terça, 09 de agosto de 2022
29/01/2021

Santa Catarina termina 2020 com o maior saldo de empregos formais do Brasil, aponta Caged


Santa Catarina teve o melhor resultado do país na geração de empregos formais em 2020. O dado foi confirmado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia na manhã desta quinta-feira, 28. Ao todo, foram geradas 53.050 vagas com carteira assinada no Estado no ano passado. O número representa 37,1% de todos os 142.690 empregos criados no Brasil em 2020. Para o governador Carlos Moisés, o dado mostra a competitividade da economia catarinense.

“Santa Catarina se manteve com a menor taxa de desemprego do país ao longo dos últimos anos. Isso reflete a confiança do setor empresarial em nosso Estado, onde há segurança jurídica e boas condições para se investir, gerando emprego e renda. Em 2020, tivemos a pandemia de Covid-19, que afetou a economia de todo o mundo, e, mesmo assim, conseguimos terminar o ano com um saldo expressivo na geração de empregos. É um resultado que deve ser comemorado, mas que não pode gerar relaxamento. Seguiremos com o trabalho forte para que Santa Catarina siga avançando”, conta o governador.

Todos os setores econômicos registraram incremento no número de vagas no ano de 2020 em Santa Catarina. O melhor resultado veio da indústria, com um saldo de 25.452 empregos. Na sequência, aparece o setor de serviços, com 17.776 de saldo. O comércio surge em terceiro lugar, com 7.141 empregos criados em 2020. A construção civil (2.051) e a agropecuária (630) fecham a lista.

Ao longo de 2020, Santa Catarina teve 1.052.937 admissões e 999.887 demissões, segundo o Caged. No mês de dezembro, o saldo ficou negativo em 11.677 vagas. O último mês de ano normalmente registra mais demissões que admissões por conta da extinção de empregos temporários criados em meses anteriores.

Destaque nacional

Em 2019, Santa Catarina já havia sido destaque nacional ao registrar a melhor geração de emprego dos últimos nove anos, com 71.406 novas vagas. Segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Celso Albuquerque, trata-se de um reconhecimento da gestão correta adotada pelo Governo Estadual nos últimos dois anos. Ele também destaca a importância de se ter um emprego em um momento tão complicado como o atual.

“O emprego representa a dignidade das pessoas em poder pagar suas contas. Santa Catarina é um estado diferenciado, e o destaque no cenário nacional reforça a capacidade empreendedora do catarinense mesmo frente às adversidades. Continuamos trabalhando focados no nosso papel de construir oportunidades para o crescimento e desenvolvimento sustentável por meio de políticas públicas e ações que trazem competitividade e segurança aos empresários”, avalia.



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

© Copyright 2000-2014 Editora Bittencourt