia, as novas operações tendem a ser contratadas em prazos e juros mais favoráveis ao tomador, se comparadas a outras modalidades de crédito sem garantia”, destacou o BC.

Venda de título ao BC

A MP ainda dispensa a exigência da apresentação de documentação comprobatória de regularidade perante do Poder Público por parte dos interessados em realizar operações de venda de título privado ao Banco Central na forma prevista no artigo 7º, inciso II, da Emenda Constitucional nº 106, de 7 de maio de 2020. 

“A medida visa a dar efetividade e agilidade à realização das operações, voltadas ao pronto enfrentamento da calamidade pública nacional [pandemia], e de seus impactos no sistema econômico, em benefício do setor produtivo real, do emprego e da renda do trabalhador. Tendo em conta a urgência na adoção de ações que minimizem os efeitos econômicos da pandemia, outras medidas previram a mesma dispensa da verificação de tal regularidade, a exemplo da Medida Provisória 958, de 24 de abril de 2020 [flexibilizou regras para renovação ou contratação de crédito em bancos públicos]”, diz o BC.

Nova MP pode liberar até R$ 120 bi em crédito para pequenas empresas

Uma nova medida do governo federal tenta incentivar o crédito a pequenas e médias empresas. Na noite da última quinta-feira, 16, o governo editou a Medida Provisória (MP) 992/2020, que cria o programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CPGE). O objetivo é conceder até 120 bilhões de reais em empréstimos a empresas com faturamento de até 300 milhões por ano. 

O programa havia sido anunciado pelo Banco Central no final de junho como parte de pacote de medidas para conceder até 272 bilhões de reais em novos empréstimos. Apesar das várias iniciativas criadas desde o começo da pandemia para estimular o crédito a micro, pequenas e médias empresas, esse segmento ainda recebe pouco. Pesquisa do Sebrae mostra que somente 18% das MPEs que buscaram crédito no mercado conseguiram a liberação do dinheiro.

Para incentivar os empréstimos, a nova MP 992 dá maior segurança jurídica aos ativos decorrentes de diferenças temporais fiscais dos bancos. Como explicou o presidente do BC, Roberto Campos Neto, em junho, há uma diferença entre o momento em que o banco paga um imposto após fazer uma provisão e o momento em que o pagamento é reconhecido contabilmente. “É como se você pagasse o imposto antes e ficasse com um a receber lá na frente. Como você tem um a receber, isso vira um crédito, é um ativo seu”, disse Campos Neto.

Cálculos do BC mostram que esses ativos consomem 105 bilhões de reais das instituições financeiras. Se elas aplicassem o valor em operações de crédito a micro, pequenas e médias empresas, teriam somente 11 bilhões consumidos. 

“Para que as instituições financeiras possam conceder crédito é necessário que tenham capital disponível para tanto. Dadas as atuais características, os ativos decorrentes de diferenças temporárias fiscais comprometem parcela relevante do capital, limitando o potencial de elevação da carteira de crédito das instituições”, diz o BC em nota.  

A MP 992, então, reduz o volume de capital necessário para manter esses ativos. Em contrapartida, condiciona essa melhora a concessão de créditos novos para micro, pequenas e médias empresas. As condições, prazos e regras do CPGE ainda serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. Os riscos e recursos serão integralmente provenientes dos bancos.

Outro ponto regulamentado pela MP é o compartilhamento de imóvel em alienação fiduciária. Um credor poderá utilizar o mesmo imóvel como garantia em mais de uma operação de crédito realizada pelo banco. Para isso, as novas operações devem ser contratadas com o mesmo credor da operação original e o valor total emprestado não pode ultrapassar o valor do bem. A vantagem é que as operações com garantia de imóvel costumam ter prazos e juros mais favoráveis que as sem garantia. 

BB e Caixa oferecerão crédito com garantia do saque-aniversário

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal vão oferecer o crédito com garantia do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desde o último dia 26, todos os bancos estão autorizados a operar essa nova linha de crédito.

Segundo o diretor do Departamento de Gestão de Fundos do Ministério da Economia, Gustavo Tillmann, há cinco instituições financeiras aptas a oferecer o empréstimo. Tillmann afirmou que a garantia do saque-aniversário ajudará a tornar o custo do crédito mais barato para trabalhadores da iniciativa privada.

Ele citou que os servidores públicos têm atualmente acesso ao crédito consignado com taxas mais baixas, o que não acontece com os trabalhadores da iniciativa privada. “As operações de crédito consignado em maio para setor público chegaram a R$ 230 bilhões, enquanto para a iniciativa privada, eram de R$ 23,8 bilhões. Isso se deve muito pela falta de garantia nessas operações [para empregados de empresas privadas]. O saque-aniversário preenche essa lacuna, popularizando o acesso ao crédito”, disse hoje (15), ao participar de entrevista coletiva virtual sobre o boletim Macrofiscal.

O vice-presidente de Varejo da Caixa, Celso Leonardo Derziê de Jesus Barbosa, disse que o crédito será “inovador”. Ele afirmou que inicialmente o empréstimo será oferecido nas agências, mas será criada uma ferramenta digital para facilitar a contratação. “Nossa expectativa é de grande contratação”, disse.

O vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, João Pinto Rabelo Júnior, afirmou que em breve o empréstimo estará disponível para os clientes. “O cliente vai poder procurar as agências, central de relacionamento e mobile [pelo celular ou internet]. O banco vai fazer o bloqueio da garantia junto à Caixa e a liberação do recursos, tudo isso no prazo máximo de uma hora. É uma garantia bem forte que vai garantir uma redução importante da taxa de juros”, disse Rabelo Júnior.

Segundo o Ministério da Economia, pelo aplicativo do FGTS os trabalhadores já podem manifestar a intenção de contratação de operação de crédito e indicar a instituição financeira de interesse.

De acordo com a Caixa, mais de 5,3 milhões de trabalhadores já optaram pela sistemática saque-aniversário do FGTS, o que corresponde a cerca de R$ 6,7 bilhões de recursos que serão liberados, por ano.

Dólar passa por cima de otimismo com vacina e fecha em alta

O dólar fechou em alta, nesta quarta-feira, 15, com a escalada de tensões entre a China e os Estados Unidos, após o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciar restrições de vistos a funcionários de companhias chinesas de tecnologia, incluindo a Huawei.

Em mais um dia de altíssima volatilidade no câmbio, o dólar comercial subiu 0,7% e encerrou sendo vendido por 5,384 reais — a máxima da sessão. O dólar turismo, com menor liquidez, avançou 0,9%, cotado a 5,68 reais.

“Esse novo capítulo da briga entre a China e os Estados Unidos trouxe mais cautela para os negócios”, disse Jefferson Ruik, diretor de câmbio da Correparti. Segundo Ruik, a recente declaração do presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Patrick Harker, também injetou algum pessimismo no mercado.

Em entrevista ao The Wall Street Journal, ele disse que o ressurgimento de novos casos de coronavírus no país aumenta as incertezas sobre a recuperação da economia americana.

Apesar do clima negativo, o pregão iniciou com os investidores otimistas com o resultado da potencial vacina contra a covid-19 da farmacêutica americana Moderna apresentados na revista científica The New England. De acordo com a publicação, todos os 45 voluntários que participaram da primeira fase de testes apresentaram imunidade contra o vírus.

“Os resultados criaram expectativa de uma retomada mais rápida da atividade econômica e maior crescimento do PIB mundial”, afirmou Bruno Lima, analista de renda variável da EXAME Research.

 

Lima também ressalta que há grande expectativa sobre os resultados dos testes da potencial vacina desenvolvida pela britânica AstraZaneca em parceria com a Universidade de Oxford. Embora já estejam na terceira fase de testes, os detalhes da primeira fase ainda não foram revelados. Segundo a Reuters, eles devem ser publicados nesta quinta-feira, 16.

“A notícia de que amanhã sairá detalhes da evolução da vacina da AstraZeneca também deu mais uma puxada no mercado. Tem muita coisa nova nessa frente”, disse Lima.

No exterior, o dólar teve desempenho misto ante as moedas emergentes, valorizando em relação ao rublo russo, mas perdendo força frente ao peso mexicano, a rúpia indiana e a lira turca.

Ibovespa atinge pico desde início da pandemia com expectativa de vacina

A bolsa brasileira encerrou em alta, nesta quarta-feira, 15, com o otimismo sobre os resultados da potencial vacina contra a covid-19 da farmacêutica americana Moderna apresentados na revista científica The New England. De acordo com a publicação, todos os 45 voluntários que participaram da primeira fase de testes apresentaram imunidade contra o vírus.

O bom humor dos investidores com a possível vacina elevou o principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa, à maior pontuação desde o início da pandemia, declarada pela OMS em 11 de março, subindo 1,34% e encerrando em 101.790,54 pontos.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avançou 0,91% e encerrou próximo do patamar em que iniciou o ano.

A Moderna foi a primeira a fazer testes em seres humanos e já está com a segunda fase, com 600 voluntários, em andamento. A terceira fase deve ser iniciada em 27 de julho, com 30.000 pessoas.

“Os resultados criaram expectativa de uma retomada mais rápida da atividade econômica e um maior crescimento do PIB mundial”, afirmou Bruno Lima, analista de renda variável da EXAME Research.

Lima também ressalta que há grande expectativa sobre os resultados dos testes da potencial vacina desenvolvida pela britânica AstraZaneca em parceria com a Universidade de Oxford. Embora já estejam na terceira fase de testes, os detalhes da primeira fase ainda não foram revelados. Segundo a Reuters, eles devem ser publicados nesta quinta-feira, 16.

“A notícia de que amanhã sairá detalhes da evolução da vacina da AstraZeneca também deu mais uma puxada no mercado. Tem muita coisa nova nessa frente”, disse Lima.

Apesar do clima positivo, a escalada de tensões entre a China e os Estados Unidos chegou a arrefecer a alta ao longo do dia, após o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciar restrições de vistos a funcionários de companhias chinesas de tecnologia, incluindo a Huawei.

Na bolsa, as ações do setor aéreo, um dos mais atingidos pelas medidas de isolamento impostas pela pandemia, apresentaram forte valorização, com Azul e Gol encerrando em alta de 7% e 4,4%, respectivamente. Na ponta do índice ficaram os papéis da Embraer, que subiram 9,9%, após a empresa anunciar a encomenda da Helvetic Airways por quatro jatos E2.

As ações da Sabesp também dispararam nesta quarta e encerraram com apreciação de 8,3%. Os papéis da companhia vinham com baixo desempenho desde que o Senado aprovou o novo marco do saneamento básico. Hoje, subiram na esteira da sanção do projeto pelo presidente Jair Bolsonaro. As ações da Copasa subiram 5% e as da Sanepar, 5,4%.

“A sanção do novo marco do saneamento foi bem recebida, uma vez que incentiva maior competição e abre espaço para a iniciativa privada, o que pode ser um propulsor de investimentos para o setor.  Entre as empresas do setor, a Sabesp tem um caminho mais simples, embora ainda incerto, até evoluir rumo à privatização”, disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Trabalhadores portuários recebem medicamento Ivermectina

A prefeitura de Itajaí iniciou nesta semana a distribuição do medicamento Ivermectina para todos os moradores da cidade como alternativa de prevenção ao Covid-19.

 

Para desafogar as filas no Centro de Eventos do munícipio, facilitando o acesso e também evitando aglomerações, foi realizada a distribuição do medicamento Ivermectina aos trabalhadores portuários no Órgão Gestor de Mão de Obra do Porto de Itajaí (OGMO), localizado em frente ao portão (gate) 01 do Porto de Itajaí.

 

O medicamento Ivermectina foi disponibilizado a todos os trabalhadores do Porto de Itajaí que tivessem interesse no medicamento. A ação aconteceu durante todo o dia, nesta quinta (09) e sexta (10). Os colaboradores recebiam um formulário para que fosse preenchido com seus dados, junto havia também um termo de consentimento para assinar, após isso todos passavam por uma consulta médica para orientação de como consumir o medicamento e só depois desse processo o trabalhador recebia o remédio:

 

“A procura está sendo bem grande, as pessoas estão bem gratas por estarem recebendo essa atenção”, conta Rômulo Fernandes, representante da Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí.

 

A distribuição foi consequência da disposição conjunta da Prefeitura de Itajaí, Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) e do Sindicato dos Conferentes:

 

“Esta ação facilitou muito a nossa operação, e demonstra sim o respeito que a municipalidade tem por essa importante atividade que representa muito para o nosso município” ressaltou o Superintendente do Porto de Itajaí, Engº Marcelo Werner Salles.

 

Márcio Aurélio Guapiano, presidente do Sindicato dos Conferentes e vice-presidente da Intersindical Portuária, fala sobre a expectativa dos trabalhadores no recebimento do Ivermectina como uma das formas de prevenir o Covid-19:

“Os portuários estavam ansiosos por este medicamento, houve uma grande adesão de todos e muitos agradeceram por esta preocupação com eles”, conclui Guapiano.

Inflação oficial sobe para 0,26% em junho

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,26% em junho.

Ela é maior que as registradas em maio deste ano (-0,38%) e em junho de 2019 (0,01%).

Com o resultado de junho, o IPCA acumula inflação de 0,10% no ano e de 2,13% em 12 meses.

Os dados foram divulgados hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação em junho veio depois de duas quedas de preços consecutivas: em maio (-0,38%) e em abril (-0,31%).

Alimentos e bebidas puxam inflação

Os principais responsáveis pela inflação em junho foram os alimentos e bebidas, que tiveram alta de preços de 0,38%, em razão da inflação de produtos como as carnes (1,19%), leite longa vida (2,33%), arroz (2,74%), feijão-carioca (4,96%) e queijo (2,48%). A refeição fora de casa também teve alta de preços (0,22%).

Os transportes também tiveram impacto importante no IPCA de junho, ao registrarem inflação de 0,31%, devido a altas de preços de itens como gasolina (3,24%), etanol (5,74%), gás veicular (1,01%) e óleo diesel (0,04%).

Outros grupos de despesas com inflação em junho foram habitação (0,04%), artigos de residência (1,30%), saúde e cuidados pessoais (0,35%), educação (0,05%) e comunicação (0,75%). Ao mesmo tempo, dois grupos de despesas tiveram queda de preços (deflação): vestuário (-0,46%) e despesas pessoais (-0,05%).

 

Publicado em 10/07/2020 - 09:21 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

 
 
INPC fica em 0,30% em junho, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, registrou inflação de 0,30% em junho deste ano. A taxa veio depois de uma deflação (queda de preços) de 0,25% em maio.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC acumula taxas de inflação de 0,36% no ano e de 2,35% em 12 meses.

Portanto, o INPC ficou acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,26% em junho e que acumula taxas de 0,10% no ano e 2,13% em 12 meses.

Em junho, segundo o INPC, os produtos alimentícios tiveram alta de preços de 0,37%, enquanto os não alimentícios registraram inflação de 0,28%.

 

Publicado em 10/07/2020 - 10:22 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

 
 
Confira pagamentos e tributos adiados ou suspensos durante pandemia

Terminar o mês escolhendo quais boletos pagar. Essa virou a rotina de milhões de brasileiros que passaram a ganhar menos ou perderam a fonte de renda por causa da pandemia do novo coronavírus. Para reduzir o prejuízo, o governo adiou e até suspendeu diversos pagamentos esse período. Tributos e obrigações, como o recolhimento das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ficarão para depois.

Em alguns casos, também é possível renegociar. Graças a resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), os principais bancos estão negociando a prorrogação de dívidas. Os agricultores e pecuaristas também poderão pedir o adiamento de parcelas do crédito rural.

Além do governo federal, diversos estados estão tomando ações para adiar o pagamento de tributos locais e proibir o corte de água, luz e gás de consumidores inadimplentes. No entanto, consumidores de baixa renda estão isentos de contas de luz por 150 dias em todo o país. Em alguns casos, a Justiça tentou agir. No início de abril, liminares da 12ª Vara Cível Federal em São Paulo proibiram o corte de serviços de telefonia de clientes com contas em atraso, mas a decisão foi revertida dias depois.

Alguns acordos já expiraram, como o acerto entre Agência Nacional de Saúde (ANS) e algumas operadoras para que os planos não interrompessem o atendimento a pacientes inadimplentes até o fim de junho. Outras medidas foram renovadas, como a proibição de cortes de luz, prorrogada até o fim de julho pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Pagamentos adiados

Os adiamentos não valem apenas para os consumidores. O Congresso aprovou uma lei que suspende o pagamento da dívida dos estados com a União de março a dezembro e autoriza os governos locais a renegociarem débitos com bancos públicos e organismos internacionais.

Confira as principais medidas temporárias para aliviar o bolso em tempos de crise:

Empresas

•        Adiamento do pagamento da contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os pagamentos de abril serão quitados em agosto. Os pagamentos de maio, em outubro. A medida antecipará R$ 80 bilhões para o fluxo de caixa das empresas.

•        Adiamento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do 15º dia útil de abril, maio e junho para o 15º dia útil de julho.

•        Parcelamento, em até 12 vezes, de multas administrativas aplicadas a fornecedores do governo federal.

Micro e pequenas empresas

•        Adiamento, por seis meses, da parte federal do Simples Nacional. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro.

•        Adiamento, por três meses, da parte estadual e municipal do Simples Nacional. Os pagamentos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, pertencente aos estados) do Imposto sobre Serviços (ISS, dos municípios) de abril, maio e junho passaram para julho, agosto e setembro.

•        Adiamento dos parcelamentos das micro e pequenas empresas devedoras do Simples Nacional. As parcelas de maio passaram para agosto, as de junho para outubro, e as de julho para dezembro.

Microempreendedores individuais (MEI)

•        Adiamento das parcelas por seis meses. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro. A medida vale tanto para a parte federal como para parte estadual e municipal (ICMS e ISS) do programa.

•        Adiamento dos parcelamentos das micro e pequenas empresas devedoras do Simples Nacional. As parcelas de maio passaram para agosto, as de junho para outubro, e as de julho para dezembro.

Pessoas físicas

•       O cronograma de restituições do Imposto de Renda, de maio a setembro, está mantido. Prazo da declaração, que acabaria em 30 de abril, foi adiado por dois meses e acabou no fim de junho.

Empresas e pessoas físicas

•        Suspensão, por 180 dias, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos. Imposto deixará de ser cobrado de abril a outubro, injetando R$ 14 bilhões na economia. Medida acabaria no fim de junho, mas foi prorrogada por 90 dias.

•        Suspensão, até 31 de julho, de procedimentos de cobrança e de intimação pela Receita Federal. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida em um mês.

•        Prorrogação das parcelas de renegociações com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que venceriam em maio, junho e julho. Vencimento foi estendido para agosto, outubro e dezembro, respectivamente.

Empresas e empregadores domésticos

•        Suspensão das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por três meses, inclusive para empregadores domésticos. Valores de abril a junho serão pagos de julho a dezembro, em seis parcelas, sem multas ou encargos.

Compra de materiais médicos

•        Redução a zero das alíquotas de importação para produtos de uso médico-hospitalar

•        Desoneração temporária de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens necessários ao combate ao Covid-19

Contas de luz

•        Proibição de cortes de energia de consumidores inadimplentes até 31 de julho. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

•       Consumidores de baixa renda, que gastam até 220 quilowatts-hora (kWh) por mês, estarão isentos de pagarem a conta de energia até o fim de agosto. Medida acabaria no fim de junho, mas foi prorrogada por 60 dias. O valor que as distribuidoras deixarão de receber será coberto com R$ 1,5 bilhão de subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Contas de telefone

•        Apesar de liminar da Justiça Federal em São Paulo ter proibido o corte de serviço de clientes com contas em atraso, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recorreu e conseguiu reverter a decisão. Os clientes de telefonia continuarão a ter a linha cortada caso deixem de pagar as contas. Segundo o presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador Mairan Maia, as operadoras precisam de recursos para manterem a infraestrutura e financiarem a crescente demanda por serviços de telecomunicação durante a pandemia”, afirmou, no texto.

Dívidas em bancos

•        Autorizados por uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), os cinco principais bancos do país – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander – abriram renegociações para prorrogarem vencimentos de dívidas por até 60 dias.

•        Renegociação não vale para cheque especial e cartão de crédito.

•        Clientes precisam estar atentos para juros e multas. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é preciso verificar se o banco está propondo uma pausa no contrato, sem cobrança de juros durante a suspensão, ter cuidado com o acúmulo de parcelas vencidas e a vencer e perguntar se haverá impacto na pontuação de crédito do cliente.

Financiamentos imobiliários da Caixa

•        Caixa Econômica Federal ampliou, de 90 para 120 dias, a pausa nos contratos de financiamento habitacional para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra. Quem tinha pedido três meses de prorrogação terá a medida ampliada automaticamente para quatro meses.

•        Clientes que usam o FGTS para pagar parte das parcelas do financiamento poderão pedir a suspensão do pagamento da parte da prestação não coberta pelo fundo por 120 dias.

•        Clientes adimplentes ou com até duas prestações em atraso podem pedir a redução do valor da parcela por 120 dias.

•        Carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos.

Fies

•        Congresso aprovou suspensão de pagamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até o fim do ano. Primeira versão da lei sobre o tema, sancionada em maio, isentava os financiamentos apenas durante a pandemia.

Produtores rurais

•        CMN autorizou a renegociação e a prorrogação de pagamento de crédito rural para produtores afetados por secas e pela pandemia de coronavírus. Bancos podem adiar, para 15 de agosto, o vencimento das parcelas de crédito rural, de custeio e investimento, vencidas desde 1º de janeiro ou a vencer.

Inscritos na Dívida Ativa da União

•        Devedores impactados pela pandemia podem pedir parcelamento especial de dívidas com a União. Adesão vai até 31 de dezembro.

•        Suspensão, até 31 de julho, de procedimentos de cobrança e de intimação pela PGFN. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida em um mês.

Estados devedores da União

•        Congresso aprovou suspensão dos débitos dos estados com o governo federal e com bancos públicos de março a dezembro. A medida injetará R$ 35 bilhões nos cofres estaduais para enfrentarem a pandemia.

•        A nova lei também autoriza a renegociação de débitos dos estados e dos municípios com bancos públicos e organismos internacionais, deixando de pagar R$ 24 bilhões.

Cais público do Porto do Rio de Janeiro será alfandegado este ano

O “realfandegamento” de parte do cais público do Porto do Rio de Janeiro, solicitado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) à Receita Federal em fevereiro deste ano, está previsto para acontecer em breve.

 

Segundo informações do superintendente de Gestão Portuária do Rio de Janeiro e Niterói, Leandro Lima, no atual momento do processo, a CDRJ contratou uma empresa de consultoria e auditoria para verificar a eficiência e a segurança dos sistemas informatizados de controle de acesso ao porto.

 

“O laudo dessa análise será entregue à Receita Federal, junto com documentos complementares que o órgão exigiu em adição aos que já foram entregues por ocasião da solicitação de anuência”, explicou Leandro.

 

Posteriormente, a CDRJ aguardará o parecer da Receita Federal, que poderá ser favorável ou gerar em nova exigência de apresentação de outros documentos que o órgão considerar pertinentes.

 

O diretor-presidente da CDRJ, Francisco Antonio de Magalhães Laranjeira ressaltou a importância dessa medida: “Com a recuperação do alfandegamento do cais público do Porto do Rio de Janeiro, a CDRJ passará a ter mais recursos próprios para investir na infraestrutura portuária”.

 

O alfandegamento da área, tornando-a sob controle aduaneiro, significa que a Alfândega terá que autorizar qualquer movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias procedentes do exterior ou a ele destinadas.

 

Relembre os fatos – A primeira etapa do processo de “realfandegamento” do cais público do Porto do Rio de Janeiro foi a obtenção da Certidão Positiva com efeitos de negativa dos tributos federais, depois de 15 anos em situação irregular. A Certidão Negativa de Débitos (CND) era uma exigência indispensável da Receita Federal para a recuperação do alfandegamento, perdido há mais de cinco anos.

SC terá 29 equipes em desafio nacional de robótica contra o coronavírus

Santa Catarina terá mais de cem estudantes da educação básica participando do desafio nacional de robótica promovido pelo SESI. As soluções devem ter como foco a prevenção, o diagnóstico ou o combate à pandemia causada pelo coronavírus. O novo desafio será todo realizado de forma virtual e premiará os três primeiros colocados e os times que se destacaram em cada um dos critérios de avaliação. Participam alunos de Blumenau, Brusque, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joaçaba, Joinville, Lages, Pomerode, Pouso Redondo, Rio do Sul, Seara, Tubarão e Videira.

São quatro critérios de avaliação: criatividade e inovação, pesquisa, empreendedorismo e impacto social. “Envolver jovens estudantes da educação básica em uma questão séria como esta desafia-os a pensar coletivamente em soluções que podem, de fato, beneficiar a sociedade. Estamos enfrentando uma pandemia que tem impactos na saúde, na economia e até mesmo na educação. Por meio do desafio de robótica, eles podem protagonizar ações que amenizem os efeitos dessa crise”, observa o diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Machado Pereira. A rede SESI SENAI, que integra a Federação das Indústrias, está participando do desafio com 20 equipes. 

No dia 18 de agosto, serão divulgadas as 30 equipes que foram aprovadas para participar da segunda fase. Elas terão até 4 de setembro para submeter mais informações sobre o projeto, demonstrando e detalhando da sugestão proposta. A divulgação do resultado final será feita em 25 de setembro, quando serão conhecidos os times vencedores e os que se destacaram em cada um dos quatro critérios de avaliação. Os prêmios não são cumulativos, ou seja, cada equipe selecionada só poderá ser premiada em uma categoria. 

Além disso, as três primeiras colocadas participam do próximo Festival SESI de Robótica, previsto para ocorrer em março de 2021.
 

Ibovespa sobe com ajuda de dados econômicos e fecha semana em alta de 3%

A bolsa brasileira fechou em alta nesta sexta-feira, 3, com ajuda de dados econômicos que voltaram a surpreender positivamente os investidores. Contudo, com o mercado americano fechado devido ao feriado, o pregão foi marcado pela baixa volatilidade, com o Ibovespa, principal índice de ações, operando próximo da estabilidade pela maior parte do dia. O Ibovespa subiu 0,55% e encerrou em 96.764,85 pontos. Com isso, o índice encerrou a semana em alta de 3,1%.

“O movimento segue ilustrando a ponderação de investidores entre a visão de uma recuperação em ‘V’ e a preocupação com novos surtos da Covid-19 que passaram a atrasar a reabertura dos negócios ao redor do mundo”, afirmam analistas da Guide em nota a clientes.

Na véspera, os Estados Unidos voltaram a apresentar recorde de casos diários, reportando mais de 50.000 novos infectados. Conforme os números da doença seguem aumentando na maior economia do mundo, reduzem as expectativas de uma recuperação intensa no segundo semestre. Em estados do sul e oeste do país, onde o ritmo de contaminação segue acelerado, processos de reabertura foram retardados.

“O temor com o crescimento de novos casos nos EUA começou a ganhar maior força e deve passar para o fim de semana. Há preocupação sobre retrocessos nos processos de abertura”, comentou Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos.

Por outro lado, dados de algumas das principais economias do mundo voltaram a sair acima do esperado. Na zona do euro, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto de junho ficou em 48,5 pontos. Embora tenha saído abaixo dos 50 pontos que delimitam a expansão da contração da atividade econômica, o número ficou acima dos 47,5 pontos projetados pelo mercado. O PMI composto do Reino Unido também superou as expectativas, ficando em 47,7 pontos ante os 47,6 pontos esperados.

Já na China, que foi um dos primeiros países a deixar para trás a pior fase do coronavírus, os dados econômicos já apontam para a melhora econômica. Por lá, o PMI composto, divulgado na noite de ontem, ficou em 55,7 pontos.

“Os dados econômicos mostram alguma retomada, o que favorece o preço do minério de ferro e frigoríficos brasileiros, que têm uma relação muito forte com a China”, disse Bertotti.

No radar do mercado também seguem os desdobramentos sobre a lei de segurança nacional imposta pela China sobre o território de Hong Kong. Na última quinta-feira, 2, o gigante asiático ameaçou retaliar o Reino Unido por ter se colocado disposto à receber refugiados de sua ex-colônia. Estados Unidos, Taiwan e Austrália também avaliam acolher refugiados de Hong Kong.

“Essa tensão acaba pesando nos mercados. É uma questão que vai e vem, mas afeta a diplomacia e até o livre tráfego de mercadorias e serviços. Mas o mercado segue olhando mais para a recuperação da atividade econômica e para o coronavírus”, afirmou Marcel Zambello, analista da Necton Investimentos.

Entidades combatem emendas que inviabilizam a reforma da Previdência e pedem urgência no corte de gastos

É impensável que, em meio à pior crise da história, o governo de Santa Catarina aumente ainda mais os gastos públicos, e o Legislativo não tenha uma  postura firme para uma reforma da Previdência que reduza o custo do Estado. Emendas que garantem aposentadorias especiais e o afrouxamento das regras de transição para alguns setores fogem completamente de uma proposta condizente com as necessidades dos catarinenses. Pelo contrário, seguem na contramão do real objetivo – enxugar a máquina estatal e garantir mais verbas para a saúde, a educação e a segurança da população.

 As entidades signatárias desta nota alertam para o déficit da Previdência catarinense, que cresceu quase 400% nos últimos 10 anos, chegando a R$ 4 bilhões em 2019. Portanto, propõem a isonomia entre os trabalhadores do serviço público e do setor privado. Também consideram um acinte o gasto de mais R$ 3,8 milhões mensais na recente contratação de 107 novos auditores e procuradores, somente para citar um exemplo. Deixar de lado a discussão, em um verdadeiro ‘jogo de empurra’ entre o Legislativo e o Executivo é tudo o que a sociedade não precisa neste momento crítico.

 

Florianópolis, 03 de julho de 2020

 

Assinam as entidades:

ABIH-SC Associação Brasileira de Indústria de Hotéis Santa Catarina

ABIH-SC Associação Brasileira de Indústria de Hotéis Santa Catarina

ABRAPE - Associação Brasileira de Promotores de Eventos

ABRASEL – SC

ABRES - Associação de Bares e Restaurantes de Balneário Camboriú

ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia

ACATMAR - Associação Náutica Brasileira

ACATS – Associação Catarinense de Supermercados

ACEPA/CDL - Associação Comercial e Empresarial de Palma Sola

ACIAX - Xaxim

ACIB - Associação Empresarial de Blumenau

ACIBALC - Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú

ACIBIG - Associação Empresarial e Cultural de Biguaçu

ACIBr - Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá

ACIC - Associação Comercial e Industrial de Chapecó

ACIC – Associação Empresarial de Canoinhas

ACIC – Associação Empresarial de Criciúma

ACID - Associação Comercial e Industrial de Descanso

ACIF – Associação Empresarial De Florianópolis

ACIG - associação comercial e industrial de Garopaba

ACIG - Associação Empresarial de Gaspar

ACII - Associação Comercial e Industrial de Itajaí

ACIIO - Associação do Comércio e Indústria de Iporã do Oeste

ACIIO - Associação Comercial e Industrial de Iporã do Oeste

ACIJ - Associação Empresarial de Joinville

ACIL – Associação Comercial e Industrial de Lages

ACIM - Associação Empresarial de Mondaí

ACIM – Associação Empresarial de Mafra

ACIMO - Associação industrial de modelo

ACIOC - Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense

ACIP - Associação Comercial e Industrial de Palmitos

ACIP - Associação Empresarial de Palhoça

ACIP - Associação Empresarial de Pomerode

ACIP – Associação Comercial e Industrial de Pinhalzinho

ACIPG - Associação Empresarial de Presidente Getúlio

ACIRS – Associação Empresarial de Rio do Sul

ACIS - Associação Comercial e Industrial de Seara

ACIS - Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho

ACISA-CP - Associação Comercial e Industrial de Cunha Porã

ACISC - Associação Comercial e Industrial de Saudades e Cunhataí

ACISJO - Associação Comercial e Industrial de São João do Oeste

ACISLO – Associação Comercial e Industrial de São Lourenço do Oeste

ACISMO - Associação Empresarial de São Miguel do Oeste

ACIT - Associação Comercial e Industrial de Tijucas

ACITA - ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE ITAPEMA

ACITA – Associação Comercial e Industrial de Itá

ACITC – Associação Comercial e Industrial de Trombudo Central

ACIUR - Associação Empresarial de Urubici

ACIVALE – Braço do Norte

ACIX - Associação Comercial e Industrial de Xavantina

ADAC - Associação de Distribuidores e Atacadistas Catarinenses

ADVB - SC                                 

AEA - Associação Empresarial de Agrolândia

AECF - Associação Empresarial de Coronel Freitas

AEI - Associação Empresarial de Itaiopolis

AEM - Associação Empresarial de Maravilha

AEMFLO - CDL / SÃO JOSÉ

AETTUSC - Associação das Empresas de Turismo e Fretamento de SC

AJORPEME - Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa

AMI - Associação do Município de Iraceminha

AMPE Blumenau - Associação das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais de Blumenau

ASSEMIT - Associação dos Empresários de Itapiranga

ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE LAR MENINO DEUS

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE PALMA SOLA

AVIP - Associação Visite Pomerode

CDL - LAGES

CDL - RIO DO SUL

CDL - Brusque

CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas de Salete

CDL - Florianópolis

CDL - Gaspar

CDL - Joaçaba

CDL - Nova Trento

CDL – Chapecó

CDL – Concórdia

CDL Blumenau - Câmara de Dirigentes Lojistas de Blumenau

CDL Guabiruba

CEC – Centro Empresarial de Chapecó

CORE SC - Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado De Santa Catarina

FACISC – Federação das Associações Empresariais de SC

Fampesc - Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais

FECOMERCIO – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina

FLORIPA SUSTENTÁVEL

FORTUR – Fórum de Turismo de Florianópolis

NCD-Núcleo Catarinense de Decoração

SEBRAE – SC

SEINFLO - Sindicato das Empresas de Informática e Processamento de Dados da Região Metropolitana de Florianópolis

SIACADESC - Sindicato das Academias de SC

SIESC - Sindicato da Indústria de Informática de Santa Catarina

SIESE-SC - Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado de Santa Catarina

SIFITEC - Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Tinturaria e Malharia de Brusque, Botuverá e Guabiruba

Sindicato da indústria de reparação e Acessórios de Santa Catarina

Sindicato do Comércio Varejista de Criciúma - Sindilojas

Sindicato do Comércio Varejista de Itajaí

Sindicato do Comercio Varejista e Atacadista de Brusque, Botuverá e Guabiruba

SINDICATO DOS REPRESENTANTES COMERCIAS DE BLUMENAU E REGIÃO

SINDISOL - Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Balneário Camboriú e Região

SINDIVEST - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento

VIVABEM - Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Joinville e Região

Epagri gera R$6,24 para cada real investido pelo Governo do Estado

O retorno que a sociedade recebeu para cada real investido pelo Governo do Estado na Epagri, alcançou R$ 6,24 em 2019. O resultado faz parte do Balanço Social, cujos cálculos avaliaram 114 tecnologias e cultivares desenvolvidos, lançados e difundidos pela Empresa. O retorno global gerado pelas tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições, somou R$ 5,13 bilhões – e a participação da Empresa nesse retorno é de R$ 2,18 bilhões. O documento está sendo lançado nesta sexta-feira, 3 de julho.


“Esses índices significam que a renda e a qualidade de vida das famílias rurais e pesqueiras estão melhorando ano a ano. A produção de alimentos está mais limpa e sustentável, graças ao esforço da Epagri e dos produtores dentro do Programa AgroConsciente, do Governo do Estado. Na outra ponta, o consumidor tem acesso a alimentos de qualidade e produzidos de forma responsável”, resume Edilene Steinwandter, presidente da Epagri.

Benefícios para toda a sociedade


As tecnologias e ações da Epagri se convertem em melhorias na forma como se produz alimentos em Santa Catarina. “É com essa questão que a Epagri trabalha diariamente junto às famílias rurais e pesqueiras. É o ‘como’ que vai fazer diferença na saúde, na segurança alimentar, no meio ambiente, na qualidade de vida e na geração de riquezas de toda a sociedade”, diz Edilene.

A Epagri publica o Balanço Social anualmente, desde 2009, para prestar contas à sociedade do dinheiro investido pelo Governo do Estado de Santa Catarina. Esta edição também revela que em 2019 a Empresa atendeu 121 mil famílias, 3,5 mil entidades e 19,6 mil jovens rurais. Ao longo do ano, foram executados 355 projetos de pesquisa e 20 tecnologias foram lançadas.

O documento também traz reportagens com casos de sucesso pelo Estado em diferentes áreas de atuação da Empresa, como pecuária, produção de grãos, fruticultura, olericultura, aquicultura e pesca, gestão de negócios, políticas públicas e ações nas áreas social e ambiental. “Essas histórias que são exemplos da transformação que nosso trabalho é capaz de operar no Estado”, comenta Edilene.

Para baixar o Balanço Social 2019 da Epagri, clique aqui 

 
Epagri em números

 R$6,24

Retorno que a sociedade recebeu para cada real investido na Epagri

R$2,18 bilhões

Participação da Epagri no retorno que suas tecnologias e ações da geraram para a sociedade

R$5,13 bilhões

Retorno global das tecnologias e ações da Epagri, considerando a contribuição de parceiros e outras instituições

Colheita do ano

– 114 tecnologias produzidas e difundidas pela Empresa avaliadas nos cálculos
– 355 projetos de pesquisa executados
– 20 tecnologias lançadas
– 26,5 mil famílias capacitadas
– 121 mil famílias atendidas
– 3,5 mil entidades atendidas
– 19,6 mil jovens assistidos

Prestação de serviços

– 55,5 mil análises de solo
– 79,2 mil atendimentos em escritório
– 3,8 milhões de acessos à página de previsão do tempo
– 73% das Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) emitidas no Estado

Acesso ao crédito

– 5,2 mil propostas elaboradas
– 4,4 mil beneficiários
– 283 municípios contemplados
– R$203 milhões em recursos viabilizados pelos projetos

Informação técnica e científica

– 801 publicações técnico-científicas
– 12,9 milhões de visualizações no canal da Epagri no Youtube
– 175 vídeos técnicos
– 260 programas de rádio veiculados em 125 emissoras

Capital Humano

– 173 pesquisadores
– 635 extensionistas
– 925 profissionais de suporte a pesquisa e extensão
– 51 jovens aprendizes

Mais informações: Edilene Steinwandter, presidente da Epagri (solicitar entrevista com a assessoria de imprensa)

Dólar fecha em alta com temores sobre aumento de casos de Covid nos EUA

Em mais uma sessão de altíssima volatilidade, o dólar fechou em alta, nesta quinta-feira, 2, com os investidores repercutindo o aumento do número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que é visto como uma ameaça à recuperação da maior economia do mundo. Com isso, o dólar comercial subiu 0,6% e encerrou sendo vendido por 5,350 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, caiu 1,4%, cotado a 5,65 reais.

Pela manhã, no entanto, o clima de euforia no mercado predominou, após a divulgação do relatório oficial sobre o mercado de trabalho americano, o payroll, que apontou para o crescimento de 4,8 milhões de empregos não agrícolas, em, junho, ante a expectativa de um saldo positivo de 3 milhões de vagas. Também foi revisado para cima o payroll de maio, de criação de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos. Com isso, a taxa de desemprego americana caiu de 13,3% para 11,1%.

Logo após sua divulgação, os dados ajudaram a impulsionar os mercados do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, os índices americanos que já estavam em alta, ainda repercutindo o otimismo com a vacina do coronavírus que vem sendo desenvolvida pela Pfizer, subiram ainda mais, enquanto o dólar aprofundou suas perdas contra pares desenvolvidos e moedas emergentes.

“Os números vieram bem acima do esperado. Isso gerou uma expectativa de melhora generalizada. Os cenários mais fatalistas estão começando a perder força”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset

Apesar do otimismo com os dados americanos, os temores com o aumento do número de infectados  por Covid-19 passou a ganhar força no início da tarde, após o estado da Flórida apresentar recorde de novos casos. Em apenas 24h, foram registrados 10.109 novos infectados na Flórida, que vem atravessando a pior fase da doença, assim como alguns estados do oeste americano. O aumento do número de casos tem retardado processos de reabertura em locais do Texas, Califórnia e na própria Flórida.

“Se não tivessem dados positivos, o mercado teria reagido de forma muito pior. Eles amenizaram a preocupação com a recuperação econômica, mas não tiraram. Até porque o que derrubou a economia foi o coronavírus e a gente está voltando a ver aumento de casos até maiores do que antes”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Segundo Laatus, a queda do dólar de mais de 2% registrada no pregão anterior contribuiu para a realização de lucros no mercado de câmbio local, tendo em vista que sexta-feira, 3, será feriado nos Estados Unidos, o que deve reduzir o volume de dólares negociados no mundo.

No radar do mercado também estão os protestos em Hong Kong, desencadeados após a China aprovar a lei de segurança nacional sobre o território autônomo. Os investidores temem que os Estados Unidos, contrários à medida, façam duras retaliações comerciais. Na véspera, a Câmara americana aprovou um projeto de lei que penaliza bancos que façam negócios com autoridades chinesas que apoiaram a lei de segurança nacional.

EXAME

Governo estuda formas de contratação com menos custo para empresas

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que o governo está trabalhando em um novo marco do trabalho, com redução de custos para contratação.

Nas últimas semanas, o ministro da Economia, Paulo Gu

Ele afirmou que o governo vem trabalhando em uma reforma tributária com “redução de complexidade” e citou como parte da agenda marcos legais para o setor de petróleo e gás, ferrovia, cabotagem e energia, além da lei de falências e autonomia do Banco Central.

De acordo com o secretário, o governo ainda está discutindo a prorrogação no benefício emergencial, programa que permite suspensão e redução de contratos de trabalho, e que o impacto no déficit primário será divulgado quando os detalhes forem fechados.

Nesta quinta-feira, o ministério divulgou novas projeções que estimam déficit primário do setor público neste ano de 826,6 bilhões de reais, o equivalente a 12% do PIB. As projeções já consideram a prorrogação do auxílio emergencial de 600 reais por mais dois meses, como anunciado nesta semana.

EXAME

edes, tem dito que quer retomar o projeto da “Carteira Verde e Amarela”, regime com menor incidência de encargos trabalhistas. “Medidas para o emprego ainda estão sendo desenhadas e serão comunicadas brevemente”, afirmou.

Em coletiva virtual nesta quinta-feira, o secretário disse que o governo retomará a agenda de reformas assim que a pandemia sair da “parte mais aguda.”

Santa Catarina perdeu 22,7 mil empregos em maio

Santa Catarina registrou um saldo negativo de 22.705 empregos com carteira assinada em maio, segundo dados do Ministério da Economia divulgados nesta segunda-feira (29). O resultado corresponde à diferença de 46.223 admissões contra 68.928 demissões.

O Estado ficou com a sexta pior colocação no país em resultados absolutos, atrás de São Paulo (saldo negativo de 103,9 mil), Rio de Janeiro (-35,9 mil), Minas Gerais (-33,6 mil), Rio Grande do Sul (-32,1 mil), e Paraná (-23,8 mil). No mês, o Brasil registrou a perda de 331,9 mil postos de trabalho.

No quesito variação relativa, que mede percentualmente a queda de empregos, Santa Catarina também foi o sexto estado na lista, atrás do Rio Grande do Sul (-1,3%), Sergipe (-1,2%), Amazonas (-1,2%), Piauí (-1,15%), e Rio de Janeiro (-1,15%). O Estado perdeu 1,11% dos empregos.

Um fator que pesa negativamente na contagem para os catarinenses é o grau de formalidade. Como Santa Catarina é o Estado com maior participação de trabalhadores com carteira assinada do país, os efeitos econômicos são mais destrutíveis ao mercado formal.

Entre os setores, a principal queda ocorreu na indústria, com saldo negativo de 9,7 mil postos de trabalho. Em seguida, estão os serviços (-6,9 mil), comércio (-4,5 mil), construção (-1,2 mil), e agricultura (-290).

Já entre os municípios, a principal queda ocorreu em Florianópolis, com fechamento de 2,5 mil vagas. Na sequência estão Joinville (-1,7 mil), Blumenau (-1,5 mil), Balneário Camboriú (-1 mil) e São José (-1 mil). Outras grandes cidades também registraram perdas, como Criciúma (-963), Itajaí (-819), Jaraguá do Sul (-774) e Brusque (-749).

Com o resultado, o acumulado do ano (com ajuste) em Santa Catarina ficou negativo em -54,9 mil empregos. No país, foram fechadas 1,1 milhão de vagas.

Governo do Estado e setor produtivo unem forças para ampliar diálogo e colaboração

Foto: Elmar Meurer/Fiesc

O Governo do Estado iniciou a semana dialogando com o setor produtivo de Santa Catarina. Por meio de videoconferência, na manhã desta segunda-feira, 29, o chefe interino da Casa Civil, Juliano Chiodelli, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Rogério Siqueira, e seu adjunto, Ricardo Stodieck, conversaram com membros do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem). Na pauta, a intenção de aprofundar a colaboração entre o Governo e o setor produtivo. 

O Chefe interino da Casa Civil, Juliano Chiodelli, abriu a reunião dizendo que Santa Catarina se destaca com a melhor gestão da pandemia de Covid-19 no país. Reforçando o potencial de recuperação, Chiodelli também citou, entre outros dados, que o Estado saiu de um déficit de R$ 1,2 bilhão em 2018 para um superávit de R$ 166 milhões em 2019, conforme relatório enviado ao Tribunal de Contas (TCE/SC). “O futuro de Santa Catarina depende do esforço coletivo de todos nós e o momento é de união para sair da crise”, afirmou o chefe interino da Casa Civil.

Já o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Siqueira, destacou a importância de se criar uma espiral de prosperidade e esperança, fazendo políticas de estado e não de governo, além da importância da integração com a cadeia produtiva. “Estamos aqui para contribuir. Sabemos que a tempestade pode ser forte e violenta, perderemos alguns mestres no mar, mas vamos navegar juntos. Estamos em Santa Catarina S.A, onde os acionistas somos todos nós. Os catarinenses têm em seu DNA a superação e vamos enfrentar mais esse desafio”, disse.

Para o adjunto da SDE, Ricardo Stodieck, as demandas de médio e curto prazo são estratégicas e devem ser debatidas. Também falou do Programa Travessias, uma iniciativa da Fiesc que conta com o apoio do Governo e que, entre as estratégias previstas, está o aproveitamento das oportunidades internacionais para fortalecer a indústria local, ampliar investimentos em infraestrutura e tecnologia. “Peço que as entidades nos enviem as demandas de curto prazo, para o quanto antes debatermos junto aos representantes”, destacou.

O Cofem é composto pelas Federações das Indústrias (Fiesc), do Comércio (Fecomércio), da Agricultura (Faesc), dos Transportes (Fetrancesc), das Associações Empresariais (Facisc), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (Fampesc), do Sebrae-SC.

Empresários querem ampliar participação

No encontro virtual, os empresários se colocaram à disposição para apoiar o planejamento de estratégias de desenvolvimento para o Estado. Também defenderam maior participação privada nas iniciativas de desenvolvimento, por meio de concessões de serviços como os de saneamento, portos e demais projetos de infraestrutura, de modo que o Governo possa focar em suas atividades básicas nas áreas de saúde, educação e segurança.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, reforçou a disposição de colaboração. “Podemos construir um caminho. Há uma deficiência de projetos em Santa Catarina e cada setor pode apresentar propostas e demandas para buscarmos investimentos e desenvolvimento. Esse é o espírito do setor produtivo”, afirmou. O posicionamento dele foi endossado pelos demais presidentes das federações.

Também participaram ainda da reunião virtual o diretor-superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Fonseca Ramos, o presidente da Facisc, Jonny Zulauf, o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, o presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli, a presidente da Fampesc, Rosi Dedekind, o presidente da FCDL-SC, Ivan Tauffer, e o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

Confira o que disseram os demais participantes

“Essa aproximação do setor produtivo é fundamental. Todos os diagnósticos que mostram as necessidades do setor produtivo de Santa Catarina estão levantados. O importante é termos um bom planejamento de Estado de curto, médio e longos prazos. Baseado nas nossas vocações e setores estratégicos devemos definir prioridades. E o Programa Travessia é o pano de fundo para isso”, afirmou o diretor-superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

“Juntos podemos contribuir para que o estado cumpra melhor a sua finalidade. Vamos superar os desafios e o nosso espírito é de contribuição, de proposição. Nossas reuniões já vêm discutindo alguns pontos, mas há aspectos delicados em que precisamos avançar, como turismo e infraestrutura”, afirmou o presidente da FACISC, Jonny Zulauf.

O presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, informou que há pouco tempo foi entregue à Secretaria de Desenvolvimento um documento com demandas do comércio e turismo. “Enfatizo que na área de turismo tem demandas simples de serem resolvidas, mas que podem ser implementadas com rapidez e baixo custo”.

O presidente da FETRANCESC, Ari Rabaiolli, destacou os impactos dos congestionamentos no trecho norte da BR-101, especialmente na alta temporada. “Temos que ter projeto de duplicação. São pontos que o estado vai ter que repensar junto com o Ministério da Infraestrutura e pensar em concessões”, declarou.

A presidente da Fampesc, Rosi Dedekind, lembrou que ela é do setor de turismo e estará junto com a Fecomércio na defesa da atividade. “Mais de 90% das empresas catarinenses são de micro e pequeno portes. Coloco a Fampesc à disposição para trabalharmos numa política de estado. Necessitamos da retomada de alguns programas que a Secretaria de Desenvolvimento tinha, a exemplo do Juro Zero”, disse.

“Existem muitas demandas que são discutidas pelo COFEM. Precisa existir uma sintonia com o setor produtivo e damos as boas vindas aos novos secretários com tapete vermelho”, afirmou o presidente da FCDL-SC, Ivan Tauffer.


O presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, destacou a importância do trabalho do Instituto do Meio Ambiente e chamou atenção para dificuldades na aprovação de licenças ambientais para os produtores rurais. “Nos conforta essa informação de que os senhores vem da iniciativa privada e tem naturalmente essa sensibilidade com os problemas que nos afligem”, salientou.

*Com informações da Fiesc.

SC discute Fundo que pode injetar até R$ 1 bilhão na economia do Estado

O governo do Estado discute junto a outros poderes a criação de um Fundo Estadual de Garantia de Crédito que pode injetar até R$ 1 bilhão na economia catarinense. O objetivo é ampliar o acesso a recursos para micro e pequenas empresas, as que mais sofreram durante a pandemia. 

Ainda está sendo discutido um modelo jurídico para o Fundo, mas o novo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Siqueira, disse que as medidas de apoio à economia precisam ser rápidas. O projeto está em fase inicial. 

Em entrevista à Rede Catarinense de Notícias, o empresário de 59 anos detalha o projeto e diz que Santa Catarina será um dos primeiros estados a sair da crise. Além disso, afirmou que recebeu do governador "a orientação de criar políticas de estado e gerar uma espiral de prosperidade e esperança".


 

 

Rede Catarinense de Notícias - Com a pandemia, a economia teve uma forte estagnação. Que tipo de ação ou programa deve ser prioridade pelo poder público para incentivar a retomada?

 

Rogério Siqueira - O mais importante é que seja rápido. Os catarinenses não podem esperar, precisamos unir pontas e agir por meio de ações soluções de curtíssimo prazo. Completo a primeira semana na gestão pública e tenho 30 anos de iniciativa privada. Recebemos do governador a orientação de criar políticas de estado e gerar uma espiral de prosperidade e esperança. Na semana passada participamos de uma reunião junto à Fiesc sobre o Programa Travessia, uma iniciativa da Federação das Indústrias que conta com o apoio do governo e tem entre as estratégias aproveitar as oportunidades para fortalecer a indústria local, ampliar investimentos em infraestrutura e tecnologia. Outra frente, que tem o apoio de todos os poderes - Executivo, Legislativo, Judiciário, do Ministério Público e Tribunal de Contas (TCE) - é a proposta de criação do Fundo Estadual de Garantia de Crédito. Trata-se de um instrumento para estimular a concessão de crédito de forma facilitada para micro, pequenos e médios empreendedores em Santa Catarina, por conta da pandemia. A ideia é de injetar até R$ 1 bilhão na economia do Estado. O projeto será discutido com o Badesc e estamos na fase de desenhar o modelo jurídico do Fundo. O objetivo destas frentes é unir esforços para a recuperação econômica de Santa Catarina. 

 

RCN - Essas medidas serão suficientes para recuperar emprego e renda a médio prazo? O que deve ser feito para reduzir o impacto do desemprego?

Siqueira - Essas medidas num primeiro momento são para a manutenção dos empregos, para que os empresários tenham fôlego e não precisem fazer demissões em massa. O crédito oferecido é para trabalhar com o fluxo de caixa das empresas, principalmente as MPEs. Para facilitar o acesso, o governo tem como prioridade a implementação do Fundo Estadual de Garantia de Crédito e já está desenhando a estruturação. Estamos trabalhando no modelo jurídico e pretendemos ter notícias em breve sobre o assunto.

 

RCN - Como é possível facilitar o acesso a recursos num momento turbulento como esse?

Siqueira - A garantia do crédito é uma das importantes e mais urgentes estratégias para a retomada econômica. O governo já vem estudando, desde o início da pandemia, a proposta do Fundo Garantidor de Crédito. Esta ação vai buscar estimular a concessão de crédito de forma facilitada para micro, pequenos e médios empresários do nosso Estado, neste tempo de pandemia. A ideia é de injetar dinheiro de forma direta na economia, com previsão de até R$ 1 bilhão, o que vai contribuir para uma recuperação ainda mais rápida de Santa Catarina. Sairemos mais fortes deste momento.

 

RCN - O governo federal tem tomado ações para dirimir o impacto econômico, como o Pronampe e o auxílio emergencial. Qual é a sua opinião sobre os programas federais? Eles terão eficiência na prática em Santa Catarina? 

Siqueira - Acho que toda ajuda neste momento desafiador é bem-vinda. Além dos programas federais, estaduais e municipais, temos um povo trabalhador e que se supera a cada desafio que lhe é imposto. Santa Catarina foi um dos primeiros estados a tomar medidas de prevenção contra a Covid e tenho certeza que seremos um dos primeiros a sair da crise. Temos aqui na SDE programas importantes e que serão fundamentais na retomada, como o Prodec que já existe há três décadas e nos últimos 16 meses já fomentou R$ 4,45 bilhões de investimentos e gerou quase 6 mil empregos. O programa passará por uma atualização e será fundamental para fazer a roda da economia girar. Outra frente é o programa Juro Zero, coordenado pela SDE e que, desde 2011 quando foi implantado, emprestou mais de R$ 291 milhões, movimentando diretamente mais de R$ 330 milhões na economia catarinense. 


 


O novo titular do Desenvolvimento Econômico, Rogério Siqueira. Foto: Clóvis Perozin

 


 

RCN - O governador Moisés fez algum pedido especial para a atuação da SDE?

Siqueira - O governador nos orientou a contribuir nessa retomada, unindo pontas e gerando uma atmosfera de prosperidade e esperança. Nosso maior desafio é a retomada econômica do Estado, em meio a uma pandemia mundial que afeta a todos, sem precedentes. É fato que o desafio é impactante e já deixa sua marca, mas Santa Catarina tem um povo batalhador, empreendedor e que historicamente se supera, a exemplo de outras adversidades que o Estado já enfrentou, tenho certeza, vai superar novamente. 

 

RCN - Conhecendo Santa Catarina e os catarinenses, o que o senhor espera no cenário econômico para o segundo semestre? 

Siqueira - Até maio, Santa Catarina teve um saldo maior de empresas constituídas em 2020 quando comparado ao mesmo período do ano passado. [Desde o início do ano, até 13 de maio, o estado conta com um saldo de 35.144 novas empresas, enquanto no mesmo período do ano passado foram 31.955 constituições]. Os dados mostram que o ambiente econômico do Estado, apesar de toda a insegurança gerada pela pandemia provocada pelo novo Coronavírus, ainda reflete o viés empreendedor do cidadão catarinense e mostra um estado ainda pujante e confiante em uma retomada do crescimento. Nossa missão é unir pontas, programas e ações que se completem e fortaleçam a economia, gerem emprego e renda aos catarinenses.

Receita já recebeu 23,7 milhões de declarações do Imposto de Renda

Até as 11h de hoje (25), 23.774.151 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2020 foram recebidas pelos sistemas da Receita Federal. Neste ano são esperados 32 milhões de documentos.

A Receita alerta que os contribuintes não deixem a entrega para última hora. Se perderem o prazo estarão sujeitos ao pagamento de uma multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. O período de entrega termina na próxima terça-feira (30).

A declaração do Imposto de Renda é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado, o equivalente a R$ 2.196,90 por mês, incluído o décimo terceiro. A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74.

Precisa ainda declarar o Imposto de Renda quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; quem obteve, em qualquer mês de 2019, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.

Quando se trata de atividade rural, é obrigado a declarar o contribuinte com renda bruta superior a R$ 142.798,50. Também deve preencher a declaração quem teve, em 31 de dezembro do ano passado, a posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, com valor total superior a R$ 300 mil.

A Receita tem orientações sobre a declaração em seu site.

Petrobras e Sebrae oferecem R$ 10 milhões para financiar startups

Startups (empresas emergentes) e pequenas empresas de base tecnológica de todo o país poderão se inscrever, até o próximo domingo (28), no edital do Programa Petrobras Conexões para Inovação, que oferece, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), recursos no total de até R$ 10 milhões para os projetos vencedores. As inscrições poderão ser feitas pelo site.

A chamada está aberta para propostas de nove áreas tecnológicas: tecnologias digitais, robótica, eficiência energética, catalisadores, corrosão, redução de carbono, modelagem geológica, tecnologias de inspeção e tratamento de água. O objetivo é implantar os produtos inovadores nas operações da Petrobras, explicou o coordenador do programa, Ricardo Ramos, do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobras (Cenpes).

Geração de valor

Segundo Ramos, a intenção é buscar junto a essas empresas o desenvolvimento ágil de soluções para superação de desafios, que gerem valor para o negócio da empresa e, em consequência, para o setor de óleo e gás como um todo. “Estamos em busca de respostas criativas. A capacidade de ousar é primordial para o sucesso dos projetos”, afirmou o coordenador do programa.

Cada proposta poderá receber recursos de até R$ 500 mil, com possibilidade de alcançar R$ 1 milhão, dependendo do valor agregado ao negócio da Petrobras. Os empreendedores contarão com assessoria da Petrobras e do Sebrae durante e após o processo de seleção, para que suas soluções sejam implantadas e gerem valor no curto prazo.

A Petrobras buscará viabilizar a continuidade do desenvolvimento dos projetos finalizados com sucesso, com a implantação e testes em campo, por meio de um lote piloto ou serviço pioneiro. Na avaliação do diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick, a parceria com a Petrobras é estratégica para o alcance de melhores resultados. “O Sebrae estará apoiando as micro e pequenas empresas selecionadas nos editais com consultorias empresarias complementares aos projetos de inovação desde o seu início, favorecendo o ingresso efetivo da solução inovadora no mercado e aumentando sua competitividade".

Dúvidas

No início deste mês, a Petrobras realizou a Semana Conexões para Inovação. Por meio de lives (eventos ao vivo na internet) diárias, especialistas da companhia tiraram dúvidas sobre os 54 desafios de inovação propostos na chamada pública. Os vídeos podem ser acessados pelos interessados no site do edital.

Estudo aponta áreas de silvicultura em Santa Catarina

Um levantamento que começou em novembro de 2018 e foi concluído em fevereiro de 2020 mapeou a silvicultura catarinense de forma inédita. O estudo, contratado pela Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) e desenvolvido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC-CAV), identificou através de sensoriamento remoto as áreas com florestas plantadas em Santa Catarina. A conclusão do estudo foi que a área total com florestas plantadas no estado é de 828,9 mil hectares. Desta totalidade 553,6 mil hectares (67%) são área com Pinus; e 275,3 mil hectares (cerca de 33%) estão ocupados com Eucalyptus.

Ibovespa cai e perde os 95 mil com medo de 2ª onda; Cielo desaba 13%

A bolsa brasileira recuou, nesta quarta quarta-feira, 24, com temores de uma segunda onda de coronavírus, após aumento do número de casos na Europa e nos Estado Unidos. A preocupação dos investidores é a de que novas medidas de isolamento social sejam necessárias e provoquem a desaceleração da recuperação econômica. Às 17h, já em call de fechamento, o Ibovespa, principal índice de ações caía 1,73% e marcava 94.316,36 pontos.

No mercado, os temores de que o isolamento social seja retomado, mesmo que em parte, parece cada vez mais próximo da realidade, agora que países europeus passaram a registrar a intensificação de novos casos. Na Alemanha, um novo surto da doença em uma planta de processamento de carnes, fez com que regiões do países retomassem o lockdown.

“A aceleração de casos na Europa preocupa, porque o mercado já via as aberturas econômicas como sustentáveis. Há um medo generalizado de que isso possa ocorrer em outros lugares”, disse Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos.

Nos Estados Unidos, que iniciaram processos de reabertura sem que alguns estados tivessem atingido o pico da pandemia, o ritmo de infecções também tem aumentado. Na terça-feira, o país teve mais 34.700 infectados confirmados, o terceiro maior número diário desde o início da pandemia, de acordo com a AP. Essa foi a maior quantidade em dois meses. Nos Estados Unidos, já são 2.366.961 infectados e 121.662 mortos pela doença, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Devido à pandemia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que o PIB mundial deve encolher 4,9% neste ano. As projeções para o Brasil foram ainda piores, com previsão de com contração de 9,1%. A estimativa para o PIB brasileiro é a mesma prevista pela OCDE, em caso de uma segunda onda de coronavírus.

“O FMI botou para baixo a expectativa de recuperação econômica mais forte no segundo semestre. Vai demorar até que o Brasil retome o nível de antes da pandemia, talvez fique para depois de 2022”, disse Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

O mercado também repercutiu negativamente a notícia da Bloomberg que afirma que os Estados Unidos pretendem impor tarifas de 3,1 bilhões de dólares sobre produtos de países europeus, como França, Alemanha, Espanha e Reino Unido. Entre os itens que podem passar por aumento de tarifas estão azeitonas, cervejas, gin e até caminhões.

“Toda vez que há tensão comercial entre potências globais se eleva o receio sobre o crescimento global, ainda mais neste ano, que se espera um crescimento bem reduzido”, disse Esteter.

Para Marcel Zambello, analista da Necton Investimentos, a medida pode ter mais cunho político do que econômico. “Esse protecionismo de Trump contra o livre mercado tem um viés mais eleitoral, tendo em vista que ele já está perdendo para os democratas nas prévias. A economia e o nível de emprego é o que deve definir as eleições americanas”, comentou.

Destaques

Na bolsa, o destaque do dia fica com as ações da Cielo, que recuam cerca de 13%, após a decisão do Banco Central e do Cade de suspender pagamentos por meio do aplicativo de conversas Whatsapp. Na semana passada, os papéis da companhia chegaram a disparar mais de 30%, após a parceria com o Facebook para possibilitar esse tipo de serviço.

Dívida Pública Federal sobe 2,17% em maio e vai para R$ 4,25 trilhões

O arrefecimento das turbulências provocadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) e o baixo volume de vencimentos fizeram o endividamento do governo subir pela primeira vez em dois meses. A Dívida Pública Federal (DPF), que inclui o endividamento interno e externo do governo federal, subiu, em termos nominais, 2,17% em maio, na comparação com abril, informou hoje (24) a Secretaria do Tesouro Nacional. O estoque passou de R$ 4,161 trilhões para R$ 4,251 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública em títulos no mercado interno, subiu 2,26% em maio, passando de R$ 3,944 trilhões para R$ 4,033 trilhões.

A alta deve-se, segundo o Tesouro, à emissão líquida de R$ 73,58 bilhões na DPMFi. Além disso, houve a apropriação positiva de juros (quando os juros da dívida são incorporados ao total mês a mês), no valor de R$ 15,28 bilhões. A emissão líquida de títulos da Dívida Pública Mobiliária Interna deu-se pela diferença entre o total de novos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional – R$ 86,65 bilhões – em relação ao volume de títulos resgatados (embolsado pelos investidores), que somou R$ 13,08 bilhões.

Por causa da volatilidade do mercado provocada pela pandemia, o Tesouro tinha feito menos leilões em março e abril para não aceitar as taxas pedidas pelos investidores. No entanto, a melhoria das condições de mercado permitiu ao Tesouro retomar as emissões, principalmente de papéis prefixados e vinculados à taxa Selic.

Mercado externo

Depois de dois meses de forte alta, o estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), em circulação no mercado internacional, aumentou apenas 0,41%, passando de R$ 217,11 bilhões para R$ 218 bilhões de abril para maio. A dívida subiu apesar da queda de 0,01% no dólar observada no mês passado. Tradicionalmente, a moeda norte-americana é o principal fator de correção da dívida externa.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta.

Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. A redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos, como se observou ao longo do último mês.

Este ano, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá ficar entre R$ 4,5 trilhões e R$ 4,75 trilhões, segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública para 2020, apresentado em janeiro.

Detentores

As instituições financeiras foram as principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 26,77% de participação no estoque. Os fundos de investimento, com 25,85%, e os fundos de pensão, com 24,88%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida.

Com a retirada de recursos de investidores internacionais do Brasil, decorrente da crise econômica, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu, atingindo 9,11% em maio. Este é o menor percentual de estrangeiros na dívida interna desde 2009. Os demais grupos somam 13,4% de participação, segundo os dados apurados no mês.

Composição

Quanto à composição da DPF de acordo com os tipos de títulos, a fatia dos papéis corrigidos por taxas flutuantes subiu para 38,85% do total da dívida. Em seguida, vieram os papéis prefixados, cuja participação aumentou de 28,85% para 29,41%, devido principalmente à emissão líquida e ao baixo volume de vencimentos no mês. Em maio, o Tesouro emitiu R$ 40,73 bilhões de papéis prefixados a mais do que resgatou.

A participação dos papéis corrigidos pela inflação caiu de 26,87% para 26,3%, por causa do alto volume de vencimentos desses papéis que ocorre no segundo mês de cada trimestre. Os títulos do grupo cambial, que sofrem variação com base na taxa de câmbio, tiveram sua participação reduzida de 5,54% para 5,44% do montante total da DPF, principalmente por causa da pequena queda do dólar no mês passado.

Tarifa de gás natural será 13,5% menor a partir de julho

A Agência de Regulação de Serviços Públicos de SC (Aresc) autorizou nesta segunda-feira (22) a redução média de 13,5% nas tarifas de gás natural praticadas no Estado. A decisão, que tem como base estudos de mercado e custos envolvidos, permite o reajuste de preços a partir de 1º de julho. 

O principal fator que impactou na redução foi a diminuição dos custos da molécula atrelada ao preço do petróleo e a variação da taxa de câmbio, conforme contrato entre a Petrobras - que supre o Estado - e a Companhia de Gás de SC (SCGÁS) - que distribui o insumo em Santa Catarina. 

Entre os setores, a maior redução é do mercado de GNV, onde o preço cairá 14,2%. Em seguida, estão a indústria (-13,5%), o comércio (-8,3%), e o setor residencial (-6,9%). 

A queda é importante para manter a competitividade da economia catarinense internacionalmente, e também para otimizar os ganhos de motoristas por aplicativo, por exemplo. O percentual ficou abaixo dos 28% projetados em maio

Sebrae/SC lança o programa Salto Aceleradora de MEIs em formato 100% digital

Após três anos, o Programa Salto Aceleradora de MEIs já impactou 589 microempreendedores catarinenses. Com o objetivo de beneficiar mais mil empresários em 2020, o Sebrae/SC lança uma edição do programa 100% digital, que irá beneficiar empreendedores de todas as regiões do estado. O programa é idealizado e operado pela Impact Hub, uma rede global de apoio a empreendedores, e realizado pelo programa Cidade Empreendedora, do Sebrae/SC. O lançamento desta edição será durante o webinar “Impulsione o seu MEI em 2020”, que será realizado no dia 25 de junho, às 10h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo http://sebrae.sc/webinar-impulsione-mei. As inscrições para o Programa abrem no dia 25 e seguem até o dia 14 de julho.

De acordo com o Gerente de Desenvolvimento Regional do Sebrae/SC, Paulo Sabbatini Rocha, o atual cenário socioeconômico brasileiro de crise e pandemia do novo coronavírus exige medidas de apoio aos empreendedores. “A taxa de empregos formais vem caindo e o trabalho informal só aumenta. Com isso, tornam-se cada vez mais importantes as iniciativas focadas no desenvolvimento do microempreendedor individual para estruturação e formalização do seu negócio. Esse é o propósito do Salto: Aceleradora de MEIs”, comenta Paulo

Durante nove semanas, em encontros online, os microempreendedores receberão mentoria de profissionais e facilitadores, e participarão de oficinas e laboratórios de prática.  O programa visa o crescimento da atuação do MEI em médio prazo, proporcionando aumento de clientes, incremento de sua renda, geração de novos empregos e, consequentemente, aquecimento da economia em Santa Catarina.

Em 2019, a iniciativa chegou a oito cidades catarinenses: Florianópolis, Tijucas, Tubarão, Indaial, Rio do Sul, Timbó, Concórdia e Itapiranga. Foram cerca de 900 inscritos, dos quais 589 participaram pelo menos da primeira fase e 381 chegaram ao final. Para este ano, o programa irá proporcionar capacitação gratuita em diversas áreas do mundo dos negócios para microempreendedores.

A designer de sobrancelhas Dayana Gonçalves Pereira, de Tubarão, participou do Programa em 2019 e conta como o Salto auxiliou no desenvolvimento do seu negócio, “Pela primeira vez olhei para mim mesma como empreendedora, me senti encorajada a acreditar no meu potencial e valorizar ainda mais o meu negócio. O programa expandiu a minha mente e eu até contratei mais pessoas para trabalhar comigo. Além disso, criei coragem para comprar móveis planejados e repaginar o meu espaço, que, agora, é maior e mais organizado. Espero contratar ainda mais gente”, conta.

 

Sobre o Salto

A Metodologia do Salto combina elementos de ponta do mundo das incubadoras e aceleradoras de negócios, com foco no uso das novas mídias e no desenvolvimento profissional e pessoal. Toda técnica é adaptada ao microempreendedor individual, buscando acelerar o seu crescimento de forma sustentável. São três etapas de aceleração – ou “saltos”, na concepção que dá nome ao programa –, com os seguintes temas:

1) Foco no autodesenvolvimento do MEI como empreendedor;

2) Foco no negócio (validação do mercado, modelagem de negócio);

3) Foco no crescimento (desenvolvimento de planejamento estratégico e metas).

Todas as etapas serão realizadas de forma online, prezando pela segurança dos participantes.

“Após o sucesso das últimas edições, nosso objetivo é impactar um número ainda maior de MEIs em Santa Catarina e, futuramente, expandir para outras regiões do Brasil. Nosso trabalho só é possível pela parceria com gestores públicos e cidades de visão empreendedora, pois entendem que o desenvolvimento socioeconômico local está relacionado à dignidade e à saúde financeira dos microempreendedores individuais”, afirma a gestora do Salto no Impact Hub Floripa, Maíra Rodrigues.

Terapia com própolis representa oportunidade de negócio para apicultores em SC

A própolis é um dos produtos derivados da apicultura usados como tratamento alternativo na rede de saúde pública do Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A apiterapia, ou seja, terapia com produtos das abelhas, incluída em 2018 nas Práticas Integrativas e Complementares autorizadas pelo Ministério da Saúde, também é uma oportunidade de negócio para os 9,8 mil apicultores catarinenses. Afinal, é possível agregar valor à atividade produzindo mel e própolis na mesma colmeia.

Esse produto é elaborado pelas abelhas a partir das resinas das árvores e é utilizado pelos insetos para proteção das crias e para manter a colmeia livre de bactérias, vírus, fungos e parasitas. Conforme Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a própolis é composta basicamente por resinas, produtos balsâmicos, cera, óleos essenciais, pólen e microelementos. “Já foram identificados mais de 200 componentes ativos na própolis. A composição química e a quantidade produzida dependem da fonte vegetal que é coletada”, explica o chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, Rodrigo Durieux Cunha.

Qualidade do produto e acréscimo da renda

A Epagri conta com técnicos em todas as regiões catarinenses para prestar assistência técnica aos apicultores. Uma das frentes de trabalho é a capacitação para a diversificação da atividade com o objetivo de  melhorar a renda na apicultura, como é o caso da extração da própolis e outros produtos das abelhas, como geleia real e pólen. Em 2019, a Epagri prestou assistência a 5.984 famílias e realizou 15.463 atendimentos em apicultura e meliponicultura. “Nosso foco é orientar para a alta produtividade, boas práticas de produção e extração, legalização e mercado”, ressalta Cunha.

A exemplo do mel,  para a comercialização da própolis é necessária a regularização fiscal e de serviço de inspeção. O controle de qualidade analisa alguns aspectos, como o tipo de própolis, as propriedades químicas (aparência, viscosidade, teor de cera, umidade) e as propriedades microbiológicas. Para ter certeza se a própolis é de boa qualidade, assim como qualquer produto de origem animal, é importante observar a procedência e se é inspecionado, dados identificados pelos selos referentes ao órgão de inspeção sanitária.

Melhora a imunidade

Segundo a médica especialista em Saúde da Família Dinorah Boada Bilhalva, a própolis serve como um aliado para ajudar na prevenção e na cura, pois é um produto que melhora a imunidade.  De acordo com a médica, os componentes da própolis contêm propriedades antivirais, antitumorais, antibióticas, antifúngicas, anti-inflamatórias, antioxidantes, antissépticas e cicatrizantes, e são ainda capazes de combater artrites e diminuir o estresse. “Já foram comprovados resultados com o uso de própolis em doenças respiratórias e da pele, no tratamento de patologias do sistema digestivo e na odontologia, impedindo a formação de cáries, por exemplo”, afirma Dinorah.

Veja aqui receita de extrato de própolis para consumo humano.

A própolis pode auxiliar inclusive em tempos do novo coronavírus. A divisão de estudos apícolas da Epagri compartilha um protocolo da médica e apicultora Amelia Cristina Tor, que dá dicas para o enfrentamento da pandemia. Como uso preventivo, ela indica 25 gotas de própolis a 10% duas vezes ao dia. Porém, Amelia ressalta que o tratamento com própolis deve ser complementar, não dispensando o acompanhamento médico e os tratamentos convencionais.

Produção e beneficiamento da própolis

Informações técnicas de como produzir a própolis de forma correta podem ser encontradas no Boletim Didático da Epagri Produção e beneficiamento da própolis, disponível no site Apis on-line. Nessa plataforma, o usuário encontra diferentes informações sobre o trabalho da Empresa com a apicultura.

Mais informações: Rodrigo Durieux da Cunha, Chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri – rodrigocunha@epagri.sc.gov.br – (48) 3665 5292.

Receita abre amanhã consulta a segundo lote de restituição de IR

A Receita Federal abre amanhã (23), às 9h, consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2020. Mais de 3,3 mil contribuintes receberão R$ 5,7 bilhões no lote de maior valor já registrado. O pagamento será dia 30 de junho.

Desse valor total, R$ 3,977 bilhões são para contribuintes com direito a prioridade no recebimento: 54.047 contribuintes acima de 80 anos; 1.186.406 contribuintes entre 60 e 79 anos; 89.068 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave; e 937.234 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Foram contemplados ainda mais de 1 milhão de contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 4 de março.

O pagamento será realizado no dia 30 de junho, data de encerramento do período de entrega das Declarações do Imposto de Renda das Pessoas Físicas/2020. Neste ano, os lotes foram reduzidos de sete para cinco com pagamento iniciando antes mesmo do fim do prazo de entrega. O primeiro lote foi pago em 29 de maio.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita Federal na Internet. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Volume de declarações

Até às 11h de hoje (22) 21.624.160 declarações do IRPF/2020 foram recebidas pelos sistemas da Receita Federal. Para esse ano são esperados 32 milhões de documentos.

A Receita alerta para que os contribuintes não deixem a entrega para última hora. Se perderem o prazo, estarão sujeitos ao pagamento de uma multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido.

Parte do mercado passa a ver a Selic a 1,75% este ano após corte pelo BC

Analistas do mercado fizeram pequenos ajustes a suas estimativas econômicas, mantendo a previsão de que a taxa básica de juros será mantida no atual patamar de 2,25% até o final do ano, enquanto o grupo dos que mais acertam passou a ver a Selic ainda mais baixa.

pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira apontou que a expectativa permanece sendo de que a Selic encerrará este ano a 2,25% e 2021 a 3,00%, depois de o BC ter feito um corte de 0,75 ponto percentual, para a nova mínima histórica de 2,25% ao ano, ao mesmo tempo em que deixou aberta a porta para nova redução “residual” à frente.

Entretanto, o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, reduziu o cenário para a Selic este ano a 1,75%, de 2,25% antes. Para 2021, a conta subiu a 2,63% na mediana das projeções, de 2,25%.

O mercado aguarda agora a divulgação da ata do encontro na terça-feira e do Relatório de Inflação na quinta-feira em busca de mais indicações sobre a visão do BC para a política monetária e o cenário econômico.

O levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA aumentou em 0,01 ponto percentual para este ano, a 1,61%, permanecendo em 3% para 2021.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa para este ano é de contração de 6,50%, contra queda de 6,51% prevista antes, passando a um crescimento de 3,50% no ano que vem.

Pacote pós-crise do governo tem desregulamentações e novo Bolsa Família

Após as medidas emergenciais para conter os efeitos mais dramáticos da pandemia, a equipe econômica prepara a retomada das reformas estruturais. A reformulação das políticas sociais deve ser um dos focos nessa fase, mas também estão na mesa iniciativas para simplificar a vida de empresas.

Um dos pontos da agenda é promover uma “grande desregulamentação”. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, técnicos estão fazendo um pente-fino em normas e obrigações de vários setores. A ideia é retirar, simplificar ou reduzir obrigações com o objetivo de facilitar a retomada para empresários.

Na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, há um consenso de que a adoção de novas medidas é essencial para impulsionar a economia e de que a sinalização de compromisso com a agenda de reformas será decisiva para que investidores confiem no País.

Além da desregulamentação, o governo vai centrar seus esforços num primeiro momento em mudanças de marcos legais, como saneamento, setor elétrico, ferrovias e independência do Banco Central.

 

Muitas dessas propostas já estão no Congresso e travaram no passado diante das dificuldades do governo em consolidar uma base de apoio no Parlamento. Com a aproximação entre o Palácio do Planalto e o Centrão, a expectativa é de que as condições de aprovação sejam maiores.

Num segundo momento, ainda em 2020, a equipe econômica pretende disparar as reformas mais estruturantes, que devem ter um foco social aliado a um incentivo às contratações de trabalhadores registrados.

É nessa frente que está o Renda Brasil, como vem sendo chamado o programa que sucederá o Bolsa Família. A ideia é ampliar a rede de assistência para incluir milhões de “invisíveis” que agora surgiram aos olhos do governo com o cadastro do auxílio emergencial de R$ 600.

A equipe econômica também prepara uma desoneração da folha de salários semelhante a do Programa Verde Amarelo, que liberou as empresas de pagarem contribuição patronal e alíquotas referentes ao salário-educação e ao Sistema S na contratação de jovens entre 18 e 29 anos com salário de até R$ 1.567,50. A Medida Provisória que criou o contrato perdeu a validade sem que houvesse consenso no Congresso para sua aprovação. Agora, uma das alternativas é que a desoneração não seja limitada por faixa etária.

Medidas de simplificação tributária também serão prioridade. O governo deve sugerir a criação do IVA federal, com a unificação de PIS/Cofins, por meio de um projeto de lei.

Dentro da equipe econômica há quem avalie que o avanço agora da PEC 45, que inclui reformulação de tributos como ICMS, pode ser muito difícil com “Estados saindo da guerra”. Mesmo com uma transição, alguns governos estaduais podem perder receitas com a reforma.

 

Dólar cai 1% e interrompe sequência de seis altas consecutivas

O dólar fechou em queda, nesta sexta-feira, 19, em linha com a desvalorização da moeda americana contra divisas emergentes. O movimento refletiu o maior otimismo dos investidores com a possibilidade de a China acelerar a compra de produtos agrícolas para cumprir as metas da “fase 1” do acordo comercial entre as duas potências.

Com isso, o dólar caiu 1% e fechou sendo vendido a 5,318 reais – interrompendo a sequência de seis altas consecutivas. O dólar turismo, com menor liquidez, caiu 1,4%, cotado a 5,60 reais.

Após a reunião entre representantes dos dois países, a China se comprometeu a acelerar a compra de produtos agrícolas americanos, como milho, soja e etanol, como parte da “fase um” do acordo comercial entre as duas potências, segundo a agência Bloomberg. No Twitter, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que a China se comprometeu a honrar o acordo.

“Notícia positiva para propensão a risco. Ajuda, pelo menos no curto prazo, a reduzir a possibilidade de um rompimento comercial entre EUA e China”, comentaram analistas da Exame Research em relatório desta manhã.

Mas além da menor chance de piora da relação entre os dois países, a possibilidade de a China aumentar a compra de produtos agrícolas também tende a favorecer moedas de países ligados a commodities, como o Brasil, segundo Jefferson Ruik, diretor de câmbio da Correparti.

“Essa história de a China comprar mais commodities dos EUA acaba fazendo com que o preço delas subam, o que é positivo para emergentes ligados a commodities”, disse.

Embora a possibilidade de novos estímulos tenha animado o mercado, Ricardo Filho, da corretora de câmbio Correparti, recomenda cautela sobre o tema, tendo em vista que as negociações , que envolve 27 governos europeus, é “pouco animadora”.

No cenário interno, as atenções se voltam para Brasília, com os investidores atentos aos desdobramentos do caso Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, preso suspeito de fazer “rachadinhas” no gabinete de Flávio, quando este ainda era deputado estadual. Para Pedro Molizani, trader da mesa de câmbio da Travelex Bank, a escalada das tensões políticas, porém, pode ser contida pelo fato de que Queiroz não pretende, pelo menos por ora, fazer uma delação premiada.

Covid-19: Ipea revê previsão e diz que inflação deve fechar em 1,8%

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) decidiu rever sua previsão de inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para 2020. De acordo com seu boletim de conjuntura de junho, divulgado hoje (19), no Rio de Janeiro, a expectativa é que a inflação feche 2020 em 1,8%.

A previsão é de 1,1 ponto percentual menor que a estimativa feita no boletim de conjuntura anterior do Ipea, divulgado em março, que era de 2,9%.

A revisão para baixo foi provocada pela crise econômica motivada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), que gerou impacto deflacionário (de queda de preços) em setores como serviços e comércio de bens de consumo duráveis.

Com base nos dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ipea constatou que, apesar da alta dos preços dos alimentos de 4,3% no acumulado de janeiro a maio deste ano, a média do IPCA neste período registrou deflação (queda de preços) de 0,16%.

“Em contrapartida, as medidas de isolamento social impostas para a contenção da pandemia – e seus efeitos imediatos sobre a contração da demanda por serviços e bens de consumo –, aliadas à forte queda do preço internacional do petróleo, geraram uma expressiva mudança na trajetória dos demais preços da economia”, informou nota de conjuntura.

Fim das deflações expressivas

Para os próximos meses, o Ipea prevê o fim das deflações expressivas dos combustíveis e  reajustes das tarifas de energia elétrica e de medicamentos já programados para o segundo semestre, o que  deve causar aumento dos preços de serviços e produtos administrados.

Por outro lado, é esperada uma redução do ritmo de crescimento do preço dos alimentos, que devem encerrar o ano com inflação de 3%. 

No caso dos serviços livres e dos demais bens de consumo, são estimadas altas de 2,2% e 1%, respectivamente, devido a uma expectativa de retomada moderada da demanda interna, ao lado da existência de capacidade ociosa e ausência de pressão significativa sobre os custos de produção.

A inflação de 2020 pode ser maior do que 1,8%, caso haja pressões adicionais sobre a taxa de câmbio e sobre os preços das commodities.

Para 2021, a expectativa é de retomada do crescimento da economia, o que deve dar maior dinamismo no mercado de trabalho e uma demanda mais aquecida. Assim, espera-se uma inflação maior, de 3,1% para o próximo ano.

Caixa libera consulta a saque emergencial do FGTS em aplicativo

A Caixa liberou hoje (19) as consultas do valor e da data do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045 por trabalhador. A consulta pode ser feita no aplicativo do FGTS e Internet Banking da Caixa.

A consulta no site fgts.caixa.gov.br e na central 111, opção 2, foi liberada no último dia 15.

A partir de hoje, também é possível informar que não deseja receber valor do saque. Segundo a Caixa, o trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até 10 dias antes do início do seu calendário de crédito. Portanto, para os nascidos em janeiro, os primeiros a receber o crédito (no dia 29 deste mês), já é possível fazer essa solicitação.

No último dia 13, a Caixa divulgou o calendário de pagamento, autorizado pela Medida Provisória (MP) nº 946/2020. A ação faz parte do conjunto de medidas de enfrentamento aos impactos causados aos trabalhadores pela pandemia de coronavírus.

Cerca de R$ 37,8 bilhões serão liberados para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores. De acordo com a MP, o valor do saque é de até R$ 1.045 por trabalhador, considerando a soma dos saldos de todas as suas contas do FGTS.

Calendário

O crédito dos valores do Saque Emergencial FGTS tem início em 29 de junho de 2020, para os nascidos em janeiro, e será realizado por meio da poupança social digital, aberta automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores.

Contas digitais do tipo já vinham sendo utilizadas para o pagamento do auxílio emergencial relacionado à pandemia do novo coronavírus, de R$ 600. Com a MP 982/2020, o uso desse tipo de conta fica ampliado também para o saque do FGTS e o depósito de diversos benefícios sociais e emergenciais, inclusive pelos governos estaduais e municipais.

O cronograma de pagamento foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador e contém a data que corresponde ao crédito dos valores na conta poupança social digital, quando os recursos poderão ser utilizados em transações eletrônicas, além da data a partir de quando os recursos estarão disponíveis para saque em espécie ou transferência para outras contas.

Calendários

>> Para crédito em conta

Mês de aniversário Dia do depósito
Janeiro  29/06
Fevereiro  06/07
Março  13/07
Abril  20/07
Maio  27/07
Junho  03/08
Julho  10/08
Agosto  24/08
Setembro  31/08
Outubro  08/09
Novembro  14/09
Dezembro  21/09

 

>> Disponível para saques e transferências

Mês de aniversário Dia da liberação
Janeiro  25/07
Fevereiro  08/08
Março  22/08
Abril  05/09
Maio  19/09
Junho  03/10
Julho  17/10
Agosto  17/10
Setembro  31/10
Outubro  31/10
Novembro  14/11
Dezembro  14/11

Formas de movimentação

A movimentação do valor do saque emergencial poderá, inicialmente, ser realizada por meio digital com o uso do aplicativo Caixa Tem, sem custo, evitando o deslocamento das pessoas até as agências.

Após o crédito dos valores na conta poupança social digital, será possível pagar boletos e contas ou utilizar o cartão de débito virtual e QR code para fazer compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos.

A partir da data de disponibilização dos recursos para saque ou transferência, também de acordo com o mês de nascimento, os trabalhadores poderão transferir os recursos para contas em qualquer banco, sem custos, ou realizar o saque em espécie nos terminais de autoatendimento da Caixa e casas lotéricas.

Cancelamento do crédito automático

O trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até 10 dias antes do início do seu calendário de crédito na conta poupança social digital, para que sua conta do FGTS não seja debitada.

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro de 2020, os valores corrigidos serão retornados à conta do FGTS.

Governo simplifica assinatura eletrônica de documentos públicos

envio de documentos e a comunicação digital entre o cidadão e o poder público foram simplificados com a utilização de novos meios de assinatura eletrônica, de mesmo valor legal que as tradicionais assinaturas em papel. É o que dispõe a Medida Provisória (MP) nº 983, publicada nesta quarta-feira (17) no Diário Oficial da União.

A MP visa desburocratizar ainda mais as operações para o acesso da população a serviços públicos e democratizar a cidadania digital. Possibilita a simplificação de procedimentos para assinatura de documentos e transações eletrônicas, como atestados de afastamento e prescrições de médicos e demais profissionais de saúde. Amplia as possibilidades de atendimento ágil e eficiente à população neste momento de enfrentamento à Covid19 e a seus impactos negativos.

O texto da MP estabelece a validade e os requisitos para a utilização de três tipos de assinatura eletrônica: simples, avançada e qualificada. Baseados nos mais avançados modelos adotados no bloco europeu, os diferentes tipos de assinatura têm como parâmetros os níveis de risco da documentação, informação ou serviço específico que é assinado.

"A Medida é um passo importante no caminho do Brasil mais digital. Estamos ampliando o acesso a serviços e dando mais segurança às transações digitais. Quem ganha é o cidadão, que terá o Estado na palma da sua mão", ressalta o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro.

Os sistemas que já utilizem assinaturas digitais terão prazo de seis meses para adaptação às novas regras. Os serviços estaduais que não estabelecerem regras próprias deverão seguir as regras de assinaturas a serem definidas pelo governo federal.

"Esta iniciativa do Ministério da Economia coloca o Brasil em posição de protagonismo quando se fala em serviços públicos digitais. Equiparamos a política pública digital brasileira aos mais avançados e bem sucedidos modelos europeus, permitindo a democratização do exercício da cidadania digital no âmbito do poder público, dentro do gov.br. Trata-se um grande passo para facilitar as relações Cidadão-Estado e progressivamente substituir os tradicionais balcões de atendimento", destaca Carlos Fortner, diretor-presidente do Instituto Nacional da Tecnologia da Informação (ITI).

Como era

Até a edição da MP, na relação com órgãos públicos, somente eram aceitas legalmente as assinaturas eletrônicas realizadas a partir de um certificado digital, no padrão Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil). No entanto, apesar de extremamente seguro, esse tipo de tecnologia tem um custo associado, o que o torna pouco acessível à maioria da população.

Como fica

A partir de agora, dois novos tipos de assinatura eletrônicas foram criados: a simples e a avançada. A diferença entre elas basicamente está no método de identificação e autenticação do cidadão. 

A assinatura simples pode ser utilizada para transações com entes públicos que não envolvam informações protegidas por grau de sigilo. A avançada, por sua vez, passa a ser aceita nos processos e transações com entes públicos quando envolvam informações protegidas por grau de sigilo e registro de atos nas Juntas Comerciais.

A assinatura eletrônica qualificada continua com o processo de emissão por ICP-Brasil e com validade ampla e irrestrita para todos os atos e transações com um ente público.

Os serviços de criptografia, assinatura e identificação eletrônica poderão ser providos no âmbito do poder público pelo ITI. O Instituto fornece assinaturas eletrônicas avançadas para uso nos sistemas de entes públicos, tanto por pessoas físicas quanto por pessoas jurídicas.

A MP também institui a possibilidade de uso da assinatura eletrônica avançada ou qualificada nos atos médicos ou de outros profissionais de saúde, como prescrições e atestados de afastamento por motivo de saúde. Isso ocorrerá desde que os documentos sejam relacionados à área de atuação do profissional e que haja regulamentação específica por parte do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Governo simplifica assinatura eletrônica de documentos públicos

envio de documentos e a comunicação digital entre o cidadão e o poder público foram simplificados com a utilização de novos meios de assinatura eletrônica, de mesmo valor legal que as tradicionais assinaturas em papel. É o que dispõe a Medida Provisória (MP) nº 983, publicada nesta quarta-feira (17) no Diário Oficial da União.

A MP visa desburocratizar ainda mais as operações para o acesso da população a serviços públicos e democratizar a cidadania digital. Possibilita a simplificação de procedimentos para assinatura de documentos e transações eletrônicas, como atestados de afastamento e prescrições de médicos e demais profissionais de saúde. Amplia as possibilidades de atendimento ágil e eficiente à população neste momento de enfrentamento à Covid19 e a seus impactos negativos.

O texto da MP estabelece a validade e os requisitos para a utilização de três tipos de assinatura eletrônica: simples, avançada e qualificada. Baseados nos mais avançados modelos adotados no bloco europeu, os diferentes tipos de assinatura têm como parâmetros os níveis de risco da documentação, informação ou serviço específico que é assinado.

"A Medida é um passo importante no caminho do Brasil mais digital. Estamos ampliando o acesso a serviços e dando mais segurança às transações digitais. Quem ganha é o cidadão, que terá o Estado na palma da sua mão", ressalta o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro.

Os sistemas que já utilizem assinaturas digitais terão prazo de seis meses para adaptação às novas regras. Os serviços estaduais que não estabelecerem regras próprias deverão seguir as regras de assinaturas a serem definidas pelo governo federal.

"Esta iniciativa do Ministério da Economia coloca o Brasil em posição de protagonismo quando se fala em serviços públicos digitais. Equiparamos a política pública digital brasileira aos mais avançados e bem sucedidos modelos europeus, permitindo a democratização do exercício da cidadania digital no âmbito do poder público, dentro do gov.br. Trata-se um grande passo para facilitar as relações Cidadão-Estado e progressivamente substituir os tradicionais balcões de atendimento", destaca Carlos Fortner, diretor-presidente do Instituto Nacional da Tecnologia da Informação (ITI).

Como era

Até a edição da MP, na relação com órgãos públicos, somente eram aceitas legalmente as assinaturas eletrônicas realizadas a partir de um certificado digital, no padrão Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil). No entanto, apesar de extremamente seguro, esse tipo de tecnologia tem um custo associado, o que o torna pouco acessível à maioria da população.

Como fica

A partir de agora, dois novos tipos de assinatura eletrônicas foram criados: a simples e a avançada. A diferença entre elas basicamente está no método de identificação e autenticação do cidadão. 

A assinatura simples pode ser utilizada para transações com entes públicos que não envolvam informações protegidas por grau de sigilo. A avançada, por sua vez, passa a ser aceita nos processos e transações com entes públicos quando envolvam informações protegidas por grau de sigilo e registro de atos nas Juntas Comerciais.

A assinatura eletrônica qualificada continua com o processo de emissão por ICP-Brasil e com validade ampla e irrestrita para todos os atos e transações com um ente público.

Os serviços de criptografia, assinatura e identificação eletrônica poderão ser providos no âmbito do poder público pelo ITI. O Instituto fornece assinaturas eletrônicas avançadas para uso nos sistemas de entes públicos, tanto por pessoas físicas quanto por pessoas jurídicas.

A MP também institui a possibilidade de uso da assinatura eletrônica avançada ou qualificada nos atos médicos ou de outros profissionais de saúde, como prescrições e atestados de afastamento por motivo de saúde. Isso ocorrerá desde que os documentos sejam relacionados à área de atuação do profissional e que haja regulamentação específica por parte do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

 

 
Governo simplifica assinatura eletrônica de documentos públicos

envio de documentos e a comunicação digital entre o cidadão e o poder público foram simplificados com a utilização de novos meios de assinatura eletrônica, de mesmo valor legal que as tradicionais assinaturas em papel. É o que dispõe a Medida Provisória (MP) nº 983, publicada nesta quarta-feira (17) no Diário Oficial da União.

A MP visa desburocratizar ainda mais as operações para o acesso da população a serviços públicos e democratizar a cidadania digital. Possibilita a simplificação de procedimentos para assinatura de documentos e transações eletrônicas, como atestados de afastamento e prescrições de médicos e demais profissionais de saúde. Amplia as possibilidades de atendimento ágil e eficiente à população neste momento de enfrentamento à Covid19 e a seus impactos negativos.

O texto da MP estabelece a validade e os requisitos para a utilização de três tipos de assinatura eletrônica: simples, avançada e qualificada. Baseados nos mais avançados modelos adotados no bloco europeu, os diferentes tipos de assinatura têm como parâmetros os níveis de risco da documentação, informação ou serviço específico que é assinado.

"A Medida é um passo importante no caminho do Brasil mais digital. Estamos ampliando o acesso a serviços e dando mais segurança às transações digitais. Quem ganha é o cidadão, que terá o Estado na palma da sua mão", ressalta o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro.

Os sistemas que já utilizem assinaturas digitais terão prazo de seis meses para adaptação às novas regras. Os serviços estaduais que não estabelecerem regras próprias deverão seguir as regras de assinaturas a serem definidas pelo governo federal.

"Esta iniciativa do Ministério da Economia coloca o Brasil em posição de protagonismo quando se fala em serviços públicos digitais. Equiparamos a política pública digital brasileira aos mais avançados e bem sucedidos modelos europeus, permitindo a democratização do exercício da cidadania digital no âmbito do poder público, dentro do gov.br. Trata-se um grande passo para facilitar as relações Cidadão-Estado e progressivamente substituir os tradicionais balcões de atendimento", destaca Carlos Fortner, diretor-presidente do Instituto Nacional da Tecnologia da Informação (ITI).

Como era

Até a edição da MP, na relação com órgãos públicos, somente eram aceitas legalmente as assinaturas eletrônicas realizadas a partir de um certificado digital, no padrão Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil). No entanto, apesar de extremamente seguro, esse tipo de tecnologia tem um custo associado, o que o torna pouco acessível à maioria da população.

Como fica

A partir de agora, dois novos tipos de assinatura eletrônicas foram criados: a simples e a avançada. A diferença entre elas basicamente está no método de identificação e autenticação do cidadão. 

A assinatura simples pode ser utilizada para transações com entes públicos que não envolvam informações protegidas por grau de sigilo. A avançada, por sua vez, passa a ser aceita nos processos e transações com entes públicos quando envolvam informações protegidas por grau de sigilo e registro de atos nas Juntas Comerciais.

A assinatura eletrônica qualificada continua com o processo de emissão por ICP-Brasil e com validade ampla e irrestrita para todos os atos e transações com um ente público.

Os serviços de criptografia, assinatura e identificação eletrônica poderão ser providos no âmbito do poder público pelo ITI. O Instituto fornece assinaturas eletrônicas avançadas para uso nos sistemas de entes públicos, tanto por pessoas físicas quanto por pessoas jurídicas.

A MP também institui a possibilidade de uso da assinatura eletrônica avançada ou qualificada nos atos médicos ou de outros profissionais de saúde, como prescrições e atestados de afastamento por motivo de saúde. Isso ocorrerá desde que os documentos sejam relacionados à área de atuação do profissional e que haja regulamentação específica por parte do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

 

 
Inflação oficial impactou mais os pobres neste início de ano, diz Ipea

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), causou maiores impactos à cesta de compras da população mais pobre do país, aquela que tem renda muito baixa (renda familiar média mensal até R$ 1.534,55). A constatação é do Indicador por Faixa de Renda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com os dados do Ipea, a população brasileira mais pobre, que gasta 25% de sua renda com alimentação, foi bastante afetada pela alta de preços dos alimentos registrada neste início de ano.

A cesta de compras para famílias com renda muito baixa acumula alta de preços de 0,45% no ano (de janeiro a maio), enquanto o IPCA acumula deflação (queda de preços) de 0,16% no período. As famílias com renda baixa (entre R$ 1534,56 e R$ 2.301,83) também tiveram inflação no período (0,08%). Já a população com renda alta (maior que R$ 15.345,53) teve deflação de 0,45%.

Mesmo no mês de maio, quando todas as faixas de renda tiveram queda de preços, a deflação das famílias com renda muito baixa foi menos intensa, de 0,19%, enquanto a deflação das famílias com renda alta chegou a 0,57%. A média do IPCA no mês teve uma deflação de 0,38%.

Apenas em fevereiro, as famílias com renda alta tiveram inflação superior à renda mais baixa, devido aos reajustes das mensalidades de escolas e universidades. Nos outros quatro meses, no entanto, a população mais rica foi beneficiada pela queda de preços de itens como passagens aéreas e combustíveis.

Petrobras inicia venda de campos de petróleo em Alagoas

A Petrobras iniciou hoje (17) a etapa de divulgação de oportunidade, conhecida como teaser, referente à venda de suas participações em sete campos petrolíferos em Alagoas. As concessões são para produção em um polo que inclui seis campos terrestres e um campo marítimo localizado em águas rasas (Paru).

Os campos terrestres são Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Pilar e São Miguel dos Campos. Em 2019, esses campos produziram uma média diária de 2.348 barris de óleo e condensado, além de 856 mil metros cúbicos de gás.

Além das concessões e de suas instalações de produção nesses campos, a transação incluirá a Unidade de Processamento de Gás Natural de Alagoas, que é responsável pelo processamento de 100% do gás dos campos. A capacidade de processamento da planta é de dois milhões de metros cúbicos de líquido de gás natural (LGN) por dia. O teaser está disponível no site da Petrobras.

A comercialização do polo de Alagoas é parte da estratégia de venda de ativos da Petrobras, que está buscando concentrar seus recursos em produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Varejo recua 16,8% de março para abril, diz IBGE

O comércio varejista no país teve queda de 16,8% na passagem de março para abril deste ano, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa queda, provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) foi a mais intensa em 20 anos, de acordo com o IBGE.

O recuo foi o mesmo na comparação com abril do ano passado. O varejo também registrou quedas de 6,1% na média móvel trimestral e de 3% no acumulado do ano. No acumulado de 12 meses, há um crescimento de 0,7%, de acordo com a PMC.

Na passagem de março para abril, houve quedas nas oito atividades pesquisadas: tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-29,5%), móveis e eletrodomésticos (-20,1%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-17%), combustíveis e lubrificantes (-15,1%) e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,8%).

Diferentemente de março, quando os setores alimentícios e de farmácia tiveram alta, em abril isso não aconteceu.

“Em março, podemos imaginar o cenário em que essas atividades essenciais absorveram um pouco das vendas das outras atividades que tinham caído muito, mas nesse mês isso não foi possível. Tivemos também uma redução da massa salarial que, entre o trimestre encerrado em março para o encerrado em abril, caiu 3,3%, algo em torno de 7 bilhões de reais. Isso também refletiu nessas atividades consideradas essenciais”, explica o gerente da PMC, Cristiano Santos.

O varejo ampliado, que inclui também os materiais de construção e os automóveis e peças, teve queda de 17,5%, na passagem de março para abril, devido a quedas de 36,2% na venda de veículos e peças e de 1,8% nos materiais de construção.

O varejo ampliado teve quedas também de 27,1% na comparação com abril do ano passado, de 9,9% na média móvel trimestral e de 6,9% no acumulado do ano. No acumulado de 12 meses, houve alta de 0,8%.

Em relação à receita nominal, o varejo teve quedas de 17% na comparação com março deste ano e de 13,7% na comparação com abril do ano passado. A receita do setor cresceu 0,7% no acumulado do ano e 3,6% no acumulado de 12 meses.

O varejo ampliado teve quedas, na receita nominal, de 16,3% na comparação com março, de 9% na comparação com abril e de 3,6% no acumulado do ano. No acumulado de 12 meses, houve alta de 3,3% na receita.

Copom inicia hoje reunião para definir taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje (16), em Brasília, a quarta reunião de 2020 para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 3% ao ano. Amanhã (17), após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa ao final do dia.

A mediana (desconsidera os extremos nas estimativas) das projeções das instituições financeiras consultadas pelo BC prevê redução de 0,75 ponto percentual, para 2,25% ao ano, renovando o mínimo histórico.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro.

No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Taxa de juros

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia.

Ao manter a Selic no mesmo patamar, o Copom considera que as alterações anteriores nos juros básicos foram suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As instituições financeiras consultadas pelo BC projetam inflação menor que o piso da meta, em 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é 1,60%, este ano. Para 2021, a estimativa é 3%.

Confiança de empresários e consumidores cresce em junho, diz prévia

As prévias dos índices de confiança dos empresários e dos consumidores, medidas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), tiveram altas em junho, na comparação com os resultados consolidados de maio. O Índice de Confiança Empresarial, por exemplo, cresceu 14,5 pontos e alcançou 80 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos, na prévia de junho.

A confiança dos empresários no futuro cresceu 20,1 pontos, chegando a 83,1 pontos, enquanto a análise da situação atual teve alta de 7,2 pontos.

Entre os setores pesquisados, a confiança aumentou 17,2% no comércio, 17% na indústria, 10,2% nos serviços e 5,6% na construção.

O Índice de Confiança do Consumidor subiu 8,9 pontos e chegou a 71 pontos, de acordo com a prévia de junho. A percepção sobre a situação atual subiu 5,1 pontos, enquanto a confiança no futuro teve aumento de 11,3 pontos.

A prévia de junho confirma a recuperação da confiança perdida no bimestre de março e abril, devido às medidas de isolamento impostas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Segunda onda faria Brasil encolher até 9,1% em 2020, diz OCDE

economia brasileira ensaiava uma recuperação depois de um longo período de baixo crescimento, mas veio a pandemia do coronavírus e o país deve terminar este ano em recessão profunda. O tamanho do tombo dependerá da duração da crise da covid-19, segundo um relatório divulgado na manhã desta quarta-feira, 10, pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube dos países ricos.

Diante das incertezas sobre a extensão da pandemia, o estudo traça dois cenários possíveis. No pior cenário, prevê uma segunda onda de covid-19 no último trimestre deste ano, o que exigiria a adoção de novas medidas de fechamento da economia. Nesse caso, o PIB brasileiro cairia 9,1% neste ano e conseguiria se recuperar modestamente em 2021, quando cresceria 2,4%.

A taxa de desemprego aumentaria para um pico de 15,4% no ano que vem (no primeiro trimestre deste ano, esse índice foi de 12,2%, segundo o IBGE).
No melhor cenário, a OCDE supõe que a pandemia se estabilizaria neste ano e não haveria um novo surto após a reabertura gradual da economia na primeira quinzena de junho. Nesse caso, a previsão é que o PIB brasileiro feche com uma queda de 7,4% neste ano e registre um crescimento mais robusto no próximo ano, de 4,2%.

Em ambos os cenários, as projeções da OCDE indicam para este ano uma contração mais severa do que a apontada pelo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira. O estudo, baseado na avaliação de especialistas do mercado financeiro, projeta uma queda de 6,48% do PIB brasileiro neste ano e um crescimento de 3,5% em 2021.

O relatório da OCDE afirma que as respostas da política fiscal do governo brasileiro à pandemia têm sido “ousadas e consideráveis”, com um impacto fiscal superior a 6% do PIB e com foco nos grupos mais vulneráveis, incluindo os trabalhadores informais. O estudo adverte, no entanto, que as medidas de gastos adicionais devem ser temporárias, evitando-se novas despesas não relacionadas ao combate da covid-19, para não pressionar ainda mais a dívida pública bruta, que deverá subir para mais de 90% do PIB no fim deste ano.

A OCDE fez projeções também para outros países com base nos dois possíveis cenários (com a establilização da pandemia e com uma nova onda de covid-19 no último trimestre). Para os Estados Unidos, a previsão para 2020 é de uma contração de 7,3% no melhor cenário e de 8,5% no pior cenário. Para a China, as projeções são de uma queda no PIB de 2,6% e 3,7%, respectivamente. A zona do euro deverá ser a área mais impactada pela covid-19, com uma redução no PIB de 9,1%, no melhor cenário, e de 11,5%, no pior cenário.

Para o mundo, as contrações previstas são de 6% e 7,6%, respectivamente. Superada a pandemia, a maioria dos países, de acordo com as projeções da OCDE, conseguirá retomar o caminho do crescimento em 2021.

Governo do Estado regulamenta produção do Queijo Kochkäse em Santa Catarina

Produto tradicional das colônias alemãs de Santa Catarina, o Queijo Kochkäse ganha agora normas de qualidade e identidade. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural publicou as regras que devem ser seguidas pelos produtores para que o queijo mantenha suas características únicas e possa ser comercializado de forma segura.

O Queijo Kochkäse é mais um produto tipicamente catarinense, produzido nos municípios originados nas primeiras colônias de imigração alemã de Santa Catarina: Blumenau e Dona Francisca. É um tipo de queijo branco cozido que ainda não tinha regulamentação, por isso não podia ser comercializado e ficava restrito às famílias produtoras. A intenção agora é apresentar esse produto para os consumidores.

A regulamentação foi embasada por estudos microbiológicos e físico-químicos feitos pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) e a partir do trabalho conjunto da Secretaria da Agricultura, Epagri, Cidasc, e Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI). “O trabalho para regulamentar o queijo tipo Kochkäse iniciou em 2016 e como resultado traz segurança alimentar para o produtor e consumidor, já que para a produção e comercialização do queijo a partir de leite cru, é necessário que o leite venha de propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose”, ressalta a assessora de Saneamento e Meio Ambiente da Ammvi, Simone Gomes Traleski.

Com o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ), os consumidores têm a segurança de que o produto segue diversas normas de fabricação e apresentação. Além de ser elaborado a partir do leite cru produzido em propriedades certificadas livres de brucelose e tuberculose, o Kochkäse deve seguir o programa de Boas Práticas de Produção implantadas no sistema de criação e ordenha.

Conforme a extensionista rural da Epagri, Fabiana Moratelli, em torno de 120 famílias devem ser beneficiadas pela regulamentação. “Esse projeto surge como uma identidade dessa cultura na região do Vale do Itajaí. Este queijo passa a receber um olhar que respeita o saber fazer, passado de geração em geração pelos produtores, para alimentar as suas próprias famílias e celebrar momentos especiais”, destaca Fabiana.

O próximo passo é a procura pelos produtores para fazer o registro no Serviço de Inspeção, contando com as orientações da Cidasc e da Epagri.

Publicações da Epagri mostram resultados do agronegócio catarinense em 2019

A Epagri lançou nesta terça-feira, 9, em evento on-line, as novas edições da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2018-2019 e dos Indicadores de desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina: 2018 e 2019. As duas publicações são produzidas anualmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). O lançamento, que normalmente é feito em março, foi adiado por conta das medidas de distanciamento social provocadas pela pandemia da Covid-19.

Entre os resultados apresentados nas publicações, destaca-se o desempenho do agronegócio catarinense no valor total das exportações do ano passado. “O agronegócio tem se mantido no patamar acima dos 60% de participação nas exportações catarinenses, mas em 2019 foi a primeira vez que o estado alcançou o índice histórico de 68,3% de participação”, revela Luiz Toresan, analista da Epagri/Cepa.

Nos últimos dois anos o Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária catarinense cresceu 6,7% e, pela primeira vez em duas décadas, a produção de suínos superou o valor da produção de frangos, ficando na primeira posição na composição do VBP da agropecuária em 2019. Ainda assim, o frango continua sendo o item mais importante na carteira de exportações do agronegócio catarinense. De acordo com as publicações, do total de US$ 5,1 bilhões exportados pelo agronegócio no ano passado, US$ 2,2 bilhões foram gerados pela avicultura.

Já com relação aos suínos, as publicações mostram que mais da metade dos produtos exportados pelo Brasil no ano passado saíram de Santa Catarina. O Estado catarinense produziu ainda quase a metade da banana e dos móveis de madeira vendidos pelo Brasil a outros países no ano que passou. Santa Catarina respondeu em 2019 por 6,4% do total exportado pelo agronegócio brasileiro. “É um número expressivo, se considerarmos que nosso Estado ocupa apenas 1,3% do território nacional”, avalia Toresan.

Ele lembra que as agroindústrias de carnes e moveleira têm grande participação nesse resultado. Leite e soja também se destacaram na composição do VBP em 2019.

Sobre as publicações

Essa é a 40ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, e a segunda edição dos Indicadores de desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina. São publicações complementares, visto que apresentam números do agronegócio catarinense em perspectivas diferentes.

A Síntese disseca os números por cadeia produtiva, contextualizando-os nos mercados mundial e brasileiro. Já a publicação dos Indicadores traz, em sua segunda edição, uma avaliação agregada do conjunto de cadeias produtivas do agronegócio.

Isso inclui o valor da produção dos principais produtos, área cultivada, produção, produtividade e relações de troca entre produtos e insumos envolvidos na produção, bem como indicadores de desempenho do comércio exterior.

Foram consideradas 52 produções de pecuária, aquicultura, lavouras, silvicultura e extração vegetal para composição dos Indicadores.

Fecomércio/SC lança guia para facilitar acesso ao Pronampe

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC) divulgou nesta segunda-feira (8) um guia para auxiliar empresários a acessarem o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O documento está disponível com passo a passo no site da entidade. 

O Pronampe é um Programa federal instituído pela lei 13.999, de 18 de maio, de autoria do senador Jorginho Mello (PL). O objetivo é facilitar o acesso ao crédito para micro e pequenos empresários. 

A lei estabelece um fundo de R$ 15,9 bilhões do tesouro para garantir a pulverização dos recursos. O empresário terá prazo de pagamento de até 36 meses, com juros de 1,25% mais taxa Selic ao ano, e poderá receber até 30% da receita bruta da empresa relativa a 2019. 

Estão autorizadas a contratar crédito via Pronampe os bancos públicos, agências de fomento estaduais, cooperativas de crédito, fintechs, entre outras instituições financeiras. 

Como contrapartida, a empresa deve manter ou aumentar o número de empregados durante o pagamento das parcelas e até dois meses a quitação do empréstimo.

Nesta segunda, a entidade realizou uma videoconferência com Mello para explicar os pontos do Programa. "Com todo respeito aos bancos, mas banco não gosta de correr risco. E o remédio muito tardio não adianta mais", disse. Segundo o senador, a nova linha de crédito poderá trazer alívio financeiro para 4,58 milhões de pequenos negócios.

Para o presidente da Fecomércio/SC, Bruno Breithaupt, a medida vai irrigar a economia e auxiliar os empresários a manter a operação em dia e os empregos. “A oferta de crédito mais acessível é uma obrigação social nesse momento de pandemia. Estamos discutindo estratégias para colocar os empresários no radar dessas instituições financeiras. Os sindicatos poderão fazer a interface com as empresas nas suas regiões, auxiliando e facilitando a relação com os bancos”, afirmou.

Sebrae orienta pequenos empresários para retomada de atividades

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae disponibilizou no seu portal na internet uma página específica onde os micro e pequenos empresários terão acesso a um conjunto de protocolos para a retomada da atividade econômica, após o isolamento social para enfrentamento da pandemia de covid-19.

Foram elaborados 35 documentos para 47 segmentos setoriais, que correspondem a 75% dos pequenos negócios do Brasil e são responsáveis por 46% dos empregos gerados no país.

A primeira etapa da iniciativa começou no último dia 4, quando o Sebrae atendeu empresários dos segmentos que representam 57% dos pequenos negócios, formados pelos setores de moda, beleza, estética, bares, lanchonetes, restaurantes, lojas de rua e de shopping, academias de ginástica, clínicas e saúde. Além de e-books, foram disponibilizados vídeos orientativos de curta duração em que os donos de pequenos negócios poderão verificar os procedimentos que deverão adotar na empresa.

Amanhã (10), o portal do Sebrae trará novos conteúdos para os outros segmentos da alimentação, em especial para o microempreendedor individual (MEI), confeitarias, panificadores, feiras livres, minimercados e mercearias. Nessa segunda etapa, os empresários da construção civil, tanto da indústria quanto das lojas do segmento também terão acessos aos protocolos segmentados nos formatos de e-book e vídeos.

Na última etapa, prevista para o dia 15 de junho, os empresários terão acesso aos outros materiais de apoio, preparados para facilitar a implementação das medidas indicadas nos protocolos, como um check-list.

Por meio desse recurso, os donos de pequenos negócios poderão poder verificar, junto com a equipe, quais práticas que já foram implementadas e quais ainda precisam de atenção. Isso inclui materiais de visualização e sinalização para impressão, que podem ser utilizados na empresa tanto no piso quanto na parede, com orientações para distanciamento e medidas preventivas de higiene, entre outras.

O diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick Lourenço de Lima, disse que o protocolo foi criado com base em experiências de outros países. “São todos os cuidados que uma empresa deve ter no seu contato com clientes e fornecedores, e que seus colaboradores têm que tomar para mitigar, chegar próximo a eliminar as chances de contágio. É a economia trabalhando junto com a saúde no sentido de que os negócios possam funcionar sem serem elementos de propagação do vírus”, disse, em transmissão pela internet para lançar o protocolo.

Municípios

O secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre Jorge da Costa, que também participou da transmissão, disse que esse protocolo vai ajudar também os municípios e pode evitar que haja uma quantidade excessiva de documentos com o mesmo objetivo. “Muitos municípios não têm a capacidade técnica para definir as orientações. E não queremos milhares de protocolos no Brasil inteiro”, disse.

Carlos da Costa disse ainda que o governo defende o retorno seguro das atividades.

“Há uma preocupação com o retorno seguro, mas que ocorra no momento mais adequado, que não seja postergado indefinidamente. Porque cada dia que permanecemos 100% parados, aumenta o custo para as nossas empresas. As pequenas são as que mais sofrem e há uma limite, há um apoio que o governo pode dar. Por outro lado, não queremos que as atividades voltem para depois serem interrompidas de novo”, disse.

Costa acrescentou que o retorno deve garantir a máxima produtividade possível para o momento. “A nossa principal preocupação é com a saúde das pessoas, mas a condição de vida também é importante.”

Micro e pequenas empresas devem ter acesso a crédito esta semana

As micro e pequenas empresas devem começar a ter acesso ao crédito por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) ainda nesta semana, afirmou hoje (9) secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre Jorge da Costa.

De acordo com o secretário, os bancos estão fazendo ajustes nos sistemas para começarem a ofertar o crédito. “Esperamos que esta semana ainda o dinheiro chegue na ponta”, disse em transmissão pela internet para apresentar o protocolo lançado pelo Sebrae para a retomada da atividade econômica por micro e pequenos empresários.

Empréstimo

Lei nº 13.999/2020 que cria o Pronampe foi publicada no Diário Oficial da União no dia 19 de maio. O objetivo é garantir recursos para os pequenos negócios e manter empregos durante a pandemia do novo coronavírus no país.

Pelo texto, aprovado no fim de abril pelo Congresso, micro e pequenos empresários poderão pedir empréstimos de valor correspondente a até 30% de sua receita bruta obtida no ano de 2019. Caso a empresa tenha menos de um ano de funcionamento, o limite do empréstimo será de até 50% do seu capital social ou a até 30% da média de seu faturamento mensal apurado desde o início de suas atividades, o que for mais vantajoso.

As empresas beneficiadas assumirão o compromisso de preservar o número de funcionários e não poderão ter condenação relacionada a trabalho em condições análogas às de escravo ou a trabalho infantil. Os recursos recebidos do Pronampe servirão ao financiamento da atividade empresarial e poderão ser utilizados para investimentos e para capital de giro isolado e associado, mas não poderão ser destinados para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios.

Receita

A Receita Federal informou que iniciou hoje o envio de comunicado às micro e pequenas empresas, com a informação do valor da receita bruta, com base nas declarações desses contribuintes ao fisco, para viabilizar a análise à linha de crédito do Pronampe, junto às instituições financeiras.

A partir de hoje, o comunicado será enviado via Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN) as empresas optantes pelo Simples Nacional.

Na segunda etapa, que terá início a partir do dia 11 de junho, o comunicado será enviado via Caixa postal localizada no e-CAC às micro e pequenas empresas não incluídas no Simples Nacional.

Segundo o Fisco, somente receberão os comunicados as micro e pequenas empresas que declararam suas receitas. A Receita acrescenta que caso exista divergência na informação da receita bruta ou não tenha ocorrido a entrega da declaração, a retificação ou inclusão da informação de receita bruta deverá ser realizada por meio da declaração.

De acordo com a Receita, o Pronampe poderá ser acessado por um total de aproximadamente 4,58 milhões de microempresas e empresas de pequeno porte (cerca de 3,8 milhões do Simples e cerca de 780 mil de fora do Simples).

CNI: indústria registra em abril o resultado mais fraco da década

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou hoje (9) que a redução da demanda de consumo, causada pelo isolamento social, afetou o faturamento das empresas, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada da indústria “de forma sem precedentes”.

De acordo com a pesquisa Indicadores Industriais do mês de abril, todos esses índices tiveram queda recorde e registram os menores níveis de toda a série histórica, iniciada em 2010. O emprego industrial foi o menor desde 2004. Em março, os três índices já haviam registrado queda.

A indústria relata perdas de 23,3% do faturamento, queda de 19,4% nas horas trabalhadas na produção e redução de 2,3% no número de empregados em abril, em relação a março deste ano. A utilização da capacidade instalada caiu 6,6 ponto percentual em abril se comparado a março e 8,2 ponto percentual em relação à abril de 2019.

Para a CNI, abril foi o pico da crise, pois foram adotadas medidas de isolamento social na maioria das grandes cidades durante todo o mês. A expectativa da entidade é que a economia comece a retomada ainda neste mês, mas, já na pesquisa de maio, é possível que o cenário industrial apresente leve melhora, com a redução das restrições no fim do mês em algumas localidades.

Autoridades de saúde orientam a população e os governos a adotarem as medidas de isolamento e distanciamento social como forma de prevenção à disseminação do novo coronavírus.

Como ainda não há vacina, nem remédios comprovados cientificamente contra a covid-19, a orientação visa frear a transmissão do vírus para evitar que os sistemas de saúde fiquem sobrecarregados e consigam atender todos as pessoas que venham a ficar doentes. 

Governo decide pagar mais duas parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial

O governo bateu o martelo e decidiu pagar mais duas parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial. A informação foi confirmada por fontes da equipe econômica. A extensão do programa custará R$ 51 bilhões.

O benefício foi aprovado pelo Congresso em abril como forma de mitigar os efeitos da crise do coronavírus sobre a população mais vulnerável, principalmente trabalhadores informais. Na versão original, a ajuda federal seria de três parcelas de R$ 600, mas essa cobertura precisou ser estendida.

Para estender o programa, o governo terá que modificar a lei que instituiu o benefício. O texto prevê o valor e número de parcelas do benefício.

O formato atual do auxílio foi resultado de uma série de negociações entre o Executivo e o Legislativo. Inicialmente, a equipe econômica sugeriu pagar três parcelas de R$ 200, com base no valor médio pago a beneficiários do Bolsa Família. Parlamentares elevaram a proposta para R$ 500 e, no fim, o presidente Jair Bolsonaro acabou propondo a versão final de R$ 600.

No início da semana passada, ainda estava incerto se a prorrogação seria de duas parcelas de R$ 300 ou três parcelas de R$ 200. Agora, no entanto, ficou decidido que a primeira opção será a escolha do presidente Jair Bolsonaro.

Programa para gerar empregos

Ao mesmo tempo em que trata da extensão do auxílio emergencial, o time do ministro da Economia, Paulo Guedes, trabalha em um programa para gerar empregos após a crise.
Como o GLOBO revelou, o plano envolve uma volta ao debate sobre mudanças na Previdência, com uma nova tentativa de emplacar no país o modelo de capitalização.

Nesse sistema, cada trabalhador é responsável por poupar para sua própria aposentadoria no futuro. Hoje, empregado e empregador contribuem para um fundo que banca os benefícios de quem já parou de trabalhar, no modelo conhecido como repartição. Essa contribuição é feita por meio de um imposto que incide sobre salários.

O plano de Guedes é que jovens, que nunca trabalharam com carteira, ingressem no mercado de trabalho já neste novo regime. Assim, seus empregadores não precisariam contribuir para a Previdência. Isso, na visão do ministro, baratearia o custo do trabalho e incentivaria o emprego formal.

A reforma previdenciária encaminhada pelo governo no início do ano passado previa essa migração para a capitalização, mas este ponto do projeto acabou sendo rejeitado pelo Congresso.

Agora, a expectativa é retomar o plano original. O governo espera que, diante dos milhões de informais que foram descobertos no programa do auxílio emergencial, o clima político para aprovar projetos que busquem incentivar a formalização seja mais favorável.

Os detalhes do sistema de capitalização ainda estão sendo fechados. A ideia é que o modelo funcione em camadas. Trabalhadores até determinada faixa salarial continuariam sob o regime de repartição e, só se ultrapassassem esse limite, estariam sujeitos à repartição.

Mesmo que jovens ainda estivessem sob o regime de repartição, a mudança estrutural permitiria que seus salários fossem desonerados. A equipe econômica admite que não seria necessário compensar essa renúncia fiscal porque, não fosse o incentivo, esses trabalhadores continuariam na informalidade.

BNDES suspende dívidas de estados e municípios até o fim do ano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a suspensão da cobrança de dívidas de Estados e municípios até o fim do ano, seguindo o determinado no pacote federal de cerca de R$ 60 bilhões de socorro aos governos subnacionais, fechado no fim do mês passado. No caso do BNDES, essas suspensões somarão R$ 3,9 bilhões até o fim do ano, informou nesta segunda-feira, 8, o banco de fomento, que fará, em instantes, uma transmissão ao vivo para comentar medidas de combate à crise provocada pela pandemia de covid-19.

A lei que criou o socorro a Estados e municípios, sancionada no último dia 27, autorizou, além do repasse de recursos, R$ 35,34 bilhões em dívidas dos governos regionais com a União que serão suspensas e retomadas somente em janeiro de 2022.

Outros R$ 13,98 bilhões em dívidas com dois bancos públicos, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, também serão pausadas, como anunciou o banco de fomento nesta segunda. Além disso, o pacote inclui R$ 10,73 bilhões em renegociações de obrigações com organismos multilaterais e mais R$ 5,6 bilhões na suspensão de pagamentos de dívidas previdenciárias.

Além da suspensão do pagamento de dívidas de Estados e municípios, o BNDES anunciou que os governos que ainda têm contratos ativos, com recursos a desembolsar, poderão sacar logo esses recursos e destiná-los para o enfrentamento da pandemia – desde que a mudança no destino dos valores não afete a conclusão de obras em andamento que sejam custeadas por esses créditos.

Segundo o BNDES, Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí Rio Grande do Sul e Santa Catarina poderão ser contemplados com a medida. Se todos desembolsarem logo valores que têm a receber, o total liberado poderá chegar a R$ 456 milhões.

O anúncio se soma a outra medidas recentes anunciadas pelo BNDES como o reforço de até R$ 20 bilhões no fundo de aval para pequenas e médias empresas, uma linha de R$ 2 bilhões para a cadeia de fornecedores de grandes empresas e outra linha de R$ 3 bilhões para o setor sucroalcooleiro.

O BNDES também confirmou o lançamento de mais uma linha de R$ 2 bilhões, o programa BNDES Crédito Direto Emergencial, “para atender à necessidade de capital de giro de setores cuja preservação é de vital importância para a retomada da economia brasileira”. O primeiro foco do programa serão “as empresas de saúde, como hospitais e laboratórios”, com faturamento anual acima de R$ 300 milhões.

Segundo o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, o banco seguirá lançando medidas conforme as necessidades sejam identificadas. “A terceira rodada de medidas não é a última. Ela complementa o que já foi feito até o momento”, afirmou Montezano na transmissão que ocorre neste momento.

Petrobras aumenta gasolina em 10%, mas queda no ano ainda é de 24%

Petrobras elevará os preços médios da gasolina em suas refinarias em 10% a partir de terça-feira, enquanto as cotações do diesel seguirão estáveis, informou a companhia nesta segunda-feira, por meio da assessoria de imprensa.

O reajuste é o primeiro anunciado pela Petrobras em junho e segue-se a quatro aumentos consecutivos aplicados pela empresa para a gasolina em maio.

A estatal defende que sua política de preços busca seguir valores de paridade de importação, que levam em conta os valores no petróleo no mercado internacional mais custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, com impacto também do câmbio.

“Consideramos o aumento coerente, tanto em intensidade como em momentum, com o movimento internacional do barril. O preço do Brent ultrapassou os 40 dólares de forma mais célere que aquela que a companhia previa”, disse o analista da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman.

A alta da gasolina na refinaria também é uma boa notícia para produtores de etanol no Brasil.

Em entrevista à Reuters, o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, comentou que as altas de preços realizadas pela Petrobras ajudam o setor, que também enfrenta queda na demanda.

“Isso mostra que a gasolina está trazendo melhor competitividade para o etanol hidratado”, disse Padua, ao comentar o reajuste anunciado nesta segunda-feira pela estatal.

O aumento na gasolina vem após um salto de mais de 19% na última semana nas cotações do petróleo Brent, referência internacional, em meio a movimentações da Opep para manter cortes de oferta, e algum otimismo com a recuperação econômica nos Estados Unidos e na China depois de impactos da pandemia de coronavírus.

No câmbio, por outro lado, o dólar tem caído na comparação com o real nos últimos dias, e operava abaixo de 5 reais nesta segunda-feira, após ter chegado à casa dos 5,80 reais na metade de maio. O dólar mais fraco favorece importações.

Apesar dos últimos aumentos, a gasolina nas refinarias da Petrobras está no momento quase 24% abaixo das cotações vistas no início do ano, em meio ao forte recuo do petróleo após uma inédita destruição de demanda associada a medidas de isolamento adotadas pelo mundo contra a disseminação do coronavírus.

Nos postos, enquanto isso, os preços médios praticados até a semana passada apontavam queda acumulada de 14,5% em 2020, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), embora com elevação nas últimas duas semanas, depois dos reajustes da Petrobras.

Já a cotação do etanol hidratado, segundo a ANP, está 18,75% abaixo dos patamares do começo do ano.

No diesel, combustível mais vendido do Brasil, a Petrobras já reduziu os preços nas refinarias em 35% em 2020, enquanto a baixa acumulada nas bombas é de 19,4%.

O repasse de reajustes nas refinarias até os consumidores finais não é imediato e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de biodiesel.

Bolsa sobe quase 1% e fecha no maior nível em três meses

Em um dia de movimentos contraditórios no mercado financeiro, a bolsa de valores fechou no maior valor em três meses. Depois de dois dias de queda, o dólar subiu para R$ 5,13.

O Ibovespa, índice da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia aos 93.829 pontos, com alta de 0,89%. O índice alternou altas e baixas ao longo da manhã, mas subiu durante a tarde. O indicador está no nível mais alto desde 6 de março, quando estava em 97.996 pontos.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (4) vendido a R$ 5,132, com alta de R$ 0,045 (0,89%). A moeda teve picos de valorização ao longo do dia, mas consolidou a alta nas horas finais de negociação. Na máxima do dia, por volta das 11h, encostou em R$ 5,14.

O Banco Central (BC) interveio pouco no câmbio. A autoridade monetária ofertou até US$ 620 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em julho.

O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 5,816, com alta de 2,25%, impulsionado pela decisão do Banco Central Europeu de ampliar o programa de estímulos de 750 bilhões para 1,350 trilhões de euros. A libra comercial subiu 1,28% e terminou a sessão vendida a R$ 6,452.

Exterior

No exterior, também houve oscilações. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou a quinta-feira com alta de 0,045%, depois de passar boa parte do dia no negativo. Os investidores aproveitaram para embolsar os ganhos de ontem (3) e venderam ações.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

No Brasil, o mercado refletiu as tensões políticas internas e a divulgação de indicadores econômicos que mostram o impacto da crise. As instituições financeiras pesquisadas pelo boletim Focus, do Banco Central, preveem queda de 6,25% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

Caixa libera 2ª parcela para 2,6 milhões de beneficiários de auxílio

A Caixa Econômica Federal libera hoje (5) as transferências e os saques da segunda parcela do auxílio emergencial para 2,6 milhões de beneficiários nascidos em junho. O valor é de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras).O dinheiro é para fazer frente às dificuldades decorrentes do surto do novo coronavírus.

A liberação do saque e a transferência da poupança social da Caixa para outros bancos estão sendo feitas de acordo com o mês de nascimento dos beneficiários. Os recursos são transferidos automaticamente para as contas indicadas.

No último sábado (30), foram liberados o saque e a transferência para os nascidos em janeiro. Hoje, é a vez dos nascidos em junho. Amanhã (6), a liberação será para os nascidos em julho, e assim por diante até o sábado, 13 de junho, para quem nasceu em dezembro, com exceção de domingo (7) e do feriado de Corpus Christi (11).

Transferência

A transferência dos valores será feita para quem indicou contas para recebimento em outros bancos ou poupança existente na Caixa. Com isso, esses beneficiários poderão procurar as instituições financeiras com quem têm relacionamento, caso queiram sacar. Segundo a Caixa, mais de 50 bancos participam da operação de pagamento do auxílio emergencial.

Todos os beneficiários do Bolsa Família elegíveis para o auxílio emergencial já receberam o crédito da segunda parcela.

A Caixa informou que não é preciso madrugar nas filas. Todas as pessoas que chegarem às agências durante o horário de funcionamento - das 8h às 14h - serão atendidas. Elas vão receber senhas e, mesmo com as unidades fechando às 14h, o atendimento continua até o último cliente, garantiu o banco.

Petrobras divulga venda de participação em cinco empresas de energia

A Petrobras informou, na noite de ontem (5), que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de suas participações em cinco empresas de geração de energia elétrica. Na divulgação, os interessados em comprar a participação da estatal petrolífera terão acesso às principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para seleção de potenciais participantes.

As participações são na empresa Brasympe Energia S.A., Energética Suape II S.A., Termoelétrica Potiguar S.A. (TEP), Companhia Energética Manauara S.A. (CEM) e Brentech Energia S.A.

A venda de participação nas empresas faz parte da política de desinvestimentos da Petrobras, com o objetivo, segundo a estatal, de otimizar seu portfólio e melhorar de alocação do capital da companhia.

Saque de R$ 1.045 do FGTS começa no dia 15 de junho

A partir de 15 de junho, os trabalhadores poderão sacar o valor de até R$ 1.045 do FGTS. A medida é excepcional, e foi uma forma encontrada pelo governo para ajudar os trabalhadores que tiveram perda de renda na pandemia. O calendário ainda será divulgado pela Caixa.

O prazo final para sacar o dinheiro será o dia 31 de dezembro de 2020. A expectativa do governo é que cerca de 60,8 milhões de pessoas sejam beneficiadas e que sejam sacados do fundo 36,2 bilhões de reais. A estimativa é que cerca de 80% das contas do FGTS sejam zeradas com o saque.

Poderá sacar o FGTS qualquer pessoa que tenha conta ativa ou inativa. Mas diferentemente do saque imediato no ano passado, o total liberado agora é pelo total de contas. Ninguém poderá sacar mais de R$ 1.045, ainda que tenha duas ou três contas com valores maiores.

Quem não retirou os recursos liberados no ano passado não poderá sacar os recursos agora em conjunto com o valor de R$ 1.045. O prazo para o saque imediato, previsto na Lei nº 13.932, publicada em 2019, expirou em 31 de março.

PIS/Pasep

Além de prever o saque excepcional do FGTS, a Medida Provisória acaba com o fundo PIS-Pasep, cujo patrimônio passará a ser administrado pelo FGTS. Contudo, a mudança não altera os pagamentos anuais do abono salarial PIS-Pasep.

Além disso, a medida preserva integralmente o patrimônio dos trabalhadores que receberam depósitos neste Fundo até 1988. Diferentemente das contas do FGTS, os saldos das contas do Fundo PIS-PASEP já estavam permanentemente disponíveis para saques desde 2019.

As contas individuais do Fundo PIS-PASEP serão cadastradas sob o FGTS e os saldos continuarão disponíveis para saques de seus titulares ou seus sucessores pelo período de cinco anos. Decorrido esse prazo os saldos porventura não sacados serão recolhidos ao Tesouro Nacional.

A partir de agora, os saldos transferidos receberão a mesma remuneração dos saldos das contas normais do FGTS.

Dia Livre de Imposto promete hoje descontos online de até 70%

Com as portas fechadas devido as medidas de isolamento social para evitar a propagação do coronavírus (covid-19), as lojas adaptaram o Dia Livre de Imposto, que acontece nesta quinta- feira, 4, em todo o país. Na 14ª edição, o evento será totalmente online e promete descontos de até 70% para o consumidor.

A ação visa conscientizar a população sobre a alta taxa da carga tributária do segmento varejista no país, e também sensibilizar as autoridades estatais sobre a necessidade de reformas estruturais no modelo fiscal brasileiro.

“O brasileiro trabalha cinco meses do ano só para pagar imposto. A carga tributária representa 35% do nosso PIB. É caro para o consumidor e caro para o lojista”, afirma Maurício Stainoff, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo.

 

No site dialivredeimpostos.com.br o consumidor consegue comparar o custo de um produto com e sem imposto. Os produtos são divididos por categoria. Os descontos variam de acordo com o estado devido à tributação. Os descontos maiores estão nos produtos das categorias eletrodomésticos, eletrônicos, telefonia e serviços.

São mais de 800 lojas participantes em 141 cidades. Para comprar algo sem imposto, o consumidor deve entrar no e-commerce da loja participante, escolher o produto e realizar o pagamento.

“A pessoa compra o produto sem imposto e geralmente leva outro. É uma oportunidade para as empresas venderem nesse momento tão difícil e ainda protestarem contra a alta carga tributária e as dezenas de obrigações acessórias no nosso país.”

Vendas no varejo têm queda de 31,8% em abril

As vendas no varejo tiveram queda de 31,8% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo levantamento da Serasa Experian. Essa é a maior retração desde o início da série histórica iniciada em 2001, baseada no número de consultas feitas à base de dados da consultoria. A maior queda havia sido em janeiro de 2002, quando as vendas do varejo reduziram 16,5%.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a atividade do varejo apresenta uma retração de 10,1% em relação ao período de janeiro a abril de 2019.

Entre os setores que mais sofreram em abril, está o de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, com uma queda de 39,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O varejo de vestuário e calçados registrou uma redução de 39,6% nas vendas; o de veículos, motos e autopeças, 33,1%; e o de material de construção, 32,1%.

O ramo de supermercados, alimentos e bebidas foi um pouco menos afetado, com uma redução de 24,3% no movimento de abril. Os estabelecimentos que comercializam combustíveis e lubrificantes tiveram queda de 19,3% no mês.

Para o economista da Serasa Luiz Rabi, a queda no movimento é influenciada diretamente pela adoção das medidas de distanciamento social contra a pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Com estabelecimentos comerciais de portas fechadas, lojistas viram seus estoques aumentarem e a demanda por produtos diminuir”, disse.

O economista também destaca o impacto da crise na estabilidade financeira das famílias. “Nesse momento de instabilidade em que muitos ficam inseguros em seus empregos, o brasileiro se retrai para o consumo não essencial. Até mesmo quem tem um poder de compra mais elevado acaba direcionando seus recursos para uma reserva de emergência”, explicou Rabi.

CNI identifica 17 novas barreiras comerciais a produtos brasileiros

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 17 novas barreiras comerciais no exterior para produtos brasileiros entre março e maio deste ano. Desse total, dez foram impostas pela China, duas pela Argentina, duas pela Índia e as demais pelo México, pela Arábia Saudita e União Europeia.

De acordo com a CNI, as informações são do Sistema Eletrônico de Monitoramento de Barreiras às Exportações (SEM Barreiras) do governo federal, que é alimentado pelo setor privado. A entidade atualiza esse levantamento periodicamente, em parceria com associações e federações estaduais da indústria, e contabiliza até agora 70 barreiras identificadas no exterior para produtos brasileiros desde maio de 2018, quando o sistema foi criado.

No caso da China, todas as barreiras dizem respeito a subsídios e impactam a produção de itens como borracha, materiais elétricos e produtos metalúrgicos. A CNI explicou que, na prática, com os subsídios, esses bens circulam com preço abaixo do praticado no mercado, numa “concorrência desleal” com a produção de outros países, incluindo o Brasil.

Pela Argentina, são duas barreiras impostas para veículos automotores e plásticos. O México e a Índia, por sua vez, cobram imposto de importação para a carne de frango do Brasil. A Índia também implementou medidas sanitárias e fitossanitárias para o couro brasileiro.

A Arábia Saudita exige licenciamento de importação para a carne de frango. A União Europeia levantou barreiras para serviços brasileiros na área de tecnologia da informação.

Para a CNI, “embora o Brasil seja o único país na América Latina com uma ferramenta tão moderna de monitoramento de barreiras, os órgãos governamentais ainda não usam esse sistema de forma plena” para definir estratégias para resolução dos problemas. Além disso, o percentual de barreiras resolvidas ainda é baixo. Do total de 70 identificadas até agora pela entidade, apenas 10% foram solucionadas.

Dados da pesquisa Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras de 2018, realizada pela CNI em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram ainda que quase um terço das empresas exportadoras (31%) considera baixa a eficiência do governo para a superação de barreiras em terceiros mercados. Para os industriais, o governo deve ser mais ativo na contestação dessas medidas impostas por outros países, já que, com a crise desencadeada pela pandemia de covid-19, a tendência é de aumento do protecionismo no mundo em um cenário de recessão global e desemprego.

A própria CNI lançou, em 2018, a Coalizão Empresarial para Facilitação de Comércio e Barreiras, que busca atacar barreiras comerciais estabelecidas e também enfrentar problemas internos no Brasil. “Um dos objetivos é reduzir tempos e custos dos processos de exportação e importação e, com isso, promover a agenda de facilitação do comércio exterior do país”, informou a entidade.

Atividade econômica caiu 7% em abril, estima FGV

O impacto da pandemia do novo coronavírus fez com que a atividade econômica brasileira tivesse uma retração de 7% em abril, estima o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), que divulgou hoje a primeira prévia do Índice de Atividade Econômica (IAE). A queda recorde na série histórica é em relação ao resultado de março, mês que já havia sofrido de forma menos intensa os reflexos da paralisação econômica, com um recuo de 4,6% ante fevereiro.

Em relação a abril de 2019, a economia teve uma retração de 10,9%, que também é recorde. Se considerado o trimestre fevereiro/março/abril, houve uma queda de 5% em relação aos três meses encerrados em janeiro. Quando comparado ao mesmo período de 2019, o trimestre encerrado em abril teve um recuo de 3,7%.

Os resultados negativos foram disseminados nas atividades industriais e de serviços, que tiveram as maiores quedas interanuais desde o início da medição, em 2000. A indústria da transformação, o comércio e os transportes foram alguns dos setores que tiveram em abril seus piores resultados mensais.

Mercado eleva expectativa de queda do PIB em 2020 para mais de 6%

A expectativa do mercado pra a contração da economia neste ano ultrapassou 6%, como consequência das medidas de contenção do coronavírus, mostrou nesta segunda-feira a pesquisa Focus do Banco Central.

Os especialistas consultados veem agora um recuo de 6,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, contra queda de 5,89% prevista anteriormente. Para 2021, permanece a expectativa de uma recuperação de 3,50%.

O PIB brasileiro contraiu 1,5% no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, de acordo com dados do IBGE divulgados sexta-feira, a mais forte retração desde 2015.

A maioria das outras estimativas no levantamento semanal sofreu pouca alteração. Os economistas veem uma inflação de 1,55% este ano e alta do IPCA de 3,10% em 2021, contra projeções na semana anterior respectivamente de 1,57% e 3,14%.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A pesquisa com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar este ano em 2,25%, sem alterações, com a projeção para 2021 sendo ajustada a 3,38% de 3,29%, na mediana das estimativas.

Na última reunião do Banco Central sobre a política monetária, a taxa caiu para a mínima recorde.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, manteve as perspectivas para a Selic respectivamente em 2,25% e 2,88% em 2020 e 2021.

Plataformas de petróleo impactaram balança comercial em maio

O superávit comercial de maio teria crescido 42,4% não fosse a nacionalização de duas plataformas de petróleo no total de US$ 2,7 bilhões, disse há pouco o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz. Sem essas operações, o superávit no mês passado teria atingido cerca de US$ 7,3 bilhões e teria batido recorde para meses de maio.

Embora operem no país, essas plataformas estavam registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior. Com a migração para o regime aduaneiro especial Repetro-Sped, em vigor desde 2018, as plataformas gradualmente têm sido nacionalizadas, impactando as importações.

Em julho, o Ministério da Economia atualizará a estimativa de superávit comercial – exportações menos importações – para o ano. No momento, a projeção oficial está em R$ 46,6 bilhões, mas o secretário de Comércio Exterior afirmou que a alteração pode não ser tão grande.

Coronavírus

Além das plataformas de petróleo, o secretário de Comércio Exterior disse que a pandemia provocada pelo novo coronavírus impactou o saldo comercial de maio. O efeito se deu por causa da queda média de 15,6% dos preços dos produtos exportados em relação a maio de 2019, o que não compensou o aumento da quantidade vendida. O volume embarcado subiu 2,9% em abril e 5,6% em maio na comparação com os mesmos meses do ano passado.

Ao considerar os dois efeitos (preço e quantidade), o valor exportado caiu 4,2% em maio. No entanto, ao considerar o aumento da quantidade exportada, Ferraz disse acreditar que as exportações brasileiras serão menos afetadas pela pandemia do que outros países.

“Há sim, grande probabilidade de que teremos desempenho positivo para as exportações brasileiras no resultado consolidado do segundo trimestre deste ano, mantendo o Brasil entre as economias do G20 [grupo das 20 maiores economias do planeta] menos afetadas nas suas relações comerciais com o mundo”, comentou o secretário.

Competitividade

Ferraz citou a alta competitividade dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil como fator que mantém a perspectiva de crescimento do setor ao longo de todo ano. Ele ressaltou que as exportações de commodities – bens primários com cotação internacional – não subiram apenas para a China, mas para mercados como Países Baixos (Holanda), Turquia, Espanha e Estados Unidos.

“Esses produtos [agropecuários] têm baixa elasticidade renda, ou seja, ainda que o PIB [Produto Interno Bruto] mundial, China inclusive, venha a sofrer uma queda elevada, espera-se que a demanda por produtos agropecuários continue em alta”, concluiu.

Receita prorroga suspensão de cobranças até 30 de junho

Os contribuintes que devem ao Fisco ganharam mais um mês para se defenderem. A Receita Federal prorrogou a suspensão das ações de cobrança até 30 de junho. O prazo foi estendido em um mês por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus.

O Fisco também prorrogou para o dia 30 deste mês o prazo para que o contribuinte possa apresentar cópias físicas ou digitais de documentos. A exigência de apresentação dos papéis originais entraria em vigor hoje (1º), mas também foi adiada por causa da covid-19.

A suspensão das cobranças e da apresentação de documentos originais faz parte de um pacote de ações anunciado no fim de março, assim que o governo tomou as primeiras medidas de enfrentamento à pandemia. A medida tem o objetivo de diminuir aglomerações nas unidades da Receita Federal, diminuindo o risco de contágio.

Procedimentos administrativos

Além das cobranças, tiveram a suspensão prorrogada até o dia 30 os seguintes procedimentos administrativos: emissão eletrônica automatizada de aviso de cobrança e intimação para pagamento de tributos, notificação de lançamento da malha fiscal da pessoa física, exclusão de contribuinte de parcelamento por inadimplência, registro de pendência de regularização no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) motivado por ausência de declaração.

O atendimento presencial nas unidades da Receita fica restrito até 30 de junho. O contribuinte deverá agendar previamente as visitas para os seguintes serviços: regularização de CPF; cópia de documentos relativos à Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) e à Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf); parcelamentos e reparcelamentos não disponíveis na internet e emissão de procurações e de protocolos de retificações de pagamento, de CNPJ e de análise e liberação de certidões.

Diligências

Em relação aos documentos, uma instrução normativa estabelece que caberá aos servidores da Receita, durante o período de pandemia, verificar a autenticidade das cópias nos órgãos responsáveis pela emissão de cada documento. Caso seja necessário, o Fisco pode fazer diligências para confirmar a veracidade das informações prestadas.

O contribuinte pode consultar a página da Receita Federal na internet para verificar os canais de atendimento para cada tipo de serviço. Alguns serviços estão disponíveis para entrega de documentos em cópia simples, definidos pelas superintendências de cada jurisdição.

Comissão aprova US$ 4 bilhões de crédito para apoio a afetados pela pandemia

Brasil vai contar com até US$ 4,01 bilhões em recursos de bancos multilaterais e agências de desenvolvimento internacionais para o Programa Emergencial de Apoio à Renda de Populações Vulneráveis Afetadas pela Covid-19 no País. O valor será aplicado em ações de Renda Básica Emergencial, expansão do Bolsa Família, Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda e Seguro-Desemprego, financiando parcialmente os benefícios oferecidos por esses programas sociais.

O Programa Emergencial foi preparado pelo Ministério da Economia e aprovado na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), que emitiu a Resolução Nº 1, publicada na sexta-feira (29) no Diário Oficial da União.

O objetivo das operações de crédito externo é contribuir para assegurar níveis mínimos de bem-estar às pessoas em vulnerabilidade diante da crise do mercado de trabalho causada pela pandemia do novo coronavírus.

O financiamento permitirá o reembolso ao Tesouro Nacional de gastos já realizados e vinculados aos objetivos do programa. Os recursos virão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) e Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). 

Os bancos de desenvolvimento multilaterais, seguindo orientação dos países do G20, têm formulado e apoiado programas emergenciais e adotado trâmites céleres para o combate à pandemia de Covid-19 e seus reflexos na economia de diversos países. Assim, o envolvimento de diversos bancos e agências de desenvolvimento, de maneira conjunta em um só programa, permite o acesso a recursos com condições bastante vantajosas, ao mesmo tempo em que abre a possibilidade de utilização da capacidade técnica dessas instituições na implementação dos programas apoiados.

Renda Emergencial

O pleito aprovado pela Cofiex destina para a Renda Básica Emergencial montante que chega a US$ 1,720 bilhão, beneficiando trabalhadores informais e famílias de baixa renda. Para a Expansão do Bolsa Família serão destinados US$ 960 milhões ao atendimento de pessoas em condição de pobreza e extrema pobreza.

Outros US$ 550 milhões serão alocados ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, a fim de preservar o emprego formal e a renda dos trabalhadores de empresas impactadas pela crise. Por fim, o Programa Seguro-Desemprego contará com US$ 780 milhões para financiar parcialmente os auxílios oferecidos, diante da previsão de aumento no total de concessões desse benefício devido aos efeitos econômicos da Covid-19.

O programa será executado por meio de solicitações de desembolso que serão apresentadas pela União, no prazo de um ano. A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Economia fará a liquidação da operação de crédito, a transferência dos recursos para o órgão responsável pela política pública e a gestão da dívida gerada.

Caberá à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho a execução do Programa Emergencial de Emprego e Renda e do Programa Seguro-Desemprego. Já a Secretaria Especial de Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania ficará responsável pelas ações de Renda Básica Emergencial e Expansão do Bolsa Família. 

 

Com informações do Ministério da Economia

Comissão aprova US$ 4 bilhões de crédito para apoio a afetados pela pandemia

Brasil vai contar com até US$ 4,01 bilhões em recursos de bancos multilaterais e agências de desenvolvimento internacionais para o Programa Emergencial de Apoio à Renda de Populações Vulneráveis Afetadas pela Covid-19 no País. O valor será aplicado em ações de Renda Básica Emergencial, expansão do Bolsa Família, Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda e Seguro-Desemprego, financiando parcialmente os benefícios oferecidos por esses programas sociais.

O Programa Emergencial foi preparado pelo Ministério da Economia e aprovado na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), que emitiu a Resolução Nº 1, publicada na sexta-feira (29) no Diário Oficial da União.

O objetivo das operações de crédito externo é contribuir para assegurar níveis mínimos de bem-estar às pessoas em vulnerabilidade diante da crise do mercado de trabalho causada pela pandemia do novo coronavírus.

O financiamento permitirá o reembolso ao Tesouro Nacional de gastos já realizados e vinculados aos objetivos do programa. Os recursos virão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) e Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). 

Os bancos de desenvolvimento multilaterais, seguindo orientação dos países do G20, têm formulado e apoiado programas emergenciais e adotado trâmites céleres para o combate à pandemia de Covid-19 e seus reflexos na economia de diversos países. Assim, o envolvimento de diversos bancos e agências de desenvolvimento, de maneira conjunta em um só programa, permite o acesso a recursos com condições bastante vantajosas, ao mesmo tempo em que abre a possibilidade de utilização da capacidade técnica dessas instituições na implementação dos programas apoiados.

Renda Emergencial

O pleito aprovado pela Cofiex destina para a Renda Básica Emergencial montante que chega a US$ 1,720 bilhão, beneficiando trabalhadores informais e famílias de baixa renda. Para a Expansão do Bolsa Família serão destinados US$ 960 milhões ao atendimento de pessoas em condição de pobreza e extrema pobreza.

Outros US$ 550 milhões serão alocados ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, a fim de preservar o emprego formal e a renda dos trabalhadores de empresas impactadas pela crise. Por fim, o Programa Seguro-Desemprego contará com US$ 780 milhões para financiar parcialmente os auxílios oferecidos, diante da previsão de aumento no total de concessões desse benefício devido aos efeitos econômicos da Covid-19.

O programa será executado por meio de solicitações de desembolso que serão apresentadas pela União, no prazo de um ano. A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Economia fará a liquidação da operação de crédito, a transferência dos recursos para o órgão responsável pela política pública e a gestão da dívida gerada.

Caberá à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho a execução do Programa Emergencial de Emprego e Renda e do Programa Seguro-Desemprego. Já a Secretaria Especial de Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania ficará responsável pelas ações de Renda Básica Emergencial e Expansão do Bolsa Família. 

 

Com informações do Ministério da Economia

Comissão aprova US$ 4 bilhões de crédito para apoio a afetados pela pandemia

Brasil vai contar com até US$ 4,01 bilhões em recursos de bancos multilaterais e agências de desenvolvimento internacionais para o Programa Emergencial de Apoio à Renda de Populações Vulneráveis Afetadas pela Covid-19 no País. O valor será aplicado em ações de Renda Básica Emergencial, expansão do Bolsa Família, Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda e Seguro-Desemprego, financiando parcialmente os benefícios oferecidos por esses programas sociais.

O Programa Emergencial foi preparado pelo Ministério da Economia e aprovado na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), que emitiu a Resolução Nº 1, publicada na sexta-feira (29) no Diário Oficial da União.

O objetivo das operações de crédito externo é contribuir para assegurar níveis mínimos de bem-estar às pessoas em vulnerabilidade diante da crise do mercado de trabalho causada pela pandemia do novo coronavírus.

O financiamento permitirá o reembolso ao Tesouro Nacional de gastos já realizados e vinculados aos objetivos do programa. Os recursos virão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) e Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). 

Os bancos de desenvolvimento multilaterais, seguindo orientação dos países do G20, têm formulado e apoiado programas emergenciais e adotado trâmites céleres para o combate à pandemia de Covid-19 e seus reflexos na economia de diversos países. Assim, o envolvimento de diversos bancos e agências de desenvolvimento, de maneira conjunta em um só programa, permite o acesso a recursos com condições bastante vantajosas, ao mesmo tempo em que abre a possibilidade de utilização da capacidade técnica dessas instituições na implementação dos programas apoiados.

Renda Emergencial

O pleito aprovado pela Cofiex destina para a Renda Básica Emergencial montante que chega a US$ 1,720 bilhão, beneficiando trabalhadores informais e famílias de baixa renda. Para a Expansão do Bolsa Família serão destinados US$ 960 milhões ao atendimento de pessoas em condição de pobreza e extrema pobreza.

Outros US$ 550 milhões serão alocados ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, a fim de preservar o emprego formal e a renda dos trabalhadores de empresas impactadas pela crise. Por fim, o Programa Seguro-Desemprego contará com US$ 780 milhões para financiar parcialmente os auxílios oferecidos, diante da previsão de aumento no total de concessões desse benefício devido aos efeitos econômicos da Covid-19.

O programa será executado por meio de solicitações de desembolso que serão apresentadas pela União, no prazo de um ano. A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Economia fará a liquidação da operação de crédito, a transferência dos recursos para o órgão responsável pela política pública e a gestão da dívida gerada.

Caberá à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho a execução do Programa Emergencial de Emprego e Renda e do Programa Seguro-Desemprego. Já a Secretaria Especial de Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania ficará responsável pelas ações de Renda Básica Emergencial e Expansão do Bolsa Família. 

 

Com informações do Ministério da Economia

Agropecuária cresce 1,9% no primeiro trimestre, diz IBGE

A agropecuária apresentou crescimento de 1,9% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados na sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do País. Em comparação ao quarto trimestre de 2019, o setor apresentou crescimento de 0,6% e foi o único da atividade econômica nacional a crescer no período analisado.

“Este resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre, como a soja, e pela produtividade, visível na estimativa de variação da quantidade produzida vis-à-vis a área plantada”, diz o IBGE. O PIB do País teve contração de 1,5% nos primeiros três meses do ano no comparativo com o quarto trimestre do ano passado.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tem destacado as ações adotadas pelo Mapa e demais órgãos do Governo Federal para garantir o abastecimento interno de alimentos, as exportações dos produtos agropecuários e o funcionamento sem interrupção da cadeia produtiva do agro durante a pandemia.

“Temos tido sucesso com isso porque, além da grande safra que foi colhida neste verão, temos tido a logística absolutamente normalizada. Portanto, além do abastecimento dos 212 milhões de brasileiros, também temos conseguido cumprir a nossa missão de provedores de alimentos do mundo”, disse a ministra, ao participar de balanço das ações de combate aos impactos do coronavírus no dia 26 de maio, no Palácio do Planalto.

O Governo Federal tem atuado ainda na abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro. Desde janeiro de 2019, foram mais de 60 mercados abertos para os mais diversos produtos, como castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil (conhecida também por castanha-do-Pará) para Arábia Saudita e material genético. As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês.

Soja e arroz

O crescimento registrado pela agropecuária pode ser atribuído a vários fatores. "O primeiro é o desempenho das lavouras e da pecuária, que têm obtido crescimento excepcional neste ano. O IBGE destaca o desempenho da produção de soja e do arroz, que têm apresentado elevado crescimento da produção. A produtividade foi também um fator relevante nesses resultados. Os resultados da Balança Comercial, publicados pelo Mapa, em maio, mostraram que as vendas externas da agropecuária tiveram um crescimento de 17,5% pela média diária nos quatro primeiros meses do ano, comparando com igual período do ano anterior. Esse foi outro fator que impulsionou o crescimento", analisa José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas da Informação do Mapa.

De acordo com coordenador, o crescimento do PIB agropecuário refletiu-se também sobre o saldo líquido de empregos formais gerados neste ano. As estatísticas do Caged mostram que houve um saldo (admissões menos desligamentos) de 10.032 contratações.

Alta em 2020

Apesar da pandemia do novo coronavírus, o PIB do setor agropecuário brasileiro deve ter alta de 2,5% em 2020. A previsão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados do IBGE. Levando em conta a safra de grãos estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a taxa deve chegar a 2,3%. Mesmo em um cenário com maior risco de impacto da Covid-19 na demanda por produtos agropecuários, os pesquisadores projetam aumento, em ritmo menor, de 1,3%.

Para a safra 2019/20, a estimativa para a produção de grãos é de 250,9 milhões de toneladas, volume 3,6% (8,8 milhões de toneladas) superior ao colhido em 2018/19, de acordo com o 8º Levantamento da Safra 2019/20 divulgado no último dia 12, pela Conab.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 
Crédito emergencial para folha de pagamento será ajustado, diz BC

Com a baixa liberação do crédito emergencial para pequenas e médias empresas manterem empregos, deve haver mudanças no programa anunciado em março. Em audiência pública virtual hoje (1º) do Congresso Nacional, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que dos R$ 40 bilhões previstos, só foram liberados R$ 1,9 bilhão.

Foram 1,3 milhão de empregados beneficiados de mais de 79 mil empresas financiadas, até o último dia 26.

“Havia um potencial de R$ 40 bilhões, e até agora há cerca de R$ 2 bilhões. Esse programa teve um volume de desembolso pior do que o esperado”, disse, afirmando que ajustes no programa vão acelerar os desembolsos.

A medida beneficia empresas que faturam de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano. A empresa recebe o financiamento para manter a folha de pagamento, com valor limitado a dois salários mínimos por trabalhador e em contrapartida, o empregador não poderá demitir sem justa causa por 60 dias depois do recebimento do crédito. O empréstimo tem juros de 3,75% ao ano. A medida é válida por dois meses.

Mudanças

Segundo o BC, deverão ser incluídas empresas com faturamento bruto anual em 2019 entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões e haverá extensão do programa por mais dois meses.

Além disso, será liberada a concessão de financiamento para empresas que mantiverem ao menos 50% dos postos de trabalho. Atualmente, a contrapartida é a manutenção de todos os postos de trabalho.

A expectativa preliminar é de impacto adicional R$ 5 bilhões, com a extensão de 2 meses para empresas atualmente elegíveis e mais R$ 5 bilhões para empresas na nova faixa de faturamento. Com isso, o BC projeta o volume total do programa em R$ 15,5 bilhões.

Entraves

Segundo Campos Neto, um dos entraves do programa de financiamento da folha de pagamento no modelo atual é que houve uma “competição” com o programa de suspensão dos contratos de trabalho. “Ele competiu durante um tempo com aquele programa que fazia o financiamento do seguro-desemprego. Então, como ele teve uma competição, algumas empresas preferiram pegar o programa de seguro-desemprego”.

Além disso, disse Campos Neto, o pagamento da folha pelos bancos é restrito e se concentra em empresas maiores. “O produto folha de pagamento, que é quando um banco compra a folha de pagamento da empresa e tem todos os funcionários, era muito mais restrito – isso foi observado ao longo do tempo. Não só era mais restrito como ele se concentrava em empresas maiores”.

“Outro ponto muito importante foi que algumas dessas empresas deixaram de acessar as linhas, mesmo qualificadas, porque não queriam ter a restrição de não poder demitir”, disse Campos Neto.

O presidente do BC afirmou ainda que 95,9% dos empréstimos pedidos foram liberados pelos bancos.

Crédito não está colapsado

Campos Neto disse que é “um mito” a afirmação de que o crédito está colapsado no país ou que os bancos privados não estão emprestando.

“Há um mito que eu gostaria de desmistificar aqui. O primeiro deles é que o crédito está colapsando. Não é verdade, o crédito não está colapsando. No Brasil o crédito está crescendo bem mais do que a média de mercado emergente e está crescendo mais, inclusive, para pessoas jurídicas”, disse.

“Outro mito é que o sistema privado não está atendendo e que a função de atender neste momento seria uma função de banco público. A gente consegue ver que isso não é verdade”, acrescentou.

Segundo ele, quase 80% das novas contratações de crédito durante a pandemia foram feitos pelo sistema privado. Já no caso das renovações de empréstimos, o destaque são os bancos públicos. “Quando olhamos renovação de crédito, a figura é diferente: mostra os bancos públicos com uma renovação maior. Temos impacto da Caixa Econômica Federal, que fez muita renovação na parte de crédito imobiliário”.

*Matéria alterada às 15h30 para acréscimo de informações.

Governo defende reformas após a pandemia para recuperar o PIB

resultado negativo da atividade econômica no primeiro trimestre, embora esperado, coloca fim à recuperação econômica em curso desde o começo de 2017, afirmou a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, em nota sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, divulgado hoje (29).

Em meio à pandemia de covid-19, o PIB teve queda de 1,5% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com último trimestre de 2019. Os dados foram divulgados hoje (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre de 2019, o PIB caiu 0,3%. Em 12 meses, o PIB acumula alta de 0,9%.

“Os impactos iniciais da pandemia na economia a partir de março deste ano reverteram os bons indicadores de emprego, arrecadação e atividade do primeiro bimestre, levando a variação do PIB para o terreno negativo. Os efeitos danosos sobre a saúde da população brasileira e da nossa economia ainda persistem. Dessa forma, o resultado econômico da atividade no segundo trimestre será ainda pior”, diz a nota.

De acordo com a secretaria, as consequências são “nefastas para a população, com aumento do desemprego, da falência das empresas e da pobreza”.

“Para combater e amenizar o sofrimento dos brasileiros é necessário que as reformas estruturais continuem através de uma legislação mais moderna de emprego, com o fortalecimento das políticas sociais (com transferência de recursos de programas sociais ineficientes para os mais eficientes e de comprovado efeito no combate à pobreza), com o aprimoramento da legislação de falências e a modernização e desburocratização do mercado de crédito, de capitais e de garantias”, destacou.

Pós-pandemia

Para a secretaria, a agenda pós-pandemia, além de manter o teto de gastos, precisa incluir: o fortalecimento do arcabouço de proteção social transferindo recursos de programas ineficientes para programas sociais de comprovada eficiência no combate à pobreza; a melhora da eficiência das políticas de emprego; o aprimoramento da legislação de falências; o fortalecimento e a desburocratização do mercado de crédito, de capitais e de garantias; a aprovação novo marco regulatório do setor de saneamento básico e do setor de gás; a abertura comercial; privatizações e concessões; reforma tributária.

Guedes defende saída da “letargia econômica” em dois estágios

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu hoje (29) que o país deve sair da “letargia econômica” em dois estágios, após a economia ter sido “atingida fortemente” pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). O primeiro é o retorno seguro ao trabalho, e o segundo, é seguir na agenda de reformas, disse Guedes em debate promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Logo no início da crise provocada pelo novo coronavírus, segundo o ministro, as ações se concentraram na questão da saúde, “a primeira onda que o país precisou enfrentar. Agora, a segunda onda é a econômica”. 

Guedes revelou que em uma reunião realizada ontem (28) com integrantes da Casa Civil e dos ministérios da Economia e da Saúde, foram analisados protocolos de retorno ao trabalho adotados no mundo. O ministro disse que as análises mostram que há casos de indústrias que souberam se proteger, como a da construção civil no Brasil, que, segundo ele, está funcionando com 93% da capacidade produtiva, com 55 mil pessoas trabalhando nas obras e o registro de 10 mortes. “Trágicas porque cada morte é um universo que se extingue. Para cada um de nós existe um universo. Quando uma vida se apaga, é um universo que acabou”, lamentou.

Embora os protocolos ainda estejam em estudo, Guedes defendeu que o retorno seguro ao trabalho seja feito de maneiras diferentes, quando a saúde permitir. “Imagino que o retorno ao trabalho será segmentado. Não vai ser todo mundo ao mesmo tempo. Será por unidades geográficas. Há regiões onde o índice de contágio está sendo menor. Nas regiões com maior densidade demográfica, o risco de contágio é maior. Então tudo isso vai ser exatamente examinado daqui para frente. Todo mundo já está examinando e analisando esses relatórios para um retorno seguro ao trabalho ali a frente, quando a saúde permitir e der o sinal que está na hora de avançar”, disse.

De acordo com o ministro, os números da construção civil indicam que o setor está fazendo alguma coisa certa no protocolo. “Estão, possivelmente, até protegendo mais vidas do que o que está acontecendo em comunidades, onde há um isolamento, um distanciamento, mas unidades pobres onde estão oito, nove pessoas em uma casa só. Um sai para fazer uma coisa, outro sai para fazer outra. No final, podem até se contagiar com mais velocidade, do que o trabalhador que está indo para um lugar que está tomando conta da saúde dele. Está chegando no trabalho, é testado, monitorado, tratado, e só depois volta. Está sendo bem tratado”, disse.

O ministro lembrou que os indicadores de arrecadação e de investimentos nos dois primeiros meses do ano apontavam para um início de decolagem da economia brasileira até que o país foi atingido pela crise causada pelo novo coronavírus. 

De acordo com o ministro, os investimentos estavam 6% acima no primeiro trimestre frente ao mesmo período do ano passado. A arrecadação, nos dois primeiros meses do ano, estava 20% acima do previsto, o que na visão dele, indicava que o Brasil começava a andar.

Hoje saiu um dado do PIB mostrando recuo. Vou pedir para desagregar para vermos se realmente nos primeiros dois meses já estávamos decolando e no terceiro mês a crise pegou e nos derrubou, ou se realmente já estávamos em um estado meio anêmico. A impressão que eu tinha com as exportações 6% acima do ano passado, investimentos diretos acima do ano passado, impostos no primeiro bimestre 20% acima as indicações, eram de que estávamos começando a andar”, disse.

Guedes disse que junto com o retorno seguro ao trabalho, o Brasil vai surpreender o mundo, porque apesar de ter “uma democracia barulhenta e vibrante”, está entregando reformas como a da Previdência, aprovada no ano passado, e o início da transformação do estado brasileiro em andamento. 

Ele lembrou que o governo federal transferiu recursos para os estados e municípios, três vezes mais do que esperavam com a Lei Kandir. Neste ano, para o ministro, a crise só confirma que as diretrizes iam na direção certa, porque o pacto federativo que estava bem encaminhado no Senado resultaria na transferência de R$ 450 bilhões. 

“Imagine se esses recursos já estivessem nos estados. Quando chegasse a crise, em vez de termos estádios de futebol, teríamos os hospitais. Quando a decisão é centralizada, o governo decide fazer um porto em Cuba, obras na Venezuela, mas se o dinheiro é descentralizado, nenhum estado brasileiro, nenhuma prefeitura, ia mandar recursos para fazer obra lá fora. Estaria fazendo, ao contrário, hospitais, saneamento, escolas cada um próximo do povo”, afirmou.

De acordo com o ministro os recursos que seriam liberados ao longo de oito anos, praticamente um terço do previsto, teve que ser transferido imediatamente para estados e municípios, em duas ou três semanas. “Estamos aprendendo todos juntos. A democracia brasileira é barulhenta, mas está fazendo um aperfeiçoamento das instituições. E vamos surpreender o mundo, tenho certeza e convicção disso, porque não estamos só enfrentando o problema da saúde. Estamos também fazendo as reformas”.

Guedes lembrou que estão para serem aprovadas as legislações para o saneamento, o gás natural, a mudança no regime de partilha para as concessões de petróleo, a logística e o transporte de cabotagem. E elogiou a atuação do Congresso Nacional. 

“O Congresso brasileiro está em isolamento social, mas em plena operação. Aprovando primeiro as medidas de emergência. Tínhamos reformas estruturantes para fazer e estamos fazendo, atingidos pela pandemia. Imediatamente disparamos as medidas emergenciais, e agora, embora em distanciamento social, vamos aprofundar as reformas. Vamos destravar os investimentos. Teremos o retorno seguro ao trabalho lá para frente, nos próximos meses, e a retomada dos investimentos e dos empregos”, disse destacando que o governo vai fazer medidas especificamente desenhadas para a geração de empregos.

O Brasil é o único país do G20 a aumentar exportações no primeiro quadrimestre

Em um cenário de crise bastante adverso, tem-se uma boa notícia no setor brasileiro do comércio exterior. Do grupo do G20, que é um bloco econômico composto por países ricos como a Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia, e países emergentes como a África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia.

O país maior país da América Latina foi o único do grupo das vinte maiores economias do mundo, a expandir seu volume exportado no primeiro quadrimestre de 2020. 

Os asiáticos não deixaram de importar produtos brasileiros mesmo sendo afetados pelo grave quadro de saúde mundial, e este é um dos principais motivos para que o Brasil apresentasse o bom resultado. 

A Ásia representa 47, 2% do total de todas as exportações brasileiras, o aumento nos quatro primeiros meses foi de 10,9% em comparação com o mesmo período de 2019. O professor Gilberto Campião da ABRACOMEX, diz que os bons números estão relacionados a exportação de bens primários alimentícios, onde o Brasil é o grande produtor, e esse ano conseguimos lograr um aumento da nossa produção agrícola, com grande superávit e alguns produtos têm demanda garantida, como alimentos e vestuário.

Para o futuro, as perspectivas de crescimento são ainda melhores, já que o agronegócio continua sendo o maior colaborador pelos números. O grão da soja, suco de laranja, as carnes de boi, frango e suína, café, açúcar, milho e outros são produtos de demanda pouco elástica, ou seja, são produtos que mesmo depois da pandemia continuarão sendo muito procurados em todos os continentes. 

Outros setores como o minério de ferro e petróleo exportaram juntos 13,3 milhões de toneladas em maio de 2020, de acordo com a Secex. 

Gilberto Campião também diz que as perspectivas pós pandemia são de

que o Brasil continuará sendo um dos principais exportadores, em função da nossa riqueza mineral e extensão agrícola, associada a tecnologia de produção. Estamos entre as maiores economias do mundo e as nossas exportações ainda não refletiram essa realidade, além disso o  Brasil é um país jovem, cheio de energia e seguramente estará em breve, entre as 04 maiores economias mundiais.

Se você se animou com as boas perspectivas do Mercado e se interessou em conhecer mais sobre o Mercado de trabalho no Comércio Exterior, a ABRACOMEX disponibiliza várias aulas e materiais gratuitos, é só acessar este link e ficar bem informado sobre o que acontece no setor do Comércio Exterior.

O Brasil é o único país do G20 a aumentar exportações no primeiro quadrimestre

Em um cenário de crise bastante adverso, tem-se uma boa notícia no setor brasileiro do comércio exterior. Do grupo do G20, que é um bloco econômico composto por países ricos como a Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia, e países emergentes como a África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia.

O país maior país da América Latina foi o único do grupo das vinte maiores economias do mundo, a expandir seu volume exportado no primeiro quadrimestre de 2020. 

Os asiáticos não deixaram de importar produtos brasileiros mesmo sendo afetados pelo grave quadro de saúde mundial, e este é um dos principais motivos para que o Brasil apresentasse o bom resultado. 

A Ásia representa 47, 2% do total de todas as exportações brasileiras, o aumento nos quatro primeiros meses foi de 10,9% em comparação com o mesmo período de 2019. O professor Gilberto Campião da ABRACOMEX, diz que os bons números estão relacionados a exportação de bens primários alimentícios, onde o Brasil é o grande produtor, e esse ano conseguimos lograr um aumento da nossa produção agrícola, com grande superávit e alguns produtos têm demanda garantida, como alimentos e vestuário.

Para o futuro, as perspectivas de crescimento são ainda melhores, já que o agronegócio continua sendo o maior colaborador pelos números. O grão da soja, suco de laranja, as carnes de boi, frango e suína, café, açúcar, milho e outros são produtos de demanda pouco elástica, ou seja, são produtos que mesmo depois da pandemia continuarão sendo muito procurados em todos os continentes. 

Outros setores como o minério de ferro e petróleo exportaram juntos 13,3 milhões de toneladas em maio de 2020, de acordo com a Secex. 

Gilberto Campião também diz que as perspectivas pós pandemia são de

que o Brasil continuará sendo um dos principais exportadores, em função da nossa riqueza mineral e extensão agrícola, associada a tecnologia de produção. Estamos entre as maiores economias do mundo e as nossas exportações ainda não refletiram essa realidade, além disso o  Brasil é um país jovem, cheio de energia e seguramente estará em breve, entre as 04 maiores economias mundiais.

Se você se animou com as boas perspectivas do Mercado e se interessou em conhecer mais sobre o Mercado de trabalho no Comércio Exterior, a ABRACOMEX disponibiliza várias aulas e materiais gratuitos, é só acessar este link e ficar bem informado sobre o que acontece no setor do Comércio Exterior.

Governo criará Conselho de Governança para ampliar o diálogo com o setor produtivo de SC

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/ Secom

Uma reunião entre o governador Carlos Moisés e representantes do setor produtivo nesta terça-feira, 26, marcou a criação do Conselho de Governança, um órgão consultivo que ampliará o diálogo entre as entidades públicas e privadas de Santa Catarina. O encontro na Casa d´Agronômica também serviu para que o Governo escutasse as demandas das federações empresariais e explicasse as ações que levaram o Estado a obter um dos melhores resultados do país no enfrentamento da pandemia de Covid-19 até o momento.

“Queremos criar um Conselho de Estado, que envolva também outros poderes e órgãos. Dessa maneira, nós buscamos uma visão externa de como eles estão interpretando as ações de Governo, além de sugestões e outras participações, como incentivar o engajamento em nossas campanhas. No fim das contas, o que se busca são soluções para os nossos problemas comuns, tanto do poder público quanto da iniciativa privada, no sentido de melhorar as nossas entregas”, afirmou o governador após o encontro.

As entidades empresariais parabenizaram o Governo pela criação do Conselho, que ainda vai ser estruturado. Segundo o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, o setor industrial tem muito a colaborar com o poder público nesse momento de pandemia. Ele acrescentou que Santa Catarina deve ser o primeiro estado a superar a crise do novo coronavírus, a exemplo do que já ocorreu em outros momentos de dificuldade. Sobre a criação do Conselho de Governança, Aguiar disse ver a iniciativa com bons olhos:

“A participação da sociedade organizada é extremamente importante. Nós vemos com bons olhos a criação desse Conselho de Governança para que possamos discutir, dentro da visão dos diversos setores, quais são as melhores medidas para preparar a retomada do crescimento em Santa Catarina”.

 

A opinião do presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Jonny Zulauf, vai na mesma direção. Segundo ele, a aproximação do setor produtivo com o poder público é fundamental para preparar a recuperação pós-pandemia. Em relação ao Conselho de Governança, Zulauf aponta como mais um diferencial do Estado em termos de competitividade.

“Mais uma vez, estamos organizados e muito afinados com o poder público. Juntos, vamos buscar soluções para esse momento tão delicado que estamos vivendo. A grande virtude de Santa Catarina é essa abertura que nós temos com o Governo, principalmente em expor nossas dificuldades e buscar opções em conjunto. Santa Catarina reativa mais uma vez a busca pelo consenso”, opinou Zulauf.

Associativismo

Quem também viu a iniciativa de maneira positiva foi o presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Daniel Leipnitz. Segundo ele, o encontro desta terça-feira teve um simbolismo muito importante, pois reforça uma das principais características do setor produtor catarinense: o associativismo. Ele reforçou a predileção dos catarinenses pelo trabalho em conjunto.

“Esse encontro marca um kick-off da nossa retomada econômica. O Conselho vai ser muito importante, pois nele vamos conseguir mostrar para o governador aquilo que está acontecendo em cada cantinho do nosso estado. Queremos ajudar o Governo a tomar decisões certeiras”, destacou o presidente da Acate.

Também participaram do encontro na Casa d´Agronômica representantes das federações do Comércio (Fecomércio), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Fampesc), da Agricultura e Pecuária (Faesc), das Empresas de Transporte (Fetrancesc), do Sebrae, além do chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva Junior, e do secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli.

Receita libera importação de 19 mil toneladas de produtos para o combate à Covid-19

Receita Federal divulgou, nesta segunda-feira (25), que liberou a entrada no País de 19 mil toneladas de produtos médico-hospitalares utilizados no combate à pandemia da Covid-19. Segundo a instituição, o levantamento considerou o período de  46 dias (18 de março a 2 de maio).  As mercadorias referentes ao montante somam quase R$ 1 bilhão. O chamado desembaraço aduaneiro em tempo foi 33% menor se comparado ao período anterior à pandemia. 

Entre os itens mais significativos estão: 

Máscaras e vestuários de proteção, totalizando  R$ 532 milhões. 

Kits teste para Covid-19 de diversos tipos: R$ 110 milhões. 

Medicamentos e suas matérias primas: R$ 146 milhões 

Para o secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, "há um profundo engajamento institucional por parte do nosso corpo funcional no sentido de agilizar ao máximo a liberação dessas cargas utilizadas no combate à pandemia". 

Tostes explica que, “ciente da gravidade do momento a Receita Federal editou a Instrução Normativa nº 1.927 de 17/03/2020, que simplificou o despacho aduaneiro de produtos de uso médico-hospitalar. Esse normativo foi fundamental para viabilizar a redução do tempo de liberação dessas cargas"- afirmou. 

Com informações da Receita Federal 

Portos gaúchos movimentam mais 4,89% no primeiro quadrimestre

Os portos do Rio Grande do Sul apresentaram crescimento de 4,89% no primeiro quadrimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2019. O mês de abril foi o de melhor desempenho dos último cinco anos.

Os três portos — Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande — somaram mais de 11,8 milhões de toneladas movimentadas. O resultado positivo foi puxado pelas exportações de soja no Porto do Rio Grande, que registrou um aumento de mais de 67% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul, o resultado no mês de abril foi impulsionado principalmente pelas exportações de soja em grão, que somaram mais de 1,6 milhão de toneladas embarcadas. O Porto do Rio Grande movimentou no mês mais de 3,8 milhões de toneladas de todos os tipos de carga, marca 13% maior do que o abril de 2019.

 

Apenas a soja em grão, nos quatro primeiros meses, totaliza mais de três milhões de toneladas, um aumento de 67% em relação a 2019.

O Porto de Pelotas, no quadrimestre, também teve um expressivo aumento em sua movimentação de toras de madeiras. Com as 306 mil toneladas nesses primeiros quatro meses de 2020, verificou-se um crescimento de 14,83% comparado ao primeiro quadrimestre do ano de 2019, quando foram movimentadas 266 mil toneladas. Outro produto que sempre é um destaque no porto pelotense é o embarque de clínquer, que aumentou mais de 26%. O Porto de Pelotas teve o maior aumento percentual total no período, com o incremento de mais de 15% o embarque de mercadorias em relação ao mesmo período de 2019.

Componentes químicos base para fertilizantes foram os principais produtos movimentados no primeiro quadrimestre no Porto de Porto Alegre. Em 2019 o porto movimentou 160 mil toneladas desse produto, contra 169 mil toneladas em 2020, um crescimento de mais de 5% no período. O desembarque de trigo em Porto Alegre também apresentou uma alta de mais de 5% no período. A movimentação geral do porto da capital gaúcha foi a única que apresentou uma leve queda no período, de 1,08% em relação ao ano de 2019, totalizando neste ano 331,9 mil toneladas.

Frigoríficos intensificam medidas em defesa dos trabalhadores

As indústrias de processamento de carne estão adotando um avançado protocolo de controle da higiene e profilaxia para assegurar a saúde dos trabalhadores durante a pandemia do novo coronavírus. “O que já era rigoroso ficou ainda mais severo”, assinalam os dirigentes do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne) e da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV).

            Enquanto aguarda a edição de um protocolo unificado dos Ministérios da Agricultura, Saúde e Economia, as indústrias estão cumprindo um extenso conjunto de medidas definidas no ofício circular SEI 1162/2020, da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, expedida em 31 de março deste ano. Trata-se de normativas gerais especialmente direcionadas aos trabalhadores e empregadores do setor de frigoríficos em razão da pandemia da covid-19.

            De acordo com o presidente da ACAV, José Antonio Ribas Júnior, toda a cadeia produtiva está engajada no cumprimento das normas de modo a efetivamente enfrentar a emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus.

            Na semana passada, os representantes das agroindústrias se reuniram com o governador Carlos Moisés, deputados da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa e secretários de Estado da Casa Civil, Agricultura e Saúde. Ficou evidente na reunião que Santa Catarina colocou em curso todas as medidas para enfrentamento da pandemia e proteção dos trabalhadores. Também ficou definido que o Estado adotará o protocolo federal, assim que for editado.

            “Vamos superar esse quadro de dificuldades que, agora, exige ações para o achatamento da curva de contágio, de forma aqueles que forem acometidos recebam os cuidados médicos e hospitalares necessários”, declarou Ribas Júnior.  Por isso, os  trabalhadores e as empresas estão observando atentamente todas as medidas, assegurando assim os empregos e a atividade econômica.

            CUIDADOS EXTREMOS

         As empresas da carne criaram protocolos para identificação e encaminhamento de trabalhadores com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus antes de ingressar no ambiente de trabalho. O protocolo inclui o acompanhamento da sintomatologia dos trabalhadores no acesso e durante as atividades nas dependências das empresas. Os trabalhadores são orientados sobre prevenção de contágio e a forma correta de higienização das mãos e demais medidas de prevenção.

         As máscaras de proteção respiratória são fornecidas pelas empresas,  utilizadas conforme uso indicado e jamais são compartilhadas. Os trabalhadores pertencentes a grupo de risco (com mais de 60 anos ou com comorbidades de risco) recebem atenção especial, priorizando sua permanência na própria residência em teletrabalho ou trabalho remoto.

O trabalhador que apresenta sintomas da COVID-19 não embarca nos meios de transporte. Foram criados mecanismos para os trabalhadores reportarem se estiverem doentes ou com sintomas ou, ainda, se tiveram contato com pessoa diagnosticada. Os trabalhadores com suspeita de contaminação por COVID-19 são encaminhados ao ambulatório da empresa para avaliação e acompanhamento adequado.

É afastado o colaborador no caso de confirmação do diagnóstico clínico. Procede-se a busca ativa dos trabalhadores que tiveram contato com o trabalhador inicialmente contaminado. O protocolo também define orientações para os trabalhadores terceirizados e as demais pessoas que adentram no estabelecimento.

            Foram definidas medidas para diminuir a intensidade e a duração do contato pessoal entre trabalhadores e entre esses e o público externo, evitando ainda a circulação de pessoas de outras cidades na empresa. Foram suspensos os deslocamentos de viagens e reuniões presenciais, utilizando recurso de áudio e/ou videoconferência. Estão sendo reorganizados os postos de trabalho de forma a ampliar o espaçamento entre os trabalhadores.

            Todo o paramento de proteção buconasal é fornecido, tais como toucas tipo ninja, capuz, respirador ou máscaras, associado à utilização de vestimentas de trabalho estabelecidas pela vigilância sanitária. A força de trabalho é distribuída ao longo da jornada para evitar a concentração em um turno só. Equipamentos de proteção e higiene são disponibilizados para funcionários de áreas comuns, como profissionais de limpeza, de refeitórios e enfermarias.

            As práticas de boa higiene e conduta são incentivadas de forma permanente com disponibilização de material para higienização das mãos nas áreas de circulação de pessoas e nas áreas comuns. Nessa mesma linha de conduta, adotaram-se procedimentos contínuos de higienização das mãos, com utilização de água e sabão em intervalos regulares e, ainda, sanitizante adequado para as mãos, como álcool 70%.

            Reiteradas comunicações orientem para evitar contatos muito próximos, como abraços, beijos, apertos de mão. Locais de trabalho e áreas comuns são desinfectadas e limpas no intervalo entre turnos ou sempre que há a designação de um trabalhador para ocupar o posto de trabalho de outro. Sanitário e vestiários recebem prioridade. Superfícies de contato frequente das mãos, como catracas, maçanetas, portas, corrimãos, botões de controle de equipamentos são limpas com grande frequência.

REFEIÇÕES

         Os trabalhadores que preparam e servem as refeições utilizam máscara cirúrgica e luvas, com rigorosa higiene das mãos. É proibido o compartilhamento de copos, pratos e talheres não higienizados, bem como qualquer outro utensílio de cozinha. As superfícies das mesas são lavadas e desinfectadas após cada utilização. Foi ampliado, nos refeitórios, o espaçamento entre as pessoas na fila, orientadas que sejam evitadas conversas.

            Foi ampliado o espaçamento entre as cadeiras para aumentar as distâncias interpessoais. Em muitas empresas tornou-se necessário aumentar o número de turnos em que as refeições são servidas: escalonou-se o horário para entrada nos refeitórios, de forma a reduzir o número de pessoas utilizando o espaço no mesmo tempo.

         As comissões internas de prevenção de acidentes (CIPA) se reúnem por meio de videoconferência. Os trabalhadores da saúde, como enfermeiros, auxiliares e médicos, recebem máscaras durante o atendimento, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, e equipamentos de proteção individual (EPIs) definidos para os riscos.

            No transporte dos trabalhadores são observadas as seguintes condições: ventilação natural dentro dos veículos através da abertura das janelas, distância segura entre trabalhadores e desinfecção regular entre os assentos e demais superfícies do interior do veículo que são mais frequentemente tocadas pelos trabalhadores. Os motoristas higienizam as mãos e o posto de trabalho, inclusive volantes e maçanetas do veículo.

            SETOR PUJANTE

            Em Santa Catarina a agroindústria de processamento de carne (aves e suínos) emprega diretamente 60 mil trabalhadores e, indiretamente, 480 mil pessoas. O abate e processamento industrial atinge 34.000 suínos/dia e 3 milhões de aves/dia. O Estado é o maior produtor de suínos e o 2º de aves no Brasil.  Também é o maior exportador das duas proteínas: responde por 57% das exportações de carne suína do Brasil e 28% da exportação nacional de carne de aves. Cerca de 70% das exportações catarinenses são sustentadas pela agroindústria. O setor representa 34% do PIB estadual. Entre integrados e cooperados são mais de 66.000 estabelecimentos rurais envolvidos.

Marina Itajaí conquista Certificado de Excelência no Tripadvisor

A Marina Itajaí, importante complexo náutico e turístico catarinense, acaba de receber o Certificado de Excelência no Tripadvisor 2019 pelas altas e positivas pontuações recebidas dos viajantes com frequência. Além de ser um espaço amplo e estruturado com capacidade para receber 355 embarcações, a Marina Itajaí se tornou um importante ponto turístico da região já que concentra renomados restaurantes da culinária nacional e internacional abertos ao público e uma área outdoor para passeios com vistas panorâmicas para a baía, para a cidade e para as embarcações. 

No Tripadvisor, a marina configura como uma das cinco principais atrações turísticas da região com base na avaliação dos usuários. 

“O Certificado de Excelência recebido por um dos maiores sites de viagens do mundo é um demonstrativo de nossa dedicação no desenvolvimento ao turismo náutico por meio de estrutura, serviços e atendimento de alta qualidade relacionados à náutica, lazer e bem-estar”, diz o diretor da Marina Itajaí, Carlos Oliveira.

“Ainda este ano pretendemos lançar outras novidades dentro do nosso planejamento de ampliação do complexo e, desta forma, teremos ainda mais atrações disponíveis tanto aos navegadores quanto aos turistas em geral”, anuncia.  

A Marina Itajaí está localizada no centro do município, perto de outras importantes atrações e cidades turísticas catarinenses. Além do acesso facilitado pelo mar, fica distante cerca de 10 minutos do aeroporto de Navegantes e de rodovias nacionais. 

Mais informações: www.marinaitajai.com  

Empresas têm até sexta-feira para solicitar patrocínio do CREA-SC

O prazos para as empresas entregarem os projetos para solicitação de apoio através da Política de Patrocínio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-SC) foi prorrogado até sexta-feira (29). Serão disponibilizados 20 patrocínios de R$ 10 mil e cinco patrocínios de R$ 20 mil.

Poderão participar entidades de classe, instituições de ensino superior cadastradas ou registradas no CREA-SC e pessoas jurídicas de direito público e privado. Os projetos inscritos serão analisados por um Comitê de Avaliação e, se aprovados, serão homologados pela diretoria e pelo plenário da entidade.

O apoio financeiro, que ao todo liberará R$ 300 mil, será destinado a projetos de cunho técnico-científico, alinhados aos princípios e diretrizes do Conselho. Para receber o patrocínio os projetos precisam promover a inovação, atualização e a geração de conhecimento das áreas da engenharia, agronomia e/ou geociências.

Clientes poderão provar calçados e acessórios no comércio de SC

A Federação das CDLs de Santa Catarina (FCDL/SC) anunciou na manhã desta terça-feira (26) que obteve junto ao governo do Estado a liberação para que os clientes possam provar calçados e acessórios antes das compras. A prática estava proibida em razão da pandemia da Covid-19 de acordo com o último decreto vigente. A prova de peças de roupas continua proibida. 

A entidade protocolou pedido junto ao governo estadual, que decidiu alterar o inciso I do artigo 8º da Portaria SES nº 257 de 21 de abril de 2020.

Segundo a entidade, a atividade pode acontecer mediante algumas regras de segurança sanitária. Os calçados devem ser protegidos por plástico filme - e, após experimentar a peça, a proteção deve ser trocada ou higienizada. A regra também vale para a prova de acessórios e bijuterias, que devem ser devidamente limpos após contato com consumidores.

"Essa é mais uma pequena vitória para o nosso setor. Estamos encontrando soluções para minimizar o impacto no difícil cenário atual. Precisamos nos adaptar à realidade, protegendo os lojistas, seus colaboradores e, acima de tudo, nossos clientes", explica o presidente da FCDL/SC, Ivan Tauffer.

Estudo europeu sobre a economia do mar de SC será apresentado nesta quarta-feira

Esta quarta-feira (27) será marcada pela apresentação do estudo ‘Oportunidades de negócios no mar Catarinense’, às 19h, com transmissão on-line diretamente de um estúdio na Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). O evento faria parte do Simpósio Internacional Economia Azul, transferido para 14 de abril de 2021 em virtude da pandemia de Covid-19. Realizada pela Confraria Náutica Europeia e Associação Náutica Brasileira (Acatmar), o webinar contará com o português Miguel Marques, auditor e consultor da Pricewaterhouse Coopers (PwC) e especialista em economia do mar. Ele mostrará os resultados da análise realizada pelo Centro de Excelência da PwC, entregando à sociedade catarinense a primeira edição do LEME – Barômetro PwC da Economia do  Mar (Santa Catarina).

O estudo servirá como ponto de partida para agregar valor ao segmento, gerando desenvolvimento às inesgotáveis possibilidades geradas pelo uso consciente dos recursos marítimos. O LEME traz informações quantitativas, traduzidas em índices provenientes pesquisas junto aos gestores de entidades de referência nos diversos subsetores que operam na economia do mar. As principais indústrias analisadas são: Transportes Marítimos, Portos, Logística e Expedição, Pesca, Aquicultura e Indústria do Pescado, Entretenimento, Desporto, Turismo e Cultura, entre outros. 

            Este estudo permitirá o acompanhamento da evolução destas atividades e, simultaneamente, possibilitar uma análise das tendências e das possíveis escolhas dos diversos agentes envolvidos.

O evento também terá a presença de membros da Confraria Náutica Europeia, da Marinha do Brasil e do Governo do Estado, com mediação da Acatmar. Para participar, basta fazer a inscrição pela plataforma www.inovaorg.com.br/economiaazul. O webinar também pode ser acompanhado nas redes sociais da entidade e do Simpósio Economia Azul.

Com pandemia, transporte aéreo de cargas cai mais que a metade

A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus atingiu também o mercado do transporte de cargas. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que o transporte de carga nos aeroportos brasileiros, em abril, caiu mais que a metade em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram 57 mil toneladas em abril último, 48% a menos que em abril de 2019, quando 109 mil toneladas foram transportadas.

Os números, considerados preocupantes, foram verificados a partir de abril, quando as medidas de distanciamento, como recurso de prevenção da doença, começaram a ser aplicadas no Brasil. “As medidas de distanciamento social resultaram em uma drástica redução no número de voos comerciais, o que acarretou quebra na oferta de transporte e aumento no valor de frete”, diz a CNI, em nota. O transporte aéreo concentra, em sua maioria, máquinas, aparelhos elétricos, aparelhos de imagem e som, bem como suas peças e acessórios. Esse tipo de carga correspondeu a 26% dos transportes em 2019.

Outros produtos muito transportados por aviões são reatores nucleares, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, representando 15% da carga transportada no ano passado. Produtos farmacêuticos, particularmente importantes nos dias de hoje, foram responsáveis por 14% do movimento em 2019. “São produtos essenciais para a indústria, seja para a venda de bens finais, seja para a entrega de insumos vinculados às cadeias globais de produção”, disse o gerente-executivo da CNI, Wagner Cardoso

redução drástica no número de voos comerciais que transportam passageiros interna e externamente também influenciou o resultado negativo. Isso porque dados dos últimos 12 meses mostram que as empresas aéreas de passageiros respondem por 64% do total de cargas transportadas no mercado internacional brasileiro e por 79% no mercado doméstico.

Mercado financeiro prevê queda de 5,89% na economia este ano

Publicado em 25/05/2020 - 09:04 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil - Brasília

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano chegou a 5,89%. Essa foi a décima quinta revisão seguida para a estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na semana passada, a previsão de queda estava em 5,12%.

A estimativa consta do boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

A previsão para o crescimento do PIB em 2021 passou de 3,20% para 3,50% e para 2022 e 2023 continua em 2,50%.

Dólar

A cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 5,40. Na semana passada, a previsão era R$ 5,28. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,03, contra R$ 5 da semana passada.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC continuam a reduzir a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela 11ª vez seguida, ao passar de 1,59% para 1,57%.

Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,20% para 3,14%. A previsão para os anos seguintes - 2022 e 2023 - não teve alterações e permanece em 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2,25% ao ano, a mesma previsão da semana passada.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3,29% ao ano. A previsão da semana passada era 3,50%. Para o fim de 2022, as instituições reduziram a previsão para a taxa anual de 5,25% para 5,13% e, para o fim de 2023, a estimativa segue em 6%.

INSS começa a pagar segunda parcela do 13º de aposentados

Publicado em 25/05/2020 - 09:29 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil - Brasília

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa hoje (25) a pagar o 13º de aposentados e pensionistas. O depósito da segunda parte desse abono anual será realizado entre esta segunda-feira e 5 de junho, conforme a tabela de pagamento de 2020. A antecipação do 13º é uma das medidas anunciadas pelo governo federal para o enfrentamento da pandemia da covid-19.

Para aqueles que recebem um salário mínimo, o depósito da antecipação será feito entre os dias 25 de maio e 5 de junho, de acordo com o número final do benefício, sem levar em conta o dígito verificador. Segurados com renda mensal acima do piso nacional terão seus pagamentos creditados entre os dias 1º e 5 de junho.

Segundo o Ministério da Economia, em todo o país, 35,8 milhões de pessoas receberão seus benefícios de maio. O INSS injetará na economia um total de R$ 71,5 bilhões. Desse total de pagamento referente a maio, 30,8 milhões de beneficiários receberão a segunda parcela do 13º, o equivalente a R$ 23,8 bilhões.

Por lei, tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário de aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Na hipótese de cessação programada do benefício, prevista antes de 31 de dezembro de 2020, será pago o valor proporcional do abono anual ao beneficiário. Nesta parcela, vale lembrar, é feito o desconto do Imposto de Renda (IR).

Aqueles que recebem benefícios assistenciais – Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC/LOAS) e Renda Mensal Vitalícia (RMV) – não têm direito ao abono anual.

Como saber qual é o dia do pagamento

Para saber o dia do pagamento, é preciso verificar o número do benefício. Cada benefício pago pelo INSS é composto por uma numeração única e segue um padrão de 10 dígitos no seguinte formato: Número do Benefício (NB): 999.999.999-9

O número a ser observado é o penúltimo algarismo. Além dessa informação, também é necessário observar se o benefício é de um salário mínimo ou mais.

Auxílio emergencial por três meses terá impacto de R$ 151,5 bilhões

A procura maior que o previsto pelo auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) elevou para R$ 151,5 bilhões a previsão de gasto com o benefício, disse  o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. A estimativa, no entanto, considera apenas o pagamento até a terceira parcela, não levando em conta uma possível prorrogação do auxílio.

O montante é 54,2% maior que a projeção inicial de R$ 98,2 bilhões anunciada pelo governo. Rodrigues disse que o governo poderá pagar novas parcelas, mas o valor nesse caso seria inferior aos R$ 600. “Estamos atentos para que o auxílio emergencial siga, mas adequado a cada momento, atendendo os vulneráveis, mas respeitando as limitações fiscais”, disse. “Chegaremos a uma solução intermediária sobre prosseguimento do auxílio emergencial.”

O secretário especial não confirmou se o benefício seria estendido por mais três meses, com parcelas de R$ 200. Rodrigues não mencionou valores. O secretário-executivo da pasta, Marcelo Guaranys, declarou que o auxílio emergencial custa mais que todas as despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo e que há limites fiscais.

Micro e pequenas empresas

Sobre o programa de financiamento às micro e pequenas empresas, cuja lei foi sancionada há dois dias pelo presidente Jair Bolsonaro, os dois secretários disseram que a regulamentação que permitirá o início efetivo dos empréstimos está para sair. “O programa está no forno. O processo está, na parte orçamentária, sendo endereçado e devemos anunciar nos próximos dias”, disse Rodrigues.

O governo pretende conceder crédito de R$ 15,9 bilhões por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Segundo Guaranys, o governo trabalha para operacionalizar o programa. “A equação de fazer o crédito chegar à ponta não é fácil de resolver”, disse. O secretário-executivo acrescentou que o aporte de recursos do Tesouro ao Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que cobrirá eventuais calotes das micro e pequenas empresas, sairá em breve.

O FGI é considerado essencial para destravar os empréstimos. Por causa da exigência de que o pequeno empresário ofereça garantias, como carro e imóveis, os empréstimos para socorrer os negócios afetados pela pandemia não estão saindo. As três linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciadas no fim de março para as micro e pequenas empresas emprestaram apenas R$ 6,54 bilhões de um orçamento de R$ 53 bilhões.

Rodrigues e Guaranys deram uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto para explicarem os impactos fiscais do pacote de ajuda aos estados e aos municípios afetados pela pandemia de coronavírus. Segundo a pasta, a medida custará R$ 125,8 bilhões à União e elevará o déficit primário do Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – para R$ 344,6 bilhões em 2020.

Receita inicia hoje consulta ao primeiro lote do Imposto de Renda

Desde às 9h de hoje (22), os contribuintes já podem fazer a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2020. Segundo a Receita Federal, o primeiro lote deve contemplar contribuintes idosos ou portadores de doenças graves.

Neste ano, o cronograma de restituições foi antecipado para maio e a quantidade de lotes reduzidos de sete para cinco. O pagamento do primeiro lote está programado para o dia 29 de maio, antes do fim do prazo de entrega das declarações, que vai até junho de 2020. A antecipação é uma iniciativa da Receita Federal para mitigar os efeitos econômicos da pandemia de covid-19.

O último lote tem pagamento previsto para 30 de setembro. No ano passado, as restituições começaram no dia 17 de junho e se estenderam até 16 de dezembro.

Outra mudança feita pela Receita Federal foi no dia em que a restituição é depositada na conta do contribuinte. Normalmente o crédito bancário ocorria no dia 15 de cada mês. Neste ano, o pagamento da restituição será realizado no último dia útil do mês.

O crédito bancário para 901.077 contribuintes do primeiro lote será realizado no dia 29 de maio, totalizando R$ 2 bilhões. O primeiro lote contempla contribuintes que tem prioridade legal, sendo 133.171 contribuintes idosos acima de 80 anos, 710.275 contribuintes entre 60 e 79 anos e 57.631 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

Como consultar

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza também um aplicativo para tablets smartphones que facilita a consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com o aplicativo é possível consultar, diretamente nas bases de dados da Receita Federal, informações sobre liberação das restituições do Imposto de Renda e a situação cadastral.

A restituição fica disponível no banco durante um ano. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento da Receita por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Confiança da indústria avança 2,4 pontos na prévia de maio

A prévia de maio do Índice de Confiança da Indústria cresceu 2,4 pontos em relação ao número consolidado de abril, quando houve forte retração devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Com isso, o indicador chega a 60,6 pontos em uma escala de zero a 200.

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a leve alta é resultado de uma reavaliação dos empresários em relação ao futuro. O Índice de Expectativas cresceu 4,6 pontos, indo para 54,2 pontos, o que seria uma devolução de 10% da perda sofrida em abril.

O Índice de Situação Atual aponta estabilidade, passando de 67,4 pontos, para 67,7.

O resultado preliminar de maio indica recuperação de 3,7 pontos percentuais do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria, para 61%, ainda se mantendo em patamar muito baixo em termos históricos.

Coronavírus em SC: STF confirma que empresas precisam seguir determinação do Estado e oferecer máscaras a funcionários

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que empresas não podem contrariar determinações do Estado de Santa Catarina sobre medidas preventivas de combate ao novo coronavírus, uma vez que os entes federados têm competência para adoção de medidas que salvaguardam a saúde pública da população.

Essa foi a tese defendida pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) em ação movida por empresas prestadoras de serviço de limpeza que questionavam judicialmente portaria da Secretaria de Estado da Saúde. A norma estadual, defendida pela Procuradoria em atenção à saúde da população catarinense e também dos trabalhadores das empresas, obriga que os empregados dos serviços autorizados a funcionar em Santa Catarina utilizem máscaras durante todo o turno.

As empresas ingressaram com ação na Comarca da Capital alegando que estariam sendo prejudicadas pela portaria. Segundo elas, o fornecimento de máscaras aos funcionários estava gerando prejuízos e as empresas não teriam “condições de cumprirem tais determinações da portaria, seja pela escassez de produtos no mercado, seja pelos danos colaterais econômicos que a pandemia está gerando nas mesmas”.

Em primeira instância, o pedido para interrupção do fornecimento de máscaras foi negado. As empresas, então, recorreram ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que, novamente, não atendeu às argumentações da empresa, ressaltando que cabe à administração pública assegurar o direito à saúde e que a portaria tem como objetivo diminuir o contágio da doença.

“Não se vislumbra, em cognição sumária, ilegalidade na obrigação do fornecimento de máscaras para os seus empregados, uma vez que isto constitui medida de segurança à saúde no ambiente de trabalho, sendo uma responsabilidade inerente ao empregador”, destacou o TJSC.

Inconformadas, as empresas recorreram ao STF, reclamando que a portaria da Saúde supostamente contrariava decisão do dia 8 de abril do ministro Alexandre de Moraes, na ação que discutia se estados e municípios poderiam adotar medidas contra a pandemia (ADPF 672). Essa argumentação não foi admitida pelo ministro Luiz Fux que julgou liminarmente improcedente o pedido das empresas.

Para Fux, quando o STF analisou a possibilidade de que estados e municípios criassem normas específicas para conter o avanço da doença confirmou que há “competência concorrente entre os todos os entes federados para a adoção de medidas para a preservação da saúde pública e para o combate à pandemia da Covid-19”. Dessa forma, a Justiça considerou válidas as determinações da portaria do Estado e as empresas devem fornecer máscaras aos funcionários.

Atuou na ação o procurador do Estado Ivan S. Thiago de Carvalho.

Coronavírus em SC: Governador e presidente da Fecam debatem estratégias para combate à pandemia

O governador Carlos Moisés recebeu representantes da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) para um encontro de aproximação na tarde desta terça-feira, 19, na Casa D´Agronômica. Na reunião, tanto o presidente Saulo Sperotto, prefeito de Caçador, quanto o 1º vice-presidente Orildo Severgnini, prefeito de Major Vieira, defenderam a ampliação do diálogo para a construção de estratégias do combate à Covid-19 em Santa Catarina. Nesse sentido, o Governo do Estado se comprometeu a apresentar aos prefeitos, nos próximos dias, uma ferramenta que analisa a situação da pandemia de maneira regionalizada, o que ajudará na tomada e compartilhamento de decisões dos entes públicos.

“Vamos mostrar essa ferramenta de controle epidemiológico com os dados que serão transferidos de maneira muito transparente para os municípios, para que eles possam olhar a situação nas suas regiões. Nada melhor que a Fecam para estar conosco nessa batalha de enfrentamento à pandemia. É preciso unir as forças e, com as ferramentas que o Governo disponibiliza, a tomada de decisões pode ser a mais cirúrgica possível”, afirmou o governador após o encontro.

Na avaliação do presidente Saulo Sperotto, a interação entre os entes estadual e municipal é fundamental para que os prefeitos tenham à disposição a melhor informação possível na hora de tomar uma decisão.

“Os municípios catarinenses precisam das informações, com dados técnicos e a orientação sanitária do Governo do Estado. Essa integração com o Poder Executivo estadual e os prefeitos é essencial no combate à pandemia. Também é necessário que se passe as atribuições aos municípios para que eles possam cuidar de toda a sua população”.

O vice-presidente Orildo Severgnini afirmou que a união é fundamental para que Santa Catarina supere mais essa adversidade. Ele lembrou que já foi recebido pelo governador Carlos Moisés em oito oportunidades nos últimos 15 meses e que a reunião foi importante para ampliar o alinhamento com as prefeituras.

“Estamos todos no mesmo barco. Todos somos catarinenses e nos colocamos à disposição do Governo lá no interior, seja para contribuir com a questão da pandemia ou da estiagem. Somos parceiros em todas as dificuldades e vamos enfrentar juntos”, afirmou Severgnini.

Durante a reunião, a Fecam ainda apresentou ao governador a proposta de criação de um grupo de trabalho para debater o retorno das aulas, com a criação de um protocolo. Segundo os dirigentes municipais, não se trata de um pedido de volta imediata, mas para que todos estejam preparados quando ocorrer o retorno.

A Fecam apresentou ainda a proposta de aplicação de R$ 35 milhões referentes à suspensão de uma dívida do BNDES na rede hospitalar. O governador irá analisar o pedido. Também participaram do encontro o chefe da Casa Civil, Amândio João da Silva Júnior, o diretor-executivo da Fecam, Rui Braun, e a assessora jurídica da federação, Juliana Plácido.

Santa Catarina bate recorde na exportação de soja nos quatro primeiros meses do ano

O agronegócio catarinense comemora recordes na exportação de soja. Os embarques no primeiro quadrimestre de 2020 somaram mais de 815 mil toneladas, o maior volume dos últimos 10 anos. A China é o principal destino da produção catarinense, responsável por mais de 80% das compras. As informações foram divulgadas no Boletim Agropecuário deste mês, publicado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

"Embora a estiagem esteja causando grande problemas ao agronegócio catarinense, a soja foi uma das culturas que sofreu o menor impacto e tivemos uma produção dentro da normalidade. O volume exportado é o maior dos últimos 10 anos com 815 mil toneladas embarcadas, isso representa quase 35% do nosso volume de produção", destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural em exercício, Ricardo Miotto.

Entre os meses de janeiro e abril deste ano, as exportações de soja geraram um faturamento de US$ 298,2 milhões, um crescimento de 51% em relação ao mesmo período de 2019. A principal rota de embarques do produto é via Porto de São Francisco do Sul.

Preço

Em Santa Catarina, os preços apresentaram uma alta de 5,69% em relação ao mês de março e alta de 24,18% se comparado com abril de 2019. Entre os fatores que influenciaram a alta estão o dólar em elevação e a demanda do mercado chinês.
O secretário em exercício explica ainda que embora o preço pago ao produtor esteja alto, com valores superiores a R$100, os produtores tiveram um aumento nos custos de produção, já que os insumos utilizados nas lavouras também sofrem alterações de acordo com o câmbio.

Safra 2019/20

Os produtores catarinenses esperam colher 2,31 milhões de toneladas de soja na safra 2019/20, em 687,1 mil hectares plantados. Santa Catarina tem mais de 97% das lavouras colhidas, faltando apenas algumas áreas nas regiões Campos de Lages, São Miguel do Oeste e Ituporanga .

A falta de chuva nas regiões de Curitibanos, Campos Novos e Campos de Lages, principalmente em janeiro e fevereiro de 2020, causou impacto no rendimento das lavouras. Em alguns casos, foi observada uma redução de até 20% na produtividade.

Itajaí pode iniciar operações com veículos no próximo sábado, 09

A APM Terminals Itajaí pode operar no sábado, 09, uma escala teste para importações de carros da General Motors que foram embarcados no México. A superintendência do Porto de Itajaí ainda não se manifestou sobre a operação. No entanto, segundo informações extraoficiais, serão desembarcados na cidade aproximadamente mil automóveis de alto valor agregado. Entre eles o modelo Camaro.

A vinda dessas operações para Santa Catarina vem sendo negociada já há certo tempo pelo Governo do Estado, que trata o tema com certo sigilo. No entanto, sabe-se já que são importações que até então entravam no País pelo porto de Rio Grande e foram transferidas para o SC devido aos incentivos ficais oferecidos. O fato da APM Group, controlador da APM Terminals Itajaí operar carros da GM em outros portos do mundo, também teria pesado na escolha por Itajaí.

O Estado não informou o valor que essas importações devem gerar em impostos após o período de vigência dos incentivos fiscais, mas acredita-se que somente em ICMS os valores arrecadados devem ultrapassar 13 dígitos até 2021.

Pendências

Já está definido que as operações serão realizadas no berço 3 pela APM Terminals, que também vem sondando junto ao mercado imobiliário a possibilidade da locação de áreas para serem utilizadas para armazenagem de veículos próximas ao porto. A definição deve ocorrer ainda nesta semana.

Outras pendências são relacionadas aos acertos com a mão de obra. Já estão definidas as composições das equipes, mas ainda não estão definidos os valores a serem pagos aos trabalhadores. Essa definição deve ocorrer até a quinta-feira.

A atracação do navio que trará os veículos para Itajaí também não consta nos sites do porto e nem da praticagem.

Porto de Itajaí se manifesta

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que a primeira atracação deve ocorrer no berço 2 e, as seguintes, aí sim no berço 3, inaugurado em dezembro do ano passado. Isso porque ainda falta a colocação de dois jogos de cabeços no cais, o que deve ocorrer em junho. Com relação a armazenagem, os veículos deverão ficar em área do porto, denominado Recinto Alfandegado Contíguo.

Também há possibilidade de atrasos na escala, uma vez que entre o México e Itajaí, o navio atracou na Argentina.

Troca de Ministros: diretor-Geral do Dnit pode substituir Maurício Quintella no Ministério dos Transportes

Ainda não é oficial, mas corre nos bastidores do Palácio do Planalto que o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Casimiro Silveira, será o novo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, em substituição a Maurício Quintella, que entrega o cargo nos próximos dias para concorrer às eleições deste ano.

Quintella e Silveira se reunirão na tarde de hoje com o ex-deputado Valdemar Costa Neto, todos do PR, e com o presidente Michel Temer, segundo informou a Reuters.

Extensão do contrato da APM Terminals sem data para acontecer

Mais uma vez fatores externos adiam a assinatura da extensão do contrato de arrendamento do terminal de contêineres do Porto de Itajaí à APM Terminals. O Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou que pretende aguardar o desfecho do inquérito que investiga a relação entre o presidente Michel Temer e os terminais portuários para se manifestar sobre a legalidade do Decreto 9.048/17, publicado em 10 de maio do ano passado, que alterou as regras do setor.

Até lá, várias empresas ficarão impedidas de ajustar seus contratos à nova legislação e, consequentemente, de tirar do papel investimentos estimados em R$ 13 bilhões. Somente a AMP Terminals deve investir cerca de R$ 400 milhões no porto de Itajaí após a renovação de seu contrato. Recursos cruciais para o desenvolvimento da atividade portuária na cidade.

A justificativa é a preocupação do TCU em não contaminar o ambiente político, sobretudo diante das crescentes especulações sobre uma suposta nova denúncia contra o presidente da República. Temer é suspeito de ter atuado para beneficiar empresas do setor com a elaboração do Decreto 9.048/17.

O decreto abriu um prazo de 180 dias para que as empresas interessadas em aderir às mudanças se manifestassem. Em seguida, os contratos seriam alterados para que ficassem alinhados às novas regras. Quase 200 empresas se manifestaram, entre elas, a APM Terminals, para a renovação antecipada de seu contrato em Itajaí.

 

Porto cobra pela utilização da área do ferry-boat em Itajaí

Enquanto a Secretaria Nacional de Portos (SNP) define a nova poligonal do Porto Organizado de Itajaí, a Autoridade Portuária vem, desde o ano passado, tentando cobrar da empresa NGI Sul, que administra a travessia do Rio Itajaí-Açu por meio dos ferry-boats, de R$ 20 mil por mês. A alegação da Superintendência do Portos de Itajaí é que as instalações da empesa – terminal de passageiros e áreas de acesso para veículos – estão dentro da poligonal que delimita a área portuária. Portanto, áreas de responsabilidade do porto.

No entanto, a NGI Sul já solicitou oficialmente à SNP que a área que ocupa seja excluída da chamada poligonal. Agora cabe à Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) se manifestar sobre a cobrança. O que a NGI Sul busca esclarecer é se há fundamento legal na cobrança de uma taxa mensal por parte do Porto de Itajaí.

Ao dar seu parecer, a Antaq deve levar em consideração o fato da empresa operar na área do Porto Organizado, bem como os investimentos feitos pela NGI Sul – na época Empresa de Navegação Santa Catarina – na primeira etapa das obras do Terminal de Passageiros de Itajaí e na reurbanização dos passeios da Avenida Prefeito Paulo Bauer. Enquanto aguarda a Antaq se manifestar, a empresa não faz os pagamentos.

Situação do mercado europeu para carnes brasileiras ainda é preocupante

Embora a Ásia seja o principal mercado para as exportações brasileiras de proteína animal, a situação do mercado europeu, com embargos da Rússia às carnes brasileiras, preocupa o setor produtivo. Aliado a isso, a adulteração de exames de sanidade feitos pela gigante BR Foods – a exemplo do que ocorreu no ano passado – pode gerar um novo efeito “carne fraca” e impactar significativamente nas vendas das aves brasileiras no mercado externo.

Segundo números do comércio exterior brasileiro, enquanto as cargas secas tiveram crescimento de 10,5% em comparação com o mesmo período de 2016, as refrigeradas registraram alta de 8,3% na mesma base de comparação. A expectativa é de que esses índices se mantenham no decorrer do ano, se levada em consideração a retomada do mercado russo e o não comprometimento nas exportações de aves.

No terceiro trimestre de ano passado a Europa e Ásia foram os mercados que sustentaram a exportação de carga refrigerada do Brasil, com crescimento de 5,4% e 19,3%, respectivamente. Tendência que deve se manter em 2018. As exportações para a África caíram 0,9% no quarto trimestre de 2017 e para o Oriente Médio cresceram apenas 0,7%.

Outro problema que, certamente, vai impactar negativamente nas exportações brasileiras de proteína animal no primeiro semestre deste ano é falta de reposição de contêineres reefer.

 

 

Importações cresceram 16,9% no final do ano passado e deve estabilizar em 4,6% em 2018

A empresa armadora Maersk Line comemora o impacto da Copa do Mundo no aumento das importações, que no último trimestre do ano passado chegou a 16,9%, de acordo com o Trade Report da A.P. Moller-Maersk. Esse avanço foi puxado pelo aumento nas aquisições de insumos pela Zona Franca de Manaus, que continua em plena produção no início de 2018, porém, em ritmo não tão intenso, e distribuídos em todo o país.

O diretor de Trade e Marketing da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, João Momesso, diz que a paixão do brasileiro pelo futebol, aliado a gradativa recuperação da economia e ao otimismo, que vem se intensificando desde o segundo semestre do ano passado, foram cruciais para esse resultado. Do volume importado em outubro, novembro e dezembro, a maior fatia, de 52%, ficou para a região Sudeste. As regiões Sul, Nordeste e Norte responderam por 37%, 7% e 4%, respectivamente.

Segundo o executivo, com o evento esportivo o brasileiro não só antecipa a aquisição do novo aparelho de TV, mas também adquire eletrodomésticos como ventiladores, aparelhos de ar condicionado, entre outros itens que agregam conforto aos lares. Isso gera uma expectativa de um aumento nas importações brasileiras na ordem de 4,6%. O índice parece pouco significativo se comparado aos 16,9% dos últimos três meses de 2017, mas sinaliza para a retomada gradativa da economia.

Confirmado atraso de três meses nas obras da nova bacia de evolução de Itajaí

Com a assinatura de um aditivo de R$ 26 milhões para os novos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí, pelo governador Eduardo Pinho Moreira na manhã desta quinta-feira, 08, as obras da nova bacia de evolução retomam ao normal. No entanto, a conclusão, que era prevista para abril, deverá ocorrer apenas no segundo semestre. O atraso de três meses na entrega é decorrente da desaceleração das obras, decorrente da indefinição na liberação dos recursos por parte do governo do Estado. O processo ficou por mais de quatro meses com o então governador Raimundo Colombo, que deixou o cargo no mês passado sem assinar o aditivo.

De abril, a previsão de conclusão passou para o mês de julho. Além da conclusão das obras, a Autoridade Portuária de Itajaí precisa licitar a sinalização e balizamento dos novos acessos e também as simulações da praticagem com o novo modelo, já que os navios terão que fazer parte do trajeto de ré. O diretor Técnico do Porto de Itajaí, André Pimentel, informa que o projeto de sinalização e balizamento já foi protocolado na Marinha para, depois de autorizado pela Autoridade Marítima, o edital ser elaborado e publicado. Com relação às simulações, o processo licitatório está bem adiantado e o edital deve ser publicado em breve.

Município já perde escalas com limitações operacionais

Após concluída a obra deve ampliar a capacidade operacional do Complexo Portuário do Itajaí, que hoje opera navios de no máximo 305 metros de comprimento, para cargueiros de até 336 metros. Só que, como muitos armadores operam navios de 336 metros em suas rotas, os terminais que compõem o Complexo estão perdendo escalas. Exemplo disso é a APM Terminals Itajaí com o serviço Ásia, que recebe escalas quinzenais, enquanto em outros portos elas são mensais. Isso ocorre porque muitos navios do serviço já têm 336 metros e estão impossibilitados de manobrar em Itajaí. Inclusive, a APMT negociou a retomada da linha Ásia, em setembro do ano passado, levando em conta a entrega da bacia de evolução em abril.

Seis dos 13 navios que operam o serviço têm mais de 306 metros de comprimento e não entram hoje no terminal. Por isso a linha, que deveria ser semanal, opera hoje de 15 em 15 dias. Com o TUP Portonave, em Navegantes, não é diferente. O terminal também perde escalas pelas limitações operacionais do Complexo.

Incêndio interrompe rota de navio da Maersk

Incêndio ocorrido no navio de contêineres Maersk Honam, enquanto navegava no Oceano Índico na noite de ontem (horário do Brasil). Até agora foi registrada uma morte e quatro pessoas ainda estão desaparecidas. Os demais tripulantes foram encaminhados para Sri Lanka a bordo de um navio que prestou socorro. O navio partiu de Singapura e navegava em direção ao canal de Suez.

Segundo informou o armador, a embarcação Maersk Honam relatou um sério incêndio no comando e, não obtendo êxito nos seus esforços de combate a incêndios, a tripulação enviou sinais de socorro. O cargueiro foi evacuado devido à gravidade do incêndio.

O navio transportava 7,86 mil contêineres, correspondendo a 12,42 mil TEUs. A causa do incêndio ainda é desconhecida.

O navio Maersk Honam foi construído em 2017, tem 353 metros de comprimento e capacidade nominal de 15,26 mil TEUs.

 

Porto Itapoá inaugura área de 60 mil m²

A última autorização necessária para que o TUP Porto Itapoá inicie as operações de sua área adicional, de 60 mil m², foi publicada na edição de segunda-feira, 05, no Diário Oficial da União. Com o adensamento da nova área, o pátio de contêineres do TUP passa a ter 210 mil m², com capacidade estática de 18 mil contêineres.

Com todas as licenças relativas às obras de expansão concedidas, já foi dado início às movimentações para preenchimento da nova área, com a transferência de cerca de 4 mil contêineres, o que abre na área primária e agrega agilidade nas operações.

No entanto, as obras de expansão continuam até maio, quando devem estar finalizados mais 40 mil m² de pátio e 170 metros de píer, que passará a ter 800 metros de comprimento. Com isso, ainda neste ano o TUP terá capacidade de movimentação de 1,2 milhão de TEUs/ano.


Porto se manifesta com relação a multa de milionária

Com relação a multa de R$ 1,72 milhão dada ontem ao porto de Itajaí pelo juiz Charles Jacob Giacomini, da 3ª Vara Federal, o advogado Thiago Gazaniga, lotado na Assessoria Jurídica do porto, diz que a decisão não é definitiva e será objeto de recurso para o Tribunal Regional da 4ª Região.

A multa corresponde a 10% do valor inicial da causa movida por cinco colônias de pescadores de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes e Penha contra o porto – por entenderem que a dragagem de manutenção dos acessos aquaviários trouxe danos ambientais e prejuízo à atividade pesqueira – e deve ser paga 30 dias após esgotar a possibilidade de recursos, e o dinheiro será revertido aos pescadores que são autores da ação.

O advogado também não concorda com o entendimento do magistrado, de que a Autoridade Portuária tenha criado dificuldades para a conciliação e praticado, inclusive, “ato atentatório à dignidade da Justiça", por descumprir ordem judicial e causar "embaraço à sua efetivação”.

“Com o devido respeito à interpretação conferida pelo no Juízo no caso, a Superintendência do Porto de Itajaí se fez representar nas audiências. O que acabou sendo caracterizado como passível de penalização foi a impossibilidade de evoluir nas tratativas de acordo em razão de uma decisão firme no sentido de não celebrar acordo parcial em relação à matéria debatida nos autos”, informou o advogado.

 

Justiça Federal multa Porto de Itajaí em R$ 1,72 milhão

A ausência de representantes da Superintendência do Porto de Itajaí com poder de negociar acordo de conciliação em três audiência de conciliação da Justiça Federal redeu uma multa de R$ 1,72 milhão para o porto. Tratava-se de audiências relacionadas a ação movida por pescadores artesanais, na qual alegam que a dragagem de manutenção dos acessos aquaviários trouxe danos ambientais e prejuízo à atividade pesqueira. O processo já corre desde 2011, em nome de cinco colônias de pescadores de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes e Penha.

A Justiça Federal vem tentando acordo desde o ano passado. Inclusive, foram realizadas três audiências conciliatórias foram convocadas no período de um ano, Em todas os representantes da Superintendência do Porto de Itajaí compareceram. No entanto, afirmaram não ter poderes para negociar em nome da autarquia. Para o juiz Charles Jacob Giacomini, da 3ª Vara Federal de Itajaí, a Autoridade Portuária criou dificuldades e praticou “ato atentatório à dignidade da Justiça", por descumprir ordem judicial e causar "embaraço à sua efetivação”.

Na decisão, o juiz esclarece que a conciliação não é obrigatória, mas recomendada pelo atual Código de Processo Civil _ e a recusa à realização de acordo deveria ocorrer de forma clara. “O comportamento da entidade portuária é especialmente reprovável pela negação do papel comunitário que o porto deve assumir na região em que se instala, na medida em que toda a comunidade local sofre os impactos da existência de sua estrutura, o que é sentido de modo especial pela comunidade de pescadores”, considerou.

A multa corresponde a 10% do valor inicial da causa. Deve ser paga 30 dias após esgotar a possibilidade de recursos, e o dinheiro será revertido aos pescadores que são autores da ação.

As entidades questionam o licenciamento ambiental da dragagem, a sinalização da área de trabalho das dragas e os dois locais escolhidos como bota-foras, um deles em frente à Praia Brava e outro na direção de Navegantes. As cinco colônias têm cerca de 3 mil famílias associadas.

Procurado via WhatsApp, o advogado Fábio da Veiga, do Porto de Itajaí, não se manifestou sobre o assunto. Segundo o assessor de comunicação social Luciano Sens, cabe recurso à decisão.

Governo do Estado autoriza aditivo de R$ 25 milhões para a bacia de evolução de Itajaí

Tem desfecho mais um capítulo das obras dos novos acessos ao Complexo Portuário do Itajaí – que englobam uma nova bacia de evolução e o alargamento dos canais de acesso. A assinatura de aditivo no valor de R$ 25 milhões pelo governador Eduardo Pinho e o secretário de Estado da Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro, está agendada para a quinta-feira, 08, na Marina Itajaí. Com isso terão andamento as obras, que seguiam a passos lentos.

O aditivo aguardava a assinatura do então governador Raimundo Colombo desde meados do segundo semestre do ano passado, o que não ocorria, inclusive com a possibilidade da construtora contratada, a Triunfo, paralisar as obras. E nem sequer havia uma justificativa por parte do governo. Com a verba extra, o investimento total do Governo do Estado sobe para R$ 128 milhões. A obra é crucial para a competitividade dos portos que e terminais que formam o complexo, que já perdem escalas devido às limitações na infraestrutura aquaviária. A expectativa, agora, é pela retomada no ritmo de trabalho.

A nova bacia de evolução é a área de manobras, e abrirá espaço para navios maiores e mais carregados no Complexo Portuário do Itajaí, que inclui os portos de Itajaí e Navegantes. A primeira etapa, custeada integralmente pelo Governo do Estado, possibilitará a operação de embarcações de até 335 metros de comprimento. Após a segunda etapa, que ainda depende de recursos federais, o limite sobe para 366 metros.

No momento, 83% da primeira fase da obra está concluída.

Grupo Poly arremata o Terminal de Cargas do Aeroporto de Navegantes em pregão da Infraero

O Grupo Poly, controlador do Poly Terminais, no Complexo Portuário do Itajaí; e com operações nos terminais de carga aérea internacional nos aeroportos de Curitiba, Goiânia, Recife, São José dos Campos e Vitória, arrematou ontem pelo valor de R$ 993 mil mensais as operações do Terminal de Cargas (Teca) do Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes. Além do custo mensal, há previsão de investimentos de R$ 22, 9 milhões para ampliação do Teca Navegantes. A concessão é por 25 anos, o que somará perto de R$ 297 milhões pagos à Infraero pela operação do terminal até o fim do contrato, além dos investimentos em infraestrutura.

A proposta foi feita pela PAC Logística e Hangaragem, empresa controlada pelo grupo, e apresentou ágio de 65% sobre o valor mínimo estabelecido pela Infraero. O arremate agora vai para a fase de análise dos documentos e somente depois disso abre a fase de recursos. Só depois disso é que a empresa será oficialmente declarada vencedora. Quatro empresas apresentaram propostas no pregão, por isso não há ainda prazo previsto para a assinatura do contrato.

Esta foi a segunda vez que a Infraero lançou a licitação para o terminal de cargas. Na primeira, em junho, não houve interessados. Diante disso, a empresa alterou alguns itens do edital para torná-lo mais atrativo. O prazo para benfeitorias passou de 12 para 36 meses e o percentual de repasse das receitas vindas de cargas aéreas foi reduzido de 67% para 50%. O valor de investimento também reduziu, de R$ 38 milhões para R$ 22,9 milhões.

A Pac Logística e Hangaragem (Pac Log) já opera mais de 100 mil toneladas de cargas aéreas ao ano, especialmente perecíveis, eletrônicos, produtos perigosos, químicos e fármacos _ que respondem também pela maior fatia das cargas em Navegantes. O Teca Navegantes é o mais movimentado entre os aeroportos de Santa Catarina. No ano passado, operou R$ 14,7 milhões em cargas de importação e exportação.

Retomada dragagem no Complexo Portuário do Itajaí

 

Está prevista para abril a conclusão dos serviços de dragagem de estabelecimento da cota de -14 metros nos canais de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí. Os serviços foram contratados pela União – Secretaria Nacional de Portos, ligada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil – à DTA Engenharia em janeiro do ano passado, pelo valor de R$ 38,8 milhões, e já deveriam estar concluídos.

Inclusive a dragagem foi paralisada em outubro de 2017 porque o objeto do contrato teria sido atingido. No entanto, levantamentos batimétricos comprovaram que a profundidade não foi atingida em alguns pontos e os serviços precisam ser retomados. A conclusão deverá levar cerca de 50 dias.

Segundo o superintendente Marcelo Werner Salles, no ano passado o Complexo Portuário registrou ganhos operacionais que refletiram as boas condições de segurança de navegabilidade. No entanto, o impacto da não conclusão dos serviços já foi sentido pelos operadores.

A empresa responsável pelos serviços informa que a dragagem será retomada pela bacia de evolução, passará pelos berços de atracação, na APMT (berços 1 e 2), TUP Portonave (berços 1,2 e 3), seguindo para o canal externo.

De acordo com informações da equipe de Gerência de Dragagem da DTA, entre abril e outubro do ano passado, em volume, foram dragados cerca de 2,18 milhões de metros cúbicos e até o final do contrato que está em vigor, estima-se que o volume de sedimentos se aproxime de 3,5 milhões de metros cúbicos.

Complexo Portuário inicia o ano com movimentação em queda

O Complexo Portuário do Itajaí encerrou o primeiro mês do ano com recuo de 6% na movimentação de cargas. Em janeiro foram registrados ao todo 87 atracações, sendo 23 escalas na APM Terminals, 58 atracações no terminal de uso privado (TUP) Portonave, em Navegantes, e seis atracações nos terminais a montante e no píer da Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí.

A movimentação de cargas somou 943.631 toneladas, sendo 152,27 mil toneladas na margem direita, com retração de 14%, e 770,58 mil toneladas na Portonave. O recuo verificado na margem esquerda foi de 7%. Em TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o Complexo operou 85,34 mil, com retração de 6%. A APM Terminals movimentou 13,88 mil TEUs na margem direita, 17% abaixo dos números registrados em janeiro do ano passado; e, em Navegantes, o TUP embarcou e desembarcou 71,45 mil TEUs, com retração de 4%.

Os resultados de janeiro, abaixo das mais conservadoras projeções, foi impacto do bloqueio na compra de carnes de frango congelado e de suínos feito pela Rússia, desde novembro de 2017. As importações por esses mercados continuam paradas, o que resultou numa queda nos embarques das cargas frigorificadas (Reefer). A expectativa é de que embate seja resolvido em breve, pois se trata de procedimentos comerciais entre países quanto a questões de valores nas compras dos produtos. No entanto, o número de escalas vem sendo mantido mediante o último semestre e início deste ano e oscila entre 80 a 90 atracações/mês.

Otimismo - Para o Superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, apesar dos pouco animadores resultados verificados em janeiro, há uma boa expectativa de crescimento nas operações a partir de fevereiro e março, principalmente na margem direita. O otimismo de Salles é justificado pelo início de três novos serviços operados pela APM Terminals na margem direita, em fevereiro, o que deve dobrar a movimentação. Outro serviço, com destino à Ásia - que é um grande mercado para a produção brasileira, principalmente de carnes – também teve início no TUP Portonave, o que deve alavancar as operações da margem esquerda. Salles espera operar em março nos mesmos patamares de três anos atrás, 2015, quando a APMT movimentava 20 mil contêineres por mês.

Antaq autoriza Porto a vender terreno do CIS

A Antaq autorizou à Superintendência do Porto de Itajaí vender à Prefeitura de Itajaí o terreno de propriedade do porto, na margem da Avenida Adolfo Konder, onde foi edificado o Centro Integrado de Saúde (CIS), no bairro São Vicente. O terreno tem a área de 26 mil metros quadrados e foi avaliado em R$ 19 milhões. Será pago pelo município em 36 parcelas mensais e o prefeito Volnei Morastoni assegura que os recursos serão investidos em melhorias na infraestrutura do Porto Público.

Porto de Itajaí cria nova tarifa

O Porto de Itajaí poderá, em breve, iniciar a cobrança de mais uma tarifa como forma de incrementar sua receita. A afirmação foi do prefeito Volnei Morastoni, que retornou de Brasília na quinta-feira, 08, otimista com a posição da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) com relação ao tema. O trabalho de revisão tarifária feito pelo porto deve incrementar a arrecadação decorrente das tarifas de armazenagem, que foi de R$ 42 milhões no ano de 2008 e caiu para R$ 70 mil em 2016. Com essa nova tarifa em vigor os gestores do porto esperam equilibrar as contar públicas.

Os estudos que justificam a nova tarifa foram elaborados com base em levantamento feito pela Antaq em 2016, quando o então superintendente Antonio Ayres dos Santos Jr alegou que, como as receitas de armazenagem são ínfimas – porque a carga que vem pro porto público acaba indo para estações aduaneiras e TUPS – havia necessidade de criar uma nova tarifa para compensar a saída dessas cargas.

Baseados nisso, o corpo técnico do porto fez um levantamento junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) que deu uma visão de mais de vinte anos da atividade de comercio exterior em Itajaí: tipo de carga, percentuais de exportação e importação, valor médio da carga de importação.

Com esses dados foi feito uma média em relação a capacidade estática do porto e a ideia agora é que o operador portuário possa a requisitar praças dentro da área primária e pague por elas.

Conforme o superintendente Marcelo Salles exemplificou em entrevista publicada na edição de janeiro da Revista Portuária – Economia & Negócios, se um operador solicitar uma área para armazenar 200 contêineres por 30 dias, em função da sua demanda, vai pagar pelos 200 contêineres, independente se é contêiner vazio, de exportação ou de importação. A tarifa proposta por contêiner de 20 pés é de R$ 235,00 por dia

Essa cobrança passará a garantir ao porto uma receita adicional de R$ 2 milhões por mês se a área de armazenagem for ocupada em sua totalidade e ainda fomentará os operadores como um todo, porque os TUPs e demais pré-qualificados poderão ter uma área de operações dentro do porto público.

APMT anuncia três novos serviços na margem direita

A APM Terminals Itajaí, empresa arrendatária do terminal de contêineres do Porto de Itajaí anunciou nesta sexta-feira, 09, a reconquista de mais três serviços para a margem direita do Complexo Portuário do Itajaí. Segundo o superintendente da APM Terminals Brasil, Ricardo Arten, esses serviços devem dobrar a movimentação da APM Terminals, ou seja, os 18 mil TEUs/mês que a APM operava até janeiro, devem chegar a 36 mil TEUs a partir de março. Para o município, o Imposto Sobre Serviço que a APMT recolhe, de R$ 2 milhões, deve chegar a R$ 4 milhões/mês.

O primeiro serviço é do armador nacional Log In, que opera cabotagem na costa brasileira e transbordo de cargas provenientes da Argentina e Uruguai, ou seja, faz a distribuição das cargas oriundas do Mercosul que ficam concentradas em Itajaí.

O segundo serviço é o Brazex - operado pelo armador CMA-CGM, Melfi, Maersk Line e Sealand – com destino ao Caribe, Colômbia, Jamaica e Estados Unidos. A expectativa da APMT é de que esse serviço escoe uma parcela significativa da produção catarinense, com ênfase para as carnes congeladas e madeira.

O terceiro serviço que retornou a APMT é o Samwaf, ligando Itajaí à África. É operado pelos armadores CMA-CGM, NileDutch, Safmarine, MAresk Line, Hapag Lloyd e Hamburg Sud e deve movimentar cerca de mil contêineres – 2 mil TEUs – por escala.

A expectativa de Arten é de que esses serviços, juntamente com a Linha Ásia, que retornou à APMT em outubro do ano passado, alavanquem as operações da empresa, que hoje representam uma fatia de pouco mais de20% da movimentação do complexo portuário. Os 80% restante continuam sendo movimentados pela Portonave, que operava os três serviços desde 2015.

Vantagens competitivas

Para trazer essas rotas novamente para Itajaí a APMT ofereceu uma série de vantagens competitivas para os armadores, que segundo Arten, têm muito poder de barganha. Sem sombra de dúvidas, a redução nos preços foi o item com maior peso na negociação. Para chegar aos custos ideais para os armadores, a empresa e a Autoridade Portuária formalizaram um acordo com os trabalhadores avulsos, que reduziram custos em suas tarifas de movimentação.

O vereador Robinson Coelho, que também é trabalhador portuário, não soube precisar o percentual de desconto, por se tratar de uma tabela progressiva, ou seja, quanto maiores os volumes movimentados, maiores os descontos, podendo chegar ao máximo em 10%.

A alta produtividade por equipamento – de 38 a 40 movimentos/hora -, a vasta possibilidade de atracação nos berços operados pela empresa e a flexibilidade que a APMT tem hoje com seus clientes também contou muito na decisão dos armadores que retornaram à margem direita, acredita Arten.

 

 

 

Portonave opera mais um serviço para Ásia

O TUP Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes começa em março as operações de um novo serviço para a Ásia. O terminal já responde por mais de 80% das operações do Complexo Portuário do Itajaí e com mais uma linha para o continente asiático tende a ampliar essa participação.

O serviço SSA (Sino South América) é exclusivo e inédito do armador PIL (Pacific International Lines), que tem sede em Cingapura. De início as escalas serão quinzenais, como um serviço expresso Brasil – Ásia, com escalas no Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá e Navegantes, seguindo direto para Cingapura, Hong Kong e Xangai.

Este novo serviço terá cinco navios dedicados com capacidade para 4 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) e o primeiro está previsto para atracar em Navegantes no início de março.

O tráfego com a Ásia é um dos que mais cresce nas rotas marítimas que envolvem o Brasil e é muito importante para a economia catarinense. Hoje, a Ásia representa aproximadamente 51% das importações de Santa Catarina. A Portonave fará a movimentação do maior volume do primeiro navio do Serviço SSA, Kota Gunawan, com previsão de movimentar 844 TEUs.

Com este serviço, o Terminal de Navegantes soma três serviços para a Ásia (Ipanema, ESA e SSA). A decisão do armador de escalar na Portonave levou em consideração a solução mais produtiva, eficiente e segura do Terminal de Navegantes, que ocupa a segunda posição no ranking nacional de movimentação de contêineres, entre portos públicos e terminais privados.

 

Afrouxados os cintos

Esse aumento na arrecadação fez com que a administração optasse por suspender o decreto de emergência financeira, válido desde junho do ano passado e que determinava a redução dos gastos públicos em Itajaí. No entanto, duas ações, fundamentais para o enxugamento da máquina pública, não foram cumpridas: a reforma administrativa e a revisão no número de comissionados.

Em contrapartida, segundo analistas da comunidade “Itajaí em Números”, 2017 foi o pior ano da história de Itajaí com relação a investimentos. O estudo foi feito com base nos dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Itajaí.

No total do ano, as despesas foram de R$ 1.015.259.281,45 (um bilhão, quinze milhões, duzentos e cinquenta e nove mil, duzentos e oitenta e um reais e quarenta e cinco centavos). Deste total, foram destinados a investimentos na cidade apenas R$ 27.281.328,82 (vinte e sete milhões, duzentos e oitenta e um mil, trezentos e vinte e oito reais e oitenta e dois centavos), o que equivale a apenas 2,69% de tudo o que a Prefeitura pagou no ano passado.

É o menor nível de investimentos da história, mesmo com o aumento de receita. Em compensação, os gastos com pessoal e encargos sociais explodiram e já chegam a 55% de tudo o que o município gasta.

 

 

 

Cresce a arrecadação de Itajaí

A administração municipal comemora o aumento de 13% na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2017. Os índices foram divulgados pela Secretaria da Fazenda de Itajaí na última semana e representam um avanço significativo depois de dois anos de baixa arrecadação. Em 2015, quando o porto perdeu metade da movimentação a partir do segundo semestre, o imposto fechou com redução de 0,8%. Já em 2016, com a economia em baixa, o crescimento de apenas 2,5%.

O retorno da Linha Ásia – que havia migrado para Navegantes – para o Porto de Itajaí, o avanço nas exportações que passaram pela cadeia logística local e uma maior disposição para os gastos no comércio alavancaram esse aumento na arrecadação do ICMS, corresponde a 35% da arrecadação municipal.

A arrecadação total do município também cresceu dois dígitos: 16%. Isso pode ser creditado também à arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), cuja inadimplência passou de 50%, em 2016, para 28% em 2017.

O contribuinte que tinha dívidas com o município também buscou regularizar sua situação. O Refis, que termina em fevereiro, já arrecadou R$ 28 milhões. A meta, que era de R$ 20 milhões, foi alcançada no início de dezembro.

 

Secretaria da Infraestrutura se manifesta sobre o aditivo para a continuidade das obras dos novos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí

Em nota, a Secretaria de Estado da Infraestrutura se manifesta sobre a possível paralisação da sobras dos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí:

“Em relação às obras dos novos acessos aquaviários (nova bacia de evolução e adequações nos canais interno e externo) do Complexo Portuário do Itajaí, a Secretaria de Estado da Infraestrutura informa que o termo aditivo proposto, no valor de R$ 25 milhões para a conclusão do projeto, continua em análise pelo Governo do Estado. Não existe decisão tomada pela paralisação das obras em razão da não assinatura do aditivo até o final deste mês. O assunto está sendo tratado pelo governo com a máxima atenção, de modo que seja encaminhada em breve uma solução para o caso.”

Com a palavra o fiscal da obra, engenheiro Ivan Amaral, do quadro da Secretaria de Estado da Infraestrutura.

Secretaria da Infraestrutura se manifesta sobre o aditivo para a continuidade das obras dos novos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí

Em nota, a Secretaria de Estado da Infraestrutura se manifesta sobre a possível paralisação da sobras dos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí:

“Em relação às obras dos novos acessos aquaviários (nova bacia de evolução e adequações nos canais interno e externo) do Complexo Portuário do Itajaí, a Secretaria de Estado da Infraestrutura informa que o termo aditivo proposto, no valor de R$ 25 milhões para a conclusão do projeto, continua em análise pelo Governo do Estado. Não existe decisão tomada pela paralisação das obras em razão da não assinatura do aditivo até o final deste mês. O assunto está sendo tratado pelo governo com a máxima atenção, de modo que seja encaminhada em breve uma solução para o caso.”

Com a palavra o fiscal da obra, engenheiro Ivan Amaral, do quadro da Secretaria de Estado da Infraestrutura.

Obras da bacia de evolução podem parar

Passada a parada de final e ano e agora com as atividades em dia, o Blog da Redação volta com força total. E abrimos o ano de 2018 com uma notícia nada boa para a atividade portuária de Itajaí e região e o tema é recorrente: os novos acessos do Complexo Portuário do Itajaí.

Como este blog já publicou em primeira mão no ano passado, a continuidade das obras dos novos acessos aquaviários (nova bacia de evolução e adequações nos canais interno e externo) do Complexo Portuário do Itajaí está vinculada a assinatura de um termo aditivo no valor de R$ 25 milhões pelo Governo do Estado. Os recursos já estão autorizados pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde o segundo semestre de 2018. No entanto, a aplicação destes recursos na obra dependem da vontade política do governador Raimundo Colombo.

O engenheiro Ivan Amaral, do quadro da Secretaria de Estado da Infraestrutura e fiscal da execução da obra, é enfático ao afirmar que, ou o governo do Estado assina o aditivo ainda neste mês, ou a obra paralisa, ou seja, Raimundo Colombo tem dez dias para resolver um problema que se arrasta há meses.

O valor a ser aditivado é pertinente às condicionantes ambientais exigidas pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), que engloba os molhes dos pescadores e da Marina de Itajaí. Isso porque o governo federal não liberou os recursos para a segunda fase da obra, que seria realizada simultaneamente à primeira e alargaria o canal para 200 metros e prolongaria a extensão do molhe.

A assessoria de Colombo foi acionada, mas ainda não se manifestou com relação ao assunto.

Inauguração simbólica

A Superintendência do Porto de Itajaí inaugurou, com dois anos de atraso, as obras de reforço e realinhamento do Berço 3. A obra já está concluída desde o final de novembro e a cura do concreto está pronta. No entanto, o trecho do cais ficou sem operar durante todo o mês de dezembro – porque a Autoridade Portuária e Município optaram por esperar a presença do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa no evento, o que não ocorreu.

Para agravar ainda mais a situação, agora o local também não poderá ser usado para as operações portuárias, porque está servindo de depósito das estrutural pré-moldadas de concreto que estão sendo utilizadas nas obras do Berço 4.

O mais intrigante nisso tudo é que o Porto de Itajaí, que necessita dessa área para ampliar suas operações, não pode usá-la, pois pretendia usar a retroárea do Berço 4 para depositar os materiais, mas não tem autorização da Receita Federal para fazer isso. E assim como o Berço 3, o 4 também está inoperante.

Com relação ao Berço 4, o termo e compromisso, já com as revisões das perfurações, está na consultoria jurídica do MTPAC, em analise, com a conclusão prevista para janeiro de 2018, no máximo fevereiros. A tendência é que, a partir daí, a obra seja aditivada e, finalmente, concluída.

O montante a ser aditivado será de R$ 26 milhões e o valor já consta no orçamento da União para 2018. Segundo o superintendente Marcelo Werner Salles, os recursos estão garantidos e agora se aguarda apenas o cumprimento dos prazos burocráticos para que, efetivamente, as coisas aconteçam.  

Contraponto

Por sua vez, a Receita Federal informou que apenas não autorizou a utilização da retroárea do berço 4 para abrigar os pré-moldados porque está aguardando a Autoridade Portuária melhorar a segurança da área, conforme já foi solicitado. 

Inauguração do Berço 3 é transferida para a segunda quinzena de dezembro

A inauguração do berço 3 do porto de Itajaí foi novamente adiada. A expectativa do prefeito Volnei Moratoni, que está aguardando a confirmação de uma data que seja compatível com a agenda do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Mauricio Quintela Lessa, é que o evento ocorra entre 19 e 22 de dezembro. A informação é da Superintendência do Porto de Itajaí, que informou as obras estão concluídas desde o final do mês passado.

A previsão inicial era de que a inauguração ocorresse dia 27 ou 30 de novembro, foi adiada para 05 de dezembro e agora passou para a segunda quinzena.

Enquanto isso o porto de Itajaí continua com o berço sem operar. Mas o que é mais um mês para uma obra que está com alguns anos de atraso, pois deveria estar concluída até julho de 2015, ou seja, 18 meses após a assinatura da ordem de serviço. 

Inauguração do Berço 3 é transferida para a segunda quinzena de dezembro

A inauguração do berço 3 do porto de Itajaí foi novamente adiada. A expectativa do prefeito Volnei Moratoni, que está aguardando a confirmação de uma data que seja compatível com a agenda do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Mauricio Quintela Lessa, é que o evento ocorra entre 19 e 22 de dezembro. A informação é da Superintendência do Porto de Itajaí, que informou as obras estão concluídas desde o final do mês passado.

A previsão inicial era de que a inauguração ocorresse dia 27 ou 30 de novembro, foi adiada para 05 de dezembro e agora passou para a segunda quinzena.

Enquanto isso o porto de Itajaí continua com o berço sem operar. Mas o que é mais um mês para uma obra que está com alguns anos de atraso, pois deveria estar concluída até julho de 2015, ou seja, 18 meses após a assinatura da ordem de serviço. 

Indefinição com relação as obras da nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Porto de Itajaí

A continuidade das obras da nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí está vinculada a assinatura de um termo aditivo no valor de R$ 25 milhões pelo Governo do Estado, o que não tem ainda data definida para acontecer, mesmo que os recursos já tenham sido autorizados pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A informação partiu do engenheiro Ivan Amaral, do quadro da Secretaria de Estado da Infraestrutura e fiscal da execução da obra.

Segundo Amaral, essa valor é pertinente às condicionantes ambientais exigidas pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), que engloba os molhes dos pescadores e da Marina de Itajaí. Isso porque o Governo Federal não liberou os recursos para a segunda fase da obra, que seria realizada simultaneamente à primeira e alargaria o canal para 200 metros e prolongaria a extensão do molhe.

Segundo Amaral, a demora na assinatura do aditivo contratual pode paralisar a obra, cuja previsão de entrega é abril de 2018. No entanto, apenas 30% da nova bacia de evolução está dragada. Procurado, o diretor técnico da Superintendência do Porto de Itajaí, não se manifestou sobre o assunto.

 

Maersk Line obtém aprovação regulatória final e conclui a aquisição da Hamburg Süd

A transação entre o Oetker Group e a Maersk Line para a aquisição da Hamburg Süd pela Maersk Line foi concluída nesta quinta-feira, 30 de novembro. A transação teve início há um ano, em 1º de dezembro de 2016, a quando a Maersk Line anunciou sua intenção de adquirir a Hamburg Süd. A operação desencadeou um processo de aprovação regulatória em 23 jurisdições, que foi concluído com sucesso na última terça-feira, 28, com a aprovação da Korea Fair Trade Commission. Finalmente nesta quinta-feira a empresa anunciou a conclusão do processo de aquisição.

A aquisição está alinhada à estratégia de crescimento da Maersk Line e representa uma oportunidade única de concretizar oportunidades para as duas empresas. Combinadas, as companhias poderão concretizar sinergias operacionais da ordem de US$ 350 milhões a US$ 400 milhões por ano a partir de 2019.

Juntas, Maersk Line e Hamburg Süd terão uma capacidade total de contêineres de 4,15 milhões de TEUs e 19,3% de share da capacidade global de frotas (Alphaliner, 27 November 2017). 105 embarcações da Hamburg Süd serão integradas à frota da Maersk Line, que passará a contar com um total de 773 navios (próprios e fretados). O negócio envolveu a cifra de 3,7 bilhões de euros em espécie e livre de dívida. A Maersk Line financiou a compra por meio de um empréstimo sindicalizado.

Maersk Line obtém aprovação regulatória final e conclui a aquisição da Hamburg Süd

A transação entre o Oetker Group e a Maersk Line para a aquisição da Hamburg Süd pela Maersk Line foi concluída nesta quinta-feira, 30 de novembro. A transação teve início há um ano, em 1º de dezembro de 2016, a quando a Maersk Line anunciou sua intenção de adquirir a Hamburg Süd. A operação desencadeou um processo de aprovação regulatória em 23 jurisdições, que foi concluído com sucesso na última terça-feira, 28, com a aprovação da Korea Fair Trade Commission. Finalmente nesta quinta-feira a empresa anunciou a conclusão do processo de aquisição.

A aquisição está alinhada à estratégia de crescimento da Maersk Line e representa uma oportunidade única de concretizar oportunidades para as duas empresas. Combinadas, as companhias poderão concretizar sinergias operacionais da ordem de US$ 350 milhões a US$ 400 milhões por ano a partir de 2019.

Juntas, Maersk Line e Hamburg Süd terão uma capacidade total de contêineres de 4,15 milhões de TEUs e 19,3% de share da capacidade global de frotas (Alphaliner, 27 November 2017). 105 embarcações da Hamburg Süd serão integradas à frota da Maersk Line, que passará a contar com um total de 773 navios (próprios e fretados). O negócio envolveu a cifra de 3,7 bilhões de euros em espécie e livre de dívida. A Maersk Line financiou a compra por meio de um empréstimo sindicalizado.

Economia de Itajaí dá sinais de recuperação

Os indicadores sobre geração de emprego e movimentação de carga no Porto de Itajaí, referentes a outubro, divulgados pelo município nesta segunda-feira, comprovam a recuperação da economia ainda neste ano e criam boas expectativas para 2018. De janeiro a outubro foram criados 1.591 novos postos de trabalho no município e a movimentação portuária chegou a 381 toneladas no Complexo Portuário, com avanço de 5% sobre igual período do ano passado.

A expectativa com relação à movimentação portuária aumenta com a entrega das obras do berço 3, que estava prevista para esta semana. No entanto, segundo a Superintendência do Porto de Itajaí, o ato foi adiado, para o dia 05 de dezembro, data que deverá ser confirmada de acordo com a agenda do Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, que deve participar da solenidade. O incremento da movimentação decorrente das operações da Linha Ásia no Porto de Itajaí, que a partir de maio passam de quinzenal para semanal, também contribuem para este otimismo.

Inclusive, outubro de 2017 foi o melhor mês do ano em movimentação de contêineres no Complexo Portuário de Itajaí, com mais de 380 mil toneladas em exportações e importações. Foi também a melhor marca dos últimos quatro anos em outubro: 73,83% maior que em 2016 e 244,31% mais toneladas que em 2015. No comparativo mês a mês em relação ao ano anterior, 2017 obteve resultados superiores em nove dos dez meses já consolidados, somando até agora quase dois bilhões de toneladas em contêineres.

Gomes da Costa inicia contratação

Depois de paralisar as linhas de produção pelo período de uma semana no início deste mês, por falta de peixe nacional e problemas na importação, a Gomes da Costa volta a contratar e tem cerca de 300 vagas em aberto.

A abertura estas vagas já havia sido programada pela empresa, porém, adiadas devido à falta de matéria-prima. A retomada das contratações ocorreu devido a regularização nas importações de pescados. São vagas de auxiliar de produção e auxiliar de operações. As contratações são para início imediato, em caráter temporário.

A empresa é a maior enlatadora de pescados do Brasil e conta também com uma unidade de fabricação de embalagens, que deu férias coletivas a seus 200 trabalhadores, até 20 de novembro.

Autoridade Portuária de Itajaí quer ampliar o número de operadores pré-qualificados

A Superintendência do Porto de Itajaí busca ampliar o número de operadores portuários pré-qualificados para operarem o berço 3 do Porto Público, a partir da conclusão de suas obras de reforço e realinhamento, na última semana de novembro, e também o berço 4, a partir do ano próximo ano, quando as obras estiverem concluídas. Hoje o Porto de Itajaí conta apenas com dois operadores pré-qualificados, que são a APM Terminals e o Teporti – Terminal Portuário Itajaí. Com a ampliação no números de operadores pré-qualificados, a Autoridade Portuária pretende fomentar a maior utilização da área pública do Porto.

A Norma de Pré-qualificação para Operador Portuário no Porto Organizado de Itajaí foi aprovada pela Resolução número 03, de 31de março de 2014, e pode ser encontrada no site do Porto do Itajaí. O documento foi elaborado dentro do que prevê a nova Lei de Portos (12.815/2013) e a Portaria SEP 111/2013, da então Secretaria de Portos da Presidência da República, e orienta claramente todos os procedimentos para a obtenção da pré-qualificação.

O superintendente Marcelo Werner Salles diz que após o requerimento e a documentação necessária serem protocoladas na Secretaria do Porto de Itajaí a análise é rápida, feita pelo setor de operações do próprio Porto, praticamente sem burocracia.

Porto de Itajaí é segundo colocado no prêmio Antaq 2017.

O Porto de Itajaí foi o segundo colocado entre os 35 portos públicos brasileiros no Prêmio Antaq 2017 na categoria Desempenho Ambiental, modalidade Maior IDA (Índice de Desempenho Ambiental). Em primeiro lugar ficou o Porto de Paranaguá e, em terceiro, o Porto de São Sebastião. Esta premiação é realizada todos os anos pela Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) e conta nas categorias de maior índice de desempenho ambiental, qualidade de atendimento ao usuário, iniciativas inovadoras, artigo técnico e científico. As avaliações são levantadas através de questionários voltados as áreas de saúde pública, segurança do trabalho e meio ambiente.

Este é o quarto ano em que Itajaí obtém a segunda colocação. O prêmio foi criado em 2012, quando o porto catarinense obteve a primeira colocação. Fato que se repetiu no ano seguinte. Desde então passou para a segunda posição e não conseguiu mais recuperar a primeira posição. 

Objeto Submerso não Identificado (OSNI)

A Superintendência do Porto de Itajaí está contratando uma empresa, devidamente cadastrada na Marinha do Brasil, para a realização da prospecção da área onde foram encontrados escombros durante as obrasda nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí, que podem ser de um navio que teria naufragado na entrada da barra do Porto, no início do século. Há indícios que os escombros sejam do Navio Pallas, usado durante a Revolta da Armada, em 1893, que tem importante papel histórico nos primórdios da República do Brasil.

Os trabalhos de prospecção deverão ser feitos por uma equipe de mergulhadores, seguindo as normativas da Marinha, que deve ser contratada pelo Porto por meio de processo licitatório, que está em tramitação. Porém, o superintendente Marcelo Werner Salles enfatiza que os trabalhos iniciais são apenas para identificar o material encontrado em meio a lama, por ele denominado de OSNI - Objeto Submerso não Identificado.

Já o próximo passo, segundo Salles, será a retirada do material, o que será feito de acordo com o que for encontrado, pois se realmente for confirmado se tratar da embarcação Pallas, haverá a necessidade de cuidados especiais e do envolvimento de outros órgão no processo, a exemplo do IPHAM – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 

Berço 3 será entregue ainda em novembro

Está confirmada para o final de novembro a entrega das obras de reforço e realinhamento do berço 3, do Porto de Itajaí. As possíveis datas são 27 ou 30, a que melhor se encaixar na agenda do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), Maurício Quintella Lessa, que prometeu vir a Itajaí para a solenidade.

Além do reinício das operações do berço 3, o superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, disse que ainda há a expectativa da conclusão dos serviços de dragagem de restabelecimento da cota de -14 metros. Inclusive, o gestor diz que a dragagem já possibilitou incremento de mais de 11% nas operações do Complexo Portuário do Itajaí e também crescimento na tonelagem embarcada de 9 mil toneladas, para cerca de 12 mil toneladas movimentadas por escala.

Diversificação

Com a conclusão das obras o berço 3 deverá ser utilizado preferencialmente para cargas conteinerizadas, embora um berço público, conforme prevê o artigo 21 da Constituição, é livre para operar qualquer tipo de carga, desde que isso seja feito por operadores portuários pré-qualificados.

No atual momento há dois operadores pré-qualificados em Itajaí: a APM Terminals Itajaí e o Teporti – Terminal Portuário Itajaí. No entanto, a Autoridade Portuária quer ampliar esse número. Salles explica que ainda nesta semana foi realizada uma reunião chamando os outros terminais privados (TUPs) instalados a montante, os dois operadores, estações aduaneiras e o Sindicatos dos Operadores Portuários de Itajaí, para que efetivamente sejam vistas regras operacionais que permitam, não apenas os dois, mas também outros interessados a exercerem a atividade e, com isso, fomentar a utilização da área pública. A pré-qualificação precisa seguir as normativas do Regulamento e Exploração do Porto, que pode ser acessado no site www.portoitajai.com.br.

Diante disso, Marcelo Salles garante que não há direcionamento para a utilização do berço público, pois a Autoridade Portuária é obrigada a obedecer e cumprir o Regulamento de Exploração do Porto, que segue as leis maiores e que essas leis dizem que há prioridades que podem ser definidas pela Autoridade Portuária, o que já existe. As prioridades são no primeiro momento navios full-contêiner, depois carga geral - dependendo da prancha - e num terceiro momento os graneis e outras cargas que possam vir. Segundo Salles, com essa regra, nenhum porto público pode negar a execução de operações.

Descartadas operações com soja

A boa notícia disso tudo é que a Autoridade Portuária abortou completamente a possibilidade do local operar soja a granel, uma possibilidade que era defendida pelo Porto, mas abominada pela comunidade portuária, sociedade organizada e população de Itajaí como um todo.

A ideia de trazer soja para o Porto de Itajaí foi apresentada pelo empresário Francisco Ramos, da ZMW Operações e Logística (ex-sócio da Agrenco) e previa a circulação diária de 200 caminhões de soja, com movimentação de um 1 milhão de toneladas de soja por ano. Porém, os impactos seriam imensos. Entre eles a sujeira na cidade, a possibilidade de perder a movimentação de contêineres naquela área devido a opção de operar grãos nos berços de atracação ainda não arrendados e também a eliminação de qualquer possibilidade de que o Porto de Itajaí venha um dia movimentar veículos em sua margem direita.  

Armador CGA-CGM volta a operar em Itajaí

O armador francês CGA-CGM voltou ontem a operar em Itajaí. Esta é a primeira atracação no terminal operado pela a APM Terminals desde 2015, quando a empresa saiu de joint service que escalava em Itajaí.

A atracação do cargueiro Magdalena, de bandeira liberiana e que movimentou mais de 1,1 mil contêineres marca a estreia do serviço Neo Bossa Nova, que faz a rota da Europa e do Oriente Médio, com transbordo de cargas para a Ásia. A inclusão dos navios da CMA CGM e da Hamburg Sud vai triplicar o número de contêineres movimentados pelo Bossa Nova.

A APM Terminals está otimista com o retorno do armador francês e espera atrair mais serviços para a margem direita do Rio Itajaí-Açu nos próximos meses, principalmente a partir do término das obras da nova bacia de evolução, previsto para abril do ano que vem.

Armador CGA-CGM volta a operar em Itajaí

O armador francês CGA-CGM voltou ontem a operar em Itajaí. Esta é a primeira atracação no terminal operado pela a APM Terminals desde 2015, quando a empresa saiu de joint service que escalava em Itajaí.

A atracação do cargueiro Magdalena, de bandeira liberiana e que movimentou mais de 1,1 mil contêineres marca a estreia do serviço Neo Bossa Nova, que faz a rota da Europa e do Oriente Médio, com transbordo de cargas para a Ásia. A inclusão dos navios da CMA CGM e da Hamburg Sud vai triplicar o número de contêineres movimentados pelo Bossa Nova.

A APM Terminals está otimista com o retorno do armador francês e espera atrair mais serviços para a margem direita do Rio Itajaí-Açu nos próximos meses, principalmente a partir do término das obras da nova bacia de evolução, previsto para abril do ano que vem.

Santos Brasil quer vender o Tecon Imbituba

O início das escalas da Linha Ásia no Porto de Imbituba – operado por joint-service entre os armadores Hamburg Sud, Hapag Lloyd, Nyk, Zim, United Arab Shipping Company (UASC) e Hyundai (HMM) – deve manter as atividades da Santos Brasil em Santa Catarina. A empresa informou nesta semana, por meio de fato relevante, que iniciará processo a fim de avaliar alternativas estratégicas envolvendo os investimentos da companhia no Tecon Imbituba e no Terminal de Carga Geral de Imbituba para “incluir atração de parceiros ou sócios estratégicos, bem como a alienação dos referidos ativos, adotando-se a opção que adicione mais valor”, menciona o Santos Brasil no documento.

O fato relevante reitera que, no entanto, ainda não há negociação em andamento para a venda dos ativos e inexiste, até o momento, qualquer oferta de compra. “A companhia não pretende tecer comentários adicionais sobre esse assunto até que haja algo concreto e relevante para comunicar ao mercado ou até que haja uma nova deliberação sobre o tema pelos seus órgãos societários competentes”, revela, ainda, o comunicado.

Localfrio anuncia novo CEO

O engenheiro naval e administrador de empresas Marcelo Schmitt é o novo CEO da Localfrio, empresa que atua há mais de 60 anos prestando serviços de excelência em logística especializada nos principais portos e centros de distribuição do Brasil. Com mais de 25 anos de carreira desenvolvida em diferentes países da América Latina e Europa, tanto na indústria quanto em operadores logistiscos Schmitt tem 50 anos e retorna da Holanda onde ocupava até então a direção de Supply Chain e Procurement da Apollo Vredestein na Europa, tradicional empresa fabricante de pneus. Schmitt é também o atual presidente do Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP) no Brasil.

Para a Localfrio é crucial o ingresso de Schmitt, por se tratar de um momento em que as exportações brasileiras estão registrando um reaquecimento importante, assim como uma esperada retomada da economia doméstica e importação em bens que requerem especialização, como perecíveis, farmacêuticos e químicos.

A Localfrio conta com sete unidades de negócios em todo o país, oferecendo serviços integrados em terminal alfandegado, armazém geral, transporte e armazém frigorífico.

Gomes da Costa retoma atividades

Os cerca de 1,5 mil funcionários da Gomes da Costa, em Itajaí, retornaram ao trabalho na segunda-feira, 06, após paralização nas linhas de produção pelo período de uma semana, por falta de peixe nacional e problemas na importação. A empresa é a maior enlatadora de pescados do Brasil e conta também com uma unidade de fabricação de embalagens, que deu férias coletivas a seus 200 trabalhadores, até 20 de novembro.

A empresa produz diariamente dois milhões de latas de sardinha e 500 mil latas de atum. Essa foi a primeira vez que paralisou as atividades nos últimos 10 anos.

Em nota a empresa diz que a sardinha teve uma baixa safra este ano, o que fez com que a utilização da matéria prima importada passasse de 30% para 95%,  o que prejudicou a reposição dos estoques.

O atum também teve problemas na importação. O governo passou a exigir documentos que não eram solicitados e, devido a isso, alguns contêineres acabaram retornando para o país de origem. Por isso, a empresa tinha peixe o suficiente para operar.

O Porto é de Itajaí e dos itajaienses

“O Porto é nosso, é de Itajaí e dos itajaienses”, essa foi uma das frases mais faladas durante a realização de Audiência Pública para a definição da nova poligonal do Porto Organizado de Itajaí, em defesa do aumento da área, o que possibilitará a expansão do porto e da atividade portuária. A discussão teve início devido às divergências entre os projetos apresentados pela Secretaria Nacional de Portos (SNC), vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) e a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). Isso porque a intenção da União, que é o poder concedente, é reduzir a área do Porto Organizado, o que deixa o Porto de Itajaí praticamente sem áreas para expansão, enquanto a SPI busca ampliar a poligonal, possibilitando que o Porto tenha condições de ampliar a sua área operacional.

Essa ampliação é crucial para o desenvolvimento da atividade portuária, principalmente em decorrência do início das operações dos berços 3 e 4, cuja conclusão das obras de reforço e realinhamento estão programadas para novembro deste ano e maio de 2018, respectivamente. A grande preocupação dos usuários do Porto é que, caso seja mantida a proposta da SNC, ocorra um engessamento da atividade na margem direita do Rio Itajaí-Açu.

Tema recorrente

“O Porto é nosso” foi o mote da campanha em prol da delegação da gestão do Porto de Itajaí ao Município, ocorrida de forma provisória em 1995 e efetivada dois anos depois, portanto, há 20 anos. Período em que, devido a extinção da Portobrás, o Porto e Itajaí foi vinculado à Companhia Docas de São Paulo (Codesp), e ficou praticamente sucateado. Realidade que mudou drasticamente após a mudança da gestão.

Nos 20 anos de gestão municipalizada o Complexo Portuário do Itajaí – formado pelo Porto Público, APM Terminals Itajaí, Portonave Terminal Portuário Navegantes e terminais a montante – aumentou em 173,37% em áreas adquiridas com receita própria; ampliou em 300 metros a área de atracação do Porto Público, recebeu obras de reforço e modernização da estrutura existente; avançou em mais de 1.500% na movimentação de cargas conteinerizadas; registrou um crescimento de aproximadamente 2% em participação na corrente de comércio brasileira e em 30% sua participação na corrente de comércio do Estado de Santa Catarina.

Portanto, o que os usuários, trabalhadores portuários e sociedade como um todo temem é que, sem área para expandir, o que ainda resta da atividade portuária em Itajaí migre para a outra margem do rio. 

Projeto viável

Embora o coordenador-geral de Gestão do Patrimônio Imobiliário dos Portos Públicos no MTPAC, Luciano Bissi, defenda que não haja amparo legal para que novas áreas passiveis de desapropriação possam integrar a nova área do Porto Organizado, o entendimento da SPI é de que a proposta apresentada pelo município para a nova poligonal é completamente viável.

O Porto de Itajaí alega que, se já há um decreto de interesse público – que foi publicado em agosto deste ano – e que determina a reserva de espaço, há segurança jurídica para a inclusão dos imóveis a serem desapropriados na poligonal.

Inclusive, embora as avaliações das áreas passíveis de desapropriações iniciem apenas na próxima semana – devido aos trâmites do processo licitatório para a contratação da empresa que fará os trabalhos – a SPI já tem a origem dos recursos para as indenizações: a alienação duas áreas de propriedade do Porto, uma anexa ao Centreventos de Itajaí e a outra na qual está edificado o Centro Integrado de Saúde. 

Audiência para ampliação da área do Porto Organizado de Itajaí acontece neste momento
 
A secretaria Nacional dos Portos está realizando nesta tarde uma audiência pública para saber o que moradores, trabalhadores e empresários acham da proposta de ampliação da área portuária e da desapropriação de imóveis no centro e no bairro São João.
 
A audiência é aberta e tem o objetivo de ouvir sugestões e reclamações da sociedade.
 
As primeiras divergências que surgiram estão associadas ao novo desenho da poligonal do porto organizado. A proposta da autoridade portuária prevê área maior que a proposta apresentada pela Secretaria Nacional de Portos.
 
Ou seja, a proposta apresentada pelo superintendente do porto de Itajaí, Marcelo Salles, prevê uma série de desapropriações, conforme o Blog da Redação vem noticiando há algum tempo.
Ainda não há data para a decisão sobre o contrato de arrendamento da APMT

A APM Terminals Itajaí, arrendatária das operações de contêineres no Porto Público de Itajaí, está entre os mais de 80 empresa que solicitaram ao Ministério dos Transportes, Porto e Aviação Civil (MTPAC) o enquadramento ao novo Decreto dos Portos – de número 9.048/17, que regula a exploração de portos organizados e de instalações portuárias. O pedido foi formalizado assim que o governo publicou o Decreto. A empresa também contratou um novo Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) para dar prosseguimento ao processo de extensão do contrato. Com a nova regulamentação, a empresa arrendatária pode escalonar os investimentos propostos para Itajaí.

A batalha da APM Terminals Itajaí para ampliar o tempo de vigência de seu contrato não é de hoje. A empresa deu início ao processo há mais de cinco anos. No entanto, ela nunca esteve tão próxima de obter a prorrogação, pois está totalmente enquadrada nas exigências do Decreto dos Portos. O que precisa agora é aguardar a morosidade de Brasília. Embora a decisão a favor da APMT seja crucial para a economia de Itajaí, para o Governo esse é apenas mais um processo em meio aos mais de 80 que tramitam no MTPAC. Número que tende a aumentar muito até a primeira quinzena de novembro, quando acaba o prazo de 180 dias previsto na norma para as empresas com contratos vigentes na data da publicação do decreto solicitem a adaptação. Não há prazo definido na regulação para que haja o deferimento ou indeferimento do processo de solicitação.

Audiência para ampliação da área do Porto Organizado de Itajaí

Está agendada para amanhã, 17, das 14h30 às 17h30, a Audiência Pública para discussão de Revisão da Poligonal da Área do Porto Organizado de Itajaí. A realização é do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), por meio da Secretaria Nacional de Portos (SNP) e convocada pela portaria ministerial número 716, publicada no Diário Oficial da União de 18 de agosto.

Além do agendamento do audiência pública, a portaria ainda definiu os prazos para: apresentação de contribuições - 1º a 30 de setembro -, sistematização das contribuições - 31 de outubro a 29 de novembro -, divulgação das respostas às contribuições - 30 de novembro -, interposição de recurso contra o exame das contribuições - 1º a 10 de dezembro - e o prazo para avaliação e encaminhamento da resposta aos recursos - 11 de dezembro a 09 de janeiro de 2018 - que pode ser prorrogado por 30 dias.

O processo de expansão da área do Porto Organizado já teve início em Itajaí há cerca de três anos, com a revisão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Itajaí, adequando-o ao Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP) - um estudo macro que engloba ainda a interligação do modal marítimo com os demais modais - e ao Plano Geral de Outorgas, do Governo Federal.

O Município também publicou um decreto na primeira semana de agosto, declarando de relevante interesse público, para fins de expansão portuária, os imóveis contidos na poligonal delimitada pelas vias Avenida Cel. Eugênio Müller, Av. Marcos Konder, Rua Silva, Rua Tijucas, Rua Olegário de Souza Júnior e seu prolongamento, Av. Irineu Bornhausen, Rua Max e Rua Blumenau. Na vigência do decreto estão suspensas a concessão de consultas prévias, alvarás construtivos, licenças e permissões de ordem urbanística relacionadas aos imóveis localizados na referida área.

O decreto municipal estabeleceu ainda o prazo de 180 dias - contados da publicação, em 04 de agosto de 2017 - para a conclusão dos trabalhos e estudos necessários às implementações das desapropriações, podendo, inclusive, ser prorrogado por igual período. Além da desapropriação dos imóveis compreendidos nessa poligonal, o decreto prevê ainda a incorporação de parte das ruas e avenidas Tijucas, Blumenau, Irineu Bornhausen, Benjamin Franklin Pereira e Pedro Antônio Fayal, e da Rua Cel. Eugênio Muller e da Travessa Bela Cruz à área de expansão do Porto de Itajaí.

Conforme Lei Federal nº 12.815/13, Porto Organizado é o bem público construído e aparelhado para atender as necessidades de navegação, de movimentação de passageiros ou de movimentação e armazenagem de mercadorias, e cujo tráfego e operações portuárias estejam sob administração e jurisdição da Autoridade Portuária.

 

Patrício Júnior assume a presidência do TUP Porto Pontal

O executivo Patrício Júnior assumiu em setembro a presidência do Porto Pontal – um terminal portuário privado na Baía de Paranaguá. Patrício Júnior já integrou os quadros da APM Terminal Itajaí e presidiu nos últimos anos o TUP Porto Itapoá. Também ocupou cargos em empresas como Sealand, Maersk Line, além de ter atuado no CTO-Ceará Terminal Operator, no Aqaba Container Terminal (Jordânia), e no APM Terminals Jordânia e Panamá.

Patrício Júnior foi ainda conselheiro da ABRATEC - Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público, da ABTP - Associação Brasileira dos Terminais Portuários, presidente e vice-presidente da ATP - Associação de Terminais Portuários Privados. Ele é formado pela Escola de Oficiais da Marinha Mercante do Rio de Janeiro, tem MBA em Logística Portuária pela Universidade de São Paulo, Liderança e Estratégia para Executivos pelo IMD, na Suíça, e Gerenciamento de Terminais pela Lloyds Maritime Academy, em Londres.

Com operações previstas para iniciarem no segundo semestre de 2020, o Terminal Portuário Porto Pontal irá ocupar um espaço de mais de 625 mil m² e tem um investimento aproximado de R$1,5 bilhão. Deve operar 100% com equipamentos sobre trilhos, contar com cais de mil metros e três berços para atracação simultânea, com profundidade de 16 metros.

Acionista majoritário do Porto Pontal, o Grupo JCR atua há mais de 50 anos no Brasil investindo em infraestrutura (energia e portuária), real state e tecnologia.

Entidades empresariais discordam do modelo de concessão proposto pela Infraero para o Aeroporto de Navegantes

                A Associação Empresarial de Itajaí (ACII) não concorda com o modelo de concessão proposto pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para o Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes. A proposta da estatal, segundo o presidente da instituição, Eclésio Silva, é conceder à iniciativa privada, por meio de processo licitatório mediante investimentos, a exploração do estacionamento, de um hotel, da estação de passageiros e do terminal de cargas (Teca), permanecendo a gestão do aeroporto sob o guarda-chuvas da Infraero.

No entanto, o que os empresários da região querem é que o aeroporto entre no pacote de concessões do Governo, da mesma forma que foram concedidos os aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador, entre outros que foram concedidos à iniciativa privada anteriormente e já recebem investimentos significativos. Segundo Silva, o terminal de Navegantes movimentou 1,5 milhão de passageiros no ano passado e deve movimentar 1,6 milhões neste ano, gerando uma receita de mais de R$ 48 milhões à Infraero. Recursos que, segundo o empresário, não são investidos no local.

Silva ainda diz que a instituição vem fazendo contatos na capital federal com relação ao tema e que o aeroporto pode perfeitamente ser concedido em sua integralidade, pois o volume mínimo de movimentação para que ocorra tal processo é de 1 milhão de passageiros/ano. Segundo o empresário, somente esse modelo de concessão vai garantir a modernização do aeroporto e, principalmente, a construção de uma nova pista de pousos e decolagem com 2,5 mil metros, o que é uma necessidade premente para a região.

 

Superintendência do Porto de Itajaí reduz déficit mensal

A Superintendência do Porto de Itajaí encerrou o primeiro semestre deste ano com um déficit mensal médio de R$ 700,13 mil, praticamente o mesmo valor registrado no exercício anterior, de R$ 701,67 mil. Ou seja, a situação financeira da autarquia que detém a gestão do Porto continua bastante delicada. O superintendente Marcelo Werner Salles concorda que o déficit mensal continua alto, no entanto, justifica que a receita do primeiro semestre ficou abaixo da média, enquanto as despesas a superaram. Contudo, segundo Salles, houve redução no saldo devedor de 2016, de R$ 471,67 mil, para R$ 160 mil, neste ano.

A aquisição pela Prefeitura de áreas de propriedade do Porto na Avenida Governador Adolfo Konder - onde foi construído o Centro Integrado de Saúde (CIS) - e a área do Centro Comercial Portuário -na Avenida Ministro Victor Konder, a Beira Rio, contigua ao Centreventos Itajaí - seria uma forma da Autoridade Portuária equilibrar suas receitas. As duas áreas somam 54 mil metros quadrados e foram avaliadas em R$ 42 milhões. O pedido de autorização para a venda tramita na Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) e o pagamento das parcelas pela Prefeitura de Itajaí teria um papel de grande importância na recuperação das receitas da autarquia. 

Complexo Portuário do Itajaí é o 114º do planeta na movimentação de contêineres

O Complexo Portuário Itajaí, que engloba o Porto Público, APM Terminals Itajaí, Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes e demais terminais à montante, subiu cinco posições no ranking mundial de movimentação de contêineres, o ranking World Top 120 Container, elaborado anualmente pela publicação britânica Container Management. Itajaí está agora em 114º lugar. O primeiro do Brasil é Santos, na 41ª posição. O aumento de movimentação de contêineres foi de 12% e o complexo de Itajaí se destaca hoje com o segundo maior em contêineres do país. Os números são relativos ao exercício de 2016.

Confirmada para novembro a conclusão do berço 3, do Porto de Itajaí

O berço 3, que está sem operar desde o início de 2014, quando a extinta Secretaria de Portos da Presidência da República iniciou suas obras de reforço e realinhamento, finalmente poderá operar neste final de ano. O berço recebeu na última semana a concretagem de seu paramento para a colocação dos cabeços e defensas, que já estão contratados. A afirmação é do diretor Técnico do Porto de Itajaí, engenheiro André Pimentel, que adiantou que a obra estará concluída até o final de novembro.

Com relação ao berço 4, que teve suas obras paralisadas depois que foram encontrados escombros submersos remanescentes das enchentes de 1983 a profundidade de 20 metros, os testes de fragmentação e perfuração das interferências devem iniciar nesta semana, para que aí seja elaborado um novo orçamento para a aditivação do contrato ou, dependendo do valor, uma nova licitação.

Cade aprova a aquisição da Hamburg Süd pela Maersk

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou na última semana a aquisição da empresa armadora alemã Hamburg Süd pela gigante dinamarquesa Maersk, que ocupa hoje o topo da lista dos maiores armadores do planeta.

O negócio já havia sido aprovado pelas autoridades antitruste nos Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Costa Rica, Equador, Israel, Japão, México, Marrocos, Nova Zelândia, Paquistão, Suíça, Tunísia, Turquia e Ucrânia. No entanto, há notificações em análise no Chile, China, Colômbia, Honduras, Paraguai, África do Sul e Coreia do Sul.

Segundo relatório da Superintendência Geral do Cade, a “operação representa a combinação de duas empresas de transporte marítimo regular de contêineres com ofertas complementares em termos geográficos e de clientela, possibilitando a geração de eficiências de custos significativa”.

Em termos práticos, o Cade entende que de todos os mercados em que as duas empresas operam, “apenas os de transporte marítimo regular de contêineres, movimentação de contêineres, manutenção e reparo de contêineres (Itapoá) e cabotagem demandaram uma análise mais aprofundada quanto à probabilidade de exercício de poder de mercado em decorrência do ato de concentração”.

Entretanto, “a apreciação da rivalidade no mercado, de forma individualizada rota a rota e sob a perspectiva global, afastou a probabilidade de exercício de poder de mercado por parte da Maersk após a operação”. Outro ponto destacado pelo Cade foi a “iniciativa unilateral da Maersk, por meio do desinvestimento da Mercosul”, o que afastou preocupações concorrenciais no mercado de cabotagem.

Complexo do Itajaí deve movimentar mais de 1,12 milhão de TEUs neste ano

A movimentação de cargas no Complexo Portuário do Itajaí continua em alta. Em agosto o volume de contêineres operado atingiu 109,03 mil TEUs (unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés), com avanço de 9% sobre agosto de 2016. No acumulado as operações com cargas conteinerizadas somou 735,321 TEUs, com avanço de 4% comparativamente aos oito primeiros meses do ano passado. Caso seja mantida a média, as cargas operadas na foz do Rio Itajaí-Açu devem ultrapassar a marca dos 1,12 milhão de TEUs.

Do montante operado de janeiro a agosto deste ano, o Porto Público e a APM Terminals Itajaí responderam pela movimentação de 135,02 TEUs, com avanço de 8% sobre o igual período do ano anterior. Já o terminal privado Portonave, na margem de Navegantes, operou 600,16 mil toneladas, o que representa mais de 80% da movimentação global do complexo.   

Terminal de Cargas de Paranaguá é vendido para chineses

A estatal chinesa China Merchants Port Holding (CMPorts) anunciou ontem, 03, a compra de 90% do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e também a empresa de serviços logísticos TCP Log. O negócio foi bilionários: 2,9 bilhões ou US$ 925 milhões e a transação envolve 90% dos ativos portuários. O fundo americano Advent, que tinha 50% da TCP, vendeu toda sua fatia. A conclusão da operação está prevista para até o fim de 2017, após passar por crivo regulatório e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

As empresas espanholas Galigrain e TCB, também acionistas, também saem do negócio. Já os três sócios fundadores: Pattac, Soifer Participações e TUC Participações Portuárias vendem parte das ações, mas ficam, juntos, com 10% restantes dos ativos.

Fundado em 1998, o TCP é considerado um dos mais modernos terminais do País e tem bom potencial de crescimento. Hoje, é o terceiro maior terminal de contêineres do País, atrás apenas da Santos Brasil e Brasil Terminal Portuário (BTP), ambos no Porto de Santos.

O terminal tem capacidade para movimentar 1,5 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).e também detém o maior número de tomadas refeer – infraestrutura exigida para a manutenção de contêineres de produtos refrigerados, como carnes – do País.

A gigante chinesa possui operações na Ásia e detém, ainda, terminais de contêineres em países como Estados Unidos, África e Europa. Em comunicado ao mercado, a China Merchants informou que “a entrada na América Latina, especialmente no Brasil, é crucial para a expansão global de sua rede de terminais”.

A CMPort é uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres, com movimentação total de mais de 95 milhões de TEUs em 2016.

Desconhecimento da história

Diante do convite expedido pela Superintendência do Porto de Itajaí para evento alusivo aos 80 anos do Porto de Itajaí, a ser comemorado na tarde desta sexta-feira, 01, publico abaixo um artigo produzido na época em que o Porto lançou o livro da sua história, dos anos 1516 a 2010.

As muitas faces do Porto de Itajaí

Por: João Henrique Baggio

O mar e o rio moldaram a cidade e seu porto, que serviu de entrada para todo o Vale do Itajaí e há mais de quatro séculos fazem parte da história de uma das regiões mais prósperas do País.

O Rio Itajaí-Açu apareceu na história no ano de 1516, com a publicação do Mapa dos Reinel, em Lisboa. Tinha o nome de Rio de las Bueltas. No entanto, ficou conhecido no continente europeu depois de sinalizado em mapa datado de 1550 e publicado na obra de Giovani Ramusio, Raccolta de Navegatione et Viaggi, de 1557. Já Ptolomeo o nominou como Rio delas Avueltas, em 1557.

Além destas, outras denominações surgiram no decorrer dos séculos XVI e XVII, em documentos que eram utilizados para orientar a navegação e revelar o Novo Mundo à Europa. O nome Rio Itajaí-Açu passou a constar na cartografia no final do século XVII, quando os mapas exerciam fascínio sobre os viajantes.

No entanto, foi por volta de 1800 que a foz do Rio Itajaí passou a ser vista como ancoradouro natural. Em sua margem já existia a carpintaria de ribeira e no final do século XVIII os produtores já o usavam como porto natural para escoar sua produção, que era negociada ali mesmo, na margem do Rio Itajaí-Mirim.

Mas foi com o aparecimento das barcaças holandesas smak na costa brasileira no começo do século XIX – aqui chamadas de sumacas – que o porto de Itajaí ganhou projeção. As informações acerca das condições de operacionalização das embarcações – a vela e com dois mastros –, aliadas à segurança e a existência de madeira nobre na região, espalharam-se como um rastilho. Isso atraiu empreendedores para a região.

Os construtores locais começaram a produzir as smak, que trouxeram para Itajaí os bons ventos para quem quisesse navegar. As barcaças transportavam a produção local para o Rio de Janeiro, inclusive madeira, utilizada nas obras do Museu Real. Mesmo que de forma precária, tinha início a navegação de cabotagem, que mudou o cenário local.

Com o crescimento da atividade marítima surgiram novos trapiches, na Vila, instalada na foz do Itajaí-Açu. Eram instalações de madeira montadas por comerciantes, que embarcavam suas cargas com destino, principalmente, ao Rio de Janeiro. No entanto, o porto natural, na desembocadura do rio Itajaí-Mirim, não perdeu importância. Pelo contrário. Era referência na circulação fluvial. Também era ali que desembarcavam os imigrantes que se instalaram no interior de Santa Catarina.

Primórdios do comércio marítimo

Mais do que a porta de entrada para milhares de imigrantes, o porto de Itajai passou a ser observado com novos olhares em meados do século XIX. Foi quando as autoridades da Província se deram conta que o volume de operações colocava Itajaí como um dos mais importantes pontos de navegação para saída de produtos coloniais. O atracadouro seguro e protegido já era considerado um porto praticável e de localização estratégica. Foi quando Decisão Imperial de 1855 determinou a instalação de uma mesa de rendas em Itajaí e quatro anos depois a Assembléia Provincial elevou Itajaí à categoria de município.

A atividade exercida pelo prático teve início ainda durante o Império, quando foi constatada a necessidade da orientação da entrada e saída de navios, para maior eficiência e segurança às operações. Porém, oficialmente, a atividade foi regulamentada na cidade apenas no ano de 1940.

Também na segunda metade do século XIX a entrada de imigrantes por Itajaí era cinco vezes maior que por Desterro, atual capital catarinense. Com relação às cargas, a madeira já representava uma boa fatia das operações, seguida do comércio de produtos coloniais. Fato que forçou a abertura do porto de Itajaí ao comércio exterior, mais precisamente em 1869, com a elevação da Mesa de Rendas à categoria de Alfândega.

Com o porto autorizado a realizar operações de importação e exportação, as melhorias nas condições operacionais e a modernização das frotas a tendência, que era o eminente crescimento da atividade portuária, se concretizou.

As smak deram lugar aos navios com propulsão a vapor, que faziam rotas para Blumenau, Desterro, Rio de Janeiro e também outros portos na costa brasileira. Tanto é que dez anos após sua implantação, a arrecadação da Alfândega era uma das mais expressivas do Sul. As rotas foram ampliadas e a cabotagem se estende também a portos como o de Buenos Aires e outros da América do Sul.

Mas foi somente no século XX que o porto de Itajaí teve acesso à navegação de longo curso. Com o fim da segunda guerra mundial, alavancada pelas negociações internacionais, a economia de Itajaí e de todo o Vale se expandiram. As transações entre Brasil e Estados Unidos foram intensificadas e cargas que eram apenas movimentadas em Santos vieram para a cidade. Fato que também abriu novos e importantes nichos de mercado na região.

Os vapores deram lugar aos navios com propulsão a base de derivados de petróleo, as linhas para outros destinos cresceram e Itajaí ganhou notoriedade no cenário de comércio exterior. A madeira continuava a grande vedete, mas outras cargas passaram a ocupar lugar de destaque. Os embarques de açúcar aumentaram, o crescimento da indústria da carne no estado impulsionou as exportações de congelados e no final do século XX surgiu o contêiner, que revolucionou totalmente o cenário urbano.

As pilhas de madeira foram substituídas pelos cofres metálicos, os congelados que eram transportados nos porões refrigerados passaram a ser embalados em contêineres reefer e hoje o Complexo Portuário do Itajaí é o segundo do Brasil em exportação de contêineres.

Os investimentos e progresso caminham juntos

Os primeiros investimentos no Porto de Itajaí ainda foram feitos pelo Império: a ligação com a Colônia de Blumenau e remoção de banco de areia que dificultava a navegação. Outros projetos também ganharam prioridade pelas autoridades da Província, que contratou peritos para elaborarem estudos visando a minimização dos problemas de acesso. Entretanto, ao fim dos 67 anos de Império os problemas de acessibilidade à barra de Itajaí não haviam sido solucionados.

As esperanças aumentaram com a chegada da República. O governo federal organizou em 1895 a Comissão de Melhoramentos do Rio Itajaí, o que resultou na elaboração de muitos estudos e, inclusive, algumas obras. Muitos dos projetos foram retomados no início do século XX, com a criação da Comissão de Melhoramentos dos Portos de Santa Catarina. Foi concluído o Farol de Cabeçudas e bancos de areia foram removidos, mas com resultados pouco satisfatórios.

Foi com o catarinense Lauro Muller a frente do Ministério da Viação que, em 1905, as obras ganharam celeridade: foram iniciadas obras de espigões, molhes e guias correntes, que garantiriam a proteção das margens do rio. As obras prosseguiram até 1914, conforme os recursos permitiam. O conjunto de ações propunha ainda a construção de um novo cais de 700 metros e muralhas de proteção, além de cais de saneamento. Posteriormente, entre 1923 e 1936, com o Victor Konder a frente do Ministério, foi resolvido um dos principais problemas, que era a redução do Pontal do Saco da Fazenda, além do aprofundamento dos canais e a construção do Molhe Norte, o que deu ao porto a configuração atual.

Nos anos 30 os navios atracavam ainda nos trapiches de madeira. No entanto, o incremento da atividade exigia novas estruturas. Foi quando na década de 40 iniciou a construção da primeira fase das obras de cais, de 233 metros, onde atualmente está localizado o Porto de Itajaí. Em 1950 foi aprovada a construção de mais 270 metros de cais e, na sequencia, em 1950, mais 200 metros, dando ao porto a configuração que ele teve até 2010, quando a iniciativa privada concluiu as obras do prolongamento do cais.

Hoje o Porto Público de Itajaí, juntamente com a APM Terminals, que é a arrendatária das operações com contêineres na cidade, operam com cerca de mil metros de cais, sendo que cerca de 450 metros estão em obras de reforço e realinhamento.

S. Exª, a madeira

Desde o inicia de suas operações, a madeira foi a grande dama do Porto de Itajaí. Aliás, foi a qualidade do produto local que alavancou a operação portuária antes mesmo do surgimento do município. Produto que garantiu seu espaço no decorrer dos séculos, sendo, até os anos 80, responsável pelo maior volume das operações na cidade.

Também foi a madeira a responsável pelo surgimento do comércio exterior no município, transformando simples casas de comércio em empresas exportadoras. As tábuas serradas desciam do interior pelo Rio Itajaí-Açu e depois eram embarcadas para o Rio de Janeiro e outras localidades.

Por conta dessa abundância de madeira, Itajaí havia se tornado ainda, no final do século XIX, a praça exportadora dessa mercadoria e importadora de produtos industrializados. Tanto que, nos primeiros anos da República, o produto estava entre os principais da economia catarinense e liderava a pauta de exportações em Itajaí. Realidade que persistiu até meados do século XX.

Inclusive, com por volta de 1940, a abertura das rodovias ampliou as exportações desse tipo de carga. As filas de caminhões carregados de madeira eram constantes nas décadas de 1950 e 1960 e embora em outras épocas o Porto já tivesse na madeira sua principal mercadoria operada, a rodovia ligando as regiões produtoras ao litoral ampliou seus horizontes, inserindo-o no contexto litorâneo como o porto da maneira.

Resistência

As adversidades climáticas sempre foram as grandes inimigas do porto de Itajaí, que teve a sua primeira inundação registrada no ano de 1880, o que gerou o assoreamento do rio e o alargamento do pontal da barra.

Em julho de 1983 uma nova enchente, considerada das maiores que Santa Catarina já teve, arrastou 390 metros do cais que há um mês havia sido inaugurado. Não bastassem esses danos, mais uma enchente, no ano seguinte, trouxe mais uma serie de prejuízos ao porto de Itajaí. O cronograma de recuperação foi concluído apenas em 1989.

Já no ano de 2008 o porto foi abalado por uma nova cheia e a correnteza arrastou para o fundo do rio uma área de cais correspondente a dois berços de atracação e provocou o assoreamento dos canais de acesso e bacia de evolução. As obras de recuperação foram assumidas pelo governo federal e a inauguração ocorreu apenas no final de 2010.

 No ano seguinte uma nova enchente assolou Itajaí, causando o abalroamento do prolongamento de cais recém construído pela APM Terminals, que estava em operação há menos de um ano. A área foi reconstruída e voltou a operar em cerca de dois anos.

 

 

Liberado acesso ao Complexo Portuário do Itajaí

O acesso ao Complexo Portuário do Itajaí foi liberado para manobras na manhã desta quinta-feira. A Praticagem já retirou dois cargueiros do terminal de uso privado (TUP) Portonave, que estavam programados para sair na noite de ontem, nesta manhã. Também estão programadas três atracações, uma na APM Terminal e duas na Portonave. A barra de acesso foi declarada impraticável pena Autoridade Marítima na tarde de ontem, 31, em consequência de ventos de mais de 30 nós, predominante no quadrante sul, que começaram a soprar a partir das 16 horas.

Prospecção do navio Palas é adiada para o fim da obra

Técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SEI), da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), Construtora Triunfo e Prosul, responsável pela fiscalização das obras dos novos acessos aquaviários ao Complexo Portuário do Itajaí, optaram por prospectar o local onde supostamente estão os escombros do naufrágio do navio Palas, quando os serviços estiverem mais adiantados, durante a dragagem da nova bacia de evolução. Como a conclusão está prevista para abril de 2018, conclui-se que a averiguação será feita no final deste ano, início do próximo. A decisão foi tomada na última semana, em reunião entre todos os atores envolvidos.

A decisão, segundo o engenheiro Ivan Amaral, da SEI, foi tomada para não atrasar o cronograma da obra. O técnico garante que a área onde supostamente está submerso o navio está isolada e é uma região na qual não será trabalhado agora. No entanto, a prospecção terá que ser feita e independentemente de ser o navio Palas, o material encontrado terá que ser retirado, pois está na ponta da nova bacia.

O que devem mudar são os procedimentos para a retirada dos escombros, pois se confirmado que se trata do naufrágio, o material deve ser preservado, por se tratar da embarcação ter sido usada durante a Revolta da Armada, em 1893, que tem importante papel histórico nos primórdios da República do Brasil.

 

Fortes evidências

 

As evidências de que os escombros são do navio Palas ganham consistência a cada dia. Ao tomar conhecimento da possibilidade de se tratar no navio, a primeira providência da SPI solicitou à Fundação Genésio Miranda Lins um levantamento histórico do naufrágio, pois também havia a possibilidade dos escombros não serem do Palas e sim pedaços de vagonetes utilizados na construção do molhe, entre outras possibilidades.

No entanto, os estudos apontam para o naufrágio. As pesquisas foram feitas em jornais e publicações da época, que noticiaram o naufrágio, e ganharam força com o fato do naufrágio constar em mapa das extintas Directoria de Hydrographia e Directoria de Navegação do Ministério da Marinha, datado de 1924 e que hoje integra o acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. O mapa localiza o naufrágio próximo ao Pontal de Navegantes, que posteriormente foi removido para adequar os acessos aquaviários ao Porto de Itajaí.

A imagem postada hoje no Blog da Redação é uma reprodução de fotografia do navio Palas, também do acervo da Biblioteca Nacional, gentilmente cedida pelo pesquisador e historiador Edison D’Avilla.

 

TCE reanalisa licitação para obras dos novos acessos ao Complexo Portuário do Itajaí
Contratação das obras dos novos acessos ao Complexo Portuário do Itajaí está sob suspeita. A Diretoria de Controle e Licitações e Contratos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), está reexaminando o acórdão que relacionado ao contrato celebrado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e a construtora Triunfo, após representação da empresa DTA Engenharia, alegando irregularidades no edital de concorrência pública para contratação dos serviços, pelo governo do estado. A DTA Engenharia na época participou da licitação para a contratação da obra, em 2014. Hoje é a empresa vencedora da licitação do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para o reestabelecimento da profundidade de 14 metros nos acessos aquaviários do complexo e opera ao lado da Triunfo.
Desinvestimentos da Petrobras atingem Itajaí

 

Embora a Petrobras ainda não tenha se manifestado sobre o caso, o que é comum para a estatal, para o Sindipetro PR/SC, que representa os petroleiros no Paraná e em Santa Catarina, as operações da empresa em Itajaí estão com os dias contados.

O escritório administrativo, inaugurado em Itajaí em 2013, está com andares vazios há mais de dois anos. O contrato de locação dos escritórios encerra em janeiro e segundo a representação do Sindipetro em SC, não há previsão de renovação. Os cerca de 70 servidores que continuam no prédio têm sido direcionados para outras gerências e se preparam para deixar a unidade.

No terminal portuário usado pela empresa, de onde saíam embarcações de apoio para as plataformas de petróleo, o movimento vem diminuindo há meses e os funcionários terceirizados já teriam sido avisados sobre a desmobilização.

A drástica redução das operações de helicóptero que partem do Aeroporto de Navegantes também apontam para isso. Há três anos, eram em média 500 decolagens por mês, levando e trazendo funcionários do navio-plataforma. Hoje não chegam a 100.

O impacto econômico da provável perda de atividades da Petrobras refletirá na economia do Estado e de Itajaí. A movimentação da estatal corresponde hoje a 16% do Imposto sobre Circulação de Materiais e Serviços (ICMS) do município, que é de R$ 28 milhões brutos mensais, e a 7% do orçamento global.

Compra da Hamburg Süd pela Maersk não é vista pelo Cade com bons olhos

Conforme publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira, 22, a superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) considera "complexa" a aquisição do armador alemão Hamburg Südamerikanische Dampfschifffahrts-Gesellschaft (HSDG) pela armadora dinamarquesa Maersk Line, considerada hoje a primeira do planeta.

Segundo a nota, o Cade exige a realização de diligências para aprofundar a investigação sobre as condições de rivalidade nos mercados afetados pela operação e informa que poderá prorrogar posteriormente o prazo de análise, se julgar necessário.

Conforme parecer técnico no site da autarquia, o ato de concentração resulta em elevadas participações de mercado em algumas das rotas do mercado de transporte marítimo regular de contêineres operadas pelas empresas. "A concentração é mais preocupante quando é levada em consideração a participação dos consórcios dos quais as Requerentes fazem parte", diz o documento.

Em junho, a Maersk chegou a vender a Mercosul Line, sua unidade brasileira, para a empresa de transporte de contêineres CMA CGM, a fim de obter autorização no país para a aquisição da alemã Hamburg Sud.

 

Com informações da Agência Reuters.

TESC na mira dos japoneses

A renovação antecipada do contrato de concessão do Terminal Portuário de Santa Catarina (TESC), no Complexo Portuário de São Francisco do Sul até maio de 2046, assinado em julho, aumentou o interesse da gigante japonesa Marubeni na aquisição do terminal multiuso. O valor da transação está avaliado em cerca de R$ 300 milhões e com a compra a Marubeni amplia sua participação no mercado brasileiro e, principalmente, no Porto e São Francisco do Sul, onde já tem um ativo. A companhia já comprou em 2011 o terminal Terlogs, especializado na movimentação de granéis sólidos.

Só que, além dos R$ 300 milhões, a Marubeni terá que investir mais R$ 141,2 milhões no terminal, no prazo de quatro anos, como contrapartida na renovação do contrato de concessão. Só que os investimentos decorrentes da renovação da concessão não parecem ser um empecilho para a Marubeni Corporation, que registrou receita total equivalente a US$ 65 bilhões no ano fiscal terminado em março passado.

O processo de busca de interessados para a aquisição do TESC já vem sendo conduzido há algum tempo pelo banco Credit Suisse e diversas empresas e grupos de investidores demostraram interesse. No entanto, o candidato óbvio sempre foi a Marubeni, dadas as potenciais sinergias com o Terlogs, mesmo que as instalações não sejam contíguas.

 

Naufrágio do navio Palas consta em mapa de 1924

O naufrágio do navio Palas, ocorrido em 1893 na barra do Porto de Itajaí, consta em mapa das extintas Directoria de Hydrographia e Directoria de Navegação do Ministério da Marinha, datado de 1924. O mapa localiza o naufrágio próximo ao Pontal de Navegantes, que posteriormente foi removido para adequar os acessos aquaviários ao Porto de Itajaí.

 

MTPAC dá continuidade ao projeto de expansão da área do Porto Organizado de Itajaí

Com a publicação da portaria número 716, no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 18, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) dá continuidade ao processo para expansão da área do Porto Organizado de Itajaí. Por meio da Portaria o ministro Maurício Quintella anunciou a convocação de consulta pública para o projeto de adaptação da área do Porto Organizado de Itajaí e agendou a audiência pública para o dia 17 de outubro, em Itajaí.

Além do agendamento do audiência pública, a portaria ainda define os prazos para: apresentação de contribuições - 1º a 30 de setembro -, sistematização das contribuições - 31 de outubro a 29 de novembro -, divulgação das respostas às contribuições - 30 de novembro -, interposição de recurso contra o exame das contribuições - 1º a 10 de dezembro - e o prazo para avaliação e encaminhamento da resposta aos recursos - 11 de dezembro a 09 de janeiro de 2018 - que pode ser prorrogado por 30 dias.

Processo teve início com a revisão do PDZ

O processo de expansão da área do Porto Organizado já teve início em Itajaí com a revisão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Itajaí, adequando-o ao Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), que é um estudo macro que engloba ainda a interligação do modal marítimo com os demais modais, e ao Plano Geral de Outorgas, do Governo Federal.

Na sequência o Município publicou um decreto na primeira semana de agosto, declarando de relevante interesse público, para fins de expansão portuária, os imóveis contidos na poligonal delimitada pelas vias Avenida Cel. Eugênio Müller, Av. Marcos Konder, Rua Silva, Rua Tijucas, Rua Olegário de Souza Júnior e seu prolongamento, Av. Irineu Bornhausen, Rua Max e Rua Blumenau.

Na prática, o documento formaliza a proposta de ampliação que já consta no PDZ desde 2004.

Na vigência do decreto estão suspensas a concessão de consultas prévias, alvarás construtivos, licenças e permissões de ordem urbanística relacionadas aos imóveis localizados na referida área.

O decreto municipal estabelece ainda o prazo de 180 dias - contados da publicação, em 04 de agosto de 2017 - para a conclusão dos trabalhos e estudos necessários às implementações das desapropriações, podendo, inclusive, ser prorrogado por igual período. Além da desapropriação dos imóveis compreendidos nessa poligonal, o decreto prevê ainda a incorporação de parte das ruas e avenidas Tijucas, Blumenau, Irineu Bornhausen, Benjamin Franklin Pereira e Pedro Antônio Fayal, e da Rua Cel. Eugênio Muller e da Travessa Bela Cruz à área de expansão do Porto de Itajaí.

O superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, explica que tais procedimentos são impostos pela Lei 12.815, de 2013, que dispõe sobre a exploração direta e indireta pela União de portos e instalações portuárias e sobre as atividades desempenhadas pelos operadores portuários.

 

Aumentam as evidências de que os escombros do suposto navio palas tenham sido atingido por uma draga

A Superintendência do Porto de Itajaí divulgou ontem informações oficiais sobre a possibilidade dos escombros do navios Palas naufragado em 1893, durante a Revolta da Armada, estarem submersos na barra de acesso ao Complexo Portuário do Itajaí. No documento encaminhado pela Assessoria de Comunicação o órgão admite que os escombros foram atingidos por uma draga que auxilia nas obras. Vale salientar que a draga mencionada não é a draga chinesa Xin Hai Niu, que executa os trabalhos para o restabelecimento da profundidade de 14 metros dos acessos aquaviários, e sim uma draga de recalque de menor porte.

Após a divulgação das informações oficiais do Porto de Itajaí, o Blog da Redação recebeu nesta manhã a imagem dos garfos da referida draga com os dentes totalmente substituídos, após ter sido danificada ao investir contra os escombros. Inclusive, os pedaços do suposto naufrágio teriam sido retirados dos garfos desta draga.

Entretanto, pelo encaminhamento que o caso está tendo, o mistério tende a ser elucidado rapidamente.

Ficou acertado para o início da próxima semana uma reunião entre representantes da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Construtora Triunfo, Superintendência do Porto de Itajaí e Prosul, para que seja definido o cronograma para os trabalhos de averiguação. A missão não será tão simples. Primeiro, é preciso fazer a sucção do material que está disperso na água, que prejudica a visibilidade. Depois, aguardar a redução da turbidez da água para que mergulhadores possam fazer o reconhecimento.

 

Escombros do navio Palas estariam próximos ao molhe de Navegantes

O pesquisador e consultor Haroldo Becker Filho, que trabalhou no canteiro de obras da Triunfo no molhe de Navegantes, garantiu que os escombros do navio Palas, naufragado há 124 anos na barrado Porto de Itajaí, estão a poucos metros do molhe de Navegantes, conforme imagem.

Becker teve conhecimento do naufrágio inicialmente em 1998. Começou as pesquisas no ano de 2008 e no início deste ano fez mergulhos para reconhecimento da área, ocasião em que diz ter constatado ser a embarcação utilizada na Revolta da Armada. Suas suspeitas foram confirmadas após os resultados de análises que encomendou a especialistas do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura (SEI), responsável pela execução da obra, já tomou providências no sentido de, se confirmado se tratar do navio Palas, preservar os escombros. Determinou que a área onde foram encontrados os escombros fossedelimitada, para que seja feita uma sucção de lama e outros sedimentos que possam dificultar a visão e um posterior reconhecimento por mergulhadores, para se saber se trata-se realmente do naufrágio do navio Palas ou de outros tipos de escombros.

Por solicitação da Superintendência do Porto de Itajaí, técnicos do Centro de Documentação e Memória Histórica da Fundação Genésio Miranda Lins estão desenvolvendo uma ampla pesquisa para confirmar as possibilidades de se tratar do naufrágio, durante a Revolta da Armada, possibilitando assim o resgate dessa parte da história.

Pesquisador confirma que escombros são do navio Palas

A Construtora Triunfo teria conhecimento da existência dos escombros do naufrágio do navio Palas ocorrido na barra do Porto de Itajaí há cerca de 124 anos. A afirmação é do pesquisador e consultor Haroldo Becker Filho, que trabalhou no canteiro de obras da empresa no molhe de Navegantes e garante ter comunicado à construtora da existência do navio naufragado na área há pelo menos um ano. Becker, inclusive, tem registros do descarte de peças do navio nas caçambas de lixo da empresa.

Segundo a fonte, os restos do navio naufragado em 1893-1894, inclusive restos de material bélico, estão nas proximidades dos espigões que estão sendo retirados para o alargamento do canal de acesso e às escavações para a nova bacia de evoluções.

Becker teve conhecimento do naufrágio inicialmente em 1998. Começou as pesquisas no ano de 2008 e no início deste ano fez mergulhos para reconhecimento da área, ocasião em que diz ter constatado ser a embarcação utilizada na Revolta da Armada. Suas suspeitas foram confirmadas após os resultados de análises que encomendou a especialistas do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Procurada ontem, a empresa disse que deve se manifestar sobre o assunto nos próximos dias.

Portonave registra recorde de movimentação entre os portos do Sul

Integrante do Complexo Portuário do Itajaí, o terminal de uso privado (TUP) Portonave, em Navegantes, é o primeiro terminal do Sul do Brasil a ultrapassar a marca de 80 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados em um mês. O recorde foi registrado no mês de julho, quando o porto recebeu 60 navios, operou 49,58 mil unidades, 86,72 mil TEUs e 866,78 mil toneladas em cargas conteinerizadas. A média mensal do terminal em 2017 é de 52,57 navios, com 42,22 mil unidades e 73,45 mil TEUs. Em tonelagem, a média mensal movimentada em contêineres pela Portonave é de 747,83 mil toneladas. 

Definida estratégia para averiguação dos supostos escombros do naufrágio do navio Palas

A Secretaria de Estado da Infraestrutura (SEI) se reuniu na tarde desta terça-feira com representantes da Construtora Triunfo, Prosul e Superintendência do Porto de Itajaí para definir uma estratégia para averiguar de os escombros encontrados nas obras da primeira etapa dos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí.

A reunião foi coordenada pelo engenheiro de carreira da SEI e fiscal da obra, Ivan Amaral, e pelo secretário adjunto Paulo Roberto Tesserolli França. Ficou definido que a área onde foram encontrados os escombros será delimitada, para que seja feita uma sucção e posterior reconhecimento por mergulhadores, para se saber se trata-se realmente do naufrágio do navio Palas ou de outros escombros.

 

Navio naufragado há 124 anos pode ter aparecido nas obras dos acessos aquaviários ao Complexo Portuário do Itajaí

Os escombros do naufrágio do navio Palas, ocorrido há 124 anos, podem ter aparecido nas dragagens dos novos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí. A informação chegou ao Blog da Redação na última segunda-feira, 14, acompanhada de imagens de escombros, e estão ainda sendo checadas. No entanto, sabe-se já que a área onde supostamente foram encontrados os destroços será isolada, até que a hipótese seja confirmada e o naufrágio preservado.

O fiscal da obra, engenheiro da Secretaria de Estado da Infraestrutura Ivan Amaral, foi surpreendido com a notícia na manhã de ontem e contatou a Superintendência do Porto de Itajaí e a Construtora Triunfo, responsável pela obra, para a definição das estratégias a serem adotadas. No entanto, Amaral disse ter conhecimento de que havia alguma coisa submersa no local. Tanto é que a área foi desviada para que as dragas não fossem danificadas.

O superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, também só foi informado ontem do fato e, imediatamente, acionou a Gerência do Meio Ambiente para apurar os fatos. Salles também solicitou à Fundação Cultural de Itajaí um levantamento histórico do naufrágio, pois também há a possibilidade dos escombros não serem do Palas e sim pedaços de vagonetes utilizados na construção do molhe, entre outras possibilidades. A Triunfo ainda não se manifestou com relação ao fato, mas deve se pronunciar nos próximos dias.

Segundo relatos da Marinha do Brasil, o navio Palas foi uma embarcação com casco em aço e de propulsão a vapor, movido a hélice, pertencente à Companhia Frigorífica Brasileira, com sede no Rio de Janeiro. A embarcação teria sido incorporada às forças navais pelos revolucionários da Armada em 1893*. Chegou a Santa Catarina dias depois, juntamente com a embarcação Aquidabã, naufragando na barra do Rio Itajaí em 25 de outubro. Há relatos que durante muitos anos sua carcaça aflorava das areias do pontal, dando inclusive o nome ao local de Praia do Palas.

Entre as imagens recebidas pelo Blog da Redação estão pedaços de madeira de carvalho com pinos em bronze, estruturas de ferro com rebites e vedação em lona, chapa de revestimento em bronze ou metal e pedaço de amarra em rami, supostamente pertencentes à embarcação.

Matéria completa sobre o assunto na edição impressa de setembro da Revista Portuária - Economia & Negócios.

(*) Há divergencias com relação ao ano. Em alguns documentos, o naufrágio teria ocorrido em outubro de 1894. 

Liberado o acesso ao Complexo Portuário do Itajaí

A autoridade marítima declarou aberta a barra de acesso ao Complexo Portuário do Itajaí na manhã desta terça-feira, após avaliação da Praticagem, às 6h30.

A prioridade foi  a desatracação de um cargueiro que estva no TUP Portonave desde a quinta-feira passada, para posteriormente dar início às manobras de atracação. Até ontem, seis navios aguardavam fundeados a liberação do acesso.

Movimentação de cargas cresce 3% no Complexo do Itajaí-Açu

O Complexo Portuário do Itajaí encerrou os primeiros sete meses deste ano com aumento de 3% na movimentação de cargas. Foram 626,3 mil TEUs (Twenty-fdoot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) nos primeiros sete meses deste ano ante 609,57 mil TEUs em igual período do ano passado. O número de escalas cresceu 2%.

O terminal de uso privado (TUP) Portonave se mantem com a maior fatia das operações, com 499,36 mil TEUs, ante 110,21 mil TEUs operados pela APM Terminals Itajaí. Já o número de escalas cresceu 2% na margem de Navegantes, enquanto caiu 12% em Itajaí.

Barra do Complexo do Itajaí continua fechada

Continua fechado o acesso ao Porto de Itajaí e demais terminais que formam o Complexo Portuário do Itajaí-Açu. A Autoridade Marítima declarou a impraticabilidade da barra no início da manhã de sexta-feira e não há previsão de reabertura.

O Terminal Portonave está com um navio atracado desde a semana passada, que já deveria ter zarpado. A praticagem de Itajaí deve fazer uma avaliação às 15h de hoje para ver a possibilidade de retirada deste cargueiro. Ainda está programada uma nova avaliação para as 6h30 de amanhã, terça-feira, para que seja reavaliada a possibilidade de reabertura do canal, mesmo que com restrições, para manobras de atracação.

Até a manhã desta segunda-feira seis navios aguardavam ao largo, à espera da possibilidade de atracação.

Para a atividade portuária, cada dia de barra impraticável significa que Complexo Portuário deixa de operar a média de 1,8 mil contêineres. Isso representa que, a cada dia parado, deixam de ser movimentados R$ 2,88 milhões no Porto e demais terminais.

15 manobras poderão deixar de ocorrer até o domingo

Se a previsão da Defesa Civil se confirmar, 15 manobras deixarão de acontecer no Complexo. Para hoje estavam previstas duas atracações. Já no sábado deveriam ser feitas três manobras de entrada, duas de saída e duas mudanças de berço e, no domingo, quatro saídas e duas entradas.

Nestes três dias o complexo deverá deixar de movimentar R$ 8,64 milhões. O cálculo é feito tomando como base a movimentação média diária de 1,8 mil contêineres, a R$ 1,6 mil cada contêiner, que é o valor referência da Superintendência do Porto de Itajaí. Neste valor estão inclusas as tarifas portuárias, transporte, mão de obra, mais outras despesas logísticas computadas na operação do armazém ao interior do navio.  

Acesso fechado ao Complexo Portuário do Itajaí

A Autoridade Marítima de Itajaí, no caso a Delegacia da Capitania dos Portos, declarou impraticável o acesso ao Porto e terminais portuários instalados na foz do Rio Itajaí-Açu a partir das 07h desta sexta-feira. A medida foi tomada para garantir a segurança das operações de acesso devido aos ventos com velocidade de 15 nós, ondas de até 3,5 metros de altura e rajadas de 20 nós.

Não há previsão de abertura da barra nas próximas horas, uma vez que segundo as previsões da Defesa Civil, o mar deverá estar muito agitado, inclusive com possibilidade de ressacas no Litoral Catarinense até o meio-dia de domingo, 13. Há riscos de ondas com picos de até quatro metros nos períodos da preamar, com risco para navegação e atividades de pesca.

Para a atividade portuária, cada dia de barra impraticável significa que Complexo Portuário deixa de operar a média de 1,8 mil contêineres. Isso representa que, a cada dia parado, deixam de ser movimentados R$ 2,88 milhões no Porto e demais terminais.

Decreto marca início do programa de expansão do Porto de Itajaí

Por meio do Decreto 11.025, de 04 de agosto, o prefeito Volnei Morastoni declarou de relevante interesse público, para fins de expansão portuária, os imóveis contidos na poligonal delimitada pelas vias Avenida Cel. Eugênio Müller, Av. Marcos Konder, Rua Silva, Rua Tijucas, Rua Olegário de Souza Júnior e seu prolongamento, Av. Irineu Bornhausen, Rua Max e Rua Blumenau.

Na vigência do Decreto estão suspensas a concessão de consultas prévias, alvarás construtivos, licenças e permissões de ordem urbanística relacionadas aos imóveis. O decreto ainda estabelece o prazo de 180 dias - contados da publicação, na página 18 do Jornal do Município do dia 04 de agosto - para a conclusão dos trabalhos e estudos necessários às implementações das desapropriações, podendo, inclusive, ser prorrogado por igual período.

Além da desapropriação dos imóveis compreendidos nessa poligonal, o Decreto prevê ainda a incorporação de parte das ruas e avenidas Tijucas, Blumenau, Irineu Bornhausen, Benjamin Franklin Pereira e Pedro Antônio Fayal, e da Rua Cel. Eugênio Muller e da Travessa Bela Cruz à área de expansão do Porto de Itajaí.

O superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, diz que as áreas declaradas de relevante interesse público, para fins de expansão portuária também fazem parte do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto e do Plano Mestre do governo federal para a expansão.  

 

Porto de Imbituba inicia temporada 2017 de monitoramento das baleias francas

A SCPar Porto de Imbituba deu início ao Programa de Pesquisa e Monitoramento das Baleias Francas no Porto de Imbituba e Adjacências. O primeiro sobrevoo de monitoramento da espécie foi realizado na última semana de julho e abriu a temporada 2017 do projeto. O monitoramento aéreo foi realizado desde a praia do Moçambique, em Florianópolis, até o município de Torres, no Rio Grande do Sul, e foi registrada a presença de 29 baleias francas e uma baleia jubarte na área.

Em paralelo aos sobrevoos, o Setor de Meio Ambiente do Porto de Imbituba também apresenta à comunidade portuária o PO.SSMA.01. Trata-se de um novo procedimento interno de boas práticas para as embarcações que atuam no porto durante a temporada de reprodução da espécie. O documento tem caráter orientativo e reforça diretrizes para navegação, com o objetivo de preservar a espécie de molestamentos não intencionais e minimizar os riscos de uma possível colisão com embarcações.

O público-alvo da iniciativa são os trabalhadores portuários envolvidos diretamente com as manobras de atracação e desatracação, como os práticos, rebocadores, comandantes e agentes marítimos. Este é o quinto ano que a SCPar Porto de Imbituba realiza o Programa.

Draga holandesa auxilia no restabelecimento das profundidades dos acessos ao Complexo Portuário do Itajaí

Mais uma draga passou a operar no restabelecimento das profundidades dos canais de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí em 14 metros. A embarcação denominada Elbe, de fabricação holandesa, chegou a Itajaí nesta semana e auxilia nas operações da draga Xin Hai Niu nos berços de atracação e em outros pontos de menor acesso, onde a draga chinesa não tem proximidade devido ao seu tamanho.

A draga Elbe é tipo “hopper dredger”. Pesa 2,47 mil toneladas e 3,34 mil TPB. Mede 77,15 metros, tem boca de 15 metros, cisternas com capacidade para 2,8 mil metros cúbicos e potência instalada de 4,48 mil Quilowatt (KW). Está em atividade há sete anos e seu último trabalho de dragagem foi realizado no Porto de Paranaguá.

MTPAC renova contrato de terminal em São Francisco do Sul

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, assinou na última quinta-feira, 27, a renovação do contrato de concessão do Terminal Portuário de Santa Catarina (TESC), no Complexo Portuário de São Francisco do Sul, até maio de 2046. Em contrapartida, a empresa vai investir R$ 141,2 milhões no terminal, no prazo de quatro anos.

Ainda em março deste ano o TESC havia sido qualificado na lista do Programa de Parcerias e Investimentos, do governo federal, com empreendimento público federal a ter a prorrogação do contrato antecipada. Para o ministro Quintella, a renovação antecipada é fundamental para o desenvolvimento econômico e captação, além da melhoria da infraestrutura e serviços de logística do País.

Em operação há mais de 10 anos, o TESC é formado pelas empresas Portonovo Participações e Nityan Empreendimentos e Participações SA, ou seja, investimentos 100% privados. Controla a WRC Operadores Portuários S/A e o TESC Redex, um terminal retroportuário situado a seis quilômdtros do porto de São Francisco do Sul.

A assinatura dessa prorrogação do contrato do TESC aumenta ainda mais as expectativas da comunidade portuária de Itajaí e região com relação a extensão do contrato de arrendamento do operador APM Terminals no Porto Público de Itajaí.

APMT busca mais investimentos para Itajaí

A empresa APM Terminal Itajaí já contratou um novo Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) para dar prosseguimento ao processo de extensão do contrato de arrendamento do Terminal de Contêineres do Porto de Itajaí. O estudo é necessário no processo, uma vez que agora, com o Decreto de Portos - Decreto 9.048/17, que regula a exploração de portos organizados e de instalações portuárias -, a empresa arrendatária pode escalonar os investimentos propostos para Itajaí.

Desta forma, segundo o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, a APMT estuda novos valores para serem investidos nas operações com contêineres no Porto de Itajaí, de forma que se consiga, através do tempo, equipar o terminal para que ele se torne cada vez mais competitivo.

Inclusive, o superintendente da APMT no Brasil, Ricardo Arten Gorzelak, está com viagem agendada para a próxima semana à Dinamarca, onde fica a matriz da APMT, para defender mais investimentos para o Porto de Itajaí.

Vale lembrar que a APMT é controlada pelo Maersk Group, que é o maior operador portuário do planeta, e é uma das empresas com maior crescimento no setor de terminais portuários do mundo. Esta presente em mais de 30 países nos cinco continentes, com mais de 50 terminais portuários e cerca de 14 novos projetos em desenvolvimento.

Negócios realizados no II Salão Náutico Marina Itajaí ficam aquém do esperado

A realização do II Salão Náutico Marina Itajaí, de 20 a 23 de julho, registrou um volume de negócios inferior em cerca de 33% ao do ano passado. Segundo divulgado nesta quarta-feira pela organização, o volume de negócios desta edição ficou em torno de R$ 40 milhões, ante os R$ 60 milhões registrados na edição do ano passado. Aliás, esse era o volume de negócios que a organização queria superar.

Resta saber quanto mais será movimentado no pós-evento, em decorrência dos negócios prospectados. Valor que a organização afirma ser impossível mensurar. O II Salão Náutico Marina Itajaí foi uma realização da Marina Itajaí em parceria com a JG Eventos. 

Venda da Portonave volta à tona

A venda de suas ações na Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes pela Triunfo Participações e Investimentos (TPI) ao armador MSC volta a ser assunto de destaque nos meios empresarial e financeiro. O negócio envolveu a cifra de R$ 1,3 bilhão e agora a TPI quer blindar os recursos contra o BNDES, para quem a empresa deve mais de R$ 1 bilhão.

Para garantir que o BNDES não tenha acesso a tais recursos a TPI protocolou na última sexta-feira dois planos de recuperação extrajudicial - sendo R$ 2,1 bilhões da holding, mais R$ 700 milhões da sua controlada Concer. Desta forma, ficam suspensas as execuções contra a TPI e, quando o pedido de recuperação for homologado, em 45 dias, as execuções serão eliminadas.

Com isso a TPI blinda os recursos que já têm destino certo: o pagamento de uma dívida que contraiu com o fundo americano Farallon em novembro - com juros de 14% ao ano mais variação cambial - pelo qual eu as ações da Portonave em garantia.

O valor a ser pago é de R$ 750 milhões. Os R$ 50 milhões restantes a TPI quer usar para reforçar o caixa da Companhia. 

Aumenta a geração de empregos em Itajaí

Itajaí voltou a gerar empregos. Estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostram que Itajaí voltou a ter mais contratações - apenas empregos com carteira assinada - do que demissões neste ano. Segundo o Caged, no primeiro semestre de 2017 já foram assinadas cerca de 1,2 mil carteiras de trabalho. Se o ritmo se mantiver, serão 2,4 mil empregos gerados neste ano. Nos anos de 2015 e 2016 foram fechadas mais de 5,4 mil vagas de empregos na cidade.

A administração pública gerou 356 postos de trabalho, seguida pela indústria da transformação (301), serviços (243), agropecuária e pesca (227) e construção civil (185). Já os serviços de utilidade pública fecharam seis vagas, o setor de extração mineral dez vagas o comercio foi que mais demitiu neste ano: 95 trabalhadores perderam seus empregos.

No entanto, a sensação de crise persiste, afinal ainda restam 4,2 mil empregos a serem gerados para que seja alcançado o mesmo nível de atividade econômica de 2014. Porém, é bom saber que Itajaí já deixou o pior momento para trás.

Confirmada a primeira escala do Serviço Ásia em Imbituba

Está confirmado para o dia 26 de agosto a primeira escala do Serviço Ásia - operado por joint service entre os armadores Hamburg Sud, Hapag Lloyd, Nyk, Zim, United Arab Shipping Company (UASC) e Hyundai (HMM) - no Terminal Santos Brasil. No Porto de Imbituba. A partir de então, serão realizadas escalas semanais no porto, com expectativa da movimentação de 2 mil contêineres por escala.

O serviço operava no Porto de Rio Grande e, segundo os gestores do Porto, foi transferida para Imbituba devido às tarifas competitivas e da profundidade local de 15 metros, a maior do Sul do país e uma das maiores do Brasil.

As operações da joint devem representar uma movimentação mensal de 8 mil contêineres em Imbituba, totalizando 96 mil unidades/ano. A capacidade do Porto de Imbituba é para receber até 500 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, ou aproximadamente 250 mil unidades de 40 pés.

 

Multilog obtém certificação OEA

A unidade CLIA Itajaí da Multilog foi certificada como Operador Econômico Autorizado (OEA). A conquista foi na modalidade OEA-Segurança, como Depositário de Mercadoria sob Controle Aduaneiro. O OEA consiste na certificação dos órgãos intervenientes da cadeia logística que representam baixo grau de risco em suas operações, tanto em termos de segurança física da carga quanto ao cumprimento de suas obrigações aduaneiras.

Além de contribuir para aprimorar os controles aduaneiros por meio da gestão de risco, as empresas certificadas como OEA ainda ajudam a melhorar a imagem do país e atrair investimentos.

No Brasil, o OEA faz farte de um programa internacional, o AEO - Authorised Economic Operator. Surgiu em 2005, durante uma convenção da Organização Mundial Aduaneira (OMA), que aconteceu em Bruxelas, Bélgica, com a proposta de integrar as aduanas e todos os operadores envolvidos na cadeia do comércio internacional.

A empresa está buscando também a certificação para sua unidade de transportes e, posteriormente, para suas demais unidades presentes nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.

Log-In incorpora novo navio à frota

O armador nacional Log-In amplia a capacidade para 18,1 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) com a aquisição do cargueiro Log-In Resiliente. O porta contêineres substitui o Log-In Amazônia, com capacidade para 1,7 mil TEUs, e faz parte d a estratégia da empresa de homogeneizar a frota, por meio de navios com capacidade de transporte semelhantes. O armador não informou o valor do investimento e nem a procedência dos recursos.

O navio possui 210,92 metros de comprimento, 32,26 metros de largura e capacidade para 2,7 mil TEUs ou 38 mil toneladas de porte bruto. Segundo a empresa, além dos ganhos para o negócio de cabotagem da empresa, o Log-In Resiliente também reforça as vantagens ambientais da cabotagem.

Câmbio segura exportações via Imbituba

A baixa cotação do dólar segurou as exportações de algumas commodities, principalmente da soja e do milho e impactou nas operações do Porto de Imbituba no primeiro semestre deste ano, que comparado ao mesmo período de 2016, houve decréscimo de 10% no total movimentado. Foram 2,22 milhões de toneladas movimentadas no primeiro semestre de 2017, ante 2,29 milhões de toneladas, em igual período do ano passado. Das cargas movimentadas no primeiro semestre, destaque para os granéis sólidos (principalmente soja e coque de petróleo), que representaram 84% do volume global.

No entanto, a expectativa para o segundo semestre é que ocorra um aumento no escoamento da safra, o que certamente impactará em acréscimo nas operações. O início do novo serviço para a Ásia - formada pelos armadores Hamburg Sud, Hapag Lloyd, Nyk, Zim, United Arab Shipping Company (UASC) e Hyundai (HMM) - a partir de agosto, também deve aquecer a movimentação nesse porto.

A expectativa é da operação de 8 mil contêineres por mês, em quatro escalas semanais. O serviço operou até o primeiro semestre no Porto de Rio Grande e, consequentemente, deve trazer as cargas do porto gaúcho para Imbituba.

Vale destacar que a movimentação de contêineres em Imbituba já apresentou crescimento no primeiro semestre deste ano. Foram 20,33 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) de janeiro a junho de 2017, com crescimento de 64% sobre 12,37 mil TEUs movimentados em igual período do ano passado.

 

Porto Itapoá aumenta operações em 34%

O terminal de uso privado (TUP) Porto Itapoá registrou em junho o recorde de 34 mil contêineres movimentados e encerra o primeiro semestre com avanço de 34% nos volumes importados, em relação ao igual período do ano passado. As exportações registraram alta de 12% no período e as cargas de Cabotagem, 24%.

Além das 34 mil unidades de contêineres operados em junho, mês que o TUP completou seis anos de operação, deste total, 11,2 mil unidades foram cargas de exportação e 8,4 mil unidades de importação. E parte deste volume é fruto de operação especial do Porto Itapoá para atender a demanda que migrou principalmente do Complexo Portuário do Itajaí, que teve dificuldade em atender seus clientes durante o período de chuvas fortes ocorridas no Estado e a consequente impraticabilidade da Barra do Porto de Itajaí.

Obras em pleno vapor

Somada a intensa movimentação de contêineres no semestre, o Porto Itapoá está ampliando seu pátio de contêineres e píer, com previsão de conclusão em maio de 2018, quando o TUP passará a contar com pelo menos 100 mil metros quadrados de pátio e 170 metros de píer. Com essas dimensões a perspectiva é ter capacidade adicional de movimentação de até 1,2 milhões de TEUs/ano.

 

Complexo do Itajaí fecha o semestre com avanço de 3% na movimentação de contêineres

O Complexo Portuário do Itajaí encerrou o primeiro semestre com uma movimentação acumulada de 527,01 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés). O volume operado nos seis meses deste ano cresceu 3%, comparativamente aos 513,83 mil TEUs operados de janeiro a junho de 2016.

A margem direita - Porto Público e APM Terminals Itajaí - movimentaram 99,41 mil TEUs, com avanço de 7%, enquanto a Portonave Terminal Portuário Navegantes S/A operou 427,47 mil TEUs, com crescimento de 2% sobre o primeiro semestre do ano passado.

Se analisadas apenas as operações de junho, o Complexo Portuário movimentou 83,9 mil TEUs, com recuo de 2% com relação a junho passado. A retração pode ser creditada aos vários dias que o acesso ficou impraticável no período, devido às fortes correntezas.

Desse volume, a margem direita movimentou 14,54 mil TEUs, que é praticamente a mesma movimentação de junho do ano passado; e a Portonave operou 69,36 mil TEUs, registrando queda de 3%.

Neblina prejudica acessibilidade ao Porto de Itajaí

A forte neblina na manhã desta quarta-feira impede a visibilidade para a realização de manobras no Complexo Portuário do Itajaí e fez com que a Autoridade Marítima determinasse a impraticabilidade da barra. A praticagem e a Autoridade Portuária vão fazer o monitoramento e há possibilidade de que o acesso seja liberado ainda pela manhã.

APM Terminals reforça intenção de continuar operando no Porto de Itajaí

A empresa APM Terminals, controlada pelo Maersk Group, hoje maior operador portuário do planeta, já protocolou junto ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) documento afirmando que concorda com os termos do Decreto 9.048/17 - que regula a exploração de portos organizados e de instalações portuárias. Segundo o documento, a atual arrendatária do terminal de contêineres do Porto de Itajaí pretende fazer uso do direito que lhe faculta o documento, que é de sucessivas renovações, mediante investimentos, até completar 70 anos, mediante sucessivos investimentos.

Diante disso, o superintendente da APMT no Brasil, Ricardo Arten Gorzelak, disse na manhã desta terça-feira, durante solenidade no Porto de Itajaí, que o plano de investimentos da APM Terminals em Itajaí está sendo renovado. Segundo o executivo, a APMT está com um processo em tramitação na Secretaria de Portos e na Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq), que no início previa investimentos de R$ 170 milhões na atividade portuária em Itajaí. No entanto, diante do novo rito determinado pelo Decreto 9.048/17 - que regula a exploração de portos organizados e de instalações portuárias -, a empresa está revisando os valores, porque a nova legislação permite que os investimentos ocorram de forma moderada e que se consiga, através do tempo, equipar o terminal para que ele se torne cada vez mais competitivo.

Segundo Arten, trata-se de um trabalho que está sendo feito a quatro mãos, junto com a superintendência do Porto, para que sejam definidos os melhores valores para o Porto de Itajaí.

Ordem de serviços para obras no Porto de Itajaí sai na terça-feira

Está confirmada para a terça-feira, 11, a assinatura da ordem de serviço, para a Serveng Engenharia, para a retomada das obras do berço 3, que está com cerca de 90% dos trabalhos concluídos, e para os estudos e ensaios de perfuração das lajes do berço 4, para que aí seja elaborado um novo orçamento para a aditivação do contrato ou, dependendo do valor, uma nova licitação. A conclusão do berço 3, do qual faltam praticamente as defensas e cabeços de amarração, está prevista para ocorrer no prazo máximo de 90 dias. Já os estudos referentes ao berço 4 devem ser concluídos em 120 dias.

A obra havia sido paralisada no ano passado por falta de pagamento à empreiteira. Depois de muitas tentativas junto ao governo federal, foi liberado pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, no dia 11 de maio, o montante de R$ 23 milhões. No entanto, somente agora esses recursos foram repassados ao Porto, só que em valor inferior, de R$ 18.863,669,70.

Vale ressaltar que a obra é de fundamental importância para o Porto de Itajaí, que terá na exploração dos dois berços uma nova fonte de receita, uma vez que está apenas com um berço em operação.

Governo reduz trâmites para as exportações e promete agilidade

Novas ferramentas para agilizar as exportações já estão em operações. A informação partiu do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) na manhã desta quinta-feira, 06. O órgão informa que a partir desta semana os exportadores brasileiros poderão preencher a Declaração Única de Exportação (DU-E) na própria tela do Portal Único de Comércio Exterior ao invés de enviar os dados via Webservice.

A DU-E substitui os atuais Registro de Exportação (RE), Declaração de Exportação e Declaração Simplificada de Exportação (DSE). Segundo o governo, a DU-E também é integrada à Nota Fiscal Eletrônica e possibilita reduzir em até 60% a necessidade de preenchimento manual de dados. Com isso, obtem-se a integridade das informações, redução de erros e a facilitação da comprovação das exportações junto aos fiscos estaduais.

Espera-se redução de até 40% do prazo médio para a efetivação de uma operação de exportação.

 

Atraso nas obras dos novos acessos impactam na competitividade do Complexo Portuário do Itajaí

O retorno do serviço Ásia para a margem direita do rio Itajaí-Açu - para a APM Terminals, arrendatária das operações com contêineres no Porto Público de Itajaí - deve trazer inicialmente um incremento de 20% e não os 30,6%, conforme publicou ontem o Blog da Redação. Isso porque, enquanto o serviço mantém escalas semanais nos outros portos, no Complexo Portuário do Itajaí vai escalar quinzenalmente, devido a limitações operacionais.

A previsão para que a joint venture responsável pelo Serviço Ásia - formada pelos armadores Hamburg Sud, Hapag Lloyd, Nyk, Zim, United Arab Shipping Company (UASC) e Hyundai (HMM) - opere com frequência semanal em Itajaí é apenas depois de abril, quando a primeira etapa das obras dos novos acessos estiverem concluídas, pois conta com seis navios de 331 metros de comprimento, que não fazem a rotação na atual bacia de evolução, que comporta apenas embarcações de até 306 metros.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura, responsável pelas obras prevê para abril de 2018, na melhor das hipóteses, a conclusão dos trabalhos da primeira fase. A obra já deveria estar concluída, mas entraves de todos os tipos e origens, vem prorrogando o seu termino.

Quando foi anunciada, ainda em 2013, previa-se que a primeira etapa estivesse pronta no ano seguinte, sob pena de um prejuízo mensal de R$ 60 milhões - que só não se confirmou porque que a retração no comércio exterior em todo o mundo atrasou a migração de navios maiores para a América do Sul.

Mas com a retomada gradativa do comércio internacional, esses navios já trafegam pela costa brasileira. Em Santa Catarina a Linha Ásia escala também  no TUP Porto Itapoá e, a partir de agosto, no Porto de Imbituba, com periodicidade semanal.

Serviço Ásia retorna à APM Terminals Itajaí

A joint venture responsável pelo Serviço Ásia - formada pelos armadores Hamburg Sud, Hapag Lloyd, Nyk, Zim, United Arab Shipping Company (UASC), Hyundai (HMM) - optou pela APM Terminals para a continuidade de suas escalas no Complexo Portuário do Itajaí. A primeira escala já está programada para o dia 09 de setembro.

A decisão era aguardada com inquietude pelos gestores da APMT e Portonave - Terminal Portuário Navegantes, pois representa uma movimentação média de 700 contêineres por semana, totalizando 33,6 mil contêineres/ano. Essa movimentação representa 5,3% de tudo o que o Complexo Portuário do Itajaí operou no ano passado, 6,4% das operações da Portonave e 30,6% das operações da APM Terminals.

O serviço Ásia fazia parte do antigo serviço ASAS, que operou em Itajaí até julho de 2015, quando passou para Navegantes. Essa transferência significou a perda de cerca de 40% das cargas de Itajaí, o que agravou a crise no terminal. De lá para cá, o antigo ASAS se dividiu em dois e parte dos armadores passou a integrar a linha SEAS.

Em Santa Catarina a Linha Ásia escala também no Porto de Imbituba e no TUP Porto Itapoá.

Operações da Maersk voltam à normalidade nesta segunda-feira

A gigante A.P. Moller-Maersk, vítima de um ataque de hacker na terça-feira, 27 de junho, espera que as operações voltadas para clientes voltem ao normal em todas as suas unidades nesta segunda-feira, com a retomada das entregas de contêineres em seus principais portos.

Em Itajaí, onde opera como arrendatária das operações com contêineres no Porto Público, a empresa voltou a operar as exportações de forma automatizada ainda no final da tarde de sexta-feira, 30, e agora está liberando gradualmente as cargas de importação.

A APM Terminals opera 76 terminais de contêineres em todo o mundo.

Infraero esclarece nota relacionada ao resultado do processo licitatório do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes.

A Empresa Brasileira de Infraestrurura Aeroportuária (Infraero) esclarece nota bublicada no "Blog da Redação", na última quarta-feira, 28 de junho, com relação ao resultado do processo licitatório do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes.

Segue texto da  Infraero na íntegra:

Em relação à nota “Iniciativa privada não quer investir em Navegantes”, publicada no site da Revista Portuária em 28/6/2017, as licitações mencionadas na nota se referem não à concessão de aeroportos, mas à concessão da operação do terminal de logística de carga (Teca) do Aeroporto de Navegantes.

Atenciosamente,

Assessoria de Imprensa – Infraero

 

Iniciativa privada não quer investir em Navegantes

Enquanto os leilões realizados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuárias (Infraero) resultaram em investimentos milionários para os aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador, nenhuma empresa manifestou interesse em investir no Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes. O edital para o processo licitatório foi publicado no mês passado e o prazo para que as empresas apresentassem suas propostas era a manhã de 22 de junho. No entanto, a licitação foi deserta, ou seja, não tiveram propostas. A expectativa da Infraero era garantir investimentos de cerca de R$ 550 milhões na exploração comercial e operação da atividade de armazenagem e movimentação de cargas internacionais e nacionais no aeroporto.

Em nota a empresa pública garante que a situação em nada altera os planos da Infraero para a área de soluções logísticas, bem como os planos para o Complexo Logístico do Aeroporto Internacional de Navegantes. Segundo a nota, o projeto de concessão de área para complexos logísticos faz parte da estratégia comercial para desenvolvimento e ampliação dos negócios nesta área e a Infraero já está se buscando, tanto internamente como junto aos potenciais investidores prospectados, diagnosticar os motivos que levaram a esse resultado. “Nossa intenção é republicar tão logo seja possível o processo, com os ajustes se necessários, para que seja dada continuidade ao projeto”, garante a Infraero. 

Obras serão retomadas no Porto de Itajaí

Está definida para a primeira quinzena de julho a retomada das obras dos berços 3 e 4, no Porto Público de Itajaí. A ordem de serviço, a favor da Serveng Engenharia, será expedida pelo Porto em 11 de julho e o reinício das obras será imediato. A expectativa, segundo o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, é que o berço três esteja concluído no prazo de 90 dias, contados a partir da assinatura da ordem de serviço.

O berço 3 está com mais de 90% das obras concluídas, necessitando praticamente das defensas e cabeços de amarração. Itens que, segundo Salles, serão contratados imediatamente.

Com relação ao berço 04, foram encontrados escombros remanescentes das enchentes de 1983, o que impossibilita a perfuração para cravação de estacas para o novo cais. Diante disso, será necessário minucioso estudo, com ensaios de perfuração das lajes, para que aí seja elaborado um novo orçamento para a aditivação do contrato ou, dependendo do valor, uma nova licitação. A conclusão destes estudos deverá estar concluídas em 120 dias.

A liberação dos recursos para a obra, no valor de R$ 23 milhões, foram autorizados pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, no dia 11 de maio. No entanto, somente agora esses recursos foram repassados ao Porto. Vale ressaltar que a obra é de fundamental importância para o Porto de Itajaí, que terá na exploração dos dois berços uma nova fonte de receita, uma vez que está apenas com um berço em operação.

APM Terminals e Portonave em disputa acirrada por linha para a Ásia

É acirrada a disputa pela operação de serviço para a Ásia entre o terminal de uso privado Portonave e a arrendatária do terminal de contêineres no Porto de Itajaí APM Terminals Itajaí, em margens opostas do rio homônimo. E não é para menos.

Segundo a Superintendência do Porto de Itajaí, o serviço movimenta a média de 700 contêineres por semana, ou 33,6 mil unidades ano, entre importação e exportação. Esse volume representa 5,3% de tudo o que o Complexo Portuário do Itajaí operou no ano passado, 6,4% das operações da Portonave e 30,6% das operações da APM Terminals.

A rota é operada por uma joint-service formada pelos armadores Hamburg Sud, Hapag Lloyd, Nyk, Zim e Hyundai (HMM) e fazia parte do antigo serviço ASAS. O serviço é responsável pelo escoamento de uma boa parcela das exportações da agroindústria catarinense e a menina dos olhos de qualquer operador.

Em Santa Catarina os armadores já optaram pelo terminal da Santos Brasil no Porto de Imbituba, no Sul do estado, em detrimento ao porto de Rio Grande. A escolha por Itajaí ou Navegantes deve ser anunciada pelos armadores que compõem o serviço ainda nesta semana.

Portanto, com a inclusão de Imbituba, o serviço escalará em três terminais catarinenses a partir de agosto deste ano, Imbituba, Itapoá e Itajaí ou Navegantes.

 

 

 

Porto de Imbituba ganha linha para Ásia

O Porto de Imbituba comemora o início das operações, em agosto, de uma linha com destino à Ásia para movimentação de contêineres. O porto, no Sul do Estado, disputava essa linha com o Porto de Rio Grande. Trata-se da mesma linha que opera no TUP Portonave, em Navegantes, há cerca de dois anos, e no TUP Porto Itapoá. O serviço é operado pelos armadores Hamburg Sud, Hapag Lloyd, Nyk, Zim e Hyundai (HMM), e fazia parte do antigo serviço ASAS.

Segundo informações da Administração do Porto de Imbituba, o grande número de dias muitos portos deixaram de operar nos meses de maio e junho, devido ao fechamento da barra por adversidades climáticas, teve grande peso na decisão dos armadores.

O fato de Imbituba e ser o porto público com maior profundidade das regiões Sul e Sudeste do Brasil, também pesou na disputa. O Canal de Acesso atinge a profundidade de 17 metros, a bacia de evolução opera com calado de 15,5 metros e a área entre-berços alcança calado de 15,5 metros. O calado operacional dos berços 1 e 2 chega a 14,5 metros e, do berço 03, a 11,5 metros.

Já no Complexo Portuário do Itajaí a APM Terminals diz que está disputando esse serviço com a Portonave, na margem esquerda. O armador deverá decidir até o final da semana se o serviço continua operando em Navegantes, ou retorna para Itajaí. A torcida na margem direita é grande, pois o retorno do armador para Itajaí é visto como uma grande alternativa de incremento na movimentação de cargas pela APMT, que teve uma redução de quase 50% quando o mesmo serviço migrou para Navegantes.

Complexo do Itajaí retoma operações

Com o fim da neblina o Complexo Portuário do Itajaí voltou a ter seu acesso liberado por volta das 11 horas desta segunda-feira. As operações foram retomadas por volta do meio dia, com a saída do navio MSC Azov, atracado no berço da APM Terminals Itajaí, no Porto Público. Também deverão sair até as 14h30 os navios full container atracados na Portonave, em Navegantes, para que as duas atracações previstas para a tarde, nos terminais privados Teporti e Portonave, ocorram a partir das 15h45min, segundo a previsão da praticagem de Itajaí.

Complexo de Itajaí está novamente impraticável

O acesso marítimo ao Complexo Portuário do Itajaí está fechado desde as 7h40min desta segunda-feira, devido a forte neblina na foz do Rio Itajaí-Açu, o que impede a visibilidade e, consequentemente, a segurança nas atracações. A princípio, cinco manobras estavam previstas para hoje.

A Autoridade Marítima, no caso a Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí, e a praticagem estão monitorando a neblina para que a barra retome sua praticabilidade o mais breve possível. A cada dia de barra impraticável o Complexo Portuário deixa de operar a média de 1,8 mil contêiner, o que significa que a cada dia parado, deixa de movimentar R$ 2,88 milhões.

Triunfo depende de acordo para evitar recuperação judicial

Mesmo com a venda do terminal Portonave por R$ 1,3 bilhão, anunciada na segunda-feira, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) ainda depende de um acordo com os credores para respirar aliviada e se livrar de uma recuperação judicial. A empresa deve ao mercado R$ 3,8 bilhões, sendo que parte desse montante passa por renegociações, que podem ser concluídas na próxima semana.

O acordo envolve quase 20 credores financeiros e deve acelerar a venda de outros ativos do grupo. A negociação com os credores tenta garantir que parte do dinheiro da venda da Portonave seja usada para dar fôlego à companhia.

Além do terminal portuário, a Triunfo tenta se desfazer da participação na empresa Tijoá – concessionária responsável pela exploração da Usina Hidrelétrica de Três Irmãos – e no Aeroporto de Viracopos, onde é sócia com o grupo UTC, envolvido na Operação Lava Jato. 

Quadro se agravou com crise institucional brasileira

Desde o ano passado, a empresa vem atravessando grave crise financeira com a piora do cenário econômico e fechamento do mercado de crédito brasileiro. Em fevereiro deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que faria a execução de garantias de dois empréstimos pontes concedidos às controladas da Triunfo: R$219 milhões da concessionária de rodovias Concer, vencidos em novembro de 2016; e R$ 760 milhões da Concebra, vencida em dezembro de 2016.

Segundo o balanço do primeiro trimestre da companhia, R$ 1,8 bilhão em dívidas vão vencer até o fim deste ano e outros R$ 211 milhões em 2018. Sua dívida líquida equivale a 3,4 vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos e depreciação) – indicador que sempre trouxe preocupação aos analistas de mercado. Mas esse número já foi pior: em dezembro de 2016, equivalia a 4,2 vezes o Ebtida.

No entanto, a grave crise financeira não é a primeira nos 17 anos de operação da TPI. Em 2008, durante a crise mundial, a empresa não conseguiu apresentar as garantias de uma licitação e perdeu a concessão de uma rodovia. Depois disso, ela engatou várias empreitadas. Abriu capital na bolsa de valores, fez emissões no exterior, aumentou sua participação nas áreas de portos, aeroportos e virou a terceira maior administradora de rodovias do Brasil. Mas durante todo esse tempo a capacidade financeira da TPI foi colocada em xeque. 

Mercado vê possibilidade da Maersk se associar a MSC na Portonave

A Triunfo Participações e investimentos anunciou na noite de segunda-feira a venda de suas ações do terminal de uso privado (TUP) Portonave - Terminal Portuário Navegantes S/A à empresa suíça Terminal Investment Limited S/A (TIL), que é controlada pelo armador MSC Mediterranean Shipping, e o mercado já questiona o negócio. Na opinião de especialistas a MSC, por meio da TIL, somente adquiriu os 50% restantes da ações - ficando com o controle do TUP - porque, pelo fato de ser sócia do empreendimento, tem prioridade na aquisição e vê no terminal catarinense em negócio rentável. No entanto, já existem rumores que no prazo de seis meses, no máximo um ano, essas ações passem para outro armador, no caso, o Maersk Group.

Na opinião do especialista em gestão portuária e diretor executivo do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) de Itajaí, Luciano Angel Rodriguez, existe grande tendência da Maersk se associar a MSC na margem esquerda do Porto de Itajaí, o que fortaleceria o Complexo Portuário como um todo. Segundo Rodriguez, a Maersk somente não entrou agora no mercado devido à dificuldade de se obter a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade). O Maersk Group já controla a APM Terminals Itajaí e também adquiriu o armador Hamburg Sud, acionista do TUP Porto Itapoá. 

Concorrentes ou complementares?

Questionado sobre o porquê de dois concorrentes se associares, o especialista diz que vê os dois armadores com empresas complementares e não concorrentes. A Maersk hoje é o maior armador do mundo e a MSC ocupa a segunda posição. Juntos, os dois armadores movimentam 38% do mercado mundial de cargas reefer e 75% do mercado brasileiro. Portanto, segundo Rodriguez, a associação dos dois armadores traria um volume significativo de cargas para o Complexo - para a APM Terminals e Portonave - e faria com que o governo federal investisse na infraestrutura do Complexo Portuário. “Faltaria porto para tanta carga”, conclui.

Com relação ao valor do negócio, de R$ 1,3 bilhão e com ágio de aproximadamente 150% sobre o valor de mercado, de R$ 526,2 milhões, Rodriguez diz que está dentro dos padrões do mercado e informa que a Maersk fez recentemente investimento semelhante, de cerca de US$ 400 milhões, na ampliação de um e seus terminais no México. Procurada, a APM Terminals Itajaí não se manifestou sobre o assunto. 

Portonave passa integralmente para o controle da MSC

A diretoria do terminal portuário de uso privado (TUP) Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes não deve se manifestar sobre o “fato relevante” divulgado no final da tarde de ontem pela Triunfo Participações, referente a venda de 50% das ações da empresa à empresa suíça Terminal Investment Limited S.A (TIL). A TIL é controlada pelo armador MSC Mediterranean Shipping, que já possui 50% do capital do TUP. Com a aquisição o armador suíço obtém o controle integram do terminal catarinense, que ocupa a segunda posição do ranking nacional de movimentação de contêineres e 16ª posição entre os terminais da América Latina.

A negociação é de R$ 1,3 bilhão e agora depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), antes que seja efetivado. O valor negociado chama a atenção, uma vez que a TIL deve pagar à Triunfo ágio de quase 150%. O valor de mercado da Portonave é de R$ 526,2 milhões. Procurada, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) se limita a comentar apenas o teor do fato relevante.

 

FATO RELEVANTE

CELEBRAÇÃO DO CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE AÇÕES DA PORTONAVE

São Paulo, 19 de junho de 2017 - TPI – Triunfo Participações e Investimentos S.A. (“Companhia”), em complemento ao Comunicado ao Mercado divulgado em 06 de fevereiro de 2017 e ao Fato Relevante divulgado em 28 de março de 2017 e em atendimento ao disposto no §4º do Artigo 157 da Lei nº 6.404/76 e na Instrução CVM 358/02, conforme alteradas, vem a público informar aos seus acionistas e ao mercado em geral que celebrou o Contrato de Compra e Venda de Ações tendo por objeto a alienação, direta e indireta, de 100% da sua participação na controlada Portonave S.A. – Terminais Portuários de Navegantes (“Portonave”) para a Terminal Investment Limited S.A r.l. (“Operação”).

O preço de alienação (equity value) da Portonave é de R$ 1,3 bilhão (um bilhão e trezentos milhões de reais), que estará sujeito aos ajustes usuais nesse tipo de operação.

A Operação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (CADE) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), conforme aplicável.

A companhia manterá o mercado informado a respeito da matéria tratada neste Fato Relevante.

Inicialmente não deverá ocorrer mudanças

Segundo informações de bastidores, inicialmente não devem ocorrer mudanças na administração da Portonave, que movimenta mais da metade dos contêineres que passam por Santa Catarina e por fatia superior a 80% das cargas operadas no Complexo Portuário do Itajaí.

A Portonave é hoje uma das mais eficientes instalações brasileiras dedicadas à movimentação de contêineres e também o ativo com maior liquidez — o que tem melhores possibilidades de resultar em um bom negócio - da TPI, ou seja, é um dos investimentos mais rentáveis da Triunfo, que tem como principal foco a concessão de rodovias.

Embora a companhia não tenha se manifestado oficialmente, sabe-se que existe um grande entrosamento entre o atual superintendente administrativo-financeiro, Osmari Castilho Ribas - que até então era o homem da Triunfo na gestão do TUP - e o superintendente operacional Renê Duarte - indicado pela MSC -, que resulta em uma gestão de sucesso.

Resta esperar para sabermos se tais “boatos” se confirmam.

 

Passados 40 dias e nada dos recursos para o Porto de Itajaí

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, assinou no dia 11 de maio a autorização para a liberação de R$ 23 milhões para a conclusão das obras de reforço e realinhamento do berço 3 e ensaios para estudos de viabilidade da obra do berço 4. Só que, passados quase 40 dias da liberação, os recursos ainda não foram transferidos para a Superintendência do Porto de Itajaí.  

E sem o repasse dos recursos, a obra continua abandonada, uma vez que a retomada dos trabalhos está vinculada a apresentação de um cronograma de pagamentos à empreiteira Serveng, que cansada de acreditar nas promessas de Brasília, mobilizara o canteiro de obras somente após esta definição.

O berço 3 está com mais de 90% das obras concluídas. Já no berço 4 foram encontrados escombros remanescentes das enchentes de 1983, o que impossibilita a perfuração para cravação de estacas para o novo cais. Diante disso, será necessário minucioso estudo, com ensaios de perfuração das lajes, para que aí elaborado um novo orçamento para a aditivação do contrato ou, dependendo do valor, uma nova licitação.

Acidentes matam dois trabalhadores no Porto de São Francisco do Sul

O trabalhador Fernando Reis Borges, 30 anos, morreu na noite de sábado, 17, no Porto de São Francisco do Sul, após a explosão do motor de um rebocador. Segundo a Delegacia da Capitania dos Portos do município, o mecânico estava fazendo a manutenção de um rebocador, de propriedade da empresa Wilson Sons, quando ocorreu o acidente. Borges era funcionário de uma empresa terceirizada pela Wilson Sons.

Uma equipe da delegacia da Capitania dos Portos inicia hoje, 19, a perícia no local. Em nota, a empresa proprietária da embarcação também diz estar apurando as "circunstâncias do acidente".

Na quarta-feira, 14 de junho, outro trabalhador morreu no cais do Porto de São Francisco do Sul. Conforme a administração portuária, a vítima realizava a manutenção de defensas metálicas quando morreu. A Autoridade portuária não informou a identidade e nem as circunstâncias, apenas diz que "as causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil que contará com toda a colaboração da Administração do Porto de São Francisco do Sul'.

Nos dois casos, nem bombeiros nem a Polícia Militar foram acionados. Segundo a Assessoria de Comunicação Social do Porto, nos dois casos a equipe de socorristas da instituição "prestou imediata assistência à vítima e aos demais trabalhadores que estavam no local". Ainda segundo nota emitida pela instituição, a vítima era funcionário de uma empresa terceirizada e estava responsável pelo trabalho na manutenção das defensas metálicas. 

Cai movimentação do Complexo Portuário do Itajaí

O impacto dos 13 dias de barra impraticável ou praticável com restrições impactaram significativamente nos resultados do Complexo Portuário do Itajaí em maio. A retração, comparativamente ao igual período do ano passado, foi de17%. Foram movimentados 74,24 mil TEUs no último mês, ante 89,87 mil TEUs em maio de 2016. Agora, se comparadas a abril, o impacto foi bem maior, caiu de 102,82 mil TEUs para 74,24 mil TEUs. O recuo foi de 27,8%.

Se analisados apenas os resultados da margem direita, o saldo é positivo com relação a maio do ano passado. A APM Terminals e o Porto Público somaram 16,89 mil TEUs, com avanço de 12% com relação ao mesmo mês do ano passado. Agora, se comparado a abril, houve uma retração de 10,14%, ou seja, caiu de 18,75 mil TEUs para 16,85 mil TEUS.

Na Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes a retração foi mais significativa. Caiu 23% com relação a maio do ano passado - de 74,79 mil TEUs para 57,39 mil TEUs - e 31,63% comparativamente a abril deste ano, passando de 83,93 mil TEUs para 57,39 mil TEUs.

Mesmo tendo enfrentado perdas devido ao fechamento da barra devido às fortes correntezas - decorrentes das cheias na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu - o superintendente em exercício do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz, está otimista com relação ao ano de 2017. 

 

 

Maersk vende Mercosul Line para a CMA-CGM

O mercado foi surpreendido nesta terça-feira com a notícia transmitida pelo Banco Santander que a gigante Maersk vendeu a Mercosul Line para o armador francês CMA CGM. A Maersk já havia informado a decisão de vender a Mercosul Line, para se adequar às exigências do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Mercosul Line detém cerca de 21% do transporte contêineres na costa brasileira e a Aliança Navegação e Logística tem 59% neste mercado. A Aliança pertence à Hamburg Sud e a Mercosul pertencia à Maersk, o que gerava a concentração do mercado local na mão da Maersk, o que acabou suscitando o veto do Conselho de Defesa Econômica (Cade) brasileiro.

Na página da CMA CGM, hoje, Rodolfo Saade, presidente da empresa, diz que a aquisição da Mercosul Line é um marco para a expansão dos negócios de transporte marítimo na América do Sul. A mudança poderá impactar nos acordos operacionais com a Log-IN.

Portonave é o 16º da América Latina e Caribe na movimentação de contêineres

O Terminal de Uso Privado (TUP) Portonave ocupa a 16ª posição na América Latina e Caribe em movimentação de contêineres, com 895,37 mil TEUs operados. O ranking foi divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) no início da semana, em Santiago, no Chile. O ranking é liderado pelo Porto de Santos, com a movimentação de 3.394 milhões de TEUs, em 2016.

Se analisados apenas os portos brasileiros, a Portonave ocupa a segunda posição, seguida pelo Porto de Paranaguá, na 20ª posição no ranking da América Latina e Caribe e 3º entre os brasileiros, com 725,041 mil TEUs operados.

A Cepal é uma unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) criada para incentivar a cooperação econômica entre os países da América Latina e o Caribe. O órgão faz essa pesquisa desde 1999, a partir de dados coletados com autoridades portuárias e terminais.

Porto de Imbituba recebe o maior navio de sua história

O Porto de Imbituba recebeu na última semana o maior navios full container de sua história. Com 300 metros de comprimento e capacidade para 8,7 mil TEUs o cargueiro Maersk Labrea deveria escalar no Complexo Portuário do Itajaí. Porém, como a barra de acesso estava impraticável devido à grande correnteza, precisou desviar a rota para Imbituba.

A operação do Maersk Labrea foi vista pela Autoridade Portuária de Imbituba como a garantia de que o porto, com gestão do Governo do Estado, tem condições de operar navios de grande porte.

Exportações de SC acumulam alta de 16,8% até maio

A exportações catarinenses acumulam alta de 16,8% (US$ 3,4 bilhões) até maio frente ao igual período do ano anterior. O desempenho positivo foi puxado pela soja, com crescimento de 40,5%, carne suína (45,8%) e carne de aves (10,7%). Os destinos dos embarques que mais avançaram no período foram os Estados Unidos (40,8%) e Rússia (137,1%), este último, impulsionado pelas vendas de carne suína. Na importações catarinenses, de US$ 4,7 bilhões, foi registrado avanço de 20,4% na comparação com o mesmo período de 2016. Os números são da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Se analisado apenas maio, as exportações do estado somaram US$ 802,8 milhões, com avanço de 15,8% em relação a maio de 2016. 

A retomada do comércio exterior deve levar três anos

O diretor da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez, diz que serão necessários, ao menos, mais três anos para que o Brasil recupere os volumes de importação e exportação movimentados antes do início da crise econômica, em 2015. A projeção leva em conta o crescimento de 14% nas importações e o discreto aumento de 0,1% nas exportações no primeiro trimestre. No entanto, apesar da aparente recuperação, quando comparados com os índices verificados há alguns anos, a queda ainda é grande. Foram registradas quedas contínuas em 15 meses subsequentes, o que representou os piores níveis vistos desde os anos 90.

Além das crises econômica e institucional, para a Maersk, as exportações brasileiras também desbarram na falta de equipamentos e de espaço nos navios. O problema afeta cargas como milho, trigo e soja, que passam a ser embarcados a granel devido à escassez de contêineres em solo nacional. No caso das cargas reefer, os exportadores sentem o impacto da falta de contêineres no mercado nacional, pois os armadores agora têm de trazer equipamentos vazios para o Brasil para tê-los prontos para as exportações.

Dominguez aponta ainda a redução do preço do frete - que caiu 19% no ano passado, recuperando apenas 4,4% em 2017 - e o aumento dos custos com combustível como fatores que criam um momento de desafio para os armadores.

 

 

Retomadas operações no Complexo Portuário do Itajaí

A Autoridade Marítima determinou no final da tarde de ontem, quinta-feira, a abertura do acesso ao Complexo Portuário do Itajaí, porém, com restrições. No entanto, ainda no início da noite foram realizadas três manobras. Foi autorizada a saída de um navio que durante os 13 dias de barra impraticável estava atracado no Teporti, e a entrada de dois rebocadores, para o estaleiro Navship.

Para esta sexta-feira, 09, estão programadas quatro atracações, na Portonave, Teporti, Braskarne e Poly Terminais. Já para o final de semana, dias 10 e 11, estão previstas quatro atracações, três saída e uma mudança de berço.

A boa notícia nisso tudo é que, além da retomada das operações, vários navios que haviam omitido escala em Itajaí já solicitaram reagendamento.  

Cargas do Complexo Portuário do Itajaí migram para Itapoá

A barra de acesso ao Complexo Portuário do Itajaí permanece fechada. Impossibilitados de embarcar, muitos exportadores, que precisam cumprir rígidos prazos contratuais, estão deslocado suas cargas para o TUP Porto Itapoá, que já registra um avanço de cerca de 80% nos embarques na última semana, principalmente de cargas refrigeradas.

Segundo o terminal, a média de movimentação diária do gate na última semana é de 1,3 mil caminhões dia, enquanto que a média normal do TUP soma 800 caminhões dia. Ao contrário do que se pensa, esse aumento abrupto nas operações também não é benéfico para Itapoá, uma vez que o TUP já opera praticamente no seu limite.

Enquanto isso o Complexo Portuário do Itajaí a acumula prejuízos milionários, que nesta quinta-feira já chegam em torno de R$ 34,32 milhões. A cada dia de barra impraticável a cadeia logística de Itajaí e região deixa de movimentar 1,79 mil contêineres, o que representa perdas de R$ 2,86 milhões para o setor. O cálculo é feito com base no valor de R$ 1,6 mil, que segundo a Autoridade Portuária, é o que a movimentação de um contêiner representa para a cadeia logística, incluindo tarifas portuárias, mão de obra e transporte dos terminais retroportuários para o costado do navio e vice versa.

Falta de contêineres reefers pode prejudicar exportações de SC

A falta de contêineres no mercado, que está prejudicando as remessas de frutas, peixes, carnes de frango, bovina e suína, entre outros produtos que necessitam de transporte com temperaturas controladas em outros estados do Sul do Brasil também pode chegar a Santa Catarina. O problema ainda não chegou ao estado porque os três principais terminais portuários especializados em congelados em Santa Catarina - APM Terminals Itajaí, Portonave e Porto Itapoá - pertencerem aos dois principais armadores do mercado, MSC e Maersk, que são os dois principais armadores que operaram no transporte de reefers e juntos concentram mais de 85% dos equipamentos.

No entanto, segundo especialistas, o problema tende a chegar também a SC, devido ao grande desequilíbrio entre as importações e exportações brasileiras. Isso faz com que os armadores redirecionem os contêineres para regiões com melhores níveis de frete. E o pior é que não há como amenizar o problema porque é uma situação de mercado. O hemisfério Sul está entrando no inverno enquanto o hemisfério norte está entrando no verão. A carga congelada aumenta para esse mercado de consumo e, portanto, há uma maior distribuição de produtos congelados para toda Europa, Ásia e América do Norte.

Na outra ponta da cadeia logística, os armadores confirmam a falta de contêineres reefer no mercado brasileiro. O armador Hamburg Süd informa que o problema não ocorre apenas no Sul do Brasil, mas também no Uruguai e Argentina. Já a Maersk diz que a falta de equipamento atingiu igualmente os armadores e “por consequência os exportadores que embarcam suas cargas do porto de Itajaí.” Segundo a empresa, a situação da reposição dos vazios deve diminuir no segundo semestre. “Mas os armadores de maneira geral ainda terão bastante dificuldades de manter o fluxo de vazios retornando ao Brasil”. 

Prejuízo do Complexo Portuário do Itajaí ultrapassa R$ 30 mi

A barra do Complexo Portuário do Itajaí está i praticável desde o dia 27 de maio e as perdas da cadeia logística giram em torno de R$ 31,46 milhões. O cálculo foi feito tomado como base a média de movimentação diária do Complexo registrada em abril, de 1,79 mil contêineres, e o valor de R$ 1,6 mil, que segundo a Autoridade Portuária, é o que a movimentação de um contêiner representa para a cadeia logística, incluindo tarifas portuárias, mão de obra e transporte dos terminais retroportuários para o costado do navio e vice versa. Nesta quarta-feira fazem 11 dias que o Porto de Itajaí e demais terminais que compõem o Complexo estão sem operações. Portanto, 19,69 mil contêineres deixaram de ser movimentados.

O cálculo não inclui as perdas dos armadores, de US$ 30 mil a US$ 50 mil por dia parado, e nem os custos adicionais de armazenagem e transportes que os exportadores têm, uma vez que precisam pagar por um período maior de armazenagem de seus contêineres ou, em casos mais extremos, levar as cargas para serem exportadas por outros portos.  

Neste período de barra impraticável , 20 escalas foram omitidas no Porto de Itajaí e demais terminais, segundo a Praticagem.

Barra do Complexo Portuário do Itajaí volta a fechar

O acesso ao Complexo Portuário volta a fechar nesta segunda-feira,05. A barra ficou impraticável por oito dias, abriu na manhã de ontem, com restrições, onde foram realizadas apenas duas manobras para a desatracação na Portonave - Terminal Portuário Navegantes. O canal voltou a ser fechado nesta manhã, devido a correnteza no rio Itajaí-Açu, de 3,5 nós, segundo a empresa Itajaí & Navegantes Pilots, responsável pela praticagem.

Neste período de barra impraticável ou praticável com restrições, 16 escalas foram omitidas no Porto de Itajaí e demais terminais do Complexo. Fundeados ao largo, oito navios e dois rebocadores aguardam a liberação para atracação. Com as fortes chuvas que voltaram a cair na região da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu desde o domingo, não há previsão de reabertura.

Dez navios abortaram escala em Itajaí

A barra do Complexo Portuário completa hoje, 02, sete dias sem operações e dez navios abortaram escalas no Porto de Itajaí e demais terminais instalados na foz do Rio Itajaí-Açu. Outros sete navios aguardam a liberação do acesso e três estão atracados desde o sábado, 27 de maio, apenas esperando a liberação de saída, para seguirem viagem. Segundo estimativas de órgãos internacionais ligados a navegação marítima, cada dia parado representa para o armador uma perda média de 30 mil a 50 mil dólares por navio.

A Praticagem e a Autoridade Marítima, no caso a Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí, devem fazer hoje novas avaliações para a liberação das operações. No entanto, devido a correnteza, que ainda é forte, as possibilidades são remotas.

 

Portonave nega cobranças da SPI

A Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes nega que venha fazendo qualquer cobrança da Superintendência do Porto de Itajaí com relação a investimentos que tenha feito em áreas comuns ao Complexo Portuário. O terminal de uso privado (TUP) pagou parte dos estudos encomendados a empresa holandesa Arcadis e também arcou com outras despesas relacionadas a implantação da nova bacia de evolução.

Segundo a empresa, os investimentos feitos à época foram uma contribuição com a Autoridade Portuária, no caso a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) a título de colaboração, e a empresa não tem interesse em reaver esses recursos. Já a APM Terminals alega que não existe qualquer formalização da referida “doação”. 

Porto de Itajaí não quer ser refém da iniciativa privada

A discussão foi retomada agora porque o Complexo necessita da instalação de um sistema de monitoramento das correntes marítimas que seria custeado pela Praticagem, APM Terminals e Portonave. Porém, a SPI não deu o aval alegando que não pode ficar refém dos terminais.

Relembrando o caso, para dar continuidade ao processo de implementação dos novos acessos aquaviários ao Complexo, nos idos anos de 2010 e 2011 a APM Terminals Itajaí e a Portonave custearam os estudos, porque além de não ter recursos para tal, por ser uma Autarquia, a SPI somente poderia contratar os serviços por licitação, o que demandaria muito tempo. Além disso, o TUP instalado na margem esquerda também custeou parte do processo de relocação dos pescadores que ocupavam o molhe de Navegantes.

Segundo a SPI, o pagamento de serviços e outras despesas pelos terminais “parceiros” ocorrido em outras vezes agora estão sendo cobradas. Segundo Marcelo Salles, a SPI já foi notificada a pagar mais de $ 16 milhões de serviços que foram executados por meio desse tipo de parceria. Salles diz ainda que o pagamento do montante, além de impactar na receita da Autarquia, que opera deficitária desde 2009, também é ilegal, porque não foram feitos de acordo com a legislação vigente, no caso a Lei de Licitações, e nem autorizados pela Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq). 

TUP continua parceira

Além de garantir que não tem qualquer interesse em cobrar da Autoridade Portuária os investimentos que fez, esta não é a primeira vez que a Portonave diz que seu desejo é se manter parceira da SPI, em prol da atividade portuária na região e do Complexo Portuário como um todo.

Exemplo disso foi a declaração do superintendente administrativo-financeiro da Portonave Osmari Castilho Ribas ao Blog da Redação, publicada no dia 17 de março, quando afirmou que, independente das ações da Autoridade Portuária, a exemplo da insistência na cobrança de tarifas portuárias do TUP - procedimento no qual a Antaq, que é a agência reguladora do setor portuário já se manifestou contrária, isso não macula o bom relacionamento entre o terminal privado e a SPI. Para ele são apenas visões antagônicas sobre um determinado ponto, mas que não mudou em nada a política de boa vizinhança que até dezembro do ano passado existiu entre o Porto Público e o TUP.

Barra segue impraticável

A barra do Complexo Portuário continua fechada. Ela foi declarada impraticável pela Autoridade Marítima no último sábado, dia 27, e desde então as manobras estão paralisadas. Neste período cinco armadores abortaram suas escalas em Itajaí, três navios seguem atracados desde o sábado e 12 cargueiros aguardam a liberação do acesso ao largo. Tanto a Praticagem, como a Delegacia da Capitania dos Portos, tem feito avaliações constantes, mas até a manhã desta quarta-feira não havia previsão de abertura. 

Descartada a possibilidade de Itajaí ter sistema de monitoramento de correntes marítimas

Está descartada a possibilidade do Complexo Portuário do Itajaí-Açu ganhar um sistema de monitoramento de correntes marítimas. A implantação do equipamento, que vem sendo estudada há mais de um ano, é de fundamental importância para garantir a segurança das manobras nos canais de acesso do Porto de Itajaí e demais terminais que compõem o Complexo e seria custeada pelos terminais Portonave e APM Terminals Itajaí e pela empresa Itajaí & Navegantes Pilots, responsável pelas manobras de atracação e desatracação. No entanto, a instalação do equipamento depende do aval da Autoridade Portuária, no caso, a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI).

O equipamento é uma necessidade para o Complexo Portuário, porque agregaria seguranças às tomadas de decisões da Praticagem e Delegacia da Capitania dos Porto de Itajaí com relação às condições de navegabilidade. Segundo a Praticagem, hoje as decisões são tomadas de forma intuitiva e tendo como base as informações passadas pelos navios, enquanto o sistema faria de forma segura o monitoramento de correntes marítimas, ventos e ondas.

Tantos os especialistas da Praticagem, quanto os técnicos dos terminais, concordam que Itajaí precisa do equipamento, pois sua utilização reduziria significativamente os período de fechamento de barra e, consequentemente, as perdas, pois sem parâmetros seguros, a Praticagem tende a ser mais conservadora na hora de definir se as manobras são viáveis ou não.

O superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, concorda que o uso do equipamento tende a facilitar as avaliações e pode reduzir o tempo de fechamento da barra. No entanto, diz que o processo de aquisição do sistema pela iniciativa privada e a transferência para o Porto de Itajaí certamente vai acarretar no ressarcimento dos investimentos pela SPI, o que é ilegal, porque esse tipo de aquisição somente pode ser feito por órgãos públicos mediante processo licitatório. E a SPI é uma autarquia municipal. 

Porto de Itajaí tem dívida de mais de R$ 16 mi com os terminais

O pagamento de serviços e outras despesas pelos terminais “parceiros” já ocorreu outras vezes. Exemplo disso foi o pagamento dos estudos para a implantação da nova bacia de evolução, contratados pela APM Terminals Itajaí e Portonave à empresa holandesa Arcadis e, na época, doados ao Porto. No entanto, os estudos, entre outros investimentos da iniciativa privada no Porto Público, agora estão sendo cobrados da Autoridade Portuária. Segundo Salles, a SPI já foi notificada a pagar maus de $ 16 milhões de serviços que foram executados pela APM Terminals e outros terminais, por meio desse tipo de parceria.

O pagamento do montante, além de impactar na receita da Autarquia, que opera deficitária desde 2009, também é ilegal, porque não foram feitos de acordo com a legislação vigente, no caso a Lei de Licitações, e nem autorizados pela Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq). 

13 dias de barra impraticável em maio

Somente nos últimos cinco dias em que a barra está fechada, cinco armadores abortaram suas escalas em Itajaí, três navios seguem atracados desde o sábado, quando a barra ficou impraticável, e 12 cargueiros aguardam a liberação do acesso ao largo. Tanto a Praticagem, como a Delegacia da Capitania dos Portos, tem feito avaliações constantes, mas até a manhã desta quarta-feira não havia previsão de abertura.

Embora a Autoridade Portuária não fale em prejuízos, segundo estimativas de órgãos internacionais, cada dia parado representa para o armador uma perda média de 30 mil a 50 mil dólares por dia parado.

Somente no mês de maio a barra do Complexo Portuário do Itajaí ficou impraticável 13 dias.

Desabafo

Complexo do Itajaí - A história sem fim

 

Alexandre Gonçalves da Rocha

 

Sou prático do Porto de Itajaí desde 1998 e, de Navegantes, desde 2007. Período em que vi muita coisa que podia ter sido e não foi. E vi também um bocado de coisas que viraram realidade, quando a maioria já não contava com o sucesso. Vi ainda histórias sem fim. A história da adoção de um sistema que nos permita obter informações sobre ventos, correntes e ondas, tem é uma delas.

Pelo menos desde 2007 tenho batalhado para que o porto conte com equipamentos que nos permitam aprender mais sobre o ambiente no qual ganho (e arrisco) minha vida. Durante quase uma década, esperei, como a maioria de nós costuma esperar. Mas em 2016, a espera precisou terminar.

Navios maiores, bocas maiores, margens de segurança menores, mas a mesma fonte de informação de sempre: avaliação por estima visual, por percepção. Isso funcionou muito bem por décadas e funcionará bem ainda para muitos navios. No entanto, não será eficiente para esta nova geração de porta-contêineres que passa a um metro do fundo do rio e a trinta metros do talude do canal e da mureta do cais. Operações com navios com estas especificações necessitam de maior precisão, maior acurácia. A segurança e a eficiência do transporte marítimo em águas restritas depende de se aceitar isso e de se fazer algo a respeito.

Fizemos, afinal. Entramos numa espécie de consórcio com APM Terminals Itajaí e Portonave para que o Complexo Portuário do Itajaí pudesse contar com equipamentos e sistemas, inclusive de previsão, com os quais poderemos reduzir o tempo de espera dos navios e proteger o porto, os navios, as cidades e as pessoas tão bem quanto hoje, e até melhor.

Ao longo do segundo semestre daquele ano tivemos reuniões e mais reuniões. Boa parte delas na sede da Autoridade Portuária e com a presença dela. A situação jurídica e financeira da Superintendência do Porto de Itajaí tornaria o processo muito demorado caso ela o liderasse. Por isto, concluímos que ela participaria apenas como anuente.

Algumas reuniões e minutas depois, tudo pronto para o contrato ser assinado em 15 de maio deste ano. Faltava apenas a anuência da Superintendência do Porto de Itajaí. Faltava, não, falta. E nada da autarquia “sisplicar” sobre as razões da tardança. Entendo que hesitem, entendo que possam ter mudado de ideia. Se é isso, que digam logo para que possamos encontrar uma saída. Para que o projeto possa ter continuidade.

Itajaí e Navegantes são portos restritos. Os limites operacionais atuais refletem isto, bem como o fato de que nós não sabemos o que precisamos saber sobre o ambiente em que nos movemos para mudar aqueles limites, sem criar mais riscos do que os que já corremos. Não dá para fazer isso estimando corrente com deriva de lancha. Não dá para mudar o cenário presente quando se depende de informação de vento vinda do navio.

Imaginem vocês se o aeroporto de Navegantes dependesse apenas de informação dos aviões para decidir a pista a ser usada… “Ah, mas aviação é diferente, envolve vidas a bordo!” Não discordo nem um pouco. Apenas digo, leitor (não para contrariá-lo, mas para que você compreenda meu lado), que as decisões que tomamos aqui sobre transporte marítimo também afetam vidas.

Se é verdade que o impacto de um erro não é, de ordinário, tão definitivo, ele é inegável e pode ser duradouro. Ainda sofremos os efeitos da cheia de 2008. A obra do berço 4 do Porto de Itajaí também está parada por conta de escombros das enchentes de 1983 e 1984. Tudo isso retarda, amesquinha ou destrói futuros melhores para muita gente.

Eu não estou disposto a esperar mais, porque acredito que o custo de esperar já é maior do que o custo de fazer algo há um bom tempo. E a tendência é só aumentar. Então, eu vou à luta. Esta história precisa ter fim. Que seja um final feliz para o interesse público.

O autor é presidente da empresa Itajaí & Navegantes Pilots, responsável pelas operações de praticagem no Complexo Portuário do Itajaí.

 

Receita Federal apreende R$ 2 milhões em mercadorias falsificadas no Porto de Itajaí

A Alfândega do Porto de Itajaí, órgão da Receita Federal, divulgou nesta sexta-feira a apreensão de R$ 6,5 milhões (na cotação da tarde desta sexta-feira)  em produtos falsificados. A carga de 18 toneladas veio da China a bordo de um contêiner, e foi descoberta na última terça-feira. Entre os produtos apreendidos havia óculos, tênis e roupas de marcas como Rayban, Chili Beans, HB, Lacoste, Nike, Adidas e Calvin Klein. Os produtos vieram da China e foram apreendidos em recinto de zona primária da jurisdição da Alfândega. 

A falsa declaração de conteúdo foi detectada pela equipe de Análise de Risco da Alfândega do Porto de Itajaí em conjunto com a Divisão de Repressão da 9ª RF, durante procedimento de identificação das mercadorias. A carga foi declarada pelo importador como sal.

O valor estimado dos produtos é superior a dois milhões de dólares, e, após os trâmites processuais, as mercadorias serão encaminhadas para destruição.

 

Empresa de Balneário Camboriú ganha ações contra governo federal
A Tek Trade, empresa de Balneário Camboriú especializada em importação e exportação, comemora uma série de vitórias na Justiça sobre o governo federal, mas é bem capaz que não usufrua delas. A briga é contra o Inovar-Auto, programa criando em 2011 que aumentou em 30 pontos percentuais o Imposto sobre o Produto Industrializado (IPI) de carros importados.  Um veículo 2.0, por exemplo, fabricado no Brasil paga 13% de IPI. Se for importado, o IPI vai para 43%. Isso depois de já ter pago 35% de imposto de importação.
 
A briga já passou pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, onde a empresa obteve decisão favorável, e agora está no Superior Tribunal Federal (STF). O problema é que o programa deve acabar final deste ano e é bem possível que, se a decisão for favorável, já não possa mais ser aplicada. 
Técnicos do MTPAC visitam Porto de Itajaí

Equipe de técnicos da Secretaria Nacional de Portos, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, está em Itajaí para levantar informações sobre os entraves que o Complexo Portuário enfrenta, que aliás, não são poucos. A visita prossegue até sexta-feira.

Para quem ficou otimista com relação a possibilidade do governo federal aportar recursos para minimizar os problemas que ocorrem na Foz do Rio Itajaí-Açu, agora vai o balde de água fria: Trata-se de um levantamento que está ocorrendo em todo o país e vai integrar um relatório nacional. 

SPI se posiciona sobre instalação de sistema de monitoramento

O superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, posicionou-se nesta terça-feira, 23, com relação ao atraso na assinatura do contrato para a implementação de sistema de monitoramento do canal de acesso ao Porto de Itajaí. Para o gestor, embora a Praticagem, Portonave e a APM Terminals, arrendatária do Porto de Itajaí, vão arcar com os custos da aquisição e instalação de sistema de monitoramento de correntes marítimas, ainda há necessidade de mais conversas sobre o assunto, para evitar surpresas futuras.

Embora Salles não tenha entrado em detalhes, dizendo apenas que “por se tratar de investimentos na área do Porto Organizado e por serem serviços que geram tarifas aos usuários, a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) tem a responsabilidade da gestão o tema precisa ser amplamente discutido”, quem conhece a história recente do Complexo Portuário entende a mensagem.

Todos sabem que a APM Terminals e Portonave contrataram e “doaram” à SPI os estudos para a implantação da nova bacia de evolução. O que poucos conhecem é o fato de que, no final do ano passado a APM Terminals cobrou da SPI, em valores corrigidos, a “doação” feita há alguns anos.

A cobrança do arrendatário das operações com contêineres em Itajaí dos estudos contratados e “doados” gerou uma dívida de R$ mais de R$ 6 milhões à Autoridade Portuária, que vem operando no vermelho desde 2009.  

 

Salão Náutico Marina de Itajaí

A Marina de Itajaí realiza de 20 a 23 de junho a segunda edição de seu salão náutico e tem a expectativa de movimentar mais de R$ 60 milhões em negócios durante os quatro dias do evento e reunir um público de 9 mil pessoas. O objetivo do evento é trazer para o público de Itajaí e região os principais lançamentos do setor - de pequenas embarcações a iates de alto luxo, além de outros produtos e serviços voltados para o setor.

Serão ao todo 40 vagas molhadas para embarcações em exposição com tamanhos variando entre 21 e 125 pés. Já as vagas secas estarão divididas em 16 estandes cobertos para embarcações de até 50 pés. Haverá ainda a área de shopping náutico, com exposição de produtos e serviços relacionados ao mercado náutico como motores, acessórios, moda náutica, decoração, entre outros serviços.

Embora tenha sido cogitado no mercado a possibilidade do empresário Ernani Paciornik - detentor das marcas Rio Boat Show e São Paulo Boat Show e proprietário da Revista Náutica - organizar esta segunda edição do Salão Náutico Marina de Itajaí, organização será da empresa itajaiense JG Eventos, sob o comando do empresário Jean Gern. 

Presença confirmada da Azimut Yachts

A gigante italiana Azimut Yachts, consagrada marca mundial de iates de luxo cum sua única unidade fabril fora da Itália instalada em Itajaí, confirmou presença na segunda edição do Salão Náutico Marina Itajaí. A empresa utilizará um estande de mais de 300 metros quadrados para expor seis modelos de iates entre 12 e 22 metros de comprimento.

Além da esportividade da Verve, a Azimut Yachts levará ao salão náutico todo o luxo, design e tecnologia de alguns dos clássicos da Coleção Flybridge, também produzidos na unidade brasileira da marca. O de maior dimensão será a Azimut 70, já consagrada no mercado brasileiro. São quase 22 metros de comprimento, quatro suítes, espaçoso fly (pavimento superior) com áreas de descanso e lazer; espaço gourmet integrado à plataforma de popa e amplo salão principal com área de estar, jantar, cozinha e posto de comando principal.

A mesma excelência produtiva se estende aos demais iates da marca que estarão presentes no salão: a Azimut 50, a Azimut 56 e a Azimut 60.

Operações do Complexo do Itajaí crescem 16% em abril

A “operação Carne Fraca”, da Polícia Federal, e a greve dos motoristas autônomos, não impactaram nas operações do Complexo Portuário do Itajaí nos meses de março e abril, que registrou avanço na movimentação de cargas nos dois meses. Como os dois “episódios” ocorreram na segunda quinzena de março, o setor temia que os impactos negativos ocorressem no mês subsequente. No entanto, a movimentação global de cargas no complexo instalado na foz do Rio Itajaí-Açu em abril somou 102,81 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés), superando em 16% o volume operado em março. No ano o Porto de Itajaí e demais terminais que formam o Complexo operaram 368,88 TEUs, 9% a mais que em igual período do ano passado. Desse montante, 64% foram cargas de exportação e 36% de importação.

Portonave se mantém como o maior operador do estado e segundo do Brasil

O terminal de uso privado (TUP) Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes respondeu por 81,64% das cargas movimentadas no Complexo em abril, com 83,93 mil TEUs e 16,87% de avanço sobre março. No ano a Portonave movimentou 300,72 mil TEUs, com crescimento de 10% sopre o primeiro quadrimestre do ano passado. Já a APM Terminals Itajaí, arrendatária do terminal de contêineres do Porto Público de Itajaí, operou 18,75 mil TEUs em abril e 68,02 mil TEUs no ano.

Com as operações registradas até abril a Portonave continua em segunda posição no ranking nacional de movimentação de cargas em contêineres, atrás apenas do Porto de Santos e superando os portos de Paranaguá e Rio Grande. 

Avianca começa a operar em Navegantes na segunda-feira

A companhia aérea Avianca começa operar em Navegantes na manhã de segunda-feira, 15. O primeiro voo da empresa deve chegar no aeroporto Ministro Victor Konder por volta das 08h e, a partir de então a companhia passa a operar dois voos diários para o Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Guarulhos, São Paulo. A empresa também começa a operar um terceiro voo ligando Navegantes a Guarulhos na próxima semana, só que a periodicidade será de segunda a sexta-feira. Os voos foram aprovados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no início deste ano e os voos serão operados por aeronaves da Airbus. 

Liberados recursos para obras no Porto de Itajaí

Esta quinta-feira deve ficar marcada na história do Porto de Itajai, pois duas grandes notícias podem alavancar a atividade portuária no município.

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Mauricio Quintella Lessa, assina ainda hoje a autorização para a liberação de R$ 23 milhões para a conclusão das obras de reforço e realinhamento do berço 3 e ensaios para estudos de viabilidade da obra do berço 4. A informação foi confirmada pelo superintendente do Porto de Itajaí Marcelo Salles na manhã desta quinta-feira, 11, enquanto aguardava a chegada do prefeito Volnei Morastoni a Brasília, para a assinatura do termo de compromisso, no MTPAC. Após assinado o documento deverá ser publicado no Diário Oficial da União.

O berço 3 está com mais de 90% das obras concluídas. Já no berço 4 foram encontrados escombros remanescentes das enchentes de 1983, o que impossibilita a perfuração para cravação de estacas para o novo cais. Diante disso, será concluido o berço 3 e serão realizados minuciosos estudos, com ensaios de perfuração das lajes, para que aí seja elaborado um novo orçamento aditivação do contrato ou, dependendo do valor, uma nova licitação.

Permanência da APM Terminal no Porto de Itajaí mais próxima de se tornar realidade

A publicação do Decreto 9.048 no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, com novas regras para contratos portuários que ampliam de 25 para 35 anos os prazos de concessão e arrendamentos, deve dar respaldo jurídico à ampliação do prazo de arrendamento do terminal de contêineres (Tecom) do Porto de Itajaí à global APM Terminals. Pelo menos essa a impressão que o superintendente do Porto de Itajaí engenheiro Marcelo Werner Salles teve ontem, 10, ao sair de uma série de reuniões na Agência Nacional dois Transportes Aquaviários (Antaq), em Brasília, no final da tarde.

A decisão será crucial para o desenvolvimento da atividade portuária em Itajaí. Caso seja estendido o prazo, a empresa arrendatária do Tecon instalado à margem direita do Rio Itajaí-Açu promete investimentos imediatos de R$ 175 milhões no terminal, mais R$ 200 milhões a médio prazo. Já o Porto de Itajaí pede que a extensão do contrato seja viabilizada para um período que comportem investimentos de até R$ 1 bilhão na cadeia logística.

 

APMT comemora o fim da insegurança jurídica

Para a APM Terminals Itajaí o decreto põe fim a insegurança jurídica que vinha impedindo a Antaq, que é a agência regulatória do setor, se posicionar a favor do pedido de expansão do arrendamento e de reequilíbrio financeiro do contrato, que tramita no governo federal há cerca de cinco anos.

Outro ponto que gera boas expectativas com relação a solução do impasse é que, segundo o superintendente da APM Terminals, Ricardo Arten, é que o contrato da empresa em Itajaí está totalmente dentro do que prevê a decreto, ou seja, atende todos os quesitos impostos para a sua renovação. Segundo Arten, trata-se de um grande passo para a modernização e a desburocratização do marco regulatório dos portos.

Segundo o gestor, no curto prazo será possível ver um aumento da eficiência portuária em todo o país, melhorando o ambiente de negócios e a segurança jurídica dos investimentos. “Isso também impacta na redução das assimetrias regulatórias entre portos públicos e terminais privados. O porto público ganha e o país inteiro colhe os frutos, já que os terminais arrendados poderão ser mais competitivos, oferecer maior qualidade nos serviço prestados aos importadores, exportadores e armadores, e suportar a retomada do crescimento econômico brasileiro.”, diz Arten.

Na opinião do executivo, o decreto mostra a boa vontade do governo em simplificar os processos e agilizar autorizações e ampliações que vão ao encontro das tendências globais da indústria de navegação. “É sem dúvida um marco que moderniza o setor e que tem o potencial de elevar o volume de negócios e de investimentos no Brasil.”

Entenda o Decreto 9.048

O decreto tem o objetivo de estimular as agências reguladoras ou entidades competentes a incorporar novas tecnologias, serviços e até investimentos nos contratos prorrogados ou relicitados, além de, na avaliação do governo, dar mais eficiência aos contratos e “ânimo” aos investimentos para evitar que fiquem paralisados.

A principal mudança será no prazo dos contratos de concessão e arrendamento, que passará de até 25 anos renováveis uma única vez pelo mesmo período para 35 anos prorrogáveis várias vezes até o limite 70 anos. A regra valerá para os futuros contratos e para os contratos atuais que tenham sido firmados sob a primeira lei do setor, a Lei de Modernização dos Portos, de 1993. Portanto, quem assinou os contratos antes desse ano, não será contemplado pelas novas regras.

A renovação dos contratos também poderá ter o prazo adaptado, desde que as concessionárias façam investimentos novos como contrapartida. A expectativa das empresas é que, com as mudanças, tenham garantia de mais tempo de concessão e, com isso, mais segurança para investir.

A velha e tradicional morosidade de Brasília

O Decreto 9.048 originou-se da Medida Provisória (MP) 752/16, que tramitava em Brasília desde o ano passado e perderia sua validade se não fosse votada até a última quinta-feira, 05 de maio. A MP estabelecia a prorrogação e a relicitação de contratos de concessão com parcerias nos setores ferroviário, rodoviário e aeroportuário.

Entre outros pontos, a medida previa a prorrogação de contratos em funcionamento e a relicitação dos contratos de concessões de rodovias, portos, aeroportos e ferrovias que não são devidamente cumpridos devido à incapacidade dos parceiros no cumprimento das obrigações assumidas.

O texto aprovado estabeleceu ainda que a relicitação se dará com a extinção amigável dos contratos de parceria e a celebração de novo ajuste negocial para o empreendimento, em novas condições contratuais e com novos contratados, mediante licitação promovida para esse fim.

 

Será por sorteio a definição das embarcações para a safra da tainha deste ano

Uma das coisas que o setor portuário temia vai acontecer. Será por sorteio a escolha das embarcações que receberão as licenças para a captura da tainha neste ano. A decisão é do departamento de Registro, Monitoramento e Controle da Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura (MAPA) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A portaria estabelecendo os critérios e procedimentos para a escolha foi publicada nesta quarta-feira, 10, no Diário Oficial da União.
De acordo com as regras, o sorteio para a seleção das 32 embarcações da modalidade do cerco da região Sudeste/Sul será realizado no dia 24 deste mês, às 10h no auditório do Ministério da Agricultura, em Brasília, e será transmitido ao vivo no Facebook. Para participar do sorteio, os armadores precisam fazer a inscrição por meio de um formulário eletrônico no site do MAPA. As inscrições para participar do sorteio das embarcações de cerco abrem às 8h do dia 15 de maio e podem ser feitas até às 23h59min do dia 16 de maio.  
Conforme a portaria, para integrar o processo de sorteio, as embarcações devem seguir alguns critérios, como por exemplo, estar devidamente aderidas PREPS - Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite e com o equipamento de monitoramento funcionando.

 

“Padrão suíço” de qualidade no Aeroporto Hercílio Luz

A Flughafen Zürich AG, empresa suíça que venceu o leilão da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para a exploração do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, garante que a partir do segundo semestre deste ano o usuário que utilizar o terminal aéreo já contará com o "padrão suíço" de qualidade nos serviços. A afirmação foi do diretor executivo da empresa, Lukas Brosi. Segundo ele, que é responsável pelos negócios internacionais da empresa, a companhia já trabalha no projeto e está "ansiosa para iniciar as obras".

A empresa vai pagar cerca de R$ 350 milhões para operar o aeroporto catarinense pelos próximos 30 anos, com ágio de R$ 142,33 milhões. O Hercílio Luz foi o aeroporto mais disputado no leilão de 16 de março, no qual também foram oferecidos à iniciativa privada Porto Alegre, Fortaleza e Salvador.

Obras iniciam a partir de julho

O contrato de concessão do Aeroporto Hercílio Luz deve aumentar em cerca de 70% a capacidade de movimentação de aeronaves da pista com a ampliação da mesma para 2,7 mil metros quadrados e quadruplicar o número de vagas no estacionamento, que hoje são 539, segundo a Infraero.

A Flughafen Zürich AG terá ainda que construir um novo terminal com capacidade para 4,1 milhões de passageiros/ano. A previsão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é que esse número chegue a 13,9 milhões anuais até 2047. Está prevista também a construção de 10 pontes para embarque, que levam o passageiro direto para dentro dos aviões, por meio da utilização de fingers.

As obras precisam ser feitas em até 26 meses após a assinatura do documento. Conforme a agência reguladora do setor, o objetivo da ampliação da pista é o aumento da capacidade operacional do aeroporto. Com isso, o pátio poderá comportar até 26 aeronaves ao mesmo tempo. Atualmente, o terminal tem capacidade para atender 4,1 milhões de passageiros ao ano e recebe 3,6 milhões, segundo a Infraero, estatal que hoje administra o aeroporto.

 

Dragagem do Porto de Itajaí deve estar concluída até final de agosto

É de 120 dias o prazo previsto no projeto executivo apresentado pela DTA Engenharia à Superintendência do Porto de Itajaí para a conclusão dos serviços de dragagem dos canais interno e externo e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí. Os trabalhos iniciaram efetivamente no dia 27 de abril e atualmente estão concentrados na bacia de evolução, com 750 metros de extensão e 400 metros de largura.

O superintendente do Porto de Itajaí engenheiro Marcelo Salles informou na manhã desta segunda-feira que após restabelecia a profundidade de 14 metros DNH na bacia de evolução, ao trabalhos serão concentrados no canal interno - com o comprimento 3,2 mil metros e largura entre 120 metros e 150 metros - para, posteriormente, seguirem para o canal esterno, que tem a extensão de 3,97 mil metros e, largura de 120 metros.

Segundo Salles, após a execução destas três etapas ainda será feita uma limpeza final, para garantir o restabelecimento dos parâmetros operacionais dos acessos, que com profundidades limitadas desde 2015, geram prejuízos milionários para a atividade portuária.

Draga Catarina continua em operação

A Draga Catarina, adquirida pela Construtora Triunfo para executar os serviços de manutenção das profundidades dos acessos ao Complexo Portuário continua em operação na Foz do Itajaí-Açu. Porém, agora contratada pelo governo do estado para os serviços de dragagem da área do Saco da Fazenda que vai abrigar a nova bacia de evolução, que após a conclusão da primeira etapa das obras poderá operar navios de até 336 metros de comprimento.

A draga Catarina cumpre contrato de manutenção das profundidades dos acessos. Porém, com as operações do equipamento Xin Hai Niu, os trabalhos são desnecessários. Essa dispensa temporária representa para a Superintendência do Porto de Itajaí uma economia de aproximadamente R$ 2,4 milhões por mês, ou seja, quase R$ 10 milhões durante os 120 dias em que a DTA Engenharia executa o contrato para o qual ganhou a licitação. Valor que tende a reduzir significativamente o déficit financeiro da autarquia municipal responsável pela gestão do Porto de Itajaí

Dragagem a montante é ainda um sonho distante

Com relação a dragagem do trecho entre o Porto de Itajaí e a ponte da BR 101, anunciada pelo prefeito Volnei Morastoni, o governo do estado, que a princípio será o responsável - uma vez que a obra está contemplada no programa de contenção de cheias - não tem qualquer previsão. Essa dragagem reivindicada pelo município deve aprofundar o trecho a montante de 8 metros para 11 metros, o que garantira melhores condições operacionais aos terminais Teporti, Barra do Rio, Trocadeiro e Poly Terminais, bem como a outros terminais portuários que possam vir a compor a Hidrovia do Itajaí-Açu.

O vice governador Eduardo Pinho Moreira, do PMDB, que é do mesmo partido político do prefeito Volnei Moratoni,

Pinho Moreira disse que a prioridade do governo é concluir a primeira etapa das obras da bacia de evolução e novos acessos, esperar que o governo federal cumpra sua parte concluindo os serviços de dragagem de restabelecimento das profundidade à cota de -14 metros, o andamento das obras da segunda etapa da bacia de evolução, para depois discutir a dragagem a montante. 

Navios de 336m, só no ano que vem... Os de 366m, ninguém sabe...

A Secretaria de Estado da Infraestrutura, responsável pelas obras da primeira etapa dos novos acessos aquaviários, prevê, na melhor das hipóteses, para abril de 2018 a conclusão dos trabalhos. Já com relação a licitação pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil da segunda etapa da obra, que vai possibilitar que a região opere navios de 366 metros, ninguém tem a menor ideia de quando possa ocorrer. Volnei Morastoni garante que a obra será realizada em seu tempo. No entanto, sequer arrisca a cogitar uma possível data para que a licitação seja publicada.

A bancada catarinense já fez um grande trabalho no sentido de garantir emendas nos orçamentos da União de 2016 e 2017, assegurando parte dos recursos. O valor, com o compromisso de que não seja cortado, que não seja glosado, é apenas na ordem de R$ 20 milhões. No entanto, com estes R$ 20 milhões assegurados, fica mais fácil para a obra ser executada, porque a legislação exige que apenas se tenha 10% do valor global, por se tratar de uma obra com cronograma para alguns anos.

Enquanto isso, o Complexo Portuário já acumula perdas devido às suas limitações operacionais, porque os navios com 336 metros já trafegam pelas costas catarinense e brasileira e precisam omitir quando se trata do Complexo Portuário do Itajaí, o que é visto como uma desvantagem competitiva evidente para a região.

Mais indefinições

A indefinição da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários com relação a extensão do prazo de arrendamento do Terminal de Contêineres do Porto de Itajaí à global APM Terminals é outro ponto que está emperrando a atividade portuária na margem direita - diga-se município de Itajaí - do Rio Itajaí-Açu. Isso porque a empresa tem mais de R$ 450 milhões para investir na modernização da atividade, porém, não tem segurança jurídica para tal.

Marcelo Salles diz que as análises com relação ao reequilíbrio do contrato ainda está em nível de Antaq e que está viajando à Brasília na próxima semana para ver o andamento do processo, mas adianta que neste momento ainda não se tem uma posição.

A Antaq, por sua vez, informou que deve deliberar sobre a extensão do contrato de arrendamentos das operações de contêineres em Itajaí para a APM Terminals (APMT) até o final de maio. A agência reguladora confirma a tramitação do documento, porém, não informa o conteúdo dos pareceres e análises técnicas, por se tratar de processo sigiloso, por envolver reequilíbrio econômico-financeiro. O pedido de extensão do contrato de arrendamento tramita em Brasília há cerca de cinco anos.

Novas tarifas portuárias

O pedido de revisão da tabela tarifária do Complexo Portuário do Itajaí, que prevê principalmente a revisão na cobrança das tarifas do Terminal de Uso Privado (TUP) Portonave, também tramita na Antaq. Marcelo Salles diz que existem alguns pareceres favoráveis, outros contrários, mas acredita que deve ocorrer um reequilíbrio das despesas e, se por ventura as tarifas em vigor hoje não cubram as despesas, haja uma remodelação ou a criação de novos tarifas para que o Porto de Itajaí possa fazer jus às atividades que são de sua obrigação.

A Portonave, por sua vez, diz entender o posicionamento da Autoridade Portuária, respeita esse posicionamento, mas não concorda com o mesmo, porque o TUP opera totalmente dentro da legalidade, gerindo o negócio dentro do que estabelece a legislação. Inclusive, a agência reguladora já havia emitido em setembro de 2015 parecer negativo a qualquer possibilidade de a SPI cobrar tarifas do TUP além da chamada “tabela 1”, que é uma taxa cobrada dos armadores que operam os navios, para cada atracação.

No entanto, os gestores do Porto Público solicitam a reanálise da decisão. O pedido é embasado, entre vários outros, no fato dos navios atracados no terminal estarem fisicamente em operação no interior da poligonal do Porto Organizado de Itajaí e que para movimentar suas cargas, a Portonave utiliza-se do espelho d’água pertencente à Autoridade Portuária.

Mais uma vez o setor pesqueiro é prejudicado por ações governamentais

A captura da tainha será mais uma vez prejudicada por ações governamentais. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 28, a Portaria Interministerial nº 23, que estabelece os critérios para o exercício da pesca da tainha neste ano.

Segundo o documento, a pesca artesanal está liberada de 1º de maio à 31 de dezembro e a pesca industrial de 1 de junho a 31 de julho. O problema verificado na portaria, no entanto, é que apenas 32 das 171 embarcações equipadas para essa atividade receberão a licença para capturar a espécie, ou seja, a pesca será liberada apenas para apenas 19% dos armadores que pescam a tainha.

O que o documento não estabelece são os critérios que serão adotados para a emissão das licenças. Teme-se, inclusive, que o critério seja o sorteio. 

Medidas são tomadas sem embasamento científico

A redução gradativa que vem ocorrendo no número de liberações para a captura da tainha é devido ao Plano de Gestão da Espécie, previsto na Portaria Interministerial nº 3 dos Ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente, de 14 de maio de 2015, que prevê a captura da espécie de forma ordenada.

No entanto, o que revolta o setor é que não existem estudos do comportamento da espécie que fundamentes essa resolução. Então, pela falta de embasamento científico, o governo aplica a redução anual contínua de 20% no número de embarcações prevista na portaria.

Governo legisla no escuro

Para o presidente do Sindicato dos Armadores da Industria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Jorge Neves, há necessidade de pesquisas que fundamentes estas decisões governamentais, pois somente por meio de estudos é que o governo poderá ou não saber se os estoques estão ou não comprometidos. "Essa é uma regra que já foi assinada em uma gestão anterior e infelizmente precisamos respeitar. Mas o que a gente busca, não só para a tainha, são mudanças, mas fundamentadas em pesquisa. A falta de informações vem há mais de um ano prejudicando a cadeia produtiva envolvida na captura da tainha. Pois trabalhamos com o achismo, afirma o dirigente.

Coopercentral recebe mais um prêmio

A Cooperativa Central Aurora Alimentos recebeu a premiação “Quem é Quem: As Maiores e Melhores Cooperativas Brasileiras de Aves e Suínos” na categoria Desempenho Financeiro. A iniciativa é da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) com o apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Gessulli Agribussiness.

Confirmado início da dragagem do Porto de Itajaí

A Autoridade Portuária de Itajaí confirmou o início das operações da draga chinesa Xin Hai Niu nos acessos ao Complexo Portuário do Itajaí na manhã de hoje, 27. O equipamento mede 134,4 metros de comprimento, 28 metros de largura e deve retirar mais de 4 milhões de metros cúbicos de sedimentos cos canais de acesso e bacia de evolução. A previsão da DTA Engenharia, que foi a empresa vencedora do processo licitatório é que os trabalhos sejam executados em cem dias, ou seja, que os parâmetros de navegação de 14 metros DNH e 14,5 metros DNH estejam restabelecidos até a primeira semana de agosto.

 

Dragagem do Porto de Itajaí inicia amanhã, 27

A tão esperada dragagem de restabelecimento das profundidades de 14m e 14,4m nos canais de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí iniciam efetivamente amanhã, 27. A informação partiu do diretor técnico do Porto de Itajaí, engenheiro André Pimentel. Ele confirmou que a draga Xin Hai Niu chegou a Itajaí no último domingo, realiza uma bateria de testes que serão concluídos até a tarde de hoje, quarta-feira, e a dragagem propriamente dita deve iniciar na quinta-feira pela manhã.

O contrato entre a União e a empresa DTA Engenharia, vencedora do processo licitatório, foi assinado em janeiro. O investimento do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil nos serviços será de R$ 38,8 milhões e as obras deveriam ter iniciado em fevereiro, para serem concluídas em julho. A dragagem será executada nos canais interno e externo e serão retirados do fundo do canal 4 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Complexo Portuário já registra perdas com atrasos nas obras dos novos acessos

Os atrasos nas obras da primeira etapa dos novos acessos do Complexo Portuário do Itajaí, que engloba a uma nova bacia de evoluções com capacidade para operar navio de até 336 metros de comprimento - já traz perdas para a atividade portuária. A informação foi confirmada na última semana pelo superintendente administrativo-financeiro da Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes, Osmari Castilho Ribas.

Embora o gestor não tenha aberto valores, disse que o terminal de uso privado (TUP) já perdeu cargas, porque os navios com 336 metros já trafegam pelas costas catarinense e brasileira e precisam omitir quando se trata do Complexo Portuário do Itajaí. Segundo Castilho, isso é uma desvantagem competitiva evidente para a região.

No entanto, o executivo diz que o Complexo oferece muitas vantagens operacionais, o que faz com que os armadores tenham confiança nos terminais de Itajaí e Navegantes e vejam com bons olhos a evolução das obras.

Osmari Castilho está otimista com a retomada destas escalas, porque as limitações estão sendo solucionadas. Mas ele alerta da necessidade da execução da segunda etapa das obras, que não tem previsão de ser iniciada.

Conclusão será apenas em abril de 2018

O engenheiro da Secretaria de Estado da Infraestrutura e fiscal da obra, Ivan Amaral, informa que o cronograma da obra prevê a conclusão para abril de 2018. Agora, em função das surpresas que estão aparecendo, poderá ocorrer um acréscimo de prazo. Os trabalhos começaram, oficialmente, um ano atrás, mas consecutivas surpresas impactam na dilatação dos prazos e em custos adicionais.

Com relação a segunda etapa, que exige investimentos da União na ordem de R$ 220 milhões, não há previsão da licitação da obra.

Operação “carne fraca” causa prejuízos irreparáveis a indústria brasileira

Desde o início da Operação Carne Fraca, que completou seu primeiro mês hoje, 17, a JBS e a BRF perderam juntas R$ 5,47 bilhões de seu valor de mercado, segundo divulgou a empresa de informações financeiras Economatica. Ao mesmo tempo em que as exportações brasileira aumentaram em março, o preço da carne, no entanto, caiu.

No mercado financeiro, a JBS foi a mais penalizada e perdeu 15,35% do seu valor, que era R$ 32,6 bilhões antes da operação e encerrou o último pregão valendo R$ 27,6 bilhões. A BRF perdeu 1,45% do seu valor, que passou de R$ 31,9 bilhões para R$ 31, 5 bilhões. Conforme informou a Economatica, os analistas de mercado que acompanham o setor ainda têm dúvidas sobre como o dano à imagem da carne brasileira poderá impactar no preço do produto e na margem de lucro das empresas.

 

Discussões sobre tarifas não abala relação entre Portonove e Autoridade Portuária

O superintendente administrativo-financeiro da Portonave S/A, Osmari Castilho Ribas, garantiu nesta segunda-feira, 17, que a insistência da Autoridade Portuária de Itajaí na cobrança de tarifas portuárias do TUP - procedimento no qual a Antaq, que é a agência reguladora do setor portuário já se manifestou contrária - não macula o bom relacionamento entre o terminal privado, em Navegantes, e a Superintendência do Porto de Itajaí. Para ele são apenas visões antagônicas sobre um determinado ponto, mas que não mudou em nada a política de boa vizinhança que até dezembro do ano passado existiu entre o Porto Público e o TUP.

Segundo o gestor, tarifa é uma contra prestação de serviço por um agente público e o que a Portonave tem hoje é apenas a utilização dos acessos, pela qual paga as respectivas tarifas previstas na Tabela 1, que remuneram a utilização, manutenção e monitoramento do canal. Todo o outro processo - ISPS Code, instalações para órgãos intervenientes, o próprio processo de manutenção do terminal -, informa Castilho, a Portonave é obrigada a ter. Dessa forma, a companhia não vê que outra taxa ainda tenha que pagas à Autoridade Portuária. “E a Antaq já se posicionou dessa forma”, acrescenta.

A posição de Castilho é reforçada pela Lei 2.815, que é o novo marco regulatório do setor e definiu exatamente o que é o caso da Portonave, extinguindo qualquer discussão que possa existir com base na legislação anterior. Para ele, a nova Lei de Portos define claramente o que é um terminal de uso privado fora da área do porto organizado. Cabe agora ao Porto de Itajaí adequar a sua poligonal, de forma a retirar totalmente o TUP da área em questão. Na visão de Castilho, a Portonave já estava majoritariamente fora desta poligonal - ficando apenas uma ponta dentro, mas sem investimento público - o que a caracteriza como TUP. 

Prossegue a parceria

A Portonave sempre foi uma grande parceira do Porto de Itajaí em ações em prol da atividade portuária e, segundo seu gestor, continua disposta a participar do processo de evolução do Complexo Portuário do Itajaí como um todo. Apenas não concorda com a Autoridade Portuária em amputar novas tarifas ao terminal de Navegantes.

Castilho diz que entende perfeitamente o posicionamento da Autoridade Portuária, respeita esse posicionamento, mas não concorda com o mesmo, porque a Portonave opera totalmente dentro da legalidade, gerindo o negócio dentro do que estabelece a legislação.

Embora garanta que não ocorreu o distanciamento dos novos gestores do Porto de Itajaí e da Portonave, Castilho assegura que o TUP deve manter sus aposição com relação a cobrança de novas tarifas, que é muito claro. No entanto, diz que essa parceria entre o Porto e o terminal beneficia toda a atividade, a cadeia logística e o estado como um todo e que nenhuma estrutura portuária pode se manter de forma isolada.

Entenda o caso: O corpo técnico da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) trabalha desde dezembro passado no sentido de aprovar junto a Antaq a cobrança da nova rubrica tarifária relativa às operações de cargas na área do Porto Organizado pela Portonave. A agência reguladora já havia emitido em setembro de 2015 parecer negativo a qualquer possibilidade de a SPI cobrar tarifas do TUP além da chamada “tabela 1”, que é uma taxa cobrada dos armadores que operam os navios, para cada atracação. No entanto, os gestores do Porto Público solicitam a reanálise da decisão.

O pedido é embasado, entre vários outros, no fato dos navios atracados no terminal estarem fisicamente em operação no interior da poligonal do Porto Organizado de Itajaí  e que para movimentar suas cargas, a Portonave utiliza-se do espelho d’água pertencente à Autoridade Portuária.

Mesmo em tempos de crise Portonave mantém trajetória de crescimento

O terminal de uso privado (TUP) Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes divulgou na manhã desta segunda-feira o seu Relatório de Sustentabilidade 2016, que traz todos os números da companhia relacionados ao exercício passado nos setores econômico, social e ambiental.

Considerado o segundo maior movimentador de contêineres entre todos os portos e terminais portuários do Brasil pela Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq), o TUP movimentou 910,87 mil TEU (unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) em 2016, com acréscimo de 34% sobre 2015 (679,79 TEU). Volume que respondeu por 82,64% de toda a carga operada no Complexo Portuário do Itajaí.

Já o Iceport, que é um armazém frigorífico com capacidade para 16 mil posições pallets que realiza, além do armazenamento, o manuseio e a consolidação de carga congelada, Pertencente à Portonave, operou 455,96 mil toneladas de cargas em 2016, com avanço de 48% sobre as operações do ano anterior.

Os volumes operados em 2016 impactaram no crescimento econômico-financeiro da Portonave, apesar do cenário econômico recessivo e de um cenário político instável. A receita operacional bruta foi de R$ 485,5 milhões e o lucro-base para distribuição de dividendos atingiu R$ 105,7 milhões no ano. O valor adicionado pela companhia foi de R$ 339,4 milhões, dos quais 23,8% foram destinados para a remuneração dos colaboradores.

Os resultados incluem a Portonave entre as 500 maiores empresas do Sul do Brasil, segundo a consultoria Centronave-Datarmar, com a 19ª posição em Santa Catarina e 108ª na Região Sul. Com relação aos portos catarinenses, a Portonave detém 54% do market share, enquanto o TUP Porto Itapoá detém 34%, Porto de Itajaí (APM Terminals) 12%.

 

Desenvolvimento sustentável e responsabilidade social são marcas da Portonave

Maior arrecadador de impostos do município, a Portonave recolheu R$ 10,6 milhões em Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviços (ISS) para a Prefeitura de Navegantes, o que representou 41,8% do total arrecadado pelo município no período. Agora, se analisado tudo o que a companhia recolheu em ISS nos seus dez anos de operações - incluindo o período em que foi beneficiada por leis de incentivo fiscal - o valor fica em torno de R$ 57 milhões.

A Portonave também disponibiliza mais de mil vagas de trabalho em Navegantes. A empresa encerrou 2016 com 1,1 mil trabalhadores, inclusive, com crescimento em relação aos anos de 2016, 2015 e 2014. Número que salta para 4,4 mil se somados os 3 empregos indiretos gerados para cada empregado. Além destes trabalhadores, contratados no regime da CLT, a empresa ainda opera com a terceirização de serviços, o que aumenta ainda mais sua importância como gerador de trabalho e renda.

Outra grande contribuição da companhia com o mercado de trabalho de Navegantes é o programa “Jovem Aprendiz”, destinado a estudantes do ensino médio da Rede Pública, que já beneficiou 128 jovens entre os anos de 2008 e 2016. Destes, 48% foram contratados.

A empresa também investiu R$ 1,87 milhão em projetos sociais no ano passado - por meio de leis de incentivo à cultura e esporte, via Fundo da Infância e Adolescência, Fundo Municipal do Idoso, Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica e recursos próprios não incentivados.

Na área ambiental, a Portonave investiu R$ 3,8 milhões na recuperação da restinga e dunas e construção de deck de madeira por toda a orla. Já a Prefeitura de Navegantes desenvolveu projeto complementar com a construção de ciclovia, instalação de novo sistema

 

InovAmfri defende inclusão do aeroporto de Navegantes no pacote de concessões

O presidente do Conselho do InovAmfri, Paulo Bornhausen, vem buscando junto à União a inclusão do aeroporto de Navegantes na nova etapa do programa de concessões de aeroportos do Governo Federal. Bornhausen já apresentou a proposta ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco e o próximo passo de será levar o tema à discussão com prefeitos e entidades da região que já participam e apoiam o programa InovAmfri, parceria dos municípios com o Governo do Estado.

Para Bornhausen, a inclusão do aeroporto no programa de concessões do Governo Federal possibilita a modernização do modal aeroviário da região para adequá-lo às crescentes demandas econômicas previstas para a região nos próximos anos e, ao mesmo tempo, ser mais um instrumento de atração de novos investimentos para os municípios da Foz do Rio Itajaí. 

Destino já traçado

Conforme informou presidente da Infraero, Antônio Claret de Oliveira, em visita ao aeroporto em janeiro deste ano, o lote que englobou o Aeroporto Hercílio Luz, de Florianópolis, seria o último a ser leiloado. O gestor garantiu na ocasião que as concessões iriam parar no quatro últimos aeroportos leiloados em 16 de março deste ano.

Segundo Claret de Oliveira, o que vai ocorrer a partir de agora, inclusive com o aeroporto de Navegantes, é que a Infraero vai abrir seu capital e, dessa forma, trazer para perto de si a iniciativa privada próxima, sem necessariamente passar pelas concessões. “Precisamos manter no governo a atividade”, afirmou na época. A ideia é que a parceria proposta para o Aeroporto Ministro Victor Konder, com a previsão de mais de R$ 550 milhões em investimentos públicos e privados nos próximos quatro anos, ocorra dessa forma. 

Finalmente a tão esperada dragagem do Itajaí-Açu

A tão esperada dragagem dos acessos aquaviários do Porto de Itajaí e demais terminais que compõem o Complexo Portuário do Itajaí está prestes a ser iniciada. O equipamento que executará os serviços, a draga Xin Hai Niu, já está no Brasil, em processo de nacionalização. Isso é visto pela comunidade portuária como um grande avanço, porque desde as fortes chuvas registradas em Santa Catarina em 2015, o rio Itajaí-Açu sofre com o assoreamento e a perda de profundidade.

O contrato entre a União e a empresa DTA Engenharia, vencedora do processo licitatório, foi assinado em janeiro. O investimento do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil será de R$ 38,8 milhões e as obras deveriam ter iniciado em fevereiro, para serem concluídas em julho. A dragagem será executada nos canais interno e externo e serão retirados do fundo do canal 4 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Prejuízos sem precedentes: O assoreamento ocorrido ainda no segundo semestre de 2015 reduziu o calado (distância entre o fundo e a quilha do navio) de 12 para 10,5 metros, o que limitou a movimentação de cargas, já que os navios não poderiam entrar no canal muito pesados. De acordo com os cálculos do superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, essa redução representou a perda potencial de 1,6 mil contêineres por navio.

Se somadas as perdas decorrentes nessa redução de volumes ocorridas nos últimos meses de 2015 e no ano passado, o montante chega a R$ 1,8 bilhões. Valor que estará próximo dos R$ 3 milhões em outubro, quando as obras forem concluídas.

 

Movimentação portuária tem ritmo lento em Itajaí

Embora tenha apresentado avanço de 8% no trimestre, com relação ao igual período do ano passado, se continuar nesse ritmo a movimentação de cargas do Complexo Portuário do Itajaí neste ano tende a ser inferior à registrada no ano passado.

Somadas as cargas operadas pela APM Terminals, Porto Público, terminal de uso privado (TUP) Portonave e demais terminais instalados a montante, de janeiro a março, o Complexo movimentou 266,07 mil TEUs (medida internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) em 2017. Movimentação que, se continuar nessa média, chagará a 1,064 milhão de TEUS em dezembro, ficando aquém dos 1,102 milhão de TEUs operados no ano passado.

No entanto, o cenário pode mudar a partir do segundo semestre, uma vez que, tradicionalmente, ocorre um aumento nos volumes operados nos últimos messes do ano. 

Mês atípico

Embora a Superintendência do Porto de Itajaí ainda não tenha disponibilizado as planilhas estatísticas em seu portal, o que possibilita traçar um comparativo da movimentação de abril com o mês anterior, acredita-se que o terceiro mês do ano foi atípico, devido a retração nos embarques de congelados em função da “operação carne fraca” e da greve dos transportadores autônomos. Dúvida que somente será sanada após a publicação dos números oficiais.

Supremacia da Portonave

O TUP Portonave, que é entre portos e terminais brasileiros o segundo maior movimentador de contêineres, foi responsável pela movimentação de 216,8 mil dos 266,07 mil TEUs operados por todo o Complexo Portuário do Itajaí. O terminal, instalado, em Navegantes operou 81,48% das cargas, enquanto a APM Terminals respondeu pela operação de 49,27 mil TEUs, ou 18,52%.

A mais nova gigante dos mares

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a aprovação sem restrições de uma joint venture entre as armadoras japonesas Nippon Yusen Kabushiki Kaisha (NYK), Mitsui O.S.K. Lines (MOL) e Kawasaki Kisen Kaisha (KL). A fusão envolve o setor de transporte marítimo regular de contêineres e vinha sendo debatido desde o ano passado.

A união dos três armadores resultou em uma sociedade de responsabilidade limitada de capital fechado chamada de “JV”, cujo negócio é o fornecimento de transporte marítimo regular de contêineres e serviços de terminais de contêineres. A JV será controlada pela NYK, que terá 38% de suas ações. Tanto a Mol quando a KL terão 31% cada.

O negócio é avaliado em R$ 8,2 bilhões e resultou na sexta maior frota de navios de contêiner do mercado mundial, podendo transportar 1,4 milhão de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e respondendo por 7% da capacidade global de transporte marítimo de contêineres.

No Brasil, a operação envolverá apenas o negócio de transporte marítimo regular de contêineres.

O tiro que saiu pela culatra

Preocupados com a situação dos moradores do bairro São Pedro, mais conhecido como Pontal, os vereadores de Navegantes exigiram a presença do engenheiro do quadro da Secretaria de Estado da Infraestrutura e fiscal da obra dos novos acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí Ivan Amaral e do superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, para exporem o projeto da nova bacia de evolução aos vereadores de Navegantes.

Amaral apresentou detalhadamente o projeto e tranquilizou os moradores, uma vez que foi elaborado com base em minuciosos estudos e modelagens matemáticas feitas no Brasil e exterior. No entanto, Marcelo Salles informou aos vereadores e comunidade de que existe uma ação impetrada pelo Ministério Público Federal, em que o Porto de Itajaí e a Prefeitura de Navegantes são réus.

Segundo Salles, a área é de propriedade da União e está ocupada irregularmente, não cabendo indenização aos ocupantes no caso de sua utilização para complementar a obra. Salles informou que a área está sob judice e a Autoridade Portuária aguarda a decisão da Justiça Federal.

Se os vereadores queriam tranquilizar a comunidade com relação aos impactos da obra, isso ocorreu. O que eles não esperavam a declaração bombástica de Salles, que os deixou ainda mais preocupados, já que o destino dos moradores do Pontal está nas mão da Justiça.

 

 

Safra de sardinha deve ser a pior dos últimos tempos

As boas expectativas para a safra da sardinhas deste ano foram frustradas. As capturas iniciaram no dia 15 de fevereiro e na primeira semana a quantidade de cardumes encontrados no litoral sul animou o setor. Aliado a isso, as altas temperaturas das águas da costa brasileira neste ano era um bom prenúncio para os pescadores e armadores de pesca, que apostavam na captura de mais de 80 mil toneladas da espécie.

Só que, passados pouco mais de um mês, já tem armador desistindo das capturas. A expectativa agora é outra: que esta seja a pior safra dos últimos cinco anos. E a desistência das embarcações tende a agravar após a Semana Santa, quando a procura pelo pescado é maior e estimula novas tentativas.

A situação preocupa o Sitrapesca, sindicato que representa os trabalhadores da pesca comercial. Cada barco leva a bordo 18 pescadores. Só em Itajaí e Navegantes, 1,4 mil trabalhadores da pesca estão empregados na captura da sardinha. A desistência dos armadores deve impactar em significativa alta na tacha de desemprego.

Maior embarcação do Rio Boat Show 2017 é Azimut

A embarcação de três pavimentos e quatro suítes, da italiana Azimut Yachts, mais parece uma mansão que uma embarcação. Ela será a maior embarcação exposta no Rio Boat Show 2017, que está acontecendo, até 11 de abril, na Marina da Glória.

Seu design chama a atenção mesmo à distância, com grandes janelas que garantem excelente luz natural, assim como seu alto padrão construtivo e tecnologia empregados, além de conforto e sofisticação. A grandiosidade dos espaços internos e externos, aliada à sofisticação dos mobiliários e acabamentos também são destaques em todos os ambientes.

Seu amplo flybridge (pavimento superior), a praça de popa e o lounge de proa garantem amplo conforto nas áreas externas com sofás, áreas de refeições, sunpads e segundo posto de comando. O interior não é diferente. São quatro amplas suítes e salão com área de estar, jantar, bar, cozinha e posto de comando principal.

Além da Azimut 103S, produzida na fábrica italiana, estão sendo apresentados outros três luxuosos modelos produzidos na unidade brasileira da Azimut Yachts e que são sucesso em vendas: a Azimut 83, a esportiva Verve 40 e a Azimut 56.

Revista Portuária na maior feira de logística e comércio da América do Sul

Encerra nesta quinta-feira, 06, a 23 edição da Intermodal South America, maior feira de logística e comércio da América do Sul, realizada anualmente no Transamérica Expo Center, na capital paulista. Embora ainda não tenha números fechados, a previsão dos organizadores é receber 45 mil visitantes durante os três dias do evento, que reúne 600 expositores de 26 países.

Em mais esta edição do evento está sendo veiculada a Revista Portuária - Economia & Negócios, neste ano com o Anuário 2017. A publicação mostra ao mercado o potencial industrial de Santa Cataria, sua completa infraestrutura portuária e aeroportuária, além de completo material jornalístico relacionado a economia catarinense.

O sucesso da participação do veículo junto aos principais protagonistas do mercado internacional e nacional, que durante os três dias promoveram negócios e parcerias, foi relatado pela coordenadora comercial da Revista, Sônia Anversa, na imagem, acompanhada do diretor executivo da LogicPhrama, Josoel Pisoni.

Equipe multimídia do veículo também acompanha o evento em tempo real, mostrando por meio das redes sociais as tendências de mercado, novidades nos setores de transportes e logística e também o desempenho dos parceiros do veículo, fundamentais para o sucesso alcançado no decorrer de seus mais de 20 anos de mercado.

 

Transportadores podem parar novamente

O reajuste de 15% acordado entre o Sindicato das Empresas de Veículos de Transporte de Carga e Logística de Itajaí e Região (Seveículos) e o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Itajaí (Sintracon) cobre apenas as despesas com a manutenção dos veículos e os transportadores autônomos continuam insatisfeitos.

A afirmação é do presidente do Sintracon, Ademir de Jesus, em entrevista exclusiva para a edição de abril da Revista Portuária - Economia & Negócios.

Em longa conversa com a reportagem, o sindicalista traça uma radiografia do setor de transportes em Itajaí e região e diz claramente que os motoristas, descontentes com o atual cenário e acumulado perdas dia após dia, poderão paralisar novamente a qualquer momento. 

Obras dos berços 3 e 4 podem ser retomadas

O superintendente do Porto de Itajaí engenheiros Marcelo Werner Salles foi informado na tarde de ontem da assinatura de termo de compromisso na recém criada Secretaria Nacional de Portos (SNC), do Ministério dos Transportes, portos e Aviação Civil (MTPAC) para a liberação de recursos na ordem de R$ 23 milhões, destinados a conclusão do berço 3 e estudos de viabilidade da obra do berço 4. Após assinado o documento foi encaminhado ao departamento jurídico do MTPAC para posterior publicação. 

Promessa antiga

Resta saber quando os recursos virão realmente para Itajaí. Em visita a Itajaí no mês de janeiro o ministro Maurício Quintella Lessa havia definido datas para a conclusão do berço. Porém, os prazos não serão cumpridos. Após a liberação dos recursos ainda há a necessidade da mobilização do canteiro de obras, uma vez que a mesma está parada desde julho do ano passado, quando o governo federal deixou de repassar verbas.

O berço 3 está com mais de 90% das obras concluídas. Já no berço 4 foram encontrados escombros remanescentes das enchentes de 1983, o que impossibilita a perfuração para cravação de estacas para o novo cais. Diante disso, será necessário minucioso estudo, com ensaios de perfuração das lajes, para que aí elaborado um novo orçamento para a aditivação do contrato ou, dependendo do valor, uma nova licitação.

Retomam as discussões da soja

Com a conclusão das obras do berço 3 voltam à pauta as discussões com relação a sua utilização. De um lado estão os gestores do porto e a empresa ZMW Operações e Logística, que movimenta soja no porto de São Francisco do Sul e quer trazer esse tipo de operação para Itajaí. De outro, a grande maioria da comunidade portuária, que defende a utilização do berço e com movimentação de veículos ou contêineres, opções bem mais rentáveis e menos agressivas.

Só que as operações com soja em Itajaí estão cada vez mais distantes da realidade. Mesmo com uma boa previsão para a safra brasileira deste ano, os Estados Unidos aumentaram em 7% a área de plantio e os preços da commoditie estão achatados no mercado internacional. Portos que exportam o grão já amargam retrações nas operações, mesmo que ainda moderadas. 

Porto de Itajaí busca a ampliação de sua poligonal

O prefeito Volnei Morastoni, acompanhado do superintendente do Porto de Itajaí engenheiro Marcelo Werner Salles e de sua procuradora jurídica, cumprem ampla agenda em Brasília nesta sema. Na pauta está a ampliação da poligonal do porto organizado de Itajaí, que deve passar dos atuais 188,3 mil metros quadrados para cerca de 420 mil metros quadrados, no prazo de 20 anos  

A proposta de expansão deve incluir boa parte da primeira quadra após o porto. O volume de desapropriações é grande, mas considerado necessário para manter o porto competitivo. Outro ponto que integra o novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto (PDZ) é a exclusão de um pequeno trecho do cais da Portonave, em Navegantes, da área do porto organizado. O limite da chamada poligonal, que determina a área do porto, passa a ser a linha d`água. O projeto também inclui a nova área de manobras, a bacia de evolução.

As poligonais são uma representação em mapa, carta ou planta dos limites físicos da área do porto organizado, espaço geográfico onde a autoridade portuária detém o poder de administração do porto público.

Prorrogada data para conclusão das obras da nova bacia de evolução

A necessidade de adequações no projeto inicial dos novos acesso aquaviários do porto de Itajaí e demais terminais que formam o Complexo Portuário do Itajaí, que inclui a primeira etapa das obras da nova bacia de evolução, vai atrasar a conclusão da empreitada. A obra já deveria estar concluída, mas entraves de todos os tipos e origens, vem prorrogando a sua conclusão. Vale ressaltar que o ganho de competitividade do complexo portuário, ou seja, a cada dia que passa sem a obra estar concluída diminuem as vantagens competitivas do Porto de Itajaí e seus terminais nos mercados nacional e internacional.

O último atraso anunciado pela Construtora Triunfo e governo do Estado, que é o contratante, ocorre porque a não liberação dos recursos do governo federal para a segunda etapa da obra (orçada em R$ 200 milhões) forçou mudanças no projeto para evitar que partes da obra que estão no escopo da primeira fase do projeto sejam prejudicadas. Embora essas obras, que agregam um custo adicional de R$ 30 milhões ao orçamento inicial de R$ 104 milhões estejam sendo custeadas pelo Estado, com recursos provenientes de receitas de aplicações no Banco do Brasil, essas alterações demandam autorização dos órgãos ambientais, que ainda estão em fase de aprovação. 

Perda de competitividade

A primeira fase custará ao Estado R$ 105 milhões, obtidos através de um financiamento do BNDES, e garantirá a entrada de navios de até 335 metros nos portos locais. A segunda etapa deve abrir espaço para gigantes de até 366 metros de comprimento.

A nova bacia de evolução é considerada a mais importante obra de infraestrutura do Complexo Portuário do Itajaí. Quando foi anunciada, ainda em 2013, previa-se que a primeira etapa estaria pronta no ano seguinte, sob pena de um prejuízo mensal de R$ 60 milhões - que só não se confirmou porque que a retração no comércio exterior em todo o mundo atrasou a migração de navios maiores para a América do Sul. Mas com a retomada gradativa do comércio internacional, em breve esses navios devem trafegar pela costa brasileira.

Os trabalhos começaram, oficialmente, um ano atrás. Desde então, os terminais locais já perderam a oportunidade de competir por escalas por falta de adequação dos acessos.

 

Portonave é finalista do Lloyd’s List Americas Awards 2017

Eleita o Operador Portuário do Ano em 2013 e finalista nos anos de 2015, 2012 e 2011, no Lloyd´s List Global, onde disputou com empresa do mundo todo, neste ano a Portonave está entre os seis portos finalistas da premiação internacional, organizada pelo grupo Informa, chamada Lloyd´s List Americas Awards, dedicada a empresas do continente americano. A empresa concorre na categoria “Operador Portuário do Ano” e o resultado será anunciado em uma cerimônia em Nova Iorque, no dia 25 de maio. Embora seja figurinha carimbada na edição global, onde tem mostrado sua supremacia desde 2011, esta é a primeira vez que o terminal participa da edição “America” da premiação.

Primeira loja própria da Western Union® em SC é no Balneário Shopping

A Western Union, líder em serviços globais de pagamento, inaugurou sua primeira loja própria de Santa Catarina, no Balneário Shopping. A unidade oferece os serviços de câmbio de moedas, cartão pré-pago de viagem — que permite o uso de até seis moedas diferentes no mesmo cartão — e o envio e recebimento de transferências de dinheiro para mais de 200 países e territórios. A iniciativa faz parte da estratégia de crescimento da empresa na região.

A empresa atua no Brasil há 20 anos, com mais de 13 mil pontos de atendimento. A Corretora de Câmbio Western Union é considerada a maior no mercado primário por volume (excluindo interbancário), segundo o ranking das instituições financeiras do Banco Central.

Allog International amplia em 55% o volume de exportações marítimas

O volume de exportações pelo modal marítimo da catarinense Allog International Transports cresceu 55% em 2016 em comparação ao ano anterior. O índice registrado pela empresa é bem superior aos 7,26% de crescimento das exportações marítimas nacionais no mesmo ano, segundo base de dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Com a dinamização do setor exportador brasileiro favorecido pelo câmbio, a empresa concentrou esforços no planejamento estratégico da organização para atender a este tipo de negócio e conquistou clientes importantes.

De acordo com o Diretor de Operações da Allog, Rodrigo Hauck, em tempos de retração do mercado interno, a exportação também tem sido o caminho encontrado por algumas empresas brasileiras para driblar o mau momento da economia, o que impulsionou os negócios da Allog International. Inclusive, o peso das vendas externas deve se manter significativo para os negócios da companhia em 2017. Hauck explica que a previsão é manter os índices de crescimento na casa dos dois dígitos. Os produtos que mais impulsionaram os negócios da Allog no ano passado foram os commodities. 

Italianos visitam a Azimut de Itajaí

O embaixador da Itália no Brasil Antônio Bernardini, e o cônsul geral da Itália no Paraná e Santa Catarina Enrico Mora estiveram na fábrica da Azimut Yachts em Itajaí na tarde de ontem, 28, para conhecer a única unidade de produção do Grupo italiano Azimut-Benetti fora da Itália. A visita que foi coordenada pela Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina teve como objetivo estreitar o relacionamento das autoridades com o estaleiro por se tratar de uma empresa italiana sediada no Brasil. Eles conheceram de perto o processo produtivo dentro da fábrica e foram recepcionados pelo CEO da Azimut do Brasil Davide Breviglieri juntamente com o diretor comercial Francesco Caputo e o diretor industrial Roberto Paião.

Última hora

O gabinete do prefeito Volnei Morastoni informou que chegou ao fim a greve dos caminhoneiros autônomos de Itajaí, que teve 27 dias de paralisação. A assinatura do acordo entre as entidades de classe será hoje, 29, às 18h. Segundo a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Itajaí, as reuniões foram intermediadas pelo Município, por meio da Superintendência do Porto, e resultaram no acordo que prevê reajuste de 15%. 

Última hora

O gabinete do prefeito Volnei Morastoni informou que chegou ao fim a greve dos caminhoneiros autônomos de Itajaí, que teve 27 dias de paralisação. A assinatura do acordo entre as entidades de classe será hoje, 29, às 18h. Segundo a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Itajaí, as reuniões foram intermediadas pelo Município, por meio da Superintendência do Porto, e resultaram no acordo que prevê reajuste de 15%. 

Paralisação de motoristas impacta nas operações portuárias

Os transportadores autônomos de contêineres que atuam nos portos de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba continuam de braços cruzados a espera de uma definição com relação às reivindicações da categoria. E isso impacta diretamente nas operações portuárias. Embora a Autoridade Portuária ainda não tenha divulgado números oficiais do Complexo, praticamente não houve movimentação de caminhões no Porto de Itajaí e APM Terminals nesta quarta-feira, informou o assessor de da Superintendência do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz.

Segundo informações de operador portuário que atua na margem direita, o Porto de Itajaí amarga uma retração de 53% desde o início da greve. Inclusive, o movimento foi intensificado nos últimos dois dias, depois que o operador perdeu o apoio da polícia na condução dos comboios, o que deixa a situação ainda mais preocupante. Cargas estão migrando para outros portos.

O terminal privado Portonave, em Navegantes, informou que está acompanhando o movimento, mas que ainda é prematuro falar em números.

A real situação virá à tona na primeira semana de abril, com a divulgação das estatísticas de março pela Autoridade Portuária. A expectativa é de que ocorra um recuo significativo nas exportações, gerado pela greve dos motoristas, associada aos impactos da “operação carne fraca”.

 

Operações de granéis dividem opiniões em Itajaí

A audiência pública realizada na noite de ontem (27) na Câmara de Vereadores de Itajaí, para discutir os prós e contras das operações com cargas a granel no Porto de Itajaí, dividiu opiniões.

Entre as justificativas apresentadas pelo superintendente do Porto, Marcelo Werner Salles estiveram a obrigatoriedade legal de operações com todos os tipos de cargas e o compromisso dos gestores na retomada da economia decorrente da atividade portuária com a ocupação dos berços 3 e 4.

Segundo Salles, como Porto Público, Itajaí tem obrigação legal e social de operar qualquer tipo de carga, inclusive, granéis sólidos. O gestor informou que Itajaí está licenciado pelos órgãos ambientais para operar esse tipo de carga.

O superintendente ainda disse que nos quase de 30 anos de gestão portuária que acumula em Itajaí já viu muita carga a granel passar por nosso cais. Entre alguns exemplos citados estão carregamentos de sal, açúcar demerara, trigo, milho, fertilizantes e sorgo. Cargas que, se somadas todas as operações, resultaram em mais de 2 bilhões de toneladas.

Trajeto específico

Marcelo Salles garantiu que todo o processo de exportação do soja vem sendo estudado junto ao órgãos municipais e que o impacto ambiental será o menor possível. Ele explicou que será montado um terminal no Posto Irmãos Dalçóquio, nas proximidades do trevo de acesso a Itajaí, e as cargas somente serão transferidas para o porto em horários específicos e por rota preestabelecida. Todas as operações serão acompanhadas pela Coordenadoria de Trânsito (Codetran) e também serão intensificados os procedimentos de limpeza das respectivas vias, como forma de mitigar o impacto gerado pelo transporte de grãos.

Mas foram muitos os questionamentos com relação a sujeira que esse tipo de operação possa causar na cidade. Inclusive com o exemplo de Paranaguá, que não é dos melhores, citado algumas vezes.

Operador garante eficiência e menor impacto

O empresário Francisco Ramos, da ZMW Operações Portuárias, que pretende trazer as operações com soja para Itajaí, garantiu que o impacto será mínimo e que a empresa deve investir cerca de R$ 100 milhões para a viabilização. Os recursos serão aplicados na construção de silos e instalação de ship loader no berço 4.

Segundo Ramos, no centro da cidade as operações ocorrerão apenas nas áreas hoje da Valeport e no Recinto Alfandegado Contíguo (RAC), área primária do Porto. Já o acesso de caminhões carregados de grãos se dará de oito em oito, o que não deve interferir no tráfego de veículos na cidade. A previsão é que sejam operado entre 250 e 300 caminhões por dia, perfazendo de 31 a 38 viagens.

As operações devem somar 1 milhão de toneladas no primeiro ano, chegando a 3 milhões de toneladas. Para comprovar sua expertise nesse tipo de operação, Ramos garantiu que movimenta 7,7 milhões de tonelada/ano no Porto de São Francisco do Sul.

Retrocesso

Entre muitas outras manifestações contrárias, o presidente da Associação Empresarial de Itajaí (ACII) e do Sindicato das Agências Marítimas de SC, Eclésio Silva, se colocou totalmente contra as operações de graneis em Itajaí. Silva diz que o que a Autoridade Portuária precisa é ocupar também os berços 3 e 4 com cargas conteinerizadas. Segundo ele, voltar para o granel é retrocesso. Opinião comungada por muitos trabalhadores portuários, motoristas e operadores marítimos.

Aproveitando a oportunidade

O evento realizado pelos vereadores também serviu de cenário para muitas manifestações não relacionadas ao propósito específico, que era discutir as operações com graneis na cidade.

Um dos exemplo foi o executivo Amilton Rocha, da APM Terminals, que foi uma das três pessoas que teve mais tempo para se manifestar e a única coisa que falou relacionada ao assunto durante toda a sua apresentação foi que a empresa não se opõe a esse tipo de operação, mas deixou claro que a APMT tem interesse na utilização da retroárea dos berços 3 e 4.

Durante praticamente todo o tempo de sua exposição Rocha falou da global APMT como um todo, da extensão do arrendamento da APMT em Itajaí, das cargas que perdeu para a Portonave e dos investimentos programados pela empresa para a cidade, mas atrelados ao parecer positivo da ampliação do prazo de arrendamento. Perém, sempre destacando a superioridade das cargas conteinerizadas em termos de valor agregado e geração de receitas.

De tudo um pouco

Enquanto no mezanino do Plenário os motoristas autônomos reivindicavam melhores preços para os transportes em Itajaí por meio de faixas e cartazes, no plenário trabalhadores portuários, transportadores, sindicalistas e usuários bombardearam alguns membros da mesa de trabalhos.

Foram vítimas da ira dos presentes o deputado federal Mauro Mariani pelo fato de ser do partido do prefeito e presidente da República e o Porto de Itajaí estar “sem ver navios” por falta de investimentos federais -mas mesmo assim não perdeu a oportunidade de fazer seu marketing pessoal - e o empresário Francisco Ramos, por ter feito parte da “Operação Influenza”, ação da Polícia Federal que investigou atos ilícitos no Porto de Itajaí na antiga gestão do prefeito Volnei Morastoni. Amilton Rocha foi vítima da metralhadora dos trabalhadores portuários porque o armador Maersk, do mesmo controlador da APMT, opera na Portonave, hoje principal concorrente do Porto de Itajaí.

As operações com soja foram também taxadas como interesse de poucos, principalmente daqueles de advogam em causa própria, pois só farão mal à cidade. Colocação que gerou a irritação de algumas pessoas e arrancou aplausos da plateia. 

Descontentamento

O descontentamento dos motoristas autônomos com a Autoridade Portuária de Itajaí e com a ZMW Operações Portuárias ficou bastante claro na noite de ontem quando representantes da categoria vaiaram e ofenderam Marcelo Salles e Francisco Ramos em algumas de suas respostas.

Vale ressaltar que existe o direito de expressão, mas é necessário um mínimo de educação e respeito. Coisas que faltaram para os representantes dos motoristas presentes na audiência pública.

Também falhou a moderação dos organizadores com relação aos temas abordados. A audiência pública mais pereceu uma reunião do sindicato dos motoristas autônomos que um debate relacionado às operações com graneis, no caso o soja.

MTPAC disponibiliza nova página de concessões
O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil tem uma nova página de concessões que traz informações a respeito dos projetos de Rodovias, Ferrovias, Portos e Aeroportos que estão sob a gestão da Pasta. A publicação está disponível a partir desta terça-feira (28), no endereço: http://www.transportes.gov.br/mapa-concessoes.html 
A proposta foi reunir os empreendimentos concedidos para iniciativa privada que estavam sob a gerência da Secretaria de Portos, Secretaria de Aviação Civil e do Ministério dos Transportes, e colocá-los num ambiente único para facilitar a consulta por parte do setor produtivo, imprensa e população.
 
Audiência Pública

Empresários que propõem operar soja não transgênica nos berços 3 e 4 do Porto de Itajaí, representantes da arrendatária APM Terminals e da superintendência do Porto de Itajaí discutem na noite de hoje os prós e contras da movimentação de cargas a granel nos berços públicos do porto.

A audiência pública foi proposta pelo vereador Robison Coelho, que é também trabalhador portuário há cerca de 20 anos, e tem seu início previsto para as 18h30, na Câmara de Vereadores de Itajaí. Para quem quiser acompanhar os desdobramentos da reunião sem sair de casa pode acessar www.cvi.sc.gov.br, pois a audiência será transmitida ao vivo pela TV Câmara e pelo canal do Legislativo no Youtube.

Agora, mais uma vez volto a afirmar: uma coisa de cada vez. Hoje o mais importante é a conclusão dos dois berços, cuja obra está paralisada desde o ano passado pela morosidade das decisões em Brasília. Que tal as forças políticas serem, primeiramente, canalizadas para esse fim ...

Vereadores discutem futuro do Porto de Itajaí

A Câmara de Vereadores de Itajaí está convidando a comunidade em geral para a uma audiência Pública na noite de segunda-feira, 27, para discutir a futura ocupação dos berços 3 e 4 do Porto de Itajaí e a utilização dos mesmos para movimentação de cargas a granel, mais especificamente, embarques de soja não transgênica.

A utilização para esse fim, segundo informações técnicas do segmento portuário, poderia agregar uma movimentação de 60 mil toneladas por mês ao volume operado pelo Porto de Itajaí. As cargas viriam de caminhão pela rodovia BR 101, onde seria instalado um pátio de triagem, e depois acondicionadas em um pátio coberto na área portuária. Os carregamentos seriam feitos com a utilização de grabes e guindastes mobile harbour crane (MHC) em navios graneleiros.

Essas operações seriam limpas, ampliariam em até 30% as operações na margem direita e melhorariam a saúde financeira do porto, além de movimentar a cadeia logística, garantindo trabalho para a mão de obra avulsa e um aumento significativo no Imposto Sobre Serviços (ISS) da cidade.

Opiniões divididas

O atual gestor do Porto de Itajaí defende, não é de hoje, a utilização dos berços para essas operações. Marcelo Salles, que conhece como poucos a realidade do porto e os problemas financeiros que a autarquia acumula desde 2008, quando teve dois de seus berços arrastados pelo rio Itajaí-Açu e desde então nunca mais voltou a operar em plena capacidade, sabe o bem que os recursos provenientes dessas operações fariam para o caixa da SPI.

Mas como sempre e em todos os lugares, tem a turma do contra. Aqueles que acham mais importante uma cidade impecavelmente limpa que um porto eficiente e que a saúde financeira do município, que tem cerca de 70% de sua economia atrelada direta e indiretamente a atividade portuária.

Tem ainda a posição do prefeito Volnei Morastoni, que não é abertamente a favor das operações com soja, mas nunca escondeu que pretende abrir os berços 3 e 4 à operação de carga geral não conteinerizada. Entra aí a possível vinda dos grãos para o Porto de Itajaí, já ensaiada no governo anterior.

Prioridades para Itajaí

É inegável que o Porto de Itajaí precisa incrementar a movimentação após ter perdido metade das linhas, em 2015, assim como é inegável que as operações com graneis podem impactar no derramamento de grãos pela cidade, atrapalhar o já caótico trânsito de Itajaí e também tirar o lugar de outras cargas bem mais rentáveis na área primária do porto, como automóveis, por exemplo. Mas o momento é esse o tipo de carga que pode-se trazer para cá.

Porém, muito mais importante que discutir a futura utilização dos berços é a união de forças políticas para que os mesmos sejam concluídos. As obras iniciaram em 2014 e deveriam estar operando em julho do ano seguinte. Mas até hoje não estão aptas ao uso.

Sofreram atrasos por falta de pagamento pelo governo federal, por problemas de ordem técnicas e foram paralisadas no ano passado. Em janeiro o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil Maurício Quintella Lessa visitou as obras e estipulou prazos para a conclusão dos dois berços. Só que desde então nada mudou, ou seja, as obras continuam iguais a quando a empreiteira Serveng as paralisou.

Cada coisa a seu tempo. Não adianta a definição da ocupação dos berços se eles sequer podem ser utilizados.

 

Motoristas paralisam novamente nos portos do estado

Depois de uma trégua de aproximadamente uma semana, os transportadores autônomos de contêineres que atuam nos portos de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba voltaram a cruzar os braços. Insatisfeitos com a falta de definição por parte das empresas contratantes, querem retomar as negociações e exigem pelo menos 20% de aumento no preço do frete. Nas cidades de Itajaí e Navegantes a adesão é quase que total.

Os filiados ao Sintracon, sindicato que representa a categoria, garantem que o reajuste proposto pelos contratantes dos serviços ficou muito aquém do necessário para cobrir o custo. De acordo com a planilha apresentada pelos caminhoneiros ao trade portuário, seriam necessários pelo menos R$ 154 para cobrir os custos de um frete de 16 quilômetros. Hoje o valor pago é R$ 90.

Os operadores alegam que o modelo de reajuste que os caminhoneiros pedem configura cartel e é ilegal. Apesar disso, concordaram em subir de 13% a 15% o valor do transporte.

Portos devem sentir o impacto da operação “carne fraca”

Os cancelamentos ou restrições às compras de carnes brasileiras pela União Europeia, China, Coreia do Sul e Chile, mesmo que temporárias, deve impactar significativamente nos números de março das exportações dos portos catarinenses, mais especificamente, dos portos e terminais que formam o Complexo Portuário do Itajaí-Açu e do terminal de uso privado Porto Itapoá.

Para se ter uma ideia, nos meses de janeiro e fevereiro os três destinos absorveram 30,26% das exportações catarinenses, ou seja, o equivalente a US$ 180,92 milhões. De montante, mais de 40% é decorrente da exportação de algum tipo de carne ou derivado para esses países.

Já para o Porto de Itajaí (AOPM Terminals e Portonave) e Itapoá, os embarques de carnes e derivados representam a maior fatia dos embarques.

Precisamos torcer 

Revista Portuária na Intermodal 2017

A Revista Portuária - Economia & Negócios estará novamente participando como expositora na maior feira de logística e comércio da América do Sul, a Intermodal South America, que acontece de 04 a 06 de abril, no Transamérica Expo Center, na capital paulista. E como em outros anos, a principal revista de portos e comércio exterior do estado estará veiculando durante o evento o Anuário 2017.

Hoje a feira é considerada pelos executivos da indústria como uma plataforma estratégica para a geração de novos negócios. Reúne durante seus três dias os principais protagonistas do mercado internacional e nacional, promovendo negócios e parcerias, funcionando como uma plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-ventures, conteúdo, vendas e networking.

Ainda dá tempo. Participe desse importante acontecimento junto com a Revista Portuária - Economia & Negócios por meio do Anuário 2017. Informações complementares: intermodal@bteditora.com.br ou (47) 98405 8777.

Aeroporto de Florianópolis na mão dos suíços

A empresa suíça Zurich International Airport AG foi a vencedora do leilão de concessão do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, de Florianópolis. A empresa vai pagar R$ 353,333 milhões para operar o aeroporto catarinense pelos próximos 30 anos, sendo que, desse valor, R$ 88.333.333,33, serão pagos à vista. Os 75% restantes serão pagos ao longo da concessão, em parcelas anuais, com carência de cinco anos, ou seja, o pagamento começa no sexto ano da concessão e o valor aumenta até o nono ano. A partir do 10º ano, a parcela anual terá valor fixo, sendo atualizada apenas pela inflação. Foi registrado ágio de R$ 142,333 milhões.

O contrato de concessão do Aeroporto Hercílio Luz deve aumentar em cerca de 70% a capacidade de movimentação de aeronaves da pista com a ampliação da mesma para 2,7 mil metros quadrados e quadruplicar o número de vagas no estacionamento, que hoje são 539, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Terá ainda que construir um novo terminal com capacidade para 4,1 milhões de passageiros/ano. A previsão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é que esse número chegue a 13,9 milhões anuais até 2047. Está prevista também a construção de 10 pontes para embarque, que levam o passageiro direto para dentro dos aviões, por meio da utilização de fingers.

As obras precisam ser feitas em até 26 meses após a assinatura do documento. Conforme a agência reguladora do setor, o objetivo da ampliação da pista é o aumento da capacidade operacional do aeroporto. Com isso, o pátio poderá comportar até 26 aeronaves ao mesmo tempo.

Disputa acirrada pelo Aeroporto de Florianópolis

A empresa suíça Zurich International Airport AG elevou o valor da sua proposta pela concessão do Aeroporto Hercílio Luz para R$ 88.333.333,33, depois que a francesa Vince Airport entrou na disputa. Esse valor representa 25% do valor da concessão, que até o momento está em R$ 353,333 milhões. O lance mínimo previsto era de R$ 211 milhões.

Operador suíço pode assumir o aeroporto de Florianópolis

A maior proposta para a concessão do Aeroporto Internacional Hercílio Luz até agora foi da empresa suíça Zurich International Airport AG, no valor de R$ 58.333.333,33, referente a 25% da outorga, mais ágio. O operador aeroportuário suíço opera hoje no Brasil o Aeroporto Tancredo Neves Confins, em Minas Gerais, por meio do consórcio Aero Brasil formado pela Cia de Participações em Concessões(CCR), com participação de 75%, Operadora do Aeroporto de Zurique, Flughafen Zürich AG, com 24% e Munich Airport International Beteiligungs GMBH, com 1%, segundo a Infraero.

Para registro

O Blog da Redação registra que, depois de nota publicada ontem, 14 de março, a Superintendência do Porto de Itajaí incluiu as planilhas com os números de movimentação da Portonave -S/A - Terminal Portuário Navegantes em seu site. A comunidade portuária agradece a correção.

Após concessão, obras devem ser imediatas

O contrato de concessão do Aeroporto Hercílio Luz devem aumentar em cerca de 70% a capacidade de movimentação de aeronaves da pista com a ampliação da mesma para 2,7 mil metros quadrados e quadruplicar o número de vagas no estacionamento, que hoje são 539, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), e construir um novo terminal com capacidade para 4,1 milhões de passageiros/ano. A previsão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é que esse número chegue a 13,9 milhões anuais até 2047.

Pelas regras do edital, as obras precisam ser feitas em até 26 meses após a assinatura do documento. Conforme a agência reguladora do setor, o objetivo da ampliação da pista é o aumento da capacidade operacional do aeroporto. Com isso, o pátio poderá comportar até 26 aeronaves ao mesmo tempo.

Está prevista também a construção de 10 pontes para embarque, que levam o passageiro direto para dentro dos aviões, por meio da utilização de fingers.

Será definido hoje o futuro do aeroporto de Florianópolis

Inicia às 10h30 de hoje, na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, o leilão dos aeroportos de Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Porto Alegre. Juntos, os quatro aeroportos devem receber R$ 6,613 bilhões em investimentos. O prazo para a entrega das propostas terminou na segunda-feira (13) e, segundo a agência Reuters, pelos menos três grupos entregaram: a francesa Vinci Airports, a suíça Zurich e a alemã Fraport.

Para o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, a concessionaria que ganhar a concessão terá que fazer investimentos de R$ 960,7 milhões, na construção de um novo terminal de passageiros e estacionamentos, ampliar a pista de pousos e decolagens e o pátio de aeronaves, implantar pista de taxi paralela, com ligação direta às cabeceiras da pista de pouso e decolagem. No ano passado o aeroporto movimentou 3,5 milhões de passageiros.

O lance mínimo é de R$ 211 milhões, sendo que 25% desse valor é pago à vista, e os 75% restantes serão pagos ao longo da concessão, em parcelas anuais.

O edital prevê ainda carência de cinco anos para o pagamento das parcelas. O pagamento começa no sexto ano da concessão e o valor aumenta até o nono ano. A partir do 10º ano, a parcela anual terá valor fixo, sendo atualizada apenas pela inflação.

Correção

Em contato com o Blog da Redação, o presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí e região, Saul Airoso da Silva, retificou a informação repassada no início da tarde, de que os trabalhadores do Porto de Itajaí não haviam aderido à greve nacional da categoria. Saul alegou que deve ter havido algum ruído na informação e, mesmo com poucas pessoas paradas, pelo fato de somente a Portonave estar com um navio atracado hoje, Itajaí participou do movimento. 

Complexo do Itajaí movimenta 177,67 mil TEU no bimestre e Portonave responde pela fatia de 81,61% das cargas

O Complexo Portuário do Itajaí encerrou o mês de fevereiro com uma movimentação acumulada de 177,67 mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés). Mesmo que a Superintendência do Porto de Itajaí não tenha disponibilizado em seu site as planilhas com os números da Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes, não é difícil concluir que a maior fatia das operações estão na margem esquerda do Rio Itajaí-Açu, ou seja, em Navegantes.

Enquanto o Porto Público e a APM Terminals Itajaí operaram 42 escalas, com retração de 7% com relação ao primeiro bimestre do ano passado, o TUP Portonave operou 108 escalas, com avanço de 5%. Quando analisada a movimentação de contêineres, dos 177,67 mil TEU operados pelo Complexo, 32,67 TEU foram movimentados pelo Porto Público e APM Terminals. Portanto, sobraram 145 mil TEU, ou 81,61%, para a Portonave.

Portanto, mesmo sem as informações abertas à comunidade portuária, como sempre ocorria, não é difícil ver que a Portonave responde por mais que o dobro das operações da margem direita.

Portuários de Itajaí e Navegantes não aderem à greve nacional

Os trabalhadores portuários avulsos que atuam no Complexo Portuário do Itajaí não aderiram ao movimento nacional de paralisação da categoria, nesta quarta-feira, 15, por 24 horas, contra as reformas da previdência social e trabalhista propostas pelo Governo Federa, que já tramitam no Congresso Nacional.

Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí e região, Saul Airoso da Silva, os trabalhadores de Itajaí optaram, nesse primeiro momento, a acompanhar os desdobramentos do movimento. No entanto, o sindicalista diz que não é descartada a participação dos TPAs da região em futuras greves, até porque existe enorme descontentamento das categorias portuárias contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB), principalmente as que pioram as condições para os trabalhadores se aposentarem.

Mais um porto em Santa Catarina

Santa Catarina vai contar com mais terminal portuário de uso privado (TUP) a partir de 2020. Trata-se do Porto Brasil Sul, um empreendimento multicargas, subdividido em sete terminais e projetado para operar 20 milhões de toneladas ano entre carga geral, granéis e contêineres. O novo TUP será implementado na região da Ponta do Sumidouro, Praia do Forte, na saída da Baía Babitonga. Comporá o Complexo Portuário de São Francisco do Sul.

O investimento será de US$ 1 bilhão, em recursos próprios da WorldPort, empresa especializada em projetos de infraestrutura de transporte de cargas, e poool de empresários locais e de São Paulo. Deve operar no sistema de Hub Port - porto concentrador de cargas e de linhas de navegação - do Mercosul, com capacidade para receber, após as obras de adequação dos acessos, navios da classe Post Panamax, as maiores embarcações de carga do mundo, com capacidade para até 15 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) e 220 mil toneladas, 397 metros de comprimento e calado de 15,5 metros.

A expectativa é de que gere 3 mil empregos em plena operação, com o aproveitamento da mão de obra local de São Francisco do Sul.

O projeto é uma iniciativa da WorldPort, empresa especializada em projetos de infraestrutura de transporte de cargas.

Sonho antigo - A iniciativa vem sendo estudada, planejada e avaliada desde 2010, pelo consórcio formado por investidores nacionais e internacionais. Porém, a localização privilegiada já havia sido apontada por um estudo do governo federal no começo dos anos de 1990.

Para os investidores, a localização na saída da Baía da Babitonga e em águas profundas, é estratégica. Além disso, o local possibilitará ao terminal uma boa retroárea primária e amplas retroáreas próximas. Eles acreditam que, nos moldes em que está sendo projetado, o empreendimento solucionará os gargalos logísticos das regiões Sul e Sudeste, tornando-as ainda mais competitivas nos mercados interno e externo.

Isso ocorrerá, principalmente, no comércio com o Sudeste Asiático, em razão da redução dos custos logísticos pelo uso de embarcações maiores e mais eficientes, que proporcionam uma melhor relação de custo e benefício.

Licenciamento ambiental - A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) designou, em dezembro passado, equipe técnica para análise do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/ RIMA) do empreendimento. A Portaria 017/2016 foi publicada no Diário Oficial do Estado de 13 de fevereiro.

Marcus Barbosa, diretor do Porto Brasil Sul, informa que a audiência pública para o licenciamento ambiental deva ocorrer até a primeira semana de maio deste ano.

STF e Antaq

Supremo Tribunal Federal (STF) e Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) parecem não ter nada em comum. Mas na prática não é bem isso. Hoje a agência reguladora completa 15 anos e na comemoração foi anunciado um dos novos diretores do órgão, o advogado Francisval Dias Mendes, para substituir Fernando Fonseca, que encerrou seu mandado. Até aí nada de incomum.

O que ocorre é que o nome indicado pelo presidente Temer é do primo do atual ministro do STF, Gilmar Mendes. Seu nome agora precisa ser aprovado pelo Senado.

O que se comentava a bocas miúdas durante a solenidade, agora pela manhã em Brasília, é que a indicação partiu, na verdade, do futuro presidente do Brasil ......

Futuro do aeroporto de Florianópolis se define quinta-feira

O futuro do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, será definido nesta quinta-feira, 16, em leilão que será realizado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Na mesma ocasião serão leiloados também os aeroportos de Porto Alegre, Salvador e Fortaleza. Com a concessão, o governo espera arrecadar no mínimo R$ 3 bilhões. Mas a previsão é de que sejam investidos R$ 6,613 bilhões nos quatro terminais. As empresas que vencerem o leilão terão de investir em ampliação dos terminais de passageiros, dos pátios de aeronaves e de estacionamentos. No aeroporto de Florianópolis, será preciso construir um novo terminal de passageiros e um estacionamento.

As concessionárias também deverão fazer melhorias imediatas nos terminais, como revitalização e atualização de sinalizações e de sistema de iluminação, disponibilização de internet gratuita de alta velocidade, além de melhorias de banheiros e fraldários, sistemas de climatização, escadas e esteiras rolantes. Fixadas em contrato, as tarifas de embarque continuarão com o valor vigente hoje.

Procedimentos - O leilão dos quatro aeroportos ocorrerá simultaneamente e o vencedor será aquele que oferecer o maior valor de outorga. Um mesmo grupo econômico poderá vencer a disputa por mais de um aeroporto, desde que não estejam na mesma região geográfica.

Não haverá restrições à participação dos concessionários atuais e as empresas vencedoras do leilão terão de pagar 25% do valor da outorga à vista, além do ágio. O restante será pago ao longo da concessão.

Para participar do leilão, a empresa ou consórcio terá de comprovar operação por pelo menos cinco anos em aeroporto com ao menos 9 milhões de passageiros, para os terminais de Salvador e de Porto Alegre, 7 milhões para o de Fortaleza e 4 milhões para o de Florianópolis. O prazo de concessão dos editais será 25 anos para o aeroporto de Porto Alegre e 30 anos para os demais.

 

Futuro do aeroporto de Florianópolis se define quinta-feira

O futuro do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, será definido nesta quinta-feira, 16, em leilão que será realizado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Na mesma ocasião serão leiloados também os aeroportos de Porto Alegre, Salvador e Fortaleza. Com a concessão, o governo espera arrecadar no mínimo R$ 3 bilhões. Mas a previsão é de que sejam investidos R$ 6,613 bilhões nos quatro terminais. As empresas que vencerem o leilão terão de investir em ampliação dos terminais de passageiros, dos pátios de aeronaves e de estacionamentos. No aeroporto de Florianópolis, será preciso construir um novo terminal de passageiros e um estacionamento.

As concessionárias também deverão fazer melhorias imediatas nos terminais, como revitalização e atualização de sinalizações e de sistema de iluminação, disponibilização de internet gratuita de alta velocidade, além de melhorias de banheiros e fraldários, sistemas de climatização, escadas e esteiras rolantes. Fixadas em contrato, as tarifas de embarque continuarão com o valor vigente hoje.

Procedimentos - O leilão dos quatro aeroportos ocorrerá simultaneamente e o vencedor será aquele que oferecer o maior valor de outorga. Um mesmo grupo econômico poderá vencer a disputa por mais de um aeroporto, desde que não estejam na mesma região geográfica.

Não haverá restrições à participação dos concessionários atuais e as empresas vencedoras do leilão terão de pagar 25% do valor da outorga à vista, além do ágio. O restante será pago ao longo da concessão.

Para participar do leilão, a empresa ou consórcio terá de comprovar operação por pelo menos cinco anos em aeroporto com ao menos 9 milhões de passageiros, para os terminais de Salvador e de Porto Alegre, 7 milhões para o de Fortaleza e 4 milhões para o de Florianópolis. O prazo de concessão dos editais será 25 anos para o aeroporto de Porto Alegre e 30 anos para os demais.

 

Liberados recursos para obras do Complexo Portuário do Itajaí

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou na última sexta-feira, 10, os recursos para as obras da primeira etapa dos novos acessos ao Complexo Portuário do Itajaí. A ordem de serviço para as obras foi expedida pelo governador Raimundo Colombo em abril de 2015. No entanto, novos entraves burocráticos surgiram.

A licença ambiental de instalação foi expedida dezembro de 2015 e a contratação para a empresa que faz a fiscalização da obra ocorreu apenas em meados do ano passado, o que fez com que a obra iniciasse apenas em julho de 2016.

O que não se esperava era que o financiamento do BNDES para o custeio das obras, no valor de 103,9 milhões em nome do governo de Santa Catarina, fosse liberado somete agora. Isso fez que, nos oito meses de obra, o Estado utilizasse recursos provenientes de resultado de aplicações financeiras no Banco do Brasil para a quitação dos serviços junto a Construtora Triunfo, responsável pelos serviços. 

Antaq se posiciona com relação a APM Terminals até o final de maio

A Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) informou que deve deliberar sobre a extensão do contrato de arrendamentos das operações de contêineres em Itajaí para a APM Terminals (APMT) até o final de maio.

Conforme informou a agência Reguladora na manhã desta segunda-feira, 13, o processo se encontra em análise na Gerência de Portos Organizados/GPO, da Superintendência de Outorgas/SOG. A área é responsável por analisar e instruir os processos e procedimentos envolvendo o reequilíbrio econômico-financeiro de contratos de concessão e de arrendamentos portuários.

Após a análise da área técnica, segundo a Antaq, o processo deverá ser analisado pela Procuradoria Federal junto à Antaq e, posteriormente, pela Diretoria Colegiada, para depois ser analisado pelo diretor relator.

O último parecer técnico que o processo recebeu foi o de número 05, em 08 oito de março. No entanto, a Antaq não informo o conteúdo do parecer, por se tratar de processo é sigiloso, por envolver reequilíbrio econômico-financeiro

 

Passos lentos - O pedido de extensão do contrato de arrendamento tramita em Brasília há mais de quatro anos e segundo garantiu o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, teria seu desenrolar até o final de março. Lessa informou que a Antaq teria até o dia 02 de fevereiro para entregar o parecer à Secretaria Especial de Portos (SEP), que deveria responder neste mês.

Já o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, informou que a agência reguladora precisou solicitar documentos complementares à arrendatária, inclusive os balanço contábeis da APM Terminals, para serem anexados ao processo.

A decisão será crucial para o desenvolvimento da atividade portuária em Itajaí. A concessionária pede mais tempo de arrendamento alegando que colecionou prejuízos nos últimos anos, especialmente com enchentes ocorridas em 2008 e 2011 e promete, caso seja aprovada a extensão do contrato, investimentos imediatos de R$ 175 milhões no terminal, mais R$ 200 milhões a médio prazo.

O Porto de Itajaí pede que a extensão do contrato seja viabilizada para um período que comportem investimentos de até R$ 1 bilhão na cadeia logística.

APM Terminals pode operar também na Portonave

Por enquanto são apenas informações de bastidores, mas a especulação do momento é que a APM Terminals, pertencente ao Grupo A.P. Moller Maersk e uma das empresas com maior crescimento no setor de terminais portuários do mundo, teria feito uma boa proposta para a aquisição de 50% das ações da Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes.

A possibilidade da venda de sua parte do terminal de uso privado (TUP) foi anunciada pelo grupo de concessões de infraestrutura Triunfo Participações e Investimentos (TPI) em fevereiro por meio de nota ao mercado, informando a possibilidade de alienar ativos para pagar dívidas. Atualmente o terminal é seu ativo com maior liquidez, ou seja, o que tem melhores possibilidades de resultar em um bom negócio.

Ainda segundo o mercado, além da proposta da APM Terminals, a TPI teria recebido mais duas propostas. A primeira teria sido da Terminal Investments Limited (TIL), empresa suíça controlada pelo armador MSC e dona dos outros 50% do TUP, porém, em valor bem inferior a proposta da APMT, e outra de um grupo de investidores chineses.

Estima-se que é um negócio que envolve valores que chegam aos 10 dígitos, ou seja, mais de mais de R$ 1 bilhão e deve ser concretizado ainda em março.

 

Supremacia - A APMT é operadora portuária no Porto de Itajaí desde 2007, quando adquiriu 100% das ações da empresa Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi), arrendatária do Porto Público. Hoje a empresa responde por cerca de 20% das operações do Complexo Portuário do Itajaí, enquanto a Portonave opera 80%. Agora, se expandir suas operações para a margem esquerda, responderá por praticamente toda a movimentação, de aproximadamente 1,1 milhão de TEUs por ano.

No Brasil a APMT tem ainda um terminal em operação no Porto de Pecéme indiretamente 30% das ações do TUP Porto Itapoá. No ano passado o armador Maersk adquiriu a empresa Hamburg Süd, acionista daquele TUP. Só que a aquisição ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). 

No mundo a APMT está presentes em cinco continentes e mais de 30 países, com mais de 50 terminais portuários e 14 novos projetos em desenvolvimento na Europa, América do Norte, América do Sul, Oriente Médio, Oeste da África, Mar Negro, Sul da Ásia e China.

 

Os 60 dias de Volnei Morastoni

Garantia da redução das filas de espera para as creches do município, agilidade nos atendimentos na área de saúde por meio de mutirões e a criação da guarda armada municipal foram alguns dos muitos temas abordados pelo prefeito Volnei Morastoni na reunião de avaliação dos 60 primeiros dias de seu governo. Mas temas recorrentes, como porto e desenvolvimento econômico, também compuseram a pauta.

 

Porto de Itajaí terá finalmente seus berços concluídos

O prefeito Volnei Morastoni está otimista com a possível conclusão das obras de reforço e realinhamento dos berços 3 e 4 para, a partir daí, abrir a exploração da atividade portuária na margem direita a outros exploradores além da APM Terminals.

Durante reunião de avaliação dos primeiros 60 dias de seu mandato na tarde desta quinta-feira, 09, o prefeito de Itajaí revelou que hoje um especialista enviado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) está realizando uma vistoria nas obras dos dois berços. Segundo Morastoni, posteriormente será emitido um laudo técnico para justificar a aditivação do contrato com a empresa Serveng Engenharia, para as obras sejam finalmente concluídas.

Em 2013, por meio de convênio com o governo federal, foram iniciadas as obras, com investimentos de R$ 135 milhões. Problemas técnicos e atrasos nos repasses da União retardaram a obra, que tinha conclusão prevista para 2015. A execução total da obra está em 50%, e o berço 3 está com 90% concluído.

Novos operadores portuários para Itajaí

Ao mesmo tempo em que defende a extensão do contrato de arrendamento para exploração das operações com contêineres pela APM Terminals Itajaí, Volnei Morastoni aguarda ansioso a conclusão das obras dos dois berços para abrir a atividade portuária para mais operadores. O prefeito informa que existem grandes possibilidades da empresa continuar operando em Itajaí por meio da renovação do contrato, mas diz que ao mesmo tempo são sendo estudadas outras possibilidades com a APMT em relação a “determinadas necessidades que a gestão do porto tem, para então poder avaliar qual é a posição, qual é o plano de trabalho que a AMPT apresenta”.

Volnei diz que o município precisa da APMT, que é importante que a empresa continue na cidade, “mas a demanda também precisa ser aberta para outros operadores portuários”.

Porto acumula dívidas homéricas com Antaq

O município de Itajaí e a Autoridade Portuária acumulam multas com a Agência dos Transportes Aquaviários (Antaq) que se aproximam de R$ 60 milhões. O valor foi revelado por Volnei Morastoni em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, que afirmou serem R$ 19 milhões em multas por uso indevido de terreno de propriedade do Porto de Itajaí, no qual o município edificou o Centro Integrado de Saúde, mais R$ 40milhões em multas pelo uso indevido da área do Centro Comercial Portuário, anexa ao Centreventos Itajaí.

Morastoni garante que o Município e a Autoridade Portuária estão envidando grandes esforços para obter a redução nos valores das multas e também a autorização da agência reguladora para que a Superintendência do Porto possa vender as duas áreas para o município.

Itajaí sedia a 23ª BNT Mercosul

Itajaí foi confirmada pela BNT Feiras & Eventos como a sede das próximas duas edições da BNT Mercosul, em 2017 e 2018. A 23ª edição já está marcada para os dias 26 e 27 de maio de 2017 e deve reunir mais de 7 mil profissionais ligados diretamente ao setor do turismo. Itajaí sedia o evento em parceria com Balneário Camboriú e o Beto Carreiro World. O local de realização será o Centreventos Itajaí.

Na 22ª edição o BNT Mercosul trouxe para Itajaí 5,94 mil profissionais e 162 jornalistas de 300 cidades, 20 estados brasileiros e nove países.

 

Aurora Alimentos compra a gaúcha Cotrel

A Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro grupo agroindustrial de carnes do país, anunciou nesta quarta-feira a compra das indústrias da Cooperativa Tritícola Erechim, a Cotrel. O valor da aquisição foi de R$ 108 milhões, que serão pagos em cinco anos em recursos próprios e, parte, proveniente de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As duas plantas adquiridas pela Aurora – um frigorífico de aves e um frigorífico de suínos – são objeto de parcerias desde 2005. De setembro de 2005 a agosto de 2007, Aurora e Cotrel assinaram contrato de prestação de serviços através do qual a cooperativa gaúcha abateu e industrializou aves e suínos em nome da Aurora. Incluiu-se nessa prestação de serviços a fabricação de rações e a incubação de ovos.

De setembro de 2007 até hoje, a operação passou a ser de arrendamento. Além de alugar todas as plantas e instalações industriais, administrativas e de apoio, a Aurora assumiu diretamente a força de trabalho. A Aurora também decidiu comprar as marcas Nobre, Nobreza, Da Fazenda e Capone que eram de domínio da Cotrel.

A unidade de abate e processamento de frangos tem capacidade para 26,7 milhões de cabeças ao ano e a unidade de suínos tem capacidade para 418 mil cabeças ano. As duas plantas respondem por 7,8% da receita operacional bruta do conglomerado Aurora. 

Porto de Itajaí justifica atraso de parecer da Antaq

O superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, informou ao Blog da Redação que a agência reguladora, Antaq, ainda não expediu o parecer sobre a extensão do contrato de arrendamento da APM Terminals Itajaí porque houve a necessidade da arrendatária enviar documentos complementares ao processo. Segundo Salles, a Antaq ainda está realizando estudos para o reequilíbrio econômico-financeiro e, para isso, solicitou estudos adicionais, inclusive os balanço contábeis da APM Terminals, os quais foram encaminhados na última semana. “Os estudos ainda estão em curso, mas ainda não há uma previsão de término”, diz o superintendente.

A Antaq, que teria até o dia 02 de fevereiro para entregar o parecer à Secretaria Especial de Portos (SEP), prometeu se manifestar ainda hoje sobre o assunto. A decisão será crucial para o desenvolvimento da atividade portuária em Itajaí, que dependendo da decisão de Brasília, poderá ser ainda mais prejudicada.

Processo de extensão do contrato da APM Terminals engatinha em Brasília

Em sua visita a Itajaí, no dia 27 de janeiro, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, garantiu que agora - depois de mais de quatro a nos vagando de gabinete em gabinete, o processo de extensão do contrato de arrendamento da APM Terminals Itajaí teria uma solução.

Segundo o ministro, o pedido de extensão da arrendatária do Porto de Itajaí finalmente teria data para conclusão. Lessa informou que a Antaq teria até o dia 02 de fevereiro para entregar o parecer à Secretaria Especial de Portos (SEP), que deveria responder em março. No entanto, passados mais de um mês, a Antaq ainda não encaminhou o parecer a SEP. A informação foi confirmada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) na tarde desta terça-feira, 07.

Importância

A decisão será crucial para o desenvolvimento da atividade portuária em Itajaí. A concessionária pede mais tempo de arrendamento alegando que colecionou prejuízos nos últimos anos, especialmente com enchentes ocorridas em 2008 e 2011 e promete, caso seja aprovada a extensão do contrato, investimentos imediatos de R$ 175 milhões no terminal, mais R$ 200 milhões a médio prazo.

Já o Porto de Itajaí pede que a extensão do contrato seja viabilizada para um período que comportem investimentos de até R$ 1 bilhão na cadeia logística.

Projeção para 2017

Para o PIB de 2017, o mercado financeiro elevou a previsão de um crescimento de 0,48% para 0,49% de alta. A projeção tem como base as expectativas do mercado financeiro coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas ontem, segunda-feira, por meio do relatório de mercado. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.

Já o governo estima uma alta de 1%, mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles confirmou que deverá revisar este número para baixo.

Previsões concretizadas

A previsão do mercado financeiro era que o PIB encerraria o ano em queda de 3,5%, de acordo com o último boletim Focus que trazia as estimativas para 2016. A expectativa do Banco Central era ainda mais pessimista. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma espécie de "prévia do PIB", indicava que a economia brasileira havia recuado 4,34% no ano passado. Em relatório publicado no início deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) indicava que o PIB de 2016 teria caído 3,5%.

Pior crise da história brasileira

Com a divulgação dos números do Produto Interno Bruto (PIB0 de 2016 constatou-se que ocorreram dois anos seguidos de baixa, o que somente foi verificado na economia brasileira nos anos de 1930 e 1931, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado a retração foi de 3,6% em relação ao ano anterior. Em 2015, a economia já havia recuado 3,8%. Nos anos 1930 e 1931 as baixas foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente. Portanto, nos últimos dois anos o brasileiro viveu a pior recessão da história. O IBGE dispõe de dados sobre o PIB desde 1901.

Suspensão da greve

No último momento de reunião entre representes dos sindicatos laborais e patronais ligados ao transporte de contêineres por via rodovia ficou definida a suspensão da greve dos transportadores até a manhã de quarta feira, 08, quando a comissão formada por representantes de todas as categorias envolvidas e Autoridade Portuária apresentaram propostas com base na análise das planilhas de custo entregues pelos transportadores autônomos.

Mais informações com relação ao transcorrer do movimento amanhã, no Blog da Redação.

Sem definição para a paralisação dos caminhoneiros

Após quatro horas de acaloradas discussões entre motoristas que atuam no transporte de contêineres para os portos de Itajaí, Imbituba, Itapoá e Navegantes, dirigentes do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres e de Cargas em Geral de Itajaí e Região (Sintracon) e representantes de empresas que contratam serviços de transportes para contêineres cheios e vazios ainda não haviam chegado a uma conclusão com relação aos destinos do movimento de paralisação dos motoristas que transportam contêineres cheios e vazios.

Segundo informações extraoficiais, foi criado um grupo de negociação composto por representantes dos sindicatos laboral e patronal e representantes de empresas contratantes, para que se possa chegar a um acordo no prazo de 36 horas.

Enquanto isso, entre 75% e 80% da frota ligada ao transporte portuário deve continuar parada, mas respeitando liminar que proibiu os manifestantes de impedir a circulação de caminhões com cargas em direção aos portos. No entanto, novos acertos podem surgir a qualquer momento.  

 

Adiada temporariamente a paralisação dos motoristas de Itajaí e região

O Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres e de Cargas em Geral de Itajaí e Região (Sintracon) resolveram suspender no sábado a paralisação do motoristas que atuam no transporte de contêineres para os portos de Itajaí, Imbituba, Itapoá e Navegantes, com a adesão de mais de 80%. A decisão foi tomada após a Seara Alimentos obter uma liminar na Justiça que proibiu os manifestantes de impedir a circulação de caminhões com cargas da empresa em direção aos portos.

Uma reunião da categoria com os representantes das empresas contratantes em Itajaí, Navegantes e Itapoá foi marcada para segunda-feira, às 14h, no auditório do Porto de Itajaí, onde os caminhoneiros tentarão acertar novos valores de frete.

Os motoristas autônomos reivindicam uma tabela de preços de fretes e melhores condições de trabalho. Celso Bressiani, assessor do Sintracon e um dos coordenadores do movimento, explica enquanto o frete de 15 quilômetros para um contêiner vazio custa em Santos R$ 239,32, em Itajaí custa R$ 90,00, para o trajeto de 16 quilômetros. O mesmo trecho, para o transporte de contêineres cheios, custa R$ 259,38 em Santos e R$ 220 em Itajaí.

A paralisação deve prosseguir até que as reivindicações do setor sejam atendidas, informa o Sintracon.

Câmara Setorial de Transportes

De carona no movimento de paralisação, os motoristas autônomos buscam o apoio dos vereadores de Itajaí para a reativação da Câmara Setorial de Transportes. A reclamação dos profissionais é que a importação caiu e falta serviço para os caminhoneiros, além de muitos caminhões de fora da região acabarem tirando as oportunidades dos trabalhadores daqui. Em outra tentativa, na gestão de Jandir Bellini, os caminhoneiros tentaram, mas não tiveram ajuda nem autorização para reativar a Câmara Setorial.

Entre as vantagens da reativação da Câmara Setorial de Transportes, seria a regularização de diversos serviços já prestados pelos transportadores. Muitos caminhoneiros trabalham sem terem suas carteiras assinadas, perdendo diversos benefícios.

Os vereadores Otto Luis Quirino Júnior e Robison Coelho se comprometeram em abraçar a causa e ajudar a categoria na reativação da Câmara Setorial e demais sindicatos que sejam necessários para que as atividades sejam exercidas de forma digna.

 

Outras reclamações

Os motoristas reclamam ainda da falta de acostamentos e das más condições da BR 470, do excesso de radares em Itajaí e também da falta de espaço para que os veículos compridos possam fazer curvas sem atrapalhar o trânsito.

Outras reclamações da categoria foram com relação a utilização da faixa de trânsito, falta de ciclovias, a existência de muitos postes e pontos de ônibus na beira das estradas. Os semáforos são outra dor de cabeça para os empresários do setor. Mas a principal queixa foram os atritos com os agentes da Coordenadoria de Trânsito.

Resta ao Poder Público e setores competentes fazerem uma avaliação de quais são realmente as reclamações que têm fundamento, pois, sem postes, pontos de ônibus e a Codetran organizando o trânsito em Itajaí, fica difícil para toda a comunidade.

Revista Portuária na Intermodal 2017

Presente na maior feira de logística e comércio da América do Sul há mais de 20 anos, na edição de 2017 não poderia ser diferente. A Revista Portuária - Economia & Negócios estará novamente participando como expositora na South America, que acontece de 04 a 06 de abril, no Transamérica Expo Center, na capital paulista. E como em outros anos, a principal revista de portos e comércio exterior do estado estará veiculando durante o evento o Anuário 2017.

Hoje a feira é considerada pelos executivos da indústria como uma plataforma estratégica para a geração de novos negócios. Reúne durante seus três dias os principais protagonistas do mercado internacional e nacional, promovendo negócios e parcerias, funcionando como uma plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-ventures, conteúdo, vendas e networking.

Participe desse importante acontecimento junto com a Revista Portuária - Economia & Negócios por meio do Anuário 2017.

Informações complementares: intermodal@bteditora.com.br

 

Mais de 1,6 mil caminhões pararam em Itajaí e Navegantes

Cerca de 80% da frota dos caminhões que operam no Porto de Itajaí, Portonave e demais terminais que compõem o Complexo Portuário do Itajaí já haviam parado até as 10 horas desta sexta-feira, 03. Itajaí conta hoje com uma frota aproximada de 8,5 mil caminhões, sendo que destes, cerca de 2 mil operam exclusivamente com o transporte de contêineres cheios e vazios. A informação parte do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres e de Cargas em Geral de Itajaí e Região (Sintracon), que estima que até o final da tarde de hoje a adesão seja total. Nos municípios portuários de Imbituba e Itapoá o movimento iniciava no meio da manhã.

Os motoristas autônomos reivindicam uma tabela de preços de fretes e melhores condições de trabalho. Celso Bressiani, assessor do Sintracon e um dos coordenadores do movimento, explica que o sindicato não quer a cartelização da atividade, como tem sido abordado no mercado, as preços justos para os fretes. Segundo o Sindicato, enquanto o frete de 15 quilômetros para um contêiner vazio custa em Santos R$ 239,32, em Itajaí custa R$ 90,00, para o trajeto de 16 quilômetros. O mesmo trecho, para o transporte de contêineres cheios, custa R$ 259,38 em Santos e R$ 220 em Itajaí.

A paralisação deve prosseguir até que as reivindicações do setor sejam atendidas, informa o Sintracon.

Atravessadores

O sindicalista garante que não quer encarecer o custo logístico ou baixar a competitividade do transporte em Santa Catarina, mas reduzir os ganhos dos atravessadores, que denomina de “gigolôs de caminhões”. Bressiani diz que enquanto um motorista recebe R$ 220 para o transporte de um contêiner, o atravessador chega a receber mais de R$ 600 pelo mesmo frete, no mesmo trajeto.

Outra coisa que a categoria quer é o cumprimento da Lei 11.442/2007, que dispõe sobre o Transporte Rodoviário de Cargas por conta de terceiros e mediante remuneração, que prevê o pagamento de R$ 1,51 por tonelada de carga ao caminhão parado, após a quinta hora. “Aqui isso não ocorre”, desabafa.

Ilegalidade

O Sindicato das Empresas de Veículos de Transporte de Carga e Logística (Seveículos) diz que a a criação de uma tabela fixando valores mínimos não é permitida por lei e pode ser configurada como uma formação de cartel. “A entidade não é contra a paralisação e a busca dos trabalhadores por melhores valores, mas hoje, as empresas associadas ao Seveículos já praticam preços acima dos valores propostos pelo próprio sindicato dos autônomos”, afirmou o sindicato em nota divulgada ontem, 02.

Segundo o sindicalista, os valores que são reivindicados em Itajaí e demais municípios portuários catarinenses está bem abaixo de tabela elaborada pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), que já foi aprovada pelo Congresso Nacional e deve etrar em vigor em breve. 

Porsche Design Towers Brava cancela apresentação na ACII

A Porsche Design Towers Brava adiou a apresentação que seus executivos fariam na noite de segunda-feira, 06, na Associação Empresarial de Itajaí (ACII), sem o agendamento de uma nova data. O projeto é o primeiro desenvolvimento imobiliário da Porsche Design na América Latina, que prevê a edificação de um luxuoso empreendimento imobiliário desenvolvido em parceria com a Carelli Propriedades, construtora de Balneário Camboriú, na Praia Brava. Polêmico, o projeto prevê a construção de um residencial no alto de uma montanha, no meio da Mata Atlântica.

 

Motoristas autônomos ameaçam parar em Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba

Os transportadores autônomos que atuam nos municípios portuários de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba ameaçam paralisar as atividades amanhã, sexta-feira, a partir das 07h30. Eles reivindicam uma tabela de preços de fretes e melhores condições de trabalho. Por sua vez, o Sindicato das Empresas de Veículos de Transporte de Carga e Logística (Seveículos), afirma que apoia a decisão dos trabalhadores, mas alerta a categoria dos reflexos que esse movimento pode causar.

Para o Sindicato que representa as empresas de transporte, a criação de uma tabela fixando valores mínimos não é permitida por lei e pode ser configurada como uma formação de cartel. “A entidade não é contra a paralisação e a busca dos trabalhadores por melhores valores, mas hoje, as empresas associadas ao Seveículos já praticam preços acima dos valores propostos pelo próprio sindicato dos autônomos”, diz o sindicato em nota.

Segundo a Assessoria Jurídica do Seveículos, nem o Seveículos ou qualquer outro sindicato do setor tem prerrogativa para estipular ou fazer tabela mínima de frete. “Esta é uma prerrogativa do governo e hoje existe inclusive um Projeto de Lei tramitando para tentar viabilizar esta ideia, mas por enquanto é apenas um projeto e não uma lei federal”, defende a nota.

Porsche Design Towers Brava na ACII

Executivos do empreendimento Porsche Design Towers Brava apresentam o projeto na Associação Empresarial de Itajaí (ACII), em reunião plenária no dia 06 de março, segunda-feira, às 18h30.

O projeto é o primeiro desenvolvimento imobiliário da Porsche Design na América Latina. Trata-se de um luxuoso empreendimento imobiliário desenvolvido em parceria com a Carelli Propriedades, construtora de Balneário Camboriú que faz prédios de alto padrão.

Inspirado pela natureza, o residencial será edificado no alto de uma montanha, no meio da Mata Atlântica, no bairro Brava Hills. As torres terão design contemporâneo, paredes externas de vidro e tecnologias avançadas.

Este será o segundo empreendimento residencial da marca. O primeiro foi feito em Miami.

Obras do Porto de Itajaí podem ser paralisadas

Com apenas 25% de suas obras concluídas, os novos acessos ao Complexo Portuário do Itajaí corem o risco de não serem concluídos por falta de recursos. Até ontem, 01 de março o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda não havia aprovado o financiamento, no valor aproximado de R$ 104 milhões, para o governo do estado. Até agora a obra vem sendo custeada com recursos provenientes de rendimento de aplicações.

A Superintendência do Porto de Itajaí acredita que as obras da primeira etapa dos novos acessos aquaviários ao Complexo Portuário estarão concluídas até agosto. Já o governo do Estado acredita, em uma previsão muito otimista, que os serviços somente serão concluídos no final deste ano, início do próximo. Só que ninguém contava o atraso na liberação do financiamento para o custeio da obra. 

Troca de comando

Depois de seis anos no comando do Porto Itapoá, o executivo Patrício Junior deixou o cargo e anuncia somente em abril seu próximo destino profissional. Segundo informações de bastidores, ele teria começado a negociar sua saída em outubro de 2016 e finalizou acordo com os acionistas em fevereiro de 2017. Os diretores Cassio Schreiner e Roberto Pandolfo assumiram a presidência do terminal. Segundo o estatuto da Companhia, os demais diretores assumem o cargo até que uma nova nomeação seja oficializada pelo Conselho. 

Salão Náutico em Itajaí

Os sinais de recuperação da economia animam os administradores da Marina de Itajaí. Embora o gestor Manoel Carlos Maia de Oliveira acredite num crescimento efetivo da economia brasileira só a partir de 2018, ele aposta em uma boa geração de negócios com a realização da segunda edição do Salão Náutico de Itajaí, de 20 a 23 de julho. Na primeira edição, os negócios fechados no evento somaram R$ 60 milhões, com público de mais de 9 mil pessoas.

Bons indicadores

A procura por vagas para embarcações na Marina Itajaí voltou a crescer neste ano. A maior procura é por vagas molhadas, que são justamente as mais caras. A crise econômica atingiu menos os proprietários de grandes barcos e iates, enquanto a retração econômica atingiu bem mais o segmento de embarcações menores.

Novas tarifas para a Portonave

O corpo técnico da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) trabalha incansavelmente no sentido de aprovar junto a Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) a cobrança de uma nova rubrica tarifária relativa às operações de cargas na área do Porto Organizado de Itajaí, pelo terminal Portonave S/A, de Navegantes, que é um terminal de uso privado.

A agência reguladora já havia emitido em setembro do ano passado parecer negativo a qualquer possibilidade de a SPI cobrar tarifas da Portonave além da chamada “tabela 1”, que é uma taxa cobrada dos armadores que operam os navios, para cada atracação. No entanto, não satisfeitos, os gestores do Porto Público ao qual o terminal está vinculado, solicitam a reanálise da decisão, a qual consta na Resolução 4.454/Antaq.

A solicitação de reanálise foi protocolada junto a Antaq ainda em dezembro do ano passado, pelo então superintendente do Porto de Itajaí Antonio Ayres dos Santos Júnior. O pedido é embasado, entre vários outros, no fato dos navios atracados no terminal estarem fisicamente em operação no interior da poligonal do Porto Organizado de Itajaí, e que para movimentar suas cargas, a Portonave utiliza-se do espelho d’água pertencente à Autoridade Portuária.

Agora o atual gestor do Porto, engenheiro Marcelo Werner Salles, não mede esforços para pressionar a Antaq a modificar seu parecer. Para saber mais sobre o assunto leia entrevista exclusiva de Sales à Revista Portuária - Economia & Negócios em meados de janeiro, link https://issuu.com/bteditora/docs/2017-02-15-revista-portuaria

 

Produtividade dos portos de Santa Catarina

Quando o ponto analisado é a produtividade média dos terminais, ou seja, a movimentação de contêineres por hora, dois portos públicos e dois TUPs catarinenses integram o Top 10 da Antaq.

Tomando como base apenas os portos e terminais de SC, no topo do ranking está o Porto Itapoá, com 70 unidades/hora e terceira colocação no ranking nacional, seguido por Imbituba, com a média de 58 unidades/hora e sexta colocação entre todos os portos brasileiros. O Porto de Itajaí/APM Terminals ocupa as terceira e sétima posições nos rankings estadual e nacional, respectivamente, com a média de operação de 54 unidades/hora. Já a Portonave, segunda do Brasil e primeira da região Sul em volume de contêineres operado, está em última colocação entre os catarinenses e oitava entre os brasileiros, com a média operacional de 54 unidades/hora.  

TUPs catarinenses ganham destaque nacional

A Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) divulgou nesta semana o Desempenho do Setor Aquaviário 2016, incluindo os portos públicos e Terminais de Uso Privado (TUPs). No caso de Santa Catarina, são os TUPs que se destacam no estudo da Antaq.

A Portonave S/A, de Navegantes, ultrapassou Paranaguá e aparece como segundo maior movimentador de contêineres do Brasil, com a fatia de 9,7% da movimentação global e crescimento de 29,2%.

A Portonave aparece atrás apenas do Porto de Santos, que em 2016 respondeu pela movimentação de 32% dos contêineres operados no país. No entanto ao contrário da Portonave, Santos registrou um recuo de 5,4% nas operações com cargas conteinereizadas.

Já o TUP Porto Itapoá, na cidade homônima e pertencente ao Porto Organizado de São Francisco do Sul, operou 6,3% dos contêineres movimentados pelo setor no Brasil, registrou moderado avanço de 0,1% e ocupa a sexta posição no ranking da Antaq. Nenhum dos portos públicos catarinenses aparece entre os oito maiores movimentadores de contêineres do Brasil.

Energia elétrica mais cara

As contas de luz vão ficar mais caras em todo o Brasil. Todo mundo vai ser obrigado a pagar uma indenização bilionária, de R$ 62,2 bilhões, que o governo deve às transmissoras de energia. A história começou há cinco anos, quando o governo exigiu das distribuidoras mudanças nos contratos. Elas tiveram que aceitar renovar antecipadamente as concessões, mas seriam indenizadas para cobrir os gastos que tiveram com obras de modernização das redes que fizeram até o ano de 2000.

Na prática, isso quer dizer que, num primeiro momento, somente em 2017, as contas de luz vão chegar às casas e às empresas com um aumento médio de 7,17%. Como o cálculo do reajuste depende de outros componentes, o efeito nas tarifas pode variar, para mais ou para menos. E vai ser assim até 2024. Todos teremos reajustes nas tarifas de energia só por causa dessas indenizações.

Disparidade na movimentação dos portos de SC

Dos portos catarinenses, apenas o Complexo Portuário do Itajaí apresentou bons resultados em janeiro, com avanço de 9%. No entanto, cerca de 80% das cargas operadas no Complexo passaram pelo terminal privativo Portonave, em Navegantes. Dos 91,1 mil TEUs (Twenty-foot Equivalen Unit - medida internacional equivalente a um contêiner de 20 pés), 74,31 mil TEUs foram operados em Navegantes. Os congelados - aves e suínos -  responderam pela maior parcela da pauta de exportações. Já os desembarques foram puxados pelos produtos mecânicos e eletrônicos. Em contrapartida, o mês não foi tão bom para os portos de Imbituba e São Francisco do Sul, ambos com gestão do Estado.

O porto de Imbituba registrou uma retração significativa de 43% em suas operações no período. Mas o recuo já era previsto, uma vez que a safra de grãos ficou aquém do esperado. Todas as expectativas agora ficam para março, com os embarques de soja. Só esse produto deve acrescentar 600 mil toneladas às operações no Sul de Santa Catarina. Os gestores do porto esperam fechar o ano com 5,6 milhões de toneladas transportadas.

Para São Francisco do Sul a realidade não foi diferente. O porto registrou em janeiro um recuo de 36% na movimentação de cargas. Os graneis respondem pela maior fatia das operações em São Francisco, que também foi impactado pela safra agrícola. Entre os destaques positivos, houve crescimento de 33% na exportação de bobinas de aço e nas importações de chapas de aço.

Da política para a construção civil

Das estofadas cadeiras do Executivo e Legislativo, a ex-vereadora e ex-secretaria Susi Bellini partiu para a iniciativa privada. Montou uma microempresa em parceria com o filho Rafael, que é engenheiro Civil. Agora fabricam blocos de concreto para a construção civil.

A GDR Blocos está instalada em um antigo aviário desativado, de propriedade da família, na localidade rural de Paciência.

De concreto, só o déficit de R$ 0,7 milhão/mês

O superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, esteve na noite de ontem, 20, na Associação Empresarial de Itajaí para expor à comunidade em geral a atual realidade do Porto. Na reunião Salles não abordou nada mais do que já tivesse dito em entrevista exclusiva à Revista Portuária - Economia & Negócios em meados de janeiro e veiculada na última edição impressa.

Após rápida avaliação dos resultados do último ano o executivo, bastante preocupado com a real situação do Porto, falou das obras da primeira fase dos novos acessos aquaviários e no empenho em buscar recursos federais para a execução da segunda fase do projeto. Porém, menos otimista que em outras ocasiões, popis disse que há resistência por parte do Governo Federal para a liberação do recurso.

Sales abordou ainda as inacabadas obras dos berços 3 e 4, defendeu a prorrogação do contrato com a APM Terminals e falou da proposta de alienação de duas áreas do Porto de Itajaí, uma de 32 mil m² e outra de 22 mil m², para levantar recursos.

Após toda sua explanação, de concreto Salles apresentou apenas a contabilidade da Autarquia, que tem fechado mensalmente  com saldo negativo de R$701.666,00.

Para conferir a entrevista de Salles clique: https://issuu.com/bteditora/docs/2017-02-15-revista-portuaria 

Revista Portuária na Intermodal 2017

Presente na maior feira de logística e comércio da América do Sul há mais de 20 anos, na edição de 2017 não poderia ser diferente. A Revista Portuária - Economia & Negócios estará novamente participando como expositora na South America, que acontece de 04 a 06 de abril, no Transamérica Expo Centre, na capital paulista. E como em outros anos, a principal revista de portos e comércio exterior do estado estará veiculando durante o evento o Anuário 2017.

Hoje a feira é considerada pelos executivos da indústria como uma plataforma estratégica para a geração de novos negócios. Reúne durante seus três dias os principais protagonistas do mercado internacional e nacional, promovendo negócios e parcerias, funcionando como uma plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-ventures, conteúdo, vendas e networking.

Participe desse importante acontecimento junto com a Revista Portuária - Economia & Negócios por meio do Anuário 2017.

Informações complementares: intermodal@bteditora.com.br.

Custos logísticos

A não duplicação da BR 470, que liga o Oeste catarinense aos portos, agrega prejuízos significativos para à agroindústria. Hoje a 470, juntamente com a BR282 até Campos Novos, é a única rodovia que faz todo escoamento das exportações, principalmente de aves, da região produtora para o Porto de Itajaí e terminais de Navegantes e Itapoá. A duplicação traria grandes ganhos para o processo produtivo, principalmente pelo aumento de produtividade do setor de transporte, que hoje está 30% inferior à média registrada em rodovias duplicadas.

Dirigentes da agroindústria alegam que a duplicação possibilitaria uma viagem a mais do Oeste até os portos por semana, consequentemente, diluiria custos. Hoje o transporte de uma tonelada da porta da indústria aos portos custa em média R$ 120. Valor que cairia para R$ 110 com a duplicação.

Sardinha na mesa

Menos de uma semana após saírem para a captura, os armadores de pesca de Itajaí e região já comemoram os bons resultados nos primeiros dias. Segundo as informações repassadas pelos pescadores que estão no mar, diversos cardumes já foram encontrados na costa do Sul do país. A expectativa para esse ano é que a pesca da sardinha ultrapasse 80 toneladas, o dobro da safra passada, quando a indústria enlatadora precisou importar matéria prima. O otimismo é justificado pelas altas temperaturas das águas da costa brasileira em 2017, que atrai os cardumes. 

Custos logísticos

A não duplicação da BR 470, que liga o Oeste catarinense aos portos, agrega prejuízos significativos para à agroindústria. Hoje a 470, juntamente com a BR282 até Campos Novos, é a única rodovia que faz todo escoamento das exportações, principalmente de aves, da região produtora para o Porto de Itajaí e terminais de Navegantes e Itapoá. A duplicação traria trazer grandes ganhos para o processo produtivo, principalmente pelo aumento de produtividade do setor de transporte, que hoje está 30% inferior à média registrada em rodovias duplicadas.

Dirigentes da agroindústria alegam que a duplicação possibilitaria uma viagem a mais do Oeste até os portos por semana, consequentemente, diluiria custos. Hoje o transporte de uma tonelada da porta da indústria aos portos custa em média R$ 120. Valor que cairia para R$ 110 com a duplicação.

Azimut Yachts, um divisor de águas no mercado náutico catarinense.

Passados seis anos de sua implantação, nem as fortes intempéries que atingem a economia brasileira ameaçam a unidade da Azimut de Itajaí, que segue em plena ascensão. Cresceu 15% no último ano, com a produção de 2,072 mil pés (unidade internacional de medida de comprimento utilizada pela indústria náutica, correspondente a 12 polegadas), planeja dobrar sua produção até 2020 e no ano passado respondeu pela fatia de 10% do faturamento global da Azimut Group, de 700 milhões de euros. 

Novos ares

Após dez anos no cargo de presidente da Administração do Porto de São Francisco do Sul (APSFS), o engenheiro Paulo Corsi retorna à Itajaí para administrar o terminal privado Barra do Rio.

Corsi deixou importante legado no período em que esteve à frente do porto responsável por 40% de toda a movimentação portuária catarinense e recebe 30% dos navios que atracam no estado. Entrega o cargo com o porto superavitário em cerca de R$ 100 milhões em caixa, o que assegura recursos para os investimentos em infraestrutura em 2017. Em sua gestão o porto também aumentou seu lucro em 313% e investimentos de mais de R$ 80 milhões em infraestrutura, com recursos próprios.

Em Itajaí Paulo Corsi já ocupou o cargo de superintendente do Porto Seco Multilog - referência nacional em soluções logísticas - e na docência da Universidade do Vale do Itajaí. Também marcou presença nas diretorias e corpo técnico de empresas como a espanhola Dragados Serviços Portuários, CMTC – SP e Metrô São Paulo, além dos portos de Imbituba e São Sebastião, Terminal Babitonga e Ministério dos Transportes.

Embora Corsi não confirme, comenta-se no mercado que o cargo será ocupado em março pelo atual diretor de Logística da APSFS, engenheiro Arnaldo S. Thiago, que já respondeu pela presidência e também foi vice-prefeito de São Francisco do Sul. A gestão do porto é do Estado de Santa Catarina e a escolha do novo ocupante do cargo é do governador Raimundo Colombo.

Sardinha na mesa

Menos de uma semana após saírem para a captura, os armadores de pesca de Itajaí e região já comemoram os bons resultados nos primeiros dias. Segundo as informações repassadas pelos pescadores que estão no mar, diversos cardumes já foram encontrados na costa do Sul do país. A expectativa para esse ano é que a pesca da sardinha ultrapasse 80 toneladas, o dobro da safra passada, quando a indústria enlatadora precisou importar matéria prima. O otimismo é justificado pelas altas temperaturas das águas da costa brasileira em 2017, que atrai os cardumes. 

Projeto promete abertura de novas empresas em 90 minutos, em Santa Catarina

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável lançou na segunda-feira (15), na sede da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul, o Projeto Simplifica, um conjunto de ações para modernizar e desburocratizar a Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). Com as mudanças, a secretaria pretende reduzir o tempo de abertura de uma empresa de pequeno porte para 90 minutos a agilizar o atendimento de empresas com capital superior a R$ 5 milhões.

No caso das pequenas empresas, o encaminhamento passa a ser exclusivamente eletrônico e via Florianópolis. As solicitação de abertura de empresa realizadas até as 16h30 receberão resposta no mesmo dia. As empresas com capital aberto ou fechado de R$ 5 milhões ou mais serão atendidas por um grupo de servidores de forma prioritária e receberão resposta em um prazo máximo de 48 horas. A Jucesc também passa a contar com um “plantão processual”, com atendimento feito por um técnico.

 

Problemas no sistema causam demora na entrega de Carteiras de Trabalho em todo Brasil

Problemas no sistema de emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) estão causando demora na entrega do documento em todo o Brasil. Por este motivo, a Câmara de Vereadores de Itajaí informa que o Balcão da Cidadania continua recebendo as solicitações para emissão de carteiras de trabalho, mas que não tem prazo para entrega dos documentos.

Mapeamento aponta abertura de mais de 1,5 mil vagas de tecnologia em Santa Catarina

Pelo menos 1.535 postos de trabalho devem ser gerados até o final deste ano pelo setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) em Santa Catarina. Destes, mais de 600 estão abertos e ao menos 908 devem ser gerados nos próximos meses. A estimativa vem do mapeamento de TIC para 2015, um levantamento realizado pelo programa Geração TEC, da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS).

“Estas informações ajudarão a montar a grade de cursos do programa, que visa formar profissionais capacitados para atenderem as necessidades das empresas catarinenses”, explica Chiodini.

O mapeamento contou com a participação de 190 empresas do setor no Estado no primeiro trimestre. Nos resultados, destacam-se as cidades com maior número de oportunidades abertas e também previstas para o ano. A maior quantidade de vagas está em Florianópolis (355), Joinville (313) e Blumenau (252). Nas posições seguintes figuram Rio do Sul (120), Lages (96), Criciúma (91) e Tubarão (81).

Estas cidades deverão oferecer capacitações do Geração TEC, incluindo Brusque, Chapecó e São Miguel do Oeste. De acordo com a coordenadora operacional do programa, Jeritza de Souza, os resultados enviados pelas empresas já estão sendo trabalhados para que o maior número possível de vagas demandadas seja suprido em 2015. “Estamos em fase de seleção de instituições de ensino para que sejam abertos processos seletivos de cursos de formação profissional em 10 cidades catarinenses. Serão cerca de 20 turmas e as oportunidades devem abrir a partir da próxima quinzena”, explica.

Segundo o presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), Guilherme Bernard, o levantamento é importante para que as empresas reconheçam áreas mais carentes de profissionais qualificados. “Os números refletem a força e o potencial de crescimento do setor tecnológico catarinense, mesmo em um contexto de dificuldade econômica como o que o país enfrenta atualmente. O mapeamento nos faz, ainda, vislumbrar onde estão as lacunas da demanda por profissionais e ajuda a identificar áreas que necessitam de mais investimentos em qualificação”, destaca Bernard.

Em quatro cidades pesquisadas, a previsão de geração de novas vagas até o final do ano deve representar quase o dobro das oportunidades oferecidas hoje. É o caso de Lages, que prevê 184% mais admissões; Joinville, com acréscimo de 155%; Brusque, 95% e Florianópolis, 77%.

A estimativa da Acate prevê um crescimento da ordem de 20% para o setor em 2015. O Geração TEC já realizou 4.571 capacitações em todas as regiões de Santa Catarina. O programa é executado pelo Instituto Internacional de Inovação (i3), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e entidades de TIC parceiras.

Pesquisa mostra que 57% da população brasileira não se prepara para a aposentadoria

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal Meu Bolso Feliz, a maioria dos consumidores (57%) não se prepara financeiramente para a aposentadoria. No caso das pessoas menos escolarizadas (até ensino fundamental completo), o número aumenta para 62%. Entre os homens, 54% não se planejam para essa fase da vida e entre as mulheres, 59%. Um dado importante da pesquisa é a preocupação dos mais jovens (de 18 a 24 anos) com a aposentadoria: 59% dizem não se preparar para a velhice.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o número é preocupante. "As pessoas não pensam que no futuro terão uma grande redução na renda quando pararem de trabalhar. Os jovens pensam em aproveitar o momento e acabam não se preocupando com gastos com saúde e imprevistos." alerta. "Quanto mais velho, mais caros são os planos de saúde, maior a propensão a ter problemas sérios que necessitem de remédios caros e cirurgias. Além disso, o futuro pai ou mãe também terá gastos com seus filhos na faculdade ou cursos. Tudo isso deve ser pensado ainda quando jovem", explica a economista.

Entre os que admitem não se preparar para a aposentadoria, 17% afirmam que dependerão somente do INSS. Outros 15% dizem que gostariam de se preparar, mas não sabem por onde começar; 14% não pensam no assunto; e 10% garantem que gostariam, mas não sobra dinheiro para guardar ou pagar o INSS.

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a aposentadoria deve ser pensada desde o primeiro emprego, logo no início da fase adulta. "Ainda que o jovem ganhe um salário baixo, é possível guardar uma parte se houver organização e disciplina. Quem passa por essa fase deve usar a energia da juventude para fazer o seu pé de meia e poupar para depois viver sem preocupações e privações mais para frente", analisa. "O futuro que hoje parece tão longe está mais perto do que imaginamos e quanto mais cedo iniciar esse investimento, melhor: os aportes mensais feitos com 25 anos são bem menores do que se iniciar aos 45 anos".

 

43% dos entrevistados investem no futuro

Segundo a pesquisa, 43% dos consumidores tomam providências a respeito da aposentadoria. A preparação é maior entre o público masculino, entre pessoas pertencentes às classes A e B, e entre os que possuem maior escolaridade. A poupança é identificada como a opção mais frequente de investimentos (25%), seguida da previdência privada (14%).

Porém, a economista alerta que a caderneta pode não ser a melhor maneira de assegurar uma boa renda para a terceira idade. "Existem outras formas de investimento que também são práticas, permitem a retirada do dinheiro a qualquer momento, e ainda estão dando maior retorno", explica. "As melhores opções atualmente são os papeis do tesouro direto, CDB e fundos de renda fixa", diz Kawauti.

 

Confira dicas para se preparar para a aposentadoria:

  •          Prestar atenção no orçamento e dar importância à Previdência Oficial - INSS;
  •     Recolher o INSS mesmo quando resolver dar um tempo para estudar, lazer, etc. O não recolhimento vai prejudicar o futuro já que o imposto é acumulativo, ou seja, se a pessoa não recolher o INSS por dois anos quando jovem, terá que recolher dois anos depois quando já estiver mais velho;
  •        Se tiver dificuldades em guardar dinheiro, existe a opção da Previdência Privada. Mas cuidado: se os recursos guardados forem para a compra de um bem - como a casa própria, por exemplo - a tributação da Previdência não é favorável;
  •          Quanto maior a reserva, melhor, mas um início de poupança com 10% da renda líquida é um bom começo;
  •          Aproveitar a entrada de dinheiro extra para aumentar as reservas, como 13º, férias remuneradas, bônus, etc.

 

Metodologia

Foram ouvidas 662 pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais com margem de confiança de 95%.

Números comprovam etapa histórica da Volvo Ocean Race no Brasil

A Volvo Ocean Race desembarcou no Brasil e as previsões se concretizaram: festa e carinho do público de Itajaí (SC), Vila da Regata lotada e velejadores cansados e sedentos por comida e banho quente após uma prova longa e decidida nos quilômetros finais. Mais emoção prevista para terça-feira com a chegada do Team SCA, barco 100% feminino.

A maior regata do mundo parou na cidade catarinense pela segunda vez e, só no primeiro fim de semana do megaevento esportivo, quase 70 mil pessoas foram assistir a chegada dos barcos, incluindo nos molhes de Itajaí e Navegantes. A previsão é que até o dia 19 de abril - data da largada para Newport - mais de 300 mil pessoas se envolvam com a regata.

Depois de 12 mil quilômetros pelos mares do Sul, Cabo Horn e icebergs, os atletas ficaram impressionados com a recepção dos brasileiros. Porém, quem ganhou mais atenção foi o catarinense André 'Bochecha' Fonseca, que integra o MAPFRE, segundo colocado na quinta etapa. "Foi uma das maiores emoções que senti. Foi indescritível".

O vencedor foi da etapa foi Abu Dhabi, que lidera a competição no geral. A equipe cruzou a linha de chegada neste domingo (5). Menos de uma hora depois apareceram MAPFRE, Team Alvimedica e Team Brunel. "Foi a melhor etapa de todas. Apesar de muitos problemas com pequenas quebras, foi a perna que mais me diverti", Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel.

Números

20.000 pessoas nos molhes de Itajaí e Navegantes

49.748 pessoas na Vila da Regata em apenas três dias

Objetivo é chegar a 300.000 mil pessoas

Itajaí tem 203.000 habitantes

 

Tempo total do percurso de Auckland até Itajaí

Abu Dhabi Ocean Racing - 18 dias, 23 horas e 30 minutos

MAPFRE - 19 dias e 02 minutos

Team Alvimedica - 19 dias e 24 minutos

Team Brunel - 19 dias e 25 minutos

 

549 milhas velejadas em 24 horas pelo Abu Dhabi - recorde de velocidade desta edição da Volvo Ocean Race

 

Quem falta chegar?

Team SCA - previsto para terça-feira (7)

Dongfeng - quebrou o mastro e se dirige a Itajaí com motor ligado

 

 

Classificação

Abu Dhabi Ocean Race - 9 pontos perdidos

Dongfeng Race Team - 16 pontos perdidos

Team Brunel - 18 pontos perdidos

MAPFRE - 18 pontos perdidos

Team Alvmedica - 19 pontos perdidos

Team SCA - 24 pontos perdidos

Seguem abertas inscrições para o Selo Social 2014/2015 em Itajaí

Em Itajaí, empresas interessadas na certificação do Selo Social têm até o próximo 28 de fevereiro para efetuar o cadastramento de seus investimentos sociais do ano de 2014. O cadastro é necessário para que as empresas possam pleitear a certificação do Selo Social edição 2014/2015.

Para as empresas, a conquista do Selo Social representa uma importante ferramenta de marketing, valorizando sua marca e seu produto. O reconhecimento como empresa socialmente responsável é fator de peso cada vez mais cobrado pelos consumidores, especialmente no mercado internacional.

O Selo Social é uma forma de agradecimento às empresas que realizam investimentos na área social em âmbito interno (junto aos seus funcionários) ou externo (comunidade). Ele se baseia nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) estabelecidos pela ONU, que visam o combate à fome e a miséria, o acesso à educação básica, igualdade entre sexos e a valorização da mulher, redução da mortalidade infantil, melhoria na qualidade das gestantes, combate à Aids e à Malária, qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e união de toda a sociedade em prol do desenvolvimento dos ODMs .

Para se inscrever no programa, basta a empresa acessar o site do Selo Social (selosocial.itajai.sc.gov.br), preencher um cadastro e informar suas ações de promoção social. Empresas que já participaram no ano anterior estão automaticamente inscritas para este ano, bastando atualizar informações sobre os investimentos realizados e encaminhar para a Prefeitura cópias das certidões negativas de débito com a União, Estado e Município, como também com a Previdência e o FGTS.

Para se inscrever no programa, basta a empresa acessar o site do Selo Social (selosocial.itajai.sc.gov.br), preencher um cadastro e informar suas ações de promoção social. Empresas que já participaram no ano anterior estão automaticamente inscritas para este ano, bastando atualizar informações sobre os investimentos realizados e encaminhar para a Prefeitura cópias das certidões negativas de débito com a União, Estado e Município, como também com a Previdência e o FGTS.

Itajaí planeja a abertura de 85 cursos de qualificação profissional

Criar um laboratório de costura onde serão ministrados cursos de qualificação profissional para a comunidade, ampliar o laboratório de informática e capacitar, até o mês de dezembro, cerca de 2.450 jovens e adultos por meio de 85 cursos técnicos. Essas são apenas três de um total de 24 metas estabelecidas para serem cumpridas pela Fundação de Educação Profissional e Administração Pública de Itajaí (Feapi) durante o ano de 2015. O Projeto Político Pedagógico (PPP), documento que rege essas ações, já foi formulado nesta quinta-feira e passa a valer a partir deste mês.

O planejamento foi marcado por um longo debate entre os servidores da Feapi e terminou com a batida no martelo sobre o novo PPP para o ano de 2015. Ao todo, 24 metas que envolvem desde questões administrativas da própria fundação até atividades que serão ofertadas para o público foram definidas.

Conforme o novo PPP, a Feapi se compromete em buscar apoio para a melhoria dos serviços já oferecidos, tanto no atendimento a jovens e adultos que procuram a instituição para se qualificarem profissionalmente, quanto na infraestrutura que acolhe e prepara esse público. As aulas de costura, por exemplo, deverão ser ministradas em um laboratório totalmente equipado. Outras salas ganharão mobília nova e a sala de informática será ampliada.

Entre as novidades, a Feapi abrirá 85 cursos para a comunidade e 2.450 alunos deverão ser formados, além de capacitar outros 1.400 servidores públicos em 35 cursos de qualificação. As 24 metas começam a ser postas em prática ainda no mês de fevereiro e devem ser implantadas, gradativamente, até dezembro de 2015.

O Projeto Político Pedagógico é um documento construído de forma coletiva onde constam as práticas pedagógicas e administrativas que serão adotadas durante o ano. Nele, são pontuadas, justificadas e descritas todas as ações que serão desenvolvidas durante esse período pelos servidores da FEAPI. O PPP é um documento oficial e direciona o trabalho da instituição.

CDL e Sincomércio pedem mais segurança para Balneário Camboriú e Camboriú

As diretora da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Balneário Camboriú e Camboriú (Sincomércio) estiveram reunidas com o secretário de Estado da Segurança Pública, César Augusto Grubba, e o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Paulo Henrique Hemm. Nos dois encontros, os dirigentes foram pedir mais segurança para Balneário Camboriú e Camboriú, com aumento no número de efetivos.

De acordo com o presidente da CDL, José Roberto Cruz, que participou das duas reuniões, o comandante da Polícia Militar reconheceu a falta de efetivo, mas assegurou que este é um problema que vem se arrastando desde os governos anteriores. Segundo o comandante, mesmo assim, a Polícia Militar nunca prendeu tanto nos dois municípios. Nos encontros, tanto César Grubba como Paulo Henrique Hemm asseguraram que vão avaliar as reivindicações dos dirigentes de Balneário Camboriú.

Santa Catarina exporta 6,7% a menos em janeiro

As exportações catarinenses iniciaram o ano de 2015 em baixa. Com US$ 518,6 milhões em janeiro, os embarques ficaram 6,7% inferiores aos registrados no mesmo período de 2014. Entre os dez principais itens da pauta catarinense de exportações, os maiores recuos foram observados nos motocompressores elétricos (-40,6%) e nos motores elétricos (-39,1%). O principal produto embarcado no Estado, o frango, também teve queda no mês, com -18,3%. Estas informações integram a Balança Comercial de SC, apresentada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) na quinta-feira (5).

Nove dos dez principais países compradores reduziram os pedidos, sendo que as maiores quedas foram registradas por Japão (-31,3%) e China (-23,3%). Os Estados Unidos, que lideram a lista, compraram neste começo de ano 7% a menos que em janeiro de 2015.

A diminuição no desempenho das exportações catarinenses é, no entanto, inferior à registrada no Brasil. Na mesma base de comparação, o recuo nacional foi de 14,5%. As principais quedas foram registradas em minério de ferro e outros açúcares.

As importações que chegam a Santa Catarina ficaram em US$ 1,4 bilhão, com recuo de 2,26%. Entre os principais produtos, as maiores baixas foram registradas por automóveis de passeio (-66,8%) e catodos de cobre (-39,8%). Desta forma, a balança comercial do Estado fechou janeiro negativa em US$ 883,7 milhões.

TCP recebe porta-contêiner de maior capacidade do Brasil

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), segundo maior terminal de contêineres da América do Sul, recebeu nesta segunda-feira (9/2) o navio CMA CGM Tigris, o porta-contêiner de maior capacidade de carga a passar pela costa do país. A operação foi realizada com produtividade de 83 MPH (movimentos por hora), sendo 1.306 movimentos realizados em 15 horas e 36 minutos.

“Por sua grande capacidade, o CMA CGM Tigris poderá alavancar ainda mais o transporte das mercadorias da região Sul do Brasil que são exportadas a partir de Paranaguá”, afirma Juarez Moraes e Silva, diretor comercial superintendente do TCP. “Entre estas mercadorias estão carnes congeladas, grãos e madeiras, máquinas e materiais, além de peças para automóveis”, explica Moraes e Silva, acrescentando que o CMA CGM Tigris está fazendo a rota que liga a costa leste da América do Sul à Ásia.

O CMA CGM Tigris é uma embarcação de 10.622 Teus (contêiner padrão de 20 pés) de capacidade, sendo integrante da frota própria do Grupo CMA CGM. Navegando sob a bandeira de Malta, o navio conta com quase 300 metros de comprimento e 48 metros de largura e foi projetado para oferecer máxima capacidade de embarque.

Os investimentos do TCP nos últimos três anos foram fundamentais para atrair grandes embarcações. A exemplo das obras de modernização do Terminal e ampliação do cais de atracação, que ganhou mais 315 metros e hoje conta com 879 metros, e da aquisição de equipamentos, como portêineres e transteinêres, de última geração.

Localfrio vence licitação do Grupo Dow para atender operações alfandegadas e transporte no Porto de Santos

A Localfrio venceu o processo de licitação da escolha de um parceiro logístico para atender as operações alfandegadas e transporte rodoviário do Grupo Dow, no Porto de Santos. Uma parceria que existe há quase 10 anos com a divisão AgroSciences, que figura entre as principais deste segmento no mercado mundial, agora passará a prestar serviços de logística integrada para a divisão de químicos do Grupo Dow e empresas parceiras.

De acordo com o Diretor Comercial da Localfrio, Eduardo Razuck, esta parceria foi bastante interessante para ambas as empresas. “Nosso parceiro enxergou que a consolidação das operações nas “mãos” de um grande parceiro logístico iria trazer muitos benefícios para o grupo Dow, criando assim maior sinergia operacional, integração de serviços de armazenagem e transporte, melhor gestão dos processos, maior controle administrativo, entre outros”, afirma, mas sem deixar de ressaltar o motivo pelo qual a empresa foi escolhida. “A decisão da Dow não foi embasada somente pela questão financeira, mas pela avaliação dos nossos serviços de forma qualitativa e quantitativa, que tange do atendimento, capacidade operacional, flexibilidade, serviços prestados a infraestrutura e tecnologia. Estamos muito orgulhosos por essa conquista.”

Com a aproximação entre as equipes e as melhorias nos processos, a tendência é que a parceria, que ao longo dos anos promoveu muitos avanços e benefícios tanto para a Dow quanto para a Localfrio, se fortaleça cada vez mais. Segundo a Líder de Supply Chain da Dow Química, Patrícia Guirardello, “esta parceria permitiu a consolidação das operações da Dow Agro e Química na região do Porto de Santos, com um parceiro de alta performance, consistentemente demonstrada no decorrer dos quase 10 anos de operação com a Dow Agro nas áreas de armazenagem e transporte rodoviário. A Localfrio está estruturada para crescer junto com a Dow em portfólios de alta complexidade.”

Um dos pontos a serem destacados nesta parceria é a capacidade da Localfrio em atender as exigentes especificações e requisitos de segurança da Dow, oferecendo desde uma completa infraestrutura de armazéns, pátios e transportadora a equipes dedicadas, proporcionando maior controle e segurança. Serviços estes garantidos por meio de licenças e certificações para operação com produtos de maior periculosidade, inclusive que necessitem de anuência do Exército e das polícias Civil e Federal.

Despesa com lazer é o que mais traz gastos para o bolso do consumidor, diz pesquisa SPC Brasil

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz revela que o lazer é a categoria de consumo que traz mais gastos mensais para o bolso do consumidor brasileiro. Em média, o brasileiro que direciona suas despesas ao lazer gasta R$ 389 por mês com atividades de entretenimento (cinema, boates, bares e outras), R$ 223 com produtos em geral (roupas, calçados, acessórios e outros) e R$ 137 em serviços (telefonia móvel, tevê a cabo, plano de saúde e outros). O estudo foi realizado junto a 620 pessoas maiores de 18 anos, de todas as 27 capitais brasileiras.

A pesquisa também elencou o ranking de gastos mensais da cesta do consumidor brasileiro com atividades de lazer. Em primeiro lugar aparecem as viagens de fim de semana (R$ 425). Já em segundo lugar surgem as saídas para boates (R$ 320), seguidas pelas idas a restaurantes sofisticados (R$ 301) e pelas idas aos restaurantes do dia a dia (R$ 247). Em seguida se destacam as saídas para bares (R$ 174).

A prioridade concedida aos gastos com experiências de lazer fica ainda mais explícita quando se observam fatores relacionados a uma decisão de compra. Fundamentalmente, a pesquisa indica que o consumo está conectado a sensações como realização (80%), felicidade (80%) e segurança (43%) - eram múltiplas as opções de resposta. Dentre os itens menos citados, temos culpa (8%), tristeza (6%) ou insegurança (8%).

Ticket médio ressalta diferenças entre classes sociais

Com relação ao perfil socioeconômico, o estudo aponta algumas diferenças significativas: para 43% dos entrevistados das classes A e B, as experiências de lazer constam entre as categorias com maiores gastos. Já entre os consumidores das classes C, D e E, este percentual é de 30%.

O mesmo ocorre com as viagens de fim de semana. Para os entrevistados das classes A e B, os gastos mensais com viagens de fim de semana são de R$ 573, enquanto que na Classe C, D e E, essas despesas são de R$ 281. A ida a restaurantes com familiares e amigos também aponta disparidade semelhante em relação ao ticket médio mensal: R$ 348 nas classes A e B e R$ 178 na Classe C, D e E. Somando os gastos com viagens de fim de semana e idas a restaurantes do dia a dia, observa-se que os entrevistados mais abonados gastam o dobro em relação aos consumidores das classes C, D e E: R$ 921, contra R$ 459.

"É importante lembrar que os consumidores valorizam muito as atividades de lazer, independentemente do perfil socioeconômico ao qual pertencem. A diferença é que as pessoas das classes mais abonadas têm mais sobras no orçamento para arcar com estes gastos. Mas, de modo geral, todos gastam com lazer dentro do limite orçamentário disponível de cada um", observa Kawauti.

 

Itajaí Sailing Team fica na segunda colocação no 26º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina

A bordo do veleiro Mano’s Champ, a equipe Itajaí Sailing Team obteve a segunda colocação geral no no 26º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina e fita azul na regata longa, com direito a batizado do velejador mirim no final. O projeto é patrocinado pela APM Terminals Itajaí e Anasol, por meio da Federação de Iatismo de Santa Catarina – Feisc, e da Associação Itajaiense de Incentivo ao Esporte.

A equipe é formada por Alexandre Antônio dos Santos (estrategista), Marcelo Gusmão (timoneiro), Cláudio Copello (runner), Orlando França (trimmer), Avelino Álvares (comandante), Alexandre Back (trimmer vela grande e tático), Guilherme Rupp (trimmer genoa e balão e tático), Ricardo Carvalho (secretario), Fabiano Vitorino (1º proeiro) e André Baranowski (2º proeiro). Também faz parte da equipe o adolescente Alexandre de Souza Filho, de 14 anos, indicado pela Associação Náutica de Itajaí (ANI).

África do Sul quer comprar carne bovina de Santa Catarina

A África do Sul está interessada em comprar carne bovina com osso de Santa Catarina. A manifestação foi feita formalmente ao Ministério da Agricultura que a transmitiu à Secretaria de Agricultura e Pesca e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), no fim de semana. “Estamos capitalizando o bônus que representa o status de área livre de aftosa sem vacinação”, festejou o presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo.

De fato, por ser reconhecida como área livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Santa Catarina é a única unidade da federação que tem condições sanitárias e institucionais para abastecer o mercado sul-africano com carne bovina, como já faz com as carnes suínas e de aves para todos os continentes.

Líder nacional na avicultura e na suinocultura, o Estado não é exatamente um grande produtor de bovinos, mas, se as negociações forem efetivamente fechadas como espera a Faesc, a carne bovina produzida em território catarinense – e somente esta – poderá ser exportada. Para abastecer a demanda interna, visto que não é autossuficiente, o Estado aumentará as compras de outras regiões brasileiras.

“Vamos vender a carne catarinense para o exterior e obter divisas, ao mesmo tempo em que compraremos carne nacional para nosso consumo”, explica Pedrozo. Essa equação dinamizará a economia catarinense e aumentará a renda dos produtores rurais e de toda a cadeia produtiva.

Atualmente, o rebanho bovino catarinense total é de 4,2 milhões de cabeças, sendo 85% de gado leiteiro e 15% de gado de corte. Cerca de 600 mil cabeças de gado são abatidas por ano para nutrição humana. A produção interna é de  132,5 mil toneladas de carne, o que representa pouco menos da metade do consumo. Outras 138 mil toneladas são importadas de outras unidades da federação. Pela ordem de importância, os maiores fornecedores são  Mato Grosso do Sul, Acre, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rondônia, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Pará.

Em território catarinense não pode ingressar boi vivo, apena carne oriunda de estabelecimento inspecionado.

O presidente da Faesc acredita que, a se confirmar um cenário de bons negócios com a África do Sul, o setor produtivo catarinense poderia exportar até 50% da produção local, o que significaria abater e transformar em cortes com osso  200 mil cabeças.

Essa nova realidade exigirá investimentos e adaptações nas plantas industriais. Apenas quatro frigoríficos de bovinos têm serviço de inspeção federal (SIF) e 40 têm inspeção estadual (SIE).

José Zeferino Pedrozo realça que um dos efeitos periféricos da venda de carne bovina no exterior será a melhoria da remuneração dos atores de todas as cadeias produtivas de proteína animal (criadores frigoríficos, distribuidores etc), pois a oferta doméstica diminuirá e o produto se valorizará.

Hotéis e restaurantes de Balneário Camboriú registram saldo positivo nos primeiros dias de 2015

O saldo dos primeiros 20 dias de 2015 foi positivo para a maioria os hotéis e restaurantes de Balneário Camboriú. Uma pesquisa realizada na última semana pelo Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau entre seus associados mostrou que maioria dos hotéis e estabelecimentos gastronômicos da cidade registrou maior movimento em relação ao mesmo período do ano passado ou então manteve o mesmo número de clientes.

Hotelaria aquecida

Na hotelaria, grande parte dos estabelecimentos registou aumento ou manteve a taxa de ocupação do ultimo ano: 45% aumentaram o índice, 30% receberam a mesma taxa de ocupação, enquanto 25% registraram queda.

O Hotel Sibara está entre os que mais tiveram aumento em sua taxa de ocupação. Em 2014, ela foi de 81% e em 2015 passou para 95%. O Hotel Marambaia foi outro que apresentou um crescimento bastante elevado, de 10% em relação com o ano anterior.

Gastronomia segue tendência de aumento

Nos estabelecimentos gastronômicos o crescimento nas vendas foi registrado em 41% dos estabelecimentos, enquanto 29,5% mantiveram a mesma venda, o que resulta em um total de mais de 70% dos entrevistados. Muitos destacaram observar que o turista estava disposto a gastar mais nesta temporada de verão.

Entre os que informaram maior percentual de movimento, está o Armazém San Miguel, com um aumento de 30% em comparação com o mesmo período do ano passado. O estabelecimento creditou o avanço aos investimentos feitos no espaço físico, que foi ampliado neste último ano. Outro com percentual positivo foi o restaurante italiano Mangiare Felice, com 20%. Para eles, o fato de possuírem estacionamento próprio foi um diferencial nesta temporada.

Para Margot Rosenbrock Libório, Presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, o momento positivo reflete-se, principalmente, pela grande diversidade de mercados emissores de turistas. “Balneário Camboriú recebe um grande número de brasileiros (de todas as partes do país ) e argentinos, mas também recebe chilenos, paraguaios, uruguaios, peruanos e bolivianos. Outros emissores também se apresentam em menor número, como os europeus e americanos, mas aparecem cada vez mais.", diz. Margot também afirma que o grande mercado emissor é o próprio Brasil e que o brasileiro está aprendendo a viajar, incluindo as férias em seu orçamento, e que isso está impactando o setor turístico.

Senai abre 6,8 mil vagas em cursos técnico, superiores e ensino médio

Jovens interessados em se qualificar têm à disposição mais de 6,8 mil vagas em cursos oferecidos pelo SENAI/SC, entidade da FIESC. São oportunidades em formações técnicas e superiores, além do ensino médio. As aulas começam no dia 9 de fevereiro. Apenas entre os cursos técnicos, mais de 4,2 mil vagas estão abertas. Entre os cursos de curta duração são 11 mil oportunidades até março.

Um modelo efetivo de aprendizagem é o ensino médio articulado com a educação profissional, em que os alunos cursam o ensino regular em um período e no outro um curso técnico. Com isso, ao se formarem, podem tanto iniciar a vida profissional quanto continuar os estudos em uma faculdade.  Pesquisa realizada pelo SENAI/SC revela que 83% dos egressos dos cursos técnicos estavam trabalhando em até um ano após sua formatura. Quando são considerados os alunos dos cursos superiores de tecnologia, o índice é superior a 90%.

Douglas Aragão, de 29 anos, é gerente de laboratório da Akmey Biotecnologia Têxtil e conquistou o emprego logo após concluir os cursos técnicos de manutenção e suporte em informática e de tecelagem. “Tínhamos um negócio familiar e a gente estava numa situação complicada. Comecei um curso técnico no SENAI e assim que terminei já estava empregado”, conta o jovem de Blumenau. Informações sobre os cursos pelo telefone 0800 48 1212 ou pelo site www.sc.senai.br/cursos2015

Confira os cursos disponíveis:

Cursos técnicos

Blumenau - automação industrial, edificações, eletrotécnica, logística, manutenção automotiva, manutenção e suporte em informática, mecânica, modelagem do vestuário, produção de moda, segurança do trabalho, têxtil;

Brusque – eletrotécnica, têxtil, vestuário;

Caçador – eletrotécnica e mecânica;

Canoinhas – eletrotécnica e mecânica;

Mafra – mecânica;

Chapecó – eletrotécnica, química, segurança do trabalho;

Concórdia - automação industrial, edificações, eletrotécnica, segurança do trabalho, suporte e manutenção em informática, mecânica;

Criciúma – cerâmica;

Florianópolis - informática para internet, programação de jogos digitais;

Indaial – mecânica, segurança do trabalho, vestuário, qualidade;

Pomerode – mecânica e vestuário;

Timbó – eletrotécnica, manutenção e suporte em informática;

Balneário Camboriú – edificações;

Itajaí - construção naval, eletromecânica, eletrotécnica;

Jaraguá do Sul – mecânica, sistemas de energias renováveis, química, informática, têxtil;

Joinville - fabricação mecânica, mecatrônica, produção de moda, eletrotécnica, plástico, segurança do trabalho, química, manutenção automotiva, eletromecânica, informática para internet, mecânica;

Lages - automação industrial, celulose e papel, eletromecânica, mecatrônica;

Octacílio Costa – eletromecânica;

Campos Novos – eletrotécnica, manutenção e suporte em informática;

Capinzal – mecânica, manutenção e suporte em informática;

Joaçaba – mecânica, segurança do trabalho;

Luzerna – eletrotécnica, informática, eletrônica, automação industrial, manutenção e suporte em informática;

Rio do Sul – eletromecânica, mecatrônica, mecânica, vestuário, eletrotécnica;

São Bento do Sul - automação industrial, eletrotécnica, eletromecânica, mecânica, plástico, vestuário;

Rio Negrinho – eletrotécnica;

Palhoça – edificações, manutenção automotiva, manutenção aeronaves (aniônicos), mecânica;

São José - automação industrial, eletrônica, eletrotécnica, informática, logística, recursos humanos, redes de computadores, refrigeração e climatização, segurança do trabalho;

Itapiranga – eletromecânica;

Maravilha – eletrotécnica;

São Miguel do Oeste – eletromecânica e eletrotécnica;

Tijucas - eletrotécnica, eletromecânica, logística, segurança do trabalho;

São João Batista - design de calçados;

Capivari de Baixo - geração de energia elétrica, produção de moda, manutenção automotiva;

Tubarão – metalurgia, informática para internet, recursos humanos;

Fraiburgo – eletromecânica;

Videira – eletrotécnica e mecânica; e

Xanxerê – manutenção, suporte em informática, eletromecânica, mecânica, segurança do trabalho.

 

Cursos superiores de tecnologia

 

 

 

Blumenau – superior de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas, em automação industrial, em design de moda, em fabricação mecânica, em produção de vestuário, em redes de computadores;

 

Chapecó – superior de tecnologia em alimentos, em manutenção industrial;

 

Florianópolis – superior de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas, em automação industrial, em redes de computadores;

 

Jaraguá do Sul – superior de tecnologia em automação industrial, em design de moda, em fabricação mecânica, em produção de vestuário;

 

Joinville – superior de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas, em fabricação mecânica, em mecatrônica industrial; em redes de computadores; e

 

Lages – superior de tecnologia em fabricação mecânica.

 

 

 

Cursos de pós-graduação

 

 

 

Joinville – pós-graduação em engenharia de manutenção industrial, em engenharia de mecatrônica industrial e em gestão de processos industriais;

 

Florianópolis – MBA em consultoria empresarial (EAD), em gestão de projetos, em gestão de projetos EAD, em gestão de serviços compartilhados EAD, em lean manufacturing, em engenharia de software, pós-graduação em engenharia de automação e em sistemas web e dispositivos móveis;

 

Criciúma – pós-graduação em sistemas web e dispositivos móveis; e

 

Blumenau – MBA em gestão de projetos, pós-graduação em engenharia de automação, pós-graduação em gerenciamento de águas e efluentes, em moda e gestão.

 

 

 

Ensino médio

 

Blumenau    

 

Chapecó      

 

Concórdia    

 

Jaraguá do Sul       

 

Lages

 

São José     

 

Tijucas        

 

Tubarão

Estagnação econômica e alto custo do trabalho refletem na baixa oferta de empregos, diz Fecomércio SC

Para a Fecomércio SC, os resultados negativos apresentados pelos números do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), disponibilizados na última sexta-feira, dia 23, pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), tanto para Santa Catarina, quanto para o Brasil, preocupam e demonstram que o mercado de trabalho já não consegue mais ser tão dinâmico quanto na última década. A elevação dos custos do trabalho não vem sendo acompanhada por aumentos de produtividade. Deste modo, o resultado é a compressão da margem de lucro das empresas e a redução em seus investimentos. Isso é um reflexo do panorama atual da economia brasileira, de longa estagnação do crescimento. A Fecomércio SC defende uma ampla reforma tributária e trabalhista, a fim de aumentar a competitividade de nossas empresas e sair do patamar de baixo crescimento.

Os dados do Caged mostraram que os setores do comércio (com 10.544) e de serviços (com 28.480) foram os que mais criaram vagas em Santa Catarina, em 2014. Das 47.821 vagas criadas no ano passado, os demais setores empregaram 4.808 pessoas na indústria; 4.227 na construção civi; e -238 na agropecuária. No entanto, o saldo de empregos formais em dezembro foi negativo (-36.691) em Santa Catarina, resultado pior do que o observado em dezembro de 2013, quando o Estado fechou -34.330 vagas. Todos os setores apresentaram resultados negativos: comércio (-784); serviços (-9.606); indústria (-19.606); construção civil (-4.722) e agropecuária (-1.973).

No Estado, a baixa criação de vagas está relacionada com os indicadores econômicos. Todos os setores, acossados pelo forte aumento do custo do trabalho, apresentaram resultados inferiores a 2013, com exceção da construção civil. Este setor teve um desempenho 14,8% maior que em 2013. O comércio, com volume de vendas em declínio, reduziu em 26,1%. A indústria, já intensificando a adoção de férias coletivas e com a atividade em queda no Estado (-2,2% no acumulado de 12 meses), reduziu sua criação de postos de trabalho em -74,5% e, por fim, os serviços, com um saldo de vagas de -10% inferior, sentem os efeitos da própria desaceleração dos demais setores. 
No Brasil, houve saldo negativo de -555.508 empregos formais. Esta marca representa uma queda em relação ao mesmo mês de 2013, quando foram criadas -449.444 vagas. O resultado representa o pior desempenho para o mês desde 2008. Também no Brasil, no acumulado de 2014, foram criados 152.714 novos postos de trabalho, 79% a menos que em 2013 (730.687). 

Presidente, diretores e novos conselheiros do CREA-SC vão tomar posse durante solenidade na Fiesc

O CREA-SC promove no próximo dia 22, no Centro de Eventos da Fiesc, a solenidade de posse do presidente eleito gestão 2015-2017, Eng. Civil e Seg. Trab. Carlos Alberto Kita Xavier, da diretoria exercício 2015, dos novos conselheiros e dos diretores da Mútua Caixa de Assistência dos Profissionais. Kita venceu as eleições realizadas no dia 19.11.2014 com 79% dos votos válidos.

No dia 22 acontece também a primeira reunião plenária do ano no auditório do CREA-S, no dia 21 o 9º Seminário Estadual de Conselheiros (SEC), visando o treinamento dos novos integrantes do plenário, nos dias 21 e 22 as reuniões de câmaras especializadas e no dia 23 as reuniões de comissões e da nova diretoria.

 

Grandes concursos aguardados para 2015

Se todos os concursos previstos para acontecer a partir de 2015 fossem efetivamente liberados, teríamos até o final do ano um saldo positivo de pelo menos 25 mil novas vagas para candidatos de todos os níveis de escolaridade. Porém, como essa possibilidade é bastante remota, resta aos candidatos prosseguir se preparando para aquelas oportunidades que possuem, no momento presente, mais chances de ter editais publicados. Veja a lista contendo as principais promessas de 2015.

Confira:

INSS

Este sempre concorrido concurso tem grandes possibilidades de ser aberto no ano vindouro. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão deverá se pronunciar oficialmente a respeito do INSS a qualquer momento, por meio de portaria de autorização.

A perspectiva do órgão é que pelo menos boa parte das 4.730 vagas solicitadas sejam efetivamente autorizadas. A maioria das oportunidades (2.000) se destina ao cargo de Técnico do Seguro Social (nível médio), enquanto as demais se distribuiriam entre os cargos de Médico Perito (1.150) e Analista do Seguro Social (1.580).

A carreira de Técnico do Seguro Social requer o nível médio de escolaridade e proporciona remuneração inicial em torno de R$ 4,4 mil.

CORREIOS

Vem se prolongando por cerca de dois anos essa grande expectativa em relação ao concurso dos Correios. É provável que até a metade de 2015 seja lançado o primeiro edital, conforme informações da própria Empresa, mas ainda não se conhece o número de exato de vagas a ser oferecido.

Existe a expectativa de que a empresa preencha algo em torno de 9,9 mil vagas, mas nem todas necessariamente seriam preenchidas em 2015. A remuneração dos novos funcionários dos Correios deverá ficar entre R$ 1, 8 e 4,6 mil mensais e, por enquanto, uma das melhores maneiras de iniciar os estudos é utilizando o programa da seleção de 2011.

Como acontece tradicionalmente na empresa, deverão ser priorizados os postos de nível médio (operacionais, por excelência), a exemplo de atendente comercial, carteiro e operador de triagem e transbordo. Também serão abertas oportunidades para o nível superior, embora as especialidades ainda não tenham sido informadas. Se prevalecer a tendência do certame de 2011, é possível que sejam providos cargos como enfermeiro do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho e médico do trabalho.

 

PRF

O novo concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 2015 poderá preencher algo em torno de 1.500 vagas ao cargo de Policial Rodoviário, que exige graduação em qualquer área e CNH categoria “B” em diante. O cargo proporcionará rendimento inicial que, em valores de hoje, chega a R$ 6.7 mil.

Depois da autorização do MPOG, a PRF deverá ter seis meses de prazo para publicação do edital, mas alguém vai esperar essa autorização sair para começar a estudar??

Receita Federal

A Receita Federal do Brasil poderá ter vagas autorizadas para os dois cargos "carro-chefe" do órgão, que são Auditor-Fiscal e Analista-Tributário. Ambos requerem nível superior em qualquer área e remuneram com valores mensais de até R$15,3 mil. Ainda não foi divulgada a quantidade de vagas, mas é possível que também seja autorizado concurso para a área administrativa.

A Receita realizou concurso em 2012, com 750 vagas para todo o país, e também uma seleção este ano, com 278 vagas.  Como é muito certo que os reprovados daquele ano continuam estudando, aqueles que estão interessados no próximo certame e que começarão a estudar para valer somente em 2015 já entrarão na disputa com extrema desvantagem.

DEPEN

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) planeja realizar concurso para preenchimento de pelo menos 640 vagas, se tudo der certo com a solicitação encaminhada para o Planejamento. Desse total, 604 serão para provimento do cargo de Agente Penitenciário Federal, 22 para o cargo de Especialista em Assistência Penitenciária e 14 para Técnico em Apoio à Assistência Penitenciária.

ABIN

Expectativa é de que sejam autorizadas 200 vagas para a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), que tem pedido formalizado desde abril de 2014. Os vencimentos de alguns cargos podem chegar a até R$ 13,3 mil.

MAPA

Com praticamente 100% de certeza de acontecer, este concurso, na verdade não será diretamente para o MAPA (Ministério da Agricultura), mas para um dos seus órgãos vinculados, que é o Instituto Nacional de Meteorologia - INMET. No total, serão oferecidas 242 vagas, que possuem remuneração inicial entre R$2.866 e até R$5.852,00 conforme o cargo. A organizadora será conhecida nos próximos dias.

ANTT

O concurso da ANTT pode, sim, sair até o final de 2015. Há um pedido em tramitação desde junho de 2014 no MPOG, com a proposta de oferecer pelo menos 670 vagas em cargos ainda não especificados.

Ministério da Saúde

Durante aproximadamente dois anos muitos candidatos esperaram um concurso ser aberto para a Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Porém, a decisão da pasta foi de transformar esse possível concurso em processo seletivo.

A meta será a contratação de profissionais para atuarem nas Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) de todo o país. Tal seleção deverá ter critérios objetivos e regras diferenciadas, que garantam as especificidades de cada grupo indígena e que levem em conta a atuação dos atuais trabalhadores na área de saúde indígena. O número de vagas a ser oferecido deverá ser anunciado no próximo ano.

IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aguarda autorização ministerial para a realização de novo concurso público para o quadro de servidores efetivos. Se depender do órgão, serão providas aproximadamente 1.500 vagas. A maior parte das vagas será para a carreira de Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas.

Balcão de Empregos oferece 453 vagas esta semana

O Mercado de trabalho está cada dia mais amplo, dinâmico e globalizado. Por isso, o perfil do trabalhador mudou. Somente experiência não basta. Ele precisa agregar um conjunto de competências, manter-se atualizado dentro de suas funções e buscar formas de complementos no aprendizado como cursos técnicos, MBAs e especializações. No Balcão de empregos os candidatos são devidamente orientados sobre esta nova realidade. Eles fazem uma pré-seleção e se necessário são encaminhados para os cursos profissionalizantes da FEAPI. O Balcão de Empregos é um serviço mantido pelo Município de Itajaí, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda.

Desempregados, reabilitados do INSS, jovens a partir de 16 anos, pessoas com deficiência e principalmente quem busca ascensão profissional são as pessoas que procuram o Balcão de Empregos. Esta semana, o serviço soma  453 oportunidades de trabalho em várias áreas de atuação técnicas, operacionais e de nível superior como: auxiliar administrativo; auxiliar de conferente; auxiliar de expedição; balconista de padaria; eletricista naval; farmacêutico e técnico de enfermagem. O Balcão de empregos está atendendo em novo endereço na Rua Antônio Caetano, 105 aos fundos do Teatro Municipal no bairro Fazenda.

Diariamente o mural de empregos é visualizado por seus usuários, seja no painel de vagas instalado no local de atendimento presencial ou pela internet, no Portal do Cidadão instalado no site da Prefeitura - clique aqui e confira. Os interessados devem se dirigir até a SEDEER, munidos de Identidade e CPF para se cadastrar e em seguida, receber o encaminhamento para entrevista.

 

Confira algumas aportunidades:

Código da Vaga: 9987

VAGA: AJUDANTE DE PRODUÇÃO

PERFIL: Masculino. A partir de 18 anos. Não necessita de experiência. SALÁRIO: a combinar. TURNO: matutino e vespertino.

 

Código da Vaga: 5414

VAGA: AUXILIAR DE COZINHA

PERFIL: Feminino. A partir de 18 anos. 1º grau completo; Turno de trabalho: das 9 às 17 horas ou das 17 às 24 horas. Salário da categoria + Refeição; 1 Folga por semana (trabalhar de terça a domingo). Bairro: Fazenda.

 

Código da Vaga: 10735

VAGA: APONTADOR DE SERVIÇOS DE PÓS-VENDAS

PERFIL: Ambos os sexos. Acima de 18 anos. Necessário ter experiência com liderança. Ensino médio completo. ATRIBUIÇÕES: Controlar, através de agenda pré-estabelecida, os veículos que estão em serviço, quais devem ser encaminhados à qual etapa do processo, controlar o tempo de permanência do veículo nos serviços, calcular o tempo de produção e elaborar a agenda de lavação dos veículos pós-serviço. SALÁRIO: (média R$ 1.500,00) + VT + VR. TURNO: a combinar. PARA TRABALHAR EM B.C.

 

Código da Vaga: 9635

VAGA: AUXILIAR OPERACIONAL

PERFIL: Masculino. De 20 a 40 anos. 2º Grau Completo. Ter CNH em dia, e prática em direção de veículos. ATRIBUIÇÕES: Atenção, dinamismo, responsabilidade, disponibilidade de horário, boa comunicação e habilidade em resolução de problemas. TURNO: Segunda à Sábado (manhã) - Comercial. SALÁRIO: A combinar + Benefícios: Vale Refeição + Vale Transporte + Plano de Saúde + Convênio Odontológico + Auxílio Farmácia.

Bairro: Praia Brava.

 

Código da Vaga: 10268

VAGA: CARGA E DESCARGA

PERFIL: Masculino. A partir de 18 anos. 1 grau. Ter estabilidade em empregos anteriores. Não necessita de experiência. ATRIBUIÇÕES: carga, descarga e separação de mercadorias. TURNO: de 2ª a 6ª feira das 14 às 24 horas e aos domingos das 20 às 24 horas. SALÁRIO R$1.100,00 + Vale Alimentação + Vale Refeição + Vale Transporte + Seguro de Vida + Convênio Médico e Odontológico. Empresa oferece oportunidade de crescimento.

 

Código da Vaga: 10730

VAGA: CONSULTOR TÉCNICO DE PÓS-VENDAS

PERFIL: Ambos os sexos. Acima de 18 anos. Possuir CNH categoria B. Ensino médio completo. Necessário ter experiência com pós-vendas, atendimento ao cliente, organização, controle emocional, agilidade. ATRIBUIÇÕES: Atender os clientes de pós-vendas, executar o processo de recepção de veículos pós-vendas, ofertar acessórios aos clientes e manter ou ampliar o grau de satisfação destes. SALÁRIO: fixo R$ 1200,00 + comissão + VT + VR (média R$ 2.300,00). TURNO: a combinar. PARA TRABALHAR EM B.C.

 

Código da Vaga: 10729

VAGA: ESTOQUISTA

PERFIL: Masculino. De 19 a 35 anos. Não necessita de experiência. Ensino fundamental. TURNO: Das 08h00 às 17h48, com 1 hora de intervalo, de segunda a sexta-feira. SALÁRIO: R$ 1.000,00 + BENEFÍCIOS: R$ 200,00 de ajuda de custo + R$ 330,00 de cartão mercado. Obrigatório levar currículo e encaminhamento. Bairro: São Vicente.

 

Código da Vaga: 10731

VAGA: MECÂNICO DE AUTOMÓVEIS

PERFIL: Masculino. Acima de 18 anos. CNH categoria B. Técnico em Mecânica Automotiva (completo ou em curso). Necessário ter experiência como mecânico automotivo e conhecimento na área. Deve ter organização, atenção , agilidade. ATRIBUIÇÕES: Realizar os serviços nos veículos conforme ordem de serviço pré-definida pelo chefe de oficina, pela  montadora e segundo os manuais dos veículos. SALÁRIO + VT + VR + insalubridade (média R$ 1.600,00 a R$ 1.900,00). TURNO: a combinar. PARA TRABALHAR EM B.C.

 

Código da Vaga: 10397

VAGA: MEIO OFICIAL DE COZINHA

PERFIL: Ambos os sexos. Necessita de experiência na função.  SEGMENTO: cozinha industrial. TURNO: Das 12h às 21h48, de 2ª a 6ª feira (vespertino/noturno). SALÁRIO R$910,00 + Vale Alimentação R$120,00 + Plano de Saúde + Plano Odontológico. Bairro: Salseiros.

 

Código da Vaga: 2046

VAGA: MONTADOR NAVAL E DE ESTRUTURAS METÁLICAS

PERFIL: Masculino. A partir de 18 anos. Necessita de experiência na função de montagem naval e de estruturas metálicas. SALÁRIO: a combinar. TURNO: matutino e vespertino. Bairro: Fazendinha.

Código da Vaga: 10364

 

VAGA: MOTOBOY

PERFIL: Masculino. A partir de 18 anos. Necessita de experiência na função. CNH A. Conhecer bem a cidade de Itajaí e região. TURNO DE TRABALHO: comercial. SALÁRIO: a combinar. Bairro: Ressacada.

 

Código da Vaga: 9267

VAGA: MOTORISTA OPERADOR DE MULK

PERFIL: Masculino. A partir de 18 anos. Necessita de experiência para trabalhar com mulk, caso não tenha experiência deverá fazer o curso. TURNO: de 2ª a 6ª feira das 7h30 às 12 h e das 13h30 às 18h. SALÁRIO: a combinar + BENEFÍCIOS. Bairro: São Judas

 

Código da Vaga: 2075

VAGA: SOLDADOR

PERFIL: Masculino. Acima de 18 anos. Com experiência mínima de 1 ano. Mig/ Mag e eletrodo. SALÁRIO: a combinar. TURNO: matutino e vespertino. Bairro: Fazendinha.

 

Código da Vaga: 6171

VAGA: VENDEDOR (A)

PERFIL: Ambos os sexos. A partir de 18 anos. Necessita de experiência em vendas. CNH A/ B. 2º grau completo. Para trabalhar com venda de cursos. SALÁRIO: a combinar. TURNO: a combinar. Bairro: São Judas.

Código da Vaga: 10734

 

VAGA: VENDEDOR DE VEÍCULOS NOVOS

PERFIL: Ambos os sexos. Acima de 18 anos. Possuir CNH categoria B. Ensino médio completo. Necessário ter experiência com venda de veículos. ATRIBUIÇÕES: Realizar o atendimento a clientes, a negociação e o fechamento de venda de veículos novos. Realizar a entrega técnica dos veículos, auxiliar o gerente de vendas na organização das promoções da loja e ser responsável pela documentação pertinente às vendas de novos. SALÁRIO: Comissão + VT + VR (R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00). TURNO: a combinar. PARA TRABALHAR EM JARAGUÁ DO SUL.

Código da Vaga: 10732

 

VAGA: VENDEDOR DE VEÍCULOS NOVOS

PERFIL: Ambos os sexos. Acima de 18 anos. Ensino médio completo. possuir CNH categoria B. Necessário ter experiência com venda de veículos. ATRIBUIÇÕES: Realizar o atendimento a clientes, a negociação e o fechamento de venda de veículos novos. Realizar a entrega técnica dos veículos, auxiliar o gerente de vendas na organização das promoções da loja e ser responsável pela documentação pertinente às vendas de novos. SALÁRIO: Comissão + VT + VR (R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00). TURNO: a combinar. PARA TRABALHAR EM B.C.

 

Código da Vaga: 10733

VAGA: VENDEDOR DE VEÍCULOS SEMINOVOS

PERFIL: Ambos os sexos. Acima de 18 anos. Possuir CNH categoria B. Ensino médio completo. Necessário ter experiência com venda, preferencialmente venda de veículos usados. ATRIBUIÇÕES: Realizar o atendimento a clientes, a negociação e o fechamento de venda de veículos seminovos. Realizar a entrega técnica dos veículos, auxiliar o gerente e o supervisor de vendas na organização das promoções da loja e ser responsável pela documentação pertinente às vendas de seminovos. SALÁRIO: Comissão + VT + VR (R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00). TURNO: a combinar. PARA TRABALHAR EM B.C.

Codigo da Vaga: 10737

VAGA: AJUDANTE DE JARDINEIRO

PERFIL: Masculino. Entre 18 e 40 anos. Que tenha vontade de trabalhar. SALÁRIO R$ 1.000,00. Bairro: Cordeiros.

 

Código da Vaga: 9136

VAGA: AJUDANTE DE PRODUÇÃO

PERFIL: Ambos os sexos. A partir de 18 anos. Não necessita de experiência. ATRIBUIÇÕES: Para carga e descarga, etiquetagem e separação de mercadorias. TURNO: das 13h30 às 22 horas ou das 21h30 às 5 horas. SALÁRIO: a combinar. BENEFÍCIOS: Cesta Básica + Cartão Alimentação. Para trabalhar em Itajaí. Bairro: Cidade Nova.

 

Código da Vaga: 10742

VAGA: ASSISTENTE ADMINISTRATIVO

PERFIL: Feminino. De 20 a 30 anos. CNH A/B. Superior incompleto (ou iniciando).

 

CONHECIMENTO: Experiência em informática com pacote Office (Word, Excel, Outlook), pacote Google para uso corporativo (Gmail, Agenda, Drive, etc). Preferencialmente experiência na função ou rotinas. Organização de arquivos físicos e digitais. ATRIBUIÇÕES: Atendimento dos telefones; atendimento presencial; recebimento de encomendas, correspondências; responsável pela agenda de reuniões e compromissos; cotação e compra dos insumos do escritório; auxiliar na gestão, organização e comunicação do escritório; realizar atividades externas: correios, cartório, fornecedores, contabilidade, etc. SALÁRIO: 1.000,00 + V.R + V.T e após experiência (90 dias) plano de saúde. Preferencialmente possuir condução própria. Possuir pro-atividade, boa comunicação e demonstrar interesse nas rotinas administrativas da empresa.

 

Código da Vaga: 10739

VAGA: ASSISTENTE DE COMÉRCIO EXTERIOR

PERFIL: Ambos os sexos. Acima de 18 anos. Ensino Superior completo ou cursando em Comércio Exterior. Desejável conhecimento no Siscomex. ATRIBUIÇÕES: Fará o acompanhamento de processos de importação e exportação, realizando contato com agentes de carga, fornecedores, emissão de notas fiscais, numerários de fechamentos e demais rotinas relacionadas. Necessário ter experiência na área. SALÁRIO: R$ 1.450,00 + Benefícios: VR, VT, Plano de Saúde. TURNO: Segunda a sexta, das 8h30 às 18h00.

 

Código da Vaga: 10743

VAGA: ASSISTENTE FINANCEIRO

PERFIL: Ambos os sexos. De 20 a 40 anos. Superior incompleto ou em curso (Administração, Contabilidade). CONHECIMENTOS: Experiência na função ou rotinas financeiras. Experiência em informática com pacote Office (Word, Excel, Outlook), pacote Google para uso corporativo (Gmail, Agenda, Drive, etc). Possuir experiência na gestão Administrativa, Financeira. Conhecimentos básicos de Recursos Humanos. Preferencialmente conhecimento na área de contabilidade e fiscal. TURNO: Das 8h às 12h e das 13h às 18h. SALÁRIO: R$ 1.500,00. ATRIBUIÇÕES: Contas a pagar; faturamento; fluxo de caixa; DRE; controle de Custos; montagem de Distribuição de lucro; conciliação bancária; relatórios gerenciais e financeiros; prestação de contas com a diretoria; administração de serviços em cartório; administração de contratos em geral; contas a receber; emissão de nota fiscal eletrônica; acompanhamento dos fluxos de caixa. Possuir pro-atividade, boa comunicação e conhecimento de finanças. Preferencialmente possuir condução própria.

 

Código da Vaga: 10740

VAGA: AUXILIAR DE APOIO LOGÍSTICO

PERFIL: Masculino. Acima de 18 anos. Ensino médio completo. ATRIBUIÇÕES: Unitizar e desunitizar caminhões e containeres; separar, organizar, etiquetar, strechar e movimentar mercadorias; fazer uso de equipamentos manuais para movimentação de mercadorias; realizar a limpeza e conservação do ambiente, contêineres e cargas; consertar pallets; auxiliar no enlonamento e amarração das cargas; cumprir normas e procedimentos da empresa. TURNO: 1º turno, das 06h00 às 15h12 / 2º turno, das 14h55 às 23h48. SALÁRIO: R$ 1.000,00, após experiência R$ 1.080,00 + Benefícios: Refeitório, transporte fretado, plano de saúde, convênio odontológico, convênio farmácia (incluindo os dependentes), PPR duas vezes ao ano, previdência privada.

 

Código da Vaga: 10741

VAGA: AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO

PERFIL: Masculino. De 30 a 45 anos. Não necessita de experiência. Primeiro Grau Completo. ATRIBUIÇÕES: movimentar mecanicamente todos os materiais (quando necessário); zelar pela organização e limpeza; zelar pela organização e limpeza; atuar nas atividades operacionais, organização e arrumação do ambiente de trabalho, sob orientação da liderança e conferência de materiais. Bairro: Salseiros.

 

Código da Vaga: 9710

VAGA: JARDINEIRO

PERFIL: Masculino. Entre 18 e 45 anos. Necessita de experiência na função. Conhecimento em roçadeira costal. SALÁRIO R$1.200,00.

 

Código da Vaga: 10746

VAGA: MANOBRISTA

PERFIL: Masculino. Acima de 18 anos. Experiência mínima de 06 meses de manobrista. ATRIBUIÇÕES: Serviços de manobra e condução de veículos de clientes nas dependências do estacionamento. SALÁRIO: da categoria + hora extra + benefício. Bairro: Centro.

 

Código da Vaga: 10738

VAGA: MOTORISTA

PERFIL: Masculino. Acima de 18 anos. Desejável: Ensino Médio Completo, CNH AD e possível experiência na função. SALÁRIO: R$ 1.096,65 + 20% risco de vida +6% assiduidade + VA 250,00. TURNO: 10h00 às 19h00, de Segunda a Sexta-feira.

Código da Vaga: 3785

 

VAGA: OPERADOR DE EMPILHADEIRA PP

PERFIL: Masculino. Acima de 18 anos. Ensino fundamental completo. Curso de Op. de empilhadeira. ATRIBUIÇÕES: Movimentar mercadorias; inspecionar equipamento diariamente (check list); zelar pelos equipamentos e mercadorias; operar transpaleteira elétrica ou lavadora de pisos nas atividades de limpeza; operar empilhadeira elétrica ou a combustão até 7 TON; cumprir normas e procedimentos da empresa. TURNO: 2º turno, das 14h55 ás 23h48. SALÁRIO: R$ 1.427,53, após experiência R$ 1.505,20 + Benefícios: Refeitório, transporte fretado, plano de saúde, convênio odontológico, convênio farmácia (incluindo os dependentes), PPR duas vezes ao ano, Previdência privada. Bairro: Itaipava - Km 4.

 

Código da Vaga: 10263

VAGA: OPERADOR DE PRODUÇÃO

PERFIL: Masculino. Acima de 18 anos. Não necessita de experiência. Segundo Grau Completo. Operador será treinado pela fábrica para operar veículos pesados, mas se já tiver experiência e treinamento será um diferencial. ATRIBUIÇÕES: Auxílio nas atividades produtivas. O operador será treinado para operar Veículos pesados para assim poder desenvolver as atividades da produção, como: remontar materiais, abastecimento de silos (ponte rolante), coleta de amostras, e atividades relacionadas ao programa 5’s. Uma das vagas refere se ao carregamento de caminhões a granel, o mesmo terá um treinamento diferenciado para essa função. SEGMENTO: produção de cimento. TURNO: diurno e noturno, com escala de revezamento. SALÁRIO: Informado na entrevista + BENEFÍCIOS: Vale Alimentação é de R$256,00, assistência médica e odontológica, participação nos lucros, previdência privada.Trabalhar no Bairro Salseiros.

 

Codigo da Vaga: 10358

VAGA: OPERADOR LOGÍSTICO I

PERFIL: Masculino. A partir de 18 anos. 1º grau. ATRIBUIÇÕES: Apontar e endereçar os containeres (manual); receber, movimentar e expedir os containeres; conferir a integridade do lacre; vistoriar os containeres; registrar dados em sistema WMS; dar suporte na realização de inventários de containeres; orientar os motoristas; receber, vistoriar / ligar e desligar containers reefers; cumprir normas e procedimentos da empresa; TURNO: 1º turno, das 06h00 às 15h12, 2º turno, das 14h55 às 23h48. SALÁRIO: inicial R$ 1.1168,41, após experiência R$ 1.238,73 + Benefícios: Refeitório, transporte fretado, plano de saúde, convênio odontológico, convênio farmácia ( incluindo os dependentes), PPR duas vezes ao ano, Previdência privada. Bairro: Itaipava - Km 4.

 

Código da Vaga: 10744

VAGA: RECEPCIONISTA

PERFIL: Feminino. A partir de 25 anos. Conhecimento em informática + Cesta Básica. TURNO: das 15h ás 23h. Residir em Itajaí. SALÁRIO: a combinar. Bairro: Vila Operária.

Código da Vaga: 10114

 

VAGA: ASSISTENTE DE SUPORTE E MONTAGEM

PERFIL: Masculino. A partir de 18 anos. 2º grau completo. Experiência com digitação e funções administrativas. ATRIBUIÇÃO: Trabalho administrativo interno dando suporte via fone aos montadores e técnicos. SALÁRIO: Inicial R$ 1.015,00, após experiência R$ 1.120,00 + Benefícios: Unimed, Cesta Básica, Vale Transporte, PLR. TURNO: das 09h00 às 17h25, com uma 01h05h de intervalo para almoço - Seg a sábado. 1 VAGA TB PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, exceto cadeirante. Bairro: Salseiros.

 

Código da Vaga: 10459

VAGA: AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO

PERFIL: Masculino. Necessita de experiência na função: 6 meses. Ensino médio completo ou cursando. Conhecimento em informática, conferência de Notas e CT-Es. ATRIBUIÇÕES: Fazer os lançamentos da movimentação de entradas e saídas e controlar os estoques; Distribuir produtos e materiais a serem expedidos; Organizar o setor para facilitar a movimentação dos itens armazenados; Agendamento de coleta e entrega; Emissão de conhecimentos e Notas fiscais. TURNO: de 2ª a 6ª feira das 17 às 02h12 horas. SALÁRIO + Vale Alimentação + Seguro de Vida + Plano de Saúde (após a experiência). Bairro: Salseiros.

 

Código da Vaga: 6258

VAGA: CAIXA

PERFIL: Ambos os sexos. A partir de18 anos. Não necessita de experiência. 2º grau. Noções de informática. SALÁRIO: a combinar. TURNO: de manhã e à tarde. Para loja de conveniência de posto de gasolina. Bairro: Centro.

 

Código da Vaga: 4415

VAGA: FRENTISTA

PERFIL: Ambos os sexos. A partir de 18 anos. Não necessita de experiência. 1º grau. SALÁRIO: a combinar. TURNO: De manha e à tarde. SALÁRIO: a combinar + benefícios.

Bairro: Centro.

 

Código da Vaga: 10747

VAGA: OPERADOR DE EMPILHADEIRA PEQUENO PORTE

PERFIL: Masculino. Acima de 18 anos. Ensino médio. Com experiência. TURNO: comercial.

SALÁRIO: a combinar. Bairro: São Judas.

Grupo de Trabalho criado para avaliar lista de espécies de peixe ameaçadas mobiliza representantes do Sindipi em Santa Catarina

A corrida agora é para levantar informações para auxiliar o Grupo de Trabalho – GT, que vai avaliar a lista de espécies de pescado consideradas pelo Ministério do Meio Ambiente como ameaçadas de extinção. Em Santa Catarina representantes do Sindipi, que participam deste grupo de trabalho, estão em busca de dados comerciais, informativos estatísticos da Universidade do Vale do Itajaí publicados no ano de 2014, dados de geração de emprego, movimentação pesqueira e dados sociais.

As atividades do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e Meio Ambiente vão se concentrar em Brasília. Nesta quarta-feira (15), todos os integrantes participam de uma reunião para definir a metodologia da avaliação, que tem duração de 30 dias, prazo estipulado pelo Governo. Além de avaliar a portaria 445, o Grupo de Trabalho também vai propor medidas para que se faça a gestão pesqueira e não apenas a classificação de recursos pesqueiros em extinção.

Todo o material coletado pelo sindicato será entregue ao Ministério da Pesca e Aquicultura, responsável por avaliar as propostas do setor pesqueiro do Brasil neste grupo. Informações que no decorrer do processo de avaliação devem demonstrar o impacto que esta decisão do Governo Federal pode trazer ao Estado de Santa Catarina. As informações para conseguir a revogação da portaria não devem se restringir apenas ao maior polo pesqueiro do sul do país, que hoje é a região de Itajaí, mas de outras entidades que têm interesse em manter a pesca. 

Empresário Daniel Lutz é o novo secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico Sustentável

O empresário do setor moveleiro de São Bento do Sul e presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), Daniel Lutz, 41 anos, é o novo secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS). A escolha foi feita pelo futuro secretário da pasta, Carlos Chiodini, que assume em fevereiro, após ser empossado como deputado estadual. Chiodini priorizou a parte técnica ao escolher o adjunto. “O Daniel é um excelente empresário, conhece bem o setor produtivo nos seus diversos setores, já esteve no executivo e vai contribuir muito para fazermos um trabalho pensando no crescimento econômico e sustentável de Santa Catarina”, afirma.

Lutz possui formação técnica em Mecânica (Cefet/PR), graduação em Tecnólogo Moveleiro (Udesc), pós-graduação em Gestão Empresarial (ISPG/Univille) e é diretor administrativo da Móveis Serraltense. Casado e pai de três filhos, ele é ex-presidente da Associação Regional das Empresas do Mobiliário de São Bento do Sul e Região (Arpem) e ex-presidente do Sindicato das Indústrias da construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil).

Esta não será a primeira experiência do empresário no setor público. Em 2013 foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Bento do Sul, cargo que permaneceu até junho de 2014, onde foi transferido para assessoria administrativa do gabinete do prefeito.

Lista de espécies consideradas ameaçadas de extinção será reavaliada

O trabalho dos pesquisadores do Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Pesca e Aquicultura e o corpo técnico do setor pesqueiro de Santa Catarina, começa na próxima segunda-feira (12). O certo é que todo o trabalho será concentrado em Brasília e vai contar sempre com a presença de representantes do setor pesqueiro do estado catarinense.

A princípio, o grupo de trabalho tem um prazo de 30 dias para avaliar cada espécie e apresentar um parecer, mas o vice-presidente do Sindicato dos Armadores da indústria de Itajaí e Região - Sindipi, Fernando das Neves já adiantou que o sindicato vai pedir a ampliação deste prazo para que a avaliação das espécies seja feita de forma correta e coerente.

Para os representantes do sindicato, a reunião que contou com a participação de três ministros: Izabella Teixeira - ministra do Meio Ambiente, Helder Barbalho - ministro da Pesca e Aquicultura, e Miguel Rossetto, ministro da Secretaria-Geral da República -  é considerada um marco para o setor que, pela primeira vez, conseguiu apresentar ao Ministério do Meio Ambiente as suas reivindicações.

Durante a reunião realizada na quinta-feira (08), o movimento promovido pelo setor pesqueiro no começo desta semana em Itajaí não foi mencionado. O fechamento do canal da barra, que impediu a entrada de navios de carga e a saída de um transatlântico, ficou fora da pauta de discussão.

Secretaria de Portos aprova projeto de ampliação do Terminal Portuário Chibatão

Para melhorar o desempenho e garantir mais qualidade e eficiência no transporte de cargas do comércio e da indústria de Manaus, o Grupo Chibatão preparou uma grande expansão e melhoria de todo o seu terminal portuário para este ano. Uma das maiores, feita em seu pátio de cargas, teve seu projeto aprovado no final de 2014 pela Secretaria de Portos da Presidencia da República (SEP/PR).

Com a expansão - obra já em andamento - o pátio de cargas do terminal passará dos atuais 116,71 mil metros quadrados para mais de 358, 58 mil metros quadrados e terá acréscimo para armazenar 7.500 teus. O pátio irá ganhar ainda quatro novos guindastes sobre rodas chamados de RTG’s com capacidade para 45 toneladas, além dos dez que já estão em operação. A empresa foi a primeira a investir em equipamentos do tipo em Manaus. Outra novidade é a expansão do píer – o maior do gênero fluvial no mundo – que, dos atuais 450 metros de comprimento, passa para 710 metros e será entregue ainda em março de 2015.

De acordo com diretor executivo geral do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, o objetivo da empresa é oferecer melhores serviços aos clientes, principalmente do Polo Industrial de Manaus e comércio do Amazonas, dentro da estratégia de se tornar um provedor logístico cada vez mais completo e competitivo. Para ele, somente a ampliação do píer flutuante aumentará a capacidade em 50%, o terminal que operava com quatro navios, poderá operar simultaneamente seis navios. Um nova ponte de acesso também será instalada para melhorar o fluxo de veículos. Ainda no cais flutuante, serão instalados quatro novos guindastes fixos Liebherr LHM600 com capacidade para 50 toneladas e alcance de 58 metros cada.

 

Exposição retrata a vida dos marítimos no Brasil

Os apreciadores do setor marítimo brasileiro e da fotografia poderão conferir até o dia 30 de janeiro, no Club Transatlântico, em São Paulo, a exposição “Empurrando Água”, produzida por Cesar Fraga, com o apoio da Aliança Navegação e Logística. Com textos de Isabel Clemente, “Empurrando Água” é um rico documentário sobre a operação no mar, nos rios e nos portos brasileiros. Todo o material da mostra está consolidado em um livro que leva o mesmo nome.

A bordo do Bartolomeu Dias, maior navio de cabotagem brasileira, Cesar Fraga registra o dia a dia de mulheres e homens que transportam parte do que é produzido no país. De maneira lúdica, o autor enaltece o “lado humano” da operação, trazendo imagens do embarque de contêineres, da travessia no mar, das belezas naturais que surpreendem a tripulação durante a viagem e de cenas cotidianas dentro do navio.

Serviço:

Evento: Exposição Empurrando Água

Data: Até 30 de janeiro de 2015

Horário: De segunda a sexta-feira, das 7h às 22h30

Local: Club Transatlântico

Endereço: Rua José Guerra, 130, Chácara Santo Antônio – São Paulo

Inscrições para concurso público do Porto de Imbituba vão até fevereiro

As inscrições para o concurso público do  Porto de Imbituba estão abertas até 2 de fevereiro e poderão ser feitas pela internet no endereço scpar.fepese.org.br. Estão disponíveis vagas de nível médio, técnico e superior nas áreas de Economia, Administração, Comunicação Social, Arquitetura, Direito e Engenharia com salários que variam de R$ 1,8 mil até R$ 5 mil e jornada de 40 horas semanais. 

O concurso público será destinado ao preenchimento de vagas e à formação de cadastro reserva no prazo de validade do presente concurso no quadro de funcionários da empresa. O valor da taxa de inscrição é de R$ 60 para cargos com exigência de ensino médio e de R$ 100 para nível superior. O prazo limite para realizar a inscrição é até às 16h do dia 2 de fevereiro. Outras informações poderão ser obtidas no sitio do concurso scpar.fepese.org.br.

Azimut Yachts inicia as operações do maior iate já fabricado na unidade brasileira

A equipe da Azimut Yachts do Brasil – filial do Grupo italiano Azimut-Benetti – iniciou a produção do maior modelo já fabricado na sua unidade brasileira. Trata-se da nova AZIMUT 83, uma embarcação de 83 pés – 25,2 metros de comprimento. O modelo traz toda estrutura, design e padrão da italiana Azimut 80 e agrega elementos tropicais especialmente ao cliente brasileiro.

“A Azimut 80 é um modelo internacional lançado em Cannes no ano passado que conquistou as mais importantes premiações do setor náutico mundial. Nosso objetivo é fabricar a mesma embarcação no Brasil e adicionar características que, comprovadamente, atendem nossos clientes nacionais, como é o caso de um amplo espaço gourmet na plataforma de popa com uma churrasqueira adicional e área externa para lazer e refeições”, explica o diretor comercial da Azimut do Brasil Francesco Caputo.

Instalado no Brasil em 2010, o estaleiro da Azimut Yachts ocupa uma área de 16 mil m² na cidade de Itajaí (SC), e vem obtendo sucesso cada vez mais expressivo com novidades ao mercado náutico ano a ano. Encerrou a temporada náutica (set/2013 a set/2014) com um acréscimo em vendas de 70% e um aumento na produção de mais de 80% no que se refere à dimensão dos iates. Atualmente a fábrica conta com produção de iates de luxo de 42, 43, 48, 60, 70 e, agora, de 83 pés. Conta com “Services Desk” instalados nas principais marinas do país – Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo - além do Team 360 voltados ao pós-vendas.

Aluguel de sala comercial no Centro de Itajaí (SC)

Sala conjunta no Centro da portuária cidade de Itajaí (SC) está disponível para aluguel. O local possui três ambientes e vista para o Rio Itajaí-Açu e para a entrada dos navios nos Portos de Itajaí e Navegantes. Além disso, a sala pode ser usada também como endereço fiscal para empresas. Mais informações através do telefone (47) 8405-8777 – Carlos. Aluguel a combinar.

 

Porto Itapoá finaliza o ano com produtividade recorde na movimentação de contêineres

De acordo com os índices do mercado, onde cada terminal divulga seus MPH – Movimentos Por Hora –, ao fim de cada operação de navio, o Porto Itapoá alcançou as melhores médias mensais de produtividade em 2014 na região Sul. Segundo divulgação dos portos do Sul do País a média recorde alcançada em Novembro havia sido de 92 MPH. No entanto, o Porto Itapoá alcançou a marca de 93,0 MPH em Novembro e em Maio também já havia atingido 92,5 MPH.

O ano de 2014 no Porto Itapoá foi ser marcado pela alta performance e agilidade operacional, com uma produtividade média de 85 MPH. Em comparação com os principais terminais do mundo (Los Angeles, Nova York, Roterdã, Hamburgo, Dubai, Cingapura, Hong Kong e Shangai), o Terminal catarinense se torna um dos mais ágeis do planeta.

Atuando com quatro portêineres – enquanto a maior parte dos portos brasileiros possui de 6 a 10 guindastes – o Porto Itapoá opera uma média de 50 navios mensalmente e movimenta em torno de 25 mil contêineres por mês (cerca de 40 mil TEUS). Os resultados alcançados em termos de produtividade torna os índices de MPH de Itapoá ainda mais relevantes.

 

Sindicatos e entidades ligadas à regional da Fiesc da Foz do Rio Itajaí participam de reunião

O encontro antecede a reunião geral da Fiesc marcada para esta quinta e sexta-feira, em Florianópolis e serve para debater propostas para melhorar as regionais em todo o estado. Na região da Foz do Rio Itajaí, que abrange desde Porto Belo até Balneário Piçarras, participaram da reunião representantes dos sindicatos da construção civil, plástico, gráfico, naval e metal mecânico, além das entidades que integram a Fiesc: Serviço Social da Indústria (SESI),  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Para o vice-presidente da Fiesc aqui na região, Maurício Cesar Pereira, os encontros com os representantes do setor industrial e também com as entidades que prestam inúmeros serviços para estas áreas, ajudam a planejar novas ações e entender as necessidades e dificuldades enfrentadas em cada regional.

Um exemplo é a reivindicação apresentada pelo novo presidente do Sindicato da Construção Naval, Rafael Theiss, que espera ampliar a partir dos próximos anos a grade dos cursos de qualificação. Segundo Rafael, hoje faltam profissionais qualificados para atuar na área de elétrica industrial e também na mecânica industrial. Por isso, o sindicato pretende garantir junto às entidades de ensino e qualificação profissional da Fiesc, a implantação de novos cursos que possam preparar profissionais para o mercado de trabalho.  

Volvo Ocean Race: Última cartada para os barcos na segunda etapa

A segunda perna da Volvo Ocean Race está próxima do fim! Assim como na etapa de abertura, os barcos devem chegar em Abu Dhabi quase juntos, depois de mais de 9 mil quilômetros subindo o Oceano Índico desde a África do Sul. E o final de prova promete ser bastante intenso, principalmente na passagem pelo estreito de Ormuz, com um dos maiores tráfegos marítimos do mundo. Além disso, os ventos são difíceis de prever. "Essa regata nos transforma em gladiadores romanos. Para ganhar a liberdade é preciso enfrentar os leões", contou o holandês Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, que lidera a etapa.

Na disputa pelo primeiro lugar estão: Team Brunel (Holanda), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) e Dongfeng (China). Diferença entre eles não chega a 10 quilômetros. O resultado final da etapa, que começou em 19 de novembro, deve ser conhecido nas próximas 48 horas. Milhas atrás estão, nessa ordem, Team Alvimedica (Turquia/EUA), MAPFRE (Espanha) e Team SCA (Suécia).

A perna é uma das mais movimentadas da história da Volta ao Mundo. Os primeiros dias foram registrados ventos acima da média, na casa de 80 km/h. Depois, a calmaria equatorial e o acidente com o Team Vestas Wind, que ficou encalhado em um banco de areia do Índico. Sem contar as zonas de proibição de navegação para evitar ações piratas. Pela segunda vez na sua história, a Volvo Ocean Race faz o percurso para o Oriente Médio saindo da África.

Nesta quinta-feira (11), a flotilha passa pela costa de Omã, no Mar Árabe, e com ventos moderados. A bordo do Abu Dhabi está o único árabe na Volvo Ocean Race: Adil Khalid. O velejador não vê a hora de chegar à sua terra natal e continuar a inspirar jovens de seu país a praticar a vela oceânica. "Se você tem um sonho, precisa trabalhar para alcançar. Nunca desista de seus objetivos".

 

Pesquisa aponta o Porto de Itajaí como o mais importante do Estado

A Pesquisa IMPAR 2014, realizada instituto IBOPE Inteligência, apontou o Porto de Itajaí e APM Terminals Itajaí – instalados na margem direita da foz do Rio Itajaí-Açu, como o porto mais importante de Santa Catarina. Os resultados da pesquisa foram publicados no anuário Índice de Marcas de Preferência e Afinidade Regional (IMPAR), edição 2014, na sessão Destaques Catarinenses – Porto.

Perguntados “qual o porto mais importante de Santa Catarina”, 56% dos entrevistados apontaram o Porto de Itajaí. Para o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior, o Porto de Itajaí ser citado por 56% dos entrevistados é resultado de um amplo trabalho no sentido de adequar o Complexo Portuário às exigências do mercado. “É resultado de uma união de forças de todos os terminais que compõem o complexo: Porto Público, APM Terminals Itajaí, Portonave, Braskarne, Poly Terminais, Teporti e Trocadero Terminal Portuário; e também pelo nossa excelente estrutura retroportuária”, acrescenta. 

Barco de brasileiro assume liderança de etapa da Volvo Ocean Race

O MAPFRE, barco espanhol com o brasileiro André 'Bochecha' Fonseca, lidera provisoriamente a segunda etapa da Volvo Ocean Race, entre a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos. Numa briga direta com o Abu Dhabi, a equipe ibérica não pode vacilar, pois além dos árabes, outros quatro barcos estão próximos, com menos de 20 quilômetros de distância.

A situação deve mudar nas próximas horas no Oceano Índico, com a previsão de ventos superiores a 110 km/h e ondas de até sete metros. Um verdadeira tempestade tropical. Aí entra um dilema para os atletas: fugir da tormenta e navegar mais ou enfrentar as condições perigosas de cara? Para o comandante do MAPFRE, todo cuidado é pouco.

"Temos de ter muita atenção, pois pode ocorrer alguma quebra com muito vento", falou Íker Martinez, comandante do MAPFRE.

Os holandeses do Team Brunel também estão em alerta para as tempestades dos próximos dias. "O que mais preocupa nessa tempestade tropical não é o vento, mas o estado do mar. Podemos pegar ventos de popa com ondas na cara", disse Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, terceiro colocado após a última atualização de placar.

Nesse momento, os sete barcos estão agrupados, com a alternância de liderança entre MAPFRE e Abu Dhabi. A pergunta que fica é se a tormenta poderá se transformar em um ciclone. "Se for uma tempestade tropical, a variação de vento será de 30 a 50 nós. Mas tudo pode ficar 40% mais forte. Os barcos podem suportar essas condições, mas não sabemos se os tripulantes vão aguentar", disse o meteorologista Gonzalo Infante.

A flotilha ainda tem mais de 3.500 milhas náuticas pela frente antes de chegar em Abu Dhabi, em meados de dezembro. Os barcos deixaram a Cidade do Cabo no último dia 19.

Lojas do Balneário Shopping promovem desconto especiais para o Black Friday

 

Várias lojas do Balneário Shopping anunciaram adesão à campanha "Black Friday", evento que acontece após o feriado norte-americano de Ação de Graças. A data é comemorada nesta sexta-feira, 28 de novembro. No entanto, no empreendimento que inaugurou a expansão no último dia 22, trazendo 80 novas operações, as promoções serão oferecidas por várias lojas neste final de semana. Os descontos anunciados podem chegar a 70% em lojas de roupas, acessórios, calçados, eletrodomésticos, pet shop, entre outras participantes.

A C&A, por exemplo, traz a promoção Fashion Friday, de 28 a 30 deste mês. A mecânica é simples: na compra de três peças de qualquer segmento (exceto celulares e relógios), o cliente paga apenas dois, sendo gratuita a peça de menor valor, com qualquer forma de pagamento.

Já a Imaginarium estará com descontos de 20% a 40% em toda loja. A Hope, loja de lingeries e pijamas, traz descontos de até 50%, inclusive na linha Intimates, assinada pela top Gisele Bündchen. A My Pet Boutique, também oferece até 50% de desconto em alguns produtos, para pagamentos à vista.

Na Studio Z, os setores feminino, masculino, infantil e de tênis entram com até 70%. Os calçados em promoção estarão sinalizados em gôndolas criadas para a data. Além, disso a loja ganha uma comunicação visual especial para a Black Friday que dura o final de semana. A Polo Wear preparou várias promoções, na compra de quatro camisetas básicas de R$ 29,99, por exemplo, o cliente paga R$ 100,00, ou seja, economiza R$ 19,96.

A loja Home & Cook, especializada em produtos eletrônicos para a cozinha, já entrou no clima desde a semana passada e está com muitas ofertas, em alguns casos com descontos superiores a 50%. A maior rede de lojas de brinquedos infantis, a RiHappy, recém-inaugurada no shopping, já fez uma seleção especial para a data com descontos que vão até 70%. A Billabong fará uma ação promocional até domingo, com descontos de 60% em algumas peças. Makenji, Milon e Ponto Frio também farão promoções nessa que já é uma data de destaque para o varejo brasileiro.

 

Relatório de três anos do Juro Zero é apresentado em Balneário Camboriú

Dados do Juro Zero para microempreendedores individuais (MEIs) foram apresentados em uma reunião de trabalho na terça-feira, 25, em Balneário Camboriú. Dos 31.073 empréstimos concedidos em três anos do programa, 1.838 foram na região da Foz do Rio Itajaí. “O Juro Zero é um sucesso em todo Estado e ainda podemos ampliar muito”, destacou o secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Claudir Maciel.

A iniciativa do Governo do Estado visa fomentar o empreendedorismo e estimular a formalização. Os MEIs com renda bruta de até R$ 60 mil por ano solicitam o empréstimo de até R$ 3 mil em uma das 18 instituições de microcrédito habilitadas em Santa Catarina ou unidades do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob). O valor pode ser parcelado em oito vezes e, caso as sete primeiras sejam pagas em dia, a última é isenta.

A SDS coordena o Juro Zero, que conta com parceria da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc), do Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC) e da Associação das Organizações de Microcrédito de Santa Catarina (Amcred/SC). Representando a prefeitura de Balneário Camboriú, o secretário municipal da Fazenda, André Furlan Meirinho, elogiou a ação. “O microcrédito muda a vida das pessoas, dá a possibilidade de crescimento e reflete em benefício da sociedade”.

Como beneficiário do programa, o professor Lucien Aguiar, de Balneário Camboriú, conta que sempre gostou de trabalhar com resina e MDF. Há três anos ele decidiu se formalizar e conheceu o Juro Zero. “Quando me ofereceram o empréstimo, foi até difícil acreditar. Com o dinheiro, comprei uma máquina e o negócio aumentou”, relatou Lucien, que saiu da condição de MEI e passou a ter uma microempresa.

O mesmo aconteceu com Maria do Carmo Rosário. Dona de um ateliê de patchwork, ela buscou a consultoria do Sebrae/SC e foi apresentada ao Juro Zero. “O programa foi muito importante e funciona. Comprei os materiais que precisava e passei a produzir mais”, afirmou.

“Estamos apresentando estes casos de sucesso para mostrar que é possível”, disse Maciel. Ele falou ainda do crescimento da formalização em Santa Catarina após o lançamento do programa. “Até 2011 tínhamos cerca de 50 mil MEIs, hoje são 155 mil”, concluiu.

 

Acatmar reelege Leandro ‘Mané’ Ferrari como presidente

O empresário Leandro ‘Mané’ Ferrari  foi reeleito presidente da Associação Náutica Catarinense para o Brasil (Acatmar) e vai comandar a entidade pelos próximos dois anos. Reconhecido como um dos fundadores da entidade, que iniciou suas atividades em 17 de novembro de 2008, Ferrari ajudou na multiplicação da representatividade da Acatmar, que hoje possui 286 associados em todo o País.

Na nova gestão, pretende dar continuidade a ações já desenvolvidas, como o Projeto Limpeza dos Mares Acatmar e a legalização das marinas em Santa Catarina. "O objetivo é focar o desenvolvimento da economia do mar, visando o crescimento de toda a cadeia produtiva do setor", destaca. O trabalho da Acatmar também vai estreitar as relações da iniciativa privada com o poder público no intuito de discutir temas como o excesso de leis ambientais no país e os marcos legais para o setor náutico. Os novos diretores serão nomeados pelo presidente na próxima semana. Abaixo, a nominata dos eleitos.

Presidente: Leandro ‘Mané’ Ferrari
Vice-presidente: Luiz Alberto Martins
1˚ Secretário: Rudney Kupka 
2˚ Secretário: Alex Juk  
1˚ Tesoureiro: Farid Costa Othman  
2˚ Tesoureiro: Carlos Tadeu Ventre

Embaixada da Romênia busca estreitar relações com Porto de Itajaí

O cônsul honorário da Romênia em Santa Catarina, Edson Dreher, acompanhado do chefe do Escritório Comercial da Romênia em São Paulo, Matei Balaita, reuniram-se com o superintendente do Porto de Itajaí na tarde de quarta-feira, 19. O objetivo da visita foi o estreitamento de laços comerciais entre o Complexo Portuário do Itajaí e investidores romenos, que prospectam investimentos em Santa Catarina, principalmente no segmento da siderurgia. 

Senai de Itajaí abre as portas para alunos da rede pública e comunidade

Nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), ocorre mais uma edição do Mundo Senai. Na região de Itajaí, jovens de escolas públicas estão sendo chamados para conhecer as salas de aula e os espaços onde acontecem os cursos, que são oferecidos para quem pretende um dia trabalhar na indústria.

Como Itajaí sedia os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), desta vez os estudantes da cidade não participam. Já os alunos de escolas de Navegantes, poderão visitar o Senai , que está agendando visitas guiadas, em que o transporte é gratuito, oferecido pela própria instituição.

Durante a visita, os jovens poderão conhecer de perto como são os cursos do Senai, tanto na área técnica como os de aprendizagem. Atualmente, são oferecidos cursos de qualificação na área naval, de alimentos, mecânica, designer em moda, administração e logística.

As escolas interessadas podem agendar a visita pelo telefone (47) 3341 2900 ou ir a um Senai mais próximo. Na sexta-feira, além das visitas acontecerem durante o dia, em horário comercial, qualquer pessoa poderá entrar e saber mais sobre os cursos, também a noite. Toda a comunidade está convidada a participar, como explica a analista de marketing do Senai de Itajaí, Ângela Maria Litzenberg: “ Oferecemos cursos para jovens a partir de 14 anos de idade. A ideia do Mundo Senai é estimular as pessoas a buscarem qualificação para fazer uma carreira na indústria. Em muitos casos, o jovem aprende no curso e já vai para uma empresa trabalhar como aprendiz”. 

Registro com protesto já recuperou R$ 2,8 milhões de dividas em atraso em SC

Desde que foi implantado, o registro com protesto já conseguir recuperar R$ 2,8 milhões de dividas que estavam em atraso em empresas associadas a 165 CDLs de Santa Catarina que adotaram o modelo de cobrança. Deste total R$ 1,8 milhão foram pagos em cartório e R$ 958 mil diretamente nas lojas. Os números foram apresentados em Balneário Camboriú pelo coordenador comercial da FCDL/SC, Valdemir Manoel da Silva.

Silva foi o convidado da CDL de Balneário Camboriú para fazer uma palestra sobre registro com protesto para empresários do comercio associados a entidade. “O protesto amplia a influência de cobrança do SPC fazendo com que as empresas recuperem de forma mais rápida e efetiva o capital na rua proveniente dos clientes inadimplentes”, lembra o presidente da CDL, José Roberto Cruz.

O novo serviço pode ser definido como uma solução inovadora e inédita criada pelo SPC/SC que foi possível graças a parceria firmada entre a FCDL/SC e o IEPTB – Instituto de Estudos de Protestos de Títulos do Brasil. O registro diferenciado consiste em proporcionar aos associados da CDL a possibilidade de, no mesmo momento que efetuar um registro de inadimplente no banco de dados do SPC, também enviar o título ao cartório de protestos, sem a geração de custas e emolumentos cartoriais, em um processo muito simples e prático semelhante ao já utilizado para registros.

Para fazer uso do serviço, o associado deverá solicitar à CDL a liberação desta opção para o seu operador. Em seguida deverá assinar um termo de responsabilidade, no qual se compromete a enviar ao cartório somente títulos inadimplentes que não estejam prescritos e que possuam toda a documentação que comprove que o cliente adquiriu o produto ou serviço e não realizou o pagamento no prazo de vencimento acordado no momento da venda. Uma vez que o associado tenha o Registro com Protesto liberado no sistema do SPC, ele terá acesso à tela de registro, onde deverá marcar ao opção “Enviar registro para protesto” e em seguida indicar a praça de pagamento de seu cliente inadimplente.

 

 

Santa Catarina se firma como polo naval e náutico - Especial Revista Portuária

Com o anúncio da descoberta do pré-sal, em 2007, houve um crescimento natural de investimentos no setor naval, principalmente pela Petrobras. Mas desde o ano passado, o mercado passou por uma desaceleração. Apesar da queda de investimentos após o boom que a descoberta do pré-sal gerou nos últimos anos, o mercado naval continua em alta. O Brasil possui hoje nove polos de construção naval. O maior deles é o do Rio de Janeiro seguido por Santa Catarina – onde praticamente todos os tipos de embarcações são produzidos - e Rio Grande do Sul.

A região de Itajaí e Navegantes se destaca neste segmento e desponta no cenário nacional pelo fato de estaleiros e empresas especializadas na construção de barcos de apoio às plataformas de produção de petróleo e gás estarem se instalando nos municípios. Esse fator é um dos motivos do crescimento e desenvolvimento econômico das cidades que viram seus PIBs (Produto Interno Bruto) crescer mais de 50% entre 2009 e 2011, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), acima da média estadual de 30% no mesmo período. Às margens do rio Itajaí-Açu, se concentra a maior parte das cerca de 70 empresas de construção naval de Santa Catarina. Esse crescimento se reflete na oferta de trabalho.

A instalação do Estaleiro Navship e a compra do Estaleiro TWB pela empresa de Cingapura Keppel Singmarine fizeram com que gerasse um investimento bastante significativo nesse segmento em Navegantes. Assim como o incremento no investimento da empresa Keppel, que gira em torno de R$ 200 milhões. “Acredito que a construção naval vai se tornar a principal atividade econômica do município junto com a atividade portuária. Atualmente já temos grandes estaleiros na cidade e outros que planejam se instalar em Navegantes”, ressaltou o prefeito Roberto Carlos de Souza.

Já em Itajaí, destaque para estaleiros como o Detroit Brasil, uma empresa que atua com capital chileno e investe milhões na cidade desde 2002, gerando mais de mil empregos diretos e centenas de empregos indiretos. Nos últimos anos, o estaleiro do Consórcio MGT formado pelas empresas DM Construtora e TKK Engenharia para construir módulos de uso exclusivo da Petrobras também investiu cerca de R$ 600 milhões com a perspectiva de criar mais de 1500 empregos diretos.

A indústria naval brasileira encontra-se entre as quatro maiores do mundo, atrás apenas dos asiáticos: China, Coréia do Sul e Japão. Os desembolsos do Fundo da Marinha Mercante quase quadruplicaram nos últimos cinco anos. A liberação de recursos do FMM, que totalizou R$ 1,3 bilhão em 2008, atingiu R$ 4,9 bilhões no ano passado, um incremento de 277%. O lançamento de programas específicos para construção de navios, barcos de apoio e sondas contribuiu para ampliação dos desembolsos, que em 2001 haviam sido de R$ 300 milhões. De lá até o final de 2013, as liberações do FMM totalizam R$ 22,7 bilhões, de acordo com levantamento do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).

O emprego na indústria naval deu um enorme salto de nos últimos anos. No ano 2000, apenas 1910 pessoas trabalhavam no setor que atualmente emprega por volta de 78 mil pessoas nos estaleiros em operação. Nos próximos dois anos, quatro estaleiros entrarão em operação: Jurong Aracruz (ES); Enseada (BA); EBR (RS); e CMO (PE), o que aumentará a oferta de mão de obra. Segundo a projeção do Sinaval, o setor deverá gerar 30 mil novos empregos até 2016.

A retomada do setor

Apesar do aumento das importações de embarcações nos últimos cinco anos, desde a metade da década de 1990, o setor voltou a contar com forte estímulo do governo. No segundo mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada a Lei do Petróleo e a Petrobras passou a liderar o mercado de contratação de embarcações de apoio marítimo via licitações, que originaram encomendas nos estaleiros nacionais.

Nesse sentido foi criado em 1999, o Prorefam (Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo), que tem o objetivo de substituir importações e estimular a produção de embarcações nacionais. Ainda sob a administração de FHC, nasceu o programa Navega Brasil, que modificou as condições de crédito aos armadores (empresas proprietárias de embarcações) e estaleiros, aumentando a participação do FMM (Fundo de Marinha Mercante) nas operações da indústria naval de 85% para 90%.

A partir de 2003, a segunda rodada do Prorefam contratou 30 novas embarcações nacionais e modernizou outras 21. O ex-presidente Lula determinou prioridade para estaleiros locais de navios e equipamentos de exploração e produção de petróleo pela Petrobras. Isso atraiu grandes grupos empresariais do país a investirem no setor.

O Prorefam aumentou significativamente a demanda do setor e reativou indústria naval brasileira. A prioridade dada por lei à bandeira brasileira nos serviços de apoio marítimo aqueceu o mercado interno e estimulou toda a cadeia produtiva do país.

Santa Catarina deve se tornar o maior polo náutico do Brasil

Além de despontar no cenário nacional como polo da indústria naval, Santa Catarina caminha para ser o maior polo náutico do país. O Estado vem atraindo as melhores e maiores empresas estrangeiras do ramo. Nos últimos anos, quatro das maiores fabricantes do setor investiram aqui cerca de R$ 100 milhões em novas unidades, desenvolvimento de produtos e tecnologia. Multiplicaram empregos, geraram mais know-how e ajudaram a aumentar o faturamento da indústria náutica local para cerca de R$ 300 milhões.

De acordo com a Associação Brasileira de Construtores de Barcos e Implementos (Acobar), Santa Catarina é o segundo maior polo náutico do segmento, com 21% do total de estaleiros em operação. Perde apenas para São Paulo, com 35% das empresas.

No entanto, essa posição tende a se inverter em breve, com os investimentos milionários que o Estado vem recebendo de grandes marcas da indústria náutica mundial. Nos últimos anos, quatro das maiores empresas do setor investiram cerca de R$ 100 milhões em novas unidades, desenvolvimento de produtos e tecnologia em Santa Catarina.

Destaque para a empresa italiana Azimut-Benetti, que investiu R$ 40 milhões na primeira etapa da implantação da unidade brasileira para produzir iates de luxo, em Itajaí. O projeto completo do estaleiro envolve a criação de um polo náutico próprio, que demandaria recursos de R$ 200 milhões e a atração de outros investidores e fornecedores.

Além disso, a indústria náutica da cidade catarinense foi escolhida pela família para construir o veleiro Kat que está sendo utilizado na terceira grande viagem da família Schurmann: a Expedição Oriente. Construída no estaleiro Caçapava, a embarcação tem 80 pés de comprimento e 6,65 metros de largura, quilha retrátil de 18,5 toneladas e peso total de cerca de 67 toneladas.

Itajaí também é o berço da Fibrafort, maior fabricante de lanchas da América Latina em unidades vendidas, com mais de 13 mil embarcações da marca navegando em águas do Brasil e de outros 41 países.

Reconhecimento internacional

Em sua trajetória de sucesso o estaleiro Kalmar também com sede em Itajaí, segue com direção e ventos próprios. A empresa especializada em marcenaria naval para a construção de barcos de lazer, fundada há 32 anos, é reconhecida internacionalmente pelo qualificado trabalho de construção, reforma e restauração de embarcações.

Reconhecido por yacht designers de todo o mundo o estaleiro criou uma especialidade rara diante dos demais estaleiros no Brasil. É referência na construção de embarcações - cascos, cabines, decks e interiores - feitas com técnicas modernas da marcenaria naval, que envolve, além da própria madeira, o uso de resina epóxi, compensado naval, lâminas naturais de madeira além de outros materiais de acabamento como tintas e vernizes específicos.

Rota das grandes regatas

Itajaí está novamente incluída no roteiro da edição 2014/2015 da Volvo Ocean Race (VOR), a mais importante regata do planeta, com nove meses de duração e para na cidade durante a primeira semana de abril do próximo ano.

Além do retorno desta competição, Itajaí recebeu mais duas regatas internacionais nos últimos meses. Em novembro de 2013, aportou no município a regata Transatlântica Jacques Vabre e, em fevereiro de 2014, a regata Velas Latinoamérica 2014, com embarcações das Marinhas da América Latina.

Na edição itajaiense dos eventos náuticos, em comum o fato de o local de realização dos três ser a Vila da Regata, onde ocorreu a etapa brasileira da Volvo Ocean Race em 2012, o Centreventos Itajaí e também parte da área do Saco da Fazenda.

Marina de Itajaí será um dos destaques na área náutica no Sul do país

As obras estruturais da Marina de Itajaí já foram iniciadas e o empreendimento será um dos destaques na área náutica no Sul do país e terá atrativos como lojas, restaurantes e hotel.

No total, serão 10 mil metros quadrados de área seca e 120 mil metros quadrados de espelho d’água. Terá capacidade para abrigar 846 embarcações, sendo que deste número, 353 serão de vagas secas e 493 molhadas.

A obra será dividida em duas etapas, a conclusão da primeira está prevista para outubro de 2015 e vai contemplar 191 vagas secas e 192 molhadas, já a capacidade total será atendida ao longo dos próximos cinco anos. O prazo de concessão da marina é de 25 anos, prorrogável por igual período.

Além de movimentar a economia da cidade e ser um atrativo para moradores e turistas, depois de pronto, a previsão é de que com o Complexo Náutico Ambiental do Saco da Fazenda, sejam criadas pelo menos 1600 vagas de emprego.

Um dos diferenciais em relação a outras marinas do Brasil ressaltado pelo administrador é a quantidade de vagas de estacionamento para automóveis disponibilizadas pelo empreendimento. “Vamos ter um estacionamento com 138 vagas mais restritas aos proprietários das embarcações. Além disso, teremos 538 vagas dentro do complexo comercial que vão atender aos eventos realizados no Centreventos e nas proximidades do empreendimento”, explicou Manoel Carlos Maia, diretor da construtora Viseu e administrador da Marina de Itajaí.

No segundo semestre do ano passado quando foi assinado o contrato para o início da construção do empreendimento o prefeito Jandir Bellini, afirmou que quando todas as vagas da marina estiverem preenchidas, a cidade dará um salto de competitividade em diferentes aspectos da economia. “Desde os prestadores de serviço até os estaleiros, todos vão ganhar com a marina”, avaliou Bellini.

Balneário Shopping vai abrir 80 novas lojas

No próximo dia 22 de novembro o Balneário Shopping, em Balneário Camboriú, abre as portas ao público com o dobro de tamanho e 80 novas operações. Entre as novidades, marcas que aportam no Estado pela primeira vez, como a Alô Bebê, marca líder no setor de varejo voltado às gestantes e crianças, a Artefacto, de móveis e decoração, e a Swarovski, líder mundial em lapidação de cristais. Outras são novidades na região, como a Zara, Le Lis Blanc, Tok Stok, John John, L’occitane, Adidas, Shoulder, entre outras. O shopping ganhou mais um pavimento, oito salas de cinema, sendo 4 em 3D e uma delas VIP, a Fórmula Academia, Praça Gourmet com restaurantes, incluindo o Madero, o tradicional Bar do Alemão, de São Paulo, Sabores do Mar, e novo espaço família. “Não fizemos apenas uma expansão, o Balneário é um novo shopping. A mudança começa já na fachada e pode ser percebida em todo empreendimento, incluindo estacionamento, praça de alimentação, sanitários”, adianta o CEO do Grupo, Jaimes Almeida Junior, que destinou R$ 150 milhões em investimentos para a expansão e modernização do Balneário Shopping.

A chegada das novas lojas irá gerar um impacto direto na economia da região e aumentar ainda mais a qualidade de vida de Balneário Camboriú, com a abertura de 750 novas vagas permanentes e pelo menos 300 temporárias até o final deste ano. Se somado aos 1,4 mil postos de trabalho que o empreendimento gera atualmente, serão quase 2,5 mil vagas em um único endereço.

“O Grupo Almeida Junior entregará ao mercado nacional um novo conceito em shopping center consolidando o Balneário Shopping como um empreendimento premium  e grande gerador de renda e novas oportunidades”, afirma o CEO do Grupo, Jaimes Almeida Junior.

O Balneário Shopping é o segundo empreendimento do Grupo Almeida Junior em Santa Catarina – atualmente são cinco shoppings em operação e um em construção. Inaugurado em outubro de 2007, o shopping tinha um único pavimento com cerca de 180 operações e 100% de ocupação – sem vacância de lojas. No ano passado iniciou a expansão que praticamente dobrou de tamanho, passando para 43.497 m² de ABL (Área Bruta Locável).

O projeto arquitetônico ousado e o sistema diferenciado de engenharia nas obras de expansão estão transformando o Balneário Shopping em um dos mais modernos shopping centers do Brasil. Um destaque exclusivo no Brasil é a altura ampliada das vitrines, que será de 6,5 metros, enquanto a altura média em shopping centers é de 4,6 metros. Essa amplitude valorizará ainda mais a exposição dos produtos e as lojas, chamando atenção dos consumidores e proporcionando ainda mais elegância no mall.

Para acompanhar as mudanças, toda a fachada do Balneário Shopping foi modernizada com revestimentos importados, seguindo um projeto arquitetônico com uma linguagem totalmente minimalista. Os ambientes foram cuidadosamente projetados para que houvesse uma integração nos dois pavimentos. A atual praça de alimentação foi ampliada em 30% no número de lugares e vai receber mobiliário e layout novos. Os sanitários já existentes também passaram por modernização.

Novas operações

Zara

Tok & Stok

Riachuelo

Artefacto

John John

Le Lis Blanc

Alô Bebê

Kalunga

Paquetá

Academia Fórmula

Swarovski

Ri Happy

The Body Shop

Madero

Café Cultura

Polo Wear

Kopenhagen

Kevingstone

Rery

Sunglass Hut

Essence Deluxe

Moncloa

Lupo

Di Lusso

Lua Luá

Back Wash

Morena Rosa

Bloodstream

Wine Conteiner

Almophadaria

Sinhá Benta

Ponto Frio

Kargo

Adidas

Sabores do Mar

Mil Bijus

Boiko

Renner

Canal

Planet Park Games

L’Occitane

Lugano

AMP

GNC Cinemas

Santa Lolla

Contém 1g

Oficina Korova

Thelure

Via Laser

Shoulder

Óticas Carol

Bona park

Rocky ribs

Jin jin wok

Divino Fogão

Zanoni Sushi

Crocodilos Grill

Bar do Alemão

Camarão Express

Stazione Café

 

Números com ampliação

ABL: 43.497 m²

Lojas/operações: 265

Âncoras/megalojas: 20

Cinemas: 8 salas stadium (sendo 4 em 3D e 1 VIP)

Vagas de estacionamento: 1.500

Fluxo anual de veículos: 1,7 milhão

Porto Itapoá e ALLINK assinam acordo comercial para importações semanais de Hamburgo, Miami e New York

Na área logística e portuária os grandes negócios são possíveis quando o resultado das parcerias é garantido para todos os envolvidos. Neste mês de outubro, um dos maiores NVOCCs do Brasil e o Porto Itapoá firmaram uma parceria comercial para importação de cargas consolidadas da Europa e Estados Unidos.

Com saídas semanais dos Portos de Hamburgo, Miami e New York, o acordo prevê grande movimentação de cargas diretamente ao Porto Itapoá. Dentre as vantagens destaca-se o transit time e o serviço diferenciado oferecido pela ALLINK, um dos principais consolidadores de carga do Brasil.

Em comunicação divulgada ao mercado, a ALLINK enfatiza a importância da parceria com o Porto Itapoá, o nº 1 do Brasil – conforme pesquisa realizada pelo Instituto ILOS. Mais uma vez a ALLINK sai na frente para acelerar a operação logística de seus clientes na região.

Construção Naval de Itajaí e Navegantes conhece programa para evitar acidentes no local de serviço

O assunto foi destaque no 1º Ciclo de Orientação Profissional, promovido pelo Sindicato das Indústrias da Construção Naval de Itajaí e Navegantes (Sinconavin), em Itajaí. A preocupação dos empresários do setor tem um motivo: a construção naval se enquadra no nível 3 de risco, ou seja, é uma das áreas que causam maior impacto na saúde do trabalhador.

Durante o evento, o juiz Leonardo Frederico Fischer, da 2ª Vara do Trabalho de Itajaí, falou sobre a importância das empresas adotarem o programa “Trabalho Seguro". Trata-se de uma série de recomendações da Justiça do Trabalho, que envolvem projetos e ações de conscientização, para que empresas optem pela prevenção para evitar acidentes envolvendo os funcionários e também indenizações.

Na região de Itajaí, a construção naval ganha mais força a cada ano. Só os oito grandes estaleiros associados ao Sinconavin, geram cerca de oito mil empregos diretos. “Fizemos questão de discutir esse assunto, porque entendemos que medidas de prevenção são importantes para assegurar a vida e a saúde de quem trabalha nos estaleiros. O empregado, muitas vezes, trabalha exposto a riscos como lesões, uma queda e choques. Também existe a possibilidade de se intoxicar com alguns materiais, já que essa atividade é considera insalubre” explica o presidente do Sinconavin, Rafael Theiss.

O último levantamento feito pelo Ministério Público do Trabalho em 2010 apontou Santa Catarina como o 6º do ranking Brasil, com uma média de 40 mil acidentes de trabalho por ano. Outra estatística, baseada em dados da Previdência Social, mostra que no Estado, o afastamento do trabalho por motivo de saúde é 48% maior que a média nacional.

Os números mais recentes sobre o assunto são de 2012. Ainda segundo informações da Previdência Social, a indústria da construção naval registrou naquele ano - 2.618 acidentes de trabalho no Brasil, e destes - 176 foram em Santa Catarina. “O que muitas pessoas não sabem é que o índice de acidentes de trabalho também gera um problema financeiro para as empresas, se o número for alto a carga tributária pode aumentar em até 2%.” esclarece Theiss. 

MAPFRE contrata campeão da Volvo Ocean Race para reagir

Depois de terminar em sétimo e último lugar na primeira etapa da Volvo Ocean Race, a equipe espanhola do MAPFRE trocou seu navegador. O mais novo contratado é o francês Jean-Luc Nélias, que substitui Nicolas Lunven. O velejador foi campeão da Volvo Ocean Race na temporada 2011-12 e tem experiência para ajudar o time a voltar para a briga. Outra saída confirmada foi do também francês Michel Desjoyeaux. O substituto dele ainda está indefinido.

"A decisão foi bilateral. Uma medida adotada pela equipe e por mim. Não foi uma posição fácil de tomar, mas faz parte do ambiente da modalidade. A equipe do MAPFRE é formada por bons e competentes velejadores. Eu digo que não perdi meu tempo, pois também contribui para o projeto", falou Michel Desjoyeaux, que é chamado na vela de professor. O francês foi duas vezes campeão da Vendeé Globe, principal regata de volta ao mundo em solitário. Lembrando que o brasileiro André 'Bochecha' Fonseca segue na equipe e é o único do País navegando na regata.
O MAPFRE sofreu na primeira perna com problemas na bateira, motor e nas de velas. Mesmo assim, os espanhóis chegaram a liderar um trecho no Atlântico e só perderam espaço na passagem por Fernando de Noronha.
O time espanhol e as outras seis tripulações que disputam a Volvo Ocean Race agora descansam na Cidade do Cabo antes da largada da próxima etapa, que será até Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. No sábado (15), os barcos disputam a In-port Race sul-africana. No dia 19 de novembro, os times partem para as arábias.
O vencedor da primeira etapa foi o Abu Dhabi Ocean Race. O pódio teve ainda Dongfeng Race Team, em segundo, e Team Brunel, em terceiro.

 

Egresso da Univali representará o Brasil em Fórum Global de Juventude

Eduardo Zanatta de Carvalho, egresso do curso de Relações Internacionais da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) foi escolhido para representar o Brasil no 1º Fórum Global sobre Políticas de Juventude, que ocorrerá entre os dias 28 e 30 de outubro, em Baku, Azerbaijão.

Representantes de 150 nações estarão presentes no Fórum, entre ativistas, organizações da sociedade civil, agências da ONU, tomadores de decisão e acadêmicos. Os participantes farão avaliações do atual cenário das políticas de juventude no mundo, em especial, no período de 20 anos após a adoção Programa Mundial de Ação para Jovens.

Eduardo viaja neste sábado, dia 25, e acompanhará a delegação governamental brasileira. Selecionado por meio de chamada pública, o egresso se destacou pela sua formação em Relações Internacionais, pela atuação no Conselho Municipal de Juventude de Balneário Camboriú, do qual é presidente, e pela participação em projetos de educação voltados para jovens migrantes do Haiti e Gana.

“A minha intenção é conhecer os cases que serão apresentados e absorver todo o conteúdo que possa nos ajudar a estruturar políticas locais para a juventude. A proposta é dialogar sobre os compromissos que já foram firmados, avalia-los, e discutir princípios para avançar as políticas de juventude a nível local, regional e internacional”, salienta Eduardo.

O Fórum reunirá também 700 especialistas que trabalham no desenho, implementação, monitoramento e avaliação de políticas de juventude em todo o mundo. Eles terão a oportunidade de desenvolver uma visão global do atual cenário das políticas de juventude e construir uma comunidade global de especialistas para continuamente compartilhar experiências.

O encontro é organizado pelo escritório do enviado especial do secretário-geral da ONU para a Juventude e o Ministério de Juventude do Azerbaijão, juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Unesco e o Conselho da Europa.

 

APM Terminals investe US$ 2,2 milhões na compra de 24 terminals tractors

A APM Terminals Itajaí - empresa responsável pela movimentação de contêineres no Porto de Itajaí – investiu US$ 2,2 milhões na compra de 24 terminals tractors, equipamentos desenvolvidos especialmente para serem utilizados em portos. A tecnologia substitui o uso de caminhões para movimentações dentro do terminal, agregando segurança, eficiência, menor impacto ambiental e menor custo de manutenção.

A expectativa é que os equipamentos entrem em operação em novembro, após conclusão de 10 dias de treinamento de 100 trabalhadores portuários avulsos com instrutores da Maersk Training Brasil, empresa que está na vanguarda do fornecimento de capacitação para as indústrias marítimas e offshore. Ao final desta fase, serão contratados 40 operadores.

Os terminals tractors adquiridos pela APM Terminals foram projetados para suportar o engate frequente de marchas à frente e a ré - são cerca de quatro mil trocas a cada oito horas de operação – e, para isso, são equipados com transmissão totalmente automática de uso severo. Trata-se de um veículo de fácil manobra, movido a diesel. A produtividade é muito maior, já que um terminal tractor chega a fazer o mesmo trabalho de três caminhões convencionais.

Como são automáticos, os equipamentos identificam o tipo de torque ideal para quando está com peso ou vazio. Como os caminhões tradicionais são desenvolvidos para serviços de longa distância, quanto expostos a longos esforços, apresentam mais problemas mecânicos, o que já não ocorre com os equipamentos adquiridos pela APMT.

Na cadeia, presos têm nova oportunidade - Especial Revista Portuária

Oferecer uma oportunidade de trabalho para um detento ou egresso do sistema penitenciário pode representar um ganho social e levar à redução de índices de reincidência criminal. Atualmente várias empresas investem em fábricas montadas na Penitenciária da Canhanduba, em Itajaí, e apostam na rentabilidade mão de obra dos detentos. O local tem gestão compartilhada, diretores e gerentes são do Departamento de Administração Prisional (Deap) e os vigilantes e funcionários administrativos trabalham para a empresa Montesinos.

Atualmente 285 presos desenvolvem algum tipo de trabalho em uma das 10 empresas que possuem convênio e estão instaladas na penitenciária. Para que possam trabalhar, os presos têm que cumprir uma série de exigências, como bom comportamento, e passar pela avaliação de uma Comissão Técnica de Classificação. A cada três dias de trabalho, o preso tem descontado um dia na sua pena. Eles recebem em média um salário mínimo, que é depositado em uma conta bancária e fica à disposição da família ou do preso, depois que ele deixa a cadeia

No entanto, segundo o gerente de laboral do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí (CPVI), José Sálvio Goulart, no início do projeto havia muito receio do empresariado. “Enfrentamos uma resistência enorme dos empresários de Itajaí e região, mas como o diretor industrial da Irmãos Fischer, Norival Fischer,  conhecia o nosso trabalho em Brusque, ele foi o primeiro a confiar nesse projeto. Com a vinda da Fischer os empresários passaram a apostar e investir também. Temos empresa hoje aqui que já investiu cerca de R$ 600 mil para montar a sua linha de produção na Penitenciária ”, explica.

Além do trabalho na Fischer, há detentos trabalhando com metalurgia, reciclagem de plásticos, confecção de sacolas de papelão, na manutenção da unidade, na cozinha e na confecção de redes esportivas e pijamas, entre outras.

“Para se ter ideia a secadora da Fischer que é vendida no Brasil todo e até em países do Mercosul é produzida 100% aqui na penitenciária. A metalúrgica Açoforte trabalha apenas com dois clientes: a construtora FG e a Petrobras. Quando firmamos o convênio com a Petrobras a empresa exigiu que os presos fossem qualificados através de cursos de solda e agora devemos iniciar um curso de tubulação naval”, ressalta.

Sair da cadeia e continuar fora dela não é uma tarefa fácil para muitos ex-detentos. Embora o trabalho e o estudo sejam algumas das chaves da ressocialização bem-sucedida, apenas 20% dos cerca de 574 mil presos no país trabalham e 8,6% estudam.

 “Essa parte de ressocialização é fundamental para a harmonia da penitenciária, pois trabalhar em um local onde o preso fica muito tempo ocioso não é fácil. E nesse projeto todo mundo sai ganhando. O empresário tem uma mão de obra de qualidade por um preço acessível, o preso a diminuição da pena e uma renda para a família e a sociedade com essa ressocialização”, ressalta diretor do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí (CPVI), Juliano Stoeberl.

O case das empresas Irmãos Fischer, já foi apresentado durante reunião na Associação Empresarial de Rio do Sul (Acircs). Na ocasião o diretor industrial da empresa, Norival Fischer, afirmou que o projeto implantado pela empresa não é mérito de ninguém. “Precisamos nos conscientizar que é preciso fazer algo. Santa Catarina tem mais de 17 mil presos, o Brasil tem 500 mil, e o que nós estamos fazendo efetivamente para eles voltarem à sociedade? Se não houver reinserção esses números só irão aumentar”.

Detentos acreditam que o trabalho  é o caminho para a recuperação

A ocupação com o trabalho tem dado esperanças de vida melhor para detentos como Diego Paulo dos Santos, de 26 anos. Natural de Nova Aurora (PR) ele trabalha na linha de produção da Açoforte e está preso há quatro anos e cinco meses. O apenado descobriu muito mais benefícios nas atividades desenvolvidas do que apenas a redução de pena. Diego acredita que na região a área metalúrgica é muito forte, com mais de 60% das vagas de empregos voltadas para o setor portuário e da construção naval.

“O trabalho é muito importante para levantar a nossa autoestima, pois apesar de estar preso, a gente tem um valor, muita qualidade e isso só precisa ser lapidado. Essas empresas são fundamentais para nos dar confiança e retornar para a sociedade com o pensamento de vencer na vida com o nosso suor e não com o sofrimento das outras pessoas”, afirma.

Já Osmar Alfredo Souza, de 24 anos, natural de Joinville cumpre pena está preso há três anos e seis meses e trabalha na parte de logística da Irmãos Fischer. “Essa ressocialização é importante, pois tem muitas pessoas aqui dentro que querem mudar e se dedicam ao serviço. Na área de serviço o tempo passa mais rápido e nos sentimos como se estivéssemos lá fora”

Natural de Lages, Everton de Lima, de 26 anos, trabalhou nove anos como eletricista profissional e também trabalha na linha de produção da Açoforte. Preso há dois anos e seis meses ele já fez cursos de soldador e logística na penitenciária. “Aqui passamos por uma profissionalização e isso é fundamental e um grande incentivo para quem quer sair daqui e voltar a ter uma vida normal dedicada ao trabalho. Além disso, para o empresariado é uma mão de obra muito viável e que acaba sendo melhor, mais rentável e produtiva pelo fato de estar exclusivamente focado no trabalho”, afirma.

Preso há dois anos, Cleudson da Luz Cândido, é natural de Itupiranga no Pará, e presta serviço na cozinha para a empresa Montesinos. “Acredito que o trabalho e o estudo são as melhores formas de reintegração a sociedade. Através disso, podemos pagar o tempo determinado pela justiça com dignidade e retornar a sociedade e aos nossos familiares da melhor forma possível”, finaliza.

As empresas parceiras do projeto:

Irmãos Fischer (Brusque)

Açoforte (Itajaí)

Printbag (Camboriú)

RC Conti/ Mensageiro dos Sonhos (Brusque)

Fortplast (Itajaí)

Adília (São Paulo)

Montesinos (Florianópolis)

Ondrepsb (Florianópolis)

Redesport (Itajaí)

Rovitex (Luís Alves)

Navio recém batizado opera no Complexo Portuário do Itajaí

O Complexo Portuário do Itajaí recebeu na tarde de domingo, 19, o primeiro dos quatro navios de uma nova série da empresa armadora NileDutch, o MV NileDutch Breda. O cargueiro, vindo do Porto de Rio Grande, atracou por volta das 14 horas e parte para o Porto de Santos às 23 horas desta segunda-feira, 20. No entanto, o serviço é com destino à África, com escalas em Angola e África do Sul. Em Itajaí o navio é operado pela APM Terminals e deve movimentar cerca de 900 TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés).

O navio é novo. Foi batizado em maio deste ano no estaleiro de Xangai, na ilha de Chongming, Xangai, China. Recebeu esse nome em homenagem a Breda,uma cidade histórica no sul da Holanda, e foi registrado na Holanda. Por isso navega sob bandeira holandesa.

O cargueiro tem 224 metros de comprimento total, 34,8 metros de boca e calado de 12,5 metros. As dimensões e o equipamento de convés do novo navio foram adaptados especificamente aos portos que irão servir na África Ocidental. Sua capacidade é de 3,51 mil TEUs (1,53 mil TEUs nos porões e1, 98 mil TEUs sobre as tampas de escotilha). Os motores de 20 mil kW, vão asseguraram produtividade operacional e um baixo impacto ambiental.

O armador – A NileDutch Africa Line BV, com cerca de 30 anos no mercado da navegação, está entre as 25 principais companhias de transporte de contêineres do mundo. A liga os portos da África Ocidental a Europa, a África do Sul, a América do Sul e a Ásia. A empresa conta com uma rede de escritórios em todo o mundo, com especial incidência na África Ocidental.

O Brasil é considerado um importante mercado para a Nile Dutch, onde começou suas atividades em julho de 2002. A empresa tem escritórios em Santos, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba e uma extensa rede de negócios no Brasil. 

Fenabrave-SC realiza 7º Congresso Estadual em Jaraguá do Sul

O Congresso Fenabrave-SC chega à 7ª edição trazendo temas atuais, debates sobre a realidade do mercado de veículos automotores, novas ferramentas de gestão e estratégias importantes. A edição de 2014 será realizada nos dias 22 e 23 de outubro na Sociedade Cultura Artística - SCAR em Jaraguá do Sul.Uma programação rica em conteúdo e bastante intensa irá guiar o roteiro de palestras, debates e Feira de Negócios. O encontro estadual tem o intuito de proporcionar uma oportunidade diferenciada aos concessionários de Santa Catarina e colaboradores por meio da troca de experiências, atualizações e conhecimentos, com foco na geração de melhores resultados para seus negócios.

O tema "Liderança e Inovação" busca traduzir o que há de mais essencial para atingir os melhores resultados. "O líder é a linha de frente da concessionária e a inovação é fundamental para enfrentar os desafios da economia atual, por isso, neste ano definimos este tema para auxiliar os concessionários na busca pelo crescimento e pela lucratividade em nosso setor", destaca o diretor geral da Fenabrave-SC, Ademir Saorin.

Os assuntos de destaque que guiarão as palestras desta edição foram pensados a partir das necessidades do segmento e de forma a explorar os potenciais das concessionárias para um crescimento constante e saudável. Palestrantes de peso das mais diversas áreas irão contribuir com o evento.

A palestra da abertura ficará por conta do comentarista do Grupo RBS e mestre em Ciências Políticas, Moacir Pereira, que vai tratar da conjuntura política pós eleição. O promotor de Justiça Affonso Ghizzo Neto explicará a Lei anticorrupção e o que as pessoas tem a ver com isso. Já o gerente da Ernest & Young Marcos Ricardo participará do workshop sobre o E-Social e o cenário tributário brasileiro, juntamente com a consultora Anelore Tolardo. Já Caio Megale do Banco Itaú, vai tratar da economia e o setor automobilístico, trazendo aos presentes a visão para 2015.

Sobre o uso da internet como fator competitivo no mercado de veículos, o vice-presidente da Fenabrave nacional José Carneiro de Carvalho Neto trará as mais novas estratégias digitais. O tema mobilidade urbana será destaque na palestra de Luiz Carlos Pimenta, que é presidente da Volvo para a América Latina. Para participar da mesa redonda que vai tratar sobre o problema da falta de mão-de-obra qualificada e do projeto inédito, criado através da parceria entre a Fenabrave-SC e o Fiesc-Senai, o Programa Profissionais de Qualidade (PPQ), estarão a psicóloga e mestre em administração Juliana Vieira falará, Juarez Santos e representantes das duas entidades.

O Congresso ainda contará com um jantar especial e divulgação dos vencedores do 3º Prêmio Fenabrave-SC de Jornalismo. A cerimônia será realizada no dia 23 a partir das 19h. Os parceiros e patrocinadores deste ano foram: Banco Itaú, Dealer.net, Motul, Fiesc-Senai, TV Fenabrave, Ambientec, Comven, Mais Marketing e AutoCrivo.

Projeção de crescimento faz FG abrir 700 novas vagas

 O aquecimento do mercado da construção civil e as projeções para os próximos meses foram os motivos que levaram a FG Empreendimentos a abrir 700 novas vagas para pedreiros, carpinteiros, armadores, serventes de limpeza, guincheiros, serventes, operadores de grua, eletricistas e pintores. O objetivo da empresa é oficializar a contratação evitando a terceirização dos trabalhos, com foco no aumento da produtividade. Além da carteira assinada, a construtora oferece outros diferenciais para os colaboradores.

Entre os benefícios estão transporte gratuito para os funcionários que residem em Itapema, Porto Belo, Navegantes e Itajaí, vale-transporte, alimentação na obra, ambulatório próprio e oportunidade de formação escolar nos ensinos fundamental e médio por meio de uma parceria com o Sesi Escola. Os colaboradores também têm direito à assistência médica pelo Sesi Saúde e plano odontológico via Agemed e Sesi. Certificada pela ISO 9001, a FG disponibiliza a todos os trabalhadores uniformes e Equipamentos de Proteção Individual.

De acordo com a gerente de Desenvolvimento Humano Organizacional (DHO), Daiane Gorges, todas as 700 vagas serão registradas em carteira, o que inclui todos os benefícios previstos pela Consolidação das Leis do Trabalho, entre eles 13º salário, férias, INSS, FGTS e Seguro de Vida. “O mercado aquecido aliado à expansão da empresa, que nos próximos meses dará início a novas obras, fez com que iniciássemos o recrutamento para início imediato. O intuito é evitar a terceirização e concentrar as funções dentro da empresa, para assim, aumentar a produtividade e qualidade dos serviços”, reforça.

Estão sendo recrutados profissionais de Balneário Camboriú e cidades vizinhas, como Camboriú, Itapema, Porto Belo, Itajaí, Tijucas, Bombinhas, Brusque, Navegantes, Indaial, Gaspar, Ilhota e Nova Trento. As entrevistas estão sendo realizadas de segunda a sexta-feira das 8h30min às 17h, na obra Alameda Jardins (Avenida Brasil, 180, na Barra Norte em Balneário Camboriú). Os interessados devem levar Carteira de Trabalho, CPF e RG. Em caso de dúvidas ou mais informações, basta ligar para os telefones (47) 3361-1000 e 9690-0201 ou entrar em contato pelo e-mail dho7@fgempreendimentos.com.br

Eles estão voltando

Será dada, no próximo dia 11, a largada para Regata Volta ao Mundo, a Volvo Ocean Race, que percorrerá o planeta até junho de 2015 e tem parada em Itajaí em abril do ano que vem. 

A prova começa neste sábado (4) em Alicante, na Espanha, com a regata do porto (In Port Race), que vale pontuação. Uma comitiva de Itajaí formada por membros da comissão organizadora, empresários e jornalistas irá até a Espanha para acompanhar o início da competição.

Sete barcos disputam esta edição da Regata Volta ao Mundo, que tem status de Fórmula 1 dos mares. O único representante brasileiro será André Fonseca, apelidado de Bochecha. O velejador catarinense de 36 anos será chefe de turno da equipe espanhola Mapfre. 

Hamburg Süd e United Arab Shipping Company assinam acordo de cooperação global

A Hamburg Süd e a United Arab Shipping Company (UASC), duas das principais empresas de transporte marítimo do mundo, anunciaram que assinaram um acordo de cooperação global, que foi concretizado após uma série de negociações com foco nas necessidades das companhias, dos clientes e das principais áreas de operações e negócios. A necessidade de solucionar o desiquilíbrio logístico também foi um fator-chave por trás do acordo.

“Como uma empresa global e emergente com o foco em clientes, a UASC está empenhada em oferecer serviços novos e aprimorados. Esta cooperação com a Hamburg Süd nos permite um acesso ao mercado da América do Sul e ilustra a estratégia ambiciosa de  melhorar a nossa cobertura geográfica”, afirma Jørn Hinge, presidente da UASC.
“No mercado desafiador de hoje, nossos clientes merecem mais oportunidades, melhores serviços e uma maior eficiência. Através de parcerias com as principais operadoras, como a Hamburg Süd, e investimentos em alguns dos maiores e mais ecoeficientes navios porta-contêineres já construídos, a UASC garante que o atendimento ao cliente continuará sendo o fator principal das nossas operações”, completa Hinge.
Referindo-se ao acordo, o presidente do conselho executivo da Hamburg Süd, Ottmar Gast, afirma que “esta cooperação permitirá que as empresas completem seus serviços principais e a rede de relacionamentos, oferecendo aos clientes de ambos um alcance global mais abrangente e serviços confiáveis sem investimentos adicionais em novos navios”. Segundo ele, os clientes da Hamburg Süd e da UASC se beneficiarão das mudanças, com a utilização de navios altamente eficientes e sustentáveis.
Inicialmente, a Hamburg Süd e a UASC concordaram em cooperar em vários de seus respectivos trades. A Hamburg Süd oferecerá serviços na Ásia-Europa do Norte e Ásia-EUA em dezembro de 2014 e janeiro de 2015, respectivamente, enquanto a UASC atuará na Europa-Costa Leste da América do Sul e Ásia-Costa Leste da América do Sul em meados de 2015. A princípio, o acordo será sob a forma de trocas de slot.  As oportunidades de investimentos em novos navios serão exploradas em momento oportuno. Além disso, escopos geográficos adicionais estão sendo discutidos. Ambas as companhias também pretendem desenvolver outras áreas de cooperação em um futuro próximo. 

CAP de Itajaí tem nova presidente

O Conselho de Autoridade Portuária de Itajaí tem nova presidente. Leila Cristina Miateli Pires tomou posse na sexta-feira, 26, indicada pelo Governo Federal, e substitui o engenheiro de carreira do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles.

Leila é formada em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília, com MBA em gestão de Empreendimentos e Gestão Estratégica de Custos pela Universidade do Rio de Janeiro. Serviu o Exército como oficial de Engenharia responsável pela orçamentação de projetos de portos fluviais e atuou como analista de infraestrutura no Ministério do Planejamento, na área de projetos ferroviários do Ministério dos Transportes. Desde o início deste ano, atua como assistente na Diretoria de Portos Fluviais e Lacustres, na Secretaria de Portos da Presidência da República.  

Senai realiza workshop em Itajaí

Itajaí será sede nesta quinta-feira, 25, do 11º Workshop Internacional Senai. O tema desta edição aborda soluções logísticas para o aumento da eficiência e competitividade da indústria catarinense e o início do evento está programado para as 19h, no Maria’s Itajaí Convention. As inscrições são gratuitas e ilimitadas.

As palestras serão ministradas pelo mestre em Física Naval e responsável pelo Centro de Excelência RFID CoE do Flextronic Instituto de Tecnologia / Centro de Excelência em Identificação por Rádio Frequência, Armando Jorge Lucrecio; pelo engenheiro mecânico e consultor da FlexSim Software Products, nos Estados Unidos, Ralf Walter Gruber; e pelo engenheiro de produção mecânica da Arcelor Mittal, Marco Arante.    

Único velejador brasileiro da Volvo Ocean Race 2014-15 aderiu à Campanha “Eles Estão Voltando”

O único velejador brasileiro participante da Volvo Ocean Race 2014-15, André Fonseca, o Bochecha, aderiu à Campanha “Eles Estão Voltando”. Bochecha, que permanence em solo Catarinense até a sexta-feira, recebeu do presidente do Comitê Central Organizador do Itajaí Stopover uma camiseta da campanha na quarta-feira. De Florianópolis, Bochecha parte para Alicante, para os preparativos finais para a regata. 

Congresso Catarinense das Micro e Pequenas Empresas começa nesta sexta-feira, em Itajaí

Cerca de 450 pessoas participam a partir desta sexta-feira (26), da 46ª Edição do Enconampe – Congresso Catarinense das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedor Individual. Esta é a primeira vez que Itajaí sedia o evento, que vai reunir colaboradores e dirigentes das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado de Santa Catarina. A programação do Enconampe, promovido pela FAMPESC – Federação das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais de Santa Catarina, AMPE Itajaí e Sebrae/SC conta com palestras, sessões de negócios e reuniões direcionadas para o setor.

 A abertura do evento conta com a participação do jornalista e cineasta Arnaldo Jabor. O tema da palestra: Perspectivas do Brasil Contemporâneo. O jornalista comenta fatos da história do país desde sua formação colonial até os tempos de hoje. A palestra de Jabor será no dia 26 de setembro, às 20h30, no Hotel Sandri.

No segundo dia de Congresso, será a vez do nadador Fernando Scherer, o Xuxa, com a palestra “Ser campeão é um objetivo de vida”. O atleta que ao longo da carreira conquistou vários títulos vai falar da superação, deste universo competitivo e da importância da preparação para as conquistas. A palestra de Xuxa será no sábado, dia 27, às 17h30.  Todas as atividades do Enconampe serão realizadas no Hotel Sandri, em Itajaí.  

Garantidas obras dos novos acessos e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí

A assinatura de Termo de Cooperação entre o Governo do Estado e a Superintendência do Porto de Itajaí, pelo governador em exercício, desembargador Nelson Schaefer Martins, garantirá o início da primeira etapa das obras do novo acesso aquaviário e bacia de evolução para o Complexo Portuário do Itajaí. O ato foi assinado em solenidade realizada no início da tarde desta quinta-feira, 18, no auditório do Porto de Itajaí, e contou com a presença do Ministro de Portos, Cesar Borges. Na ocasião também foi lançado o edital de concorrência pública, para que as obras sejam iniciadas, o mais tardar, em janeiro de 2015.

Nesta fase serão investidos R$ 130 milhões pelo Governo do Estado. As obras englobam o alargamento do canal e parte da nova bacia de evolução, com 480 metros de diâmetro, o que vai possibilitar operações com navios de até 335 metros de comprimento com 48 de boca. Serão retiradas as guias correntes do molhe Sul junto ao Saco da Fazenda, retirada de parte dos espigões transversais do molhe norte (groins) e dragagens da área da nova bacia e para o alargamento do canal de acesso.

Já a segunda fase das obras, com recursos de mais R$ 208 milhões, previstos no orçamento de 2015 da União, vai garantir ao Complexo Portuário uma bacia de 530 metros de diâmetro, com capacidade para operar navios de até 366 metros de comprimento e 51 de boca. A segunda etapa também prevê a realocação do molhe norte, possibilitando que o canal de acesso fique com a largura de 220 metros.

Para o governador, a obra é fundamental para o comércio exterior catarinense e um marco histórico não apenas para a economia de Itajaí, mas para a economia brasileira como um todo. “O alargamento dos acessos, a nova bacia de manobras e a adequação das estruturas de proteção do rio Itajaí-Açu não são apenas úteis e necessários, mas colocarão o Complexo Portuário do Itajaí em padrão de igualdades com grandes portos do mundo”, relatou o governador.

O Complexo Portuário do Itajaí movimentou 74,28% da corrente de comércio catarinense e 3,59% do comércio exterior brasileiro no ano passado. Os números tendem a apresentar moderado crescimento neste ano. Também está entre os 120 maiores portos do mundo e ganhou cinco posições na edição de 2014 do World Top Container Ports, ranking publicado anualmente pela publicação britânica Container Management. Com 1.120,627 TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) operados em 2013, o Complexo catarinense passou da 108ª posição, na edição de 2013, para a 103ª posição, neste ano. No ranking nacional, o Porto Organizado de Itajaí está atrás apenas do Porto de Santos.

         O ministro de Portos, César Borges, destacou a importância da parceria dos governos estadual, municipal, federal e da iniciativa privada no empreendimento e confirmou a intenção da Secretaria de Portos em auxiliar na continuidade da obra. Além da questão portuária, Borges ressaltou a preocupação do Governo Federal com as infraestruturas rodoviária e ferroviária brasileiras, bem como informou os investimentos que o setor dos transportes vem recebendo no Estado e Brasil. “Santa Catarina e seus portos terão sempre as portas abertas onde estiver César Borges”, finalizou o ministro.

Complexidade 

“A nova bacia de evolução e a readequação dos acessos vai possibilitar que recebamos navios de ultima geração e que possamos dar continuidade ao crescimento de nosso município, que hoje é apresenta o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, disputando por muito pouco o topo no ranking estadual”, disse o prefeito Jandir Bellini. Ele destacou a importância da obra não apenas para a economia de Itajaí, mas para o crescimento do comércio internacional catarinense e brasileiro com o um todo. “Em 2009 os armadores nos sinalizaram dessa necessidade. No ano seguinte demos início aos estudos e hoje já estamos licitando a obra. Isso é excelente para nossa região e Estado”, acrescenta.

         O superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior, explica que assim que constatada a necessidade do mercado, as empresas APM Terminals Itajaí e Portonave Terminal Portuário Navegantes contrataram e custearam estudos de última geração – envolvendo modelagens matemáticas, simulações de navegação em equipamentos de alta tecnologia, entre outros – elaborados por empresa holandesa com amplo know-how no segmento. “Técnicos da Autoridade Portuária, terminais e Praticagem também acompanharam os estudos, que hoje, após todo os licenciamentos necessários, resultaram nesse importante ato para nosso Complexo”, diz Ayres.

         Para o diretor-superintendente da APM Terminals Itajai, Ricardo Arten, a nova bacia de evolução irá resultar em um incremento de 70% na movimentação da APMT. “Isso nos torna ainda mais competitivo diante dos demais terminais de Santa Catarina”. Já o diretor superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, a nova bacia de evolução é uma obra necessária para a continuidade do Complexo Portuário de Itajaí. “Sem a obra, os portos perderão linhas e toda a economia da região será prejudicada. Por isso, a importância do lançamento dessa licitação”.

Adiado o lançamento de edital para obras dos novos acessos e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí

O Gabinete do Governador de Santa Catarina informou que o lançamento do edital para a primeira fase das obras dos novos acessos e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí, que ocorreria na sexta-feira, 12, foi adiado, possivelmente para a próxima semana. A transferência de data é decorrente da vontade do governador em exercício, desembargador Nelson Schaefer Martins, participar do evento, uma vez que a obra será custeada pelo Estado. No entanto, a data previamente divulgada é incompatível com sua agenda.

 

Catarinense vai reforçar equipe espanhola na Volvo Ocean Race

Foi de última hora, mas o Brasil terá um atleta para a disputa da Volvo Ocean Race, maior regata de Volta ao Mundo do planeta. O representante verde-e-amarelo será André Fonseca, apelidado de Bochecha. O velejador catarinense de 36 anos será chefe de turno do Team España durante as provas. A Volvo Ocean Race começa em 4 de outubro, na cidade de Alicante, com a In-Port Race - chamada também de Regata do Porto.

André Fonseca está escalado para sua terceira Volta ao Mundo. Em 2005-06, o atleta correu no Brasil 1, primeiro e até agora único barco do país na regata. O time de Torben Grael ficou em terceiro lugar. Na edição seguinte, a de 2008-09, o velejador integrou o Delta Lloyd.

Recentemente, o atleta velejou no Phoenix, barco brasileiro da classe TP52. No currículo de André Fonseca estão as participações olímpicas em Atenas-2004 e Pequim-2008, ambas na classe 49er.

Tripulação do Team España para a Volvo Ocean Race 2014-15

Iker Martínez (ESP), comandante

Nicolas Lunven (FRA), navegador

Xabi Fernández (ESP), chefe de turno

Michel Desjoyeaux (FRA), chefe de turno

André Fonseca “Bochecha” (BRA), chefe de turno

Rafa Trujillo (ESP), regulador de vela

Anthony Marchand (FRA), regulador de vela e tripulante com menos de 30 anos

Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons (ESP), proeiro

Carlos Hernández (ESP), regulador de vela e tripulante com menos de 30 anos

Sam Goodchild (ESP), regulador de vela e tripulante com menos de 30 anos

Francisco Vignale (ARG), repórter a bordo

Ranking da Folha aponta Univali como melhor universidade não-estatal de SC

Instituição ocupa a posição 65 entre todas as universidades (públicas e privadas) do país e é a 2ª no Estado

 A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) é a instituição de ensino superior não-estatal catarinense melhor classificada no Ranking de universidades que compõe o Ranking Universitário Folha 2014, divulgado, ontem, 8, pelo jornal Folha de S.Paulo.

O ranking reúne e classificada 192 instituições brasileiras, públicas e privadas, a partir de cinco indicadores: pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado. No país a Univali ocupa a posição 65 entre todas as universidades (públicas e privadas). No Estado ela é a 2ª melhor classificada, sendo a 1ª não-estatal.

Os dados que compõem os indicadores de avaliação são coletados em bases de patentes brasileiras, de periódicos científicos, em dados do Ministério da Educação (MEC) e em pesquisas nacionais de opinião feitas pelo Datafolha. O ranking completo pode ser conferido clicando aqui: http://ruf.folha.uol.com.br/2014/oruf/.

Dragagem da Bacia de Evolução do Porto de Itajaí é a notícia mais importante do sistema portuário catarinense em 2014

O anúncio do lançamento do edital da dragagem da nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí, previsto para o dia 12 de setembro, é o assunto de maior importância para o setor portuário catarinense em  2014. De acordo com o Diretor Superintendente da APM Terminals Brasil, Ricardo Arten, empresa responsável pela operação de cargas no Porto de Itajaí, “é necessário recuperar o atraso gerado pela demora na definição da obra pois, apesar do crescimento da movimentação de cargas, o complexo portuário precisa  investir na modernização para atender com eficiência as necessidades que os usuários do porto demandam”.

O investimento de R$ 130 milhões em recursos do programa “Pacto por Santa Catarina” vai possibilitar operações com navios de até 335 metros de comprimento a partir de 2015. No entanto, o projeto prevê uma bacia com capacidade para operar navios de até 366 metros. Para isso, a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR) já alocou recursos de mais R$ 248 milhões, previstos para serem investidos no decorrer de 2015 e 2016, simultaneamente à obra desenvolvida pelo Governo do Estado.

Ricardo Arten acrescenta que a dragagem é de extrema importância para a economia local, já que o tamanho da atual bacia é o principal gargalo para a operação de grandes navios no município. “Precisamos aumentar a movimentação de navios e a segurança nas operações no Complexo Portuário”, acrescenta o Diretor Superintendente da APM Terminals no Brasil. A data do lançamento do edital foi definida em reunião entre o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Claiton Bortoluzzi, e o Superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antônio Ayres dos Santos Júnior, em Florianópolis.

Com o lançamento do edital de licitação da primeira etapa das obras na primeira quinzena de setembro, a expectativa é de que a empresa vencedora do processo licitatório seja contratada até dezembro e as obras sejam iniciadas em janeiro de 2015. Cumpridos esses prazos, a previsão é de que o Complexo Portuário do Itajaí opere navios de maior porte já em 2016.

Lei do motorista é alvo de fiscalização em todo o país

Em Santa Catarina mais de 400 empresas já foram multadas pelo Governo Federal

Tempo de espera, jornada de trabalho e horas extras. Estes são alguns dos pontos que estão sendo fiscalizados pelas equipes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) em empresas que atuam com transporte de carga em todo o Brasil. Cada item tem uma regra estabelecida pela lei 12.619/12, conhecida como a Lei do Motorista, que desde que foi aprovada se transformou em motivo de debate e propostas de alterações. Por isso, os empresários precisam ficar atentos e buscar auxílio e informações para dar cumprimento as regras.

O advogado Cassio Viecelli, especialista em transporte rodoviário de cargas, lembra que a lei entrou em vigor em 17 de junho de 2012, e a partir daí, as cobranças começaram. Porém, para ele, não existiu um tempo de adaptação para que o empresário conseguisse se familiarizar com as novas regras. “Não é simplesmente uma situação de mudança. Eu preciso de um período de adaptação com o meu motorista, com o embarcador, com quem recebe a mercadoria para vender, envolve todo o ciclo produtivo. Não é só simplesmente o transporte”, comenta Viecelli.

 

A partir daí os Ministérios do Trabalho e Emprego e do Ministério Público do Trabalho deram início a uma fiscalização que o especialista chama de coativa, principalmente pelo MTE, quando deveria ter um caráter educativo. Isso porque até hoje, depois de sancionada, a lei vem sendo discutida e adaptada. Por causa deste comportamento, as empresas estão sendo multadas. São valores que variam entre R$ 4 mil e R$ 4 milhões de reais. Multas que, dependendo da empresa e da região, inviabilizam a manutenção da atividade. Aqui no Estado algumas empresas do Oeste Catarinense já receberam a visita dos fiscais. Esses profissionais autuam e multam mediante a falta de documentação que comprove o cumprimento das regras estabelecidas pela Lei do Motorista. Porém, o advogado alerta também para as condições dadas pelo Governo para que a empresa e o motorista consigam cumprir a lei. Como exemplo, pode-se citar a falta de locais seguros para a parada de descanso.

A discussão deve ser longa ainda. Um projeto de Lei passou pela Câmara dos Deputados, foi aprovado pelo Senado e agora retornou a Câmara para nova análise. Nele estão previstas algumas modificações que podem amenizar o problema enfrentado hoje pelos empresários do setor. Uma das propostas é anular todas as notificações emitidas até agora pelos órgãos fiscalizadores. Mas, enquanto isso não acontece, os empresários do setor devem permanecer atentos às normas para evitar prejuízos para o setor do transporte rodoviário de carga.

 

Prazo para parcelar IPVA de veículos com placa final 9 termina nesta quarta-feira

Chegou a vez dos proprietários de veículos com placa final 9 efetuarem o pagamento do IPVA. Quem quiser parcelar o valor em três vezes sem juros deve pagar a primeira parcela até dia 10, quarta-feira. As demais têm vencimento no dia 10 dos meses seguintes, nesse caso, outubro e novembro. O prazo para pagamento em cota única é dia 30 de setembro. Dia 10 de setembro também vence a terceira parcela do IPVA de veículos com placa final 7 e a segunda dos veículos com placa final 8.

O IPVA pode ser recolhido no Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal, Sistema Bancoob/Sicoob, HSBC e Cecred. A quitação é um dos requisitos para licenciar o veículo. O não pagamento também implica em Notificação Fiscal, com multa de 50% do valor devido, mais juros SELIC ao mês ou fração. Para saber qual o valor do IPVA do seu carro, acesse a tabela na página da Secretaria da Fazenda.

Oportunidade para devedores – A Secretaria de Estado da Fazenda está oferecendo uma última oportunidade aos proprietários de veículos com débitos de IPVA referentes aos anos de 2009 a 2013. Os devedores têm até o dia 30 de setembro para quitar suas dívidas sem incidência de multa. O não pagamento implicará em emissão de notificação fiscal, na primeira quinzena de outubro, acrescida de 50% de multa sobre o valor original do imposto mais juros SELIC. A Fazenda esclarece que, depois de notificado, o contribuinte que não fizer o pagamento ou apresentar uma reclamação terá seus débitos inscritos na Dívida Ativa do Estado. Neste caso, ficará impedido de obter Certidão Negativa de Débitos. A meta da Fazenda é recuperar R$ 40 milhões.

Balneário Shopping abre mais de 1 mil vagas de emprego

A expansão do Balneário Shopping prevê um novo momento econômico para o comércio local com a abertura de 750 novas vagas permanentes e pelo menos 300 temporárias até o final deste ano. Se somado aos 1,4 mil postos de trabalho que o empreendimento gera atualmente, serão quase 2,5 mil vagas em um único endereço, o que o transforma em um dos maiores geradores de emprego e renda de Balneário Camboriú e região.

O processo seletivo para ocupar as novas vagas criadas pela expansão do Balneário Shopping e pelo início da temporada de verão 2015 já começou. Os currículos podem ser enviados para o email vagas.bs@almeidajunior.com.br. Em novembro, o Balneário Shopping inaugura um novo pavimento que amplia sua área para 43,4 mil m2 de ABL (Área Bruta Locável), com quase 80 novas operações. Serão novas lojas satélites, âncoras e mega lojas, com marcas de renome internacional, a exemplo de Zara, Le Lis Blanc, John John, L’occitane e Tok Stok.

O cinema também será ampliado, passando das atuais 5 para 8 salas, sendo duas 3D e uma VIP. Na área de gastronomia, mais novidades com a criação da Praça Gourmet com restaurantes. “O Grupo Almeida Júnior entregará o mais completo centro de compras, lazer e entretenimento da região, consolidando o Balneário Shopping como um dos maiores geradores de renda e novas oportunidades”, reforça o superintendente do empreendimento, Flávio Lima.

Inaugurado em outubro de 2007, o Balneário Shopping é considerado pelos lojistas nacionais um grande case de sucesso pelas excepcionais vendas por m2 e fluxo qualificado durante todo o ano. Atualmente o Balneário Shopping é um empreendimento com todos seus espaços comerciais ocupados e vem transformar ainda mais a vida dos consumidores e turistas de Balneário Camboriú e região com sua nova expansão.

Itajaí vai sediar pela primeira vez o Enconampe

             O 46° Enconampe – Congresso Catarinense das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedor Individual terá como foco “O ser humano faz a diferença”.  O evento vai acontecer entre os dias 26 e 28 de setembro, no Hotel Sandri, em Itajaí. Esta é a primeira vez que o município portuário recebe este evento  promovido pela Fampesc – Federação das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais de Santa Catarina, AMPEs e Sebrae/SC. As inscrições para o evento serão feitas através da Fampesc.

          O Congresso deve reunir mais de 400 empresários e empreendedores de todo o Estado, que participam de palestras, rodada de negócios, reuniões e eventos paralelos que vão tratar de diversas áreas ligadas ao setor. O objetivo é reunir e desenvolver os colaboradores e dirigentes das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado através do contato com todos os participantes. “Fomos muito ousados em conseguir trazer o Congresso para Itajaí no primeiro ano da gestão da nova diretoria. Estávamos confiantes que Itajaí preencheria as exigências para sediar o Enconampe, já que o nosso município destaca-se pela qualidade na rede hoteleira, recursos humanos próprios e serviços complementares”, contou a presidente da AMPE de Itajaí, Crislaine Kalkmann.

           De acordo com os dados do Ranking Municipal do Empreendedorismo no Brasil, elaborado com base no Censo pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado em maio de 2013,  as microempresas representam 99% das empresas do país e são responsáveis por 51% de todos empregos existentes.

           A Fampesc conta hoje com 20 Associações de Micro e Pequenas Empresas (AMPEs) filiadas em municípios de Santa Catarina. A AMPE de Itajaí representa as cidades de Penha, Piçarras, Luis Alves e Itajaí.

Indústria naval brasileira cresce 19,5% ao ano

Desde 2000, a indústria naval apresenta crescimento de 19,5% ao ano. O dado faz parte do estudo “Ressurgimento da Indústria Naval no Brasil (2000-2013)”, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e apresentado esta semana na Marintec South America – 11ª Navalshore, no Rio de Janeiro. O evento é considerado o principal encontro da indústria naval e offshore da América Latina.

O estudo do Ipea aponta que o ritmo de crescimento verificado e o volume de investimentos na indústria naval – cerca de R$150 bilhões no período de 13 anos – já consolidaram o setor. Dentre os investimentos destacados estão os realizados por três programas coordenados pela Petrobras: o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), o Programa de Renovação e Expansão da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo (Prorefam) e o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da subsidiária Transpetro.

Um histórico da indústria naval brasileira apresentado pelo estudo mostra o rápido crescimento da força de trabalho empregada. Após o apogeu na década de 1970, o setor entrou em declínio nos anos 80, e quase se extinguiu no início do ano 2000, quando chegou a empregar apenas 1.900 pessoas. Segundo o estudo, em março de 2013, a indústria naval empregava 71 mil trabalhadores.

Outro aspecto revelado pelo Ipea é o posicionamento da indústria naval brasileira no cenário mundial. Em três nichos do setor, o Brasil já se destaca globalmente: construção de embarcações de apoio, plataformas offshore e navios sonda.

Potencial de exportação é limitado devido ao custo Brasil e baixa produtividade

A Mercomóveis 2014 recebe até sexta-feira (14), em Chapecó, importadores de quatro continentes que vêm em busca de móveis de qualidade, design diferenciado e preços atrativos. O evento reúne expositores que dispõe de uma ampla variedade de produtos voltados a diversas classes sociais. Os empresários que participam da feira estão otimistas e com expectativa de bons negócios.

Um dos empecilhos encontrados, no entanto, é que muitos mercados ainda resistem na compra de produtos fabricados no Brasil, não por dúvida da qualidade ou descontentamento das tendências apresentadas no segmento nacional, mas devido ao custo final das mercadorias, que é um dos fatores decisivos para os negócios.

O especialista na área de exportações e general manager da Nativa Móveis, Gilmar Luiz Pavani, ressalta que a falta de infraestrutura e a excessiva valorização do real são um dos indicativos mais prejudiciais e que influenciam diretamente no valor final dos produtos. O Custo Brasil e a baixa produtividade fazem com que o valor dos produtos se eleve e diminui sua competitividade em relação aos demais fornecedores no mundo. Isso dificulta as exportações e, consequentemente, o crescimento do mercado nacional.

“Os custos enfrentados pelos empresários na produção moveleira, seja na logística, matérias-primas ou mão de obra, elevam os preços finais. Esse encarecimento da produção faz com que o fornecedor não perca a competitividade”, explica. 

Porto Itapoá é o nº 1 do Brasil, de acordo com pesquisa

Matéria divulgada no domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo, aponta o Porto Itapoá como o terminal portuário com melhor desempenho em pesquisa realizada pelo Instituto Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain.) O destaque da pesquisa deste ano, 2014,  ficou com um dos mais novos terminais do País. O Porto Itapoá, localizado na Baia da Babitonga, em Santa Catarina, precisou de apenas três anos de operação para conquistar a maior nota dos usuários: 8,9. O terminal é administrado pelas empresas Aliança (da Hamburg Süd), Battistella e Log Z (formada por fundos de investimentos administrados pela BRZ) e é especializado na movimentação de contêineres.

Patrício Junior, Presidente do Porto Itapoá garante que o resultado alcançado pelo terminal é um reflexo de uma soma de investimentos que vão desde a infraestrutura até o esforço constante que a empresa agrega na motivação, qualificação e engajamento das pessoas. “Toda empresa só consegue atingir níveis de excelência, como aponta o resultado dessa pesquisa, quando consegue identificar que seu maior patrimônio são as pessoas. Investimento em infraestrutura, equipamentos e relações comerciais são fruto do trabalho de nossos Colaboradores, que trabalham com a certeza de que tudo que fazem são para eles mesmos, e não apenas pela empresa. O Porto Itapoá é uma empresa onde as pessoas fazem a diferença!”, exalta.

O desempenho portuário brasileiro, destacado pelo Instituto Ilos, é o resultado de uma  pesquisa de opinião que mostra a avaliação feita por 169 companhias, de 18 setores da economia brasileira.

Complexo Portuário do Itajaí movimenta 1,11 milhão de TEUs nos últimos 12 meses

         O Complexo Portuário do Itajai encerrou julho de 2014 com a movimentação de 101,2 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés), volume que somado à movimentação dos seis primeiros meses de 2014 eleva a movimentação acumulada para 625,34 mil TEUs. O avanço, com relação ao igual período do ano passado, é de1%.

         O moderado crescimento verificado foi resultado da baixa movimentação registrada em junho, uma vez que o Complexo Portuário ficou inoperante por 11 dias, e por dois dias em julho. No entanto, a expectativa é de que sejam recuperados os índices de crescimento registrados no primeiro semestre deste ano.

         “Se analisarmos os números relativos ao período compreendido entre janeiro e maio, cuja média mensal de movimentação ficou em torno de 90 mil TEUs, já entramos em fase de recuperação. Com mais de 100 mil TEUs operados em julho”, diz Moritz.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior, existe uma tendência natural de crescimento nas operações de comércio exterior nos últimos meses do ano, o que contribuirá para que se encerre 2014 com um índice de crescimento em torno de 5%, que foi a média verificada entre janeiro e maio.

Ano – Na comparação da movimentação total de contêineres do Complexo no período de agosto de 2013 a julho de 2014, últimos 12 meses, verifica-se a operação de 1,109 milhão de TEUs. O crescimento é de 5% em relação ao período de agosto de 2012 a julho de 2013, quando foram movimentados 1,055 milhão de TEUs.

A redução de custos para estimular o comércio exterior marca as discussões do Enaex 2014

A 33ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX) contou com dois dias de debates em que especialistas, autoridades governamentais e empresários abordaram os entraves e as propostas para a redução de custos no comércio exterior brasileiro. O encontro reuniu cerca de 2.500 participantes no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro.

A carga tributária elevada, burocracia excessiva, o sistema tributário complexo, a infraestrutura ineficiente, além de um custo financeiro com elevadas taxas praticadas, foram os principais pontos indicados pelos participantes do ENAEX 2014 como entraves a um comércio internacional brasileiro mais eficiente, ágil e de baixo custo.

“É preciso estimular e incrementar a competitividade das exportações brasileiras. Para isso é necessário reduzir custos em todo o processo, o que só é possível com a união de esforços entre os setores público e privado para um comércio exterior compatível com a posição do Brasil, de 7º PIB mundial”, destacou o presidente da AEB, José Augusto de Castro.

7º Festival Náutico Tedesco Marina será realizado em setembro

Grandes marcas e novidades do universo náutico nacional e internacional já são presenças confirmadas para o 7º Festival Náutico Tedesco Marina. Considerado o principal do setor no sul do país, receberá importantes nomes mundiais do segmento como Absolute Yachts, Azimut Yachts, Bayliner, Cimitarra, Intermarine, Schaefer, Sea Ray, Sessa, Sunseeker, Ventura e várias outras. A expectativa é receber um público de cerca de 15 mil pessoas durante os dias do evento.

Em paralelo ao desfile de iates de luxo novos e semi-novos, que serão expostos em 20 vagas molhadas e mais de 25 vagas secas, o Salão contará ainda com uma Feira de Serviços e Produtos de alto padrão, relacionados ao perfil do público participante do evento - de jóias a concessionárias de veículos importados.

"A cada ano o Festival Náutico se desenvolve por oportunizar contatos comerciais e ótimos negócios entre expositores e um público exigente e qualificado. A expectativa é manter esse perfil de visitante e surpreendê-los com inovações", anuncia a diretora executiva da Tedesco Marina Juliana Tedesco dos Santos.

Serviços de apoio aos proprietários de barcos e suas tripulações também serão mais opções oferecidas.

Cravada primeira estaca da obras de alinhamento e reforços dos berços no Porto de Itajaí

         A construtora Serveng Civilsan, empresa vencedora do processo licitatório para as obras de reforço e realinhamento dos berços 3 e 4 do Porto de Itajaí, cravou na manhã de sexta-feira (8) a primeira estaca tubular de sustentação ao novo cais. Com aproximadamente 50 metros de profundidade, a estaca teste servirá agora como guia para a cravação das demais estacas de sustentação. Em paralelo, a construtora dá continuidade aos serviços de limpeza e retirada de escombros subaquáticos da área da obra.

         “Os trabalhos seguem conforme o cronograma previamente estabelecido e a previsão da conclusão é para o segundo semestre de 2015”, explica o diretor Técnico do Porto de Itajaí, engenheiro André Pimentel. O investimento, em recursos da União, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) soma R$ 117.044.665,91 e possibilitará que esse trecho de cais, de 490 metros, opere navios de maior porte e dimensão, assim como receba equipamentos mais modernos e de melhor performance, além de ter sua cota de dragagem ampliada de -10 para -14 metros.

Nova realidade

         O superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior, informa que além do reforço do cais – com novo estaqueamento e nova estrutura de concreto – os dois berços serão alinhados, o que possibilitará que grandes navios atraquem no local. “Hoje uma inflexão no cais impede que navios de grande porte operem nesses berços. Com o alinhamento teremos um cais contínuo de 490 metros, o que nos abre a possibilidade de operarmos grandes cargueiros”, acrescenta Ayres.

         Com a obra, a Secretaria de Portos da Presidência da República prepara os dois berços para serem arrendados pela iniciativa privada, conforme determina a Lei 12.814, de 2013 e que dispõe sobre a exploração direta e indireta pela União de portos e instalações portuárias e sobre as atividades desempenhadas pelos operadores portuários. 

APM Terminals lança concurso interno para estimular práticas de inovação e sustentabilidade

O incentivo à melhoria contínua e as boas práticas de gestão adotadas nas áreas de inovação e sustentabilidade são foco do concurso “Elevando Ideias”, que acaba de ser lançado entre os colaboradores da APM Terminals, empresa responsável pela operação de contêineres no Porto de Itajaí.

Aberto a participação de todos os funcionários, com exceção dos que ocupam cargos de diretoria e gerência, o concurso premiará em dinheiro os colaboradores que mais pontuarem com inscrição, aprovação e implementação de suas ideias. Serão considerados pelo Comitê de Escolha os critérios de impacto (pequeno, médio e grande) benefício (segurança, eficiência, custo, satisfação do cliente) e implementação (menor curso, menor tempo, menor complexidade).

O Diretor Superintendente da APM Terminals Brasil, Ricardo Arten, explica que o “Elevando Ideias” busca estimular a participação dos colaboradores no processo de melhoria contínua para a inovação e a sustentabilidade. “Cada vez mais a APM Terminals se consolida como uma organização que investe em oportunidades de desenvolvimento aos seus funcionários, o que garante engajamento, melhor desempenho e uma entrega de resultados que beneficia toda a empresa. A APM Terminals é um dos maiores operadores portuários do mundo e isso demanda criatividade e inovação, por parte da empresa e dos nossos colaboradores. Nada mais justo premiar aqueles que nos ajudam a chegar nesses patamares num contexto tão competitivo ”, cita.

A APM Terminals é referência na operação portuária de contêineres, oferecendo ao mercado uma moderna e eficiente estrutura no Complexo Portuário do Itajaí. Operando em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal foca na melhoria contínua dos serviços, satisfação dos clientes, constantes investimentos em segurança e respostas rápidas às demandas do mercado mundial. Com presença global em 67 países, a empresa emprega diretamente 325 pessoas em Itajaí (SC).

Ministro Mauro Borges participa da abertura do Enaex 2014

O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, o subsecretário da Receita Federal, Ernani Argolo Checcucci Filho, o secretário executivo da Secretaria de Portos, Antonio Henrique Silveira, e o presidente da APEX-Brasil, Maurício Borges, entre outros, estão confirmados para a 33ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX 2014), nos dias 7 e 8 de agosto (quinta e sexta-feira), a partir das 9h, no Centro de Convenções SulAmérica.

O evento, que terá como tema “Propostas para a redução de custos no comércio exterior”, contará com dez painéis, além de palestras sobre temas ligados ao setor, como agronegócio, relação bilateral Brasil/China, Mercosul, logística e portos. Paralelamente ao evento, haverá uma exposição de serviços de comércio exterior, com estandes de operadoras de logística, terminais portuários, entidades e órgãos públicos, entre outros.

SERVIÇO

Enaex 2014

Data: 7 e 8 de agosto de 2014

Horário: 9h às 18h (7/8) e 9h às 17h (8/8)

Local: Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro

Endereço: Av. Paulo de Frontin, 1 - Cidade Nova – Rio de Janeiro - RJ

Informações: http://www.enaex.com.br/enaex2014/index.asp

Porto de Itajaí treina Brigada de Incêndio

Ações de prevenção de incêndios e treinamento específico para capacitar os servidores a agirem em casos de sinistros foram repassadas a cerca de 80 servidores da Guarda Portuária, Gerência de Operações e de setores administrativos que compõem a Brigada de Incêndio, em curso realizado pela Superintendência do Porto de Itajaí na última semana de julho. Os treinamentos foram coordenados pela Gerência de Meio Ambiente do Porto de Itajaí.

“Os treinamentos ocorreram de 21 a 29 de julho em dois turnos – manhã e tarde – para que todos os funcionários tivessem a oportunidade de participar das palestras, aulas teóricas e práticas”, explica a gerente de Meio Ambiente do Porto de Itajaí, Medelin Pitrez dos Santos. A engenheira ambiental acrescenta que o conteúdo do treinamento abrangeu a capacitação da Brigada de Incêndio e a implementação de um Sistema Preventivo Contra Incêndio. “Além de ter contado também com noções de combate a incêndio e primeiros socorros.”

O ponto alto do curso ficou por conta das aulas práticas, que contaram com um simulados de evacuação de área no prédio administrativo do Porto (Superintendência), a fim de testar o sistema de alarme do prédio, bem como a aplicação dos conhecimentos adquiridos durante as aulas teóricas pelos participantes, na simulação de uma eventual evacuação do prédio pelas pessoas que trabalham no local em caso de incêndio/emergência. A outra parte do treinamento prático foi realizada no campus do Instituto Federal Catarinense (IFC), na cidade vizinha de Camboriú.

O superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior, destaca a importância do treinamento, assim como do engajamento dos servidores ao curso realizado. “Ações como essas são muito importantes para a qualidade dos trabalhos desenvolvidos no Porto de Itajaí e o engajamento dos trabalhadores nos dá a segurança de que eles estão aptos a atuar junto com demais órgãos na defesa do Porto, que é nosso maior patrimônio”, diz o superintendente.

 

Enaex 2014 debaterá propostas para redução de custos do comércio exterior

O Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2014), que acontece nos dias 7 e 8 de agosto, no Rio de Janeiro, debaterá propostas para redução dos custos de importação e exportação. Em sua 33ª edição, o evento abordará, entre outros temas, a complexidade do sistema tributário brasileiro e o excesso de burocracia prejudicando o comércio exterior do Brasil.

“O governo precisa focar em ações que gerem maior competitividade, elevando a produção e reduzindo o custo”, afirma o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. O evento reunirá empresários, executivos de empresas públicas e privadas, consultores, especialistas e autoridades discutindo os entraves e as potencialidades do comércio exterior brasileiro.

Durante o Enaex, a Câmara de Logística Integrada (CLI) da AEB promoverá, em parceria com a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (APTP), o workshop sobre o papel dos conselhos de autoridade portuária (CAPs) e a importância da gestão corporativa nos portos organizados nacionais. Na ocasião, será lançado o “Manual do CAP”, que destaca a importância dos membros do CAP na gestão dos portos brasileiros. O encontro reunirá os conselheiros dos 29 portos que contam com CAPs atuantes.

Portonave recebe mais de 500 caminhoneiros nas atividades do Dia do Motorista

As atividades em homenagem ao Dia do Motorista, dia 25 de julho, movimentaram mais de 500 caminhoneiros na Portonave na última sexta-feira. A 7ª edição do projeto Sinal Verde focou mais uma vez na conscientização da segurança no trânsito e cuidados com a saúde.

Em uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, os motoristas que passaram pelo evento tiveram a oportunidade de fazer teste de glicemia, verificação de pressão arterial e tomar vacina contra a gripe gratuitamente.

Durante todo o evento houve música ao vivo, distribuição de brindes e exposição de caminhão Carboni IVECO. Os motoristas ainda participaram do sorteio de uma TV LED 23”, uma câmera fotográfica 16.1 MP e dois vales-combustível no valor de R$ 150,00 cada. E, para espantar o frio, um café especial foi servido durante todo o período. 

Banco Central anuncia medida para beneficiar setor de crédito

Banco Central (BC) anunciou na sexta-feira (25), mais medidas para estimular a economia. Dessa vez, o setor de crédito será o beneficiado. Entre as medidas, uma delas é o aumento da porcentagem do depósito compulsório que os bancos comerciais poderão retirar do Banco Central para realizar novos empréstimos. Anteriormente, esse percentual era de 36%, agora, com a nova medida, passa a ser de 50%.  Segundo, o BC essa resolução injetará na economia R$ 30 bilhões.

Para as empresas, foi ampliado o limite de crédito que os bancos podem ter com cada companhia de R$ 600 mil para R$ 1,5 milhão, alocando menos capital próprio. Essas empresas têm sofrido com escassez de crédito. Por fim, os bancos poderão reduzir a quantidade de capital alocado em suas operações de crédito conforme o empréstimo for pago. A medida vale para consignado, financiamento de veículos e outras modalidades de empréstimos de longo prazo voltados ao consumo.

Medidas positivas

Para a Fecomércio, tais medidas adotadas pelo BC são consideradas positivas, já que um panorama recessivo vem se desenhando na economia brasileira e as perspectivas da inflação no segundo semestre, concentrada mais no setor de serviços, diminuíram. Por outro lado, não existe risco de superendividamento das famílias, que tem situação financeira segura e risco sobre o emprego praticamente nulo em 2014. 

Entretanto, é necessário haver ponderação sobre o potencial de impacto das medidas, pois a liberação de mais recursos da autoridade monetária para os bancos concederem na forma de crédito pode ser prejudicada devido aos elevados juros da economia brasileira. Neste cenário, os bancos podem preferir alocar esses novos recursos em títulos públicos, que oferecem menos risco, com uma alta remuneração, justamente pelo alto nível dos juros no Brasil. Ademais, o problema da oferta de crédito no Brasil também se dá pela expectativa de que tenhamos uma piora do cenário econômico em 2015, fazendo com que os bancos venham precificando esse agravamento do cenário através do aumento dos juros, da ampliação das exigências nos empréstimos e da piora nas condições de pagamento.

 

Diretoria da ABOL comemora dois anos de fundação da entidade

A 10ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos ocorreu na terça-feira (22) em São Paulo, Durante o encontro também foi comemorado o aniversário de dois anos de fundação da entidade.

Com elevado quórum reuniram-se acionistas, presidentes, CEOs, Vice-Presidentes e Diretores Executivos das empresas associadas, que fizeram registrar a importância da ABOL para o setor através do trabalho que vem sendo realizado para a auto-regulação e regulamentação dos operadores logísticos.

De acordo com o diretor executivo da ABOL, Cesar Meireles, a associação é uma feliz realidade que vem cumprindo uma agenda intensa a qual, em apenas um ano e meio, evoluiu bastante no cumprimento dos seus objetivos. Segundo o dirigente, isso somente foi possível em razão da presença firme e da participação efetiva dos associados e dos conselheiros.

 

ExportaSC é lançado no oeste catarinense

Micro e pequenos empresários do oeste catarinense conheceram, nesta semana, durante Seminários realizados em três municípios da região, o ExportaSC – projeto de Internacionalização de Micro e Pequenas Empresas Catarinenses. A iniciativa, realizada  pelo Sebrae/SC com operação da Duvekot Corporation, foi lançada nos municípios de Pinhalzinho, na Associação Comercial e Industrial (ACIP); em Chapecó, na Feira Metalmecânica + Corte e Conformação, no Parque da Efapi e; em Concórdia, na Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). O cronograma desta semana também incluiu seminários em Caçador e Joaçaba e segue, a partir do dia 29 de julho, nas demais regiões do Estado.

O analista técnico da Unidade de Gestão Estratégica do  Sebrae/SC e coordenador do projeto, Douglas Luis Três, ressaltou que o objetivo é preparar micro e pequenas empresas catarinenses para competir no mercado norte-americano, visando aumentar a competitividade e fortalecer o posicionamento estratégico, institucional e de marketing. “Santa Catarina conta com 342 mil micro e pequenas empresas. Nosso objetivo é que até o dia 29 de agosto, quando encerram as inscrições, tenhamos o maior número possível de empreendimentos inscritos”.

A equipe da Duvekot Corporation – formada por Vanessa Deeke, Delano Souza e Leonardo Machado - explanou que o mercado americano é atraente para o estabelecimento de empresas catarinenses. Quase 11% do valor total de exportações do Estado é direcionado aos Estados Unidos. Isso significa mais de US$ 1 bilhão, tornando os Estados Unidos o principal comprador dos produtos de Santa Catarina. A forte estrutura portuária e logística garante o escoamento de grande parte da produção.

O ExportaSC oportunizará o ingresso de micro e pequenas empresas nos Estados Unidos com todo apoio e suporte de um programa de incubação. As ações incluem capacitação de empreendedores, visitas técnicas, suporte administrativo, jurídico, fiscal, marketing, comercialização, operação e logística. “Serão 36 meses de capacitação gratuita que oportunizarão aos empreendedores catarinenses selecionados dar um grande passo rumo a um mercado internacional desafiador e com grandes oportunidades para empresas brasileiras”, enfatizou Douglas.

Inscrições

Poderão se cadastrar indústrias de micro e pequeno porte e empresas que apresentam potencial para internacionalização. As empresas que participarão do projeto serão definidas por meio de processo seletivo que terá como critério a análise e cruzamentos entre demandas do mercado norte-americano e características da empresa candidata, seus produtos e serviços. “Após a fase de inscrições, serão selecionadas 200 micro e pequenas empresas catarinenses e, destas, 50 participarão do ExportaSC”, explicou Vanessa. 

A Duvekot Corporation é uma empresa americana que atua há mais de 10 anos no apoio à internacionalização de empresas brasileiras nos Estados Unidos, oferecendo soluções integradas em gestão administrativa, contábil, financeira, marketing e logística. É sediada em Fort Lauderdale, na Flórida, e tem parcerias formais estabelecidas com organizações norte-americanas de desenvolvimento econômico e com profissionais especializados em negócios e assuntos multinacionais. As empresas deverão se inscrever, preenchendo o formulário específico no site www.exportasc.com.br até o dia 29 de agosto. 

Seminários de Internacionalização

São Bento do Sul

Dia 29 de julho de 2014
Coordenadoria Regional do Norte
Telefone: 047 3633 5053

 

Florianópolis
Dia 30 de julho de 2014
Coordenadoria Regional da Grande Florianópolis
Telefone: 048 3223 2900

 

Criciúma
Dia 31 de julho de 2014
Coordenadoria Regional do Sul
Telefone: 048 3437 1022

 

São João Batista
Dia 5 de agosto de 2014
Coordenadoria Regional da Foz do Itajaí
Telefone: 047 3348 1638

 

Itajaí
Dia 5 de agosto de 2014
Coordenadoria Regional da Foz do Itajaí
Telefone: 047 3348 1638

 

Brusque
Dia 5 de agosto de 2014
Coordenadoria Regional da Foz do Itajaí
Telefone: 047 3348 1638

 

Lages
Dia 7 de agosto de 2014
Coordenadoria Regional da Serra Catarinense
Telefone: 049 3223 2225

 

Blumenau
Dia 11 de agosto de 2014
Coordenadoria Regional do Vale do Itajaí
Telefone: 047 3222 2655

 

Rio do Sul
Dia 11 de agosto de 2014
Coordenadoria Regional do Vale do Itajaí
Telefone: 047 3521 1092

 

São Miguel do Oeste
Dia 12 de agosto de 2014
Coordenadoria Regional do Extremo Oeste
Telefone: 049 3622 0899

 

Joinville
Dia 22 de agosto de 2014
Coordenadoria Regional do Norte
Telefone: 047 3433 4654

Dia dos Pais: CNDL e SPC Brasil projetam o pior resultado dos últimos cinco anos

Os comerciantes brasileiros estão pouco otimistas quanto ao resultado das vendas do Dia dos Pais, comemorado no dia 11 de agosto, e aguardam um crescimento tímido de 1% sobre as vendas do ano passado.  Nos anos anteriores, as expansões foram de 3,78% (2013), 4,75% (2012); 6,86% (2011) e 10% (2010), de acordo com os registros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). O resultado leva em conta as vendas parceladas realizadas na semana que antecede o Dia dos Pais, entre 3 e 10 de agosto.

Na avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, a retração das vendas a prazo está sendo sentida pelos varejistas brasileiros, que no primeiro semestre de 2014, amargaram desacelerações em todas as datas comemorativas.

"Este ano a expectativa é de um crescimento de 1%. Apesar do incremento, estamos projetando um quarto do desempenho que tivemos no ano passado. Fatores como a alta dos juros, que encarece o crédito, e a inflação elevada, que corrói o salário do consumidor, são determinantes para deixar o brasileiro mais cauteloso", explica Roque Pellizzaro Junior.

Comemorado no segundo domingo do mês de agosto, o Dia dos Pais tradicionalmente movimenta os setores de vestuário, calçados, eletrônicos, bebidas e perfumaria.

Vendas Dia dos Pais

Ano

Crescimento

2013

3,78%

2012

4,75%

2011

6,86%

2010

10%

 
Fazenda prorroga prazo para regularização das empresas que caíram na malha da Concorrência Leal 2

A Secretaria de Estado da Fazenda prorrogou para 31 de outubro o prazo para retificação espontânea das empresas que caíram na malha fina da operação Concorrência Leal 2. A mudança atende a reivindicações das entidades contábeis. O prazo inicial era 31 de agosto. A segunda edição da operação apurou irregularidades fiscais em mais de 45 mil empresas enquadradas no Simples Nacional.

As irregularidades foram identificadas previamente pelo Grupo Especialista Setorial Simples Nacional (GESSIMPLES) por meio do cruzamento eletrônico de dados de diferentes fontes. O trabalho apurou informações do ano de 2012 e identificou irregularidades no cumprimento das obrigações tributárias, além de fraudes em declarações apresentadas ao fisco.

Os contribuintes que não se regularizarem até 31 de outubro serão submetidos a um cronograma de fiscalizações previsto pela SEF.

A operação Concorrência Leal se baseia no cruzamento eletrônico de informações do Sistema Eletrônico de Cálculo (PGDAS-D), Declaração Única e Simplificada de Informações Socioeconômicas e fiscais (DEFIS) com dados de compras efetuadas pelo Governo do Estado e pelas prefeituras catarinenses, além do Demonstrativo de Créditos Informados Previamente (DCIP), da Nota Fiscal Eletrônica (NFE) e das empresas de cartão de crédito e débito. Nesta segunda edição, o GESSIMPLES também cruzou dados do SPED FISCAL.

Ano será de crescimento nos embarques para 71% dos exportadores em SC

Para a maior parte das empresas exportadoras catarinenses, o ano de 2014 deve terminar com alta de até 10% nos embarques. Esta elevação, no entanto, será limitada pelos baixos preços internacionais de sete dos dez principais itens da pauta de exportações do Estado. Estas conclusões integram a Análise do Comércio Internacional Catarinense 2014, lançada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta segunda-feira (21), durante seminário realizado em Florianópolis.

Segundo o levantamento, que conta com a participação de 106 empresas ligadas ao comércio exterior no Estado, o crescimento nos embarques será de até 10% para 36,8% dos entrevistados, de 11% a 30% para 22,8%, de 31% a 50% para 7% e superior a 50% para 5,3% das entrevistadas. Para 24,6%, está prevista a estabilidade das vendas, enquanto 3,5% preveem redução.

Os preços começaram 2014 em baixa, após forte redução no ano passado. As maiores quedas foram registradas na carne suína, que recuou 19%, e no compressor de ar, que encerrou o ano passado com valor 17% menor.

"A publicação faz parte da nossa estratégia de internacionalização das indústrias, principalmente das médias empresas. Estamos fazendo um esforço grande nas companhias deste porte que têm boa produtividade, que estão investindo em inovação e tecnologia, para que se integrem ao comercio internacional", disse o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte. 

Portonave conquista Prêmio Empresa Cidadã ADVB/SC 2014

A Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Santa Catarina (ADVB/SC) divulgou na segunda-feira (21) os vencedores do Prêmio Empresa Cidadã 2014. A Portonave S/A - Terminais Portuários de Navegantes foi uma das vencedoras na categoria Desenvolvimento Cultural com o case “Um contêiner e muito mais cultura – Conheça o Programa Contém Cultura”.

Em março 2012, uma parceria entre a Portonave e o Instituto Caracol planejou, desenvolveu e implantou o Projeto Contém Cultura. O Contém Cultura é um equipamento cultural itinerante composto por uma biblioteca e sala de cinema adaptado em um contêiner de 12 metros com excelente acervo literário e filmográfico. Com o êxito do contêiner cultural, a Portonave e o Instituto Caracol desenvolveram o Espaço Contém Cultura. O objetivo foi implantar um novo equipamento cultural para oferecer aulas de dança, canto coral, artes visuais, teatro e ações de incentivo à leitura.

Todas as atividades são gratuitas, atendendo principalmente crianças e adolescentes que estudem em escolas públicas na cidade. Em 2013, o Projeto Contém Cultura tornou-se Programa Contém Cultura e a diferença se fez integrando as ações do Contém Cultura Móvel com o Espaço Contém Cultura. Em 2013 também foi desenvolvida a Etapa Cidades Portuárias, que levou o contêiner para todos os municípios que possuem portos no Estado, promovendo a integração cultural por meio do contêiner como equipamento singular e importante para o desenvolvimento não somente econômico, mas cultural também.

Ofertando cultura para milhares de crianças, jovens e adultos, o Programa Contém Cultura já atendeu mais de 30 mil pessoas e percorreu 11 cidades do Estado. “É uma satisfação para nós receber mais um prêmio Contém Cultura com este Programa em parceria com o Instituto Caracol que apresenta excelentes resultados na região, proporcionando alternativas culturais e de desenvolvimento artístico para toda a comunidade”, comenta a Coordenadora de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social da Portonave, Daiane Fagundes Maeinchein.

Este é o quarto prêmio da ADVB conquistado pelo Terminal Portuário de Navegantes, o segundo do Contém Cultura. Na área de responsabilidade social, a Portonave já recebeu dois troféus Empresa Cidadã, em 2009 e 2012. Na categoria Preservação Ambiental a empresa foi premiada ano passado.

ABOL completa dois anos de fundação

Há dois anos ainda não havia uma associação que representasse a classe empresarial dos operadores logísticos no Brasil. Assim, um grupo de empresários que sentia a necessidade de desenvolver um trabalho mais objetivo e específico voltado à estruturação do setor, reuniu-se em 2012 para criação da Associação Brrasileira de Operadores Logísticos - ABOL.

Para que houvesse um trabalho célere e focado, com o objetivo de dar encaminhamento aos projetos de auto-regulação e regulamentação do segmento, foi contratado um diretor executivo com experiência no comando de operações logísticas, conhecimento de relações governamentais, institucionais e visão acadêmica.

Em pouco tempo, o planejamento estratégico plurianual da ABOL estava concluído, contando como prioridade a elaboração de estudo que viesse a estruturar o setor, levando-o à regulamentação.

“Levantamos o panorama e a estrutura do segmento. Aproximamo-nos do setor público para iniciarmos uma agenda positiva e transparente. No âmbito do plano estratégico, editamos um termo de referência que compôs um bid, convidando o que há de excelência no país para pensar junto conosco na edição de um estudo cabal e contundente, que leve à auto- regulação e regulamentação de um dos mais importantes setores econômicos do país”, revela o diretor executivo da ABOL, Cesar Meireles.

O modelo adotado foi a escolha pela composição de um consórcio que reunisse expertise acadêmica, de consultoria internacional e jurídica para que fosse elaborado um trabalho com leitura ampla do setor do ponto de vista de mercado operacional, regulatório, tributário, fiscal, trabalhista, previdenciário e sindical.

Como os operadores logísticos não dispõem de uma Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE), o esforço desse estudo será preponderante, haja vista a necessidade de se iniciar pela contextualização do setor, identificando claramente quantos são os operadores logísticos brasileiros, em quais setores atuam, quais serviços prestam, onde estão, quanto representa a receita bruta do setor, quantos empregos diretos geram e quanto arrecadam.

Para o êxito deste trabalho, o entendimento do arcabouço legal onde está inserido o operador logístico brasileiro é essencial. “O olhar pleno e preciso do conjunto das leis que tragam à luz questões regulatórias, tributárias, fiscais, trabalhistas, previdenciárias e sindicais, são fundamentais para que haja a correta composição do texto que possa editar um Projeto de Lei que regulamente o setor”, afirma o sócio do Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, Bruno Werneck, membro do consórcio vencedor.

Na esteira do trabalho inicial, buscar identificar os benchmarks internacionais nos países referenciais na Europa e América do Norte, além de ampliar aproximação dos países da América Latina que, de algum modo, já iniciaram este trabalho, como é o caso da Argentina. Segundo o diretor executivo da ABOL “a preocupação dos associados é em não reinventar a roda, não perder tempo, nem desperdiçar recursos, logo, beber nas fontes já experimentadas é o melhor caminho.”

A etapa seguinte será a edição da norma de pré-qualificação dos operadores logísticos e o código brasileiro de boas práticas empresariais em logística culminando com a certificação ABOL para o setor. “Estas etapas do projeto são fundamentais para que se veja não só estabelecida a pessoa jurídica identificada na taxonomia estruturada na abertura do trabalho, mas que se produza um conjunto de normas balizadoras dos serviços prestados pelos operadores logísticos no Brasil, como ocorre nos países com maior grau de maturidade no setor”, explica Augusto Sales, sócio da área de Estratégia da KPMG do Brasil, empresa que lidera o consórcio.

“Por sermos uma associação fundada há apenas dois anos, já contabilizamos feitos de alta relevância para o setor, não só pelo projeto de regulamentação que está se iniciando, mas também pela representatividade junto ao setor público e agências reguladoras da atividade”, finaliza Cesar Meireles.

Exportações catarinenses crescem 6,5% em junho

As exportações catarinenses cresceram 6,47 % em junho, na comparação com junho de 2013, e chegaram a US$ 874,6 milhões. Com este resultado, os portos do Estado acumulam no ano US$ 4,541 bilhões em embarques, valor 2,66% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Esta alta contrasta com a redução de 3,4% nas vendas externas brasileiras no período. Os dados integram levantamento divulgado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

A alta nas exportações em 2014 tem forte participação da China, que acumula elevação de 39,85% nas compras. Com US$ 645,4 milhões, o país asiático assumiu neste ano a condição de principal destino dos produtos embarcados no Estado, superando os Estados Unidos, que acumula US$ 601,7 milhões, uma expansão de 21%.

Das compras chinesas, 78,1% são de soja, produto que, com elevação de 61,3% - para US$ 579,5 milhões -, se firma na segunda posição da pauta de exportações catarinenses. O frango ainda lidera a lista, com US$ 1,018 bilhão, mas mostra recuo de 7,29%. A carne suína acumula alta de 41,4% e está na terceira posição, com US$ 293,1 milhões.

Balança comercial - Os desembarques também estão em alta em Santa Catarina no ano, acumulando US$ 7,740 bilhões, 13% a mais que nos seis primeiros meses de 2013. Destaque para a importação de automóveis, que passou de US$ 8,1 milhões, no começo do ano passado, para US$ 202,4 milhões até junho último. Já no total dos portos brasileiros o ano é de redução nos desembarques, com queda de 3,81% entre janeiro e junho, para US$ 113,023 bilhões.

A balança comercial do Estado tem déficit de US$ 3,199 bilhões no acumulado de 2014. Na mesma base, a o saldo nacional está negativo em US$ 2,492 bilhões.

 

Balneário Camboriú completa 50 anos de desenvolvimento - Especial Revista Portuária

A cidade de Balneário Camboriú completa, no próximo domingo (20), meio século de emancipação político-administrativa. Em 1964, meses após o Golpe Militar que mudou a situação política no Brasil, a cidade foi criada a partir do município de Camboriú, passando a ter o mesmo nome, mas com o adjetivo “Balneário” junto ao nome. Durante muito tempo a cidade se chamava Balneário de Camboriú, passando a apenas Balneário Camboriú em 1979.

Ao completar 50 anos de existência, o município demonstra seguir em ritmo acelerado de desenvolvimento sem abrir mão da qualidade de vida e se destaca como potência turística e econômica de Santa Catarina e do Brasil. Belas paisagens, luxo, infraestrutura e opções de lazer. Essas são as características que levaram Balneário Camboriú a ser comparada a Mônaco, famoso principado francês. Além da fama turística e de suas belas praias, o município tem uma excelente vida noturna. Comparando com várias capitais do país, a cidade tem boas opções para diversão, gastronomia e música.

Com atrações para todos os gostos e perfis, o município oferece muito mais do que as belezas naturais decorrentes de sua localização privilegiada na costa catarinense. Atraindo milhares de visitantes a cada ano e um volume crescente de investimentos, a cidade consolidou-se como um dos principais destinos turísticos da América do Sul.

Além de ser um dos principais centros turísticos do sul do país, atraindo anualmente milhares de visitantes de todos os lugares. Balneário Camboriú ainda oferece uma completa infra-estrutura para se viver e trabalhar nela. A qualidade de vida elevada é um dos aspectos mais citados pelos moradores de Balneário Camboriú como motivo de terem escolhido a cidade para viver. A cidade ocupa a 4ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre os 5.561 municípios do Brasil.

Esta virtude atraí todas as faixa etárias para o município, mas principalmente aqueles que chegaram na melhor idade. Com as belezas naturais somadas aos mais diversos serviços, muitos aposentados escolhem Balneário como o lugar para passar seus dias de tranquilidade.

Apesar de sua população média, tem cara de grande centro urbano, com seu imponente paredão de prédios a beira mar, agitada vida noturna e gente bonita e de bem com a vida. Destaque também para os moradores, que muito colaboram para o desenvolvimento da cidade com sua consciência comunitária, e espírito de cuidado com o lugar que escolheram para viver momentos inesquecíveis.

Economia

Balneário Camboriú e a região primária concentram a 10ª maior renda do Brasil. Por sua localização estratégica no litoral Norte de Santa Catarina, atrai milhares de moradores e famílias de alta renda nos finais de semana de todo o ano, além do tradicional e intensivo turismo. Muitos catarinenses e paranaenses mantêm uma segunda residência na cidade e usufruem das mesmas o ano inteiro, o que acaba elevando o consumo da cidade.

O turismo é a grande mola propulsora da economia de Balneário Camboriú. Desde meados dos anos 1970, a praia sempre foi uma das mais visitadas em Santa Catarina. No entanto, a partir do final da última década, a economia turística de Balneário Camboriú não se baseia mais apenas nos três meses de temporada de verão, pois focou também no turismo de negócios, eventos corporativos, congressos, eventos públicos e eventos religiosos. Com isso, a cidade se tornou economicamente viável o ano inteiro.

A construção civil é a mais forte de Santa Catarina com demanda constante devido à garantia de retorno do investimento; a valorização dos apartamentos tem sido permanente. A legislação que rege a ocupação e uso do solo é das mais adiantadas do Brasil, por exemplo, é proibido construir apartamentos pequenos, de um dormitório, para garantir menor adensamento populacional e melhor poder aquisitivo.

Em dezembro de 2013 o IBGE atualizou a estatística do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros, com base nos dados de 2010, e mais uma vez a cidade se destacou, 14ª colocada em Santa Catarina. O que mais impressiona é a série histórica, incremento de 75% em cinco anos, ou média de 15% de aumento, a cada ano, entre 2006 e 2010.

Comércio

A economia da cidade também se destaca pelo forte comércio instalado na cidade. Com um público ao qualificado e uma estrutura tão moderna, não é de se admirar que as maiores marcas nacionais e internacionais tenham escolhido Balneário Camboriú como opção para realizar seus negócios. A cidade possui um comércio sem igual no Sul do Brasil, um complexo comercial completo, com as mais variadas opções de compras em praticamente todos os segmentos.

No comercio de Balneário Camboriú, todas as lojas e centros comerciais funcionam durante os 12 meses do ano. De segunda a segunda, com horários diferenciados do restante do comércio da região, as lojas dos mais variados setores abrem em Balneário Camboriú em horários que variam das 9h da manha até às 22h, em muitos casos, inclusive nos feriados, os estabelecimentos estão prontos a atender aos visitantes.

E é por isso que a cidade é considerada o “paraíso das compras”, já que em Balneário Camboriú é possível encontrar uma variedade invejável de produtos dos mais diversos gêneros em quase 5.000 estabelecimentos comerciais.

Mercado Imobiliário 

O mercado imobiliário de Balneário Camboriú é um dos que mais crescem em Santa Catarina. Por ano, são entregues cerca de 70 novos edifícios na cidade. A boa gastronomia local, aliada à qualidade de vida e grandes empreendimentos imobiliários tem atraído muitas pessoas que buscam imóveis de luxo, novos, usados ou em construção na região.

A cidade sempre contou com uma valorização superior a média de outros municípios pela infraestrutura que oferece. Praia urbana, com vida própria o ano todo, comércio forte e rede gastronômica de qualidade, em uma cidade tranquila e segura. 

Uma pesquisa da Revista Exame apontou Balneário Camboriú como o metro quadrado mais valorizado em Santa Catarina. O levantamento listou o valor dos imóveis usados. Na Barra Norte e na Barra Sul o metro quadrado pode chegar a R$ 8,1 mil.

A valorização dos imóveis é consequência da expansão natural da cidade, oferecendo um estilo de vida com mais liberdade, em contato direto com a natureza. Até a atriz de cinema, Sharon Stone, virou garota-propaganda de um empreendimento em Balneário Camboriú. Isso demonstra a dimensão e a valorização do mercado imobiliário local

Recentemente a Justiça liberou as obras do Infinity Coast na cidade, o empreendimento terá 240 metros de altura e é anunciado como o maior edifício residencial do Brasil. Uma ação movida pela promotoria questionava a distância entre a obra e o Canal do Marambaia e pedia a demolição de parte da estrutura. A previsão de conclusão das obras do edifício é 2017. O prédio residencial terá 66 andares e, do alto, vista para Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema.

 

Setor empresarial catarinense terá documento conjunto para candidatos ao governo

O setor empresarial catarinense vai entregar documento conjunto contendo propostas aos candidatos ao governo do Estado. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (14), durante reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem), que é formado pelas entidades representativas da Indústria (Fiesc), do Comércio (Fecomércio), da Agricultura (Faesc), do Transporte (Fetrancesc), das CDLs (FCDL), da Micro e Pequenas Empresas (Fampesc) e das Associações Empresariais (Facisc).

O documento do Cofem vai trazer os pontos e propostas comuns, enquanto cada entidade debaterá os temas de cada atividade econômica em documentos e encontros específicos. A Fiesc, por exemplo, já programou para o dia 8 de agosto painel com os principais candidatos, às 10h, para apresentar a Carta da Indústria, resultado de amplo trabalho de pesquisa e compilação de demandas do setor.

Na reunião desta segunda, as federações empresariais definiram também a intensificação da atuação conjunta em uma série de pautas que preocupam os empresários, como as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, E-Social, educação e infraestrutura, por exemplo.

Complexo Portuário de Itajaí é responsável por 83,48% das exportações catarinenses

Mesmo sem operar por 12 dias em junho, o Complexo Portuário de Itajaí acumula crescimento de 1% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2014, em comparação com igual período do na o anterior. Foram operados 524,18 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) entre 1º de janeiro e 30 de junho, ante 517,88 mil TEUs em igual período de 2013.

Se analisados os últimos 12 meses, de julho de 2013 a junho deste ano, observa-se que os terminais que compõem o Complexo Portuário movimentaram 1,11 milhão de TEUs, com avanço de 6% em relação ao período compreendido entre julho de 2012 e junho de 2013. As exportações respondem pela maior fatia das operações, de 52%, enquanto as importações somam 48%.

“Certamente não fosse a ocorrência de chuvas com volumes acima da média histórica, que ocasionaram a elevação no nível dos rios e consequentemente o aumento na correnteza, provocando a impraticidade da barra nos períodos de 07 à 14 de junho e de 27 de junho a 02 de julho, teríamos registrado um aumento significativo na movimentação de cargas registrada no semestre”, explica o diretor executivo do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz.

“As operações em julho foram retomadas plenamente e a expectativa é de que a média mensal de crescimento, de 7%, seja recuperada a partir deste mês e que consigamos atingir nossa meta para 2014, que gira em torno de 1,2 milhão de TEUs”, diz o superintendente, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior.

Feira Internacional do Setor Automotivo vai oferecer mini cursos e palestras

Mais do que uma ótima oportunidade para marketing e negócios, a Autotools – Feira Internacional do Setor Automotivo será um evento de capacitação. Durante a feira, vão acontecer mini cursos, demonstrações de produtos e palestras. Serão quatro dias de aprendizado para pessoas que têm interesse em atualizar conhecimentos e acompanhar novidades dos setores de autopeças, ferramentas, acessórios e serviços.

Os mini cursos de capacitação e palestras, serão oferecidos gratuitamente durante a Autotools por entidades de renome nacional, como Senai, Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, Aresc – Associação das Retíficas do Estado de Santa Catarina e Conarem - Conselho Nacional de Retífica de Motores e por empresas expositoras e parceiras como a MTE-Thomson, entre outras.  Estes mini cursos serão abertos aos visitantes e expositores, que além de participarem dos workshops poderão fazer demonstrações dos próprios produtos.

Outra atração que promete chamar a atenção durante a Autotools é o Cambea Fast – modalidade do Campeonato Brasileiro de Envelopamento Automotivo. A missão dos participantes do Cambea é envelopar o capô de um automóvel em, no máximo, 15 minutos. O recorde atual é do paulista Jefferson Pimenta, que conseguiu a façanha em apenas 4 minutos e 38 segundos. Os profissionais do Cambea, destaques nacional e internacional do envelopamento automotivo, também vão oferecer cursos de capacitação durante a Autotool. 

 A Autotools  – Feira Internacional do Setor Automotivo acontece de 27 a 30 de Agosto no Centro de Exposições de Florianópolis, em Santa Catarina. Novidade no Estado, a feira espera reunir cerca de 15 mil pessoas. Além de empresas de renome nacional, a Autotools  terá expositores da Ásia e Mercosul sendo ótima oportunidade de negócios. Mais informações sobre os cursos e espaços para exposição, no site www.autotool.com.br ou através do email: gerencia.comercial@autotool.com.br .     

Abertas inscrições para missões à Alemanha, China e Costa Rica

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) está com inscrições abertas para missões empresariais à Alemanha, China e Costa Rica. De 29 de agosto a 3 de setembro está programada missão ao Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hamburgo, no norte do país europeu. O evento deve reunir mil empresários dos dois países que participarão de debates sobre agronegócio e inovação, política econômica, infraestrutura e logística, óleo e gás, tecnologia da informação e saúde (hospitais, equipamentos médicos e produtos farmacêuticos). Também será lançado oficialmente o encontro de 2015, que ocorrerá em Joinville.

De 22 a 27 de setembro, a entidade realizará missão à Costa Rica para participar da Feira Internacional de Compradores, em San José. É um evento multissetorial que contará com a presença de participantes de mais de 30 países e 180 compradores. A feira é voltada aos setores metalúrgico, têxtil, informática, alimentos e bebidas, madeireiro, calçadista, equipamentos elétricos e automação e tecnologias da informação.

Também estão abertas as inscrições para a Missão Empresarial Brasileira à China, que será realizada de 12 a 22 de outubro, em Guangzhou. A comitiva participará da Feira de Cantão, a maior de negócios da China. A última edição do evento reuniu quase 60 mil expositores, recebeu 190 mil visitantes estrangeiros, além de fechar US$ 31 bilhões em negócios. A feira foca os setores máquinas e equipamentos, pequenos maquinários, autopeças, máquinas para construção, eletrodomésticos, produtos químicos, artigos sanitários, computadores e periféricos e produtos de comunicação.

Guangzhou é a maior cidade litorânea e com maior circulação de pessoas do sul da China. Fundada há mais de dois mil anos, está localizada em uma das regiões mais prósperas do país. Com infraestrutura completa, o porto de Guangzhou é o quinto maior do mundo em volume de cargas e o terceiro maior porto da China. Guangzhou ocupa a terceira posição entre as principais cidades chinesas (atrás apenas de Pequim e Xangai).

Os interessados em participar devem fazer a inscrição no site www.fiescnet.com.br/missoes . Neste endereço também consta detalhes da programação de cada missão.

Grandes players do setor de transporte e logística já confirmaram participação na Logistique 2014

Expressivo grupo de empresas já aderiu à quarta edição da Logistique - Feira Internacional de Logística, Transporte e Comércio Exterior – programada para o período de 21 a 24 de outubro de 2014 (Parque Efapi, em Chapecó), com previsão de 15 mil visitantes e R$ 140 milhões em negócios.  A Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) é a promotora oficial.

Entre os expositores confirmados estão as empresas Onixsat Rastreamento de Veículos, Schrader Comércio e Representações Ltda, Comercial Automotiva SA, HBSIS Soluções em TI, Datatransp Sistemas Ltda, Avior Soluções em Logística e Monitoramento Ltda, Isola Representação Industrial e Comercial Ltda., Adenir Grando Informática, DAF Montadora, Randon S/A Implementos e Participações, Paulo Medeiros ME, DISKTRANS Michelin/Unetral, Dicave/Volvo, Hub2b, CET Cursos, Tecnitermo e DOT.C.

O coordenador geral Leonardo Rinaldi destaca que a feira profissional está consolidada e cresce expressivamente a cada edição, reforçando sua posição como um dos maiores eventos do setor. Com o slogan “inteligência que move o mundo”, reunirá soluções nas principais áreas que impulsionam e movimentam a economia global, tendo três grandes focos, o transporte, a logística e o comércio exterior.

Encerrada consulta pública para poligonais em 17 portos

Terminou na última terça-feira (8), o prazo para envio de contribuições relativas à consulta pública das poligonais das áreas de 17 portos organizados. As sugestões vão subsidiar a Secretaria de Portos a definir os limites dos portos para atender a orientação do novo marco regulatório do setor (Lei 12.815/2013).

Os novos limites serão demarcados por meio de Decreto Presidencial, conforme determina o artigo 15 da Lei. Hoje, essas poligonais estão definidas através em portarias do Ministério dos Transportes.

A SEP irá organizar, responder e dar publicidade às sugestões, bem como às eventuais alterações nos desenhos - motivadas pela contribuições recebidas, de forma que a consulta seja um instrumento efetivo de participação pública,

Pelos novos desenhos, o georreferenciamento das áreas de fundeio, bacias de evolução e canais de acesso, por exemplo, serão estabelecidas mediante trabalho específico.

As áreas foram delimitadas a partir dos instrumentos que formam o conjunto do planejamento do setor portuário nacional: o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) e Planos Diretores Estratégicos (Master Plan) de cada porto e o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP).

Projeto de lei que alterar distribuição do ICMS de exportação

Deputados estaduais e prefeitos se reuniram na tarde de ontem na Prefeitura de Itajaí para discutir o projeto de lei 448/2013, que pretende alterar a distribuição do ICMS de exportação entre os municípios.

Atualmente o retorno fica com as cidades portuárias, onde é feito o desembaraço das cargas. No entanto, os municípios produtores, onde ficam as indústrias não recebem pela operação.

A proposta que tramita na Assembleia Legislativa quer que as cidades portuárias e produtoras dividam os lucros. 

Santa Catarina vai sediar feira internacional do setor automotivo

Santa Catarina agora tem uma feira especializada no setor automotivo.  A Autotools – Feira Internacional do setor Automotivo acontece de 27 a 30 de agosto no CentroSul - Centro de Eventos, em Florianópolis. Novidade no Estado, a feira de grande porte, terá expositores da Ásia e de países do Mercosul,  além de grandes empresas do Brasil. Voltada para o setor de autopeças, ferramentas, acessórios e serviços das linhas leve e pesada, a Autotools deverá reunir nos quatro dias de evento, cerca de 15 mil pessoas entre empresários do setor, gerentes e compradores, revendedores de autopeças,  prestadores de serviços, mecânicos, funileiros e presidentes e associados de entidades de classe.

A Autotools – Feira Internacional do setor Automotivo oferecerá aos expositores, uma área de mais de cinco mil metros quadrados e será ótima oportunidade para as empresas mostrarem as novidades do setor automotivo, como peças, sistemas, ferramentas de reparação e manutenção, acessórios, tuning, TI e gestão. Durante o evento, os expositores e visitantes poderão fechar negócios e manter contato com entidades, associados, indústrias, compradores, profissionais, representantes e revendedores de grandes marcas do Brasil e do exterior.

Mas, além de uma feira de Marketing e Negócios, a Autoools é um evento de capacitação.  Entidades e sindicatos nacionais, parceiros da Autotools, vão oferecer durante os quatro dias de feira mini cursos, palestras e demonstrações. Entre estas entidades estão: SenaiI, MTE-Thomson, Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Associação das Retíficas do Estado de Santa Catarina (Aresc) e Conselho Nacional de Retífica de Motores (Conarem).  Estes cursos são abertos aos visitantes e expositores, que além de participarem dos workshops poderão também fazer demonstrações dos próprios produtos.

A Autotools também conta com o apoio de entidades importantes em âmbito nacional como: Governo do Estado, Prefeitura de Florianópolis, Fecomercio, Sincopeças, Sindirepa e Convention Boreau.

Disputa nacional

O Cambea Fast – modalidade do Campeonato Brasileiro de Envelopamento Automotivo é outra atração que promete chamar a atenção durante o evento.  A missão dos participantes do Cambea é envelopar o capô de um automóvel em, no máximo, 15 minutos. O recorde atual é do paulista Jefferson Pimenta, que conseguiu a façanha em apenas 4 minutos e 38 segundos. Os profissionais do Cambea, destaques nacional e internacional do envelopamento automotivo, também vão oferecer cursos de capacitação durante a Autotools.  O envelopamento, colocação de um adesivo, fosco ou colorido sobre a pintura do carro, protege e pode dar um toque personalizado aos automóveis.

Estas e outras atrações estarão esperando expositores e visitantes durante a Autotools 2014. Ainda existem espaços para quem tiver interesse em expor na Autotools – Feira Internacional do setor Automotivo. Informações através do site www.autotool.com.br ou pelo www.facebook.com/feiraautotool.    

Indústria naval precisa aumentar a produtividade, diz gerente da Petrobras

 

Depois da construção de estaleiros em estados de norte a sul do país, o desafio da indústria naval é manter a revitalização do setor, com mais previsibilidade e ganhos na produtividade, de acordo com a gerente executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Cristina Pinho.

“A produtividade da indústria naval ainda está aquém daquilo que a gente precisa. Ainda temos atrasos significativos na entrega das unidades e ainda temos o que desenvolver em relação a alguns tipos de embarcações”, destacou, durante palestra no seminário Rio Conferences, que teve como tema o setor de petróleo e gás, no Museu de Arte do Rio (MAR).

Para a gerente da estatal, a nova indústria naval tem que se abrir para o mundo. Além disso, segundo ela, o setor ainda precisa de estaleiros para reparos das embarcações. “Nós temos poucos estaleiros de reparos. Ainda temos problemas sérios que afetam a produção da Petrobras quando a gente tem que botar os barcos para passar por reparos fora do país ou em estaleiros longe do Rio de Janeiro”, explicou.

Cristina Pinho destacou também que, além de fabricar as embarcações, o setor precisa ter empresas com capacidade de prestar serviços de manutenção e suporte técnico. “Isso também traz uma riqueza grande para o estado e para o Brasil. Gera emprego muito fortemente”, analisou.

Segundo a gerente, a falta de infraestrutura de suporte à indústria naval ainda é um gargalo que não tem sido respondido a tempo pela iniciativa privada. “Infraestrutura com a iniciativa privada é um desafio enorme. Eu entro com a demanda, mas a resposta da inciativa privada ainda está muito lenta por uma série de questões: é muito dinheiro, são muitas licenças, são muitos constrangimentos. É a regulação, não estou dizendo que é certa ou errada, mas o processo é lento. Aeroporto, porto, base e dragagem ainda são problemas sérios de ser ultrapassados na indústria e nós precisamos muito disso”, avaliou.

Um exemplo, segundo ela, é o Porto do Rio, que tem uma “vocação espetacular” para atender ao pré-sal, mas não tem sistema de dragagem. “A Petrobras precisa do Porto do Rio e muito”, comentou, chamando atenção ainda para a falta de profissionais de gestão mais experientes. “As pessoas mais velhas se aposentaram e não deu tempo de formar gestores de projetos experientes. E na indústria de óleo e gás não tivemos como manter os profissionais sênior conosco. Talvez tenha faltado um pouco de habilidade para mantê-los enquanto formávamos os mais novos”, disse.

Brasil zera imposto de importação do trigo para enfrentar entressafra no Mercosul

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), presidida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), aprovou a redução do Imposto de Importação do trigo de 10% para 0%. A medida já entrou em vigor, com a publicação da Resolução Camex n°42 no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com o ministério, a medida foi tomada após uma consulta extraordinária ao Conselho de Ministros e visa garantir o abastecimento no mercado brasileiro, tendo em vista que os países do Mercosul estão em período de entressafra.

A importação do produto - classificado no código 1001.99.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) - terá alíquota reduzida até 15 de agosto deste ano. A compra externa com alíquota zero está limitada à cota de um milhão de toneladas. A redução tarifária foi aplicada por meio da inclusão do produto na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (Letec).

Ainda de acordo com o ministério, na última reunião realizada, a Camex já havia divulgado uma nota informando que iria avaliar a possibilidade de reduzir a alíquota do Imposto de Importação do trigo para uma cota específica e por prazo limitado, tendo em vista os efeitos da sazonalidade da safra.

Maior centro logístico de Santa Catarina inicia suas operações em Itapoá - Entrevista Revista Portuária

O complexo portuário catarinense é composto por cinco portos espalhados pelo litoral, todos considerados de excelência operacional. Além disso, agora Santa Catarina conta com um dos maiores centros de logística portuária do Brasil. Localizado na retroárea do Porto de Itapoá, litoral Norte do Estado, o CLIF - Centro Logístico Integrado – iniciou suas operações com uma superestrutura capaz de atender, de forma customizada, empresas dos mais variados setores da economia.

“A instalação deste Centro Logístico em Santa Catarina imprime um novo impulso ao comércio exterior do Estado, pois ele atende os mesmos padrões de tecnologia e serviços do mercado internacional”, explica o sócio-diretor da empresa, Carlos Rosa.

Distante 7,2 km do terminal portuário, o Clif ocupa uma área total de 127 mil m², sendo 20 mil m² de armazéns e 70 mil m² de pátio com capacidade estática para 4.100 contêineres e carga solta e 550 tomadas reefer (para contêineres refrigerados). A construção do empreendimento contou com investimentos de R$ 120 milhões, incluindo a compra de um terreno de 3,2 milhões de m², onde 1,2 milhão de m² são destinados à preservação ambiental.

É neste espaço privilegiado que a empresa oferece uma grande variedade de serviços que inclui desde o recebimento e armazenagem de mercadorias, até o monitoramento de temperatura de containers, etiquetagem de mercadorias, controle de estoque e transporte rodoviário.

Segundo Carlos Rosa, foram investidos R$ 6 milhões na compra e instalação de equipamentos para controle de carga e câmeras de monitoramento que permitem aos clientes monitorar suas mercadorias em tempo real. “Queremos garantir total segurança em todos os processos, do recebimento ao embarque da mercadoria”, reforça.

Nos próximos meses, o Clif também passará a operar como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex), onde as mercadorias serão desembaraçadas pela Receita Federal do Brasil na própria sede da empresa.

Confira a seguir a íntegra da entrevista à Revista Portuária – Economia & Negócios concedida pelo sócio-diretor da empresa Centro Logístico Integrado, Carlos Rosa.

Revista Portuária – O complexo portuário catarinense é composto por cinco portos espalhados pelo litoral, todos considerados de excelência operacional. Quais foram os critérios adotados pela empresa para escolher Itapoá como sede do Centro Logístico Integrado?

Carlos Rosa – Optamos por investir em um local em que tudo realmente fosse novo. A escolha da cidade de Itapoá ocorreu em 2007, no momento em que a previsão de um porto em Itapoá começava a concretizar-se.   Naquela ocasião, com a orientação correta, resolvemos investir em áreas de terras, preparando e, posteriormente, consolidando um projeto que fizesse a diferença na retroárea de Itapoá. Nossa decisão foi acertada, pois hoje estamos presentes  em um dos portos mais modernos da América Latina, que oferece estrutura para receber navios de grande porte, já que seu canal de acesso principal possui mais de 14,5 m de profundidade.

Portuária – A empresa tem intenção de expandir a sua área de atuação abrindo outros Centros Logísticos Integrados em Santa Catarina ou no Brasil?

Rosa - Neste momento o nosso foco é  fortalecer a retroárea em Itapoá, dando o suporte necessário para o desenvolvimento do porto e da cidade em que estamos inseridos. Nosso objetivo é continuar expandindo nossa atuação em Itapoá. Entendemos que ainda podemos contribuir muito em termos de estrutura e serviços.

Portuária - Como o Centro Logístico Integrado deve impulsionar o comércio exterior do Estado?

Rosa - Nosso projeto contempla uma infraestrutura moderna e projetada para integração de órgãos facilitadores e sistema de inteligência digital com o objetivo de agilizar os processos de importação e exportação e garantir a integridade e disponibilidade das informações dos processos. O mercado cada vez mais aponta para a necessidade de soluções logísticas integradas que possibilitem a celeridade de cada processo. E é desta forma que contribuiremos de forma efetiva para o comércio exterior catarinense.  

Portuária - Quais serão os principais diferenciais oferecidos aos clientes pelo CLIF?

Rosa - O CLIF foi projetado para atender aos clientes de forma integral, sustentado em sistemas que são referência na área aduaneira e contando com profissionais especializados, dedicados e envolvidos. O fato é que nosso intuito é sempre ter o foco do cliente, oferecendo soluções seguras para que seus processos tornem-se mais eficientes e, ao mesmo tempo, garantindo acesso total às informações.

Portuária - Qual  sua avaliação do atual momento do setor portuário em Santa Catarina e no Brasil?

Rosa - Santa Catarina é um Estado  aduaneiro e logístico, o único Estado da federação  com cinco portos equipados,  que  mantêm linhas regulares com as principais cidades portuárias do mundo. Neste momento, os portos catarinenses já começaram a definir a sua real vocação nas operações.

Mesmo realizando grande parte das operações internacionais  por via marítima, o setor portuário brasileiro continua defasado - equipamentos, infraestrutura rodoviária/ferroviária, morosidade dos processos aduaneiros - diante das necessidades do comércio internacional. Esta  deficiência contribui para o chamado “custo Brasil” e tem sido, reconhecidamente, um dos gargalos da expansão do comércio exterior brasileiro. Apesar de todo o esforço, ainda há muito o que fazer para melhorar a performance e eficiência.

Portuária - Quais são os principais desafios do setor atualmente e a expectativa para os próximos anos?

Rosa - Os desafios são muitos! Um país como o Brasil exige infraestrutura, tecnologia, qualificação profissional e muito investimento. É necessário termos uma infraestrutura logística, no mínimo, adequada às dimensões do nosso país.

A eficiência logística é um grande desafio dentro das atividades do segmento portuário e observo que a infraestrutura  é muito fragmentada: constrói-se um porto, mas não há rodovias ou ferrovias de acesso adequadas, que atendam o fluxo da movimentação.

Não menos importante, ainda há a necessidade de desburocratizar o sistema de operação, no sentido de agilizar a liberação das mercadorias importadas e exportadas, pelos órgãos intervenientes.

Terminal Portuário de Navegantes vai dobrar capacidade estática do pátio

Consolidada como a maior movimentadora de cargas conteinerizadas de Santa Catarina, responsável por 45% da participação de mercado do Estado, a Portonave deu início neste mês às obras da segunda fase do Terminal Portuário de Navegantes. Esta etapa na infraestrutura do terminal faz parte do planejamento da Companhia desde a sua fundação. Com a obra, a empresa praticamente dobrará a capacidade estática do pátio de 15 mil para 30 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

A área a ser ampliada fica no lado direito do terminal. O pátio, que tem hoje 270 mil m², passará para cerca de 400 mil m². A obra tem prazo de até 15 meses para conclusão. O valor de investimentos no projeto é aproximadamente de R$ 120 milhões.

Com a expansão, a Portonave ganhará mais 810 tomadas para contêineres reefers – utilizados para cargas congeladas e refrigeradas. Somadas com as 1.890 tomadas já existentes, a capacidade do terminal será para 2.700 contêineres refrigerados, importante diferencial tendo em vista que a carga congelada, principalmente frango, representa cerca de 50% da movimentação da Portonave, no sentido da exportação. Além disso, o Terminal também investirá em uma nova subestação de energia, com capacidade para 10 MVA (Megavolt Ampére: unidade equivalente a 1 milhão de volts ampére), o que é mais do que suficiente para atender toda a demanda da empresa.

Ainda nesta etapa, a Portonave ampliará o Armazém para inspeção de cargas e a área de DTA – Despacho de Trânsito Aduaneiro. O Armazém e a área de DTA passarão de 2 mil m² para 3.900 mil m².

Mulheres conquistam cada vez mais espaço no complexo portuário catarinense - Especial Revista Portuária

Uma atividade historicamente masculina, a operação portuária tem demonstrado avanços no que se refere à crescente participação de mulheres que acompanha a modernização do setor e novas oportunidades de desenvolvimento profissional.

Nos terminais portuários catarinenses as mulheres exercem funções operacionais estratégicas, entre elas o planejamento e monitoramento das operações, controle de gates (portões), vistoria e conferência de cargas e a operação de equipamentos de grande, médio e pequeno portes, atividades antes consideradas exclusivamente masculinas.

Nesta matéria, a Revista Portuária – Economia & Negócios vai expor, um resumo sobre a participação da mulher no complexo portuário catarinense composto por cinco portos espalhados pelo litoral, todos considerados de excelência operacional. Destes, apenas o Porto de Imbituba não repassou as informações apesar dos inúmeros pedidos por parte da reportagem.

Na APM Terminals, empresa responsável pela operação de contêineres no Porto de Itajaí, já são 53 mulheres em um universo de 297 colaboradores. Entre elas está Danai Francini Bastos, que teve diversas ofertas de emprego, mas optou atuar como assistente de operação. Seu cargo, antes dominado exclusivamente por homens no setor portuário, requer muita responsabilidade e atenção.

A funcionária é uma das responsáveis pela conferência de avarias e lacres na entrada e saída de caminhões na área primária do terminal. Danai chegou a atuar no setor de recursos humanos da empresa, mas hoje nem pensa em deixar a área operacional.

Ela conta que se identificou completamente com a nova profissão, onde está há cerca de três anos. “Claro que ainda ouvi algumas brincadeirinhas quanto minha posição profissional, mas a sensação que carrego é de muito respeito entre os motoristas que chegam ao Porto de Itajaí”, diz.

Quando Danai foi atuar no gate da APM Terminals, não havia muitas mulheres que trabalhavam na operação. No entanto, ela ajudou a mudar a percepção dos motoristas e dos próprios colegas de trabalho em relação ao universo feminino em um ambiente até então completamente masculino.

A avaliação entre os gestores de Danai é que ter mais mulheres no gate trouxe maior equilíbrio ao ambiente de trabalho, ajudando a amenizar situações de estresse no atendimento ao motorista.

Sonho realizado em Navegantes

Na Portonave, terminal portuário privado de Navegantes, segundo a direção da empresa as mulheres estão representadas em todas as áreas, inclusive em cargos de liderança e o impacto desta distribuição tem sido positivo para os resultados alcançados pelo terminal. Atualmente o total de colaboradores é de 1.023 pessoas, sendo 189 mulheres. Algumas delas atuam na área operacional em funções como: auxiliar de movimentação, controladora de carga e operadora de equipamentos.

É o caso de Letícia Paulina Schumacher, que sempre teve o sonho de dirigir caminhão e depois de atuar 15 anos no mercado de trabalho como técnica de enfermagem ingressou no setor portuário.

“Meu irmão que já trabalhava na empresa e me falou que iria abrir oportunidades para as mulheres trabalharem na carreta – que chamamos de Terminal Tractor. Então pensei que era a minha chance. Preparamos meu currículo e mandamos. Fiz as entrevistas e fui contratada, até porque eu já dirigia caminhão”, explica a colaboradora que no mês de julho completa cinco anos de empresa. Durante este período também operou empilhadeiras de contêiner cheio e vazio – Reach Stacker e EV. Atualmente trabalha com o RGT – Transtêiner.

Casada e mãe de dois filhos, Letícia afirma que nunca se preocupou com a questão de trabalhar em um universo ainda dominado pelos homens.

“Sempre sonhei muito com isso, sempre quis. Então quando tive a oportunidade nem olhei para os lados, só pensei que ia realizar meu sonho e fui abençoada. Alguns homens se admiram porque somos mulheres, mães e ainda operamos um equipamento desse tamanho”, ressalta.

O diretor-superintendente administrativo da empresa, Osmari de Castilho Ribas, acredita que o equilíbrio no ambiente de trabalho de um terminal está associado à existência de um sistema de gestão que preserve a segurança e a eficiência.

“A conquista de espaço pela mulher no ambiente portuário vem se consolidando ao longo dos anos, relacionado também a nova configuração das relações de trabalho e processos produtivos na beira do cais. O ambiente atual permite compatibilizar o trabalho feminino, sem discriminação ou privilégio. Uma combinação de eficiência e beleza. Trata-se de uma nova visão”, explica.

Presença feminina também fazem parte da Rotina do Porto de São Francisco do Sul

O Terminal Portuário Santa Catarina, localizado em São Francisco, conta com 48 mulheres entre os seus 306 colaboradores diretos. De acordo com a direção do TESC as mulheres ainda predominam em atividades administrativas, mas algumas trabalham na área operacional, principalmente no gate e na triagem.

Além disso, a mão de obra feminina também é utilizada no controle de pátio, atividade não operacional, mas que tem relação direta com o setor.

Entre as analistas responsáveis pela triagem está Mônica Silva, ela trabalha há 11 anos no terminal portuário. Começou suas atividades fazendo serviços gerais, depois pela recepção até chegar a área operacional.

“Fui transferida para a triagem como digitadora no ano de 2007. Era um ambiente completamente novo, lidar com caminhoneiros, muitos colegas homens, o que exige uma certa postura e imposição para que você seja tratada com respeito. Mas seis anos se passaram e hoje estou liderando a equipe da triagem, em um cargo até então ocupado por homens”, conta orgulhosa.

Segundo ela, quando começou a desenvolver o trabalho na área operacional o fato de ser mulher gerou alguma desconfiança dos colegas de trabalho, mas atualmente isso já foi superado.

“Com o passar do tempo, fui buscando sempre prestar um serviço melhor a cada dia, mostrando que não há nada que homens façam que nós mulheres não façamos também, e a desconfiança foi se dissipando e deu lugar ao respeito, não só comigo, mas com outras colegas de trabalho também”, finaliza Mônica.

Porto de Itapoá desenvolve programa pioneiro para inserção de mulheres

Inédito no Brasil, a primeira edição do programa Mulheres Portuárias foi lançado em há cerca de dois anos e no final de 2013 foi reconhecido pela ABRH SC (Associação Brasileira de Recursos Humanos de Santa Catarina). Pela iniciativa, o Porto de Itapoá recebeu o prêmio “Ser Humano 2013”, entregue anualmente às empresas que se destacam com as melhores práticas em recursos humanos

O programa foi lançado com o intuito de inserir a mão de obra feminina no segmento portuário, predominantemente masculino, promovendo maior igualdade de oportunidades por meio da qualificação profissional.

Desta forma, a primeira edição capacitou 47 mulheres moradoras de Itapoá e região, que realizaram treinamentos nas áreas de documentação de gate e operação de equipamentos.

O projeto teve 100% de aproveitamento, ou seja, todas as participantes que iniciaram os treinamentos fizeram as aulas até a conclusão do projeto.  A maioria já está empregada, sendo que deste total, 27 mulheres foram contratadas pelo Porto de Itapoá e duas por empresas instaladas na retroárea. Além disso, os demais currículos foram encaminhados para outras empresas que se instalaram nas proximidades do terminal.

Mais uma edição

A segunda edição programa foi lançada neste primeiro semestre e o terminal recebeu um total de 295 inscrições, sendo que 133 mulheres foram pré-selecionadas na 1ª etapa e, no final, 37 foram selecionadas para a capacitação.

Atualmente, o terminal conta com 104 mulheres no quadro de 646 profissionais. No entanto, com esta iniciativa, o Porto de Itapoá tem uma meta: atingir 20% de mulheres no quadro de colaboradores, nos próximos dois anos.

Cleide Regina Rocha está entre as mulheres que trabalham na área operacional do terminal portuário. Segundo ela, a ideia de trabalhar no setor portuário amadureceu dentro da sua própria casa.

“Meu esposo que já trabalha na área portuária, foi o grande incentivador para que eu fizesse cursos voltados para o mercado de trabalho portuário. Além disso, minha família tem o maior orgulho de contar às outras pessoas que eu opero um cavalo meecânico hidráulico, o nosso TT”, afirma.

Segundo a gerente de gestão e desenvolvimento de pessoas do Porto de Itapoá, Glaucia Braga Mercher Coutinho, ter mulheres atuando em um segmento notadamente masculino, como o portuário, é capaz de produzir diversas transformações.

 “Além de promover a sua realização profissional, afirmar sua independência e autoestima, as mulheres mostram que podem participar de forma ativa no mercado de trabalho, possibilitando inclusive novos arranjos familiares ou mesmo transformações do papel da mulher como provedora da família”, salienta. 

Ministro dos Portos confirma presença no Encontro Nacional de Comércio Exterior

O ministro da Secretaria dos Portos, Antonio Henrique Silveira, é um dos nomes confirmados para participar da 33ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX), que terá como tema “Propostas para a redução de custos no comércio exterior”. Antonio Silveira fará a palestra “Portos: modernização e redução de custos” no segundo dia do evento, que acontece dias 7 e 8 de agosto, no Rio.

A Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR) tem realizado um trabalho para otimizar os acessos terrestres e marítimos, com foco na manutenção, recuperação e ampliação da infraestrutura portuária, bem como na ampliação da eficiência logística dos portos brasileiros,  com o objetivo de imprimir ao setor mais competitividade e dinamismo, além de reduzir os custos do transporte aquaviário.

Para participar do painel “Brasil-China - 40 anos de parceria estratégica”, que acontece no primeiro dia do encontro, já estão confirmadas as presenças do presidente do Conselho Empresarial Brasil-China e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, embaixador Sérgio Amaral, e do diretor-executivo da Vale, José Carlos Martins, entre outros. O objetivo é avaliar as perspectivas dessa relação, que tem papel fundamental na balança comercial brasileira.

O ENAEX 2014 será realizado em novo local, no Centro de Convenções SulAmérica. O evento, o maior do segmento no Brasil, contará também com uma exposição de serviços de comércio exterior, entre os quais um espaço de promoção de negócios para contatos e encontros com especialistas em negócios internacionais. Estão previstos ainda workshops e atendimento de empresas por técnicos do MDIC.

Durante o ENAEX, acontecerá ainda a reunião do Conselho de Comércio Exterior do Mercosul (MERCOEX) e as entregas dos prêmios “Destaque de Comércio Exterior 2014” e “Proex Excelência 2014”. Mais informações e inscrições, que são gratuitas, no site www.enaex.com.br.

Fazenda bate recorde de liberação eletrônica de importações

A Secretaria de Estado da Fazenda bateu um recorde no índice de liberação automática de importações com exoneração de imposto. Em maio, apenas 1,96% dessas importações dependeram de intervenção manual de servidores do fisco catarinense, o menor percentual desde a implantação do Sistema de Liberação Eletrônica de Importações, em 2006. Atualmente, a média de Declarações de Importação liberadas manualmente por dia útil é 14. Sem o sistema, seria 714.

A liberação eletrônica foi desenvolvida pela equipe do Sistema de Administração Tributária (SAT). Um dos principais reflexos da ferramenta é a agilidade na liberação de mercadorias com ganhos de controle fiscal. Enquanto em Santa Catarina as importações são liberadas em minutos, há estados em que esse tempo pode demorar até30 dias.

Em uma visita que fez no início de maio à Fazenda do Pará para apresentar o sistema de liberação eletrônica catarinense, o gestor do sistema, Cláudio Roberto de Freitas, ouviu relatos sobre empresas que preferem fazer suas importações pelo centro-sul do País e transportarem suas mercadorias por terra até o Pará a terem que importar por recintos daquele Estado. “Há casos extremos em que mercadorias estão paradas há meses. É uma distância gigantesca da realidade vivenciada em Santa Catarina”, destaca Freitas.

O sistema de liberação eletrônica do SAT servirá de modelo para o desenvolvimento de um sistema próprio no Pará e tem chamado a atenção de outros fiscos, inclusive da Receita Federal. Segundo Freitas, em uma apresentação recente do sistema no Porto de Itajaí, a ferramenta recebeu elogios de funcionários da Receita Federal. “Eles inclusive demonstraram interesse em implantar funcionalidades no sistema do próprio órgão como uma forma de tornar mais ágeis os procedimentos de desembaraço aduaneiro”, destaca Freitas.

Parabéns Itajaí! - Especial Revista Portuária

O rio e o mar são a essência de Itajaí, cidade que aniversariou no último domingo (15). Ao completar 154 anos de existência, o município se firma como potência econômica, turística e náutica de Santa Catarina e do Brasil. Pois essa é a Itajaí do Complexo Portuário, da economia robusta, das regatas internacionais, da avenida que margeia o rio e será um centro de atrações voltadas para atividades náuticas.

A cidade nasceu e cresceu tendo como pano de fundo seu porto, mas aos poucos começa a vislumbrar outros segmentos da economia. O momento é promissor e deve ser muito bem aproveitado, pois uma cidade que se intitula o lugar do futuro não deve se prender exclusivamente à atividade portuária.

Deve, contudo, ter outros trunfos somados a isso, como a capacidade de sediar grandes eventos, a futura implantação da marina e a consolidação da cidade como polo industrial e pólo turístico, tanto de lazer quanto de negócios. Enfim, Itajaí pode, mais do que nunca, aproveitar a passagem de seu aniversário e alçar-se ao patamar de cidade que dispõe de qualidade de vida e progresso.

Itajaí é tudo isso e muito mais, afinal, basta caminhar pelas ruas arborizadas do município para entender que dificilmente outra cidade catarinense é tão bem resolvida, com pessoas trabalhadoras, simpáticas e alegres, que vibram por viver num lugar ao mesmo tempo belo e promissor no que se refere ao seu futuro e de seus moradores.

Economia

Impulsionada pela atividade portuária, Itajaí aumentou o Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 para 2011, ano dos últimos dados disponíveis (divulgados em dezembro do ano passado). Localizada na foz do Rio Itajaí, o município tem uma população fixa de aproximadamente 190 mil habitantes, de acordo com números do IBGE.

O PIB de Itajaí no período destacado acima passou de R$ 15,23 bilhões para R$ 18,6 bilhões e é o segundo maior de Santa Catarina. Sendo superado apenas por Joinville que soma R$ 18,8 bilhões.

Menos de 10% dos municípios brasileiros arrecadam mais em impostos do que gastam e Itajaí está entre eles. A cidade tem o maior superávit de Santa Catarina, com R$ 6,6 bilhões de saldo positivo.

A cidade também se destaca como a única cidade entre as seis maiores economias de Santa Catarina a ter aumentado sua participação no PIB do Estado.

Além disso, a taxa de desemprego da cidade é a mais baixa de Santa Catarina, de 1,08 (IBGE 2010), enquanto a média estadual é de 7,9. Já o último Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) apurado foi de 0,795, um dos melhores de Santa Catarina.

Recentemente a cidade apresentou resultados acima da média estadual em um estudo sobre desenvolvimento de alto e moderado da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

A pesquisa apontou o avanço Itajaí entre as 10 melhores cidades de Santa Catarina em termos de desenvolvimento, passando de 10º para o quinto lugar no ranking estadual. O município ficou somente atrás de Chapecó, Concórdia, Balneário Camboriú e Maravilha.

Itajaí também ocupa a 41ª posição no ranking nacional entre os municípios mais desenvolvidos no Brasil. No ano passado, na mesma pesquisa da Firjan Itajaí ficou na 155ª posição no ranking nacional e oitava no Estado.

O índice Firjan de desenvolvimento municipal divulga anualmente o ranking com todos os municípios do país, tendo como base os números de três anos atrás. Ele avalia o sistema de educação, serviços, saúde e emprego, além da renda (geração e salários médios de empregos formais) em cada um dos 5.570 municípios brasileiros.

O Complexo Portuário

Estrategicamente localizado em um dos principais entroncamentos rodoviários do Sul do Brasil, distante poucos quilômetros das rodovias BR-101e BR-470, hoje o Complexo Portuário do Itajaí-Açu ocupa a segunda posição no ranking brasileiro de movimentação de contêineres e opera mais de um milhão de TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés).

As infraestruturas aquaviária e terrestre são também diferenciais do Complexo Portuário de Itajaí. Formado pelo Porto Público e APM Terminals Itajaí, na margem direita, mais Portonave S/A Terminal Portuário Navegantes, na esquerda, o Porto Organizado conta ainda com outros terminais instalados a montante. O calado é de 14 metros e as atuais condições possibilitam operações com navios de até 306 metros de comprimento, com 40 de boca.

No entanto, a construção de nova bacia de evolução que teve a Licença Ambiental Prévia (LAP) expedida em abril deste ano, possibilitará que Itajaí receba navios com até 366 metros. O projeto básico que está em fase de conclusão prevê uma nova bacia de 530 metros de diâmetro (130 metros maior que a atual), nas proximidades da foz do rio Itajaí-Açu, em frente ao Saco da Fazenda.

 “Essa é de extrema importância, pois se nós não tivermos condição de recebermos esses navios, eles não vão vir mais para Itajaí porque os armadores – os donos dos navios – estão construindo navios desse porte. Se não fizermos essa obra saímos do mercado competitivo e a nossa movimentação que é crescente passa a ser decrescente nos próximos anos”, acrescenta o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro

Antonio Ayres dos Santos Júnior.

Mercado imobiliário

Recentemente um levantamento feito pela revista Exame, traz a Praia Brava como a área mais cara de Itajaí entre os imóveis novos, com uma média de R$ 10,5 mil o metro quadrado. O paraíso dos surfistas, que fica no limite entre Itajaí e Balneário Camboriú, tem atraído investimentos nos últimos anos.

O Bairro Fazenda vem em segundo lugar, com preço médio de R$ 9,3 mil por metro quadrado. Em todo o município, a média é de R$ 3,5 mil para imóveis usados e R$ 4,2 mil entre os novos.

A pesquisa, conduzida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), analisou o mercado imobiliário de 82 importantes cidades brasileiras, que juntas respondem por metade do PIB brasileiro.

Apesar dos altos preços em algumas regiões, Itajaí não chegou a alcançar o índice de valorização anual médio no país, que foi de 12%. A cidade fechou o ano passado em 10%. No entanto, a instalação de novas empresas no município sobretudo as que atendem ao mercado do pré-sal, deve impulsionar o mercado imobiliário pelos próximos anos.

As regatas e a vocação náutica

Itajaí está novamente incluída no roteiro da edição 2014/2015 da Volvo Ocean Race (VOR), a mais importante regata do planeta, com nove meses de duração, para na cidade durante a primeira semana de abril do próximo ano.

 “A cidade superou as expectativas da organização na edição passada, pelo profissionalismo apresentado, isso gera grandes expectativas para esta edição”, ressalta o presidente do CCO, Alexandre Antonio dos Santos.

Além do retorno desta competição, Itajaí recebeu mais duas regatas internacionais nos últimos meses. Em novembro de 2013, aportou no município a regata Transatlântica Jacques Vabre e, em fevereiro de 2014, a regata Velas Latinoamérica 2014, com embarcações das Marinhas da América Latina.

Na edição itajaiense dos eventos náuticos, em comum o fato de o local de realização dos três ser a Vila da Regata, onde ocorreu a etapa brasileira da Volvo Ocean Race em 2012, o Centreventos Itajaí e também parte da área do Saco da Fazenda, local que abrigará o Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí, a tão aguardada Marina do Saco da Fazenda.

Receber todas essas etapas é sempre de grande valia, pois além de permitir um grande intercâmbio entre os atletas é positivo também para as cidades que os recebem, uma vez que a economia da cidade fica aquecida com a vinda de tantas pessoas. É positivo para a região, que tem um aquecimento na economia, e bom para os atletas e staffs que competem nos eventos.

Complexo Náutico e Ambiental do Saco da Fazenda

O Consórcio KL Viseu, de Joinville, formado pelas empresas Karlos Gabriel Lemos ME. e a Construtora Viseu Ltda. venceu a licitação para construir e explorar o Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí (Marina do Saco da Fazenda).

Karlos Gabriel Lemos, representante do consórcio, ressalta que o complexo não será uma marina tradicional. “Não pretendemos construir uma marina nos moldes tradicionais, mas sim um porto esportivo, no qual a comunidade possa ter acesso e usufruir de áreas comuns”, afirma.

No total serão investidos R$ 38,5 milhões na Baía Afonso Wippel, em uma área disponível de 10,33 mil m² em terra e 120,9 mil m² de espelho d´água. São ainda mais 12,39 mil m² para aterro hidráulico. O projeto prevê 846 vagas para embarcações, sendo 353 secas e 493 molhadas. O prazo de concessão é de 25 anos, prorrogável por igual período.

No entanto, a obra está dividida em duas etapas, a conclusão da primeira está prevista para outubro de 2015 e vai contemplar 191 vagas secas e 192 molhadas, já a capacidade total será atendida ao longo dos próximos cinco anos. 

Operações com contêineres crescem 7% no Complexo Portuário de Itajaí

O crescimento registrado nas operações com cargas conteinerizadas no Complexo Portuário de Itajaí cresceu 7% nos primeiros cinco meses deste ano. Entre janeiro e maio passaram pelos cais do Porto de Itajaí, APM Terminals Itajaí, Portonave Terminal Portuário Navegantes e demais terminais que formam o Complexo 449,6 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés), ante 421,3 mil TEUs operados em igual período do ano passado. Já o número de escalas cresceu 4% neste ano. Foram 411 atracações nos cinco meses, ante 394 atracações registradas no ano passado.

Se analisado apenas maio de 2014, o volume movimentado foi de 97,47 mil TEUs, sendo 38,08 mil TEUs operados pela APMT e 59,39 mil TEUs operados pela Portonave. O avanço com relação a maio de 2013 foi de 3%. “Podemos considerar maio o melhor mês deste ano em termos de movimentação, que vem se crescendo no decorrer de 2014”, diz o diretor Executivo do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz.

 As exportações representaram a fatia de 52% de toda a movimentação de maio e o frango foi a carga com maior volume embarcado, seguido pela madeira e derivados e pelas carnes em geral. Nas importações, com a fatia de 48% da movimentação do Complexo Portuário do Itajaí, os produtos químicos lideraram os desembarques, seguidos pelos produtos mecânicos e eletrônicos e pelos têxteis.

 “Os números registrados geram um cenário bastante positivo para o Complexo Portuário do Itajaí, que deve encerrar o exercício de 2014 com a movimentação de aproximadamente 1,2 milhão de TEUs”, diz o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior.

Porto de Itapoá completa três anos de operação

O Porto de Itapoá completou três anos de operação na segunda-feira (16). Desde a sua concepção, o terminal vem se destacando por seus recordes operacionais e conquistas alcançadas. Atualmente entre os cinco portos catarinenses, o Porto de Itapoá é o segundo maior terminal portuário e é o primeiro e único apto a receber os maiores navios de contêineres em operação na América do Sul, fazendo de Santa Catarina uma ótima opção para os importadores e exportadores.

Até o mês de maio, o terminal já havia recebido mais de 1.300 navios e movimentado aproximadamente 1 milhão de Teus, além de ter batido vários recordes de produtividade. Investindo nas pessoas e na comunidade, o Porto Itapoá também gerou cerca de 700 empregos diretos e mais de 2 mil empregos indiretos. Em função do empreendimento o município já arrecadou quase R$ 10 milhões de ISS (Imposto Sobre Serviços) desde o início das operações, em junho de 2011.

Na segunda-feira, como parte das comemorações do triênio, haverá uma cerimônia de nomeação da Rua 2.850 (ao lado do estacionamento dotTerminal), que passará a se chamar Rua Emílio Battistella em homenagem à família do idealizador do empreendimento, Sr. Hildo Battistella.

Antaq discute fiscalização com autoridades portuárias

Os diretores da Antaq, Mário Povia (diretor-geral), Fernando Fonseca e Adalberto Tokarski, reuniram ontem (9), na sede da Agência, em Brasília, com representantes das autoridades portuárias. A reunião teve por objetivo integrar esforços e recursos na fiscalização dos operadores e arrendatários de terminais nos portos.

Participaram representantes das administrações dos portos de Santos, Itaqui, Fortaleza, Vitória, Rio Grande, Salvador, São Francisco do Sul, Belém, Santana, Maceió, Rio de Janeiro, Itaguaí, Porto Alegre, Pelotas, Porto Velho, Recife, Imbituba, Itajaí, Suape, Paranaguá e Forno, entre outros.

Pela lei anterior, essa fiscalização era exercida pela autoridade portuária. À Agência cabia fiscalizar apenas a administração do porto. Com a Lei nº 12.815/2013, a Antaq ganhou novas atribuições e, além das autoridades portuárias, a autarquia passou a fiscalizar também diretamente os operadores e arrendatários de terminais.

Ao abrir o encontro, o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, destacou que a proposta da Agência é fazer uma fiscalização compartilhada com a autoridade portuária e até tentar contribuir com a administração do porto.

“Apesar da dificuldade momentânea recíproca de recursos humanos nessa atividade, o importante é estabelecermos um modus operandi para que essa fiscalização se dê de forma adequada e seja bem feita”, salientou o diretor-geral. Povia informou que a autarquia realizará concurso público para complementar seu quadro de servidores e de fiscais.

O diretor Fernando Fonseca lembrou a importância dos postos avançados para a fiscalização da Antaq e disse que a Agência está agilizando a instalação dessa ferramenta nos diferentes portos. “Nós já instalamos o posto no Porto de Santos e a iniciativa tem-se mostrado plenamente exitosa, haja vista a questão do escoamento da safra deste ano, que melhorou sensivelmente em relação aos problemas encontrados na safra do ano anterior”, apontou.

O diretor Adalberto Tokarski, por sua vez, destacou a reunião como uma oportunidade de se avançar numa agenda proativa que leve ao entendimento e à integração de esforços. “O fato é que tanto a Agência quanto a autoridade portuária podem fiscalizar. Portanto, precisamos ter uma atuação conjunta para potencializarmos os recursos, sobretudo de pessoal”, afirmou.

Na sequência, o superintendente de Fiscalização da Antaq, Bruno Pinheiro, fez uma apresentação sobre a nova distribuição de atribuições de fiscalização dos portos, trazida pela Lei nº 12.815/2013.

Pinheiro falou sobre o cronograma de instalação dos novos postos avançados (já estão instalados os de Santos e Imbituba) e comentou sobre os principais pontos do novo normativo sobre Fiscalização da Agência – a Resolução nº 3.529/2014, que dispõe sobre a fiscalização e o procedimento sancionador em matéria de competência da ANTAQ; e a Resolução nº 858/2007, alterada pelas Resoluções nºs 1.390/2009, 2.192/2011 e 2.997/2013, que disciplina a fiscalização das atividades desenvolvidas pela administração portuária na exploração de portos públicos).

Comércio de Balneário Camboriú prevê aumento de 4,5% nas vendas para o Dia dos Namorados

A expectativa dos comerciantes de Balneário Camboriú para o Dia dos Namorados, 12 de junho, é que as vendas aumentem em 4,5% na comparação com o ano passado e que a data seja comemorada na véspera. Como neste ano o dia 12 de junho marca a estreia do Brasil na Copa do Mundo de 201 jogando contra a Croácia, a previsão da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) é que as compras sejam feitas de forma antecipada.

O presidente da CDL, José Roberto Cruz, destaca que data costuma ser a terceira melhor para vendas no comércio, atrás apenas do Natal e Dia das Mães e superando, inclusive o Dia dos Pais. “O brasileiro tem o costume de deixar as compras para a véspera, mas a intenção de presentear é muito forte neste dia. Então é interessante os consumidores anteciparem estas compras”, comenta. Ele destaca que a lista de presentes para a data varia, incluindo de flores a joias.

Fundo da Marinha Mercante financia rebocador entregue em Santa Catarina

O Fundo da Marinha Mercante (FMM), gerenciado pelo Ministério dos Transportes, financiou o projeto de construção do rebocador SMIT PANARÁ, entregue à empresa SMIT-REBRÁS. O barco, que deverá operar como apoio portuário no Porto de Santos, foi construído no estaleiro Keppel Singmarine Brasil, em Navegantes, Santa Catarina.

A embarcação, que teve 70% dos componentes de fabricação nacional, contou com um investimento total de R$ 12,2 milhões, dos quais 84% foram financiados com recursos do FMM, por meio do Banco do Brasil, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Essa é a terceira embarcação entregue desse projeto, que contempla um total de seis rebocadores de 24,4 metros de comprimento, 4,5 metros de calado e capacidade de tração estática de 45 toneladas, todos financiados com recursos do FMM.

O Fundo da Marinha Mercante atinge, com mais essa entrega, o total de 356 embarcações e seis projetos em estaleiros concluídos desde 2007. Atualmente, há em andamento outras 158 embarcações e oito obras em estaleiros financiadas pelo Fundo.

Velloso defende maior participação do setor privado na infraestrutura

No terceiro evento da série Cresce SC, o economista Raul Velloso defendeu maior participação do setor privado nas obras de infraestrutura de transportes no Brasil. Ele afirmou que em 2012 a União destinou só 1,1% do orçamento para melhorar a infraestrutura de transportes do país. O especialista disse que o baixo investimento se deve à "grande folha", ou seja, ao elevado gasto do governo com pessoal, previdência e programas sociais, que representou 75% do orçamento da União em 2012. Durante o encontro foi realizado debate que contou com a participação do primeiro vice-presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Durante sua exposição, Aguiar destacou que há países com os quais o Brasil concorre diretamente que investem de 3% a 4% do PIB na área. "Da forma como está, o Brasil perde competitividade. O país tem tudo para a infraestrutura ser feita", afirmou. Na opinião dele, entre os entraves que impedem que o setor privado aporte recursos estão a insegurança jurídica dos contratos e questões ambientais. "São impeditivos para alguém fazer investimento. As parcerias público-privadas são importantes, mas é difícil de serem feitas em função desses fatores", concluiu.

Raul disse que o aumento dos gastos correntes reduz a capacidade de investimento do governo. "Se não há recursos para investir significa que o setor público terá que atuar com o setor privado no processo progressivo de substituição dos investimentos que terão que ocorrer. "Não tem muita saída ainda que a gente não goste de pagar pedágio", disse.

Apesar de defender o investimento privado, o economista disse que o modelo atual não favorece. "O governo quer que o setor privado entre e faça a infraestrutura pelo esquema da caridade, com a cobrança das tarifas que não cobrem os custos. É um modelo impossível. Não fecha. O setor privado atua com base no lucro", salientou.

Encontro de Comércio Exterior é realizado em Jaraguá do Sul

Nesta quinta-feira, 5, será realizado o Encontro Empresarial de Comércio Exterior (Encomex) no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul (Cejas). A secretária do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Lucia Dellagnelo, participará da abertura, às 9h. “Os participantes terão palestras e oficinas sobre a importância de difundir a cultura exportadora, focada na competitividade e inovação”, afirma. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia do evento pelo site:www.encomex.mdic.gov.br

O Encomex é um projeto desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior, Secex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MDIC, que visa estimular maior participação do empresariado brasileiro no comércio internacional, além de buscar consenso em relação aos desafios e oportunidades para o incremento das exportações. O encontro divulga programas, projetos e ferramentas de financiamento, capacitação e promoção disponíveis ao empresário exportador, com objetivo de fomentar políticas estaduais de comércio exterior como vetor para a geração de trabalho e renda.

A programação é composta por palestras, oficinas setoriais e encontros de negócios direcionados ao pequeno e médio empresário. O evento conta com apoio da prefeitura de Jaraguá do Sul, Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos, Apex-Brasil, Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas,Sebrae, Federação das Indústrias de Santa Catarina,Fiesc, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, BRDE e entidades parceiras.

19º Eneri Univali começa amanhã em Balneário Camboriú

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) organiza o 19º Encontro Nacional de Estudantes de Relações Internacionais (Eneri), entre os dias 4 e 7 de junho, no Infinity Blue Resort, em Balneário Camboriú. A programação, para estudantes e profissionais da área, inclui seminários e apresentações sobre as relações internacionais “do futuro”, com a participação de palestrantes, diplomatas e acadêmicos.

Celso Amorim, diplomata e atual ministro da Defesa é um dos principais convidados. Também participam do encontro: Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidência da república para assuntos internacionais; Peter Van den Bossche, que atualmente faz parte do corpo apelativo da Organização Mundial do Comércio (OMC), Samuel Pinheiro Guimarães, embaixador e ex-representante geral do Mercosul; e Marcos Troyjo, professor e diretor do BRICLab na Universidade Columbia, em Nova York, e colunista da Folha de São Paulo. O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, também confirmou presença no evento.

Os temas do encontro incluem a política externa brasileira, as novas conjunturas internacionais, a crise econômica internacional, os deslocamentos de poder, direitos humanos, globalização e regionalização, mecanismos de paz e segurança internacionais, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, governança global e a evolução da produção acadêmica em Relações Internacionais no Brasil.

O Eneri consolida-se como o maior evento de estudantes e profissionais de Relações Internacionais da América Latina, com debates que contam com a participação de alunos e profissionais de Relações Internacionais e intercâmbio de informações através de discussões acadêmicas, com palestrantes renomados e atividades como palestras, minicursos, workshops, visitas técnicas e painéis.

A programação e outras informações podem ser acessadas na página do evento: www.eneriunivali2014.com.br

Serviço:

O quê: 19º Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais

Quando: dias 4, 5, 6 e 7 de junho

Onde: no Infinity Blue Resort, em Balnerário Camboriú

CNDL e SPC reprovam manutenção da Selic em 11%
Apesar de a decisão já ser aguardada pelo movimento varejista, a Confederação Nacional de Dirigentes Loijstas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) reprovaram a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 11% ao ano. O anúncio foi feito da noite desta quarta-feira (28/5), após o término da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Na avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, a taxa básica de juros já se encontra em um patamar alto, o que tem encarecido o crédito e não tem aquecido a atividade econômica como um todo, sobretudo a comercial. “A edição da taxa Selic já se mostrou uma ferramenta ineficiente para, sozinha, conter a inflação no Brasil, que persiste em ficar acima do centro da meta estipulada pelo governo”, disse Pellizzaro Junior.

Para a CNDL, o controle inflacionário precisa ser realizado, prioritariamente, por meio de um amplo ajuste fiscal na máquina pública, com cortes de gastos de custeio do governo e com mais desonerações dos setores produtivos.

Indústria do Sul discute extração do gás de xisto e carvão no Brasil
Considerado uma opção para garantir o fornecimento de gás para o setor produtivo, a extração do insumo contido no xisto será o principal tema do Seminário Oportunidades na Exploração do Gás Não Convencional, que está sendo realizado nesta quinta-feira (29), em Porto Alegre (RS). O evento é promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em associação com as Federações das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Paraná (FIEP) e Rio Grande do Sul (Fiergs) e pretende disseminar informações técnicas e qualificar o debate sobre o tema.

Além das federações industriais do Sul, participarão Olavo Machado Júnior, presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI e presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Francisco Gaetani, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Symone Araújo, diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME) e Shelley Carneiro, gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.

Ao longo do dia, especialistas representantes de MME, Agência Nacional de Petróleo (ANP), Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Morgan Lewis's Business and Finance Pratice, Imetame Energia, Instituto Brasileiro de Petróleo Gás e Biocombustíveis e Baker & Huges farão apresentações e participarão de debates sobre o assunto.

Na sexta-feira (30), o projeto de construção de uma unidade de extração de gás a partir do carvão no sul do Estado será debatido na Fiesc. O tema está no centro da pauta da reunião conjunta da Câmara de Assuntos de Energia e do Comitê para o Carvão Mineral da Federação. Também será abordada a atuação dos projetos a carvão mineral no leilão A-5.
Portonave bate recorde de produtividade por equipamento
Durante a operação do navio MSC Adelaide, que desatracou na manhã de terça-feira (27), a Portonave S/A – Terminais Portuários de Navegantes – bateu o recorde de produtividade por equipamento. Na operação do guindaste portêiner (STS) foram feitos 65,8 mph (movimentos por hora). O navio faz parte do Serviço Spain, uma linha marítima da armadora suíça MSC – Mediterranea Shipping Company, com destino a portos na Europa.

Em março, a Portonave já havia batido o próprio recorde de produtividade por equipamento, com 58,4 movimentos por STS, no navio Hanjin Boston. Segundo o diretor-superintendente operacional da Portonave, Renê Duarte, esta marca é fruto de um processo contínuo de melhoria de produtividade que a companhia busca e do trabalho competente da equipe. “Procuramos desenvolver nosso trabalho da melhor forma possível, investimos em bons equipamentos, em treinamento e qualificação dos nossos colaboradores. Então este resultado nos deixa muito orgulhosos”, comenta Duarte. 
Porto de Paranaguá registra recorde na importação de fertilizantes
O Porto de Paranaguá registrou na última semana a maior movimentação de fertilizantes em um único dia no cais comercial. Foram 34 mil toneladas de produtos desembarcados em 24 horas, a melhor marca registrada nos últimos anos. A informatização do sistema de descarga de fertilizantes, a instalação do sistema de monitoramento de cargas por rádio (RFID) e também a ativação do Terminal Público de Fertilizantes – com a ativação da descarga direta de fertilizantes por correia transportadora –, contribuíram para atingir a marca.

De janeiro a abril de 2014, os portos paranaenses importaram 3,1 milhões de toneladas de fertilizantes, um aumento de 11% em relação ao mesmo período de 2013. A maior agilidade na importação dos produtos fez também diminuir o valor pago pelas multas de sobrestadia no porto, a chamada “demurrage”. Apenas no mês de abril, o Porto de Paranaguá registrou queda de 39% nas multas pagas no comparativo com o mesmo período do ano passado. Foram US$ 2,8 milhões de multas pagas pelos importadores em abril deste ano. Em 2013, foram pagas US$ 4,6 milhões em demurrage.

Considerando o acumulado do ano, de janeiro a abril deste ano, foi registrado o pagamento de US$ 32,5 milhões em demurrage, uma queda de 8% em relação a 2013. Os dados são do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos).

Empresários do comércio temem prejuízos com as manifestações na Copa
Um terceiro painel da pesquisa sobre os empresários e a Copa do Mundo, encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aponta que 47% dos comerciantes acreditam que o comércio deve sofrer perdas de faturamento por conta das manifestações de rua. O estudo ouviu 600 proprietários e gestores de empresas cujos segmentos de atuação têm relação direta com o evento nas sete cidades-sede que mais receberão partidas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza).

A pesquisa mostra que, no total, 47% dos entrevistados acreditam que a onda de manifestações irá impactar os negócios de forma negativa. Na avaliação do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, é natural que o os comerciantes estejam receosos, visto que o varejo - principalmente o de rua e o das grandes capitais - amargou prejuízos em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações.

"O indicador de vendas na época apontou o pior resultado para o mês de junho de toda nossa série histórica. Muitos lojistas tiveram perdas por conta de depredações e outros tiveram que fechar as portas mais cedo por conta dos tumultos", explica Pellizzaro Junior.

APM Terminals Itajaí lança novo serviço para o Norte da Europa
A APM Terminals Itajaí, responsável pelo terminal de contêineres no Porto de Itajaí (SC), passa a contar com um novo serviço semanal entre o Brasil e o Norte da Europa. Batizado de Samba e operado pela Maersk, o serviço promoverá mais velocidade na importação e exportação de cargas e atrairá clientes interessados nesta rota.

O terminal, que detém uma das melhores produtividades por equipamento do país, prevê um acréscimo de 2,8 mil movimentos/mês com o Samba. “O aumento no mix de serviços da APM Terminals Itajaí é estratégico para os negócios da empresa no Brasil, já que garante mais satisfação dos clientes atuais e promove a conquista de novos clientes que queiram contar com uma operação segura, eficiente e respaldada por um dos maiores operadores portuários do mundo”, destaca o diretor superintendente da APM Terminals Brasil, Ricardo Arten.
Tear Escola de Negócios realiza teste comportamental na Expogestão 2014
Um teste comportamental que identifica o lado do cérebro mais utilizado no padrão cotidiano está ajudando visitantes da Expogestão 2014 a descobrir o tipo de animal que melhor os representa: águia, gato, lobo ou tubarão. O teste é aplicado pelos profissionais da Tear Escola de Negócios, de Balneário Camboriú, com resultado gerado na hora e interpretado pela master coach Janaína Paes.

São 25 perguntas respondidas em cerca de 5 minutos nos computadores do próprio estande da Tear. O resultado é gerado a partir das características predominantes identificadas pelo teste. Janaína identifica pontos fortes e fracos do profissional e sugere situações a serem melhor trabalhadas individualmente e coletivamente. 

A Tear Escola de Negócios, de Balneário Camboriú, participa pela primeira vez da Feira de Produtos, Serviços e Soluções da Expogestão 2014, que acontece até amanhã, 23, em Joinville (SC). Para participar da feira, a escola levou estande que segue os moldes de um café gourmet. No local, representantes da escola de negócios apresentam os cursos e MBAs que oferece e as opções de educação para quem busca se aperfeiçoar no mercado profissional.

Empresa de logística pretende apresentar projetos de infraestrutura para governo
Um portfólio com projetos para aprimorar a infraestrutura no Brasil deve ser entregue ao governo até o fim do ano. Elaborado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), o documento aponta projetos de infraestrutura considerados importantes para o desenvolvimento do país, afirmou o diretor-presidente da EPL, Paulo Sérgio Passos (foto).

O anúncio, feito em São Paulo, aconteceu durante o L.E.T.S, encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Participante do painel “Planejamento Integrado da Infraestrutura”, Paulo Sérgio Passos destacou que os modais ferroviário e rodoviário precisam ser atendidos com urgência.

“Temos a necessidade urgente de ampliar a capacidade das rodovias federais. Temos problemas muito sérios em relação à malha ferroviária do país, precisamos modernizá-la e ampliá-la”, afirmou Passos.

O L.E.T.S é o primeiro encontro promovido pela Fiesp a abordar de forma integrada as questões de logística, energia, telecomunicações e saneamento básico e termina nesta quinta-feira, 22.

JBS Foods anunciará novos investimentos em Santa Catarina
A JBS Foods irá detalhar nesta quinta-feira, 22, os investimentos previstos para a unidade situada às margens da BR 116, em Lages. O projeto será apresentado por executivos da empresa durante um jantar na Associação Médica de Florianópolis. Durante o evento, o governador Raimundo Colombo falará sobre os incentivos que serão concedidos pelo Estado para a consolidação do plano de expansão.

A empresa começou a operar em Lages em novembro do ano passado, quando o grupo JBS anunciou a aquisição da Seara Brasil por R$ 6 bilhões, após cinco meses de negociações com a Marfrig. O investimento adicionou R$ 10 bilhões à receita global da empresa, e fez com que ela se tornasse líder mundial na produção de carne de frango.

Meetup Startup SC é realizado durante a Expogestão
O 5º Meetup Startup SC será realizado na próxima quinta-feira, 22, às 18h30, durante o Congresso Nacional de Atualização em Gestão (Expogestão), em Joinville. “Trata-se de um encontro informal entre empreendedores e investidores para troca de experiências e ampliação da rede de relacionamento”, explica a secretária do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Lucia Dellagnelo (foto). As inscrições são gratuitas pelo site www.sympla.com.br/startupsc .

O 5º Meetup Startup SC contará com duas palestras, sendo a primeira com Emília Chagas, CEO da startup Contentools, sobre como startups podem obter resultados de negócio por meio do marketing de conteúdo. Já a segunda será com as fundadoras da empresa Catarinas Design, Julia Ghisi e Priscilla Albuquerque, que falarão sobre UX (User Experience) para pequenas empresas e startups. Após as palestras, será realizada uma sessão pitch, onde cinco startups participantes do Programa de Capacitação Startup SC terão oportunidade de apresentar seus projetos para os participantes do encontro.

O Programa de Capacitação Startup SC é uma parceria do Governo do Estado, por meio da SDS, e Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC). O objetivo é desenvolver e promover empreendimentos inovadores em Santa Catarina.

Expogestão

 Com o objetivo de atualizar tendências e estreitar relacionamentos entre líderes empresariais e gestores, entre os dias 20 e 23 de maio será realizada a Expogestão, em Joinville. Além do congresso e da feira de produtos, serviços e soluções empresariais, haverá workshops gratuitos promovidos por patrocinadores, apoiadores, expositores da feira e entidades.

Neste ano, a abertura da feira e dos workshops será no dia 20 de maio e do congresso, no dia 21. Entre os dias 20 e 22 de maio, o horário da feira será das 14h às 21h. Na sexta-feira, dia 23, das 14h às 19h. A entrada é gratuita mediante cadastro, que pode ser feito no site www.expogestao.com.br.

Porto Itapoá alcança mais um recorde operacional
Com a marca de 140,3 MPH (Movimentos por hora) em média, o navio Tucapel, do armador CSAV, que faz a linha NGX1 (Ásia), chegou no Porto Itapoá no início da tarde de sábado (17) e finalizou a operação no início da noite. A operação chegou a alcançar picos de 156 MPH, desenvolvendo 39 MPH por equipamento.

No mês de fevereiro o terminal já tinha alcançado a marca de 136,9 e 139,7 MPH, nos dias 3 de fevereiro e 3 de março, respectivamente.

O resultado alcançado neste mês de maio confirma o alto nível e performance do Porto Itapoá, que em menos de três anos de operação já tem marcas comparáveis aos principais terminais brasileiros.

Comitiva busca acordo Mercosul-União Europeia
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, estará em Paris, nessa terça-feira 20 de maio, com o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte (foto), além de outros oito presidentes de federação e mais de 70 empresários brasileiros para o Fórum Econômico Brasil – França.

 No encontro, a indústria brasileira defenderá a rápida conclusão do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e a União Europeia para uma melhoria nas relações comerciais entre os dois países. Os empresários brasileiros temem que uma movimentação protecionista da agricultura francesa emperre as negociações do bloco. A França é uma grande beneficiária dos subsídios agrícolas europeus. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, participa do evento, que terá as presenças de dirigentes de Vale, Embraer, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Eletrobras e Bndes.

O Brasil tem déficit comercial de US$ 3 bilhões com os franceses e uma pauta concentrada em produtos básicos. Em 2013, os manufaturados correspondiam a apenas 25% das vendas brasileiras para o país. No entanto, 98% das importações brasileiras da França são de produtos acabados.

Santa Catarina

Com uma balança comercial historicamente positiva, Santa Catarina viu em 2013 uma diminuição de 41% nas exportações para o país europeu, na comparação com 2012, para US$ 71,5 milhões. Na combinação com uma alta de 10,2% nas importações, na mesma base de comparação, para US$ 120,7 milhões, o ano passado fechou com saldo negativo de US$ 49,2 milhões no comércio entre o Estado e a França.

Entre os principais produtos embarcados em Santa Catarina rumo ao país europeu, se destacam os motores elétricos, os móveis de madeira e as autopeças. Nas importações, os principais produtos são os circuitos integrados, as ferramentas para cortar metais e os fios de fibras artificiais.

Energia

No setor de energia, o presidente da CNI lembra que até 2021, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de energia no Brasil será 50% superior ao de 2012. Para isso, serão necessários R$ 1 trilhão em investimentos em petróleo e gás, na geração de energia elétrica e em biocombustível. As expectativas de produção do pré-sal, a movimentação da cadeia do petróleo e gás, a retomada dos leilões dos blocos petróleo e gás natural formam um cenário favorável para investimentos no setor energético.
Autorizado novo terminal portuário privado no Rio de Janeiro
A Secretaria Especial de Portos (SEP) autorizou a instalação do terceiro terminal de uso privado (TUP) no município de São João da Barra (RJ). O investimento será de R$ 537 milhões, realizado pela NOV Flexibles Equipamentos e Serviços LTDA.

Com esse, chega a 19 o número de empreendimentos privados autorizados pela pasta desde que o novo marco regulatório do setor portuário entrou em vigor, no ano passado (Lei 12.815/2013). Juntos, os TUPs somam R$ 8,6 bilhões de investimentos, distribuídos em dez estados (RJ, SP, SC, RO, BA, ES, AM, PA, GO e SP).

Somente em São João da Barra já são três terminais privados que poderão operar. Os outros dois são investimentos da Intermoor do Brasil Serviços Offshore, com previsão de R$ 76,6 milhões, e da Flexibras Technimp, com investimentos estimados em R$ 142,4 milhões.

TUPs movimentaram mais de 60% da carga em portos

Pelo sistema portuário nacional (que inclui os Portos Organizados, explorados pela união, e os TUPs, explorada por empresas ou entidades de direito privado), passaram 931 milhões de toneladas de carga bruta em 2013 (granel sólido, granel líquido e carga geral). Somente nos terminais de uso privado foram 593 milhões de toneladas, o equivalente a 64% do total.
DNIT discute obras rodoviárias com empresários e parlamentares de SC
Um novo gargalo na BR-101 Sul pode ficar evidente no próximo ano. Além dos trechos do Morro dos Cavalos (em Palhoça) e na Ponte de Cabeçudas (em Laguna), os motoristas poderão enfrentar filas na travessia do Rio Tubarão. É que a antiga ponte, de 340 metros, tem sua estrutura comprometida e precisará ser demolida. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) já contratou empreiteira para reconstruir a estrutura, mas não autorizou o início do serviço. Como esta obra tem duração prevista de 360 dias, há o risco do túnel de Tubarão ficar pronto, em maio de 2015, e a reconstrução da ponte formar um novo gargalo na região. Este cenário foi revelado na segunda-feira (12), em apresentação feita pelo superintendente do órgão em Santa Catarina, Vissilar Pretto (foto), durante evento na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Empossado há menos de um mês, Pretto apresentou um detalhado relatório do status de aproximadamente 30 obras rodoviárias federais no Estado. O encontro reuniu integrantes de federações empresariais, do Fórum Parlamentar Catarinense (senadores e deputados federais) e deputados estaduais. O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou que já há um consenso entre empresários e parlamentares quanto aos principais problemas e deficiências da infraestrutura no Estado. "Precisamos agora trabalhar para superá-los", disse.

A precariedade da Ponte em Tubarão já havia sido destacada pela Fiesc em 2009, quando a entidade apresentou o primeiro relatório de acompanhamento da duplicação da BR 101 Sul. O estudo já apontava que a ponte não constava nos contratos e licitações originais da duplicação. Localizada na saída do Túnel do Morro do Formigão (já perfurado), a ponte foi licitada e a empresa contratada, com prazo de execução de 360 dias. Segundo o superintendente do DNIT, a ordem de serviço depende de depósito de seguro de risco de engenharia. "O túnel ficará pronto, mas se alguém passar por ele, cairá dentro do rio", ironizou o presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli. Para o coordenador do Fórum Parlamentar, deputado Esperidião Amin, trata-se de um problema de gestão. "Este parece ser o gargalo planejado", afirmou, citando também os atrasos na duplicação das BRs 280 e 480. "Agora cabe duplicar a pressão, já que não dá para duplicar as estradas", afirmou.

Outra preocupação dos participantes do evento desta segunda é em relação às obras de restauração e conservação da BR 282. O DNIT firmou contrato com empreiteiras para obras de restauração e conservação de três trechos - entre Palhoça e a BR 116 (em Lages), de Campos Novos a Ponte Serrada e de Ponte Serrada a São Miguel do Oeste. Os serviços previstos são de construção de terceiras faixas, acostamento, recuperação de pavimento, sinalização e colocação de defensas protetoras. Segundo recente estudo da Fiesc, nos dois trechos a Oeste as empreiteiras realizam apenas roçadas nas margens e tapa-buracos.

A importância das obras na BR 282 foi ressaltada pelo presidente da Fiesc. "Há o risco de que a agroindústria do Estado se transfira para o Centro Oeste do País, em função das deficiências de infraestrutura. Santa Catarina não pode abrir mão desse patrimônio construído ao longo de décadas. Se a Ferrovia não sai agora, vamos pressionar o governo federal para duplicar as BRs 282, 280, 470", afirmou Côrte.

Gás Natural

O presidente da Fiesc também abordou questões relacionadas ao crescimento da demanda de gás natural no Sul do Brasil. Côrte anunciou que as Federações das Indústrias dos Estados, em parceria com as três companhias de gás, contrataram as empresas de consultoria Gas Energy, Chemtech e Vortex Pesquisas. Elas realizarão estudo de demanda do insumo nos próximos dez anos e de soluções técnicas e alternativas para atendimento (suprimento e transporte). "Esse estudo vai responder uma indagação que vem sendo feita pelo Governo Federal e pelos sócios da SC Gás quanto à garantia da demanda do insumo na região". Prevista para ser concluída em julho próximo, a pesquisa, segundo Côrte, vai justificar os investimentos para ampliar a oferta de gás no Sul do Brasil.

Em relação ao mesmo tema, o presidente da Fiesc relatou encontros que manteve em Tóquio e Florianópolis com diretores da Mitsui, companhia japonesa acionista da SC Gás (distribuidora de gás natural no Estado). Côrte anunciou ainda a realização, no próximo dia 29, de um seminário em Porto Alegre sobre gás não convencional, extraído do carvão mineral.

Pauta Legislativa

A Fiesc apresentou ainda, aos parlamentares da bancada federal catarinense, a pauta mínima de interesse da indústria que tramita no Congresso Federal. Os projetos de lei tratam de temas como reforma política, contribuição adicional de 10% do FGTS, processo administrativo fiscal nos governos federal, estadual e municipal, terceirização, desoneração da folha de pagamento, reintegração de valores tributários, Programa de Recuperação Fiscal (Refis), Novo Código da Mineração e Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
Exportações de Santa Catarina sobem 11% em abril
As exportações catarinenses subiram 10,84% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, chegando a US$ 891,6 milhões. No acumulado do ano a alta é de 7,25%. As variações contrastam os números nacionais, que apontam reduções de 4,4% no mês e de 3% no quadrimestre. Os dados integram levantamento divulgado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

Entre os principais produtos embarcados no Estado, o destaque é para a soja, que subiu 203% no acumulado de janeiro a abril, passando da sétima posição em 2013 para a segunda em 2014, com US$ 278,5 milhões. Apesar da redução de 8,81% no período, o frango segue liderando a pauta de exportações catarinense, com US$ 665,4 milhões.

A China segue crescendo entre os compradores dos produtos exportados via Santa Catarina. Com US$ 318 milhões no quadrimestre, o país asiático comprou 84,7% a mais que em 2013. Esta elevação foi puxada por soja, frango e madeira. Os Estados Unidos compraram US$ 357 milhões (+16,7%) e mantiveram o primeiro lugar, com destaque para blocos de cilindro para motor e motocompressores. A segunda maior alta foi registrada nos embarques para a Rússia, que subiram 40%, puxados pela carne suína.

As importações subiram 4,47% em abril e chegaram a US$ 5,272 bilhões no quadrimestre, alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2013. Este indicador também contrasta com dados nacionais, que registram queda de 3,52% nas importações entre janeiro e abril. Entre principais empresas importadoras de Santa Catarina têm destaque as tradings, que importam pelos portos do Estado, mas distribuem a maior parte das aquisições ao restante do país.

A balança comercial catarinense está negativa em US$ 2,459 bilhões no acumulado do ano.
Pesquisa revela que 52% dos brasileiros fizeram alguma compra por impulso nos últimos três meses
Mais da metade dos brasileiros (52%) assume que já fez pelo menos uma compra por impulso nos últimos três meses. A conclusão é de um estudo realizado nas 27 capitais pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz (http://meubolsofeliz.com.br/) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O levantamento também procurou identificar com quais produtos os brasileiros mais gastaram desnecessariamente nos últimos 90 dias. Itens como roupas (29%) e calçados (19%) lideram a lista das compras supérfluas, seguidos por eletrônicos/celulares (18%) e perfumes/cosméticos (12%). Dentre as mulheres, a preferência por roupas e calçados é ainda maior: atinge 33% e 19% dos casos, respectivamente.  Do lado masculino, além das despesas com roupas (24%), a aquisição de produtos eletrônicos ganha mais destaque (26%).

A principal justificativa dada pelos consumidores para comprar por impulso são os descontos e promoções, mencionados por metade da amostra (50%). Vale destacar que apesar das promoções serem consideradas uma forma de propaganda para atrair mais público, uma parcela reduzida de apenas 2% e 1%, respectivamente, dos entrevistados assume que é influenciada por campanhas publicitárias ou pela própria ansiedade no ato da compra não planejada.

Startup catarinense vence concurso nacional
O empreendedor Murilo Canova Zeschau, de Itajaí, foi o vencedor do Acelera Startup. Ele é um dos sócios da Brastax, empresa que projeta o tratamento do efluente gerado pela indústria abatedora de frangos utilizando cultivo de microalgas de alto valor agregado. “Nossa ideia é evitar desperdícios na cadeia produtiva aviária”, declarou durante a premiação na última quinta-feira, 8, em São Paulo.

A Brastax também foi uma das ideias criativas selecionadas na última edição do Sinapse da Inovação, iniciativa do Governo estadual, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). O objetivo do programa é identificar ideias inovadoras e com potencial de se tornarem negócios de sucesso, dando suporte necessário para colocá-las em prática.

“Estimular e apoiar ideias inovadoras é umas das prioridades do Governo do Estado”, diz a secretária da SDS, Lucia Dellagnelo. Além do Sinapse da Inovação, a SDS tem o programa de capacitação Startup SC - Desenvolvimento e Fortalecimento das Startups Catarinenses, ambos em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC).

Acelera Startup

O concurso promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Acelera Startup é um concurso que tem como objetivo fomentar o empreendedorismo e a inovação.

Nesta 4ª edição, foram selecionados 150 projetos de empreendedorismo do Brasil. Destes, dez foram escolhidos para ir até a final do concurso, sendo apresentados no modelo de elevator pitch a uma banca formada por mais de 50 investidores-anjo, com o montante total de investimento disponível em torno de R$ 500 bilhões. Por fim, três projetos foram selecionados como os grandes vencedores do concurso. O primeiro lugar ficou para a Brastax, o segundo com o projeto Carrega+ e, em terceiro o Banheiro 360°.

TESC participa de seminário de logística da ABM
Terminal Portuário Santa Catarina (TESC) participa, a partir desta terça-feira (13) até sexta-feira (16), do 33º Seminário de Logística – Suprimentos, PCP e Transportes da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), que será realizado na sede da associação em São Paulo.

 Entre as nove empresas que terão stands durante os quatro primeiros dias do evento, em exposição paralela, estão representantes dos setores de transporte, siderurgia, tecnologia de operações, terminais intermodais, entre outros.

Com o tema central “Colaboração na cadeia de suprimentos e logística: explorando as oportunidades e inovações para reduzir custos e melhorar os serviços logísticos”, o evento traz palestras de especialistas e profissionais renomados; um curso de capacitação em gestão logística; um fórum sobre cases de sucesso em cabotagem e uma mesa-redonda com o tema “Impactos da legislação na logística”, entre outras atividades.

SC e RS definem como será o trânsito de produtos de origem animal pela BR-101
A rota da BR-101 será corredor de passagem para trânsito de produtos de origem animal provenientes do Rio Grande do Sul com destino a outros estados. Na quarta-feira, 7, secretarias de Agricultura, Fazenda e órgãos de defesa sanitária dos governos gaúcho e catarinense definiram a estratégia operacional do corredor.

Ficou estabelecido o dia 30 de maio como data provável de início das operações de controle da passagem de cargas pela BR-101. Até lá a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e as secretarias da Fazenda dos dois estados adaptarão o sistema eletrônico a ser utilizado e o treinamento dos técnicos que farão a fiscalização nos postos de Torres e Garuva.

A abertura do corredor de passagem é esperada pelo Rio Grande do Sul, pois facilitará o transporte de cargas de produtos de origem animal para outros estados. A medida é válida também para cargas com origem em outros estados com destino ao Rio Grande do Sul.  O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, Airton Spies, explica que o corredor, além de gerar benefícios econômicos ao estado vizinho será vantajoso para Santa Catarina por acarretar uma melhor distribuição de cargas nas rodovias, atualmente concentradas na BR-116 e BR-153. “Isso também desviará as cargas da região com maior número de rebanhos em Santa Catarina, o que é importante para a defesa sanitária do estado”, ressalta.

Para operacionalizar o corredor de passagem a Secretaria da Fazenda de Santa Catarina e a Cidasc assinarão convênio de cooperação técnica para compartilhamento de informações de interesse da fiscalização das duas entidades. O convênio estabelece que a Companhia terá acesso a um resumo da nota fiscal eletrônica, via Sistema de Administração Tributária, e deverá fornecer dados sobre a Guia de Trânsito Animal (e-GTA) que sejam de interesse da Secretaria da Fazenda. A nota fiscal eletrônica dará aos fiscais da Cidasc informações sobre o emissor da nota, o destinatário e o produto transportado.

Ministro da Secretaria de Portos fala sobre investimentos para escoamento da safra
O programa "Bom dia, Ministro" recebeu o ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República, Antonio Henrique Pinheiro. Os principais temas abordados foram os investimentos feitos para reduzir as dificuldades de escoamento da safra deste ano. As medidas atingiram toda a cadeia logística, desde o município de origem da carga até a chegada dos caminhões aos terminais portuários.

Pinheiro falou também sobre os leilões de áreas a serem exploradas pelo setor privado dentro dos portos. No Programa de Arrendamentos Portuários estão previstas licitações em 159 áreas com previsão de investimentos de R$ 17,2 bilhões.

Para o Porto de Santos (SP), a estimativa é de que os arrendamentos impliquem em investimentos de R$ 1,7 bilhões e para as áreas nos portos do Pará, R$ 4 bilhões. Para iniciar o processo de licitação, a Secretaria de Portos aguarda a aprovação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) dos estudos de viabilidade técnica, econômica e sócio-ambiental do primeiro bloco de arrendamentos, que abrange o Porto de Santos e os portos do Pará (Vila do Conde, Santarém, Belém, Miramar e Outeiro).

A área técnica do TCU já considerou satisfatórias as manifestações da SEP. Agora o processo passa para a fase de análise junto aos ministros da corte de contas.

Outro tema abordado foi o Programa Nacional de Dragagem, que, após destinar R$ 1,6 bilhão para retirar cerca de 73 milhões de metros cúbicos do leito dos portos, entre 2007 e 2012, está em sua segunda fase. Estão previstos R$ 3,8 bilhões de investimento nos próximos dez anos para o aprofundamento nos canais de acesso, bacia de evolução e, também dos berços, em contratos de longo prazo.

Exportação de grãos pelo porto de Paranaguá cresceu 12,9%
A exportação de granéis sólidos pelo Porto de Paranaguá apresentou alta de 12,9% no primeiro quadrimestre de 2014, em relação ao mesmo período de 2013.

Foram 5,5 milhões de toneladas de soja, milho e farelo de soja exportados. Entre os produtos, o destaque foi mais uma vez a soja, que atingiu as 3,7% milhões de toneladas exportadas, volume 87% superior ao registrado no primeiro quadrimestre do ano passado.

Os bons números atingidos pelo Porto foram alcançados mesmo com as paralisações ocorridas em decorrência da dragagem realizada nos berços de atracação. “Tivemos alguns dias parados em função do trabalho da dragagem, mas o ganho foi imediato porque, agora, todos os berços do Porto tiveram sua profundidade de projeto recuperada, permitindo a operação de navios sem restrições”, explica o superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino.

Caminhões

O número de caminhões que entraram no Pátio de Triagem do Porto nos primeiros quatro meses do ano também cresceu. Foram cerca de 138 mil caminhões, 20% a mais do que o que se registrou em 2013.

ACII divulga homenageados do 25º Troféu Empresário do Ano
Como já é tradicional a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) irá render homenagens a empresários que se destacaram no município. Na noite de  segunda-feira, 05, a entidade divulgou o resultado da eleição do Empresário do Ano.

O empresário Rogério Philippi, da Rogério Philippi Cia Ltda. foi eleito o empresário do ano 2013. Seu nome esteve na preferência de 38,4% do total dos votos. Em segundo lugar ficou o empresário Marcio Ferreira, da Fibrafort com 22,1% dos votos e o terceiro mais votado foi o proprietário da Agência Mundial, Reinaldo Wanderhec com 19,3% dos votos. No total 11 nomes foram votados pelos associados.

Durante três semanas os associados participaram do processo de votação. A apuração dos votos foi realizada na presença de integrantes da Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Conselho Deliberativo da entidade.

Além do Empresário do Ano, a ACII divulgou as demais categorias que serão homenageadas por terem se destacado em 2013. São mais sete empreendedores que receberão homenagens em diferentes áreas (ver tabela abaixo).

A 25ª edição do Troféu Empresário do Ano acontece junto com a comemoração do 85º ano de fundação da ACII e está programada para o dia 06 de junho no Maria’s Convention Itajaí. Na noite festiva a entidade também rende homenagem às empresas que completam anos de atividades em Itajaí este ano.

Confira os homenageados nas demais categorias:

Mulher Empresária: Alvacir Silvestrini – Casa dos Baixinhos

Destaque me Gestão – Mário Cesar dos Santos – Univali

Jovem Empresário - Rodrigo de Simas Machado – Escrita Contabilidade

Empresa Destaque na Indústria: Colcci

Empresa Destaque no Comércio: Angeloni

Empresa Destaque na Prestação de Serviços: CDM Mulher

Empresa Destaque na Área Social: Cootravale.

Chá da Mulher Empresária da CDL promete reunir 280 empreendedoras em Balneário Camboriú
As mulheres estão cada vez mais atuantes no mercado e trabalho, principalmente no mundo dos negócios. Para homenagear essas empreendedoras, a Câmara da Mulher Empresária da CDL de Balneário Camboriú realiza na próxima quinta-feira (8), na sede da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), o 4º Chá da Mulher, Mãe e Empresária.

De acordo com Cláudia Dagnoni, uma das coordenadoras da Câmara da Mulher, a expectativa para a quarta edição do encontro é reunir pelo menos 280 mulheres empreendedoras. A programação conta com a realização de um desfile de moda nas áreas de confecção, calçados, bijuterias e óculos. 

Desde que começou a ser realizado, chá da Câmara da Mulher ampliou a discussão para conhecer as razões pelas quais as mulheres empreendem, evoluem no mercado de trabalho, além das estratégias de sucesso profissional e as conseqüências da gestão feminina.

Hoje, das seis milhões de micro e pequenas empresas existentes no Brasil, aproximadamente 35% são lideradas por mulheres. Geralmente, conforme dados do Sebrae, as mulheres dão mais atenção ao cliente do que os homens, conciliam melhor as atividades profissionais e pessoais e são mais detalhistas e intuitivas.

Esse crescimento do empreendedorismo feminino tem sido motivado principalmente pelo desejo da mulher de passar mais tempo com os filhos, pois como empreendedora ela consegue flexibilizar melhor os horários de trabalho. O evento tem apoio da CDL e do Sincomércio. As reservas podem ser feitas pelo telefone (47) 3261-3334 com Karina.

Diretor do TESC vai dar palestra amanhã em fórum sobre eficiência portuária no Rio
Os principais desafios ao desenvolvimento de terminais de múltiplo uso serão tema da palestra que Roberto Lunardelli, diretor-superintendente do TESC – Terminal Portuário Santa Catarina, localizado em São Francisco do Sul, SC, vai apresentar no “Port Efficiency Forum Brazil”, evento que começou nesta terça-feira (6) e termina na quinta (8) no Rio de Janeiro e que vai reunir especialistas de portos e terminais de todo o país para discutir os desafios e oportunidades do setor.

Lunardelli fala amanhã (7) no segundo dia do evento, quando as discussões serão em torno da eficiência e gestão em operações de terminais. No primeiro dia, as palestras focam nas tecnologias para operação de contêineres (CHT) e, no último, será realizada uma sessão sobre a Nova Lei dos Portos.

O TESC é um dos principais terminais portuários de múltiplo uso do Sul do Brasil e realiza atividades voltadas à movimentação e armazenagem de cargas, com destaque para contêineres, granéis sólidos, carga geral e produtos siderúrgicos.

Em sua palestra, Lunardelli vai demonstrar como, para manter um terminal de múltiplo uso, são necessários altos investimentos em diferentes equipamentos, para todos os tipos de operação; uma estrutura ampla e diversificada, que inclua armazém, área IMO, sala de inspeção sanitária, atendimento aos requisitos legais para alfandegamento e segurança, sistemas para cada tipo de operação; e dragagem, seja de manutenção ou de aprofundamento, para o desenvolvimento dos portos.

A precariedade e a falta de manutenção das estradas e a necessidade de duplicação na região de São Francisco do Sul será outro ponto discutido durante a apresentação. No caso de portos como o de SFS, único de Santa Catarina com acesso a sistema ferroviário, este é apontado por Lunardelli como uma alternativa para “desafogar” as rodovias, assim como a consolidação da cabotagem como alternativa, levando em conta a extensão da costa brasileira e a quantidade de portos que existem no país.

A respeito da Nova Lei dos Portos, o diretor-superintendente destaca suas evoluções e os problemas trazidos pelas novas regras em relação à mão de obra portuária avulsa. “Vários terminais, e o TESC se inclui entre eles, têm sentido dificuldade para contratar. O Terminal já registrou aumento de 20% no custo de serviços de capatazia (trabalhadores de terra) desde julho de 2013”, afirma.

Entre os palestrantes confirmados para falar fórum estão, ainda, nomes como Fernando Fonseca, diretor da Antaq; Marianne van Lachmann, presidente do SindaRio; Elias Gedeon, diretor de Infraestrutura da FIESC; Nelson Carlini, CEO da LogZ Logística; Patricio Junior e Paula Walsh, cônsul britânica, entre outros. 

Curitiba vai sediar maior evento de negócios cooperativos do mundo
Curitiba será anfitriã da Expocoop 2014, maior feira internacional de negócios cooperativos do mundo, entre os dias 15 e 17 de maio, na Expo Unimed. Em sua nona edição, o foco do evento é fornecer às cooperativas a oportunidade de negociar seus produtos com o mercado nacional e internacional, criando parcerias e abrindo contatos com o consumidor.

Além da exposição, comercialização, divulgação de produtos e inovações tecnológicas, haverá oportunidades para as cooperativas brasileiras, tais como: rodadas de negócios, ações de internacionalização, bolsa de investimentos, networking para alianças estratégicas e promoção da intercooperação com o mercado nacional e mundial.

Participam do evento cooperativas de 15 países: China, Canadá, México, Estados Unidos, Costa Rica, Paraguai, Argentina, Portugal, Espanha, Timor Leste, Turquia, Namíbia, África do Sul, Índia e Irã.

Em média, seis mil visitantes devem passar pela feira. São fornecedores, consumidores, entidades que representam e dão suporte ao sistema cooperativista, entre outros interessados. Paralelamente ao evento, estão previstos congressos, palestras, seminários, workshops e conferências.

Escolha do Paraná

Segundo Luiz Branco, presidente da Expocoop, diversos motivos levaram à escolha do Paraná como sede do evento. "O Estado se destaca no cenário nacional por ser um dos principais envolvidos com o movimento cooperativista e abrigar grandes cooperativas, com destaque para o setor agrícola e de crédito. Além disso, fica estrategicamente localizado entre o Sudeste, Centro-Oeste e Cone Sul, o que facilita o acesso dos polos econômicos brasileiros e dos países do Mercosul", ressalta.

Serviço:

Expocoop 2014

Data: de 15 a 17 de maio das 14h às 21h

Local: Expo Unimed Curitiba (R: Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300)

Informações adicionais: www.expocoop.com/br

Aliança batiza porta-contêineres Pedro Álvares Cabral no Porto Itapoá
A Aliança Navegação e Logística batizou, no Porto Itapoá, em Santa Catarina, o porta-contêineres “Pedro Álvares Cabral”, que faz parte de uma série de quatro navios idênticos que renovaram a frota de cabotagem da empresa. A madrinha da embarcação é Elisabeth von Krüger de Freitas, esposa de Humberto Freitas, diretor-executivo da Vale.

Com capacidade para 3.800 TEUs e 500 tomadas para contêineres refrigerados, o navio já está em operação desde 2013 no serviço de cabotagem da Aliança, juntamente com os porta-contêineres “Américo Vespúcio”, “Fernão de Magalhães” e “Sebastião Caboto”, que fazem parte da série denominada “Grandes Descobridores”.

O serviço de cabotagem da Aliança atende em 16 portos, de Buenos Aires até Manaus, dividido em quatro slings (anéis) e um total de 116 escalas mensais. No total, 10 navios da Aliança fazem o transporte entre os portos do Brasil e Mercosul.

Julian Thomas, diretor-superintendente da Aliança, ressalta que a empresa não mede esforços para oferecer qualidade contínua nos serviços, contornando as questões que envolvem os problemas de infraestrutura operacional em alguns portos.

“Oferecemos uma cobertura dos mercados com escalas diretas nos principais portos, ampliando a atuação às regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, com maior capacidade e agilidade nas operações. Com isso, projetamos crescer, em 2014, acima de 20%”, afirma.

Para este ano, a Aliança espera aumentar a movimentação de cargas de arroz a partir do porto de Rio Grande, eletroeletrônicos e duas rodas em Manaus, alumínio e níquel em São Luís, no Maranhão, e alimentos, higiene e limpeza no porto de Santos.

Investimentos

A Aliança investiu R$ 450 milhões na renovação de sua frota de cabotagem. A empresa adquiriu 4 porta-contêineres de 3.800 TEUs de capacidade e 500 tomadas para carga refrigerada.

Os navios foram especialmente projetados para navegação e operação na costa e portos brasileiros. São equipados com a mais moderna tecnologia para a segurança da tripulação e da carga, e também para a redução do consumo de combustível.

Dados técnicos do “Pedro Álvares Cabral”:

Capacidade                                                       52,065 tdw

Capacidade dos contêineres                               3.800 TEUs

Plugs para contêineres refrigerados                     500

Comprimento total                                             228 m

Comprimento entre perpendiculares                    217.5 m

Largura                                                              37.3 m

Calado máximo                                                  12.5 m

Velocidade                                                        19.5 kn

Potência do motor principal                                22,890 kW

Federação de Hotéis de Santa Catarina reúne sindicatos

A Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Santa Catarina (Fhoresc) promove, nesta quinta-feira, 24, o Encontro Anual dos Sindicatos Filiados à Federação. Estarão presentes representantes dos sindicatos de Balneário Camboriú, Blumenau, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville, Lages, Canoinhas e Tubarão.

O evento começa às 14h na sede da Federação, no centro da capital, e vai discutir principalmente a atuação e representação da Confederação Nacional do Turismo (CNTur), cadastro de empresas da categoria e assuntos que envolvem o jurídico.

O encerramento será no restaurante Pier 54, na Avenida Beira-Mar Norte, a partir das 20h. O jantar terá a presença do trade turístico e de autoridades ligadas ao setor em Santa Catarina.



 

Livro sobre a história do Porto de Itajaí será lançado amanhã
O livro “Porto de Itajaí – Sua História”, resultado de pesquisa organizada pela historiadora Hilene do Amaral Pereira Granja Russo, será lançado amanhã (25) às 19h, no Terminal de Passageiros de Itajaí - Píer Turístico.     

A obra remonta a história do Porto desde seu surgimento, no século XVIII, até os dias atuais, descrevendo uma trajetória de luta, superação e conquistas que transformou o pequeno terminal fluvial de Itajaí no complexo portuário que é hoje o maior movimentador de cargas frigorificadas do país ocupa a segunda posição no ranking nacional de movimentação de contêineres, motor da economia itajaiense.

O livro “Porto de Itajaí – Sua História” conta em suas páginas, através da reprodução e descrição de projetos, obras, fases e personalidades marcantes, a saga que foi domar a difícil entrada da boca da barra do Rio Itajaí-Açu, o que permitiu a concretização e o crescimento do porto ao longo do tempo.

A publicação foi produzida por meio das Leis de Incentivo à Cultura Municipal e Federal, com patrocínio da Eletrobras e do Porto de Itajaí.

A autora

Hilene do Amaral Pereira Russo é historiadora formada na Universidade do Vale do Itajaí – Univali. Ocupa atualmente cargo administrativo no Arquivo da Superintendência do Porto.

Foi idealizadora e organizadora da pesquisa que se transformou nesta obra e que contou com diversos colaboradores, tais como Heder Moritz, Mauro Bastos, João Henrique Baggio, Izabel Cristina Mendes, Anelise Mastella, Beatriz Koneski Santangelo Moletta, Luciana Coelho de Souza Ferreira, Vanderlei Lazzarotti e Robert Grantham.

 

Serviço

Evento: Lançamento do livro “Porto de Itajaí – Sua História”

Data: 25/04/2014 (Sexta-feira)

Local: Terminal de Passageiros de Itajaí (Píer Turístico)

Horário: 19h

APM Terminals quebra novo recorde de produtividade no Porto de Itajaí


A APM Terminals Brasil acaba de registrar um novo recorde de produtividade na movimentação de contêineres no Porto de Itajaí. A nova marca é de 59,26 movimentos por hora (MPH) por portêiner na operação do navio MV Carolina Star, quando foram utilizados dois equipamentos simultaneamente, gerando 118,52 movimentos por hora. O recorde anterior do terminal para a operação de embarque e desembarque com a utilização de dois portêineres era de 46,65 movimentos por portêiner (93,31 movimentos por hora no berço com dois equipamentos) alcançados durante a operação do navio Rhlaqua.

De acordo com o diretor superintendente da APM Terminals Brasil, Ricardo Arten, são números impressionantes que consolidam os níveis de produtividade da APM Terminals Itajaí e comprovam o comprometimento da empresa com a eficiência dos serviços e a busca constante de alta performance, mantendo foco nos clientes. Arten enfatiza ainda que os equipamentos utilizados na movimentação dos contêineres conferem mais agilidade, segurança e eficiência às operações. Isto reflete a importância dos investimentos para o bom resultado das movimentações portuárias.





Berço reconstruído deve aumentar capacidade de embarque e produtividade dos navios no Porto de Itajaí
 A capacidade de embarque/desembarque e a produtividade dos navios que atracam na APM Terminals Itajaí, em Santa Catarina, será ampliada com o início das operações do berço 1, reconstruído depois de ter sido parcialmente destruído na enchente de 2011. A obra foi inaugurada na última quinta-feira (17) pela manhã na presença do ministro-chefe da Secretaria dos Portos, Antônio Henrique Silveira, e o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fonseca.

Ricardo Arten, superintendente da APM Terminals Brasil – empresa responsável pela operação de contêineres no Porto de Itajaí – explica que foram investidos R$ 80 milhões nas obras do berço. “Este investimento vai assegurar maior flexibilidade operacional e a aumento da produtividade dos navios”, acrescenta. A previsão é de que o berço 1 recomece a operar em maio.

De acordo com informações da empresa responsável pela recuperação do berço, foi necessária a utilização de engenharia especial, como a instalação de uma cortina de estacas-prancha provisória para dar mais estabilidade à estrutura durante a reconstrução. A cortina foi removida após a concretagem do berço. Na reconstrução, foram utilizadas 167 estacas tubulares que variam de 28 a 50 metros de profundidade. A diferença de tamanho se explica pelos diferentes tipos de solo encontro no leito do rio.

A construtora instalou ainda um sistema de mantas geotexteis e blocos de concreto de 20 centímetros de altura no fundo do rio a 16 metros de profundidade. O investimento extra é para que o cais resista à eventos excepcionais como as correntezas da enchente de 2011. Esta obra de reforço, semelhante a um colchão de proteção, objetiva evitar a erosão e a exposição das estruturas do cais em situações semelhantes no futuro. Com a retomada das operações do berço 1, navios que até então operavam no berço 3 passam a atracar na nova estrutura.

Indústria naval deve atingir marca de 100 mil postos até 2017
A presidente Dilma Rousseff disse na segunda-feira (21), em seu programa de rádio “Café com a Presidenta”, que a indústria naval brasileira deve atingir a marca de 100 mil postos de trabalho até 2017. O setor emprega hoje quase 80 mil trabalhadores em todo país.

Dilma ressaltou o bom momento da indústria naval no país. “Só em 2014, estão em construção ou contratados para serem construídos aqui no Brasil 18 plataformas, 28 sondas de perfuração e 43 navios-tanque”, afirmou.

A presidente defendeu ainda a política de compras da Petrobras que privilegia a indústria nacional. “O que a Petrobras comprava lá fora passou a ser feito aqui no Brasil por trabalhadores brasileiros. Isso se chama política de conteúdo nacional. Com essa decisão, além da riqueza do petróleo, o Brasil passou a ter uma indústria naval poderosa, desenvolveu uma cadeia de fornecedores”, defendeu.

Segundo Dilma, 10 estaleiros para a construção de plataformas e sondas de perfuração entraram em operação no Brasil nos últimos dez anos. “No ano passado, a construção naval brasileira entregou volume recorde de navios e plataformas de petróleo. Foram sete plataformas de produção, dois navios petroleiros de grande porte, 21 navios de apoio marítimo, dez rebocadores portuários e 44 barcaças de transporte”.

Pré-sal

Dilma destacou ainda que a exploração do pré-sal vai desenvolver ainda mais o setor. “Isso porque vão ser necessários 88 navios, 198 barcos de apoio e 28 sondas de perfuração até 2020. Só de plataforma serão necessárias 31, sem contar as 12 que serão usadas para explorar somente o Campo de Libra”, concluiu.

Eduardo Campos fará palestra nesta terça-feira para empresários de Santa Catarina



O Lide Santa Catarina realiza na terça-feira, dia 22, no CentroSul,  em Florianópolis, um almoço-debate com o pré-candidato à presidência da República, Eduardo Campos. Ele falará sobre as perspectivas para o Brasil. Campos, que também é presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi convidado pelo Grupo de Líderes Empresariais de Santa Catarina para debater sobre o seu programa de governo ao país.

O presidente da unidade do Lide no Estado, Wilfredo Gomes, será o mediador do debate, juntamente com o deputado federal Paulo Bornhausen. O almoço-debate reunirá cerca de 150 líderes empresariais, autoridades públicas e jornalistas, a fim de promover o debate sobre o desenvolvimento econômico, político e social do Brasil.

 Natural de Recife, Eduardo Campos é economista, ex-governador de Pernambuco. Foi deputado estadual, deputado federal, secretário da Fazenda e ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula. Oficializou sua pré-candidatura à presidência da República e da sua vice, a ex-senadora Marina Silva (PSB), na segunda-feira, dia 14, em Brasília, 10 dias após sua renúncia como gestor da administração estadual.

 Fundado em junho de 2003, o Lide (Grupo de Líderes Empresariais) possui dez anos de atuação. Atualmente, são mais de 1.620 empresas filiadas no Brasil, que representam mais de 52% do PIB privado brasileiro.

Ministro dos Portos ressalta importância de SC na atividade portuária brasileira
O ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República, Antônio Henrique da Silveira, esteve em Itajaí nesta quinta-feira para participar da solenidade de início das obras de reforço do realinhamento dos berços 3 e 4  de atracação do terminal portuário. Atualmente sob administração pública, os cais serão arrendados para a iniciativa privada assim que as obras terminarem.

“O Porto de Itajaí tem uma importância muito grande para a economia local e também temos que ressaltar a importância de Santa Catarina na atividade portuária do Brasil. Hoje o Estado corresponde em termos de movimentação de contêineres ao segundo lugar, perdendo apenas para o complexo portuário de Santos”, afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Portos, Antônio Henrique da Silveira.

Recursos

O investimento, em recursos da União, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) soma R$ 117,04 milhões e possibilitará que esse trecho de cais, de 490 metros, opere navios de maior porte e dimensão, assim como receba equipamentos mais modernos e de melhor performance, além de ter sua cota de dragagem ampliada de -10 para -14 metros.

As obras serão executadas pela Serveng Civilsan, que foi a empresa vencedora do processo licitatório. “A previsão é que os trabalhos sejam executados no prazo de 18 meses”, informou o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior.

Acompanhamento

A autoridade portuária também verificou o andamento das obras de reconstrução do berço número 1 do terminal Itajaí, que está sob a responsabilidade da empresa privada APM Terminals. Este berço foi destruído pela enchente de 2011 e está em fase final de reforma. A obra, que tinha previsão de conclusão em setembro do ano passado, deve ser concluída em maio.

Carreta-escola de panificação e açougue do Senac SC irá visitar a região pela primeira vez
No próximo mês, Itajaí irá receber a carreta-escola do Senac.  No veículo totalmente equipado, profissionais que atuam nas áreas de padaria e açougue vão aprender novas técnicas para trabalhar com esses alimentos. A carreta escola estará estacionada na Avenida. Osvaldo Reis, 675 – Fazendinha - Itajaí

Os cursos para os dois setores têm duração de 40 horas e iniciam no dia 12 de maio (boas práticas em açougue) e no dia 15 de maio ( boas práticas em padaria) em sala de aula. São oferecidas 20 vagas por turma. A prática será a partir do dia 20 de maio.

Para os açougueiros, são repassadas informações de cortes especiais de carnes, normas de manipulação, higienização do produto e local de trabalho e também atendimento ao público em geral.

Já para quem atua no ramo das padarias, a prática será voltada para preparo de produtos da panificação como pães, bolos e biscoitos.  Para participar, os interessados precisam ter no mínimo 18 anos; experiência comprovada, de no mínimo, seis meses na área de açougue ou padaria ou com formação na qualificação para o trabalho nessas duas áreas e escolaridade mínima 4ª série.

As inscrições gratuitas já estão abertas e devem ser feitas no Senac de Itajaí: Rua Hercílio Luz, nº 293 2º andar. Essa atividade é uma parceira entre a Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Fecomércio-SC e Senac-SC.

Por ano, a intenção é oferecer mais de 100 cursos no Estado e qualificar mais de 3.500 trabalhadores desses segmentos da economia. A carreta-escola foi projetada especialmente para promover cursos e atividades práticas em panificação e açougue.

Fiesc apresentará propostas do setor produtivo a candidatos ao Governo do Estado
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) vai elaborar, com consulta a 358 empresas, a Carta da Indústria Catarinense, que será entregue aos candidatos ao Governo do Estado nas próximas eleições. O tema foi apresentado na reunião do Fórum Estratégico da entidade nesta semana.

Entre os pontos que necessitam de atenção para estimular o desenvolvimento econômico, na ótica dos industriais já ouvidos, se destacam a infraestrutura logística, a educação e a concessão de incentivos fiscais. A pesquisa foi formulada segundo as diretrizes do Mapa Estratégico da Fiesc e estará concluída até maio.

No campo da educação, o secretário Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Alvaro Prata, destacou na reunião a necessidade de aproximação entre a academia e a indústria na busca pela inovação nos níveis encontrados em países mais industrializados.

Ministro dos Portos vai acompanhar início das obras em Itajaí
O ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República, Antônio Henrique da Silveira, estará em Itajaí na próxima quinta-feira (17), às 11h, para a solenidade de início das obras de reforço do realinhamento dos berços 3 e 4  de atracação do terminal portuário. Atualmente sob administração pública, os cais serão arrendados para a iniciativa privada assim que as obras terminarem.

A autoridade portuária também fará uma avaliação das obras de reconstrução do berço número 1 do terminal Itajaí, que está sob a responsabilidade da empresa privada APM Terminals. Este berço foi destruído pela enchente de 2011 e está em fase final de reforma. A obra, que tinha previsão de conclusão em setembro do ano passado, deve ser concluída em maio.

Empresários culpam excesso de documentos como principal entrave para exportar
Para os empresários brasileiros, a quantidade de documentos exigida pelos órgãos de controle alfandegário é excessiva. Além disso, a agilidade dos serviços deixa a desejar. O quadro foi revelado por pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o levantamento, o excesso de documentos foi considerado o principal entrave para exportar por 53,27% dos participantes. Em segundo lugar, ficou a baixa agilidade para análise da documentação, mencionada em 41,89% das respostas. Em terceiro, a demora na vistoria e inspeção, mencionada por 37,77%.

Os executivos também reclamaram da falta de comunicação entre os órgãos, apontada como um problema em 25,42% das respostas. Uma das consequências dessa falha é que muitos solicitam dados e documentação repetidos, fator indicado como problemático em 12,83% das respostas.

O número médio de órgãos pelos quais o processo para exportação deve passar é 4,3, e a grande maioria das empresas (94,5%) contrata os serviços de despachantes para lidar com a burocracia. O órgão mais citado como tendo impacto negativo nas exportações foi a Receita Federal, em 46,11% das vezes, seguido pelo Ministério de Minas e Energia, com 40% das menções, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), citada em 38,3% das respostas. 

Exportações do Rio Grande do Sul fecham trimestre em forte queda
Mesmo com a desvalorização média da taxa de câmbio em 18,5% entre janeiro e março deste ano, as exportações no Rio Grande do Sul caíram 8% no primeiro trimestre, em comparação ao mesmo período de 2013. Alcançaram US$ 3,25 bilhões. O resultado, divulgado em ontem (14) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), revela que o desempenho ruim tanto de produtos básicos (queda de 42,4%, especialmente trigo e milho), quanto da indústria (-0,9%), pesaram negativamente.

“Esse resultado ocorreu mesmo com o efeito favorável do calendário de janeiro a março do presente ano, que contou com um dia útil a mais”, alerta o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.

A queda nas vendas externas de três importantes setores da pauta de exportações gaúchas contribuiu decisivamente para a fraca performance no trimestre: tabaco (-22,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias
(-21,3%) e produtos de metal (-20,3%).

O primeiro segmento foi prejudicado por uma safra com um clima desfavorável, com excesso de chuva no início do plantio. Já o segundo setor viu diminuídos os embarques para a Argentina, por conta de uma medida do governo daquele país, que exigiu uma redução de 27,5% nas importações para o primeiro semestre.

Por fim, Produtos de Metal acabou atingido pela queda da demanda externa de armas de fogo por parte dos Estados Unidos. “O fechamento ruim das exportações no trimestre preocupa, uma vez que o comércio exterior é um vetor fundamental para dinamizar a indústria gaúcha”, observa o presidente da Fiergs.

Por outro lado, o Estado registrou avanço nas vendas externas em coque e derivados de petróleo (29,4%), seguido por couro e calçados (7,1%), máquinas e equipamentos (6,8%) e produtos alimentícios (3,3%). Ainda em relação ao trimestre, as importações totais no RS tiveram redução de 6,7%, somando US$ 3,4 bilhões. Foram amplamente influenciadas por combustíveis e lubrificantes (-26,6%).

As exportações do RS em março registraram queda de 18,4% ante o mesmo mês de 2013, com a indústria retraindo 17,0%. As importações também diminuíram: 7,6%.

Resultados da “Volvo Ocean Race 2014-15 Conference” são apresentados em Itajaí

O Comitê Central Organizador do Stopover Itajaí da Volvo
Ocean Race 2014-15 apresentou na manhã desta terça-feira (8) os resultados da
participação da delegação de Itajaí (SC) na “Volvo Ocean Race 2014-15 Conference”,
realizada de 2 a 4 de abril de 2014, em Alicante, na Espanha.

Durante os três dias do evento todos os organizadores da
Volvo Ocean Race, os chefes de equipe e os integrantes das cidades-sede
participaram de uma série de workshops e treinamentos.

“Voltamos de Alicante orgulhosos, pois a parada em Itajaí
no ano de 2012 é citada pelos organizadores da Volvo Ocean Race como referência
em todas as apresentações. No entanto, isso gera uma responsabilidade muito
maior para essa segunda parada no início de abril de 2015, ressalta o
presidente do Comitê Central Organizador do Stopover Itajaí 2014-15, Alexandre
Antonio dos Santos (foto).

Durante a coletiva de imprensa também foi apresentado o
vídeo institucional da primeira parada da Volvo Ocean Race em Itajaí apresentado
durante a conferência na semana passada em Alicante. Além disso, o secretário
executivo do Comitê, João Luiz Demantova, apresentou o novo projeto da Vila da
Regata para receber o evento em a partir do dia 4 de abril de 2015.

Na edição de 2011/12, a Volvo Ocean Race desembarcou pela
primeira vez em Itajaí (SC), após seguidas paradas no Rio de Janeiro. E o
público impressionou a organização e os patrocinadores. Mais de 282 mil pessoas
passaram pela Vila da Regata durante o evento. O retorno de mídia, por exemplo,
foi de mais de quatro mil reportagens veiculando o nome de Itajaí, quase 130
horas de conteúdo televisivo e 445 imagens da cidade exibidas em jornais e
revistas no Brasil e no exterior.

Percurso
Volvo 2014/2015

A regata Volvo Ocean Race começa em 4 de outubro de 2014
com a chamada In-port race, em Alicante, na Espanha. Os barcos partem no dia 11
de outubro para Cidade do Cabo, na África do Sul. A primeira parte do percurso
terá 38.739 milhas náuticas ou 71.745 quilômetros. A aventura depois passará
por Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) , Sanya (China), Auckland (Nova
Zelândia), Itajaí (Brasil), Newport (EUA), Lisboa (Portugal), Lorient (França),
Haia (Holanda) e Gotemburgo (Suécia), onde a competição será encerrada com a
prova final no dia 27 de junho de 2015.

Participantes

Cinco equipes confirmaram sua participação na edição de
2014-15 até agora: Team SCA (Suécia) , Abu Dhabi Ocean Racing (Emirados Árabes
Unidos ) , Dongfeng Race Team (China), Brunel Team (Holanda) e Team Alvimedica
(EUA/Turquia). Em no máximo 60 dias mais duas equipes vão ser apresentadas para
participar da competição.

Pesquisa revela que o faturamento de empresas de Balneário Camboriú caiu nesta temporada de verão

Pesquisa
realizada durante o mês de março com os associados do Balneário Camboriú
Convention & Visitors Bureau apontou os principais problemas que afetaram os
empresários da cidade durante a temporada de verão 2013/2014.  Em primeiro
lugar, está a queda de luz, que chegou a atingir 81% das empresas. Em seguida
veio a falta de água, que afetou 48% das empresas.

O problema
com a água atingiu fortemente o setor hoteleiro e gastronômico, que precisou
investir em caminhões pipas (55% dos entrevistados) e, na metade dos casos, até
fechar o estabelecimento durante o período (52%).  Outro fator que chamou a
atenção foi referente aos rendimentos dos estabelecimentos em comparação com o
mesmo período do ano anterior. 48% dos entrevistados afirmaram que o rendimento
neste ano foi inferior, enquanto apenas 28% dizem ter sido superior e 19%
garantem ter sido o mesmo. 5% dos entrevistados preferiram não responder esta
questão.  Os empresários que responderam a pesquisa atuam em ramos
diversificados: 52% deles em restaurantes, 29% em hotéis, 14% em outros e 5%
agências de viagens.

De acordo com
Margot Rosenbrock Libório, Presidente do Convention Bureau, a pesquisa refletiu
a dificuldade que o empresariado teve no final do ano com a queda de energia e a
falta de água. “Neste contexto surge a questão do que queremos para Balneário
Camboriú. Teve um porcentual importante de estabelecimentos com queda de
faturamento e que precisou  fechar sua empresas,  e isso impacta
bastante, pois eram os dias de maior faturamento, principalmente entre os
associados da gastronomia. Essa reflexão é muito importante. Vamos chamar a
Secretaria de Turismo, que é o principal elo do Convention com o poder público,
para conversarmos de forma franca e propositiva sobre os resultados da pesquisa
e sobre o que os associados esperam para o futuro. Somos todos parceiros por uma
Balneário Camboriú muito melhor e é discutindo construtivamente que chegaremos a
melhores resultados para todos os envolvidos na atividade turística”, 
finaliza.


 
Porto de Itajaí realiza capacitação para servidores que atuam diretamente na operação de cargas
A Superintendência do Porto de Itajaí, por meio de sua Gerência de Meio Ambiente realiza desde segunda-feira (7) até sexta-feira (11), um curso de capacitação de fiscalização no transporte de produtos perigosos. O público alvo é formado pelos servidores da Guarda Portuária, Gerência de Operações, Coordenadoria de Trânsito da Secretaria Municipal de Segurança de Itajaí (Codetran) e Defesa Civil.

O conteúdo abrange regulamentação de produtos perigosos, legislação, a exigência de documentos e certificados obrigatórios para motoristas e veículos utilizados no transporte de cargas para a atividade portuária e emergências com produtos perigosos.

“Essa capacitação é de grande importância para o Porto de Itajaí e para seus trabalhadores, porque aborda os procedimentos seguros na movimentação de cargas, a segurança do operador e também a qualidade dos serviços por nós oferecidos”, explica o diretor Executivo do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz.

Já para a manhã de quarta-feira (9) está programada uma aula prática nos gates do Porto, com blitz educativa e de fiscalização. A ação será coordenada pela empresa Ecosorb Soluções em Proteção Ambiental e ocorrerá por meio de parceria com Codetran, Defesa Civil e órgãos ambientais (Famai e fatma).

A gerente de Meio Ambiente do Porto de Itajaí, Medelin Pitrez dos Santos, informa que esta é a primeira capacitação de um cronograma anual de que a Superintendência promoverá neste ano.

 As áreas a serem abordadas são relacionadas a segurança nas operações, brigada de emergência e também a realização de simulados de situações emergenciais que possam ocorrer durante a operação portuária – incêndio, explosão, vazamento de produtos químicos.

Asia Shipping amplia serviço de entrega direta a clientes em Itajaí

Depois do sucesso do projeto em Santos (SP), a Asia Shipping Terminais, empresa brasileira especializada em agenciamento de carga global e líder em volume de carga movimentada entre todos os trades, vai estender o serviço de entrega de cargas embarcadas em contêineres consolidados a partir do Porto de Itajaí (SC). O serviço será válido para clientes regulares com base em localidades até 150 km de Itajaí. A novidade é fruto de uma parceria firmada com a APM Terminals Itajaí.

Após a descarga do contêiner em Itajaí, a mercadoria passa pelo processo de desconsolidação e posterior desembaraço aduaneiro para então seguir diretamente aos clientes por meio rodoviário. “A comodidade de receber os itens importados diretamente na fábrica fez sucesso em todo o estado de São Paulo e não será diferente em Santa Catarina”, disse Ricardo Tavares, gerente de Contract Logistics da Asia Shipping Terminais.

Desde que foi implantado o serviço no porto de Santos, a receptividade tem sido muito boa. “Para o cliente, é uma comodidade receber a carga direto na fábrica sem ter que se preocupar com os detalhes do transporte.”

Só nos meses de janeiro e fevereiro, 807 navios atracaram em Santos e o movimento total de carga foi de 7,8 milhões de toneladas. Com recorde de movimentação de contêineres: 339 mil unidades, 9,3% a mais do que no ano anterior. No ano passado, as filas de caminhões nas rodovias que dão acesso ao porto chegaram a atingir 50 km. Um novo sistema de agendamento de horário para os caminhões foi criado para ajudar a escoar a safra de grãos. “Nossa ideia com este serviço é contribuir para desafogar este gargalo logístico do país, primeiro em Santos e agora em Itajaí”, disse Ricardo Tavares.

Para Ricardo Arten, diretor da APM Terminals Itajaí, a proposta é inovar e diversificar o portfólio de serviços através da oferta de novos serviços aos clientes. “Desde o início de 2013, temos um acordo firmado com a Asia Shipping Terminais que prevê a prestação de desconsolidação, armazenagem e entrega de cargas aos importadores. O projeto de entrega direta ao cliente vem reforçar esta parceria e consolidar este serviço inovador junto ao mercado catarinense”, disse Arten.


Termina hoje a 20ª edição da Intermodal South America

A 20ª edição da Intermodal South America - Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior, termina nesta quinta-feira (3), em São Paulo (SP).

Durante três dias, o segundo maior evento do mundo para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior reúne os principais players do mercado nacional e internacional no Transamerica Expo Center em um ambiente de negócios, lançamentos, reforço de marca, joint-ventures, vendas e networking

Revista Portuária na Intermodal

Como acontece desde que foi criada há 16 anos, a Revista Portuária – Economia & Negócios é uma das expositoras da Intermodal, distribuindo a edição de abril no seu estande para os mais de 50 mil visitantes esperados pela comissão organizadora do evento neste ano.

Abertas inscrições para missão empresarial à Turquia

Estão abertas as inscrições para a Missão Empresarial Brasileira à Turquia, que será realizada de 28 de abril a 4 de maio. Promovida pela Federação das Indústrias de Santa Catarina

(Fiesc), a missão levará empresários à Ponte de Comércio Turquia Mundo, evento reconhecido mundialmente pelos círculos de comércio.

Paralelo ao encontro será realizada a Ponte de Negócios Turquia-América Latina, que terá foco nos setores moveleiro, portas de aço e
bens duráveis. As inscrições para a missão vão até o dia 7 de abril. Mais informações pelo telefone (48) 3231-4662. 

Antônio Ayres explica como está a situação da nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu
Em abril do ano passado a Autoridade Portuária de Itajaí, representada pelo superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antônio Ayres dos Santos, apresentou os estudos para a implantação da nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu. Prestes a completar um ano da apresentação do projeto a reportagem da Revista Portuária – Economia & Negócios procurou o superintendente para saber como está a situação. Confira a entrevista.

Revista Portuária – Quais são as novidades em relação à implantação da nova bacia de evolução do Complexo Portuário?

Antônio Ayres dos Santos - Nós temos um projeto aprovado e pronto para ser executado, mas para fazer a licitação precisamos ter a Licença Ambiental. No dia 25 de março, o comitê da Fatma analisou e aprovou a nossa LAP (Licença Ambiental Prévia) com esse documento que agora está sendo formalizado pela Fatma esperamos ter em mãos essa semana os dois elementos básicos para fazer a licitação que são: a Licença Ambiental e o projeto de engenharia. Com isso, vamos fazer um edital para fazer a obra.

Portuária – Em relação aos recursos para essa obra como está a situação?

Ayres - Os recursos para fazer essa obra o Governo do Estado já alocou de um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) R$130 milhões que dá a condição de se fazer a primeira etapa dessa obra. E o saldo de R$ 170 milhões estamos buscando junto ao Governo Federal para a conclusão da obra para atender os navios de segunda geração que viriam no futuro para o Porto de Itajaí. Nessa primeira etapa nós poderíamos atender navios de 336 metros e depois com a implantação da segunda etapa os navios maiores de 366 metros e até sendo mais otimista não sei se temos condições técnicas de atracagem, mas a bacia de evolução permitirá até navios de 400 metros.  

Portuária – Qual a importância dessa obra para o Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu?

Ayres - Essa é de extrema importância, pois se nós não tivermos condição de recebermos esses navios, eles não vão vir mais para Itajaí porque os armadores – os donos dos navios – estão construindo navios desse porte. Se não fizermos essa obra saímos do mercado competitivo, porque hoje o nosso complexo é o segundo polo movimentador de contêiner do Brasil. E evidentemente se não tivermos condições de atender os navios containeiros nós sairíamos dessa competição e a nossa movimentação que é crescente passa a ser decrescente nos próximos anos.

Portuária – Vencida a parte burocrática em quanto tempo deve ser concluída a obra?

Ayres - Se conseguirmos viabilizar a burocracia nesse primeiro semestre (licitação e contrato) nós temos condições técnicas e físicas de fazer a primeira etapa até o final desse ano, pois já temos projeto e recurso. Vencida essa parte burocrática a obra implantada tem um cronograma bem adequado que é a retirada dos molhes e a implantação do novo sistema de contenção. Para isso temos condições físicas, técnicas e financeira de fazer. A segunda etapa é que pode demorar um pouco mais, o cronograma são dois anos a primeira etapa no primeiro ano e a segunda no outro.

Paulo Bornhausen fala sobre o desenvolvimento econômico de Santa Catarina

Quatro vezes eleito deputado federal por Santa Catarina, Paulo Bornhausen abdicou de mais um mandato em Brasília para ficar em Santa Catarina durante o mandato do governador Raimundo Colombo e comandar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável. Seu maior desafio no comando da pasta, desde o início, era trazer para o Estado uma empresa automobilística, sonho que se tornou realidade com o contrato assinado em abril do ano passado entre o Governo do Estado e a BMW. A empresa alemã que está construindo sua sede brasileira no município de Araquari e deve gerar cerca de 5 mil empregos nos próximos anos.

Nesta entrevista exclusiva concedida à reportagem da Revista Portuária – Economia & Negócios, Paulo Bornhausen fala sobre a vinda da empresa alemã para Santa Catarina, o desenvolvimento econômico do Estado e sobre a possibilidade de novo investidores.

Revista Portuária - Quais são os atrativos identificados pelas grandes empresas para investir em Santa Catarina?

Paulo Bornhausen - O compromisso com a sustentabilidade e a nossa busca pela inovação se tornaram diferenciais competitivos de Santa Catarina nos últimos três anos. Soma-se o nível de desenvolvimento socioeconômico do Estado que destoa da realidade nacional. Estes fatores estão na pauta dos grandes investidores que interessam a Santa Catarina no momento em que definem seus investimentos. Foi o caso da BMW. Uma empresa que está na fronteira do conhecimento, como a BMW, decide seus investimentos não apenas por incentivos fiscais, mas por um cenário maior, no qual pesa a qualidade de vida, desenvolvimento econômico e sustentável e boas oportunidades de consolidação. Santa Catarina está muito bem nestes quesitos.

Portuária - A vinda da BMW deve ou já está atraindo ainda mais empresas para o Estado?

Bornhausen - A vinda da BMW já está trazendo resultados para Santa Catarina; a criação de empregos - com a construção da fábrica e a contratação dos primeiros funcionários - e a geração de impostos. A instalação da montadora certamente atrairá investimentos de empresas fornecedoras nos próximos anos. Quando visitei a fábrica dos EUA, ouvi os relatos da evolução da economia local. São os mesmos que teremos por aqui. Na região onde a montadora se instalou, o número de empresas internacionais saltou de algumas poucas para mais de 150 em 20 anos. É uma evolução muito significativa. Mas há outro lado que devemos considerar. A BMW trará benefícios para toda a cadeia produtiva catarinense. Empresas daqui, de todas as regiões, se tornarão fornecedoras diretas e indiretas da BMW, gerando ainda mais emprego e renda.

Portuária - Qual a sua avaliação da atual estrutura econômica de Santa Catarina e qual a projeção para o crescimento econômico do Estado nos próximos anos?

Bornhausen - Posso dizer que fizemos o dever de casa. As políticas estruturantes por uma nova economia catarinense, tendo foco na inovação, que desenvolvemos nos últimos três anos, já têm resultados visíveis. Os dados de geração de emprego na indústria de Santa Catarina são os melhores do Brasil. Vivemos no pleno emprego. As micro e pequenas empresas, que são 98% do total, estão fortalecidas. Fortalecendo a base da economia, damos o suporte para toda a cadeia produtiva. Mas o desempenho econômico também depende das políticas federais. Gargalos como a duplicação da BR-101 e da BR-470, e decisões que retiram a competitividade dos nossos portos representam entreves ao nosso crescimento. Se Brasília não nos atrapalhar, vejo que Santa Catarina terá muito êxito no desenvolvimento econômico.

Portuária - Como estão as negociações para a montadora Geely se instalar em Santa Catarina?

Bornhausen - As negociações com a Gelly estão sendo conduzidas com muita competência pela equipe da SC Parceria. Os técnicos do governo do Estado e da montadora estão em contato permanente para que o investimento venha para Santa Catarina.

Ministro Mauro Borges confirma participação no Enaserv 2014

O ministro Mauro Borges, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), confirmou na segunda-feira
(31) sua participação no Encontro Nacional do Comércio Exterior de Serviços (Enaserv2014). Com o tema “Agenda Propositiva para as Exportações de Serviços”, o
encontro é uma realização da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e do MDIC. O Enaserv ocorrerá em São Paulo, na Fecomércio, no dia 29 de maio, das
8 às 18h. Economista, ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), professor titular do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade 

Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Borges é um dos principais autores da política industrial do governo Dilma. assumiu o MDIC em fevereiro. Possui vasta experiência em planejamento e desenvolvimento regional, industrial e tecnológico. Em 2006, recebeu o prêmio

Minas Gerais de Desenvolvimento Econômico.

Outras confirmações

Entre os participantes, estão previstos ainda Guilherme Afif, Ministro da Micro e Pequena Empresa, Humberto Ribeiro, secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Maurício Borges, presidente da Apex-Brasil, José
Augusto de Castro, presidente da (AEB), Abraam Sjazman, presidente da Fecomercio-SP e deputado Laércio Oliveira, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Setor de Serviços.

O setor de serviços apresenta crescente vigor – tem crescido a taxas superiores ao do crescimento do comércio de bens -, e está diretamente relacionado a importantes fluxos de investimentos diretos, assim
como a atividades ligadas à inovação. Este segmento é determinante na sustentação do crescimento econômico, preponderante na formação e aumento da renda e principal gerador de empregos.

A 5ª edição do Enaserv contará com palestras sobre Agenda Propositiva sobre Serviços de Engenharia com foco na Exportação; As Primeiras Estatísticas do Siscoserv; A Internacionalização do Setor de Serviços - Avanços e Aprendizados; Iniciativas para a Alavancagem das Exportações de Serviços.
Será também uma oportunidade única para as empresas participarem de despachos executivos com técnicos do MDIC para tratar de assuntos de seu interesse sobre comércio externo de serviços. Os participantes e o público em geral podem encontrar informações sobre a programação do evento e realizar as inscrições, que são gratuitas, no site www.enaserv.com.br.

Serviço: Enaserv 2014

 Data: 29 de maio de 2014

Horário: 8h às 18h

Local: Fecomércio - Rua Doutor Plínio Barreto, 285 - Bela Vista, São Paulo

Inscrições: Pelo site www.enaserv.com.br.

Encontro Nacional dos Observatórios Sociais começa hoje em Balneário Camboriú

O 5º Encontro Nacional dos Observatórios Sociais (ENOS) será aberto nesta quinta-feira (27), às 14h em Balneário Camboriú. Essa será a primeira edição do Encontro em Santa Catarina. O evento prossegue até sábado (29) e é promovido pelo Observatório Social do Brasil (OSB), iniciativa que coordena uma rede de 80 observatórios espalhados pelo país, cuja missão central é monitorar os gastos públicos. 

Estima-se que, no último ano, tenha havido uma economia, somando as localidades que têm Observatórios Sociais, de cerca de R$ 300 milhões aos cofres municipais. Somente na cidade de Itajaí (SC), o OSI local contribuiu para economia estimada em R$ 25 milhões.

O Encontro Nacional tem como objetivos: apresentar as boas práticas dos Observatórios Sociais, qualificar a metodologia de trabalho e ampliar as estratégias do controle social e da educação para a cidadania em toda Rede OSB.

Centro de Inovação e projeto de hidrovia vão ser lançados nesta quinta-feira em Itajaí

A maquete do Centro de Inovação de Itajaí, projeto da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), será entregue nesta quinta-feira, 27. O evento será às 13h, na prefeitura de Itajaí e contará com a presença do governador Raimundo Colombo.

No mesmo evento, será assinado o convênio entre o Governo do Estado e Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri) para a execução do projeto da Hidrovia do Rio Itajaí-Açu.

A implantação dos Centros de Inovação é um dos três eixos do Programa Catarinense de Inovação (PCI), lançado em março. Doze cidades catarinenses receberão o projeto: Itajaí, Blumenau, Brusque, Jaraguá do Sul, Joinville, São Bento do Sul, Lages, Joaçaba, Chapecó, Criciúma, Tubarão e Florianópolis. Itajaí receberá o modelo com 3.800 m2, que custará em torno de R$ 7,5 milhões.

Hidrovia do Rio Itajaí-Açu

O projeto receberá o investimento de R$ 1 milhão, descentralizados pelo Governo do Estado via SDS e visa a geração de oportunidades para o Médio Vale e Foz do Rio Itajaí-Açú, valorizando as atividades relacionadas ao rio de forma planejada e sustentável.

Os objetivos do projeto incluem também a construção de parques fluviais com espaços verdes, estruturas e equipamentos de turismo; recuperação da sua qualidade ambiental e paisagística; e desenvolvimento territorial e atividades de economia verde.

Custeio da saúde pública

Logo após, às 14h30, o governador seguirá para o Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen para assinatura de convênio com o Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, mantenedor dos serviços. O convênio garante o repasse de R$ 5,3 milhões, sendo R$ 4,04 milhões no exercício financeiro de 2014 e o restante previsto para o exercício financeiro de 2015.

Crescimento econômico de Itajaí chama atenção do Sebrae Nacional

Por ser apontada pelo IBGE como uma das cidades catarinenses que mais se desenvolveu nos últimos anos, Itajaí foi selecionada dentre os 5.564 municípios brasileiros para receber a visita técnica do consultor do Sebrae Nacional e da Confederação Nacional de Municípios.

Gustavo Grisa veio a Itajaí nesta semana, em busca de conhecimento e troca de experiências. Das outras 40 cidades que constam em seu itinerário, apenas duas são de Santa Catarina: Itajaí e Chapecó.

Segundo Grisa na visão do Sebrae, Itajaí é um município em pleno desenvolvimento econômico tendo como base o setor portuário, logístico, pesqueiro e a indústria naval. Na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, ele se informou sobre os principais números que levaram Itajaí a conquistar o segundo melhor Produto Interno Bruto (PIB) do estado, ficando atrás apenas de Joinville.

Números de Itajaí

Atualmente são 18.950 empresas abertas, sendo que em 2012, 2.680 novas empresas se instalaram na cidade, um aumento de mais de 73% em relação a 2009. Além disso, Itajaí está entre as 100 cidades brasileiras
que oferecem maiores oportunidades de emprego e renda. No Sul do Brasil, é a primeira colocada entre os municípios de porte médio, ficando atrás apenas das três capitais: Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis.

A escolha dos locais por onde Grisa passará foi feita após levantamento de dados que também apontam a cidade como destaque em eventos náuticos, como é o caso das regatas Volvo Ocean Race e Transat Jacques Vabre, em que a imagem de Itajaí é projetada nacional e internacionalmente.

Delegação de empresários do Paquistão visita ACII

Explorar oportunidades de negócios, principalmente na área de logística, e estreitar relações com empresários da região foram os principais assuntos da pauta do encontro da delegação de empresários paquistaneses com liderança empresarias na segunda-feira (24) na sede da Associação Empresarial de Itajaí (ACII)

O presidente da ACII, Eclésio da Silva, ressaltou que a entidade está sempre aberta para ajudar na concretização de parcerias que venham fortalecer os laços econômicos de Itajaí e da região. O cônsul Comercial do Paquistão, Syed Tajammal Hussain, fez uma ampla apresentação sobre seu país fazendo referência de ser o terceiro maior produtor da indústria têxtil mundial.

Os empresários que visitaram a ACII, das áreas têxtil, de alimentação e de logística, são da região de Faisalabad, localizada na Província de Pujad, no Paquistão. A cidade de Faisalabad é considerada a “Manchester do Paquistão”.

O chefe da delegação, empresário Jamil Ahmad, voltou sua apresentação para Faisalabad pontuando as vantagens de negócios, apresentando dados da terceira maior cidade do Paquistão e também segundo gerador de receita daquele país.

Cacá Bueno participa de reunião de negócios em Itajaí

O piloto pentacampeão da Stock Car e empresário, Cacá Bueno esteve na segunda-feira (24), participando de uma reunião de negócios, em Itajaí. 

O filho do narrador Galvão Bueno é sócio da empresa Zebra Spirit, uma marca de roupa masculina, feminina e infantil que está chegando com tudo no mercado.

Cacá veio a Itajaí conhecer e definir mais um processo de importação e distribuição através da Poly Terminais Portuários que possui sede na cidade. 

ArcelorMittal Vega nacionaliza tecnologia que eleva produtividade na indústria automobilística

O presidente da ArcelorMittal no Brasil, Benjamin Batista Filho, afirmou que a empresa está investindo na unidade de São Francisco do Sul (SC), a ArcelorMittal Vega, para produzir o aço Usibor, que vai permitir que a indústria automobilística ganhe mais produtividade. A tecnologia, patenteada pela empresa, já é utilizada na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil ainda é importada.

O investimento integra um pacote de R$ 650 milhões destinados ao incremento de produção da ArcelorMittal Vega previsto para os próximos cinco anos. A produção local do Usibor vem ao encontro de tendências de mercado e ao novo regime automotivo brasileiro, Inovar Auto, que estipula metas para as montadoras desenvolverem veículos mais leves, seguros e ambientalmente sustentáveis.

A ArcelorMittal, maior siderurgia do mundo, é também a maior fornecedora de aço para montadoras. Em Santa Catarina, a empresa atende empresas como Whirlpool, Tuper e Marcegaglia. No Estado, a empresa investiu nos
últimos 10 anos mais de R$ 2,8 bilhões. "A companhia tem investido maciçamente aqui. Temos muita confiança. Vamos crescer junto com o Estado. É essa nossa determinação", afirmou.

A empresa está presente em 60 países, emprega mais de 230 mil pessoas. A fábrica catarinense tem 1.250 trabalhadores.



Confaz isenta ICMS sobre os free shops de aeroportos internacionais
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) alterou o Convênio ICMS 91/91, que trata da isenção do ICMS sobre os free shops. No novo texto, publicado no Diário Oficial da União, em 15 de janeiro, os governos estaduais estão autorizados a isentar o ICMS das operações realizadas por lojas francas localizadas em aeroportos internacionais e em sedes de municípios caracterizados como cidades gêmeas de cidades estrangeiras.
                              Este tipo de política comercial já existe em países como Argentina, Chile e Uruguai, sendo responsável pela atração de turistas e geração de renda. Para a Fecomércio SC, é importante que o Brasil também adote estas medidas, permitindo, entre outras coisas, aumentar as compras de estrangeiros em viagem de turismo no Brasil.
                              A extensão da difusão de benefícios dessa medida é maior do que o estabelecimento de um patamar mais justo de concorrência com cidades estrangeiras de fronteira, que já adotam os free shops. Com a ação, que tem potencial de atrair turistas para o Brasil, outros setores também podem ser beneficiados, como hotéis, restaurantes e o comércio em geral.
                              Impacto nas vendas
                              A despeito dos inúmeros benefícios, os riscos merecem atenção. O comércio local, não atingido pela renúncia fiscal que representa a medida, pode sofrer o impacto de redução de volume de vendas e da receita nominal, dada a atração que a zona de free shop pode ter sobre os consumidores brasileiros. Portanto, a exemplo do que já acontece nas compras em aeroportos, regulamentadas por uma Instrução Normativa da Receita Federal (863/2008), é necessário que cotas de compra sejam estabelecidas e que haja a formação de um rigoroso controle para evitar fuga de demanda de um tipo de atividade comercial para outra.
                              É também importante ressaltar que a alteração no Convênio de ICMS é apenas autorizativa, devendo o governo do Estado regulamentar a matéria por meio de decreto. Assim sendo, a Fecomércio SC atuará para que o governo altere o regimento de ICMS, permitindo a isenção do imposto nas operações em questão.

Estado e ArcelorMittal assinam protocolo de intenções para aumento da produção em São Francisco do Sul
 O governador Raimundo Colombo e o presidente da indústria ArcelorMittal Brasil, Benjamin Baptista Filho, assinaram na manhã desta sexta-feira (17) o protocolo de intenções para ampliação da produção da empresa em São Francisco do Sul. A instalação de equipamentos que vão permitir ampliar a capacidade de produção deve ser iniciada ainda neste primeiro semestre e cerca de 350 novos empregos diretos e indiretos devem ser gerados.
      “O setor siderúrgico é estratégico, e a ampliação de uma fábrica já consolidada fortalece muito nossa economia. É uma ótima notícia para o desenvolvimento do Estado e representa uma importante base para outras indústrias, como as do setor automotivo. O crescimento de um setor puxa outro”, disse o governador.
Em cinco anos, a empresa deve investir R$ 650 milhões e aumentar o faturamento anual em R$1 bilhão. Para a ampliação da produção, a ArcelorMittal Vega utilizará benefícios dos programas Pró-Emprego e Prodec. “O apoio do governo estadual é essencial para podermos conduzir novos projetos”, afirmou o presidente da companhia no Brasil, Benjamin Baptista Filho, que residiu em Santa Catarina durante 14 anos. Ele destacou que a planta da indústria no Estado é hoje referência mundial, sendo replicada inclusive na China.
      O secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, colocou em destaque o grande volume de investimentos que deverá movimentar bastante o desenvolvimento da região. “Este ano vamos continuar investindo no aquecimento da economia. Os benefícios que o Estado oferece aos empreendimentos propiciam direta elevação da oferta de empregos”, disse. O presidente da Fiesc, Glauco Côrte, também participou da reunião, junto com demais diretores da ArcelorMittal.


Indústria de Santa Catarina tem ano de desafios e projeta 2014 ligeiramente melhor

Fecharam-se as cortinas de 2013, um ano que teve de tudo no noticiário nacional. Desde manifestações nunca dantes vistas, feitas por gente de todas as idades, credos, ideologias, lugares, até um pequeno aperitivo da Copa do Mundo de futebol, a ser realizada no Brasil neste 2014 que dá seus primeiros esboços. A Copa das Confederações serviu para vermos o quão atrasado estão alguns estádios e a maioria das prometidas e propagadas obras de infraestrutura.

Mas isso não é novidade. Novidade boa, aliás, foi a certeza da instalação da montadora de carros alemã BMW em solo barriga-verde, mais precisamente em Araquari, no Norte de Santa Catarina. E, um bom sinal, veja só, é o fato de que os setores de veículos automotores e autopeças e produtos de metais foram destaques da economia de Santa Catarina no ano passado. Apesar disso, também houve recuos em alguns setores quando comparado o período analisado de 2013 com 2012.

Em suma, a indústria catarinense teve um ano cheio de desafios, bem como outros estados brasileiros e países dos cinco continentes. E como já havia feito na edição do último mês de dezembro, quando produziu uma retrospectiva dos fatos mais importantes de 2013, a Revista Portuária – Economia & Negócios traz agora uma projeção feita pela entidade que zela pelas indústrias catarinenses, para saber o que podemos esperar de bom neste ano que começa.

Contexto de 2013

Em um ano marcado por aumentos na inflação e nos juros, a indústria catarinense registrou crescimento de 2% em produção e vendas até outubro de 2013. O avanço na produção, no entanto, não foi suficiente para se recuperar do recuo de 2,9% registrado no mesmo período de 2012. Entre os segmentos que tiveram as maiores altas na produção no ano passado estão metalurgia básica, vestuário e celulose e papel.

No faturamento, a elevação ocorreu a despeito da queda nas exportações, sendo impulsionado pelo consumo interno. Merecem destaque neste indicador os setores de veículos automotores e autopeças e produtos de metais, sendo que ambos estiveram entre os maiores recuos de 2012. Estes dados foram apresentados pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, em entrevista coletiva à imprensa no dia 17 de dezembro, ao apagar das luzes de 2013.

O dado positivo do balanço é a criação de emprego. A indústria catarinense de transformação foi a segunda maior geradora de postos de trabalho no Brasil em 2013. Até outubro, foram abertas 38,7 mil vagas, o que representa alta de 6% sobre o registrado no mesmo período de 2012. Todos os 12 setores industriais registraram alta. Mas, em números absolutos, os maiores geradores de emprego foram os setores têxtil e vestuário, com 12 mil novas vagas, e madeira e móveis, com 4,6 mil. "Este investimento mostra a expectativa do industrial catarinense na recuperação da economia no próximo ano", afirmou Côrte.

Com aumento de 2% na produção e de 0,9% no número de horas pagas, a produtividade do trabalho registra elevação de 1,2% no ano. O indicador é impulsionado pelos setores de metalurgia básica e vestuário e acessórios. Já as maiores quedas de produtividade foram verificadas em borracha e plástico e máquinas e equipamentos.

Somando US$ 7,982 bilhões até novembro, as exportações catarinenses têm queda de 3,1% sobre o registrado no mesmo período de 2012. Entre os dez produtos mais exportados pelo Estado, os maiores recuos estão concentrados nos segmentos de motocompressores elétricos e carnes e carcaças de suínos.

Já as importações estão em alta. Com US$ 13,629 bilhões, os desembarques estão 1,73% superiores aos registrados em 2012. Os produtos com maior alta são automóveis e fios de poliéster. Assim, a balança comercial superou, já em novembro, o déficit recorde registrado no ano passado inteiro. Nos 11 primeiros meses de 2013, o saldo está negativo em US$ 5,647 bilhões, contra os US$ 5,629 bilhões de 2012.

2014: Ano de Copa do Mundo e da indústria

O setor industrial catarinense projeta para 2014 um desempenho ligeiramente melhor que o registrado neste ano, mas sem grandes aumentos nos indicadores. Espera-se nas indústrias o impacto do aumento no preço dos insumos importados e uma desaceleração nos reajustes salariais ao longo do ano. Também estão previstos o desaquecimento do mercado de trabalho e a diminuição da oferta de crédito. Por outro lado, o dólar valorizado tende a gerar ganho nas exportações.

Outro fator que pode influenciar positivamente o desempenho da indústria é a implementação dos projetos federais de melhoria da infraestrutura, uma reivindicação antiga dos industriais. "É um plano ambicioso. Se o governo conseguir executar suas etapas previstas, incluindo as ferrovias, teremos condições de crescer em 2014 até um pouco mais do que em 2013", afirmou Côrte.

A indústria de alimentos, principal segmento industrial de Santa Catarina, segundo o valor de transformação, vê sinais de retração do mercado interno para 2014, mas aposta na ampliação das vendas para o mercado japonês, que neste ano se abriu aos produtos do Estado, após anos de negociação. 

Com a diminuição do mercado interno de automóveis de passeio neste ano, a aposta da cadeia automobilística para 2014 é na continuidade da recuperação do setor de ônibus e caminhões. Mesmo assim, não há certeza sobre a sustentação da demanda no segmento.

A indústria têxtil deve seguir com alta nos custos e baixa produção, como vem registrando nos últimos anos. A de vestuário, que se expandiu em 2013 graças ao mercado interno, deve manter o viés positivo em 2014, mas sem grandes elevações.

Nacionalmente, dados do Banco Central apontam para alta de 2,1% no PIB em 2014, sendo que o setor industrial deve acelerar um pouco mais: 2,25%. São esperados ainda inflação de 5,92% (IPCA), mais próxima do teto da meta, dólar na casa de R$ 2,40 e uma forte elevação no saldo da balança comercial, dos estimados US$ 1,25 bilhão em 2013 para US$ 7,45 bilhões no próximo ano.

Reservas provadas no pré-sal cresceram 43% em 2013
 As reservas provadas da Petrobras no pré-sal em 2013 cresceram 43% quando
comparadas ao ano de 2012. Atualmente, mais de um quarto das reservas
provadas da Petrobras são provenientes do pré-sal. Em 2013, a
perfuração de 42 poços nesta fronteira exploratória, associada ao
excelente desempenho das plataformas em produção permitiu este salto de
reservas.
Portonave cresce 13,8% em 2013

A Portonave teve desempenho 13,8% superior a 2012 na movimentação de contêineres em 2013 e manteve a liderança na operação de cargas conteinerizadas em Santa Catarina, respondendo por 46% do market share. Foram movimentados, em 2013, 705.790 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), contra 620.026 TEUs no ano anterior.

Os resultados da empresa são mais expressivos quando comparados aos números apresentados pelo comércio exterior brasileiro. Enquanto as exportações brasileiras apresentaram desempenho abaixo do registrado em 2012 e tiveram queda de 1% – segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) – na Portonave, as cargas enviadas ao exterior tiveram alta de 11,4%. As exportações de cargas refrigeradas ou congeladas somaram 41% de tudo que foi exportado pela Portonave. Entre as cargas reefers, mais de 90% são de carnes congeladas, o principal produto exportado pelo Terminal.

Já as importações brasileiras cresceram 6,5% em 2013, enquanto que as cargas importadas movimentadas pelo Terminal subiram 18,5% no período. O plástico, seguido pelos produtos diversos (Made in China) e as cerâmicas lideraram as importações na Portonave.

Atracaram em 2013 no Terminal Portuário 528 navios, 66 a menos que 2012. A queda é explicada pelo aumento no tamanho das embarcações, que causou a diminuição no número de escalas, mas o aumento no volume de cargas.

O ano de 2013 trouxe ainda outros resultados positivos para a empresa. O Terminal se consolidou como o mais bem equipado do Estado, com seis portêineres, 18 transtêineres, 2 guindastes MHC, 25 Terminal Tractor e seis empilhadeiras; venceu o prêmio internacional Lloyd’s List Awards na categoria Operador Portuário do Ano e conquistou o Prêmio ADVB/SC na categoria Preservação Ambiental. 

Logística para supersafra de grãos demandará investimento nos modais de transporte
A supersafra de grãos este ano, segundo estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve movimentar 196,7 milhões de toneladas de grãos, com  crescimento de 5,2% em relação à anterior. Diante deste quadro, transportadores acreditam que aumento do volume a ser transportado deve pressionar o frete em pelo menos 10% e a preocupação com o caos logístico coloca em questão a necessidade do investimento maciço em infraestrutura e em soluções intermodais de transporte.
Entre os diferentes modais, por exemplo, a aplicação pública e privada deve somar R$ 163 bilhões até 2017, de acordo com o boletim Perspectivas do Investimento, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No caso das rodovias, o investimento será de R$ 62 bilhões, o que equivale a uma alta de 16% em relação a 2013. Já o  setor portuário receberá R$ 34 bilhões com o programa de concessões do governo federal e de parcerias público-privadas. O valor será 124% superior ao desembolsado no de período de 2009 a 2012 e é uma resposta à pressão do aumento das transações internacionais de mercadorias e commodities em geral.
Esse é o caso dos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, que receberam mais de R$ 247 milhões em melhorias, especialmente em projetos para aprimorar a infraestrutura operacional. "Iniciamos 2014 com perspectivas de novos investimentos, algo em torno de mais R$ 100 milhões, em melhorias na estrutura. Estamos batendo recordes a cada ano, melhorando os nossos índices de produtividade e, com isso, conseguindo fazer com que os operadores reduzam seus custos operacionais -- o que reflete em toda a cadeia logística. Isso tudo, com muito planejamento e organização", explica o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino. Em 2013, a movimentação de cargas atingiu novo recorde com 46, 1 milhões de toneladas. O volume projetado para este ano, entretanto, ainda não foi definido.
Termômetro para o mercado, a Intermodal South America 2014, segunda maior feira do mundo dos setores de transporte de carga, logística e comércio exterior, que será realizada entre os dias 1 e 3 de abril, em São Paulo, apresentará os investimentos em tecnologia e serviços em curso nos maiores portos do mundo e a possibilidade estratégica de geração de negócios. "A Intermodal é sempre uma excelente oportunidade para conhecermos novas práticas, tecnologias, trocar experiências e, para os nossos parceiros, é uma porta para novos negócios", finaliza o superintendente.
Além dos portos de Paranaguá e Antonina, até o momento a Intermodal 2014 conta com a presença de mais de 42 portos entre nacionais e internacionais, que traduzem o que há de mais moderno na atividade portuária mundial.
*Sobre a Intermodal South America 2014 - www.intermodal.com.br*
Com 20 anos de história, a Intermodal South America é o 2º maior evento do mundo para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior. O evento reúne, em três dias, os principais players do mercado nacional e internacional, impulsionando negócios e parcerias, servindo de plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-ventures, vendas e networking. Em sua última edição, reuniu mais de 600 empresas, representando 26 países e atraiu 48.500 visitantes. Em 2014, a Intermodal acontece entre os dias 1 e 3 de abril, das 13 às 21 horas, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).
*Sobre a UBM Brazil - www.ubmbrazil.com.br*
No Brasil desde 1994, sendo a primeira multinacional a entrar no mercado brasileiro de feiras, a UBM Brazil é uma das 50 subsidiárias da UBM Internacional. Com escritório na cidade de Barueri, em São Paulo, a UBM Brazil conta com a colaboração de mais de 60 funcionários e realiza atualmente mais de 12 feiras no Brasil.


Anvisa renova autorização para Porto de Itajaí operar, alimentos, medicamentos e afins
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) renovou, por meio das notificações 422/2013 e 423/2013, a autorização para o Porto de Itajaí operar a prestação de serviços de armazenagem de alimentos, medicamentos, matérias-primas e insumos farmacêuticos em recintos alfandegados. As renovações das autorizações de funcionamento, de números 9.04971-4 e 9.04976-2, foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) em dezembro do ano passado.


A Gerente de Meio Ambiente do Porto de Itajaí, Medelin Pitrez dos Santos, informa que o Porto já opera esses produtos, inclusive, conta com área segregada para armazenagem de cargas especiais. “No entanto, as autorizações de funcionamento devem ser renovada anualmente”, acrescenta a especialista.
Salão Náutico de Itajaí é adiado para novembro de 2014
O Salão Náutico Internacional de Itajaí, inicialmente programado para acontecer entre 11 e 16 de fevereiro, foi adiado para novembro. A assessoria de imprensa do Itajaí Le Salon e a Secretaria de Turismo da Prefeitura Municipal de Itajaí confirmaram a informação, mas não revelaram os motivos para a mudança de data.


Entretanto, especula-se que os motivos para o adiamento seriam a coincidência de datas do Salão Náutico de Itajaí com o Miami Boat Show, importante evento para o mercado náutico da América do Sul, que acontece entre 13 e 17 de fevereiro, e o fato da marina pública de Itajaí, que sediará o evento, só ficar pronta no outono.


Christophe Veux, diretor do Grand Pavois, que organiza o Itajaí Le Salon, afirmou que a decisão de adiar o salão náutico foi feita juntamente com a Prefeitura Municipal de Itajaí. E Darlan Martins, diretor de planejamento da Secretaria de Turismo de Itajaí diz que a organização pediu a mudança e as duas partes encontram juntas uma nova data para o Salão Náutico Internacional de Itajaí. A data oficial ainda não foi divulgada.
BMW Group anuncia recorde de vendas em 2013

O Grupo BMW vendeu mais veículos em 2013 do que nunca antes na história da empresa. Um total de 1.963.798 veículos BMW, MINI e Rolls-Royce foram comercializados em todo o mundo, um aumento de 6,4% em relação ao recorde anterior de 2012 (1.845.186). As três marcas reportaram resultados recordes no ano que passou, reforçando a posição da empresa como principal fabricante mundial de veículos premium. O Grupo BMW terminou o ano com força, com um total de 186.786 veículos vendidos em dezembro, um aumento de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2012 (181.571 unidades).

 

Ian Robertson, membro do Conselho Administrativo da BMW AG, responsável por Vendas e Marketing BMW, afirmou: "O grupo registrou vendas recordes mais uma vez em 2013 e é claramente o líder no segmento premium. Esse sucesso pode ser atribuído aos nossos modelos atraentes e inovadores, à força de nossas marcas premium e nossa estratégia de vendas equilibrada em todos os continentes. Apesar da turbulência que prevalece em muitos mercados, nosso objetivo é aumentar as vendas e fazer de 2014 mais um ano recorde."

 

As vendas da BMW subiram 7,5% em 2013 e alcançaram 1.655.138 veículos, um marco para o negócio (ano anterior: 1.540.085). A BMW também atingiu seu recorde de vendas para o mês de dezembro, com um total de 155.835 veículos comercializados - um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior (152.286). Um dos principais fatores de sucesso em 2013 foi a BMW Série 3, com um aumento de 23% nas vendas para 500.314 unidades (ano anterior: 406.752). A BMW Série 3 Sedan permanece líder do segmento, com 348.540 veículos comercializados (ano anterior: 294.039 / +18,5%). O modelo BMW X1 também registrou consistente comercialização em 2013, com um total de 161.353 veículos vendidos (ano anterior: 147.776 / +9,2%). A demanda para o BMW X3 manteve-se elevada, com as vendas subindo 5% para 157.298 unidades (ano anterior: 149.853). A BMW Série 5 também reforçou a sua posição como líder do segmento, com um total de 366.992 automóveis vendidos em 2013 (ano anterior: 359.016 / +2,2%). Também foram registrados resultados significativos na BMW Série 6, com 27.687 veículos entregues a clientes (ano anterior:  23.193 / +19,4%).

 

MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad com recordes de venda em 2013

Peter Schwarzenbauer, membro do Conselho Administrativo da BMW AG, responsável por MINI, Motorrad, Rolls-Royce e pós-venda do grupo, declarou: "A demanda global por nossos modelos MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad permanece forte. Nós conseguimos alcançar mais um ano de recorde de vendas em 2013, graças à tecnologia inovadora e a nossa estratégia de distribuição globalmente equilibrada".

 

As vendas de MINI cresceram, atingindo um recorde de 305.030 veículos em 2013 (ano anterior: 301.526 / +1,2%); as vendas de dezembro foram 5,9% maiores em relação ao ano anterior, com um total de 30.455 unidades entregues a clientes (ano anterior: 28.751). Os EUA continuam sendo o maior mercado para MINI, com um recorde de 66.502 carros vendidos no ano passado, seguido pelo Reino Unido, com 53.507 veículos.

 

A Rolls-Royce entregou 3.630 carros aos clientes em 2013 (ano anterior: 3.575 / +1,5%), atingindo seu quarto ano recorde consecutivo e o maior resultado de vendas da marca em 110 anos de história. A demanda para todas as variantes Phantom e Ghost foi grande, e as vendas customizadas atingiram níveis recordes em 2013. O novo modelo da montadora, o Wraith, revelado em março no Salão do Automóvel de Genebra, já possui uma lista extensa de encomendas. Os primeiros carros foram entregues aos clientes durante o quarto trimestre do ano que passou.

 

Com um total de 115.215 motocicletas (ano anterior: 106.358 / +8,3%), a BMW Motorrad comercializou mais veículos em 2013 do que nunca em sua história de 90 anos. Em dezembro, 6.343 motocicletas foram vendidas globalmente, um aumento de 4,5% em relação ao mesmo mês em 2012 (6.069).

 

O BMW Group manteve sua estratégia de uma distribuição equilibrada de vendas em âmbito mundial em 2013. Apesar das condições econômicas desafiadoras em muitos mercados europeus, o BMW Group foi capaz de manter um alto volume de vendas no continente, no mesmo nível registrado no ano passado, com 858.990 unidades entregues (ano anterior: 864.812 / -0,7%). A empresa alcançou vendas históricas no Reino Unido com um total de 188.837 veículos comercializados (ano anterior: 174.215 / +8,4%). As vendas do grupo no dinâmico mercado russo também subiram 11,8% para um recorde de 44.871 veículos (ano anterior: 40.144).

 

Na Ásia, as vendas do BMW Group aumentaram 17,3% no ano passado para 576.616 veículos (ano anterior: 491.512). A China continental foi responsável por 390.713 entregas de veículos BMW e MINI a clientes, o que representa um aumento de 19,7% em relação ao ano anterior (326.444). O grupo registrou um crescimento de dois dígitos em muitos outros mercados asiáticos, incluindo a Coreia do Sul (+18,1% / 39.558), Japão (+13,4% / 64.216) e Oriente Médio (+15,4% / 24.596).

 

Nas Américas, o BMW Group registrou grande crescimento em 2013, com 462.891 veículos entregues a clientes. Isto representa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior (424.379). Nos EUA, as vendas do grupo subiram 8,1%, para 375.782 unidades (ano anterior: 347.583). A companhia também apresentou crescimento robusto no segmento de automóveis no Brasil em 2013 (+69,5% / 17.011 unidades no total, das quais 14.707 BMW e 2.304 MINI). A BMW Motorrad comercializou 7.600 motocicletas em 2013, um recorde histórico no país.

 

As vendas no continente Africano foram 5,7% inferiores às do ano anterior, com um total de 35.489 veículos entregues aos clientes (ano anterior: 37.649); a região da Oceania registrou um aumento nas vendas de 12,8% para 25.939 unidades (ano anterior: 23.000).

 

Resultado consolidado de vendas do BMW Group em dezembro de 2013

 

 

Em dezembro de 2013

Comparado ao ano anterior

Acumulado até/incluindo dezembro de 2013

Comparado ao ano anterior

Automóveis do BMW Group (BMW + MINI+Rolls-Royce)

186.786

+2,9%

1.963.798

+6,4%

BMW

155.835

+2,3%

1.655.138

+7,5%

MINI

30.455

+5,9%

305.030

+1,2%

Rolls-Royce

496

 

-7,1%

3.630

+1,5%

BMW Motorrad

6.343

+4,5%

115.215

+8,3%

 

Incubadora Tecnológica Empresarial da Univali ajuda você a montar o próprio negócio

Aos fundos do campus da Univali, em Itajaí, numa sala do quarto andar de um dos prédios da Saúde, pessoas com espírito empreendedor encontram um suporte que muitas vezes lhes é sonegado pela voracidade do mercado: ali, entre professores e colegas, os jovens empreendedores podem errar. Errar antes para acertar depois. Esse é o objetivo primordial da Incubadora Tecnológica Empresarial da Univali, que apoia o empreendedorismo de acadêmicos, egressos e, a partir deste ano, da comunidade em geral no desenvolvimento de novas empresas, produtos e serviços, sempre com foco em inovação e geralmente adornados com requintes de tecnologia.

Coordenada pelo professor Ricardo Boeing da Silveira, a Incubadora tem uma definição comum para todas as universidades, centros e núcleos que desenvolvem a prática, visando sempre ajudar as empresas em seu estágio inicial, muitas vezes o mais difícil. “É como se fosse uma incubadora de recém-nascido, o qual a criança precisa de mais cuidados e tal, porque não está preparada. A mesma coisa é a Incubadora de Empresas, a gente oferece um cuidado extra para as empresas que estão começando, que precisam de algum cuidado, alguma consultoria ou assessoria no início de sua vida”, explica Boeing.

O professor ressalta que é notório, tanto em rápida análise no mercado como em estatísticas pelo Brasil afora, o fato de que dados e números comprovam que a maior taxa de mortalidade das empresas ocorre nos dois primeiros anos de vida. A Incubadora também serve para precaver essa realidade, pois basta uma rápida caminhada pelo centro de cidades como Itajaí e Balneário Camboriú para perceber que muitas empresas fundadas em 2011, 2012, simplesmente fecharam as portas. “Prestamos toda a assessoria para que as empresas consigam passar por esse momento mais turbulento de sua vida, os primeiros dois anos”, pontua.

A Minha Casa Mais Bonita é uma das 14 empresas que atualmente estão em processo de incubação, no Núcleo de Inovação Tecnológica da Univali (Uniinova). A empresa dispõe de um espaço, dentro da universidade, com mobília, computador, telefone, acesso a internet, e sala de reuniões. “Além de nos poupar despesas, temos o acompanhamento de um tutor, assessoria jurídica, contábil e empresarial, durante a incubação. Esse suporte faz toda diferença para as empresas atravessarem o primeiro ano”, enfatiza Carlos Eduardo Medeiros, 31 anos, um dos sócios da Minha Casa Mais Bonita.

 

Requisitos para ser um incubado

Até o último edital realizado pela Incubadora, que se encerrou em junho de 2013, o principal requisito para interessados a ingressar no programa era ser aluno ou ex-aluno da instituição. No entanto, a partir de 2014, Boeing avisa, essa regra será derrubada, pois muitos talentos podem ser desperdiçados com esse pequeno entrave.

“A gente sabe que várias pessoas não estudaram na Univali, mas podem ser inovadoras, e a gente quer apoiar essas ideias também”, revela, para dizer que para ser um incubado não é necessário o postulante ter curso superior. “Apesar de ser da Academia, a gente vê que grandes empresários mundiais não terminaram a faculdade, como o próprio exemplo do Bill Gates e do Steve Jobs”, completa.

Sem a obrigatoriedade de ter passado pelos bancos acadêmicos, o principal requisito é ser inovador, mesmo com um produto ou serviço que já exista, a inovação é a alma do negócio. Existem alguns cursos que se destacam por serem mais inovadores, como é o exemplo das engenharias, da computação e da oceanografia. Boeing acredita que isso se dê pela motivação que esses alunos acabam adquirindo no decorrer dos respectivos cursos, notadamente mais complicados que muitos.

“A inovação se verifica quando os jovens incluem uma nova variável no empreendimento, começam a dar ofertas diferentes a determinado produto, propõe a implementação de alguma característica ainda não disponível no mercado, enfim, quando criam alguma coisa nova ou diferenciada”, explica o professor.

A Incubadora Tecnológica Empresarial tem capacidade para atender até oito empresas em tempo integral. Já compartilhando o tempo, a Incubadora pode triplicar a capacidade de atendimento. “Se cada empresa, se cada empreendimento puder vir num período, a gente pode chegar a 24 empreendimentos incubados, bem mais do que os 10 que temos atualmente”, afirma Boeing, antes de lembrar que a partir de 2014 a Incubadora pretende contar com mais de 20 empresas incubadas.

E a reação do mercado a essas iniciativas empreendedoras surgidas na Univali? Boeing avalia que é positiva, uma vez que órgãos de fomento a inovação, como o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) e o Sebrae, estão dando mais oportunidades para as incubadoras que existem, aumentando a capacidade de assessoria, consultoria e níveis de estrutura. “A gente vê que esses órgãos têm recursos para irmos buscar, assim como vemos que empresas e o mercado estão valorizando essas iniciativas inovadoras”, observa Boeing.

Passo a passo

Para ter a chance de ingressar na Incubadora Tecnológica Empresarial da Univali, é necessário seguir alguns passos, segundo Boeing. O edital, geralmente, é lançado em maio. Depois de feito o anúncio, os interessados têm um mês para fazer a descrição das propostas, o que pretendem do projeto e qual o fator inovador da ideia. “Após a entrega das propostas, fazemos uma avaliação delas seguida de triagem, na qual ficam as melhores. Então, chamamos essas propostas para uma oficina, que a gente chama de ‘Curso de Modelagem de Negócios’. Esse curso aconteceu pela primeira vez em 2013, mas queremos dar continuidade. Ele acontece em julho, dura três semanas durante o período vespertino e, nesse período, além do tino para negócios, a gente consegue perceber mais características empreendedoras de alunos, como a pontualidade, a motivação, a responsabilidade... Depois disso, os chamamos para uma banca, de onde saíra a nota de cada um”, relata, acrescentando que a nota é uma média de três etapas: a proposta, a participação no curso e a banca. Depois disso, entre o final de julho e o início de agosto, os de melhor nota na soma dos quesitos viram incubados.

Produtos do site Minha Casa Mais Bonita estão no The Voice Brasil

O site Minha Casa Mais Bonita está em horário nobre na TV Globo. Dois produtos da empresa compõem o cenário da segunda temporada do The Voice Brasil, programa de música que agora é exibido após a novela Amor à Vida, nas quintas-feiras. Escolhidos pela própria emissora, o kit almofadas Boombox e a mesa de centro X Disco já apareceram na sala de espera do programa, local onde os participantes ficam antes de se apresentar.

No ar desde o dia 12 de dezembro de 2012 e com mais de 9 mil curtidas em sua página no Facebook, o site oferece mais de 300 produtos com diferentes temáticas e design criativo. Nas peças escolhidas para o The Voice Brasil, a referência que aparece na estampa e na forma dos produtos é a música.
“Nossos produtos que foram escolhidos pela TV Globo combinam muito com o programa não só pelo fato de terem a música como inspiração, mas também porque têm qualidade e estilo”, diz Carlos Medeiros, sócio da Minha Casa Mais Bonita, junto com Natalia Schossland, 27 anos.

O site – www.minhacasamaisbonita.com.br também oferece armários baixos e horizontais, panos de prato, acessórios para a casa e moringas, além de produtos das conceituadas marcas Coca-Cola e Tramontina.

Localizada em Balneário Camboriú, a Minha Casa Mais Bonita atende a demandas em todo o Brasil. Os sócios Carlos Medeiros e Natalia Schossland resolveram apostar no projeto quando perceberam que o valor para decorar uma casa com produtos diferenciados era muito alto. Eles também trabalharam durante dois anos no site de compras coletivas Peixe Urbano, onde adquiriram experiência no segmento online.

Da necessidade, surgiu a oportunidade de negócio e a missão do site: ajudar as pessoas a deixar a casa mais bonita, com produtos de qualidade, design moderno e preço acessível. E você, leitor, tem uma ideia bacana que possa ser inovadora em algum segmento? Se tiver, não perca tempo e comece logo a amadurecer esse projeto, para quem sabe em breve estar incubado na Univali.

 

Rotina de executivos e empresários pode ser o ponto de partida para doenças mais graves

Ele ergueu verdadeiras obras de arte concretadas, fez o céu de Balneário Camboriú ser “tangível”. Ou pelo menos, encurtou a distância entre as estrelas e o topo dos modernos edifícios erguidos pela construtora Embraed, da qual era fundador e dono. Ele tinha a vida que muitos considerariam perfeita: com milhões na conta bancária, os melhores apartamentos, as maiores coberturas, os terrenos mais valiosos, carros potentes e estilosos na garagem, lindas mulheres a lhe acompanhar – a hora que desejasse.

Sua trajetória até fundar a Embraed é sintomática do quão trabalhador e persistente fora Rogério nas décadas de 70, 80 e 90, quando começou a erguer seu patrimônio a fórceps. Nos anos 2000, com a consolidação de sua marca, aproveitou para torná-la algo exclusivo, sinônimo de sofisticação e qualidade. Casado por duas vezes, pai de quatro filhos, o passado representado na venda de lanches e o presente como grande empresário da construção civil, Rogério Rosa era o símbolo de homem que venceu na vida.

Mas a pressão para se vencer, muitas vezes, acaba por derrotar o postulante à glória, especialmente as glórias profissionais. O homem que tinha 59 anos era dono de uma vida aparentemente perfeita. As aparências, porém, enganam. Tanto que o mesmo Rogério, apesar do império erguido, foi encontrado morto com um tiro no peito na manhã de domingo, dia 17 de novembro de 2013. Uma das principais linhas de investigação da polícia é a de que o empresário se suicidou. A própria família de Rogério acredita piamente na tese de suicídio.

A resposta conclusiva só deve sair depois da segunda quinzena de dezembro, prazo dado pela Polícia Civil para concluir as investigações. Ao se confirmar o suicídio, que chocou o mundo da construção civil e a própria cidade de Balneário Camboriú, ficam apenas perguntas. Uma delas, o motivo? Poucos, talvez ninguém, saiba. O certo, contudo, é que a vida de megaempresários como Rogério Rosa – e tantos outros – não é o mar de rosas que costuma parecer.

A pressão enfrentada diariamente por quem trabalha na linha de frente de grandes companhias, somada às longas e tediosas reuniões, prazos escrachantes, tempo exíguo em negociações estratosféricas que fazem perder o sono, o apetite, o humor e a alegria, é um dos principais fatores para o estresse na vida de executivos e empresários. E essa rotina conturbada pode ser o fio desencadeador de doenças mais graves que em casos extremos podem levar a morte.

Números são a prova do problema

O estresse é uma espécie de epidemia que tomou o ambiente de negócios e passou a fazer parte das preocupações e mazelas cotidianas. Uma pesquisa feita em 2013 pela Med-Rio, uma das maiores clínicas de check-up do país, mostra a dimensão do problema no Brasil. Nos últimos cinco anos, a Med-Rio examinou 25.000 executivos de todo o país, com idade entre 30 e 75 anos. Os resultados são alarmantes. Cerca de 70% deles sofrem de altos níveis de estresse - um quadro agravado por problemas comportamentais. A pesquisa mostra que 80% dos profissionais avaliados têm alimentação desequilibrada, 65% são sedentários, 60% estão acima do peso ideal, 50% consomem bebidas alcoólicas regularmente e 40% fumam. É gente que vive no limite e pode cruzar a linha que separa a saúde da doença a qualquer momento.

Para efeito de comparação, o estresse está para o executivo assim como a dor está para o atleta profissional. Dentro de certos parâmetros, a convivência com ele é quase obrigatória. O sinal vermelho se acende - de forma normalmente dramática - quando esses limites são ultrapassados. Os resultados se manifestam em níveis de gravidade variados. Podem ir de um patamar mais baixo, como obesidade e lesões de pele, a graus mais altos, como depressão, perda do desejo sexual, derrame e enfarte.

A psicóloga Sueli Terezinha Bobato, especialista em psicologia organizacional e do trabalho, afirma que dentre as causas do estresse, não apenas em executivos e empresários, estão cargas excessivas de trabalho, falta de política de treinamento e desrespeito ao horário de descanso. Esses são alguns dos fatores que podem desencadear a doença, mas existem outros, como, por exemplo, o rodízio de funções dentro da empresa. “Não a atribuição em si, mas como a ação é realizada. Às vezes, o funcionário não está preparado e isso gera ansiedade. Bom é ter preparo”, reforça.

Sueli explica que os conflitos interpessoais são uma das maiores causas do estresse no ambiente de trabalho. Manter uma boa comunicação com os colegas pode ser uma medida preventiva. A professora ainda orienta quanto à necessidade de regular o ritmo de trabalho, desacelerando sempre que possível. “Realizar atividades físicas, relaxamento e ainda buscar outras fontes de prazer são medidas indispensáveis”, avalia.

Mais números

Uma pesquisa feita recentemente pelo hospital Albert Einstein, de São Paulo, com 2.064 executivos revelou que 22% deles tinham risco vascular médio ou alto. Em outras palavras: se nada for feito, é enorme a probabilidade de esses profissionais sofrerem um derrame ou um enfarte nos próximos dez anos. Os casos críticos são mais comuns do que se imagina. Inclusive no Litoral Norte de Santa Catarina, onde a construção civil é uma das personagens principais da economia, e na qual o segmento assiste pela segunda vez no período de seis meses a uma morte de empresário local com indícios de suicídio.

No dia 17 de maio, o empresário Edson Luiz da Silva, 47 anos, sócio da Bravacon e da Máxima Construtora, fora encontrado sem vida dentro de seu carro às margens da BR-101, no bairro Canhanduba, em Itajaí. O laudo do Instituto Geral de Perícia (IGP) atesta que Edson tirou a própria vida. As investigações na Polícia Civil ainda não foram concluídas. Exatamente seis meses depois da morte de Edson, o caso de Rogério Rosa é semelhante, pois ambos eram empresários bem sucedidos da construção civil e morreram em circunstâncias misteriosas, mesmo que nos dois casos o suicídio seja a hipótese mais forte.

A gravidade dos níveis de estresse é diretamente proporcional ao grau de superação exigido pelo mundo dos negócios. Na luta pela sobrevivência nesse universo voraz, na busca por resultados melhores, por mais participação no mercado, as empresas esperam contar com espécies de super-heróis. Não basta ser competente. É preciso ser o melhor. Não basta ser eficiente. É preciso ser criativo, antecipar mudanças, sugerir inovações, garantir que elas deem certo, bater um número maior de metas com recursos cada vez mais escassos. As viagens de negócios se multiplicam. As férias rareiam. A estabilidade - no trabalho, no mercado, no círculo do sucesso - transformou-se numa quimera.

O empresário Carlos Humberto Metzner Silva, presidente do Sindicato da Construção Civil de Balneário Camboriú (Sinduscon), era amigo de Rogério há mais de 20 anos. Ele, como tantos outros, custou a acreditar nas notícias da morte do empresário. As lembranças de Rogério, diz Carlos, passam longe das de um homem com problemas de depressão. “Ele estava sempre alegre, atendendo a todos com muito respeito e educação. Sabemos que o mundo corporativo é competitivo, que a cobrança é forte, mas ele nunca deu nenhum sinal de que isso pudesse acontecer”, conta Carlos, que esteve com Rogério Rosa algumas semanas antes do empresário morrer.

Em Balneário Camboriú, cidade onde Rogério fez fortuna, pessoas próximas ao empresário dizem que ele por vezes se mostrava triste, abatido e calado. Características que podem estar associadas a algum tipo de problema psicológico, como fadiga, depressão, dificuldade na relação profissional, ansiedade e a perda do sentimento de realização profissional. Nessa hora, mais do que nunca, é preciso procurar a ajuda de um profissional da área de saúde mental, que possa auxiliá-lo.

 

 

Pingue-pongue

A Revista Portuária – Economia & Negócios fez algumas perguntas para o psicólogo Eduardo José Legal, professor no curso de Psicologia da Univali, especialista em estresse ocupacional.

Revista Portuária - O quanto a cobrança cotidiana por resultados e metas, normal em grandes companhias, pode afetar a saúde de executivos e profissionais que costumam estar à frente dessas empresas?

Eduardo Legal - A cobrança faz parte das organizações. Algumas mais do que outras, mas sempre existe. Esta questão da cobrança (que entra naquilo que chamamos de demanda) é um dos fatores importantes em um modelo de estresse no trabalho, chamado de modelo Demanda-Controle. Este modelo tem sido confirmado em várias pesquisas e demonstra que quando as pessoas estão sob forte demanda, mas também possuem um bom controle de suas atividades, de suas habilidades e competências e alguma forma de tomar decisões sobre as tarefas, geralmente elas conseguem gerenciar o estresse diário. Contudo, quando a demanda é alta e o controle baixo, o estresse ocupacional sobrevém e a pessoa passa a experimentar os efeitos do estresse crônico. Isso afeta várias áreas do funcionamento da pessoa, incluindo, além da vida ocupacional, sua vida social e particular. Esse processo eleva cronicamente os níveis do hormônio cortisol que atua sobre o organismo mantendo-o em um status de preparação para a luta-ou-fuga (uma resposta adaptativa dos organismos animais, cujo objetivo é assegurar a sobrevivência). A manutenção deste estado a longo prazo (geralmente, mais de um mês) diminui a eficiência do sistema imunológico e pode desencadear doenças. As mais comuns são as do trato respiratório (resfriados, gripes...), do trato gastrointestinal (azia, má digestão, gastrites...), da pele (psoríase e outras) e também musculares (dores). Além disso, sintomas psíquicos são evidentes: ansiedade, humor triste, vontade repentina de começar novos projetos (sem ter terminado os anteriores), perda de controle de impulsos, irritação, entre outros. 

Portuária - Quais os sintomas podem ser observados por familiares e colaboradores, que acelerem o diagnóstico e conseqüente tratamento?

Legal - Geralmente, o que marca a entrada no estresse crônico é a perda da paciência, irritação, descontrole emocional e o aumento da sensibilidade a dor.

Portuária - E pelo próprio executivo, como ele poderia chegar perto do diagnóstico que o acomete?

Legal - Percebendo estes sinais. Além, é claro, de uma tendência a querer fugir da situação de trabalho.

Portuária - Problemas, como a depressão, por exemplo, podem se dar tanto a curto como médio e longo prazos?

Legal - A longo prazo é mais comum pelo fato do estresse crônico minar as expectativas de melhora ou saída da situação.

Portuária - Quais os métodos e tratamentos que podem ser feitos para minimizar os danos decorrentes de problemas psicológicos?

Legal - Os tratamentos disponíveis são diversos, mas somente a mudança no estilo de vida garante que a pessoa não desenvolverá mais os sintomas. Dependendo do desenvolvimento dos problemas (por exemplo, gastrites, problemas dermatológicos) será necessário o tratamento médico para as seqüelas aparentes. Contudo, o tratamento medicamentoso para estes casos funciona como "tampar o sol com a peneira". Ou seja, eles agem sobre os sintomas, mas não sobre o que os provoca e isso pode até ser pior, pois a situação não resolvida tende a aumentar ou manter o estado. Desta forma, aprender a lidar com os problemas de outro modo mais eficaz para a saúde da pessoa é fundamental.

Portuária - E os familiares, ao perceberem mudanças de comportamento na pessoa, como devem proceder? A quem recorrer, mesmo que o empresário (pessoa) não queira ajuda, entenda que não está doente?

Legal - Conscientização é o melhor caminho, mas uma conversa séria com a pessoa, sem descambar para o desentendimento. Afinal, a pessoa deve buscar ajuda. Neste caso, não se pode ajudar muito falando mais, pois seria mais um estressor. Atividades como exercícios físicos regulares, alimentação adequada, relacionamentos sociais positivos, lazer e manutenção de um sentido para sua vida são componentes imbatíveis para o enfrentamento dos estressores do dia a dia.

Saúde abalada

Veja os resultados da análise da Med-Rio em 25.000 exames de executivos realizados no Brasil: 15% sofrem de fadiga; 16% têm gastrite ou úlcera; 19% sofrem de hipertensão arterial; 25% têm altos níveis de colesterol; 26% apresentam algum tipo de doença dermatológica; 40% são fumantes; 50% consomem álcool regularmente; 60% têm excesso de peso; 65% são sedentários; 70% apresentam níveis altos de estresse; 80% têm alimentação desequilibrada.

Quadro - tabela

Assinale sim ou não se você tem tido os sinais de stress:

Na última semana você sentiu:

1. Tensão muscular, como aperto de mandíbula, dor na nuca, por exemplo;
2. Hiperacidez estomacal (azia) sem causa aparente;
3. Esquecimento de coisas corriqueiras, como esquecer o número de um telefone que usa com freqüência, onde colocou a chave, por exemplo;
4. Irritabilidade excessiva;
5. Vontade de sumir de tudo;
6. Sensação de incompetência, de que não vai conseguir lidar com o que está ocorrendo;
7. Pensar em um só assunto ou repetir o mesmo assunto;
8. Ansiedade;
9. Distúrbio do sono, ou dormir demais ou de menos;
10. Cansaço ao levantar;
11. Trabalhar com um nível de competência abaixo do seu normal;
12. Sentir que nada mais vale a pena;

Para saber o resultado, some os itens que você assinalou.

- Se não assinalou nenhum: Parabéns, seu corpo está em pleno funcionamento!
- Se assinalou de 1 a 3: A vida pode estar um pouco estressante para você. Avalie o que está ocorrendo. Veja o que está exigindo demais de sua resistência. Pode ser o mundo lá fora, pode ser você mesmo. Fortaleça o seu organismo.
- Se assinalou de 4 a 8: Seu nível de estresse está alto, algo está exigindo demais do seu organismo. Pode estar chegando no seu limite. Considere uma mudança de estilo de vida e de hábitos. Analise em que seu próprio modo de ser pode estar contribuindo para a tensão que está sentindo.
- Se assinalou mais do que 8: Seu nível de estresse está altíssimo. Cuidado. Procure ajuda de um psicólogo especializado em estresse. Sem dúvida você tem fontes de estresse representadas pelo mundo ao seu redor(pode ser família, ocupação, sociedade etc) e fontes internas (seu modo de pensar, de sentir, de ser) com as quais precisa aprender a lidar.
Fonte: Centro Psicológico de Controle do Stress de Campinas/SP

 

No comando

Tatiana Rosa Cequinel assume presidência do Grupo Embraed

Em coletiva à imprensa concedida no dia 21 de novembro, foi oficializado que Tatiana Rosa Cequinel - filha de Rogério - assume a presidência do grupo ao lado da então diretora executiva Adriana Amorim. Com elas, passam a integrar o Conselho Administrativo da empresa Diego Rosa, filho de Rogério, e o empresário Rodrigo Cequinel, marido de Tatiana.

"Sempre estivemos ao lado de Rogério e continuaremos atuando da mesma forma. Portanto, todas as atividades e projetos da Embraed seguirão normalmente e com o mesmo padrão de qualidade", anunciou Adriana.

Em relação aos projetos e negócios da Embraed, a executiva revelou a solidez e sucesso que o grupo vem atravessando, diferente de comentários surgidos logo após a morte de Rogério.

"Hoje temos 14 empreendimentos em andamento em Balneário Camboriú em uma área de quase 200 mil m2. Desses, os próximos lançamentos serão os residenciais Acqualina, Ilha Marianas e o New York. Contamos com 13 novos empreendimentos o que soma uma área de mais de 300 mil metros quadrados construídos e finalizados. Um dos exemplos é o mais alto residencial do Brasil, o Villa Serena Home Club, entregue oficialmente em julho deste ano. Possuímos um banco de terrenos de quase 1,2 milhão de m2", contou.

Tatiana Rosa Cequinel fez questão de destacar o apoio e o suporte da equipe da Embraed. "Nós já estávamos ao lado de meu pai na tomada de decisões e nos processos operacionais - eu, Tatiana, na direção da Embraed Home – empresado grupo ligada a decorações - e também junto à Embraed Construtora na área técnica. Agora, também com o apoio de meu irmão Diego Rosa e de meu esposo, o empresário Rodrigo Cequinel. Tenho a grata satisfação de contar com um time que traz o DNA da Embraed, do Rogério Rosa, em todas as ações", disse a dirigente.

"Nossa missão agora é, em memória do meu pai e em valorização a toda essa equipe de artistas da Embraed - e aos nossos clientes – continuar surpreendendo ano a ano e tornar a empresa e a nossa região uma referência cada vez mais forte nacional e internacionalmente – como meu pai sonhou. E é o que faremos com o apoio de todos vocês", finalizou.

 

Amílcar Gazaniga, o homem por trás dos grandes eventos de Itajaí
História de quem muito viu 

O motivador otimista que executou sonhos: prazer, Amílcar Gazaniga                             

O ano era 1975. Ele, um jovem no frescor de 28 primaveras. Àquela altura, já casado com a companheira de uma vida inteira, Amílcar Gazaniga não tinha motivos para chorar. Mas chorou. Porque chorar também é para os fortes. Chorar é para os humildes, para os grandes. Chorar é uma arte em que não só o corpo participa. O coração é essencial. Naquele momento, as lágrimas brotavam com gosto de desafio. E que desafio. Amílcar fora incumbido, por ninguém menos que o governador de Santa Catarina à época, Antônio Carlos Konder Reis, de ser o candidato a prefeito de Itajaí dali dois anos, em 1977. 

Depois do choque do anúncio, para um homem que até então não tinha nenhuma aspiração política, ao sair do Iate Clube Cabeçudas, local do encontro, Amílcar procurou a esposa, Sueli Canziani Gazaniga, com quem é casado desde os 21 anos, e chorou. Por que as lágrimas? “Porque eu não tinha intenção de me tornar candidato, sem falar que o candidato de oposição, o Delfin de Pádua Peixoto Filho, era o favorito, numa época em que a ditadura militar começava uma lenta e gradual abertura. Mas eu fui em frente, o choro foi um momento de desabafo”, revela Amílcar, a memória prodigiosa, capaz de lembrar nomes, datas, situações, quase um HD externo.  

E Amílcar ganhou aquela eleição, se tornando o prefeito mais jovem de Itajaí. A vida desse homem, entretanto, vai muito além dos cargos públicos que exerceu, da engenharia que escolheu, dos meandros políticos que conheceu. De personalidade forte e simpatia cativante, Amílcar teve que gastar muita lábia e sola de sapato desde a adolescência, quando o intrépido jovem trabalhara vendendo máquinas de escrever, a famosa Olivetti Lettera 22, uma coqueluche de seu tempo, tal qual o IPhone nos dias de hoje. 

Pois esse itajaiense, que desde 2010 se envolveu sobremaneira com o mundo náutico e a inserção de sua cidade natal nesse universo, encontrou-se com a Revista Portuária – Economia & Negócios, numa sexta-feira ensolarada de outubro, para abrir o coração e passar a limpo sua carreira, vida e muitas alegrias, afinal, como ele faz questão de ressaltar, as alegrias ficaram, diferente dos arrependimentos e ressentimentos que diz não conhecer. 

Engenheiro elétrico e outras coisas mais

Quem vê Amílcar Gazaniga no comando da organização da Regata Transatlântica Jacques Vabre, bem como foi na Volvo Ocean Race em 2012, percebe que ele é uma pessoa metódica. Tanta organização está calcada no fato de que sempre gostou das ciências exatas, desde os idos ginasiais. Naturalmente, os números e cálculos foram influenciando as escolhas de Amílcar, sendo que optou por cursar Engenharia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com posterior especialização em Eletricidade. “Na época, o setor elétrico estava em pleno desenvolvimento, com um mercado bastante promissor, foi um caminho natural que escolhi”, revela.

De origem humilde, Amílcar passou por alguma dificuldade na adolescência, quando se mudou para Blumenau a fim de estudar, já que Itajaí naquele tempo não tinha escola com segundo grau. Na cidade de DNA alemão arranjou - apesar da ferrenha disputa - uma vaga no colégio Pedro 2°. Um dos requisitos determinantes na escolha das vagas por parte da escola blumenauense, naqueles anos 60, era que o postulante a vaga exercesse alguma atividade profissional durante o dia.

E lá foi ele ser ajudante de barbeiro, na barbearia do tio. Trabalho e estudo. Depois da experiência com tesouras e pentes, as vendas. Amílcar ingressou na empresa que detinha a representação das máquinas Olivetti, algo muito procurado pelos jovens de outrora. Um jovem, vendendo produtos para jovens. O sucesso foi imediato. “Estudei e trabalhei em Blumenau, dois anos, e no terceiro me desloquei para Florianópolis, no Instituto Estadual de Educação. E aí comecei a trabalhar na minha área, primeiro, como estagiário na Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), e depois ainda dei aulas de química e matemática no curso noturno do colégio Pio 12, com o professor Seixas Neto”, recorda.

Tantos ofícios nessa fase da vida, no entanto, contrastam com os mais de 10 anos em que serviu a Celesc. Mas a variedade de funções e trabalhos que exerceu na vida, diz Amílcar, lhe ensinou muita coisa, sobretudo a dar valor às conquistas obtidas profissionalmente. “O meu pai era dono de cinema em Itajaí e, na década de 60, os cinemas começaram a sucumbir em diversas cidades do Brasil. Não foi diferente com o do meu pai. Então, ele teve muitas dificuldades em manter eu e meus irmãos. Assim, como filho mais velho, achei que devesse ajudá-lo. E não me arrependo de nada por isso”, destaca, serenamente. 

Vida pública

A profissão de Amílcar foi também a responsável pelo seu ingresso na vida pública, no caso como candidato a prefeito de Itajaí, na eleição de 1977. Ao se formar, com 21 anos, se mudou para Lages, na Serra. Sua esposa vem de uma família com tradição na política, os Canziani. Depois do casamento, Amílcar ansiava começar uma vida com as próprias pernas, com independência, com seus erros e acertos. “Eu fui para Lages, sendo muito bem recebido. Trabalhei durante dois anos por lá. Mas, depois desse período, infelizmente, recebemos a notícia de que minha sogra estava muito doente. Então, pedi a transferência para mais perto de Itajaí, na época essa unidade era em Blumenau”.

No Vale, ficou cerca de um ano. Em seguida, com a criação do escritório da Celesc em Itajaí, surgiu o convite para ajudar no projeto de inserir a companhia de luz no Litoral. Mas o que tudo isso tem a ver com a política? Amílcar conta que, dois anos depois do retorno a Itajaí, uma reviravolta política tomava corpo na cidade, por conta de uma divergência entre duas alas veiculadas ao então prefeito municipal, Frederico Olíndio de Souza. “Essas alas não se entendiam. Na época, o governador era o senhor Antônio Carlos Konder Reis. Aí, num determinado dia à tarde, ele me chamou para uma reunião no Iate Clube Cabeçudas, e lá me falou: ‘você vai ser candidato a prefeito de Itajaí’. Eu só falei, Deus Meu”, exclama, hoje rindo ao recordar daquele momento, que foi sufocante na ocasião. 

A eleição chegou, e Amílcar ganhou. Em 1977, ele se tornava prefeito de Itajaí, com recém-completadas três décadas de vida. Permaneceu no cargo até 1982, cinco anos, portanto. De fevereiro de 1983 a fevereiro de 1987, Amílcar foi deputado estadual. Vida pública que ainda teve outros capítulos, como quando, entre 1990 e 1993, exerceu a função de diretor presidente da empresa Centrais Elétricas do Sul do Brasil (Eletrosul) e, de junho 1993 a março 1994, ocupou a cadeira de secretário de Tecnologia e Meio Ambiente do Governo de Santa Catarina. 

Entre outros cargos, Amílcar também trabalhou no governo federal, primeiro na função de presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, entre dezembro de 1995 e setembro de 1997. Depois de rodar por empresas públicas das esferas estadual e federal, Amílcar assumiu como superintendente do Porto de Itajaí, cargo que ocupou de 1999 a 2003. Ainda hoje, ele é membro voluntário do Conselho de Autoridade Portuária (CAP). 

Voltando à época de sua eleição para prefeito, Amílcar pontua dizendo que naquele tempo a classe política passava por um momento muito semelhante ao atual, sobretudo depois dos protestos de junho que sacudiram o povo e acuaram a classe dos engravatados. “A classe política estava muito desgastada, e eu, jovem, como engenheiro representava algo novo, algo técnico, sem politicagem, com vontade de trabalhar pela cidade. Assim, apesar de ser desconhecido na época, a partir do momento que passei a me envolver com a campanha, a andar nas ruas como candidato, passei a ser uma alternativa à política daquele período de transição da ditadura para a democracia”.

Lições

Em meio a tanto tempo de vida pública, quais lições Amílcar Gazaniga tirou desse período da vida? Ele é rápido ao responder que as melhores lembranças de quem exerce um cargo público são as recordações, isso que gratifica, mesmo que só anos depois de deixar a função. “Quando você está exercendo a função pública, o trabalho é extremamente desgastante, mas quando, depois de um tempo, você olha para trás e vê a grande rede de amigos, os contatos e amizades que se cria nesse período, isso tudo faz valer a pena”, avalia.

Contatos e amizades que hoje são fundamentais para uma das tantas tarefas do polivalente Amílcar, como, por exemplo, sua empresa de consultoria em engenharia, a WGC Networks, sediada em Florianópolis, na qual ele é um dos sócios. Desde 2001 no mercado, afirma que o maior patrimônio da companhia é o relacionamento existente com diferentes segmentos do mercado, baseado muito nos contatos feitos ao longo da vida. “Várias empresas estrangeiras chegam até a gente, pedindo o contato de pessoas proeminentes, como o presidente de Furnas, que é meu amigo, trabalhou comigo na Eletrosul, então, essa rede de contatos eu vou levar para a vida toda. Além, claro, da gratificação que a gente tem quando olha o que foi possível fazer, como a Univali e a avenida Beira-Rio, dois símbolos de Itajaí”, expõe.

Retomada

Em 2010, depois de ultrapassar a barreira dos 60 anos, Amílcar recebera um convite do prefeito Jandir Bellini: seria o homem à frente de um projeto ambicioso, o de colocar Itajaí na vitrine internacional dos esportes náuticos, através da organização da etapa sul-americana da Volvo Ocean Race, edição 2011/2012. Sua reposta positiva ao convite veio da convicção de que a cidade precisava diversificar a economia – tão dependente do Porto – e encontrar maneiras para que o nome Itajaí fosse minimamente reconhecido em outros recantos do Brasil e do mundo, sem que para isso fosse preciso dizer que o Porto de Itajaí é o segundo maior porto conteineiro do país.

Então, ele teve um estalo, o de que a cidade em que nasceu era também referência náutica em Santa Catarina nos tempos de adolescente. Bons tempos, faz questão de frisar. Pois bem, como em outras ocasiões, Amílcar enxergou o que poucos viam, enxergou que através da regata e sua consequente exposição esportiva e de lazer internacional, havia uma oportunidade de fixar Itajaí como cidade que sabe organizar e realizar grandes eventos, tendo como diferencial primordial a receptividade de seu povo. “Quando a Volvo levou o nome de Itajaí ao conhecimento de mais de 2 bilhões de pessoas, que tiveram a curiosidade de saber onde nós vivemos, quem nós somos, enfim, que tiveram curiosidade para conhecer nossa cidade e seu povo”.

E Amílcar, desde 2011, quando entrevistado por quem quer que seja, diz: ‘A Volvo vai quebrar paradigmas e vamos retomar a vocação náutica de Itajaí’. Segundo ele, a cidade precisava de mais personalidade para não ficar copiando o que outros municípios fazem, tal como as festas de outubro, no que estava inserida a Marejada, dita festa dos costumes açorianos. “Não adiantava, por exemplo, nós estarmos incluídos dentro das festas de outubro, porque nós não temos aqui em Itajaí, diferente de Blumenau, uma etnia predominante. Lá, a etnia alemã é predominante. Então, ela cria todo um cenário para isso. Aqui em Itajaí, não. Nós temos portugueses, italianos, alemães, espanhóis, índios, mestiços, negros... Então, sempre foi difícil criar essa identidade portuguesa, por mais esforço que se tenha feito”.

Assim, para a Regata Transatlântica Jacques Vabre, resolveu-se, na esteira da competição náutica, internacionalizar a Marejada, transformando-a na Aventura Pelos Mares do Mundo. Amílcar afirma que o seu papel, tanto na Volvo como na Jacques Vabre, é o de motivador, de cooperador. Motivação e cooperação de um velho marujo do mar, que pode transmitir lições e experiências que garantam, ao menos, que o barco não vai afundar. “Eu sei que muitos devem pilotar um barco melhor do que eu, mas como não afundar um barco, isso eu aprendi muito bem, a vida me ensinou. Então, eu acho que isso me motivou e os resultados estão aparecendo, é um processo lento, mas eles já são visíveis”, aponta.

Tão visíveis que outras regatas internacionais já estão agendadas para Itajaí, como a Velas Latinoamérica, em fevereiro de 2014, e a Volvo Ocean Race, que aportará por aqui provavelmente em abril de 2015. Antes, porém, já por esses dias de novembro, será a vez da Jacques Vabre, que com o colorido de seus mais de 40 veleiros fará do penúltimo mês do ano um dos mais alegres e divertidos da história itajaiense. “Quando os franceses da Jacques Vabre e o público do mundo todo chegar em Itajaí, e ver o brilhantismo de nossa festa, eu não tenho dúvida que será o nosso cartão de visitas para muitas outras regatas e eventos grandiosos. Eu acredito”, dispara Amílcar.

Novo Mundo

Os moradores de Itajaí e os turistas que vierem para a Aventura Pelos Mares do Mundo vão viver um mundo de sonhos e fantasia, aposta Amílcar. “Diferentemente da Volvo, nós teremos aqui (por todo entorno do Centreventos) várias atrações, no campo da música, das artes, da gastronomia e, principalmente, do cenário, que será muito lúdico, e vai agradar desde o pequeninho até o mais intelectualizado, passando pela área esportiva, adentrando a área cultural... vamos ter um planetário, entre tantas outras coisas. Eu tenho a sensação de que se tudo correr conforme o planejado, nós vamos ter uma festa surpreendente, muito mais surpreendente do que foi a Volvo Ocean Race. Eu espero”.

Marina 

Quando questionado sobre o papel da futura Marina de Itajaí no desenvolvimento econômico da cidade e do esporte náutico de alto rendimento, Amílcar solta uma onomatopeia que denota otimismo e confiança no que está falando: “Ahh (sorriso), a Marina... Vamos nos ater no problema de ordem econômica: cada barco desses, obviamente, só pode ser adquirido por pessoas de alto poder aquisitivo, mas atrás disso vem o hotel que precisa abriga-lo, vem o apartamento que ele vai comprar, o marinheiro que ele vai contratar, a oficina de lanchas que vai precisar ter, vem o prestador de serviço, vem as empresas que fornecem alimentos, os restaurantes que melhoram, enfim, é toda uma estrutura que se modifica”, lista o presidente do Comitê Central Organizador das etapas brasileiras da Jacques Vabre e da Volvo Ocean Race.

Existe ainda o fator, ressaltado por Amílcar, que a Marina de Itajaí será a maior marina aguada do sul do país, com 300 vagas, onde cada barco necessita de duas a três pessoas para cuidados e manutenção. Com uma motivação que coraria de vergonha muito jogador de futebol milionário, Amílcar é da opinião que o empreendimento, além de mudar o perfil da cidade, vai catapultar a aceleração de uma grande necessidade itajaiense: a diversificação de sua economia, tão dependente do porto e sua cadeia subsequente. “Eu acho que a Marina precisa agregar valores, e fazer com que essa cadeia por trás dela também seja lucrativa para a cidade e seus moradores”, avalia.

Na intimidade

E depois de períodos que se sucedem entre longas e tediosas reuniões, incansável busca por patrocinadores e apoio, inevitável estresse e cansaço após tantos pormenores, o que Amílcar Gazaniga faz para desligar, para entrar em off? “A única coisa é a família. Eu sou um cara extremamente caseiro. Eu, por ter uma atividade dinâmica durante a semana inteira, com meu escritório em Florianópolis e outras atividades em Itajaí, quando estou em casa gosto de estar por perto da minha família”, revela o pai de três filhos e avô de cinco netos.

Como bom itajaiense, Amílcar é Marcílio Dias. Fora dos domínios catarinenses, no entanto, seu coração é rubro-negro do Flamengo. No futebol, na hora de assistir partidas na televisão em companhia dos netos, não importa o time que jogue, ele diz gostar de acompanhar toda e qualquer partida. 

Antes de encerrar, a Revista Portuária – Economia & Negócios quis saber quais as maiores alegrias que os 66 anos de Amílcar lhe proporcionaram: “Foi Deus ter me dado a oportunidade de errar e reconhecer todos os erros que cometi. Ter me dado a oportunidade de modificando conceitos, princípios e atitudes, ter hoje a certeza que passei por essa vida sem ter simplesmente vivido, mas sim deixado alguma coisa”, conclui, não sem antes dizer que arrependimentos e ressentimentos são bobagens, perda de tempo. “Eu aproveito só o que é bom”.    







 



Economia de Compartilhamento é tema de “Networking Night” em Balneário Camboriú

Manter o contato direto, o “cara a cara” e trocar boas informações são ótimas maneiras de estreitar relações, construir uma rede de relacionamentos profissionais bem sucedida e prospectar oportunidades. Nesse contexto, a Tear Escola de Negócios promove no dia 30 de outubro, às 19h30, mais uma edição do Networking Night. O evento está com inscrições abertas para empresas interessadas até o dia 28 de outubro. As vagas são limitadas.

 

Com o tema “O Desafio das Empresas Diante da Nova Economia de Compartilhamento”, o encontro contará com palestra do empresário Wolney Afonso Pereira, mestre em Administração e professor dos MBAs da Tear Escola de Negócios. A economia do compartilhamento segue um ensinamento antigo, que é o de compartilhar o que temos, deixar de lado o sentimento possessivo e dividir os bens materiais para o bem da humanidade.

 

As empresas cadastradas no Networking Night serão apresentadas ao grupo de empresários, enfatizando os serviços e produtos que oferecem. Durante a apresentação, os participantes também terão a possibilidade de escolher com quais empresas farão contato e ao final do encontro, recebem a relação dos participantes para darem continuidade ao networking.

 

Segundo o diretor da Tear Escola de Negócios, o empresário Álvaro Zambom dos Santos, o evento vai oportunizar contatos e aplicar na prática os conceitos de rede de relacionamento. “É uma grande oportunidade de melhorar as conexões profissionais”, destaca. Como resultado, os participantes terão a oportunidade de trocar informações com pelo menos 20 pessoas em um único dia, prospectar novos clientes e fornecedores e receber o cadastro das empresas inscritas no evento.

 

SERVIÇO

Networking Night, com palestra de Wolney Pereira

Local: Tear Escola de Negócios, Rua 1970, 70, Balneário Camboriú

Data: 30 de outubro, quarta-feira

Horário: 19h30

Inscrições e informações: até 28 de outubro, através do fone (47) 3367-4466


Rodada de negócios BNT Mercosul 2013: edição de sucesso em Santiago

O terceiro principal país emissor de turistas ao Brasil da América Latina foi palco para a 6º edição da Rodada de Negócios BNT MERCOSUL – Chile, que aconteceu no último dia 26 de setembro em Santiago. Destaque para a presença de 244 importantes operadores e agentes de viagens da capital e região metropolitana. A participação expressiva de profissionais chilenos justifica a importância do evento para a divulgação e acordos comerciais com empresas e destinos turísticos brasileiros.

 

“Tivemos 52 representações das diversas regiões do Brasil entre atrativos turísticos, receptivos e hotéis que, através de mesas de negócios, tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos e serviços aos agentes de viagens e operadores chilenos, tanto os que já comercializam ou que têm interesse pelo mercado turístico brasileiro, gerando relacionamento comercial e negócios em um momento estratégico: às vésperas da temporada 2013/2014”, explicam os organizadores Jair Pasquini e Geninho Goes, também responsáveis pela organização da BNT Mercosul Brasil realizada há 20 anos com grande sucesso no Beto Carrero World.

 

Entre os expositores brasileiros, estiveram presentes redes de hotéis internacionais e nacionais como GOLDEN TULIP – BHG, PORTO BAY, TROPICAL HOTELS e RESORTS, SLAVIERO HOTÉIS, GRUPO SAMADHI, além de destinos turísticos como a Costa Verde & Mar - consórcio formado pelos principais municípios do litoral norte de Santa Catarina e outros importantes destinos representados através de seus governos como: Santa Catarina; Mato Grosso do Sul que teve como carro chefe o Pantanal, e Sergipe, que além da participação na Rodada, desenvolveu por três tardes consecutivas (dias 25, 26 e 27) programas de capacitação para apresentar de forma mais abrangente seus atrativos junto àquele mercado.

 

Já entre os operadores de turismo do Chile que vendem o Brasil marcaram presença empresas como: ADS Mundo, All Ways Travel Group, Andes Reps, Brazil Reps, Euroandino, Kuality-Cocha, Otsi, Panamericana Turismo, Paysandu, Rai Trai, Turisclub, Unimundo e Viaclub.

 

O evento também contou com a participação das cias. aéreas Aerolineas Argentina e Sky Airlines. “Vale destacar o grande interesse das empresas aéreas que apresentaram seus novos voos diretos a partir de janeiro/2014, partindo de Santiago para Guarulhos (a Sky Airlines), além da Aerolineas Argentinas que já opera com voos regulares para diversas capitais brasileiras, com algumas conexões imediatas na capital portenha”, contam os diretores Jair e Geninho.

 

O Chile é um dos principais mercados emissores de turistas estrangeiros ao Brasil segundo pesquisas realizadas pelo Ministério do Turismo/Embratur e é um dos vizinhos mais promissores em função da sua estabilidade econômica. Nosso objetivo é promover mais o Brasil e auxiliar no fortalecimento de novos negócios para os empresários brasileiros que acreditam nesse mercado e em nosso trabalho”, complementa o diretor de negócios Jair Pasquini.

 

O evento aconteceu das 09hàs 13h e, ao longo da manhã, outras ações além da Rodada foram realizadas, entre elas, sorteios com várias premiações como pacotes turísticos a destinos concorridos no Brasil, apresentação de vídeos institucionais de várias regiões e um brunch aos participantes.

 

Em 2014, a Rodada de Negócios BNT MERCOSUL terá novamente sua edição no Chile, na Capital Santiago. Além disso, em razão do sucesso de suas edições e aprovação dos participantes, o evento retornará à Argentina e terá pelo primeiro ano uma edição no Peru.

 

Convention Bureau de Balneário Camboriú tem aumento de 37% na arrecadação do Room Tax

O Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau comemora mais uma importante conquista. Comparando o mês de setembro deste ano com o mesmo período do ano passado houve um aumento de 37% na arrecadação da Room Tax, contribuição espontânea do hóspede para o turismo. Esta contribuição possibilita a continuidade do trabalho da entidade, uma vez que representa aproximadamente 65% de sua receita mensal. 


De acordo com Ana Maria Furtado, responsável pelo setor de eventos da entidade, o aumento constante na arrecadação se deve principalmente por conta da campanha motivacional intitulada Prêmio Room Tax – Uma contribuição para o turismo, um prêmio para você,que foi lançada no ano passado e já está na sua 3ª edição. “Além de promover um treinamento com os colaboradores do hotel, a campanha premia estas empresas, motivando todas elas a se superarem”, afirma.


No momento, o Convention Bureau conta com a participação de 12 hotéis que arrecadam a Room Tax e repassam para a entidade. Os mais recentes que aderiram a cobrança são: Hotel Palmas, CentroMar e Sibara. Além destes, os hotéis Bella Camboriú, Marambaia, Itália, D´Sintra, Melo, Mércure, Geranium, Slaviero e Camboriú Praia Hotel já cobram a Room Tax. Importante salientar que a cobrança só pode ser feita por hotéis associados ao Convention Bureau e que efetivamente repassam o valor arrecadado a entidade. A campanha segue  até 30 de novembro.

Estação da Solidariedade, da Aventura pelos Mares do Mundo, é aberta em Itajaí

Foi aberta nesta terça-feira (15), a Estação da Solidariedade da Aventura pelos Mares do Mundo, localizada no Terminal de Passageiros Guilherme Asseburg, no Centro. No local será feito o cadastramento dos VIPs Solidários, pessoas que além de ajudar 17 entidades de Itajaí, terão acesso privilegiado em shows e brinquedos, ganharão desconto na alimentação (nos restaurantes cadastrados) e ainda irão participar de sorteio de brindes, dentre eles uma viagem para Le Havre, na França, cidade de partida da regata Transat Jacques Vabre. A abertura oficial foi feita na manhã desta terça-feira (15) e contou com a participação de autoridades, representantes do poder público municipal, entidades e imprensa. 


Na Estação da Solidariedade, serão recolhidas doações no valor mínimo de R$ 25,00. Quem doar terá o privilégio de se tornar um VIP Solidário, recebendo um crachá de identificação que dará alguns benefícios na Marejada: Aventura pelos Mares do Mundo, evento que ocorre de 16 de novembro a 01 de dezembro no Centreventos Itajaí e que vai agregar cinco atrações: a chegada da Regata Transat Jacques Vabre, a largada da nova viagem da Família Schürmann - a Expedição Oriente, o Festival Gastronômico Internacional, o Festival de Música de Itajaí e a feira World Business Show.


O presidente do comitê organizador da Aventura pelos Mares do Mundo, Amílcar Gazaniga, além de exaltar o potencial náutico de Itajaí, divulgou as atrações da festa. "De forma totalmente gratuita, os visitantes da Aventura pelos Mares do Mundo, sejam eles VIPs Solidários ou não, terão acesso ao Planetário, cinema 3D com capacidade para 250 pessoas (aos quais os portadores da credencial VIP terão acesso preferencial), o Boteco Brasil com gastronomia típica nacional, a praça de alimentação, cidade cenográfica (conteineres plotados com imagens de países europeus como Portugal, França e Espanha), exposições, entre outros", contou. 


Além disso, o Programa de Sustentabilidade da Caixa Econômica Federal apresentará suas realizações com crianças, haverá apresentação da Família Schürmann e da Banda de Fuzileiros Navais de Itajaí com alegoria folclórica de "Leões Chineses". Gazaniga destacou ainda o trabalho do Semasa, que irá garantir o tratamento dos dejetos produzidos durante a Aventura pelos Mares do Mundo por meio de uma estação de tratamento de esgoto implantada no local.


No ano passado, durante a Regata Volta ao Mundo – Volvo Ocean Race, o VIP Solidário arrecadou um total de R$ 50.705,00 que foi destinado à AIPRA, Asilo Dom Bosco, Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen e Hospital Pequeno Anjo. 


Encerradas as atividades da abertura oficial, foi dada a largada na Estação da Solidariedade e os primeiros crachás foram confeccionados. O local vai funcionar até o dia 1° de novembro, das 13h às 19h.

 

Estas são as entidades que vão participar da ação:


Lions Itajaí Sul

Lions Itajaí Praia

Lions Itajaí Verde Vale

Lions Itajaí Pedro Paulo Rebello

Parque Dom Bosco

Rotary Club Itajaí Norte

Rotary Club Itajaí

Apae de Itajaí

Combemi

Coral Villa-Lobos

Asilo Dom Bosco

Lar Fabiano de Cristo

Hospital Marieta Konder Bornhausen

Casa da Amizade

AIPRA - Associação Itajaiense de Proteção aos Animais

Hospital Pequeno Anjo

AVISA – Associação das Voluntárias Pela Infância Saudável

 

CDL de Balneário Camboriú tem ponto permanente de coleta de lixo eletrônico

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Balneário Camboriú acaba de instalar um ponto permanente de coleta de lixo eletrônico. Qualquer pessoa pode descartar equipamentos, periféricos, pilhas e baterias na recepção da entidade. A ação é uma campanha da Câmara Jovem da CDL de Balneário Camboriú, que também dá continuidade a distribuição de coletores de pilhas no comércio da cidade. A sede da CDL fica na rua 902, número 530, próximo a 3ª Avenida.

 

Bernardo Werner, diretor da Câmara Jovem da CDL, explica que o objetivo da instalação do ponto permanente de coleta de lixo eletrônico é estimular as pessoas a darem um destino correto a equipamentos que não estão em funcionamento como computadores, notebooks, impressoras, scanners, mouses, teclados e telefones.

 

Na fabricação, esses equipamentos utilizam elementos como chumbo, fósforo e cádmio, que quando descartados incorretamente podem causar sérios riscos à natureza.  A idéia é coletar o material na CDL para depois encaminhar a uma empresa especializada em reciclagem.

 

Além de equipamentos de alta tecnologia, como computadores, câmeras e celulares, aparelhos como rádios, TVs, aparelhos de som, aparelhos elétricos e lâmpadas eletrônicas também contêm inúmeros elementos altamente poluentes. Essas substâncias estão presentes especialmente nas baterias e capacitores, dispositivos que armazenam energia.

 

 

Secretário de Comércio Exterior, em reunião na AEB, prevê Portal Único de Comércio Exterior para breve

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, anunciou, durante reunião de diretoria da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que antes do fim do ano – provavelmente em novembro – será apresentada a primeira plataforma do site Portal Único de Comércio Exterior.

 

“Trata-se de uma agenda prioritária da Secex até 2014. A janela única vai permitir ganhos em redução de custos e de prazos nas operações de comércio exterior”, destacou Godinho. Ele previu que os prazos cairão de 14 para cinco dias no caso das exportações e de 17 para sete dias nas importações.

 

O secretário de Comércio Exterior explicou que, hoje, apenas na fase administrativa, uma operação de exportação passa pela anuência de 17 órgãos diferentes. Quando o Portal estiver concluído, esta operação será registrada apenas uma vez em única base, que irá repassar a informação para as instâncias necessárias.

 

Godinho frisou que o processo ainda irá contemplar sugestões de representantes da área de comércio exterior e a realização de uma consulta pública.

 

Na apresentação que realizou na reunião de diretoria da AEB o titular da Secex destacou um projeto já concluído na área de atuação da Secretaria: o fortalecimento da área de defesa comercial, que incluiu medidas como nova legislação, conferindo mais celeridade e transparência nos processos, e a ampliação de equipes. “Hoje temos plenas condições de encarar todos os desafios ligados a importações desleais e ilegais”, garantiu.

Trabalhos da antiga Câmara do Porto serão retomados

O realinhamento, estruturação e discussão para retomada dos trabalhos da antiga Câmara do Porto estiveram em pauta na Reunião de Diretoria da ACII desta segunda-feira. A reunião foi conduzida pela presidente da ACII, Maria Izabel Pinheiro Sandri e pelo vice-presidente Eclésio da Silva e o foco foi para que a retomada das funções fosse voltada principalmente aos segmentos logístico e portuário.


No início da reunião foram passadas algumas informações sobre o Complexo Portuário principalmente na questão da liberação da entrada de cargueiros maiores, pela falta de profissionais nos órgãos federais e a construção da bacia de evolução. “Todas essas questões são assuntos que podem ser encampados pela Câmara do Porto”, frisou o vice-presidente da ACII.


Maria Izabel também compartilhou da opinião de seu vice e destacou a necessidade de que a Câmara fique diretamente ligada à Diretoria da entidade, por ser de caráter estratégico e ligada ao planejamento da ACII. “O que não podemos é fugir de uma metodologia específica. Temos que ter foco nas atividades portuárias” reforçou a presidente.


Durante a palavra livre várias foram as manifestações de apoio à retomada das ações da Câmara. O presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santa Catarina (SINDAESC), Marcello Petrelli comentou que sente muita falta dos trabalhos da antiga Câmara do Porto e lembrou que muitos assuntos e reinvindicações do setor que começaram a ser discutidos e definidos nestes encontros. O empresário de assessoria em Comércio Exterior, Ricardo Espíndola, também ressaltou a importância da união de forças para representar o segmento.


De acordo com o alinhamento proposto a Câmara do Porto terá foco tático e os grupos de trabalhos que serão segmentos da Câmara e  terão foco operacional. A partir daí será definida uma data para o início dos trabalhos e a escolha do nome que irá coordenar a mesma.

 

Aurora inaugura o Centro de Distribuição Sul em Chapecó

Para aperfeiçoar seu sistema logístico de atendimento da clientela do sul do Brasil, a Coopercentral Aurora Alimentos inaugura na sexta-feira, 11 de outubro, às 16 horas, em Chapecó, o CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO SUL.

          O novo estabelecimento permitirá a redução de custos logísticos no atendimento às unidades comercias e aos distribuidores localizados em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo que a produção estocada será destinada totalmente para o mercado interno, informa o gerente de operações Celso Cappellaro

O CD SUL ocupa terreno de 8.220 m² e localiza-se no quilômetro 07 do acesso de Chapecó a BR-282, bairro Trevo. O complexo foi edificado e locado para a Aurora pela empresa Real Estate Comércio de Imóveis e Participações Ltda, estabelecida em Florianópolis, mediante investimentos da ordem de 10 milhões de reais.

         O conjunto tem área total construída de 3.200 m² e pátio de estacionamento e manobra de caminhões com 2.953 m². Compõe-se de completa estrutura para que os funcionários tenham um ambiente agradável e os produtos armazenados mantenham sua reconhecida qualidade.

A capacidade total de armazenagem é de 3.081 toneladas, sendo 2.025 toneladas de armazenagem de congelados, 684 toneladas de armazenagem de resfriados e 372 toneladas de armazenagem à seco.

            As obras iniciaram em 2011 e concluídas nesta semana.

            A estrutura de armazenagem à frio emprega instalações e equipamentos de última geração, realça o presidente Mário Lanznaster. Inclui uma antecâmara com área de 520 m² contendo seis evaporadores e mais três câmaras especializadas: a câmara de resfriados, a câmara de seco e a câmara de congelados.

As outras estruturas do CD SUL incluem, ainda, sala de baterias e manutenção, vestiário masculino e feminino,  banheiros social, masculino, feminino, áreas social, administrativa, guarita, subestação, sala de máquinas, sala para tanque de amônia, sala de apoio antecâmara e sala de esquenta. 

         

Uma das poucas grandes empresas de Santa Catarina com capital 100% catarinense é a Coopercentral Aurora Alimentos. Entre as empresas do segmento de carnes, é a terceira marca mais referenciada em todo o Brasil. Possui 21.000 colaboradores. Abate 700.000 aves por dia, mas deve chegar a 1 milhão de aves/dia em 2014. Abate 14.500 suínos/dia, processa 1,6 milhão de litros/dia de leite. Tem mais de 100.000 clientes em todo o Brasil e exporta para 60 países. Suas ações sociais/assistenciais atingiram 130.000 pessoas em 2012. Nesse ano, sua receita operacional bruta ultrapassará 5 bilhões de reais.

Univali realiza evento sobre gestão competitiva, em Itajaí

Desafios para a gestão competitiva. Esse é o tema da 16ª edição da Semana Ceciesa-Gestão, que ocorre entre os dias 21 e 25 de outubro, na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Campus Itajaí. O evento objetiva debater as áreas estratégicas da gestão, a aplicação de inteligência e as oportunidades de negócios. As inscrições estão abertas.


Profissionais das áreas de marketing, administração, ciências contábeis, comércio exterior, logística e gestão portuária vão palestrar durante as cinco noites de evento. A semana abre com a palestra “Workshow – Faça sua equipe dar um show”, com o músico e vocalista da banda Nenhum de Nós, Thedy Corrêa, diretor artístico da Orbeat Music, autor dos livros “Bruto” e “Livro de Astro-Ajuda”.


Também estão confirmadas palestras com Juarez Domingues Carneiro, presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC); Clara Rejane Scholles, sócia-diretora da Pratical One, empresa de TI para a logística de cargas; Fernando Cesar Lenzi, consultor na área de empreendedorismo e articulador do Sebrae; e Carlos Martins Delgado Neto, consultor de marketing e sócio da empresa de Tecnologia da Informação Kankei.


O encontro é voltado para estudantes, empresários, gestores, líderes, profissionais da área administrativa, e interessados no tema. As inscrições são feitas pelo site univali.br/eventos, no link Gestão.


Mais informações: (47)3341-7618, Uni Júnior | (47) 9118-7563, Francine Neves, professora e organizadora geral.

Balneário Camboriú terá curso sobre Impacto de Vizinhança

As interferências positivas ou negativas decorrentes da ocupação de um determinado lote urbano sobre o seu entorno será tema do curso “Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)”, que a Tear Escola de Negócios promove, no próximo dia 19 de outubro, sábado, em Balneário Camboriú. A aula abordará diferentes tópicos relativos ao assunto, com destaque para a elaboração e análise de um EIV, além da influência direta que esse estudo pode ter na vida e na dinâmica urbana.

 

Com oito horas de duração, o curso será ministrado por Fernando Barros, mestre em Engenharia de Edificações e Saneamento, da empresa Master Ambiental, sediada em Londrina (PR), e será direcionado a profissionais da área que atuem neste ramo. Conforme Barros, o Estudo de Impacto de Vizinhança é um documento técnico elaborado previamente à emissão das licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento de empreendimentos privados ou públicos em área urbana.  “É fundamental para permitir a tomada de medidas preventivas e evitar o desequilíbrio no crescimento urbano, além de garantir condições mínimas de ocupação dos espaços habitáveis”, diz.

 

O EIV contempla os possíveis efeitos positivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente na área e nas proximidades. Por este motivo, é considerado um dos mais relevantes instrumentos da Política Nacional de Cidades e de Meio Ambiente, que vem sendo implementada sistematicamente nos municípios brasileiros ao longo da última década. A função fiscalizatória, de prevenção e precaução do EIV garante a avaliação das obras e das atividades que possam, potencialmente, causar danos ao meio ambiente.

 

Sobre o professor

Fernando Barros é formado em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental pela Universidade Cândido Mendes do Rio de Janeiro e mestre em Engenharia de Edificações e Saneamento pela Universidade Estadual de Londrina. Como responsável técnico da Master Ambiental, possui experiência em coordenar a elaboração e obter aprovação de mais de 60 EIVS em diversas cidades do Brasil. Também atende clientes como BR MAlls, Catuaí Shopping, MRV Engenharia, Viação Garvia e Construtotora Galmo.

 

SERVIÇO

Curso “Estudo de Impacto de Vizinhança”, com Fernando Barros

Local: Tear Escola de Negócios, Rua 1970, 70, Balneário Camboriú

Data: 19 de outubro, sábado

Horário: 8h às 12h e das 14h às 18h

Informações: (47) 3367-4466 ou www.tearensino.com.br

 

Trabalhadores da construção civil recebem hora extra para estudar
Disposta a elevar a escolaridade dos seus trabalhadores, a FG Empreendimentos, construtora de Balneário Camboriú, implantou política de incentivo à educação propondo o pagamento de horas extras aos trabalhadores que registram 75% de presença nas aulas. O objetivo é garantir que 80% equipe tenha a escolaridade básica completa até 2015, numa ação em conjunto com o SESI, entidade da FIESC.


As horas passadas em sala de aula são consideradas como horas trabalhadas. "Diante do crescimento da economia e da busca por inovação tecnológica, há uma demanda por força de trabalho mais qualificada. Exercemos a responsabilidade social oportunizando aos colaboradores e à comunidade o acesso ao programa de escolarização", fala Daiane Gorges, gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional da FG Empreendimentos, lembrando que a organização mantém parceria com o SESI desde 2011.


A empresa oferece ainda infraestrutura para as plataformas digitais utilizadas pelo SESI nos cursos de ensino fundamental e médio. Os trabalhadores-alunos recebem lanche antes do início da aula. Equipes da FIESC realizam mobilizações de incentivo à educação nos canteiros de obra. A FG Empreendimentos também estuda a vinculação da escolaridade dos trabalhadores ao plano de cargos e salários.


A nova política foi incentivada pela adesão ao Movimento A Indústria pela Educação, que já possui 300 signatários na região do Vale do Itajaí. Outras indústrias também encontraram formas de estimular o acesso e a permanência dos trabalhadores, como a Vitalmar, de Itajaí, que decidiu liberar duas horas da jornada de trabalho por semana para quem tem mais de um ano de casa e quer dedicar-se aos estudos. 
UBABEF alerta para importância da manutenção dos estoques de soja no Brasil

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, alertou ontem (09) sobre as dificuldades que as agroindústrias avícolas estão enfrentando para manter estoques adequados de farelo de soja, um dos mais importantes insumos para produção da avicultura brasileira.

 

De acordo com relatório divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), impulsionados pelo câmbio elevado, os embarques de soja em grão vêm atingindo volumes recordes neste ano – com 40,6 milhões de toneladas de soja em grão exportados entre janeiro e novembro de 2013, dado 23,4% maior que todo o volume exportado em 2012.   

 

Com isto, o mercado interno está sendo impactado por um dos menores volumes do insumo processado pela indústria brasileira nos últimos anos - no mesmo relatório, o CEPEA mostra indicadores da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), com o processamento de 18,2 milhões de toneladas de soja em grão entre fevereiro e agosto, o menor nível desde 2006.

 

Conforme explica o presidente da UBABEF, empresas do setor avícola brasileiro - que dependem do farelo da oleaginosa para a produção de frangos, ovos e outros produtos – estão enfrentando dificuldades na competição com o mercado externo pela compra do produto. Cerca de 30% da ração ofertada aos animais é composta por farelo de soja.

 

“Não somos contra as exportações de soja. Entretanto, por uma questão de segurança alimentar do país, é fundamental que as políticas governamentais priorizem o abastecimento interno do insumo. Vale muito mais para o país exportar grãos em forma de produto com valor agregado, como a proteína animal”, destaca Turra.

 

Em 2012, a estiagem no Sul do país e os elevados níveis de exportação nos primeiros meses do ano fizeram com que o preço do farelo de soja subisse mais de 100%.  O cenário ficou ainda mais crítico com a quebra na expectativa de safra de milho dos EUA, que afetou as cotações do cereal em todo o mundo – no Brasil, os preços subiram 50%.

 

Em meio a este cenário alarmante, algumas empresas do setor fecharam plantas, outras pediram recuperação judicial, em um ano que ficou marcado pela maior crise já enfrentada pelo setor avícola brasileiro em sua história.  

 

“Mais de 10 mil empregos foram perdidos. Cidades inteiras foram afetadas e sofremos duramente com a perda de competitividade internacional. O setor ainda se recupera da tempestade do passado, e precisa de total atenção governamental para que o mesmo cenário não se repita”, destaca Turra.

 

I Leilão de Gado Leiteiro deve movimentar R$ 300 mil em negócios na EFAPI 2013

O I Leilão de Gado Leiteiro, promovido pelo Núcleo dos Criadores de Bovinos de Chapecó e convidados, será realizado nesta quinta-feira (10)às 20 horas, no pavilhão de remates do parque de exposição Tancredo de Almeida Neves, em Chapecó. A experiência inédita integra a programação agropecuária da Exposição-feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó (EFAPI 2013), que prossegue até domingo (13).

Estarão disponíveis à venda 60 animais, divididos em 40 lotes, oriundos de 10 produtores. Os organizadores estimam negócios da ordem de R$ 300 mil. Os compradores poderão pagar em seis parcelas, sendo uma entrada e mais cinco. O leilão será conduzido pela empresa ZT Leilões e pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó.

O coordenador do setor de bovinocultura, Mauro Zandavalli, explica que a iniciativa surgiu para atender a demanda do setor, uma vez que a bovinocultura leiteira teve grande expansão nos últimos anos no Estado. “A expectativa é comercializar 100% dos animais, pois pessoas de diversos municípios estão ligando e solicitando informações sobre o leilão”, enfatiza Zandavalli. O diferencial de Santa Catarina é a possibilidade de vender para qualquer outro Estado do Brasil, porque é livre da febre aftosa.

ALTO PADRÃO GENÉTICO

A técnica agrícola e proprietária da Cabanha “Menina”, Nancy Leonardi Aroldi, de 30 anos, está expondo 16 animais, sendo dez novilhas e seis vacas das raças Jersey e Holandesa. Todos participarão do leilão elite do gado leiteiro, quando os animais de alto padrão genético são apresentados individualmente e cada um sairá com lance mínimo inicial de aproximadamente R$ 7 mil.

Nancy relata que participa de exposições em todo o Estado e expõem seus animais na EFAPI há seis edições. “Já vendi vacas para regiões do Paraná pelo valor de R$ 30 mil”, explica. Atualmente trabalha em sua propriedade de 42 hectares e auxilia a Cabanha “Clenan” de sua mãe, que possui 610 hectares. As principais atividades da família são bovinocultura de leite, criação de búfalos, lavoura e piscicultura.

A empresária rural ressalta que para obter animais com alto padrão é necessário anos de evolução genética trabalhando com sêmen importado, principalmente americano e canadense, e acasalamentos. Isso resulta em vacas que na primeira cria produzem de 30 a 40 litros de leite/dia e na segunda cria ultrapassa os 50 litros/dia.

SETOR

O setor de bovinocultura leiteira na região de Chapecó, de acordo com Zandavalli, cresceu nos últimos seis anos 400%. Isso ocorreu porque muitos empresários rurais abandonaram a produção de tabaco, que era a sustentabilidade da propriedade e ingressaram para a criação de gado de leite. “Este item se tornou prioridade e atualmente podemos afirmar que 90% das pequenas e médias propriedades mantêm o leite como primeira atividade, pela distribuição fundiária, produção adensada de 10 a 15 animais por hectare, manejo e orientação técnica”, observa.

No comparativo com a produção a região também deu um salto nos últimos anos, em função do melhoramento genético, das condições de produção e da tecnificação do produtor. Zandavalli ressalta que a produção dobrou de 10 a 12 litros de vaca/dia para 22 litros/dia.

A valorização do preço pago pelo produto também é um fator que anima o setor. “O leite nunca esteve em um patamar tão positivo como hoje”, comenta Zandavalli. Outra vantagem da atividade é a produção associada com suínos e aves.

Governo participa das discussões sobre o Estatuto Nacional das Micro e Pequenas Empresas

Com objetivo de debater as mudanças da Lei Complementar Federal 123/2006, referente ao Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, nesta quinta-feira, 10, às 9h, será realizada uma reunião no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Paulo Bornhausen, o governo do Estado tem feito importantes mudanças para beneficiar a base econômica catarinense. “A SDS, juntamente com a Junta Comercial de Santa Catarina, tem realizado esforços para desburocratizar os procedimentos de abertura e fechamento de empresas no Estado. Além disso, estamos finalizando o projeto de lei que cria o Estatuto Estadual da Microempresa, Empresa de Pequeno Porte e do Microempreendedor Individual”, argumenta Bornhausen.

Um dos assuntos que deverá ser abordado no encontro é universalização do Simples Nacional pelo porte da empresa, e não pela atividade. “Atualmente, algumas atividades são vedadas de entrar no Simples, pela sua atividade específica, como são os casos das consultorias, locadoras de imóveis, geradoras artesanais de energia elétrica, serviços de transporte intermunicipal, administradoras de créditos e finanças, mesmo que estas empresas obtenham receitas inferiores a R$ 300 mil por mês”, explica o secretário do Fórum Estadual Permanente de Micro e Pequenas Empresas, Luciano Michelan, representante da SDS na reunião.

Para o diretor de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Empreendedor Individual (DIMP) da SDS, Cau Harger, estas correções no Estatuto Nacional são necessárias para tornar o empresário mais competitivo e gerar mais empregos. “Se um empresário que exerce a atividade de consultoria entrasse no Simples ele poderia até contratar mais um ou dois funcionários. Trabalho não falta, mas é preciso dar oportunidade de crescer”, destaca. Ele cita, ainda, além da necessidade de desburocratização para abertura e fechamento de empresas, a simplificação da transmissão das informações de obrigações como do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Também será discutido o item Compras Governamentais, onde a proposta é de eliminar exigências para participação em licitações para Micro e Pequenas Empresas. “As compras dos governos estaduais e municipais fazem toda diferença para o desenvolvimento regional, porque quando a prefeitura compra lá na sua região, do empresário local, da microempresa, faz com que o dinheiro circule, gerando emprego, renda e novas oportunidades”, afirma Cau Harger.

Siscoserv ganha prazo maior da Receita Federal

A Receita Federal novamente alterou o prazo para que contribuintes registrem suas operações de comércio exterior de serviço (Siscoserv). O prazo para realização do registro, que em 2012 foi estipulado para um período de seis meses, já havia passado por uma modificação, e a partir de 2014 seria reduzido para apenas um mês. Todavia, a Receita tornou a rever a decisão e ampliar o prazo de forma excepcional para três meses após a data da prestação do serviço. “A ampliação do prazo se deve, em grande parte, à confusão e ambiguidade da legislação. Não é à toa que o manual expedido pela própria Receita Federal do Brasil para auxiliar os contribuintes na interpretação da norma está na sua quinta edição, em pouco mais de um ano”, afirma o advogado especialista em Direito Aduaneiro, Ademir Gilli Jr., do BPHG Advogados, de Blumenau (SC).


A nova modificação é de certa forma uma imposição para que os contribuintes possam organizar seus sistemas internos e cumprir efetivamente a obrigação acessória. A pena prevista para o descumprimento da legislação é de US$ 5 mil por cada informação errônea. Outra modificação inclusa nesta revisão da Receita diz respeito ao limite de dispensa para pessoa física, que foi ampliado de US$ 20.000,00 para US$ 30.000,00.


Conforme destaca Gilli, o Siscoserv é uma ferramenta adotada pelo Fisco para vincular o contribuinte por todos os meios. “Não basta a já enorme gama de obrigações atribuídas aos contribuintes, que literalmente "faz às vezes" do Fisco no que tange à apuração, declaração e recolhimento dos tributos. Ao Fisco incumbe apenas homologar, confirmar a atuação do contribuinte e, se entender pertinente, proceder lançamentos de ofício para exigir eventuais diferenças que considerar cabíveis. Em última análise, o Siscoserv constitui, portanto, mais uma obrigação imposta aos contribuintes que atuam no âmbito do comércio exterior, com penalidades extremamente severas em caso de inobservância”, afirma Gilli.


TESC participa de visita técnica da CESPORTOS
O TESC participou da visita técnica da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis em Santa Catarina - CESPORTOS/SC, aos portos de Hamburgo (Alemanha) e Antuérpia (Bélgica). A gerente de meio ambiente, segurança e qualidade, Tatiana Oliveira, fez parte da comitiva de 20 pessoas, formada por representantes da CESPORTOS (Polícia Federal e Receita Federal), portos, terminais e empresas.


Além de visitar os terminais da HHLA (Hamburger Hafen und Logistik AG), em Hamburgo, que são considerados os mais automatizados do mundo, a comitiva foi recebida pela Autoridade Portuária do Porto de Antuérpia, na Bélgica, onde pôde conhecer a estrutura que está em 2º lugar no ranking dos portos mais movimentados da Europa. Por fim, o grupo participou de Treinamento em Segurança Portuária no Centro de Treinamento da Prosegur, em Madri, ministrado por representantes da Autoridade Portuária.
Ministro da Pesca em Itajaí nesta quinta-feira

O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, participa nesta quinta–feira (10), da cerimônia de lançamento do edital de concorrência para concessão de áreas para o cultivo de pescados em águas da União no estado de Santa Catarina. O evento será realizado às 14 horas, no Auditório do Centreventos.

Na ocasião, o ministro também vai entregar as primeiras carteiras do novo registro geral de pescador. Na oportunidade, ao todo, devem ser entregues cerca de 300 documentos.

Após a cerimônia, o ministro ainda fará uma breve visita ao Sindicato dos Armadores e Indústria dos Pescadores de Itajaí e Região (Sindipi), para conhecer a realidade da sede e dialogar com os trabalhadores e empresários do setor, para mais um momento de troca de experiências.

 

Canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes permanece fechado
A forte correnteza do Rio Itajaí-Açu faz com que o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes permaneça fechado nesta terça-feira.

O canal de acesso aos terminais portuários está fechado desde a última sexta-feira. Nove embarcações estão fundiadas fora do canal do Rio Itajaí-Açu aguardando a reabertura que, de acordo com a praticagem, só deve ocorrer na quarta-feira.

Desde então todas as embarcações que chegaram ao complexo não puderam atracar. Todas as embarcações que estavam em operação foram desatracadas antes do fechamento.  

A determinação da Capitania dos Portos foi em atendimento a ofício da praticagem de Itajaí, que alerta sobre os efeitos que as fortes correntezas possam causar nas embarcações. Ainda não se tem ideia do prejuízo causado com o fechamento, mas vale lembrar que um navio parado custa em torno de R$ 50 mil por dia.

O ferry boat, que circula no mesmo canal fazendo a travessia entre Itajaí e Navegantes, opera normalmente.



Fatma julga Licença Prévia da BMW na tarde de hoje

A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) pautou para a tarde desta terça-feira, 24/09, o julgamento da Licença Prévia para construção da fábrica da BMW em Araquari, região Norte de Santa Catarina. O processo passará pela Comissão Central de Licenciamento Ambiental (CCLA) formada por técnicos da Fundação que emitirá um parecer. A CCLA iniciará os trabalhos a partir das 14h.


Se favorável, a Fatma emitirá a licença prévia (LAP) em seguida. A Licença Ambiental Prévia é um parecer favorável do órgão quanto à localização e concepção do empreendimento, atestando a viabilidade ambiental. No entanto, o empreendedor só pode começar a construir depois da emissão da Licença Ambiental de Instalação, que possui um prazo legal de 90 dias para emissão após a LAP, isso se o parecer for favorável. Na LAI, os técnicos farão as condicionantes e pareceres para que a construção seja de acordo com a legislação ambiental.

Operações internas da Cia. Hering é destaque no Padrão de Qualidade em Relacionamento Multicanal 2013

Mais uma vez, a excelência das operações da Cia. Hering se sobressaiu. Recentemente, a companhia recebeu o Prêmio Padrão de Qualidade em Relacionamento Multicanal 2013 – categoria Operações Internas. Na premiação, que ocorreu no Hotel Transamérica, na capital paulista, o representante da empresa foi o gerente de franquias, Adriano Batistela.

O objetivo do prêmio foi avaliar e premiar as empresas que melhor agregam tecnologia, eficiência e qualidade de gestão para oferecer serviços de relacionamento com os clientes. Eles apontam que o consumidor quer ouvir e ser ouvido. Por isso, as empresas precisam estar em diferentes canais para manterem um relacionamento de qualidade com seus stakeholders, além de precisarem concentrar esforços e investimentos que vão além do capital humano.

Para a Cia. Hering, a premiação é um importante termômetro no que se refere às estratégias traçadas, pois indica que estas estão alinhadas aos anseios dos consumidores. “Constantemente, a empresa busca se reinventar, seja na fabricação, na distribuição ou na comercialização de produtos com qualidade percebida, de forma que estes cheguem até as pessoas que admiram as marcas do guarda-chuva da companhia”, finalizou Adriano.

Sobre a Cia. Hering

Em seus 133 anos, a Cia. Hering já vestiu, pelo menos, três gerações de brasileiros. A empresa, uma das maiores do Brasil em seu setor de atuação, é também uma das mais influentes devido ao seu histórico e à constante atualização que transformou a marca Hering em sinônimo de moda casual. Para resgatar, preservar e contar sua história, bem como perpetuar as conquistas e desafios desta marca, que é reconhecida por mais de 90% dos brasileiros em todas as classes sociais, a companhia criou e mantém o Museu Hering, em Blumenau - SC. Ao longo desse período de atuação, a Cia. Hering se reinventou por muitas vezes. Hoje, conta com mais de 8.500 colaboradores e desenvolve um modelo de negócios a partir da produção, da gestão das marcas Hering, Hering Kids, PUC e dzarm. e, claro, do varejo. Os produtos comercializados incluem toda a linha de vestuário e acessórios de moda e básicos para os públicos feminino, masculino e infantil. Atualmente, a empresa possui dois centros de distribuição, localizados em Santa Catariana e Goiás, cinco unidades produtivas no Estado de Santa Catarina, quatro em Goiás e mais uma unidade no Rio Grande do Norte, além de duas sedes administrativas: uma em Blumenau e outra em São Paulo.

Inscrições abertas para cursos do IFSC - No Vale do Itajaí são 240 vagas em sete cursos
O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) está com inscrições abertas para o processo seletivo de ingresso em cursos técnicos. No Vale do Itajaí, são 240 vagas em sete cursos em Gaspar e Itajaí. As aulas para todos os cursos começam no primeiro semestre de 2014.

As inscrições devem ser feitas no Portal do Ingresso do IFSC (www.ingresso.ifsc.edu.br), onde também estão disponíveis os editais com todas as informações detalhadas sobre o processo seletivo. O prazo final para inscrições é 6 de novembro. 

Há computadores disponíveis para inscrição em todos os câmpus do IFSC, para candidatos que não possuem acesso à Internet. Em caso de dúvidas, o candidato pode entrar em contato com o Departamento de Ingresso do IFSC pelo telefone 0800 722 0250. A ligação é gratuita. 
 
A taxa de inscrição é de R$ 30.  Candidatos doadores de sangue, integrantes de família de baixa renda ou inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) podem solicitar a isenção do pagamento dessa taxa até 22 de outubro, conforme procedimentos detalhados nos editais.

O exame de classificação (prova) para os cursos técnicos está marcado para 8 de dezembro. A lista dos candidatos aprovados será divulgada em 20 de dezembro.

Entenda os tipos de cursos

O IFSC oferece três tipos de cursos técnicos no Vale do Itajaí: integrado, concomitante e subsequente. Nos cursos integrados, o aluno cursa o Ensino Médio junto com o técnico no IFSC. Nos cursos concomitantes, o aluno faz o curso técnico no IFSC ao mesmo tempo em que faz o Ensino Médio em outra escola. E, para os cursos técnicos subsequentes, o aluno deve já ter o Ensino Médio completo e só faz o curso técnico no IFSC.

A lista completa de cursos com vagas abertas, em todas as regiões, pode ser consultada no site www.ingresso.ifsc.edu.br

Reserva de vaga

O IFSC possui reserva de vaga para candidatos que estudaram em escolas públicas. Do total de vagas ofertadas em cada curso, 50% delas são reservadas para candidatos que estudaram em escola pública. Dentro desse percentual, há ainda a reserva de vaga para candidatos de baixa renda e para candidatos que se autodeclarem pretos, pardos ou indígenas. 

Para se inscrever através do sistema de cotas para os cursos técnicos é necessário ter cursado todo o Ensino Fundamental em escola pública. Os candidatos que não se enquadram nessas situações, devem, no momento da inscrição, selecionar a opção ampla concorrência. 

Cursos oferecidos no Vale do Itajaí para início em 2014/1:

Câmpus Gaspar
Técnico concomitante de Administração (vespertino)
Técnico concomitante de Informática (vespertino)
Técnico concomitante de Modelagem do Vestuário (noturno)
Técnico integrado de Química (matutino)
Técnico integrado de Vestuário (matutino)

Câmpus Itajaí
Técnico subsequente de Eletroeletrônica (vespertino)
Técnico subsequente de Pesca (noturno)
Alta performance comercial em um mundo conectado é o tema do XIV Encontro Comercial FOHB

O FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) reúne no próximo dia 30, no hotel Grand Hyatt São Paulo, cerca de 300 colaboradores das 27 redes associadas à entidade para a edição 2013 do Encontro Comercial FOHB, sob o tema “Alta performance comercial em um mundo conectado”.


A 14ª edição do evento vem com o intuito de discutir melhores performances comerciais em um mundo onde o online e o offline não mais se excluem, de avaliar suas implicações entre colaboradores e clientes, bem como de analisar o atual cenário e as tendências da hotelaria e da hospitalidade no Brasil.


O presidente da associação, Roberto Rotter, afirma sobre esta edição: “o Encontro Comercial do FOHB consolida-se a cada ano como um dos mais importantes espaços de discussão de temas relacionados às áreas de vendas, marketing e distribuição do setor hoteleiro”, ressalta.


Além dos principais representantes das redes associadas ao FOHB, da diretoria e do conselho da entidade, estão confirmadas no evento as presenças de Adriana Marins, do Centro de Turismo Alemão; Diogo Canteras, da HotelInvest; Gilson Novo, do Grupo Águia; Samuel Lloyd, do Visit Britain; Lígia Centurion, da Hotéis Info; Tica Moraes, da Class Tour; Daniel Santos, da Trend Operadora; Roberta Antunes, da Hotel Urbano; Beia Carvalho, da 5years from now; Tricia Neves e Carolina Haro, da Mapie; e André Girotto, da Net Profit Brasil.

Definido novo piso salarial do comércio de Balneário Camboriú

O novo piso do salário dos comerciários de Balneário Camboriú acaba de ser definido em convenção coletiva. Com aumento de 7,5%, o salário base passa a ser de R$ 875 para os recém-contratados e R$ 990 após o quarto mês de trabalho. A partir de janeiro de 2014, o salário inicial passa a ser de R$ 915 e de R$ 1015 a partir do quarto mês de trabalho.

 

Pela convenção trabalhista, fica permitido o funcionamento do comércio e prestação de serviços por parte dos empregados durante os feriados, ficando excluído apenas o dia 1º de maio (Dia do Trabalho), o domingo de Páscoa e 25 de dezembro (Natal). Hélio Dagnoni, presidente do Sincomércio de Balneário Camboriú, explica que nos três feriados definidos em convenção não poderá haver expediente no comércio. No Ano Novo, 1º de janeiro, o comércio fica autorizado a trabalhar a partir das 15h.

 

O trabalho durante o feriado também será compensado com uma folga, a ser cumprido dentro de, no máximo, 30 dias após o dia trabalhado, além de uma compensação financeira a ser paga até o quinto dia útil do mês seguinte. Para funcionários de supermercados, minimercados, lojas de materiais de construção de grandes redes de departamento, além de lojas instaladas em shoppings, o valor da bonificação é de R$ 55, a ser quitado na folha de pagamento ou R$ 60 através de vale compras, a ser realizado junto ao estabelecimento do empregador. Para funcionários das demais lojas e estabelecimentos de rua o valor do bônus é de R$ 45 a ser incluído na folha de pagamento.

 

APM Terminals Itajaí comemora o Dia Global de Segurança dia 25 de setembro
A APM Terminals – empresa responsável pela operação de contêineres no Porto de Itajaí – celebra dia 25 de setembro, quarta-feira, o Dia Global de Segurança (Global Safety Day na denominação em inglês) com uma programação diferenciada. A comemoração foi criada em 2007 pela APMT mundial com o objetivo de enfatizar ainda mais o papel que a segurança possui nas operações portuárias do grupo.

 

Em todas as unidades ao redor do planeta, A APM Terminals trabalha com o conceito de tolerância zero em relação aos acidentes de trabalho no sistema portuário, pois acredita que o risco pode e deve ser minimizado. “Para a empresa, a segurança é um esforço conjunto, parte importante do desafio de trabalhar em grupo”, explica o superintendente da APM Terminals no Brasil, Ricardo Arten.

 

A programação do Global Safety Day em Itajaí começa a partir das 7h. A abertura oficial está prevista para às 9h no auditório da administração do Porto de Itajaí, com a apresentação da palestra Minha Vida Depois do Acidente, com Rafael Silva. Na área do terminal, serão executadas atividades de sensibilização sobre a importância da segurança na atividade portuária e ações de intervenção durante o cotidiano de operações com motoristas, operadores, trabalhadores portuários avulsos – TPAs e usuários. O Global Safety Day contará com a participação do vice-presidente da A.P.Moller-Maersk e CFO Global da APM Terminals, Christian Laursen, durante todo o dia.

 

Sobre a palestra

A palestra Minha Vida é uma apresentação inovadora. Vista por mais de 500 mil pessoas em todo o país, conta a história de alguém que dava pouca importância a procedimentos de segurança, uso de EPI's, que abusava do excesso de confiança e que tinha sérias dificuldades em mudar de atitude e comportamento dentro da empresa. A palestra mostra o "passo a passo" que leva alguém nos dias de hoje a sofrer um acidente do trabalho, justamente numa época em que as empresas investem pesadamente em treinamentos, buscando mudanças comportamentais.

Revista Portuária entrevista diretor presidente do Porto de Imbituba

O ano de 2013 marcou uma mudança na vida de Luis Rogério Pupo Gonçalves, atual diretor presidente da SC Par Porto de Imbituba. Desde dezembro de 2012, o terminal está sob sua direção. O objetivo do atual administrador é pensar na estrutura como um todo, ou seja, desenvolver a região Sul de Santa Catarina a partir das atividades que se iniciam nos portos. "O porto é a principal ferramenta para ampliar a rede de negócios e, ao potencializar essa estrutura, toda a logística vinculada às atividades portuárias crescerá junto", disse Gonçalves. A seguir, o pingue-pongue da Revista Portuária – Economia & Negócios com Luis Rogério Pupo Gonçalves.

Revista Portuária - Qual é a configuração atual do Porto de Imbituba?

Luis Rogério Pupo Gonçalves - O porto conta hoje com três berços, com profundidades de 12,5m nos berços 1 e 2, e 10,8 no berço 3 . O terminal atua como um porto multipropósito, transportando principalmente graneis sólidos, líquidos, carga geral e conteinerizada.    

Portuária - Como está sendo o trabalho da nova administração neste ano de 2013?

Gonçalves - A administração está focada na consolidação do porto como porto público, alavancando a cadeia de negócios em nível nacional e internacional com o objetivo claro e específico de fomentar o desenvolvimento em nível regional.

Portuária - Quais fatores característicos do Porto de Imbituba são favoráveis ao comércio internacional através da metade sul de Santa Catarina?

Gonçalves - Uma das principais características do Porto de Imbituba é o de possuir condições de acesso extremamente rápidas e facilitadas. Possui ainda grande área com possibilidade de expansão e com retroárea privilegiada.

Portuária - Quais as principais ações que a nova administração vem tomando nestes primeiros meses à frente do terminal?

Gonçalves - O Governo de Santa Catarina tem no porto uma de suas principais ferramentas para o desenvolvimento do Sul do Estado. Portanto devemos fazer um investimento direto nos acessos tanto rodoviários quanto marítimos. O acesso rodoviário segregará o fluxo do trânsito de cargas do resto da cidade, sendo um investimento direto do Estado. O acesso hidroviário está sendo realizado em conjunto pela Secretária Especial de Portos (SEP), e visa o aprofundamento do canal para 17 metros e os berços para 15m e 12m.  

Portuária - Quais dificuldades apareceram na tentativa de implantar essas ações?

Gonçalves - O processo de dragagem, mas ele já cumpriu todo o rito burocrático e está na etapa de emissão de ordem de serviço para a empresa vencedora.

Portuária - Como você avalia o atual cenário logístico e portuário em Santa Catarina e no Sul do Brasil?

Gonçalves - Santa Catarina tem recursos portuários como nenhum outro Estado do Brasil, no entanto, o país ainda tem uma grande defasagem na infraestrutura fora do porto, não há rodovias em condições e padrões para atender a demanda, não há ainda um sistema ferroviário que privilegie um país continental e, por incrível que pareça, o
modal cabotagem é explorado muito aquém de sua potencialidade. O que se percebe é que proporcionalmente éramos muito mais avançados em soluções logísticas no
inicio do século XX, do que somos no século XXI. Temos uma grande lacuna de investimentos a serem realizados em infraestrutura que necessitam de integração com os meios de produção tanto no setor agrícola como industrial.

Portuária - Quais as vantagens competitivas do Porto de Imbituba em relação a outros terminais no país?

Gonçalves - O Porto de Imbituba esta cada vez mais profissional e ao mesmo tempo buscando a eficiência técnica operacional, além de o porto ser multipropósito, tem hoje um
tempo de espera próximo de zero.

Portuária - De que forma o recente acordo de parceria entre o Porto de Imbituba e o Porto da Catalunha pode alavancar as operações e o maior desenvolvimento do terminal imbitubense?

Gonçalves - O acordo com o Porto de Barcelona ensejará num aperfeiçoamento operacional com um dos portos que tem expertise em áreas consonantes com a do porto de Imbituba. Existe uma grande identificação entre a região da Catalunha e o Estado de Santa Catarina. Isso coloca para nós o Porto de Barcelona como um comparativo de
produtos, serviços e práticas para o Porto de Imbituba.

Portuária - A partir de quando os resultados concretos da parceria já poderão ser vistos pelo meio portuário e pela sociedade de Imbituba?

Gonçalves - Estamos trabalhando num processo de curto médio e longo prazo, e trabalhando tanto no aspecto operacional como no aspecto gerencial.

Portuária - Quais as semelhanças econômicas e sociais entre a região da Catalunha e Santa Catarina?

Gonçalves - Os dois estados têm praticamente a mesma população e possuem cadeias produtivas econômicas semelhantes.

Portuária - Quais as metas do Porto de Imbituba para o restante de 2013?

Gonçalves - A expectativa é de ter um crescimento efetivo de 25%.

Portuária - O que a economia catarinense e os armadores internacionais podem esperar de Imbituba e seu terminal nos próximos anos?

Gonçalves - O governo de Santa Catarina está trabalhando no desenvolvimento da região Sul do Estado tendo como foco a diversificação econômica, consolidando assim as relações com os clientes atuais, gerando demandas de novas cargas, novos clientes, trazendo a confiabilidade ao mercado e aos players nacionais e internacionais.  

Denominado MarCafé, iniciativa ocorre no dia 26 de setembro, na cidade de Santos

Com o objetivo de destacar as oportunidades de diálogo e consenso entre usuários do ambiente portuário como fator de desenvolvimento para o uso do modal hidroviário e o modelo desejado pelo setor para inovação e solução de conflitos socioambientais, acontece, na cidade de Santos o oitavo MarCafé, no dia 26 de setembro, às 17h. Ao todo serão realizados 12 encontros temáticos.


A iniciativa busca a proposição e desenvolvimento de soluções conjuntas para a produção e ampliação dos conhecimentos da matéria ambiental, fomentando uma nova forma de trabalho colaborativo, com ações consorciadas que permitam a gestão ambiental dos espaços comuns.

Na oportunidade, o advogado, proprietário da Caron & Gramos Advogados Associados, especialista em processo civil e direito dos negócios marítimos da Unimonte e professor da Unisantos, Gerson Ramos, fará apresentação sobre o tema.

 

Além de proporcionar aos participantes o espaço ideal para debaterem estratégias para a preservação e redução de danos ao meio ambiente, através de ações responsáveis que tragam efetivos benefícios às organizações, a iniciativa traz a possibilidade de apreciação de aspectos turísticos, históricos e culturais da cidade de Santos, com apresentação musical e um café especialmente pensado para o evento.

 

O evento é gratuito e a pré-inscrição poderá ser feita pelo www.deicmarambiental.com/faleconosco. As vagas são limitadas. Mais informações: (13) 3131-1193, com Cecilia.


O MarCafé conta com o apoio do Café Floresta, Restaurante Arroz Integral de Maria, Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados, Hotel Atlântico, Jazz nos Fundos, Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo e IPHAN.

Localização:

Casa do Trem Bélico

Rua Tiro 11 - Centro Histórico - Santos

Horário: 17h

Valor: Gratuito

Confira também o blog da iniciativa : www.marcafe.eco.br

 

Fotos da Sul Trade Summit 2013
A maior feira de comércio exterior e logística do Sul Brasil movimentou Itajaí durante três dias da semana passada Negócios, contatos, novidades e prospecção de clientes. Durante a sexta edição da Sul Trade Summit, maior feira de comércio exterior e logística do Sul do Brasil, trabalhadores, clientes e empresários envolvidos com a cadeia portuária nacional puderam atualizar contatos, avançar negociações e engatilhar futuros clientes. O evento, que aconteceu no Centreventos, em Itajaí, marcou um ano atípico para toda a cadeia do comércio exterior e dos portos, uma vez que desde a promulgação da Lei dos Portos, em junho deste ano, muita coisa mudou na atividade portuária. A Revista Portuária – Economia & Negócios, como faz desde a primeira edição da Sul Trade Summit, esteve presente com um estande no evento. A edição de setembro da publicação foi distribuída gratuitamente pelos corredores da feira. A equipe da Portuária também fez seus contatos e traz para você um álbum de fotos com algumas das tantas presenças marcantes da Sul Trade Summit, edição 2013. Agora é esperar por 2014. Antes, a edição impressa de outubro da Portuária trará para você o que de melhor aconteceu no evento.
Fotos da Sul Trade Summit 2013
A maior feira de comércio exterior e logística do Sul Brasil movimentou Itajaí durante três dias da semana passada Negócios, contatos, novidades e prospecção de clientes. Durante a sexta edição da Sul Trade Summit, maior feira de comércio exterior e logística do Sul do Brasil, trabalhadores, clientes e empresários envolvidos com a cadeia portuária nacional puderam atualizar contatos, avançar negociações e engatilhar futuros clientes. O evento, que aconteceu no Centreventos, em Itajaí, marcou um ano atípico para toda a cadeia do comércio exterior e dos portos, uma vez que desde a promulgação da Lei dos Portos, em junho deste ano, muita coisa mudou na atividade portuária. A Revista Portuária – Economia & Negócios, como faz desde a primeira edição da Sul Trade Summit, esteve presente com um estande no evento. A edição de setembro da publicação foi distribuída gratuitamente pelos corredores da feira. A equipe da Portuária também fez seus contatos e traz para você um álbum de fotos com algumas das tantas presenças marcantes da Sul Trade Summit, edição 2013. Agora é esperar por 2014. Antes, a edição impressa de outubro da Portuária trará para você o que de melhor aconteceu no evento.

Núcleo Jovem Empreendedor da ACII promove Feirão do Imposto

Apartamentos, combustível, book fotográfico, pão, medicamentos genéricos e espelhamentos em veículos serão comercializados com redução dos valores referentes à carga tributária no Feirão do Imposto que acontece quinta-feira, dia 19, sexta-feira, dia 20, e sábado, dia 21 em Itajaí. O evento será promovido pelo Núcleo do Jovem Empreendedor da Associação Empresarial de Itajaí e tem como grande objetivo conscientizar a população sobre a alta carga tributária que incide em bens e serviços de consumo no País


O Feirão do Imposto entra em sua 11ª edição e em Itajaí acontecerá da seguinte forma: na quinta-feira, dia 19, venda de gasolina das 09h às 11h e pão francês das 06h às 08h.  Já na sexta-feira, dia 20, será realizado o sorteio dos books e dos espelhamentos na Rua Hercílio Luz (na quadra entre a 7 de setembro e Felipe Schmidt), no período vespertino. Na data os jovens integrantes do Núcleo estarão repassando informações à comunidade sobre carga tributária e colhendo assinaturas para o Movimento Brasil Eficiente (MBE Brasil)


Para participar dos sorteios os interessados deverão se cadastrar no site do Feirão do Imposto pelo endereçowww.acii.com.br/feiraodoimposto. O cadastro também pode ser feito na sede da Associação Empresarial de Itajaí. Já no sábado, dia 21, acontecerá o encerramento de toda mobilização na Central de Negócios da construtora Mendes & Sibara, das 10h às 12h. No local acontecerá o sorteio do apartamento que será comercializado sem carga tributária. O cadastro para interessados também poderá ser feito na Central de Negócios, feito pelo site do Feirão ou na sede da Associação Empresarial de Itajaí (ACII).


O evento é um projeto que teve início com  dos jovens empreendedores e legitimado pelos empresários do Brasil, ligados a Confederação Nacional dos Jovens Empresários (CONAJE). O Feirão do Imposto veio para informar, de forma transparente, a população acerca da alta carga de impostos pagos sobre todos os serviços e bens de consumo.


O projeto foi criado em 2003, na cidade de Joinville, Santa Catarina pelo Núcleo de Jovens Empresários da Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), que naquele momento mobilizou a sociedade civil joinvilense para informar e, sobretudo, educar a população a respeito do quanto se paga em impostos.


Já que a grande maioria dos brasileiros não tem consciência que paga impostos sobre todos os produtos e serviços que consome em seu dia a dia, por iniciativa do Conselho Estadual do Jovem Empreendedor de Santa Catarina (CEJESC), o Feirão do Imposto se tornou uma ação nacional realizada anualmente através da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (CONAJE).

 

Produtos e serviços comercializados sem carga tributária em Itajaí

 

Construtora Mendes Sibara

Um apartamento que poderá ser escolhido pelo sorteado. Pagamento à vista ou financiado bancário entre as unidades abaixo

Apartamento nº 503, torre 2 no empreendimento Pharol do Porto em Navegantes/SC no valor de tabela de R$ 285.000,00 (menos abatimento do imposto de 19,77%) - A vista ou  financiamento com Banco Bradesco

Apartamento nº 606, torre 1 no empreendimento Felicità Eco Residencial em Camboriú/SC no valor de tabela de R$ 374.000,00 - (menos abatimento do imposto de 19,77%) . A vista ou  financiamento com Banco Bradesco

Apartamento nº 1405, torre 2 no empreendimento Jardim das Águas em Itajaí/SC no valor de tabela de R$ 400.000,00. (menos abatimento do imposto de 19,77%). A vista ou  financiamento com Banco do Brasil.

Av. Min. Victor Konder, Itajaí - SC, 88301-701

Telefone:(47) 3045-4200

 

Farmácia Farmais

Medicamentos Genéricos (mil medicamentos)

Os endereços das lojas são: Rua Tijucas, 11 (em frente a Igreja Matriz), Centro

Rua José Pereira Liberato, 987 – Bairro São João – Fones: 3348-1212 e 3344-1166

 

Posto de Combustível Dagnoni

1000 litros (primeiros 50 clientes)

Rua: Heitor Liberato – 1131 – Fone: (47) 3348-2894

 

Panificadora Paes e Doces da Vila

1000 pães (100 pessoas com 10 pães)         

Rua: R Alfredo Trompowski, 509, Vila Operária, Itajaí – Fone: (47) 3348-5781

 

João Souza Fotos

Três coberturas fotográficas:

Casamento álbum 20x30 - 25 lâminas – R$ 1.600,00 (menos abatimento do imposto 25%)

Aniversario de 15 anos álbum 20 x30 com 20 laminas R$ 1.200, 00 (menos abatimento do imposto 25%)

Aniversario de 01 ano álbum 15 x 21 com 25 laminas R$ 600.00 (menos abatimento do imposto 25%)

Fone: (47) 9987.0531

 

Esteticar Martelinho de Ouro

Cinco espelhamentos em veículos

Rodovia Osvaldo Reis, 865. Fazenda – Itajaí – Fone: (47) 3246-1716

 

TESC PROMOVE 4ª EDIÇÃO DO MAISS SIPAT PARA COLABORADORES

De 16 a 20 de setembro, o TESC – Terminal Portuário Santa Catarina realiza a quarta edição do MAISS SIPAT TESC, no Clube Náutico Cruzeiro do Sul, em São Francisco do Sul. Voltado aos colaboradores das empresas do grupo TESC, o evento é uma associação da SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) e programa MAISS: meio ambiente + saúde + segurança. “Nosso objetivo é conscientizar todos da importância da segurança, percepção de risco e meio ambiente no local de trabalho, melhorando a própria qualidade de vida”, diz Roberto Lunardelli, diretor superintendente do TESC.


A palestra de abertura, ocorrida ontem no Cine Teatro X de Novembro, foi proferida pelo músico Marcelo Yuka, fundador do grupo O Rappa e um importante líder social. Um dos artistas brasileiros mais engajados, Yuka aborda em suas palestras temas como humanização das relações, o amor como ferramenta de transformação social, a educação como meio de combate à violência e a cultura como protagonista na construção da cidadania.


Ao longo da semana, os colaboradores do Grupo TESC irão participar de palestras e oficinas relacionadas à segurança de trabalho e prevenção de acidentes, bem como questões sobre saúde e meio ambiente. No dia MAISS FAMÍLIA, 19 de setembro, eles poderão trazer suas famílias para participarem das atividades. Já no dia 20, haverá o lançamento do Concurso Percepção de Risco e o TESC Fashion Day, com desfile de EPIs (Equipamento de Proteção Individual), para encerrar o evento.


Governador inicia roteiro para prestação de contas do Pacto por SC
O governador Raimundo Colombo inicia nesta semana um roteiro de palestras para a prestação de contas das ações do Governo do Estado em todas as regiões catarinenses. Os eventos serão abertos para a comunidade e a proposta é detalhar as obras realizadas desde janeiro de 2011 e em andamento ou previstas pelo programa Pacto por Santa Catarina. A soma dos recursos do Pacto para ações em todo o Estado é de R$ 9,4 bilhões, resultando no maior pacote de investimentos da história catarinense.
 
“A prestação de contas é uma obrigação nossa e é isso que o governador Colombo fará durante estas visitas em todas as regiões do Estado, reforçando a total transparência na aplicação destes recursos que estão transformando Santa Catarina”, afirma o secretário de Estado de Assuntos Estratégicos, Geraldo Althoff, um dos organizadores da iniciativa.
 
Até o final do ano, serão promovidas 36 palestras. Nesta semana, serão feitos os oito primeiros encontros em cidades do Oeste Catarinense, começando por Chapecó nesta quarta-feira, 18/09 (veja a programação completa abaixo). Cada encontro está previsto para durar uma hora e meia, contando com apresentações do governador, do prefeito da cidade sede do evento e do secretário de Desenvolvimento Regional.
 
O Pacto por SC
 
Lançado em julho de 2012, o Pacto por SC tem como objetivo promover ações nas áreas social e econômica para resolver gargalos que dificultam o dia a dia das pessoas. Destacam-se a reforma e construção de escolas, hospitais e policlínicas em todas as regiões de Santa Catarina, revitalização de 1,2 mil quilômetros de rodovias, planos de combate à seca, prevenção de enchentes e a retomada de competitividade do setor portuário.
 
O Pacto por SC reúne recursos do Tesouro Estadual, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco do Brasil, Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Corporação Andina de Fomento (CAF) e de convênios federais.
Especialista palestra sobre prevenção à fraudes na CDL de Balneário Camboriú

Um dos maiores especialistas em identificação de fraudes no comércio irá palestrar para empresários nesta terça-feira, 17 de setembro, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Balneário Camboriú. Arnaldo Ferreira dos Santos, falará sobre o tema das 19h às 21h, com o objetivo de fornecer informações para a correta identificação de ações de estelionatários como fraudes, golpes, extorsões e falsificações.

 

O especialista traçará um panorama atualizado dos riscos e apresentará as soluções mais eficientes encontradas pelas empresas e por profissionais da área de segurança. Arnaldo Ferreira dos Santos é administrador de empresas, advogado criminalista e pós- graduado em Segurança Física e Patrimonial. Membro efetivo do Instituto Brasileiro de Criminalística, é instrutor da Febraban nos cursos de prevenção de fraudes e assaltos a bancos e instrutor de Grafologia das Academias de Polícia dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul. Mais informações sobre a palestra podem ser obtidas através do telefone (47) 3261-3300.



Lei definirá sistemas de integração agroindustrial

O Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne) considera um importante avanço a aprovação, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado federal, do projeto de lei do Senado  330/2011 que define regras para os sistemas de integração entre produtores e agroindústrias.


“Esta foi mais uma fase das negociações, ainda em andamento. É o processo democrático de evolução de ideias. Acreditamos que pela discussão alcançaremos um modelo que agrade todos os empresários rurais e da agroindústria”, assinalou o presidente do Sindicarne, Clever Pirola Ávila.


Lembra que o tema é complexo porque abrange vários setores, como tabaco, frangos, suínos, perus, laranja, tomate, etc. “Para se enquadrar no mesmo processo, os temas devem ser bem debatidos e no seu devido tempo,” recomenda.


O Sindicarne defende o estabelecimento de um marco legal para as integrações e de garantir segurança jurídica para produtores e agroindústrias, pois falta matéria específica para tratar do tema no ordenamento jurídico brasileiro e o Código Civil não consegue prever as particularidades deste tipo de relação na agropecuária.


Ávila exemplifica que o  sistema integrado de produção suína e avícola é uma parceria que há mais de 50 anos une criadores de suínos e de frangos e agroindústrias em território catarinense. “É exitosa e deve ser mantida. Graças a ela fortaleceu-se a economia dos municípios e fixou-se a família rural no campo, amenizando o êxodo rural.”


A integração tem como base um contrato firmado entre produtor rural e indústrias processadoras. É muito comum na avicultura e na suinocultura, mas há casos também na fruticultura e na fumicultura. O Sistema de Integração estabelece uma relação entre dois empreendedores de um lado o produtor rural que se integra ao Sistema, participando com as instalações, equipamentos, energia elétrica, água e manejo, e a Integradora que pode ser uma agroindústria, que participa com os animais de alto desenvolvimento genético, ração com a mais moderna tecnologia de alimentação animal, medicamentos e transporte. Por meio do contrato, o produtor rural se responsabiliza por parte da etapa de produção numa cadeia produtiva. O volume produzido é repassado à agroindústria, como matéria-prima a ser processada e industrializada para transformar-se em produto final.

          

O projeto já tem aprovação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e deve seguir direto para a análise da Câmara dos Deputados.

            

O projeto de lei, que teve origem no Senado, define os itens básicos que os contratos devem conter, com o mínimo de obrigações e responsabilidades das duas partes, garantindo mais transparência para as relações. Divide alguns riscos inerentes à atividade, como as questões ambientais, o descarte de embalagens e questões sanitárias.

            

Outra inovação do projeto é a criação de um canal de diálogo paritário entre produtores e agroindústria, o que resultará no equilíbrio das decisões dos sistemas de integração, bem como a conciliação de conflitos. A proposta é que possíveis impasses sejam solucionados antes que as partes recorram à justiça.

Competitividade do setor portuário será debatida em Santos
A escolha inadequada de um equipamento portuário pode causar perdas importantes e atrasos nas operações. Portos e iniciativa privada, responsáveis por movimentar 904 milhões de toneladas no último ano nos portos brasileiros, reconhecem a importância destes equipamentos no processo de modernização e ganho contínuo de eficiência, tanto que reservam a cada novo recorde operacional, mais recursos para aprimorar e agilizar todo o processo de movimentação de carga. 


O pesquisador do departamento de engenharia naval da Escola Politécnica da USP e diretor de Novos Negócios da Genoa Soluções, Thiago Brito, destaca a evolução físico-mecânica dos equipamentos portuários. “Constroem-se hoje equipamentos mais rápidos, com maior capacidade de carga, com maior alcance, mais potência, etc. Mas esse ganho necessita ser complementado pelas melhorias proporcionadas por dois outros elementos: a inteligência artificial e a pesquisa operacional”, adverte. Na visão dele, é a combinação entre a qualificação profissional dos operadores e os avanços tecnológicos das máquinas que garantem os tão esperados ganhos em eficiência.


A discussão em torno do tema ganhará corpo durante o painel “Novas Tecnologias”, que faz parte das duas conferências organizadas em paralelo à InfraPortos South America, feira e conferência internacionais que acontecerá em outubro, em Santos (SP). No evento organizado para profissionais do setor serão abordadas temáticas relacionadas à infraestrutura, construção e investimentos, meio ambiente e legislação, eficiência portuária, nova lei, Portos Secos, novas concessões, segurança e automação. 


“A Infraportos é uma possibilidade importantíssima de se discutir as ações, tanto no macro como no micro cenário, para que o Brasil e os terminais nacionais tenham capacidade de operar no mesmo nível de eficiência de referência mundial, garantindo vantagens logísticas à movimentação de carga no Brasil”, destaca Brito. O pesquisador, que participa do seminário, terá a companhia do professor especialista em tecnologia da Unisanta, Aureo Figueiredo, o gerente de tecnologia da informação do grupo Rodrimar, Márcio Luis Piva, e a project manager da TBA Nederland, Carla Grifo. 


Tecnologia 


Entre as empresas expositoras na InfraPortos South America, a Alphatronics mostrará seu sistema de triagem móvel de alta energia. O equipamento HCVM T detecta ameaças como narcóticos, explosivos, armas químicas e materiais de contrabando, além de minimizar a necessidade de inspeção manual. O sistema é projetado para facilitar a operação e exige pouca infraestrutura e mão de obra.
 

Já a Smiths Detection, especializada em radiocomunicação digital, destacará o rádio Mototrb, ideal para tarefas arriscadas em ambientes barulhentos, longos turnos de trabalho, condições climáticas adversas e situações perigosas, inclusive a presença de pó combustível, químicos explosivos e escapamentos. O equipamento possui certificação grupal contra gás explosivo Atex/Inmetro. A expectativa de crescimento da empresa é de 30% até o final deste ano.
 

Sobre a InfraPortos South America


A primeira edição da InfraPortos South America – Feira e Conferência Internacional sobre Tecnologia e Equipamentos para Portos e Terminais acontece de 22 a 24 de outubro, no Mendes Convention Center, na cidade de Santos (SP). Evento exclusivamente dedicado à infraestrutura portuária e de terminais, reunirá cerca de 60 empresas dedicadas a desenvolver soluções em equipamentos e serviços para a atividade portuária em geral. Em paralelo à feira, a UBM Brazil também organiza duas conferências para os profissionais do setor que abordarão temáticas relacionadas à infraestrutura, construção e investimentos, meio ambiente e legislação, eficiência portuária, à nova lei, Portos Secos, às novas concessões, segurança e automação. A InfraPortos South America conta com o apoio da ABTRA, ABTTC, ABTP, SINDIPESA e ABIMAQ.
 

Sobre a UBM Brazil


No País desde 1994, a UBM Brazil foi a primeira multinacional a entrar no mercado brasileiro de feiras. É uma das 50 subsidiárias da UBM Internacional e, atualmente, a maior organizadora de eventos da América Latina para os setores de transporte de cargas e infraestrutura, responsável pela realização da Intermodal South America, Navalshore -Marintec South America, NT Expo, InfraPortos South America e Concrete Show. A UBM Brazil promove, ainda, outras 11 feiras de outros segmentos da indústria, tais como, a construção civil, produção agrícola, design e fabricação de equipamentos médicos, sistemas embarcados, ingredientes farmacêuticos, ingredientes alimentícios, produtos e ingredientes nutracêuticos e responsabilidade social.
Primeiros contêineres da BMW chegam ao Porto Itapoá

Os primeiros contêineres da BMW importadas para o Brasil após a consolidação de Santa Catarina como a nova casa da montadora no País chegaram ao Porto Itapoá no último dia 5 de setembro.


Já durante a noite, 12 contêineres descarregados do navio Cap Henri, que faz a linha Europa-América do Sul, e pertence ao armador Hamburg Süd, que é a empresa responsável pelo transporte marítimo das cargas da montadora. Durante todo o mês de setembro 445 unidades estão programadas para serem desembarcadas, todas em Itapoá, no Norte do Estado.


O escritório da BMW em Santa Catarina está sediado no condomínio empresarial Perini Business Park, em Joinville, e a fábrica em Araquari está prevista para ser inaugurada no segundo semestre de 2014, quando todo o parque fabril da montadora entrará em operação.

Santa Catarina lidera exportações de carne suína em agosto

O Brasil exportou 52.341 toneladas (t) de carne suína em agosto, obtendo uma queda de 4,34% em relação ao mesmo mês de 2012. A receita, de US$ 132,85 milhões, caiu 1,17%, enquanto o preço médio aumentou 3,31% na comparação com agosto do ano passado. Santa Catarina foi o Estado que mais vendeu carne suína no período, com o total de 117.209 t. Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (104.902 t), Goiás (49.098 t), Minas Gerais (30.713 t), Mato Grosso do Sul (9.329 t). Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 10, pela Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).


No acumulado do ano, as vendas externas atingiram 343.293 toneladas, redução de 6,66% ante igual período do ano passado, com receita de US$ 889, 25 milhões, queda de 4,40%.


A Ucrânia liderou o ranking em agosto e respondeu por 24,31% das exportações (12.724 t), enquanto a Rússia ficou em segundo lugar, com 23,85% (12.481 t). Em seguida, aparecem Hong Kong, com 16,99% (8.891 t); Angola, com 13,38% (7.001 t); e Cingapura, com 4,59% (2.401 t). Com relação ao faturamento, em agosto, a Rússia respondeu por 29,15%, e a Ucrânia, por 26,58%.


No ano, a Rússia se manteve como o principal destino da carne suína brasileira, com participação de 27,65% nas exportações no ano, totalizando 94.936 t. Seguida por Hong Kong (81.276 toneladas), com 23,68%, e Ucrânia (46.823 t), com 13,64%. Essa mesma sequência ocorreu na receita: a Rússia, em primeiro lugar, com participação de 31,36% no faturamento, Hong Kong, com 22,11%, e Ucrânia, com 14,85%.


O diretor de mercado interno da Abipecs, Jurandi Soares Machado, afirma que a queda nas vendas, em agosto, em relação ao mesmo período de 2012 se deve, principalmente, a problemas operacionais e não a dificuldades de mercados. Ele comenta que houve atrasos nos navios que levaram a carne suína para Hong Kong. A expectativa para o restante do ano, segundo Machado, é otimista. O setor já tem informações de que estão aumentando os embarques em setembro.

 

Região Sul terá um novo ciclo de desenvolvimento, afirma o presidente do BNDES
Taxa de câmbio mais competitiva aos exportadores, mercado interno com potencial de expansão, sistema bancário robusto e oportunidades de investimentos irão traçar um novo ciclo de desenvolvimento para o Brasil e a Região Sul do Brasil, garantiu o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, durante palestra promovida pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), em parceria com o governo gaúcho, nesta segunda-feira (9), em Porto Alegre. “O Estado tem uma estrutura produtiva preparada para novas oportunidades em segmentos propulsores da economia e uma base sólida de economia tradicional”, afirmou. 


O dirigente destacou ainda que os três Estados do Sul têm recebido investimentos do BNDES superior ao Produto Interno Bruto (PIB) da região e que parte deles está voltada para a revitalização da indústria tradicional e para novos projetos. No primeiro semestre já foram desembolsados pelo banco, segundo Coutinho, R$ 22,1 bilhões, valor bem próximo do total de 2012 (R$ 29,1 bilhões). “As novas oportunidades aqui estão em P&G, indústria naval, insumos básicos, infraestrutura e energia renovável. Depois do Nordeste, o Sul tem o maior potencial eólico, por exemplo”. 


O presidente da FIERGS, Heitor José Müller, salientou a importância da “parceria público-privada” para a competitividade econômica e social. “Este encontro tem a característica de uma parceria público-privada, quando se reúnem nessa iniciativa o governo do Estado e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul. Temos muita consideração pelo BNDES e pela rede de bancos de desenvolvimento, cuja presença na história da economia gaúcha tem sido decisiva. Um exemplo atual foi o crescimento de 48% das concessões de crédito agroindustrial de janeiro a julho de 2013 sobre 2012 em termos nominais. Para a agricultura familiar, esse avanço foi de 69%”, disse Müller. 


Outro ponto abordado pelo presidente da FIERGS é o papel da inovação e da infraestrutura. “No projeto entre a Confederação Nacional da Indústria e o BNDES, o Senai do Rio Grande do Sul vai implantar quatro Institutos de Tecnologia e dois Institutos de Inovação. Trata-se de um significativo avanço no atendimento às novas demandas do setor industrial, com o reequipamento de outras unidades e escolas. Mas, não adianta inovar dentro das empresas se não tivermos uma infraestrutura adequada e moderna para distribuir os nossos produtos. Assim, inovação e infraestrutura são dois fatores indissociáveis quando se analisa o desenvolvimento brasileiro na visão do que temos e do que queremos ser”, argumentou. 


Em relação a estas questões, Coutinho disse que serão investidos R$ 33 bilhões em inovação, sendo R$ 15,5 bilhões do BNDES não reembolsáveis, em áreas estratégicas, tais como energia, petróleo e gás, saúde, TICs, aeroespacial e defesa, agropecuária e sustentabilidade ambiental. Já para logística, haverá recursos para os portos de Porto Alegre e Rio Grande (R$ 1,1 bilhão), à ferrovia São Paulo-Rio Grande (R$ 13 bilhões) e para 43 aeroportos regionais (R$ 1 bilhão). 


A importância das parcerias público-privada também fez parte do pronunciamento do governador Tarso Genro. “Em conjunto com a FIERGS e demais setores da sociedade temos pensado o futuro do Estado no médio e longo prazo. Nós cada vez mais devemos nos associar, vamos trabalhar cada um na sua competência pública ou privada, para jogar o Rio Grande do Sul para frente e para cima”, destacou. 
  
Crescimento nas vendas de veículos em Santa Catarina no mês de agosto ultrapassa média nacional

No mês de agosto Santa Catarina registou crescimento de 2,42% nas vendas de novos veículos em comparação a julho. O segmento de automóveis e comerciais leves atingiu aumento de 3,49%, enquanto o setor de motocicletas obteve destaque com alta de 8,85%. De acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC), o estado obteve desempenho superior à média nacional, que registrou queda de 3,75% em agosto com relação ao mês anterior.

 

Se a comparação for entre os meses corridos de 2013 e os meses acumulados do mesmo período em 2012, houve queda de 3,87% nas vendas em Santa Catarina e queda de 3,50% no país.

 

O número de automóveis e comerciais leves novos comercializados em agosto no estado foi de 17.424 unidades e, no total, incluindo as demais categorias de veículos como motos, ônibus e caminhões, os dados chegaram a 23.674 novas unidades emplacadas.

 

Com as vendas do mês de agosto, a frota circulante em Santa Catarina chega a 4.096.202 veículos, sendo 2.372.753 automóveis, 968.539 motocicletas, 183.051 caminhões, 27.039 ônibus e os demais entre tratores, caminhonetes e outros.

 

Vendas de agosto/2013 em Santa Catarina

 

A região Norte foi a que obteve melhor desempenho no mês de agosto, registrando acréscimo de 6,80% nas vendas de veículos de todas as categorias com relação a julho. No segmento de motos a comercialização foi ainda maior, com alta de 20,80%. No total, o crescimento representou 3.989 novos veículos nesta região.

 

A região do Planalto Serrano vem em seguida com crescimento de 2,77% representando 1.114 novos veículos emplacados no mês de agosto. Na categoria de comerciais leves, o aumento foi de 28,72%.

 

A região Oeste conquistou 4.154 novas unidades, com crescimento de 2,34% em todas as categorias de veículos comparado a julho. Já o segmento de automóveis registrou alta de 5,38%.

 

A região do Vale do Itajaí conquistou 6.081 veículos em sua frota, registrando crescimento de 1,93% em relação ao mês anterior em todas as categorias. As vendas de automóveis e comerciais leves registrou alta de 3,17%, enquanto a de caminhões obteve queda de 39,34%. Em números de novos veículos vendidos, o Vale do Itajaí foi a região de maior destaque em todo o estado.

 

Já a região da Grande Florianópolis apresentou um pequeno crescimento de 1,67% em agosto em todas as categorias, somando 4.750 novas unidades. No segmento de motocicletas o acréscimo chegou a 16,72%.

 

A região Sul obteve o pior desempenho no mês de agosto em comparação a julho, registrando leve queda de 0,36% em todas as categorias, com pequeno crescimento de 1,68% na categoria de automóveis e recuo de 6,61% no segmento de motos. Mesmo assim, foram comercializados 3.586 novos veículos.

 

Segundo o diretor geral regional da Fenabrave-SC, Ademir Saorin, “apesar do saldo positivo nas vendas em Santa Catarina, os números apontam um ritmo mais estável, sem forte aquecimento. Acreditamos que  fatores como a alta inadimplência, a restrição de crédito e uma análise mais rígida dos contratos de financiamento são fatores determinantes para este resultado”, aponta. O diretor ainda destaca a alta concorrência no mercado e a vasta oferta por parte das concessionárias como influenciadores.

APM Terminals Itajaí mostra diferenciais competitivos durante a Sul Trade Summit
A APM Terminals – arrendatária das operações de contêineres no Porto de Itajaí – vai aproveitar a 6ª edição da Sul Trade Summit para reforçar os diferenciais competitivos junto a clientes e visitantes. Além de mostrar as vantagens dos serviços oferecidos, a APM Terminals Itajaí destacará a produtividade do terminal portuário, muito próxima da operação de portos asiáticos de última geração, e a capacidade de movimentação de cargas projetos. O terminal chegou a atingir esse ano 85.45 movimentos por hora (MPH) operando com dois guindastes (portêineres) e 98 movimentos por hora utilizando dois porteineres e um guindaste móvel de terra. A Sul Trade Summit será realizada de 11 a 13 de setembro, no Centreventos Itajaí.

 

Ricardo Arten, superintendente da APM Terminals no Brasil, lembra que a alta produtividade, aliada a uma operação segura, é o que o mercado vem buscando. “E mais importante que isto, prestar um serviço ágil e eficiente para todos os envolvidos na cadeia, do armador ao transportador, faz toda a diferença”, explica. Para Ricardo Arten, participar da Sul Trade Summit é a oportunidade de interagir com esse mercado, sempre procurando otimizar o binômio regularidade e confiabilidade.

 

Em 2012, a APM Terminals Itajaí movimentou 410 mil TEU's. Com sete serviços regulares por semana que atendem todos os continentes, a APM Terminals Itajaí se destaca na movimentação de cargas congeladas, motores elétricos, produtos da linha branca, compressores, entre outros tipos de cargas. A expectativa é fechar 2013 com um crescimento na ordem de 10% na movimentação de contêineres, em relação ao ano passado, e fortalecer a movimentação das cargas especiais.

 

De acordo com o superintendente da APMT, infraestrutura e qualidade da mão de obra são fundamentais também para a movimentação de cargas projeto. Entre os produtos especiais movimentados pela APM Terminals estão peças para plataformas de petróleo e barcos de luxo. “A APM Itajaí tem um histórico de importação de embarcações, o que nos dá prestigio e principalmente know how para novas operações”, diz.

 

Sobre a APM Terminals Itajaí

 

A APM Terminals é referência na operação portuária de contêineres, oferecendo ao mercado uma moderna e eficiente estrutura logística no Complexo Portuário do Itajaí, no litoral catarinense. Operando em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal se mantém focado na melhoria contínua do nível de serviço, satisfação dos clientes, parceiros e fornecedores, e no desenvolvimento de constantes investimentos em segurança e respostas às demandas do mercado mundial.

 

Em Itajaí, onde opera desde 2007, é uma das empresas que mais contribui para o desenvolvimento local. Desde que assumiu a operação de contêineres do Porto de Itajaí, a administração do terminal vem investindo continuamente na expansão da área arrendada, no treinamento de seus funcionários e na aquisição de uma moderna frota de equipamentos e de sistemas de última geração para o gerenciamento do terminal. Com uma movimentação média de 25 mil contêineres ao mês, o terminal possui uma estrutura instalada que conta com 1.500 tomadas refeers, três mobiles habrour cranes, 13 empilhadeiras reachstacker de grande porte e duas empilhadeiras emptyhandler de vazios. 
O executivo carioca que conhece o mundo e adotou o Litoral catarinense

Perfil Patrício Junior, diretor executivo do Porto Itapoá

Vivência

O executivo carioca que conhece o mundo e adotou o Litoral catarinense

Um homem que sempre esteve ligado ao mar. Mesmo antes de ingressar na Marinha Mercante, há mais de 30 anos, Antônio José de Mattos Patrício Junior, carioca da gema, já convivia com as belezas litorâneas e marítimas do Rio de Janeiro (RJ). Cidade, aliás, que ainda está encrustada no sotaque, no senso de humor e na preferência futebolística do executivo, apaixonado pelo Botafogo.

Na Marinha (Escola de Formação de Oficiais de Marinha Mercante – EFOMM, turma de 83), Antônio adquiriu o nome de guerra de Patrício. Oficial Patrício. Depois, ao entrar no concorrido e rico mercado marítimo precisou usar dois nomes. Foi então que o Junior se incorporou ao nome do Presidente (CEO – Chief Executive Officer) do Porto Itapoá, hoje com 52 anos, tendo como base familiar dois filhos botafoguenses, Caio e Victor, e a esposa Sonia.   

Patrício Júnior iniciou suas atividades em Itapoá em dezembro de 2010, seis meses antes do início das operações. Uma das características marcantes de seu perfil profissional, o que ficou claro em quase uma hora de conversa com a Revista Portuária – Economia & Negócios, é a sua incansável busca por competição, resultados, qualificação e excelência operacional.

Essas características foram decisivas para que o Conselho de Administração do porto (formado pelas empresas Battistella, Aliança Navegação – Grupo Hamburg Süd, e LOGZ – Logística Brasil), escolhesse Patrício para assumir o cargo máximo da empresa.

Mais de dois anos e meio depois de ter chegado a Itapoá, numa manhã fria e ensolarada de julho, Patrício recebeu a reportagem para uma conversa franca, em que a implantação do porto, as dificuldades trilhadas no caminho, a conquista da parceria com a menina dos olhos do governo estadual – a BMW -, a concorrência com outros terminais catarinenses e as condições naturais da Baia da Babitonga foram tônica do bate papo. Isso tudo é o lado profissional, óbvio.

Pois o lado pessoal de Patrício também vai aparecer nesta entrevista perfil, onde você vai conhecer um pouco mais deste sujeito de voz grave e sorriso contido, que descontrai quando revela a idade, brinca com a rivalidade do futebol, mas fala sério se o assunto for o mercado de navegação e logística e seu trabalho à frente do Porto Itapoá.

Marinha

O início da vida profissional de Patrício, aos 19 anos, foi um período nômade. Também pudera, durante 12 anos de Marinha Mercante, o executivo conheceu o mundo e sua casa, naqueles tempos de Oficial, era em cada semana um porto e em quase todas as outras o navio. Rotina de bônus e ônus, este último representado pela distância dos familiares e da esposa. “Quando eu pisava em terra firme, com 20, 21 anos, contava para os amigos ‘antes de ontem eu dormi em Nova York, acordei na Filadélfia e dormi de novo em Miami’. Parecia ser grande coisa, mas para mim era simples. Claro, que isso tudo tinha um preço, que era a distância e saudade da família”, observa.

Patrício conheceu mais de 100 países em seu tempo de Marinha. Ainda bem que na época as embarcações permaneciam por até duas semanas nos portos. Assim, foi possível conhecer um pouco mais de cada lugar por ele desembarcado, como a Itália. “Às vezes ia para Génova e ficava até duas semanas. Conhecia a Itália inteira. Dividia o serviço, tirava quatro dias de trabalho e 10 para conhecer a Itália, de trem. Então, ainda tinha um romantismo nessa época. Era diferente”, recorda.

Durante o período na Marinha, nasceram seus dois filhos. Ele conta que na época as viagens eram mais puxadas. Um retorno para o Rio de Janeiro, por exemplo, levava de seis a nove meses. Mesmo que seus rebentos tenham aprendido a engatinhar no convés de um navio, Patrício decidiu que 12 anos já era tempo suficiente de serviços prestados a Marinha do Brasil. “A minha esposa e os filhos iam juntos nas viagens algumas vezes, mas ainda assim sentia que era hora de estar mais em terra firme”.

Mercado

Depois da Marinha, o mercado. Patrício iniciou a carreira de executivo na tripulação de navios do armador brasileiro Aliança Navegação e Logística, onde ficou até 1995, um ocasional período de três anos trabalhando (relativamente) fixo na cidade natal. De lá para cá, ele teve a trajetória profissional focada na implantação, consolidação e administração de terminais portuários mundo afora.

Sua primeira experiência no mercado foi como gerente de operações da Sealand no interior paulista, em Campinas (SP). “Na época, a Sealand era a segunda maior empresa do mundo na operação de contêineres e, dois anos depois, a empresa número um comprou a número dois”, comenta Patrício, que possui MBA em Administração Portuária pela Lloyds Business Academy e pela  Universidade de São Paulo (USP), e Formação de Executivos, pelo IMD Business School, na Suíça.

Após aquisição da Sealand pelo Grupo APMoller-Maersk, Patrício passou a gerenciar as operações da MaerskSealand em São Paulo (SP). Em 2002 foi convidado pelo Grupo APMT a implantar o Ceará Terminal Operator (CTO), hoje APM Terminals Pecém, em Pecém, no Ceará.

Após dois anos de consolidação do projeto, a APMT o deslocou para executar a transição do recém-adquirido Terminal de Contêiner de Aqaba, na Jordânia. Por lá era diretor executivo (CEO), e criou um verdadeiro case de sucesso entre os terminais da APMT no mundo. Patricio acabou ganhando a honraria do passaporte jordaniano diretamente das mãos do Rei Abdullah, da Jordânia. Aqaba se tornou, depois da gestão de Patrício, um dos principais terminais de contêineres do Oriente Médio.

A partir de 2007 o executivo passou a ser o diretor comercial da APMT para as Américas, sediado no Panamá. Em 2010, um novo e importante desafio em sua carreira: implantar o mais novo terminal portuário da América Latina, o Porto Itapoá. Inicialmente atuou como Chief Commercial Officer – (CCO) e, em janeiro de 2012, assumiu como (CEO), posição que ocupa atualmente.

Patrício afirma que os diferentes países, culturas e setores da navegação por onde passou lhe deram um lastro de conhecimento que hoje está a serviço de Itapoá e de Santa Catarina. “Você é uma pedra bruta e vai se lapidando, como o diamante. A experiência nos ensina, as pessoas que trabalham com a gente nos ensinam, então, tem coisas que só o tempo nos ensina, errando e acertando. Não só a experiência, mas a exposição a coisas diferentes, como as variadas empresas que passei”, avalia, acrescentando que no exterior fez uma rede de contatos que até hoje lhe proporciona subsídios para seu trabalho.

Itapoá para trabalhar; Balneário Camboriú para morar

Antes de ingressar no projeto Itapoá, Patrício se apaixonou por outra cidade litorânea de Santa Catarina: Balneário Camboriú. Que nas suas palavras “é o Leblon sem o resto do Rio”. E Balneário foi fundamental para que hoje o executivo esteja em Itapoá. Em 2009, depois de deixar a APMTerminals, Patrício foi convidado para trabalhar no Vietnã, no entanto, àquela altura, depois de tanto tempo perambulando pelo mundo, ele queria fincar o pé num lugar. Um lugar para chamar de seu. Algo que encontrou e não cansa de elogiar. “Balneário é tudo de bom, eu sou um apaixonado pela cidade. A cidade que eu escolhi”.

Patrício, inteirado que estava do projeto Itapoá, especulou por que não viver entre essas duas cidades, unido o melhor de cada uma: a tranquilidade e as belezas de Itapoá com o charme e agitação de Balneário. Eis que veio o convite para ingressar no porto, aceito sem pestanejar, depois de um ano sabático, fruto do acordo de desligamento com a APMT.

Hoje, cada um dos dois municípios habita um cantinho do coração do executivo. “Itapoá também é outra maravilha, guardadas as devidas proporções de não ter essa vida agitada. Mas Itapoá tem 32 quilômetros de costa, 16 mil habitantes, eu chego ao trabalho rapidinho, levo uma vida sossegada. Tá uma maravilha”, comenta Patrício, que fica em Itapoá de segunda a sexta, usufruindo, muitas vezes, seus finais de semana menos de 200 quilômetros ao sul.

Dificuldades iniciais

Em junho de 2011, o cenário portuário catarinense ganhava um novo integrante, o Porto Itapoá. O início da operação, de um projeto longo que teve seu embrião plantado no início dos anos 90, não foi fácil. A metáfora usada por Patrício é a de que as dificuldades eram semelhantes à de um cachorro correndo atrás de seu rabo, sem nunca conseguir pegá-lo. “É complicado você ter um projeto, apresentar um projeto e as pessoas dizerem ‘quando o projeto estiver funcionando, a gente investe’. O que a gente fez foi pegar o cachorro, parar o cachorro, endireitar o cachorro e dizer ‘agora vai pra frente cachorro... e o rabo foi atrás’. No momento que você faz isso, você tem um rumo”, analisa.

Rumo que lá no começo tinha obstáculos no caminho, como a estrada que não estava pronta, a linha de transmissão inacabada, as licenças se arrastando por causa do trecho rodoviário não concluído, os investimentos que eram necessários para dar forma ao empreendimento e assim fazê-lo andar para frente. “Tivemos que investir na cidade, fazer toda uma parte politica com a cidade, investir no entorno do porto, então, acabamos sendo um pouco malabaristas, mas a bola estava quente... daí alguém chegou com a borrifa de água, e o que nos fizemos foi esfriar a bola, e seguir levando-a para cima”, destaca, para dizer que foi difícil mas não novidade. “Sabíamos o que estávamos fazendo, e que não seria nada fácil”.

Equipe e natureza

A natureza e a equipe são os maiores responsáveis pela forte competitividade do Porto Itapoá, aponta Patrício. Sem a dupla, muito do que o terminal alcançou até aqui não existiria. As condições naturais estão expostas na profundidade das águas que envolvem o porto - 14,0 metros no canal de acesso e 16 metros no cais -, na área mais protegida da baia, livre dos dejetos e do assoreamento, bem diferente da maioria dos terminais brasileiros, localizados em rios. “Esse é um diferencial nosso, que procuramos passar para o cliente como vantagem competitiva”.

E os equipamentos modernos do porto? Para Patrício, equipamentos e softwares o dinheiro compra. O que faz realmente a diferença são as pessoas, a equipe. E essas têm de seguir algumas regras para alçarem voos mais altos na companhia. Regras que acabam por influenciar na produtividade de todos. “Aqui dentro todo mundo é obrigado a dar bom dia para o outro. Por que obrigado? Porque isso vira uma rotina de educação. No início é obrigatório, mas depois vira satisfação. Gentileza gera gentileza”, profetiza.

O feedback que Patrício afirma receber com freqüência é, na palavra dos clientes: ‘o que faz a diferença no Porto Itapoá é o carinho e o respeito que vocês tratam a gente’. Ele exemplifica esse retorno no fato de haver empresas sediadas no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Mato Grosso (MT) que, devido à eficiência do terminal, só operam suas mercadorias por Itapoá, mesmo estando distantes fisicamente.

Segundo o executivo, todos no Porto Itapoá são fundamentais para o trabalho da companhia, sem exceção. Assim como todos passam por um rigoroso treinamento antes de iniciar suas atividades na empresa. A busca pela excelência no trabalho diário é ressaltada diariamente, com a participação de todos os 523 funcionários diretos da empresa nas decisões finais. “A gente ouve os funcionários, cria grupos de opinião e pesquisa, enfim, faz de tudo para que quem não esteja aqui dentro, queira entrar”, resume, para em seguida avisar: “A equipe e todo o trabalho desenvolvido em Itapoá deixam nossos acionistas satisfeitos, tanto que em breve pretendemos quadruplicar o tamanho do terminal”. (Leia mais detalhes do projeto de ampliação do Porto Itapoá na página 26)

BMW

“A BMW é especial para qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo”. A definição resume bem a importância do anúncio feito pela montadora alemã no início de julho, quando ficou confirmada a escolha do Porto Itapoá e do armador Hamburg Süd como operadores logísticos de sua futura produção em solo catarinense. O Porto Itapoá situa-se a menos de 90 quilômetros de Araquari, onde a BMW irá se instalar em um terreno de 1,5 milhão de m² às margens da BR-101.

A operação do terminal para a BMW está prevista para iniciar neste mês de agosto, com a importação de peças da Europa, que embarcarão pelo Porto de Antuérpia, na Bélgica, com previsão de chegada a Itapoá até o início de setembro. Neste primeiro momento serão movimentados 10 mil contêineres de 40 pés.

Segundo Patrício Junior, a negociação durou cerca de quatro meses e pré-requisitos como agilidade, segurança marítima, alta performance e preços competitivos foram fundamentais para a conquista do novo cliente, com exclusividade.

“O padrão da BMW é algo muito minucioso, altamente tecnológico e com alto impacto socioeconômico. Do ponto de vista logístico, o padrão utilizado pelo Porto Itapoá está alinhado com este propósito, visando a excelência em suas operações, sempre procurando a melhor solução para importadores e exportadores”, afirma.

Concorrência

Patrício explica que o Porto Itapoá está enquadrado em Santa Catarina não para disputar espaço com os outros quatro terminais portuários, mas sim para fazer parte da cadeia logística do Estado, que, em sua opinião, é a melhor do Brasil. “Em Santa Catarina temos cinco portos da melhor qualidade, que podem atrair grandes empresas e assim oferecer pacotes de melhores benefícios para as grandes empresas, não apenas a BMW. Temos a GM (General Motors), que é a maior produtora de automóveis do mundo, temos várias outras grandes companhias, como a BR Foods, Seara e uma quantidade imensa de outros parceiros que não podemos deixar de mencionar, que movimentam suas mercadorias por todos os terminais do Estado”, justifica.

O presidente do Porto Itapoá diz ser um prazer competir com profissionais do nível de Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente da Portonave, Ricardo Arten, superintendente da APM Terminals Itajaí, e Antônio Ayres dos Santos, superintendente do Porto de Itajaí, entre outros nomes que fazem de Santa Catarina referência internacional no setor portuário.

Para ele, que é um competidor nato, o Porto Itapoá vai ganhar muitas disputas com os outros terminais, porém, também perderá várias, o que não vai tirar o mérito de ninguém. “É bom competir com gente boa. O que mais existe entre nós é o respeito e a vontade de cada um fazer o melhor para o seu trabalho. A gente compete entre amigos, existe respeito e ética”, argumenta Patrício.

O executivo acredita que com isso as vitórias dão mais orgulho, e as derrotas são minimizadas pelo fato de que o concorrente ao lado também é muito bom. Em resumo, as disputas são salutares para a economia e para as comunidades inseridas nos portos. “O importante é que alteramos a zona de conforto, todos querem dar o melhor para não ficar para trás”.

Ferrovia do Frango

A tão falada estrada de ferro ligando o Oeste ao Leste catarinense, conhecida como Ferrovia do Frango, também entrou na pauta da entrevista. De acordo com Patrício, quando todos os estudos para implantar a estrada foram feitos o Porto Itapoá ainda não existia. Portanto, alerta, é imprescindível lembrar esse detalhe. “É preciso procurar o melhor traçado, mais barato e viável. E não uma decisão com viés político”.

A solução para esse impasse, Patrício expõe, seria criar o Ticket Único Ferroviário - TUF, que equilibraria a competição entre todos os portos de Santa Catarina. Ele fez uma projeção imaginária de que se um contêiner sair do Oeste custando R$ 100 para chegar ao Litoral, e a ferrovia terminar em Itajaí/Navegantes, os valores que Itapoá, São Francisco do Sul e Imbituba pagariam teria que ser os mesmos R$ 100, sob pena de prejudicar a competição e interferir no mercado.

“Os políticos que acham que ligando daqui para lá, vão dar benefícios para Itajaí e Navegantes, estão errados. Por que isso?”, questiona, para lembrar que o papel do governo não é desestimular a competição e sim o contrário. “Não discordo que vá para Itajaí e Navegantes, mas tudo que sair de lá e vier para cá tem que ter o mesmo valor, mesmo custo. O governo tem que deixar a gente brigar com os outros portos na área comercial. E para isso não pode interferir no equilíbrio da competição”.

Futuro

A intenção do Porto Itapoá para o futuro é uma só, segundo Patrício. “Nossa intenção é ser o maior terminal do Sul do país. Maior, mais rentável e de melhor serviço. O melhor lugar para se trabalhar. Estamos trabalhando para isso, se vamos conseguir não sei, mas vamos buscar exatamente esse objetivo”, sentencia.          

Já o futuro pessoal, esse é mais fácil de prever, uma vez que Patrício não pensa em trocar o trecho rodoviário entre Itapoá e Balneário Camboriú - lugares que escolheu para viver - por nada nesse mundo. Os filhos, já feitos na vida, estão um em São Paulo, o outro no Canadá. Por aqui ele vai ficar com a companheira de uma vida, seu hobby por motos – faz parte do grupo Bodes do Asfalto – e o amor por sua cachorrinha, o xodó da família, Pink Regina.

 

 

 

 

 


O executivo carioca que conhece o mundo e adotou o Litoral catarinense

Um homem que sempre esteve ligado ao mar. Mesmo antes de ingressar na Marinha Mercante, há mais de 30 anos, Antônio José de Mattos Patrício Junior, carioca da gema, já convivia com as belezas litorâneas e marítimas do Rio de Janeiro (RJ). Cidade, aliás, que ainda está encrustada no sotaque, no senso de humor e na preferência futebolística do executivo, apaixonado pelo Botafogo.

Na Marinha (Escola de Formação de Oficiais de Marinha Mercante – EFOMM, turma de 83), Antônio adquiriu o nome de guerra de Patrício. Oficial Patrício. Depois, ao entrar no concorrido e rico mercado marítimo precisou usar dois nomes. Foi então que o Junior se incorporou ao nome do Presidente (CEO – Chief Executive Officer) do Porto Itapoá, hoje com 52 anos, tendo como base familiar dois filhos botafoguenses, Caio e Victor, e a esposa Sonia.   

Patrício Júnior iniciou suas atividades em Itapoá em dezembro de 2010, seis meses antes do início das operações. Uma das características marcantes de seu perfil profissional, o que ficou claro em quase uma hora de conversa com a Revista Portuária – Economia & Negócios, é a sua incansável busca por competição, resultados, qualificação e excelência operacional.

Essas características foram decisivas para que o Conselho de Administração do porto (formado pelas empresas Battistella, Aliança Navegação – Grupo Hamburg Süd, e LOGZ – Logística Brasil), escolhesse Patrício para assumir o cargo máximo da empresa.

Mais de dois anos e meio depois de ter chegado a Itapoá, numa manhã fria e ensolarada de julho, Patrício recebeu a reportagem para uma conversa franca, em que a implantação do porto, as dificuldades trilhadas no caminho, a conquista da parceria com a menina dos olhos do governo estadual – a BMW -, a concorrência com outros terminais catarinenses e as condições naturais da Baia da Babitonga foram tônica do bate papo. Isso tudo é o lado profissional, óbvio.

Pois o lado pessoal de Patrício também vai aparecer nesta entrevista perfil, onde você vai conhecer um pouco mais deste sujeito de voz grave e sorriso contido, que descontrai quando revela a idade, brinca com a rivalidade do futebol, mas fala sério se o assunto for o mercado de navegação e logística e seu trabalho à frente do Porto Itapoá.

Marinha

O início da vida profissional de Patrício, aos 19 anos, foi um período nômade. Também pudera, durante 12 anos de Marinha Mercante, o executivo conheceu o mundo e sua casa, naqueles tempos de Oficial, era em cada semana um porto e em quase todas as outras o navio. Rotina de bônus e ônus, este último representado pela distância dos familiares e da esposa. “Quando eu pisava em terra firme, com 20, 21 anos, contava para os amigos ‘antes de ontem eu dormi em Nova York, acordei na Filadélfia e dormi de novo em Miami’. Parecia ser grande coisa, mas para mim era simples. Claro, que isso tudo tinha um preço, que era a distância e saudade da família”, observa.

Patrício conheceu mais de 100 países em seu tempo de Marinha. Ainda bem que na época as embarcações permaneciam por até duas semanas nos portos. Assim, foi possível conhecer um pouco mais de cada lugar por ele desembarcado, como a Itália. “Às vezes ia para Génova e ficava até duas semanas. Conhecia a Itália inteira. Dividia o serviço, tirava quatro dias de trabalho e 10 para conhecer a Itália, de trem. Então, ainda tinha um romantismo nessa época. Era diferente”, recorda.

Durante o período na Marinha, nasceram seus dois filhos. Ele conta que na época as viagens eram mais puxadas. Um retorno para o Rio de Janeiro, por exemplo, levava de seis a nove meses. Mesmo que seus rebentos tenham aprendido a engatinhar no convés de um navio, Patrício decidiu que 12 anos já era tempo suficiente de serviços prestados a Marinha do Brasil. “A minha esposa e os filhos iam juntos nas viagens algumas vezes, mas ainda assim sentia que era hora de estar mais em terra firme”.

Mercado

Depois da Marinha, o mercado. Patrício iniciou a carreira de executivo na tripulação de navios do armador brasileiro Aliança Navegação e Logística, onde ficou até 1995, um ocasional período de três anos trabalhando (relativamente) fixo na cidade natal. De lá para cá, ele teve a trajetória profissional focada na implantação, consolidação e administração de terminais portuários mundo afora.

Sua primeira experiência no mercado foi como gerente de operações da Sealand no interior paulista, em Campinas (SP). “Na época, a Sealand era a segunda maior empresa do mundo na operação de contêineres e, dois anos depois, a empresa número um comprou a número dois”, comenta Patrício, que possui MBA em Administração Portuária pela Lloyds Business Academy e pela  Universidade de São Paulo (USP), e Formação de Executivos, pelo IMD Business School, na Suíça.

Após aquisição da Sealand pelo Grupo APMoller-Maersk, Patrício passou a gerenciar as operações da MaerskSealand em São Paulo (SP). Em 2002 foi convidado pelo Grupo APMT a implantar o Ceará Terminal Operator (CTO), hoje APM Terminals Pecém, em Pecém, no Ceará.

Após dois anos de consolidação do projeto, a APMT o deslocou para executar a transição do recém-adquirido Terminal de Contêiner de Aqaba, na Jordânia. Por lá era diretor executivo (CEO), e criou um verdadeiro case de sucesso entre os terminais da APMT no mundo. Patricio acabou ganhando a honraria do passaporte jordaniano diretamente das mãos do Rei Abdullah, da Jordânia. Aqaba se tornou, depois da gestão de Patrício, um dos principais terminais de contêineres do Oriente Médio.

A partir de 2007 o executivo passou a ser o diretor comercial da APMT para as Américas, sediado no Panamá. Em 2010, um novo e importante desafio em sua carreira: implantar o mais novo terminal portuário da América Latina, o Porto Itapoá. Inicialmente atuou como Chief Commercial Officer – (CCO) e, em janeiro de 2012, assumiu como (CEO), posição que ocupa atualmente.

Patrício afirma que os diferentes países, culturas e setores da navegação por onde passou lhe deram um lastro de conhecimento que hoje está a serviço de Itapoá e de Santa Catarina. “Você é uma pedra bruta e vai se lapidando, como o diamante. A experiência nos ensina, as pessoas que trabalham com a gente nos ensinam, então, tem coisas que só o tempo nos ensina, errando e acertando. Não só a experiência, mas a exposição a coisas diferentes, como as variadas empresas que passei”, avalia, acrescentando que no exterior fez uma rede de contatos que até hoje lhe proporciona subsídios para seu trabalho.

Itapoá para trabalhar; Balneário Camboriú para morar

Antes de ingressar no projeto Itapoá, Patrício se apaixonou por outra cidade litorânea de Santa Catarina: Balneário Camboriú. Que nas suas palavras “é o Leblon sem o resto do Rio”. E Balneário foi fundamental para que hoje o executivo esteja em Itapoá. Em 2009, depois de deixar a APMTerminals, Patrício foi convidado para trabalhar no Vietnã, no entanto, àquela altura, depois de tanto tempo perambulando pelo mundo, ele queria fincar o pé num lugar. Um lugar para chamar de seu. Algo que encontrou e não cansa de elogiar. “Balneário é tudo de bom, eu sou um apaixonado pela cidade. A cidade que eu escolhi”.

Patrício, inteirado que estava do projeto Itapoá, especulou por que não viver entre essas duas cidades, unido o melhor de cada uma: a tranquilidade e as belezas de Itapoá com o charme e agitação de Balneário. Eis que veio o convite para ingressar no porto, aceito sem pestanejar, depois de um ano sabático, fruto do acordo de desligamento com a APMT.

Hoje, cada um dos dois municípios habita um cantinho do coração do executivo. “Itapoá também é outra maravilha, guardadas as devidas proporções de não ter essa vida agitada. Mas Itapoá tem 32 quilômetros de costa, 16 mil habitantes, eu chego ao trabalho rapidinho, levo uma vida sossegada. Tá uma maravilha”, comenta Patrício, que fica em Itapoá de segunda a sexta, usufruindo, muitas vezes, seus finais de semana menos de 200 quilômetros ao sul.

Dificuldades iniciais

Em junho de 2011, o cenário portuário catarinense ganhava um novo integrante, o Porto Itapoá. O início da operação, de um projeto longo que teve seu embrião plantado no início dos anos 90, não foi fácil. A metáfora usada por Patrício é a de que as dificuldades eram semelhantes à de um cachorro correndo atrás de seu rabo, sem nunca conseguir pegá-lo. “É complicado você ter um projeto, apresentar um projeto e as pessoas dizerem ‘quando o projeto estiver funcionando, a gente investe’. O que a gente fez foi pegar o cachorro, parar o cachorro, endireitar o cachorro e dizer ‘agora vai pra frente cachorro... e o rabo foi atrás’. No momento que você faz isso, você tem um rumo”, analisa.

Rumo que lá no começo tinha obstáculos no caminho, como a estrada que não estava pronta, a linha de transmissão inacabada, as licenças se arrastando por causa do trecho rodoviário não concluído, os investimentos que eram necessários para dar forma ao empreendimento e assim fazê-lo andar para frente. “Tivemos que investir na cidade, fazer toda uma parte politica com a cidade, investir no entorno do porto, então, acabamos sendo um pouco malabaristas, mas a bola estava quente... daí alguém chegou com a borrifa de água, e o que nos fizemos foi esfriar a bola, e seguir levando-a para cima”, destaca, para dizer que foi difícil mas não novidade. “Sabíamos o que estávamos fazendo, e que não seria nada fácil”.

Equipe e natureza

A natureza e a equipe são os maiores responsáveis pela forte competitividade do Porto Itapoá, aponta Patrício. Sem a dupla, muito do que o terminal alcançou até aqui não existiria. As condições naturais estão expostas na profundidade das águas que envolvem o porto - 14,0 metros no canal de acesso e 16 metros no cais -, na área mais protegida da baia, livre dos dejetos e do assoreamento, bem diferente da maioria dos terminais brasileiros, localizados em rios. “Esse é um diferencial nosso, que procuramos passar para o cliente como vantagem competitiva”.

E os equipamentos modernos do porto? Para Patrício, equipamentos e softwares o dinheiro compra. O que faz realmente a diferença são as pessoas, a equipe. E essas têm de seguir algumas regras para alçarem voos mais altos na companhia. Regras que acabam por influenciar na produtividade de todos. “Aqui dentro todo mundo é obrigado a dar bom dia para o outro. Por que obrigado? Porque isso vira uma rotina de educação. No início é obrigatório, mas depois vira satisfação. Gentileza gera gentileza”, profetiza.

O feedback que Patrício afirma receber com freqüência é, na palavra dos clientes: ‘o que faz a diferença no Porto Itapoá é o carinho e o respeito que vocês tratam a gente’. Ele exemplifica esse retorno no fato de haver empresas sediadas no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Mato Grosso (MT) que, devido à eficiência do terminal, só operam suas mercadorias por Itapoá, mesmo estando distantes fisicamente.

Segundo o executivo, todos no Porto Itapoá são fundamentais para o trabalho da companhia, sem exceção. Assim como todos passam por um rigoroso treinamento antes de iniciar suas atividades na empresa. A busca pela excelência no trabalho diário é ressaltada diariamente, com a participação de todos os 523 funcionários diretos da empresa nas decisões finais. “A gente ouve os funcionários, cria grupos de opinião e pesquisa, enfim, faz de tudo para que quem não esteja aqui dentro, queira entrar”, resume, para em seguida avisar: “A equipe e todo o trabalho desenvolvido em Itapoá deixam nossos acionistas satisfeitos, tanto que em breve pretendemos quadruplicar o tamanho do terminal”. (Leia mais detalhes do projeto de ampliação do Porto Itapoá na página 26)

BMW

“A BMW é especial para qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo”. A definição resume bem a importância do anúncio feito pela montadora alemã no início de julho, quando ficou confirmada a escolha do Porto Itapoá e do armador Hamburg Süd como operadores logísticos de sua futura produção em solo catarinense. O Porto Itapoá situa-se a menos de 90 quilômetros de Araquari, onde a BMW irá se instalar em um terreno de 1,5 milhão de m² às margens da BR-101.

A operação do terminal para a BMW está prevista para iniciar neste mês de agosto, com a importação de peças da Europa, que embarcarão pelo Porto de Antuérpia, na Bélgica, com previsão de chegada a Itapoá até o início de setembro. Neste primeiro momento serão movimentados 10 mil contêineres de 40 pés.

Segundo Patrício Junior, a negociação durou cerca de quatro meses e pré-requisitos como agilidade, segurança marítima, alta performance e preços competitivos foram fundamentais para a conquista do novo cliente, com exclusividade.

“O padrão da BMW é algo muito minucioso, altamente tecnológico e com alto impacto socioeconômico. Do ponto de vista logístico, o padrão utilizado pelo Porto Itapoá está alinhado com este propósito, visando a excelência em suas operações, sempre procurando a melhor solução para importadores e exportadores”, afirma.

Concorrência

Patrício explica que o Porto Itapoá está enquadrado em Santa Catarina não para disputar espaço com os outros quatro terminais portuários, mas sim para fazer parte da cadeia logística do Estado, que, em sua opinião, é a melhor do Brasil. “Em Santa Catarina temos cinco portos da melhor qualidade, que podem atrair grandes empresas e assim oferecer pacotes de melhores benefícios para as grandes empresas, não apenas a BMW. Temos a GM (General Motors), que é a maior produtora de automóveis do mundo, temos várias outras grandes companhias, como a BR Foods, Seara e uma quantidade imensa de outros parceiros que não podemos deixar de mencionar, que movimentam suas mercadorias por todos os terminais do Estado”, justifica.

O presidente do Porto Itapoá diz ser um prazer competir com profissionais do nível de Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente da Portonave, Ricardo Arten, superintendente da APM Terminals Itajaí, e Antônio Ayres dos Santos, superintendente do Porto de Itajaí, entre outros nomes que fazem de Santa Catarina referência internacional no setor portuário.

Para ele, que é um competidor nato, o Porto Itapoá vai ganhar muitas disputas com os outros terminais, porém, também perderá várias, o que não vai tirar o mérito de ninguém. “É bom competir com gente boa. O que mais existe entre nós é o respeito e a vontade de cada um fazer o melhor para o seu trabalho. A gente compete entre amigos, existe respeito e ética”, argumenta Patrício.

O executivo acredita que com isso as vitórias dão mais orgulho, e as derrotas são minimizadas pelo fato de que o concorrente ao lado também é muito bom. Em resumo, as disputas são salutares para a economia e para as comunidades inseridas nos portos. “O importante é que alteramos a zona de conforto, todos querem dar o melhor para não ficar para trás”.

Ferrovia do Frango

A tão falada estrada de ferro ligando o Oeste ao Leste catarinense, conhecida como Ferrovia do Frango, também entrou na pauta da entrevista. De acordo com Patrício, quando todos os estudos para implantar a estrada foram feitos o Porto Itapoá ainda não existia. Portanto, alerta, é imprescindível lembrar esse detalhe. “É preciso procurar o melhor traçado, mais barato e viável. E não uma decisão com viés político”.

A solução para esse impasse, Patrício expõe, seria criar o Ticket Único Ferroviário - TUF, que equilibraria a competição entre todos os portos de Santa Catarina. Ele fez uma projeção imaginária de que se um contêiner sair do Oeste custando R$ 100 para chegar ao Litoral, e a ferrovia terminar em Itajaí/Navegantes, os valores que Itapoá, São Francisco do Sul e Imbituba pagariam teria que ser os mesmos R$ 100, sob pena de prejudicar a competição e interferir no mercado.

“Os políticos que acham que ligando daqui para lá, vão dar benefícios para Itajaí e Navegantes, estão errados. Por que isso?”, questiona, para lembrar que o papel do governo não é desestimular a competição e sim o contrário. “Não discordo que vá para Itajaí e Navegantes, mas tudo que sair de lá e vier para cá tem que ter o mesmo valor, mesmo custo. O governo tem que deixar a gente brigar com os outros portos na área comercial. E para isso não pode interferir no equilíbrio da competição”.

Futuro

A intenção do Porto Itapoá para o futuro é uma só, segundo Patrício. “Nossa intenção é ser o maior terminal do Sul do país. Maior, mais rentável e de melhor serviço. O melhor lugar para se trabalhar. Estamos trabalhando para isso, se vamos conseguir não sei, mas vamos buscar exatamente esse objetivo”, sentencia.          

Já o futuro pessoal, esse é mais fácil de prever, uma vez que Patrício não pensa em trocar o trecho rodoviário entre Itapoá e Balneário Camboriú - lugares que escolheu para viver - por nada nesse mundo. Os filhos, já feitos na vida, estão um em São Paulo, o outro no Canadá. Por aqui ele vai ficar com a companheira de uma vida, seu hobby por motos – faz parte do grupo Bodes do Asfalto – e o amor por sua cachorrinha, o xodó da família, Pink Regina.

 

 

 

 

 

O executivo carioca que conhece o mundo e adotou o Litoral catarinense

Um homem que sempre esteve
ligado ao mar. Mesmo antes de ingressar na Marinha Mercante, há mais de 30
anos, Antônio José de Mattos Patrício Junior, carioca da gema, já convivia com
as belezas litorâneas e marítimas do Rio de Janeiro (RJ). Cidade, aliás, que
ainda está encrustada no sotaque, no senso de humor e na preferência
futebolística do executivo, apaixonado pelo Botafogo.

Na Marinha (Escola de
Formação de Oficiais de Marinha Mercante – EFOMM, turma de 83), Antônio
adquiriu o nome de guerra de Patrício. Oficial Patrício. Depois, ao entrar no concorrido
e rico mercado marítimo precisou usar dois nomes. Foi então que o Junior se
incorporou ao nome do Presidente (CEO – Chief Executive Officer) do Porto
Itapoá, hoje com 52 anos, tendo como base familiar dois filhos botafoguenses,
Caio e Victor, e a esposa Sonia.   

Patrício Júnior iniciou suas
atividades em Itapoá em dezembro de 2010, seis meses antes do início das
operações. Uma das características marcantes de seu perfil profissional, o que
ficou claro em quase uma hora de conversa com a Revista Portuária – Economia
& Negócios, é a sua incansável busca por competição, resultados, qualificação
e excelência operacional.

Essas características foram
decisivas para que o Conselho de Administração do porto (formado pelas empresas
Battistella, Aliança Navegação – Grupo Hamburg Süd, e LOGZ – Logística Brasil),
escolhesse Patrício para assumir o cargo máximo da empresa.

Mais de dois anos e meio
depois de ter chegado a Itapoá, numa manhã fria e ensolarada de julho, Patrício
recebeu a reportagem para uma conversa franca, em que a implantação do porto,
as dificuldades trilhadas no caminho, a conquista da parceria com a menina dos
olhos do governo estadual – a BMW -, a concorrência com outros terminais
catarinenses e as condições naturais da Baia da Babitonga foram tônica do bate
papo. Isso tudo é o lado profissional, óbvio.

Pois o lado pessoal de
Patrício também vai aparecer nesta entrevista perfil, onde você vai conhecer um
pouco mais deste sujeito de voz grave e sorriso contido, que descontrai quando
revela a idade, brinca com a rivalidade do futebol, mas fala sério se o assunto
for o mercado de navegação e logística e seu trabalho à frente do Porto Itapoá.

Marinha

O início da vida
profissional de Patrício, aos 19 anos, foi um período nômade. Também pudera,
durante 12 anos de Marinha Mercante, o executivo conheceu o mundo e sua casa,
naqueles tempos de Oficial, era em cada semana um porto e em quase todas as
outras o navio. Rotina de bônus e ônus, este último representado pela distância
dos familiares e da esposa. “Quando eu pisava em terra firme, com 20, 21 anos,
contava para os amigos ‘antes de ontem eu dormi em Nova York, acordei na
Filadélfia e dormi de novo em Miami’. Parecia ser grande coisa, mas para mim
era simples. Claro, que isso tudo tinha um preço, que era a distância e saudade
da família”, observa.

Patrício conheceu mais de
100 países em seu tempo de Marinha. Ainda bem que na época as embarcações
permaneciam por até duas semanas nos portos. Assim, foi possível conhecer um pouco
mais de cada lugar por ele desembarcado, como a Itália. “Às vezes ia para
Génova e ficava até duas semanas. Conhecia a Itália inteira. Dividia o serviço,
tirava quatro dias de trabalho e 10 para conhecer a Itália, de trem. Então, ainda
tinha um romantismo nessa época. Era diferente”, recorda.

Durante o período na
Marinha, nasceram seus dois filhos. Ele conta que na época as viagens eram mais
puxadas. Um retorno para o Rio de Janeiro, por exemplo, levava de seis a nove
meses. Mesmo que seus rebentos tenham aprendido a engatinhar no convés de um
navio, Patrício decidiu que 12 anos já era tempo suficiente de serviços
prestados a Marinha do Brasil. “A minha esposa e os filhos iam juntos nas
viagens algumas vezes, mas ainda assim sentia que era hora de estar mais em
terra firme”.

Mercado

Depois da Marinha, o
mercado. Patrício iniciou a carreira de executivo na tripulação de navios do
armador brasileiro Aliança Navegação e Logística, onde ficou até 1995, um
ocasional período de três anos trabalhando (relativamente) fixo na cidade
natal. De lá para cá, ele teve a trajetória profissional focada na implantação,
consolidação e administração de terminais portuários mundo afora.

Sua primeira experiência no
mercado foi como gerente de operações da Sealand no interior paulista, em
Campinas (SP). “Na época, a Sealand era a segunda maior empresa do mundo na
operação de contêineres e, dois anos depois, a empresa número um comprou a
número dois”, comenta Patrício, que possui MBA em Administração Portuária pela
Lloyds Business Academy e pela  Universidade
de São Paulo (USP), e Formação de Executivos, pelo IMD Business School, na
Suíça.

Após aquisição da Sealand
pelo Grupo APMoller-Maersk, Patrício passou a gerenciar as operações da
MaerskSealand em São Paulo (SP). Em 2002 foi convidado pelo Grupo APMT a
implantar o Ceará Terminal Operator (CTO), hoje APM Terminals Pecém, em Pecém,
no Ceará.

Após dois anos de consolidação
do projeto, a APMT o deslocou para executar a transição do recém-adquirido
Terminal de Contêiner de Aqaba, na Jordânia. Por lá era diretor executivo (CEO),
e criou um verdadeiro case de sucesso entre os terminais da APMT no mundo. Patricio
acabou ganhando a honraria do passaporte jordaniano diretamente das mãos do Rei
Abdullah, da Jordânia. Aqaba se tornou, depois da gestão de Patrício, um dos
principais terminais de contêineres do Oriente Médio.

A partir de 2007 o executivo
passou a ser o diretor comercial da APMT para as Américas, sediado no Panamá.
Em 2010, um novo e importante desafio em sua carreira: implantar o mais novo
terminal portuário da América Latina, o Porto Itapoá. Inicialmente atuou como
Chief Commercial Officer – (CCO) e, em janeiro de 2012, assumiu como (CEO),
posição que ocupa atualmente.

Patrício afirma que os
diferentes países, culturas e setores da navegação por onde passou lhe deram um
lastro de conhecimento que hoje está a serviço de Itapoá e de Santa Catarina.
“Você é uma pedra bruta e vai se lapidando, como o diamante. A experiência nos
ensina, as pessoas que trabalham com a gente nos ensinam, então, tem coisas que
só o tempo nos ensina, errando e acertando. Não só a experiência, mas a
exposição a coisas diferentes, como as variadas empresas que passei”, avalia,
acrescentando que no exterior fez uma rede de contatos que até hoje lhe
proporciona subsídios para seu trabalho.

Itapoá
para trabalhar; Balneário Camboriú para morar

Antes de ingressar no
projeto Itapoá, Patrício se apaixonou por outra cidade litorânea de Santa
Catarina: Balneário Camboriú. Que nas suas palavras “é o Leblon sem o resto do
Rio”. E Balneário foi fundamental para que hoje o executivo esteja em Itapoá. Em
2009, depois de deixar a APMTerminals, Patrício foi convidado para trabalhar no
Vietnã, no entanto, àquela altura, depois de tanto tempo perambulando pelo
mundo, ele queria fincar o pé num lugar. Um lugar para chamar de seu. Algo que
encontrou e não cansa de elogiar. “Balneário é tudo de bom, eu sou um
apaixonado pela cidade. A cidade que eu escolhi”.

Patrício, inteirado que
estava do projeto Itapoá, especulou por que não viver entre essas duas cidades,
unido o melhor de cada uma: a tranquilidade e as belezas de Itapoá com o charme
e agitação de Balneário. Eis que veio o convite para ingressar no porto, aceito
sem pestanejar, depois de um ano sabático, fruto do acordo de desligamento com
a APMT.

Hoje, cada um dos dois
municípios habita um cantinho do coração do executivo. “Itapoá também é outra
maravilha, guardadas as devidas proporções de não ter essa vida agitada. Mas
Itapoá tem 32 quilômetros de costa, 16 mil habitantes, eu chego ao trabalho
rapidinho, levo uma vida sossegada. Tá uma maravilha”, comenta Patrício, que
fica em Itapoá de segunda a sexta, usufruindo, muitas vezes, seus finais de
semana menos de 200 quilômetros ao sul.

Dificuldades
iniciais

Em junho de 2011, o cenário
portuário catarinense ganhava um novo integrante, o Porto Itapoá. O início da
operação, de um projeto longo que teve seu embrião plantado no início dos anos
90, não foi fácil. A metáfora usada por Patrício é a de que as dificuldades
eram semelhantes à de um cachorro correndo atrás de seu rabo, sem nunca
conseguir pegá-lo. “É complicado você ter um projeto, apresentar um projeto e
as pessoas dizerem ‘quando o projeto estiver funcionando, a gente investe’. O
que a gente fez foi pegar o cachorro, parar o cachorro, endireitar o cachorro e
dizer ‘agora vai pra frente cachorro... e o rabo foi atrás’. No momento que
você faz isso, você tem um rumo”, analisa.

Rumo que lá no começo tinha
obstáculos no caminho, como a estrada que não estava pronta, a linha de
transmissão inacabada, as licenças se arrastando por causa do trecho rodoviário
não concluído, os investimentos que eram necessários para dar forma ao
empreendimento e assim fazê-lo andar para frente. “Tivemos que investir na
cidade, fazer toda uma parte politica com a cidade, investir no entorno do porto,
então, acabamos sendo um pouco malabaristas, mas a bola estava quente... daí
alguém chegou com a borrifa de água, e o que nos fizemos foi esfriar a bola, e
seguir levando-a para cima”, destaca, para dizer que foi difícil mas não
novidade. “Sabíamos o que estávamos fazendo, e que não seria nada fácil”.

Equipe
e natureza

A natureza e a equipe são os
maiores responsáveis pela forte competitividade do Porto Itapoá, aponta Patrício.
Sem a dupla, muito do que o terminal alcançou até aqui não existiria. As condições
naturais estão expostas na profundidade das águas que envolvem o porto - 14,0
metros no canal de acesso e 16 metros no cais -, na área mais protegida
da baia, livre dos dejetos e do assoreamento, bem diferente da maioria dos
terminais brasileiros, localizados em rios. “Esse é um diferencial nosso, que
procuramos passar para o cliente como vantagem competitiva”.

E os equipamentos modernos
do porto? Para Patrício, equipamentos e softwares o dinheiro compra. O que faz
realmente a diferença são as pessoas, a equipe. E essas têm de seguir algumas regras
para alçarem voos mais altos na companhia. Regras que acabam por influenciar na
produtividade de todos. “Aqui dentro todo mundo é obrigado a dar bom dia para o
outro. Por que obrigado? Porque isso vira uma rotina de educação. No início é
obrigatório, mas depois vira satisfação. Gentileza gera gentileza”, profetiza.

O feedback que Patrício
afirma receber com freqüência é, na palavra dos clientes: ‘o que faz a
diferença no Porto Itapoá é o carinho e o respeito que vocês tratam a gente’.
Ele exemplifica esse retorno no fato de haver empresas sediadas no Rio de
Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Mato Grosso (MT) que, devido à eficiência do
terminal, só operam suas mercadorias por Itapoá, mesmo estando distantes
fisicamente.

Segundo o executivo, todos
no Porto Itapoá são fundamentais para o trabalho da companhia, sem exceção.
Assim como todos passam por um rigoroso treinamento antes de iniciar suas
atividades na empresa. A busca pela excelência no trabalho diário é ressaltada
diariamente, com a participação de todos os 523 funcionários diretos da empresa
nas decisões finais. “A gente ouve os funcionários, cria grupos de opinião e
pesquisa, enfim, faz de tudo para que quem não esteja aqui dentro, queira
entrar”, resume, para em seguida avisar: “A equipe e todo o trabalho
desenvolvido em Itapoá deixam nossos acionistas satisfeitos, tanto que em breve
pretendemos quadruplicar o tamanho do terminal”. (Leia mais detalhes do projeto
de ampliação do Porto Itapoá na página 26)

BMW

“A BMW é especial para
qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo”. A definição resume bem a
importância do anúncio feito pela montadora alemã no início de julho, quando
ficou confirmada a escolha do Porto Itapoá e do armador Hamburg Süd como
operadores logísticos de sua futura produção em solo catarinense. O Porto
Itapoá situa-se a menos de 90 quilômetros de Araquari, onde a BMW irá se
instalar em um terreno de 1,5 milhão de m² às margens da BR-101.

A operação do terminal para
a BMW está prevista para iniciar neste mês de agosto, com a importação de peças
da Europa, que embarcarão pelo Porto de Antuérpia, na Bélgica, com previsão de
chegada a Itapoá até o início de setembro. Neste primeiro momento serão
movimentados 10 mil contêineres de 40 pés.

Segundo Patrício Junior, a
negociação durou cerca de quatro meses e pré-requisitos como agilidade,
segurança marítima, alta performance e preços competitivos foram fundamentais
para a conquista do novo cliente, com exclusividade.

“O padrão da BMW é algo
muito minucioso, altamente tecnológico e com alto impacto socioeconômico. Do
ponto de vista logístico, o padrão utilizado pelo Porto Itapoá está alinhado
com este propósito, visando a excelência em suas operações, sempre procurando a
melhor solução para importadores e exportadores”, afirma.

Concorrência

Patrício explica que o Porto
Itapoá está enquadrado em Santa Catarina não para disputar espaço com os outros
quatro terminais portuários, mas sim para fazer parte da cadeia logística do
Estado, que, em sua opinião, é a melhor do Brasil. “Em Santa Catarina temos
cinco portos da melhor qualidade, que podem atrair grandes empresas e assim
oferecer pacotes de melhores benefícios para as grandes empresas, não apenas a
BMW. Temos a GM (General Motors), que é a maior produtora de automóveis do
mundo, temos várias outras grandes companhias, como a BR Foods, Seara e uma
quantidade imensa de outros parceiros que não podemos deixar de mencionar, que
movimentam suas mercadorias por todos os terminais do Estado”, justifica.

O presidente do Porto Itapoá
diz ser um prazer competir com profissionais do nível de Osmari de Castilho
Ribas, diretor-superintendente da Portonave, Ricardo Arten, superintendente da
APM Terminals Itajaí, e Antônio Ayres dos Santos, superintendente do Porto de
Itajaí, entre outros nomes que fazem de Santa Catarina referência internacional
no setor portuário.

Para ele, que é um
competidor nato, o Porto Itapoá vai ganhar muitas disputas com os outros
terminais, porém, também perderá várias, o que não vai tirar o mérito de
ninguém. “É bom competir com gente boa. O que mais existe entre nós é o respeito
e a vontade de cada um fazer o melhor para o seu trabalho. A gente compete
entre amigos, existe respeito e ética”, argumenta Patrício.

O executivo acredita que com
isso as vitórias dão mais orgulho, e as derrotas são minimizadas pelo fato de
que o concorrente ao lado também é muito bom. Em resumo, as disputas são
salutares para a economia e para as comunidades inseridas nos portos. “O
importante é que alteramos a zona de conforto, todos querem dar o melhor para
não ficar para trás”.

Ferrovia
do Frango

A tão falada estrada de
ferro ligando o Oeste ao Leste catarinense, conhecida como Ferrovia do Frango,
também entrou na pauta da entrevista. De acordo com Patrício, quando todos os
estudos para implantar a estrada foram feitos o Porto Itapoá ainda não existia.
Portanto, alerta, é imprescindível lembrar esse detalhe. “É preciso procurar o
melhor traçado, mais barato e viável. E não uma decisão com viés político”.

A solução para esse impasse,
Patrício expõe, seria criar o Ticket Único Ferroviário - TUF, que equilibraria
a competição entre todos os portos de Santa Catarina. Ele fez uma projeção imaginária
de que se um contêiner sair do Oeste custando R$ 100 para chegar ao Litoral, e a
ferrovia terminar em Itajaí/Navegantes, os valores que Itapoá, São Francisco do
Sul e Imbituba pagariam teria que ser os mesmos R$ 100, sob pena de prejudicar
a competição e interferir no mercado.

“Os políticos que acham que
ligando daqui para lá, vão dar benefícios para Itajaí e Navegantes, estão
errados. Por que isso?”, questiona, para lembrar que o papel do governo não é
desestimular a competição e sim o contrário. “Não discordo que vá para Itajaí e
Navegantes, mas tudo que sair de lá e vier para cá tem que ter o mesmo valor,
mesmo custo. O governo tem que deixar a gente brigar com os outros portos na
área comercial. E para isso não pode interferir no equilíbrio da competição”.

Futuro

A intenção do Porto Itapoá
para o futuro é uma só, segundo Patrício. “Nossa intenção é ser o maior terminal
do Sul do país. Maior, mais rentável e de melhor serviço. O melhor lugar para
se trabalhar. Estamos trabalhando para isso, se vamos conseguir não sei, mas
vamos buscar exatamente esse objetivo”, sentencia.          

Já o futuro pessoal, esse é
mais fácil de prever, uma vez que Patrício não pensa em trocar o trecho
rodoviário entre Itapoá e Balneário Camboriú - lugares que escolheu para viver
- por nada nesse mundo. Os filhos, já feitos na vida, estão um em São Paulo, o
outro no Canadá. Por aqui ele vai ficar com a companheira de uma vida, seu
hobby por motos – faz parte do grupo Bodes do Asfalto – e o amor por sua
cachorrinha, o xodó da família, Pink Regina.

 

 

 

 

 

Ocesc quer expansão e aperfeiçoamento do seguro rural

O Plano Agrícola e Pecuário 2013/14 alocou  700 milhões de reais para o Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR). No entanto, os recursos do programa devem ser liberados conforme o calendário agrícola, reivindica o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc),Marcos Antônio Zordan.  


Pela Resolução nº 4.121/2012 do Conselho Monetário Nacional (CMN), desde 1º de novembro de 2012 passou a ser obrigatório o enquadramento no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou em modalidade de seguro rural para as operações de custeio agrícola contratadas no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp). A  partir de 1º de julho de 2014, a obrigatoriedade será ampliada e aplicada a todas as operações de custeio agrícola lastreadas em recursos controlados e compreendidas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático, dentro das regras determinadas na Resolução nº 4.235/2013 do CMN. 


Portanto, é importante estabelecer ainda esse ano os recursos no orçamento do programa para 2014, que garantam a contratação de seguro agrícola conforme as regras determinadas pelo governo federal. O mercado de seguros em geral contempla mais de 200 seguradoras.

            

A Ocesc considera essencial disponibilizar os recursos do programa de acordo com o calendário agrícola. Atrasos na liberação de recursos criam dificuldades na oferta de seguro agrícola aos produtores, uma vez que o período de maior contratação de seguro é entre julho e outubro. A liberação tardia de recursos em novembro e dezembro reduz o número de produtores com acesso ao seguro, tendo em vista o calendário agrícola das safras.


A regulamentação do Fundo de Catástrofe, nos termos da Lei Complementar 137/10, é outra reivindicação da Ocesc. O presidente Marcos Zordan observa que a criação de um Fundo de Reparação das Seguradoras é fundamental para dar estabilidade e reduzir os riscos sistêmicos do programa. Tendo em vista que a Importância Segurada pelas seguradoras e resseguradoras no programa deve ultrapassar os R$ 16 bilhões na safra 2013/14 será necessário regulamentar a Lei Complementar 137/10, que criou o Fundo de Catástrofe, transformando-o num Fundo de Reparação das seguradoras para dar estabilidade e reduzir os riscos sistêmicos do programa.


Essa regulamentação deve respaldar as seguradoras nas coberturas de culturas de alto risco, afim de que estas possam oferecer seus produtos em volume e taxas que garantam às políticas públicas de manutenção das atividades agrícolas de culturas de risco nessas regiões. Deve,também, respaldar as seguradoras para os eventos catastróficos.


Risco


Zordan observa que a agricultura contém um elemento de risco para as seguradoras que é a coincidência de sinistro entre vários produtores por consequência de um evento climático que afete toda a região e não apenas um único produtor. O risco de uma catástrofe afasta a seguradora de diversas regiões nas quais o risco climático é elevado. Por essa razão é preciso criar algum fundo de reserva que permita equilibrar anos adversos nos quais os eventos climáticos penalizam amplas áreas agrícolas. A experiência internacional mostra que a constituição de um fundo é parte de um programa bem sucedido de seguro agrícola de larga amplitude.

            

O sistema cooperativista deseja ampliar o acesso aos benefícios do seguro rural aos produtores enquadrados no Pronamp. Atualmente, apenas os produtores com financiamento de crédito rural de custeio oficial têm acesso aos benefícios. Faz-se necessário ampliar o acesso aos médios produtores que não utilizam crédito, mas que seriam enquadrados como Pronamp. Para dar condições de igualdade aos produtores e resolver esse problema, basta criar uma autodeclaração assinada por engenheiro agrônomo e produtor informando a condição de enquadramento do produtor como médio produtor, que possa ser aceita pelas seguradoras no âmbito do programa. Isso aumentará o universo de médios produtores com acesso facilitado ao seguro rural, especialmente aqueles que utilizam trocas de insumos com tradings e cooperativas ou que se utilizam de recursos próprios no custeio da safra.

Líderes do setor produtivo catarinense discutem inovação e competitividade

O tema "Inovação e competitividade" foi discutido por lideranças do setor produtivo catarinense, na segunda-feira, dia 2 de setembro, durante o 57º Encontro Empresarial de Jaraguá do Sul. Participaram do evento realizado na ACIJS, como debatedores, o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, o presidente da Fiesc, Glauco Côrte e o empresário Décio da Silva, da WEG.


O medidador do debate foi o especialista na análise de cenários internacionais e blogueiro da revista Exame, Fábio Ribeiro, que disse que, sem educação, o Brasil não avança no mercado global. "O reflexo disto já aparece. Estudo do Instituto Europeu de Administração de Empresas, entidade que mede o desempenho das nações no campo da inovação, relaciona os 60 países mais competitivos e coloca o Brasil na 51ª posição. Isto acontece porque não temos uma base na educação, do ensino fundamental a alta formação, capaz de dar a indústria condições de desenvolver pesquisa aplicada para o setor produtivo”, afirmou.


Para os painelistas, a falta de maior suporte em termos de políticas públicas faz com que a inovação ocorra de maneira lenta e sofra o impacto da alta carga tributária, dos elevados custos da legislação trabalhista e da falta de mão de obra especializada.


Agregar valor


De acordo com Bruno Breithaupt, o comércio tem buscado vários caminhos para se inovar e ser mais competitivo: "O lojista precisa oferecer aos clientes condições que agreguem valor e com isso satisfaça as necessidades de quem compra", disse.


Glauco Côrte afirmou que o Brasil investe em inovação, mas é preciso que se faça mais tanto por parte do poder público quanto pela iniciativa privada. "A indústria pode definir quais os caminhos que deseja trilhar para ter a melhoria da sua competitividade", afirmou ele.


Já para o empresário Décio da Silva, inovação é algo que independe do tamanho da empresa. "É preciso estar atento às tendências do mercado, ter um contato muito próximo com seus clientes e fornecedores, porque muitas vezes uma pequena ideia discutida na sua cadeia produtiva pode trazer uma solução diferente", explicou.

6º Festival Náutico da Tedesco Marina começa hoje com expectativa de grande público e bons negócios

Tudo pronto para o maior festival náutico do sul do país que começa hoje, 5, e vai até domingo, em Balneário Camboriú, SC. O evento conta com a participação de vinte e cinco expositores com produtos e serviços de luxo voltados para o mercado náutico e outros segmentos (carros, motos, construção civil, turismo, moda). A expectativa é movimentar mais de R$ 40 milhões em negócios e receber um público em torno de 15 mil visitantes. Dez grandes estaleiros nacionais e internacionais e seus revendedores estão presentes expondo seus principais modelos com dimensões que variam de 17 a 73 pés. Além dos barcos com ofertas especiais para compra, haverá outros serviços relacionados ao setor (seguros, financiamento, automação, rastreamento).

 

Cursos de Arrais e motonautas

O festival é um dos únicos do país a oferecer cursos e provas para obtenção dos arrais

 

Os interessados em aprender a pilotar embarcações a motor ou Jet ski podem fazer os cursos e provas práticas durante o festival. As inscrições podem ser feitas durante o evento no estande do Rafael Despachante Marítimo. Os documentos necessários para inscrição são cópia da carteira nacional de habilitação (CNH) e comprovante de residência.

 

Arrais e Motonautas

Os cursos para tirar a carteira de arrais e motonauta serão ministrados todos os dias, a parte teórica será das 14h às 17h e as provas práticas serão aplicadas a partir das 8h. As provas teóricas serão aplicadas em parceria com a Capitania dos Portos e irão acontecer durante os quatro dias do festival às 18h. Para a obtenção da carteira de arrais/motonauta o custo será de R$ 1.300,00 e para quem se interessar apenas pela carteira de motonauta será de R$ 750,00. As carteiras são válidas por um prazo de dez anos.

 

 

Serviço

O que: 6º Festival Náutico

Local:Tedesco Marina Garden Plaza
Data: 5 a 8 de setembro de 2013
Endereço: Avenida NormandoTedesco, 1350, Barra Sul - Balneário Camboriú/SC

 

www.tedescomarina.com.br

 

 

Tear abre inscrições para quarta turma do MBA em Negócios da Construção Civil

Balneário Camboriú e o litoral de Santa Catarina podem ser considerados como um grande canteiro de obras, onde a força da construção civil ajuda a aquecer o mercado imobiliário. Mas salários cada vez mais altos e baixa produtividade aumentam o peso da mão de obra da indústria da construção. Aprender a gerenciar custos, manter o equilíbrio financeiro em tempos de acomodação dos preços dos imóveis e ampliar a visão estratégica sobre o setor são algumas das ferramentas que o aluno tem contato ao ingressar no MBA em Negócios da Construção Civil oferecido pela Tear Escola de Negócios, que está com inscrições abertas para a quarta  turma em Balneário Camboriú.

                                                                      

A metodologia é diferenciada e os professores estão entre os mais qualificados da região Sul. Nas aulas, com início previsto para 28 de setembro, os alunos têm a oportunidade de aprender na prática o que é ensinado em sala de aula durante as visitas técnicas realizadas no canteiro de obras de algumas das muitas construções de Balneário Camboriú. O objetivo é buscar conhecimento prático a respeito do setor, além de criar canais efetivos de comunicação com a sociedade. 

 

O MBA busca desenvolver competências de engenheiros a empreendedores do setor, incluindo corretores de imóveis, arquitetos e executivos, e familiarizar os alunos com a administração e a produção ligada à construção civil. Com carga horária de 374 horas/aula, o MBA aborda temas como Inteligência Competitiva no Mercado Imobiliário, Gestão de Pessoas, Marketing, Gestão Estratégica para Produtos da Construção Civil e Negócios do Setor. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (47) 3367-4466 e pelo site www.tearensino.com.br.

 

SERVIÇO

MBA em Negócios da Construção Civil

Início: 28 de setembro

Local: Tear Escola de Negócios, Rua 1979, 70, Balneário Camboriú

Informações: (47) 3367-4466 e www.tearensino.com.br

Santa Catarina perde competitividade no turismo de cruzeiros

O GT Náutico de Santa Catarina, que fomenta o desenvolvimento do setor no Estado, discutiu uma das principais demandas da atividade em reunião na última terça-feira (03.09), na Associação Comercial e Industrial de Tijucas. Com a presença dos secretários de Turismo de Itajaí, Porto Belo, Tijucas, Joinville, Balneário Rincão e Florianópolis, constataram a perda crescente da competitividade do nosso litoral no segmento de cruzeiros. As previsões para a temporada de 2014/2015 é de uma redução de 90% no número destas embarcações atracando em nosso litoral, principalmente devido às altas taxas portuárias, ao preço do combustível e à deficiência da prestação de serviços e infraestrutura. “Isto já vai enfraquecer significativamente a temporada que está por vir”, alerta Leandro ‘Mané’ Ferrari, presidente do GT Náutico e da Associação Náutica Catarinense para o Brasil (Acatmar).

         

Uma das situações mais graves é verificada em São Francisco do Sul, que prevê em dois anos redução de 100% na parada de navios em sua costa – foram registradas 30 embarcações na última temporada. Para o presidente da Fundação de Turismo de Porto Belo, Antônio Carlo Lopes, os principais armadores do mundo estão deixando de operar no município, que, segundo ele, tem uma das mais relevantes estruturas de receptivo de cruzeiros da América Latina. “Para citarmos um exemplo, a empresa Ibero Cruzeiros, gigante do setor, dispunha de três navios passando por Santa Catarina. Para o verão 2013/2014 a previsão é de apenas um”, lamenta, afirmando que a Cruzeiros Costa reduziu pela metade o número de navios no nosso litoral, já que outros países são mais atrativos, mesmo em crise. “A falta de terminais de cruzeiros alfandegados em Porto Belo e Florianópolis também contribuem para a redução dos navios”, completa.


A secretária de Turismo de Itajaí, Valdete Orci, disse que o estado deixa de ganhar muito dinheiro e prestígio com a redução deste fluxo turístico. “Cada parada de navio acelera o comércio e incrementa o faturamento de empresas de transporte, parques temáticos e restaurantes. Diante desta perspectiva assustadora, temos de criar alternativas”, garante. Para o coordenador do GT Náutico, Álvaro Ornelas, é fundamental o apoio do governo estadual na criação de uma força-tarefa para reverter esta situação. “Temos de ser criativos e inovadores”, receita.

 

 

Produção industrial cresce, mas opera abaixo da capacidade
A situação da indústria gaúcha manteve-se em julho dentro do padrão que vem caracterizando sua trajetória recente: produção crescendo moderadamente, utilização da capacidade produtiva abaixo do usual e excesso de estoques  “Os resultados não demonstram indícios de mudança no atual ciclo de recuperação do setor. Mesmo com o cenário de dificuldades e com estoques elevados, esse processo deverá continuar, mas de forma lenta e gradual”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao divulgar a Sondagem Industrial do RS.


O crescimento moderado da produção industrial no Estado em julho (51,9 pontos), em relação ao mês anterior (45,7 pontos), não evitou o recuo do emprego (48,8 pontos) pelo segundo mês consecutivo. O impacto negativo nas contratações ocorreu nas médias (46,9 pontos) e pequenas empresas (48,0 pontos). Nas grandes ficou estável (50,4 pontos). Segundo a Sondagem, o maior volume da produção também não impediu da Utilização da Capacidade Instalada operar abaixo da normalidade (46,4 pontos) e dos estoques ficarem acima do planejado (54,6 pontos). 


Em relação aos próximos seis meses, os industriais gaúchos esperam uma melhora moderada na situação. O índice de expectativa futura da demanda registrou 58,2 pontos. O mesmo se observa com as aquisições de matérias-primas (53,7 pontos) e as exportações (51,7 pontos), cuja desvalorização cambial ainda não refletiu positivamente. Já o emprego (50,5 pontos) teve a menor avaliação desde novembro de 2012.


O levantamento varia numa escala de 0 a 100 pontos. Quanto mais os valores estiverem acima de 50 pontos significa maior otimismo e quanto mais abaixo, pessimismo. Apenas a variável de estoques em comparação ao planejado é avaliada como negativa acima dos 50 pontos. 
Começa integração entre sistemas informatizados de agências de navegação

A integração entre os sistemas informatizados Mercante e Porto sem Papel (PSP) começou hoje (27). De acordo com a Receita Federal, o objetivo é facilitar a prestação de informações sobre cargas, sem risco de duplicidade de informações entre o Fisco, o Departamento de Marinha Mercante e Secretaria de Portos.


Com a integração, as informações relativas a cargas registradas pelas agências de navegação serão prestadas apenas uma vez, no Siscomex Mercante, o sistema integrado de comércio exterior.


Por enquanto, as agências de navegação podem continuar usando os procedimentos anteriores até que seus sistemas de computador sejam integrados ao novo sistema, em data a ser definida pela Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos).


De acordo com a Receita, a integração acarretará alterações mínimas nos sistemas e não acarretará mudança nos procedimentos do Fisco relativos ao controle de produtos feito no Siscomex Carga.


As orientações para as agências marítimas referentes à integração já foram enviadas à Federação Nacional de Agências de Navegação Marítimas (Fenamar).

Construfair/SC estima gerar R$ 350 milhões em um ano

O 20º Salão do Imóvel, Construfair/SC, Expo Condomínio e Expo Decor Móveis receberam mais de 38 mil visitantes nos seis dias de evento, no CentroSul, em Florianópolis. Cerca de 400 marcas foram apresentadas em 133 estandes. Segundo os organizadores da feira, a expectativa superior concretizada e prospectiva superior a um ano seja de R$ 350 milhões. O evento que engloba os setores de casa ocorreu entre os dias 20 e 25 deste mês.


O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) da Grande Florianópolis, Helio Bairros, enfatizou que, pelo cenário e pelas conversas, deu para perceber a satisfação de todos. "A feira foi boa tanto em prospecção, como em relacionamento e negócios. Superou nossas expectativas". Também adiantou que em breve será dado inicio a formatação da próxima edição.


O diretor da AC Feiras, organizadora do evento, Carlos Troian, afirmou que a feira surpreendeu desde a abertura pelo número do público. "Em todos os dias tivemos público maior do que no ano passado. Percebemos o crescimento a cada ano". Troian destacou ainda o movimento nos estandes. "Temos visto movimento em todos, fruto da dedicação das empresas. Como resultado, é notável o volume de vendas e acordos fechados, o que faz com que já tenhamos interessados em expor novamente em 2014 e, é claro, a presença de novas empresas que visitam o evento e querem voltar como expositores" acrescentou.


No espaço Expo Condomínio, que já vai para sua quinta edição em 2014, gestores e todos os envolvidos no sistema condominial também ficaram satisfeitos. O Secovi - Sindicato da Habitação Florianópolis/Tubarão e o Jornal dos Condomínios, organizadores, estão bem otimistas com importantes negócios e contatos concretizados e prospectados.


Para Angela Dal Molin, coordenadora comercial, "essa feira foi feita para o síndico. Hoje o síndico tem consciência do seu papel na comunidade. Por dever de seu ofício, assume um conjunto de funções e responsabilidades que são exercidas em proveito da coletividade, sendo seu papel fundamental para a conscientização dos condomínios no que tange as regras da vida em convívio coletivo. O nosso dever aqui foi cumprido através de cursos e palestras gratuitos e do mix de tecnologias que apresentamos, certamente proporcionamos um espaço para conhecimento, contatos e negócios".

Petrobras é a empresa dos sonhos dos jovens
Pesquisa realizada com 52 mil pessoas, de 17 a 26 anos, aponta a Petrobras na primeira posição do ranking das “empresas dos sonhos dos jovens”, pelo segundo ano consecutivo. Em 2005, quando encabeçou a lista pela primeira vez, a Petrobras quebrou uma sequência de vitórias de empresas multinacionais e, pela sétima vez, aparece em primeiro lugar. Assim como no ano passado, a possibilidade de desenvolvimento e realização profissional, a boa imagem da empresa no mercado, os salários e os benefícios foram citados como os fatores mais importantes para a escolha. 


Pela primeira vez, a pesquisa apontou a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, entre os dez líderes brasileiros mais admirados pelos jovens.


As entrevistas foram feitas entre março e abril deste ano, pela Cia de Talentos, consultoria em Recursos Humanos com atuação em toda a América Latina, em parceria com a empresa de pesquisa Nextview People. "Atuamos em um ambiente com tecnologia de ponta e desafios constantes e investimos muito na capacitação dos nossos empregados. Isto é muito atraente para os jovens", avalia o  gerente executivo de Recursos Humanos da Petrobras, Antônio Sérgio de Oliveira Santana. 
Legislação que regulamenta a fiscalização de dumping sofre alterações

As investigações contra a prática de dumping  - prática desleal que consiste em vender o produto importado abaixo do preço de custo no país exportador - terão o tempo reduzido, com resultado preliminar em até 120 dias. Antes, o tempo da investigação costumava durar o dobro disso, e em alguns casos até tempo maior. Essa é uma das determinações do Decreto 8058/2013, publicado no Diário Oficial da União em 29 de julho, conhecido como a legislação antidumping brasileira.

 

“Qualquer empresa pode requerer ao Departamento de Defesa Comercial (Decom) do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) a investigação. Com as novas medidas, além de mais rápido, o processo fica menos oneroso e mais eficiente”, explica o advogado especialista em Direito Aduaneiro e Comércio Exterior, Ademir Gilli Jr., do BPHG Advogados, de Blumenau (SC).

 

A elaboração do novo decreto foi precedida de uma consulta pública, realizada em 2011, quando o setor privado encaminhou sugestões de mudanças das normas. A nova regra estabelece, por exemplo, o prazo máximo de 60 dias para a análise de uma petição. Nos casos, no entanto, em que não houver necessidade de pedidos de informações adicionais e em que houver evidências necessárias de dumping, de dano e de nexo de causalidade, as investigações poderão ser iniciadas entre 15 e 30 dias a partir da data do protocolo. 

A medida também reduz os custos para as partes, eliminando a necessidade de se atualizar o período de análise do dano investigado. Em paralelo, foi dispensada a obrigatoriedade de se realizar a audiência final com as partes, ressaltando, porém, que estas poderão solicitar audiências com a autoridade investigadora sempre que considerarem necessário. 

 

 

Portonave cresce 19% nos sete primeiros meses de 2013

A Portonave movimentou 68.655 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) em julho –  4.422 TEUs a mais que o mês anterior (7%). Se comparado com o mesmo período de 2012, o crescimento foi de 20%. No acumulado do ano o Terminal Portuário de Navegantes soma 402.157 TEUs – um aumento de 19% em comparação com o ano passado.


Os números positivos de movimentação são fruto tanto da importação quanto da exportação. Comparando o mês de julho de 2012 com 2013 o volume de mercadorias importadas cresceu 28%. Se levar em conta o período entre janeiro e julho, o crescimento na movimentação de importação foi de 19,2% comparado com o mesmo período do ano passado. “Este resultado mostra a força de Santa Catarina como estado produtor de riquezas e reforça a importância do Complexo Portuário de Itajaí – hoje o 2º maior movimentador de cargas conteinerizadas do país”, comenta o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas.


A exportação também teve excelente desempenho, com crescimento de 14% na comparação com julho de 2012. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os dados acompanharam o superávit da Região Sul, que cresceu 10,21% sobre julho do ano passado (US$ 4,009 bilhões), e com participação de 21,24% nas exportações brasileiras.


Fazendo uma avaliação dos sete primeiros meses de 2013, a Portonave manteve a liderança na movimentação de cargas conteinerizadas no Estado, respondendo por 45% do total. Na área de responsabilidade social, a empresa investiu em projetos e ações, como patrocínio para a construção do Centro Integrado de Cultura de Navegantes e parceria nos projetos do Espaço Contém Cultura. O plantio de 6 mil mudas de árvores para compensar as emissões de carbono dos caminhões Terminal Tractors e a conquista do Prêmio Empresa Cidadã 2013 da ADVB/SC foram os destaques na área de responsabilidade ambiental.


A Portonave está no mercado vai fazer seis anos e emprega diretamente cerca de 930 colaboradores. A empresa tem um diferencial logístico importante: A Iceport – Terminal Frigorífico de Navegantes, que atua
como um centro automatizado de armazenamento, manuseio e distribuição de carga frigorífica. A operação da câmara é integrada ao Terminal Portuário e traz facilidades para produtores, clientes, exportadores e importadores.

 

 

Gestão da qualidade dos Sindicatos Rurais do País é tema de capacitação do Senar

Instrutores do Programa Sindicato Forte participam, nesta semana, de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), na sede do Sistema FAEMG/SENAR em Belo Horizonte, que visa multiplicar a ferramenta Gestão com Qualidade Sindical (GQS). Participam profissionais dos Estados do Rio Grande do Sul, Amazonas, Santa Catarina, Paraíba, Mato Grosso, Pará, Ceará, Maranhã, Bahia e Goiás.


A ferramenta tem como foco a gestão com qualidade dos sindicatos rurais de todo o Brasil. O objetivo do Senar é nacionalizar a ferramenta, com base na experiência do Senar Minas, que desenvolve o GQS desde 2007 no Estado.


O curso tem duração de cinco dias, no qual são abordados conteúdos sobre processos de consultoria de gestão e de qualidade, aspectos gerenciais e operacionais de nacionalização do GQS. Por fim, os participantes construirão um plano de gestão que será o produto final da ferramenta.


De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, após a capacitação, os instrutores estarão aptos a dar consultoria aos sindicatos e a preparar os dirigentes e colaboradores da entidade. “Essa nova ferramenta servirá para os dirigentes sindicais se aprofundarem na gestão dos Sindicatos Rurais”, realça.


A ferramenta está embasada em cinco questões que devem ser respondidas pelos sindicatos: “Qual sindicato queremos?”, “Como organizar melhor nosso sindicato?”, “Como executar nossas propostas?”, “Qual nosso diferencial?” e “Como buscar a satisfação total do cliente?”.


“A Gestão com Qualidade Total busca o fortalecimento dos Sindicatos Rurais para proporcionar, aos dirigentes e funcionários, instrumentos modernos de gestão e aprimoramento da qualidade dos serviços prestados”, enfatiza o presidente do Conselho Administrativo do Senar/SC e da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo.


Os principais objetivos são fortalecer a representatividade do sindicato, com reflexos positivos para classe produtora rural; suscitar nos funcionários e dirigentes, a importância do profissionalismo no atendimento ao cliente e elaborar o Plano de Gestão com Qualidade do Sindicato (PGQS) com propostas de melhorias significativas na estruturação e funcionamento do Sindicato Rural.


Para participar do GQS os Sindicatos Rurais tem como pré-requisito a participação nas duas primeiras etapas do programa Sindicato Forte, que são a “capacitação básica” e o “planejamento estratégico”.

 

Duas feiras movimentam a economia de Jaraguá do Sul e região

A Episteme Eventos realizará, no mês de outubro, duas feiras que prometem movimentar a economia e o turismo de Jaraguá do Sul e região. A Feira da Mulher está programada para acontecer entre os dias 4 e 6 de outubro e apresentará novidades e tendências em produtos e serviços dirigidos exclusivamente ao público feminino.

 

Já nos dias 18, 19 e 20 de outubro, ocorre a Feira Casa e Construção, que reunirá empresas de móveis, decoração, materiais de construção, arquitetura, prestadores de serviços do setor, entre outros. No mesmo evento, também serão apresentadas ao público opções de programas habitacionais que facilitam o acesso à compra de um imóvel. As duas feiras acontecem na Arena Jaraguá. “Sabemos que em nossa região temos muitas novidades em produtos e serviços voltados para a mulher. Então, a Feira da Mulher irá divulgar o que há de novo para elas. Já a Feira Casa e Construção é voltada para quem está em busca de um imóvel ou deseja reformar e decorar a própria casa”, explica a diretora da Episteme Eventos, Marcia Alberton.

 

Os estandes já estão sendo comercializados pela Episteme Eventos. Diversas marcas renomadas de diversas regiões do Estado confirmaram presença, de acordo com a organização. O público-alvo são consumidores do Norte catarinense.

 

Juntos, os dois eventos devem movimentar um público de 25 mil pessoas. Para participar de qualquer uma das duas iniciativas existem opções de investimento a partir de R$ 220 mensais.

Interessados em expor suas marcas, seja na Feira da Mulher ou na Feira Casa e Construção, devem entrar em contato com a equipe da Episteme através do telefone (47) 3371-6757 ou pelo e-mail eventos@epistemeeventos.com.br.

 

 

Feira da Mulher

A primeira edição da Feira da Mulher, que acontece entre os dias 4 e 6 de outubro, na Arena Jaraguá, é uma oportunidade para empresas e profissionais liberais divulgarem produtos e serviços voltados ao público feminino, com ênfase no bem estar e no entretenimento. Tendências nos segmentos de moda, estética, cosméticos, saúde, fitness, decoração, cultura e formação profissional serão apresentadas pelos expositores. O evento é aberto ao público na sexta – feira, dia 4, às 18h. No sábado, dia 5, os estandes ficam à disposição dos visitantes entre 10h e 22h. E no domingo, 6, a feira segue das 10h até as 19h.

 

 

Casa e Construção

A primeira edição da Casa e Construção foi um sucesso de público e também de fomento aos negócios. Em maio deste ano, o mesmo evento gerou movimentação de R$ 2,5 milhões em negócios efetivados. Segundo a diretora da Episteme Eventos, Marcia Alberton, a ideia de promover a segunda edição da feira partiu de sugestões dos próprios expositores que participaram da anterior. Ainda de acordo com ela, o mês de outubro é estratégico para o setor. Pois é nesta época que muitas famílias planejam a compra, construção ou reforma dos imóveis, gerando grades oportunidades de negócios para as empresas do segmento. A abertura da Feira Casa e Construção está agendada para a sexta–feira, dia 18, às 18h. Serão mais de 1,2 mil metros quadrados de área destinada à exposição de produtos e serviços.

 

 

Brunswick Boat Group opta operar barcos pela APM Terminals Itajaí

O Brunswick Boat Group, maior fabricante de barcos de lazer do mundo, escolheu a APM Terminals Itajaí para operar a importação de barcos destinados a atender a fábrica de Joinville, no Norte de Santa Catarina. Com uma área construída de 14 mil m², a unidade instalada no condomínio industrial Perini Business Park, em Joinville, produz duas marcas de iates: a Bayliner, com modelos de 23 a 35 pés, e a Sea Ray, com barcos que vão de 26 a 41 pés. Os preços de venda variam entre R$ 150 mil e R$ 1,4 milhão.

 

Com sede em Knoxville, Tennessee (EUA), o Brunswick Boat Group produz barcos de lazer de 16 a 100 pés das marcas Sea Ray, Bayliner, Hatteras e Meridian; barcos de pesca em alto mar de 13 a 52 pés das marcas Boston Whaler, Cabo Yachts e Trophy; e plataformas de pesca e pontoon boats 10 a 26 pés das marcas Crestliner, Cypress Cay, Harris Flote Bote, Lowe, Lund, Princecraft.

 

O superintendente da APM Terminals Itajaí, Ricardo Arten, explica que essa foi a primeira operação com embarcações do Brunswick Boat Group. “A APM Itajaí, no entanto, tem um histórico de importação de outras embarcações, o que nos dá prestigio e principalmente know how para novas operações”, diz.

Governos do Codesul alertam para limite no abastecimento de gás

O alerta para a necessidade de investimentos federais no abastecimento de gás na região Sul foi um dos principais pontos da reunião dos representantes do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), realizada nesta segunda-feira, dia 19, em Florianópolis. O governador Raimundo Colombo, presidente do Codesul, recebeu o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e os vice-governadores do Paraná, Flávio José Arns, e do Mato Grosso do Sul, Simone Tebet. O vice-governador Eduardo Pinho Moreira também participou do encontro. Foi assinado e encaminhado um ofício para a Petrobras alertando sobre a situação e apresentando alternativas, como a implantação de um terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em um dos portos do Sul do Brasil.


“O gás é uma energia estratégica, fundamental para o nosso desenvolvimento e há uma procura muito grande na nossa região. Por isso, precisamos oferecer esse produto na quantidade necessária para as empresas”, destacou o governador Raimundo Colombo. Os quatro estados do Codesul são atendidos exclusivamente pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (GASBOL), que limita a capacidade de operação para o Sul do país em 12 milhões de metros cúbicos diários de gás natural – para todo o país são 30 milhões de metros cúbicos por dia. Atualmente a região opera no limite de sua capacidade de oferta. Segundo informações da Transportadora do Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), em janeiro de 2013, foi registrado a distribuição de 95,9% da capacidade de transporte.


Segundo dados da SCGÁS, Santa Catarina tem um contrato com a Petrobras, que é importadora, de 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Mas no mês de julho, a SCGÁS entregou para o mercado uma média de 1,922 milhão metros cúbicos por dia. “Estamos no limite do nosso contrato, que vai até 2019. Não podemos ficar indefinidos nessa situação. A Petrobras precisa assegurar um suprimento adicional, para que possamos ampliar os nossos contratos com as empresas”, defendeu o presidente da SCGÁS, Cósme Polêse. Ele cobra, também, equidade na questão tarifária, pois o gás importado da Bolívia está cerca de 20% acima do preço do gás nacional e essa equação impacta as indústrias no Sul.


Estudo realizado pelo Grupo de Economia da UFRJ apontou uma demanda de mais de 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia até 2019 para os quatro estados do Codesul, o que fortalece a necessidade de ampliação imediata do suprimento. Apenas Santa Catarina, teria uma demanda de 2,869 milhões de metros cúbicos por dia em 2019.


Diante do problema, os quatro estados fizeram estudos detalhados em parceria com a UFRJ para apontar alternativas. “A primeira, emergencial e urgente, é repontencializar o gasoduto Brasil-Bolívia para ampliar a capacidade dele. A segunda, consiste na estruturação de um terminal de gás liquefeito. Esse gás vem liquefeito, 600 vezes menor, e pode chegar de navio, aportar em um dos portos da Região Sul, onde seria gaseificado novamente para ser injetado na rede”, apontou o presidente da SCGás.


O presidente da Fiesc, Glauco Côrte, anfitrião do encontro do Codesul, lembrou que o gás natural passou a ser um insumo valioso para o setor industrial na região Sul e que, hoje, os setores têxtil e cerâmico são absolutamente dependentes do suprimento. “Nós precisamos urgentemente achar uma solução. Temos conversado muito com a Petrobras e o governo federal, mas sem um encaminhamento favorável nesse sentido. Por isso, estamos fazendo uma nova mobilização para sensibilizar o governo federal. Se não for possível investimentos por parte do governo federal, que a iniciativa privada seja autorizada a operar nesse setor”, destacou.


Defesa Sanitária


No encontro desta segunda, os governantes do Codesul também assinaram um protocolo de cooperação que permite o compartilhamento da estrutura física das barreiras sanitárias nas divisas entre os estados para operações de emergência e promoção de ações conjuntas entre Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. O termo foi apresentado pelo secretário de Estado da Agricultura, João Rodrigues. Segundo o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, o acordo também permitirá que uma equipe de um Estado possa entrar até 12 quilômetros no Estado vizinho para trabalhos de vigilância sanitária animal e vegetal. “Será uma área comum para trabalhos mais urgentes”, explica. Hoje, apenas Santa Catarina conta com mais de 60 barreiras sanitárias em operação.


Região Sul


Os representantes dos estados do Codesul também reforçaram a proposta de recriação de um grupo dentro dos moldes da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Região Sul (Sudesul). A proposta é que o grupo articule com o Governo Federal os investimentos na região, principalmente em infraestrutura e logística, com destaque para a construção de novas ferrovias, explica o secretário de Estado de Planejamento de SC, Murilo Flores. Nesta segunda-feira, os governantes assinaram um documento a ser enviado para a presidente Dilma Rousseff oficializando a proposta, que já recebeu sinal positivo do Ministério da Integração Nacional. O secretário Flores destaca, no entanto, que a medida prevê uma estrutura bastante enxuta e eficaz. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) ficou encarregado de montar um projeto para o modelo da estrutura.


O evento contou, ainda, com a presença do presidente da província argentina do Chaco, Jorge Milton Capitanich, que é presidente da Zona Centro-Oeste da América do Sul (Zicosul) e fez uma apresentação do bloco, destacando a importância da integração na região. Hoje, o único estado brasileiro que faz parte da Zicosul é o Mato Grosso do Sul.


FENAMAR: Waldemar Rocha Jr. é o novo Presidente

O Agente de Navegação Waldemar Rocha Jr. é o novo Presidente da FENAMAR – Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima, para o triênio 2013/2016.


Ex-Presidente do SINDAMARES – Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado do Espírito Santo, Waldemar Rocha Jr. tomou posse do cargo na sexta-feira (16), na cidade de Vitória, instantes após a chapa única por ele encabeçada ter sido eleita por unanimidade dos votos do Conselho de Representantes da Federação, organismo integrado por delegados representantes dos 13 Sindicatos filiados à entidade.


Waldemar Rocha Jr. é o quarto Agente Marítimo a presidir a entidade de grau máximo da Categoria em solo brasileiro. Ele sucede Glen Gordon Findlay. Os presidentes anteriores foram: António Carlos Rodrigues Branco e Ney Garcia Sotello.


De acordo com a decisão soberana do Conselho de Representantes, além do Presidente Waldemar Rocha Jr., a Diretoria da FENAMAR é composta também por 13 Vice-Presidentes, atuais presidentes dos Sindicatos filiados, a saber: Eduardo Adamczyk (SINDANAVE/RS); Eclésio Silva (SINDASC/SC);  Argyris Ikonomou (SINDAPAR/PR); Marcelo Neri (SINDAMAR/SP); Marianne Von Lachmann (SINDARIO/RJ); Sérgio Bonelle (SINDAMARES/ES); Carlos Roberto Breschi (SINDINAVE/BA); André Luiz Macena de Lima (SINDANEAL/AL); Ricardo Luiz Von Sohsten (SINDANPE/PE); Márcio Madruga (SANMEP/PB); Bruno Iughetti (SINDACE/CE); Jorge Afonso Quagliani Pereira (SYNGAMAR/MA); e João Pantoja (SINDANPA/PA-AP).


E pelos seguintes Diretores: André Luiz Collacio Lettieri (Tesoureiro); Fábio Henrique Borges Nunes (Secretário); Moacyr Bonelli; Nelson Nascimento da Rocha e João Carlos Matar. O Conselho Fiscal é integrado pelos titulares: Márcio Bastos, Luciano Britto Filho, Carlos Germano Vasconcelos, e os suplentes: Léo Dorneles e Ageu Monteiro de Almeida.


Além desses, a FENAMAR conta ainda com seu Conselho Consultivo, formado por Membros Natos, os ex-Presidentes Ney Garcia Sotello, António Carlos Rodrigues Branco e Glen Gordon Findlay, e pelos Membros Designados: Mário Fróio; Durval Menezes Gama; Edson Fonseca; Paulo Cesar Rodrigues; José Carlos Gomes e Victor Simões.

Ministros Fernando Pimentel e Moreira Franco e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, participarão do ENAEX 2013

O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o Presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o Diretor Geral da ANTT, Jorge Luiz Macedo Bastos, o Ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Moreira Franco, o Presidente do INPI, Jorge Ávila, além dos ex-ministros Ernane Galvêas e Roberto Rodrigues, entre outros, estão confirmados para a 32ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX 2013), que ocorre nos próximos dias 22 e 23 (quinta e sexta-feira), a partir das 9h, no Píer Mauá.


O evento contará com oito painéis e seis palestras sobre temas ligados ao comércio exterior, como Mercosul, agronegócio, portos, cabotagem e multilateralismo. O tema central é “Propostas para uma logística integrada e competitiva”. No local haverá ainda espaço para promoção de negócios e atendimento individualizado por técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


SERVIÇO: ENAEX 2013

Data: 22 e 23 de agosto de 2013

Horário: Das 9h às 20h (22/8) e das 9h às 17h30 (23/8)

Local: Armazém 2 do Pier Mauá – Porto do Rio de Janeiro

Endereço: Avenida Rodrigues Alves, s/n, Praça Mauá

 

Mostra Index SC abre ao público nesta terça (dia 20) no Balneário Shopping

Almofada em formato de tubo de pomada que faz massagem. Óculos customizados pelo freguês. Geladeira retrô, igualzinha a da vovó. E uma mesa que também funciona como banco. O que esses objetos têm em comum? O design made in Santa Catarina. Como parte integrante da V Bienal Brasileira de Design, estes e outros produtos desenvolvidos por empresas sediadas no Estado estarão na exposição Index SC, que abre nesta terça-feira, 20 de agosto, no Balneário Shopping. A mostra fica aberta para visitação até 28 de agosto.

 

“Queremos que o público comece a apreciar e entender o design e sua representação, por isso a ideia de eventos antes da Bienal”, explica a designer Roselie Lemos, presidente da Associação Catarinense de Design (SC Design), entidade organizadora da V Bienal Brasileira de Design. O evento, o mais importante do setor no País, será realizado em 2015 e terá Florianópolis como cidade-sede. O tema desta edição é Design for All (Design para todos).

 

No total, 12 empresas participam da mostra “Index SC” - Whirlpool, Imaginarium, Altenburg, Marithimu’s, Docol, Intelbras, Oxford Porcelanas, Eliane, Nugali, Mormaii, Hering e Jader Almeida. A exposição já esteve em São José, Blumenau, Bento Gonçalves (RS) e passará ainda pelas cidades catarinenses Joinville e São Bento do Sul. “A exposição oficializa a vinda da Bienal para o Estado em 2015 e será uma oportunidade do nosso público conhecer produtos catarinenses bem-sucedidos e inovadores”, completa a gerente de marketing do Balneário Shopping, Elizângela Cardoso.

 

A V Bienal Brasileira de Design é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com apoio da Apex-Brasil e promoção da SC Design e da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). O evento terá apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Florianópolis e dos integrantes do Comitê de Orientação Estratégica da Bienal – COEB (Ministério da Cultura, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI, Confederação Nacional da Indústria – CNI e Movimento Brasil Competitivo - MBC, além da entidade que realizará a Bienal de 2017 – o Centro Pernambuco de Design).

 

Serviço

O quê: Exposição Index SC

Quando: 20 a 28 de agosto, de segunda a domingo, das 11h às 23h

Onde: Balneário Shopping

Quanto: Gratuito

 

Senar e Cooperitaipu iniciam cursos de inseminação artificial de bovinos

Um vasto programa de formação profissional rural na área de inseminação artificial de bovinos, destinado a produtores e trabalhadores rurais, começa nesta semana a ser desenvolvido em Pinhalzinho, no oeste catarinense, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) e pela Cooperativa Regional Itaipu (Cooperitaipu).


Na segunda-feira (19) iniciaram as atividades letivas. Na sexta-feira (23), às 10 horas da manhã, será formada a primeira turma de inseminadores e inaugurado o Centro de Inseminação.


O convênio para formalizar essa ação instrucional foi assinado em janeiro deste ano pelo presidente do Conselho Administrativo do Senar/SC e da Federação da Agricultura do Estado de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo e pelo presidente da cooperativa, Arno Pandolfo, durante a feira de difusão tecnológica Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho.


Coube ao Senar/SC elaborar o programa de qualificação e formação técnica, didático-pedagógico, reembolsar as despesas referentes à prestação de serviço de instrutoria, alimentação, material instrucional e emitir os certificados aos concluintes do treinamento.


Os cursos terão 40 horas de duração e, em média, serão realizados dois por mês, com doze participantes cada. Nesse aspecto, o investimento em formação profissional rural do Senar será da ordem de 120 mil reais por ano para formar cerca de 300 produtores.

         

A Cooperitaipu, por outro lado, disponibilizou a infraestrutura adequada, estruturando um centro de inseminação de bovinos com, instalações, equipamentos e 40 bovinos fêmeas para a realização da prática profissional. O investimento da cooperativa não foi revelado.


O Centro de Inseminação localiza-se em Pinhalzinho, tem 420 m² de área construída e sua estrutura é constituída de um auditório para aulas teóricas, duas salas para aulas práticas, vestiários, almoxarifado e laboratório.


Para este ano de 2013 estão previstos oito treinamentos para a formação de 96 novos inseminadores.


A participação nos cursos é totalmente gratuita. O convênio terá vigência de um ano.

Marketing de serviços na construção civil é tema de palestra gratuita em Balneário Camboriú

Criar vantagem competitiva por meio de marketing de serviço na construção civil será tema de palestra gratuita que a Tear Escola de Negócios promove no próximo dia 20 de agosto, terça-feira, em Balneário Camboriú. A palestra, ministrada pelo professor e pós-doutor em Administração, Mário Nei Pacagnan, integra o ciclo de palestras gratuitas lançado pela instituição em 2013 com o objetivo de debater temas atuais e relevantes do mercado com profissionais renomados da região.

 

Segundo Mário Nei, o marketing de serviços tem se constituído em uma das principais ferramentas das empresas do setor como forma de diferenciação. “A disposição em inovar com tecnologia associada é um dos ingredientes que resultará no sucesso dos negócios”, explica. O palestrante é professor da disciplina de Mercado Imobiliário e Inteligência Competitiva do MBA em Negócios da Construção Civil, que está com inscrições abertas na Tear Escola de Negócios. Com ampla experiência internacional nas áreas de administração, estratégia e marketing na construção civil, Mário Nei também é sócio da Litz Estratégia, empresa especializada em pesquisa e consultoria estratégica para diversos setores da economia.

 

A palestra, com início às 19h30min do dia 20 de agosto, será realizada no auditório da Tear Escola de Negócios, localizada na Rua 1970, número 70, próximo a Terceira Avenida. O evento é gratuito e aberto ao público, que pode confirmar presença pelo email marketing@tearensino.com.br ou pelo telefone (47) 3367-4466. O evento também está aberto a doação de livros infantis, que serão doados para as instituições Amor Para Down e Lar Bom Pastor.

 

SERVIÇO

 

Palestra: “Criando Vantagem Competitiva Por Meio do Marketing de Serviços na Construção Civil”

Local: Tear Escola de Negócios, Rua 1970, número 70, próximo a Terceira Avenida, Balneário Camboriú

Data: 20 de agosto, terça-feira

Horário: 19h30

Valor: gratuito (evento aberto a doação de livros infantis)

Informações: (47) 3367-4466 e marketing@tearensino.com.br

 

Dólar passa de R$ 2,32 e fecha no maior nível em quatro anos e meio

Em um dia sem intervenções do Banco Central (BC), a moeda norte-americana fechou no maior nível em quase quatro anos e meio. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (14) vendido a R$ 2,325, alta de 0,62%. A cotação é a maior desde 30 de março de 2009, quando a divisa chegou a R$ 2,332.


No ano, o câmbio subiu 13,25%, a maior alta acumulada desde o início de instabilidade no sistema financeiro internacional. O dólar chegou a iniciar o dia em queda, vendido a R$ 2,306 na mínima do dia, por volta das 10h20. Nas horas seguintes, porém, a cotação reverteu a tendência e voltou a subir.


Desde o fim de maio, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.


A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, em 19 de junho, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia americana continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo.


Nos últimos meses, o governo brasileiro tem tomado medidas para conter a valorização do dólar. Além de vender dólares no mercado futuro, o Banco Central retirou parte do compulsório sobre as apostas de que o dólar vai cair e eliminou restrições de prazos para que os exportadores financiem antecipações de pagamentos.


A equipe econômica também retirou barreiras à entrada de capitais estrangeiros no país. O Ministério da Fazenda zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Desde outubro de 2010, a alíquota em vigor era 6%. A venda de moeda estrangeira no mercado futuro também ficou isenta de IOF.

 

Atividade econômica perde ritmo, mas cresce 0,89% no segundo trimestre

A atividade econômica apresentou crescimento de 0,89% no segundo trimestre, em relação ao três primeiros meses deste ano. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período), divulgado hoje (15). A atividade econômica perdeu ritmo de crescimento, uma vez que no primeiro trimestre deste ano comparado com o quarto de 2012, a expansão ficou em 1,10% de acordo com os dados revisados.


Na comparação entre o segundo trimestre deste ano com igual período de 2012, a expansão ficou em 3,97%, segundos os dados revisados e sem ajustes sazonais. No ano, a expansão do IBC-Br ficou em 2,90% e em 12 meses encerrados em junho, em 1,94%.


Em junho, comparado com o mês anterior, a expansão ficou em 1,13% (dado ajustado para o período). Na comparação entre junho e o mesmo mês de 2012, houve expansão de 2,35% (sem ajustes).


O IBC-Br é uma forma de avaliar e antecipar a evolução da economia brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.


O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica, além de ajudar na tomada de decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

Governo destina até R$ 50 milhões a empreendedores de Santa Catarina

Está aberta a chamada pública referente a quarta operação do Programa Sinapse da Inovação, uma iniciativa que nasceu em 2008 e já ajudou a colocar no mercado 189 novas empresas catarinenses. Para esta etapa, serão destinados R$ 7,9 milhões para até 100 novos negócios.


Cada empreendedor selecionado pelo Programa receberá R$ 50 mil provenientes da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e mais R$ 29 mil em consultorias do Sebraetec, programa do Sebrae/SC. O Sinapse da Inovação é uma promoção do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) e da Fapesc, com realização da Fundação Certi. O principal objetivo do programa é estimular o empreendedorismo transformando ideias inovadoras em negócios de sucesso.


"O governador Raimundo Colombo já esteve presente na entrega das ordens bancárias aos contemplados da segunda edição II, em 2011, e agora volta a prestigiar a assinatura do edital e do Termo de Cooperação entre SDS, Fapesc e Sebrae. O evento é da maior importância seja pelo seu conteúdo, seja pela mobilização, pois reúne em Joinville empresários, reitores, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, o governador Raimundo Colombo; o presidente da Finep, Glauco Arbix; o presidente da CAPES, Jorge Almeida Guimarães; o diretor presidente do Badesc, João Paulo Kleinubing; o superintendente do Sebrae, Carlos Guilherme Zigelli; e o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen”, avalia Sergio Gargioni, presidente da Fapesc.


Para o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, o programa é revolucionário. Nós, o governo do Estado, pagamos para que uma boa ideia se transforme em um negocio lucrativo. Com esse tipo de iniciativa, estamos elevando Santa Catarina a Estado máximo da Inovação", enfatizou.


Como funciona

As inscrições para o Sinapse podem ser feitas até 27 de setembro de 2013 pelo site www.sinapsedainovacao.com.br. Na primeira etapa, o candidato deve apresentar sua ideia de negócio e a equipe de trabalho. O objetivo é verificar se a ideia é inovadora, se traz benefícios para a região e se tem potencial de mercado. A primeira etapa do Programa está dividida em três fases de Capacitação e Seleção das Ideias, dos projetos de Empreendimento e dos projetos de Fomento. Ao final desta etapa, serão selecionadas até 100 empresas que receberão os recursos para colocar em prática suas ideias inovadoras, incluindo capacitações na pré-incubação e auditoria.


O processo competitivo será desenvolvido nas seis mesorregiões de Santa Catarina: Grande Florianópolis, Norte, Vale do Itajaí, Oeste, Serrana e Sul.


Números do Sinapse

Desde o lançamento, até a terceira edição, em 2012, o Sinapse da Inovação possibilitou a criação de 189 empresas, que geraram cerca de 600 novos empregos diretos de alta qualificação em todo o Estado. A maior parte delas (65%) tem faturamento até R$ 300 mil, mas já há empresas que superam R$ 5 milhões. Juntas, elas arrecadaram mais de R$ 5 milhões em impostos em 2012.

Edital de licitação do Centro de Eventos de Balneário deve ser lançado no fim deste mês
O edital de licitação para construção do Centro de Eventos de Balneário Camboriú deverá ser lançado no final do mês de agosto ou no começo de setembro. A informação foi anunciada pelo secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, Beto Martins, durante reunião motivada pelo prefeito de Balneário Camboriú, Edson Renato Dias (Piriquito), entre o Governo do Estado, Município e entidades do turismo local, na Prefeitura. A notícia deu novo ânimo às entidades, que tem como preocupação garantir o uso da verba de R$ 55 milhões, já depositada pelo Ministério do Turismo para a construção do empreendimento.


O prefeito explicou que promoveu o encontro, pois o repasse do dinheiro federal foi a última informação oficial recebida e transmitida ao trade, apesar de manter contatos semanais com o governo. ''Solicitei a reunião com o secretário Beto Martins e o presidente da Santur, Valdir Walendowsky, junto com as entidades da cidade, para esclarecer os falsos boatos que estão sendo espalhados por quem torce contra o nosso sucesso'', disse.


O secretário Martins falou que ficou surpreso, quando recebeu em Brasília, das mãos do ministro do Turismo, Gastão Vieira, a nota de empenho do valor destinado à obra. ''Essa rapidez é rara de se ver. Quando chegamos em Santa Catarina, tratamos de acertar qual seria o caminho mais rápido, para o empreendimento sair do papel'', analisou. Após três reuniões com o governador Raimundo Colombo, a decisão do Estado foi adequar o projeto do Centro de Eventos que já estava pronto pela equipe técnica da Prefeitura de Balneário Camboriú e entregue pelo prefeito Piriquito, que necessita apenas de detalhes e que obteve parecer favorável da Procuradoria Geral do Estado.


Beto Martins explicou que o projeto feito pela Prefeitura sofrerá adequações durante os próximos 30 dias, pela empresa Prosul - Projetos, Supervisão e Planejamento Ltda. Logo depois, será lançado o edital. Esse processo deve tramitar durante 90 dias, e então a obra deverá iniciar. 


O prefeito Piriquito destacou que a construção do Centro de Eventos ''nunca esteve tão próxima'' e que a preocupação que tem é que o projeto mantenha o objetivo de atender a demanda de mercado nacional de eventos, de acordo com estudos realizados e colocados no projeto pelo município. ''Não estamos impondo o nosso planejamento, só peço que seja observada a questão técnica já abordada pela nossa equipe'', e complementou pedindo desculpas ao Estado pela ansiedade, tanto da municipalidade, quanto do trade. 


Piriquito enfatizou a necessidade que a cidade tem de alavancar o turismo de negócios e o fluxo turístico de Balneário. ''Nossa cidade tem uma estrutura completa e pronta para o verão, mas precisamos garantir que essa estrutura resista à baixa temporada''. Também adiantou que, a partir do início das obras do Centro de Eventos, serão trabalhadas pelo município as necessidades adicionais da obra.


Redução da importação de pescados e fim do descarte geram protestos dos pescadores de Itajaí

Uma série de reclamações levou os pescadores de Itajaí às ruas da cidade para protestar, na última quarta-feira, 14. As manifestações foram contra algumas determinações do governo federal no que diz respeito à captura de pescado tanto em águas rasas como profundas. Os pescadores, na manhã de quarta, se mobilizaram diante do Centreventos, em Itajaí, e saíram em carreata pela BR-101, deixando lento o tráfego. A manifestação terminou antes do meio-dia, mas a categoria promete novos atos na próxima semana.


De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sintrapesca), Manoel Xavier, o Maneca, as principais reivindicações são a redução da importação de pescados - especialmente sardinha - aposentadoria especial, seguro desemprego para pescadores industriais, falta de seguro defeso para os pescadores profissionais e a retirada da aposentadoria especial dos
mesmos, entre outros. Os trabalhadores também querem o fim do descarte de pescado, obrigatório quando são capturadas espécies ameaçadas de extinção.


“A pesca industrial tem sido tratada com total desrespeito por Brasília. Estamos indo a falência, mas não iremos tombar sem reclamar. De nada adianta sairmos pra alto mar e trazer de lá apenas dívidas. Queremos respeito ao pescador, por isso vamos esperar alguma posição dos órgãos competentes. Se não, vamos fechar a BR, o canal da barra e invadir o Cepsul e o MPA em Florianópolis”, avisa Maneca.


A ideia inicial era de fechar também a Barra do Rio Itajaí-Açu, paralisando assim os Portos de Itajaí e Navegantes. Ao saber do protesto, os representantes dos Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e Meio Ambiente (MMA) chamaram os presidentes do Sitrapesca e Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região), Manoel Xavier e Giovani Monteiro, respectivamente, para conversar sobre as reivindicações do setor. Em respeito à demonstração de interesse do MPA e do MMA em resolver as questões apresentadas, a paralisação da Barra foi suspensa pelo momento.


Mas as manifestações não devem parar, pelo menos é o que promete a categoria. De acordo com Maneca, os pescadores podem fazer novas manifestações na semana que vem caso não tenham resposta a algumas das 17 reivindicações entregues ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). Os protestos podem ser retomados entre quarta (21) e quinta-feira (22). Estão programados o fechamento do Rio Itajaí-Açu, da BR-101, em Itajaí, e ocupação do Ministério da Pesca e do Centro de Pesquisa e Extensão Pesqueiras do Sul (Cepsul), em Florianópolis.

 

Direção da APM Terminais visita Antaq com intenção expandir investimentos no país

A diretoria mundial da APM Terminals – empresa arrendatária de dois berços no Porto de Itajaí – acaba de participar de uma reunião com o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq), Pedro Britol, e com os superintendentes de Portos e Fiscalização da entidade, Ricardo Ruschel e Bruno Pinheiro. Os empresários viajaram ao Brasil para fazer contatos com vistas expandir os investimentos do grupo no país.

 

A comitiva foi formada pelo presidente da empresa, Kim Fejfer, pelo diretor financeiro, Tiemen Meester, pelo vice-presidente para as Américas do Sul e Central, Joe Nielsen, pelo diretor de desenvolvimento de novos negócios no Brasil, Bart Wiersun, e pelo diretor superintendente do Grupo no Brasil, Ricardo Arten. Sediada em Haia, na Holanda, a APM Terminals tem 50 terminais em 30 países, nos cinco continentes. No Brasil, possui terminais em Pecém (CE), Itajaí (SC), Suape (PE) e Santos (SP). A intenção da empresa é instalar um novo terminal no país, que deverá ser em Manaus (AM).

 

Dia dos Pais: vendas a prazo registram o pior resultado dos últimos três anos
As expectativas pessimistas dos comerciantes brasileiros se confirmaram e o comércio varejista amargou o pior resultado dos últimos três anos para o Dia dos Pais: as vendas a prazo cresceram +3,78%. Nos anos anteriores, as expansões foram de 4,75% (2012); 6,86% (2011) e 10% (2010), segundo dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). O resultado leva em conta as vendas parceladas realizadas na semana que antecede o Dia dos Pais, entre 3 e 10 de agosto.


Vendas Dia dos Pais

Ano

Crescimento

2013

3,78%

2012

4,75%

2011

6,86%

2010

10%

 

Na avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, a retração no setor já era esperada pela maioria dos comerciantes, que já conseguem sentir os reflexos do vai e vem nas lojas. “O cenário econômico é desfavorável. Os juros estão mais caros e o Brasil não cria tantos empregos como nos últimos anos, o que é fundamental para aquecer o consumo interno. Além disso, a inflação acima do centro da meta reduz o poder de compra do brasileiro”, diz Pellizzaro Junior.


Os produtos mais procurados foram os itens de vestuário, perfumaria, calçados, bebidas e artigos eletrônicos.

 


Porto de Itajaí inicia segundo semestre com boas perspectivas

O Complexo Portuário do Itajaí iniciou o segundo semestre com grandes perspectivas. O otimismo é embasado na movimentação registrada em julho, de 1,19 milhão de toneladas e 103,04 mil de TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés). Recordes históricos que dão a autoridade portuária a expectativa de encerrar o ano de 2013 com aumento de até 12% na movimentação de contêineres, atingindo a marca de até 1,2 milhão de TEUs.

         

“Os números verificados em julho, aliados ao indicativo de retomada da economia européia, criam um cenário bastante positivo para o Complexo do Itajaí”, comemora o diretor Executivo, Heder Cassiano Moritz. Segundo o diretor, há um crescimento expressivo nos embarques e desembarques, porém, as importações vem superando as exportações.

         

No acumulado do ano a APM Terminals Itajaí e cais comercial movimentaram 227,28 mil TEUs, com recuo de 9% com relação ao igual período do ano passado, enquanto a Portonave Terminal Portuário Navegantes operou 393,89 mil TEUs, com crescimento de 18% sobre os sete primeiros meses do ano passado.

         

Os número foram apresentados durante a reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Itajaí, na manhã desta terça-feira.

SIAV discute as regras para um comércio seguro de alimentos

As barreiras técnicas, sanitárias e tarifárias que afetam as exportações serão discutidas durante o painel “As regras para um comércio seguro de alimentos”, durante o 23º Congresso Brasileiro de Avicultura, uma das atrações do Salão Internacional da Avicultura (SIAV), maior evento do setor avícola brasileiro, que acontece entre 27 e 29 de agosto, no Parque Anhembi, em São Paulo (SP).

 

De acordo com o moderador do debate, o diretor da UBABEF e coordenador da programação do SIAV, Ariel Mendes, o comércio internacional tem cada vez mais criado exigências, dando margem a ações protecionistas, com a maior abrangência das barreiras criadas para dificultar as exportações. O painel pretende dar voz aos diferentes entes envolvidos com a questão.

 

Para discutir o assunto, estarão presentes Luis Osvaldo Barcos, representante regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para a América Latina; Guilherme Costa,  da missão permanente do Brasil junto à OMC; e José Manuel Silva Rodriguez, do DG Agri.

 

“Os participantes terão a oportunidade de ouvir a posição dos importadores, por intermédio do DG Agri e dos órgãos que estão intimamente ligados com as demandas relacionadas ao tema, OIE e OMC”, afirma Ariel Mendes.

 

O SIAV é organizado pela União Brasileira de Avicultura (UBABEF) e vai somar em sua programação, além do 23º Congresso Brasileiro de Avicultura, que terá como tema “Valor Agregado: Novos Caminhos para a Inovação Avícola”, a maior feira do setor, com representantes de todos os players do segmento. Mais de 100 empresas expositoras das áreas de equipamentos, laboratórios, rações, certificadoras, logística e agroindústrias produtoras e exportadoras, entre outras, estarão presentes na maior exposição comercial do setor avícola em 2013

Santa Catarina assina editais de programas de incentivo à inovação e tecnologia
Para estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico em Santa Catarina, o governador do Estado, Raimundo Colombo, e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, assinaram ontem, 12, em Joinville, acordos institucionais e lançaram editais na área de tecnologia e inovação. Foram anunciados aproximadamente R$106 milhões de oito fontes de fomento, tanto estaduais como federais.

A primeira assinatura foi do edital que selecionará até 75 projetos inovadores de empresas com faturamento de até R$ 3,6 milhões anuais. A liberação dos recursos será em forma de subvenção econômica - consiste na aplicação de recursos públicos não reembolsáveis -, podendo variar de R$ 180 mil até R$ 600 mil para cada projeto. Para essa ação, serão envolvidos R$ 22,5 milhões, sendo R$ 7,5 milhões do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (Fapesc), e o restante da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Foram anunciados ainda R$ 30 milhões para financiamento de projetos para micro e pequenas empresas, por meio de parceria entre Badesc, Fapesc e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS).


Outro termo foi o de parceria e lançamento do edital do Programa Sinapse da Inovação, que selecionará 100 empresas em forma de subvenção econômica de até R$ 50 mil para cada projeto. Os recursos serão da Fapesc (R$ 5 milhões) e Sebrae (R$ 3,4 milhões). “Isso é inédito e produz um resultado extraordinário.  É um projeto inovador importante de repercussão muito grande no estímulo e criatividade do nosso povo catarinense”, disse Colombo.


Para o Prêmio Stemmer da Inovação foi assinado o edital que beneficiará seis empresas nas categorias Micro e Pequenas Empresas; e Médio e Grandes Empresas, no valor total de R$ 220 mil.


Em uma parceria entre Fapesc e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), foi homologado o edital referente à primeira parte da operação do Programa de Formação de Recursos Humanos em Ciência, Tecnologia e Inovação. A ação pretende disponibilizar 105 bolsas de mestrado e 100 bolsas de doutorado, em quatro anos. A Fapesc investirá R$ 9 milhões, e o Capes, R$ 18 milhões. “O evento desta noite é da maior importância, seja pelo seu conteúdo e pela mobilização, pois reuniu em Joinville autoridades, empresários, reitores e um ministro”, comentou o presidente da Fapesc, Sergio Gargioni.


Destinados ao fomento a grupos de pesquisa, o governador e o reitor da Udesc, Antonio Heronaldo de Souza, assinaram também o termo de parceria técnico-financeira para o investimento de R$ 1,8 milhão, sendo 50% da Udesc e os outros 50% da Fapesc.


Venda de carros tem aumento superior a 7% em julho no estado

As vendas de automóveis em Santa Catarina subiram 7,10% no mês de julho na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC). O estado acompanha o mesmo ritmo do cenário brasileiro, no qual o aumento foi de 7,48%.

 

No mês de julho, o segmento que mais se destacou foi o de caminhões, com crescimento acentuado de 24,98% em Santa Catarina e 16,38% no Brasil, também em comparação com os resultados obtidos em junho. O número de carros novos comercializados em julho no estado foi de 13.204, e no total, incluindo as demais categorias de veículos como motos, ônibus e caminhões, os dados chegaram a 23.116 novas unidades emplacadas. Já as vendas das motos caíram em 5,87% no estado em julho.

 

Com as vendas do mês de julho, a frota circulante em Santa Catarina chega a 4.075.034 veículos, sendo 2.360.520 automóveis, 965.420 motocicletas, 182.447 caminhões, 26.967 ônibus e os demais entre tratores, caminhonetes e outros.

 

Vendas de junho/2013 em Santa Catarina

 

A região da Grande Florianópolis foi a que obteve melhor desempenho no mês de julho, registrando acréscimo de 9,69% nas vendas de veículos de todas as categorias com relação a junho. No segmento de automóveis a comercialização foi ainda maior, com alta de 14,56%. No total, o crescimento representou 4.673 novos veículos nesta região.

 

A região do Planalto Serrano vem em seguida com crescimento de 8,62% representando 1.084 novos veículos emplacados no mês de julho. Na categoria de automóveis, o aumento foi de 6,94%.

A região do Vale do Itajaí conquistou 5.966 novas unidades, com crescimento de 6,25% em todas as categorias de veículos comparado a junho. Já o segmento de automóveis registrou alta de 11,69%. Em números de novos veículos vendidos, o Vale do Itajaí foi a região de destaque em todo o estado.

 

A região Sul do estado conquistou 3.599 veículos em sua frota, registrando crescimento de 2,56% em relação ao mês anterior em todas as de categorias. Novamente, a vendas dos carros superou a média com alta de 3,48%.

 

Já a região do Norte apresentou um pequeno crescimento de 1,25% em julho no total, e no segmento de automóveis o acréscimo chegou a 3,85%, registrando 3.735 novas unidades.

 

A região Oeste obteve o pior desempenho no mês de julho em comparação a junho, registrando crescimento de 0,87 em todas as categorias e um recuo de 2,21% no segmento de automóveis. O Oeste foi a única região com queda nas vendas de carros. Mesmo assim, em julho foram comercializados 4.059 novos veículos.

 

Tecnotextil fabrica supercinta para operações offshore

A Tecnotextil acaba de bater um novo recorde de capacidade de elevação. A empresa desenvolveu uma cinta de aramida com 200 toneladas de Carga de Trabalho e 60 metros de comprimento para uma operação de instalação de estrutura submersa.

 

Dotada de Fator de Segurança 5:1, a cinta exigiu 50 horas de trabalho para ser produzida e logo depois foi envolvida por uma capa especial com característica impermeável. Segundo o Gerente de Produção da Tecnotextil, Fabiano Faverani, “a cinta foi feita com aramida para ser o mais leve possível, pois uma cinta de poliéster idêntica seria muito mais pesada”. Para rompê-la, seria necessário aplicar uma tração de 1.000 toneladas. “O revestimento especial evita que ela absorva água e fique mais pesada, o que poupa o robô (ROV) que fará a operação de esforços excessivos”, explicou o vendedor sênior Fábio Miranda, que fechou o negócio em parceria com Rodrigo Carrieri, especialista em produtos para elevação de cargas para o mercado offshore.

 

Para atender às especificações exigidas pelo cliente, era necessário confeccionar uma cinta cuja densidade fosse semelhante à da água, de forma que o efeito hidrodinâmico do mar não a puxasse para o fundo nem a repelisse para a superfície. A Tecnotextil venceu esse desafio e o resultado foi uma “Synthetic Sling SUPER Round Sling ARAMIDA SWL 200 ton. direct FS-5:1 X 60,00m - Strap and Waterproof”, que substitui com vantagem os tradicionais cabos de aço. Graças a essa façanha de engenharia, o robô (ROV) poderá operar no fundo do mar com o mínimo de esforço, otimizando a relação entre a energia consumida e o desempenho obtido

CREA-SC promove fiscalização na área industrial em Itajaí e região

O CREA-SC promove de 12 a 16.08 mais uma ação de fiscalização intensiva na região de Itajaí, na área de engenharia industrial. A ação atende à solicitação do Colegiado de Inspetores de Itajaí que diagnosticou a necessidade de ações na área industrial na regional. 


Segundo o Gerente do Departamento de Fiscalização do CREA-SC, Eng. Agr. e Seg. Trab. Leonel Ferreira Junior, o objetivo é desenvolver uma abordagem com foco na orientação, atuando de forma planejada, com formulários específicos dos itens a serem fiscalizados e emitindo ofícios e/ou notificações, quando necessários, solicitando a regularidade das atividades de engenharia.


“Desta forma, nas futuras fiscalizações, a regional possuirá uma documentação padronizada e planejada para dar continuidade à fiscalização na área industrial”, explica.


Participam da ação oito agentes fiscais do Conselho atuando em dupla, cada qual com a relação das empresas, desenvolvendo levantamentos anteriores de ARTs, preenchendo antecipadamente os dados nos formulários específicos e agendando as visitas. Os fiscais especializados na área industrial estarão orientando os colegas de outras áreas buscando efetividade e agilidade nos procedimentos.

Inadimplência do consumidor em Itajaí está abaixo da registrada no país

Na contramão dos índices registrados pelo Brasil, que alcançaram 7,37% de inadimplência no comércio varejista nos cinco primeiros meses do ano, em Itajaí a tendência do segmento varia de 4 a 5%. Em alguns períodos do ano, esse número fica ainda menor.


Essa realidade do comércio local, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Itajaí, está ligada ao fato de a cidade registrar bons índices de emprego. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, de janeiro até maio de 2013, já foram contabilizados 3.695 registros de emprego formal, contra 2.417 do ano passado inteiro. O diretor de crédito da CDL Itajaí, explica que “quando o trabalhador está empregado, ele automaticamente consegue cumprir com os seus deveres, pagando as contas. Essa é uma tendência”.


Para os próximos meses, a expectativa do comércio é um aumento significativo nas vendas, motivadas pelo pagamento da primeira parcela do 13º salário aos servidores públicos da região. Em Itajaí, o valor pago no final de junho, segundo a secretaria da Fazenda do município, é estimado em torno de R$ 30 milhões. A última deve ser paga até o dia 20 de dezembro.


A pesquisa nacional foi feita e divulgada no mês de junho deste ano, pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com o relatório, o aumento do custo de vida, ligado basicamente à alta da inflação, registrada no primeiro trimestre do ano, resulta nesse dado da inadimplência no país.

 

A vocação de cada porto * Clara Rejane Scholles, especialista em logística e diretora da Pratical One

Se no mundo o maior navio de contêineres em operação em 2013 tem capacidade para 18.000 teus, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, no Brasil temos navios de 9.600 teus e comprimento máximo de 335 metros. Isso impõe restrições importantes de espaço de manobra, disponibilidade de equipamentos de carga e descarga com alcance adequado, sistemas de gestão operacional, espaço em zona primária e retroárea com estrutura alfandegada para importação e exportação.


Praticamente, todo o porto brasileiro tem problemas sérios de acesso por terra e alguns terminais novos ainda não têm infraestrutura de retaguarda para dar o suporte necessário às atividades logísticas de exportação e importação. Por isso, o planejamento dos investimentos em terminais marítimos e o traçado de ferrovias, como parte da futura malha intermodal, devem considerar as alterações da navegação mundial. As limitações dos portos, para acomodar navios cada vez maiores, serão um dos aspectos para redefinir a vocação do porto e dos serviços logísticos no seu entorno.


Terminais marítimos no Brasil, em especial no seu início de operações, puxam para si a intenção de se tornar um “hub port”, ou seja, um porto concentrador de cargas, o que implica que boa parte de seus volumes sejam de cargas de transbordo. E transbordo, para este efeito, pode ser carga de cabotagem (nacional) ou longo curso (internacional). A carga de transbordo gera menor valor para o operador portuário, ainda que seja um volume desejado e, praticamente, nenhuma riqueza em seu entorno, pois o produto permanece no terminal para reembarque.


Para viabilizar o transbordo é necessária alta produtividade e baixa tarifa, além de agilidade no processo burocrático para a liberação das cargas para descarga e reembarque. A variedade de serviços que escalam um porto é determinante para a possibilidade da realização de transbordo de e para portos secundários. À medida que os navios aumentam de tamanho e o porto não pode mais atendê-los por restrições operacionais ou porque os seus volumes não justificam a escala, estes passam a ser portos secundários.


Então, se um determinado porto não tem as condições de atender aos navios grandes ele se torna um porto feeder (porto alimentador)? Talvez. No caso brasileiro, o primeiro concorrente de um porto feeder é o transporte rodoviário. Há que ser avaliado o custo e o tempo para realizar o transporte marítimo em comparação com o meio alternativo. O custo do movimento de carga e descarga, a frequência do navio feeder e o tempo total de trânsito adicionado pode determinar que a melhor opção é entregar a carga diretamente no porto de operação do navio grande.


O papel essencial de um porto, como gerador de riqueza, é servir de ponte entre a atividade de carga e descarga e a rede de transporte e logística que o conecta ao mercado consumidor. Serviços logísticos de valor agregado no entorno do porto não só agregam valor ao terminal como geram riqueza para a comunidade em que estão inseridos.


Na região Sul e em Santos está estabelecida maior concorrência entre terminais de contêineres, porém os seus diferenciais ainda são pequenos devido à similaridade da sua estrutura de custos e limitação de acessos por terra. A inevitável absorção de volumes pelos novos terminais vai evidenciar as competências de cada um ao longo do tempo.

Pesquisa do JOC Group aponta APM Terminals como líder mundial em produtividade

A APM Terminals – empresa arrendatária de dois berços no Porto de Itajaí – é líder mundial em produtividade portuária. O primeiro lugar no ranking mundial foi alcançado com o Porto de Yokohama, no Japão. O ranking que aponta os portos que têm a maior produtividade mundial foi elaborado pela JOC Group, empresa que fornece dados globais de inteligência nas áreas de comércio, transporte e logística. No estudo, que leva em consideração o número de movimentos por hora com guindastes, foram utilizados dados de um estudo de cinco anos com 600 terminais e 400 portos, além de 17 grandes armadores ao redor do planeta.

 

Além de aparecer em primeiro lugar no ranking com o porto japonês, a APM Terminals também aparece entre os 15 terminais que mais se destacaram na pesquisa, com os portos de Qingdao e Xiamen, na China; Mumbai, na India; Dalian, na China; e Rotterdam, na Holanda. Em Itajaí, recentemente APM Terminals quebrou dois recordes de produtividade operando com guindastes. Durante a operação do navio Cap George chegou a completar 85.45 movimentos por hora (MPH) trabalhando com dois portêineres simultaneamente.

 

Dez dias antes, o terminal itajaiense movimentou 2.900 contêineres durante a operação do navio CMA CGM Azure, a uma média de 98 movimentos por hora. A diferença é que neste foram utilizados dois portêineres e um guindaste móvel de terra. As marcas alcançadas em Itajaí reforçam a posição da APM Terminals como o terminal com melhor produtividade por guindastes do Sul do País.

 

 

 

TOP 15 TERMINALS 2012: GLOBAL

 

 

APM Terminals Yokohama                                                          Yokohama            Japan

150

 

Tianjin Five Continents International Container Terminal        Tianjin                   China

119

 

Qingdao Qianwan Container Terminal                                        Qingdao                China

107

 

Xiamen Songyu Container Terminal                                            Xiamen                 China

106

 

OOCL Kaohsiung Container Terminal                                         Kaohsiung            Taiwan

105

 

APM Terminals Mumbai                                                              Nhava Sheva       India

101

 

Korea Express Kwangyang Container Terminal                        Gwangyang         South Korea

101

 

Xiamen Hairun Container Terminal                                              Xiamen                 China

100

 

Tianjin Port Container Terminal                                                     Tianjin                   China

99

 

Ningbo Gangji (Yining) Terminal                                                   Ningbo                  China

97

 

Dalian Port Container Terminal                                                     Dalian                   China

94

 

Yangshan Deepwater Port Phases 1/2                                         Shanghai              China

94

 

Yangshan Deepwater Port Phases 3/4                                         Shanghai              China

92

 

APM Terminals Rotterdam                                                           Rotterdam            Netherlands

92

 

Pacific Container Terminal - Pier J                                               Long Beach         U.S.

91

 

 

SIAV: evento terá a maior exposição comercial do setor em 2013

Organizado pela União Brasileira de Avicultura (UBABEF), o Salão Internacional da Avicultura (SIAV), entre os  dias 27 e 29 de agosto, no Anhembi (São Paulo/SP), será também um grande centro de negócios.  Os visitantes da feira terão a oportunidade de conhecer o que há de mais avançado em termos de tecnologia e serviços para a avicultura. Ao todo, mais de 100 empresas expositoras das áreas de equipamentos, laboratórios, rações, logística, material genético, agroindústrias produtoras e exportadoras, certificadoras, entre vários outros fornecedores das áreas de corte e postura, estarão presentes na maior exposição comercial do setor em 2013.

 

Segundo o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra, o sucesso não se restringe apenas à comercialização. “Teremos uma massiva confirmação de produtores e presidentes de agroindústrias, além da presença de mais de 2 mil avicultores”, destaca.  “A feira contará ainda com uma ação inédita em eventos do setor avícola brasileiro: a consultoria especializada do Ministério das Relações Exteriores (MRE) em comércio exterior aos expositores durante todo o evento. Haverá ainda uma agência do Banco do Brasil preparada para oferecer financiamentos”, informa Turra.

 

Além dos avicultores, esse grande espaço de negócios contará também com expositores internacionais da Bélgica, França, Itália, Argentina, entre outros. Estarão presentes também empresários, diretores, gerentes de compras, técnicos de campo e dos frigoríficos, outros membros da cadeia produtiva e lideranças nacionais e internacionais.

 

A realização do SIAV conta com o apoio da ABIQUIFI, ALANAC, ANFEAS, SINDAN, SINDIRAÇÕES e demais entidades estaduais e setoriais, além das Casas Genéticas da avicultura brasileira, que estarão representadas pelas empresas Aviagen, Hubbard (genética de aves de corte); Hendrix Genetics/ISA e Hy-Line (genética de postura), além da Cobb-Vantress, líder mundial no fornecimento de aves de produção para frangos de corte e em especialização técnica do setor avícola, que estará acompanhada de todos os seus distribuidores da América Latina.

 

A feira oferecerá também aos visitantes a oportunidade de conhecer as tendências em termos de equipamentos para o setor. Hoje, o segmento avícola experimenta um grande avanço na construção e automatização de galpões de frangos, panorama que será apresentado pelas empresas participantes durante o evento. A Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (ANFEAS) já confirmou a presença de 80% de suas associadas.

 

As maiores agroindústrias exportadoras também estarão com estandes na feira, uma delas será a Aurora Alimentos, uma das maiores produtoras, processadoras e exportadoras de proteína animal do país, que participa do evento com uma comitiva de mais de cem produtores e técnicos.

 

Os expositores terão também a oportunidade de apresentar seus produtos e serviços para potenciais clientes internacionais, pois o SIAV contará com duas iniciativas pioneiras: os projetos Comprador e Imagem. Realizados com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), as iniciativas visam a apresentar para jornalistas, representantes de associações de consumidores e potenciais compradores estrangeiros a qualidade, sanidade e sustentabilidade da avicultura brasileira.

 

O SIAV desenvolverá ações voltadas para públicos diversos relacionados à produção avícola.  “A proposta é tornar o evento plural, unindo todos os elos da cadeia produtiva, buscando visitantes do mercado interno e externo. O objetivo é expandir o leque de atuação do evento, ressaltando seu papel institucional de fomento a novos negócios em prol do desenvolvimento da avicultura brasileira”, destaca Turra.

 

Saiba mais pelo site www.ubabef.com.br/siav.

 

 

Sua empresa pode participar da Sul Trade Summit junto com a Revista Portuária
Revista Portuária – Economia e Negócios será pelo sexto ano consecutivo expositora da Sul Trade Summit, segunda maior feira de Logística e Comércio Exterior do Brasil, que acontece em Itajaí de 11 a 13 de setembro.


Mesmo não participando da feira como expositora, sua empresa poderá, através de um anúncio na Revista Portuária – Economia e Negócios, atingir os mais de 12 mil visitantes previstos para esta edição da Sul Trade Summit, público esse formado por exportadores, importadores, agências de navegação, empresas de logística / traders/NVOCC, empresas de transporte rodoviário, marítimo e aéreo, despachantes aduaneiros, armadores de cabotagem e reboque, dragagem e estaleiros, terminais portuários, EADIS, entidades armazenadoras, entidades comerciais, associações, sindicatos, câmaras de comércio e indústria e universidades, entre outros. Todos com poder de decisão.
Não perca oportunidade de usar a Revista Portuária – Economia e Negócios para atingir um público qualificado e focado, justamente aquele que sua empresa precisa para alavancar novos e promissores negócios.


Com mais de 15 anos de mercado, participando como expositora das principais feiras de comércio exterior do Brasil e distribuindo mensalmente mais de 10 mil exemplares nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a Revista Portuária - Economia & Negócios, já se tornou referência em todos os setores da economia nacional.


Para participar, basta entrar em contato através do e-mail: carlos@bteditora.com.br e solicitar mais informações com relação a espaço e valores dos anúncios.
 
Santa Catarina avança 2,9% na produção industrial, revela IBGE

O aumento no ritmo da produção industrial nacional em junho, na série com ajuste sazonal, foi observado em dez dos 14 locais pesquisados, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira, dia 8, pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE). Os avanços mais elevados foram registrados no Pará (5,9%), Rio Grande do Sul (3,9%), Bahia (3,1%), Santa Catarina (2,9%), São Paulo (2,9%) e Rio de Janeiro (2,3%).O local com recuo mais acentuado foi no Paraná, com queda de 3%. Os demais resultados negativos foram observados em Goiás (-2,3%), Amazonas (-2,2%) e Minas Gerais (-0,8%).


Na comparação com junho do ano passado, o setor industrial avançou 3,1% em junho de 2013, com expansão em nove dos 14 locais pesquisados. Nesse mês, as taxas positivas mais intensas foram observadas no Rio Grande do Sul (11,8%) e Bahia (9,9%), devido ao comportamento positivo dos setores de máquinas e equipamentos (silos metálicos, fornos industriais não-elétricos, máquinas para colheita e aparelhos de ar-condicionado para uso central), refino de petróleo e produção de álcool (gasolina automotiva e óleo diesel) e veículos automotores (automóveis), no primeiro local, e de refino de petróleo e produção de álcool (óleo diesel, gasolina automotiva, álcool e querosenes de aviação), produtos químicos (resinas termoplásticas) e metalurgia básica (barras, perfis e vergalhões de cobre), no segundo.


Já Rio de Janeiro (5,2%), região Nordeste (4,5%), Paraná (4,4%), Pernambuco (3,6%), São Paulo (3,1%), Ceará (2,4%) e Goiás (2,4%) completaram o conjunto de locais que assinalaram taxas positivas nesse mês. Pará (-7,0%) e Espírito Santo (-6,0%) apontaram os resultados negativos mais intensos no índice mensal, pressionados pelos recuos em metalurgia básica (óxido de alumínio) na indústria paraense, e alimentos e bebidas (produtos embutidos ou de salamaria e bombons) e metalurgia básica (lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono), no setor industrial capixaba. As demais taxas negativas foram verificadas em Minas Gerais (-1,4%), Amazonas (-0,6%) e Santa Catarina (-0,2%).


A evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou expansão de 0,6% no trimestre encerrado em junho frente ao mês anterior. Em termos regionais, nove dos 14 locais registraram taxas positivas em junho de 2013, com destaque para Bahia (2,0%), Rio Grande do Sul (1,8%), Pernambuco (1,7%), Pará (1,6%), Minas Gerais (1,0%) e região Nordeste (0,9%). Amazonas (-1,0%), Goiás (-0,8%) e Paraná (-0,6%) assinalaram as perdas mais acentuadas nesse mês.


Em bases trimestrais, o setor industrial, ao avançar 4,3% no segundo trimestre de 2013, registrou a expansão mais intensa desde o terceiro trimestre de 2010 (8,0%). Em termos regionais, na passagem do período janeiro-março para abril-junho, 13 dos 14 locais pesquisados apontaram ganho de dinamismo, com destaque para Paraná (de -4,6% para 6,4%), Rio Grande do Sul (de 0,0% para 9,1%), Bahia (de 2,2% para 9,6%), Pernambuco (de -2,6% para 4,3%), Amazonas (de -0,9% para 5,4%), região Nordeste (de -1,0% para 5,2%), Espírito Santo (de -12,0% para -6,7%) e São Paulo (de 0,7% para 5,0%), enquanto Pará (de -5,8% para -14,3%) assinalou a única perda de ritmo entre os dois períodos.


No indicador acumulado no ano, a expansão observada na produção nacional alcançou dez dos 14 locais pesquisados, com sete avançando acima da média nacional (1,9%): Bahia (5,9%), Rio Grande do Sul (4,7%), São Paulo (2,9%), Ceará (2,7%), Amazonas (2,2%), Goiás (2,0%) e região Nordeste (2,0%). Rio de Janeiro (1,4%), Paraná (0,8%) e Pernambuco (0,6%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas no primeiro semestre de 2013. Nesses locais, o maior dinamismo foi influenciado por fatores relacionados ao aumento na fabricação de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além da maior produção vinda dos setores de refino de petróleo e produção de álcool, produtos têxteis, calçados e artigos de couro e alimentos. Pará (-10,3%) e Espírito Santo (-9,4%) assinalaram as perdas mais acentuadas, refletindo a menor produção de indústrias extrativas e metalurgia básica, no primeiro local, e de metalurgia básica e alimentos e bebidas, no segundo. Também com resultados negativos figuraram Minas Gerais (-0,7%) e Santa Catarina (-0,5%).


No indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar variação de 0,2% em junho de 2013, manteve a trajetória ascendente iniciada em dezembro do ano passado (-2,6%). Na comparação por regiões, apenas seis dos 14 locais pesquisados também apontaram taxas positivas em junho desse ano, mas 12 assinalaram maior dinamismo frente ao índice de maio último, com destaque para Rio Grande do Sul, que passou de -2,7% para -1,1%, Bahia (de 4,7% para 5,9%), Rio de Janeiro (de -1,8% para -0,8%), Paraná (de -6,9% para -6,0%) e São Paulo (de -0,4% para 0,5%).

Governo anuncia queda das tarifas de importação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que as alíquotas do imposto de importação sobre insumos básicos voltarão ao patamar médio de 8% e 12%, a partir de 1º de outubro. O nível atual dessas tarifas está em torno de 25%, desde a sua elevação em setembro de 2012. A decisão foi apresentada pelo ministro e pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Schaffer, em coletiva de imprensa.

 

São 14 setores abrangidos pela medida entre produtos siderúrgicos, químicos e têxteis, derivados de petróleo, material de transporte, vidros e artigos de borracha e plástico. Segundo Mantega, a decisão visa gerar maior competitividade no mercado dos insumos e permitir que a indústria de importação os obtenha a custo mais baixo.

 

O ministro afirmou que a renovação do aumento de tarifas de importação dos cem produtos que integram a lista não é mais necessária, pois a indústria brasileira já se mostra forte.

 

Durante o anúncio, Mantega ressaltou ainda que a medida ajuda a diminuir o impacto do câmbio na inflação, citando o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado no mesmo dia.

 

Antecipe-se e reduza, ainda mais, seus custos utilizando o porto de Itajaí, que poderá atingir decréscimos  de 19% na nacionalização . Caso haja interesse, por favor nos envie os dados abaixo que reverteremos com a simulação comparativa, sem qualquer compromisso

VALOR FOB:

PORTO DE EMBARQUE:

NCM:

PESO/VOLUME:

 

Consulte nosso link:

 

http://aws.multilog.com.br/downloads/video_multilog.zip

VLI abre inscrições para programa de trainee

A VLI, empresa especializada em operações logísticas que integram atividades de ferrovias, portos e terminais intermodais, está com as inscrições abertas para o programa Trainee VLI 2014 até 09 de setembro. Para participar, o candidato necessita ter a graduação concluída entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013. Além disso, é preciso contar com conhecimentos em inglês, informática e total disponibilidade para mudanças. Os interessados devem acessar o site www.traineevli.com.br e preencher o formulário de inscrição.


Os candidatos aprovados farão partede uma equipe de aproximadamente 6.000 pessoas que atuam em uma empresa dinâmica de um dos segmentos mais promissores do Brasil: a logística.


Integrando as ferrovias Centro-Atlântica (FCA) e Norte Sul (FNS) a terminais intermodais e terminais portuários, a VLI movimenta as cargas de importantes empresas dos setores do agronegócio, siderurgia e produtos industrializados.


Além do compromisso em oferecer serviços logísticos com eficiência aos seus clientes, a VLI busca promover o desenvolvimento sustentável, que está baseado no equilíbrio entre resultados econômicos, responsabilidade social e preservação ambiental, por meio de iniciativas que envolvem seus empregados e as comunidades onde atua.


A VLI proporcionará aos trainees um salário competitivo com o mercado, além de benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, participação nos lucros, seguro de vida, assistência-médica e odontológica, programa agressivo de previdência privada, entre outros.

 

Seleção

Os candidatos poderão optar por duas áreas de atuação: Trainee Corporativo e Trainee de Engenharia.

 

O Trainee Corporativo engloba as áreas de suporte ao negócio, tais como, recursos humanos, gestão, comercial, novos negócios, planejamento estratégico, jurídico, regulatório, financeiro, administrativo, comunicação, entre outras. 

 

Podem candidatar-se às vagas corporativas estudantes e jovens profissionais dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social, Relações Públicas, Gestão da Informação, Logística, Pedagogia, Psicologia, Relações Internacionais, Comércio Exterior, Economia, Estatística, Matemática, Marketing, Direito, Sistemas de Informação, Biologia, Ciências Biológicas e Engenharias (todas).

 

As vagas para os Trainees de Engenharia compreendem as operações ferroviárias, portuárias e de terminais da empresa. Portanto, oferecem aos trainees oportunidades em áreas que envolvem planejamento, manutenção, operação, obras e vias, gestão e projetos. Os candidatos devem ser oriundos dos cursos de engenharia de Produção, Mecânica, Processos, Transporte, Eletrônica, Ambiental, Elétrica, Civil, Metalúrgica, Material, Eletroeletrônica, de Controle e Automação e Mecatrônica.

 

O processo seletivo é composto pelas etapas de inscrição, testes on-line, avaliação de competências, dinâmica de grupo e entrevista com o RH, além de painel de negócios e entrevista com executivos e, por fim, encontro com o presidente da empresa. Em 2012, foram mais de 30 mil candidatos inscritos no programa.

 

O programa

O programa Trainee VLI tem duração de 12 meses. Ao ingressar na empresa, o trainee participa de uma ambientação com a apresentação dos principais executivos, com o objetivo de oferecer uma visão geral daestratégia da empresa.

Os trainees também receberão treinamentos técnicos, que incluem pós-graduação para as turmas de engenharia e curso de extensão sobre logística integrada aos trainees corporativos. Além disso, são oferecidos cursos específicos sobre Gestão de Projetos, Técnicas de Apresentação e treinamentos em técnicas de gestão e desenvolvimento comportamental — ampliando o conhecimento do trainee em temas como liderança, negociação, autodesenvolvimento, pensamento crítico e gestão de conflitos.

Além desse processo de capacitação profissional, o trainee realizará visitas de campo nas principais sedes e operações da companhia, o que proporcionará uma visão prática do negócio VLI. Essas ações também funcionam como uma etapa de apoio ao projeto que cada trainee deverá desenvolver e apresentar ao final do programa. Os trabalhos que apresentarem os melhores resultados serão reconhecidos com uma pós-graduação na área de atuação final.

Após a efetivação na área, o trainee participa no ano seguinte do pós-trainee, cuja proposta é dar continuidade ao desenvolvimento profissional do jovem, que será preparado para os desafios estratégicos vivenciados pela companhia. Nessa etapa, serão reforçados os contatos com a liderança, além da integração e do alinhamento à cultura VLI, por intermédio de treinamentos.

 

Detalhes do programa por área:

 

Trainee Corporativo

• 2 semanas de ambientação

• 3 semanas de curso de Extensão em Logística Integrada

• 2 semanas de visita a operação

• Alocação na área de acordo com projeto selecionado

• Treinamentos internos e externos através das Semanas de Desenvolvimento (ao longo do ano)

• Pós Trainee

• Melhor projeto recebe uma pós-graduação após 1 ano

 

Trainee de Engenharia

• 2 semanas de ambientação

• 3 mesesde curso de Pós Graduação em Engenharia Ferroviária

• 2 semanas de visita a áreas operacionais

• Alocação na área de acordo com projeto selecionado

• Treinamentos internos e externos através das Semanas de Desenvolvimento (ao longo do ano)

• Pós Trainee

• Melhor projeto recebe uma pós-graduação após 1 ano

 

Logistique 2014 busca apoio do Governo Federal

Os organizadores da Logistique - Feira Internacional de Logística, Transporte e Comércio Exterior – estiveram reunidos, nesta semana, com o deputado FederalCelso Maldaner, na sede Sindicato das empresas de Transporte de Carga (Sitran). O objetivo foi apresentar os potenciais do evento  e buscar parcerias com o Poder Público Federal.


Programada para o período de 21 a 24 de outubro de 2014, a Logistique tem previsão de 15 mil visitantes e R$ 140 milhões em negócios. Maldaner reconheceu a importância do evento e confirmou que encaminhará ao Governo Federal pedido de apoio.


O presidente do Sitran, Deneraci Perin, salienta que a feira está conquistando espaço cada vez maior no cenário nacional e internacional. “Na próxima edição, além da exposição de concessionárias, serão fortalecidas parcerias com as montadoras, o que engrandece ainda mais o evento”.


O coordenador geral Leonardo Rinaldi salienta que o visitante da Logistique terá a oportunidade de conhecer as mais recentes inovações em todas as áreas de transporte e logística, além de participar de uma programação técnica paralela voltada para a área do conhecimento através de palestras, conferências e cases do setor.


Fazem parte da exposição, além do grupo de transporte e logística, soluções de intralogística, ou seja, transporte interno e sistemas de fluxo de materiais (veículos industriais, equipamentos de elevação, movimentação e armazenagem de carga, pallets e estruturas, embalagens e acessórios), serviços de apoio (software e hardware, controle e automação, bancos e seguradoras) e comércio exterior (agentes de carga, consultoria, câmaras de comércio, despachantes aduaneiros e portos).


“A Logistique 2014 representa uma grande aos empresários e profissionais do setor, tanto para conhecer novas tecnologias, quanto para manter relacionamentos, que poderão trazer resultados imediatos e futuros”, destaca o vice-presidente da Federação das Empresas de Transportes do Estado de SC (Fetrancesc), Valmor Zanella.
Entrevista exclusiva com Cidemar Luiz Dalla Zen, diretor comercial e de marketing da Arxo
Diretor comercial e de marketing da Arxo, empresa do ramo metal mecânico com sede em Balneário Piçarras, Litoral Norte de Santa Catarina, Cidemar Luiz Dalla Zen é dono de um vasto currículo em diferentes companhias nacionais. Graduado em Contabilidade, ele chegou na Arxo, a maior fabricante de taques para armazenar combustíveis na América Latina, em setembro de 2009. Cidemar é pós-graduado em Controladoria e Finanças, pela Unoesc/USP, bem como em Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas.

A partir dos anos 2000, foi a vez dos MBAs. Cidemar tem dois, um em Gestão Estratégica em Agribusinnes pela Fundação Getúlio Vargas, e outro internacional em Planejamento Estratégico na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. O dono do currículo tem 43 anos e, em meio à apertada agenda de executivo, concedeu por e-mail esta entrevista exclusiva para a Revista Portuária – Economia & Negócios.


Revista Portuária - Solda e serralheria. Estas eram as especialidades da Arxo quando de sua fundação, no distante ano de 1967. A empresa sempre teve uma base de atuação no Litoral Norte de Santa Catarina.
Como você avalia o crescimento industrial da região nestas últimas décadas?


Cidemar - Nesta ultima década, nós da Arxo tivemos o privilégio de estar inserido em uma região que avançou a passos largos no segmento metal mecânico. Com certeza isto proporcionou para a empresa uma
vantagem de mercado. Por outro lado, neste momento estamos sentindo uma deficiência de mão de obra, que pode comprometer o ritmo de crescimento da região.


Portuária - E o crescimento da Arxo, quais etapas dele foram decisivas para a consolidação da empresa no mercado industrial?


Cidemar - Crescimento sempre é uma questão de empreendedorismo, de nada adianta o mercado estar a favor se o empresário não consegue antecipar esse movimento. Justamente esse foi o ponto decisivo para a
Arxo ter consolidado suas atividades na região. Podemos verificar outras empresas que tiveram o mesmo ambiente, porém não tiveram o mesmo desempenho. Nossa empresa antecipou com investimentos em estrutura, implantação de equipe de engenharia qualificada e profissionalizando a gestão da empresa, dessa forma sempre andando a frente dos concorrentes.


Portuária - A Arxo expandiu, ultrapassou fronteiras e ganhou a América Latina. O que fazer para seguir numa toada ascendente? E o mercado internacional, Ásia e Europa, por exemplo, é possível produzir e
negociar aço para outros mercados globais?


Cidemar - Penso e acredito que sim, é possível avançar mais para manter o ritmo. Nosso planejamento no momento, porém, é consolidar a marca Arxo na América Latina. Isso não impede de alçarmos vôos para outros mercados como Estados Unidos e União Européia. Falando de Ásia a situação é muito mais de o Brasil ser comprador de produtos ao invés de fornecedor, pelos mercados e pelo volume de investimentos que teremos nos próximos 10 anos em exploração de petróleo no Brasil, vamos ter trabalho de sobra.


Portuária - Qual o faturamento da Arxo em 2012? E a previsão para 2013?


Cidemar - A Arxo faturou em 2012 mais de R$ 106.000.000,00, e previsão de aproximadamente R$ 130.000.000,00 para 2013. Somente com os contratos já firmados estamos dentro deste objetivo.


Portuária - A Arxo ingressou no mercado de fabricação de partes de equipamentos para navios de apoio offshore. Que equipamentos seriam esses?


Cidemar – Começamos a trabalhar no mercado offshore em 2012, traçando um plano estratégico para isso em 2011. Assim nos habilitamos a participar ativamente no fornecimento de equipamentos para movimentação de onshore para offshore. Temos linhas de fabricação de container, frames, cestas. Assim são conhecidos os produtos que fabricamos, que são utilizados para movimentação de brocas, ferramentas e outros equipamentos das bases até as plataformas de petróleo. Foi um trabalho duro de qualificação, certificação e de estruturação física para produção, mas superamos... Nosso desafio para 2013 é passarmos a produção de módulos e estruturas para FPSO (Unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo).


Portuária - Quais as características e particularidades do processamento de aço para os equipamentos de auxílio à exploração de petróleo e gás na camada do pré-sal, há 200 quilômetros da costa e 7000 metros
da superfície?


Cidemar - O mercado é extremamente exigente, assim como a atividade requer. A grande barreira para produzir para este fim é principalmente qualificação e certificação de profissionais e de processos. Como
a Arxo é fornecedora da Petrobras há mais de sete anos, foi apenas um incremento no fator risco e segurança de produto. Capacitamos profissionais para a fabricação destes produtos, capacitamos nosso corpo de engenharia para projetar e até desenvolver necessidades especificas de alguns clientes, daí para frente foi uma curva de aprendizagem normal. Hoje somos um player com todos os requisitos que este mercado exige.


Portuária - A Arxo iniciará a montagem de Caminhões Tanques de Abastecimento de Aeronaves, os chamados CTAs. Um mercado restrito e exclusivo no país. Por que essa área é tão limitada?


Cidemar - Mais uma vez na linha de planejamento, onde estamos sempre focados nas necessidades do mercado, vislumbramos a partir da definição da Copa do Mundo que teríamos uma necessidade de tmelhoria do sistema aeroportuário brasileiro. Juntamente com esse movimento tivemos a surpresa agora com a implantação de 270 aeroportos regionais, o que facilitou ainda mais a implementação do projeto. O mercado é restrito pela qualificação e tecnicidade dos equipamentos, quase todos importados, mas nós fizemos uma parceria com a BAE (Bosserman Aviation Equipament), segunda maior empresa de equipamentos para aviação do mundo. Isso nos credenciou a fazer parte do seleto grupo de fornecedores para aviação. Teremos o suporte técnico da Bosserman e a robustez da indústria Arxo para fabricação.


Campanha do Dia dos Pais presenteia com kit fitness até domingo no Balneário Shopping

A campanha especial do Dia dos Pais do Balneário Shopping segue até o próximo domingo, 11 de agosto. A campanha no sistema compre e ganhe presenteia clientes que juntarem R$ 200 em compras no período da campanha com um ‘kit sport’, composto por uma mochila-saco impermeável e uma toalha com design assinado pelo artista plástico Luciano Martins, além de um passe com uma semana de academia gratuita em uma das unidades Wave da região.

  

O cliente do Balneário Shopping poderá trocar as notas fiscais pelo presente no concierge do empreendimento. Um dos diferenciais da campanha do Dia dos Pais no empreendimento é o lounge vip criado especialmente para quem aguarda para realizar a troca. Duas telas foram instaladas no local, uma informa a senha e a outra tem programação esportiva durante todo o dia, através da Sky. As senhas também priorizam o atendimento de idosos e gestantes. “Trouxemos esta tecnologia para melhor atender nosso cliente, evitando as filas e gerando conforto”, declara a gerente de marketing do Balneário Shopping, Elizângela Cardoso.

 

As vendas da data, focadas principalmente em produtos eletrônicos, acessórios, vestuário e perfumaria, deve crescer entre 10% e 15% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo perspectivas da gerente de marketing do Balneário Shopping, Elizângela Cardoso. O aumento nas vendas deve ser potencializado também pelas promoções diferenciadas, descontos progressivos e liquidações de até 70% de desconto em praticamente todas as lojas do shopping. O regulamento completo da campanha do Dia dos Pais pode ser conferido no site do shopping: www.balneariocamboriushopping.com.br

 

Confira entrevista exclusiva com o superintendente da Portonave

                              Sonhos e trabalho: um pouco da história de quem ajudou a erguer a Portonave

Antes de sentar-se para o começo da entrevista, um forte aperto de mão seguido de palavras simpáticas e amáveis. Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente administrativo da Portonave, foge ao estilo sisudo característico de alguns executivos. Atencioso com todos à sua volta, ele angaria cada vez mais apreço dos funcionários da Portonave e da própria comunidade de Navegantes.

Natural de Lapa, pequena cidade perto de Curitiba, no Paraná (PR), Castilho é economista por formação e gestor por vocação. Aos 54 anos, parece ter encontrado na margem direita do Rio Itajaí-Açu  combinação de trabalho com qualidade de vida tão almejada nos dias de hoje.

Sua trajetória no Litoral Norte catarinense, porém, nem sempre foi tranquila e estável, como atualmente. Nesta entrevista perfil, você vai descobrir como se deu o nascimento do projeto Portonave, as dificuldades surgidas no caminho e o que foi feito pelos percursores para transformar o sonho em realidade.

Também vai conhecer um pouco mais do paranaense que, apesar de ainda ter muito a colaborar com a economia e o lado social da região, já vislumbra a aposentadoria na tranquilidade de Navegantes, apreciando o que o município tem de melhor: sua gente e suas praias.

Os primórdios

Em 1981, Castilho concluiu a graduação em Economia na Faculdade Católica de Administração e Economia (FAE), em Curitiba, depois de ter feito vários estágios durante a universidade, já se ambientando ao mercado e suas exigências. Após a formatura, o jovem da Lapa paranaense ganhou o país, sendo contratado para trabalhar numa empresa de engenharia em Santa Cruz do Sul (RS). À época com 22 anos, Castilho logo foi ser gerente na área de custos, permanecendo na empresa por 13 anos.

“Na filial gaúcha fiquei cinco anos. Depois, na mesma empresa, passei pelo oeste catarinense, em Concórdia, ajudando na realocação da cidade de Itá, por conta da usina hidrelétrica por lá construída”, recorda, acrescentando que sua primeira experiência em portos se deu em Rio Grande (RS), mas não na operação, faz questão de frisar. “Trabalhei na parte de gestão, na duplicação do terminal de contêineres de Rio Grande”.

Em suma, Castilho andou pelos locais citados mais São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR) antes de desembarcar em Navegantes, em 2001, sem nenhuma experiência em operação portuária. “Depois das andanças, surgiu o projeto do terminal privado em Navegantes. Recebi um convite para ajudar a estruturar isso. E encarei o desafio. Que lá no início, era algo muito abstrato, pois não existia nada parecido no Brasil”, observa o homem que em 1991 concluiu a especialização em Engenharia Econômica, também pela FAE.

2001: o ano que tudo começou

Castilho e uma mulher que atendia ao telefone. Esse era o staff da Portonave, em Navegantes, quando do início do projeto. Esqueça a imponência e grandeza do terminal hoje. Naquele tempo, 12 anos atrás, um pequeno escritório no segundo andar da padaria Santa Catarina, que fica na Avenida João Sacavem, no centro da cidade, era o quartel general da equipe que tinha outros integrantes espalhados por Curitiba e

Florianópolis.

“Contratávamos estudos de viabilidade, engenharia, meio ambiente, tudo a partir do escritório. Ficamos de 2001 a 2005 trabalhando nessa estruturação, buscando parceiros, procurando viabilizar financiabilidade, afinal, era um projeto que nascia ser ter nenhum recebível, nenhuma estrutura, era o primeiro no Brasil no modelo privativo”, destaca.

Pioneiro, as dificuldades andavam em paralelo aos trabalhos de estruturação do porto, apesar do suporte do Grupo Triunfo, que também fazia sua estreia na área portuária. Esse período foi decisivo para a Portonave porque ali se construiu a base do projeto, a aquisição de terrenos e a concessão de licenças. Enfim, o terminal começava a sair do papel.

“O início não foi fácil, pois havia certa desconfiança no projeto. Não nossa, mas o segmento não via isso com bons olhos, até porque era uma área de terra e nada mais... Então, exigiria um grande investimento”, conta, dizendo que nesses primeiros anos os avanços eram imperceptíveis a olho nu, uma vez que as conquistas aconteciam na privacidade de gabinetes, onde a Portonave ganhava forma na teoria.

Em 2005, Castilho lembra, o cenário começou a mudar. Foi quando os financiamentos viabilizaram-se, as licenças ambientais e de operação – por parte da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) – foram concedidas, a estrutura estava pronta, a equipe nascia, e a margem direita do rio começava uma transformação que mudou a cara de Navegantes e o coração de Castilho.

“Naquele ano começamos a construir, formar uma equipe, fazer contratações e dar forma ao projeto. Estruturamos a equipe, o empreendimento e a empresa. Criamos todos os procedimentos, todos os controles, desenvolvemos a cultura da empresa. A obra durou 18 meses, andou bem, e ao fim de 2005 já tínhamos estruturado o empreendimento”, expõe, citando a grande valorização dos terrenos adquiridos no entorno da Portonave como fator complicador desse início de funcionamento.

Numa pousada, longe de casa...

Grandes projetos exigem desprendimento. Castilho sabe disso. Durante os primórdios do projeto Portonave, ele morava sozinho numa pousada de Navegantes. A família, em Curitiba. Menos mal que a distância nunca foi empecilho para o executivo estar perto da esposa e dos dois filhos. “A estrutura de família estava lá, a minha esposa com a atividade profissional dela, os filhos na universidade... acho que hoje as atividades profissionais forçam a gente a, muitas vezes, ter que conviver com essa distância. A dinâmica do mercado atualmente também faz com que suas relações familiares sejam dinâmicas. É normal”, avalia Castilho, que possui ainda especialização em Administração de Recursos Humanos pela UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Castilho, no entanto, diz que ora ele ia para Curitiba, ora a esposa e os rebentos o visitavam no litoral catarinense. Dessa forma, às vezes longe em outras por perto, o trabalho de Castilho foi se solidificando, aprumando e dando resultados. Tanto que ainda hoje a família está separada, com uma diferença: o primogênito mais velho do executivo mora em Itajaí, pertinho do pai, enraizando por aqui mais um pouco da

família. “O meu filho mais velho já está morando em Itajaí. Ele, como eu, gosta muito daqui. Depois de me aposentar pretendo construir minha casinha na praia e ficar por aqui, junto da minha esposa”, planeja.

Depois de 2007

Um enorme desafio. Assim Castilho classifica o início das operações da Portonave, em outubro de 2007. Naqueles dias, a desconfiança de muitos, gradativamente, foi se transformando na sensação de que o empreendimento mudaria a cara de Navegantes para sempre. E isso aconteceu. A região, acostumada ao Porto de Itajaí – um porto público com terminais privados -, via nascer um concorrente com características totalmente próprias – um terminal privativo na essência. O crescimento se deu com rapidez logo no primeiro ano, mas daí veio a enchente de novembro de 2008.

“A enchente, do ponto de vista da estrutura, não trouxe nenhuma alteração. Mas o assoreamento do canal foi muito prejudicial, porque os berços de Itajaí tombaram e praticamente paralisaram as operações. Tínhamos calado de 11 metros e, com os sedimentos dos berços e o assoreamento, a profundidade veio para sete metros. Insuficiente para operação. Então, praticamente paramos a operação, fizemos por alguns dias apenas navios de cabotagem”, recorda Castilho, para ressaltar que a Portonave foi fundamental para que o Complexo Portuário, àquela altura, não deixasse de operar totalmente. “Isso manteve a região aquecida, manteve a carga e os armadores aqui”.

Essa grande crise, a das cheias, afetou também a autoestima dos funcionários da Portonave, já que muitos perderam tudo na enchente. Castilho considera aqueles meses decisivos para que a Portonave se consolidasse.

Grandes projetos costumam passar por situações delicadas. E não foi diferente com a Portonave. Meses depois da tristeza da enchente, o Porto de Navegantes teve o incêndio na câmara frigorífica recém-construída, em 2009. O sinistro causou perda total na câmara que mal havia começado a funcionar, tudo virou pó.

Pelo menos, reforça Castilho, ninguém se feriu no incêndio. “Não queríamos correr o risco de ficar com câmara que não fosse adequada. Por isso desmontamos tudo que sobrou dela e fizemos uma câmara frigorífica nova, até com algumas alterações no projeto inicial. A enchente e o incêndio foram os momentos mais críticos da Portonave”, atesta.

Foi das crises e dias críticos, contudo, que o projeto emergiu mais forte, duro e pronto para encarar o mercado de frente. Conforme Castilho, as crises deixaram lições, uniram a equipe e mostraram que nada seria fácil sem dedicação, união e trabalho.

“Ficamos unidos porque sabíamos que o desafio era muito maior. Se implantar um terminal em condições normais já é difícil, imagine implantar um terminal novo, com características diferentes e tendo que superar as crises?”, questiona. Na conversa fica claro que os momentos difíceis foram de superação e fortalecimento, com todos dando um pouco a mais. Ou como diria o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, com o perdão da hipérbole e guardadas as proporções, todos deram “sangue, suor e lágrimas”. 

Em relação aos resultados, Castilho aponta o ano de 2012 como o de melhores frutos para a empresa, pois a Portonave cresceu 13% em termos de movimentação, enquanto no mesmo período o Produto Interno Bruto (PIB) nacional elevou-se a 1%, o que expõe certas dificuldades da economia nacional.

O que não respinga na Portonave, afinal, justifica Castilho, o terminal fez 620 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) em 2012, se consolidou como maior operador de contêineres de Santa Catarina e como o terminal mais bem equipado do Estado. “Hoje temos seis portêineres, dois guindastes Mobile Harbor Crane (MHC) e 18 transtêineres. Então, em 2013, vamos buscar crescer além dos 13%”, confia.

A busca citada por Castilho parece já estar ocorrendo. No acumulado de 2013, de janeiro até início de junho, o Terminal Portuário de Navegantes movimentou 269.269 TEUs, contra 230.288 TEUs em 2012 – um crescimento de 16,9% no período.  “A marca reflete o forte desempenho comercial da empresa e a sua excelência operacional”, avalia o diretor-superintendente operacional da Portonave, Renê Duarte.

O crescimento este ano se dá sobre uma base elevada, o que qualifica ainda mais os números. Segundo Castilho, a meta da Portonave é sempre buscar um patamar superior. É nesse sentido que  executivo costuma usar uma analogia no trabalho diário com os colaboradores da empresa. “Eu costumo dizer que ‘camarão que dorme a onda leva’. A gente conduz a empresa com melhoria contínua, inovação e produtividade. Só seremos competitivos se buscarmos a excelência de forma incessante”, argumenta.

Um casamento: Portonave e Navegantes

A história de Navegantes pode ser dividida em antes e depois da Portonave. Antes, a economia era baseada na pesca e no turismo, mas sem uma gama de empregos muito grande. Depois, veio o porto e a arrecadação do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) deu outra condição para o município. Hoje a Portonave tem uma contribuição de ISS que bate na cada dos R$ 7 milhões.

“Eu li uma estatística que a arrecadação de ISS da cidade gira em torno de R$ 13 e R$ 14 milhões. Então, praticamente 50% do ISS direto é arrecadado pela Portonave. Além da perspectiva de novos negócios e de desenvolver os negócios já existentes por aqui”, enumera Castilho, destacando que houve também uma integração com os aspectos sociais da cidade, um envolvimento grande da parte da Portonave na busca por sinergia entre empresa e município.

Basta uma rápida pesquisa nos números do IBGE para perceber o quão importante é o casamento da Portonave com Navegantes. No município, a soma das riquezas saltou de R$ 912,03 milhões, em 2009, para R$ 1,39 bilhão no ano seguinte, um incremento de 53,5%, o maior percentual de aumento em Santa Catarina. “Navegantes passou a ser uma cidade global, passou a se relacionar com o mercado internacional,

passou a atrair empresas e investimentos”, conclui Castilho que, não obstante, possui também um MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Outro enlace: Castilho e Navegantes

“A minha relação com Navegantes é algo especial. Em todos os lugares que eu passei sempre me identifiquei e sempre me desenvolvi profissionalmente. Mas aqui foi diferente. Fui além.Tudo porque desenvolvi muitos amigos, desenvolvi um ambiente muito bom de trabalho e sinto que posso contribuir ainda mais para a cidade e sua população”. A frase de Castilho define bem seu apreço por Navegantes. Tanto é que o executivo se desdobra agora na Portonave e na presidência da Associação Comercial e Industrial de Navegantes (ACIN).

Ele ressalta que Navegantes e região são lugares fáceis para a pessoa se adaptar e se apaixonar, pois existe simplicidade no povo e muita gana de trabalhar e fazer o melhor. Por essas e outras, Castilho conta que já está, em conjunto com a esposa, planejando e adaptando a vinda em definitivo da família para o Litoral Norte catarinense.

“Meu filho mais velho que se formou em Direito e Administração de Empresas, está montando um negócio em Itajaí e vai seguir sua vida profissional por aqui”, reitera, para pensar o futuro: “Os investimentos que temos feito e os investimentos que temos planejado nos levarão muito além. Temos boas condições de crescimento, claro, com muitas coisas para se fazer... como o plano diretor e o saneamento básico. Mas o potencial de crescimento da cidade é óbvio em Santa Catarina”, observa.

Antes de terminar, o repórter perguntou para Castilho se ele imaginava, antes de vir para Navegantes, que em tão pouco tempo o sonho se materializaria de forma concreta perante os olhos do Brasil e do mundo.

“Eu esperava ajudar a construir um grande empreendimento, mas talvez a dimensão do que nos projetávamos tenha ido além. E isso, devo admitir, me dá um orgulho enorme, de fazer parte desta equipe, de fazer do nosso trabalho na Portonave referência. Muito orgulhoso, é assim que me sinto”, emocionou-se, para em seguida dizer que ainda tem muita coisa para fazer por Navegantes e pela Portonave. “Isso antes

de colocar o meu chinelinho, me aposentar e morar aqui pela praia", conclui Castilho.

 

 

 

 

 

 

Itajaí é a 56ª melhor cidade do Brasil em Desenvolvimento Humano

Itajaí é 56ª cidade do Brasil com melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). A informação está no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, divulgado nesta segunda-feira (29) pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O documento foi elaborado a partir de dados extraídos dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010. Em 10 anos, a cidade subiu da posição 182 para a 56 na avaliação feita em todos os 5.565 municípios brasileiros. Entre os 294 municípios catarinenses, Itajaí está na 14ª colocação.


De acordo com a publicação, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Itajaí, em 2010, é de 0,795, situado na faixa de Desenvolvimento Humano “Alto” (para as cidades que ficam com índice entre 0,700 e 0,799 na escala de avaliação que varia de zero a um, onde quanto mais próximo de um, maior o desenvolvimento humano). Para tanto, são considerados indicadores de três dimensões: longevidade, educação e renda.


Entre 2000 e 2010, o IDHM de Itajaí passou de 0,688 para 0,795, uma taxa de crescimento de 15,55%. O hiato de desenvolvimento humano – distância entre o IDHM da cidade e o limite máximo do índice, que é um – foi reduzido em 34,29% na década. Desde o censo de 1991- quando o IDHM de Itajaí foi de 0,588 – até 2010, o incremento do índice de Itajaí foi de 35,20% e o hiato de desenvolvimento humano, reduzido em 50,24%.


Dentre os componentes do IDHM de Itajaí, a educação é a dimensão que mais cresceu em termos absolutos – saltando de 0,407 em 1991 para 0,730 em 2010. Para chegar a estes números, foram avaliados os seguintes itens: percentual de pessoas com 18 anos ou mais que possuem o Ensino Fundamental Completo; percentual de crianças de cinco a seis anos frequentando a escola; percentual de adolescentes de 11 a 13 anos nos anos finais do Ensino Fundamental; percentual de adolescentes de 15 a 17 anos com Ensino Fundamental Completo e percentual de jovens de 18 a 20 anos com Ensino Médio Completo.


A seguir, vem a longevidade. A esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor esta dimensão. Em Itajaí, o tempo médio de vida aumentou 8,8 anos nas duas últimas décadas, passando de 69,18 anos (índice 0,736) em 1991 para 72,2 anos em 2000 (índice 0,787), e chegou a 78,02 anos (índice 0,884) em 2010. O número é superior à esperança de vida ao nascer média em SC, que é de 76,6 anos e também fica acima da média nacional, que é de 73,9 anos.


Já em relação à renda, a evolução de Itajaí aponta que, em 1991, a renda per capita na cidade era de R$ 548,39 (índice 0,679). Em 2000, chegou a R$ 764,90 (índice 0,733). E em 2010, a renda per capita passou para R$ 1.014,00 (índice 0,778), o que significa um crescimento do 84,90% nas duas últimas décadas. A taxa média anual crescimento foi de 39,48% no primeiro período e de 32,57% no segundo. A extrema pobreza – medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00 em agosto de 2010 – passou de 2,25% em 1991 para 1,20% em 2000 e para 0,43% em 2010.


O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 é uma plataforma de consulta ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 5.565 municípios brasileiros, além de mais de 180 indicadores de população, educação, habitação, saúde, trabalho, renda e vulnerabilidade, com dados extraídos dos Censos Demográficos do IBGE de 1991, 2000 e 2010. O trabalho é uma realização do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Fundação João Pinheiro (FJP).

Ibama emite licença de operação do Porto de Paranaguá
O Ibama emitiu na última sexta-feira (26) a licença de operação do Porto de Paranaguá. A licença 1173/2013 regulariza 10 anos de pendências ambientais do Porto, que teve licença até o ano de 2002. “Estamos muito contentes com a emissão desta licença porque ela representa um marco e uma vitória. Agora, o Porto de Paranaguá estará apto para viabilizar seus projetos de ampliação e melhoria, sempre em convergência com o planos e projetos da infraestrutura do estado”, afirma o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho. 


Na ultima quarta-feira (24), a Appa firmou um convênio com a Funespar para a criação de uma base de prontidão especializada no resgate e na despetrolização da fauna em caso de acidentes ambientais na área do complexo estuarino da baía de Paranaguá. Tratava-se da ultima exigência não atendida dentro da lista de exigências do Ibama para a aprovação do Plano de Emergência Individual (PEI) e, por consequência, da emissão da licença de operação. 


“A obtenção da licença de operação do porto é extremamente importante porque estamos virando a página de uma situação irregular que perdurou por anos em Paranaguá. Isso só foi possível graças ao apoio de toda a equipe técnica do Ibama e da Appa que entendeu a importância disso para o estado e para a nação ”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino. 


Projetos 


Com a licença de operação, o Porto de Paranaguá tem o aval dos órgãos ambientais para desenvolver seus projetos de melhorias – como os projetos de acostagem, dragagem e ampliação. A licença de operação habilita o porto a realizar todos os demais licenciamentos necessários para a execução dos projetos estruturantes. 


De acordo com Dividino, o documento permitirá que o Porto de Paranaguá volte a crescer de forma ordenada e em harmonia com a cidade e com o meio ambiente. “Nós utilizamos o canal de acesso ao porto numa região sensível e temos a obrigação de cuidar do meio ambiente. Esta era uma determinação do governador Beto Richa, que déssemos total prioridade para a regularização desta situação. Com a licença de operação, o porto passa estar regular perante autoridades ambientais e permite alcançar importantes projetos de melhoria que já temos traçados”, finaliza Dividino. 
Vendas devem aumentar 7% em shoppings para o Dia dos Pais

O Dia dos Pais deste ano deve aquecer as vendas nos shopping centers brasileiros. Segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers - Abrasce, a estimativa é de alta de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Artigos eletrônicos, livros e perfumes devem ser os principais presentes escolhidos pelas famílias para presentear os pais de todo o Brasil.


Os produtos de beleza e os cosméticos parecem não passar por crise alguma e a procura por esses itens é sempre crescente, principalmente em datas comemorativas. O ingresso masculino nesse mercado, com produtos cada vez mais específicos, é um dos fatores que impulsiona a demanda, além do custo mais acessível que atrai público cada vez maior.


O Dia dos Pais deve aumentar, também, a frequência nos restaurantes e lanchonetes das praças de alimentação dos shoppings, que recebem, cada vez mais, um público interessado na variedade de gastronomia e lazer, além das compras. "Apesar dos restaurantes de rua estarem passando uma fase ruim com a alta de preços, onda de manifestações e consequente queda na demanda, as praças de alimentação, por enquanto, não sentiram queda significativa nas vendas." diz Adriana Colloca, superintendente da Abrasce.

 

Avançam as negociações para Santa Catarina sediar evento pré-Copa do Mundo 2014

As negociações para Florianópolis sediar o Seminário das Equipes, evento oficial da programação pré-Copa do Mundo 2014, entraram em uma nova etapa. O governador Raimundo Colombo e o prefeito Cesar Souza Júnior receberam na manhã desta segunda-feira, dia 29, o diretor-executivo do comitê organizador da Copa, Ricardo Trade; o diretor-geral da Fifa no Brasil, Ron Del Mont; e o representante do secretário-geral da Fifa no Brasil, Eric Lovey. O encontro foi realizado na Casa D´Agronômica, em Florianópolis, e contou também com a presença do secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esporte, Beto Martins; e de comitiva da secretaria de Turismo de Florianópolis.


O Seminário das Equipes será realizado em fevereiro de 2014 e receberá as delegações dos 32 países que participam do torneio, incluindo os técnicos das Seleções, além da mídia internacional. Durante três dias, os grupos serão orientados sobre questões envolvendo áreas como logística de transporte, segurança e infraestrutura durante os jogos oficiais. O Seminário das Equipes é considerado o segundo maior evento pré-Copa do Mundo, atrás apenas do sorteio dos grupos, programado para ser realizado em dezembro, na Bahia. 


“É um evento muito importante para o Estado. Junto às delegações, estarão representantes de toda a imprensa mundial e isso traz uma grande repercussão para Santa Catarina e para Florianópolis. Estamos empenhados e muito otimistas, achamos que o Estado vai ganhar a realização desse evento. Estamos prontos, Governo de Estado e prefeitura, para oferecer as condições necessárias”, afirma o governador Raimundo Colombo, destacando que o turismo catarinense tem hoje uma participação de 12% no PIB do Estado. Confirmada a realização em Santa Catarina, o Governo do Estado e a prefeitura não investiriam recursos públicos, mas ofereceriam apoio logístico e de segurança para as delegações e para a imprensa.


O governador lembra que as negociações para Santa Catarina sediar o evento começaram há dois anos. “O objetivo da Fifa é de que a Copa do Mundo não se restrinja às 12 cidades-sede dos jogos do Mundial”, acrescenta Ricardo Trade, do comitê organizador.


Nesta segunda-feira, além da reunião com o governador Colombo e o prefeito Cesar, a comitiva faria uma primeira visita oficial em três hotéis pré-selecionados para sediar o evento: o Majestic Palace Hotel, na Avenida Beira-Mar Norte, no Centro; o Costão do Santinho Resort, no Norte da Ilha; e o IL Campanario Villagio Resort, em Jurerê Internacional, também no Norte da Ilha. O Seminário das Equipes pode ser realizado tanto em um único hotel, como ter sua programação dividida em mais de um estabelecimento. Nas próximas semanas, uma nova comitiva, desta vez composta por profissionais técnicos da comissão organizadora, voltará a visitar Florianópolis e os três hotéis pré-selecionados, avaliando a logística e a estrutura física disponível nos estabelecimentos. A expectativa é divulgar o resultado da seleção no final de outubro.


O prefeito Cesar Souza Júnior lembrou que Florianópolis é hoje a terceira cidade do país em promoção de turismo de eventos, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro. A cidade conta com 28 mil leitos de hotéis. “Temos tradição em receber grandes eventos. A cidade sabe receber e recebe muito bem os turistas”, destacou.


Paralelamente às negociações para sediar o Seminário das Equipes, Santa Catarina também está em tratativa para ser sede de treinamento de diferentes Seleções confirmadas no Mundial.


Balneário Camboriú é a 4ª no ranking nacional do desenvolvimento humano
O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, que foi divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e com a Fundação João Pinheiro, traz uma ótima notícia para Balneário Camboriú. O município foi qualificado como a quarta cidade brasileira em Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM - de acordo com índices pautados na educação, demografia, saúde, renda, trabalho, habitação e vulnerabilidade social, entre outros 180 itens, em pesquisas realizadas pelos Censos de 1991, 2000 e 2010.


O município obteve o índice de 0,845, o mesmo que a cidade de Vitória, no Espírito Santo, e atrás apenas das cidades paulistas de São Caetano do Sul (0,862) e Águas de São Pedro (0,854) e ainda a capital de Santa Catarina, Florianópolis, que ficou em terceiro com o IDHM de 0,847.


O IDHM obtido por Balneário Camboriú é considerado ''muito alto'' e em relação aos outros 5.565 municípios brasileiros. De acordo como o Atlas, entre os anos de 2000 e 2010, a taxa de crescimento médio anual foi de 6,28%, sendo que o crescimento médio das demais cidades do estado ficou em 1,02% e no país, em 1,01%. A expectativa média de vida no município passou de 70,1 em 1991 para 78,6 anos em 2010, e a renda média do trabalhador de R$ 791,69 para R$ 1.625,59. O índice de pobreza caiu substancialmente, passando de 9,78% e passou para 0,95%.


A taxa de dependência por idade também se mostrou relevante. Em 2000, a cidade apresentava 43,48% de população dependente por consequência da idade, percentual que em 2010 se apresentou em 34,68%. Já o índice de envelhecimento evoluiu de 4,61% para 5,67%, o que remete para uma maior população com mais de 65 anos, porém mais saudável e ativa, em relação há 10 anos.


Para o prefeito Edson Renato Dias(Piriquito), além de ser uma ótima notícia, o novo IDHM de Balneário Camboriú aponta para uma cidade mais saudável, dinâmica, com melhor renda e educação. ''É uma grande redução de diferenças, que nos faz acreditar que nossa cidade se mostra um lugar cada vez melhor para se viver, com respeito aos cidadãos que por aqui passam , trabalham e vivem. É realmente uma notícia para se comemorar, mas não para nos deixar acomodados'', destaca.
Cacá Bueno propõe Autódromo para Balneário Camboriú
O prefeito de Balneário Camboriú, Edson Renato Dias(Piriquito) recebeu na noite do dia 25 de julho uma importante visita. O pentacampeão da Stock Car, o piloto Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno Filho, conhecido como Cacá Bueno, esteve na Prefeitura e se prontificou a trazer para a cidade um pré-projeto para a construção de um futuro autódromo regional para Balneário Camboriú. 


Cacá defende que a cidade tem "grande potencial" para sediar um centro de automobilismo, que ''deverá alavancar a economia não só do município, mas de toda a região''. O prefeito disponibilizou à equipe de Cacá Bueno, a planta do local disponível para receber o futuro autódromo - atrás da área onde em breve será construído o novo Centro de Eventos da Cidade.
Miriam Korn assume cargo de Diretora Comercial na Wilson Sons Logística

A partir deste mês, a Wilson Sons Logística passa a contar com uma nova diretoria responsável pelas áreas comercial, marketing, atendimento e inteligência de mercado. Chega para assumir o cargo de Diretora Comercial a engenheira Miriam Korn, que dará o suporte estratégico para o crescimento dos negócios da Logística.


Miriam é graduada em engenharia pela Unicamp, com especialização em Logística Empresarial pela COPPEAD e Governança Corporativa pela FDC. Cursou ainda o MBA Executivo Internacional da FIA/USP. A profissional possui grande experiência no segmento logístico, tendo atuado em empresas como Katoen Natie do Brasil, MCLane do Brasil, Célere Intralogística, Movicarga S.A e Interfreight Logistics.


A Wilson Sons Logística é um operador logístico que desenvolve soluções integradas, inovadoras e customizadas para toda a cadeia de suprimentos, incluindo o comércio exterior. Atua com foco em segmentos, identifica desafios logísticos e desenvolve soluções de alta performance, com operações em todo o território nacional.


Sobre o Grupo Wilson Sons

 

O Grupo Wilson Sons é um dos maiores operadores integrados de logística portuária e marítima e soluções de cadeia de suprimento no mercado brasileiro, com 175 anos de experiência. A companhia conta com uma rede de atuação nacional e presta uma gama completa de serviços para as empresas que atuam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica. As principais atividades do Grupo são divididas em dois sistemas – Portuário e logístico e Marítimo.

 

Aurora inicia em agosto embarques para o Japão

Sem afobação: é preciso calma para conquistar credibilidade e confiabilidade para o produto brasileiro acessar o mercado japonês de carne suína. A recomendação é do gerente geral de exportação da Coopercentral Aurora Alimentos, Dilvo Casagranda, que anuncia para agosto os primeiros embarques de cortes suínos  para o Japão.

          

A equipe de exportação trabalha em conjunto com as áreas de qualidade, planejamento da produção e indústria, sob orientação dos clientes, na definição correta dos padrões dos cortes e das embalagens de acondicionamento do produto. “Estamos tratando de uma produção específica, detalhista com muitas exigências no processo até alcançar o produto demandado pelo mercado Japonês”, esclarece.


O executivo preleciona que “o Japão é o principal importador mundial de carne suína. Temos que ter em mente que, com esse país, as coisas acontecem a seu tempo, e paciência é fundamental. Precisamos construir, para a carne suína, a mesma credibilidade conseguida com a carne de frango: é preciso trabalho e dedicação para atender as exigências daquele mercado.”


O presidente Mário Lanznaster observa que o Brasil tem poder competitivo lastrado em sanidade, estrutura de plantas industriais modernas, preço, qualidade e tradição de pontualidade, comprovada no fornecimento de carne de frango há mais de 30 anos. A unidade FACH1 da Aurora, em Chapecó, já está habilitada para exportação para o Japão. A Coopercentral Aurora Alimentos está se  preparando em todos os setores, principalmente no processo industrial, para atender os requisitos do mercado. Desenvolve cortes específicos de acordo com os clientes, alguns dos quais são os mesmos importadores de carne de frango, o que aproveita uma relação comercial consolidada.


Casagranda realça que o Japão não aumentará o volume de suas importações apenas porque abriu o mercado para o produto brasileiro. O Brasil terá que disputar o fornecimento para o mercado japonês, hoje abastecido por Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, México e Chile. Essa competição será definida pelos aspectos técnicos de atendimento aos padrões exigidos, o cumprimento de prazos e demais condições estabelecidas nas negociações.


O preço não será o fator decisivo, pois o Japão estabeleceu, para proteção da produção doméstica de suínos, o sistema “gate price”. Ele permite fixar taxas variáveis de importação de acordo com o preço de chegada do produto importado, o que equaliza os preços de importação com aqueles do produto nacional japonês e o de outros países exportadores da carne suína. Dessa forma, prevalecerão os fatores qualitativos.


Outro aspecto que o gerente geral esclarece é sobre a amplitude do mercado japonês. O país importa cerca de 1,2 milhão de toneladas de carne suína por ano, mas, o  Brasil  participará da disputa apenas da fatia de carne congelada, atualmente em torno de 500 mil toneladas/ano. A parcela da carne cozida (em torno de 400 mil toneladas anuais) ainda é muito incipiente no conceito produtivo brasileiro. Por isso, a China e outros países asiáticos continuarão os principais fornecedores.


Por outro lado, Estados Unidos, Canadá e Chile continuarão fornecendo 300 mil toneladas de carne resfriada, demanda que o Brasil não está apto a atender por questões de logística de entrega: especialmente a distância Brasil-Japão.


O gerente geral de exportações alerta que, apesar da abertura de novos mercados mundiais, os efeitos econômicos serão lentos e gradativos. “Essa nova situação não altera de imediato o mercado”, que continua estável em consumo, restrito em negociações comerciais e necessitando de muito empenho de todos os elos da cadeia suinícola, para obtermos melhores resultados”.


AURORA


A Coopercentral Aurora é um conglomerado agroindustrial sediado em Chapecó (SC) que pertence a 12 cooperativas agropecuárias, sustenta 20.000 empregos diretos e tem uma capacidade de abate de 14,5 mil suínos/dia, 700 mil aves/dia e um processamento de 1,5 milhão de litros de leite/dia.


Mantém, no campo, plantéis permanentes de 960 mil suínos e 24 milhões de frangos. A sua base produtiva é formada por 8.700 produtores de leite, 4.040 criadores de suínos e 2.600 criadores de aves.


Possui sete unidades industriais para processamento de suínos, cinco plantas para processamento de aves, quatro fábricas de rações, uma indústria de lácteos, dez unidades de ativos biológicos (granjas de reprodutores suínos e matrizes de aves, incubatórios e silos), uma unidade de disseminação de genes (UDG), nove unidades comerciais e 100 mil pontos de vendas no País.


A Coopercentral Aurora Alimentos abateu e processou 3,6 milhões de suínos em 2012. Em todas as linhas de negócios – aves, suínos, leite, massas etc - obteve uma receita operacional bruta de 4,606 bilhões de reais.  As vendas no mercado interno representaram 84,23% das receitas e, no mercado externo, 15,77%.

Frio intenso provoca aumento de 10,55% no faturamento do comércio catarinense

O frio intenso e com baixas temperaturas na última semana em Santa Catarina provocou impacto positivo no comércio catarinense. Conforme a sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) junto aos empresários e responsáveis pelas lojas de Florianópolis, Lages e Chapecó, houve um aumento na percepção geral de 10,55% no faturamento.


Entre os empresários questionados quanto ao faturamento nos ramos de calçados, vestuários, cama, mesa e banho, 50% dos entrevistados perceberam aumento, 20% uma redução e 30% afirmaram que o faturamento permaneceu igual, sem alterações significativas.


Ainda segundo dados da pesquisa, a Fecomércio SC constatou que 83% dos lojistas realizaram alguma ação promocional para atrair os clientes com 72% dizendo que entraram em liquidação, 45% com opções de produtos promocionais, e 45% com promoções de prazos para o pagamento.


Entre os segmentos da sondagem, foram entrevistados 62% de empresários do comércio de rua e 38% de lojas de shopping ou centro comercial.

APM Terminals lança novo modelo de Town Hall com participação do prefeito de Itajaí

A participação do prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, na reunião entre colaboradores e diretoria da APM Terminals, empresa arrendatária de dois berços do Porto de Itajaí, lançou um novo conceito para o Town Hall. Os encontros, que acontecem quatro vezes ao ano, passarão a contar com a participação de autoridades que não fazem parte do quatro de colaboradores do terminal. Inicialmente os encontros eram organizados para estabelecer um canal de comunicação direto entre o superintendente, Ricardo Arten, e o quadro de funcionários do terminal.

 

Durante o primeiro encontro no novo modelo, o prefeito apresentou os projetos e trabalhos que vem sendo realizados na área portuária no município.  Outros assuntos também foram discutidos como a necessidade da ampliação da bacia de evolução para receber navios de até 336 metros de comprimento e a dragagem e aprofundamento do Rio Itajaí Açu. O convidado do próximo encontro será o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Jr.

Porto Itapoá recebe o novo navio Pedro Álvares Cabral

Mais novo porta-contêineres em operação no serviço de cabotagem, o navio “Pedro Álvares Cabral”, que faz parte do programa de renovação da frota da Aliança Navegação e Logística, atracou no Porto Itapoá na noite do dia 25 de julho.


O navio é o segundo de uma série de quatro navios idênticos desse armador com capacidade nominal de 3.800 TEUs e 500 tomadas para contêineres refrigerados. O primeiro navio da nova frota da empresa, o “Sebastião Caboto”, já faz escala no Porto Itapoá desde março.


Com investimentos de mais de R$ 450 milhões, a série de navios constitui um novo marco no serviço de cabotagem no Brasil. São equipados com a mais moderna tecnologia para a segurança da tripulação e da carga, e também para a redução do consumo de combustível. Como resultado, possuem os menores índices de emissão de gases de efeito estufa por tonelada transportada, aumentando ainda mais os benefícios ambientais do modal em relação ao transporte rodoviário.

Gorjeta fica de fora da base de cálculo do ICMS em estabelecimentos de Santa Catarina a partir de agosto

A isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gorjeta, concedida pelo convênio 23/13, passará a valer a partir de agosto em estabelecimentos de todo o Estado. A definição foi confirmada na segunda-feira (22) pelo do diretor de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda, Carlos Roberto Molim, em reunião com representantes do setor. De acordo com Estanislau Bresolin, presidente da Federação dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Fhoresc), que participou do encontro, o decreto está sendo concluído e deverá ser assinado pelo governador Raimundo Colombo até o início do próximo mês.

 

Vitória para o setor


Após um período de negociações junto à Secretaria da Fazenda, o Conselho Estadual da CNTur, a Fhoresc e o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis (SHRBS) conquistaram a isenção do tributo sobre a gorjeta em junho deste ano. Na redação do convênio 23/13, Santa Catarina se juntou aos demais estados que já eram autorizados a excluir a taxa de serviço da base de cálculo do ICMS, ficando submetida às regras da legislação estadual.


A primeira proposta para retirada dos impostos foi apresentada em julho de 2012 e, desde então, sua aprovação era vista com otimismo.  Para as entidades do setor, a desoneração é fundamental para estimular mais investimentos no segmento e na qualificação de mão de obra. “O convênio atende aos interesses comuns das três partes envolvidas nesse processo, os consumidores, empregados e empregadores”, afirma Bresolin. 

 

Praticagem do Complexo Portuário do Rio Itajaí opera somente com saídas nesta terça-feira

O mar revolto, os ventos intensos, a maré alta e a chuva forte dos últimos dias fizeram com que o Canal da Barra, em Itajaí, fosse parcialmente fechado na segunda-feira, permanecendo assim por toda terça-feira. A praticagem do complexo opera somente com saídas de embarcações. A medida preventiva foi autorizada pela Capitania dos Portos. 


Na quarta-feira será feita nova avaliação para saber se é possível a entrada de navios. 


O canal formado pelo Rio Itajaí-Açu liga o Porto de Itajaí com o alto-mar. Segundo a Capitania, o canal está bastante cheio devido ao mau tempo. Por isso, o tráfego de embarcações pode ser perigoso.


Apenas navios mercantes estão autorizados a passar pelo canal. Os navios menores, comos os pesqueiros, não podem fazer o percurso até o acesso voltar a ser aberto completamente, o que ainda não está previsto.

Acatmar oferece projetos náuticos para a cidade de São José

A Associação Naútica Catarinense para o Brasil (Acatmar) ofereceu na última segunda-feira um pré-projeto para a construção de um trapiche no Centro Histórico de São José. A ideia foi entregue em reunião com a prefeita Adeliana Dal Pont e também contempla a revitalização de parte da orla da avenida Beira-Mar do município. Elaborada pelo engenheiro naval italiano Franco Gnessi, a proposta foi apresentada por Leandro ‘Mané’ Ferrari, presidente da Acatmar e do GT Náutico de Santa Catarina, também na presença do vice-prefeito José Natal Pereira, da superintendente da Fundação Municipal de Cultura e Turismo, Elenita Gerlach Koerich, do superintendente adjunto da Fundação, Carlos Eduardo Martins, e do diretor comercial da Acatmar, Adriano Wieickert.


“Nosso objetivo é mostrar uma meta e aguardamos resposta para que alterações e mudanças necessárias sejam efetuadas”, afirmou Ferrari na ocasião. Dividido em duas partes, o projeto prevê uma estrutura similar ao antigo trapiche do Centro Histórico, porém coberto, com áreas de convivência e espaço para lojas e também local para chegada de transporte marítimo.


A proposta para a orla da avenida Beira-Mar aponta a criação de centros de lazer que proporcionem a interação da comunidade com o mar. A partir da avaliação da prefeita serão realizadas modificações. “Este é um presente que Franco Gnessi e a Acatmar deram para São José. Agora vamos aguardar o projeto arquitetônico para começar a avaliar a viabilidade técnica, a questão orçamentária e consultar os órgãos competentes, como da área ambiental”, disse Adeliana Dal Pont.

 

UBABEF pede ao ministro Andrade agilização do RIISPOA

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, reuniu-se hoje (23) com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em Brasília (DF).

 

Durante o encontro, Turra pediu a agilização dos processos para atualização do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), lei de 1952 que até hoje, sem modificações, rege as diretrizes de produção das cadeias de cárneos, ovos, leite e outros alimentos de origem animal.

 

“A atual legislação tem mais de 60 anos e está muito aquém das novas características da cadeia de produção animal.  É preciso uma legislação que esteja adequada às demandas atuais.  Por este motivo, estamos apelando ao ministro para que seja agilizado esse processo”, destaca Turra.

 

Ainda durante o encontro, o presidente da UBABEF solicitou ao ministro o retorno do antigo limite de crédito para custeio disponibilizado ao produtor avícola, que foi reduzido de R$ 150 mil para R$ 80 mil.  

 

“Também pedimos ao ministro apoio para que as conquistas para o setor avícola no novo Plano Agrícola e Pecuário, como os recursos disponibilizados via programa Inovagro, não fiquem retidos em burocracias e sejam, de fato, ofertadas a quem demanda”, ressalta.

 

 

A preservação do status sanitário da avicultura brasileira também foi discutida no encontro entre Turra e o ministro Andrade.  Na reunião, Turra pediu a Andrade a intensificação das ações do MAPA, especialmente no período que antecede e durante os eventos internacionais no Brasil, para evitar que o país seja exposto a riscos sanitários.

 

“Aproveitei a oportunidade para convidar o ministro para a solenidade de abertura do Salão Internacional da Avicultura (SIAV), evento que a UBABEF promoverá entre 27 e 29 de agosto de 2013, no Anhembi, em São Paulo. O ministro garantiu que estará conosco neste que é o mais importante encontro do setor neste ano”, afirmou o presidente da UBABEF.

 

Petrobras assina contrato de financiamento de US$ 1,5 bilhão com banco japonês

A Petrobras assinou dois programas de financiamento com o Japan Bank for International Cooperation – JBIC, para a oferta de duas linhas de crédito no valor total de até US$ 1,5 bilhão. O banco agente dos referidos programas será o Mizuho Bank, Ltd. e as linhas de crédito serão financiadas 60% pelo JBIC e 40% por instituições financeiras privadas japonesas, que contarão com seguro do Nippon Export and Investment Insurance (NEXI).

 

As linhas de crédito terão como lastro as compras, pela Petrobras, de equipamentos e serviços provenientes de empresas japonesas instaladas no Brasil ou no exterior, tendo como base o acordado no memorando de entendimento, assinado em outubro de 2012, quando foi estabelecida uma parceria estratégica entre o JBIC e a Petrobras.

 

A Petrobras e o Japan Bank for International Cooperation construíram uma estreita relação de cooperação durante muitos anos, já tendo implementado uma série de operações em conjunto. Os dois programas de financiamento contratados representam uma expansão das possibilidades de captação com estas entidades, uma vez que oferecem novas modalidades de financiamento, e reforçarão ainda mais a relação entre as partes. 

Número de participantes em consórcios cresceu 10% no primeiro semestre

O número de participantes no sistema de consórcios cresceu 9,6% no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados ontem (22) pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), quase 1,3 milhão de pessoas aderiram aos consórcios no período.


Entre janeiro e junho deste ano, os negócios em consórcios somaram R$ 40,8 bilhões, valor 6,8% maior que os R$ 38,2 bilhões contabilizados no mesmo período do ano passado. Em junho deste ano, os consórcios somaram 5,47 milhões de participantes, o que significa 9,6% a mais de participantes do que no mesmo mês em 2012.


Para a associação, o crescimento demonstra que o brasileiro está planejando suas compras futuras. “Os consórcios consolidam-se mais e mais apoiados na maturidade do comportamento do consumidor, ciente que planejar é mais que economizar. Todavia, se observa que a forte confiança depositada pelo brasileiro no sistema de consórcios não tem a mesma intensidade para com a economia do país. A insegurança do consumidor está indicada nas retrações setoriais, ocorridas basicamente por adiamento de decisão em assumir compromisso de médio e longo prazos”, disse o presidente da entidade, Paulo Roberto Rossi.

 

Terceirização e adicional do FGTS mobilizam a indústria de Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e os sindicatos de indústria filiados à entidade iniciam nesta semana mobilização para que a presidente Dilma Rousseff sancione a extinção da contribuição adicional de 10% do FGTS, aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 3 de julho. Além disso, vai reforçar movimento pela aprovação do projeto de lei que regulamenta a terceirização no Brasil. O anúncio foi feito durante reunião da Câmara de Relações Trabalhistas da entidade, nesta segunda-feira, dia 22, em Florianópolis.


O presidente da Federação, Glauco José Côrte, disse que o mundo do trabalho mudou muito nas últimas décadas, influenciado pelo novo modelo de trabalho que exige mais tecnologia e um nível de escolaridade maior. Por isso, defendeu, é preciso haver flexibilidade no campo trabalhista. "Não se trata de retirar direitos dos trabalhadores, mas agregar novas discussões. Temos que debater custos e produtividade. São questões que surgem com a sociedade do conhecimento. Essa discussão se insere nesse contexto em que o Sistema Indústria está empenhado em atribuir maior competitividade à indústria brasileira", disse.


Durante o encontro, o presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, apresentou as 101 propostas de modernização sugeridas pela entidade. "Temos que levar nossas propostas adiante. O empresário deve participar mais disso. Os passivos trabalhistas são de tal monta que acabam inviabilizando as empresas. Temos uma regulação trabalhista desajustada aos dias de hoje", disse.


Em sua exposição, ele alertou sobre o custo do trabalho, que tem participação expressiva no custo da produção. "Nos últimos cinco anos a produtividade aumentou 0,9% e os custo do trabalho 51,5%. O empresário não consegue jogar tudo isso para o custo do produto", disse.


Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o trabalhador chega a custar 183% a mais que o valor do salário bruto mensal registrado na carteira de trabalho. Alexandre explicou à plateia que o problema não é o custo do salário em si, mas os encargos incidentes. "Se eu pagar a um trabalhador R$ 800, vou desembolsar pelo menos mais R$ 800 para os encargos", exemplificou. Também destacou que além o elevado número de impostos que se paga, as empresas acabam fornecendo uma série de outros benefícios como saúde, pois o trabalhador não encontra atendimento público adequado. "Somos obrigados a fazer o que é dever do Estado. Se não fizer plano de saúde, o trabalhador fica na fila do SUS", afirmou.


No encontro, que reuniu empresários, representantes dos sindicatos de indústria e de trabalhadores, Furlan defendeu a valorização nas negociações entre trabalhadores e empregadores, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos e no Japão. Segundo ele, nos Estados Unidos, por exemplo, há acordos coletivos com mais cláusulas que a CLT, mas foram discutidas e acordadas. "A ideia é valorizar o processo de negociação, que tem que ser respeitado. Não queremos suprimir direitos, mas encontrar uma solução que seja boa. Temos que ter regras claras e seguras", ressaltou.


O deputado federal Valdir Colatto disse que a área trabalhista é uma das mais emblemáticas e precisa de mudanças profundas. "Há engessamento no setor público o que atrapalha o setor produtivo. Mais de 90% do meu tempo é para resolver problemas de burocracia criados pelo governo para o setor produtivo", afirmou. O parlamentar recebeu o documento que contém as 101 propostas e disse que se trata de um documento pertinente. "Uma das propostas do meu partido é mexer com a questão trabalhista nas áreas pública e privada. Se formalizarmos essa parceria podemos trabalhar fortemente para ter o mais rápido possível uma proposta concreta de como mudar isso. O Brasil precisa e o setor produtivo precisa. A obrigação dos parlamentares é fazer uma legislação real", finalizou.

Senar/SC prepara jovens para o mercado de trabalho no planalto serrano de SC

Preparar jovens para o mercado de trabalho, mas, acima de tudo formar cidadãos. Com este objetivo, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), inicia em agosto novas turmas do programa Jovem Aprendiz Quotista no planalto serrano catarinense.


O presidente da Faesc e do conselho de administração do Senar/SC, José Zeferino Pedrozo, ressalta que a iniciativa conta com apoio dos Sindicatos dos Produtores Rurais de São Joaquim e Lages e empresas dos municípios voltadas ao setor agrossilvopastoril.


A previsão do início das atividades é dia 5 de agosto. No município de São Joaquim serão duas turmas, sendo 64 alunos contratados pela conta de aprendizagem. De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, uma sala está sendo preparada com equipamentos de informática no Sindicato para atender uma turma no período matutino e outra no vespertino.


No município de Lages está prevista uma turma de 30 alunos com aulas prática/profissional junto às empresas. Zanluchi explica que o Senar disponibilizará a infraestrutura, o pagamento do instrutor, material instrucional, bem como alimentação e o kit pedagógico dos participantes. “Esta é a primeira vez que o programa ocorre no planalto serrano, incentivada pela Lei de Aprendizagem (10.097/2000) e por isso, estamos sendo parceiros das empresas”, observa.


PROGRAMA


O público atendido pelo programa é formado por jovens entre 14 e 24 anos, filhos de trabalhadores ou produtores rurais. Durante a capacitação, os participantes recebem uma bolsa das empresas parceiras. O Senar/SC e o Sindicato disponibilizam a estrutura física e pedagógica, com professores pós-graduados e profissionais qualificados.


Zanluchi enfatiza que a iniciativa do Senar prepara jovens para o mercado, com alto nível de conhecimento e condições de desenvolver excelente trabalho em qualquer setor. “Acima de tudo, formamos jovens cidadãos, comprometidos com a comunidade rural, contribuindo para o fortalecimento do campo”, salienta.


Os jovens atendidos têm os diretos trabalhistas e previdenciários garantidos por meio de contrato de aprendizagem com as empresas. Além disso, os alunos que obtiverem um bom aproveitamento durante o curso poderão ser contratados como colaboradores das empresas, após a conclusão do programa. “É uma oportunidade para o jovem se profissionalizar e agregar renda e, também, para as empresas, que poderão contar com excelentes profissionais no quadro de colaboradores”, complementa.

Nova tendência na indústria, o ecodesign pensa o produto do início ao fim do ciclo de vida
Pensar o produto, em todo o seu ciclo de vida (criação, produção, distribuição, uso e descarte), com a perspectiva ambiental. Essa é a premissa essencial do ecodesign, um modelo de gestão que vem sendo desenvolvido na Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). O tema foi apresentado na noite desta segunda-feira, 22, em Blumenau, pelo pesquisador da UAB Joan Rieradevall Pons, na abertura do Workshop Internacional SENAI Ambiental, promovido pelo Sistema FIESC.


O ecodesign tem uma visão global integrada, dos materiais usados do produto, como aperfeiçoar a produção, melhorar a logística de distribuição, o uso e a gestão final (descarte ou reciclagem)", afirmou o pesquisador espanhol. Ele citou como exemplos a desmaterialização (a carta substituída pelo e-mail), a multifunção (um celular que serve como máquina fotográfica e despertador, entre outras funções), redução de volumes para o transporte, reciclagem, entre outros aspectos. Para Joan Rieradevall Pons, esta perspectiva de produção, além da preservação de recursos ambientais, torna o produto mais competitivo, tendo em vista que pressupõe a redução de custos e racionalização do uso dos recursos naturais.


O pesquisador destacou que "o ecodesign é um motor da inovação" ao salientar que a concepção de um produto a partir da filosofia do ecodesign prevê conhecer todas as etapas do ciclo de vida de um produto, ouvindo os especialistas das diversas áreas. Pons relatou que durante o desenvolvimento do projeto de uma bicicleta à prova de furtos, os designers da UAB resolveram entrevistar um ladrão de bicicletas. Este revelou que uma das formas do crime consistia em fixar um segundo cadeado nas bicicletas no estacionamento. Quando o proprietário saia para pedir ajuda, o ladrão tinha facilidade em apanhar o produto, sem esforço.


"O workshop ambiental tem o objetivo de conscientizar, despertar e provocar o debate sobre questões relacionadas ao desenvolvimento da indústria de maneira equilibrada com o meio ambiente", destacou o presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte. "A iniciativa integra o Plano de Sustentabilidade do Sistema FIESC, que tem mais de 60 propostas de ações concretas", afirmou. Côrte salientou que, conforme pesquisas anuais da FIESC, "a indústria catarinense vem ampliando gradativamente investimentos em sustentabilidade e na preservação da natureza".


O diretor regional do SENAI/SC, Sérgio Roberto Arruda, lembrou que a realização do workshop ambiental tem a função de definir o modelo de negócio do Instituto SENAI de Tecnologia Ambiental, que será implantado em Blumenau. A mesma estratégia é adotada para a implantação de outros seis institutos de tecnologia e três de inovação, previstos para Santa Catarina. "Queremos ouvir as necessidades das indústrias para definir os equipamentos, laboratórios e formas de ação dos institutos", salientou.


Segundo Arruda, a instituição já vem realizando, e vai ampliar com o novo instituto, ações de apoio ao desenvolvimento de políticas ambientais por parte das indústrias. "Estamos conscientizando as empresas quanto ao fortalecimento de marca e melhoria de processos, com a reutilização de produtos", comentou. "Por meio de serviços metrológicos e consultorias, o SENAI motiva a indústria a desenvolver produtos e processos com uma perspectiva ambiental e que contribuem para aumentar as vendas, o reconhecimento da marca e a capacidade de produção".
Grupo Samsung tem interesse em investir no Estado

Como a Revista Portuária - Economia & Negócios já havia especulado, em junho, parece mesmo que são reais as chances do grupo coreano Samsung investir pesado em Santa Catarina. Nesse cenário, o Litoral Norte do Estado é favorito para receber o aporte, uma vez que a região além de industrializada, também está bem localizada e possui mão de obra qualificada. 


O secretário do Planejamento, Murilo Flores, representa o Governo do Estado em Seul, na Coreia do Sul, desde ontem, segunda-feira,22. O objetivo da viagem é apresentar Santa Catarina à vice-presidência do grupo Samsung que manifestou interesse em investir no Estado. As conversas iniciaram há cerca de três meses.


Flores explica: “Será uma troca de informações, já que a Samsung tem sondado estados brasileiros para investir na área de infraestrutura do país, tanto em portos e aeroportos quanto em ferrovias, além de usinas para produção de energia a partir de dejetos orgânicos”. O secretário adianta que mostrará interesse do governo catarinense em receber investimentos em aeroportos, na melhoria dos portos e criação de um parque industrial na área retroportuária com empresas coreanas. Ele também apresentará os projetos das ferrovias Leste-Oeste e Norte-Sul, em desenvolvimento pelo governo federal.


A visita ao país asiático incluirá tour no Porto Pusan, que movimenta 45% das exportações da Coreia e está situado na costa sudeste, e visitas a empresas da Samsung. Entre elas, duas usinas de tratamento de resíduos com geração de energia, o que, segundo Flores “é interessante, pois o Estado está elaborando o plano diretor de resíduos sólidos por determinação legal e pode atrelar isso à geração de energia”. O secretário ainda visitará o estaleiro Geoge Shipyard, que possui ISO 50.001, e o porto de contêineres, Hanjin Shipping.

Assinado o contrato para o início das obras da marina do Saco da Fazenda

Depois de meses de espera, na manhã de ontem, 18, foi assinado o contrato para o início da construção da Marina do Saco da Fazenda, em Itajaí. O prefeito Jandir Bellini e o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos, junto com os demais representantes do Porto Esportivo Itajaí Ltda, formalizaram o acordo que deve alçar a cidade definitivamente ao rol dos lugares vocacionados para o turismo náutico mundial.

O porto esportivo é uma sociedade de propósito específico decorrente do consórcio vencedor da licitação, o KL Viseu, de Joinville, formado pelas empresas Karlos Gabriel Lemos ME. e a Construtora Viseu Ltda.

No total serão investidos R$ 38,5 milhões na Baía Afonso Wippel, em uma área disponível de 10,33 mil m² em terra e 120,9 mil m² de espelho d´água. São ainda mais 12,39 mil m² para aterro hidráulico. Os valores investidos serão empregados em obras de construção, implantação, conservação, reforma e ampliação das instalações da marina, que terá até o final do contrato 700 vagas secas e 117 molhadas.

O prazo estipulado para início da operação da marina é de 18 meses a partir da assinatura do contrato. Para a Regata Transatlântica Jacques Vabre, que aportará em Itajaí em novembro deste ano, a expectativa, segundo Antônio Ayres dos Santos, é de que o Complexo Náutico já conte com pelo menos 40 vagas, que seriam fundamentais para o evento que terá mais de 50 embarcações.

Ayres também ressaltou o fato de que Itajaí conta com um porto de cargas competente e reconhecido no Brasil inteiro, possui um terminal de passageiros que é referência nacional e, em breve, terá um porto de lazer moderno que vai incentivar ainda mais as atividades náuticas na região. “Itajaí será a única cidade do Brasil a ter um complexo náutico integrado. E a partir de agora chegou a hora de colocar o sonho de pé”, comemorou Ayres.

O prefeito Jandir Bellini (PP) lembrou que Itajaí é o berço da Fibrafort, maior fabricante de barcos de lazer do Brasil. Para ele, quando todas as vagas da marina estiverem preenchidas, a cidade dará um salto de competitividade em diferentes aspectos da economia. “Desde os prestadores de serviço até os estaleiros, todos vão ganhar com a marina”, avaliou Bellini, dizendo esperar que o Porto Esportivo seja responsável pela criação de pelo menos 1600 vagas de emprego diretas quando estiver em pleno funcionamento. 

O prazo de concessão da marina é de 25 anos, prorrogável por igual período. 

 

 

Estudo aponta grau de satisfação dos associados da CDL e do Sincomércio de Balneário Camboriú

Um estudo elaborado pela Uni Júnior (Consultoria e Gestão Empresarial) da Univali mostra que 69% dos associados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú e 65% dos associados do Sincomércio local estão satisfeitos ou totalmente satisfeitos com os serviços prestados pelas duas entidades. A pesquisa de marketing mediu o grau de satisfação dos associados em relação aos serviços prestados e os eventos promovidos pela Câmara de Dirigentes Lojistas e pelo Sindicato do Comércio bem como as necessidades do comércio varejista quanto a novos serviços que poderiam ser disponibilizados pela entidade.

 

Conforme o secretário executivo da CDL, Helder Vieira, o resultado do estudo vai servir para nortear as novas ações da CDL e do Sincomércio de Balneário Camboriú. Hélder Vieira explica que, para sustentar a análise, os pesquisadores consideraram como base teórica discutir sobre a importância das entidades no atual mercado globalizado e compreender a atuação da CDL e do Sincomércio de Balneário Camboriú, bem como ressaltar a importância do setor de serviços para a promoção do desenvolvimento econômico da sociedade. 

 

A pesquisa também apontou que para 30% dos entrevistados a marca CDL representa tradição. Já a marca Sincomércio, para 27% dos entrevistados, corresponde à representatividade junto aos poderes públicos e privado. Entre os desafios que a CDL tem para o futuro, a pesquisa apontou a necessidade da entidade auxiliar os associados a desenvolver e acessar ferramentas digitais e eletrônicas; oferecer consultoria jurídica gratuita na área trabalhista; consultoria referente ao Código de Defesa do Consumidor; desenvolver pesquisas de mercado para auxiliar os associados na tomada de decisões e ampliar a promoção de programas de qualificação em vendas.

 

A CDL de Balneário Camboriú foi criada em 1977 com foco na parceria e na defesa do empresariado do município, contribuído para o fortalecimento do comércio varejista. O comércio local tem hoje cerca de 3,1 mil estabelecimentos varejistas em Balneário Camboriú.

Campanha publicitária fortalece vantagens do Badesc Inovacred
Micro, pequenas e médias empresas encontram no Estado um parceiro para financiar projetos inovadores na área de produtos, processos e serviços. Para divulgar as facilidades e as principais vantagens da linha de financiamento Badesc Inovacred, da Agência de Fomento de Santa Catarina, uma campanha publicitária começou a ser veiculada na última quarta-feira, 17. As peças são divulgadas em jornais e emissoras de televisão.


O objetivo é mostrar aos empreendedores que este é um crédito diferenciado, ao financiar projetos de inovação de produtos, processos ou marketing, inclusive mão de obra, equipamentos, patenteamento, consultoria, entre outros. “Queremos incentivar os catarinenses a investir em inovação para agregar valor aos produtos”, destaca o presidente do Badesc, João Paulo Kleinübing.


O programa é uma estratégia planejada de descentralização operacional da Agência Brasileira de Inovação - Finep, em parceria com o Badesc, para fomentar a inovação. Para isso, cada empresa poderá financiar de R$ 150 mil a R$ 10 milhões. Outra vantagem que a campanha vai mostrar é a carência de até 24 meses, com até 72 meses para amortização. O prazo máximo é de 96 meses (oito anos) com uma taxa competitiva, TJLP (0,41% a.m.).


Governo firma parceria com Ambev para ampliação da fábrica de Lages

O Governo do Estado de Santa Catarina e a empresa Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) assinam nesta sexta-feira, dia 19, protocolo de intenções que vai garantir investimentos de R$ 140 milhões na fábrica de Lages, na Serra Catarinense. A cerimônia será realizada às 10h30min, na própria fábrica, e contará com a presença do governador Raimundo Colombo; do secretário de Desenvolvimento Regional de Lages, Gabriel Ribeiro; do vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Ambev, Nelson Jamel; e do vice-presidente de Logística da Ambev, Vinicius Barbosa.


Pelo acordo, a empresa se compromete em investir R$ 140 milhões em novas linhas de produtos até 31 de maio de 2014 e a gerar 100 novos empregos diretos no prazo de 12 meses contados da data de concessão do tratamento tributário diferenciado. Compromete-se, também, a priorizar a aquisição de produtos e serviços de fornecedores sediados no Estado e a dar prioridade para empregar pessoas residentes na região.


Em contrapartida, a Ambev terá prorrogação do prazo de pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) correspondente ao valor do investimento realizado na expansão da unidade industrial. Esses incentivos estão previstos no Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec), criado para estimular a implantação ou expansão de empreendimentos industriais e comerciais que vierem a gerar emprego e renda no Estado.


A Ambev está presente em Santa Catarina desde 1994, quando foi inaugurada a filial da companhia em Lages. Atualmente, o portfólio de produção da unidade inclui as cervejas Brahma, Skol, Skol 360, Antarctica, Antarctica Sub Zero, Bohemia, Original, Malzebier e Polar. A produção abastece os três Estados da Região Sul do país. Com a ampliação, a fábrica passará a contar com uma linha de garrafas retornáveis de 300 ml, umas das mais recentes inovações da Ambev.


 filial de Lages emprega hoje 500 funcionários diretos. Além da cervejaria, a companhia possui três centros de distribuição em Santa Catarina – nas cidades de Florianópolis, Blumenau e Balneário Camburiú. Em 2012, a Ambev gerou R$ 668 milhões em impostos no Estado, valor 16% maior do que em 2011. Foram comercializados 468 milhões de litros de bebidas da empresa em Santa Catarina no ano passado. “Santa Catarina é um Estado estratégico para a Ambev porque tem localização privilegiada para distribuição de produtos, além de reunir todas as condições necessárias para operação e implantação dos negócios”, afirma André Stolf, diretor regional Sul da Ambev.

Colombo comemora o início da duplicação da BR-470

O governador Raimundo Colombo prestigiou ontem, dia 18, um dos atos mais esperados pela comunidade do Vale do Itajaí. Foram assinadas as ordens de serviço para duplicação da rodovia BR-470 nos Lotes 3 e 4, com recursos de R$ 374 milhões, assegurados pelo governo federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2). O evento também contou com a presença do ministro dos Transportes, César Augusto Rabello Borges, e da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.


“O grande momento chegou e a partir de agora as obras começam. E quando estiverem prontas, vão melhorar a infraestrutura de todo o Estado. A duplicação será muito importante para escoar a produção catarinense para os portos de São Francisco do Sul e de Itajaí”, explicou Colombo.


A rodovia, considerada uma das principais ligações do Estado com os portos, terá 74 quilômetros duplicados, que serão divididos em quatro lotes. O Lote 1 começa em Navegantes e vai até Luis Alves, na divisa com Ilhota. O Lote 2 compreende o trecho de Luis Alves até Gaspar. O terceiro lote vai de Gaspar até Blumenau e quarto continua até Indaial.


Serão investidos R$ 1,7 bilhão para a duplicação dos 74 quilômetros, que fazem parte dos quatro lotes. Nesse percurso, serão 26 viadutos, oito pontes e 64 quilômetros de ruas laterais. “É a única rodovia desse porte em Santa Catarina que terá ciclovia. Já visitei esse Estado duas vezes e hoje tenho o prazer de anunciar uma obra importante para os catarinenses”, comentou o ministro.


Os documentos foram assinados pelo ministro dos Transportes, César Augusto Rabello Borges; pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti; pelo diretor geral do Dnit, general Jorge Fraxe; pelo diretor presidente da empresa Sul Catarinense, José Carlos Portella Nunes; e pelo governador Raimundo Colombo.

 



Incubadora Social participa de Feira de Economia Solidária

Empreendimentos de economia solidária assessorados pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) da Univali participaram do 2º Fórum Social e da 2ª Feira Mundial de Economia Solidária, realizada entre os dias 11 e 14 de julho, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.


Estiveram presentes os membros e bolsistas da ITCP e representantes do Centro Público de Economia Solidária de Itajaí (Cepesi), da Artesanave, Associação de artesãos da Meia Praia, Associação dos Artesãos e Artistas Plásticos de Porto Belo, Associação dos Artesãos do Vale, Cooperativa Muza Brasil, Gaspar Art, Coopergips, Verbo Tecer, Eloucrescer, Domeblu e Sustentar.


A feira recebeu mais de mil empreendimentos do Brasil e da América Latina. Do Brasil, houve representação de 26 estados e do Distrito Federal, com 530 municípios presentes. De acordo com os organizadores, cerca de 200 mil pessoas, vindas de 27 países, passaram pelo pavilhão da feira.


Para Vera Lucia Bergold, coordenadora da Artesanave, a feira de Santa Maria foi um importante espaço de integração. “Consegui comercializar meus produtos, fiz muitas amizades, conheci novas culturas, e principalmente, aumentei meu conhecimento sobre economia solidária” relata a artesã.


Foram realizados seminários, palestras, oficinas, atividades culturais, caminhada pela paz e exposições. O evento foca na afirmação da Economia Solidária em esfera mundial, além de promover e difundir este modelo de desenvolvimento por toda a América Latina.

SESI mobilizará 15 mil trabalhadores do Vale do Itajaí para retornar aos estudos
Indústrias do Vale do Itajaí receberão entre os dias 22 e 24 de julho a visita de educadores do SESI, entidade do Sistema FIESC, para sensibilizar os trabalhadores a retomar os estudos. São 75 colaboradores que atuarão nestes dias exclusivamente dentro das indústrias. A iniciativa visa a melhorar os índices de escolaridade na região, que apontam que 56 mil industriários não possuem a formação básica.


De acordo com a diretora do SESI de Blumenau, Dalila de Carvalho, esta é uma das maiores ações de mobilização já realizadas pela equipe de educação. "Mais de 41 indústrias serão visitadas nesses três dias. Estamos recebendo o apoio dos empresários que abrirão as portas e permitirão que nossas equipes apresentem a metodologia de ensino oferecida pela entidade", diz.


Além disso, os mobilizadores vão intensificar a divulgação da campanha O conhecimento move a sua vida, lançada este ano para alavancar as matrículas na educação de jovens e adultos. Uma fanpage na rede de relacionamentos Facebook relata as experiências em sala de aula. "Professores e alunos participam desse círculo que promove interação entre estes atores e a sociedade", comenta a gerente de Educação do SESI, Maria Tereza Cobra.


Uma das indústrias que será visitada é a Altenburg, do setor têxtil. A empresa é signatária do Movimento A Indústria pela Educação e oferece cursos de ensino médio e fundamental aos trabalhadores que ainda não concluíram a formação básica. Entre as estratégias adotadas pela empresa para facilitar o acesso à educação estão o subsídio à alimentação e o atendimento aos dependentes e à comunidade.


O Movimento


A iniciativa liderada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) quer estimular o setor a apoiar a formação dos trabalhadores. Já foram registradas 878 adesões ao Movimento. Por meio desta ação serão oferecidos serviços educacionais do Sistema FIESC em educação básica, continuada, profissional, executiva, programas de estágio e capacitações, todos executados pelas entidades SESI, SENAI e IEL, que pretendem registrar 800 mil matrículas até 2014.
Coopercentral Aurora Alimentos aumenta o abate industrial em Xaxim

A Coopercentral Aurora Alimentos amplia lentamente o abate e o processamento de aves na unidade industrial pertencente à Massa Falida da Chapecó Companhia Industrial de Alimentos, localizada em Xaxim (SC), que foi arrendada em dezembro passado pelo prazo de três anos.


O processo industrial foi retomado em abril com o abate de 60.000 frangos/dia, cresceu, em julho, para 90.000 e chegará, em dezembro, em 150.000 cabeças/dia, de acordo com o presidente da Coopercentral, Mário Lanznaster. A capacidade máxima de abate, avaliada em 238.000 a 240.000 frangos por dia (em dois turnos) será atingida somente  em março de 2014.


A Cooperativa Central habilitou a maior parte da base produtiva de campo que fornecia  matéria-prima para a ex-arrendatária e era formada por 600 avicultores com, aproximadamente, 800 aviários: cerca de 400 desses criadores, com 540 criatórios de aves, estão agora integrados na Aurora e produzindo dentro de padrões internacionais de qualidade e sanidade.


O diretor de agropecuária Marcos Antônio Zordan informa que o processo de organização da produção a campo está concluído para que o abate e o processamento sejam ampliados paulatinamente e atinjam a capacidade plena instalada  de 5 milhões de frangos por mês em 2014. O mix de produtos é formado, inicialmente, por cortes e salgados de frango.


De outro lado, o processo administrativo de recrutamento e seleção permitiu à Coopercentral admitir 945 pessoas para recolocar a indústria em funcionamento. As admissões prosseguem e, até o fim do primeiro trimestre de 2014 o quadro funcional total da unidade estará em 2.200 trabalhadores, a maioria ex-empregados que trabalhavam para a ex-arrendatária da planta industrial, o Frigorífico Diplomata.


Todo o conjunto produtivo pertencente à Massa Falida da Chapecó Alimentos foi arrendado, o que inclui, além do abatedouro, as seguintes estruturas: fábrica de rações (capacidade de produção mensal de 32.000 toneladas ou  60 toneladas/hora), incubatório (capacidade de produção de pintinhos de 4 milhões por mês), setor de congelamento da unidade industrial (420 toneladas por dia), armazéns (capacidade de armazenagem de 1.200 toneladas) e granjas-matrizes (alojamento para 200 mil matrizes).

          

Atualmente, em plantas próprias ou alugadas, a Coopercentral  Aurora opera cinco unidades avícolas e abate 700 mil aves por dia, o que significa 15 milhões de aves por mês. Com o arrendamento da planta de Xaxim, o abate diário crescerá até 31%, totalizando 1 milhão de aves por dia em 2014.

         

A Coopercentral Aurora é um conglomerado agroindustrial sediado em Chapecó (SC) que pertence a 13 cooperativas agropecuárias, sustenta 17.745 empregos diretos e tem uma capacidade de abate de 14 mil suínos/dia, 700 mil aves/dia e um processamento de 1,6 milhão de litros de leite/dia. Mantém, no campo, plantéis permanentes de 880 mil suínos e 23 milhões de frangos. A sua base produtiva é formada por 9.000 produtores de leite, 4.040 criadores de suínos e 2.200 criadores de aves. Possui sete unidades industriais para processamento de suínos, cinco plantas para processamento de aves, quatro fábricas de rações, uma indústria de lácteos, dez unidades de ativos biológicos (granjas de reprodutores suínos e matrizes de aves, incubatórios e silos), uma unidade de disseminação de genes (UDG), nove unidades comerciais e 100 mil pontos de vendas no País.

43 adesões ao Programa de Desenvolvimento da Gestão de Cooperativas em Santa Catarina

Quarenta e três cooperativas catarinenses se inscreveram para o Programa de Desenvolvimento da Gestão de Cooperativa (PDGC), criado no âmbito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Destas, 13 candidataram-se ao Prêmio Sescoop Excelência de Gestão. O PDGC promoverá, nas cooperativas, as boas práticas de gestão e governança.


O superintendente do Sescoop/SC, Geci Pungan, enfatiza que a metodologia do programa foi desenvolvida pelo modelo de excelência de gestão da Fundação Nacional da Qualidade.


Santa Catarina está em terceiro lugar no ranking nacional de cooperativas inscritas no Programa. A Cooperativa que desejar se inscrever ainda pode fazê-lo, porém para o concurso do prêmio as inscrições e encaminhamento dos relatórios o prazo expirou em 12.07.13. Podem se inscrever, gratuitamente, todas as cooperativas filiadas ao Sistema OCB e Ocesc pelo  site www.brasilcooperativo.coop.br.


“O objetivo primordial é que, com esta ferramenta, a cooperativa alcance a excelência de gestão”, expõe o coordenador de autogestão Élvio Silveira. O PDGC será ampliado nos próximos anos. O resultado esperado é a melhoria da qualidade da gestão. Uma das etapas consiste em uma completa autoavaliação da sua gestão da cooperativa em todos os aspectos legais, sociais, econômicos e financeiros.


Após preencher e enviar o relatório, a cooperativa inscrita receberá um diagnóstico da sua gestão e governança, com indicadores de gestão, gráficos ilustrativos e análise de cada fator avaliado sobre os aspectos legais e gerenciais. Assim, a cooperativa filiada poderá avaliar e visualizar a sua situação geral de gestão e governança.


O PDGC é um programa ligado ao monitoramento, melhoria de gestão e capacitação, concebido em amplitude nacional e abrigado nas unidades estaduais do Sescoop.


Efeito


O presidente do sistema OCESC/SESCOOP, Marcos Antônio Zordan, realça que 1 milhão e 464 mil famílias catarinenses estão diretamente vinculadas ao movimento cooperativista, um modelo econômico baseado no trabalho, na ética e na solidariedade. “São pessoas de todas as classes sociais, do campo e da cidade, com os mais variados graus de instrução, que integram ou trabalham nas quase 263 cooperativas existentes no sistema cooperativista barriga-verde.”


Enfatiza que o objetivo do PDGC é preparar as cooperativas para se firmarem ainda mais no mercado, com maior poder de competitividade. A aplicação do programa e a consequente melhoria da gestão resultarão em uma série de benefícios, como redução de custos, melhoria dos produtos, aumento da produtividade e da competitividade. Zordan acredita que a implantação de um modelo de gestão moderno e sustentável, capaz de antecipar e se adaptar a mudanças, preparará as cooperativas para enfrentar os desafios do mercado nacional ou global.



Programas de incentivo à competitividade empresarial são apresentados nesta quinta-feira na FIERGS
O Seminário Investimentos com Incentivos no Rio Grande do Sul e Fundopem/Integrar-RS ocorrerá na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), nesta quinta-feira (18 de julho), às 14h. Participam do evento o presidente da entidade, Heitor José Müller, e o secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI/RS), Mauro Knijnik. 


A iniciativa é da FIERGS, por meio do Conselho de Assuntos Tributários, Legais e Financeiros (Contec), juntamente com as Secretarias de Desenvolvimento e Promoção do Investimento e da Fazenda, além da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento. 
Local: Av. Assis Brasil, 8787 – Porto Alegre. Informações: (51) 3347-8739. 


PROGRAMAÇÃO

 A indústria gaúcha hoje: desafios e perspectivas. 
Presidente da FIERGS, Heitor José Müller. 

 Incentivo ao desenvolvimento. 
Secretário de Estado de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik. 

 Política industrial – Modelo de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul. 
Diretor de Planejamento, Programas e Captação de Recursos da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Airton Dipp, e diretora-adjunta da AGDI, Moema Nunes. 

 O Fundopem/RS sob enfoque empresarial. 
Coordenador-adjunto do Sistema Estadual para Atração e Desenvolvimento de Atividades Produtivas (Sedap/SDPI), Nery Santos Filho, e do Departamento da Receita Estadual (Sefaz-RS), Darvin Ribas Jr. 
Terminal Público de Fertilizantes do Porto de Paranaguá começa a operar
Começou a operar, no dia 11 de julho, o Terminal Público de Fertilizantes (Tefer) do Porto de Paranaguá. Construído em 2008, ele foi inaugurado em 2009 mas nunca chegou a operar por uma série de irregularidades. A atual administração da Appa atendeu todas as exigências da Receita Federal e agora o terminal recebe sua primeira carga, que está sendo operada pela empresa Harbor. São 3.255 toneladas de fertilizante que estão sendo descarregadas do navio Mystic Striker e enviadas para o Tefer através da correia transportadora.


De acordo com o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, a importação de fertilizante do Porto de Paranaguá, no primeiro semestre, representou quase 50% da importação brasileira do produto. De janeiro a junho, os portos paranaenses importaram quase cinco milhões de toneladas do produto, volume 22% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. No país inteiro, no primeiro semestre, foram importados pouco mais de 10 milhões de toneladas de fertilizantes, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. 


“Com o Terminal Público de Fertilizantes operando, o objetivo é que o fluxo de caminhões na área primária do porto seja reduzido, assim como as perdas do produto. Ou seja, as empresas tendem a melhorar a produtividade na descarga do produto e o Porto tende a aumentar ainda mais a participação nesse mercado”, afirma. 


A situação do Tefer estava irregular desde 2009. Um trabalho intenso da atual administração junto ao órgão ambiental e a receita federal foi realizado para liberar o local para operação. O próximo passo para melhorar ainda mais a logística do recebimento do fertilizante pelo Porto de Paranaguá será a organização de um pátio de triagem para organizar o fluxo de caminhões do produto, dentro e fora da faixa portuária.


Operação 


Como explica a Harbor, o fertilizante operado é o TST, importado pela Fertipar. A operação, que teve início às 8h, está sendo realizada, nessa primeira vez, simultaneamente com o uso de dois guindastes. Um dos equipamentos faz o procedimento normal, com os caminhões, e o outro descarrega nas esteiras. 


Segundo a empresa, a principal diferença é a agilidade na operação. Enquanto para a descarga nos caminhões existe a espera do veículo – que tem que entrar no cais e passar pelos trâmites fiscais -, através das correias não existe essa demora. 


Pela esteira, o fertilizante está sendo levado para o Tefer, onde aguarda a liberação da receita para ser encaminhado, via caminhão, a armazéns locais ou direto para o Interior.


Histórico 


O Tefer foi inaugurado em março de 2009. A obra custou R$ 9,5 milhões e foi paga com recursos próprios da Appa. O terminal público possui esteiras transportadoras ligando um silo pulmão, com capacidade de armazenar até 32 mil toneladas do produto, à faixa portuária. As esteiras tem capacidade de movimentar até mil toneladas por hora. 
Exportações brasileiras somam US$ 9,034 bilhões em julho

Na segunda semana de julho, dos dias 8 a 14, as exportações brasileiras atingiram US$ 4,240 bilhões, com média diária de US$ 848 milhões. As importações, no período, foram de US$ 4,859 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 971,8 milhões. Com esses resultados, a balança comercial registrou déficit semanal de US$ 619 milhões, com média diária negativa de US$ 123,8 milhões, e corrente de comércio de US$ 9,099 bilhões (média de US$ 1,819 bilhão). 


Pela média, as exportações diminuíram 11,6% na comparação com a primeira semana (US$ 958,8 milhões), em razão de quedas nas exportações das três categorias de produtos. Entre os semimanufaturados (-20,3%), houve retração nas vendas de ferro e aço, ligas de alumínio, açúcar em bruto e borracha sintética e artificial. Nos básicos (-17,5%), a redução ocorreu, principalmente, para petróleo em bruto, farelo de soja, trigo em grãos e café em grãos. Entre manufaturados (-1,9%), caíram os embarques para aviões, etanol, óleos combustíveis, motores e geradores elétricos, e máquinas para terraplanagem.


O menor movimento de exportação verificado na segunda semana de julho foi influenciado pelo feriado do dia 9, no estado de São Paulo, e também por manifestações que dificultaram o acesso a portos de embarque no país durante a semana. Como exemplo desta realidade, a média diária de exportação do porto de Santos-SP registrou redução de 29,5% entre a primeira (US$ 254,4 milhões) e a segunda semana do mês (US$ 179,4 milhões).


Nas importações, no período, houve crescimento de 5,7% sobre a média diária da primeira semana (US$ 919,2 milhões), explicada, principalmente, pelo crescimento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, adubos e fertilizantes plásticos, e cereais e produtos de moagem.


No acumulado mensal, as exportações brasileiras são de US$ 9,034 bilhões, com desempenho diário de US$ 903,4 milhões. Em relação à média de junho passado (US$ 1,056 bilhão), as exportações tiveram baixa de 14,5%, com queda nas vendas de produtos semimanufaturados (-28,5%), básicos (-14%) e manufaturados (-11,5%).


De janeiro até a segunda semana de julho, a corrente de comércio totalizou US$ 250,427 bilhões (média diária de US$ 1,882 bilhão), com aumento de 3,7% sobre a média do período equivalente do ano passado (US$ 1,816 bilhão). Nos 133 dias úteis de 2013, a balança comercial registra déficit de US$ 3,513 bilhões (média diária negativa de US$ 26,4 milhões).


No acumulado do ano, as exportações alcançaram US$ 123,457 bilhões (média diária de US$ 928,2 milhões), resultado 0,9% abaixo do verificado no período equivalente de 2012, que teve média diária de US$ 937,1 milhões. O resultado diário do acumulado anual das importações está 8,5% maior em relação ao ano passado (média diária de US$ 879,5 milhões). No ano, as compras brasileiras no mercado externo chegam a US$ 126,970 bilhões (média diária de US$ 954,7 milhões).

 

Volume de vendas em SC cresce 1,2% no mês de maio, mas com desaceleração

O comércio varejista no Brasil registrou em maio variação zero no volume de vendas e de 0,7% na receita nominal, em comparação com o mês anterior – com o ajuste sazonal. Já em Santa Catarina, o volume de vendas cresceu 1,2% em maio, o mesmo crescimento da receita nominal em relação a abril. Os dados são do IBGE.


Os resultados expressam um aprofundamento da desaceleração no volume de vendas e também na receita. Na comparação com maio de 2012, em termos de volume, o varejo apresentou variação positiva de 4,5%; já na receita nominal, houve avanço de 13,4%. No acumulado dos 12 meses, o volume de vendas cresceu 6,1% - menor do que os 6,4% do mês anterior – e a receita nominal cresceu 12,1%.


Em maio, quatro das 10 atividades pesquisadas obtiveram variações positivas para o volume de vendas na comparação com abril. Em ordem de magnitude das taxas, os resultados foram: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,9%); combustíveis e lubrificantes (0,6%); móveis e eletrodomésticos (0,4%); veículos e motos, partes e peças (0,4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,9%); material de construção (-1,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,0%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,2%); tecidos, vestuário e calçados (-2,6%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,6%).


Já o comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou queda em relação ao mês anterior com variação de -0,8% para o volume de vendas e de -0,1% para a receita nominal, ambas as taxas com o ajustamento sazonal, revertendo a sequência positiva dos dois meses anteriores.


Comparado com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as variações foram de 4,4% para o volume de vendas e de 9,6% para a receita nominal. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses o setor apresentou taxas de variação de 5,0% e 7,6% para o volume e de 9,5% e 10,2% para a receita nominal de vendas, respectivamente.


No Estado


Em Santa Catarina, o volume de vendas cresceu 1,2% em maio, na comparação com abril, mesmo crescimento da receita nominal no mesmo nível de comparação. No acumulado de 12 meses, o volume de vendas cresceu 3,6% e a receita nominal 10,74%.


O destaque fica por conta da desaceleração das vendas em Santa Catarina. No acumulado de 12 meses a variação do volume de vendas é de apenas 3,6%, inferior ao resultado do mês anterior (3,94%) e menor ainda do que o do mesmo mês do ano anterior (8,54%).


Desta maneira, o comércio no Estado continua crescendo, porém com taxas cada vez menores. Fatores como a inflação, que diminui o poder de compra das famílias, o menor saldo de contratação de novos trabalhadores em função dos elevados custos do trabalho e o alto endividamento familiar comprometem o crescimento do mercado interno. A tendência é que esta desaceleração permaneça nos próximos meses, sendo revertida, ainda que de maneira muito tímida, somente a partir do último trimestre do ano.

Presidente da Faesc ressalta avanços no Plano Safra 2013/2014

"O futuro é promissor para o agronegócio, o preço dos grãos e dos insumos deve subir, mas tudo indica que produziremos mais alimentos" observou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, no dia 12 de julho, durante reunião regional da entidade, em Chapecó. Participaram do encontro 60 dirigentes de Sindicatos Rurais.


O objetivo foi discutir a atual conjuntura do agronegócio, os desafios e as oportunidades do setor. De acordo com Pedrozo, o fornecimento de milho para o oeste de Santa Catarina e a construção de silos e armazéns são questões que preocupam o setor. Também ressaltou os avanços no Plano Safra 2013/2014, do qual atende praticamente todas as reivindicações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).


O vice-presidente da Faesc e presidente da Cidasc, Enori Barbieri, abordou as perspectivas do mercado agrícola e as atividades da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina. "Neste ano os ventos sopraram positivamente. Exemplo disso são a emissão eletrônica da Guia de Trânsito Animal (e-GTA), a aprovação do Serviço Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Suasa) e a abertura de novos mercados internacionais para a carne catarinense". Barbieri antecipou que o lançamento oficial do Sisbi-Suasa será em agosto, no município de Chapecó.


A meta é integrar 200 frigoríficos até 2014. Essas empresas abatem 12 mil suínos/dia com inspeção municipal no território catarinense. A carne suína catarinense será um dos destaques deste segundo semente, segundo Barbieri, principalmente com a abertura do mercado japonês, com o embarque no mês de agosto dos primeiros containers para os Estados Unidos da América, a reabertura da Ucrânia e o interesse da Rússia, que esteve recentemente em Santa Catarina para habilitar mais plantas industriais para exportação.


Na área de grãos, Barbieri destacou que os estoques mundiais estão se recompondo, porém o desafio é a logística. "O Brasil ainda tem espaço para ampliar e os preços devem se manter bons para o produtor. Em resumo, é possível afirmar que o setor vive um dos melhores momentos porque a metade dos empregos no País com carteira assinada foi criada pelo agronegócio", finalizou. A pecuária de leite também continuará em um bom momento com perspectiva de aumento para o produtor rural. Porém, essa rentabilidade tem chamado à atenção do Governo Federal alertou o vice-presidente de finanças da Faesc, Nelton Rogério de Souza.


Segundo Souza, Santa Catarina elevou a produção/mês, enquanto outros Estados reduziram. "O Governo Federal também autorizou no nordeste a colocar água no leite em pó, imagina se amplia essa medida", comentou. Souza destacou que neste ano o produtor teve uma rentabilidade de 14% de janeiro a junho, neste mês de julho deve melhorar. "Sem dúvida, foi uma ampliação bastante significativa", complementou.


Também estiveram presentes o vice-presidente da região Oeste e presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó Américo do Nascimento e o vice-presidente da região extremo oeste Adelar Maximiliano Zimmer.

Porto de Itapoá receberá peças da BMW vindas da Bélgica

A BMW oficializou a escolha de um porto catarinense para transportar peças da Bélgica até o Norte do estado, onde será instalada a fábrica da empresa no Brasil. Os trabalhos no Porto do Itapoá, também Norte catarinense, para a BMW devem começar em agosto com previsão de chegada a Itapoá até o início de setembro.


No dia 8 de abril, o BMW Group oficializou a instalação da primeira fábrica da montadora alemã na América Latina. Ela terá cerca de 1,5 milhão de metros quadrados e ficará na cidade de Araquari. As obras na fábrica devem começar em novembro deste ano. A proposta da BMW é lançar os primeiros veículos em 2014.


De acordo com o Porto de Itapoá, neste primeiro momento serão movimentados 10 mil contêineres de 40 pés com as peças da montadora, que embarcarão pelo Porto da Antuérpia, na Bélgica. Vale lembrar que Itapoá está a cerca de 90 quilômetros de Araquari. 


O protocolo de instalação da fábrica da BMW em Santa Catarina foi assinado no dia 8 de abril deste ano. Serão investidos cerca de 200 milhões de euros na fase inicial de instalação, o equivalente a R$ 518,78 milhões de reais.


IBGE contratará 7 mil profissionais para pesquisas econômicas

O Ministério do Planejamento autorizou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a contratar mais de 7 mil profissionais. A liberação foi publicada ontem, dia 15, no Diário Oficial da União.


Segundo a publicação, a autorização dos 7,825 mil novos profissionais tem caráter temporário. Os contratos têm prazo de um ano, podendo ser prorrogados por mais dois anos.


As contratações serão para a realização de pesquisas econômicas e sócio-demográficas. Os novos profissionais serão contratados por meio de processo seletivo simplificado. O texto destaca também que as despesas dos novos contratos autorizados serão cobertas por dotações orçamentárias do IBGE. 

Prefeitura de Navegantes e Portonave firmam parceria no valor de R$ 100 mil para obras do CIC

A Prefeitura de Navegantes e a Portonave firmaram, na manhã desta segunda-feira (15), uma parceria para obras do Centro Integrado de Cultura (CIC) de Navegantes. Por meio da Lei Rouanet (Lei Federal nº 8.313), a Fundação Cultural está recebendo o valor de R$ 100 mil, que serão descontados do imposto de renda da empresa.  


De acordo com a superintendente da Fundação Cultural de Navegantes, Regina Célia Correia, a Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas invistam na cultura, destinando parte de seu imposto de renda. “É fundamental essa parceria com as empresas, que por meio da Leia Rouanet está permitindo que esse importante instrumento cultural seja concretizado”, ressaltou. 


A primeira fase do projeto está sendo executada por meio de convênio de R$ 617.332,63 com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte (Funcultural), sendo R$ 275.515,00 do Estado e R$ 341.817,63 da Prefeitura. Nesta terça-feira (16), a prefeitura estará licitando R$ 232.755,51 para compra de mobiliário para o Centro. No total, será investido na obra R$ 1.049.088,14. O CIC terá uma área de 1.400 metros quadrados, em dois pavimentos, contará com auditório, sala de vídeo, salas de aula para os cursos da Escola de Arte, biblioteca, galeria de arte e administração da Fundação Cultural.


Como patrocinar?


Além da Portonave, as empresas Costa Sul Pescados e Atlantis Terminais já investiram e incentivaram a cultura em Navegantes. As empresas ou pessoas físicas que também se interessarem em patrocinar o projeto do Centro Integrado de Cultura de Navegantes devem procurar a Fundação Cultural de Navegantes, localizada na Rua Arnaldo Passos, 632 – Centro, tel (47) 3342-3586. A empresa não terá nenhum gasto, sendo apenas destinados de 4% a 6% do seu Imposto de Renda com base no lucro real. Como contrapartida ao patrocínio, a empresa terá seu nome divulgado junto ao CIC, como motivadora da cultura no município.

Avicultura brasileira - Produção e exportação - Janeiro-junho de 2013

Avicultura brasileira com receita de exportações em alta e queda de volume no primeiro semestre

 

UBABEF alerta para perda de competitividade no mercado internacional


As exportações da avicultura brasileira – considerando embarques de carne de frango, ovos, material genético, ovos férteis, perus, patos e gansos –  totalizaram 1,977 milhão de toneladas nos seis primeiros meses de 2013, resultado 5,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  Em receita, houve crescimento de 5,5% segundo a mesma comparação, com um total de US$ 4,381 bilhões.


Este desempenho, segundo a entidade, indica mudanças no cenário de competitividade do Brasil frente a outros grandes exportadores. “Durante o Salão Internacional da Avicultura (SIAV) e o 23° Congresso Brasileiro de Avicultura, que a UBABEF promoverá de 27 a 29 de agosto em São Paulo, apresentaremos uma análise detalhada sobre o quadro competitivo do setor nacional”, destacou o presidente da entidade, Francisco Turra.

 

MERCADO EXTERNO

 Carne de frango

Embarques, receita cambial e preço médio - Os embarques de carne de frango, principal produto das exportações avícolas brasileiras, somaram 1,890 milhão de toneladas entre janeiro e junho de 2013, com redução de 4,9% em relação ao primeiro semestre de 2012. A receita totalizou US$ 4,093 bilhões, com aumento de 7,2%. O preço médio das vendas brasileiras foi de US$ 2.166 a tonelada, o que corresponde a um crescimento de 12,7%.


As vendas por segmentos - As exportações de cortes somaram embarques de 997,8 mil toneladas no primeiro semestre de 2013, em queda de 10,2%. A receita cambial foi de US$ 2,152 bilhões, com redução de 0,4%.


As vendas de frango inteiro foram de 732,7 mil toneladas, com aumento de 4,5%, com receita cambial de US$ 1,484 bilhão, o que correspondeu a um aumento de 27,5%.


Os embarques de frango industrializado, que totalizaram 75,3 mil toneladas, tiveram uma queda de 17,2%. E a receita teve redução de 12%, somando US$ 214,2 milhões. 


Nos outros segmentos os embarques foram de 84,1 mil toneladas, em queda de 0,8%, com uma receita de US$ 242,4 milhões, o que representou retração de 2,6%.


As vendas por regiões de destino – O Oriente Médio manteve a posição de principal região de destino da carne de frango brasileira. Entre janeiro e junho de 2013 foram embarcados 735,1 mil de toneladas, com crescimento de 9,6% sobre o mesmo período em 2012. A receita cambial somou US$ 1,593 bilhão, com aumento de 30,4%.

Para a Ásia as exportações somaram 533,1 mil toneladas, com redução de 11%, e a receita somou US$ 1,2 bilhão, em queda de 1,5%. No caso da África as vendas foram de 254,9 mil toneladas, com retração de 19%, e a receita cambial totalizou US$ 373,9 milhões, 10% a menos que no primeiro semestre de 2012. A União Europeia respondeu por embarques de 199 mil toneladas, em redução de 10,2%, e por receita de US$ 552,9 milhões, com retração de 8,7%. 

Para os países da Europa extra-UE os embarques foram de 45 mil toneladas, em queda de 27,4%, enquanto a receita somou US$ 121,3 milhões, com redução de 5,6%. Para os países das Américas foram exportadas 121,4 mil toneladas, em crescimento de 5,3%, e a receita cambial totalizou US$ 240,6 milhões, com expansão de 10,7%. 

Para a Oceania os embarques foram de 863 toneladas (-12,9%). A receita somou US$ 1,9 milhão (-5,4%).


Exportações por Estado 

Paraná, com 28,3% de participação, e Santa Catarina, com 24%, lideraram as exportações de carne de frango no primeiro semestre de 2013 em volumes. O Rio Grande do Sul respondeu por 18,7% dos
embarques e São Paulo, assim como o Mato Grosso, por 5,9% cada.

 

Carne de peru

A exportação de carne de peru totalizou 223,1 mil toneladas, com queda de 10%, na comparação com o primeiro semestre de 2012. A receita cambial teve queda de 13%, chegando a US$ 75,2 milhões.  O principal mercado comprador foi a União Europeia, com 48% do total.

 

Carne de pato, ganso e outras aves

Esse grupo respondeu por embarques de 730 toneladas, com queda de 51% em relação ao período janeiro-junho de 2012. A receita, de US$ 2,43 milhões, teve queda de 59%.  


Ovos in natura e processados

A exportação de ovos somou 6,6 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, com queda de 54% em relação ao mesmo período em 2012. A receita cambial, de US$ 12 milhões, teve redução de 45%.  Angola, com 42% do total, e Emirados Árabes, com 37% das importações, foram os principais compradores.

 

Material genético

A exportação de material genético no primeiro semestre de 2013 somou 536,6 toneladas, com aumento de 7,8%. O total da receita foi de US$ 27,76 milhões, com elevação de 32%.

 

Ovos férteis

Os embarques de ovos férteis no primeiro semestre de 2013 somaram 3,78 mil toneladas, com queda de 40%. A receita somou US$ 22,64 milhões, com redução de 40%.

 

MERCADO INTERNO

 

Alojamento de matrizes

O alojamento de matrizes em 2012 somou 46,5 milhões de aves, queda de 7% com relação aos 50 milhões de cabeças alojadas em 2011 e equivalente aos 46,5 milhões verificados em 2010.

O alojamento de matrizes já instalado para produção de pintos de corte no segundo semestre de 2013 aponta para uma média mensal de 3.753.300, resultado 1,9% inferior à média mensal do primeiro semestre do ano, que foi de 3.824.000 de matrizes.

 

Outros segmentos da produção avícola

A produção de ovos totalizou 17,33 bilhões de unidades, com aumento de 9,1% em relação ao primeiro semestre de 2012. Do total, foram 13,39 bilhões de ovos brancos e 3,94 bilhões de ovos vermelhos. O estado de São Paulo liderou a produção de ovos no primeiro semestre de 2013, com 5,853 bilhões de unidades. Os outros grandes produtores foram Minas Gerais, com 2,148 bilhões de unidades; Espírito Santo, com 1,436 bilhão; e Rio Grande do Sul, com 1,161 bilhão de ovos produtos.

 

Perspectivas para o fechamento de 2013

 

De acordo com o presidente executivo da UBABEF, a produção de carne de frango deverá encerrar 2013 com total entre 12,3 milhões e 12,5 milhões de toneladas, volume semelhante ao obtido em 2012, de 12,6 milhões de toneladas. “Esta perspectiva leva em consideração os níveis atuais de produção, conforme o alojamento de pintos de corte e de matrizes”, explica Turra. 

Segundo ele, o consumo interno e as exportações de carne de frango tendem a aumentar no segundo semestre de cada ano, especialmente durante os períodos festivos.

“Diante desta perspectiva vemos que poderá haver uma pressão no equilíbrio entre oferta e demanda, como consequência dos estoques ajustados tanto no Brasil quanto nos principais clientes das exportações brasileiras. Também colaboram para esse cenário o menor alojamento de matrizes em 2012 e o tradicional aumento de consumo no segundo semestre do ano. Além disso, a ocupação dos espaços de produção normais por aves de comercialização sazonal, como as natalinas, também poderá influenciar este contexto”, destaca Turra.

No caso das exportações de carne de frango, a tendência é repetir em 2013 o resultado de 2012, podendo haver um crescimento de até 2%.

 

União Brasileira de Avicultura (UBABEF)

Badesc oferece crédito para projetos de inovação

Empreendedores catarinenses com projetos na área de desenvolvimento de produtos, inovação de processos, marketing e implantação de novos métodos organizacionais têm à disposição um crédito especial, o Badesc Inovacred. A Agência de Fomento de Santa Catarina já começou a receber projetos. Os recursos são da Agência Brasileira da Inovação – Finep.


O crédito de até R$ 10 milhões por empresa contempla as micro, pequenas e médias com faturamento de até R$ 90 milhões por ano. Financia, inclusive, mão de obra e equipamentos importados, mesmo os que tenham modelos nacionais similares. "É uma linha de financiamento que contribui não apenas para a geração de emprego e renda, mas também para aumentar o valor agregado dos produtos catarinenses, fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e gerar conhecimento", avalia o presidente do Badesc, João Paulo Kleinübing. As principais demandas apresentadas até agora são nas áreas de medicina, tecnologia e produtividade industrial automotiva.


Contudo, também há recursos para serviços de consultoria, patenteamento e licenciamento, diárias e passagens no Brasil e no Exterior, acesso à banco de dados, softwares, obras, serviços de engenharia, assistência técnica, compra de participação no capital de empresas inovadoras, entre outros. A carência é de até 24 meses, com até 72 meses para amortização, com prazo máximo de 96 meses (oito anos). Para mais informações sobre o Badesc Inovacred, acesse o site do Badesc ou procure a Gerência Regional do Badesc mais próxima (Florianópolis, Blumenau, Joinville, Chapecó, Criciúma e Lages) ou pelo e-mail inovacred@badesc.gov.br.


Portonave recebeu cerca de 1 mil contêineres por dia nos últimos dois meses

Cerca de 1 mil contêineres circularam por dia pelos gates da Portonave nos últimos dois meses. Os números são reflexo da movimentação do Terminal, que bateu recordes nos meses de maio e junho. Ao todo, 59.578 contêineres entraram ou saíram do porto no período.


A Portonave possui 10 gates, 5 para entrada e 5 para saída de contêineres do Terminal. A empresa vive uma crescente na movimentação de mercadorias e para atender à demanda investiu em novos equipamentos, que chegaram no mês de abril. Dois dos três portêineres já estão em operação. “Os oito RTGs adquiridos entrarão em operação em breve e irão contribuir com a qualidade dos serviços prestados”, comenta o gerente comercial da Portonave, Juliano Perin.

 

Portos paranaenses fecham o semestre com alta de 5% na movimentação geral
Os portos de Paranaguá e Antonina fecharam o primeiro semestre de 2013 com 22,19 milhões de toneladas de cargas movimentadas. O volume é 5,6% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. A receita cambial registrada pelas exportações nos portos somou US$ 8,4 bilhões. 


Mesmo com a alta na movimentação, os portos paranaenses fecharam o semestre sem o registro de problemas logísticos no recebimento e escoamento de cargas. Ao todo, chegaram ao pátio de triagem do Porto de Paranaguá 189 mil caminhões, volume 4% superior a 2012. 


“Adotamos uma política rígida de controle de recebimento de cargas e conseguimos acabar com o problema das filas. Um amplo trabalho de comunicação e diálogo com os atores envolvidos no processo permitiu que puséssemos fim a este problema que há décadas atingia os portos paranaenses”, explica o superintendente dos portos, Luiz Henrique Dividino.


Entre os destaques na movimentação estão o milho, que totalizou 2,2 milhões de toneladas exportadas, um aumento de 163% em relação a 2012. O açúcar também apresentou alta, fechando o semestre com 1,9 milhão de toneladas exportadas – e volume 36% superior ao registrado no ano passado. 


Considerando as importações, o destaque fica com os fertilizantes, que somaram 4,7 milhões de toneladas movimentadas, o que representou aumento de 22% em relação ao ano passado. 


Antonina 


Considerando a movimentação apenas do Porto de Antonina, no primeiro semestre foram movimentadas 764,7 mil toneladas de produtos no Porto. O volume é 86% superior à movimentação registrada no mesmo período do ano passado e reflete o os resultados do trabalho de revitalização e recuperação do Porto de Antonina. 


Grãos 


A movimentação da soja ainda apresenta baixa no comparativo com 2012. Os números refletem o intenso período chuvoso na cidade e também a movimentação atípica do milho, que se estendeu até o mês de maio. De janeiro até junho, foram registrados 51 dias de paralisações no carregamento de granéis por conta das chuvas. No ano passado, neste mesmo período, foram 39 dias.


No primeiro semestre, o Porto de Paranaguá exportou 4,4 milhões de toneladas de soja e 2,5 milhões de toneladas de farelo, registrando queda de 10% no comparativo de movimentação dos produtos no mesmo período de 2012. No entanto, a expectativa é que no segundo semestre a movimentação do grão se recupere.
Porto Itapoá vai movimentar 100% das cargas da BMW

A BMW oficializou a escolha do Porto Itapoá e do armador Hamburg Süd como operadores logísticos de sua futura produção em solo catarinense. Considerado um dos terminais portuários mais ágeis e eficientes da América Latina, o Porto Itapoá, que acaba de completar dois anos de operação, possui localização estratégica no norte do estado de Santa Catarina, na divisa com o Paraná. Situa-se a menos de 90 Km de Araquari, onde a montadora alemã irá se instalar em um terreno de 1,5 milhão de m² às margens da BR-101. A operação do terminal para a BMW está prevista para iniciar em agosto, com a importação de peças da Europa, que embarcarão pelo Porto de Antuérpia, na Bélgica, com previsão de chegada a Itapoá até o início de setembro. Neste primeiro momento serão movimentados 10 mil contêineres de 40 pés.


Segundo o presidente do Porto Itapoá, Patrício Junior, a negociação durou cerca de quatro meses e pré-requisitos como agilidade, segurança marítima, alta performance e preços competitivos foram fundamentais para a conquista do novo cliente, com exclusividade. “O padrão da BMW é algo muito minucioso, altamente tecnológico e com alto impacto socioeconômico. Do ponto de vista logístico, o padrão utilizado pelo Porto Itapoá está alinhado com este propósito, visando a excelência em suas operações, sempre procurando a melhor solução para importadores e exportadores”, afirma.


As vendas da BMW em 2012, no Brasil, foram de 8 mil veículos. No ano anterior, marcado pelas facilidades de juros, 12 mil automóveis foram vendidos pela marca.

FIESC debate modernização das leis trabalhistas
No dia 22 de julho, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) vai debater as 101 Propostas de Modernização Trabalhista da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O assunto será discutido em reunião da Câmara de Relações Trabalhistas da Federação, no dia 22 de julho, das 9h às 12 horas, em Florianópolis. 


Participarão do encontro o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, e o presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho e Desenvolvimento Social da CNI, Alexandre Herculano Coelho de Souza Furlan. Também foram convidados o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias; e o deputado federal Valdir Colatto, que preside a Frente Parlamentar pela Desburocratização.


A publicação da CNI tem o objetivo de abrir as discussões para reduzir os altos custos do emprego formal, que a entidade vê como um dos mais graves gargalos ao aumento da competitividade das empresas brasileiras. O documento lista 101 "irracionalidades" da legislação trabalhista, aponta as consequências de cada uma delas, propõe soluções e a forma legal para adotá-la. Também enumera os ganhos das mudanças e sugere, para eliminar as "irracionalidades", 65 projetos de lei, três projetos de lei complementar, cinco projetos de emenda à Constituição (PECs), 13 atos normativos, sete revisões de súmulas do Tribunal Superior do Trabalho (TST), seis decretos, cinco portarias e duas normas regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho na área de saúde e segurança do trabalho.  


Os interessados em participar do encontro devem confirmar presença pelo telefone (48) 3231-4269 ou pelo e-mail rtr@fiescnet.com.br.
FIESC debate modernização das leis trabalhistas
No dia 22 de julho, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) vai debater as 101 Propostas de Modernização Trabalhista da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O assunto será discutido em reunião da Câmara de Relações Trabalhistas da Federação, no dia 22 de julho, das 9h às 12 horas, em Florianópolis. 


Participarão do encontro o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, e o presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho e Desenvolvimento Social da CNI, Alexandre Herculano Coelho de Souza Furlan. Também foram convidados o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias; e o deputado federal Valdir Colatto, que preside a Frente Parlamentar pela Desburocratização.


A publicação da CNI tem o objetivo de abrir as discussões para reduzir os altos custos do emprego formal, que a entidade vê como um dos mais graves gargalos ao aumento da competitividade das empresas brasileiras. O documento lista 101 "irracionalidades" da legislação trabalhista, aponta as consequências de cada uma delas, propõe soluções e a forma legal para adotá-la. Também enumera os ganhos das mudanças e sugere, para eliminar as "irracionalidades", 65 projetos de lei, três projetos de lei complementar, cinco projetos de emenda à Constituição (PECs), 13 atos normativos, sete revisões de súmulas do Tribunal Superior do Trabalho (TST), seis decretos, cinco portarias e duas normas regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho na área de saúde e segurança do trabalho.  


Os interessados em participar do encontro devem confirmar presença pelo telefone (48) 3231-4269 ou pelo e-mail rtr@fiescnet.com.br.
Em junho, IBGE prevê safra 14,7% maior que a de 2012

A sexta estimativa do ano para safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 185,7 milhões de toneladas, um crescimento de 14,7% à obtida em 2012 (161,9 milhões de toneladas), e com queda de 188.240 toneladas em relação à maio (-0,1%). É o que afirma a pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, dia 9.


O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos, que somados representaram 92,2% da estimativa da produção e responderam por 86,2% da área a ser colhida. Em relação a 2012, foi verificado aumento de 7,2% na área para o milho, de 11,1% para a soja e decréscimo (-0,4%) na área colhida de arroz. Referente a produção, os acréscimos foram de 3,1% para o arroz, de 9,7% para o milho e de 23,8% para a soja, comparados a 2012.


A projeção da área a ser colhida em 2013 (52,6 milhões de hectares) cresceu 7,8% frente à área colhida em 2012 (48,8 milhões de hectares). Dentre os vinte e seis produtos selecionados, dezesseis apresentaram variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano passado: amendoim em casca 1ª safra (11,9%), amendoim em casca 2ª safra (3,6%), arroz em casca (3,1%), aveia em grão (12,7%), batata-inglesa 1ª safra (2,5%), batata-inglesa 2ª safra (2,2%), cana-de-açúcar (10,3%) e cevada em grão (17,0%), feijão em grão 2ª safra (13,7%), feijão em grão 3ª safra (3,3%), milho em grão 1ª safra (3,8%), milho em grão 2ª safra (14,8%), soja em grão (23,8%), sorgo em grão (21,9%), trigo em grão (26,9%) e triticale em grão (18,2%). Com variação negativa foram dez produtos: algodão herbáceo em caroço (31,8%), batata-inglesa 3ª safra (30,8%), cacau em amêndoa (5,0%), café em grão - arábica (4,9%), café em grão - canephora (13,2%), cebola (9,2%), feijão em grão 1ª safra (2,7%), laranja (4,6%), mamona em baga (32,9%) e mandioca (8,4%).


Em comparação a maio deste ano, foram reduzidos 330.166 que estavam previstos. Destacam-se os produtos: algodão (-1,8%), amendoim 1ª safra (5,7%), amendoim 2ª safra (18,4%) batata-inglesa 3ª safra (-19,0%), café arábica (-0,3%), café canéfora (-16,5%), feijão total (-2,4%), feijão 3ª safra (10,7%), mandioca (-6,5%), milho 1ª safra (-1,1%), milho 2ª safra (0,3%) e trigo (0,8%).


Entre as grandes Regiões, o volume da produção apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 75,9 milhões de toneladas; Região Sul, 73,4 milhões de toneladas; Sudeste, 19,6 milhões de toneladas; Nordeste, 12,2 milhões de toneladas e Norte, 4,6 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, foram constatados incrementos de 7,2% na Região Centro-Oeste, 33,0% na Sul, 1,9% na Sudeste e 2,4% na Nordeste. Na Região Norte houve decréscimo de 2,6%. Nessa avaliação para 2013, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,8%, seguido pelo Paraná (20,4%) e Rio Grande do Sul (15,7%), que somados representaram 59,9% do total nacional previsto. Santa Catarina detém 3,4% de participação nacional.


Santa Catarina firma convênios com Governo da Catalunha

O governador Raimundo Colombo recebeu na manhã desta segunda-feira, dia 8, uma comitiva do governo da Catalunha para assinatura de convênios de pesquisa científica envolvendo universidades catarinenses e a Universidade de Barcelona. Também foi assinado um acordo de parceria entre o Porto de Imbituba e o Porto de Barcelona, para troca de experiências. A comitiva visitante foi liderada pelo presidente do Estado da Catalunha, Artur Mas i Gavarró, e pelo Embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de la Cámara Hermoso. A reunião foi na Casa d'Agronômica, em Florianópolis. À tarde, a comitiva participa de encontro com empresários catarinenses na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).


“Hoje damos um novo passo importante na nossa relação empresarial e científica. Essas coisas se desenvolvem a médio e longo prazo, mas não tenho dúvidas de que a relação de Santa Catarina com a Catalunha vai produzir efeitos muito positivos na área econômica e social”, afirmou o governador Raimundo Colombo, lembrando que o início do processo foi em 2011, com a visita de missão catarinense a Barcelona.


O acordo técnico e científico entre a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Universidade de Barcelona tem duração inicial de cinco anos, podendo ser renovável por novos períodos de cinco anos, e prevê o envio de especialistas catarinenses à Catalunha e a vinda de especialistas catalães a Santa Catarina; e a realização de visitas de estudo, estágios, treinamentos e eventos de formação, nas duas regiões, por parte de estudantes, professores e servidores das universidades envolvidas. O suporte financeiro para as ações definidas em comum acordo será de responsabilidade da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).


O presidente da Fapesc, Sergio Luiz Gargioni, diz que o primeiro tema tratado será a biotecnologia, por meio da equipe de Lages da Udesc. “Biotecnologia já é uma área de competência da Udesc e, com a parceria com a Universidade de Barcelona, vai se agregar mais conhecimento e, especialmente, a transformação desse conhecimento em empresas”, destacou. Gargioni explicou que a cooperação é ampla e outros setores serão estudados, como design, turismo e tecnologia.


O presidente do Estado da Catalunha, Artur Mas, ressaltou as semelhanças entre Santa Catarina e a Catalunha. “O Brasil é um país muito grande se comparado com a Catalunha, por isso buscamos identificar aqueles estados brasileiros que podem ter mais semelhanças conosco e com os quais podemos trabalhar parcerias. E este é o caso de Santa Catarina, que tem uma boa base industrial, uma orientação para o comércio exterior e para o turismo. Santa Catarina pode ser uma grande porta de entrada para todo o Brasil e também para a América Latina”, afirmou.


A Catalunha é um estado autônomo da Espanha. A região, cuja capital é Barcelona, é o principal destino turístico da Espanha e tem uma indústria que se destaca em setores como tecnologia, têxtil e agronegócio. A população catalã é de 7,5 milhões de habitantes, cerca de 1 milhão a mais do que a população catarinense.


Entre os representantes do Governo Catarinense na reunião na Casa d'Agronômica, também estavam o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Paulo Bornhausen; o presidente da Fapesc, Sergio Luiz Gargioni; o presidente da SC Parcerias, Paulo César da Costa; e o Secretário Executivo de Assuntos Internacionais, Filipe Mello; além do prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Júnior, e de representantes de universidades catarinenses.


Venda caminhões e ônibus cresce 23,83% em Santa Catarina

Santa Catarina comercializou exatamente 22.090 carros, motos, caminhões e ônibus no mês de junho deste ano. Só neste primeiro semestre do ano foram emplacados 127.535 novos veículos de acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC).


O segmento que mais se destacou foi o de caminhões e ônibus, que cresceu 23,83% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Já com relação ao mês de maio de 2013, o aumento foi de 12,62%, que representam 1.160 novas unidades.


A categoria de automóveis e comerciais leves registrou leve queda de 1,16% em junho em comparação a maio e a de motos só registrou crescimento de 7,75% no comparativo entre junho de 2013 e junho de 2012.


Com as vendas do mês de junho, a frota circulante em Santa Catarina chega a 4.054.996 veículos, sendo 2.348.803 automóveis, 962.978 motocicletas, 181.455 caminhões, 26.822 ônibus e os demais entre tratores, caminhonetes e outros.

 

Vendas de junho/2013 em Santa Catarina

 


A região Sul foi a que obteve melhor desempenho no mês de junho, registrando acréscimo de 4,47% nas vendas de veículos de todas as categorias com relação a maio. No segmento de caminhões e ônibus a comercialização deu um salto de 51,01%, quando foram emplacados 225 novas unidades, enquanto em maio haviam sido 149. No total, o crescimento representou 3.509 novos veículos nesta região.


A região Oeste vem em seguida com crescimento de 4,04% representando 4.018 novos veículos no mês de junho. Na categoria de caminhões e ônibus o aumento foi de 6,50%.


A região do Planalto Serrano conquistou 998 novas unidades, com crescimento de 0,60% em todas as categorias de veículos comparado a maio. Já o segmento de caminhões e ônibus registrou alta de 14,29%.


A região Norte do estado conquistou 3.689 veículos em sua frota, mesmo assim, apresentou leve queda de 1,76% em relação ao mês anterior. Apenas a categoria de caminhões e ônibus registrou aumento, sendo de 16,11%.


Já a região do Vale do Itajaí apresentou aumento de 4,83% em junho no segmento de ônibus e caminhões, mas no total de veículos houve queda de 3,27%. Mesmo assim, em números de novos veículos, foi a região que mais emplacou, registrando 5.615 unidades.


Grande Florianópolis obteve o pior desempenho no mês de junho em comparação a maio, registrando recuo de 4,80% em todas as categorias e queda de 6,98% no segmento de caminhões e ônibus. As vendas chegaram a 4.261 novos veículos.

 

De acordo com o diretor geral regional da Fenabrave-SC, Ademir Saorin, “o mercado segue agora em um período de estabilização. A economia do Brasil tem tido uma forte influência na decisão de compra do veículo, afinal, o cliente fica com receio de fazer dívidas quando não se sente seguro quanto à situação econômica do país”.

Portos de Imbituba e de Barcelona formalizam acordo
O Porto de Imbituba/SC firmou um importante acordo de cooperação com o Porto de Barcelona para desenvolvimento de projetos conjuntos para aumentar o comércio portuário, a eficiência e a agilidade das transações comerciais entre os dois portos. A assinatura do acordo foi realizado ontem, 8, em Florianópolis entre o diretor presidente da SCPar Porto de Imbituba, Luis Rogério Pupo Gonçalves, e o presidente da Autoridade Portuária de Barcelona, Sixte Cambra. Um dos grandes objetivos é contribuir para dar mais eficiência nas cadeias logísticas entre os portos e desenvolver serviços conjuntos para a fidelização desse comércio. 


O acordo tem duração de dois anos e deve também abrir oportunidades para outras formas de cooperação. De acordo com Luis Rogério Pupo Gonçalves o Porto de Barcelona é referência em qualidade portuária mundial e o acordo vai contribuir ainda mais para que o Porto de Imbituba continue evoluindo para um patamar de excelência.



Os termos do acordo:

1. Realizar em conjunto estudos para identificar os principais atores envolvidos nas operações de importação e exportação de produtos. 

2. Identificar as cadeias logísticas entre os dois portos, a situação atual e as tendências futuras; identificar os principais importadores e exportadores destas cadeias, sua localização, tipo de produtos, rotas, volumes, freqüências, operadores de transporte e os gestores das mesmas.

3. Decidir, de comum acordo, uma vez identificados os tomadores de decisão, as ações a serem realizadas para a fidelização do comércio desses produtos e a captação de novos comércios.

4. Avaliar a possibilidade de desenvolver a Marca de Qualidade Efficiency Network no Porto de Imbituba.

5. Promover a adesão dos respectivos operadores de ambas as Marcas de Qualidade, em particular entre as empresas internacionais que participam de ambos os portos (agentes de linhas de navegação, grandes forwarders, etc.) de forma que o cliente final tenha compromissos de qualidade e eficiência em ambos os portos, origem e destino de suamercadoria.

6. Mostrar o desenvolvimento da plataforma de Comércio eletrônico do Porto de Barcelona, PORTIC e estudar a possibilidade de colaboração conjunta no desenho e implantação de uma plataforma tecnológica para o intercâmbio eletrônico de documentos e o comércio eletrônico baseado na experiência de plataforma de comércio eletrônico do Porto de Barcelona.
Portonave inicia operação de novos porteineres no Complexo Portuário do Itajaí

A Portonave, o gigante instalado na margem direita do Rio Itajaí-Açu, iniciou as operações de seus recém adquiridos porteineres (guindastes de terra utilizados para carga e descarga de contêineres). Os 3 guindastes que tinham chegado em Abril deste ano ao terminal passaram por vistorias e montagens para então entrar em operação na semana passada, no dia 26 de Junho de 2013.


A Portonave é agora, oficialmente, o terminal com maior número de porteineres em Santa Catarina. São seis ao todo. Com os três novos, dobrou a capacidade de operação da Portonave. A Revista Portuária - Economia & Negócios já havia anunciado a aquisição dos porteineres pela Portonave no início de 2013.


Os porteineres são equipamentos de última geração capazes de movimentar até 45 contêineres por hora. Eles são hoje peça-chave para o sucesso de terminais de contêineres de todo mundo visto que estes tem as características primordiais para entrega do nível de serviço esperado pelos Armadores (Cias. Marítimas proprietárias dos navios).


Atualmente, em Santa Catarina, 4 dos 5 principais Terminais de Contêineres operam com este tipo de equipamento, o que demonstra o foco dos portos catarinenses na satisfação dos clientes operando em nosso Estado.

Itajaí participou de encontro do GT Náutico nesta terça-feira

A Secretária Municipal de Turismo de Itajaí participa nesta terça-feira (02), da reunião do Grupo de Trabalho de Turismo Náutico do Estado de Santa Catarina, o GT Náutico SC. O encontro aconteceu às 09 horas, na Marina Towers, em Balneário Camboriú.


A reunião abordou temas importantes, como a 2ª chamada para a entrega dos ofícios para participação no GT Náutico SC, relato de visitas técnicas realizadas no mês de junho, ações priorizadas para 2013 e 2014, pontos fortes e fracos do grupo, resultados da reunião em Brasília e do Seminário Náutico Brasil-Itália, entre outros assuntos gerais.


O GT Náutico Santa Catarina é um grupo formado por empresários, representantes de municípios e terceiro setor, que se dedicam a estruturação do turismo náutico e levantamento das prioridades para o segmento no Estado.

Sincomérico de Balneário Camboriú participa de mobilização contra o fim da multa de 10% ao FGTS

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Balneário Camboriú (Sincomércio), Hélio Dagnoni, participa nesta quarta-feira, dia 3 de julho, em Brasília de uma manifestação empresarial a favor da aprovação do Projeto de Lei Complementar da Câmara 200/2012, de autoria do ex-senador e atual governador capixaba Renato Casagrande (PSB). O projeto propõe o fim da multa de 10% devida pelo empregador ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em caso de demissão sem justa causa.

 

Hélio integrará uma comissão de 20 empresários do estado que viaja à capital federal para tentar pressionar os deputados a votar a favor do projeto de lei. A contribuição de 10% foi definida, em 2001, através de uma lei complementar, com o argumento de que serviria para pagar parte das despesas do governo Collor com o ressarcimento aos trabalhadores pelas perdas nas contas de FGTS ocasionadas pelos Planos Verão e Collor 1, de 1989 e 1990, respectivamente.

 

A justificativa é que esses planos teriam aumentado o passivo do FGTS em cerca de R$ 42 bilhões. De lá para cá, calcula-se que o ressarcimento ao FGTS tenha custado R$ 55 bilhões. Conforme levantamento da Caixa Econômica Federal, que administra os recursos do FGTS, a contribuição de 10% teria cumprido o seu objetivo, em termos financeiros, em 2010.

 

Para a Fecomércio, o fim dos motivos para a criação da contribuição social e a alta carga tributária remanescente para o empresário são argumentos suficientes para a aprovação do projeto, que se torna essencial por dar cumprimento à emenda que propõe o prazo de extinção imediata, razão pela qual a entidade, alinhada à Confederação Nacional do Comércio, está em contato com os parlamentares desde o ano passado requerendo que a proposta seja encaminhada ao plenário. O projeto deve entrar na pauta de votação no próximo dia 4 de julho

 

Governo federal esclarece decreto que regulamenta a nova Lei dos Portos

Foi publicado na última semana de junho, no Diário Oficial da União (DOU), o Decreto nº 8. 033 que regulamenta a Lei nº 12.815, a fim de esclarecer pontos importantes a cerca da exploração de portos organizados e de instalações portuárias. O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino juntamente com a Ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, conversaram com a imprensa, no Palácio do Planalto, ainda na tarde de hoje, para sanar eventuais dúvidas do novo marco regulátorio.
Segundo Cristino o Decreto traz ações conjuntas entre ministérios, como por exemplo, as regras para cessão de áreas públicas da União com objetivo da implantação de instalações portuárias, que ocorrerá entre SEP e Ministério do Planejamento.


O Ministro explicou ainda que o Decreto trouxe mudanças importantes como os prazos dos contratos de concessão e de arrendamento, critérios para julgamento de maior capacidade, menor tarifa ou o menor tempo de movimentação de carga. Entre outras ações atribui à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a responsabilidade de convocar a audiência pública pelo menos 15 dias úteis antes da publicação do edital.


Durante a conversa, Cristino disse ainda que na próxima semana o governo começa a anunciar as primeiras autorizações para instalação de terminais portuários privados fora das áreas dos portos públicos.


Segundo ele, a Antaq já recebeu cerca de 123 pedidos de autorização, que já estão em análise. “Pelo menos, quarenta destes deverão ter suas obras autorizadas”, concluiu.


Leônidas enfatizou que as primeira áreas a serem licitadas fazem parte do Porto de Santos e Pará, com 26 terminais cada um. Estudos preliminares prevêem R$ 2 bilhões em investimentos para esse primeiro bloco. Os estudos deverão ser publicados em julho, com a consulta pública esperada para agosto. Outros três blocos deverão ser licitados ainda este ano e os investimentos são estimados em R$ 25 bilhões. O segundo bloco inclui 43 áreas nos portos de Salvador e Aratu, na Bahia, e de Paranaguá, no Paraná. O terceiro terá 36 áreas em Suape, Pernambuco, e Itaqui, no Rio Grande do Sul, além de todos os restantes do Norte e do Nordeste. E o último bloco inclui 28 áreas em Vitória, Rio de Janeiro, Itajaí e São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul.


Estes investimentos no setor fazem parte do Programa de Investimentos em Logística: Portos, anunciado pelo Governo Federal em dezembro de 2012, onde R$ 54,2 bilhões aproximadamente serão aplicados em novos investimentos para a modernização do setor portuário nacional.

Vendas de veículos sobem 4,79% no 1º semestre, afirma Fenabrave

As vendas de veículos no primeiro semestre do ano tiveram alta de 4,79% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Fenabrave nesta terça-feira (2). Foram emplacados 1.798.976 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. De janeiro a junho de 2012, o volume de vendas foi de 1.716.709.


Considerando apenas automóveis e comerciais leves, nos primeiros seis meses deste ano foram vendidos 1.707.814, um aumento de 4,62% frente a 2012 (1.632.343).


O segmento de caminhões registrou alta de 6,43% sobre o primeiro semestre de 2012, com 74.365 unidades emplacadas contra 69.547 naquele período do ano passado. A venda de ônibus também subiu, com 16.797 emplacamentos, número 13,35% maior que os 14.819 do mesmo período no ano passado.


Contado à parte, o segmento de motos registrou queda de 11,83% frente ao primeiro semestre de 2012. Foram vendidas 748.252 unidades de janeiro a junho contra 848.607 no mesmo período de 2012.


Junho

O mês de junho não pesou tanto para as vendas de veículos no semestre. Foram comercializados 318.606 carros, caminhões e ônibus no mês passado, alta de apenas 0,76% sobre maio (316.206). Houve queda de 9,79% na comparação com junho de 2012, quando foram vendidos 353.169 veículos.


Analisando somente o desempenho de automóveis e comerciais leves, as vendas tiveram alta de 0,77% em junho, com 302.896 emplacamentos contra 300.596 em maio. Frente a junho de 2012 (com (340.657 vendidas) também houve retração, de 11,08%.


O segmento de caminhões teve aumento de 2,89% nas vendas sobre maio, com 13.081 unidades emplacadas contra 12.714. Na comparação anual, o crescimento foi mais expressivo: 22,29%. Isso porque, em junho de 2012, foram vendidas 10.697 unidades.


Em junho foram vendidos 2.629 ônibus, uma queda de 9,22% sobre maio (2.896), porém alta de 44,85% sobre junho 2012, quando os emplacamentos somaram 1.815 unidades.


Passando por um ano ruim, o segmento de motos somou 125.002 unidades comercializadas no mês passado, queda de 3,99% contra maio (130.199). Na comparação com o mesmo período de 2012 (123.959 unidades), houve ligeira alta de 0,84%.

Fiesc certifica presidentes de sindicatos de indústria
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) certificou presidentes de 35 sindicatos de indústria filiados à entidade. Os empresários participaram do Curso de Formação de Líderes Sindicais. A cerimônia foi realizada em Florianópolis, durante reunião de diretoria da Federação. Para a Fiesc, a capacitação de dirigentes sindicais, assim como a formação de novas lideranças, são requisitos fundamentais para a modernização dos sindicatos. A ação proporcionou o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades em temas como liderança, representatividade, gestão e relacionamento institucional. 


"A Fiesc tem orgulho por esta adesão ao programa. Estamos dando um passo importante para a modernização da gestão dos sindicatos e para a formação de novos líderes", afirmou o presidente do Sistema Fiesc, Glauco José Côrte. "Tivemos desenvolvimento e aprendizado constante. Cada dia de curso percebemos isso nas pessoas. Agradecemos pela oportunidade", disse Ramiro Cardoso, presidente do Sindicato das Indústrias de Massas e Biscoitos do Sul Catarinense. Ele falou em nome dos demais participantes. 


O Programa teve o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e será replicado nacionalmente por meio do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), que visa a fortalecer os sindicatos empresariais da indústria. 
IBGE informa que houve queda na atividade industrial em maio

A redução no ritmo da atividade industrial em maio (-2,0%) foi generalizada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e atingiu 20 dos 27 ramos industriais e todas as quatro categorias de uso.


A pesquisa Industrial Mensal revela também que após avanço de 2,6% acumulados nos meses de março e abril, o resultado de maio caiu mais que em fevereiro passado (-2,3%) e o total da indústria ficou 3,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. 


As principais influências negativas vieram dos ramos alimentos (-4,4%), após aumento produtivo de 4,3% em abril, máquinas e equipamentos (-5,0%), com primeira taxa negativa desde dezembro passado, e veículos automotores (-2,9%), fato que interrompeu dois meses de expansão na produção.


Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (-8,2%), mobiliário (-11,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-9,0%), produtos de metal (-4,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,5%), minerais não-metálicos (-2,3%), outros equipamentos de transporte(-3,1%) e calçados e artigos de couro (-7,3%).


Ainda segundo o IBGE, entre as seis atividades que ampliaram a produção, as influências mais relevantes para a média global vieram das atividades: bebidas (4,8%), que recuperou parte da perda de 5,9% de abril, refino de petróleo e produção de álcool (1,6%) e metalurgia básica (1,1%).


Na comparação com maio de 2012, o setor industrial cresceu 1,4% em maio de 2013, com apenas 12 das 27 atividades investigadas apontando expansão na produção. O ramo de veículos automotores, que avançou 11,7%, exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionado pelo crescimento na produção de aproximadamente 70% dos produtos investigados no setor, com destaque para a maior fabricação de caminhão-trator para reboques e semirreboques, automóveis, caminhões e veículos para transporte de mercadorias.


Também contribuíram para o bom desempenho da média global os setores refino de petróleo e produção de álcool (12,5%) e de máquinas e equipamentos (7,5%), influenciados, sobretudo, pelo aumento na produção de gasolina automotiva, álcool etílico, óleo diesel e outros óleos combustíveis, no primeiro ramo, e de máquinas para o setor de celulose, rolamentos de esferas para equipamentos industriais, fornos de micro-ondas, aparelhos de ar-condicionado, empilhadeiras propulsoras, motoniveladores, máquinas para colheita e tratores agrícolas, no segundo.


Entre as 15 atividades que reduziram a produção na comparação anual, os principais impactos foram observados em indústrias extrativas (-9,1%), produtos de metal (-9,1%), edição, impressão e reprodução de gravações (-5,4%), farmacêutica (-4,3%) e produtos têxteis (-4,5%) pressionados, principalmente, pelos itens minérios de ferro e óleos brutos de petróleo; partes e peças de caldeiras geradoras de vapor; revistas, jornais e cadernos; medicamentos; e tecidos de malha de algodão e de filamentos sintéticos, respectivamente.


No índice acumulado para os cinco primeiros meses de 2013, o setor industrial mostrou crescimento de 1,7%, com taxas positivas em três das quatro categorias de uso, 12 dos 27 ramos, 45 dos 76 subsetores e 49,8% dos 755 produtos investigados. As atividades de veículos automotores, que avançou 14,3%, continuou sendo a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionado, em grande parte, pelo crescimento na produção na maioria dos produtos pesquisados no setor (aproximadamente 75%), com destaque para a maior fabricação de caminhão-trator para reboques e semirreboques, automóveis, caminhões e veículos para transporte de mercadorias.


Por outro lado, os ramos que reduziram a produção, os principais impactos foram registrados nas atividades indústrias extrativas (-7,2%), edição, impressão e reprodução de gravações (-9,1%), metalurgia básica (-4,8%), farmacêutica (-3,9%) e produtos têxteis (-4,6%).

 

Oeste tem grande potencial para a vitivinicultura

O oeste catarinense está diante da oportunidade de se transformar em uma região vinícola. Esta foi a principal conclusão do Seminário Vitivinicultura: uma nova alternativa para o oeste catarinense?, promovido pelo Sebrae/SC, no último fim de semana, no auditório da Associação de Empresários de Xanxerê (AEX). A iniciativa teve o apoio da Embrapa, e das associações empresariais de Quilombo e Pinhalzinho e das  Prefeituras municipais de Xanxerê, Quilombo e Pinhalzinho. 


O evento reuniu cerca de 80 produtores de uva e contou com a presença de lideranças municipais das cidades envolvidas no projeto, tendo como anfitriões o diretor de agricultura do município de Xanxerê, Fábio Pompermaier, o coordenador regional oeste do Sebrae/SC Enio Albérto Parmeggiani, Fabio Burigo Zanuzzi, do Núcleo de Agronegócios/Desenvolvimento Territorial do Sebrae/SC e o consultorGilson Panceri Junior. A programação incluiu duas palestras com especialistas renomados no segmento da vitivinicultura. 


Após apresentar um panorama nacional da produção de uvas, vinhos e sucos, opesquisador da Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves (RS), José Fernando Protas, destacou que o modelo de produção regional demonstra ter todas as condições para o desenvolvimento da vitivinicultura. “É necessário trabalhar com foco no mercado, bom manejo, aporte tecnológico, e o desenvolvimento de um produto de qualidade com as características do oeste. Tudo isso é possível com união, envolvimento de prefeituras e instituições, determinação dos produtores e organização”, ressaltou.


O seminário também contou com explanação do consultor do Sebrae/SC, Humberto Camargo, que abordou o Sistema de Produção e novas variedades de uvas, apresentando aspectos técnicos, além de abordar as características das uvas tintas, de mesa, uvas finas para processamento, entre outras.


Segundo Zanuzzi, a iniciativa visou discutir as perspectivas e o fortalecimento da produção vinícola da região e apresentar aos empresários rurais e produtores informações precisas sobre mercado e novas variedades de uva. “Pela demonstração de interesse dos participantes, percebemos que atingimos nossos objetivos”, afirmou.


Parmeggiani reforçou que a governança do projeto pretende implantar experimentos com variedades para a produção de uvas para mesa, vinho e suco, nos municípios sede dos projetos em andamento. “Com trabalho de forma articulada, boa base tecnológica e com foco para um produto de qualidade temos condições de fortalecer o potencial vinícola do oeste catarinense”, concluiu. 

Cargolift assina novo contrato com Renault e Nissan

A Cargolift foi a empresa vencedora da concorrência Logistc Inbound Domestic Transportation, para atender fábricas da Nissan em Resende (RJ) e da Renault em São José dos Pinhais (PR) até 2017. A seleção da transportadora paranaense ocorreu após rigorosa avaliação técnica ao longo de seis meses. As operações com a Nissan iniciam em outubro e posteriormente com a Renault.

 

O novo contrato prevê o atendimento de todos os fornecedores das montadoras no Paraná e no Rio de Janeiro, somando mais de 2.500 viagens de carretas ou bitrens por mês. Ao todo serão transportados mensalmente mais de 230 mil metros cúbicos de peças para a fabricação de automóveis.

 

Estamos felizes pela Renault ter voltado a prestigiar nossos serviços de Milk Run e LineHaul após 10 anos e desta vez para atender também a Nissan que tem uma logística interessante. Esta nova parceria é um grande conquista para toda equipe e temos certeza que vamos superar expectativas”, declara o Diretor Presidente da Cargolift, Markenson Marques.

 

Contrato

 

Marques ressalta ainda a satisfação do processo de assinatura do contrato ter acontecido com antecedência ao início das operações com a Nissan. “Esse período que antecede as operações é primordial para o sucesso, pois nos permite fazer novas aquisições e reposicionar ativos da frota, além de montarmos equipe e realizar um planejamento eficaz”, destaca.

 

Parceria Renault - Cargolift

 

A parceria entre a Cargolift e a Renault do Brasil já existe há mais de 15 anos. A Cargolift foi a primeira empresa de transportes a atender a Renault no Brasil, com a movimentação de containers para o Porto Seco de Curitiba e posteriormente com o transporte de peças de reposição entre Curitiba e Jundiaí (SP). Entre 2000 e 2003 atendeu com sistema Milk-Run os fornecedores da região Sul e agora retoma esta atividade com a montadora, assumindo aproximadamente 30% do seu volume deinbound.

 

Depois da inauguração de uma nova filial em Piracicaba (SP) no início de 2013, fortalecendo a empresa no estado de São Paulo, esta nova conquista leva a marca Cargolift a mais um estado brasileiro de grande importância logística e estratégica, o Rio de Janeiro. “Esta conquista é para nós o resultado merecido de um trabalho sério e dedicado. Procuramos sempre superar as expectativas dos nossos clientes na busca de novos negócios, como fazemos com a Renault, e agora também nesta nova parceria com a Nissan de Resende”, pontua o Diretor de Negócios e Operações da Cargolift, Joaquim Koller.

 

 

 

Construtora aposta em plantão de vendas sustentável

Reutilizar materiais e obter, na engenharia, uma visão mais ecológica é o novo desafio das empresas da construção civil. Buscando reaproveitar materiais que seriam descartados e optar por métodos alternativos, a Neo.G Construções, do grupo FG, aproveitou a ampla estrutura de contêineres para instalar seus pontos de venda nos terrenos dos empreendimentos.

 

Com dois lançamentos em andamento, o Garden Village e o Ecoville Residence, a Neo.G traz em seus projetos amplas áreas de lazer com espaços verdes para oferecer aos moradores o contato com a natureza mesmo em condomínios urbanos.

 

Em cada um dos contêineres personalizados da Neo.G há espaço para exposição da maquete com o projeto do empreendimento, disponibilidade de um corretor de plantão e um ambiente agradável pensado para atender bem os clientes que visitam o local.

 

A arquiteta do grupo FG, Suelen Artruso, explica que por ser autoportante, o contêiner elimina a necessidade de se fazer uma estrutura e posteriormente um fechamento e uma cobertura, como ocorre na construção “convencional”, o que dá velocidade à obra. “É importante ter bem definido todo o projeto no momento da compra do contêiner para que a empresa responsável pela elaboração já deixe tudo preparado: tubulação de ar condicionado, elétrica, hidráulica, cortes de janelas, portas e vãos a serem abertos”, ressalta Suelen. De acordo com a arquiteta “as possibilidades de layouts são infinitas, é como jogar lego”. O uso de vários contêineres permitem diferentes volumes, inclusive empilhando-os. Como as laterais aceitam cortes, há a possibilidade de se juntar vários deles e criar grandes espaços abertos.

 

A ideia de utilizar contêineres para lojas, empresas ou mesmo casas já é forte em países desenvolvidos como os Estados Unidos e, recentemente, virou tendência no Brasil. Força e durabilidade são as características principais para se optar por este material que, normalmente, seria descartado e deixaria de executar a função de transporte de cargas após, em média, 10 anos de uso. “No momento em que vivemos é impossível pensar em projetos sem pensar na reutilização dos recursos disponíveis. Utilizar estruturas como estas, que muitas vezes seriam descartadas, e dar a elas um novo uso, vê-las em movimento e fazendo parte da vida das pessoas, é o que motiva a buscar cada vez mais esta consciência”, explica o diretor comercial do grupo FG, Toninho Roncaglio.

 

Quem quiser visitar os plantões e conhecer de perto os contêineres adaptados, o Garden Village fica localizado na rua Israel, no bairro das Nações, em Balneário Camboriú. Já o Ecoville, está na rua Vereador Abílio Otávio do Cantom, nº 725, no Bairro Ressacada em Itajaí.

 

Dicas para a personalização de um contêiner


Para garantir a funcionalidade do ambiente em relação ao conforto termo-acústico, é indicado o uso de uma manta de proteção (lã de rocha ou de vidro são as mais usadas) e gesso acartonado para dar o acabamento nas paredes. No teto uma boa opção é o telhado verde, que além de ajudar no problema do excesso de impermeabilização do solo que temos hoje nas cidades, criando verdadeiros jardins nos telhados, é uma das melhores soluções para isolamento térmico. No piso pode-se deixar a madeira que já do próprio conjunto, caso se opte por uma linha mais rústica. Mas também podem ser assentados outros pisos, como laminado de madeira ou vinílico.

Greve dos caminhoneiros leva Aurora a paralisar indústrias e reduzir produção

O movimento dos caminhoneiros que ocorre em muitas regiões brasileiras está causando sérios prejuízos ao setor agroindustrial no grande oeste de Santa Catarina.


A Assessoria de Imprensa da  Coopercentral Aurora Alimentos, com sede em Chapecó, anunciou hoje a paralisação e/ou a redução das atividades de cinco plantas industriais, a partir desta terça-feira, dia 2 de julho.


Os caminhões que levam rações para as propriedades rurais e os caminhões de transporte de aves, de suínos e de leite in natura que apanham a produção pecuária em mais de 5.000 propriedades rurais estão sendo retidos em dezenas de barreiras levantadas pelos grevistas. Dessa forma, as indústrias ficam sem matéria-prima para processar.


Em consequência dessa situação, o frigorífico de São Miguel do Oeste reduzirá em 50% o abate diário de suínos, que baixará de 1.900 para 950 animais/dia.


O frigorífico de aves de Maravilha suspenderá em 100% as atividades e deixará de abater e processar 145.000 frangos/dia, dispensando seus trabalhadores.


As três unidades da Aurora em Chapecó sofrerão diminuição de 30% nas áreas de presuntaria, salsicharia e lingüiças.


A distribuição de ração para nutrição dos 20 milhões de aves e 800 mil suínos alojados a campo está prejudicada desde segunda-feira. Centenas de criadores contam apenas com a ração existentes nos silos.


Pelo menos 2.000 trabalhadores da Aurora estão dispensados do trabalho nesta terça-feira.

Seminário Náutico aproxima empresas catarinenses e italianas

O seminário náutico Santa Catarina-Itália e II encontro de negócios do setor náutico será realizado no dia 26 de junho, a partir das 8h30, no Sesc do Cacupé, em Florianópolis. O evento irá reunir diversos palestrantes italianos e brasileiros abordando a importância do setor náutico para o desenvolvimento da economia.


O objetivo da missão italiana, que contará com cerca de 40 empresas catarinenses e 15 de seu país, é identificar parcerias de companhias existentes, na troca comercial e de conhecimento entre brasileiros e italianos e fomentar o crescimento das micro e pequenas empresas do setor náutico.


Algumas das palestras que ocorrerão no encontro serão concedidas por Franco Gnessi, sobre a experiência italiana como exemplo para o setor de marinas catarinense, Massimo Borgia, que abordará o intercâmbio de formação em design e o presidente da Acatmar (Associação Náutica Catarinense para o Brasil), Leandro Mané Ferrari, falando a respeito do crescimento do setor náutico catarinense.

 

Serviço:

·         que: Seminário náutico Itália – Brasil e II encontro de negócios do setor náutico

·         Quando: 26 de junho (quarta-feira) a partir das 8h30 (seminário) e 14h30 (econtro de negócios)

·         Onde: Hotel Sesc (Cacupé) Estrada Haroldo Soares Glavan, 1670

 

·        Quanto: inscrição gratuita a ser feita pelo www.acatmar.com.br

Melhora o otimismo dos empresários da construção civil na economia

O ânimo dos empresários do setor da construção civil está em movimento de recuperação, segundo mostra a pesquisa Sondagem da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança da Construção (ICST) teve queda de 3,6% em relação ao  mesmo período do ano anterior.


A intensidade desse recuo, no entanto, é menor do que o apurado no trimestre anterior, -4,3%. No trimestre finalizado em abril, o índice tinha sido de -6,6%; em março, -7,9%; em fevereiro, -6,9%, e janeiro, -4,8%. Ainda assim, as economias do Ibre/FGV destacam que a pesquisa sinaliza um “nível de atividade econômica ainda bastante moderado para o setor”.


Foi constatada estabilidade na medição sobre a percepção dos empresários quanto ao momento presente. O Índice da situação Atual (ISA) ficou em -7,1% ante -7,2% atual. Já o Índice de Expectativas (IE) atingiu -0,6% ante -1,9%. De um total de 12 segmentos, oito indicaram melhora entre eles a evolução mais expressiva foi observada no setor de obras para telecomunicações, de 9,2% para 13,1%.


Na enquete feita com 702 empresas, 25% avaliaram como boa a situação atual ante 31,9% que tinham essa mesma percepção, em igual período do ano passado. Quanto aos que consideraram a situação ruim a parcela cresceu de 10,6% para 14,7%.


Sobre a projeção da demanda do mercado para os três meses seguintes, a variação ficou em 0,7% ante -0,6%. Para 35,1% dos entrevistados a tendência é de crescimento ante um índice de 34,3%, no mesmo período do ano passado. Em sentido contrário, a parcela dos que apostam em redução, teve ligeira baixa de 6% para 5,9%.

Porto Itapoá recebe o primeiro navio do serviço ESA

O primeiro navio a escalar em Itapoá pelo serviço ESA, do joint entre os armadores Evergreen/Cosco/Zim, será o porta-contêineres OOCL Qingdao, com bandeira de Hong Kong, de 323 metros de comprimento e com capacidade para 8.000 TEUs (contêiner de 20 pés de comprimento). A atracação está prevista para ocorrer nesta terça-feira, dia 25 de junho.


O novo serviço ESA terá 10 navios de 8.000 a 9.000 TEUs de capacidade, em substituição aos 11 navios de 3.400 TEUs que compunham a frota até então. Essa mudança resultará em algumas vantagens competitivas, como maior capacidade de transporte, menor transit time, mais força de vendas nos mercados asiáticos, além de cobertura mais abrangente de portos brasileiros e do Mercosul.


Caracterizado como um terminal portuário apto a receber os grandes navios de contêineres, o Porto Itapoá será uma das escalas do serviço, que cobrirá a linha da Costa Leste da América do Sul e Ásia, tendo como rotação os portos de Santos, Paranaguá, Montevidéu, Buenos Aires, Rio Grande, Itapoá, Santos, Cingapura, Hong Kong, Xangai, Ningbo, Yantian, Hong Kong, Cingapura, e Santos. 
 

Santa Catarina fará levantamento sobre principais problemas em mobilidade urbana

O governador Raimundo Colombo participou, na segunda-feira, 24, da reunião, em Brasília, com a presidente Dilma Rousseff, os demais 26 governadores de estados e 26 prefeitos de capitais. A presidente propôs cinco pactos com os estados e municípios: por responsabilidade fiscal, reforma política, saúde, transporte, e educação.


“Vamos encaminhar, agora, um estudo para identificar os principais problemas de mobilidade em Santa Catarina, privilegiando o transporte coletivo. Serão destinados R$ 50 bilhões aos Estados para resolver os principais problemas de transporte, além da desoneração fiscal do setor”, explicou o governador, logo após a reunião.


Além dos estudos em mobilidade, Santa Catarina vai enfrentar a burocracia pública para dar respostas rápidas aos anseios das pessoas que saíram às ruas nas últimas semanas pedindo melhorias nos serviços públicos.


Entre as propostas está ainda a convocação de um plebiscito para a reforma política. O processo estabeleceria as regras para a reforma, que prevê mudanças na forma de escolher os governantes e parlamentares, financiamento de campanhas, coligações partidárias e propagandas eleitorais.


Dilma anunciou a criação do Conselho Nacional do Transporte Público, com a participação da sociedade civil. A destinação dos recursos provenientes dos royalties do petróleo para a educação também foi ressaltada. O Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Senado, destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área. E ainda destina 100% dos royalties do petróleo mais 50% do Fundo Social extraído da camada pré-sal para o financiamento da educação.

Plano Mobilidade SC auxiliará na promoção do modal de transporte de cabotagem para a indústria catarinense

Nesta quarta-feira, 26 de junho, a partir das 13h30, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) promove o lançamento do Plano Mobilidade SC Etapa 1 - Zona Litorânea. O evento, que acontecerá no Centro de Convenções do Sistema Fiesc, em Florianópolis, contará com o seminário ‘A cabotagem no contexto logístico’.

A Fiesc realizou o estudo, cuja execução ficou sob a responsabilidade da especialista em logística e diretora da Pratical One, Clara Rejane Scholles. O resultado, que inclui pesquisa respondida pela indústria catarinense, será apresentado durante o seminário, a partir das 14h10, por Clara Rejane, intitulado como ‘Cabotagem: alternativa para a melhoria da mobilidade e competitividade’.

Segundo a diretora da Pratical One, o documento faz uma abordagem tanto do lado do embarcador (demanda), quanto do armador (oferta) e entre os objetivos estão: a promoção do modal de transporte de cabotagem para alavancar a competitividade, a sustentabilidade energética, ambiental e social e, por fim, a melhoria na mobilidade. “A cabotagem é o modal de transporte que mais rapidamente consegue reduzir a dependência do modal rodoviário na matriz de transportes brasileira. A estrada marítima está pronta e os investimentos previstos pelos operadores até 2015 vão rapidamente aumentar a capacidade de carga. Traz eficiência para a logística pela redução de emissões de poluentes, diminuição do custo do transporte e aumento da segurança e integridade da carga”, ressalta Clara.

Somente em Santa Catarina estão em operação cinco terminais de contêineres: Itapoá, São Francisco do Sul, Navegantes, Itajaí e Imbituba, distribuídos entre os 500 quilômetros de costa catarinense.

 

Perfil

A Pratical One é o primeiro portal de interação logística multimodal do Brasil. Com expertise em soluções integradas para o setor de logística marítimo, rodoviário e ferroviário ou, ainda, a combinação dos mesmos modais, a Pratical One é pioneira na criação de ferramentas on-line que permitem a interação do usuário e a automatização das atividades no processo de transporte e logística. Reunidas em um único portal logístico, tais ferramentas garantem agilidade no procedimento, eficiência na entrega da informação e redução de custos operacionais. A Pratical One é uma empresa incubada no Midi Tecnológico em Florianópolis/SC, incubadora mantida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC) e gerenciada pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate).

 

Confira a programação do evento:

 

13h30 – Abertura e apresentação do Plano Mobilidade SC Etapa 1 – Zona Litorânea, por Mario Cezar de Aguiar – presidente da Câmara para Assuntos de Transporte e Logística da Fiesc

14h10 – Apresentação do estudo Cabotagem: alternativa para a melhoria da mobilidade e competitividade, por Clara Rejane Scholles – especialista em logística

14h50 – Cabotagem no contexto logístico, por Rômulo Otoni – diretor de Operações da Log-In Logística Intermodal

15h30 – coffe break

15h45 – A cabotagem na logística do arroz, por Vanir Zanatta – presidente da Cooperja

16h15 – Logística da ArcelorMittal Veja (cabotagem), por Marcos Tadeu Arante – gerente de Logística da ArcelorMittal

16h45 – Distribuição por cabotagem da Komeco, por Franco Dauer – gerente de Logística da KOMLOG (Komeco)

17h15 – Debates

18h - Encerramento
Santa Catarina poderá ser um dos Estados mais prejudicados pela nova partilha do FPE

Pela proposta de novas regras para distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE), aprovada pelo Senado na última semana, Santa Catarina será um dos estados mais prejudicados a partir de 2016 na divisão da arrecadação excedente. Isso porque, quanto maior a população e menor a renda domiciliar per capita, mais recursos desse excedente o Estado receberá. “Estamos novamente reféns de decisões federais e sendo punidos por sermos um estado desenvolvido. Além de já termos sido prejudicados pela desoneração da tarifa de energia e pela resolução nº13, que unificou o ICMS de importação, estamos prestes a presenciar mais uma perda de receita”, avalia o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni.


Em 2012 Santa Catarina recebeu R$ 793 milhões do FPE. Se as novas regras forem aprovadas, esse valor poderá diminuir para R$ 638 milhões, com perda anual de R$ 154,7 milhões, considerando os valores do ano passado.


Os senadores aprovaram as novas regras na terça-feira, 18, e agora a Câmara tem até o final da próxima semana para referendar a decisão e evitar a suspensão dos repasses - já que a atual fórmula de divisão foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O diretor de Captação de Recursos e da Dívida Pública da Secretaria da Fazenda, Wanderlei Pereira das Neves, explica que os novos critérios de distribuição só serão aplicados sobre parte das receitas do fundo em 2016. A fórmula prevê que os valores arrecadados acima do total distribuído pelo FPE em 2015 serão divididos por regras que levam em conta o tamanho da população do Estado e a renda domiciliar per capita das unidades da Federação.


Se a proposta não passar na Câmara, a partir de julho os repasses aos Estados podem ser suspensos, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) considera os atuais critérios de divisão desses recursos inconstitucionais, por se basearem em percentuais fixos de divisão e não levarem em conta o desenvolvimento regional previsto na Constituição de 1988. Em janeiro, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deu prazo até o final deste mês para os congressistas aprovarem novas regras. Pelo texto aprovado no Senado, até 2015 os recursos do fundo continuarão sendo distribuídos pelas atuais regras para evitar problemas aos orçamentos estaduais.


A partir de 2016, os repasses serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acrescidos de 75% da variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior. Na primeira proposta, que foi rejeitada pela Câmara, Pinheiro previa a correção de IPCA, mais 50% da variação do PIB. Hoje, essa correção se dá apenas pelo IPCA.


A seguir como ficará a distribuição pelos Estados:


Ranking do ganho

Entes Federativos

Coeficientes

BA

8,65%

MA

6,84%

CE

6,83%

PE

6,62%

PA

6,59%

MG

5,07%

PI

4,86%

AL

4,76%

PB

4,74%

10º

AM

4,32%

11º

RN

4,07%

12º

SE

3,84%

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AC

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3,13%

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2,79%

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MT

2,11%

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RS

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1,48%

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SP

1,10%

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1,03%

27º

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0,67%

 

 

Senac e CDL/Sincomércio de Balneário Camboriú abrem vagas para cursos de capacitação no comércio

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio), está com vagas abertas para os cursos de Desenvolvimento Gerencial e Liderança, e o de Criatividade em Vendas. O primeiro acontece de 24 a 28 de junho e o segundo de 15 a 19 de julho. O Senac também prevê os cursos de Visual Merchandising; Gestão de Perecíveis; Mídias Sociais e Comércio Eletrônico Aplicado no Varejo; Criatividade em Vendas e Negociações em Compras de agosto a novembro.

 

De acordo com Geórgia José Rodrigues Durães, coordenadora do Senac em Balneário Camboriú, o curso de liderança tem como objetivo qualificar os alunos a gerenciar equipes de trabalho utilizando habilidades de liderança, mobilizando pessoas e delegando tarefas. Mais informações sobre os cursos oferecidos pelo Senac podem ser obtidas pelo capacitaçãoprofissional@cdl-bc.com.br ou pelos telefones (47) 3261-3334.

Sancionada lei que cria o Fundo de Apoio aos Municípios para investir R$ 500 milhões nas prefeituras catarinenses

O governador Raimundo Colombo sancionou, na segunda-feira, 24, a lei 16.037, que cria o Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam) para destinar R$ 500 milhões em investimentos às prefeituras catarinenses. Os recursos fazem parte do Pacto Por SC e são provenientes de financiamentos obtidos pelo Estado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O repasse será feito de forma não reembolsável e sem necessidade de contrapartida dos municípios.


“As grandes obras estão contempladas no Pacto Por SC, mas, para fazer as pequenas obras, os municípios perderam a capacidade de investimento. Todos os municípios catarinenses serão atendidos pelo Fundam, todos os 295 municípios do Estado. Essa é a primeira vez na história que se faz um programa de investimentos com volume tão significativo. É um reforço no caixa das prefeituras”, afirma o governador Raimundo Colombo.


De acordo com o secretário da Casa Civil, Nelson Serpa, o Governo do Estado concluiu a negociação junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que auxiliará a Secretaria de Estado da Fazenda na gestão do Fundam. Os itens do contrato já foram submetidos para aprovação da diretoria do banco, o que deve ocorrer ainda nesta semana. “Pretendemos assinar o contrato de prestação de serviço com o BRDE tão logo o governador retornar da Missão Internacional ao Japão. Assim, os municípios poderão começar a apresentar os projetos de investimentos”, explica Serpa.


O principal critério para a distribuição dos recursos será o número de habitantes por município. Conforme a lei, o dinheiro só poderá ser utilizado para investimentos e os projetos deverão contemplar exclusivamente as áreas de infraestrutura (logística e mobilidade urbana); construção e ampliação de prédios nas áreas de educação, saúde e assistência social; construção nas áreas de desporto e lazer; saneamento básico; aquisição de equipamentos, veículos e materiais destinados aos serviços de saúde e educação; e máquinas e equipamentos rodoviários novos, fabricados em território nacional.


A lei que institui o Fundam foi aprovada pelos deputados no dia 12 de junho. Foram incluídas três emendas no projeto original enviado pelo Executivo. A emenda que previa o pagamento dos custos do operador financeiro pelo próprio fundo foi vetada. Segundo o chefe da Casa Civil, o veto ocorreu para evitar eventuais dificuldades na liberação dos recursos pelo BNDES e para não criar despesas que não pudessem ser suportadas pelo fundo.


Como será feita a transferência de recursos do Estado para os municípios
Os recursos do Fundo Estadual de Apoio aos Municípios (Fundam) serão transferidos pela Secretaria de Estado da Fazenda, a gestora do fundo, por meio do portal SC Transferências (www.sctransferencias.sc.gov.br). As prefeituras devem ficar atentas às exigências do sistema:


1. Atualização do Cadastro
As prefeituras devem manter atualizado o cadastro no SC Transferências. Os dados solicitados são nome do proponente, endereço, correio eletrônico e CNPJ.


2. Regularidade fiscal
Para receber recursos do Estado, as prefeituras precisam apresentar regularidade relativa à prestação de contas de recursos recebidos anteriormente e aos tributos estaduais. Além disso, devem apresentar as certidões estaduais e federais negativadas, bem como comprovar a regularidade do seu representante junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Por último, as prefeituras devem cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (gastos com pessoal, percentuais legais exigidos para as áreas de saúde e educação).
 

3. Lançamento das propostas e encaminhamento dos projetos
Em breve, a SEF e a SCC vão disponibilizar os projetos que estão contemplados na lei do Fundam no portal SC Transferências, junto com as orientações para o formato das propostas e os locais para encaminhamento da documentação definida no decreto 127/2011.
 

Mais transparência
O Portal SC Transferências foi lançado pelo Governo do Estado em fevereiro deste ano com o objetivo de aumentar o controle sobre a tramitação dos processos e garantir a utilização adequada dos recursos transferidos. Além disso, o sistema confere mais transparência a partir do momento em que qualquer cidadão poderá acessar, pela internet, informações sobre os valores repassados pelo Estado e as despesas realizadas pelo beneficiário.

Governo disponibiliza R$ 25 bilhões para construção de armazéns de grãos

O governo anunciou nesta terça-feira, dia 4, junto com o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, que vai disponibilizar R$ 25 bilhões para a construção de armazéns privados nos próximos cinco anos. O objetivo é solucionar o déficit que o país tem em quantidade de silos para armazenagem de grãos e evitar prejuízos causados pelos gargalos no escoamento da produção. O prazo para pagamento do empréstimo será até 15 anos, com juros de 3,5% ao ano.

A produção de grãos da safra que se encerra chegou a 184 milhões de toneladas, enquanto a capacidade de armazenagem ficou em 145 milhões de toneladas, somando armazéns públicos e privados, o que representa um déficit de estocagem de 39 milhões de toneladas. Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, os novos armazéns vão resolver a defasagem do setor.

"Esse valor corresponde, mais ou menos, a 65 milhões de toneladas. Vamos suprir toda a deficiência de armazenagem e ter capacidade estática", destacou Andrade. O ministro disse ainda que o governo investirá R$ 500 milhões em construção e melhorias de armazéns públicos. A meta, segundo ele, é dobrar a capacidade de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação recomenda que cada país tenha capacidade de armazenagem 20% acima de sua produção, o que, no caso do Brasil, equivaleria, em 2013, a 220 milhões de toneladas. Com os novos armazéns que devem estar todos prontos até 2020, o país poderá chegar próximo a esse patamar.(Agência Brasil)

Expectativa do comércio catarinense cresce 2,2% em maio

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) catarinense apresentou alta de 2,2% comparado a abril deste ano, atingindo 124,7 pontos, segundo pesquisa realizada pela Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC) , com 189 empresas comerciais. Esta é a quarta alta consecutiva do índice. O otimismo dos empresários com relação às possibilidades de crescimento da economia brasileira e do comércio continua.

Referente às condições atuais do empresário do comércio, o índice obteve sua segunda variação positiva do ano na pesquisa realizada em maio. Foram 2,5% de alta na variação mensal, o que ainda exprime um pessimismo do empresário catarinense em relação ao momento atual da atividade no comércio.

Já o índice de expectativa do empresário do comércio (IEEC) subiu, 0,5% na comparação mensal com abril de 2013. Dos 159,2 pontos do quarto mês do ano, o índice foi para 160 pontos, indicando que a confiança do empresário do comércio nas possibilidades de vendas futuras permanece positiva.

Segundo o economista da Fecomércio-SC, Maurício Mulinari, o empresário espera crescimento econômico, aumento das vendas e receitas do setor de comércio. Este cenário segue se sustentando, mesmo com o momento atual da economia se deteriorado um pouco mais na comparação com o mês anterior (-7,1% de queda do subíndice condições atuais econômicas).

A inflação, o baixo crescimento econômico, a redução do crescimento da renda e o aumento da taxa básica de juros da economia são os grandes temores atuais que impactam nas avaliações dos empresários sobre o setor, sua atividade e as condições de suas empresas. Porém, eles estão confiantes que, passado o momento atual de incerteza, a economia brasileira volte a apresentar crescimento, com aumento da renda e do consumo.

Mulinari destaca que este cenário tende a se reverter no decorrer do ano, principalmente no segundo semestre. A inflação já atingiu o seu pico e certamente cairá nos próximos meses. O crescimento verificará uma recuperação, mesmo que pequena, e a renda das famílias fechará o ano com desempenho positivo.

 

Log-In participa da 15ª Reunião Latino-Americana de Logística

A Log-In Logística Intermodal estará presente, nesta quinta-feira (06), na 15ª Reunião Latino-Americana de Logística. O evento, considerado o maior voltado para a logística nos setores Químico e Petroquímico, reúne profissionais da indústria e fornecedores para um amplo debate sobre a atual infraestrutura e os benefícios das diferentes modalidades de transportes.

Diretor Comercial da Log-In, Fábio Siccherino subirá ao palco para falar sobre transportes marítimos. Com o título “Carga em containers e fretes no Mercosul”, Siccherino falará sobre a exportação e importação de mercadorias no Mercosul que são transportadas por esse modal.

Realizado pela APLA – Associação Petroquímica e Química Latino-Americana – o evento, que acontece entre 06 e 07 de junho no Blue Tree Premium Morumbi, tem como objetivo promover relações entre indústria e fornecedores, pesquisas relacionadas ao setor, análise de mercado e o fortalecimento dos laços entre os líderes do setor e as empresas.

 

Sobre a Log-In

A Log-In Logística Intermodal possui atuação focada na criação de soluções logísticas integradas para movimentação de cargas na cabotagem e no Mercosul, por meio marítimo, complementado por ponta rodoviária para serviços porta-a-porta, bem como pela movimentação portuária e armazenagem de carga através de terminais marítimos e intermodais terrestres.

 

Porto de Paranaguá recebe novo lote de peças gigantes
As peças destinadas à fábrica de cimento Margem, em construção no município de Adrianópolis, estão chegando pelo Porto de Paranaguá. Vindos de 15 países diferentes, os primeiros volumes recebidos fazem parte do forno da indústria. Até o final do ano, estão previstas várias outras remessas, todas pelo porto paranaense. A unidade industrial da Margem Cimento, subsidiária da catarinense Supremo Cimento, no Vale da Ribeira, tem previsão de inauguração para 2014.


Este mês, já foram recebidas pelo Porto duas remessas de peças. Ao todo, foram 90 volumes, somando quase 800 toneladas, recebidos da China. No início de junho está previsto o recebimento de outras duas peças de grande porte para a fábrica. 


“Estamos cumprindo o compromisso que assumimos, em 2011, com o Governo do Estado do Paraná, em contribuir para o desenvolvimento do Estado – não apenas na região onde estamos nos instalando, mas, também, através do recebimento das peças da indústria todas pelo Porto de Paranaguá. Temos levado isso bem a sério”, afirma o coordenador de comércio exterior da empresa, Werner Neumann.


De acordo com o diretor técnico da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Paulinho Dalmaz, o Porto de Paranaguá está preparado para receber todo tipo de carga especial e de projeto. “Essas cargas, apesar da dimensão, são cargas que exigem uma operação especializada: mão de obra qualificada, espaço disponível para manobrar as cargas e capacidade do piso. Tudo isso temos aqui no Porto de Paranaguá, além de logística para saída do terminal”, afirma.


As peças estão ocupando o pátio do berço 208, do Porto de Paranaguá, até a liberação para poderem ser transportadas até o destino final, em Adrianópolis.


Indústria 


A indústria de cimento catarinense deve investir em Adrianópolis cerca de R$340 milhões. O projeto foi inserido no Programa Paraná Competitivo, que oferece incentivos fiscais e outros benefícios para empreendimentos que gerem empregos, especialmente nas regiões mais carentes do Estado. 
Maiores devedores do Estado na mira da PGE

Os mil maiores devedores de tributos de Santa Catarina estão recebendo atenção especial por parte da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Objetivo é intensificar a cobrança de cerca de R$ 5 bilhões, através de ações judiciais que permitam, principalmente, a penhora de parte do pagamento recebido por meio de cartões de crédito e débito.


A medida já foi atendida recentemente pela Justiça catarinense. No mês passado, a Vara de Execuções Fiscais da Capital determinou a penhora de 10% do total de pagamentos efetuados através de cartões de crédito e débito de duas empresas de grande porte da Grande Florianópolis. Após recurso dos contribuintes, a decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça.


“Esta iniciativa inovadora vem sendo admitida pelo Judiciário como uma forma de combater a inadimplência”, explica o chefe da Procuradoria Fiscal (Profis), Juliano Dossena, que ressalta que a medida é um grande avanço da Justiça no marco do progresso tecnológico do comércio na atualidade.


A intenção é ampliar essas ações prioritariamente para os mil maiores devedores, cujos débitos já estão inscritos na Dívida Ativa do Estado. Um procurador do Estado será o coordenador dessa ação, que envolverá todos os procuradores da Profis e, também, os procuradores das regionais, no interior do Estado.


Para cobrar a Dívida Ativa, que chega a R$ 7,6 bilhões, há 106 mil execuções fiscais tramitando no Judiciário catarinense. A região da Grande Florianópolis concentra a maior parte dos débitos, R$ 1,8 bilhão, seguida pela região de Joinville, com R$ 1 bilhão.


As empresas inscritas na Dívida Ativa também podem aderir ao programa de cobrança dos grandes devedores, em vigor desde o ano passado. O acordo obriga o contribuinte a quitar os seus débitos fiscais, à vista ou por meio de parcelamento mensal, e manter em dia os pagamentos de ICMS.


Em contrapartida, são suspensas as medidas judiciais de cobrança contra a empresa, além da redução de 20% na multa e nos juros dos tributos cobrados. O acordo, amparado na Lei Estadual Nº 15.856/2012 e no Decreto Nº 1.306/2012, é homologado pela Justiça.

CDL, Sincomércio e Senac cadastram empresas para estágio dos alunos do projeto Sonho de Varejo

A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) e o Senac estão cadastrando empresas interessadas em oferecer uma oportunidade para o jovem realizar o estágio do projeto “Sonho de Varejo”. Em sua quinta edição, o projeto - que tem também o apoio do Lions Club – contará com a participação de 90 estudantes de três escolas de Balneário Camboriú. A iniciativa busca promover políticas de treinamento constantes, com a finalidade de atender as demandas do primeiro emprego.


São 160 horas de aula, sem custos pra o aluno, e 60 horas de prática no comércio credenciado na CDL e Sincomércio. A primeira turma do projeto Sonho de Varejo teve início no dia 17 de abril em uma solenidade que contou com a participação do coordenador do Eixo Gestão e Negócios do Senac/Itajaí, Cleverson Fernando de Souza; da diretora da Escola Estadual Presidente João Goulart, Zuleide Rocha; e a tesoureira da CDL, Marilete Bendini.


A conclusão do curso está prevista para o dia 28 de julho, e as entidades interessadas em oferecer uma oportunidade para o jovem realizar o estágio poderão entrar em contato com através do telefone (47) 3261-3344 ou pelo e-mail: capacitacaoprofissional@cdl-bc.com.br

 

Fecomércio apresentará solução para que empresários não sejam onerados com divulgação de impostos em cupons fiscais

A partir desta semana, a Lei 12.741, aprovada no ano passado pela Câmara Federal, passa a exigir a divulgação dos impostos na nota fiscal sobre cada mercadoria ou serviço prestado ao consumidor. A obrigatoriedade de publicação da alíquota cobrada se estende a todo tipo de compra no país.


A Fecomércio-SC defende a transparência tributária, reconhecendo no Brasil uma das mais altas e complexas cargas de impostos do mundo, onde o ônus recai sobre o empresário e o consumidor final, e reconhece os aspectos positivos da lei, porém procura evitar toda e qualquer oneração aos empresários.


Segundo o presidente da Fecomércio de Santa Catarina, Bruno Breithaupt, a entidade trabalhará em favor da informação detalhada e da conscientização da elevada carga tributária ao consumidor/contribuinte, mas agirá fortemente junto à sociedade civil organizada para conter o aumento do custo de produção.


Em breve, a Federação vai apresentar às empresas representadas uma solução que permite a adequação à legislação pelos empresários, sem os custos estimados desde a publicação da Lei.


Sobre o projeto


O texto original do Projeto de Lei 1472/07 é de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e se deu por iniciativa popular que, em virtude da campanha nacional De Olho no Imposto, conseguiu reunir um abaixo-assinado contendo as assinaturas de mais de 1,56 milhões de brasileiros.

Senai abre inscrições para 1,4 mil vagas gratuitas de aprendizagem em Santa Catarina
O Senai, entidade do Sistema Fiesc, abriu, ontem, dia 3 de junho, as inscrições para 1,4 mil vagas em 40 cursos gratuitos de aprendizagem industrial, oferecidos em 16 cidades catarinenses. Os cursos são dirigidos a jovens e adolescentes de 14 a 24 anos (incompletos).


Além da inserção no mercado de trabalho, a aprendizagem proporciona, na opinião do diretor regional do SENAI/SC, Sérgio Roberto Arruda, "o primeiro contato com um ensino aprofundado de base tecnológica". É o início de uma carreira de educação continuada e que pode evoluir para a formação técnica e para os cursos superiores de tecnologia.


Diante da crescente demanda por profissionais capacitados, os cursos de aprendizagem permitem às empresas antecipar a captação de talentos. "Esses jovens estão iniciando sua vida profissional e têm pela frente uma longa e promissora carreira", afirma Sérgio Arruda. O diretor do SENAI salienta que os cursos extrapolam a formação tecnológica e vão para as capacidades e competências sociais. "Os estudantes aprendem, por exemplo, a trabalhar em grupo, as especificidades do setor industrial e incorporam características que a indústria precisa".


Mais informações pelo o telefone 0800 481212 ou no site www.sc.senai.br.


Confira os cursos oferecidos

Ascurra

Confeccionador de Moldes e Roupas (manhã) - 30 vagas

Blumenau
Confeccionador de Moldes e Roupas (tarde) - 30 vagas
Desenhista Arquitetônico (tarde) - 30 vagas
Desenhista de Produto de Moda (manhã) - 60 vagas
esenhista de Produto de Moda (tarde) - 60 vagas
Eletrônico de Manutenção Industrial (manhã) - 30 vagas
Informática (manhã) - 60 vagas

Brusque
Confeccionador de Moldes e Roupas (manhã) - 30 vagas
Confeccionador de Moldes e Roupas (tarde) - 30 vagas
Programador de Computador (manhã) - 30 vagas

Caçador
Confeccionador de Moldes e Roupas (manhã) - 30 vagas
Eletricista de Instalações Industriais (manhã) - 30 vagas
Informática (manhã) - 30 vagas

Chapecó
Desenhista de Móveis (tarde) - 30 vagas
Oficial da Construção Civil (manhã) - 30 vagas

Concórdia
Eletricista de Manutenção (tarde) - 30 vagas
Programador de Computador (tarde) - 35 vagas

Fraiburgo
Eletricista de Instalações Industriais (tarde) - 30 vagas
Suporte e Manutenção em Microcomputadores e Redes Locais (tarde) - 30 vagas

Guaramirim
Ajustador Mecânico (manhã) - 30 vagas
Confeccionador de Moldes Industriais (manhã) - 30 vagas

Indaial
Confeccionador de Moldes e Roupas (manhã) - 30 vagas
Desenhista de Produto de Moda (manhã) - 30 vagas
Torneiro Mecânico (manhã) - 60 vagas

Jaraguá do Sul
Desenhista de Produto de Moda (tarde) - 30 vagas
Eletricista de Instalações Industriais (tarde) - 30 vagas
Eletrotécnica - manhã/tarde - 20 vagas
Eletrônico de Manutenção Industrial (manhã) - 30 vagas
Química de Fabricação e Conservação de Alimentos (manhã) - 30 vagas

Joinville
Ajustador Mecânico (manhã) - 30 vagas
Ajustador Mecânico (tarde) - 30 vagas
Mecânico de Manutenção de Máquinas em Geral (tarde) - 30 vagas

Lages
Suporte e Manutenção em Microcomputadores e Redes Locais (tarde) - 30 vagas

Pomerode
Confeccionador de Moldes e Roupas (tarde) - 30 vagas
Eletricista de Instalações Industriais (manhã) - 30 vagas

Rio do Sul
Assistente de Planejamento e Controle de Produção - em aprovação - (tarde) - 35 vagas

Schroeder
Suporte e Manutenção em Microcomputadores e Redes Locais (tarde) - 30 vagas

Timbó
Eletricista de Manutenção (manhã) - 30 vagas
Eletrônico de Manutenção Industrial (tarde) - 30 vagas
Informática (manhã) - 30 vagas
Começam obras de expansão do Balneário Shopping

As obras de expansão do Balneário Camboriú Shopping já começaram. Até outubro de 2014, prazo previsto para a conclusão da ampliação, o shopping vai dobrar de tamanho, ganhando mais 19,9 mil m2 de Área Bruta Locável (ABL) – hoje são 23,4 mil m2. Com isso, o shopping será o segundo maior do Estado (43,3 mil m2 ABL) – o primeiro é o Continente Park, com 44 mil m2 ABL.

 

A expansão será vertical, ou seja, o shopping terá dois pavimentos. “O Balneário Shopping já foi construído pensando em sua ampliação, portanto toda a estrutura já foi preparada para isso”, diz o superintendente do shopping, Marcos Erichsen. A própria Almeida Junior é a construtora e o gerenciamento da obra está a cargo da empresa Encopar. A estrutura metálica e a cobertura do segundo pavimento devem estar prontas e instaladas até o final deste ano. O investimento na expansão é da ordem de R$ 150 milhões.

 

O Balneário Shopping será um novo shopping center após a conclusão da expansão. O projeto prevê uma nova fachada com proposta minimalista, ambientes integrados e modernos nos dois pavimentos, alterações no pavimento existente. As lojas da expansão terão o maior pé direito externo de shopping centers brasileiros, um grande diferencial que vai passar ao consumidor  extrema agradabilidade. Na expansão, o Balneário Shopping terá mais cinco lojas âncoras, cinco semi-âncoras, três megalojas, 66 lojas satélites, praça gourmet com cinco restaurantes, um café, mais três salas de cinema, sendo uma VIP, academia de ginástica, banheiros família com espaço para amamentação e alimentação de bebês no mesmo padrão dos shoppings Continente e Neumarkt.

 

A expansão terá passarelas com cafés gourmets e haverá mais seis escadas rolantes. Todos os corredores terão skylights, permitindo a passagem da luz natural. O projeto arquitetônico leva assinatura do renomado arquiteto Manoel Dória, da Dória Lopes Fiuza Arquitetos Associados, que também é responsável pelo projeto original do shopping.

 

O superintendente Marcos Erichen adianta que durante todo o período de obras o Balneário Shopping funcionará normalmente. Haverá alterações nos acessos aos estacionamentos em função da obra no sistema viário das Avenidas das Flores e Santa Catarina, que estão sendo realizadas pela Prefeitura Municipal. A obra será a inversão do sentido de tráfego das duas faixas da Av. Santa Catarina (passando para sentido centro) e a inversão da faixa da Av. das Flores que leva ao Centro, fazendo com que esta via passe a operar com todas as faixas na direção da BR101. Por causa da obra, todos os acessos ao Shopping vão passar por modificações com a inversão de função entrada/saída. As mudanças serão feitas em etapas, proporcionando continuidade no trânsito do entorno e acesso ao Shopping.

 

Shopping é case de sucesso

 

Inaugurado em outubro de 2007, o Balneário Shopping foi o segundo empreendimento do Grupo Almeida Junior em Santa Catarina e é considerado um case de sucesso por sua maturação precoce. O shopping hoje é referência em toda a região litorânea do Vale do Itajaí e recebe um fluxo anual de 9 milhões de pessoas. Tem atualmente cerca de 150 operações e um mix voltado para atender as classes A e B. Sua localização com fácil acesso pela BR 101 atrai moradores de cidades da região e turistas.

 


Colombo vai a Brasília em busca de recursos para obras nos portos de Itajaí e Navegantes

O governador Raimundo Colombo vai a Brasília nesta terça-feira, 4, buscar recursos para obras na bacia de evolução do Rio Itajaí, o que irá permitir manobra de navios de maior porte que se destinam aos portos de Itajaí e Navegantes. Às 16h, ele se reúne com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, para expor os riscos de perda de competitividade que sofrem os dois portos, diante da impossibilidade de receberem embarcações de maior capacidade de carga.


O mesmo assunto será tratado com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, quarta-feira, 5, às 14h. “Os portos de Itajaí e Navegantes juntos representam movimentação de mais de 1 milhão de contêineres cheios, com produtos de alto valor agregado”, salienta o governador.


Ao todo, para executar a obra da nova bacia de evolução do Rio Itajaí, são necessários R$ 122 milhões. Em uma segunda etapa, que contempla a readequação do molhe Norte da foz do Rio Itajaí, serão necessários mais R$ 165 milhões. Conforme Colombo, a crise que se abate sobre os portos brasileiros também afeta os catarinenses, que sofrem com problemas de infraestrutura e, agora, com o impacto negativo da Resolução 13/2012 do Senado Federal, que unificou o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas operações interestaduais, com bens e mercadorias importados.


Os portos de Itajaí e Navegantes alcançaram, em 2012, 85,8% da balança comercial catarinense (via marítima) e 4,54% da balança comercial brasileira (via marítima). Atualmente, as condições locais não permitem a entrada de embarcações maiores do que 306 metros de comprimento nos dois portos, o que os impede de acomodar os modernos navios cargueiros.


Integram a comitiva os secretários de Articulação Nacional, João Matos; de Turismo, José Roberto Martins; da Casa Civil, Nelson Serpa; de Infraestrutura, Valdir Cobalchini; e o presidente da SC Par, Paulo César Costa.


Perto de ser concluído, estaleiro do consórcio MGT vai empregar 1.500 pessoas no segundo semestre em Itajaí

O Consórcio MGT, formado pelas empresas DM Construtora e TKK Engenharia, está instalando seu estaleiro no terminal Teporti, em Itajaí, para a construção de módulos para plataformas do pré-sal. Os módulos construídos no Teporti serão para uso exclusivo da Petrobrás para prospectar óleo nos confins do oceano, dos modelos FPSO P-67 a FPSO-71 PACKAGES II & V.


O estaleiro está sendo construído e a previsão é iniciar suas atividades de produção ainda no segundo semestre de 2013. Na última semana, representantes da prefeitura fizeram uma visita ao local para tratar das novas vagas que serão abertas a partir do segundo semestre deste ano. Além de conhecer as instalações onde já se encontram mais de 150 funcionários trabalhando na área administrativa e 300 funcionários na obra.


O investimento é de R$ 600 milhões, com mais de 1.500 empregos diretos a serem criados. As vagas são para diversas áreas, como desenhista, mecânico, soldador, projetista, operador de guindaste e empilhadeira, montador, entre outras. O Consórcio MGT é formado pelas empresas DM Construtora e TKK Engenharia.

Seinfra vistoria dragagem do canal Miguel da Cunha

O secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, Caleb de Oliveira, juntamente com os superintendentes do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, e de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar, realizou uma vistoria técnica na dragagem do Canal Miguel da Cunha, em Rio Grande. O serviço de desassoreamento da hidrovia foi realizado em cerca de 30 dias pela draga Governador Triches.


"Nós conseguimos realizar o trabalho em um prazo menor que os 90 dias estipulados inicialmente, mesmo com a paralisação da obra por uma questão judicial. Agora, esta dragagem deve ser feita a cada três ou quatro anos, para que não tenhamos mais nenhum transtorno", destacou o secretário.


Conforme o Superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, a utilização da draga possibilitou a agilidade no trabalho. "Sempre asseguramos que o equipamento era um dos melhores disponíveis no Estado e no país. Ele é propício para este tipo de dragagem, pois já foi utilizado por mais de 30 anos na Lagoa dos Patos e após a recuperação ficou em perfeitas condições. O trabalho realizado por uma equipe experiente propiciou eficiência", afirmou.


De acordo com o superintendente da SPH, Pedro Obelar, nesta sexta-feira deve ser feita a batimetria que irá averiguar se o serviço está totalmente concluído. O investimento com a dragagem é de aproximadamente R$ 1,2 milhão, com recursos do Governo do Estado, através da Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) e da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). 

Porto de Paranaguá amplia programa de visitas com universidades e escolas
O Governo do Estado, através da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), tem ampliado o diálogo com acadêmicos do Paraná, de outros estados e até países vizinhos. Além das visitas acadêmicas que já são realizadas na sede do Porto de Paranaguá, a diretoria empresarial da Appa tem ido até as universidades para falar com os acadêmicos. 

Este ano, a autarquia já proferiu três palestras em instituições de ensino superior e, de fevereiro até agora, a Appa já recebeu 33 instituições de ensino superior, com mais de 1.030 pessoas (alunos de universidade, pós-graduação, mestrado ou doutorado e professores) de todo o Brasil. Existem ainda outras 26 instituições que visitarão o Porto até outubro.

“Acreditamos que essa experiência com os estudantes é fundamental tanto para eles – com a informação e oportunidade – quanto para o Estado que, com ações assim, pode pensar no desenvolvimento ainda mais alinhado com a demanda dos cidadãos, sejam da boleia do caminhão, do campo, dos escritórios, das empresas, das indústrias ou das salas de aula”, afirma o diretor empresarial da Appa, Lourenço Fregonese. 

Os estudantes que visitam o Porto de Paranaguá são de áreas como Administração, Agronegócio, Agronomia, Comércio Exterior, Gestão Pública, Logística e outras afins. “Sabemos que muitos estudantes – mesmo tendo recebido a teoria – ainda têm dúvidas sobre o funcionamento da logística portuária e desconhecem os projetos de modernização e ampliação dos portos do Paraná. A intenção do Governo do Estado, através da Appa, é ampliar o diálogo também com os futuros profissionais da área”, completa o diretor.

Visitas 

Quando os acadêmicos visitam o Porto de Paranaguá, eles assistem ao vídeo institucional, têm palestra técnica sobre o funcionamento dos portos e também sobre a história da autarquia. Os estudantes ficam conhecendo um pouco mais a infraestrutura e logística e sobre os projetos futuros dos portos paranaenses. A segunda etapa é a visita ao cais, onde as operações podem ser acompanhadas, na prática.

Escolas 

Não são apenas os alunos do ensino superior interessados nas atividades portuárias e no dia-a-dia da ponta do Comércio exterior do Brasil, pelo Paraná. Os alunos do ensino fundamental e médio também são curiosos. De fevereiro até agora, foram 16 escolas e mais de 638 estudantes e professores que visitaram o Porto de Paranaguá. Até outubro, já são seis grupos agendados.

As visitas de grupos de estudantes – de todos os níveis de ensino – continuam abertas. Para agendar basta enviar email para a Appa, no endereço eletrônico visitas@appa.pr.gov.br. É preciso informar o número de integrantes e a data da visita. A equipe entrará em contato para agendar na data escolhida, de acordo com a disponibilidade de agenda. 

 As faculdades que não puderem se deslocar até Paranaguá, mas que têm interesse em receber um representante da Autarquia para falar com os alunos, também podem entrar em contato com a diretoria empresarial para checar a disponibilidade de agenda. Os contatos estão disponíveis no site www.portosdoparana.pr.gov.br.
IBGE registra alta de 0,35% em 23 setores industriais em abril

A inflação de produtos na saída das fábricas, sem incidência de impostos e fretes, de 23 setores das indústrias de transformação subiu 0,35% em abril na comparação com março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado hoje (28) mostra que a taxa foi superior à observada entre março e fevereiro (0,04%) e que, no acumulado no ano, ela chegou a -0,06%, ante -0,41% em março. Já o acumulado nos últimos 12 meses caiu, chegando a 5,48%, ante 6,65% em março.


Em abril, 18 das 23 atividades tiveram aumento nos preços, enquanto em março a alta da inflação atingiu 14 atividades. As atividades industriais que mais sofreram alta na taxa foram: farmacêutica (1,95%), borracha e plástico (1,43%), papel e celulose (1,31%) e têxtil (1,29%). As maiores influências foram outros produtos químicos (-0,09 ponto percentual), metalurgia (0,07 ponto percentual), borracha e plástico (0,05 ponto percentual) e máquinas e equipamentos (0,05 ponto percentual).


No acumulado deste ano, as atividades com as maiores variações foram: alimentos (-5,08%), têxtil (4,38%), borracha e plástico (3,04%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (2,95%). Os setores de maior influência sobre o acumulado no ano foram: alimentos (-1,03 ponto percentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,31 ponto percentual), metalurgia (0,20 ponto percentual) e borracha e plástico (0,11 ponto percentual). Essa foi a primeira vez no ano, segundo a pesquisa, que a taxa no setor de alimentos subiu (0,16%) na comparação mensal, embora seja a menor taxa positiva de toda a série.


Ainda segundo o IBGE, os preços das indústrias de transformação acumularam, em 2013, variação de -0,06%, o que se explica pelos resultados negativos de janeiro (-0,10%) e fevereiro (-0,35%). Esta é a primeira vez, na série, em que o primeiro quadrimestre do ano acumulou resultado negativo.


No acumulado dos últimos 12 meses (5,48%) as maiores variações foram: fumo (11,60%), bebidas (9,89%), borracha e plástico (9,18%) e outros produtos químicos (9,11%).  As principais influências nesta comparação vieram de alimentos (1,11 ponto percentual), outros produtos químicos (0,98 ponto percentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,92 ponto percentual) e borracha e plástico (0,34 ponto percentual).

Itajaí sedia “Velas Latinoamérica 2014”

 Itajaí sedia a regata “Velas Latinoamérica 2014”, um evento náutico organizado pela marinha argentina e que reunirá veleiros escola de grande porte das marinhas do Brasil, Chile, Equador, Colômbia e Argentina. O evento inicia no dia 11 de fevereiro e a largada está programada para o dia 16, quando as embarcações partem para um trajeto de 12 mil milhas náuticas, que será executado em 134 dias. As embarcações navegarão juntas pelos mares da América do Sul e Caribe, passando por portos da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana, Venezuela e Uruguai.


“É uma grande satisfação para nós que Itajaí tenha sido escolhida para sediar esse importante evento náutico”, diz o delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, capitão de Fragata Fernando Anselmo Sampaio Mattos. Segundo ele, o sucesso alcançado por Itajaí durante a edição de 2012 da Volvo Ocean Race, quando o município integrou a rota da regata de volta ao mundo, foi decisivo para que o município fosse escolhido pelos organizadores.


“Disputamos a regata com municípios como Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e Natal. A infraestrutura turística regional – uma vez que Itajaí está inserida em uma região com grande apelo turístico – aliada a expertise que o município vem adquirindo na realização de eventos náuticos, foi decisiva na escolha dos organizadores”, diz o comandante.


Mattos acrescenta que os veleiros participantes da regata têm mais de 70 metros de comprimento e poderão ser visitados pela comunidade durante a realização do evento. “Mais do que uma competição, a Velas Latinoamérica 2014 é uma exibição de embarcações gigantescas e um momento de confraternização entre as marinhas dos países participantes”, complementa.


O prefeito Jandir Bellini destaca a importância de Itajaí ser o ponto de partida da regata Velas Latinoamérica 2014, o que consolida o município como um importante polo da vela internacional. “Já são três grandes eventos internacionais que temos agendados para os próximos anos – as regatas Transat Jacques Vabre em 2013, a Velas Latinoamérica 2014 no ano que vês e a Volvo Ocean Race em 2015 – que projetam o nome de Itajaí em nível mundial e nos coloca como uma importante opção no universo náutico”, diz Bellini.


O presidente do Comitê Organizador das Regatas em Itajaí, Amílcar Gazaniga, destaca a importância do resgate da vocação de Itajaí para os esportes náuticos e diz que esse é segmento que vem trazendo impactos bastante positivos para o município. “São impactos na economia, turismo, desenvolvimento e, principalmente, a quebra de paradigmas, pois esse tipo de evento nos coloca em pé de igualdade com importantes municípios do Brasil e exterior”, diz Gazaniga.


A regata é organizada pela Armada Argentina e é realizada a cada quatro anos. A última parada na costa brasileira ocorreu no ano de 2010, com a inclusão do Rio de Janeiro no roteiro.

Governador inaugura o primeiro Laboratório de Estudos em Biogás de Santa Catarina
O governador Raimundo Colombo inaugurou nesta ontem, 27, em Concórdia, o primeiro Laboratório de Estudos em Biogás de Santa Catarina. Localizado no centro de pesquisas da Embrapa Suínos e Aves, o laboratório testa diferentes maneiras de transformar o gás metano em energia e combustível. Entre as inovações, está a análise físico-quimica de dejetos orgânicos, incluindo os de suínos.  “É a evolução tecnológica que aumenta a eficiência e reduz os custos. Com a produção do gás natural a sociedade tem um ganho em produção energética, e também em benefícios ambientais, contribuindo com as políticas de sustentabilidade do nosso Estado”, disse o governador, durante a solenidade.

O Laboratório de Estudos em Biogás é resultado de um convênio com a SCGÁS (Companhia de Gás de Santa Catarina), que auxiliou com recursos financeiros, a DBFZ (Centro Alemão de Pesquisa em Biomassa) e GIZ (Sociedade Alemã de Cooperação Internacional), que forneceram tecnologia e treinamento para os técnicos da Embrapa Suínos e Aves na cidade alemã de Leipzig. O projeto também teve o apoio da BGT Energie, empresa que desenvolve projetos de usinas de gás e energia.

A expectativa é de que a Embrapa Suínos e Aves tenha, a partir de agora, ainda mais capacidade para fazer parte de iniciativas que pretendem explorar a geração de biogás a partir do aproveitamento de resíduos. O  laboratório estará à disposição de órgãos públicos e empresas privadas que pretendem  desenvolver ações nesse sentido. “Hoje Santa Catarina importa gás natural da Bolívia, mas temos a capacidade de produzir 3 milhões de metros cúbicos diários por meio de dejetos. O gás natural renovável será um grande marco no desenvolvimento sustentável do Estado”, explicou presidente da SCGÁS, Cósme Polêse.

A Embrapa Suínos e Aves pesquisa a geração de biogás desde os anos 80. A partir do ano 2000, essa alternativa de tratamento dos resíduos da produção agrícola voltou a ser procurada especialmente por suinocultores e, desde então, a Embrapa desenvolveu vários estudos sobre o tema.


Porto Itapoá lança o projeto CB² - Complexo da Baía da Babitonga

Focado no desenvolvimento socioeconômico da região Norte de Santa Catarina, o Porto Itapoá participou durante esta semana da reunião do Conselho de Desenvolvimento Regional (CDR), promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Joinville. No encontro, realizado em São João do Itaperiú, o presidente do Porto Itapoá, Patrício Junior, fez uma apresentação do terminal, do canal de acesso e da Baía da Babitonga e seus desafios. Falou também sobre o futuro da região Norte, apresentando ao conselho o projeto “CB2 - Complexo Portuário da Babitonga”, que, entre outras coisas, destaca a importância de uma ferrovia que ligue os portos de Itapoá e São Francisco do Sul às regiões produtivas do país.


O tema foi muito bem visto por todos e agraciado de forma especial pela Secretária Simone Schramm, tanto que na mesma reunião ela convidou o Porto Itapoá a ocupar um assento permanente na CDR. Este Conselho é formado pelos prefeitos, vereadores e representantes da sociedade civil dos municípios pertencentes à SDR Joinville (Itapoá, Garuva, São Francisco do Sul, Joinville, Araquari, Barra do Sul, Barra Velha e São João do Itaperiú). O Conselho é presidido pela Secretária de Desenvolvimento Regional, Simone Schramm, e também conta com a presença de deputados estaduais da região, entre eles Kennedy Nunes (PSD), Darci de Mattos (PSD) e Antonio Aguiar (PMDB).

Roberto Lopes dos Santos é o novo diretor superintendente do TESC em São Francisco do Sul
O executivo Roberto Lopes dos Santos é o novo diretor superintendente do Terminal Portuário Santa Catarina (TESC), em São Francisco do Sul. Lopes veio do Grupo Libra, onde deixou o cargo de diretor comercial, e também já atuou como diretor geral da Libra Terminais Santos, Diretor Comercial da Libra Terminais Rio e diretor de operações do Terminal de Vila Velha, pertencente à Vale/Log In. 

À frente do TESC, ele tem como meta fortalecer as atuais relações comerciais do Terminal e atrair novos clientes. O executivo adianta que a eficiência operacional e comercial é determinante para buscar novos clientes e que o TESC vai apostar num conjunto de estratégias para aumentar sua participação no competitivo setor portuário em Santa Catarina.
Navegantes e Sebrae assinam Programa para fortalecer micro e pequenas empresas

A Prefeitura de Navegantes e o Sebrae (Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresasfirmaram uma parceria para fortalecer as micro e pequenas empresas, com a assinatura do Programa de Implementação da Lei Geral, desenvolvido pelo Sebrae e outras instituições.


O Programa é destinado aos municípios que possuem legislação sobre microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais, ou municípios que pretendem fazer suas legislações com o auxílio do Sebrae.


Segundo o consultor do Sebrae, Luiz Carlos de Freitas, Inicialmente são efetivados os Termos de Cooperação com as Prefeituras e depois são agendados cursos gratuitos sobre algumas das áreas que o Sebrae destacar como essenciais para o desenvolvimento do município em questão.


O intuito é incentivar o desenvolvimento local, com a capacitação de empreendedores e agentes públicos, em áreas que podem modificar a compreensão e, especialmente, o modo de gestão do Poder Executivo Municipal. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Navegantes, Antônio Carlos Carmona, em breve a prefeitura estará divulgando detalhes sobre as inscrições e as datas dos cursos.


Cursos:


Curso de Agentes de Desenvolvimento (para agentes públicos)

Conteúdo: Lei Geral da MPE; Desenvolvimento Regional.; Papel dos Agentes de Desenvolvimento.

Carga Horária - 32 horas

 

Curso de Compras Governamentais (agentes públicos e empreendedores)

Conteúdo: Preparação para Licitação; Órgãos fiscalizadores, bases legais e instrumentos na licitação pública com foco na LC 123/06; Conhecer para aplicar os benefícios exclusivos para MPE; Como aplicar o empate ficto e tratar da regularidade fiscal em todas as modalidades; Plano de ação para o processo de compras públicas.

Carga Horária - 15 horas

 

Oficina do empreendedor individual (agentes públicos e empreendedores)

Conteúdo: Orientação com base na legislação específica; Preparar para o registro do empreendedor individual.

Carga Horária - 8 horas

 

Oficina de desburocratização (agentes públicos)

Conteúdo: Mapeamento dos Progressos; Abertura e fechamento de empresas;

Plano simplificado; REDESIM; Sala do empreendedor; Sala de crédito.

Carga Horária - 8 horas

Fim do Decreto 1.357 é bem recebido pela CDL e Sincomércio de Balneário Camboriú

A decisão do governador Raimundo Colombo em revogar o Decreto 1.357, que instituiu o diferencial de alíquotas para produtos comprados pelos empresários fora do território catarinense (Difa), agradou a direção da Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio). De acordo com o presidente da CDL, José Roberto Cruz, o Beto, a decisão do governador é mais uma vitória da mobilização da sociedade. A CDL e o Sincomércio participaram da mobilização, no sentido de pressionar o governo para revogasse o decreto.  “Isso prova que a sociedade pode alcançar resultados quando mobilizada”, acrescenta Beto Cruz.


O anuncio da revogação do decreto foi feita em Blumenau durante a abertura da 45ª Convenção Estadual do Comércio Lojista. Colombo lembrou que o país vive uma “guerra fiscal” entre estados, mas que a tentativa do Governo Federal de unificar as alíquotas do ICMS em 4% não está dando resultado porque já foram feitas modificações que beneficiam o Nordeste e outros estados ou regiões. “Como não vejo perspectiva de a unificação ocorrer, anuncia o cancelamento do decreto 1.357”, disse Raimundo Colombo. “A vitória foi da pressão sobre o governo e parlamentares”, finaliza o presidente do Sincomércio, Helio Dagnoni.

 

Governo do Estado reduz o ICMS para venda de suínos vivos

O Governo do Estado publicou na edição desta sexta-feira, dia 24, o Decreto Nº 1.560, de 22 de maio 2013, que concede a redução da base de cálculo do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) sobre as operações de venda de suínos vivos para fora de Santa Catarina. O imposto foi reduzido de 12% para 2%, com validade de 30 dias contados a partir da publicação.


Essa medida foi adotada atendendo reivindicações dos suinocultores, representados pela Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), e da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, para fazer frente à queda nos preços pagos ao produtor nos meses de abril e maio, consequência das dificuldades de comercialização. O preço base médio atual pago ao produtor é de R$ 2,25 por quilo de peso vivo mais uma bonificação de 10% pela carcaça.


De acordo com o secretário-adjunto de Estado da Agricultura, Airton Spies, as dificuldades atuais que resultaram em preços ao produtor abaixo do custo de produção devem ser passageiras. "Por esta razão, a desoneração tributária foi feita por prazo determinado e limitada à saída de suínos vivos para abatedouros de outros estados. O efeito esperado é que haja uma reação dos preços pagos ao produtor em Santa Catarina", disse o secretário-adjunto.


Spies lembra ainda que a suinocultura catarinense está na expectativa da abertura dos mercados do Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, o que deverá ocorrer em breve já que Santa Catarina é o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, exigência desses mercados. “O Governo do Estado está continuadamente monitorando a suinocultura e trabalhando em parceria com o Governo Federal e setor privado para abrir novos mercados. Medidas pontuais como a adotada com a desoneração do imposto servem para proteger o produtor em dificuldade momentânea. A ideia é que nos momentos de mercado favorável, o Estado continue colhendo os resultados de um dos setores mais importantes da economia catarinense”, destacou.


Santa Catarina é o maior produtor nacional de suínos com produção anual de 800 mil toneladas de carcaça, o que corresponde a 25,1% do que é produzido no país. O setor passou por uma crise de rentabilidade em 2012 devido ao aumento dos custos de grãos utilizados na alimentação dos animais e no primeiro trimestre de 2013 houve uma rápida recuperação do setor.


Santa Catarina quer vender carne para a Itália

As esperanças dos pecuaristas catarinenses em exportar para a Itália se renovaram. Em mensagem enviada ao presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, e ao ex-governador Esperidião Amin, o diretor de saúde pública veterinária Romano Marabelli, disse que as relações entre a Itália e o Brasil estão se recuperando e operando de forma positiva.

Marabelli informa que o Estado de Santa Catarina vai ser avaliado pela Comissão Europeia para finalizar a capacidade de exportar carne suína para a Europa. E acrescenta: “Esse seria o sucesso do trabalho que realizamos juntos e finalmente abrir a possibilidade de exportar para a Itália a carne suína destinada para a fabricação dos nossos produtos à base de carne. Se as inspeções do final de maio tiverem um resultado positivo, abrir-se-ão posteriores oportunidades de colaboração, que eu espero que possamos trabalhar com conjunto.”

Pedrozo interpreta que a manifestação da autoridade italiana mostra uma evolução dos esforços catarinenses para dinamizar o intercâmbio com a Itália e, de modo mais amplo, com a Europa.

O presidente da Faesc realça que desde 2007 as entidades do agronegócio e o governo intensificam esforços para exportar carne para a Itália. Em 2007, a Itália queria importar de 100.000 a 150.000 bezerros por ano. Para discutir esse assunto, o ministro Paolo de Castro, da Políticas Agrícolas, Alimentares e Florestais da República Italiana, o presidente da União de Importadores e Exportadores de Carnes e Derivados da Itália (Uniceb), Renzo Fossato e o Marabelli estiveram em Santa Catarina. Entretanto,  os Ministérios da Agricultura dos dois países não fecharam acordo e as transações bilaterais não evoluíram.

O presidente da Faesc explicou que, agora, a prioridade é abrir o mercado italiano e europeu para a carne suína catarinense.

CDL de Balneário Camboriú lança solução para armazenamento de nota fiscal eletrônica

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Balneário Camboriú aderiu ao programa de solução para o armazenamento de Notas Fiscais Eletrônicas. As lojas associadas poderão armazenar, visualizar e validar suas notas fiscais eletrônicas emitidas e recebidas em dois backaps, evitando assim a perda dos arquivos. O secretário executivo da CDL, Helder Vieira, lembra que é responsabilidade do lojista e não do contador armazenar a nota fiscal eletrônica.

Toda a empresa que emite ou recebe NFe (Notas fiscais eletrônicas) deve armazenar os documentos pelo prazo legal de cinco anos, da mesma forma como já era obrigada a fazer com os antigos blocos de notas fiscais. A diferença é que, ao invés de guardar o papel, o que deve ser armazenado é o arquivo eletrônico da NFe, o chamado XML, de acordo com a Lei 10.297, de 26 de dezembro de 1996.

A lei também prevê multa de R$ 1 mil por documento não encontrado quando solicitado por auditor fiscal. Segundo Helder, o sistema XLM evita problemas em caso de avaria de equipamento, exclusão de arquivo por engano ou até mesmo de furto do equipamento na empresa.

 

Mercado de shoppings centers em alta no Litoral Norte de Santa Catarina
O mercado de shoppings centers em Itajaí e Balneário Camboriú está aquecido. O Balneário e o Itajaí Shopping serão ampliados, além disso, Itajaí deve ganhar um novo shopping no município, com inauguraçã prevista para 2015. O projeto do La Vida Shopping Center já vinha sendo discutido há alguns anos.

O shopping será construído pelo grupo português Fitout em parceria com o Grupo Mendes Sibara, e deve estar integrado a um grande complexo que prevê hotel e centro empresarial com escritórios. Ele se localizará entre a Avenida Contorno Sul e a BR-101

O investimento inicial estimado é de R$ 325 milhões. O projeto contempla mais de 200 lojas (incluindo âncoras), salas de cinema, praça de alimentação e hipermercado. Conforme o coordenador do projeto em Itajaí, o arquiteto e urbanista Tito Arruda, a obra já tem pré-aprovação dos setores responsáveis na prefeitura.

Agora a expectativa é de que o alvará definitivo saia nas próximas semanas. Assim, a previsão para o início da construção é o fim de junho, com término em 18 meses.

Índice que mede inflação semanal sobe na terceira prévia de maio

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou alta na terceira prévia de maio com taxa de 0,40%, ante 0,38% registrado na segunda prévia. Cinco, dos oito grupos que compõem o índice apresentaram aumentos, com destaque para a variação de tarifas aéreas (de -10,25% para -3,41%), do grupo educação, leitura e recreação (de -0,06% para 0,28%), principal contribuição para o resultado.


No grupo alimentação, o índice passou de 0,51% para 0,54%. A principal contribuição foi do item frutas (de 2,07% para 3,85%). No grupo comunicação (de -0,25 para -0,04%), a variação teve influência do recuo menos acentuado das tarifa de telefone residencial, que passou de -1,46% para -1,05%. O grupo vestuário também registrou alta (de 0,84% para 0,96%) como consequência da pressão vinda do item roupas (de 1,12% para 1,22%). O grupo despesas diversas (de 0,20% para 0,24%) variou motivado pela alta do item ração animal (de 0,50% para 1,43%).


Em movimento inverso, o grupo transportes apresentou redução (de -0,07% para -0,15%) provocada pela tarifa de ônibus urbano (de -0,90% para -1,22%). Também contribuíram para segurar o ritmo de avanço inflacionário, os grupos habitação (de 0,27% para 0,24%), influenciado pela queda no valor da tarifa de eletricidade residencial (de -0,90% para -1,20%) e saúde e cuidados pessoais (1,35% para 1,26%) com destaque para os medicamentos em geral (de 2,89% para 2,59%).


Os itens que mais influenciaram o aumento do IPC-S foram: as refeições em bares e restaurantes com elevação semelhante à registrada na apuração anterior (0,63%); leite tipo longa vida (de 3,75% para 3,91%); vasodilatador para pressão arterial (de 3,43% para 3,29%); aluguel residencial (de 0,46% para 0,53%) e plano e seguro de saúde, cuja variação na terceira prévia de maio foi igual a da segunda prévia (0,63%).

Diretor do MDIC confirma participação no ENAServ 2013

O diretor de Políticas de Comércio e Serviços da Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Maurício Lucena do Val, participará da quarta edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (ENAServ).

Maurício do Val estará presente no painel que debaterá as questões referentes ao Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (Siscoserv) e à Nomenclatura Brasileira de Serviços, Intangíveis e outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (NBS).

O Siscoserv é considerado o sistema mais moderno do mundo para registro de operações de comércio exterior de serviços e intangíveis. Criado com o objetivo de orientar políticas de fomento ao comércio exterior desses segmentos, o serviço está em vigor desde o ano passado, mas sua implementação ainda gera muitas dúvidas.

Já para o painel “Como os Grandes Eventos Podem Contribuir para Reverter o Déficit” estão confirmadas as participações do Secretário-Executivo do Ministério do Turismo, Valdir Moysés Simão, e do Secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Humberto Ribeiro.

Para o evento, ainda estão previstas as participações de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), entre outras instituições.

O ENAServ 2013 é um evento organizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e pelo MDIC, em parceria com a FecomercioSP, e será realizado em São Paulo, no dia 25 de junho. As inscrições permanecem abertas e podem ser feitas pelo site www.enaserv.com.br.

 

SERVIÇO: ENAServ 2013

Data: 25 de junho de 2013

Horário: 8h a 17h45

Endereço: Auditório da FecomercioSP (Teatro Raul Cortez) - Rua Doutor Plínio Barreto, 285 - Bela Vista - São Paulo (SP)

Inscrições: Pelo site www.enaserv.com.br.

Confiança do industrial gaúcho atinge o menor índice em nove meses
A confiança dos industriais gaúchos caiu pela terceira vez consecutiva e somou 54,8 pontos em maio, de um total de 100, atingindo o menor patamar em nove meses. O índice, medido pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), recuou 0,4 ponto em comparação com abril. “Os resultados continuam sugerindo moderação da atividade do setor fabril no Estado. As avaliações negativas do cenário atual e as perspectivas futuras menos otimistas são determinadas pelos graves problemas de competitividade, pelas dificuldades para exportar e pela concorrência muito acirrada com importados no mercado interno”, afirmou o presidente da FIERGS. 

A percepção dos empresários sobre as condições atuais da economia e com as expectativas para os próximos seis meses foram responsáveis pela queda do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS). Para 34% dos entrevistados, ocorreu uma piora no cenário econômico brasileiro. Apenas 10,3% fizeram uma avaliação positiva. Os demais afirmaram que não houve alteração em relação às dificuldades já enfrentadas. Em relação ao Rio Grande do Sul, a avaliação da situação foi semelhante: 34,6% e 9%, respectivamente. 

O Índice de Expectativas registrou 57,8 pontos, expressando otimismo. No entanto, significa o menor valor desde setembro do ano passado e a terceira queda consecutiva. O futuro da economia brasileira é visto de forma positiva por 26,3% dos entrevistados e com pessimismo, por 21,2% deles. O restante não acredita em mudanças. “A menor confiança pode levar as indústrias a adiarem seus investimentos, tornando a retomada do setor ainda mais difícil”, destacou Müller. 
Taxa de desemprego no país é a menor em abril desde 2002

O número de desempregados no Brasil no mês de abril é o menor desde 2002, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quinta-feira, 23, a taxa de desocupação que está estável, com 5,8%, em comparação ao mês de março, com 5,7%. Em relação ao mês de abril do ano passado o cenário de estabilidade é o mesmo, com 6,0%.

A população desocupada ficou em 1,414 milhões – estável com relação a março e frente a abril 2012. A população ocupada é de 22,906 milhões, também sem alterações significativas na comparação mensal e anual.

Os trabalhadores com carteira assinada (no setor privado) somam 11,452 milhões, comparados a março, com variação estatística de 0,1%, portanto estável, já quando o termo de comparação é anual, cresceu 3,1%.

Rendimento anual cresce

Por sua vez, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1862,40) se manteve também estável na comparação mensal e aumentou 1,6% na comparação anual. A massa de rendimento médio dos ocupados chegou a R$ 43 bilhões, praticamente não oscilando em relação a março, mas crescendo 2,4% na comparação com abril do ano passado.

Posicionamento Fecomércio

A estabilidade dos dados sobre a situação do emprego no Brasil está atrelada à desaceleração da economia brasileira, que passa por um período de crescimento reduzido, com o surgimento de temores em torno da volta da inflação e com menos geração de emprego.

Entretanto, se por um lado há um reduzido nível de atividade econômica e um menor saldo de criação de vagas de emprego, por outro os ganhos salariais, quando comparados ao ano passado, continuam representativos.

Este cenário apesar de expandir o mercado interno, apresenta graves problemas. Isso ocorre porque há alguns anos os ganhos salariais não são acompanhados por ganhos de produtividade do trabalho, fator que vem trazendo falta de competitividade para a economia nacional, além de alimentar o processo inflacionário, o que pode se refletir no próprio encolhimento do mercado interno no longo prazo.

Governador de Santa Catarina assina lei que obriga concessionárias expor valores arrecadados e investidos na malha viária

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, assinou ontem, 22, a lei que obriga as concessionárias que administram rodovias em Santa Catarina a divulgarem os valores arrecadados e investidos com a cobrança de pedágios.

De acordo com o texto do projeto proposto pelo deputado Gelson Merísio (PSD), a divulgação deve ser feita trimestralmente na imprensa, no site oficial da empresa e por meio de painéis dispostos junto às praças de pedágio.

Um relatório com as mesmas informações também deverá ser enviado à Assembleia Legislativa. Caso as medidas não sejam cumpridas, a concessionária pode ser alvo de multa de R$ 5 mil, valor que dobra a cada reincidência.

Posicionamento da Fecomércio

Na opinião da Fecomércio-SC, a proposta procura incentivar o investimento em infraestrutura, promovendo a transparência das contas no âmbito de uma categoria de serviço concessionado que gera muita arrecadação e tem pouco controle dos setores público e privado. O tema faz parte da Agenda Política e Legislativa do Comércio de Bens, Serviços e Turismo lançada pela Federação em abril deste ano.

A entidade ainda acredita que, com a medida, a economia catarinense tende a ser beneficiada, especialmente no que se refere ao setor produtivo, na melhoria da infraestrutura, economia de custos e facilidade na logística.

Assim que for publicada a lei no Diário Oficial, o prazo de adequação às novas regras é de 120 dias.

MP dos Portos: a lei sozinha não fará milagre
Há exatamente uma semana, foi aprovada na Câmara dos Deputados e no Congresso Federal a MP dos Portos, que tem como objetivo modernizar os portos do país. A Revista Portuária resolveu ir a fundo no assunto para saber, a medida por si só terá condições de baixar os custos de logística e melhorar as condições de competitividade da economia brasileira? Na opinião de especialistas ouvidos pela reportagem, nem tanto. Explica-se: de nada adianta investimentos nos portos se, do lado de fora, a infraestrutura de estradas, ferrovias e logística ainda é capenga.

Romeu Zarske de Mello, coordenador do curso de logística da Univali, acredita que enquanto não forem desatados nós de infraestrutura e a eterna burocracia nacional persistir a atrasar e emperrar o crescimento da economia brasileira, a MP dos Portos não será a salvação propagada pelo governo federal. "É preciso muito mais do que simplesmente modernizar os portos. É preciso melhorarmos as condições das rodovias, criarmos opções de ferrovias e sermos institucionalmente mais agilizados", avalia Romeu.

Opinião parecida tem o economista Manoel Antônio dos Santos, coordenador dos cursos de comércio exterior e gestão portuária da Univali, que afirma ser esse um momento de otimismo com a aprovação da MP, no entanto, aponta, essa é a hora do Brasil melhorar a questão da infraestrutura para escoar a produção e acelerar processos burocráticos. 
Mobilidade viária em pauta na ACII

A operacionalidade do transporte de containeres para o Porto de Itajaí esteve em pauta na Reunião de Diretoria da Associação Empresarial de Itajaí (ACII) da última segunda-feira, (20).  Vários representantes de empresas ligadas ao transporte, assim como representantes de sindicatos, o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Aires dos Santos Jr, o coordenador do Codetran, Willian Gervasi e a secretária Municipal de Segurança, Susi Bellini promoveram um pequeno debate para tentar encontrar alternativas para diminuir os transtornos causados no trânsito na área primária.


Entre várias questões e sugestões levantadas, o coordenador da Codetran apontou que uma saída seria que houvesse uma maior sintonia entre as empresas e o terminal portuário. O superintendente do Porto sugeriu que a cidade poderia implantar um centro de triagem para caminhões. “Outra ação poderia ser a realização de uma campanha de conscientização para que haja mais tolerância da comunidade já que é sabido da importância do Porto para economia do município”


Outras preocupações também foram apontadas ao longo da reunião e por fim foi sugerida a formação de um grupo de trabalho para que fossem melhor avaliadas as sugestões e apontados novas saídas para o problema.


No início da reunião foi divulgado o Festival Cultural da Univali, que será composto pelos eventos: 4º Concurso de Talentos Musicais, 9ª Mostra Cultural e o 3º FENUDI – Festival Nacional Universitário de Dança de Itajaí. Neste ano de 2013, a Universidade conseguiu aprovação do projeto junto ao Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), que permite a captação de recursos junto a empresas que contribuem com impostos federais.

 

Antaq inicia novas licitações de terminais portuários em junho

Depois de aprovada a MP dos Portos, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) comunicou nesta semana que o governo lançará em junho as licitações prioritárias, referentes a terminais portuários em Santos (SP) e no Estado do Pará (PA), com previsão de conclusão neste ano.


Os processos das outras regiões brasileiras serão lançados entre agosto e setembro, com previsão de conclusão em 2014. Segundo Brito, serão feitas 150 novas licitações, o que também vai abranger as concessões dos portos de Manaus (AM) e Imbituba (SC). Em Santa Catarina, em 2013, apenas o terminal de Imbituba passará por processo licitatório. 


O Plano Nacional de Logística Portuária atinge 159 terminais, sendo 42 áreas novas, 46 com contrato já vencidos e 71 áreas a vencer até 2017.


Também neste ano, a Antaq pretende realizar o processo licitatório para os serviços de dragagem em diversos portos brasileiros, com contratos com prazo de 10 anos e investimentos totais da ordem de R$ 3,2 bilhões.


Novos procedimentos para agendamento de carga no Porto Itapoá

O Porto Itapoá informa que, desde o dia 20 de maio, está adotando novas regras de agendamento conforme segue:

Regra geral

1 A  janela de atendimento passa a ser de quatro horas;

2 O agendamento poderá ser feito até duas horas antes do início da janela;

3 Não haverá tolerância, ou seja, o agendamento torna-se expirado quando terminar a janela;

4 Expirado o agendamento, a transportadora deverá refaze-lo para a próxima janela disponível;

5 Os caminhões que chegarem antes do horário, deverão aguardar na área de triagem até sua janela de atendimento ou disponibilidade de entrada.

Tarifa “NO SHOW”

Chegando após a janela de atendimento, o agendamento torna-se expirado, gerando uma tarifa de “NO SHOW” no valor de R$150,00 que será faturada contra a transportadora. O agendamento deverá ser refeito pela transportadora para a próxima janela disponível. 
A tarifa “No Show” será aplicada nos casos de retirada de importação/cabotagem, independente da modalidade (DTA/DTC/CTAC/DSI/DI).

Agendamento Expresso

Não havendo janelas disponíveis para o horário desejado, a transportadora poderá optar pelo agendamento expresso. Neste caso, após feito o agendamento para a janela disponível, a transportadora deverá entrar em contato com nosso pessoal de apoio ao Gate opr-apoiogate@portoitapoa.com.br solicitando o agendamento expresso. Havendo disponibilidade, estaremos antecipando para o horário desejado. 
Para essa opção, será gerada uma tarifa de R$150,00 que será faturada contra a transportadora.

Área de triagem e vistoria

1 O caminhão deve parar na área de triagem onde será verificado se há agendamento, horário, e registro de chegada na fila;

2 Após OK do nosso pessoal da fila, o motorista passa para a área de vistoria;

3 Será feita a vistoria e conferência dos dados do agendamento, estando OK, o motorista dirige-se para área de Gate, estando divergente o motorista deve retornar e parar ao longo da linha amarela.

**A fila será monitorada 24hrs, e estando o caminhão agendado informaremos a “chegada na fila” no sistema, a qual poderá ser acompanhada online através do nosso Portal do Cliente.

Em caso de dúvidas solicitamos que entrem em contato conosco:

(47) 3443-8700

atendimento@portoitapoa.com.br

Porto do Rio Grande atinge 2,5 milhões de toneladas de soja exportadas

O Porto do Rio Grande já exportou mais de 2,5 milhões de toneladas de soja. Entre os terminais graneleiros Termasa, Tergrasa, Bianchini e Bunge, mais de 40 navios já foram embarcados com soja até o dia 17 de maio. Cada navio parte, em média, com 63 mil toneladas do grão, tendo como principal destino a China.


Já chegaram a Rio Grande três milhões de toneladas do grão. A soja chega ao porto gaúcho por meio dos modais rodoviário (60%), ferroviário (30%) e hidroviário (10%). Dessa forma, do volume de soja a ser exportado pelo porto, o maior volume é transportado por caminhões, mas também por trens e barcaças. Mais de 60 mil caminhões já desembarcaram no porto a soja produzida no Rio Grande do Sul.


Conforme o Superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, os dados estão de acordo com a estimativa para esta safra. "Este número está dentro da nossa expectativa. A partir de agora com a colheita finalizada e os grãos armazenados, a tendência é termos um processo de escoamento da soja e operação portuária ainda mais tranquilo no porto", destacou.


O monitoramento do escoamento e armazenagem estática estão sendo realizados pela Suprg, através de informações diárias provenientes dos Terminais Graneleiros. Além disso, os órgãos de controle e segurança participam do Plano de Ação da Safra de Soja 2013, que tem como objetivo garantir a segurança e agilidade no transcorrer da safra, evitando o congestionamento junto às rodovias de acesso ao porto.

Caminhoneiro pode conferir cadastro no Carga Online por SMS ou pela Internet
Atendendo aos pedidos dos caminhoneiros que descarregam grãos no Porto de Paranaguá, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) acaba de adotar uma nova funcionalidade no sistema Carga Online, que ordena a chegada de caminhões até o Porto. A partir de agora, os caminhoneiros poderão consultar, via SMS ou pela internet, se a carga que irão transportar já está cadastrada no sistema eletrônico do Porto, evitando chegar ao Pátio de Triagem sem o cadastramento prévio.

De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seil) analisa o contexto de escoamento das safras de forma integrada. “Reunimos aqui na secretaria as demandas do Porto e dos demais órgãos onde atuamos para que possamos trabalhar de forma conjunta, em parceria com as concessionárias e o transporte ferroviário. E as melhorias que estão sendo feitas no Carga Online são resultado deste processo”, explica. 

“Nosso trabalho de aprimoramento constante do Carga Online inclui ouvir todos os usuários do sistema, para tentar atender as necessidades. E uma demanda comum entre os caminhoneiros era uma forma de averiguar se a carga que eles estavam transportando estava ou não cadastrada no sistema da Appa”, explica o superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino. “Esta é mais uma garantia para o caminhoneiro que já descobriu o quanto é mais vantajoso não ter que aguardar para descarregar naquelas intermináveis filas de caminhões”, completa Dividino.

Para saber se a carga está cadastrada no sistema, o caminhoneiro precisa mandar uma SMS para o número 28595 com a palavra “Appa” e ao número da placa do caminhão (letras e números). Dentro de poucos minutos, o sistema responderá se a carga está cadastrada ou não.

Outra maneira de conferir o cadastro é a través da internet. No site da Operação Safra (www.operacaosafra.pr.gov.br), basta inserir a placa do veículo no campo indicado – na página inicial – e imediatamente averiguar se o caminhão já está cadastrado.

Na prática  

O caminhoneiro Adão Rodrigues saiu de Marialva para descarregar soja no Porto de Paranaguá. Quando chegou ao Pátio de Triagem, o cadastro que deveria ter sido feito na origem, não havia sido efetuado. “Estou carregado desde quinta-feira. Cheguei aqui na sexta-feira, não estava cadastrado tive que esperar para descarregar só na segunda-feira, quando a origem cadastrou. Se estivesse tudo certinho, eu teria descarregado já na sexta-feira”, lamenta.

Além da dificuldade do atraso para descarregar, que chega a comprometer algum frete de retono, os caminhoneiros mencionam que não estar cadastrado gera outros transtornos como dificuldade de encontrar lugar para permanecer com o caminhão.

O caminhoneiro Gerson Rosa, de Bebedouro, Interior de São Paulo, não teve esse problema. Carregado de farelo de soja, antes de chegar no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá, ele checou se o cadastrado estava certo. “No caminho, passei uma mensagem. Na primeira vez, ainda não estava cadastrado. Deu tempo de passar em casa e passar o domingo. Hoje de manhã, mandei outra mensagem, já estava cadastrado, desci e vou descarregar daqui a pouco. Esse sistema de checar antes facilita muito para nós. Se não está cadastrado, a gente nem vem”, afirma o caminhoneiro.
Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, busca desenvolvimento no setor náutico

O município de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, foi o segundo visitado pelo GT Náutico catarinense, que está detectando potencialidades das cidades do litoral que desejam desenvolver o setor em busca de empregos e renda. Para Leandro ‘Mané’ Ferrari, presidente do Grupo e também da Associação Náutica Catarinense para o Brasil (Acatmar), o local tem tudo para se transformar no maior polo do Brasil de turismo sobre as águas. “Um primeiro passo será o apoio à requalificação do trapiche da Praia Ganchos”, afirmou, em rápido diagnóstico durante a visita, que teve também as presenças do prefeito Juliano Duarte Campos, do secretário municipal da Fazenda, Rodrigo D. da Silva, e dos membros do Sebrae/SC Iriberto Moschetta (analista) e Wilson Sanches (Coordenador Regional da Grande Florianópolis).


Outra ação, firmada entre o Sebrae/SC e a Acatmar, é a criação de convênio de serviços, iniciando com o projeto "Negócio Certo Rural" - foco nas colônias de pesca e workshops para restaurantes que servem aqueles que chegam de lancha nas praias da região. Também foi discutida a implantação da primeira via gastronômica náutica do sul do país. “Algo inédito que trará não só visibilidade, mas fomentará a vinda de muitos turistas apaixonados pelo mar e pelas belezas de praias como o Tinguá, uma das preferidas pelos amantes da náutica”, frisou Ferrari.

 

 

Produção industrial brasileira mantém crescimento

A produção industrial manteve-se em crescimento em abril. De acordo com a Sondagem Industrial divulgada hoje (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de evolução da produção de abril ficou em 52,8 pontos, 0,1 ponto a menos do que no mês anterior (52,9).


Os indicadores da pesquisa variam de 0 a 100. Acima de 50 indicam crescimento na produção, estoque acima do planejado e utilização da capacidade instalada acima do usual. O índice de utilização da capacidade instalada subiu de 44,4 para 46 pontos e o número de empregados na indústria ficou praticamente estável, com índice de 50,2 pontos.


De acordo com a CNI, o ponto negativo da pesquisa foi o aumento dos estoques de produtos finais, sobretudo entre as grandes empresas. O índice de estoques passou de 50 para 51,2 pontos e, no caso das grandes empresas, de 51,3 para 54,1 pontos, o maior valor desde julho de 2012. Segundo a confederação, estoques indesejáveis elevados podem ser um obstáculo à continuidade da retomada da atividade industrial.


Em maio, as expectativas dos empresários para os próximos meses ficaram praticamente estáveis em relação à demanda, compras de matéria-prima e número de empregados. Com relação às expectativas para os próximos seis meses sobre as exportações, os empresários voltaram a mostrar otimismo em maio, após perspectivas estáveis em abril.


A Sondagem Industrial foi feita entre 2 e 14 de maio com 1.874 empresas de todo o país, das quais 673 são pequenas, 724 médias e 477 de grande porte.

Secretaria da Fazenda registra infrações em 40% das vistorias na Operação Obra Limpa

A Secretaria de Estado da Fazenda registrou irregularidades em 40% dos estabelecimentos vistoriados durante a Operação Obra Limpa, realizada entre os dias 14 e 16 de maio. A ação fiscalizou 583 varejistas do segmento de material de construção em todo o estado, superando a meta inicial, de 400. Foram constatadas 265 infrações fiscais e apreendidos 102 equipamentos que estavam em desacordo com o regulamento.


Grande parte das irregularidades está relacionada ao uso de equipamentos proibidos por lei, como impressora não fiscal e calculadora, ou à ausência do Programa Aplicativo Fiscal – Emissor de Cupom Fiscal (PAF-ECF). Uma notificação fiscal com cobrança de multa será lavrada pela Fazenda para cada infração fiscal constatada na operação.


A verificação do uso correto das obrigações tributárias acessórias é apenas a primeira fase da operação. Os varejistas visitados receberam uma intimação fiscal para a apresentação, no prazo de 30 dias, de arquivos a serem extraídos dos ECFs ou do PAF-ECF em uso. “O próximo passo é analisar as informações desses arquivos. A partir dela, outras ações fiscais poderão ser deflagradas”, explica Francisco de Assis Martins, gerente de Fiscalização da Fazenda.


Na Grande Florianópolis, em uma das lojas visitadas constatou-se que, apesar do estabelecimento ter o ECF e o PAF-ECF, a empresa emitiu 40 mil orçamentos e apenas três mil cupons fiscais. “A maioria desses orçamentos tem apenas uma ou duas mercadorias relacionadas, um forte indício de que a empresa vende a mercadoria e entrega somente o orçamento, sonegando impostos ao Estado”, afirma Martins.


A Operação Obra Limpa foi realizada por 95 auditores fiscais sob a coordenação do Grupo Especialista Setorial Material de Construção (GESMAC) e com o apoio do Grupo Especialista em Automação Comercial (GESAC) e do Grupo Regional de Ação Fiscal (GRAF). Foram visitados contribuintes que atuam no comércio de tintas e materiais para pintura; material elétrico; vidros; ferragens e ferramentas; madeira e artefatos; materiais hidráulicos, entre outros. O setor, incluindo a indústria, corresponde a cerca de 6% da arrecadação do Estado.

Parque Beto Carrero, em Penha, vai sediar no fim de semana a 19ª edição da Bolsa de Negócios Turísticos (BNT) Mercosul
Os profissionais do turismo do Mercosul estarão com os olhos voltados para o Litoral Norte de Santa Catarina neste próximo fim de semana. O Parque Beto Carrero World, em Penha, será sede, nos dias 24 e 25 de maio, da 19ª edição da Bolsa de Negócios Turísticos (BNT) Mercosul. O evento estenderá também hospedagem e diversão turística aos participantes, com visitas técnicas a Balneário Camboriú.

A feira tem como principal objetivo reunir os profissionais da indústria turística, visando impulsionar negócios entre fornecedores e compradores do Brasil e Mercosul, favorecendo os contatos comerciais e a divulgação dos destinos. Balneário Camboriú, que será representada pela Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, contará com estande próprio, expondo aos participantes o potencial receptivo da cidade.

''Temos uma oportunidade dupla ao participar da BNT Mercosul. Primeiro, porque mostramos nosso trabalho em receber bem e oferecer opções de lazer, atrativos naturais e gastronomia aos profissionais de todos estes lugares que estão no evento. Depois, por recepcionarmos estes formadores de opinião, que são os pessoas que vêm buscar aprimoramento e estreitar parcerias. É uma responsabilidade que assumimos ciente da capacidade de nossa cidade como destino turístico'', destaca o secretário de Turismo, Ademar Schneider.

Na edição do ano passado, a feira movimentou 82 operadores brasileiros e sul-americanos, com 398 expositores, em 125 estandes. Participaram aproximadamente seis mil mobilizadores do turismo, gerando 55.712 contatos comerciais. Argentina, Chile, Estados Unidos, Indonésia, Paraguai e Uruguai, além de representantes de 285 cidades brasileiras marcaram presença na BNT Mercosul 2012.

De acordo com os organizadores, a previsão para este ano é de ampliação, chegando a 146 estandes e cerca de 400 expositores. Hotéis, resorts, companhias aéreas, locadoras de veículos, parques, atrações e destinos turísticos, agentes e operadores de viagens compõem o trade turístico participante. A BNT Mercosul acontece no Castelo das Nações, portal de entrada do parque, sendo destinado exclusivamente a profissionais do turismo e imprensa.
Brasil pode iniciar exportações de carne de frango para o México

O governo e importadores do México iniciaram contatos com o Brasil sinalizando a intenção de realizar a importação de carne de frango e ovos. No caso do frango, a expectativa é de que o volume some, no total, 300 mil toneladas, a serem fornecidas por exportadores brasileiros e de outros países.

 

“É uma excelente notícia. Já fizemos tentativas de abrir o mercado mexicano, que esbarram na existência de elevadas tarifas de importação e de um acordo de livre comércio do país com os Estados Unidos”, explicou o presidente da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra.

 

As primeiras informações são de que o México, onde foram registrados focos de gripe aviária, tem interesse em agilizar todas as negociações e formalidades necessárias para o acordo sanitário com o Brasil. Segundo estimativas da UBABEF, o mercado mexicano pode representar a exportação de aproximadamente US$ 300 milhões somente em carne de frango, tendo por base um preço médio do produto inteiro e em cortes.

 

A UBABEF já realizou contatos com o governo brasileiro pedindo urgência nas negociações, colocando-se à disposição para integrar uma missão comercial para as conversações com as autoridades mexicanas.

 

“Nossa sugestão é que o acordo sanitário seja formalizado com base nos padrões que o Brasil cumpre junto a mercados como União Europeia, Japão e Arábia Saudita, que estão entre os mais exigentes do mundo no que diz respeito à segurança alimentar. Com as autoridades mexicanas aceitando, desta forma, a excelência de nosso sistema sanitário, agilizaremos o processo”, informou Turra.

Após dois meses em queda, confiança da indústria fica estável em maio

Após dois meses de queda, a confiança do empresário ficou estável em maio, aponta o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador, divulgado hoje (17) ficou em 55,5 pontos, ante 55,4 em abril.

O Icei varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 representam otimismo no setor. Apesar da estabilidade em relação ao mês anterior, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o índice apresentou queda de 2,4 pontos.

Em nota, o economista da CNI Marcelo de Ávila avalia que não houve melhora significativa no ambiente de negócios. “Para que haja aumento da confiança, é preciso que haja mudanças de maior impacto na redução dos custos de produção”, disse o especialista.

O estudo destaca que, desde dezembro, o otimismo dos empresários da construção está em queda. Em maio, caiu 0,4 ponto ante abril e registrou 55,4 pontos. Em contrapartida, as indústrias extrativas e de transformação tiveram alta na confiança. Enquanto o índice da primeira cresceu 0,3 ponto, atingindo 56,4 pontos, o da segunda aumentou 0,7 ponto e registrou 54,9 pontos, em maio.

O levantamento foi feito entre 2 e 14 de maio com 2.344 mil empresas, de pequeno, médio e grande porte.

Geração TEC oferece cursos gratuitos na área de tecnologia, em Itajaí

 Estão abertas, até 11 de junho, as inscrições para 90 vagas nos cursos gratuitos de formação de profissionais para a área de tecnologia. Os cursos, oferecidos pelo Geração TEC, programa do Governo do Estado que capacita profissionais em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), terão turmas de .NET, Suporte/Help Desk e Java. As aulas serão realizadas no Campus da Univali, em Itajaí, nos períodos vespertino e noturno.

 

O programa é destinado a jovens com 17 anos ou mais, que tenham completado o ensino médio ou estejam no último ano, com conhecimentos básicos em informática e que não estejam trabalhando com atividades relacionadas à TIC. As inscrições podem ser feitas pelo www.geracaotec.sc.gov.br.

 

Os cursos foram selecionados conforme a demanda por profissionais, de cada município. Eles são gratuitos e duram cerca de quatro meses, com inicio em junho. Podem participar jovens e adultos a partir de 17 anos, que estejam cursando o último ano do ensino médio ou ter concluído, ter conhecimento básico em informática e em raciocínio lógico e não estar empregado em atividades relacionadas à TIC.

 

Para Luis Carlos Martins, professor e coordenador dos cursos de Ciência da Computação e de Tecnologia em Sistemas, da Univali, o Geração TEC representa uma oportunidade de qualificação profissional para pessoas que desejam atuar na área de tecnologia: “Há muitas vagas de trabalho nas empresas de Itajaí e cidades vizinhas, com boa remuneração e perspectiva de crescimento profissional. Jovens que participarem dos cursos promovidos pelo programa e investirem sua formação nessa área estarão bem empregados e, também, poderão montar sua própria empresa”, afirma o professor.

 

O Geração TEC é um programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), realizado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e do Instituto Internacional de Inovação (i3), em parceria com a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate).

 

Lançado em 2011, o programa já capacitou e formou 2.092 pessoas em 12 cidades de Santa Catarina. Em 2012 o curso de Web Design foi oferecido pelo programa em parceria com Univali e Senac. Na ocasião, 66 jovens foram qualificados. Desses, 14 estão empregados e um atua no setor de TIC. Para 2013, o Governo do Estado garantiu R$ 3,5 milhões em recursos para a execução do programa, que pretende formar 5 mil pessoas até 2014.

 

Outras informações: (47) 3341-7544, com Luis Carlos Martins, coordenador dos cursos de Ciência da Computação e de Tecnologia em Sistemas, da Univali.

Shoppings da Almeida Junior de cara nova

A Almeida Junior está de cara nova. O maior Grupo regional de shoppings do País acaba de modernizar a identidade visual da sua logomarca e dos shoppings. A marca continua a mesma, porém com design mais atual e nova tipologia.

 

O Grupo incorporou aos shoppings os nomes já batizados pelos próprios consumidores. Assim o Balneário Camboriú Shopping passa a ser simplesmente Balneário Shopping, o Joinville Garten Shopping adotou o Garten Shopping, o Blumenau Norte Shopping agora é Norte Shopping, o Shopping Neumarkt passa a ser Neumarkt Shopping e o Continente Park Shopping, Continente Park.

 

“Assumimos as identidades já adotadas pelos nossos clientes e todas as logomarcas foram modernizadas”, diz o Superintendente Regional de Marketing, Michael Domingues. Ele explica que o lettering utilizado, em maiúsculas, transmite força e solidez, favorecendo o impacto e a leitura. A presença de curvas suaviza a imponência da marca, além de torná-la atual, completa Domingues.

 

Nesta nova fase, os shoppings também lançaram a campanha institucional que leva os traços do artista plástico Luciano Martins, gaúcho radicado em Santa Catarina, a exemplo das campanhas de Páscoa e do Dia das Mães. Todo o material segue o conceito emotional fashion acompanhado de grafismos do artista, adotado pelo Grupo para este ano, e traduz uma forte identificação de cada shopping com a cidade na qual está inserido. Tudo em cores vibrantes e contemporâneo, em sintonia com o posicionamento dos shoppings. As campanhas foram desenvolvidas pela Competence e clicadas pelo fotografo Max Schoelk. 

Aprovada, MP dos Portos agradou lideranças portuárias e empresariais de Santa Catarina

A medida provisória conhecida como MP dos Portos foi aprovada ontem, 16, pelo Senado por 53 votos a favor, sete contra e cinco abstenções. Pela manhã, o texto tinha sido aprovado pela Câmara. No Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, a medida agradou lideranças portuárias que acreditam que os novos critérios serão capazes de proporcionar maiores investimentos nos portos, o que aumentaria a eficiência e competitividade dos terminais portuários brasileiros.

Em Itajaí e Navegantes, a medida não alterar muita coisa, visto que os municípios já vinham trabalhando com arrendamento no Porto Público e com a criação, cinco anos atrás, do terminal privado Portonave, em Navegantes.

O superintendente da APM Terminals Itajaí, Ricardo Arten, afirma que é favorável a lei de modernização dos portos, algo que ele classifica como essencial para manter a competitividade dos produtos brasileiros e, na esteira, dos portos espalhados pelo litoral. “A MP vem para representar um novo momento na área portuária, onde os investimentos devem aumentar e a eficiência dos serviços também”, avalia, dizendo que a MP é positiva se forem cumpridas as promessas de modernização e investimentos.

Já o engenheiro Antônio Ayres dos Santos, superintendente do Porto de Itajaí, entende que se as medidas propostas forem realmente colocadas em prática, a MP dos Portos será de grande valia para a economia nacional e, principalmente, a catarinense, uma vez que o litoral do estado possui cinco terminais portuários em plena operação. “Se a MP for capaz de aumentar os investimentos no setor, garantir a competitividade dos produtos brasileiros e aumentar a eficiência dos portos, sem dúvida ela será fundamental para o desenvolvimento da região e do estado”, analisa Ayres.

A MP dos Portos, como não poderia deixar de ser, tem alguns pontos polêmicos, como a de contratação de mão de obra e das decisões centralizadas, como explica Ayres. “Aqui em Itajaí, nos afetou mais é o fim do poder decisório de autarquias e do município na administração dos portos. Esse poder agora está concentrado em Brasília. Entretanto, no quadro geral a situação permanecerá a mesma. Assim, esperamos que esse conjunto de normas seja positivo para toda a cadeia portuária do Brasil”, expõe Ayres.

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina é a favor da MP dos Portos para aumentar a competitividade do setor portuário, o que influencia diretamente no desenvolvimento da indústria. O presidente da Fiesc, Glauco Côrte, lembra que um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ranqueou o Brasil em último lugar quando o assunto é competitividade dos portos - entre 14 países que incluem Rússia, Índia e África do Sul.

“O governo não tem recursos suficientes para investir na infraestrutura necessária para os portos. Por isso, a MP é indispensável para que haja novos investimentos no setor pela iniciativa privada”, disse.

E agora?

A presidente Dilma Rousseff terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar parcial ou integramente o projeto. O prazo passará a ser contado a partir do dia que o texto for protocolado na Casa Civil. O governo corria contra o tempo para aprovar a medida, porque o texto perderia a validade após a meia-noite do dia 16. A MP estabelece um novo marco regulatório para o sistema portuário brasileiro, com o objetivo de modernizar os portos e atrair investimentos. Vale lembrar que a presidente ainda pode vetar alguns pontos da medida. 

Fecomércio-SC é contrária ao formato da regulamentação de gorjetas aprovada por comissão do Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou nesta terça-feira o projeto de lei 57/2010, que determina repasse de 80% do montante de gorjetas para os trabalhadores. As novas regras, focadas no controle e na fiscalização, apontam ainda que na carteira de trabalho do funcionário deverá constar, além do salário fixo, o percentual recebido de gorjeta. Os empregadores poderão também descontar até 20% do valor para cobrir encargos com a Previdência.

Com essa medida, bares, restaurantes, hotéis, motéis e estabelecimentos similares que incluírem taxa de serviço ou adicional nas contas de seus clientes podem ficar expressamente obrigados a repassá-los a seus empregados.

O relator do projeto, que ainda deverá passar pelo plenário do Senado em caráter de urgência, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), enfatiza que incidência da contribuição previdenciária sobre a gorjeta permitirá aos trabalhadores uma aposentadoria compatível com os ganhos que tinham quando estavam na ativa. Segundo ele, o presidente do Senado, Renan Calheiros, pediu uma votação rápida da proposta.

Posicionamento da Fecomércio

Para a Fecomércio-SC, a aprovação do Projeto na forma em que se encontra acarretará uma série de prejuízos, seja para os empregadores ou mesmo aos trabalhadores.

Ao lançar a gorjeta na Nota Fiscal, por exemplo, incidirá sobre a empresa não apenas a contribuição patronal previdenciária, mas também outros tributos como IRPJ, PIS, COFINS, CSLL, ICMS e ISS, a depender do enquadramento tributário da empresa.

Esta relação pode ainda ser mais desigual se considerarmos as operações com cartão de débito e crédito, que possuem suas respectivas taxas de administração. Sendo assim, os encargos gerados podem ultrapassar 50%, enquanto o PLC prevê uma retenção possível pelo empresário de apenas 20%.

Se este e outros pontos forem aprovados com as falhas que observamos neste momento, a consequência pode ser o repasse do ônus ao consumidor, o que não é positivo ao empresário, ao consumidor e nem mesmo ao governo.

Outro cenário que fatalmente se realizará é a proibição das gorjetas espontâneas por parte do estabelecimento, evitando o passivo trabalhista de possíveis disputas judiciais como já ocorre atualmente. Até mesmo o fechamento de alguns estabelecimentos que não suportarem os encargos que esta medida, se aprovada neste formato, ocasionará.

Sendo assim, a Fecomércio se manifesta contrária ao PLC no formato em que foi enviado ao Plenário do Senado Federal, e atuará junto aos senadores catarinenses de forma a diminuir os prejuízos anunciados por esta medida.

O que a projeto de lei determina:

• incluindo-se o valor cobrado do cliente pela empresa a título de serviço na definição de gorjeta;

• estabelece a destinação da gorjeta integralmente aos trabalhadores de bares, restaurantes, hotéis, motéis e estabelecimentos similares, e prevê sua distribuição “segundo critérios de custeio laboral e de rateio, definidos em acordo ou convenção coletiva de trabalho”;

• dispõe que, não havendo acordo ou convenção laboral, “poderá a assembleia geral do sindicato laboral, especificamente convocada para esse fim, definir os critérios de custeio e de rateio recebidas a título de gorjeta”;

• determina o lançamento na nota fiscal do valor cobrado a título de gorjeta, autorizando o desconto de até 20% por parte do empregador para cobrir os encargos sociais e previdenciários dos empregados, e exige a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, além do salário, do percentual recebido a título de gorjeta;

• estabelece a incorporação da média recebida a título de gorjetas, nos últimos 12 meses, ao salário do empregado, após 1 ano, caso a empresa cesse a cobrança de gorjetas, ressalvado o disposto em acordo ou convenção coletiva;

• determina a constituição de comissão de empregados para acompanhamento e fiscalização da regularidade da cobrança e distribuição da gorjeta, cujos representantes eleitos em Assembleia geral pelo sindicato laboral gozarão de estabilidade;

• fixa multa a ser paga pelo empregador ao trabalhador prejudicado, no caso de descumprimento das determinações previstas no artigo, no valor de 2/30 da média da taxa de serviço por dia de atraso.

Câmara dos Deputados tenta mais uma vez votar a MP dos Portos, se isso não acontecer até amanhã norma perde a validade

Está difícil, arrastada e enrolada a tão aguardada (por parte do governo federal) votação da Medida Provisória 595, a popular MP dos Portos. Depois de quatro tentativas de votação, meses de discussão e polêmicas, a Câmara dos Deputados tenta concluir a votação da Medida Provisória (MP) 595/2012, que estabelece novo marco regulatório para a concessão de terminais portuários à iniciativa privada e interfere na relação entre empresários do setor e trabalhadores portuários. 

Não será fácil a MP ser votada hoje, pois ao menos 257 deputados terão que marcar presença no painel para viabilizar a votação. Caso não se alcance esse quórum, a sessão terá que ser encerrada remarcada. Esta é a quinta tentativa de votação da MP dos Portos, que perderá a validade se não for aprovada pela Câmara e pelo Senado até amanhã, 16.


Nesta quarta-feira, 15, depois de parlamentares permanecerem no plenário até perto das 5 horas da manhã, além do texto-base, foram votadas algumas emendas. Mas ainda restam 14 votações para a MP ter sua aprovação concluída para ser lida, ainda hoje, no plenário do Senado. Agora a pouco, a Câmara iniciou a sessão para votação dos destaques da MP dos Portos com cerca de 300 deputados presentes. 


O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), tinha marcado a sessão para as 11 horas, mas não havia quórum. Será mais uma tentativa dramática do governo — pelo terceiro dia seguido — de correr contra o tempo e concluir a MP 595, que reforma a Lei dos Portos. O texto estabelece novas regras para as concessões, os arrendamentos e as autorizações de instalações portuárias, públicas ou privadas.  


Caso seja lida ainda hoje no Senado, a MP precisa ainda ser publicada, com prazo de 48 horas para a votação. Só com um acordo de líderes esse prazo será pulado. Em suma, a MP dos Portos tem tudo para perder a sua validade. Se isso acontecer, algumas das mudanças que o documento propõe nos portos podem acontecer via decreto presidencial. 

Greve

Os estivadores dos portos de Santos, Paranaguá e Rio de Janeiro entraram em greve às 13h de ontem, 14, por conta de divergências em relação à Medida Provisória 595, a chamada MP dos Portos, que está sendo votada na Câmara dos Deputados, informou a Federação Nacional dos Estivadores. Dependendo do que acontecer em Brasília, os trabalhadores portuários de outros portos podem aderir a greve. Em Itajaí,
ainda não se falou em paralisação, porém, a julgar pelo que vem acontecendo em outros terminais pelo Brasil afora é bom não haver espanto no caso de greve. 

 

TESC faz visita técnica ao Porto de Vitória

Nos dias 15 e 16 de maio, uma equipe formada por colaboradores do Terminal Portuário Santa Catarina (TESC), além de representantes do Órgão de Gestão de Mão de Obra (OGMO) e dos sindicatos dos estivadores, dos arrumadores e dos conferentes, farão uma visita técnica ao Terminal de Produtos Siderúrgicos, no Porto de Vitória (ES). O objetivo é conhecer as medidas de segurança portuária aplicadas nas operações da ArcelorMittal Vega e contribuir com o processo de descarga das bobinas de aço de cabotagem da empresa no Porto de São Francisco do Sul.


A ArcelorMittal Vega é cliente do TESC há 12  anos. A empresa realiza operações de descarga das bobinas de aço de cabotagem no Terminal, movimentando cerca de 1,9 milhão toneladas de produtos siderúrgicos por ano. 

Incubadora de Empresas da Univali recebe inscrições

A Incubadora Tecnológica de Empresas da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) lançou edital para seleção de novos projetos de negócios inovadores. O objetivo é apoiar o empreendedorismo de acadêmicos e alunos formados, e estimular o desenvolvimento de novos produtos e serviços com perspectivas mercadológicas. As inscrições vão até o dia 12 de junho.


Dez projetos de empreendimento serão escolhidos e receberão apoio técnico-gerencial, assessoria jurídica, fiscal e administrativa, e poderão usufruir das instalações da Incubadora, que dispõe de escritório equipado com mobília, computador, telefone e acesso a internet para cada empreendimento.


“A Incubadora estimula o espírito empreendedor e a inovação tecnológica. Aqui as ideia são fomentadas para transformar o conhecimento em produtos, processos e serviços que possam ser colocados no mercado”, afirma Ricardo Boeing da Silveira, coordenador da Incubadora Tecnológica de Empresas.


O edital com os detalhes da seleção e o modelo de submissão do projeto estão no site univali.br/editais. A Incubadora de Empresas da Univali têm apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Ministério da Ciência e Tecnologia.


Mais informações: (47)3341-7968, Núcleo de Inovação Tecnológica da Univali | (48)9962-1599, com Ricardo Boeing da Silveira, coordenador da Incubadora Tecnológica de Empresas

Atraso nas licenças representa riscos para a safra da tainha que começa hoje
Safra nova, problema antigo. A safra da tainha, que começa oficialmente nesta quarta-feira, 15, inicia-se já assombrada por um velho problema. O atraso nas licenças da frota industrial para captura de tainha nos mares do Sul e Sudeste do Brasil é o que representa risco de que a safra não seja das melhores. Velha reclamação dos armadores da pesca industrial, as licenças para capturar as escamosas em alto-mar saem na mesma lentidão com  que o governo tenta aprovar a Medida Provisória 595, a MP dos Portos. 

De acordo com o Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca (Sindipi), apenas 39 das 60 licenças previstas para embarcações da frota industrial em 2013 haviam sido liberadas até terça-feira à tarde. Assim, como em outros anos, a safra vai começar e muitas embarcações terão que esperar em terra firme até que estejam autorizadas a buscar tainha na costa litorânea do Sul e Sudeste. Além da demora nas licenças, as altas temperaturas para essa época do ano também preocupam o setor industrial da pesca da tainha.

Enquanto isso, as cabeçudas - como são carinhosamente chamadas no Litoral Norte de Santa Catarina - mais apreciadas pelo povo praiano seguem com preços fora dos padrões da época, quando as redes e traineiras cheias significam queda no preço do pescado. Resta para o consumidor e para os armadores apenas esperar. 


Secretaria de Portos conclui implementação do Porto Sem Papel

O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, anunciou nesta ontem, 14, a conclusão da implementação total do sistema Porto sem Papel (PSP). O Projeto entrou em funcionamento em agosto de 2011 tendo o Porto de Santos como piloto e hoje encerra sua primeira fase com a operação plena do sistema no Porto de Manaus, completando os 35 portos públicos marítimos vinculados a Secretaria de Portos (SEP).


Segundo o Coordenador-Geral de Integração de Sistemas de Informação, José Roberto Bastos Fernandes, já é notório o aumento da eficiência das operações portuárias em todos os portos que tiveram o sistema implementado.


O PSP tem como objetivo o aumento da eficiência das operações portuárias por meio da desburocratização, com a eliminação da entrega de documentos em papel pelas agências de navegação aos órgãos públicos intervenientes no processo portuário nacional. Seguindo recomendações da Organização Marítima Internacional (IMO), o sistema implementa o conceito da Janela Única Portuária, de forma que o representante da embarcação (Agência de Navegação), transmita as informações necessárias, para uma única base de dados e a partir desta permita o acesso e troca eletrônica de dados com a Autoridade Portuária e órgãos anuentes do governo (Receita Federal do Brasil, Polícia Federal, Vigiagro, Anvisa e a Autoridade Marítima – Capitania dos Portos).


Os portos obedeceram a seguinte ordem: Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Aratu, Ilhéus, Fortaleza, Pecém, Barra do Riacho, Niteroi, Itaguaí, Angra dos Reis, Forno, Recife, Suape, Cabedelo, Natal, Areia Branca, Maceió, Itajaí, São Francisco do Sul, Imbituba, Laguna, São Sebastião, Paranaguá, Antonina, Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande, Belém, Santarém, Vila do Conde, Itaqui, Macapá e Manaus. 

Marinha oficializa manobras de navios de 350 metros de comprimento no Porto Itapoá

A Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos de Santa Catarina, em conjunto com a Delegacia da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul, emitiu no dia 9 de maio ofício nº 154/2013 que ratifica a capacidade da Baía da Babitonga em receber os grandes navios de até 350 metros de comprimento.


Há quase um ano a Capitania dos Portos, juntamente com os portos de Itapoá e São Francisco do Sul, vem realizando testes frequentes na Baía da Babitonga, visualizando as possibilidades muito iminentes para o recebimento das embarcações. Em outubro de 2012, a primeira portaria emitida já elevava os parâmetros dos navios para 300 metros de comprimento. Em janeiro deste ano, mais uma conquista: os mesmos navios de 300 metros já poderiam ser operados no período noturno. Agora, a Marinha oficializa que a Baía da Babitonga está apta a receber os navios de 350 metros de comprimento com 48,9 metros de largura.


Hoje, no Brasil, esses navios ainda não estão operando. O maior navio de contêineres que opera no Brasil é o Aliança Itapoá, de 334 metros de comprimento, que já atraca no Porto Itapoá. Contudo, a tendência da navegação mundial indica que os portos mundo afora precisam estar preparados para as embarcações cada vez maiores. Em outros portos da Ásia, Europa e América do Norte, essas dimensões são uma realidade.


O diretor de Operações do Porto Itapoá, Márcio Guiot, destaca que “o trabalho intenso que estamos realizando, desde 2011, com a Praticagem, o Porto de São Francisco do Sul e Capitania dos Portos, vem surtindo efeito positivo. Este trabalho não é importante apenas para os terminais. Traz benefícios a toda uma cadeia produtiva que passa a ter na Baía da Babitonga sua porta de entrada para as diferentes regiões do mundo, através dos maiores navios escalando na América do Sul. Ainda não atingimos o ponto esperado, mas temos certeza que muito em breve teremos mais razões para comemorar ”. 
 

Proposta de reforma do ICMS impõe perdas de R$ 2 bilhões ao ano para Santa Catarina

A proposta de reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações interestaduais, em tramitação no Senado Federal, trará perdas significativas para a arrecadação de Santa Catarina. O Governo Federal calcula queda de 10% na arrecadação dos estados mais prejudicados, mas levantamentos da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) dão conta de que esse percentual pode chegar a 20%. “A principal conseqüência é a perda de autonomia financeira de Santa Catarina que, nesse novo cenário, ficará totalmente dependente da União”, afirma Antonio Gavazzoni, secretário da Fazenda.


Para Gavazzoni, a proposta de “unificação do ICMS” agrava um quadro de perda de receita que já vinha se acentuando ao longo dos últimos anos com a concentração dos tributos nas mãos do Governo Federal. Os números mostram que a relação entre a arrecadação dos estados e o repasse feito pela União tem sido cada vez mais desigual. De 2008 a 2012, a arrecadação federal cresceu 43,85%, enquanto os repasses para os estados tiveram incremento de 21,71%. Nesse período, o percentual de retorno dos recursos arrecadados em Santa Catarina e entregues para a União caiu de 39,59% para 24,67%. 


Reforma do ICMS - Prevista pela Resolução nº 1 do Senado Federal, a reforma do ICMS foi proposta pela União com o objetivo declarado de acabar com a chamada guerra fiscal entre as unidades da federação. No entanto, o texto aprovado no dia 7 de maio na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, prevê a adoção de três alíquotas - 4%, 7% e 12% - beneficiando claramente os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Espírito Santo (ES). Eles passarão a adotar a alíquota única de 7% nas operações com outros estados, enquanto os estados do Sul e Sudeste, exceto o Espírito Santo, aplicarão alíquota única de 4%.


Os prejuízos para Sul e Sudeste não ficam por aí. Os produtos da Zona Franca de Manaus e das Áreas de Livre Comércio de Roraima, Rondônia, Amapá, Acre e Amazonas serão repassados aos demais estados com alíquota de 12%. Com isso, o diferencial de alíquota nesse caso passa a ser maior do que o vigente. “Além das perdas com arrecadação, Santa Catarina teme a migração de empresas já estabelecidas no estado porque as medidas impostas pela reforma mudam completamente as relações comerciais existentes no momento. A guerra fiscal continua”, argumenta o secretário Gavazzoni.

Paraná lança projeto Porto no Campo para integração com o setor produtivo
Produtores rurais, industriais e prefeitos de todo o Paraná participaram nesta terça-feira do lançamento do projeto Porto no Campo, na Expoingá, em Maringá. O secretário de infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, e o superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, apresentaram os projetos de ampliação e modernização dos portos e promoveram um debate com os agricultores. 

“A idéia de realizar um projeto desta natureza surgiu no início do Governo Beto Richa. Nossa intenção é integrar o setor produtivo e os portos do Paraná. E acreditamos que a melhor forma de fazer isso é vindo até o interior, ouvindo as demandas e ampliando o diálogo”, disse o secretário José Richa Filho. 

De janeiro a abril deste ano, foram liberadas para descarga no Porto de Paranaguá quase 5,14 milhões de toneladas de soja, milho e farelo de soja. Deste total, 3,12 milhões de toneladas foram produzidas no Paraná. 

Durante a apresentação dos projetos de melhorias e ampliação dos portos paranaenses, o superintendente dos portos explicou que é primordial que aqueles que mais utilizam a estrutura portuária conheçam com mais profundidade o seu funcionamento. “Estamos formatando os projetos futuros. Por isso, ouvir a demanda dos usuários é essencial para nós. Acredito que este diálogo vai enriquecer os projetos que estamos desenvolvendo”, disse Dividino. 

Setor produtivo

Empresários, agricultores e pecuaristas aprovaram a iniciativa do Governo do Paraná de promover a interiorização dos portos. “Este planejamento que o Governo está fazendo por meio do Porto no Campo vai ampliar ainda mais a logística dos produtos, melhorando a rentabilidade da nossa mercadoria”, afirmou o presidente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar), Miguel Rubens Tranin. Para o pecuarista da região de Maringá Mauro Jorge, a integração com o Governo vai facilitar o escoamento da produção. “O diálogo vai melhorar a nossa produção e a entrega dos nossos produtos. O projeto só tende a incrementar o que já estamos fazendo”, disse. 

O agricultor Carlos Sebastião destaca que o “Porto no Campo” vai aproximar o setor e o Governo. “A partir dessa proposta vamos conseguir nos informar mais sobre a logística dos nossos produtos, o que deve gerar um aumento da nossa produção. E teremos mais proximidade com o Governo”, explicou. 

Objetivo 

O projeto “Porto no Campo” tem o objetivo de informar o setor produtivo de todo o Paraná, estabelecendo um canal direto de diálogo entre os portos do Estado e os empresários agrícolas, uma forma de saber as demandas e dúvidas daqueles que utilizam os portos do Paraná para escoar produtos. 

Serão promovidas diversas reuniões para integrar os setores. Os próximos encontros acontecerão em Cascavel, Campo Mourão, Londrina, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa.
Junta Comercial de Balneário Camboriú amplia atividades

As atividades da Junta Comercial de Balneário Camboriú foram ampliadas. A partir de agora o escritório passa a contar com um vogal (profissional habilitado para votar em julgamentos e relatar processos do registro público de empresas) em tempo integral. O objetivo é facilitar o atendimento ao empreendedor, empresários e contadores e evitar que eles se desloquem a Florianópolis para solicitarem o atendimento.

 

O anúncio da ampliação dos serviços foi feita pelo presidente da Junta Comercial do Estado (Jucesc), Fabrício de Oliveira. A ação faz parte das medidas de implantação da nova estrutura da autarquia, que será estendida para todo o Estado. A Junta Comercial de Balneário Camboriú funciona no piso superior da sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), que fica na rua 902, Centro. As juntas comerciais executam e administram os serviços do registro público de empresas.

 

De acordo com o presidente da CDL, José Roberto de Souza, a ampliação dos serviços representa um passo importante na busca do fortalecimento da economia do município. “A ampliação era reivindicada pelos contabilistas há mais de dois anos”, lembra o presidente do Sindicato dos Contabilistas, Silvio Ribeiro. Com a nova estrutura, serviços que antes eram realizados apenas em Florianópolis, passam a ser realizados no município.

 

 A intenção, segundo Fabrício, é reduzir o tempo de abertura de uma empresa em Santa Catarina para, no máximo, sete dias. “Apesar de o Estado ser extremamente empreendedor, um dos maiores entraves é a demora na abertura de empresas”, lembra Fabrício. O próximo passo será a instalação da chamada Junta Digital, que vai permitir, por exemplo, protocolar abertura de empresas através da internet. Fabrício também quer discutir a alteração do sistema de vistoria para abertura de empresas de acordo com a atividade. Hoje é aplicado o mesmo tipo de vistoria para empresas de baixa, média e alta complexidade.

 

Portonave doa 80 cobertores ao Hospital de Navegantes

A Portonave entregou nesta terça-feira, dia 14 de maio, 80 cobertores ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Navegantes. A ação faz parte do programa de responsabilidade social da empresa, o Portonave de Todos.


O Terminal Portuário tomou esta iniciativa quando soube, através das voluntárias do hospital, que a entidade estava precisando de cobertores. Hoje a unidade de saúde é administrada pela Congregação São Camilo e 98% dos recursos são provenientes do SUS.


"Pelas dificuldades que enfrentamos diariamente, toda doação é bem-vinda. Estes cobertores ajudam no conforto dos pacientes e poupam os recursos do hospital para outros investimentos necessários", comenta o diretor administrativo do hospital, André Bruckmann.


A Portonave é parceira do hospital de Navegantes há mais tempo e o único aparelho de raio-x da unidade foi doação do Terminal.


"Pequenas ações podem ajudar a superar necessidades pontuais e importantes como a que acompanhamos neste momento. O trabalho das voluntárias que atuam para trazer, na medida do possível, maior conforto para estas pessoas deve ser destacado. A lógica é criar soluções criativas enquanto as grandes transformações não acontecem", expõe o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas.

Jornada Inovação e Competitividade apresenta produtos inovadores de Santa Catarina
O motor elétrico para automóveis, o modelo do avião monomotor Wega 180 e um iate do estaleiro Schaefer Yachts são alguns dos produtos catarinenses que estarão expostos na próxima semana, na Feira da Indústria, em Florianópolis. O evento será realizado na FIESC, de 20 a 24 de maio, durante a Jornada Inovação e Competitividade, na qual serão discutidos temas vitais à indústria catarinense. A feira contará também com um veículo da BMW, que instalará uma unidade fabril em Santa Catarina nos próximos anos. 

A Feira da Indústria, que é aberta ao público, reunirá produtos dos setores de alimentos, têxtil e metalmecânico, além de serviços das áreas portuária, de energia e financeira. Entre os atrativos estão o avião monomotor desenvolvido pela Wega Aircraft, de Palhoça, destaque na feira especializada Sun'n Fun, em Lakeland, nos Estados Unidos. O sistema de motorização veicular desenvolvido em parceria entre o SENAI e a Weg, em Jaraguá do Sul, também estará em exposição. A Schaefer Yachts, que possui unidades em Biguaçu e Palhoça, e a BMW, que se instalará em Araquari, também apresentarão sua linha de produtos.

Jornada

Com inscrições gratuitas, a segunda edição da Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense de 20 a 24 de maio no Centro de Eventos Sistema FIESC, em Florianópolis, promoverá debates sobre qualidade de vida, educação, inovação, tecnologia e ambiente para negócios.

No primeiro dia, segunda-feira (20), as discussões abordarão o tema qualidade de vida. Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work Brasil, irá falar sobre ambientes saudáveis e, após, Nuno Cobra, autor do livro "A semente da vitória" e instrutor de Ayrton Senna falará sobre saúde e qualidade de vida.

A educação na indústria será debatida na terça-feira, dia 21, com a presença de especialistas como o jornalista Gilberto Dimenstein, colunista do jornal Folha de São Paulo e comentarista da Rádio CBN e que fará palestra sobre o papel da educação na sustentabilidade da indústria. Marcos Antônio Magalhães, presidente do Conselho da Phillips e presidente do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação, debaterá sobre educação e o mundo do trabalho. O ministro-chefe interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Marcelo Neri, falará sobre a educação como fator de desenvolvimento econômico e social.

Dentro do tema Tecnologia e Inovação, a ser explorado na quarta-feira, dia 22, serão apresentados cases inovadores da indústria catarinense. As palestras do dia serão apresentadas pelo empresário Marcio Schaefer (Schaefer Yachts), Marcos Marques (sobre incentivos fiscais à inovação), Sérgio Roberto Arruda (SENAI, sobre institutos de inovação) e Marco Aurélio Lobo (APEX Brasil, sobre Bienal do Design). 

No dia 23, quinta-feira, o tema central será ambiente para negócios. Paulo Rabello de Castro, doutor em economia, abordará sobre "O eclipse do Brasil" e porque a imagem do País se deteriorou tanto. Na sequência, Nilson Teixeira, economista-chefe do banco Credit Suisse no Brasil, fará a sua palestra sobre o crescimento econômico brasileiro. Para encerrar o evento, na sexta-feira, 24, ocorre a entrega da Ordem do Mérito Industrial e Mérito Sindical.

Interessados em participar podem se inscrever pelo portal do Sistema FIESC (www.fiescnet.com.br/jornada) e preencher o formulário. A rodada de palestras não tem custo e pode ser feita separadamente para cada dia, de acordo com o interesse de cada participante. Mais informações pelo telefone 0800 48 1212. A TV Indústria SC fará cobertura diária do evento, que pode ser acompanhada na páginawww.tvindustriasc.com.br.
Administradores do complexo portuário do Itajaí defendem na Univali nova bacia de evolução

As administrações da APM Terminals, Portonave e Superintendência do Porto de Itajaí, defenderam na Universidade do Vale do Itajaí a construção da nova bacia de evolução, que permitirá a entrada de navios com até 366 metros nos terminais de Itajaí e Navegantes. O administrador da APM Terminals, Ricardo Arten; o da Portonave, Osmari de Castilho Ribas; e o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Jr., foram os convidados da mesa redonda “A Medida Provisória (MP) 595, a Bacia de Evolução e seus impactos na atividade portuária do complexo do Itajaí”, organizada pelo curso de Logística da universidade. Também participou do seminário, o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Paulo César Cortês Córsi.


Os três administradores do Complexo Portuário do Itajaí entendem que se as obras da nova bacia de evolução não forem executadas, os terminais do sistema perderão competitividade para outros portos de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul em um curto espaço de tempo. Eles citam o exemplo de armadores que passaram a utilizar navios com 334 metros de comprimento na costa do Oceano Atlântico e que já começam a tirar os terminais do complexo das escalas.


As obras da nova bacia de evolução prevêem desapropriação de terras no bairro São Pedro, em Navegantes, e a construção de uma bacia de manobras com o diâmetro de 450 metros e que possibilitará operações com navios com até 336 metros de comprimento e 48,2 metros de boca. A obra de construção da nova bacia de evolução vai custar em torno de R$ 300 milhões e, segundo Antônio Ayres, o governo do Estado prontificou-se a buscar parte destes recursos (cerca de E$ 120 milhões) através de financiamento junto ao BNDES. O restante seria captado junto ao governo federal, com o provável apoio da Secretaria de Portos (SEP).


De acordo com o superintendente da APM Terminals, Ricardo Arten, como a eficiência portuária está em Itajaí, é necessário que toda a cadeia logística usufrua dessa infraestrutura. “Não podemos ir contra a eficiência e a competitividade”, destacou Arten. A nova área de manobras foi definida após estudos técnicos realizados pela empresa holandesa Arcadis. “Nós precisamos nos adequar para atender os novos navios que estão chegando ao mercado”, pondera Antônio Ayres. “Se não realizarmos a obras, seremos um porto secundário e teremos que nos confortar com essa condição”, lembra Castilho.

 

A maior preocupação dos administradores do sistema portuário do Complexo do Itajaí é que o cronograma de obras não atrase para que os portos garantam o volume de cargas. Atualmente está sendo realizado o cadastramento das famílias do bairro São Pedro, em Navegantes, para identificar o perfil socioeconômico de cada moradia, dado que será utilizado na definição da indenização das áreas atingidas pelo projeto da nova bacia de evolução.

 

Medida provisória


De acordo com o superintende do APM Terminals, Ricardo Arten, se o que está sendo levado em consideração é quantidade de terminais, a Medida Provisória 595 está correta. “Mas se pensarmos em qualidade dos serviços, a medida não está correta”, observou. Ele lembra que a Lei 8630 (1993), de modernização dos portos, nem foi totalmente colocada em prática e o governo já apresentou uma nova legislação para o sistema portuário nacional.  


A MP 595 aprovada pela Câmara dos Deputados em Brasília define o novo marco regulatório dos portos brasileiros.  Segundo Paulo Córsi, presidente do Porto de São Francisco do Sul, criou-se uma expectativa que a medida irá resolver todos os problemas logísticos do sistema portuário nacional, mas sem levar em conta que praticamente todos os terminais da costa brasileira ainda têm potencial de crescimento. “Não é esta medida que vai resolver o problema dos gargalos portuários, o que precisa é intensificar os investimentos em toda a cadeia logística”, acrescenta Córsi. O investimento necessário para solucionar os problemas dos gargalos portuários do país também é defendida pelo superintendente do porto de Itajaí, Antônio Ayres, e pelo superintende da Portonave, Osmari Castilho.

 


Vendas em Santa Catarina tiveram crescimento de 4,35% no Dia das Mães

As vendas a prazo do varejo catarinense no Dia das Mães superaram a expectativa da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL SC) e atingiram um crescimento de 4,35% em relação à data no ano passado. Para Sergio Medeiros, presidente da FCDL SC, o aumento pode ser explicado por fatores como a redução do IPI dos smartphones, o frio e as condições de pagamento proporcionadas pelo mercado. A projeção da entidade era de um incremento de 4%.


"Este bom resultado veio na mesma onda do crescimento de 4,82% registrado no varejo em abril", afirma o presidente. Assim como no resultado de abril, o frio ajudou a impulsionar as vendas, uma vez que itens do vestuário foram apontados em pesquisa da FCDL como os preferidos por quem ia presentear as mães.


O índice deste Dia das Mães conseguiu superar obstáculos como o aumento da inflação e a alta da taxa básica de juros. No entanto, Medeiros ressalva que as vendas poderiam ter sido ainda melhores não fosse por este fator. "Nossa projeção de 4% de crescimento já levava em conta este cenário. Sem isso, talvez fosse ainda melhor", afirma.


Nos próximos dias, pesquisa Mapa feita a pedido da FCDL vai apontar o volume consolidado de vendas - que leva em conta os negócios à vista e a prazo -, os itens mais vendidos e o valor do tíquete médio das compras.

 

ANP inicia licitação de blocos de exploração de petróleo

 Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) inicia nesta terça-feira, dia 14, a 11ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios de Petróleo. O leilão continua amanhã e será realizado no Hotel Royal Tulip, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo, que começou às 9h, pela internet.


Serão licitados 289 blocos, totalizando 155,8 mil quilômetros quadrados, distribuídos em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano. Dos 289 blocos, 166 estão localizados no mar, sendo 94 em águas profundas, 72 em águas rasas e 123 em terra.


Na segunda-feira, dia 13, cerca de 150 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Movimento Camponês Popular e Movimento dos Atingidos por Barragem, além de quilombolas e trabalhadores da Federação Única dos Petroleiros, ocuparam o Ministério de Minas e Energia, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para protestar contra a licitação. 

Portos do Paraná firmam convênio com a Justiça Federal
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) assina hoje um convênio com a Justiça Federal do Paraná. O objetivo do acordo é promover a “transferência de conhecimento”, promovendo a troca de informações entre as duas entidades, buscando a transparência e o aprimoramento das práticas.

O superintendente Luiz Henrique Dividino explica que, pelo convênio, a Appa pretende conhecer organização, os métodos e processos de trabalho no que diz respeito às contratações públicas, controle patrimonial, gestão de pessoas e sistemas informatizados de automação administrativa.

“Esse acordo de cooperação mostra também nossa preocupação em buscar a excelência nos processos da administração. No momento em que os Portos de Paranaguá realizam o maior programa de investimentos em ampliação e recuperação dos seus ativos operacionais, é fundamental preventivamente aperfeiçoar nossos processos. Muitas vezes os processos de licitação acabam no poder judiciário por conta de impugnações. Na área de licitações, queremos agregar conhecimento de forma que os processos sejam concluídos sem nenhum questionamento, seja na fase administrativa, seja no poder judiciário”, afirma Dividino.

Em contrapartida, a Justiça Federal irá disponibilizar equipe de trabalho com conhecimento amplo nas áreas a serem abordadas. Como traz o convênio, a entidade “se compromete a disponibilizar arquivos de sua base de dados, preferencialmente, por meio eletrônico, com modelos de documentos utilizados nas suas contratações em geral, controle patrimonial e, quando cabível, gestão de pessoas”.

De acordo com o diretor do Foro da Justiça Federal no Paraná, Friedmann Anderson Wendpap, quando a Appa manifestou o interesse nessa transferência de conhecimento, aceitá-la e promovê-la foi um dever.

“É dever da Justiça partilhar toda informação, conhecimento e tecnologia que são de domínio público. Com plena transparência, sempre em busca da excelência nos processos administrativos, estamos cumprindo o nosso dever ao investir, constantemente, na qualificação dos servidores, no aprimoramento da administração e em tecnologia. É um benefício para o povo brasileiro”, garante o juiz federal.

Essa troca de conhecimento entra a Appa e a JFPR seguirá cronogramas, planos de estudo e exposições e contará com reuniões periódicas ou na sede da Justiça Federal em Curitiba ou por videoconferência. O convênio tem duração de 60 meses a partir da publicação, podendo ser prorrogado por iguais e sucessivos períodos.
SEP realiza quarta reunião do Conaportos
Criada com a finalidade de integrar os órgãos governamentais que atuam nos portos, a fim de agilizar a operação, reduzindo tempo e custo na movimentação de carga, a Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos), se reuniu no dia 9 de maio, pela quarta vez, na Secretaria de Portos (SEP). O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, conduziu os trabalhos juntamente com Presidente do Conaportos e Secretário Executivo da SEP, Mário Lima.

Durante a reunião foi apresentado um resumo sobre as ações implementadas a exemplo do Programa Porto 24 Horas, Porto Sem Papel (PSP) e o desempenho aduaneiro.
Cabe a SEP coordenar as reuniões da Comissão com a finalidade de integrar as atividades desempenhadas pelos órgãos e entidades públicos nos portos e instalações portuárias, bem como fornecer apoio técnico e administrativo e meios necessários para o desenvolvimento e evolução das atividades do grupo. Estas atribuições estão determinadas no Decreto Nº 7.861, de 6 de Dezembro de 2012.

O Conaportos tem no seu colegiado um membro representante e respectivo suplente da Casa Civil, Ministério da Justiça, Marinha, Ministério da Fazenda, Agricultura Pecuária e Abastecimento, Saúde, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Planejamento Orçamento e Gestão.
Segundo o Ministro Leônidas Cristino, o Programa Porto 24h precisa corresponder às expectativas do Governo Federal que é dar competitividade e eficácia na economia brasileira por meio dos portos.
Tecon Rio Grande inicia embarque de soja em contêineres

O Tecon Rio Grande, terminal de contêineres do Porto de Rio Grande operado pelo Grupo Wilson Sons, inicia em maio um projeto para conteinerização de novas cargas. A primeira etapa consiste no embarque para o mercado asiático de 56 contêineres de soja, antes exportada apenas em navios graneleiros. A carga foi dividida em dois lotes de diferentes exportadores. O primeiro, de 11 contêineres, segue no navio Maullin MLL, pelo armador CMA-CGM, enquanto o segundo, de 45 contêineres, no navio Aliança Urca, pela MAERSK.

 

Para o embarque, o Tecon Rio Grande possui duas opções logísticas: uma estufando o contêiner na origem com utilização do transporte ferroviário da Brado Logística até o terminal e a outra estufando os contêineres na retroárea, utilizando os serviços da empresa Vanzin Serviços Aduaneiros.

 

O escoamento de exportações de soja em contêineres propicia aos produtores e exportadores algumas vantagens, como a possibilidade de atingir mercados compradores de menores volumes, maior rastreabilidade da carga, facilidade de transbordo e, principalmente, o aproveitamento de fretes competitivos de retorno para Ásia, devido à necessidade dos armadores reposicionarem contêineres para este destino. Em países como os Estados Unidos, esta opção logística já é largamente utilizada sendo embarcados por ano cerca de 500 mil TEU de soja.

 

Segundo o diretor comercial do Tecon Rio Grande, Thierry Rios, o projeto de atração de novas cargas se realiza dentro de uma expectativa bastante realista de um fluxo de sucesso. “O mercado está aquecido e podemos colaborar para o escoamento desta safra, oferecendo uma solução logística atraente para todos os players”, conclui.

 

Proposta de reforma do ICMS impõe perdas de R$ 2 bilhões ao ano para Santa Catarina

A proposta de reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações interestaduais, em tramitação no Senado Federal, trará perdas significativas para a arrecadação de Santa Catarina. O Governo Federal calcula queda de 10% na arrecadação dos estados mais prejudicados, mas levantamentos da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) dão conta de que esse percentual pode chegar a 20%. “A principal conseqüência é a perda de autonomia financeira de Santa Catarina que, nesse novo cenário, ficará totalmente dependente da União”, afirma Antonio Gavazzoni, secretário da Fazenda.


Para Gavazzoni, a proposta de “unificação do ICMS” agrava um quadro de perda de receita que já vinha se acentuando ao longo dos últimos anos com a concentração dos tributos nas mãos do Governo Federal. Os números mostram que a relação entre a arrecadação dos estados e o repasse feito pela União tem sido cada vez mais desigual. De 2008 a 2012, a arrecadação federal cresceu 43,85%, enquanto os repasses para os estados tiveram incremento de 21,71%. Nesse período, o percentual de retorno dos recursos arrecadados em Santa Catarina e entregues para a União caiu de 39,59% para 24,67%. 


Reforma do ICMS - Prevista pela Resolução nº 1 do Senado Federal, a reforma do ICMS foi proposta pela União com o objetivo declarado de acabar com a chamada guerra fiscal entre as unidades da federação. No entanto, o texto aprovado no dia 7 de maio na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, prevê a adoção de três alíquotas - 4%, 7% e 12% - beneficiando claramente os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Espírito Santo (ES). Eles passarão a adotar a alíquota única de 7% nas operações com outros estados, enquanto os estados do Sul e Sudeste, exceto o Espírito Santo, aplicarão alíquota única de 4%.


Os prejuízos para Sul e Sudeste não ficam por aí. Os produtos da Zona Franca de Manaus e das Áreas de Livre Comércio de Roraima, Rondônia, Amapá, Acre e Amazonas serão repassados aos demais estados com alíquota de 12%. Com isso, o diferencial de alíquota nesse caso passa a ser maior do que o vigente. “Além das perdas com arrecadação, Santa Catarina teme a migração de empresas já estabelecidas no estado porque as medidas impostas pela reforma mudam completamente as relações comerciais existentes no momento. A guerra fiscal continua”, argumenta o secretário Gavazzoni.

UBABEF e secretário de Política Agrícola debatem criação de Programa de Modernização dos Aviários

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, receberá nesta quarta-feira (15) o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Neri Geller, para debater a criação de um Programa de Modernização dos Aviários.  O encontro será na sede da UBABEF, em São Paulo (SP).

 

Conforme Turra, o setor avícola brasileiro entrou em estado de atenção devido à perda de competitividade que a atividade vem sofrendo como consequência à defasagem da infraestrutura das granjas dos Estados do Sul.

 

“A modernização dos aviários dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul é tema prioritário para a manutenção da competitividade da cadeia avícola. Levantamentos preliminares feitos pela Embrapa mostram que tanto o aviário em si quanto os equipamentos utilizados estão aquém da necessidade do setor atual e precisam ser remodelados” destaca. 

 

De acordo com o presidente da UBABEF, a expectativa do setor é que se construa um programa que tenha o mesmo efeito que o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), também do MAPA, teve para o setor agrícola.

 

“À época, o Moderfrota proporcionou uma verdadeira revolução na indústria de máquinas e permitiu grandes avanços na produção brasileira de grãos. Da mesma forma, um Programa de Modernização dos Aviários deverá proporcionará ganhos em capacidade produtiva e gerenciamento de custos para a avicultura, de forma inovadora”, ressalta.

 

Indústria da carne otimista com possibilidades de novos mercados

O mercado de carne suína, no primeiro quadrimestre deste ano, manteve-se relativamente instável em decorrência das barreiras não-comerciais levantadas pela Rússia, Ucrânia e Argentina. Mesmo assim, o setor está otimista com a possibilidade de retomada das exportações, de acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila.


Em relação ao mesmo período de 2012, ocorreu queda nas exportações nesse quadrimestre, porém, as indústrias apostam na recuperação. “Retornaremos brevemente o nível de vendas com a volta da Ucrânia”, prevê o dirigente.


A Missão Ucraniana esteve no Brasil recentemente e declarou ter aprovado o que viu, seja no modelo brasileiro de sanidade animal e inspeção, como também na tecnologia disponível nas agroindústrias. “Portanto, haverá reabilitação deste mercado em breve”.


A expectativa do Sindicarne para o segundo semestre deste ano é a reabertura da Ucrânia e o início dos negócios com o mercado Japonês. A  Rússia, entretanto, ainda é uma incógnita.


O segmento de aves se manterá estável, apesar do desempenho de 2012, quando a produção  foi inferior 3% em relação ao ano anterior e o valor das vendas manteve-se nivelado. Neste ano, a produção continua adequada com alojamentos na ordem de 520 milhões de pintos por mês. No primeiro trimestre, o valor obtido com as exportações cresceu na ordem de 2%, enquanto os volumes decresceram na ordem de 7%. No mercado interno, os volumes cresceram 2% e os preços estão estáveis.


Apesar dessa calmaria, as repetidas ocorrências de gripe do frango em vários países da Ásia permitem prever que as exportações brasileiras de carne de aves crescerão no segundo semestre. É provável que muitos países exportadores permaneçam impossibilitados de exportar, aumentando a demanda mundial pela carne brasileira.


O presidente do Sindicarne está confiante que 2013 será um ano melhor para a cadeia produtiva da carne.

 

Debate entre governadores abre a ExpoGestão 2013, em Joinville, nesta quarta-feira

O governador em exercício Eduardo Pinho Moreira participa, nesta quarta-feira, 15, em Joinville, do “Painel Liderança Empresarial - Líderes frente a frente”, evento que abre a edição da ExpoGestão 2013. O governador apresentará palestra aos congressistas e na sequência se juntará ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e ao prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para debater sobre a Eficiência da Gestão Pública.


A abertura oficial da 11ª Expogestão está prevista para as 14 horas, no Centreventos Cau Hansen, e às 14h40min será a abertura do painel de debates. Em suas edições anteriores, a Expogestão já recebeu mais de seis mil líderes empresariais que vêm ao Norte do Estado atraídos pelas palestras de profissionais renomados, feira de produtos e workshops diversos. A Expogestão 2013 ocorre nos dias 15, 16 e 17 de maio.

Juro Zero bate recorde em número de operações
No mês de abril foram realizadas 1.050 operações do Juro Zero movimentando cerca de R$ 3 milhões. Este é o maior número desde o lançamento do programa, em novembro de 2011. A média mensal de empréstimos é de 786 e os dados do último mês apontam um acréscimo de 33%. O programa da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) é destinado a microempreendedores individuais (MEIs), para estimular o crescimento do empreendedorismo catarinense. “Esse recorde tem vários significados. Além do já atestado sucesso do programa, é um indicativo claro de que a Nova Economia catarinense está gerando ambiente de otimismo e crescimento no estado. É a base econômica impulsionando o Estado”, declarou o titular da SDS, Paulo Bornhausen.
 
No total, foram realizados 13.373 empréstimos, atingindo a marca de R$ 37,5 milhões. O Juro Zero abre uma linha de crédito especial de até R$ 3 mil, valor pago em oito parcelas, sem juros para os tomadores que comprovarem o pagamento em dia que estejam formalizados e tenham receita bruta anual de até R$ 36 mil.
 
O programa é desenvolvido em parceria com a Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc), a Associação das Organizações de Microcrédito de Santa Catarina (Amcred/SC) e o Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC), que oferece acompanhamento empresarial. Os profissionais de 18 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) no Estado atuam como agentes de crédito, concedendo os empréstimos.
Desempenho da segurança de trabalho da APM Terminals melhora 43%

O desempenho em segurança do trabalho do grupo APM Terminals, representado localmente pela APM Terminals Itajaí - empresa arrendatária de dois berços do Porto de Itajaí (SC) - melhorou 43% em 2012 na comparação ao ano anterior. 


O índice leva em consideração o número de acidentes com afastamento de trabalho entre os colaboradores da empresa. O resultado deve-se ao fato da organização ter como principal prioridade a segurança de seus colaboradores. “Toda a organização está focada em garantir que todos que trabalham conosco possam retornar para seus lares e famílias com saúde e segurança, e não iremos aceitar acidentes em nossa organização”, destaca o diretor-superintendente da APM Terminals Itajaí, Ricardo Arten.


Além das questões relacionadas à segurança, a emissão de CO2 foi  reduzida   em 4% no ano passado em comparação a 2011. A organização tem como meta reduzir em até 25% a emissão de gás carbônico até 2015. “Durante nosso dia a dia temos focado esforços para que as emissões sejam reduzidas e o impacto ambiental causado pela operação seja amenizado”, acrescenta Arten.


Os dados do resultado da melhora do índice de segurança e da redução da emissão de gás carbônico da organização foram apresentados na sede da APM Terminals, em Haya, na Holanda, durante a entrega do terceiro relatório de sustentabilidade da organização. O documento traz detalhes do progresso da APM Terminals em temas como segurança, responsabilidade social e impacto ambiental, além de apresentar um plano de investimento comunitário em regiões onde a APM Terminals está presente, especificamente na América Latina e África, considerando os grandes mercados emergentes.

Atividade da indústria gaúcha recua 2,2%
Após três meses seguidos de crescimento, a atividade industrial gaúcha caiu 2,2% na passagem de fevereiro para março, descontados os efeitos sazonais. “O resultado negativo não chega a ser uma inversão de tendência, pois é natural que a evolução da atividade apresente um perfil irregular num cenário de recuperação”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, nesta terça-feira (7), destacando que o prognóstico continua sendo a continuidade do processo de retomada, mas de forma lenta, gradual e sujeita a altos e baixos. 

Os componentes do Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI/RS), realizado pela FIERGS, mostraram sinais ambíguos. A desaceleração de março foi puxada pelas compras de matérias-primas (-11,2%), pelo faturamento (-3%) e pela utilização da capacidade instalada (-0,5%). Os crescimentos vieram da massa salarial (1,1%), do emprego (0,5%) e das horas trabalhadas na produção (0,3%). “Por um lado há a combinação de estoques ajustados e incentivos governamentais, por outro, as incertezas com a conjuntura interna e externa e os elevados custos de produção”, afirmou Müller. 

O desempenho negativo de março, no entanto, não foi suficiente para alterar o resultado do primeiro trimestre, que registrou uma expansão de 1,9% na atividade da indústria do Estado, em comparação com o mesmo período do ano passado. Dos 17 setores industriais, 11 tiveram atuação positiva. Os que mais aceleraram no acumulado do ano foram Máquinas e Equipamentos (5,5%), Veículos Automotores (5,3%) e Produtos de Metal (3,8%). No sentido contrário estiveram Têxteis (-8,3%), Couro e Calçados (-2,5%), Químicos e Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (-1,2%) e Alimentos (-0,9%).
Governo do Estado lança projeto Porto no Campo em Maringá
Na próxima terça-feira (14), o Governo do Estado do Paraná, através da Secretaria de Infraestrutura e Logística, lança o projeto “Porto no Campo”, durante a Exposição Agropecuária (Expoingá), em Maringá. Realizado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), o programa promove a aproximação e o diálogo entre a administração dos portos e o setor produtivo do interior do Estado.

O objetivo da ação é mostrar as condições dos portos, os projetos de modernização e ouvir as demandas de quem utiliza o terminal portuário para escoar a produção. Para isso, o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, e o superintendente dos portos, Luiz Henrique Dividino, se reúnem com agricultores de toda a região.

O encontro será às 9h, no Auditório Luiz Antonio Penha, na Expoingá. Deste participam o setor produtivo das microrregiões de Maringá, Paranavaí, Umuarama, Cianorte, Astorga, Porecatu, Floraí e municípios vizinhos.

O Porto no Campo vai percorrer todas as regiões do Paraná. Depois de Maringá, serão realizados encontros com agricultores de Cascavel, Campo Mourão, Londrina, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa. 

Palestra – Além do encontro com os agricultores, a Appa aproveita a passagem por Maringá para levar informações às universidades. Em parceria com a Unicesumar, o Diretor de Desenvolvimento Empresarial dos Portos do Paraná, Lourenço Fregonese, palestra, também no dia 14, às 19h30, para docentes e alunos dos cursos de Administração, Agronegócio, Agronomia, Comércio Exterior, Gestão Pública e Logística desta e das demais instituições do município.

Serviço

Lançamento do projeto Porto no Campo
Data: 14 de maio de 2013(terça-feira)
Horário: 9h
Local: Auditório Luiz Antonio Penha - Expoingá, Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro.
Endereço: Av. Colombo, 434, Maringá-PR.

Palestra aos universitários
Data: 14 de maio de 2013 (terça-feira) 
Horário: 19h30 
Local: Auditório “Dona Etelvina”, Bloco 07 - UNICESUMAR 
Endereço: Av. Guetner, 1610, Jardim Aclimação, Maringá-PR.
Comércio de Balneário Camboriú espera aumento de 5,5% nas vendas para o Dia das Mães

O comércio de Balneário Camboriú espera um crescimento de vendas de até 30% em relação ao mês de abril e pelo menos 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado em função do Dias das Mães, comemorado no próximo domingo, dia 12 de maio. A data é considerada pelos lojistas como o Natal do primeiro semestre e a segunda mais importante do ano para o setor.


De acordo com a pesquisa de intenção de compras do Dia das Mães 2013 da Federação de Comércios de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC), o gasto médio com as compras para o Dia das Mães, este ano, será mais alto do que no ano passado, passando de R$ 123 para R$ 151,39. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú (CDL), José Roberto Cruz, o Beto, explica que, como vivemos um período de estabilidade econômica, o aumento de circulação de clientes tende a ser maior nos dois últimos dias da semana. Nesses dias, o crescimento chega a 50% na movimentação geral na comparação com os demais dias da semana.


Flores, aparelhos de telefone celular, roupas da estação, botas, camisetas e agasalhos pesados estão entre os itens mais procurados para o presente para as mães. Souza explica que, para ajudar a aumentar as vendas, a CDL desenvolve ações internas e externas visando motivar os empresários a destacarem seus estabelecimentos e oferecerem um produto que funcione como uma espécie de carro-chefe para chamar a atenção do consumidor. Outra recomendação da CDL é prestar bastante atenção no atendimento para motivar o pai e o filho a fazer a melhor escolha para a mamãe.

 

Ministros assinam edital para Ferrovia da Integração nesta sexta-feira na ACIC

O primeiro passo decisivo para concretização da Ferrovia da Integração – ligando o oeste ao litoral catarinense – será dado nesta sexta-feira em Chapecó, na sede da Associação Comercial e Industrial (ACIC): o ministro dos transportes Cesar Borges, a ministra das relações institucionais Ideli Salvatti, o presidente da Valec Josias Sampaio e o coordenador da frente parlamentar das ferrovias deputado federal Pedro Uczai assinarão o edital.


O edital da Ferrovia da Integração contempla a licitação pública para a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVETEA) e o projeto básico para o traçado de Itajaí, no litoral,  passando por Chapecó até atingir Dionísio Cerqueira, no extremo oeste, fronteira com a República Argentina.


O presidente da Frente Parlamentar Mista das Ferrovias no Congresso destacou que será consolidado um traçado que integrará o Estado à malha ferroviária federal.


A meta do Governo Federal é expandir de 29 mil quilômetros para 40 mil a malha ferroviária no País até 2020. Estão previstos investimentos de R$ 200 bilhões em ferrovias até 2025 para construção, recuperação, estudos e projetos. Desses, R$ 33 bilhões serão direcionados ao sul do Brasil.


O presidente do Conselho Deliberativo da Acic, Orivaldo Chiamolera, lembra que há mais de 20 anos a região reivindica uma ferrovia intraterritorial de ligação oeste-leste para escoamento da produção agroindustrial aos portos marítimos, em território catarinense.


A ferrovia leste-oeste proporcionará grandes benefícios para as empresas exportadoras e a sociedade catarinense, aumentando inegavelmente sua capacidade competitiva e de sobrevivência no longo prazo. “Não se pode pensar em competitividade sem investir em qualidade da infraestrutura básica”, realça Chiamolera.
Faturamento da indústria cresce 3,6% em março, aponta CNI

Depois de dois meses seguidos de queda, o faturamento real da indústria cresceu 3,6% em março, com relação ao mês anterior, informou hoje a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os dados são dessazonalizados, ou seja, ajustados para o período.


Na comparação com o mesmo mês de 2012, o indicador ficou praticamente estável (0,2%). No primeiro trimestre, houve recuo de 2,4% em relação ao período antecedente (dado dessazonalizado).


De acordo com o gerente executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, os indicadores do setor ainda apresentam oscilações. “Estamos em movimento de recuperação, mas ainda muito gradual”, disse.


O economista da CNI, Marcelo de Ávila, acrescentou que há sinais desse movimento de recuperação, mas ainda pode haver interrupção em um mês ou outro.


O emprego no setor apresentou expansão de 0,2% em março, ante fevereiro. Em relação ao mesmo mês de 2012, o crescimento alcançou 0,5%. No primeiro trimestre, a expansão ficou em 0,3% contra os três meses anteriores.


A massa salarial real aumentou 0,8% em março, com relação a fevereiro (indicador dessazonalizado), e 1,5% em igual mês do ano passado. Houve recuo no resultado trimestral de 0,8%.


O rendimento médio real ficou estável no mês, em relação a fevereiro, e cresceu 1% quando comparado com março de 2012. No primeiro trimestre, houve recuo de 0,1%.


O indicador de horas trabalhadas apresentou expansão de 0,7%, em março contra fevereiro, recuando 3,3% ante o mesmo mês do ano passado. No primeiro trimestre, houve crescimento de 0,3%.


Em março, a indústria operou, em média, com 82,2% da capacidade instalada, com queda de 0,3 ponto percentual, a segunda seguida na comparação com o mês anterior. Entre o último trimestre de 2012 e o primeiro deste ano, o uso da capacidade instalada cresceu 0,2 ponto percentual.


Segundo a CNI, o recuo na utilização da capacidade instalada, na comparação de março com o  mês anterior, é resultado do “baixo ritmo de recuperação” que leva a oscilações nos indicadores.

Complexo Portuário do Itajaí eleva em 21% a média de movimentação por escala

A movimentação média por escala cresceu 21% em abril de 2013, em relação ao igual período do ano passado. Cada navio opera nos terminais do Complexo cerca de 11,81 mil toneladas por atracação, ante 9,78 mil toneladas que eram operadas em abril do ano anterior. O aumento nos volumes é decorrente no aumento no tamanho dos navios operados, que acabam embarcando maior volume de cargas em Itajaí.


“O aumento no tamanho dos navios que trafegam na costa brasileira acaba gerando uma grande preocupação para nós, que se não iniciarmos o mais breve possível as obras de uma nova bacia de evolução para o complexo, deixaremos de receber esses cargueiros”, diz o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior.


Hoje o Complexo opera, em caráter experimental, navios com até 304 metros de comprimento. “Porém, navios full-containers com 335 metros de comprimento e 45 metros de boca já trafegam pela costa brasileira. No entanto, se Itajaí não se adaptar às especificações dos novos navios, tende a registrar um recuo superior a 25% em suas operações até o próximo ano. Essas perdas poderão chegar a 65% em 2015, uma vez que empresas armadoras sinalizam para a inclusão de embarcações com 365 metros de comprimento e 48 metros de boca no mercado brasileiro”, explica Ayres.


Segundo o engenheiro, a única alternativa que o Complexo do Itajaí tem para evitar que escalas migrem para outros portos é a construção de uma nova bacia de evolução, com largura de 465 metros, mais a retificação dos canais de acesso interno e externo e obras nos molhes norte e sul. Inclusive, o governo do Estado já sinalizou com recursos para a execução da obra.

 

Movimentação – O complexo movimentou 3,73 milhões de toneladas de mercadorias de janeiro a abril deste ano, ante 3,61 milhões de toneladas em igual período de 2012. O avanço foi de 3%. Em contrapartida, o número de escalas caiu 19%. Passou de 388, no primeiro quadrimestre do ano passado, para 313 neste ano. “Fato justificável pelo aumento dos navios, o que é uma tendência da navegação mundial”, complementa Ayres.


Se analisada a movimentação dos últimos 12 meses, foram 962 navios entre maio de 2012 e abril de 2013, com 11,35 milhões de toneladas. “O crescimento na movimentação de cargas foi de 5% nas cargas, enquanto o número de escalas caiu 17”, acrescenta o diretor Executivo do Porto, Heder Cassiano Moritz.


Com relação às cargas conteinerizadas, o volume embarcado e desembarcado de janeiro a abril soma 327,06 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés), com retração de 1% em comparação com os quatro primeiros meses do ano passado. Já os volumes registrados nos últimos 12 meses somam 1,013 milhão de TEUs, praticamente o mesmo movimentado entre abril de 2011 e março de 2012.

 

Professor italiano palestra sobre cortes transnacionais, em Itajaí

O professor Paolo Palchetti, da Universidade de Marcerata, na Itália, estará na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), na próxima segunda-feira, dia 13 de maio, para palestrar sobre “Cortes Transnacionais: o caso das papeleiras Uruguai/Argentina”. Além desse assunto, mencionará os diversos casos internacionais, nos quais atua com consultor.


O evento organizado pelo curso de Relações Internacionais e pelo curso de Direito, ocorrerá no auditório Nestor César de Carvalho, no bloco D1,do Campus Itajaí, a partir das 19h30. A entrada é livre e gratuita, inclusive para a comunidade.


Sobre o palestrante


Paolo Palchetti é professor de Direito Internacional na Universidade de Macerata, onde também atua como diretor do curso de Doutorado em Direito Internacional e da União Europeia. É professor convidado da Universidade Panthéon-Assas/Paris 2, da Universidade de Nice-Sophia Antipolis e professor visitante na Universidade Federal de Santa Catarina.


Ele atua junto à Corte Internacional de Justiça como consultor da Bosnia-Erzegovina no caso relativo à aplicação da convenção sobre o genocídio. Também é consultor do Uruguai no caso relativo à construção das papeleiras sobre o Rio Uruguai; na República de Djibouti, nas questões de assistência judiciária em matéria; e é consultor da Itália no caso relativo à imunidade jurisdicional do Estado.


Mais informações: (47) 3341-7823, coordenação do curso de Relações Internacionais.

 

Câmara dos Deputados marca votação da MP dos Portos para segunda-feira

O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou nesta quinta-feira a convocação de uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira, com o objetivo de votar a Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos, que perde a validade se não for aprovada pela Câmara e depois pelo Senado até a próxima quinta-feira, dia 16.


A votação da MP, que estabelece novo marco regulatório para a concessão de terminais portuários à iniciativa privada, foi inviabilizada ontem depois de denúncias feitas pelo deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) de que alterações ao texto enviado pelo governo eram fruto de “negociatas”. O fato gerou um bate boca entre o parlamentar e seu colega Beto Albuquerque (PSB-RS)


Hoje, durante cerimônia de posse do ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, a presidenta Dilma Rousseff fez um apelo ao Congresso pela aprovação da MP.


“Quero dizer aos senhores que meu apelo é no sentido de que o Congresso Nacional faça um esforço, no tempo que resta, que é até quinta-feira, para aprovar essa que é uma medida estratégica”, disse Dilma.


O presidente da Câmara, que decidiu encerrar a sessão de ontem com o argumento de que precisava preservar a Casa, ressaltou que o Parlamento tem o dever de votar a matéria.


“A questão do mérito, o plenário discutirá. O que votará, o que vai mudar, alterar, destaques [que serão apresentados] é uma questão dos líderes, da bancadas e de cada parlamentar, com a sua consciência. Agora, o dever da Câmara é pautar essa matéria, já que ela caduca na próxima quinta-feira. Esta Casa tem o dever de cumprir a determinação de votar”, frisou Henrique Alves.


Para ele, acalmados os ânimos, deve haver clima para votação da matéria na segunda-feira. “O clima não houve ontem, com aquele tumulto que ocorreu. Mas agora, restabelecida a calma, a serenidade, a Câmara volta aos seus deveres”.


Para o líder do PT, deputado José Guimarães (CE), ainda há tempo para aprovar a MP. “Achamos que a Câmara cometeu um erro ontem. Agora, vamos mobilizar a base, a bancada do PT, para votar a matéria. Essa MP precisa ser votada, não podemos deixar de votar porque ela é importante para o país. A expectativa é que votemos na segunda-feira”, disse.

Começa cadastramento de residências localizadas na área da nova bacia de evolução, em Navegantes

Os moradores do bairro São Pedro, em Navegantes, a partir desta quinta-feira, dia 9 de maio, receberão a visita de uma equipe de engenheiros e técnicos da empresa Consiliu, devidamente credenciada pela prefeitura municipal, que estará visitando todos os moradores da região dos estudos do projeto da bacia de evolução.


Durante a visita, os pesquisadores irão fazer um questionário socioeconômico para identificar o perfil de cada moradia, estabelecimento comercial e das famílias residentes no local. Por isso, a prefeitura pede que as famílias recebam os pesquisadores e respondam ao questionário.


Vale ressaltar, que os pesquisadores estarão vestidos com camiseta e crachá de identificação da empresa Consiliu. As visitas serão realizadas todos os dias da semana e caso aja necessidade, também nos sábados e domingos, durante o dia e também no horário da noite, para poder incluir as famílias que trabalham fora.


A bacia de evolução

Os estudos para a nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu já foram concluídos. A Autoridade Portuária fez o novo layout do Porto de Itajaí para conseguir receber navios de até 366 metros de comprimento por 51 de boca, até 2015 ou 2016. Antes, pelo menos até julho de 2014, o Complexo Portuário espera estar realizando manobras de navios com 335 metros de comprimento e 45 de boca. Todo projeto está estimado em R$ 300 milhões. Atualmente a configuração limite de manobras que a bacia de evolução permite é de navios de 300 metros de comprimento por 48 de boca, sendo que em 27 de abril, experimentalmente, o navio Mv Mehuin, com 306 metros de comprimento e 40 metros de boca, manobrou no canal.


Empregados da indústria de carne receberão cartilha com normas de trabalho

Cerca de 500 mil trabalhadores da indústria da carne no Brasil devem receber, em maio, uma cartilha destinada a facilitar o cumprimento da Norma Reguladora número 36 (NR-36), assinada em abril pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias. A NR-36 regulamenta as condições de trabalho em áreas de abate e de processamento de carnes e seus derivados.


Um pleito dos trabalhadores atendido pela norma são as pausas no exercício da atividade. A cada 50 minutos de trabalho que envolva esforço repetitivo, os trabalhadores deverão parar durante dez minutos para descanso. 


O objetivo da cartilha é fazer com que os próprios trabalhadores fiscalizem e levem ao conhecimento dos sindicatos e da confederação denúncias de eventuais abusos que serão relatados ao Ministério do Trabalho.


Dados de 2011 revelam que do total de 413.540 trabalhadores na indústria da carne brasileira naquele ano,16,1% estavam concentrados no Paraná, seguindo-se São Paulo, com 15,9%, Santa Catarina (13,9%) e o Rio Grande do Sul (12,6%). Em contrapartida, Roraima detinha participação de 0,1%, com cerca de 233 trabalhadores no setor, e o Amapá, 56 trabalhadores e nenhuma participação no ranking.Agência Brasil

27º Encontro Catarinense de Hoteleiros vai abordar a inovação no setor

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-SC) realiza o 27º Encontro Catarinense de Hoteleiros (Encatho), nos dias 8 e 10 de maio, no CentroSul, em Florianópolis. O evento vai abordar a inovação na hotelaria e contará com a presença de empresários, profissionais, mídia, estudantes e fornecedores de hotéis, pousadas e restaurantes. Entre os debates programados sobre o setor hoteleiro, gastronômico e de turismo, haverá ainda o 7º Ciclo de Oficinas.


Ao todo, serão realizadas quatro oficinas de atualização com a participação de especialistas. A primeira, que ocorre no dia 9, das 09h às 11h30, vai tratar do tema central do encontro "Inovação na Hotelaria", ministrada por Milton Zuanazzi, diretor do SBTUR. Ele vai falar das "Perspectivas do turismo nacional e catarinense", apresentando um panorama do setor na atualidade e cenários futuros diante dos eventos internacionais que acontecerão no país e as mudanças econômicas pelas quais o país passa atualmente. Já a segunda oficina, com início às 14h até às 15h30, vai abordar questões financeiras e jurídicas do setor, com o especialista de passivo trabalhista e sócio diretor do Grupo Villela, José Alexandre Bendl.


A terceira oficina, sobre "A inovação no Ser Humano", acontece das 16h30 às 18h, tendo como foco o "Desenvolvimento Humano no setor hoteleiro" e terá como palestrante a psicóloga, coach e consultora de Desenvolvimento Humano, pós-graduada em dinâmica de grupos e consultoria e instrutoria empresarial, Vanusa Cardoso. Já no dia 10, das 14h às 16h, a quarta e última oficina, vai abordar o tema "Planejamento estratégico das empresas e o coaching no setor hoteleiro" tendo como palestrante Vanessa Tobias, empresária, professora, coach com vários certificados nos Estados Unidos e mestre em Administração.


Ocorrerá ainda a 25ª Feira de Produtos e Serviços para Hotéis (Exprotel), evento integrante do 27° Encontro Catarinense de Hoteleiros. Na feira os visitantes poderão encontrar produtos como amenities (sabonetes, shampoos, condicionador, cremes e óleos de banho), toalhas, móveis, tecnologias, entre outros itens, além da possibilidade de fazer contato direto com os fornecedores. Além de hoteleiros, empresários e participantes do ramo, o evento contará com a participação de empresários do segmento de motéis de todo o Brasil. A feira estará aberta à comunidade, com entrada gratuita.

 

Balança comercial tem superávit de US$ 409 milhões no início de maio

A balança comercial iniciou o mês de maio com superávit de US$ 409 milhões, após fechar o mês de abril com rombo de US$ 994 milhões, maior déficit do período desde 1959. O valor foi resultado da diferença entre exportações de US$ 2,310 bilhões e importações de US$ 1,901 bilhão.


O saldo positivo diz respeito a apenas dois dias úteis deste mês. No acumulado do ano, a balança segue deficitária em US$ 5,741 bilhões. As informações foram divulgadas hoje (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


A média diária de vendas externas no início de maio ficou em US$ 1,155 bilhão, 9,5% superior à registrada em maio do ano passado. Já as importações atingiram US$ 950,5 milhões segundo o critério da média diária, 3,3% superior à do mesmo mês em 2012.


Segundo o MDIC, a demanda doméstica de combustíveis contribuiu para o déficit recorde da balança registrado para o mês de abril. O governo alega que, entre dezembro e abril, foi obrigado a registrar importações da Petrobras feitas ao longo de 2012 e que ainda não haviam sido computadas.


A posição oficial do MDIC é que, apesar dos resultados negativos do primeiro quadrimestre, a balança encerrará 2013 superavitária. O governo diz ainda que espera exportações elevadas, nos patamares dos últimos dois anos, mas não fixou uma meta.

UBABEF apresenta modelo associativo para missão colombiana

O diretor de Mercados da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Ricardo Santin, e o diretor de Produção e Técnico Científico da entidade, Ariel Antônio Mendes, receberam no dia 2 de maio a visita do presidente da Federación Nacional de Avicultores da Colômbia (FENAVI), Andrés Fernando Moncada, e de membros da entidade colombiana.  O encontro aconteceu na sede da UBABEF, em São Paulo (SP).

 

Durante o encontro, os membros da FENAVI buscaram informações e experiências sobre o modelo associativo da UBABEF, considerado de sucesso no setor avícola internacional. 

 

Além de detalhes sobre a estrutura administrativa da UBABEF e o relacionamento intersetorial da entidade com os vários elos da cadeia produtiva, a missão colombiana destacou interesse pelo modelo de gestão por câmaras temáticas da associação brasileira.  Eles ainda participaram de uma reunião da Câmara Setorial de Ovos e Ovo-Produto da UBABEF, promovida nesta quinta-feira.

 

“Foi uma excelente oportunidade para fortalecer a imagem institucional da UBABEF junto aos parceiros da América do Sul. Temos um modelo de excelência estabelecido de forma pioneira em nossa entidade, e que agora começa a influenciar entidades nacionais de outros países”, destaca Santin.

 

Superintendente dos Portos do Paraná apresenta plano de expansão na região Oeste
A convite do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste do Paraná (Sinduscon Oeste/PR), o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, participou ontem de um debate sobre a Infraestrutura no Paraná. O evento foi em Cascavel e fez parte da comemoração dos 20 anos da agremiação.

Na ocasião, Dividino apresentou os projetos de expansão dos portos paranaenses e, em seguida, abriu para os questionamentos dos participantes. “Assim como estamos escutando as críticas e sugestões do campo para melhorar o escoamento das safras, também estamos dispostos a receber as contribuições da Indústria como um todo, mas principalmente da Construção que é por onde passa todo e qualquer projeto seja de melhoria ou ampliação”, afirma o superintendente.

Junto com o superintendente, representantes de outros modais (como o rodoviário, aéreo e ferroviário) também participam do debate. Entre os demais convidados, também representando a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística, o diretor presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo, que falou sobre os planos e projetos para as ferrovias do Estado.

COMEMORAÇÃO  

Segundo o presidente Sinduscon Oeste, José Fernando Dillenburg, o debate fez parte da reunião do Conselho de Infra Estrutura da Federação da Indústria do Paraná (Fiep) que, devido à comemoração dos 20 anos do sindicato, foi realizado extraordinariamente fora da capital, em Cascavel. Na pauta, “A infraestrutura no Paraná (portos, ferrovias, rodovias e aeroportos), com ênfase para a região oeste”.

“Esse debate é uma oportunidade que o setor produtivo e a iniciativa privada da região têm de ter uma noção mais clara e real das dificuldades e do que vem sendo desenvolvido pelo Poder Público do Estado, no que diz respeito à infraestrutura e logística. Além disso, é uma oportunidade de mostrarmos que podemos somar esforços, colaborando com o Estado em todo esse processo. É uma troca de informações para que possamos avançar juntos”, conclui o engenheiro.

Além dos órgãos do Governo do Estado, dos associados do Sinduscon Oeste e da Fiep, inclsuive o presidente Edson Campagnolo, também participam do evento representantes do Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Sistema Ocepar), Sebrae, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Superintendência do Aeroporto de Foz do Iguaçu, Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito (Cettrans Cascavel), Associação dos Municípios do Oeste Paranaense (Amop), Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar) e das cooperativas COOPAVEL, COPACOL, C-VALE, Cooperativa LAR e COTRIGUAÇU. 

SEP implanta “Porto 24 horas” em Itajaí

Os serviços federais anuentes do Complexo Portuário do Itajaí passaram a operar 24 horas desde o dia 3 de maio. Com isso, os usuários do Porto Público ou terminais instalados nas duas margens do Rio Itajaí-Açu contam com os serviços de vigilância agropecuária – do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) –, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Marinha do Brasil, Delegacia da Polícia Federal e Alfândega da Receita Federal pelo período de 24 horas ininterruptas, independente de ser dia útil, final de semana ou feriados. A Autoridade Portuária continuará operando da mesma forma que opera há cerca de 10 anos, ou seja, no período de 24 horas, com atendimento às operações em regimes de plantão pelas gerências de Operações, Segurança Portuária e Guarda Portuária.


“Nossa expectativa é reduzir os custos logísticos em até 25%”, diz o ministro dos Portos, Leônidas Cristino. Para ele, a medida irá diminuir a burocracia e agilizar os processos de liberação de carga e descarga dos navios. O objetivo deverá ser atingido com a diminuição do tempo de movimentação de mercadorias, tanto nas importações, quanto nas exportações.


“Independente de já operarmos 24 horas a praticamente uma década, o atendimento que passará a ser realizado diuturnamente pelos órgãos intervenientes tende a agilizar nossas operações e adequar o Complexo Portuário ao modelo proposto pela Secretaria de Portos”, diz o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior.


Cronograma – De acordo com o cronograma apresentado pela Secretaria de Portos, os portos de Paranaguá, Suape, Rio Grande, Itajaí e Fortaleza passam a integrar o sistema a partir desta sexta-feira, enquanto os portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória estão operando no regime de 24 horas ininterruptas em caráter experimental e devem aderir definitivamente ao novo sistema na segunda-feira, 06.


De acordo com a SEP, esses portos foram escolhidos, inicialmente, devido ao volume de carga e veículos que movimentam. Os terminais já operam 24 horas por dia, explica o ministro, mas as equipes de fiscalização dos órgãos anuentes atuavam apenas em horário comercial, retardando o fluxo de cargas.

 

Portonave adquire novo scanner para inspeção de contêineres
A Portonave adquiriu um novo equipamento para agilizar as operações de inspeção de contêineres no terminal. O scanner móvel modelo HCVM-T, fabricado pela empresa britânica Smiths Detection, tem capacidade de inspeção de até 150 caminhões por hora e possui sistema de leitura automática do número do contêiner, por meio da tecnologia OCR (Optical Character Recognition, ou em português, Reconhecimento Óptico de Caracteres)  e permite até seis modos de operação. 

O equipamento entrará em operação neste mês. “A compra do scanner integra os planos de atualização tecnológica do Terminal com objetivo de atender as necessidades dos nossos clientes”, comenta o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas. 

O aparelho de inspeção por raio-x móvel é um dos primeiros deste tipo utilizado em portos no Brasil. O equipamento garantirá agilidade nos processos de inspeção, uma vez que não é necessário a saída do motorista do caminhão e a inspeção é concluída em até 20 segundos. Além disso, como o scanner é móvel, permite ao terminal alocar o equipamento em operações específicas quando necessário.
Industriais apontam principais problemas enfrentados no primeiro trimestre

Os três principais problemas enfrentados pela indústria gaúcha nos três primeiros meses de 2013 foram a elevada carga tributária (57,5%), a competição acirrada de mercado (45,9%) e a falta de trabalhador qualificado (34,2%). O resultado da Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) foi divulgado, nesta segunda-feira (6), pelo presidente da entidade, Heitor José Müller. “Nesse contexto não muito animador, as expectativas para o futuro ficaram menos otimistas, mais ainda indicam uma tendência de crescimento moderado”, afirmou, destacando que diminuiu o impacto negativo dos tributos na comparação com o trimestre anterior (68%), repercutindo as medidas de desoneração implementadas pelo governo. 

As condições financeiras das indústrias gaúchas iniciaram o ano pior do que terminaram 2012. No primeiro trimestre de 2013, a insatisfação com o lucro se manteve e o acesso ao crédito ficou mais difícil, atingindo 46 pontos e 45 pontos, respectivamente. Além disso, o aumento dos custos com matérias-primas se disseminou entre as empresas, com o índice avançando a 65 pontos. 
 Para os próximos seis meses, as perspectivas de demanda permanecem otimistas (61 pontos), contudo o indicador caiu 1,9 ponto em relação à pesquisa anterior. Esperam aumento dos pedidos 48,6% das empresas e 9% projetam queda. As demais afirmaram que não haverá alteração. Já as expectativas com as exportações ficaram levemente positivas (51,8 pontos) e bem abaixo ao registrado em março (57 pontos). As projeções futuras também sugerem um avanço moderado no emprego (53,9 pontos) e na compra de matérias-primas (58,7 pontos). 

O levantamento varia numa escala de 0 a 100 pontos. Quanto mais os valores estiverem acima de 50 pontos significa maior otimismo e quanto mais abaixo, pessimismo. Apenas as variáveis de estoques em relação ao planejado e matérias-primas são avaliadas como negativas acima dos 50 pontos. 

Principais problemas enfrentados 


A partir de maio, Porto de Itajaí vai funcionar 24 horas

O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, anunciou no dia 19 de abril o lançamento do Programa Porto 24h, uma ferramenta que fará parte do Sistema de Inteligência Logística, desenvolvido pela Secretaria de Portos (SEP), para desburocratizar o sistema portuário. O Porto 24h, irá integrar as ações do Porto Sem Papel, Carga inteligente e VTMS. A implementação destes sistemas fazem parte da cartela e investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da ordem de R$ 800 milhões.

 

A SEP iniciou, em 2010, o desenvolvimento e implantação de um conjunto de projetos denominados de Inteligência Logística Portuária, que envolvem ações para redução de burocracia com intensa utilização de tecnologia de informação nos processos de liberação de veículos e cargas nos portos, o que permitirá a sincronização do fluxo de cargas, para evitar filas e congestionamento no porto.

 

O conceito de Porto 24 horas é uma evolução da aplicação de todos esses projetos, ou seja, as equipes de fiscalização dos diversos anuentes estarão de forma integrada eletronicamente, em plantão durante 7 dias na semana e 24 horas por dia para liberação de cargas, embarcações e veículos nos portos. O objetivo do Porto 24 horas é melhorar o desempenho das operações de movimentação de carga, tanto nas importações, quanto nas exportações, e das operações nos locais de estocagem na retroárea dos portos, com a redução do tempo e consequente redução dos custos dos serviços, o que acarretará em ganhos efetivos da capacidade operacional em curto prazo. Hoje, estes anunentes obedecem a um horário comercial, salvo as emergências.

 

Com a implementação do Porto 24h está previsto a redução de custo em média de 25%. Todos os diagnósticos já levantados pela SEP, inclusive em parceria com atores mundiais (Cingapura, Valência, Rotterdam, EUA, Alemanha, Bélgica etc.) demonstram que os principais custos envolvidos em operações logística ineficientes, estão associados a atrasos de liberação por falta de capacidade logística, que geram filas e imobilizando ativos como navios, trens, caminhões e mesmo infraestruturas que ficam ociosas aguardando procedimentos burocráticos. Os ganhos no aumento da agilidade e eficiência portuária se refletem na maior competitividade do país, seja nas exportações e importações, seja na transferência interna de mercadorias, com reflexos no preço final dos produtos aos consumidores.


Itajaí


Em Itajaí, o funcionamento ininterrupto se dará a partir do dia 03 de maio de 2013, uma sexta-feira, em fase de experiência. E, de forma efetiva, estarão funcionando em 24 horas a partir do dia 06 de maio. Estes pontos foram definidos dentro das discussões da CONAPORTOS, levando em consideração a representatividade no volume de carga e veículos, bem como do amadurecimento das integrações tecnológicas já implementadas.

Além de Itajaí, os portos de Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Suape, Paranaguá, Rio Grande e Fortaleza também irão funcionar durante 24 horas. Com a medida, a expectativa é de que o setor aumente a sua eficiência nas operações de embarque e desembarque. 

 

Indústria automotiva deve aumentar capacidade produtiva em 25% até 2017

O novo presidente da Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan Yabiku Júnior, anunciou ontem que a indústria automotiva nacional deverá aumentar sua capacidade produtiva em cerca de 25% até 2017. A estimativa da entidade é que a capacidade de produção, que hoje é 4,5 milhões de veículos por ano, chegue a 5,6 milhões.  


Yabiku, que é executivo da General Motors, e toma posse hoje à frente da entidade, vê no entanto que o maior desafio está na qualidade dos carros que serão produzidos e não apenas na quantidade. “O nosso grande desafio é passarmos a produzir dentro de padrões internacionais, de produtividade e competitividade, com produtos de maior valor agregado, uma indústria mais inovadora, mais tecnológica e o fundamental, com uma indústria de autopeças forte”, disse em entrevista coletiva.


De acordo com o executivo, a Anfavea defende a criação de um programa de incentivo à indústria de autopeças, visando à produção de elementos tecnologicamente avançados, hoje importados. Todos os componentes eletrônicos avançados utilizados nos veículos atualmente, segundo Yabiku, vêm do exterior.


“Quando se fala em alternador de alta capacidade, não há fabricação aqui no Brasil. No entanto, para qualquer montadora para atingir o índice de eficiência energética do Inovar Auto [Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores] vai precisar colocar esse tipo de alternador”, destaca. 


O novo presidente da Anfavea informou que pretende mais que dobrar, a médio prazo, a exportação de veículos, hoje em 420 mil unidades por ano. Em 2005, esse número era 900 unidades por ano. “No próximos  triênio o grande desafio nosso será a exportação. Estamos conversando com o governo e pretendemos lançar o exame de uma nova política automotiva voltada para a exportação. Quem sabe criar aqui o exportar auto, uma política voltada a comercialização de exportação. Devemos buscar o número de 1 milhão de veículos exportados por ano”.

Sindicatos pesqueiros de Itajaí participam hoje de audiência do Senado
O Sitrapesca (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Itajaí e Região) e o Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), juntamente com outras entidades representativas do setor pesqueiro, vão participar hoje de uma audiência no Senado Federal. 

O objetivo dos sindicatos pesqueiros é apresentar o potencial e as dificuldades da pesca industrial, com foco nas questões trabalhistas e de gestão. O espaço foi conquistado com o apoio do Senador Paulo Paim (PT-RS).
Petrobras aprovou contratação de 23 novas embarcações de apoio; estaleiro Detroit, em Navegantes, está entre os que fabricarão as embarcações

A Petrobras aprovou no dia 18 de abril a contratação de 23 embarcações de apoio, como parte do 3º Plano de Renovação da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo. As unidades, do tipo PSV 4500 e OSRV 750, cumprirão requisitos de conteúdo local de 60% e serão construídas no Brasil. Os preços apresentados foram competitivos, atendendo às métricas e orçamentos esperados.

 

Esta foi a 4ª Rodada do Plano de Renovação da Frota. Em julho deste ano, a Petrobras irá ao mercado para contratar outras 24 embarcações de apoio marítimo (5ª Rodada), cumprindo, assim, a meta de contratar, até 2014, 146 embarcaçõesa serem construídas no Brasil, conforme previsto no 3º Plano de Renovação da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo.


Navegantes


A aprovação para contratar as novas embarcações irá beneficiar a região de Navegantes, já que o estaleiro Detroit, localizado no município, foi um dos escolhidos para fabricar navios de apoio as plataformas de petróleo em alto-mar. Serão construídas no estaleiro Detroit quatro novas embarcações tipo PSV 4500. Isso só vem a reforçar o retorno da vocação do Litoral Norte de Santa Catarina para a construção naval, especialmente aquela voltada ao segmento offshore, como já havia adiantado a Revista Portuária na edição de fevereiro da publicação.




Appa organiza programa de interiorização dos portos
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina vai dar início a um projeto de interiorização dos portos paranaenses. O “Porto no Campo” tem como objetivo informar o setor produtivo do Estado do Paraná sobre as capacidades e projetos futuros dos Portos de Paranaguá e Antonina, além de ouvir as demandas, eventuais insatisfações e dúvidas daqueles que utilizam os portos do Paraná para escoar suas mercadorias.
 
“Muitos produtores agrícolas tem dúvidas sobre o funcionamento da logística portuária e desconhecem os projetos do governo do Paraná para melhorar ainda mais a estrutura que dispomos. Nossa intenção é ir ao interior, falar com o setor produtivo e ampliar o diálogo com o campo”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Na semana passada, a Appa fez uma prévia do projeto participando de uma reunião realizada pela Secretaria Estadual de Agricultura em Pato Branco, região Sudoeste do estado. No encontro, o secretário Norberto Ortigara, mostrou as ações do Governo do Paraná para melhorar o escoamento da safra, através de melhorias nas estradas e na logística portuária. Participaram da reunião em Pato Branco o superintendente dos portos do Paraná e os diretores empresarial, Lourenço Fregonese, e administrativo-financeiro, Carlos Roberto Frisoli. 

De acordo com Dividino, a reunião com os agricultores foi positiva. Ele explica que o projeto de interiorização nasceu a partir da perspectiva de nova supersafra e o cuidado do Governo do Paraná em garantir o bom escoamento da safra de grãos. “Estar próximo de quem esta no campo só nos traz avanços. Nosso objetivo é ouvi-los e contemplar nas decisões futuras estas demandas. Através da troca de experiências, podemos ver como eles estão trabalhando e, com isso, melhorar a experiência de escoamento da safra”, explica.

Calendário – O Porto no Campo vai percorrer todas as regiões do Paraná. A primeira reunião acontece na primeira quinzena de maio, em Maringá. Depois disso, serão realizados encontros com agricultores de Cascavel, Campo Mourão, Londrina, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa.
Operação Corpo a Corpo detectou R$ 20 milhões em ICMS não declarado

A Secretaria de Estado da Fazenda divulgou no dia 19 de abril, os resultados da Operação Corpo a Corpo, deflagrada no início de março para comparar o faturamento declarado pelos estabelecimentos com o real volume de vendas. Após acompanhar as vendas em estabelecimentos de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Balneário Camboriú, Criciúma, Tubarão, Chapecó, Joaçaba, Lages, Rio do Sul e São Bento do Sul, a Fazenda apurou uma diferença de faturamento de aproximadamente R$ 20 milhões - ou seja, as empresas deixaram de submeter este valor à tributação pelo ICMS. Dos doze estabelecimentos fiscalizados, somente em um não foi constatada diferença.


A partir de agora as empresas serão contatadas para regularizar suas pendências espontaneamente até 30 de abril. Caso não regularizem, receberão notificações fiscais com acréscimo de multa de 100% do ICMS que deixou de ser pago, mais juros. 


Mais de 40 auditores fiscais da Fazenda participaram da Operação em estabelecimentos varejistas dos setores de confecções, cama mesa e banho, calçados, restaurantes e mercados. Os fiscais acompanharam o faturamento dos estabelecimentos selecionados na “boca do caixa”, operação por operação, durante o período de atendimento, pelo prazo de trinta dias, que compreende um período de apuração do ICMS.


“A Operação comprovou que não está havendo emissão do documento fiscal nas operações pagas através de outros meios como dinheiro, cheque e crediário próprios”, explica o gerente de Fiscalização da Secretaria, Francisco de Assis Martins. Levantamentos prévios da Fazenda apontaram que muitos estabelecimentos declaravam faturamento praticamente idêntico àquele informado pelas administradoras de cartão de crédito. Segundo o gerente, um dos critérios determinantes para seleção dos estabelecimentos foi o baixo percentual de recolhimento de ICMS em relação ao faturamento declarado. “Devido ao resultado, já estamos planejando outras operações semelhantes”, diz Martins.


O secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, lembra que durante todo o ano serão deflagradas operações em diversos setores e municípios. “Fiscalizar é uma questão de justiça com os empresários que cumprem rigorosamente suas obrigações fiscais. Quem sonega acaba se tornando mais competitivo de forma desleal”, diz.

Economistas indicam os desafios da indústria
O desafio da indústria no cenário econômico atual é ajustar-se a ele. Esta foi a principal mensagem dos economistas Samuel Pessôa e Armando Castelar Pinheiro, que participaram do 4º Meeting de Economia, promovido pela FIERGS, por meio do Conselho de Economia e Assuntos Estratégicos, e Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS), na tarde desta sexta-feira, na sede da entidade. “É preciso aumentar a competitividade da indústria e para isso há outras necessidades como melhorar a infraestrutura e o redirecionamento da política de acordos de livre comércio”, lembrou o coordenador de Economia Aplicada do IBRE/FGV, Armando Castelar Pinheiro.


Conforme ele, a atual política econômica é intervencionista e seus mecanismos de controle estão prejudicando outros setores. “Segurar o preço da gasolina causa problemas para a Petrobras e, consequentemente, para todo o setor de petróleo e gás”, explicou. “A desoneração de alguns setores também já está sinalizando que trará prejuízos fiscais”, disse Castelar. “Qualquer mudança precisa de tempo e durante esta espera não há investimento. Este momento é de estagflação”, disse. Castelar acredita que o cenário brasileiro segue o cenário global e a melhora deve ser gradual, como está sendo no mundo. “E há a questão do custo da mão de obra que também não vai mudar tão cedo”, falou. 


Samuel Pessôa, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirmou que o processo de crescimento passa por três vertentes: “a educação, o contrato social, e a sociedade desigual e democrática”. Pessôa salientou que o Brasil tem um problema estrutural de baixa escolaridade e que isso leva bastante tempo para mudar. “E o investimento feito em educação ainda é pouco”. Ele também destacou que o Brasil fez escolhas que não priorizam o crescimento, com benefícios muito grandes. “As diferenças da sociedade já estão menos desiguais. Mas quando elas diminuírem ainda mais, haverá uma demanda natural da sociedade por um maior crescimento e ocorrerá uma reposição social mais liberal”, esclareceu. “Este modelo econômico intervencionista ocorreu na época dos militares. A diferença é que antes era de direita e agora é de esquerda”, disse. Enfatizou ainda que o Brasil não tem poupança e portanto deve ter poupança externa para ter investimento.  


Durante o debate, os empresários André Gerdau Johannpeter, Humberto Busnello e Antônio Roso conduziram as perguntas do público aos economistas. Busnello, coordenador do Conselho de Economia e Assuntos Estratégicos da FIERGS, observou que “nada acontece de repente. Para nós empresários é importante captar os sinais de futuro e saímos daqui hoje com uma visão de que haverá mudanças e custos. Cabe a nós sabermos o que fazer”.
Com 98% das áreas comercializadas e a massiva confirmação de produtores e técnicos, SIAV se consagra como sucesso antecipado

A quatro meses de sua realização, o Salão Internacional da Avicultura (SIAV), evento promovido pela União Brasileira de Avicultura (UBABEF) entre os dias 27 e 29 de agosto, no Anhembi (São Paulo/SP), consagrou-se antecipadamente como um dos maiores sucessos do setor avícola brasileiro em 2013.

 

De acordo com o diretor Administrativo e Financeiro da UBABEF, José Perboyre, 98% da área comercializável do evento já foi vendida.  “Teremos a presença de mais de 30 agroindústrias de aves e ovos, 20 empresas de equipamentos, todas as empresas de genética avícola, laboratórios, produtores de rações, empresas de logística, certificadores e outros players da cadeia avícola, trazendo novos produtos e serviços para o mercado”, destaca.

 

O sucesso não se restringiu apenas a comercialização, segundo o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra. “Temos já uma massiva confirmação de produtores, e presidentes das agroindústrias informaram que, além destes, deverão trazer, no mínimo, mais 2 mil avicultores”, destaca.

 

Esses produtores contarão com total suporte para participação no evento, como disponibilização de ônibus e de agência do Banco do Brasil, para financiamentos. 

 

“Além dos avicultores, estarão presentes empresários, diretores, gerentes de compra, técnicos de campo e dos frigoríficos e vários outros membros da cadeia produtiva, juntamente com lideranças nacionais e internacionais”, completa o presidente da UBABEF.

 

Conforme o diretor de Mercados da UBABEF, Ricardo Santin, delegações estrangeiras de mais de 20 países já confirmaram presença no encontro, juntamente com autoridades internacionais da OIE, da FAO/ONU e da União Europeia.

 

“Essas delegações e autoridades se somarão aos visitantes que estarão no evento por meio do Projeto Imagem e do Projeto Comprador, ambos em parceria com a APEX-Brasil, viabilizando a vinda de jornalistas e compradores estrangeiros para o evento”, explica Santin.

 

Vasta programação técnica e conjuntural – Inserido na programação do SIAV, o 23° Congresso Brasileiro de Avicultura contará com mais de 60 palestrantes, entre presidentes e diretores de empresas, especialistas técnico-científicos nacionais e internacionais e líderes empresariais.  Na pauta das palestras estarão temas que desafiam o dia a dia dos técnicos e dos empresários do setor.

 

Entre os pontos altos da programação constarão a palestra do norte-americano Jurgen Klaric, considerado um dos gurus do marketing na atualidade; a explanação de Andrea Gavinelli, diretor de Bem-Estar Animal da DGSanco/Bruxelas (Bélgica); e a mesa- redonda com os CEOs de agroindústrias avícolas brasileiras.

 

De acordo com o diretor de Produção da UBABEF, Ariel Mendes, em paralelo ao 23° Congresso Brasileiro de Avicultura, eventos gratuitos complementarão a vasta programação do SIAV.  “Um deles é o Projeto Produtor, iniciativa especialmente voltada para os produtores avícolas, que tratará sobre desafios do manejo de frango de corte e informações sobre a aplicação de tecnologias na granja”, ressalta.

 

O Simpósio sobre Produção e Mercado de Ovos também é um dos destaques, com uma programação voltada para a cadeia de postura, com temas referentes ao mercado, agregação de valor, abastecimento de insumos e busca por novos mercados.

 

Outra atração do evento, o 2° Seminário Internacional de Sustentabilidade tratará de novos horizontes para a sustentabilidade, além de debater a produção sustentável como elemento de agregação de valor.  O seminário traz, ainda, uma mesa-redonda com participação especial da ABRA, falando sobre resíduos avícolas.

 

Ainda durante o SIAV, dez reuniões das Câmaras Setoriais da UBABEF já estão confirmadas.  “As entidades parceiras do evento – ANFEAS, ALANAC, ABIQUIFI, SINDAN e SINDIRAÇÕES – também promoverão encontros com seus associados durante o evento. Haverá, ainda, uma reunião conjunta das Câmaras Setoriais de Milho e Sorgo e de Aves e Suínos do Ministério da Agricultura”, destaca Mendes.

 

APM Terminals Itajaí movimenta peças para navios petroleiros

Peças pesando em média 180 toneladas espalhadas pelo pátio do APM Terminals – empresa responsável pela movimentação de contêineres no Porto de Itajaí – tem alterado o cenário do cais do terminal na última semana. Equipamentos fabricados pela Empresa de Construções Navais Itajaí (CNI), para atender a demanda dos novos navios petroleiros encomendados pela Petrobras embarcam hoje e amanhã com destino a Rio Grande (RS) pelo terminal itajaiense.


De acordo com o superintendente da APM Terminals, Ricardo Arten, infraestrutura e qualidade da mão de obra são fundamentais para atender esse nicho do mercado. O primeiro conjunto de blocos com quatro unidades embarcou no navio cargueiro Norsul 14, na segunda semana de abril. Como as peças foram transportadas em chatas - embarcação de pequeno calado que podem ter a sua própria propulsão ou serem rebocadas – a operação de embarque até o porto e reembarque no navio, leva cerca de 72 horas.


Os blocos fazem parte de um contrato de processamento de 10 mil toneladas de aço, para serem entregues ao longo de cinco anos ao estaleiro Ecovix – Engevix Construções Oceânicas S/A, com sede em Rio Grande. O estaleiro gaúcho é uma empresa criada em março de 2010 como subsidiária da Engevix Engenharia S/A para executar para a Petrobras dois contratos de construção de oito cascos de plataformas de exploração de petróleo (FPSO na sigla em inglês) na camada do pré-sal.


Começam as obras de revitalização do Porto de Antonina
Depois de 40 anos sem qualquer tipo de investimento na melhoria da infraestrutura, o terminal público do Porto de Antonina está passando por uma ampla reforma. O prédio administrativo e a guarita de controle estão sendo revitalizados. Ao todo, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está investindo R$ 591 mil de recursos próprios para recuperar os prédios.

“Estamos seguindo a determinação do governador Beto Richa de retomar a movimentação do Porto de Antonina. Estas obras são essenciais para que os demais projetos previstos para o Porto possam sair do papel”, explica o superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino.

Entre os principais projetos para o terminal público Barão de Teffé, está a revitalização e ampliação do cais. Hoje, o cais tem cerca de 60 metros e os estudos que estão sendo realizados preveem triplicar o seu tamanho.

Investimentos 

De acordo com o diretor do Porto de Antonina, Luis Carlos de Souza, já existem duas empresas interessadas em investir na infraestrutura de retroárea do cais público de Antonina. “Já temos um projeto já em fase bastante adiantada para a instalação de um estaleiro aqui e outra empresa privada está vendo a viabilidade de construir quatro armazéns para recebimento de açúcar e fertilizantes”, explica.

Enquanto a reforma avança e os projetos de os investimentos estão em estudo, a administração do porto de Antonina trabalha para melhorar a situação imediata do Porto e da cidade. A medida que surtiu maior efeito nos últimos tempos foi a triagem prévia dos caminhões que seguem para o terminal da Ponta do Felix. Antes, como não havia qualquer cadastramento, os caminhões se acumulavam em fila, atrapalhando a vida dos moradores. Agora, os caminhões passam por um cadastro antes de chegar ao terminal e não precisam mais se enfileirar nas ruas.

Outra medida foi a contratação de uma empresa especialidade em resíduos. Antes disso, os caminhoneiros limpavam as caçambas dos caminhões nas ruas, juntando resíduos que causavam mau cheiro nas imediações do porto. Agora, a limpeza é feita e recolhida em caçambas próprias. Depois, os resíduos recebem destinação correta.

Trabalho
  

80% da mão de obra contratada pela empreiteira que venceu a licitação da obra de reforma foi contratada em Antonina. “Negociamos esta condição com os empreiteiros e fomos atendidos. Isso faz com que mais gente na cidade se ocupe, aumento a renda das famílias”, afirma Souza.

Esta semana, a Techint – empresa que tem Termo de Permissão de Uso Temporário de uma área de cem mil metros quadrados no Barão de Teffé para atender as demandas da indústria do pré-sal – contratou 30 lixadores na cidade. E deu início a um curso para 30 pintores industriais, com possibilidade de contratar 25 deles.
Porto Itapoá inicia manutenção na via entre a Av. Beira Mar 5 e a Estrada da Jaca

O Porto Itapoá iniciou na última terça-feira, 16, uma força-tarefa de recuperação das vias públicas que eram utilizadas pelos caminhões de contêineres. A ligação entre a Av. Beira Mar 5 com a Estrada da Jaca, na Figueira do Pontal, foi utilizada por um ano e meio pelos caminhões que tinham destino ou origem ao Porto Itapoá.

Antes do início das operações do porto, a mesma estrada não possuía pavimentação asfáltica. Para utilizá-la, o terminal investiu aproximadamente 2 milhões de reais na pavimentação completa do trecho de pouco mais de 3 km.

Com a abertura da B-1, obra de 3 km construída pelo Porto Itapoá, a antiga rota dos caminhões deixa de ser utilizada para o transporte de contêineres. Porém, como durante este período parte da estrada sofreu desgastes com o trânsito de veículos pesados, o Porto, juntamente com a empreiteira Vogelsanger e a Secretaria de Obras do Município, vai recuperar todo o trecho, eliminando os buracos e deformidades da pista.

Ao longo da semana, parte da estrada deve ficar interditada, o que não impedirá o trânsito de veículos pelo local, com exceção para a manutenção da ponte da Figueira do Pontal, que paralisará a passagem por aproximadamente quatro horas, a partir das 10h da manhã de quinta-feira.

De acordo com a legislação municipal e o interesse do Porto em oferecer o mínimo de impacto possível à sua vizinhança, esta obra visa confirmar o compromisso do Porto Itapoá com a cidade e com as pessoas.

Ao longo do trecho em obras, placas de sinalização devem orientar pedestres e motoristas para ter atenção e cuidado ao transitar pelo local.

Portonave deve ser o terminal de entrada e saída de produtos da BMW em Santa Catarina
Não existe nada de oficial, mas a possibilidade de a Portonave, em Navegantes, ser o terminal de entrada e saída de produtos da BMW em Santa Catarina é real. As duas companhias não falam abertamente no assunto, no entanto, a Revista Portuária conversou com o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Navegantes, Antonio Carlos Carmona, e ele afirmou que as tratativas estão avançadas para que a Portonave seja responsável pela importação e exportação de peças e produtos da montadora alemã. "Isso não é boato. As negociações estão avançadas para que se concretize a parceria entre a BMW e a Portonave", disse.

O valor do investimento da BMW em Santa Catarina chega a R$ 800 milhões podendo criar 1.400 empregos diretos e cinco mil indiretos. O processo será da seguinte forma: A BMW investirá R$ 600 milhões enquanto que o governo catarinense se responsabilizará por R$ 200 milhões sendo estes financiados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. 

O governo catarinense almeja arrecadar R$ 75 milhões no primeiro ano, chegando a R$ 200 milhões em impostos em 2016. Em relação a BMW a meta é faturar R$ 2 bilhões por ano nos primeiros anos com previsão R$ 20 bilhões ao ano a partir do quinto ano de funcionamento.

O novo presidente da filial brasileira da BMW, Arturo Piñero, afirmou que até o final de 2014 os primeiros carros “brasileiros” estarão nas ruas nacionais. Especula-se que estes automóveis sejam os mais baratos do portfólio bávaro, tais como o Série 1, Série 3 e X1.


Número de contratações em Santa Catarina cai 18% em março de 2013

O número de novos empregos formais em março de 2013 no Estado caiu 18,1% em relação ao ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Foram criadas 7.983 novas vagas, contra 9.751 em 2012.

Os principais setores responsáveis pelo incremento de novas vagas em Santa Catarina foram a indústria de transformação (7.246), os serviços (2.469) e o comércio (1.589).

Para a Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC), a moderação nas contratações de novos trabalhadores está totalmente vinculada à desaceleração da economia brasileira, que ainda vive um período de baixo crescimento. Assim, se por um lado a economia não cresce, por outro os ganhos salariais continuam fortes, o que vem inibindo novas contratações por parte dos empresários.

Na avaliação da Federação, o cenário para os próximos meses é o mesmo, já que mesmo que a economia cresça durante o ano, é muito improvável que a força deste crescimento seja grande o suficiente para novamente gerar os expressivos saldos de contratações de anos anteriores.

No Brasil, foram criados 112.450 novos empregos formais em março no Brasil. O resultado é praticamente o mesmo de março de 2012, onde haviam sido geradas 111.746 novas vagas, ou seja, crescimento de apenas 0,6% na comparação anual.

Para FIERGS, aumento dos juros prejudica setor industrial e não resolve o avanço da inflação
 “Garantir a estabilidade da economia é, de fato, essencial para que as decisões de consumo e investimento continuem sendo tomadas. Entretanto, existem outras formas menos penosas à produção nacional, que sofreu em fevereiro a maior queda desde a crise de 2008. Uma delas, por exemplo, é o governo conter os gastos públicos”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, nesta quarta-feira (17), ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 7,25% para 7,50% ao ano. 
O presidente da FIERGS destacou ainda que o setor fabril já vem acumulando perdas. “No ano passado, a indústria de transformação brasileira apresentou a menor participação no PIB, apenas 11,9%”, disse. No Rio Grande do Sul, lembrou Müller, 2012 encerrou com o desempenho industrial repetindo 2011: apenas 0,3% de crescimento, completando mais um período desfavorável à indústria gaúcha.
Sindicatos pesqueiros de Itajaí conquistam audiência do Senado
O Sitrapesca (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Itajaí e Região) e o Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), juntamente com outras entidades representativas do setor pesqueiro, vão participar na próxima terça-feira (dia 23) de uma audiência no Senado Federal. Na ocasião, será apresentado o potencial e as dificuldades da pesca industrial, com foco nas questões trabalhistas e de gestão. O espaço foi conquistado com o apoio do Senador Paulo Paim (PT-RS).
Institutos do Senai terão parceria com a UFSC
O Sistema Fiesc e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assinaram um protocolo de intenções para cooperação nos oito Institutos Senai de Tecnologia e nos dois de Inovação que serão implantados em Santa Catarina. O acordo prevê intercâmbio de know-how e de tecnologias e ações conjuntas em programas de ensino, pesquisa e extensão. O Instituto Senai de Inovação em Laser está previsto para ser construído em São José.

A implantação dos Institutos Senai de Tecnologia e de Inovação integra o Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, que conta com o apoio do governo federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 
 
O programa prevê a implantação, em todo o país, de 60 institutos de tecnologia e 23 de inovação, com investimento total de R$ 1,9 bilhão, dos quais R$ 1,5 bilhão em financiamento do BNDES e R$ 400 milhões em recursos próprios do Sistema Indústria. A implantação dos dez institutos catarinenses prevê a aplicação de R$ 230 milhões, sendo R$ 113,2 milhões do BNDES e os outros R$ 117,5 em recursos próprios.
 
Os institutos de inovação a serem implantados em Santa Catarina serão nas áreas de Laser (previsto para São José) e de Sistemas Embarcados (Florianópolis). Os institutos de Tecnologia são nas áreas metalmecânica (Joinville), de alimentos (Chapecó), eletroeletrônica (Jaraguá do Sul), automação e tecnologia da informação e da comunicação (Florianópolis), logística (Itajaí), materiais (Criciúma) e design têxtil e do vestuário e ambiental (Blumenau).
 

Confiança do empresário industrial recua em março, aponta CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 1,0 ponto percentual em março na comparação com fevereiro e atingiu 57,1 pontos. No comparativo com o mesmo mês de 2012, o Icei teve queda de 1,5 ponto percentual. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 16 pelo Conselho Nacional das Indústrias (CNI).


Todas a regiões do País apresentaram quedas no indicador na comparação entre março e fevereiro, por ordem decrescente: Nordeste passou de 61,7 pontos para 59.3; Centro Oeste passou de 60.4 pontos para 58.2; Sudeste passou de 54,9 pontos para 54,3; Sul passou de 57 pontos para 56,7 e Norte passou de 60,5 pontos para 60,4.


Entre os setores pesquisados, a maior queda da confiança ocorreu na indústria extrativa: -3,9 pontos, para 54,8 pontos. No caso da indústria de transformação, a queda da confiança ocorreu em 23 dos 28 setores considerados. 

Nova norma para frigoríficos será assinada nesta quinta-feira
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) encaminhou ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) um documento que pede urgência na publicação da Norma Regulamentadora 36, para tentar reduzir doenças e acidentes aos trabalhadores. A validação também foi cobrada durante uma reunião realizada na Delegacia Regional do Trabalho de Florianópolis, em Santa Catarina, na última segunda-feira, dia 15, com a presença da entidade e do ministro do Trabalho, Manoel Dias, que poderá assinar o termo na próxima quinta-feira, dia 18, à 10h.
Tear Escola de Negócios lança ciclo de palestras para debater o mercado atual

Uma palestra gratuita com o professor e mestre em Educação Cláudio Silva lança nesta quarta-feira, dia 17 de abril, um ciclo de palestras que a Tear Escola de Negócios promoverá ao longo de 2013 para debater temas atuais e relevantes do mercado com profissionais renomados da região. 


Cláudio Silva falará sobre “Resiliência Para um Time Vencedor”, quando mostrará que a persistência é um dos caminhos para o êxito, assim como a capacidade para encarar problemas, ter atitude pró-ativa e ver as dificuldades no trabalho como oportunidade de crescimento.  


A palestra, com início às 19h30min, será realizada no auditório da Tear Escola de Negócios, localizada na rua 1970, número 70, próximo 3ª Avenida, no Centro de Balneário Camboriú. O evento é gratuito e aberto ao público, que pode garantir a participação através do e-mail marketing@tearensino.com.br ou pelo telefone (47) 3367-4466. 


SERVIÇO

Palestra “Resiliência Para um Time Vencedor”, com Cláudio Silva

Local: Tear Escola de Negócios, Rua 1970, número 70, próximo 3ª Avenida, Balneário Camboriú

Data: 17 de abril, quarta-feira

Horário: 19h30

Valor: gratuito

Informações e inscrições: (47) 3367-4466 e pelo email marketing@tearensino.com.br

Draga Rondo chega a Itajaí

Atracou no Terminal de Passageiros de Itajaí na manhã desta terça-feira a draga Rondo, com capacidade 2,4 mil metros cúbicos e plenas condições de realizar os trabalhos de manutenção das profundidades dos canais de acesso interno e bacia de evolução em 14 metros e, do canal externo, em 14,5 metros. No entanto, ainda há a necessidade da nacionalização da draga pela Receita Federal, para que os serviços sejam iniciados. Com a chegada desse equipamento, duas dragas estarão executando os serviços.


O equipamento foi adquirido pela empresa Triunfo especialmente para a realização deste trabalho. Tem o comprimento de 83 metros e largura de 16 metros e opera no sistema trailing suction hopper dredge.


“Com o início das operações desse equipamento garantiremos o restabelecimento das profundidade posteriores a conclusão dos serviços de dragagem de aprofundamento realizados pela Secretaria de Portos da Presidência da República, com recursos do Programa Nacional de Dragagem (PND)”, informa o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior. Segundo o superintendente, com maiores profundidades o Complexo Portuário do Itajaí poderá ampliar o volume médio de cargas operadas por navio. 


A contratação da dragagem permanente, pelos próximos cinco anos, também é uma necessidade para o porto, que por estar instalado em uma foz de rio, sofre constantemente com o acúmulo de sedimentos que são depositados pela ação natural da correnteza do rio.

 

Porto do Rio Grande realiza escoamento de safra de soja recorde no RS
A estimativa no estado do Rio Grande do Sul é de 13 milhões de toneladas nesta safra  de soja, sendo que pelo porto gaúcho devem ser escoadas 9 milhões de toneladas. Conforme informações divulgadas pela Emater/RS-Ascar, as primeiras lavouras da safra de soja 2013 já foram colhidas no Rio Grande do Sul. Dependendo da região, os rendimentos têm se situado entre 2,1 mil e 3 mil quilos por hectare, com boa qualidade do grão. 

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu quinto levantamento é de que a temporada 2012/13 representará um recorde para a produção de soja no país, superando o recorde anterior, de 75,3 milhões de toneladas em 2010/11, e amplamente a safra 2011/12, de 66,38 milhões toneladas, que foi prejudicada por uma seca em importantes áreas produtoras do Sul. 

A movimentação pelo Porto do Rio Grande oportuniza o melhor prêmio ao agricultor, sendo maior que o prêmio pelos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP).Do volume de soja exportado pelo porto gaúcho 30% é pelo modal ferroviário, 10% pelo modal hidroviário e 60% por rodovia.

Plano de Ação da Safra 2013

A Superintendência do Porto do Rio Grande, juntamente com os Terminais Graneleiros Bianchini, Bunge e CCGL (Termasa/Tergrasa) e órgãos de controle e segurança realiza o Plano de Ação da Safra de Soja 2013 com o objetivo de garantir a segurança e agilidade no transcorrer da safra, evitando o congestionamento junto às rodovias de acesso ao porto. 

O agendamento prévio da descarga dos caminhões no porto foi uma medida implantada com sucesso nos anos anteriores. Neste ano, a maior ênfase destaca-se para a programação da empresa detentora do modal ferroviário, que evitará a movimentação de vagões nos horários de maior tráfego nos cruzamentos com a rodovia que leva aos Terminais Marítimos.

O trabalho é desenvolvido de forma integrada com os órgãos de Segurança Pública (Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Estadual, Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Portuária). O Plano de Ação para escoamento da Safra tem também a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), EcoSul, Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Receita Federal, Sindcam, Sindanave, Prefeitura Municipal do Rio Grande, Postos Buffon e América Latina Logística (ALL).

Estão em andamento programas de divulgação junto às concessionárias de rodovias que dão acesso ao complexo Portuário, assim como nos postos da Polícia Rodoviária Federal, na Praça de Pedágio do Capão Seco e na balança. Cerca de 20 mil folders explicativos estão sendo distribuídos aos caminhoneiros visando orientá-los através de mapas sobre locais de estacionamento, telefones úteis e demais informações que possam se tornar necessárias. 

Além disso, os terminais também devem instruir os seus caminhoneiros com as informações importantes. O monitoramento do escoamento e armazenagem estática estão sendo realizados pela SUPRG, através de informações diárias provenientes dos Terminais Graneleiros. 
Caminhoneiros recebem informações sobre a safra e legislação em Paranaguá
O secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, abriu na tarde de ontem, em Paranaguá, a 17ª Exposafra. O evento, realizado anualmente pela Revista Caminhoneiro no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá, apresenta novidades no setor automotivo aos caminhoneiros, além de informações na área de saúde, trânsito e legislação. 

A feira acontece durante um dos períodos mais movimentados da safra, quando o Pátio de Caminhões chega a receber 2000 veículos por dia. A novidade deste ano está no amplo ciclo de palestras para os caminhoneiros, com o objetivo de debater temas como a nova lei, que rege a jornada de trabalho e o descanso do motorista. 

“O caminhoneiro é o grande responsável pelas cargas que são transportadas pelo nosso país. Grande parte do que movimentamos pelo porto, chega e sai via modal rodoviário. Portanto, nossa meta é dar cada vez mais agilidade e segurança aos caminhoneiros”, afirma o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho. .

Segundo o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, a ExpoSafra vem de encontro às ações que dão condições técnicas e humanas aos transportadores. “Eles se dedicam, e muito, ao desenvolvimento do país. Por isso, pela Appa, estamos trabalhando bastante para melhor atendê-los. Exemplos disso são a eliminação das filas, através da implantação do sistema de senhas, focando sempre a otimização da descarga no Porto – para que o caminhoneiro descarregue mais rapidamente e possa retornar para o interior para novo frete”, explica Dividino.

Organização – Segundo um dos organizadores da ExpoSafra, o gerente de promoções e eventos da Revista Caminhoneiro, Orivaldo Quatrini, um dos principais atrativos da feira – para o caminhoneiro – é o test drive de vários modelos e marcas de caminhões. “Teremos este ano uma programação paralela ao evento, para debater as novidades no setor. Esta programação tem apoio da Associação Nacional dos Transportadores de Cargas e Logística, a NTC, que trouxe especialistas para debater – entre outros assuntos – a nova lei do caminhoneiro”, conta.
Inflação semanal tem ligeira queda na segunda prévia do mês
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) ficou em 0,65% na segunda semana de abril, segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou 0,06 ponto percentual abaixo da taxa da apuração anterior.
 
Cinco das oito classes de despesa que compõem o índice tiveram decréscimo. A principal contribuição foi a do grupo da alimentação, cuja taxa caiu de 1,49% para 1,37%. Nessa classe de despesas, destacaram-se as frutas (de 6,19% para 5,57%).

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos habitação (de 0,73% para 0,62%), comunicação (de 0,31% para 0,24%), vestuário (de 0,46% para 0,4%) e educação, leitura e recreação (de 0,06% para -0,05%).

Já os grupos que tiveram acréscimo em suas taxas de variação foram saúde e cuidados pessoais (de 0,57% para 0,60%), despesas diversas (de 0,25% para 0,28%) e transportes (de 0,26% para 0,28%).
OIE dá total apoio a programa voltado para sanidade da avicultura brasileira

Em encontro com o presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Bernard Vallat, destacou que o Programa de Compartimentação da avicultura brasileira é considerado “prioridade zero” para a entidade internacional.

 

“O Brasil não é só o maior exportador mundial de carne de frango; é também líder mundial na preservação do status sanitário. Este programa será um passo a mais nos avanços internacionais com relação à sanidade na avicultura. Por isso, assumimos  esse programa como uma ação da própria OIE”, disse Vallat na oportunidade.

 

O Programa de Compartimentação é uma iniciativa pioneira do Brasil, que divide os polos de produção em compartimentos totalmente rastreados e controlados, garantindo maior agilidade em ocorrências sanitárias. A previsão é que o programa seja concluído ainda este ano.

 

“A imagem de elevado status sanitário da avicultura brasileira é compartilhada por diversos líderes e referências internacionais em saúde animal. Na última reunião do International Poultry Council, um representante alemão questionou a técnicos do Japão e México qual seria a possibilidade de o Brasil registrar Influenza Aviária.  Os técnicos imediatamente responderam que a chance é de menos de 1%”, ressalta Turra.

ARXO inicia linha de montagem de caminhões de abastecimento de aeronaves em Santa Catarina

A ARXO – empresa catarinense que atua na produção de equipamentos em aço para diversos segmentos industriais – acaba de dar início a linha de montagem de Caminhões Tanques de Abastecimento de Aeronaves, os chamados CTAs, na sede da empresa em Balneário Piçarras (SC). Os dois primeiros equipamentos – vendidos para a Shell – estão sendo finalizados sob a supervisão de técnicos da Bossermann Aviation Equipament, empresa americana parceira da ARXO nos projetos de CTAs para atender o mercado da América do Sul e ranqueada como uma das maiores dos Estados Unidos na fabricação de equipamentos para abastecimento de aeronaves.


As primeiras unidades de CTAs com o selo ARXO sairão da fábrica equipados para movimentar até 18 mil litros de combustíveis e capacidade para abastecer 300 galões por minuto (um galão possui 3,7 litros). Com larga experiência na fabricação de tanques aéreos e jaquetados para o armazenamento de combustíveis nos setores de aviação e automotivo, a empresa ingressa em um mercado restrito e exclusivo no Brasil. O projeto inicial é produzir 20 caminhões tanques para o setor em 2013, com a meta de entregar 100 caminhões em dois anos.


Os primeiros modelos de CTAs com a marca ARXO serão apresentados ao mercado durante a Expo Aero Brasil 2013 em São José dos Campos (SP), em julho deste ano. No ano passado o segmento de aviação representou 5,5 % do faturamento da empresa, mas a previsão é chegar a 12% em 2013. Atualmente, o mercado de tecnologia na fabricação de CTAs no Brasil está monopolizado. Com o começo da fabricação de CTAs, a ARXO espera reduzir para, aproximadamente, quatro meses a entrega deste tipo de equipamento. Hoje a espera por um caminhão novo de abastecimento de aviões em aeroportos no país leva até dois anos. De acordo com estudos da ARXO no Brasil existe atualmente uma defasagem que varia de 500 a 530 caminhões novos de abastecimento para atender os aeroportos nacionais.


Sobre a ARXO:


Maior fabricante de tanques jaquetados para combustíveis da América Latina, a ARXO vem ampliando sua atuação e expansão, tornando-se uma referência no setor metal-mecânico brasileiro. Com 45 anos de história, fabricando dentro das normas do INMETRO e ISO9001-2008 desde 2003; construiu uma rede de representantes e parceiros no Brasil e no Mercosul. Em 2005, foi inaugurada a filial industrial de Recife (PE), e em 2006, a de Balneário Piçarras (SC), que dois anos depois passou a ser a matriz da empresa. ARXO, em latim, significa armazenar/manter “ARX. Atualmente é responsável pela fabricação de tanques e equipamentos para armazenagem de diferentes fluidos, atendendo diversos segmentos industriais e comerciais do mercado, especialmente, as principais companhias de Petróleo do País.

 

Fazenda fiscaliza vendas com cartão de crédito e débito

A Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) deu início nesta semana à operação Malha Cartão 4 com o objetivo de verificar as vendas do varejo feitas com cartão de crédito e débito sem a emissão de cupom fiscal. Serão fiscalizadas 179 empresas que juntas sonegaram mais de R$ 5 milhões em ICMS aos cofres públicos de Santa Catarina. Pela primeira vez, a operação inclui varejistas que atuam no comércio eletrônico.

As empresas foram selecionadas após o cruzamento de dados obtidos junto às administradoras de cartão de débito e crédito com as informações prestadas mensalmente pelas próprias empresas à Fazenda. O faturamento das 179 empresas exclusivamente com as vendas de mercadorias por meio de cartão de crédito e débito chega a quase R$ 30 milhões. Caso não seja regularizado espontaneamente dentro do prazo estabelecido, o imposto sonegado será acrescido de 100% de multa, mais juros.

Guerra à sonegação  

A Secretaria da Fazenda vem intensificando suas ações de fiscalização e recuperou, no primeiro trimestre de 2013, mais de R$ 70 milhões.  O valor deve quase triplicar ao considerar que de R$ 288,6 milhões emitidos em termos de infração fiscal, R$ 184,8 milhões foram convertidos em notificação fiscal.


Complexo Portuário apresentou os estudos para a nova bacia de evolução

A Autoridade Portuária de Itajaí, representada pelo superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antônio Ayres dos Santos, apresentou na manhã desta quinta-feira, (11), os estudos para a implantação da nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu. O projeto é ousado e ambicioso, uma vez que a meta da Autoridade Portuária é fazer o novo layout do Porto de Itajaí para conseguir receber navios de até 366 metros de comprimento por 51 de boca, até 2015 ou 2016. Antes, pelo menos até julho de 2014, o Complexo Portuário espera estar realizando manobras de navios com 335 metros de comprimento e 45 de boca.

Todo o projeto, incluindo o alargamento do canal interno e o realinhamento do molhe norte, está estimado em R$ 300 milhões. A decisão sobre a posição da nova área de manobras foi feita depois de meses de estudos técnicos, coordenados pela empresa holandesa Arcadis, na qual até práticos da região viajaram a Holanda para fazer simulações.

O Governo do Estado de Santa Catarina, através de recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES), alocou cerca de R$ 120 milhões para serem investidos na bacia de evolução, primeira etapa do trabalho de mudar os parâmetros do canal de acesso aos terminais portuários. Vale lembrar que atualmente a configuração limite de manobras que a bacia de evolução permite é de navios de 300 metros de comprimento por 48 de boca.

Durante a apresentação dos estudos, Antônio Ayres, lembrou que os próximos seis meses serão decisivos para o projeto, já que nesse período terão que ser concedidas as licenças ambientais e feitas algumas desapropriações na margem esquerda do rio. “Para ter a licença de instalação nós precisaremos ter a situação das desapropriações definidas até outubro deste ano, se não perderemos os R$ 120 milhões alocados pelo governo estadual”, disse Ayres.

A previsão de perda para o complexo portuário caso a nova bacia de evolução  não esteja operando até julho de 2014 é de R$ 60 milhões ao mês, segundo dados da Autoridade Portuária.

Petrobras nega atraso em projetos de construção de plataformas previstos para 2013 e 2014

A Petrobras negou ontem que haverá atraso na entrada em operação das plataformas programas para iniciar suas atividades este ano e em 2014, conforme noticiado pela imprensa nesta semana.


Segundo nota da estatal, “não procede a informação de que a empresa enfrenta atrasos nas datas previstas de entrada em operação de seis dos dez projetos de construção de plataformas programados para 2013 e 2014”. Na nota, a empresa sustenta que houve “interpretação equivocada dos números apresentados pela companhia”.


Na justificativa da estatal, a diferença entre a obra física prevista e a prevista para os projetos já está contemplada nas datas de entrada em operação apresentadas. “Se o previsto é 80%, o entregue é 60% e a data de conclusão prevista é junho, a diferença de 20% já está refletida na data de junho”, exemplificou a empresa, que considerou importante destacar que, permanentemente, “eventuais desvios são analisados e planos de recuperação estabelecidos para garantir a entrega da plataforma na data prevista no Plano de Negócios”.


A Petrobras finaliza a nota reafirmando que a entrada em operação das unidades de produção é exequível e deverá ocorrer nas datas divulgadas. “A companhia reitera também que os estaleiros contratados estão trabalhando com boa performance, dentro dos parâmetros estabelecidos conjuntamente com a estatal”.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor de março extrapola topo da meta de inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) variou 0,47% em março, 0,13 pontos percentuais abaixo da variação registrada em fevereiro (0,60%). Na comparação com março do ano passado, o índice teve aumento de 0,26 pontos percentuais. Com esta nova aceleração inflacionária, o IPCA extrapolou o topo da meta de inflação (6,5%) definida pelo Banco Central.


Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC), a elevação mostra certo descontrole inflacionário por parte das autoridades monetárias. Com isso, fica cada vez mais difícil o BC manter a taxa de juros no atual patamar reduzido, fato muito preocupante, já que o juro baixo é condição necessária para uma recuperação do investimento no país.


No acumulado de 2013, o IPCA marcou 1,94%. Em 12 meses, o índice ficou em 6,59%, acima do registrado nos últimos 12 meses anteriores (6,31%), e também acima do teto da meta de inflação do Banco Central.


Conforme o economista da Federação, Maurício Mulinari, o que deve ser feito por parte do governo federal para evitar a volta dos juros elevados é um combate da inflação via redução do déficit público e aprofundamento das desonerações fiscais, equação que só pode ter sucesso com uma maior racionalização do setor público, com menos gastos e mais qualidade no serviço prestado.


“Por parte do setor privado, o combate à inflação só será efetivo se houver um reequilíbrio entre ganhos salariais e ganhos de produtividade, já que o forte crescimento do primeiro, aliado à estagnação do segundo, tem gerado aumento de custos e consequente repasse para o preço final”_enfatiza Mulinari.


Habitação e Comunicação tiveram alta


Com exceção do grupo habitação (-2,38% em fevereiro para 0,51% em março) e comunicação (0,10% para 0,13%), todos os demais grupos registraram resultado abaixo do obtido no mês anterior, contribuindo para a redução mensal do índice. 


Os outros resultados foram: despesas pessoais (de 0,57% em fevereiro para 0,54% em março), saúde e cuidados pessoas (0,65% para 0,32%), transportes (0,81% para -0,09%), alimentos e bebidas (de 1,45% para 1,14%), habitação (de -2,38% para 0,51%), artigos de residência (0,53% para 0,11%) e vestuário (de 0,55% para 0,15%).


No grupo de despesas pessoais, o item em destaque foi o emprego doméstico, que mostrou alta mais elevada, ao passar de 1,12% em fevereiro para 1,53% em março. No grupo dos transportes, destaque para queda do preço das passagens aéreas, que já haviam caído 9,98% em fevereiro, e em março caem 16,43%. Já a gasolina teve inflação de 0,09% em março.


O INPC, por sua vez, variou 0,60% em março, 0,08 ponto percentual acima da variação registrada fevereiro (0,52%). No acumulado de 2013 marcou 2,05%, acima dos 1,08% relativos ao mesmo período de 2012. O acumulado de 12 meses ficou em 7,22%, maior do que o acumulado de 12 meses apresentado em fevereiro (6,77%). Os produtos alimentícios apresentaram variação de 1,16% em março, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,36%.

Portos do Paraná fecham trimestre com chuva intensa e alta na exportação de milho
Os portos de Paranaguá e Antonina fecharam o primeiro trimestre de 2013 com 9,46 milhões de toneladas movimentadas. O volume é 2% superior ao movimentado no mesmo período de 2012. No entanto alguns produtos, como o milho e o açúcar, foram os destaques.

As exportações de milho fecharam os três primeiros meses do ano com 1,6 milhão de toneladas. O volume é 208% maior do que o registrado no ano passado. “Somente no mês de março, exportamos praticamente o mesmo volume de milho movimentado em todo o primeiro trimestre do ano passado, 561 mil toneladas. A chuva acabou atrasando os embarques e ainda há dois navios de milho carregando e outros dois para carregar. Agora que concluímos o embarque do milho safrinha, a tendência é que a soja e o farelo cresçam em movimentação”, afirma o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

A movimentação do milho se estendeu até março sobretudo por conta das intensas chuvas. Relatórios estatísticos da Appa apontam que no primeiro trimestre deste ano, as paralisações nos embarques causadas por chuva somaram 31 dias. No ano passado, no mesmo período, foram 15 dias de paralisação.

Apesar das condições climáticas adversas, a Appa conseguiu manter a logística de recebimento de cargas e carregamento nos navios sem a formação de filas. O sistema carga online, que emite senhas para que os caminhões graneleiros cheguem a Paranaguá, está permitindo que o atendimento da safra ocorra sem maiores prejuízos aos atores do sistema. “Não temos registro de filas. A intensa campanha de comunicação que temos feito com caminhoneiros, exportadores e operadores está surtindo efeito e evitado a formação de filas que só traz prejuízos”, afirma Dividino.

Na manhã de terça-feira, (9), 67 navios aguardavam ao largo para carregar grãos em Paranaguá. No entanto, apenas dois (3%) têm carga total, estando prontos para carregar. A maioria, 50 navios (75%), ainda não possui carga. Entre os navios que não tem carga nominada, ocorrem duas situações: ou a carga ainda não chegou do interior, ou não foram sequer negociadas. Os outros 15 navios têm carga parcialmente composta.

Açúcar – O volume de açúcar exportado, no primeiro trimestre deste ano, também é maior em comparação com o período de 2012. Até o último mês de março, foram mais de 846 mil toneladas embarcadas, 88% a mais que o registro do ano passado, quando foram exportadas quase 451 mil toneladas.

Um dos motivos apontados para o aquecimento do mercado do açúcar é o preço convidativo para os compradores internacionais. “Em média, os preços do açúcar no mercado internacional estão dez por cento menores. Com isso, a procura pelo produto aumenta e o mercado fica mais aquecido”, explica o engenheiro agrônomo Disonei Zampieri, da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento.

Fertilizantes – Ainda de acordo com Zampieri, ao contrário do que acontece com o açúcar, os preços da soja e do milho estão melhores para o exportador. Com isso, quem vende os produtos antecipa a compra dos insumos, principalmente dos fertilizantes.

Pelos portos paranaenses, no primeiro trimestres, foram quase 2,2 milhões de toneladas de fertilizantes importados este ano – 27% a mais que o volume importado em 2012, pouco mais de 1,7 milhão.
Indústria de Santa Catarina regista leve alta nas vendas no primeiro bimestre
 As indústrias de Santa Catarina voltaram a registrar pequena alta nas vendas em fevereiro (0,4%) , na comparação com o mesmo mês do ano anterior, e fecharam o primeiro bimestre com elevação acumulada de 0,8%. É o que aponta a pesquisa Indicadores Industrias, realizada pela Federação das Indústrias (FIESC) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O acréscimo foi acompanhado por maior utilização da capacidade instalada, que subiu um ponto percentual e chegou a 83,9 em fevereiro, o maior índice desde dezembro de 2010. Outro indicador que apresentou incremento na comparação com 2012 (6%) foi a massa salarial, que aumentou pelo quarto mês consecutivo. Já a quantidade de horas trabalhadas apresentou queda de 2,6% em relação ao ano anterior.

Segundo a pesquisa da FIESC, o desempenho das vendas foi influenciado principalmente pelos setores do Vestuário (16,7% no bimestre), com entrega de novas coleções, e de Bebidas (30,5), com muitas empresas retornando de férias coletivas.

"Houve uma recuperação no setor de vestuário tanto em Santa Catarina quanto no Brasil. Foram cerca de 5 mil pessoas admitidas no Estado, o que levou aumento da produção e, consequentemente, do faturamento", explica o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau, Ulrich Kühn. Segundo ele, as previsões para o inverno de 2013 - compartilhadas tanto pela indústria quanto pelo comércio - são positivas, o que tem impulsionado a venda de produtos para a próxima estação, na comparação com 2012.

O resultado catarinense seguiu movimento nacional de crescimento moderado. Os dados brasileiros divulgados nesta semana pela CNI mostram que houve alta de 0,5% em relação a fevereiro do ano anterior e de 3,5% no acumulado de 2013 sobre 2012, influenciados principalmente pelo bom desempenho do setor automotivo.
Santa Catarina registrou especial crescimento em fevereiro em relação a janeiro, com alta de 13,2% no faturamento, acompanhado elevações em todos os indicadores. O indicador de remuneração do mês de fevereiro foi influenciado pelo pagamento de programas de participação em resultados - adotas por empresas respondentes - maior número de contratados (que afetam no valor global) e maior número de horas-extras.

A pesquisa Indicadores Industriais SC, realizada mensalmente pela FIESC, leva em consideração dados de 180 indústrias do Estado. A partir de fevereiro, passou a utilizar a classificação das atividades pelo critério CNAE 2.0, do IBGE, em conformidade com os indicadores nacionais da CNI.
UBABEF questiona pedido de aumento de tarifa para importação do frango brasileiro na África do Sul

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, protestou hoje (9) contra o novo pedido de produtores ao governo sul-africano, que visa dificultar a entrada de produtos avícolas no país.


Após a tentativa frustrada de aplicar medidas antidumping – que o setor avícola brasileiro comprovou não existir –, agora um grupo de produtores da África do Sul está pleiteando ao governo local aumento da tarifa de importação de produtos avícolas para até 82%.


Segundo o presidente executivo da UBABEF, o pedido pelo aumento de tarifas feito pelos produtores dificulta o livre-comércio.


“É difícil compreender por qual motivo os produtores sul-africanos insistem em tentar barrar a entrada de produtos avícolas de outros países. Conforme levantamentos que fizemos na época da aplicação de tarifas antidumping, mostramos que a avicultura local se desenvolveu mais com a presença brasileira. Não somos concorrentes, somos parceiros”, destaca o presidente da UBABEF. 


De acordo com Turra, esse processo protecionista prejudica não apenas a indústria de processamento de carne de frango sul-africana, mas também o consumidor local, com a consequente elevação de preços nas gôndolas dos supermercados.


“Todos perdem nesse processo. Por esse motivo, nossa expectativa é por uma ação rápida e incisiva por parte do governo brasileiro, agindo da mesma forma contra os produtos que importamos. Não é possível nosso país agir de forma passiva diante deste quadro, especialmente por sermos um grande parceiro comercial da África do Sul, inclusive com a concessão de aeroportos”, destaca. 


O desfecho da investigação de dumping – Em fevereiro de 2012, o governo da África do Sul aplicou sobretaxas provisórias de dumping contra frango inteiro e cortes desossados provenientes do Brasil, com sobretaxas de 62,93% e 46,59%, respectivamente. Essas sobretaxas se somavam às tarifas normais de importação, que são de 5% para o frango inteiro e de 27% para os cortes desossados.  


Em 22 de outubro desse ano, a Comissão Internacional de Comércio da África do Sul (ITAC) encaminhou cartas ao setor avícola brasileiro, citando a existência de prática de dumping por parte do Brasil. À época, a UBABEF apontou às autoridades e ao mercado uma série de problemas no levantamento do ITAC. 


O Ministro de Comércio e Indústria daquele país, Rob Davies, informou que as recomendações do ITAC para a aplicação dos direitos antidumping sobre as exportações brasileiras de frango inteiro e cortes desossados de frango foram rejeitadas.

 

Sede do SENAI Navegantes oferecerá cursos na área naval e construção civil

Diretores do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) estiveram ontem, em Navegantes, para discutir detalhes sobre a instalação da sede na cidade.


Estiveram presentes na reunião o prefeito Roberto Carlos de Souza, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Antônio Carlos Carmona, o diretor regional do SENAI, Sérgio Roberto Arruda, e o diretor da sede de Itajaí, Geferson Luiz dos Santos.


De acordo com Carmona, o município doará ao SENAI um terreno às margens da rodovia BR-470, ao lado do Centro de Educação Complementar Cidade da Criança, no bairro São Paulo. O projeto da edificação já está pronto e foi apresentado em reunião. O próximo passo é a realização do trâmite de transferência do terreno. “Assim que o terreno estiver no nome do SENAI, será dado início à primeira fase do projeto. A previsão é de que em meados de 2014 a primeira fase seja concluída”, explicou.


O SENAI oferecerá em Navegantes cursos na área naval e construção civil. Todos os cursos dessa área ficarão centralizados na cidade, atendendo toda a região. Conforme Carmona, a escolha por Navegantes deve-se ao crescimento da cidade nesses setores.


“Tendo em vista a expansão da área naval na região, os investimentos que a Petrobrás vem realizando e o número elevado de empresas procurando Navegantes para se instalar, a sede do SENAI na cidade vem de encontro às nossas necessidades de qualificação de mão de obra. O crescimento da população é outro fator que está contribuindo para o crescimento da área da construção civil, que também busca mão de obra qualificada”, ressaltou.


O secretário enfatiza que a qualificação da mão de obra é, atualmente, a principal meta da Secretaria. “Hoje, nosso objetivo principal não é a de trazer empresas, mas sim oferecer uma mão de obra qualificada. As empresas têm aqui incentivo fiscal, localização privilegiada, mas falta a capacitação dos funcionários – um dos quesitos fundamentais para a instalação na cidade. O crescimento que Navegantes vive exige medidas imediatas e o SENAI na cidade será uma segurança a mais às empresas nesse sentido”, concluiu.

APP Portonave é o primeiro aplicativo multifuncional do gênero no país
Para facilitar o trabalho dos clientes e agilizar os processos no Terminal Portuário, a Portonave está lançando um aplicativo para smartphones e tablets. O APP Portonave é o primeiro aplicativo multifuncional de portos no país, com informações e serviços que vão desde a programação de navios até a alteração de guias de entrada e saída de contêineres. 

O aplicativo é gratuito e pode ser consultado em celulares e tablets com sistema Android e IOS. No dispositivo é possível consultar a programação de navios (atracados, esperados e finalizados), conhecer mais sobre a Portonave (diretrizes, histórico e localização da empresa), ver os serviços que o Terminal oferece (transporte, logística, câmara frigorífica da Iceport, trading), consultar e baixar fotos da empresa em alta resolução.

Mas o diferencial do APP Portonave é a área privada para clientes, despachantes e transportadoras. Com usuário e senha cadastrados, será possível consultar e alterar guias de entrada e saída de contêineres, pesquisar os contêineres no Terminal (pateamento) e até fazer simulação de faturamento.
– Nosso objetivo é oferecer agilidade e praticidade ao cliente, que poderá consultar e alterar suas informações a qualquer momento, de qualquer lugar – comenta Jardel Fischer, gerente de TI da Portonave.

O aplicativo está disponível para download na APP Store e Play Store.
TESC registra bom resultados com participação na Intermodal

O Terminal Portuário Santa Catarina (TESC) participou da 19ª Intermodal South America, considerada a mais importante do setor de logística, transporte de cargas e comércio exterior, que ocorreu na semana passada no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP). 


Durante a feira, que reuniu mais de 600 expositores de 22 países, dentre corporações dos segmentos da logística e representantes dos elos da cadeia de distribuição, o TESC recebeu um grande número de visitas em seu stand, considerando essa edição da Intermodal uma das melhores dos últimos anos. “Recebemos o contato de diversos armadores interessados em operar em São Francisco do Sul e este aquecimento reflete a preparação do Porto para receber grandes navios”, afirma Roberto Lunardelli, Diretor Financeiro do TESC.


O Ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, também visitou o stand do TESC na Intermodal e ressaltou a importância do Porto de São Francisco do Sul no cenário nacional de exportação. Em conversa com o Diretor Financeiro do TESC, o ministro afirmou a necessidade de duplicação da BR 280 e também falou sobre a continuidade dos investimentos, bem como a delegação no Porto de São Francisco do Sul.

 

Operação Safra entra nas rodovias do Interior de São Paulo e faz informações chegarem até caminhões vindos do MT
No início do mês de abril, as informações sobre a descarga de grãos no Porto de Paranaguá chegam às rodovias do Interior de São Paulo. Os informativos da Operação Safra serão divulgados nas praças de pedágio nos municípios de Caiuá e Presidente Bernardes, na Rodovia Raposo Tavares (SP270). Os pontos são estratégicos para atingir os caminhoneiros vindos do Mato Grosso, segundo Estado de origem dos grãos descarregados no Porto de Paranaguá. 

De acordo com o setor de estatísticas da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), dos 65.087 caminhões que descarregaram grãos no Porto de Paranaguá este ano, até o último dia 20 de março, 14.911 eram provenientes do Estado do Mato Grosso. No total, os veículos carregavam um total de mais de 546 mil toneladas, o principal produto transportado, nesse período, foi o soja: quase 273 mil toneladas.

“Além do soja, recebemos farelo de soja (quase 140 mil toneladas) e milho (mais de 133 mil toneladas) do Mato Grosso. Depois do Paraná, o Estado é a principal origem dos grãos descarregados aqui. Por isso, é fundamental que as informações da Operação Safra cheguem também a esse grande polo produtor. Até agora, o que tem ajudado a evitar os transtornos das filas de caminhões nas rodovias e terminais de descarga é exatamente essa comunicação que desde o início do ano estamos fazendo – aliada aos ajustes no sistema de cadastramento dos transportadores. Por isso, temos que continuar”, afirma o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Ainda de acordo com Dividino, se as regras de descarga dos caminhões e carregamento dos navios forem observadas por todos os atores envolvidos no escoamento da safra todos ganham: “desde o produtor até o consumidor final; seja no Paraná ou em qualquer outro Estado”, completa o superintendente.

Apesar de representar uma parcela menor, na origem dos grãos, o Interior paulista também é importante para essa comunicação. Do total recebido pelo Porto de Paranaguá, 2.558 caminhões vieram do Estado vizinho. No total, carregavam quase 84 mil toneladas, o principal produto transportado da região foi o farelo de soja (quase 64 mil toneladas).

Apoio 
– Essa ação da Operação Safra no Interior de São Paulo tem o apoio da Concessionária Auto Raposo Tavares (CART). Segundo dados da empresa, o movimento de caminhões na SP-270 Raposo Tavares aumentou significativamente nesta safra de 2013, na comparação com 2012. 

Entre 1.º de janeiro e 20 de março deste ano, passaram pela praça de pedágio de Presidente Bernardes, localizada no km 590 da rodovia, 252.498 caminhões, número 19,1% maior que no mesmo período de 2012. Na praça de pedágio de Caiuá, localizada no km 639 da via, no mesmo período, foram 207.930, 18,7% a mais que no mesmo período de 2012.

“O Corredor Raposo Tavares é uma importante interligação entre as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. E, portanto, de grande relevância no escoamento da produção agrícola dessa região para o Sudeste e Sul. A CART é parceira da Operação Safra 2013 porque acredita que ações como estas são fundamentais para melhorar o fluxo de mercadorias e aumentar a eficácia da logística”, afirma Túlio Toledo Abi-Saber, diretor-presidente da concessionária.

A CART administra a SP 225 - Rodovia João Baptista Cabral Rennó, SP 327 - Rodovia Orlando Quagliato e SP 270 - Rodovia Raposo Tavares. As primeiras praças de entrega do material da Operação Safra ficam no quilômetro 590, em Presidente Bernardes, e no quilômetro, em Caiuá.
BMW trará investimentos, empregos, renda e a divulgação da imagem de Santa Catarina para o mundo

Depois de oficializada na manhã de ontem, fica agora a expectativa pelo início das obras da primeira unidade fabril da montadora alemã BMW na América Latina. A expectativa é de que em até sete meses, sejam concedidas as últimas licenças ambientais. Conforme a Fatma, a Licença Ambiental de Instalação (LAI) da fábrica poderá sair em até sete meses. Mesmo assim, a empresa já está recebendo currículos de interessados em trabalhar na fábrica catarinense. O certo disso tudo é que a BMW trará investimentos, empregos, renda e a divulgação de Santa Catarina para o mundo.


O presidente da BMW no Brasil, Arturo Piñeiro, informou que serão investidos cerca de 200 milhões de euros na fase inicial de instalação, o equivalente a R$ 518,78 milhões de reais, na cotação do euro na manhã desta segunda. Nesta etapa, devem ser gerados cerca de 1.400 empregos diretos, segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen. A unidade fabril da BMW em Santa Catarina terá 1,5 milhão de metros quadrados e deve entrar em operação já em 2014. O primeiro carro será lançado até fevereiro de 2015 e, no primeiro ano de funcionamento, a previsão é de produção de 32 mil veículos, que abastecerão o mercado nacional, principalmente.


Em outubro do ano passado, um comunicado estadual confirmou que a fábrica deverá produzir os modelos Série 1, Série 3 e X1.


Segundo estimativas do Governo do Estado, a empresa deve gerar faturamento anual de R$ 2,5 bilhões no primeiro ano de operação da fábrica. O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, considera que a vinda da montadora alemã, que é referência mundial no setor automobilístico, vai representar uma nova era para a economia catarinense. “O setor automotivo representa cerca de 20% do PIB da economia brasileira e, com a BMW em Santa Catarina, o estado vai se destacar com muita força e qualidade nessa área tão competitiva”, avalia.

Secretário de Estado Paulo Bornhausen e diretor do Sebrae farão palestra em Itajaí na quinta-feira
Em um momento singular na história de Santa Catarina, você não pode perder a palestra que terá entre os temas, a Nova Economia catarinense, a BMW e Você. 

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Álbum de fotos da Intermodal South America 2013
Otimismo e confiança no desenvolvimento da logística brasileira marcam a Intermodal South America. A feira reuniu os principais players do mercado. Mais de 48.500 profissionais estiveram nos três dias da 19ª edição da feira.

A Intermodal South America 2013 - Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior chegou ao fim na última quinta-feira (4/4) com um balanço promissor. Mesmo que a MP 595, o novo marco do setor portuário, divida opiniões, o cenário é de investimentos e ampliação das fronteiras de negócios. Positivas, também, são as perspectivas de crescimento dos modais ferroviário e aeroportuário, fundamentais para uma maior inserção do Brasil no mercado internacional.

A 19ª edição do evento reuniu, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, mais de 600 empresas representando 26 países, dentro de uma área 23% maior em relação ao ano passado, e atraiu, durante três dias, 48.500 visitantes, em grande parte embarcadores de carga.

“A característica da Intermodal South America é a de reunir os principais atores dos segmentos de logística, transporte de cargas e comércio exterior para concretizar ou iniciar novos negócios. Além disso, a feira sempre é um divisor de águas nos debates que estão na agenda política do País. Vimos isso com a MP 595, que foi o tema de grandes e produtivas discussões nas conferências”, ressaltou o gerente da Intermodal, Michael Fine.

Revista Portuária – Economia e Negócios também foi uma das expositoras do evento e mostra algumas fotos dos expositores, estandes e visitantes da feira. 

Acesse o link abaixo e confira as fotos da segunda maior feira de logística do mundo, feitas com exclusividade pela Revista Portuária - Economia & Negócios

Inflação medida pelo IGP-DI aumenta para 0,31% em março

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 0,31%, em março deste ano, taxa superior ao 0,2% de fevereiro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice acumula taxas de 0,81% no ano e de 7,97% no período de 12 meses.


A alta de março foi provocada pelo aumento dos subíndices de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado, e de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a variação no varejo.


O Índice de Preços ao Produtor Amplo passou de 0,09% em fevereiro para 0,12% em março. O aumento foi influenciado por grupos de despesas como os alimentos processados, cuja taxa passou de uma deflação (queda de preços) de 0,86% em fevereiro para uma inflação de 0,09% em março.


Já o Índice de Preços ao Consumidor registrou inflação de 0,72%, em março, acima do 0,33% do mês anterior. Um dos principais responsáveis por esse aumento foi a tarifa de eletricidade residencial, que passou de uma deflação de 13,91% para uma inflação de 0,82% no período.


Em sentido oposto, o subíndice de Custo da Construção (INCC) diminuiu de 0,6% em fevereiro para 0,5% em março, devido à inflação do custo da mão de obra, que passou de 0,77% para 0,52% no período.

Porto do Rio Grande expõe seu potencial na Intermodal South America 2013

O Porto do Rio Grande participou pela décima quinta vez da Intermodal South America, realizada no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP). A 19ª edição da Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior iniciou no dia 2 de abril e terminou em 4 de abril. O porto gaúcho esteve presente com dez empresas parceiras entre terminais portuários, operadores portuários, agências marítimas e prestadores de serviços.  

O estande do Porto do Rio Grande teve uma área de 100m2, localizado entre as ruas L e M (nº C270). A participação no evento busca divulgar as potencialidades do complexo portuário e do sistema hidroviário do Estado do Rio Grande do Sul, destacando a importância do Porto do Rio Grande e sua consolidada atuação no Mercosul dentro da estratégia de aumentar sua atividade comercial.

Estão presentes no estande do Porto do Rio Grande as empresas Agência Marítima Orion, Granel Química, Marca Sistemas, Sagres Agenciamentos Marítimos, Sampayo Nickhorn, Serra Morena Corretora, CCGL Log Termasa – Tergrasa, Vanzin Serviços Aduaneiros, Tranships Agenciamentos Marítimos, Refinaria de Petróleo Riograndense, além do Sindicato dos Operadores Portuários do Rio Grande do Sul (Sindop-RS).

O Superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, explicou a importância da participação na feira. "O Porto do Rio Grande tem que estar presente nos principais eventos que discutam e apresentem novas tecnologias e tendências para qualificar o sistema portuário. A intermodal proporciona o encontro dos donos da carga, de seus agentes, das autoridades portuárias, dos trabalhadores, dos operadores, grandes terminais e uma gama de prestadores de serviço para a área. Estando aqui têm-se a possibilidade de prospectar novos negócios, troca de experiências e aprofundamento de discussões do setor", disse.   

Conforme o Presidente do Sindop-RS, Mário Lopes, a feira atrai pessoas importantes que decidem sobre as operações e os destinos das cargas. "Nesse aspecto é um momento único para as empresas do complexo portuário e a autoridade portuária se apresentarem aos clientes que operam nos portos. Além disso, São Paulo é o centro econômico do país. A ferramenta que os operadores têm é o porto. Aqui recebemos em nossa casa, com o apoio da autoridade portuária que está sempre presente e disposta a ajudar", avaliou.   

A Intermodal 2013 contou com cerca de 45 mil visitantes do setor, 550 expositores nacionais e internacionais, 36 mil m² de exposição e participação de 45 países. 

Porto Itapoá fecha parceria com a Asia Shipping
Durante a Intermodal South America, a diretoria e a equipe comercial do Porto Itapoá fecharam contrato com um dos maiores agentes de cargas que atuam no Brasil, a Asia Shipping. 

A parceria foi firmada no dia 4 de abril, no estande do terminal na feira do evento, e viabilizará um significativo aumento na movimentação de cargas do Porto Itapoá, visando uma maior interação e satisfação para todos os clientes envolvidos. 

Em conjunto, os dois empreendimentos irão entregar maior eficiência operacional e de processos, características já reconhecidas no mercado, tanto em relação ao Porto Itapoá, quanto à atuação da Asia Shipping.
Leite: mercado aquecido em Santa Catarina
A produção de leite tornou-se uma das atividades agropecuárias mais rentáveis para as famílias rurais de Santa Catarina, que detém a segunda maior bacia leiteira do País. Os preços pagos, atualmente, aos produtores rurais tornaram-se altamente compensatórios em razão de fatores climáticos e mercadológicos, como as secas em algumas regiões, o excesso de chuvas em outras e o aumento do preço no mercado internacional.

O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, realça que o mercado mudou nos últimos 30 dias.

A produção de leite continuará crescendo em Santa Catarina, prevê Zordan, porque proporciona muitas vantagens aos produtores de médio e pequeno porte: garante renda mensal, permite bons volumes de produção em pequenas áreas, o risco da atividade é mínimo, os custos de produção estão caindo e a produtividade aumentando.

Santa Catarina é o quinto  produtor nacional, o Estado gera 2,2 bilhões de litros/ano. Praticamente, todos os 190.000 estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural. O oeste catarinense responde por 60% da produção com cerca de 50.000 estabelecimentos rurais.

Em consequência de intenso treinamento ofertado por algumas agroindústrias e custeado pelas agências de formação profissional – Senar, Sebrae e Sescoop – o produtor foi qualificado para a atividade leiteira tecnificada: ele deixou de ser um “tirador de leite” para transformar-se em empresário da pecuária leiteira.  

O Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado (Conseleite) fixou em R$ 0,7399 o valor de referência para o litro de leite de qualidade padrão, no mês de março. Os preços de referência calculados pelo Conseleite para este mês, considerado o produto apanhado nas propriedades rurais e com Funrural incluso, são os seguintes: leite acima do padrão R$ 0,8509; no padrão R$ 0,7399 e abaixo do padrão R$ 0,6726 por litro.

O mercado, entretanto, está pagando acima desses valores de referência. Na compra do leite cru, os laticínios estão praticando R$ 0,96/litro em média, dependendo do volume entregue pelo produtor.
Prova de que o mercado está aquecido  é que os preços se mantêm estáveis e na linha ascendente. Sazonalmente, de outubro a fevereiro os preços encolhem, mas, isso não aconteceu neste ano.
         
Fator Uruguai

Apesar do otimismo do  mercado, o presidente da Ocesc alerta para as “excessivas, maciças e desnecessárias importações de leite do Uruguai”  que prejudicaram a cadeia produtiva brasileira de lácteos no ano passado.

Zordan assinala que as importações abusivas trazem, como consequência, o recuo da produção leiteira e o sucateamento dos laticínios e propriedades rurais, pois os produtores, muitas vezes, são forçados a comercializar o leite abaixo dos custos de produção.
Março é marcado pelo aumento nas vendas de veículos em Santa Catarina

O mês de março fechou positivo para as concessionárias de Santa Catarina, que puderam se recuperar da queda elevada no mês de fevereiro deste ano.  Segundo os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina, o segmento de automóveis encerrou março com 30,59% de aumento nas vendas comparado ao mês anterior. O setor normaliza agora a sua situação e retoma o patamar de vendas. 


Considerando todo o mercado, com automóveis, motocicletas, caminhões, ônibus e outros veículos, o incremento total no mês de março foi de 20, 34%. “Embora os números representem um alto percentual, isto não significa um forte aquecimento, afinal, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, houve inclusive um recuo de 9,32%. Este aumento nas vendas está dentro do normal, visto que fevereiro foi um mês com baixas vendas e em março houve esta retomada”, destaca o diretor geral regional da Fenabrave-SC, Ademir Saorin.


No que diz respeito apenas aos automóveis, Santa Catarina supera a média brasileira, que obteve 22,11% de acréscimo nas vendas em relação ao mês passado. Ou seja, com seus mais de 30% de aumento, o estado passa em 8,48% da média nacional.


Com o equilíbrio nas vendas e o anúncio do ministério da Fazenda em manter o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido até o final de 2013, o segmento retoma uma visão bastante otimista. Com a nova definição, tornam-se suspensos os aumentos previstos no imposto para este mês e para julho, quando cessariam os incentivos. A Fenabrave-SC apoia a decisão do governo federal e, enquanto entidade, busca a retirada do IPI que havia sido aumentado em janeiro.


As novas vendas registradas em março representam 20.673 novos veículos circulando no estado, 3.494 a mais do que em fevereiro. Atualmente, a frota circulante em Santa Catarina é de 3.993.673 veículos.

APM Terminals participa de conferência sobre saúde e segurança no Peru

O diretor superintendente da APM Terminals, Ricardo Arten, e o gerente de Departamento de Saúde e Segurança, Renato Ferreira da Silva, participarão da Conferência de Saúde, Segurança e Meio Ambiente para a América Latina, que o grupo APMT promove de 9 a 11 de abril, em Lima, no Peru. O encontro vai reunir 50 profissionais, entre eles diretores e gerentes dos terminais portuários e retroportuários da América Latina. Em Itajaí, a APM Terminals é responsável pelas operações de dois berços no Porto de Itajaí.


O encontro reunirá representantes do Brasil, Panamá, Chile, México, Peru, Argentina, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, República Dominicana e Uruguai. Do Brasil, também participam do encontro o gerente de Operações da APMT Pecém (CE), Herllon Rossdeutcher e o diretor Alexandre Silveira. A conferência, segundo Renato, é importante para a troca de experiências, boas práticas e conhecimento de novas metodologias aplicadas pelos demais terminais da América Latina. “A aproximação dos gerentes é fundamental para promover o debate sobre saúde e segurança entre os terminais portuários”, comenta Ricardo Arten.


A conferência irá debater ainda assuntos como o novo sistema global para controle de acidentes e incidentes e promoverá uma visita ao Terminal de Callao para análise de risco e apresentações em geral. Localizado a 15 quilômetros de Lima, o porto multiuso de Callao é considerado o maior terminal de toda a costa Oeste da América do Sul.


Programa


Um programa iniciado pela APM Terminals Itajaí é um bom exemplo de práticas focadas em saúde e segurança adotadas pela empresa. O plano de ação, que teve início em 4 de abril, vem sendo realizado com empresas contratadas com o objetivo de difundir os princípios e diretrizes de saúde e segurança da APM Terminals junto a parceiros e reduzir os riscos de acidentes e doenças ocupacionais.


O plano prevê reuniões mensais para elaboração e acompanhamento das ações preventivas e corretivas, além de treinamentos aos funcionários terceirizados. Trabalhos em altura, com eletricidade, trânsito dentro do terminal e requisitos legais farão parte dos temas abordados pelo programa. A APM Terminals de Pecém, no Ceará, também terá um programa similar a partir do dia 17 de abril.

 

Economistas falam sobre o futuro para a indústria no Brasil

O Futuro para a Indústria no Brasil é o tema do 4º Meeting de Economia, promovido pela FIERGS, por meio do Conselho de Economia, e Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS), dia 19 de abril, às 15h, na sede da entidade. Os economistas Samuel Pessoa e Armando Castelar Pinheiro abordarão o tema que ainda contará com os empresários convidados Humberto Busnello, André Gerdau Johannpeter e Antônio Roso.


Samuel Pessoa é sócio da Consultoria Tendências e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Doutor em Economia pela USP, é professor assistente de pós-graduação em Economia da FGV. Armando Castelar Pinheiro é coordenador de Economia Aplicada do IBRE/FGV e professor do Instituto de Economia da UFRJ. Ph.D. em Economia pela Universidade da Califórnia , Berkeley, formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA e Mestre em Estatística pelo IMPA e em Administração de Empresas  pela Copppead.  Articulista do Valor Econômico e Correio Braziliense, suas obras mais recentes são  “Sociedade e Economia: estratégias de crescimento e desenvolvimento” e “Mercado de Capitais e Bancos Públicos”.


Informações e inscrições: www.ielrs.org.br/economia

UBABEF: Marco regulatório da relação de integração é prioridade

 A liderança da avicultura brasileira como principal proteína animal na mesa do brasileiro e líder mundial nas exportações tem vários responsáveis.  Entre eles, defendem especialistas do setor, está o bem-sucedido modelo de produção integrada entre agroindústrias e avicultores, que hoje é responsável por mais de 90% da produção nacional.

 

“Apesar do sucesso deste modelo no agronegócio brasileiro, ainda não foi estabelecido um marco legal que dê segurança jurídica para os dois lados.  Esta será uma das prioridades do setor avícola em 2013”, afirma o presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra.

 

Com este objetivo, o setor tem apoiado a conclusão dos processos de tramitação de dois projetos de lei no Congresso Nacional.  Um, de autoria da senadora Ana Amélia Lemos, já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deve passar pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para, posteriormente, ser encaminhado à Câmara, onde será apensado ao outro projeto, do deputado Valdir Colatto.

 

De acordo com Turra, há pressa na concretização desses projetos.  “Houve reuniões na semana buscando consensualizar os pontos, para dar maior agilidade à tramitação”, destaca. 

 

Nos últimos tempos, a UBABEF tem intensificado os trabalhos pela manutenção desse modelo de parceria de produção.  No fim de 2012 instituiu em sua estrutura a Câmara dos Integrados, que conta com a participação de agroindústrias e representações sindicais dos produtores.

 

Também está nos planos da UBABEF a criação de um fundo especialmente voltado para a modernização dos equipamentos das granjas avícolas, além da viabilização de linhas de financiamento, por meio de programas já ativos no Ministério da Agricultura, como o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (PRONAMP).  “Vamos construir um projeto em parceria com a Embrapa, para buscar incluir nosso produtor nesses programas. A avicultura é dinâmica e altamente tecnificada, o que exige constantes investimentos por parte do produtor. Neste sentido, a ajuda do governo é fundamental”, destaca.   

Revista Portuária está presente na Intermodal South América, em São Paulo

Mais uma vez, como tem feito nos últimos anos, a Revista Portuária está presente na Intermodal 2013, em São Paulo. O evento - a segunda maior feira do mundo para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior - reúne empresários e políticos do Brasil e do mundo. Todos em busca de soluções para superar desafios logísticos, reduzir custos e melhorar prazos de entrega.

A Revista Portuária está com estande próprio e fazendo a distribuição da edição de abril, feita especialmente para a feira em todos os estandes do Transamerica Expo Center e também para os visitantes.

O Diretor da Revista Portuária – Economia e Negocios, Carlos Bittencourt, e Rosane Piardi, do Setor Comercial, estão no estande da Revista Portuária dentro do pavilhão da Intermodal. Os dois distribuem a edição especial feita para expor as potencialidades econômicas, turísticas e de negócios de Santa Catarina, sem esquecer é claro das belezas naturais e da qualidade de vida deste Estado, que é a menina dos olhos do Brasil nos dias de hoje.

O pavilhão do Transamerica Expo Center, em São Paulo, deve receber nos próximos dias mais de 45 mil visitantes durante a Intermodal South America - Feira Internacional de Logística Transporte de Cargas e Comércio Exterior, que começou na terça-feira, 02 de abril. Até o próximo amanhã, especialistas, empresários, representantes de Governos e embarcadores de carga  discutirão o impacto dos novos marcos regulatórios e pacotes de concessões, que estão transformando a dinâmica de todos os modais de transporte, buscando solucionar os gargalos conhecidos e imprimir eficiência à cadeia de distribuição de cargas produzidas internamente e também àquelas oriundas do comércio internacional.

Em 2013, a feira soma 23% de expansão em área e mais de 600 empresas expositoras, 66 delas pela primeira vez, e conta com pavilhões da Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália. A previsão é que 45 mil embarcadores de carga visitem os pavilhões durante os três dias. "A Intermodal se destaca pela presença ativa dos principais prestadores de serviço de toda a cadeia de valor do transporte de cargas. Nesta edição, teremos a participação de 69 empresas portuárias, entre nacionais e internacionais, bem como quatro das cinco maiores companhias de transporte marítimo do mundo. Essa representatividade cria uma oportunidade única para os embarcadores de carga e profissionais de importação das indústrias brasileiras, que aproveitam a feira para negociar, alinhar e fechar negócios", afirma Michael Fine, gerente da Intermodal South America.

 

CNI reduz projeção de expansão do PIB para 3,2% em 2013

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu nesta quarta-feira (3) a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 3,2%, ante 4% na estimativa anterior divulgada em dezembro.

A CNI prevê ainda que o PIB industrial terá expansão de 2,6% em 2013, ante 4,1% previstos anteriormente. Sobre a Selic, a entidade calcula que ela fechará 2013 em 7,25% ao ano.

As projeções constam do Informe Conjuntural Trimestral da entidade.

"Embora as novas previsões para o desempenho do PIB e do PIB Industrial em 2013 estejam mais próximas da previsão menos otimista feita no final do ano passado, a CNI avalia que há sinais de recuperação da indústria. Os estoques estão no nível planejado pelos empresários, o que abre espaço para o aumento de produção nos próximos meses", diz nota da instituição.

O cenário projetado pela CNI para 2013 considera um crescimento do investimento, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), de 4%, ante 7% estimado na última divulgação, no fim de 2012. O consumo das famílias deve crescer outros 3,5%, de acordo com a CNI. No último informe conjuntural, a projeção era de 3,8%.

Sobre a balança comercial do país, o Informe Conjuntural da CNI do primeiro trimestre também reduz o saldo positivo na comparação com o último relatório: de US$ 18,1 bilhões para US$ 11,3 bilhões.

O Informe Conjuntural do 1º trimestre prevê ainda que a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechará o ano em 5,7%.

Prosegur participa da Intermodal South America 2013 com soluções em segurança para portos e transporte de cargas especiais

A Prosegur participa da Intermodal 2013, que acontece de 02 a 04 de abril, no Transamérica Expo Center (SP) e mostra ao público suas Soluções Integradas de Segurança para o setor portuário. Presente na feira desde 2012, a empresa é a primeira do setor de segurança privada no Brasil a participar de um evento de renome internacional de Logística Portuária. Com três divisões de negócio – Vigilância, Logística e Tecnologia – a empresa é a mais preparada para atender o setor, por ser a única a oferecer soluções integradas em segurança, com serviços que vão de vigilância patrimonial com instrução do ISPS-CODE a sistemas de controle de acesso automático com reconhecimento óptico de caracteres.

 

Vigilância Ativa – a área de Vigilância da Prosegur é especializada na prestação de serviços de segurança com equipe treinada e preparada para atuar em Instalações Portuárias e Portos Secos, inclusive com instrução do ISPS – CODE. Segundo o diretor de Vigilância Ativa, José Luís Rodrigues, a Prosegur está presente em diversos portos do país como: Terminal da Cargill em Santos, São Paulo, Porto de Itapoá, Terminal Santa Catarina/TESC, Poli Terminais Marítimos e TEPORTI, em Santa Catarina, Terminal Tergrasa, no Rio Grande do Sul e o porto da Usiminas, no Maranhão. “As expectativas de crescimento da nossa atividade nesse mercado são as melhores possíveis, considerando nossa presença em todo o território brasileiro e o potencial do setor portuário no Brasil”, destaca o diretor.

 

Para iniciar suas atividades nesse segmento, seus colaboradores tiveram que passar por extenso treinamento de conhecimento do código internacional de segurança portuária, além de noções de controle de acesso, bem como conhecer toda a linguagem portuária. Atualmente, a Prosegur conta com mais de 300 colaboradores treinados para atuar nesse segmento.

 

Tecnologia – já por meio de sua área de Tecnologia, a Prosegur apresentará um sistema de reconhecimento automático de placas e contêineres, que engloba um conjunto de equipamentos e softwares, com funcionalidade OCR – reconhecimento óptico de caracteres. Ele é capaz de identificar as placas de licenciamento dianteiras e traseiras dos veículos, números de identificação de todos os contêineres e identificação de vagões ferroviários que transitam no recinto. “O OCR é um sistema eletrônico automático que opera sem intervenção humana, composto por câmeras, lentes e iluminadores especiais montados em portais uni ou bidirecionais reversíveis com sensoriamento eletrônico e software gerenciador com interface simples e intuitiva, autônoma ou integrada ao software de gestão do terminal”, explica o diretor da Prosegur, Alberto Croso.

 

Logística de Valores para Cargas Especiais – além dos serviços das áreas de Vigilância e Tecnologia, a Prosegur apresentará no evento o serviço de transporte de cargas especiais para mercadorias com alto valor agregado, como eletroeletrônicos, medicamentos, metais valiosos, gemas, telefones celulares, entre outros. A área de Cargas Especiais da Prosegur, criada no final de 2010, segue as normas exigidas pela Polícia Federal – Portaria 781, de 18/01/2010 – para este tipo de transporte ao usar veículos especialmente desenvolvidos como articulados (cavalo mecânico), carretas e carros-fortes. “Transportamos qualquer produto que possua alto valor agregado, desde celulares, notebooks, sensores, medicamentos, chips, até bens que contenham metais preciosos e gemas ou que tenham altos índices de sinistralidade”, afirma o Diretor de Negócio de Logística de Valores, Sérgio França.

 

Com veículos especiais para este tipo de transporte, a Prosegur oferece quatro modelos que são utilizados de acordo com a necessidade de cada cliente. A frota inclui veículos que vão desde caminhão truck a carreta de 18 metros com alta capacidade volumétrica. Todos os veículos possuem compartimentos blindados, dispositivos de desatrelamento remoto do engate (a quinta roda) conectado ao GPS, fechaduras das portas com sistema de acionamento randômico, monitoramento remoto, entre outros itens de segurança.

Parceria entre Governo do Estado e Exército garante a Ferrovia do Frango

O governador Raimundo Colombo recebeu, nesta quarta-feira, dia 3, em Brasília, o parecer favorável para a construção da ferrovia que vai de São Miguel do Oeste a Itajaí, conhecida como Ferrovia do Frango. As obras serão executadas pelo 1º Batalhão Ferroviário de Lages, ligado ao Exército.


Raimundo Colombo se reuniu, na manhã desta quarta, com o diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, e com o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Fraxe. O objetivo da parceria é aproveitar a mão de obra do Exército e ganhar tempo. “Com esta parceria, valorizamos o dinheiro público e vencemos etapas. Como se tratam de dois órgãos públicos, não é necessário processo licitatório e aguardar todas as suas fases”, explicou o governador.


A presidente Dilma Rousseff também aprovou e autorizou a execução da ferrovia pelo Exército. Já o projeto será feito pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. “Vamos acertar os detalhes desta integração e definir o cronograma. Nunca estivemos tão perto de começar obra tão estratégia para Santa Catarina”, acrescentou o governador. A expectativa é que os trabalhos comecem até o final deste ano.


O general Fraxe também confirmou para o dia 10 de abril o lançamento do novo edital de licitação para o lote da BR-470 entre Blumenau e Indaial. O governador Colombo também buscou recursos para a duplicação dos oito quilômetros urbanos da BR-280 entre Guaramirim e Jaraguá do Sul, trecho fora do projeto de duplicação aprovado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O governo do Estado já tem o projeto e precisamos apenas de convênio para executar a obra”, explicou. Ao todo, a obra está orçada em R$ 85 milhões, contemplando três elevados. “Temos condições de começá-la imediatamente, o que resolverá este grave pronto de congestionamento na região”, finalizou o governador.


Participaram também da reunião em Brasília os secretários de Infraestrutura, Valdir Cobalchini; de Articulação Nacional, João Matos; da Casa Civil, Nelson Serpa; da Fazenda, Antônio Gavazzoni e da Saúde, Dalmo de Oliveira.

 

Número de empregos nas ferrovias cresce 8,9% em 2012

Apesar do cenário de estagnação da economia brasileira, em 2012 as concessionárias de ferrovias mantiveram o nível de investimentos de anos anteriores e injetaram, só no ano passado, mais de R$ 4,9 bilhões no sistema ferroviário – valor 6,6% superior ao aplicado em 2011. Este dado foi divulgado hoje (3) pelo presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, durante a apresentação do Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas ANTF de 2012, na feira Intermodal South América, em São Paulo. Somando o acumulado dos 16 anos de concessão, os investimentos nas ferrovias totalizam R$ 34,88 bilhões.

Mesmo com a queda nas exportações, a movimentação de cargas das ferrovias foi 1,3% maior em 2012 em relação a 2011, passando de 475 para 481 milhões de toneladas. “Diante do quadro de crise mundial, em especial nos países europeus, que são grandes compradores das commodities agrícolas e minerais brasileiras, o volume de movimentação foi satisfatório”, avalia Vilaça.

A produção ferroviária também cresceu. Em 2012 a prestação do serviço de transporte ferroviário de cargas por quilômetro útil subiu para 297,7 bilhões de TKU (tonelada por Km útil), índice 2,5% maior do que em 2011, quando foi de 290,5 bilhões de TKU. No mesmo período, o PIB teve uma variação de 0,9%.

 

Dados gerais

A malha ferroviária brasileira de transporte de cargas operada pela iniciativa privada possui 28.366 quilômetros, sendo 22.822 quilômetros em operação. Ao todo, são 11 concessões sob a responsabilidade de 10 concessionárias da iniciativa privada.

 

Concessionárias                                                                                           Extensão da Ferrovia

  • América Latina Logística Malha Norte S.A. (ALL)                            500 km
  • América Latina Logística Malha Oeste S.A. (ALL)                           1.965 km      
  • América Latina Logística Malha Paulista S.A. (ALL)                        1.989 km
  • América Latina Logística Malha Sul S.A. (ALL)                                7.304 km           
  • Ferrovia Centro-Atlântica (FCA)                                                       8.066 km                     
  • Ferrovia Norte Sul S.A. (FNS Tramo Norte)                                      720 km             
  • Ferrovia Tereza Cristina S. A. (FTC)                                                 164 km 
  • MRS Logística S.A                                                                             1.674 km       
  • Transnordestina Logística S.A. (TLSA)                                              4.207 km
  • Vale S.A. - Estrada de Ferro Carajás                                                892 km
  • Vale S.A. - Estrada de Ferro Vitória a Minas                                   905 km

 

Número de empregos nas ferrovias cresce é 8,9% em 2012

A retração da economia no ano passado também não afetou a geração de empregos nas ferrovias. A quantidade de empregos diretos e indiretos gerados pelas concessionárias de transporte ferroviário de cargas cresceu 8,9% em 2012, na comparação com 2011. A quantidade de trabalhadores passou de 41.455 para 45.153. Se comparado com 1997, quando eram 16,6 mil, o aumento chega a 171%. A informação foi divulgada hoje (3), pelo presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, durante a apresentação do Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas ANTF de 2012 na feira Intermodal South America, em São Paulo (SP). 

Conforme estimativa da ANTF, até 2015 a previsão é de que as  concessionárias empregarão cerca de 60 mil funcionários diretos e indiretos. As obras de construção da nova malha da Transnordestina, pela Transnordestina Logística (TLSA), e do trecho Alto Araguaia-Rondonópolis, pela América Latina Logística (ALL), na região Centro-Oeste, criaram 11.350 novos postos de trabalho no setor.

 

Recursos Humanos

Para atender à crescente demanda por mão de obra qualificada para a área ferroviária, as concessionárias de ferrovias capacitaram 14,1 mil trabalhadores entre 2001 e 2012. Os cursos são voltados para as sete funções com maior procura: agente de estação, maquinista, mecânico de manutenção ferroviária, eletricista de manutenção ferroviária, mantenedor de via permanente, técnico em manutenção ferroviária e engenharia ferroviária. 

A estimativa da ANTF é de que até 2014 sejam necessários mais 7,5 mil profissionais qualificados. Hoje, 48,5% dos funcionários das ferrovias possuem Ensino Médio e 7,1% Ensino Superior completo. “O setor ferroviário, que há pouco tempo era preponderantemente masculino, atualmente conta com 2.244 mulheres trabalhando nas concessionárias, sendo 148 em cargos de chefia”, destaca Vilaça.

 

Expansão da malha ferroviária é condição para melhoria de logística

O Brasil vem batendo recordes sucessivos na produção de commodities. Na safra 2012-2013, o País está colhendo 185 milhões de toneladas de grãos, segundo estimativas da Conab/MAPA. Mas parte desse esforço se perde na hora de embarcar as mercadorias. Clientes importantes, como a China, têm cancelado encomendas de soja brasileira e optado por concorrentes como a Argentina devido à excessiva demora entre a colheita dos grãos nas fazendas e a chegada do produto aos consumidores finais do outro lado do mundo.

 

No Brasil, 58% de tudo o que se produz no campo chegam aos portos via rodoviária, enquanto apenas 25% seguem por trilhos.  O tempo de espera dos caminhões para entregar a carga nos terminais portuários é um dos fatores que reduzem a competitividade das exportações brasileiras. A expansão da malha ferroviária para transporte de cargas, de forma integrada com outros modais, é uma medida fundamental para a superação desse gargalho logístico, afirmou o presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça hoje (3), durante a apresentação do Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas ANTF de 2012 na feira Intermodal South America, em São Paulo (SP). 

 

Gargalos

Há ainda outros problemas que precisam ser solucionados, como os cruzamentos entre as ferrovias e estradas, as chamadas passagens em nível. Hoje existem mais de 1.856 destes cruzamentos no Brasil, sendo que 279 são consideradas críticas. Além disso, há pelo menos 355 invasões em faixas de domínio. Esses problemas causam  muitos prejuízos ao sistema, pois fazem com que os trens reduzam bruscamente a velocidade, que geralmente é de 40km/h para 10km/h ou até mesmo 5km/h.

 

Ferrovias de cargas atingem os níveis de referência internacional de índice de acidente em 2012

O índice de acidentes nas ferrovias brasileiras a cada ano é menor, desde a desestatização da malha iniciada em 1997. Com o resultado de 2012, o índice de acidentes das ferrovias de cargas concessionadas chegou aos patamares dos níveis de referência internacional, que variam de 8 a 13 ocorrências por milhão de trens.km. De 2011 para 2012, a redução no número de acidentes envolvendo trens de carga foi de 14,2 para 12,96 acidentes por milhão de trens.km. O dado foi apresentado hoje (3) pelo presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, durante a divulgação do Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas ANTF de 2012 na feira Intermodal South America. 

 

Benefícios

Além de mais seguro, o transporte ferroviário de cargas é mais econômico e ambientalmente correto, promovendo benefícios socioeconômicos, como aumento na produtividade do transporte nacional de forma sustentável. Como exemplo, a movimentação de 481 milhões de TU (toneladas úteis) realizada pelas concessionárias nas ferrovias gera a redução de aproximadamente 33 mil caminhões por dia nas estradas.

Essa medida, não só melhora o tráfego nas rodovias, como reduz os acidentes. O recolhimento de R$ 1,02 milhão de impostos, devido à formalidade do setor ferroviário, reduz a sonegação.

 

 

Novo marco regulatório dos portos domina os debates no primeiro dia da Intermodal South America 2013
Segundo maior evento do mundo para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior começou nesta terça, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Qual será o futuro dos portos brasileiros com as mudanças trazidas pela Medida Provisória 595, a chamada MP dos Portos, que cria um novo marco regulatório para o setor? Esta pergunta dominou os debates e 
conversas entre os principais players do segmento no primeiro dia da  Intermodal South America 2013 - Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior, que começou hoje (2/4) e vai até quinta no Transamerica Expor Center, em São Paulo. O evento chega a sua 19ª edição com uma expansão de 23% em área de exposição, com mais de 600 empresas representando 26 países.

O presidente do Conselho de Administração da Logz Logística, Nelson Luiz Carlini, é um entusiasta  da MP e pediu uma participação mais efetiva da iniciativa privada. “O governo está nos perguntando: qual o melhor instrumento para se aperfeiçoar o sistema? Quem sabe disso somos nós, mas somos incapazes de conceder qualquer coisa! Temos que abrir e ampliar o debate”, destacou durante o painel “Perspectivas e Investimentos no Setor” da Conferência InfraPortos, um dos eventos de conteúdo paralelos à Intermodal.

Para o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Roberto Giannetti, a segurança jurídica  é o grande avanço trazido pela 
medida provisória. “Nós, da indústria, queremos regras fixas e perenes. Em encontros como a Intermodal podemos avaliar os impactos disso e extrair um resultado positivo, que é a consolidação de um ambiente competitivo e seguro para os investidores”, disse.

O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, vai pelo mesmo caminho: “O Brasil precisa apresentar padrões de competitividade. Com um marco regulatório claro, o investidor tem regras claras e a certeza de que serão cumpridas. Além disso, vai permitir um planejamento. O ideal é seguir a tendência dos melhores portos do mundo, onde se pensa os complexos para um período de 50 anos”. 

Confiança 

Marcelo Perrupato e Silva, secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, acredita que a medida provisória vai consolidar o reconhecimento internacional do País. “O Brasil já é bem visto pelo mercado internacional. Quando mudamos com muita frequência as regras do jogo, os investimentos não acontecem com a velocidade que gostaríamos. O marco regulatório acaba com isso e devolve confiança a iniciativa privada”, explicou.

O diretor executivo do Centronave (Centro Nacional de Navegação), Claudio Loureiro de Souza, também é um defensor da medida provisória: “Acreditamos que a competição é a melhor proteção do setor. Apoiamos a MP porque viabilizará novos investimentos”. Ele ressaltou a importância de outra medida tomada recentemente pelo Governo Federal: a criação da Comissão Nacional de Autoridade dos Portos (Conaportos). “Foi muito bem-vinda, pois vai promover uma mudança cultural e ajudar na desburocratização dos processos”, afirmou.

O presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbeur Holmes Jacome, é, no entanto, um crítico da MP: “Precisamos pensar o Brasil de forma global, mas agir localmente. A medida provisória privilegia a 
centralização do poder de decisão e fere a autonomia. Vão levar os projetos para Brasília e você quer que eu acredite que vão sugerir que realizem na Paraíba? A MP engessa a iniciativa local”.

Integração  

O presidente da Abtra (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), Luis Augusto de Camargo Opice, chamou a atenção, durante concorrido debate realizado  na Conferência InfraPortos, sobre a necessidade da integração intermodal. Em relação ao aumento de investimentos na malha ferroviária, anunciados recentemente pelo governo, afirmou: “Os investimentos em ferrovias devem ser feitos pensando na integração. Em logística, se não se pensar dessa forma, há gastos desnecessários e perde-se a competitividade”. A entidade aproveitou o evento para promover uma palestra magna sobrer perspectivas para o setor 
portuário e o Brasil no cenário mundial, apresentada por Luis Paulo Rosemberg, diretor e sócio da Rosemberg Partners Consultores Empresariais.

Abertura  

“Com a presença de 69 complexos portuários do mundo todo, a Intermodal South America torna-se o maior encontro de portos do mundo”, afirmou Joris van Wijk, diretor da UBM Brazil, empresa organizadora do evento, durante a solenidade de abertura realizada no início da tarde desta terça. “Quebramos recordes novamente. Além do aumento de 23% na área de exposição, temos 66 novos expositores e pavilhões 
da  Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália”, concluiu.

Para o secretário executivo da Secretaria de Portos da Presidência (SEP), Mário Lima Júnior, a Intermodal se consolidou como o principal ponto de encontro para quem determina os rumos do setor. “Os portos 
brasileiros movimentaram 904 milhões de toneladas em 2012 e devemos chegar ao primeiro bilhão em dois ou três anos. O segmento está se preparando para o cenário positivo que se desenha”, afirmou.

A diretora do Ministério dos Transportes, Infraestrutura e Urbanismo da República Federativa da Alemanha, Birgitta Worringin, também esteve na cerimônia e refirmou o compromisso de aproximar ainda mais o seu  país do Brasil. “O Brasil é o principal parceiro econômico da Alemanha na América Latina. Queremos aproveitar a Intermodal para estreitar os laços, promovendo oportunidades e trocando informações, tecnologia e logística”, afirmou.  Na quinta (4/4) acontece a 4ª Conferência de Logística Brasil-Alemanha, uma parceria da Associação Alemã de Empresas de Logística (BVL) e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro, que pela primeira vez acontece em São Paulo, durante a Intermodal South America.

Segundo Dia 

Nesta quarta-feira, além do segundo dia de Conferência InfraPortos, acontecem também a Innovative Supply Chain 2013, Air Cargo South America 2013 e a  Rail Cargo 2013.Outro destaque fica por conta do anúncio do balanço nacional do setor ferroviário pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) em coletiva de imprensa exclusiva. 
Governo do Estado assina maior financiamento da história de Santa Catarina

Nesta quinta-feira, 4, o governo catarinense dará mais um passo importante do Pacto por Santa Catarina. Será assinado o contrato de R$ 3 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em solenidade com a presença do governador Raimundo Colombo, do secretário de Estado do Planejamento, Murilo Flores, e do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. O ato será no Teatro do Centro Integrado de Cultura - CIC, às 18h. “Este é o maior contrato de financiamento da história de Santa Catarina, um terço do total do Pacto, que está em 9,4 bilhões”, destaca Murilo Flores.

O recurso de R$ 3 bilhões será investido em obras nas áreas de saúde, segurança pública, educação, justiça e cidadania, prevenção de desastres naturais, assistência social, trabalho e habitação, infraestrutura e saneamento básico, por meio da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento - Casan. Este valor também quitará a dívida de R$ 980 milhões da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) com o BNDES e
capitalizará o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) em R$ 200 milhões, permitindo o aumento da capacidade de financiamento do Banco.

Este será o segundo contrato com o BNDES, já que em dezembro de 2012 foi acordado financiamento de R$ 719 milhões. Desde então, o governo tem lançado editais e executado ações e obras em diversas áreas, sendo que a maioria é de infraestrutura. Está em andamento a obra de recuperação da Ponte Hercílio Luz e a revitalização de rodovias que facilitarão o deslocamento das pessoas e que vão melhorar o
escoamento da produção catarinense.

Na área de segurança pública, os recursos estão destinados à renovação da frota, com 1,6 mil novos veículos, aquisição de equipamentos de combate a incêndio e de socorro, equipamentos de proteção coletiva e individual, além de compra de sistema de videomonitoramento para 100 municípios. Já o destaque da Secretaria de Justiça e Cidadania é a ampliação do Presídio de Itajaí, da Penitenciária Sul Criciúma e
da Penitenciária Industrial de Joinville.

Quanto à saúde, foi lançado edital para ampliação do Hospital Chapecó e compra de equipamentos com recursos da ordem de R$ 31 milhões. Este mês, estão previstos editais para construção do Instituto de Cardiologia de Santa Catarina e de quatro policlínicas nos municípios de Joinville, Araranguá, Caçador e São Miguel do Oeste. Também serão lançados editais para ampliações e readequações do Cepon,
Hospital Florianópolis, Hospital e Maternidade Tereza Ramos, em Lages; Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville; e Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.

O recurso do BNDES também será investido na reforma de 112 escolas distribuídas em todo Estado. Na agricultura, aproximadamente R$ 32,9 milhões serão destinados à aquisição de distribuidores de adubo líquido e à subvenção de projetos de propriedades rurais. Outra área contemplada é a assistência social, com a construção, reforma e ampliação de 40 Centros de Referência de Assistência Social – CRAS, compra de veículos e de terminais de atendimento de assistência social.



 
 
Especialistas debatem cenário econômico brasileiro e desafios de liderança no 1º Sicomércio

É hoje que começa o 1º Congresso Regional do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio) trazer a Florianópolis dirigentes empresariais do Sul do Brasil com discussões, ideias e experiências entre os sindicatos de bens, serviços e turismo.


A abertura do evento, programado para acontecer nos dias, 4 e 5 de abril, no Sesc Cacupé, ocorre durante jantar, na sede da Associação Catarinense de Medicina (ACM), na Rodovia SC 401 Km 04, nº3854 – Saco Grande, Florianópolis, às 19h desta quarta-feira, dia 3.


O tema “liderança como instrumento de melhoria sindical” será destaque no encontro, que reunirá presidentes de sindicatos de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.


A novidade deste congresso é que o encontro, antes apenas em formato nacional, passa a ser regional, dando oportunidade de aprofundar melhor as discussões locais das categorias.


Abaixo, confira a programação completa e os demais palestrantes do encontro no Sesc Cacupé, na Rodovia Haroldo Soares Glavan, 1670 - Cacupé, em Florianópolis. Entre as palestras, haverá dinâmicas com representantes dos sindicatos.


Dia 3, quarta-feira – Jantar de abertura na sede da Associação Catarinense de Medicina (ACM), na Rodovia SC 401 Km 04 – nº 3854, Saco Grande


Dia 4, quinta-feira


9h – abertura do Sicomércio com o diretor-secretário da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Pedro Nadaf


9h30min – o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC), Bruno Breithaupt, mediará as palestras do painel econômico brasileiro:

  • Cenário Econômico Mundial e Expectativas para o Brasil, com Carlos Thadeu – economista chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

  • Plano Brasil Maior, com explanações do ambiente político-empresarial brasileiro dos setores do comércio de bens, serviços e turismo, com Humberto Ribeiro - secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


14h30min – Renato Rodrigues, consultor Sindical da Presidência da CNC, com palestra sobre Ações e resultados decorrentes do Plano Estratégico da CNC.


15h30mi – Vicente Donini, presidente da Marison S/A, com a palestra Papel do Líder


Dia 5, sexta-feira


9h – José Pastore, economista, com a palestra Desenvolvimento do Ambiente Empresarial e Perspectivas das Relações de Trabalho


10h20min – Fausto Alvarez, especialista em Marketing, Manufatura, TI, Vendas e Recursos Humanos com ênfase em HR Management – palestra Sucessão e Liderança no Comércio.

Estoques menores justificam mesma receita com menor volume nas exportações de frango em março, explica UBABEF

Os números divulgados pela União Brasileira de Avicultura (UBABEF) mostram que no acumulado do ano, o volume de embarques decresceu 7,5% em relação aos três primeiros meses do ano passado, com total de 901,2 mil toneladas entre janeiro e março de 2013.  Já a receita apresenta elevação de 9,2% no mesmo período comparativo, totalizando US$ 1,930 bilhão.


O levantamento aponta que em março as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 319,7 mil toneladas, número 12,1% menor em comparação com o mesmo período de 2012, com 363 mil toneladas.  Em receita, houve leve redução de 0,4% -segundo o mesmo comparativo -, com total de US$ 709 milhões em março deste ano e US$ 712 milhões no mesmo mês de 2012.


O volume de exportações do mês de março de 2012, conforme analisa o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra, foi atípico, com resultado excepcionalmente acima da média geral do ano passado, que foi de 326 mil toneladas. 


“Além disto, devido à crise do ano passado, o setor tem trabalhado com estoques reduzidos, e a necessidade de repasse do aumento de custos vem mantendo os valores de exportações elevados, como se pode constatar pela receita praticamente equivalente entre os meses de março de 2012 e 2013, mesmo com a disparidade nos volumes embarcados”, enfatiza Turra.


Entre os mercados que incrementaram os embarques, ressalta Turra, estão o Japão e a Arábia Saudita – os dois maiores países importadores de carne de frango do Brasil–, que mantiveram bons volumes de importação para adequação do estoque local.


Já entre os países que apresentaram redução destacam-se Venezuela e África do Sul.  “No caso da Venezuela, o momento político vivido pelo país é determinante no resultado negativo. Já a África do Sul, mesmo após o fim das medidas aplicadas pelo governo daquele país após o não comprovado dumping levantado contra nós por produtores locais, ainda não tivemos a retomada dos níveis de embarques”, explica.


China e União Europeia também apresentaram redução nas importações de carne de frango brasileira durante o mês de março, aponta o presidente da UBABEF.  “Na China, houve pequena redução temporária devido às questões burocráticas por problemas documentais. Já na União Europeia, a queda das exportações segue os padrões estabelecidos pelo regime de cotas do bloco econômico”, esclarece.

 

Federações das Indústrias do Sul se unem em defesa do carvão mineral
O carvão mineral representa 41% da matriz energética mundial. No Brasil, ele é responsável por apenas 1,4% de toda a energia produzida no País. Para começar a mudar este quadro, as Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Santa Catarina (FIESC) e Paraná (FIEP) promoveram, nesta terça-feira (2), na sede da FIERGS, em Porto Alegre, o Fórum Industrial Sul – O Carvão Mineral na Nova Economia da Região Sul. “É indispensável reunirmos todos os setores, gestores públicos e privados, e exercer, com diálogo, pressão para que realmente o governo federal invista mais no carvão mineral para a geração de energia”, afirmou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller. “Esta união das federações é muito importante porque dá unidade e representatividade ao nosso pleito. Vamos reintroduzir o carvão na matriz energética brasileira”, observou o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. 

O Rio Grande do Sul detém 89% das reservas nacionais deste mineral. Mas, atualmente, importa 79% de toda a energia que consome. “O que deixa a indústria gaúcha e a sociedade como um todo em uma posição muito vulnerável”, alertou Müller. Ele destacou, ainda, que a extração de carvão não representa mais risco ao meio ambiente. “A paisagem das vagonetas do século 19 e das locomotivas Maria-fumaça ficam como o registro histórico de um ciclo que terminou. Atualmente, são aplicadas tecnologias que garantem a produção nos padrões ambientais adequados, desde a fase da lavra até as termelétricas”. 

Segundo o coordenador do Conselho de Meio Ambiente (Codema) da FIERGS, Torvaldo Antônio Marzolla Filho, o carvão produz uma energia limpa. “O grande problema é que a maioria das pessoas tem a mentalidade do carvão da década de 30 e 40, hoje a realidade é outra. É uma energia firme e não está sujeita a oscilações da natureza, como a chuva, no caso dos reservatórios de água, ou do vento, como a energia eólica”, lembrou. 

O vice-governador do Estado Beto Grill ressaltou que a inclusão pelo governo federal do carvão mineral no próximo leilão de energia “corrige uma injustiça” e que, no mundo inteiro, o passivo ambiental que antes era criado não existe mais. Tanto que o governo do Estado, segundo ele, tem uma posição proativa em defesa da utilização deste minério para a produção de energia. 
Presidente da Frente Parlamentar Mista de Defesa do Carvão Mineral no Congresso Nacional, o deputado federal Afonso Hamm fez uma advertência em relação aos prejuízos que o Estado poderá sofrer por falta de investimentos no setor energético. “O Rio Grande do Sul fica na ponta da transmissão, sob um risco de apagão”, ressaltou. Ele citou como exemplo a participação do carvão mineral na geração de energia elétrica em nações como África do Sul (com 93%), China (79%) e Índia (69%). “Os países não abrem mão da segurança energética porque é vital para o desenvolvimento e o Brasil precisa ampliar sua potencialidade”, enfatizou. 

Duas palestras foram realizadas durante o Fórum Industrial Sul. Na primeira delas, o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral, Fernando Luiz Zancan, lembrou que o carvão é penalizado, por exemplo, por juros mais altos junto ao BNDES. O que compromete a sua competitividade. “Precisa haver uma isonomia entre todas as fontes para poder participar dos leilões”, disse. Já o economista e professor da Universidade Federal Fluminense, Cláudio Considera, chamou a atenção que o carvão representa uma fonte segura de geração de energia. “Temos poucas usinas funcionando no Brasil, isso vai revolucionar a vida de muitos municípios”, comentou. Ele revelou, ainda, que para a instalação de uma usina termelétrica com capacidade de geração de 340 MW (5% do total de todas as fontes de energia que o País necessita gerar por ano), é necessário um investimento de aproximadamente R$ 2,2 bilhões. 

Pedro Westphalen, presidente da Assembleia Legislativa do RS, enfatizou a participação das Casas Legislativas dos três Estados na consolidação de apoio à demanda do setor industrial. O presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Edson Luiz Capagnolo, foi representado por João Arthur Mohr. 
Intermodal 2013 - Sua empresa poderá participar junto com a Revista Portuária

A Revista Portuária – Economia e Negócios, estará mais uma vez expondo na Intermodal 2013, a segunda maior feira de comércio exterior, transporte de carga e logística do mundo. São mais de 550 expositores e quase 50 mil visitantes.


Sua empresa, mesmo não sendo uma das expositoras, poderá estar presente nesta Feira Internacional e mostrar seus produtos e serviços para este grande público empresarial, sendo parceira comercial da nossa Revista, que estará sendo distribuída a partir de nosso estande. Serão 20 mil exemplares entregues nas mãos de todos os expositores e da maioria do público visitante, profissionais e executivos com poder de decisão.


Esta edição que será distribuída na Intermodal será especial, não só pelo conteúdo editorial, mas também pelo trabalho gráfico, que será de primeiro mundo, valorizando seu anúncio.


Sua empresa poderá ter um anúncio institucional, bem como também em forma jornalística, mostrando a empresa, seus produtos e serviços em matérias com textos e fotos. Ou seja, poderá atingir o seu público foco – que certamente estará na Intermodal – de várias formas, abrindo assim oportunidades de negócios em vários níveis.


Nosso setor comercial já começou a fazer os contatos para esta Edição Especial da Intermodal. Não deixe passar a oportunidade de anunciar sua empresa. Podemos lhe dar certeza de que o público presente num evento como a Intermodal é impossível de ser reunido num só lugar ou em qualquer outra feira no Brasil.


Os interessados em saber mais detalhes podem entrar em contato através do e-mail: carlos@bteditora.com.br ou pelo fone: 47 – 8405-8777. Nosso valor por página é o menor custo/benefício que você poderá encontrar para estar presente neste grande evento, atingir o público que precisa, sem necessariamente ser um dos expositores.


O próprio site da feira (www.intermodal.com.br) indica alguns motivos para você visitar a Intermodal. Nós poderíamos transformar esses motivos para você anunciar na Revista Portuária que será distribuída na Intermodal:


Motivos para visitar a Intermodal South America 2013


1- Reduza custos e melhore sua eficiência logística


2- Conheça mais de 550 empresas de produtos e serviços em um mesmo local


3- Estreite relacionamento com fornecedores


4- Conheça novas empresas expositoras e expositores internacionais apresentando novos serviços e tecnologias inovadoras


5- Troque experiências com os maiores players do mercado

Portonave recebe, pela segunda vez, dois grandes navios ao mesmo tempo
Mais dois navios de grande porte atracaram simultaneamente na Portonave, no dia 22 de março. As embarcações Agios Dimitrios (de 299 metros de comprimento por 40 metros de largura) e o MSC Michaela (303 metros de comprimento por 40 metros de largura) ocuparam os berços um e dois do Terminal Portuário de Navegantes. A Portonave possui 900 metros de cais e três berços de atracação.


Esta não foi a primeira vez que a empresa recebeu ao mesmo tempo duas embarcações de grande porte. A primeira operação com dois navios com cerca de 300 metros ocorreu no início deste ano. O MSC Methoni (303 m) e o MSC Florentina (299 m) atracaram dia 18 de janeiro.


O Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu recebe navios com mais de 300 metros deste outubro de 2012. As manobras são resultado do trabalho em conjunto das autoridades Portuária e Marítima, Praticagem de Itajaí e Navegantes e dos terminais portuários.

 
Instituto Kat Schürmann será construído quase ao lado da Marina do Saco da Fazenda

O Instituto Kat Schürmann, de propriedade da tradicional família de velejadores, será erguido na Avenida Beira-Rio, alguns metros antes do futuro Complexo Náutico e Ambiental do Saco da Fazenda e do Centreventos. Dessa forma, toda a região do entorno do Saco da Fazenda estará voltada às atividades náuticas, transformando aquele lugar definitivamente num símbolo de uma cidade que cada vez mais se consolida como polo náutico planetário.

O patriarca dos Shürmann, Vilfredo, comentou estar feliz e motivado com a implantação de um braço do instituto Kat Schürmann - Katherine Schürmann, menina que foi adotada pela família de navegadores e veio a falecer em 2006 – em Itajaí. Ele afirma que o espaço na Avenida Beira-Rio será mais voltado para observação de espécies marinhas. “Em Bombinhas, trabalharemos mais a pesquisa dos animais marinhos, da vida marinha. Aqui, em Itajaí, vamos focar na observação do que foi pesquisado”, expor Vilfredo Schürmann.

As obras do Instituto Kat Schürmann devem começar já neste mês de março. A entrega do instituto está prevista para ocorrer até novembro de 2013, quando a família partirá para uma nova expedição por rotas atribuídas aos chineses ao redor do planeta.

O Instituto Kat Schürmann tem o objetivo de contribuir para a manutenção da qualidade sócio-ambiental dos ambientes marinho e costeiro. Consolida suas ações através do desenvolvimento de pesquisas e da implementação de programas de educação ambiental. 

Santa Catarina cria mais de 15 mil empregos em fevereiro

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aponta que em fevereiro de 2013 foram criados 15.072 empregos com carteira assinada em Santa Catarina. A informação consta do estudo realizado pelo setor de Informação e Análise do Mercado de Trabalho que é vinculado à Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST).

O aumento de 0,79% no número de empregos formais foi o maior tanto na região Sul (0,67%) quanto no Brasil. De acordo com o estudo, Santa Catarina ocupou o quarto lugar do ranking nacional de geração de postos formais de trabalho e o terceiro lugar em termos de expansão relativa do emprego, atrás apenas de Goiás e Mato Grosso. “Apesar do cenário nacional desfavorável, Santa Catarina continua com bom desempenho devido à diversidade de setores econômicos que existem num espaço geográfico relativamente pequeno”, destaca o diretor de Trabalho, Emprego e Renda da SST, Edilson Godinho.

O resultado positivo na geração de empregos no Estado pode ser explicado pelo bom desempenho dos setores da indústria (+9.842) e da administração pública (+3.589 postos) com cerca de 90% das vagas do Estado. No caso da Indústria, a geração de vagas foi verificada em todos os segmentos, com as maiores expansões nos ramos têxtil e vestuarista (+2.714), indústria mecânica (+1.364) e indústria de borracha e fumo (+1.193). Esta última obteve o maior crescimento relativo (+6,4%) dentre os segmentos da Indústria, seguida pela indústria de material de transporte (+2,4%) e pela indústria mecânica e de calçados (ambas com 2,3% de crescimento).

Economia brasileira vive momento de recuperação cíclica, avalia Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avalia que a economia brasileira está em momento de "recuperação cíclica". De acordo com a Carta de Conjuntura divulgada hoje (26), o ciclo atual é "bem distinto" do observado em outros anos e isso pode atrapalhar a previsibilidade política-econômica.


"Isso tem implicação em política [macroeconômica] importante porque torna essa tarefa mais complicada do que seria em ciclo típico", disse o coordenador do Grupo de Estudos em Conjuntura, Fernando Ribeiro. Como exemplo, citou o impacto na taxa básica de juros, a Selic, que está em 7,25% ao ano.


"Em um ciclo típico, neste momento, o país estaria reduzindo o juro, como aconteceu em outros momentos. Na recuperação, você joga o juro para baixo para impulsionar a economia. Hoje, a gente tem a taxa de juro baixa e, por conta da pressão inflacionária, o Banco Central reconheceu que não há espaço para novas quedas, talvez, tenha necessidade em um aumento [da taxa]", explicou.


O economista destaca que, apesar das pequenas taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), nos últimos meses, não há aumento do desemprego, da inflação e queda da atividade nos setores da economia. "Há alguma desaceleração do consumo, mas mais discreta que em outros ciclos", diz a carta.


"Difícil prever o que vai acontecer daqui para frente. Quando o ciclo é típico existe uma história, mais ou menos, padrão, que explica o que acontece na queda e na recuperação. Não é esse o caso", reforçou Ribeiro.

Regata Transatlântica Jacques Vabre é lançada oficialmente em Itajaí

Foi numa pizzaria que margeia a Avenida Beira-Rio, que na manhã desta terça-feira, 26, foi lançada oficialmente a Regata Transatlântica Jacques Vabre, que sairá do litoral francês e aportará em Itajaí, em novembro de 2013. A solenidade contou com a participação de políticos, empresários e membros da organização da regata, tanto pelo lado da França como do Brasil. Diferente da Volvo Ocean Race, a Regata Transat Jacques Vabre terá veleiros de tamanhos variando entre 40 e 60 pés, deverá ter mais de 50 barcos, e fará a travessia entre Europa e América do Sul em linha reta.

A 11ͣ edição da prova, em 2013, terá um percurso de 5.395 milhas náuticas (10 mil quilômetros) e sairá da cidade francesa de Le Havre em 3 de novembro e chegará a Itajaí cerca de 20 dias depois. Mais de 50 embarcações devem participar da disputa, que tem 20 anos de tradição na vela oceânica. Quatro classes participam da travessia: Mod70, Imoca60, Class40 e Classe Multi 50.

O presidente do Comitê Central Organizador da regata em Itajaí, Amílcar Gazaniga, destacou que o município não poupará esforços para oferecer o melhor aos competidores da Jacques Vabre e que a comunidade de Itajaí e região receberão os velejadores de braços abertos.

Na edição itajaiense da regata transatlântica, o local de realização será a Vila da Regata, onde ocorreu a etapa brasileira da Volvo Ocean Race em 2012, o Centreventos Itajaí e também parte da área do Saco da Fazenda, local que abrigará o Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí, a tão aguardada Marina do Saco da Fazenda.

“Nós contamos com a Marina, porque os flutuantes de atracação desses barcos já serão os flutuantes da Marina”, afirmou Amílcar, deixando claro que em novembro, durante a regata, uma parte do futuro complexo náutico de Itajaí já estará pronta. 

Paralisações causadas pela chuva atrapalham exportações de granéis pelo Porto de Paranaguá
O ritmo intenso de chuvas tem prejudicado as operações, principalmente as exportações de granéis, pelo Porto de Paranaguá. De janeiro até o dia 19 de março, foram registrados 27 dias, 6 horas e 24 minutos de paralisações em função da chuva. 

De acordo com o superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, caso o tempo tivesse contribuído, o Corredor de Exportação poderia ter escoado, no mês de março, o dobro do volume que foi embarcado até agora. “Além da chuva que tem nos prejudicado, ainda temos a complicação de estar trabalhando simultaneamente com dois produtos. O milho ainda está sendo escoado, o que concorre com o escoamento da soja. Mas pela programação de navios vemos que estão nomeadas poucas embarcações para receber o milho e dentro de poucos dias poderemos dar vazão à soja”, explica o superintendente. 

De acordo com o Simepar, as chuvas que têm atingido o litoral do Paraná nos últimos dias estão sendo causadas pela circulação marítima. No entanto, os volumes pluviométricos registrados estão dentro da média histórica. Os meteorologistas do Instituto explicam que a característica do outono é o tempo instável e as chuvas serão frequentes, ora ocasionadas por movimentações marítimas, ora por eventuais frentes frias. 

Nos meses de janeiro e fevereiro, foram exportadas pelo Corredor de Exportação 2 milhões de toneladas de grãos, sendo 942 mil toneladas de milho, 512 mil toneladas de soja, 543 mil toneladas de farelo de soja e 31 mil toneladas de trigo. O volume é praticamente igual ao exportado no mesmo período do ano passado com destaque para as exportações de milho, que tiveram alta de 288%. 

NAVIOS – No porto, não só a chuva é responsável por paralisar as operações. A elevada umidade do ar ou a ameaça de chuva já bastam para que os porões sejam fechados e os embarques interrompidos. Ao menor sinal de umidade, grãos como a soja são completamente danificados e a carga é perdida. 

Apesar de não haver solução para este tipo de entrave em nenhum porto do mundo, a Appa tem trabalhado com alguns pesquisadores soluções de cobertura de porão de navios, que possibilitem a exportação de granéis com chuva. No entanto, o projeto ainda está em fase de estudos. 

Com as constantes paralisações, o Corredor de Exportação que consegue embarcar uma média de 80 mil toneladas por dia – quando o tempo está seco – está embarcando menos da metade deste volume, o que atrasa bastante a liberação dos navios.

Na manhã do dia 19 de março, 73 navios aguardavam ao largo para carregar grãos em Paranaguá. No entanto, apenas quatro deles possuem carga completa e estariam aptos a embarcar. Outros 18 apresentam carga parcial e 53 não possuem carga. Entre os navios que não tem carga nominada, ocorrem duas situações: ou a carga ainda não chegou do interior, ou não foram sequer negociadas. 

 “Em Paranaguá, os navios que não tem carga negociada, seja em função da não finalização dos lotes a embarcar, seja por falta de negociação de destino, em algum momento os embarcadores sabem que terão esta condição resolvida e conseguirão a carga”, explica Dividino.
Dois supernavios atracam no Porto Itapoá em operação inédita em Santa Catarina
Os navios MSC Maureen, de 301 metros de comprimento, e Maersk Lota, de 299 metros, “dividiram” o cais do Porto Itapoá nesta semana. A operação foi considerada inédita em portos de Santa Catarina, pois apenas o Porto Itapoá pode receber simultaneamente dois navios de 300 metros, devido à profundidade natural da Baía da Babitonga - 14,5 metros no canal de acesso e 16 metros no cais. Na ocasião, ambos os navios entraram com calados de 12 metros. Além disso, a bacia de evolução do local também apresenta condições favoráveis para manobrar navios deste porte, proporcionando segurança marítima, produtividade e alta performance. O terminal operou 449 contêineres no navio MSC Maureen e 271 unidades no Maersk Lota.
Inscrições abertas para a Expogestão 2013

Líderes empresariais, executivos e gestores de todo o país já têm compromisso em maio. De 14/5 a 17/5 acontece em Joinville mais uma edição da Expogestão – Congresso Nacional de Atualização em Gestão e Feira de Produtos, Serviços e Soluções Empresariais. Há 11 anos, o evento reúne palestrantes internacionais e nacionais para discutir o que há de mais moderno em gestão empresarial no mundo, como a gestão de times e talentos, a inovação e o futuro, a competitividade, a cultura empreendedora e a tomada de decisão.

 

Entre os palestrantes já confirmados estão Khoi Tu, fundador e diretor da Inverstar, consultoria internacional em performance e liderança; Charles Leadbeaterautoridade mundial em inovação e criatividade; Rami Goldratt, CEO do Grupo Goldratt e líder na implementação da Teoria das Restrições; Armin Wedel, do Instituto Fraunhofer, a maior instituição de pesquisa aplicada da Europa, e Enric Glasco Gómez, fundador e presidente do Grupo IDP, responsável pelo projeto "Sabadell Cidade Inteligente. Smart City”.

 

As inscrições para a Expogestão 2013 podem ser feitas pelo site www.expogestao.com.br, pelo e-mail inscricao@expogestao.com.br ou pela Central de Atendimento: 0800-735-5500, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Fecomércio-SC divulga os números do turismo de cruzeiros em debate no Porto de Itajaí

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina - Fecomércio-SC divulga amanhã, 27 de março, os dados da pesquisa inédita que revela o comportamento do turista de cruzeiros que visita o Estado durante a temporada. O resultado da pesquisa será apresentado durante do Painel Fecomércio-SC Debate – Turismo de Cruzeiros 2013, que será realizado às 10h, no Terminal de Passageiros do Píer Guilherme Asseburg, no Porto de Itajaí (Avenida Paulo Bauer, s/n – em frente à praça Vidal Ramos).


A pesquisa teve por objetivo conhecer o perfil dos turistas em trânsito na cidade de Itajaí que embarcaram ou desembacaram, no Píer Guilherme Asseburg, em Itajaí, entre os dias 19 de dezembro de 2012 e 18 de fevereiro de 2013, e, também, identificar ações capazes de alavancar medidas de incremento ao turismo local. Foram entrevistadas 546 pessoas com idade superior a 18 anos.


O estudo foi dividido em três fases. A primeira, descritiva, observou os aspectos pessoais e analisou o perfil do turista entrevistado. Depois, vieram os aspectos relacionados à avaliação da expectativa com a visita à região. Por último, avaliou-se a qualidade do turismo realizado na cidade de Itajaí e nos outros destinos do Estado oferecidos pelos operadores locais. De dezembro de 2012 a março de 2013, mais de 30 navios aportaram no Terminal de Passageiros de Itajaí, em cruzeiros que duraram, em média, 8,6 dias.


O Painel Fecomércio-SC Debate – Turismo de Cruzeiros 2013 terá os seguintes debatedores: Antônio Ayres (superintendente do Porto de Itajaí), Emílio Schramm (vice-presidente de Turismo da Fecomércio-SC), Valdir Walendowsky (presidente da Santur), João Eduardo Moritz (presidente da Câmara Empresarial de Turismo) e Marcello Petrelli (presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santa Catarina e VP da Associação Intersindical Patronal de Itajaí).

Assinatura do acordo entre BMW e governo do Estado será dia 8 de abril

Está confirmada para o dia 8 de abril a assinatura do memorando de entendimento entre a BMW e o governo de Santa Catarina para a instalação da primeira fábrica da marca no Brasil, com sede em Araquari, no Norte do Estado.


O novo presidente da montadora alemã no Brasil, o executivo Arturo Piñeiro, que deverá assumir o cargo no dia 1º de abril, participará do ato, juntamente com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.


A assinatura deve ocorrer durante a manhã, em Florianópolis. O investimento da montadora em Santa Catarna está estimado em R$ 1 bilhão. Cerca de mil vagas de trabalho devem ser abertas no Norte do Estado até o ano que vem.

Secrretaria da Fazenda de Santa Catarina assina acordo com grandes marcas de cosméticos

Depois de um ano de negociação, a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e seis grandes marcas de cosméticos assinaram um acordo que põe fim às divergências em relação à base de cálculo do ICMS na modalidade de substituição tributária e uniformiza os procedimentos. São elas: Natura, Avon, Mary Kay, SS Cosméticos, Belcorp e AmWay, todas do segmento de vendas direta, mais conhecido como sistema porta-a-porta. Juntas, elas recolheram aos cofres do Estado R$ 78 milhões no ano passado.


“O acordo é muito importante já que o sistema porta-a-porta representa mais de 60% da arrecadação do ICMS incidente nas operações com cosméticos. A expectativa é de que o acordo traga um aumento de arrecadação da ordem de R$ 3 milhões em 2013”, afirma Carlos Roberto Molim, diretor de Administração Tributária da SEF. As negociações foram conduzidas pelo Grupo Especialista em Produtos Farmacêuticos e Medicamentos (Gesmed/SEF).


Molim explica que o segmento de vendas diretas vinha adotando diferentes critérios para a determinação da base de cálculo do ICMS, existindo, inclusive, demandas judiciais em virtude da não aceitação da base determinada pela legislação catarinense. O acordo firmado pela Fazenda inclui a retirada dessas ações judiciais contra o Estado de Santa Catarina por parte das empresas, liberando ao Tesouro Estadual um total de R$ 6 milhões depositados em juízo.


Também ficou acordado que todas as empresas passarão a adotar Margem de Valor Agregado (MVA) no percentual de 40%. Até o momento, elas vinham utilizando MVA no percentual de 35%. A diferença em relação aos percentuais será cobrada de forma retroativa, totalizando R$ 300 mil. A MVA é um índice utilizado no regime de substituição tributária que indica o preço final que se presume que o consumidor pagará por um determinado produto. Ela serve para indicar quanto de ICMS o fabricante ou importador deve recolher antecipadamente e cobrar de seus compradores.

Fibrafort espera crescer 20% em 2013

Ao longo de mais de duas décadas de atuação, a  Fibrafort se transformou, de uma pequena empresa de acessórios a base de fibra nautical (vidro), no maior estaleiro de lanchas da América do Sul em unidades produzidas, com mais de 11 mil lanchas da marca navegando atualmente nas águas do Brasil e do mundo.

Com sede em Itajaí (SC), um dos pólos nacionais do segmento, o sucesso da Fibrfort acompanhou a prosperidade da indústria náutica brasileira, alcançada a partir de 2004 com a estabilidade econômica e o aumento do poder aquisitivo da população. 

As duas unidades de produção da marca vem mantendo um crescimento anual constante, de cerca de 20%. Com 850 unidades vendidas em 2012 e faturamento de R$ 60 milhões, a empresa trabalha para manter o crescimento de 20% em 2013.


Porto Itapoá dá o primeiro passo para levar ensino superior a Itapoá
O Colégio Elias Moreira, referência na oferta de cursos técnicos em Joinville, iniciará em abril  o Curso Técnico em Logística, em Itapoá. O curso será ministrado no Centro de Treinamento do Porto Itapoá, que fica em frente ao terminal.

O desenvolvimento do curso tem sido uma solicitação frequente do Porto Itapoá, juntamente com o apoio da vereadora Márcia Soares. A ideia, tanto do Porto, como do próprio Colégio, é que esse curso se desenvolva e, conforme a demanda de alunos, seja transformado em Tecnólogo em Logística, com reconhecimento do MEC como Ensino Superior.

Para a Cidade de Itapoá, que além de um paraíso turístico, está se transformando em um polo logístico internacional, é imprescindível garantir a formação da mão-de-obra especializada de modo facilitado e ao alcance de todos.

As matrículas estarão abertas nos dias 26 e 27 de março, e as aulas iniciarão no dia 1º de abril.

Para mais informações, entre em contato com o próprio Colégio Elias Moreira, pelo telefone (47) 3431-0900 ou Porto Itapoá, telefone (47) 3443-8536.
Intermodal 2013 - Sua empresa poderá participar junto com a Revista Portuária

A Revista Portuária – Economia e Negócios, estará mais uma vez expondo na Intermodal 2013, a segunda maior feira de comércio exterior, transporte de carga e logística do mundo. São mais de 550 expositores e quase 50 mil visitantes.


Sua empresa, mesmo não sendo uma das expositoras, poderá estar presente nesta Feira Internacional e mostrar seus produtos e serviços para este grande público empresarial, sendo parceira comercial da nossa Revista, que estará sendo distribuída a partir de nosso estande. Serão 20 mil exemplares entregues nas mãos de todos os expositores e da maioria do público visitante, profissionais e executivos com poder de decisão.


Esta edição que será distribuída na Intermodal será especial, não só pelo conteúdo editorial, mas também pelo trabalho gráfico, que será de primeiro mundo, valorizando seu anúncio.


Sua empresa poderá ter um anúncio institucional, bem como também em forma jornalística, mostrando a empresa, seus produtos e serviços em matérias com textos e fotos. Ou seja, poderá atingir o seu público foco – que certamente estará na Intermodal – de várias formas, abrindo assim oportunidades de negócios em vários níveis.


Nosso setor comercial já começou a fazer os contatos para esta Edição Especial da Intermodal. Não deixe passar a oportunidade de anunciar sua empresa. Podemos lhe dar certeza de que o público presente num evento como a Intermodal é impossível de ser reunido num só lugar ou em qualquer outra feira no Brasil.


Os interessados em saber mais detalhes podem entrar em contato através do e-mail: carlos@bteditora.com.br ou pelo fone: 47 – 8405-8777. Nosso valor por página é o menor custo/benefício que você poderá encontrar para estar presente neste grande evento, atingir o público que precisa, sem necessariamente ser um dos expositores.


O próprio site da feira (www.intermodal.com.br) indica alguns motivos para você visitar a Intermodal. Nós poderíamos transformar esses motivos para você anunciar na Revista Portuária que será distribuída na Intermodal:


Motivos para visitar a Intermodal South America 2013


1- Reduza custos e melhore sua eficiência logística


2- Conheça mais de 550 empresas de produtos e serviços em um mesmo local


3- Estreite relacionamento com fornecedores


4- Conheça novas empresas expositoras e expositores internacionais apresentando novos serviços e tecnologias inovadoras


5- Troque experiências com os maiores players do mercado

Mercado reduz estimativa de crescimento da economia este ano

Analistas de instituições financeiras consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,10% para 3,03%. Para 2014, a estimativa foi mantida em 3,5%.


A estimativa para a expansão da produção industrial continua em 3%, este ano, e subiu de 3,75% para 4%, em 2014.


A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 34,30% para 34,10%, este ano, e permanece em 33,20%, no próximo ano.


A expectativa para a cotação do dólar foi mantida em R$ 2 para o final deste ano e passou de R$ 2,06 para R$ 2,05, ao fim de 2014.


A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 14,9 bilhões para US$ 14 bilhões, neste ano, e de US$ 13,65 bilhões para US$ 14,5 bilhões, em 2014.


Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi mantida em US$ 65 bilhões, em 2013, e passou de US$ 70,2 bilhões para US$ 70,4 bilhões, em 2014.


A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.

Produção de petróleo no pré-sal deve superar 1 milhão de barris em 2017
A produção de petróleo no pré-sal deve superar a marca de 1 milhão de barris por dia nos poços operados pela Petrobras em 2017, de acordo com estimativa da estatal divulgada nesta terça-feira (19) durante apresentação do Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 para investidores e analistas.

No dia 20 de fevereiro deste ano, a produção atingiu 300 mil barris de petróleo por dia, sendo a parcela da Petrobras equivalente a 249 mil barris de petróleo por dia. Esta marca foi atingida com 17 poços produtores, sendo 6 deles na Bacia de Santos e 11 na Bacia de Campos.

Durante a apresentação, a presidente da Petrobras, Graça Maria Foster, informou que as metas de produção do atual plano de negócios foram mantidas de acordo com o plano anterior, de 2012-2016.

De acordo com a apresentação, 25 novas unidades de produção de petróleo entrarão em operação no período de 2013 a 2017.

Com relação à produção em termos de barris de óleo equivalente (boe), em 2013 a Petrobras deve chegar a 2,4 milhões de boe. Para 2017, a meta é atingir 3,4 milhões de boe e 5,2 milhões em 2020.


ABDIB – Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base apoia a EXPO 2020 - São Paulo
A ABDIB – Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base  está  apoiando a  candidatura da América Latina para sediar pela primeira vez a Exposição Universal, o terceiro maior evento mundial após a Olimpíada e a Copa do Mundo: a São Paulo EXPO 2020 com o tema “Força da Diversidade, Harmonia para o Crescimento”.

O  apoio de cada um de nossos associados e seus colaboradores ajudará a  tornar este projeto, assessorado  pela ABDIB, um dos muitos exemplos que simbolizam a integração latino americana. A candidatura da São Paulo EXPO 2020 é pioneira ao propor um pavilhão temático que agregará, pela primeira vez em uma Exposição Universal, uma região inteira - a América Latina. Estamos competindo com Ay utthaya (Tailândia), Dubai (Emirados Arabes), Ekaterimburgo (Rússia) e Izmir (Turquia).

O processo de escolha já está ocorrendo desde o ano passado, quando houve a entrega do dossiê de candidatura paulistana em Paris. Neste mês, entre 11 e 14 de marco, delegados do Bureau Internacional de Exposições (BIE), instituição responsável pela organização das Exposições Mundiais, visitou o Brasil para realizar a primeira visita de avaliação técnica da candidatura da cidade de São Paulo. A competição é muito forte entre as cidades e todas trabalham intensamente para serem bem-sucedidas.

Vamos todos apoiar a candidatura da América Latina e de São Paulo, pedimos a todos que curtam a página da São Paulo EXPO 2020 no Facebook e que compartilhem este link para todos seus conhecidos.

Par a saber mais sobre a EXPO 2020 - São Paulo acesse aqui:
http://www.abdib.org.br/eventos_abdib/eventos_modelo.cfm?id_evento=30
Reconstrução do berço 1 da APM Terminals Itajaí está com quase 50% da estrutura concluída
A APM Terminals, empresa arrendatária de dois berços no Porto de Itajaí, está com 40% das estacas e quase 50% da estrutura pré-moldada concluídas na obra de reconstrução do berço 1. A estrutura do terminal - avariada por conta da enchente que atingiu o Vale do Itajaí no segundo semestre de 2011 - será entregue em setembro deste ano, e a proteção de fundo, dois meses depois.


Segundo o superintendente da APM Terminals Itajaí, Ricardo Arten, os trabalhos de reconstrução estão a todo o vapor e dentro da margem de cronograma estipulado. O berço 1 foi parcialmente destruído pela força da correnteza do Rio Itajaí-Açu, que provocou forte erosão e expôs as estruturas do cais. “Com a estrutura recuperada, teremos mais uma opção de atracação de navios, seguindo os mesmos padrões de qualidade com que já operamos a movimentação de contêineres no porto”, comenta Ricardo Arten.


Junto com a reconstrução do berço 1, a APM Terminals Itajaí faz um investimento extra de proteção do cais no fundo do rio para que o mesmo resista à eventos excepcionais como as correntezas da enchente de 2011. Esta obra de reforço, semelhante a um colchão de proteção, será concluída em novembro, com o objetivo de evitar a erosão e a exposição das estruturas do cais em situações semelhantes no futuro.

 


PIB turístico do Litoral é maior do que a média nacional
Um relatório feito pela Univali e pelo Instituto Sinergia foi apresentado essa semana no Litoral Norte catarinense. O estudo chama-se Costa Verde e Mar em Números e foi apresentado nesta quarta-feira pelo Consórcio Intermunicipal de Turismo Costa Verde e Mar (Citmar). A apresentação mostrou o produto interno bruto (PIB) turístico da região, índice até então calculado somente em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A pesquisa realizada pelo professor Antônio Guarda, consultor em estudos, pesquisas e geoprocessamento, expôs que a participação do setor turístico na produção bruta do Brasil é de 8,9%. Já em Santa Catarina, o número gira em torno de 7,7%. O destaque fica por conta da Costa Verde e Mar, que com percentual de 11,5% supera a média nacional e catarinense. Ainda segundo o material, hoje são cerca de 32 mil profissionais ligados à atividade turística atuando nos municípios que fazem parte da região. 

Não é por acaso que algumas cidades litorâneas são destaques do Turismo não apenas catarinense, mas também brasileiro. Exemplos mais conhecidos são Bombinhas e Balneário. Em Bombinhas, o PIB turístico chega a 19,7% do PIB total; em Balneário Camboriú, que mesmo não fazendo parte do Citmar foi incluída na pesquisa, o número é de 15,4%. No Litoral Norte, o menor índice aparece em Porto Belo: 9,7%. 

PIB turístico 

Brasil - 8,92% 
Santa Catarina - 7,71% 
Região Costa Verde e Mar - 11,56% 
Bombinhas - 19,74% 
Penha - 19,11% 
Balneário Camboriú* - 15,22% 
Navegantes - 14,67% 
Balneário Piçarras - 11,65% 
Itapema - 11,41% 
Camboriú - 10,64% 
Itajaí - 10,73% 
Porto Belo - 9,71% 

Fonte: Estudo Costa Verde Mar em Números, da Univali e Instituto Sinergia
Vendas no varejo crescem 0,6% em janeiro, indica IBGE

O volume de vendas do comércio varejista do país em janeiro, na comparação com o mês anterior, aumentou 0,6% na série com ajuste sazonal, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje. O resultado positivo ocorre após a interrupção no crescimento vista em dezembro, quando o volume recuou 0,5%. Em relação a janeiro de 2012, o crescimento foi de 5,9%, na série original, ou seja, sem ajuste sazonal.

No primeiro mês de 2013, a receita nominal apresentou crescimento de 1,3%, na comparação com dezembro do ano passado – marcando o oitavo mês consecutivo de crescimento.

No comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas variou 0,3% e a receita nominal, 1,6%, na comparação com dezembro. Em relação a igual mês do ano anterior, o volume de vendas cresceu de 7,1% e a receita nominal, 10,2%.

Atividades
Neste primeiro mês do ano, das dez atividades pesquisadas pelo IBGE, sete obtiveram resultados positivos para o volume de vendas com ajuste sazonal, com destaque para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (18,5%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,7%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,4%); e material de construção (1,3%);

As quedas verificadas ocorreram nos setores de tecidos, vestuário e calçados (-0,4%); veículos e motos, partes e peças (-1,2%); e móveis e eletrodomésticos (-2,6%).

O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo inicia o ano com variação de 3,4% no volume de vendas em janeiro sobre igual mês do ano anterior, proporcionando o maior impacto (30%) sobre a taxa do comércio varejista.

De acordo com o IBGE, isso se deve ao aumento do poder de compra da população, decorrente do crescimento da massa de rendimentos, bem como da estabilidade do emprego.


Intermodal 2013 - Sua empresa poderá participar junto com a Revista Portuária

A Revista Portuária – Economia e Negócios, estará mais uma vez expondo na Intermodal 2013, a segunda maior feira de comércio exterior, transporte de carga e logística do mundo. São mais de 550 expositores e quase 50 mil visitantes.


Sua empresa, mesmo não sendo uma das expositoras, poderá estar presente nesta Feira Internacional e mostrar seus produtos e serviços para este grande público empresarial, sendo parceira comercial da nossa Revista, que estará sendo distribuída a partir de nosso estande. Serão 20 mil exemplares entregues nas mãos de todos os expositores e da maioria do público visitante, profissionais e executivos com poder de decisão.


Esta edição que será distribuída na Intermodal será especial, não só pelo conteúdo editorial, mas também pelo trabalho gráfico, que será de primeiro mundo, valorizando seu anúncio.


Sua empresa poderá ter um anúncio institucional, bem como também em forma jornalística, mostrando a empresa, seus produtos e serviços em matérias com textos e fotos. Ou seja, poderá atingir o seu público foco – que certamente estará na Intermodal – de várias formas, abrindo assim oportunidades de negócios em vários níveis.


Nosso setor comercial já começou a fazer os contatos para esta Edição Especial da Intermodal. Não deixe passar a oportunidade de anunciar sua empresa. Podemos lhe dar certeza de que o público presente num evento como a Intermodal é impossível de ser reunido num só lugar ou em qualquer outra feira no Brasil.


Os interessados em saber mais detalhes podem entrar em contato através do e-mail: carlos@bteditora.com.br ou pelo fone: 47 – 8405-8777. Nosso valor por página é o menor custo/benefício que você poderá encontrar para estar presente neste grande evento, atingir o público que precisa, sem necessariamente ser um dos expositores.


O próprio site da feira (www.intermodal.com.br) indica alguns motivos para você visitar a Intermodal. Nós poderíamos transformar esses motivos para você anunciar na Revista Portuária que será distribuída na Intermodal:


Motivos para visitar a Intermodal South America 2013


1- Reduza custos e melhore sua eficiência logística


2- Conheça mais de 550 empresas de produtos e serviços em um mesmo local


3- Estreite relacionamento com fornecedores


4- Conheça novas empresas expositoras e expositores internacionais apresentando novos serviços e tecnologias inovadoras


5- Troque experiências com os maiores players do mercado

Governo suspende cobrança do Difa por 90 dias

O governador Raimundo Colombo e o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, anunciaram ontem, em Brasília que o Governo vai suspender a cobrança do Diferencial de Alíquota (Difa) por 90 dias. O decreto que anula os efeitos da cobrança será retroativo a 1º de fevereiro, quando a cobrança passou a ser adotada no Estado.


A decisão foi tomada após uma série de reuniões em Brasília com outros governadores e secretários de Fazenda, que estão participando de uma extensa agenda voltada a mudanças no imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação (ICMS). “A Resolução nº1, que a princípio unifica as alíquotas internas a 4%, vai causar profundas transformações nos Estados e terá efeitos dramáticos em Santa Catarina, que deverão atingir, além da indústria, também as empresas do Simples Nacional. Por conta disso, estamos reconsiderando a cobrança do diferencial das compras interestaduais, até que se tenha novos estudos sobre os impactos de tantas mudanças”, diz Gavazzoni. Segundo ele, Santa Catarina já está sendo penalizada por outra resolução federal, a de número 13, que trouxe para 4% as alíquotas de importação. “Nossa expectativa de perda de arrecadação com importações era de R$ 600 milhões em 2013. Porém, em um único mês, já deixamos de arrecadar R$ 90 milhões. Nesse ritmo, apenas com o ICMS de importações perderemos mais de R$ 1 bilhão até o fim do ano”, explica. Somados os efeitos das duas resoluções, a equipe da Secretaria da Fazenda já projeta perdas anuais de R$ 3 bilhões.


O novo decreto, que suspende os efeitos da cobrança do Difa, deverá ser publicado na próxima sexta-feira, dia 15. Novas rodadas de discussões com representantes do comércio varejista e da indústria deverão ocorrer nas próximas semanas para reavaliação do cenário.


PIB turístico do Litoral é maior do que a média nacional
Um relatório feito pela Univali e pelo Sinergia foi apresentado essa semana no Litoral Norte catarinense. O estudo chama-se Costa Verde e Mar em Números e foi apresentado nesta quarta-feira pelo Consórcio Intermunicipal de Turismo Costa Verde e Mar (Citmar). A apresentação mostrou o produto interno bruto (PIB) turístico da região, índice até então calculado somente em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A pesquisa realizada pelo professor Antônio Guarda, consultor em estudos, pesquisas e geoprocessamento, expôs que a participação do setor turístico na produção bruta do Brasil é de 8,9%. Já em Santa Catarina, o número gira em torno de 7,7%. O destaque fica por conta da Costa Verde e Mar, que com percentual de 11,5% supera a média nacional e catarinense. Ainda segundo o material, hoje são cerca de 32 mil profissionais ligados à atividade turística atuando nos municípios que fazem parte da região. 

Não é por acaso que algumas cidades litorâneas são destaques do Turismo não apenas catarinense, mas também brasileiro. Exemplos mais conhecidos são Bombinhas e Balneário. Em Bombinhas, o PIB turístico chega a 19,7% do PIB total; em Balneário Camboriú, que mesmo não fazendo parte do Citmar foi incluída na pesquisa, o número é de 15,4%. No Litoral Norte, o menor índice aparece em Porto Belo: 9,7%. 

PIB turístico 

Brasil - 8,92% 
Santa Catarina - 7,71% 
Região Costa Verde e Mar - 11,56% 
Bombinhas - 19,74% 
Penha - 19,11% 
Balneário Camboriú* - 15,22% 
Navegantes - 14,67% 
Balneário Piçarras - 11,65% 
Itapema - 11,41% 
Camboriú - 10,64% 
Itajaí - 10,73% 
Porto Belo - 9,71% 

Fonte: Estudo Costa Verde Mar em Números, da Univali e Instituto Sinergia
Itajaí participa da Seatrade Cruise Shipping Miami

Divulgar os atrativos turísticos e atrair um número cada vez maior de escalas de cruzeiros marítimos. Esta é a meta da comitiva catarinense que participa do Seatrade Cruise Shipping Miami, a maior feira do mundo do setor. O evento começou na última terça-feira, dia 12, e Itajaí garantiu presença, junto com representantes de São Francisco do Sul e do Governo do Estado.


Ontem, no segundo dia de participação da comitiva que representa Santa Catarina foi bastante produtivo. Eles estiveram presentes em reuniões e encontros com importantes companhias marítimas, empresas de projetos, agencias de viagens, dirigentes dos países do Mercosul, entre outros. Essa aproximação entre as companhias e os destinos potenciais, possibilitam um maior e melhor entendimento sobre o que os executivos estão buscando e quais as oportunidades para os diversos mercados.


De acordo com a Secretária de Turismo de Itajaí, que integra a delegação catarinense no evento, além de garantir um maior número de escalas para a próxima temporada, também é necessário consolidar o Brasil e Santa Catarina como um destino vital para as companhias de cruzeiro. “Por isso, nossa participação nesta feira é tão importante porque aqui conseguimos perceber o que as grandes companhias estão esperando, o que nossos concorrentes estão fazendo, e assim planejar ainda melhor nossos investimentos no setor, garantindo maior competitividade”, afirma.


Os representantes de Santa Catarina também participaram de conferências onde estavam presentes os CEOs (presidentes e diretores) das maiores companhias de navegação de cruzeiros do mundo. Um dos temas discutidos foi a Expansão de Mercados, que contou com a participação do Diretor-Presidente da Autoridade Portuária do Rio de Janeiro, Jorge Luiz de Mello. Na conferência, os participantes discorreram sobre a globalização que a indústria de cruzeiros promove e as opções que são lançadas para os potenciais clientes deste setor. Foram ouvidos também os especialistas de mercados emergentes, Austrália, Ásia, China, além do Brasil. Uma das questões que fica bastante evidente na fala dos executivos é a necessidade de os destinos proverem experiências significativas aos passageiros, reduzirem os custos oriundos da operação dos navios e investirem em infraestrutura.


Outro acontecimento importante para Santa Catarina, que está sendo prospectado e alinhado durante o evento, é a realização do Seatrade Latin América 2014 em Florianópolis. Segundo a Diretora de Políticas Integradas do Lazer, Elisa Wippes, em razão da presença de Santa Catarina, da Santur e dos Municípios no evento ao longo dos anos, existe uma grande possibilidade de as negociações com a comissão organizadora do evento surtirem efeitos positivos, pois o Estado e os Municípios vêm mostrando todo o seu potencial turístico e os investimentos que estão sendo feitos para aprimorar ainda mais o atendimento ao setor de cruzeiros.

Superintendente do Porto do Rio Grande palestra no Congresso Navegar na Feira do Polo Naval
O Superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Silva Lopes, palestrou na manhã de ontem, na Sala Oceanus do CIDEC- SUL, pela programação do Congresso Navegar. O evento integra a 2ª Feira do Polo Naval, que será realizada até amanhã, na Universidade Federal do Rio Grande - FURG.

Com a temática “O Porto do Rio Grande e o Sistema Multimodal do RS”, o Superintendente do Porto destacou que o porto gaúcho é único no Brasil que disponibiliza, simultaneamente, instalações nos modais ferroviário, hidroviário e rodoviário, sendo que todos os modais entram diretamente no Porto do Rio Grande.

Lopes detalhou os acessos ao porto através de cada modal e ressaltou a importância da Ferrovia Norte-Sul, abordada pelo Ministro dos Transportes, Paulo Passos, durante a cerimônia de abertura da Feira do Polo Naval, que proporcionará a qualificação deste modal.

O Superintendente ainda salientou o potencial que o modal hidroviário possui e o interesse do Porto do Rio Grande na utilização da hidrovia, como um ganho de produtividade no transporte das cargas, como por exemplo, no escoamento dos graneis. Entretanto, Lopes defendeu a questão da multimodalidade. “Para que ocorra a multimodalidade é preciso pensar que os modais não são concorrentes, mas complementares entre si”, explicou. 

Na palestra, Lopes ainda abordou os projetos de expansão portuária, como a Ilha do Terrapleno, o terminal de veículos e o cais sul do Porto Novo. “A eficiência e eficácia do Porto do Rio Grande contam com a ação dos trabalhadores, dos operadores portuários, dos terminais, enfim de toda a comunidade portuária e com os importantes investimentos que o governo estadual e governo federal vêm realizando”, concluiu.  

Feira do Polo Naval
A Superintendência do Porto do Rio Grande está presente na 2ª Feira do Polo Naval, com um estande no hall de entrada do CIDEC SUL, onde estão os apoiadores do evento. Nesta edição, a Feira do Polo Naval tem com tema: “Um Superporto, Um Superpolo: Nos caminhos do desenvolvimento”. A expectativa é de que 20 mil pessoas passem pelos pavilhões da feira, que conta com 222 expositores. 

A Feira tem como foco os negócios da cadeia produtiva naval, visando promover o desenvolvimento econômico, social, ambiental da região, cada vez mais procurada para investimentos nessa área. Além da área de exposição, a programação da Feira compõe os eventos Seminário de Direito, Rodada de Negócios, Congresso Navegar e Navtec com a realização de palestras, workshops e conferências.
Empresários apontam que portos precários afetam escoamento da produção
Em audiência pública no Congresso Nacional, empresários apontaram que a infraestrutura deficitária dos portos tem afetado a competitividade nacional. Para o consultor de Logística da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antônio Fayet, se a economia internacional não estivesse passando por uma crise, os portos brasileiros representariam um gargalo ainda maior para o escoamento da produção.

Fayet falou durante audiência pública da comissão mista do Legislativo que discute a Medida Provisória (MP) 595, que estabelece novo marco regulatório para o setor portuário. A reunião de ontem  teve a participação de usuários dos serviços portuários.

Na audiência pública de ontem (12), foram ouvidos representantes das empresas prestadoras de serviços portuários. Elas disseram que os gargalos do setor exportador não estão relacionados aos portos, mas à burocracia e à falta de investimento em acesso aos portos, como ferrovias e rodovias. 

Para o relator da MP 595, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), há gargalos em toda a cadeia de logística do país. “Quer saber a verdade? Os gargalos estão tanto no acesso quanto na infraestrutura dos portos, na gestão, na burocracia. O desafio da MP é justamente o de termos coragem de estruturar tudo e sair com um marco regulatório positivo para o país”, disse Braga após participar da audiência.



Blumenau sedia encontro regional de empresários supermercadistas

As lideranças do setor de abastecimento do Vale do Itajaí se reúnem no próximo dia 19 de março, para o 1º Encontro Regional de Empresários Supermercadistas, que ocorre na Colônia de Férias do SESC, no Bairro Salto do Norte, em Blumenau. O evento é uma promoção da ACATS (Associação Catarinense de Supermercados), coordenado pelo vice-presidente da Região Vale do Itajaí, Osnildo Maçaneiro, que é diretor vice-presidente da Cooper (Cooperativa de Produção e Abastecimento do Vale do Itajaí).

 

O encontro reserva o período da manhã (das 8h30 às 12 horas) para a integração entre os participantes e a apresentação das ações da ACATS neste ano de 2013. Uma palestra com o consultor Christian Nogarotto, com o tema “Excelência em Controle Operacional”, também faz parte da programação, assim como a discussão de temas emergentes e comuns aos empresários. A exemplo da desoneração de produtos da cesta básica, medida adotada pelo Governo Federal para incentivar o consumo, que era uma reivindicação antiga e está sendo bem recebida pelo setor.

 

À tarde, as lideranças supermercadistas e suas equipes poderão participar do curso de “Excelência em Atendimento para o setor de FLV (Frutas, Verduras e Legumes)”. Ministrado pelo professor Ivam Carlos Michaltchuk (administrador de empresas e técnico em segurança alimentar), o curso tem quatro horas e é reconhecido pela Escola Nacional de Supermercados.

 

Osnildo Maçaneiro explica que o objetivo da ACATS com a promoção de eventos regionais é estimular o associativismo no setor, permitindo que empresários e executivos de pequenos, médios ou grandes estabelecimentos da região possam estreitar o relacionamento e se unir na busca de soluções para problemas comuns. “Somos concorrentes no ponto de venda, mas temos questões cotidianas comuns, que podemos resolver mais facilmente através do associativismo”, declara o diretor.


Temporada de Verão 2013: contratação e faturamento em alta

Estação do sol, praia e das férias para milhares de brasileiros, o verão representa o principal período para o turismo catarinense, época em que o comércio de rua e shoppings centers e o segmento hoteleiro precisam expandir ainda mais seu atendimento para atender à demanda de visitantes.


Com o objetivo de mapear as características do turista e o impacto econômico para o empresário do setor, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC) divulga nesta quarta-feira, 13, o resultado da Pesquisa Fecomércio-SC Turismo de Verão em Santa Catarina – Temporada 2013.


Para realizar o estudo, foram entrevistados turistas da Região Sul, Norte e Capital, entre os dias 3 de janeiro e 1º de março. Já nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, foram ouvidos os empresários. A pesquisa revela que, nesta temporada, no litoral de Santa Catarina, predominaram turistas de 31 a 50 anos, assalariados e autônomos, sendo 45% de homens e 55% de mulheres. O tempo de estada, em média, durou 10,5 dias, sendo que a permanência mais prolongada foi no Litoral Sul, com 12,6 dias. Em Florianópolis, a média de estada aumentou em 2013, com 10,1 dias, contra 6,65 dias em 2012 (Veja a pesquisa de Verão do ano passado aqui).


O turista gastou cerca de em R$ 2.085,26 para passar a temporada em Santa Catarina. No mercado de trabalho, a contratação de novos funcionários atingiu a média estadual de 6,8 pessoas por empresa. O aumento na Capital, em relação ao mesmo período do ano passado, foi considerável, com um salto de 3,72 novos colaboradores para 7,5 neste verão.


Movimento bom no comércio


O movimento no comércio foi considerado bom pelos empresários catarinenses (57%), com destaque para o Litoral Norte, onde a avaliação foi mais positiva, com 62%. 
O cliente que mais gastou no comércio foi o da Capital (R$ 248,48), seguido do Litoral Sul (R$ 238,08) e Litoral Norte (R$ 156,04), sendo a forma de pagamento mais utilizada em todas as regiões o cartão de crédito ou à vista. No ano passado, em Florianópolis, o cliente gastou R$ 113,56 a menos no comércio, fechando o valor médio de R$ 134,92. 
O faturamento teve alta em relação ao mesmo período no Verão de 2012 em todo o Estado, com 6,7%. A região que obteve maior ascensão foi o Litoral Sul, com 13,3%. Florianópolis alcançou 6,5% e o Litoral Norte, 5,6%.


Idade, ocupação profissional e renda


Na Capital, a visita das mulheres ocupou o topo do ranking (56%), com idades entre 31 e 50 anos. Os jovens, entre 18 e 25 anos, também foram destaque. No quesito ocupação profissional, os assalariados lideraram, seguidos de autônomos e funcionários públicos. A renda dos turistas em Florianópolis variou entre R$ 1.418 e R$ 6.109.

No Litoral Norte, onde a pesquisa abrangeu as cidades de São Francisco do Sul, Itajaí (Praia Brava), Balneário Camboriú e Costa Esmeralda (Itapema, Porto Belo e Bombas), entre os visitantes, os homens foram a maioria (52%), com idades entre 31 e 50 anos, também com destaque para os assalariados. A renda média mensal foi mais elevada que a Capital, de R$ 3.764 a R$ 6.109, atingindo o percentual de 31%. Os que ganham acima desse valor (33%) declararam renda média superior a R$ 7.965.

No Litoral Sul, onde o estudo focou as cidades de Imbituba (Praias de Imbituba, Ibiraquera e Lagoa de Ibiraquera) e Laguna - como em Florianópolis - a maior parte de turistas foram mulheres (65%), assalariados, com renda média de R$ 1.418 a R$ 3.763.

A motivação pela escolha de veranear em Santa Catarina foi especificada pelo turismo de sol e praia, com afirmação de 94,8% no Litoral Norte, 84,2% no Litoral Sul, e 87,4% em Florianópolis. Pelo menos 52% dos turistas disseram que pretendem visitar outra cidade do Estado. Os locais visitados mais citados na pesquisa foram Balneário Penha, Balneário Camboriú, Bombas e Bombinhas, Porto Belo, Itajaí, Blumenau, Joinville e Brusque.


Impacto econômicos para o empresário



A pesquisa da Fecomércio também entrevistou 526 empresários do comércio, espalhados em Florianópolis, Litoral Norte e Litoral Sul. Os ramos variaram entre bares e restaurantes, vestuário, supermercados, hotéis e pousadas, padarias, farmácia, entre outros. 
A média de contratação de novos funcionários na temporada de verão atingiu o percentual de 45% das empresas, sendo que Florianópolis liderou com 7,5 pessoas, seguida do Litoral Sul, com 6,7, e Litoral Norte, com 6,4.


Faturamento do comércio


Quanto à variação do faturamento, cada região apresentou um comportamento diferente. Florianópolis teve aumento do faturamento em relação ao verão de 2012 de 6,5%, e de 3,9% em relação ao mês anterior. O Litoral Norte teve crescimento do faturamento em relação aos meses comuns do mesmo ano, 5,6%, e em relação ao Verão de 2012 o aumento percebido foi de 28,1%, resultado muito expressivo. Situação semelhante ocorreu no Litoral Sul, onde o crescimento em relação aos meses anteriores foi de 13,3% e o aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, foi de 19,9%.

Santa Catarina se posiciona contra unificação do ICMS
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, se posicionou de forma dura contra a aprovação da unificação do ICMS proposta pela União. Colombo também defendeu, em Brasília, ontem, que outros Estados prejudicados pela mudança iniciem o debate. Para Colombo e para o secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni, a medida não atende o que propõe - acabar com a guerra fiscal - pois já de início cria condições desiguais. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem negociar para manter uma alíquota diferenciada e a mudança gradual vai permanecer em indicadores de 7% para estas regiões e 4% para o resto do País.
 
"É mais uma medida que vem para paralizar o Estado. As decisões nacionais tem reduzido nossa arrecadação e aumentado nossos custos sem oferecer nenhuma outra fonte de recursos", apontou o governador. A posição do Palácio do Planalto é pela mudança e de forma rápida. “Assim que a medida for aprovada, Santa Catarina passa a perder R$ 2 bilhões por ano em arrecadação”, afirmou Gavazzoni.

A proposta do Governo Federal para compensar Santa Catarina e os outros Estados que sofrerem perdas é a criação de um Fundo de Compensação de Receitas (FCR). O mecanismo cobriria as perdas durante um período até a acomodação das contas dos Estados. Gavazzoni lembra, porém, que a Lei Kandir, criada em 1996, prometia cobrir as perdas dos Estados exportadores ao dar isenção de ICMS a produtos e serviços exportados. Mas em 2012 Santa Catarina só recebeu 7% do que era devido. “Nos últimos cinco anos, Santa Catarina acumula R$ 780 milhões que não foram repassados desse fundo”, explicou o secretário.

O instrumento usado pela União para aprovar a medida será o Projeto de Resolução do Senado 01/2013, já encaminhado. Para entrar em vigor, basta a aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos e depois apenas o plenário do Senado.
 
 O que muda na economia de SC 

Com a unificação do ICMS, importar por Santa Catarina não é mais atrativo, mesmo com cinco portos eficientes no Estado. Enquanto a arrecadação com o ICMS de importados caiu 44% em Santa Catarina no mês de fevereiro, a de São Paulo já cresceu 18% no mesmo mês. A perda, que foi de R$ 90 milhões apenas no mês passado, sinaliza que a redução na arrecadação deve ultrapassar a estimativa da secretaria da Fazenda de R$ 600 milhões para o ano todo, chegando a R$ 1 bilhão em 2013.

O governador destaca que, pela segunda vez, Santa Catarina pode ser penalizada por cumprir bem seu papel. Com a Lei Kandir foi prejudicada por ser um grande exportador de produtos industrializados. Agora com essa medida, mais uma vez perderia, dessa vez por produzir muito mais do que seu mercado consumidor estadual e vender esses produtos em outros Estados. “Perdem todos em Santa Catarina. A indústria perde competitividade. O varejo perde todos os benefícios do programa Simples. E Santa Catarina terá uma perda que, em 10 anos, superará R$ 20 bilhões de reais”, explicou o secretário da Fazenda.
Balneário Camboriú deseja ser escolhida como centro de treinamento de seleções que vão disputar a Copa do Mundo de 2014

Que Balneário Camboriú é referência no turismo nacional isso todo mundo já sabe. Que a cidade está localizada entre duas sedes da Copa do Mundo de 2014, Porto Alegre e Curitiba, você também já sabe. E que o município deseja se tornar ainda mais referencial no cenário turístico brasileiro, sendo escolhida como centro de treinamento de alguma das seleções que irão disputar o Mundial em solo tupiniquin, talvez você não saiba. Mas Balneário quer e vai atrás dessa aspiração, aproveitando-se assim de estar a meio caminho das capitais gaúchas e paranaenses.  


Porém, para continuar sendo essa referência, é necessário manter e melhorar os esforços, para que quesitos como infraestrutura geral, marketing e promoção do destino, aspectos sociais, ambientais e culturais, cooperação regional, atrativos turísticos, entre outros, se mantenham em evolução, impulsionando não só Balneário Camboriú, mas toda a região para um turismo mais eficiente e melhor .


Por isso, a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, que é o orgão oficial dessas atenções, participa constantemente de reuniões, workshops, encontros e qualificações diversas, para poder repassar essas informações ao trade local e regional. No final da última semana, o secretário de Turismo de Balneário Camboriú, Ademar Schneider, esteve em Brasília para participar de novos encontros com esse objetivo, o de qualificar ainda mais o destino.


Schneider participou da Assembleia Ordinária da Associação Nacional de Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e Destino Indutores (Anseditur), órgão que será utilizado pelo Ministério do Turismo para o repasse de verbas aos destinos e a ponte para o cadastro de novos projetos, na qual foi eleita nova diretoria da entidade. Durante o encontro, o presidente da Embratur, Flávio Dino, palestrou sobre a linha de trabalho da entidade, sua competência em grandes eventos e na competitividade do turismo brasileiro nesses acontecimentos. Chamou à atenção para a vitrine na qual o Brasil irá se transformar - e já vem sentindo isso - como sede da Copa do Mundo em 2014. "Dino nos explicou a importância de se trabalhar a boa imagem dos destinos brasileiros, aliando-se a preocupação em atender bem os consumidores do turismo", especificou Schneider.


A FIFA reforçou a mensagem, explicando que cidades que não serão sede, mas servirão de corredor entre duas sedes de jogos, o que é o caso de Balneário Camboriú, também terão enfoque especial. Com o objetivo de esclarecer eventuais dúvidas por parte dos municípios sede e dos candidatos a Campo de Treinamento de Seleção (CTS), o representante da FIFA, Paul Whelan, realizou uma pequena apresentação mostrando que as cidades brasileiras, mesmo não estando nos roteiros da Copa, aindatem "uma janela aberta para buscar seleções para treinamento". A FIFA deverá realizar visita nos municípios indutores que poderiam sediar esses treinos, para incentivar a busca em ser um CTS. Schneider afirmou que o prefeito Edson Renato Dias (Piriquito) não irá medir esforços para tentar transformar Balneário Camboriú em um desses centros.

Audiência Pública debate MP dos Portos e alerta para a insegurança dos trabalhadores do setor

A Medida Provisória (MP) 595/2012, que altera a regulamentação dos portos brasileiros, estará em debate nesta quarta-feira, na Câmara de Vereadores de Itajaí, em Audiência Pública organizada pelo vereador Thiago Morastoni (PT). O encontro aberto a toda comunidade terá início às 19 horas, no Plenário do Legislativo, e contará com a presença de autoridades políticas e representantes dos trabalhadores portuários do município e de outros portos catarinenses. A TV Câmara transmite a reunião ao vivo, no canal 9 da Viacabo TV.


O debate principal será em torno dos reflexos que a MP dos Portos trará aos trabalhadores do setor em todo o país. Nos moldes atuais, não há garantias de continuidade no trabalho para esses profissionais e estima-se que, somente no Porto de Itajaí, cerca de mil pessoas sejam atingidas diretamente, fato que prejudicará sensivelmente a economia do município.


“A MP 595 precisa ser revista. Hoje, a figura do trabalhador está sendo praticamente extinta, e isso será bastante debatido na Audiência Pública. Temos que mobilizar toda a sociedade para esta questão e chamo a população para comparecer nesta quarta-feira, no Plenário da Câmara”, destaca o vereador, lembrando que, se nada mudar, cerca de mil famílias itajaienses poderão perder sua principal fonte de renda.


A votação da MP deve ocorrer no dia 10 de abril, segundo previsão do senador Eduardo Braga.

 

Intermodal 2013 - Sua empresa poderá participar junto com a Revista Portuária

A Revista Portuária – Economia e Negócios, estará mais uma vez expondo na Intermodal 2013, a segunda maior feira de comércio exterior, transporte de carga e logística do mundo. São mais de 550 expositores e quase 50 mil visitantes.


Sua empresa, mesmo não sendo uma das expositoras, poderá estar presente nesta Feira Internacional e mostrar seus produtos e serviços para este grande público empresarial, sendo parceira comercial da nossa Revista, que estará sendo distribuída a partir de nosso estande. Serão 20 mil exemplares entregues nas mãos de todos os expositores e da maioria do público visitante, profissionais e executivos com poder de decisão.


Esta edição que será distribuída na Intermodal será especial, não só pelo conteúdo editorial, mas também pelo trabalho gráfico, que será de primeiro mundo, valorizando seu anúncio.


Sua empresa poderá ter um anúncio institucional, bem como também em forma jornalística, mostrando a empresa, seus produtos e serviços em matérias com textos e fotos. Ou seja, poderá atingir o seu público foco – que certamente estará na Intermodal – de várias formas, abrindo assim oportunidades de negócios em vários níveis.


Nosso setor comercial já começou a fazer os contatos para esta Edição Especial da Intermodal. Não deixe passar a oportunidade de anunciar sua empresa. Podemos lhe dar certeza de que o público presente num evento como a Intermodal é impossível de ser reunido num só lugar ou em qualquer outra feira no Brasil.


Os interessados em saber mais detalhes podem entrar em contato através do e-mail: carlos@bteditora.com.br ou pelo fone: 47 – 8405-8777. Nosso valor por página é o menor custo/benefício que você poderá encontrar para estar presente neste grande evento, atingir o público que precisa, sem necessariamente ser um dos expositores.


O próprio site da feira (www.intermodal.com.br) indica alguns motivos para você visitar a Intermodal. Nós poderíamos transformar esses motivos para você anunciar na Revista Portuária que será distribuída na Intermodal:


Motivos para visitar a Intermodal South America 2013


1- Reduza custos e melhore sua eficiência logística


2- Conheça mais de 550 empresas de produtos e serviços em um mesmo local


3- Estreite relacionamento com fornecedores


4- Conheça novas empresas expositoras e expositores internacionais apresentando novos serviços e tecnologias inovadoras


5- Troque experiências com os maiores players do mercado

Secretário de Estado Paulo Bornhausen expõe ser favorável a Ferrovia Chapecó/Itajaí

A mobilização em prol da Ferrovia da Integração ganhou importante aliado no dia 8 de março, última sexta-ferira. “O Governo do Estado dá apoio total e restrito a este movimento em busca da Ferrovia Chapecó / Itajaí.”, frisou o secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulinho Bornhausen, que participou da reunião da comissão Pró-Ferrovia na sede da Associação Empresarial de Itajaí.


No encontro várias lideranças empresariais e políticas estiveram reunida e, agora partem para elaboração de um documento a ser entregue durante o Fórum Parlamentar Catarinense, que discutirá na próxima sexta-feira, dia 15 de março, na FIESC, em Florianópolis, as questões acerca dos traçados férreos no Estado de Santa Catarina. “Precisamos ter um documento único, assinado por todos os envolvidos inclusive, o Governo do Estado, expondo que queremos a ferrovia Chapecó / Itajaí, independente de onde seu traçado irá passar”, ressaltou Bornhausen, deixando clara a posição do Governo quando ao ponto de partida e chegada ligarem o Complexo de Produção (Oeste do Estado) ao Complexo Portuário de Itajaí.


A presidente da ACII, Maria Izabel Pinheiro Sandri, salientou a necessidade de se buscar números de base que indiquem a viabilidade da ferrovia, inclusive expondo projeções de produção e exportação para os próximos anos. “Esta posição do Estado evita debates infundáveis dentro de Santa Catarina e nos garante uma força especial”, comentou.


Todas as partes envolvidas ficaram responsáveis por levantamento de dados que serão reunidos amanhã, quando uma nova reunião irá acontecer na ACII para elaboração final do documento.

Balança comercial tem superávit de US$ 236 milhões
Nas duas primeiras semanas de março, as exportações atingiram US$ 955,7 milhões e as importações US$ 5,498 bilhões. Com esses resultados, a balança comercial registra superávit no acumulado mensal de US$ 236 milhões, com média diária de US$ 39,3 milhões, e corrente de comércio de US$ 11,232 bilhões (média de US$ 1,872 bilhão). 

De acordo com os dados divulgados na terça-feira, dia 12, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, afirma que a média, as exportações crescerem 0,5% em relação a março de 2012 (US$ 950,5 milhões). Houve aumento nas vendas externas de bens semimanufaturados (29,8%), com destaque para catodos de cobre, açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, ferro fundido, alumínio em bruto, couros e peles, celulose, e ferro-ligas. Por outro lado, decresceram as vendas de produtos manufaturados (-8%), em razão de aviões, bombas e compressores, máquinas para terraplanagem, pneumáticos, açúcar refinado, e papel cartão. Também foram reduzidos os embarques de produtos básicos (-1%), por conta, principalmente, de trigo em grão, farelo de soja, fumo em folhas e algodão em bruto.

Importações 

Nas importações, março de 2013 está com aumento de 6,7% na comparação com a média diária registrada no mesmo mês de 2012 (US$ 858,7 milhões). Cresceram, principalmente, as compras de adubos e fertilizantes (91,1%), cereais e produtos de moagem (69,1%), cobre e suas obras (21,2%), aparelhos eletroeletrônicos (16,6%), plásticos e obras (15,2%), e instrumentos de ótica e precisão (+12,3%).

Ano

De janeiro até a segunda semana de março, a corrente de comércio totalizou US$ 79,579 bilhões (média diária de US$ 1,730 bilhão), com aumento de 2,9% sobre a média do mesmo período de 2012 (US$ 1,681 bilhão). Nos 46 dias úteis de 2013, a balança comercial registra déficit de US$ 5,079 bilhões (média diária negativa de US$ 110,4 milhões). Em período correspondente do ano passado, havia superávit de US$ 659 milhões, com resultado médio diário de US$ 13,7 milhões. 

No acumulado do ano, as exportações alcançaram US$ 37,250 bilhões (média diária de US$ 809,8 milhões), resultado 4,5% abaixo do verificado no período equivalente de 2012, que teve média diária de US$ 847,6 milhões. O resultado diário do acumulado anual das importações está 10,3% maior em relação ao ano passado (média diária de US$ 833,9 milhões). No ano, as compras brasileiras no mercado externo chegam a US$ 42,329 bilhões (média diária de US$ 920,2 milhões).


Multinacional Techint recruta mão-de-obra no Porto de Antonina, no Paraná
Esta semana, no Porto de Antonina, a multinacional Techint S/A deu início a um de uma série de cursos que visa capacitar mão-de-obra em Antonina. O primeiro curso – com duração de dois meses – está sendo o de lixador. Em duas turmas de quinze, trinta pessoas passam pelo treinamento e, dessas, 25 serão contratadas. Na sequência, outros cursos serão ofertados, nas funções consideradas essenciais para as atividades da empresa: engenharia, suprimento, construção e montagem de unidades offshore.

De acordo com o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), desde a assinatura do Termo de Permissão de Uso Temporário da área de cem mil metros quadrados, do terminal público do Porto Barão do Teffé, em Antonina – em setembro de 2012 – a preocupação sempre foi com a geração de emprego e renda para o município. 

“Capacitar e qualificar a mão de obra é o primeiro passo para o crescimento da economia local. Com gente pronta, trabalho não irá faltar quando as operações da Techint, para atender a demanda da exploração do petróleo do pré-sal, iniciarem em Antonina”, comenta Dividino.

Sobre o início das atividades da Techint no Porto de Antonina, o superintendente afirma que uma reunião está marcada para o próximo dia 8, para definir o novo cronograma junto à empresa e o Governo do Estado. 

Trabalho - Segundo um dos gerentes da Techint, José Carlos Sá, das 30 pessoas que passam pelo curso, 25 serão contratadas para começar a trabalhar imediatamente, na sede da empresa em Pontal do Paraná. “Vamos fornecer transporte e tudo o mais que o serviço exigir. Primeiro estamos treinando os antoninenses para a função de lixadores. Em seguida, para pintura industrial e eletricista. Além dessas, estamos montando um cronograma – junto com o Senai – para desenvolver cursos em outras funções”, garante.

Sá ainda diz que, além da área desenvolvida para treinamento, a empresa está montando um escritório para começar a operar no Porto de Antonina. “Mesmo que estejamos treinando os antoninenses para trabalhar em Pontal do Paraná, posso garantir que a Techint já está em Antonina, preocupada em desenvolver a geração de emprego e a economia local”, conclui.

Realização – Ari Ribeiro dos Santos, de 58 anos, é autônomo e atualmente trabalha como carpinteiro em Antonina. Ele é um dos alunos do curso para lixador e se diz animado com a possibilidade de ter a carteira assinada. “Além de ser um oficio a mais que estou aprendendo, é uma oportunidade de sonhar em ter registro, mais segurança e renda no trabalho. Se sair o serviço, mesmo que em Pontal, vou ficar muito satisfeito”, conta o senhor, único trabalhador da família que sustenta – ele, a esposa e dois filhos. 
Porto Itapoá realiza nesta quinta-feira encontro de negócios em Blumenau

O Porto Itapoá retoma neste mês de março, em Blumenau, os Encontros de Negócios que vem promovendo com empresários, importadores, exportadores, despachantes, transportadoras, armadores, investidores e agentes do meio logístico do estado. O evento será realizado no dia 14 de março (quinta-feira), às 19h, na Acib (Associação Empresarial de Blumenau), em parceria com o Núcleo de Comércio Exterior da entidade.


O Encontro de Negócios conta com apresentação institucional e comercial do Porto Itapoá, seguida da abertura de espaço para questionamentos, momento em que os convidados são ouvidos por diferentes equipes do terminal, que pretendem conhecer de perto as necessidades específicas de logística e de operação de cada cliente. Desta forma, o Porto Itapoá acredita que o evento também é uma boa oportunidade para despachantes, tradings, transportadoras e agentes marítimos conhecerem o ambiente operacional do empreendimento, estabelecendo contato direto com as pessoas que comandam as áreas de Operações, Documentação e Transporte do terminal.

Primeiro bimestre registra queda nas vendas de veículos em Santa Catarina

Com a redução dos incentivos fiscais em 2013 e acréscimo elevado nas compras de automóveis no final de 2012, o mercado iniciou o ano esperando a baixa nas vendas. De acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores Regional Santa Catarina, o setor automobilístico no estado encerrou o bimestre com recuo de 7,76% nas vendas, seguindo a tendência nacional que registrou queda de 2,03%.


Mesmo com a baixa, o segmento de comerciais leves obteve acréscimo de 9,55% quando comparado ao mesmo período do ano passado, o que significam 5.848 novos veículos desta categoria adquiridos nos dois primeiros meses de 2013. Já em comparação a janeiro deste ano, em fevereiro a categoria que se destacou pelo aumento nas vendas foi a de ônibus, com acréscimo de 33,33%, representando 84 unidades a mais na frota catarinense.


Em fevereiro, 17.179 veículos, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e outros, foram emplacados em Santa Catarina.


De acordo com o diretor geral regional da Fenabrave-SC, Ademir Saorin, o desaquecimento das vendas por alguns meses é natural pela diminuição gradativa do IPI reduzido e “não significa uma crise no setor”.


A frota circulante de Santa Catarina registrou em fevereiro de 2013 um total de 3.975.241 veículos, sendo que destes, 2.303.251 são automóveis e 949.911 são motocicletas. Com relação a janeiro de 2013, a frota no estado aumentou em 15.170 veículos.


Segundo o superintendente da Fenabrave, Paulo Engler, “por conta do setor altamente competitivo, o próprio mercado vai ditar os preços dos automóveis e, assim, as concessionárias acreditam em resultados positivos para este ano”.


Vale do Itajaí surpreendeu o mercado com o maior número de novos veículos emplacados no estado. Só nesta região, foram adquiridos 4.449 unidades em fevereiro. No entanto, em comparação a janeiro, houve queda de -19,72%.


A região da Grande Florianópolis vem em seguida com acréscimo de 3.469 veículos adquiridos em fevereiro. Por outro lado, foi a região que registrou a maior queda, com - 25,22%.



 


Transporte turístico catarinense comemora MP sancionada

Os empresários do setor de transporte turístico e fretamento de Santa Catarina comemoraram no último fim de semana, durante encontro em São José, na Grande Florianópolis, o atendimento a uma antiga reivindicação da categoria. A ministra Ideli Salvatti participou do evento para anunciar a sanção da Medida Provisória 582/2012, com a emenda que garante a desoneração do custo da mão de obra.

 

“Essa é uma conquista nacional, mas foi a Aettusc (Associação das Empresas de Transporte Turístico de SC) quem conseguiu a garantia de que a emenda seria incluída”, conta Nilton Silva Pacheco, presidente da associação. A atual contribuição previdenciária sobre os salários foi reduzida dos atuais 20% para apenas 2%. O setor gera 10 mil empregos diretos e pelo menos 15 mil indiretos. São mais de 100 empresas e cerca de 5 mil veículos.

 

A promoção do turismo regional diante da alta carga tributária e da falta de segurança nas rodovias catarinenses foram os desafios em pauta no encontro. Os empresários pedem compromisso dos governos estadual e federal para desonerar e desburocratizar o serviço para aumentar a competitividade em relação aos estados vizinhos.

 

Agora, para que o setor possa crescer ainda mais, os empresários querem a redução da carga tributária estadual – o ICMS catarinense é quase quatro vezes maior do que o gaúcho. “Podemos contribuir muito com o crescimento do turismo catarinense mediante a desoneração dos custos de operação e garantia de mais segurança aos nossos clientes e colaboradores”, assegura Pacheco.

 

No evento, também foi discutida a capacitação profissional do setor, de olho no atendimento à nova classe média, que nos últimos dez anos passou a viajar mais, favorecendo o turismo rodoviário.

 

 

UBABEF debate com OIE sobre a compartimentação da avicultura brasileira

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, participa amanhã (12) de reunião com o diretor-geral da Organização Mundial para Saúde Animal (OIE), Bernard Vallat, em Paris (França).


Durante o encontro, Turra apresentará o desenvolvimento do Programa de Compartimentação da Avicultura Brasileira, iniciativa do setor avícola brasileiro sob coordenação da UBABEF e do Ministério da Agricultura do Brasil. O projeto consiste na estruturação da produção em compartimentos, que mapeiam e isolam plantas e estruturas produtoras de granjas.


“Este projeto coloca a avicultura brasileira em um patamar que nos permite afirmar que detemos um dos melhores status sanitários do planeta. Pensamos proativamente para garantirmos nossa rápida reação contra eventuais problemas nos plantéis. Dessa forma, asseguramos nossa produção, nossas exportações e nossa sanidade, um dos maiores bens da avicultura nacional”, destaca Turra.


Ainda na reunião, Turra prestará homenagem ao diretor geral da OIE pelos trabalhos da organização sobre a eventualidade da encefalopatia espongiforme bovina, que permitiram ao país seguir como grande exportador de proteína animal do mundo.


O presidente da UBABEF aproveitará a oportunidade para convidar Bernard Vallat para participar da solenidade de abertura do Salão Internacional da Avicultura (SIAV), que será realizado entre 25 e 27 de agosto de 2013 no Anhembi, em São Paulo (SP).


“A avicultura brasileira tem uma excelente relação com a OIE, o que nos permitiu atingir um nível de confiabilidade dos mais elevados junto a mais de 150 mercados pelo mundo. Neste sentido, a participação de Vallat no SIAV é fundamental, já que falamos do maior e mais importante encontro do setor avícola brasileiro”, afirma.

 

Em Bruxelas – Após Paris, Francisco Turra segue para Bruxelas (Bélgica), para encontros com autoridades do Parlamento Europeu ligadas à Diretoria Geral para a Saúde e Consumo (DG Sanco) e à diretoria geral para a Agricultura (DG Agri). 


Nos encontros, o presidente da UBABEF buscará oportunidades para destacar junto às lideranças europeias os diferenciais que fazem do Brasil líder mundial das exportações mundiais de carne de frango: a sanidade, a qualidade e a sustentabilidade da produção.


“Nosso objetivo maior é desfazer mitos que circulam nos corredores do Parlamento Europeu em torno da nossa produção”, ressalta Turra.


O presidente da UBABEF participará ainda de um encontro com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ocasião em que o convidará para a solenidade de abertura do SIAV.

Banco Central mantém taxa Selic em 7,25%

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, no fim desta quarta feira, 6 de março, pela terceira vez seguida, manter o patamar atual da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 7,25%. Desta forma, a taxa básica de juros da economia brasileira mantém o menor patamar da sua história recente, alcançado por um processo de redução que se iniciou em agosto de 2011 e, após 10 quedas consecutivas, fixou-se no nível atual em outubro do ano passado.

De acordo com o boletim Focus, a maior parte dos analistas financeiros da iniciativa privada acredita que a Selic deve ser mantida neste patamar, pelo menos no curto prazo. Analistas apontam que o Banco Central, ao retirar o termo, “por tempo prolongado”, em referência à manutenção da taxa de juros, abre espaço para que nas próximas reuniões haja maior flexibilidade para aumento da Selic.

O fator mais importante para esta cautela da autoridade monetária é a atual dicotomia entre necessidade de acelerar o crescimento (0,9% de crescimento do PIB em 2012) e manter o compromisso com a meta de inflação (5,84% de inflação em 2012). A desaceleração do crescimento econômico, ocasionada por um baixo nível de investimento e por uma perda de fôlego do consumo como propulsor do avanço do PIB, e as pressões inflacionárias resultantes tanto do aumento do custo de produção quanto da elevação dos preços das commodities são os pontos críticos da economia brasileira.

A Fecomércio-SC acredita que o compromisso com o crescimento econômico, que gera o desenvolvimento do país, é tão importante quanto a atenção a política de metas de inflação. Por isso, considera acertada a política de manutenção do patamar historicamente baixo dos juros, que permite o avanço da produção e do crescimento econômico. Para a questão do controle da inflação, acreditamos ser necessário um sistemático processo de redução dos custos da atividade econômica por meio de redução dos impostos e um ajuste do déficit público.

Wilson Sons de casa nova

O Grupo Wilson Sons, um dos maiores operadores logísticos e portuários do Brasil, está de casa nova. A companhia, que ocupava 3,75 mil m² de um prédio da Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, se mudou para o edifício Galeria Sul América, na Rua da Quitanda. Com um andar e meio e área de 4,3 mil m², o espaço é ocupado por 600 funcionários.

Os principais objetivos da mudança foram garantir instalações adequadas às normas de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS), ampliar as condições de conforto e bem estar e proporcionar um ambiente de trabalho mais moderno e alinhado aos valores da Wilson Sons. Entre os diferenciais da nova sede está maior integração entre as áreas e a criação dos espaços de convivência entre os funcionários. Por se tratar de um edifício com sistemas mais eficientes, a mudança também trará economia no consumo de energia e redução do custo com intervenções gerais de manutenção corretiva.

Itajaí poderá ser contemplada em novo projeto da Petrobrás que injetará 500 milhões de dólares

Itajaí aguarda com muita expectativa o anúncio sobre a cidade que será escolhida pela Petrobrás para a instalação de um megaprojeto avaliado em mais de 500 milhões de dólares relacionado ao pré-sal. A decisão está prevista para o dia 12 de março, na próxima terça-feira, portanto. O projeto prevê a construção de módulos replicantes de FPSO (navios plataformas) e será instalado em Santos ou em Itajaí.


Segundo o Deputado Estadual Volnei Morastoni (PT), o projeto tem tudo para dar certo.“Itajaí, através do terminal privado Teporti, tem uma área compatível para a instalação deste grande projeto da Petrobrás, com a vantagem das licenças ambientais estarem já disponíveis e de ser uma área também homologa pela Petrobrás.”


O deputado ainda comentou que o consórcio MGT (DM-TKK), vencedor de proposta da Petrobrás, está se instalando no Teporti, em Itajaí, para a construção de módulos para plataformas do pré-sal.


Para Morastoni, “Santa Catarina, por meio do Teporti em Itajaí, tem condições de receber este outro grande projeto da Petrobrás e este megaprojeto será decidido nos próximos dias. Por isso, mantenho contatos diretos com o Teporti e com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti”, finalizou.


A Revista Portuária entrou em contato com a assessoria de comunicação da Petrobrás, que ficou de repassar mais informações acerca do projeto. 

Em abril, ARXO vai reabrir a sua fábrica em Itajaí

Itajaí, em breve, terá mais uma fábrica a gerar empregos na cidade. A ARXO, uma empresa catarinense que atua na produção de equipamentos em aço para diversos segmentos industriais, reabrirá sua unidade na Rua Francisco Reis, no Bairro Cordeiros. Cidemar Reis, diretor da ARXO, afirma que a unidade terá 2000 metros quadrados. Nela, serão investidos em matéria prima e equipamentos em torno de R$ 5.000.000,00. “Teremos uma capacidade de processar 500 toneladas de aço ao mês. O efetivo inicial é de 40 colaboradores para um turno, porém, isto pode se estender para mais turnos havendo necessidade”, afirma Cidemar.

Fundada em 1967, a ARXO é a maior fabricante de tanques de combustíveis da América Latina e vem ampliando sua atuação e expansão, tornando-se uma referência no setor metal-mecânico brasileiro. Em 2003, conquistou a Certificação conquistou a Certificação INMETRO, a ISO 9000, e construiu uma rede de representantes e parceiros no Brasil e no Mercosul. Em 2005, foi inaugurada a unidade de Recife (PE), e em
2006, a de Balneário Piçarras (SC), que dois anos depois passou a ser a matriz da empresa. 

França estreitará relações com o agronegócio catarinense

Incremento dos negócios bilaterais Brasil-França na área de grãos. Esse  é o resultado da reunião que o cônsul econômico em São Paulo da Embaixada da França no Brasil,  Stéphane Mousset, manteve com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), José Zeferino Pedrozo, nesta semana, em Florianópolis.


O interesse francês concentra-se em torno da produção de grãos, especialmente soja, além de carnes e vinho. Pedrozo resumiu o atual quadro da produção de grãos em SC. Disse que o estado e o Brasil vivem um bom momento. “Faz muito tempo que os produtores não passavam por um período tão favorável”. Por isso, ele prevê supersafra em 2013. Destacou o investimento do setor em tecnologia para aumentar a produção e diminuir custos. Afirmou que os produtores já conseguiram comercializar a safra que vão plantar.


O Cônsul quis saber o tamanho das propriedades em Santa Catarina. Pedrozo expôs que a maioria é formada por pequenas propriedades. O presidente explicou que no setor de grãos, a produção de milho é insuficiente para abastecer o gigantesco parque agroindustrial barriga-verde e Santa Catarina é obrigada a comprar boa parte do insumo em outros Estados ou no exterior. Quanto à soja, o presidente da FAESC disse que o estado produz o que consume e não há problemas de demanda represada.


O vice-presidente Nelton Rogério de Souza discorreu sobre o mercado de carnes. Ressaltou o status sanitário catarinense como região livre da febre aftosa sem vacinação. Esse fator acaba beneficiando os produtores de suínos e aves. A pecuária intensiva de corte vive um bom momento e deve melhorar, especialmente se confirmada a intenção dos japoneses em comprar a carne suína do estado.


O vice-presidente explicitou o sistema de controle de qualidade na produção de carne com o sistema de rastreabilidade do produto. Em relação à pecuária leiteira, Nelton destacou que o setor carece de investimento em tecnologia para que o produto catarinense seja competitivo no mercado internacional. Apesar disso, enfatizou o crescimento de 15% na produção de leite no ano passado, um dos mais altos do país.


Ao final do encontro, o presidente da FAESC reivindicou ao cônsul a retomada de um antigo convênio da entidade com a França para a importação de sêmen e embrião do gado charolês, raça muito cultivada no sul do Brasil.

Produção industrial brasileira sobe 2,5% em janeiro, diz IBGE

A produção da indústria brasileira aumentou 2,5% em janeiro deste ano com relação a dezembro de 2012, já descontadas as influências sazonais, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O aumento é o maior na comparação com o mês anterior desde março de 2010, quando cresceu 3,4%.


A alta é maior do que a verificada em dezembro, que foi quase nula, de 0,2%. Em novembro, o resultado fora de queda de 1,3%.


Na comparação com janeiro de 2012, produção industrial cresceu 5,7% no primeiro mês deste ano, expansão mais elevada desde fevereiro de 2011 (quando foi de 7,5%) no tipo de confronto.


Com o resultado, o indicador acumula queda de 1,9% em janeiro no acumulado em 12 meses, redução com relação ao recuo de 2,6% registrado nos 12 meses encerrados em dezembro.

Intermodal 2013 - Sua empresa poderá participar junto com a Revista Portuária

A Revista Portuária – Economia e Negócios, estará mais uma vez expondo na Intermodal 2013, a segunda maior feira de comércio exterior, transporte de carga e logística do mundo. São mais de 550 expositores e quase 50 mil visitantes.


Sua empresa, mesmo não sendo uma das expositoras, poderá estar presente nesta Feira Internacional e mostrar seus produtos e serviços para este grande público empresarial, sendo parceira comercial da nossa Revista, que estará sendo distribuída a partir de nosso estande. Serão 20 mil exemplares entregues nas mãos de todos os expositores e da maioria do público visitante, profissionais e executivos com poder de decisão.


Esta edição que será distribuída na Intermodal será especial, não só pelo conteúdo editorial, mas também pelo trabalho gráfico, que será de primeiro mundo, valorizando seu anúncio.


Sua empresa poderá ter um anúncio institucional, bem como também em forma jornalística, mostrando a empresa, seus produtos e serviços em matérias com textos e fotos. Ou seja, poderá atingir o seu público foco – que certamente estará na Intermodal – de várias formas, abrindo assim oportunidades de negócios em vários níveis.


Nosso setor comercial já começou a fazer os contatos para esta Edição Especial da Intermodal. Não deixe passar a oportunidade de anunciar sua empresa. Podemos lhe dar certeza de que o público presente num evento como a Intermodal é impossível de ser reunido num só lugar ou em qualquer outra feira no Brasil.


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Secretário de Turismo do Estado faz elogios a Balneário Camboriú
O anúncio de novas políticas para o setor de turismo em Santa Catarina, e o lançamento de nova sinalização turística para a chamada Costa Verde e Mar, marcaram a reunião que aconteceu ontem, com a participação do secretário Beto Martins junto a funcionários da Santur, prefeitos, representantes de associações comerciais e outros de 11 municípios do litoral centro do Estado.

O Secretário de Estado reafirmou politicas públicas do Governo para o crescimento do setor e teceu elogios às iniciativas regionais como a que acontece em Balneário Camboriú, onde o prefeito Edson Renato Dias (Piriquito), anunciou a construção de um centreventos para abrigar feiras, congressos e exposições de grande porte.

"Essa obra será um marco para Santa Catarina", disse Martins ressaltando o fato de Balneário Camború ser reconhecida pela Embratur como importante polo indutor do turismo no País. Ainda segundo o secretário, a realização de eventos de grande porte representa "uma vitória não só para a cidade mas para toda a região".
O secretário de Turismo de Balneário Camboriú, Ademar Schneider, que foi à- reunião, disse que se sentiu lisonjeado com o elogio do secretário à cidade, "que tem na atividade turística importante matriz econômica, que por sua vez gera trabalho e renda, e riqueza" observou.

Em outra reunião, no mês passado, Beto Martins e Valdir Walendowski, da Santur, garantiram ao prefeito Edson Piriquito, que o governo estadual vai dividir com o município o custo do projeto do centreventos orçado em R$ 2 milhões de reais.

A pauta do encontro do secretário de Estado com representantes dos municipios do litoral norte também abordou a questão do plano de marketing para divulgação da região. As autoridades catarinenses se comprometeram em disponibilizar um banco com dados e imagens que destacam os destinos turísticos e suas potencialidades.”
Superintendente do Porto recebe prêmio Personalidade Fórum Nacional da Soja
O Superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Silva Lopes, recebeu, na manhã do dia 5 de março, o prêmio Personalidade Fórum Nacional da Soja. A entrega ocorreu durante a 24ª edição do fórum, que integra a programação da Expodireto Cotrijal, realizada em Não-me-Toque/RS. 

Em um auditório lotado, compuseram a Mesa de Honra o Prefeito de Não-me-Toque, Antônio Vicente Piva, o Presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Mânica, o Presidente da CCGL/Termasa-Tergrasa, Caio Cézar Vianna e o Presidente da FecoAgro, Rui Polidoro Pinto.

Em sua primeira edição, o prêmio busca destacar aqueles que realizaram relevantes serviços para o bom desempenho do segmento soja. A Fecoagro/RS, Cotrijal e a CCGL ressaltaram as ações de Lopes à frente da Superintendência do Porto do Rio Grande que garantiram a operacionalidade e eficiência do escoamento dos graneis agrícolas através do porto gaúcho.

Em sua fala de agradecimento, Lopes destacou que este é um prêmio coletivo. “Recebo este prêmio em nome dos trabalhadores portuários, das cooperativas, dos empreendedores da soja que é escoada pelo Porto do Rio Grande. Em especial, quero ressaltar o esforço que o governo brasileiro e o governo gaúcho estão fazendo para que o porto disponha de infraestrutura adequada e calado com profundidade necessária para atrair grandes navios proporcionando um ganho em escala”, afirmou. 

Além disso, o Superintendente do porto salientou a intenção de realizar investimentos para que o porto desenvolva um processo de acostagem condizente para os grandes navios que transportam os grãos, como a soja. “Não tenham dúvida de que este processo está sendo feito com muito esmero para que o Porto não seja um entrave na cadeia logística, situação que perdurou por muito tempo. Para que vocês possam produzir com tranquilidade porque lá no porto a sua soja terá o rendimento que vocês esperam”, disse ele.

Lopes ainda agradeceu aos organizadores do evento o entendimento de que o porto faz parte da cadeia produtiva do agronegócio. “Isso é importante no processo de crescimento e desenvolvimento da economia do estado do Rio Grande do Sul. É fundamental esta visão de que é preciso nós planejarmos todo o processo e o porto dispor da infraestrutura necessária para a sua funcionalidade e para a valorização dos produtos agrícolas e da cultura gaúcha e brasileira”, enfatizou.

Hoje a soja escoada pelo Porto do Rio Grande recebe prêmios a preço de Chicago superiores aos praticados em outros portos brasileiros, contrariando a série histórica onde o valor do prêmio era inferior. Isso significa que cada produtor recebe em torno de R$ 1,50 por saca a mais no preço final devido às facilidades de escoamento, confiabilidade e agilidade no Porto do Rio Grande. A exportação de grãos do RS representa atualmente 35% de toda a movimentação realizado pelo porto gaúcho.
Exportação de milho continua alta no Porto de Paranaguá

A procura pelo milho continua em alta no mercado brasileiro. Essa tendência pode ser sentida na movimentação atípica que tem se registrado no Porto de Paranaguá para a exportação do produto. De janeiro até agora, foram exportadas pouco mais de um milhão de toneladas do produto, contra 340 mil toneladas no mesmo período de 2012. O crescimento foi de 65% nas exportações do produto.


Pelo pátio de triagem do Porto de Paranaguá, nos meses de janeiro e fevereiro, passaram 44,35 mil caminhões. Destes 13,7 mil eram de milho. Para se ter uma ideia, no ano passado, neste mesmo período, foram recebidos também cerca de 44 mil caminhões. No entanto, apenas 4,5 mil eram de milho.


Os terminais, em Paranaguá, estão recebendo por dia em torno de 440 caminhões carregados com milho. A expectativa da Appa é que a procura intensa pelo milho entre em decréscimo nos próximos 15 dias. No entanto, ainda existem nove navios aguardando para atracar no Porto e carregar o produto.

   Nos anos anteriores, neste mesmo período, a soja já dominava as operações no Porto. “Apesar de ser positivo o momento do milho, o número atípico de navios que ainda aguardam para carregar o produto e o espaço que o produto ainda ocupa nos terminais dificulta muito o recebimento e a expedição da soja”, afirma o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.


Os técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) confirmam o movimento fora do padrão. “Este está sendo um ano bem atípico, uma novidade para o milho”, comenta a engenheira agrônoma do Deral, Juliana Tieme Yagushi. Ela se refere ao fato de que no ano passado, neste mesmo período, o escoamento da soja já estava a todo o vapor e do milho bem menos movimentado.


Solução - De acordo com o superintendente, para evitar transtornos no campo, na armazenagem e no escoamento dos grãos, algumas medidas precisaram ser tomadas. “Não está sendo autorizada a atracação de navio com parcial de carga, até que termine os navios de milho. Nas reuniões de atracação, são chamados os quatros primeiros navios de soja programados. Caso nenhum consiga fechar a carga, entra o próximo de milho. Essas ações são transitórias e visam agilizar o embarque de milho para receber a soja, que está vindo com tudo”, explica Dividino.

 

Até agora, o Porto de Paranaguá exportou quase 517 mil toneladas de soja e pouco mais de 556 mil toneladas do farelo. Em estoque, no Corredor de Exportação, existem 535,2 mil toneladas do complexo soja e, ao largo, 59 navios aguardam para carregar mais de três milhões de toneladas do produto. Ou seja, quase 70% dos navios que aguardam para atracar e receber soja em Paranaguá, ainda não tem disponibilidade do produto.

 

Além dos berços do corredor de exportação, o berço 206 também está sendo ocupado pelo milho. Nesta quarta-feira (6), um navio está atracado, carregando 35 mil toneladas do produto. Para esse e para o berço 201, outros dois navios aguardam para atracar e carregar 40 mil toneladas do grão.

Ação “Juntos pelo Rio” entra em sua segunda edição

O mutirão de limpeza “Juntos pelo Rio” terá sua segunda edição no dia 23 de março. A organização é da Gerência de Meio Ambiente do Porto de Itajaí, em parceria com o SEMASA, FAMAI, com o apoio de empresas ligadas à área portuária, pesqueira, de navegação dos municípios de Itajaí e Navegantes, além da participação da Capitania nos Portos, Defesa Civil, e Corpo de Bombeiros, bem como outras instituições de ensino e órgãos governamentais.

A ação será alusiva ao “Dia da Água” e visa a limpeza das margens do Rio Itajaí-Açu em suas duas margens, com a retirada do lixo acumulado em área delimitada entre os molhes e a ponte da BR 101. Também está programada a limpeza do Saco da Fazenda e ações educativas, que acontecerão durante todo o dia na Vila da Regata.

“Serão ações direcionadas a crianças e adolescente, com o objetivo de despertar a comunidade para a temas como sustentabilidade, saúde, entre outros”, informa a engenheira ambiental do Porto de Itajaí, Medelin Pitrez dos Santos.


Quando: Sábado, 23 de março de 2013, às 08h.

Onde: Vila da Regata. Na Avenida Beira Rio, ao lado do Centro de Promoções Itajaítur (Parque da Marejada).

Navio Plataforma da Petrobrás homenageia Itajaí

O deputado Volnei Morastoni (PT) destacou ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), a homenagem que a Petrobrás concedeu a Itajaí ao denominar o navio plataforma FPSO Cidade de Itajaí.


A Petrobras colocou em operação no dia 16 de fevereiro, o navio plataforma Cidade de Itajaí, que deu início a produção de petróleo no campo de Baúna, no Bloco BMS-40, no  pós-sal da poção sul da Bacia de Santos. A plataforma FPSO é uma unidade flutuante, que produz, armazena e transfere petróleo. Conectada ao poço 9-SPF-88, a plataforma Cidade de Itajaí tem potencia de produção de 12 mil barris por dia. 


Outros dez poços, sendo que são 5 produtores, 4 injetores de água e um injetor de gás, serão interligados à plataforma nos próximos meses, complementando o Plano de Desenvolvimento das Acumulações de Tiro e Sidon. A previsão,informou o parlamentar, é que o pico de produção seja atingido em agosto desse ano.


A plataforma Cidade de Itajaí, que pertence ao consórcio OOG-TK (Odebrecht e Teekay), foi convertida no estaleiro Jurong em Cingapura, e afretada à Petrobras. Ela tem capacidade para processar diariamente até 80 mil barris de petróleo leve e 2 milhões de m3 de gás. A unidade está instalada em profundidade de água de 275 metros, a 210 km da costa. O petróleo produzido será escoado por navios aliviadores.


O nome Cidade de Itajaí, comentou Morastoni, “se deve ao fato de que se traçarmos uma linha perpendicular do navio plataforma ao continente vai dar exatamente em Itajaí, a 210 km da costa”.

 

Volume das exportações de carne de frango registra alta de 3,3% em fevereiro

Levantamento feito pela União Brasileira de Avicultura (UBABEF) indica que as exportações brasileiras de carne de frango registraram alta de 3,3% nos volumes embarcados durante o mês de fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando 291,1 mil toneladas. Em receita, o resultado foi ainda melhor, de 15,9%, segundo o mesmo comparativo, com US$ 626,7 milhões no segundo mês de 2013.


No acumulado do ano, os embarques de carne de frango atingiram 582 mil toneladas, compensando em parte a queda das exportações de janeiro (que foi de 11,6%), mas ainda registrando saldo negativo em 4,7% na comparação com os dois primeiros meses de 2012.  Já em receita o resultado é positivo em 3,8%, com total de US$ 1,2 bilhão no período.


De acordo com o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra, usualmente os primeiros meses indicam o comportamento que o setor terá no decorrer do ano.  Entretanto, 2013 tem se mostrado atípico nesse sentido, com resultados bastante diferentes em janeiro e fevereiro.


“Não há estabilidade e é notável a forte oscilação de resultados na comparação de desempenho dos dois primeiros meses deste ano.  O ponto importante e fundamental é que, em meio a essas oscilações, temos mantido nossa fatia de mercado, em especial entre os maiores importadores da carne de frango do Brasil”, destaca Turra.

Santa Catarina é contemplada com R$ 800 milhões em anúncio de novas obras do PAC 2

Em anúncio de inclusão de novas obras no PAC do Governo Federal, o Governo de Santa Catarina foi contemplado com R$ 297,5 milhões, todo o montante para investir em melhorias na infraestrutura do abastecimento de água. Como um todo, somando os recursos que serão investidos nos municípios em obras, o Estado receberá cerca de R$ 800 milhões do pacote de R$ 33 bilhões anunciado pela presidente Dilma Rousseff ontem, em Brasília.


"São recursos que serão muito importantes para garantirmos que não ocorram mais falta de água nos municípios catarinenses, em particular no litoral catarinense durante a temporada de verão", disse o governador. Ao todo, 18 municípios catarinenses tiveram projetos incluídos no PAC e vão receber recursos federais para executá-los. Santa Catarina teve aprovadas iniciativas em todas as três áreas previstas para esse anúncio: mobilidade urbana, pavimentação e saneamento básico.


"Para chegarmos ao nível de país desenvolvido, precisamos aumentar nosso volume de investimento", afirmou a presidente em seu pronunciamento durante o lançamento. Estavam presentes governadores e prefeitos de diversos estados do país.


Florianópolis e Joinville foram as cidades que receberam o maior aporte de recursos com a inclusão de projetos em mobilidade urbana. A Capital terá R$ 162,4 milhões para investir em saneamento básico para o Norte da Ilha, em melhorias nas ruas Deputado Antônio Edu Vieira, no trecho norte da Beira-Mar e na rua Padre Rohr, que liga os bairros Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui. "É uma obra importante que vai tirar o tráfego intenso do centro histórico de Santo Antônio de Lisboa", explicou o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior.


Ganha destaque um projeto voltado à mobilidade urbana. Foi incluído no PAC a implantação de um anel viário para criar corredor de transporte público coletivo e a instalação de um teleférico. O teleférico vai ligar três pontos: Ticen, Morro da Cruz e a Universidade Federal de Santa Catarina. Já o novo corredor do transporte público será no trecho Beira-Mar, Via Expressa Sul e Antônio Edu Vieira, similar ao trecho feito hoje pela linha de ônibus Volta ao Morro.


"Faremos questão de integrar a solução que o Estado está buscando para um novo acesso à Ilha, também por meio do transporte público, com essas melhorias", afirmou o governador sobre o Procedimento de Manifestação de Interesse que o Governo está conduzindo para viabilizar uma Parceria Público Privada que ajude a diminuir o volume de veículos que trafega nas pontes.


A maior cidade de Santa Catarina, Joinville, vai receber o maior aporte entre os municípios. Serão R$ 248 milhões que serão utilizados em saneamento básico, na ampliação de uma estação de tratamento de efluentes e na reforma do corredor de ônibus Norte-Sul. "Hoje, os corredores se encontram em situação precária, eles foram improvisados. Com as melhorias, queremos aumentar de 25% para 32% a porcentagem da população que utiliza ônibus em Joinville”, disse o prefeito Udo Dohler.


Lançamento da pedra fundamental marca a chegada da fábrica de tratores LS Tractor no país

O governador Raimundo Colombo participou ontem, em Garuva, do lançamento da pedra fundamental da primeira fábrica de tratores da LS Tractor no Brasil. Pertencente ao grupo sul-coreano LS Mtron, o empreendimento conta com investimentos de US$ 30 milhões e deve gerar inicialmente 100 empregos diretos e mil indiretos. A empresa foi beneficiada pelo Governo do Estado com incentivos fiscais do programa Pró-Emprego e com isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) em operações de importação de produtos comercializados no Brasil e de matéria-prima industrializada no Estado.


Raimundo Colombo afirmou que a chegada da LS Mtron consolida o desenvolvimento do Estado na geração de emprego e renda. “Para nós, é muito importante trazer a tecnologia da Coreia, referência para o mundo. Santa Catarina é modelo de produção agrícola. Apesar de ter 1% do território brasileiro, somos o 5º maior produtor de alimentos. Quando se abre uma indústria, se criam muitas oportunidades. Essa empresa em Garuva é um reconhecimento pelo trabalho do nosso povo.”


No ano passado iniciou o projeto de construção da unidade, que deve entrar em operação no mês de agosto. A fábrica brasileira terá capacidade para produzir cinco mil unidades por ano de tratores de 25 a 100 cavalos de potência. A empresa já tem um plano ousado de crescimento no mercado interno: planeja contratar, até 2020, um total de 400 empregados na unidade catarinense. Com uma estratégia que prevê um crescimento anual de 24% nas vendas, o LS Mtron estima ter 9% do mercado até 2016 e ser a líder em 2020, com 15% do mercado de tratores do Brasil.


Para o presidente mundial da LS Mtron, Jae Seol Shim, a colocação da pedra fundamental é o segundo mais importante passo que a fábrica está dando para a concretização de seu projeto. O primeiro, segundo ele, foi em 2010, quando iniciaram os estudos de viabilidade econômica do projeto. “A instalação desta unidade fabril no Brasil significa bem mais que uma nova fábrica, mas a abertura de novas fronteiras e desafios. Queremos aqui propor a união de forças para juntos construirmos um presente e futuro promissor. E muito em breve estaremos dando o terceiro passo desta jornada, que é a inauguração da nossa empresa.”


Inicialmente, a pretensão do empreendimento é atuar nos mercados de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em uma segunda etapa, o grupo planeja também produzir em Garuva máquinas injetoras e componentes de automóveis. O presidente do grupo LS Mtron no Brasil, Jung Soo Yoo, disse que a escolha para a instalação da fábrica em Santa Catarina foi motivada porque o Estado possui produtores rurais com alto grau de profissionalização e que a cada ano buscam novos equipamentos para o trabalho na terra. “Queremos dizer que viemos para uma relação duradoura de parceria positiva, pois queremos oferecer aos produtores qualidade e inovação e também fazer parte do processo econômico do Brasil.” 

Joinville inaugura fábrica da GM e dá início a polo automobilístico no Estado

O governador Raimundo Colombo participou, na manhã de ontem, da inauguração da fábrica da General Motors em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Para construir a unidade que vai produzir os motores para os carros Onix e Prisma da Chevrolet, a empresa investiu R$ 350 milhões. “A vinda da GM para o nosso estado é um reconhecimento a Santa Catarina”, declarou o governador. Também acompanharam a cerimônia o senador Luiz Henrique da Silveira e o prefeito de Joinville, Udo Dohler.


“Essa indústria é um grande passo para consolidarmos o setor automotivo em Santa Catarina. A GM é uma das maiores fábricas do mundo. É a primeira ação concreta – outras empresas estão vindo –, mas essa ação se transforma de forma prática e real no início de um polo automobilístico no Norte de Santa Catarina”, afirmou Colombo.


A fábrica vai empregar 350 pessoas, das quais cerca de 100 já estão contratadas. São essas pessoas que vão por em prática a capacidade instalada da unidade, produzir 120 mil motores e 200 mil cabeçotes ao ano. Em 2013, está prevista a produção de 70 mil unidades dos novos motores SPE/4 1.0 litros e 1.4 litros, além de 150 mil cabeçotes, parte usados na própria fábrica para produzir os motores e parte exportados para a fábrica de Rosário, na Argentina. O faturamento inicial deverá ser de R$ 250 milhões por ano.


“Essa unidade está pronta para continuar produzindo por várias gerações no futuro. Para mudarmos a linha de produção para um produto diferente, não vamos precisar trocar todas as máquinas. Apenas trocando o software, podemos readaptar para as necessidades que vamos ter lá na frente”, explicou o vice-presidente da GM Brasil, Marcos Munhoz.

Arxo adota navegação de cabotagem para transporte de tanques jaquetados no Norte do Brasil

A ARXO – empresa de Balneário Piçarras (SC) e maior fabricante de tanques jaquetados para o armazenamento de combustível da América Latina – adotou a navegação de cabotagem como meio de transportar produtos de grandes dimensões para atender a região Norte do País. O transporte em navios é uma alternativa para facilitar a entrega de tanques para os postos de combustíveis localizados nas áreas mais afastadas do País, uma vez que a logística era uma das maiores dificuldades enfrentada pela empresa para atender pedidos daquela região. A navegação de cabotagem responde por 8% de todo o transporte de cargas realizado no Brasil. Em média, um navio que sai do Recife (PE) leva cinco dias para chegar ao Porto de Manaus (AM).

 

Os tanques da empresa vendidos à região Norte são fabricados na filial da ARXO de Pernambuco e embarcados no Porto de Recife. O primeiro embarque para Manaus e Boa Vista (RR) foi feito no navio Mercosul Suape, que carregou 25 unidades de tanques jaquetados. De acordo com Filipe Cardoso Ayres, supervisor comercial da ARXO, o transporte de tanques em navios de cabotagem deixou a empresa mais competitiva no mercado. “Ficamos mais rápidos e passamos a explorar modalidade até hoje não utilizada por demais empresas do segmento”, destaca.

 

Estratégia

 

A região Norte não era trabalhada diretamente pela ARXO até o final do ano passado, principalmente em função da dificuldade logística e pelo fato da maioria dos tanques serem entregues aos donos dos postos em comodato pelas distribuidoras de combustíveis. “Vimos a necessidade de montar uma estratégia para trabalhar a região, composta por sete estados em crescente desenvolvimento econômico”, explica Filipe.

 

 A navegação de cabotagem será utilizada até Manaus para atender o Amazonas, Roraima, Rondônia, e Acre. O mesmo sistema vai ser utilizada para atender o Pará apenas para tanques com capacidade até 15 mil litros, em função da estrutura portuária local.

 

Dilma diz que governo mantém pilares da sustentabilidade econômica

A presidenta Dilma Rousseff disse ontem, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que o governo tem mantido todos os compromissos para a sustentabilidade econômica do país. Entre as medidas adotadas pelo governo, a presidenta destacou o controle da inflação, a política cambial flexível e robustez fiscal.


“É um absurdo dizer que não mantemos todos os nossos compromissos com os pilares da sustentabilidade. Mantemos a inflação sob controle, e achamos que a inflação é um valor na medida em que ela garante não só os ganhos de salário, mas garante também a capacidade de previsão do governo e dos empresários e os ganhos dos empresários e dos trabalhadores”, disse Dilma, a uma plateia de empresários e representantes da sociedade civil.


A presidenta disse que há uma trajetória traçada para que o país chegue ao patamar das nações desenvolvidas, se tornando um país de classe média. Um dos principais caminhos é aumentar a taxa de investimentos, que atualmente não chega a 20%, para o equivalente a 25% do Produto Interno Bruto (PIB). “Queremos isso porque queremos uma renda per capita muito mais significativa e elevada que a atual”, disse Dilma, acrescentando que há uma “imensa tarefa” que é acelerar o ritmo de crescimento.


Para conseguir essa aceleração na economia, a presidenta disse que o aumento da competitividade é essencial. “Viemos tendo uma posição bastante ofensiva em relação à situação do Brasil, porque percebemos que era necessário tomar medidas em direção à competição, ao aumento da eficiência, à resolução de gargalos. Não resolvemos todos, mas seguramente, as medidas que tomamos dialogam com problemas do Brasil”.


Dilma disse ainda que os setores público e privado podem trabalhar em parceria, em todas as áreas, para diminuir o custo Brasil. Nesse sentido, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez, nesta semana, em Nova York, uma apresentação a empresários estrangeiros das oportunidades que o Brasil oferece de investimento em infraestrutura nos próximos anos. Posteriormente, a ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, apresentará o mesmo cenário em Londres.

Pesquisa Fecomércio-SC revela gasto do turista no Carnaval 2013 e o impacto da festa no comércio

Com o objetivo de mapear o turismo em uma época tão expressiva economicamente como o Carnaval, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC) realizou pesquisa sobre o impacto da festa no comércio e hotéis e detalha o perfil do turista que esteve em Florianópolis, São Francisco do Sul, Laguna e Joaçaba. Foram realizadas entrevistas com 1290 turistas e em 522 em empresas, entre os dias 11 e 15 de fevereiro de 2013.


O carro foi o meio de transporte mais utilizado pelos turistas nos quatro destinos pesquisados e a grande maioria dos visitantes tem um perfil particular: é solteira e jovem, com idade entre 18 e 30 anos, assalariada, com renda entre R$ 1.418 e R$ 6.109 e prefere viajar em grupo. Na hora de gastar, o turista, de maneira geral, repetiu o comportamento para quitar as compras: pagou à vista (dinheiro, cartão de débito ou de crédito). Os gastos à vista foram a escolha de 80% dos turistas de Florianópolis, 83,3% em São Francisco do Sul, 100% em Laguna, e 97,4% em Joaçaba.


Avaliação do empresário

O levantamento indica também que o movimento no comércio foi avaliado como “muito bom” e “bom” por 57% dos empresários entrevistados em Florianópolis. Em São Francisco do Sul, o percentual das duas respostas atingiu 50%. Laguna foi a cidade onde o comércio teve o melhor movimento, segundo o empresariado: 64% deles comemoraram a data. Neste mesmo quesito, Joaçaba teve o percentual mais baixo de respostas positivas: 47%. Também foi descoberto que 84,6% dos estabelecimentos comerciais pesquisados contrataram funcionários extras para atender os turistas.


Gasto médio

Considerando a média ponderada dos gastos dos turistas, no município de Florianópolis, o gasto médio do turista no período do Carnaval foi de R$ 623,87, seguido por São Francisco do Sul (R$ 488,38) e Joaçaba (R$ 406,38). No município de Laguna, o gasto médio foi bastante inferior aos demais municípios analisados (R$ 173,44).


Perfil dos turistas

Os solteiros são a maioria em Florianópolis (71,6%), Laguna (68,3%) e Joaçaba (69,1%), diferindo apenas São Francisco do Sul, onde os visitantes que disseram ser casados ou ter união estável representaram maioria (60,2%). 
A pesquisa mostra que a renda média familiar dos turistas que frequentaram as quatro cidades no Carnaval varia entre R$ 1.418 e R$ 6.109. Em Florianópolis, 26,4% dos turistas ganham entre R$ 3.764 e R$ 6.109. Nas cidades de São Francisco do Sul (40%), Laguna (42,3%) e Joaçaba (42%), a renda das famílias atinge o mesmo patamar: R$ 1.418 a R$ 3.763.


Ocupação profissional e escolaridade

Em todos os municípios da pesquisa, a maioria dos turistas se enquadra como assalariados. Laguna se destaca são 63,7%, seguida por Florianópolis, com 55,8%, São Francisco do Sul, com 53,2%, e Joaçaba, com 28,3%. Na Capital e em Joaçaba, a maioria dos turistas tem curso superior completo. Em São Francisco do Sul e Laguna, o grau de instrução com maior incidência no Carnaval foi de nível médio.

MP do Portos incentivará investimento no setor, avalia CNI
A classe industrial agora espera mudanças benéficas na estrutura logística marítima no país, depois da publicação da Medida Provisória nº 965, também conhecida por "MP dos Portos". Atualmente em análise no Congresso Nacional, a medida quer aumentar a eficiência do setor portuário ao conceder terminais portuários à iniciativa privada. As mudanças propostas foram assuntos da reunião da Câmara para Assuntos de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina, realizada nesta quarta (27), em Florianópolis.

Segundo o secretário executivo do Conselho Temático Permanente de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Wagner Cardoso, que participou da reunião na FIESC, o maior mérito da MP é de proporcionar a liberdade de operação nos terminais e instalações portuárias, abrindo espaço para as melhorias que a indústria precisa para aumentar a competitividade.

"O setor público não é capaz de, sozinho, aplicar a quantidade de recursos necessários para atender às demandas do setor. Mas, com a legislação anterior, os investimentos privados estavam parados, pois o decreto 6620 criava restrições. Por isso o setor empresarial tem apoiado a medida provisória", explica Cardoso.

Pela MP 965, o governo concederá à iniciativa privada terminais e instalações portuárias localizadas em portos já existentes, por meio de licitação. Como contrapartida, as empresas que assumirem os portos deverão implementar melhorias e cumprir metas de qualidade e nível de serviços. A medida também prevê que os locais que ainda não são explorados com a atividade portuária poderão ser utilizados pela iniciativa privada, por meio do modelo de autorização.

Para Cardoso, nem as 645 propostas de emenda à medida provisória devem diminuir seu caráter benéfico à indústria. Isso porque a maioria das emendas referem-se a questões trabalhistas, sem ferir a linha-geral do texto. No entanto, alguns pontos ainda causam incertezas, como a possibilidade do governo permitir a entrada de outros operadores em um terminal arrendado. "Esse ponto pode gerar dúvidas nos potenciais investidores, pois eles correrão o risco de outra empresa operarem o terminal. Isso só deve ser aceito em caso de emergência ou calamidade pública", pondera. Segundo o secretário, esses pontos estão sendo discutidos pela CNI e Casa Civil.
Programa voltado a construção civil em Balneário Camboriú orienta empresas a identificar e eliminar desperdícios através da gestão da qualidade

Estudos mostram que a falta de planejamento e organização na construção civil representam cerca de 30% dos custos e mais de 15% em desperdício de materiais nas obras. Para o engenheiro Ivan Augusto Gonçalves, da Concepta Assessoria em Gestão da Qualidade, a gestão da qualidade aplicada na obra leva à economia de recursos e melhoria na produtividade da mão de obra. Acrescenta ainda que com a organização das atividades é possível identificar falhas nos processos e nos projetos que ocasionam perdas financeiras para os empresários da construção.


Para reduzir essas perdas, uma alternativa é oferecida na sala de aula, em cursos de gestão voltados à construção civil. A equipe estruturada pela Concepta Assessoria em Gestão em parceria com as empresas Qualyteam Soluções para Gestão da Qualidade e Conjel Contabilidade e Controladoria elaborou um programa de treze meses com foco nas construtoras, em especial as de Balneário Camboriú. O formato é inédito na região: treinamento aos sábados, suporte gratuito de softwares personalizados e acompanhamento de um consultor para cada empresa participante.

 

O programa

O Programa Qualidade & Gestão tem como proposta implantar nas empresas participantes o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat). Esse programa, promovido pelo Governo Federal através do Ministério das Cidades, habilita empresas a aprovarem projetos e financiamentos junto à Caixa Econômica Federal (CEF) e participarem do programa Minha Casa, Minha Vida. Outro benefício tangível é a padronização das atividades nos canteiros de obra, elevando o nível de qualidade do setor.


O Programa Qualidade & Gestão assegura às empresas participantes a certificação do PBQP-H no nível A. Destinado a pequenas e médias construtoras, o programa tem como foco a reorganização das empresas e a redução de desperdícios. Além disto, as empresas participantes terão suporte técnico gratuito até seis meses após a certificação.


O currículo do programa inclui 185 horas de treinamento sendo 80 in company, além de interpretação dos requisitos do PBQP-H, formação de auditores internos, MASP (Método de Análise de Solução de Problemas) e pré-auditoria interna (antes da auditoria de certificação).

 

Serviço:

O quê: apresentação do programa PBQP-H 2013

Quando: 07 de março, quinta-feira, às 19h

Onde: Rua 990, 161, Balneário Camboriú

Informações e inscrições: (47) 3261 4899 (com Giovana) ou contato@qualyteam.com.br

Vagas limitadas

 

Parceria com Argentina vai aumentar em 25% movimentação em Paranaguá
Um projeto de parceria entre portos paranaenses e argentinos foi apresentado na última terça-feira ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), por representantes dos governos do Brasil e da Argentina. Com a parceria, Paranaguá pode ampliar em 25% sua movimentação.

“Queremos uma relação ainda mais estreita e intensa entre o Brasil e a Argentina, que são países irmãos, com interesses comuns, que muitas vezes as oportunidades não são devidamente aproveitadas para garantir os avanços que desejamos para os brasileiros e argentinos”, afirmou o governador Beto Richa.

Beto Richa disse que o porto de Santa Fé é um importante parceiro para a expansão de Paranaguá. “Para nós, paranaenses, é motivo de orgulho cooperar com os argentinos e ampliar os laços comerciais e culturais entre o estado e o país vizinho”, destacou o governador.

Localizado em uma grande zona de produção de soja, carne e lácteos, o novo Porto Fluvial de Santa Fé irá concentrar (por ser o último porto fluvial da faixa de hidrovia na região) grande parte das produções do Norte da Argentina, Sul do Brasil, Paraguai e Bolívia. Os navios de cargas em Santa Fé seguiriam para Paranaguá, onde completariam suas cargas e partiriam para os países de destino.

“O Porto de Santa Fé é um porto irmão. Ele tem as mesmas características de movimentação de cargas. Muitas vezes um navio inicia um embarque na Argentina e termina aqui, em Paranaguá. Vamos fazer deles portos complementares”, explicou Luiz Henrique Dividino, superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

“Nosso porto é o sócio ideal para o crescimento que o Porto de Paranaguá está tendo. Nós calculamos que, sobre o total movimento que tem o Porto de Paranaguá, nosso terminal pode aportar cerca de 25% as movimentações em Paranaguá”, destacou o presidente do Porto de Santa Fé, Marcelo Vorobiof.

Um grupo, com membros de ambos os portos, foi criado para redigir um documento com especificações e atributos da parceria. O documento deve ser apresentado ao governador Beto Richa nos próximos dias.

Investimentos em Paranaguá – A comitiva argentina, liderada pelo embaixador Luis Maria Kreckler, também conheceu os projetos de expansão do Porto de Paranaguá e os futuros investimentos até 2014.

“Estamos trabalhando neste e muitos outros projetos de infraestrutura com o Estado do Paraná. A Argentina é o segundo parceiro comercial do Paraná. Por isso, a parceria entre os dois portos é fundamental para o futuro comercial do Paraná e da Argentina”, destacou Kreckler.

Luiz Henrique Dividino apresentou as principais obras que, nos próximos anos, irão ampliar significativamente as negociações e movimentações do terminal. Entre elas estão a reestruturação do corredor de exportações para abrigar mais quatro navios; um novo píer para navios de granéis; ampliação do píer de granéis líquidos; novos berços para navios de conteiners e veículos e um exclusivo terminal de passageiros.

“Depois de vários anos de estagnação, o porto voltou a receber investimentos para ampliar a capacidade operacional do nosso corredor de exportações. Um modelo de negócios que articula investimentos públicos e privados”, afirmou o governador Beto Richa.

O Porto de Paranaguá fechou 2012 com uma movimentação de 44,6 milhões de toneladas. A expectativa, segundo a Appa, é de que o terminal movimente aproximadamente 48 milhões neste ano.

Participaram da reunião o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho; o diretor-geral da Secretaria de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Monteschio; e o diretor da Agência de Internacionalização do Paraná, Rui Lemes.

Na comitiva argentina também faziam parte o cônsul-geral em Curitiba, Hector Gustavo Vivacqua; o gerente de Engenharia do Porto de Santa Fé, Sebastian Alonso; a assessora de Comércio Exterior do porto, Paola Venturini; e o cônsul-adjunto em Curitiba, Carlos Nazareno Ayala.
Mais de 380 latas de leite foram doadas em ação da Portonave e Fundação Municipal de Esportes

Representantes da Portonave e da Fundação Municipal de Esportes de Navegantes fizeram a entrega, dia 21 de fevereiro, de 383 latas de leite em pó para duas creches e um abrigo da cidade. O alimento foi arrecadado como parte da inscrição dos atletas que participaram da 5ª Corrida Rústica de Praia Portonave Iceport, no dia 3 de fevereiro.


Na Creche Silvete Couto de Miranda foram entregues 143 latas de leite. A Creche Maria de Lourdes Couto Cabral, o CAIC, recebeu 170 e o Abrigo Municipal Anildo de Souza, que atende crianças e adolescentes em situação de risco, recebeu 70 latas. “Se em todos os eventos esportivos os participantes pudessem fazer uma contrapartida social como esta seria ótimo. A iniciativa é excelente”, comenta o Superintendente da Fundação Municipal de Esportes, Gerson Fagundes.


Para a coordenadora da Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social da Portonave, Daiane Fagundes Maeinchein, a corrida, além de promover o esporte e a saúde, também desperta a consciência social de quem participa e faz a doação.


A realização da corrida integra o programa de responsabilidade social do Terminal Portuário, o Portonave de Todos, criado em 2007.

SEP realizou a 1ª reunião do Conaportos em 2013
Para dar prosseguimento às metas do Governo Federal de dar competitividade e eficácia na economia brasileira por meio dos portos, a Secretaria de Portos (SEP) realizou no dia 25 de fevereiro a primeira reunião da Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos). A reunião foi conduzida pelo Secretário Executivo da SEP, Mário Lima.

Cabe a SEP coordenar as reuniões da Comissão com a finalidade de integrar as atividades desempenhadas pelos órgãos e entidades públicos nos portos e instalações portuárias, bem como fornecer apoio técnico e administrativo e meios necessários para o desenvolvimento e evolução das atividades do grupo. Estas atribuições estão determinadas no Decreto Nº 7.861, de 6 de Dezembro de 2012.

Durante a primeira reunião foi apresentado de forma objetiva o funcionamento procedimentos acionados para a chegada e saída do navio no porto. Em seguida o Diretor do Departamento de Sistemas de Informações Portuárias da SEP, Luis Cláudio Montenegro, apresentou o funcionamento do projeto Porto Sem Papel, que busca dar celeridade e eficiência no cotidiano no porto. Por meio de uma “Janela única” virtual, o programa irá digitalizar todo processo anteriormente realizado por papel.

A próxima reunião com data prevista para dezoito de março trará o diagnóstico e soluções para os problemas em relação ao material apresentado.

O Conaportos tem no seu colegiado um membro representante e respectivo suplente da Casa Civil, Ministério da Justiça, Marinha, Ministério da Fazenda, Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Saúde, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Planejamento, Orçamento e Gestão e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Porto de Itapoá comunica a criação de um novo departamento de Atendimento ao Cliente
O Porto de Itapoá, comunica seus clientes que, a partir da próxima segunda-feira, dia 4 de março, contará com um departamento especialmente dedicado aos clientes do Terminal.

O objetivo deste novo departamento será o de facilitar o acesso aos demais setores do Terminal, agilizando o atendimento em caso de dúvidas, reclamações, sugestões e elogios.

Para mais informações contate o Porto de Itapoá pelo telefone (47) 3443-8700 ou pelo e-mail atendimento@portoitapoa.com.br de segunda a sexta, das 8h-12h30 e das 13h30-18h.
Porto de São Francisco do Sul vai embarcar volume recorde de soja em contêiner

O Porto de São Francisco do Sul demonstra que deseja ser um exemplo de case de sucesso no processo de conteinerização de cargas agrícolas, aquelas que geralmente são embarcadas diretamente no porão do navio. Na próxima segunda-feira, dia 4 de março, o Terminal Portuário Santa Catarina (TESC) realiza o maior embarque de soja em contêiner do país numa mesma escala de navio.


Serão embarcados 137 contêineres com 2,7 mil toneladas de soja com destino aos portos asiáticos de Port Kelang (Malásia) e Kaoshiung (Taiwan e China). Os primeiros testes para exportar soja em contêiner foram feitos no fim de 2012.


De acordo com o Terminal, a conteinerização de cargas agrícolas é fruto de uma combinação de fatores, como os baixos fretes do contêiner na mão exportadora e a decisão do embarcador de conquistar novos mercados - que ainda não compensem o fretamento total do navio. 


No ano passado o TESC movimentou 600 mil toneladas de fertilizantes, 1,7 milhão de toneladas de produtos siderúrgicos - ambos a granel - e 90 mil Teus (contêiner de 20 pés). A estimativa do TESC é exportar 180 mil toneladas de soja e milho em contêineres neste ano.


O processo é realizado por meio de uma parceria com outras duas empresas: a Seatrade, especializada em logística e operacionalização de cargas, e a BR-Agri, trading que desenvolveu uma logística para exportar grãos em contêineres.

 
Estudo prevê teleférico que ligaria o Morro da Atalaia ao Centreventos
A Prefeitura de Itajaí está levando a sério a ideia de revitalizar por completo a região do Saco da Fazenda, onde será instalado ainda o Complexo Náutico e Ambiental do Saco da Fazenda. A ideia é construir um teleférico que ligue o Centreventos até o Morro da Atalaia, numa extensão aproximada de 1.850 metros. O teleférico passaria sobre as águas plácidas do Saco da Fazenda e transformaria toda a região em um ponto turístico da cidade. 

Ainda não existem estudos sobre valores ou previsão de data de lançamento, adverte o secretário de Urbanismo Paulo Praun. Segundo ele, problemas burocráticos que podem fazer com que a obra demore um pouco para sair, uma vez que o teleférico estaria sobre uma extensa área de Marinha, o que poderia trazer problemas burocráticos para a construção. "Esse é o assunto que ainda precisará ser discutido entre a prefeitura, o porto e órgãos competentes", avisa Paulo.

O possível projeto e a licitação devem ser feitos nos moldes de como foi a Marina do Saco da Fazenda - a empresa vencedora construirá o teleférico e ganhará o direito de explorá-lo por determinada quantidade de anos.

Obras da marina devem começar em abril

O Consórcio KL Viseu, de Joinville, formado pelas empresas Karlos Gabriel Lemos ME. e a Construtora Viseu Ltda., que venceu a licitação para construir e explorar o Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí (Marina do Saco da Fazenda), está finalizando a elaboração dos projetos de engenharia e as ações complementares - como a parte elétrica e hidráulica -, para entregar a documentação ao Porto de Itajaí.

Em seguida, o Porto e o consórcio entrarão com o pedido de licença ambiental da obra junto ao Ibama. A expectativa é que as obras comecem em abril. De acordo com o Porto de Itajaí, depois da licença ambiental, será feito o trabalho de dragagem no Saco da Fazenda.

Esse trabalho, entretanto, será feito em paralelo ao início das obras estruturais do Complexo Náutico e Ambiental, garante o diretor Administrativo Financeiro da autarquia, Alexandre Antônio dos Santos. “Em abril devemos começar a dragagem e as obras no complexo, as duas em paralelo. Antes, precisamos dar entrada no pedido de licença e aguardar a liberação, que demora em média 60 dias”, relata Alexandre.  




Intermodal 2013 - Sua empresa poderá participar junto com a Revista Portuária

A Revista Portuária – Economia e Negócios, estará mais uma vez expondo na Intermodal 2013, a segunda maior feira de comércio exterior, transporte de carga e logística do mundo. São mais de 550 expositores e quase 50 mil visitantes.


Sua empresa, mesmo não sendo uma das expositoras, poderá estar presente nesta Feira Internacional e mostrar seus produtos e serviços para este grande público empresarial, sendo parceira comercial da nossa Revista, que estará sendo distribuída a partir de nosso estande. Serão 20 mil exemplares entregues nas mãos de todos os expositores e da maioria do público visitante, profissionais e executivos com poder de decisão.


Esta edição que será distribuída na Intermodal será especial, não só pelo conteúdo editorial, mas também pelo trabalho gráfico, que será de primeiro mundo, valorizando seu anúncio.


Sua empresa poderá ter um anúncio institucional, bem como também em forma jornalística, mostrando a empresa, seus produtos e serviços em matérias com textos e fotos. Ou seja, poderá atingir o seu público foco – que certamente estará na Intermodal – de várias formas, abrindo assim oportunidades de negócios em vários níveis.


Nosso setor comercial já começou a fazer os contatos para esta Edição Especial da Intermodal. Não deixe passar a oportunidade de anunciar sua empresa. Podemos lhe dar certeza de que o público presente num evento como a Intermodal é impossível de ser reunido num só lugar ou em qualquer outra feira no Brasil.


Os interessados em saber mais detalhes podem entrar em contato através do e-mail: carlos@bteditora.com.br ou pelo fone: 47 – 8405-8777. Nosso valor por página é o menor custo/benefício que você poderá encontrar para estar presente neste grande evento, atingir o público que precisa, sem necessariamente ser um dos expositores.


O próprio site da feira (www.intermodal.com.br) indica alguns motivos para você visitar a Intermodal. Nós poderíamos transformar esses motivos para você anunciar na Revista Portuária que será distribuída na Intermodal:


Motivos para visitar a Intermodal South America 2013


1- Reduza custos e melhore sua eficiência logística


2- Conheça mais de 550 empresas de produtos e serviços em um mesmo local


3- Estreite relacionamento com fornecedores


4- Conheça novas empresas expositoras e expositores internacionais apresentando novos serviços e tecnologias inovadoras


5- Troque experiências com os maiores players do mercado

Especialistas alemães e brasileiros analisam realidade logística brasileira

4ª CONFERÊNCIA DE LOGÍSTICA BRASIL-ALEMANHA ACONTECE PELA PRIMEIRA VEZ EM SÃO PAULO, DURANTE A 19ª INTEMODAL SOUTH AMERICA

 

Diversos segmentos da logística nacional serão analisados por especialistas da Alemanha e do Brasil no próximo mês de abril, durante a 4ª Conferência de Logística Brasil-Alemanha, evento que apresentará cases e soluções que podem aprimorar a distribuição entre os vários modais de transporte de carga no País. O encontro acontece pela primeira vez em São Paulo, durante a 19ª Intermodal South America – Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior, de 02 a 04 de abril, no Transamerica Expo Center.

 

A conferência é uma parceria da Associação Alemã de Empresas de Logística (BVL) e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro. Dados recentes de pesquisa realizada entre os associados da câmara apontam que, pelo menos 60% das empresas possuem projetos concretos de investimento em vários setores do mercado brasileiro. O Brasil é visto com grande interesse por sua ebulição econômica e pelos inúmeros projetos de infraestrutura em curso. Aos olhos das empresas alemãs, o país tem-se posicionado como um polo concentrador de investimentos e como um mercado em busca de soluções logísticas, segmento no qual as empresas alemãs são reconhecidas por sua expertise.   

 

CASES 


Durante a 4ª Conferência de Logística Brasil-Alemanha, palestrantes de grandes empresas dos dois países e especialistas da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha destacarão cases de sucesso e apontarão as melhores práticas em logística para que executivos do setor possam reduzir seus custos de logística e melhorar a eficiência na entrega de produtos. 

 

Com público estimado em 200 participantes, a conferência gerará ainda mais oportunidades na 19ª Intermodal South America. “A discussão em torno das soluções que possam aperfeiçoar os fluxos logísticos assume uma posição estratégica nos negócios tanto para os operadores logísticos, quanto às indústrias brasileiras que têm como objetivo a busca contínua para melhores resultados. É mais uma oportunidade gerada na feira para alavancar a produtividade das empresas do setor”, destaca o gerente da Intermodal, Michael Fine.

 

Cristiane Forli, gerente de comunicação e mídia da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, diz que a decisão em realizar o evento durante a Intermodal South America foi estratégica. “Espero que esse evento na Intermodal sirva para o uma maior integração logística entre o continente europeu e o Mercosul”.     

 

Como nos anos anteriores, a Intermodal South America conta com empresas de todas as partes do mundo. Nesta edição a Alemanha organizou-se e traz para a feira 17 empresas do setor portuário e de logística em geral. Entre elas, Bremenports, Hansa Heavy Lift Gmbh, Munich Airport International, Logistics Alliance Germany C/C Lnc Gmbh, Buss Port Logistics Gmbh & Co.Kg, Emder, Port Of Emden, Ernst Frankenbach Gmbh, Hartmann International Gmbh & Co. Kg, Hj Schryver & Co, Intern. Spedition, J. Müller Aktiengesellschaft, Qcs-Quick Cargo Service Gmbh, Seaports Niedersachsen, Swan Container Line Gmbh&Co.Kg, TCI International Logistics Gmbh e TCO Transcargo Gmbh.

 

 Ano da Alemanha no Brasil 2013-2014


O encontro está inserido na estratégia de ampliar e aprofundar as relações entre os dois países. A partir deste ano, Brasil e Alemanha iniciam uma série de ações e atividades a fim de traçar o futuro da parceria. Sob o lema “Quando ideias se encontram”, a iniciativa pretende incentivar novas parcerias e a visibilidade alemã no país, seja na cultura, política ou economia. Os esforços da última década posicionaram os países como importantes parceiros econômicos, principalmente no comércio exterior.

 

Em 2012, o resultado da balança comercial brasileira atingiu seu segundo maior nível histórico. O valor de exportações alcançou a marca de US$ 242,6 bilhões e as importações somaram US$ 223,1 bilhões. A Alemanha figura como a terceira principal origem das importações do país (US$ 14,2 bilhões) e um dos principais destinos de exportação, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O Brasil é o segundo maior parceiro comercial da Alemanha no continente sulamericano, exportando anualmente aproximadamente US$ 11 bilhões em produtos como peças automotivas, produtos químicos, veículos e máquinas.

 

Paralisação de trabalhadores interrompeu carregamentos nos portos paranaenses
Mesmo com a decisão de suspenderem a greve pelo Brasil, os portuários do Paraná ficaram algumas horas paralisados na última sexta-feira. Quem parou foram cerca de 400 trabalhadores portuários avulsos (TPAs) que responderam à chamada do turno das 7h às 13h, no Porto de Paranaguá, mesmo com a liminar concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) impedindo o movimento. 

Eles aderiram ao movimento dos trabalhadores portuários de todo o país que decidiu por realizar uma greve geral nos portos do país para demonstrar o descontentamento com a Medida Provisória n. 595/12, editada pelo Governo Federal em dezembro do ano passado. O dado é do Órgão Gestor de Mão de Obra Portuária (Ogmo), mas não leva em conta os caminhoneiros ligados à Cooperativa de Transportes e à Coopadubo, que também aderiram ao movimento.

A paralisação dos trabalhadores impossibilitou a operação, no período da manhã, dos 16 navios que estavam atracados no cais dos portos de Paranaguá e Antonina. Somente um navio de granel líquido, que não depende de mão de obra, operou normalmente. Nas demais fainas, os trabalhadores foram requisitados, entraram no Porto, mas não assumiram as funções.

Nos terminais privados, as estruturas de recepção de caminhões e vagões permaneceu normal pela manhã. Somente no recebimento dos granéis do corredor de exportação (parte pública), houve paralisação.

Na tarde de sexta-feira, os portuários voltaram ao trabalho.

Em Itajaí, os portuários fizeram uma pequena paralisação durante a manhã do dia 22, porém, como não havia nenhuma chegando ou saindo do Terminal não houve problemas na operação.
Brasil estuda implantar sistema de guichê único para exportações

A secretária de Comércio Exterior do Brasil, Tatiana Prazeres, encontrou-se ontem com representantes do Banco Mundial, que se comprometeram a estudar meios de apoiar a implementação do sistema single window (guichê único) no  Brasil. O modelo, que é adotado pelos Estados Unidos, permite aos exportadores apresentar toda a documentação exigida em um único local. O Brasil quer receber informações das autoridades americanas sobre o funcionamento do sistema.


Representantes da área de comércio exterior dos governos do Brasil e Estados Unidos participam esta semana de uma rodada de discussões sobre as relações comerciais e parcerias entre os dois países. As reuniões começaram hoje em Washington, capital norte-americana, e prosseguem amanhã. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os encontros com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos estão em sua décima edição e em 2013, pela primeira vez, há a participação do setor privado nos debates.


Hoje,  Tatiana e o subsecretário do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Francisco Sanchez, se reunirão com empresários. Além do modelo guichê único, estão na pauta temas como a etiquetagem eletrônica de mercadorias, parcerias para investimentos no setor de energia e a concessão de estágios em companhias americanas ou filiais brasileiras nos EUA para participantes do Programa Ciência sem Fronteiras.

Exportações de carne de frango apresentam queda em janeiro

A União Brasileira de Avicultura (UBABEF) informa que as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 290,4 mil toneladas em janeiro deste ano, dado 11,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  Na receita, houve queda de 6,7% no mesmo período, com total de US$ 592 milhões.    

 

Na análise por produto, os cortes foram o principal produto exportado pelo setor avícola em janeiro, com 152,5 mil toneladas, resultado 7,3% menor que o mesmo volume do ano passado.  Na segunda posição, o frango inteiro registrou queda de 16,9% nos volumes embarcados, com total de 107,3 mil toneladas.  Em terceiro lugar, as exportações de carnes salgadas totalizaram 17,3 mil toneladas neste ano, numero 12,5% menor em relação ao ano passado.  Por fim, no quarto posto, os embarques de industrializados atingiram 13,2 mil toneladas, dado 13,6% menor que o total obtido em janeiro de 2012.

 

Em relação aos mercados importadores de frango brasileiro, o Oriente Médio manteve-se como principal cliente, com 106 mil toneladas em janeiro deste ano, resultado 3,8% menor que o registrado no mesmo período em 2012.  Em segundo lugar, a Ásia foi responsável por 82,3 mil toneladas, numero 5,8% inferior que o obtido no mesmo período do ano passado.  Na terceira posição, os embarques para a África reduziram 24%, com 40,4 mil toneladas.  Já a União Europeia, quarta maior importadora de frango brasileiro, foi responsável por 34,7 mil toneladas do total embarcado, resultado 21% menor em relação às exportações realizadas para o destino no primeiro mês do ano passado.

 

“Os níveis de exportações de janeiro deste ano foram superiores à média histórica para o período, ficando abaixo apenas do primeiro mês de 2012, com resultado considerado atípico e acima até da média estabelecida durante o ano passado. De qualquer forma, é notável que ainda haja reflexos da crise enfrentada durante o segundo semestre do ano passado, com a redução dos níveis de produção”, destaca o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra.

 

Quatro frigoríficos catarinenses são habilitados a exportar para a China

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca comemora o anúncio de que quatro frigoríficos de Santa Catarina, um de suínos e três de aves, foram habilitados a exportar para a China. As aves poderão ser exportadas pelos frigoríficos Marfrig em Forquilhinha e em Seara e BRF Brasil Foods em Videira, já a Marfrig em Itapiranga poderá exportar carne suína. Autoridades chinesas comunicaram a decisão na última sexta-feira e outros dois frigoríficos foram autorizados no Brasil: um de aves de São Paulo e outro do Mato Grosso do Sul.


O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, lembra que a Aurora Alimentos de Chapecó era o único frigorífico do Brasil que já exportava carne suína para a China. “A China é um grande produtor de carne suína, mas também é o maior consumidor do produto, estamos felizes com a aprovação de quatro frigoríficos catarinenses e isso mostra a qualidade de nossos produtos e o valor de nosso agronegócio”, afirma Rodrigues.


O secretário lembra que para que o processo de exportação tenha início, o Brasil deverá enviar nos próximos dias a lista dos nomes dos veterinários oficiais encarregados de assinar o certificado sanitário emitido pelo estabelecimento exportador. Após as autoridades chinesas receberem o documento, anunciarão o início das exportações através de uma publicação no site oficial daquele país - Administração Geral de Supervisão de Qualidade de Inspecção de Quarentena (AQSIQ).


Em 2012, Santa Catarina produziu 750 mil toneladas de carne suína e exportou 180 mil toneladas, sendo que o maior comprador foi a Rússia responsável pela importação de R$ 53 mil toneladas. A China é o maior produtor mundial responsável por 50% do total produzido no mundo que é 103 milhões de toneladas. A produção de carne de frango em Santa Catarina foi de aproximadamente 2,3 milhões de toneladas em 2012, sendo que exportou 1,02 milhão de toneladas o que resultou numa receita cambial de US$ 2,2 bilhões.

Municípios vão apoiar Fazenda no combate à sonegação fiscal

O Governo do Estado assina hoje um convênio com os municípios para implantação de um programa municipal de apoio ao combate à sonegação fiscal. Batizado de “Com Nota Fiscal, Vai Legal”, o programa vai incentivar ações municipais de interesse mútuo com a Secretaria da Fazenda. Farão parte do programa ações pontuais de orientação aos contribuintes, incluindo a conferência documental de mercadorias em trânsito e a realização de palestras e cursos sobre educação fiscal nas escolas públicas.


O convênio será firmado no 11º Congresso Catarinense de Municípios, que reunirá pela primeira vez os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos no ano passado. Promovido pela Federação Catarinense de Municípios (FECAM), o evento será realizado entre 25 e 27 de fevereiro, no Centrosul, em Florianópolis, e espera reunir 1200 gestores públicos. “Estado e Municípios têm muitos anseios comuns e muitos motivos para trabalhar em parceria. Ao combater a sonegação, além de educar os contribuintes e a sociedade, contribuímos para o incremento da arrecadação de ICMS, vital para as gestões estadual e municipais”, afirma o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni.


Secretário vai abordar pacto federativo - O secretário será um dos conferencistas do evento. Em sua palestra, hoje, às 16h45, ele também vai pedir o apoio dos prefeitos na busca por uma divisão mais justa das receitas tributárias arrecadadas no País. “A luta por um novo pacto federativo não é só dos estados, mas também dos municípios, que sofrem igualmente com a concentração das receitas nos cofres da União. O atual modelo concentra mais de 70% da arrecadação em Brasília. Dividimos as migalhas com 295 municípios”, afirma Gavazzoni.


Transferências de recursos – Pela manhã, a servidora da Fazenda, Daniela Potrich de Oliveira, auditora interna do Poder Executivo fará a palestra “Transferências Voluntárias de Recursos e Convênios do Estado com Municípios”. As transferências têm por objetivo repassar recursos para que terceiros possam promover a execução de um objeto de interesse público. A auditora irá abordar aspectos da nova legislação, explicar sobre os instrumentos disponibilizados para o repasse e fornecer informações a respeito do Portal SCtransferências, que vai oportunizar consultas relativas às transferências de recursos realizadas pelo Estado a terceiros e servir de meio de comunicação entre os proponentes e o Estado. Por intermédio do Portal, os Municípios e demais proponentes poderão realizar o cadastro, enviar propostas, realizar a prestação de contas, consultar as informações das propostas enviadas e dos instrumentos celebrados, entre outras ações.


Prodec - Paralela ao Congresso será realizada a 9ª ExpoFECAM – Exposição de Produtos, Serviços e Tecnologias para os municípios. Equipes da Fazenda estarão à disposição no estande do Governo do Estado para oferecer informações sobre dois programas operacionalizados pela SEF: o PRODEC – Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense, cuja finalidade é conceder incentivo fiscal à implantação ou expansão de empreendimentos industriais que vierem produzir e gerar emprego e renda no Estado de Santa Catarina; e o Programa de Educação Fiscal, que busca despertar a consciência dos contribuintes sobre o destino dos tributos arrecadados pelo Estado.

Implemento rodoviário reduz o tempo de descarga dos caminhões

A indústria metal mecânica no Rio Grande do Sul/RS tem mostrado que é  possível inovar gerando economia de tempo e dinheiro para as empresas que utilizam o modal rodoviário. A Rodovale, de Lajeado, projetou um implemento que reduz em 50% o tempo destinado ao descarregamento dos caminhões.


Desenvolvida pela indústria em Lajeado, no Rio Grande do Sul, a cavaqueira tem capacidade de descarregar 85 metros cúbicos em aproximadamente quinze minutos e representa uma economia de tempo e custo para empresas transportadoras de cavaco, carvão, grãos e papel reciclado.


O implemento inova por contar com aberturas pneumáticas e descarregamento independente em toda a extensão lateral do veículo, além de ter na configuração um piso inclinado com vibração, o que permite o escoamento do produto transportado sem auxilio de homens ou máquinas.


"Para descarregar cavaco ou produto de uma carreta era preciso contar com mão de obra ou com uma escavadeira para auxiliar na retirada do volume, e isso não é mais necessário. A Rodovale já disponibilizava outros modelos de cavaqueira com piso móvel e fixo. Essa cavaqueira acelerou bastante o processo de descarga, e o que antes demorava 25 minutos no mínimo foi reduzido para 10 minutos em média" comenta Rudi Becker, diretor da Rodovale


A empresa Mita, de Taquari-RS, é a primeira a adquirir o produto. A Cavaqueira Rodovale piso móvel - será utilizada para o transporte de cavaco de madeira até o porto de Rio Grande, onde será embarcado para o Japão.


Os primeiros testes com o produto foram realizados na sede da Mita, que definiu a compra imediata de mais algumas unidades, junto a implementadora de Lajeado. "Uma carreta de 100m³ leva entre 20 e 25 minutos para descarregar, nós precisávamos otimizar este tempo em 50% o que significaria descarregar a cada 15 minutos no máximo", comenta Paulo Montemaggiore, gerente geral da Mita.


Anualmente são exportadas cerca de 500.000 toneladas de cavaco produzidas em Taquari. As  Cavaqueiras irão operar na nova planta industrial na cidade de Rio Grande, onde um volume similar passa a ser processado.

Governo fechou acordo com trabalhadores dos portos para suspender greves

O Governo Federal e os representantes de trabalhadores do setor portuário fecharam, no dia 22 de fevereiro, um acordo para suspender as greves nos portos do país até o próximo dia 15 de março, período em que serão negociadas alterações na Medida Provisória (MP) 595/2012, que estabelece novo marco regulatório para o setor desde o dia 6 de dezembro de 2012.

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí e Região, Saul Airoso da Silva, entende que o acordo com o governo foi benéfico para as duas partes, já que ambos os lados poderão discutir de forma mais detalhada alguns pontos que estão dessagrando os trabalhadores portuários. Segundo Saul, até o dia 15 de março as discussões devem se aprofundar e, ele torce, espera-se que sejam inseridas novas emendas a MP 595.

“A gente quer garantir a não privatização da Companhia Docas, porque é preciso manter o status dos portos nacionais, que são área de segurança nacional e não podem ser entregues a iniciativa privada”, avalia Saul, acrescentando que a concorrência entre terminais privados de fora e de dentro da área pública não está sendo isonômica. “Contratar mão de obra avulsa eles não querem, mas vamos esperar março para tentar flexibilizar a MP 595. Eu, sinceramente, acredito que serão feitos ajustes na medida”, aposta Saul, que também é diretor de Integração do Porto de Itajaí.

 

Municípios vão apoiar Fazenda no combate à sonegação fiscal

O Governo do Estado assina nesta terça-feira, dia 26 de fevereiro, um convênio com os municípios para implantação de um programa municipal de apoio ao combate à sonegação fiscal. Batizado de “Com Nota Fiscal, Vai Legal”, o programa vai incentivar ações municipais de interesse mútuo com a Secretaria da Fazenda. Farão parte do programa ações pontuais de orientação aos contribuintes, incluindo a conferência documental de mercadorias em trânsito e a realização de palestras e cursos sobre educação fiscal nas escolas públicas.

O convênio será firmado no 11º Congresso Catarinense de Municípios, que reunirá pela primeira vez os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos no ano passado. Promovido pela Federação Catarinense de Municípios (FECAM), o evento será realizado entre 25 e 27 de fevereiro, no Centrosul, em Florianópolis, e espera reunir 1200 gestores públicos. “Estado e Municípios têm muitos anseios comuns e muitos motivos para trabalhar em parceria. Ao combater a sonegação, além de educar os contribuintes e a sociedade, contribuímos para o incremento da arrecadação de ICMS, vital para as gestões estadual e municipais”, afirma o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni.

Secretário vai abordar pacto federativo - O secretário será um dos conferencistas do evento. Em sua palestra, dia 26, às 16h45, ele também vai pedir o apoio dos prefeitos na busca por uma divisão mais justa das receitas tributárias arrecadadas no País. “A luta por um novo pacto federativo não é só dos estados, mas também dos municípios, que sofrem igualmente com a concentração das receitas nos cofres da União. O atual modelo concentra mais de 70% da arrecadação em Brasília. Dividimos as migalhas com 295 municípios”, afirma Gavazzoni.

Transferências de recursos – Pela manhã, a servidora da Fazenda, Daniela Potrich de Oliveira, auditora interna do Poder Executivo fará a palestra “Transferências Voluntárias de Recursos e Convênios do Estado com Municípios”. As transferências têm por objetivo repassar recursos para que terceiros possam promover a execução de um objeto de interesse público. A auditora irá abordar aspectos da nova legislação, explicar sobre os instrumentos disponibilizados para o repasse e fornecer informações a respeito do Portal SCtransferências, que vai oportunizar consultas relativas às transferências de recursos realizadas pelo Estado a terceiros e servir de meio de comunicação entre os proponentes e o Estado. Por intermédio do Portal, os Municípios e demais proponentes poderão realizar o cadastro, enviar propostas, realizar a prestação de contas, consultar as informações das propostas enviadas e dos instrumentos celebrados, entre outras ações.

Prodec - Paralela ao Congresso será realizada a 9ª ExpoFECAM – Exposição de Produtos, Serviços e Tecnologias para os municípios. Equipes da Fazenda estarão à disposição no estande do Governo do Estado para oferecer informações sobre dois programas operacionalizados pela SEF: o PRODEC – Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense, cuja finalidade é conceder incentivo fiscal à implantação ou expansão de empreendimentos industriais que vierem produzir e gerar emprego e renda no Estado de Santa Catarina; e o Programa de Educação Fiscal, que busca despertar a consciência dos contribuintes sobre o destino dos tributos arrecadados pelo Estado.

Portuários de Itajaí estão em Brasília e ainda não definiram se vão entrar em greve
Os portuários de Itajaí, que estão reunidos desde terça-feira em Brasília para decidir sobre uma possível paralisação, em protesto contra a Medida Provisória (MP) 595, ainda não decidiram se vão fazer algum tipo de protesto ou paralisação em represália as medidas impostas pelo Governo Federal em dezembro de 2012. A MP 595 altera regras para arrendamento e operação de terminais portuários privados e tem gerado muito controvérsia no setor portuário, pois os trabalhadores estão temorosos de que as mudanças causem concorrência desleal e possam acarretar em falências. 

 Trabalhadores de Santos já anunciaram que vão parar por seis horas na sexta-feira. Representantes de algumas das principais categorias de trabalhadores do porto estão em Brasília para participar das discussões. 

Presidente do Sindicato dos Estivadores e diretor de Integração do Porto de Itajaí, Saul Airoso da Silva, diz que o prejuízo decorrente da MP também atingirá terminais e portos públicos e, por isso, os trabalhadores estão apreensivos com a possibilidade de perda de espaço e de direitos trabalhistas.

"A Medida Provisória tem 645 emendas, que dizem respeito a vários segmentos. É sinal de que ninguém está satisfeito, no entanto, ainda estamos debatendo algumas questões e até o fim do dia deveremos ter uma posição a respeito desse assunto", afirma Saul.

Entre outras medidas, a MP 595 abre possibilidade de abertura de terminais fora dos portos organizados e sem as regras que eram válidas até então, como a exigência de movimentação prioritária de carga própria.  Além disso, os portuários reclamam que a centralização das definições e decisões sobre o sistema portuário no Governo Federal e o poder deliberativo do CAP (Conselho de Autoridade Portuária) pode representar um retrocesso nas relações Cidade-Porto. 
Revisão da Lei dos Motoristas será feita por Comissão Especial

Será instalada nos próximos dias a Comissão Especial destinada a analisar a Lei 12.619/2012, conhecida como Lei dos Motoristas. Acriação foi assinada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, durante audiência com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ontem.


O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) destaca que a FPA quer a instalação imediata da comissão. “Vamos estudar a Lei atual e propor uma nova redação, chamando a sociedade e as entidades para buscarmos uma proposta de consenso. Precisamos fazer isso urgentemente, uma vez que hápossibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros”, disse.


O parlamentar salienta que se a greve acontecer o aumento do preço nos alimentos e no frete será inevitável. “Não podemos correr esse risco em plena safra de grãos, quem vai pagar a conta será o consumidor”, afirmou Colatto.


Os membros da FPA também participaram de uma audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Mendes Ribeiro Filho.  Lei dos Motoristas, regulamentação do Código Florestal, ocupação de propriedades particulares por indígenas, zoneamento agropecuário da cana-de-açúcar nos biomas Amazônia e Pantanal e sugestões ao novo Plano Agrícola e Pecuário, foram temas discutidos nas audiências. Todos os assuntos fazem parte da agenda legislativa da bancada Ruralista.

 

Intermodal 2013 - Sua empresa poderá participar junto com a Revista Portuária

A Revista Portuária – Economia e Negócios, estará mais uma vez expondo na Intermodal 2013, a segunda maior feira de comércio exterior, transporte de carga e logística do mundo. São mais de 550 expositores e quase 50 mil visitantes.


Sua empresa, mesmo não sendo uma das expositoras, poderá estar presente nesta Feira Internacional e mostrar seus produtos e serviços para este grande público empresarial, sendo parceira comercial da nossa Revista, que estará sendo distribuída a partir de nosso estande. Serão 20 mil exemplares entregues nas mãos de todos os expositores e da maioria do público visitante, profissionais e executivos com poder de decisão.


Esta edição que será distribuída na Intermodal será especial, não só pelo conteúdo editorial, mas também pelo trabalho gráfico, que será de primeiro mundo, valorizando seu anúncio.


Sua empresa poderá ter um anúncio institucional, bem como também em forma jornalística, mostrando a empresa, seus produtos e serviços em matérias com textos e fotos. Ou seja, poderá atingir o seu público foco – que certamente estará na Intermodal – de várias formas, abrindo assim oportunidades de negócios em vários níveis.


Nosso setor comercial já começou a fazer os contatos para esta Edição Especial da Intermodal. Não deixe passar a oportunidade de anunciar sua empresa. Podemos lhe dar certeza de que o público presente num evento como a Intermodal é impossível de ser reunido num só lugar ou em qualquer outra feira no Brasil.


Os interessados em saber mais detalhes podem entrar em contato através do e-mail: carlos@bteditora.com.br ou pelo fone: 47 – 8405-8777. Nosso valor por página é o menor custo/benefício que você poderá encontrar para estar presente neste grande evento, atingir o público que precisa, sem necessariamente ser um dos expositores.


O próprio site da feira (www.intermodal.com.br) indica alguns motivos para você visitar a Intermodal. Nós poderíamos transformar esses motivos para você anunciar na Revista Portuária que será distribuída na Intermodal:


Motivos para visitar a Intermodal South America 2013


1- Reduza custos e melhore sua eficiência logística


2- Conheça mais de 550 empresas de produtos e serviços em um mesmo local


3- Estreite relacionamento com fornecedores


4- Conheça novas empresas expositoras e expositores internacionais apresentando novos serviços e tecnologias inovadoras


5- Troque experiências com os maiores players do mercado

Lucro do Banco do Brasil cresce 0,7% em 2012 e chega a R$ 12,2 bilhões

 O Banco do Brasil obteve um lucro líquido de R$ 3,967 bilhões no período de outubro a dezembro do ano passado, o que representa um aumento de 33,5% comparado a igual período de 2011 e de 45,5% sobre o trimestre anterior. Segundo dados divulgados hoje pela instituição, no ano, o valor soma R$ 12,2 bilhões, uma alta de 0,7% em 12 meses.


O total de ativos da instituição cresceu 17,2% e chegou a R$ 1,15 trilhão. Em relação ao trimestre anterior, houve evolução de 4,2%. O bom desempenho continua sendo puxado pela ampliação da carteira de crédito, que alcançou R$ 581 bilhões, uma expansão de 9,1% sobre o trimestre anterior e de 24,9% em 12 meses.


Ao mesmo tempo, ocorreu queda nos índices de inadimplência. A taxa de compromissos não honrados por um período superior a 90 dias passou de 2,19% (no terceiro trimestre) para 2,05% (no quarto trimestre), enquanto no sistema financeiro nacional o percentual aumentou de 3,6% para 3,64% no período.

Modelo de gestão do porto espanhol de Valência será apresentado em Itajaí

A Superintendência do Porto e a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) promovem na próxima segunda-feira, 25 de fevereiro, a palestra “A experiência de Valência na modernização da gestão portuária e a proposta para um modelo para os portos brasileiros”. O palestrante será o economista e professor da Universidade de Valência e diretor a Autoridade Portuária da cidade homônima, Arturo Giner Fillol, que tem ampla experiência em gestão portuária, inclusive, com diversos livros e artigos internacionais publicados sobre o tema. O início está previsto para as 18h30min, na sede da ACII.


Líder no comércio do Mediterrâneo e considerado a porta de entrada para a península ibérica, o Porto de Valência – que engloba também os portos de Sagunto e Gandía – tem seu foco nas cargas conteinerizadas. Seu modelo de gestão é caracterizado pela inovação, o que o torna conhecido internacionalmente. Exemplo dessa inovação é o Sistema de Qualidade Global adotado pela Autoridade Portuária de Valência. A ação engloba certificações internas e externas, com o objetivo de assegurar uma marca de garantia aios serviços oferecidos, o que faz com que os mesmos sejam vistos como referência pelo mercado.


Para o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, inovação e ousadia também marcam o modelo de gestão adotado em Itajaí. “Fomos o primeiro porto do Brasil a ser municipalizado, temos uma excelente relação com a comunidade local e estamos constantemente quebrando paradigmas, até que no ano passado atingimos a marca de mais de 1 milhão de TEUs movimentados”, informa Ayres.


No entanto, a intenção do Porto de Itajaí é ampliar ainda mais sua participação no mercado e, para isso, busca implementar um programa de qualidade semelhante ao praticado em Valência. “Temos certeza que, com todos os procedimentos – do porto e cadeia logística – certificados, ganharemos ainda mais destaque nos cenários nacional e internacional”, acrescenta.

 

Santa Catarina é o Estado que arrecada maior receita com a exportação de frango

O presidente da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, informou na última terça-feira, em São Paulo, que a entidade deu início a um trabalho de estudos estratégicos para expansão da receita das exportações, por meio da criação de um Núcleo de Inteligência de Mercado, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX – BRASIL).


O desafio, conforme explica o presidente da UBABEF, é agregar valor às exportações brasileiras por meio de uma série de ações junto às empresas associadas e ao mercado internacional.


Coordenado pela Diretoria de Mercados da UBABEF, sob a tutela de Ricardo Santin, o trabalho inclui ações estratégicas, como pesquisas de imagem nos mercados-alvo e estudos de comportamento de comércio com projeções de curto, médio e longo prazos, entre outros.


De acordo com Turra, embora dinâmicos e altamente organizados, os embarques de carne de frango do Brasil ainda detêm baixo índice de agregação de valor.  Segundo levantamentos feitos pela UBABEF relativos a 2012, apenas 5% dos produtos exportados eram processados, contra 55% de frango em cortes e 35% do produto inteiro.


“Para se ter uma ideia, hoje o estado com maior volume de exportação de carne de frango do país é o Paraná, com 28,7% das 3,918 milhões de toneladas embarcadas durante o ano de 2012.  Entretanto, a maior receita foi obtida por Santa Catarina, com 28,6% dos US$ 7,703 bilhões gerados pelas exportações do ano passado”, observa.


Além de expandir as divisas obtidas pela avicultura, a agregação de valor às exportações permitiria ao setor avícola elevar os benefícios sociais para o Brasil, com a retenção no país da mão de obra gerada pelo processamento dos produtos.


“Como líder mundial com credibilidade suficiente para atuar em mais de 150 mercados, temos potencial para expandir a capacidade processadora de nosso setor, evitando exportar empregos e gerando mais riquezas para nosso país”, destaca Turra.

 

 

Industrial gaúcho adota a cautela em 2013
O industrial gaúcho reduziu seus investimentos no ano passado e entende que a atual capacidade instalada em sua empresa é suficiente para atender a demanda prevista para 2013. A avaliação está na pesquisa Investimentos na Indústria do Rio Grande do Sul 2012, divulgada ontem, pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Em 2012, 81,3% das empresas do Estado realizaram investimentos, o menor percentual em três anos, sete pontos abaixo de 2011 e 2010. “A incerteza econômica, mais uma vez, foi o maior obstáculo, juntamente com a demanda insuficiente e a capacidade ociosa. Isso determinou uma redução na proporção de empresas que investiram”, analisa o presidente da FIERGS, Heitor José Müller. O custo e a dificuldade na obtenção de créditos e financiamentos também foram citados e pesaram na decisão dos empresários frearem seus investimentos. 

O percentual de empresas (59,1%) que conseguiram em 2012 realizar os projetos como estava planejado é superior ao obtido em 2011 (53,9%) e menor do ano de 2010 (63,4%), quando a economia brasileira, recuperando-se da crise de 2008, cresceu 7,5%. A maior parcela dos investimentos (65,7%) realizados destinou-se à continuação de projetos anteriores. 

A cautela será a tônica entre os empresários em 2013, embora a intenção de investimento entre os entrevistados (82,2%) alcance um percentual maior do que o efetivado em 2012. Segue, porém, bem inferior aos dois anos anteriores. Para financiar seus projetos, todavia, os empresários industriais gaúchos esperam acesso facilitado e uma maior participação das instituições oficiais de fomento na liberação de crédito. O objetivo é diminuir para 44% o uso de recursos próprios, que em 2012 alcançou 60%.

Com um cenário externo desfavorável, forte concorrência com estrangeiros e capacidade instalada suficiente para atender à demanda prevista, os investimentos em 2013 ganharão mais ênfase na busca por competividade. Para isso, o setor pretende focar, especialmente, na melhoria do processo produtivo e na introdução de novos produtos. Terá como alvo prioritário, novamente, o mercado doméstico. Segundo os empresários pesquisados, a maior parte do investimento previsto para 2013 (58%) deverá ser direcionada à continuação de projetos anteriores, e o restante (42%), para novos planos. 
Pesquisa do IBGE mostra que comércio de Santa Catarina teve um dos melhores desempenhos do país em dezembro

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, apontou uma queda de 0,5% nas vendas do varejo restrito brasileiro no mês de dezembro de 2012, em relação a novembro, o primeiro resultado negativo após seis meses consecutivos. Mesmo assim, o ano de 2012 fechou com crescimento acumulado de 8,4% nas vendas. Já a receita nominal do comércio também variou negativamente 0,2% (desde junho de 2012, a série não apresentava resultados negativos), mas encerrou ano com expansão de 12,3% no total. Veja a pesquisa completa aqui.


Dentro do varejo restrito, os setores que mais apresentaram evolução foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (variação de volume de vendas de 8,4% ao ano e impacto de 44% na taxa anual de varejo); móveis e eletrodomésticos (12,3% e 26,6%, respectivamente); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,4% nos dois índices).


Em Santa Catarina, a variação mensal das vendas do varejo restrito foi de 1,1% na comparação com novembro, o que fez com que a região apresentasse um dos maiores acréscimos do país neste segmento da pesquisa. A região teve a quarta maior participação na composição do índice do comércio varejista, com 5,9%. Na variação acumulada do ano, o volume de vendas em Santa Catarina teve crescimento de 7,41% e a receita nominal 11,52%.


Já os setores que fazem parte do varejo ampliado tiveram crescimento anual de 1,3% no volume de vendas e 1,1% na receita nominal em relação ao mês anterior. No quadro de comparação anual, o volume de vendas se expandiu 5% e a receita nominal 7,7%.

Veículos, motos, partes e peças tiveram um crescimento de 8,3% em relação a novembro, com ajuste sazonal, 6,8% na comparação com dezembro de 2011 e 7,3% no acumulado dos 12 meses. No que se refere às receitas nominais, os índices positivos foram de, respectivamente, 6,7%, 3,7% e 4,2%. Os dados do setor de material de construção foram, no volume de vendas, 3,6% maiores com relação ao mês anterior, 8,8 % com relação a dezembro de 2011 e 10,1 % no acumulado do ano.


Para a Fecomércio-SC, a relativa estabilização e queda do volume de vendas e das receitas nominais no comércio varejista restrito – na comparação mensal – reflete um momento de redução do consumo dos brasileiros decorrente do baixo crescimento da economia nacional no ano passado. Veículos, motos, partes e peças e material de construção seguem com alguma dinâmica positiva de crescimento porque têm ainda o impacto direto das medidas do governo destinadas a aquecer estes setores, ou que o afetam indiretamente, como no caso do programa Minha casa Minha vida e o setor de material de construção.


A tendência, com a retomada de um crescimento econômico mais potente, é que os resultados das vendas e das receitas nominais se expandam no decorrer do ano de 2013. Este crescimento seria sustentado na continuidade do aumento do emprego, da renda e do acesso ao crédito.

Baltt investindo em solução completa

Fortemente inserida em obras de infraestrutura portuária e de logística, a Baltt Empreiteira Transportes e Terraplenagem Ltda investe em solução completa para os seus clientes, executando os empreendimentos desde a limpeza de terreno, obras de terraplenagem, drenagens, aterros reforçados (rachão, base, base tratada com cimento), e pavimentação, asfáltica ou intertravada (pavers). Em portos e cais portuários, a empresa também está preparada com equipamentos modernos para execução de dragagens e desassoreamentos.

A meta da empresa é que as obras executadas devem priorizar o prazo, atender as normas de segurança do trabalho, atender as diretrizes de proteção ambiental e serem executadas conforme as especificações

técnicas e controles determinados pela engenharia. Focamos a solução completa, nosso cliente tem a sua disposição a empresa preparada para executar as obras em todas as suas fases.

Com capacidade operacional composta por uma grande frota de equipamentos, com experiência de várias obras executadas e equipe técnica de engenharia, a empresa Baltt se credencia para atuar nos próximos empreendimentos.

Governador do Paraná autoriza contratação do projeto executivo do novo Corredor de Exportação do Estado
O Governador Beto Richa autorizou, esta semana, o início do processo licitatório para a contratação do projeto executivo do novo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Trata-se do projeto do píer em T, que será instalado paralelo ao cais, avançando no mar em 400 metros.

O novo píer permitirá a atracação de quatro navios – maiores dos que os que atualmente embarcam no Porto. Com isso, o corredor de exportação passará a ter uma capacidade de embarque de 16 mil toneladas/hora.

“Com o projeto executivo realizado, poderemos dar início ao processo de contratação da empresa que irá construir o novo píer. Com um Corredor de Exportação mais moderno, estamos preparando o porto para o futuro”, explica o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho.

Um dos novos berços será especializado para receber navios de grande porte, chamados de “cape size” e que embarcam cerca de 110 mil toneladas de grãos. Os demais três berços serão feitos para receber navios “Post Panamax”, que embarcam cerca de 75 mil toneladas de granéis.

A nova estrutura contará com oito carregadores de navios (Shiploaders), sendo seis deles com capacidade nominal de 2.000 toneladas por hora, e dois com capacidade nominal de 3.000 toneladas por hora. Haverá ainda oito conjuntos de correias transportadoras para alimentar os respectivos carregadores, sendo seis de 2.000 t/h e dois de 3.000 t/h (cada).

Segundo Luiz Henrique Dividino, superintendente dos portos paranaenses, a modernização do Corredor de Exportação representa a consolidação do plano de governo do governador Beto Richa, de ampliar a capacidade dos Portos do Paraná. “Estes berços irão complementar a infraestrutura existente e com isso iremos atender os produtores agrícolas que elevam a produtividade do campo ano após ano. Com isso, estamos demonstrando a preocupação da nossa gestão com o agronegócio propondo soluções agora que possibilitarão o bom escoamento das cargas para os próximos 20 ou 30 anos”, afirma Dividino.
Debate sobre a Ferrovia da Integração irá estender-se por outras reuniões
No entardecer de segunda-feira, aconteceu a primeira reunião de diretoria de 2013 da Associação Comercial e Industrial de Itajaí (ACII). Em pauta um assunto de interesse de toda região e fundamental para economia catarinense: a Ferrovia da Integração, conhecida como a Ferrovia do Frango, que ligaria o Oeste catarinense ao Litoral, escoando assim boa parte da produção de Santa Catarina.

O projeto catarinense, que parte de um grande projeto ferroviário federal que será custeado pelo PAC 2, foi apresentado pelo presidente da Frente Parlamentar Nacional das Ferrovias, deputado federal Pedro Uczai para empresários e diversas autoridades municipais e estaduais.

Durante a reunião os participantes lembraram que no Brasil existem cerca de 30 mil quilômetros de ferrovias, dos quais em torno de 10 mil funcionam adequadamente. Há pouco mais de dois anos, lideranças estaduais e federais estudam projetos para a criação de quatro traçados ferroviários em Santa Catarina, dentre eles a Ferrovia da Integração que ligaria Itajaí a Chapecó passando por Campos Novos, Curitibanos, Rio do Sul, Blumenau e cidades circunvizinhas desses municípios.

No entanto, além de Itajaí e Navegantes quererem que a ferrovia chegue até as duas cidades, outros dois municípios pesos-pesados também querem contar com a nova ligação: São Francisco do Sul e Itapoá.

O prefeito de Itajaí Jandir Bellini defendeu a criação da Ferrovia do Frango, que daria mais agilidade e baixo custo no escoamento da produção regional. Porém, sugeriu algumas alterações no traçado da ferrovia. A reportagem da Revista Portuária não conseguiu conversar com o prefeito Jandir.

Maria Isabel Sandri, presidente da ACII, informa que a reunião foi produtiva porque diferentes segmentos da sociedade aparecerem e discutiram sobre a importância que a ferrovia terá para a economia de todo o Estado.  Maria Isabel lembra que novas reuniões serão feitas em Itajaí para discutir o tema e a escolha definitiva do trajeto será feita pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal criada pelo Governo Federal para construir 10 mil quilômetros de ferrovias, em parceria com empresas do setor privado por meio de concessões. "A decisão vai ser da EPL, por isso a gente precisa seguir conversando e encontrando argumentos para sermos atendidos pela ferrovia", entende Maria Isabel. 
Intermodal 2013 - Sua empresa poderá participar junto com a Revista Portuária

A Revista Portuária – Economia e Negócios, estará mais uma vez expondo na Intermodal 2013, a segunda maior feira de comércio exterior, transporte de carga e logística do mundo. São mais de 550 expositores e quase 50 mil visitantes.


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Motivos para visitar a Intermodal South America 2013


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2- Conheça mais de 550 empresas de produtos e serviços em um mesmo local


3- Estreite relacionamento com fornecedores


4- Conheça novas empresas expositoras e expositores internacionais apresentando novos serviços e tecnologias inovadoras


5- Troque experiências com os maiores players do mercado

Autopista Litoral Sul anuncia oficialmente o reajuste do pedágio
O ir e vir no Litoral Norte catarinense vai ficar mais caro. Ontem, a Autopista Litoral Sul, concessionária responsável pela administração do trecho Norte da BR-101 em Santa Catarina, divulgou nota oficial anunciando o reajuste e explicando que o contrato de concessão prevê aumento sempre em fevereiro. 

Pelos dados enviados à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o aumento chegaria a R$ 1,74, mas com o arredondamento, ficou em R$ 1,70. A Autopista não informou porque o aumento foi acima da inflação, mas especula-se que a construção de passarelas e a implantação do sistema de monitoramento por câmeras da rodovia constem como investimentos que podem ter influenciado, mesmo que as constantes filas e problemas que os usuários enfrentam não tenham sido considerados pela empresa.

O novo valor do pedágio passará a valer na madrugada de sexta-feira, quando os motoristas que passam pela BR-101 terão que desembolsar um pouco mais para pagar os pedágios. A ANTT aprovou o reajuste dos trechos das rodovias BR-101, BR-116 e BR-376 (no Paraná) e agora a tarifa base passará de R$ 1,50 para R$ 1,70, um percentual de 13,3% de acréscimo. Em Santa Catarina, o aumento impacta em todas as praças de pedágio - Porto Belo, Garuva, Araquari e Palhoça.
Porto de Paranaguá aumenta segurança no embarque de granéis
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) e Associação dos Operadores do Corredor de Exportação de Paranaguá (AOCEP), com o propósito de esclarecer notas negativas em relação às reclamações de falta de cargas, ocorridas no passado recente, deu inicio a um amplo projeto de pesquisa nos embarques ocorridos nos últimos anos.

Foram acompanhados os embarques de 1.655 navios que embarcaram grãos em Paranaguá, de oito diferentes terminais, para aferir as eventuais diferenças entre a carga programada para carregamento e a carga realmente embarcada nos navios. Do universo estudado, 1.655 navios, apenas quatro apresentaram diferença de carga superior a 1%, o que representa 0,24% do total.

Para atingir estes números, a Appa deu início a um amplo trabalho de monitoramento das operações de forma a dar transparência nas operações do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá e, com isso, promover a recuperação da credibilidade perante o comércio marítimo internacional. 

“Estamos cumprindo a determinação do Governador Beto Richa de recuperar e ampliar a infraestrutura dos Portos do Paraná e, principalmente, de resgatar a imagem do Porto no cenário internacional”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística do Estado do Paraná, José Richa Filho.

Em 2012, o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, editou a Portaria n. 345/12 – que estabeleceu as novas sistemáticas de controles e monitoramento – e a Ordem de Serviço n. 074/12 - que estabeleceu a Comissão de Controle e Monitoramento de Pesos do Corredor de Exportação dos Portos de Paranaguá. Dentre as principais atribuições desta comissão estão os serviços de monitoramento da aferição das balanças de fluxo, supervisão da integridade dos lacres de segurança e cobrança dos certificados do Inmetro, entre outras atividades.

“Este trabalho tem dado tranquilidade e segurança aos importadores, pois deixa claro como são realizados os controles dos pesos embarcados. Adotamos uma posição de tolerância zero para este tipo de problema e qualquer navio que apresente diferença superior a 0,5%, (índice estabelecido pela Receita Federal) fica retido no Porto para realização de perícia e identificação do problema. A Appa imediatamente determina a abertura de sindicância para analisar as causas da irregularidade e dá ciência aos demais órgãos de fiscalização, em especial Receita e Policia Federal”, explica o superintendente.

Estudo – Da outra parte, os operadores portuários, associações empresariais, Receita Federal, controladoras de carga e agentes marítimos também trabalharam para garantir a qualidade e quantidade embarcada através do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá.

Uma consultoria independente foi especialmente contratada para auxiliar na análise completa de todo sistema e buscar formas de dar total transparência aos embarques, investigar e dar meios (informações técnicas) capazes de corrigir as falhas do sistema.

Para se obter um cenário complexo, foram analisados 100% dos navios que atracaram no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. 

Do universo de 1655 navios, apenas quatro apresentaram diferenças superiores aos limites estabelecidos. É importante lembrar que estes limites são estabelecidos mundialmente em função das características da operação “embarque a granel”.

Dos quatro navios que apresentaram diferença de carga superior a 1%, apenas um deles ocorreu em 2012. Com a edição das novas medidas, este foi o primeiro navio a ser alvo de sindicância. Os resultados do processo foram imediatamente encaminhados à Receita Federal e Policia Federal, a quem cabe as providencias legais pertinentes.

De acordo com a AOCEP, este trabalho de recuperação da credibilidade do Porto perante o mercado internacional explica a intensa procura por Paranaguá para a exportação de grãos.
GT Náutico de Turismo se reuniu em Itajaí ontem

Dar fomento a todos os segmentos de Turismo inerente a Santa Catarina e suas características, com o é o lazer e entretenimento, as praias e, especialmente, o turismo náutico. Este foi o objetivo do GT Náutico de Santa Catarina, do qual Itajaí faz parte, tendo na presidência a secretária de Turismo da cidade, Valdete Orci. O grupo de trabalho, formado por representantes do poder público e privado das cidades de Florianópolis, Porto Belo, São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba, se reuniu na segunda-feira, 18, às 9 horas, no Auditório do Porto de Itajaí.


Dentre os temas em pauta, tratou-se do cronograma dos próximos navios de turismo que irão aportar na região, e a participação do GT Náutico na Seatrade Miami, uma das principais feiras mundiais da indústria de cruzeiros, que ocorre de 11 a 14 de março, em Miami, e a discussão de formas de alçar as atividades turísticas a outro patamar no Estado. A secretária Valdete afirma que dentre as área fortes do Turismo em Santa Catarina, o voltado ao mundo náutico se destaca, isso acontece notadamente em Itajaí.


Todos sabem que Itajaí está se fortalecendo no cenário do turismo náutico. A cidade foi a primeira no Brasil a ter um píer exclusivo para passageiros alfandegado e fora da área portuária. Em 2011, após ampliação, o local passou a ser considerado Terminal de Cruzeiros, único do Sul do país a disponibilizar um terminal de passageiros na rota de transatlânticos.


Somente na temporada 2012/2013, serão 34 escalas e mais de 57 mil passageiros. São 10 escalas e 17.400 viajantes a mais do que na temporada passada.


Como se não bastasse já ter uma estrutura voltada aos visitantes que chegam pelo mar, depois da passagem da Volvo Ocean Race, em abril de 2012, o mundo voltou os olhos para Itajaí definitivamente. A partir dali, a cidade virou o  xodó do mundo náutico, pois, além de garantir a volta da regata em 2014/2015, também atraiu a Regata Transat Jacques Vabre, que passará por aqui de 21 de novembro a 02 de dezembro de 2013.


Outro importante passo em prol do turismo náutico, será a construção do Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí, a Marina do Saco da Fazenda, na Baía Afonso Wippel, que deve se iniciar em abril.


A próxima reunião do grupo será no dia 19 de março, em São Francisco do Sul.

Cursos técnicos a distância ampliam acesso a educação profissional em Santa Catarina
A qualidade da educação profissional do SENAI, já reconhecida pelas indústrias de Santa Catarina, será estendida também aos cursos técnicos a distância a partir de 2013. A nova opção irá facilitar o acesso de pessoas que queiram se capacitar, independente do local de sua residência. Os cursos iniciam no primeiro semestre de 2013, sendo que as inscrições estão abertas e seguem até o dia 7 de março, com seleção por ordem de chegada. Em Santa Catarina, o SENAI integra o Sistema FIESC.

Os cursos técnicos a distância somam-se a outros cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional e de pós-graduação realizados por meio da internet. Ao todo, são oferecidas mil vagas, distribuídas entre os polos de apoio presencial de Blumenau, Brusque, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Indaial, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Luzerna, Mafra, Rio do Sul, São Bento do Sul, São José, São Miguel do Oeste, Tijucas, Tubarão, Videira e Xanxerê.

As novas opções de cursos beneficiarão principalmente moradores de cidades que não contam com unidades do SENAI, ou ainda de municípios que possuem, mas moram em bairros afastados ou que trabalham em horário incompatível com o do curso. Para 2013, há três opções formações de nível técnico a distância com inscrições abertas: Automação Industrial, Redes de Computadores e Segurança no Trabalho (veja a relação de polos de apoio presencial dos cursos na lista abaixo).

Mesmo a distância, a proposta que os cursos tenham caráter prático, responsável pela grande empregabilidade dos egressos do SENAI. Com isso, a carga horária é dividida entre 80% de aulas a distância - onde os alunos encontram simuladores virtuais, vídeos, animações e material didático impresso - e 20% presenciais, quando os terão contato com equipamentos e atividades práticas em uma unidade do SENAI/SC.

Os programas têm a mesma duração dos cursos técnicos presenciais, de 1.200 horas de aulas, mais trabalho de conclusão (100 horas) ou estágio (300 horas). Eles podem ser realizados em dois anos e exigem que o estudante tenha concluído ou esteja cursando o segundo ano do Ensino Médio. Mais informações no site www.senaieadsc.com.br e pelo fone 0800 48 1212

Veja as opções de cursos e polos 

Blumenau
Técnico em Automação Industrial
Técnico em Redes de Computadores

Brusque
Técnico em Automação Industrial
Técnico em Segurança do Trabalho

Caçador
Técnico em Automação Industrial
Técnico em Segurança do Trabalho

Canoinhas
Técnico em Automação Industrial

Chapecó
Técnico em Segurança do Trabalho

Concórdia
Técnico em Redes de Computadores
Técnico em Segurança do Trabalho

Criciúma
Técnico em Segurança do Trabalho

Florianópolis
Técnico em Automação Industrial
Técnico em Redes de Computadores

Indaial
Técnico em Segurança do Trabalho

Itajaí
Técnico em Segurança do Trabalho
Técnico em Redes de Computadores

Jaraguá do Sul
Técnico em Automação Industrial
Técnico em Redes de Computadores
Técnico em Segurança do Trabalho

Joinville
Técnico em Automação Industrial
Técnico em Redes de Computadores
Técnico em Segurança do Trabalho

Lages
Técnico em Automação Industrial

Luzerna
Técnico em Redes de Computadores

Mafra
Técnico em Segurança do Trabalho
Técnico em Automação Industrial
Técnico em Redes de Computadores

Rio do Sul
Técnico em Segurança do Trabalho

São Bento do Sul
Técnico em Automação Industrial

São José
Técnico em Automação Industrial
Técnico em Redes de Computadores
Técnico em Segurança do Trabalho

São Miguel do Oeste
Técnico em Redes de Computadores
Técnico em Segurança do Trabalho

Tijucas
Técnico em Redes de Computadores
Técnico em Segurança do Trabalho

Tubarão
Técnico em Automação Industrial
Técnico em Redes de Computadores

Videira
Técnico em Segurança do Trabalho

Xanxerê
Técnico em Segurança do Trabalho

UBABEF pede a Temer agilidade em acordo com a União Europeia

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, fez um pedido formal ao vice-presidente da República, Michel Temer, pela aceleração da criação de uma área de livre comércio entre os blocos do MERCOSUL e da União Europeia. O pedido foi feito durante a Reunião Inaugural dos Conselhos Superiores Temáticos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo (SP).


De acordo com o presidente da UBABEF, a constituição de uma área de livre comércio entre os dois blocos é fundamental para a ampliação da capacidade exportadora do agronegócio brasileiro.  Ele utilizou como exemplo o setor avícola brasileiro, que tem na União Europeia um de seus principais mercados.


“Mesmo sendo obrigados a exportar em um regime de cotas preestabelecidas, a Comunidade Europeia se configura hoje como nosso terceiro mais importante mercado em receita, com US$ 1,2 bilhão em divisas durante o ano de 2012.  Uma área de livre comércio ampliaria nossa capacidade exportadora para um destino altamente demandante, favorecendo não só o setor avícola mas todo o Brasil, com a ampliação da pauta exportadora”, explica.


Turra ressalta, ainda, que a morosidade na consolidação de um acordo entre os dois blocos poderá afetar de forma crucial a capacidade competitiva das agroindústrias exportadoras de carne de frango.


“Hoje vemos que o principal concorrente do setor avícola brasileiro no mercado internacional, os Estados Unidos, está prestes a viabilizar um acordo com a Europa. Por isso, a constituição da área de livre comércio entre União Europeia e MERCOSUL não é mais apenas uma forma de melhorar a pauta exportadora, mas sim de manter a competitividade brasileira junto a um de seus mais importantes clientes”, destaca.


Ainda durante o encontro, o presidente da UBABEF solicitou apoio do vice-presidente da República para a abertura de mercados que hoje estão fechados para os produtos brasileiros.


“Na avicultura temos diversos exemplos, como Índia, Indonésia e Malásia, os quais somente com a intervenção do Governo Federal será possível viabilizar as exportações de produtos brasileiros”, destaca.

 

 

Vereadores de Itajaí recepcionam comitiva da Áustria

O presidente da Câmara de Vereadores de Itajaí, Osvaldo Gern (PP), juntamente com o prefeito Jandir Bellini, recepcionou na manhã desta segunda-feira (18) uma delegação da Áustria que visita a região em busca de investimentos em educação, esporte e porto, entre outras áreas do cotidiano da cidade. Além de Gern, o vereador Thiago Morastoni (PT), também participou da reunião que aconteceu no gabinete do prefeito.

 

A intenção de firmar parcerias no município foi anunciada pelo senador Helmut Denk, chefe de uma delegação da Áustria. O grupo veio definir parceria com a Universidade do vale do Itajaí (Univali) na implantação de uma escola de tecnologia de energia renovável com uso de painéis de energia solar e estudar outras opções de negócios na região.

 

Além do projeto com a Univali, outro grande interesse do grupo foi no sistema portuário de Itajaí e região, e na implantação de um grande polo desportivo em Itajaí, inclusive visando parcerias com a empresa que vai construir a marina no Saco da Fazenda.

 

Durante o encontro desta manhã, os membros da delegação acompanharam uma apresentação feita pelo Superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos. Os austríacos também demonstraram interesse na destinação e aproveitamento do lixo urbano.

 

Lista de terminais portuários a serem licitados inclui Itajaí, mas Autoridade Portuária já planejava arrendar berços 3 e 4

A Secretaria de Portos da Presidência da República divulgou, no dia 18 de fevereiro, a lista de Portos Marítimos Organizados que poderão ser licitados dentro das condições previstas na Medida Provisória 595. Alguns dos maiores terminais portuários do Brasil estão ou estarão passivos de serem arrendados para a iniciativa privada.

A MP dos Portos, em tramitação no Congresso, trata, entre outros itens, da concessão dos portos à iniciativa privada. A relação traz terminais como Belém-Miramar, na Região Norte; Aratu, Cabedelo e Suape, no Nordeste; Santos, no Sudeste; e Itajaí e Paranaguá, no Sul.

Entre os 159 terminais que o governo quer licitar, 42 são novos e o restante são áreas existentes cujos contratos de arrendamento já venceram ou vencem até 2017. As licitações serão obtidas por quem oferecer o menor preço para transportar a maior quantidade de carga. Um modelo diferente da licitação definida pelo maior valor de outorga e que estava em vigor.


Em Itajaí não muda nada


De acordo com o Porto de Itajaí, a divulgação da lista não altera em nada o planejamento da autarquia a longo prazo, já que a Autoridade Portuária já vinha fazendo os estudos para a elaboração do edital de arrendamento de dois berços do Terminal, no caso o 3 e 4, bem como se dá atualmente com os berços 1 e 2, que são arrendados pela APM Terminals. 


Entretanto, a licitação no Porto de Itajaí não deverá ser concluída neste primeiro semestre, pois os portos de Santos e Belém foram eleitos como prioridade da Secretaria Especial dos Portos (SEP) nas licitações de 159 áreas de terminais portuários que deverão ir à leilão até 2017. O total das licitações deve render até R$ 16,7 bilhões ao governo que integram o plano de R$ 54,2 bilhões de investimentos previstos para os portos do país nos próximos quatro anos.


Fampesc - Novo presidente toma posse

Os diretores executivos e conselheiros da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Fampesc) estiveram reunidos, neste final de semana, para a posse formal da nova diretoria executiva. A cerimônia oficial acontece mês que vem.


Vários presidentes de Associações de Micro e Pequenas Empresas (AMPEs) que fazem parte da Diretoria Executiva, Conselhos Deliberativo e Fiscal da Fampesc, marcaram presença no sábado (16), no Hotel Geranium, em Balneário Camboriú, onde participaram do ato formal de posse da nova diretoria da entidade para a gestão 2013/2015, tendo a frente o advogado tributarista Diogo Henrique Otero, de Joinville, ex-presidente da Associação de Joinville e Região da Micro, Média e Pequena Empresa (Ajorpeme), que sucede Márcio Manoel da Silveira, de Jaraguá do Sul.


O processo todo foi conduzido por Carlos Alberto Pintarelli, presidente do Conselho Deliberativo, acompanhado pelos demais conselheiros e pelo ex-presidente Márcio Manoel da Silveira. O processo eleitoral aconteceu no dia 15 de dezembro do ano passado, na sede da entidade, na Capital.


“A Fampesc está em boas mãos porque o Diogo é um grande gestor” fala Silveira logo após passar o cargo. Já, para Pintarelli, “a Fampesc irradiou o crescimento da representatividade das MPEs em todo o Brasil”, enfatiza.


“A FAMPESC é um sistema, formado e criado para atender as suas associações e as micro e pequenas empresas. Não represento nada sozinho e sei que sempre poderei contar com o apoio de toda a equipe”, diz Otero, logo após a assinatura da ata formalizando sua posse.


Entre os projetos do novo presidente, estão: a lei geral das MPEs em Santa Catarina, a contínua capacitação das associações, o projeto “Fampesc 100”, com a criação de cem associações em todo o Estado, a integração com a nova secretaria federal da micro e pequena empresa, a internacionalização das MPEs catarinenses e a continuidade dos projetos já existentes na entidade, como a parceria com o SEBRAE no projeto de núcleos setoriais.  


A cerimônia oficial acontece nos dias 15, 16 e 17 de março, em Florianópolis, em conjunto com a celebração aos 28 anos da entidade e com o 44º Congresso Catarinense da Micro e Pequena Empresa (Enconampe). O local e horário ainda serão confirmados pela nova diretoria e repassados posteriormente.

 

Diretoria da Fampesc – Gestão 2013/2015

 

Presidente: Diogo Henrique Otero (Joinville)

Vice-presidente Institucional: Alcides Andrade (Florianópolis)

Vice-presidente para a Indústria: Irajá Trindade (Brusque)

Vice-presidente para o Comércio: Nivaldo dos Santos (Balneário Camboriú)

Vice-presidente para Serviços: Amarildo Ramos (Blumenau)

Vice-presidente para Assuntos Internacionais: Fernando Ferreira (Joinville)

Vice-presidente para o Agronegócio: Marilú Castanhel (Lages)

Vice-presidente para o Turismo: Erimar de Souza (Rio do Sul)

Vice-presidente para Tecnologia e Inovação: Alessandro Truppel (Jaraguá do Sul)

Diretor Administrativo: Fábio Braga (Florianópolis)

Secretário Administrativo: Leonir Zacarias de Souza (Jaraguá do Sul)

Diretor Financeiro: Gean Marcos Dombroski Corrêa (Joinville)

Tesoureiro: Airon Pires de Moraes (Blumenau)

Diretor Social: Gilberto Medeiros (Tubarão)

Diretoria do Jovem Empreendedor: Ricardo Karstedt (Gaspar)

 

Brasil perderá R$ 42,2 bilhões com feriados nacionais e estaduais em 2013

Com os oito feriados nacionais e 24 estaduais que ocorrem em dias de semana, a indústria brasileira terá perdas avaliadas em R$ 42,2 bilhões neste ano, valor 19% inferior ao de 2012 (R$ 50,5 bilhões, em valores corrigidos pelo IBGE). Isso porque 2013 terá dois feriados nacionais e três estaduais em dias de semana a menos que 2012, mostra estudo divulgado nesta segunda-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).


Na pesquisa, feita com base em metodologia que considera o Produto Interno Bruto Industrial diário como o valor máximo que poderia ser perdido pela indústria com um dia paralisado, no Rio Grande do Sul o prejuízo deve ser de R$ 3,02 bilhões, enquanto, em São Paulo, o Estado mais industrializado, chegará a R$ 14,8 bilhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com R$ 5,2 bilhões.

Com apenas um feriado em dia de semana, 16 estados brasileiros têm perda estimada em 3,6% do PIB industrial. Em 2013, somente em seis estados não haverá nenhum feriado estadual em dia de semana: Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Maranhão, Tocantins e Roraima. Nesses casos, as perdas ficarão restritas aos oito feriados nacionais em dia de semana, podendo chegar a 3,2% do PIB industrial.

A Firjan apoia projeto de lei que desloca para segunda-feira ou sexta-feira os feriados nacionais que caírem nos demais dias de semana.

 

ARXO ingressa no mercado de fabricação de caminhões tanques de abastecimento de aeronaves

A ARXO – empresa catarinense que atua na produção de equipamentos em aço para diversos segmentos industriais - iniciará a montagem de Caminhões Tanques de Abastecimento de Aeronaves, os chamados CTAs, para atender os mercados do Brasil e América Latina. Com larga experiência na fabricação de tanques aéreos e jaquetados para o armazenamento de combustíveis nos setores de aviação e automotivo, a empresa ingressa em um mercado restrito e exclusivo no Brasil. Os CTAs chegarão ao mercado com a parceria americana Bossermann Aviation Equipament, ranqueada como uma das maiores nos Estados Unidos na fabricação de equipamentos para abastecimento de aeronaves.

 

A parceria com a Bossermann foi assinada no final do ano passado, depois de mais de seis meses de intensas negociações. O projeto inicial é produzir 20 caminhões tanques para o setor em 2013, com a meta de entregar 100 caminhões em dois anos. Os primeiros modelos de CTAs com a marca ARXO serão apresentados ao mercado durante a Expo Aero Brasil 2013 em São José dos Campos (SP), em julho deste ano. No ano passado o segmento de aviação representou 5,5 % do faturamento da empresa, mas a previsão é chegar a 12% em 2013. Atualmente, o mercado de tecnologia na fabricação de CTAs no Brasil está monopolizado.

 

Os investimentos da ARXO no setor de aviação coincidem com o anúncio da presidente Dilma Roussef de que a aviação regional receberá do governo federal R$ 7,3 bilhões em investimentos, destinados inicialmente a 270 aeroportos.  A Região Nordeste será a maior beneficiada, com R$ 2,1 bilhões em investimentos para 64 aeroportos. Em seguida vem a Região Norte que receberá R$ 1,7 bilhão para serem investidos em 67 aeroportos; o Centro-Oeste terá R$ 900 milhões para 31 aeroportos; a Sudeste, R$ 1,6 bilhão para 65 aeroportos; e, por fim, a Sul que receberá R$ 1 bilhão para investimentos a serem feitos em 43 aeroportos.

 

Com o começo da fabricação de CTAs, a ARXO espera reduzir para, aproximadamente, quatro meses a entrega deste tipo de equipamento. Hoje a espera por um caminhão novo de abastecimento de aviões em aeroportos no país leva até dois anos. De acordo com estudos da ARXO no Brasil existe atualmente uma defasagem que varia de 500 a 530 caminhões novos de abastecimento para atender os aeroportos nacionais.

 

As primeiras unidades de CTAs a serem montadas pela ARXO sairão da fábrica equipados para movimentar até 18 mil litros de combustíveis e capacidade para abastecer 300 galões por minuto (um galão possui 3,7 litros). No setor de aviação, segmento que atua desde 2006, atualmente a ARXO está desenvolvendo projetos especiais de abastecimento para os aeroportos de Macaé (RJ), Santa Maria (RS), Altamira (PA) e Vitória (ES).  A empresa também desenvolve um conjunto de abastecimento semimóvel para atender a aviação regional e particular. Um modelo desse equipamentos está instalado na Base Fluvial da Marinha, em Ladário, no Mato Grosso o Sul.

 

Palestra sobre Programa de Autocontroles traz representante do Ministério da Agricultura para Itajaí

A Gomes da Costa promove nesta quinta-feira, dia 21, a palestra “Programa de Autocontroles”, ministrada pelo Dr. Rodrigo Mabilia, fiscal Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O evento, organizado em parceria com o Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI) e com Ministério, será realizada das 8 às 12 horas e das 14 às 17h30, no auditório do sindicato, que fica na Rua Lauro Müller, número 386.

 

A expectativa dos organizadores é da participação de 50 técnicos das empresas de pescado da região de Itajaí, o evento é aberto para as indústrias do setor, mesmo as não associadas ao SINDIPI. A palestra é voltada para responsáveis técnicos, responsáveis pelos autocontroles, técnicos do controle de qualidade, entre outros profissionais.

 

Intemodal 2013 – Sua empresa poderá participar junto com a Revista Portuária

A Revista Portuária – Economia e Negócios, estará mais uma vez expondo na Intermodal 2013, a segunda maior feira de comércio exterior, transporte de carga e logística do mundo. São mais de 550 expositores e quase 50 mil visitantes.

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O próprio site da feira (www.intermodal.com.br) indica alguns motivos para você visitar a Intermodal. Nós poderíamos transformar esses motivos para você anunciar na Revista Portuária que será distribuída na Intermodal:

Motivos para visitar a Intermodal South America 2013

1- Reduza custos e melhore sua eficiência logística

2- Conheça mais de 550 empresas de produtos e serviços em um mesmo local

3- Estreite relacionamento com fornecedores

4- Conheça novas empresas expositoras e expositores internacionais apresentando novos serviços e tecnologias inovadoras

5- Troque experiências com os maiores players do mercado

Serviço ABAC/CONOSUR fará escalas semanais em São Francisco do Sul e, a partir de março, em Itapoá

O serviço ABAC/Conosur, dos armadores Aliança Hamburg Süd e CSAV, continuará fazendo escalas semanais e regulares no Porto de São Francisco do Sul, apesar do anúncio que o serviço passará a fazer escalas também no Porto Itapoá. A linha é operada pelo TESC (Terminal Portuário Santa Catarina)  desde 2006, movimentando especialmente carga de cobre entre as costas leste e oeste da América do Sul.

A partir do dia 28 de março, o serviço fará duas escalas na Baía da Babitonga, uma em São Francisco do Sul e outra em Itapoá, o que só vem reforçar a excelência nas operações realizadas nos dois terminais, que são vizinhos e se complementam.

Nova rotação do serviço ABAC/Conosur:

Guayaquil - Antofagasta - San Antonio - San Vicente - Bahia Blanca (quinzenal) - Puerto Madryn (quinzenal) - Imbituba - Itapoá - São Francisco do Sul – Sepetiba (Itaguaí) - Santos - Rio Grande - San Antonio - Callao – Guayaquil

Exportação de fevereiro diminui 12,2% em relação ao mesmo período de 2012

As exportações brasileiras totalizaram US$ 4,998 bilhões, com média diária de US$ 833 milhões, nos primeiros seis dias úteis de fevereiro (1° a 10). Pela média, houve redução de 12,2%, em relação ao resultado de fevereiro de 2012 (US$ 948,8 milhões). Neste comparativo, houve queda no embarque das três categorias de produtos.


Entre os manufaturados (-15,2%), diminuíram as vendas de óleos combustíveis, aviões, suco de laranja congelado, máquinas para terraplanagem, motores e geradores, e automóveis de passageiros. Nos básicos (-7,2%), a retração se explica, principalmente, pelo petróleo em bruto, soja em grão, fumo em folhas, café em grão e minério de ferro. Já nos semimanufaturados (-12,5%), houve redução nas vendas de ferro fundido, alumínio em bruto, ferro-ligas, semimanufaturados de ferro e aço, ouro em forma semimanufaturada, e óleo de soja em bruto.

Na comparação com o resultado diário do mês de janeiro deste ano (US$ 725,8 milhões), houve aumento de 14,8%, com crescimento nas exportações de produtos manufaturados (18,2%) e básicos (22,3%), enquanto decresceram as de semimanufaturados (-0,3%).

As importações, em fevereiro, estão em US$ 5,739 bilhões, com média diária de US$ 956,5 milhões. O resultado está 11,3% acima da média de fevereiro do ano passado (US$ 859,1 milhões), com crescimento, principalmente, nos gastos com combustíveis e lubrificantes (65,2%), cereais e produtos de moagem (60,1%), adubos e fertilizantes (54,5%), aeronaves e partes (24,3%), químicos orgânicos e inorgânicos (20,4%), e instrumentos de ótica e precisão (10,2%).

Sobre o resultado verificado em janeiro passado (US$ 909,2 milhões), houve acréscimo de 5,2%, com destaques nos seguintes produtos: adubos e fertilizantes (34%), cereais e produtos de moagem (16,3%), combustíveis e lubrificantes (15,2%), instrumentos de ótica/precisão (13,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (9,6%), equipamentos mecânicos (7,5%), e veículos automóveis e partes (5,2%).

A balança registra saldo negativo no mês de US$ 741 milhões (média diária negativa de US$ 123,5 milhões). A corrente de comércio, no acumulado mensal, está em US$ 10,737 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,789 bilhão.

 

Portonave aumentou em 24,5% a movimentação de carga reefer em 2012

O ano que passou não foi apenas de 13,7% de crescimento para a Portonave. O Terminal Privado de Navegantes ainda contabiliza outros números referentes à operação e movimentação de contêineres no ano de 2012.

O destaque em 2012 agora é para a movimentação de carga reefer (contêineres de carga refrigerada), que aumentou 24,5% no Terminal. As exportações também tiveram resultado positivo, crescendo 19,5% no período.

O principal produto exportado foi carne congelada, seguido por madeira e tabaco. O melhor mês de operação (exportação e importação) foi setembro, com movimentação recorde de 60.606 TEUs. O plástico foi a mercadoria mais importada em 2012, embora as importações tenham registrado queda de 3%.

Para o diretor-superintendente operacional, Renê Duarte, os resultados crescentes indicam a consolidação do Terminal Portuário. “Em apenas cinco anos, conquistamos a posição de líder em movimentação de contêineres do estado de Santa Catarina”, destaca Duarte.

 

Plano Safra de Inverno ganha forma
A construção das políticas para a triticultura e as culturas de inverno, conhecido como Plano Safra de Inverno, anda a passos firmes para virar realidade até o final deste mês ou o mais tardar no início de março. A boa notícia foi dada pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, que está trabalhando conjuntamente com a equipe da secretária na elaboração das ações que beneficiarão o produtor rural.

Entre as medidas em discussão, as que asseguram especialmente o aumento da produção, por meio do reajuste dos valores mínimos em níveis que sustentem a formação da renda do produtor e a ampliação do limite de financiamento de custeio das lavouras. Também está em debate a possibilidade de realização de estudos de zoneamento de risco climático para os principais estados produtores. Todas as medidas construídas devem passar pela aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) antes de entrarem em vigor.

No ano passado, o Governo garantiu R$ 430 milhões em recursos de crédito voltados à comercialização da safra de trigo, R$ 60 milhões para o pagamento das subvenções do seguro agrícola e o reajuste dos preços mínimos de todas as culturas de inverno. “Estamos trabalhando para ampliarmos esses volumes, ouvindo o setor e formatando o plano com o apoio da iniciativa privada. Nosso objetivo é fomentar a produção e garantir recursos para a comercialização do produto”, disse Geller.
Ministério da Pesca torna pública lista de barcos autorizados para arrasto do camarão

Foram 93 as embarcações que receberam permissão do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para realizar a pesca de arrasto de camarão da espécie sete barbas, no litoral das regiões Sudeste e Sul do Brasil. Santa Catarina foi o Estado com maior número de barcos autorizados, com um total de 50, sendo que mais da metade destes se encontra em Itajaí e Navegantes.

Rio de Janeiro, Paraná e Espírito Santo ficaram com 15, 14 e10 embarcações, respectivamente. Já São Paulo teve apenas quatro barcos autorizados.

Brasil reforça cerco a produto importado
O cerco do governo aos produtos importados suspeitos de práticas desleais de competição, cada vez mais intenso no governo Dilma Rousseff, ganhará um reforço a partir do mês que vem.

Para agilizar a análise das reclamações crescentes da indústria nacional, a equipe do governo ganhará 90 investigadores de defesa comercial a partir de março. Eles se somarão aos 30 técnicos atuais.


O país já é líder na abertura de processos antidumping e foi apontado como um dos principais responsáveis pelo crescimento dos casos globais no último relatório da OMC (Organização Mundial do Comércio), de 2012.


Antidumping é o nome da medida de proteção a setores produtivos afetados quando um item chega a um país por um preço inferior ao valor normal praticado em seu mercado de origem.


Vendas da indústria catarinense fecham 2012 com alta de 7%

As vendas reais da indústria de Santa Catarina de janeiro a dezembro de 2012 fecharam com alta de 7,1% em relação ao mesmo período em 2011, informa a pesquisa indicadores industriais realizada pela Federação das Indústrias (FIESC) com 200 empresas. Dos 16 setores pesquisados, dez apresentaram crescimento. Entre eles máquinas e equipamentos (21,9%); alimentos e bebidas (13%); produtos químicos (7,4%); produtos de madeira (6,9%) e produtos minerais não-metálicos (5,5%).

Entre o setores que registraram queda nas vendas estiveram produtos metálicos (-16,5%); veículos automotores (-11,1%); metalurgia básica (-5,6%) e produtos têxteis (-2,2%).

No acumulado do ano, as horas trabalhadas na produção recuaram 1,1%. As principais quedas foram registradas nas indústrias de produtos de metal e máquinas, aparelhos e materiais elétricos. No mesmo período, os salários pagos aumentaram 2,8%. O maior acréscimo em relação a 2011 foi observado no setor de alimentos e bebidas. De janeiro a dezembro de 2012 o percentual médio da capacidade instalada ficou em 83,1%, valor acima dos 82,7% registrados no mesmo período em 2011.

Estiagem e frio fora de época fazem a produção de maçã diminuir em Santa Catarina

Os produtores de maçã não têm muito a comemorar no auge da colheita da fruta em Santa Catarina. Os pomares de maçã diminuíram de 6 mil para 4 mil hectares nos últimos cinco anos. Como se não bastasse, o frio que fez no último mês de outubro e a estiagem dos meses seguintes colaboraram para uma queda na produção de maçã em Santa Catarina e, por consequência, no Brasil. Os números ainda não são precisos, porém, a safra deve ficar 10% menor do que em 2012, quando foram colhidas cerca de 600 mil toneladas de maçã.

A safra da fruta vive o auge no mês de fevereiro, quando diversas variedades de maçã colorem as macieiras. Com tamanhos menores do que em outros anos, as maçãs de 2013 apresentam boa qualidade, informa a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM). Além disso, as frutas colhidas não sofreram prejuízos com granizo, que é considerado o pior inimigo dos pomares, tendo sido decisivo para que os últimos anos não fossem tão pródigos na colheita. Não teve granizo, mas teve frio e falta de chuva.

“O frio que fez em outubro e a ausência de chuvas em novembro e dezembro fizeram a fruta ficar menor, mas ainda sim suculenta e saborosa. O que não pode acontecer é os produtores jogarem o preço da fruta no chão, porque os eventos climáticos não podem interferir no preço”, avalia Pierre Nicolas Perez, presidente da ABPM.

O presidente da ABPM ressalta que os produtores de maçã estão recebendo em média R$ 1,00 por quilo da fruta vendida no atacado. Esse preço, entretanto, é combatido por Pierre, que considera o valor ínfimo e avisa os produtores: “Se venderem a menos de R$ 1,50 no atacado, os prejuízos para os produtores serão incalculáveis, porque a embalagem será paga do mesmo jeito, a mão de obra também, então, o produtor
precisa valorizar o seu produto. Já o consumidor tem que se contentar com a fruta pequena”, observa Pierre.

Ferrovia do Frango será pauta da primeira reunião da ACII em 2013

Um assunto de interesse de toda região e fundamental para a economia Catarinense estará na abertura dos trabalhos de 2013 das tradicionais reuniões de diretoria da Associação Comercial e Industrial de Itajaí. As ferrovias no Brasil, especialmente em Santa Catarina com destaque para a Ferrovia da Integração, conhecida como a Ferrovia do Frango, serão a pauta do primeiro encontro do ano que acontece nesta segunda-feira, dia 18, a partir das 18h30min, na sede da ACII.

A reunião é aberta ao público e a contará com a presença de várias lideranças empresariais e políticas, entre elas, o presidente da Frente Parlamentar Nacional das Ferrovias, deputado federal Pedro Uczai. O projeto da Ferrovia do Frango vem sendo discutido e no final de 2012 a ACII desencadeou uma corrente de trabalho em prol da Ferrovia da Integração. Um documento solicitando apoio e o engajamento nesta mobilização que luta pela viabilização da construção desta ligação passando pelo Vale do Itajaí foi encaminhado no dia 13 dezembro aos deputados Estaduais e Federais da região, assim como, aos presidentes de associações Empresariais dos municípios que integram o traçado da futura linha férrea.

No documento, a entidade reforçou que em vários eventos, reuniões e seminários, inclusive um específico realizado na ACII, ficou expressa a importância da construção da ferrovia, cujo traçado ligaria Chapecó e Itajaí, passando pelos municípios de Campos Novos, Curitibanos, Rio do Sul, Blumenau e cidades circunvizinhas desses municípios. “As lideranças dessas regiões sempre se manifestaram por este traçado, com o
escoamento pelo Complexo Portuário de Itajaí”, frisou a presidente da ACII, Maria Izabel Pinheiro Sandri.

 

 

Itajaí Shopping vai quase triplicar de tamanho até abril de 2014

A cidade de Itajaí, em breve, terá um espaço maior para o lazer e entretenimento da população. Isso porque o Itajaí Shopping vai praticamente triplicar de tamanho. As obras de expansão, que somam investimentos de R$ 80 milhões, já começaram e devem ficar prontas em abril de 2014. O empreendimento vai ser completamente revitalizado e ganhará novas opções de lojas e áreas de lazer.

O projeto, que não vai afetar o funcionamento normal do shopping, prevê a ampliação dos atuais 18 mil metros quadrados para 49 mil metros quadrados, um incremento de 80% na Área Bruta Locável (ABL), que passará a ter 20 mil metros quadrados. Reformulado, o empreendimento vai ganhar 42 novas operações – somando 140 ao total –, divididas entre três pisos.

A fachada vai ganhar nova cara e as áreas internas serão reformadas para seguir um novo padrão arquitetônico. O estacionamento também será ampliado. Serão 450 novas vagas, totalizando 700, gerando 2,8 mil vagas rotativas diárias – considerando o fluxo médio previsto de 450 mil pessoas.

Entre as novas operações, já estão confirmadas quatro âncoras: Riachuelo, Renner, Studio Z e Paquetá. “Elas vão atender as necessidades dos consumidores, que não precisarão mais se deslocar para outras regiões para realizar as compras de produtos destas grandes redes”, destaca o superintendente do Itajaí Shopping, Hamilton Bernardo Pereira.

Quatro novas salas de cinema Stadium 3D e quatro restaurantes com vista para o canal do porto também serão abertos. Segundo Pereira, o objetivo do projeto é oferecer à população local e ao mercado varejista da região um dos melhores e maiores centros de consumo e lazer do Vale do Itajaí.

Porto de Rio Grande lançou o projeto Molhes da Barra do Rio Grande

A Superintendência do Porto do Rio Grande realizou, no dia 9 de fevereiro, o lançamento do projeto Molhes da Barra do Rio Grande. O evento aconteceu no Molhe Oeste, na Praia do Cassino. Na ocasião, 45 velas padronizadas foram entregues aos vagoneteiros, além de uniformes, bonés e protetor solar.

O projeto

Com o objetivo de valorizar o grande potencial turístico do Molhe Oeste, a Superintendência do Porto do Rio Grande iniciou o Projeto Molhes da Barra, que busca  dar segurança aos visitantes e trabalhadores do local, fornecer sustentabilidade aos vagoneteiros e proporcionar uma atividade educativa no que se refere à destinação adequada dos resíduos gerados no local. O trabalho é desenvolvido juntamente com o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental e com o apoio da Prefeitura do Rio Grande e da Fundação Universidade de Rio Grande (FURG).

O Superintendente do Porto, Dirceu Lopes, destacou que o projeto dos molhes a longo prazo prevê a construção de uma marina pública, um mirante, um restaurante panorâmico e um estacionamento.

Os molhes

Considerada uma das grandes obras da engenharia oceânica do mundo, os Molhes da Barra do Rio Grande possibilitam o tráfego seguro de embarcações, impulsionando a atividade portuária e também turística da cidade de Rio Grande.

Durante a construção dos Molhes, as vagonetas eram o transporte dos operários. Ao longo do tempo, andar sobre trilhos, impulsionado por velas, mar a dentro, encantando-se com a união da Lagoa dos Patos e Oceano Atlântico, tornou-se um dos passeios preferidos de turistas e moradores. E para fazer o manejo desse meio de transporte tão original, surgiu o vagoneteiro, atividade profissional única no mundo.

Porto de Paranaguá terá novos shiploaders

O governador do Paraná, Beto Richa, autorizou no dia 8 de fevereiro a abertura do processo licitatório para a compra dos novos shiploaders (carregadores de navios) do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Serão adquiridos quatro novos equipamentos que ampliarão a capacidade de carregamento dos navios em 60%.

“Essa será a segunda remodelação que o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá recebe em 40 anos, mas a primeira deste porte com a substituição de grande carregadores de navios. Estamos trabalhando para que o nosso porto seja ainda mais eficiente e atenda com excelência os usuários”, afirmou o governador Beto Richa.

Para o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, a modernização do Corredor de Exportação vai agilizar o escoamento de cargas, impulsionando ainda mais as exportações. “Durante anos não se fez investimentos deste porte em Paranaguá. Com os novos carregadores, preparamos o porto para o futuro e estaremos aptos a atender estas super safras com ainda mais eficiência”, disse.

Os novos shiploaders terão capacidade nominal para embarcar duas mil toneladas de grãos por hora. Os equipamentos hoje existentes no Corredor têm capacidade nominal de 1500 toneladas/hora. No entanto, por serem muito antigos, conseguem embarcar, em média por hora, cerca de 1200 toneladas. “Teremos um ganho de 800 toneladas hora por shiploader, que nos dará um aumento de produtividade na casa dos 60%”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino. 

“Faremos as substituições dos shiploaders de maneira gradativa, obedecendo a um cronograma que evitará a paralisação das operações. Acreditamos que para a próxima safra, já tenhamos pelo menos um dos novos equipamentos em pleno funcionamento no Corredor de Exportação”, explica o superintendente. O prazo total para a instalação dos quatro shiploaders é de 22 meses. 

Recordes – Ano a ano, o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá vem batendo recordes de movimentação. As melhorias logísticas permitiram que o terminal ampliasse a movimentação das mercadorias mesmo sem modernização na estrutura. Em 2012, o Corredor de Exportação movimentou quase 16 milhões de toneladas de produtos, volume 14% superior ao registrado em 2011. Somente em janeiro deste ano, o Correx já exportou 878 mil toneladas de produtos, volume 8% maior do que o registrado em janeiro de 2012. 

Custo da construção sobe 0,18% em janeiro, diz IBGE

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) apresentou taxa de 0,18% em janeiro deste ano, inferior ao 0,43% de dezembro de 2012, segundo dado divulgado hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O custo da construção por metro quadrado passou de R$ 855,64 em dezembro para R$ 857,21 em janeiro.


O custo do material de construção registrou a maior inflação (0,29%) e chegou a R$ 455,09 em janeiro. Já a mão de obra teve alta de preços de 0,07% e o metro quadrado passou a custar R$ 402,12.


Entre os estados, a maior alta de janeiro foi registrada no Amapá (3,64%). Três estados tiveram deflação (queda de preços) no mês: Rio Grande do Norte (-0,04%), Bahia (-0,04%) e Pernambuco (-0,01%).


No acumulado dos últimos 12 meses, o Sinapi acumula taxa de 5,25%, abaixo dos 5,68% registrados em 2012.

Produtores de suínos pedem preço mínimo e garantia de milho

Produtores de suínos das principais regiões do país já estão mobilizados na tentativa de incluir a carne na política de preço mínimo do governo federal e garantir o abastecimento de milho. Depois de assembleia geral realizada ontem, em Brasília, um documento com os principais pedidos do setor para este ano foi entregue ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.


Na prática, nenhum dos pedidos é novidade para o governo. No ano passado, a alta do milho prejudicou os produtores e transformou o preço pago ao produtor e o abastecimento de do grão nos principais entraves enfrentados pelo setor. Um valor considerado mínimo para cobrir os custos de produção, hoje, seria entre R$ 2,80 e R$ 2,90 para o quilo vivo no Sul.

Perspectivas para setor avícola é pauta de encontro na UBABEF

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, e a diretoria da entidade participaram ontem de encontro com mais de 40 empresários e lideranças estaduais, na sede da associação, em São Paulo (SP).


Durante a reunião, o presidente da UBABEF falou do extenso trabalho realizado em 2012 pela entidade máxima do setor avícola, especialmente no apogeu da crise com a alta dos preços dos insumos e, consequentemente, dos custos de produção.


Turra destacou ainda as conquistas institucionais do setor em 2012, como a inclusão da avicultura entre os setores beneficiados pelo REINTEGRA e pela desoneração da Folha de Pagamento. 


Juntamente com os diretores da entidade, Ricardo Santin (de Mercados), Ariel Mendes (de Produção) e José Perboyre (Administrativo e Financeiro), Turra detalhou ainda as estratégias para ampliação e agregação de valor às exportações avícolas do Brasil e debateu os cenários de abastecimento de insumos e a escassez de crédito para o setor – que foi um dos principais problemas enfrentados pela avicultura no ano passado.


“A crise nos ensinou que um trabalho institucional forte e uma cadeia produtiva unida têm uma capacidade de superação muito mais rápida e eficiente. É com este foco que o setor avícola deve trabalhar em 2013, com o pé no chão e muita cautela, mantendo a força e a estabilidade dos negócios no mercado interno e externo. Nosso grande diferencial será a busca pela agregação de valor ao produto, tanto para o mercado interno quanto o externo”, destaca Turra.

 

Portuários de Itajaí podem definir greve contra MP 595 a partir do dia 19 de fevereiro

A Medida Provisória MP 595 apresentou uma significativa mudança no modelo portuário brasileiro ao revogar a Lei 8.630/93, de Modernização dos Portos, considerada a alavanca para o recente desenvolvimento nos portos do País. 

E, como era esperado, a medida não agradou os portuários do Brasil inteiro. Em Itajaí, não foi diferente. O Sindicato dos Estivadores de Itajaí e Florianópolis pode definir greve contra a MP 595 a partir do dia 19 de fevereiro, principalmente se as lideranças dos portuários não tiverem suas reivindicações ouvidas.

Segundo o presidente do Sindicato da Estiva, Saul Airoso da Silva, será realizada, a partir do dia 19, uma terça-feira, uma plenária em Brasília/DF com a participação de integrantes de diversas centrais sindicais para decidir se a categoria cruzará os braços para pressionar o governo em relação às novas regras estabelecidas na proposta. 'A pressão é para aprofundar o debate, porque se isso não acontecer poderemos fazer paralisação sim', afirmou Saul, acrescentando que se houver paralisação, não haverá recuo.

Saul e representantes dos portuários e parlamentares estiveram reunidos, ontem, com o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-RN). Eles tentaram interferir na escolha do relator da MP na comissão mista que discutirá o texto e defenderam o nome do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

No entanto, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), é o nome mais cotado para assumir a relatoria da medida provisória. “Se nós não pudermos escolher nem o relator é porque alguma coisa está muito errada nessa discussão”, reclamou Saul.

Saul ressalta que a Força Sindical está do lado dos portuários. Ele conta que dirigentes sindicais e parlamentares ligados aos portuários fizeram duras críticas às novas regras e dizem que a MP abre a possibilidade de privatização de portos, o que pode prejudicar a concorrência com os portos públicos e fragilizar as relações trabalhistas.

 

 

Ampliação dos serviços do Porto Itapoá chega à costa oeste da América do Sul

O Porto Itapoá passa a ser escala semanal do serviço ABAC. A nova escala foi confirmada por meio de comunicado divulgado nesta quarta-feira (dia 6 de fevereiro) pela Aliança Navegação e Logística e Hamburg Süd.

A linha, que interliga as costas oeste e leste da América do Sul, desde os portos de Guayaquil (Equador) à Sepetiba (RJ-Brasil), envolve uma forte cadeia produtiva, especialmente ligada à produção do cobre e seus derivados, além de outros minérios.

Como o Brasil, especialmente a região Sul e Sudeste, é um grande consumidor do produto, utilizado em larga escala na Indústria Metal-Mecânica, Elétrica e de Tecnologia, a localização estratégica do Porto Itapoá, centralizado entre os principais importadores de cobre da região, acaba sendo um facilitador da logística dessas indústrias.

O primeiro navio a atracar no Porto Itapoá pelo novo serviço será o Cap Palmas, do armador Aliança/Hamburg Süd, no dia 28 de março.

Nova rotação do serviço ABAC/Conosur:

Guayaquil - Antofagasta - San Antonio - San Vicente - Bahia Blanca (quinzenal) - Puerto Madryn (quinzenal) - Imbituba - Itapoá - S. F. do Sul - Sepetiba (Itaguaí) - Santos - Rio Grande - San Antonio - Callao – Guayaquil


Governador assina três convênios que favorecem o turismo e a economia em Santa Catarina
O governador Raimundo Colombo assinou, ontem, em Florianópolis, três importantes convênios com a Caixa Econômica Federal. O primeiro prevê a duplicação da rodovia SC-403, que liga a SC-401 ao balneário de Ingleses, no Norte da Ilha. O segundo é a pavimentação do Distrito de São José do Laranjal, que liga Iraceminha à BR-282, no Oeste. O terceiro corresponde à construção de três Centros de Atendimento ao Turista (CAT), nos municípios de Dionísio Cerqueira, Garuva e Itapema. “São obras estruturais, que vão nos ajudar a melhorar a infraestrutura do Estado. Junto com as obras do Pacto, elas dão um dinamismo a nossa economia”, disse Colombo.

A intenção é que os trabalhos na SC-403, trecho entre o trevo dos Ingleses e a SC-401, comecem logo após a temporada de verão, para que a obra possa ser concluída até o final de ano. O investimento será de R$ 31,1 milhões, sendo R$ 28 milhões do Governo Federal e R$ 3,1 milhões do Estado. Ao todo, a obra tem cinco quilômetros de extensão. Na temporada de verão, o tráfego chega a 40 mil veículos por dia. “O projeto já está pronto e passa por análise na Caixa Econômica Federal, que é a repassadora dos recursos do Ministério do Turismo. O projeto prevê transposição de nível, passagem subterrânea e túnel. Sem dúvida trará grande benefício para a população do Norte da Ilha”, destacou o secretário da Infraestrutura, Valdir Cobalchini.


Na obra de pavimentação do Distrito de São José do Laranjal, em Iraceminha, à BR-282 serão investidos R$ 975 mil do Governo Federal e R$ 108,3 mil do Estado, totalizando R$ 1,08 milhão. Em São José do Laranjal está sendo desenvolvido um grande projeto de fruticultura e este acesso facilitará o escoamento da produção. O trecho a ser pavimentado é de 7,2 quilômetros.


Nas construções dos Centros de Atendimento ao Turista será investido um total de R$ 1,4 milhão; o repasse será de R$ 1,1 milhão e contrapartida R$ 292,5 mil. Um dos locais que contará com o CAT é Dionísio Cerqueira. Cerca de 100 mil turistas entram em Santa Catarina pelo município, oriundo dos países do Mercosul, e não têm um local adequado para aguardar tramites aduaneiros. A solução encontrada é a construção do CAT. “Para os três municípios, a construção do CAT é muito importante. É preciso construir locais adequados para trabalhar, para orientar e estimular os turistas a conhecer o nosso Estado”, informou o secretário do Turismo, Roberto Martins, que acrescentou que a ação garante o aquecimento da economia regional estadual.


Inflação oficial atinge 0,86% em janeiro, maior taxa mensal desde abril de 2005

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,86% em janeiro deste ano. A taxa é superior à registrada em dezembro (0,79%). Em janeiro de 2012, o IPCA havia ficado em 0,56%. Este é o maior índice mensal desde abril de 2005 (0,87%) e o mais elevado para meses de janeiro desde 2003 (2,25%).


Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses, o índice chega a 6,15%, acima dos 5,84% relativos aos 12 meses anteriores.


A principal contribuição para a alta da inflação de janeiro veio dos alimentos, cujos preços continuaram subindo. A taxa atingiu 1,99%, superando o resultado de 1,03% de dezembro. O grupo alimentação e bebidas teve impacto de 0,48 ponto percentual no índice e respondeu por 56% do IPCA.

Associação de Marinas de Santa Catarina vai a evento na Itália

A Associação Catarinense de Marinas (Acatmar), que representa mais de 200 empresas e marinas de Santa Catarina, está participando da Sea Techlonogy and Design (Seatec) em Carrara, na Itália. O evento começou nesta ontem, dia 6 de fevereiro, e segue até dia amanhã, dia 8.


Este é o segundo evento que a entidade participa no país italiano. O primeiro foi o 52º Salão Náutico Internacional, em Gênova, no final de 2012, quando foram firmadas parceiras com associações italianas para troca de experiências com o objetivo de incrementar a atividade catarinense com produtos e know how europeu.

 
A ideia da entidade é conhecer novos produtos entre tecnologias e assessórios para as embarcações construídas no Brasil, além de melhorar as instalações das marinas com equipamentos sustentáveis, afirma Leandro Ferrari, presidente da Acatmar.
 
Ferraria destaca que o objetivo principal é melhorar o setor sem gerar concorrência para as empresas instaladas no Estado. "Nossa meta é garantir subsídios para que todos evoluam", garante.
 
A Seatec tem um perfil mais técnico e é conhecida como uma feira de negócios, o que vem de encontro aos objetivos da Associação. “Temos agora um escritório em Milão que nos aproxima bastante das empresas da Itália. Depois de firmarmos a primeira parceria, estamos começando a colher os frutos”, comemora Ferrari.
Produção industrial recuou em Santa Catarina em 2012, aponta IBGE

A produção industrial registrou queda em Santa Catarina, de acordo com pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostram que a atividade nas fábricas e indústrias caiu 2,7% na comparação com 2011.

"O menor dinamismo foi particularmente influenciado pelos setores relacionados à redução na fabricação de bens de consumo duráveis e de bens de capital, além da menor produção vinda dos setores extrativos, têxtil, calçados e couro, vestuário e metalurgia básica", disse o IBGE, em nota.

A Revista Portuária entrou em contato com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), na manhã de hoje, e foi informado que a diretoria da entidade está analisando os números para se posicionar de forma definitiva acerca do assunto. 

Balneário Camboriú espera 600 mil turistas e hotéis lotados no carnaval

Dois dias antes do carnaval, o setor hoteleiro de Balneário Camboriú comemora a expectativa de que 95% dos leitos do município estejam ocupados durante a tradicional festa brasileira. As reservas indicam que que quase todos os mais de 20 mil leitos da cidade vão estar ocupados entre o dia 9 de fevereiro, sábado, e o dia 12 de fevereiro, terça-feira. A expectativa da Secretaria de Turismo e da prefeitura é de que 600 mil turistas passem pela cidade durante os dias de folia.


Com base em estudos de 2012, a prefeitura de Balneário Camboriú estima receber pelo menos 600 mil pessoas entre sábado e quarta-feira. A mesma pesquisa aponta que o turista estrangeiro gasta em média R$ 97 por dia na cidade, e o brasileiro R$ 108. Assim, mais de R$ 60 milhões devem ser injetados na economia municipal.

A presidente do Sindicato dos Empregados em Hotéis, Serviços de Hospedagem, Bares, Restaurantes e de Fast Foods de Balneário Camboriú e Região, Olga Ferreira, estima que a maioria dos turistas virá dos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, além dos argentinos, que já tomam conta das ruas de Balneário desde a metade do mês de janeiro.

“Acreditamos em 95% de ocupação nos hotéis, podendo chegar a 100%. Este ano, teremos mais brasileiros do que argentinos, mas os Hermanos também estarão por aqui”, vibra Olga. 

Secretaria da Fazenda fez operação em shoppings de Balneário Camboriú

Auditores fiscais da Secretaria do Estado da Fazenda fizeram uma operação ontem nos shoppings de Balneário Camboriú. A intenção foi verificar irregularidades na emissão de notas fiscais e no uso de cartões de crédito – o que pode gerar sonegação de impostos.

Foram verificados equipamentos como softwares, emissores de cupons fiscais e a propriedade das máquinas de cartão, para verificar se estão sendo usados aparelhos de terceiros.

De acordo a assessoria de comunicação da Secretaria da Fazenda, pelo menos uma loja foi autuada em R$ 3 mil, por uso de software não autorizado. A empresa tem 15 dias para se regularizar, mas pode recorrer.

Além de Balneário, shoppings de Joinville e Blumenau também passam por fiscalização. A primeira fase da operação, feita em estabelecimentos de Florianópolis, foram identificadas irregularidades em 15% dos locais visitados e 40 equipamentos foram apreendidos.

A maior parte das lojas irregulares usava equipamento de cartão de crédito e débito em nome de outro estabelecimento ou de terceiros. Outras não tinham emissor fiscal ou não estavam com o sistema conectado ao da Fazenda. A multa para os empresários comprovadamente irregulares pode variar entre R$ 1,5 mil e R$ 5 mil por infração.

 

ILS do aeroporto de Joinville chega à Santa Catarina via Porto Itapoá

O ILS, sistema que facilita operações de pouso em condições de mau tempo, desembarcou no Porto Itapoá na noite da última segunda-feira. A bordo do navio Santa Catarina, o equipamento, que ocupou dois contêineres, veio da Alemanha por meio do serviço SAEC 1 (Europa).

A Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pela importação do ILS, aguarda a chegada da carga em Joinville para os próximos dias. O ILS será de categoria 1 (existem três categorias) e permitirá a aproximação até a altitude de 200 pés (60 metros).

Ou seja, o piloto só vai desistir do pouso se não ver a pista na altitude de 60 metros. A expectativa é de que o ILS seja instalado no prazo de 90 dias e entre em operação no aeroporto Lauro Carneiro de Loyola ainda neste semestre.

Balneário Camboriú espera 100% de ocupação da rede hoteleira no carnaval

Alguns dias antes do carnaval, o setor hoteleiro de Balneário Camboriú comemora a expectativa de que 100% dos leitos do município estejam ocupados durante a tradicional festa brasileira. As reservas indicam que os mais de 20 mil leitos da cidade vão estar ocupados entre o dia 8 de fevereiro, sexta-feira, e o dia 12 de fevereiro, terça-feira.

A presidente do Sindicato dos Empregados em Hotéis, Serviços de Hospedagem, Bares, Restaurantes e de Fast Foods de Balneário Camboriú e Região, Olga Ferreira, estima que a maioria dos turistas virá dos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, além dos argentinos, que já tomam conta das ruas de Balneário desde a metade do mês de janeiro. “Acreditamos em 100% de ocupação nos hotéis, se não chegar a isso vai ser 99%. Este ano, teremos mais brasileiros do que argentinos, mas os Hermanos também estarão por aqui”, vibra Olga. 


Dilma quer implantar TV digital e banda larga ainda em 2013

O processo de implantação da TV digital e também da banda larga será acelerado neste ano de 2013 em suas diferentes modalidades, segundo mensagem encaminhada ao Congresso Nacional pela presidente Dilma Rousseff.


"O Plano Nacional de Banda Larga será remodelado para buscar a universalização da banda larga e tornar o uso da Internet tão popular quanto o rádio ou a televisão", disse a presidente na mensagem lida no plenário ontem.


Dilma destacou o avanço do serviço de TV por assinatura, que teve uma expansão no número de assinantes, de 9,84 milhões no final de 2010, para mais de 16 milhões em 2012.

MBA em Estratégias Empresariais promove aulas funcionais, workshops e encontros com empresários em Balneário Camboriú

O mercado competitivo e focado em profissionais com perfil de líderes motivou a nova grade curricular do MBA Executivo em Estratégias Empresariais da Tear Escola de Negócios, em Balneário Camboriú. Com metodologia dividida em três partes distintas, o novo programa prevê disciplinas funcionais e etapas práticas com workshops e encontros com empresários para trocas de experiências. Promovido em parceria com a Univel, do Paraná, a quarta turma do MBA Executivo em Estratégias Empresariais da Tear está com inscrições abertas e tem início previsto para o dia 23 de março.

 

Direcionado para empreendedores, executivos e profissionais de diversas áreas, o MBA busca atualização em estratégias de negócios no mercado atual. Disciplinas como Comportamento do Consumidor, Inteligência Emocional, Gestão do Marketing e da Propaganda, Desenvolvimento de Líderes (Coach) e Marketing Pessoal estão incluídas no novo currículo. “Adquirir novas habilidades e buscar atualização frente a um mercado extremamente competitivo e em constantes transformações é fundamental para a gestão da carreira ou do próprio negócio, além de fortalecer o networking pessoal”, explica o diretor da Tear Escola de Negócios, Álvaro Zambom dos Santos.

 

Com duração de um ano e meio, o MBA Executivo em Estratégias Empresariais ainda prevê uma série de workshops práticos como o de Laboratório de Vendas e o de Inteligência Emocional, e encontros com empresários para debater assuntos como o Panorama Econômico do País, Gestão de Carreira e Criação de Valor da Marca. As aulas são quinzenais e com alguns dos melhores professores e profissionais do Sul do Brasil.

 

SERVIÇO

 

MBA Executivo em Estratégias Empresariais

Local: Tear Escola de Negócios, Rua 1970, 70, Balneário Camboriú

Inicio: 23 de março

Informações: (47) 3367-4466 e www.tearensino.com.br

Secretaria da Fazenda apresenta as primeiras análises do Observatório da Despesa Pública

A Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) apresentou ontem, as primeiras análises geradas pelo Observatório da Despesa Pública (ODP), um sistema avançado de análise de informação sobre os gastos públicos. Desenvolvido pela Controladoria Geral da União (CGU) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o ODP é considerado a “malha fina” das despesas públicas.


Santa Catarina começou a utilizar o sistema em setembro do ano passado como um projeto piloto. A apresentação de hoje, que contou com a presença de representantes da CGU e do BID, é o resultado desse trabalho, que analisou as compras governamentais no período de janeiro de 2010 a setembro de 2012. A partir de agora, a tecnologia será utilizada para análise das demais despesas públicas do Estado.


“Além de fortalecer o controle interno, o ODP deixa as informações mais claras para que o gestor público possa tomar decisões de forma mais rápida e eficiente”, explica o diretor da Diretoria de Auditoria Geral (DIAG) da SEF, Augusto Puhl Piazza. “Uma das conclusões que já chegamos nesse piloto é de que os pregões eletrônicos são uma ferramenta importante para reduzir despesas”, completa o auditor.


Para Francisco Javier Urra, especialista em Modernização do Estado do BID, a principal virtude do ODP é o foco em prevenção e apoio à gestão pública. “É uma ferramenta não só de combate à corrupção, mas também de combate à má gestão”, destaca. Santa Catarina e a Bahia são os primeiros estados a utilizar o ODP. A meta da CGU e do BID é estendê-lo para as demais unidades da federação.


O Diretor de Informações Estratégicas da CGU, Gilson Libório de Oliveira Mendes, elogiou o trabalho e a iniciativa do estado em testar a ferramenta. “Um dos motivos de convidarmos Santa Catarina é o alto nível de informatização dos dados do Estado. O ODP permite ao auditor realizar seu trabalho com mais probabilidade de acerto e, consequentemente, com maior economia de recursos financeiros e humanos.”


O acordo de cooperação com a CGU foi celebrado por Santa Catarina em 2009. Em setembro de 2012, o Estado recebeu os equipamentos e começou a operar o ODP. Os recursos para a compra dos computadores, softwares e capacitação dos profissionais (US$ 50 mil) foram investidos por um fundo norueguês de apoio às ações contra a corrupção e disponibilizados por meio de convênio entre a União e o BID, sem custo para Santa Catarina. Auditores internos da SEF receberam treinamento para operar o sistema.

Produção de petróleo e gás no Brasil aumentou 3,4% em dezembro

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil atingiu, em dezembro de 2012, a média de 2,441 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), indicando um crescimento de 3,4% em relação a novembro do mesmo ano. Se somada a parcela produzida no exterior a produção da Petrobras atingiu a média de 2,683 milhões (boed), apresentando um aumento de 4,2% em relação a novembro.

 

Considerando a produção exclusiva de petróleo (óleo mais LGN – Líquido de Gás Natural) no Brasil, a Companhia atingiu, em dezembro, 2,032 milhões barris por dia (bpd), representando um aumento de 3,2% na comparação com novembro. A produção total operada pela Petrobras foi de 2,056 milhões bpd.

 

Esse aumento ocorreu devido, principalmente, ao incremento da produção do FPSO Cidade de Anchieta, no campo de Baleia Azul, que no mês de dezembro produziu 77,7 mil bpd. Outro fator que contribuiu para o crescimento da produção foi o aumento da eficiência operacional na Bacia de Campos, já refletindo o efeito positivo do Proef (Programa de Aumento da Eficiência Operacional).

 

A produção de gás natural sem liquefeito dos campos da Companhia no Brasil alcançou 64,959 milhões de metros cúbicos por dia, representando um aumento de 4,5% na comparação com novembro de 2012. A produção total operada pela Petrobras foi de 71,040 milhões de metros cúbicos por dia.

 

A maior produção de gás reflete o aumento na produção dos campos de Mexilhão, Lula e Tambaú e a entrada em operação do FPSO Cidade de Anchieta, em Baleia Azul.

 

A produção total no exterior foi de 243 mil boed, correspondendo a um crescimento de 12% em relação ao mês anterior. Desse total, 145 mil barris diários foram de petróleo, representando um aumento de 21,8% na comparação com o mês anterior, devido à reabertura dos poços do campo de Akpo, após a parada para a manutenção da plataforma de produção, na Nigéria.

 

A produção internacional de gás natural chegou a 16,535 milhões de metros cúbicos/dia, 0,9% acima do volume em relação a novembro, consequência do aumento de produção devido aos resultados acima do esperado nos campos de Santa Cruz I Oeste e Neuquina; pelo fim da paralisação sindical na Argentina e a maior demanda pelo gás boliviano.

 

Com safra recorde, Paraná cria regras para evitar filas no Porto de Paranaguá
O governador Beto Richa anunciou na última sexta-feira, (01), as medidas operacionais do Programa Safra, criado para agilizar os embarques de grãos pelo Porto de Paranaguá. Exportadores, caminhoneiros e operadores portuários estão recebendo informações detalhadas sobre a logística de embarque da safra de 2013.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) fez modificações operacionais para dar maior fluidez ao recebimento da produção, que promete ser recorde. As ações vão sincronizar o trabalho de todos os setores envolvidos e reduzir as filas de desembarque de carga. “Um planejamento inédito de prevenção para minimizar os gargalos no Porto de Paranaguá. Com a sincronia de todos os setores, atingiremos maior eficácia operacional e conseguiremos atender com agilidade a safra recorde”, disse o governador.

Beto Richa anunciou que, nos próximos dois anos, o governo estadual investirá R$ 1,6 bilhão para melhorar a infraestrutura dos portos paranaenses. “Modernos e eficientes, os terminais vão contribuir para o desenvolvimento econômico estadual”, afirmou.

A Appa implantou novas rotas de acesso aos terminais de grãos com a definição de caminhos alternativos para cada terminal de descarga. Com relação à programação de cargas, somente serão programados para descarga os caminhões que tiverem cadastrados no sistema Carga Online. Com isso, a orientação é que os caminhões façam o cadastro antes de sair de sua origem, para que a Appa tenha um planejamento do que será descarregado.
Plataforma P-63 chega à cidade de Rio Grande (RS)
O navio-plataforma P-63, da Petrobras, atracou no cais do Estaleiro Quip, na cidade de Rio Grande (RS), na última quinta-feira, (31).  Depois de pronta, a P-63, com capacidade para processar 140 mil barris/dia, irá para o campo de Papa-Terra, na área do pós-sal da Bacia de Campos, operado pela Petrobras em parceria com a Chevron. A previsão é de que as atividades de construção terminem no primeiro semestre deste ano.

Os serviços de integração consistem em instalar e interligar ao FPSO os módulos que irão compor o navio. Esta é uma das últimas etapas de construção da unidade, cujo casco foi convertido no estaleiro Cosco, na China, em um FPSO, plataforma que produz, armazena e transfere petróleo.

 

Principais dados da P-63

Capacidade de processamento de petróleo: 140 mil barris/dia
Capacidade de armazenamento de petróleo: 1,4 milhão de barris 
Capacidade de compressão de gás: 1 milhão de m³/dia
Capacidade de geração de energia: 98 MW 


Marketing do Atlântico Shopping está sob nova direção

O publicitário João Otávio Moretti, 28 anos, é o novo Gerente de Marketing e Merchandising do Atlântico Shopping. Com uma forte vivência em shoppings centers, João já teve passagem por outro shopping de Balneário Camboriú e pelo Continente Park Shopping, em São José. 

 

Catarinense, de Apiúna, João escolheu Balneário Camboriú para construir carreira e já reside na cidade há mais de 10 anos. Atualmente também comanda a Be, empresa voltada para sistemas de relacionamento em shoppings centers. O publicitário assume o cargo em um momento estratégico e marcado por mudanças no Atlântico Shopping. Empolgado com o novo desafio, João pretende trazer a comunidade de forma ainda mais intensa para o empreendimento, através de campanhas e eventos especialmente direcionados para este público.

 

De acordo com a Superintendente do empreendimento, Fátima Lima, a entrada de João segue o novo planejamento de marketing do Atlântico Shopping, que pretende investir de forma ainda mais intensa na comunicação do empreendimento, incluindo mídias digitais, redes sociais, eventos, endomarketing e assessoria de imprensa. Além disso, Fátima pretende estreitar o relacionamento com os pontos turísticos da região.

 

Arxo encerra 2012 com o faturamento de R$ 106 milhões

A ARXO, maior fabricante da América Latina de tanques jaquetados para armazenamento de combustível, encerrou 2012 com faturamento de R$ 106 milhões. Com matriz em Balneário Piçarras, em Santa Catarina, e filial em Cabo do Santo Agostinho, na Grande Recife (PE), a Arxo conta com escritórios em São Paulo (SP) e em Assunção, no Paraguai, além de uma rede de representantes no Brasil e Mercosul. A previsão da empresa é aumentar o faturamento em 27% em 2013, ampliando o volume de produção de aço processado de 14,5 mil toneladas/ano para 16 mil toneladas/ano.

Atualmente, dos 38 mil postos de combustíveis existentes no Brasil, 70% utilizam tanques jaquetados da ARXO. Neste ano a empresa pretende aumentar o crescimento nos mercados de aviação e offshore e, por conta da demanda de crescimento, a empresa está reabrindo a unidade localizada em Itajaí (SC), no bairro Cordeiros.

No ano passado o segmento de aviação representou 5,5 % do faturamento da empresa, mas a previsão é chegar a 12% esse ano. Os investimentos da ARXO no setor de aviação coincidem com o anúncio da presidenta Dilma Roussef de que a aviação regional receberá do governo federal R$ 7,3 bilhões em investimentos, destinados inicialmente a 270 aeroportos.

Em 2013, a empresa também pretende intensificar a fabricação de unidades de transporte de equipamentos para o mercado offshore, que atualmente responde por 4% do faturamento da ARXO. A proposta é produzir esse ano 40 unidades por mês de caixas, contêineres e caçambas para o mercado offshore. A empresa começou a fabricar módulos de unidades de transporte – equipamento projetado para não apresentar falhas em condições adversas das plataformas de petróleo – em 2012. A marca também projeta o ingresso na fabricação de parte de equipamentos para navios de apoio offshore, o que deve acontecer entre 2014 e 2015.

SOBRE A ARXO:

Maior fabricante de tanques jaquetados para combustíveis da América Latina, a ARXO foi fundada em 1967 como Soldas Pereira, especialista em serviços de solda e serralheria. A empresa vem ampliando sua atuação e expansão, tornando-se uma referência no setor metal-mecânico brasileiro. Em 2001, a empresa passou a se chamar Sideraço e, em 2003, conquistou a Certificação INMETRO, a ISO 9000, e construiu uma rede de representantes e parceiros no Brasil e no Mercosul. Em 2005, foi inaugurada a unidade de Recife (PE), e em 2006, a de Balneário Piçarras (SC), que dois anos depois passou a ser a matriz da empresa. Em 2009, a Sideraço passou a se chamar ARXO, que, em latim, significa armazenar/manter “ARX”.



 

 

Complexo do Itajaí ganha novo serviço

O armador CMA CGM inicia na primeira semana de março um novo serviço no Complexo Portuário do Itajaí. Trata-se do SAMWAF service, que conecta as costas da América do Sul e África. O serviço será operado em Itajaí pela APM Terminals, arrendatária do Terminal de Contêineres do Porto de Itajaí.


A periodicidade será de oito a dez dias e a primeira escala está confirmada para 05 de março, com o navio RHL Aqua, de bandeira liberiana. Os contêineres reefers devem representar uma boa fatia das operações do serviço, bem como as cargas diversas.


Além de Itajaí, a rota engloba os portos de Paranaguá, Rio Grande, Santos, Rio de Janeiro, Pointe Noire (Congo), Luanda (Angola), Assuncion (Paraguai), Buenos Aires (Argentina), Montevideo (Uruguai) e Rio Grande.

Complexo do Itajaí opera navios com 45 metros de boca

O Porto de Itajaí concluiu na manhã da última sexta-feira, 01, as operações do navio Maersk Lavras, um cargueiro com 300 metros de comprimento e 45 metros de boca (largura). Até então, a capacidade do Complexo era de receber navios de 304 metros de comprimento, porém, com 40 metros de boca. O navio atracou na margem direita, no berço operado pela APM Terminals Itajaí. “A atracação ocorreu na quinta-feira e o navio zarpou na manhã de sexta. A operação foi um sucesso, o que comprova que nosso complexo pode receber navios desse porte”, explica o diretor Executivo do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz.


A autorização da Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí para que fosse realizada a atracação em caráter experimental ocorreu na semana passada, após reunião realizada entre autoridades, praticagem, empresas de rebocadores e terminais portuários. “A operação realizada hoje é resultado de uma serie de estudos, envolvendo simulações por computador e modelagem matemática, realizados por empresa especializada e avalizados pela Praticagem e Autoridade Marítima, pois demonstraram total segurança nas manobras”, acrescenta o diretor.


Para o Complexo do Itajaí a atracação de navios com maior porte físico, a exemplo do Maersk Lavras, possibilita que o armador venha a ter menor custo operacional e um ganho de capacidade no carregamento de cargas. “Isso poderá fazer com que novos serviços venham para nossa cidade”, acrescenta. O aumento do tamanho dos navios em operação é uma tendência global, que vem sendo aplicada pelas grandes empresas de navegação.

Complexo do Itajaí ganha novo serviço

O armador CMA CGM inicia na primeira semana de março um novo serviço no Complexo Portuário do Itajaí. Trata-se do SAMWAF service, que conecta as costas da América do Sul e África. O serviço será operado em Itajaí pela APM Terminals, arrendatária do Terminal de Contêineres do Porto de Itajaí.

A periodicidade será de oito a dez dias e a primeira escala está confirmada para 05 de março, com o navio RHL Aqua, de bandeira liberiana. Os contêineres reefers devem representar uma boa fatia das operações do serviço, bem como as cargas diversas.

Além de Itajaí, a rota engloba os portos de Paranaguá, Rio Grande, Santos, Rio de Janeiro, Pointe Noire (Congo), Luanda (Angola), Assuncion (Paraguai), Buenos Aires (Argentina), Montevideo (Uruguai) e Rio Grande.

Santa Catarina é alvo de investidores internacionais

O Brasil está na rota de investidores do mercado mundial e Santa Catarina vem sendo um dos locais mais procurados pelos empresários estrangeiros. Prova disso é que, no final de fevereiro, o Estado vai receber uma missão da Áustria, com representantes do setores público e privado, que virão estabelecer parcerias para investimentos em Santa Catarina. A Missão Áustria chegará ao Aeroporto Internacional de Florianópolis no dia 17 de fevereiro e seguirá para Balneário Camboriú. A comitiva diplomática passará ainda por Itajaí, Blumenau e, por fim, a capital Florianópolis.


O intuito principal desta missão é buscar parcerias para a instalação de um curso de energia fotovoltaica. Porém, o grupo é formado por profissionais que irão trazer tecnologias na área de infraestrutura portuária, negócios no ramo de importação e exportação, setor de energia e desenvolvimento em energias renováveis. Sendo assim, novos negócios em outras áreas, como náutica (marina) e hotelaria também são de grande interesse por parte dos investidores austríacos.


A empresa que está intermediando a Missão Áustria é a ECER – Empresa Catarinense de Energias Renováveis, sediada em Balneário Camboriú. Interessados devem enviar seus projetos por e-mail para:  comercial.ecer@gmail.com.


“Temos certeza de que esta missão irá trazer grandes benefícios, uma vez que todos os temas que serão abordados são fundamentais para o desenvolvimento econômico, cultural e turístico do nosso Estado”, comentou  Jonny Kurtz, organizador da missão.

 

Juiz determina aumento da área de embargo à maricultura em Santa Catarina

A Justiça Federal determinou em liminar publicada nesta segunda-feira (28) que a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) aumente para toda a região costeira das baías Sul e Norte a área de embargo à maricultura em Santa Catarina. Segundo o documento, a decisão vale até que haja um "diagnóstico preciso, seguro e definitivo sobre a contaminação e os seus impactos".


Para o juiz federal Marcelo Krás Borges, o aumento da área do embargo se justifica "por se tratar de provável contaminação ambiental gravíssima" provocada pelo vazamento de 12 mil litros de óleo na Tapera, no Sul da Ilha. A extensão compreende os municípios de Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu e Governador Celso Ramos.

Jandir Bellini participa de Encontro Nacional de Prefeitos, em Brasília

O prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, participa nesta semana do Encontro Nacional com os Prefeitos e Prefeitas – Municípios Fortes, Brasil Sustentável. O evento acontece no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, onde o prefeito também deve cumprir agenda paralela de reuniões em alguns ministérios para verificar o andamento de projetos de interesse para o município. O encontro com os prefeitos foi aberto às 18 horas de ontem, com pronunciamento da Presidente da República, Dilma Roussef.

 

O Encontro com os Prefeitos tem o objetivo  de apresentar aos novos gestores municipais os programas do governo federal e de que maneira eles têm reflexo direto nas Prefeituras. A programação foi organizada com base em quatro eixos: Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Ambiental e Urbano e Participação Social e Cidadania.

 

O Encontro acontece até amanhã, reunindo os prefeitos em cinco auditórios onde ocorrerão palestras das programações principal e paralela, além de oficinas de capacitação e mesas de boas práticas. Também estarão à disposição dos gestores municipais 26 estandes de ministérios e de órgãos com influência direta no cotidiano dos municípios, como por exemplo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

 

Além de participar do Encontro, o prefeito Jandir Bellini também vai cumprir uma agenda de compromissos em alguns ministérios onde tramitam projetos de interesse do município de Itajaí. Nesta terça-feira, ele tem compromissos agendados no Dnit, no Ministério das Cidades e no Ministério da Integração Nacional.

Consumidor do Mercosul terá atendimento especial
Nos casos em que haja problemas nas relações de consumo, o turista brasileiro que visita os países do Mercosul poderá realizar acordo imediato entre as partes. A medida também beneficia turistas desses países em estadia no Brasil. Esse é o principal objetivo do projeto piloto a ser implantado nos órgãos de defesa do consumidor nos países do bloco. O projeto, lançado hoje pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, visa prover acesso nas entidades de cada país ao Formulário de Reclamação para o Consumidor Visitante. O formulário estará disponível ao consumidor turista que tiver algum problema de consumo no país visitante.
Confiança da indústria fica quase estável em janeiro, diz FGV

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) ficou praticamente estável entre dezembro e janeiro: avançou apenas 0,1%, ao passar de 106,4 para 106,5 pontos, de acordo com a pesquisa 'Sondagem Industrial', divulgada nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).


Ainda assim, o indicador se manteve acima da média de 60 meses, de 104,8 pontos pelo quinto mês consecutivo, e obteve a maior leitura desde junho de 2011, quando marcou 107,1 pontos.


Na comparação com janeiro de 2012, o ICI teve alta de 4,4%.


A prévia do índice, divulgada na semana passada, sinalizava alta mensal maior, de 0,2%, no ICI de janeiro. Em dezembro, o indicador tinha tido avanço mais expressivo, de 1,1%.


De acordo com a FGV, a estabilidade do ICI resulta do ligeiro aumento do Índice da Situação Atual (ISA) e do leve recuo do Índice de Expectativas (IE), que mede as perspectivas do empresário da indústria para os próximos seis meses.

Auckland retorna ao cenário da Volvo Ocean Race 2014-15

Auckland é considera da capital da vela no mundo e sua tradição não poderia ficar de fora da Volvo Ocean Race 2014-15. A cidade da Nova Zelândia receberá mais uma vez a maior regata do mundo para consolidar sua importância histórica na modalidade. Na última edição, em 2012, a stopover da Oceania foi um sucesso de público no Porto de Waitemata.


O porto neozelandês será o ponto de partida de uma das pernas mais desgastantes da Volta ao Mundo levando os barcos pelos mares do sul, incluindo a passagem pelo Cabo Horn, e terminando em Itajaí, no Brasil. O calendário completo da próxima edição da Volvo Ocean Race será divulgado em fevereiro.  


Um relatório feito pelo Google, maior portal de buscas da Internet, informou que na Nova Zelândia, o termo Volvo Ocean Race foi o mais procurado em 2012, mostrando a importância do evento para o país da Oceania.


"A regata voltou pra casa na edição anterior após 10 anos de hiato", disse o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad. "Milhares de fãs apaixonados pela vela lotaram a Vila da Regata todos os dias. O sucesso foi grande também na chegada e partida dos barcos, além da In-port Race. Pode se dizer que foi uma das melhores pernas da história do evento”.


Auckland é a quarta cidade-sede da Volvo Ocean Race 2014-15 confirmada até agora pelos organizadores. A largada será em Alicante, na Espanha, no segundo semestre de 2014. Outros dois portos brasileiros já foram anunciado: Recife, em Pernambuco, e Itajaí, em Santa Catarina.

Governo vai pavimentar SC-477 facilitando acesso aos portos de Itajaí e São Francisco do Sul

Nesta quarta-feira, 30, o governador Raimundo Colombo lançará edital de licitação das obras da SC-477, no trecho que liga Doutor Pedrinho, no Vale do Itajaí, a Itaiópolis, no Planalto Norte. A obra, que faz parte do Pacto por Santa Catarina, terá 80 quilômetros de extensão e investimento de R$ 180 milhões para sua realização. O ato ocorrerá em dois momentos. Um será na Associação dos Servidores Públicos de Doutor Pedrinho, às 9h30min, e o outro no Salão São Sebastião de Moema, às 15h, em Itaiópolis.


"Esta é uma obra muito importante para a nossa região. É uma ligação estratégica com o Vale do Itajaí, facilitando o escoamento da nossa produção e encurtando a viagem", disse o secretário Regional de Mafra, Wellington Bielecki. O município de Doutor Pedrinho destaca-se pela cultura do arroz.


O asfaltamento da SC-477 é esperado há mais de 50 anos pela população da região. A rodovia liga os municípios do Planalto Norte até o Vale do Itajaí, facilitando o acesso aos portos de Itajaí e São Francisco do Sul.


Veja os projetos que já foram anunciados pelo Pacto Por SC somente na área de infraestrutura:

Pacto Por SC garante pavimentação de ruas em Joinville, acabando com áreas de alagamentos

Obra do Pacto Por SC garante mais segurança a moradores de Garuva e facilita acesso ao porto

Trecho que liga a BR-280 ao Ferry Boat de São Francisco do Sul agora é asfaltado

Pacto por Santa Catarina vai pavimentar rodovia aguardada há mais de 30 anos pelos moradores de Romelândia e Anchieta

Lançado o edital de restauração da SCT-480, entre Chapecó e a divisa com o Rio Grande do Sul

Valores em caixa para investimentos já superam os aplicados nos dois anos anteriores

Governador lança edital para licitação da obra de restauração e aumento da capacidade de tráfego do trecho Chapecó a Goio-Ên

Em Taió, governador lança quinta obra do Pacto por Santa Catarina em uma semana

Raimundo Colombo autoriza licitação para obras na SC-390

Governador entrega ordem de serviço para restauração da rodovia que liga Passo de Torres à BR-101

SC-427 receberá investimento de R$ 13,9 milhões

Raimundo Colombo entrega ordem de serviço para restauração da rodovia que liga Passo de Torres à BR-101

Rodovia de acesso ao Sul da Ilha deve ser concluída em junho do ano que vem

Reabilitação da rodovia que liga São Joaquim a Painel vai garantir mais segurança e desenvolvimento para Serra catarinense

Financiamento de R$ 650 milhões assinado pelo governador permitirá dar início imediato a 10 obras em rodovias

Governo destina R$ 500 milhões para obras de infraestrutura do Pacto por SC

Reabilitação da SC-355 em Jaborá vai oferecer mais segurança aos catarinenses

Governo do Estado vai investir R$ 52,8 milhões na pavimentação da SC-467 entre Jaborá e Ouro

Governador autoriza Deinfra a iniciar pavimentações no Meio-Oeste e Alto Vale

Revitalização da SC-110 em Urubici estará concluída em seis meses

Exportações de milho crescem cinco vezes em Paranaguá
A última semana de janeiro começa com uma situação bastante atípica no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Ao mesmo tempo em que a soja começa a chegar aos terminais do complexo, a procura pelo milho continua grande. Do início de janeiro até hoje, já foram exportadas pelo Porto de Paranaguá 500 mil toneladas de milho, volume cinco vezes superior ao registrado no mesmo período de 2012, quando foram exportadas 99 mil toneladas de milho. Até o próximo dia 3, são esperados 18 navios, que chegam para carregar quase um milhão de tonelada do produto. 

Segundo a Divisão de Silo da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), no mesmo período de 2012, era mínima a quantidade de navios que chegavam ao Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá para carregar milho: apenas três. Apesar de atípico, esse encontro da segunda safra de milho com a safra da soja já era esperado. 

“O desafio está sendo conseguir conciliar esse movimento, gerado pelas boas condições tanto do mercado internacional quanto da produção paranaense, com o mínimo impacto para a via e para a cidade. Para isso estamos trabalhando com coordenação, alinhando as estratégias com todas as empresas que fazem parte do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.
Receita Federal realiza evento Conheça a Nossa Aduana
A Portonave recebeu nesta segunda-feira o projeto “Conheça a Nossa Aduana”, realizado pela Receita Federal do Brasil. Este é um programa de apresentação do trabalho do órgão por meio de visitação às unidades que prestam serviços aduaneiros e faz parte da política de transparência da Receita. Foi a primeira fez que o evento ocorreu no Terminal de Navegantes. O objetivo é esclarecer à população sobre o papel do Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal.


Foram 50 pessoas da comunidade e de empresas que atuam no ramo logístico e aduaneiro que participaram da ação. Houve a apresentação de um vídeo institucional e uma palestra sobre a função da Receita Federal do Brasil dentro da atuação aduaneira. Após a palestra, os participantes fizeram uma visita guiada dentro do Terminal Portuário.


A abertura à visitação das dependências aduaneiras da Receita ocorre duas vezes ao ano: em janeiro e julho.

SUPRG adia lançamento do projeto Molhes da Barra devido às condições climáticas

A Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) realizaria, neste último sábado (26), às 9h, o lançamento do Projeto Molhes da Barra do Rio Grande. No dia em que o Balneário Cassino completou 123 anos, a SUPRG daria início a um trabalho de sustentabilidade ambiental, socioeconômica e turística com a entrega de material aos vagoneteiros como velas padronizadas, uniformes e bonés. Após o ato de lançamento, seria realizado um grande mutirão de limpeza ao longo dos molhes.

Entretanto, devido às intempéries climáticas, o lançamento do projeto Molhes da Barra do Rio Grande foi adiado. Em breve, será informada a toda comunidade uma nova data do evento.  

Portonave recebe novo serviço para continente asiático

A Portonave recebeu neste mês de janeiro o navio Hanile, na primeira escala do serviço ESA, formado pelas companhias marítimas Evergren e COSCO. A linha atende países da Ásia com escala nos portos de Xangai, Ningbo, Yantian, Hong Kong e Cingapura.

 
Santa Catarina foi incluída na rota do serviço ESA devido à importância da economia do Estado e Navegantes foi escolhida pela qualidade na prestação do serviço da Portonave e da infraestrutura da cadeia logística da região. A Portonave possui, atualmente, três serviços diretos para o continente asiático, e o ESA representa mais uma opção para os clientes do Terminal Portuário. 
 
Na primeira atracação foram movimentadas mercadorias como tecidos, livros (brochuras e impressos), motores, empilhadeiras, ferramentas, artigos domésticos, flores artificiais, camisas e resinas.
APM Terminals Itajaí recebe novo serviço neste mês

A APM Terminals Itajaí, arrendatária de dois berços no Porto de Itajaí, passou a receber em janeiro um novo serviço: o Gs1/Golfo. O serviço da CSAV/Hapag-Lloyd iniciou operações no terminal no último dia 10, após meses de negociação junto aos armadores deste serviço/joint, que confirmou a parceria comercial. 

 
O serviço escala portos do Brasil, México, Estados Unidos e República Dominicana com uma frota de oito navios com capacidade para 5.500 TEUs e com a principal característica de ser bastante exportador (carga seca) e com alta concentração de contêineres cheios. O primeiro navio a atracar na APM Terminals Itajaí será o Buenos Aires Express. 
 
Nesta primeira escala, a previsão é que a embarcação movimente 650 TEUs no terminal catarinense, entre produtos metalúrgicos, linha branca, polímeros e madeira. “A eficiência logística e a produtividade do terminal contribuem para que consigamos atrair linhas tão importantes quanto a Gs1/Golfo para Itajaí”, destaca Ricardo Arten, superintendente da APM Terminals.
Concluídas as obras de manutenção e reparo do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá
Já operam normalmente as descargas de granéis no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. As obras de manutenção do complexo já estão concluídas, assim como a recuperação dos estragos causados pelo forte vento (que chegou a 114 km/h no final de dezembro) e as chuvas do final do último mês de dezembro. 

Durante os últimos dois meses, aproveitando o período de entressafra, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) realizou a manutenção do Corredor de Exportação, junto com os operadores portuários que atuam no complexo. 

"Os silos horizontais e vertical (Silão) estão limpos, as chaparias e outras peças foram substituídas, e os elevadores também passaram por manutenção. Além das estruturas fixas, as correias transportadoras e os shiploaders também passaram por reparos e estão prontos para operar a todo o vapor”, afirma o diretor técnico da Appa, Paulinho Dalmaz. 

Os seis shiploaders que operam nos três berços do Corredor (212, 213 e 214), foram lavados e lubrificados; os componentes que apresentavam defeitos foram trocados; três correias de coberturas foram substituídas por novas – adquiridas pela Appa, no valor de R$ 1,5 milhão; e as correias transportadoras também foram repostas. A manutenção do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá foi concluída dentro do prazo previsto.
Operação Veraneio 2013: Fazenda detecta fraudes em restaurantes do litoral

A Operação Veraneio 2013, realizada pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) entre os dias 21 e 24 de janeiro, detectou 73 infrações em 195 restaurantes visitados em Florianópolis e outras 11 cidades do litoral do estado. Foram apreendidos 39 equipamentos, entre impressoras não fiscais, computadores, calculadoras e máquinas para pagamento com cartão de crédito e débito. O índice de 37,4% é menor do que nas operações anteriores, quando as irregularidades alcançaram 49% (2011) e 41% (2012) dos estabelecimentos visitados.


“A cada operação nos convencemos de que ainda há muito a coibir em termos de sonegação. A Fazenda está empenhando seu qualificado corpo técnico e as mais modernas tecnologias para garantir que o bom empresário não seja penalizado por aquele que age de má fé. Novas ações já estão sendo desenhadas e deverão acontecer durante o ano inteiro”, diz o secretário Antonio Gavazzoni.


Entre as infrações, foi detectado um programa de computador que permitia a sonegação fiscal sem comprometer a gestão operacional dos contribuintes, como controle de caixa e estoque. Em uma das empresas onde foi verificado o uso deste aplicativo, que funcionava em paralelo ao sistema da Fazenda, o faturamento bruto registrado foi de R$ 12 milhões, contra os R$ 6 milhões informados à SEF. Outro contribuinte foi ainda mais longe, sonegando 78% do faturado na temporada passada (R$ 1,5 milhão).


Um agravante é que o aplicativo foi criado por uma desenvolvedora de software credenciada pela Secretaria da Fazenda (SEF). Uma comissão composta por auditores fiscais será formada para apurar a conduta da empresa desenvolvedora do software, podendo resultar em seu descredenciamento junto a SEF, sem prejuízo das penalidades previstas na Lei nº 8.137/90 (crime contra a ordem tributária). Quanto aos contribuintes, será cobrado o imposto (ICMS) recolhido a menor em cada período, acrescido de juros e multa, que pode variar de 75% a 150% do valor do imposto sonegado, dependendo da gravidade da infração.


Outras infrações verificadas são comuns nesse tipo de operação: uso do equipamento de cartão de crédito e débito em nome de outro estabelecimento ou de terceiros; balança não interligada ao sistema da Fazenda nos restaurantes a quilo; inexistência do equipamento ECF – Emissor de Cupom Fiscal e/ou do uso do Programa de Aplicativo Fiscal (PAF); uso de impressora não fiscal. Os restaurantes visitados foram previamente identificados por meio do cruzamento de dados de comercialização disponíveis no sistema fazendário.


Segundo o gerente de Fiscalização da Secretaria da Fazenda, Francisco Martins, as operações in loco continuam refletindo positivamente após o seu término. “O efeito multiplicador dessas ações costuma ser muito eficiente. Após a fiscalização, é comum outros contribuintes procurarem a Fazenda para regularizar suas atividades”, afirma.


A Operação Veraneio contou com a atuação de 44 auditores fiscais. Em Florianópolis, a ação se concentrou na Lagoa e Barra da Lagoa, Ingleses, Canasvieiras, Ponta das Canas e Jurerê. As outras cidades que integraram a ação foram Araranguá, Laguna, Garopaba, Balneário Camboriú, Itapema, Bombas e Bombinhas, São Francisco do Sul, Barra Velha e Itapoá.


Esta foi a segunda ação desse tipo realizada pela Secretaria da Fazenda em 2013. No início de janeiro, a Operação Presença Fiscal visitou 472 lojas nos cinco principais shopping centers da Grande Florianópolis e identificou 71 infrações (15%). Novas ações serão realizadas ao longo do ano. “Evoluímos muito com os recursos disponibilizados nos últimos anos pela tecnologia da informação, que permite acompanhar online as atividades fiscais dos contribuintes e detectar irregularidades previamente, potencializando nossas ações”, explica Martins.

Expansão da Havan prevê 50 novas lojas até 2015

A Havan, maior rede de lojas de departamentos do Brasil, anunciou a construção de uma filial na cidade de Sinop, no Mato Grosso. A unidade, segunda da catarinense no Centro-Oeste, terá 11 mil metros quadrados de área construída e 370 vagas de estacionamento. Os investimentos chegam a R$ 22 milhões, com previsão de abertura de 200 novos empregos. A inauguração está prevista para maio.

 
A unidade de Sinop representa o pontapé inicial do novo plano de expansão da Havan. Depois de encerrar 2012 com 50 lojas, a rede comandada pelo empresário Luciano Hang quer dobrar este número até 2015. No Mato Grosso, estão previstas unidades também em Cuiabá e Rondonópolis. Além de Santa Catarina, Paraná e São Paulo também já possuem filiais.
Receita apreende R$ 2 bilhões em mercadorias irregulares em 2012

A Receita Federal apreendeu em operações de fiscalização no ano passado R$ 2 bilhões em mercadorias e veículos irregulares (contrabandeadas ou fraudadas). Os números são considerados um recorde histórico pelos técnicos do órgão.


Os dados foram apresentados hoje (28) pelo subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal do Brasil, Ernani Argolo Checcucci Filho. No ano passado, segundo ele, foram realizadas 2.680 operações de vigilância e repressão com destaque para a Operação Fronteira Blindada.


O balanço está sendo divulgado no dia em que a Receita comemora o Dia Internacional da Aduana no país . Hoje também está sendo realizado a segunda etapa do Programa: “A Receita Federal convida: conheça a nossa aduana”.


“No ano passado foi muito significativa a atuação dos fiscais nas aduanas do país. Contamos com o crescimento da parte de inteligência e tem havido uma cooperação com outros órgãos, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias dos estados e as Forças Armadas. Houve ainda evolução na parte da tecnologia”, disse Checcucci Filho.


Os números mostram também que as aduanas desembaraçaram 3,67 milhões de declarações de importação e exportação e realizaram o processamento de procedimentos para 51 mil passageiros por dia nos aeroportos brasileiros, o que totaliza 18,7 milhões de passageiros em 2012.


O subsecretário informou ainda que foram fiscalizadas 14,4 milhões de remessas postais internacionais e processadas 4,7 milhões de remessas expressas.


Foram arrecadados R$ 93 bilhões em tributos e direitos vinculados ao comércio exterior, bem como lançados R$ 4,3 bilhões em créditos tributários a partir de ações de fiscalização de zona secundária.

Obra do Pacto Por SC facilita acesso ao Porto de Itapoá e dá mais segurança aos moradores de Garuva

O governador Raimundo Colombo e o secretário Valdir Cobalchini entregaram na última sexta-feira, 25, a ordem de serviço para a construção da SC-417, em Garuva, no Norte do Estado. A nova estrada, que integra o Pacto Por Santa Catarina, fará o contorno na cidade de Garuva, facilitando o acesso de cargas ao Porto de Itapoá. Além disso, a rodovia vai reduzir o fluxo de veículos no Centro do município, garantindo mais segurança à população.


“Queremos minimizar os problemas de trânsito. Para isso vamos restaurar, revitalizar e construir novas rodovias em todo Estado. São quase R$ 3 bilhões de investimentos em 347 obras que estão começando. É o maior volume de obras da história de Santa Catarina”, explicou o governador.


A obra terá 9 quilômetros e custou R$ 27,1 milhões. O dinheiro veio por meio do Pacto Por Santa Catarina, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


Outra boa notícia recebida pela população foi o anúncio de que a conclusão da obra será adiantada em seis meses. Com isso, em um ano e meio, a região já deverá contar com o asfalto.


As obras começam no Km 10 da BR-101 e terminam após a área urbana de Garuva, seguindo o traçado da estrada palmital. Haverá uma interseção na via municipal paralela à rodovia federal que servirá de acesso a uma empresa instalada no local e um elevado que permitirá, no futuro, uma triplicação da BR-101. As pistas terão aproximadamente três metros de largura e cerca de um metro de acostamento. “Estamos fazendo obras que integram as regiões, melhoram a logística, trazem desenvolvimento e a valorização aos locais. Santa Catarina vive um momento especial, é a preparação para um futuro ainda mais promissor”, afirmou Cobalchini.


O superintendente do Porto de Itapoá, Patricio Junior, salientou que a obra representa a possibilidade de mais caminhões circularem pela região, mais movimento no Porto e ao mesmo tempo mais segurança, que segundo ele, é o mais importante.

UBABEF participa da 65ª edição da International Poultry Exposition

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Francisco Turra, participa, junto com o diretor Financeiro e Administrativo da entidade, José Perboyre, entre os dias 29 e 31 de janeiro, da International Poultry Exposition 2013, em Atlanta, Estados Unidos. A agenda inclui ainda a participação, dia 28, na assembleia geral ordinária da Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA), da qual Turra é vice-presidente, e a divulgação do Salão Internacional da Avicultura (SIAV), que acontece em agosto, em São Paulo.

 

O encontro, o maior do setor nos EUA e organizado pela U.S. Poultry & Egg Association, é uma oportunidade, segundo o presidente da UBABEF, para reafirmar a parceria com a entidade irmã, assim como para a troca de informações com os maiores players mundiais do setor avícola, visando sempre à qualidade e à expansão da avicultura no mundo.

 

“Como a mostra reúne representantes dos vários segmentos da avicultura mundial, será uma oportunidade para convidá-los, junto com o presidente da USA Poultry & Egg Export Council (USAPEEC), James Sumner, para participar do Salão Internacional de Avicultura (SIAV), o maior evento do setor no Brasil, como também para divulgar e fomentar negócios para o evento”, afirma Turra.

 

A International Poultry Exposition é a maior exposição internacional de tecnologia, equipamentos, fornecedores e serviços usados na produção e no processamento de aves e ovos, além de incluir empresas envolvidas na produção de ração.

 

Para a reunião da Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA) estão sendo esperados representantes de todos os países membros. O encontro, segundo seu vice-presidente, Francisco Turra, focará três pontos básicos: os problemas de sanidade no continente latino-americano e os meios de pressionar os governos a investir forte na defesa agropecuária e na saúde animal; a crise de abastecimento de grãos em alguns países, em razão do custo da ração e escassez do produto em algumas regiões do continente latino-americano; e a busca de uma unidade maior do setor na região para enfrentar embargos e barreiras tarifárias.

 

“O continente latino-americano tem que estar unido para fazer frente às principais demandas do setor. Vamos trabalhar para que a carne de frango produzida nos países que compõem a ALA esteja presente em mais países, e assim, cada vez mais, aumentar a competitividade comercial do nosso produto”,  salientou Turra.

 

 

Grupo Nelson Heusi comemora 80 anos de fundação



No dia 18 de janeiro de 1933, o Sr. Nelson Seara Heusi foi nomeado despachante aduaneiro da Mesa de Rendas Alfandegada de Itajaí - Santa Catarina, pelo então Presidente da República Getúlio Vargas. Este foi o início da história que firmou o Grupo Nelson Heusi como um dos maiores e mais competentes grupos de Comércio Exterior do Brasil.


As transformações e o desejo de evoluir fizeram com que o Grupo Nelson Heusi ampliasse sua atuação geográfica e no mercado, tendo hoje um grande objetivo de crescimento e expansão em nível nacional e internacional. Atualmente com mais de 190 colaboradores em escritórios espalhados pelo Brasil, o Grupo Nelson Heusi atua nos segmentos de liberação aduaneira, outsourcing, transporte de cargas, armazenagem, transporte internacional e seguro de cargas.

 

As empresas que formam o Grupo Nelson Heusi são: Nelson Heusi Armazéns Gerais, Comissária Nelson Heusi, Nelson Heusi Trade Management, Nelson Heusi Cargo e Nelson Heusi Logística Internacional.

 

As cidades onde o Grupo Nelson Heusi possui escritórios são: Curitiba e Paranaguá (PR); Recife e Suape (PE); Itaguaí e Rio de Janeiro (RJ); Uruguaiana (RS); Dionísio Cerqueira, Florianópolis, Imbituba, Itajaí, Itapoá, Joinville, Navegantes e São Francisco do Sul (SC).

 

Conheça mais sobre os 80 anos de história acessando:

 

www.nelsonheusi.com

 

TIM revitaliza o camelódromo de Balneário Camboriú

A TIM, companhia de telefonia móvel, resolveu investir pesado no centro de Balneário Camboriú. Quem passar pelo Camelódromo que fica em frente a Igreja Santa Inês, um dos espaços mais democráticos da cidade, vai perceber que o local está com um novo visual. O centro de compras popular agora conta com placas de identificação, sinalização e pórticos de entrada, tudo na cor predominante da companhia, o azul. 
Além destas novidades, em breve, os pisos e calçadas também passarão por uma revitalização que dará uma nova aparência ao espaço. Tudo bancado pela TIM.

A empresa conta com quatorze pontos de vendas de TIM Chip e Recarga no camelódromo, por isso considera imprescindível a ação. “A TIM está constantemente querendo se comunicar com seus clientes e, para divulgar suas ofertas, nada melhor do que locais com grande fluxo de pessoas como o camelódromo. Em contrapartida à ação de marketing, estamos contribuindo com a revitalização do local, que é um grande ponto de encontro de moradores e turistas”, afirma Carlos Abilhôa, Gerente de Marketing TIM Sul.

Para os que passam pelo camelódromo para compra de chips e recargas, a operadora prepara promoções e ofertas.  

 

União Europeia prevê maior importação de carne de aves por parte dos países do bloco

A União Brasileira de Avicultura (UBABEF) recebeu ontem, dia 22, de seu escritório em Bruxelas, um documento da Comissão Europeia intitulado “Perspectivas dos mercados agrícolas e ingressos na UE 2012-2022”.  E as projeções são de aumento das importações de carne de aves por parte dos países do bloco, um dos grandes clientes do produto brasileiro.


Segundo o estudo, as importações de carne de aves dos países da União Europeia – que decresceram 3% entre janeiro e agosto de 2012, segundo as estatísticas da Comissão Europeia – irão aumentar até chegar ao total de 831 mil toneladas em 2022. O consumo per capita, por sua vez, cresceria 4,3%, em média, chegando a 24 quilos também em 2022.


De acordo com as estatísticas da UBABEF, no ano de 2012 o Brasil embarcou 442 mil toneladas de carne de frango para os países da UE, com uma receita de US$ 1,184 bilhão de toneladas – um resultado inferior ao de 2011, devido à retração econômica em várias economias do bloco, mas respondendo pelo segundo maior mercado de destino das vendas brasileiras do produto.


“As projeções da Comissão Europeia são animadoras para o Brasil, um tradicional fornecedor de carne de frango para os países da UE. Uma posição, aliás, que eleva o status de grife de nosso produto, já que o mercado europeu é extremamente exigente. E isto nos credencia muito na hora de abrir novos mercados”, destacou o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra.

 

 

FIESC lança Comitê de Petróleo e Gás
O Sistema FIESC lançará no dia 31 de janeiro, uma quinta-feira, o Comitê de Petróleo e Gás, durante seminário sobre o tema. O objetivo é discutir oportunidades no setor para as indústrias catarinenses, que podem atuar como fornecedoras de bens e serviços para toda a cadeia produtora. O evento será realizado na sede do Sistema FIESC em Florianópolis, a partir das 14 horas.

Entre os principais objetivos do Comitê estão o aumento da participação da indústria catarinense como fornecedora de bens e serviços para o setor de petróleo e gás natural, o fortalecimento da capacidade industrial e maior articulação entre universidades, centros de pesquisas e empresas, visando ao desenvolvimento tecnológico local da indústria petrolífera de Santa Catarina.

Durante o seminário o superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), Luís Fernando Mendonça Frutuoso, apresentará estudo sobre a cadeia de óleo e gás natural no Brasil com o apoio à indústria de Santa Catarina. Frederico Antonio Turra, da CNI, abordará a metodologia para a implantação dos núcleos de petróleo e gás nas Federações de Indústrias.

Os investimentos da Petrobrás em toda a cadeia de óleo e gás chegarão a US$ 236,5 bilhões até 2016, criando um cenário promissor para a economia catarinense.
Balanço externo de pagamentos registrou déficit de US$ 4,9 bilhões em dezembro

O balanço de pagamentos registrou déficit de US$ 4,901 bilhões no mês de dezembro, ante superávit de US$ 18,9 bilhões em igual mês de 2011. As transações correntes das contas externas também apresentaram prejuízo, de US$ 8,413 bilhões, no último mês de 2012, de acordo com o Relatório do Setor Externo, divulgado hoje (23) pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC).


A conta financeira registrou ingressos líquidos de US$ 3,693 bilhões, com destaque para os US$ 5,4 bilhões de investimentos estrangeiros diretos (IED) no mês.


No ano, a conta financeira somou US$ 74,639 bilhões, dos quais US$ 65,3 bilhões de investimentos externos no setor produtivo. Em contrapartida, a conta corrente de 2012 foi deficitária em US$ 54,246 bilhões, equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país).


De acordo com o relatório do BC, a conta de serviços em dezembro contabilizou déficit de US$ 4,4 bilhões – no mesmo mês do ano anterior, o déficit foi US$ 3,6 bilhões. No acumulado janeiro-dezembro, a conta de serviços teve saídas líquidas de US$ 41,1 bilhões, com aumento de 8,3% em relação aos gastos de 2011.


As despesas com aluguel de equipamentos atingiram US$ 1,8 bilhão no mês (US$ 18,7 bilhões no ano, 12,3% a mais). O déficit com viagens internacionais somou US$ 1,4 bilhão no mês (US$ 15,6 bilhões no ano) e com transportes chegou a US$ 722 milhões no mês (US$ 8,8 bilhões no ano). Os gastos com computação e informações chegaram a US$ 484 milhões em dezembro (US$ 3,9 bilhões no ano), e as remessas líquidas deroyalties e licenças somaram US$ 302 milhões no mês (US$ 3,2 bilhões no ano) ou 16,4% a mais que em 2011.

Navegantes e Itajaí têm o maior crescimento do PIB
Portões de entrada e saída de boa parte dos produtos que são importados e exportados no Brasil, Itajaí e Navegantes tiveram os maiores índices de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 para 2010 entre as principais cidades catarinenses.

De acordo com números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2009 e 2010, a soma das riquezas de Itajaí cresceu 40%, passando de R$ 10,88 bilhões para R$ 15,23 bilhões. Em Navegantes, a soma das riquezas saltou de R$ 912,03 milhões, em 2009, para R$ 1,39 bilhão no ano seguinte, um incremento de 53,5%. 

O ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Onézio Gonçalves Filho, que durante 2012 acompanhou de perto a evolução do PIB do município, afirma que em breve Itajaí vai superar Joinville como a maior economia do Estado. “Esperamos que Itajaí tenha o primeiro PIB do Estado em pouco tempo, porque além do Porto, também temos a indústria naval vindo numa crescente em Itajaí", acredita.

O maior PIB de Santa Catarina segue sendo o de Joinville, que também registrou crescimento expressivo: 38,4%, subindo de R$ 13,34 bilhões para R$ 18,47 bilhões. Depois de Itajaí, segunda colocada, aparecem Florianópolis (R$ 9,80 bilhões), Blumenau (R$ 8,95 bilhões), Jaraguá do Sul (R$ 5,25 bilhões) e São José (R$ 4,78 bilhões).

 



Governador participa da 15º Itaipu Rural Show
O governador Raimundo Colombo e o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, participaram esta manhã, em Pinhalzinho, da abertura oficial da 15ª Itaipu Rural Show. A feira, que vai até o sábado, 26, no Centro de Treinamento e Difusão de Tecnologias, tem o tema a "Propriedade Rural Sustentável". 

Durante a abertura da feira, Colombo destacou que Santa Catarina tem 1,1 % do território brasileiro, 3% da população e é o maior produtor de suínos, o segundo maior produtor e exportador de aves e agora o quarto maior produtor de leite do Brasil. “Esses dados mostram a qualidade empreendedora dos catarinenses, a vontade do trabalho, o que merece um elogio. É um orgulho para o nosso povo, mostra a organização e o espírito cooperativo, e é o que estamos comemorando hoje aqui.”


A feira teve o apoio do governo do Estado por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), no valor de R$ 80 mil. O tema da feira é a Propriedade Rural Sustentável. O Itaipu Rural Show mostra aos participantes a evolução e as tendências do agronegócio, reduzindo custos e melhorando a produtividade e, dessa forma, melhorando a vida no campo. “Essa feira é uma vitória do Oeste, com um excelente resultado em favor da melhoria da qualidade de vida das pessoas”, avaliou o governador.


Balneário Camboriú Shopping tem posto de atendimento do Programa Juro Zero

Um programa de financiamento especial para microempreendedores individuais com juro zero é o foco de um trabalho que está sendo divulgado pelo Governo do Estado e Sebrae/SC no Balneário Camboriú Shopping até próximo dia 15 de fevereiro. No local, consultores do Sebrae e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) de Santa Catarina prestam informações sobre a formalização de negócios através do Microempreendedor Individual e sobre o programa de financiamentos especial para esta categoria de empresa. 


O Programa Juro Zero está disponível para microempreendedores individuais formalizados, com receita bruta anual máxima de até R$ 60 mil. O programa oferece acompanhamento especializado de agentes de desenvolvimento e inovação, treinados pelo Sebrae/SC, que visitam e acompanham  individualmente cada um dos microempreendedores durante todo o período do empréstimo.


O programa visa aumentar a competitividade da economia catarinense com foco nos microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas, que representam a grande maioria dos empreendimentos catarinenses.  O atendimento do posto do Programa Juro Zero no Balneário Camboriú Shopping, localizado no estacionamento coberto (com acesso pela escada rolante em frente a Schutz) é ampliado e funciona no mesmo horário de atendimento das lojas: entre 11h è 23h de segunda a sábado, e entre 14h e 20h aos domingos.


Posto de orientação do Programa Juro Zero


Local: Balneário Camboriú Shopping, estacionamento coberto (acesso pela escada rolante em frente a Schutz)


Data: Até o dia 15 de fevereiro


Horário: Segunda a sábado, 11h às 23h; aos domingos, 14h às 20h

 

 

Novo procedimento para desembarque de mercadorias entrou em vigor neste mês no Porto de Rio Grande
Por solicitação realizada pela Receita Federal do Brasil junto à Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG), entrou em vigor no dia 7 de janeiro de 2013 o novo procedimento para a operação de Desembarque de Mercadorias Nacionais e de Importação, no qual deverá constar no Sistema Porto as informações das Notas Fiscais referente às mercadorias que forem descarregadas no Porto Novo do Rio Grande. 

Essas novas adequações estão sendo feitas atendendo ao artigo 2º do Ato Declaratório Executivo COANA/COTEC que está disponível no endereço abaixo:
www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/atosexecutivos/2003/conjuntos/adcoanacotec00
Portos do Paraná exportaram 12% a mais em 2012
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) divulgou o balanço total da movimentação de cargas nos portos paranaenses em 2012. Considerando apenas as exportações, foram quase 28,5 milhões de toneladas movimentadas. Esse total é 12% maior que os 25,5 milhões registrados em 2011. Em receita cambial, foram gerados quase US$ 18,6 bilhões – US$ 1 bilhão a mais que no ano anterior.

As exportações representam quase 56,5% da movimentação geral registradas pelos portos de Paranaguá e Antonina em 2012. Esse volume - mais de 44,6 milhões de toneladas - é um novo recorde histórico; 9% maior em relação aos 41 milhões movimentados em 2011. 

“Pelo segundo ano consecutivo, conseguimos quebrar o recorde em produtividade. Para alcançar essa movimentação – superando a meta do Governo do Estado e trazendo mais uma marca histórica – foram adotadas medidas no sentido de coordenar os trabalhos de todos os atores do sistema portuário – do setor público e privado – para vencer as dificuldades logísticas. Além disso, foram adotadas medidas práticas como melhorias no Pátio de Triagem; melhorias na moega de descarga de grãos; a dragagem do Porto de Paranaguá, finalizada em meados de dezembro; e, principalmente, medidas de gestão, com a atuação direta nos conceitos de uma nova modelagem logística que nos permitiu atingir essa movimentação com interferência quase zero na via”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Ainda segundo Dividino, as medidas adotadas pela Appa cumprem a determinação do governador Beto Richa: “promover as mudanças que forem necessárias para possibilitar não apenas a expansão na movimentação de cargas mas também atender a produção agrícola e industrial do Estado”, completa o superintendente.
Instituto Kat Schürmann será transferido de Bombinhas para Itajaí

O ano de 2013 começou de vento em popa para Itajaí. E muito disso rememora a vela e os veleiros. Primeiro, teve a confirmação da cidade como sede da Volvo Ocean Race 2014/2015. Depois, os elogios dos franceses da Regata Transatlântica Jacques Vabre à infraestrutura do município. Não obstante, os Schürmann, conhecidos por já terem viajado o mundo a bordo de um veleiro, vão, ainda em 2013, transferir o Instituto Kat Schürmann, de propriedade da família, de Bombinhas para Itajaí.

A afirmação foi do próprio patriarca da família, Vilfredo Schürmann, que durante a cerimônia que confirmou Itajaí como sede da próxima edição da Volvo Ocean Race, em 2014/2015, concedeu uma entrevista exclusiva para a Revista Portuária. Vilfredo comemorava o fato de a cidade estar se descortinando para as atividades náuticas e, na esteira disso tudo, ele considera que Itajaí vai colher uma série de investimentos e benefícios.

“Eu sempre apostei no futuro náutico de Itajaí e, agora, a cidade está colhendo os frutos de investir no esporte a vela, nas atividades náuticas de uma forma geral. Por isso, eu adianto para você que, em 2013, antes de novembro, nós vamos transferir o Instituto Kat Schürmann de Bombinhas para Itajaí”, revelou, pra dizer que a cidade de Bombinhas contará com uma filial do instituto, que tem o objetivo de contribuir para a manutenção da qualidade sócio-ambiental dos ambientes marinho e costeiro.

 

Balneário Camboriú teve 90% dos leitos da rede hoteleira ocupados no fim de semana

A semana do réveillon, tradicionalmente a de maior ocupação nos hotéis de Balneário Camboriú, passou e deixou um rastro de quase 100% de ocupação na rede hoteleira do município. Depois disso, o setor esperava uma queda no movimento de turistas na cidade. Entretanto, a julgar pela ocupação de 90% nos hotéis de Balneário Camboriú neste último fim de semana, o setor está aquecido e segue gerando lucros para os empresários do ramo hoteleiro.

A presidente do Sindicato dos Empregados em Hotéis, Serviços de Hospedagem, Bares, Restaurantes e de Fast Foods de Balneário Camboriú e Região, Olga Ferreira, estima que entre a última sexta-feira e o domingo, os hotéis de Balneário tiveram 90% de ocupação. O número é considerado excelente por Olga, que afirma ser isso um reflexo do bom trabalho feito pelos empresários do setor durante todo o ano. “Esse número é significativo e deve se manter assim, pelo menos, até o carnaval”, garante Olga.

A presidente do Sechobar lembra que os argentinos estão viajando menos para Balneário por conta da crise que a economia dos Hermanos atravessa. “Eles estão vindo menos em grupos, mas percebemos que mesmo em menor número, os que vêm representam a classe média/alta e, sendo assim, viajam de avião ou carro e costumam gastar mais”, aponta, pra dizer que atrações turísticas da região, como Parque Unipraias, em Balneário Camboriú, e o Parque Beto Carrero, em Penha, são chamariscos para grupos de brasileiros do Sudeste e Centro-Oeste que visitam em peso a cidade neste início de 2013. 

Operação Veraneio 2013 em Santa Catarina irá fiscalizar cerca de 200 restaurantes

Começa nesta segunda-feira, dia 21, e vai até o dia 24 a Operação Veraneio 2013 da Secretaria de Estado da Fazenda. No período, 44 auditores fiscais irão fiscalizar cerca de 200 restaurantes em Florianópolis e em outras 10 cidades do litoral catarinense, incluindo Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas.


Os estabelecimentos a serem visitados pelos fiscais foram pré-selecionados e já tiveram dados de comercialização cruzados com o sistema fazendário. A Operação Veraneio 2013 teve início em Florianópolis, com reunião do grupo às 11 horas na Lagoa da Conceição. Dos 44 auditores fiscais, 35 são do Grupo Regional de Ação Fiscal e nove são do Grupo Especialista Setorial em Automação Comercial (GESAC).


Além da Capital a Operação Veraneio atingirá Araranguá, Laguna, Garopaba, Balneário Camboriú, Itapema, Bombas e Bombinhas, São Francisco do Sul, Barra Velha e Itapoá.

Amanhã tem o lançamento de Itajaí como sede da 12° edição da Volvo Ocean Race

De forma oficial, Itajaí será lançada nesta terça-feira, dia 22, como sede da 12° edição da Volvo Ocean Race, a maior competição náutica do mundo. O evento vai começar às 9h, no Castelo Montemar, na Rua Antônio Menezes V. Drumond, no alto do Morro da Cruz, em Itajaí. A solenidade contará com a participação de autoridades, imprensa, organizadores da parada itajaiense e convidados.

Itajaí e Recife

Já era esperado que Itajaí voltasse a sediar a Volvo Ocean Race, especialmente depois de ter sediado uma etapa inesquecível na edição 2011/2012 da Fórmula-1 dos mares. Agora, falta apenas confirmar o trajeto da regata, que terá outra cidade brasileira no mapa náutico da Volvo Ocean Race, já que Recife foi confirmada como a segunda parada da competição que vai largar de Alicante, na Espanha, em novembro de 2014. 

Ford vai produzir o novo Fiesta no Brasil

A versão hatch da versão mais moderna do Fiesta, que hoje é fabricada no México, será produzida também pela Ford na fábrica de São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. O anúncio foi feito ontem pela direção da montadora americana durante o Salão do Automóvel de Detroit, onde o carro está exposto no estande da marca.


A modernização e adaptação da unidade para a produção do novo carro demandaram investimentos da ordem de R$ 800 milhões, dentro de um total de R$ 4,5 bilhões que será destinado ao país no período de 2011 a 2015. Outros R$ 500 milhões foram destinados à fábrica de motores e transmissões em Taubaté, no interior paulista, onde a Ford produz o motor sigma, hoje usado no EcoSport na Bahia e que também passará a equipar o novo carro.


O Fiesta produzido na fábrica da Ford na Bahia hoje é uma versão mais compacta do que o novo projeto. O início da produção do New Fiesta está previsto para o primeiro semestre, em data a ser anunciada pela montadora em breve. A versão sedã do New Fiesta continuará sendo importada do México.


A iniciativa está em linha com a estratégia da Ford de renovar o portfólio de produtos dentro da estratégia de trabalhar com plataformas globais, batizada de One Ford. Nessa linha, o New Fiesta se une ao EcoSport, desenvolvido e produzido em Camaçari (BA), mas depois levado para a Ásia e, futuramente, para a Europa.


O Fiesta é o modelo de automóvel mais vendido pela Ford - ou o sexto maior do país quando se compara com as demais marcas. No ano passado, foram 113,5 mil unidades emplacadas, incluindo o carro com motor rocam, que continuará sendo produzido em Camaçari (BA).


Já em São Bernardo, onde está a sede da Ford no Brasil, o New Fiesta vai se juntar à produção do modelo de entrada Ka e à picape Courier. A montadora também tem uma fábrica de caminhões no complexo industrial.

Raimundo Colombo recebe acordo do novo mínimo regional hoje

O termo de compromisso do acordo sobre o novo piso regional catarinense deve ser entregue hoje ao governador, Raimundo Colombo, durante cerimônia na Casa da Agronômica. O objetivo é que o Executivo encaminhe o projeto de lei à Assembleia Legislativa para ser aprovado.

Trabalhadores pertencentes às quatro faixas salariais do piso regional devem receber, já na folha de pagamento referente a janeiro, o reajuste definido na última terça-feira, 15, após a quarta rodada de negociações entre entidades representativas patronais e dos empregados na FIESC. A correção do novo salário mínimo regional de 2013 varia de 9,28% a 9,37%.

A Fecomércio-SC, que representa as empresas do comércio de bens, serviços e turismo do Estado atuou, desde o início, diretamente nas negociações. A entidade considera o reajuste equilibrado e ratifica a importância da manutenção de um diálogo direto entre as duas partes. Vale lembrar que o acordo é retroativo ao dia 1º de janeiro deste ano.

Confira os valores aprovados


    A primeira faixa do mínimo catarinense, que estava em R$ 700,00 passa a R$ 765,00 pelo acordo (correção de 9,28%).

    A segunda faixa aumentou de R$ 725,00 para R$ 793,00 (reajuste de 9,37%).

    Já a terceira faixa, que abrange diretamente as empresas do setor de comércio e prestação de serviços, subiu de R$ 764,00 para R$ 835,00 (ajuste de 9,29%).

    A quarta faixa, que abrange empresas do setor imobiliário e também do turismo, que tinha como valor de R$ 800,00, agora deve ser fixada em 875,00 (correção de 9,37%).










 

 

Capitania dos Portos em Santa Catarina terá novo comandante nesta quinta-feira

O Capitão-de-Mar-e-Guerra Hilbert Strauhs assume o comando da Capitania dos Portos de Santa Catarina, nesta quinta-feira, dia 24 de janeiro, às 10 horas, na sede da entidade, em Florianópolis.

Porto de Itajaí

Na semana passada, Strauhs, na companhia do Capitão de Portos de Santa Catarina, Capitão-de-Mar-e-Guerra Cláudio da Costa Lisboa, visitou os diretores do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz, Alexandre Antônio dos Santos e André Pimentel, das diretorias Executiva, Financeira e Técnica, respectivamente, e o Delegado da Capitania dos Portos em Itajaí, Capitão de Fragata Fernando Anselmo Sampaio Mattos.

O objetivo da visita foi a apresentação do Capitão Strauhs aos diretores do Terminal itajaiense. 

Prévia da inflação apresenta queda em janeiro, afirma FGV

O Índice Geral de Preços ‐ Mercado (IGP‐M) registrou queda na segunda apuração do mês de janeiro. Na comparação com dezembro, o indicador passou de 0,69% para 0,34%. De acordo com dados apurados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre os dias 21 de dezembro de 2012 e o dia 10 de janeiro de 2013.


O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também apresentou queda nesta apuração, em janeiro ficou em 0,23%. No mesmo período de dezembro, a taxa foi de 0,75%. A taxa de variação dos Bens Finais avançou de 0,90% para 0,93%. A maior contribuição para esta aceleração teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 2,74% para 7,56%.


A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 0,36%, em dezembro, para 0,40%, em janeiro. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a construção, cuja taxa passou de 0,43% para 0,96%.


O índice referente a Matérias‐Primas Brutas registrou variação de ‐0,73%. No mês anterior, a taxa foi de 1,06%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (‐1,53% para ‐6,03%), milho (em grão) (6,07% para ‐0,83%) e aves (6,60% para 2,80%). Em sentido oposto, destacam‐se: mandioca (aipim) (3,62% para 8,14%), café (em grão) (‐5,16% para ‐3,44%) e minério de ferro (0,91% para 1,26%).


Custo da Construção


O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou variação de 0,19%. No mês anterior a taxa foi de 0,34%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,31%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,27%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de 0,07%, no segundo decêndio de janeiro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice variou 0,42%.

Raimundo Colombo comenta obras de infraestrutura no Com a Palavra, o Governador

Desde o início do ano até agora, o governador Raimundo Colombo autorizou o investimento de mais de R$ 220 milhões em obras de infraestrutura. O valor corresponde a 112 quilômetros de rodovias em todas as regiões do Estado. Colombo destacou o início das obras de acesso ao Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, o acesso entre Passos de Torres e a BR-101, no Sul, e o trecho entre Grão Pará e Urubici, na Serra do Corvo Branco, pela SC-439. Também foram autorizados os serviços para o aumento da capacidade de tráfego em Capão Alto, na BR-116 e a pavimentação da SC-427, entre Passo Manso e Rio do Campo, no Alto Vale. “São obras fundamentais para o desenvolvimento econômico e turístico do Estado. Santa Catarina tem mais de 4 milhões de veículos emplacados e a infraestrutura rodoviária precisa acompanhar esse crescimento, oferecendo mais conforto e segurança aos motoristas”, afirmou Colombo.


O governador também comentou as ações que serão realizadas na região Oeste, entre elas a inauguração do presídio de Chapecó. O Estado investiu R$ 9 milhões na estrutura que tem capacidade para 350 detentos. Mais do que a obra física, segundo o governador, o que também é importante ressaltar é o que tem sido feito no trabalho de ressocialização dos internos. “Já alcançamos a marca de 5 mil detentos trabalhando, aprendendo uma profissão, para que possam retomar o convívio social com dignidade”, completou Raimundo Colombo.


A adesão de Santa Catarina ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal também foi comemorada pelo governador, durante a entrevista. Para Colombo é uma forma de valorizar a agricultura familiar e fortalecer a comercialização dos produtos em todo o Brasil. O programa contou ainda com a participação, por meio de comentário pela internet, de um morador de São José do Cerrito, que falou da importância do Programa Juro Zero. Com a linha de crédito especial, ele conseguiu investir na propriedade e dobrar a produção. Colombo reiterou que vai continuar investindo no programa como forma de garantir apoio aos pequenos empreendedores.

Estudo mostra que 88% das maiores empresas brasileiras estão nas redes sociais

A empresa Burson-Marsteller anunciou os resultados do segundo estudo Latin America Social Media Check-up, em que examina como as 25 maiores empresas do Brasil e de outros países da América Latina utilizam as plataformas das redes sociais mais populares: o Twitter, o Facebook, o YouTube, blogs e o Google Plus.

O estudo aponta que 88% das companhias brasileiras utilizam pelo menos uma das mídias sociais analisadas como plataforma de comunicação, o que representa um aumento de 25 pontos percentuais desde 2010. O índice está acima da média da América Latina, de 65%, e global, de 87%. O Twitter se destacou como a plataforma que mais cresceu, sendo utilizado por 53% das empresas analisadas na América Latina, contra 50% do Facebook. Desde 2010, a média de seguidores por perfil corporativo analisado saltou de 19.023 para 66.958.

"O estudo mostra não só o aumento da presença das empresas nas redes sociais, mais um crescente engajamento das organizações com seus stakeholders. Mais da metade das organizações conversa com seus seguidores através das respostas e retweets. O número de “likes” por página no Facebook cresceu exponencialmente. Hoje, as empresas não divulgam conteúdo, mas estabelecem diálogo com suas audiências", afirma Ramiro Prudencio, CEO da Burson-Marsteller para a America Latina.

Além do crescimento no uso das mídias sociais como plataforma de comunicação corporativa, é possível notar que as empresas têm desenvolvido perfis diferentes para suas várias marcas, o que permite que elas dialoguem com públicos específicos em mercados bem definidos.

O Latin América Social Media Check-up 2012 analisou as 25 maiores empresas em faturamento na Argentina, Colombia, Chile, Mexico, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela, além do Brasil.

 

 

Jornalista Elizângela Cardoso assume a área de marketing do Balneário Camboriú Shopping

Depois de passagens pela Prefeitura de Itajaí, pelo Itajaí Shopping e pela RIC Record, a jornalista Elizângela Cardoso é a nova gerente de Marketing do Balneário Camboriú Shopping. Ela assume o cargo em um momento estratégico do empreendimento, que passará por uma fase de ampliação com a construção do segundo piso a partir de março. As obras devem ser concluídas em 2014.

Formada em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com especialização em Marketing e Propaganda, a nova executiva acaba de chegar de uma temporada de estudos na Europa, onde aperfeiçoou conhecimentos em inglês e aproveitou para visitar shoppings do grupo Westfield Almeida Júnior em Londres, na Inglaterra.

Governador entrega ordem de serviço para restauração da rodovia que liga Passo de Torres à BR-101

O governador Raimundo Colombo e o secretário da Infraestrutura, Valdir Cobalchini, entregaram nesta quinta-feira, 17, a ordem de serviço para a restauração de 5,5 quilômetros da rodovia que liga o município de Passo de Torres à BR-101, no Sul do Estado. A obra faz parte do Pacto por Santa Catarina. O investimento soma R$ 2,8 milhões, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID. A obra inicia
em até 30 dias e o prazo para conclusão é de cerca de um ano.

Raimundo Colombo disse que o governo vive uma fase importante, a execução das ações. O governador explicou que durante dois anos foram feitos projetos e definidas as prioridades. Nesse tempo, foram realizados estudos para saber onde ocorrem mais acidentes, onde estão as curvas mais perigosas, quais os locais que precisavam de terceira pista e onde a população estava sofrendo com a falta de uma rodovia de qualidade. “Detectamos 127 locais, que são responsáveis por 70% dos acidentes no Estado. Todos esses locais estão passando por uma verdadeira transformação.”

Favorecer a mobilidade faz toda a diferença para a população de Passo de Torres que tem sua economia baseada na pesca artesanal, que gera ao município emprego e renda. Esta atividade econômica representa cerca de 60% da economia local. Diariamente, no terminal pesqueiro, chegam 60 barcos de pesca do alto-mar com cerca de seis toneladas de peixe. Além do setor primário com destaque para a pesca artesanal, a economia destaca-se também no setor terciário, com o turismo de veraneio. Na alta temporada do verão a população que é de 6,5 mil habitantes quadruplica.

Café participa como sexto item da pauta das exportações do agronegócio

O café brasileiro participou com 6,7% da balança do agronegócio brasileiro em 2012, ficando no sexto item da pauta das exportações, atrás do complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e cereais, farinha e preparações. As exportações de café somaram, de janeiro a dezembro passado, US$ 6,46 bilhões. Em termos de quantidade ficou em 1.589.705 toneladas.

O café verde, responsável por 88,5% do valor exportado pelo setor, representou US$ 5,72 bilhões. O volume embarcado no período registrou 1,5 milhão de toneladas. Já o café torrado e moído marcou US$ 18,37 milhões em 2012. As exportações com este produto foram de 2.230 toneladas. Já as exportações de café solúvel totalizaram US$ 698,4 milhões e 79.968 toneladas do produto.

Os números estão consolidados no Informe Estatístico do Café, atualizado mensalmente pela Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Maior produtor e exportador de café do mundo, o produto nacional participa com 27,24% do mercado internacional. Permanecem como principais compradores Alemanha, Estados Unidos, Itália e Japão. De acordo com o informativo mensal, a estimativa para o consumo no mercado interno é de 20 milhões de sacas de café, em 2012. A produção nacional é de 50,8 milhões de sacas de café beneficiado.

 

Senai/SC oferece 370 vagas em cursos técnicos gratuitos em Itajaí e Balneário Camboriú

Em Balneário Camboriú, cidade dos arranha-céus, o Senai oferece cursos gratuitos para técnico em edificação. Ao todo, serão 35 vagas. Em Itajaí, município portuário e referência em logística no Brasil, os cursos do Senai são para técnico em eletromecânica, eletrotécnica, segurança do trabalho, logística, técnico em portos e técnico em suporte e manutenção de informática. As vagas em Itajaí são proporcionais ao número de cursos e 335 jovens serão contemplados com a oportunidade de iniciarem suas carreiras.

Estes jovens, que ainda não terminaram o Ensino Médio, mas que desde já querem aprender e trabalhar, têm até o dia 1° de fevereiro para se candidatarem a uma das 8,4 mil vagas gratuitas em cursos técnicos oferecidos pelo SENAI/SC em todo o Estado. São 233 opções de formação em áreas como construção civil, metalmecânica, vestuário, informática , eletrotécnica, logística e outras. Os cursos serão realizados em
28 cidades, distribuídas por todas as regiões do Estado.

As formações fazem parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal, e são oferecidas em parceria com a secretaria de Educação de Santa Catarina. Podem se inscrever estudantes que estejam no segundo ou terceiro ano do ensino médio, em escolas da rede pública ou que tenham bolsa integral em escolas particulares.

Os interessados podem se inscrever nas unidades do SENAI (veja a lista completa dos endereços no site www.sc.senai.br), nas escolas públicas ou nas Gerências Regionais de Educação (Reged). A seleção será por sorteio, promovido pela secretaria de Educação nos dias 5 e 6 de fevereiro nas Gered´s. Os selecionados receberão lanche, vale transporte, uniforme e equipamentos de proteção. As aulas têm início previsto para o dia 25 de fevereiro.

O SENAI também possui vagas para cursos gratuitos de qualificação profissional voltados para pessoas com carência financeira e seus dependentes. Para pessoas que não se enquadram nos critérios de cursos gratuitos, há ainda 3,9 mil vagas em outras 129 opções de cursos técnicos presenciais e a distância. Mais informações sobre esses cursos pelo fone 0800 48 1212.

Mesmo com prejuízo, companhias aéreas brasileiras manterão promoções em 2013

Aumentar os lucros sem esquecer das promoções. Depois do prejuízo de 2012, as companhias aéreas brasileiras esperam aumentar em 9% o número de passageiros em 2013. Haverá mudanças para recuperar o lucro, mas está descartado o fim das promoções. A notícia foi dada pelo presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Eduardo Sanovicz.

Ele disse hoje que em 2012, embora a demanda tenha crescido 7,14%, com 75 milhões de passageiros, o setor terminou o ano com prejuízo. Ele não informou o valor da perda financeira.

Neste ano, segundo o executivo, as empresas querem recuperar o lucro, mas as mudanças não incluem aumento do preço das passagens. Nem determinarão o encerramento das promoções de compras antecipadas com preço menor. O presidente da associação das companhias aéreas espera que em 2013 o crescimento do setor mantenha ritmo semelhante ao do Produto Interno Bruto (PIB).

 

 

SINDIPI busca apoio na luta contra a importação de camarão argentino

Diretores do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI) reuniram-se ontem, 16, com o Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca João Rodrigues e outras autoridades, como o Deputado Estadual Edson Andrino e membros do Sindicato das Indústrias de Pesca de Florianópolis (Sindifloripa).

Os representantes do setor pesqueiro foram pedir apoio em uma questão extremamente delicada, a importação de camarão proveniente da Argentina, que está tramitando no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e que pode causar a desestruturação e consequentemente a extinção das cadeias produtivas nacionais de todos os tipos de camarão explorados e cultivados no Brasil.

Em 27/12/12, a SEMOC (Secretaria de Monitoramento e Controle) do MPA publicou nova ARI (Analise de Risco de Importação) para a importação do camarão “PLEOTICUS MUELLERI” da Argentina,
revogando a anterior de 07/2012 que proibia a transação por motivos sanitários.

O Secretário João Rodrigues se mostrou preocupadíssimo com a situação e prometeu levar a pauta ao Governador Raimundo Colombo e a bancada catarinense. Os Diretores do SINDIPI esperam que com essa mobilização ganhem apoio para resolver a questão preservando assim os pescadores artesanais  e industriais, e os carnicicultores  de todo território nacional.

 

Univali está entre as 50 empresas mais inovadoras do Sul

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) recebe, no dia 29 de janeiro, no Sheraton Porto Alegre Hotel, em Porto Alegre/RS, premiação do ranking das Campeãs da Inovação 2012 do Sul do Brasil. A instituição aparece entre as entre as 50 empresas mais inovadoras (entre todos os setores da economia), segundo levantamento publicado pela Revista Amanhã. Em Santa Catarina a Univali ocupa a 1ª posição no segmento
educação. O ranking da Revista Amanhã foi feito em parceria com a Edusys e Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral e foi divulgada na edição de dezembro da publicação.

Construção Civil de Balneário Camboriú terá um ano decisivo em 2013

“No ritmo que está hoje, segundo um levantamento nosso, dá para tocar a construção civil em Balneário por mais 20 anos. Tem muito espaço vago para se construir, mas eu também não sei se a cidade suporta”. Com essa frase, o presidente do Sindicato da Construção Civil em Balneário Camboriú, Carlos Humberto Metzner Silva, expõe a preocupação do setor com o futuro da atividade na cidade.

Não que a construção civil esteja numa descendente, pelo contrário, afinal, o setor cresce ano após ano e, em 2013 e 2014, a tendência é de valorização ainda maior das construções e de muitos novos lançamentos. Entretanto, pondera Carlos, o exíguo espaço geográfico de Balneário e a alta demanda por novas construções na cidade necessita ser discutida pela sociedade.

“Uma coisa é tu ter o espaço vago e construído, outra coisa é tu absorver, a cidade e sua infraestrutura absorverem novas construções. Então, esse ano vai ser decisivo porque vamos discutir o Plano Diretor de Balneário”, afirma, lembrando que a prefeitura baixou um decreto onde não está mais aceitando novos projetos até que se discuta o Zoneamento do município.

 

Porto de Itapoá realizou a primeira operação noturna com navio de 300 metros de comprimento

Na noite de segunda-feira, dia 14 de janeiro, às 20 horas, o Porto de Itapoá realizou a primeira operação noturna com um navio de 300 metros de comprimento. Com bandeira de Hong Kong, o cargueiro Aliança Itapoá atracou no terminal de forma tranquila e sem problemas.

O Aliança Itapoá é um moderno e típico navio para contêiner, com a maior capacidade de carga dentre todos que atualmente operam na costa da América do Sul. Ele recebeu esse nome em homenagem a cidade de Itapoá, no Litoral Norte catarinense. A rota do Aliança é entre a costa leste da América do Sul e os principais portos da Ásia.

O próximo navio com 300 metros ou mais de comprimento a atracar no terminal à noite é o Maestro La Paz, também com bandeira de Hong Kong. A embarcação vai atracar na madrugada do dia 20 de janeiro.

A Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos de Santa Catarina, em conjunto com a Delegacia da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul, autorizou na primeira semana do ano a realização de manobras especiais noturnas para entrada de navios com até 300 metros de comprimento, largura até 43 metros e calado máximo de 10,5 metros.

De acordo com portaria nº 48/CPSC de 17/10/2012, a Marinha já tinha elevado os parâmetros para as manobras diurnas para os dois portos da Baía da Babitonga, possibilitando a entrada e saída de navios até 334 metros de comprimento, no caso do Porto Itapoá, e 310 metros, em São Francisco do Sul.

No documento, no entanto, ainda havia limitação para as manobras noturnas. Contudo, após a emissão deste novo ofício por parte da Delegacia dos Portos em São Francisco do Sul, os dois terminais, juntamente com a Praticagem que atua na Baía da Babitonga, poderão estudar por um período de 60 dias a entrada dessas embarcações maiores também à noite.

 

Portonave cresceu 13% em 2012 e espera aumentar a produtividade em 2013

Qualificação da mão de obra, inovação e investimentos. Este é o tripé que sustenta a expectativa da Portonave para crescer ainda mais em 2013. Depois de um ano de 2012 em que o terminal portuário cresceu 13% em termos de movimentação, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) nacional elevou-se a 1%, a Portonave não quer se acostumar com esse patamar.

“Fizemos 620 mil TEUs em 2012, aumentamos o faturamento e temos novos equipamentos chegando. Então, em 2013, a partir de abril, faremos novas contratações e vamos buscar crescer além dos 13%”, confia o superintendente administrativo do terminal privado, Osmari de Castilho Ribas.

Segundo Castilho, a meta da empresa é sempre buscar um patamar superior. É nesse sentido que Castilho costuma usar uma analogia no trabalho diário com os colaboradores da empresa. “Eu costumo dizer que ‘camarão que dorme a onda leva’. A gente conduz a empresa com melhoria contínua, inovação e produtividade. Só seremos competitivos se buscarmos a excelência de forma incessante”, comenta o superintendente. 

Alimentos, cigarros e educação pressionam inflação no Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu de 0,77% para 0,89% na segunda prévia de janeiro. Quatro dos oito grupos pesquisados apresentaram acréscimos, entre eles despesas diversas (que passou de 2,20% para 3,24%) sob o efeito dos cigarros (de 5,09% para 7,22%).

No grupo alimentação, a taxa atingiu 1,78% ante 1,57%, com a elevação das hortaliças e legumes (que subiu de 5,35% para 11,20%). E, como sempre ocorre nesta época do ano, o grupo educação, leitura e recreação teve forte avanço, passando de 1,26% para 2,09% em consequência das correções de preços dos cursos formais (que passaram de 1,81% para 4,07%).

Em habitação, o índice aumentou de 0,26% para 0,32%, puxado pela alta no segmento de móveis (de -0,32% para 0,43%). Nos demais grupos, as elevações ocorreram com taxas menores do que na pesquisa anterior - vestuário (de 0,64% para 0,13%), com destaque para a queda na média de preços das roupas (de 0,59% para -0,32%) e dos transportes (de 0,34% para 0,30%). Entre os motivos, está a tarifa de
táxi (5,11% para 0,41%).

Em saúde e cuidados pessoais houve ligeiro decréscimo (de 0,58% para 0,56%), com influência dos serviços de salão de beleza (de 1,33% para 0,99%), e comunicação (de 0,04% para 0,02%), provocada pela estabilidade na cobrança da mensalidade para a TV por assinatura (de 0,09% para 0,00%).

Os cinco itens que mais contribuíram para o aumento da inflação foram: cigarros (de 5,09% para 7,22%); refeições em bares e restaurantes (de 1,10% para 0,80%); tomate (de 8,77% para 16,31%); curso de ensino fundamental (de 2,19% para 5,21%) e curso de ensino superior (de 1,44% para 2,99%).

 

 

DC Logistics Brasil tem crescimento de 14% em 2012

A DC Logistics Brasil, empresa que que atua no gerenciamento logístico do transporte internacional, com uma unidade em Itajaí, registrou um crescimento médio de 14% em 2012. O aumento em relação a
2011 se fortaleceu em diferentes modais.

“Nosso foco nos aspectos internos, evoluindo com as pessoas e processos, nos trouxe melhor qualidade de trabalho e garantiram nosso crescimento orgânico em 2012”, esclarece Ivo Mafra, managing director da DC Logistics Brasil.

Mafra reforça que a empresa manterá o foco em desenvolvimento das pessoas, na qualidade de trabalho e no fortalecimento das bases comerciais em 2013.

No modal marítimo, a DC Logistics Brasil apresentou crescimento de 18%, com destaque para o acréscimo dos embarques de exportação na casa dos 23% em número de TEUs. A soma de toda a movimentação, em relação ao mesmo período de 2011, atingiu crescimento de 15%. 

Com ascensão no mercado asiático, responsável por 21,5% da fatia de aumento, as operações da DC Logistics Brasil no modal aéreo chegaram à marca de 12% de elevação nos embarques. O crescimento em peso bruto totalizou 17%. 

 

 

Avicultura reduziu produção e exportação em 2012, mas manteve a liderança no comércio internacional

Apesar da queda na produção e nas exportações de frango, o Brasil manteve a posição de maior exportador mundial e de terceiro maior produtor de carne de frango, atrás dos Estados Unidos e da China. Na terçã-feira, 15, a União Brasileira de Avicultura (UBABEF) anunciou as estatísticas consolidadas do setor em 2012.  A produção de carne de frango, principal produto avícola, foi de 12,645 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 3,17% em relação a 2011.

A entidade informa que a redução na produção foi reflexo da disparada, em 2012, dos preços do milho e da soja, que representam os principais custos do setor. Este impacto foi seguido pela ausência de créditos para avicultores e agroindústrias, o que resultou na paralisação de diversas empresas do setor e em milhares de demissões.

“A avicultura brasileira enfrentou em 2012 a maior crise de sua história. E as consequências só não foram mais acentuadas porque estamos falando de um setor muito sólido”, destacou o Presidente Executivo da UBABEF, Francisco Turra, frisando que a produção avícola atravessou esta conjuntura mantendo seus atributos de qualidade, sanidade e sustentabilidade.

De acordo com o presidente da UBABEF, existe a expectativa de maior produção de grãos por parte de países do Hemisfério Sul. E os contratos futuros para negócios com milho e soja indicam patamares de preços abaixo dos que foram praticados em 2012 e impactaram negativamente o setor. Mas alertou: “trata-se de um alívio, mas ninguém deve esperar o retorno aos patamares históricos, anteriores á seca que atingiu a agricultura dos Estados Unidos e que provocou a disparada de preços dos grãos no mundo”.

Segundo a entidade, foi a primeira queda desde o ano 2000, já que em todos os anos posteriores até 2011 houve crescimento da produção acima do Produto Interno Bruto (PIB).

As exportações chegaram a 4.138 milhões de toneladas em 2012, enquanto em 2011 foi de 4.118 milhões de toneladas, o que representa queda de 0,5%. O faturamento foi US$ 8.362 milhões, 6,7% a menos do que em 2011.

A previsão é que em 2013 o setor cresça 3% entre produção e exportação. Resta torcer para que o milho e a soja não encontrem restrições climáticas para se desenvolver.

 

 

 

Governo Federal não confirma aumento da gasolina, mas categoria aposta que ele vai acontecer

Uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo, publicada na edição de terça-feira, 15, dizia que o preço da gasolina e do óleo diesel poderia subir até 7% já na próxima semana. Horas depois, o ministro interino da Fazenda, Arno Augustin, também secretário do Tesouro Nacional, veio a público afirmar que não existe nenhuma decisão no sentido de aumentar o preço dos combustíveis nas bombas.

Nos últimos meses, tanto o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, como a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, revelaram que em 2013 o consumidor iria pagar pelo aumento dos combustíveis, mas não disseram quando e nem qual seria o percentual do aumento.

Na manhã desta quarta-feira, 16, o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique da Silveira, disse que a defasagem no valor da gasolina no Brasil em relação ao internacional é de cerca de 7% e que um reajuste no preço do combustível neste patamar é “plausível”. Ele apontou, entretanto, que o governo ainda não decidiu quando será este aumento.

Na região

O Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Litoral Catarinense e Região (Sincombustíveis), Roque André Colpani, revela que entre os empresários do setor existem rumores sobre uma suposta alta no preço dos derivados do petróleo, porém, não existe nenhuma definição sobre datas e valores do suposto aumento, pelo menos até o momento. “Olha, que a gasolina vai aumentar, isso você não tenha dúvida. Agora, não sabemos quando e nem quanto”, observa.

Roque lembra que há um ano, a gasolina estava entre R$ 2,80 e R$ 2,90 nas bombas de combustível de Itajaí. Hoje, reforça, os preços diminuíram e estão entre R$ 2,65 e R$ 2,70.  A queda nos últimos 12 meses é atribuída por ele a livre concorrência de preços, o que força os empresários que trabalham com bandeiras de marcas famosas a diminuir o preço para concorrer com as petrolíferas não tão conhecidas do grande público. “A defasagem é grande e a Petrobrás precisa subir o preço da gasolina. Por isso, acredito que o aumento vai ser devagar, mas deverá chegar na casa dos 15% até o fim do ano”, prevê Roque.

 

Em abril, Portonave será o Terminal com maior número de portêineres e RTGs em Santa Catarina

Desde 2007, quando a Portonave construiu o porto privado no município de Navegantes, o número de empregos, moradores e empresas instaladas na cidade vem crescendo aceleradamente. O crescimento do terminal é visto a olhos nus, seja no aumento do número de operações ou na credibilidade que a Portonave vem obtendo junto a clientes, fornecedores, colaboradores e população de Navegantes em geral.

A Revista Portuária esteve na Portonave nesta manhã de quarta-feira e, em conversa com o superintendente administrativo do terminal, Osmari Castilho Ribas, ficamos sabendo que 2013 será mais um ano de mudanças no terminal.

Mudanças que devem alçar a empresa a patamares ainda maiores que o atual. “Estamos nos preparando para receber, no final de março e início de abril, mais três portêineres e cinco RTGs. Ou seja, teremos seis portêineres no cais. Seremos o terminal com o maior número de portêineres em Santa Catarina”, afirma, acrescentando que a mesma classificação vai acontecer no número de RTGs. “Serão 18 RTGs, o maior número
nos terminais do Estado”.

Oceano Bike estuda transferir fábrica para Barra Velha

A Oceano Bikes e Fitness, fabricante de bicicletas e equipamentos de ginástica, está estudando a possibilidade de transferir a sua unidade de produção, instalada em Santo Ângelo (RS), para Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina. Os empresários Leandro Deliberalli e Edson Keller, sócios do empreendimento, estiveram reunidos semana passada com o prefeito Claudemir Matias Francisco para discutir o assunto.

A ideia da empresa é erguer na cidade catarinense uma fábrica de 2 mil metros quadrados de área construída que, num primeiro momento, iria fabricar a linha de produtos Fitness. Caso as negociações evoluam, os planos são construir mais 12 mil metros quadrados até o fim do ano – mais 2 mil para a produção dos equipamentos de ginástica e outros 10 mil para a fabricação de bicicletas.

Se confirmada, a nova fábrica deve gerar cerca de 200 novos empregos diretos, fora os indiretos. Valores de investimentos não foram informados.

Além de atrair novos empreendimentos, a equipe de governo de Barra Velha está trabalhando na implantação de um programa de incentivos em busca de espaços para a instalação de um condomínio de pequenas empresas, para incentivar o crescimento do município.

 

Senai de Itajaí conta os dias para a inauguração do Instituto de Tecnologia em Logística

A implantação do Instituto Senai de Tecnologia em Logística (ISTL) na cidade de Itajaí vai alavancar ainda mais a qualificação da mão-de-obra na região. Previsto para ser inaugurado no mês de outubro, o ISTL consiste na oferta de programas de educação profissional e de serviços de consultoria em quatro plataformas: produção, armazenagem, distribuição e logística sustentável.

O Instituto Senai de Tecnologia (IST) vai atuar com ações de educação profissional e de serviços de consultoria em quatro plataformas tecnológicas de suprimentos: armazenagem (dimensionamento, planejamento, controle de estoques e movimentação); produção (manufatura enxuta e kanban, planejamento integrado da produção); distribuição (modelagem, estudos de soluções) e logística sustentável (logística reversa, combustíveis alternativos, porto sem papel, lean office e lean manufacturing, horários e roteiros alternativos).

Geferson Luiz dos Santos, diretor do Senai em Itajaí, explica que, com a implantação do ISTL, o Senai busca preparar os alunos para os desafios da logística em um cenário que a atividade é cada vez mais essencial para uma enorme gama de setores, indo desde a atividade portuária, passando pela construção naval e chegando na construção civil, outro setor que cresce exponencialmente na região. “O Instituto vai alavancar os serviços de logística na região, uma vez que os profissionais serão formados com os melhores equipamentos, professores e técnicas de mercado”, lista Geferson.

TEM MAIS

Serão criadas oito unidades do Instituto Senai de Tecnologia. Três deles ficam na região Norte: um em Joinville (setor metalmecânico); Jaraguá do Sul (eletroeletrônica) e São Bento do Sul (moveleiro). As outras cinco vão surgir em Blumenau (têxtil e meio ambiente); Chapecó (alimentos); Criciúma (materiais); Florianópolis (tecnologia da informação); Itajaí (logística).

Os centros de excelência fazem parte do Programa Senai de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira. Em todo o Brasil, o programa terá investimentos da ordem de R$ 1,9 bilhão, dos quais R$ 1,5 bilhão provenientes de financiamento do BNDES.

No caso de Santa Catarina, R$ 130 milhões serão de recursos do Senai Nacional, incluindo o financiamento do BNDES, e outros R$ 100 mil com recursos próprios.

 

Governador autoriza R$ 100 milhões em obras de infraestrutura amanhã

O governador Raimundo Colombo e o secretário de Estado da Infraestrutura, Valdir Cobalchini, vão autorizar, nesta quinta-feira, 17, mais de R$ 100 milhões em obras de infraestrutura nas regiões Sul e Serrana. As obras fazem parte do Pacto por Santa Catarina e compreendem a pavimentação de uma rodovia e a restauração de outras duas, totalizando 69 quilômetros de obras.

A principal obra é pavimentação de 32 quilômetros na rodovia SC-370, entre Grão Pará e Urubici, no trecho da Serra do Corvo Branco. Em solenidade na localidade de Aurê, em Grão Pará, às 14 horas, o governador fará o lançamento do edital para contratação da empresa que vai pavimentar essa rodovia. A obra está orçada em R$ 70 milhões com recursos financiados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.

Na manhã do mesmo dia, às 10 horas, o governador vai entregar a ordem de serviço para restauração da rodovia AE-101M, entre Passo de Torres e a BR-101. O trecho de 5,5 quilômetros receberá investimentos de R$ 2,8 milhões, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.

Ainda nesta quinta-feira, às 17 horas, em Capão Alto, o governador fará o lançamento do edital para a restauração do trecho BR-116/Capão Alto/Campo Belo do Sul. Os trechos de 32 quilômetros estão orçados em R$ 27,2 milhões, financiados pelo BNDES.

 

Itajaí: a cidade brasileira das regatas internacionais

O mundo náutico definitivamente se rendeu a Itajaí. Enquanto os responsáveis técnicos pela Regata Transatlântica Jacques Vabre, que vai aportar em Itajaí no mês de novembro, estão fazendo vistorias pela cidade a fim de conhecer a infraestrutura do município, a prefeitura de Itajaí lançou o convite para o lançamento oficial da cidade como sede da 12° edição da Volvo Ocean Race, maior competição náutica do mundo, que vai passar novamente por aqui entre 2014 e 2015.

A cerimônia está marcada para a próxima terça-feira, dia 22 de janeiro, no Castelo Montemar, na Rua Antônio Menezes V. Drumond, no Alto do Morro da Cruz, em Itajaí. A solenidade terá início às 09 horas.

A parada brasileira da Jacques Vabre, tradicional regata francesa que atravessa a Europa em direção à América do Sul, ocorrerá de 21 de novembro a 2 de dezembro. Até lá, representantes da regata devem voltar a Itajaí pelo menos mais duas vezes.

Já a Volvo Ocean Race é velha conhecida dos moradores de Itajaí. Depois de o município ter sediado uma etapa inesquecível da Fórmula-1 dos Mares, em abril de 2012, onde os competidores, a organização e o público foram brindados com uma das melhores – se não a melhor – parada da edição 2011/2012 da regata, agora é a vez de sedimentar a cidade como polo náutico planetário.

Em relação à próxima edição da Volvo Ocean Race, a única dúvida dos organizadores é se a competição vai passar por aqui em 2014 ou 2015, pois isso ainda depende do trajeto da prova.

 

 

Governo Federal publica lei que permite baratear conta de luz

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 12.783, que renova concessões do setor de energia e permite o barateamento da conta de luz dos brasileiros. A lei foi publicada na edição desta segunda-feira do "Diário Oficial da União". De acordo com cálculos do governo federal, as medidas previstas na lei vão levar a uma redução média de 20,2% na tarifa de energia a partir de fevereiro.

Segundo a lei 12.783, as concessões de geração de energia elétrica poderão ser prorrogadas uma única vez, pelo prazo de até 30 anos, de forma a assegurar a continuidade, a eficiência da prestação e a tarifa mais baixa.

Para terem o contrato de geração renovado, as concessionárias devem atender a requisitos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relação a tarifas e qualidade do serviço. A agência também disciplinará o repasse, para a tarifa final paga pelo consumidor, de investimentos necessários para manter a qualidade e continuidade da prestação do serviço pelas usinas hidrelétricas.

 

Porto de Itapoá vai aumentar cais e pátio em 2013

O ano mal começou e o Porto de Itapoá já planeja crescer de forma a ficar cada vez mais competitivo perante outros portos da região Sul do Brasil. A meta do Terminal é iniciar o processo de ampliação de seu cais e pátio em 2013. Hoje o Porto de Itapoá tem capacidade para movimentar 500 mil TEUs. Com a ampliação do cais de 630 para 1000 metros, e o pátio de 150 mil m² para 450 mil m², o Porto poderá movimentar até 2 milhões de TEUs, por ano. “Em 2013, esperamos nos consolidar entre os principais terminais portuários do continente. Para isso, já estamos trabalhando nos projetos de ampliação, visualizando um acréscimo significativo da demanda já para o início do ano”, afirma Patrício Junior, diretor superintendente do Porto Itapoá. 

De acordo com Alberto Machado, analista de comunicação do Porto de Itapoá, o início das obras que irão aumentar a capacidade de operação do Terminal dependem da liberação das licenças ambientais, expedidas pelo Ibama, e das licenças operacionais, que são dadas por órgãos como a Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) e da Marinha do Brasil. “Estamos na fase das licenças ambientais e operacionais. No entanto, em breve, os trabalhos de ampliação do cais e do pátio já estarão a pleno vapor”, confia Alberto.

Para aumentar a capacidade de movimentação de contêineres refrigerados, também serão instaladas 3.620 novas tomadas reefers. Atualmente, o terminal possui 1.380 tomadas, tecnologia que será ampliada para atender a crescente demanda de cargas refrigeradas do Sul do Brasil, região onde estão concentrados os maiores frigoríficos da América Latina. 

Além deste significativo avanço da infraestrutura do terminal, a área retroportuária também tem se tornado um grande centro de investimentos na região, atraindo investidores e empresários do ramo logístico de todo o mundo. São 12 milhões de m² disponíveis numa área de 8 km de rodovias que dão acesso ao terminal. “Tudo isso será movimentado com o nosso alinhamento com exportadores, importadores, transportadoras e armadores. É uma cadeia ampla e complexa que se beneficiará com o potencial que Itapoá tem para oferecer ao cenário logístico brasileiro”, revela o superintendente. 

 O Terminal

Considerado um dos mais modernos e seguros terminais portuários da América Latina para a movimentação de contêineres, o Porto de Itapoá já gerou 500 empregos diretos – número que deve subir para 800 com a expansão – e cerca de 2 mil indiretos, arrecadando R$ 1,4 milhão do Imposto Sobre Serviços (ISS) para o município. 

 

Fiesc divulga perspectivas de crescimento da indústria em 2013

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) espera que ocorra uma intensificação do ritmo de atividade industrial em 2013, mesmo com as condições complexas do ambiente internacional, onde a crise econômica na Europa traz respingos para o mundo todo. O Banco Central (BC) consultou 100 analistas e, segundo eles, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do país é de passar de 1,03% em 2012 para 3,50% em 2013. A Fiesc ressalta que o crescimento será baixo, uma vez que o aumento ocorrerá sobre uma base reduzida. 

Mercado financeiro volta a reduzir projeção de crescimento econômico para este ano

O mercado financeiro voltou a reduzir a estimativa de crescimento da economia em 2013. A nova projeção passou para 3,2% ante os 3,26% previstos anteriormente. Os números estão no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.

Embora o governo tenha divulgado que existe uma tendência de queda da inflação, investidores e analistas do mercado financeiro continuam pessimistas. De acordo com o boletim, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) poderá fechar 2013 em 5,53%. No levantamento anterior, o mesmo índice foi estimado em 5,49%. Os preços administrados (que são fixados ou controlados pelo governo) passaram a ser estimados com elevação de 3,34% e não mais de 3,3% como previsto anteriormente.

Para o câmbio, o mercado financeiro projeta queda na taxa, que ficaria em R$ 2, 07 e não mais R$ 2,08 como estimado anteriormente. Não houve alteração para a taxa básica de juros (Selic), que permaneceria em 7,25% ao ano em dezembro de 2013.

 

 

Associação Empresarial de Itajaí alerta seus associados para a cobrança indevida de boletos
Maria Izabel Pinheiro Sandri, Presidente da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), alerta os associados da entidade sobre o envio de boletos bancários intitulados por Associação Comercial Empresarial BR para pagamentos na Caixa Econômica Federal. Segundo ela, esta entidade não representa os associados da ACII e, em hipótese alguma, os membros da mesma devem efetuar qualquer pagamento que seja.

Maria Izabel lembra que a ACII é ligada a FACISC- (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina), que tem vinculo com a CACB – (Confederação das Associações Empresariais do Brasil). “Solicito aos nossos Associados tomar os devidos cuidados antes de efetuar o pagamento de boletos, principalmente ligados a Associação em que aparece o prefixo BR. Vale lembrar que os valores são extremamente altos, chegando a quase R$ 300”, comenta.

Ela diz ainda que os boletos podem ludibriar e confundir os associados e membros da ACII, pois os valores ali especificados servem como colaboração espontânea, jamais como algo obrigatório. Mas como leva o nome de uma associação voltada ao empresariado, pode fazer com que as pessoas paguem a cobrança indevida. “E ninguém, especialmente na ACII, tem obrigação de fazê-la”, conclui Maria Izabel. 




Expectativa do setor automotivo do Vale do Itajaí é de crescimento menor na venda de carros em 2013
Se em 2012, apenas no mês de dezembro, foram registrados 26.658 emplacamentos de veículos novos em Santa Catarina, enquanto em novembro foram 22.274 unidades, a expectativa do setor no Vale do Itajaí é de crescimento em 2013, porém, numa velocidade menor do que a dos últimos meses. Isso se deve, entre outras coisas, pelo fim da redução no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

O novo regime de taxação já está valendo e voltará ao normal até julho. Antes disso, o IPI será elevado progressivamente em janeiro e abril. No Vale do Itajaí, o setor automotivo planeja um crescimento de 4% na venda de veículos zero quilômetro (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos). Em 2012, o aumento se deu em 12,28%. O número é considerado normal, uma vez que a elevação acontece sobre um número alto.

Sérgio Werner, que é diretor da Promenac, em Itajaí, explica que o crescimento menor está enraizado no fato de o mesmo ocorrer sobre uma base elevada. Isso foi ajudado decisivamente pela redução do IPI, que diminuiu o preço dos automóveis nos últimos sete meses de 2012. “Com a volta do IPI, o preço dos automóveis vai subir até 10% durante o ano. O crescimento vai acontecer, porém numa escala menor do que a anterior, algo em torno de 4%”, aponta Sérgio, dizendo que os 12% do ano passado fazem a expectativa parecer pequena, o que é rechaçado por ele. “O importante é sempre aumentar as vendas”, pontua. 

De acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores Regional Santa Catarina (FENABRAVE), da qual Sérgio faz parte da diretoria, as vendas de veículos novos em Santa Catarina tiveram um aumento de 20% registrado em dezembro, se comparado ao mês anterior. O número foi maior do que o resultado nacional, que foi de 14,32%. Para 2013, em Santa Catarina, esse número deve girar na base dos 4% ou 5%, diz Sérgio Werner.

No Brasil, em 2013, a Fenabrave projeta crescimento de 2,82% nas vendas de veículos novos.
Obras do Pacto por Santa Catarina geram comentários de Raimundo Colombo no programa Com a Palavra, o Governador
Otimismo e esperança. Estes foram dois sentimentos latentes no governador Raimundo Colombo ao projetar as ações do governo para o ano de 2013, no programa Com a Palavra, o Governador, no último sábado pela manhã. “Passamos dois anos planejando e conhecendo as prioridades. Terminamos praticamente todas as obras que estavam em andamento quando assumi. Agora vamos acelerar para realizar outras obras. Começamos o ano com o pé direito”, destacou Raimundo Colombo, que já realizou o primeiro ato na Serra catarinense.

Um dia após a liberação de um financiamento para o programa Pacto por Santa Catarina, Colombo assinou a autorização das obras de reabilitação da SC-114, entre os municípios de Painel e São Joaquim, investimento de mais de R$ 55 milhões previsto no pacote de 12 obras de infraestrutura que serão executadas com recursos que somam R$ 650 milhões. Destas 12 iniciativas, 10 já estão licitadas e vão ter suas ordens de serviço assinadas nas próximas semanas.

Além da rodovia na região da Serra, o governador destacou outras obras, como a Via Rápida de acesso à BR-101, em Criciúma, no Sul do Estado, e o contorno de Garuva, ao Norte. A ligação entre Jaborá e Ouro pela SC 467, no Meio-Oeste, e o trecho que liga São Lourenço do Oeste a São Domingos, também estão no pacote. 

As melhorias ainda vão acontecer em outras regiões, como o Vale do Itajaí, já que, ao todo, o Pacto por Santa Catarina prevê a aplicação de R$ 2,8 bilhões na implantação de novas estradas e na recuperação de 30% da malha rodoviária pavimentada do Estado.
CDL estima em 9,5% incremento das vendas do comércio em 2013
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itajaí espera ter um crescimento cerca de 2% maior do que o estimado pelo comércio varejista no Brasil em 2013. A afirmação é do mais novo presidente da entidade, Hamilton Luis Sedres, que se baseia no histórico que a CDL tem de alcançar números mais expressivos que a média nacional. “Esperamos crescer cerca de 2% mais que a média nacional. Se no país, o comércio vai crescer 7,5%, aqui cresceremos 9,5%”, aposta Hamilton.

Ele diz que as ações realizadas pela CDL, como divulgação maciça dos produtos do varejo e promoções constantes, sustentam a expectativa. “O incremento vai acontecer também na criação de novos postos de trabalho em Itajaí, na mesma proporção do aumento nas vendas”, destaca Hamilton. 

Nacional

No Brasil, as vendas do comércio varejista devem crescer em torno de 7,5% neste ano, menos do que os 9,1% estimados para o ano passado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A Divisão Econômica da CNC calcula que, apesar de menores em relação a 2012, as vendas terão “ritmo razoavelmente positivo” em 2013; principalmente por causa da esperada evolução favorável do mercado de trabalho e pela provável queda nos níveis de inadimplência dos consumidores, que contribuirá para a melhoria das condições de crédito.

De acordo com a CNC, a geração de postos de trabalho deve apresentar progresso em 2013, comparado ao 1,05 milhão de vagas criadas no ano passado. A entidade estima em 1,7 milhão de novos postos de trabalho, dos quais 465 mil (26%) em atividades comerciais.
IBGE anuncia que inflação oficial fechou o ano em 5,48%
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2012 em 5,84%. A taxa ficou abaixo da registrada em 2011, quando houve uma alta de preços de 6,5%, e dentro da meta estabelecida pelo governo brasileiro, que varia entre 2,5% e 6,5%. O resultado, no entanto, ficou acima do centro da meta, que é 4,5%. O dado foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas no mês de dezembro do ano passado, o IPCA registrou variação de 0,79%. A taxa mensal ficou acima do resultado de novembro de 2012 (0,6%) e de dezembro de 2011 (0,5%)
Governo Federal promete que desconto na conta de luz não será reduzido
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que o desconto de 20% na conta de luz começará a ser aplicado em fevereiro. Ele disse que, embora a produção de energia térmica seja mais cara do que a hidrelétrica, não haverá redução do percentual de desconto. As usinas termelétricas foram ativadas para cobrir a produção menor das hidrelétricas, em função da falta de chuva. O ministro deu entrevista ontem, logo após o encerramento de reunião do Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico, em Brasília. Ele informou que o Brasil tem energia suficiente para cobrir as necessidades do país. “Não há, não houve, e espero que não haja, no futuro, o desabastecimento”, disse. Edson Lobão espera que os níveis de água dos reservatórios das hidrelétricas voltem ao normal a curto prazo, porque voltou a chover em várias partes do país.
Financiamento de R$ 650 milhões assinado pelo governador permitirá dar início imediato a 10 obras em rodovias catarinenses
O contrato assinado entre o Governo de Santa Catarina e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ontem, pelo governador Raimundo Colombo, em Brasília, é o maior já realizado entre o Estado e a instituição: US$ 250 milhões. Somada a contrapartida do Estado, o montante atinge R$ 650 milhões e começa a ser aplicado imediatamente em melhorias na malha rodoviária estadual. "Nos adiantamos na elaboração dos projetos para podemos dar início a várias dessas obras agora em janeiro", explicou o governador. Hoje, o governador também assinará a ordem de serviço para início das obras na SC-114, entre Painel e São Joaquim. Somados os recursos economizados nessas primeiras licitações e a contrapartida do Estado, cerca de R$ 150 milhões, foi elaborado um segundo pacote de obras. Nele, está a duplicação da rodovia Antônio Heil e a interseção com a BR-101, no trecho entre Brusque e Itajaí, e implantação do novo acesso norte de Blumenau, com 20 quilômetros de extensão. A primeira etapa de obras do novo programa prevê a aplicação de R$ 333,5 milhões em dez obras, ou 222 quilômetros de estradas novas, asfaltadas ou recuperadas (veja no final desta matéria a tabela com a relação das obras). O contrato de financiamento também foi assinado pelo representante do BID encarregado no Brasil, Juan Carlos de Lahoz, pelo secretário da Infraestrutura, Valdir Cobalchini, e a representante da União, procuradora Ana Rachel Silva. A obra na rodovia Antônio Heil terá seu edital de licitação lançado ainda este mês. Já o novo acesso norte de Blumenau está com o projeto em elaboração, que deve estar concluído até o final do primeiro semestre deste ano. "Assinamos o financiamento com 10 das 12 obras já licitadas. Isso é um exemplo de pacto para o desenvolvimento de Santa Catarina", disse Cobalchini. O prazo de pagamento é de 25 anos com carência de 66 meses. São recursos que se somam ao programa Pacto Por Santa Catarina. Como um todo, incluindo outros financiamentos e recursos próprios do Estado, o Pacto prevê aplicação de R$ 2,8 bilhões na implantação e na recuperação de 30% da malha rodoviária pavimentada catarinense. O novo financiamento com o BID também consolida uma parceria de 32 anos com o Governo do Estado. Em dezembro de 1980, foi assinado o Primeiro Programa de Estradas Alimentadoras de Santa Catarina BID I. Na época, o Estado contava com 937 quilômetros de rodovias pavimentadas. Hoje são 4,7 mil quilômetros de estradas asfaltadas e outros 1,7 mil quilômetros sem cobertura asfáltica. Desde a primeira edição, até a quinta, foram U$ 664,5 milhões emprestados pelo BID, que ajudaram o Estado a asfaltar 2314 quilômetros das rodovias catarinenses. Confira os números das edições anteriores: BID I (1980) - US$ 60 milhões, pavimentados 824 km [contrapartida: US$ 54,9 milhões] BID II (1986) - US$ 52 milhões, pavimentados 451 km [contrapartida: US$ 86,7 milhões] BID III (1992) - US$ 102,5 milhões, pavimentados 541 km [contrapartida: US$ 112,3 milhões] BID IV (2002) - US$ 150 milhões, pavimentados 448,3 km e reabilitados 497 km [contrapartida: US$ 165,9 milhões] BID V (2010) - US$ 50 milhões, pavimentados 50 km e reabilitados 50 km [contrapartida: US$ 21,5 milhões]
Santa Catarina é um dos estados que obteve maior crescimento industrial entre outubro e novembro de 2012
De outubro para novembro, Santa Catarina foi o terceiro estado brasileiro em crescimento da produção industrial, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado catarinense cresceu um índice de 3% entre os referidos meses, sendo superado apenas pela Região Nordeste, que teve um crescimento de 4,2%, e pela Bahia, que evoluiu 3,5%. A ascensão econômica do estado não surpreendeu o presidente do Sindicato de Material Plástico de Santa Catarina, Albano Schmidt, que observou um crescimento exponencial da economia catarinense no último trimestre de 2012, quando houve uma retomada das indústrias que foi puxada, sobretudo, pela produção de eletrodomésticos e maquinário pesado para a construção civil. “Santa Catarina é um grande subfornecedor destes materiais e foi isso que empurrou o gráfico da produção industrial para cima”, comenta Albano, dizendo que a expectativa dos industriários é de que em 2013 o crescimento se mantenha ao menos em 3% ao mês. “É uma previsão otimista, mas este ano promete para a indústria catarinense”, confia Albano.
Coopercentral Aurora define investimentos para reabrir indústria de aves de Xaxim
A Coopercentral Aurora Alimentos desembolsará 60 milhões de reais neste semestre para recolocar em pleno funcionamento a unidade industrial de abate e processamento de aves de Xaxim, no Oeste de Santa Catarina. A indústria - que pertence à Massa Falida do antigo Grupo Chapecó e até meados de dezembro era operada pelo Frigorífico Diplomata – foi arrendada pela Aurora por prazo inicial de três anos. O presidente da Aurora Mário Lanznaster expôs que os investimentos físicos somam 20 milhões de reais e estão representados pela aquisição de duas linhas de evisceração de aves, recuperação de equipamentos e instalações do abatedouro, além de outras melhorias. Outros 40 milhões, em forma de capital de giro, são necessários para financiar a retomada da operação industrial, o alojamento de frangos e a aquisição de matérias-primas e dos demais insumos para produção. Por outro lado, a Aurora iniciou o processo administrativo de recrutamento, seleção e admissão tendo como prioridade os cerca de 2.200 empregados que trabalhavam para a ex-arrendatária da planta industrial, o Frigorífico Diplomata. As primeiras contratações já foram concretizadas e se destinam à Fábrica de Rações. As admissões para a indústria serão paulatinas porque manterão sincronia com a reativação da produção avícola ao campo. “Não adianta termos toda a força de trabalho da indústria a postos se os lotes de frango nem foram alojados”, esclarece o vice-presidente Neivor Canton.
Produtores de maçã esperam colheita inferior a do ano passado
As chuvas de granizo, as geadas fora de época e a alternância na produção da variedade Fuji - que ocorre quando o pomar dá muitos frutos em uma safra e, na seguinte, com a planta enfraquecida, produz bem menos. Estes três fatores são determinantes para que os produtores de maçã de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul esperem uma colheita menor que a do ano passado, quando foram colhidas 1.200.000 toneladas da fruta nos dois estados. Os produtores começam a colher a partir do dia 28 de janeiro, com a variedade Gala. Depois, nos meses de abril e maio, chegará a hora de colher a variedade Fuji. Pierre Nicolas Peres, Presidente da Associação Brasileira de Produtores de Maçã, avalia que as condições climáticas foram decisivas para a queda na produção da fruta, que sofreu com ondas de frio em outubro e chuvas de granizo em novembro e dezembro, especialmente nas cidades de São Joaquim e Fraiburgo, polos da produção de maçãs no país. Apesar dos números diminuírem, o consumidor final não deverá ser atingido pela queda na produção, pois o mercado de maçãs se manterá estável, uma vez que as exportações seguem em alta, aposta Pierre. “A menor produção não vai interferir no preço da fruta para o consumidor, mas para o produtor os lucros vão diminuir”, adverte.
Hotéis de Balneário Camboriú registraram quase 100% de ocupação durante 10 dias
Do dia 27 de dezembro de 2012 até o dia 06 de janeiro de 2013, os hotéis de Balneário Camboriú alcançaram uma ocupação de 99%, revela a presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (Sechobar) da cidade, Dirce Fistarol. A alta taxa de ocupação se deve, de acordo com Dirce, há três fatores: o feriadão prolongado, o calor intenso e a publicidade que o município investiu para se tornar uma referência nacional quando o assunto é turismo. Tudo isso fez com que hordas de turistas brasileiros, de todos os cantos do país, chegassem à cidade na última semana do ano, permanecendo no município por dias a fio. “A imagem de Balneário Camboriú ganhou o Brasil nos últimos anos. E ganhou de uma forma positiva. Hoje, todos querem veranear na cidade, que é sinônimo de beleza, diversão e entretenimento”, afirma Dirce. Nem a diminuição no número de visitantes argentinos, causada pela crise econômica no país vizinho, assusta os hoteleiros neste mês de janeiro. Cerca de 85% dos leitos da cidade, que conta com aproximadamente 20 mil leitos, já estão reservados para os turistas nas próximas três semanas. Dirce planeja que será assim até o carnaval, que em 2013 acabará no dia 12 de fevereiro. “Depois do carnaval sim poderemos sentir a falta dos turistas argentinos, porque este é um período em que eles tradicionalmente costumam vir a Balneário”, expõe Dirce, lembrando que nada impede os hermanos chilenos, uruguaios e paraguaios de invadirem a cidade depois da folia, bem como os argentinos mais abastados.
Estudo aponta que Brasil é o país do Cone Sul que mais emprega mulheres no trabalho doméstico
Através do Estudo sobre Trabalho Doméstico no Mundo, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou hoje que 93% dos trabalhadores domésticos no Cone Sul (Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai) são mulheres. Segundo a OIT, a região tem alta incidência de trabalho doméstico e, neste cenário, o Brasil é o país que mais emprega. No país, o setor cresceu de 5,1 milhões de trabalhadores, em 1995, para 7,2 milhões, em 2009. A organização usou dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicam que 21,7% de todas as mulheres negras empregadas são domésticas. No caso de mulheres não negras, o percentual cai para 13%.
Fundo P2 Brasil lança pedra fundamental da Oceana Estaleiro nesta sexta, em Itajaí
Será lançada amanhã pela Oceana Offshore, do fundo P2 Brasil de Infraestrutura, a pedra fundamental da Oceana Estaleiro, no bairro Cordeiros, em Itajaí. A empresa ocupará uma área de 310 mil m² e deverá empregar cerca 1,1 mil pessoas para a construção de embarcações de apoio offshore. Com R$ 220 milhões aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), o estaleiro terá capacidade de produção de 4 a 6 embarcações de apoio à produção de petróleo e gás em alto-mar (tipo PSV) por ano. A previsão é que o processamento de aço para construção de embarcações comece no final de 2013, com a entrega da primeira embarcação em 2015. O projeto da Oceana tem como base a necessidade de ampliação da frota atual de 430 navios de apoio para cerca de 700 até 2020.
Anúncio oficial de Itajaí como parada da Volvo Ocean Race será feito no dia 22 de janeiro
Depois de ser confirmada como parada da Volvo Ocean Race na edição 2014\2015 da regata, Itajaí aguarda apenas o anúncio oficial de que será pela segunda vez sede da maior competição náutica do mundo. E o anúncio vai ocorrer no próximo dia 22 de janeiro, uma terça-feira, quando os organizadores do evento vão desembarcar em Itajaí para definir, entre outras coisas, o trajeto oficial da próxima edição, que provavelmente terá a presença de outra cidade brasileira: Recife. A informação de que o Nordeste brasileiro pode entrar na rota da regata é extraoficial, pois o trajeto ainda está sendo estudado pelos organizadores. No entanto, se houver mesmo duas cidades brasileiras no percurso, os veleiros devem parar no país na ida e no retorno da volta ao mundo. Recife, que substituiria a Cidade do Cabo, na África do Sul, deve ser a segunda parada da regata, logo após a partida de Alicante, na Espanha. Depois do Nordeste, os barcos seguiriam direto para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O organizador da Itajaí Stopover 2012, João Luiz Demantova, vê com bons olhos a inclusão de outra cidade brasileira na competição. Ele acredita que a mídia nacional dará maior atenção ao evento, o que só vai trazer dividendos para Itajaí, uma vez que a cidade já tem relativo lastro no que se refere à Volvo Ocean Race, depois de ser uma das sedes do evento em 2012. Sobre a possibilidade de um barco brasileiro disputar a prova, Demantova despista. “Existe a chance, mas não saberemos antes de fevereiro”, avisa.
Calamidade Pública
Para comprovar a emergência na reconstrução do Porto de Itajaí, o prefeito Jandir Bellini assinou na manhã de hoje o decreto 8.913/2009, que decreta calamidade pública na área do Porto de Itajaí. A justificativa é devido aos impactos negativos que as restrições que o porto apresenta, desde as enchentes do ano passado, causam na economia da cidade. Cada contêiner que deixa de ser operado em Itajaí representa uma perda de R$ 1,6 mil para a economia local e regional.
Contrato emergencial
Uma das alternativas para agregar celeridade à retomada das obras é a contratação dos serviços em regime emergencial, o que pode reduzir para no máximo dois meses os prazos legais para a recontratação das obras. A possibilidade é analisada pelo TCU, que em 20 dias diz se aceita ou não o contrato emergencial para a retomada das obras no Porto de Itajaí. Caso contrário, se houver uma nova licitação, nos moldes tradicionais, as obras poderão ser retomadas apenas em meados do ano que vem.
Perdas incalculáveis no Porto de Itajaí
Mais um capítulo triste na novela da reconstrução do Porto de Itajaí. Desta vez foi um impasse técnico decorrente de divergências no projeto básico e no projeto final, que resultou na paralisação das obras por parte do Tribunal de Contas da União (TCU). O resultado é a parada total dos serviços para ser retomado, na melhor das hipóteses, dentro de dois meses. Entretanto, dependendo do desenrolar das coisas em Brasília, o obra poderá ser retomada apenas no ano que vem, gerando à economia de Itajaí perdas incalculáveis.
Impacto positivo para Itajaí e Navegantes
Para o Complexo Portuário de Itajaí isso gera excelentes expectativas, uma vez que o porto é um tradicional exportador de carnes congeladas [com enfase para o frango], principalmente no momento em que o porto retoma sua movimentação, prejudicada pelas restrições de infraestrutura. Além do porto e terminais da margem direita, a POrtonave Terminais Portuáruios Navegantes está muito bem preparada para movimentar essas cargas, com as operações de um complexo frigorífico que recebeu invertimentos de R$ 50 milhões, o Iceport.
Mercado chinês
A expansão prevista para 2009 também leva em conta a expectativa de abertura do mercado chinês para a carne de frango brasileira. Se isso de fato ocorrer, segundo a Abef, a médio prazo a Ásia deverá se tornar o maior mercado de destino do frango brasileiro. Hoje, a região representa 24% das exportações brasileiras, atrás do Oriente Médio que representa 36% do total. No primeiro semestre do ano passado, o Oriente Médio representava 31% do volume total das exportações brasileiras
Exportações de frangos retomam patamartes pré-crise
Apesar da queda de 1,9% no volume de exportações brasileiras de frango no primeiro semestre deste ano ante igual período do ano passado, as vendas retomaram o patamar pré-crise em junho quando apresentaram crescimento de 8,31% sobre o mês anterior, em 329.014 toneladas. Isso fez com que o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), Francisco Turra, mantivesse a previsão de crescimento de 5% para este ano, em 3,827 milhões de toneladas. No primeiro semestre, foram vendidas 1,807 milhão de toneladas no mercado externo.
Poly Terminais opera 31 mil toneladas em importações
As operações do Poly Terminais [terminal privativo Dow Química] somaram o desembarque de 38,14 mil toneladas de soda cáustica, operadas de janeiro a junho no sistema de granel líquido. A retração foi de 10% sobre a movimentação do primeiro semestre do ano passado, de 38.139 toneladas. Foram oito atracações nos seis primeiros meses de 2009 e nove no mesmo período do ano passado.
Teporti incrementa operações
A movimentação do Teporti Terminal Portuário totalizou 11,5 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, ante as 9,97 mil toneladas operadas de janeiro a junho do ano passado. O aumento foi de 15%. As operações com contêineres somaram 203 unidades e 217 TEUs no semestre. Não teve como traçar um comparativo com relação às operações com contêineres de 2008, uma vez que no ano passado o Teporti não operou esse tipo de carga. Já o número de navios atracados passou de cinco para 11.
Terminal Braskarne tem redução nas operações
No terminal privativo Braskarne [controlado pela Cargill Alimentos] as operações do semestre somaram 33,23 mil toneladas de mercadorias, com recuo de 44% sobre a movimentação registrada de janeiro a junho do ano passado, de 59,67 mil toneladas. Foram 19 atracações, ate as 21 atracações registradas no mesmo período de 2008. A redução foi de 10%.
Portonave dobra operações
No período a Portonave Terminal Portuário Navegantes SA operou 1,43 milhão de toneladas de cargas conteinerizadas, praticamente o dobro das 715,55 mil toneladas embarcadas e desembarcadas no primeiro semestre do ano passado. Foram 86,17 mil contêineres, ante os 42,31 mil contêineres movimentados de janeiro a junho do ano passado, com avanço de 104%. Foram 148.830 TEUs, com aumento de 94% sobre as operações de janeiro a junho de 2008. As atracações na Portonave somaram 283 navios no semestre, com aumento de 177%. No mesmo período do ano passado as atracações somaram 102 navios.
Operações do Porto Público e Teconvi:
As cargas operadas pelos berços públicos e berços arrendados pelo Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi) somaram 742,67 mil toneladas no semestre, com queda de 73% sobre a movimentação do primeiro semestre de 2008. As operações com contêineres totalizaram 49,92 mil unidades [com retração de 68%] e, em TEUs, a movimentação do Porto Público e Teconvi ficou em 89.486 TEUs no acumulado do primeiro semestre de 2009, ante 274.871 TEUs operados em igual período do ano passado. A redução foi de 67%. O Porto Público e Teconvi registraram 141 atracações no semestre, com retração de 65%. Entre janeiro e junho de 2008 as atracações somaram 401 navios.
Complexo POrtuário do Itajaí retoma gradativamente as operações
O Complexo Portuário do Rio Itajaí-açu fechou o primeiro semestre com 2,25 milhões de cargas operadas. O recuo foi de 37%. Em junho a movimentação dos terminais que compõe o Complexo somou 477,81 mil toneladas, com retração de 25%. Em contrapartida, se comparadas a janeiro deste ano, as operações de junho apresentaram uma evolução de 133,76%, percentual que comprova a retomada gradativa das operações no Complexo após as enchentes de novembro do ano passado. O volume de cargas movimentado passou de 204,39 mil toneladas para 477,81 mil toneladas. As exportações no semestre atingiram 1,48 milhão de toneladas, com retração de 35,2%, e as importações acumularam 778,05 mil toneladas, com recuo foi de 40,5%. O número de navios em operação no semestre somou 462 atracações, com recuo de 13% em relação ao acumulado ao igual período do ano passado. Com relação a janeiro [com 53 atracações], a progressão foi de 67,9%, o que reforça a recuperação das operações portuárias na foz do Rio Itajaí-açu.
Exportações
As exportações caíram 47,8% no semestre, com 199.052 unidades comercializadas no mercado externo em 2009 contra 381.222 unidades nos seis primeiros meses de 2008. Em junho de 2009 foram exportadas 38.503 unidades contra 38.482 unidades, no mês anterior, o que corresponde a um crescimento de 0,1%. Na comparação com junho do ano passado, quando foram comercializadas 72.595, também houve queda de 47%.
Cai produção
A produção de veículos no primeiro semestre caiu 13,6% em relação ao mesmo período de 2008. Nos seis primeiros meses de 2009, foram produzidos 1.463.707 veículos contra 1.693.249, de acordo com dados do relatório mensal da Anfavea. No mês de junho, comparado a maio, houve aumento de 8,4% na produção. Em junho foram 283.875 automóveis contra 261.812. Com relação a junho de 2008 houve queda de 8,2%, quando foram produzidas 309.169 unidades.
Aumenta a venda de automóveis
As vendas de automóveis no primeiro semestre cresceram 3% na comparação com igual período do ano passado. Foram comercializadas 1.449.787 de unidades contra 1.407.211, segundo relatório mensal da Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com relação a maio, As vendas de junho apresentaram aumento de 21,5%, com 300.157 unidades, contra 246.978 em maio. Na comparação com junho do ano passado, quando foram vendidos 256.005, o aumento foi de 17,2%. Segundo a entidade, este foi o melhor junho e o melhor mês da série histórica. Segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, o resultado é decorrente do maior volume de crédito, da queda dos juros e da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
American Airlines e Gol juntas
Amanhã, quarta-feira, a American Airlines e a Gol Linhas Aéreas anunciam uma parceria que incluirá voos em code-share e a interação dos programas de milhagem das duas empresas, o AAdvantage e o Smiles, respectivamente, o que vai beneficiar os passageiros das duas companhias. Desde o fim do acordo com a Tam, que fechou parceria com a United devido a seu ingresso na Star Alliance, a American estava sem parceiro oficial no Brasil. Como maior operadora de voos entre o País e os Estados Unidos, essa aliança fazia falta na estratégia da companhia.
Balança comercial inicia julho com saldo positivo
A balança comercial registrou saldo de US$ 618 milhões na primeira semana de julho. O resultado representa uma elevação de 42,3 %, na média, por dia útil, na comparação com o mesmo período do ano passado. As exportações foram de US$ 2,030 bilhões e as importações chegaram a US$ 1,412 bilhão. No acumulado do ano de janeiro até a primeira semana de julho, a balança comercial ficou superavitária em US$ 14,605 bilhões, 25,8 % de crescimento em comparação com o mesmo período de 2008. As exportações, no período, alcançaram volume de US$ 71,982 bilhões e as importações, US$ 57,377 bilhões
Menos passageiros optaram pela Gol em junho
A companhia aérea Gol informou hoje que a oferta de assentos caiu 4,9% em junho de 2009 ante igual mês de 2008 e cedeu 1,2% sobre maio, segundo as estatísticas de tráfego aéreo no mês passado. Segundo comunicado da empresa, o tráfego no sistema total caiu 7,1% no mês passado ante igual período de 2008 e subiu 8,7% ante o mês anterior. A taxa de ocupação caiu 1,6% em junho na comparação com igual período do ano passado e subiu 5,9% ante maio, para 63,8%. A Gol diz que as operações de junho deste ano refletiram o início das atividades relacionadas à elevação gradual e planejada da utilização da frota operacional da companhia, fator importante para a diluição dos custos operacionais.
Aumentam vendas de automóveis
A comercialização de automóveis e comerciais leves no país atingiu em junho o maior patamar da história para um único mês, segundo divulgou a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Foram vendidas 289.792 unidades no mês, com um crescimento de 22% em relação a maio e 19% comparativamente a junho do ano passado. O recorde de vendas anterior havia sido verificado em julho de 2008, quando foram vendidos 272.964 automóveis e comerciais leves. Para Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, o resultado foi "magnífico" e pode ser atribuído à incerteza sobre a prorrogação da redução do IPI.
China eleva o preço do soja no mercado interno
O aumento das exportações de soja continua alavancando os preços do grão no mercado interno e já cria condições para o produtor antecipar negócios na safra 2009/2010. No Mato Grosso, estado que respondeu, isoladamente, por 44,4% das exportações da oleaginosa no País, o sojicultor está vendendo a saca por até R$ 10 acima do valor negociado na temporada passada. O principal fator de recuperação das empresas do setor de grãos e de equilíbrio na conta dos produtores continua sendo a China.
Commodities lideram as exportações
A Ásia também foi o único mercado em que as exportações aumentaram no primeiro semestre, comparado com igual período de 2008. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, as vendas para a Ásia cresceram 15,8%, com destaque para a China (42,3%). Puxadas pelas "commodities", só em junho, as exportações para a China avançaram 64,4% em relação a junho de 2008. Para todos os outros principais blocos econômicos, houve queda das exportações. As vendas para os Estados Unidos caíram 43,3% no semestre, e para a UE, 27,2%. Para o Mercosul, a retração foi de 40,3% nos primeiros seis meses do ano. O Brasil exportou US$ 10,45 bilhões para a China e importou US$ 6,77 bilhões, o que resultou em um superávit de US$ 3,68 bilhões. As vendas para os chineses cresceram 42,3% no primeiro semestre, ante igual período de 2008, enquanto as importações caíram 23,7%.
Brasil aumenta vendas para Ásia
A Ásia se tornou a região do planeta que mais compra produtos do Brasil, ultrapassando a América Latina e a União Europeia. No primeiro semestre de 2009, os asiáticos responderam por 26,8% das vendas externas, acima dos 22,9% dos europeus e dos 20,8% da América Latina. Nos seis primeiros meses de 2008, a participação da Ásia estava em 18%, quase nove pontos porcentuais a menos. O continente latino-americano absorvia 25,7% das exportações e a União Europeia, 24,4%. A China, em particular, se consolidou como principal comprador dos produtos brasileiros e, pela primeira vez, foi o maior parceiro comercial do Brasil em um semestre.
Redução de custos
Hélio Flávio Vieira defende que, o desequilíbrio entre as cargas no Sul e Norte gera aumentos nos custos da cabotagem e tira a competitividade da navegação costeira, se comparada ao transporte rodoviário.
Aumentos nos navios e a necessidade dos hub ports
A Hamburg Sud tem a intenção de, até 2011, trazer navios com capacidade de 7,1 mil TEUs para as rotas do Brasil para Europa, Américas e Ásia. Segundo a empresa, os portos brasileiros já têm condições de operar com esses navios, principalmente devido ao Plano Nacional de Dragagem, em execução pela Secretaria Especial de Portos. Porém, o ingresso desses navios na costa brasileira abre a necessidade de portos concentradores de cargas, ou os hub ports. Hélio Flávio Vieira, doutor na área de Logística e Transporte, diz que a exitência de hub ports não é apenas uma possibilidade, como uma grande saída para o problema da cabotagem aqui. Segundo o especialista, um dos grandes entraves para a cabotagem é o desequilíbrio entre cargas no norte e sul.
Superavit da balança comercial é o maior dos últimos tres anos
A balança comercial do primeiro semestre de 2009 apresentou um superávit de US$ 13,987 bilhões. Em valores, o número é 23,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo comercial semestral ficou em US$ 11,301 bilhões. De janeiro a junho deste ano, as exportações ficaram em US$ 69,952 bilhões e as importações chegaram a US$ 55,965 bilhões. No mesmo período de 2008, as exportações fecharam em US$ 90,645 bilhões e as importações atingiram US$ 79,295 bilhões. No acumulado do mês de junho a balança comercial ficou superavitária em US$ 4,625 bilhões, com média diária de US$ 220,2 milhões. O valor mensal é o maior desde dezembro de 2006, quando a balança apresentou superávit de US$ 5,052 bilhões. Comparado com junho de 2008, quando o saldo foi de US$ 2,728 bilhões, houve um crescimento de 69,5% pela média diária. A corrente de comércio do mês de junho ficou em US$ 24,311 bilhões. As exportações ficaram em US$ 14,468 bilhões e as importações atingiram o montante de US$ 9,843 bilhões.
Empenho
O empenho da SEP por Itajaí vem sendo extraordinário. Desde as enchentes o ministro Pedro Brito esteve várias vezes na cidade, o presidente Lula editou medida provisória destinando R$ 350 milhões para obras de reconstrução do Porto de Itajaí e a SEP contratou a dragagem e obras de reconstrução. Só que dos recursos destinados às obras do município, apenas uma pequena parcela até agora foi repassada às empresas contratadas para a execução dos serviços. Dos recursos programados para a reconstrução do berço um, orçado em R$ 85 milhões, apenas cerca de R$ 4 milhões foras pagos. Do berço dois, no mesmo valor, aproximadamente R$ 1,5 milhão foi repassado e, para as obras da retroárea, dos R$ 28 milhões programados, foram pagos cerca de R$ 500 mil. Já a famosa dragagem contratada com o Consórcio Draga Brasil, foi contratada por R$ 18 milhões, teve menos da metade dos serviços pagos, ou R$ 6 milhões. Enquanto isso, as obras seguem em ritmo lento e os prazos acordados inicialmente já estão mais que estourados.
Mais recursos federais para Itajaí
O ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, comunicou ontem ao governador Luiz Henrique da Silveira a intenção do governo federal aprofundar para 14 metros o calado do Complexo Portuário de Itajaí. Todas as notícias veiculadas com relação aos trabalhos de dragagem citam um aprofundamento de 12 para 14 metros. Entretanto, desde que ocorreram as enchentes de novembro do ano passado o canal interno e bacia de evolução do complexo sequer atingiram a profundidade de 11,5 metros e o canal externo, cujo calado ideal é de 12 metros, está limitado, pela existência de um banco de areia no local. Os serviços emergenciais de dragagem foram contratados pela SEP e não restabeleceram as condições. Para que isso ocorra, os terminais privativos Teconvi e Portonave precisaram contratar, com recursos próprios, uma draga para finalizar os trabalhos.
Parceria
Os terminais Portonave e Teconvi poderão ser parceiro da Superintendência do Porto de Itajaí em seu estande na edição de 2020 da Intermodal South America, juntamente com outros players ligados às atividades portuária. A confirmação ocorreu ontem, durante reunião entre empresários e diretores do Porto de Itajaí. A participação conjunta que a Autoridade Portuária de Itajaí vem buscando busca ampliar a representatividade da região no evento e fomentar maiores volumes de negócios. A feira é o mais importante evento das américas dos setores de logística, transporte e comércio internacional, que acontece de 06 a 08 de abril, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Robert Grantham acrescenta que a data do evento é extremamente oportuna para apresentar o complexo portuário, com toda sua potencialidade ao mercado, no momento em que se espera que o país esteja retomando seu ritmo de crescimento, no inicio do ano de 2010.
Crise contribui para essa realidade
Entretanto, Robert Grantham diz que a retração nas operações não pode ser creditada apenas às limitações de infraestrutura terrestre e aquaviária, uma vez que o comércio exterior brasileiro sofre diretamente os impactos da crise internacional. Segundo estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no mesmo período a corrente de comércio exterior brasileira caiu 25,03%. O Brasil importou e exportou US$ 135,53 bilhões de janeiro a maio do ano passado e US$ 101,6 bilhões nos quatro meses deste ano. Já a participação do Complexo Portuário do Rio Itajaí-açu nas exportações brasileiras passou de 3,93% [janeiro a maio de 2008] para 2,72% [janeiro a maio de 2009]. A participação nas importações passou de 2,47% para 1,48%, respectivamente. Segundo o diretor, o Complexo Portuário do Rio Itajaí-açu somente não operou na última semana de dezembro, que sucedeu as enchentes que consequentemente, destruíram dois berços de atracação e impactaram no assoreamento dos canais de acesso interno e externo e bacia de evolução. Já no mês de dezembro de 2008, embora operando precariamente, a movimentação somou 6,06 mil TEU[Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés], com recuo de 82% comparativamente a dezembro de 2007.
Setor portuário avalia perdas em Itajaí
Embora muitos números sejam cogitados sobre as perdas do setor portuário regional com a destruição parcial do Porto de Itajaí no ano passado, as perdas registradas no Complexo Portuário do Rio Itajaí-açu em decorrência das enchentes de novembro podem ser mensuradas por meio de análise comparativa das operações nos períodos janeiro a maio de 2008 e o mesmo período deste ano. A afirmação é do diretor comercial Robert Grantham. As estatísticas apresentadas por ele mostram que nos cinco primeiros meses deste ano o complexo US$ 2,19 bilhões (FOB), com um recuo de aproximadamente 50,15% sobre igual período do ano passado, quando a movimentação ficou em US$ 4,4 bilhões. As exportações somaram US$ 2,83 bilhões (2008) e US$ 1,51 bilhão (2009). As importações totalizaram US$ 1,57 bilhões (2008) e US$ 638,36 milhões (2009).
Porto de Itajaí na Intermodal 2010
A Superintendência do Porto de Itajaí, no papel de fomentador de negócios relacionados à atividade portuária na cidade e região, reúne todos os players do setor no próximo dia 30, às 16 horas, no Auditório Martin Schmeling, para discutir a participação dos terminais, portos secos, empresas retroportuárias e entidades ligadas ao setor na edição 2010 da Intermodal South America, no estande do Porto de Itajaí. A intenção é congregar no estande da Autoridade Portuária as empresas prestadoras de serviços, para ampliar a representatividade do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu e, ao mesmo tempo, diluir custos e possibilitar a participação maior número de empresas na Intermodal. A feira é o mais importante evento das américas dos setores de logística, transporte e comércio internacional, que acontece de 06 a 08 de abril, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
Salário médio do comércio caiu 14% de 2003 a 2007
O salário médio pago aos empregados do comércio no Brasil teve uma redução de 14% entre 2003 e 2007. Enquanto em 2003, eram pagos, em média, 2,1 salários mínimos no comércio, em 2007 pagou-se 1,8 salário mínimo. A constatação é da Pesquisa Anual do Comércio de 2007, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cálculo do salário médio se baseia na valor do salário mínimo. O segmento do atacado foi o que apresentou a maior queda da média de salários mínimos, passando de 3,5 para 2,9. Ainda assim, manteve-se como a maior média entre os três segmentos (atacado, varejo e comércio de automóveis e de peças). As empresas de comércio de combustíveis e lubrificantes foram as que tiveram a melhor média salarial em 2007 (7,9 salários mínimos), seguidas pelo comércio de máquinas, equipamentos e aparelhos de uso agropecuário, comercial e industrial (4,4 salários mínimos).
Reestruturação
O estudo mostra ainda que as empresas exportadoras catarinenses estão estruturando os processos internos para enfrentar a crise. Para 87% das 110 empresas pesquisadas as adequações nos processos internos devem ser realizadas no decorrer deste ano. Entre os principais estão a prospecção e a diversificação de mercados, a introdução de produtos com mais valor agregado para diferenciar-se da concorrência e a identificação de matérias-primas com preços mais competitivos. Para o presidente do Sistema Fiesc, Alcantaro Corrêa, a preocupação em buscar a estruturação dos processos mostra que as empresas catarinenses têm investido fortemente em gestão para tornar as empresas mais competitivas e fortalecidas para ganhar novos mercados.
Burocracia e custos prejudicam setor exportador de SC
A publicação Diagnóstico do Exportador Catarinense, lançado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) [com consultas à 110 empresas exportadoras de dezesseis diferentes setores,de um total de 1482 empresas exportadoras de SC] aponta que o excesso de burocracia e custos elevados são os principais entraves às exportações catarinenses. Segundo a pesquisa, entre março e junho, 60% das empresas consultadas consideraram que o governo não tem atendido satisfatoriamente às necessidades e expectativas do setor industrial do estado. Entre as metas a serem priorizadas pelo governo para fomentar as exportações, destacaram: desburocratização e redução de custos (17,3%); desoneração tributária (16,3%); melhoria na infraestrutura portuária, ferroviária e aeroportuária (14,2%), e redução de custos de transportes e portos (13,6%).
China quer mais poder
A China busca mais poder no cenário internacional e, provavelmente, está preparando-se para criar uma nova moeda internacional, o próprio yuan. É o que explica Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China. Na segunda-feira 22, ele fez palestra para empresários de Joinville na Sustentare Escola de Negócios. “A China já está internacionalizando a moeda com a permissão de venda de bônus em yuan. E várias negociações internacionais podem ser feitas com a liquidação em moeda chinesa. Wilmar Cidral, diretor da Sustentare, lembra que em agosto sua instituição passa a oferecer o Programa China para apoiar os empresários e profissionais que quiserem conhecer mais desse mercado.
Empresas aéreas não reduzem preços de passagens internacionais
As companhias aéreas que atuam no Brasil ignoram a autorização dada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para reduzir os preços das passagens internacionais de longo curso e ainda cobram preços acima dos mínimos que já deixaram de vigorar. Pesquisa realizada pela Folha de São Paulo na internet mostra que as companhias estão longe do novo piso. Na maior parte dos casos, os preços ainda estão acima dos limites anteriores. Foram pesquisadas passagens para Nova York, Paris, Madri, Frankfurt e Londres, em dois períodos de baixa temporada -setembro de 2009 e abril de 2010- em bilhetes de ida e volta. Até abril, o preço mínimo de passagens para Nova York era de R$ 1.380. Agora, as companhias podem vendê-la por até R$ 1.104. Para embarque em setembro, United Airlines vende a R$ 1.226. TAM, Delta, Continental e American Airlines têm bilhetes acima do piso antigo.
Operações com contêineres caem e prejuízos são inevitáveis
A consultoria marítima Drewry aumentou ainda mais o pessimismo ao revisar sua previsão de movimentação global de contêineres para baixo. A Drewry, que antes acreditava em uma queda de 5,3%, agora prevê uma movimentação 10,3% menor neste ano. Em entrevista ao Lloydslist, o diretor da Drewry Consultinhg, Mark Page disse que a previsão feita há três meses foi revisada porque a recuperação esperada não aconteceu e destacou que a cadeia logística global está em risco, com as linhas marítimas sangrando e diante de um buraco negro financeiro de US$ 25 bilhões este ano. A expectativa era que os volumes cresceriam devido ao Ano Novo Chinês e ao impacto das medidas revolucionárias adotadas por vários governos mundo afora, o que não ocorreu.
Volume mundial de exportações encolherá US$ 4 trilhões
Estimativas da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), apontam que a recessão internacional, aliada à queda dos preços dos produtos, fará com que as exportações mundiais encolham quase US$ 4 trilhões este ano. A cifra é um pouco superior ao tamanho da economia alemã e representa um tombo de 25% em relação aos US$ 15,8 trilhões exportados em 2008, fazendo com que o mundo volte ao patamar de 2006, quando as vendas externas dos países alcançaram US$ 11,9 trilhões. Na avaliação de especialistas, a recente onda de protecionismo só tende a agravar a situação e pode se tornar uma trava para a recuperação da economia global, e mesmo para a do Brasil.
IGP-M sobe 0,07% na 2ª prévia de junho
A segunda prévia de junho do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,07%, após registrar deflação de 0,14% em igual prévia de maio. Os números foram divulgados na manhã de hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A entidade informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de junho. O Índice de Preços por Atacado - Mercado (IPA-M) caiu 0,21% na leitura anunciada hoje, em comparação com a deflação de 0,31% apurada na segunda prévia de maio. O Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) teve aumento de 0,15%, após avançar 0,33%, na mesma base de comparação. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) teve alta de 1,72% na segunda prévia deste mês, em comparação com a queda de 0,10% em igual prévia do mesmo índice no mês passado. Até a segunda prévia de junho, o IGP-M acumula queda de 1,07% em 2009 e aumento de 1,7% nos últimos 12 meses. O resultado acumulado do IGP-M é usado no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M de junho foi do dia 21 de maio a 10 de junho.
Indústria otimista
A expectativa da indústria catarinense para o aumento das vendas no próximo semestre aumentou. Pesquisa sobre o impacto da crise na indústria do estado, divulgada pela Fiesc, mostra que a parcela de indústrias que acredita em alta nas vendas subiu de 24,7% em fevereiro para 40% em junho. Em relação aos investimentos, 49% das indústrias pretendem investir em 2009. Destas, 17% manterão integralmente os investimentos e 32% devem revisar para baixo os valores. As companhias que pretendiam investir em 2009 e adiaram chegam à proporção de 33%. As que suspenderam os investimentos e vão retomá-lo ainda neste ano chegam a 7% e 11% não planejam investir neste ano. O presidente da Federação, Alcantaro Corrêa, diz que a disposição de investir, mesmo na atual conjuntura, mostra que as empresas estão se preparando para o momento seguinte à crise, para estarem atualizadas em seus processos e produtos.
O que é o COD Brasil
O Certificado de Origem é o documento que atesta a origem da mercadoria que será comercializada entre países que mantêm acordos comerciais, com o objetivo de conceder redução ou isenção do imposto de importação, garantindo o acesso preferencial de mercadorias ao exterior. Já o Certificado de Origem Digital (COD) é um sistema que permitirá o setor exportador emitir com mais agilidade o certificado de origem. O programa, desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Fiesc, gera um banco de dados que facilita o preenchimento dos documentos de forma prática, rápida e segura. Outra vantagem é a diminuição do volume de erros no preenchimento de formulários e dos custos para as empresas. Esta é a primeira fase de implementação do programa e serão informatizados os documentos declaração de produtor e fatura comercial, necessários para a Certificação de Origem. O próximo passo será a implantação das assinaturas digitais, prevista ainda para 2009.
Welber Barral em Florianópolis
O secretário de comércio exterior do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio participa hoje, na Federação das Indústrias de SC (Fiesc), do evento Exportação em Pauta. Na capital catarinense ele ministrará o painel Panorama e Perspectivas do Comércio Exterior Brasileiro, das 14h15min às 14h45min. Também está programado o lançamento do Certificado de Origem Digital e da publicação Diagnóstico do Setor Exportador 2009.
Pac libera R$ 23,3 milhões para obras no Porto de Itajaí
O edital de licitação para as obras de dragagem no Porto de Itajaí, com recursos do PAC, será publicado pelo governo federal até o dia 15 de julho. O prazo foi confirmado ao deputado federal Décio Lima na semana passada, em audiência na Secretaria Especial de Portos. A obra no Porto de Itajaí está incluída no Programa Nacional de Dragagem, que, até dezembro de 2010, está realizando dragagens em 17 portos brasileiros, num investimento de R$ 1,48 bilhão – Recife (PE), Rio Grande (RS), Santos (SP), Fortaleza (CE), Aratu (BA), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), Angra dos Reis (RJ), Cabedelo (PB), Vitória (ES), São Francisco do Sul (SC), Iguataí (RJ), Imbituba (SC), Suape (PE), Paranaguá (PR) e Itajaí (SC). Além da publicação do edital de licitação para a dragagem do Porto de Itajaí, em Santa Catarina estão em andamento as obras no Porto de São Francisco do Sul, que já tem 39% da dragagem no berço 201 e 15% no berço 101. O investimento nesta ação é de R$ 85,9 milhões. Outros R$ 4,4 milhões estão confirmados para dragagem no Porto de Imbituba.
MBA em Gestão do Agronegócio em Itajaí
A Sociesc/FGV está com inscrições abertas para o curso de MBA em Gestão Estratégica no Agronegócio. O curso aborda modernas técnicas de planejamento e avaliação adaptadas à gestão no agronegócio. As aulas começam em 27 de junho, em Itajaí. Informações: (47) 3248-8811 ou posfgvitj@sociesc.org.br.
Porto de Imbituba em alta
O otimismo atraca no cais de Imbituba, pelo ritmo acelerado das obras de ampliação do Porto. A obra hoje conta com cerca de 300 homens que trabalham na fixação de estacas e na construção do cais. A previsão é que a obra esteja concluída até o final do ano que vem, com a injeção de R$ 180 milhões nas obras. Só na dragagem do canal de entrada das embarcações foram gastos R$ 4,6 milhões, aumentando a profundidade para 12 metros de calado. Entretanto, a proposta é chegar a 15 metros de profundidade com a entrada dos recursos do PAC.
Crescimento já é realidade
De janeiro a maio, as importações de vestuário cresceram 42% ante o mesmo período de 2008, para US$ 418,5 milhões, conforme a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Nos calçados, a alta foi 21%, para US$ 148 milhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria Calçadista (Abicalçados). As importações de bebida e tabaco subiram 23,5%, diz a Secretaria de Comércio Exterior.
Câmbio amplia importações de não duráveis
A queda do dólar e a manutenção do poder de compra do consumidor estão estimulando o aumento das importações de calçados, roupas, bebidas e remédios em plena crise global. As compras externas de bens de consumo não-duráveis cresceram 8% de janeiro a maio, um ritmo inferior ao de 2008, mas na contramão das importações totais, que caíram 27%. Se a moeda americana ficar abaixo de R$ 2, os varejistas avaliam que a presença de importados vai aumentar nas lojas e nas prateleiras dos supermercados no segundo semestre. O fenômeno pode atingir os eletrodomésticos, caso a oferta de crédito siga se recuperando.
Otimismo para agricultura
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, estimou que a área a ser cultivada na safra 2009/2010 no Brasil deverá repetir a do ciclo passado. No período 2008/09, os produtores semearam 47,6 milhões de hectares, 0,4% acima da safra anterior. Apesar de repetir a área, a produtividade brasileira cresce cerca de 3% ao ano nas últimas duas décadas, comparou o ministro. Por causa da constante melhora no rendimento, Stephanes considerou que, se o clima for favorável, a próxima colheita poderá recuperar a perda de 6,9% em volume na safra 2008/2009, estimada em 134,2 milhões de toneladas.
Conceito global
O executivo diz que o Porto de Itapoá oferecerá ao mercado um novo conceito global de complexo portuário, ou seja, o terminal marítimo será suportado por uma retroárea de, aproximadamente, 12 milhões de metros quadrados para instalação de indústrias e serviços, criando uma sinergia com a logística e favorecendo o desenvolvimento regional com acessos, berços e pátios compatíveis com o crescimento da demanda, oferecendo custos competitivos à região, o que será o grande diferencial competitivo.
Itapoá tem boas expectativas para o futuro
A Aliança Navegação e Logística, uma das investidoras no projeto do Porto de Itapoá, garante que o terminal absorverá 20% da movimentação de contêineres do Paraná e de Santa Catarina em 2015. Segundo José Antônio Balau, diretor de Operações da Aliança, a previsão é de que os estados do Paraná e Santa Catarina, que em 2008 movimentaram em conjunto 990 mil contêineres, devem movimentar 2 milhões de contêineres em 2015 e, em 2020, cerca de 3 milhões de contêineres. Itapoá deverá responder pela movimentação de 600 mil contêineres, ou seja, 20% do total. Seu otimismo é justificado pelo fato dos dois estados não contarem com nenhum terminal portuário com profundidade compatível com o atendimento de navios de grande porte. O Porto de Itapoá, com calado natural de 16 metros, suprirá essa necessidade, uma vez que foi projetado para receber navios com capacidade para 9 mil TEUs.
Superavit na balança comercial brasileira
A balança comercial brasileira na segunda semana de junho de 2009 apresentou superávit de US$ 737 milhões. A média por dia útil, no período, foi de US$ 184,3 milhões. O resultado é conseqüência de exportações que ficaram em US$ 2,508 bilhões, com média diária de US$ 627 milhões, e importações no valor de US$ 1,771 bilhão - média diária de US$ 442 milhões. No período, a corrente de comércio somou US$ 4,279 bilhões, o que significou transações, em média, de US$ 1,070 bilhão por dia útil.
Setores de transportes e cristais tiveram maiores quedas
Nos primeiros cinco meses do ano foram fechadas 11.176 vagas na indústria catarinense. Os setores que mais demitiram foram o de equipamentos de transporte (-26,2%), cristais e vidro (-25%), veículos automotores (-13,4%), metalurgia básica (-10%) e produtos de madeira (-8,9%), máquinas e equipamentos (-7,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7%). Entre as indústrias pesquisadas, no acumulado do ano cinco segmentos contrataram mais do que demitiram, com destaque para a pesca (14%), bebidas (3,6%), carvão (2,6%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicação (1,8%).
Cai nivel de emprego
O emprego nas médias e grandes indústrias catarinenses apresentou queda de 0,93% em maio, segundo pesquisa da Federação das Indústrias (FIESC), divulgada hoje. O dado representa o fechamento de 2 mil vagas no grupo de 349 médias e grandes indústrias pesquisadas pela entidade. Desde o início da crise, em outubro de 2008, até maio deste ano houve um decréscimo de 16 mil postos de trabalho no grupo pesquisado. As empresas que fizeram mais ajustes no quadro de pessoal foram as dos segmentos alimentar, madeira, máquinas e equipamentos, veículos automotores, metalurgia, máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
Melagrião na Expogestão 2009
O Sindicato das Agências de Propaganda de Santa Catarina (Sinapro/SC) participa da Expogestão 2009, em Joinville, com o case “Melagrião – o xarope fitoterápico mais vendido do Brasil”, apresentado por Samanta Tassotti [sócia da Exit Comunicação Estratégica e diretora da Regional Norte do Sinapro/SC] e Adriano Silva [diretor Comercial e de Marketing do Laboratório Catarinense, de Joinville] que produz o xarope. Os dois executivos abordam a estratégia desenvolvida para manter a liderança nacional no segmento e ainda crescer em mercados regionais. A campanha de 2008 gerou mais de 200 mil impactos no público-alvo e, além do alto retorno de imagem obtido, o cliente alcançou a meta de 1,5 milhão de xaropes vendidos.
Novela mexicana
Os problemas para a execução do desassoreamento do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí [que ficou interditado devido às enchentes de novembro do ano passado] iniciaram antes mesmo dos trabalhos propriamente ditos. Embora a Secretaria Especial de Portos (SEP) tenha feito o processo licitatório e contratado o Consórcio Draga Brasil em tempo recorde, a chegada dos equipamentos atrasou e os trabalhos iniciaram no dia 1º de janeiro, bem depois do programado. Inclusive, o atraso quase provocou o cancelamento do contrato na época. Não bastasse, os trabalhos foram paralisados por algumas vezes, o grande volume de chuvas nos meses de janeiro e fevereiro provocaram novos assoreamentos e o volume contratado inicialmente pela SEP [de 2,2 milhões de metros cúbicos] foi retirado sem que a profundidade anterior as enchentes fosse restabelecida. A SEP concordou em aditivar o contrato em mais 50% do valo [o que possibilitou a retirada de mais 1,1 milhão de metros cúbicos de sedimentos]. O volume foi retirado, mas ainda restou um banco de areia de cerca de 800 metros no canal externo. Os trabalhos foram encerrados no dia 20 de abril e, a partir daí, a Autoridade Portuária de Itajaí fez grande esforço para que os trabalhos fossem retomados. Os encontros e desencontros de todo o processo foram tantos que dariam até um belo enredo para uma novela mexicana.
Parceria
A contratação da empresa Bandeirantes foi feita pelo Terminal de Conteineres do Vale do Itajaí (Teconvi/APM Terminals) e Portonave Terminais Portuários Navegantes SA e vai custar em torno de R$ 4 milhões. Os terminais assumiram a contratação pelo fato de poderem pagar pelos servições sem a necessidade de um processo licitatório, que certamente iria atrasar em mais, no mínimo, 60 dias o início dos trabalhos. Os dois terminais também contrataram os serviços de consórcio formado pelas empresas Aquaplan e Coastal Plainning, que ficará responsável pelas medições e batimetrias.
Trabalho intensivo
Os serviços serão executados pela draga Copacabana, de propriedade da empresa Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda, que iniciaram hoje pela manhã e serão executados de domingo a domingo. O equipamento tem cisternas com capacidade para 5 mil metros cúbicos e é dotado de três guindastes para dragagem junto ao cais e derrocamento, além de sistema de dragagem ambiental, entre outros quesitos fundamentais para a execução dos serviços em Itajaí.
Reiniciada a dragagem do canal de acesso do Complexo Portuário de Itajaí
O superintendente Antonio Ayres dos Santos Júnior divulgou na manhã de hoje uma notícia mais que esperada pela comunidade portuária: a retomada dos serviços de dragagem do canal de acesso do Complexo Portuário de Itajaí e, consequentemente, a retomada do calado de 12 metros no canal externo. Os trabalhos envolvem a retirada de 300 mil metros cúbicos de sedimentos do local e devem levar cerca de 20 dias. Com isso, a expectativa é que, mesmo com dois de seus berços em reconstrução, a atividade portuária tenha um significativo incremento na região.
Novela antiga
Os trabalhos foram iniciados em 2006, quando o município firmou contrato com a União para o repasse de recursos para a via, e os trabalhos deveriam ter sido executados no prazo de 18 meses. Entretanto, apenas R$ 3 milhões foram investidos, de um total previsto inicialmente de R$ 20,7 milhões [R$ 16 milhões da União, do programa Agenda Portos, e contrapartida de R$ 4,7 milhões, do município], mas as obras estão orçadas em cerca de R$ 31 milhões e estão paradas há sete meses. O convênio entre prefeitura e governo federal firmado há três anos previa que o Dnit repassava verbas e o município executava a obra. Até agora foram executados apenas a terraplanagem, drenagem e parte da pavimentação. Nos investimentos previstos, ainda constam o restante da pavimentação, calçadas, ciclovias, sinalização e desapropriação, além de obras de um elevado.
Segunda etapa em projeto
Para a contratação da segunda etapa o Porto de Itajaí está elaborando um projeto, que será encaminhado ao governo federal para que a obra seja incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, informa que essa segunda etapa engloba o trecho da rotatória do Parque Náutico [no Bairro Cordeiros] aos gates do Porto.
Via portuária de Itajaí poderá ser concluída
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) fez acordo com a Prefeitura de Itajaí e vai assumir as obras da Via Expressa Portuária. O acerto prevê a entrega da obra em fevereiro de 2010. Porém, para que os prazos sejam cumpridos, a Prefeitura tem até setembro deste ano para enviar ao órgão o projeto de elevado sobre o Rio Itajaí-Mirim, possibilitando o acesso ao porto. O compromisso é referente á conclusão da primeira etapa da obra e prevê o termino do trecho entre a BR 101 [nas proximidades do 3º Distrito Industrial] e a rotatória do Parque Náutico [no Bairro Cordeiros].
Caixa reduz juros
A Caixa Econômica Federal anunciou hoje a redução de suas taxas de juros para oito linhas de crédito de pessoas físicas e de dez linhas para empresas, com validade a partir de segunda-feira, 15. Segundo a instituição, essa é a sexta redução de juros implementada neste ano. Todos os clientes do banco que tiverem acesso às linhas de crédito vão poder aproveitar as novas taxas. Quem já tem contratos em vigor não terá redução nos juros, com excecão dos clientes com o chamado "crédito rotativo", como cheque especial. Estes terão as novas taxas automaticamente já na próxima semana.
PIB e a queda do dólar
A notícia de que a economia brasileira se contraiu menos do que o esperado no primeiro trimestre trouxe ânimo ao câmbio doméstico, o que associado ao enfraquecimento global do dólar colocou o real de volta em rota de recuperação. Após oscilar entre as pontas de R$ 1,935 e R$ 1,95, a moeda norte-americana fechou hoje em baixa de 1,37%, vendida a R$ 1,937.
Crescem exportações brasileiras
A balança comercial da primeira semana de junho apresentou superávit de US$ 1,21 bilhão. O resultado decorre de exportações de US$ 3,53 bilhões e importações de US$ 2,33 bilhões. A corrente de comércio, no período, foi de US$ 5,86 bilhões. De janeiro à primeira semana de junho, as exportações brasileiras somam US$ 59,02 bilhões. Nesse período, a média diária das vendas internacionais de produtos brasileiros chegou a US$ 556,8 milhões, cifra 22,3% menor que a verificada no mesmo período de 2008 (US$ 716,3 milhões). As importações totalizaram, no mesmo período, US$ 48,438 bilhões, com uma média diária de US$ 457 milhões, valor 27,8% menor que o registrado de janeiro à primeira semana do ano passado (US$ 632 milhões). O saldo comercial no período totalizou US$ 10,58 bilhões, com média diária de US$ 99,8 milhões. Por esse critério, o desempenho foi 19,2% maior que o observado no mesmo período de 2008, quando a média diária do superávit chegou a US$ 83,7 milhões.
Consumo das famílias cresce 1,3%
O consumo das famílias cresceu 1,3%, 22º crescimento consecutivo na comparação com o mesmo período do ano passado, mas diminuiu em relação ao quarto trimestre de 2008 (2,2%), divulgou também o IBGE. Um dos fatores que contribuiu para esse resultado foi o comportamento da massa salarial real, que após crescer 7,6% no quarto trimestre de 2008, teve um aumento menor (5,2%) no primeiro trimestre de 2009. A despesa de consumo da administração pública variou 2,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2008.
Economia retrai 8%
A economia brasileira teve um recuo de 0,8% no primeiro trimestre do ano na comparação com o quarto trimestre de 2008 e a maior redução foi registrada no setor industrial, cuja queda na produção chegou a 3,1%. Na agropecuária, a queda foi de 0,5%. Já o setor de serviços apresentou elevação de 0,8%. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, o PIB teve queda de 1,8%. Na taxa acumulada nos quatro trimestres terminados em março, o crescimento do PIB foi de 3,1% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de bens e serviços produzidos no país, foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Paranaguá em posição de destaque
Paranaguá ocupa a terceira posição entre os portos que mais contribuem com a corrente de comércio brasileira, atrás apenas de Santos e Vitória. A informação foi divulgada pela Alfândega de Paranaguá e tem por base a arrecadação de impostos gerados com a movimentação portuária no primeiro quadrimestre deste ano. No período a soma das exportações e importações desembaraçadas totalizou US$ 5,1 bilhões. Desse total, US$ 3,7 bilhões referem-se às exportações e US$ 1,4 bilhão às importações. Números que permitiram ao porto de Paranaguá responder por mais de um terço do saldo da balança comercial brasileira.
Cenário ainda é de crise
O diretor de relações industriais e institucionais da Fiesc, Henry Quaresma, credita a queda nas vendas e nas horas trabalhadas ao cenário econômico atual. Ele diz que as empresas têm adotado medidas como férias coletivas e redução da jornada de trabalho devido à retração na demanda e que, embora as perspectivas para o segundo semestre sejam melhores devido à demanda interna, os indicadores mostram que neste momento a indústria ainda sente o impacto da crise.
Vendas da indústria caem 9% em SC
As vendas da indústria catarinense recuaram 9% em abril ante o mesmo mês de 2008 e 6% no acumulado do ano, segundo estatísticas da Federação das Indústrias (Fiesc), divulgadas hoje. De acordo com o levantamento [realizado com 200 médias e grandes empresas] no período de janeiro a abril de 2009 os setores que mais registraram queda no faturamento real foram o de produtos metálicos [-32%], cristais e vidro [-31,1%], metalurgia básica [-25,1], produtos de madeira [-16,5%], veículos automotores, carrocerias e autopeças [-16,3%], artigos de plástico [-15,3%] e produtos químicos [-13,4%]. Entre os segmentos que apresentaram crescimento estão o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos [10%], confecções e artigos do vestuário [7,1%] e móveis [5,6%].
Árduas perdas
A situação dos produtores catarinenses de suínos estava ficando insustentável, de acordo com os dirigentes. No mercado doméstico, o consumo caiu até 75% em alguns centros urbanos em decorrência da errônea associação da influenza A, indevidamente chamada de gripe suína, com a carne de porco. No mercado mundial, o volume de consumo é normal, mas os preços despencaram 50% e a tonelada, que era vendida a US$ 3 mil caiu para US$ 1,5 mil. A crise de preço ficou ainda pior com a desvalorização do dólar, o que achatou ainda mais os ganhos da indústria exportadora brasileira.
Notícia é comemorada no estado
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, diz que decisão russa chega num momento de sufoco, quando as agroindústrias detêm mais de 30 mil toneladas em estoques somente em território catarinense. O vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, avalia que, num primeiro momento, as aquisições russas não aumentarão, o que ocorrerá é que, em lugar de comprar 100% da carne do Rio Grande do Sul, como acontece agora, a Rússia dividirá a cota com Santa Catarina. O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, é mais otimista e prevê que os russos aumentarão o volume das compras porque “eles sabem que temos a melhor e a mais barata carne suína do mundo”. O presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, prevê que agora poderá começar uma lenta recuperação do setor. Ele aposta na tendência de alata nos preços praticados pelos produtores.
Fim do embargo russo a carne suína de SC
A Rússia anunciou nesta quarta-feira que irá habilitar nos próximos dias os frigoríficos de Santa Catarina que poderão exportação de carne suína ao país. A medida põe fim ao embargo de 41 meses à carne catarinense. O Ministério da Agricultura informou que o anúncio da habilitação dos frigoríficos catarinenses ocorreu durante uma reunião entre os ministros da Agricultura da Rússia, Elena Skinnik, e do Brasil, Reinhold Stephanes, que está em missão na Rússia. De acordo com o Ministério da Agricultura do Brasil, o número de estabelecimentos habilitados à exportação será oficializado pelas autoridades russas até o início da próxima
Aliança renova certificações
No mês de maio, após o término das auditorias externas realizadas pelo Germanischer Lloyd (GL) na sede da empresa e nos navios da frota, a Aliança Navegação e Logística obteve revalidação das certificações ISO 9001:2000 e ISO 14001:2004. Com isso, a Aliança ficará com a nova certificação emitida pelo GL por um período de mais três anos, com validade até 19 de maio de 2012. O Germanischer Lloyd também realizou uma auditoria de verificação no gerenciamento da frota onde foi verificado que a Aliança atende a todos os procedimentos referentes ao Sistema de Gerenciamento para Operação Segura de Navios e para a Prevenção da Poluição (Código ISM) permanecendo o documento de conformidade para o ISM Code válido até 2012.
Prêmio CNI/Fiesc
As inscrições para o Prêmio CNI/Fiesc 2009 estão abertas em todas as unidades do Senai/SC. A edição deste ano comemora 20 anos do evento, cujo objetivo é reconhecer as inovações realizadas pelas indústrias do Estado, inclusive aquelas propostas por colaboradores que participam de grupos de melhoria, que contribuam para o aumento da competitividade e na promoção do desenvolvimento sustentável. O Prêmio é disputado nas categorias Desenvolvimento Sustentável, Design, Inovação e Produtividade e Projetos de Equipes de Melhoria. O cronograma prevê as inscrições até o dia 30 de junho.
GM mantém investimentos em Joinville
A crise que atinge a GM no mundo, levando inclusive a matriz norteamericana a pedir concordata nos EUA, não vai impedir que a montadora de continuidade aos seus investimentos em terras catarinenses pela subsidiaria brasileira da GM na fábrica de motores às margens da BR-101, em Joinville, no Norte do Estado. A informação foi dada pelo vice-presidente da montadora no país, José Carlos Pinheiro Neto,que disse que o projeto de Joinville será mantido. Além de confirmar a construção, Pinheiro Neto disse que a empresa cogita aumentar a capacidade de produção inicialmente projetada para a unidade catarinense, de 120 mil motores e 50 mil cabeçotes. O início das operações deve ocorrer em 2011.
TESC comemora 2009
O ano de 2009 começou positivo para o Terminal Santa Catarina S/A. Além da movimentação muito acima do esperado, devido ao direcionamento de cargas que ocorreu após as restrições operacionais no Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, este ano marca o término das obras de ampliação do terminal, onde foram investidos R$ 140 milhões. A expectativa, tanto de movimentação de cargas quanto de faturamento para 2009, é de um incremento de 8 a 11%. O otimismo vem também dos sinais de recuperação apresentados pela economia mundial após o primeiro trimestre do ano.
Brasil exporta menos minério de ferro
Em maio de 2009 as exportações brasileiras de minério de ferro caíram 42,7%, na comparação com abril deste ano. Houve uma redução no fluxo para a China e, segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, além disso, existem negociações em curso que afetam o preço do produto.
Queda livre
O dólar continua em franca rota de depreciação. A moeda norte-americana rompeu na última sexta-feira o piso psicológico de R$ 2 e de lá para cá só vem caindo. Ontem, segunda-feira, terminou a sessão em forte baixa de 1,16%, vendido a R$ 1,952. Mas vale notar que não é o real que está se fortalecendo, mas antes de tudo, o dólar que está se enfraquecendo.
Cai o custo da cesta básica em Itajaí
Levantamento feito pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) aponta que o custo da Cesta Básica em Itajaí caiu 3,19% em maio. Segundo o estudo, no mês de abril, a cesta básica representava 40,62% do salário. No mês de maio esse índice desceu para 40,62%. As principais quedas foram registradas no preço do tomate [-33,99%], na farinha de trigo [-8,27%], no arroz [-7,72%] e no açúcar [-7,17%]. As altas mais significativas ocorreram na batata [13,74%] e no leite C [12,73%]. A carne, que representa 34% do valor da cesta, teve aumento de 0,91%. O pão subiu 1,13%, e representa 18% do valor total da cesta. Segundo a pesquisa, das 220 horas de trabalho mensal do assalariado itajaiense, 89 horas e 22 minutos são trabalhados exclusivamente para compra de uma cesta básica que alimenta um adulto.
Superavit na balança comercial de maio
O saldo da balança comercial de maio de 2009 foi superavitário em US$ 2,6 bilhões, com exportações de US$ 11,9 bilhões e importações de US$ 9,3 bilhões. A corrente de comércio, no período, chegou a US$ 21,3 bilhões. Na avaliação dos números da quarta semana de maio [de 25 a 27] as exportações fecharam em US$ 2,9 bilhões e as importações em US$ 2 bilhões, resultando em um saldo comercial positivo de US$ 901 milhões. A corrente de comércio, nessa semana, foi de US$ 4,9 bilhões. No ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 9,3 bilhões, O resultado é 9,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Nos primeiros cinco meses de 2009, a exportações foram de US$ 55,4 bilhões e as importações chegaram a US$ 46,1 bilhões. A corrente de comércio alcançou US$ 101,5 bilhões.
Ferroeste
O governo gaúcho deu mais um passo no sentido de participar efetivamente do projeto de expansão da Ferroeste no Sul do país. A Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra) e a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplan) do Rio Grande do Sul, em conjunto com a Ferroeste, decidiram apresentar o projeto aos 248 municípios que serão diretamente beneficiados pelo ramal ferroviário a ser construído até Chapecó, no Oeste catarinense. O ramal da Ferroeste a Chapecó faz parte do plano de expansão da Ferroeste, acordado entre os governadores do Sul e o governo federal, para integrar com os portos paranaenses, catarinenses e gaúchos ao Sudeste do Mato Grosso do Sul, Oeste e Sudoeste do Paraná, Oeste de Santa Catarina, Noroeste do Rio Grande do Sul, Paraguai, a região boliviana de Santa Cruz de La Sierra, Noroeste da Argentina e demais regiões de influência da hidrovia do rio Paraná.
Investimento estrangeiro
Os analistas aumentaram a expectativa para o investimento estrangeiro direto (caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia) de US$ 22,90 bilhões para US$ 23 bilhões neste ano. Para 2010, a estimativa permanece em US$ 25 bilhões, há 27 semanas.
Taxa de câmbio
A expectativa para a taxa de câmbio ao final deste ano caiu pela terceira semana seguida. A projeção para a cotação do dólar passou de R$ 2,10 para R$ 2,04. Para 2010, foi ajustada de R$ 2,18 para R$ 2,13. A estimativa para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) é de US$ 20 bilhões, a mesma da semana anterior. Para 2010, a expectativa foi ajustada de US$ 15,10 bilhões para US$ 15,05 bilhões. Para as transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) a projeção de déficit permanece em US$ 17,55 bilhões neste ano e em US$ 22,30 bilhões em 2010.
Expectativas para desempenho da economia caem novamente
A projeção de analistas do mercado financeiro para o desempenho da economia neste ano piorou pela quarta semana seguida. A estimativa para a retração do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 0,53% para 0,73%. Há quatro semanas, a estimativa de queda era de 0,30%. A informação é do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em projeções de analistas de mercado para os principais indicadores da economia. A estimativa para a produção industrial neste ano também piorou. A projeção de queda passou de 4,26% para 4,50%. Para 2010, no entanto, a expectativa é de recuperação da economia. A projeção para o crescimento do PIB no próximo ano permanece em 3,50% há 13 semanas. Os analistas esperam que a produção industrial cresça 4%, estimativa mantida há 15 semanas.
Inflação menor
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou em maio, fechando o mês com alta de 0,39%, ante taxa de 0,47%, em abril, e de 0,46%, na terceira prévia de maio. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), a principal contribuição veio do grupo alimentação, que teve deflação de 0,30%, ante -0,11%. Entre os itens com queda mais expressiva estão as frutas, que ficaram em média 8,34% mais baratas do que na terceira prévia de maio. Também houve deflação em transportes (-0,19%), que registrou a mesma taxa da pesquisa anterior, com destaque para o recuo de 0,49% no preço médio da gasolina. A maior alta no período foi verificada em despesas pessoais (4,04%), o mesmo aumento da terceira prévia, sob influência do reajuste de preço da cerveja (de 0,96% para 1,07%).
Cresce volume de operações do TESC
Este ano começou positivo para o Terminal Santa Catarina S.A. Além da movimentação muito acima do esperado em janeiro e fevereiro - devido ao direcionamento de cargas que ocorreu após as restrições operacionais no complexo portuário do rio Itajaí-Açu -, 2009 marca o término das obras de ampliação do terminal, onde foram investidos R$ 140 milhões. A expectativa, tanto de movimentação quanto de faturamento para 2009, é de um incremento de 8 a 11%. O otimismo vem dos sinais de recuperação apresentados pela economia mundial após o primeiro trimestre do ano. Além disso, de maneira geral, o TESC e o Porto de São Francisco do Sul não sofreram impactos fortes em decorrência da crise.
Portonave prevê melhoria no segundo semestre
O diretor superintendente do Portonave, Osmari de Castilho Ribas, declarou que o terminal deverá movimentar 200 mil contêineres este ano. Este número, no entanto, deverá contar com forte reação no segundo semestre, pois Ribas espera operar apenas 70 mil unidades no primeiro semestre - e, portanto, 130 mil contêineres no segundo. O Portonave pertence ao grupo MSC, de Mônaco, e ao fundo Backmoon, do mesmo país. Enquanto o porto público de Itajaí foi mais afetados pelas enchentes do ano passado, o Portonave continua sem alteração no cais, operando com três berços. No entanto, o calado do canal de acesso, que é comum, caiu de 11 para 10 metros. Sem mostrar irritação com o serviço de dragagem - feito por empresa chinesa sob contrato da Secretaria Especial de Portos - Castilho Ribas diz que a solução deverá vir de um acordo local, com o porto público/Teconvi e outras instituições, além de apoio federal. Ele cita que o metro a menos de calado significa uma redução de 200 contêineres em um navio. Castinho diz que isso afeta a região, pois navios maiores são obrigados a entrar no canal após aliviar parte da carga. Entretanto, ele acredita que, em breve, Itajaí volte aos velhos tempos de expansão do porto e da economia.
Cabotagem
A Mercosul Line, armador brasileiro especializado no transporte de contêineres e controlado pelo grupo dinamarquês A.P. Moller-Maersk, tem planos ambiciosos de crescimento na navegação costeira. Depois de fazer a importação de dois navios novos - a primeira operação do gênero em décadas no país -, a empresa pretende aumentar entre quatro e cinco vezes a participação de mercado que detém no segmento de contêineres na cabotagem. Até 2011, a empresa planeja atingir 20% a 25% do mercado, ante apenas cerca de 5% em 2008, quando transportou 28,5 mil TEUs. Se a previsão se confirmar, considerando-se também projeções de crescimento do mercado, poderá movimentar algo como 140 mil TEUs ao ano a partir de 2011. O número considera que daqui a dois anos esse mercado no país poderá situar-se em 690 mil TEUs/ ano.
Financiamento às exportações
O governo federal pretende criar ainda este ano o Eximbank brasileiro, uma estrutura administrativa dedicada exclusivamente a financiar as exportações e a produção destinada ao mercado exterior, notícia amplamente divulgada na imprensa. Essa medida é anseio antigo do setor de comércio exterior. Em 2002, por ocasião do 22º ENAEX - Encontro Nacional de Comércio Exterior, o então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, embaixador Sergio Amaral, anunciou iniciativas para transformar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) “em um poderoso Eximbank brasileiro” e simplificação de procedimentos de crédito às exportações. A criação de um banco brasileiro de exportação e importação começou a materializar-se em 2005, com projeto de lei de autoria do senador Hélio Costa, que “Autoriza o Poder Executivo a criar o Banco Brasileiro de Exportação e Importação S.A. e fixa diretrizes básicas para sua criação”. Após quatro anos de tramitação, o PLS nº 195 de 2005 logra ter um relator na CCJ - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, Senador Tasso Jereissati. Por sua relevância, a matéria merece e precisa estreito acompanhamento por parte dos empresários e entidades que atuam no comércio exterior, visando aperfeiçoar a proposta no sentido de que, mais que a simples criação de outro banco, o projeto vise resolver os efetivos problemas de suficiente disponibilidade de recursos para financiamento das exportações e da produção destinada ao mercado exterior, com a racionalidade e a agilidade que requerem as operações.
Abertura do mercado chinês deve aumentar exportações em até 10%
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que a abertura do mercado chinês para a importação de carne de frango brasileira deve causar um aumento considerável nas exportações do setor. Segundo ele, a abertura desse mercado deve aumentar, este ano, mais ou menos em 5% das exportações brasileiras e, possivelmente, em 10% no próximo ano. O país asiático divulgou nesta semana a lista dos 22 frigoríficos brasileiros já autorizados a vender para o país e a China é um mercado de quase US$ 1 bilhão por ano. Em 2008, o país exportou cerca de 3,4 milhões de toneladas de carne de frango. A venda gerou uma receita de US$ 6,3 bilhões ao agronegócio brasileiro. Este ano, até o início de maio, foram exportadas 1,1 milhão de toneladas de carne de frango ao valor de US$ 1,5 bilhão.
R$ 2 bilhões a mais para o crédito rural
O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou de 60% para 68% o limite mínimo dos recursos da poupança rural, que devem ser aplicados nas operações de custeio, comercialização e investimento na safra 2009-2010. Segundo o Banco Central, a medida vale a partir de 1º de julho e garantirá cerca de R$ 2 bilhões a mais para as operações típicas de crédito rural. Em consequência disso, publicou a Agência Brasil, o limite de recursos que pode ser aplicado na aquisição de cédulas de produto rural (CPR) e na comercialização, foi reduzido de 40% para 32%. O CMN também autorizou a prorrogação de parcelas de operações de custeio e de investimento e a concessão de linha emergencial de crédito a produtores rurais e suas cooperativas com atividades financiadas atingidas pela estiagem nos estados de Mato Grosso do Sul, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de São Paulo e de Santa Catarina. Além desses estados, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Norte receberão o mesmo benefício devido aos prejuízos sofridos com as enchentes
54% das empresas exportadoras sofrem com a crise
Uma pesquisa com 1.307 indústrias realizada em abril pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou preocupação das empresas com a redução da demanda no comércio exterior. Segundo informou o gerente de Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco à Agência Estado,a sondagem confirmou a avaliação anterior da entidade de que "o efeito mais perverso da crise econômica no Brasil ocorrerá sobre as exportações". De acordo com a pesquisa, 54% das empresas industriais ouvidas usam matérias-primas ou insumos importados. A última sondagem feita pela CNI que tinha pergunta semelhante aos entrevistados ocorreu em 2005 e, naquele ano, o porcentual de empresas que responderam positivamente foi 39%. Na análise da CNI, a valorização do real ocorrida no período de 2005 a 2008 estimulou a substituição de matérias-primas domésticas por importadas.
Construção civil
As oportunidades para a construção civil no Uruguai abordadas no Encontro Santa Catarina e Uruguai estão ligadas a projeto para construção de um distrito industrial próximo a Montevidéu. Para isso, precisará de tecnologia para construção e administração do condomínio industrial. Hugo Ferreira lembra que Santa Catarina tem o condomínio empresarial Perine Business Park, em Joinville, que pode servir de referência para os uruguaios, além de abrir oportunidades para o estado nesta área.
Oportunidades no Uruguai
Os setores da construção civil e de autopeças são os que têm mais oportunidades de firmar novas parcerias comerciais com o Uruguai. Esta foi a conclusão do Encontro Santa Catarina e Uruguai, promovido pela Federação das Indústrias (Fiesc) em parceria com o Instituto Uruguay XXI, Embaixada do Brasil no Uruguai e Câmara de Comércio Uruguaia Brasileira ontem, em Florianópolis. De acordo com o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Automotiva da Fiesc, Hugo Ferreira, que coordenou a reunião, o tratado de livre comércio Uruguai-México pode representar uma porta para Santa Catarina exportar produtos do setor de autopeças para o México. Para Ferreira, "o tratado é uma vantagem competitiva que o Uruguai tem em relação ao Brasil". Com uma base de operações no Uruguai, se abre a possibilidade de inserir produtos do setor com valor agregado no mercado mexicano.
Investimentos públicos
Além dos investimentos privados, o Governo Federal despende, por meio da SEP, mais de R$ 3 bilhões em obras de dragagem e infraestrutura portuária. Do montante, R$ 1,5 bi é destinado ao aprofundamento e manutenção dos canais de acesso dos 19 principais portos.
Investimentos portuários podem somar R$ 30 bi
O Brasil deve receber investimentos privados de R$ 30 bilhões em projetos portuários nos próximos cinco anos, segundo afirmou ontem ao Guia Marítimo o secretário-adjunto da Secretaria Especial de Portos (SEP), José Di Bella Filho, durante reunião realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo Di Bella, a Universidade de São Paulo (USP) fez um levantamento que aponta existirem projetos na ordem de R$ 30 bilhões para os próximos cinco anos, no máximo. As obras são em toda a costa brasileira, mas principalmente em Santos. Di Bella não soube especificar qual porcentagem do total estimado pelo levantamento será de investidores estrangeiros.
R$ 492 mi para dragagem
A Secretaria Especial de Portos pode receber recursos da ordem de R$ 492 milhões para executar obras de dragagem e adequação da navegabilidade em diversos portos do país. A destinação dos recursos foi aprovada ontem pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), por meio de Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) nº 01/09. Os portos a serem beneficiados são os do Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES, de Itaguaí/RJ, Recife/PE, Suape/PE, Natal/RN, Salvador/BA, Aratu/BA, Santos/SP, Paranaguá/PR, Rio Grande/RS, São Francisco do Sul/SC e Itajaí/SC.
Metade das exportações brasileiras de soja são por Paranaguá
Nos primeiros quatro meses deste ano, cerca de 50% das exportações brasileiras de soja foram feitas pelo Porto de Paranaguá. Segundo a administração do Porto, o índice equivale a 2,2 milhões de toneladas do produto embarcadas ao mercado internacional. No total, o Brasil exportou 4,4 milhões de toneladas. Além disso, segundo a administradora do terminal, o volume exportado por Paranaguá é 8% superior ao registrado no mesmo período de 2008. O incremento deve-se ao aumento do envio para países como a China e Holanda, principais consumidores da soja movimentada por Paranaguá.
Investimento estrangeiro
A entrada de investimento estrangeiro direto no país deve chegar a US$ 2,6 bilhões neste mês, segundo projeção do Banco Central. Até hoje o valor está em US$ 2,5 bilhões e a previsão do BC para a entrada de investimento estrangeiro direto no país neste ano é de R$ 25 bilhões. As revisões das projeções da instituição serão divulgadas no próximo mês. Em abril, o investimento estrangeiro direto chegou a US$ 3,41 bilhões e ficou dentro da previsão do Banco Central para o mês. No mesmo período do ano passado, esse valor chegou a US$ 3,87 bilhões.
Comércio bilateral SC/Uruguai
Empresas catarinenses e uruguaias participam nesta terça-feira do Encontro de Negócios Santa Catarina e Uruguai, que está sendo realizado em Florianópolis, no Centro de Eventos do Sistema Fiesc. O evento reune cerca de 50 companhias de setores como alimentos, bebidas, automotivo, naval, químico e farmacêutico interessadas em estabelecer novas parcerias comerciais. Em 2008, Santa Catarina exportou US$ 154,3 milhões para o Uruguai. Entre os produtos mais vendidos estão energia elétrica, carne suína e óleo de soja.
Mais crédito, menos juros
O mercado brasileiro de crédito deu novos passos ontem rumo a uma recuperação, após sofrer os impactos da crise financeira mundial, a partir de setembro. O Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, anunciou redução de taxas de juros e ampliação de prazo de 25 anos para até 30 anos no financiamento imobiliário. O novo prazo vale para todas as modalidades que se encaixam no Sistema Financeiro de Habitação. Já o Banco do Brasil, a maior instituição financeira do País, decidiu liberar novos R$ 13 bilhões em crédito para pessoa física, além de também baixar taxas de juros. Os recursos atenderão aos clientes que já têm relacionamento com o BB e podem beneficiar até 10 milhões de pessoas.
Contas externas superavitárias
As transações correntes [todas as operações do Brasil com o exterior] foram superavitárias em US$ 146 milhões em abril e déficit de US$ 4,874 bilhões no acumulado do ano. As informações foram divulgadas hoje, pelo Banco Central (BC). O resultado positivo no mês passado foi o primeiro depois de 18 meses consecutivos de défícit. Em abril de 2008, houve défícit de US$ 3,044 bilhões e no acumulado do ano de US$ 13,304 bilhões.
CAP de Itajaí tem sua segunda conselheira
A conselheira da Wetzel S.A., Verônica Heinzelmann, de Joinville, passa a ocupar uma cadeira de titular no Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí. Ela é a primeira conselheira indicada pela iniciativa privada, por meio da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Ela substitui Leo Huberto Schappo. Verônica é a segunda conselheira mulher no CAP de Itajaí. A primeira foi Wanda Souza, indicada pela Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) para a presidência do Conselho, quando coordenou os trabalhos no período de junho de 2004 a dezembro de 2006.
Perdigão, Sadia e Mercosul Line
A Mercosul Line fechou no início do M~es uma parceria com a Sadia para transportar, via cabotagem, carne branca e margarina do Porto de Paranaguá até as regiões Norte e Nordeste. O contrato tem a duração de um ano e a empresa aradora agora aguarda uma posição da Brasil Foods [marca resultante da fusão da Sadia com a Perdigão, com sede na cidade portuária de Itajaí] se o contrato valerá também para cargas da Perdigão.
PIB menor em 2008
Pela terceira semana seguida, cai a projeção de analistas de mercado consultados pelo Banco Central para o desempenho da economia neste ano. A estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país passou de 0,49% para 0,53%, divulgou a Agência Brasil. Para 2010, a projeção de crescimento do PIB permanece em 3,5% há 12 semanas. A estimativa para a queda na produção industrial neste ano também piorou: passou de 4,13% para 4,26%. Para o próximo ano, permanece a expectativa de crescimento de 4%.
Projeções são revistas
A estimativa de analistas de mercado para a taxa de câmbio ao final deste ano caiu pela segunda semana seguida e passou de R$ 2,12 para R$ 2,10. Há quatro semanas, essa projeção era de R$ 2,25. A informação é do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central baseada em projeções de analistas de mercado para os principais indicadores da economia. A projeção para o superávit comercial subiu de US$ 18,15 bilhões para US$ 20 bilhões este ano e de US$ 15 bilhões para US$ 15,1 bilhões, em 2010. Para o déficit em conta corrente a estimativa passou de US$ 18,90 bilhões para US$ 17,55 bilhões neste ano. Em 2010, a previsão teve redução de US$ 22,65 bilhões para US$ 22,3 bilhões. A projeção para o investimento estrangeiro direto no país neste ano passou de US$ 22,02 bilhões para US$ 22,9 bilhões e permanece em US$ 25 bilhões em 2010.
Portos continuam investindo
Apesar da queda de pelo menos 20% na movimentação de contêineres nos primeiros meses do ano, os operadores portuários brasileiros devem acelerar a modernização dos seus equipamentos devido à atualização contínua da "janela de oportunidade" apresentada na legislação do Reporto, o programa de isenção tributária do governo para aquisição de máquinas portuárias. Segundo a publicação Intermarket, no ano passado, mais de 70 RTGs foram vendidos ao Brasil, marca que poderia ter superado os três dígitos não fosse a crise econômica, que freou os investimentos a partir do quarto trimestre. A legislação permite a importação livre de impostos, caso não haja equipamento similar no Brasil. Sem o incentivo, um RTG chega a custar 500 mil euros - 45% desse valor é de impostos. O Reporto para RTGs está previsto para terminar em junho, mas fontes do mercado acreditam que o prazo deve ser estendido até dezembro.
Balança comercial brasileira tem superavit
A balança comercial da terceira semana de maio de 2009 fechou com uma corrente de comércio de US$ 5,560 bilhões, resultante de exportações de US$ 3,129 bilhões e importações de US$ 2,431 bilhões. O saldo comercial do período foi superavitário em US$ 698 milhões. Nas três primeiras semanas do mês o superávit foi de US$ 1,750 bilhão, com exportações de US$ 9,078 bilhões e importações de US$ 7,328 bilhões. Nesse período, a corrente de comércio foi de US$ 16,406 bilhões. No acumulado do ano o saldo comercial foi superavitário em US$ 8,472 bilhões. As exportações chegaram a US$ 52,577 bilhões e as importações a US$ 44,105 bilhões.
CSAV e Maruba implementam serviços em Itajaí
O restabelecimento do calado do Complexo Portuário da Rio Itajaí-Açu em 10,5 metros possibilitou aos armadores CSAV e Maruba retomarem suas escalas semanais em Itajaí, já com as novas configurações dos serviços Euroatlan [com destino aos portos da costa norte da Europa] e Asax [para o Extremo Oriente]. Os serviços passaram a contar com navios de maior porte [com capacidade de 4 mil TEUs] e mais opções de destinos nos continentes europeu e asiático.
Porteineres em Itajaí
O Porto de Itajaí inicia em agosto as operações de dois portêineres pós-Panamax [tipo twin–lift], com capacidade para levantar até dois contêineres cheios de 20 pés ao mesmo tempo. Os equipamentos foram importados do fabricante chinês ZPMC pelo Teconvi [controlado pela APM Terminals] e desembarcam em Itajaí nos próximos dias. A aquisição dos guindastes é parte do projeto de expansão e modernização do Porto de Itajaí, pela APM Terminals, que já investiu mais de R$ 100 milhões no projeto. O objetivo da empresa é igualar a infraestrutura do Teconvi aos demais terminais da APM operados no mundo, empregando no Porto de Itajaí a mesma tecnologia e equipamentos.
Lideraça de mercado
No primeiro trimestre deste ano a Sadia e Perdigão exportaram juntas algo em torno de 520 mil toneladas, enquanto todas as outras empresas brasileiras do setor de carnes somaram exportações 400 mil toneladas. Número que tende aumentar a partir do segundo semestre deste ano com o início das operações da Brasil Foods, companhia resultante da fusão das duas gigantes do setor de alimentos.
Diretoria Técnica do Porto de Itajaí é ocupada por servidor de carreira
O engenheiro André Luiz Pimentel Leite da Silva Júnior [33 anos] foi nomeado para assumir interinamente a função de diretor técnico do Porto de Itajaí, pela Portaria 173/09 da Superintendência do Porto de Itajaí. O documento, datado de 19 de maio e retroativo ao dia 11, é assinado pelo superintendente Antonio Ayres dos Santos Júnior. O novo diretor é graduado em engenharia civil e pós-graduado em logística e engenharia de segurança. É servidor de carreira do Porto de Itajaí há move anos e assume o cargo em substituição a José Valdevino Arruda Coelho [Tito Arruda], que respondeu pelo cargo até o dia oito de maio. Frente ao cargo, André Pimentel diz que pretende defender os interesses da Superintendência e trabalhar de forma a contribuir para restabelecer as condições técnicas e operacionais do Porto de Itajaí prejudicadas com a enchente de novembro de 2008.
Setor moveleiro busca competitividade
O Sebrae/SC apresentou aos empresários do setor moveleiro do oeste, nesta semana, em Chapecó, as ações desenvolvidas pelo programa “Aumento da competitividade das Empresas de Móveis no Varejo do Oeste Catarinense” e as perspectivas para 2009. Participaram do evento cerca de 30 empresários envolvidos no projeto, além do gestor estadual do programa, Heverton Luiz Vieira, que coordenou as atividades, a consultora e especialista em marketing do Sebrae nacional, Tânia Lima, que acompanhou o trabalho, a gestora local do projeto Maria Inês Paludo Gregianin e as consultoras credenciadas do Sebrae/SC, Rachel Kleinubing e Ana Paula do Nascimento Vivian.
Aos poucos, indústria catarinense reage a crise
Duas boas notícias no setor industrial de Santa Catarina. A Coopercentral Aurora estuda reabertura da unidade de Joaçaba, fechada desde o início de abril. Já a Weg, líder mundial no segmento de transformadores, cancela acordo de redução de carga horária, acertado com os trabalhadores para redução de gastos e evitar demissões. A unidade estava fechada em caráter temporário desde 6 de abril deste ano, devido a acentuada queda nas exportações de carnes suínas. Caberá a esse grupo, no prazo de 60 dias, apresentar o plano de retomada do funcionamento da unidade. A decisão de fechamento impactou diretamente nos resultados da indústria de Joaçaba, credenciada para exportações aos principais mercados externos. Já a Weg cancelou o acordo que fez com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de Jaraguá do Sul e Região para redução de jornada de trabalho e salários, aprovado em abril deste ano. Segundo a empresa, o segmento de motores elétricos para lavadoras de roupas respondeu favoravelmente à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o ritmo de produção está acima do observado em 2008. Cerca de 1 mil funcionários estão diretamente envolvidos nesta atividade. O acordo cancelado abrangia aproximadamente 7 mil empregados da Weg e previa a redução de 25% da jornada e 20% dos salários por 90 dias, até 20 de julho. A medida era uma forma de mitigar os efeitos da deterioração das condições econômicas mundiais em alguns segmentos de negócios.
Weg embarca transformadores no Porto de Itajaí
A Weg SA, líder mundial no segmento de transformadores elétricos, embarca hoje [22] três transformadores no Porto de Itajaí. Os equipamentos pesam 48,6 toneladas cada um e são exportados para Durban, na África do Sul, a bordo do navio CSAV Lonquimay. O cargueiro, com 261 metros de comprimento, atracou no berço 4 do Porto de Itajaí às 13 horas de hoje e zarpa por volta das 10 horas de sábado [23]. Deve embarcar 16,48 mil toneladas de cargas em contêineres com destino às costas africana e asiática. As operações são do Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi).
Investimentos fora do estado
Dentre os estados que receberão os investimentos catarinenses até 2011 estão São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Pernambuco. Entre os motivos apontados pelas indústrias catarinenses para a realização de investimentos fora do estado estão a oferta de incentivos fiscais, questões logísticas, melhor infraestrutura e menor custo de mão-de-obra. A previsão de investimentos no exterior é de R$ 100,2 milhões. Com os investimentos até 2011 devem ser gerados oito mil empregos, sendo seis mil em Santa Catarina e dois mil fora do estado.
Metalurgia básica vai investir mais
Com R$ 528 milhões, o setor de metalurgia básica é o que mais programa investimentos até 2011. Deste valor, 83% devem ser aplicados ainda neste ano em Santa Catarina. As indústrias de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e as de alimentos e bebidas também se destacam entre as que mais investirão em 2009. Estes também foram os setores que mais realizaram investimentos em 2008, aponra a pesquisa desenvolvida pela Fiesc.
Caem investimentos em SC
A indústria catarinense planeja investimentos da ordem de R$ 1,1 bilhão para 2009, metade do total de 2008. Para o triênio 2009-2011 a previsão é de 1,6 bilhão. Do valor previsto para 2009, R$ 985,2 milhões irão para unidades instaladas em Santa Catarina, R$ 72,6 milhões para outros estados e R$ 100 milhões para plantas no exterior. A aquisição de máquinas e equipamentos, a atualização tecnológica e o desenvolvimento de produtos são as principais razões apontadas para os investimentos. Os dados integram a publicação Desempenho e Perspectivas da Indústria Catarinense, que a Federação das Indústrias (Fiesc) lançou hoje, em solenidade na sua sede, em Florianópolis Segundo a Federação, o levantamento realizado junto a 109 empresas mostra que o percentual de indústrias que devem realizar investimentos em 2009 é de 49%. Em 2008 este percentual era de 75%. A proporção de indústrias indefinidas é de 34% e as que não vão investir somam 17%. Para 2010 a proporção de empresas que já definiram investimentos é de 45% e em 2011 de 37%. Segundo as companhias, a queda nos investimentos é reflexo da crise financeira mundial, da dificuldade de acesso ao crédito e do recuo das demandas. Ainda de acordo com a pesquisa, no momento as empresas estão priorizando a redução de custos e a adequação da produção aos níveis de consumo, que foi afetado pela crise.
Brf deve alavancar o setor imobiliário
Além do incremento na atividade portuária, o setor imobiliário está bastante otimista com a confirmação de Itajaí para a sede da Brasil Foods (Brf), mega empresa do setor de alimentos resultante da fusão da Sadia com a Perdigão. A afirmação é do presidente da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), Marco Aurélio Seara, que diz que a implantação do centro administrativo da empresa na cidade vai impactar positivamente também em outros setores da economia, a exemplo de habitação, comércio, serviços, transportes e ensino superior.
Realidade mundial
Robert Grantham informa que as operações de comércio exterior apresentaram recuos no primeiro trimestre deste ano de 11,3% no mundo em relação ao quarto trimestre do ano passado. Segundo o diretor, se analisado especificamente o caso do Japão as quedas foram de 16,6% nas importações e 28,2% nas exportações. Já a projeção da Organização Mundial de Comércio (OMC) é uma retração de 9% no comércio mundial em 2009. Realidade que, segundo Grantham, comprova que o Complexo de Itajaí, mesmo com limitações, vem apresentando um bom desempenho.
Otimismo
O diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham, considera significativo o volume operado pelo complexo, o que caracteriza a retomada gradativa da atividade portuária na região. Segundo o executivo, além do complexo estar operando com restrições, devido às obras de reconstrução do cais, o mercado enfrenta uma crise global que atinge o setor de comércio exterior em todo o planeta. Diante dessa realidade, Grantham diz que a realidade verificada na região é bastante satisfatória.
Retorno gradativo
Seis navios operam simultaneamente hoje aproximadamente 27 mil toneladas de cargas no Porto de Itajaí e terminais privativos. As atracações ocorrem no berço 4 do porto público, Portonave, Teporti e terminais Dow Química e Braskarne. Para aamanhã estão previstas mais quatro atracações em escala comercial e duas atracações de navios da Marinha, no Píer Turístico. Do volume total, o porto público [em parceria com o Teconvi] opera 5 mil toneladas em cargas conteinerizadas, a Portonave movimenta 13 mil toneladas em dois navios, a Braskarne embarca 3 mil toneladas de congelados e o terminal da Dow Química desembarca 4,4 mil toneladas de soda cáustica. O Teporti embarca 1,5 mil toneladas em cargas conteinerizadas.
Maior do mundo no setor de frangos
A possibilidade de Itajaí ser amplamente beneficiado pelo surgimento da Brasil Foods já havia sido cogitada pelo diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham, e publicada no Blog, em 15 de maio. Ele disse que o fato de Itajaí ser um tradicional exportador de frangos, e o consequente fortalecimento da marca no planeta, beneficiariam a atividade portuária. O que Grantham não previu foi a escolha da cidade para sediar a Brasil Foods, que nasce exibindo uma coleção de títulos globais: maior empresa de alimentos industrializados do Brasil, 10ª maior das Américas e número um do mundo no processamento de carne de frango. Entretanto, as marcas Sadia e Perdigão, populares e respeitadas pelo consumidor brasileiro, serão mantidas no mercado interno.
Parceria
O prefeito Jandir Bellini reconheceu ainda ontem a tarde, quando teve conhecimento da intenção das empresas montarem sua sede em Itajaí, que o município vai viabilizar a infraestrutura adequada ao porte e às necessidades da empresa. Para Bellini, a escolha de Itajaí foi decorrente dos investimentos e eficiência do setor portuário na região, estrutura logística e a capacidade para estocagem de frios, que soma 160 mil toneladas estáticas. Com a vinda da empresa, o município prevê melhorias no sistema viário urbano, a conclusão da via portuária e o estímulo a investimentos em habitação.
Terá para todos
Além do Porto de Itajaí, que tem tradição nas exportações de congelados, o Complexo Portuário de Itajaí conta ainda com os terminais Portonave [em Navegantes e com grande capacidade de armazenagem e movimentação de congelados] e Braskarne [controlado pela Cargil e específico para congelados], que também poderão usufruir do aumento nos volumes de congelados a serem exportados pela Brasil Foods.
Retomada da atividade portuária
Com tradição nas exportações de frangos congelados o Porto de Itajaí vislumbra a retomada e o incremento das suas atividades e voltar, em curto espaço de tempo, a ostentar o título de maior exportador de frangos congelados do Brasil. No ano de 2008 o Porto de Itajaí [Porto Público e Teconvi] embarcou 1,36 milhão de toneladas de frangos congelados. Se comparado às exportações brasileiras de frangos no ano, de 3,6 milhões de toneladas, segundo estatísticas da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (ABEF), o porto itajaiense foi responsável por 37,77% do escoamento do produto vendido pelo Brasil ao mercado externo.
Comemoração
O casamento das gigantes Sadia e Perdigão e, consequentemente, o surgimento da marca global Brasil Foods, é o prenúncio de uma reviravolta econômica na região de Itajaí. Isso porque as empresas Sadia e Perdigão anunciaram ontem que a sede da Brasil Foods será em Itajaí. Segundo declarou ontem à imprensa o presidente da Sadia, Luiz Fernando Furlan, a escolha do município para sediar a nova marca foi devido ao fato das duas empresas terem surgido em Santa Catarina, uma em videira e a outra em Concórdia. O impacto será na retomada da atividade portuária na região, hoje prejudicada pelas limitações decorrentes das últimas enchentes, em novembro passado.
Diamante, ouro, prata e bronze
O Mérito Sindical de Santa Catarina será entregue ao Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias de Lages, que completa 50 anos de filiação, e será contemplado na categoria diamante; o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de São Bento do Sul, com 40 anos (categoria ouro); os sindicatos da Indústria de Panificação e Confeitaria de Joinville, da Indústria do Vestuário de Criciúma e das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de Santa Catarina, com 30 anos (categoria prata), além do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Tubarão, que completa 25 anos de filiação à Fiesc (categoria bronze). O Mérito tem o objetivo de reconhecer os sindicatos que contribuem para o fortalecimento da representatividade empresarial catarinense e que permanecem filiados à Federação por um longo período.
Ordem do Mérito Industrial
Cinco empresários que se destacaram pelas suas contribuições no desenvolvimento do estado serão condecorados com a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina. A condecoração será entregue a Ingo Fischer, Jair Philippi, Rolf Buddemeyer, Rui Hülse e Sérgio Rodrigues Alves. Neste ano, a Ordem do Mérito Industrial da CNI, mais alta condecoração da indústria nacional, será entregue a Francisco Amaury Olsen, da Tigre.
Encontro Catarinense da Indústria 2009
A Federação das Indústrias (Fiesc) realiza nos dias 21 e 22 de maio o Encontro Catarinense da Indústria 2009. O encontro, que será realizado no Centro de Eventos do Sistema Fiesc em Florianópolis, reunirá presidentes e delegados dos sindicatos filiados à Federação e antecipa a participação catarinense no Encontro Nacional da Indústria. O objetivo é propiciar aos empresários e sindicatos de indústrias do estado a oportunidade de debater temas atuais e importantes para fortalecer o associativismo e ajudar na tomada de decisão nas empresas. O evento se iniciará na quinta-feira com debates sobre os temas gestão, crise e mercado de trabalho e comunicação nas relações empresariais. Na sexta-feira o dia será de homenagens com a entrega da Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina, da Confederação Nacional da Indústria e do Mérito Sindical.
Novas regras para o transporte
Entra em vigor hoje a nova regulamentação para o transporte rodoviário de cargas. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informa que as novas regras tratam principalmente do sistema de cadastramento no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). O novo sistema põe em prática a Resolução 3056/09 que regulamenta a Lei 11.442/07 que dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração. Trata-se da regulamentação do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil que, até hoje, era praticamente desregulamentado. A nova Resolução objetiva disciplinar, qualificar e profissionalizar o setor implementando exigências e algumas restrições que deverão promover a redução da competitividade desleal e a prestação dos serviços com maior segurança e eficiência.
Recuperação
Na avaliação da Fundação Getulio Vargas, os dados mostram que a economia latino-americana continua recessiva no início do segundo trimestre deste ano, mas que se encaminha para a recuperação. A América Latina segue o mesmo padrão mundial, que teve um Índice de Clima Econômico passando de 2,8 para 3,6 pontos neste período, um Índice de Expectativas passando de 3,1 para 5,1 e o Índice de Situação Atual reduzindo-se de 2,5 para 2,1 pontos.
Otimismo para a economia da América Latina
O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina, que mede a expectativa de técnicos sobre a economia da região, passou de 2,9 pontos em janeiro para 3,6 pontos em abril. O Brasil passou de 3,9 para 4,6 pontos. Elaborado em parceria do instituto alemão Ifo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice foi divulgado hoje (19) pela FGV e é composto por duas variáveis: o Índice de Expectativas [que mostra a prospecção dos economistas para os próximos seis meses] e o Índice da Situação Atual [que revela a opinião sobre o cenário atual]. O Índice de Expectativas avançou de 2,3 pontos para 4,6 pontos, mas o Índice da Situação Atual recuou de 3,4 para 2,5 pontos. A mesma tendência foi sentida no Brasil, que apresentou um aumento de 3,1 para 5,4 pontos no primeiro índice e uma redução de 4,7 para 3,7 pontos no segundo.
2,1 mil cidades brasileiras operam no comércio exterior
Nos quatro primeiros meses do ano, 2.103 cidades brasileiras realizaram operações de comércio internacional, totalizando US$ 43,4 bilhões de exportações e US$ 36,7 bilhões de importações. No mesmo período do ano passado, os municípios brasileiros exportaram US$ 52,7 bilhões e importaram US$ 48,2 bilhões. No estado de São Paulo, quatro cidades aparecem no ranking das dez principais localidades que mais exportaram no país. A capital paulista, com US$ 1,591 bilhão, vem liderando a lista, seguida por São José dos Campos com US$ 1,517 bilhão. O município de Santos, na sétima colocação, obteve US$ 978,1 milhões em exportações e São Bernardo do Campo aponta na nona posição com US$ 840,2 milhões. A capital do estado fluminense, Rio de Janeiro, chega a sexta colocação no período, com vendas internacionais de US$ 983,7 milhões. Duas posições seguintes na lista, Angra dos Reis encerra o período com embarques de US$ 916,5 milhões. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Balança comercial tem superavit de US$ 1 bi em maio
O saldo comercial da segunda semana de maio foi superavitário em US$ 505 milhões, com uma corrente de comércio de US$ 5,5 bilhões. No período, as exportações foram de US$ 3 bilhões e as importações chegaram a US$ 2,5 bilhões. No acumulado do mês as exportações alcançaram a US$ 5,9 bilhões e as importações, US$ 4,8 bilhões. O saldo comercial do período foi positivo - US$ 1 bilhão e a corrente de comércio fechou em US$ 10,8 bilhões. De janeiro a segunda semana de maio a balança comercial se manteve superavitária em US$ 7,7 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado o resultado aumentou 34,2%, em valor.
Brasil Foods
Brasil Foods será a marca internacional resultante da fusão das gigantes Sadia e Perdigão, que deve ser oficializada hoje. Marca que já nasce exibindo uma coleção de títulos globais: maior empresa de alimentos industrializados do Brasil, 10ª maior das Américas e número 1 do mundo no processamento de carne de frango. Entretanto, as marcas Sadia e Perdigão, populares e respeitadas pelo consumidor brasileiro, serão mantidas no mercado interno.
Dragagem será definida nesta semana
A reunião para definir o início dos serviços de dragagem do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí acontece nesta semana. No encontro entre diretorias dos portos de Itajaí, Navegantes e Teconvi serão definidos os prazos para a conclusão dos serviços a serem executados pelo consórcio Draga Brasil, os valores [que vão girar em torno de R$ 4 milhões] e o cronograma da obra. Os custos ficarão por conta do Teconvi e Portonave. Os serviços envolverão alguns ajustes na profundidade do rio e, principalmente, a retirada de um banco de areia de parte do canal externo. A área a ser dragada tem a extensão aproximada de 800 metros, que representa um volume de cerca de 300 mil metros cúbicos de sedimentos a ser retirado. A reunião estava programa inicialmente para ocorrer na manhã de sábado [16], mas foi adiada pela impossibilidade dos diretores das empresas que compõem o consórcio se deslocarem para Itajaí no final de semana.
Municipalização da APSFS
O modelo de gestão adotado pelo Porto de Itajaí há cerca de 12 anos deu certo e deve ser expandido para outros portos. Pelo menos é isso que quer o prefeito de São Francisco do Sul, Luiz Zera, que vai fazer uma consulta popular para saber o que a comunidade pensa da possibilidade de municipalização da Administração do Porto de São Francisco do Sul. O governo do Estado detém a concessão até 2001 e tem a preferência com na continuidade do processo de estadualização.
Esclarecendo
O Consórcio Draga Brasil, contratado pela Secretaria Especial de Portos para a execução dos serviços de dragagem no canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí, informa que a dragagem foi concluída. Foram dragados inicialmente 2,2 milhões de metros cúbicos e, em uma segunda etapa, mais 1,1 milhão de metros cúbicos, volume estipulado no contrato. O que ocorreu foi que, devido a novos assoreamentos gerados pelas condições climáticas verificadas nos primeiros meses do ano, não se atingiu a profundidade inicialmente prevista. Com isso, o consórcio justifica que não tem como Portonave e Teconvi concluír os serviços e sim realizar um novo trabalho, para adequar a profundidade às necessidades do Porto e terminais.
Reduz aceleração no fechamento dos postos de trabalho em SC
As médias e grandes indústrias de Santa Catarina reduziram em 0,9% o número de postos de trabalho em abril. O número representa o fechamento de 1.966 vagas no grupo de 348 médias e grandes indústrias pesquisadas. No entanto, é menor do que o resultado de março, quando houve retração de 1,12% no nível de emprego. No acumulado do ano, a redução foi de 4%, mostram os dados divulgados hoje [15] pela Federação das Indústrias de Santa Catarina. Nos últimos 12 meses [maio de 2008 a abril de 2009], o emprego industrial apresentou queda de 4,3%. Na comparação entre abril e março, as maiores retrações ocorreram nos segmentos de alimentos e bebidas, veículos automotores e máquinas e equipamentos. Ainda de acordo com a pesquisa, a queda mais expressiva no setor de alimentos deve-se a redução de uma linha de produção, a eliminação de um terceiro turno de trabalho e o fechamento da unidade de uma empresa do segmento. No setor automotivo, a queda foi registrada em função do desaquecimento das vendas.
Casamento de gigantes pode beneficiar Itajaí
A fusão entre a Sadia e Perdigão também poderá ser positiva para as exportações brasileiras de carnes e, consequentemente, impactar positivamente nas exportações do Complexo Portuário de Itajaí, que é um tradicional exportador de cargas congeladas. A opinião é do diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham. Ele diz que a tendência é de que a fusão entre as duas gigantes brasileiras do setor carnes gere um grande fortalecimento da marca no exterior, ampliando o poder de barganha e ampliando as vendas no mercado externo.
Recuperação
A recuperação tende a ocorrer já no segundo trimestre, tomando como base os números apurados referentes a abril. O último mês apresentou uma recuperação de 12% nos embarques de congelados, com relação a março. A tendência é de que esse índice seja mantido.
Itajaí exporta mais frangos
O aumento nos volumes exportados de frango congelado pelo Teconvi e Porto de Itajaí [de 38 mil toneladas em março para 59 mil toneladas em abril] é considerado pela comunidade portuária como um bom indicador com relação ao futuro do Complexo Portuário de Itajaí. O aquecimento, segundo o representante do Terminal Portuário Braskarne Gerson Prazeres no CAP de Itajaí, está sendo ocasionado pela diminuição nos estoques do produto nos mercados europeu e do Oriente Médio.
Portonave e Teconvi assumem a dragagem
Os terminais Portonave e Teconvi devem assumir a conclusão dos serviços de dragagem do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí. O custo dos serviços deve ficar entre R$ 3,5 milhões e R$ 4 milhões e a iniciativa privada vai arcar com os custos para agilizar o processo. O Porto de Itajaí somente poderia contratar os serviços por meio de licitação, processo que levaria certo tempo e a conclusão dos serviços não suporta mais atrasos. Entretanto, o martelo somente será batido amanhã, sábado, após reunião entre as diretorias do Porto, Portonave e Teconvi com os representantes do consórcio. A dragagem foi contratada inicialmente pelo Governo Federal com o Consórcio Draga Brasil, deveria ser realizado em no máximo 60 dias e, em quatro meses de serviço, não foi concluída. Entretanto, a dragagem deve ser executada pelo mesmo consórcio que a iniciou, pelo fato dos equipamentos já estarem na cidade. Para se trazer outra empresa para realizar os serviços, segundo foi informado na reunião do Conselho de Autoridade Portuária [CAP] de Itajaí, na manhã de hoje, o tempo gasto seria de pelo menos 40 dias.
Votorantim e Embraco no Senai de Itajaí
Cases das empresas Votorantim e Embraco fazem parte da programação do encontro "Diversidade & Competências - O caminho está nas pessoas", que inicia às 8h de amanhã, sexta-feira, no Senai de Itajaí. A promoção é do Senai/SC, IEL/SC e ABRH/SC. O público-alvo são gestores de Recursos Humanos das principais empresas de Santa Catarina. O "Diversidade & Competências" também será realizado em Rio do Sul, Indaial e Timbó dia 25 de maio; em Lages e São Miguel do Oeste dia 27 de maio; e em Caçador, Chapecó e Concórdia dia 28 de maio. Outras unidades que realizarão o evento, no segundo semestre, são Joinville, São Bento do Sul, Criciúma, Xanxerê, São José, Tubarão, Florianópolis, Brusque, Blumenau, Jaraguá do Sul, São João Batista, Canoinhas/Mafra, Tijucas, Luzerna e Videira.
Gigantes da navegação
A AXS Alphaliner publicou ontem a lista das 100 maiores companhias transportadoras de contêineres do mundo. O ranking, liderado pela gigante Maersk, inclui critérios como frota de navios e de TEU e contempla os números de holdings, subsidiárias, e afiliadas das companhias. Sozinha, a APM-Maersk responde por 15,8% da frota global de TEU: 2.040.788. São 543 navios. Desses universos, 1.123.769 TEU e 207 navios são próprios. Os demais, são fretados. Em segundo lugar, vem a MSC, com 11% do total de TEU disponíveis no mundo: 1.425.396 (sendo 744.606 próprios) e 431 navios (220 do armador) e, em terceiro lugar está a francesa CMA CGM, com 980.210 TEU e 386 embarcações, sendo 302.953 e 92 próprios, respectivamente. Em quarto, está a Evergreen. São 626.234 TEU (362.215 próprios) e 176 porta-contêineres (101 próprios). As informações são do Guia Marítimo.
Santos Brasil investe em equipamentos
A Santos Brasil aumentará em 25%, para 2 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), a capacidade de movimentação no terminal de contêineres que administra no Porto de Santos com a entrada em operação dos seis portêineres super-pós-panamax, os maiores do continente americano. Três deles foram descarregados no cais santista no início desta semana e devem começar a operar até o final do mês. A previsão é que o restante chegue em agosto. Com os novos aparelhos, a produtividade média do Tecon deverá saltar para 90 movimentos por hora a partir do próximo ano. Atualmente, está em 55. Em 2008, o terminal movimentou 1,3 milhão de TEU, quase metade do total de unidades manuseadas pelo porto no período. Os investimentos somam US$ 60 milhões.
Lula em Florianópolis
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua presença na abertura do WTTC. O avião presidencial deve aterrissar na Base Aérea de Florianópolis por volta das 16h, de onde Lula se desloca de helicóptero para o Costão do Santinho, no norte da ilha. Esta é a primeira vez que o Congresso é realizado na América Latina. Delegações de mais de 30 países, além dos 100 maiores empresários da indústria do turismo mundial, participarão do evento no Pavilhão Tuguá, construído especialmente para a conferência.
Inicia hoje o WTTC
Inicia hoje, no Costão do Santinho, em Florianópolis, o Conselho Mundial de Turismo e Viagem (WTTC). O evento é realizado por meio de parceria entre a Embratur e o governo do Estado e reunirá os líderes mundiais da indústria do turismo. Entre os temas em pauta, até sábado, estarão a influência do setor nos rumos da economia global e os desafios das parcerias público-privadas para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais. O objetivo é promover a importância econômica do setor com os governos locais e buscar apoio para as suas necessidades.
Weg reduz investimentos
A catarinense Weg, fabricante de motores elétricos para eletrodomésticos e equipamentos para automação industrial, geração e distribuição de energia com fábricas no Brasil, Argentina, México, Portugal e China, decidiu reduzir o ritmo dos investimentos em modernização e ampliação da capacidade instalada por conta da crise econômica. O orçamento, que previa aportes de R$ 375 milhões em ativos fixos em 2009, deve ficar ao redor de R$ 300 milhões, 35% abaixo do realizado no ano passado.
Libra investe em ampliação
O grupo Libra anunciou ter projetos para ampliar seus terminais de contêineres no Rio e em Santos, com investimentos que podem chegar a R$ 400 milhões. O plano da Libra no Rio prevê ampliar a capacidade do Terminal 1-Rio, controlado pela Libra, de 400 mil TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) para mais de 700 mil TEU por ano. Também prevê investimento na duplicação do terminal no Rio, que deverá ficar entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões. Em Santos o grupo discute com a Codesp um programa de expansão. A intenção é investir R$ 250 milhões em três anos para aumentar a capacidade de movimentação de 800 mil TEU para 1,5 milhão ou 1,6 milhão de TEU. Atualmente, no Rio e em Santos, a Libra movimenta 1 milhão de TEU por ano.
Tractebel registra quedas nos resultados
A Tractebel Energia registrou queda nos principais indicadores de desempenho no primeiro trimestre deste ano. A receita líquida consolidada foi de R$ 860 milhões, 10% menor do que a do mesmo período do ano passado e o lucro líquido, de R$ 234 milhões, apresentou baixa de 40%. O Ebitda recuou 32%, caindo de R$ 690,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 469,3 milhões. Segundo o presidente da companhia, Manoel Zaroni Torres, a mudança da estratégia de sazonalização foi a principal causa do resultado ruim do período.
São Francisco do Sul comemora resultados
A administração do Porto de São Francisco do Sul comemora a movimentação de cargas referente a abril. No mês aportaram na cidade 17 navios de exportação de granel sólido com um total operado de 634,74 mil toneladas. O avanço foi de 15 % sobre abril de 2008. No acumulado do quadrimestre o porto registrou crescimento de 8% se comparado ao mesmo período do ano passado, ou seja, a movimentação passou de 1,24 milhão de toneladas para 1,33 milhão de toneladas. A movimentação de contêineres teve aumento de 15%, passando de 908,25 mil toneladas para 1,04 milhão de toneladas. Os principais aumentos foram verificados nas operações com vidro [591% - de 1,41 mil para 9,72 mil toneladas], carne congelada [114% - de 7,14 mil para 15,27 mil toneladas] e o manufaturado têxtil [62% - de 10,13 mil para 16,4 mil toneladas].
Rodada de negócios na Texfair
A Federação das Indústrias (Fiesc) promove amanhã, das 10 às 17 horas, rodada de negócios com a participação de 13 empresas européias que buscam fornecedores de diversos produtos do setor, durante a Texfair, em Blumenau. A rodada é uma ação que integra o Projeto Comprador Al-Invest, programa da Comissão Européia que busca fortalecer a cooperação econômica entre a Europa e a América Latina. Aproximadamente 30 empresas catarinenses e de outros estados devem participar.
Porto sem Papel
O diretor do Departamento de Sistemas de Informações Portuárias da Secretaria Especial de Portos [SEP], Luis Fernando Resano, apresenta hoje no auditório da Superintendência do Porto de Itajaí o projeto Porto Sem Papel (PSP). O desenvolvimento do PSP absorveu investimentos de R$ 19 milhões [em recursos do PAC] e o projeto prevê a integração dos órgãos relacionados à liberação de cargas em uma única janela virtual, reduzindo entre 15 e 20% o tempo gasto na operação. O objetivo é reduzir o retrabalho e a burocracia criando um banco de dados fiscalizado pela Receita Federal para abrigar todas as informações referentes à entrada e saída de qualquer mercadoria do porto. Essas informações serão inseridas pelos usuários e distribuídas aos programas aduaneiros, evitando a repetição na transmissão.
Novo serviço para a Ásia
O armador chileno CSAV anunciou o aumento da cobertura do serviço Asax [que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul], agora com rotação que inclui os portos de Qingdao e Durban. O serviço iniciou no dia 29 de abril e em Santa Catarina escala no Porto de Itajaí. O serviço passará a oferecer navio com capacidade para 4,2 mil TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), ante os navios de 3,5 mil TEU, utilizados anteriormente. Além da ampliação do Asax, o armador anunciou o lançamento do novo serviço Euroatlan, que contará com uma frota de sete navios com capacidade para 4 mil TEU. O início está previsto para 21 de maio [com o navio MN Maruba Cristina], com a rotação: Buenos Aires, Montevidéu, Rio Grande, Paranaguá, Itajaí, Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Roterdã, Tilbury, Hamburgo, Antuérpia, Lê Havre, Rio de Janeiro, Santos e Buenos Aires.
Ano difícil
A empresa armadora Maersk não está nada otimista com relação ao ano de 2009. Com base nos números do primeiro trimestre o CEO do Grupo, Nils S. Andersen, avaliou ontem, em entrevista ao Lloydslist, que as condições do mercado marítimo continuarão a se deteriorar. Contribui para essa perspectiva o resultado apresentado pelo armador, o maior de porta-contêineres, nos meses de janeiro a março. A empresa registrou prejuízo líquido de US$ 373 milhões no primeiro trimestre do ano ante um lucro de US$ 1,050 bilhão no mesmo período de 2008. Os volumes transportados pela companhia caíram 14% e as taxas de fretes nas linhas onde o armador atua ficaram, em média, 24% menores na comparação com o mesmo intervalo do exercício passado. Ao mesmo tempo, em janeiro, fevereiro e março o preço do bunker, o óleo marítimo, caiu 54%. Andersen credita o resultado à recessão global, que afetou negativamente o mercado. No entanto, diz que as prioridades serão mantidas e que a empresa continuará os esforços para manter forte sua competitividade.
Fórmula de sucesso
Segundo os organizadores do evento, a fórmula da Expogestão está associada ao compromisso de oferecer conteúdos de valor para os profissionais que atuam na gestão das empresas, reunindo congresso, feira, workshops e encontros temáticos. O presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Udo Dohler, diz que o sucesso das edições anteriores, e a experiência adquirida desde 2003, são a garantia que Santa Catarina novamente irá oferecer ao país uma oportunidade ímpar.
Expogestão 2009
Grandes nomes nacionais e internacionais são aguardados para mais uma edição da Expogestão - Congresso Nacional de Atualização em Gestão e Feira de Produtos e Serviços da Gestão que será realizada de 16 a 19 de junho, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville. O evento, em sua sétima edição, já está consolidado como uma grande oportunidade para líderes empresariais e gestores trocarem experiências, atualizarem tendências e estreitarem relacionamentos, unindo o pensamento à prática da gestão empresarial.
Emprego cai pela sexta vez
O nível de emprego na indústria brasileira recuou 0,6% de fevereiro para março, a sexta retração consecutiva nesse tipo de comparação. Em relação a março do ano passado, a redução foi de 5%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados hoje (12), este foi o pior resultado desde 2001, quando a série histórica da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário teve início. O levantamento mostra, ainda, que desde outubro do ano passado, após o agravamento da crise financeira internacional, o emprego na indústria acumula perda de 5,8%. Nos 12 meses fechados em março, o estudo revela alta discreta de 0,3%. De janeiro a março, observa-se recuo de 4% na comparação com o mesmo período de 2008. A pesquisa revela ainda que de fevereiro para março a folha de pagamento dos trabalhadores da indústria recuou 2,5% e, no confronto com março do ano passado, a retração foi de 2,2%. As demissões superaram as contratações nos 14 locais pesquisados na comparação entre os meses de março dos dois anos. As pressões negativas mais significativas foram exercidas por São Paulo (-4,0%), Região Norte e Centro-Oeste (-8,6%) e Minas Gerais (-6,2%).
EUA importa menos e impacta exportações catarinenses
A importação de carga em contêineres nos portos dos EUA caiu 15% em março, em comparação com o mesmo mês do ano passado. No período, os portos americanos pesquisados operaram quase 1 milhão de Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), o nível mais baixo em cinco anos, segundo o relatório mensal Port Tracker divulgado pela National Retail Federation e IHS Global Insight. Quedas que tem sido consecutivas e impactam diretamente a economia catarinense. Até o ano passado os EUA foram os principais parceiros comerciais de SC. Realidade que mudou com a crise global. As vendas catarinenses para os Estados Unidos caiu 37,5% em 2009. Enquanto entre janeiro e abril de 2008 o país recebeu US$ 356,6 milhões em produtos catarinenses, em igual período deste ano o valor ficou em US$ 223 milhões. Entre os dez principais destinos da produção catarinense no exterior, a Arábia Saudita foi o que registrou o maior crescimento, com compras de US$ 53,4 milhões e alta de 78,6%. Em seguida aparece a África do Sul com aumento de 71,4% e compras de R$ 75,5 milhões.
Casamento perfeito
Notícias apontam que a Perdigão e a Sadia estariam perto de anunciar um possível acordo de fusão, por meio de uma troca de ações. De acordo com o JB Online, a Perdigão ficaria com 70% da nova companhia e a Sadia com 30%. O negócio criaria uma das maiores empresas do setor no mundo com faturamento anual somado de cerca de R$ 22 bilhões.
Longe da recuperação
O diretor de relações industriais e institucionais da Fiesc, Henry Quaresma, diz que os números são reflexo da crise financeira que afetou a demanda internacional, inclusive por produtos catarinenses. Segundo Quaresma os dados mostram que a queda atingiu nove dos dez principais produtos exportados pelo estado. Além disso, os principais destinos das exportações catarinenses reduziram suas compras. Quaresma ainda afirma que como as exportações tem importante participação nos negócios da indústrias catarinense, é possível que o dado dos embarques afete outros indicadores de abril, como as vendas da indústria. Para o especialista, os números da economia industrial catarinense e nacional ainda não mostram uma tendência consistente de recuperação, apesar da divulgação de alguns dados positivos.
Exportação de SC cai 21%
As exportações da indústria catarinense de janeiro a abril somaram US$ 1,9 bilhão, com retração de 21,5% em relação ao mesmo período de 2008. Os dados, divulgados ontem pela Federação das Indústrias (Fiesc), mostram que os embarques de abril de 2009 foram 20,6% menores do que no mesmo mês de 2008. Embora as importações do estado em abril tenham reduzido 24,2% em relação a abril de 2008, o saldo da balança comercial ficou negativo em R$ 175,9 milhões no acumulado do ano. Na comparação janeiro a abril de 2009 em relação a igual período de 2008, o único produto entre os dez principais da pauta de exportação a registrar crescimento nas vendas foi o fumo com alta de 3,6%, para 172,6 milhões. As quedas maiores foram nos produtos blocos de cilindros (-53%), ladrilhos cerâmicos e vidrados (-33,1), portas, caixilhos e alizares (-30,7%), motocompressores (-25,3%) e carnes suínas (-21,2%).
Recursos para a agroindústria
O Ministério da Fazenda publica na edição de hoje do Diário Oficial da União uma portaria em que repassa R$ 10 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para acertar a situação de financiamentos concedidos a agroindústrias, indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas e a cooperativas agropecuárias. De acordo com a Portaria n.º 203, serão considerados os financiamentos contratados a partir de 16 de abril de 2009 e até 31 de dezembro de 2009. Segundo o Ministério da Agricultura, por causa da crise financeira mundial, o setor agropecuário sofre com a queda das exportações, principalmente no segmento de frigoríficos. Várias fábricas foram fechadas e milhares de funcionários tiveram de ser demitidos.
Superávit na balança comercial brasileira
O superávit comercial chegou a US$ 547 milhões na primeira semana de maio, resultado de exportações de US$ 2,923 bilhões e importações de US$ 2,376 bilhões, segundo estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No acumulado do ano, o superávit comercial é de US$ 7, 269 bilhões, 68,1% a mais do que o valor registrado de janeiro até a primeira semana de maio de 2008 (US$ 4,324 bilhões). As exportações somaram US$ 46,422 bilhões e as importações, US$ 39, 153 bilhões de janeiro até a primeira semana de maio deste ano.
500º navio operado
A Portonave, terminal de Navegantes registrou no final de semana a chegada do seu 500º navio. Em operação a menos de dois anos, o terminal recebe quase 64% das mercadorias do complexo portuário. Em abril movimentou mais de 235 mil toneladas, mesmo com as obras de reparo aos danos da enchente de 2008 inacabadas.
Temporada de cruzeiros 2009/2010
A Fundação Itajaiense de Turismo (Fitur) confirma 41 atracações de navios de passageiros em Itajaí na temporada 2009/2010. Número que poderá sofrer alterações para cima, uma vez que mais quatro escalas estão previstas, mas ainda não foram confirmadas oficialmente. O número é bastante significativo se comparado às 18 escalas registradas na temporada passada.
Porto de Itajaí terá que pagar R$ 3,6 mi por dragagem
A Superintendência do Porto de Itajaí terá que arcar com as despesas de dragagem para que o canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu volte a ter a profundidade - de 11 metros no rio e 12 metros na saída do canal -, como era antes das enchentes de novembro do ano passado. O custo está estimado em R$ 3,6 milhões. A medida teve de ser tomada porque o contrato de dragagem firmado entre o governo federal e o Consórcio Draga Brasil chegou ao fim na semana passada e as dragas chinesas que operavam no complexo portuário pararam em 28 de abril. Segundo a Secretaria Especial de Portos (SEP), que contratou os serviços, o consórcio contratado dragou o volume de sedimentos previsto no contrato inicial, de R$ 17,5 milhões, e também o correspondente a um aditivo de 50% da obra. O grande problema, segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, é que o resultado do trabalho de quatro meses não atingiu as profundidades necessárias em diversos pontos do rio e do canal de acesso. Ayres diz que a Porto de Itajaí está tentando um novo convênio com a SEP, porém, os trabalhos de dragagem devem ser retomados imediatamente. O superintendente encontra-se em Brasília, buscando soluções para o impasse.
Inflação dobra em abril
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo governo para fixar as metas de inflação, ficou em 0,48% em abril, mais do que o dobro da taxa registrada em março, de 0,20%. No acumulado do ano, a elevação é de 1,72%, abaixo dos 2,08% relativos a igual período de 2008. Nos últimos 12 meses, a taxa acumulada é de 5,53%, também inferior aos 5,61% referentes aos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados são do IBGE e foram divulgados hoje no Rio de Janeiro. De acordo com o instituto, de março para abril, os preços que mais subiram foram do grupo despesas pessoais (2,14%). O maior aumento, de 14,71%, ocorreu nos preços dos cigarros. No mesmo grupo, também tiveram alta os itens empregado doméstico (1,83%), cabeleireiro (1,59%), manicure (1,44%) e costureira (1,16%).
Voos para o exterior mais baratos
As companhias aéreas British Airways e a Ibéria foram as primeiras a anunciar tarifas 20% menores para o exterior. As empresas usufruem da liberdade tarifária para voos ao exterior de longo percurso, aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 23 de abril. Tanto a British como a Iberia divulgaram tarifas a partir de US$ 695 para destinos como Paris, Roma, Londres, Amsterdã, Bruxelas, Zurique e Frankfurt. Antes da liberação, os preços mínimos obrigatórios para esses destinos eram US$ 869 ou US$ 863. A British, que tem sede em Londres, ainda oferece o preço mais baixo para cidades em Portugal e para Madri. A Iberia, cuja sede é na capital espanhola, oferece voos mais baratos para Londres. A partir de julho, a Anac autoriza as empresas aéreas a opera com descontos que poderão chegar a 50% e, em outubro, atingir 80%. Já em 2010 a agência reguladora não vai impor qualquer barreira tarifária.
Área portuária em Navegantes vai ao quarto leilão
A Licitari Leilões realiza em 12 de maio novo pregão de terreno em Navegantes com a área total de quase 20 mil metros quadrados, incluindo área de marinha [sendo 210 metros voltados para o Rio Itajaí-Açu e cais de atracação, com calado de 6,5 metros]. A avaliação inicial é de R$ 11,99 milhões e o imóvel será arrematado pela melhor oferta, desde que não seja considerada vil. Especula-se, que sejam aceitos lances a partir de R$ 6 milhões, ou seja, 50% do valor da avaliação. Na mesma ocasião vai a pregão, também pela melhor oferta, uma embarcação pesqueira. O leilão está agendado para as 10 horas, no átrio do Fórum de Navegantes. O edital de leilão, imagens dos bens e informações complementares podem ser obtidas no site www.licitari.com.br .
Sem comemorações
O diretor de relações industriais e institucionais da Fiesc, Henry Quaresma, disse que o sinal positivo dos indicadores é importante, mas ainda precisa ser avaliado com certa cautela. Segundo Quaresma, embora os dados das vendas estejam melhores do que nos meses anteriores, no geral os números da economia ainda não convergem todos para uma recuperação consistente. Em sua opinião, somente com os dados dos próximos meses a Federação poderá fazer uma melhor avaliação.
Indústria de SC vendeu mais em março
As vendas da indústria catarinense em março tiveram alta de 0,64%. Segundo as estatísticas divulgadas ontem pela Federação das Indústrias (Fiesc), se a comparação for feita com fevereiro deste ano, a variação positiva é de 15,03%, resultado fortemente influenciado pelo número de dias úteis dos dois períodos. Apesar dos resultados positivos de março, no primeiro trimestre as vendas da indústria do estado acumularam queda de 4,1% na comparação com igual período de 2008. A sazonalidade, o maior número de dias úteis e a demanda interna foram os principais fatores apontados pelas indústrias para o crescimento das atividades no período. Os setores de alimentos e bebidas, têxtil, do vestuário e máquinas e equipamentos puxaram o crescimento, apesar de todos os segmentos de atividade pesquisados terem apresentado aumento de faturamento em março.
CNI homenageia Francisco Amaury Olsen
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirmou a indicação da Federação das Indústrias (Fiesc) para que Francisco Amaury Olsen, da Tigre, receba a Ordem do Mérito Industrial da CNI, a mais alta condecoração da indústria nacional. A solenidade será no dia 22 de maio, durante o Encontro Catarinense da Indústria 2009. Criada em 1958 para distinguir personalidades e instituições que tenham se tornado dignas de reconhecimento e admiração pelo setor produtivo brasileiro, a Ordem do Mérito Industrial da CNI é concedida anualmente para no máximo dez personalidades.
Perdas continuam
O mês de abril registrou uma perda de R$ 29,7 milhões na arrecadação estadual em relação ao orçado para o período. Foram arrecadados R$ 924,1 milhões, enquanto o orçado para o mês era de R$ 953,8 milhões. De acordo com o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, embora as perdas venham diminuindo, ainda é preciso muito esforço para recuperar as finanças, já que os prejuízos contabilizados desde o final do ano passado já ultrapassam os R$ 410 milhões.
Azul liquida passagens
A Azul lançou ontem uma promoção que permite a compra de um trecho aéreo a partir de R$ 39 de Campinas para o Rio de Janeiro, Curitiba ou Navegantes. Os bilhetes precisam ser adquiridos até amanhã e o valor é válido apenas para os voos diretos operados às terças e quartas-feiras. A viagem precisa ser feita no período de 12 de maio a 17 de junho. As tarifas estão sujeitas à disponibilidade de assentos.
O vôo da TAM
A TAM registrou lucro líquido de R$ 54,43 milhões no primeiro trimestre deste ano, com alta de 26% sobre os R$ 43,15 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida da empresa de janeiro a março totalizou R$ 2,64 bilhões, com de 16,8% sobre os R$ 2,26 bilhões obtidos um ano antes. Na comparação entre os primeiros trimestres dos dois anos, a TAM ganhou participação no mercado internacional, que passou de 67,7% para 85,5%. Já no mercado doméstico houve uma pequena perda de participação: a fatia da TAM passou de 50% para 49,5%, com a taxa de ocupação doméstica recuando para 64,2%, comparado com 70,9% no mesmo período do ano anterior. Em número de passageiros, houve recuo na mesma base de comparação: foram 7,32 milhões de passageiros transportados, frente a 7,55 milhões no primeiro trimestre de 2008.
São Francisco do Sul em alta
A nova realidade comercial entre o Brasil e a China poderá beneficiar o Porto de São Francisco do Sul. A balança comercial brasileira fechou o primeiro quadrimestre do ano com saldo de US$ 6,7 bilhões, com alta de 49,4% sobre o mesmo período de 2008. Entretanto, as vendas externas foram alavancadas pelos produtos básicos, como metal e soja. Do complexo portuário catarinense, o Porto de São Francisco do Sul poderá ser o único beneficiado por essa realidade, uma vez que os portos de Itajaí, Navegantes e Imbituba quase não exportam commodities. Em contrapartida, os maiores volumes operados em São Francisco são de soja em grãos e farelo.
Produção industrial de SC cresce 0,3%
Estatísticas divulgadas hoje pelo IBGE apontam que a produção industrial de Santa Catarina cresceu 0,3% em março, igualando-se ao índice de fevereiro. O índice está muito aquém do crescimento de 5,4 pontos percentuais registrados pelo Rio de Janeiro e é menos da metade da média nacional, de 0,7%. No Brasil a pesquisa apurou crescimento em oito das 14 regiões pesquisadas.
Ampliação
O novo cais terá a largura de 35 metros – ante os 18 metros da área antiga – e as vigas de sustentação serão fixadas na profundidade de 50 metros. Segundo os engenheiros responsáveis pela obra, a ampliação na largura e a fixação em maior profundidade darão mais estabilidade ao cais, evitando, inclusive, que ele seja novamente destruído por enchentes que possam vir a ocorrer no rio Itajaí-Açu. As vigas de sustentação do cais que foi destruído pelas águas eram fixadas em profundidade bem inferior.
Obras de reconstrução em andamento
O Porto de Itajaí deve iniciar na próxima semana a cravação das estacas-prancha que darão sustentação aos dois novos berços de atracação, que foram destruídos nas enchentes de novembro passado. Os serviços envolverão a colocação de 800 a mil estacas-prancha em aço especial não oxidante que somaram 750 metros de área de contenção. Cada estaca tem o peso aproximado de 2,5 toneladas. Os gabaritos que serão utilizados nos serviços já estão montados e o início da colocação depende apenas dos resultados da sondagem que está sendo feita na área do novo cais.
Melhor resultado
Mesmo com aumento significativa nos embarques de commodities, ante os produtos acabados, a balança comercial brasileira do mês de abril fechou com um superávit comercial de US$ 3,712 bilhões, com exportações de US$ 12,322 bilhões e importações de US$ 8,610 bilhões. Este é o maior saldo desde maio de 2008 (US$ 4,075 bilhões). Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. De janeiro a abril, as exportações somaram US$ 43,499 bilhões e as importações US$ 36,777 bilhões.

A China passou a ser maior parceiro comercial do Brasil em abril, ocupando o lugar dos Estados Unidos. A corrente de comércio com o país asiático atingiu US$ 3,2 bilhões em abril, enquanto que com os Estados Unidos a cifra foi de US$ 2,8 bilhões. Porém, a maior parte das exportações brasileiras para o mercado chinês foi de commodities, que são produtos de baixo valor agregado. Segundo o secretário de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Welber Barral, há necessidade de diversificar as exportações brasileiras e agregar valor às vendas de produtos para a China.
Agravante
Outra questão que agrava a crise é a estagnação das exportações nos mesmos números do ano passado. Barbieri informou que o setor não conseguimos abrir novos mercados e que nos meses de novembro e dezembro de 2008 o Brasil deixou de embarcar 50 mil toneladas de carne suína devido a crise financeira mundial. "Os compradores ficaram sem dinheiro e não compraram nossa carne”, explicou Barbieri.
Situação caótica
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) participou de audiência pública na comissão de agricultura do Senado para para apresentar os resultados devastadores da crise da suinocultura, tanto para produtores quanto para a indústria. A entidade foi representada pelo vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, pelo diretor da Abipecs, Pedro Camargo Neto e pelos senadores catarinenses Raimundo Colombo, Ideli Salvati e Neuto de Conto, além do deputado federal Valdir Colatto, presidente da Frente Parlamentar da Agricultura. As reclamações feitas são com relação a falta de crédito e o prejuízo gerado pela diferença entre o valor do custo de produção e do preço de venda. Segundo Barbieri, cada animal terminado representa um prejuízo de R$ 50 reais para o produtor já que o custo de produção por quilograma de carne suína é de R$ 2,30 e o preço de venda por quilo é de R$ 1,80.
SC preparado para gripe suína
Representantes das comunidades portuária, aeroportuária e servidores da saúde em âmbitos municipal e estadual de Itajaí e Navegantes participaram hoje de reunião com a coordenação da unidade de Santa Catarina da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no auditório do Porto de Itajaí. O objetivo foi informar sobre as ações desenvolvidas pelo governo para conter o ingresso do vírus da Influenza A – denominada de Gripe Suína – no estado por meio dos portos, aeroportos e outras entradas, a exemplo de fronteiras internacionais. De acordo com o coordenador da unidade, Telesmagno Neves Teles, o Brasil e Santa Catarina estão preparados para atender qualquer caso suspeito que possa ocorrer. Porém, ainda há necessidade de se continar disseminando informações sore a doença entre pessoas que atuam diretamente em área de transito de cargas e pessoas provenientes de outros países.
Consórcio inicia sondagem de solo no Porto de Itajaí
O consórcio responsável pela reconstrução do cais do Porto de Itajaí iniciou hoje os trabalhos de sondagem de solo. As analises devem prosseguir nos próximos dez dias e o resultado dos estudos é que vai definir a profundidade das estacas que vão sustentar o novo cais. Os trabalhos envolvem a perfuração do solo na profundidade de 50 metros [na mesma linha onde serão cravadas as estacas] e a retirada de amostras de solo, para análise. Paralelo a sondagem o consórcio dá continuidade a limpeza das áreas de cais e retroárea e deve iniciar ainda nesta semana a demolição de escombros submersos na margem do rio Itajaí-Açu, desde a enchente de 1983. Para auxiliar nos trabalhos inicia as operações de equipamento denominado cinzel hidráulico, que será utilizado para quebrar as estruturas de concreto submersas, que posteriormente serão içadas do fundo do rio.
Contraponto
De outro alo estão os analistas de mercado que dizem que a gripe suína pode impactar positivamente nas exportações brasileiras de suínos. Eles justificam sua posição com as restrições aos produtos norteamericanos e canadenses ocorridos nesta semana, o que abre uma importante lacuna de mercado que poderá ser suprida pelo produto brasileiro. Se confirmada essa tendência, o produtor catarinense, que vem acumulando perdas desde o embargo do mercado russo, terá motivos de sobra para comemorar. O estado é o maior produtor de suínos do Brasil.
Gripe suína deve alavancar vendas de frangos
O diretor presidente da Seara Alimentos, Robert Van Der Zee, também acredita na retomada da economia. Durante o segundo dia do Simpósio o executivo apresentou um case da empresa, controlada pela gigante Cargil, e abordou os impactos da crise, que, segundo ele, atinge com menor intensidade o setor de alimentos. Com relação ao impacto da gripe suína no mercado de carnes, Robert diz que poderá ocorrer uma retração no consumo, embora o vírus não seja transmitido pela carne de porco, mas, em compensação, ele acredita no aumento de consumo de frangos.
Especialistas tem otimismo com relação a crise
Otimismo com relação ao fim da crise, mesmo que moderado, volta a rondar o mercado. A opinião foi manifestada pelo mestre em economia José Gentil Schreiber, do centro de Ciências Econômicas da Univali, que traçou um cenário otimista [mesmo que moderado] para a economia brasileira, durante o VI Simpósio de Comércio Exterior, que acontece nesta semana no campus da Universidade em Itajaí. O especialista destacou que o momento é de otimismo moderado, pois existem vários indicadores no mundo mostrando que a taxa da aceleração da crise está diminuindo. Schreiber disse que a economia inda não está em fase ascendente do ciclo, “mas também não estamos mergulhando na profundidade em que já estivemos”. Em sua opinião, a melhora é indício de que as medidas que estão sendo tomadas por diversos países no mundo começam a surtir efeito. No caso específico do Brasil, Schreiber disse que o país foi menos impactado, porque a economia interna não está tão incorporada na economia internacional, sobretudo no ponto de vista financeiro, ou seja, o Brasil tem boa atividade exportadora e bom fluxo de capital interno fluindo para a economia brasileira. O fato dos bancos brasileiros não terem boa penetração no exterior, segundo Schreiber, foi positivos para que eles não fossem contaminados pelos ativos tóxicos, como os papéis emitidos pelas hipotecas sub prime.
Comunicado
O Posto Santa Rosa, das empresas Dalçoquio, emitiu um comunicado esclarecendo que o local foi escolhido para a manifestação “Pela sobrevivência de Itajaí” por estar estrategicamente localizado e por ser referência na cidade, e que a empresa não tem participação no evento. Segundo a nota, a empresa acredita em todas as manifestações reivindicatórias, democráticas e moderadas e tem conhecimento das dificuldades que a economia de Itajaí vem enfrentando desde as enchentes do ano passado, bem como de todo o esforço dos governos federal, estadual e municipal para a retomada da economia local.
BR 101 fechada
O fechamento da BR 101 em Itajaí na manhã de hoje, no sentido Sul/Norte, resultou em fila quilométrica de veículos. A manifestação no km 116 da rodovia ocorreu das 8 às 9 horas e, em seguida, os manifestantes seguiram para o Porto de Itajaí. O movimento é coordenado pela Força Sindical de Santa Catarina – formada por diversos sindicatos laborais e entidades representativas – e tem o objetivo de chamar a atenção das lideranças políticas para a situação dos trabalhadores portuários, cujas rendas caíram 90% nos últimos cinco meses, em decorrência das restrições no Complexo Portuário devido as enchentes de novembro.
Municipio se manifesta sobre movimento reivindicatório
A Prefeitura de Itajaí e a Supoerintendência do Porto divulgaram na tarde de hoje um comunicado oficial sobre a manifestação "Pela Sobrevivência de Itajaí". Abaixo o documento na íntegra: COMUNICADO A Prefeitura Municipal de Itajaí e a Superintendência do Porto de Itajaí, face à realização do movimento reivindicatório desta terça-feira, 28 de abril, promovido por diversos setores produtivos e de trabalhadores de nossa região, consideram relevante esclarecer à comunidade seu entendimento sobre esta questão de alto interesse social: Consideram que a mobilização supramencionada é manifestação espontânea de forças vivas da sociedade civil organizada, portanto, legítima e democrática; Consideram que sua organização zela pela descaracterização político-partidária do evento, bem como pelo respeito absoluto aos ditames legais; Consideram que o Governo Federal vem se esforçando para atender os reclamos da comunidade local – notadamente no que tange ao setor portuário - com o andamento das obras de dragagem (em que pese os atrasos registrados) e reconstrução dos berços do Porto de Itajaí, esforço que demanda verba federal alocada no volume total de R$ 350 milhões; Manifestam a confiança de que o movimento reivindicatório atinja os objetivos propostos, com a devida moderação, unindo as diversas categorias profissionais e classistas numa ação efetiva em prol do soerguimento da economia de Itajaí e região. Ao mesmo tempo, a Prefeitura Municipal de Itajaí e a Superintendência do Porto de Itajaí confiam na continuidade da parceria necessária entre os Governos Federal e Municipal, para que as ações em curso tenham sua continuação e conclusão asseguradas no prazo mais breve possível. Itajaí, 27 de abril de 2008. Antônio Ayres dos Santos - Superintendente do Porto de Itajaí Jandir Bellini - Prefeito Municipal
Radicalização
Embora a organização busque uma manifestação pacífica, algumas correntes ligadas ao setor portuário ameaçam radicalizar. Segundo fontes ligadas aos sindicatos dos trabalhadores portuários avulsos, existe inclusive a possibilidade de ocorrerem invasões nas dragas pertencentes às empresas que formam o Consórcio Draga Brasil. No entender dos trabalhadores, se os serviços de dragagem – cuja conclusão foi adiada diversas vezes – estivessem prontos, a situação seria bem diferente, com o porto em funcionamento.
Perdas significativas
Levantamentos apresentados pelos sindicatos ligados aos setores portuário e de transportes mostram que os trabalhadores vem acumulando perdas significativas desde novembro do ano passado, quando ocorreram as enchentes. Só na área dos trabalhadores portuários avulsos, segundo a Intersindical dos Trabalhadores Portuários, 800 homens passam por dificuldades. A movimentação financeira da categoria, que no ano passado era de R$ 4,5 milhões por mês, hoje não passa de R$ 650 mil. No caso dos transportadores autônomos de contêineres e cargas em geral, são mais de mil trabalhadores que estão parados. Muitos caminhões estão abandonados e deteriorados por falta de cargas. De acordo com o presidente da Intersindical dos Trabalhadores Portuários, Saul Airoso da Silva, a situação está precária para todos os setores trabalhistas. O sindicalista informa que a redução dos salários de algumas categorias chegou a 90%. Segundo Silva, com a queda da movimentação portuária os trabalhadores avulsos portuários que antes trabalhavam de 20 a 25 dias por mês, hoje trabalham no máximo dois.
Itajaí pode parar
A Força Sindical de SC realiza amanhã uma manifestação que deve paralisar a cidade de Itajaí e alertar a comunidade, políticos e imprensa para o problema econômico que Itajaí passa desde as enchentes do ano passado. O ato, denominado “Pela Sobrevivência por Itajaí” tende a ser pacífico e iniciar na BR 101, seguindo para o centro. Também está programado o fechamento da boca da barra do Rio Itajaí-Açu. O ponto alto deve ocorrer em frente ao porto, uma vez que a organização parte de trabalhadores ligados à atividade portuária e de transportes, setores bastante atingidos com o assoreamento do rio Itajaí-Açu e a queda na movimentação portuária. A economia do município ficou seriamente abalada e, segundo os trabalhadores, isso gerou um efeito dominó, atingindo diversos setores da economia.
Berço 01 inicia operações
O recém construído berço 01, do Teconvi, inicia suas operações neste domingo. Após batimetria que comprova a profundidade superior a 11 metros no local, o berço foi liberado para atracações e a escala inaugural será do cargueiro Maersk Jena, que vem de Vitória e, de Itajaí, zarpa com destino ao continente europeu. Na sequência atraca o Maersk Rotterdam, vindo do porto de Rio Grande com destino à América Central.
Cartel e fraude
Para três das quatro empresas que formam o Consórcio Draga Brasil, esta será apenas mais uma denúncia. A SEP denunciou ao Ministério da Justiça a formação de cartel criado em torno das licitações para a contratação dos serviços de dragagem nos portos brasileiros que são contemplados com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E três das empresas que prestam serviços em Itajaí também serão investgadas. Há suspeitas de fraude nas licitações no valor de R$ 400 milhões. Os casos teriam sido registrados nos processos de dragagem dos portos de Rio Grande e Santos. Mesmo Itajaí não estando na lista, existe a desconfiança.
Denúncia ao Ministério Público
O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí estuda a possibilidade de denunciar o Consórcio Draga Brasil – contratado pela Secretaria Especial de Portos (SEP) para realizar a dragagem no canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí-Açu – ao Ministério Público pelo não cumprimento dos prazos estipulados no contrato. A sugestão partiu do representante do poder municipal no CAP, Amílcar Gazaniga, e teve a concordância da maior parte dos conselheiros, na reunião de ontem, 24. Segundo Gazaniga, o consórcio precisa ser responsabilizados pelos constantes atrasos nos serviços, o que vem gerando perdas irreparáveis para a economia da cidade e região, devido às limitações impostas às operações no Porto de Itajaí, Teconvi, Portonave e demais terminais instalados no estuário do Rio Itajaí-Açu. Mesmo assim, a Autoridade Portuária de Itajaí terá que “engolir” por mais um tempo os serviços, mesmo que a contragosto. O contrato de dragagem foi prorrogado pela SEP por mais um mês, contado a partir de 20 de abril, e querendo ou não, a comunidade portuária terá que aceitar os serviços.
SC vende 27% a mais de veículos
Em abril, o estado chegará a três milhões de unidades Levantamento da Federação Nacional de Distribuição de Veículos de Santa Catarina (Fenabrave/SC) mostra que as vendas de veículos cresceram 27,1% em março, com a comercialização de mais de 21 mil unidades no estado. O presidente da Fenabrave/SC, Sérgio Ribeiro Werner, diz que o resultado ainda é reflexo da liberação do FGTS em decorrência das enchentes do ano passado. No comparativo com o mês de fevereiro, o maior crescimento foi na venda de caminhões: 37,4% a mais. Os automóveis ficam com o segundo maior salto, com 29,4% de acréscimo, seguidos pelas motos, com 25,8%. No acumulado do ano, o estado registra alta de 1,73%. No Brasil, o número é negativo: queda de -4,42%. No comparativo com março de 2008, SC registrou crescimento de 14,6%. A alta foi puxada pela venda de automóveis, que cresceu 42,2%. Os comerciais leves também tiveram um expressivo resultado positivo, com 27,3% a mais este ano.
Expopuertos Uruguay 2009
Depois de expor na 15ª Intermodal South America, em São Paulo, o Porto do Rio Grande participou da Expopuertos Uruguay 2009, de 20 a 22 de abril, em Montevidéu, onde o assessor Técnico do Porto Newton Quintas foi um dos conferencistas do evento. Ele abordou o tema "Porto do Rio Grande - Uma visão sobre o futuro dos transbordos na região", onde destacou o potencial do porto gaúcho para operar a carga de contêineres que se destina a outros portos do Mercosul e que passa, por questões operacionais, pelo Porto de Rio Grande.
Balanço do PAC em Santa Catarina
A Federação das Indústrias (Fiesc) apresenta hoje, às 14 horas, durante reunião da Câmara de Transporte e Logística da Federação, um balanço das obras de infraestrutura de transporte e logística do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Santa Catarina. Até agora, foram pagos apenas 35,4% dos 1,9 bilhão previstos para o período de 2007 a 2009. Também participarão da reunião representantes dos portos de Itajaí, Imbituba, Itapoá, Navegantes e São Francisco do Sul.
Reconhecimento ao trabalho de Jackson Corbari
O CAP de Itajaí deverá fazer, nos próximos dias, uma “carta de honra” ao ex-delegado da Receita Federal de Itajaí Jacson Aluir Corbari, em reconhecimento ao bom trabalho por ele desenvolvido durante os dez anos em que esteve frente a Delegacia da RF de Itajaí. Corbari foi afastado do cargo em junho do ano passado, após ser acusado e preso por suposta participação na Operação Influenza, denunciado pelo Ministério Público Federal na ação n.º 2008.72.00.006744-6. Na ocasião a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do ex-delegado e em seu gabinete e Corbari também teve suas ligações telefônicas interceptadas por cerca de dez meses. Entretanto, nada foi comprovado contra o ex-delegado e ele foi absolvido.
Movimentação abaixo do esperado
Com os atrasos na dragagem, a movimentação do Complexo Portuário ficou aquém do esperado para março deste ano. O diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Granthan, informou que atracaram 81 navios no mês – somadas as 19 escalas no Porto Público e Teconvi, 50 escalas na Portonave e as 12 escalas registradas nos outros terminais privativos – ante as 95 escalas ocorridas em março de 2008. No primeiro trimestre do ano, informou Granthan, correu uma retração de 28% nas escalas e 51% nos volumes de cargas operados. Segundo o diretor, além dos problemas de infraestrutura, a crise global também contribuiu bastante para essa realidade. Já o diretor superintendente do Porto Seco Multilog e presidente do Sinter, Rogério Fortunato, revelou que a empresa está operando 1/3 do volume de cargas operado no mesmo período do ano passado e que a empresa faz um esforço sobrenatural para evitar a demissão de 120 colaboradores.
Antecipação da dragagem de aprofundamento
Outra sugestão de Amílcar Gazaniga para agilizar o restabelecimento do calado em 11 metros foi o adiantamento da dragagem de aprofundamento para 14 metros. O governo federal assumiu o compromisso de fazer essa dragagem com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto e os estudos de impacto ambiental foram contratados e pagos pela Portonave, estão concluídos e já foram encaminhados a Secretaria Especial de Portos. A única coisa que falta para que ocorra a licitação é o licenciamento ambiental.
Sinter sugere compra de draga
O Sindicato dos Terminais Retroportuários de Itajaí e Região (Sinter) encaminhou ao CAP de Itajaí um documento sugerindo a aquisição de uma draga para operar permanentemente em Itajaí. O presidente do Sindicato, Rogério Fortunato, justificou a aquisição do equipamento alegando que não adianta os terminais fazerem grandes investimentos em infraestrutura – a exemplo do que ocorreu com o Teconvi e Portonave – e o Complexo Portuário não ter calado suficiente para receber navios. Posição contestada por Ayres, que informou que o custo de uma draga gira em torno de US$ 48 milhões e que, desde 1999, o Porto de Itajaí mantém contrato de dragagem permanente para a manutenção do calado. Segundo Ayres, a manutenção da profundidade deixou de ser problema há dez anos. “O que precisamos é restabelecer o calado de 11 metros, assoreado com as enchentes de novembro. A manutenção não é problema”, disse.
Apenas uma solução
O superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, garante que a pressão que está sendo feita sobre o governo federal para a conclusão dos serviços não tem caráter políticos e nem a intenção de se fazer oposição. Segundo Ayres, toda a luta é para que os trabalhos sejam concluídos e que o Porto de Itajaí, Portonave e demais terminais retomem suas operações no mesmo patamar registrado antes das enchentes de novembro passado. O representante do governo municipal no CAP, Amílcar Gazaniga é da mesma opinião. Inclusive, ele pediu ao deputado Bornhausen que informe à bancada de SC em Brasília que toda a pressão que está ocorrendo é devido ao desespero da comunidade portuária, que vê a economia da cidade e região em queda livre desde novembro passado. “Não se trata de pressão política, mas da necessidade da conclusão da dragagem. A economia de Itajaí não suporta mais esperar”, disse. Gazaniga relatou, inclusive, a drástica situação dos trabalhadores portuários da cidade, que estão com seus ganhos reduzidos para 25% e que necessitam, inclusive, de cestas básicas doadas pelo Porto de Paranaguá e por empresas locais para sobrevivência.
Cancelamento do contrato
O contrato para a dragagem foi celebrado entre o Consórcio Draga Brasil e a Secretaria Especial de Portos (SEP), expirou no dia 20 deste mês e a SEP optou pela prorrogação por mais 30 dias para que os trabalhos sejam concluídos. Entretanto, descrentes de que os prazos acordados sejam cumpridos, representantes da Autoridade Portuária de Itajaí estiveram ontem em Brasília, para solicitar o cancelamento do atual contrato e a descentralização da gestão desta obra. O objetivo é que outra empresa conclua os serviços e que eles sejam contratados e fiscalizados pela Autoridade Portuária de Itajaí, o que agregará celeridade às operações. Na opinião do deputado federal Paulo Bornhausen, presente na reunião do CAP de hoje, obras emergenciais não podem ser administradas pela União, uma vez que as tomadas de decisões precisam ser imediatas e fica difícil que isso ocorra com uma distância de 2 mil quilômetros entre as partes contratante e contratada. A sugestão do deputado é a mesma de dos demais membros do CAP e administradores do Porto de Itajaí e demais terminais instalados no Complexo Portuário: que os recursos sejam repassados para o município e a gestão dos mesmos seja local.
Conclusão da dragagem do Complexo Portuário do Itajaí-Açu gera preocupação
Embora a maior parte do canal de acesso, bacia de evolução e cais acostável do Complexo Portuário do Itajaí-Açu já esteja com calado de 11 metros, a conclusão da dragagem, com previsão para ocorrer no prazo de 15 dias, gera grande preocupação para a comunidade portuária. O assunto gerou calorosa discussão na reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí na manhã de hoje. De um lado está o Consórcio Draga Brasil, que dá a garantia da conclusão dos trabalhos até a segunda semana de maio, e de outro estão a Autoridade Portuária e operadores que atuam na região, cansados de promessas não cumpridas pelos prestadores dos serviços com relação ao cumprimento dos prazos.
Alcântaro Correa na Portonave
Na quinta-feira, 30, o presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Alcantaro Corrêa, falará sobre os Valores de uma Instituição no programa Embarque no Saber da Portonave. O início está programado para as 19h30min, no auditório do Porto de Navegantes. Correa ocupa pela segunda vez o cargo de presidente do Sistema Fiesc e acumula o cargo de vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Sistema Fiesc é composto por cinco entidades, com missões específicas: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Serviço Social da Indústria (Sesi/SC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/SC), Centro das Indústrias de Santa Catarina (Ciesc) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL/SC). O Sistema é mantido pelas empresas do setor e administrado com os mesmos critérios aplicados na gestão das melhores companhias privadas. Tem como objetivo fortalecer a indústria catarinense. O programa é aberto à comunidade e para participar, basta doar, no dia do evento, um kit de material escolar (caneta, lápis, caderno), que será repassado para escolas da rede municipal de Navegantes.
Pessimismo
A principal vítima das relações entre os dois países é Santa Catarina, que embora sempre tivesse ostentado a melhor condição sanitária do Brasil, foi punida com embargo russo que perdurou por mais de dois anos. Esse embargo foi suspenso recentemente, mas, na prática, ainda não foram fechados negócios. O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, está pessimista, uma vez que há um forte desequilíbrio nas relações comerciais entre Brasil e Rússia. O Brasil exporta anualmente mais de 3 bilhões de dólares em mercadorias e produtos para a Rússia e importa apenas 600 milhões de dólares daquele país.
Rússia reduz cota para suíno brasileiro
As 400 mil toneladas de carne suína brasileira exportadas para a Rússia em 2006 não deve se repetir neste ano. Acordo entre os dois países previa que os volumes registrados em 2006 deveria se repetir nos próximos anos, entretanto, a Rússia fixou uma cota anual de 175 mil toneladas para o Brasil em 2009 e a indústria brasileira quer ampliar essa cota. No fim de 2008, os russos retiraram 100 mil toneladas da cota do Brasil e repassaram aos americanos, seu grande parceiro comercial. Essa pretensão esbarra em forte oposição da associação dos produtores russos de carne suína: o governo russo priorizou o aumento da produção interna. Além disso, qualquer aumento de cota terá sobretaxa de 95%, o que reduzirá a margem e a competitividade da carne brasileira. A oposição dos criadores russos é clara e está expressa no site da associação.
Ferroeste mais próxima de ser realidade em SC
Iniciam em maio as audiências públicas para apresentação do estudo preliminar de viabilidade do ramal ferroviário entre Laranjeiras/Nova Laranjeiras – no Paraná – e a cidade catarinense de Chapecó. A decisão foi tomada na semana passada durante reunião da diretoria da Ferroeste com o secretário da Infraestrutura de Santa Catarina, Mauro Mariani, e as consultas públicas serão realizadas em vários municípios-pólo do Sudoeste do Paraná e do Oeste de Santa Catarina. A primeira fase do Estudo de Viabilidade do Ramal Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina foi elaborada pelo Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento. Trata-se de um levantamento preliminar do potencial produtivo e de cargas da região que demonstra que Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul são estados com forte interdependência econômica. Outro dado interessante levantado foi que parcela considerável das cargas movimentadas entre esses estados são cargas próprias de transporte ferroviário e que a expansão da ferrovia na região vai baratear os fretes de transporte e reduzir os custos de produção.
Investimentos chineses no Brasil
O Banco da China, um dos maiores do mundo em termos de capitalização, prepara-se para abrir em São Paulo sua primeira agência na América do Sul, ao mesmo tempo em que Pequim prepara linhas de financiamento acima de US$ 11 bilhões para o Brasil. Estudo do Deutsche Bank aponta, em meio à crise global, uma segunda onda de investimentos de Pequim no estrangeiro agora acionada por bancos e seguradoras chinesas querendo ser globais, e o Brasil está no radar da potência emergente.
Acordo têxtil
Além disso, expirou, em dezembro de 2008, o memorando de entendimento sobre o fortalecimento da cooperação em comércio e investimentos entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil e o Ministério do Comércio da China. Como parte integrante deste documento, o governo chinês comprometeu-se a limitar as exportações para o Brasil de produtos têxteis e de vestuários. O acordo foi firmado em 10 de fevereiro de 2006. Está previsto que ocorram novas tratativas sobre o comércio de têxteis e vestuários durante a reunião.
Brasil e China buscam fortalecer comércio
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, estará em Pequim de hoje a 24, onde participa da I Reunião da Subcomissão Econômica e Comercial da Comissão Sino Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação. O evento é uma reunião bilateral com membros dos governos brasileiro e chinês, na qual serão avaliados aspectos comerciais e econômicos no intercâmbio entre o Brasil e a China. Na pauta, estão previstos vários temas, dentre eles, análise dos fluxos comerciais bilaterais; harmonização de estáticas; comércio de têxteis e investimentos do Banco na China no Brasil. No âmbito das Reuniões Bilaterais entre Brasil e China, foi criado, em 2007, um grupo para harmonização de estatísticas de comércio entre os países. A principal discrepância de números está no registro das exportações brasileiras, que apresentam valores em US$ FOB (exportação que inclui o preço de transporte inicial até o embarque da mercadoria), e das importações chinesas, com valores em US$ CIF (inclui no preço de venda o custo da mercadoria, o seguro de transporte e o frete até o porto de destino). Em 2007 o Brasil registrou US$ 10,7 bilhões FOB de exportações para a China, enquanto este país registrou US$ 18,8 bilhões CIF de importações procedentes do Brasil, ou seja, uma discrepância de US$ 8,1 bilhões. Dentre os principais motivos para essa elevada diferença está o preço do frete dos principais produtos exportados pelo Brasil, a soja e o minério de ferro, que correspondem a 2 ou 3 vezes o valor da mercadoria, respectivamente.
Ordem do Mérito Industrial e Sindical
Os empresários Ingo Fischer - fundador e presidente da empresa Irmãos Fischer S/A Indústria e Comércio, de Brusque -, Jair Philippi, sócio fundador de mais de 15 empresas nos mais diversos ramos, instaladas em Santa Catarina, Paraná e no Paraguai -, Rolf Buddemeyer - fundador e atual diretor comercial da Buddemeyer S.A, em São Bento do Sul -, Rui Hulse - presidente do Sindicato da Indústria da Extração do Carvão do Estado de SC, em Criciúma - e Sérgio Rodrigues Alves, presidente da Celesc Distribuição SA, serão homenageados neste ano com a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina, mais alta condecoração da indústria catarinense. A Ordem do Mérito Industrial, da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) será entregue no dia 22 de maio, dentro da programação do Encontro Catarinense da Indústria 2009. A Fiesc também vai homenagear seis sindicatos de indústrias que contribuem para o fortalecimento da representatividade empresarial catarinense e que permanecem filiados à Federação. A Ordem do Mérito Sindical de Santa Catarina será conferida ao Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias de Lages - que completa 50 anos de filiação, sendo contemplado na categoria diamante -, o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de São Bento do Sul - com 40 anos (categoria ouro) -, os sindicatos da Indústria de Panificação e Confeitaria de Joinville, Indústria do Vestuário de Criciúma e das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de Santa Catarina - com 30 anos (categoria prata) -, além do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Tubarão - que completa 25 anos (categoria bronze).
Parceria para Expogestão 2009
Os associados da Associação Empresarial de Itajaí (ACII) já podem comprar ingressos individuais para as palestras da Expogestão com desconto e ter acesso aos planos corporativos. O benefício é resultado da parceria firmada entre a entidade e a organização da Expogestão 2009 - Congresso Nacional de Atualização em Gestão e Feira de Produtos e Serviços da Gestão. A sétima edição da Expogestão será realizada de 16 a 19 de junho, em Joinville, e contará com palestrantes nacionais e internacionais para tratar de temas como sustentabilidade, crise – as ameaças e as oportunidades, modelos inovadores, empreendedorismo e a busca da excelência.
Impactos da crise no Brasil e oportunidades
A presidente da Câmara Internacional de Negócios da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Maria Tereza Bustamante, aborda hoje, em Itajaí, as “perspectivas da economia globalizada e momento de crise: impactos no Brasil e oportunidades”. A palestra está marcada para as 18h30mim, no auditório do Porto de Itajaí, e é gratuita. A promoção é da Associação Empresarial de Itajaí. Considerada uma das maiores autoridades do Brasil em comércio Exterior, Maria Tereza também é gestora de Comércio Exterior da multinacional Whirlpool, diretora do Departamento de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), além de fazer parte das diretorias da Abinee/Eletros, do Núcleo Governamental da Área Livre de Comércio das Américas/Ministério das Relações Exteriores (ALCA/MRE) e da Seção Nacional de Coordenação dos Assuntos Relacionados à Associação Inter-Regional Mercosul - União Européia/MRE
Obras do cais e retroárea em ritmo acelerado
As empresas contratadas pela Secretaria Especial de Portos (SEP) iniciaram na semana passada as operações em três turnos envolvendo 140 funcionários responsáveis pela reconstrução da retroárea – das empresas Topázio e Construter – e pelas obras dos berços 1 e 2 – das empresas Triunfo, Serveng e Constremac. O objetivo é garantir a agilidade nos serviços e cumprir o cronograma da obra, com conclusão prevista para agosto deste ano. Ainda estão sendo realizados trabalhos para retirada dos entulhos acumulados próximos ao cais desde as enchentes de 1983, com a utilização de balsas, guindastes e retroescavadeira hidráulica, e equipe de mergulhadores, responsáveis pelo monitoramento dos escombros que estão sendo removidos.
Autoridade portuária avalia serviços de dragagem
A Suerintendencia do Porto de Itajaí divulga avaliação das reais condições de calado do Complexo Portuário do Itajaí-Açú. Segue nota oficial assinada pelo superintendente Antônio Ayres dos Satos Júnior, na íntegra. NOTA DE ESCLARECIMENTO A Superintendência do Porto de Itajaí esclarece a toda a comunidade portuária que reuniu na manhã dessa segunda-feira, 20 de abril, sua diretoria executiva para analisar dados apresentados pela empresa Hidrotopo – empresa contratada pela Secretaria Especial de Portos para fiscalizar o trabalho de dragagem do Rio Itajaí-Açu – em batimetria realizada no último dia 19 de abril. Na oportunidade ficou constatado que: 1 – o canal externo de acesso ao Complexo Portuário tem comprimento total de 3.800 metros , dos quais 3.000 metros apresentam profundidade acima de 12 metros ; 300 metros apresentam profundidade média de 11,50 metros ; 500 metros apresentam profundidade acima de 10 metros e menos de 12 metros ; 2 – o canal interno de acesso ao Complexo Portuário tem comprimento total de 2.800 metros , sendo que toda a sua extensão apresenta profundidade mínima de 11 metros , excetuando-se alguns pontos na margem direita; 3 – a bacia de evolução do Complexo Portuário tem extensão de 1.100 metros , com largura máxima de 400 metros , apresentando profundidade acima de 10 metros . Considerando o acima exposto, em comum acordo com a fiscalização da SEP e o Consórcio Draga Brasil, a diretoria da Superintendência do Porto de Itajaí resolveu estabelecer até quinta-feira, dia 23 de abril, regime de esforço concentrado para a realização das seguintes atividades: 1 - as dragas do Consórcio Draga Brasil operarão no canal externo na área próxima à barra visando obter no prazo acima estabelecido condições operacionais de 12 metros ; e, no canal interno, em alguns pontos da margem direita; 2 – a Draga Iguazu operará na bacia de evolução para estabelecer, dentro do prazo acima estabelecido, condições operacionais de 10,50 metros ; 3 – na quinta-feira, dia 23 de abril, a empresa Hidrotopo realizará nova batimetria, que será apresentada à apreciação da diretoria da Superintendência do Porto de Itajaí, SEP e Capitania dos Portos de Santa Catarina, visando ampliar as condições operacionais do Complexo Portuário do Rio Itajaí. Engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior - Superintendente do Porto de Itajaí.
Estudo mostra necessidade de novos berços em Santos
O Porto de Santos precisará construir mais 18 berços de atracação até 2020 e a expansão demandará investimentos de US$ 4,2 bilhões. Os dados constam de um estudo elaborado pela VKS Partex Engenheiros Consultores, apresentado na Intermodal South America. Atualmente Santos conta com 61 berços e de adordo com a pesquisa, já no próximo ano o cais santista precisará ter mais dois pontos para navios, justamente para a operação de contêineres. O estudo aponta ainda que até 2015 o Porto terá que construir outros 10 berços, sendo cinco para contêineres, três para granéis líquidos e dois para os sólidos. Nos cinco anos seguintes, haverá necessidade de mais dois para granéis líquidos e quatro para contêineres. O estudo da VKS considerou a dependência do comércio exterior brasileiro em relação à economia chinesa.
Porto de Rio Grande divulga investimentos
Nesta edição da Intermodal o Porto do Rio Grande, além de apresentar seus serviços, divulgou os novos projetos que estão em andamento e que visam qualificar sua estrutura e consagrá-lo como o Porto do Mercosul. Entre eles estão a obra de ampliação dos molhes da Barra do Rio Grande, a dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Porto do Rio Grande de 14 para 18 metros, a modernização de 1,12 mil metros do cais do Porto Novo e a dragagem de manutenção dos canais de acesso. Os investimentos em conjunto ultrapassam os R$ 800 milhões.
Catallini investe em Paranaguá
O diretor-superintendente da Cattalini Terminais Marítimos, Claudio Fernando Daudt, anunciou durante a Intermodal South America os planos de investimento preparados pela empresa para 2009, que deve aplicar R$ 60 milhões na construção de uma área de cerca de 25 mil metros quadrados – com 18 a 20 tanques com uma capacidade total de cerca de 100 mil metros cúbicos para armazenagem de produtos inflamáveis, principalmente etanol, metanol, biodiesel e diesel. Segundo Daudt, o chamado "Terminal 3" somar-se-á aos outros dois já instalados no Porto de Paranaguá, com capacidade total de 278 mil m³. A meta é iniciar as obras em julho de 2009 e gerar mais de 120 empregos diretos. Daudt diz que a nova estrutura será independente e dotada de todos os equipamentos e mecanismos necessários para atender com qualidade e segurança as operações, como caldeiras, estação de tratamento de efluentes e balanças. A obra deverá acontecer num prazo de 12 a 15 meses e terá início assim que as autorizações dos órgãos ambientais forem emitidas.
Dragagem de aprofundamento
Mais uma vez – agora em visita ao estande do Porto de Itajaí durante a Intermodal 2009 – o secretário especial de Portos, Pedro Brito, garantiu que, assim que a dragagem de manutenção do calado de 11 metros no Complexo Portuário do Itajaí-Açu estiver concluída, o que deve ocorrer nesta semana, serão iniciados os procedimentos para o processo licitatório para o aprofundamento para 14 metros. A pressa de Brito é para que o projeto seja concluído e licitado ainda em 2009 e a dragagem concluída até 2010, para que possa se incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com relação às obras de reconstrução dos berços co Porto de Itajaí, segundo Brito, elas estão totalmente dentro do cronograma da Secretaria Especial de Portos, ou seja, concluídas até agosto deste ano.
Operações em SC
O armador CMA CGM, que está entre as maiores empresas do setor no planeta, demonstrou na Intermodal 2009 a sua intenção de continuar operando em Santa Catarina. A afirmação partiu do diretor comercial da empresa, Paulo Gudergues. Segundo o executivo, até novembro do ano passado a empresa concentrava suas operações catarinenses no Porto de Itajaí e, em decorrência da interdição do complexo portuário, foi a primeira a remanejas as escalas para São Francisco do Sul, como forma de garantir que as cargas não fosses desviadas de SC. Estado que, na opinião de Gudergues, é estratégico para as operações de CMA CGM. Agora a empresa aguarda a normalização das operações no Complexo Portuário de Itajaí, para retornar suas escalas para lá.
Garoto propaganda
A 15ª Intermodal South America também serviu de palco para que o governador Luiz Henrique da Silveira, de Santa Catarina, falasse por mais de uma hora sobre o potencial logístico e as vantagens competitivas do estado, em jantar fechado – para poucos e bons – oferecido em um dos mesaninos do Transamérica Expo Center. Entre os muitos temas abordados pelo governador tiveram destaque a possibilidade do grupo espanhol Dragados, que tem participação acionária no Terminal Santa Catarina (Tesc), construir um terminal privativo na localidade de Laranjeiras, no Norte de SC. LHS também garantiu que os importadores que operam nos portos catarinenses – mesmo que de outros estados – que são beneficiados com redução do ICMS por meio do programa Próemprego não serão retaliados pelo governo paulista, conforme divulgou a Secretaria da Fazenda de SP. Além de desempenhar de forma bastante convincente o seu papel de “garoto propaganda”, LHS teceu críticas ao governo federal, principalmente com relação a morosidade nas liberações de licenças ambientais. Será uma resposta às acusações, nada gentis, que o ministro do meio ambiente tem feito ao governo catarinense com relação ao código ambiental de SC?
SC e seu potencial portuário
Dos três portos em operação em Santa Catarina, apenas a Companhia Docas de Imbituba (CDI), concessionária de porto na cidade homônima, não esteve presente como expositora na Intermodal 2009. Ou demais portos e terminais privados em operações estiveram representados e, segundo suas diretorias, alcançaram as metas estipuladas. Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, a participação na Intermodal foi fundamental para que se mostrasse ao mercado que Complexo Portuário da Foz do Itajaí-Açu não parou após as enchentes de novembro passado, que os serviços de dragagem para 11 metros de calado estão praticamente concluídos e que o porto público e os demais terminais que operam no estuário praticamente dentro da normalidade. Opinião que Ayres divide com o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Granthan. O Teconvi SA, empresa arrendatária das operações com contêineres no Porto Municipal de Itajaí, participou da Intermodal no estande de sua controladora – a gigante APM Terminals – onde divulgou a atual infraestrutura que a APM mantém em Itajaí, bem como os investimentos que têm sido feitos na cidade: entre eles a construção de 250 metros de cais – proporcionando mais um berço de atracação para o Complexo Portuário – e a aquisição de dois portêineires, que devem chegar a Itajaí em maio e iniciar as operações no mês seguinte. A Portonave Terminais Portuários Navegantes SA aproveitou a 15ª edição da Intermodal para divulgar aos mercados exportador e importador o potencial e as vantagens competitivas de suas câmaras frigoríficas. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 50 milhões e tem na localização - uma vez que é o único complexo de câmaras frigoríficas anexo a um terminal portuário - uma de suas principais vantagens. O IcePort opera a uma temperatura média de - 25 graus e é dividido em antecâmera, câmera convencional e câmera automatizada. A câmara convencional comporta 1,54 mil posições pallets e, a automatizada, 14,25 mil posições pallet. O Porto de São Francisco do Sul, que é administrado pelo governo de SC, também esteve presente na feira, onde sua diretoria mostrou aos visitantes as nova infraestrutura co complexo, que recebeu pesados investimentos em obras de ampliação e modernização. De São Francisco do Sul também participou da Intermodal o Terminal Santa Catarina (Tesc), que responde por parte das operações com contêineres no porto estadual e realizou pesados investimentos em infraestrutura.
Resultados positivos
A avaliação da comissão organizadora da Intermodal South America 2009 foi de que a feira, considerada a maior da América Latina nos setores de transporte, logística e comercio exterior, superou todas as expectativas. O nível dos 450 estandes cresceu comparativamente ao ano passado – o que segue na contramão da crise econômica que assola o planeta – e o número de visitantes, embora ainda com base em números extraoficiais, superou em 10% as estimativas: era esperado um público de 45 mil visitantes, enquanto mais de 50 mil pessoas passaram pelo Transamérica Expo Center, em decorrência da Intermodal.
“Empresas metanacionais” ganham foco na Expogestão 2009
Criador do conceito de empresas metanacionais - favorecidas pelas vantagens competitivas da globalização e pelo reconhecimento dos fatores intangíveis (conhecimento, criatividade, direitos de propriedade intelectual) como o maior quinhão de valor agregado dos bens e serviços - o português José Santos, especialista em práticas de gestão global e professor do INSEAD (considerado uma das melhores escolas de negócios do mundo) na França – é mais um nome confirmado na grade de palestrantes da Expogestão. Ele ministra no dia 18 de junho palestra sobre Gestão Global. Móveis por excelência, as metanacionais independem de tamanho, origem e área de atuação. São empresas como Nokia e Embraer e Ambev, que livres das amarras geográficas, garimpam constantemente elementos inovadores dispersos pelo mundo.
Porto de Itaqui fatura R$ 25 milhões no peimeiro trimestre
O POrto de Itaqui, no Maranhão, comemora na Intermodal uma faturamento de R$ 25 milhões e lucro superior a R$ 3 milhões no primeiro trimestre deste ano, principalmente, pelo cenário economico que o Brasil e o mundo apresentam. O avanço, comparativo aos três primeiros meses do ano passado, foi de 80%. Segundo a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), grande parte da receita gerada no período foi decorrente ao armazenamento de maquinário para obras, como ampliação da Alumar, para a Vale do Rio Doce e para a Termoelétrica Gera-Maranhão.
Aliança Navegação mostra vantagens competitivas da cabotagem
Custos mais baixos para longas distâncias,segurança e regularidade, com saidas semanais em dias fixos nos principais portos brasileiros. Essas são as vantagens da navegação costeira - cabotagem - em comparação com o modal rodoviário, divulgadas pela empresa armadora Alianá Navegação na edição 2009 da Intermodal South America. Além de mostrar os beneficios que o serviço porta-a-porta oferece ao mercado, a empresa também divulgou os investimentos na substituição dos navios Urca e Leblon, com capacidade para 1,2 mil TEU (Twenty Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um conteiner de 20 pés), pelas embarcações Alianá Santos e Alianá Manaus, com capacidade operacional de 2,5 mil TEU.
Governo da Alemanha divulga potencial logístico
O Logistics Council Germani GmbH (LCG), criado pelo governo alemão no ano passado para a promoção internacional da indústria logística alemã, divulga na Intermodal as vantagens competitivas e o potencial logístico que tem o país. Em café da manhã promovido pela Câmara de Comércio Brasil Alemanha, Wolfpeter Hocke, mostrou a empresários exportadores os diferenciais do país, que no ano passado recebeu US$ 45 bilhões em exportações brasileiras e hoe ocupa uma função crucial na distribuição dessas cargas no continente europeu. Já o ministro alemão dos TRansportes, Wolfegang Tiefemsee, disse que o país é o polo de logística número um do mundo por sediar empresas com atuação global e contar com excelente infraestrutura de transportes.
Porto de Itajaí divulga a retomada das operações
A Autoridade Portuária de Itajaí aproveira a Intermodal 2009 para divulgar entre as empresas armadoras que operam no Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu o retorno da normalidade nas operações, com o termino dos serviços de dragagem do canal de acesso e bacia de evolução, que estarão concluídos até o final desta semana. Segundo o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Granthan, o calado já passa dos 10,5 metros e atingirá os 11 metros até, no máximo, 20 de abril.
Portonave divulga IcePort na Intermodal 2009
A Portonave Terminais Portuários Navegantes SA mostra nesta ediçao da Intermodal South America o potencial e as vantagens competitivas de suas câmaras frigoríficas. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 50 milhões e tem na localização - uma vez que é o único complexo de câmaras frigoríficas - anexo a um terminal portuário - uma de suas principais vantagens. O IcePortt opera a uma temperatura média de - 25 graus e é dividido em antecâmera, câmera Convencional e câmera automatizada. A câmara convencional comporta 1538 posições pallets e, a automatizada, 14.250 posições pallet.
Standard anuncia parceria com a EGA Solution
A Standard Logística, com unidades operacionais nos três estados do Sul, anunciou durante a Intermodal 2009 parceria com a EGA Solutions. Com o acordo operacional a Standard, que tem seu foco nas cargas refrigeradas, vai também operar conteineres dry. Este é o terceiro ano consecutivo que a Standard participa da Intermodal South America.
Blog na Intermodal
De hoje a quinta-feira estaremos veiculando neste Blog notícias diretas da Intermodal South America 2009, realizada anualmente na capital paulista. O evento, considderado o maior relacionado aos setores de transporte, logística e comércio exterior, abriu as 13 horas e reúne mais de 450 expositores do Brasil e exterior. A expectiva da organização é que mais de 50 mil pessoas passem pelo Transamerica Expo Center nos tres dias da feira.
Fiesc encerra no Vietnã missão prospectiva à Ásia
A missão da Fiesc encerrou ontem, no Vietnã, viagem a três países asiáticos para prospectar negócios para a indústria catarinense. Entre os últimos compromissos estiveram a visita a empresas locais e entidades representativas do setor produtivo. Na cidade vietnamita de Ho Chi Minh (antiga Saigon), o grupo liderado pelo presidente Alcantaro Corrêa conheceu uma zona franca com 33 empresas instaladas. Outro compromisso foi na Câmara de Comércio e Indústria do Vietnã, em Hanói, onde o grupo também visitou a feira Vietnã Expo 2009. Antes de ir ao Vietnã, a missão da Fiesc esteve na Tailândia e em Cingapura, onde, além de diversos contatos empresariais e institucionais, visitou empresas e projetos de infra-estrutura. O grupo chega hoje ao Brasil.
Julian Thomas na Intermodal 2009
O diretor da Hamburg Süd Brasil, Julian Thomas, será um dos palestrantes do Summit Marítimo Internacional, painel de discussões do JOC South America Logiport Conferences, evento integrado à Intermodal South America e promovido em parceria com a divisão de conferências do Journal of Commerce, que acontecerá no dia 14 de abril, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Na ocasião, o executivo participará do painel “A América do Sul Exportando Para Uma Economia Global”, onde abordará sobre como a crise tem afetado o mercado marítimo na América do Sul e o que falta ser feito com relação aos investimentos em infraestrutura de transportes.
Benefício tributário reduz impostos em cerca de R$ 200 mil
A Ciser, fabricante de fixadores, obteve, benefício de redução do imposto de importação para uma máquina que conforma parafusos. A máquina procedente de Taiwan, chega nesta semana ao porto de São Francisco do Sul. A compra, avaliada em R$ 1,5 milhão, teve imposto reduzido de 14% para 2% com uso do tramite ex-tarifário. A economia gerada foi de aproximadamente R$ 200 mil. Todo trâmite aduaneiro foi realizado pela Freitas Assessoria de Comércio Exterior.
Superávit na primeira semana de abril
Entre os dias 1º e 5 de abril – primeira semana do mês – a balança comercial brasileira registrou exportações US$ 1,751 bilhão (média diária de US$ 583,7 milhões) e importações de US$ 1,163 bilhão (média diária de US$ 387,7 milhões). No período, o superávit somou US$ 588 milhões e a corrente de comércio, US$ 2,914 bilhões - média de US$ 971 milhões por dia. A média diária das exportações na primeira semana de abril foi 12,8% menor que a registrada no mesmo mês do ano passado (US$ 669,4 milhões). Nessa comparação, foram observadas quedas nas vendas brasileiras de semimanufaturados (-35,8%,) – principalmente, óleo de soja em bruto, madeira serrada, semimanufaturados de ferro/aço, couros e peles e ferro-ligas – e manufaturados (-27,8%) – em função de aviões, aparelhos celulares, laminados planos, autopeças, bombas e compressores e veículos de carga. As exportações de básicos, no entanto, apresentaram crescimento de 20,9%, com destaque para minério de ferro, minério de cobre, farelo de soja e petróleo em bruto. Em relação a março de 2009 (média diária de US$ 536,8 milhões), houve um crescimento de 8,7% por conta dos embarques de básicos (+26,9%). As vendas dos demais produtos apresentaram decréscimo: semimanufaturados (-9%) e manufaturados (-1,6%). As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Missão em Dubai
O presidente da Administração do Porto de São Francisco do Sul, Paulo Côrtes Corsi, viaja nesta semana para Dubai. A convite de Mohamed, da Dubai Ports World, Corsi integra a missão do governo brasileiro a Dubai, que acontece de 10 a 15 de abril e vai ser liderada pelo ministro Pedro Brito. Também participarão executivos dos portos de Santos, São Sebastião, São Paulo, Rio Grande e Rio Grande do Sul.
Treinamento Gratuito Microsoft X Sociesc
Encerram hoje as inscrições para o programa gratuito de capacitação de jovens para o mercado de trabalho da Microsoft, denominado Students to Business (S2B). O Instituto Superior Tupy (IST) e o Centro de Inovação Microsoft de Joinville (MIC) são parceiros da Microsoft para a realização desta capacitação em Joinville. O projeto tem o objetivo de oferecer gratuitamente capacitação a estudantes dos ensinos médio, técnico e universitário interessados em tecnologia da informação, facilitando o acesso deles às vagas ofertadas pelas empresas nesse segmento. As inscrições podem ser feitas pelo site http:\\micjoinville@sociesc.org.br.
Marisol implementa sistema Gecex para controlar Drawback.
A Marisol, uma das maiores empresas no segmento de moda e varejo do Brasil, fechou projeto com a Staff Informática focando implementar sistema para controle das operações de Drawback. A Marisol já utiliza o sistema Gecex, sistema desenvolvido pela Staff, para apoio e controle nas operações de exportação desde 2005. Com este projeto, a Marisol pretende automatizar este controle, reduzindo retrabalhos e melhorando a segurança nas comprovações sobre os Atos Concessórios. A Staff está no mercado deste 1991 e atua em todo o Brasil. Ao longo de sua existência, a empresa focou seus esforços no desenvolvimento de sistemas para comércio exterior e tornou o Gecex um dos sistemas mais completos do mercado. Hoje, com muita experiência acumulada a partir de projetos desenvolvidos atua também como consultoria auxiliando empresas que usam o Gecex ou não em revisões e auditoria de processo, recuperações dos benefícios do Drawback, auditoria das comprovações de Drawback além de outros serviços de consultoria em comércio exterior.
Siemens instala unidade em Joinville
A Siemens Healthcare Diagnostics inaugurou ontem o novo centro de distribuição brasileiro, localizado no Perini Business Park, em Joinville. No local, receberá produtos da Europa, Estados Unidos e Japão e realizará a distribuição para todo o País. Os 3,5 mil metros quadrados de área serão utilizados para armazenar cerca de 2 mil diferentes tipo de produtos que a empresa oferece a seus clientes. A Siemens Healthcare é uma das maiores fornecedoras mundiais no setor de saúde. A empresa é provedora de soluções médicas com foco em inovação em tecnologias de diagnóstico por imagem e terapia, além de serviços de engenharia, incluindo tecnologia da informação e integração de sistemas. Com suas aquisições em diagnóstico laboratorial, a Siemens Healthcare é a primeira empresa de diagnóstico totalmente integrado. A Siemens Healthcare oferece soluções dedicadas para toda a cadeia, desde a prevenção e o diagnóstico precoce, até a terapia e a reabilitação. Com quase cem anos no Brasil, a empresa é uma das líderes do mercado eletroeletrônico brasileiro, com atividades nos segmentos de negócios Information and Communications, Automation and Control, Medical, Power, Transportation e Lighting. O grupo conta hoje com 7,5 mil colaboradores e dez fábricas e 49 mil colaboradores em mais de 130 países.
CAP se reúne em Itajaí
O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí se reúne novamente nesta tarde, em caráter extraordinário, para tratar de assuntos relacionados a dragagem do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí. Esta é a segunda reunião emergencial realizada nesta semana e a pauta é a suspensão dos serviços de dragagem, paralisados no dia 19 de março e que não tiveram retorno. A suspensão dos serviços compromete a operacionalidade dos portos de Itajaí e Navegantes, que estão com calado limitado a 9,5 metros. Os dois portos podem, inclusive, ser excluídos das rotas das grandes armadoras que operavam antes das enchentes de novembro passado, caso o calado de 11 metros não seja restabelecido até 10 de abril. Prazo que a cada dia que passa fica mais difícil de ser cumprido.
US$ 1,771 bilhão de superávit em março
No mês de março a balança comercial brasileira registrou exportações de US$ 11,81 bilhões e importações de US$ 10,04 bilhões. Desempenhos que resultaram em superávit de US$ 1,771 bilhão e corrente de comércio de US$ 21,847 bilhões. O superávit comercial de março (US$ 1,771 bilhão, com média diária de US$ 80,5 milhões) ficou 63% maior que o de março de 2008, quando a média diária chegou a US$ 49,4 milhões. Em relação a fevereiro deste ano (US$ 98,1 milhões), foi observada uma retração de 17,9%.
Celesc mantém investimentos em SC
A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) garante que vai manter os investimentos previstos para 2009, de R$ 376 milhões, em novos empreendimentos. A Celesc Distribuição pretende investir R$ 306 milhões. Do total, R$ 227 milhões estão destinados a obras de ampliação e melhoria do sistema. Com os recursos, a empresa pretende dar encaminhamento aos grandes empreendimentos iniciados em 2008. Para a Celesc Geração, a proposta orçamentária de investimentos é de R$ 70 milhões. Desse total, R$ 42 milhões estão previstos para obras de ampliação das usinas. Outros R$ 8 milhões são destinados a melhorias e mais R$ 18 milhões para viabilizar a participação da empresa na construção de novos projetos. Os novos empreendimentos serão viabilizados por meio de parcerias formadas com investidores interessados em explorar o potencial energético do estado, atraídos por chamada pública lançada pela Celesc Geração em abril. No mês de dezembro, a empresa analisava a constituição de 17 Sociedades de Propósito Específico (SPEs). Dessas, sete estavam em andamento e uma havia sido aprovada pelo Conselho de Administração.
Tupy reduz vendas e suspende investimentos
A Tupy S.A, de Joinville e entre as maiores fundições do mundo, registrou queda de 48,8% nas vendas do primeiro trimestre deste ano, em relação ao igual período de 2008. No ano passado, a média de vendas da empresa foi de 39,62 mil toneladas/mês, enquanto no primeiro trimestre deste ano o volume médio é de 20,28 mil toneladas/mês. Essa realidade fez com que a Tupy suspendesse temporariamente investimentos de R$ 305 milhões, programados para o período 2008/2011. Do montante de R$ 385 milhões, foram mantidos apenas R$ 80 milhões que foram executados ou estão em fase de execução.
Produtos e serviços
Paralelo a Expogestão - Congresso Nacional de Atualização em Gestão acontece a Feira de Produtos e Serviços da Gestão. A expectativa da organização é de que a feira reúna mais de cem expositores e um público visitante de mais de dez mil pessoas.
ExpoGestão 2009
O economista e Prêmio Nobel de Economia em 1992, Gary S. Becker, e a cineasta e produtora de Bollywood, na Índia, Sharada Ramanathan, são presenças confirmadas na sétima edição da ExpoGestão, que acontece de 16 a 19 de junho, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville. Becker abordará o tema “economia e cenários” e a cineasta falará sobre “mercados inovadores”. Além destes, mais sete palestrantes e mediadores convidados para o evento já confirmaram presença. A expectativa é de que duas mil pessoas assistam as palestras.
Redução salarial para manutenção do emprego
Os trabalhadores da Weg Motores aprovaram ontem uma redução de jornada de trabalho em 25% e redução salarial de 20% nas unidades de Jaraguá do Sul e Guaramirim. O acordo envolve 7 mil trabalhadores e foi previamente negociado com o sindicato da categoria. O objetivo da medida, que vigora por três meses contados a partir de 20 de abril, é minimizar os impactos da crise e evitar demissões. Desde o início da crise a empresa já dispensou 800 trabalhadores e fechou sua unidade de Guarulhos, em São Paulo.
Azul inicia operações
A Azul Linhas Aéreas inicia hoje seus voos entre Campinas e Navegantes e Porto Alegre e Navegantes. A empresa vai operar inicialmente em um aeroporto catarinense, mas existe a possibilidade de, ainda neste ano, operar também nos aeroportos de Florianópolis e Joinville. Em Santa Catarina a empresa aérea é parceira do parque temático Beto Carrero World e o acordo operacional prevê desconto em passagens aéreas e passaportes para o parque. O objetivo é elevar o número de turistas nesta região do estado.
Dragagem poderá ser retomada amanhã
O CAP também autorizou o Porto de Itajaí á emprestar seu aval para que o Consórcio Draga Brasil consiga prontamente abastecer a draga 3001, para que comece a operar ainda nessa quinta-feira. A previsão é que a draga, que está atracada no Píer Turístico, atraque o mais rapidamente possível no Portonave para abastecimento e em seguida volte a operar em conjunto com a draga Iguazú. Enquanto isso a draga 5002 dá entrada no Píer Turístico para passar por uma nova vistoria da Capitania dos Portos. Sendo liberada, também volta às operações.
Calado de 10 metros
O CAP também solicitou à Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí a homologação da profundidade de 10 metros para o calado, de acordo com as últimas batimetrias apresentadas, e o Superintendente Antonio Ayres dos Santos Júnior viaja amanhã à Brasília para resolver pessoalmente algumas questões técnicas que envolvem o serviço de dragagem.
CAP de Itajaí se reúne extraordinariamente
A paralisação dos serviços de dragagem no canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí, que amanhã entra no seu 14º dia, ocasionou a realização de mais uma reunião extraordinária do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí. O que a Autoridade Portuária teme é que a suspensão dos serviços, desde o último dia 19, possa comprometer a meta estabelecida pela Superintendência do Porto de Itajaí de voltar a operar com as condições técnicas apresentadas antes da enchente de novembro de 2008 na data limite de 10 de abril. Entretanto, os membros do CAP decidiram que será mantida a data limite e, nesse sentido a Superintendência vai disponibilizar o reforço da draga Iguazu - responsável pela dragagem de manutenção do canal do acesso -, de forma que a partir de agora serão três as dragas operando na Foz do Rio Itajaí de forma intensiva.
Código Ambiental
A aprovação do código ambiental estadual pela Assembléia Legislativa do Estado amanhã, 31, tornou-se uma questão de vida ou morte para a agricultura e toda a vasta cadeia do agronegócio em Santa Catarina. Essa é a avaliação de 11 entidades ligadas ao setor primário da economia que mobilizaram 10 mil produtores e empresários rurais de todas as regiões para acompanharem, a partir da 14 horas, na capital, a sessão em que os deputados estaduais apreciarão o projeto de lei nº 0238/08. A Organização das Cooperativas do Estado de SC (Ocesc), a Federação da Agricultura e Pecuária (Faesc), a Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro), a Federação dos Trabalhadores (Fetaesc) e outras instituições promoveram uma ampla articulação popular e interinstitucional para a aprovação do Código Ambiental. Foram promovidas dezenas de reuniões e audiências públicas para discutir a matéria. Abaixo-assinado com 62 mil assinaturas de produtores rurais favoráveis a aprovação do código também foi entregue ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Jorginho Mello, no último dia 19.
Missão da Fiesc prospecta negócios em Cingapura, Tailândia e Vietnã
Uma comitiva da Federação das Indústrias (Fiesc) inicia na quarta-feira a programação oficial de missão para prospecção de negócios em três países da Ásia. Liderado pelo presidente Alcantaro Corrêa, o grupo terá encontros com empresários, investidores e representantes dos governos de Cingapura, Tailândia e Vietnã, retornando ao Brasil em 9 de abril. Corrêa explica que esses mercados são promissores, mas nunca foram visitados pela Fiesc. Em Cingapura, primeiro destino da missão, o objetivo é conhecer de perto a experiência na logística portuária, em que o país é referência. No Vietnã, o principal interesse é conhecer a experiência das indústrias locais na terceirização de produtos ou partes de produtos. A área de Tecnologia da Informação, em que os três países têm significativa produção, também será foco da missão. Segundo Corrêa, o grupo vai também prospectar negócios para dois setores importantes da indústria catarinense que tem potencial para avançar nos países asiáticos: alimentação e móveis.
Situação dos portos de Itajaí e Navegantes se agrava a cada dia
Continuam paradas as dragas contratadas pela Secretaria Especial de Portos (SEP) para fazer a dragagem emergencial no canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí. Os equipamentos paralisaram as atividades desde 19 de março, ou seja, há 12 dias. Realidade bastante preocupante para a Autoridade Portuária de Itajaí, que teme que o calado não atinja os 11 metros previamente estipulados, no dia 10 de abril. O dia 10 de abril foi a data informada para que as empresas armadoras retornassem suas escalas para Itajaí e, caso isso não ocorra, existe grandes possibilidades das escalas serem novamente desviadas para outros portos e não retornarem para a região. O superintendente do Porto de Itajaí, juntamente com sua diretoria e diretoria do Porto de Navegantes, não medem esforços para que as obras sejam retomadas o quanto antes. Inclusive, com a contratação de mais dragas. Só que qualquer decisão vem de Brasília.
A marca pessoal de Ayres
Embora seja uma opinião pessoal, vou dividir, pois tenho plena convicção de que muitos colegas de imprensa também pensam assim: “Mesmo sendo um adjetivo incomum para os políticos brasileiros, a transparência é a marca pessoal de Antonio Ayres, que mesmo sendo técnico, responde pelo cargo político de superintendente do Porto de Itajaí. Característica que ele demonstra em cada entrevista – seja coletiva (como a realizada na manhã de hoje na sala de reuniões do porto) ou exclusiva –, em reuniões com trabalhadores, representantes dos segmentos empresariais e até do segmento político. Marca que agrega total credibilidade às suas informações, sempre coerentes e realistas”.
Perdas financeiras
Com a infraestrutura comprometida e com as operações seduzidas a cerca de um quatro das registradas no mesmo período do ano passado, a receita do Porto de Itajaí, decorrente do pagamento das tarifas portuárias pelas empresas armadoras que operam no complexo, registrou uma queda de 50%, passando de R$ 5 milhões, em novembro passado, para R$ 2,5 milhões por mês em janeiro e fevereiro. Perdas que seriam maiores se o Porto de Navegantes, que mesmo com suas operações bastante reduzidas, não pagasse tarifas de utilização da infraestrutura aquaviária à Superintendência do Porto. Ayres diz que para sobreviver a esse momento difícil, nos dois primeiros meses do ano o porto praticamente administrou o caixa deixado pela administração anterior, de aproximadamente R$ 11 milhões, e desde março, vem praticamente só pagando os fornecedores diretos e honrando a folha de pagamento dos servidores. Ele diz que a situação financeira só não está pior porque, com a dragagem emergencial as dragagens de manutenção foram paralisadas, o que garante uma economia mensal de R$ 1,3 milhão.
Melhores condições operacionais
Ayres complementa que embora inoperantes por um determinado espaço de tempo, os dois berços em obras voltarão a operar em condições muito superiores tecnicamente às anteriormente existentes. Ele informa que a área do cais que foi danificada ETA uma construção de 1945 e para navios daquela época, com calado de oito metros e estacas de 14 metros. Segundo o superintendente, os novos berços estão sendo edificados com estacas de 30 metros, com profundidade muito maior, o que dará melhor estabilidade e melhores condições operacionais.
Produtividade garantida
Os impasses que estão ocorrendo entre os consórcios responsáveis pela execução das obras de recuperação dos dois berços de atracação - destruídos pelas correntezas - e as divergências no projeto básico de engenharia e projeto final, que tendem a impactar no atraso da conclusão das obras, inicialmente prevista para agosto, não preocupam a Autoridade Portuária de Itajaí. Antonio Ayres diz que a prioridade no memento é a conclusão da dragagem emergencial e o consequente aprofundamento do calado para 11 metros, e a conclusão dos serviços de limpeza do berço zero, construído pelo Teconvi. Segundo Ayres, com o canal e a bacia de evolução dragados, mais dois berços em operações, o porto volta a operar com a mesma produtividade que tinha antes das enchentes, o que garantirá a movimentação dos mesmos volumes que operava em outubro do ano passado. O superintendente explica que com a redução no número de berços em operação, os guindastes móveis de terra de alta performance – cinco mobile harbour crane (MHC), mais dois guindastes de grande porte –, que operavam nos quatro berços, serão deslocados para os dois berços que entram em operações a partir do próximo dia 10, dobrando a capacidade operacional e reduzindo o tempo de atracação dos navios que operarem no Porto Público e Teconvi, o que vai gerar maior rotatividade no cais.
Realidade ou suposição?
A análise dos estudos da dragagem que será concluída pelo corpo técnico da SEP, até o final da tarde de hoje, poderá derrubar as teorias do diretor técnico do Porto de Itajaí, Tito Arruda, de que os serviços desenvolvidos pelo consócio contratado pela União são inadequados para a realidade do Complexo Portuário de Itajaí. Durante a última semana Arruda fez duras críticas à metodologia adotada para a execução da dragagem e também às condições operacionais dos equipamentos. Arruda afirmou, inclusive, que “a paralisação da dragagem foi a melhor coisa que aconteceu para Itajaí, porque os serviços vinham sendo desenvolvidos de forma inadequada desde o início”.
Maior assoreamento
Os atrasos no andamento da dragagem, segundo o consórcio Draga Brasil, ocorreram devido a um maior assoreamento na foz do Itajaí-Açu decorrente das fortes chuvas nos meses de janeiro e fevereiro. A comprovação disso se dá pelas batimetrias que são realizadas constantemente e apontam para novos pontos de assoreamento. Exemplo disso foi um banco de areia que surgiu na entrada da barra no mês passado, reduzindo o calado para 9,5 metros em um ponto. Estudo batimétrico realizado antes das chuvas comprova que o calado do canal externo oscilava entre 11 e 12 metros, em toda a sua extensão. Embora a Superintendência do Porto não tenha números sobre os volumes de sedimentos que se acumularam nos dois primeiros meses deste ano, estimasse que o montante tenha sido bem superior aos 200 mil metros cúbicos mensais que acumulam-se normalmente e são retirados pela draga Igazu, para manter o calado em 11 metros.
Autoridade portuária otimista
A Autoridade Portuária do Complexo do Itajaí-Açu está otimista com relação às condições de calado em 11 metros no dia 10 de abril, data em que as empresas armadoras devem retornar suas escalas para Itajaí e Navegantes. Em entrevista coletiva nesta manhã o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, informou que as duas dragas pertencentes ao consócio que realiza os serviços no rio Itajaí-Açu vontam hoje aos trabalhos de desassoreamento e que um estudo batimétrico mostrando a necessidade de ampliar os volumes dragados está em fase final de estudos na Secretaria Especial de Portos (SEP). O resultado da avaliação deve sair também hoje. Se comprovada a necessidade, a SEP já se comprometeu em suplementar os recursos para dragagem por meio de termo aditivo de 50% do valor inicialmente contratado e também incluir os serviços de mais uma draga no projeto, para agregar agilidade ao processo e garantir o cumprimento dos prazos previamente estabelecidos. Caso a SEP autorize, os serviços serão complementados pela draga Iguazu, que é o equipamento contratado pelo porto para dragagens de manutenção de calado, há alguns anos, e que está praticamente parado desde que o consórcio Draga Brasil iniciou as operações.
Fiesc exige definições quanto a situação do Porto de Itajaí
A Federação das Indústrias (Fiesc) cobrou do governo federal medidas urgentes para que sejam retomadas as obras de dragagem no rio Itajaí, determinantes para que o complexo portuário local, um dos mais importantes do país, segundo a instituição, possa retomar as atividades normais. Em ofício encaminhado ontem ao ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos (SEP), o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, manifestou "repúdio e perplexidade em relação à situação e ao andamento dos serviços". Para Corrêa, a redução no valor da movimentação no porto de Itajaí, de 62% na comparação do primeiro bimestre deste ano com igual período do ano passado, é uma mostra do impacto que situação do complexo portuário tem para a economia catarinense. Enquanto a corrente de comércio (importação mais importação) movimentada no porto de Itajaí somou US$ 1,678 bilhão nos primeiros dois meses de 2008, no primeiro bimestre de 2009 ficou em apenas US$ 639 milhões. Segundo Corrêa, mesmo considerando a crise internacional, os números são expressivos. No documento encaminhado ao ministro, a Fiesc defende a tomada de medidas de caráter emergencial para manter o cronograma de finalização dos serviços de recuperação das condições de navegação, prevista para o dia 10 de abril.
Governo garante que incentivos às importações pelos portos catarinenses terão continuidade
O secretário de Estado da Fazenda de SC, Antônio Marcos Gavazzoni, tranqüiliza os importadores que utilizam os portos catarinenses e são beneficiados com a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 12% para 3% e enviam essas mercadorias para São Paulo. Gavazzoni diz que o incentivo foi criado por meio de uma legislação legal e constitucional e que o estado de São Paulo já tentou em outras épocas fazer a mesma coisa com o Espírito Santo – que oferece incentivos parecidos – e não obteve êxito. Segundo o secretário, o governo paulista perdeu na esfera judicial todas as ações que ingressou contra o ES “e vai ocorrer a mesma coisa aqui, porque é inadmissível qualquer tipo de retaliação num programa totalmente legal e constitucional”. A preocupação surgiu no início desta semana, quando a revista Veja divulgou uma nota sobre a intenção do governo paulista de, a partir de primeiro de abril, não só vai deixar de conceder tais créditos, mas aplicar uma multa de 200% sobre todos os produtos importados pelos portos catarinenses e que serão beneficiados em SP.
Grupo internacional investe 30 milhões em SC
A construtora e incorporadora Arsa Internacional no Brasil investe R$ 30 milhões em Itapema em um empreendimento de alto padrão. O Poseidon Tower foi projetado em para atender as necessidades da região com relação a automação, sofisticação e serviços diferenciados. O imóvel, de alto luxo, conta com 29 apartamentos, sendo cinco Penthouses de 840 metros quadrados, e ainda oferece o conforto de entregar o imóvel totalmente mobiliado. O preço dos apartamentos gira em torno de R$ 1, 7 milhão. Segundo a Arsa Internacional, o Poseidon é apenas o primeiro empreendimento do grupo no país, mas já estão nos planos a construção de um grande complexo hoteleiro com arquitetura sustentável no município de Governador Celso Ramos e um condomínio fechado com marina.
Cabotagem em São Francisco do Sul
A Aliança Navegação e Logística continua investindo na cabotagem e no transporte de longo curso e em abril inicia serviço no Porto de São Francisco do Sul. De acordo com Bruno Crelier, gerente de cabotagem da Aliança, a empresa verificou que o mercado catarinense está carente desse serviço, com a garantia de integridade da carga da origem ao destino. Crelier informa que a empresa inicia as escalas com cargas de Manaus e do Nordeste para São Francisco do Sul, e do mercado catarinense para Buenos Aires. Os principais produtos que serão movimentados são eletroeletrônicos, resinas, fibras, cobre, linha branca, papel, vidro e têxteis.
ICC é o menor desde 2005
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado na manhã de hoje, caiu 0,7% de fevereiro para março, passando de 94,9 para 94,2 pontos. A pesquisa mostra que esse é o menor nível da série, iniciada em setembro de 2005. Segundo o estudo, o Índice da Situação Atual recuou 1,1%, para 98,3 pontos, o menor desde março de 2007 (97,8). De fevereiro a março, a parcela dos consumidores que estão confiantes com o presente momento diminuiu de 8,4% para 7,4%, enquanto a dos que consideram a situação atual ruim aumentou de 51,2% para 52,5%. Já as previsões relativas ao futuro próximo permaneceram estáveis (92,6 pontos), ainda assim, atingiram o menor nível da série.
Acibalc na inclusão digital
O Núcleo de Informática da Associação Empresarial de Balneário Camboriú (Acibalc) entrega neste sábado mais dois computadores do programa de inclusão digital para o Grupo Escoteiro Leão do Mar e a escola de Cães Guias Hellen Keller. O programa de inclusão digital do núcleo foi criado para levar tecnologias a entidades que ainda não têm acesso a informática e envolve a recuperação de máquinas que deixaram de ser utilizadas pelos donos, mas que estão em boas condições uso. Depois, os equipamentos são doados a entidades selecionadas pelos representantes do núcleo.
US$ 600 milhões para Biguaçú
A EBX vai investir US$ 600 milhões em Santa Catarina. O projeto de construir um estaleiro em Biguaçu, foi anunciado ontem pelo controlador da empresa, Eike Batista. Em entrevista ao jornal O Globo, o empresário revelou ter adquirido área de 1,3 milhão de metros quadrados no município, localizado na região da Grande Florionópolis, para instalar base de produção de plataforma de petróleo. Os recursos para o empreendimento, segundo Batista, serão provenientes de financiamento junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. Eike Batista, segundo a revista Forbes, é o homem mais rico do Brasil. Sua fortuna, segundo a publicação, hoje está avaliada em US$ 7,5 bilhões. Entretanto, se os analistas de ações estiverem certos, ela deve crescer muito mais nos próximos meses, com a valorização de suas empresas.
Boa notícia
Outra boa notícia para a comunidade portuária de Itajaí é que o ministro Brito autorizou um termo aditivo no contrato celebrado entre a SEP e o consórcio Draga Brasil, de até 50% do valor contratado – conforme prevê a legislação. A suplementação será para o aumento dos volumes dragados, caso haja necessidade, e garantir a operacionalização do complexo no calado anterior às enchentes de novembro passado. Segundo Ayres, o consórcio comunicou à SEP que já foram dragados os 2,2 milhões de metros cúbicos contratados e que há necessidade de aumentar esse volume, devido ao forte assoreamento ocorrido nos meses de janeiro e fevereiro, devido as fortes chuvas registradas.
Dragagem do Itajaí-Açu poderá ser concluída dentro do prazo estipulado em contrato
O prazo limite de 10 de abril para que os trabalhos de dragagem sejam concluídos para os portos e terminais que compõe o Complexo Portuário de Itajaí voltar a operar com calado de 11 metros deve ser cumprido. A informação partiu do superintendente do Porto de Itajaí, após reunir-se com o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, e com os técnicos da SEP, onde foi avaliado o desenvolvimento dos serviços do Consórcio Draga Brasil, contratado pela SEP para realizar dragagem emergencial Ayres informa que os técnicos da SEP apresentaram um último estudo batimétrico realizado em 23 de março, que comprova que mais de 90% da área a ser dragada já está com calado superior a 10 metros, o que tranquiliza a comunidade portuária com relação ao cumprimento dos prazos.
Víqua aposta no pacote habitacional
O anúncio do pacote habitacional do governo federal, que deverá liberar R$ 34 bilhões para construção de moradias foi bem recebido pela direção da Víqua, que acredita perceber os reflexos em médio prazo. O diretor Daniel Alberto Cardozo Júnior diz que caso a liberação dos recursos seja de forma rápida, o aumento nas vendas, principalmente da linha predial, pode ocorrem no prazo de seis meses e, posteriormente, a linha de Casa e Decoração. A Víqua também participa da Feicon 2009, maior feira do segmento de material de construção da América Latina. A perspectiva de crescimento da empresa, em 2009, é de 25%.
Senai/SC apresenta proposta ao setor portuário
O diretor regional do Senai/SC, Sérgio Roberto Arruda, apresenta amanhã à diretoria do Porto de Itajaí uma proposta de atendimento ao setor portuário, por meio de conjunto de cursos e serviços de consultoria. A instituição já oferece cursos operacionais, técnicos e de pós-graduação ao setor, com cerca de 40 programas específicos, como os cursos técnicos em logística e de operações portuárias, a pós-graduação MBA em gestão estratégica portuária, e cursos de qualificação como de conferente e manipulador de cargas, vistoriador de contêiner, operador de empilhadeira (grande e pequeno porte) e de transpaleteira. Arruda afirma que inúmeros outros programas transversais, como os de manutenção, também são de interesse do setor, e que o Senai/SC também pode oferecer cursos e consultorias na área gerencial. Segundo ele, em termos de consultoria, o Senai de Itajaí já prestou atendimento para a implantação de sistemas de gestão da qualidade que levaram o porto de Itajaí, Teconvi (Terminal de Contêiners do Vale do Itajaí) e porto de Itaqui, no Maranhão, a obter a certificação pelas normas NBR ISO 9001, e consultoria em gestão para o Porto Enapor, em Cabo Verde (África).
Portobello aumenta faturamento e reduz perdas
A catarinense Portobello, fabricante de pisos e revestimentos cerâmicos com sua matriz em Tijucas, encerrou o exercício de 2008 com faturamento de R$ 517 milhões, ante os R$ 479 milhões faturados em 2007. O prejuízo registrado no ano passado, de R$ 9,3 milhões, também ficou bem inferior aos R$ 39 milhões, registrado no ano anterior. Os resultados foram divulgados ontem pela empresa.
LHS propõe criação do Extremosul
Os governadores do Codesul aprovaram a montagem de um grupo de trabalho para a criação da Companhia de Desenvolvimento do Sul do País (Extremosul). A proposta, de autoria do governador Luiz Henrique da Silveira, foi apresentada aos governadores Roberto Requião (Paraná), Yeda Crusius (Rio Grande do Sul) e André Puccinelli (Mato Grosso do Sul) no final da manhã hoje, quarta-feira, na reunião do conselho. LHS informa que a Extremosul poderá ser um braço executivo do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e mobilizar grandes recursos que estão concentrados no Orçamento Federal, além de alavancar programas de participação público-privada. Segundo o governador, a companhia poderá ser baseada na estrutura, na massa crítica e na capilaridade do BRDE, não necessitando, nos primeiros anos, de prédio nem estrutura de pessoal própria, funcionando junto às sedes estaduais daquele banco.
Mercoláctea Milk Fair
A Mercoláctea Milk Fair, organizada pelo portal MilkPoint e com encerramento amanhã, em Chapecó, está focalizando nos sistemas de produção, custos e gestão. Esta é a primeira vez que o evento ocorre no sul do Brasil e reúne os mais influentes líderes do segmento lácteo do país. Cerca de 70 expositores apresentam novidades conceituais, tecnológicas e mercadológicas, do mercado do leite. Paralelo a Mercoláctea acontece expo-feira que exibe máquinas, equipamentos e insumos para a cadeia produtiva, produtos e serviços para manejo, nutrição, sanidade, qualidade, genética, embalagens, entre outros itens de interesse do setor. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), Vincenzo Mastrogiacomo, diz que a participação dos principais players do mercado e da pesquisa no setor lácteo, e de empresários de referência na área do leite, confere credibilidade ao evento. Na continuidade da Mercoláctea Milk Fair, a Interleite Sul 2009, primeiro simpósio sobre produção competitiva de leite da região sul, inicia às 9 horas de amanhã no Centro de Cultura e Eventos Plínio De Nês, também em Chapecó.
Interiorização
O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto do Rio Grande realizou na manhã de hoje a sua primeira reunião de interiorização de 2009, na sede da Cooperativa Central Gaúcha Ltda, em Cruz Alta. O objetivo do projeto de interiorização é levar o Conselho as zonas produtoras do Rio Grande do Sul, para que os membros do Possam ouvir os usuários do Porto de Rio Grande, colher informações e buscar o aprimoramento da logística e das operações portuárias. Vale a sugestão para os conselhos dos portos catarinenses, que, em contato direto com os usuários, poderão implementar ações para atender com mais eficiência e agilidade as necessidades das classes produtoras que utilizam o complexo portuário para embarcar sua produção e desembarcar seus insumos e matérias-primas.
Leitura obrigatória
O livro “Direito Internacional sob novos paradigmas – os Estados, as Pessoas e as Controvérsias”, de autoria de Joana Stelzer e Everton das Neves Gonçalves, é um verdadeiro convite aos profissionais ligados às áreas do direito e comércio exterior a uma imersão às questões emergentes do direito internacional em um cenário em constante transformação. A obra trata das emergentes formações político-jurídicas no cenário externo, aponta as mudanças promovidas pelo fenômeno da globalização dobre os Estados e, consequentemente, sobre a soberania. Traz uma leitura crítica sobre ética com relação à temática das pessoas em direito internacional , enfocando o interculturalismo como fundamentos da União Européia, não deixando de lado a questão dos direitos humanos e a proteção da dignidade da pessoa sob o enfoque dos tratados internacionais ligados ao direito previdenciário. O trabalho encerra com uma reflexão ligada às controvérsias no palco internacional, deflagrando um contraponto entre o clássico sistema da Corte de Justiça e a Teoria do Garantismo Jurídico aplicada às decisões do Tribunal Penal Internacional. Sem sombra de dúvidas é uma obra de leitura obrigatória para quem acredita na educação como forma de transformação da humanidade e na humanização das relações jurídicas.
Comitiva de Itajaí se reúne com o ministro Pedro Brito
A comitiva de Itajaí que viajou a Brasília nesta terça-feira, para sensibilizar as atoridades com relação a aceleração da conclusão dos serviços de dragagem do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí, obteve sua primeira vitória: uma audiência, sem agenda prévia, com o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, às 15h30min de hoje. O andamento da reunião, bem como os respectivos resultados, devem ser conhecidos ainda hoje, no final da tarde.
Parceria antiga
Desde 1996, o Banco Interamericano apóia programas multissetoriais de crédito para micro, pequenas e médias empresas com o BNDES. Até hoje, foram sete programas, num total de US$ 6,5 bilhões em empréstimos do BID para programas que somaram US$ 11,8 bilhões em crédito produtivo, considerando-se a contrapartida de recursos locais. A parceria com o BNDES faz parte da estratégia do BID, acordada com o governo brasileiro, para ajudar a promover crescimento sustentável com inclusão social.
BID e BNDES aprovam empréstimo para micro, pequenas e médias empresas.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram contrato de empréstimo de US$ 1 bilhão para que o BNDES financie crédito produtivo de longo prazo para micro, pequenas e médias empresas brasileiras. O empréstimo vai financiar projetos de ampliação, instalação e modernização e os recursos serão canalizados para as empresas por meio da rede de agentes financeiros cadastrados junto ao BNDES. O contrato assinado ontem tem prazo de vencimento de 20 anos, com período de carência de quatro anos. A contrapartida do BNDES é de US$1 bilhão. Cerca de 25 mil empresas devem ser beneficiadas pelos recursos, num programa em que vão participar mais de 80 bancos do sistema financeiro nacional.
MPF não oferece denúncia contra auditores-fiscais acusados de participar da “Operação Influenza”
O ex-delegado da Receita Federal em Itajaí, auditor-fiscal Jackson Aluir Corbari, preso na operação Influenza da Polícia Federal em junho do ano passado, e o chefe da Equipe de Despacho Aduaneiro, auditor-fiscal Mário Andrey Bertelli, indiciado na mesma operação, não foram denunciados pelo Ministério Público Federal na ação n.º 2008.72.00.006744-6. Quando deflagrada a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do ex-delegado, em seu gabinete e na sala da Equipe de Despacho Aduaneiro no Porto de Itajaí. Foram realizadas interceptações telefônicas durante aproximadamente dez meses e mais 14 meses decorreram entre investigação e inquérito policial. entretanto, nada foi comprovado contra Corbari e Bertelli que pudesse levá-los ao enquadramento.
Contradição
Enquanto o Consórcio Draga Brasil divulga a dragagem de cerca de 3 milhões de metros cúbicos de sedimentos, a Autoridade Portuária informa que o volume atingiu 900 mil metros cúbicos. Portanto, faltam ainda cerca de 1,3 milhões de metros cúbicos para serem dragados. O parâmetro de medição é outro assunto que está sendo discutido em reunião entre o corpo técnico da SEP e representantes da Autoridade Portuária, que teve início às 9 horas de hoje, em Brasília.
Condições climáticas adversas também contribuíram para a paralisação
As condições climáticas do início do mês de março, segundo o presidente da DTA Engenharia, também contribuiu para a parada. O novo acúmulo de sedimentos que ocorreu no início do mês, devido às fortes chuvas que caíram entre a meia noite do dia 8 de março e 5 horas do dia 9 e representaram 55% do esperado para o mês inteiro, também exigiu que fosse feito um novo levantamento batimétrico, para testar o índice de reassoreamento, e a empresa aproveita essa parada para elaborar o estudo. Segundo Oliveira Neto, até agora o consórcio Draga Brasil já dragou, aproximadamente, três milhões de metros cúbicos de sedimentos, o que representa 800 mil metros cúbicos a mais do que o volume inicialmente contratado pela SEP.
Manutenção preventiva
O consórcio Draga Brasil informou que as dragas Hang Jun 5002 e Hang Jun 3001 suspenderam os trabalhos de remoção dos sedimentos no canal de acesso ao Complexo Portuário do Itajaí-Açu devido à necessidade de manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos, que iniciou na quinta-feira, 19. O engenheiro João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA Engenharia, as dragas já operavam desde dezembro sem a manutenção, período de tempo muito grande para que as dragas, que são equipamentos bastante sensíveis, operem sem paradas para manutenção. Além da parada para manutenção, disse Oliveira Neto em nota divulgada pelo consórcio, a alteração do projeto das áreas a serem dragadas colaborou para a suspensão temporária do serviço, uma vez que a Secretária Especial de Portos (SEP) alterou o perímetro a ser dragado incluindo áreas que não estavam no projeto do edital, o que exigiu uma reprogramação da obra.
Nota Oficial da Autoridade Portuária de Itajaí
Conforme o blog antecipou no início da tarde de ontem, a nota oficial da Superintendência do Porto de Itajaí sobre a paralisação dos serviços de dragagem do canal de acesso, canal externo e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí foi divulgada no final da tarde. Segue o documento na íntegra: "No mês de janeiro do corrente ano esta Superintendência apresentou a todos os parceiros comerciais do Porto de Itajaí cronograma da obra de dragagem do Rio Itajaí, oportunidade em que estabeleceu a data de 25 de março para operar com a profundidade de dez metros, bem como a data de dez de abril para passar a operar com profundidade de onze metros, restabelecendo as condições operacionais anteriores a enchente de novembro de 2008. Na última reunião ordinária do CAP – Conselho de Autoridade Portuária -, realizada no dia 13 de março, a empresa contratada para fiscalizar o referido serviço tomou conhecimento deste cronograma e não apresentou qualquer ressalva ou questionamento. Em seguida, foi realizada reunião na sede da Superintendência do Porto, oportunidade em que os representantes do Consórcio Draga Brasil informaram que iriam promover análise da sua produtividade, tendo como referência nova batimetria, visando apresentar na terça-feira, 17, as datas definitivas para a conclusão do serviço, o que não ocorreu até a presente data. Não obstante, esta Superintendência foi surpreendida na manhã do último sábado, dia 21 de março, com a informação não oficial da paralisação por completo do serviço de dragagem. Assim sendo, os membros integrantes do CAP foram convidados para participarem de reunião nesta segunda-feira, 23, tendo como pauta única a questão da dragagem do Rio Itajaí. Considerando que o não cumprimento do referido cronograma trará prejuízos econômicos àqueles que já programaram seus serviços com base nas informações anteriores, bem como a conseqüente perda de credibilidade do Porto de Itajaí junto as seus parceiros, os membros presentes, por unanimidade, concordaram com a confecção da presente Nota Oficial e aprovaram decisão desta Superintendência nos seguintes termos: 1 – envidar todos os esforços para manter a data limite de dez de abril para o Complexo Portuário do Rio Itajaí voltar a operar dentro da normalidade existente antes das enchentes de novembro de 2008; 2 – constituir comissão político-técnica para promover gestão junto ao Governo Federal e Congresso Nacional visando manter o cronograma anteriormente estabelecido; 3 – acionar em caráter de urgência a draga Iguazu, para fazer manutenção da dragagem enquanto os equipamentos do Consórcio Draga Brasil estiverem fora de operação; 4 – envidar todos os esforços no sentido de buscar alternativa, caso seja necessário, para que os prazos sejam cumpridos; 5 – mobilizar as entidades de classe e lideranças políticas para reforçar os pleitos que estarão sendo apresentados em Brasília nessa terça-feira, 24 de março, por representantes do CAP, Superintendência do Porto, terminais privados e Câmaras de Vereadores de Itajaí e Navegantes; Itajaí em 23 de março de 2009. Antônio Ayres dos Santos Júnior Superintendente do Porto de Itajaí"
Frase da semana:
“A data limite de 10 de abril para a conclusão dos serviços de dragagem será cumprida, custe o que custar. A atividade portuária será retomada nesta data, nem que para isso tenhamos que contratar – o porto, empresas privadas que operam nos dois lados do rio e outras envolvidas na atividade portuária – novas dragas e dar continuidade aos serviços. O que não podemos é macular ainda mais o nome do Porto de Itajaí e demais terminais que aqui operam”, Amílcar Gazaniga, secretário extraordinário para a recuperação de Itajaí e representante do governo municipal no CAP.
Nota oficial
Após a reunião realizada na manhã de hoje, a Superintendência do Porto de Itajaí deve divulgar, até o final da tarde de hoje, uma nota oficial sobre a paralisação dos serviços de dragagem e sobre as ações no sentido de reversão do quadro. O objetivo é relatar a realidade e mostrar as ações iniciadas para que os serviços sejam retomados no menor espaço de tempo possível e os prazos sejam cumpridos.
Urgência será determinante na solução
A desburocratização da contratação dos novos equipamentos ou para qualquer mudança na forma como serão executados os trabalhos no estuário do Itajaí-Açu a partir de agora será determinante para que a atividade portuária seja retomada em 10 de abril. Segundo representantes de armadores que operavam na cidade e que estão retornando a partir da data estabelecida pela Autoridade Portuária de Itajaí, muitas cargas de importação que serão descarregadas no complexo a partir da data informada já estão a bordo dos cargueiros no exterior e, uma mudança na escala desses navios por falta de infraestrutura aquaviária em Itajaí, seria extremamente danosa para as relações comerciais do porto e terminais com essas empresas. Redirecionamentos de escalas que a Autoridade Portuária garante que não vão ocorrer, já que a contratação de uma nova dragagem, mesmo que sem intervenção é consenso no meio portuário.
Setores se mobilizam na busca de alternativas
Uma comitiva formada pelos superintendentes dos portos de Itajaí e Navegantes (Portonave) - Antonio Ayres dos Santos Júnior e Osmari Castilho Ribas -, presidente do CAP, mais representantes de sindicatos laborais e patronais, vereadores de Itajaí e Navegantes, governo do estado, técnicos do Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi), Portonave e Porto de Itajaí, mais representante de outros setores da sociedade organizada, estará amanhã em Brasília na tentativa de solucionar o problema. Além de participar de reunião com técnicos da SEP para discutir o assunto, a comitivas vai se reunir com os membros do Fórum Catarinense na capital federal, como forma de agregar forças e sensibilizar o ministro Pedro Brito (SEP) e, até o presidente, se possível, para que seja encontrada uma solução imediata para o problema. Para Antônio Ayres as alternativas possam pela mudança na forma de execução da dragagem, contratação de novos equipamentos para a conclusão dos serviços e também pela utilização da Draga Iguazu – que é utilizada para a dragagem de manutenção do calado e que agora está parada – para auxiliar os equipamentos utilizados pelo consócio. Porém, segundo o dirigente, qualquer alteração na forma de execução dos serviços precisa ser determinada por Brasília, já que o contrato foi firmado entre a SEP e o Consórcio Draga Brasil.
Serviços de dragagem no rio Itajaí-Açu são suspensos
A paralisação dos serviços de dragagem dos canais interno e externo e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí, ocorrido no sábado, 21, resultou na convocação de uma reunião extraordinária do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí, juntamente com as Superintendências dos portos de Itajaí e Navegantes e lideranças políticas, na manhã de hoje. Na pauta a busca de alternativas para a retomada dos serviços e a garantia da obtenção do calado de 11 metros até o dia 10 de abril, que foi a data anunciada para que as empresas armadoras que escalavam nos portos de Itajaí e Navegantes redigissem suas rotas, transferidas com as enchentes de 21 de novembro. Os serviços eram desenvolvidos pelo Consórcio Draga Brasil, vencedor do processo licitatório feito pela Secretaria Especial de Portos (SEP) e suspensos pela falta de pagamento pelo governo federal, que foi o contratante. Segundo o Consórcio, nenhuma parcela do contrato foi repassada ao durante os 75 dias em que as dragas executaram os serviços e as empresas estão, inclusive, sem recursos para a aquisição do óleo diesel utilizado pelos equipamentos. O presidente do CAP, Anselmo de Souza, disse que a atividade portuária e o momento econômico pelo qual passa a região e estado não podem mais suportar atrasos no cumprimento dos contratos.
Benefício tem dias contados
Os benefícios fiscais oferecidos pelo governo catarinense aos os importadores que optam pelos portos do SC para receber suas mercadorias estão com os dias contados. Para incentivar as importações por SC o governo do estado, por meio do programa Pró-Emprego, reduziu de 12% para 3% a incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços sobre as importações pelos portos de Itajaí, São Francisco do Sul, Navegantes e Imbituba. Só que a grande maioria desses produtos são desembarcados em SC, mas utilizados em outros estados, que são obrigados a conceder-lhe um crédito tributário de 9%. Como uma grande parcela dos produtos – principalmente insumos e matérias-primas – são adquiridas por empresas paulistas e, a partir de abril, o governo de SP não só vai deixar de conceder tais créditos, mas aplicar uma multa de 200% sobre todos os produtos importados pelos portos catarinenses. A notícia foi dada em primeira mão pela Revista Veja desta semana, edição de 25/03, mas somente poderá ser repercutida com o governo de SC amanhã, porque hoje é feriado na capital Florianópolis. Procurado, o secretário da Fazenda, Antônio Marcos Gavazzoni, também não respondeu a ligação feita para seu telefone celular.
Resultado positivo
A Tractebel encerrou 2008 com um lucro recorde de R$ 1,11 bilhão. Na comparação com o resultado positivo de R$ 1,04 bilhão em 2007, o crescimento foi de 6,6%. No quarto trimestre do ano passado, o lucro de R$ 275 milhões foi 8,4% menor do que o registrado em igual período do ano anterior, de R$ 301 milhões. Segundo Zaroni, o lucro do ano passado poderia ter crescido 13,2%, se não fossem os efeitos da variação cambial e da redução da exportação, quando a companhia vendeu R$ 135 milhões a menos para o exterior do que em 2007.
Tractebel mantém investimentos
A Tractebel Energia vai manter os investimentos projetados para 2009, de R$ 1,37 bilhão. A afirmação foi feita nesta semana pelo presidente da companhia, Manoel Zaroni Torres, durante entrevista para analistas de mercado. Zaroni diz que a maior parte, de R$ 1,01 bilhão, será absorvida pela Usina Hidrelétrica Estreito, em construção no Rio Tocantins, da controladora Suez Energy, que deverá transferir o empreendimento para a geradora até o final deste ano. Outros projetos em curso são a Usina Termelétrica Destilaria Andrade (SP) e a PCH Areia Branca (MG). Zaroni afirma que, apesar das incertezas do cenário econômico, não espera surpresas ou dificuldades em 2009. No ano passado, os aportes da empresa somaram R$ 1,42 bilhão.
Resolução Conama 344
A próxima reunião de trabalho da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph) está agendada para o dia 5 de maio, em Paranaguá. O principal assunto da pauta será a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) número 344, que é considerada uma das mais rígidas legislações ambientais que regulam o desassoreamento em vias navegáveis. O tema é polêmico entre o setor portuário e levanta dúvidas sobre sua adequação às reais necessidades do controle e preservação do meio ambiente no que tange as dragagens nos portos brasileiros.
Mais empregos em fevereiro
Mais de 5,67 mil postos de trabalho formais foram abertos em SC no mês de fevereiro. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e representam um crescimento de 0,36% em relação ao estoque de emprego do mês anterior. Embora o número de contratações tenha superado o número de desligamentos, fevereiro apresentou o pior resultado para o período nos últimos dez anos. No primeiro bimestre do ano houve criação de 12.081 postos de trabalho que, em termos absolutos, foi o maior resultado da região sul e do país, embora este resultado seja 60,4% inferior ao verificado nos dois primeiros meses do ano passado, quando foram criadas 30.501 vagas. Nos últimos 12 meses o estoque de empregos formais elevou-se em 3,72%, representando o incremento de 55.486 postos de trabalho, situando-se 34,8% abaixo do saldo líquido de igual período do ano passado (85.059) e 34,3% abaixo do recorde verificado nos 12 meses anteriores a fevereiro de 2005 (+88.664 postos).
SC busca reagir à crise
A economia de Santa Catarina já superou quase por completo os efeitos das enchentes, ocorridas no final do ano passado e enfrenta agora os impactos da crise econômica mundial. A afirmação é do secretário de estado da Fazenda, Antônio Marcos Gavazzoni. Ele revela que em fevereiro SC registrou um recuo de R$ 84 milhões na arrecadação do ICMS, valor que soma mais de R$ 1 bilhão no ano de 2009. Para frear as quedas e garantir condições de sobrevivência para o estado neste ano, Gavazzoni informa que o governo deflagrou três importantes ações: investimentos públicos e privados de mais de R$ 8,8 bilhões, programa de gestão dos custos públicos e programa de premiação para melhorar o desempenho da estrutura fazendária de SC.
Recuo na arrecadação do país
A arrecadação total de impostos e contribuições federais teve queda real em fevereiro de 11,53% na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 45,106 bilhões. É a quarta queda mensal consecutiva. Segundo divulgou hoje a Receita Federal em Brasília, em relação a janeiro de 2009, a queda real foi de 26,99%. No bimestre, a arrecadação ficou em R$ 106,548 bilhões com queda real (corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA) de 9,11% sobre o mesmo período de 2008.
Fiesc debate efeitos da crise
Os reflexos da crise sobre o setor produtivo, a eficácia das medidas tomadas pelo governo e as perspectivas para a economia do país ao longo deste ano serão debatidas amanhã, durante a reunião mensal de diretoria da Federação das Indústrias de SC (Fiesc). Para analisar essas questões, a Federação traz o economista Raul Velloso, conhecido como o maior especialista do país em contas públicas. Além da formação sólida, com Ph.D. em Economia pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, Velloso tem larga experiência na área pública, com passagem pelo Ministério do Planejamento, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Instituto de Econômica Aplicada (IPEA). Velloso teve também participação ativa nos planos de estabilização econômica implantados no Brasil nas últimas décadas, incluindo o Plano Real.
Mercado russo: Alegria para uns, preocupação para outros
Enquanto os produtores de suínos de Santa Catarina comemoram a liberação do mercado russo depois de quatro anos de embargos por problemas sanitários, os criadores gaúchos estão preocupados com o reingresso de SC no mercado russo de suínos. O último ano em que o estado exportou para a Rússia foi em 2005. Desde então o país deixou de comprar carne catarinense, embora continuasse importando do Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros. O temor dos vizinhos gaúchos é que ocorra uma superoferta do produto, ocasionando retração nos preços. Mesma realidade que o Santa Catarina enfrentou de 2005, quando o mercado foi fechado devido a ocorrência de casos de febre aftosa no Paraná, próximo a divisa com Santa Catarina, e Mato Grosso do Sul.
Confirmado para 2010 o início das operações em Itapoá
O diretor superintendente do Tecon Santa Catarina, em construção pela Itapoá Terminais Portuários SA na cidade homônima, Gabriel Ribeiro Vieira, confirmou durante a realização do XXIVº ENEEPH, o início das operações para o primeiro semestre de 2010. O executivo informa que as obras seguem o cronograma, que as estacas da primeira etapa do píer estão na sua maioria cravadas, que a ponte de acesso está com sua estrutura em fase de finalização e que o fechamento da laje superior deve iniciar nos próximos dias. Além dos berços de atracação e pontes de acesso, o Tecon SC vai operar em sua fase inicial com uma retroárea de 121 mil metros quadrados, destinada a armazenagem e operações de contêineres reefer e dry, e pretende movimentar 300 mil contêineres por ano. Após a conclusão das obras da primeira etapa, as fases seguintes da implementação preveem mais cerca de 200 mil metros quadrados de retroárea e mais uma área de apoio retroportuário com mais de 12 milhões de metros quadrados, dividida em área industrial, para instalação de armazéns e câmaras, vias de acesso, pátios para contêineres e áreas de expansão. Segundo Vieira, essa área já está definida no plano diretor do município.
Portos de Itajaí e Navegantes continuam em operações
A XXIVª edição do ENEEPH, que encerra amanhã, em Joinville, é classificada pelos superintendentes dos portos de Itajaí e Navegantes, Antônio Ayres dos Santos Júnior e Osmari Castilho Ribas, como uma grande oportunidade para divulgar que os terminais continuam operando, com boas condições aos armadores que atracam no Porto Público e Portonave. Em painel denominado “Portos de Santa Catarina” os dirigentes informaram as reais condições de navegabilidade do Complexo Portuário do Itajaí-Açu e garantiram, seguramente, que os dois portos, hoje com calado em 10 metros, estarão operando com calado de até 11,3 metros até meados de abril, em “melhores condições do que antes das enchentes”.
Novo berço
Na pauta do diretor do Porto de São Francisco do Sul em Brasília também constam reuniões para incluir as obras de mais um berço nos recursos do PAC. O projeto executivo e o licenciamento ambiental já estão concluídos e a obra deve absorver investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões. O novo berço, após concluído, deverá operar com as cargas de granel sólido que hoje são movimentadas no berço 101, que passará por obras de reparos e ampliação e passará a operar contêineres. Corsi justifica a construção do berço 401 com a defasagem que o sistema portuário catarinense apresenta. Segundo o dirigente, mesmo em época de crise econômica internacional, os portos catarinenses operam no limite. Na opinião de Corsi, para atender as necessidades do mercado, o complexo portuário catarinense precisaria ganhar um berço novo a cada dois anos.
Dragagem em São Francisco do Sul
O diretor do Porto de São Francisco do Sul, Paulo Corsi, participa hoje de reuniões na Secretaria Especial de Portos (SEP), em Brasília, para acertar os detalhes finais do edital de dragagem de aprofundamento e alargamento do canal de acesso, inclusive com derrocagem de laje submersa. A expectativa de Corsi é que a publicação ocorra, no máximo, na primeira quinzena de abril. O objetivo é alcançar um calado de 14 metros com largura mínima de 160 metros, atingindo 200 metros em alguns pontos do canal, o que dará condições do porto operar com navios do tipo Pós-Panamax. A obra está orçada em R$ 90 milhões e será custeada pela União, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Recuperação
Para o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, a retomada das exportações de suínos para a Rússia representa o início de uma lenta recuperação do setor. Ele acredita que os preços praticados com os criadores vão parar de cair e o produto voltar, paulatinamente, a se valorizar, mas por meio de um processo demorado, lento e gradual.
Rússia volta a comprar carne suína de SC
A notícia mais aguardada nos pelo agronegócio catarinense chegou hoje: depois de quatro anos criando barreiras e empecilhos, a Rússia anunciou que voltará a comprar carne suína de Santa Catarina. O último ano em que Santa Catarina exportou para a Rússia foi em 2005, quando o volume embarcado chegou a 250 mil toneladas, enquanto as exportações brasileiras totalizavam 400 mil toneladas no ano. Desde então a Rússia deixou de comprar carne catarinense, embora continuasse importando do Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros. O presidente da Federação da Agricultura Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, diz que a decisão russa chega num momento de sufoco, quando as agroindústrias detém mais de 50 mil toneladas em estoques somente em território catarinense.
Itajaí na Seatrade Cruise Shipping
O potencial de Itajaí para o turismo marítimo está sendo mostrado na edição deste ano do Seatrade Cruise Shipping, que teve início ontem e prossegue até a quinta-feira, 19, em Miami. Representam o município o diretor comercial da Superintendência do Porto de Itajaí, Robert Granthan, e o diretor da Secretaria de Indústria e Comércio de Itajaí, Carlos Fernando Priess. O Seatrade é considerado o maior evento de promoção turística para a captação de cruzeiros marítimos do mundo e reúne mais de mil expositores de mais de cem países, que durante quatro dias formam uma rede de relacionamento para a prospecção de futuros negócios nesse mercado. Granthan informa que, além Píer Turístico de Itajaí e toda a infraestrutura que o local oferece, também estão sendo divulgados o projeto Borda D’Água – de reurbanização da margem do rio Itajaí-Açu – e o projeto para o novo complexo turístico.
Infraestrutura, logística e gestão
Além da infraestrutura portuária de SC, diversos outros assuntos relacionados as atividades portuária, de navegação e logística serão abordados durante o ENNEPH. Na quinta-feira o painel Logística, que será apresentado pelo por Frederico Bussinger – diretor presidente da Companhia Docas de São Sebastião –, José Roberto Campos – diretor presidente da Localfrio SA – e Nelson Carlini – presidente da CMA-CGM. Na manhã de sexta o mesmo tema será abordado por Bernardo Hess – diretor presidente da ALL Logística – e Marcos Tadeu Arante – gerente de logística da Arcelormittal Vega. Ainda na sexta-feira os presidentes do Complexo Industrial e Portuário de Pecém, Erasmo da Silva Pitombeira, e do Porto de Santos, José Roberto Serra, apresentam o painel Modelos de Gestão.
Portos de SC
Os superintendentes do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, e do Itapoá Terminais Portuários, Gabriel Ribeiro Vieira, apresentam amanhã, juntamente com o diretor do Porto de São Francisco do Sul, Paulo Cortes Corsi, o painel Infraestrutura Portuária de Santa Catarina. A apresentação é parte integrante da programação da XXIVª edição do Encontro Nacional de Empresas e Entidades Portuárias e Hidroviárias (ENNEPH), que acontece de hoje a sexta-feira, nas cidades de Joinville e São Francisco do Sul.
Nova projeção para o PIB de 2009
Ainda segundo o boletim Focus, a expectativa para o crescimento da economia neste ano está cada vez menor. A estimativa para o crescimento do PIB está em 0,59%. Na semana anterior esse percentual era de 1,20% e há quatro semanas era de 1,50%. Os analistas reduziram a estimativa depois da divulgação, na última semana, de que PIB no quarto trimestre de 2008 diminuiu 3,6% em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano, o maior recuo da séria histórica que começou em 1996. No caso da produção industrial, os analistas já prevêem retração de 1,59%, sendo que na semana anterior esse percentual era de 0,04%. Há quatro semanas ainda havia a previsão de crescimento de 1,5% da produção industrial. Para 2010, no entanto, os analistas mantêm a estimativa de 3,5% para o crescimento do PIB e de 4% para a produção industrial.
Reduzida projeção para juros e inflação
Analistas de mercado reduziram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final deste ano e de 2010, de 10,25% para 9,75%. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em projeções de analistas sobre os principais indicadores da economia. Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic de 12,75% para 11,25% ao ano. Para a reunião de abril do Copom, marcada para os dias 28 e 29, os analistas esperam que a Selic caia para 10,25% ao ano. A previsão anterior era de 11%.
Record
Desde a enchente de novembro passado o canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí já passaram por 75 batimetrias. A 76ª vai ocorrer nesta semana e deve homologar o calado de 10 metros. Já em condições normais de navegabilidade, a Autoridade Portuária de Itajaí realiza uma dragagem a cada 15 dias. Segundo o superintendente Antonio Ayres dos Santos Júnior, Itajaí é um dos portos brasileiros que realiza mais batimetrias. Ayres informa que a periodicidade é devido ao fato da Superintendência do Porto de Itajaí ter que justificar o pagamento dos serviços de dragagem de manutenção, realizados constantemente no Itajaí-Açu. A média dos demais portos é de seis meses. Desde que iniciaram os serviços de dragagem, em dezembro, o consorcio Draga Brasil já retirou 900 mil metros cúbicos de sedimentos do estuário do Rio Itajaí-Açu e, até o dia 28 de abril, quando encerra o prazo estipulado pela Secretaria Especial de Portos (SEP), o volume dragado vai chegar a 2,2 milhões de metros cúbicos.
XXIV ENNEPH
Especialiastas em Portos de todo o País estarão participando do XXIVº Encontro Nacional de Empresas e Entidades Portuárias e Hidroviárias (ENNEPH), que será realizado de 17 a 20 de março, no Hotel Bourbon, em Joinville. O Enep, realizado anualmente nos principais municípios portuários do País, é o principal e mais antigo fórum de discussões portuárias nacional e neste ano tem o Porto de São Francisco do Sul como anfitrião. O objetivo desta edição será discutir o crescimento e o desenvolvimento do setor e permitir a troca de experiências entre empresários e autoridades envolvidas no segmento. Paralelo ao evento, acontece uma feira com exposições de produtos e serviços. A programação completa pode ser acessada no site : www.enep.com.br
Via Portuária de Navegantes
O secretário de Estado da Fazenda, Antônio Carlos Gavazzoni, garantiu que os recursos provenientes do Estado para a Via Portuária de Navegantes, de R$ 3,5 milhões, serão liberados em no máximo uma semana. Os recursos serão utilizados para o pagamento das indenizações dos terrenos que ficam no traçado da via. Gavazzoni esteve reunido com o prefeito de Navegantes, lideranças políticas locais e regionais e diretoria da Portonave na tarde da última sexta-feira, onde assumiu o compromisso. Na viabilização da obra a administração municipal é a responsável pela desapropriação dos terrenos, com o pagamento de indenizações, com recursos do governo estadual, no total de R$7 milhões. A primeira parcela, de R$ 2,5 milhões, foi repassada em abril de 2008. A segunda, de R$ 1 milhão, foi liberada no final de setembro de 2008. A Portonave é a responsável pela construção da via.
Frase da semana
“Estou indo mais a Brasília que deputado federal”. A autoria é do superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, descrevendo sua árdua luta no sentido de agilizar a tomada das decisões com relação à reconstrução do Porto de Itajaí e garantir o cumprimento dos prazos.
CAP de Itajaí tem novo conselheiro
O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí acatou a indicação do Sindicato dos Operadores Portuários de Itajaí e Navegantes (Sindopin), desde a reunião ordinária do Conselho, na manhã de hoje, passou a contar com o superintendente do Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi), Walter Joos, em seu quadro de conselheiros.
“Não podemos mais suportar atrasos”
A afirmação é do assessor especial para reconstrução de Itajaí e representante do Poder Público no CAP, Amílcar Gazaniga, que cobra que os prazos estipulados nos contratos de dragagem e reconstrução dos dois berços sejam cumpridos. Gazaniga diz que a economia do município não tem mais condições de suportar atrasos, uma vez que está extremamente comprometida pelas limitações na atividade portuária. Outro ponto abordado por Gazaniga é a credibilidade dos serviços portuários oferecidos pelo complexo Itajaí/Navegantes, que mais uma vez foi abalada, devido ao afundamento de uma bóia, ocorrido no último domingo e que comprometeu as manobras de dois navios, na segunda-feira. Incisivo, Gazaniga diz que é inadmissível que a imagem do complexo portuário, “já dilacerada”, continue sendo prejudicada. Segundo ele, se a empresa responsável pelos reparos na sinalização náutica tivesse cumprido os prazos, a imagem cidade teria sido poupada de mais esse impacto negativo.
Concluída instalação de sinalização náutica
O Porto de Itajaí concluiu ontem a instalação das seis novas bóias e dos trabalhos de adequação e melhoria da sinalização náutica, balizamento e segurança à navegação no canal externo. O equipamento, licitado no ano passado deveria ter sido instalado até dezembro, segundo o contrato assinado entre a Superintendência do Porto de Itajaí e a empresa Coral Sub Serviços Sub-Aquáticos Ltda, de Paranaguá, vencedora do processo licitatório. A justificativa da empresa para o não cumprimento dos prazos contratuais foi o fato de parte do equipamento ter sido importada, o que impactou no atraso dos serviços. São bóias com peso unitário de seis toneladas, 9,5 metros de comprimento e 2,65 metros de largura, fabricadas em aço e com lanterna específica para sinalização noturna, led, além de elementos de fixação.
Obras de reconstrução também geram preocupação
O cumprimento do prazo de conclusão das obras de reconstrução dos dois berços, estipulado em seis meses pela Secretaria Especial de Portos (SEP) - contados a partir de 17 de fevereiro -, é outro ponto que vem preocupando a Autoridade Portuária de Itajaí. Passado quase um mês, os três consórcios responsáveis pela reconstrução dos berços e parte da retroárea ainda estão em ajustes nos projetos e instalação e mobilização dos canteiros de obras, o que indica que as obras podem não ser concluídas até 17 de agosto, como é o previsto. O principal problema é a dificuldade de três empreiteiras atuarem em serviços distintos ao mesmo tempo e, ainda, conciliar as obras com as operações do porto e com as condições climáticas desfavoráveis. Além disso, o fato de toda a obra ser administrada por Brasília, na atual conjuntura, quando se luta contra o relógio, é visto como agravante pelo setor portuário, uma vez que toda e qualquer decisão sobre alteração no projeto inicial precisa ser tomada em nível de governo federal. Para minimizar esse problema, a Autoridade Portuária tenta transferir para Itajaí a gestão administrativa dessas obras, como forma de agilizar a tomada de decisões.
Aumento de produtividade
Ayres também garante que a infraestrutura terrestre do Porto de Itajaí, embora com apenas dois berços em operação, terá plenas condições de suportar a mesma demanda que o porto tinha até novembro, a partir do próximo mês. A garantia dada pelo superintendente é com base no aumento do número de guindastes de terra (MHCs) em operação no cais público e Teconvi, o que vai aumentar a produtividade. Antônio Ayres lembra que, até 21 de novembro, o Porto de Itajaí e Teconvi operavam três berços e contavam com dois MHCs. Agora, com o início das operações do berço zero e a aquisição de mais três equipamentos, diz o superintendente, dois berços vão operar com cinco MHCs, o que vai impactar positivamente na performance operacional. A aquisição de dois porteineres pelo Teconvi para operar nos berços zero e um, que devem chegar a Itajaí em maio e iniciar operações no primeiro semestre deste ano, também contribuirão significativamente para a nova realidade do Porto de Itajaí, traçada por Ayres.
Concluídas obras do berço zero
O berço zero, construído pelo Teconvi como extensão do cais do Porto de Itajaí, foi concluído em março e agora ele está em fase de alfandegamento, por parte da Receita Federal. O processo deve seguir até no máximo a primeira semana do mês que vem e a nova infraestrutura deve iniciar suas operações até 10 de abril.
Itajaí tem calado operacional de 10 metros
O superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, garante que até a data informada aos armadores, o Complexo Portuário vai operar com calado de 11,5 metros no seu canal interno e bacia de evolução e 12 metros no canal externo. Ayres informa que hoje o calado oficial é de 9,5 metros até o terminal da Braskarne – incluindo o cais atracável do Portonave Terminais Portuários Navegantes –, embora o calado operacional de praticamente toda a extensão já esteja em 10 metros. Segundo Ayres, apenas alguns pontos, que sofreram assoreamento durante as fortes chuvas que caíram no último final de semana, apareceram com 9,5 metros em batimetria realizada nesta semana. Mas o superintendente diz que as correções foram feitas e que novo estudo, previsto para a próxima semana, vai confirmar essa profundidade.
Condições operacionais de Itajaí preocupam armadores
Embora a Autoridade Portuária já tenha emitido uma nota oficial há cerca de 20 dias limitando a data de 10 de abril como prazo para que o Complexo Portuário de Itajaí volte a operar com a mesma infraestrutura aquaviária existente antes das enchentes de novembro, as reais condições operacionais ainda são motivo de preocupação para os armadores que querem retomar as operações na cidade. A informação parte do representante do setor Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí, Jorge Cárdenas. Ele destaca a importância do complexo como um todo para o cenário portuário brasileiro e defende uma comunicação mais efetiva por parte da Autoridade Portuária, para que as empresas de navegação possam redirecionar suas rotas e retornar suas operações para os portos de Itajaí e Navegantes, procedimento que pode levar de três semanas a um mês.
Porto de Itajaí com nova sinalização náutica
A Superintendência do Porto de Itajaí iniciou ontem a colocação de seis novas bóias luminosas de sinalização náutica no acesso ao complexo portuário. O investimento gira em torno de R$ 500 mil e a implantação, segundo o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Granthan, visa a adequação e melhoria da sinalização náutica, balizamento e segurança a navegação do canal externo. A aquisição dos novos equipamentos foi decorrente das condições climáticas desfavoráveis ocorridas no último domingo em toda a região da Foz do Rio Itajaí-Açu, que afundaram uma bóia do sistema de sinalização, o que trouxe dificuldades de manobra no complexo portuário. Entretanto, com a instalação da nova bóia, o acesso de navios volta à normalidade na tarde de hoje. O projeto de escolha e compra das novas bóias de sinalização foi aprovado pelo Serviço de Praticagem e pela Delegacia da Capitania de Portos de Itajaí
Marco decisivo
Segundo o ministro, o ano de 2009 será “um marco decisivo” que vai separar o presente e o futuro dos portos brasileiros. Brito disse que, apenas em dragagem, estão sendo investidos mais de R$ 1,5 bilhão nos 20 maiores portos do país, que todos os editais de dragagem serão lançados até junho deste ano e que todas as obras serão iniciadas até, no máximo, o segundo semestre do ano que vem. Ele crê que, com os investimentos em dragagem, a partir de 2010 diversos portos do país passarão a ser escalados pelos maiores armadores do mundo, com navios que atualmente não atracam em nenhum porto latino-americano por conta da falta de calado .
Continuam investimentos no setor portuário
O ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, garantiu hoje durante o programa Bom dia, Ministro que, mesmo diante de reflexos provocados pela crise financeira internacional, não há nenhuma possibilidade de retração de investimentos no setor portuário brasileiro, tanto por parte do governo federal quanto por parte da iniciativa privada. Brito disse que todos os programas de investimento anunciados pelo governo estão sendo mantidos, com a destinação de mais de R$ 1,5 bilhão para dragagem dos 20 maiores portos do país e de R$ 2,5 bilhões para a recuperação de infra-estrutura.
CAP de Itajaí se reúne na sexta-feira
Está programada para as 9 horas de amanhã a reunião ordinária do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí. Na pauta estão assuntos gerais e discussões sobre o andamento das obras de reconstrução do cais e retroárea do Porto de Itajaí, bem como o andamento dos serviços de dragagem no canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí-Açu, em execução desde o final do ano passado, pelo Consórcio Draga Brasil.
Linhas de crédito
Porém, para que ocorra a retomada, Glauco Corte diz que é fundamental que o governo disponibilize mais linhas de crédito para a exportação, para substituir as linhas externas que eram disponibilizadas às empresas brasileiras e foram praticamente interrompidas. Corte defende ainda a desoneração dos investimentos, a redução da taxa de juros e dos encargos sobre a folha de pagamento, para dar mais competitividades às empresas e ajudar na recuperação do setor produtivo nesse momento de crise.
Exportações de SC devem crescer ainda em 2009
O primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) acredita que o saldo da balança comercial catarinense volte a ser superavitário ainda neste ano. Na opinião de Glauco José Corte, os resultados verificados nos últimos meses são impacto direto da retração no consumo nos países desenvolvidos, que são os principais mercados de Santa Catarina. Corte diz que o primeiro semestre será de dificuldades, refletindo esse cenário internacional preocupante e também a queda expressiva dos investimentos no final de 2008, mas mesmo assim, está otimista com relação ao segundo semestre.
Exportações de SC acumulam queda de 22,3%
As exportações de Santa Catarina caíram 22,3% em janeiro e fevereiro, na comparação com o primeiro bimestre de 2008. Nos dois primeiros meses deste ano as vendas externas do estado ficaram em US$ 889,3 milhões, contra os US$ 1,14 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados hoje pela Federação das Indústrias de SC e mostram que a queda atingiu oito dos 10 grupos de produtos mais exportados pelo estado. As importações também se reduziram. As compras internacionais somaram US$ 1,13 bilhão em janeiro e fevereiro, 7,5% a menos que no mesmo período do ano passado. Com isso, déficit na balança comercial catarinense no primeiro bimestre ficou em US$ 239,4 milhões.
Inflação avança 0,55% em fevereiro
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,55% em fevereiro, pouco acima da taxa de 0,48% registrada em janeiro. Os dados foram divulgados hoje (11) pelo IBGE e mostram que a alta do índice foi influenciada pelo aumento dos preços do grupo educação, refletindo os reajustes das mensalidades escolares, que costumam ocorrer no início de cada ano. Os preços dos alimentos tiveram variação de 0,27% em fevereiro, ante 0,75% de janeiro. Nos dois primeiros meses do ano o IPCA acumula alta de 1,03% e nos últimos 12 meses, de 5,90%, pouco acima da taxa dos 12 meses imediatamente anteriores, de 5,84%.
TOP Turismo ADVB e Troféu Beto Carrero Excelência em Turismo
A seccional catarinense da Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil (ADVB/SC) entrega na sexta-feira, 13, prêmio "Top Turismo ADVB 2008". O início da solenidade está programado para as 20 horas, no Teatro Renato Aragão, do Parque Beto Carrero World, em Penha. Na ocasião o governo do estado entrega também o Troféu Beto Carrero de Excelência no Turismo. O Troféu "Beto Carrero de Excelência no Turismo" será entregue ao governador Luiz Henrique da Silveira (personalidade), a Prefeitura de Florianópolis (município), e ao Parque Beto Carrero World (empreendimento turístico do ano). Os premiados foram escolhidos em duas etapas de votação, sendo a primeira popular e a segunda no Conselho Estadual de Turismo. Já o "Top Turismo ADVB SC 2008" selecionou 10 cases de sucesso do segmento, divididos em duas categorias: iniciativa privada e iniciativa pública. O prêmio será entregue a Alliance Eventos, Centro Sul - Centro de Convenções de Florianópolis, Green Valley, Grupo RBS, Instituto Festival de Dança de Joinville, Itá Thermas Resort e SPA, Lojas Havan, Parque Unipraias Camboriú, Prefeitura de Rio do Sul e Tedesco Marina Garden Plaza.
Abradilan Farma 2009 é em SC
Florianópolis sedia, de 25 a 27 de março, no Centro de Convenções Centro Sul, a Abradilan Farma 2009, que é considerada a maior feira brasileira do setor farmacêutico. O evento é destinado a empresários, executivos, diretores e representantes dos segmentos farmacêutico, cosmético, nutricional, fitoterápico, higiene pessoal, infantil e perfumaria, além de médicos, odontólogos e enfermeiros. Está em sua quinta edição e tem expectativa em gerar mais de R$ 100 milhões em negócios.
Dudalina projeta crescimento de 15% em 2009
A blumenauense Dudalina registrou um faturamento de R$ 130 milhões em 2008. O avanço foi de 22% em relação ao ano anterior, com a produção de 2,7 milhões de peças, e projeta para este ano o crescimento de 15% em sua receita, focado na expansão do varejo e na consolidação da companhia como uma grande gestora de marcas. A empresa foi criada em 1957, apenas com linha de produção de camisas, e hoje possui uma estrutura fabril diversificada, com condições de produzir também calças, camisetas e pólos em malha. Conta com quatro unidades fabris em Santa Catarina e uma no Paraná e show roon em São Paulo. Em dois anos, a produção anual de peças passou de 1,6 milhão para 2,4 milhões e o faturamento da empresa subiu 50%.
R$ 4,1 mi para qualificação de cooperativas em SC
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) de Santa Catarina promoveu 493 eventos para a formação profissional de 62.042 dirigentes, cooperados e funcionários de cooperativas catarinenses mediante desembolso da ordem de R$ 4 milhões 113 mil reais. Esses números representam um avanço de 60% no número de participantes, 49% no volume financeiro e 19% no número de eventos. Os resultados foram anunciados pelo presidente do Conselho de administração, Marcos Antonio Zordan, após reunião que analisou e aprovou o relatório de 2008, na última semana, na sede da Cooperativa Educacional Magno, em Concórdia. O Sescoop é vinculado à Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), foi constituído em 1999 e hoje, segundo Zordan, está consolidado como um grande instrumento para a profissionalização do sistema cooperativo catarinense.
Nova unidade em Itajaí
Com 22 anos de mercado e uma frota de 418 veículos, a transportadora Transmagna iniciou em março as atividades de sua nova unidade, em Itajaí. Distante cerca de dez quilômetros do porto e 13 quilômetros do Aeroporto Internacional de Navegantes, a empresa busca suprir as necessidades de seus clientes com a disponibilização de serviços de armazéns gerais e distribuição de mercadorias, além de transporte de carga fracionada para os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, com uma estrutura de 4 mil metros quadrados, livre de enchentes.
R$ 601 mi para aeroportos do Sul
A União pretende investir R$ 601 milhões, até 2010, em três aeroportos do Sul do Brasil administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Serão beneficiados os aeroportos Salgado Filho em Porto Alegre, - com ampliação do novo complexo logístico do aeroporto e ampliação da pista de pouso e decolagem –, Hercílio Luz em Florianópolis – com ampliação da capacidade para 2,7 milhões de passageiros/ano – e o aeroporto de Bacacheri, em Curitiba – com ampliação da pista de pouso e decolagens e ampliação do terminal de cargas em 5 mil metros quadrados.
PIB cai 3,6% no último trimestre de 2008
O Produto Interno Bruto referente ao quarto trimestre de 2008 diminuiu 3,6% em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano, com maior recuo da séria histórica, que começou em 1996. Em relação ao ano anterior o crescimento foi de 5,1%, chegando a R$ 2,9 trilhões. O PIB per capita de 2008 cresceu 4% em relação ao ano anterior, ficando R$ 15,24 mil. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados completos nesta manhã (10).
Ano iniciou com cenário negativo
De acordo com os indicadores divulgados ontem (9) pela confederação, o faturamento real da indústria, já descontada a inflação, caiu 13,4% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado. Essa foi a maior queda registrada desde o início da série história da entidade, em 2003. Somente na comparação com dezembro, a retração foi de 4,3%, já excluída as oscilações típicas de início do ano no setor. O uso da capacidade instalada caiu para 78,4% em janeiro, retornando aos níveis de novembro de 2003. Somente em relação a dezembro, a queda foi de um ponto percentual. Em janeiro do ano passado, o indicador estava em 81,5%.
2009 com crescimento próximo de zero
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem previsões nada otimistas para este ano. Segundo a entidade, a indústria brasileira deve fechar o ano com redução das atividades, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) deverá ficar em torno de zero. O gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, disse que o agravamento da crise econômica internacional tornou ultrapassadas as previsões apresentadas em dezembro, quando a CNI havia projetado crescimento entre 1,8% e 2,4% para o PIB e de 1,8% para a indústria em 2009.
Fazenda registra nova queda de arrecadação em fevereiro
A Secretaria de Estado da Fazenda divulgou hoje, 09, a arrecadação do mês de fevereiro, que foi de R$ 852 milhões. O déficit em relação ao orçado foi de R$ 68 milhões, com desempenho ainda pior que em janeiro. O resultado foi inferior em 7,4% no valor orçado para o mês e a arrecadação caiu 7,8% em comparação a janeiro. Segundo o órgão, praticamente todos os tributos vem registrando déficit em 2009. Em fevereiro, somente o ICMS, que responde por cerca de 90% da arrecadação, registrou queda de 6% em relação a janeiro. A arrecadação foi de R$ 653,4 milhões. O bom desempenho ficou por conta do ITCMD (Imposto Transmissão Causa Mortis e Doações), que superou o orçado em 51% por conta da automação do sistema. O imposto corresponde a 0,5% do total e em fevereiro recolheu R$ R$ 3,1 milhões.
Vendas da indústria de SC caem em janeiro
As vendas das indústrias catarinenses caíram em janeiro 8,04% em relação a dezembro e 6,46% na comparação com janeiro de 2008. Os dados são da pesquisa Indicadores Industriais de SC, realizada pela Federação das Indústrias (Fiesc) com 200 médias e grandes indústrias do estado e divulgada hoje, 09. Doze dos 16 segmentos ouvidos pela Federação registraram queda nas vendas em relação a janeiro do ano passado, principalmente os fabricantes de produtos metálicos (-37,12%), metalurgia básica (-28,39%) e celulose, papel e produtos de papel (-16,06). Os setores que apresentaram crescimento foram o de material eletrônico e equipamento de comunicação (mais 9,93%), confecções e artigos do vestuário (aumento de 6,89%) e alimentos e bebidas (alta de 1,23%). O segmento de máquinas, aparelhos e materiais elétricos registrou uma alta excepcional de 79,3%, em função de uma grande empresa que, em 2008, deixou de emitir grande parte das notas fiscais em janeiro por mudanças em seu sistema informatizado, distorcendo a estatística geral. Para o diretor de relações industriais e institucionais da Fiesc, Henry Quaresma, as quedas nas vendas e nas horas trabalhadas são reflexos da conjuntura econômica, que obrigou grandes empresas catarinenses a realizar ajustes na produção, principalmente em dezembro e janeiro. Na visão de Quaresma, os números da pesquisa mostram a adaptação da indústria à mudança no cenário econômico, com adoção de medidas como férias coletivas, que reduzem as horas trabalhadas na produção. Ele explica que embora a redução seja observada na maior parte dos setores, em alguns segmentos, como os ligados à cadeia automotiva, ela é mais forte. O diretor acredita que os dados dos próximos meses permitirão aprimorar a análise dos impactos da crise no estado.
Aliança oferece a capacidade semanal de 20 mil TEU
A Aliança Navegação e Logística oferece uma capacidade semanal na cabotagem de 20 mil TEU no Brasil. Na cabotagem, 10 navios cobrem os principais portos brasileiros, com mais de 90 escalas mensais, além de conexões intermodais nos complexos portuários da Costa Leste da América do Sul. A BR-Marítima, considerada o autêntico serviço porta-a-porta da empresa, inclui terminais concentradores de carga e parceria com operadores rodoviários e ferroviários, e também atuação específica nas áreas de carga fracionada, projetos logísticos customizados e cargas de projeto.
Porto de Imbituba opera cabotagem
A partir de março o Porto de Imbituba passa a contar com os serviços de cabotagem da Aliança Navegação e Logística. Os navios Flamengo e Copacabana, com capacidade para 1,4 mil TEU cada, passarão a atender o mercado do Sul de Santa Catarina com escalas semanais, sempre às segundas-feiras, ligando a região catarinense aos mercados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia, Maceió e Sergipe. Esta é a primeira vez que o Porto de Imbituba opera um serviço de cabotagem e a expectativa da empresa armadora é de que as cargas sejam focadas, principalmente, para os setores de commodities, com destaque para o arroz, e cerâmica. A primeira escala prevista será com o navio Flamengo, no dia 30 de março.
Superávit na primeira semana de março
Na primeira semana de março as empresas brasileiras exportaram US$ 2,682 bilhões e importaram US$ 2,398 bilhões, acumulando um saldo comercial de U$ 284 milhões e a corrente de comércio de US$ 5,080 bilhões. Pelo critério da média diária, as exportações brasileiras apresentaram queda de 14,9% sobre a média registrada em todo mês de março de 2008, enquanto em relação ao desempenho médio diário verificado em fevereiro deste ano, houve um crescimento de 0,7%. As importações, na mesma comparação, registraram decréscimo de 17,5% e uma alta de 10,7% e o saldo comercial no período ficou 15% acima do verificado em março do ano passado. Em relação a fevereiro, foi observada uma retração de 42,1%
Integração
O superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, faz palestra no Portonave no dia 11, quarta-feira. Ayres vai apresentar o projeto de reconstrução do Porto de Itajaí e as metas e as ações da nova gestão. A ação é aberta ao público e faz parte do programa Embarque no Saber, desenvolvido pelo Portonave. Para o diretor superintendente do Portonove, Osmari Castilho Ribas, a participação de Ayres no programa desenvolvido pelo Porto de Navegantes comprova o bom momento pelo qual passa a relação entre os dois portos, realidade totalmente diferente da vivida até dezembro do ano passado. Na visão de Castilho, as administrações do Portonave e Porto de Itajaí entendem que é preciso que os dois portos estejam unidos para fortalecer o complexo portuário do Rio Itajaí-Açu e, consequentemente, a economia de toda a região. O principal objetivo do programa Embarque no Saber é dar oportunidade para que a comunidade de Navegantes e região possa discutir assuntos relevantes. Além deste, o Portonave desenvolve outras ações de responsabilidade social que integram o programa Portonave de Todos, focados em quatro ícones: cultura, educação e desenvolvimento; preservação ambiental; saúde e esporte.
Víqua realiza convenção de irrigação
A Víqua, de Joinville, busca se tornar uma das grandes especialistas em irrigação do país e, para isso, investe no desenvolvimento de novos produtos, reformulação da área comercial e na capacitação dos representantes especializados em irrigação, que participaram, dias hoje e amanhã da Segunda Convenção Nacional de Irrigação da Víqua, realizada em Joinville. Segundo o diretor Daniel Alberto Cardozo Júnior, a empresa quer se posicionar como uma competidora importante no segmento de irrigação, com foco nos clientes considerados estratégicos. Atualmente a Víqua tem em seu catálogo uma gama de produtos para a irrigação fixa, como engates e roscas, e pretende complementar a sua linha EP.
Lanznaster quer ação comercial do governo para ampliar mercado da carne suína
O presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster reclama uma ação mais eficaz dos ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior para abertura de novos mercados mundiais, numa ação mais agressiva e articulada com a indústria nacional. O executivo diz que o Brasil precisa imitar a diplomacia norte-americana que prioriza os negócios e promove a indústria nacional. O conglomerado de natureza cooperativista processa 3,2 milhões de cabeças por ano e detém o maior volume de abate de Santa Catarina. O dirigente prevê que, até a superação da crise, prevista para o segundo semestre, será inevitável o desaparecimento de muitas pequenas agroindústrias e centenas de produtores rurais.
Portonave é o primeiro terminal com ISO 9001:2008
A Portonave S.A. – Terminais Portuários de Navegantes foi certificada pela auditoria Bureau Veritas Certification com a ISO 9001:2008 para o escopo “operação de terminal portuário”. O processo para busca da certificação pela Portonave iniciou em março de 2007, antes mesmo de o terminal entrar em operação. De acordo com dados o Comitê Brasileiro de Qualidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o terminal portuário foi o primeiro do país a receber a certificação na versão 2008. A maioria das empresas possuía a ISO 9001:2000. A instituição trabalha ainda para conseguir a ISO 14000 e a OHSAS 18001. O terminal também possui também o ISPS Code, que foi concedido em março de 2008 pela Comissão Nacional de Segurança dos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), sendo o primeiro terminal do Brasil a receber o atestado com todas as medidas de segurança em funcionamento e se tornou uma referência no setor.
Produção industrial cresce 2,3% em janeiro
Depois de três resultados negativos consecutivos, a produção industrial brasileira cresceu em janeiro deste ano 2,3% em relação a dezembro de 2008. Os dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o aumento foi sustentado pela expansão em 15 dos 27 ramos investigados. O melhor desempenho foi o de veículos automotores, com alta de 40,8% refletindo, segundo o IBGE, o retorno parcial das férias coletivas concedidas pelo setor nos meses anteriores. Segundo divulgou a Agência Brasil, também tiveram resultados positivos em relação a dezembro do ano passado os setores de material eletrônico e equipamentos de comunicação (28,4%), borracha e plástico (13,6%), têxtil (10,3%) e alimentos (1,6%). Já na comparação com janeiro de 2008 a produção da indústria nacional caiu 17,2%, registrando a terceira queda consecutiva e a maior desde 1991 nesse indicador. Segundo o IBGE, 26 das 27 atividades pesquisadas tiveram resultado negativo. A exceção foi o setor de outros equipamentos de transportes (39,2%). O pior desempenho nesse tipo de comparação veio do setor de veículos automotores (-34,5%), seguido por outros produtos químicos (-29,2%), metalurgia básica (-31,3%), máquinas e equipamentos (-24,4%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-45,9%).
Opção no Porto de Santos
O Porto de Itajaí, principal área portuária para transporte de cargas e contêiners do Sul do Brasil, ainda sofre as conseqüências das cheias que assolaram a região no Vale do Itajaí em novembro passado e opera com pouco mais de 30% da sua capacidade. O Instituto Movimento Pró-Projetos SC, junto com a empresa Air Cold, está oferecendo soluções às empresas catarinenses que perderam espaço no Porto de Itajaí, em especial as vinculadas às áreas de alimentos. A Perdigão já é uma das empresas que estão utilizando a estrutura disponibilizada no Porto de Santos. O Instituto Movimento e a Air Cold oferecem transporte, armazenamento, recuperação de temperatura, transbordos, picking, paletização, etiquetagem e movimentação de carga e descarga em uma estrutura adequada no terminal santista. O diretor do Instituto Movimento Pró-Projetos, Márcio Godoy, considera imprescindível esta ação em benefício das empresas que precisam escoar sua produção via transporte marinho, para que Santa Catarina não sofra as conseqüências que de aspectos econômicos podem refletir em mazelas sociais.
Encontro de Comércio Brasil/Venezuela
A Câmara do Comércio e Indústria da Venezuela-Brasil, Secretaria de Articulação Internacional do Governo do Estado e a Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) organizam, dias 27 e 28 de maio, em Joinville, o Encontro de Comércio Brasil/Venezuela. O evento tem como objetivo de incrementar o comércio bilateral entre os dois países e sua organização tem o apoio de associações empresariais de várias cidades catarinenses. Para divulgar o evento, a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) realiza na terça-feira, 10, uma reunião com empresários de Itajaí que tenham interesse em ampliar relações comerciais com a Venezuela. Têm destaque na corrente de comércio entre os dois países os setores cerâmico, moveleiro, metalmecânico, têxtil, de tecnologia da informação e agrobusiness.
Feira de Hannover
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) está com as inscrições abertas, até quarta-feira, 11, para os empresários que quiserem participar da missão empresarial brasileira à Alemanha, que será realizada de 17 a 26 de abril. Liderada pela Federação das Indústrias do Rio Grande (Fiergs) em parceria com a Confederação nacional da Indústria (CNI), tem o objetivo de prospectar oportunidades de negócios, transferir know-how e promover integração tecnológica. A comitiva visitará em Hannover, a maior feira multisetorial do mundo, que reúne anualmente cerca de 6 mil expositores e 200 mil visitantes. No ano passado, a missão teve a participação de 76 empresários de todo o Brasil e 20 empresas do país expondo na feira, sendo que a catarinense WEG teve o maior estande brasileiro. Mais informações e inscrições pelo telefone (48) 3231-4651, pelo e-mail cin@fiescnet.com.br ou pelo site www.fiesnet.com.br/cin.
Döhler adota estratégias de crescimento para 2009
O redirecionamento para o mercado interno, aliado a redução dos custos operacionais, deve garantir à Indústria Têxtil Döhler SA, de Joinville, um crescimento de receita entre 15% e 19% em 2009. O índice projetado supera em mais de dez pontos percentuais o crescimento verificado no ano passado, de 5,8%, período em que a empresa faturou R$ 241,95 milhões, ante os R$ 228,65 milhões de 2007, e fechou o ano com lucro líquido de R$ 6,58 milhões.
8ª Rodada Nacional e Internacional de Negócios da Moda Calçadista
As empresas que compõe o núcleo calçadista catarinense lançam suas coleções primavera/verão 2009 durante a 8ª Rodada Nacional e Internacional de Negócios da Moda Calçadista de São João Batista, de 27 a 29 de maio. Entre as atividades programadas estão desfiles, seminários sobre moda, tecnologia e recursos humanos e outras oportunidades que darão aos profissionais presentes a possibilidade trocar experiências e adquirir novos conhecimentos. Considerada a capital catarinense do calçado e um dos maiores pólos de produção de calçados femininos do Brasil, a cidade de São João Batista já colocou seu nome no cenário calçadista nacional e internacional, por meio da qualidade de seus produtos e qualificada mão-de-obra.
Lucro recorde
A crise no setor automobilístico não chegou para a Fiat, que obteve no ano passado o maior lucro líquido de sua história no Brasil. A líder em vendas de veículos no país registrou ganho de R$ 1,87 bilhão, ultrapassando em 11,3% o recorde anterior de 2007, com resultado positivo de R$ 1,68 bilhão. O lucro obtido pela Fiat no Brasil equivale a quase 40% dos ganhos divulgados em janeiro pela matriz na Itália, de 1,61 bilhão de euros (R$ 4,87 bilhões), valor 17% menor do que o obtido em 2007. O faturamento com vendas da filial brasileira atingiu R$ 18,4 bilhões, 7% a mais do que no ano anterior. Em nota divulgada ao mercado, a Fiat afirma que "apesar da redução na atividade durante o último trimestre, 2008 foi o melhor ano para a indústria automotiva no Brasil".
CisaBrasile investe R$ 3,3 mi em equipamentos
A CisaBrasile, de Joinville, importou dois centros de usinagem verticais produzidos na Alemanha. As máquinas serão utilizadas na expansão das atividades da empresa, que inaugurou a nova sede em 2008 e é uma das maiores fabricantes mundiais de sistemas de esterilização de grande porte. A aquisição, que envolveu investimentos de R$ 3,3 milhões, foi beneficiada com a redução do Imposto de Importação, gerando uma economia fiscal de aproximadamente R$ 330 mil.
Porto de Itajaí demite funcionários indiciados pela PF
A Superintendência do Porto de Itajaí, por meio de sua Assessoria Jurídica, tomou ciência na tarde de ontem, 04, da decisão do Juízo da Fazenda Pública da Comarca de Itajaí, que tornou sem efeito decisão liminar que havia suspendido os atos das demissões dos guardas portuários indiciados pela Polícia Federal por envolvimento em crimes de furto de contêineres armazenados no Porto de Itajaí. Dessa forma, ainda na tarde da quarta-feira, levou a efeito as demissões dos funcionários Lourenço Luiz Ribeiro e Sirney Pereira da Silva, cujas responsabilidades foram devidamente apuradas por meio de Sindicância Administrativa Disciplinar, datada de 09 de maio de 2008.
Saldo do fluxo cambial é positivo
O saldo da entrada e saída de dólares do país (fluxo cambial) em fevereiro ficou positivo em US$ 841 milhões. Esse é primeiro resultado positivo desde setembro do ano passado. Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central. No acumulado deste ano, o saldo, de US$ 2,177 bilhões, é negativo por conta do resultado de janeiro, quando houve maiores saídas do que entradas. No mesmo período acumulado de 2008, o saldo foi positivo, em US$ 889 milhões. Os números incluem dados sobre o fluxo comercial e das operações financeiras.
Diversificação de mercados
A missão, com sede na capital chilena, Santiago, tem a finalidade de estreitar os laços empresariais entre os dois países, além de prospectar novas parcerias entre empresários. Segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, o país andino é o 8º principal destino de produtos brasileiros e oferece pontos favoráveis para a expansão de mercado, como economia estável, tarifas reduzidas, infra-estrutura de telecomunicação desenvolvida e ambiente de negócios transparente. A oportunidade de integração entre as cadeias produtivas dos dois países pode gerar novos rumos para a diversificação de mercados, defendidos pelo governo brasileiro em tempos de crise, através da rede de acordos comerciais estabelecidos pelos tratados de livre comércio assinados pelo Chile.
Missão empresarial ao Chile
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) organiza missão empresarial ao Chile, entre os dias 1º e 3 de abril. A delegação, chefiada pelo Secretário-Executivo do MDIC, Ivan Ramalho, tem parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento “Brasil-Chile: Plataforma para a Integração” terá uma pauta voltada para o debate sobre o crescimento comercial e investimento entre os países, com rodadas de negócios, visitas técnicas, palestras e seminários. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 6 de março, no site do BrazilTradeNet - portal de promoção comercial do MRE (www.braziltradenet.gov.br).
Empreendedorismo
O Núcleo da Mulher Empreendedora da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Numea/Acibalc) promove às 19h30min de amanhã, no auditório do Bloco 4 da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), campus de Balneário Camboriú, a palestra “Empoderamento e empreendedorismo feminino”. A palestrante será a psicóloga e professora Rosa Maria Corrêa de Casta e o evento abre a programação do Núcleo, dentro das comemorações do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 08 de março. A palestrante é graduada em psicologia e mestrado em educação. Entre as atividades que desenvolve estão a de consultora em desenvolvimento e gestão de pessoas a empresas nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina e de professora na Faculdade do Litoral Catarinense.
Atrasos de voos da Infraero caem 10%
O índice de atrasos de voos nos aeroportos administrados pela Infraero diminuiu 10,05% no comparativo de fevereiro de 2009 com igual período do ano passado. Foram 4036 vôos a mais. Mesmo assim, o percentual de atrasos ficou em 8,64% em fevereiro de 2009 ante 18,69% em fevereiro de 2008. O Aeroporto Internacional de Brasília/ Juscelino Kubitscheck, em Brasília, foi o que teve a maior diminuição, de 14,29%, o que fez com que a pontualidade no terminal ficasse acima dos 92% na média de fevereiro desse ano, contra 78% no mesmo período de 2008. No acumulado dos dois primeiros meses, o índice de atrasos de vôos em todos os aeroportos da rede diminuiu 9,69 % nos dois primeiros meses deste ano. Dos 109 mil vôos ocorridos em janeiro e fevereiro de 2008, 21,94% tiveram atrasos superiores a 30 minutos. Já no primeiro bimestre de 2009, 12,25% dos 119 mil vôos atrasaram.
Marisol poderá investir até R$ 26,6 mi em 2009
A Marisol, com sua matriz em Jaraguá do Sul e considerada uma das maiores indústrias brasileiras do setor de vestuário, inicia em junho um programa de investimentos na modernização dos parques fabris, aquisição de máquinas e equipamentos e em tecnologia da informação que poderá chegar a R$ 26,6 milhões. O presidente da empresa, Giuliano Donini, disse que está assegurado o investimento mínimo de R$ 18 milhões, entretanto, se a conjuntura permitir, outros R$ 8,6 milhões também serão aplicados nas empresas. Segundo o executivo, o plano de expansão da Marisol para este ano está focado no mercado interno. Para as marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre estão previstas 15 novas lojas no Brasil. Para a Rosa Chá estão programadas cinco novas lojas, para a One Store 23 e para a recém adquirida Baby Sol, 14 novas franquias.
Empresários da Acibalc participam da Fimma 2009
O Núcleo de Moveleiros da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc) organiza missão empresarial para participar da Feira Internacional de Máquinas, Matérias Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (Fimma Brasil). O evento acontece de 20 a 27 de março, em Bento Gonçalves, e está em sua 9ª edição. A Fimma é considerada a maior feira profissional de fornecedores para indústria de madeira e móveis da América Latina e o 6º maior do gênero em todo o mundo. O objetivo da feira é estimular a inovação nas pequenas e microempresas fabricantes de móveis do país, por meio do acesso a equipamentos e tecnologia de ponta. A Fimma é realizada a cada dois anos e prevê para 2009 a movimentação de US$ 300 milhões em negócios.
SC recebe R$ 2,5 milhões de recursos da MP 448
Santa Catarina contará, a partir de amanhã, com mais uma parte dos recursos da MP 448, a qual destinou R$ 360 milhões ao Estado após as fortes chuvas de novembro de 2008. De acordo com a Defesa Civil Nacional, durante reunião em Brasília realizada hoje com o secretário-executivo de Articulação Nacional, Geraldo Althoff, e com o diretor do órgão estadual, major Márcio Luiz Alves, a portaria que será publicada na quarta-feira libera 50% de R$ 5 milhões dos R$ 217 milhões já empenhados pelo Governo Federal. Segundo o secretário Althoff, o Estado já recebeu R$ 85 milhões, sendo que R$ 40 milhões foram para o Departamento de Infraestrutura (Deinfra) – que ainda possui mais R$ 31 milhões empenhados – e R$ 45 milhões para a Defesa Civil. “Estamos com oito planos de trabalho para a liberarão destas verbas empenhadas e, nos próximos dias, devemos entregar o último plano para a liberação dos R$ 23 milhões finais”, explica Althoff.
Taschibra participa como expositora
A Taschibra, indústria de produtos de iluminação de Indaial, está com três executivos na edição de 2009 da Expocomer e terá um estande no espaço institucional da APEX-Brasil. Outra ação da Taschibra na área internacional é a participação no Start Export, programa da Fiesc para a capacitação de pequenas e médias indústrias para o comércio exterior. Este ano, com apoio da Comissão Européia, o programa vai subsidiar 47% do valor da consultoria para as empresas selecionadas. As companhias interessadas podem concorrer às últimas vagas do Start Export até a segunda semana de março.
Empresários catarinenses na Expocomer 2009
Onze empresários catarinenses que compõe a missão organizada pelas federações das indústrias de Santa Catarina e São Paulo (Fiesc e Fiesp) estão desde ontem no Panamá, onde participam da 27ª edição da Expocomer, que acontece de 4 a 7 de março, no Atlapa Convention Center. Considerado o mais importante evento de comercial internacional do país, a Expocomer 2009 deve receber 585 expositores e mais de 15,5 mil visitantes, de 35 países. Só que antes da abertura da feira, na segunda-feira o grupo de empresários catarinenses e brasileiros participou de uma apresentação do Panamá feita pela Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) e hoje, visitou a Zona Livre de Colón, maior zona franca do hemisfério ocidental e a segunda do mundo.
Venda de veículos aumenta em fevereiro
A quantidade de veículos emplacados em fevereiro foi 4,69% menor do que a de janeiro. Entretanto, se considerado apenas o número de automóveis e comerciais leves, houve um ligeiro aumento de 0,85%, no mesmo período. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que avalia como estável a demanda observada no segmento de automóveis e comerciais leves. No acumulado de janeiro e fevereiro houve um recuo de 3,88% no total de automóveis e comerciais leves emplacados e de 10,58%, incluindo os demais veículos (caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros). Já no próximo dia 9, às 14h, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulga o balanço mensal sobre as vendas no mercado interno, exportação e produção da indústria automobilística, conforme divulgou hoje a Agência Brasil.
Reforma tributária
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Comissão Especial do Congresso discutem a reforma tributária com economistas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em seminário realizado hoje e amanhã, em Brasília. A abertura está prevista para as 14h, no Congresso, e o encontro é aberto.
Continua queda no comércio bilateral Brasil/Argentina
As trocas comerciais entre Brasil e Argentina continuam caindo fortemente. Mantendo tendência verificada desde outubro do ano passado, as exportações brasileiras para o país vizinho recuaram 46,5% no primeiro bimestre de 2009 em relação ao mesmo período de 2008, ficando em US$ 1,33 bilhão. As importações de produtos argentinos caíram 41,1%, somando US$ 1,27 bilhão. Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), segundo noticiou hoje a Agência Brasil, 10% das vendas do Brasil para a Argentina estão afetadas pelas barreiras comerciais impostas pelo governo de Cristina Kirchner, como medidas antidumping e licenças não-automáticas com prazos superiores aos 60 dias autorizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Em valores anualizados de 2008, isso representaria hoje US$ 1,5 bilhão de exportações. No primeiro bimestre do ano, as importações de leite argentino cresceram 11,7% em quantidade e 42,2% em valores (devido a uma queda de 34,7% no preço). Já as maiores quedas, em quantidade, foram verificadas nas importações de automóveis (51,6%), máquinas e equipamentos (50,4%), trigo e outros cereais (49,2%), químicos diversos (48,4%) e combustíveis minerais (38,8%). Com relação às exportações do Brasil para a Argentina, destaque para o crescimento das vendas de siderúrgicos (8% em quantidade e 39,3% em valores graças a uma alta de 28,9% no preço). Os maiores recuos, em quantidade, ocorreram nos setores de ferro fundido (83,2%), borracha e obras (69%), automóveis (61,3%), elétricos e eletrônicos 956,9%) e máquinas e equipamentos (56,55).
Iceport registra 20% de ocupação
A Iceport SA – Terminal Frigorífico de Navegantes completou um mês de operação no dia 26 de fevereiro, ocasião em que a câmara estava com três mil toneladas de frango da Seara/Cargill e da Perdigão armazenadas, representando 20% de sua capacidade total. A movimentação no primeiro mês surpreendeu as expectativas e a tendência é de grande crescimento, a partir do momento em que o Porto de Navegantes voltar a operar dentro da normalidade. A capacidade anual plena de movimentação de frigorificados na Iceport é de 900 mil toneladas/ano. Além de carne de frango, a empresa está preparada para receber, armazenar e despachar carne de suíno e bovino.
Midea confirma participação na Feicon 2009
A Midea do Brasil, maior fabricante do mundo de condicionadores de ar split, é umas das empresas confirmadas na Feicon 2009 – 17° Feira Internacional da Indústria da Construção, que acontece entre 24 e 28 de março em São Paulo. Com um estande de 150 metros quadrados, a empresa irá lançar, durante os cinco dias de feira, dois novos produtos na linha de condicionamento de ar e aquecimento de água. No estande, também serão apresentados alguns produtos da linha branca ainda não conhecidos pelo público.
Correios faturam R$ 11 bi em 2008
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) faturou R$ 11 bilhões em 2009, ampliou sua receita operacional em 13% e contratou 4 mil funcionários. O faturamento é recorde na história da ECT e também a colocou entre as principais empresas públicas brasileiras. Já o retorno sobre o patrimônio líquido dos Correios foi de 28,3%. Quanto ao lucro total, o ganho da empresa foi um dos maiores da sua história, girando em torno de R$ 800 milhões. Além disso, os Correios repassaram aos cofres públicos R$ 2,5 bilhões, entre dividendos, lucros e impostos. Essa é a segunda vez consecutiva, no período de sete anos, que o negócio postal obtém resultado positivo, cujo montante, em 2008, foi da ordem de R$ 120 milhões.
Indústria de SC continua investindo
Pesquisa desenvolvida pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em fevereiro aponta que 21,5% das indústrias pesquisadas pretendem manter integralmente os investimentos planejados para 2009 e 26,9% vão reduzir os aportes. Por outro lado, 26,9% decidiram adiar os investimentos e 15% cancelaram, enquanto 9,7% não tinham planos de investir. Os números levantados gerou otimismo entre os dirigentes da Fiesc, uma vez que, mesmo as dificuldades geradas pela crise internacional, uma boa parcela da indústria de SC vai continuar investindo. Para o diretor de relações institucionais da federação, Henry Quaresma, esses investimentos são importantes porque dão continuidade a empregabilidade e ao ciclo de desenvolvimento das empresas, com inovação de produtos e busca de novos mercados.
Calado do Complexo Portuário de Itajaí continua em 9,5 metros
Mesmo com a continuidade dos serviços de dragagem no canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí, o calado do canal externo até o terminal da Braskarne – incluindo o porto municipal e Portonave – continua em 9,5 metros. Já para os terminais Teporti e Dow Química é de 6,5 metros. Os parâmetros foram divulgados pela Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí na última quinta-feira, 26.
Balança comercial tem superávit de US$ 1,7 bilhão
A balança comercial brasileira de fevereiro de 2009 apresentou superávit de US$ 1,767 bilhão, resultante de exportações de US$ 9,588 bilhões (média diária de US$ 532,7 milhões) e importações US$ 7,821 bilhões (média diária de 434,5 milhões) realizadas nos 18 dias úteis do mês. A corrente de comércio (soma das operações de exportação com as de importação) somou US$ 17,409 bilhões em fevereiro. Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) as 11 horas de hoje. A média diária das exportações apresentada no mês ficou 20,9% menor que a verificada no mesmo mês do ano passado (US$ 673,7 milhões). Porém, em relação ao desempenho médio diário em janeiro último (US$ 465,8 milhões), houve crescimento de 14,4%. As exportações nos meses de fevereiro de 2008 e de janeiro de 2009 totalizaram US$ 12,8 bilhões e US$ 9,782 bilhões respectivamente. No mesmo período, a média diária das importações brasileiras apresentou queda de 30,9% sobre o desempenho verificado em fevereiro de 2008 (US$ 628,9 milhões) e retração de 11,5% sobre o resultado médio diário de janeiro de 2009 (US$ 490,8 milhões).
Aumenta índice de confiança da indústria
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado na manhã de hoje pela Agência Brasil, cresceu pela segunda vez seguida, passando de 75,3 pontos para 76,3 pontos entre janeiro e fevereiro. De acordo com a análise técnica do Ibre/FGV, apesar do aumento, o índice é o quarto menor da série histórica iniciada em abril de 1995, superando apenas os resultados de outubro de 1998 (71,2 pontos); dezembro de 2008 (74,7 pontos) e janeiro de 2009 (75,3 pontos). Quanto às perspectivas para os próximos meses, o levantamento mostra que, em comparação com janeiro, o Índice de Expectativas (IE) teve recuperação, passando de 72,5 pontos para 75,2 pontos. Já o Índice da Situação Atual (ISA) recuou de 78,1 para 77,4 pontos. A pesquisa mostra ainda que o pessimismo do setor diminuiu. De um total de 1.072 empresas consultadas, 23,4% declararam acreditar na melhora no cenário econômico, ante o percentual de 12,8% verificado em janeiro. Já índice dos que prevêem uma situação pior nos negócios entre fevereiro e julho deste ano chegou a 37% do total de entrevistados, ante 35,8% em janeiro.
Portonave inicia contratações
O Portonave Terminais Portuários Navegantes SA quer chegar ao segundo trimestre deste ano com uma movimentação mensal de 80 mil toneladas de frango e cortes de aves. O plano de expansão da empresa prevê a capacitação de 70 trabalhadores e contratação de mais 30 para operar no Iceport sob uma temperatura de 23 graus abaixo de zero. As vagas são para operadores de empilhadeiras e para movimentação de mercadorias na câmara frigorífica do Portonave. Segundo informa o superintendente administrativo do Portonave, Osmari Castilho Ribas, esse efetivo permitirá que a empresa inicie o mês de abril operando com 40% da capacidade, principalmente para grandes exportadores, como Perdigão e Seara. Até o fim de 2009, a meta da Iceport é gerar 250 empregos e promover um acréscimo mensal de três mil contêineres movimentados através do Porto de Navegantes.
Lucro do HSBC cai 70%
Enquanto muitos bancos públicos e privados anunciam aumento nos lucros, o HSBC Holdings divulgou hoje uma queda de 70% no seu lucro em 2008, em comparação com exercício anterior. Resultado que deflagrou um plano de ajuste que inclui uma operação de capitalização para levantar US$ 17,75 bilhões, com vendas de ações com desconto de 47,5% sobre a cotação de sexta-feira. Além disso, a instituição vai se desfazer da Finance Corp, unidade de crédito ao consumidor nos Estados Unidos, principal culpada, segundo o HSBC, pela deterioração do lucro, o que acarretará a demissão de 6,1 mil pessoas.
Revista Portuária na Intermodal 2009
A Revista Portuária Economia e Negócios participa da Intermodal 2009 com estande próprio, no qual vai montar um estúdio de TV e com completa infraestrutura para edição e transmissão ao vivo via internet, onde vai realizar entrevistas com os participantes e transmitir tomadas ao vivo do evento, em tempo real pelo site www.revistaportuaria.com.br. O objetivo, informa o diretor do veículo, Carlos Bittencourt, é que a equipe de jornalistas da Revista Portuária – Economia & Negócios apresente notas sobre os principais temas apresentados na feira e divulgue em primeira mão algumas das novidades que circularam pelo evento por meio da sua TV Online, em matérias jornalísticas no formato de textos e também por meio da organização de álbuns de fotos com imagens dos principais acontecimentos do local.
UBA define hoje o aumento do frango
O preço do frango deverá subir entre 15% e 17%. O índice será definido em reunião na União Brasileira de Avicultura (UBA) hoje, em São Paulo. A expectativa inicial era de alta de 15%, mas, com o agravante da crise e a redução drástica da produção, de alojamento e de matrizes na tentativa de produzir apenas o essencial, o índice deve chegar a 17%. A entidade defende que o valor garanta remuneração dos produtores acima dos custos de produção.
Observatório Social
O leitor Rogerio Marin enviou a seguinte informação sobre a criação do Observatório Social em Itajaí, inaugurado em fevereiro e com a iniciativa creditada apenas a Associação Empresarial de Itajaí (ACII): "Sobre nota publicada no Blog, gostaria de esclarecer que são quatro as entidades mantenedoras, e, portanto, diretamente envolvidas na criação do Observatório Social: ACII, Intersindical Patronal de Itajaí, ADAC e CDL. O Observatório Social inclusive está sediado nas dependências da Intersindical Patronal. O Presidente do Observatório Social é o Sr. Luis Carlos Gonçalves, presidente do Sindicato Patronal dos Contabilistas e Conselheiro da Intersindical. Além da presidência, o Observatório conta ainda com quatro vice-presidentes, representando cada uma das quatro entidades mantenedoras citadas acima".
Investimentos de R$ 1,6 bi em mais uma usina em SC
A construção de mais uma usina hidrelétrica em Santa Catarina foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O novo investimento de R$ 1,6 bilhão será na usina de Garibaldi, no Rio Canoas, em Cerro Negro. O empreendimento terá 37 metros de altura, 915 metros de largura e capacidade para gerar 150 megawattz, energia suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes.
École Nationale d`Administration
Santa Catarina deve contar, a partir do dia 1º de agosto, com uma unidade da École Nationale d`Administration (ENA), instituição francesa referência mundial no ensino de gestão pública. A escola deverá ser denominada ENA - Brasil, por ser pioneira no país e na América Latina neste modelo de cooperação. O termo foi assinado com o governo francês em Paris, na França, no ano passado, durante missões internacionais do governador Luiz Henrique da Silveira e de seu do vice. O projeto básico que deve ser finalizado e encaminhado à Assembléia Legislativa nos próximos dias, define a forma institucional de criação e prevê ainda que a gestão administrativa e acadêmica fique a cargo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que já mantém o Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag). A escola francesa de administração foi criada em 1945, por Charles de Gaulle, na época presidente da França, com o intuito de democratizar o acesso ao serviço civil. A instituição é considerada um símbolo da meritocracia republicana, oferecendo aos alunos acesso às mais altas posições administrativas governamentais.
Confiança do consumidor atinge menor nível histórico
A confiança do consumidor em fevereiro é a mais baixa desde setembro de 2005, ano em que teve início a série histórica do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo levantamento divulgado na manhã de hoje, o índice caiu para 1,4% entre janeiro e fevereiro deste ano, passando de 95,9 para 94,6 pontos, numa escala de 0 a 200, o menor nível da série. O estudo mostra que a trajetória de queda iniciada em setembro do ano passado
Lula inaugura linha de transmissão em SC
O presidente Lula inaugura na manhã de hoje, às 11h50, a linha de transmissão Desterro-Palhoça, que abastece a Ilha de Santa Catarina e o leste catarinense. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a passa a integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN). A cerimônia ocorre na sede da Eletrosul, em Florianópolis, e reúne ainda os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e Dilma Rousseff, da Casa Civil. O empreendimento recebeu R$ 178 milhões para a ampliação da subestação Palhoça (da Eletrosul), a construção de duas subestações (Biguaçu, localizada no município homônimo, e Desterro, em Florianópolis), e a construção de duas linhas de transmissão - a Biguaçu-Palhoça, com 20,5 quilômetros de extensão, e a Biguaçu-Desterro, com 56,5 quilômetros, incluindo 4,4 quilômetros de cabos submarinos.
Possibilidades de exportações de carne para o Chile
Mais sete estados brasileiros foram reconhecidos pelo governo do Chile como livres de febre aftosa. Além do Rio Grande do Sul, que estava autorizado a vender carne bovina para aquele país, neste ano devem entrar na lista o Paraná, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. As informações são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). As exportações de carne bovina brasileira para o Chile foram suspensas no fim de 2005, quando um foco de febre aftosa foi detectado em Mato Grosso do Sul e logo depois no Paraná. O Rio Grande do Sul, que já era reconhecido pelo governo chileno como livre da doença, teve seu status sanitário referendado. Por outro lado, Mato Grosso do Sul ficou de fora da nova lista.
Embarcação
Na mesma ocasião vai a pregão, também pela melhor oferta, uma embarcação pesqueira, denominada Amaral XIV, com licença para Meca, atum e afins, em aço com 21,8 metros de comprimento, 6,1 metros de boca, 3,1 metros de pontal e 2,5 metros de calado. O motor é Cummins a diesel e o ano de fabricação é 1999. O edital de leilão, imagens dos bens e informações complementares podem ser obtidas no site www.licitari.com.br .
Área de expansão portuária vai a novo leilão
É na segunda-feira, 02, o segundo leilão de área própria para instalação de terminal portuário ou empresa ligada a atividade portuária ou retro-portuária, em Navegantes. Avaliado inicialmente em R$ 11,99 milhões, o imóvel vai para seu segundo leilão, agora podendo ser arrematado pela melhor oferta, desde que não seja considerada vil. São 14,43 mil metros quadrados de área total, com 210 metros voltados para o rio Itajaí-Açu e cais de 528 metros quadrados e calado de 6,5 metros, com possibilidade de aprofundamento. O pregão será realizado pela Licitari Leilões, de Itajaí, no átrio do Fórum de Navegantes.
ISO 9001
Também no início de março, dias 3 e 4, a Multilog passa por auditoria da certificadora BVQUI. O procedimento faz parte do processo de renovação por mais um ano da Certificação ISO 9001, que a empresa possui há cerca de três anos. Os trabalhos internos serão conduzidos pela equipe de consultores da Moser Quality, juntamente com os técnicos que atuam na área de Qualidade da Multilog. Entre as várias tarefas e ações a serem desenvolvidas estão o acompanhamento do controle dos documentos e registros, a revisão dos processos internos com o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), o planejamento e preparação para auditoria interna e o treinamento dos auditores internos
Multilog tem novo diretor de Operações
O executivo Carlos Cesar Meirelles Vieira Filho assume em 1º de março a Diretoria de Operações do Porto Seco Multilog, em Itajaí. Porém, antes de iniciar suas funções na empresa ele já visitou todos os setores administrativos e operacionais da Multilog e se reuniu com os grupos de trabalho. Em sua passagem pelo Porto Seco Meirelles aproveitou também para discutir os cenários de cada setor com as coordenações da empresa e reafirmou que será necessária a celeridade das ações. Em palestra com colaboradores de diversos escalações das áreas operacional e administrativa ele discorreu sobre os temas visão estratégica, vantagem competitiva e perfil do profissional Multilog.
Weg enfrenta bem a crise global
A catarinense Weg, de Jaraguá do Sul, encerrou o ano passado com um lucro líquido de R$ 560,4 milhões. Embora tenha registrado um moderado recuo, de 2,5% no resultado, ante o lucro de R$ 574,9 milhões, obtido em 2007, a empresa comemora o fato de estar atravessando a crise global quase imune. Já o faturamento do grupo no ano passado cresceu 20%, passando de R$ 4,55 bilhões para R$ 5,47 bilhões.
Árabes não investem em SC por excesso de burocracia
A burocracia imposta pela legislação brasileira impede investimentos internacionais em portos de SC. A informação partiu do governo do estado na semana passada, após visita de delegação catarinense aos Emirados Árabes, quando o diretor de imprensa do governo, José Augusto Gomes Gaioso Neves, declarou que os árabes têm informações aprofundadas sobre os Portos de Itajaí, São Francisco do Sul, Itapoá e Imbituba, mas que os entraves burocráticos atrapalharam os investimentos no estado. Em Dubai a delegação se reuniu com o presidente da Dubai Ports, Sultan Ahmed bin Sulayem, companhia que controla hoje 48 portos no mundo e tem interesse em implantar estruturas em Santa Catarina.
Tapete vermelho
O pacto, segundo o diretor, foi muito bem recebido pelos armadores, porém, muito mais como um gesto de consideração da Autoridade Portuária com essas empresas que operavam na região e que tiveram que redirecionar suas rotas, do que como resultado financeiro. Na opinião de Robert Granthan, não são descontos de 10% que farão um armador redirecionar suas rotas, mas sim uma boa infraestrutura e a disponibilização de serviços de qualidade. Segundo o diretor, o pacto mostra, acima de tudo, a predisposição da comunidade portuária estender a mão, abrir a porta e estender o tapete vermelho para mostrar como o retorno das empresas de navegação é importante para a região, bem como a importância das parcerias entre armadores e porto e terminais que compõe o complexo portuário como um todo.
Credibilidade retomada
O diretor destaca que muitas empresas já retornaram às suas operações no Complexo, mas com operações de navios carregados com pequenos volumes de cargas, o que representa que a credibilidade vem sendo resgatada. Embora sem navios em operações no Porto Público e Terminal de Contêineres do vale do Itajaí (Teconvi) nesta quinta-feira, Granthan informa que o Portonave, em Navegantes, está com três navios atracados, e o terminal Braskarne, com um, o que mostra que a atividade portuária está em pleno processo de retomada na região. Mais que o pacto de redução de tarifas em 10% - firmado entre as empresas que atuam na atividade portuária em Itajaí e Navegantes e que compõe os custos – é a infraestrutura disponível que desperta nos armadores o interesse de voltar a operar na foz do Itajaí-Açu. Segundo Granthan, o complexo conta com mais de 7 mil tomadas reefer, capacidade de armazenagem estática para mais de 150 mil toneladas de cargas congeladas e refrigeradas, localização privilegiada, entre outras vantagens competitivas, que desperta o interesse na retomada.
Armadores retornarão a Itajaí em abril
Os armadores que operavam no Complexo Portuário de Itajaí devem retomar as suas escalas na região a partir de 10 de abril, que é a data limite para que o canal de acesso e bacia de evolução do Rio Itajaí-Açu estejam operando com calado de 11 metros. Embora os serviços de dragagem devam estar concluídos em meados de março, o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Granthan, informa que a Autoridade Portuária optou por essa data, com certa margem, para garantir que as empresas de navegação operem nos terminais das cidades de Itajaí e Navegantes com os volumes de cargas que operavam antes das cheias de novembro, sem qualquer impedimento, e para que os armadores possam reprogramar suas escalas com segurança. Granthan diz que o comunicado teve uma repercussão bastante positiva entre os armadores, que vêm demonstrando grande interesse de voltar a embarcar e desembarcar suas cargas no Porto de Itajaí e nos terminais instalados no estuário do Itajaí-Açu.
Na terça-feira de carnaval a realidade foi um pouco diferente
No último dia do feriado de carnaval a realidade nos aeroportos já foi bem mais complicada. Segundo a Infraero, os cancelamentos atingiram 18,5% dos vôos. Dos 880 voos programados até o meio-dia, 20 sofreram atrasos (o equivalente a 2,3% do total). Outros 163 foram cancelados (18,5%). Em Brasília e Florianópolis, todos os voos ocorreram normalmente. No Recife, foi registro um cancelamento e, em Salvador, foram três voos cancelados. Em Vitória, foram três cancelamentos. Em Belém, um voo sofreu atrasou e quatro foram cancelados.
Aeroportos operam dentro da normalidade na quarta-feira de cinzas
A situação foi tranquila nos principais aeroportos do país na manhã desta quarta-feira, fim do feriado de carnaval. Segundo balanço divulgado pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) na manhã de hoje, dos 557 voos programados até as 9h, 16 atrasaram mais de 30 minutos (o equivalente a 2,9% do total) e 36 foram cancelados (6,5%). Em Brasília, Florianópolis e no Recife, todos os voos ocorreram no horário previsto. Em Salvador, houve um cancelamento e, em Manaus, um atraso. Já o aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, registrou dois atrasos e oito cancelamentos, e no Tancredo Neves, que também fica na região da capital mineira, foram três cancelamentos e nenhum atraso.
Reduz para 4,66% estimativa de inflação para 2009
Analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a projeção para a inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,69% para 4,66%. Para o final 2010, foi mantida a expectativa de 4,5%¨. Para a inflação no atacado, os analistas também ajustam as projeções. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) deve chegar a 4,55% ao final deste ano e não mais em 4,57% previstos na semana anterior. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a previsão é de 4,24%, com redução de 0,01 ponto percentual. Para os dois índices foi mantida a estimativa de 4,5% ao final de 2010. O boletim Focus é uma publicação semanal elaborada pelo BC com base em projeções de analistas sobre os principais indicadores da economia. O IPCA é o índice usado pelo governo nas metas de inflação, que para este ano é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou pra menos.
Asfaltamento
O governador Luiz Henrique assina hoje uma ordem de serviço para pavimentação asfáltica da rodovia SC 477, no trecho de 26,704 Km que liga Papanduva ao entroncamento com a SC-419, na localidade de Moeminha, em Itaiópolis. A obra é uma reivindicação antiga da comunidade. O investimento do Governo do Estado será de aproximadamente R$ 35 milhões, e irá gerar grandes benefícios ao desenvolvimento da região do Planalto Norte Catarinense. A empresa responsável pela obra é a Redram Construtora de Obras Ltda., e o prazo para conclusão é de 720 dias.
Geração de energia
Inaugura hoje, em São Bento do Sul, a Usina Rio Vermelho de Energia Ltda (PCH Rio Vermelho). A PCH é uma produtora independente de energia elétrica, privada, que terá a capacidade de geração de 2,40 MW, sendo que a energia produzida deve ser equivalente ao que consome a iluminação pública de todo o município. Esta energia será vendida para a Celesc.
Cresce a inflação
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) avançou para 0,63% em fevereiro. O resultado ficou 0,23 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,40%). Desde o início do ano, o índice, que é uma prévia da inflação oficial, acumula alta de 1,03% e elevação de 5,79% nos últimos 12 meses. Em fevereiro de 2008, o IPCA-15 havia ficado em 0,64%. Os dados foram divulgados hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Avança o desemprego
O nível de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país subiu em janeiro e fechou o mês em 8,2%. O resultado superou em 1,4 ponto percentual o verificado em dezembro de 2008 (6,8%) e representa a maior taxa desde abril do ano passado (8,5%). Já na comparação com o mesmo período do ano anterior (8,0%) a taxa de desocupação ficou praticamente estável. De acordo com dados divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas desocupadas cresceu 20,6% na passagem de um mês para o outro, totalizando 1,9 milhão de pessoas em janeiro. Já em relação ao mesmo mês de 2008, esse volume se manteve no mesmo patamar. A pesquisa revela, ainda que, por outro lado, a população ocupada sofreu redução de 1,6% de dezembro a janeiro, fechando o mês com a marca de 21,2 milhões de trabalhadores.
R$ 8,3 bi em investimentos para SC
Santa Catarina deve receber, até 2010, R$ 8,3 bilhões em investimentos. A informação parte do Governo do Estado e foi repassada aos representantes do setor produtivo na reunião de hoje da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) pelo governador Luiz Henrique da Silveira. O plano de investimentos prevê a injeção de R$ 4,4 bilhões do Estado e R$ 3,9 bilhões da iniciativa privada. Os projetos públicos previstos incluem obras da Casan, SCGás, Celesc, Educação, e também de outras pastas do governo estadual. Já o setor privado planeja investir R$ 2,2 bilhões em 2009 e R$ 1,68 bilhão no ano que vem.
Gol Assina Acordo com American Airlines
A Gol Linhas Aéreas assinou acordo de interline com a American Airlines. Por meio da parceria, os passageiros da empresa norte-americana podem adquirir bilhetes para qualquer um dos 59 destinos operados pela Gol, no Brasil e na América do Sul. O acordo permite à American Airlines a emissão conjugada de bilhetes ponto a ponto com baixos custos de comercialização, pela rede de distribuição de vendas da American Airlines, tanto no Brasil como no exterior. A integração vai possibilitar o incremento do tráfego de passageiros e da ocupação nos vôos da Gol, além de geração de receitas provenientes de vendas realizadas pela companhia aérea parceira. A American Airlines é a companhia aérea com a maior oferta de assentos entre os dois países. Oferece, atualmente, 69 freqüências semanais entre três destinos norte-americanos (Miami, Dallas e Nova York), e cinco brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife). O acordo permite a emissão de e-tickets interline via GDS (Global Distribution System), com a conveniência da unificação dos processos de despacho de bagagens.
Triangulação
Para a CNA, é possível que a Argentina esteja fazendo triangulação do leite subsidiado da Comunidade Européia e repassando para o Brasil um produto com o preço falso, mas bastante competitivo. Conforme a entidade, a indústria de laticínios no Brasil paga à Argentina R$ 0,41 por litro, enquanto o preço médio pago ao produtor interno de leite atualmente é de R$ 0,59. Segundo informou à Agência Brasil a presidente da CNA, Kátia Abreu, o fim da licença automática permitiria “que todas as importações de leite fossem verificadas pelo governo brasileiro”.
CNA quer barreiras para o leite argentino
Um dia depois de a Argentina anunciar que não irá suspender a regra de licenças não-automáticas de importação para produtos brasileiros, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) quer que o governo federal adote o mesmo mecanismo para a importação de leite do país vizinho, que cresceu 40% no último ano e atingiu US$ 22 milhões em janeiro último. A CNA suspeita de irregularidade comercial no crescimento das importações de leite da Argentina e teme a inatividade dos produtores no Brasil. Segundo a entidade, em janeiro do ano passado, o saldo comercial do produto foi de US$ 25,5 milhões positivos, enquanto no último mês a balança brasileira registrou resultado negativo de US$ 8,32 milhões. Segundo nota divulgada pela CNA, “Do total dessas importações, 81,2% em valores e 82,47% em volumes, vieram da Argentina”.
EUA: vendas em baixa
As vendas da indústria catarinense para os Estados Unidos, principal destino dos embarques catarinenses, também caiu 23,4% em janeiro, passando de US$ 65,9 milhões, neste ano, para US$ 50,5 milhões em janeiro de 2008. Entre os dez principais destinos da produção catarinense no exterior, Hong Kong foi o que registrou o maior crescimento, com compras de US$ 24,4 milhões e avanço de 91,4%. Já Angola foi o país que teve o maior crescimento em termos percentuais (428%), passando de US$ 2,3 milhões em janeiro do ano passado para US$ 12 milhões em igual mês deste ano.
Crescem exportações de fumo por SC
Sete dos dez principais produtos da pauta de exportação catarinense registraram queda nos embarques em janeiro. A queda mais expressiva entre os produtos exportados foi a de blocos e cilindros para motores, com redução de 53,3% em relação a janeiro do ano passado. Já o destaque positivo foi a venda de fumo, que cresceu 57,4% e somou US$ 58 milhões. Além do fumo, motores e geradores e carne de frango preparada foram os itens que tiveram o valor dos embarques ampliado.
1/3 dos contêineres operados no Estado
Hoje a Santos Brasil opera em Imbituba um volume de 2 mil contêineres por mês. Com os investimentos a meta é ampliar significativamente esse volume. Em 2009 a empresa quer operar 35 mil contêineres no terminal catarinense e, quando o projeto estiver concluído, 900 mil contêineres/ano, ou um terço dos contêineres movimentados em Santa Catarina.
Santos Brasil continua investindo em SC
A Santos Brasil SA garante a continuidade do projeto Tecon Imbituba. Desde abril do ano passado a empresa já investiu R$ 25 milhões em obras físicas e equipamentos e, neste ano, injeta mais R$ 50 milhões na obra. Entretanto, investimento total no projeto deve ficar na casa dos R$ 183 milhões, até 2011. A Santos Brasil também assinou no final de 2008 um contrato com a Constremaq, para a construção de mais um berço de atracação, com 330 metros de extensão, contiguo ao berço que a empresa hoje opera, com a mesma extensão. As obras iniciam neste ano e devem ser concluídas até o meio de 2010. O contrato com a Constremaq prevê também novas obras de reforço no berço antigo, que iniciam após a conclusão do novo berço. Com a infraestrutura pronta, a Santos Brasil vai operar no Tecon Imbituba com quatro portêineres. Os dois primeiros devem ser adquiridos no segundo semestre deste ano, assim que as primeiras estacas do novo berço sejam cravadas, e entregues no ano que vem.
Queda nas exportações catarinenses
As exportações catarinenses de janeiro somaram US$ 440,3 milhões, com redução de 22% em relação ao mês anterior e de 14,2% na comparação com janeiro de 2008, divulgou a Federação das Indústrias (FIESC) nesta quarta-feira. A queda no valor dos embarques catarinenses foi inferior à nacional, de 29,2% e de 26,3%, respectivamente, mas, apesar disso, o saldo da balança comercial do estado ficou negativo em 157,5 milhões. O valor das importações fechou o primeiro mês do ano em US$ 597,8 milhões. Na comparação com dezembro as compras internacionais de Santa Catarina cresceram 13,6%, enquanto houve redução de 5,5% em relação a janeiro de 2008.
Mudança de planos
Os armazéns instalados na área primária do Porto de Itajaí, que estavam previstos para serem demolidos no início das obras, ficarão em pé por bem mais tempo. A decisão de manter as estruturas até praticamente a conclusão das obras foi do consórcio responsável pela reconstrução do cais, que as transformou, com pequenas mudanças, em ferraria e central de concretagem. Com isso, dispensa a construção de galpões que seriam utilizados para esses fins.
Trabalhos no Porto de Itajaí iniciaram ontem
As obras de recuperação do cais e retroárea do Porto de Itajaí iniciaram ainda ontem, logo após a assinatura dos contratos pelo ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito. Os primeiros trabalhos estão sendo desenvolvidos pelo consórcio Construter e envolvem a remoção do todo o piso – manta asfáltica e antiga pavimentação em paralelepípedos – para que posteriormente iniciem os trabalhos da estrutura do cais propriamente dito. Segundo a Superintendência do Porto de Itajaí, todos os blocos de granito utilizados na pavimentação do cais, sob o asfalto, serão reciclados e utilizados em projetos sociais da Prefeitura.
Homologado calado de 9,5 no Portonave
A Marinha do Brasil atualizou ontem, 17, os parâmetros de operação portuária no Complexo de Itajaí e homologou o calado de 9,5 metros para os berços 2 e 3 do Portonave Terminais Portuários de Navegantes. Os berços 1 e 4 do terminal continuam com 8,4 metros, mesma profundidade mencionada no boletim da Marinha do Brasil do último dia 12, e a administração do terminal acredita que nos próximos dias os serviços de dragagem deixem os demais berços com o mesmo calado. Mesmo sem o calado de 11,3 metros, que era o homologado para Itajaí antes das enchentes, 9,5 metros pode ser considerada uma boa profundidade para as operações. O que faz com que o Portonave esteja com toda estrutura, equipamentos e equipe preparada para voltar a operar normalmente. Segundo o diretor administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, o calado de 9,5 metros permite o retorno às operações em 60% do volume de movimentação que a empresa operava antes da enchente. Já o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Granthan, diz que um levantamento realizado nos registros das operações no Complexo Portuário de Itajaí aponta que mais de dois terços dos navios que atracaram em 2008 utilizam calado igual ou inferior ao atual.
TESC investe R$ 150 mi
Também no Complexo Portuário de São Francisco do Sul, o Terminal Santa Catarina SA (TESC) – empreendimento que tem como acionistas o grupo espanhol Dragados e grupo de investidores brasileiros – finaliza investimentos de R$ 150 milhões na ampliação de sua infraestrutura e aquisição de equipamento de movimentação em terra. A conclusão das obras está prevista para março O berço de atracação do terminal foi alargado de 26 para 56 metros de largura e ampliado para 300 metros de extensão, o que possibilita operações simultâneas de dois navios full-contâiner e capacidade operacional de 300 mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano. Em 2008 o TESC operou 40 mil TEU.
Porto de São Francisco licita dragagem
O Porto de São Francisco do Sul concluiu recentemente uma dragagem de manutenção do calado de seu canal de acesso – em 12 metros para operações com granel e 11,4 metros para operações com contêineres –, com investimentos próprios de R$ 4 milhões, e deve lançar, ainda neste mês, edital para licitação de dragagem de aprofundamento e alargamento do canal de acesso. O objetivo é alcançar um calado de 14 metros com a largura mínima de 160 metros, o que dará condições do porto operar com navios do tipo Pós-Panamax. O diretor de Logística Gilberto de Freitas informa que o projeto de alargamento ainda prevê a largura de 200 metros para alguns trechos do canal, que a obra está orçada em R$ 90 milhões e será custeada pela União, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Especialistas em Joinville
Para marcar o inicio das atividades de 2009 dos cursos de pós-graduação e MBA Empresarial, o INPG/Sustentare Escola de Negócios traz a Joinville os especialistas Otto Nogami, Marcelo Karan e Ricardo Voltolini. O tema abordado será o Triple Bottom Line e a Aula Magna será realizada em 27 de fevereiro, às 19 horas, na sede do INPG. Informações complementares pelo telefone 3026-4950 ou através do e-mail sustentare@sustentare.net.
Arrecadação de Itajaí recua 35%
A arrecadação de Itajaí referente ao mês de janeiro ficou em R$ 19 milhões, com recuo de 35% comparativamente aos R$ 26 milhões arrecadados no mesmo período do ano passado. Montante que, segundo prefeito Jandir Bellini, poderia ser ainda menor se não fossem os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) liberados aos trabalhadores da cidade devido a enchente, que circularam no comércio. Os números foram apresentados por Bellini em reunião realizada na segunda-feira, com representantes do segmento empresarial do município. Ocasião em que o prefeito demonstrou sua grande preocupação com relação à falta de recursos para investimentos. Outro fato preocupante, segundo Bellini, é que Itajaí já está com recursos provenientes de convênios com instituições nacionais e internacionais assegurados, principalmente para investimentos em infraestrutura, mas que necessitam de contrapartida do município, que está com os cofres vazios.
ACII comemora 80 anos
A Associação Empresarial de Itajaí (ACII) comemora seu 80º aniversário em 28 de maio. Para comemorar a data a entidade lançou ampla programação para 2009. Entretanto, nada de relevante, além de palestras e eventos que a ACII realiza anualmente, a exemplo da entrega do prêmio Empresário do Ano e de reuniões itinerantes e setoriais. O fato de maior relevância divulgado pela Associação é o início da construção de sua nova sede, porém, sem data definida. Segundo o presidente Marcos Seara, antes de qualquer coisa, a ACII precisa dar início a captação dos recursos para a obra. Seara não precisou o montante a ser captado, apenas informou que a ACII já adquiriu o terreno, que os projetos de engenharia e arquitetônico já estão prontos e que a edificação terá a área construída de 8 mil metros quadrados.
Transparência na gestão pública
Itajaí passa a contar, a partir de amanhã, 18, com o Observatório Social, um órgão não governamental formado por um grupo de profissionais e voluntários de diversas áreas, como advogados, juízes, contabilistas, economistas, empresários e funcionários públicos federais e estaduais; sem vinculo político com qualquer partido. A criação da ONG em Itajaí é uma ação da Associação Empresarial (ACII) e a instituição tem por objetivo acompanhar as ações do poder público no que se refere a aplicação dos recursos dos poderes Executivo e Legislativo. O modelo adotado para Itajaí é o mesmo criado na cidade paranaense de Maringá no ano de 2006 e, de acordo com os organizadores, o trabalho de acompanhamento das licitações e da aplicação dos recursos realizado pelo Observatório já resultou na economia de mais de nove milhões de reais aos cofres públicos da cidade. Em pronunciamento no auditório da ACII, na noite de ontem, o prefeito Jandir Bellini elogiou a iniciativa da Associação Empresarial e disse que a instituição vem ao encontro de seu modelo de gestão, que preza pela seriedade, transparência e responsabilidade na condução dos destinos do município.
Portos de Itajaí e Navegantes operam com mesmo calado
O Consórcio Draga Brasil, responsável pelos serviços de dragagem do Complexo Portuário do Itajaí, informou na manhã de hoje que a batimetria concluída ontem comprova que o calado do canal de acesso e bacia de evolução está com calado de 9,5 metros, inclusive para o cais do Portonave Terminais Portuários Navegantes SA, que na semana passada apresentava seu calado limitado em 8,4 metros. O novo calado tende a ser homologado ainda hoje pela Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí. Para igualar o calado as empresas que formam o consórcio trabalharam o final de semana inteiro na retirada dos sedimentos acumulados na margem direita do rio Itajaí-Açu.
Mais obras para Itajaí
Além da dragagem de recuperação do canal de acesso, bacia de evolução e cais acostável dos portos de Itajaí e Navegantes, licitada e iniciada cerca de 20 dias depois das cheias, e das obras de reconstrução, que iniciam nesta semana, Pedro Brito prometeu mais obras para o Complexo Portuário de Itajaí. Entre elas estão obras de reparo dos molhes, danificados pelas correntezas, e também uma nova dragagem para o aprofundamento do calado para 14 metros. O projeto da dragagem foi contratado pelo Portonave Terminais Portuários Navegantes SA à empresa Hidrotopo Consultoria e Projetos e apresentado a Brito na semana passada. Os recursos para as obras, da União sem contrapartida do município, fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e, segundo o ministro, já estão garantidos para Itajaí, pelo fato dos custos das obras de recuperação terem ficado bem aquém dos orçados inicialmente. Medida provisória assinada pelo presidente Lula, logo após a catástrofe, liberou R$ 350 milhões para o Porto de Itajaí, enquanto os custos não chegaram a R$ 250 milhões.
Agilidade marca todo o processo
Além da ação intensiva das empreiteiras, que deve iniciar ainda nesta semana, Brito destacou a agilidade com que foi conduzido o processo licitatório, que, em menos de três meses, foi iniciado, realizada duas concorrências públicas – a primeira cancelada pelos preços estarem muito acima dos praticados no mercado – e assinados os contratos. Processo que, em condições normais leva no mínimo seis meses. Outro fator que contribuiu para a agilidade, destacado por Brito e pelo superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, foi a velocidade com que as negociações com o governo federal e os projetos iniciais de reconstrução foram conduzidos pelos antigos dirigentes do Porto. A boa vontade com que o ex-prefeito Volnei Morastoni, mesmo em fim de mandato, conduziu as tratativas com a União, também foi destacada por Brito, Ayres e pelo governador Luiz Henrique da Silveira.
Tempo recorde
Para garantir a execução das obras no prazo de seis meses, como estipula o contrato, os consórcios vão operar em três turnos, de domingo a domingo. A informação partiu do ministro Brito, que garantiu que o Porto de Itajaí vai retomar suas operações com quatro berços em operações em melhores condições que o porto operava antes da destruição de sua área acostável. Para garantir que a reconstrução seja concluída no tempo previsto nos contratos um grupo gestor, formado por representantes da SEP e da Autoridade Portuária de Itajaí vai acompanhar todas as ações dos consórcios envolvidos nas obras.
Garantido início da recuperação do cais de Itajaí
O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, assinou hoje, em Itajaí, por volta das 13h, as ordens de serviço para as obras de recuperação dos berços de atracação 1 e 2 do Porto de Itajaí, e obras de parte da retroárea, danificados pelas enchentes de novembro passado. Na ocasião Brito assinou ainda os contratados com os consórcios responsáveis pelas obras, que envolvem investimentos, da União, de aproximadamente R$ 200 milhões. A recuperação do cais ficará a cargo de consórcio formado pelas empreiteiras Triunfo Engenharia, Serveng e Constremac, que venceu o processo licitatório, com o valor de R$ 171,8 milhões. Para as obras relacionadas à área retro-portuária a vencedora do processo licitatório foi a Construter, com o valor de R$ 28 milhões. O prazo para a conclusão dos serviços é de seis meses.
Balança comercial novamente superavitária
O saldo da balança comercial (exportações menos importações) na segunda semana deste mês ficou em US$ 225 milhões. A informação é do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No mês, o superávit comercial está em US$ 696 milhões. No ano, o saldo é de apenas R$ 172 milhões, por conta do déficit comercial de US$ 524 milhões registrados em janeiro (o valor divulgado anteriormente era de um resultado negativo de US$ 518 milhões e agora foi ajustado para US$ 524 milhões). No mesmo período de 2008, o superávit comercial era de US$ 1,658 bilhão, valor 89,6% maior do que o registrado neste ano. Na primeira semana do ano, o país teve superávit de US$ 130 milhões na balança comercial. No entanto, nas semanas seguintes, foram registrados déficits, fazendo com que o mês de janeiro fechasse com saldo negativo de US$ 524 milhões.
Cai estimativa para inflação
Analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para a inflação oficial neste ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,73% para 4,69%. Para 2010, no entanto, foi mantida a expectativa de 4,5%. Os dados são do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central.
Integração ferroviária do grande oeste catarinense com o litoral
A ferrovia intraterritorial de ligação oeste-leste para escoamento da produção agroindustrial aos portos marítimos, em território catarinense, poderá se tornar realidade. Segundo o presidente da Associação Empresarial de Chapecó, Vicenzo Mastrogiacomo, a senadora Ideli Salvatti e o deputado federal Cláudio Vignatti informam que a obra foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento(PAC), o que significa garantia de recursos para estudos técnicos e licitação da obra. Ele acredita que em 2009 também sejam contratados e realizados os estudos de viabilidade econômico-ambiental e o projeto técnico.
Wal-Mart amplia investimentos na região de Itajaí
O governador Luiz Henrique se reúne na tarde de amanhã, terça-feira, com o presidente da Wal-Mart Brasil Héctor Núñez para tratar da instalação de oito unidades da empresa em Santa Catarina. Segundo o governo do Estado, a região de Itajaí deve ser uma das beneficiadas com um novo empreendimento. A Wal-Mart já atua em Balneário Camboriú com o Hipermercado Big e, em Itajaí, com o Maxxi Atacado. A rede emprega 70 mil pessoas e ocupa a terceira posição no ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Do Iceport para a Turquia
A carga da Perdigão que estava armazenada no Iceport SA – Terminal Frigorífico de Navegantes, empreendimento anexo à Portonave – seguiu na última sexta-feira para a Turquia. O embarque do container com 25 toneladas de asa de frango foi realizado no Navio MSC Córdoba, no Porto de São Francisco do Sul. O Iceport possui área de 50 mil metros quadrados e capacidade de armazenamento de 16 mil posições de pallets. Atualmente, opera com 11% da capacidade máxima. De acordo com o diretor operacional da Iceport, Alfredo Pacheco, esse é um número considerado alto para um empreendimento que entrou em operação há menos de três semanas, com o agravante do terminal operar com dificuldade de escoamento das cargas, uma vez que a profundidade do canal em frente à Portonave continua em 8,4 metros, enquanto a média do Rio Itajaí-Açu é 9,5 metros. Pacheco afirma ainda que a capacidade anual plena de movimentação de frigorificados é de 900 mil toneladas/ano.
Demora na dragagem impacta nos resultados do Portonave
A demora nos serviços de dragagem do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí impactaram em uma redução de 70% nas estimativas de movimentação da Portonave Terminais Portuários Navegantes SA para os meses de dezembro e janeiro. O terminal, instalado na margem direita do rio Itajaí-Açu em operações há pouco mais de um ano, movimentou 10,9 mil contêineres, com a atracação de 44 navios. A expectativa era de operar cerca de 150 navios, com aproximadamente 35 mil contêineres. Nos outros portos brasileiros, os efeitos da crise financeira internacional, iniciada em setembro de 2008, não atingiram seus cais brasileiros. Em dezembro, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) previa que a movimentação de 2008 seria 2,1% inferior à do exercício anterior e fecharia na casa de 79,1 milhões de toneladas. Contudo, as operações no Porto de Santos alcançaram a marca inédita de 81,058 milhões de toneladas, 282,6 mil a mais do que em 2007. Estratégicos para o terminal, os contêineres cresceram 5% no último ano, a maior variação registrada no cais santista. Assim como em São Paulo, em Santa Catarina os terminais acompanharam o crescimento, mesmo com a crise na economia. São Francisco do Sul comemorou um recorde de movimentação no primeiro mês deste ano: as exportações aumentaram 91% em janeiro de 2009 na comparação com o mesmo mês de 2008. No total geral, o porto movimentou 631 mil toneladas, 36% a mais do que janeiro do ano passado. Esses números foram influenciados também pelo fato dos Portos de Itajaí e Navegantes estarem com operação parcial.
Inflação aumenta em fevereiro
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços 10 (IGP-10), apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou forte aceleração entre os meses de janeiro e fevereiro, puxado pela alta dos preços no varejo e, principalmente, no atacado. Depois de fechar janeiro com deflação (inflação negativa) de 0,85%, o índice subiu 0,54% no mês de fevereiro, acusando uma alta entre um período e outro de 1,39 ponto percentual. No ano, no entanto, a taxa continua negativa, acumulando nos dois primeiros meses deflação de 0,31%. No acumulado dos últimos doze meses (a taxa anualizada), o IGP-10 ficou em 7,95%.
Definida agenda do ministro Brito em Itajaí
Depois de passar por várias alterações por parte da Secretaria Especial de Portos (SEP), foi definida a agenda do ministro Pedro Brito em Itajaí. Ele desembarca no aeroporto internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes, por volta das 11 horas e as 12h15min assina os contratos e ordens de serviço para reconstrução dos berços de atracação no auditório Martin Schmeling, na Superintendência do Porto de Itajaí. Na sequência o ministro visita os canteiros de obras e almoça com autoridades e empresários. Sua partida, de Navegantes, está prevista para as 15 horas.
Homologados descontos de tarifas portuárias
O CAP de Itajaí também homologou na manhã de hoje a Resolução 02/2009, da Superintendência do Porto de Itajaí, que dá descontos de 10% nas tarifas praticadas pela Autoridade Portuária. Além dos descontos nas tabelas do Porto, diversos outros setores prestadores de serviços relacionados a atividade portuária também assinaram a um pacto se comprometendo a praticar os mesmos descontos. O objetivo da redução nas tarifas é, no atual cenário econômico – marcado pela crise global e, no caso de Itajaí, pelas restrições da infra-estrutura terrestre e aquaviária do complexo portuário – assegurar a fidelidade dos clientes que operam na cidade, armadores, exportadores e importadores, para que gradativamente retornem ao estuário, na medida em que as operações vão se normalizando.
Arrendamento é plano para o futuro
Para que o Teconvi possa participar da licitação, muita água ainda vai correr pelo Itajaí-Açu. Para que o processo seja iniciado, informa o superintendente Antonio Ayres, há necessidade da área pública do Porto de Itajaí ser incluída no Programa Nacional de Arrendamento de Áreas e Instalações Portuária, da Agencia Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq), e necessita a autorização da agência reguladora. Além disso, segundo as previsões de Ayres, os procedimentos de montagem dos editais, somados aos tramites legais do processo licitatório, devem levar mais dois anos. Porém, mesmo que embrionário, o processo licitatório já gera polêmica. Para o diretor executivo do Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO) de Itajaí, Luciano Angel Rodrigues, a Autoridade Portuária tem que se preocupar com a reconstrução da estrutura física do Porto de Itajaí, que ainda nem iniciou, antes de pensar no arrendamento. Já o representante do município de Itajaí no CAP, Amílcar Gazaniga, e o presidente do Conselho, Anselmo de Souza, defendem a ampliação do prazo de delegação do porto ao município – de 25 anos (expirando em 2023) renovável por mais 25 – como forma de atrair investidores. Segundo Souza, quanto maior for o prazo de delegação, maior será o interesse dos investidores por Itajaí.
Teconvi quer operar sozinho no Porto de Itajaí
O processo de licitação para o arrendamento da área do Porto de Itajaí hoje operada pelo município nem teve início e o Teminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi), controlado pelo gigante APM Terminals, já demonstrou interesse em participar da concorrência. A manifestação partir do gerente de atendimento a clientes do Teconvi, Alexandre Heitmann, durante a reunião do CAP de Itajaí, realizada nesta sexta-feira. O Teconvi opera hoje com um berço de atracação e 70 mil metros quadrados de área primária, enquanto o Porto Público opera dois berços de atracação e a área restante. Entretanto, a possibilidade do Teconvi arrendar os demais berços tem dois lados: um positivo e outro negativo. O positivo é que a empresa já opera há vários anos no Porto de Itajaí, conhece a realidade local e suas limitações, operacionais e mercadológicas. A negativa seria o monopólio das operações na margem esquerda do Itajaí-Açu.
Solução virá na semana que vem
As empresas responsáveis pela dragagem do rio Itajaí-Açu garantem que no início da próxima semana os portos de Itajaí e Navegantes estarão com o mesmo calado. O problema, conforme informa o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, ocorreu porque as dragas utilizadas pelo consórcio Draga Brasil não têm condição de dragar os berços de atracação, uma vez que suas operações são limitadas a 30 metros de distancia das margens. Segundo Ayres, para solucionar o problema, a Superintendência colocou a disposição do consórcio a draga Iguazu, utilizada para a manutenção do calado do Complexo Portuário de Itajaí para dragar as margens, o que está ocorrendo. Já o consórcio informa que a draga Iguazu vai trabalhar o final de semana inteiro no cais de Navegantes, para igualar o calado. A justificativa da não dragagem da outra margem foi a atracação de navios no dia da execução dos trabalhos. Castilho, da Portonave, diz que navios atracados não podem ser vistos como problemas, principalmente pelo momento que está passando o Complexo Portuário de Itajaí.
Diferença de 1,1 metro gera descontentamento
A diferença de 1,1 metro entre os calados das margens direita e esquerda do rio Itajaí-Açu gerou grande descontentamento dos dirigentes do Porto de Navegantes. A restrição de calado, inclusive, é vista por muitos representantes de setores ligados a atividade portuária na região como um agente dificultador do processo de integração entre os dois portos, iniciada no início da atual administração, que quer integrar todos os terminais do estuário e atuar apenas como Autoridade Portuária. A opinião do diretor superintendente administrativo do Portonave, Osmari Castilho Ribas, é de que a dragagem iniciou de forma errada e, se não houver uma urgente adequação nos procedimentos, os volumes a serem dragados previstos no contrato serão esgotados e as limitações não serão eliminadas. Para Castinho, esse 1,1 metro é visto como uma grande limitação às operações em Navegantes. Já o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Comissárias de Despachos do Estado de SC (Sindasc), Eclésio Silva, afirmou durante a reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí, na manhã de hoje, que essa diferença de calado vem gerando debates entre as empresas armadoras, uma vez que os dois portos utilizam a mesma infra-estrutura aquaviária.
Porto de Itajaí tem calado homologado de 9,5 metros e Portonave tem limitação de 8,4 metros
O Centro de Hidrografia da Marinha (CFM) homologou o calado de 9,5 metros para os trechos do canal externo até o Porto de Itajaí e do canal externo até o terminal privativo da Braskarne, controlado pela empresa Cargill. Enquanto isso, o Portonave Terminais Portuários Navegantes SA, na outra margem do rio Itajaí-Açu, opera com calado limitado em 8,4 metros. Já o calado do trecho compreendido entre o terminal da Braskarne e o terminal Teporti é 6,1 metros. A homologação foi comunicada na tarde de ontem, por meio do fax 001-Del-01/2009, da Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí, assinado pelo capitão de fragata e delegado Edison Vieira Salles. A resolução foi tomada em cima dos resultados de batimetria apresentados pela empresa Hidrotopo, concluídos em 12 de fevereiro.
Agenda do ministro Brito em Itajaí
Desde a manhã de hoje a agenda da visita do ministro da Secretaria Especial de POrtos (SEP), Pedro Brito, a Itajaí no dia 17, terça-feira, já passou por várias mudanças, por parte da SEP. A agenda final deve ser aprovada até amanhã, e veivulada em primeira mão no blog.
CAP de Itajaí se reúne amanhã
A homologação da redução das tarifas praticadas no Complexo Portuário de Itajaí e o programa de arrendamento dos berços hoje operados pela Superintendência do Porto serão os temas principais da reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí, na manhã de sexta-feira, 13. O início está previsto para as 9 horas, no auditório Martin Schmeling.
Caixa lucra 62% a mais em 2008
A Caixa Econômica Federal divulgou hoje seu balanço referente a 2008. O banco registrou um lucro de R$ 3,9 bilhões no exercício, valor 62,3% superior em relação ao de 2007. As operações de crédito passaram de R$ 55,8 bilhões para R$ 80,1 bilhões de um ano para o outro. A carteira habitacional apresentou saldo de R$ 45,1 bilhões, valor 38,8% maior do que o de 2007.
Prazo do Leão encerra em 30 de abril
Quem recebeu, no ano passado, salários superiores a R$ 16.473,72 ou recebeu qualquer tipo de rendimento isento ou tributado exclusivamente na fonte, acima de R$ 40 mil, terá que fazer a Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda (ano-base 2008) entre 2 de março e 30 de abril. A informação é do coordenador do Imposto de Renda da Receita Federal do Brasil, Joaquim Adir. Ele disse que as normas para a declaração são praticamente iguais às do ano passado. Mudam apenas a correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda e a inclusão, neste ano, da possibilidade de o declarante entregar o documento até as 24h do último dia do prazo (o limite era até as 20h).
Sorvete com grife
A Doce Beijo, indústria de chocolates finos destinados às classes A e B – de Joinville e com franquias nas cidades de Blumenau, Curitiba e São Paulo – estuda a ampliação de sua linha de produtos com a montagem de uma indústria de sorvetes artesanais, com o mesmo padrão de qualidade dos chocolates, que já são características da marca. A empresa surgiu como uma pequena bombonière em um shopping de Joinville para comercializar chocolates e outras guloseimas importadas. Só que sua proprietária, Dorotea Kasten, quis ir além e optou por se especializar nos maiores centros de produção de chocolates do mundo. Hoje, com a titulação de mestre chocolateira na Alemanha e vasto currículo na arte de produzir chocolates, ela comanda uma linha de produção que utiliza somente matérias-primas importadas. Já os segredos que agregam o inigualável sabor aos seus produtos, ela traz dos cinco cantos do mundo por onde trafega com freqüência, em busca seu aperfeiçoamento.
Concurso dos sonhos
O Ministério Público Federal entrou com uma ação pedindo a suspensão imediata e a anulação do concurso para prático, organizado pela Marinha do Brasil no ano passado. Segundo publicou Lauro Jardim, na coluna Radar da revista Veja desta semana, o MP alega que houve quebra de sigilo das provas e suspeita de favorecimento a alguns candidatos, inclusive parentes de militares de alta patente. O prático é responsável por manobrar navios nos portos e tem vencimentos – pagos pelas empresas e não pela Marinha – que variam entre R$ 60 mil e R$ 130 mil por mês. O concurso foi o maior já realizado na área e é para a contratação de 117 práticos.
Definida a agenda do ministro Brito em Itajaí
Antônio Ayres dos Santos Jr, superintendente do Porto de Itajaí, aprovou na manhã de hoje a agenda para a visita do ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, a Itajaí, na terça-feira, 17. Brito deve desembarcar no Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes, e segue direto para a Superintendência do Porto de Itajaí. As 11 horas o ministro participa de solenidade no Auditório Martin Shmeling, onde assina o contrato para as obras de recuperação do Porto e as ordens de serviço e, as 12 horas, visita o porto e os locais onde serão montados os canteiros de obras. Na programação ainda consta um almoço com empresários e autoridades da região e Estado, mas os detalhes ainda estão sendo acertados entre a assessoria de Ayres e o cerimonial da SEP. O retorno está programado para as 15 horas.
Descentralização
A ACIJ amplia a cobertura de seu projeto “Gestão Compartilhada” em 2009. Segundo a Associação, a área de abrangência passa dos três bairros onde o programa hoje é realizado – Vila Nova, Copacabana e Distrito Industrial – para quatro bairros, com a inclusão do Boa Vista. Com isso, busca descentralizar mais ainda as ações da instituição. O programa teve início há cinco anos, pelo bairro Vila Nova, e entre as principais conquistas apontadas pela ACIJ está a pavimentação da “Rodovia do Arroz”, via que liga Joinville a Jaraguá do Sul sem passar pela BR 101. Ação que também contribuiu para a industrialização e crescimento econômico da região onde a rodovia está inserida
Otimismo
O presidente da Associação empresarial de Joinville (ACIJ), Udo Dohler, está otimista com relação ao crescimento da economia brasileira em 2009. Embora os índices previstos por ele não devam alcançar os patamares registrados no ano passado, Dohler acredita que com pesados investimentos em infra-estrutura, pelos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pela ampliação das linhas de crédito, por parte do governo, os índices em 2009devam ficar entre 2% e 3%. Ele prevê um primeiro semestre bastante difícil, mas crê na recuperação a partir de julho.
Pós-graduação em Logística e Comércio Exterior
A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) está com matrículas abertas, até 31 de março, para curso de pós-graduação em Logística e Comércio Exterior. O público alvo é formado por bacharéis em Logística, Comércio Exterior, Engenharia, Economia e outros profissionais graduados em cursos reconhecidos pelo MEC em diversas área de conhecimento, interessados em ampliar seus conhecimentos e capacidades nas áreas em que o curso propõe. O investimento é de R$ 381,00 na inscrição, mais 17 parcelas de igual valor. As aulas devem acontecer a cada 15 dias, as sextas-feiras (período noturno) e sábados (matutino e vespertino) e estão disponíveis 40 vagas.
Férias coletivas em unidade de SC da Perdigão
Cerca de 3,6 mil trabalhadores de três turnos de produção da unidade de Capinzal da Perdigão entram em férias coletivas na próxima semana. Entretanto, não deverá ocorrer a paralisação das atividades, já que as paradas serão alternadas. Na unidade de Carambei, no Paraná, mais 1,5 mil trabalhadores entram em férias de 30 dias. Somados aos anúncios de férias coletivas na empresa na semana passada, a Perdigão vai somar cerca de 9 mil funcionários parados em cinco plantas diferentes. Segundo nota divulgada pela empresa, não deve haver demissões em nenhuma das fábricas. A medida tem a finalidade de adequar a oferta de frangos ao atual nível de demanda.
Sinal verde
Durante a audiência na SEP o ministro Pedro Brito também deu sinal verde para que o Portonave de continuidade aos estudos para a dragagem de aprofundamento e alargamento do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí. O projeto encomendado pela diretoria do terminal de Navegantes à empresa Hidrotopo Consultoria e Projetos Ltda, do Rio de Janeiro, prevê a ampliação do calado de 11,3 metros para 14 metros e também a derrocagem de parte de laje submersa localizada na altura do farolete 4. Mesma laje que já passou por derrocagem quando o calado do canal externo foi aprofundado para 11 metros. A Hidrotopo é uma empresa especializada em levantamentos hidrográficos, geológicos e oceanográficos, ercado desde o ano de 1987. A boa aceitação do ministro ao projeto abre a possibilidade de que a União possa custear os serviços para a elevação do calado em três metros.
Confirmadas obras de recuperação do Porto de Itajaí
O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, confirmou para terça-feira, 17, uma visita a Itajaí, onde vai assinar a ordem de serviço para o início das obras de reconstrução dos berços de atracação do Porto. Brito comunicou sua decisão ao superintendente Antônio Ayres dos Santos Júnior, em audiência realizada na tarde de terça-feira(10). Ayres informou ao blog que foram analisados os projetos técnicos desenvolvidos pelas empresas que compõe o consórcio e encontradas algumas pendências de ordem documental da parte das empresas prestadoras de serviços, mas facilmente sanáveis. Segundo ele, o ministro determinou que as pendências sejam resolvidas até sexta-feira, 13, para que nada impeça a assinatura da ordem de serviço. Os investimentos, da União, serão de aproximadamente R$ 200 milhões.
Responsabilidade social
O Portonave Terminais Portuários Navegantes SA dá continuidade ao seu projeto de responsabilidade social com a edição de 2009 do programa Embarque no Saber, amanhã, às 19h30min, no auditório do terminal. A reunião contará com a participação da professora e especialista em língua portuguesa, Simone Schmitz, que abordará as novas regras ortográficas recentemente adotadas. A palestra é aberta a comunidade e o ingresso é um kit de material escolar. As inscrições se encerram às 12h do dia 11 e podem ser feitas pelo e-mail embarquenosaber@portonave.com.br. No ano passado, cerca de duas mil pessoas participaram das palestras do Embarque no Saber. Os programas de responsabilidade social do Porto de Navegantes integram o Portonave de Todos – projeto que tem como slogan “de mãos dadas pela responsabilidade social” e que atua focado em quatro ícones: cultura, educação e desenvolvimento; preservação ambiental; saúde e esporte. Dentre os programas previstos para este ano estão: Coleta Seletiva, Preservação Ambiental e Praia Limpa, criados para a melhoria da qualidade de vida da comunidade. O Porto também possui o Novos Rumos, que visa despertar o empreendedorismo em jovens da cidade, com até 21 anos.
Aurora e o mercado de hambúrgueres
Conquistar uma presença mais expressiva no mercado brasileiro de hambúrgueres e ocupar a terceira posição nacional do segmento é a meta da Coopercentral Aurora em 2009. A intenção foi divulgada ontem pelo presidente Mário Lanznaster, que informou que a empresa vai lançar, neste mês, dez novos itens em hambúrgueres. A meta, segundo Lanznaster, é que em dezembro deste ano a empresa esteja produzindo mil toneladas do produto por mês. Para atingir essa meta Lanznaster informa que, além da capacidade instalada no Frigorífico Bertin (SP) – que terceiriza a produção da Aurora desde 1998 –, no segundo semestre de 2008 a empresa investiu R$ 5,8 milhões na unidade de São Gabriel do Oeste (MS) para instalar uma moderna linha industrial que permite produzir 300 toneladas mensais de hambúrgueres. As novas variedades que serão produzidas pela Aurora, contemplam o hambúrguer de frango, hambúrguer toscana e faroeste burger em dois formatos de embalagens e também versões a granel de hambúrgueres de frango, frango light, misto e suíno para atender restaurantes e refeitórios.
Four Seasons em SC
Os dirigentes do grupo de investimentos Kingdom Hotel Investments, que controla a cadeia de hotéis de luxo Four Seasons, informou ao governador Luiz Henrique da Silveira a possibilidade de investimentos em território catarinense. Segundo informou LHS de Dubai, onde se reuniu com os executivos do grupo na tarde de ontem, a empresa está concluindo estudos para levar a rede ao Brasil e a intenção é construir três grandes resorts no país. A melhor das notícias é que a probabilidade de um desses hotéis ser edificado em Santa Catarina está cada vez mais forte. Caso se confirme a intenção do grupo Kingdom Hotel Investments, com certeza a cidade escolhida será a capital do Estado.
São Francisco amplia operações em 36%
Na contra-mão da grande maioria dos portos brasileiros e mundiais, que vem registrando consecutivas quedas nas suas operações, em decorrência da crise global, o Porto de São Francisco do Sul registrou em janeiro a movimentação de 631,13 mil toneladas de cargas de importação e exportação. Montante que representa um avanço de 36% sobre as operações de janeiro do ano passado, que somaram 464,98 mil toneladas. As justificativas para a performance são a melhoria na infra-estrutura terrestre e aquaviária do porto e, principalmente, a migração dos navios que operavam em Itajaí para o terminal francisquense. Tanto é que as exportações de frango, que garantiam ao Porto de Itajaí o topo do ranking brasileiro de exportação do produto, passaram a liderar a pauta de exportações de São Francisco do Sul.
Calado de 14 metros
Na pauta da reunião com o ministro Pedro Brito – da qual participam, além de Antônio Ayres, os diretores superintendentes administrativo e operacional do Portonave, Osmari Castilho Ribas e Renê Duarte, respectivamente – também consta a apresentação de projeto de dragagem de aprofundamento do calado do Complexo Portuário de Itajaí para 14 metros. Os estudos foram encomendados pelo Portonave e envolvem, além da retirada de sedimentos e alargamento do canal de acesso e bacia de evolução, a derrocagem de uma laje submersa nas proximidades do canal. A formação rochosa está localizada próxima ao farolete 4 e já passou por uma série de implosões quando o calado do canal externo foi aprofundado para 11 metros. A expectativa dos representantes dos dois portos, Itajaí e Navegantes, é obter recursos junto a União para o desenvolvimento desses serviços.
Ayres discute obras do Porto de Itajaí em Brasília
O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, se reúne na tarde de hoje em Brasília, às 14 horas, com o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, e com o subsecretário de Portos, Fernando Victor Castanheira de Carvalho, para discutir o início das obras de reconstrução dos berços de atracação do Porto de Itajaí que foram danificados pelas enchentes do ano passado. Ayres informa que na pauta está a discussão do projeto técnico – que foi desenvolvido pelas empresas contratadas pela SEP, por meio de licitação, para desenvolverem a obra, em cima do projeto básico de engenharia elaborado pelos técnicos do Porto. O investimento, da União, será de aproximadamente R$ 200 milhões e, com a aprovação dos projetos suplementares, a tendência é que a ordem de serviço para o início das obras seja assinada no menor espaço de tempo possível.
Desafiantes globais
As catarinenses Weg, Perdigão e Sadia fazem parte da lista anual de "desafiantes globais" – empresas vindas de economias emergentes que estão redefinindo o mundo dos negócios, divulgada pelo Boston Consulting Group (BCG). Também fazem parte do seleto rol das empresas brasileiras o grupo Camargo Corrêa, Coteminas, Embraer, Gerdau, JBS-Friboi, Marcopolo, Natura, Grupo Odebrecht, Petrobrás, Vale e Grupo Votorantim. A China lidera com 36 empresas, seguida pela Índia (20), Brasil (14), México (7) e Rússia (6). Os desafiantes globais apresentaram juntos um lucro de US$ 1,5 trilhão em 2007.
Ampliação de crédito
O prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, acompanhado de empresários da cidade, do governador em exercício Leonel Pavan, do secretário de Estado da Fazenda Antonio Gavazzoni e do presidente do Badesc, Dalirio Beber, participa na tarde de hoje de audiência com a diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em pauta a ampliação das linhas de crédito de auxílio às empresas da região atingidas pelos efeitos das chuvas no mês de novembro do ano passado. A idéia é estender o apoio financeiro também a empresas que não foram diretamente atingidas pela catástrofe, mas que tiveram suas operações dificultadas em razão de fazerem parte da cadeia econômica regional que sofreu perdas. A comitiva leva ainda um relatório para ser apresentado ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
Alíquota zero
O exportador brasileiro que pretende promover produtos e serviços brasileiros no exterior tem agora a alíquota do Imposto de Renda zerada. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na semana passada, pelo decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009. Segundo a norma, o benefício incidirá sobre despesas com pesquisas de mercado, aluguéis e arrendamentos de estandes e locais para exposições ou feiras, no exterior, inclusive promoção e propaganda nesses eventos e divulgação de destinos turísticos brasileiros. Anteriormente, a redução a zero da alíquota do imposto de importação privilegiava apenas a promoção de produtos decorrentes de participação no exterior em exposições e feiras. Com o decreto, houve uma ampliação para serviços e destinos turísticos brasileiros. De acordo com o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior( MDIC), Welber Barral, os exportadores brasileiros terão uma economia substancial nos custos em promoção, serviços e destinos turísticos.
Referência
O Tecon SC tem como acionistas a Portinvest Participações – consórcio formado pelo Grupo Battistella e Logística Brasil, fundo de investimento e participações gerido pela BRZ Investimentos –, a Aliança Navegação e Logística (Hamburg Süd). Segundo os investidores, a obra está sendo concebida para ser referência em produtividade e segurança entre os portos brasileiros. Eles informam que o terminal terá a movimentação de contêineres monitorada em todas as fases da operação e contará com as mais avançadas tecnologias do segmento, como DGPS (Differencial GPS), RFID (Radio Frequency Identification) e operação de acordo com o ISPS Code (regulamentação internacional de segurança portuária). Com relação a equipamentos para operações, está prevista a aquisição de quatro guindastes de carga Post Panamax (Portêineres), 11 guindastes de pátio tipo RTG (Transtêineres) e 26 caminhões para a movimentação de contêineres no pátio (Terminal Tractors). Com relação a obra física, o consórcio garante que o Tecon SC segue a tendência dos portos mais modernos do planeta, com mínima interferência no meio ambiente. Para isso, estão sendo construídas duas pontes que sairão do pátio de contêineres e avançarão 230 metros no mar até o píer, onde ficarão os três berços de atracação, o que vai gerar o menor impacto ambiental possível e a utilização da Praia da Figueira do Pontal, onde estã sendo construído o terminal.
Tecon SC confirma operações para 2010
O Tecon Santa Catarina, de Itapoá, confirma para o primeiro semestre do ano que vem o início de suas operações. O primeiro módulo da ponte de acesso ao terminal, com 22 metros de extensão, já está concluído, e a construtora Andrade Gutierrez agora concentra suas atividades na execução de serviços de mar da ponte e do píer e na fabricação de pré-moldados. Das cerca de 800 estacas que serão utilizadas para dar sustentação à ponte e ao píer do terminal, 15% já estão cravadas. Além das estacas, a central de concreto da obra já está produzindo os 2,5 mil elementos pré-moldados em forma de U para fechamento da laje superior e 670 vigas pré-moldadas. O volume total de concreto a ser empregado na construção será de aproximadamente 45 mil metros cúbicos. O empreendimento é um terminal portuário privativo de uso misto – com operações de carga própria e de terceiros – exclusivo para a movimentação de contêineres e terá capacidade instalada, em sua primeira fase, para movimentar mais de 300 mil contêineres/ano. O calado natural será de 16 metros, ou seja, o maior calado entre os portos do Estado.
Adiamento
A cerimônia de posse do novo superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco, prevista para as 13h30min de hoje, na Câmara de Comércio do Rio Grande, foi adiada para segunda-feira (09), no mesmo horário e local. O motivo do adiamento foi a decretação de luto oficial de três dias no Estado pela governadora Yeda Crisius, em razão da morte do deputado federal gaúcho Adão Pretto, ocorrida ontem, em Porto Alegre.
Suinocultura pede socorro
A suinocultura catarinense está ameaçada de inviabilização e falência econômica se não for alvo de medidas emergenciais da União federal. A constatação ocorreu ontem, em audiência pública interinstitucional convocada para a busca de uma solução para a crise da suinocultura em Chapecó. A atividade econômica em SC gera 65 mil empregos diretos e 140 mil indiretos, produz 660 mil toneladas de carne com o abate de 7 milhões de cabeças e obtém divisas da ordem de meio bilhão de dólares por ano em exportações. A face mais aguda do problema está na redução das exportações e no excesso de produção que derrubaram os preços pagos aos criadores pelo peso do suíno vivo de R$ 2,50, no último trimestre de 2008, para R$ 1,60 neste mês. Agrava ainda mais o problema o encarecimento dos custos de produção verificados em 2008. Atualmente, cada suíno terminado para abate gera R$ 70 reais de prejuízo para o criador.
Porto de Imbituba tem calado ampliado
A conclusão de dragagem emergencial realizada no Porto de Imbituba, que retirou 450 mil metros cúbicos de sedimentos do canal de acesso e área de atracação, garantiu a concessionária Companhia Docas de Imbituba (CDI) divulgar ontem para o mercado os novos calados para o Canal de Acesso, Bacia de Evolução, Canal de Aproximação e Berços de Atracação do Porto de Imbituba. O administrador da CDI, Jeziel Pamato de Souza, informa que após realizado levantamento das profundidades e emitido relatório técnico, encaminhado à Capitania dos Portos de Santa Catarina, o porto apresenta profundidades mínimas de 11,7 metros no canal de acesso e 11,5 metros no berço 3, o que permite um calado máximo de 10,8 metros na maré zero, estabelecida pela Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil (DHN). Com marés de 0,5 metro de amplitude, informa Souza, os navios podem acessar o porto com calado de até 11,3 metros. Entretanto, esse calado não é definitivo. Souza informa que está com mais duas dragas trabalhando no porto, que garantirão a Imbituba, no prazo máximo de 40 dias, um calado médio de aproximadamente 12 metros, ou seja, o porto vai operar com o maior calado de SC, o que já desapertou o interesse de empresas armadoras que têm escalas no Estado e Sul do País.
Dragagem no rio Itajaí-Açu
Após a preocupação da diretoria da Portonave Terminais Portuários Navegantes SA com relação ao andamento dos serviços de dragagem no canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí, veiculadas hoje na imprensa, empresas que executam os trabalhos divulgaram, extra-oficialmente, que embora o calado homologado seja de 8,4 metros, a dragagem do canal externo já está praticamente concluída e, a bacia de evolução, já está com calado de 9,5 metros. A conclusão dos serviços, segundo as empresas responsáveis pela dragagem, deve ocorrer entre os dias 15 e 20 de janeiro. As atuais condições de calado – de aproximadamente 10,5 metros no canal externo e 9,5 metros na bacia de evolução – devem ser homologadas na próxima semana, uma vez que empresa especializada finaliza hoje uma batimetria, que é o estudo necessário para que a Marinha do Brasil homologue o calado.
Workshop
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) será sede, amanhã, do workshop “Regulação e fiscalização das tarifas do gás natural”. A abertura está prevista para as 14 horas e estarão presentes o sócio diretor da Gasenergy – que abordará o tema “Análise dos modelos de formação de preços do GN, foco em SC”; e a diretora geral da Agência de Serviços Públicos e de Energia do Espírito Santo, Maria Paula Martins. Ela vai mostrar a experiencia do Espirito Santo na regulação e fiscalização das tarifas do gás natural. A confirmação da presença pode ser feita pelo e-mail coi@fiescnet.com.br .
SC é exceção
A produção industrial brasileira caiu em 12 das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em dezembro, na comparação com novembro. Os maiores recuos nessa base de comparação foram apurados em Minas Gerais (-16,4%), Bahia (-15,6%) e São Paulo (-14,9%). Na comparação com dezembro de 2007, houve queda na produção em 13 das 14 regiões, com exceção apenas de Goiás (1,1%). Neste caso, os principais recuos ficaram com Espírito Santo (-29,6%), Minas Gerais (-27,1%) e Rio Grande do Sul (-15,5%). No fechamento de 2008, a produção aumentou em 13 das 14 regiões pesquisadas. A exceção foi Santa Catarina, onde houve retração de 0,7%. Além dos fatores relacionados à crise financeira internacional, a produção regional também sofreu os impactos das chuvas que atingiram o Estado. Os destaques no total do ano passado ficaram com o Paraná (8,6%) e Goiás (8,5%).
Porto de Rio Grande tem novo superintendente
Janir Branco assume amanhã o cargo de superintendente do Porto de Rio Grande. A posse está marcada para as 13h30min, no auditório da Câmara de Comércio. Branco foi nomeado pela governadora Yeda Crusius, conforme ato publicado na edição do Diário Oficial do Estado do dia 29 de janeiro. Entretanto, antes mesmo de assumir oficialmente o caro, o novo superintendente já deu início a uma série de reuniões. Ontem conversou com os representantes dos sindicatos dos trabalhadores da orla portuária e hoje, quinta-feira, participa de reunião no Sindicato dos Operadores Portuários do Rio Grande, onde participará de uma reunião com a diretoria do Sindicato.
Missão para o Panamá
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), articula, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), a Missão Empresarial Brasileira ao Panamá, para visitar a Feira Expocomer, que acontece de 3 a 8 de março, no Centro de Convenções Atlapa, além de visitar o Canal do Panamá. A missão é liderada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Expocomer é uma feira anual comercial do Panamá que inclui uma grande variedade de produtos dos setores industriais, comerciais e de serviços da América, Ásia, Europa e Caribe. As principais categorias que compõe a feira são alimentos, têxteis, construção, tecnologia e serviços.
Porto de São Francisco exporta 186,84 mil ton de milho
As exportações de milho pelo Porto de São Francisco do Sul em janeiro representaram a fatia de cerca de 19% dos embarques brasileiros do produto. Partiram do porto catarinense 186,84 mil toneladas do produto, enquanto o País exportou 1,046 milhão de toneladas, 126% mais que o antigo recorde batido em janeiro de 2007, de 462 mil toneladas. A produção brasileira foi escoada por 18 navios, que, além do Porto de São Francisco do Sul, embarcaram a mercadoria também nos portos de Santos (SP), Itacoatiara (AM), Vitória (ES) e (SC) e Paranaguá (PR). Levantamento preliminar do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que em fevereiro o Brasil vai exportar mais 700 mil toneladas de milho, superando ainda as 357 mil toneladas, embarcadas em fevereiro de 2007. Desse montante, mais de 100 mil toneladas do grão devem ser embarcadas pelo porto catarinense.
Possibilidade de mais um terminal privativo
A Licitari Leilões abre a possibilidade da construção de mais um terminal privativo na margem direita do Rio Itajaí-Açu, nas proximidades do Portonave Terminais Portuários Navegantes SA. A empresa leva a pregão, no dia 18 de fevereiro, um terreno inserido na área que compreende o Complexo Portuário de Itajaí, com 210 metros voltados para o rio e calado de 6,5 metros, com possibilidade de aprofundamento. A leiloeira Adriane Loenert informa que o imóvel – proveniente de ação de penhora e execução – tem grande potencial para utilização para construção de terminal privativo ou para instalação de empresa retro-portuária ou ampliação da área retro-portuária de Navegantes. A localização privilegiada, distante poucos metros da BR 470 e nas proximidades da BR-101, é outro ponto positivo apontado por Adriane.
Itajaí pode dobrar seus berços de atracação
Hoje o Complexo Portuário de Itajaí conta com seis projetos de terminais privativos, sendo que alguns deles já estão em operaçãs. Entusiasta da idéia de que o surgimento de novos terminais portuários privados no estuário do Itajaí-Açu é fundamental para o desenvolvimento da atividade portuária na região, o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior acredita que, com todos esses terminais privados operando, o complexo agregará mais oito berços nos próximos quatro anos. Fato que vai dobrar sua capacidade operacional e garantir a Itajaí a posição de segundo complexo portuário brasileiro, perdendo apenas para Santos. Como Autoridade Portuária, garante Ayres, a Superintendência dos Porto de Itajaí quer congregar cada vez mais esses terminais e trabalhar para que todos os projetos da iniciativa privada se concretizem.
Código Ambiental de SC
O universo do agronegócio catarinense aguarda com ansiedade a aprovação, pela Assembléia Legislativa, do primeiro Código Ambiental de Santa Catarina encaminhada ao poder legislativo pelo governador Luiz Henrique. A matéria entrará em votação em março e é considerada uma questão prioritária para a agropecuária catarinense, diz o presidente da Organização das Cooperativas (Ocesc), Marcos Antônio Zordan. Ele explica que o estado precisa de um Código Ambiental para estabelecer por Lei um conjunto de princípios, critérios, conceitos e regras que traduzam uma política de gestão ambiental com uma visão moderna de desenvolvimento, inclusão social, renda e principalmente justiça para com o homem do campo. Segundo Zordan, a flexibilização da legislação trará medidas ainda mais incisivas relacionadas à implantação de tecnologias não poluentes.
Audiência pública interinstitucional
Mais de mil representantes do setor agropecuário catarinense se reúnem amanhã, em Chapecó, com representantes de indústrias, parlamentares e autoridades das três esferas do governo. A audiência pública interinstitucional acontece das 9h às 12h, no Centro de Cultura e Eventos Plínio De Nês, e tem como objetivo a busca de uma solução para a crise da suinocultura. O vice-presidente da Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, diz que não se trata de protesto nem de ataque, mas de uma tentativa de compreender a extensão do problema e buscar uma solução para o setor, que em 2008 sentiu gravemente os impactos da crise financeira global. Segundo Barbieri, os problemas residem em várias frentes: a lentidão dos países em reconhecer Santa Catarina como detentora de status sanitário máximo, indicando a erradicação da aftosa e a brutal falta de crédito para financiar a produção e o comércio, tanto no Brasil como nos países importadores.
Assistência à pesca artesanal
A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP) liberou nesta semana a primeira parcela dos recursos no valor de R$ 510 mil, do total mais de R$ 1,25 milhão, para o projeto de Monitoramento Participativo da Pesca Artesanal Marinha em Santa Catarina, realizado em convenio entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC (Epagri) e a Secretaria. Em contrapartida, a Epagri contribuirá com R$ 294 mil em bens e serviços. Parte da primeira parcela dos investimentos será destinada à contratação de monitores, elaboração de material de divulgação e viagens. Cerca de 30 mil famílias serão beneficiadas direta e indiretamente. O projeto tem duração de dois anos e visa criar um sistema de monitoramento participativo com os pescadores. A primeira etapa envolve a coleta de dados sobre a pesca artesanal no Estado, considerando Itens como situação econômica das famílias, equipamentos utilizados, dados ambientais e espécies capturadas serão considerados. Para isso, a Epagri firmará parcerias com colônias de pescadores e associações de pesca artesanal locais dos 31 municípios abrangidos, em 56 diferentes pontos de coleta de informações. A Epagri também fornecerá assistência técnica e orientação às famílias na gestão de estoques.
Fematex supera expectativas
A Feira Internacional de Materiais para a Indústria Têxtil e de Confecção 2009 (Fematex), que iniciou ontem e prossegue até o dia 06, no Parque Vila Germânica, em Blumenau, abriu com mais de 70 expositores – fornecedores selecionados de matérias primas para criação de moda e confecção –, mantendo a mesma média, e até um pouco acima, do número de empresas da edição anterior. Os lançamentos desta edição destinam-se à coleção verão 2009 e alto verão 2009/2010, como fios especiais, aviamentos, tecidos, produtos químicos e auxiliares, além de prestadores de serviços. A expectativa da organização é de que 10 mil compradores visitem o evento. Ulrich Kuhn, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), entidade que promove o evento, está confiante nos resultados da Fematex, mas não faz projeção com relação a movimentação financeira.
Cancelamento
A missão italiana que viria a Santa Catarina no próximo domingo, dia 08, para avaliar as possibilidades da Itália importar suínos e bezerros vivos produzidos em SC, cancelou ontem sua vinda para o Brasil. O cancelamento é creditado aos problemas diplomáticos do Brasil com a Itália em decorrência do caso Cesare Battisti. A comitiva, liderada pela vice-ministra italiana da Saúde, Francesca Martini, e pelo Chefe do Departamento de Saúde Pública da Itália, Romano Marabelli, se reuniria com o governo de SC, com o ministro Reinhold Stephanes e com representantes de agroindústrias catarinenses.
PAC ganha mais R$ 142 bi
O governo anunciou hoje um acréscimo de R$ 142,1 bilhões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até 2010. No lançamento do programa, há dois anos, o governo previa investir R$ 503,9 bilhões no período. Com a posterior inclusão de novas ações, o montante passa para R$ 646 bilhões. Outros R$ 502 bilhões foram acrescentados para o período pós-2010, totalizando um investimento de R$ 1,148 trilhão. Desse total, segundo informa a Agência Brasil, o setor de energia é que mais vai receber investimentos – R$ 759 bilhões. O eixo de logística ficará com R$ 132,2 bilhões e o social e urbano, com R$ 257 bilhões. A intenção do governo é reforçar a infra-estrutura para fortalecer a política de estímulo ao setor privado e a geração de empregos.
Revista Portuária – Economia e Negócios na Intermodal
A Revista Portuária Economia e Negócios também participa da Intermodal 2009 com estande próprio no qual vai montar um verdadeiro estúdio de TV, com ilha de edição, para a realização de entrevistas com os participantes e tomadas ao vivo do evento, que serão transmitidas em tempo real pela internet. No site www.revistaportuaria.com.br a equipe de jornalistas da Revista Portuária – Economia & Negócios vai apresentar notas sobre os principais temas apresentados na feira e divulgar em primeira mão algumas das novidades que circularam pelo evento por meio da sua TV Online, matérias jornalísticas no formato de textos e também com a organização de álbuns de fotos com imagens dos principais acontecimentos do local.
Itajaí tem urgência
O início das obras de reconstrução dos berços do Porto de Itajaí, que envolvem recursos da União de R$ 198 milhões, é fundamental para a normalização das atividades do porto mercante, considerado um dos mais importantes do Sul do Brasil e que enfrenta sérias restrições desde 21 de novembro do ano passado. O diretor comercial da Superintendência do Porto de Itajaí, Robert Granthan, diz que existe uma manifestação muito positiva dos armadores que operavam na cidade para a retomada das escalas na cidade, a qual foi manifestada em reunião realizada na semana passada, em São Paulo, com representantes da empresas armadoras associadas ao Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave). E a reconstrução dos berços é fundamental para esse retorno. Porém, até que os berços sejam reconstruídos, o porto poderá operar com dois berços e neles concentrar todos os seus equipamentos de terra, o que garantirá alta produtividade. Basta que a dragagem que está sendo realizada no canal de acesso e bacia de evolução do porto garanta uma profundidade superior a 9,5 metros, que é a média verificada nos navios que atracaram em Itajaí no ano passado. Calado que para ser oficializada pela Marinha Mercante depende dos resultados de batimetria que foi realizada na última semana e cujo resultado deve ser encaminhado hoje para a Superintendência do Porto.
Obra indefinida
Continua indefinido o início das obras de recuperação dos berços de atracação do Porto de Itajaí, danificados pelas enchentes ocorridas em novembro do ano passado. As obras, que já eram para ter iniciado no final de 2008, conforme anunciou o ministro da Secretaria Especial de Portos em visita a Itajaí, Pedro Brito, já passaram por dois processos licitatórios e o prazo máximo para a assinatura da ordem de serviço é hoje. Segundo divulgou a assessoria de Brito, o dpocumento deveria ser assinado no prazo máxinmo de 20 dias, contados a partir de 15 de janeiro, quando foi divulgado o resultado da licitação. Foram vencedores três consórcios, liderados pelas empresas Triunfo, Semenke e Construtoterra. Os serviços também prevêem o redimensionamento da retro área portuária.
Nível de março de 2004
A queda na produção industrial em dezembro fez o setor retornar ao patamar de produção de março de 2004, segundo a economista da coordenação de indústria do IBGE, Isabella Nunes. Ela informa que os recuos foram generalizados, abrangendo 25 de 27 setores na comparação com novembro e 23 de 27 setores ante dezembro de 2007. Foi o maior número de segmentos em queda já registrado na pesquisa, nas duas bases de comparação. Isabella diz que há um quadro generalizado de queda, como reflexo do agravamento da crisea. Segundo ela, apesar dos declínios generalizados, os segmentos mais afetados estiveram vinculados ao crédito, como bens duráveis e máquinas e equipamentos e também às exportações de commodities.
Produção industrial apresenta acentuada queda
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje os resultados de sua pesquisa Produção Industrial Mensal, que apontam que em dezembro do ano passado a produção industrial recuou 12,4% frente a novembro. Segundo as estatísticas da instituição, esta foi a redução mais baixa da série histórica – iniciada em 1991 – e também o terceiro ano consecutivo, nessa comparação, com resultado negativo. Em relação ao mesmo mês de 2007, a queda foi de 14,5%. O setor automobilístico registrou a maior retração, de quase 40%. No ano de 2008 a produção industrial acumulou 3,1%, crescimento inferior ao acumulado em 2007, de 6,0%. A produção no último trimestre de 2008 também recuou 9,4% na comparação com o período. Com exceção de celulose e papel – que apresentou avanço de 0,4% - e outros equipamentos de transporte – crescimento de 6,7% -, os demais 27 ramos pesquisados registram desempenho negativo. A indústria de veículos automotores teve queda de 39,7%, e representou o maior impacto negativo no índice global, seguido por máquinas e equipamentos (-19,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-48,8%), metalurgia básica (-18,3%), borracha e plástico (-20,1%), indústria extrativa (-11,8%) e outros produtos químicos (-9,0%).
Posse
O capitão-de-fragata da reserva remunerada da Marinha do Brasil, Mozart dos Santos Cardoso, assumiu hoje o cargo de assessor de segurança e assuntos marítimos do Porto de Itajaí. Cardoso já ocupou o cargo de delegado da Capitania dos Portos em São Francisco do Sul de 1998 a 1999 e como delegado da Capitania dos Portos em Itajaí de 2003 a 2005. A assessoria tem o objetivo de atuar na área da segurança portuária, adequando este setor do Porto às necessidades impostas pela atividade de reconstrução e as normas de segurança da Organização Marítima Internacional (IMO).
Perda
Faleceu hoje, segunda-feira, vítima de leucemia, o empresário Antônio Edmundo Pacheco, presidente da Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio). Natural de Blumenau, o empresário tinha 76 anos e há dez anos estava à frente da Fecomércio, do Conselho Regional do Serviço Social do Comércio (SESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Era também vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Blumenau e secretário da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Pacheco ganhou notoriedade por sua participação em diversas lutas na busca de soluções para problemas do estado por meio do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM). Seu trabalho como líder empresarial também foi visto como importante referência no meio empresarial catarinense. O velório acontecerá a partir das 20 horas, na Casa do Comércio (Alameda Rio Branco, 165, 1º andar), em Blumenau. O enterro será amanhã, às 17 horas, no Cemitério São José.
Preço do leite registra queda
Após a estabilização em dezembro, o preço do leite voltou a cair em janeiro. O valor de referência para o leite acima do padrão reduziu de 0,6106 (valor referência em dezembro) para 0,6025 no mês passado. O leite padrão passou de 0,5310 para 0,5240 em janeiro. Seguindo a mesma tendência, o leite abaixo do padrão obteve o menor valor referência, reduzindo de 0,4827 para 0,4763. José Zeferino (Zezo) Pedrozo, presidente do Conseleite e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), diz que, estimulado pelo mercado, o produtor aumentou em 20% a sua produção, de janeiro a julho do ano passado, e que até agosto não havia conseguido preço suficiente para cobrir os custos. Segundo Pedrozo, o aumento expressivo da oferta de leite sem o crescimento correspondente das demandas interna e externa, gerou excedentes de produção e, por conseqüência, a queda dos preços pagos ao produtor. Segundo ele, sem medidas oficiais de apoio à comercialização do leite, como contratos privados de opção e venda para sustentar o preço pago pela indústria ao produtor, não será possível escoar o excedente das regiões produtoras para as regiões consumidoras.
Itaipu Rural supera expectativas
A crise internacional não chegou na 11a edição do Itaipu Rural Show, feira de difusão tecnológica do agronegócio que encerrou ontem, em Pinhalzinho. Os negócios fechados cresceram 17% e ultrapassaram R$ 12 milhões. Tratores, caminhões, veículos, máquinas e equipamentos foram os itens mais comercializados. A 12a edição já está agendada para os dias 27 a 30 de janeiro de 2010.
Números da Aurora
No segmento de suínos, o abate de cresceu 4,7% e atingiu 3,22 milhões de cabeças. A produção in natura (274,8 mil toneladas) e a industrialização de carne suína (243,5 mil toneladas) permaneceram estáveis em relação ao ano anterior. No segmento de aves, foram abatidos 119,98 milhões de frangos, com incremento de 6,67%. A produção in natura de carne de frango cresceu 8,4% e atingiu 228,2 mil toneladas. A industrialização de aves evoluiu 57% para 36 mil toneladas. A produção de rações cresceu 8,84% (913,4 mil toneladas) e a produção de massas, pizzas, pão de queijo e lasanha, 25% (1,9 mil toneladas). No segmento de lácteos, a Coopercentral Aurora processou 224,8 milhões de litros de leite em 2008, volume 22,1% maior em relação ao ano anterior, com incremento na produção de leite longa vida, queijos, bebidas lácteas e creme de leite.
Ginástica
Ao divulgar os números referentes a 2008, o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, disse que o cenário desenhado pela crise global recomendou um forte ajuste na produção para eqüalizar oferta e demanda e evitar a canibalização dos mercados. Porém, ele acredita que esse quadro desfavorável será revertido no segundo semestre de 2009 e já conta com uma notícia positiva: é a primeira indústria brasileira a fechar embarques para o Chile.
Crescimento de 19,66%
A crise global e a retração dos mercados interno e externo não atingiu a Coopercentral Aurora, que obteve em 2008 uma receita operacional bruta de R$ 2,67 bilhões e crescimento de 19,66% sobre os resultados de 2007. Segundo o balanço da empresa, o mercado interno respondeu por 83,23% dessas receitas e apresentou crescimento de 23,02%. O mercado externo contribuiu com 16,77% para a composição do faturamento bruto e cresceu, no período, 5,38%. Entretanto, o encarecimento dos insumos empregados na produção à campo, o aumento das despesas financeiras e os percalços com a variação cambial foram responsáveis pelo resultado negativo do ano na ordem de R$ 111,7 milhões. Perdas que, por decisão da assembléia, serão absorvidas pelo fundo de reserva da Coopercentral, evitando que cada uma das 17 cooperativas filiadas tivesse que integralizar capital correspondente às suas operações para cobrir as perdas.
Oportunidade
A Athena Máquinas, de Joinville, buscou uma solução para as empresas ampliarem sua capacidade produtiva em tempos de forte recessão econômica. A empresa passou a oferecer serviço de venda de máquinas usadas, locação e manutenção, com três meses de garantia e a primeira manutenção é gratuita. Para o diretor técnico da empresa, Helio Rosa Júnior, o fato de alugar uma máquina possibilita ao empresário testar o mercado antes de ele se comprometer economicamente.
Fim da greve em SFS
Foi curta a greve dos trabalhadores portuários avulsos em São Francisco do Sul. O consenso veio após várias reuniões dos representantes do Sindicato dos Operadores Portuários de São Francisco do Sul (Sinposf) com os trabalhadores, com a intercessão da diretoria do Porto, onde as empresas TESC e WRC Operadores Portuários, pivôs do movimento, aceitaram renovar a Convenção Coletiva com a reposição inflacionária de 7,15% a partir de 30 de janeiro deste ano e as empresas também suspenderam por 50 dias o processo de contratação com vínculo que estava em curso, processo este que o Sindicato dos Arrumadores tentou, sem sucesso, suspender pela via judicial.
Aurora embarca carne para o Chile
A Coopercentral Aurora anunciou que será a primeira indústria brasileira de carnes a exportar para o Chile, com embarque de 50 toneladas já nos primeiros dias de fevereiro, com destino a Santiago. O volume financeiro envolvido na operação é de US$ 90 mil. O presidente do conglomerado, Mário Lanznaster, reconhece que o volume é pequeno, comnparativamente a outros negócios com o exterior que a empresa mantem, porém, ele diz que mais importante que o negócio em si, é o reconhecimento pelo Chile da excepcional condição sanitária de Santa Catarina, único estado brasileiro que detém o título de área livre de aftosa sem vacinação. O dirigente assinala que esse diferencial de Santa Catarina começou a produzir efeitos no mercado mundial, pois os produtores catarinenses foram os únicos, em todo o Brasil, credenciado pelos chilenos para fornecer carne. Vale lembrar que em território catarinense, apenas duas plantas estão autorizadas para essa operação. A carne suína é originária da unidade frigorífica que a Aurora mantém no município de Joaçaba, no oeste catarinense, credenciada pelos chilenos em 2008. O produto será embarcado em contêineres e transportado via rodoviária para a capital do Chile.
Libra/MSC inicia novo serviço
Iniciou ontem, 28, um novo serviço do armador Libra/CSAV, com escalas semanais diretas para os portos de Cartagena, Puerto Cabello, Port of Spain, La Guaira e Willemstad. Denominado Orinoco, o serviço conta com dois navios e escala com dias fixos. Oferece oportunidades para conexçao com os serviços Euroandes, Americas, Pacar, GEX e Mediterranean e amplia cobertura com conexões até Venezuela, Trinidad & Tobago e Curacao. A rotação dos portos é de 14 dias e com escala direta para os portos de Cartagena, Puerto Cabello, Port of Spain, La Guairá, Puerto Cabello, Willemstad e Cartagena.
o total de 228,42 ton/dia deixa de ser operado
Embora a Administração do Porto de São Francisco do Sul tenha afirmado, hoje pela manha, que a greve atinge apenas o Terminal Santa Catarina (TESC), não interferindo nas operações do porto como um todo, o presidente do Sindicato dos Arrumadores, Edson de Oliveira, informou que todo o complexo portuário está parado, inclusive, com a adesão das demais categorias de trabalhadores portuários que operam em São Francisco do Sul: estivadores, conferentes, vigias e consertadores. Segundo Oliveira, a greve é por tempo indeterminado, até que as empresas WRC Operadores Portuários SA e TESC SA aceitem pagar à categoria a reposição inflacionária e pague para os contratados com vínculo empregatício o piso da categoria ligada ao OGMO. Segundo a média de movimentação diária registrada no ano passado, cada dia parado significa que 228,42 toneladas de mercadorias e 2,1 navios deixam de passar pelo Porto de São Francisco do Sul.
Portuários iniciam greve em SFS
Os arrumadores que atuam no Porto de São Francisco do Sul estão paralisados desde o início da manhã de hoje. Segundo o sindicato da categoria, a greve foi gerada pela recusa dos operadores que operam no Porto em renovar a Convenção Coletiva de Trabalho, e também pelas empresas Terminal Santa Catarina SA (Tesc) e WRC Operadores Portuários, controladas pelo grupo espanhol Dragados, estarem contratando operadores de máquinas sem ligação com o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO) e com vínculo empregatício, com pisos salariais bem abaixo dos estipulados pelo OGMO para a categoria. Em nota a diretoria do Sindicato dos Operadores Portuários de São Francisco do Sul (Sinposf) informa que esteve reunida na tarde de ontem com os representantes do Sindicato dos Arrumadores Portuários de São Francisco do Sul para tentar e evitar a greve, mas sem êxito. Os diretores do Sinposf afirmam que envidaram todos os esforços para atender a demanda dos arrumadores e que a proposta entregue aos trabalhadores contempla a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e a reposição das perdas geradas pela inflação, conforme o pleito. Segundo o Sindicato dos Arrumadores, a proposta está muito aquém das reivindicações da categoria.
Realidade de Itajaí é mostrada no Centronave
Comitiva liderada pelo superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos, apresenta hoje, 29, em reunião promovida pelo Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), na sede da empresa Hamburg Sud, em São Paulo, um minucioso relatório das condições operacionais do Complexo Portuário de Itajaí depois da enchente, o que está sendo feito para resolver os problemas, o cronograma de obras e as condições em que vai operar o Porto de Itajaí com sua nova estrutura. O diretor comercial do Porto, Robert Grantham, considera de alta relevância a participação da comitiva nesta reunião, pois trata-se de uma oportunidade para “mostrar aos armadores o que aconteceu, o que está sendo feito para a recuperação e o posicionamento que a Autoridade Portuária de Itajaí vai tomar a partir de agora. O pacto de redução de tarifas em 10%, pelo prazo de 180 dias, firmado entre a Autoridade Portuária e entidades que atuam no Complexo também será apresentado à diretoria do Centronave, que congrega a armação de longo curso nacional e internacional, defendendo os interesses dos armadores.
Criado grupo para acompanhar dragagem em Itajaí
O Ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, anunciou hoje, em Brasília, 28, anunciou os nomes de João Aires Pinheiro, da SEP, e Heder Cassiano Moritz e Amilton Machado Alcântara, da Superintendência do Porto de Itajaí, para integrar o grupo gestor de acompanhamento do trabalho de dragagem do canal de acesso e bacia de evolução do Rio Itajaí. A coordenação ficará a cargo de Pinheiro. A criação do grupo, conforme este blog divulgou na última semana, foi solicitada pela Autoridade Portuária do Complexo Portuário de Itajaí, juntamente com representantes da bancada catarinense, ao ministro Brito, após a saída de uma das dragas que executava os serviços na cidade, sem que a Superintendência do Porto fosse comunicada. O objetivo do grupo, segundo a publicação no Diário Oficial da União (DOU), é dar à Autoridade Portuária de Itajaí reais condições de “atuar no controle, acompanhamento e fiscalização das obras e serviços emergenciais no Porto de Itajai.”
Infraero abre concurso
Iniciam hoje e prosseguem até 11 de fevereiro as inscrições para concurso da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). São vagas de nível médio e superior para a área de navegação aérea em vários dos aeroportos brasileiros administrados pela empresa e os salários variam de R$ 1.926,36 a R$ 3.203,53. A seleção para cadastro de reserva será organizada pela Fundação Carlos Chagas e constará de prova objetiva para todos os cargos. A inscrição pode ser feita pelo site www.concursosfcc.com.br. As informações podem ser encontradas no Diário Oficial da União de ontem, terça-feira, na página 32 da terceira seção.
BR 470, em SC, entra em leilão em 2009
A crise financeira global não vai impedir o governo de realizar neste ano mais dois leilões de concessão de rodovias federais. Conforme informou nesta semana o Ministro Interino dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, a expectativa é de que até o final de 2009 sejam mais 4 mil quilômetros de rodovias. Dentre as rodovias catarinenses, deve ir a leilão um trecho de 359 km da rodovia 470. Os investimentos previstos pelo governo ainda não foram calculados para os trechos que serão leiloados, entretanto, o governo conta com a ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar os possíveis empreendedores.
SC poderá exportar carnes para a UE
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, está promovendo gestões junto à União Européia (EU) para obter a validação das garantias sanitárias de Santa Catarina para a exportação de carne suína e de bovinos vivos ao bloco. Segundo informações das autoridades européias, uma missão poderá ser agendada ao Estado, caso seja favorável o relatório final da missão veterinária, que está no Brasil para avaliar o sistema de defesa agropecuária para a venda de carne bovina in natura. As primeiras tratativas ocorreram durante encontro entre o ministro Stephanes e o embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise. Segundo informações obtidas junto ao Mapa, o embaixador manifestou seu apoio para que a Comissão Européia reconheça as condições sanitárias de SC e habilite o Estado para a UE. A escolha de SC se baseia na exigência da UE de que a importação de animais vivos ocorra somente de áreas livres de febre aftosa sem vacinação. O Estado possui esse reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), desde maio de 2007.
Dentro da lei
O coordenador de Marketing e Comunicação do TESC e WRC, Pablo Garcia, informa que as empresas controladas pelo grupo Dragados em São Francisco do Sul estão agindo totalmente dentro da Lei, uma vez que a legislação não exige que os operadores de empilhadeiras sejam filiados ao OGMO e o salário oferecido, de R$ 1,6 mil, está de acordo com o que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Garcia confirma a reunião com os representantes do Sindicato na tarde de hoje, mas diz que a empresa está disposta a ouvir as reivindicações, mas que a posição será mantida.
Descumprimento da Lei 8.630/93
O presidente do Sindicato dos Arrumadores, Edson de Oliveira, informa que o grupo Dragados realizou seleção para contratar 18 trabalhadores com vínculo empregatício no serviço de empilhadeiras e filiado ao Órgão Gestão de Mão-de-Obra (OGMO) de São Francisco do Sul pelo salário mensal de R$ 1,6 mil, enquanto a média salarial de um trabalhador de capatazia está entre R$ 2,8 mil e 3 mil por mês. Oliveira informa que representantes do grupo Dragados chamaram as lideranças para sentar e conversar na tarde de hoje, mas ele acredita que a greve será mantida, a partir das 8h15mim de quinta-feira, uma vez que, em sua opinião, será impossível um consenso.
Indicativo de greve em SFS
Os trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) que atuam no porto de São Francisco do Sul anunciaram indicativo de greve para amanhã (29). Segundo o Sindicato dos Arrumadores de São Francisco do Sul (SASFS), a greve foi motivada pela recusa dos empresários que atuam no porto em renovar a Convenção Coletiva de Trabalho e, também, pela proposta dos mesmos em contratar trabalhadores com vínculo empregatício, mas com salários inferiores à remuneração média atual da categoria. De acordo com a entidade, as empresas Terminal Santa Catarina SA (TESC) e WRC Operadores Portuários S/A, ambas controladas pelo grupo espanhol Dragados, se recusam a pagar as taxas, salários, cotas e adicionais estabelecidos pela Convenção. Além disso, pretende diminuir os benefícios, o que seria ato inconstitucional.
Fazenda tem novo diretor
O fiscal Anastácio Martins responde, desde ontem, pela Diretoria de Administração Tributária (DIAT) da Secretaria de EStado da Fazenda. SEgundo o secretário Antonio Gavazzoni, o novo diretor será responsável por uma das áreas mais cruciais para a arrecadação do Estado. Almir Gorges, que até então respondia pela DIAT, continuará vinculado à Fazenda, agora auxiliando diretamente o secretário Gavazzoni em assuntos estratégicos para o Estado. Anastácio terá pela frente o grande desafio de manter o bom desempenho dos números apesar da conjuntura negativa. Natural de Florianópolis, o servidor ingressou na Secretaria da Fazenda em 1978 e atuou como fiscal em Caçador, Lages, Itajaí e Florianópolis. Foi gerente de fiscalização de mercadorias em trânsito nos primeiros dois anos da gestão do governo Luiz Henrique e por quatro anos presidente do Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado de Santa Catarina (Sindifisco)
Possibilidade de investimento em Navegantes
A Licitari Leilões leva a pregão no dia 18 de fevereiro, no átrio do Fórum de Navegantes, uma embarcação pesqueira em aço, construída no ano de 1999 e 21,8 metros de comprimento. Também vai a leilão um terreno em Navegantes, com a área total de 14,3 mil metros quadrados, 210 metros voltados para o Rio Itajaí-Açu e cais de atracação, com calado de 6,5 metros. A área possui edificações, como galpões e fábrica de gelo, e tem localização estratégica para fins portuários, navais ou utilização pela indústria pesqueira. O edital de leilão, imagens dos bens e informações complementares podem ser obtidas no site www.licitari.com.br .
Liminar beneficia agricultores
Um agricultor catarinense, proprietário de fazenda no Mato Grosso, conseguiu liminar suspendendo a busca e apreensão de uma colheitadeira e uma plataforma para milho, que por falta de pagamento havia sido apreendido pelo banco financiador. Decisão judicial que serve de alento para os produtores rurais que, devido aos impactos da crise internacional, não estão conseguindo honrar seus compromissos com os bancos. O entendimento é que, “em se tratando de maquinário fabril indispensável à continuidade da atividade, é admissível que o bem financiado, independentemente da mora do devedor, permaneça nas mãos dele até o julgamento da ação, posto que a sua abrupta apreensão poderá ensejar definitivamente o fechamento da empresa rural, causando assim prejuízos irreparáveis.” Para a Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc), a decisão judicial abre jurisprudência para que outros agricultores em situação semelhante sejam beneficiados e que essa liminar deve servir para inibir novas ações de busca e apreensão de máquinas e equipamentos agrícolas. O vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, informa que, no ano passado, houve negociação de dívidas agrícolas com os bancos financiadores públicos e privados, porém alguns bancos privados não aceitaram participar da renegociação.
Proximidade
Os trabalhadores portuários avulsos (TPA) ligados ao Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO) de Itajaí e a Portonave Terminais Portuários estão bem mais próximos e a tendência é que haja um breve um consenso. A informação partiu do presidente da Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí e diretor de Integração Portuária da Superintendência do Porto de Itajaí, Saul Airoso da Silva, que disse que as negociações entre o terminal privativo e os trabalhadores estão em andamento e que resistências, das duas partes, estão sendo, aos poucos, quebradas. Segundo Silva, se as conversações continuarem nesse ritmo, existe a possibilidade de, em breve, a Portonave estar utilizando a mão-de-obra dos TPA.
Adesão ao pacto de redução de tarifas em Itajaí
Onze representantes de setores públicos e ligados a atividade portuária já assinaram o pacto de redução de tarifas proposto pela Superintendência do Porto de Itajaí. Já constam no documento as assinaturas do prefeito Jandir Bellini, do secretário de Desenvolvimento Econômico de Navegantes Vinício Bortolatto, do superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, do presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí Anselmo de Souza e dos diretores da Portonave Osmari de Castilho Ribas e Rene Duarte. Assinaram também o presidente em exercício do Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Comissárias de Despachos do Estado de Santa Catarina (Sindasc), Wilson Silva de Souza, do delegado do Centro Nacional de Navegação Transatlântica Márcio Bastos, Alexandre Gonçalves da Rocha, presidente da Itajaí Práticos, Alexandre Heitmann, da Gerência de Atendimento a Clientes do Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi) e Luciano Angel Rodrigues, diretor executivo do Órgão Gestor de Mão-de-Obra de Itajaí. O documento deverá receber durante a semana assinaturas de representantes classistas, que dependem de assembléias de suas categorias para apor suas respectivas assinaturas no texto pactuado.
US$ 4,8 bilhões em janeiro
As empresas brasileiras exportaram US$ 2,313 bilhões – com média diária de US$ 462,6 milhões – e importaram US$ 2,568 bilhões – média diária de US$ 513,6 milhões – na quarta semana de janeiro de 2009. No período, a corrente de comércio totalizou US$ 4,881 bilhões e o saldo comercial fechou a semana com um déficit de US$ 255 milhões. No mês, até o dia 25 de janeiro, as exportações totalizaram US$ 7,547 bilhões com uma média diária de US$ 471,7 milhões, valor 21,8% menor que o desempenho médio diário verificado em todo o mês de janeiro de 2008 (US$ 603,5 milhões). Em relação à média registrada em dezembro do ano passado (US$ 628,1 milhões), a queda foi de 24,9%.
Calado de 9,5 metros
O Superintendente Antônio Ayres recebe na tarde de hoje, 26, os resultados do estudo denominado Batimetria Classe A, que comprova que o canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí já tem condições de operar com calado comprovado de 9,5 metros. Ayres informa que no final de semana o porto já operou com esse calado, porém, somente por meio dessa batimetria é que pode ser feita a homologação.
Investimento futuro
O presidente do CAP de Itajaí, Anselmo de Souza, vê a formalização desse pacto como uma ferramenta fundamental para os setores que operam no Complexo Portuário de Itajaí se adequarem ao atual cenário econômico mundial e diz que isso vai gerar ganhos futuros para Itajaí e região, em presença de mercado.
Trabalhadores solidários
O presidente da Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí e diretor de Integração Portuária da Superintendência do Porto de Itajaí, Saul Airoso da Silva, disse que acredita que os trabalhadores que operam no porto devem aceitar o pacto. Entretanto, explica que a redução nas tabelas dos sindicatos filiados a Intersindical deve ser levada a assembléias que serão realizadas por cada categoria. O dirigente lembra que os preços praticados em Itajaí já estão defasados e que as categorias estão negociando os dissídios, mas não vê isso como impedimento.
Boa aceitação
Embora a grande maioria dos representantes dos setores envolvidos na atividade portuária não tenha assina o pacto na reunião de hoje, a proposta foi muito bem aceita. A primeira adesão foi do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí, que em sua última reunião, dia 19 de janeiro, aprovou a formalização desse pacto. A Superintendência do Porto, no papel de Autoridade Portuária, também se comprometeu a reduzir suas tarifas e, a Prefeitura de Itajaí, vai reduzir a incidência do Imposto sobre Serviços (ISS) para a atividade portuária. O superintendente administrativo da Portonave Terminais Portuários Navegantes SA, Osmari Castilho Ribas, se comprometeu a apresentar uma proposta de readequação de custos e revisão de contratos com os armadores. Castilho informou ainda que já prorrogou o início da cobrança da tabela referente ao exercício de 2009, que deveria iniciar em janeiro, devido a nova realidade enfrentada pelo setor. Posição semelhante adotou o Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí, que aguarda o retorno do superintendente Walter Joss, para formalizar a proposta. A Praticagem de Itajaí também aderiu ao pacto, mas, segundo o representante da Itajaí Práticos, Alexandre Gonçalves, os percentuais precisam ser avaliados. Ele já acenou com a equiparação das tarifas diurnas e noturnas e também analisa a possibilidade de outros descontos, porém, diz que os serviços já estão com tarifas reduzidas na cidade. Gonçalves também condiciona uma possível redução de preços a garantia de profundidade e ao balizamento do canal de acesso do Complexo Portuário de Itajaí.
Realidade global
Além dos problemas específicos do Complexo Portuário de Itajaí, que teve sua infra-estrutura comprometida pelas enchentes ocorridas em novembro passado, Robert Granthan destaca a realidade do setor de navegação em nível mundial, que está sendo drasticamente impactado pela crise global. Segundo Granthan, hoje as grandes empresas de navegação estão cortando escalas, reduzindo staffs ou, no caso das empresas menores, se unindo para operacionalizar melhor os serviços que oferecem e reduzir custos. Um dado bastante alarmante informado por Granthan é que hoje 255 navios cargueiros estão parados no planeta em decorrência da crise. Fato que impede que 675 mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) deixem de ser transportados. Volume que equivale a movimentação de contêineres do Porto de Itajaí de um ano. Realidade que, segundo o superintendente do Porto, Antônio Ayres dos Santos Júnior, justifica a formalização do pacto, até como um gesto de compreensão pelas dificuldades que os armadores, clientes do Complexo Portuário de Itajaí, estão enfrentando.
Redução de tarifas
A Superintendência do Porto de Itajaí, no papel de Autoridade Portuária do Complexo da Foz do Rio Itajaí-Açu, propôs aos setores que compõe a formação do “Custo Itajaí”, em reunião realizada na manhã de hoje, segunda-feira, um pacto de redução de tarifas em 10%, pelo prazo de 180 dias. O objetivo é, no atual cenário econômico – marcado pela crise global e, no caso de Itajaí, pelas restrições da infra-estrutura terrestre e aquaviária do complexo portuário – assegurar a fidelidade dos clientes que operam na cidade, armadores, exportadores e importadores, para que gradativamente retornem ao estuário, na medida em que as operações vão se normalizando. A proposta do pacto partiu do diretor comercial da Superintendência, Robert Granthan, que assegura que os armadores que operam em Itajaí estão vivendo um momento particularmente difícil para atender os compromissos com os clientes da região, tendo que reprogramar suas escalas para outros portos, ou ajustar sua rotação, para adequarem-se às atuais condições de calado.
Mercoláctea Milk Fair
Entre as empresas confirmadas para a edição 2009 da Mercoláctea Milk Fair estão gigantes do setor lácteo, como a Tetra Pak, líder em embalagens cartonadas para aplicação na industria de leite, bebidas e alimentos e a Nutron, especializada em programas de alimentação para bovinos de leite. O evento acontece de 24 a 26 de março, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó. A exposição-feira reunirá 150 expositores e deve oportunizar negócios da ordem de R$ 80 milhões. A organização espera receber cerca de 20 mil visitantes.
Novos tempos
Uma cena que parecia impossível há alguns meses ontem se tornou realidade: uma reunião amigável envolvendo diretores do Porto de Itajaí, Portonave Terminais Portuários Navegantes, dos demais terminais privativos que operam no estuário do Rio Itajaí-Açu, de empresas ligadas as atividades portuária e retro-portuária e até representes dos trabalhadores avulsos. O happy hour foi promovido pela Portonave nas suas instalações, em Navegantes, e visto pelo setor como uma importante ferramenta de integração do setor.
Expansão no exterior
O executivo Miguel Abuhab, que fundou em Joinville a gigante de TI Datasul há 30 anos e no ano passado promoveu sua fusão com a Totvs, anunciou nesta semana sua segunda aquisição em seis meses. Abuhab comprou o controle total da Vivacadena, fornecedora holandesa de sistemas de gestão da cadeia de suprimentos, por 5,5 milhões de euros. O negócio foi mediado pela Agentrics, empresa especializada no setor varejista que o executivo adquiriu por US$ 50 milhões em 2008. Por meio de comunicado à imprensa, Abuhab diz que, com essa negociação, busca reforçar sua estratégia de expansão no exterior.
Resultados superam expectativa
A Cia. Hering, de Blumenau, registrou receita bruta 43,9% superior no quarto trimestre de 2008, na comparação com igual período do ano anterior. De acordo com comunicado da Companhia, a principal razão para o crescimento foram as vendas no mercado interno, que apresentaram elevação de 53%. Na rede Hering Store foi apontada uma alta de 29% de comercialização nas mesmas lojas. O plano de expansão de lojas da rede Hering Store superou as metas da empresa, ao encerrar 2008 com 230 lojas, seis a mais do que o previsto. A empresa espera que ao final deste ano tenha 346 lojas no Brasil, incluindo Hering própria e franquia, e PUC própria e franquia.
Viqua quer crescer 25%
A Víqua Indústrias de Plástico, de Joinville, mantém as perspectivas de crescimento para 2009. A empresa projeta crescimento de 25%. Para atingir a meta, o planejamento estratégico da empresa prevê o lançamento de produtos e um novo posicionamento da marca no segmento de materiais de construção. O diretor Daniel Alberto Cardozo Júnior diz que a empresa está adotando melhorias no relacionamento com o comércio e separando o portfólio em três linhas: casa e decoração, predial e irrigação. Com isso, busca ampliar o foco de mercado. As perspectivas do segmento de materiais de construção para 2009 são de um crescimento médio de 3% a 4%.
Recolhimento pela Internet
Para facilitar e aumentar a segurança do processo de geração das Guias de Recolhimento da Contribuição Sindical Patronal Urbana – GRCS, a Federação das Indústrias (FIESC) e os seus 131 sindicatos filiados oferecem uma ferramenta de emissão pela Internet, com enquadramento automático. Ela está disponível no endereço www.fiescnet.com.br/sindical e, partir do CNPJ, município e categoria econômica do estabelecimento, informa o sindicato correto de recolhimento, permitindo, ainda, a impressão da guia diretamente a partir do site.
Arrendamento
Hoje Antonio Ayres se reúne com técnicos da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (ANTAQ), para dar início às conversações para o arrendamento dos berços 02 e 03. Com isso a Superintendência do Porto de Itajaí busca se desligar das operações, como determina a Lei de Modernização dos Portos (8.630/93), e atuar apenas como Autoridade Portuária. Dessa forma, explica Ayres, o porto poderá receber investimentos da iniciativa privada, como vem ocorrendo com o berço 01, arrendado para o Teconvi há oito anos, e também promover uma maior integração dos terminais que operam nas margens do Rio Itajaí-Açú.
Recuperação do molhe norte
Durante o encontro com o ministro Pedro Brito, Antônio Ayres também apresentou um pedido para a recuperação do molhe norte, que foi prontamente atendido. Os investimentos necessários somam R$ 17 milhões e serão totalmente custeados pela União, sem contrapartida do município. Ayres explica que o molhe também teve sua infra-estrutura danificada pelas enchentes de novembro passado e que necessita de recuperação e ampliação. Tal pedido já havia sido apresentado à SEP no ano passado, pela administração anterior, mas não havia entrado no escopo inicial do projeto de recuperação emergencial do Complexo Portuário de Itajaí.
Gestão compartilhada
Os serviços de dragagem do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí, em execução pelo Consórcio Draga Brasil, terão, a partir de agora, o acompanhamento de dois técnicos indicados pela Superintendência do Porto de Itajaí e de um técnico indicado pela Secretaria Especial de Portos (SEP). O grupo de gestão para o acompanhamento do contrato firmado entre o Consórcio e a SEP foi criado ontem, em Brasília, após reunião entre o corpo técnico da SEP e autoridades portuárias de Itajaí. O superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, juntamente com a senadora Ideli Salvatti, conversou com o ministro Pedro Brito, que acatou a escolha de um modelo de gestão compartilhada. O primeiro nome apresentado para representar a Autoridade Portuária de Itajaí na comissão é o de Heder Cassiano Moritz, que acumula mais de 30 anos de atividade portuária e já exerceu diversos cargos diretivos dentro da autarquia. O segundo nome Ayres deve indicar amanhã, sexta-feira.
Nautilus Home Club
A construtora Rôgga SA inicia 2009 com investimentos de mais de R$ 30 milhões na primeira etapa da construção do Nautilus Home Club, um condomínio com 10 edifícios de oito andares e 450 apartamentos, em Penha. As obras iniciam em fevereiro, com a entrega da primeira etapa do projeto em 30 meses. O condomínio será edificado em terreno de 35 mil metros quadrados, há poucos metros da praia, e inicialmente serão construídos três dos dez edifícios projetados. Os restantes serão construídos nos próximos cinco anos e o investimento total na obra soma R$ 90 milhões.
Map Trax 430
A catarinense Intelbras disponibiliza no mercado um novo modelo de GPS denominado Map Trax 430. O equipamento tem 1,25 mil cidades brasileiras mapeadas e pela tela sensível ao toque – de 4,3 polegadas – o usuário pode localizar 370 mil pontos de referência. Outras características do Map Trax 430 incluem a visualização tridimensional da mapas e esquema de cores diurno e noturno, além de memória interna de 256 MB. O produto já pode ser adquirido na loja virtual da Intelbras e em redes varejistas, pelo preço de 1.199 reais.
Nova franqueada
A Portobello Shop, maior rede de franquias especializada em revestimentos cerâmicos, abriu mais uma loja em Curitiba. Implantada em 1998, a franquia é subsidiária da Portobello SA, de Tijucas, e a única rede especializada em revestimentos cerâmicos do Brasil. Atualmente a empresa possui mais de 100 lojas e está presente em Alagoas, Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Mercado de luxo
A aquisição de novas marcas no segmento luxo faz parte das estratégias da Marisol, de Jaraguá do Sul, para sustentar o crescimento da empresa e ampliar a margem de lucro nos próximos anos. A meta da empresa, segundo anunciou o presidente Giuliano Donini, é atingir o faturamento de R$ 1 bilhão até o ano de 2011. Hoje, no segmento moda luxo, a Marisol conta com as marcas Premium Lilica e Tigor, e a Rosa Chá.
Nova Phantom 260
A lancha Phantom 260, lançada pelo estaleiro catarinense Schaefer Yachts durante o Rio Boat Show 2008, ganha novo modelo, de proa aberta, que entra no mercado náutico no início deste ano. O barco tem todas as características da versão cabinada, só que preparado para o uso em locais mais quentes. Segundo a empresa, o modelo - que já está em fase de testes e com grande lista de espera nos mercados interno e externo - pode ser equipado com motores de 190 a 320 hp e possui tanque de 200 litros. Conta ainda com o tradicional conceito da marca: luxo aliado a potencia e excelentes condições de navegabilidade.
Demissões na Sadia
A Sadia demitiu hoje 350 funcionários de seus setores administrativos. Segundo a Assessoria de Imprensa da empresa, esse corte tende a gerar uma economia de R$ 44 milhões por ano à Sadia, que no terceiro semestre do ano passado amargou perdas de R$ 760 milhões com a crise internacional. A empresa informa que as demissões não afetarão o volume de produção e que a medida foi tomada para readequar custos e conferir agilidade aos processos. Não foi divulgado quais os estados foram atingidos pela medida e se as demissões se limitam a esse número ou se novas dispensas estão programadas.
Saldo positivo
O Grupo Localfrio, que nasceu da logística de frigorificados e que mantém duas unidades em operação em São Paulo, uma no Guarujá e uma em Itajaí, encerrou o ano de 2008 com o faturamento de 180 milhões e incremento de 30% sobre o ano anterior. Apesar de manter o foco nas cargas reefer, as cargas secas e os contêineres tiveram importante papel nos resultados, bem como os serviços de outro braço da empresa, a transportadora Trasnlocal, movimenta cargas pelo modal rodoviário.
Cumprimento do prazo
Hailton Siqueira explica ainda que os trabalhos de desassoreamento do canal de acesso ao Complexo Portuário do Itajaí já somam a quantidade de um milhão de metros cúbicos dragados e que a marca corresponde a aproximadamente 50% do volume previsto no contrato com a Secretaria Especial de Portos. De acordo com, representante do consórcio Draga Brasil, as obras devem terminar em torno de 45 dias.
Explicação
O Consórcio Draga Brasil explica que a partida da draga Xin Hai Hu, com capacidade para 13,5 mil metros cúbicos, na tarde de domingo (18), ocorreu porque a utilização deste equipamento não estava prevista no contrato firmado entre o Consórcio e a Secretaria Especial de Portos. O representante do consórcio, Hailton Siqueira, diz que a proposta comercial vencedora, vinculada ao contrato assinado com a SEP, especifica dois equipamentos: a Hang Jun 3001 e a Hang Jun 5002. Segundo ele, a vinda da draga Xin Hai Hu foi uma demonstração de solidariedade dos consorciados em relação à situação da região e o equipamento foi utilizado para retirar os maiores acúmulos de sedimentos. Inclusive, informa Siqueira, o Consórcio Draga Brasil arcou com todos os encargos financeiros da vinda da draga Xin Hai Hu.
Transparência
Os resultados das tratativas da delegação em Brasília serão apresentados à comunidade de Itajaí na quinta-feira, em reunião coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Renda de Itajaí, marcada para as 18 horas no auditório da Superintendência do Porto de Itajaí. Essa ação visa manter a comunidade ciente de todas as ações em prol da recuperação da atividade portuária. Na reunião também será apresentado um levantamento das demandas surgidas após os efeitos causados pelas enchentes de novembro do ano passado e discutidas estratégias de recuperação da cidade e da capacidade produtiva.
Unanimidade
A reunião do CAP foi marcada pela unanimidade dos seus membros em exigir que a Autoridade Portuária seja comunicada do andamento dos serviços, fundamentais para a recuperação da atividade portuária em Itajaí e Navegantes. Para buscar um melhor entrosamento entre a Autoridade Portuária e Consórcio, e garantir o andamento dos serviços, o presidente do CAP, Anselmo Souza, mais o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Junior, e representantes de diversos segmentos ligados a atividade portuária na região, estarão amanhã na Secretaria Especial de Portos, em Brasília. Além de conversar com o ministro da SEP, Pedro Brito, a delegação de Itajaí também vai buscar a adesão da bancada catarinense no sentido de agilizar o andamento dos serviços.
Preocupação
A saída da draga chinesa Xin Hai Hu – com capacidade de 13,5 mil metros cúbicos e considerada a maior draga em operação no Brasil – do estuário do rio Itajaí-Açu resultou na realização de reunião extraordinária do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí. Segundo os membros do Conselho, a draga deveria ficar executando os trabalhos em Itajaí pelo período de 30 dias e, na realidade, ficou apenas 15 dias na cidade. A retirada do equipamento foi agravada pela falta de comunicação entre a Autoridade Portuária e o Consórcio Draga Brasil, responsável pelos serviços de desassoreamento do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí. O representante do município no CAP, Amílcar Gazaniga, diz que o problema foi minimizado com a chegada de outra draga em Itajaí, com capacidade de 5 mil metros cúbicos. Porém, aumenta a preocupação com relação ao cumprimento dos prazos de execução dos serviços de dragagem e da retomada das operações do Complexo Portuário em sua totalidade.
Consolidação
Porto Belo se consolida como o principal destino para os cruzeiros marítimos que atracam na costa catarinense na temporada 2008/2009. Até 12 de abril o município deve receber 42 navios de passageiros, número que responde por 56,76% das atracações do estado, que devem somar 74 até o final da temporada. O secretário de Turismo de Porto Belo, Marcos Jaques, informa que o município receberá nesta temporada dez transatlânticos a mais. Em contrapartida, ele diz que o número de turistas que desembarcarão na temporada deve dobrar, com relação a temporada 2007/2008. Além de Porto Belo, os navios de cruzeiros atracam em Itajaí e Florianópolis.
Créditos de Carbono
A Tractebel Energia comercializa créditos de carbono da Unidade de Co-geração Lages, empreendimento certificado como de Desenvolvimento Limpo pela Organização das Nações Unidas. A usina gera energia a partir de resíduos da indústria madeireira da região, evitando a emissão de gás metano que seria liberado com a decomposição da madeira e provocaria o aumento do efeito estufa, com o conseqüente aumento da destruição da camada de ozônio. Segundo a empresa, com mais essa atitude a Tractebel fortalece o seu compromisso com a preservação do meio ambiente.
Recuperação da SC 486
O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) inicia hoje as obras emergenciais de recuperação da SC 486 (Rodovia Antonio Heil), no trecho que liga Itajaí a Brusque e que foi danificado pelas chuvas que atingiram a região em novembro do ano passado. Os investimentos somam R$ 5 milhões e englobam a recuperação de locais onde houve deslizamentos, além de serviços de terraplanagem, sinalização, drenagem e pavimentação. Os recursos são provenientes do governo federal. O prazo máximo para conclusão das obras é de 180 dias e, segundo o Deinfra, o trânsito não será comprometido.
Itajaí na 15ª Intermodal
Depois de ficar fora da maior e mais importante feira do setor de logística, comércio exterior e transporte mundial por alguns anos, o Porto de Itajaí confirmou na semana passada a sua participação na Intermodal South America 2009. O evento acontece de 14 a 16 de abril, no Transamérica Expo Center, na capital paulista e, a exemplo das edições anteriores, vai contar com expositores nacionais e internacionais. O objetivo da feira é apresentar tecnologia em serviços, equipamentos e produtos, inovação e muita informação, impulsionando negócios e parcerias, servindo de plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-ventures, vendas e networking. O Portonave Terminais Portuários Navegantes SA também se fará presente como expositor no evento.
Redex
A unidade de Itajaí da Standard Logística recebeu a habilitação para operar no sistema de Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) e busca incrementar em 30% suas operações na cidade catarinense. Entre as vantagens de operar neste sistema, explica o gerente geral da unidade Diogo Aleixo, está a possibilidade de oferecer ao exportador serviços que agreguem valor em controle, velocidade e redução de custos aos processos de exportação em todo o Complexo Portuário de Itajaí.
Direito Regulatório
Com prefácio do professor Ashley Brown da Harvard University, a Conceito Editorial publica o livro Direito Regulatório e Inovação nos Transportes e Portos nos Estados Unidos e Brasil, que é fruto das pesquisas de pós-doutoramento do professor Osvaldo Agripino de Castro Junior no Center for Business and Government da Harvard University, centro de referência mundial em estudos regulatórios. O autor é advogado e coordenador do Grupo de Pesquisas Regulação da Infra-estrutura e Juridicidade da Atividade Portuária do Programa de Doutorado e Mestrado em Ciência Jurídica da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).
8 anos: 100 milhões de passageiros
A Gol Linhas Aéreas inteligentes completa hoje seu oitavo aniversário e comemora sua consolidação. No período a empresa transportou 100 milhões de passageiros e conquistou 40% do mercado aéreo brasileiro.Opera 59 destinos com 104 aviões, possui cerca de 16 mil profissionais e cinco marcas – Gol, Varig, Smiles, Voe Fácil e Gollog.
Como enfrentar a crise global
Para driblar a alta do dólar, a alternativa é reduzir as importações e alavancar a pressão para que as exportações sejam mantidas. A afirmação é da presidente da Câmara de Comercio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Maria Tereza Bustamante. Grande conhecedora do mercado externo, a especialista diz que é preciso incentivar a compra do insumo nacional ou regional e investir, criar e manter planos de desenvolvimento, bem como incentivar os nichos de serviço. Maria Tereza diz ainda que este o momento oportuno para o Brasil se aproximar de outros países, como os asiáticos, para celebração de acordos comerciais de ultima geração com vistas a alavancar novos investimentos, abertura de mercados e de setores. Maria Tereza diz ainda que esta é a oportunidade de investir forte no desenvolvimento de nichos de mercado novos e oferta de novos produtos e/ou serviços. Com relação aos mercados tradicionais, ela acredita que, mesmo impactados pela recessão, eles serão mantidos e apresentarão os mesmos ritmos. Mas alerta que o momento exige flexibilidade e criatividade para oferecer melhor suporte ao cliente.
Crise vai aumentar procura pelo SUS
A crise deve chegar também às empresas administradoras de planos de saúde. A afirmação é do secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Antônio Alves de Souza, que acredita que a migração de beneficiários de planos de saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS) será uma das conseqüências indiretas que o país enfrentará. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abrange), Arlindo de Almeida, até o momento não foi sentido nenhum efeito da crise, mas, segundo ele, as férias coletivas anunciadas pelas empresas são prenúncio de demissão, o que, inevitavelmente, impactará na saúde financeira das administradoras.
Missão cumprida
Amaury Olsen, que preside a Tigre até março, deixa o cargo com sua missão mais que cumprida. Há 13 na presidência e 40 na companhia, foi sob sua batuta que ocorreu praticamente todo o processo de internacionalização da empresa, que será entregue a Dreher muito bem preparada para enfrentar as turbulências do mercado que possam vir neste ano. Tanto é que a Tigre reavaliou seus projetos para 2009 os investimentos de US$ 100 milhões previstos para este ano serão mantidos.
Dreher prevê um bom ano para a Tigre
O vice-presidente da Tigre SA, Evaldo Dreher, assume a presidência da empresa em março e tem excelentes expectativas para 2009. Dreher justifica seu otimismo pelos altos investimentos que a gigante do setor de tubos e conexões realizou no ano passado e pelo cenário positivo que se desenha para o setor da construção civil. Ele destaca os investimentos de US$ 70 milhões, realizados pela Tigre, fizeram com que a companhia consolidasse sua presença internacional e ampliasse sua atuação no Brasil, inclusive com uma nova marca. A evolução tecnológica e a ampliação da produção, aliadas à construção das unidades fabris da Tigre na Colômbia, Equador e Estados Unidos, da fábrica de acessórios em Minas Gerais e da aquisição de uma unidade no Peru, também tiveram peso determinante na realidade positiva verificada em 2008.
Investimentos em equipamentos
O início das operações de dois porteineres em Itajaí, previsto para junho, também vai contribuir para que a meta estipulada para 2009 seja atingida. Os equipamentos foram adquiridos pelo Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi) no final do ano passado e devem ser descarregados em Itajaí até maio. O diretor comercial do Teconvi, Patrício Júnior, diz que o início das operações deve ocorrer em junho, uma vez que o tempo necessário para a montagem dos equipamentos é de um mês. Os porteineres foram adquiridos da empresa chinesa ZPMC – detentora de 75% do mercado mundial para esse tipo de equipamento – e têm capacidade de operar até 45 contêineres por hora. Embora o Teconvi não tenha divulgado os investimentos nos porteineres, o custo unitário de cada um desses guindastes no mercado oscila entre US$ 7 milhões e US$ 10 milhões. O executivo informa também a aquisição de mais um guindaste MHC pelo Teconvi. O equipamento já está em Itajaí, em processo de nacionalização, e deve começar a operar até março.
Produtividade
Embora Gazaniga considere a meta ousada para as atuais condições em que se encontra o Complexo, o aumento na produtividade, que deve ocorrer a partir da retomada das operações, tende a compensar as deficiências de infra-estrutura. O superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, explica que com a redução no número de berços em operação, os guindastes móveis de terra de alta performance – quatro mobile harbour crane (MHC), mais dois guindastes de grande porte –, que operavam nos quatro berços, serão deslocados para os dois berços em operação, dobrando a capacidade operacional e reduzindo o tempo de atracação dos navios que operarem no Porto Público e Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi). Segundo Ayres, isso vai gerar maior rotatividade no cais.
Itajaí quer movimentar 1 milhão de TEUs
O Complexo Portuário de Itajaí, que compreende o Porto de Itajaí, Porto de Navegantes e demais terminais privativos instalados nas margens do rio Itajaí-Açú, tem a meta de movimentar 1 milhão de TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) até o final deste ano. O volume a ser operado foi estipulado em reunião com representantes dos terminais na manhã de ontem, 14, e foi informada pelo titular da Assessoria Especial para a Recuperação de Itajaí e representante do município no Conselho de Autoridade Portuária, Amílcar Gazaniga. O número, nada significativo se analisada antiga realidade local, ganha relevância pelo fato do Porto de Itajaí e demais terminais estarem com suas atividades praticamente paralisadas desde novembro do ano passado, em decorrência das cheias que assolaram a região. As operações tendem a voltar ao normal a partir de fevereiro, porém, com o Porto de Itajaí, que é o responsável pela maior fatia da movimentação, operar com apenas dois de seus cinco berços de atracação.
Editora Bittencourt